Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07556


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Full Text
m nMl

ANNO XXX. N. 33.
tentados 4,000.
aezes vencidos 4,500-
SEXTA FEIRA 10 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
>
*
' I
ENCORREO A!_
Rucife, ffpropHelifi^l. F, do Farin; Rio do Ja-
eira Mattins; Bahi, o Sr. F.
lacoi, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
8r. Joquino Ignacio Pcruira; Aracaly, o Sr.
Braga ;j&B, o Sr. Victoriano
inio, *Sr.'Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o> Sr. Jusfcio Jos Ramos.
4 CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 d. por 19000
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cenlo.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate. '
Aceocs do banco 8 a 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto do lellras de lia 12 1/8 de rebate.
, METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 volhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Palacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns- nos das 1 c 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna c Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOiE.
Primeira as 2 boras e 54 minutos da larde.
Segunda s 3 boras o 18 minutos da manhaa.

AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio,- segundas e qnintasfeiras-
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras as i 0 horas.
Juizo de Orphos, segundas c quintas s 10 horas.
1." vara do civcl, segndale sextas aomcio'dia.
2.* vara do ci'vel, quartas e sabbados ao mcio dia.
F.PIIEMERIDES.
Fcvereiro 4 Quarto crescente as8 hora, 18 minu-
tos e 48 segundos da tjale.
13 Lua.cheia as 4 horas,^4 minutos e
48 segundos da manliaa.
.20 (Juarto* minguantc as 8* horas 25
minnlos o 48 segundos di manhaa.
i 27 La nova as 2 horas, 2*0 minutos e
48 segundos da tarde.
\
PTE OFFICIAL.
COMHANSODAS ABMAS,
tjirwl pnrtl do eommando d -amas da
Peraaaabace, na etdada do Recite, em 8
do'ftvarclro da W6*.
OBSXM DO DIA N. 5<.
O roarecluil decampo commandanle das armas, em
ifcurao do artigo 17 do regulameuto que baixou
com o decreto n. 1089 de 14 de dezembro de 1832,
declara qoe nesta data, depois de inspeccionado de
saude, contrado novo engajamento o cabo de esqua-
dra d companhia fixa de cavallaria desla provincia,
Jobo llygino Xavier da Fonseca, que (lnalisou o lem-
po i que era obrigado a servir na qualidade de vo-
luntario.
Pica este cabo de esquadra obrigado a servir por
no de seis anuos, percebendo alm dos vencimen-
lus que por le Me competirn, o premio de qualro
ceutog mil res pagos em partes iguaes nos primeiros
le ararla, e concluido o engajamenln una
data Ierras de vinte e duas mil equinheiilas bra-
is nos termos do artigo 2." da Ici n.6'<8
to do referido auno de 1832.
o oo caso de deserjflo o perdnenlo
gens do premio, edaquellas a que lem di-'
9 artigo 4." da citada Ici, ser considerado
rolado, e se lite descontar no lempo do en-
astilo, o de prisao em virtude de senleuca, a-
verb o-*e este descont, e a pona das vantagens
nor ctivo titulo, como lie expresso no artigo 7.
do sobredto regulameuto.
O nesmo marechal de campo commaudante das
armas, lem por muilo recommeudado aos senhores
commindantes de corpos do exercito sb sna jjirsdic-
ro, M observancia da circular que segu trans-
cripta.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
ra em 27 de dezembro de 1853.
u Illm. e Exm. Sr. Pudendo dar lugar
cala de pegamento, 011 ao menos a demora del
le *m um como em oulro caso lie prejudicial fa-
zenda nacional on aos interesados a falla de decla-
rarla do regido ou verba nos lilulos de dividas de
v encmenlos militares, segundo se lem observado em
mullos que exislem dependentes de informacoes e de
reformas por causa desta e de oulras irregularidades,
S. M. o Imperador, mandando-novamcnle rccoiniiK'ii-
dr fiel etecucao das circulares de 21 de inaio de
1844 e 5 Amarro do 1817, determina que o com-
; forc existente nessa provincia nao prc-
tira essa formalidade indispcnsavel, para facililar-se
o processo e Uquidat;ao das referidas dividas as re-
liarticoes fisraes., O communico V. Exc. para seu
csithrcnienlo eexecueo das convenientes ordeus.
Dos guarde a V. Etc. Pedro de Alcntara Bct-
legarie. Sr.presidente da pxuviucia de Peruanm-
buc*. m
Cajnpr-se. Palacio qp governo de Pernambu-
e;i de fevereiro de t83i. Figueiredo.
Aangaado. Jote Fernandes dos Sanios Pe-
reiT &.' *
l andido\lsal Ferreira, ajudanlc,,-do ordens en-
emigad do.delallic. ,
ERRATA.
Na ordem do dia n. 53, publicada lio jornal de
lionlem, em tugar de ataque da campanba do Via-
mio^-leale : alaquejUcapella do Vamao.
da gff-
rafl
ellfT que
publicados nos peridicos curopeus e mesmn chine-
zos, ousn allirmar que o Sr. Tien-l lie myllio e na-
da mais. Em apoio desla piniao peco licenca para
aprescnlar algumas observares que, sean consegu-
remdemonstrar que Firtude-Celesle nao be enao
um uorne, pelo menos na China, lerau sempre um
mrito de aclualidade, nesse momento em que os ne-
gocios daquelle paiz se tem tornado um assump'tode
conversat-ao. geral c excitam um interesse mais vivo
que esclarecido, /
ce Estas observaroes s3o relativas s sociedades se-
cretas que exislem no paiz. Muilos escriptores tem
feito menrao deltas; mas o que ellos lem mellior prn-
vaflo, sem o querer, lie que essas sociedades cram
perfeilamentc secretase qne osCliinczeslinliam urna
ioelinaro odiosa para a mysliflcacjlo, bem propria
para laucar os Europeus, anda os mellior informa-
dos em um ddalo de perplexiddes incxplica-
veis.
A existencia dessas sociedades secretas remonta ao
anno de 1674, e sabe-se lia muilo lempo que um de
seus principaes objeclos lie a deslroicao da dynastia
Manlcliou Fon Tring /ult M+ng islo be des-
Iruir a dynaslia Tsing e restaurar a dynastia Ming
he sua divisa ha perlo de dous seculos, diz um es-
criplor do China-itail de 7 de jnlho passado.
e Ha dessas sociedades por loda a parte ofide lia
Chinezes, c seus principios e o lini que se propoem,
sao quasi idnticos aos da maronaria. Ellas lem dif-
ferentes ames, segundo os lugares, e al nos mes-
mos lugares. Em Singapore se denominam Tan
Toe Iloeij, se devemos crer na auloridade de um
professor malaio chamado Abdallali, cujas informa-
roes saa con-ignadas no Diario do .Irchipelago n-
diodn mezdc seleinbro do anno passado ; mas o no-
meverdadeiro he dado pelo doutnr Milne, director
do collegio chine/, de Malaca (e sanecionadopelo dou-
lor Morisnn autor do diccionario rhinez),no primeiro
volunte das series in l.,das transacrOn da tociedade
real atiatca de,Lnndres; pag. 240. A saber : Theen
te hwuy. finta significa co; t.- trra,e lniug,
urna ajuiciaran de hoinens. O doutoxMilnc traduz
estas palavras por sociedade celesloflHplre ; litle-
ralmenle ellas qtierem dizer ''"ociialBtjHBt e da
ierra. ^WW^
Nos Mares Orienlaes d'Earl,publicados em 1837,
aclio na pagina369 a passascm seguinle relativamen-
te a essas sociedades: Para evitar a perseguirn,
todo o chinez rcconlie.ee necessario, a sua chegada.
lornar-se pjfemhro de nina das sociedades secretas, as
quaes todas lem por objeclo na C\mh deslruir a dy-
naslia actual. >
Em Singapore, ellas deixam-se voluntariamente
ir inclinadlo nacional dos Chinezes para o roubo,
Esses iillimos furam morios ouexpcllidos; osquees-
caparam i morte acharan] refugio em Sarawach, e o*
Hollandezes foram batidos muilas vezes. NSo era is-
sosenito o simples effeilo da fermentacao causada pe-
lasoperares do governo inglez conlra a China, e
esses excessos foram reprirados lano quanto foi pos-
sivel pelos -chefes da assoclacao, os quaes procura-
vam com emjicnho ganhar amigos entre .os eslran-
geiros.
a .1.miis nao ouvi fallar de nenliuma assoriar,"
secrela na China, que nao fosse urna ycamiflcsro do
Theen T Hwuy, enao creio que neSiliuma exisla.
Nao creio lainhem que leuda jamis existido um in-
dividuo com o nomo de Tien-T, Theen, ou Tan-t,
nao obstante Mr. Callery e Mr. Yvan nos terem da-
do o retrato authentico dy chefe. Theen-t he urna
expressao mu commum entre os indgenas que lem
conhecimenlo da associaro, sem serem membros
della ; he o pendente do juiz Lynch na America.
Theen-t vira aquielar-vos, dizem muilas vezes os
Malaios aos Chinezes que fazcm desordem.
Oulro norae da associaro he o San to Hwuy,
ou a sociedade de tres em um, por allusao aos tres
principios, o co, a Ierra e o hornera. Daqui a deno-
minariio de mexedede triada empregada por GulzlalV
no Diario da socieaade real asitica em 1816, o
qual deveria ser ldo por lodos aquelles quequerem
esclarecerle sobre esla questo.
a Os membros da associaro nao tem oulra religio
que urna sorle de veneracao para com os antepassa-
dos; mas nao pondo duvida cm que os chefes adop-
taran! o protestantismo, se podessem faze-lo sem di-
minuir sua propria influencia, da qual sao excessi-
vamenle zelosos. O que ha de cerlo he que seu odio
propaganda calholica he lal.que el les a extirpar a ni
se podessem fazc-lo. Esse odio provm de que a in-
fluencia adquerida par esses padres sobre o espirito
de seus conversos excede muilo a que nunca poderam
alcansar os rhetes mais eansiJeraves da associajo.
especiaes, encarregados de presidir ao desembarque i primeifo lugar entre os especimens da industria
Nor-
e condueco das machinas.
A industria do algodao he a que esli men
sentada enlre as que figuram no.palacio de
New-York. Tres fabricanles, sendo um de M
se, enviaram algumas amostras ; nao se (em vi
nlium espcimen dos estalieleciraentos da
mundia. ,
A industria da Ifla oceupa relativamente um lugar
muilo importante. Alm de um grande nomcro de
tapetes, quc.se desenvolvem em todas as direrres,
pdc.se assignalar a presenea de cineo ou seis pro-
dueces de panuii de nossas fabricas do norte. As
de Carcassona, Bedariaox, l.odcve, Clermonl, Rodez,
Saiul-Afrique, Sainl-Pons, ele, etc., nada envia-
ram. Tres manufacturas de colchas mandaram al-
gumas amostras.
As sedas franrezas brilham ante* pela qua'.idade
do que pela quantidade dos eslofnt eiposlus, e nao
he sem admiraro que se lem visto urna industria,
cujosarligos oceupam oprimero lugar na cifra das
imporlares francezas nos Estados Unidos, represen-
tada por dez fabricantes smente.
As porcelanas, os bronzes, os cryslaes, as obras de
ouro, os movis, as rendas, as lavas, as modas e lo-
dos os arligos de goslo, em urna palavra, sao os ob-
jeclos que oceupam a manir parle do esparo reservar
do a secrao franecza. Deve-sc ajuntaros espelhos de
Sainl-Uobain, os couros.as qoinquilherias e sobre lu-
do os inslrumcnlos de cirurgia, os qaaes sustenlam
dignamente a reputarao da franca. Resta fallar da
exposirao das manufacturas imperial de Svres, de
Oobelins e de Beauvais. Os produc notaves, que
foram enviados a New-York, exciflro geralme'nte a
admiraro dos Americanos, e os viiilantes alfluem
sempre no rcparlimenlo especial pan os especimens
daqoellcs cslabelecimenlos. '
As obras de escnlptura franecza oceupam corta-
mente o primeiro lugar no palacio de vidro pela
Esle senlimenlo manifeslou-st etcenlemente na des-, 1uanli,Ia0'e. variedade, importancia dos assumptos e
esperar uns
te seitas,
& que
um
associaro em
\)
EXTERIOR.
' asa Matea on sera' am myttra ?
la desgrana No momento em que os an-
te peripecias polticas, lomando interesse pelo
drama qne se re present no celeste imperio, come-
cala a apaixouar-se por aquelle.quc nesse drama re-i
prenenla o principal'papel, eis que um c(uel rorres-
pondeule do Albcoxum ingWtj|;Cm por em duvida
sua existencia As noticia. da Insurreicao cliineza,
diz elle, o em dicerlido muilo? no porque negu
a importancia desse movruea.tu, mas' porql pensa
que no temos perfeHo couhecimenlu delle.
a OSr. Tien-tc, escreve elle, por oulra, o
tilde celeste, por oulra ainda, o Sr. Ceo e Tr:
tem, segundo uns, seno viole e tris annos, o ,.
naooianpede de lerj.i casado com trinla*mullieres,
tque^egundooulros, elle he otde um
im celeste, de perle.de qnarenla annos. Mr.
Oxenford nao v nellesenao um bonifratcs as raaos
de ro individuo chamado- TSepang, ou Thac-Ping,
esse dign homemde meia Ma.de que a verailo cima
Ule da por lillioi Mr.'Calleny e Ifc Yvan dizem
i he vivo, ao passo que Mrntleadowi afllrma
morlo. Pela mnlia parle, a exemplo de cer-
plomata crcumspeclo de aaradavel memoria,
creio que elle nao he urna nem oulra cousa, e a des-
peilo dos longos e inleressantes ronlos que lem sido
saliendo todos ps membros que
dos outros apoio e discajalo. As
todava deleslam-se Wtalm
permitle aos habitanles pac
pouro.
n m 1851, os diversos ramos
Singapore, lizeram Ireges s'suas qucsloes para aju-
darem'l* conerrtoas onerares dos I ni;Ie/e ..Mra os
Cliiiiezes reunindn lodos os vveres e muniroes que
poderam, e fui lal o sucre-so de seus esforros que
Mr. Bonliam (boje Sir George) o governador,reccbeu
agradecimenlos publico*, pela promptdao conque a
armada foi abastecida. O fado he que, os Chinezes
linhaiii em vista a immediala reaisario das espe-
raneas que nutrem lia muilo lempo, ou' cmo elles
mesmos dizem, a ileslrnirao da (dynaslia) Manlchou
e a regauracao da (il\ nasliaj Ming.
Em 1818, aassoeiarao Tiieen-lc fez inmensos
progressos; pus Iodos os primeiros negociantes de
Singapore, os quaes al,entilo se.linham conservado
de parte, entraran) niira ella. A alma da companhia
era um hornera de grandes habilidades, chamado
*Seal. Ku Chin, o qual fizera na China um brilhan-
iir.o came como lettrado, e leve o talento de re-
nciliaros diversos ramos da associaro e de reuni-
los eni nm s corp'.
Em 1831 rhcguii China a noticia de qhc a
principal associaro do T'heeu Te Hwuy traba come-
Sailo um movimenlo revolucionario ao ineio-dia do
rnpeajo, e csse annuncioproiluzio grande fermenta-.
'cao enlre os Chinezes eslabelecidos nos paizes yizi-
nhos. Em Singapore, elles alacaram as Tazendas de
alons chrislaos ha pouco convenidos, que ficVam
na viiiiihanca ilo cstabelecimenlo dos missionarios
francezc*em Bokil-Timab, edeslruiram-nas comple-
tamente, l-'oi preciso marchar tropos ; mas anles
que se lancasse niao do medidas exlremas, o negocio
ro arranjado pelo.intermedio de Seah Eu Chin, o
qual leve finura de se fazer considerar como ami-
go de ambas as parles, encarregamlo-se 5 associaro
de iudemnisar as parles tezada-. '
Em Si.'io elles fizeram urna tentativa de revolu-
to ; mas cssa foi reprimida pelas autoridades. Em
Borneo, alacaram os Hollandezes eos poneos Chine-
zes que viviam debaxo da prolcrrao dos mesmos.
1/
FOLHETIM.
../
1.1
K
(Por Octavio rnlet.)
-**
PERSONAGENS PRIRCtPAES.
A"*'*,?'c"t compositor e poeta.
jlWro Carnioi, rico raeiomano.
"". rabequiue profeoor de eonlra-ponto.
'.*o, o. lili,,. r -i r-
"""'".prlneeza Falconieri.
MSSO.XXGF.NS SCDALTEli.NAS. .
Mariana, camartau.
Oimiia, aurqueu Narni.
Ldj Wtltoii.
OpraaJfaiitc/i.
ac de Sara.
Mulla, criado.-
'A scena passa-se era aples.! <
ttoncein: Sim,
lenro.
r-
>
Leonora, nonUa tim. frutante, leranta-se. lama
um olhar em afp espellio colimado atrs de ti, e tor-
nando a-jftlar-te' peo pemalira rom a cubren nat\ immorel
maei. HoHceiu entra; suas feires esli alteradaWke o rosto
Ijeoaora (cora voz Hiieluom)': Seuhor RosweinT? paivi Jan
i encara-o in momento.) ouvi dizer, que Vmr.
estar para easar-se... Provaveloienlc veajtonvidar-
nie para as suas bodas ?
tlomein (perturbado; : t- Peni sei, lenhora, que
le meu proceder...
Lonorti : Sen proceder, seqjior, honra>ntnu-
Como nao lcaria eu lsongeada al o fnniItMl'al-
'SnlimeiUoSileroiisiiirrarfio partcula/ pela
loe evidenlemeile Ih'o insplrai
lie Trnl.Kte, ,,,, om ri,or po,|cra qiieixHaJr da
liora que oaenluh-eseolheu pura cninrotaHaP i*^
so ; i lie bagaUUi, e ningueni olha IHtorm.ili-
dades ^^paeomon.B^iao he assirn, senhor
iMudaiMfo del*,.) EntS acha-se n-
d.sposl.. wnliar esli horrivelmenle paludo,
Ilosioejn (comi voz Ijata): Vo.i relirar-me... Xi-
nhji viltdosimplesmenleeniregar-ihe... este lenco...
que, secando me dizem, ll,c peilonee
UonoreH mpdo o lenco e levanianda-se): -
Mas o senhor aefia-se incomrnoda.lo, ,sso be cerlo...
A ou chamar aenle. (Letana.,e.)
lloswein : No... por favor!... Ku relirar.rne
{Dirige-te para a porta com psm *cllunte ) '
Leonora {com o mesmo touv dtaeceura e fra re
serva) -. -O senhor vai MMr..JKlM1 M ^
mcllM>r^Jb|u salnr paijdeixa-l^mais vre. (ecaH-
ta um nKtleiro, e etwreabre urna porta lateral
depo$tallo-ie. a rendo Rotwein apoiado com a m'i
treimtlaem um mnrel : ) Meu lieos! |le o, menino
inteiramenlr... Asscnte-se !... e no perturbe a cu-
bera* por mais lempo... o negocio est acabado.
I olla, e aerrsrenta rom urna tireza imperiosa : >
Eiii! asaenle^se I (foueetn eahe sobre urna poltrona
(: Vide Diarlo n." 32.
com a fronte na mira. Leonora ergue os hombros e
recosase no dirn.) Pelo que vejo, senhor Andr,
Tmc. he un ilesses nigromantes de coraeao lenro.
quedesmaiam dianlc da apparicao que evocaram 1
ttosicein'tm voz baixa): He a fadiga... senho-
xa... urna fadiga excessiva... Queira desculpar-me.
Leonora: Em laes,emprezas nao he o desfalle-
cimento que precisa de desculpas. Conversemos .a
respeitn de sua opera. Vai publica-la brevemente';
fosirein : Sim, senhora.
. Leonora : Nao pretende nrraiijax para urna s
voz a aria do choro das Granadinas**
senhora. be essa minha iu-
Ixonora: Muilo eslimarei pela minha parte.
llosiccin : A senhora canta 7
Leonora : Sim ; mais nflo duelos. Toque-me al-
giima cousa para acabar de tranquillisar-se. O se-
nhor lem voz?... Sim... tima voz de compositor.....
Eia eu o esculo.
tloncein poe-se ao piano, e depois de alguns pre-
ludio cania urna meloda de um rhythmo lento e
religioso, sustentada portim acompanhamento que
anima-sec encalla-si pouco a pouco. Leonora lecan-
ta-se durante, a serenata, e dirige-te orondamente
pira urna porta com caranda, a qual dei.ru cer afo-
gadas erfi urna rlaridade boreal as escodas, os bos-
ques e as estatuas re um parque italiano, lilla fic.a
'leudo o colrelo opinado em amadas maos,
na oulra. De guando em guando rollase
anear um nlluir rpido sobre llosiccin. Quiin-
dty o mancebo acaba Je cantar, /sonora fica mergu-
Ihmia em sua contcmplacao. Sua sombra elegante
desenliase no quadro da porta sobre a altura do
cco,e: qs arabescos da caranda, fosicein obserra-a
em s,lciiru.
Uonorq (vollantlu-se repentinamente ): Eniao
que lia?
fotwein: Senhora?
ffonora: Est acabado!... Ah multo bem. O
senhor jn est cum mellior semblante ; agora pdere-
hrar-se; sua noiva n.lo perceber nada. Vi, meu
filho.
Ilosirein (supplicanle) : A senhora perdoa-mc ?
Leonora : pr favor, senhor Kosnein. nao baja
engano. \ me. rabio doente em minha rasa, c Iratei-o
aanpduenle; porem nao peca-me mais! Isso fura
^.criladc .lesiiinhecer muilo para um poeta as mo-
t mais ?lemenlares do coraeao de urna inulher !
(roana a assenlar-se rindo.) Pois emfim, cousa inau-
dita Vnic. nao esta mesmo enamorado de mm!.....
Essa ilesculpa banal, rom que ramente cobrem-se
as temeridades do genero da sua, e a nica com que
urna miilher be disposla a sals fazer ^e mais ou me-
nos, Vmr. nflo pode invoca-la O senhor vem i mi-
nha casa tnicamente porque Ihecnnvm! por urna
plianlasia!... Enl.a no meu guari como em um bai-
le publico... como mi camarote de urna comedanle;
lira nma hora de seu descanso sua amanle. c lem a
bondade do (avorecer-me com ella Em boa rons-
ciencia. senhor Andr, essa especie de gentilezas d-
rigindo-ce a tuna inulber, que nao esl ncostumada a
ellas... (Ri-se.) Demajs, perdoo-lhe de lodo o cora-
cao. TrallaIhe bem. senhor Roswein: eis o principal.
l-niis no fim de um anno urna bella opera como a
Tomada de Granuda, e fique cerlo de que Irei ap-
Iruirao que fizeram os rebeldes ou patrilas, das
imagens, dos paineis, e das cpelas talholiras roma-
nas. *
Em urna longa e inleressante caria, assignada|n-
quirer, a qual appareceu no China-Mail de 30 de
junho parle o Sa>Tien-tc, e o chefe da insurreicao he nella
denominaflppbg Siu-Tsiueu. Por oulra parte o
mesmo peridico em sua edicao de trra, datada do
nma semana mais larde, contera oulra caria nao me-
nos inleressante. c traduzida em inglez, na qual nao
se falla^em Ilting Siu-Tsiuen, mas em Theping. Eis-
aqui a phrase textual i que limitaremos nossa cita-
So :
O quinto ordenador das. forras cm prega das nn
servico do palacio da celeste dynastia de Thaeping,
a qualreceaeu docto a ordemdcgovernar.o imperio,
commuaMho aviso seguitile a lodos os seus irmaos
iiiglezcsW^
Pelo que diz respeito a esse Tien-l que ninguem
pode adiar, a caria nao faz menc3o delle. Muc se de-
ve concluir daqui? I le veremos acaso crer rom ocor-*
respoodenle do Mhemeam que se lomen na Europa
o Piren por um homein, um mylho por nina rralida-
de, ou que Tien-l he um poltico hbil que mo ap-
parece com medo de diminuir o seu prestigio, e que
invisivele presente nao se revela seno por aua in-
lloencia, ao modo de Deoa ? .Illuslration.
.bjmos alguminleresse nasseguintes informaefies
sobre exposirao universal de New-York, ex Ira In-
das dos Annaet do Commercio.
As appreheiisOes Concebidas no principio relati-
vo a esse concurso industrial, nao se tem inteiramen-
le realisado. As remessas de productos nao linham
deixado de succeder unas s oulras, desde o dia da
abertura, e apezar da approximacao do encerramen-
to, que linha "sido, fizado para o primeiro de dezem-
bro, chegavam diariamenle, oa data da ola presen-
te, novas mercaduras ao palacio de vidro.
Os manufacturaros francezes nflo parecem ter da-
do urna grande importancia ao appello, que Ihe foi
eilo pelos Americanos, on porque lenham receiado
fazer des'pezas consideraveis, ou porque lenham re-
cuado diante da distocia e da difliculdadc de acom--
pandar seus prodaflos ou e s"fazer~rcpresentar
coiimiieiilemiMilc.-ou finalmente porque nao lenliam
lido toda a runlanra necessaria na empreza ; acon-
tece que a maior parte de nossos grandes fabricanles
leuda in itera tmc ule deixado de comparecer. Deba-
xo desle podio de vala, tem-se observado lacunas
muilo sensiveis enlre cerlos ramos muilo importan-
tes da industria franceza. Os manufactureiros de li-
tas de Sainl-Elienne, as fabricas de velludos.Jde al-
godo ile Amiei s. e as ollirinas metallursicas nao lem
enviatlo nenhiim espcimen de ses producios.
A ausencia dos apparelhos mechanicos s explica
lodavia mais fcilmente pela complicarlo do enfar-
damenlo pela difliciildade de se enviar operarios
mrito da execucao. A u.uas tolalilade das grandes
pec;as em marmure, em bronze, era zinco e em gesso,
as quaes decorara o palacio, fortn mandadas por
artistas, aos quaes compre azer esta juslica,
elles propriamcnle lem contribuido mais do que
Xnutactureiros, para sustentar o nome da Fran-
concurso induslrial e artstico ofTerecido a to-
das as nares. A calera de pintura annexa ao pala-
cio, se tem enriquecido igualmente do om grande
numero dequadros, enlre os quaesse observara mui-
las telas principaes, que represenl;mhonrosamente a
escola franceza, Iflo pouco contunda na America.
Se os productos silo pouco nr.nerosos. elles se dis-
tinguen! geralmente pelo acabada dotrabalho, e mos-
ram, como sempre, esse cundo ib bom goslo e de dis-
lnccao, que forma o carcter particular dos artigos
francezes. Finalmente faz-se-lles a juslica que me-
recem, e a mullidflo dos visilailes alllue com urna
preferencia notavel, para a seccioylo logar reservado
para os nossos expositores.
Os motivos que paretem ter inpedido os manufac-
tureiros francezes de assistircm cm maor numero i
solemnidade induslrial de New-York moslram ler
lido urna influencia igual sobie os productores das
onlras-nares da Europa, e dekaixo desle ponto de
vista, Os directores da empreza experimentaram urna
graude decepeo em suas espera-iras.
Com effeilo, a Inglaterra, poilo que representada
mais vastamente do que a Era mu no palacio de vi-
dro, csti milito ionge de occii[ar afli una posirao
pro|iorcionada fe sua importajicia induslrial. As
principaes produces, como sejim os teridos godao, apenas figuram alli.e f.ra difiicil citar mais
de tres fabricantes indianos, is industrias inglc-
zas, que mais lem contribuido ra exposirao de New-
York, sSo os pannos de lind da Irlanda, porcela-
na, tonca de barro, obras de turo, quinquilharia,
culcllaria, armas, pannos o tapetes. Nota-se alm
"lisio, algumas fazendas de sed;, um pequeo nu-
mero de pianos, alguns moved, alarais apparelhos
mecnicos c pouca sellara.
A Blgica envin um graule soriimenlo tic ar-
mas, de Liege. quadros, pouca fazenda e quasi que
terido iii-iilitim de algorlao. Qiniiln aos pannos de
iulMiy-rs sedas, s porcelanas, quinquilharia, t'is
joias o aos apparelhos mecauicos, quasi que fallara
iuleramentc.
A Austria, oseslailosdo Zalwerein, a Suissa e a
Italia, tein igualmente sua exposirao muilo restrin-
gida em leridos de algodao, ilc lila, de sedas c ar-
mas. Com!mo far-sc-ha urna cvcepSo cm-favor
ila Snissa, cujo sortimeuto de chitas he excessiva-
mentc nolavcl, c mostra progressos mui grandes
nesse ramo de fadrico.
Relalivamenlo aos producles da Uniao, a expo-
sirao americana merece um exame profundo c um
Irabaldo especial.
Os pannos de algodao figuram iialuralmeiite em
ricaua. Toilos ns manufarlureiros 'do norlc en-
aninstras.dessa nianofartura, que toma tira
olvimenlo incrivel. Dcvc-se assignalar so-
ndo as editas, as quaes se ilislingiiem j pelas
qualidailcs do tecido c do desenlio, c das quaes
os mniores industriacs da Alsacia nao reprovariam
cerlamcntererlas pecas.
o Os Americanos esiao aindamis adianladosna
conslriirrao das armas de fono, rnjiis sjstemase for-
mas elles variara ao infinito. Elles poilrm, debaixo
tlcslc poni le vista, rollorar-sc a frente das naces
as mais esclarecidas da Europa, e as rollei-res, que
nrriipam muilos rcparliinenlos do palacio le crys-
lal fazcm cerlamente daqulla secrao, una tas
partes mais inleressanli's.tla expusirau.
Os apparelhos mccanicossaoigiialiuenteem gran-
de numero na galera especialmente conslrnida para
as rcccbcr. Alli mais do que em ontra' qualquer
parle, potle-se, visla ile todos os syslemas de ma-
edinas, que funccioiiam aos olhos dos visilaules, fa-
zer urna idea do espirito inventivo, eugeiiboso e
pralico, que distingue lao eminenlemonte osAmeri-
eaiios. Toilas as machinas que figuram naqnella ga-
lera, salioni das iillicinasmelalliirucas da t'nio, e
SSo cera 11 n en I r- exceuladas com precisan.
Os maniifailnreiros americanos fazem esforros
desde almini lempo, para a proilcrao dos tccnlos,
e a jlilgar-sc pelas amostras, que seus maijufartnrei-
ros expcm, ilrve-seijeconheccr que esses cslorrs
nao tem sido esteris. Seus tecidos sao adula mili-
to infei ioresans nossos; pecram por muilos defeilos,
mas os iiianufaclurcicos lendem sempre a aperfcii;o-
"ar seus productos, e nflo se pode duxidar, que daqui
a poneos anuos, elles possam ri\alisar com os leci-
dos inglczcs, cujo txpo elles lem adoptado.
' As carruazens oceupam um dos mais vastos lu-
gares do palacio de vidro; be um dos ramos mais
inquiranles da industria nos Estados-Unidos cesta
convenientemente representado na expoaVaka* .
n Os Americanosutilisam muilbos mflRnecani-
DIAS DA SEMANA.
6 Segunda. As Chagas de Chrislo Senhor Jxosso.
7 Terca. S. Romualdo ah. ; S. Ricardo rei.
8 Quarla.S. Joooda Malta; S. Corinthia m.
9 Quinta. S. Apolinaria v. m. ^Ji^insberto.
10 Sexta. S. Eseollastica v. irmijB L Benio.
11 Sabbado. S. Lazarob.; Ss. Cloc Inisiderio.
12 Domingo, da Septuagsima ( Eslaeao a S. Lou-
reneo extra-muros ) S. Eulalia v. ni.
eos na agricultura > o dafiflo de servitcm-se tle ap-
; tis o
pareldos cm quasi lodas tis operarucs do campo,
gera as ideas que se Iradiizcm em lodas as sortes tle
invenrOes; o exame dos inslru.inentos aralorios cx-
postos no palacio de que pdexlar urna idea de- sua
feeundidadc. tledaixo desle ponto do vista.
n Os arlizos francezes xeram pouro a poiirotmar
seu lusar, c a secrao de nossos producios de certa-
mente a mais cmplela boje na exposirao pela varie-
dade e mrito dns odjeclos, que nella figuram.
ta Os expositores francezes nao estilo todava salis-
ilos; a demora da abortara occasiouou aos que
lateram no mez de abril e de maio despezasconside-
raveis, que nflo silo compensadas.
Comtudo fora inexacto aflirmar que ellesuao bao
de tirar alsiim vaiilagcm.f Muilos dclles lem fcilo
algumas vendas, mdicas he verdade; porm sua
demora naqtielle paiz pod'ter para o fultiro resul-
tados mais serios.' Os fabricantes francezes, que
lera \indu acompandar pessoalincnle seus produc-
tos, sodretiido aquelles, cuja espccialitlade consiste
em arligos de costo, como porcelanas linas, cryslaes,
dronzes, mollas, etc., lem lido una feliz occasao de
esiudar as neressiila/lcs to paiz; tem-se feilo ne-
nliecrr e sabem dojo quaes sao qs gneros, as formas
e as dispnsires, ]ue couiieiu mais particularmente
venda local; tem adquirido-relaeoes, recebidoen-
comniendas, que se ipculain em Tranca; em una
palavra, elles lem plantado as bausas de relacocs
commei eiacs, que poderao recompensar-Ibes depois
seussrrjiicios. >i ronlieciraenlo, pCconm habitante da
ra o mu tos seuSrcprescnlales, Icrido procura-
do obter, de suas necessidades, e tle seus recursos,
no meu 'constante ndelo tle promover por lodos os
matos, a meu alcance,os seus interesses uioraes. in-
lellecluaes, c maleriaes.
Communico com summo prazer a V. Exc, que a
provincia c aclia era paz ; que a ordem publica
nenliuma allerarflo da soffritlo. Os Paralbanos,
como lodos os Brasileiros, saliera por experiencia'
que a paz he a primeirarontlirao da infelicidad.- so-
cial : o ronliecimentn desta xerdade 18o iui|)orlaiilc,
sontlo um grande passo tlado na carreira ta civilisa-
rao, nos garante a coneolidacao da ordem publica
A segiiranra iiiiliritlual poremaclia-se. felizmen-
te muda mui comprometila; nao obstante os esfor-
"cos perseverantes to governo na punieflo. repressao
e prevenjaotlos dosdcliclos;os assassinalosque constan
teniente se perpetnrm em di versos limares ta provin-
cia proxam bem claramente que os cidadaos,' prin-
cpalmenle ps que dabitam paratas menos poma-
das e mais remolas, hao podem gozar Iranquillidade
pelos fundados receios de serem arcme! litios pelos
criminosos. A falla d seguranra intlividaat no uos-
a pagina negra da nossa historia, o
encantara os goveruos, de, nesta
provincia, devda as mesmas causas seraes, que em
todas as mais produzcm seus Jeffeitos" falaes. Nao
assignalarci essas causas, vislo que V. Exc, cm sua
Ilustraran, as.conliece jrfeitanit'iile.
Do colaloi o to meu aulcrcssor. ronedecer V.
Exc. quaes os fados occorritlos, com relacao ao ob-
jeclo tic que Iralo, bem como quaes as providencias
que ha dado a presidencia. Ncstcs puncos dias de
minha admiuislrarao commuuicourme a polica a
prpelrarSodc alguns assassinalos, m^ municipios de
Rananeiras, Inga, Pianc, e Alliaudra, como ver
V. Exc tas partes dadas pelo respectivo diere de
polica. Dci, como cumpria, as necessarias ordens
ti fim de que os autores de scmcldanles delirios sc-
jam i-aplurailos e severamente punitlos. Na aclua-
lidade, as medidas que. em minha o]liiiiao, dei era
ser adoptadas pelo governo com totla a urgencia pa-
proxin- ra a provincia do Pani. Tao pouca forra nao de,
soufficienle, nem para que se fara o scrxico ordina-
rio com a devda ordem e regularitlade', c nmilo me-
nos rom elle poder-se-ha allender s exenlualida-
des. Nao obstante adiarse linda entre nos o desUea- .
menlo to halallian 11 ile qoe falli, o qual se com-
pOc de Mi pracas, em consequenna da necessidade,
que lem havitlo, de conservar-se um dcslacamenlo
mais numeroso na villa tle Pianc, outio na po-
xoaco de Naluba, lem acontecido que eslejam os
soldatlos d guarda cueclivamente sem descanro por
15. 0 e mais dias, o que, como V. Exc. nao desco-
cbte, he inleiramentc contrario ordem e discipli-
na do servico.
A guarda nacional que be a nica forja auxiliar
i! exordio esl por hora ialciramentc desorgauisa-
da ; e nesla circiimstaucia iicnhutn servico fode
convenientemente prestar. Eiz commtinicar aosof-
lcaes superiores e do estado maior, que foram un -
meados pelo governo imperial para os diversos ba-
talhoes c corpos, as suas nomeaces, fim de que
sollieilcm quanto anles suas patentes.
Circumstaiiciadamente tecm meas antecessores da-
llo coala em sen relalorio do estado da inslnicrao
publica da provincia. Se muilo anda da que rYor-
mar nesse raaso'ua administraco publica da mais
alta uliliiladc e importancia, para que della possa-
mos rolder lodosos resultados eminentemente van-
tajosos c benelicns ; se incompleta, como se' aeda a
instrocao publica, no he suflicicnle para illHstrar
eonvenieiilemenlc as diversas classes em que se di-
vide a sociedades todava importantes serviros va
ella felizmente prestando. He porem da mais re-
condecida ulilidade augmtmtar os v encmenlos dos
profess^res. pblicos, exigindo-se. dos de primeras
letirs mais liabillacoes. maior capaddade. Jnlgo
de urgente necessidade o eslabeledmento de escolas,
cm que a classe mais numerosa, a dos agricultores,
possa adquirir a necessaria instrvrrao, fim de que
obleiiba do emprego do seu lempo e de seus capilaes
as convenientes vajilagens.
principal base da moral pu-
ra o fim tic attenuar a
sulla ila falta tle segura
fia, sao cm primeiro
dlica, visto que a cxl
ficicnlo para defender
os criminosos ; em scaui
iilailt- lo mal, que re-
iv idiial nesta provin-
inentii da forra pu"
nleiramenle insuf-
os i-iiladatis conlra
uir, algumas peque-
nasalteacoes no pessoalila polici, que compondo-se,
em i-eral, ile t idadaos disliuclos, e que leen) pres-
tado mui iraporlanlessAv^os. todava i mu ou nu-
tro talla a necessaria arjbiadi- eiicrgia, r'onvindo
plaudi-di com lodas as ininbas forras, leudo smen-
te cuidado de segurar mellior o lenc,o, afim tle nao
desarranja-lo tle suas oecuparoes. Sade, sendor.
( fosicein inclinase e tai sainado; mas ovan-
do chega perlo da porta, Leonora diz-lhe com mais
brandura:) NSo me queira mal por isso!
llosiccin : St quero mal a mim mesmo, senho-
ra... Todava a lisSo he amarga e sem piedade... ao
menos seja completa : por favor, senhora, nao deiie-
me crer que fallou-me smente um pouco de auna-
ida para obter seu perdao e sua mellior lembranca...
que menos respeito leria oblido mais merc... que
gumas palavras de amor ler-me-hiam servido para
com a senhora mellior que meu silencio e minha
confusao.
/sonora;. Vmc he |pi homem muito prudente,
senhor Andr: apalpa a agoa, como se diz vulgar-
mente. Nao recusara absolutamente dizer'-me al-
zuina.i palavras de amor se cu Ihe pedisse bstanle,
nao he assiin ? Mas assim mesmn qoereria certificar-
se bem, permite o notario provavelmente, de que el-
las seriara levadas cm cunta, e que Vmc. nao perde-
ra os avancos... Desgraciadamente nao posso garan-
ln--lhe nada tle positivo a esse respeito, (findo.) vis-
to que son urna mulher um tanto singular, e que de-
cidn-rae s vezes por inspirarlo.
/losirein : Nao lenho palavras de amor que di-
zer-lhe.._... a senhora o rnmprehendeu e agradce-
me... Nao a amo... A senhora appareceu-me... Segu
em um sonhn sacrilego o rastro luminoso de seas
olhos... e vm despertar a seusps... nos degros do
templo onde rema sua bellezflbt-ahi meu criine:
stipplico-lhe que o julgue *fl|Ko as leis de um
mundo, que confesso conhecerTlraT... A senhora cas-
lgou o homem que nao sabe vivar;.: Mas nap quere-
r agora perdoarao pola... quelleque a fezsorrir...
que a fez chorar ?... Se elle nao fosse um louco, nao
leria esse doce podar. Ainda qoando ella se desvai-
rie, senhora, ainda t|uando a ofrenda digne-se de ad-
solver essa loueura, que d-lde seusgostos preferi-
dos... essa embriaguez que derrama-lde seus praze-
res!... Kogo-ldc que me compredenda... Todos nos
somos como o escultor grego enamorados da obra de
nossas maos... Esse mundo da ficrao, esse mundo su-
perior, cuja viso fugitiva no n.e'io dos resplandores
de um tbealro a exalta um momento, nos possue.....
nos lenta... nos arrebkla sempre... nos procuramos
essa chimera em um sondo^em fim... Queremos lia-
liitar essas nnvens... e amar essas sombras 1... Mi-
nha desculpa, senliora. se lenho desculpa he esla...
be esso mundo magnifico, cujo prestigio sobrehuma-
no vi... julguei ver om seas olhos... he esse mundo,
cuja deslumbradora realidade vim procurar junto da
senhora.....no esplendor sagrado de seu palacio.....
ainda que fosse por um instante... ainda que fosse i
cusa do remorso e ila vergonha !
/sonora (simplesmenle): E acbou-a ?
/toswein: Sim!... sim... quando a senhora .es-
lava alli ha uro momento junto tlcssa porta licuan-
do lalvez sorprender seu pensamento aos sonhos das
noites de eslo, nao vi eu com meus proprios olhos a
clardade diaphan'a de urna aurora inmortal banhar
a Miranda tle Julieta?... Nao sent roenr-me ao lado
o vestido braJ|i da paluda Desdemone?... Sim,. se-
nhora, vi anmar-se no esplendor de sua presenta
lodos os bellos phautasmas, que pevuam os sonhos
humanos... Viv um instante da vida sobrenatural
dclles... respirei o ar que respirara., refresquei meus
labios vivos na taca divina do iiled... e fui sua mao
quem m'a apresentou... involuntaiaroente sim; mas
sempre agradeco-lde!...
Leonora : O sendor falla cono um livro... Mas
qual he definitivamente o Comi de ludo isso?.....
t'ma razao boa vale mais do "qui cem ms... Vmc.
me ama ? _
Roswei (leutando sorrir): Jdisse-lhe que nao,
senhora.
Leonora (imperiosa): Respalda, senhor! Pare-
ce-me que semelhanle pergunla feita por mim me-
rece resposla!
/losieein (muilo coramov ido : U Senhora... ha 13o
pouco lempo disse a outra que a amava (Bate na
fronte com angustia.)
'/sonora (com voz lenla, euoa ironi alnrgti
I Senhor Roswein, lenho grahdr de- me: ti
ca-!o um pouco... O sendor lie M [amor
de sua sciencia de alguma sorle Mi la> K
laroes de provar-lde, que urna (obre ^ofher, cujo
ollico nao de sustentar tdese sorc essa materia.....
ptide todava na pratica... smpfesmenle porque de
mulher, e porque lem urna alna... entender disso
melhor que Vmc.... Assim o seihor esl enamora-
do... tle quem ? ignoro, e creio qie Vmr.. tambem-.-
mas emfim o senhor est enamondo... treme... lem
medo... medo do soflrimenlo... di remorso... ila ver-
sonha... meti de ludo!... Poii bem! eu, senhor
Hoswen, se aniassc alguiii dia...se una paixao ver-
dadeira me enlra-se, nao na cabica rnmoum vuso-
nho .de poeta.....' masm. curaca.)', e ntyaanttue das
veas... assevero-lhe que nao lea medo de liada 1...
Seria culpada lalvez... mas cerlamente nao seria co-
varde!
fosvein : Senliora !
/sonora: Encarara deslniidamenle o espec-
Iro... sentira desde a primeira vista que perlencia-
Ihe toda inteira... e me ahandotura sem fraqueza...
sem bvpocrilos recatos... ao sen mortal abraco {/s-
xanta-se, adianta-se para elle, e contina com co'S
sombra e ardente:) Faria mais; sendor Roswein...
Precisara de um nome respeilatlo, urna honra sem
macula, um desliiio Ilustre pala despedazar, para
sacrificar ao mesmo lempo que ninba vida'e minha
alma debaixo dos ps daquelle qie eu amasse... Pre-
cisara tle alguma occasao solemne para realrar o
esplendor... o e-randalo de umjvergonda, ou me
seria carda... Ouerera laucar Ainda luva- publica-
mente... no meu thealro... estkna do mundo, afim
de nao tlexar mais nada inteiro, nada possivel cm
minha vida senao meu amor... :
Roswein: Senliora !... pelo cao!... conjuro-lde
nao zombe com a minha razio! {Olvese o rodar de
urna carruagem que para debai/co das janella,.)
/sonora (abaixando a voz col* urna expressao de
leruura dolorosa): E se fossi desprpzada, Ros-
'.....o qde nao deixaria de atontecer... porque
taes amores raras vezes existem dous no mundo ao
mesmo lempo, sim, adiara um estrando prazer mes-
mo no exreaso de minha hnmilhaMo... Irla aosinba
snsinhn para sempre para algumfeanlo inorado do
mundo, contente e ruonha com agora sepultar-me-
nas minhas chammas... e morree sobre a minha fe-
rida!... (Sua n: he apenas dfiyrta.) Adeos... ago-
INTERIOR.
muito que sejam pnearrefados da polica, em alsun? A creacao de um bispado n'esla provincia lie sem
llM'll'*l't> l'dll'l I'Utlt II X'lllll.il ti iiiilfi..' inaliuilaaran lili lili lilil mo.li.l.i iln i-imiivJi, .il!l!J_.K _.^.I.I*
PARAHIBA.
Kxposico
Feria pelo L.rm. 1. rice-presidente da provincia do
Parahiba o rommendador Frederico de Mmeida
c .llbuquerque no, acto de pastar a administra-
cao da prorincia ao E.rm. presidente o dowtor
Joao Capislrano Bandeirade Mello. m 28 de
oulubro Je 1853.
Illm. c Exm."Senhor. ('.uniurmlo-mr, cm
virlude do que determina o aviso circular tle 11 tle
marro de 1848, aprescnlar a V. Exc, nesta occasao
epi que leudo a lioura.de inlni ii Idelati liiiini.
Iracao ila provincia,. m relatoro em que exacta-
mente descreva o oslado da mesma, mni^tranilo lo-
das as informacocs c esclarcciineutos que parecam
necessarios paR abda direcraoe amia men lo dos nc-
gorios pnhlicos ; por certo me seria impossivel fa-
z-lo com a experiencia, conhecinieulos, c tlatlos
adquiritlos un periodo to curto de 15 dias cm que,
na qual din lo tle 1. vice-prcsitlenle, oecupci a pre-
sidencia. O que pois passo a expor a V. Exc. e
as indicarOes, que leudo a doma de sudmeller
sua coiisitlcrae,ao, se fundara, ou as informaroes
transmitidlas pelos meus auleressores.ou no
lugares, como Pianc, Naluba c oulros. individuos
estrandos a taes localidades. Nillro porm a firme
esperanra, tle que tic futuro, medanle a proli
da Divina Providencia, com a pesrrveranra do
verno nos seus esforros tle pntejer e garantir as pes-
soas tos r.idajdaos, com abrumas reformas legislativas
no sentido, I.de melhorar a inslilnirao do jury,re-
formando o seu pessoal, para o" que ser iudispcii-
savel diminuir o numero dos rousclhos de jnrados;
2." tic remunerar sonorosamente os trabadlos omi-
ncntemcnle penosos, tliflireis, e perigosos, que pesara
sobre os agentes tlcpolfria?tom o dcseiivolvimcnlo e
visor tos senlimentos religiosos, com a reforma'cm
fim da edra-arao publica c dos coslunies, veremos
firmada sobre bases solidas a seguranca individual.
Rcfcriudo-mc ao que informaram meus anteces-
sores sobre a administraran da juslira, visto
que nao Uve lempo para observar, por mim me
mo, o estado em que se aeda esle tao imporlaiile
ramo to serviro publico, lenho a arrescenlar, que
me consta haver no foro o abuso tle se nao observar
restrictamente o que dispde o titulo 20 livro 3. das
ordenar.de, quanto ao lempo designado pelas mes-
mas ordenarnos, para os diversos tetraos drf proces-
so civil ; o que, sem duvida, muilo prejutlica a ad-
miiiislrarjto. da juslica, tornando-a anda mais mo-
rosa em detrimento dos direilos tos que liligam.
Jnlgo iiidispensavcl a rrearao de mais urna co-
marca, visto que as tres em que presentemente se
acha dividida a provincia, saoexressivmenle gran-
des, prjajri pal mente a ila Arda que se compoe de
seto termos, havendo em lodos coiiselhos de jurados,
sendo assim impossivel que o respectivo juiz leuha
o lempo necessario para cumprir todos os seiis de-
vores.
A forra pahiiru. que existe actualmente na pro-,
vincia. se t'oinfc : 1. de urna compaudia fiza de
primeira tiaJ|Ecujo estado completo de tle 98 pra-
ras, e fallam fl> para clicgar a esse eslado : >." de
um dcslacamenlo de guardas nacioiacs de 68 pra-
cas; 3. do.'corpo de polica, cojo estado completo
de de 211 pracas, e falla o numero tle 60 por nao
liaverem apparecdo voluntarios: existe anda um
destacamento do balalhao miinero 11. que'se aeda
em Pernanibuco ; mas csse deslacamenlo tleve se-
guir ,em virlude de ordens do governo imperial, pa-
ra faca sonetos sobre o amor... ao menos saliera em
que talla... lilla dirgese para aporta; Rosirein
cahe sobre o divn encarando-a com os olhos espan-
tados ;ella rolla de repente, pega vivamente da ca-
bera do-mancebo e beija-lhe afronte.) Adeos! (Sa-
to apressadamente.) ,.
EM CASA DE SERTORIUS. A MESMA NOITE.
Urna mesinha posta para a cria no meio da sala.
A janella esl aberta.
SERTORIUS E MARTUA.
Ausentados mesa um em frente do oulro.
Sertoriitt (A pona de seu guanlanapo esta presa
no colelte): Ento, minha filha, a fome na
chega ?
Marlha: Bem v, que eslon enmend, meu
pai.
Serloriut: Migalhas de pao secco bandallas
com agua pura... Ests Iristc, minha filha? Soffres
alsuma cousa ?
Martha: Oh! nada absolutamente, meu. pai.
(Bebe um copo oTagua.) ,
Serloriut:Como! esla azinbs dourada nao le
sorri, uiii.ha querida ? i-ogo de preciso que eu a lo-
me... Ah j vejo o que he! ests ainda em Grana-
aja, em Alhambra na corle dosj.coes ? Sim.....leus
ouvidos dislradidos e leus nllierrs perdidos m'o di-
zem bastante: la alma viaja anda merc das bri-
sas liarnioniosas. debaixo das arcadas, mouiiscas,
no fimo aereo das palmt'iras... Tazes mal, minlia ti-
lda. Nos nao somos espirito! puros; a alma, nao aba-
lante suasupremaca inconleslavel, nao deve ineno-
cahar'o- direilos da humilde materia. Devemos ap-
plicar-nosj custe o que costar, a manler enlre esses
dous elementos de nossa vida o equilibrio que ortle-
nam ao mesmo leni|>o a bygienc e a moral... Tenho
urna cousa de encllenle, islo he, que as mais vivas
im pros-oes de minha vida inlellectiial nao podem em-
barazar o jogo regular de minhas facilidades physi-
cas : se eslivesse asscnlado mesa das nove musas,
nao perdera por isso u bocado !... Demais, bem sei
que de raro que urna machina dumaua funecione na
nioridade cum essa jierfeija ponderarlo; ella inrli-
na sempre para um ou oulro lado... Ainda agora !
vas afogar-le!
Martha: Esl fazendo um calor de sulfocar a
gente.
Serloriut : Onde he que agente se sufl'oca ?
Ah esqueca-me que ests em < .ranada Admira,
minha (ilha, o poder do pola O que he um thea-
lro ? Um srdido assoaldo rodeado de guarda-venios
pintados, sodre o qual agilam-sc i Irisle ctaridade
de urna alampada infeca algumas muldcres ile mos
fo-liinies e alguns mancebos sem belleza... Pois
bem chega um poeta e exala um sopro do peilo
sobre esse labiado e sobre essas bonecas.... e repen-
tinamente eis-nns exlasiados diaute dessa scena vul-
gar, diantc desse grupo ignnbl, como se urna palle
do co se houvesse entreaberlo aos nossos odos !....
O labiado faz-se nuvem... o gaz fumoso jlerrama
urna clardade de apolheose sobre palacios fantsti-
cos... as bonecas lomam a estatura doauenios, e fal
sobn
iam entre si nao sc que linsuagem sllbre mimaua !
Ah se jimaUum homem pede st-nlir o coraeao n-
edar-se de um justo orgulho, he qoandb ppra com
um golpo de varinda visla de urna mulldao rapli
va, urna dessas sublimes IransdgurarOes, lie quando
apparececlle mesmo semelhanle a um dos na au-
reola desse mundo radioso, que lirou do nad'a ...
Esse joven Roswein he feliz 1 Demais elle o mere-
ce... Bedo,i sua sade este copo de iacryma chrisli...
cssa lagrima do sol! Hei de iramanhaa"dar-lhe bou
dias logo que se levantar : eslou curioso de saber
que acollumenlo elle me far ; pensas que seja ca-
paz de desprezar-me de ora em diante, .Mariha ?
Martha t, levanlando-se e chegaodo janella ) :
Sem duvida nenliuma.
Serloriut: Obrara mal ; porque se nao me en-
, elle e eu temos um tlenlo da mesma ordem
ente o delle est mais fra e o meo mais dentro,
lo de Boabdl be lalhado pelo mesmo molde
meu canlo do Calvario, isso he mui notavel,
a filha.
Marina: lie bem natnral que seu discpulo le
nha. tomado sua manera.
Serloriut: Propriamenle fallando nao he mi-
nha inaneira, Martha... Bebe.) He a grande ma
neira. Polguei muilo de ver que o publico volta
pouco a pouco a ella. Certamenl passei urna nole
raudo agradavel!... Exceptuando esse desgracado
passo de seis que ir directamente aos oreaos ta Rar-
daria, o rapaz fez um verdadeiro capo tf opera.....
Torno a beber a sua saude, a saude de seu engenho
e de sua fortuna.... ( Rebe.} Nao acrescenlo saude
tle seus amores, Martha.....ah ah !. porda-me es-
le gracejo, minha filha, mas rercn comprometler
minha runscienca, visto que ns'amores dos artistas
nao sao cm geral dignos tas animari'ies de mu pai
de familia. ( Levantase. ) Que esls vendo tao at-
lenlamenle ahyaa janella, pequea'.' ( Chega ja-
nella. ) Que bello loar V-se romo de dia.
Martha : Parece que ha nev ah sobre as
ruinas.
.Sertors: Com afieito be verdade! Se esli-
vessemos na ,\ I lemanha, eu jurara que he nev.
Martha : E Vine, nao lem saudades da Allema-
nha, meu pai ?
Sntoriut; repentinamente serio ) : 'branca.
Marlka: Mas dizem que o allraclivo da Ierra
natal toroa-se irresistivel para o coraeao de um ve-
Iho.., Pela minha parle o seguira com prazer... a
Allemanha, be o paiz d meus sonhos.
Seriarus : IJue^aieninice O universo inteiro
sonha com a Italia... ella simba com a Allema-
nha !... Ah es bem mulher darse lado, miulia li-
llia!
Martha : Ella he minha patria. Embora teuha
vivido tanto lempo debaixo desle bello co italiano,
sinlo-me sempre desterrada... al meu semblante
taz-me lembrar qp.c sou eslranceira aqu... meus
olhos procurara incessantemente urna nuvem ueste
eterno azul!... En nao nasal para o brilho desla
vida em aleo sol... EstagtafcaadWta lingua
inquielam-mCjslas paixoes eslrontamas ttteti
do nielo dia meimporluuam... Aspiro sonmnt
silcnciOtt, Seria feliz enrerrandoitminlia vida jU1___
da sua nninjaiKellia rasa flamemb de vidraras de
igrefa.'.Jto 3|tWsscs interiore Justen e pausi-
vei>, que se vem nos qnadros e d,e sao animados
por alguns bos semblantes de visinhoaallerrfies raei
illuminadosjpela doce claridade do fogio.itRmaria
A rbliniai), sei
blica, a prmeit
uao pode d
de dos
acliai
Iciid
ciaes.i
duvida urna medida de grande ulilitlade publica : o
bispado tlu Pcrnambnco, a que perteuce a provin-
cia, sendo excesivamente extenso ,c populoso, nao
he possivel que o Exm. dioecsanoftenba o lempo
necessario para bem cumprir, po%si mesmo, todos
os seus deveres, nao obslaute o seu zelo religioso.
Sendo menores os bispados, poderao os respectivos
iispos inspeccionar e Ilustrar como convm o cle-
ro ; do que resultar graude vantagera moral pu-
blica. Felizmente o governo1 fio paiz esl conven-
cido da nlidado ila creacao do bispados; faro vo-
tos liara que elle nAo encontr o menor obstculo
na realisacao d'essc pensamento luminoso c pi,
que conten um importante melhnramcuto moral
o paiz. Quanto mcdda*que acabo tle in-
a V. Exc estou cerlo de que nao cncoutrar
ella a menor difficuldade da parle do nosso virtuoso
prelado, que destituido da arabirao dos ulercsses
mundanos c s lendo em vistas o bem espiritual,
nao deixar dercoucorrer para urna providenda, que
lano inleressa roliuiao.
* Con'sla-mc que nem todos o.-> paroedosda provin-
cia explieam, depois da missa, o ovangeldn aos seus
comparochianos, como sao obrigados pela constilui-
eo do bispado.; o que por cerlo prejudica ao conlie-
cimt-nlo, que deve tero povo dos principios da rc-
ligiao que professa. Se o governo temporal 1130 se
deve iiierBBBBBMpirittial, eslou cerlo que tlove pe-
dir, a bem tfl^Beresses da moral, aos que dirigem
a Igrcja, que iWan entrar nos seus deveres os res-
peelivos muislros.
A agricultura que, nesla proviucia, assiin como
em' totlasas oulras, he a principal industria, aquella
de que vivb a maior parte dos idadaos, a primeira
fontc ila riqueza publica, acha-se infelizmente m
consideiraycl atraso. A usulticieut instrucrao dos
agricultores ; as dllcttldades c exressiv os despezas
de Irausporte dos'productos agrcolas, cm conse-'
quem-ia da falta tic vias *dc roiumuuicarao c de
Iransporlc rpidas c commodas; a falta d bracos, e
comn sua cousequencia, o elevado proco do Iraba-
ldo; falla de capilaes ;c emfim o grvame das iraposi-
ces, silo por cerlo as principaes causas tl'esse atraso,
a que alindo, o qual contrasta admiravcimente com
aimmcusa exlensao douosso.solo csua espantosafer-
tilidade. Especialmente n'esla proviucia, e n'aqnellas
esses longos seroes do invern, passados junto de
urna ant.ga chaminc, conlinuando o Irabaldo ea
conversarlo da vespera, emq'uauto a ueve amooloa-
e fura sobre os lelos golhicos... eo vento murmura
porta as legendas do Natal... Eis-aqui mioha Al-
Icmaiiha.
Sertorius: Obrigado.... lua^Allemanha ne a
Martha: Mas, Vmc. promelteu-mc levar-iue
14 um dia, meu pai.
Sertorius ( grave;: Sim, havemos de ir, emi-
tida filda, havemos de fazer orna trisle epiedosa ro-
mana...
Martha : E nao ficaremos l ?
Serloriiu ( vivamente) : Nao.... oh! nao.....
grande Dos I Assenwlhas-te muito .tua mi!...
' D alguns passos.) Ainda nao esqueci-me' do da
eai que deixei apressadamente minha. sombra pa-
tria trazendo nos bracos ludo o que me restaba no .
mundo... urna pobre menina veslida de preto, qne
sorria s minhas lagrimas I
Marina : Vmc. ha de repreheuder-me, mea
querido pai... mas Icaho um ponsamenlo que me
atormenta, e quero dize-lo urna vez para nio fallar "
mais nelle... Eu nao raorreria tranquilla, se Vmc.
nao me promellesse que repousare debaixo da mes-
ma relva que minha mai.
Sertorius : Cala-le esls louca oh ca-
la-le !
Martha: Eslo edeia de vida e de Cdrra, meu
pai... nao receie nada... he s nma fraqueza' de raen
espirito... mas jaque li ve a rnrascm tle ronlia-la a
Vmc., tjre-me esse cuidado... prometla-me o que
Ihe peco.
Sertorius: Cala-le, desgrasada filha !
Martha : Meu pai, promella-me.
Serliorius : Eu le prometi... Mas isso he mo,
minha filha... Nao goslo desses acenos romnticos de
uma'sensiliiiiladc intil. Estou descontente.
Martha (retendo-o pela mao e rindo-se ):
Nao !.,. esl acabado... Perde-me !... Diga que me
perdoa.
Sertorius : Sim. ( Pasteando. /
Martha : Vmc. no'dix isso de bom corarHo.
Sertorius : Porque nio ?
Martha : Prove-o... Toque-me o canto do Cal-
varlo... promelto-lhe chorar.
Serlorim: He impossivei... minha filha!....
riz voto delle... para o dia de leu casamenlo, nem
um minuto anles I Martha rollase vivamente ao
rodar de urna carruagem que pasta por baixo da
janella; inclinase para fra, d um grito terricel
ecahe no soalho.I
Sertorius ( acudindo ) : Co! qu tens'.' Sus-
ientando-a com urna mao, elle tanca os olhos sobre
a estrato e distingue em urna calera detcobertapu-
xada por cavaltos de potta, Roswein ostentado
junto de Leonora. O velho bale violentamente na
[ronc, e grita : ) Mizerattjl! roubou-me minha fi-
aaBeva jninha filha Oh .' mizeravel !... Oh!
ftom I Dos justo Dos vingador I... Gerlru-
des!...acodef acodo! minha pobreGerlrudes! (el-
le leva nos bracos a filha desmolada.)

te da felicidade dos domcus,
upar a ma or at (eucao c^olicilu-
rslado de ruina, em que Be
;es da provincia, tam sido at-
exaiiidado ilasiinanrai provin-
algumas quolas para o noces- 9
sario concert e reparo: a men pozar vejo que se
nao podem dispender mais avulladas sommas com
lemeHiaule mister, visla ta conveniencia e neces-
sidade de se conservaren! com a devida decencia os
templos que servem de malrizes.

(Contnuar-te-ha.j



IPT

que conflnam eom ella.princi plmenle as do BioGrau.
dedo Norte o Cear.ha una outra causa, honi pode-
rosa, que prodnz a decadencia da agricultura ; c
vea a mt ag repelidas secas. So porin, para re-
mover as causas geracs que assignalci, o que produ-
tem o atraso o decadencia da lavoura, a sciencia
Vonsclha o emprego de meios liojo mui condecidos,
como a educar profesional, o ntcllioratncnto das
vias de rommunirncao e de transporte, as institui-
C"* de crdito, a colonisacjo, a reformado svstema
dos imposto, eomn por eiemplo, a al>ol(ao dos d-
reitos de exporlarao ; lamben alguus remedios se
podero applicar para, ao menos, attenuar a gravi-
lade.do mal, que produz o ftagello das seccas. Se
os agriealtores, altendendo mals aos seus inleresses
IrtWasem .le, ainda cusa de trabadlos pesados c va ler prucipiado a coiislrurrao dessa obra"
disiiendiosos, .irrigar os terrenos ridos, aproveitan-
lo-se para isso dos rios e. ribeiros, e na falU d'estes,
i'uiistruindo acudes,
DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 10 DE FEVEREIRO DE 1854.
. o que cm muilos lugares se
Podo faxcr'; si os criadores de gado nos sertOcs-
alcm da ronslruccSo de atudes, tralasscm de plan,
[afeudas ccrlos arbustos de que se man-
o gado, quando ha falla de pasto ;
IP mandioca, e dos graos que seera
actualmente de alimento ao novo, cullivassem o tri-
go, que he de todos os serenes o que mais se conser-
va, por cerlo as sectas nao produziriam tao grandes
males.
Mui acaiiliado se acha o commercio d'esla capital,
estando lio un I isla i ile da justa proporr,o que deve-
ra existir entre elle e a produccao c consumo da
provincia. O estado das retacos commcrciaes en-
tre esta provincia e a praca de Pernambuco lio in-
dubilavelmenlc a causa que produz scmelhanle aca-
hameuto do commercio. Todas, ou quasi todas, as
merw*iras eslrangeiras que a populado da pro-
vincia consume sao importadas em Pernambuco .
nina parte dos productos da provincia all sao expor-
tados ; do que resulta consideraveis preju'izo ao
commercio, a agricultura, aos consumidores em ge-
ral.. O commercio directo com os mercados cstrau-
geiros,e as vantagens reaes que d'elle rcsullariam
nao be medida que dependa do governo, como V.
Exc. perfeilameujo sabe. Tralcm os negociantes
mais opulentos d'esla praja dse unirem com o fim
lo chamar para ella o commercio de importarn.
disponham de seus capilacs para isso, pstabaleram
suas relacoes com as grandes casas commerciaes da
Europa, co commercio directo de importar* se
realisar.
Capitaes e crdito sufficienles tcm os negociantes
de i", ordem d'esla capital, basta talvez smenle,
para que se oblcnha o -grande melhoramenlo de
que trato, que elles se aparten do espirilo de rolian,
iuimigo poderoso de todo o progrese.
A ulilidailc dos melhoramenlos das vias de com-
munica<;ao c de transporte, sua influencia real e
positiva na prpspcridadc das nacoes. lie no seculo
cm que vivemos, um axioma. Nesla provincia ain-
da se uno iniciaran os molhorameulos desta ordem,
os qua* de certo se nao podero promover, cm-
quaulo se nao encorparem companhia, que empre-
liendam a eoslrurcao publicas poden ministrar os avallados capitaes ne-
cessarios para se levarem a efieilo emprezas tao dis-
pendiosas ; c quapdo assim nao fosse, nao conviria
que o governo tomasse a seu cargo taes melhora-
menlos, visto que a experiencia nos ensina que as
deia a um llicatro. Quanto a primeira, a sua im-
mr-dila utilidade, a sua urgente neressidade sao >a-
lenles : a cadeia que actualmente existe, sobre nao
offerecer a necessaria sesurauca, esl condemnada
pelos principios da huinanidade; nao lu liomem ppr
mais robusto e vigoroso que seja, que oslando nclla
recluso upr algum lempo, mo arruinesua saude.
Ouanlo porm ao tlicalro, bem a meu pezar nao
posso estar de accordo ueste ponto com os meus il-
lustrcs antecessores. Nao desconberendo as vanta-
gens que, em gcral, resultan dos thcalros, todava
ullendendo exiguidade das linaneas provinriacs,
e a necessidade indeclinavel de certas obras publi-
cas, be minha opiniao que aclualmenlc se nao de-
nte pelos go-
dous podero-
que ludo
por
importan-
obra* e trabalhos dirigidos
vernos enconlram-sc ordinal
sos iuimigos, a negligencia c
Iranslornam.
Se por ora nao he razoa
cnmniuuicares e transportes
meio de carros a vapor, ao mi
provincias mais ricas c populosas se
pralicamenle a possibilidade c exeqnibilidade do
lao importantes melhoramenlos, nao lie para mim
duvidoso que podemos emprchender algumas estra-
das com trilhos de ferro, sendo os carros conduzidos
por animaes, o que tornar as communicaciies ef
transportes muito mais rpidos 'e menos dispendio-
sos do que as que temos actualmente. A encorpo-
rarao pois de uuu companhia, que omprehenda a
construccao de ufeta estrada, que principiando nesla
capital v termim^ por ora, na cidade d'Aroin, leu-
do de futuro de continuar pelo interior de toda a
provincia e seguir pelo interior da do Cear.er
um. melhoramento da mais alta importancia, da
mais manifest utilidade pblica.
A grande populacho existe em diversos pontos do
ospac.0, que ha entre esta capital oirrirtade d'Arcia,
a fertilidaile do solo, a importancia dos producios
agrcolas, que cm abundancia so ordinariamente
transportados daquellas paragens para esta cidade,
a posis* damesma cidade d'Arcia, que he um pou-
loquasi central da provincia, sao circumslancas
bem favoraveis c que garanlem a exeqnibilidade do
melhoramenlo de que trato. a estrada do interi-
or da'provincia, decujo projecto me oceupo, de-
ve vir ler urna estrada lateral, que comcrando no
municipio do Inga, atraves o municipio do Pilar.
Do municipio de Banancira dever principiar'
urna ontra eslra Mamangoape alravessando o municipio da Indepen-
dencia. De Mamangoape os transportes se poden
effeetnar por agua. V. Ex. comprehendendo |>er-
fetamente as immensas vantagens que resultaran
los melhoramenlos que veim dc^Ar. far
Trio, promovendo a sua realisaradMrn
tissimo beneficio a esta provincia. w
O melhoramenlo da barra do rio Parahvha he
urna medida de toda a nrgencia; as" areias tcm obs-
truido o canal daquella barra de -modo que, e nao
empregar-e all urna barca de escavarao' para de-
sobslrni-lo, para o futuro sofTrcr ronsideravelmen-
le a navega^ao. A continuarao da couslrucrao do
raes do porto desta cidade ho tambem de grande uti-
lidade publica ; visto que erve o caes, principal-
mente, para impedir que as areias condolidas polas
aguas pluviaes obslruam o lugar A collocacao de um pequeo farol, defronte da bar-
ra do Parahyba, he urna necessidade reclamada pela
navegacio. O melhoramcntnda barra do Mamangoa-
pe lie induhitavelmcnlc urna providencia de gran-
de nlhlade : exirahindo-sc a pedra, que e acha
rollocada no meio navegam por aquello rio, nao soOrerao os graves
pengos a que est sujeitas, tendo acontecido que
muitas se (em arruinado. Por aquella barra, una
vez que se remova o pererigo existente, darao sa-
luda aos seus producios, nao so todos os habitantes
do importante municipio de Mamangoape, como os
dos municipios, pao menos importantes, de Inde-
pendencia c Bananeiras, o mesmo os da cidade de
Arela; ao meuos emquanlo e nao melborarcm as
estrada para esta capital.
Os habitante do municipio da Serra do Pires da
provincia do Rio Grande do Norte, que costrtmam
mandar os seus productos para o mercado desta ci-
dade, tambem se utUisarao de emclhanlc inelho-
ramenlo.
_ Solicito como he o governo de S. M. o Imperador
em promover os inleresses maleriacs de to.lo o paiz
nao esqueceu a providencia de que trato, ordenando
a esta presidencia por aviso do ministerio da mari-
. nha de 19 de abril do correntc anno, que mandase
fazer o orcamcnlo das despezas com o melhoramen-
o da referida barra de Mamangoape; ein cumpri-
mcnlodoqueordenci ao engenheiro enoarregado
das obras da provincia que, dirigindo-se mencio-
nada barra, a examinase convenientemente eom o
auxilio do rapilao de fragata Bernardino de Sena
Araujo o flzesse o necessario orcamenlo. V. Ex
einduvida procurar fazer provincia mais est
beneficio, promovettdo a realisacao Nao roncluireeste assiimpto em cmiltiraV. Ex
a nimba opiniao a respeito doestadodo liiior.il, ,,',,
reas* a industria da pesca: ntt que a nrelendn
eslorvar. ou ile qualqoer modo p'rejudirar; quando
pchv ronlrar.o desejava poder deenvolve-la
nia-la, vislo ser nina industria, c tanto
prtu-
cipalmcnlc com as proporroes determuiadas pelo
eu plano. Eslou convencido do que quando mes-
mo se devesse concluir o Ihcalro com pretericao de
inleresses mals importantes, conervar-se-hia elle
quasi semprc feixado. o portanlo inulilisado, vislo
que a populaeao desla cidade nao tcm meios de
rnanter nina companhia rcauar, que possa repre-
entar convenienlcmeute em um (healro de seme-
lhanle Onlem. Nao convimlo porm que e perca
a importancia de 12:00000 dido com o principio da 4Be<> do Iheatro,
julgo necessario que, proenraWRe Jar ao edificio
um oulro deslino, se dispenda mais alguma somma
para o fim de conclui-lo heste sentido* podendo
assim ser aproveitado par algum mislcr do utilida-
de publich.
Mui poucas sao as mallas virgens que cxislcm,
nesta provincia, em bom estado: actualmente em
diversas localidades ha grande difliculdade em ol
ler-se madeiras adaptadas construccao de certas
obras c edificios.
Nao endo a provincia, no sen estado primitivo
das mais abundantes em maltas, aconleceu que com
o planto do algodao que 0"t^M^m^ai gran-
de escala, eslragaram-e asnPlW^a^uc "os
agricultores cmquanlo enconlravam lerreuos vir-
gens, e portanlo de ailmiravel produccao, nao cul-
tivavam oiilr'os terrenos. Julgo pois necessario que
baja da parle do governo lodo o cuidado em dar as
convo/iientes providencias fim de que essas poucas
mallas que roslam nao ejam desunidas.
0 Po-Brasil,Tao preciosa madeirade linluraria,
que havia sido urna Toiitc de rendas publicas, est
quasi extiucu nesla provincia. Nao endo licito
aos particulares ulilisar-e do Pan-Brasil, lecm elles
interese em que desappareca, lim da que possam
cultivar os terrenos em que exislc tal arvorc. Jul-
go pois coiivcnienle a medida de tornar o Pao Bra-
sil de uso particular, para que nao so eja poupado
c zelado, como cultivado palos agricultores.
Pesa-me nao (Moler informar V. Exc. qual a
populaco que existe nesta provincia: infelizmente
ignoramo-la. Providencias quo leudan a obter-e
dados estalislicos, principalmente o censo da popu-
laeao, sao por certo de urgente necessidade.
O estado da admuiistraco da fazeude publica as-
sim geral como provincial, considerado conforme o
systcma de arrecadarao e distriboirjlo das rendas
publicas adoptado pela legislacao existente, he re-
gular nesta provincia.
Dos balancctesque e acliam na ecrelaria da pre-
sidencia, ver V. Exevque nos cofres la Ihesoura-
ria de fazenda desta provincia havia no da 2 do
rs. 1&838S739: nos cofres da
corren te o saldo de
adiiiiuislraeo de, re
25:998J>5J8. Con lio
formar o nosso sy
quacs, estabeleeidos
os vordadeiros priucpi
vinciaes o saldo de rs.
idade urgente do re-
imposlos, muilos dos
immemorial, quando
sciencia das naneas
fonlc das rendas pu-
juizos que industria
poslos, no devem ser
Da sabedoria, palrio-
no eram bem conhecjdos, quando a arle do finau-
ceiro consslia cm obler a maior ronda possivel,
em attender nalureza e
bliras, e nem portanlo j
em geral podiam causar
nervados por mais lempo.
lisrao c solicilude porm dos poileres supremos do
estado devenios espejar que brevemente gozaremos
aVvautagcns le lao importante reforma.
Terminando aqui este Irabalho lo incompleto,
no posso ter a esperaba, que m eria anas
agradavcl de que possa ello ser til V. Exc.
a quera deejo a mais feliz ailminislracao; dig-
nando-sc V. Exc. aceitar os meus votos da mais al-
ta considerado, e da mais sincera estima.
Dos guarde V. Exc. por mullos anuos. Ciila-
Exm. Sr. Dr. Joao Capislrano Bandcira de Mello,
presidente desta provincia. O vice-presideule,
Frederko de Almeida e Mlmquerque.
PERNAMBUCO.
anuos de
BEI.ACAO DOS BAPTISADOS DA PREGE7.IA
DE SANTO-ANTONIO DO RECIFE NO MEZ
DE JANEIRO DO CBRENTE ANNO.
Janeiro I.Illuminata, parda, com anno e meio
de idade,. escrava de Rufina Dolores.
dem.Manoel, pardo, com 8 raezes de idade.
demManoela, brauca, uascida a 19 de novem-
bro de la'iO.
demFlavia, parda, naeida alud* junho do
auno prximo passado.
dem.'Joaquina, branca, naeida a 8 de oulubro
do anuo prximo passado.
dem.Jos, branco, com 2 annos de idade.
dem.Maria, branca, naeida a 2$ de flfceiro do
anno protimo passado.
dem.Ignez, parda, nascida a 21 de JaneiroJ do
anno prximo passado.
dem 6Olivia, branca, nascida a 21 de oulubro
do auno prximo passado.
dem 8.Josepliina, prela, com
idade. j
dem.Francieo, branco, com
anno.
demMarcelina, prela, nascida a 28 de oulu-
bro do anno prximo passado, eerava de Antonio
Francisco Azevedo Campos.
dem.Joaqun, pardo, com idade de 8 mezes.
IdmAlfredo, branco, nascido a 18 de etembro
do anno prximo passado.
dem 9Justina, parda, com 2 mezes de idade,
eerava do Anua Joaquina de Holanda (alvao.
dem 15Manoel, preto, naeido no 1- de junho
do anno prximo passado, escravo do Joao Pedro
da Rocha.
dem. Manoel, prelo, naeido a 23 de feverei-
ro do anno prximo passado, escravo de Joo Jos
Ferreira de Carvalho.
dem.Luiz, preto, naeido a 25 de agosto do an-
no prximo passado, eeravo de Therez de Jess.
dem.Belmiro, pardo, com mezes de idade.
dem.Umbelina, branca, com "i mezes de idade.
dem.Joao prelo, com mezes de idade, wcra-
vo de Anna da Nativhlade de Moraes.
dem 16.Luiz, pardo, naeido a 12 do
mez.
dem 19.Joanna, parda, uascida a 3 de
do anno prximo passado.
dem.Maria, prela, naeida a 5 de agosto d an-
no prximo passado.
dem 20.Severiana, parda, nascida a 8 de no-
vembro do anno prximo passado, eerava de An-
tonio I lomes Villar.
dem.Luiza, parda, nascida a 2i de niaio do an-
no prximo passado, eerava de Luiz Goncalves da
Costa.
dem.Julia, branca, nascida a 8 de jlho de
1818. .
Idem2.).Miguelina, branca, Sanios leos, nas-
cida a Sdeiii.iin de 1837.
dem.Pedro, prelo, nascido a 18ida dezcinbro
I da Fernando
do anno prximo passado, sera'
Suviea. .
Ao lodo 29.
Frcguezia de Sanio Antonio lo Ueeife 8 de feve-
reiro de l&H.O coadjutor pro-parncho,
Joao Jos da Coala Iliheiro.
e am-
.. mais til,
er os mercados de un,
le primeira neres-
genero alimentario, e portanlo
sidade.
Ha cm diversos ponlosdo lilloral instrumentos de
peea conhecidos pelo nomo do curraos, os quacs
produzem o elTeito de accumular as areias nos'la-
garta em que e acliam collocados, o suas adjacen-
eias: esses curraos pois, se em algumas localidades
nao prejudicama navegacio, cm oulras poden pre-
judica-la gravemente ; o segundo me informan a
leem eflectivamente oflendido.
Julgo pois muito convcicule que e proceda
um exame por pesen habilitadas, alim de fi'
condesan quae* os lugares em que es'curraejj"por
erem prejudiriaes, devem er prohibidos.
Alen do caes do porto desta cidade, duas obras
publicas provinciaes e eslao conslruiudo; urna ca-
FAZERBEM PARECfi-SE GOM DSOS.
Qni dal pauperfinon ndigebil.
l'rov. 28 v. 27.
Convencido desla Verdade incontcstavel enunciada
pelo orculo, o rcgislrada no cdigo sagrado, o meli-
fluo doulor da urara, querendo demonstrar que aos
neo e potentados da (erra incumbe, por maioria de
razan, desempenhar a mais viva beneficencia com a
midado snffredora, nao hesilou afllrmar, que os
dos pobres eslao firmados sobre o alicerce
imfdos ricosSuperflua dieiium, necessaria
uperum. 3t Mm.4**
lieos, ugrendando o liomem a Ipk- ima|em e se-
mellianoa, eommuhica-llie lliesouros iunpreciaveis ;
dota-lhc. urna alma capaz de pensar, discernir, o-
brar o'ban. e aborrecer o mal; um copeeo cjieio de
senlimenlos de amor, fralcrnidadec compaixo; urna
perfeila inelinaco para amar-se nns aos oulros, e re-
ciprocamenle soceorrer-sc, um anltclo vehemente de
ser grato e reconhecdo. porNodosos rcspeitos.ao seu
creador; adorna-o em surama de ternura c benevo-
lencia pata serem compaudeiras insoparaveis do suas
acsfics. Estes predicados san por certo, os mais su-
blimes; os mais nobres que a omnipotencia divina
quiz prodigalisar ao liomem, e com ns quaes elle
poda viver ama vida placida e alegre, e pois
fruir a morada dosjuslos. O enlc supremo autor da
nossa existencia quz ainda dar aos dmeos ls>es
maravildosas, exemplos sobremaneira admiraveis do
quanto quera que elles pralicasaem.
Durante a sua preciosa vida, exercila artos da mais
ardcnle caridade, j curando os leprosos, dando vista
a cegos, movimeulos a paralticos, conwlando as
irmas de Lzaro, suavisando as penas e allliciio da
viuya de Nain; no cenculo emfim, elle toca o
zeiiitli da humilliaeao, o cume mais elevado da cari-
dade: reparte com seus discpulos o seu mesmo cor-
po, arrodillado na dura Ierra, beija-lhcs os ps, ba-
nlia-ns de suas copiosas lagrimas, at dos mesmos que
descubriodo opportunajnentc a mascara da perfidia,
seriam antonomaslicamente condecidos por negativo,
incrdulo e traidor'
Com justa razo, diz um bello eeriplor, (l que o
principio elerno do amor, e caridade se ia visivel-
mente eiliaguindo as trovas do egosmo; Cdristo o'
avivou com o seu sopro poderoso ; a immolncjp do.
amor de si para dar lugar ao amor d'oulrem,
o preceiloque elle iulroduzio no mundo.
A caridade de reprgsentada de baixo das fesK
de urna bella mulder, vestida de cor de fogo, com
duas labaredas ebre a cabesa, e na mo direla um
pao, e sobre elle um cora rao com sua chamma; ao'ir
vcrmclha (segundo descrevem varios autores) signifi-
ca que al derramar o sangoe; se estn da a virtude
da caridade, e esta eflusao lie a sua maior gloria, o
seu ultimo esforeo: majorem cliarialem tierno ha-
bel, Quam ut pona!, guis animan mam pro amicis
luis.
Na viveza daedamma ebre a cabesa^e declara que
assim como a chamma nunca est quieta, nem abran-
dando perde o fogo o seu calor, assim to activa he a
caridade, que nunca descansa, e que muito que traba-
llic nao se resfria; no pao que sustenta em urna mo,
significa o pao eucharislico, e o corceo com cham-
ma ardente ebre o pao, denota o fogo do amor que
no coradle humano e acende com eslo divino ali-
mento. A caridade he pois um habito infuso por
Dos, que nos inclina a ama-lo como o nosso fim ul-
timo, e ao prximo como a nos mesmos dileclio Dei
et pro.rimi; he igualmente urna lei saudavel do
Creador, na qual ordena que se esteuda mao liberal
em soccorrn do irmao pobre e necesitado. Pratct-
pio Ubi, ut operas manum fratri luo egeno et pau-
peri, avi ter.um vertatur in tWra. (2).
Mas quo longe esta de er praticada esta sobera-
na virtude pelos homens assomados, iraiciveis, e
avarentos:' logo que elles locan o degro de um
posicao elevada, ou conlam urna fortuna ainda que
exigua, ji nao sao os mesmos homens de outr'ora;
esquecem-e dos deveres para .com o prximo, e at
mesmo os que concernen ao supremo Creador. Os
dotes que a nalureza prodisalisou-lhes, e vo pau-
lalim arrefecendu, c depois desapparecem como o
subtil vapor logo que os raios do sol rompem do eu
liorisonte.
Substituido enHepor oulras qualidades vertigino-
sas, produesoda avaricia, j o liomem he impellido
a vilipendiar esses actos de pedade qoe soem subli-
mar ao justo e honesto; todo eu desejo e elicitude
se applicam,ua arquisicao srdida des bens munda-
nos, mulliplica-loseat idolatrar ese metal que e
chamar dinheiro.e desla maneira engolfado, elle e
pelrifica aos rogos dos desvalidos necesitados, seu
coraco de lodo se empedernisa para exercilar actos
queserevistam de caridade.
He cem elleilo justo econsentaneo que o hornea
empregue meios ellicazes para adquirir e consolidar
a sua fortuna.
Daos nao inhibe que os ricos trafiquen em prol de
sua familia ; aqui elle j manda Abrahao que.dei-
xando os Caldeos, leve gue riqueza que havia grageado; all nao prohibe
que Zacho se entregue com afliuco ao commercio; o
que elle quer, a que elle recommenda de que, des-
ses capitaes. que dessas sommas avultadas, d esmo-
las, berneficie, e soccorra ao indigente com o que for
compalivel, o que elle aualhcmalisa he, que os rico
roubem aos pobres, o superfino e sobejo a que elle,
tem js. Superfina dititum, necessaria pauperum.
A beneficencia, a caridade he urna virtude lo su-
blime, que sublilmenle locara, e ferira o corarn do
mesmo paganismo. Cicero, penetrado desses enti-
menlos de humanidade, chego#a ornar um dos eu
dieures com a palavracaridade chantas gene-
ris humani. Chitan ensinava que, nao s se devia
ser benfico, mas que era necessario esquecer o bem i
que e fazia. e lembrar-e sempre do que se recebia;
Homero dizia que, nao era permittido desprezar o
estrangeiro e o indigente; Phocylides conelhava
que se devia honrar igualmente o ciddo e o es-
trangeiro, porque nos somos todos viajantes ebre a
Ierra.
Na verdade, o Gentilismo nao condeca, nao linlia
idea do verdadeiro Dos, nem recebia, por conseguin-
lc,delle exemplos estupendos para pralicara virtude
da caridade, todava urna forca interior o arraslava
deempendar esses actos de deneficencia e com pai-
xflo que elle mesmo ignorava, e cujas mximas eram
antes coneldo para os sabios, do que preceito para
o povo. O.nomem porm naeido no centro do chris-
tiinismuMgcnerado com as salutferas agua do
baptismo, tendo por lypos um Dos creador de sua
existencia y ura ente supremo que nao s estabeleceu
a caridade (3) como foi 6 primeiro a exercita-la,
chrismandoa eran o cortejo iuGiiilo d%eus exemplos;
nao obstante o liomem ver que lanos athletas, tan-
tos hroes da religiao tocaran o apogeo, o cirao desta
virtuile, cujas acsOes sobremodo espantosas se acham
registradas com indeleves caracteres nos fastos glo-
rioes de sua vida; com ludo, elle olvida-e de seus
deveres, infringe a lei, transgrede o preceito que seu
Creador lhe impoz; bromea ocoracSo para com o seu
emelhan|e, e pressnroso procura eguir as regras
que a avaricia com mo cerleira llie ouerece, e que
soem obervar pontualmente aquclles que a recebem
como sen simulacro! I
Nada mais injusto erevolUutc que o hornera, por
ler subido a urna posicao lisongeira nasociedade, ou
accumulado alguma somma de diuheiro, ouso mane-
jar as armas do ridiculo e abjeelo ebre aquelle que
soffre os rigores da desventura, e quica em algum
enejo amargo, lhe fosse j til. A estes pode-e bem
applicar a mxima do sabio; o rico sem caridade, be
arvore em fructo.
Por ventura, esses hroes boje soberanisados por
seus empregos e riqueza pdenlo sempre gozar este
|dote, esta fortuna-.' lerflo convicsao de que ella lhe
Mja permanente e duradoura, para atrozmente re-
pellir e menosprezar aquelle seu irmao que sobmisso
ccom tanta mansuetude, pede-lheo auxilio de cari-
dade ? Nao poderao tambem partilhar da mesma
erle, ou ler um porvir-tempestuoe e funesto que os
conslranja a sorver igual calix da mizeria ? A inna-
preciavcl vaotagem das riquezas, he inconlestavel-
menle a de poder soccorrer os pobres.
Estes que hoje se acliam collocados no mais elevado
cume da ventura, amandaa talvez os dados voluveis
la srtese mudem, e os precipilem no bratro mais
profundo da inopia. Mhil in mundo permanet !
O orculo do apostlo comprovaesta verdade indu-
hilavel, quando diz que o poderoso e soherbo foi coa-
gulo a dcscer do fausto e grande/.n que gozaya, ao ul-
limo degro do abaliinenloe abjecclo;eo humilde
porm se elevou ao cimo da prosperdade (1) depo-
suil ptenles desede, el c.rallaeit humiles.
Esses cegos, paralticos, esfarrapados, que inces-
sanlemenle meiidigam o pao lo porla cm porta ; es-
ses mizeraveis, que porcorrem as ras da ciilade, que
de si cxlialam asco e immuudicic, esses entes hedion-
dos que provocam j nauzeaaqucm dcllesse apro-
xima, todos sao nosso irmaos, lilhos do' mesmo pai
ealeale ; lodos elles diz, o dOulor anglico, sao mem-
hros, que organisam o mstico corpo da igreja de
Jess Clirlslo, de quem de cliefe; foi por nos, e si-
multneamente por elles, que o horaeni Deosgolejou
o eu precioe sangue, e no Golgotha se' fez victima
propiciatoria da nossa redempso. Nao lema i>or
ventura entre mis hroes, que em pocas felices
eram assomados corifeos, e naacluaiidade mendigara
o pao quolidie?
Exercitai urna vpz a vossa curiosldade, ndagai da
mullido, do cardumo de mendigos que recorrem
piedadechristaa, o lenitivo asua dr, pesquisai quem
he esta matrona que vos pede urna esmota pelo amor
de Dos? algueravos dir; que ella foi consorte de
nm Ilustre personagem; que viveu na abundancia e
Branden, e herdou fortuna de seus anlepasedos!
Aquellaorphao que asjagrimas sa deslisam do can-
dido rosto pela ralla dealimento? foi lilho de nm
eerteso aballado; que nasceu no fausto o grandeza ;
so embaton em dnur.idos bersos ; retebeu urna edu-
casao polida eassaz delicada I Aquelle anciao ver-
gado do peso dos annos, praleados os cabellos e ar-
rimado sobre un basti? Ah quem ser esle lio-
mem, rujo aspecto centrista o corarao ? foi, sim, foi
filho hlolatrado de um titular dislncto e rico; que
conta em mus progenitores foros e brazies; que abri
osolhosem soberbos palacios, cursen universidades;
rodou em luzidas carrosas, possuia fortuna collosel,
oceupou difierentes empregos na polilica, leve assen-
lo no parlamento de sua naso, em soas raaos foram
confiadas as redeas de importantes commissOes, e al-
fim foi urna das primeiras notabilidades da corle;
boje porm be victima do infortunio, he alvo de op-
probios e vituperios!!! Sic fransil gloria htundi!
A vista destas vicesstudes, e volubilidade do lem-
po*, quem ousar encher-se de orgulho por que conta
urna ventura na sua earreira social, e alm disto, re-
pula e negu o eccorro e auxilio aquelle infeliz que
coborto de peijo, snpplica-lhe placido c hami-
Idanle ?
nlrelanlo, que conequencias funestas, efieilos
' produz cssa indiscreta repulsa, ou descari-
na dipotdee figurada ? Aquelle que eflreram
hda luan com a mizeria, davendo j exgotado a
paciencia, exhaurido es meios de suavisar seus ma-
les, quando julgavam encontrar paternidade o alivio,
no seio do Oppulenlo quem recorrem, deparam um
homem irascivel e cruel, cuja presera erve-lhes de
maior incentivo as suas afOifdes e (armenios ; e
desl'arle collocados em lerrivel posisSo, cercados de
angustias, desvairados daquelle' porte eseotimenlo
de honra.que mpre Ibes serviram de norte na sen-
das que Irildaram, e enlregam como alvo a lodo o
gener de torpezas e infamias !
A casada, por ejemplo, j pulverisa de opprobrios
o thalaroo conjugal que expontaneamente abiin-ou.e
guardou sempre respeito; a viuva maueba o seu es-
tado, revolvendo de maneira l5o ignominiosa, as frias
cinzas do seu espozo que lhe era caro ; a donzella
enlregue a desvarios, taz logo parte do lupanar de
iniquidades, eadi perde o que linda de mais precio
so O orphao deslumhrado, furibundo, rouba,fur-
ia, perpetra lado quanto se pode taedar de infamias,
lesdouro, contumelia, e o mais desle mesmo jaez; e
tal seja o estajo de allucinaro que elle toque o mo-
mento fatal de er assassino de sua propria existen-
cia Por mullas c convincentes razoes so pode
dizer, que o I ornem dotado de um corarao compassi-
vo, que eslende a mi benfica ao prximo j sossos-
sobrado no pelagoprofundo da desventura, separe-
ce com Dos, e sua alma revestida assim desta Cari-
dade ardente, Toe quasi omnipotente. ,He por isto
que S. Gregorio Nanziaeno, ollirma que a caridade
he a alimeuladora do orphao, sustentculo dos velhos,
deflensora do Traeos, conelaso e allivio de lodos os
males, o posto seguro dos desgrasados ; e San-Jero-
nymo exclama : eu nunca li, que o homem esmoler
acabase s cru:is mos de urna desgrasada erle.
A'on memini mt legiste mala morle mortuum, qui
libenter opera Aaritalit exercuil.
A caridade, pslavra nova (5) que antes se nao co-
nhecia ; deseida ao mundo com o Salvador, he
a bae, o centro d> ehristianismo, o n dos eu 9b.
lerios, e o foco- de sua moral; ella he a cadeia que
liga o homem a l) ellaeaesmola.hequem podem lavar a alma de lodas
as nodoas do pectado, livrar da morle ; e faz adiar a
mizericordia e a vida eterna. Quoniam eleimotyna
morle liberal, et ipsa est, qua; porgal peccala, et
fcil inceiiire misericordiam, et vilam teter-
nam. (6)
Feliz por'lano o homem que ten por brasao a ca-
ridade ; que se comiadece da desventura, e mizeria
que pesan ebre o hombro do seu prximo ; por
que esses beneficios i soccorros serao valioes prolec-
tores na presenra do Allissimo : diloe o homem que
assim praticar, por que Dos o livrar de todo o mal
na tremenda o arriscada hora do seu pasemento, (7)
beatas qui intelligi; super egenum el pauperem ; in
die mala liberabit tum Dominas.
De lautas oulras virtudes, s a caridade he que sa-
be Irasformar de haoiens Serafins; de eeravo do
demonio, amigos filho de Dos; c dos queja me-
reciam o inferno, hirdeiros felize da eterna "gloria ;
he a caridade que di vida as virtudes, valor ao m-
rito que descobre t lliesouros divinos e nos abre o
co; ella he em sumnia, a rainha suprema de todas
as virtudes, regina mprema omnium cirlutum. Ella
com a f e a esprate* he na phrae de um escriplor
orthodoxo, o principo gerador da existencia inmor-
tal. (8)
Quando, por tanto o homem se acbar separado de
ludo que conslitue ;ssa pompa e fausta, tanitas va-
nitalum, quando elle perder no tmulo eses foro
brases o li lulos que o soliera nisavam, surgir entao
a caridade, (sejde piro corda deempenhou) e como
farol luminoso conduzir a alma das prisoes terrenas
para a morada dos justos. Depois que ao homem le-
nha cessado a, porque veja a Dos e (odas as coues
em Dos; vista con a f he do que e nao v ; ces-
edo a esperansa porque goza a Dos e (odas coues
em Dos, por ser a eperanra a fruiro daquelle bem
que e nao goza, entio, quando urna oulra virlude
deepparecerem, chegar a caridade ao poni culmi-
nante da sua perfeiro. Podem cessar lodos ortnas
dons espirituaes, mis a caridade que nascaecresce
coni o homem, planuda no seu ccraco pela mo do
mesmo Creador, subatlir e reinar sempre. (9)
Sendo pois a caridade aquelle igneu chammejaute,
que nos inuamma a amar a Dos sobre todas as cou-
sas, e ao prximo por amor delle, he claro que o ho-
mem logo que liver vencido a barreira que e lhe
antolham.e chegadoa summidadeda f e esperansa ;
e abrasar n'um anor.no clieio detbiesas.inlerrup-
SOes; mas um amor sempre fervoroe, incessanie,
acrielado e perpelao; ficar amando a Dos eterna-;
mente com todo iffinco, ardor e vehemencia de que
de capaz. Efflczt caridade excele virlude He com
a mais viva convecao que o apostlo tocando as tres
virtudes tdeologcas, chama a caridade, a mais su-
blime, a mais nolre e soberana ; fide, spes, charitas,
tria hac ; majorautem horttm est chantas. (10)
Sem caridade lito pode existir n'alma>virtude que
agrade a Dos ;ella nao possue o mritos, pelos
quaes alcance a vida eterna ; e conequentemeote
sem caridade na se di ralraco, nem a preensa de
Dos, nem a glorii. Sine charitas, nec datur salut,
nec visto Dei netgloria. m, c.
Me------
fazendo da noite dia, e do dia ooile, e dessa mudan-
ca seguem-se a necessidado de dormir ao lempo de
velar, e de velar fc lempo de dormir, seguem-ea
fadiga ao lempo do repouzo, e o repouzo ao lempo jjguaimente o chrislao que pela culpa lem-e afasia-
O carnaval atem de ser pouco louva-
vel, he ante perigoso : prova-se poi-
semelhancia de cousas physicas.
O carnaval h. o tempo que precede ao jejum qua-
resmal^aj iMos homens costuraam dar-se mais
livraajaSfc poniirliinentos.
Guia.Nto lio le homem prudente oenlregar-e
cm guia malicioip e engaador, elle em vez decon-
duzir ao lugar desloado pelo bom caminho, faz pas-
sar por vias lorluotis suspeilas e at mesmo perigo-
sa, de erle que o suores.os solTrimenlos, e a maior
fadiga da viagem a vezes he o menor mal da sua
imprudencia; guia infiel e traidor he o carnaval, pois
quem abandona-e elle nao s nao eaminha Dla
eslrada da sade, da prosperdade e da salvado,
mas sim por aquel das enfermidades, dasdesordens
e da pobreza, a qtal, a dizer a verdade, de ordina-
rio he o menor mal que llie pose acontecer.
Antipodas.L'm idea geral, e asss propria para
explicar < nossos arnavaes sao os antipodas: os ha-
bitantes daquellas egiOcs por necessida.le de sua si-
luasao nao podem star de accordo comnosco o respei-
to s diversas usantas da vida : porque la he imite
obscuia, quando o lia resplandece a nos na sua for-
Sa, l velase e tra alha-se, quando entre nos dor-
; l tripiulin-se e banqaetea-se,
m lugar a calma, o o mais pro-
me-se e descansa-si
quando entre nos l
fundo silencio ; l
virados para nos, c
K no
'D Mr. Hoscllvde Largues, Le
Siecle,
.' Deuter. cap. 15. v. 11.
(3) Delr. cap. 15. v. II.
(*) S. Lucas. Cap. 1 v. 2.
Cdrisl ilevnntc le
ni eumma, anda-se com os ps
por conseguinle nos andamos com
os iinssos diametral nenie opposlos aos dellcs, sendo,
como apparece no elipse luar, redondo o globo ter-
rqueo : uislo nao iodc-sc deixar do recondecer
constante pralica d i nessos carnaval : neltes come-
Sa-e da subvrrso da ordem prefixa peta nalureza
do Exm. bispo Noronha em sua
na clirisiaa. '
cap. 12 v. 9,
(5) Peiis&mento
eiposigao da doulr
(6) Tobias cap. i v. 11
(7) I'salm. .{li. v.-j.
(8) .Mr. Rosselly de Largues, obra citada.
(9) Passngem do Exm. Metropolita do Brasil, em
um relalorio inseo no tioliciador Catkolico a. 9
de 30 de junho.
(10) S. Paulo aj Gorinlli. cap, 13 v. 13,
i
da fadiga, a intemperanca em vez da abstinencia, as
burlaras em vez da modestia, as excessivas folgan-
Sas das taes cabar.inhas, que sao um rto do paga-
nismo, e as demaiseonseqneocias inherenles urna
vida manifestamente contraria aos principios de na-
lureza, decivilidade e juntamento do religiao.
Bufo.Um tal genero le vida faz os homensao lo-
do semelhanles aos bufos e aos rouxines : os bufos
ou corujas (aves nocturnas das igrejas e dos campa-
narios, cujas gritaras obligo supersticioso as loma
por m aviso de morle) Bufo diz. que na bella e-
larao rorolhem-se a tardo em bandos nos bosques cir-
cumvizinhos, mas que ao romper do dia voltam para
o seu costumado asylo onde dormem e roncam ale
noite, digerem s ratos campestres e os interos pas-
sarinhns quo engulirnm, e que alem disso lanram po-
lo bico seus ossos, suas pennas o pclles rodadas : os
rouxines, segundo o mesmo naturalista, na prima-
vera passam inteiras noite cantando, o que fezerer
aos auligos qae em tal eslaso elles nao dormiseem,
os modernos porm tem notado, que nose poca dor-
mem de dia, e que nao somente dormem, mas que
tambem sonliam, em sonhos de rouxinol, pois que
ouvem-e trinar ou cantar em voz baixa, assim os
mundanos ao chegaretu os das de seus profanos di-
ver lmenlos, suppmido que ex islam para elles lempos
determinados, logo, logo reunem-so quasi todos em
grande numero para passaras noiles alegres em fes-
lios e intemperansas ao poni de vomitarem pela
bocea com o excessodo vfnlioos mesmos comeres qoe
er-lde-iam vanlajosos a sade, e he propriameole
em taes circumslancas que muilos sao absorvidos por
urna delirante embriaguez ; a qual os leva i passar
vella lodas as noiles em bailes, era ens, e em can-
tos ato que aofeaeer o el cambaleando, agazalhara-
se somnolenlos e lauos nis suas alcovas) onde dor-
mem, e roncam toda roanha at bem larde, inha-
beis para os seus deveres, no-colliendo outro frocto
das suas dissolusoes senao que um sonho das passa-
das folias, sondo porem que algumas veze de mais
asqueroso do que as proprias orgias bacchanaes, pois
he elle um sonho que rememora ao eu corceo ger
los, palavras e objeclos que melhor fra nunca ler
vislo ou ouvido.
Adcm.Tenho dito que nos lempos do carnaval
muilos ficam abervidos por urna delirante embria-
guez, e achoque nao lereidilo mal favorecido pelo
nosso naturalista, que por tal caracterieu tambem
elle, comparando-ii do adem, sorle de pato ou ga-
lo de cidra (urogallo,phaisao do monte, clamoroso, e
muito mais grose qu o gallo do nose paiz.) O a-
dem, diz elle, entra em amores nos primeiros de fe-
vereiro, e ho enlp queem um espaco determinado
-se elle pasear de tarde e pela maohaa, abre o
Tronco de urna grossa arvore, com a cauda desdo-
brada em roda, as azas pendentes, o pescoco sabido
para fra, a cabesa empolada pelo endreitamenlo de
sua plumagem, e metler-e em todas as altitudes ex-
traordinarias ; he enlflo que elle faz sentir por urna
hora os seiis clamoroso grito de reclamo, do qual
fica tao absorto e embebedado que nem a presenta
le um homem, e muito menos os tiros do um fuzil o
induzem voar; parece qde n3o v mais, nem sen-
t, e que ffea elle enf urna especie de xtasis, por
cojo motivo hoiw quem dissesse o escrevesse que o
adem naq^ielle Smpo he srdo e ceg: entretanto
affirma o nosso naturalista que elle o nao lie,que um
pouco mais do que elle o sao em semeldanles circums-
lancas quasi lodosos auimaes sem exceptuar o mes-
mo homem: lodos experimentara mais aujnenos es-
ses rrebalamenlos de amor, anda muRjam elles
apparentemenle mais notaveis noaliT; endo que
na Germania d-e o appellido d'aver-hahu aos ena-
morados que parecem esquecidos de todos os oulros
cuidados por oceuparem-se nicamente no objectoda
sua paitau, e as demais peseas que moslram como
elles urna estupida inensibilidade acerca dos seus
matares inleresses.
E como o adem,ainda queem qualqueroutro lem-
po seja mui difficil approimar-e delle, quando est
na sua amorosa embriaguez, deixa-se apb^ar fcil-
mente ; e lie aquello o tempo opporluntiQpe esco-
Ihe-e para armar-lhe emboscadas, e que as aves de
rapia fazem delles urna grande destruico ja peta
facilidade de apanha-ldos, ja pelo bom gosto de sua
carne ; do mesmo modo um grande numero de pes-
soas quem cm oulras occasiaes o diabo nao pode
cliegar-M para junio deltas, achando-se engoltadas
na ondas carnavaleas, com grande facilidade as
sorprende e as bate, endo aquelle justamente o lu-
gar e o lempo em que quando ha menos lemor de
Dos, tanto mais fazem brecha a licens, as o
dades e a liberlinagem.
Porque, como o adem, ajunlando habitualmente
as suas gallinhas nos lempos dos amores em um chao
determinado, ao cabo de um mez, ou mais de quoli-
diano exercicio.aqulle chao vem a ser urna pracinha
bem limpa e muita pisada ; assim o diabo, durante
o carnaval, ajunlando as suas furias infernaos (deno-
minarao que eu daria certas pessoas, cojos desen-
freados costumes horrorisam at5 os selvagens da llir-
cania) em lugares determinados, quaes sao os bailes,
o thealros, osseres etc., etc., faz deltas a prasa das
suas conquistas e o lugar mais adaptado para ens
infernaes triumphos. (A' despeito de verdades (3o
palpareis, nao faltac quem diga que sao pelas de
quelque moine fai-neanl.)
Centropomos.Nao disse muito fallando desle
modo, antes para explicar nielM o meu pensamen-
lo acrescento : da mesma mane que os centropo-
mossundat (peixes eraelhantes ao lucio, longos as
vezes um metro e meio) na esiarSo do ci, na prima-
vera, sendo mais atrevidos e mais vagabundos pelas
sonsacos que provam. caheni por issofrequen(emen-
te as redes dos pescadores apezar da presteza com
que nadan elles: o mesmo acontece um infinito
numero de christaos, os quaes nos lempos do carna-
val, estimulados pelo fogo das paixes, e pelos convi-
les dos corapanheiros, seus iguaes, abandonam-e in-
teiramenle mandrianice, e urna excessiva e pec-
camiuosa indulgencia de seus sentidos, e desl'arle
tornando-e elles cada vez mais dissolutos, e ociosos,
antes mais manacos do costumado, cahem fcilmen-
te nos lasos do infernal inimigo, apezar de todas as
resolui-oes o arrependimento que lemquand ils
n'onl plus ni bien, ni reole, ni emplo, et voient bi-
entui lo fondedesa bourse ecoule
Arenques. Alm de que : como os arenques,
quando chegam para perlo das embocaduras de rios
e das ribeiras propicias pelo ci andan era bandos
lao numeroso que a abundancia da ana pesca (Bu-
fo diz qu empregara-se as vezes tres mil navios e
quarenta eciucn mil homens) forma para lautas povos
um ramo immenso de commercio; assim o diabas
do inferno aproximandn-se as estaces do anno, qae
formam oobjecto do thema presente, sahem das lar-
tareas voragens tao inslenles e em turbas lao nu-
merosas, que a grande mullido de peseas que em-
brulham em suas redes e precipitan as culpas, le
o conleulissimo resultado da sua malicia e das suas
arles.
Capilao, He pois para lomar cautas os eus li-
lhos que a igreja lhe lembra os nobres senlimenlos
da sua condirilo justamente quando parecem mals
pormillidns os desvos da razio, propondo o evange-
Ibo, que faz presento a paxao de Jess Cdrislo : se-
meldanlc nisto a um valoro capilao de armada, o
qual pouco antes da batalda toca a cliamada dos
seus soldados, e cmn^a real bandeira irada no meio
delta- os excita <^Bgem, os exhorta proeza e os
infiamma ao iriHPio, i defeza das reaes insignias
da patria e do tiirono ; assim faz a igreja : quando
parece mais universal a demencia dos eus fiis, no
domiimn precedente quaresma, em que elles devem
combater contra as suas inclinacoes, chorar os nec-
eados e reconciliar-se com Dos, aprsenla o evan-
geldo que annuncia a paixao a morle do Jess Cdris-
lo para fazer reviver a sua lnguida f, e Hacen-
dar o seu amor para com aquelle que lem dado san-
gue ei vida por elles 1
Combate. Do fado, diz S. Basilio, se para um
razoavcl combate do una ou mais peseas he neces-
sario que os comhateules sejam bem disposlos cm
seus membros, do sorle que eria um doudo o que
as- vesperas da halalha e corlasse um braco para
manejar as armas; seria tal e qual a estupidez lo
que para corrigir-e do seus inveterados vicios, sol-
tassea redes as paixes, para bem preparar-se ao je-
jum, se dsse furiosamente crpula, e se mergu-
lliasse nb lamaral de prostituirn para dispr-se
penitencia...
Serco. Scmelhanle procedimento lo insensato,
quao pernicioso ao corpo e alma, o citado doulor
o esclarece com a eguinte compar i~o : um ervo
qua pelos seus demritos tenha side-, .'ulso da casa
do seu palian, se seriamente deeja reconciliar-se
com elle e er readmiltido ao seu servido deve valer-
se de urna pessoa confidente e chara ao mesmo pa-
Iro, e jamis procurar a um seu inimigo, pois que
em tal cae estara cerlo de nao obler o seu intento
do de Dos, e quer reconciliar-e no lempo da qua.
resma com elle, deve pegar-se com a abslinencia,
com a morlificaso e oulras obras'do nosso caso para
(ornar a Dos elemente e mizericordioso para com-
sigo, e jamis seguir as devassides do carnaval, a
quae's fazem com quo Dos seja cada vez mais indig-
nado contra elle, por erem quasi InsupeVaveis as
difliculdades que inlromeltem-sc na sua reconcilia-
Sao.
Viandante. K dizer a verdade, contina o mes-
mo santo, quem por acaso- imaginara que quei-
ra voltar para a patria aquelle viandante que eami-
nha sempre peta parle opposla, e qae em vez de
avizinhar-se, afasta-e cada vez-mais damesmi?
Pois o mesmo prognoslico far-e-ha de quem adra-
se inlemperansa, para apromptar-sc ao jejum, ali-
ra-e s fraudes, para apromptar-se justisa, alira-
e laeivia, para apromptar-se penitencia, ali-
ra-e cega e destimidamenle ao peccado para adqui-
rir a grasa, c lanra-se em fim nos braros do diabo,
para ser acolhido no paraizo 1
Caiallo.Seguir-e-lia mais depressa -delle o me*-
mo qae succede do um cavallo alugado : esta po-
bre bsta deixando-a diersao de homens de mo
humor e de peior juizo, volta ella tao iniquameole
maltratada, vexada e carregada, que o dia depois e
talvez por muilos oulros ainda fica absolutamente
incapaz de prestar mais oulros serviros, se nao es-
(iver por fortuna do todo estragada ; da mesma er-
te pralica o diabo : para impedir e tornar quasi im-
possUel a reconciliaso dos pceadores com Dos,
nos ltimos das do carnaval, osengolpba de tal ma-
neira na inlemperansa, nadeerdem e nos deboches
que os conslitue ioliabeis para a penitencia, para a
emenda, como o prova o faci da sua inlollerancia
para a mais lave morlificaso.
Msico. Finalmente: como nm msico chama-
do para locar e cantar diante de orna esplendida re-
gia de numerosos principes o do seu proprio sobe-
rano, nos das antecedemos ao determinado prepa-
ra os seus instrumentos, e oberva rigorosa sohrieda-
de para executar com satisfar e applauso as suas
pesas r de modo que eria elle tralado'de imbcil,
de temerario -.merecedor de real indignacao lodas
as vezes que os dias anteriores, e mxime o que o
precede inmediatamente, o passase todo inteiro jo-
gando a pella de modo (al que ficasse com a mo (re-
mota, seno eslropiada, e com a voz rouca c por
conseguinle inhbil para canlar e para locar ; he es-
ta um documento asss expressivo para aquellos
christaos, 'os quaes sendo chamados por Dos e pela
igreja ao cumplimenta das pascoaes solemnidades,
longe de appareldarem-se elles nos dias precedentes
i quaresma com a orasSo e eom o recoltimento, pa-
ra fazer assim doce echo ao coracao de Dos, rela-
xan o freio s vonlades do corpo e o segundam em
todos os eos viciosos appetiles, jamis estarao no
caso de observar, como cumpre, o eslreito preceito
do jejum, e por esta causa em lugar de merc allra-
hem ebre si o mais tremendos castigos.
Dieta.Cyncluo, pois, com o Chrisostomo : do
modo que os mdicos preerevem a dieta aos enfer-
mo que hao de lomar afguma mezinha, a fim de
que a fartura das comidas nao impesa o elleilo, por
mais (orles razos durante o carnaval ha de er as-
ss discraHH Bslento, alim de dispar a mente-para
ojejumij *'> e nao torna-lo insupportavel pe-
las canWMn iulemperanr.is. '
Um capuchinho da Bahia.
laGRlCULTlIRA.
7
CORRESPONDENCIA.
Trit
; awxei
boto ao mrito.
Deixou boje Wxercicio do lugar de jutde direilo
desta comarca, por ler sido modado para a da Estan-
cia na provincia de Sergipe, o mui dislncto e dignis-
simo magistrado Dr. Caetaao Vicente de Almeida J-
nior. Durante o lempo de quatro annos e dez das
enj que exetcei/esse lugaivtoriiou-se o Sr. Dr. Cae-
edo da esaBa los homens honestos
era I mente respe i la do de todos.

da co
IntegerrimnalBIraVo, soube sempre administrar
juslicacom imparcialidade, sem cousiderasOes a pes-
soa alguma, (endo s em vala o cumprimento da lei,
o a punirao dos crmes, no que foi sempre incansa-
vel, mostrandp bastante iitelligencia, illustrasao, in-
teiro zelo no cumprimento de eus deveresTdonesli-
dade e donradez a toda a prova. De urna educaran
delicada, urbano e attencioso para com lodos, foi por
todos tratado com as matares considerarles, sabeodo
conquistar amigos mui dedicados, nao deixando um
s inimigo. Nao podemos, pois, deixar de lamentar
a falla do lao disliuclo magistrado que faz honra .ios
He sua classe.
Nao somos lisongeifos quando assim no pro-
nunciamos-; s agora fallamos de um empre-
ado qae de nos se ausenta, o dequem j nao
dependemos, e chamamos em (esteraunho da
snceridade de nossas expresses a todos os habi-
tan tes desta comarca, que como nos o' commuui-
caram. Digne-so pois o Sr. Dr. Caetano Vicente re-
ceber nestas mal ordenadas linhas a demonslrarao in
gejiua da gralidao de que para com sua pessoa fica
inleiramente possuido o amigo eudoso, que far sem-
pre voto pela sua prosperdade e bem-eslar, onde
quer que se acbe.
Villa de Caruata 5de fevereiro de 1854.
Lourenco Francisco de llmeida, Caltnho. J
PLBL1CA0ES A PEDIDO.
Exm. e Rvm. Sr. Tendo sido prcenle a Sn1
Magestade o Imperador o offlcio de V. Exc de 19 de
oulubro ultimo, a respcilo/los lentes proprietarios e
substituios dascadeiras desse curso jurdico, que mo-
rara fra da cidade de Olinda : manda o mesmo au-
gusto senhor declarar a V. Exc. que, sendo abrigados
o empregados pblicos a residirem nos lugares em
que tem de exercilar seus empregos, he fra de du-
vida que aquelles lentes proprietarios, e substitutos
devem ter a sua ell'erliva residencia em lodo o lempo
lectivo, dentro da referida cidade de Olinda, assento
da academia, alim de bem deserapenharem as suas o-
brgaces, e poderem er avisados polo respeclivo
continuo para qualquer acto do erviso da mesma a-
cademia.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janeiro
em 6 de dezembro de 181-1.Jos Carlos Pereira
de Almeida Torres.Sr. bspo director do curso ju-
rdico de Olinda.
' Illm.'e Exm. Sr. Levei presenca de Sua
Magestade o Imperador o officio que V. Exc. me rigio'na dala a necessidade ae ordenar-e que nenliun esludaote
possa fazer nos raezeside exames mals de dous,. alim
de e evitarem as malversarnos, e a tumultuosa irre-
gularidade que ha : o mesmo augusto senhor manda
responder a V. Exc. que, nao tendo assento em lei a
restricsao, que V. Exc. prope, nao pode o governo
manda-la observar em prejuizo da ampia liberdade
que a lei de 7 de noverabro de 1831 deixou aos alum-
nos para fazerem exame de mais de dous preparato-
rios, mormentc leudo ella' providenciado a respeito
da alropcllacjlo, contra a qual V. Exc. representa,
ordenando no artigo 5. que o exame de cada mate-
ria dure urna hora ; disposirAo esta que V.Exc. far
religiosamenlo obervar.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janei
ro, em 3 de abril de 185.Jos Carlos Pereira
Almeida Torres.Sr. bispo resignalrio, director do
cure jurdico i|e Olinda. .
A' memoria do-** amerit com man dan te su-
perior Francisco Jacintho Pereira. Um bra-
do de honra d'alem tmulo a' briosa guarda
nacional da capital de Pernambuco.
Poz a mito sobre v peilo, e o peilo arfara
Da gloria i inmensa que abranjia a Franca.
Ep. a N., por V. B.
SONETO.
I
Do-sepulcro s'ergueu, inda garboso
Da guarda nacional o chefe anligo,
Das leis, do thruno, do Brasil o amigo,
Filho do povo, de renomc honroso.
Ergueo-se, e ro'ese lypo bellicoso,
(,)ue o grao Pereira modoluu coinigo.
Entre filho e irmao* enconlra abrigo,
Ouvem lhe ainda o mando virluoso.
a Chamou-rae a patria, e eu fui obediente ;
Ella elevou-me, e minha gloria dura ;
Servi-a em leso, moni contente.
A guarda cidadaa jamis, murmura :
a Sedo iguaes ao queeu fui,... soldado e crente.,
Disse, e sada : volta sepultura.
Por /. li. de S'., edado luz por /'. J. d'O,
Progressos agrcolas.
He-nos ebremaneira liengeiro podermo traos-
crever tres carta dirigidas eciedade Auxiiiadara
da Industrieiacional, pelos digno socios Francieo
Joaquim Pereira da Silva, dono da fazenda da Pe~
Ira, e os Exms- Srs. berao de Antenina e conselbeiro
Anuo, oconlededastasarlas lem lano iutares-
e para a agrienllnrailjtieeltas devem ser lidas por
lodos aqurib qui pelos progreses
agrcolas do Brasil.
Estimaremos qutumlne M. fcieodeiros imittem .
a este senhore. enviando-uoi de vez em quando as
suas coinmunieasoe sobre innKacde ou melolira-
menio, que Baerem na agricultura o fabrico de as-
sucar, porque somente pela troca de variadas Mi-
iiioeii he que e consegu* c#e e e aleaucaa pro*
uaae.
Illm. Sr.No lenho escriplo a V.. S. pelo re-
de ser iinportano; todava vou dati-lhe conta
dos servisosqae liz esle anno coma minha edarra :
n Lavre um Ierren* queleva exactamente 3|4 do
milho, plantado scovinhas, como se planta no paiz
o que lenho (eilo duas vezes em annos anteriores;
pois que es le mesmo terreno lem produzido alterna-
damente arroz o milho.ha- annos,\scm descansar.
Sei por experiencia oj|a que se prepa/asse o terre-
no cuxada, moda do paiz, capiuando-o gastara
2|0 ervisos; e coto a'tliarriia e grade nz todo e er-
viso, e muito mais dVrfeilantajBte em 18 dias, in-
cluindq, a sementeira, cora dous rapazes e quatro bois
e Irabalhando smrute><> horas ppr dia por poupar
os bois. Em parle do terreno emeei o milho em
regos abena eom um atado pequeo, e distantes 7
palmos nns dos oulros. Naeulra parte do terreno
plantel1|2 quarla de milho s covinhas, na mesma
distancia dos regos, por annuir ao parecer e deejos
de algumas pessoas. No resto do mesmo terreno la-
vrado, emeei o milho o feijao i mao. Ao todo e-
meei e plantei 5| i de milho, e de feijao G|4.
A minha charra lie muilo imperfeila; nesla 0
horas de erviso por dia, era mistar parar muita ve-
ves para apertar cundas, ou fazer oulras novas; o
terreno eslava duro, e corapaclo. jorque toda a c-
ca foi pasto de gados; eslava coberto de capim, Cu-
jas raizes diflicullain a lavra ; por ise, e apezar mes-
mo. das oulras circnmslancias, se a minha;
charra fosstyboa, menos tempo levava o
ainda assim aquelles 18 dias, redolidos
ficam em 9, pois que trabalhei smenle 6 hora por
dia, e isto no mez de oulubro.
Por conseauinle, a economa do serviro he muilo
grande ; a vaotagem c o melhoramento da trra lie
incomparavel. Cuida muita gente que a Ierra larra-
da mais tlepressa e cobrir de ruins hervas, a em
maior quanlidade ; assevero eu que n3o he assim ;
lano nesta experiencia, ou ensata, como em oulra
que fiz em 1819, nao acontecen isso ; esle inn, 40
dtas depois da sementejra, deia primeira sacha, mas
nao por necessidade de lira par a plantas, pois que
terreno eslava ainda limpo sem hervas; o milho es-
lava com 5 folhas e 13o visosas, queeu receei demo-
ra-la. Digo sacha, e uo capina, porque em vez de
capinar, como se faz commummenle, ntandei i
a Ierra com as enxadas.afiais de meio palmad;
do, e virara Ierra como se ia cavando, oquelu
lo, ou'mais fcil do que a capina ordinaria, e muita
mais proveiloso. Prximo, e em continuars de mes-
mo terreno est a minha rosa de milho, a qual em
verdade est muito boa ; mas o milho da Ierra lavrria
est 13o bom o melhor a certos respeitosf
porque nasceu rodo de urna s voz; e a rosa'
da foi replantada, o que sempre acontece,
desla da-e a razao de ser em Ierra de capoeiras des-
cansada ha mais de 12 annos, e a outra da raaiili-
menlos ha quatro annos em descanso, esem 1
eslrnrae.
Livrei ha dias, para emeiar-if de Irig
ranjei aqoi com muito cusi, e he (rige inrerinr. Di-
me dous sugeitos tnicos que aqoi plantara esle
que tiesta eslaso prqdnz bera.e incitan (que
erno. Tencinno semeiaro mesmo lefr a.que
no lavrei para milho, com trigo no'-*
gn^fc ; mas estimara adiar outra qoalidaaa i
go ;% para isso, bem como para sement de ram-
mincas, escrevi ao Sr. Praxraes Pacheco,
pode levar de 5 a 6 alqueires d trigo semeiado ; e u
tenho empenho de eguir esta cultura, e eleva-la a
ponto maior. '
Das semen les que a sociedade fez favor demaa-
dar-me, smenle nasceram os mi 1 hos ,do Estados-
Unidos; n3o nascem o fumo, e nem o algodi
bacio; e por esle siulo mais, por qde os meus
nlios, cumoeu. tinham grandes (deejos deexpeti-
menta-lo e culliva-lo.
Na Iba niel Sands annuncia venda os moinhos
excntricos de que falla o jornal da sociedade de fe-
vereiro prximo passado f. 286; mas com alguma
ditlerenca ; peso a V. S. o favor de me dizer sapos-
so acreditar em lodas as vantagens ditas no jornal, e
no relalorio do presidente dessa provincia; t eom
effeilo moem tanto milho, e o millio'cora o sabugo,
como all se diz. Se sao movido por agua, de du-
rarao e de possivel concert.
O sen cusi olttja-nie a ponderar bem anles de
o comprar ; mas Mo intimida, se com efTeilo lem
elles lanos prestimos o vantagens; e se poderem ser .
concertados quando se deterioren. Confio na bon-
dddo de V. S. que me far esle favor; e com o seu
parecer decido-me sem demora, pois que he esca ma-
china bem gtecisa, se he boa: e v*jriui(o apena
de comprar-se. V
< Esta carta he muito grande; V. S. perdoe-me
se abuso da confianca com que me honra.
_< Desejo-lhe feliz saude; e sou com intera devn-
So de V. S., etc. Franciitx Joaquim Pereir-da
Silca. (';
Illm. Sr. Tenho preenle a preciosa caria
de V. S., datada de 30de oulubro do corrate anno,
que recebl em 20 do crranle, a qual acompanhou a
remessa do urna tata contando varias semenles, com
que V. S. se dignou mimosear-me. a qual ficu em
Sanios em poder do meu amigo o Sr. Jeremas Luiz
da Silva, que me ha de remetlent
Pondera-me V. S. as vantagens de renovarmos
a planlarao do trigo, com o exemplo do que w obser-
va hoje na colonia de San Leopoldo, de cuja prodoc-
rao pederamos forrar boa somma de dinN^^^Bk'
o estrangeiro nos leva animalmente com a mnarta-
jo desle genero de cereaes. R.
Primeiramente, cumpre-me agradecer a V.S. o
leuihrar-se por estaje mais, de mim, com lao pre-
cioso mimo; porqtpa-me lugar a ulilisar-me des-
sas semenles, e a gencralisa-la, quanlo me fe nos-
sivel, por oulros fazendeiros meu amigos. ...
"" rdoinleiramenle com suas ideas acerca do
ijuo estamos'a este respeito. Nao^^^H
WWntce.rlas cousas, porque esta safe^^H
^S^tul>T na s" u m'lho tomo o U^^HT
eftmbeiii d em grande ahuhdaucia na ribei-
Iguape) La hlala, esses dous poderosos com-
> consumo dos cereaes; esobre feto esta-
mos ainflT muito Jong de obter a mxima produc-
cao daaflaa que amaohamos.
Ertiw nos pode-e dizer afootauente qae he a
nalureza quem produz, quasi sera o concurso da ne
o da industria moderna.
nicos ahertos ao consamo do cereaes de toda a Eu-
ropa, e da Araarca do Norte.
(i He vergoflt que ainda o3o possamos compelir
nelle com as miro nares agrcolas, ao menos, quan-
do apparece em algn annos aesrassez de collteilas
no Bltico, nos Estados unidos, no mar Negro, ele.
V. S. poder, quando quizer, obsequiar-me cora
semenles, fazendo entregar ncssa_corte ao meu ami-
go Sr. Luiz Augusto Ferreira de Almeida, porque
assim me viran com segnransa ebreviriade; porm
seria preciso que o trico veuha chegar aqui em abril,
para se plantar em mata e por lao assigoalado obse-
quio muilo mo penhorar.
Reitero os mcusagradecimentos, e oHerero-mea
V. S. para ludo quanlo vir que lhe possa er edm a
mais perfeila estima a'consideraro. BrSo^itAn-
lo nina. ,
Villa de Fachina, 23 de deemhrode 1852.
Illm. Sr. Accuso a recepsao da sua muilo es-
timada carta le G de etembro do- anno prximo pas-
sado, com a qual me fez o favor deremeltercioco va-
riedades de trigo cultivadas no Chile, e em a qual
me declara tambem que desejava saber a morada c
nome de m^a correspondente nesla corle, p r me
enviar varias oulras semenles. Agradecentto a bon-
dade com que me honra, lenho a dizer que o meu
correspondente ah he o Sr. Mariano Praeopo Fer-
reira Laie, morador ua ra da Quitanda, em freute
s obras da Candelaria ; nao me lembro agora o nu-
mero da casa, mas poresla indicasAo ser fcil coolie-
cer, e a elle poder transinillir m ttmentes que me
haover de remetter.
Por esla occasiao tenho de commnicar a V. S.,
que sendo eu da sociedade de agrcaldlaSnauBiro,
nao lenlio recebhlo, ha muito tempoi o jornal da
mesma o que multo lenho sentido.
Trato de colligir algumas ohservases a respailo
dasementque lem sido .u>ii.PMDg para esla pro-
vincia, e prncipalmenle das que itMft recebldi
u- as commnicar sociedaile, mas por ora nao tenho
tes trabalhos completas. I.imilo-me pois,so presen-
Je, a dertarar-lhe que a sement do algodao herbceo,
septenio verde, prosperuu niaravilhosamenle nesla
provincia, a que poda ser cultivado em grande esca-
la nos terrenos argiloes, onde o oulro algodao fibro-
so nao prospera lo bem : mas orna fatalidade, que
quasi sempre nos arompanlia nos melhoramenlos tna-
teriaes, (em de fazer abortar este; porque sendo o l-
codfo herbceo levado ao m<-rcado, reconheceu-se
que pela adherencia ilo caroso ao Mpo, era imp vel decoroc.-ir-se nos nossos descarocadore, e com
quanto aconsclliasse a conveniencia de e mandar vir
inarhinaatttBprias para esta mister, s pude obler
que um-nzciuleiro inandassc vir por intermedio
meu dos Estados-l"iihtas. tendo eu mandado tam-
bem vir pira meu aso urna. O nome desle fa-
tazeodeiro o menciono porque be digno disso, e he o
commendador Jos Antonio da Silva Pinto..Em ver-
dade, a machina he de urna vantagem incalenlael,
efuncciona bem no dcscarorar o algodao herbceo ;
mas o seu preso lem de esmorecer dtazendeiro pou-
co cuidadosos desle melhoramenlos, e qu em expe-
riencia nao arriscara sommas avullailas, ou ainda
mesmo mediocres. A machina que mandei virclie-
iiou-me posta ?qu em 17(te rs. He paratlamentar
que ao meaos as cmaras municipacs loslugares, on-
de algodao herbceo tem prosperado, nao sejaui habi-
litadas com as precisas sommas para a eipecificaco
de urna mchiua deslas.
o A emente do fumo de Havana e Virginia, vai
prosperando bem, o algum fumo em folha j se pre-
para, mas he ainda muilo imperfeiloo preparadle
por ignoraren! os processos apropriados, convndo

f
() Nao sabendo em que dislriclo mora esle senhor,
rogamos-lhe o obsequio de no-lo commnicar. para
se lhe poder responder,
III I
II
II
% afl



A
i.
muitodivulgar-se a memoria do Sr. vitcoode d'Abrao-
tei, a oulros artiga* do jornal este rcspeilo.
A sement delrigo tem do mais infeliz ; por
quanto, das diferente* qualidades que tem sido re-
neflidas, Hilo me consta que se tenha feito grande
plantaban. Do trigo que j lia muilo lempo possui-
mns, taz-se maior plautocao ; lie mais escaro e mia-
do, tnas d bem nos terrenos adjaCenlee a grande eor-
dilheira do Ilacolomy, que se cempoo de qualio
mica, e aigum calcaren. Julgo por tanlo que at sih
mentes maii proprias para esta provincia serao as qae
se aemelfurem a qae lemos : os nossos terrenos do
interior sio muilo argilosos, a excepctto de algumas
cordilheiras, e terrenos adjacenles. onde domina a si-
He*, ot lerrenos que se aproximan provincia do
Kio de Janeiro, onde esta lie mais abundante a cul-
tura especial do caf iclae (odas asoutras. Se eu
poder ahur oolras inforrojces, como* principio dis-
ta, farai mar exposicao mais delalhada, bem como
dareiorajaludo que lenlio obtido do em prego do
irado, oolros instrumentos aratorios./. ynfo
Orno Preto, 12 de Janeiro de 185,1.
(Auxiliador da Industria Nacional.)
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 10 DE FEVEREIRO DE 1854.
VARIEDADES.
:o da rae cavallar esa Alfar.
Antes na conquista, Arglel poauia urna excel-
leole raca de cavallos.obrios, inf.tigaveis e admira-
velmente apropriados is oecetsidade* da guerra.
Como tem pois degenerado esta rae ? d'onde pro-
vm a sua dminuicao ? como acontece que tantas
vetes lenha havido grande difliculdade em recruUr
para a eavallaria de urna maneira conveniente ?
Nao ha difflcil responder a estes diversos argumen-
tos. A guerra que os rabes tem sem cessar sido
obligado* a sustentar, especialmente desde 1839 al
ISii;; as excessi vas fadigaa a que osseus cavallos tem
estado sojeitos; a imposeibilidade em qae se tem visto
110 mcio das preoccnpacocs dos combates, das inces-
tante e longiqnas expediees, dos revezes de todos
os dias, da entrega de cavallos no momento mesmo
em qne a morle fere um grande numero delles, sao
o principaes motivos que originan) a degeneraco
da rafa rabe.
Esta cireomslancia altrahio a altenco do gover-
110.. Desgracadamenle os embaracos da guerra para-
usaran! por multo lempo os seus esforcos, e impedi-
rn de-o fazer tahir do circulo restricto dos ensaios.
llavia alm disto urna grande difliculdade a ven-
cer, tal era a prevencAo dos indgenas. Nao podeodo
o astado (axer-te productor, era-lhe comtudo neces-
sario melhorar a rac,a cavallar, inlroduzindo boos
elementos de reprodcelo as tribus, prestando pois
os seos cavallos para o lancamenlo das melhores egnas
do paiz ; e anda assim, lemia-se que estes esforcos
fotsem infructiferos em presenca da descoufianca dos
rabes.
Se confiarmos,diz o Arabe,as nossas eguas aos chris-
13c*, eondoxi-las-hao elles a repetidas cobricoes,
Qae vanlagem tiraramos, tanto para oa nossos
alertases com para os delles, da nos emprcslarem
gratuitamente os seus cavallos inteiros, comprados
por subidos presos, se nao he slo que mais nos
convrn?
Para quemconhece os rabes enconlrava um mun-
do de difflculdades nestas prevenres.
Hoje, com tudo, podemos considerar vencidas as
difflculdades. Grajas assistencia dosIribunaes ara-
be, cajas palavras foram ouvidas, grabas as medidas
tomadas e perfeitamcnle adequadas natareza des-
confiada dos indgenas, lemos eotrado em urna poca
d* meihoratnento da especie cavallar, que boje j
prometi mais do que grandes resultados.
Nao he das nossas intentos descrever aqu as dife-
rentes oliases que neata quesUo se seguiram, desde a
poca das primeiras tentativas,at estes ltimos aunos.
Queramos porm,fazer conhecer,nao as ensaios, maso
qaese Tteos resultado* que o governo tem iob-
tido.
Urna das maiores difflcnldades qucliouve a vencer,
fui; como ja dissemos, a prevenro dos rabes. O
rabe guarda, seu cavallo ou a" sua egua como um
thesouro ; e recejando sempre que Ihe sejam lirados,
teaae da es deisar ver. I'or ennsequencia, todo o sys-
tema qae nao allendesse a esta desconfianza, eslava
condenado a ser de nlemao infructfero.
Nao era por tanto bstanle dizer ao rabe :Tu,
vais ao mercado cobrir a la egua com un cavallo
inleiro de aluguel, damnificado! fatigado, e as mais
da vetes defeituoso ; os resultados oto podem deixar
de ser prejudiciaes Pois bem, rinda ler comnoseo.
Eis magnficos cavallearf nteiros os melhores do paiz,
nos vo-los emprestamos, e anda mais empresUmo-los
gratuitamente.
Se assim fosse o rabe receioso, teria pensado ; os
francezes que me ollerecem os seus cavallos, he por
qne querera alcanzar as nossas bellas eguas, e apo-
derar-se delta. Todas os nossas razoes seriam no-
tis em presenca. destereceio, muilo justificado se-
gundo proeedimento dos Turcos.
Nete estado de coasas, o governo uson Hesta lin-
cuagem para com os Arabas :Vos qae nos conhe-
ceis bastante, qae vivis em frequentes retacees com
usco; vos qne tendes intelligencia bastante para co-
nbecer que he tanto do nosso interesse como do vos-
so, procurar o melhoramento da rara dos vossos ca-
vallos, vos qae tendes a conscienciade que nilo vos
oferecemos os nossos cavallos inteiros com intenco
de apoderar-nos das vossas egoas ; viade, fazei-as co-
brir, e veris que os resultados que liraes sa"o os mais
vaalajoso* do paiz. Para vos facilitar os lancamen-
lo, repartiremos os nossos cavallos inteiros por toda
a Argelia, e em pouco lereis chegado ao estado em
que nos acharaos.
Aquelles, que ao contrario, nos teem sempre em
ms intencoes, uu qne nos tenliam anda em pouca
f, guardai as vossas eguas as vossas Iribus, mas
comprai um cavallo inteiro. Se urna tribu n3o he
beaunle rica para s por si fazer esta despez, asso-
ciem-se para isso mais tribus. Este cavallo deve
ser exclusivamente empregado neste lervieo das nos-
as eguas, porque ueste caso somente exigiremos que
elle sej convenientemente approvaJo pelos nossos
efficiae di remonta. Alem do lempo proprio dos
lancaraenlos, sero conservados por nos e tratados
cuidadosamente nos estabelecimeotos do estado ; po-
rem licam sempre sendo propriedade vossa; .
"-Sste syslema produzin bom resultado, porque l-
h reconliecidas vanlagens, e ia muilo alem das
deseonfiancas do indgenas. Alem disso o rabe, que
he um axcellente calculista, nao encontrando nada
na toa (ribo, nem prximo delia, devia dar-lhe na-
tarahneote a preferencia.
Esle*yslema posto em pratica desde 185-2, produ-
zio no prximo anuo o* mais salisfatorios resultados.
Applicaram-te desde logo ao dosenvolvimento, o des-
de esa* momento, o governo est convencido nao s
de que chegou a suspender a dageiicrac.au da raja
cavallar em Argel, mas que dentro em poucos an-
uos a raca inleira deve ser sensivelmente melhorada.
Neste armo, o numero das estajees que se nlilisa-
rata dos cavallos Inteiros do estado, foram 23, is-
lote :
Proviocia d'Argel. 10
Provincia d'Oran. 7
Proviaeia do ConsUntino. 6
Total.
23
As aatacoes que ulilisaram os cavallos inteiros das
Ir ibas foram 82.
Provincia d'Argel. ^
ftavincia d'Oran. 1()
Revincia de Constantino. 23
Total.
88
Par conseqyencia, em 105 pontos d'Argel, os ra-
be* liveram a facilidadede fazer cubrir as suas eguas
par bellos cavallos inteiros, e quasi sem deseubulso.
O que prava mais claramente do qne todas as uos-
sas razes, qoanto os indgenas tem acolhdo favora-
velmenta as disposicoes lomadas pelo governo par*
horar a raca cavallar em Argel, sao as cifras que
se enconlram no seguinte mspp*.
m
ti
1,036
1,611
,666
Anno de 1832
* 1 1 li
Provincia d'Argel..... . as
1. Provincia d'Orau . . 29
.' Provine ade Constantino. . . 13 78
- Anno le 185?

Provincia de Argel .... . 46
Provincia d'Oran..... . 42
/ Provincia de Constantino. . . 35
2,713
S-5
o O fc-
1,119
1,281
1,067
inteiros dastribns. Naquella pocatralava-te d'oma
experiencia ; d'uma tentativa,- da qu*l se nao podia
prever o resallado.
M*s em 1853, quelle servido comecou a ser mais
regularmente organisado, e podemos apuntar as ci-
fras segointes :
53
Provincia de Argel'. .
Provincia d'Oran. ...
Provincia de Constantino.
sc-S
, 63
29
69
161
5,434
Uestes mappas resulta que em 1853 os cavallos
Uleiros lano do estado como das tribus, cobriram
8,921 eguas. Desde o segando anno tem-se feito
notaveis melhoramenlos na opararao dos laneamen-
to. Em primeiro lugar, tomou-se noia dos lan;a-
menlos que sao concedidos por meio de nma carta en-
tregue ao proprielario da egua, que se obrigava a a-
ponUr os resultados, que haja inleresse de conhecer
lanto para os premios que dcveiu Iser concedidos,
como para ter em conla o valor relativo dos caval-
los inteiros.
Em segundo lagar, a administrarlo tem quanto
he possivel, aplanado par* os rabes todas as diffl-
culdades que podessem por algum obstculo. Nada
ha mais simples do que preencher as formalidades
exigidas para o lancamenlo das eguas pelos cavallos
do estado.
O rabe apresenta-se com a egua na estacSo ara-
be em que tem de ser examinada. Se ella rene as
condiroes uccessarias para ser levada ao lancnen-
lo, toma-sc o mime do dono, o da tribu, assim co-
mo do kaid, e um mojo da estarlo rabe, manido
desta nota, conduz o indgena ao ponto do lanja-
menlo, em que se ihscreve em um registro aberlo pa-
ra esso fim, e preenchido assim Judo pelo chefe dB
eslacao, envia-se ao dono urna carta indicando o no-
me do cavallo pai.
as Iribus, os cavallos pas sao confiados ans che-
fes indgenas encarregados de lomar nota dos lanca-
mentos effectuados, assim como de tirar os aponla-
mentos necessarios para apreciado dos nossos re-
cursos prsenles, e daquelles que se prepararem de
futuro.
Sesetiverem conla as difficoldades que apresen-
lam sempre lodas as innova;es, especialmente
quando se tracta de as fazer aceitar pelos Arahes, re-
conhecer-se-ha que os resultados oblidos no segundo
anno de ensaio exceden) todas as esperanzas, e que
nos marchamos na Argelia para urna grande pros-
peridade.
. Estes resultados sao devidos a alia solliclude do
marechal de Sainl-Arnaud, ministro da guerra, por
um objecto que a sua longa residencia em frica Ihe
havia feito reconhecer toda a importancia, aos esfor-
jos do governador geral, perfeilamente seguidos pela
intelligenle aclividade do lenle coronel Vallo!,
em convencer os rabes do novo svsleraa, que a ad-
mnilraco tralava de desenvolver!
A medida que esle servico se organisar ; que a ex-
periencia fizer conhecer as modfica$es que ha a in-
Irodazir; e que pdennos mostrar mais diflices na
aceilaro dos cavallos nteiros das Iribus. entao ve-
remos em Argel, succeder, urna raca empobre-
cida pelas mizeras da guerra, urna raja .digna do
sen anligo nome.
Islo ser para o paiz um novo recurso de riqueza ;
urna felicidade para a remonta da nossa cavllria e
dos ofliciaes de todas as armas, quo sorvem em fri-
ca, e finalmente para o futuro, um bom viveiro de
excellentes cavallos pas para as necessidades das
nossas racas ligeiras do Meio-dia.
( Jornal do Commercio de Lisboa. )
-------*"" '
A' historia da guita percha ou galla ta au, como
os sabios nos dizem, que deveria denominar-se a
melhor qualidade de gomma, he pequea, mas nao
dexa de merecer algum interesse. Anteriormente
ao anno de 1844 o nome de gutla percha era desco-
nhecido ao commercio europea; neste anno pedi-
ram-se por amostra de Singapura, 2 quinlaes.
A exporlacao (leste artigo no de 184.5elevou-se a
199 picos; em 1846 a 5364 ; em 1847 9,296; e nos
primeiros 7 mezesde 1848 a 6768 picos. Nos qoalro
primeiros annos e maisdeste commercio exportarara-
se de Singapura 21,598 picos de guita percha, ava-
hados em 274,190 dollars, a maior parle foi exporta-
da para a Inglaterra, 15 para as ilhas de Maurica.
470 para o continente da Europa, e 922 para os Esta-
dos-Unidos. Maso rpido desenvdlvimento desle
commercio nao d senao orna fraca idea do ardor
com que a elle se enlregam ns indigeaas do archi-
pelago indio. Os Jonglos de Johore foram'os primei-
ros que recolherama galla percha.e denlro em pou-
co seguiram em lodas as direcr,oes, para as parles de
Malaca e China, em busca deste precioso producto.
(dem.)
<-
Da Ijitrian/ Gazette transcrevemos o seguinte
artigo, exlrahido da obra de M. James Sorbes, acerca
dos montes de geto que no anno de 1851, existiam
em Noruega.
Os montes degelo da Noruega, asscmelham-sc em
lodos os pontos aos dos Alpes, somente diflerem uas
formas. A temperatura he igual cm elevado nos
dois paizes, e as chuvas frcqueiilcs. Em Noruega
sao originadas pela proximidade do Ocano AUan-
liro. na Suissa, em Saboia, e no Piemontc pelas es-
pessas nuvens que se amontoam sobre os montes de
gelo.
O gelo cm Noruega, es sujeilo s mesmas eon-
dic/ies que o dos Alpes.
1. Faz-sc sentir sem iulcrrupcao m certo mo-
vimenln de noitc e de dia da parle superior dos val-
les al ao seu fundo. ^
2. Este movimeuto existe em todas as esUcoes.
3.o Varia em pouco na mndanra das esUeo'es, e
no eslo senle-se mais vivamente.
4. As chuvas, c as grandes gcadas precjpilam o
grande movimeuto do gelo. *
5. O.ceutro do monte de gelo cstaujcto a um
movimeuto mais rpido do que os lados, igual cor-
rcnle de um rio
6. A superficie desses montes he mais movel que
o fundo como nos ros.
7.o Omovimenlo do gelo he mais notavcl nos pon-
tos inclinados.
8.o O gelo nunca suspende a sua carreira por
causa dos recluidos qae encontra na soa marcha,
nem pela desigualdade do terreno.
9.o Nova fendas apparecem todos os annos
as antigs sao destruidas durante a eslarao calmosa.
Deslas experiencias diversas Mr. Forbcs lira as se-
guales couclusoes :
Um monte d gelo he urna massa empastada pos-
la cm movimenlo pelo seu peso, leudo urna terraei-
dade que lhc permute amoldar-se nos obstculos
que euconlra, a menos que a forra do impulso seja
lal qued lugar s iiiterrupres c s rendas. O nio.
vimenlo deslas massas assemelba-se ao de um rio,
mais rpido no cenlro e menos nos lados. A dffe-
renea de tcmpcralura dlmiuue a iutensidade do gelo
ea pressao hydrostntica da agua, que enebe os ses
poros no esli no invern o movimenlo faz-ie
senlir muilo menos. dem.)
COMMERCIO.
fRAtA DO ECIFE 9 DE FEVEBEIRO AS 3
HORAS DA TAKDE.
Cola(Ces olTiciaes.
Cambio sobre Inglaterraa 28 1 i'i d. e 28 3|8 d. 60
. d|V.
Descont de letras de 3, 4e5 mezes1 % aomez.
Assacar hranco terceira sorle superior23600 rs. por
arroba.
Dito ililo terceira sorte regular2&500 rs. por arroba.
Dito mascavado especialI58OO rs. por arroba.
Dito dilo regular1620 a" 1700 rs. por arroba.
ALFANDEOA.
Rendimenlo do dia 1 a 8.....98:2018897
dem do dia 9........5:6519410
123
3,567
"
O* documentos eslatisticos nao do, 00 anno de
1838,o amerados lancamenlo feilos pelo* cavallos
103539307
Detcarrcgam hoje.W defecereiro.
Barca ingleza Town of Liverpool mercadorias.
riRue-jnglez Byron dem. -
Brca ftanceza Cunte Roger idem.
Bngue mglez Glauctubacalho.
. Importacao'.
.ionJrf"" c ",lez Glmtcu>< vindo de Terra Nova, con-
guinte- m &ComPai'hia( mai.ifeslou o se-
^ 2,700 barrica bacalluio; ao meamos consignala-
,iBnda?a0-M, U"*& vind0 de Mi. consig-
gmle : B<"-g de Siqueira, manifeslou o m-
cnm2,2Kre aordlm.8 0mOlhO3,lepalha de """>>?;
..|1lbal,UI"hos '"""W eouro salgado, 3 saceos
sil deespuma; aomeslredomes.no.
I*(laca hespanhola/oten^d,7(i, vinda de Nova
uuler'gS8:,,adu 'Aranaga *""' ai,x
1,200 barricas farihha de trigo ; aos mesmos.
CONSULADO'EKAl..
Kandimeuto do da 1 a 8.....19-790017
dem, do dia 9.....,...'. 6688tr>j
Rea
Idei
DIVERSAS PROVINCIAS.
entododiala8......1:348S542
do dla ........ 3100895
1:6599437
Exportacao'.
Stockhulmo, brigue sueco Mara, de 305 tonela-
das, conduzio o seguinte : 7,724 volumes com 18,510
arrobas e 19 libras de assucar.
Rio Grande do Sul, brigue brasileiro Iris, de 193
loneladas, conduzio o seguinte : 4,000 alqueires sal
de Lisboa, 100 barricas bacalho, 220 barricas e 100
metas ditas com 1,907 arrobas e 34 libras de ssu-
car, 2,500 cocos, 1 pipa espirito.
Buenos-Ayrcs por Montevideo, polaca hespanhola
Manequila, de 244 toneladas, conduzio o seguinte
800 barricas com 5,611 arrobase 36 libras de assu-
car, 80 pipas agurdente, 20 ditas com 3,600 medidas
espirito, 1 fardo caserairas, 1 caixa fazendas.
HECEBEUORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 9.......838!i78
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a8......15-007&447
dem do dia 9 '.......1:4299788
16:137*235
MOVIMENTO DO PORTO.
A'aeiot entrados no dia 9.
Ass10 dias, hiate brasileiro Ligeiro, de 78 tone-
ladas, meslre Agoslinho lavares de Roduvalho,
equipagem 7, carga sal; a Luiz Borges de Cer-
queira. Passageiro, Trajano T. de Moura. ,
Marselha40 dias, polaca franceza Margaritc, de
203 loneladas, capito Boerv, equipagem 11, car-
ga sal; a Dragao.
A'oco sahidos no mesmo dia.
CanalBarca ingleza Hanger, capilao Kirkby, car-
_ ga assucar. .Suspenden do lameiro.
Gibraltar e Trieste Brigue sardo Rosa, capillo Jos
Pitaluga, carga assucar'.
FlmoulhBarca porlugoez* Simpha, capito An-
lomo Pereira dos Res, carga assucar.
Canal pela ParahibaBarca ingleza Noreal,- capitaa
Janws Wallace, carga assucar e bacalho.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara de fazen-
aa, manda razer publico, que da dala deste a 30 dias
serao arrematados perante a mesma thesouraria, e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mais pertences
da capella vaga de Nossa Seuhora do Socorro, cita no
engeuho Soccorro da freguezia de S. Amaro de J-
bnatao : pelo que as pessoas que quizerem lcilar.de-
verao comparecer na sala das sessoes da referida the-
souraria, as IIyi horas do dia 21 de evereiro pr-
ximo ruluro ; adverliiido que a arrcmalarao ser fei-
ta a dinheiro de contado.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O oficial maior,
' Emilio Xavier Sobreira de Mello.
. O Il'm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em riimp imento da ordem do Exm. Sr, pre-
sidente da provincia, de 6 do corrente, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8e9de marco prximo
vindouro, perante a junla da fazenda da mesma llie-
sourara, se ha de arrematar a quem por menos fizer
a obra do 4-lauco da ramificacao da estrada do Sul
para o Cabo, a va liada em 29:268.
A arrematarn ser feila na forma dos arls. 2i e 27
da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, esob
as clausula especiara abaixo copiada.
As pessoas que se propoz'erem a esta arrematadlo
comparecam na sala das sessoes da mesma jaula nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-'
mente habilitadas. '
E para constar se inandou atusar o prsenle e pu-
bliear pelo Diario. v
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1854.:O secretario.
Antonio Ferreira 'Annuneiaeao.
Clausulas especiaespara a arremataran.
t." As obras do-4- lanco da ramificacao da estrada
do Cabo, far"-se-ho de conformidarie com a planta,
perfis e mais riscos approvados pela directora em
consellio e apresenlados a pprovaco do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:2685.
2." O arremataute dar principio as obras no prazo
de um mez, e dever conclui-las no de dezeseis me-
zes, ambos contados nafrma do arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3. O pagameulo da importancia da arrematarn
realisar-se-ba em qualro preslages iguaes a 1.
depoisde feito o primeiro lerjo das obras ; a 2." de-
pois de concluido o segundo terco; a 3.a na occa-
sio da entrega provisoria ; e a 4. depois dorecebi-
mento definitivo oqual devr verificar'-se um anno
depois do recebimento provisorio.
4. Seis mezes depoisde principiadas as obras de-
vera o arrcmalanle proporcionar Iransilo ao publico
em loda exleni;ao do lanco.
5. Para ludo 9 que nao se adiar determinado
as presentes clausulas nem no ornamento, seguir-
se-ha o que dis|>e a respeilo a le provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira An-
nuneiaeao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
r 'f Provincia, manda -fazer publico, que no
da 9 de marro prximo vindouro, perante a junta
da fazenda ta mesma thesouraria, vai iiovamente a
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra do acude na povoaeao do Buiqui, avallada
cm 3:3009000 rs.
AjrreiuaIacto ser feila na forma dos arls. 24 ,t
27 da le provincial 11.286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. .
As pessoas qne se propozerem a esta arrcmalacao
comparecam na sala das scssOcs da mesma junla 110
da cima declarado, pelo rtieio dia, compeleole-
mcnle habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial d Pernambiico 3 de revereiro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunriarao.
Clausulas especiaes para arremataran.
1" As obras do acude do Buique serao feilas de
ronforraidade com a plaa o orcameulo approva-
dos pela directora em consclho e apreseiilados
approvacao ilo Exm. prcsideule na importancia de
3:3009000 rs.
2" Estas obras deverao principiar no praz<4 de
sessentn dias, e serflo coucluidas uo de dez mezes,
a contar da dala da arrcmalacao.
3" A importancia desta arrematarlo ser pasa
em tres preslacoes da maneira seguinte : a primei-
ra dos dous quintos do valor total, quaudo livor
concluido melado da obra, a segunda igual a pri-
nicira, depois de Iavrado o termo de recebimento
provisorio ; a lerccira finalmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo. .
i* O arrematante ser obligado a communicar a
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
Irinta dias o dia tixo, em que tem de .dar principio
a cM'i'urac jas 0bras, assim como Irabalhar segui-
lainenlc quinze dias, alim de que possa o engeuhei-
ro enrarregado da obra assistir aos primeiros Iraba-
lhos.
V Para ludo o mais, que uAo esliver especifica-
do as presentes clausulas sesuir-se-ha o que de-
termina a lei provincial 11. 286 de 17 de maio de
1851.Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira
da Annuneiaeao.
O Illm. Sr. iuspeelor da lliesouria provincial,
em cumpnmeuto da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 9
ile marco prximo vindouro, vai novamente a praea
para ser arrematado a quem por menos fizcr,pern-
le a junla da fazenda da mesma thesouraria a obra
do acude dePajedc Flores, avahada em 3:1909000
A anciiudac.au ser feila na forma dos arls. 21 e
27 da le proviucial 11. 286 de 17 de maio do 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematado
comparecam na sala das sessoes da mesma junla no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Pcrnam-
buco, 3 de fevereiro de 1854.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1." As obras do acude de Paje de Flores serao
feilas de ronformidade com as plantas e orcameulo
aprescnlados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 3:1909000 ris.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas 110 de dez mezes
contar conforme a le provincial n. 286.
3." A importancia desta arroma tacan ser paga
em tres preslacoes da maneira,seguinte: a primeira
dos dous quintos do valor da arrematarao, quando
livor concluido a melado da obra: a segunda igaa
a primeira, depois de Iavrado o termo de recebi-
mento provisorio; a terceira finalmente de um quin-
to depois do 1-01 eliimenln definitivo. .
4." O arrematante ser obligado a communicar
a reparticao das obras publicas com antecedencia
de Irinta das, o dia filo cm que lem de dar prin-
cipio a oMTucan das obras, assim como Irabalhar
seguidamente durante quinze dias, alim de que pos-
sa o eiigeuheiro encarregado da obra assistir eos
primeiros Iraliallios.
5." Para ludo o mais qne nao esliver especificado
nas prsenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1&53.
O secretario, Antonio Ferreira da Annuneiaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cui cumprimenlo da resoluco da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 16 de fevereiro
prximo vindouro, vai novameute a prara para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra dos rn-
cenos da cadeia da villa do Cabo, avahados em
8259009 rs.
A arremataran ser feila na formados arls. 24 c
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esla arremataran
comparecam na sala das sessoes da mesma junla no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
\

E para constar se mandou afiixar o prsenle e pu
blcar pelo Diario.Secretaria da Ihesourara pro-
vincial ele Pernambuco, 21 de Janeiro de 1854.O
secrelario, Antun'to Ferreira da Aimunciaedo.
Clausulas especiaes para a arremaaco.
. 1." Oa concert da cadeia da villa do Cabo far-
..-ijcf?j2l5e-uaodecoufoi-midido com o oreajaeaio appro-
vado pela directora em ronselho, e apresenlado
approvacao do Exm. presidente ua importancia de
8259000 rs.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de quiuze dias, e devera conclui-las no de tres
mezes, ambos contados de conformidade cwm o arl,
31 da lei n. 286.
3. O arrematante seguir na execurao tudo o
que Ihe for proscripto pelo ensenheifo respecvo
nao so para boa execucjlo do Irabalho, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematarao
verifiear-se-ha em duas preslacoes iguaes: a 1" de-
pois de feilos dous tercos da obra; e a seguuda do-
lios de Iavrado o termo de recebimento.
5. Nao liaver prazo de rcsponsabilidade.
6. Para tudo o que nao se acha determinado
nas presentes clausulas nem no orramcnln, segur-
se-ha o que dispoe a lei provincial n. 286.Con-
forme.O secrelario, Antonio Ferreira da Annitn-
ica^So.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviiic'ia de 23 do corrente,- que manda
azer publico que, nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro
prximo vindouro, perante a junla da fazenda da
mesma Ihe-souraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra do 5. lauco da rami-
Ocacao da estrada do sul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:8009000 rs.
A arrematarao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial numero 286 de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta uos
dias cima declarados pelo meio dia, competentc-
inenle habilitadas.
E para constar se mandn afiixar o prsenle c
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
Srovincial de Pernambuco, 24 de jaiiciro de 1854
secrelario. Antonio. Ferreira da Annuneiaeao.
Clausula* especiaes para a arrematara.
1." As obras do 5/> lauco da ramificacao da estrada
do Cali sern feitasdec*nformidade com o orcameulo,
plantas e. perfiz approvados pela directora cm con-
sclho e apprcsentados a approvacao do Exm. Sr.
prcsideule na importancia de 19:800000 rs. .
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e dever conclui-las no de 12 mezes
ambos contados na forma do artigo 31 da lei nu-
mero 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
rcalisar-sc-ha eui qualro preslacoes iguaes; al.1
depois de feito o primeiro terco das obras ; a 2.
depois de concluido o segundo lereo ; a 3." na oc-
casian do recebimento provisorio, e a derradeira de-
pois da entrega definitiva, aqual realisar-se-ha um
auno depois do recebimento provisorio.
4." Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arremtame proporcionar transito ao publico
cm loda a extencao do lanco.
5. Para tudo o que nao se acha determinado
nas presentes clausulas nem no orcameulo, seguir-
sc-ha o que dispoe a respeilo a lei numero 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira da An-
nuneiaeao.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junta da fa-
zenda,. manda fazer. publico, que no dia 16 de feve-
reiro prximo vindouro, vai novamente praca.
para ser arremotada a qnem por menos fizer a obra
dos concert da cadeia da villa Serinhaem, avahada
cm 2:7509000 rs.
A arrcmalacao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial numero 286 de 17 de maio
do 1851, esob as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado, pelo mcio dia, competeute-
m ente habilitadas.
E para constar so mandou afiixar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da lhezonraria provincial le Pernam-
buco 24 de Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
ferreira da Annuneiaeao.
Clausulas especiaes para a arrenhtarao
! Os roncerlos da cadeia da villa de Serinhaem
far-se-hao de conformidade com'o orcameulo appro-
vado pela dircclora em consclho c apprescnlado a
approvacao do Exm. presidente na iniporOtiicia de
2:750> 2. O arrcmalante.dar principio a*obras no pra-
zo de um mez c devera conclu-las no de seis,me-
zes, ambos contados na forma, do artigo 31 da lei
numero 286.
3." O arrematante seguir nos seus trabalhos lu-
do o que Ihe for determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao so para a boa execucao das obras como
em ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para
olserrico publico todas as partes do edificio.
4." 0 pagamento da .importancia da arremataran
ter lugar em Ires prestarnos iguaes; a 1" depois
de feila ametadeda obra;.a 2o depois da entrega
provisoria; c a terceira na entrega definitiva.
5." O prazo da rcsponsabilidade ser de seis me-
zes.
6. Para ludo o que nao se acha determinado nas
presentes clausulas nem no orcameulo seguir-sc-ha
o que dispon a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
liimtnciaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. prcsideule
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23do
fevereiro prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos conrelos da cadeia da villa de Caranhuns, ava-
hada em 2:2499240rs. A arrematarao ser feila na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial u. 286
de 17 de maio do 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas qaje se propozerem a esta arrematarlo,
compareoam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiaeao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
l.Os concert da cadeia da villa de Garanhuns,
tar-se-lio de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em ronselho, e apresenlado a
approvacao do Exm. Sr. presidenta, na importancia
de 2:2199280 rs.
2. O arrematante dar principio asobeas no pra-
zo de dous mezes, e dever conclui-las no de seis
mezes. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
u. 286. -
3. O arrematante seguir nos seus trabalhos ludo
o que Ihe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa cemelo das obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo, para o ser-
rijo publico todas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematarlo
lera lugar em Ires preslacoes iguaes ; a 1.', depois,
de feila a metade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega definitiva.
5. O prazo de rcsponsabilidade ser de seis me-
zes.
6.> Para tnde o que nao estiver determinado nas
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario;
Antonio Ferreira da Annuneiaeao.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumurimciito da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai novamente pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer a
obra dos concerlos da cadeia da villa do Po d'Alho,
avaliada em 2:8609000 rs.
A arrcmalacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao,
comparecam ria sala das sessoes da mesma junla'nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitada*.
E para constar se mandou afiixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854.O secrelario, Antonio-
Ferretea d'AnnuneiarSo.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
j. 1 \i As 0-1)ras dM rePar3 ,la cadeia de vHIa de Pao
OAllioserao feilas de conformidade como plano e
orcamenlo, approvados pela directora em conselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente,
oa importancia de 2:8609000 rs.
2. As obrai comecarao no prazo de 30 dias e se-
rao concluida no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade com oque dispoe o arl. 31 do regolamen-
lo das obras publicas.
3. A importancia da arremalacao fer, paga em
tres preslacoes sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arrcmalanle houver frito mlade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras, depois do recebimento provisorio, e a ultima
paga depois do anuo de responsabelidade e entrega
definitiva.
4." Para ludo o que n3o esliver determinado nas
presentes clausulas ou no orcameulo, seguir-se-ha as
disposicoes da lei 11. 286 do 19 de maio de 1851__
Conforme o secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
eiaeao.
-O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer peraule
a junta da fazenda da mesma lltesouraria, a obra do
melhoramento do rio Guiaiina, avahada em res
50:6009000.
A arremalpoo ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n.o 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam nasala das sessoes da mesma junta 110
dia cima declarado, pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincialdePernambn-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d"Annuneiaeao.
Clausulas especiaes para arremalacao.
1. As obra* do melhoramento do ro Goianna,
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo.plantas
e perita apprvados pela directora, em conselho, e
apresentados.a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 50:6009 rs.
2.1 O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 annos, ambo*
contado* pela forma do artigo 31 da lei n.o 286.
3." Durante a execucao do* trabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar Iransilo as canoas
e barcaras, ou pelo canal novo, ou pelo leilo actual
do rio.
4.a O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do Irabalho que lite for determinado pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do 1." anno, ao menus, a quarla parte das obras,
prompla, e oulro tanlo no fim do 2." anno, e faltan-
do a qualqner dessas condiroes pagar urna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiaeao,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumprimenlo da oraem duExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marco prximo rindooro,' vai novamente a praca
para ser arrematado a qnem por menos fizer, perante
a junta da fazenda da mesma thesouraria, a obra do
acude da povoacao de Bezerros, avaliada em res
3:814S500.
A arrematarao ser* fejln na* forma do arligos 24
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrma!acSo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambo-
co 1. de fevereiro de 1851. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuneiaeao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras desle acode serao feilas de conformi-
dade com a planta e orcamenlo approvados pela di-
rectora em conselho, e apresentados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando em
341500 rs.
J. 11 arrematante dar enmeco as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 me/es, contados se-
gundo o artigo 31 da le n.o 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalacao
ser dividido em 3 partes, sendo urna do valor de
dous quintos, quando houver feito melade da obra,
ontra igual a 1." quando a entregar provisoriamente,
e a 3.a de um quinto depois deum anno na ocoaso
da entrega definiliva.:
4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n.o 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiaeao.
O Illm. Sr. iuspeelor da thesouraria provincial.
em cumprimenlo da resolocao. da junla da fazenda,
manda fazer publico, que a arremalacao da obra do
aterro e empedramento da primeira pjrle do primei-
ro ladeo da estrada do norte, foi transferida para o
dia 16 do corrente.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, l.o de fevereiro de 1851. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Anminciarao.
Perante a cmara municipal desta cidade esta-
r em praca nos dias 15 e 22 do corrente, e 1." de
marrosubsequenle, a obra do novo matadonro pchl:
co. que deve ser construido no lugar da Cabanga, or-
eada em 150:0005000. Os prttendenl* que quizerem
consultar a planta, orcamenlo e programma da obra,
podem-se dirigir em todos 03 dias ules ao paco da
mesma cmara ; e para qae possam tancar, deverao
(presentar fiadores habilitados na forma da lei. Pa-
co da cmara municipal do Recife em sesso de 8 de
revereiro de 1854.Barao de Capibaribe, presiden-
te. No impedimento do secretario, o oflicial. Manat
Ferreira Accioli.
Peraule a cmara municipal desta cidade estar
em praca no djas 11,13 e 15 do correnle, a obra do
acabamento de 50 pares de catacumbas, que primei-
ro se fizeram no cemitero publico por cunta da
municpalidade, oreada em 1:4509425. Osprelen-
dentes podem comparecer, munidos de anca idnea,
nos mencionados dias, no paco municipal onde lhes
ser presente o respectivo orcamenlo. Paco da cma-
ra municipal do Recife em sesso de 8 de fevereiro
de iat.Barao -de Capibaribe, presidente.No
impedimento do secrelario.ooflicial,Manoel Ferrei-
ra Accioli.
No dia 13 do correte principia a segunda sesso
do conselho de qualilicaclo da freguezia de S. Jos
na forma determinada pelo arl. 33 do decreta n. 722
de 25 de outubro de 1850 ; pelo que os reclamantes
devem apresenlar-se al ao quarlo dia na forma dis-
posla no artigo 36 do citado decreto. Recife 9 de fe-
vereiro de 1854.O presidenta do conselho, fodol-
pho Joiio Barata de Almeida.
O fiscal da freguezia de Santo Antonio do termo
desta cidade, faz publico para conhecimento dos mo-
radores d* mesma freguezia que, pelo arl. 5o, do til.
3 das posturas municipaes em vigor, he inicuamen-
te prohibido tancar agua limpa na ra das varandas
abaixo, tanto de dia como de noite, sob pena de pa-
garem a mulla de 69000, alem do daino que causa-
rem, e de 129000, se agua for suja e infecta. Fre-
guezia de Santo Antonio do Recife 9 de fevereiro de
1854.Of1scal.il/anoefJ0a9uimda Siha Ribeiro.
O fiscal da freguezia de Santa Anlonio do ter-
mo desta cidade, faz publico para conhecimento dos
proprielarios das casas da mesma freguezia, que pelo
ar. 18 do lit. 7 das posturas municipaes em vigoi,
sao obrigados a concertar os passeos daquellas cas
que se ach'arem arruinados, sob Vena da multa de
49000, e o duplo na reincidencia. Freguezia de^Sali-
to Anlonio do Recife 9 de fevereiro de 1854.0 fis-
cal, Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
DECLAHACOES.
Correio de Pernamijco.
O brigue nacional Sagitlario recebe mala para
o Rio de Janeiro no dia 11 do correnle, as 9 horas da
manhaa.
Companliia de vapores de Liverpool.
Espera-se de Liver-
pool o apor O linda.
commandante Aanm
no da 14, depois da
demora da coslume s-
goir.i para os portos do sal e Rio da Prala. Agen-
cia em casa de Deane Voule & Compauhia, ra da
Cadeia velha n. 52.
Companhia de vapores de Liverpool.
Espera-se dos portas
do Sul o vapor llrasilei-
ra, Cox commandante,
no dia 16; depois da de-
mora do cosame se-
guir para Europa. Agencia em casa de Deane
Youle & Companhia, ra da Cadeia velha n. 52.
Pela contadura da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marco, prximo futuro, se far a arrecadaro, a boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre eslabeleci-
menlos, licandosujeilos a multa de 3 0, os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimenta do
contador.O amanuense,Francisco Canuto da Boa-
viagem.
O Illm. Sr. capito do porto, para tornar efiec-
livas as disposicOes do regulamenlo das capilauias dos
portas, mandado por em execucao pelo decreta im-
perial d 19 de maio de 1846. manda, para conlieci-
menlo dos inleressados, publicar os artigo seguales
do mesmo regulamer-to.
Arl. ll.Ninguem poder denlro do littoral do por-
ta, ou seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha aforado,
construir embarraro de cobrta. ou fazer cavas para
as fabricar encalliadi.s, sem que, depois da (cenca da
respecliva cmara municipal, oblenha a do capito
do porto, o qual a nao dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dalii algum damno 10 porto.
Arl. 13. Ninguen; poder fazer aterres ou obras
no liltoral do porto, oa rios navegaveis.sem que lenha
obtido licenca da cmara municipal, e pela capitana
do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudieam o bom estado do porto,
ou ros, anda mesmo os estabelecimentos nacionaes
da marinha de guerra e os logradouro pblicos, sob
pena de demoliro das obras, e mulla alem da indem-
nisaeao do damno qre liver causado.
Art. 14. Ninguem poder depositar madeiras nas
praias nem conservar nellas, ou no caes por mais de
cinco dias, ancoras, oecas de arlilhara. amarras ou
oulros quaesquer olijeclos que embaracen! o Iransilo
o servido publica, ainda que tenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objectos der licenca o capitn do porto sem
prejuizoda sobredta servido, s se poder fazer da
hlenle da preamar das agua vivas para cima. Os
contravenimos, alm da mulla a que fnrem sojeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, serao
obrigado* a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretaria da capitana do porto de Pernambaco :i
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
Esta' aberlii a nial nenia la cadeira
de latim do collegio das artes, jia casa do
respectivo professor, em 01 inda.
Pelo joizo de orphos da cidade de Olnda vai
prara no dia 10 do correnle urna casa terrea, sita
no Varadouro n. 10.
O vaporGuana har, commandan-
te o 1. lenle Jos Leopoldo de
Norunlia TorrezSo, espera-se dos por-
tos du norte at 13 do corrente, e se-
guir para Micei, Baha e Rio de Janeiro jio outro
dia da sua chegada.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlucH'da autorisa-
Codo Exm. Sr. presidenta da provincia, lem de com-
prar os objectos seguinte :
Para'a companhia de artfices.
Algodaozinho para camisas, varas 195, sapatos,
pares 78, eMeiras de palha de carnauba 78. hollanda
de forro, covados 50.
2.o batalhao de infantaria de linha.
Bonetes coro numero 2, 19, algodaozinho para ca-
misas, varas 48. grvalas de sola de lustre 7, chuu-
ricas de Uta para platinas, pares 19, esleirs de palha
de carnauba 19, pires de sapatos 19, hollanda de for-
ro, covados 150.
8.0 batalhao de infantaria.
Bandeira imperial de seda 1, porta para a mesma
1, hasie para a dita 1, capa de oleado para a mes-
ma l,
Case
tosa
Meio batalhao do Ccar.
ra verde, covados 60, hollanda d* forro di-
4.o batalhao de arlilhara.
Chouricas de lfta prela, pares 401.
Provimeolo dos armazeni do arsenal de guerra pa
Caixa com
>" claawT
Sola branca garroteada, meios 50.
Fornecimento de luzes.
Azeilede carrapaio, caadas 360, dilo de coco, ca-
adas 301r2, pavios, duzias 6, velas de carnauba, li-
bras 152 1)2, fio de algodSo, libras 17.
Para a provincia do Para.
Sellins com lodos os seos competente* arreos e ca-
teadas para a eavallaria 14.
Para o arsenal de guerra.
Hasta para bandeira 1, mantas de laa 209, travs
de conslrucrSo de 30 a 35 palmos 6, badames de meia
oilava Jkpolleg**ra 6, lences de cobre de 6 a 7 pul-
IcgadaBTtinteiros 16. arieiros 11, exemplaresde 1-
nhas curvas c rectas 20, panno mortuario 1, chinellns
rasos, pares 200, copos de vidro 24. Quem quizir
vender laes objectos, aprsenle as suas propostas em
carta fechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do dia 15 do corrente mez. Secretaria do conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de guer-
ra 8 de fevereiro de 1854.Jos de Brito Inglez, co-
ronel, presidenta.Bernardo Pereira 'do Carmo
Jnior, vogal secrelario.
10&**
TA
sa
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO
EM BENEFICIO DA ACTRIZ
Leonor Orsat Mondes.
SABBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 1854.
Subirn scena pela primeira vez, a muilo graciosa
e inleressanle comedia em 1 acto, ,
A PED DE 24 SOLDOS.
Tradozida do francez pelo actor Luiz Cario Amo-
do.
Personagens.
Samuel Rigol.......
Endymion de La-Sonche. \
los Poirier...... ".
Andr Galifet......
Pedrnho, joven camponez .
Baboliu, lalielliao.....
m negro. ..... A
Celeste Bigot ...... 1).
Claudina Camuznl, joven cam-
poneza........ A beneficiada.
Seguir-se-ha pelo Sr. Rbeiro a aria do
Sr. Pinto.
Mendes.
D Costa.
Santa Rosa.
)) Ribeiro.
)) Rozendo.
N. N.
1). Amalia.
Segoindo-se o engracado e muilo applaudido due-
lo, cantado pelo Sr. Ribeiro e a Sra. D. Gabriella,
VELHICE NAMORADA.
Segoe-se pelo Sr. Ribeiro, peta primeira vez a in-
leressanle aria
DA POLKA.
Seguir-se-ha a sempre muilo applaudida e engra-
ciada comedia em 3acios ornada de msica,
A VENDEDORA DE PERS.
ORDEM DO ESPECTCULO.
I- A Vendedora. 2- inlervailus pelo Sr. Ribeiro,3-
a Moeda de 24 sidos. %
Os bilheles passados pelo ador Mendes para areci-
|*ta extraordinaria em seu favor, tem entrada Desle-
beneficio.
Os bilheles acham-se venda cm casa da benefi-
ciada, ra Bella n. 13, e no dia do espectculo no cs-
criptorio do Ihcatro.
A beneficiada roga ao generoso publico desla cida-
de, baja de a proteger concorrendo ao seu bene-
Gco.
Principiar ss 8 horas.
AVISOS martimos.
lio varauouro n
Ceara' e Acaract.
Segne no dia 15 do correte o hiale Sbrateme,
(oulr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros : trata-se com Caetano Ciraco da C. Moreira,
ao lado do Corpo Santo, loja de massames n. 25, ou
com o capito.
Para o Maranhao e Para' vai sahir
coma maior brevidade possivel, por ter
parte de sua carga, o brigue nacional
Brilhante, do qual he capito Francisco
Cardia : quem no mesmo quizer carre-
gar ou ir de passagem, para o que tem
bonsfconimodos, dirija-se ao capito, na
praca do commercio, ou a NovaesA Com-
panhia, na ruado Trapiche n, o.
-1 Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capito
Jos Severo Moreira Rios para o resto da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife 11. V7,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro salie no dia
12 do coi rente o brigue nacional Sagitla-
rio de primeira classe, o qual ainda rece-
be alguma carga, passageiros e escravos a
frete : trata-se com o "consignatario Ma-
noel Francisco da Silva Carneo, ria ra
do Collegio n. 17, segundo andar, 011 com
o capito a bordo.
Para o Acarac pelo Ceara',
segu o hjate Aguia nestes 4 dias; recebe carga e pas-
sageiros : a tratar com o meslre a bordo.ou ao escrito-
rio de Manoel Goncalves da S^lva na nja da Cadeia
do Recife.
Para 'o Acarac pelo Ceara',
segu em poucos dias o patacho Emulacao ; recebe
carga e passageiros: a tratar com o capito do mes-
mo, ou no escriptorio de Manoel Goncalves da Sil-
va, na roa da Cadeia do Recife.
Para Lisboa
sahe imprelervelroento no dia 13 do correnle a
barea Gralidao: para o resto da carga e passageiros
trata-se com os seus consigualarios 'fhnmaz de Aqui-
no Fonscca & Filho: na ruado Vigario 11. 19, pri-
meiro andar.
Para o Aracaty
segu em poucos dias porj ler a maior parle de
seu carregamento prompto, o bem condecido e ve-
leiro hiate Capibaribe: para o resto e passageiros,tra-
ta-se na ra do Vigario, n. 5.
: Para a Bahia, *
o bem conhecido c veleiro hiate ^'ovo Olinda, alie
por estes dias por j ter a maior parte de seu carrega-
mento a bordo: para o resto e passageiros,lrata-se na
'ra do Vigario n. 5,
Para o Rio de Janeiro,
segu nestes dias a escuna Zelosa: para o resto da
carga, assim como para passageiros e escravos a fre-
te, trata-se na ruado Vigario n. l'i.
GRANDE MASCARAD.
P grano* grupo do ;
achain inscriptos i rptrtvei cava-
I hadas batiese** nos*fa le carnaval, e confi-
es ta interesan-
carrente.: na ra do
lepois desse dia nao se recebem
Programma das .grande festa? no bello
Ao Amanheecr dodia 12 do correnle varia girn-
dolas d fogo subii ciar ao povo do
Mopleiro que he el e festejar com fer-
vor o milagroso, Martvr S. Pantoleo : as'll hora
desse mesmo dia era celebrada missa da festa, sen-
do a msica delta execatada pelos melhores artillas
da provincia, havendo um alo cantado por urna de-
vola : sera orador da fesla o padre meslre pregador
Fr. Joo d'Assumpcio Moura. Terminada a fesla ser
eferecido pelo* moradores do lugar ndido
janlar a 50 pobres, que sero servidos pela* ftlhas da
raridade, depois do que recbela rada um delles urna
esmola: oflertada pela Exm. juiza. junio ao barracSo
destinado para sala dojantar, estar postado om carro
decentemente ornado de folhagem para condnzir ao
hospital dos Lazaros, e ser dividida pelo enfermos
urna parle das iguarias qoe ficarem intacta. A* 7 ho-
ras da noite ter lugar o Te-Deum 00 qual serio ora-
dor o padre meslre pregador Fr. Joaquim do Etpir-
lo Sanio. Na frente da igreja estar colocada urna
magnifica illominacb. Sobre um (abalado ser des-
empenhadas diflerenles dansaspor menino. No meio
da povoacao estar preparado ora jardim eom o*seo*
competentes jarros de flores, que se
de urna explosSo artificial. Terminad
dade desse dia ser desarvorado o estandarle-o Mila-
groso Sanio, e entregue a nova jniza. As 10 horas
dessa mesma noite saldr da casa da.xm.> juiza o
estandarte da senhora da Boa Espcranca, qoe depois
de percorrer as roas do Monleiro ser arvoradi
5 horas da manhaa do dia 13 varas
go annnnciarao aos devotos que be^^^^^^Kinpe
dcftstejar 3 milagros Senhora. A Jeta*
dia lera logar a fesla com loda a solemnidad sendo
orador o padre mestre ex provincial dos carmelitas Fr^
Lino do Monte Carmello. e as 7 horas da noite depois
de distribuidos os rosarios aos devotos, ter lugar o
Te Deum, no qnel orar o padre mestre pregador Fr.
Joao d'Assumpcao Moura, e terminara a feslivinade
desse dia com a entrega do estandarte nova jniza, c
com a elevacao de um magnifico baldo no qual seve-
ra a efigie da milagrosa Senhora. As 10 huras da noi-
te desse mesmo dia sahra o estandarte do milagroso
S. Gonralo de Amarante acompanhado de um grande
uomern desenhorassolleiras devoladas a este milagro-
so Sanio, qoe depois de percorrer dinereatas roa *e-
raarvorado. No seguinte dia as 11 huras da manhaa
ter lugar com a mesma pompa a festa d,
na qual orar qgjjadre meslre pregador F
do Espirita SanfoT"As 7 hocs da hoi
Deum'no qual ser orador o padre- meslre pregador
ex provincial dos urmedita* Fr. Lino do Moni
mello. Terminado o Te-Deum lera lugar
ramenlo do estandarte que ser ac
senhoras solleiras e entregue a nova j
da ter logar uro magnifico fogo d'al
nhado pelo insigne artista o Sr. Bnawr
Fonseca, no qual depois de militas e
de gosto, apparecer urna fragata i
querer apossar-aa deum castalio christe, que
lindo-a a torca de um rendido cmbale, truu
e fara conhecer aos espectadores o
sagrada relieisn n3o ha poder
Cao, subir is muralhas a gnar;
enloarao viva ao protector do J
ba branca,ffywBolo d* candura.dirc
curar a pessoa mais devutaii ai un
raiode luz ir fazer apnarecer em nm pain
gie do Santos festejados.Oro gratias.
Aviso.
Desappareceu no dia 2 de fevereiro desi
o meu escravoMiguel, crinlo, 1
idade 30 anuos pouco mais ou meneare_________
segoule : altura regalar, milita
da cabera um pouco corridos, ulhos
quenos, meio espadaddo, pes regu!
com rachaduras nos calcanhares, I
e chata, naris e bocea regular, beiri.
redondo, um pouco carrancudo com
chicle, levou vestido calca c cam
ra camisa de madapolo, croula
rado branco, chapeo de coro, ui
canna, nao tem falta de denles,ten -
torios que nao estira bem ; consta q>
a_protecco de pessua coja probidademe faz crerqoe
nao se prestar a semelhante arto 13o reprovado : por
isso previno a qualquer senhora quem elle
de obsequiarem-me com o mandarcaplura-l. c
qoe, alm 'de ser paga generosamente fa^^H
peza, fica o eterno agraderimeii
pitaes decampo que o apprehendan
baixo assignado. Engeuhu Grvala 5 de feve
de 1854.Victoria do basamento Astil de tima.
l>. Umbelina Wanderky Peixolo, directora do-
collegio particular Pcrnambucano, avisa a quemcou-
vier que mudou o seu collegio do sobrado da ru
C.deia de Santo-Antoniou. 14, para o sabrado de-
fronte da ordem terceira de San Franciaco, onde es-
leve a sociedade Apollenea ; ahi pode aceitar maior
numero de alumnas internas, por qi
salas (antojara aula, como para dormitorio
lorio. A annuncianle reconhecendo a fai
na provincia d orna casa de educacao com leda a re-
gularidade e boas accontmodaedes, com sacrificio
gau esle predio, no qual lem feito enormes des
para montar o seu eslabclerimentoile mar
soas joven patricias sejam ahi bem edoc,
nunciante espera continuar ajnerecer a mese
fianca que tem (ido at hoje. A annon
querendo enfadar ao publico com esliradu
eios, tembra que j tem dado provas do
ment de anas alumnas, e qoe o Exm. Sr. ditrctor
geral da nslruccao publica fiscalisuu o seo ccegio
no mez de Janeiro do correnle anno. O
collegio helr, escrever, contar, gramma
gueza, dontrina corista*, francez, geograp
nho, msica vocal, pianoe dan.
Desappareceu no dia 28 de Janeiro ore
passado a noile, da cidade da ParaMba do Noi
escravo, cabra, de nome Trajanu, escravo de U
Marques Camacho, negociante daquella pi
rador na mesma cidade ; representa ter :
nos de idade, estatura mediana, eor.de bu
ro, secco e esbelto do corpo, ulhos grandes
sivos, labios grossos, nao dubrados, di
guiares, regrisla e dado a valen!
chapu de couro eum surro com al:
de suppr que viesse para esta provincia de Pernam-
buco : quem o pegar ou dr noticia nesla cidade de
Olnda, a Caetano Alves de Sooz Fi
dita cidade da Parahiba, ra do
bem recompensado.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 anuida
idade para taberna; prefere-se a algom chefjo ha
pooco de Portugal: na ra larga do Roaarif'nume-
ro37.
ATTE!\(1A0.
Jos Gonealve* Braga fax scienle ao pul
seus fregoezes, qne mudou o-seu estabelecimeutn de
barbeiro, da ra da Cruz o. 53, para o primeiro vt-
dar do sobrado da mesma roa u. 48.
r Do-se 600jJOOO rs. a premio csmsgurancaem.
urna casa nesta prara : quem pretender tinan-
cie.
AVISOS DIVERSOS.
Est em praca do Sr. Dr. juiz municipal da se-
cunda vara, para ser arrematada, e correndo as Ires
praca do estylo, propriedade ilo Alto, na Boa-via-
L'em, com as suas perieneas, penhorada por execucao
de Miguel Arrhanju Poslbumn do Nascimento aos
herdeiros de Alfonso Jos de Alhuqucrque Mell, e a
ultima praca em que ha de ler lugar a arremalacao,
he quarta-feira, 15 do corrente mez.
No pateo do Terco n. 22. precisa-se fallar com
oSr. Antonio Alves da Fonseca Jnior, para negocio
que nao ignora.A. L. Mendes.
Aluga-se a casa do Poco qne fui do fallecido
Sr. l)r. Gome*; lem 5 quarlos. 2 salas, grande cn-
ziilia, cochera, estribara, galiuheiro, quintal, ca-
cimba, e espacoso terraco : quem quizer. entenda-se
com o Sr. leoenle-coronel Barata.
' Faco saber ao publico, que sendo encommendas
da por urna senhora urna mulata que fngio, e por
nao saber aonde mora a dita senhora, e leudo denun-
cia onde est a dita mulata, por isso esejo fallar com
adilasenhura em minha casa, para e tratar sobre a
dita mulata; o capito mestre de campo geral da
freguezia desta cidade morador em Fora de Portas,
Jos Patricio de Carvalho.
Quem quizer possuir urna rica raliepa, lanto
em qualidade como em vozes : dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife n. 15, que cum 2000 ficar com um
^\.^!WU*by .35damae,.rev-^!X
(a do Rosario, propria para qualquer estabelecmen- ,-^r^^0***^ ,n,,.
lo: a tratar no sobrado d mesma.
Atteucao ao masque.
Na ra Bella n. 36 preparam-se vestuarios de bom
costo para o carnaval, as pessoas qoe se quizerem uti-
lisar dirijam-se o mais breve possivel, e para que haja
tempodeseapromplarem: na mesma casa moflram-
e figurines para 3. esculla de gosta dos mesmos ves-
tuarios..
J

I
I
I
I
RETRATOS PELO ELECTROTYPO.
Ne aterre a Boa-Vlata 4, terceto
A. Le liarle, lend de se demorar pouco lempo nes-
la cidade, avisa ao respeitavel publico que quizer
utilsr-se do seu presumo, de aprovcitar o poneos
dias que lem de residir aqu ; os retrato* serSo ;
dos com toda a rapidez e perfeirao que se pode dese-
jar. No eslabelecimeoto ha retratos mostra para as.
pessoas que quizerem examinar, e est aberlo das 9
horas da mauhai at as 4 da tarde.
Precisa-se de 3008000rs. a juros, dando-"
casa em bom local por seguranza : quem qoiaer, d
rija-se ra do Trapiche n. 25, taberna.
Precisa-se alojar um preto para o trabalbe de
padaria, qoer tenha ou nao pratica, e pag*-ee bem:
eom hmnem forro para refi nac.io, que tenha pratica:
nas Cinco Ponas.n. 100.
Perdeu-se na tarde do dia 8 do correnle um
Suartso caslauho com frente aberta, urna mi caica-
a, com cauda rapada, orelhas acabaadas, em.grito,
com urna barroca na sarneira c com urna cangalha
coberta de estopa j asa Ja ; qnem o liver adiado ou
der noticia se Ihe pagar seo irabalho, e pde-se di-
rigir ao engenho Cniao, na freguezia de Ipejuca, ou -
ra Direila n. 106.
Fra desla cidade exista um escravo. o qual diz
perleucer ao Sr. Antonio Moreira, que indrava em
um sitio qoe*foi desfallecido Jos Roberto, e o dito
Mureira he casado com urna senhora natural da eida-
de de Loanda, ludo islo confessado pelo mesmo es-
cravo, por isso faz-se este annuncio para se saber se
ainda existe nesta praca, dito Moreira ou pessoa de
su* familia, para Blhe,enlregar o dilo escravo, pois
esl fgido desde 1830 ; o escravo hoje representa ter
50 annos : quem tiver direito ao.mesmo, dirija-se
roa das Cinco Ponas n. 71, que se informar cir- H
curaslanciadamente. > IV
-i- Aluga-se a salada frente do primeiro andar da
casa da ra da Cruz n. 17, propria pera hornea) aI-
teiro ou para escriptorio ; a fallar 00 armazem de _,
leilOe* do agente Antones. ^-"^\
Elerna dos Santos Pinlieiro, eom aula de pri- I
meiras ledras na roa da Conseicao da Boa-Vida,
casa n. 25, faz scienle as soa* alumnas que j abra "^
sua aula desde odia 3do corrente, assim como seof-
fereceao* para de familia, qoe queiram olilisar-se do
seu prettimo, para ensinar suas filhas a ler; escrever
e contar, lingua nacional, coser chu, bordado, labv-
rinthn e marcar, por preco'onunodo.
Perdeu-se urna lettra aceita em 28 de Janeiro
do corrente anno por Rezende Alves da Silva, a fa-
vor de Custodio Ferreira Monlinho, lia 6 mezes, da
quanlia de .jOijOOO rs. j passada nas coala* pelo
mesmo Custodio, porm nao datada ; portanto roga-
se a quem achar, querendo entrega-la, levar ra
doCoilasion. 25, taberna de Manoel Antonio "dos
Sanios Fonles, por cojo favor lhc flear summamen-
te grato : nao obstante j seacharem prevenidos tan-
to o aceitante como o passante de nao a pagar senao
... justo e
vendido a minha taberna, sita no boceo da tingela
n. 3, para liquidado da misma taberna, e se algSein
se achar com direito a ella, appareca ria mesma ta-
berna no prazo d tres dias.
Manoel Marques de Abren Porto.
Joo Jacintho Fernandas Cham relira-se para
fura do imperio, e pede as pessoas que lem penhores
em sua mao, que os venham tirar no prazo de
dias,



DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 10 DE FEVEREIRO DE 1854.
O abaixo assignado, professor parlicular de ins-
udo gran, residente no ter-
ceiro iirtmin tatemo- 58 da na Nova.: declara ao
respeitavel publ
de familias, que ach"
terio, promplo receber a
para seren dcsciplin
elementar, o. tambero i- ;i,,mtr
ctu.loi Marta .M> iredo.
Arrenda-se o engeoho Tama;
de Flores, frftguezia dfc Nazareth, mdfenle
e corrente, com fabrica, bois e bestas, e
capacidade para safreiar 2,500 a 5.00
es: quem o pretender, procure a Ma-
. noel Joaquim Carneiro da Cunha. na ra
da Aurora, ou no engenho Fragoso.
> AVISO JURDICO.
A Segunda edicfSb dos primeiros elementos pora
lieos do Tiro civil, roais bem corrigida e icresceota-
da. Bao s a respeito do que altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, i nterlocutorias e di-
" finitiva dos jolgadores ; obra essa lo ntercssante
eos principiantes em pratica que Ibes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n.6 8.
Desappareceu da cata n. 21 da ra da Trempe
ao Mirar par* a da Soledade um par de caslicaes de
prala.obra enliga feita no Porln e com bastante peso :
roga-ae a quem forein offerecidos a apprehenso dos
meamos que ser recompensado.
Precisa-se de ama ama : na ra do Hospicio,
- casa n. 17.
No deposito da ra Nova n. 57, e na padara
da roa da Larangeiras n. 26, llavera'do dia8 em di-
auto pies quenles das 6 ai 8 horas da larde, bem co-
mo lodos os Jias os excelleutes piles de familia e cri-
oulo, e todas as qualidades de falia9, como sejam,
imperial, familia e doce, biscnilinhos, ararulade ovos
e pora, e bolos foros.
Domingo,, 12 do correle, o mnibus
Pernarabucana dar duas viagens para
0 Monteiro al Apipucos, sendo a pri-
_~ meira as 6 horas e a segunda as 8 horas
da manha, e regressar do Monteiro no mesmodia
as 11 horas da noile : quem qnizer bilhelede
entrada, dirija-se ra daa Larangeiras n. 18 ; cus-
la cada um bilhele 1000 rs.: adverle^se que nao he
perroiltiuo fumar no mnibus.
Koga-se ao Sr. Francisco Brnger de Almcida
(uedes o favor de n3o se retirar para fura da provin-
le primeiro pague a quantia que nao igno-
ra, do abano assignado, conlrahid ha 5 annos no
Pastaio Publico, loja n. 9.Albino Jote Lrile.
Na casa de modas de madame Buessard Millo-
cha n recebeu-se pela Jote um sortimento de modas,
como sejam : chapeos e toncados, ojjpnisinlius e man-
gas, ricas fitas, luvas de pellica curtas e cornpridas,
ditas de malhas linas, flores linas, cambraia de linho,
'Dios, btelas, cordoat de seda de cores para vestidos e
esparlilhoi, etc. ele.
f/fltjt Alaga-se o sobrado grande da Magdalena,
t'*i'il qae tica ero frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar at o dia 1. de marso : a tratar
no alerto da Boa-Vista n. 45, ou na ra do Collegio
n. 9, con Adriano Xavier. Pereira de Brilo.
-1 Prtcisa-se fallar com o Sr. .Francisco Ignacio da
ra Pimentel; na roa da Cadeia de Santo An-
tonio n. 30, a negocio.
Denis, alfaiate francez,
chegado ultimumeute de Paris, lema honra de pre-
venir ao publico, e prncipemente, aos seus fregu-
es, que abri ana lenda na roa da Cadeia do Recife
n. 40, primeiro andar ; traballia de feitio, e lambem
di as faiendasa vonlade dos fregoezes, a preso com-
modo ; Irabalha no genero mais moderno em ludn
para Amazonas e para os dnfarces de leda a quali-
dade para o carnaval.
Jos Francisco Dias,
rara morada dos Sr. abaixo declarados, faz
o presente auouncio alim dse diriairem ou manda-
ren! ra do Crespo n. 14, a negocio que 'Ihes diz
Manoel Bezerra Cavalcanli, Francisco Af-
fonso Ferreira, Jos Flix da Rocha Falcan, Joao Pe-
dro Goncalvet, Manoel Domingos Mara, Jos Ma-
" noel dos Sanios Vital. JoSo Leite Torres (alindo,
Silvestre Lins de Barros, Victorino Correa de S, Joao
Joaquim Rabellu, Auua Mara da Otoria, Francisca
Mara Franca.
Alugam-se duas casas terreas, urna na ra Au-
i. outra na travessa do Luna : quem pretender,
ilirija-se roa do Collegio n. 10, segundo andar, das
0 as 4 horas da tarde.
erece-se um rapaz brasileiro para coixeiro
de qualqoer estabeleclmenlo nesla praca bu fra del-
1 la, menos de taberna, para o que siijcila-se a servir'
por algum lempo gratuitamente, at adquirir alguma
pratica que Iho d direilo a ordenado : quem delle
precisar, dirija-se prensa do Srs. Joaqiiu Jos
Ferreira Companhia, que se indicar a pessoa.
Manoel Rodrigue da Cosla,Magalhaes pede a
todas as pessoas que lera penhores em sua m5o j
vencidos, que os venham tirar no prazo de8dias,con-
tados da data deste, do contrario sero vendidos para
pagamento do principal e joros, ficando os msmos
sto, seosdlosnaoi'.hgarem, assim como
eus donos o que sobrar de seu.pagamenlu.
i da In-
10.
- Auguslo Cesar Lins de Souza avisa a quem
cenvier, que defxou de ser caixeiro do Sr. Jos Can-
Barros desde da 3 de fevereiro corrente.
arrendar uro sitio perto desta cidade,
para capim: na ra do Rangel n. 9.
kxkJqcSocSk
O dono da taberna da quina do berro das Bar-
reiras n. 49, avisa as pessoas que tem |>cnhnres na
niesma, os venham tirar no prazo de 8 dios, doacou-
Irario ser vendidos para pagamento, de seusjebi-
los; o mesmo nao responde mais por eiles lindo esle
pessoa gorteira:: IPIIIUu' hftravessa da
Madre de eos n. G,' primeiro andar, das
10 horas as 2 da tarde.
lotera de n. s.: no' rosario.
Aos 90:000,000 de rs.
A rodas deta lotera andam no dia i 1
do corrente : os bilhetes acham-se a ven-
da nos lugares do costme.Othesourei-
ro, Silvestre Pereira da Silva Guimaraes.
Aluga-se a loja do sobrado da ra CoJwio do
n. 18, com armrcio nova, propria para'UHN
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
mado n. 29.
OSr. Manoel l.ourenco Machado da Rocha, en-
cadernador, que assignou esle Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vieenle de Araujo. ven lia a esta lypo-
graphia para solver a roesma assignalura, visto que o
Sr. vigario diz que nada tem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanuva contina a dar consultas lodos os
das no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de. fazendas, finas e grossos, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
I #ces, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allmaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofierecendo elle maiores yan-
tagens do que outro qualquer ; o
j" proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, eaopublico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos.
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no' armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Alugam-se e vendem-se bjehas: a prac,a i
dependencia confronle a roa das Cruzes n. 1
JAIBA.
O profesor bomeopathico J. M.
Teixeira contina a dar consultas
no sen contultorio da ra da Ca-
deia do Recife n. 29, primeiro an-
dar. No mesmo consultorio ven-
dem-se carteirsdb 24 medicamen-
tos, chegados ltimamente de Paris,
assim como tinturas de todas as qua-
lidades.
N.'B. Aos pobres dao-;8e consul-
tas e medicamentos gratis.
Deat'ppareceu honlem do corrente do sobrado
da rna do Livraincnlo u. 20. primeiro andar, um
i-astioal moderno de prata pesando 137 oilavas.o qual
temo* signaes seguintes :-lavrado tero um palmoe
uraa polegada de comprimeuto, o bocal lodo recorta-
do e em um dos ps a iparca da casa a quem foi
comprado, a qual he urna carinlia com as iniciaes R.
1. e d'uulro lado uro quadritiho com as iniciaos V. F.
Bi : roga-se aos srnhores onrives, e a qualquer pes-
soa a quem fr oflerecido o dito castiga!, de o appre-
henderem e mandaren! levar a dita casa queserau ge-
nerosamente gratificados.
Heseja-se saber noticia da Illm. Sr." D. Mara
icrei'o que) Machado Teixeira Cavalcanli, senhora
que foi do engenho Cachoeiriiiha senhora j roorou em algum lempo na roa do Padre
Florinu, poismuto se agradecer a quem der noli-
ca da niesma senhora : na ra d'Apollu n. 9, segun-
do andar. '
Mara Joaquina de Jess lem uns alicerces pa-.
ra yender no aterro dos A (rogados, cojos foros sao tri-
butarios aos herdeiros do fallecido Manoel Aniones
Villaca: quem os pretender dirija-se ao mesmo lugar
no quarteiro do Sr. Gusrao n. 74.
Attencao.
Desappareceu no dia 2 do corrente a escrava mula-
ta escura de onme Korqana, representa ler 16 a 18
anuos,tem urna pequea cicatriz debaixo da barba do
lado direilo j fechada, alta, secca, bem feita de cor-
no : quem a pegar ou della der noticia na ra do
Queimado n. 9, ou na ra de Apollo em casa de Ma-
noel Pereira Laroego, ser bem recompensado.
Arrenda-se um sitio em Santo Amaro, com boa
casa, molas fruteiras e pasto para 12 vaccas de lei le :
quem o pretender dirija-se a ra da Gloria, n. 70.
Precisa-se de um homem para lomar conla de
urna taberna por balanro, ou lambem se vende, ha-
vendo quem compre : a tratar na praia do Caldeirei-
ro, n. 2, taberna.
Alluga-se o lerceiro andar da casa da ra do
Vigario n. 18 : trala-se na raesma ra n. 25, no ar-
mazem.
Fugio na noile de 7 do corrente;. uui escravo
pardo de noinc Manoel, de 28 annos de idade, pouco
mais ou menos, com os signaes scguinles: eslalura
baixa, bastante barbado, tem fallaaade denles na
frente e os ps bastante grossos -pro^nienle de bi-
chos: roga-se a quem o apprehender de o levar a
ra do Crespo, loja da esquina, que votla para a Ca-
deia ou a viuva de Manoel Travasso9 Sarinho, no
Cralo do Bom Jardm, que se recompensar.
MASQUE.
Na ra do Cabuga', loja de mtudezas
de quatro portas, tem um completo sor-
timento de mascaras, tanto de panno co-
mo de cera e rame ; assim como enfeites
para bordados de mantas, galfes e espi-
guilhas para o mesmo.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lote-
vu*. pa
fabrica c
f
Precisa-se par um engenho distante deala pra-
ras, de uro feilor que enlenda de serv de
i-se na ra doQueiroado n. 30, segundo
i-se de dous homens anda mesmo escra-
rs. diarios :' na ra larga do Rosario,
mancos n. IB.
TraspasMeo arrendamenlo de um engenho de
beslas, moente e corrente.dislanle do Recife 5 leguas,
eda estrada publica meuosde rneide bom caminho,
a ponto de chegarem os carros de cavallos al a casa
de vi venda, cora boas* salricientes trras de carina,
, mandioca, ni o, leijo, arroz, caf, etc. etc., muilo
la do engenho, dous bous cercados d?
bsa, bem fcila e nova casa de vvenda de
sobrado toda envidrara, com alpeudre de columnas
e grades do ferro, milito fresca, e com ale-
guee excelleots vista ; casas de engenho, caldeira,
encaxamento, estufa e estribara, ludo de pedra c
cali com lodos os seos pertences, e em muito bom es-
tad, suOlcientessenzalas para os prelos, casa de fari-
iiha provida de lodo o neeessario ; excellenle hanlio
um urna btlla casinha apropriada, mallas virgens
muilo perto, borla com arvoras frucliferas, inclusive
urna boj) porcao de coqueros ; bons sitios de lavrado-
res, etc. ele, As cannas sao de muilo bom assucar.e
de muilo rendimento. Vendem-se as canoas novas,
i vacum ecavallar : os prelendenles diriiam-sc
esta de S. Amaro de JaboaUo a'tralar
con o ptop
Os abaixo assignads continuam
a liaiijuear a todas as classes em
geial o* seus sortimentos de fazen-
das por baixos pre<-os, nao' me-
nos de urna pea, ou uma.duzia,
a rnheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
prarj do Corpo Santo, esquina da
.ra do Trapiche, n. 48. Ros-
trOn Rooker & Companhia, nego-
ciantes ir.glezes. ^ Os msmos avi-
to ao respeitavol publico que abri-
rn no dia 5 do corrente mez a
sua loja defSzendas da ra do Col-
^legio^Passfio Publico n. 15, diT
rgida pelos senliores Jos Victori-
no dePaiva e Manoel Jos' de Si-
Jqueii-a Pitanga, para venderem
pdr atacado e a retalho.
ATTBHCAO, UNIC DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignon, dentista recebe vi agua dent-
frica do Dr. Pierro, estagua coniecida como a me-
llior qtie tero apparceido, ( e lemniuitoe elogios o
sen autor,) (em a propriedade de conservar a bocea
eheirosa c preservar das dores de denles: lira o
gw) desagradavel que ua m geral o diaruto, al-
Kumas gotas desla ii um copo d'.igua sao suflicien-
les ; lambem se achara po denlifriee evcellente para
a conservarlo dos denles: fta.'rua larga do Rosario
n. 38, segundo andar.
Deposito de i-urvo.
A tugare um grande armazem propria
jra deposito de carvo, a' beira mar, na
ra de Santa Rila, com trapiche para cui-
regar edrrirregar a (jualtjuer hora : o
preo he modico.c trata-se na ra do Tra-
piche n. iO, segundo andar.
O Sr. Kcardo Dias Ferreira tem urna caria na
. praca da lodepebdtDcia n, 6 c 8.
Vende-se um bote novo, propro para navio ; a
tratar no Passeio Publico n. 13, ou no arco da Cdn-
ceico, loja.
Fazendas para a quaresnta.
Vende-se sarja prela hespanhola muito superior a
2?500 c 29800 o covado, stim preto inaro a'29400,
2>800, 3*200, 4000 e JiOOO r. o-covado, panno fi-
no preto superior a 2800, 400u. SjuOO, 68000 e
79000 r. o covado, casemira prcta* franceza muito
elstica a 7J000, 8SO00, 10000 c 12$0UO rs. o corte,
merino muilo lino a 38000 rs. o covado, superior
princeza a 800 rs. o covado, alpacas finas a 610, 720,
800, 900, 13000 e 19200 rs. o covado, c ..ulras mili-
tas fazendas que se vendein baratas; na ra Nova,
loja nova n. 16; de Jos Luiz Pereira & Filho.
Chitas baratas.
Vendem-se chlas finas de cores Cuas a 120, 110
160,180, 200 240 rs. o covado ; na ra Nova, loja
nova n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se um carro de quatro rodas patente in-
leira, quatro assentos na caixa e dous para os boliei-
ros fra, anda por eslrear ; os prelendenles podem
examnalo na ra do Hospicio, rocheira do Sr. Can-
dido, e l se lhe dir com quem devem tratar.
Vende-se nina casa na ra da Concordia aonde
tem serrara e relinago, e morada independente, o
com terreno no fundo e do lado : a tratar na ra
Nova n. 3.
Aobarato, ireguezes.
Na ra do Crespo 11, 9, vendem-se chitas
francezas inulto finas e de cores finas a 240
rs. o covado. cortes de dita com. barra a 29000
eassas francezas de lindos goslos a .640 rs. a
vira, cortes de brim para caira de poro linho,
a 28000 ; diios de casemira, a 3500, 49000 e
59000; panno prelo fino a 29500 o covado ;
vestidos promplos para meninas, do ultimo
goslo, rom colleles a 58000; e oulras mu las
fazendas por diminuios precos.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem Jndo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 3G.
Acmela de Edwln BCaw.
Na ra de Apollo 11. 6, armazem de Me. f.almont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
iiientos de taisas de ferro coado e balido, (anto ra-
sa como fundas, moeodas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a mar em madei-
ra de todos os lamanhose modelos os mais modernos,
machina horsontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para uavios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson, .
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em L011-
d res, por proco commodo.
ria da cmara de Valenca: alistase espera
pelo primeiro vapor que vier do sul, e os
{aamentos dos premiosserao etFecuados
ogo depois da distribuir o das listas.
COMPRAS.
Na ra Nova n. 33, no Bazar Pernambucano,
contina a haver srande e variado sortimento de fa-
zendas do melhor goslo, como sejam : corles de ves-
tidos de seda para bailes e para uoivas. romeiras de
fil de linho bordadas, ditas de re(roz, chales de dito,
bcrlhas ou lallios para, vestidos lano prelos como
brancos de fil de linho e de seda, filas de todas us
qualidades, panno fino preto superior, casemira dita,
chapeos de pello de seda para, homem, os melhores
que apparecem, bicos de blonde, de seda e de linho,
peoles de tartaruga para tranca, dilos de borracha
para alisar,o melhor que he possivel, pela soa dura-
cao, alfinetes do camanheo, braceletes e rosetas a imi-
taco de ouro, o niais bem feilo que se pode desejar,
vestimentas para bailes mascarados, de roslumes chi-
oez, turco, grego e camponez, com cabelleiras e mas-
caras, e oulras muilas fazendas, que eslaro patentes
e a escolha dos fregnezes.
Roubo de% um relogio.
No da da Testa de Sanio Amaro, as 7 horas da noi-
le, quando o abaixo assignado eslava dando urnas fi-
las para lieuzer, furlararn-lhe um relogio de ouro,sa-
bonele patente inglez, com mostrador tambemdeouro
e corrente j bastante gasta, a qual lem o peso de 5
H oilavas ; por isso roga a pessoa a qbem for effere-
cido di(o reloaio, de o apprehender, que receber de
graficaro 309O00 rs. : na ra do Cabuga n. 1 C.
Antonio Pereira de Oliceira /amos.
Indo deste cidade para a de Goianna Manoel
(loncalves de Albuqucrque e Silva, perdeu enlre
Itabatinga e a lab'oleiro da Mangabina, urna carteira
conlendonella 720080tK)rs.; e porque lodoessed-
nbeiro eslava cm sedulas de 5009, 2009 e 1009 rs.,
he fcil desrobrir-se quem o achou, no caso de appa-
recer alguem deslrocando seuulas desfes vslores, sem
ler proporjes de as possur : pelo que ofierece o re-
ferido a quantia de 1:0009000 rs. a quem lhe resti-
tuir aquella quantia ; e a de 5008000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se possa rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo involavel
quando assim o exigrem : quem, pois, lver nolicia
deste achado. dirija-se naquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e nesla, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Arrenda-se um bom sitio cm Beberibc, lem ca-
sa solTrivcl com 6 quarlos, 2 salas c grande cozinha,
lem estribara para 14 animaes, curral para vaccas e
grande cercado para as soltar, todo murado, lem gran-
de baja com capim a cortar lodos os dias para uns
poucos de animaes, podendo-se estender do tmanho
que a queirn fazer, tem algumas aores de frncto,
dous grandes bananeiraes, mil e lautos ps de abaca-
xis j dando, e outrus a chocar : lambem vendem-se
as vaccas que lem que j estao costumadas artpaslo :
os prelendenles dirijam-se ao aterro da Boa-Vista
n. 80.
Precisa-se de nm feilor para um sitio, que en-
lenda de planlacoes, principalmente de horta, e que
Irabalhe lambem com alguns escravos ; sendo fiel e
diligente paga-se bem: os prelendenles drijam-se ao
aterro da Boa-Vista, taberna n.80,
O collegio Pernambucano precisa de urna mu-
llier para porleira do mesmo collegio, devendo apre-
sentar .testados de sua conducta do reverendo paro-
dio e do subdelegado ; as prelendenles dirijam-se
ao mesmo collegio, defronle da ordem lrceira de S.
Francisco, munidas dos allestados.
Declaramos que fica sem nenhum effrito qual-
quer Iransacrao que por ventura possa apparecer so-
bre a leltra a nosso favor de rs. <.1:4278850, aceita
por Cunha & Ferreira e vencida cm 30 de agosto do
auno passado, por se ler desencaminhado do npsso
poder, e j acharmo-nos embolsados da referida im-
porlancia pelo Sr. Eduardo Ferreira Bailar, como li-
quidatano da mencionada e exlincta firma; e como
consta do recibo que ao mesmo Sr. pasamos.
Rostrn Rooker c\ Companhia.
Pede-se ao Sr. Jos da Silva Alexandre ou a
pessoa que delle saiba dar noticia, o favor de vir
ra do Crespo, loja u. 14, afimde se lhe entregar urna
carta vinda de Portugal.
Toma-se conta de roupa para lavar e engom-
mar, lano de homem solleiro coroo de familia, res-
poode-se pela falla, e lambem se cosp camisase ves-
tidos ; na mesma casa precisa-se de urna ama que sai-
ba cosnhar e engommar, e laz-sc almocoe janlar para
lora com muito aceio ; no becco do Carioca, por ci-
ma do Sr. Antonio Pinto de Sonza, n. 9.
ATTENCAO'.
Ainanlia levanla-se a bandeira do Senhor Bom
Jess dos Pobres Afflictos na capelladeN. S. dos Re-
medios, a qual saldr as 3 para 4 horas da madrugada
em um carro Iriumphante poxadn por figuras, e do-
mingo, dia da fesla, llavera a tarde cavalhadas e su-
bir um balito de nova invenr.no, no qual ir urna fi-
gura, e a noile baver fandango: rogamos a lodos os
devotos que concorram para seu hrilhautismo.
Para intelligenca do commercio desla provin-
cia e fra della, se communica que a sociedade que
gyrou sob a firma de Mesquila Jnior & Carvalho
em uro armazem de asnear, est dissolvida pela mor-
le do socio Antonio Mrlins de Carvalho, e que a li-
quidacao da mesma foi saldada-pelo socio Mesqnila
Jnior com a viuva do finado socio Carvalho, ficando
por isso etiincta e liquidada a sobredita firma. O
estabelecimento contina a gvrar sob a firma e res-
ponsabilidade de Antonin,Bole"iho Pinto de Mesqnila
Jnior, asim como a seu cargo o activo e nassivo da
extincla sociedade.
Guiiherme da Cosa Correa Lei le va i para o
Ko de Janeiro, e leva em sua companhia seu ser-
vico, a sua escrava, parda, de nome Silvana.
Jos Antonio de Aranjo remelle para o Rio de
Janeiro a escrava, parda, de nome Kaymunda, ser
entregue a sen senhor o capitto de mar e guerra Ro-
drigo Theodoro de Freitas.
No dia 7 do corrente mez desapparercu a neara
Quitea, erionla, com os signaes secuiutes : um
tanto baixa, e cara bastpte bexigosa ; levou vellido
de casa liranco e panno da Cosa ; procurando os ar-
rabaldesda Cidade, Afosados, Boa-viagem, Tiglpi,
Campo Grande, Casi' Forte, Poro, Monteiro e Api-
pucos.
Os credores da masa fallida de Bento Joaquim
Cordeiro Lima apresentem as conlas de seus crditos
por lellra, conla de livro, ou qualquer titulo, alim
de serem verificados pela commissao nomeada : em
casa-de L. Schaler & Companhia, roa 'da Cruz, sto
al o dia 12 do corrente.
Precisa-se de um homem para caixeiro de en-
genho e feilor do mesmo; quem esliver neslas cir-
cnmslaiicias.dirija-se ra da Praia n. 20.
Precisa-sede urna ama para o ser vico de casa :
na praca da Independencia n. 36 e 38. '
Deseja-se fallar como Sr. Jos Mara Lemas por
causa de negocio, e roga-sc ao dito Sr. anuuucie por
esle Diario a sua residencia.
Joto Pedro Vogelev,
fabricante de pianos, afina e coiicertacom toda a per-
feijao, leudo chegado recentemente dos portos da
Europa, de visitar as melhores fabricas de pianos, e
leudo ganbo uellas lodos os conhecimenlos e pratica
de conslrucres de modernos pianos, ofierece o seu
presumo ao respeilavel publico para qualquer ron-
cc-rioe afina;0es com todo o esmero, lendo toda a cer-
teza que nada ftcar a desejar as pessoas que o in-
.cumbam de qualquer trabalho, tanto ero brevidade
como em modieo preco ; na ra Nova n. 41, primei-
ro andar.
J% Jane,Dentista,
conliua residir ua ra Nova, primeiro andar n. 19.
Compra-se um diccionario de porluguez fran-
cez: na ra do* Collegio, n.l. '
Compra-se sem feilio urna corrente de ouro pa-
ra relogio : na ra da Cadeia de Santo Antonio n. 5.
Compram-se ossos peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se 12 enxerlos de laranja selecta : no
becco das Barreiras, primeira casa de vidraca com 4
janellas a direila, ou procure na livraria do Sr. Fi-
gueira, que lhe dir quem quer.
Compra-se um vestido com uso, de sarja lisa e
um capol inho ou mantelete, sendo prelo : na ra da
Conceicjio da Boa Vista n. 54, se dir qnem compra
ou annuncie.
VENDAS
Novo telegrapho.
Vende-se o oteiro do novo telegrapho que princi-
piou a ter andamento no da 29 du corrente, a 240 rs.
cada um : na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
@@@S@* @@
.'i *<)s mais rirnse mais modernos chapeos de
seda e de palba para senhoras, s enconlram @
semprc na loja de modas de madame Millo- ;-
j$ chau, no aterro da Boa-Vista 11. 1, por um @
E preco mais razoavel de que em qualquer ou- ((f
Ira parle. L
g.3@ @@3g@S
Vende-se urna casa de -pedra e cal no Mangui-
nho n. 46 : a tratar no mesmo lugar, padara.
Vende-Se o sobrado de dous anda-
res e sotao da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo andar.
. Vende-se na ra da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens n. 55, |rap de
Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Imperatriz, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica ne Rio de
Jaueiro, de qualidade bemeonhecida, as-
sim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
$ HOMEOPATHIA.
I RA DAS CRUZES N. 28. 8
*? No consultorio do professor homopalha
(gj Gosset Bimout, acham-se venda por
15,000 RS*
10 Algumas carlcirascom 24 mdicamente? e
A os competentes livms.
Grande sorlimenlo de rarleiras e caixas
de todos os tamaitos por precos commo-
dittimos.
i luhu de glbulos avulsos 500
1 frasco de % onca de Untura a
escolla.........IjpOOO
Vende-se urna parda perfeila engommadeira e
coslnreira. sabe vestir urna senhora com iodo aceo, e
se pode afliancar a boa conduela, e ao comprador se
dir o motivo por que se vende c urna linda crion-
linha de idade 14 annos, propria para mucama ; um
moleque de idade 17 annos, urna prela com algumas
habilidades e um pardo rumio bom sapaleiro e bo-
lieiro: na roa da Gloria n. 7.
Vende-se uro prelo de 28 a 30 annos de idade,
ptimo para algum siiio ou para ganhador de ra,
por ser de boa conducta e muito siiudavel, e vende-
se por preco commodo, por ,ser com preciso : na
ra da Roda n. 52.
Vende-se por precislo urna mesa grande; na ra
da Conceiraoda Uua-Visla 11. 54, se dir quem vende
ou annuncie.
Vende-se'urna mulata bem alia, propria para
andar coro crianza, por ser ella muilo carinhosa, ven-
de-se por um prejo desgranado para liquidar-se con-
las : quem a pretender dirija-se a ra do Nogueira
n. 25,segundo andarse dir quem vende.
Vende-se um prelo da Cosa j idoso, mas bas-
tante robusto, o qual he mestre de assurar, muilo
proprio para qualquer senhor de engenho : na ra
do Mondcgo, n. 135.
Para o carnaval !
Lindas mascaras de aram o mais alvo e perfeto
que lia, e por precro commodo. e igualmente gales,
rendas e espeguilhas para ns vestuarios; ellas, rapa-
ziad.i, anles que se acabem, na frente do Livramen-
lo, loja de F. A. de Pinho.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Pechincha para os senliores charuteirose
taberneiros, charutos e fumo.
Chegou um completo sortimento'de charutos de to-
das as qualidades e para lodos os precos, assim como
um sorlimenlo de fumo da primeira qnalidade: na
na do Queimado,' n. 9, loja de fazendas do-se
amostras ao%compradores.
Vende-se urna croula de bonila figura e moca,
que sabe coziuhar, engommar, coser, marcar, fazer
labvrinlho, corlar um vestidoe vestir urna senhora :
trala-se va ra do Queimado n. 30, segundo andar.
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade, ltimamente chegados da Baha,
e por preco baralissimo : na ra da Cruz, n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons,
Vende-se urna escrava engpmmadeira e cozi-
nbeira : na ra do Ara^ao n. 35.
Vende-se om moleque, crinlo, de 15 annos de
idade, sem vicios nem molestia'; he muilo diligente,
fazo almoco ccozinha o diario de urna casa, serve
bem a mesa, e allianra-sc sua conducta : na ra da
Cadeia do Kecife, loja n. 41.
Vendem-se 10 escravos. sendo 1 ptimo mole-
que de idade 16 annos, 1 bonito mualo proprio para
pagem.S ccravas mocas que cnzinham, lavam, en-
gominam liso, elodas de boa conducta, as qnaesUs-
se a contento : na ra Direila n. 3.
Conlinua-se a vender corles de vestidos de chi-
ta de barra, cores fixas c bonitos padres, a 2S240
rs. cada corle : na loja do sobrado amarello, da rus
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
ruado Queimado n.29, vende-se curtes de seda de
quadrn de novos e modernos padres, pelo baralopre-
so de 219000 rs. cada curte.
Sedas para vestidos.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
ra do Queimado n. 29. vendem-se corles de vesti-
dos de seda lisa furia cores, dilos de dita de quadros
escocezes, dilos de dita com llores, navendo muilo
sorlimenlo para escolher, e por preso commodo.
Cortes de chita a 1'600.
Vendem-se corles de chita larga franceza com al-
gumas pintas de mofo, pelo baralo preco de 1jji600 rs.
caila corle: na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
A 500 i-s.
Superinrco bonetes de oleado inglezes muilo pro-
prins para a presente estacao': na prara da Indepen-
dencia ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-s superiores oleados pintados, de ricos
padres e de 5 a 8 palmos de largura, por menos
da
28
_ Vende-se urna cocheira na ra de (lorias, com
6cavallos sellados e eofreiados, e gordos, proprios
Eira aluguel; a tratar na mesma cocheira, ou nos
irros Baixos, sobrado n. 3.
Veude-se urna escrava, croula, de idade 30an-
nos, cozinha, lava de sabo, lambem serve para tabo-
lero ou mesmo para engenho : defronle do Trapiche
Novo n. 4.
CARNAVAL.
Na ra do Queimado, loja de miudezas n. 11, ven-
dem-se as melhores mascaras de rame, e por preco
muito em conta.
Vende-se urna cocheira com alguns carros e ca-
vallos na ra da Senzala Velha n. 126 : quem pre-
tender dirija-se a mesma, que achara coro quem
tratar. ^
preso do que em outra qualquer parle : na prasa
Independencia, lojas de chpeos nmeros 24, 26,
e 30.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Kecife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e brasilea, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, se allisncam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposite
lambem ha barris com cal de Lisboa em 'pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Uia de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz-
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
w DR. P.A.LOBO H0SC0ZO.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
liomopalhica J3F* O NOVO MANL'AL DO DR.
G. II. JAI1R .a Iraduzido em porluguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: quatro voluntes ncader-
nados em dous. 20000
0 4. volume conlendo a palhogenesa dos 144
medicamento- que nao forara publicados sahr mui-
lo breve, por eslar muito adiantada sua impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia. etc. etc. encadernado. 4$000
Urna carteira de 2i tubos, dosmelhores e mais liem
preparados glbulos homopathicos com as duas
obras cima......... 40000
Urna dita de 36 tubos com as mesmas 459000
Dila, dila 000
Dte de 144 com as ditas......1009000
Car lei ras de 24 tubos pequeos para algi-
beira............ lOgOOO
Ditas de 48 dilos......... 209000
Tubos avulsos de glbulos .... 19000
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, e por precos commodos : na ra
da Cadeia. do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feita* no Aracaly,
constando de toalhas, tensos, coeiros, rodas de
saia, etc. ,
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
TassoIrmos avisam aos seus fresuezer., que lem
para vender farinlu de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe 110 mercado.
Deposito da fabrica de Todos os Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rna
da Cruz n. 4, algoda transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barra UUmpia. o seauiulc: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas conr hom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
^7 Os mais ricos e mais modernos cha- ()
pees de senhoras se enconlram sempre Ir.
na loja de madama Theard, por um preso y)
mais razovel de que em qualquer oulra I
parle. a
Vendem-se com pouco uso os livros seguinles:
Historia' Sacre, Fabube Pbicdri, Salunlius, Virgi-
lii Rindi, 11 ora ti 1 Carmiua, Tilo Liviiis, Epstola Ci-
ceronis, Cicernnis Orationes, Ord. verborum Salus-
til, Hislory of llnme (por Goldsmilhs)dila de Tila (por
Thomas Morell), Thomson lhe Seasous, Vicarof Wa-
kelield, Jonbson I'aels Milln, Historia Sagrada (por
Bernardino), colleccoes de problemas : no aterro da
Boa-Vista, loja de ourives n. 68.
No paleo do Ca/mo, taberna n. 1,. vende-se ce-
ra para limas de cheiro, a960rs. a libra.'
Vendem-se saccas com millio, a 38000 rs.: no
armazem de Tasso Irmaos.
Vendem-se os bem construidos arreos para
carro de um e dous cavallos, chegados ltimamente,
de Franca, e por preco muilo barato : na roa da Cruz,
11. 26, primeiro andar.
ALIA1UK.
Sabio a' luz a folhinha de algibeira,!
coiitendo alm do kalendario o regub>
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, alcm de outras noti^
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo prer-o, e* sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na ra do Crespo 11. 5, ha um complete sorlimenlo
de toalhas e guardanapos do Porte, pelos presos se-
guinles: guardanapos a 29600a duzia, toalhas' gran-
des a 49O0 cada urna, ditas regulares a 39600, ditas
mais pequeas a 39200.
Vende-se nm cavado mellado de bo-
nila figura, carrega baixo, esqulpa e he
muilo manso, temarreios e sellim novo:
a fallar na prasa da Independencia n.
t8e20.
Vendem-se saccas com feijo mola-
tinho muito novo e muito bom a 1.2$00O
cada urna : na ra da Cadeia do Recife lo-
ja, n. 5.
Moinhos de
"ombnmbasdcrepnxn bliias
de capim. na fundicaO de D. *
doBruinns.6, 8el(l.
w
I pagne Cha'
' lidade, de pro-
de Mareo.il, 1
cife n. 20: este vin
de toda a champagne ven?
M sea 56$000 rs. cada Cix
se nicamente emeasa de I.. 1
comte Feron & Companhia.
As caixas sao marcadas a fu
Conde de Mai*cuil]a e osrotulosj
das garrafas sao azues.
Cheguem a pechincha.
Lencos de cambraia de linho, finos, a 400 e500' rs.,
ditos d seda decrde tres ponas, muito grandes e
com franja a 800 rs.: ua ra do Crespo, loja da es-
quina que volta para a Cadeia.
PARAAQUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino preto a 3SO0O. 39200, 4500, 59500 e
WtOOO r., dito azul a 29800, 3S200 e 49000 r., dito
verde a 29800, 3*>600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela entestada a 58500 o corte, dila fran-
ceza muilo lina e elstica a 7500,8JS00O e 99000 rs.,
seljm prelo macao muilo superior a 38200, 48000 e
58500 o covado, merino preto muilo bom a 38200 o
covado, sarja prela -muilo boa a 28000 rs. n covado,
dila hespanhola a 28600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lvrados. muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom goslo;
na ra do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei .
\ POTASSA BRASILEIRA.
I Vende-se superior potassa, fa-
| bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
'seus bons eU'eitos ja' evperimen-
' tados: na ra da Cruz n. 20; ar-
I mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. c pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
> Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
VINHO DO PORTO MlTO
. Vende-se superior vinlio do Porto, era
barrisde*., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, oua tratar no
escriptorio de Nova es 4 Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Vende-se graxij; ingleza de verniz
[ireto, para limpar arreios de cari*, he
ustroso e prova d'agua, e conservar mui-
to o couro : no armazem de C. J. Astley
& Companhia, na ra do Trapiche n. 5.
Aos se aores de engenhol
Cobertores escures de algodao a 800 rs., dlqs mui-
lo 'grandes e encorpados a 18100 : na ru do Crespo,
toja da esquina que volta para a, Cadeia.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12,
'28100 a peca, corles de ganga amarelU de qoad
moito lindos a 19500, corles de vestido de cacobn
de cr com 6 t|2 varas, muilo Urga, a 23800, dilos
cora 8 i |2 varas a 39000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 39000 rs., e outras muilas fazendas por
preso commodo : na rna do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Vende-se urna carroca de jogq.de
conduzir assucar de engenho com muita
facilidade, e pode'conduzir; 200 arrobas
de-cada vez : quem a pretender dirij-se
a ra do Pires n. 28.
Charutos na ra do Queimado n. 9.
Acaba de ebegar um rico sorlimenlo d charutos
vrelas e de S. Flix, e se vendein por menea preco
qoe em oulra qualquer parle : na ra do Queimado
n. 9.
Sapotis.
Vendem-se muilo bons sapotis tanto incitados
para embarque, como maduros para a mesa diaria ;
assim como pedos msmos para plantar de muito bom
lamanho : no sitio da Trempe sobrado n. 1, que tem
taberna por baiio.
NA ESQUINA DA RA DO CRESPO i 6,
vendem-se chales de laa, escuros, 1
mas de seda, proprios para'anda
sa, peloMminuto preco de 2,500 r
um. cassas francezas de core-
vara, riscadinhos francezesa 2,(X
covado, cambraias de salpicos d
3,200 o corte .* cheguem Ireguezes, antes
true se acabem.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em velas, a mais supe-
rior <(tie ha no mercado (com di versen sor-
timentos'a vontade dos comp che-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
GratidSo, e por,preco mais barato do
que era outra qualquer parte: na ra do
Vigario n. 19,.segundo andar, escriptorio
de Machado & Pinheiro.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos msmos, na ra
do Vigario n. i9, segundo andar.
Vende-se urna escrava de meia idade, propria
para oservieo de campo ; na ra da Cruz n. 13, se-
gundo andar.
Na botica da ra larga do Rosario
n.36, de Rartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se piluls vegetaes vendadeiras, arro-
be l'aiTecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermifugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea larga com 10-
llia de 1 at 12 libras. O anbuncianteaf-
lianca a quem intressai- possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra. da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior quaGdade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sel lins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Vende^JB umgrandesitio naestrada dos Afflic-
tos, quasi defronle da igreja, o qual tem muilas ar-
vores de fruclas, Ierras de planlacoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bstanles commo-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
entender-se com 0 Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimentel, 011 a ra do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Autouio da Cimba e Figuei-
redo.
Pianos.
Os amadores da msica achara continuadamente
em casa de Brunu Praeger & Companhia. rna da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes c fortes
piaiins.de difierenles modellos, boa conslrucrao e bel-
las vozes, que vendempor mdicos presos; assim co-
mo toda a qualidade de iualrumeBlos para msica.
(omina 'para engommar.
Vendem-se saccas rom mu i tu boa nomina para en-
gomn.ar, e fazer bolinhos : na ra do Queimado n.
14.
Palitos francezes a o, 4, e 9$Q00.
Vendem-se palitos francezes, brancos de bretanha
de linhua49000rs., dilos de brim de linho de cores
a 3S000 rs. dilos de alpacas de cores, obra muilo bem
feila c da ultima moda do Paris a 0!j000 rs.: ua ra
Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
CASEMIRAS FRANCEZAS
a 4$500 e 5$000- rs. o corte.
Vendem-se casemiras de cures, padroes novos
muilo elsticas pelo baralo preso de 49500 e 59000
rs. o corto : na ra Nova n. 16, loja de Jos I.uiz Pe-
reira & Filho. .
Vestidos de laa e seda a 8^000 rs.
Vendem-se cortes de vestidos de laa com quatro
barras de seda, fazenda nova c do ultimo gosto, peto
barato preso de 89OOO rs. o corle : na ra Nova n.
16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Chapeos e capotinhos.
Vendem-se chapeos de blond para senhoras. ulti-
mo sosto de Paris, e muilo hem enfetados a I19OOO
rs., ricos capotinhos de grs de aples prelos e de
cores com colleles e sem oltes a 12 e I59OO rs., cha-
les de laa e seda 2SO0O e 3JJ00 rs.. dilos muilo li-
nos e grandes a 59OOO rs., cortes de cassa de seda a
149000 rs., curies de vestidos de barra de 15a e seda a
89OOO rs., cassas francezas muilo finas a 610 rs. a va-
ra; cortes de cassas de barra c lisas a 29200, e 2S800
rs., corles de cintas francezas de barra a 29300 e 38
rs., vestidos brancos de cambraia de barra e borda-
dos a 49OOO rs., ditos do 1 a 5 babados a 49500 e 59
rs., cambraias aherlas brancase de cores a 39200 rs.
o corte, tensos grandes de seda para hombro de se-
nhoras a 29OOO, e outras muilas fazendas de costo
;ue se vendem baratas : ua ra Nova, loja nova ti.
6, de Jos'Luiz Pereira & Filho.
Vende-se farinha em saceos do Ro de Janeiro :
na ruado Vigario, n. 12.
Veude-se a taberna siia na ra dos Assogui-
nhos, n. 20, a qual est liem afreguezada para a Ier-
ra, por isso que vende dnraineule 209OOO rs. e de-
manda pouros fundos, laz-se lodo o negocio agradan-
do a garanta, c ao comprador se 'dir o motivo por-
que se vende, a tratar na mesma.
Moito boas e frescaes ovas dosertao'.
Vendem-se ovas do serlo : na ra do Queimado,
loja n, 14.
No escriptorio de Novaos & Companhia, na ra
do Trapiche n. 34, lem para vender por preco muilo
em conta os scguinles arligos : couros de lustre, mar-
ca caslello, grande quanlidade de miudezas chegadas
de Hamburgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de difierenles qualidades, chapeos de feltro prelos c
pardos, e outros objectos que serao presentes nos
compradores.
Vende-se CARNE 1)F. VACCA ede porco de
Hamburgo, em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, havendo poucos gigos de resto, que se venderao
para fechar, a 248000 rs. ;
ACOUEMII.AOsortido;
TAPETES DE LAA, tanto em pesa como sollos,
para forrar salas, de bonitos cores e nimio em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele;
OLEO de linbaca em latas de cinco galftcs : em
casa de C.J. Aslley i,Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
A 59000 RS. A PECA.
Na loja de l'uimarles & Itenriques, ra do Crespo
vendem-se chilas de cores escuras, com um rs.
No pateo do Carino, taberna n. 1, vende-se
muito boa alelria, a 240.
Vendem-se ramas de ferro de nova invencao
franceza, com molas que as fazem muilo manei'ras
e macias, chegadas pelo ultimo navio francez, e por
preso muito commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
. Vendem-se licores de ahsynlh e Kirschs em cai-
xas ; assim como chocolate francez da melhor quali-
dade que tem apparecido, tudo chegado nllimanenle
de Franca, e por preco baralissimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na ruada Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preso commodo, saccas grandes com feijao
muito novo, dilas com gomma, e velas de carnauba,
puras e composlas.
Primas pai*a r a beca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na ra do Quei-
mado, loja n.49.
Vendem-se era casa de Me. Cal moni & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11,o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 6 duzias, linhas
em novellus ecarreleis, breu emi barricas muilo
grandes, ac de milaO sorlido, ferr inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho," ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenhetro ma-
cninista e fundidor de ferro, mui respeitosameute
annuncia aos senliores proprietarios re engenhos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum pascando o chafaiiz, contina em.
eflectivo exercicip, e se acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila confecsa das maiores pesas de macliinismo.
Habililadopara emprehender quaesquer obras da
sua arte, 1)avid William liowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para as se-
gundes, por ler dellas grande sorlimenlo ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundisa, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preso como em
qualidade de materias primas e maO de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor. conslrusaS.
Moendas de canna para engenhos de lodos os ta-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independeules para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de todos os lama* ihos.
Taixas, paroe, crivose bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou por ani-
maes, prensas para a dita.
Chapas de foga e Tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro,e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuso, movidas a
ma, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas bvdraulicas e.de parafuso.
Ferrageng para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maoe arados de ferro, ele, ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' gcral-
mente recouhecida, David William Bowman garante
a mais exacta conformjdade com os moldes e dese-
nbos remedidos pelos senliores que se dignarem de
azer-lhe eucommendas, aproveitando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigse freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que naO poupara esforrose diligen-
cias para continuar a merecer a sua couliansa.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buoo de B. J. I). Sands, chinden americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prasa urna grande por-
So de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Ro
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Uto precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas con'seqiiencias que
sempre costumam tra/.er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nulo daquclles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude c disliugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da ; o anuunciunle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConceicAo
do Recife n. 61 ; e, alni do receituaro que acom-
panha cada frasco, (em embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, ese achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos. .
queno toque de mofo, pelo baralo preeo de SjOUOpe-
a pera, coro 38 covados.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, na
Iravessiido Parazo, casan. 20: quem pretender di-
rija-se a mesma cesa.
(JB Vendem-se relogios'de ouro, pa
i ten-te inglez, por commodo pre-
" co: na ra da Cruz n. 20, casa de
SL. Leconte Feron & Companhia.
MADAPOLAO' BOM, A 3200.
Vendem-se pesas de madnpolSo de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para venda* diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, (luaorilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissitno
chegado do Rio de Janeiro.
Na na do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro desellis, che-
gada recentemente da America.
Charutos de I la vana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgein de Ljsbou,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
che n. 13, armazem de Bastos Irmaos.
.. Vendem-se duas casas lias na povoacSo da Boa-
Vagem : a fallar com Manuel Pereira de Souza, mo-
rador na mesma povoasao.
Na ra das Cruzes, n. 9, vendem-se 3 escravas
de bonitas figuras e moca, ensommadeiras, eosem
chao, cozinham e lavam de tabaq.
Vende-se urna erionla robusta e sadia, com
principio de coziuha, e sem vicio algum : na Cambo*
do Carmo n. 12.
ESCRAVOS FGIDOS.
jDl ecionario dos termos de medicina,
cirurgia anatoma pharmacia ,
etc. etc.
Sabio luz esla obra indispensavel a tedas
as pessoas que se dedicara ao esludo de
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, roa do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
_ Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
100 dilojbrancos e 50 ditos de bolins; ludo por
preso commodo.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgec! ua
ra da Cruz n. 4.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasla delirio florentino, o
melhor artigo que se conhece para impar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
gosto ua bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, lmpa a caspa, e d-lhc mgico
lustre; agua de perolas, este mgico cosmetiro para
sarar sardas, rugas, eembrllezar o roslo, assim co-
mo a i indi ra imperial do Dr. Brovvn, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivos no brancos,completamente,
prelos e macios, sem daino dos msmos, Indo por
pre<;os commodos.
Vende-se una negra moca, sem vicio, e com
habilidades : ua ra do Caldeireiio n. 40, al as 8
huras do dia.
Vende-se um escravo de naejo, mestre deole-
ro, entende bastan:e de planlacoes de silio, lambem
vende na ra: na Trempe ao v ollar para a Sole-
dade n. 31.
NICO, E O JMAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMBR1GAS.
Fahnestock's Vermifuge,
Remedido pelo seu proprio aulor de New-York,
pelo navio americano Norllten I.ighl : vende-so na
botica e armazem de drogas de Vicente Jos de Brilo,
ra da Codeia Velha n. 61.
Saccas com farinha.
Vcndcm-se saccas com farinha da ierra : na roa
da Cadeia do Kecife, loja ns.'13e20, por preco com-
modo.
lo-
&
Vendem-se lonas, brinzao, brinsc meias
as da Hussia : no armazem de N. O. Bieber
Companliia, na ra da Craz n. 4.
Tahins para engenhos.
Na fundicao' de ferro de 1). W.
Bowmann, na rur do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de l> a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptiduo' :
embarcam-se ou cairegam-se em carro
sem despeza ao comprador. 9
Desappareceu no dia 6 do corrente pelas 8 llo-
ras da mania, a prela Lourenca, de idade 35 annos,
pouco mais oo menos, com os signaes seguinte
la, masra, tem urnas marcas nos peilos e as pernas,
como que fosse de queimndura ; levou panno da Gu-
la e vestido de chita, emais unta Irbusa de roupa :
pede-se as autoridades policiaes. capites de caaap e
mais pessoas, que apprehendendo-a levem-na prara
doCorpo Sanio n. 17, que ser generosamente recom-
pensado.
Desappareceu no dia 27 do mez de Janeiro um
prelo, crioulo, por nome Pedro, com os *ig
guinles: estatura regular, magro, de*cart_
cara, com um signa! no dedo minino do pe esqu
e levantado mais do qoe os oulros, idade de 30 an-
nos, tem vflicin de oleiro e he tirador de leite ; levou
calca de zuarte azul, camisa de madapolao r chapeo *
de palba : quem o pegar, leve-o roa da Praia -de
Santa Rita n. 1, que ser gialificado.
Desappareceu no da 27 do corrente mez de
dezembro, o escravo crioulo de nome Pedro, repre-
senta ler 40 annos de idade, cor prela, beinos gros-
sos, nariz chito, usa de brinco em una das* oreihas.
lem o dedo mnimo do p direilo levantado, Et
camisa de bala encarnada, calca de panno azul, e
chapeo de palha, ludo velbo. e levou mais um ba-
huzinho de fotha pintado de verde com diflerenle
roupa e um chapeo de pello quasi novo, por isso po-
de mudar de traje: roga-se as autoridades policiaes,
capitSes de campo, ou mesmo qualquer pessoa a ap-
prehenso didito escravo, e Icva-lo a ron'da Cadeia
do Recife n.43, ou na Ponte de Uehoa no silio de
seu senhor Manoel Luiz Goncalves, que ser reeoiu-
peussdo de sen Irabalho.
Nodia 6 de deze*ferodc1853, fdirio om easMVoT'N
cabra, de nome Manoel, rom 40 annos de idade,
pouco mais ou menos, o qual tem os signaes seguin-
les : coxea um pouco de una perna, e be alguma
eousa corcovado ; lem falta de cabello, causada pe-
la conlinuacilo de carregar pesos ; aprsenla.urna
cicalriz em nina das rvas ; falla muilo : toca viol-
la ; e levou tres camisas novas d'algodo cru urli-
co ; Ir calcas do ateodSoziuho azul lambem novas,
una de duraque preto, urna branca,, c tima de ris-
radnho ; 3 jaquelas, sendo urna parda, urna de chi-
ta prela, p. una de riscadinho azul; urna camiznla
prela, de lAa, rom listas verdes c encarnadas; tun
par ile sapatos, um par d'alparcalas e urna r*de.
Este escravo foi de Antonio llenriqics de Almeida,
do Ir, o perlence aclualroeute ao abaixo assigna-
do, que rcompensani rom cem mil rts i quero o
-marrar e o conduzir a sua loja na ra da cadeia do
Recife u. 5. Antonio Bernardo Vas de Carvalho.
Attencao.
Contina a eslar fogida desde 11 de Janeiro proi-
mo jiassado, a prela Esperanra, de narao Bengoella,
a qual tem os signaes seguinles : reprsenla ler Irin-
l.i e lanos anuos de idade, he alia e reforjada de lo-
do o corpe, bem fallaute, pega-lhe a lingoaa quando
diz sim on senhor, ou mesmo quando pronuncia o
nome de Esperancu, tem fallar brando, andar mode-
rado, cosas largas e bem lisas, roslo redondo e um
tanto fulo, olhns com noduas escuras e amarellosiy
branco. o que d muito a coahecer que leve frialdl-
de, traja vestido de algodao azul claro, panno da Cos-
ta j um tanto velbo, porm como nao levasse mais
roupa de casa, he de suppdr que lenlia udquerido ou-
tra por onde, quer que esliver ; esla prela foi criada
desde pequea em Igu.irassi. fui escrava nessa villa
de una parda casada, que a crion igualmente cora os
lilbos, e depois foi lambem escrava Vio padre Traja-
no, e por este vendida aqui no Recife, tem feilo mais
fgidas e sido pegada l mesmo para essas parles, e
romo he j muito conhecida por estas baldas ha de
andar com muita sagacidade, mas ha muita supposi-
S'O que esteja mesmo l para e'slas partes por ter
inuilos conhecimenlos capazes de lhe dar coito, eon-
Ira os quaes o abaixo assignado protesta com lodo o
rigor das leis, eroga as autoridades policiaes, capi-
tes de campo e mais pessoas, que a apprehendendo
a levem ou manden a seo legitimo senhor, no Kecife,
ra dos Mailyrios n. 36, laberna,.ou recolherem-na
cadeia desta cidade ; e quem a levar a dita.casa,
receber .1O3OOO rs.Jose Gomen Ferreira da Silva.
Desappareceu 110 dia 10 de oulubro do anuo
Srotuno passado, o escravo Elias, ctinulo, de idade
l anuos, altura regular, meia rula-, rosto um tanto
redundo, pouca barba, nariz chalo, roco cambitu das
pernas, os ps um lano (orlos para dentro, be ca-
noeiro, serrador e lavra de machado, e he muilo pro-
sista. Esle escravo desappareceu.do podci do Sr.
Francisco Paes Barrete, lavrador do engenho Caipura
da freguezia da Escada, e o abaixo assignado o com-
prou ao mesmo : quem o apprehender e levar ao en-
ecuho Noruega, ser generosamente pago do seu 1ra-
balbo.Manoel Thomde Jetu*.
Desappareceu no dia 20 do passadu o prelo
Joaquim, de nasao Congo, representa ter 50 aunos de
idade, baixo o secco ; tenni camisa e cate,a de also-
do de risrado azul. Este prelo foi do engenho lina,
d'ondeveo ha dous mezesseo senhor: ua ra de A-
pollo, armazem de assucar u. 26.
i/t*
Fern.i-Tjp, dt M, F, dt Farla.- UM.


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