Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07554


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Full Text
ANNO XXX. N. 31.
QUARTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO DE 1854.

y
i-
V
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
MMAM*
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
. ENCARREGADOS DA SiTlSClUPrAO'.
Here, o proprielario M. F. de Faria; Rio do. Ja-
neiro, Sr. Joo Pereira Mariis; Bahia, -o Sr. F.
Duprad ; Macei, p Sr. Joaquim Bernardo do Men-
douea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim. Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
^nlonio debemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Maranho, Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/8 a 28 1/i d.
Parts, 3i0 a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 95 poscenio.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de robalo.
Acedes do banco 8 a 10 O/o de premio.
da csmpanbia de Beberibe ao par.
da companbia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 11 a 12 1/8 de rebato.*
METAES.
Ouro. Oricas hespanholns. 28S500 a 29SO0O
Moedas de 60400 velhas.4 160000
de 60400 novas. 160000
de 49000'...... 90000
Praia. Patacoes brasileiros .:.... 19930
Pesos cojumnarios. ..... 155930
mexicanos ..".... 155800
PARTIDAS DOS CORI
Oliiiil.i. lodos os das.
Camar, Bonito o Garanbuns nosfiaM 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e rieurt 3 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexta ^a.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PRKAMAR DE HOJE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da %>m
Segunda a 1 hura e 18 minutos da unaa.
audiencias.
Tribunal do Gommercio, segundas c quintasfeiras.
Kelaeo, tercas lim-as e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras as-10 horas.
Juizo de rphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas' ao meio dia.
2.' vara do civel, quaifas e sabbados ao nieto dia.
EI'IIEMERIDES.
Feverciro 4 Qafto crescenleas8 hora, 18 minu-
- tos e 48 segundos da tarde.
13 Lai-beia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguanto os 8 horas 25
minnlos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. As Cliagas de Christo Senbor >ussu.
7 Terca. S. Romualdo ab. ; S. .Ricardo', re.
8 Quarla. S. Joao do Matta ; S. Corinthia in.
9 Quinta. S. Apolinaria v. n. ; S. Ansberto.
10 Sexta. S. Escollastica v. irma de S. Benlo.
11 Sabbado.S. Lzarob.; Ss. Clocero eDesiderio.
12 Domingo: da Septuagsima t Estacao a S. Lou
renco extra-muros ) S. Eulalia v. m.
jDrnciAi.
O DAS ARMAS,
aunando da* armas de
laade do Recite, em 7
de Itnrdn de 18
OBSEXMll B. 52.
tandanlf das armas,em
viola das communicates rmnidas da presidencia des-
'a provincia na data de hunlera, declara para scien-
cia da auaroico e devida observancia,qur o governo
de S. M. o Imperador houre por be determinar por
avisos expedidos pelo ministerio dos negocios da
guerra, de 13 de Janeiro ultimo que o Sr. al Teres do
hatalhao o'. 2 de infautaria Joao Mara. Pellra de
sBilaomurl, siga para a corle alim d servir all co-
mo addidn no balalho do deposito; a 16, que o Sr.
alteres dn mesmo batalhito Jo3o Guilherme Marialh
v servir no corpo provisorio da provincia do Para-
la, e finalmente ; 19 do referido me/, de Janeiro,
que se considerasse com passagem para o t. bala-
lho de infantera oSr. al Teres do 2.3. da, mesma ar-
ma, Joao Jos Evangelista da Costa.
Assignado.Joti Thomas dos Santos Pereira.
Conform.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
nrdens eucarregado do delalhe.
segrales artigos de
EXTERIOR.
Mocimento commercial.de litgltilerfa^m tic; tr-
metros mezes de 18.;!.
A importaran augmeulou cotisideravclmcnle.
(luaiito aos rereais no sen conjunclo, c particu-
larmente o trigo c a farinlia. lomando comparaliva-
mrnte a poca qiic corresponde de 1852, subi pelo
que lora aquello primeiro genero de 2:415,000 a
:197,000 quarteis (2 Uectol. 9 cada quarlel, e pelo
qiie tora ao segundo, de 3:480,000 a 4:103,000 quin-
laes (50 kilog; 8 cada quintal}.
O enxofre produzin 775,000 quiuiacs em vez de
571,000).
O cacu 6,788 libras (o kilog. 453 a libra para
5,537,000.
As obras d'algodao da India 338,000 pecas, em
ve* de 216,000.
A garanta (plaa! 252,000 quintaos, cm iclarao
a 197,000. t
O linho, e liulio cauliamo 2,437,000 quintaes para
1,882,000.
As pelles em bruto, 6,199,000 libras em vez de
1,612,000.
azeift'de palma, 533 quintaos em rclacdo 356,000.
Batata, 924.000 quintaes comparados com
291,000.
Cantes salgadas 481,000 quintaes para 'JjfcOOO.
Uva 3,080,000 pares para 2,'.90.000.
Agurdente, 3,908,000 gales ,i lit. 54 o gato em
rcJa4o 2,583,000 .
- Asancar, A312.000 quintaes oni vez Ola. 58,1*7,000 Hbras eiu vez itc .i,(Hil ,(K!0.
Tabaco m folha c manufacturado, 24,651,000
libras em vez de 15,948,000.
Alsodan 6,688,000 quintaes cm vez de 5,%it,000.
Sedas gregas e liadas, 5,335,000 libras, cm Vez de
4,494,000.
As denominarnos menos numerosas, c menos a-
liuiidanlcs, que niais se pronunciaran! sao cochoni-
Devcnios tambem uotar os
franqua.
Cobre, nao eni obra, 77 mU quintaes ciii lunar de
99 mil. ?'
Eslanlto, 21 mil quiuiacs cm vez de 16 mil.
Assurar rclinado 446 mil quintaos cm vez de
192,000
La, 5,277 mil libras em vez de 11,966,000
Alsodan fiado, 121 milltties de libras em vez de
125 millins.
Atoras ar lisos lia que licaram estacionarios como"
linho liado, cobre em obra, sal o fcidos do la.
Em resumo o valor lolal declarado das exporta-
rnos malezas subi a un milhar, 829 inilhoes de
Trancos, em quanlo na mesma poca do anuo lindo,
apeifas era de um militar, 481 niilhoes de francos.
fiaveearAo (navios carresados) cm vez de 24,983
navios com 5,535,000 toneladas, que entraran! nos
Dorios dn reino uiiido durante os dez primeiros me-
l de 852, conlavam-se em 31 de oittubro de 1853,
29,866 enibarcares roniporlaiido 6,546,000 louela-
ilas; dando por conseqiienra o augmento de 4,883
uavioscom t,011,001) toneladas.
Quanlo a sal ida foi de 29,699 cmbarrares com
6,462,000 toneladas, em vez de 27,775 com
5,877,000: soudo o aucmento de 1,929 euibarcares
com 683,000 toneladas.
O augmento lolal da ionelagem he desla maneira
de 1,694,000 toneladas nut.; porcento em relacao i
poca corres|ioiidcutc Je 1852.
Para a baudeira inglcza o movimento de trans-
porto excedeu de7,:tM) (.meladas a 7,687,000. e para
a baudeira rraucezaasubio a 213,000 crit relacao a
379,000.
Todos estes resultados denolam que o, cnnimcrcio
exterior do reino unido eslava no 1. de novembro
ultimo cm grande dcseiivolvimento de prosperi-
dade.
(Anuales do Cmmerre etlrieur).
{Jornal do Commerrio de Lisboa.'
--^t'i-
Londres 31 de dezembro de 1853.
A rcuitt do Parlamenlo foi designada, para o
diajt do mez seguinlc, c posto que durante o inler-
vallo possam aronlercr alginis successos, os espiri-
to* de todos os homens ja se acham inclinados para
ot grande assuntplo dos prximos dolales. Com
efleilo, seni osle o primeiro parlamento em'nomos
llis que Mana de sustentar a momenlosa qneslao
de paz ou guerra. Ccrtamente muilo antes do dia
31 he mais que possivcl que os acoiitccimcnlos j
lonhaiu decidido, esla qncstao para mis, e que Sita
Mano-lado lenlta de aimunciar do alio do lltrono,
o lamenlavel faClo de que a paz que cozamos por
espado lio :I8 anuos esl concluida. Ningum pode
refleclii'sobre as' noticias rcenles do Oriente sem
ver que, por mainr que sejam a prudencia ou as n-
loncoes pacificas dos nossns diplmalas e almiran-
tes, cm quahuicr momcCO ellos se podeni adiar
ol)iiu;ulos a.docidir Inlre somelliaulo cr.io de pari-
cnoia, que s|ioile Irazer escarnen aos nomos de In-
alalerra e- Fnutfii, c n auerra achia!. Seaunihi o
que jironheceinos. a primeiro | falal CollisAO* lalvez
lonlia lido luaar no momento cm quo oslamos cs-
creveodo, c tcnlia oomocado una luto., cujo lint nos
he lado pce\ er. Se os dados forem laitoailos anle-
ra entao sobrecaiTogada do ohri'jarocs descoitliccida:
a lodos, exccplo a mui poneos dos seus membros,
da da India, as especiaras o rum, os violtos, o caj t
ele. etc.
A nvporlarno.dos producios do reino unido-, leve
(anibein um djpser>*^jjpjntoconsideravc!, a impor-
tancia durante os dez inezes," lle-de 348- milboes de
francos: sobre estes principacs arlizos.
Ccrveja 351,000 barris cm vez de 193,000.
Carvao de pedra 3,392,000 toiincs (o loinie 1015
kilog.) cm vez de 3,185,000.
Tecidos d'algodao 1,326 milboes de jardas (a
da o metro 914)' em vez dc1,273 millics-'
Obras de oleiro 85 niilhcs de peras, em vez de
76 milhocs.
Peixe, 262,000 barriras em vez de 210AK)
Tecidos de linho 113 miluocs de jardas cm vez de
10 millmos.
Tecidos de seda 628,000 lilfras em >cz de
369,000. w
Metal fundido, 285,000 l'onnesem >ez de 212,000.
Ferro em barra, 570 mil Iduiies cnt vez de 488
mil.
FOLHETIM.
C)
(Por Octavio Feniilet.)
PERSOSAGENS PRINCIPAES.
Aitdr Rostini, compositor e poeta.
O cavalleiro Carnioli, rico melmano.
Sertoritu, rahequUwe profesor de conlra-ponlo.
orrta, sin fillia.
mora, princea Falconieri.
PERSOXAGESS SUBALTERNAS.
tfurtetM, camarista.
Geia, marque t/arni.
^y Wilson.
O principe KalitcU
WolUo, criado.
(A scctia passa-se em aples.)
e mui dlTereules das suaves r'o-puusaiiilidades de
> ail,.as paseas ilc Cotinllio, acambraia, as ss^hnelhoramento parilico e de reformas progrcssi\as.
A honra da~fits|a!crra, a balanra do poder, o ain-
paro d fraco, a repressao do forte, a dircerao da
guerra, a prudencia jbis expedirOes,. a sufliciencia
dos armamentos, a esroilta dos ofliejacs, a aratid.lo
nacional ao valor, as honras devidas ao morlo, agra-
dccimenlos pela victoria, c possiveis linmiliaces
pelo desasir e desbarato por mais frescos que esle
assuinplns ainda estejam na memoria dos proprios
sexagenarios, serao mu.novos e ntui eslrnnlins aos
liomens cuja experiencia se cifra a conlcudas de
partidos, a controversias domesticas e dispulas di-
plomticas. Penosa como a perspectiva est indu-
bitavelmeute, cnmludo o espirito iuslnclivamciile
se eleva a um visor c a urna dianidado igual s oc-
casioes, medida que meilila na hnrrivl rcalidade
da anona alravcs do bello c familiar progresgo de
unta lonaa paz. Em verdadea imminentc contciida
he lao formila\cl que lem sido comparada, nao in-
felizmente, i que torminou na ruina da lilienlade
grcaa c no eslabclccimculo do chamado imper
Brego.; c lentos dianta>de mis a preilirar do maior
conquistador dos lempos miniemos, que eslamos cm
v espera de decidir, se a Europa ser republicaua ou
cossaca. Estas lices da historia c adntocsla^es do
sanio sao abundantemente corroboradas no conflicto
das classes c das rajas, que dividem lodos os reinos
c todas as ridades desle continente, e que promcl-
lem malcraos para una guerra universal. A pa-
labra uma vez dada, e os milltoes de liomens corre-
rao an mesmo lempo para os seus diflerenles lados,
e marcaran as parles para o erando e sanguinolento
jogo. Ki-alii a |>erspccliva que lemns diante de
nos; cis-ahi a occasiao cm que o Parlamenlo so
adiar reunido; e parmaneccra dcsfarlc, n'tima
medida consideravel, para prevenir, alliar, dirigir,
csular a onmmocao universal.
Fclizmenle, sob cerlo respeito, o Parlamenlo que
esto para reunir-so no mez seguinle contrastar mui
favoraveltnentc com os seus predecessores da ultima
geracSo. O reinado dos partidosst quasi no lim.
As (aches que outr'ura lenlavam uma guerra no in-
terior, anda mais furiosa do que a guerra no exte-
rior, depois de seren sttecedidas por oulras mais
benignas c sempre mais licniguas, lem finalmente
cedido.a urna rivalidade amigavcl que ser dianlci-
ra as veredas do progresso e da prudencia. iesle
momciilo apenas se pode dizer que o espirito de par-
tido existe sumen lo na triste recbrdacao ou na mr-
bida iiliojncracia de alguns sclranos c faualiros,
separados simplesmeiile, romo especimens, de urna
classe alias cxlincla. Kan lia receio de que a nacio-
nliilade seja abvsmada nas Tcroes, de que um par-
tido se regoslce com calamidades publicas, porque
estas tiverain lugar sob o dominio dos seus opposi-
tores, ou desacredito lima victoria por que o gene-
ral ou almirante era Torv em vez de ser Wliig. 3a
nao possuiremos gratules rorpos de homens pbli-
cos, coadyuvados por dcmonslrac&es populares, con-
fessatnlo as suas sympathias para com o inimigo, e
mauleiido tima coiTespondcncia que, senao aclual-
meule Iraicoera, lie, cm todas as eventualidades,
animando mais as csperaticas e coiiselhos do ini-
migo do que os nossos proprios. Todos os habi-
tantes destas ilhas se conihinaram como um sho-
nicm.ua causa justa; e, se o resultado for felicidade
ou infortunio, ser sentido como tal por todas as fa-
milias en&c nos. Ncnlium sacrificio ser julgado
grande, nenhum risco recusado, nenhuma despeza
censurada, para remir a honra nacional, e fazet-
|>rogredir a sagrada causa da verdade e da justira,
que assim que se aclia em nerigo, immediatamenlt!
assqme um inlercsse c uma importancia cima di;
todas as oulras causas o quesles. O tremendo pe-
so losado pela ultima guerra nos admoesla, nao so ;i
evilar urna guerra n'uma causa justo, como a fazci-
todos os esforcos para acabar a euerra pap sempre,
levando para tora toda a torca do imperio. A des-
peza nao esto lauto nos esforcos enrgicos como mi
fraca pfocrasliiiacao, nas medidas ridiculas e indis-
cretos; nao lano por causa das ponas nas rollises
actuaos como por causa la devastaran de vidas e
de ihesoiiros em comequencia da vagarosloperarao
do* elementos, cm cnnseqnencia das molestias e "fa-
disas, em consequencia ilas marenas enianom..,..
un cara|Mi iiisalulire, em cpiisequencia ^le ludo que
dohaixo do norne de guerra, nao he suerra, massb-
meiile manobras, paradas, sohqualqiicr circumslan-
ciaque as tome sem efleilo. Podemos oslar corlo s
de que, quamlo a nacao se prepara para a erando
obra diante de ni, aprovcilar tanto das dispendio-
sas loucusas da ultima guerra como da contend;
com uin estadista ou um oflicial para ser igual a
cmersencia c resokido a dar um golpe. .
Se, com cflclto, tormos Toreados a guerra, entrare-
mos em a nossa torera com a conscicncia de que to-
mos obrigados a isto. Ser um negocio de necessi -
dade, e nos submetteremos a elle com valore reso-
liicao. O mais qnc se pode dizer ueste caso ser.:
que tomos obrigados a ir para guerra,-o que, poj
consequenria, nao ser razao para despertar os ni-
mos daquellesaque, como he allegado, sanica-
mente mui vagarosos nas appreliensOes da sua ler-
rivcl meiisagem. Se esla be a uuira queixa, cnla.'>
llavera somenle um desejo,escapar da calamidad e
da guerra assim que for possivcl, e nos termos me-
nos provaveis a induzir o. seu recurso. Ccrtamente,
dozc mezes tem'sido sastos na tentativa de incul-
car paciencia ao fraco, moderacao ao forlc, c paz i
todo o Mundo. Pela paz tomos fcito ludo o que po.
demos, excepto a deshonra, c o proprio inimigo nao
nos pode exprohar grande alcriladc de interferen-
cia. Este pcnsamenlo remover qualqucr escrpu-
lo quando chegar a hora da lula, e fortalecer < i
i
A ESTRADA DE PON/.ZOI.ES EM APLES.
HoiwelB, o cavalleiro Carnioli
[hiles estilo em um carro ligeiro, o qual
li dirige a toda a pretia.)
Carnioli : Em um
rousa pelo seu nome morlal nucresca'
Hotmein: Quero.
C^0JLT Sf m Prele,nde' ar-ta com rrfou-
ra, hlha desse velho loucn de gonio, meinherr Ser-
loritu 1 *.
Rouccin r\ Precisamente, excellencia.
Carnioli: \ **'J^r i'|f"' E imaginas que runsen-
tirei nisso ? V ~
Rnstcein : Mis que llic impml
Carnioli: ^ie me inporla. mizeravcll F.u
preferira quebraf-le a eabei.-a sobre aquello niontu
de pedras! [A um homem t/ e ra pastando.) Acatt-
lela-le, imbcil!... Hola .'
Rostcein: Acaso o senlmr arpa essa moca '.'
Carnioli: Pituco se me da de la moca, pale-
to O que me interessa he leu talento, que he mi-
nlia obra, que he minha alegra e miuha gloria, e
3uo naouuocaras, cinquanlo ;n for vivo, debaixo
u listo de uma panella. Casarle tres vezes idiota !
Por ventura ignotas que o casa menlo he uma dessas
leis ferozes da^ nalureza, que ibsorvem o individuo
para conservar especie '
Roncein : \'iwa cxcellenca d-me esse gracejo
por argumento'.'
rarnoli: Nao me chames excellencia, e obe-
dei-e-me, palito! Digo-te qu eleu genio he minlia pro-
prtedade, e prohibo-te de calloea-lo debaixo desse
.isnobil apagador do casara--rio.
lioswein : Pode faze r-me fvor dc ,|izer-me
porque o casamento he uro np.aador, cavalleiro
Carnioit: Porque?.... Porque, o opio fa dor-
mir... porque a agua ap:jga o fogo... porque isso he
total, emendes? Porque ha ueste estado o enlorpe-
cimenlo vegetativo e b jalo, aue chamara a felicida-
de de ser esposo, e a f ^licidade dc er pai... Ha nel-
le orna virlude pelri (canto que traspassa ponen i
poneo o lbulos lutf Jleclunes e cryslalisa o cerebro
como oinlerior.de i jnt enxame de abelbas... Um ar-
tista casado lie um artista morto. Elle he esposo, he
pai. he cdado... 'jado oque quizeres; mas o pola
esl morlo!... VA.Rossini. esse grande Rossioi'.... el-
le rasou-se... e que faz agora? Pesca a linha... Por
isso digo-te : j que antas essa moca, faze delta la
amanto, se quizeres... mas la malher... cu l'o pro-
hib! !
Rosicein : Essa he a sua moral, e nai) a minha.'
Carnioli : Que me cantas com la moral ? Des-
de quando a moral he uma musa ?... Quanlo detesto,
eco. essa moda nauseabunda, que elles lem agora
de por a honeslidade, o casamento, bom Dos, e a
cdigo civil era verso, em prosa e em msica Quan-
lo me irrilam, senlior, com seus cantos cm dilogos
e seu lyrismo matrimonial! Nao se Tara algum dia
calar tollas essas rapsodias de sacrista ?... Era. pois!
vejamos, que leus de commum com a moral. s llie-
suureiro de alguma igreja? squaker? s da socie-
^Waeiaaa Ah!... s chrislo ao menos ? Ni
nada disso^ nurjdas de Dos, da Virgem e <
santos, infaine1ucrtnu,0 s qm arlisl, ^ nm _
la, es um patao... I^j m0Tli ,le .lrle |eu De0< ,|e
aarte, e a arte neeinoIlio Teu eiemenlll ,|e
Carnioli: Sa..g.mJ|^|lri,lo, qHeis.(e de
bonila, mcu rapaz! He'o ex-
lesmo delua sensibilidade quesobe-le a cabe-
ra cima do vulgar. Dizes que tcns febre. tanlo me-
l'lior Tens os ervos a llor da pelle... ests eslolado
vivo, tanto melhor Choras de noile tua fe perdida
e leus amores trahidos. tonto melhor ainda !.....As
Irovas na cabera e o incendio no corceo, a lentacilo
dcseiifreada, o arrebatamenlo e o reraorso,.transpor-
tes e desesperos desconliecidos da mullido.....eis-
ahi leu quinho cis-ahi leu talento! eis-ahi leu pan
da vida!... Cada uma de las lagrimas lio. um poe-
ma ; por ventura nao scnles isso ?... Cada nm de leus
srilus he unta opera em germen. Quando solirercs,
di/.i-: liravo! he a glora que me impelle... Sabes a
razao porque a arle e-la hoje em decadencia ? He
porque vos olros nao sois bstanle desgranados, (ra-
anles sublimes!... He porque nao morreis mais
Tome em um relleiro como antigamente nos bellos
lempos das arles; lie porque pagam-v09 muilo caro,
e nulrem-vos muilo bem...
Rotteein : Entao he preciso furar-nos os olhos,
e meller-nos.na gaiola, isso ser mais simples.
Carnioli: Ah 1 sim, meu Andr, sim, meu
charo coracao... convenho que fui'um potteo vivo...
porque essa espantosa idea de casamento poz-me f-
ra de mun; porein bem sabes que amo-te como meu
(*j Vide/Woi^on." 30.
Carnioli (anda mais exasperado)': A' la ma-
neira L.. a maneira de urna tonca de dormir I ma-
neira ile uma abouora a maneira desso asno de hur-
gue/, que passa... de redingote azul-claro (O hur-
gues que ca acompaanaao de sua familia colla-te
sorpreso ; Carnioli inlerpclla-o directamente.) Sim,
senlior, he um asno, Vine., sua mulher c seus qua-
tro lilhos!... E ri se, esse animal! pila, eis-ahi co-
mo sers 1
/taueein (rindo-so) : Isso mesmo he que peco.
Carnioli: Es um consummado palito!... Mas
eslouencolerisando-me... he verdade... Nao le oflen-
d>s de minhas injurias... bem sabes que parlem de
um corsean que le arinca... Racir nomos de sangue
soldado conlra o sen inimiso o o ojiadla contra o
sen rival, dc serlo que no campo assim uno no so-
nado, a ufrira questao ser, nao a juslii da causa,
mas a sufliciencia dos mcos empregailojia sua pro-
secucao.
(Tirs.<
levo! para sacrificar minha felicidade la... mu
que crealura no mundo pode ser feliz fra de su: i
carreira, tora de seu deslino?.,. V all aquello no--
bre navio... podes avisla-lo ainda... iia poula de b-
chia... Elle vai deazas aberlas ganhar o livre oca-
nopara ahi seguir sua carreira magnifica, ora de-
baixo do sol, ora debaixo do raio, um dia despeda
cado peto cscolho, oulro chegando a praias aforluua--
das... Puis hem, suppoe que uma torca qualquer u
precipita rep'cnlinamenle-em um lago" de patos, em>
um vil charco municipal, e condemna-o a jazer ahi
eternamente como uma cousa sem dono... suppoe
es seria feliz ?
Rosicein : Que lenho eu com isso? Eu o serei.
Carnioli: Nao o seras, (raante, eu te desa-
fio! Tenis justamente a felicidade desses mos frades,'
que laucados no claustro por uma falsa vocacao, ahi
murrem de magrem mnrdendo a grade da celia.
. fosirein : Ah phrases!
Carnioli: Phrases, billre insolento!... Mas j
disse, n3o quero asaslar-me comtigo nesta gloriosa
noite, anda mesmo que me KWltasses com urna
grosseria inaudita... Nao, meu amigo, nao sao phra-
ses... Tua pretendida vocacao para a Iranquilltdade
da vida de familia nao he mais do que um pheuome-
no dc circnmslancia... Ests esgoufdo de trabalho,
dc emocoes e de inquielaroes, senles um desses des-
gasto* passageiros, que fazem sonhar com os campos
no dia seguinle ao de uma orgia ou na vespera de
uma balalha.....Gr-me que nao he oulra cousa.....
Nao prepares para ti mesmo amargos dissabores.....
nao te engolphes na flor da idade nesses frios limbos
do hymeneu... Que 1 refleclis-to bem nisso?... Pre-
tendes meller em um aeaTalc de rapariguinlia a ima-
ginado de nm poeto... encarrerar na prsao de um
anao as paixes de um gigante... e lisongeas-tf de
gozar do repouso de um burguez, porque hahilaris
a concha litigas que comprim ndn as Torras expan-
sivas de leu sangue de teu espirito os aniquilars ?
Nao, elles le devoraro sempre i... Sers, perdoa-me
a coinnaracaii, cuino urna locomotiva lanzada.fura dn
carril, a le... Sentirs las azas cortadas estenderem-se dolo-
rusaineiile para o espaco como csses mutilados, que
solTrem anda nos membros, .que nao lem mais!...
Fallas das mizerias da vida de artista: ellas sao re-
caudas ao menos I Ousas cnmpara-las a esses tormen-
tos tonto mais pungentes porque sao nuleis?... De-
ntis, conbeces a vida de artista ?... Agora he que
comers a tomar leu vio... Al aqu so tens experi-
mentado os enfados... Antes de julga-la espera que
ella te baja dado quantopromette a um genio como
o leu, e euiao, quando livores ouro como um Judeu,
mulheres..... como um Turco, e gloria como um
dos... enlo eu l prrmiltirei rasar com as onze mil
O anuo que se finalisa boje, relira-sc-om um as-
pecto I lisio c melanclico, e quasi que i.n salisfez a
brilhanlepromessa dos seus primeiros dh. A pros-
peridade domestica foi moililicada pela: visitas,da
providencia, e a paz externa perlurba'daiola volita-
do turbulenta e ambicao profligada do lomem. O
ministerio unido deu ltimamente uiaprnva evi-
dente de desuniao; os nossos Ielizese1Sre%sse acham
opprimidos peto peso da mizeria occasiooda por el-
lesmesmos. Para onde qur que lncelos os olhos
enconlrmos o bem e o mal lo inseprivclmente
con Tumi idos,o doce lao misturado como amargo e
o amargo com o doce,que nao pdeme esqueccr
por um momento o incerlo llicor da m;v hrilhanle
prosperidade. ou o grao em que a pnajlendi. a previ-
sao e o varonil espirito publico pode niiisar as visi-
tas das pcrlurhacoes e da adversidade.
O auno se abri com um grato relrospcto dopas-
sado, e com as felizes aiileciparQes do nlurn. Na
baraleza e abundancia dos gneros de pimeira ne-
cessidade da vida,na felicidade e cu Ion lamen lo
do nosso povo, no enorme eslfraulo ddo ao com-
mercio e as manufacturas,na incompaavel ovlon-
s3o do nosso commercio e navesarau, ome(amos a
goaar nleiramenle dessa prosperidade iue os mais
ndenles advogados do Free Trade havim predicto
aos ouvinlesincrdulos, e negando a posibelidade de
que muila genle linha alcanzado a rpularo de
prudencia e moderarlo. As nossas rclrjOes com os
estados eslrangeiros se acham em cpndics mui ami-
gaveis. O co orienlal esl puro de nu ens, e a fu-
tura tempestarle esto oceulta debaixo lo horizonte
claro e Iraicoeiro. O casamento do innerador dos
Francczes, que leve lugar dentro do amo, foi ale-
gremenle recebido como um horscopo di paz futura
e dc bous desejos. Os sentimenlos amagos suscita-
dos pelo golpe de estado de 1851 j se vosuav isando,
e desde o anno tempestuoso de 1818.nutea os nego-
cios na Europa se mostraram to esperm^osos o too
tranquillos. Quanlo a poltica domestica os liomens
nimiamente confiados quasi qne podiamerer,que es-
tamos em vespera de enlrar n'um millotnium poli-
lico. A tentativa de um partido frmalo antes so-
bre animosidades-pessoaes do que sobre verdaderos
principios para conler em suas mos o governo do
patz, para o que nem linha rapacidad ncm carcter,
naiilrasiiir.com toda juslica, e o prineipij desle anno
presenciou a organisa^ao de um ministerio composto
dc homens desle muilo conspicuos como che fes de
partidos opposlos, mas actualmente ligados n'uma
cerrada e irresislivel plialansc para a rroinoco do
bem publico.^ Pela primeira vez na sita historia o
paz vio o (alelo, a experiencia e o aierecimeiito
barmuniosamenle combinados no seu serv ico, e leve
a satisfarn de pensar que, se o reinado do espirito
de partido nao eslava acallado, de alguma surte se
havia dado umpassopara libertara -""'"'v"
uus negocios pblicos do donjpMp-tie circuios de fami-
lias ou de certas faerdes sem principios, e colloca-los
nas litaos daquUles que sao mais proprios para ad-
ministra-tos.
Kcleva declarar, que a tonga e laboriosa sessao do
parlamenlo que se se&uio, mais do que nuuca jusli-
licou a espeelaliva publica. Presumia-sc que um
governo lao hbil e Un bem escollado lra|aria com
ma"o de mestre assnmplos 4 que se dirigir, masdiffi-
cullosamenle se supporia que em Uo corto periodo
medidas Uo vastos, to complicadas, e tratados com
referencia a negocios lio duyidosos, fossem origina-
dos, elaborados e realisados. A sessao de 1853 ser'
para sempre nolavel como tendo sido a primeira que
submelleu Kcnro do paz as habilidades linancei-
ras e parlamentares dc M. Gladstonc, para vergonlia
e confuto;ao daquelles que insislem na cren^a de que
o sol da eluquencia parlamentar esl posto, e que o
reinado da raittha Victoria nao deve esperar ser Ilu-
minado por aquelle vigor e esplcudnr^t debales,
que derramou um luslre lao hrilhanle nos annaes
parlaraenlares do reinado do seu av. A lei sobre
as heranras corajosamente annuncioue felizmente
promulgou o principio de que lodas as classes d'ora
emvante devem ser consideradas como iguaes peran-
le a le, c que as inmunidades feudaes de proprie-
dado real esUo acabadas. A lei dos cereaes havia
lito que nenhum tributo seria imposto em beneficio
de uma parle da communidade ; a lei sobre as he-
ranras declaren que nenhuma parto da communida-
de ficara isenla da taiacso. As nossas (naneas se
achara portanlo enllocadas n'um estado solido e por-
tanlo iluradouro, e o lugr do Income Tax esl oc-
eupado por um imposto que nunca pode ser substi-
tuido em circunstancia alguma. O Income Tax ir-
landez he, semelhanle a lei sobre as heranras, anda
mais precioso como expresso d como meio de renda,aquillo qn un declarava -
cerra das classcs-c oulro ratificava acerca dos paizes,
e a isenclo individual que havia sido concedida
pobrera, cabio ao mesmo lempo roino fraudulenta
preferencia dada riqueza. O bil sohre as excep-
tes do clero do Canad nao ser menbs memoravcl
como doelaracau autheotica da nao inle Terencia nas
particularidades do governo colonial. Q bil sobre a
India.posto que nao tciiha o alcance que o paiz tioha
direitoa esperar, abrir (odavia uma.poca memora-
filho, como a menina de mena oris"'"
Rtmcein : Se ania-me, cavill'e'iro or Heos Kcn,s- ** leu coracao o desejar... Ah! desgracado !
leiie-me ser feliz minha manviri I se s0"1^9868"11 ?ue lermos mo fallava *le u lul *n-
le minutos a mais formosa mulher da Italia !
Roiirein : Quera ? sua princeza?
Carnioli: Nao he minha princeza, maraco des-
respciloso, he aviuvamas nohre e mais virtuosa,
assim romo amis bonita desle globo. A princeza
Leonora Falconieri.. que esl adiada com os Colon-
na de Roma, com os Doria de Genova, com os Zus-
(iniaiii de Veneza e com a casa de Este... ouves, (ra-
anle'.'... Mas tu j a viste naquelle baile, ao qual te
levei seaunda-feira passada etu casa do cmbaixador
de Hespanha.
Rotteein: A mulher com quem o senhur mi-
sou".'... Uns Irnla nnos... um lano alta... cabellos
_ prelos como as azas de um corvo... uma tez de tem-
frio, meu filho, e o [""^"""'ju.in '""- que queres peslade... e espadoasantigs, que ondeamcomo mar-
ser feliz? Se deve3es si-lo nessa vida que sonhas, I more liquido ?
amo-le bstanle, sim, anto-le baslanlc, o diabo me' Carnioli: Perfeilnmenle I Observaste isso, e
queres casar-le, meu amiguinho. Has dc ver mais d
urna vez entre ti e la mulher essas espadoas, eu
l'o prometi!... Pois essa magnifica pessoa fallava-
me anda agora a teu respeilo.
Roswien: E que I lie dizia ella?
Carnioli: Diza-me. .ouve bem is.lt... uma mu-
lher altiva, da qual a genle suso approxima dejoe-
llios!... ella dizia-me : Meu charo embaixador, nao
me apresenlar algum dia esse eminente mancebo ?
Roswein (rindo-se) : Isso s?
Carnioli: E que mais queres, bandido sem
vergonha? Queras enlo que ella coraerasse viudo
logo morar em la hospedagem ?
Roswein : Fallemos nas cousas seras, cavallei-
ro, eslamos a chegar. Seria para mim um grande des-
gosto nao ve-lo assistir ao mea casamento... O senlior
parle sempre ainanhaa para Madrid ?
Carnioli: Hei de fazer-to saltar os milos an-
tes de partir!... Nao, palavra de Honra, ests louco...
Se anda le visse casar com alguma locha italiana !...
isso seria vida ao menos... Mas nao, a (Iba de Ser-
lorius... moa moca rosada uma especie de Ilollan-
deza, que cultivar lulipas em leu coracao... e le
far fleugraalicamenle legiOes de meninos, como se
fazem bolitas de salan !
Rosicein': Assim o espero. Quando voltar de
Hespanha, cavalleiro, elles lite puxaro os bigodes.
Issno alegrar... Essa he boa o senlior os animar !
Carnioli: llei de torcer-lhes o pescoco! (Che-
gam ao peristylo da theatro de San-Cirio*, dous
criados de libr lomam as redeas : Carnioli salta
no chao.) Ea, Koswein. jura-me nao dar andamen-
to a essa phenlasia re papero, .do contrario vou j
preparar-te uma calala terrivcl, ainda que isso cus-
le-me cem mil escudos !
Rostcei : Como lite aprouver, excellencia.
Carnioli: Ingrato! mizeravel!... Entao, nao
entras"?
Roswein:Bofe! n. Nao lenho que fazer l
dentro.., Vou passear pela praca, e fumar charuto?
al que veuha a unirle.
Carolini ( tirando a charuleira.): Toma, eis-
aqui charutos... como nunca'fumaste, billre! las
he o,inc*niu. vai... la opera esl chamuscada, podes
eslar tranquillo! {Entra no theatro.)
A tala do theatro de San-Carlos. Mctimmla,
unimarSo, esplendor de uma primeira representa-
fio. Cahe o panno no //ni do segundo acto no meio
de qeelamaedes enlliusiasticas.
O camarote da princeza Falconieri enche-se de
risitas durante o entre-acto.
Leontra, princeza Falconieri, Ciulia, marqueza
Xuriiy, assentadas na /rente. Lady IFtlson, o prin-
cipe Kalisch, o marques de Sora. Mulheres e man-
cebos.
Leonora:Mas he um sonho do co essa mu-
sir !
O marques de Sora : A senhora sabe que o
poema he igualmente obra do joven maeslro ?
Foses dicertas: Tasso... Mercadanle... Metas-
tasn... Itossin! Entrada de gtoante !
A marquesa Narny:Muilo bello, sim; mas
muilo sabio para mim.
O principe Kalisch: E para mim (ambem !
Leonora: Voss, principe, creio que lia de
apreciar melhor em tocto de msica o som marcial
do lainbiir... Meu Dos! est mais encarnada do que
um morango'dos Alpes, querida marqueza!... nao
esl itidisposla ?
A marqueza (seccamcnle): Nao. Sem dnvida a
senhora conhece particularmente o autor dessa mali-
nada flanienga, minha formosa?
Leonora : Gonhero-o to pouco par rular lten-
le, minha formosa, que ouvi esla noile o nome del-
le pela primeira vez, e foi de sua bocea... He mesmo
seus directores. Nao s elles sentcm o efleilo, mas
amargamente expertmentam a causa. Oxal que
aquellos que lamenlam o destino de caducasreslric-
c<3es refliclam allenlamente sobre o que acontecen
no presento anuo. Ao passu que qoasi todos os go-
veroos na Europa eslavam possuidos dc temores al-
jenos cerca dos seus respectivos subditos, e condee-
cendiam com os conselhos mais ignominiosos, alim
de parecerem ao menos palliar a severidade dessa
tome por cuja causa elles proprios lem ensinado ao
povo tornar responsavel oj;6vernt\ ao passo que
vemos prohibiroes abrogadas, exporlaces prohibi-
das, e precos artificiaos creados por governos orsu-
lliosos da sua Torca, e neslisenles.ert)Jempos ordi-
narios, da sua popularidade, os nossos ministros se
fonleniaram prudentemente com abandonar o reme-
dio da.penuria oper.ic.lo da procura e da ollera, e
permitlir que o bom senso do povo livre dislinguisse
entre a escassez causada pela determinarn de uma
providencia omnisciente e pela cega e acanhada iu-
lervencao do.homem. Nunca hottve confianza que
livesse mais justos fundamentos, ou mais plenamen-
te recompensada. O povo deslas ilhas at aqui lo
turbulento approxmarao da penuria, lem tolerado
as suas privares sem nlurmiirarOcs, e esl pmvado
salisfacloriamenle que, pela revogajao da lei dos
cereaes, governo se emancipnu para sempre da
impopularidade que costumava*acompanbar urna 00-
Mieita m.e comelTelo removida uma das causas mais
pi-eeminenles de desconlenlamento e sedcSo a que
freqnenlemeulese recorra.
ojava, se o povo tem soflYido a presente escas-
sez com paciencia, nao se pode negar qoe elle lem
outros fundamentos que nao estes que lite lornam a
sfluacji, loleravel. Depois da franqueza do com-
mercio dos cereaes uma escassez nao lardou muilo
em ser icompanbada por certa revolucao 110 movi-
metilo do t-ommercio, e pela suspensan ou anniqui-
lamenlo da prosperidade commerrial. Nao obslan-
le a nossa deriuosa colheila, aggravados como tem
sido os seus i'ileilns pela probabilidade sempre cres-
cenle da guerra ; olrabalhono tem diminuido nem
o commercio desfallecido. Uma colheila m he en-
fraquecida em rnetade.dos seus terrores, nao mi po-
ltica mas commei-cialmenle. A' visto da presente
Caresta, e de uma guerra que est quasi comedida
contra uma das majores potencias do mundo, o
commercio pode sustentar o seu equilibrio e as ma-
nufacturas a sua aclividade, e os proprips fuudos
pblicos, esse barumoiro sensitivo do senlimento
publico, nao manjfejla signa! algum de Irepidaro
ou desmaio. Militas ve/e.s i medida que os especu-
ladores Iraballam para urna baixa, a indispolavel
conlianra da inlervenrao publica, e a diminuirao he
reprimida c correspondida por um es.lrondo. O po-
vo confia na sua prosperidade commercial. porque
vel na historia da nossa grande posscsso, -e, se nos
nao engaamos, na historia dos nossos empegados
pblicos. Era muilo |ior termo ao syslema, cni vir-
lude do qual a India fui arrendada por viole annos a
um governo proprielario, e a investigacao cercm de
todos os abusos adiada al o fim desle periodo decqr-
rido, mas era iufinitamettle mais determiuar qu 4
vasta o a lucrativa prolecco dos empresas civis na
India de hoje em vanle ficara exposla livre com-
petencia. U valor dc semelhantc estimulo s insti-
tuires de ed ucacao desle paiz nao pode ser exage-
rado, e he pouco possivel conceber-se que 13o ex-
ccllcnle principio nao produza fructo junto da
palria.
He provavel que o fuluro inquirdor dale desde
esto anno o comeen de u~n syslema destinado bre-
vemente amis universal, applicaco, pelo qual o
servido do estado ser lirado das garras de especula-
dores polticos e parlamentares para ser exclusiva-
mente recompensa dn mrito disliuclo. No bil cer-
ca dos soccofros pblicos lemos oulra medida de vas-
ta importancia, a qual eslabelece claramente a dis-
linrrao culre a propriedade publica e parlicujaT, e
reclama o direilo do estado para modificar o primei-
ro de rontorn-i idade rom o prsenle designio dos in-
leresses da sociedade, e instituir uma invesligacao
severa e nexoravel sobre a respectiva applicaco.
O curso da sessao nao'- foi menos nolavel pelas
grandes medidas qu passaram, do que pel admira-
velgroemque a casa doscommuns infillrou o espiri-
to que unir e animara aquellos que foram chama-
dos a presidir as suas deliberaces. O comero desla
sessao foi marcado por tima tentativa para reviver o
litigo partido das personalidades dos primeiros an-
nos, mas o tritimpho deslas tentativas nao foi su Ili-
cin tp para animar a repetirn. Como a primavera
adianlada, e medidas apns medidas passassem com
felicidade, a opposican se foi (ornando cada vez mais
fraca, at que afina! a discusso licou quasi reduzida
candida expsito de objecroes e sugeslo d dif-
liculdades. Eis obrilhantc signaldo anno de 1853 ;
o patrila pode olhar para, os trahallios do nosso par-
lamento com prazer, c o historiador fuluro lalvez
ache occasiao para recordar nesle periodo que o svs- ^f","^"10 _^j3?7*:
lema Daran" 1 -la l.l.la-Hrolaulia elc\UU-se ;. 'na
mais alta perfeico.
Se saturnios das deliberaces do parlamento, ve-
mos que medida que n anuo se adianlava as aspi-
raciies do povo perderam largamente alguma cousa
do seu hrillianltsmo, c que a abiindanle prosperida-
cb com que o anuo coiiil'cou foi modificada por mui-
los e grav es abalimentos. O projeclo do Mr. Glads-
lone Dra rr"ear um fundo de dous e meio por ceulo,
sem que fosse desarrazoado ou audacios 110 lempo
em que foi proposto, foi immediatamento conlraria-
do e embargado por numerosos accidenles impre-
vistos. A melanclica perspectiva da ceifa, que
prognosticava orna colheila escassa.nao s nestas ilhas,
mas era todos os paizes que produzem trigo na Eu-
ropa, foi cabalmente verificada pelo resollado. A
grande prosperidade das classes operaras occason-
ra uma procura enorme acerca de lodos os ariigos
de alimenlarao, c a probabelidade de nm* suppri-
mento diminuido levo em conseqnenria raro efl'.lu
estimulante sobre os presos, de sorle que eslamos
agora pagando conlribuces que muilo satisfaran!
os advogados das leis sobre os cereaes. Mas, posto
queus advogados das leis sobre os cereaes estejam sa-
lisfeilos, o coracao do povo estara cheio de desgoslo
eamargura. A experiencia nos lem ensinado cabal-
mente o que a escassez dos cereaes indica sob nm
syslema de prolecc,ap ou de probibicao. Fogos in-
cendiarios, meetings carlistas, e muitas formas de ul-
trages rsticos e campeslres, aniquilamenlo de Ihea-,
res sao os melhodos por va dos quaes um povo oppri-
mido pela falla de pao em consequencia de leis
iguaese injustas falla conscienca, e aos sustos dos
pesadas e urgentes, e parece provavel que antes de
pouco tetnrli lomaran uma- forma que habilito os
ministros a trata-Ios n'uma escala o com uma perfei-
rao acummodada a sua vasla importancia. O perigo
de diminuir a franqueza do voto, ao passo qu se
conserva Uo ignorante quelles qne a lem de exer-
cer, e o espectculo melanclico oderecido pel sus-
peusaa de Irabalho, lem dado torca a este sen'imenfo,
existe uma tausa em operajao, cuja eflicacia nao he
provavclmenle inferior s oulras duas. Nettle anno
adiamos pela primeira vez em nos mesmos o castigo
dos uossos proprios criminosos. Cessou a Iransporla-
ro, e o crime do paiz volloit para o seSfloprio seo.
O ellilo'-li^' qne podia ser esperado. Os homens
romcrarant a despertar com a conviccao de que, se
devem reler os seus criminosos comsigo, em todo o -
caso he melhor loma-Ios mocos do qoe velhos, e tens
lar a reforma delles antes do que depois que se en-
durecerem no crime. O movimento para a reforma
do* jnveiis olTensores tem este Iquvavel objeclo, e a-
gora que a nar;ao se- acha sinceramente encarregada
da responsabllidade de viver entre o crime que crea,
nao podemos duvidar qu a experiencia seja ardeule-
menteadoptada c siiiccramcnle tentada.
Este anno foi cheio de incidenls na historia da
metrpoli. Fez-sc um vigoroso esforro para libertar
Londres das mizerias do fumo, de um ftido rio, e de
um itiadequado esgolamenlo. A volla do cholera
desperlou um espirito de melltoramcnlo local'que
nao ha de parar emquanlo nao se fizer tudo o que o
cuidado humad* pode fazer para embargar o pro-
gresso da peste. Este anno tambem he memoravel, -
como tendo leslemunhado n eucerrameiilo dos cemi-
lerio* urbanos, e a desinfectaco da nossa atraosphe-
ra,rcmovendo os morios para oscemilerios dos su-
burbios. Mas, o fado pelo qual este auno ser prin-
cipalmente recordado nos annaes da melropole be a
abertura da commissao real para investigar osabu-.
sos da corporac3o existente. Uma vasta omina de
abusos foi levada barra da opinio publica, e s
aguarda a senlenra dos commssar^os, ao passo que
as discussoes quanlo ao modo de estender as ustitui-
ees municipaes toda a melropole, e organisar o
governo e a superintendencia da maior cidade do
mundo, provavclmenle hao de elevar ao seu mais al-
io desenvolvimenlo a theoria do governo subordi-
nado.
Agora se \olannos para os reinos irmaos, veremos
na Irlanda uma decadencia gradual no espirito da
agitaco poltica, c um recurso geral s artes de in-
dustria pacifica e de progresso material. A Irlanda -
lambem teve o seu palacio de cryslal, e adquiri bem
merecidos louros pela empreza. A raiuha fra rece- .
bida com enlhusiasmo na Icrra0e Milchell, Mragher
e Obrien, e os oradores virolentos de New-York nao
cnconlraram echo na Ierra do seu nascimento. In-
gum, excepto o reforjado pela mizeria \f,uc sao
reduzidos pela sua propria loucura. Como tisn pe-
riodo de escassez, quando se pode esperar ato-urna
conlraccao em o negocio, e um augmento na esj 'le-
ra dns salarios he evidentemente iropossvel, um 1 1-
ror repentino se apodera da popular.?,) em lara s
.porQpes dos nossos; dislrictos manufactureiros na es-
exlravasanle, que o cavalleiro Carnioli nunca me te-
tilla fallado nesse Koswein, pois foi elle quem o des-
cobrio, segundo dizem.
./ marquesa : O cavalleiro tinha sem dnvida de
fallar-llie em algum objeclo mais iuleressanle, mi-
nha joja.
Leonora : Provavelmenle, minha flor... Prn-
cipe Kalisch, dizem que no Caucase ambas, as ore-
llias lite Tora 111 levadas por uma bala de artilharia ?...
Isso me explicara al certo ponto seu goslo musical.
O principe Kalisch : Sao historias cnmposlas pa-
ra diverlimenlo, princeza. Juro-ib que nunca me
acontecen nada semelhanle.
Leonora : Ah! voss jura!... Como, din lia vai
dei\ar,-nos ?
A marqueza : Sim, essa msica batava me he
insupporlavel. Um acto de mais me malaria... Prin-
cipe Kalisch, pdc dar-me o braco, al o meu carro ?
Leonora : Certamenle, e al Sibcria, n3o he,
bello prncipe?... Adeos, minha chara filha.
A marqueza i-r-Adeos, minha querida. (Amar-
queza toma o manto e sahe acompanhada pelo prin-
cipe Kalisch.) ,
Leonora : Ninguem (era mais bello par de surs-
sas do que esse principe Kalisch.
O marques de Sora: Mas a senhora offeudeu-o
muilo esla noile.
Leonora : Meu Dos! foi nicamente pela ami-
sade que lenho Narui!... mas parece que nao ha
meio...
Carnioli ( apparecendo entrada dn camarote ) :
E11U0, meu cisne dalmala, que pensara delle por
aqui ? c Todos batan palmus e gritam : braco .'
braco '. )
O Marque: de Sora : He um successo feroz...
O.senhordeve eslar comento.
'Carnioli:Conteni, meu amigo? eslou exas-
perado !... .Meu cisne he uma galiuha molhada, um
papalvo !... Mas que genio !... Que faluo p.-,uro
fallott que o nao cslrangulasse rom'minhas pmprias
ui.ios ainda agora.
Leonora : Ol !... E porque motivo ?
Carnioli: Nao rae falle mais m lio por favor...
Um pola um tolo I mas, que genio !... He genio
aquillo, priuceza ?
Leonora : Parece muilo... Mas onde esl sen
aslro ? Os espectadores o chamara desesperadamen-
te... porque elle nao apparece '.'
Carnioli : Essa he boa eu sei ? Vaga pelas
ras como um insensato. Todos os machiuislas cor-
rem aps delle ; isso he cmico... Oh que he da
marqueza Ciulia ? Julgava l-la avistado junio da
senhora.
Leonora : Ella retrou-se nesle momento.
Carnioli:Ah barbara eniaoest doenle?
Leonora : -Nao. Ella acha isso muilo sabio, e
sabio com o principe Kalisch, o qual nao lhcoftrece
o mesmo inconveniente... Mas diga-me, cavalleiro,
onde descobrio esse prodigio ? O que ha do verda-
deiro em ludo o que conlam por ahi ?
Carnioli ( exaltado ) : Nao se o que conlam ;
porm. cis-aqui a verdade. Eu linha sido encarre-
gado de uma missao Turqua, lia uns doze annos
acerca dos Sanios Lugares... Tivea pliantasia de vol-
lar por Ierra cosleando o Adritico, uma nspira-
cao Atravcssei a Dalmacia de parle a parle... um
paiz soberbo, mais bello que este.... o clima da ilha
de Calipso e um povo talludo como os baixo-relevos
deNinive ; mas. por desgrana uma msica de Iloi-
tenlotes... Nao ha mais que um instrumento por l,
e noto bem que esse instrumento s lem uma cor-
da... I hamam-o uma gila* Quando a tocam he
como se esprassem em uma caldeira... Eis-ahi em
qne estado se acham... O realejo sera nma niara-
sabe que ella esla bastada era\ solidos fundamentos,
liberdade, industria e capilafk>e teme pouco por-1
que lem pouca cousa para' tender, as hostilidades .|e|'?Menle o Rrbandnno nao esta e\liui#, mas de
da ltussia. Fra diflicil .adiar tama pintura mais
grata da torca nacional e da coijiiarica propria do
que a que estes Tactos dio. Todava existe um lado
lOufiados como
eslamos em o nosso commercio c pufcjcr, os abatos
ae l.incasiuie lembraa ni^nnc < nostta riqueza c a
prosperidade, ludo o que Ui. desla pi-iuena popu-
laran e diminutivo reino uma paicucilKilc primeira
ordem elro as naresdepende da vonfcde de ho-
mens lo guoranlcs que nao enlenJem os\seus pro-
prios. i nleresses ou nao allcndem a arsiiuicnlo al-
caltio do seu primitivo estado victorioso. Mas ao pas-
so que a Irlanda vai desl'arle adoptando o* hbitos
sentimenlos inglezes, alguns fanticos, principalmen-
te do exlinclo partido proteccionistas procurara ac-
cender o tocho da discordia entre Inglaterra e a Es-
" inocular nc^le rico o feM pnix o veneno que
portanlo lempo circulou nas veas da iiobre e mize-
ravel Irlanda. Os aggravos que elles apreseolam sao
lo vis, ou Uo falsos, e o lom das queixas Uo exage-
rado e hyperbolico, que o bom senso do povo da Es-
cossia se lem presentemente conservado longe do mo-
vimento. Gordealmcnle esperamos qne no fim do
a'nno seguinle ser-nos-ha dado historiar o assignala-
do lllecimenlo desla. lenlativa que tem por fim exci-
tar entredi as susceptibilidades das duas n.iccs que
por muilo lempo cessaram de ser divididas, e O con-
senlimenlo da Escossia em esperar que s suas quei-
1----.,---------------------1 .W-..V&V ....,,.v....b.u. va 11,1 es"
peranca de melhorarassuascircumstncias por meio "s "Jam mediadas pelo parlamenlo, sem um ap-
da accao desesperada da interrupcao de trabalho.
Semana aps semana na descuidada conleslaco con-
ttuada por ordem de homens. cujos inlercsses pecu-
niarios c importancia pessoal so da mesma surto en-
volvidos na sna duraran, e contribuirles sao tonca-
das sobre os industriosos para conservar na pregu-
<;a quelles que nao Iraballam. O captol he de-
vastado, os mos sentimenles gerados, hbitos de
ocosidado formados, e hbitos de confianra^propria
minados por essas iuuleis c infinitos contestarnos,
que nao podem 1er oulro efleilo mais do que destruir
o fundo, cujos salarios devem ser pagos, e privar o
paz de dwa das suas principacs vanlageus na sua
ardua carreira com os competidores eslraogeiros.
Entretanto os principios sociaes de infinito valor
praliro vSo comerando a ser mais totalmente discuti-
dos e mais cuidadosamente meditados. As reclama-
rocs acerca da educaro geral se vao tornando mais
um viajante muito accommodado... com queijo na
Suissa... Mas irra ouvir a mesma ola... na mesma
corda... do mesmo instrumento, durante ceulo e oj-
enla leguas de posto, isso era muilo i Calti desde o
segundo dia desse rgimen em uma melancola,
que descueren logo em marasmo... e chegou o mo-
mento cm que a mais longiitqua vihraco desse bi-
rimbao nacional arrancava-me soluros maviosos...
Os poslilhes tomavam-ine por um urpbao... de urna
certa dade...
Leonora : Como h tolo esse Carnioli!
Carnioli: -Eslava assim, princeza. quando uma
nnile algumas legiia-anies de Fiume, m uma aldea
fresca e alegre, assentado sombra das tilias entre as
monlanhaseo mar, como uma nympba que banha
os ps... eu descansava tapando'os ouvidos... Re-
pentinamente pareaeu-me perceber no ar os ecbos
de uma harpa, de uui piano.... nao sei dc que....
sons humanos ao menos... Precplei-me fra do car-
ro... era uma rabera... uma simples rabecaatormen-
tada por urna mao igiioranlc, mas inspirada... uma
harmona selvagein, plianlaslca, dmiravel... notas
inauditas correudo como diabreies sobre um ocano
de Ierras, quintas e accordos... Pergunlo a mim
mesmo, se a alma de Paganini vollra a essa aldea...
Interrogo um velho respeitavel de tongas barbas
brancas, que lotnava fresco no lumiar de sua por-
ta... Elle moslra-me com o dedo um buraco platica-
do na parede de sua granja, e ahi avisto um rapazi-
nho esfarrapado agarrado a uma rabeca muito ordi-
naria, cora a qual lulava com o ardor frentico de
um barda, que faz vollar sua roda...
Leonortt: Pobre innocente !
Carnioli: O cura da aldea prssava por ahi....
Facti-lhe mil persuntos... O menino" nao linha mai*
pai nem mai... O morador desse casal nulria-o por
ca idade e enipregava-o em guardar cabras. '
Leonor* : aApullo entre os pastores.
%'aruioli : Justamente : esse hora cura linha-
Ihe ensillado quanlo sabia, um ponen de lalini e de
musir. Elle lallou-nie nos prngressus admirareis de
seu discpulo com urna especie de espanto : nao es-
lava longe de julga-lo possesso. Nesse cmenos
Apollo tinha descido do celleiro e para acabar, can-
li.ji-me acompanhando-se no inslfuiucnlo, adevinhe
o que ? A quinla cloga de Virgilio, a morto de Da-
phnis... Cur non, Mopse boni... Uma opera em la-
lim !... Nao pude router-me... Sallci-lhe ao pescoco,
dzendo-Ihe : Oh! lu lena engenho, meu rapazi-
nbo... vem comiso, e no fim de quinze annos sers
um grande homem, dou-le minha palavra de hon-
ra !...
Leonora : E elle arompanhou-o?
Carnioli: Elle hesitava... Ora saudava-me al
ao chao rindo muilo, ora sacuda a cbeca com ar
peii-ali-.ii. repelindoeni meia voz: Nao, nao... Sjl-
via!... Sylva !... Ao nome de Sylvia, suppuz naln-
raliiienie um amurco da Arcadia nascido antes de
lempo nesse coracao de pola, e disse-lbe : I'ois
bem, adopto la Sylvia... levo-a... hei de cria-la
comligo o casars rom ella... Vai chaina-la. Elle
desapparceu de um sallo e voltou um inafloto de-
pois trazendo nos bracos uma cabriuha branca e pre-
la: era Sylvia.
Ijxdy Ifilton : Oh!isso he gracioso.
Carnioli : Corapre-a logo. O velho re-pe lavel
que era seu dono, e que por parenlheses nao linha
delicadeza, pedio por ella o que pesava em ouro...
Durante men ajuste rom esse veneravel traanle, eu
va formar-se pouro a pouco ,em lomo de meu carro
grupos ameacadores, amotinados, creio que pelo
bom cura, o qual emfim nao era boa-joia, e eslava
furioso pnr perder seu phenomeno, principalmente
ello a preconceilos absolutos e caducas animosi-
-des.
- Nao ha duvida que a grande estabilidade que lem
sid observada em o nosso mercado monetario, em o
noss commercio, em as nossas manufacturas, uao
ubsla. e as muilas causas de pnico e mullos descon-
los pos, ivos e emharacos, deve ser allribuida a in-
comparavyelmenle rpida creaso de capital em as
.nossas colonias auslraes, e a uma consequeule pro-
cura quanlo a exportarles c investiduras. Um rpi-
do vo de nigrarao para esles prsperos paizes lem
alliviado as luissas laxas para a maiuteuco dos po-
bres, e melhorando a condicao das classes operaras,
rareando as fileras dos competidores a empregos, e
augmentando a procura da prodcelo do trabalho.
Se a moeda desperdigada nesses o abalos livesse si-
do applicada i eroigraco, os operarios eslariam cm
melhores condices para agradecer aos seus amos, e
vilha em compararlo disso. A principio ri-me; son I porque elle ajudava-lltea missa (odas as manhas,,,.
Leonora: Coi lado elle amava esse menino*
mesmo lulamente.
Carniyli : Conve ito.... Em lodo o caso nao
havia razao para excilai conlra mim as superslicoes
menos orlbodoxas do paiz... Com eUeito graras a
seos bons cuidados, o noiie de vampiro comecav a
circular na mullido... Em uma palavra vendo oes-
lado das cousas dei-me pressa em concluir o nego-
cio com,o barba-branca, o qual definitivamente re-
cebeu pela cabritilla o prero de um lioi, e fugi a ga-
lope com minha presa, nao sem ler previamente rc-
colhido debaixo da forma de uma chava de podras
as heneaos desse povo pastor... Princeza eis-ahi a
historia.
/sonora : He uni romance. Pois bem, o seno*-
cumprio a palavra qoe dea ao menino, e ei-lo feilo
um grande hornera.
Carnioli: Lisngeo-me disso.,
Leonora : Como est agora esse selvagem ?
Carnioli: Esl de casaca, prela e luvascr de
palha como a senhora e eu.
Lady Wilson: E Sylvia, cavalleiro? Inleres-
so-me por esse animal. Julga qoe o maeslro queira
vend-la ?
Carnioli: Sylvia morreo de nostalgia .durante
a viagem... e o mais jocoso he que banhei-lhe a se-
pnllura com minhas lagrimas. Imagina a senhora,
que, para agradar ao meu joven Dalmala tive a com-
placencia de mandar enterrar sua favorito debaixo
das arvoresile um bello parque, que lenho nos ar-
rabaldes de Manlua. Eu lambem andel de lucio com
toda a rompunrAo desrjavel ; porm. rustou-Wie
guardara gravidade, quando terminada a operaran
vi o meu palito collocar-se solemnemenle com a ta>
beca na mao sobre a sepultura ; mas ahi eseculou
uma elegia cm l menor de uma expresso lao ma-
viosa, que bom ou mo grado meu, a vonlade de \
nr-iiie derreleu-se em asna... E meu Jos, que ti- \
nha feilo as vezes de coveiro chora va como urna \-
nha de sua parle... Augmentoi-lhe o salario de rin-
coenla escudos nessa occasiao... Foi esse mesrao Jos,
quem o creria, senhoras ? esse seftsivel Jos que foi
rniidemnado s gales por ler morlo o pai... em cora-
bate singular... o que prova mais uma vez, que a
artee a nalureza sao difierenles...
Leonora : Como est tagarelra esla noile, Cara-
nioli Acaso esl ebrio '.
Carnioli: Nao, princeza, eslou embriagado.
1 Ouce-se d.ir tres pancadas tio> theatro.). Ah vai.
come^aro lerciroaclo... Minhas senfioras, quando
enlrarem em seus camarotes fechen! as portas bem
brandamenleenao movamas raderas.'conjuro-aspor
ludo o que ha de sagrado... Tanto na (erra como no
co... As senhoras vao ouvir ao levantar do panno o
canlo dasjovensGranadinas... (Cantando modosa-
mente J La, l, l, l, l... Despedidas de Alhain-
bra, saliera ? E depois a dansa Irumphaldas jovens
Hespanholas. ( ricamente) Trader, Iraderi, Irade-
n... Porem. o que Ibes recommendo sobretodo be o
canto de Boabil no fim... O palriadolc' crudelmio
tesoro!... Ahi he preciso proslnr-se e adoraren! si-
lencio... do contrario a gente fica clarificada peto
resto de seos dias ntreos madreporas... ( Sem dei-
xar de fallar, elle sauda as mulheres e aperta a
mao aos mancebos, que saliem do camarote. 1 De-
ntis o publico porla-se muilo bem... Eslou couleute
'com elle... Se desse paleada, incendiaria a sala....
eslava decidido... As senhoras nao (em commissoes
para Madrid ?... Ah sim, parto amanilla... esla
noite mesmo... ( Cantarolando. I O patria, dolc'
andel mi tesoro '.... Rerommendo-lhoisto, mila-
dy. ,0 camarote escasia-te, e Carnioli fica s com
Leonora. I
(Conlinvar-$t'ha.j
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leriam proporcionado grande beneficio a muilos do
seu numero, er ver de prrjudicar a lodo o corpo ou
fazer bem a oenliam, exceptuando aos seus delegados
e agitadores. Mas, no meio desla prosperidade colo-
niiLlambero ha mullas deduces. O riuor mal em-
prendo, aindamis a nial embregada brandura do
governo de Pofl Phillip, juntamente cora o total des-
prezo quanto ao provimenlo dos nicos meios, para
reforjar a ordeme obediencia lei entre urna turbu-
lenta e mesclada mullidao de miueiros. lem condu-
zido a urna desgranada e pusilnime cessao dos d*irei-
los do publico, c um abandono dos seus lliesouros, a
qualquer que procura apossar-se delles. A negli-
gencia e ignorancia da administrado colouial linliam
deixado estas colonias com inslilujoe, Io indigestas
c mal organizadas, que nem pareccm capazos de
conliuuar como se aclia.n, nem resolver o problema
da propria reorganisajao dellas. Este anuo ser me-
moravet por liaver finalmente resolvdo o problema
da Passagem de Noroeste, resultado muilo mais
precioso pela cessajao que promette quanto s mal
coiiselliadas, dispendiosas e arriscadas expedicOes,
do que por qualquer augmento de conhecimcntos'qoe
por ventara nos traga. Em verdade a pouca impor-
tancia do resultado s pode ser plenamente apprecia-
da agora que o fac! ha sido revelado.'
Mas acousa que- nesle momento reclama a alien-
tan de todos os horneas, e provavelmentc dar a este
auno urna preeminencia melanclica n*historia, be-
que elle he o trigasimo-olavo, e. provavelmente
tambera o ultimo auno, da grande paz que seguio as
guerras revolucionarias que precederam o seculo ac-
lunl. Em verdade quasi que ninguem podia prever
ba um anuo a presen ja destes elementos Uediscordia
e confusao, que parecem disposlns a opprimir as cs-
peraojas da paz, e o desenvolvimenlo da civilisajao.
Ha cousj de um anuo o imperador da Rusia gozava
entre as potencias um bem merecido carcter, quin-
lo a bonestidade, justos desejos e moderajao. Quem
supporia que dentro de poucos mezes ludo islo tea
sido taotbteiramente esquecido, c todas nseoosidera-
joesde honra e jusljasacrificadas a^uma va e in-
til ambleo, Com vastos dominios a civilisar e a re-
clamar, com Ilimitado campo para o exercicio de il-
ustrada benevolencia, e um prospecto de poder e
preeminencia, desenvolvendo as artes de paz sobre a
turopa e Asia, muito mais certo e muilo mais glorio-
so do que qualquer Iriumpho militar, este poderoso
potentado deliberadamente votoa-se do bem para o
mal e pretorio a acqusijao pela fraude e violencia,
de duas ou (res desoladas provincias prosperidade
e ao progresso da sexta parte do globo habitado sobre
que elle reina. Desde a provocado que o princip
Meus.h.kon foi aulorisado a pralicar, sib mascara
de um embaixador, at o ullimo ataque sanguino-
lente em S.nopc, a poltica .do czar lem sido urna c
uuifcrme. Abatcr o raco com fanfarronices, liSOn-
gearoforte, lomar por meio da forja, ou engaar
lela rraude, sao cousas actualmente reconhecidas co-
mo a tctica uniforme do oulr'ora grande mantene-
dor da ordem e dos tratados, e arbitro'das dispulas
lafcuropa. Os governos combinados de Franca e
Inglaterra lera eihaurido a sua diplomacia, as suas
admocslajes e a sua paciencia, e hoje sjulgara ap-
pareutemente reduzidos alternativa de deixar para
sempre o alto lugar que oceupam entre as najes do
mundo, Irahindo as suas promessas e abandonando
os seos alliados ou recorrer i guerra,- o passatempo
aos soberanos barbaros, mas o terror dos governos li-
vres e progressislas. Islo nao he alternaliva, he
decuao. Com alema reluctancia, as potencias neci-
uenlaes aceitam o desafio que Ibes foi feito com U-
manho msullo. O criterio do oosso povo lem feito
que, sobcircumslaiicias de nao pouca irrilajao, elle
se tenha abstido de embaraCar o curso das negocia-
res por um exercicio indiscreto do sea direilo de
publicas reunioes, e dest'arie lem deixadoa diploma-
cia toda a opportunidade para cylar o azurrague
com q,.e somos ameajados. Igualmente meritoria
icio do a sua paciencia em exprimir a sua anoieda-
cia de futura laxarn, n'um lempo em que (aes sen-
l.mentos so podiamjpfraquecer o clTeito das noowi
quenas, edim.nuir* confanja dosnossos alliados.
mlrt."Slalerra 'emmonrado que elle nao s<
he moderada mas magnnimo, e apio para adoptar
na sua cajacidade collecliva, quando as circunstan-
cias enguero, a mesma prudente reserva e discreta
pacieocta^ue sao continaamenle exigidas a estadis-
tas indmduaes. Esperamos que ha de mostrar se-
mentante firmeza e constancia na inminente con-
lenda, que os nossos esforjos parecem impotentes
liara evitar, e qae, posto que comocada na m.
gens do Danubio, pode estender-se desde o B-
lico al o mar Caspio, desde o Caspio al o lianges,
e desde o Ganges at as praias do Norte Pacifico.
Nao temos procurado a guerra, temos feito ludo
qoanlo est em oosso alcance para evita-la; mas, se
he forra que ella tenha lugar, confiamos que os
seus damnos e sacrificios serio sntTriilos com prazer,
assim como estamos eertos que hao de er valorosa-
mente arrestados os seas perigos. Temos gozado de
paz bastante longa para podermos aprecia-la mais
do que tudo.cxceplo a honra, mas nao mu longo pa-
ra enervar i nossa energa, ou regelar a coragem
qae nos (era conduzido elravez de muilos conflicto
apparentemenle desgaaes. A alvorada de 1831 '
entenebrece com x> presagio da inminente bata!' *.
Aguardamos orna perspectiva menes perturbada los
ltimos das do anno futuro. (dem.) F
01 ARIO DE PERMBUCO, QUJ.RTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO DE 1854.
successivamenleconsigiioucada um delles nos pri-
meiros anuos dcste seculo mais terna compaixSo de
um exrrcilo estrangeiro de oceupajo, conlempori-
sando quando deveriam praticar e permaoecendo
separadosquandodeveriameslar unjdos. Entre omdo
dos movinieulos revolucionarios no eorajo das suas
grandes cidadesv ou as suas remotas provincias, e a
coufianja que depositam no poder da Kussia como
chafe da c'ontederajao septentrional, os soberanos
destes estados estao sera alguma poltica definitiva
para todos; c at as menores cortes do Munich, Slul-
gard e Nassau, o partido russo tem procurado dis-
Irair ou aunular a verdadeira influencia da opiniao
publica. Se (al for om verdade o romportamentodos
governos allemes, commeltem urna oi-nsa contra
a naciontlidadee Independencia do seu paiz, queum
da sera visitado sobre ellas, porque um povo se es-
quecer mais fcilmente da perda da sua liberdade
do que du sacrificio dos seus direilos influencia es-
Irangera. As corles septentrional da Suecia e Di-
namarca concordarum n'uma declararan mais franca
e varonil da sua poltica, que dve ser de estricta
neulralidade, formal e conjunclaraenle annunciada
por ellas s oulras potencias da Europa. Mas na-
quelles reinos he fcil descobrir siguaes daquella
couliauca do homens livres que falta n'outras par-
les.
Se nos vallamos para o sul da Europa, o progressed
de decadencia parece ser rpido c irresislivel, excep-
to .rio Piemonle, onde o governo constitucional fir-
memente sustenta os seus principios depois de um
appello ao paiz, e em Portugal, onde esperamos que
o novo reinado se abra debaixo dos auspicios mais fa-
voraveis do que aquelle que se fechou repentinamen-
te. Mas na Uespanha o governo e a crlese tem submel-
lido i mais baixa degradijo dequeo mais degenera-
do ramo dos Bburbons he capaz ; eem Napoles-umrei
domesmo ramo conlinuaa tentar o seu contingente de
crueldades nos prisioneros que enHiem as suas mas-
morras, e de iusoilos aos estrangeiros qe visitam as
suas costas. A Tosfanu rivalisa hm a propria Roma
em fanatismo e intolerancia, e as guarnicoes eslran,-
geiras de Austria e Franja smenle abalcm a.Neme-
sis da revoluto. Entretanto o poder espiritual do
Papa nao lem diminuido os seus esforjos para rcduzir
oulros e mais livres paizes ao uivel da snperstisilo
italiana. Urna gerarchia eslranha foi inlroduzida
n Hollanda ; urna reVolta clerical leve romero em
Badn, onde prelados e sacerdotes deram o exeraplo
ile desobediencia s leis ; ao passo que cm Franja o
clero romano nao tem perdido opportunidade ,,ara
assignalar a sua abjecla submissao a um invernador
por quem ludas as lais Icm sido meiiosprezadas.
Cada incidente do auno passado no coatinen le de
Europa indicara a mesma falta de mutua confianza
enlre as nacoes e os seus governadores. Compar-se
este estado de coasas, lamenlavel e degradanto.orao
he a muitas das mais famosas naroe da Europa, com
i precipitada actividade eaaudacia estupenda dosEs-
tados-L'nidus,aii cornos progressos gigantesco^ do m-
perfoBritanico O gabinete de San Pelersburgo desde
multo ncostumado a pesar os motivos o perquisar a
poltica de lodosos oulros estados, paree ler pensa-
do que na actual condijo dn Europa ludo podia ser
tentado impunemente. Todava o imi'eredor Nico-
lao contava muilo comasapposla divisSode Ingla-
terra e Franja, mas estes estados a-> fflesmo lempo
deram um louvavel exemplode uniae cm favor da de-
feza commum do mondo. Mas apenas podemosdi-
zer que elle tem lomado urna oi'iniao muilo civil -
cerca do comporlamento de qualquer outro paiz, e
reconlicccu certamente o medo universal da guerra.
Os governos que confiavam na sua prolecjao como o
grande campeo da autoridade e da paz lem sido ins-
truidos pela sua Ilegitima uvasflo do imperio olio-
mano que devein procurar outro amparo contra o
abalo a que os expoz ; c/ se a guerra que elle tem
acendido na Europa for procraslinada qu desenvol-
vida, vern que uina uapos lie forte e segura quan-
do a veulade do povo s acha identificada com a po-
lilica da corda.
Este paiz se lem isjualmenle abstdo das innova-
rnos turbulentas da lsa liberdade e das reslricjoes
impostas pela inlieMiitc desconlianra do poder arbi-
trario. Sea GraajBrelanlia entrar na guerra, entra
com todas forra Aue sempre tem tirado do espirito
de sua constituMRo e da energa dos seus subditos ; e
posto que, no^npido exame que acabamus de fazer
sobre esta qo/dra do estado da Europa, hajam poucos
pontos v,udl vjfe possonn untar comconlianj uura-
tisfajao, o maior he a raziio em que a Inglaterra.se
coriservari firmemente em seo camiuho, e manteria,
sob o auxlio da Providencia, esses principios imnior-
laes de joslra c liberdade que lem feito a sua gran-
deza-, (Ider.)
-L
ponder que lanjasse toda a despeza sob a v.irba de
eventuaes.
Ouiro do fiscal deS. Jos, rommuuicando flue.nao
sofizerarecollier-para dentro do quarteiraA da ri-
beira dn lado do sul as pretas fressureiras, ciomo llifi fazendros da provincia do Rio, dentr os quaes
fora ordenado, como as que vendem galinhaje e cir-^mo* paes e amigos que forara viclimas desses

PERMBl'CO.
V
2 de Janeiro de 1854
O ponto do lempo era que'enlramos qnanlo aas
dcM-i-cs e os vicissiludes de um novo auno coincide
apparentcmeiitecom urna drfs mnis importantes mu-
daujas lestemunhadas pela prsenle gerajo na poli-
lica da Europa, e d'ora em vanle pod ser notada
can a poca da noss passagem de urna paz prolon-
gada a urna guerra incerta. A historia eslrangeira
dos ltimos doze mezes records alguma-coasa alm
( dos inuteis esforros de todas as potencias neulraes
para evitar esla ralamidade, al que a Porta achon-
se brigada a oppor-se invasao pela forja, e a in-
clemencia do invern no Euxinio e no anubiotem
diiBcultosamente embargado a furia dos beligeran-
tes.. Foi no pri^peiro dia doamno mahometano que
o ivan publicou a sua dec rajao de guerra, e jo-
mejou urna contend que a/Voz mystica da prophecia
dizia ler assignado a esto iUriodo. No primeiro da
do anuo, segundo o noss proprio conceito, adiamos
ai potencias occidentae1 da Europa impcllidas para
muito mais perlo desla cataslrophe do que tinham
esUdo ao principio ; e lalvez que o novo anno russo,
que se itraza doze das, veja o complemento do emi-
nente rompimento. Assim, o recurso de ama esta-
co que sempre traz comsigo um seudo mais sing-
lo da passagem do lempo he marcado por cuidados
mais que ordinarios, e, al entre as festividades' com
*ie celebramos o anno novo, somos impressionados
pela roorlamiade c melancola que ameajam segui-
lo. Em que condijoes se acham as najoes da Euro-
pa para supporlarem semelliante experiencia as
mas inaliai jdes e no seo poder ? Se o pergo da ag-
gresfloitasa ltimamente lomou urna formadislinc-
l, e ji'nao he um simples tpico de declama jo para
wwojDiacos e propagadores de mis tovas, o qae
tem WEarop a oppor a este tacto ? Nao fallamos a-
qui ^os recursos e do espirito desle paiz, por que es-
teraba persuadidos de que o povo de Inglaterra nnn-
caAer mais capaz ou mais prompto a sustentar urna
hergiea deroonstrajao do uosso poder nacional 'para
(proteger o mundo contra um ataque nao provocado ;
e ai nonas livre discusses j antecipam sem susto
os esforco e sicrificios da guerra. Mas, se lanrar-
mos osolhos em roda do continente, de balde procu-
raremos algum povo animado pelo mesmo espirito
ou qu possua os mesmos meios de aejao, e se pddc
dzwque a reacrao desptica dos qaalro innos pas-
sados, em granile escala, tenha cbmprimido avigbro-
sa indepeinlenria da Europa. Em Franja, as mes-
1s medidas que'destruirain por algum lempo as li-
lerdides daquella narHo, extinguiram o vigor c a
.inimajio que i a IUrdade pode dar. O governo
de l.ulz Napoleo no (em opiuio publica para quem
appelle, e nem parlamento para sustcuta-la. As al-
tas classes sao adversas gijerra, porque nao lem in-
leresse algum na honra de semelhanle governo; as
claaaes baxas tcmem-na, por qhe a carga mais peza-
da recabe sobre ellas.ej estao lutando contra as fadi-
gas de urna severa eslajao. ,
A condijao doi principis governos da Allcnianha
becada vez mais lasUmosa ; porque, posto q0 te
nhnm tomado parte as propostas de mediajao, he e-
videate que anda nao tomaram decidida reoluce
no caso de malogro da negociajao, e em balde pro-
curamos em Vienna e Berln os signaos dessa poltica
independente que qualquer estadista austraco e
prusoo do seculo passado leria instantneamente pro-
clamado. Com immensos recursos militares, com
nma posicSo gcographica que os habilita a oppr re-
sistencia i Russia, e com uaroes ni retaguarda que
saudariam com nuca a ordem para resistir ascen-
dencia da Ransia, estes estados airemaes parecem es-
tar paralysados. Eslfio repetiudoo autigQ jogo que
lies de porco, esperaudo fosse approvada serhellunte
medida; e pedndo dessa'*-camara ordem a'quF fos-
sem collorados posles defroiitc da praja da fa-ialia,
para ellos Harem os almocreves seus calilos.
Approvou-see mandou-seque o fiscal mandasse fin-
car os posles. w
Oulro.do mcsmolremcttondo o mappa do gado
morto para consumo na semena de 1G a 22 do cor-
rente, sendo 455 rezes, inclusive 46 pelos particula-
res.Que se archivas.se.
Outro do mesmo, informando aceren do requeri-
menlo de Joaquim Fernanda de A?evedo, pedndo
que a cmara mandasse concertar os i quartos da ri-
beira de que he arrematante, aonc- esteve proviso-
riamente a praja de farnha, dizerido o fiscal que di-
tos quarlos foram alugados por &960 rs. mensal-
menle, a contar de i de agoslo/n 10 de dezembro
findo.Mandou-se pagar ao r/querente o aluguel
vencido, e expedir ordem'ao purdeador para rjar os
concerlos de que precisaren* di los quartos.
O S. Gamcro fez o segiiinte requerim*:to que foi
ipprovado:
Kequeiro que o enge/iheiro cordeador, dirigin-
do-se ao corredor da Va/zea, orre a despeza com a
obra que se fizer mais p/ecisa, afim de se melhorar
essa estrada.
Sala das sesses i~> de Janeiro de 184.(Jamuro.
A i-equerimento do Sr. Gamcro, reslveu a cma-
ra que o engenheiro cordeador apresentasse urna
planta do terreno que accresceu, em consequencia
da desapropracaode parte do sitio de Manoel Pere-
ra Peixolo, com declararan do numero de palmos de
frente e de fiindo, e de quanto devera pagar os que
tcmde avanjar purao aliuliamenlo da estrada, na
razo dos palmos que forem comprehciididos no
avaujo.
A requerimeuto do Sr. vereador Oliveira, reslveu
a cmara, que se mandasse imprimir, para serem dis-
tribuidos com os deputados provinciaes, o relalorio,
balanCO e orjamento municipaes.
Resolveu-se que o eugnheiro cordeador orjasse a
despeza com o acabameulo das catacumbas do cem-
lerio, pertencenles a municpalidade principiadas
pelo arcbilecto Andre Wilmcr.
Dcspacharam-se as petirOes de Antonio lanacioPe-
reira Rosa, de' Fortunato Jos }>ereira Dutra, de
Francisco Lucas Ferreira (2), de Jos Machado Bole-
lho, de Jos Antonio da Trindade Guedes, de Joa-
quim Jos dos Santos, de Joaquim Gomes Mereles,
de Jos JacinthoSilveira, de Joaquim Frnandes de
Azevedo, de Joaquim Francisco de Paula Estoves
Clemente, de Manuel Po, de Manoel Antonio Tei-
xeira, de Manoel Cardoso da Fonseca, Icvanlou-se
a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli a ecrevi no impedi-
mento do secretarioflaruo denle.Mamede.lianna.Reg. S Pereira.
Oiiceia.Gamciro.
f
pagens, prava titulo e brazoes, e de mizeravel
alde.lo dolem-Tejo ou da Bera ennsliluia-se gran-
de senho verdadeirn potentado entre nos !
Nao exeramos os fados comoMr. Slowe, ah estao
DIARIO DE PERMITO.
Fallecen hontem o Sr. coronel Antonio Mara de
Souza, coramandante do nono balalhao d infanlaria,
e seus restos morlaes acham-se depositados no con-
vento de San Francisco, para serem d'alii conduzi-
dos ao cemilerio na maiihaa de hoje, depois de feilos
os ltimos suflragios. Com i sua morte perdeu o ex-
ercito um militar dislinclo pela sua bravura e hon-
radez, e que a estes predicados reuna demas um
Iralorfranco, pelo qual muilo se recommendava.
COMISCADOS.
/
/
C
ftMARA MUNICIPAX. DO REGIFE.
^SSO EXTRAORDINARIA DE 25 DE JANEI-
RO DE 1854.
Presidencia do Sr. bario de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg, Mamede, Oliveira e Ga-
meiro, fallando cora causa os senhores, Roso e Al-
buquerque, Barros Brrelo,n Viannae sem ella o Sr.
Dr. S Pereira, ahrio-se a sessilo, e foi lida e appro-
vada a acia da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
l-m ollicio viudo da presidencia, para ser infor-
mado, do inspector da lliesouraria da fazenda, dizen-
do que o caes da ra do Sol, s poderia ser breve-
mente feito e concluido se esta cmara fizase a parte
d'elieque lhe lora por meio de arrematajo, por ser
conveniente que toda a obra seja foila ao mes-
mo lempo e em seguimcnlo,A' commisso de edi-
ficajao.
Oatro do fiscal de Santo Antonio, respondeudo a
ordem que lhe foi expedida cm virlude do requeri-
mentodoSr. Si Pereira lido em sessao de 18 do
corrcnle, relativo s fabricas de carvp animal, da
ra da Concordia.Qae fosse remettida ao mesmo
vereador..
Qoatro reialorios dos fiscaes da Boa-Vista, S. Jos,
Poro e Varzea, expondo o estado de suas rregdezas.
A' commisso de polica, ofliciando-se-lhe para,
revendo esses papis, a presentar parecer sobre aquel-
la- cousas de mais urgencia, que devain ser reme-
diadas,
Outro do advogado interino, dizeodo que, alenlos
os motivos ofim exposlos no requerimenlo dos con-
tratadores do fornecimeulo de carnes verdes, em
que pedem por tcrlidao os verdadeiros lmites actuaes
dasfregueziasdaBoa-Vista-ePojoda Panella, pa-
recia-lhc de razao que fosse o r"equeriiienlo deferido.
Que vollasse a pelijao ao advogado, para reconsi-
derando o objecto d'ella dar sua opiniao acerca dos
limites das referidas freguezias em vista da lcgislacao
cm vigor.
Ouiro do procurador, respondeudo portara que
lhe foi dirigida cm 18 do corrento, relativa requi-
si jao do director das obras publicas acerca da obra
da capella do cemilerio.Que se respondesse ao de-
semlwrgador cora a informajo do procurador, por
copia.
Ouiro do administrador do remiterio. participando
que. por ler adoeeido de bexgas o africano Jacques,
empregado no servico da canf lia, o fizera recolher
ao grande hospital de caridade, para ah ser tratado,
aonde anda se acliava o de nome Sal.Inlcirada.
Ouiro do engenheiro cordeador, duendo que. o
o arrematante da. parede de divisan doquarteirao da
riheira de S. Jos, j a linha feito com as condirfies
do nrramenlo e rontrato a respeito.A' commisso
de edificaro com orjauenlo da obra.
Ouiro do niestuj, informando sobre *a petirao.de
Amaro de Itarro- Correia, que requereu liceja pa-
ra morar a frente de seu sitio, na estrada nova da
Soledad^, avanjando para o'alinhameulo o numero
de palmos que a planta exige, sujeilando-se a pagar
o que for razoavel pelo terreno de que se utilsar,
estimando o ensenheiro em 1009900 rs. essa indem-
nhacSo.A' commis'o de edilracao.
Oulrodo mesmo, aprcsentoiido > riscoso os re--
peelivos orja.neulos dos trapiches de despejos p-
blicos, considerando n'um a obra de madera
noutrodepedraccal.A mesma commisso
dizer qual dos -2 orjanwntoa deve ser prcferivcl.
Oiilroalo contador, pedndo lhe declarasse a c-
mara i'i^ie verba deviam ser laucada- a quanlia de
-M2JJ40 rs., dispendda pelo fiscal de S. Jos, com
a estacada e aterro para seguranja do nrmazem das
Cinco Ponas, a de 35&240 rs., gasta com o concert e.
cairamente da ponle.da Capunga, e a de 2179500 rs,
em que importarais instrumentos malhematicos
mandados vir da Earapa pelo engenheiro cordeador
para o servijo da cantata, vislo achar-se cxlincti a
quota i que poderia sMevada a primeira quanlia, e
nao poderera as oulras ser carregadas sobre a de
evenluaes, para nao esgolar-se logo.-Maodou-9e res-
O cafe' na provincia, do Rio de Ja-
neiro.
Provavelmente este artigo, despido de considera-
jes polticas, alheio as questoesdo dia, e fora da es-
phera desses enredos usnaes que, d'ordinaro, oceu-
pam a arena do jornalismo entre nos, ser acolhido
cora frireza pelo publico. Mas o que nos importa es-
so fro acolhimento, se as nossas intenjoel sao pu-
ras, e se nosso empenho lem por fim a prosperidade
Bem pouco ou nada lem ganho a nossa trra com
essa lata de principios polticos, em que os mais-dis-
tinctos lidadores da imprensa lem esgolado as suas
forjas para fazer Irumpharsnas convicjoes.Nenhum
qiier reCuar da lide, pelo receto ou de nao ser obri-
gado, ou de parecer ler entrada nos arraiaes de seus
adversarios, confessando por esla torma. urna derrota
que detesta ; entretanto que, com pezar,-vemos
constantemente o delirio substituir s impnrlinles
funejos de jornal isla !
Nunca oceuparemos as columnas de um jornal pa-
ra esse fim.
A posijao do Brasil, a ferlidade de seo solo, os
inmensos elementes de riqueza qae anda dormem
em sen seto, nao explorado pela mSo industriosa do
liomem e a principal tendencia de seus habitantes,
ludo cmfim nos leva a crer que. he elle um paiz es-
sencal e especialmente agrcola. Esla verdade co-
mejou a ser con herida desde a nossa mais leura in-
fancia.
Nos fins da nossa vida colonial c cornejo de nossa
existencia de najao livre, o barmetro do enthusias-
m4 tao natural a sociedade que tem conquistado a
realidade do sua independencia declinou, e enlao se
viodispontar logo odesejndeorganisar-se.urna socie-
dade da agricultura, desejo que mais larde leve echo
as columnas da Aurora por meio de arligos sobre a
cultora da canna, do caf e do cha. ,
O redactor em choto dessa folha conhecia o Brasil
mais que ninguem, e mais que ninguem lhe consa-
gren elle seus bellos talen tos, porque nenhura outro
escriptor envidoa mais corajosos esforjos, nem exhi-
bi mais dedicajao em prolda nossa cmanciparao
poltica. Tinhamos um governo : eramos urna so-
ciedade ; porm a fonle de nossa riqueza publica e
particular achiva-se occulla, esperando sement que
o raciocinio e o genio descobrissera seus abenjoados
thesouros.
c
para
A agricultura comeju a ser objecto de serios ca-
dados, fe enlao para ella convergiram lodas as vistas
dos nossos homens de estado.
A provincia de Minas, ao mesmo lempo qe ras-
gava a Ierra para cxlrahirde suas eiitraohas o ouro e
0 diamante, culrcgava-se cultura do tabaco e do al-
godo : a de Sao Paulo emprehendeu a planlajlo
do cha cda caima de assucar : Pernambuco Baha
iizeram da mesma caima, do tabaco e do algodo, as
fonle- principies ile sua industria agrcola, enlrelan-
lo que o Rio de Janeiro apenas se oceupava exclusi-
vamente do fabrico do assucar.
Todo o mundo sabe que a canna exige para seu
cultivo varzeas.ou pequeuos outoiros, nao s porque
sao esses terrenos os que melhor convm essa plan-
ta, mas anida porque proporcionam elles mais facit
transporte paraos engenhos. Assim, pois, as bellas
e majestosas florestas da provincia do Rio de Janei-
ro para nada mais servan), do que para asvlo de
mal le i lores e para escondrijo das toras, resultando da-
qui, que lcgaas.de magnificas ierras eram vendidas
por vil preco, pela s razio de serem montuosas, c
como laes improprias para a planlajao da canna.
O Irabalho era insano : a falta de brajos com qoe
lutava o senhor de engenho da provincia do Ro de
Janeiro, era um obstculo iosuperavel : os escra'vos
novos, sem a necessaria pratica do Irabalho e priva-
dos do lempo preciso para se refazerem d'uma longa
viagera, rheia de ni.-ios (ralos, eram logo empregados
no rudo servijo diplaiilajao c moagein das rannas,
e enlao esses entes infelizes delinhavaiii c percriam,
levandocm suas inortalhas grande parle dos enplaes
e riquezas do agricultor. Senhores le cngeuho co-
nhecemos us que, comprando no principio de urna
-afra -_ti e :'.il escravos, no fim della apenas possuiam
I! ouB.
Semelhantes prejui/os nito poiliam deixar de aar-
rutenr a agricultura, c sobreludn, o ar carrancudo e
sombro docredor, exigindoo pagamento de sua mer-
cadera viva, derrnmava no espirito do lavrador o
.desanimo e o desacorajuamento.
Nem sempre as promessas sinceras do bumem do
campo, nem as angusliasd'uma familia nteira, com-
promettida ou pela estaeao ou por fatalidades, enm-
moviam c tnravnm o fro corajao do especulador :
ludo quanlo o senhor de engenho podia obler era um
prazo maisou menos longa, e t esse prazo l.i am li-
gados, como inseparavel sombra, os falaes : ao
mez !
A' esse lempo parece que .Tcorrupjo liavia in-
vadido todas as regoes de nossa sociedade. Existia
um tratado sobre a fextinejao da escravalura e esse
tratado foi violado pelos proprio- homens da admi-
nistraran e pelos influentes do dia : vastos estabele-
cimenlos se fundaron^ na Costa d'Africa, que se
prendum oulros iguaes at nos arrahaldes da capi-
tal do imperio: o traficante de escravos leve distine-
lo acolhimento nos nossos primeiro- circuios, vivia
no fausto e na grandeza, rodavaem magnificas equi-
rUleys.
Com rso o dlzemos, nessas (raficanclas loma-
rain par caracteres bem nolavels do nosso paiz : as
bellas mimas iilhas da religiio e da moral foram
absolulaente esquecidas, e o trafico ou sua toleran-
cia facilou, por meio de suas vantagens pecunia-
rias, oigresto na poltica a individuosque, por mais
d'uma n, liveram assento nos consellios da cora !
Sob iiressSii de laes sotTrimenlos, a agricultura e,
sobreluo.o fabrico do assucar fez crise, o senhor de
engenha-anjou, esmoreceu e desanimou de lodo.
Apczari severa economa que, no pensar de Che-
valier, lia mai do capital, apezar do continuo Ira-
balho do obre lavrador, poucas vezes o produelo de
suas atonas fadigas consegua salvar o capital.
Os hortns enlao da governanra conheceram o de-
ploravel dado da lavoura, mas uescios ou indolen-
Il' nao ridaraoi em prevenir o golpeque ella acha-
va-se press a soffrer.
i'or felidade, um dos nossos jornaes transcreveu
um urtigetobre o caf de Cuba, artigo cheio de mi-
nuciosidad! essenciaes para quem quizesse empre-
hendera sa planlajao. Esse Irabalho nao foi esto-
ril nem pedido, porque no' caf, encontraran! os
senhores dengenhos a,sua verdadera laboa de sal-
vajao.e a lana que al enlao figurara nos jardins
da capital mo simples prova de curiosidade, ou
como exquitisse no meio das flores, foi transplanta-
da*para sea-cima c tratada com o esmero que
aconselha .esperanja d'uma possivel redcmpjo.
AlgunsCzendeiros n.lo quizeram tomara iniciati-
va pelo leinr demo resultado ; oulros, porem, ou
mais ousaos e emprehendedores, ou aguilhoados
peodesespro, Iizeram plautajoes em grande escata,
sem que, ldavia,abandonassem de lodo a cultura da
canna.
A pi i un a clhela do caf foi pequea e mesqui-
nha, porqu ignorava-se o procsso do preparo, e
nem liavia i anda machinas, nem machinislas, sen-
do otrabahoescravo o que fazia ludo em urna in-
dustria non apenas despontando em um paiz novo.
E de fcil i,os lucros nSo correspondern! ao Irabalho
e as proficas d'alguns negociantes da prara dn Rio
de Janein, sondo es razao de 0 i -%i arroba!
O desalmo lornou-se gcral, c (amando fot n seo
imperio q.e algans fazendeiros ncendiaram os ca-
fesaes, arepeudidos da experiencia que haviam fri-
to; cnlretnto, por fclicidade, poucos conservaram
suas plan lese esperaram mais um anno para ve-
rem o qnea praja faria, e qual a aceitarlo que es-
lava reserada colheita futura nos mercados es-
trangeiros
A primira rcmessa que chegou aos Estados-Uni-
dos merecu as honras de um.longo arligo de um jor-
nal de Ne'-Vor' o digno correspondente, dlpois
de interesantes consderacoes sobre as vanlagcns
que o Brail poderia cqlher da cultura de um tal ge-
nero acabo, dizendo que o paiz que produzisse
o caf, sera necessariamenle grande epoderoso.
E, na vrdade, a lerceira colheita veio derrocar
todos os ppconccits, anoiquillar lodos os sustos
provarque a maldita rotina he, qaas sempre, fonle
infallivel ce grandes calamidades para as industrias
lscenles. O caf apparecea no mercado melhor pre-
parado e qiasi lodo foi vendido pelo fabuloso prejo
de 7JJ000 n. a arroba, nao se duvidundo mais do
bom exitoda segunda remessa ao estrangeiro, e des-
de enlao esas vastas e solitarias florestas, aioda res-
illadas pda rotina e pela desconfianja foram aba-
lidis peto nachado e pelo fogo, c lodo o proprielario
de um palno de terreno cultivou o caf. A intro-
ducjSo demachinas veio facilitar e aperfeijoar o
procsso e hoje a provincia do Rio de Janeiro oflerc-
ce aos olhos do observador o magnifico espectculo,
de srandesestn belecimen los agrcolas, de bellas i ele-
gantes fazeidas, onde se encontra o gozo da vida,
cercada detodas as commoddades; obra, sem duvi-
da, de ben pouco tempo, porque o cultivo do caf s
foi definiticamenle firmado u'aquclla provincia de
1830 para c.
Em vista do que temos exposlo e dos lmures inse-
paraveis dis novas empiezas, estamos persuadidos de
que a importante classc dos nossos senhores de en-
genhos de Pernambuco, habituada ao Irabalho da
canna, uaoquerer lentar experiencias com receio
de mo xito, apezar da nconteslavcl excellencii de
muiros pontos da provincia, onde o caf deve produ-
zir abuudantemenle.
alguma paciencia, Eo... pouco Irabalho e com pera
veranea, poderiam esses laboriosos agricultores collier
os mais fezes resultados, arredando-so am pouco da
rotina que tem sido a causa primordial do trazo ero
que jazem rouitos ramos imporlantissimos de nossa
industria agrcola.
Esla perspectiva anda mais lisongeira se aprsen-
la, seatlendermus posijao vantojosa da provincia,
facilidade de Iransporle para o mercado por um
terreno quasi lodo plan8, accrcscendo a fagueira es-
peranja de vas ferreas.que por certe farao derrescer
a tabella dos carretos. remos nao enganar-nos se
aventurarmos a seguinte proposijSoque urna arro-
ba de caf produzido em Pernambuco deixar 38500
rs. livres.
A provincia do Rio de Janeiro, e especialmente os
municipios de Vassooras, Valenja e oulros lotam
ainda com no pequeas difllculdades: a desigual
dade do terreno e o mo estado das estradas, cheias
de preciptelos e de immensos panes, nao sao certa-
mente (Mjpenos estenos que alli.sollrc a cultura do
caf
A villa da Parahba do Sul, elcgaotemenle situa-
da sobre a margem esquerda do rio d'essenome, an-
da nao tem urna ponte que d tramito ao commercio
interior: o municipio de Valenja resenle-se de igual
necessidade, e entretanto, apezar de todos esses tro-
pceosede lanos oulros impediros, apezar dos o-
nus dsp'ensaveis que vo recahr sobre o caf, este
deixa de ordinario, 35000 rs. livres por arroba.
Nao he nosso fim fazer a comparacilo das d uas in-
dustrias, por que estamos persuadidos da bondade
de ambas ; porm jamis se devet esquecer que o fa-
brico do assucar, alm de grandes' capilaes, exige co-
nhecimenlos muilo complicados e profissionaes, avul-
lados fundos no perigoso eroprego de boiadas, e so-
bretodo umaregolaridaded'eslajao.que noesli ao al-
cance do hotiera assegurar, entretanto que o caf re-
clama despezas muito mais moderadas no machinismo
que lhe he applicavel, dispensa muitas cousas que
sao oulras Untas necessidades para o assucar, podenT
do o seu cultivo, colheita e Iransporle ser toiloscom
menor numero de Irabalhadores e com menos dispen-
dio, bastando lembrar-se que'a mesma quanlidadc de
cafe, transportado ao mercado com o mesmo casto
dotJssucar, lem um valor duplicado d'esle, eno
contando com a vanlagem poderosa qae dao aquelle
grao sobre a canna, a concurrencia da belerraba e im-
mensa produejo das possessoes francezas as Anli-
llias.
Desejando utilisar nlgumas horas que nos deixam
livres outras obrigajcs i que estamossujeitos, nSo
duvidamos emprega-las na averigaajao das verdades
'que temos expendido, e_ por isso, se algum dos nossos
agricultores pretender explicajes que fhrncni mais
palpavel o nosso pensamenlo.nao hesitaremos em con-
tinnar este Irabalho, fazndo votes para qoe elle des-
pert e faja vigorar urna idea que Iraria i provincia
de Pernambuco os mais vastos'c felizesresultados.
ir.
O contrato das carnes verdes.
Continuemos a levar a nossa cruz ao calvario, por
qae cruz e bem pesada he a tarefa, que nos propo-
nemos de responder a lodo o inundo sobre um nego-
cio, de que poucos enlendem, c cora que quasi nin-
guem se importa. Tralavnmos do menor prejo pos-
sivel da carne no.anterior arligo, quando fomos obri-
gadus a ioterrompe-lo; agora lomaremos de novo o
fio da quesiao para provarmos, que o diminuto aug-
mento do prejo da carne, estabetecido as modifica -
jes de 13 de dezembro ultimo, longe de ser em be-
neficio dos conlraladores, o foi s da popularan, por
que era desse modo que o presidente da provincia
podia asseaurar a fiel execujao do contrato, e pro-
ver com cHica7.es garantas as necessidades do consu-
mo publico.
O contrato tinhn feito suas reclaraajes desde fe-
vererodo 1853. porqueeraseuconceitotinha-se dado
o caso fortuito da secca. Diz-se, uao houve cecea,
hoiive sim um rento prolongado ; mas secca he um
verao prolongado, oa por outra am verao prolongado
he ao que lodo o muudo chama iccca ; e os fornece-
dores linham provado at a evidencia, que exista
urna tecca, e linham-na provado com documentos of-
ficiaes das secretan.,s d'eslado e das presidencias de
lodas as provincias do norte. Com elfeito desde o Para
al a Bahia, lodos 09 presidentes haviam reclamado
do governo geral medidas contra a secca, e o gover-
no liavia aulorisado a todos a loma-las no sentido de
prevenir os seas funestos resultados. Toda essa cor-
respondencia ofllcial existe por cerlidao em poder dos
remecedores ou appensa ao procsso das mullas.
Como duvidar de urna prova too valente '.'o clamor
contra a secca era geral no principio do anuo prxi-
mamente findo desde o Para at a Bahia ; do Mara-
nbao edoCcara raandou-se al comprar farnha aqui
era Pernambuco por cunta do governo, aqu onde ella
linha chegadoa um prejo inaudilo ; na Bahia resla-
belecram-se as famosas tullas, inslituija que ha-
va desapparecido debaixo dos golpes da brilbanle
peana do vsconde de branles ; grilava-sc contra a
secca e contra a caresta da farinha, onde ella nao li-
nha excedido do seis mil res, quando em Pernambu-
co alcanjou a mais de 209000 rs. Enlrelanlo que
lodo o norte senta, e solTria os effeitosda secca, o
presidente de Pernambuco era o nico que naquelle
lempo gnorava a como cuslavam lodosos vveres,
se o povo gema por lalla dos gneros de primeira ne-
cessidade.
He verdade que foi o povo de Pernambuco o ni-
co, quesupportou tranquillo oselfcitos da secca; a im-
prensa foi mpassivel aos soffrimenlos do povo: fari-
nha a 229900 rs. o alqueire, carne do Cear a69000
rs. a arroba, bacllnio a 1S000 rs. a barrica, feijio,
milho, arroz, e ludo o mais em proporjSo. E porque
nao srilava este povo Taminto e exhausto ? porque se
liavia refugiado na carne verde a 28400 rs. a arroba,
nico recurso que lhe roslava, pela providente medi-
da do contrato. Sem a existencia do contrato, sem
esse recurso salvador, o que seria desta populajo de
Janeiro a maio do anno prximo passado '!Todava
por^m contraste de singular anomala, quando nin-
gumse iraportava com osexcessvos prejosdos oulros
gneros, foi someole contra o contrato que um jornal
se alvorajou I
Era pois de evidencia manifesta, que liavia chega-
do um dos casos fortuitos previstos no arligo i do con-
trato le 6 de juoho de 1851, e que os conlraladores
linham indispulavel direilc s modificajes necessa-
riasem ordem a repnrar-seos efleilosde urna forja
maor, alim de serem habilitados a cumprir o mesmo
contrato sem um prejuizo certo e infallicel. Esledi-
reto foi reconhecido pela assembla provincial, como
j provamos exuberantemente, e ainda muito mais
pela commisso de inquerito no seguinte periodo do
seu primeiro parecer : ,
Pelas nr.irmar/.es ofllciaes, que foram enviadas
commisso, e pelas particulares que escrupulosa-
mente procedeu, est ella na conviejao de que nascir-
cumstancias, que se lem dado no correle anno, nSo
he possivel lalhar carne pelo preco de 25400.r. a
arroba, assim como que o estipulado para as duas es-
tajees difficilmente se poder manter, e que para to-
mar-se nm tal comprumisso fora mister ou nao calcu-
lar com as eventualidades, que acompanhara a com-
pra de gados, e influem sobre oseo prejo e abaslan-
ja, principalmente nos mezes de verao, ou'ler em
vistas soccorrer-se a estas eventualidades para pedir
modificajes das condijoes estipuladas. Sendo pois
a escassez do gado devida em grande parle a verao
prolongado,qae lem concorrido nesla e n'outras pro-
vincias para a caresta deste e de oulros gneros ali-
menticios, entende a commisso ser de jastija, qae
se adopte alguma modiftcaco no preco da carne,apa
eslando cm proporjao como prejo do zado, habilite
o contrato a fazer o fornecimenlo, a qu e est obri-
gado, em quanto durar o mesmo estado de cousas,
tendo-se em vista as oulras razes que ficam exposlas^
quando tenha de manter-se o mesmo contrito, o
A commisso pois reconhece ; 1. que nao he pos-
sivel lalhar carne pelo prejo de 29100 rs. a arroba ;
2. que o prejo estipulado para as duas eatajoes (de
verao e de invern) difficilmente ue poder manter ;
3.o que a escassez do gado era devida em grande par-
le ao rilo prolongto, que linha concorrido nesla
e em oulras provine^ para a sua caresta ; 4. que
eradejuslija(note-s bem) adoplar alguma modifi-
caran no prejo da carne ; 5. finalmente, que esta
modifica cao habilitara o contrato a fazer o forne-
cimenlo, que eslava obligado. A commisso re-
conhece por lano a necessidade de habilitar o contra-
te a fazer o fornecimenlo, e este habilitajao cousistia
no augmento do prejo da carne em proporcao com
o preco do gado.
E porque a commrssao, lo intonsa ao contrato co-
mo aos conlraladores, se declara pela necessidade
de urna modificaran no prejo da carne "' be para que
possa habilitar-se o contrato a fazer o fornecimenlo,
ent.-r,izerpor esta maneira as necessidades do con-
samo. He, pois, evidente, que 114,0 he a favor dos
conlraladores que ella assim se declara, roas a favor
da popujajao ; e tanto be este oseupensamento.que
em outro periodo ella se exprime do seguinte rao.
a -~"'ao reconhece, que a medida de acabar
com o contrato levmrau?. ir pu(luiasa..,
que habituada a comprar carne por preco mdico e-
eonhecido, fcilmente esquec as fallas do contrato-
enao curados mates que lem produzido, e que pode
produzir para o futuro.
O contrato de 6 de junho de15l linha sido feito
para lempos regulares : est he a regra : a exeepjo
era a secca, era a peste ou a guerra ; mis ludo islo
se acliava prevenido no mesmo cqntralo o governo,
(dizo ullimo periodo doart. 4) se compromette a ga-
rantir com todas as suas clausulas e condijoes; e os
contratadores se obrigam solidariamente ao exacto
camprimentodelle por si e seus bens, (cando en-
tendido, que se resercam os casos fortuitos de guer-
ra na provincia, secca ou peste, e de serem altera-
das por disposjoes posteriores as imposijes ora de-
cretadas sobre este objecto, quer provinciaes, quer
municipaes; porque, dado algum destes casos, o g-
cenlo de provincia admit i ni as modificaedesneces-
sarias em ordem a reparar-se os efieitos de urna for-
ja maior, e habilitar os conlraladores a cumprir o
contrato sem um prejuizo certo e infallicel.
Ora, o contrato linha sido urna necessidade publi-
ca, elle prevente a conliuuajao de um monopolio
odioso, porque recada em um genero de sprimeira
necessidade. Toda a populajaosaudou a boa viada
do contrato, que estrcou com carne de 2,400a arro-
ba em vez de 16, 18, e 20 patecas porque antes se
venda nos roesmus ajougues ; houve apenas nm ru-
mor suido, como o estertor de um moribundo, era o
monopolio que se esvahia as ancias da morlev As-
sim corren pacificamente o contrato por esparo de
anno o meio, (metade do lempo de sua durajao) des-
de meiadode 1851 al fim de 1852. Enlao nao hou-
ve reclamaja, nem nngoem se quexava'do contra-
to, ludo corra as mil maravilhas, porque ainda o
povo se lembrava da sombra dos marchantes, e de
carne de 20 patacas al as 9 horas do da !
Em1852, porm, tallaran! nossertoes as chuvasde
outubroenovembro chamadas de enramar, porqu
he com a rama que o gado se fortalece para descer ;
em dezembro comejou o contrato a soffrer as primei-
ras contrariedades, mas esperavam-se as chuvas de
Janeiro seguinte, que ludo podia remediar, l'alla-
ram tambem as chuvas de Janeiro e fevereiro, e as
primeiras aguas do anno de 1853 s cahiram em fins
de marjo. Houve, pois, um vru prolongado de
mais de 8 mezes, islo he, houve urna scrca abrazado-
ra, era que rallaran don* periodos de chuvas regula-
res nos sertes ; eis-ahi pois a secca, de que nin-
guem pode duvidar, e por consequencia um dos casos
fortuitos prevenidos no contrato de 6 de junho. Es-
tovara ou nao os conlraladores em sen direilo, recla-
mando do governo as modificajes necessarias em or-
dem a reparar-se os edeilos de urna forra maior? Cre-
mos que nao haver ninguem cm %eu perfeilo juzo,
que ouse contestadlo.
Pela coniiiiuarao da falla de chuvas foram cres-
cendo as dilliculdades do contrato, que no mez de
jaueiro de 1853 se lornaram iusanaveis. Todos os
seus correspondentes e agentes do sert3o,socios,e pes-
soas comprometlidas por convenios a dar semanal-
inenlc um certo numero de bois, todos escreveram
aos conlraladores e declararan!, que era impossivel
desrer urna s rea ; as feiras toruarani-sc. excassissi-
mas, e a gado enrareceu consideravelmenle. O que
Iizeram, porm, os conlraladores ? Em Janeiro ape-
nas communicaram ao governo as difliculdades do
diario, e deixou de malar 900 e lanos, sendo mulla-
do cm seto a oto conlos de ris ; de sorte que, quan-
do por motivos da secca, e pela nipossibilldade ab-
soluta de satisfazer ao consumo, elles abriara mo
das mullas dos marchanles.por esta mesma causa eram
elles multados pelo governo, viudo por consequencia
cuslar-Ihes as mullas o dnbro nao so pelo que per-
deram, como pete que teriara de pagar. Quando to-
do esto cntrecho tivesse alguma moralidade, nao le-
ria por certo senso commum. Justus.
iContinuar-se-ha.
CORRESPONDENCIA..
Misso'es na villa de Pajeu' de Flores,
e povoacao' da Baixa-Vet de.
Senhores Redactores.Tendoja por vezes as co-
lumnas do seu bem' conceiluado jornal, levado ao
conheeimento do publico os relevanlissimus servijos,
que ha prestado igreja, e ao estado, o eximio pre-
gador apostlico u Rvm. Sr.'prefelo da Penha Fr.
Caetano de Messina, em suas missQes ao cenlro desta
capital; seria fallar jastija se deixasse o publico
apreciador do mrito, sem o conheeimento dos lou-
vaves feifos desse hroe di religiao em beneficio dos
Pajeuenscs ; rogoapois a Vracs. SS. o favor de Irans-
creverem em seu jornal estas poucas linhas.
Ha mais de um anno, que os povos desle serlao
aspiravam a vinda desle dislinclo pregador, desejosos
de ouvirem delle a palavra divina, coube-lhes pois
esta gloria : chegou o da sempre memrate! para os
Pajeenses.,
Sendo eu participado pelo mu digno secretario, o
Rvm. Sr. Jos Antonio dos Santos l.essa,que o Rvm.
padre raeslre no dia 5 do corrento mez, linha de
sabir da povoajao d'Afogados, aonde se acliava mis-
sonando, em drcejao a esla freguezia ; no aprazado
dia live de ahr a enconlra-lo, acompanhando-me
o Rvm. Sr. Manoel Ferreira Rabello Aranha, e mais
60 cavalleiros; ao meio dia achava-me cora elle
distante desta matriz 5 leguas, na fazenda Carnauba,
aonde estovamos cm de-canco, hnvendo all urna ca-
sa de oracao, e sendo rogado pelos habitantes "desse
lugar para se demorar a larde, e administrar o sacra-
mento da contirmaoao, dignou-se attender a suppli-
Tivemos pois d'ahi peruoitar. No dia 6 pelas
Ainda que poucos di% se demorassealli, nem por
isso deixou de mostrar que todo ten anivelo he be-
neficiar humaoidaile. Erapenbou-se na factura
de um ajude, que de ha muito se bavia principia-
do, s niio o concluindV pelo motivo expendido, dei-
xoii-o todava em bom p, fez-lhe om grande pare-
do, formando urna excellente cixa, que com mais
algum pequeo servijo, ser urna das roelhoresobras
nesse genero pelo centro, dando urna grande impor-
tancia aquelle povuado, que asss senlia a falta do
semelhanle obra.
Nao se limilava somonte a pfilanlropia do Rvm.
Sr. padre meslro a insluir os povos na palavra di-
vina. Observando elle a fome que presentemente
opprime estes sertes, era solcito em pedir as pes-
soas mais abastadas soccorro paraj_riobrez, ao_gne
ninguem houv que se negasse ; bois, farinna, fei-
jOes lhe foram oflerecidos, c ludo islo elle mesmo
pelo seu sacrislAo ma.idava distribuir isualmanle
cum a pobreza ; e atoim obrando animava a militares
le pobres, que assisliam contentes fanla'misso por
espajo de nove c dez das, sendo que ao contrario
nao Ibes seria possivel arredarem-so de sais casas
sem provisees para soffrerem jornadas da seise oi lo
leguas. Esto maguanimidade do Rvm. Sr. Frei
Caetano da Messina tornou-o com especialidade ere-
dor de urna recompensa divina. .
De suniraa importancia .igreja, religiui'e ao
eslado foi a viuda do muito,reverendo Sr. preXeilo
da Penha a esto lugar. A intriga desappareceu,
cougrassaram-sc rancorosos inimigos. Casaram-se
muilo- comcubinados e oulros qae nao estavam nos
termos de se ligarem pete sacramento do matrimo-
nio, deram lesteinunliu de sua eonversao, deteslan-
do a vida di-solula. Oulros muilos casamentes se
ell'ccluaram de pessoas qoe haviam olfcndido a hon-
ra da douzella, e que se conservavam indifferentes
o sem remorsos da severa pena, de qae se fazein
reos. llouveram ues freguezia por osles poucos
das 68 casamentes, 105 Ijaplisados, applicaram-se-s
sanios leos a 112parvolos c adultos dearabusos
sexos, echrsmaram-se^406 pessoas. Sao ests,pois.
os grandes beneficios que aos habitantes desla villa de
Paje, veio trazer este grande apostlo de Jess
Chrialo, a quem sempre serio gralos; praza a Dos?
que sempre estes sertoes livessem a sorte de ser vi-
sitados por tao dislinclo pregador.
Summa he a gloria que ca"be ao Illra. e Rvm." Sr.
3 horas da manilas, depois que o Rvd. missiunario
celebren, fez levantar um cruzeiro, que pelo espajo
daquella noile se bavia preparado, e o. benzo, pro- r*rei Caelado de Messina por se fazer acropanhar
fnf*l IV tim I, ^n,>-, *s > El- t.-.^ ti.. I- 1 .________ o ffBfWnt Anil OAJVSBAf n-i ** M ^ *A i.tl J I____ 1 vil
ferio um breve, mas tocante discurso cm despedida.
As qalro horas eslavamos em marcha com dsti-
com o sea secretario do muilo dignu sacerdote o lllm-
e Rvm. Sr. Js Antonio dos Santos Lessa; que
no a esto villa, aonde rhegou o inclylo .missionario, nessa ar e seu digno companheiro as 8 horas da raanhaa, a- raenle prehenchcu seu lugar.
companhado ja de80 cavalleiros, que davam as mais
vivas demonstracoes de alegra ; logo depois (pelas
No dia 22 concluio o Rvm. missionario sua mis-
sao na povoajao de Baixa-V'erde, e no-dia seguinte.
10 horas) annunciando os repiques de sinos, que se. ^' acP"is de fazer sua despedida, as 4 horas da
contrato ; em fevereiro, recrescendo as mesmas diffi-
culdades, ilisseram ao overno que era chegado o ca-
so forluil'da treca, e que elles pediam providencias
na forma do arl. 4 do contrate de ( de junho. O que
tez governo nesle caso, que providencias dea 1 De-
pois de muilos das de reprehriisivel iuarro, como
se lhe fosse indiflerenle a repblica e a compromisso
de sua auloridadc, respoodeu em ->an stjgninle aos
conlraladores, dizendo-lhes por u...a providencia,
(|ue levantaste! elles as mullas aus marchan!, fi-
candn em vigoras suas: !
Cusa a crer que islo aronleresse, mas he a pura
verdade. Os forneeedores re|n-lliram essa insinua-
j3o naquelle momento, e repelliram-na porque ella
linha partido de quem tao pouco se interessava pelo
bem da popularan. Outras reclamajes honveram
intilmente tentadas, al que lodo esse negocio foi
parar, como dissemns, assembla provincial. Sera
embargo tal era a boa f dos conlraladores, que abri-
rn! expontineamenle m3o das mullas dos marchan-
tes, e estes mal a rain mais de 1,000 bois sem pagar um
ceilil. Nessa mesma poca nao pode o contrato pre-
enclier o numero de bois estipulado para o consumo
aproximava a Sr. do Bom-Conselho, nao obstante
achar-se o Rvd. padre meslre fatigado da longa jor-
nada, sabio ao encontr, e depois de percorrer a ra
procissionalmenle com mais de 1,500 pessoas, reco-
lheram-se as imagens a malriz ; e nessa occasiiio di-
rigi o Rvdt. missionario ao povo urna allocojSo ana-
loga a sua chegada, e exortando-o a ouvir apalavra
Divina, que no da seguinte, 7, vespera da padroeira
desla freguezia, principiava a publicar.
Sim, no dia 7 principiaran! as missoes nesla viila ;
allluia o povo a este lugar com lano afn, que nos
dous dias seguinles avaliava-se acharem-se reunidas
nao menos de 12 mil pessoas c certamente este po-
vo nao se Iluda ; vio preenchido o concedo que fa-
zia desle Ilustre apostlo de Jess Christo ; e porlou-
se Uo obediente, e dcil a voz do seu bem feilorj que
elle o movia, e diriga com admiravel facilidade.
Missionou neste lugar 9 dus, pregando pela ma-
nha, e a larde, e administrando o sacramento da
confirma jao. S livemos a lamentar, que elle por
imperiosas circunstancias niio se podesse por aqui
demorar por mais lempo ; mas como seja um mi-
nistro incansavel em fazer bem, sacrificava seu re-
pouzo, e preenchia (os desejos dos povos.
Edificou um grande cemilerio com 100 palmos de
fundo, e 50 de largo ; sendo no fundo da, capella-
mor, e ao lado da sacrista, leudo em um lado urna
capellinha dedicada a N. Senhora da Penha ; nao fi-
cou porem esta obra completa, por. nao haver ofll-
cial de pedreiro ; e sendo o terreno pedregoso, e im-
proprio para o fim destinado,' leve de elevar um
grande atorro de areii a altura de 8 palmos em todo
cemilerio. Para esta obra fez vir a hnmbros muila
madeira, e mesmo para algum reparo na matriz.
Oou .,, ;.,:,,lije *> ss. Sacramento, e insti-
tuto a devorao do santo mez Marianno, para cujo fim
enconlrou muito bons desejos, e grande numeio de
devotas. Desejando os habitantes da Baixa'-Verde,
qoe aquelle logar tambem tivesse a sorte de ser visi-
tado por to dislinclo pregador apostlico, ajelle se
dirigiram supplicando-lbe essa graja, aoquese escu-
sou elle,allegan Jo que ha 15 mezes seacha va em con~
linuo Irabalho, e ausento de sen hospicjOjjawiual d- I
sejava se recolher com hrcvidai* -affm de temar al- ^
gum descanco ; e mesmo quoTinha de summa preci-
jao visitar oulros lugares uo desengaado ; po-
rem estes povos' liveram a feliz lembranja de reuni-
rein grande numero de meninos, e conduzrem em
procissao a esla villa N. Senhora da Conceijo, para
como medianelra obterem o fim desejado, o que com
elleilo verilicou-se no dia l>; sabendo pois o Rvm.
padre meslre, as 5 horas da larde do mencionado dia,
que a procissao se aproximava, parti inmediata-
mente, e seu digno secretario ao encontr, condu-
ziudo N. Senhora do Bom-Consclio com um estron-
doso acompanhamenlo, e pelas 6 horas leve lugar es-
to aparatoso eneonlro na ra da Boa-Vista desla vil-
la ; nesse encontr dirigio-se au Rvm. mssiouario
o lllm. Sr. capitn Domingos de Souza Barros, co-
mo orgSo dos innocentes meninos, com tocantes e ro-
gativas expressdes. Achavam-se as mas apinhadas
.com mais de H mil pessoas : Yiam-se tremolar mais
de 14 mil(ban leirolas brauca^, c o restante do povo
com ramos verdes as mitos.
Que corajao humano, c verdadtiramenle anile
da religiao nao exultara na presenja de um quadro
lao pattico ?
Sim, os habitantes de Baixa-Verde foram bem
succedidos esiem menos era de esperar, rcorrendo
elles a (Oo augusta protectora, e alenlo o genio d-
cil, bem fazeju c caritativo do lllm. e Rvm. Sr. Fr.
('.aciano de Missina, que jamis se nega em sacrifi-
car-se a bem dos liis, sem nenbuma oulra recom-
pensa mais, que mil bens que lhe prodigalisam os
povos, que tem tido a ventura de o ouvirem por es-
tos sertes.
Daqaellc lugar do encontr dirigi elle o imnien-
so povo na mais admiravel ordem somento com o
aceitar do seu enjadu. e collocou-o i frente do pul-
pilo, donde prgava ; e nao obstante achar-se nessa
occasio com difllculdade cm fallar, por causa de
urna coiislipajao qae o liavia accommeltido, toda-
va dirigi ao povo um brilbanle discurso, anlogo
aquelle respeiloso eneonlro das duas Senhora- do
Bom Consellio, e da ConeeijSo, no fim do qual de-
clarou io Sr. capilao Barros que acceda ao pedido
que lhe fazia em nome daqwalia Senhora, que (razia
sua presenja, dos meninos e povos da Baixa-Ver-
de, nsseverando-lhe que no dia Ibaeeiiaminharia
aquelle lugar.
No dia 15 lindaram as misses nesle lugar, as 8 ho-
ras da noile, e lendo-lhe sido entregue grande por-
jo de Clavinoles, pistolas, facas de pona, los, bo-
nicas, \inlas e instrumentos nocivos sociedade,
de laxos e vaidades opposlos aos bons costumes e
moralidade dos verdadeiros ralholicos, mandn le-
vantar urna grande fagueira, e formando um lindo
quadro ao redor rom o numeroso povo, depois de
um bello discurso, mi qual seesforjou para analhe-
malisar o assassinalo, e mal entendido luxo, fez lan-
jar s chammas os objecto* rombusliveis, enterran-
do ao p do cruzeiro do remiterio (que nessa occa-
sio foi henlo grande quanliq>do de bailas, facas,
rannos c feixes de clavinoles inulilisados. s 2
horas da mniilia do dia G achava-sc o povo ao re-
dor do palpite em prauto, esperando a hora da des-
pedida do seu beinfeilor, o qual depois de celebrar
e laucar a bonjSo . horta-los i seren perseverantes na religiao do Jess
Christo, fez sua saudosa despedida.
Seguio nesse dia 16, pelas 4 horas da manli, pa-
ra a povoajao da Baixa-Verde, com grande rom-
panhnmenlo, aonde chegou as 8 horas. Ah misso-
noq seto dias, encontrando a mesma docilidade,
bom acolhimento' e obediencia dos povos.
Foi em grande quantidade o numero de balas,
facas, divinles, violas, los, quese lhe apresenlou,
objecto estes, que liveram o mesixui-daslioo, no
sermo fia larde do dia 2ra um grande paleo que
fez abrir contiguo aquella povoacao, logar de urna
planicie e viste aprazivel, aonde collocou um gran-
de cruzeiro, designio e benzeu am cemilerio j acom-
modando nesse Jmpo nao menos de dez mil pes-
soas, que em roda do ministro apostlico se achavam
com maior contentamente em ouvi-lo.
FLRUCACftES A PED1B0.

r
manhaa. seguio para a Villa Bella, aoode chegou
as 11;,' horas, e ahi delle e de seu dignocompanbei-
ro' aos ^^feve a g,,5faao de acompanbar, des-
pedi-me,Wgiadecendo-llies cordialmente, por parle
dos habitantes desla freguezia, de quera son iudigno
parodio, os grandes bens que lite hara feito.
O publico e principalmente aquelles que temsido
testemunhas oculares dos heneti que. lia feito
humanidade o Rvm. Sr. prefeite da Penha, sabe-
rao mu bem aquilatar seu mrito.
Digtiem-se, pois, Srs. redactores, dar publicida- '
de a esta incompleta mas sincera narrajo. Pa-
je d Flores 27 de dezembro de 1853.
Vigario Pedro Manoel. da Silta Burgos.
O cnsul por tugue;.
Parece que, sendo nos brasileiros, dever-nos-
hiamos absler de entrar em nma quesUo bstenle,
triste, que lem nesses ltimos lempos conspurcado
as columuas das folhas diarias. He queslao de Por-
Itiuozes enlrc Portuguczes ; para que pois nos in-
volvrmos nella f que Jios inporta a nos que seja.
cnsul de Portugal fulano ou sicrano7* Mas os e\-
cessos a que essa guerra de impreusa tem chegado
nos obrigam a dizer algumas palavras a sea res-
peito.
.?infausta morte daSra. D. Mara II trouxc-tios
cnire oulras, duas desgrajas : livemos de soffrer a
praga da ]>esa adulatoria-pranteadora, que por
ahi multiplica seus .-midos ilirgindo-se. i dor do
patriotismo porliiRiiez ; livemos lanibm essa praga
de prelenjacs. de desabafos.'rle niirs*ov.da.reani-
menios que proriiram na tiovdade de um reinado
arbar algum acolhimento.
Acreditamos na dor sincera, que a Brasileiros e
Portuguczes .leve de ter causado a morte da n-
nha c acharaos justo a soa cx|>ressao ; mas a dor
sincera nao verseja muilo, c se alguma vez faz.ver- '
sos, sao versos, islo lie, o qae ha ile mais diflidt
mo de mais bello entre os diversos modos de
muciar o pensameuto.- Virgilio fez meia duzia
de versos acerca da" morto de Marcelto; eram po-
rem versos, c tanto que arranca*am lagrimas a l.i- .
va, maiflesse moeo^e~mvn1aTlojc courem de triste-
za a quemfosT e lan jam-o no mundo da reflciao.
He verdade que Livia mandou dar a Virgilio nao
silbemos quanlos mil seslercios por essa duzia ile
versos: fazemos votos para que 'igual meia recom-
pensa venha consolar a dor dos nossos poetas de
joruaes.
Quanto ao mais, sabemos que o lugar do consol
le Portugal no Rio de Janeiro, como o de cnsul
do Brasil cm Lisboa, sao pingiiissimos empresos, c
que poisjgpvcm excitar 'muitas cobijas; sabemos
que lia inilo Porluguez no Rio de Janeiro: lalvez
excedam a 20,000 ; urna parte coiisideravel delles
oceupa as mais iiVimas posijoes na nossa iuduslria,
no uosso nfimo Anunerco. ,
Oulros, de |>osijao maissuliida, nao se dislingaem
muilo pelas suas waneirasc ila sua educajan. A par
destes, ha pcrfcilos cavalleiros,pessoasde fino-trato,
de educaran delicada; como porem soe aconteccr.nao
sao os que abundam. Pelo lado das-opinioesreligiosas,
enlre esses ^.iWPortaguezes ha lodos os nuUzes,
desde o da mais crdula superslirao e mais irritavel
fanatismo al o scepticismo o mais volteriano. Pelo
lado das opinioes polticas ha tambem de ludo : le-
gilimislas Tcspelaveis, uiiguelislas, diunos soldados
do femerhido, roiislitucionacs, carlistas, progresis-.
las, republicanos, sendo cin geral dos adeptos com-
prnmcltidos nos movimentns revolucionarios los
lempos do constitucionalismo que se rompe a par-
te mais dstincta pela sua edurajao c pelas suas
inaiieiras ila colonia -porltigucza no Ro de Janeiro.
Em v isla de 13o lictejoeciieos clcineulos, impos-
sivel he que um homcm possa agradar a lodos oecu-
pando a posijao de cnsul. 0 lugar be iiivcjavel,
nao lia.duvida neuliuraa, c leudo todos igual direi-
lo a elle, porque cmfini lodos sao llhos do otes-
mo Adao, subditos do mesmo rcr na pode ser
juslo que un esteja de ha lautos auno*, quasi vita-
liciamente, gozando delle, c os oulros otilando ao
si-.-ual.
Vae-sc poisri imprensa; venham pasqnias,'dan- v
dcslinameiile impressos, venham correspomlciM-ia
aijou^inas ; |>os quem sabe ? A rainha morreu ;
o regente que esl na direejn dos negocios de Por-
lugal pode dar.jcalor a esses pasqiiins, a essa cor-
respondencias, |iode acreditar que ser possivel rfo-
mciar um cnsul que a todos os Porlugnzes agrade;
e destituido o cnsul actual, haver un uova uo-
meiajao.e quem sabe qual ser o feliz preferido ?
Urna reflexao imirameute faremos es Srs.:
nSo se lembram elles querarm em fi* eslrangci-
ro, e que dao assim um cspcclac*^ #iSo muilo airo-
so para sua iiacioialidadc. II KW ar le Unge
sale en famillr.; mu r" llc Janeiro nao estao
elles en famille. Digam-iio* : j houve alguma rx-
plosilo assim de Franrezes, de Inglezes 1 Nao ;
por ora, paM|um rlandesliiiameiite inipresso, com
v lolarao das leis do |iz, s.'i tem appnrccido esse fei-
ln por ah.-ii.ui Porluguez contra- o consol porluguez.
(.lu- esses Srs. rrpreseiilasseiii ap seu' governo,
qn,. sollrjlassem as s-ii-n.iluras d*s seus patricios,
,mo dizem que qucicm faier, bem^ nada teria-
iiios rom isso ; o governo porluguez allender-lhes- "
hia sabendo que as assigualuras conlam-se e pc-
sam-se; mas Gcassc isso enlre elles, em familia.
Para que,porem,(razcrem tildo isso a unta indiscre-
to publicidade. para que chamaren! lodos o leitores
das folhas diarias a seren juizes de laes qucslOes t
Pela nossa parle, para dar conta aos nossos leitores
de nina quesUo que tem orciipajlo tontos corres-
pondentes das grandes tolUas, s ama palavra di-
remos : o Sr. JoSo Baptisla Moreira, as suas ton-
gas relajfics com os Brasileiros e com as autorida-
des, lem sabido conquistar a estima de todos, o que
nao deve de ter pouco concorrido para manter en-
lre Porlusuezes e Brasileiros essas relajOes rrater-
naes que felizmente reinara. (O l'elho Brasil.'
' t
i;
I

O Sr. constri porluguez e os seu* difamadores.
J la foi a bordo do Thamei, antiguado por gran-
II
c


DIARIO DE PEF
V
_~
.le numero de Portuguezes/ e entre esses os niais
hslinclos, a mensagem que S. M. el-rei de Por-
tugal dirige a dftr do seus deis subditos aqui res-
llenlo.
8o vateram para diminuir a influencia dos que
m auas assignalnras queriam lomar parte ues-
sa Ifio digna manitestacilo de uobres sentimenlos, as
insidias a que recorreram alguns Portuciiczo de-
generados. No so assiguc, ilziam ellcs, porque
,as assigiiaturas nao sao tomadas indislinclamcnlc :
, nao se assigue, porque essas assignalnras, dadas em
folhas de papel volantes, tem por flm, nao acompa-
nliara mensagem, porcm autorjsar urna represcuta-
i;Ao forjada pelo cnsul portuguez peaindo a sua
couservai-Io.
Xao ridiculo c deploravel era esse maiyjs, que
nao poda surtir o menor efleito. Tao couceiluado
lie entro os seus patricios o Sr. JoAo Baptisia Mo-
reira, que todos se riram da .estupidez que llie eiu-
prolava scraelhanles ardis, e o Tnames la leva, ri-
caraeute tnradernada, essa mensagem, revestida por
urna nfliiidade de assignaturas.
Entretente, a intriga que com a mensagem se des-
penara, nao se conlenlou com esses esforco para
desviar asignaturas; rompeu em vivissimalgucrra ao
Sr. cnsul portuguez, vomitando contra elle lodoso*
(lolos da sua furia: um pasquim caiidcsliiiamciilcim-
prcssoeclandeslinamcnte destribuido, veio cobrirde
rubor as tacesdosverdadeirosPortuguezs, que prezam
a dignidade eo carcter da sua naci: correspon-
cuealsanonynias as folhas diarias ronlinuaram a o-
a do pasquim, 'ellepois, quereudo os directores
dessas folhas, para garanta da moralidadedassuas co-
lumnas, que essas correspondencias rossein assigna-
das, BAo tiveram peijo os miaeraveis agaressores de
um dos seus mais distinclos patricios, do cnsul da
sua nacao, nao tiveram peijo, diremos,, de assigua-
rem com nomes simposios essas suas corresponden-
cias, de levarem esses nomes suppostos casa de
labcMiaes, asscveraudo-lhe* sercm ellcs os proprios,
serem aquellas as suas Pinnas !
^* PdI! leccr, a maior hnura que
. J9 epodc ao aggredido.' Nemlmm homem se
iou capaz de a icito deseoberto, de cara a cara,
aggredir o Sr. consol portuguez ; os seus hiimisos
envergonharam-se de si mesmos, allacaram-o clan-
destinamente, e depoissob o anouymo, e por fun,
nao Ibes sendo mais consentido o auonymo, mculi-
l umomc, enganaram os olliciaes'ila f pnbli-
. oa, enganaram a aquello a quen se dirigiram"!
Quem lia ah que ronheca um Antonio Pereira.ti-
res, um Jos da Costa Ferreira //orla, um Julio
Horge da Silva', signatarios dessas corresponden-
cias V Consta-nos que as mais altas diligencias se
lem tallo para saber quein sejam esses senliorcs, c
onde existem ; tudo iafrncliferamente.
Entrrlanlo nao bassaque os aegressoan a si mes-
mos declarem infames ; cumprc ver o valar das suas
aggressoes, Poucas sao ellas. Alem das relalivas
ao abuso que da assiunatnra da racnUgeni se pre-
tenda fazer, cfram-e* ellas no seguinte : o cnsul
portuguez nao zela os dircilos dos seus palricios re-
clamando perane as autoridades, quando sao clies
chamados ao servico brasileiro: o cnsul portuguez
den lugar a taes queixas entre os Portuguczra do
Rio Grande que ahi so creou um consulado one-
cial. ;
Occupemo-nos mais de espato com essas aggres-
soo, lano mais quaulo a insistencia dos correspon-
dente* das rollas diarias tem dado a tudo isso mais
importancia do que parecera merecer da impreusa
lirasilera.
O abato da* assignaturas. Pcnsa |>or ventura
o inventor de semclhantc Icmbranra e os que tive-
ram a iageuuidade (se alguns houve) de darem-lhes
crdito, que o Sr. cnsul portuguez he ah algum
estupido, capaz de um trama tao ridiculo Sup-J
pouhamo que entenda esse seulior necessaria al-
guma maniteslacao para ser conservado na posicAo
que ha lautos annos oceupa, supponliajriu&. que ta
podendo oble-la, careca do furlar essas assignaturas,
C com assignalnras assijp furUdas consegua Iludir
o gormo, do regente: quuanto lempo durara essa
QUARTA FEIA 8 DE FEVEREIRO DE 1854.
de emolumentos de secretaria, a que estao soje- monto provisorio; a lerceira finalmente de um qui-
is l H ulos de laes nomeiacos. to depois do reccbimeulo delinlvo.
fosos I
Eis ahi ao que so reduzom todas as aggressflo di-
rigidas coalra esse senhor I Sao ellas laes qnc a lo-
dos fis brasileiros, qnando as vimos apparecer as
folhas diarias, causaram assombro e indignado: as-
sombro, |>or vrmos que para dar expansao a mes-
qniihossenlimcntos, havia gente (lo abjccla e infa-
me que naoduvidava arcommellcr com lao ridiculos
fundanieiiliisiiritIuncci()iiiirioila sua nac.no que tem sa-
hidojwagear ludas as svmpalhias ; indignacAo, por
vermos como |iaraessc mzeravel fim abusa v am el-
lcs de um dircito que as uossas leis s
dircito poltico do citad o brasileiro.
O Sr. Joao Baptisia Morera porcino ossous ami-
gos devem felictar-se por esses alaques : }>ois, ao
passo que moilravam o furor do odio de alaumas
rarissimas individualidades, innslravam quanloeram
ellas dcsprezivcis, c davam occasiao a que apparcees-
semosses leslemunllos da aflerao, da sympnlbia de
que goza odicno cnsul porlimuez entro os seus pa-
tricios c cmtoda a populacho grada, nacional e es-
(rangcra, dota cidade. ( dem, j
COMMERCIO.
r-KACA DO RECIFE 7 1)E FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGos ofllciaes.
Cambio sobre Inglaterraa 38 I| d. (o drv.
Frele de ParahDa para Liverpoola 70| por tone-
lada de assucar, e 5)8 d. por libra de algodao.
ALFANDEA.
Hendimenlo do da 1 a 6.....70:3188015
dem do dia 7....... 13:7298681

Descarregam hj 8 de fetereiro.
Barca ingleza Town of Liverpoolmercaduras.
Brgue inglez Byron idem.
CONSULADO UEKAL.
Hendimenlo do dia 1 a 6.....Ii.';i -DIT
dem do dia 7........3:U9,v43S
A. O arremtame ser abrigado a coran
a rcparlicito das obras publicas com antecedencia
de Imita das, o dia fixo eln que lem de dar prin-
cipio a. executao das obras, assim como Irabalbar
seaudaiueiilc durante quinze das, afim de que pos-
sa o euacnbciro encarregado da obra assislir aos
piuncros Irabalbos.
5.* Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seuuir-so-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de malo de 1853.
O sccrelario, Antonio Ferreira da .nnunctaeao.
O Illm. Sr. inspector da lliesourara de azen-
cousiderain a;-ma"lla fazc Public"' 1ae na ua,a ds'e a 30 das
11 scrao arrematados peranle a mesma lliesouraria, e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro do 1807 as Ierras maleriaes e mais perlences
da capella vaga de Nossa Senliora do Socorro, cita no
engenlio Snccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
boaiao : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
verao comparecera sala das sesses da referida llie-
ouraria, as 11,'j horas do da 21 de fevereiro pro-
limo futuro ; adverliudo que a arrematado ser tai-
ta adinheirode contado.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcrnam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O flicial maior,
emiti Xavier Sobreira de Mello.
. O Illsn. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do correle, mauda fa-
zer publico, que nos das 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
jimo vindouro, peanle junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se ha dearremalar quem por me-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Pajc de Flores, avahada em 4:004*000 rs.
Aarreinalac.no ser taita na formados arls. 24e
27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
do, comparecam na sata dassesses da mesma jun-
ta, nos das cima declarados pelo meio da, corone
ternemente habilitadas.
E para constar 'se mandn afOxar o presente
publicar pelo Diario.
84:047369!!
16:7931*51
Secretaria da lliesouraria provincialJePermHfl-- AsPcssoas.quee prorrfzerero_a_es!>-arremalacao
buco,24dodezembro oe 1853^e-Sc7elar1o. ^Bareram ya sala^w sSses da juta da fazendi
. DIVERSAS PROVINCIAS.
Hendimenlo do dial a 6. ..... 1:1013105
dem do dia 7........1929317
13939*23
Exportacao'.
A-s, bale brasileiro Carolina, de 40 toneladas,
conduziotp seguinte : 1 barrica Jiacallio, 2 ditas
farinha do ricino, ;i fardos, 3 caixas, 2 malas e 1 pa-
role fa/.endas. 2 ferros de engommar, 1 bahusinhode
follia o 2 caitas miudezas, 3 molhos varios objeclos,
1 balni de folha roupa, 1 sellim, 6 cangalhas.
Mediterrneo, brgue sardo Rosa, de 217 tonela-
das, conduzio o segainle : ~ 80 couros com 2,255
libras, 2,970 sceos com 14,850 arrobas de assucar.
Valprazo, barca ingleza Rhonda, de 287 tonela-
das, conduzio o seguale: 3.180 saceos com 19,080
arrobas de assucar, 31 duzias de taboas de pinho.
Falmouth no Canal, barca porlusueza Nimpha, de
305 toneladas, conduzio o seguinte i 3,200 saceos
com 16,000 arroQp de assucar
RECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 7........ 1:2699535
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnto do dial a 6 '......9:3198059
dem do dia 7.........3:*599517
12:7788576
MOypgJNTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 7.
Terra Nova27 das, brgue inglez Glaurut, de 256
toneladas, capitao Robert Demean, eqpipagem 14,
carga bacalho ; a Sbramm Whalely & Compa-
nhia.
Havre40 dias, barca franceza Contc Roger, de 213
toneladas, capitao Tombarel, cquipagem 13, carga
tjuendas e mais gneros ; a /. R. Lasserrc & Cnrn-
panlua.
EDITAES.
:^=0 lllm. Sr. ins[Wln,iilir "fliewwaria -prBvTiv-
ci ^cumprimenlo da ordem Uo Exm. Sr. pre-
P
>~r..w,.w V...C, uw i.oii. or, pre-
provincia, de 6 do correnta, manda fazeT
- que nos dias 7, 8e9de marjo prximo
ndet Pu 7' S^IZT ""^L >'re"ro' P?raD,le a Juma da fazenda da mesma the-
ra sT Pois Uo longe esta Lisboa do Rio- i, tao ppucas relacoo fla entre essas duas capitao "
que logo ludo se nao soubssc E quando fosse
sabido, qaulos das' quanlas horas ficio da frwle ? A dotjluicao do indigno, cnsul se-
na ajfrjmijjiii'piiiiiriio desse/ar/o, e o ridiculo, em
que incorreria, seria a segunda ; loria de ser neco-
saranicnte destituido entre apupadas universao.
Se o Sr. Joao Baptisia Moroira quizesse urna re-
proentarao eniseu favor, peusa por ventura alguem
que, com a simples manifestacao desse seu desejo,
nao appareceria logo osa mauifotacAo, nao se co-
briria de assignaluras das pessoas mais gradas, mais
consideraveis li^aHu.ilu.i Pmluyiiu.ua IIIIIMllislQ-'h
los do commerrio. la industria, das profissocs libe-
rao, e rom as deles as do Brasleiros de todas as

'r
proOssoes, cujas srripalhias lem esse senhor sabido
ganhar e conten' *
H>& para que qiucreria esse senhor tao represen-
lacfto ? Decano do corpo consular portuguez, o
dejeano dos cnsules residentes no Rio de Janeiro
o Sr. Joao Bapsla Moroira lem dado de si ao sc
Bovoruo tao boa conta que, atravez de todas as revo-
'uc6es por qatr lem. pasaado o misero Portugal, lem
sWo senipre conservado. Mais de cncoenla minis-
Iroa, de lodos os partidos, de lodos os matizo, ele-
vados as peder, uns pelo jogo do rgimen represeu-
lalivo, oalrns polo iriuuiplio da rcvolf^rarcceiiilo
olo mais do que aquello de empregos e posices
lucrativas para os seus adeptos, os seus alijados, ne-
ahurn se lemlirou de ilntituir n cnsul portuguez,'
para dar a algum amigo esses despojos : como po-
llera hoje o Sr. JoAo Baptisia M,orcira receiar. sup-
por-se amoacado, querer scaurar-sc com represen-
laco?
, E antes de concluir o que a essa coarclada Icmos
* oppr, taremos urna observacao. O abuso impu-
leote e estpido que se aecusava ao Sr. cnsul de1
qnerer fazer com as assignaturas da mensagem, crt,
de mais a mafa, absolutamente impossivol: as folbas,
em que se rolhiam essas asiigualuras. liuliam, em
leltras arando, na margem, a declarado do fim
para que eram dadas. He pois tao absurda qmlo
deploravelmenl ridicula essa capital accusaciJo.
O cnsul poiiiigliex nao reclama pelos Porlu-
guezo rerrulados ou chamados ao servico da mari-
nha, uao Iho da peranle as autoridado a necessa-
ria protecc.lo. Essa accusacAo he a mais completa
ilsidades. Tollos sabem que, pelo contrario, o
jtista Mprcira. sem esgrimr-se rom as aulo-
ridado TSupcriaes, sem procurarazedar. relacoo que
devem sermonas c rnicas entre dous |>ovos*ir
maos, nao se descufriMorcclamar pelos seus patri-
cios, c he sempi-e allcnddo'ijuando reclama com a
jusiiea, equasi sempre quanddferlama s como fa-
vor.
Assim, quando algum Torluguez he recrutado pa-
ra o servico da marinha, basta a apresoutacAo, por
parle do capilAo do navio a que elle perleuce, do
rol ou da matricula da sua Iripolai.-Ao, para qnc o
cnsul oblenha a sua soltura ; quando nao pcrlencc
elle atripolarao de navios porluauezo, o cnsul lo-r
davia a,pblcm immcdialamenlc, evceplo nos casos
sua Ivtc vonlade, incitados pelo premio
oflerece, querem elles ficar no servido
O cnsul ciimpre o seu dever ; fez mais
eu dever, e para isso o auxilia o rouroilo,
a eslima (Je que goza. Faz mais do que o spu de-
>er; por qnanto, so essas quosli's, (le contiuuo e-
mergentes, liaofossem facilitadas na sua solucAo pe-
ta qualiiladoi, pessoao jlossu senhor, leriain de sor
deslindadas por meio de reelamaces e ollicios de
secretarios, e por mais rpidas que andassem, mui-
lo beni podoria acontecer que, quando chegassem ao
sea termo, j o mariiiheiro recrutado se acluisse bar-
ra Tora, ligado ao servico da armada brsloira.
Ihcemos no nosra ultimo numero que da jiopulacao
portugueza no Ri0 de Janeiro urna parle conside-
ravel be da mal uf,ma condcAo. Baro he o dia em
qae nAo lenhaoUgom Portnguez jpor disordeiro, ja
por leutalivas de crimo mais gravo, complicasoo
comasauloridadopoliciae,. 0 cnsul heentaoin-
cancavel em solicitar algn, albvio sorle dos com-
premeldos, e sempre o consegue quando a juslica
imperiosamente se ll.e nao oppSe. 0lhe-se para a
publicatao quolidiana das parles policiaes, o far-se-
ha idea do immenso Irabalho qe ^f |ado
pesa sobre o consol portuguez. I, -
Rolam os tactos do Ro Crande. A -.I^Wm
ja cabalmenlo respondeu o Sr. Joao BaptisU^Mo-
reira. em correspondencia que assignou ; j hoje sabe
o publico que ncasc negocio de propinas por nomea-
(oeade vice-consulo, oto entrn por certo a uomeia-
cAo do vire-consul do Rio Grande, nouieiacao que
foi pala Sr. cnsul fela en obsequio ao pedido de
um amigo, wendo elle proprio at mesmoasdespe-
a obra do 4-tanto daramificacio da irada do Sul
liara o Caho, avahada em29S268.
A arremalacao ser reila.ua fiirma dos arla. 24 e 27
da le provincial n. 286 de 17 de m;rio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que ,e propozHasjj^esla arremalajao
comparecan. na sala das scs^P ffmesm jimia nos
das cima declarados, pelo meio da, coinpeleulc-
menle habilitadas. '
E para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
blicar pelo Otario.
Secretaria da lliesouraria provincial da Pernam-
buco 8 de fevereiro de 185*.O secretario.
Antonio Ferreira d'.tnnunciaco.
Clausulas especiaespara a arremalaco.
.-V*.A*obrMdo*' ,an da ramincaco da (rada
do Labo, far-se-liao de conformidade. com a planta,
p^*-e-mais risce*_aj>provados pela drectoria em
consellio e aprencntados-a pprovacao do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:268.
2." O rrematanle dar principio as obras no'prazo
de ummez.e devera conclu-las no de dezeseis me-
zcs, ambos contados na forma do art. 31 da lei nro-
vincial n. 286. K
3. O pagamento da importancia da arremalacao
realisar-se-ha em quatro preslacoes iguao a I."
leporsde feiloo prmeiro lerco das obras ; a 2a de-
pon de concluido o segundo terco; a 3." na occa-
siao da entrega provisoria ; e a 4." depois do recebi-
rnenlo definitivo oqual dever verificar-se um anno
depois do rccebimenlo provisorio.
*. Seis mezes depois de principiadas as obras de-
verio. arrematante proporcionar trans lo ao publico
em_ tala cxtencAo do lan^o.
5." Bata-tudo o que nao se aclwr determinado
as presentes clausulas nem no ornamenta, seguir-
se-ha o que dispOe a respeilo a lei provincisl n. 286.
Conforme.Osecralario, Antonio Ferreira d'An-
nttnciacuo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
(lia 9 de marco prximo vindouro, peranle-ir junta
da fazenda da mona thesouraria, praga para ser arrematada a quem por menos fizer,
*" r?!f'*rllnk";' l"'">ai:an .do lniaify. avaliada
cm 3:.HIOl)uini|^^^g|flB^*^>**'
A arremalacao ^ohrila na forma dos arl. 2* e
27 da le proviurihl n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiao abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a ola arreinalacAo
comparecam na sala das sessoes da moma junta uo
lia cima declarado, pelo meio dia, competcule-
monlo habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o prsenle c
publicar pelo Diario. Secretaria da lliesouraria
provincial de Peruambuco 3 de fevereiro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira da Annuniiaro.
Clausulas especiaes para arremalacao.
, As obras do acude do Buique scrAo taitas de
conformidade rom a plaa c orcainciilo approva-*
dos pola directora cm cnnsellio "e aprosentados a
SESES? ,l0 Esm' l'rcsi,,e"le ua importancia de
2" Estas obras devoran principiar no prazo de
sossenla das, o serAo coucluidas no de dez mezo,
a contar da data da arremalacao.
3" A importancia dota a'rrematacao ser paaa
em tres preslacoes da mancira seguinte : a primei-
*aJBs dous quintos do valor tolaL quando livor
ciiiirliiMujnoia' da obra, asegunda iaual'apri-
meira, depois ,. ..la\rado o termo do rccebimenlo
provisorio ; a tercena finalineulc de um quiuln de-
pois do rccebimenlo, deliuitivo.
O arrematante ser ourigado a commuucar a
reparticao das obras publicas com antecedencia do
Iriiila dias o dia lixo, em que lem do dar principio
a exeousAo das obras, assim como (raballiar soaui-
damenlo quinze diats, afim de que pnss;i o ongenhcP
ro encarregado da obra assislir aos prinieiroaMraba-
llios.
I-
[
***
-#t*r
l>ii>tiiinip..-r-,
5* Para tudo o mais, que nao esliver opecifica-
do as presentas clausulas soauir-se-Iia o que de-
termina a le provincial n. 286 de 17 de maio do
1851.Conforme.O secretario, Antonio Ferreira
da Annunci-trao.
O Illm. Sr. inspector da Umourta provine-tai,
em rumprimeiilo da Ordeai do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda tazer publico, que no da 9
de marco prximo vindouro, vai novamenlc a praca
para A-r arrematado a quem ]K>r menos lizer,pora-
to a junta da fazeuda da moma lliesouraria a obra
do acude de Pajc de Flores, avahada em 3:190S rs. -
A arremalacao ser frita na forma dos arls. 2i e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sod as clausulas opeciao abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam lia saladas sessoesda moma junta'no
da acima,i eclarado, polo meio dia, compolcnlemen-
te habilitadas. r
E para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria provincial do Pcniam-
buco, 3 de fevereiro .le 1854.(> secretario, Anto-
nio ferreira da AtinunciarSo.
Clausulas especiis para a arremalacao.
1." As obras do acude de Paje de Flores serao
taitas de conformidade com as plantas e ornamento
aposentados a approvar,ao do Exm. Sr. presidenta
da provincia na importancia de 3:1908000 ris.
2. Estas obras deverao- principiar no prazo de
dous mezo, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia dota arremalacao ser paga
em Iros preslaroo da maneira seguinte: a primeira
dos dous quinto do i alo'r da arremalacao, quando
tver concluido a melado da obra: a segunda igual
a primeira, depois de lavrado o lera "de recebi-
-Jto.,
Antonio Ferrein d'Annunciarao.
Clausulas especiaespara a arremalacao.
,-A.oJ)raf desta acude serao taitas de confor-
midade com as plantas e orcamento, appresenlados
nesla data a approvaco1 o Em. presidenta da pro-
vincia, na importancia de 4:OO4J>0OO rs.
2. Estas obras deverao principiar nn prazo de 2
mezes, e sero concluidas no de 10 mezes, a contar
conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desta arremalacao ser paga
em tres preslacoes da maneira seguinte : prime ira
dos dous quintos do valor lolal, quando liver con-
cluidn ametade da obra : a seaunda iguala primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a lerceira firtalmenlc, de um quinto depo-
is do recebimenlo deninvo.
4. O arrematante ser oliriaadu a commuucar a
repartijo da obras publicas com antecedencia de
30 dias. o dia fixo em que lem de dar principio a
execucao das obrat, assim como Irabalhar se-
guidamente durante 15 dias,alim de que possa o en-
genhelro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalbos.
5.". Para Indo o mais que naooliver opecifiesdo
as presentes clausulas, segur-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 17de maio de 1851.
tentarme. 0 secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao. <
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolocao da junta, manda
fazer publico que no dta.9 de'feverero prximo vin-
douro. vai novamente praca para ser arrematada
peranle a moma junta, a quem por meno fizer, a
obra do aterro e empedramcnlo da primeira parte do
prmeiro lanco da Irada do norte, avaliada ^m
28:0968887 rs.
A arremalacao ser feija na forma do artigos 2* e
27 da le provincisl n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiao abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das6essooda mesma junta, no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se'mandou aflixar o proenle, e pu-
blicar pelo 0iar7o.
Secretaria da lliesouraria provincial de Peruambu-
co 9 de Janeiro de 185*. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.* Esta obra ser taita de conformidade com o or-
camento pprovado pela directora em conselho, e
nesla dala apresenlado a approvaco do Exm. Sr.
presidenta da provinciana importancia de28:0963887
res.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous meto, e os concluir no prazo de qnnze
mezo, ambos contados de conformidade com o artigo
di da lei provincial n. 286.
'V.',.e!,'e e",,rc*!a provisoria da obra al a enlre-
8a definitiva, ser o arrematante obrisado a conservar
a estrada sempre em boni estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas empregado consu..l-
menle nesle serveo,'e tara inmediatamente qualquar
reparo que lbe for determinado pelo enaenlieiro.
*. O pagamento dota obra ser taita em quatro
prestaces iauacs : a primeira depois de tailo o terco
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous torcos: a lerceira quando forem recebi-
das provisoriamente : e a quarla depois da ilrega
rlcliniliva, a qual lera lugar um anno depoiso rece-
bimenlo provisorio. ,
5.*-Para ludo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, segoir-se-ha o que dispOe a
ropeto a tai provincial n. 28G,
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d\AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
emciimprimciiloda resnlucAo da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 16 do fevereiro
prximo vindouro. vai novamenlc a praca para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra dos con-
cerlos da cadeia da villa do Cali, avahados eni
8258009 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 2* e
27 da tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas opeciao abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sata das sessoesda moma junta no
dia cima declarado polo moio dia 'compeleulcnicn-
tc habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente ep
blicar polo Diario.Secretaria da lliesouraria pro-
vincial do Peruambuco, 2* de Janeiro do 1854.O
sccrelario, Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a aiTemataro.
1. Os colicortos da cadeia da villa do Cabo far-
so-bAo de conformidade com o orcamcnlo appro-
vado pela directora em cojisolho, c" apresenlado
approvaco do Exm. presidente na hiiitortancia de
8258000 rs. '
2." O-arrematante dar principio as obras no pra-
zo de quinze dias, c devera conclu-las no de tro
mozos, ambos contados do conformidade com o art.
31 da lei n. 286.
3. O arrematante seguir na exocuc,Ao ludo o
que llio for proscripto polo engenpeiro respectivo
nao so para boa-oxeriicfm do Irabalho, como cm or-
dem do nAo inutilsar ao momo lempo para o ser-
vido publico todasas parlo do edificio.
*." O pagamento da importancia da arrcmatacAo
verilioar-sc-ha ora duas preslacoes iguao: a 1 de-
pois de tailo dous tercos da obra ? e a segunda de-
pois Je lavrado o tormo de rccebimenlo.
5. Nao haver prazo de roponsalildadc.
6." Para ludo o auc nAo se acha determinado
as presento clausulas nem no orcameiilo, seauir-
sc-ha o que dis]>0c a lei provincial n. 286.-Con-
formo.O secretario, Antonio Ferreira da Anit un-
icaro.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provinci-
al, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do corrcnle, que manda
fazer publico que, nos dias 1*, 15 e 16 de fevereiro
prximo vindouro, peranle a junta da fazenda da
moma Ihejsouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra .do 5." lauco da rami-
licacAo da cslrada do sul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:8008000 rs.
A arrcmatacAo ser taita na forma dos arliaos 21
o 27 da lei provincial numero 286 do 17 de maio de
1851, c sob as.clausulas especaos aliaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a esta arremalacao
comparecam na sata das sessoo da moma junta no
(has cima declarados pelo meio da, comiiclenlc-
menle habilitadas..
E para constar so mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario^ Secretaria da lliesouraria
provincial do Pernamhuro, 2* de Janeiro de 185*.
Oa*^otario. Antonia Ferreira da Annunciaco.
ClaSmftu especiaes para a arremalacao:
1." As olir:>_il."laiicoiln raiiiificnrao da estrada
lo Cali serio foilasjih'ronformiilaile rom o orcamoiilo,
As pessoas que so propozerem a esla irona lacio
comparecam na sala das sessoes da Rana junta
no da cima declarado, polo meio dia, cmpclcnte-
m outa habilitadas.
E para constar se mandou aflixar < frsenle o
publicar poto Diario.
Secretaria da Ihczouraria provincial le Pon
buco 2 do Janeiro do 185*. O sccrelc, Amonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaetpara a arreiaftcio
1. Os colicortos da cadeia da villa d Seriiiliaem
far-sc-liAo de conformidade com o orcaunlo apuro-
vado pela directora em conselho e asentado a
approvaco do Exm. presidente na iuptrlancia de
2:7508000 rs.
2." O arrematante dar principio as liras no pra-
zo do um iiicz o devora conclu-las mdt seis me-
zes, ambos contados na forma do arlic 31 da lei
numero 286.
3. O arrematante seguir nos seuslaballios lu-
do o que Iho fiir determinado pelo rospdivo enge-
nheiro, nao si'i para a boa oxccucAo da; ibras como
em ordem de nao inutilsar ao mesiu lempo para
o servido publico todas as parto do iliicin.
*." O pasamento da importancia d trremalacAo
lora lugar em tres prestarnos iguaosi i 1 depois
de frita a nielado da obra; a 2 (lepes da enlroaa
provisoria; c a lerceira ua entrega drlilrva.
5." O prazo da rcspousabilidavlo sen de seis me-
zes.
6." Par ludo o que nao se acha deo'mtnado as
presentes clausulas nem no orramenl seauir-sc-lia
o que dispon a ropcilo a lei proviuil u. 286.
Conforme. O secretario, Antonio ferreira da
liiiainciacSo.
O Illm. Sr. inspector da lliesourrn provincia
em cumprimenlodn ordem do Exm. r. presidente
da provincia, manda fazer publico, qe no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vaj,, novaienle a praca
para ser arrematada, a quem puement fizer, a obra
dos concerlos da cadeia da villa de (iraohuns, ava-
liada cm 2:2498210 rs. A arremataos ser taita na
forma do artigo 24e 27 da lei prtncial n. 286
de 17 de maio de- 1851, esob as claialas especiaes
abaixo copiadas.
sar o presente que ser alliado no lugar do coslume
e publicado pela imprensa.
Dado e paseado nesla cidade do Rrcife de Pernam-
huro aos 14 de dezembrode 1853.Eu Manoel Jos
da Molla, escrivo o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Adetino Antonio Ue Luna Freir, jui: muni-
cipal nesta villa de fguarass e seu termo, por S.
M. I,e C, a quem Dos guarde ele.
Facosaber aos que o presente edlal virein. que do.
di 3 do crrenle mez em diante corre a prlgoes os
dias da lei, se ha de proceder a arremalacao de ven-
dadnos dias 2, 3 e de marco prximo vindouro, as 3
horas da larde.cm casa de miulia residencia ola vil-
la na ra dos Prazeres.do enaeulio denominado Tae-
pe com todos os seas ulensis e Ierras, malas, pastos,
verlentes, casa de engenbo, de purgar, de v venda e
de lavradores, moendas, laixas.furo, correnles e for-
mas, ludo avahado na quanlia de 14:0008000 ; cujo
engenbo he pcrtcncenle a Pedro Alejandre de Mal-
los e sua mullier, e se arremata de venda por execu-
cao que Ihes inove Miauel llenriquo Soaro Silva e
sua mulher. As pessoas que nclle quizerem laucar se
apresenlcm em ditos dias e horas cima doignadas.
E para que cheaue a noticia de lodo mandei la-
vrar tro de igual llu-or que sero lidos.c allixados nos
lugares mais pblicos desle termo.
Dado e passado nota sobredila villa de Igoarassiif
sob meu signal e sello dote juizo. ou vallia sem sem
sello ex causa ao 1." de fevereiro de 185i.Eu Adol-
pbo Manoel Camello de Mello e A rao jo, escrivo o
ocrevi. Adelino Antonio de Luna Freir.
DECLARACO'ES.
da. mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitdas.
E para constarse randou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviocit de Peruam-
buco 30 de dezembro de 1853. O seretario,
Antonio Ferreira da Annnciacao.
Clausulas especiaes para a anmalat-ao.
1.a Os concert da cadeia da villaje liaranbuns,
tar-se-lio de conformidade com. o n;amen to a ppro-
vado pekj directora en conselho.iaapresenlado a
approvaco do Exm. Sr. presidente,a importancia
de 2:2499280 rs. .
2.a O arroma tan le dar principio sobras no pra-
zo de dous mezo, e dever eonclu-las no'de seis
mezo, ambo contados na forma duirtao 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seu Irabalhos tudo
o quelhe for determinado pelo respetivo engenbei-
rof nao s para boa execuc.Au dasibras, como 'em
ordem de nao inulilisarao momo empo para oser-
viro publico todas as partes do edibio.
4.a O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar cm Ircs protaces iguae ; a l., depois,
de feila a metade da obra ; a 2., dpois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega defiiliva.
5.0!>razode respousabilidadi sera de seis me-
zo,
6.a Para luda o que nao esliver determinado as
presento clausulas nem no orcamcilo, sesuir-se-ha
o que dispoe a ropeilo a lei provinial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Amunciacao.
Illm. Sr. inspector da thonraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Em. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publco, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, peranle a junta da
fazenda da moma thesouraria, va no.vamente pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer a
obra dos concert da cadeia da vita do Pao d'Alho,
avaliada em 2:8609000 rs.
A arrematarlo ser taita na firma dos arls. 24 e
27 da tai provincial n. 286 de 17dc maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerema ota arremalacao,
comparecam na sala das sesso .la 'mesma junta no
dias cima declarado, pelo meo dia, competente-
menta habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
blicar pele Diario.
Secretaria da Ihoouraria prov ncial de Pernambu-
co, 1* de Janeiro de 185*.. O secretario, Antonio
Ferrara a"Annunciaco.
Clausulas especiaes para i arremalacao.
"t 1. As obras do reparo da cadeia de villa de Pao
d'Alho sero taitas de conformidade com o. plano e
orcamento, approvado pela directora em conselho,
e apresentadns a approvaco do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 8608000 rs.
_2. As obras comecarao no (Tazo de 30 das e se-
ro concluidas uo de mezes,ambos contados de con-
formidade com o que dispoe t> art. 31 do regulamen-
I las obrna publicas.
3." A importancia da arremalacao sera paga em
tres preslacoes sendo, a primeira de dous quinto pa-
gos quando o arrematante houver felo metade das
obras; a, segunda igual a primeira, paga no Gm das
obras, depois do recebimenlo provisorio, e a ultima
paga depois do anno de respousabelidade e entrega
definitiva.
*. Para ludo o que n3u esliver determinado as
presentes clausulas ou no ornamenta, seguir-se-ba as
disposico da lei n. 286 de 19 de maio de 1851.
Conforme o secretarlo, Amonio Ferreira d'Annun-
ciaco.
A matricula de geometra do collegio das arlo
ola aberla al o fim de marco em casa do ropeclivo
profosor, no pateo do Paraizo n. 30, e no momo col-
legio das arlo, todo odias uleis, em que o dito pro-
fesar deve comparecer, iS-Cpnformidade do est-
lulos. ~-~-
Peta contadoria da cmara municipal desia ci-
dade, se faz publico que do prmeiro ao ultimo de
marc,o, prximo futuro, se tara a arrecadaco, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre satabeleci-
mentns,-tirando snjelcs a mulla de 3 '. oque o nao
fizrem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,Fracisco Canuto da loa-
ra ge m.
O Illm. Sr. capitao do porto, para tornar efleo
livas as dispus cues do regula rara lo das capitanas do
porto, mandado por em execuro pelo decreto im-
perial de 19 demaiode.1856, manda, para conbeci-
mento dos interessados, publicar os artigo segualo
do momo regalameiito.
Art. ll.Ninguem poder dentro do lltoral da por-
to, ou seja na parle reservada para logradouro pu-
blico, ou seja ha. parta que qualquer lenba aforado,
construir embarcado de coberla, ou fazer cavas para
as fabricar encalhado, sem que, depois da liceo da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capitn
do porto, o qual a nao dar sem ler examinado se po-
der ou nao resullai dahi algum damao ao porta.
Arl. 13. Ningueir. poder fazer alerros ou obras
no lilloral dn iiorto. ou rio navegaveis.sem que lenha
oblido licenca da camaia municipal, e pela capitana
do porto seja declarado, depois,de fritos o devido
expmo,' que nao prejudicam o'bem estado do porta,
ou ros, ainda momo o otabclecimenlos nacionao
da marinha de guerra o os logradouros pblicos, sob
pena de demdlico das obras, e mulla alm da indem-
nisarao do damoo qi e 'liver causado.
Arl. 14. Muguen: poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou no cao por mais de
cinco das, ancoras, lecas de artilhara, amarras ou
oulros quaoquer objectos que embaracem trans lo
o servido publica, anda qae lenha licenca da c-
mara municipal. E qnando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenca ofeapilo do porto sem
prejuizo da sobredila servido, s se poder fazer da
btanle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da multa a que taren) sojeitos
petas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigado a fazer cavar qualquer'ara, que se acu-
mule om detrimento do porto.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceico Padilba.
Esta' aberta a matricula -la cadeira
de Iatim do collegio das artes, na casa do
respectivo professor, em Olihda.
Tribunal do Commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Peruambuco se faz publico, que na dala de
30 de Janeiro p. p., foi matriculado nota tribunal o
Sr. Giiilherme da Silva Guimaraes, cldado portu-
guez, domiciliado nota praca, na qualidade de com-
merciante de grosso trato e a retalbo. Secretaria do
tribunal do commercio 7 de fevereiro de 185*.Joo
Ignacio de Medeiros Reg, No impedimento do se-
cretario. "*
Pelo joizo do orphaos da cidade de 01nda,se
lia de arrematar no dia 9 do crreme, as horas da
tarde, em casa da residencia do dito juiz, urna era-
va de nome Calhariua, de nacao, que representa ler
10 anno de idade, pelo proco de 450&000 rs.
A pessoa que botou na caixa da administraran
do correo ama carta sellada, e sem declarar a quem
ne iugiaa, nem para onde, queira comparecer na
moma administrado, afim de poder ella seguir seu
dotino.
Pelo juizo de orphaos da cidade de Olinda vai
a praca no dia 10 do correnta urna casa terrea, sita
uo V aradouro n. 10.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por, menos fizer peranle
a junta da fazenda da mesma lliesouraria, a obra do
melhoramenlo do ro Cotanas, avahada em reis
50:6008000.
A arrematarlo ser feila na forma dos artigos 2i
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas opeciao abaixo copiaias.
As pessoas que se propozerem a esta ittemalarao,
comparecam na sata das sessoo da moma junta no
da cima declarado, peto meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente,'e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de feyereiro de 1854. O secretarlo,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para arremalaco:
1." As obras do melhora.nenio do rio' Goianna,
far-se-hao de conformidade com o orsamenlo.planlas
e perfis approvados pela directora em conselho, e
apresenlado a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 50:6005 rs. ,
2; O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 3 mezo, eas concluir no de 3 anno, ambo
contados pela forma do artigo 31 da lei n. 286.
3. Durante a exacucao do irabalho o arrema-
tante sera obrigado a proporcionar Irausilo as canoas
e barcacas, ou pelo canal novo, ou pelo leilo aclual
do no.
4.a O arrematante seguir na execncao das obras
a ordem do Irabalho que lbe for determinado pelo
engeVheiro.
5. 0 arrematante ser obrigado a apresenlar no
fim do 1. anno, ao menos, a quarla parte das obras,
prompla, e oulro tanto no flm do 2. anno, e tallan-
do a qualquer dosas coudires pagar, urna multa
de 1 cont de rs. *
Conforme. O secretario,
tonto Ferreira d'Aimunc*cao,
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumprimenlo da ordem doExm.Sr. presiden-
ta da provincia, manda fazr publico, que no dia 2
de marco prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a qnem por meno fizer, peranle
a junta da fazenda da moma thesouraria, a obra do
ajude da povoacAo d Bezerros, avaliada em res
3:8*S500.
A arrematarao ser taita na forma do artigos 24
e 27 da tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas opeciao abaixo copiadas.
As posoas que se propozerem a ota arremalacao,
comparecam na sata das sessoo da moma junta no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presenta, e pu-
blicar pelo' Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annpiiciarn.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." As obras desle acude serao taitas de conformi-
dade com a planta e orcamcnlo approvados pela di-
rertoria om conselho. o aprosentados a approvacfio
Para o Rio de Janeiro salie no dia
12 do coi rente o brguei nacional Sagita-
rio de primeira classe, o qual ainda rece-
be alguma carga, passageiros e escravos a
frete : trata-se com o consignatario Ma-
noel Francisco da Silva Carricp, na ra
do Collegio n. 17, segundo andar, ou com
o capitao a bordo.
l'ara o Acaracirpelo Ceara',
segu o hiato Aguia notas 4 dias; recebe carga e pas-
sageiros : a Iralar com o meslre a bordo,ou no crite-
rio de Manoel lioinalves da Silva na ra da Cadeia
do Recita.
Para o Acarac pelo Ceara',
segae em poucos das o patacho Emulacao ; recebe
carga e passageiro: a Iralar com o capitao do mo-
mo, ou no eScriplorio de Manoel tionc,alv da Sil-
va, na ra da Cadeia do Recita.
Para Lisboa
sabe imprclcrvcimente no da 13 do crrente a
barea Gralido: para o resto da carga e passageiros
trala-se com o seus consignatarios Thomnz de Aqui-
no l-'onsera & Hlho: na ruado Visario n. 19,-'pr-
meiro andar.
Para o Aracaty
segu em poucos dias por ja ler a maior parte de
sen carrosamente promplo, o bem con herido e ve-
leirldale Capibaribe: para orlo e pai'ageiro,tra-
la-se na roa do Vigariu, n. 5.
Para a Bahia,
o bem conhecido e vcleiro hiato Sovo.OlinAa, sahe
por lo dias por j ler a maior parte de sen carrega-
menlo a hnrdo: para o roto e passageiro, trata-se na
roa do Vigario n. 5,
LEILOES.
O agente Borja Giral-
iles, quinta feira 9 do
corrente as 10 horas da
^maiihaa, tara lelo no
seY-amazem rna do,
CoUjirio, fh4 de diver-
sas obras de nfeneria
de toda a qualidatv
pianos inglezes, appare-
llnRde taca para'almoco ejanlar, diversos viilros,
candelabros', serpentinas, lanlernas, candieiro fran-
cezo, chapeo de palha de trigo, cachimbos hsmbor-
guezo, varias quinquilleras, e oulros mu tos objec-
los que sero patentes na occasiao do leilo-
mantilla, o agente Anio-
nes tara grande leilo em
seu arma/.em. ra da Cruz
n. 23 e 25, de um variado
ortimento de mobiliasde
todas as qualidado, appa-
relhos de lousa para jffnlar, dilo de porcelana
para cha, vdros para servico de mesa; candela-
bros caudieiros para mei. de sala arandelas
superiores, um rico luslro de bronze doufado pa-
ra 8 luzes espelho grando para sata, cortina-
do de cambraia bordada para portas de frente
com lodo o seus preparo, urna porcao de carnauba
em rama, 10 caixas de volas de dita superior taitas
no Aracalv, quadro de dversos gc-sloscolorido e em
fumo, um neo sanitario de jacararul com3imagens,
jarros para floro, urna porro destamelo fino per-
fumados, urna caixa com 8 duzias de. chapeo de pa-
lha da Italia para homens e meni no, relogio para
cima de moa superiores e ordinar io, obras de ouro,
ditas douradas de muilo goto, ocal o de alcance, urna
porcao de charutos da Babia superiores e ordiuario,
um piano inglez quasi novo, e milito oulros artigo
que seriaenfadonho mencionar, oiiquaoserao apre-
senlados a competencia do publico para serem ven-
dido .por bajo preror-, havendo grande parte em
que latera o marlelle com rapidez, en tregando-se pe-
lo maior preco que fr offerecido ci informe n ordena
que alguns senliorcs teem dado. Ao meio dia ern
ponto se tara tambem leilio de di verso ocravos de
ambos os sexos, entre o qtrao ha alsun com habi-
lidades.
I.eilao de figo e seva.la. no armazem de Luiz
Antonio Aunes Jacome, defronte da altandega, a von-
lade do comprador, quinta fera 'J do corrente.
Vctor Lasne tara leitito, por intervensao do
agenta Oliveira, de um lindo sorl ment de tazendas,
principalmente francezas c s^iissis, as mais proprias
do mercado: quinta-feira, 9 do corrente, s 10 horas
da manha, no seu armazem, ra da Cruz,
Por motivos extraordinario e imprevisto, que a
empreza nSo pode remediar, deixnu de haver hon-
tem expeclaculo; o qae lera lugar quinta-feira, com
o programma que se a'nnunciar,
GRANDE E VABIADO ESPECTCULO
EM BENEFICIO DA ACTRIZ
Leonor Orsat Mondes.
SABBAUO, 11 DE FEVEREIRO DE 1854.
Subir scena pela primeira vez, a muilo graciosa
e ioteressaol comedia em I ario,
A HOEDi DE 24 SIDOS.
Traduzida do francez pelo actor Laiz Carlos Amo-
do.
AVISOS DIVERSOS.
Personagens.
Samuel Rigol. ...... Sr. Piolo.
Endymion de l.a-Sonche. . Mendes.
Jos i'oirier ........ Cota. .
Andr Gafel...... Santa Roa.
Pedrinlio, joven camponez . Ribeirn.
Baboliu, latiellao..... Rozeudo.
Um negro......... - N. N.
Celeste Rgot ..'.... 11. Amalia.
Claudina Camozol, joven cam-
poneza........ A lieneficiada.
Segur-se-ha pelo Sr. Rbeiro a aria do
Segoindo-sc o ensracado e muilo applaudido due-
lo, cantado pelo Sr. Ribeiro e a Sra. D. (abridla,
plaas< perfil approv dos pela diierlilia em con- do Exm. Sr. presidente da provincia" iiiiiioilando en
seibo e appnsenlados-a-Tlppiovacaii do Exm. Sr. 3:KHa500rs. '
proidenle na importancia Je. IMirlhOtgOCH) rs.
2." O arrematante dar prni'ipio as obras uo pra-
zo de um mez e dever rnuclui-las no de 12 mezes
anillos contados na torma do artigo :M. dn lei nu-
mero 280.
3." O pjuramciilo da imporlanru da arremalacao
realisar-se-ha em qualro preslacoes isuaes;" a 1.a
depois le frite o prmeiro Ierro das obras ; a '
'X
occ
depois de concluido o segundo Ierro ; a 3. lia
casiao do recebimenlo provisorio, c a derradeira de-
pois da ntreos definitiva, a qual realisar-sc-ba um
anuo depois do recebimenlo provisorio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as obras de-
vera o arrematante proporcionar transito ao publico
cm lodaa extencaodo laen.
5. Para tudo o que nao se acha determinado
as prsenles clausulas nem no orcamenlo, seuuir-
se-ha o que dispoe a ropeilo a lei numero 2S(i.
Conforme.O sccrelario, Amonio Ferreira da An-
nunciaco. i
~ O Illm. Sr. inspr-rtoi da lliesouraria provin-
cial, cm cuiiiprimculo da resolucau da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que' noilik IG de feve-
reiro prximo vindouro, vai novamente praca,
para ser arrematada a quem |>or menos fizer a obra
do concerlos da cadeia da villa Serinhacm, avaliada
em 2:7509000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos artigos 24
o 27 da lei provincial numero 286 de 17 de maio
de 1851, c sol as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
2.= O arrematante dar comeen as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, coulados se-
gundo o arljso 31 da lei n." 280.
3. O pagamento da importancia da arremataco
ser., dividido em 3 parles, sendo urna do valor de
dous quinto, quando houver felo metade da obra
oulra igual a 1.a quando a entregar provisoriamenle!
e a 3. de um quinte depois deum anno na occasiao
da entres,i definitiva.
4. I'ara ludo o mais que nao oliver especificado
na* presenlesctausulas, seguir-se-ba o que determi-
na a le n.286.
Contarme. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
ODr.Cust'dio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direito ta c:vel desta cidade dn /;,-,/-..
M. 1. e C. eV.
VELHICE NAM0RADA.
Sr. Ribeiro, pela prii
DA POLKA.
Segue-se peto Sr. Ribeiro, pela primeira vez a in-
(eressanle aria
Seguir-sc-ha a sempre muio applaudda e eugra-
ra.la comeda em 3acto ornada de msica,
A VENDEDORA DE PERUS.
ORDEM 1)0 ESPECTCULO.
1" A Vendedora. 2- iolervallo pelo Sr. Ribeiro,.?*
a Mocita de 24 sold. '
Os bilbelo passados pelo aelia) Mendes para a reci-
ta extraordinaria cm seu favor, lem entrada nota
beneficio.
Os bllietes acham-sc i venda eui casa da benefi-
ciada, ra Bella n. 13, e uo dia do espectculo no es-
crplorio do lliealro.
A beneficiada roua ao generoso publico desla cida-
de, baja de a proteger coucorreudo ao seu bene-
ficio.
Principiar s 8 horas.
cidade do Red fe por S.
Fajo saber em cii.mo portfsle juizo se ha
" r.ffndos o dias da le epri
- de arre-
malar por quem ma der.fiidos o dias da lei e pra-
ca- -uc-es-ivas, um si'lo de Ierras proprias nao peque-
no.com casa de vivenda. terrea, e urna grande senzala
cozinha fora.com casa para ocrAvos, estribara, casa
que serve para cocheira, cacimba em frente dosilio,
parle muradb e parle_ edm cerca, com dous porlOes
um de Ierro,oulio de madra,coin baixa para capm,
com bstanlo arvoredos\de fruelo de diilerentes
qualidado, avahado em lajOOOSOOO; cujo sitio vai a
praca por execncao de Ign'ez Jovinianna Ramos de
Oliveira, contra o testanienl-ciro da finada D. Isabel
Mara da Cola Ramos, lien-'" Jos da Cola.
E para que chegue a notara de todo mandei pas-
AVISOS MARTIMOS.
Para o Maranho e Para' vai sabir
coma maior brevidade possivel, por ter
parte de ua carga, o lirigue nacional
iiBrilhante, do qual he capitao Francisco
Cardia : cjuem no mesmo quizer carre-J
gar ou ir de passagem, para o que tem
bons commodos, dirija-se ao capitao, na
praca do commercio, ou aNovaesA Com-
panbia, na ra do Trapiche n, 34.
Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios para o resto da
carga ou passageiros*trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida domes & Com-
panliia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
prmeiro andar.
O Cosmopolita,
sabio hojeo 6. numero, e acba-se a ven.la na ra do
Crespo, teja delivros do Sr. Antonio Uominguo.
No deposite da ra Nova n. 57, ci na padaria
da ra do Laraugeiras n. 26, haver do dia8 em di-
ante pues quentes das 6 as 8 horas da tan le, bemo-
mo iodo o das os excelleutes pao de familia c cri-
oulo, e todas as qualtdades de falias,' co mo ejam,
imperial, familia e doce, biscoilinhos, araru la de ovos
e pura, e bolo fofo.
Domingo, 12 do corrente, o mnibus
Pernambucana dar duas viageos para
o Monleiro at Apipuco, send o a pr-
"'meira as 6 horas e a segunda as 8 horas
da.manha, e regrosar do Monleiro no mismo da
as 7 e as 11 horas da noile : quem quizer bi.'hele de
entrada, dirija-se i ra das Larangeiras n. iti ; cus-
la cada um bilheie 13000 rs.: adverta-se que nao Jie
permitlido fumar no mnibus.
Oflerece-se urna mullier moca para cozinb.ir eni
casa de familia ou de hemam sollciro : na ra de
Santa Cecilia, junio a taberna do Larangeira.
Roga-sc ao Sr. Francisco Bringer de'Almeida
Guedes o favor de nao se retirar para fra da provin-
cia sem que prmeiro pague a quanlia que nao igno-
ra, do abaixo assignado. contratada ha 5 armos no
Passeio Publico, loja n. 9.Albino Jos Leile.
Jos Francisco Dias,
por ignorar a morada do Srs. abaixo declarados, faz
o proenle annunco afim dse dirigirem oia>manda-
rem ra do Crespo n. 14, a negocio que Ibes diz
respeiln: Manoel Bezerra Cavalcanli..Francisco Af-
fonso Ferreira, Jos Flix da Rocha F'alco, Jno Pe-
dro Concalves, Manoel Domingo Mara, Jos Ma-
noel dos Sanios Vital, Jo3o I.eile Torro (alindo,
Slvolre Lins de Barro, Victorino Correa de S, Joao
Joaquim Kahello, Anna Maria da Gloria, Francisca
Mana Franca.
O Sr. Sabino Jos de Vasconcellos tem urna
carta v inda do norte, na roa Nova n. 24.
OSr. Manoel Jo de Olivara tem urna carta
viuda do Cear, oa ra da Madre de Dos n. 38.
Goilhermc Purcell participa a seus freguezes,'
que em alleneao aos altos precos da farinha de trigo,
tem subido o preco da bolachinha de sua fabrica, co-
ntienda por bolachinha do leile. para o preco de
69100 a arroba.
Desappareceu no dia 6 do corrente pelas 8- ho-
ras da manhaa, a prela l.nurenca, de idade 35 annos,
pourn mais on menos, com os ignacs seguinlo: al-
ta, magra, lem urnas marcas ao peilo e as peVhas,
como que fose deqoemadura ; revou panno da Cos-
ta e volido de chita, e mais una trouxa de roupa :
pede-sc as autoridado policiaes. capitao de campo e
mais posoas, que apprehendendo-a lev ein-na praca
do Corpo Sauto n. 17, que ser generosamente recom-
pensado.
Prccisa-se alugar um prete para lodo servico :
no paleo do Terco n. 22 ; e vemle-se um rr.oinho'de
moer caf quasi novo.
Alugam-se duas casas terreas, urna na ra Au-
gusta, oulra na Iravessa do I.una : quem pretender,
dirija-se ra do Collegio n. 10, segundo andar, das
9 as 4 horas da tarde.
Oercce-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer eslabelacimenlo nota praca ou fra del-
ta, menos de taberna, para o que sujerta-se a servir
por algum lempo gratuitamente, atadquirir alguma
pratica que Iho d direito a ordenado : quem delta
ErecUar, dirija-se prensa do Srs. Joaquim Jos
rreira & Corapanhia, que se indicar a pessoa.
Desappareceu no dia 10 de outubro do anno
prximo passado, o ocravo Elias, ciioulo, de idade
32 annos, altura regular, meio fula, rolo um tanta
redondo, puuca barba, nariz chalo, meio carabitudas
pernas, os ps um lano torio para dentro, he ca-
noeirn, serrador e lavra de machado, e he muilo pro-
sista. Este cscravo desappareceu do poder do Sr.
Francisco Pao Brrelo, lavradordoengenhoCaipora
da freguezia da Escada, e o abaixo assignado o com-
prou ao momo : quem o apprehendcr e levar ao en-
eenho Noruesa, ser generosamente paga do sea Ira-
balho.Manoel Thom de Jess.
AOS DEVOTOS DE SANTO AMARO.
Avisa-stno inlliieules, que uo dia 8 lem de haver
a noile o muilo applau.liilo enlrelimenlo di- fandango
e bumba meu hu, de que espera-se ser applaudido
pelo amantes do momo.
Manoel Rodrjgoes da Cota Magalho pede a
lodas as pessoas que tem penhores em sua mo j
venridos, que o venham tirar no prazo de 8 dias,con-
tados da dala dote, do contraro sero vendido para
pagamente do principal e juro, ficando os mesmo
sujeiloao resto, seosdilonoihegarem, assim como
restituir a seus dono o que sobrar de seu pagamento.
Desappareceu no dia 29 do passado o prelo
Joaquim, de nacSo Congo, representa ter 50 aqf ( de
idade, baixn e secco ; levou camisa e calca de algo-
dao de rscado azul. Esta prelo foi do engenho Una,
d'onde veio ha dous mezo sea senhor: na ra de A-
pollo, armazem de assucar n. 2G. $
O dono da taberna da quina do becco das Bar-
reras n. 49, avisa as pessoas que lem penbnro na
moma, o venham lirar no prazo de 8 dias, do cou-
Irario serao vendido para pagamento de seus debi-
to; o momo nao responde mais por ello fiado esta
prazo.
Precisa-se alu
idade de 18 annos,.
pessoa soiteira : a
Madre de Dos n. 6, prmeiro andar, das
10 horas as 2 da tarde.
, Bichas.
Alugam-seevendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzea a. 10.
Augusto Cesar Lins de Sonza avisa a quera
convier, que dcixou de ser caixeiro do Sr. Jos Can-
dido de Barro desde o dia 3 de fevereiro corrate.
Precisa-se arrendar um sitio perto dota cidade,
que lenha baixa para capm: na ra do Rangetn. 9.
HOMEOPATHlt .
O professor homeopatbico J. M-
Teixeira contina a dar consultas
no seu consultorio da ra da Ca-
deia do Recife n. 29, primeiro an-
dar. No,mesmo consultorio ven**
dem-se carteirasde 24 medicamen-
S toschegados ltimamente de Pars,
assim como tinturas de todas as qua-
lidades.
N. B. Aos pobres dao-se consul-
tas e medicamentos gratis-
Precisa-se para um engenho distante dota pra-
ca 5 taguas, de um feitor que entenda de servico de
campo, trata-se na ra doOueiruado n. 30, segundo
andar.
Precisa-se de duas homens ainda mesmo escra-
vos, pasa-sc 800 rs. diario: na ra larga do Rosario,
fabrica de tamancos n. tft ,
Traspassa-sc o arrcndamenlo de um engenho de
boto, moente e corrente,dislaqle do Recita 5 leguas,
e da estrada publica menos de meia de bom caminho,
a ponto de chegarem o carro de cavallo al a casa
de vi venda, com boas e sufli ciento Ierras de canoa,
mandioca, milho. feijao, arroz, caf, ele. etc., muito
|ierta e em roda do engenho, dous bons cercado de
vallado, boa, bem feila e nrjva casa de vivenda de
sobrado toda envidrara, com al pendre de columnas
de madeira e grado d ferro, muilo fresca, e com ale-
gue e excdanle vista ; casas de eugeuho, ealdeira,
encaixamento, estufa e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodo o seus perlcnco, e em muito bom es-
tado, sufficienles senzalas para o pretos, casa de fari-
nha provida de todo o necessario ; excellenta hanho
em urna bella casioba apropriada, maltas virgens
ailo perto, hurla com arvoras fructferas,L inclusive
bp boa porcao de CDqTTeiro ;.
ro, o1*, etc^Ts cannas sao de muito bom assuc
de muild'TOidimento. Vendem-se as cannas novas,"
ogadovaicum ecavallar : o prelendenlo dirijam-se
ao engebo Floresta deS. Amaro de Jaboatao a tratar
com o roprielario.
reniegas iTli^ horas da" ~***tio Francisco de Mello Eeitosa dizem que as-
sassin ou a caceta, no lagar de Pitaes, provincia da
Paral.iiba do Norte, ao infeliz Manoel Francisco Al-
ves, e'hoje mora nota pvyicia, no. lugar Antnga,
dislric.tadeCruangi, emoilo perto de Timbaba.tan-
de se a cha om destacamento de linha. que ponco ser-
vico pdle alli prolar boje peta maita amrzade que
lem com"* as pessoas daquello lugare o respectivo
commandnte e subdelegado, islo consta eom toda a
certeza ao &imigo- do crmie.
. Cm habitante de Piles.
Na casa dis modas de madame Buessrd Millo-
chau recebe-se pef^Jose um sortimentn de modas,
como sejam : chapeo e"itflJc"*uS- camisjnhas e man-
gas, ricas Blas, luvas de pellicaT*"""1-'* compridas,
dlas de malhas finas, floro fioas, ^mbraia de linho,
filo, baleas, cordes de seda de coi es para vestido e
oparlilho, ele. etc.
Mam Alaga-seo sobrado gran le da Magdalena,
'"' qnefica em frente da eslra"13 nova, o qual
se ha de desoecupar al o dia 1. desmarro : a Iralar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou naVa ido Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira 'de Brito.
ss>ftis4t>e@#s
# O Dr. Carolno Francisco de I -"na, depon 9
de sua viacem ao ser tao do Ceai para onda #
@ tai chamado, aqui de' novo seacnj no exera--**
W co de sua prolissad.de medico; V residindo
como ola efteclivam'eole, na roa ?jova n. 69,
contina a protar-se ao publico VP1
4io quanlo oleja a seu alcance, nao
^ respeila as molestias do. interior, como na ar-
le de partejar, e mais operacoes; eom ope- i
<;. cialidade as que reciamam as enfermidado fg
m das vias ouriuarias.
J. Chardon, bacharel em bellas leltras, doutor
em direito, formado na universiilade de Pars, ensina
em sua casa, ra do Aleccim a& i. a ler, escrever,
iraduzir e faHar correclamenuR lingua franceza, e .
tambem d lices parlicularo em casas de familia.
AVISO JURDICO.
A, segunda edircao do primeiro elementas para '
tico do foro civil, mais bem corrigida eacrescenta-
da, nao s a ropeilo do que alterou a lei da refor-
ma, como acerca do dopacho, Blerlocutorias e di-
finilivas do julgadoro ; obra essa lao interessanle
aos principiantes em pratica que loes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n. 6 e S.*
, Precisa-se rallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimental; na roa da Cadeia de Santo An-
tonio n. 30, a negocio.
Denis, alfaiate francez,
chegado ltimamente de Pars, tem a honra de pre-
venir ao publico, e principalmente aos seus fregu-
es, que abri sua leuda na ra da Cadeia do Recife
n. 40, primeiro andar ; Irabalha de feitio, e tambem
d as tazendas a vonlade dos fregueto, a preco com-
modo ; Irabalha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e para os disfarces de toda a quali-
dade para o carnaval.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaiguou, dentista receben agua denli-
frce do Dr. Pierre, esta agua contienda como a me-
llior qae tem appareafete, ( e lem muito elogio o
seu autor,) tem a prpriedade de conservar a bocea
i-jheirosa e preservar das dores de denles .Jira o
golo desagradavd que d em geral o charuto, al-
tii unas gotas dota n um copo d'agna sao sufficien-
Ic. ; tambem se achara p dent Trice excellenta para
a t ouservacao do dent : na roa larga do Rosario
a. ;I6, segundo andar.
Deposito de cafvo.
A luga-se um grande armazem proprio
para deposito de carvaoi, a' bera mar, na
ra q e Santa 'Rila, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
preco he modico.e trata-se na ra do Tra-
piche ri. W), segundo andar.
_0 ai'iaixo assignado, professor particular de ins-
Iruccau elementar do segundo grao, residente noter-
ceiro anda,-, da casa u. 58 da ra Nova, declara o
ropeilavel publico e especialmente ao seuhoro pas
de familias, que acha-se no exerccio de seo magis-
terio, promplo a receber alumnos intern e externos
para seren di apunados cm malcras de instruccao "
elementar, c l ambem em grammatica latina e frau-
ce*a.7osti M aria Machado de Figueiredo.
um criado ate'
servico de urna
r na travessa da
AVIS O AO COMMERCIO.
Os aba.vo assignados continuam
a franque!' a todas as classes em
geral os sei is sortimentos d fazen-
oas por bai'xos precos, nao' me-
nos de urna peca', ou urna duzia, j
a dinliciro, ou a prazo', conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corj.io Santo, esquina da
ra de Trapici'ie, n. 48. Ros-
tron Rooker & [^ompanhia,. nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavel publicp que abri-
ram no dia 5 do torrente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores a'os Victori-
no de Paira e Manoel .Jos de Si- |
queira Pitanga, para vendern
Dr atacado e a retaio.
Arrenda-se o engenho iramatauPe
de Flores, freguezia de Nazareti'i, moente
e coriente, com fabrk-a, bois e bertas, e
capacidade para safrejar 2,500 .a 5,000
)3es : quem o pretender, .procure a Ma-
noel Joaquim Carnero da Cunha, i a roa
da Aurora, ou no engenho Fragqpii.
Jos Maria Goocalves Ramos relira-se f- 'acaa
caplal do Imperio, onde vai roidr; e leva em' sua
companhia o seaunles escravo de sua propri ed. ide:
Thomaz, Jose Mara, pardo, Trajano, Consliiiir, a e
Ilhiminnla, cabras, Antonio, Querina, Florinda e
Joo, crioulo : o annunrianle previne a quem qu> 'r
quesejulgarseocredor, de apresentar-se eomclocu-
menlo leaao, na ra larga do Rosario n. 12, primei-
ro andar, para ser gago, islo no prefixo prazo ile4-
dias: declara mais o annunrianle, que (emconsli.'ui-
do por seu bastante procurador, .nota praca, ao. Sr.
Vicenta Jos de Brito.
O Sr. Ricardo Das Ferreira lem urna caria i ia
praca da Independencia n. 6e8.
llerece-se um rapaz brasileiro paracaiieiro d t
cobranra Onde oulra arrumacao : quem de sea pres- -
limo se quizer utilisar, anouncie.
Oflerece-se urna mulher de boa conducta para
.dirigir a casa de um homem solleiro ou de pouca fa-
milia, cose,engomma e emende de cozinha: qnem
precisar, dirija-se praca da Boa-Vista n. 30.
Precisa-se alugar um ou dous andares com
commodos sufficienles para una familia estrangeira,
as prncipaesrua do bairro de Santo Antonio, ou
do Recita e Boa-Vista : a Iralar na ra da Cruz n. 8,
ou annoncie.
Aluga-sa-o lercero andar da Ada ra Nova
n. 23, com 2 satas, 2 alcovas, e cozioVcom ianeUas
para tres lados: a tratar na mesma casa.

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DIARIO DE PERM6UC0, QUARTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO OE 1854.
,

Aluga-se a toja do sobrado da ra do Collegio
u- 18 com armrcao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do ijuei-
tnado d. 29.
OSr. Manoel Lourenco Machado da Rocha, eu-
radMMdor, que assignou esle Diarlo para o Sr. vi-
gario Manoel Vtenle de Araujo. venha a esla tjpo-
graphia para solver a mesma assisnalura, visto que o
Sr. vigario dii que nada lem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanuva contina a dar cunsoltas lodosos
das no seu consultorio, ra do Trapicne u. ti.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico' diario de ua casa de pouca familia :
quera quizer, dirija-se ra do Collegio, armazem
n.14. .
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas do
Sr. Manoel Cabral de d de 5009 at 1:0009000 re. com hypolheca em ca-
sas terreas, ;
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetesda lote-
ra da cmara de Valerira, a lista se espera
pelo primeiro vapor que vier do sul.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquei* parte, tanto em por-
ches, como a retallio, amancando-
8e aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a '
maior parte das casas commerciaes
nglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagem do que outro qualquer ; o
pi-oprret3*Krtfeste~raq>ortante
tabelecimento convida
seus patricios, e ao publico
ral, para que venham (a'bem dos
sera interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra dot
Collegio n. 2", de
Antonio Luiz dos Sanios & olim.
A mesa regedora da irmandade de N. S; do l,i-
vrameuto, tendo dado principio a conlinuacuda obra
da catacumbas do cemiterio publico, convida aos ir-
maos eirmesque anda naoconlribuiram.com asco-
tas marcadas para dito (m, a rcalisarem 9 mais breve
possivel, visto estar se corilinuando.com a obra, e
nao ser a irmandade obrigad a tornar a parausar
por TaUa de meios, como j acoole.Gi'u, pela indifl'e-
rfirca qne mostram osiuleressadosnaconslrucclo das
mencionada*.calacuiribas, isio he em quanlo nao pre-
risao das que se gderao fazer, occasiito esta que to-
dos entende ter c.ireilo a ellas sem anteriormente le-
rem contribuido, dando lugar a suscilar-se questoes,
uesaTTeices etc., e para que nao continu esses pre-
cedentes, bom sera que os Srs. irmaos e irmaes, em
lempo, coucurrarn como he de seu dever;
Na ra No ;a o. 33, no Bazar Pernambucano,
continua a haver grande e variado sortimento de fa-
fs." a a melhor B08'0- corDO seJm : orles de ves-
tidos de seda pura bailes e pora noivas, romeiras de
1 .I8 """-dadas, dilade retroz, chales de dito,
Iierthasou tal'ios para vestidos tanto pretos como
iH-ancos de lili, de linho e de seda, fitas de todas as
qualidades, prmnofino preto. superior, casemira dita,
'"''apeos de pe'.Io de seda para liomem, os melhores
que apparece, bicos de blonde, de seda e de linho,
*^"tt'T/**f "T" para tranca, ditos de borracha
para alisar, o melhor que he possivel, pela sua dura-
Cio, alflnetas de camapheo, braceletes e rosetas a imi-
tacao de ouro, u mais bem feilo que se pode desejar,
vestimentas para bailes mascaradas, de coslumes dii-
ncz, turco, grego e camponez, com cabelleiras e mas-
caras, e oulras muilas fazendas, que eslarao patentes
e a escolha dos freguezes.
JOS' RANDE',
cntranrador de cabellos da casa imperial,
avisa ao respeitavel publico desta cidade, faz colla-
res, polseiras, brincos, anheis, correles para relo-
gios, giblas. cordOes, Iransejins, lambem se faz flo-
res dt cabellos, e qualquer obras que deseja : no
Ierro da Boa-Visla, n. 82.
Precisa-se alugar urna ama para urna casa de
pouca familia; na ra Direila n. 116.
, GASA DE FAMILIA.
Urna senbora eslrangeira, viuva, e s tendo de de-
morar-se uesla cidade por alguns mezcs, precisa um
alojamenlo e subsistencia decente em asa de familia
lioacsta, pelo lempo da sua residencia aqui : a fami-
lia^jue quizer preslar-se a este convenio, queira
rommuniear per esle Diario para ser procurada, ou
deixar a sna inorada em carta fechada, com as ini-
ciaes D. M., na loja de livros do Sr. Figueirda, na
l>raca da Independencia.
Precisa-se de urna ama : na ra do Hospicio,
casa d. 17.
Rottbo de um, relogio.
No dia da leste de Sanio Amaro, as 7 horas da noi-
le, quando o abaixo assignado eslava dando .urnas li-
tas para benzer, furtaram-lhe um relogio de ouro.sa-
honele patente inglez, com mostrador tambein dcouro
e crrenle i bastante gasla, a qual tem o peso de 5
't tayas ; por isso roga a pflssoa a qoem fr offere-
ndo dito reloaio, de o apprehemler, que receber de
gratillcaco 303000 rs. : na roa do Cabug n. 1 C.
Antonio Pereira de Oliceira liamos.
. Pede-seao Sr. Joao Francisco.da Lapa annuii-
cie r sua morada, on apparera na Iravessa da Ma-
dre de Den* u. 5, primeiro andar, a negocio que Ihe
di respelo.Antonio de Paula Fernaude* Eiras.
ludo desta ciJade para a de Goianna Manoel
tioncalves de Albuquerque e Silva, perdeu entre
Ilabatinga e a laboleiro da Mangabina, urna carleira
ronlendo.nella 7-20OS0O0 rs.; e porque lodo esse di-
uheiro eslava cm seduias de jOO, 200? e 10J8 rs.,
he fcil descobrir-se qam o achou, no caso de appa-
recer aiguem destrocando seduias destes valores, sem
ler proporefies de as possuir: pelo qo oOereee o re-
erido a quantia de 1:000800o-rs. a quem Ihe resli-
luiraquella quanlia ; e a de 500000rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, o se pnssa rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo invinlavel
quando assim o eiigirem : quem, pois, tiver noticia
deste achado, dirija-se naquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e nesla, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
ATTENCAO".
O deposito de farinha.de mandioca do
trapiche doCuhha, mudou-se para ostra-
piches do Angelo no Corno Santo, e alli
acliarao os freguezes grande sortimento
que jachegou, por pre baratinho e de.
boa quaiidade.
do
de
Compra-se urna mohilia de Jacaranda, em mili-
to bom estado : na ra Direila, n. 17, se dir quero
precisa.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da i llu mi na cao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Compram-se 12 enxerlos de laranja selecta : no,
becco das Barreiras, primeira casa de vidrar,a co'rjr4
janellas a djreil*. u procure na liviana de-SfT Fi-
gueirda, que Ihe dir quem quer. j^--a"'"
Compra-se um vestidocoorliscs desarja lisa e
umcapolinliooumanlelelf, sendo preto : na ra da
.Unceicao da B_o*Jea' n. 54, se dir quem compra
ou annirncie.- ^
Oim quanlo leiiha por esle Diario o digno ir-
mosecretario da veucravel ordei lerceira do pa-
Iriarcha S. Francisco desla cidade, oSr. Manoel Jo-
s de Azevedo Santos, convidado por parle da mesa
regidora a lodos os carissimos irmaes da mesma or-
den), para que hajam de comparecer na larde do 1.
de marro prozimo, alim de i.companharem a procis-
s3q de cinza. Com tudo na quaiidade de irmo ter-
ceiro da mesma ordem, rogo'e peco encarecidamente
a lodos os meus caros irmaos. que deixando de parle
quakjner motivo pelo qual lenham lencionadu nao
comparecerem nos actos festivos da mesma nossa or-
dem, comparecen) ornados com seus hbitos, as ho-
ras mencionadas pelo jnnao secretario, para o um por
elle igualmente declarado, primeiro de lodos osados
da veneravtl ordem lerceira de S. Francisco da Pe-
nitencia, pois assim o espera seu irroao em Jess
Christo.
EOTERIA DE N. S. DO ROSARIO.
As rodas desta loteria andam no dia 11
do corren te : os bilhetes acham-se a ven-
da nos lugares do costume.Othesouvei-
ro, Silvestre Pereira da Silva Guimares.
Victorino Tararea Ledo e Francisco Tavares
Ledo, subditos portuguezes, reliram-se para fra do
imperio.
Aluga-sefpor duas palacas diarias um prelo pa-
ra lodo o servido : quem o pretender dirija-se a ra
da Praia, Ivpographia que foi oJ)iario Noto.
Vende-se CARNE I)E VACCA e de porco de
llamburgo, em barr de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca condecida c verJadei-
ra, havendo poneos cigus de reslo, que se venderao
para fechar, a 248000 rs. ;
AC UEMILUsortido;
TAPETES DE LAA, laujo em pera como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores emuiloem ronla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de Hollara em latas de trinco galoes : em
casa de,C. J. Aslley & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos /le ferro de superior quaiidade.
COMPRAS.
VENDAS
1 Novo telegrapho.
Vende-se o roteiro do novo telegrapho que princi-
pien a ter andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada Um: na livraria 11. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. .
Vende-se urna parda perfeila engoinmadeira e
cnshircjra, sabe v'slir urna senhora com lodo acein, e
se pode afliancar a boa conduela, e ao comprador se
dir o motivo por que se veude e urna linda criou-
linha deidade 14 annbs, propria para macana ; um
moleqnedc idaiie 17 anuos, orna prela comagumas
habilidades e um pardo mnito bom sapateiro e bo-
liciro: na ra da (jloria n. 7.
Vendem-se na roa da Cadeiado Recife, loja de
miudezas de Antonio Lopes Pereira de Mello & Com-
panhia, .saccas coro excellcnte cera de carnauba, as-
sipi como cai.xasom muilo bous chapeos de feltro,
chegados lillimamenle do Rio de Janeiro, todo se
vende por prero commodo.
Vende-sc um preto de 28 a 30 annos de idade,
ptimo para algum siiio ou para gaohador de ra,
por ser de ba conducta e muilo saudavel, e vende-
se por prego commodo, por ser com precisao : na
ra da Roda n. 52.
Vende-se por precisao urna mesa grande; na roa
da f.nnreiriloda Ba-Vista n. 54, se dir quem vende
ou annuncie.
Vende-sc una, mulata bem alva, propria para
andar com enanca, por ser ella mnito carnhosa, ven-
de-se por um prero desgranado para liqoiilar-se cen-
ias : quem a pretender dirija-se a ra do Nugueira
n. 25,segundo andarse dir quem vende.
Vende-se om silip muilo baralo, na eslrada da
Varzea,com H) bracas re frente e 39 de fundo, casa
para morar, muitos arvoredos, rio por detraz, eom
boa asila, boa baiza paracapim ou verduras : quem
preleoder dirija-se ra de Sania Thtreza n. 22 :
lambem se troca por urna casa terrea.
Vende-se um preto da Costa j idoso, mas bas-
laute rotmslp, o qual he meslre de assocar, muilo
proprio para qualquer senhor de engeuho : na ra
do Moudego, n. 13i. ,
Vende-se no Jugar, dos.Coelhos, Confronte ao
novo hospital de car idade,um sobrado por acabar, pro-
prio para eslheleeimento de qualquer fabrica por
ser lugar marcado pela cmara ; comprehendendo ao
lado e fundos do mesmo um grande armazem com
ehamin. e uma porro de terreno de marinha ,
estando parle aterrado e j designadas duas ras no
mesmo, tendo titulo de aforamenlo, e vende-se por
commodo prcc,o ; a tratar na ra do Cotovello, casa
n.85. ,
Veude-se urna, carroca de jogo de
cooduzir assucar de engenho com muita
facilidudc, e pode conducir 200 arrobas
de ca*da vez : quem a pretender dirija-se
a ra do Pires n. 28.
Charutos na ra do Queimado n. 9.
Acaba de chegar um rico sorlimenlo de charutos
varetas de S. Feliz, e se vendem por menos preco
que em outra qualquer parle : na ra do Queimado
n, 9.
Sapotis.
Vendem-se nimio bonssapols lauto iridiados
para embarque, como maduros para a mesa diaria ;
assim como ps dos inesmos para plantar de muilo bom
1 .miau110 : no sitio da Trompe sobrado n. 1, que tem
taberna por baixo.
, Para o carnaval !'
Lindas mascaras de rame o mais alvo e perfeilo
que ha, e por prego commodo, e igualmente galoes,
rendas e espeguilhas paraos vestuarios; ellas, rapa-
ziada, antes que se acabem, na frente do'Livramen-
lo, luja de F. A. de Pinito. .
Padaria.
. Vende-se ama padaria muilo afreguezada: a tratar
coi Tasto 4 Irmaos.
Oleq de linliaca em botijas.
Veude-sc na botica de Barlholomeu F. de Souza :
na roa larga do Rosario n. 36.
Pechincha para os senhores charuteirps e
taberneiros. charutos e fumo.
Cliegoa um completo sorlimenlo de charutos de to-
das as qualidades e para todos os preros, assim como
uro sortimento de fumo da primeira quaiidade : na
ruado Queimado, u. 1, loja de fazendas dao-.-e
amostras aos compradores;
Vende-se urna crioula de bonila figura e moca,
que sabe cozinhar, engonimar, coser, marcar, fazer
labyrinlho, corlar um vestido e vestir tima senhora :
Irala-se na ra do Queimado n. 30, segundo andar.
TAINAS DE FERRO.
rja fundicao' d'Aurora em Santo
Amako, e tambem no DEPOSITO na
JHavendo-se na noite do dia 5
crtente, tatadoroubar o armazem .
la/endasque ttjp os abaixo assignadosiia
ruado Brumn.lG, e estando osmesmos
dispostosa pxiceder criminalmente con-
tra o autor ou autores desta'tentativa,
.oMerecem u gratificarlo de 100| a quem
descubrir e fornecer provas contra os
perpetradores do delicto: promettendo o
mais inviolavel segredo, acerca de quem
fornecer esta preva seja qual fr a sua
'wcndrr5o. Recife (i de feveriro del 854.
~; tlostron Rooker & C.
Arrenda-se 'jm bom silio em Beberibc, tem ca-
sa soflrivel com Ij quarlos, 2 salas e grande cozinha,
tem estribara para 14 animaes, corral para vaccas e
grande cercado para as soltar, todo murado, tem gran-
de baia com capim a corlar lodos os diaa para uns
poucos de ani maes', podendo-se estender do tamaulio
que a queira fazee, tem aleumas arvores de frudo,
doos arande.shananeiraes, mil e lajilos ps de abaca-
xis j dando, e oulros a chesar : lambem vendem-se
as va<-cas rjue tem que j esli costumadas ao pasto :
os preler.deiiles dii iiam-se, ao sierro da Boa-Vista
n.80. -
~ Precisa-se de um feitor para um sitio, que en-
,ena,'%P'!,n,ilS6e*i principalmente de hor'la, eque
irabil he tambem com alguns escravos ; sendo fiel e
ugf ule paga-se bem : os prelcndenles dirijam-so ao
aler.o da Boa-VUla, taberna n. SO.
Guilherme da Costa Correa Leite
vfit ao Rio de Janeiro.
T\,FIlI"se8C,ellle aSr- nsperlor de qnarleirao da
ra Velha, na freguezia da Boa-Vista, que a obriga-
cao.edever mesmo, como empregado de- polica, he
pritenir o cr.me nao occ*iona-lo ; p^r quanlo no
primeiru caso muilo se aproveita, c no senundo, ain-
-I a quando Se possa castigar, desarronlaqdi assim a loi,
I' ,e semjire trabalhoso, e a immoralidade sulisisle. He
1 om referencia ao tumultuario batuque inenmmodo
e inmoral praticado aos domingos pelas prelos da
Costa, a casa n. 30 da mesma na de fue se fa||a'
alim de que nao continu a dar licenca para isso'
quando convinha cuidadosamente n.lo consentir se-
melhanle orgia loda cno'.ra o socego publico, e 10-
commodo da visinhanra.
O Dr. Pedro Aulran da Malla Albuquerque
faz saber que a partir do dia 16 do corrente, 10nii-
nuar a dar no yceo, todas as quinlas-feiras, as .">
horas da larde, licSes de economa poltica; e.espera
que os amantes desta ciencia se dignen) de honra-lo
com a sua assislenri.i.
Aluga-se o primeiro e segundo andar e solflo da
rasa n. 16 dajpna da Senzala Nova ; tralar na ra
do Crespo, loja 11. 8.
STARR & C.
respeilusamente annuncim que no seo extenso es-
tabelecimento cm Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfcir,o e promptido.teda a quaiidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em ceral, .lem
aberlo em um dos grandeiarwazens do Sr. Mesqui-
ta.narua do Brunu-stfaz do arsenal de marinha,
um ^ -------.
. '' DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
Rap Paulo Cordeiro.
Vende-iiuperior rap Paulo Cordeiro, chegado
ullimameit em libras e meias dilas e oilavas ; na
pra^a da Iliepcndencia n. 3.
Venikn-se2caixoes eovidracadosenovos, pro-
prios para liorna, e 1 saman em bom uso. tudo por
preco cornudo : na estrada que vai da Solednde pa-
ra o MaiiEinho, silio o. 5 ; 110 mesrou precisa-sc de
una pessoque queira coufar alg'uinas dividas, dan-
do fiador; az-se bom negooio.
Ventee um cavallo com lodos os andares, e
liemcarnuu; no largo da Sania Cruz, taberna 11.
20, defronkdo oilaoda loirc.
Ventee um inoleque, crinu lo, de 15 anuos de
idade, sem icios ueni molestias; he muilo diligenle,
faz o almorc cozinha o diario de una casa, serve-
bem a mesi e alBanca-se sua conduela : na ra da
Cadeia do Icife, loja n. 41.
Vendse urna cabra bicho) rom duas crias,
mnito boa leite ; na ra da Seozala Nova n. 40,
primen o aliar.
' Vendo-se 10 escravos. sendo I ptimo molo-
que de idacklfi annos, 1 bonilo mualo proprio para
pagem, 8 esa vas mocas que cozudiain, lavam, en-
gommam 1U elodas de lioa conduela, as qnacs dau-
se a roiileitl: na ra Direila 11. 3.
" Contii a-se a vender corles de vestidos de chi-
ta de barra, ores lizas e bonitos padroes, a 2$2>'i0
rs. cada crk: na loja rto sobrado amarcllb, da ra
do Queimadn. 29.
Vestidos de seda.
Nn loja doobrado amarello, nosquatro canlos da
ruado Quciiulo n. 29. vende-se corles de seda de
quadro de noos e modernos padres, pelo baralo pre-
Co de 2i5O0Os. cada corle.
5edas para vestidos.
Na loja doobrado amarello, nos qualro cantos da
ra do Queirado n. 29. vendem-se corles de vesti-
dos de seda lia furia cores, Uitos le dila de qnadros
escocezes, dilt de dila com flores, havendo muilo
swUuienlo p;a escolher, e por prero commodo.
Alliacharao os compradores um completo sorli- Cces de chita a l.S'600.
ment demoeudas de raima, com lodos os melho-
ramentos (alguns delles trovos e origiuaes) de qoe a
experiencia de muitos annos tem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laixas de todo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslrucco, fondos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
inhnidade de ulnas de ferro, que seria ciifadouhn
enumerar. No mesmo'deposito existe urna pessoa
inlelligeule e habilitada para recebr todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas ofliciuas e machinismo,
e pericia de seus officiaes, se comprofncltem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeiro, e exacta
conformidade com osmodelosou deseo luis, e inslruc-
Ces que Ihe forem fornecidas-
SALSA PARRILHA.
DE
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parnlha em todas as .enfcrinidadcs, originadas
pela impureza do sangue, e o bom exilo olido na
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidcnle d aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. I)r.
Antonio Jos l'eixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Olivcira, medico do exercilo c por va-
rios oulros mdicos, permittem boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa contem duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilba de Brislol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
i
HOMEOPATHIA.
S IjDA DAS CRIZES M. 28. 9
r ^ No cnsul lorio d professor homopalha^
jj) Gossel Bimont, acham-se venda por t
I 15,000 RS. i
jt s competentes livros, (elementos de h'omeo- fA
*g palhia, segunda edirio.) W
<$) Grande sorlimenlo de carteiras c caixas @
& de "todos os tamanllus por. precos comino- ,a
w dissimo*. t)
^ 1 tubo de glbulos avulsos 500 (&)
/A frasco oe -'"* on5a oc ''tura a 7j
? esclha ;.....1gooo ^J
i As pessoas que se dignarem honrar esle ?>
. eslabelecimento com sua confianca. depois W
f de experimentados os medicaineiilos, n.lo (Sj
i os adiando com a energa praptia de boas l
' preparacOes, |,..der."io torna-tos, e promp- v'
f lamente Ibes ser entregue o importe.
ru o Rrum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, gi-andes, pequeas,
razas, e fundas ; e'em ambos os logares
e\istem ({uindastes, para carregar ca-
noas, ou carros lvres de despega. Os
precos sao' os mais commodo*.
, Couro de lustre
de boa quaiidade ; vende-se por menos do qne em
outra qualquer parte para liquidar coulas: na.rua da
'Cruz n. 10.
Vinho Rordeaux.
Bruno Praeger & Companbia, ra da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margot, ero
caixas de urna duzia, que se recommendam por snas
boas qualidades.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de ussucar, piuladas, eque levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na ra ds Trapichean. 3.
Vende-se o'engenho Limeirinha, situado a mar-
gen) do Tracuuhaem, com 600 braras de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas. In-
das novas, eplima moenda, com bous parlidos que
rom 2 carros e 4 quarlos pndeni moer al 2,000 pues
o que lie dgrande vanlagem para um |>rincipianlc.
Ue'de ptimo assucar c de boa produccao, lano de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro vista, e o mais a pagamento aonforme se
poder conveneionar: os pretendentcs drijam-se ao
engenbo Tamatape de Flores. '
. Vende-se cm casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior quaiidade, en-
garrafado.
Vinlio Cliery, em barris de quarto.
Sellins para motitaria, de homem e se-
nhora. '
Vaquetas delustre para coherta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Ne botica da ra larga do Rosario
n. 5G, de Bartholoriftb F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be 1'aFeeteur verdadejro, salsa de Sands
verdndeira, vermfugo injjlez (em vidro)
verdadeiro, vidrVde bocea'larga conrro-
llia de 1 ate 12 libras. O annuncianteaf-
lianca a (|iiem ialeressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autoritado por dcciso do comelho rea
e decreto mrial.
' Os mdicos dos hospilaenBummendam o arrobe
Laflecleuv,- como sendo o nico aulorisado pelo go-
veruo e pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um gesto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco tempo,
com pouca,_ despeza, sem mercurio, as aflecroes da
pelle, impingens, asconsequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
catharros, da bexiga, as contraccoes, e i fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das inseecocs ou de
sondas. Como anti-fiyphilitico, o arrobe" cura ero
pouco tempo os fluxos recentes pu rebeldes, que vol-
vem incessantes sem consequencia do empregn da co-
paiba, da cubeba, ou,das iujecces que represen-
tamo virus sem neulralisa-lo. O 'arrobe Latfecteuv
he especialmente recommendado contra as doenras
invelcradas ou rebeldes ao mercurio c ao .iodnrelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar nma
graudo porco de fcarrafas grandes e pequeas, vin"-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyvcau-
LafTecteuv 12, ru Richev a.Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, era casa dfi Joaqun)
Araujo; na Baha, Lima & Irmaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Joo Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Couto & C.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundu-o d'Aurora acha-se constantemente um
completo sorlimenlo de macllinas de vapor, lano
d'alta como de baixa presso de modellos os mais
approvados. Tambem se apromplam de encommen-
da de qualquer forma que ?e possarn desejar coma
maior presteza. Habis omciaes serao inndadns
para as ir assenlar, e os fabricantes como lem de
costume afiancam o perfeto Irabalho deltas, e se res-
ponsabilisam por qualquer defeito que possa nellas
apparecer duraulc a primeira salra. Muilas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimento tem
estado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eal 16 anuos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, c algumas al nenlrans absolutamen-
te, arcrescendo que o consummn do cpnbuslivel he
mui mconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
eoulrasquaesquer pessoas que precisaren! de ma-
clnuismo sao respeilosamente convidados a visitar o
estabelecimento em Santo Amaro.
Vendem-sertesl<^r3
gomas pintasle mofo, pelo barato prerooVlouOfs
cada corte: n loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. i.
A 500 rs.
Superiores neles de oleado mstezos muilo pro-
prios para a psenle eslarao : na praca da Indepen-
dencia ns. 24130.
Oleados pintados.
Vendem-se speriores oleados pintados, de ricos
padres e de t 8 palmos de largura, por menos
preso do que ei outra qualquer parle :. n#praca da
Independencalojas de ohapos ucmeros 24, 26, 28
e 30. '
(omrta para engommar.
Vendem-se seras com muilo boa gomma .para en-
gommar, e fazcbolinhos : na ra du Queimado n.
14.
. Palitos fancezes a 3, 4, e 9$000.
Vendem-se plils fraucezes, braneos de brelaifha
de linho a 4&00rs., dilosde lirim de linho de cores
a 35000 rs. ditosde alpacas de cores, obra muilo bem
feita e da ullimimoda de Par a'OgOOO rs.: .na roa
Nova n. Iti, lojado Jos Luiz Pereira & Filho.
CASIMIRAS FRANCEZAS
a 4S5W e 5$000 rs. o corte.
Vendem-se caemiras do edres, padres novos e
muito elsticas po baralo preco de 49500 e 53000
rs. o corte : na na Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
Vestidos le laa e seda a 8.SU00 rs.
Veudem-se rres de vestidos de lila com qualro
barras de seda, faenda nova c do ultimo goslo, pelo
baralo preco de 8800 rs. o corlo : na ra Nova n.
16, loja de Jos Liiz Pereira & Filho.
Chapeos e capotinhos.
Vendem-se cha|os de bloud para senhoras, ulti-
mo goslo de Paris,e muilo bem enditados a 143O00
rs., ricos canoiinhe de grs de aples pretos e de
cores com colleies i sem cites a 12 o 158000 rs., cha-
les de la e seda a ijOOO e 30OO rs., dilos muilo fi-
nos e grandes a 530)0 rs., corles de cassa de seda a
149000 rs., cortes di vestidos de barra de la c seda a
83000 rs., cassusfrmcezas muilo finas a 640 rs. a va-
ra; cortes de cassas le barra e lisas a 23200, e 23800
rs., cortes de chitas Trance/as de barra a 23^00 e 33
rs., vesl dos lira neo: lleca inlirai a le barra e borda-
dos a 43000 rs., ditos de 1 a 5 babadas a 43OO e 5
rs., cambraiasaberlis brancas e de cores a 33200 rs.
o corte, lencos granees de seda para hombro de se-
nhoras a 2000, e oilras muilas tazendas de soslo
que se vendem liara as r na ra Nova, loja mrra ii.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se farinba em saceos do Rio de Janeiro :
na ra do Vigario, n. 12.
FARINHA DE S. MATHEUS.
A bordo da gropeiraLivracao, fun-
deada no caes do Ramos, tem para vender
muito superior farinha de S. Matlieus :
os prelendentes dirijam-s a Domingos
Alves Matheus, na ra da Cruz n.-52.
Vende-se a taberna sita na ra dos Assogni-
nhos, n. 20, a qual est bem afreguezada para a tr-
ra, por isso que vende diariamente 20000 rs. e de-
manda poucos fundos, fa^e lodo o negocio acradnn-
do a garanlia, e ao comprador se dir o motivo pur-
qne se vcnUo, a (ralar na mesma.
Vendem-se relogips de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acredita'do
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellorg Cadeia do Recife, n. 6.
Ajeada Jo Edwln DSaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Gil moni
& Companhia. acha-se constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, inoeudas inetiras todas de rerro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os lmannos c modelos os mais modernos,,
machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco veus para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de flaudres ; ludo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dellenrique Gibson,,
vendem-se relogios de ouro de saboucle, de patente
inalez, da melhor quaiidade, e fabricados'ein Lon-
d res, por prero commodo.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e hrasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qnalidade e precos mais ba-
ratos do que cm outra qualquer parle, se alliaiicain
aos que precisaren) comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente drogados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
iha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, era frente ao chafariz.
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lii Ku'di. Horalii Carmina, Tilo l.ivius, Epislola C-
ceronia, Ccernnis Oraliones, Ord. verborum Salus-
tii, Historyor Home por Goldsinilhs)ditadedila (por
Thnmus Morel;, Thomson llic Seasous, Vicarof Wa-
kelield, Jonhson Paets Milln, Historia Ssgrada (por
Bernardino), colleccCes de problemas : no aterro da
Boa-Vista, loja de ourives n. 68.
No paleo ro Carmo, taberna n. 1, vende-se ei-
r para limas de cheiro, a960rs. a libra.
Vendem-se saccas rom milho, a 3*000 rs.: no
armazem de Tasso Irmflos.
Vendem-se os bem conslruidos arreios para
carro-de um e dous cavallos, chegados ltimamente
de Franca, e por preco muito barato: na ra da Cruz,
ii. 26, primeiro andar.
ALMAk.
Sahio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos -parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalhq
e dispendio nao pcrmittirm ao edictor
vende-lo j>elo antigo preco, e sim por
400 rs.; vendendo-se imicamente na li-
vrariit n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
^j Ao barato.
Na na do Crespo n. 5, ha um completo sorlimenlo
de loalhas e guardanapos do Porto, pelos precos se-
euinlcs: aiiardanapos a 23600a duzia, loalhas gran-,
des a 43500 cada urna, ditas regulares a 39600, ditas
mais pequeas a 33200.
Vende-se nm cavallo mellado de bo-
nila figura, carrega baixo, esquipa e he
limito mauso, tem arreios c sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
_I8 e 20.
Cheguem a pechincha.
Lencos de cambraia do linho, finos, 400 e 50(1 rs.,
lulos de seda de cor de Ir ponas, muito gratules e
mn franja a 800 rs.: na roa do Cfj
".lia j^ara a Cailei
Vendem-se saccas com fei:a0 mo]a.
tinho muito novo e muito bom a 12#000
cada urna : na ra da Cadeia do Recife lo-
ja, n..
- P,rocurac6es, apudaulas, letlrat. conhecimeii-
los,f.icluras,llielegrapbos: vendem-se na Iota de livros
do Paleo do Collegio n. 6, de Joao da Gusta Dou-
rado.
-* I"ir-ma-se papel, pata reparlices publicas com
muila hrevidade, no patee do Collegio loja, n. 6, de,
Joiloda Costa Dourado.
Vendem-se lonas, briuzao, brins e meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4. -
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W-
Rowmann, na ra do Brum, passan-
dp o chafariz continua haver um
completo sortimanto de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :'
embarcam-8e ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador. .
Moinhosde vento
'ombombasderepozopaTa regar borlase baixas
dacapim.nafandicaodeD.W. Bowman:na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
{
*
4800O
459000
503000
109000
209000
I900
obras cima
Urna dila de 36 lubos com as mesmas .
Dita, dita <>e 48 lubos.......
Dita.de 144 com as dilas......
Carteiras de 24 lubos pequeos para algi-
beira............
Ditas de48ditos. ........
Tubos avulsos de glbulos ....
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Brdeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
&.Companhia, ra da Cruz n. 38.
Vcnde-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Fclix, de boas qua-
lidades, epor preros commodos: na ra
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vendem-se na ra da.Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de lbynptho feilas no Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeirns, rodas de
sata, etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira quaiidade.
Tasso Irmaos avisara aos seus. freguezes, qoe tem
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado. I
Deposito ds fabrica de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de^es-
cravos, por prero commodo. .
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, drogado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera cm grumo e em velas com bom sorti-
mento de superior quaiidade. mercurio.doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras se cnconlram sempre
na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que em qualquer outra
parte.
PARAAQARESMA.
lim lindo 9variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fin preto a 33000. 33200, 43500, 59500 e
63000 rs., dito azul a 23800, 33200 e 49000 rs.. dito
10gaj0OLsejde a 23800, 33600, 43500e 53OOO rs. o covado,
casemira prela entestada a 53500 o corte, diln Fran-
ceza muito fina e elstica a 79500,83000^3000 rs.,
selim prelo maco muilo superior a 33200, 49O00 c
53500 o covado, merino preto muito bom a 33200 o
covado, sarja prela muilo boa a 23000 rs. o covado,
dila hespaulrola a 23600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrdos, muilo grandes, fil prelo lavradn
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom goslo;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Gidei .
) Deposito de vinho de L
^ pugne Chateau-Ay, primeiraqua-j
lidade, de propriedade do condi
"v de Mareuil, ra da Cruz do Re
" cife n. 20: este vinho, o melbc
de toda a champagne vende- *
ft se a r>6s000 rs. cada caixa,. acha- 1
^ 'se nicamente em casa de L.. Le-
cqjnte Feron & Companhia. N. B.
arcadas a fogo J
Conde de Mar
e os rtulos
POTASSA BRASILEIRA. ^
Vende-se superior Massa, fa- f
bricada no Rio de Jairaro, che- &&
gada recentemente, ecommen- eg*
da-se aos senhores de engenho os W
seus bons elle!tos ja- experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecnte Fron &
Companhia.
Vendem-se cobertores dealgodTrfraudes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo uume-
r" 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas d assu-
car, e avaiade de zinco, superior quaii-
dade, por precos commodos: na ruado
Trapiche Novo n. 16.
das garrafas o azues.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Pprto, em
barris de 4., 5.' e 8.: no armazem da m
do Azeite de Peixe n. li, ou a tratar Tro
escriptorio de Novaes & Companhia, na*
ra do Trapichen. 54.
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira quaiidade, ltimamente clrosadot da Baha,
e por pr?c<> baralissimo : na roa da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto- de 2,000 charo tos
muito bons.
Vgpde-se grava ingleza de verniz
Fireto, para limpar arreios de c
ustroso e^prova d'agua. e con:
to o couro :*no armazn de C
& Companhia, na ra do Tra
Aos senhores de engenhi
Cobertores escuros de algodno a 800 r*
lo grandes e encorpados a 19400: na roa
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se urna escrova engonimadeira e ci
nheira : na ra do Aragilo o. 35.
Muita attenr5o.
Cassas de quadros' muito largas com.
23100 a peca, corles de ganga amarella
muil9 lindos a 13500, cortes de vestido I
de cor com 6 1|2 vara, muito larga, a S_
com81|2 varas a 3000 rs., cortes de meii casemira
para calca a 3s000rs., e oulras militas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
GA.VTOIS PAILHETE & COMA- f
I NHIA.
"t3Slnna-sea vemler no deposito geral da
ra da Cruz 11. 52, o relenle c bem con-
. cciluado rap areia prela da fabrica de Gan-
@ lois Paitbete & Couipanhia, da Babia, em V
gfaudej-noqueuasporcoes, pelo preco estabe- @
Deposito de tecidos' da fabrica
de todos os Sntos, na Babia.
Vnde-so em casa de Domingos Alves
Matheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodo transado daquella
fabrica, muilo proprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muito commodo.
A.MIGI.IDADE E SCPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e lem constantemente manlido a sua re-
putarlo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparaees de mrito poden)
dispeusar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas iuvejas, e, entre Outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de ew-Vork, preparadores
(e propietarios da salsa parrilba conhecida pelo no-
me de Sands.
Esles senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilba de Brislol, ecomo nao o podessem obler, fa-
bricaram nma imiOfiode Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands cs-
creveram ao Un Brislol no din 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. Q. C. Brislol.
^ Bfalo, &c.
Nosso apreciavcl senhor.
Em lodo o anuo passado temos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilba de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
quejles que*i lem usado, julgamos que a venda da
dtS medicina se augmentar niu?7i>. quizer fazer um contento comnosco, eremos que
nos resunaria muita vantagem, lano a nos icomo a
Vmc. Temos muito pra'zcr que Vine, nos responda
sobrej este assumpto, c se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa scmclhante, loriamos
muilo prazer em o ver em nossa botica, ra de Ful-
ton, n.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assiguados)'A. R. D. SaNDS.
\ CONCLLSAO'.
1.e A.anliguidade da salsa parrilba de Brislol he
claramente provada, pois que ella data desde 18:12.
eoue a'de Sands *n iHinarereii em 18i2. noea ns
para
Noarmazem de C.J.Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. o, ha
para vender o seguinte :
Bataneas dcimaes de C00 libras,
Oleo de linhara em latas de 5 galts.
Champagne, marca A. C. '
Oleados para mesas.
'tapetes de lau para l'oi'ro desalas.
Copos e calix dB#idroorilinario.
Formas de folha de ferro, piuladas,
lubrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarras e clavinotes.
Papel de paquete, yiglez.
Labio era folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de Linho da Russia, primeira qua-
iidade.
Cemento de Hamburgo (nov).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Na ra dasCruzcs, n. 22, vemlem-s 3 escravas
de bonitas figuras e mocas, eiu-ommaderas, cosem
chao, cozinham e lavam de sabSo.
Vendem-se duasrasas tilas ua povoaro da Boa-
Vagem : a fallar com Samuel Pereira de Souza, mo-
rador na mesma povoarll.
Vende-se una crioula robusto e sadia, com
piincipio de cozinha, e sem vicio algum : na Camba
do Carmo n. 12,
No paleo do Carmo, taberna il. 1, vende-se
muilo boa alelria, a 240.
" Vcndem-se camas do ferro de nova invencio
franceza, com molas qno as fazem muilo maueiras
e macias, drogadas pelo ullimo navio francez, e por
preco muilo commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
*"endem-se licores de ahsvnlh e Kirschs em cai-
xas ; assim como chocolata francez da melhor quaii-
dade que tem apparecido, ludo chegado ltimamente
de Franca, e por preco baralissimo: na ra dvCruz,
n. 26, primeiro andar.
Na ra da Cruatn. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijao
mnilu novo, ililas com gomma, e velas de carnauba,
puras ecomposlas.
Primas para .rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na ruado Quei-
mado, loja n.49.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11,0 seguinte:
vinho deMarseilleem caixas (te 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA '
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, era latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, ha ra da
Cruz, n. 4.
DAVID WTLLTAM BOWMAN, engenheiro mar
chiuista e fundidor le ferro, mui respeitosameule
annuncia aos senhores proprietarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brom/.' ~^o o chalan?, contina em
effecvo eswitu., -rsha completamente montado
com apparelhos da primeira quaiidade para'a per-
Jeila confeccadas maiores pecas de-macliinismo.
Habilitado para emprchender quaesquer obras da
sua arte, David William Bowman; deseja mais par-
ticularmente chamar a altenra publica para as se-
guintes, por ler deltas grande sorlimenlo ja' promp-
to, em deposito na mesma fundirn, as quacs cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco comoenv
quaiidade de. materias primas e ma8 de obra, a,
saber: ^ '
Machinas de vapor da melhor construra.
Moendas de canna para engenhos de todos os l-
mannos, mov idas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, liron/.cs e chumacciras.
Cavilhes e parafusos de lodos os lamanhos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou porani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de fogaOe fornos de farinha.
Canos de ferro,- torneras de ferro e de bronze.
Bonillas para carimba e de repuxq, movidas a
maO, por animaes ou vento. ^-^.~
Guindastes, guinchse maracos.
Prensas-hvdraulicas e'de parafuso.
l'erragens para navios, carrose obras publicas.
ColiinuKrr,\'araudas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sallar.
Camas, carros de maSearadosde ferro, etc., ele.
xlra da superioridade das suas obras, ja' geral-
menle reconbecida, David William Bownian garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nhos remedidos pelos senhores que se dignaren) de
fazer-lhe cncoiuinendas. aproveitaudo a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e asseaura-lkes cjue nao poupara efu cas para continuar a merecer a s^ia eoiiianea.
eque a de Sands s appareccu em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obler a agencia do Dr.
Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he incouteslavel; pois que nao obsianle a concur-
rencia da de Sands, e de urna porrjo de outras pre-
paraees, ella lem manlido a sna rcpuiac.ro em qua-
si toda a Amrica.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
'salsa parrilhirem lodas as eiiferimdadfs originadas
pela impureza dosanuue, *' o bom exilo obliilo nes-
la nirle pelo Illm. Si-. Dr. SW&ud, presidjenle academia imperial de medicina, polo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saudo na tiara!*, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, mdico do exercilo, c
por varios oulros mediros, periniltem boje do pro-
clamar llmenle as virtudes eflicazes da salsa par-
rilba de Brislol vende-se a 58000 o vidro.
O deposito desla salsa niiidou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se um grande silio lia estrada dos Afile-
los, quasi dcfrouleda igreja, o qual lem muilas ar-
vores de fructas. Ierras de plaulacoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bstanles comino-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sili
enlcnder-se com o Sr. Antonio Manoel
Mesquita Pimental, on a rua do Crespi
escriptorio do padre Antonio da Cunl
redo. .
Pianos.
Os amadores da musir achara coVnaill|i)lnen|C
em casa de'Brbnu Praeger ACompir^.,, rlla jaCruz
n. 10, um grande sorlimenlo de rafus fortes e fortes
pianos,de differentes mdlcllos.Jfuj, eonslrucrilo c bel-
las vozes, que vendem por moscos preros; ssim co-
mo loda a quaiidade de i"slrmcl,uis para msica.
Obras dtfOUVUt .
como sejam: adereces e me0, dilos, braceletes, brin-
cos, alnneles, bolcs, annr^s correnle9"iiara relogios,
etc. etc., do mais moderii0 coslo velldem-se na rua
da t.ruz 11. 10, casa de Brum, praeg(.r & Companhia.
Muito boas e fres^es ovas dosertao'.
loa6nDdlT"Se VW J S*!rlSo na rua du SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agenta em Pernam-
bnco de B. i. D. Sands, chimieo americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca una grande por-
co de frascos de salsa ^parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devein acautelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam ti azer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados peta inflo daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da buman'ulade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e'dislingua a verdadeira salsa pafrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqni droga-
da ; o nnnunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da C.niiceirao
do Recife 11. 61 ;. e, alm do receiluaro que acoin-
panha cada frasco, ten) embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, c se achar sua firma em ma-
nuscrpto sobre o.invollrio impresso do mesmo
fracos.
Vendem-se ivlogios de ouru,. p.-y
ten-te inglez, por coinmojo pi^_
co: na rua da' Crii^^jf, easa de
L. Leconte Ferc^/4 Companhia. ^
;: ^SSS<^
S'-^Jfoi.AO' BOM, A 3>00.
\endem-specas de madapolao de boa quaiidade,
com pougavarta: na rua da Cadeia Velha 11. i,
primejT, a,utar.
j- Na rua do Vigario n. 10, primei-
Fb andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam,([itadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo niodernissimo ,
chegado do- Rio de Janeiro.
Ka rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Charutos de Havaha.
Vendem-so verdaderos charutos de Havana por
preco muito commado : na ruada Cruz, armazem
! P*OTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na,- superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 15, armazem de Bastos, Irmaos.
do* termo* de medicina,
anatoma pharmacta ,
1 Si octonario
cntrela ,
etc. etc.
Sahio luz esta obra indspensavel a lodas
as pessoas que se dedicara ao esludo de
medicina. Vcud-se por 49 rs., encaderna-
do, no consultarlo do Dr: Moscozo, rua do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
E imwffd&?*i*?<';
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dcni-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 dilos braneos e 50 ditos de bolins; tudo por
preco commodo.
Vendem-se pianos fortes de superior qnalida-
de, fabricados pelo melhor autor liamburgi'cz na
rua da Cruz 11. i.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro
vende-se o sciyiinle :pasta de lyio fioi
melhor artigo que se conhece para jppa'-'n's denles
branqnece-09 e torrificar as gengi^7deixari(|0 i)0m
goslo na bocea e agradavel neiro; agua de mel
para os cabellos, limpa.-s-caspa, e d-lhc mgico
lustre; asua de perol;y, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, rcmbellezar o roslo, assim co-
mo a tintura imp(fa| do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz oscfttieJArs ruivosou braucos.comphilanienta,
prelos e ma.-ios, sem daino dos mesmos, Indo por
prec* -iimodos.
Vende-se urna negra moca, sem virio, e rom
labilidades : na rua do t'.ahleiiriro n. 1(1, al as S
hora-, do ilta.
Folhinhas do Rio de Janeiro, leudo de inuilos
diflerenlesassuniplos, eslo calhalago a auinslra pa-
ra os senhores freguezes vorern : no paleo do Collegio,
loja de livros n. ti, de Joao da Costa Dourado.
Papel de peso pequeo e carines, firmado'cora
emblemas muilo modernos, de goslo, e de dillerontes
caracteres de lellras. ele, ele.': no pateo do Collegio,
loja de livros n. 16, de Joo da Costa Dourado.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em velas, a mais supe-
rior que ha no mercado (cota ifiyejso:sor-
timentos a voutade dos compradores) che-
gada- ltimamente de Lisboa, pela harta
Gratidao, e por-, preco mais barato d
que e outra qualquer parte : na rua do
Vigario n. 19, segundo andar, escriptorio
de Machado & Pinheiro.
ESCRAVOS
--------------------------------------------------------,-------------------------------:
fiamos.
Desappareceu no dia 27 do,mez de Janeiro nm
prelo. cuanta, por nome Pedro, Win os iknaes se-
grales : eslatma regular, jns-o, descarnado da
cara, com um signal no dedo minino do p esquerdo,
e levantado mais do que os oulrok, idade de 30 an-
nos, lera officndeoleiro e he tirador de leite ;.levou
calca de zuarte azul, camisa de oiidapolSo e chapeo
depalha: quero o.pegar, lee-o i rua daJiaii de
Santa Rita n. 1, que sera gratificado.
Desappareceu no dia 27 do crrenle mez do
dezembro. o eacravo crioulo de nome Pedro, repre-
senta 1erJO annos de idade, cor preK, belros ros-
so, nanf chalo, usa de brinco em- urna das orelhas.
Icm o dedo mnimo do p'djreito levantado, levoa
camisa djdiaela encarnada, calca de pinno azul, e
chapeo inTpallia, tudo velho, e levou mais um ba-
huzinho de folha piulado de verde com diOerenle
roupa e um chapeo do pello quasi novo, por isso po-
de rondar de traje: roga-se aautoridad pociaes,
rapilars de campo, ou mesuro qualquer pesoa a ap-
prehensao do dito escravo, e Icvn-Io t roa d Cadeia
do Recife n. 1,1, ouna Ponle de tlia no sitio de
seu senhor Manoel Luiz Goncalves, que serrecom-
pciawdo de seu Irabalho.
Nodia 6 ile. dezembroile 1853, fuaio um escravo
cabra, de nome Manoel, rom 4 annos de idaOe,
pouco mais ou menos, o qual lem os sigiiaes segra-
les : cosca um pouco de um penia, e lie al juina
ousa corcovado ; lem falta de rabello, causada'pe-
ta conliuuacAo de carregar (rosos ; aprsenla nma
cicatriz em nina das cosas ; falla muito: toca viol-
la ; e levou tres camisas novas d'aleodao cru brin-
co ; Ires calcas de aluodiloziuho azul lambem novas,
urna de duraque prelo, urna branca, e urna dn ris-
o.idinho ; 3 jaqucias, sendo urna parda, nina de ch
la prela, c una de riscadiuho azul; urna camizol
prela, de lila, rom lisias venios e encarnadas ; ui
par de sapalos, ura par d'alparcatas e nma redi,
lisie escravo foi de Antonio Uenriques de Almeida,
do Ico, o perleuee actuiilincnte ao abaiso assigna-
do, que rconipoiisan rom cera mil ris quem o
aaarrar e o conduzir a sua loja na na da cadera do
Recife n. 5. Antonio Bernardo Vttz 4e Cjjjcggff?
Desappareceu no dia 29 de janejft ocaema
crioolo.denuuieBraz, escr.vo de JecwOw.tiomes
"rR^.V.cho*' "^'"^SWgenhoLavagem, em
Pao d A Uro; represenW ter 45 annos de idade, llu-
ra e corpo regulare, tatn dous ealombds na sobran-
ceiba do olhorajiietdo. falla muilo m evbu
jurarla e riscadiuho miudo jjsuW* coslu-
^ boloada, e chapeo de paHiavelbo; he
de suppor que rotee eom tlgom combov: quem o pe-
gar ou der noticia nesla praca a Mauricio Francisco
de l.ima, na rua a* Guia, ou no dito engenlie, ser
fie ni recompensado.
Desappareceu em.dezembro prosimo passado,
a prela Luzia, de naco Benguelta, que representa
ler 22 annos, pouco mais ou menos, he beinconhcci-
da portero braco direito esmorecido do v.e,ota, emais
secco do que o outro, cojo tra-lo em um Ieojo no
peilo ; he bem prela, ps grandes, secca do corpo, '
llura regular, falla explicado; levou padho da Cos-
a, urna sata e veslido roo ; quem a pegar ou delta
souber, (rde dar parle ir rua do Oueimrdo, loja n.
22, que ser recompensado.
Attencao. .
Vendem-se de 800 a IJjOOO rs., covados de vo-
lante, sorullo em cores e larras, proprio para ar-
ni3cao do igreja e de prorisses ; ua rua do Queima-
do, loja de ferragens o. 14.
AOS TABERNEIROS.
Vcndem-se arroz de casca^saccas maiores do que
as regulares, a 49800 rs. a saca : na rua do (Juei-
mado n. 7, loja da estrella.'
Oh! que pechincha pora o carnaval!
Na rua do Queimairo n. 10, vcndein-se lanjota
brancas'e amarellas para eufeitar vestuarios para
mascarados.
NICO, *E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMBKIGAS.
Fahnestock's Vermifuge.
Remettidu pelo seu proprio autor de New-York,
pelo navio americano Sorllien l.itjhl : vende-se na
botica e armazem do droeasde Vicente Jos de Brilo,
rua da Cadeia Velha n. 61.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com Jarraba da Ierra: na rna
da Cadeia do Recife, loja ns..l3e20, por preco cora-
modo.
Contina a estar fgida desita II l aneiro prxi-
mo passado, a prela Esperance, da naen Benguella,
a (pial lem os signaos segrales : reprsenla ler trin-
la e lanos annos de idade, he alia o returcatta re to-
llo o corpo, bem fallanle, pova-llroaj^H mndo
diz sim on senhor, ou mesmo quando-]
nome de Esperanca, lem fallar brando, anda
rado, costas largas e bem lisas, rosto redom
lano fulo, ollros rom noduas escuras e sniarcllos no
hranro. o queda muilo a ronbecer que t*fl
de, Iraja veslido de algnriao azul claro,"] lno da Cos-
_ la jiim tanta velho, porm como nao levaste mais
roupa .le ras, be de snppr que lenhu adquerido ou-
Ira por onde quer que estiver ; esla prela Toi criada
desde pequea em Iguarass, foi escrava hessa villa
de una parda casada, que a criou igualmente eorn os
hllros, e depois foi lambem escrava do padre Traja-
no, e por esta vendida aqui uo Recife, Icm feito'mnis
rugidas c sido pegada |;i mesmo para estas parte, e
como he ja muito couhecida por eslas baldas ha de
andar com muita sagacidade, mas ha muila supposi-
rao esteja mesmo l para estas parles por. ler
ronhecimenlos capazes de Ihe dar coito, eon-
V Jeso abaixo assignado prolesla cora lodo o
rff\ ^!s Icis, e roga as autoridades pociaes, capi-
lesde campo e mais pessoas. que a appreliendendo
a leven) ou mandem a sen leeilimo senhor, no Recife,
rua dos Martyrios n. 36, laliern, ou recolherem-na
cadeia desla cidade ; e quem a levar a -dita casa,
receber 50?O00 rs.Jos Gomes Ferrrra da Silra.
mi

Fern.i-Tp, d* M. T. da Tarta.- 185*.


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