Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07553


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Full Text
m hislW>Uii.prl(.
l**m 1tX .a-era*..
aW 4r Jji'wi, >i|M y V Mote.
4hcrelljMV()V|
4 uaj lannaVl
tatas 4. n* i
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p I* rutan, *a*aaata tata
Vkteria, e Sato, mu aa-laii Mta.
i>m:aii\> w hnjk.
rriMpira rN iMMwih tote-
TrNMul *i Oimmrn-m, aegataas p atalasN-ini-.
Mim, letras friras r saataaV.
raartato, taras r anta Maawae M taras.
Me V Itahims, 1 finaa ciato M taras.
I .* xa 4* mcl, fflt e sextos a* arte 4b.
$.* vara rivel, aarlase saMaabis 311 inri., dia.
revenir i IImi ni'iyli as II tara, IV mhw-
a'|tlrin* tonar.
13 Umltaia.it tan. 14 tatatae
MI w^impiff 4a mMbaa-
(ttateto mimwanb as S taras atf
MMMfclSP M SrgamtoS 4* a*!.
* 17 Lua wvi as S taras, M tactos e
40 atain 4a ante.
ItaHta. As
7 Terra. S. mil al..; ft.
8 litara. S. JW4a Mada ; S.
!t (Mam). S. .iflIMiia ..;.
|f (tata. S. Kjiumnwia x. iracas 4b 8.
II 8aata4a.SUtaft.tk.
rearo C\MHM S. KWu v. .
a Ciar, exelvea-
4>jtani
Cxtiare > Saaaa 4at Saaaas, l.wFi
laWatana*ai torre*, kawl
Can 4eOamaa. astoatolrcMi. tan 4a
taatdaOlean e Qatoli-
V mrlCtw 1*4)141*
ao Exm. aretieeale
r*r-
4e iTtoha, para
corveta 4c geerra
Sarment. M laaetaaat 4* rarvae 4a arara ajee
respectiva rimmana'iiiilc re>ostteo.Fiaeram-at m
ccoaairias rtimonii-af,act.
4a* Saaaos e Silva.
4a joala ajaaliacaa'Bra da fre-
ciace, uanada receida
raaaoj .calificado
aanaa reBwzaa.
a 1 tat 4a laaaaanhia das barcas ds
a, aaraaar fcaamaile para a fatua, im can de
14a estada no vapor que
1 a Fraaroco Bringaer de Almei
eae.por cansa de seu
o hecharel R-Mingo Castor de
4a lagar de delegado do
J-'iaeram-se as necessarias
- pauilialL da provincia, allenrtendo ao
raqaueajoaqaim Jarse dos Santos Jnior,
' Beja este adiiltido ae sen ico do exerci-
acoeao vetaatano par lempo de 6 auno-, contados
4taea .ae se realisar asen alislamenlo, visto ler
-taare
FOLHETIM.
(Par Octavie PeatUe.)
KKSOSACE.NS PHI.NCIP.VES.
atn eaawasitor e poeta,
tira Crmiuli, rico melmano.
v,
L
, raheqnisu e professor de contri-ponto.
------, sn klha.
(i a, nacen faleoiu'eri.
PHISONAGENS SIB.VLTERN.VS.
, camarista.
_, aurqueza Aariri.
Lay KiIm.
O principe Jiolisck.
O aurqaez de Sora.
.IMtm, crMo.
(A tcena pagua oc cni aules.)
SERTORIL'3, ROSWEIN..
.Serlorimt (com graviilade' : Men lillm, quando
m disetBalo salte de minlias mam, julgo de men dr-
verrfar-liie alguns cooselhns, os qiuips adapto qi.ian-
lo pimu a en carcter, a sens tlenlos c seu Tuluro
presumido. Todava cnmquaiilo e*sa lir suprema'
tej a mens ollins o coroamenln cs trela, nn a imponho a ningnem. PeTgunln-t,
|mh. Andr, se queres ouvir-me e recmiliecer ainda
por am instante em mim a auluriiladc do um meslre,
-l4%:A autoridade de um pai. de um pai
iiifndo e rnpeiUdo, e nao por um iuslanle, mas por
loda a vida.
torius: Agradero-le, rapaz ; mas sem of-
-le. iso he inais do qoe le pero, e minlia rude
rienria rorra-ine a acrcsrenlar: lie mnis do que
. Mas nao imporla, assenla-le. ( -lhe una
cadeira e collnra-it em /uc? delte em urna poltrona. I
i Roswein, en I re as diversas ramilicarfies ta ar-
f Hublime, que lem sido ha sele anno9 o olijeclo tic
nossos taiadoa, r>c mo dramtico. Nao le censuro, porque nm mancebo
nev sacnlicar i. moda em urna cerla medida ; mas te
ronseiaure*. como leus raros talento* diio-me lodo o
fV.rm nn'Xr"r- "*' aceit0 ''" "lblieo ,lel,aisu 'tcssa
S KmaS,Crar"aT'r ""V" "e '*-
,is. tri. ,!T- rn8r Pr em honra as gran-
ZVmEZESS? de ,,0SSOS |,ai5- Enl,ndog.por
l.aruia ; mesmo a Ma ""'"' f^ t'""Ca *"
nkta .everas. nohre, recreacL.a?"/'-'' "-' Ca""''"'
taM* oaerna 5^XS':2
riada e o romance, es?as priiduc.no. ,i, ; -
" -'elicias dos palelas.V'ft d*kd"nm".
rada, dos lloes fios da ra e d m ,1, 1
la... Na ,iwlRei, Rosl0 h, nu.HU.r.rs: 'opa ,LPSU:
rifira-lo pouco a pouco. Procura cni|.i/.i-la nr'.
sancluano ; mas sobre Indo n5o Mlas nunc, %"
Respeila a escola e os anligoa. fcscrovo alToulame le
em lua kntdeira estas duas grandes palavras, 011 ,,
les estes don grandet principios, quo sao o escarneo
e o lerror da ignorancia : o conlraponlo c a fuga' ] n,.
o mesmo que se escrevesses por eilenso: l'aleslriua
Pergohese, Hach, Hayd, csses numes da com cova-
dos. tyinimando-te.) O conlraponlo e a fuga para wm-
pre! Eouve-me, Andr: aludo o hoiiiem que pre-
() Vlde Piarlo u. 29.
VoEns. 4wi*ai m a 4a tEaraxt** |maaV
ca. riiamjfcaiii a aatartsaraa me pedia para par em
a taltal 4e iauaiax,* riemeatar da I.
rm*;ii 4e Xassa Saahcra 4a O* 4a tamal
airaba. It.la.aaliataaa^ haTcraadrialac-
liawr JiajaHili a prat-iai da cadeira de
1 V nimiaina iaspecwr da re>-
BBraaaa careca.
.* aaarecaal rammaaiaale das armas, in-
4elHmer ilniali iu parlar 4a Ihe-
4e faeettda. a macaar in Itiifi rapilao
a Cosan Wacdertey 4a imptrlaccia des qja-
ieS.Evc. cenas.
mt.aca, 4iactt4a ajee, vista nao haver in-
em sofcr'estar-se par em qaanlo na exe-
"1*0 4a artaa, pelo acal enverno imperial conce-
de tkeaaa aa I. tea ate 4a i." batalMo
ac arajPvana a ac Jos de Cerqaeira l.ima, para ir a
S. Etc. aeste sentido espedir suas ordens.
Ao naesmo. devolveado julsados pela junta
4e raslira as proressas das pracas mencionadas na
tctacaaaajc remelle, ama de que mande evecuUr as
-eateacas proferidas pela mesma junta.
Rrl*r i m f*e *t refere o nffiem umpra.
Campanhia iu de ca vallara.
Saldada rclfeaerta de Saaia.
a Antonio Prudencio. #
a Jas Anlnnt de Oliveira.
HaarlobalallOode arlilhari.i a pe.
Saldada Manad do Cana*,
a Antonio Cardoso.
Nana balallto de inlanlaria.
Sesaaam cadeteManoel Joaquim Pes Sarmenlo.
HiloAa iaspeetor da thesourajria provincial, rc-
awtleada par copia a oflicio que dirigi a inspector
4a tkcaoaararia de taaenda, petlindo a indciniiisarao
da aapartancia da siza que a fazeuda provincial lem
Vivado de salisfaier, de'hens de rair *o casos de
ajaniaiAii para pagamento de sellos i-jnvrnlario,
Jando que mande sallsla/.er semelhanle
indnnnisar.i > pelo que locar as adjudicaroos anle-
rtnces a ordetn do tribunal do tbesoiiro iiacioal n.
lil do de oulubro do auno prximo passado.
PortaraOncedi'iidn ao irremalanle 'lo I!) Un-'
ca da estrada da Victoria Jos Joaquim das Cliagas.
mis :t mezes de proro;ario para dentro tiesto prazn
canrlnir elle as obras do seu contrato. Fizrram-so
casaras rowimuiiiiarocs.
WlAo agente da companhia das barcas tle va-
por, para mandar dar passagem para o Par, no va-
par que se espera do sul: ao 0 sargento da compa-
nhia liu decavallara Jas Victorino Cesar.Partici-
poa-se ao marechal commandante das armas.
DitaCaneciendo ao arremalanle di obra la casa
da barreira em Santo Amaro de Jaboalilo, Amaro
Kernandes llaltro, -2 mezesde prorogacito para den-
tro deste prazo concluir elle a quella obra.Expe-
diram-se ncsle sentido as cotnmunicaroes conve-
amamw.
dem do la S.
OllirioAo Eim. presidenle do Rio (iramlc do
Norle, remetiendo 3 laminas de pus vaccinieo, alim
de que tenham o cdhveniente destino.Iguaes re-
messas toram fcilas aos Exms. presidentes de Ala-
goa, l'arahilia, Cear, e Piauhy.
TliloAoExm. marechal cOmmandanle das armas,
rcrommendando que consinla, era que o atieres quar-
lel-meslre do 5. balalhao de infanlaria Leopoldo
BorgesUalvao l'choa, so conserve' nesla provincia
al que venham do Maranhn as convenientes com-
muniranicsda licenra, que consU oblivera para es-
ludar o curso da respectiva arma na escola militar.
car-mc o canto da retS>.. vatado peta toi 4a arrami ala
viatate, aara as LBnnrtm 4a mBaria d'eaatU Ire-
Wta-Aa imaHialt 4a jaaaa 4a aaalMh-ar,. 4,
4a S 4a Otada, araiana recelada a capia
aae Smc. remrttea 4a Mi 4a ciaaas. aaali cadas
talantes na..... Carato.
1 jaaU 4* qnamaV-acao de
vrNa dela(narirt,iatiraaB a 4e tata daaalregaa
da capia 4a aaaMcacaa a aja* a* pracaaVa a'aaarlla
DitoAa direrlar 4a arsenal de eacrra.iletlaraadB
qne pode eaectaar com as mnrliinlitat C Star A
Cnaapanhia, a faclara da macaco requintada palo
Exm. prtuideate 4a rara.
HitoAa iamaBi da llwsoataria, provincial
metiendo capta do arramenlo da eveeseo de despeza
pedida peto arrematante daa obras dos acodes da
timaiii a a I jgoa da Extrema, Franriaco Lopes de
V asconcettos tialvao, abm de qoe mande saiistazer
a importancia do referido orcamento, menos a addi-
cio de "mOO rs., nelle lanrada em ullimo lugar
Commanicou-se ao director das obras publicas.
I*tto Ao mesmo, aulorisando-o, a vista de ana
informara... a mandar pagar a AITonso Jote de Oli-
nra, director do collegio denominado Santo Affon-
aa, de cotiformidadc com o art. I do reculamento
provincial de l de maio de I8.il, a gralificaco do
l.'AiOm rs., visto ler elle reunido no mesmo collegio
em o anuo prximo lindo cincoenla alumnos de boa
freqoencia e nolavel approveitamenln.Participou-
seaa Exm. director gcral da inslrucrao publica.
"lo Ao commandanle do eorpo de polica, in-
leirando-o de haver enviado a Ihesouraria provin-
cial, |iara ser pasa estando nos termos legaes, a conla
da despea feila no mez de Janeiro ullimo com o sos-
lenlo dos dona clcelas empreados na limpeza e as-
scio daquelle quarlel. <
Oilo A' cmara municipal do Limoeiro, aecu-
sando recebido o bataneo da reccila e despeza da-
quella cmara, perlencenlc ao anno linanceirn de
1852 a 1853, e bem assim o do anno de 18VI a 1855
aeompanhado de documentos ; o que ludo ser op-
portunameiile levado ao conliecimenlo da asscmblca
desislaliva provincial.
Portara Ao aaenle da rompanliia das barcas de
vapor, recommendando a expedico de suas ordens,
no sentido de ser Manoel Gelho Cintra transportado
para o Rio de Janeiro no primeiro vapor que vicr do
norle, em am dos lugares vagos de passageiro do
eslado.
Dito Ao mesmo, para mandar dar passagem
para a edite, por conla do governo, a Antonio Joa-
quim Pereira, que teve baila do servieo militar.
Igual mandando dar passagem para a Parahiba 'a
Joilo Pereira de Oliveira, c cortimuuicou-se ao mare-
chal commandanle das armas.
Idea da da 4.
OflicioAo inspector da theaouraril de fazenda,
approvando aarremalaco que fez#Ignacio Francisco
Cabral Cantanil, pela quanlia de2:8,)0SO00rs., da
obra do reparado forrada sala da abertura daalfan-
tloga desla cidade.
, DitoAo presidente do cnnselho administrativo,
para promover a compra das lazendas e mais objec-
los mencionados na retacan que remelle, os quacs sao
precisos ao arsenal ta gnerra, para salisfazer diversas
requscoes dos corpos e fornecer as luzes necessarias
aos quarteis, guardas e fortalezas da provincia.Fi-
zeram-se as necessarias commoncac.Gcs.
Diln Ao juiz relator da juma de justica. Irans-
miltindo, para terem relatados em sesso ta mesma
junta, os processos verbaes dos soldados, Ignacio
Jos Ildefonso e Pedro Jos Celestino ; ambos per-
tenccnles ao S. balalhao de inrantaria.Participou-
se ao Exm. presidenle das Alagas.
DitoAtr inspector do arsenal de roarinlia, para
mandar fornecer ao commandanle da crvela a vapor
l'araense, os abjeclos que forem indispensaveis a re-
ferida corveta.Fizeram-se as necessarias communi-
Cetoet.
DiloAo inspecior da Ihesouraria provincial, para
que, vista do competente cerllicadu, mande Smc.
pagar ao arremalanlo do _>." lanro da estrada do Pao
d'Alho, a importancia da primera preslacao ;i que
elle lem dircilo por haver Teilo um terco das obrat do
seu conlralo.Communicou-se ao director das obras
publicas.
DiloAo mesmo, recommendando que, depois de
prcslar o vigario da freguezia d Limoeiro, Manoel
Ignacio de Lima, (anca, idnea, mande Smc. entre-
ce Ipejnca a-
vetanle d'a-
sume-sc msico, e desdenlia essas bases ciernas da
arle, dize-lhe de minlia parle, da parle de Sertoriu,
que he apenas um meneslrel,... que he nm lillm bas-
tardo, peor ainda que um flho bastardo, pois nao
condece pai nem mii! lie um poeta que despieza a
linana materna tic um sacerdote que renega a san-
ia biblia eos sanios evansethos!... [filie para e con-
tina com ro; tranquilla haixa.) Terminare!
aqu, men amigo, a parle de algum modo proressio-
nal do minha inslruccao. Como vs, nito he nem po-
da sor tenso um breve resumo do espirito geral, que
presidio a ancu entino. Tens alguiua olijecclo que
fazer-mc, meu filho ?
Andr: Nenliuma, meslre. Promello-lhe per-
manecer fiel, segundo minhas forcas, ,-i dignidad* de
minha arte, c s pura tradiccoes, que Vmc. trani-
mtlio-me.
Serlorius: Pos liem. Agora, meu charo An-
dr, o meslre j acahou de fallar, lie a.vez do amigo
e do velho. {tteenlhc-te um instante erosegue.) An-
dr Rosweiu; o eco dolou-te com urna muntliceucia,
que mullas vezes tcnlio admirado: elle fez-te msi-
co o pola, deu-le a lyra e a harpa, elevou lua jo-
ven trono para uella enllocar duas coreas... Leinbra-
te, meu 1111,0. que a inaralidao mede-se polo benefi-
cio, ho tens urna maneira de agradeceros a Dos, he
TnUTU'IC: e"C r":lC n""ie- '"' E se
rci Ahur* qUe a1C0l,srr,cncia 'e-rnena, acrescenla-
re Andre, que leu futuro o lua ciara dependen)
%* S!T' ,e.nfl W omo^Tan'S
m-^ f^ 7 "i'1" e9pl,rra ,,M rle* "Poi" 'le
urna norte de esplendor, se nao queres que le ralle a
respiracao no meio de tua carreira; *,\JL",
atoaocumeleunobre fardo, reanla leu cora'ao
lua vida ;clnge leus rtns cuino hornera de be'1.1
preserva cuulatlo H
e
e
... mocidade. Um
corpo enervado nao cncerra mais-do que um genio
agnado. Nao esperes, rapaz, adiar urna i)piraca0
sincera e duradoura as emoo/ies da desordem, no
fugo dos sentidos, e na excitarlo doenlia das paixoes
o delirio luto he a torca.
A contemplarn austera e serena das maravillas
de Dos e tas mizerias do liomein, o reflcxo da obra
ti i v i ii.-i em nina i'nlelligencia elevada, eis o eterno e
nico foco da inspirarn de um pola digno desle
nomo. *
Lembra-te quo os anligos, nossos mcslres, tlavam
o mesmo nome n virludc c Torca, ;i ordein eii bel-
leza Lcmlira-le que em stlas allegorias profundas
elles fazian. as veslacs Guardas do fogo sagrado, as
Musas castas e Venus idiota! 11S0 carero dizer-le que
nao ignoto que perigos le aguardan); que tenlacoes
rodeam a vida febril do arlisla, que nitros iusinuain-
te em suas veas senipre inflammadas... Mas, Andr,
j que Dos abrin-le n'alma essas duas grandes fon-
ios de gozos sobrehumanos, o senlimento do bello e
a forra creadora, se u4o leus a enert;ia de rcpellir a
laca das ebriedades vulgares, s um royanle e ests
perdido. OueP a morle 011 a loncura le robe, como
lanos oulros, consciencia amarga de lua decrepi-
Inde precnce. qner vas ciigrossar a multido invejo-
sa e ridicula dos namnrados de corredor .le opera,
dos vagabundos de.IIcina e dos grandes liomens de
lioloquim, pouco importa, ests perdido 1 Torno a
dizer-le, Andr; regula leu coracao e lua vida; pois
dsso depende ludo. Ein las noiles 1I0 do-fa 11 orinien-
to evoca em leu soccorro as almas dos valerosos e
dos forles, evoca essas Ilustres bcrgAos de nossa ar-
le, as unioas bilvez qu lenh.im tocado com a fronte
as abolladas do ideal, l'aleslriua. nosso Moiss, Bee-
lliovon, nosso Humero, Mozarl, nosso Moliere e nos-
so Shakspeare ao mesmo lempo... Esses nSo eram
sumenle grandes hnmens... eram sanios (Com emo-
fitn.) E se uso numear-me aps desses colossos,
emlira-te algumas vezes tainbem de leu velho mes-
lre. meu amigo, Vautog romper a cada de nossos.
villa na da I5;de
INtoAajata i
enaaad
qaella frecaezia.
DitoA cmara pvanieipal de SerMmem, ilicendo
car intrrada de fcaverem sido arrematados em hal-
la peblica, a piinami dos parla dat Peoras, peto
quanlia de 80*500 rs., imposte de500 rt. par cabe-
ra de gado vacenm qoe for rtniaaaU n'aqarlle mu-
nicipio, pela de -ilSJtKIO rs. 'a tata de mscale* e bo-
celeras por l:t?700 rs., o imposto de 80 rt. por carga
de farinha por -269000 rs., passagem da ilha das Sa-
linas por 109000 rs., dila da barreira de Serinhaem
por 1090110 rs., deixando de serem arrematados os
contratos de urferiedes de pesos e medidas, repesos do
acuucue, de gado suino e paiwagem da barra do Rio
Wormnsn, por niin haverem lancadores, e declarando
em resposla que approva semellianle arrematarlo, e
bem assim a deliberaran que lorafti aquella cmara,
de mandar fazer por admioislrace, os reparos deque
precissm as casas do patrimonio 4ji mesma cmara.
EXTERIOR.
JAP.VO.
Publicamos, por nos parreer altamente inlcres-
sanle, a sesuinle resenha do que acontecen al ao
ilia 11 de agosto expedico anglo-aincricaiia, que
abri os |mrlos do Japlo ao coinuiercia :
" No dia 2 de jullio sahiram de Napakiaus. una
das illias Loo CI100, as duas fragatas \ vapor Sus-
guehanna e MUsmijri, juntamente rom as corvetas
de guerra PhjmoulU c Saratoga. Na nianhaa do
da 8 do mesluo mez passaram o cali Idza, crea
da enlrada meridional da baha tle Yodo, e couli-
nuamlii a mesma direccao que levavam,' fundearam
de larde dcfroulc da cidade do l'raga, una millia
mais adan lo donde ancoraran) o'Morrilaon c Co-
lumbas. A presenca dos vapores lcvandba reboque
as fragatas rom todas as suas vcllas ferradas, e com
o detar fora nove millias por hora, radnoii como
era tic presumir, sorpreza aos nalurces, por ser a
priincira-vcz que appareeijim naqurllas amias os
barcos a vapor. Se erando toi a sensarao que os in-
dgenas ex|ierinicii(aram, 11J0 foi mainr a dos j'kii-
cot 011 cuibarcaeocs que ctibriain flialna, que Irala-
ram logo tic se aOaslar do ponto aontlc os vapores se
tlirigiam.
Alienas a esquadra fundroii, unja balera que
eslava a duas milhas le distancia, disparou dous ti-
ros, mais |Kjr medida preventiva do que como sia-
nal de alarma. Laneailas as ancoras aurescnUram-
se \-arios lmtes do enverno; paraintirrrarem'vios-t-nm-
inandanles dos navios a sabida do porto, porcm lon-
go de se fazer caso tiesta iuliniaro, como elles cs-
peravam, se prevenio o rcprcseiilante tle Uraga,
que foi a nica (icssoa a qttem se permillio ir a bor-
do, que se as autoridades do Japo Iralasscm tle
circumvallar os navios com urna linlia de boles, se
exporiam a ronsequencias mui ilcsagradaveis. Os
botes que, apesar tiesta intimarse, confluuavam ro-
dcantlo o Susquehanna, abandonaran) os seus pos-
Ios apenas viram os preparativos de ataque que se
faziam a bordo desla crvela, disposicocs que Ihi
ez conhercr que o enmmodoro Pe rey uAo s eslava
vigilaale, mas que lambcm*tralava de cumprir as
suas antearas. ,
Desde entilo sil ns boles encarregados de rmiduzir
as carrespondeucias com as a|oridades. foram os
uniros que voMaram a aproximar-se dae4|uadra. Na
mauliaa sesuinle ao dia em que os vasos Tundearan),
aprescnUram-se a bordo do Sutquehanna o gover-
nador de L'raga Yczaimon c um nobre de Icrceira
hierarrhia, para averiguaren) o fim com que a es-
quadra ja alti, petlindo ao mesmo lempo que se con-
ccdaaM! o prazo de algtins das para receberem as
instrucrtScs que o gojpno Ibes devia expedir, ao
communicar-sc-Ilic ajlicgada da esqiatlra |ior va
do expresso que ia enviar a Vedo.
f-i'i a tommuns, o do nossos enlbusiatmos compar-
lilhados... he essa urna magoa para meu coracao, que
nao lo occuilo... Nunca semeei em terreno mais rer-
lil... nunca seara mais fecunda pagou os cuidadus do
humilde lavrador... Agradeco-le, Andr, os goslos
que me tens dado, e rogo a Dos que te recompen-
se .... E agora, {Letanla-se muito commovido,) ago-
raadeos, meu filho, adeos, meo discpulo querido...
Abraca-me!
,J*ndr (lancando-se nos bracos ): | Meu pai !
(Chora.)
ertoru : Sim, bem se que es bom... porm
es fraco lamliem, cuidado nsso. (A porta abre-ie, e
Marilta torna a apparecer em trage de fula com
urna lu: na mito.)
Marlha: Vmc. anda est aqu, meu pai *.., e
ja sao mais de oilo horas ?
Serlorius : Nao ralhes cnmjgo, minha querida,
liaslant-me alguna minutos. Mas deixa-me ver-te.
minha titila.....(Toma aluzdamo de Mftrtha e
contempla-a.) Ol I oh apre signor maestro, olhe
um pouco para aqu por favor.
Marlha (assopraodo a luz e rindo): Vmc. an-
da nao fez a barba, meu pai.
Serlorius: He isso urna razSo para humilhar
esse mancebo, Marlha? Assim ds-lbe a entender
que detdenbat seu trizo... Mas que Ihe tens feilo, ra-
paz 7.,. Observo s vezes que ella trala-le com gran-
de rigor... Demais issu nao me interessa... (Pastan-
do a mao pelo queixo.) Dize-me, lilhinha, parece-
mc que esla barba nao me ficaria mal.
Marlha : Oh! meu pai!
Serlorius : De certo a corte l estar, e n
quero .passar por demagogo: vou fazer a barba.
'Sahe.)
ROSWEIN, MARTHA.
A sala est meio esclarecida pelos ltimos claroes
ao crepsculo. Marlha tai usxenlar-se junto da ja-
nean entha para fra. leudo o colcelo apoiado no
peiionl e a cabera na mao. Roswein passeia peta
sala calcando as luas.
^ /losuvin (em meia voz e com aliorrecmenlo) :
Marlha: O que lie?
oateefn Nada... um boln da luva.
ra0:";.Cal,oV &BP-tU*E2$ etaili-
^ZSSuS' "" r"'""a "' co"-"-),Vonha pa-
Aojicfen : Nao, por favor.
rivel'su r7 Ve,.'''a !Un", luva sem u'5o ''">'-
rfunin^e^ ""'"edeve ser irreprehensvel.
o ot/norT Ah Sei>,c-"' Iremer, eu pi-
co... y tenlior padece dos ervos ?
/o..i,-em : Eslou um pouco aguado sil
%*& '" "-lea,X
Kaa Iits ttaa car .ti'eaw'ram aalrs a>
ri'ipiinla. a t/iMtaaat aermrrra ata
rnrnnlrandii ra cada punta cu nana) a faa-
4rwhiarnN. Qaaniln paaam'a air iminlirii a> I ra-
ta, aitto aadr iienanm narra rarnera atada latvia
cfceaad, onaatoia cana aa-nitri naato. mai bem
aaricaaa, e ilr .eraraaman anverattraa.
batra 4a ameran aeaniram a iKrrrraa da
Misnaipi, aiada ja a toaata Jiataneia. ata* aa
e envidvrram de miNln aljiuii nos recnnhrrimriilo*
jae se taatom, ileilanitoHir a naida em varios |mn-
Iti BJBI se ronherer o numero de tiraras em'qne
seaiirameule se ptaleria fuinlear. A |HTsrnra da
esipuidra em Lraua nao |hi-jiiiI.-oii de forma ne-
iihuma'o ctmimrrcMi que ns alnraes faziam ; estes
conlinnaram |KM-illraienlc assuas iqieracnea, e a lu-
dia em nm sai instante esleve livre da iulinklade
le juncos e embarracoes pequeas qne cruzavam
em lalas as ilireccoes.
a Notlia l-idi-jiilhorerelM-u-sea esfieraila re|iosla.
0 imperador nomeava um nOirial ile alta hierarrhia
|iara vir receber a carta do presidenle dos Eslad.is-
1 nidos ; p lendo-si- rerliDrado an romiiiiHli.ro Per-
re) que" aquella nonicaran pi.M-edia realinenlc do
imperador, lixnu a manlula do dia 1 para a enlre-
visla. Ouvirnos ilizer que se indirnn ao commodo-
ro Perrcv o sitio de Naugas-iki como o mais apro-
priado para a conferencia, porm nppoz-sc a isso,
por entender que ofleuderiao seu aov erno trasladan-
do-se para o sitio indicado.
Os Japonezes mcolhoram para a cntrcvitlaa pe-
quea povoacAo de Ctirihama, distante Iros milhas
ao sul tle Uraga ; e na niauhaa do dia 14 osn ao-
res tle Susquehanna c Missisisipe se postaran! na
frente da cidade, prcsenlaniln os costados prara.
0 governador de L'raga, aeompanhado do seu aju-
daulc, e to clicfe da divisao militar, aprescnlaram-
se a lionlo to primeiro va|ior, para arompanliareni
o rommodnro Pprrcy al o ihuiIo de desembarque.
Os Japonezcs arranjaramcoiivcnicnlcmcnlctres
edificios ilaquella povoaran |iara ler luaar a enlrc-
vista : um, de-tinado s para a conferencia, c os ou-
lros' dous para alojamenlo dos principes que linliam
chegado de Yctlo, e aos quacs so devia entregar a
caria do presidenle. O commodoro Pcrrcy ordenott
a iMilioiiieiis entre ofliciaesc Iripolacao dos navios,
que o aconipauliasscm, numero iisiguincanlc, com-
parailo com os cinco a sele mil Japonezcs que forma-
vam parle do aconipanhamento.
As primeiras filias, que se eslcntliam por loda a
margem da baha, e ao mesmo lempo o numero de
liandciras enramadas, o e-landarles de varias
classes c cores, apresciilava urna vista assombrosa,
A escolta e a msica coulinuou locando olivniuo
tfb Sahe Columba desde o silio do desembarque
at casa onde se devia celebrar acoiifercncia..Chc-
gado o commodoro ao edificio destinado para a ce-
remoua, sabio a recclie-lo- o prinri|ic de Idza, pri
mero miiiislro do imperador, aeompanhado do
prncipe de Iwami. Mr. Pefrej nTfcec a S. S.
A. A, a caria do -presidenle da repblica cacrcdvn-
cial que juslilicava a missao de que ia cncarregado ;
e teve lambcm a honra tle receber a oommuincaeao
oflit-ial que os principes pozeram em suas maos.
Carcccndo os principes da aulorisarao necessa-
ria para eiitabolar a menor negocacao, a entrevis-
ta concluid, apenas se cfTcrluoii a entrega tas car-
tas do presidenle. O commodoro Tcrrey manifes-
lou cntao que dcixaria aquello porto dentro tle tres
ou qualro das alim de. o governo imperial, poder
del Iterar sobre o nbjectoilasua commissao; mas quo
leria a honra de vollar dentro tle alguns mezes pa-
pa receber a resposla qup devia entregar ao clicfe
1I0 governo dos Estados-Unidos, llevemos manifes-
ar que os prncipes foram os nicos com quem a
commodoro quiz entrar pcssoalmenle em relarfies,
pois nem o mesmo governador de Uraga quiz rece-
ber naqnella conferencia, por ser de hierarrhia in-
ferior. Os oliciacs do commodoro, c o eoniman-
le do Susquehanna. Mr. Bucliaman, foranr os que
se enrarregaram das iiezociarcs cnlaliolailas com os
Japonezcs, para se realisar a entrevista tic que fal-
lamos. Comludo o governador de Uraga, o seu aju-
tlante, os inlcrprclcs, e mais pessoas que aronipa-
nliavam foram convidad os a dar um passeio
amatan examinar a atnanlamiuta em car ama
as mtrfcina a vaaor.
< A Fiiqaa Irt Irptin de atifaaaiiai em I rasa m
a atasili. em qW
iatahr.4Fl
fea
"le 'tez miman a liento da
ervos
sm... Que
s louras, que
"o lo^. SfaCeSe.Cnroamlhe "fronte do-l.'ie
Mattha- ***"*daS suas lee",las du Drle-
promp,';';am vezes muito plid0._. Esli
le ncrcTn; ~ 0b^i!',,,0 *J de urna pausael-
ua dTTn r"r'" commo^<'-) A sendera e seu
P uZ q"e ha de melllor '"> "undo !
,^gl*J:-Vot. faz-melemhrar do
IVllZ C"r.n,0,,^ qal leudo recebido de mim o
mesmo servieo, disse-me que eu era urna dvindade.
', ?.l '\e,rylie '"'"""<{.' /.omfto,e d,i alguns
passos : Marlha torna a assenlar-se janella.)
foswein (apjiniximaiido-se della, c apoando-se na
aiiiuba): Lra Ave-Mara que dava quando eu vi-
nha entrando ?
Marlha: Sim.
fotireiu: Todos esses sinos de povoa;0es se as-
semelham.....Esses sons fallavam-me ao coracao......
rallavam-me de minha infancia e de minha patria...
Km quinze annos apenas, que mudanca na minha
\wa e no meu peisameoto?
Marlha (com indifiereca): Ha quinze anuos a
eslas(horas que faza Vmc. ?
fosicein : Vollava com minlias cabras pjio ca-
minlio do valle... As primeiras hadaladns de Ave-
Maria da igreja de San-Jacob davam-nos todas as lar-
des o signal da retirada... Lembro-me que parava
as ponas dos rochedos para ver acender-se atrs de
mim as fogucirnhas dos lentiadores debaixo das ne-
gras arcadas dos pinheros... a meus ps no nevoei-
ro do mar ps lampef.es des pescadores... sobre minha
cabera aa estrellas. A noiie encina o ar de perfumes
e de orvlho, e de vez em quando o mar llyriaco,
clevaudo-se como por baforada*, responda aos gra-
ves murmurios, que vinham das florestas... Que sce-
nas grandes e tranquillas! Oh! quauln goslo me da-
vam!... Nao podia tarlar-me de v-las... Passava
ipuilas vezes parle da noile janella perdido m n3o
sei que exlase enternecido, e derramando lagrimas
com oracSes... Depois passava insensvelmenle tlessa
doce vigilia ao doce somno como um menino passa de
um sonlio a oulro... Eu era feliz!
Marlha : Fallando serio, Roswen, e pondo de
parle a poesa, vss quereria boje essa felicidade 1
llowein : Sim, Marlha... tm, se devesse tor-
nar a adiar com minha mizeria c minha obscuridade
a paz... a paz divina de meus primeiros annos !
Marlha : A paz reside no coracao.
Ilosirein: Ella mo reside no meu..... Nem nu
meu coracao, nem no meu espirito. Nunca!
Marlha (framente): Que quer que Ihe diga,
men amigo?Tanto peior. (I' olla-ie para fra.)
foiwein: Etlive para ser padre..... sabia dis-
so?... O velho cura de San-Jacob linha-me lomado
allicao. Elle dava-me sapalos, e entinava-ine o la-
lim. Quera pr-nie em eslado de lucceder-lhe al-
gum da'... Elle ainda vive... A's vezes tenho lenla-
ces de vollar para l... Esse pobre presbylem com
seu paleo cheio de musgo, -na tilia e sua fonlc ap-
parere-me cnitio uin'asytocncanlado... Porque nito?
Eu dara um bom padre do campo... Nada me falla-
ra senao a fe!
Marlha (vivamente): Se_agrada-lhe dzer dis-
parales em miiilia presenca, signor Rosweiu, peco-
Ihe queseja sobre oulros assumplos.
fotUKin : Ali! colera! voss I Ha enlo sanguc
as veias do marntorc !... o mar de gelo lamben) lem
suas lempeslades!
Marlha (levaulando-se): Voss parece querer
eslar s'!
foitcein : Oflendi-a... olTendi-a... perdoc-me!
He a primera vez de minha vida, e ser a ultima...
.Marlha, he preciso que me relire... Esse papel deve
cuslar-lbc... essa mascara de frieza e de rigor, que
voss lem para mim s, estou cerlo que pesa-lhe...
Vou livra-la della... Voss n3u me ver mais. Pro-
mello-lhe nao lomar a passar o lumiar desla rasa
querida... Devia l-la comprehendido mais cedo.....
Eu a compreiendia... mas fallava-me a coragem.a)..
Agora minha resottirao esl tomada... Porm nao
nos separemos com una palavra tle colera, eu lli'o
rogo... D-me a mao em signal de boa leinbranra,
de lembranea fraternal. (Marlha que se tinha tor-
nado a.assenlar lentamente, eslende-lhe a mao;
Hotireinlera-aaos labios dizendo em Adeos! adeos ( Marlha rolla a cabeca para fu-
ra, ao passo que o mancebo retirase para a parte
menos clara da sala.)
Marlha (depois de um momento): E meu pai,
Andr?
finsicein: Pobre velho!... a menos que elle nao
m jnlgue ingrato, peeo-Nie, MajJha, que .mies de
ludo, dis-Ihe a verdade.
Marlha : A verdade... He preciso eniao que eu
a adevinlip, Andr'.' a
fosicein : Diga-lhe, queeu a aniava, e que vos-
s nao me aniava.
no Susquehanna, c culo peta primera vez lis eram
para tato, e
ti Uississipi avia
aw de Iraca. Ka 4
Vrrev aira exrarsan
Uississipi. de surto qne pon arrea em bem pnare
IrnnNi n esparn de vinte niilhan aaia ateta da qoe
havia corrida tacriarm irte. Da rnherta du navio,
e em direerao nnrle, se avistaran! a dislaaria ile se-
le mi oilo milhas limito- juncos e fbariai.f* de
todas as rlasaes orriipadoa cni Iralico. tts oflkues
la escuadra fallam em termita satisfalnrioa, ia s
tm rnrmoatmae aspecto que apresealam aejecata
|H-aias. mas Umbral da veqeiacao lito primorosa e
rica que ohservaram em Imlos os ponas que rere-
iiliecrani. Dzem que os iialuraes sito alTaveis no
Iralo, eqde o uovernador de I"rana pode apresenlar-
se como mcalclo ik- coriezia e l.in Imn.
a No dia anterior sabida da psquadra apresen-
lou-sc o eovcniadnr a Imii-.Ii. 1I0 Susquehanna, le-
vando imineusHlade .1.. presentes, que na inaior
parir mnsistiam pm manufacturas do Jap.lo. Ape
sar da repugnancia que manifestou em recelier os
(lisequos que se Ihe lzeram. por lh"o prohibir as
leis to paz, acelou os reealos com que o brinda-
ran! para se Ihe mo devolveren) os que liiilia aprc-
atutoo, Em troca da volatera que Iruiixe |wra
servicodosnavios, rccclieii iiniranipiilr, romo fineza,
urna collcccao esrolbida de semenles tic flores, pro-
durcAo ilbs Eslado-Unidos ; e leve viva -alistaran
em manifesuir aosrommandanles e utliriaes do .Vtw-
qitrhitiinii que os seus superiores linliam aprovado
a receprao dos prsenles,
(Jornal do Commerro de Litbikt.
OS ESTADOS SO PRATA.
i ConfederacTto Argentina.A Repblica
tal do Uruguay.O Paragn
Sluacao geral das repblicas do Prala
Historia da Confederaran Argenli
queda de Rosas. 0 novo governo*
res.Golpe de eslado de l de junlio.
director provisorio. Decreto sobre a'liberdadc da
navegaro.Revoluto de 11 de selembro de 18."
cn> Buenos-Ayres. Hosllidades entre Buenos-
Ayres e Urquiza.Reunido do congresso F.Mo-
v men lo do primeiro de dezembro na campanha de
Bucnos-Ayres.Guerra civil. Tentativas de me-
diarao. Constituirlo de Sania Ec. Historia da
Repblica Oriental em 1852.Sudario poltica e
material. Tentativa "de colonisaco. Historia
do Paraguay., Reconliecrnenlo do sua indepen-
dencia. Tratados de rommercio do Paraguay
. com a Franca, a Inglaterra, os Estados-Unidos,
, e n Sardenha. Conclusao.
As margens do Prala nao cessam de ser o lliealro
de un drama cheio de mdenle) inexperados.
fQDando'a genio pensa que este drama para, ctte-toT-
na a comprar de repente : nao faz mais do que mu-
dar de forma, e de aspecto, sem que nunca seja sus-
penso, inrariavelmenle o triste espec-
tculo de urna aoarcha quo renasce por si mesma. O
problema que te-agita uaquellas regies he o mais
grave e o mais decisivo que possa ser cslabefecido :
trala-se de saber como he que a civilisaeau crear
raizes n'um solo atormentado, se araca hispano-ame-
rcana, pelo seu genio, pelo seu Irabalho, pela sua"
industria, lieapla alornar-se senhora desse immen-
so cnniiiienlc qne ella oceupa, ou se esl definitiva e
iocuravelmenle condemnadaa gyrar n'm circulo de
agilacOes esleries e sem grandeza ; esperando que
oulros venham supprir a sua incapacidade. Eis-ah
o problema de loda a America do Sul. A resposla
maiseloquenle he a historia de lodos os oslados es-
palliados na America. Al aqu poneos paizes ofle-
recem o animador espectculo de urna pazj mui
longa.do um desenvolvimeoto continuo esudiciente :
sao especialmenle o Chile e o Per. Pelo contrario
esislem muiros paizes, cujos Irisles amiaes sao feilos
para inspirar davidas singulares sobre os destinos da
rara hispano-amerecana : Lies sao o Mxico, a Nova-
Granada, a Confederaran Argentina. Suppouliamos
a Repblica Argentina em contado pela supposi(3o
com urna raja superior e poderosa : a sua historia,
depois de milito* anuos,sera a do.Mr.xirn,dilacerado,
desmembrado e amearado de prxima destruirlo.
1 tido
aatoda parttia 4e
Marlha (com voz commovida): Eu nao o ama-
va... nao... eu nao podia ama-l. Oulros scnlimcu-
los separavam-me de'voss para sempre.
Jlotwein : Ootros senlimenlos !... Eia !... lie o
ultimo golpe... Eu esperava que voss s amara no
co
Marlha: Eu nao poda ama-lo, Andr, c de-
xc-me dizer-lhc que isso he urna felicidade para am-
bos nos, para voss principalmente. A existencia que
Ihe esl reservada nao quer e-torvos... nSo qur
raizes prematuras... Seu futuro se leria adiado em-
barazado no humilde souho de sua mocidade, c eu
me leria acensado sempre de ler prendido na som-
bra domestica sua bella vida de arlisla !
Roswein: A vida de artista me lie odiosa !...
Depois que a conhec.0, meu amor por voss lem aug-
mentado de todo o odio que ella me inspira!. D'ora
em dianle nao tenho mais contra ella nem arrimo
nem refugio... Ella far de mim o que'quizer!...
Mas por favor ao menos nao m' louve.
Marlha: Qne lem essa vida de Uto (crrivel?
Nao o comprehendo.
Powein : Ali seu pai me comprehenderia....
Elle bem salie que essa bella vida de arlisla nao re-
side nessas. alturas ideaes, em quo voss a v toda,
bem comb eu a va nulr'ora, em noven- de ouro,
debaixo de ebuva de llores Elle nao ignora em que
trales aliysmos ella se arrasla entre essas fugitivas
apolheoses Crcia-mc, Marlha, que nao he sem ra-
/ao que ello esmaga com seu desprezo ludo o que
frequenla essas resilles duendas da ollicina, do bote-
quim, do corredor e do camarm, essa turba vaido-
sa de almas corrompidas, de imagiua(.es estafadas e
de coracoes enfermos, devorados ao Inmuto das risa-
das eslrondosas edos pranlos suttorados pela paixao
sem regra e pelo pensamenlo sem-freio !... Um
Erebo cheio de chammas e de trevas um mundo
fra do verdadero. um mundo fra da le. o qual
revolla e arrasta Seu pai bem o sabe Elle sabe
que ebriedades corren) na almosphera que alti se res-
pira... que monslros produz esse rabos abrazador, e
quauln cusa ao melhor de entre mis defender-sc
dsso!
Marlha : Voss se defender, Andr Eu o
conlieco.
fosicrin: Voss me conhece, Marlha... sim...
ha lanos anuos que minha vida he como a irmaa da
.sua, voss deveconliccer-mc... e pensa .que eu liona
nascido para -o bem ; n.1o he verdade 1
Mnrllin : Voss, ou ninguem.
foswein ( com forra i: Sm.... voss faz-me
justica... Dos sabe que eu amavao bem como amo
a face radiosa desse firmamento !... Por isso de que
amargos desgoslot esle mundo me enche !... E en-
tretanto elle perlurba-me.... Elle communica-mc
contra minha vontade seus i-enrnes... Mistura nos
nobres tormentos da arle e do Irabalho nao sei que
IVIires Hiiporlnnas... que in-omiia- perversas Elle
prende-me ao flanco nao sei que pedaro da lunica do
centauro !... AhT aqueltesde nos que (em junto de
si urna mi, urna rma, una familia,*alguem que
Ibeslemhre Dos... essesso felizes! tem o remedio
ao lado do mal... pdem cada dia temperar a alma,
o talento c a honra na fonle do dever e da cierna
verdade Eu, porm, sous... essa vida farlca en-
volve-mee possye-me incessanlemenle... Y,u s re-
puusava era voss, querida Marida, lano no prsen-
le como no futuro... Quantas vezes seu doce phan-
tasma velo abenroar minhas horas de provas... Ira-
zendo-me a coragem... ou pelo menos o remorso !...
Essa paz que procuro, s a actiava em seusolhos...
essa forca que falta-mc, enlravn no corajao, apenas
eu locava em sua mo... mesmo em sonho... Oh !
meu Dos! viver aqu entre sen pai e voss, na se-
renidade sania e recomida desla cata, debaixo do en-
canto de sua preseura.,, debaixo da inspirado de sua
belleza... debaixo da guarda de sua virlude !... vi-
ver e morrer aqu!... Ah par que vefo-me esse
pensamenlo ?
Marlha : Esse pensamenlo !... seja justo. An-
dr... lenlio por ventura poupado nada para'aflasla-
to de seu espirito'.' ,,
Rosicein : Nada... junto de v>ss eu nao poda
euganar-me... seu acolhimeuto, sua linguagem, seu
silencio mesmo tle um anno a esta parle, ludo me
dzia que voss nio me amava... toa* apenas sabia
de sua presenca,esquecia-tnc de ludo... prcudia-mc
s mais leves sombras da esperanra... recordava-mc
de um olhar menos severo, de urna palavra mais ler-
na, esrapada sua piedad, e viva disso... De al-
guns mezes para c sobajtudo vendo-a menos vezes
faza contigo mais facis illusoes... procurava persua-
dir-roa de que seu dever filial podia comprimir seus
secretos sentmentos, e que o horror de seu. pai pelo
nome de arlisla era o nico .obstculo que nos sepa-
rava...
Marlha ( abaixando os ollio-): ,E ainda quaiulo
losse o nico, seria bstanle.
Roswein : Ah! eu o vencera.
Marlha : Nunca, Andr.
Roswein: Esta noile mesmo... Eraum projeelo
ardenlcmentc aflagado em minha cabera ha muilo
lempo... urna chimera queme deleilava ainda, ha
pouco, quando vinha para aqu, a qual seu primei-
ro olhar fez desvanecci-sc... Assim, agora que mi-
nha opera cala ou que v s uuvens, juro-lhe que
ponco m imporla.
Marlha( (enlmenle ) : Como ?.... Porque....
Pensava que seu successo mudara as ideas de meu
pai I
Roswein : Esperava-o apenas... todava invo-
luntariamente elle me eslimaria mais... Voss sabe,
como eu, Marlha, a que ponto esses snecessos do
lliealro, que fraiii a ambicao de sua mocidade o
cnmmovem e exallam !... Eu me armara contra elle
de sua nica fraqueza... Se fosse bem succedido, le-
ria -iimiun prazer de vir esla noile sorpreml-lo em
seu retiro... no monieuto em que elle me julgaria
sem dimita mais esquecido-que nunca... sim, viria
nfl'crecer-lhe de juelhos minha gloria ainda palpi-
tadle... Elle se esqueceria do arlisla... me abrira
os bracos... me chamara seu filho... me concedera
ludo...
Marlha ( com voz sulfurada ): Experimente.
Rosirein : Marlha que me diz"'
Marlha : Silencio Ah vem meu pai.
Roswein : llondade do co I
MARTHA, ROSWEIN, SERTORIUS.
(Elle entra muilo enfeilado e leudo wna vela em
cada mao. '
Seriaras : Ea, pois, cada um conlempte-me
a goslo... Ol onde esl.lo esses meninos 1... Ros-
wein ( aitstando-o<) Ah ah oslas iodo espanta-
do meu rapaz? Nunca me havias visto 13o bello!
flerero a teusolhos ueste momento, meu amigo, o
vestuario que eu tinha nessa famosa imite em que
esmorec dianle do meu augusto auditorio... Fivelas
de miro, camisa de lico, casaca de panno cor de ra-
pe de llespanha e cutele derahtagem. Enlo como
me achas, Marlha ? amhos rotees eslo calados...,
Acaso eslarei ridiculo "! Dgara-me.
Marlha: Vmc. esl muito bem, men pai.
Roswein ( alegremente ): Vmc. est bello e ma-
gesloso... Deixe-me dbrara-lo!
Serlorius.: Que tens ?... Queres devorar-me a
abertura ?... Deixa-me Iranquillo. Admira-me de
loiigc se queres, e mesmo convido-le a isso ; podes
fazer urna idaexacla do que era o vestuario de um
arlisla no meu lempa, rapaz: aseveridade (liscrela-
roenle casada com a elegancia.
llowein: ~ Fallam o polvlhos,
deracio Ara
tilica Oriental ae val 1
coldade de ama utia
de loda a especie; os chotos das 1
nelram at Paraiaav ara alar retoram toa ato
pak, qaa al baje cata tora as tace atavaaoate. Ua
retcrlaoa. oaa aareoMa 4,cae.Wa 4a Ptatotaai-
para essas diversasrepabHcat: rimplexa aat tac-
tosae tegairam a qadade Rana,cada ama tala
toa tostara Jittaaeta; ama too anilla imnll._
estabdret- catre Hat tal a
de fortuna, qaa estada de 1
mente reagr tabre o estada 4a ac*
xam da ser amo at parto aa ai
meai eondirdet e detenvatvimtali a
rao.
A queda de tala le
orna ordem de fado
lados do Prala. Ah acaba ara a amaeaata Arajea-
lina a dominarlo da 1
nos; ahi te termina para Mftalaa 1
sutlenlada durante dea aaaot. Fai a 3 4e I
de lS.")queabatalliadeMnte-Catarai, ato lana*
de Buenos-A)res, tleslrua pader ato liabaabt a-
qui resistido i todos ot alaqat total re maaaa
aos bloqucos organitadot peto Earaaa. Vto-taaa- ,
no passado como te formara am Nga ato a aaal a-'
rnmbio o dictador de Batnot-Ayrca, Kfa cal qawea-
Irra o Brasil por nm conlicaato armada,
Oriental, urna porcao da Confaderaraa
representada peto general I rqoiza, a proaria Para-
gn ay. P..de-se seguir esla rpida saectetaa 4e tarta
cujo desenlace foi abrir a estrada aaalrot ttato
a onlras evenlntlidades. Rosas fra da peder, reala-
va calcular quaet seriam as conteqoe'nciat datta ata-
danca, como he que 01 vencedores organisariam a wa
victoria e fariam prevalecer ama pohlica ilHalinlt
Eis-ah a historia de 1832.
E em primeiro Ingar, quaet eram os effaloq, tai*
immediatos da qnda do dictador na Repblica Ar-
genttna Antes qae tasto era mlatot. tratar da Maca
um governo. Detdo os prmeirot mntenlos, cacto o
general I 'rqoiza, se lornasse o ehefe de todas a* tor-
cas militares reunidas em Buenos-Ayres, o poder lo-
ra entregue ao doutorj Vicente Upes, instituido go-
vernador provisorio da provincia. Alcm disso trata-
va-te das eleicues de urna nova sala de represnten-
les quo *) devia reunir no mez de maio. O fim da
dictadura deixava com ludo algumas tendencias ti-
vaes'que dentro em pouco deviam lular entre ai.
Dtras elemenlot especialmenle contribuirn para to-
lapar o poder de Rosas, o anligo partido unitario c
Urquiza. O primeiro havia irabalhado por esparo
de quinze anuos para rtalarraoralrnenleo diefador,
o segundo de/moronra-o materialmenle. Em et-
sencia, os mais anligos adversarios de Rosas e o raait
recenteeslavam longe de caminhar para o mesmo
alvo ; unidos momentneamente paran combale, j
nSo'podam continuar ase-lo, assim que o immigo
commum foi desmoronado.
Logo depois da halalha de Monte-Casero, o par-
tido unitario, ou o que rcslava desle partido sobre
lodos os pontos da America, tornava a tomar natu-
ralmente o caminbo de Buenot-Ayres. Elle liriha
evideulemente a sua aparte na victoria, e, depois de
ler sido victima de nm modo t/io cruel, era mn na-
tural qne enconlrasse lugar e influencia em os nego-
cios do seu paiz. Desgraradamenle elle vivera n'om
longo exilio, e o exilio irrita s mais*das vezes con-
Sertorius : Nao falla nada, patito! Vamos,-mi-
nha hiha, vamos dar paleada a este joven ins-
lenle.
Marlha : Vamos. Aperta-me a mao Roswein,
e lem coragem (Em ros bau-aMi logo I
Serlorius ( aperlando-lhe ambas as maos ) :
Ea 1 animo! animo !... Fuma.se queres, emquau-
lo esperasCarnioli: permuto-te, visto a gravidade
da circumslancia, envenenar meu domicilio. ( Che-
gando porta, elle colta-se. ) Se eompozesl msi-
ca de caca, on garganleio,ds opera cmica, he me-
lhor dcclarar-me logo do que expr a pessoa de leu
velho meslre mais cruel das atirantas, meu rapaz *
Marlha : Nao ha garganleio ; Vmc. ver, meu
pai. Vamos. (Sahem. )
Roswein (sozinho ): He verdade 1 lie possi-
vel?... etlaama-me? Logo eslou salvo Acabou-sc
a febre, as verligens, os cmbales, o inferno, lodo
acabou-se Meu Dos rendn-vos gracas e vos bem-
digo do fundo da alma ( Chega janella t segu
com a cista a carruagem, que leva Serlorius e
Marlha alrave: das frea- que im crescendo.) Ella
me ama Splendor do c.-o, parece-me que le vejo
pela primera vez! Pura claridade das estrellas,
cantos das ondas, brisas italianas torno a achar-vos,
vos innndais-me ocorarao ( Di alguns paitos pela
sala.) Seu esposo oasla visSo de minhal noiles
perturbadas, nao s mais iim tonho !.., (Olha em
torno de si.) Amo esla sala, estes objeclos familia-
res... esles movis, que tua mao toca a cada momen-
to... este ar mesmo que agita as dobras de seu rosti-
do... Encerrarei minha vida nesie sancluario !...
Que prazer he trabalbar junto della !... Quando eu
vinha noile debaixo desla janella com Carnioli, ella
ahi eslava ora debrutada sobre sua agulhade fada,
graciosa eimmovel como a eslaluada virlude domes-
tica, ora ergoendo a cabeca para oovir melhor o pai,
essa cabeca pensativa*? grave como a de urna mu-
sa... Parecia-me ler diante dos olhos algum qua-
drode um mundo superior... de nma vida melhor
que a dos homens... fe lomare men lugar enlre
estas duas crealuras de Dos !... Ella me ama !.,.
que repnuso profundo adquir repeiilinamenle Eu
linlia o cerebro cheio de desordem e de tempesta-
des... O -opio de um anjo passou-me pela fronte !...
Sinlo tima paz immensa... bemavenlurada. ( Depois
de um momento.) Agora ludo me he iudierente...
( acendendo um charuto.) Se cahir esla noile em
San-Carlos, Icrei um desgoslo sem duvida e muilo
vivo mesmo ; mas recuperarei a ocrasino perdida...
Tenho cem operas que canlam-me na cabeca!.... ser
una demora e nada mais... ( Astenta-se na pollro-
na\de Serlorius. ) Ah eslou morlo de fadga I
Desejava queme dexassero tranquillo loda a noile...
Olha para o ceo, medita e murmura phrases en-
trecortadas.) Nao, jamis a engaare!, jmlia farei
correr urna lagrima de seus olhos... jamis... Vio-
lentasseducroes, especlros ardentes... fciliceiras dis-
farradas... eu vos desafio... a sombra de suas azas
vos affugenlar... Como eslou caneado!
Urna voz de fra : Roswein I Andrea mi (Em
recitativo) i ventilo il lerribel instante !
Roswein : Quem me chama ?
A voz : Desee, animal!
Roswein : Cavalleiro, eu nao dirijo a brrheslra,
sabes '!... Sou inulil agora l... Pec-la que me
deixes aqu.
Carnioli (de fra ): Desee, palife ( Em re-
citativo. ) TU figlio m'abandonna, ioson perduto !
Roswein : Meu bom cavalleiro !... Irra que
liomeni !... Vamos I...
(Conltimor.e-na.j m

' V
*
*?_
. -
' ------------------------------------------------------------------------------------------


.2
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 7 DE FEVERIRO DE (854.




Ira as cousas e' conlr'a os homens, e algunas vezes
lambem causa illusoes. Oulra fatalidade desle par-
tido, he que com militas luzes, comas qualidades in-
tellectuaes nolavcis, posiue mais o culto dos sysle-
mas e das ideas absolutas do que o iuslinctu da rca-
lidadc. AITagou umitas vezes todo* os fanatismos
da abslracc.ifo. E o que rcsullou da ludo islo '.' Ape-
nas entrara em Baenos-Ayres, n'oma cidHde que mal
la sahindo de urna oppresso do 20 anuos, se aban-
donara a embriaguez.de urna liberdade reconquista-
da sbitamente. Cerlamenle .experiencia havia es-
clarecido e amadarecido muitos espirites ; ja uSo era
o anlipo partido unitario, mas em essencia eram.ou-
tras ideas que nem por issd eram ruis applicavei, o
lias quaes s encontrava a influencia da mor parte
das novas doulrinas da Europa. Multiplicavam-sc
os jomaos, e so Irucavam proerammas maravilliosos.
Citaremos smente um desles programmas, aquelle
que o coronel Mitre redigio no jornal dos Debales.
Nada menos pedia do que a organisaco nacional por
um congresso-consliluinte, o eslabelecimsnto do suf-
fragio^iuiversal directo, a liberdade da imprensa sem
oulro limite mais do que a inviolabilidade da vida
privada, o direilo de rcuniao, e rcorganisaco d'as
municipalidades, o reforma do correio, a abertura
das novas vas de cummuniraraa, a organisaco da
guarda nacional segundo o systema electivo, a liber-
dade de commercio, o impostosobre o capital, a li-
vre navcgac.au dos rios, a organisaco do crdito, o
cstabdecimcnlo do jury para os delictos da impeen-
s.i e das causas criminaos, a dilfoso da educaran pri-
maria, a oreanisariio da caridade publica 8 como
meio de curar as cbagas do corpo social, etc. Com
eITcilo liaviam mttilp boas cousas nesle programma,
e liaviam (ambem mitras extraordinarias, como por
exemplo o imposlo sobre o capital. Entretanto, is-
lo basta pura mostrar o que preoecupavo esles espi-
ritosardenles e exaltados, que viam na queda de Ro-
sas o triumpho de um liberalismo impetuoso. Njio
rallaremos das satisfaroes deploraveis que as paixes
pessoaes lomavam na imprensa nova de Buenos-
Ayres.
V-se que nao era inteirameulc esta Icudencia que
o general Urquiza pretenda faier prevalecer. Nao
emponhara as armas em favor deslas bellas cousas.
Itevestido em definitiva do poder supremo, evilaya
com cuidado ludo quanlo linha um carcter muias-
sigoalado de reacro, levava mui longe esla prene-
cuparao, conservando as insignias vermelhas impos-
tas pelo seneral Rosas ; mais tarde resliluio os bens
ao anligo dictador, os quaes liaviam sido confiscados
no priineiro momenlo. Quanlo aosexcessos da im-
prensa, urna proclamaran de 18 de marco deixava
. perceber como elle os ennsiderava. Esclarega-se a
npiniao publica, dizia elle, com asluzesdas disc^is-
soes reflectidas da imprensa peridica mas nao se-
converta^ esle meio de civilisarao em instrumento de
bailas paixdes, nao se empregue esta chave senbora
da liberdade no desenvolvimenlo da licenra e da
anarebia. I^mbrai-vos da poca lerrlvel em que,
so adiando sollos todos os espritus, se adiando rolos
lodos os lacos da sociedade,' a imprensa se entregou
demagogia, insullou as leis, os depositarios legti-
mos do poder publico e deu nascimento ao mo ge-
niado despotismo de que ella se (oroou o ludibrio...
Queris ser livres : aprendei a se-lo. Estudai os vos-
sos direitos e nao esq.uer.ais os vossos deveres. Sus-
tenlai a ordem, unir* garanli da paz... O gene-
ral Urquiza api ellava ao mesmo lempo para a unan
dos partidos : era suiliciente deisar perceber que es-
ta uniau nao exista. Desgraradamente havia anda
otro elcmenlo poderoso este elemento, he a rivalidade permanente enlre
Buenos-Ayres e as provincias, que se enconlra no
fundo de lodas as revoluces da Republica-Arcenli-
na. Bucuos-Ayres, principal cidade da confedera-
" rilo, nico porto da repblica ale aqu, foco de in-
telligencia, de industria e de commercio, lem sempre
tlisfarcado mui pouco o seolimenlo da sua superio-
riJade e a sua necessidade de supremaca. Assevc-
ram que na sala dos representantes, a inda ha punco
lempo, pronuncia ra-sc esta phrase singular : Sem
duvida podemos supporlai um despota, mas com a
rundirSo de que seja um porteo Permiltr que
o poder de Urqaiza se eslabelecesse, era quasi con-
sentir n'uma humiliacao para Bueuos-Ayres. Pela
soa parle, Urquiza, verdadeiro chefe de eampanha,
tirgao das queixas das provincias, esconda muitu
mal o seu desprezo para com os porteos e a sua
vonlaVe de limitar d'ora era vanteo dominio de Bue-
nos-Ayres. Pur tanto, a lula eslava no fundo das
cousas. Nos primeiros rnomenlns, se poda procurar
dissimula-la, modera-la por esforrus mutuos de con-
riliacju ; roas era impossivel que ella se au Iradu-
zisse em tactos na prmeira occasiao. Esta occasiao
decisiva apresenloii-se dentro de pouco lempo.
A organisac.au nacional linha sido o principalsan-
io do movimenlo do auno precedente de que o
general Urquiza se constituir o chefe. Rosas
abattido, restava crear esla organisarao. e ah
eslava o diflicil. Em qnalqucr caso, urna organisa-
co definitiva da repblica s podja ser a obra de
um congresso geralem que lodas as provincias fossem
representadas ; mas entretanto era inisler provcrquai
quer organisaco provisoria e regular as condices da
convocarlo de om congresso consliluifilp. Foi cum
este designio que o general Urquiza reuna lodos os
governadores das provincias em San-Ncolio de los
Arrojos. O governador de Bucnos-Ayres, o doulor
Lpez, assislia a eslas cunferencias com o mesmo li-
lulo que os oulros. A 13 de mao de 1852. sabio des-
la reunido o que socliamnu a convenrao do San-.N'i-
colao entre os diversos governadores das provincia;
argentinas. Segnndo o tratado de San-Nicolo, um
congreso geral se dev a reunir em Saota-Fc no niez
de agoste, para deliberar e votar a conslilaico da re-
publica. Entretanto, o general Urquiza,subo Iitni,.
de director supremo provisorio da confederactio.
cava eucarregado das retacOes exteriores e dos ne-
gocios geraes interiores ; linha o commando do excr-
tilo nacional e poda dispr dos contingentes das pro-
vincias. Tinlia lambem as suas allribuiroee o rc-
gulameulo da navegaco dos rios interiores, a admi-
nislrarao dos correios, a Seguranza do territorio ;
juntra^e-lhe um eonselbo de estado pelo lempo do
seu poder provisorio ; n'uioa palavra, islo uo passa-
' va de om arraojo momentneo.
Todava apenas o tratado de San-Nicolao fora co-
nhecdo em Buenos-Ayre, agitava-se a mais viva ir-
rilaco. A imprensa exaltada e a propria sala dos
representantes se desfazam em amisaroes violentas.
Exprobavam aos signa larios do tratado o terem
creado urna dictadura verdadera ; como an-
da quizessiMii poupar Urquiza em consequeiida
dos seos' rcenles serviros, arcusavam-nu de usurpa-
do lyraiinia. Primeramente a sala dos represen-
, (antes tomava por prolexto o fado do trillado nao ler
sido submettido i sua sanegao para prohibir-Ilic a
execucao por um decrclo de 12 de junbo. (k tratado
'ura submettido i sua uprovarao, eenlosuscilaram-
e mais acerbas liscusses. O governador da pro-
vincia de Buenos-A yres fora posto em accusac.au e
se vira abrigado a dar a sua demisso. Masaqui a
salados representante j ada va diante de si o general
Urquiza, que nesle entretanto chegara a Buenos-Ay-

res. A lula, latente durante alguus mezes, tomava
um caracler franco e dacisvo. No poBtoem que as
r.onsas se achavam. era inisler que u director provi-
sorio, em plena posse do poder e dafow.a, desappare-
resse da scena ou que a sala dos representantes pa-
rasse na sala em que havia entrado ; elevando esla as
suas hostilidades al o extremo, Urquiza resolva a
- queslao por um golpe de eslado. Como acabamos de
ver, reina va em Buenos-A y ros a maioreflervescen-
oia.por occaso da discussiiu do tratado de San-Nica.
lo, e o doulor Lpez se vira uhrigado a abdicar o po-
der. Pela sua parle, a sala dos representantes no-
ineava o sen proprio presidente, n general Piulo,
fumo envernndor pruvisoriu. Era esle o sgnfll da
lula. A { de Ijunho, o general Urquiza, dirigindo
um manfeslo naciio, significava ao general Piulo
que as circumslancas llie prescrevam a obreacfio de
salvar o paiz da anarebia, depois de haver salvado la
lyraniia, que em cousequencia a sala dos ropresen-
lanles esUiva dissalvida m virtude |dos poderes pro-
visorio%que elle julgava poder assumir.
Ao mesmo lempo lodas as gazetas foram suspensas,
e vanos depotados cuja opposicSo fura mais vehemen-
te, M. M. Velez Sarslield, Barloloine Mitre, Ireneo
Porlella, Orliz Velez, Manuel del Furuy Pareja, fo-
ram embarcados em um navio do eslado para scrcm
oonduzidos ao deslino queelles proprios assignassem.
N'uma pilavra, a cidade de Buenos-A yres fora oceu-
pada mililarmenlo.d modo que se lornava impossivel
qualquer resistencia, e na verdade o golpe de esladu
de 23 de junbo Iriumphava sem combale. Cotisn
singular, nao havia America, e ja as crcmslancias linham rcslabelccidu
dictadura. Urquiza codera a um movimenlo vilen-
lo ; mas he mistar convir lambem que a sala dos re-
preieulanleiirera o que pude para lornar um con-
fliclo nevUvel1%_^aovio ella que nio he fcil apro-
veilar-sede urna resoluto, supprmindo o homem
em quem esla rosoluc'o se personificara pela victoria;
quizera vesvelmenle lornar impossivel a siluarao do
vencedor do Monte-Caseros tal como o tratado de
San-Nicolo1 a defina : era Urquiza que a suppri-
mia.
O golpe de eslado de 23 de junho, era urna phase
nova na revoluto argentina, mas nao a ultima. Ur-
quiza toro,ira-se o nico senhor do poder. Por mitro
ladono ressava de representar a sua autor idade como
lemporaria ; cvnlinuava a professar a poltica da or-
ganisa(ilo nacional, e a reunido do congresso consli-
luinte era sempre a primeira das suas prtoecupares.
Vencer as rejislencias do que elle chamava osdema*
gogos de Buenos-Ayres,nao linha sido seu pensamen-
lo se nao a na i nar a estrada para chegar mais fcilmen-
te ao alvo indicado peloacordo San-Nicuhio. Pelasua
parle se achavaelle natura [motile revestido de toda a
afttordade que I lie confera este tratado, augmentada
anda mais por um golpe de estado. Em as novas con-
dirf.es do seu poder, Urquiza praticavaespecialmenl*
dous actos consideraveis : um o reconbecimenlo
da independencia do Paraguay, qfle Uvera lugar so-
lemnemente em Assomption a 17 de julhn, e que fora
acompanhada da assignalura de um tratado de lm-
ies enlre a Confedera^ao Arsenlna c o Paraguay ;
o oulro.proclamando definitivamente a liberdade da
navegajo dos rios.
Esle ultimo aclo, qnc nao excedia aos poderes
conferidos ao general Urquiza pelo Iralado de San-
Njcolo, era o ubjeclode 28 de agoslu que regulava
as condirOes da liberdade fluvial, crea va una nova
organisaco das alfandegas, c applicava o producto
lis ifcspezas nacionaes. Segundo o arl. 4." desle de-
creto, o Paran e o Uruguay foram aberlos aos na-
vios mercantes eslrangeros de mais de 120 toneladas ;
a liberdade da navegaran devia ler lodosos seus effei-
(os a -datar do primero de oulubro. O direilo de
designar os porlos aberlos ao commercio fora reser-
vado i provincias ribeirinn. No interior da rep-
blica, fura supprimido qualquer direilo de transito,
e a circulacao era livro. Eslas medidas e mais ou-
tras, laes como a abolirn plena e completa do con-
fisco, eram mui realmente liberaes. Em essencia
Urquiza nao eslava com ludo n'uma siluarao fad! ;
elle poda se aperceber disto por um fado. Depois
do aclo de 23 de junho, elle substituir J^. Vicente
Lpez como governador da provincia de Bucnos-
AVres com ululo provisorio ; mas dentro em pouco
o doulor Lpez confessava que a falla de nnidade
nos espritus, o choque das preteucoes contrarias e
anardiieas, punha em dnvida incessanlemenle a
sjia autoridade o lornavam o seu governo impossi-
npl. A 23 dejulho, elle resiguava oulra vez assuas
virccoes. Eniao Urquiza lomava direclamenlc o
governo provisorio da provincia, e institua um eon-
selbo nhecidos, M. M. Nicolao, Anchorena, Escalada,
Francisco Pico, Felipe Llavallol, Felipe Arana, Bal-
domcro Garca, Goroslaga, Elias Bedoya, o gene-
ral Tomaz Guido, ele. Verdade he que ,o.general
Urquiza linha a forca, usava delta em muitos pon-
tos, n'um sentido liberal; mas urna animosidade
sordai nao cessava de existir em Buenos-Ayres: le-
das as iritares fermentavam nesla popularan que
passra em lio pouco lempo do despotismo de Bosas
mais completa liberdade para cahir oulr voz em
nova dependencia. Todos os aggravos contra Urqui-
za eram cuidadosamente sustentados e exaggerados.
chamavam, ha mu pouco lempo, o 1-
passava de um chefe de gauchos, f-
sol) o ferro da janea a ergulhosa cida-
Hlvres. Algumas rivalidades fermen-
tavam nos proprios contingentes militares; d'ahi re-
sullava que a continua rao do poder de Urquiza era
devida sobretodo i sua presenca, que anda influa
materialmente.
Enlrava-se no raez de selembro. Urquiza fora
obrigadu a deixar Buenos-Ayres em consequencia da
prxima inslallacao do congresso de Sania Fe-, e dei-
xava em seu lugar como governador da provincia de
Buenos-Ayres, un dos seus lngares-tencnles, o ge-
neral Galn. Era o momento eccolhido para sacu-
dir ojugo. Em a nole de 10 para 11 de selembro,
os generaos Jos Mara Piran e Jo5o Madarriaga
sublevavam a guarnido, e na manhaa de i 1 o povo
fira convocado sobre a praca da Victoria para sancr
donar o movimenlo. o que com efleito leve lugar.
Quanto ao general Galn, revestido de pouco pros
ligio e rtepouca autoridade, apenas leve lompn pa-
ra relirar-se, com poucas Iropas liis que lhe resla-
vam, para reunir-se a Urquiza. Desta'arte ficava
Bucnos-Ayres senhorii de si mesma. O governador
provisorio de 23 de junh, o general Pinto, fra re-
inlregado fio poder ; a sala dos represenlaules se
abrir naturalmente, e urna das suas primeiras oc-
cuparOes fora dirigir um manifest s ontras provin-
cias e ao mundo. A revolurao de II de selembro
era a verdadera, a boa rcvoludio, o triumpho da
liberdade. Urquiza era o objeclo das mais vilenlas
recriminaees. Accusaram-no de ler mandado fu-
zilar duzeulos prisioneiros no da seguale da bala-
Iba do M/inle-Caseros, de ter deportado na provin-
cia de Entre-ltios sete ou uito ceios porteos, de
ler roubado os pnrquesde guerra, os depsitos de
armas o de munirOes de Buenos-Ayres, de ler falla-
do a lodas as snas promessas. N'uma palavra, era
urna completa requisitoria escripia, segundo dizem,
pelo coronel Mitre, n'um cslylo lyrico. Sem du-
vida o amor da liberdade havia inflammado os pro-
nunciados de 11 do selembro, be com. ludo bastan-
te curioso ver a sala dos representantes comerar, vo-
lando recompensas pecuniarias aos autores da re-
vo!uc,ao. Eslas recompensas nao se elevavam a me-
nos de cinco milhcs de piastras. N'um decreto do
poder execuljvo, deparamos com i!mis gencraes ins-
criptos por 227,920 piastras cada um, dous coronis
por 128,880 piastras, ele. Verdade he que o valoi
real desles seminas, visto a depredaran do papel,
esl longe de corresponder ao algarismo indicado.
Como quer que seja, a revolurao de 11 de selembro
segua o seu curso e deixava appareccr cada vez mais
a sua verdadera significaco, que era represenlar o
triumpho do partido liberal ou democrtico. Enlo,
em lugar do general Pinto, o doulor Valentn Als-
na, homem inlelligcnle'e honesto, mas completo as
suas ideas c repulsos, fora nomeado governador da
provincia ; o coronel Mil/e, o exilado de 23 de ju-
nho, fora nomeado ministro do iulerior e das rula-
rnos exteriores.
Urquiza se achava Enlre-Rios, quando a noticia
denles successos ciiegou ao seu conliecimcnlu. O pr-
meiro movimenlo do general fora cellocar-se freB-
(e do seu exercilo e mardiar sobre Buenos-Ayres.
Diversos pcnsamenlos 'alravessaram-lhe o espirito.
Depois de algumas reOexes, elle julgra mais pru-
dente abandonar a revolurao de 11 de selembro a
s propria, inlerceplando as NtagSeg que Buenos-,\>-
res procurarse estatielecer corg as oulros provincias
para chama-las a si. Por oulro lado, elle dirigir
proclama(Oes a estas mesmas provincias, c n'ufca
c.omiiiunicar.in aos represenlaules das potencias cs-
Irangeiras suslentava o seu Ululo de director provi-
sorio da conlederaoao. Era esla visivlmnlc urna
siluarao que se nao poda prolongar. Como o gene-
ral Urquiza fazia com que a revnluoan de Buenos-
Ayres se esgotasse no seu. solamente, esla ultima
devia procurar eslendcr-s, crear alijados para si o
pontos deapuio.Primeiramenle ella enviava em mis-
sao junto das provincias do interior o general Jos
Maria Paz, auiiga fama unilaria ; mas o general Paz
uao pode entrar no territorio da provincia de Sania
F, por onde linha de passar. O governo do Bue-
nos-Ayres se punha ao mesmo lempo em cuminuni-
cacfio com 0 governo de Corrientes para fazer uina
allianca contra lirquiz.:, n qual allianr.i devia ler
por elfelo a iiivaso de Enlre-ltios ; em verdade el-
le era mais feliz Oeste lado, e enlo Inniou a uuen-
siva, enviando o general Madarriaga e o general
Hornos-contra o director provisorio sobre o prnprie
territorio da sua provincia. Todavi.i esla leutaliv;
anula naufragoo, c por sso os duus generaes se vi-
ran! ubrigados a tornar a enlrar em Buenos-Avies.
Al aquelle punto a vantagem perlencia ao systoma
adoptado, por Urquiza. As conlomporisacOes do di-
rector provisorio liiibam oulro alvo, aguardar a
rcuniao do congresso consliluinle, que se la reunir
afiunl, depois de uina demora causada pela revoto-
cao de 11 de sclembru. Com elleilo, foi a 20 de
novembro que se abiio o congresso soberano da con-
federaoo na cidade deSaula-F. Todas as provin-
cias argentinas eslavam representadas, excepto a de
lliionos-Avros, que recusara enviar seus deputados.
No dia de abertura do congresso, o general Urqui-
za diriga aos represenlaules argentinos urna allocu-
i$lo em que, depois de haver recordado os successos
desde o l. de mao de 1851, espunlia a siluarao
presente. Pelo que dizia respeilo mais particular-
mente a Buenos-Ayres, dizia q'ue ludo ligava esla
provincia, naijao, que ella nao pedia met em as
oulras provincias, assim como as oulras provincias
nao podiam viver sem ella," que todava a sua von-
lade so nao poda reduzir toda a confederaran a
permanecer per mais lempo sem organisaco. Fi-
nalmente convidava o congresso a deliberar fom to-
da a liberdade o a volar urna consliluicao que im-
pedsse igualmente a anarebia e o despotismo. O
ccrlo he que, secuudo todo os lestemunbos, o con-
gresso do Santa-Fe gozou omplelamenle desla li-
berdade que lhe protestara o director provisorio.
Urquiza linha alcanzado a parle do seu alvo, che-
gando rcuniao dfteongresso. Constituir legal-
mcnle as provinclalm face de Bucnus-Ayres, a uni-
r que eslava dissbjRlc. Mesmo em Buenos-Ay-
res ia passar-se algajQt cousa que o diredor proviso-
rio linha provisto. A revolurao senao concluir,
mas as divises eomecavam a nascer: a imminenca
da guerra civil provorava os desconleiitamenlos; os
anligos otos dos campos contra a cidade se iam re-
vivendo; a presenga no poder de homens de runa rr
mui nolavel c se parecendo com os anligos anuarios
desperlava os nslinclosdo partido federal. Enlre-
lanlo Urquiza havia deixado os seus partidarios, de
sorleque, por todas eslas causas, no 1 do dezembro
arrebenlara um movimenlo i lesla do qual eslava o
coronel Hilario Lagos e que reuna Iropas regulares
e as forjas dos campos. Buenos-Aj res acordnva
com urna insurreican amparadora as suas portas.
Urna proclamaran do coronel Lagos deixava aperce-
her o alvo da insurreir.lo: era delar a balso o go-
verno existente em Buenos-Av res, fazer as pazos com
as ou,lras provincias e cooperar na organisaco na-
cional que se preparas a. O que demonstra que o
governo de Buenos-Ayres nao possuia grande for^a
be que desde os primeiros mnmenlus o chefe do po-
der execulivo, M. Alsinu, fora obrigado ademilfir-
se, cilcudo de alguma sorle pressao da revolla, e
anda urna ve? reappareda o general Pinto, prov-
lencia. segundo parece, dos momenlos de tMgtico.
O que demonstra anda a fraqueza do governo de
Buenos-Ayres, he a necessidade em que eslava de
enlrar por assim dizor em conoiliarao com a insur-
reirao. Ao principio fora concluido om armisticio,
depois vinham nogocianics para a paz; mas eniao
era anles o chefe dos insurgidos que diclava condi-
rOes. A retirada do doulor Alsina linha sido a pri-
meira satisfacao; com ludo islo nao era sufilcieule.
As proposiroes do coronel Lagos e dos seusadherco-
tes so resumiam da maueini seguinte: recouheci-
incnlo da autoridade do governo pelos insurgidos de.
urna parle, e da oulra renovarao em melado da sala
dos represenlaules, Hornearn de um governo delini-
tvo ou proprietario;depois desla renovarn, ac-
cessao da provincia de Bucnos-Ayres ao congresso de
Sania F, urna commissao enviada a conurtsso cao
director provisorio para adiniltir esta accessao, con-
sorvaro ile todos os Chetos e officiaes das milicias
nos seus empregos, quilacao das dividas contrahidas
pela insnrreijao. N'uma palavra, o governo de
Bncnos-Ayres linha a passar por baixo das torcas
eaud irms ou a defender-so por meio das armas. Pre-
torio esto ultimo alvtre, organisando a detoza por
um decreto de 2t de dezembro, que prohiba qual-
quer comnniiiiraco com os insurgidos sob pena de
oflrer um cnnselho do guerra, e que rscava dos
quadros militares todos aquellos que livessem loma-
do parle na insurrero c uo se apresenlasscm ds-
posico do governo. Por oulro lado, o senlido do
movimenlo do 1 de dezembro nao era .duvidoso,
abra a estrada ao general Urquiza, aguardando que
esle lhe vesse dirigir as forras sublevadas contra
Buenos-Ayres.. Assim este anuo que comerara pelo
desmoroiiamculo de Rosas e que apparecia como a
aurora de urna poca nova, arabas a no meio da guer-
ra civil, depois de ter visto succeder-se duas ou Ires
revoluces.
'Os primeiros mezes do anno de 1853 quas que
nao modificaran) esla situarn. A guerra civil, se
foi suspensa por momentos, uaocessou na realidade.
O mez de Janeiro presenciara reconlros quotdianos
enlre as forjas de Buenos-Ayjes e as irupas dus cam-
pos reunidas sub a ilonomiiiaran de exercilo federal.
Entretanto, semelliaule eslado de cousas devia cha-
mar a atlencau do congresso geral de Sania F. A
de* Janeiro de 185:), o congresso pruinulgava tima
le autorsando o director provisorio da confederatSo
aemprcgarlodos os meius que a prudencia e o pa-
Iriolismo Ihesuggerissem para fazer cessar a guerra
civil, e obler o consenlimento da provincia de Bue-
nos-Ayres ao acord de San-Nicolo. Entao o general
Urqaiza nomoou Ires plenipotenciarios, o seu mi-
nistro dos negocios eslrangeros, M. Luiz Jos da Pe-
na, o doulor Facundo Zuvira e o general Pedro Fer-
r, para Iralarem prmeiramente de um novo ar-
misticio e depois da par. definitiva.
No dia 2 de marro concluio-se um armisticio, e a
'.) do mesmo mez um projecto de Iralado de paz fora
.assignadn. As eslipularoes principaes desle tratado
eram urna amnista, a coiiservaro dos graos e em-
pregos para lodos os cheles e olliciaes das milicias, a
renosacao regular dn sala dos representantes que se
devena reunir liosamente no Io de mao e nomear
um governador. A provincia de Buenos-Ayres se
devia fazer represenlar no congresso de Sania F,
mas reservando para si o direilo de examinare acei-
tar a consliluicao que fssc volada ; at entao conti-
nuara a governar-se por meio das suas instiluicocs
e com os poderes eslabelecidus ; alm disso, delega-
vano que lhe dizia, respeito, ao general Urquiza a
drecco das retoques exteriores de que elle j se
achava encarregado por lodas as oulras provincias.
Assim, ludo pareca concluido; mas esle Iralado nao
fora raellirado pelo director provisorio, que nclle de-
paras a derogaroescsseuciaes couveuco deSan-Ni-
colo as quaes nao poda cunsenlir.
Eniretanlo nao foi esla a nica tentativa de con-
ciliacao que leve lugar. Preceden tomen le o chefe
la eslacao naval franceza, o conlra-almiranlc Snin,
lalvez um punco imprudente, posto que sem caracler
nfilcial, seintromolera junlo^o governo de Buenos-
Ayres e do coronel Lagos; os seus estorbos nao foram
mu felizes. Dahi o minislro do Brasil e o encarre-
gado de negocosda Bolivia se interpiiuham anda e
uo conseguram nada em a sua medalo ofliciosa.
0 que se conclua do mo resultado deslas diversas
tenlal-vas! Foi que depois da troca de diversas no-
las acerbas entre as dua's parles, o armisticio fora
denunciado e as hostilidades continuaran), mas desla
vez com um carcter mais grave. O general Ur-
quiza ebegava com efleito com torcas novas o orga-
nisava um verdadeiro assedio. Col I oca va o bloqueio
defronle do Buenos-Ayres c-abra oulros porlos ao
commercio ; n'uma palavra, empresa va lodos os rocos
para reduzir a cidade pela fur^a e pela extenuarlo
dos seus recursos. Pela sua parle Buenos-Ayres
suslenlav csl.i lula iiao sem constancia e sem ener-
ga. Tal era ainda o eslado flagrante de guerra ci-
vil sobre a margem dircila do. Rio da Prata, quando
uo 1 de mao o congresso de Sania F promulgava a
consliluicao que fora aulorisado a elaborar, e que
c aclia entregue a slorte das armas.
A nova consliluicao he animada do espirito mais
prudente e mais liberal. Nos seus principios geraes,
olla saneciona de novo a liberdade da navegaro dos
ros, asu ppressao de lodos os dreilosde transito pela
circulacao no nlerior das provincias, a abolitilo do
confisco. Os eslrangeros gozam sobre o territorio da
confederaran de ludos os direitos civis; podem (sur-
ccr livremenle qualquer induslra, commercio, pro-
lissao, possnir besde raiz, comprar, alienar, tostar
casar se conforme s les ; gozam da liberdade dos
cultos; nao eslao obrgodos a conlribucocs toreadas
e extraordinarias. A naluralsacao se obtem por via
de duus anuos de residencia, e esta duraran ainda
pude ser resumida. O governo lem o dever de favo-
recer a emigrarao europea. Nao devo reslrngjr, li-
mitar ou enerar com algum imposto a cidrada sobre
o territorio argentino dos cslraneeiros qnc lem por
ubjerio a cuitara da lona, p inelhfamento .las iu-
duslrias, oensino das sciomas e arles. Quanlo a or-
giinsarao publica, a cunslililico eslabelcce o sysle-
ma federal. As provincias fom a sua propria ciinsli-
tuirao. a sua legislatura, o seu poder execulivo, e ha
ao mesmo lempo um congresso federal composto do
Juas cmaras, una de depulados da niirao, a oulra
de senadores das proviucias. Os dcpulaios sao elei-
losdrcclamenlepelo paiz ; sao cincuenta. *Os sena-
dores sao nomcados pelas legislaturas provinciaes. As
atlribuirOes-do cougresso federal consislem em orga-
msaras alfandegas exleriores e es.labelecer os direitos
de imporlacao e exportado, mpor coulrbuicSes di-
rectas, conlrahir empreslimos, alienar propriedades
naciouaes, inslituir um banco naciopal, lixar annnal-
mente o orcamenlo da confeilerar.ao, approvar ou re-
gelar os tratados diplomticos c as concrdalas com
a Sania S, aulorisar o poder execulivo a declarar
a guerra ou a fazer a paz, etc. O poder execulivo he
exercido por um presidente da coiifcderaro eleilo
pelo suffragiu indieecto por urna durarn de seis an-
uos. As suas aUribuicoes sao bstanle desenvolvidas
para dar sua autoridade urna forra suficiente sem
que possa degenerar em despotismo. Ao mesmo lem-
po, por urna le especial, Buenos-Ayres he declarada
a capilal da repblica. A capital e cerla parle do ter-
ritorio fcderalisado eslao collocadas sob a drecco
immediala docongressoe do presidente dsftonfedera-
to. 'lodosos eslabelecimenlos pblicos da capilal
sa federaes, N'uma palavra, be urna organisaco com-
pleto.
No sea lodo a nova consliluicao he combinada de
maneira lal que concilio lodos os inleresses, lodas as
tradiees; respeila a independencia provincial eins-
titueum poder geral bstanle forte para satisfacer lu-
das asnecessidades publicas ; especialmente fa pre-
dominar os principios i que o descnvolvimento da
rs ilisaCao uestes paizes, ligado omito mais do que
s qoesles de svslemas poliiicos Interiores. Masdar-
se-ha que ella seja applicada e Iriumphe das cir-
cumslancas acluaes ? A desgraca he que a guerra
civil nasce menos de grandes quesles do que de am-
bices, de preteucoes, do rivalidades locaes, de pui-
x6es de partido impcllidas ao excesso. Urna serie de
antagonismos e de conflictos complicaran) e envene-
naran) a situarn. Se Buenos-Ayres recosa obstinada-
mente subnio.tlcr-sc, lemendo sobretudn boje ser Ira-
lada cumo cidade conquistada, he pouco pro va sel que
o general Urqaiza recue pela sua parle, salvo se for
abandonado por lodas as oulras pruvincias. A cons-
liluicao, no momento em que fora promulgada, pode-
ra lornar-se a base de nova uegocacSo o de urna pa-
dficacao. Se nao fosse assim, a lula s poda ser con-
cluida pelas armas, pela torca, islo he, d ama ma-
neira lalvez aiqda pouco doradora. Foi nesle eslado
que a quesiao ficou pendente ainda por algum lem-
po, quando um novo golpe de thcalro parece ler li-
do lugar pela Iraic.lo do chefe das torcas navaes de
Urquiza, que mudou de bandeira e passou sbita-
mente para o governo de Bucnos-Ayres. Eis pois o
ponto em que se ada, ao cali de om anno, a rep-
blica argenlin?. A guerra civil tnrnon a apparecer, as
paixSes se exasperaram, urna poro, do paiz cerca a
oulra, todos os inleresses, o commercio nacional e o
commercio eslrangeiro eslao debaixo do peso do blo-
queio que fixa Buenos Ayres, o futuro he incerlo.
No periodo novo de acontocimenlos aberlo pela que-
da de Rosas, das diversas repblicas do Prala, a con-
federaran argentina he que pareca dever encontrar-
se as mdhores rondiroos, e ha na realidade a que
mais lem soflrdo.
Com elleilo, ao passo que a repblica argentina via
succeder-se lulas novas, um golpe de eslado, urna
guerra civil, qual era a historia da repblica do
Uruguay 1 He nolavel que o anno de 1852 ha sido
para o eslado Oriental um anno de paz, que' vio nas-
cer urna siluarao mais regular, que al o presente na-
da veio perturbar. O auno passa.lo vio-se como aca-
bara a guerra civil dianle de Montevideo, urna
guerra civil de dez anuos. Ora esla lula prolongada
e cheia das peripecfts mais singulares dexra o paiz
n'um estada de fraqueza quasi iudescriptivel. Todos
os inleresses liuham soflndo a repercusso da guer-
ra, sobre muitos pontos u Irabalho licira suspenso, a
popularn, j mui rara, linha diminuido, o commer-
cio eslava quasi anniquilado, as fiiancas j nao exis-
lam, o dficit e a divida linham crescdo de urna ma-
neira espantosa. A repblica do Uruguay lem Je
applicar os seas esforcos em reparar esles desastres.
O^ fim da guerra lhe resliluia a sua liberdade de ac-
Co, aproveilava-se della para dobrar-se sobre s mes-
ma e procurar os roeios para eslabelecer alguma or-
dem na sua situajao, preparando dflicullosamenle o
desenvolvimenlo de urna prosperidade nova. Nao he
que no dia seguinle da lula, repblica orienlal se
nao achasse ainda em face de algumas difliculdades
mui graves, inherentes i siluarao que acabava de ma-
nifestar-se. Na ordem exterior, lodos se lembram dos
tratados asignados em 12 de oulubro de 1851*enlre o
Brasil e o governo de Montevideo. Urna deslas con-
venees especialmente linha impresionado a opinio
publico no eslado oriental: era o Iralado de limites,
qu fazia ao Brasil mu evidentes concesses de terri-
torio. A impressao profunda experimentada pelo ins-
tinclo nacional dos Orientaos poda fazer tremer, se
nao recusa absoluta em subscrever este Iralado, ao
menos graves cmnplcacoes ; mas o governo brasilei-
ro tora bailante prudente e baslanle hbil, por isso
consenlio n'uma modificaran das eslipularoes primi-
tivas, e com elleilo a 15 de mao de 1852, com o con-
curso medianeiro do governo argentino, assgnra-se
um novo Halado, em v rindo do qual o Brasil aban-
duuava ccrlus lerrenos que llie liaviam sido concedi-
dos sobro. :i iilia-rlr'ohiii pela convenro de 12 de
oulubro de 1851. O tratado desl'arte modificado fra
garantido pela confederado argenlioa e approvado
pela legislatura oriental, e em consequencia desle
ajusto nomera-se urna commissao mixta para operar
a demai cae lo primitiva das fronloiras dos dous pai-
zes. Uesl'arle se linalisara urna difliculdade que ofle-
recia um carcter grave.
Agora, quanto ao interior, a repblica oriental
se achava em 1852 sb situarlo das divises de par-
tidos que liaviam gerado e manlidn a guerra civil;
mas nesle ponto elle leve a descripcao de sulfurar es-
las divjses. A opinio publica se pronunciava com
singular unanimidade in favor de urna poltica de
esquecimnto pelo passado, de conciliacao pelo fulu-
ro sobre o terreno dos inleresses geraes do paiz. Era
esto o espirito que prevaleca em a'nomearao do no-
vo presidente, M. Juan Francisco Giro, homem mo-
derado c conciliador, sem compromisos com os par-
tidos iiuiajVi, sem cor nolavel e exclusiva, nica-
mente devolado ao bem publico. A elevarlo de M.
Giro ao poder siguificava queja se nao queriam riva-
lidades ambiciosas dos Chetos militaros, violencias
dos partidos, urna poltica apaixonada, exclusiva,
syslemalica, mas que simplcsmeule se quera a paz,
a ordem constitucional, o desenvolvimenlo deiodos
os elementos da prosperidade publica lao cruelmente
e por tonto lempo inlerroirasida no seu curso. As
mesmas preocupacoe? se manifeslavam na eleicao
dos senadores e depulados, e a sesso legislativa que
comecara a 15 de fevereiro de 1852, quando a lula
moral acabava de expirar definitivamente sobre a
oulra margem do Prala, a sessu legislativa, dizemos
nos, coniinuava sem incidentes que recordassem as
antigs discordias, a 15 dejulho, o presidente en-
cerrava a sessao pelas palas ras seguines, dirigidas
aos depulados c aos senadores, o Em consequencia
dos vossos patriticos esforcos, coadjuvados peto sen-
tinicnlu nacional, esle paiz, que ainda ha pouco se
achava dilacerado e moribundo sobos golpes das nos-
sas dssenses civis, comer buje a ergner-se dos
seas longos sollmenlos, e dar signaes de vida e de
toira, que annunciam melhor futuro. Nao nos to-
mos adanlado muilo na reorganisaco nacional, poj-
que dez anuos de ruina, se nao reparan) em poucos
dias, mas tomos t paz, a ordem, a liberdade, a inde-
pendencia, eslas nicas e solidas bases do bem cslar
e da prosperidade publica, e esto fado he suflicienle
para honrar o primero periodo legislativo. Na vossa
ausencia o poder execulivo se applicar a conserva-
las, a consolida-la,. Pouco depois o presidente, Mr.
Francisco Giro, percorrialudo o territorio da rep-
blica, e por toda a parte receba elle leslemunhos es-
pontaneo* de adhesao ao theor de comporlapiento se-
guido pelo governo. Fizara preceder a sua viagem
com urna circular aos governadores das provincias
que elle pretenda visitar, mo procurar mauifesla-
'coes e homenagens, mas observar o eslado resl do
paiz, prcscrular as suas necessidades, esludar os me-
llioramenlos possiveis.
Assim a repblica oriental .dava provas de bom
senso c prudencia pclu repudio notorio dos vcllios
antagonismos de parlidos, das paixes exclusivas e
exleres, tolzmenle nao imitando nesle ponto a rep-
blica Argentina. Pelo contrario a poltica que irium-
phava era urna poltica inlelligcnle e pratica, pro-
pondo-se a procurar pallialivos para lodos esles ma-
les mui reaes: a penuria financera, a ausencia de
populacao, a cstagnnro do commercio c da industria,
u puucu desenvolvuiciilo da inslruccao publica. Pr-
inciraineiito o governo oriental linha a liquidar urna
divida enorme que se eleva ao algarismo de 10 mi-
lhcs de piastras. Nao s um dos seus tratados com
o Brasil lli'o prescrevia, mas era do seu interesse fa-
ze-lo,^ para conheccr justamente a siluarao, e adoptar
um r'pgulamenlo sobre que podesse reconstituir o cre-
erlo nacional: Urna junta da divida publica fora no-
meada para verificar, dassificar, liquidar lodos os
crditos a cargo do estado^ Mais larde, urna com-
missao de :i0 niemhi os frii eucarregada de preparar
os elementos de um rogulainenlo deliniliv. Diver-
sos prujeclus saliiram du seio desla commissao. Com-
ludo al hoje nenhum ddles recebeu a saoofio do po-
der execulivo nem da legslalura, e, na abertura da
sesso de 1853, o minislro das finanras, em urna das
suas cun mu n carnes, asses oras a que osla tenis o I dif-
liculdade ainda se achava sem suluran.
Bnlrclanlu, nao lie esto o nico lado crilco da s-
luacao liuauaira da repblica orienlal. Em que
condices seTcham os recursos e as despezas ordina-
rias do eslado ? O urrameulo apresenlado em 1852,
comprebendendo um perodo de dezoilo mezes al o
fim de 1853, fofa calculado sobre a base de.uma re-
eeila de 2,120,700 piastras e de urna despeza de
2,626,978 piastras, ava-sc, pbil, um excesso de
206,278 piastra-; mas deve-se tirar das rendas urna
somma de 180,000 piastras em raio'da aboli'cao do
imposto municipal que Uvera lugar era 1852; do
producto das alfandegas, que be cerca de dous mi-
IbOes de paslras, releva desfalcar ainda 25 por 100
applicados ao pagamento do subsidio francez, que
conslilue urna divida de mais de um milhao de pias-
tras, de sorle que a repblica oriental se ada em
definitiva com urna divida que se approxma de <0
mlhocs de piastras, -e um delicil em seu orcamenlo
ordinario que he quasi de um milhao de paslras. O
problema que se lem a resolver, he fazer face a es-
les encargos immensos, legado de ama guerra fatal.
Nao fa-lo-hau por meio de mposlos novos. Conlra-
hir importantes empreslimos para regularisar esta
siluarao, he seguramente urna operacu das mais d-
ficeis, que no enlamo nao dimnuc as despezas, mas
nao faz se nao desloca-las. Apenas resta um meio,
lie desenvolver os recursos, desenvolvendo os inleres-
ses, favorecendo o progresso das induslrias, allrahn-
do e prolegcndo as popularoes liborosas que vierem
fecundar o solo e multiplicar a riqueza publica.- V
com que zelo a allencao se lancou sobre esto ullmo
ponto, assim que a paz foi reslabelecda. A coloni-
sacao, primero interesse desles paizes, lornava-se o
objeclo dos esforcos mais numerosos e ms variados.
Esles esforcos eram mui necessarios, porque havia
am obstculo poderoso a vencer. Era misler lular
contra o d esfavor tanjado. subre *os paizes do Prala
por va de revoluces e de guerras civis quasi per-
manentes ha vnle annos, para fazer renascer um mo-
vimenlo de emigrarn, que anles de ser interrumpi-
do, j contribua para a prosperidade nacional. O
governo orienlal se moslrava mui preoecupado da
cuadjuvaco de um novo desenrolvmcnlo da coloni-
sacu. Eslava preparando'um cdigo rural desem-
barcado dos obstculos das leis antigs, provocava,
da parte dos governadores de provincia, intormacoes
sobre os terrenos desoalos, do que se poderia dis-
pr, lomava por si mesmo a iniciativa da creaco
de algumas aldcia:.
Mas fura da arcan goveniamcnlal, formavam-se
diversas assoriaces livres com o mesmo fim. Urna
deltas era una Sociedadedeprotee^iiodosemigrados,
que, apenas formada, conlava quinhenlos subscrip-
'tores, que pagavani urna piastra pop mez. Esta-so-
ciedaile, segundo os planos rnmmunicados ao gover-
no, linha' por objeclo atlrahir os Irabalhadorcs es-
lrangeros, ilar-lhcs morada assim que chegassem,
assegurar-lhes a suhsislencia primaria e proporcio-
nar-lbcs lrabalhos e. lucros inmediatos; n'uma pala-
vra, propunha-se proteger os emigrados conlra
falla de seguranra dos primeiros momentos que mu-
las vezes os delem. Oulra assooiacan fra creada
com o nomc de Sociedade de popularao e progresso,
com o intuito de fundar colonias sobre as Ierras li-
vres e incultas dos departamentos de Canelones, S.
Jos,Colonia, Suriano, Paisandu eSallo. Vumacir-
cular dirigida aos cnsules eslrangeros, a sociedade
fazia conheccr que eslava disposta a assignar contra-
tos rom familias agrcolas, preferindo calholcos ;
assegurava a estas familias, ao cabo de qnalro ou
cinco annos, a propriedade plena c Inlcra de vinle
cuadras quadradas de Ierra. Semelhante movimen-
lo se ia manifestando em algumas provincias. Em
Colonia se eslava organisando urna sociedade para
mandar vir cincoenla familias das Canarias, ssegu-
rando-lhes Ierras, semen tos, primeiros meos dn sub-
sistencia. Estes esloras nao eram absolutamen14
sem resultados1. J no comego de 1853, a sociedade
da prolecro dos emigrados linba prestado soccorros
a certo numero de emigrados. A sociedade da po-
pulacao e progresso havia assignado contratos para
inlrodurcSo de familias allemaas, e encelara ne-
gociagcs em diversos paizes da Europa, na Suissa,
na Blgica. Emfim, urna operario mais considera-
vel se apresenlava nestes ltimos lempos. Alguus
capitalistas eslrangeros ofleredam ministrar ao go-
verno oriental, para regalar a sua divida, una som-
ma de dez mllies da piastras, com o jaro de 6 \, e
medanle a cesado durante det annos de 500,000
cuadras, quasi 150 leguas de torras cullivaveis no
Uruguay, IJio da Prata e no interior. Dez mil fa-
milias seriam inlroduzidas c receberam sorles de 50
cuadras, ou 1,300 metros quadrados para cultivar.
Depois de dez anuos, a prupriedadede niela.le deslas
Ierras revertera para o governo, o resto ficaria per-
Icnccnd sociedade ou aos colonos. Como se v,
estes projeclos nao deixam de ser vastos, talvez se-
jam de mais ; mas san o indicio do movimenlo que
vai renascendo 110 Estado Oriental.
Assim o fim da guerra leve como resultado dar im-
portancia a induslra, ao commercio, sobre a mar-
gem esquerda do Rio da Prala, e, em consequencia,
a allencao dos goveruos eslrangeros so devia appli-
car sobre esta nova suasau. Entao, os enviados das
diversas potencias se succedam no Eslado Oriental
em 1852. Todas eslas misscs liiiliam por alvo re-
gular as retardes commerciaes, lano mais quanto a
convenco exdenle com a Inglaterra esta a expirar
ej foi ilonurrcTada peto governo oriental ; o traladu
com a Franca lambem deve expirar no anno seguin-
te. Dahi a necessidade do novas negociaroes nao s
com estes paizes, mas anda com os Estados-Unidos,
a Sardenha, cujos represenlaules lem como inslruc-
cao assignar tratados de commercio. He para dese-
jar que nestas Iransacres a repblica do Uruguay
senao desvie de um espirito liberal. Todava o go-
verno oriental, segundo parece, as primeiras nego-
ciaroes enceladas com o enviado sardo, recusara con-
ceder ao Piem'oule o Iratamcnlo mais favorecido, e
rec:iava-se que nao aconlccessc o mesmo com os
oulros negociadores curopeus. Dizem que a verda-
dera causa desla recusa era qae, por um Iralado que
se eslava preparando, o eslado orienlal conceda
Despalilla favores particulares que nao quera con-
ceder as oulras naces. Quanlo ao Brasil, ao qual
o seu Iralado de 12 de oulubro de 1851 assegura JS
o Iralamento mais favorecido, nada teria a dizer
acerca de eslipularoes, cujo beneficio elle parli.lha
coui a Hespanha ; mas sfo acabara lalvez, creando
irepblica do Uruguay urna siluarao bastante difii-
cil para com as oulras potencias europeas. Fra sin-
gularmente rcconhccer a coadjuvacao qqe ella, en-
conlrou mais de urna vez na Inglaterra e na Franca,
coadjuvacao mui edectiva, pois que ainda deve
Franca mais de dez mlhocs de-paslras peto subsidio
mental que lhe fra dado em 1818. Cmo qur que
seja, na mensagem com que o presidente abra a ses-
sao legislativa de 1853, aununcira a prxima aprc-
senlaco de Iraladps de commercio com os Estados-
Unido^ a Sardenha e Portugal. Entretanto .esta
mensagem asseverava o estado satisfactorio do paiz.
Tal be pois a historia da segunda repblica do Prala
no perodo recento ; pelos resoltados adqueridos as-
sim como pelas esperancas que vo nascendo, elle
offereca mais de um contraste ulil com a da confede-
raco argentina.
Quaniu ao Paraguay, o lercero aos 'estallos que
tormam esle grupo laneado na immensa baca fluvial
do Prata, os seus aunaos contemporneos sao menos
aguados e menoschcios de movimenlo. Enlrelanlo,
o Paraguay vio realisar-se varios fados de grave
impurlancia para s. A grande mudanca quo se
operou no Prala nos principios de 1852 leve porcon-
sequenca faze-lo entrar definitivamente na familia
dos estados regulares. Prmeiramente, assim como
j so vio, a contoderacao aigenlna, representada
pelo general Urqaiza, reconliecia a sua independen-
cia, o que al enlo ufo linha (dn lugar ; mas alm
disto, pela primeira vez, em 1852 e no romero de
1853, agentes da Europa e da America, enviados da
tranca, da Inglaterra, dos Ksladus-Unidos, da Sar-
denhr. ponelravam al Assomption. Esles diversos
enviados1, M. de Saiul-Georgcs, sr Charles Ilolham,
M. I'endleinn, M. Cerulli, rcooiihcciam igualmente
a independencia dup.iraguay, e, anda mais, assig-
navain Iralados de commercio c navegacilo com o seu
governo. Estos Iralados j existen) boje, mas o tex-
to ainda nao he conbecido. Segundo o que se sabe
smenle, ellos consgralo a liberdade das vias nave-
gaseis do Paraguay ; rcgulam as condcOes do com-
mercio 4eilo pelos eslrangeros sobre o sale para-
guayo, e al a Inglaterra parece ler alranrado a li-
berdade do culto religioso para os eslrangeros. A
assignalura desles Iralados, esla creaco de relares
novase regulares, sao o facto-dominante da vida do
Paraguay tiestos ltimos lempos. He para esto paiz
at hoje riiscnnbeciilo, o resultado capilal dos acon-
terimentos que (ransformaram as condices polticas
e econmicas das repblicas do Prala.
Considerando a historia desles diversos esladus no
que possue importante sob certo aspecto geral) o fac-
i superior he o triumpho de urna poltica que abre
as regies ceirnos desla porco da America a indus-
lra, ao commercio, s eniprczas da Europa, pela
veis. J vimos que a Bolivia adhefio a este princi-
pio ; agora acabamos de ver o Paraguay subscrcve-lo.
A repblica orienlal j o reconhece ha muilo lem-
po ; na contoderacao argenlioa4 lodos os parlidos o
prodaraaram, o general Urquiza assim como os au-
tores da revolucao de 4 de selembro, e se ada ins-
cripto na consliluicao volada pelo congresso de Sania
F. N80 he que seja razoavel esperar 05 seas clteilos
inmediatas o miraculosos. Ainda he preciso muilo
lempo para que a vida penetre ese desenvolva nessas
regies inhabitadas de maneira, qu possa alimentar
um grande commercio; mas o principio de urna po-
ltica nova est eslabelecido, umversalmente rr.ro-
nhecido, e as suas consequencias, certas, nfalveis
posto que lentas, bao de sobrevver s agilacoes este-
ris que anda muilas vezes ocenpam o lugar da vida
verdadera nestas repblicas, entregues a todas as pai-
xSes o a todas as incertezas.
.' .Innuaire des deux mondes.)
DIARIO DE FERNAMCO. ~
Em a nole de 5 do correnle aporlou a esta cidade
orna jangada proveniente da lha de Fernando de
Noronha, sendo portadora da'correspondencia quo
em outro lugar publicamos, assignada por alguns
moradores daquelle presidio. Por ella conhecera'o
os leilores n plano.de "subtesaru e morlicinio que
liaviam premeditado os criminosos all retidos, a ma-
neiaa porque felizmente foi malogrado, e o lerror de
quo ainda se achavam possuidos os habitantes da
ilha, pela audacia dos facinoras e fraqueza numrica
da guarnico. '
Informado dessa Irislc oceurrenda fez oExm.
presidente da provincia partir para a dita ilha, na
manhaa do dia 6, o vapor de guerra l'araensc, que
nesse mesmo dia devia conduzir oExm. Sr. conse-
Ibeiro Pires da Malla ao Ccar. O Paracnse levou
um retorco de 40 homens para o destacamento do,
presidio, munirues c oulros objeelos necessarios.
Aguardamos sua volla, que nos deve inlerar acer-
ca do estado da ilha posteriormente sahida da jan-
gada.
Mas, urna vez adaptada esla combinac-ao, i|ttal
deveria sera grande preoccupacjio da melropoleque
se Iiouvesse obrigado a fornecer aos colonos propre-
larios, em um prazo de 7 annos e '1/2, urna quan-
lidado de 2 mil 340 milhOes de horas de Irabalho
por urna somma do 592 milhoes e 1/ de fr. ?
Sob pena de fazer uma pessina oporacao, deve-
ria cuidar : 1. em obler esia ijuandade de ira-
balho em lempo til ; 2. em nao pagal-a por nina
soturna superior que os colonos livessem do reein-
bolsar-ihe.
Se a metropole nao podesse entregar zos fazen-
doiros, om tempo ulil, a somma de irabalho que se
Iiouvesse obrigado a fornecer-lhes, carregaria om
responsabilidade dos desastres que resultassem da
insuficiencia ou da inexaclido de suas prcstaQoes.
Teria de pagar perdas e damnos pelas colbeias dei-
xadasno p, campos que ficassem incultos, ou fa-
zends abandonadas por falta de bracos.. Antes do
fim da operaco, poderiam suas indemnisagpes igua-
lar o valor das propiedades coloniaes.
Se a metropole comprasse a quanlidade de Iraba-
lho que tivesse de fornecer, por um pjeco superior
ao que Iiouvesse de receber, perderia nenessariamen-
t
'*
te a dilTi
Da abolicao da escravidao'.
fConchuBo.)
Pode-se com elleilo cpnsidcrar a emancipa?o
como urna desapropriaeso por causa da hurnauida-
de. Ora, toda dcsapropriacuo nao mais que uma
troca toreada de dous valores iguaes, ou que se sup-
poerntaes. Se tiraren! aos fazendeiros de nonas
colonias a propriedade da geragao escrava de seus
dominios, propriedade quelites rende 2 mil 340 mi-
lhoes de horas de irabalho, e que Ibes cusa 292 uii-
Ihoes e meio de francos, lie justo que Ihes forneoam
em torna a mesma quanlidade de tralialho por um
prcc.o.equivaJnte.
Mas, eslabclecidas cssas bases, duas condices
dvcm aida ser prcenchidas para que os colonos
proprictarios nao tenhan a soffrer neiihuma perda
pelo fado da omancipacao. Be necessario, de urna
parle, que o trabalho que Ihes for cedido nao tenlia
menos, valor que aquolle que desfructam sob o rgi-
men da escravidao ; de oulra parle que o reembolso
do prego d'um trabalho nao Uies seja mais oneroso
do que o ho presentemente a subsistencia dos cscra-
vos.
0 valor do trabalho reside ao mesmo lempo em
sua qualidade e na opportdnidade de sua prestecao.
Sendo o Irabalho escraw o de peior qualidade,
os colonos s poderiam ganliar com o receber em
iroca irabalho livre. Sornenlc seria indispensavel
que as prestarnos fossem elTecluadas em tempo ulil.
Admiltamos, por exemplo, que se trato de pro-
ver de trabalho uma lazenda sustentada presentemen-
te por uma fabrica de 200 escravos. Conforme as
avalladles cima citadas, o colono proprietario d'uns
200 escravos tira do sua fabrica 249,600 horas de
trabalho por anno, ou 4,880 lioras por semana.
Mas nao exige d'elles uniformemente osla mesma
quanlidade. as eslares moras, ha semanas em
que a cuitara da fazenda exige apenas 1,000 ho-
ras de trabalho ; em compensaco, em certas epo-
chas do anuo, durante a estagao das colheilas por
exemplo, a quantidade de trabalho necessario ex-
plorar.o ebega a 6,000 horas e algumas vezes
mais. Se esta somma de Irabalho que o colono li-
ra presentemente de seus escravos, bom ou mo gra-
do delles, nao lhe fosse fornecida em lempo til, lio
evidente que experimentara um damno e que teria
o diroilo de fazor com quo o reomliolsassem do valor
d'um damno, a melropole constituida sua deveddra
de trabalho.
Passemos ao reembolso das aespezassubsistoncia da
geracao escrava. Vimos qneessas despezas sobeman-
nualmente a fr. 30,000 pouco mais ou menos para
uma fabrica de 200 prclos. Mas, desla somma,
ha fr. 11,232 que se acho descontados pela oceu-
paco dos jardins o cabanas dos negros. Esscs
11,232 fr. nao constituem-uma despeza effectiva,
figuram somenlea titulo de invalres no balango ,da
fazenda. Quanto aos 18,768 fr. cffeclivamcnie
Joscnibolsados em sustento, roupa, despezas de hos
pilal e vigilancia, pagam-se a longos prazos, com o
producto das colheilas. Se, de nm dia para oulro,
obrigassem o fazendeiro que recebe deeus escravos
249,600 horas de irabalho mediante 30,000 fr.
do despezas de subsistencia, a pagar em salarios se-
manaes esla mesma quantidade de traliallto, elle
nao poderia salisfazer a isso, alenla sobre tudo a
raridade do dinheiro as Antilhas, c achar-se-bia
exposto uma ruina por assim dizer certa.
A melropole poderia organisar da maneira se-
;uintc o fornecimcnlo da quantjdade de trabalho
Jeque fosse devedora aos colonos proprictarios e o
reembolso da somma que tivessso de receber d'elles.
Urna semana anles'da poca fi,\ada para a li-
herlagaoda geragao escrava, remetteriamos colonos
proprielarios aos agentes de emancipacao Horneados
pola nielropole a ola da quantidade de trabalho de
Ijue livessem necessidade para a semana seguinte.
Os agentes alislariam o numero de operarios neces-
sarios execugao desla somma de trabalho. Se um
fazciidoiro pedisse por exemplo, 4,800 horas de
Irabalho para Bar exoeulado em seis dias, os agentes
llie enviaran! 89 operarios, que se livessem obriga-
do mediante um salario, a fornecer 9 horas de na-
bal lio por dia durante um espaco do lempo. (89 X
9X6 4,806).
No fim de lodas a$ semanas os agentes dirigir-se-
bian aos fazendeiros. Esles llics dariam a minuta
do Irabalho execulado por cada operario. Os agen
les pagariam os salarios e inscreveriam na conia
aborta melropole em cada fazenda (cont de que le-
riam a copia) a quantidade do Irabalho fornecido.
Esla quantidade figurara como dedacab da somma.
devida. Os fazendeiros pederiain depois aos agua-
tes a somma de irabalho que Ihes fosse necessaria
para a semana seguinte. Se esto somma se achas-
se inferior que acabasso de Ibes ser cnlregue, os
agentes lornariam a receber os Irabalhadorcs super-
abundantes ; so fosse superior, alislariam um maior
umero d'elles.
Quando os fazendeiros tivcsscm motivo de quei-
xa contra seus trabalhadores, recrtvia-los-biao aos
agentes, que Ibes fVnccerian outros immodiala-
mento.
Desle modo se operara a prestcao do irabalho
at que a quantidade devida se acho soldada.
0 reembolso das despezas do irabalho da geracao
resgalada eflecluar-se-hia pelo intermedio dos mes-
illas agentes. Poderiam tomar de alluguel os jardins
e ;is cabanas dos negros que sublocarian depois aos
inilialhadores livres. Em urna, roca servida por
urna fabrica do 200 patos, leriam a (Josconlar n-
mialmenic, 11'osjo artigo, ao colono proprietario;
una somma de fr. 11,252. Ficariam fr. 18,708
repiesentando as despezas cffectivas. Os agentes
fariam cmn que Ihes reenibolsassem esta somma
quer em diribeirp que em rdeas para a melropole
ou para o eslrangeiro, quer anda em assucaf c em
cafe, pelos pregas di) mercado. Se os fozendein
adiasscm vantagem em fazor pagamentos anlecipa-
do?, levar-lhes-hiao em cont os juros da anlecipa-
can ; se seus pagamortlos fossem, pelo contrario, re-
tardados por urna ou oulra causa que os agentes
apprceiassom, seriam debitados nos juros corrontes
por uma laxa moderada.
Essc modo' de prcslago e pagamento do trabalho
nao seria, como se v debaixo de relacao alguma,
menos vantajoso aos colonos proprictarios que o
modo actual. ,
As funeces dos agentesdo emanciparlo durariam
al o completo acalwmouio da operagao do resgate,
al o encerramenlo das conlas abortas melropole
entre os colonos propcietarios.
Depois do encerramenlo d'essas conlas, islo he,
ao cabo de 7 anno e 1/2 pouco mais ou menos, a
geracao resgalada achar-se-liia paga e os fazendeiros
lerenga.
292milliucsol/2de francos para 2 mil 340
milbeylo horas ou 260 milhoes dajdjas de traba-
lho daWr. 1,116 por dia. Obrigadir a fornecer
a seus operarios salarius semanaes, cojo reembolso
s receberia por annuidades ; deveria a metropole,
para nao perder cousa alguma, reduzir essepreco a
fr. 105.
Esse salario, que ella poderia afferecer aos opera-
nos livres, representara assim, quasi por uma frac-
cao mnima, a somma de bem estar que adualmcn-
to cabe aos escravos dasAnlillias. Segundo um
abolicionista dislincio, Mr. Vctor Scljoelcher (28 \
a rondicao material do escravo he superior do ope-
rario da Europa.
Enlrelanlo, bastara o engodo desse salario para
induzir a populagao emancipada a dedicar-se aos
trabamos agrcolas do uina maneira too assidua como"
sob o rgimen da escravidao 1
Nao, torca lie reconhecc-lo. Veramos manifesla-
rcm-se -as Antilhas francezas fados anlogos aos
que cusaram a ruina dos colonos ingtezes.. Os nc
gros emancipadosquereriam usar a seu modo de sua
liberdade, e retirar-se-hiam, pela maior-parte, das
fazendjis, ou [ara ircm cultivar um pequeo cam-
po, ou para dedicarem-se a um commercio miudo.
Um grande numero seria, alem d'isso, atlrabido pa-
ra as Antilhas inglezas, onde os salarios ordina-
rios spbem de fr. 1 25 a fr. 20.
Objectraoaquique a melropole poderia obrigara #
geracao resgalada a fornecer-lhe, razao de fr.' 1,05
e em tempo ulil, toda a quanlidade de trabalho que
cuslasse o resgate.
Sem dolida ; mas enlo esla geracao nao seria
ainda sentsra de si, nao seria livre. (3 que lie, cm
efleito, a liberdade, seno o direilo concedido ao
hornera de usar de suas faculdades como julgar con-
veniente, de tirar della; o melhor partido possivel,
de ir trabalhar onde a remneragap mais vaniajosa
lhe lie oflerecida ? Ajtalando DorTeXo annos e meio
a geracao resgalada, a melropole deixa-la-hia escra-
va. S a palavra seria mudada.
Alem disto, o futuro seria prenhe de tempestades.
Quando em lim chegasse o dia da libertagao defini-
tiva, os negros emancipados usariame abusaran! de
sua liberdade ; os colonos abandonados a si mesmos
nao poderiam obler irabalho em quantidade suflici-
enle e sua ruina teria sido adBnas retardada. -
Seguramente a metropole s deve aos propriela-
rios coloniaes o valor da geracao actual, por quanto
seria absurdo pretender que seu direilo de proprie-
dade se cstendesse at os gerages vindouras ; mas
nao he bom, nao be ulil que ella se proponha a pre-
parar para suas calonias um futuro calmo c prospe-
rar, e nao be ta bem jnteressada 0111 poupar-lhcs
uma catastrophe, cuja represso sentira imvilavel-
menic ? Nao he filialmente, em semcllianle oeeasio
quo os governos devem saber representar sea papel
de providencia dos povos.? .
a impossibilidade do poderacharsufficienlenien-
tc, 110 interior, trabalho livre para cumplir snas
obrigagoes para com os colonos proprielarios e as-
segprar o futuro de suas colonias, deveria pois a
niolropole ir procura-lo nn exterior, deveria organi-
sar a emigragao.
Onde iri* ella buscar trabaHwcorciMvres ? Como
organisaria a emigracao delles T tal seria o duplo
problema1 a resolver-se.
NcraEuropa nem a frica llie offereceriam traba-
lhadores convenientes, a primeira por causa da difle-
renca das colonias, a segunda por causa do estado
pouco adianlado de sua civiljs3cr>.
Duas vastas regios do coniinenle asitico, a in-
dia e a China, apresenlam em compajacao recursos
inexbauriveis emigracao para as regis tropicaes
do novo mundo. Vimos quanto lie mizeravea situa-
gao dos trabalhadores ind aleos; a dos trabalhadores
ebinezes he peior ainda.
He tal a superabundancia da populagao na Qii-
na, quo os habitantes pobres adopiaram o terrivel
costume de lancarem osfilbos recemnascjdos nos rios,
ou entrega-Ios aos porcos, como pasto. Desde a n-
berlura dos cinco porlos, fazem correr listas na Eu-
ropa para resgatar esscs nfelizes. Sem duvida lio
cssa uma bella cba accao : porem nao seria mais
bellae melhor ainda soso occiipassem de asssegu-
rar os nioios de vida aos mizeraveis cuja existencia
qucrein preservar ? Nao he permiltdo acreditar que
as popilagcs cbinezas acabariam por si mesmas
com esses hediondos sacrificios, so pudessom ollere-
ccr aos seus lilbos um lngar.na Ierra 1 Entre ellas
o infanticidio substituto o tcorAAoa.se (casa do Ira-
balho na Inglaterra) (29)
Portoda parle falta*o solo aos habitantes. Mais,
de 50.000 ohstrucm o rio de Cantao Vemos com-
primir- sobre essas casas fluctuamos uma popula-
cao ex leonada, quem os alime*tos os mais v is, caes
morios, peixes podres, servem de pasto.
Para escapar ao pauperismo que a consom, a
populacao da China espalha-se lodos os annos pelos
Archipclagos do su!. As i Ibas de Java, de Su-
matra, de Borneo c a pennsula do Malaca sao pn-
voadas em grande.parte dus emigrantes chinezes.
Em Jasa, dedieam-sn ellos principalmente i Cultura
doassucare do caf, o ningucm ignora que e*5es
,'encros san produzidos mais barato as Indias hol-
landezas que as Anlilhas inglezas ou francezas.
O caf Java, cultivado \mt Chinezes livres /az,
nos mercados do 'loll-Verrin, uma concurrencia
por assim dizer mortfera aos cafs produzidos por
negros escravos. ,
Entretanto ogovemo diinez prohibe omigragn.
Esta prohibQo, que lodos 'os dias he infringida,
dala sem duvida do uma poca em que a China nao
eslava anda obstruida de habitantes c om que os"
paizos circiiinvizinhos habitados por povos barbaros, *,
mo ofTerecam um azilo seguro ao emigrante. So
dermos crdito a um documenta publicado pela Ga-
zela d'Augsbourg (30), M. Cushing, plenipoten-
ciario imcrirano, deve do ler j ohtido o levaula-
nionioda prphbigao, o tratar de abrir,, deulro do
um fulurt prximo, os immensos territorios do Te-
xas c do Oregon ao excedente .das populaoocs da
China.
Observemos, alm disso, que este excedente nao
pode doixar de crescer c que recebar talvez em uma
poca prxima a nos um desenvolvimento extraor-
dinario. Se, comludo induz a supjio-lo, os pru-
cessos aperfeicoados da agricultura e da induslra
europeas, inirodiizirem-se na China, icndo usses
processos |ior effeiio diminuir om uma proporgo
sancgSo universal dada a liberdade du vias navega- leriao de assalariar elh mesmos seus operarios
(28) Dfl robiniasfranre/as.
(29)Sabrin lodosquea i'\-em;imizeriaimpeli 11
lioincm a lernvnexcesso.Quando cimnusna Clii-
11a v rniiirraiinsa ser asir.nsas por nu^ uiesmsa, nali-
rainns sorprendidos de que as roais nialein 011 eooei-
lem seus hllius ; qae os pas vendam suas fillias nur
poura cousa ; quo a genio seja intetcaseira, e o*ie
abi baja 11111 sraiulc numera ite tadrdes. Admiramos
antes, que u3u aruiUcca almuna cnusa de maja Cu-
ntido ainda, e que, nos lempos de penuria que no
silo aqu mu raros, vejamos pcruccreiuto tomo ini-
llioesdealmas.sem recunereins ultimas vioteutias.
finalmente, nao podemos censurar aus pobres da
(".bina, romo a maior parle tos ta Europa, sua ueo-
sidatta, e que potleriSm silbar sua vida se quizes-
sem trabalhar. O Irabidlto e a lula desse, descara-
dos eslao a cima de ludo quanlo so pode rrr. |"in
ebinez passar,. os tlias a revolver a lena forra de
braca.; umitas vezes estar u'asua al os ioolb'ns, e
a nole son toliz se comer uma pequea liirella de
arroz e beber a anua inspiida emque u fazem cozi-
nnar. i> Carla edificante. T. XVI, p. :!d.
O L'overuo cliiuez leuluu em vitu acabar cum os
eugeitamciitus. Kizeram-se ensaiostlt'bnspilaes.lo rii-
ccilatlos que foram abautlnnados, O mal >'ra muilo
grande para comportar paliativos. Segundo Stauu-
lon ( Embonada Cltinu. \o\. % p. 139 ), a nu-
mero dus meninos cxposlo uiiualuieiile cui Pekn
sobe a 2,(100.
(30) Margo de 1815.
%
'ti


1
4

/
1 .
1*
MUTILADO
0


V
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQft FEIRA 7 DE FEVEREIRO DE 1854.
consideravel a quanlidade de trabalbo necessario ao
;iproveiiH^iio de uma exlensio dada do territorio,
urna nova poryo da popularao do Celeste Imperio
aehar-se-hasera emprogo. Nos paizes da Europa
onde a agricultura e a industria progrediram mais
rpidamente quo cm outras partes, quasi a sexta
parte da popularao .-cha-so hojo no estado de ex-
cedente e serve de alimento ao pauperismo (31). A,
mesma causa producir necessanaiuonle os mesmos
resultados na China. 50 ol 00 milhoes de homens
achar-se-hao ahi privados do trabalho pela introduc-
So das macliiuas. Ora, a maior parte da popu-
laco chineza, acostumada ao ero da zona trrida,
nao peder rclluir para s planicies d'Asia central
onde sera decimada. por um clima rigoroso. De-
ve-so conjecturar, por consequeneja, que esta mas-
sad'homens ir povoar um da as vastas solidoes da
America meridional o da frica, onde se tornar o
tronco fecundo do racas novas por sua mistura com
as popularnos indgenas. Essas .conjocturas sao
fundadas sobre o desenvolvimento normal c irrosis-
tivel de nosso systema industrial; nao tem nada do
chiraerico. #
J ma vanguarda da emigraco chineza penetrou
na Illia de Franca e em Bourbon. Parece mesmo
quo a activa concurrencia desla raca intclligenle o
infaligavcl comer a excitar as mquictacoes das in-
dolentes popibces crioulas (33). Nao se poderia
cscolher um estimulante mais'cIHcaz para arranca-
los.de sua apathia iradiccional.
He pois provavel que offerecendo s mizeraveis
popularoes da Labia du Canlao um salario <|uo re-
presente pouco mais ou menos a soinma de bem c*-
tr repartida jiclos negros oscravos do nossas Anti-
llias, decidi-las-hemos fcilmente a emigrar, He
provavel tambem que a garanta desso salari* apre-
sentada por una naco amiga induziria o governo
paternal do Celeste Imperio dar sen conscnlimento
emigraco, o que a ternaria naturalmente muito
ma is f.iei I. A_metronolu. pe&rJrfTT.^fiS&S ff'
L

icrraf
imens, toda a quanlidade do tra-
balbo de que necessitasse a medida da emanciparlo.
. Desla maneira acjiar-sc-hia revolvido o primeiro
problema'que indicamos. Restara o dtforganisa-
rio da emigraco. *
Se' viosse a ostabolocor-so urna conimunicacao
aira vs do istbrao do Paran, liastariam quando
muito 30 dias para o trajelo de Canlao at nossas
Anuidas. O cusi da importacao de un trabalha-
dor de Serra-Loa para a Guyana rudeza calcula-se
boje razo de 20 a 25 dollares jfcr urna viagein
de 25 dias (33). Pde-se pois avahar em 30 dol-
lares o cusi da importarlo de um trabalhador clii-
ncz para as Anlilhas.
Quando um homem livro se desjoca volunlaria-
menle para litar um melhor partido da industria,
bu perfeitamente justo que tenba de suportar o cus-
i de sua .mudanra, pois que si menino be que
cssa mudanca deve ser til. Se os fttybalhadorcs
das classes inferiores possuem sompre urna somma
suflicierile para occorrorom essa despezas, a ques-
lo seria rcduzida a termos mu simples, ou ames
nao pavera "iiiosln. Os viajantes do povo paga-
ra m o cusi oiransporte, assim como os da classe
burgueza, e eslava acabado o negocio. Desgraca-
damente o trabalhador pobre, isto be, aquelle que
experimenta a. mais urgente necessidade demudar
de lugar, aeha-se as mars das vezes fora do estado
de prover elle proprio as suas despoza de locomo-
oo. D'ahio systema dos ajustes por tempo prellxo
no (pial o migrante vende por baixp prego seu 1ra-
balbo por um ceno ituinero de annos a um ompre-
zario que se encarrega de faze-Io passar de um lu-
gar onde vive mizeravel, |>ara outro onde tem a
esperanca de achar urna existencia menos acerba.
Esse systema de ajuste, no qual permaneceram
ale hoje por falla de outro melhor, poderia ser subs-
tituido vanlajsa e fcilmente pelo da hypoiheca do
trabalho.
' A melropole imporja a idn trabalhador omi-
graale, transportado cin seus navios, a obrigacao de
muiMieni-se de. um livrete-passa-portc. N'um li-,
vrete "seria inscripta a somma devida pelo emigran-
te por sua passagem. O reembolso della seria cf-
fedoado por meio de um descont no salario, den-,
tro de um prazo escoltado pelo mesmo operario,
prazo que entreunto nao doveria exceder a duraco'
media do periodo de aclividade ile um trabalhador
Jivre. Accreseentar-se-uia ao principal o juro que
IcveswcurrJsteura premio destinado a compensar
as probabilidades de morlalidade do devodor. (Juan-
to mais curto fosse o periodo do reembolso, tanto
milis frac seria o importe do juro c do premio.
Se calculassem por exemplo, o primeiro a razo
de 4 bor eento e o segundo a razo de 3 por cento
durante' nm prazo de cinco annos, augmcnlar-sc-
liia com perlo .de um quinto a somma devida. Em
m:/de fr. 150 (30 dol.), o emigrante deveria Hf embolsar fr. 180. um &*M?&-4isrit7~X$Q no
impOntUc i?MS0 tffi (l'ifabalbo, pagos a razo
de fr. 1,05, reduzj/ria o salario a fr. 0,93, somma
dez vezes superio/ ada 0 ganh0 diario dos tra-
bajadores da provincia de Canlao '
(1,500X1,05/- 1575) (1575-1801395)
(1395
--------------0,93)
^ tJ 1500
iw^**f^e*o^raigiaiUte diinez fosse trbalhar uas rocas
por cunta da metrpoli;, o descont de divida seria
feito pelos agentes de emanripaco que llies furue-
cem seu salario. Se proferisse vendar seu traba-
lbo a empizanos particulares, quer no interior,
ujier em paiz esliangeiru, este descomo seria effc-
tuado pelos proprios emprezario que delles fariain
entrega aos agentes. -A maior parte das dividas de
operarios nao se reembolsan! de outra outra sorle
na Europa. Se alm disto o emigrante se eslabe-
lecessc por sua coma, antes de ter pago toda sua
divida, trspassar-se-biam para suas propriedades
ou para sua carta de oflieio n bv poieca firmada so-'
hro o seu liabalho*c e\igr-se-lna o reemlwlso del-
la .por animidades.
Gracas a esta eombiiiaco, fundada sobre o de-
v senvolvimento da insiituijo dos livrclcs, a libcrda-
de do emigrante (icaria intacta, sem que a eniigia-
ro se tomasse onerosa melropole.
Se o salario offerecido pelos agentes de emanci-
pacao fosse muito fraco para iiilluzir os negros do
interior e os emigrantes cbinezos a dedicarem-sc
de urna maneira estvele regular aos trabalhos das
fazeudas, a melropole loria em seu poder dous
meios de resolve-los a isso sem oflender de modo
algiim a sua liberdade.
O primeiro seria conceder-Ibes, depois de um
corlo numero de anuos de trabalho, algumas par-
celias dos Ujrrenos devolutos das Anlilhas. se-
gundo seria ubater os direitos de alfandega que obri-
gam os consumidores das colonias a pagarem cortos
producios por precos exagerados. A baixa dos ob-
jeclos de (nsutno daria aos salarios um excesso
alm da laxa necessaria que aproximara seu nivel ef-
feclivo dos salarios eslrangfl^s. O emprego de am-
bos esses expedientes s poderia dar incremento
prosperidade de nossas colonias o augmentar a im.-
porianria de nossas relacoescom ellas. '
Emflm, nos momonlos cm que a cullura das fa-
zondas nao exigisse seno um pequeo numero de
bracos, poderiam empregar os traballuidores sem
obra naexecuro dos grandes trabalhos de util'ula-
de publica, que diariamente reclaman! as colonias.
Quando a melropolo tivesse pago aos fazendei-
ros sua divida de trabalho, regulara a emigraco
de tal sorte que houvesso seinpre as colonias |ui-
lbrio entre a offerta e a procura dos bracos, c que
por consoguinte o preco dos salarios cquivalesso sem-
pre ao valor real do Iralwllio.
Notemos, em resumo, que a medida da cman-
cipaeo considerada em si mesma he esencialmen-
te productiva, pois que tem porobejecto transformar
o trabalho livro cuja qualidade he superior. Foram
necessarios lodos os deploravcis erros econmicos
commotlidos na experiencia injleza para torna-la
desastrosa. Exacutando-a conforme o plano que
acabamos de esbozar, repartiramos justamente por
todos os inleressados as vantagens que ella encorra
e, bem longo de compromeltermos a prosperidade
de nossas colonias, inlrodiiziramos uessas regioes
que a uatureza lornou to fecundas um novo e
inexhaurivel elemento do fortuna c do porvir.
Durante 7 annos e meio,.os colonos propretarios
ganhariam toda a differenca de qualidade das duas
especies de trabslho, differenca que nao pode ser
avahada, mas que be seguramente consideravel.
Alem disto, o modo de reembolso adoptado Ibes per-
mitliria aperfeicoar suas culturas c diminuir assim
a quanlidade de trabalho necessario suas expo
races. Elles terio um novo ganbo com esla d-
minuQo que Ibes facilitara mais tarde o pagamen-
to dos salarios semanaes.
No ponto de vista moral, a sociedade colonial,
lvre dos vicios o das ighomnias da escravido expe-
rimentara a mais feliz Iransformaco.
-.Os negros oblcram o preciso benefieioda liberda-
de sem p*a>iS^ejji^^s"jyjdes provajics do rgimen
do aprendizado. A eoucurrellsisiiJos irabalhadores
diiiiL'/.es inpondo-liies a necessidadece. um traba-
lbo assiftuo, exerceria urna salutar infiuenVya^sobrc
seus hbitos de indolencia. Nao lhes sera
permitlido adormecerem na cnervadora pregui^a da
barbaria ; sob pena de arraslrarem urna existencia
mizeravel, teriam de desenvolver toda a intellgente
aclividade que exige o estado de civilisago, e, sem
duvida, o trabalho, e a liberdade, esses dous pode-
rosos vehculos de progresso, acabariam por desen-
volver largamente todas as suas faculdades intclec-
tuaes e moraes presentemente comprimidas pela es-
cravido.
Transplantados para urna trra fecunda que s
pede bracos para dar ampias eolheilas, as popula-
cos cliinezas extenuadas pela mzeria reqpbrariam um
novo vigor. Osbencficios.da emancipaca estender-se-
hio at a mesm China. Opaupcrismo, nascidodo ex-
cesso da popularao, receberia ah um profundogolpe-
Fechando por um lado a chaga da cscravmo, des-
truiramos .por outro o crime do nfantrcdio 1
A'melropolo acliar-se-bia indemniuda de lodos
os seus avancos de fazendas, excepto todava os sa-
larios dos agentes de cmancpaco. Pelo menos a
diminuirlo do custo da vigilancia martima, de
que necessila o rgimen actual, compensara ampia-
mente cssa despeza. Na emanciparlo organisada
adiara ella um til e lucrativo emprego para sua
navegarao, ao passo que o incremento normal da
sociedade colonial offoreceria novas sahidas aos proj
duelos de sua industria. .
Em tim ella teria a boma de assignar o Tecurso
de urna causa que os desastres da experiencia ingle-
za mu instante comprometteram, e adianlaria um
seculo lalvcz a epora em que o mundo se achara
ivre para serapre u\a vergonhosa chaga da escravi-
do. Porque at nao se encarrogaria da empreza da
emancipado nos Oulros paizes tropicaes ? Porque
nao proporia aos proprietrios de oscravos dos Esta-
dos-Unidos, do Brasil e de Cuba que lerminassem
em proVeito d'elles como no seu esse grande pleito
de humanidad?. ? Urna semelhanto operaco exigi-
ra, para ser consumada, os vastos recursos e as
seguras garantas de urna grande c leal narao ;, sim-
ples assor.iacoes de capitalistas nao poderiam desem-
peiiba-la, e nem a Ilespauha neni os estados endivi-
dadus do Novo-Mundo ousariamassiimir a respon-
sabilidad''d'ella. No'haveria, demais, nesta em-
preza, alguma cousa de generoso e de grande que
llavera tentar-nos ? Nao seria isso um meio de fa-
/.eV aJ mesmo tempo conbecCr c abencoar o- nomo
francez nas regioes cm que presentemente be elle ra-
ras vezes pronuniftido ?
Herido por esta nova concurrencia, o odioso
coisuierco dos cscravos deixaria em breve de exis-
tir. nnuavio que Icvasse ao Brasil ou Cuba
lrabalhadoresiVr4as regioes tropicaes fara mais
pela extineco do trafico "djpje dez cruzeiros. To
profundamente verdadeira lie tojnaxima: S se
deslrue bem aquitlo que se subst{lue.
G. de Mblinari.
a sua m3o poderosa poderia nos salvar dos bracos dos
assassinos, nao duvidou em concorrer e annuir que
se celcnrasse urna fesla no lia 2 de fevereiro, dedi-
cado Nossa Senhora dos Remedios pela salvado de
tantas vidas.
Keccbapoiso Sr. tcnenle-coronel Jos Antonio
Piulo esta diminua, porcni sincera prova dos maio-
res agradccimenlos dosabaixo assignados, rcslando-
lhes todava o pezar de os nao poder manifestar com
aquellas palavras que verdaderamente exprimissem
os sen Mnenlos dos seus coracoes.
Ilha de Femando de Noronlia, 1" de fevereiro do
1854.l)r. Olegario Cezav Ctibtus, Joar/uim Min-
ies da Cunka Azei-edo, almoxarife.Jone Ciraco
Ferrea, Jote Francisco dos Santos, segundo l-
ente, Joaqun dos Santos Sevcs, alferes comman-
ilante Antonio Suncs de Oliceira, cscrivao,
Padre Luis Jos de Oliceira Dini: capel-
ln. Arsenio Gustavo forges, holicaiio, Jtaymundo
JosdeSouza Lobo, alferes aju mes de S Queiroz, lente, Manoel Thomaz dos
Santos.
Foi pois demasiado amor proprio (Jo nossn compa-
triota o tachar de inconcussa a sua argumentaran,
quojolgamos ter pulverisaJo com a fiel interpreta-
rn das disposiroes apresentadas por S. rae. em seu
longo tratado arrogante, e sendo que at pueril se
torna a declamado deque ao Sr. Morara calda a fa-
cultado, de providenciar a respeita- du cato, tanto
mus quanlo pelo artigo 156 do regulamtnto con-
sular llie he recommendado o mait escrupuloso cui-
dado. -
S a ignorancia ou a prevencao de um inimigo gra-
tuito do cnsul portiigaez poderia colorir com a
sombra de verdade esta assercjlo, com o fim de inno-
cular no espirito crdulo dos que nilo loem o regula-
metilo, doulrina falsa e fura de proposito, porquanto
ha vendo o nosso contendor baseado o seu juizo no ci-
tado artigo 156, cuja disposic.ao he a cguinlc:
Quando os agentes consulares forern obrigados,
por occasio de naufragio, ofl por outro qualquer
motivo, a sahir do lugar da sua residencia, lerao
direilo a exigir dus respectivos armadores, ou do-
us dos navios e das fazendas, alem da quanla dia-
ria marcada na respectiva tabella, as despezas da
jornada, c 04 emolumentos que lhes competirem
n pelas cerlidoes etc., que houvercm de passar.
Nem de leve a pretendida providencia, da qual
com tanto enfase, quanla infelicidade; se nos falla ;
segue-se que o autor da correspondencia, ou quer
Iludir muito de proposito, qncm em falla do re-
'm lamen lo ae confia na sizudez que deve caracleri-
sar aquelle queescreve para o publico, afim de ava-
liar a censura irrogada .ao nosso cnsul, uu cnlao
com grande simpliridade escreve o collega !
3. Todo apavonado o bom do anciao eslabelece
urna primissa, e nella insiste cem ra/.o, sem o que
jalifa is podia locar a mela dos seus desejos, e furtiva-
menle atribue aos orgaos do Sr. cnsul a inlcncao
de quererem persuadir ao publico, que lodos os pas-
sageiros do Arrogante, obtiveram passaportes em
San Miguel pelos meios regulare, e assevera que ne-
gamos a \ iolac.lo das posturas de 19 de agoslo de
1842 e 11 de oulubro de 1853, por isso anda daodo
de barato que desombarcassem em Pemambuco 98
individuos, como disseram' os dous mentirosos, so-
monte 80 desse%, segundo a bthisao do nav o, deve-
riam lerobtido passaportes legaes, e que os 18de
necessidade teriam vindo sem elles, e d'aquf a sua
rnnsequenria, que o Sr. Moreira be criminoso, he
cmplice do Joan dos Sanios.
Val por dianle, e arge o Sr. cnsul por Iiaver
permitlido o desembarque dos 18 sem passaporle, j
que nao ordenou a carga cerrada o desembarque de
lados nesla cidade. Nao pretendemos tomar a de-
lea daspessoas, as quaes se refere o nosso adversa-
rio, mas como toca ao assumplo que agora nos oceu-
pa, a inscriprao que se Ibes faz, dizomos que relen-
do as duas palavras do Amigo llrasileiro, e a expo-
o vimos que juslifi-
cassem o procedimenlo do capilao Sanios, e contes-
lassem a infracc.'o das citadas portaras ; que houve
esla Taita de cumprimenlo da lei porlugueza exclue
(oda a duvida, como ja dis-cnios nu nosso primeiro
artigo do Diario de Pernambuco, mas nimiamente
compenetrados da probidade do Sr. Moreira, rcpel-
limosi insinuarn que a lodo custo se Ihe quiz fa-
zer, abocanhando-o de ter purlilhado a culpabilida-
deque pesa sobre o capilao, imputaran gratuita, s
filha do odio daquelles que fiogem ignorar o prin-
cipio correte da jurisprudencia criminal, que nin-
guem concorre para um Tacto criminoso depois delle
pralicado, nem parlilha da sua conliouidade quan-
do nao pode cercea-lo. Por lano, bem extempora-
ranea foi a primeira proposico do patricio a respei-
lo dos dous individuos que infelizmente cahiram no
consulado Provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 4......7:318(938
dem do dia 6.........2-.00S826
9:3198059
MOVIMENTO DO PORTO.
Quesao do patacho Arrogante.
n.
No firme proposito de nao jogar insultos, nem dis-
cutir paixOes, ap, 111 hamos a lava que ao Sr. cnsul de
S. M. Fideliasima nesla provincia, aliruu fascinado o
nosso cumpa trila e contendor soba firma Velho
porlugucz a qoem j fiznos sentir ama vez por
todas, que o amor da patria e o devido apreco em
que lemos os bros dessa naro generosa, qual am-
bos pcrlcncemos, moveu-nos antes a quebrar lanjas
com Smc, do que nenbuma outra consideracao de
dederencia pessoa do Sr. I)r. Joaquim Baplista Mo-
reira. Relacoes de amizade nao nosprendem a este
nosso patricio, se por laes nao se entendem as de
mera civilidado e corlezia ; mas, qual o bomcm cir-
cumspecto, nacional ou eslrangiyro, que se nao re-
volte ao ver o modo desabrido com que o venerando
mi'i'i aperla os aproches para com o seu cnsul,
cospiidu-lbe apodos e injurias na ultima correspon-
dencia, insera nesle Diario 11. )6, cuja resposla faz
o objecto do nosso artigo de boje "J !
Descommedida como he essa correspondencia, su-
s columnas desle jornal em forma de tratado
arrogante, dividido era J, convenientemente enu-
merados, ilrabalho syslemathico que pe em relevo
as grande*, difliculdades, com as quaes lulou o autor
para se dci'xar comprehender, e ao mesmo lempo fa-
cilitar a tarefa do antagonista de acompaoha-lo pari-
passu no ca mpo escabroso do seu desafio.
Aprovcilt'ino,> P'9' osuor o-velho em indigna-
cao, e com atleltSoesemdesgosla-lo abramos cam4sjcao rtos r'aclos Zj 'T'
nho. \
1. Nao salisieiVos com o passo agigantado que
deram sobre a mater.ia de direito os- desaliedlos gra-
tuitos do Sr. cnsul, rec'orrcm ao faci puramente es-
tril do numero dos passaigciros, opinando sempre
pelos 428 contra os 273, que .ifiinnuu o amigo brasi-
leiroe oP. I.., volados a sua' eterna indignadlo, por
ter esto exposto fielmenleos aciontecimenlos no dia 30
de dezembro no bairro do Hecife .
A base sobro que assenlou a asseverarao desles
mentirosos, nao foi outra provavelrwenle senao a par-
le ofiicial do registro do porto neste rrio, notician-
do a chegada do Arrogante, trazendo a eu bordo
273 colonos, a qual na verdad nos inclina .antes a
crr no mentira dos 273, do que na verdade- dos
428, allendendo a detlicienria de provas que a acc'flsa-
S3o he obrigada a produzir, mxime quando afflr\ I seu desagrado, e na menos malicioso o slygma lan-
l"llli,1.- dnali nnliil>MII lufll 11 11 ______a_ .______l _-. >
Sucios entrados no dia 6.
Nc-Orleans52 ilias, polaca bespanliola Joven A-
delaide,t\e 128 toneladas, capito Pabl Pa, cqui-
pagem 8, carga farinha do Irtgp ; ao cnsul de sua
nacn. Fcou de quarentena.^
Babia10 das, brigue porlnzflf Conccirao de Ma-
ra, de 2J9 toneladas, capillo Antonio Pcreira
Borges Peslana, cquipagemim'cm lastro ; a Tho-
maz de Aquino Fonscca A: IjWio.
Calho de Lima75 dias, breOT$lcza 7"ea, de 3(ii
toneladas, capilao John Stowe, equipagem 13, car-
ga guano ; ao capilao. Veio refrescar, e ficou de
quarenteua por 6 dias.
A'acios saludos no mesmo dia.
OmaragibeHile braslleiro A'oco Deslino, mostr
Eslevo Riheiro, carga varios gneros. Passagei-
ros, Theolonio Jos de Barros Lima, Manoel Joa-
quim dos Santos, Marcelino Jos de Mello.
Ilha de F'ernando cm commissaoCrvela a vapor
lira-ileiru Paraense, commandanle o capilo-le-
pcnle Francisco Xavier de Alcntara.
ParahibaIliate brasileiro Santa Cruz, mestre
Henriquc de Souza Maflra, carga varios gneros.
EDITAES.
Dr. Hejrujues de*-Soit/\
(DSIKESl'OMIENCIVS.
(31) Esla proporcn be a do pauperismo na Bl-
gica, oirtlc o inovimculo da cmisrnrflo be ponen con-
sideravel. Na Inglaterra, a proporrflo arlia-se um
Mineo diminuida pela emigracio. De 1825 para
para 1837, (94,91!) emigrantes, passaram da tngla-
lerra c da Irlanda para os Estados-Unidos e pava o
Canad. S o porto de Nova-York recebou, Vm
1840. 60,000 emigrantes, pela maior parte Ioglejes,
Irlaudezes e Allemaes. -j*
Ifelatori do duque de Broglie sobre as q'uexte*
eoloniats, por M. J. Le Cliemlier.j
[33] /lerista Colonial. 1844
(33) Orcameulo das despezas para o lransp"orle
dos cnfonnles por um navio da America do norte,
1I0 porte de 500 toneladas, forrado e ravilbado de
cobro.
Pe9np primarias.....* 18,000 dol.
Lleiwios e objeclos necessarios ao "
'iljamcnlocguslrnlaraode:iOOho- '
niens, caiioes de medirameiilos,
rf'aixoe d'arma; 200 toneis para
_ aua.............:... 5,040
Tolal daade|zas de coiislruccao e
compra de madoiras. ..." 23,040
' n^ Em francos. 120,000
Seguros 10 4 por aono.......f. 12,000
Cosleamenlo do navio 10 1-MKK)
Juro* do capital 5 5. ; ...',','/. 5'00
Despeas do porto, cirnruiao, contra-
meslre da equipagem, carpinteiro,
14 marinheiros, ele........ j ijyo
ProvisOesi>araos ofllriaese aequip'a- '
sem................ i.5O0
Direito de embarque ein berra-Leda,
fr. 3,50 por cabeca; vestuario dos
einigranlea. .i.......... 6,605
Despezas accessoVias........, 5,000
Proviloes cilcaUlas para 3 viagens
por anno, panf 810 individuos por
...... 35,500
Tolal da despea para 840 emigran-
tes.
f. 111,025
Stnhores Redactores. Nao era de nossa inlen-
r,ao dar ao publico da capital esla surciuladescripro
da cataslrnphe que deveria de ter lugar nesle presi-
dio cm o dia 22 do mez prximo passado, por medida que lossemos phwedendo a auaiyso dos fac-
los, iramos ollendendn cada vez mais a extrema sus-
ceptibilidado do Illm. Sr. lenente-coronel comman-
danle Jos Antonio Pinto : mas, reconhecendo que
sua boa administrarao"devemos boje a Iranquilli-
dade, a honra, c a vida, decidindo-nos a patenlear a
nossa sincera gratidao,.ainda que cora esla declara-
cao o mesmo senhor commandanle se julgue oflen-
dido. ,
Alguns faccinorosos sentenciados nesle presidio,
tinliam ha muito lempopremediladoo assombrosopla-
no de alacarem o destacamento, assassnarem todos
os empregados quando reunidos missa : saqnearem
as rasas dos vlvandeiros, irem ao almoxarifado, dis-
tribiiircm eiyre si o dinbeiro que exista no cofre, e
o que mais horroriza a humauidude, e sensibilisa
mesmo qualquer animo j dado ao crime, penetra-
ren! no seio das familias, roubarem dos bracos do
suas infelizes mais, os objeclos para ellas mais sagra-
dos, suas carinhosas e innocentes lilhas, e perpelra-
rem sobre suas victimas exanges o crime o mais
atroz e deshumano, o estupro !!! Nao parava an-
da alti o furor dos sicarios ; prelcndiam esperar pelo
patacho, apoderarem-se delle, fazerem-so de vela
para a Barra-Graude, entranliarem-se nas maltas de
Pernambuco, unde novas scenas de horror teriam lu-
gar, se nao fossem interceptados no coniero de to
barbara carreira.
Na manliaa du dia 21 ainda se ignorava a inlcn-
cao dos malvados, j entilo prevenidos CQm puhhacs
eoulrasarmas, para elTcctuarem a carnificina que de-
veria de ser no dia seguinlo as 8 horas, no acto da
celebrarlo da missa. Pouco depois pela grande ac-
lividade e penetraran do digno commandanle, unidas
uma vaga denuncia, que outro qualquer' natural-
mente desprezaria, pode elle descobrir nos semblan,
tes dos criminosos, um nao sei que de sinistro que o
obrigou a dar enrgicas o promptas p/ovidenrias, a-
fim de prevenir lao desastrosa calamidadc.
Be laclo,duas horas passadas cslavam ailerrolhados
qualro sentenciados sobre os quaes rer.ihiam graves
suspeilas : foram interrogados e descobriram cnlo
que faziam parte desla sedico oitcnta o lanos den-
tre elles, instigados lodos poto mais luchara e perver-
so dos homens que infelizmenle existe entre nos, e
que he por lodos condecido por seus repetidos fados
de acrysolada malignidade : fallamos do famigeradn
ereprobo assassino Vicente Ferreira de Paula,cabe-
ca de lodas as citadas "boje dcscoberlus.Nao obs-
tante todas as precaucoes tomadas pelo digno com-
nuidante para abafsr esle primeiro impulso, com
ludo, consciosos malvadosila exiguidade da forca, e
da Talla de muiiu-au emprebendem cuiislantemenlc
novse desastrosos planos, de sorle que o proprio
commandanle commovdo das lagrimas que cunslan-
tcmentederramam as familias.eccrlodcqueliidoaqui
Ihe falla para refrear o furor dos aasassinos, mandn
quanlo antes preparar urna ba|sa, c com ella segui-
rem algumas praeas para a capital, afim de que com
ossoccorrosquebrevedcvemchegir, possa moderar
os seus sofrimeulos, e acalmar terror de que todos
estilo apoderados. Durante lio aperlada crise tem o
commandanle so comportado com o maior sangue
fri, desassombrando as familias com sua animada
conversncilo, guardando ellp mesmo a ilha com as
continuadas rondas nocturnal, e fazendo de sua par-
le todos os eslorcos e sac'fntcios para persuadir as pes-
soas mais tmidas qae nada Ibes oflende. A tao ex-
mativas desla nalureza implicam o seu ponto de par-
tida, o o fundamento de toda a sua argumenta-
do.
Apezar de ludo, sejaoos doris e respeilosos para
com a -velliice iiulignaila, e aceitemos sinceramente
que na ilha de San Miguel entrassem os desejados
428 para bordo do patacho em questao.
Todos sabem que esle algarismo dividido por qua-1
Iro, dar 110 quociento 107 ; isto he, quarla parle de
428, quantidade que a capitana du porto reclama-
ran doSr. cnsul, julgou necessario deduzir-se, fim
de eslabelecer a curamodidade do restante dos passa-
geiros, mas he publico e notorio que nesla cidade f-
cou um numero mu superior a 100, cumo se pode
provar por documentos, e dos assenlosexistentes com
loda a clareza na casa dos respeclivoi consignatarios
do navio, logo dcsbaslou-se a quarla parte dos passa-
geiros, e ainda mesmo inexacto o dito dos me ntirosos
quanto ao seu numero, nao o foi quanto a verdade
ab inilio conhecida, de que as providencias lomadas
pelo nosso coosul.mn-lraram que sua senhoria cum-
prio com o seu dever na esphera de suas allribui-
coes.
2." De igual poso he a carga feita ao Sr. Morei-
ra, por nao haver execulado as portaras do seu go-
verno de 19 de agosto de 1812, e de 11 de outubrp de
1853, fazendo prender em continente o infractor
Joao dos Santos, apenas verificasse cm frente dessas
disposiees, a falta de observancia do preceito legis-
lativoqueellas encerrara acerca dadistirlmiro depas-
sageiros pelas toneladas de cada navi.-> no territorio
da sua nacao. e a exKifllcio, ter feito desembarcar
aquellespassageiros seus patricios que viera m vp-
primidos e brbaramente tratados. *
Ficou-prnvadn no nosso -piiraeiro artigo desle Dia-
rio; I.", que Joan dos Sanios nao podia aqu entrar
em processoe julgaWnto: 2., que a cadeia do Re-
cfe em vez de adiaitar, retardara a punirito do ca-
pitn, o qual em lireve chegar ao lerritorio porlu-
gaez, onde provavemeulc encontrar as provas das
infracees commctiiidas. e que necessariamenle de-
vem ser remetlidas'Hanto pelo cdnsnl daoui, como
do Ro de Janeiro: 8. finalmente, que havia de ser
enorme a responsabillidade deS.S.,logo que inlerrom-
pesse a viagem, e fizjesse desembarcar lodos os colo-
nosquo disseram adeos patria, impellidos pelo de-
en\olvimeiiln prodigioso na capital do Brasil, em
virlude dessa tendeo a irresistiveltme aclualmenle
all existe de organisar-se o trabalho lvre e faze-lo
substituir ao escravo...
A vigilancia recommendada aos cnsules de Por-
tugal em nutras disposfcos halbuciadas pelo velho
correspondente, esquecdo lalvel da obrigacao rigo-
rosa de cita-las, que Ihe'lmpoe o seu ministerio de
aecusador, para que os fytrcos viudos ao distrelo
dasuajurisdicruo, nao ttonduzam mais dcdomias-
sageirqs por cinco toneladas sob penas rigorosas,
ele, tem urna intellgencia diamelralmenle opposla
asentido que xforliori Iheempretton o bom,do ve-
lho jurisconsulto. '
Expliquemn-nos: .
Querendo o governo porluguez cohibir a pratica
abusiva de alguns capitaes de navios conduzir a seu
bordo das ilhas dos Acores para esle imperio mais
passageiros do que comporta a (otaran do nav io. pel-
lica contraria aos regulamenlos vigentes no reino de
Portugal, ordenou aos seus agentes consulares que
apenas aporlasscm ao districlo da sua residencia na-
vios compreliendidos na prohibirn decretada,eiami-
nassem se os passageiros vem munidos dos respecti-
vo! passaportes ou incluidos na relnro legalisada
pela auloridadc local do fado da procedencia, mas
tambem se o numero dos individuos a bordo excede
ao que est marcado nos ditos regulamenlos ; com-
primi smenle aos cnsules dar parle a respectiva
secretaria na primeira opporlunidade de qualquer
omissao, que por ventura sobra este assuroplo apjia-
reca. para quo se impouha una multa uaquelle
mesmu reino aos capiles refractarios.
He inquestinnavcl que esla di-posico e I literal in-
tellgencia da citada parlara de 11 de oulubro de
1853 rege perfeitamente o caso verteote, porque tra-
zendo o capilao do Anogante da ilha de San M-
guel maior numero de passageiros, do que comporta
a tniaco do patacho, perpelrou um acto olTeiisivo as
ordens dosnvcriio, e ao cnsul de S. Al. apenas in-
cumba verificar se as formalidades requeridas se pir-
rado pessoa do nosso cnsul, contra quem se vo-
mitara improperios, e imprimem calumnias, a ver se
valem as' labias dos plenipotenciarios na corle de
Lisboa. \.
4." A tanto ckeg* o deslumbramenlo do Velho
Porluguez que o interesse pessoal priva- de com-
prehender fcilmente que i.uis circumstancias, em
que se acliou o Sr. cnsul pur ou-asio da chegada, do
patacho Arrogante nossa barra, mjo capilao esla-
va complicado para com o governo du. seu paiz, em
consequencia de ter faltado na ilha de S. Miguel ao
cumprimenlo das portaras filadas, nacer possivel
ao Sr. Moreira prescindir da capitana dofmrjo an-
tes de providenciar que sahissem d bordo laiNas
pessoa, quantas fossem necessarias ao allvio ecom-
modidade dos que ficavam ; porque este servico aos
seus compatriotas era o nossn cnsul abrigado a
prestar na qualidade de sen prolector nato, como se
ve do art. 41 do regulamenlo consular, e nao 43, que
nao vem ao caso, e nesle passo cumpria-lhe obrar
do conformidade com o juizo seguro e aulhentico de
ama reparlicao competentemente conhecedora, e
versada nesses ames, afim de excluir a pecha de
parcialidade ou precipitacao, quanlo devida ava-
llarn do numero de passageiros que precisamesfte
deviam ficar en*Pernambuco. Deraais^a-dxrrer iu-
declinavel do Sr. Moreira em ser solicito na acqui-
sirao de provas robustas. -Ara o capilao e mais al-
guem comprometido, gerqu o de reunir o lestemu-
nbo dessa r de ospeila pela defeza de Joao dos Santos e com-
plicados. Logo, providencien com prudencia e mul-
lo em regra o consol de S. M. F. seguindo o alvilre
da capitana desle porto.
S 5.a Ei-lo ao termo de seus trabalhos o censor
do Sr. Moreira, citando escriplores de direito das
aentes em apoio a Whcalun apontado pelo Amigot
Brasileiro: theora que j expuzemos Mlerormeo-
le no artigo, sob a mesma epigraphe, ande se con-
cine com maior forca o procedimenlo seguro e re-
gular do cnsul, que alguem se esforca em depri-
mir, citando artigo com disposires inventadas e
torcidas a sua vontade, cora o fim de Iludir, e cam-
par por entendido cm laes materias, arligos esles,
que procurados 110 respectivo regulamenlo consular,
as suas d6posires sao inicuamente difierenles, e
militas dolas em nad,i se referem a prsenle ques-
tao.
Quizeramos continuar em nossa empreza, mos-
trando a "liios us lodos os (roperos por que tem sal-
tado o Velho Porluguez, que pela loa idade devia
ao menos ser verdadeiro e respeitoso para com o pu-
blico,' mas sejaiiKis cm fim generosos e corlezes pata
enm a sa pessoa, e aguardemos o resultado da em-
baixada Lisboa, a cujos membros por nossa vez de-
sojamos saudc para bem do patriotismo, e inleresses
dos seus conslituintes. O Novo Poriuguez,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da, manila fazer publico, que da dala deste a 30 dias
serao arrematados permite a mesma thesouraria. c
a quem mais der nos termos do al vara de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Socurro, cita no
engenho Snccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
beadlo : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
vcrao comparecer na sala das sesses da referida the-
souraria, as Ujjf horas do dia 21 de- fevereiro pr-
ximo futuro ; ad veri i mo que a arremataran ser fei-
ta a dinbeiro de contado.
Sectauia da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco i^Ve Janeiro de 1854.O ofiicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidcntotda provincia de 22 do rorrele, manda fa-
zer publico*, que nos dias 7, 8 c 9 de fevereiro pr-
ximo vindonro, peranle junta da fazenda da mes-
ma thesouraria-, se ha dearremalar i quem por me-
nos fizer, a obra do arude na Villa Bella da comar-
ca de Paje do Flores, avaliada em 4:0049000 rs.
A arrematado ser fela na forma dos arls. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoa que se propozerem a esta arremata-
cjjd, compareram na sala ilassesses da mesma un-
a, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
tenlemente liaheliladas.
E para constar se mandn afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro de 1853.O secretario,
' Antonio Ferreira d'.lnnuiicianio.
Clausulas especiaes para^t arremataco.
1," As ubras desle a^ude serao feilas de confor-
midade com as plaas e 01 camenlo, appresenlados
nesla data a approv'aCo o Exm. presidente da pro-
vincia, na iniporlancia de 4:0049000 rs.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e serao concluidas no de 10 mezo, acontar
conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arremataran ser paga
em Ires prestarles da maneira segunle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido amclade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimcnlo pro-
visorio ; a lercera finalmente, de um quinto depo-
is do recebimcnlo definitivo.
4." O arrematante ser obrigadu a coromunicar a
reparlicao da obras publicas com antecedencia de
30 dias. o dia fixo em que (em de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalhar se-
guidamente durante 15 dias.aiim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos prmeiros
trabalhos.
5.. Para lodo o mais que noesliver especificado
nas presentes clausulas, seguir^e-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de maio de "18o1.
Conforme. *- O secretario, Antonio Ferreira
d'Annunciarao.
O Illm. Sf. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resotuco da junta, manda
fazer publico que no 'dia 9 de fevereiro prximo vin-
douru, vai novamente prara para ser arrematada
peranle a mesma junta, a quem por menos fizer, a
obra do aterro e empedramenlo da primeira parle do
primrro Janeo da estrada do norte, avaliada em
28:0968887 r.
A arremataran ser feita na forma dos* arligos 24 e
27 0.1 lei provincial n. 286 dH7de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pe.oas que se propozerem a esla arremataran.
comparerjam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo relo dia, competentemen-
te habili/tildas.
E pira constar se mandn afiliar o presente, e pu-
blicar/pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co "9 de Janeiro de 1854. O secretario,
_/' Antonio Ferreira d'Annunciarao.
A PEDIDO.
Attencao'.
Inslrurcesde 10 de abril de 1851, arl. 22.Os
procuradores do juizo dos feilos nao pudem ser lados
de suspeitos pelas partes para deixarem de exercer
seus empregos em qualquer causa da fazenda nacio-
nal (*) mas elles mesmos sepoderodeclarar saspei-
los, ou inhibidos de olliciar naquellas causas, em
que forem partes seus iaimigos capitaes, ntimos
amigos,prenles porconsanguiaidade,ou allinidade
at o segundo grao ; e cm que elles forem particu-
.lamiente inleressados na deciso. Com lado,
nao obstante estas raines de su-peu-ao, elles reque-
rerao as primeiras cilaees das parles, e perpetua-
rao as causas em juizo, quando da demora possa vir
prejui/.o i fazenda nacional, e quaudo assim o liverem
feilo, se darao por suspeitos para o seguimenlo.
COMMERCIO.
Por rabera f. 132, ou dol. 25|26.
(fela/ario tobn M qutttes, colohiuts, por M. J. I cellenles quaKdades do Sr. commandanle accretce
Le ChecaHtr, Tbm> P> 868.; | que, reconhecendo que s a Divina Providencia cora
enrberam em San Miguel, porlu da procedencia, pa-
ra no* caso contraro dar parle a secretaria -compelen-
te, como naturalmente dever ter feilo o Sr. Morei-
ra, levando a presenra do seu governo o oecorrido,
com os documentos comprobatorios da omissao e col
puhiluladc de Joo dos Sanios c mais alguem, que
por ventura soja responsavel em Portugal por seme-
lhanles abusos.
Onde esta esse direito positivo, escriplo e recebido
pela narao que reprsenla o Sr. Moreira, prefervel
na opiniao do bom re//io diplmala a Kluber, \Vbea-
tn, Betiroe, Watel, Ferreira Borges, (e ate o Pano-
rama) que ordene e prescrejta ao cnsul porluguez
cm Pernambuco a prisao, o processoejulgamento de
Jo3o dos Santos'! Onde est esse direilo que tanto
blasonis, em virlddc do qna he o Sr. Moreira i vos-
sus olhos reo de lesa diplomacia, simplesmente por-
que nao ordenou o desembarque de todos os passa-
geiros do Arrogante!... E se assim fosse, icomo fin-
gs querer) nao seriara lambe.:n culpados o cnsul ge-
rale o Exm. ministro portugoez do Rio de Janeiro,
pois que destes factos se cio continuamente, em to-
dos os porlos do imperio ond lia cnsules.' Cala-
tas // indignarlo offuscou a razo do bom velho
fforluguez'.!
I*KACA DO KECIFE 6 DE FEVEREIRO AS 3
HOltAS DA TARDE.
Cotascs olllciaes.
Cambio sobre Londres a 28 1|i d. 60 d|V.
Desconln de letras de 4 mezes 11 % ao anno.
Assucar mascavado escolhido a 1}730 rs. por ar-
roba.
ALFANDEOA.
Rendimenlo do dia 1 a I.....{8:
dem do dia 6....... 21:7858213
70:3185015
Detcarregam hoje 7 de fevereiro. '
Barra ingleza Tmvn of Liverpool mercaderas.
Brigue inglez hgron idem.
CONSOLADO GERAL.
RcndimciUo do dia 1 a 4.....11:1182361
dem do dia 6........2:525$65t
13:6MJ0I7
PIVERSAS PROVINCIAS.
Hendimenlodo dia 1 a 4......8319.542
dem do dia 6...... 266JJ563
1:1019105
Exportacao".
Parahiba, lale brasileiro Santa Cruz, de 35 to-
neladas, conduzio o seguidle : 745 volames mo-
Ihados.
Paco de Camaragibe, hiale brasileiro Novo Desti-
no, de 21 toneladas, conduzio o seguinle : 177 vo-
luntes moldados, 2 ditos fazendas, 1,500 caixas cha-
rulos.
UECEBEDQRIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 6.....-, 7229662
lausulas especiaes paraba arremataco.
sta obra ser feita de conformidade com o or-
ramenln approvado pela directora em conselho, e
nesla dala apresenlado a approvac.o do Exm. Sr.
presidente da provinciana imporlanciadc28:0965>r7
ris.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de quinze
mezes, ambos contados de conformidade cora o arligo
31 da lei provincial 11. 286.
3.a Desde a entrega provisoria da obra al a enlre-
ga definitiva, ser o arrematante obrifadoa conservar
a estrada sempre em bom estado, para o que dever
ter pelo menos dous guardas empregados constante-
mente nesle servico,e far inmediatamente qualquer
reparo que Ihe for determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamento desla obra ser feilo em qualro
prestarnos igoaes : a primeira depois de feilo o lercu
das obras do lauco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos : a lerceira quando forera recebi-
das provisoriamente : e a quarla depois da entrega
definitiva, a qual lera lugar um anno depois do rece-
bimenlo provisorio.
5.a Para udo o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, segoir-se-ha o que dispoe a
respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.Q secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolar,ao da juulji da fa/emla.
manda fazer publico, que no dia 16 de fevereiro
prximo vindonro, vai novaincnle a prara para ser
arrematada a quem |>or monos fizer a obra dos con-
certos da cadeia da villa do Cabo, avaliados em
8255009 rs.
A arremalarao ser feita na forma dos arls. 24e
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao
iiHiiparocain na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado polo meio dia compelenlcmcu-
Ic habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente c. pu
blicar j>elo Diario.Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco, 24 de Janeiro de 1851.O
secrclario, Antonio Ferreira da Annnnraciio.
Clausulas especiaes ara a arremataco.
1." Os coucertos da cadeia da villa do Cabo far-
se-hao de conformidade com o orcameulo appro-
vado pela directora em rnnselho, e aureseolado
approvai;ao do Exm. presidente na ini|H>rtaucia de
825*000 rs.
2." O arrematante dan principio as obras no pra-
zo de quinze dias, c dever couclui-Ias 110 de Ires
mezes, ambos contados de couformidade rom o arl.
31 da lei n. 286.
3." O arrematante seguir na excrurao luda o
que lhc for proscripto pelo eueeuheiro respectivo
nao s para boa execOCio do trabalho, como era or-
den! de nao inutilisar ao mesmo lempo para o ser-
viro publico todas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremalarSu
veriticar-se-ha em duas pres.laroes iguars: a 1 de-
pois de fcjlos dons tercos da obra; c a segunda de-
pois de lavrado o lermo de rercbimenlo.
5.a Nao llavera prazo de rcsponsabidado.
6.a Para ludo o que nao se acha determinado
nas preseutes clausulas nem no orcanieuto, segur-
se-ba o que dispoe a lei provincial n. 286.Con-
forme.O secrclario, Antonio Ferreira da Annun-
icarao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provinci-
al, em cumplimento da ordem do Exui.Sr. presi-
ilenle ila provincia "le 23 do rorrenle, que manda
fazer publico que, nos das 14, 15 e 16 de fevereiro
prximo vindonro, peranle a jimia da fazenda da
inesina (he-souraria, se ha de arrematar a quem
|Kir menos lizer a obra do 5." lani;o da rami-
iicacao da estrada do sul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:800000 rs.
A arrema(acao sera fela na forma dos arligos 24
c 27 ila lei provincial numero 28U de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas eSperiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arreuialarfio
coinparecain nu sala das sessocs da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio dia, roinpeteute-
nieule hahililadas.
E para constar se mandn afiliar o prcsciitc. o
publicar pelo Diario, t Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco, 24 de Janeiro de 1854.
O secretario. Antonio Ferreira da Annunriarao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1." As obras do 5. lauro da ramificacSo da estrada
plantas e perfiz approvados pela directora em con-
selho c appresentados a approvarAo do Exm. Sr.
presidente na bamortanciade 19:800j)000 rs.
2.a O aci'-n latan le vo de um mez c dever conclu-las no de 12 mezes
ambos contados na forma do arligo 31 da lei nu-
mero 286.
3.a O pagamento da jmpor4ancia da arremalarao
pois da entrega definitiva, aqual rcalisar-sc-ha um
anno depois do rcecbiinentn provisorio.
4a Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em loda a extenrao do lauro.
5.a Para ludo o que nao se acha determinado
nas prsenles clausulas nem no nrramenlo, seguir-
sc-ha n que dispoe a respeilo a le numero 2Sl.
Conforme.O secrclario, Antonio Ferreira da An-
nunciartio.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial,* em cumprimenlo da resoluran da jiiula da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 16 de feve-
reiro prximo vindouro, vai novamente prara,
para ser ai 1 mnlaila a quem por menos fizer a obra
dos concert! da cadeia da villa Scrinbaem, avahada
em 2:75(IS(I00 rs.
A arremalarao ser fela na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial uumero 286 de 17 de maio
de 1851, esob as clausula especaos abaixo co-
piadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
compareram na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se. mandou afiliar o prsenle o
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihezouraria provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro de 1854. O secrclario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausula* especiaes para a arremalacao
1." Os coucertos da cadeia da villa de Serinhacm
far-se-hao de ciyiforinidado com o orcameulo appro-
vado pela directora cm conselho c appresenlailc a
approvacao do Exm. prndenle na importancia de
2:7509060 rs.
2" O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e dever conclui-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
numero 286.
3. O arrematante''seguir no*seos trabalhos lu-
do o que Ihe for determinado pelo respectivo euge-
nheifo, nao so para a boa cxccucao das obras como
cm ordem do nao inulisar ao mesmo lempo para
o' scrvir.0 publico lodas as partes do edificio.
' 4." O pagamento da importancia da arremalacao
teni lucar em tres preslacfies ignaes; a 1" depois
de feita a metaile da obra; a 2a depois da entrega
provisoria; e a lerceira na entrega definitiva.
5.a O prazo da rcsponsabilidade ser de seis me-
zes.
6.a Para ludo o que nao se acha determinado nas
presentes clausulas nem no orramentu seguir-sc-ba
o que dispon a respeto a lej provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
tiuniniiacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro proiimo vindonro, vai novamente a praQa
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concerlosda cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada em 2:249Jj210 rs. A arremalarao ser fela na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial 11. 286
de 17 de maio de 1851, esob as clausulas especiaes
abaiio copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arremalarao,
compareram na sala das sessoes da junla da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1.a Os concertos da cadeia da villa de Garanhans,
far-se-ho de conformidade com o orjamenlo appro-
vado pela directora em conselho, e apresenlado a
approvacodo Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2499280 rs.
- 2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e aever conclui-las no de seis
mezes, ambos contados na forma do arligo 31 da lei
n. 286.
3." O arrematante sato ir nos seos trabalhos todo
o que Ihe for determinado pelo respectivo MMBhei-
ro, nao s para boa execucjlo das obras, como em
ordem de nao inutilisar ao mesmo tempo para o ser-
viro publico lodvs as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arripialaro
ter logar em Ires prestaces iguaes ; a 1.a, depois,
de feila a melade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; o a 3.a, na entrega definitiva.
5.a O prazo de respousabilidade ser de seis me-
zes,
6.a Para lude o que nao esliver determinado nas
presentes clausulas nem 110 orramenlo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaciie.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia v manda fazer publico, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, peraute a junla da
fazenda da mesma Ihesouraria, vai novamente pra-
ra para ser arrematada a quera por menos fizer a
obra dos concertos da cadeia da villa do Pao d'Alho,
avaliada em 2:8609000 rs.
A arremalarao ser feita na forma dos art. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
compareram na sala das sessoes da mesma junla nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira i Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalacao. "
t.a As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alho serao feilas de conformidade como planee
orramenlo, approvados pela direcloria em conselho,
e apresen la dos a approvacao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8608000 rs.
2.a As obras comec.arao no prazo do 30 dias e sa-
rao concluidas no de 4 mezes.ambos contados de con-
formidade com oque dispoe o arl. 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3.a A importancia da arremalarao sera paga em
tres preslacoes sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arrematante houver feito metaile das
obras; a segunda ignal a primeira, paga no fim das
obras, depois do recebimento provisorio, e a ultima
paga depois do anno de respousabelidade e entrega
definitiva.
4.a Para ludo o'que nao esliver determinado nas
presentes clausulas ou no orramenlo, seguir-sQ-ha as
disposires da lei 11. 286 de 19 de maio de 1851.
Conforme o secrclario, Antgnio Ftrreira d'Annun-
ciarao.
O IHm. Sr. inspector da thesouraria provincial
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, jute
de direito do cicel desta cidade do Hecife por S.
M.I. e C. etc.
Faco saber em como por esle juizo se ha de arre-
matar por qaem mais der.findos os dias da lei e pra-
rasst-ccessivas, um sitio de trras proprias nao peque-
o.com casa de v venda terrea, e urna grande senzala,
cozinha fora. com casa para escravos, estribaria, casa
que serve para cocheira, cacimba em frente do sitio,
parte murado e parte com cerca, com dous porlOes
umde ferro.oulro de madeira.com baixa para capim,
com bastantes arvoredos de fruclos de difierenles
quaiidades, avahado em 12:0005000; cojo sitio vai a
praja por execuro de Igncz Jovinianna Ramos de
Olveira, conlra o testamenleiro da finada D. Isabel
Mara da Costa Ramos, Rento Jos da Costa.
E para que ebegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente que ser afiliado no lugar do coslume
e-publicado pela imprensa.
Dadoepassado nesla cidade do Hecife de l'crnam-
bocoaos 14 de dezembro de 1853.Eu Manoel Jos
da Molla, escrivo o subserev.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLAJRACO'ES.
CORItEIO GERAL.
.Carlas segaras existentes na administraran do
correio, para os senhorea : Antonio Fereira de Pa-
ria, Francisco Jnsc de Magalhaes Bastos, Joaquim
Arcenio Cintra Silva, Jos Le i te Pacheco, Jos Ma-
ra do'Nascimenlo .2 Jos Pereira da Silva, padre
Manoel (vigario de S. Loarcnco da Malla), Manoel
Antonio Pereira Lima, Manoel Iluarque de Macedo,
Rav mundo Alciandre Valle de Carvalbo.
A matricula de geometra do collegio dos arles
est aberla al o fim de marro em casa do respectivo
professor, no paleo do Paraizo n. 30, e no mesmo col-
legio das artes, lodos os dias uteis, em que o dilo pro-
fessor deve comparecer, na conformidade dos esta-
tutos.
Pela contadura da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marro, prximo futuro, se far a arrecadaro, buc-
ea do cofre, do impnslo municipal sobre eslabeleci-
mentus, (cando sujeiles a molla de 3 % os que o nao
fuercn no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,l-'rawisco Canillo da Boa-
viagem.
O Illm. Sr. capilao do porto, para tornar effec-
tivas a> disposires do regulamenlo das capitanas dos
porlos, mandado por em evecuro pelo decreto im-
perial de 19 de majo de 1846, manda, para conheci-
menlo dos inleressados, publicar os arligos seguales
do mesmo regulamenlo.
Art. 11. Ningaem poder dentro do litloral do por-
to, ou seja na parle reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle qne qualquer tenba aforado.
construir embarcacao de robera, ou fazer cavas para
asffabricar encalhadas, sem que, depois da licenca da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capilao
do porto, o qual a nao dar sera ter eiaminado se po-
der ou nao resultar dahi algum damno ao porto.
Art. 13. Nieguen, poder fazer atorros ou obras
no litloral do porto, ou rios navegaveis,sem que tenba
oblido licenca da cmara municipal, c pela capitana
du pdtlo seja declarado, depois de feilos os devidas
e va mes, que mo prejudicam.o bem estado do porto,
ou rios, ainda mesmo os eslabelecimenlos nacionaes
da marinha de guerra o os logradooros pblicos, sob
pena de demolido das obras, e mulla alem da iudem-
uisacjlo do damoo qte liver causado.
Arl. .14- Ninguer poder depositar madeiras nas
praias nem conservar neltas, ou nns caes por mais de
cinco dias, ancoras, ->ccas de arlilharia, amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracem o transito
e servidao publica, anda que lenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenca o capitn do porlu sem
Iirejuizo da sobrediu servidao, s se poder fazer da
latente da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, serio
obrigados a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha. .
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude da aulori-
sacSo do Eim. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para a provincia do Para.
Scllins com lodos os seus competentes arreos o ca-
hecadas, para a cavallaria, 14.
Paro as officinas da quqria classe do arsenal
de guerra.
I.cnroes grossos de lati, de peso do 32 a 34 li-
bras, 6.
Ditos de roeia grossura de 21 a 26 libras, 6.
Para o presidie de Fernando. .
25 arrobas assucar branco, 2 saceos com arroz, 1 ar-
roba ararula em caixa. 4 arrobas bolachas, 1 caixa
pequea cha, 4 peras de garraz, 1 barril cora agur-
deme branca, 1 dilo c,om azeilc doce, 2 caixas com
sabio, 2 caivetes finos, 200 peanas de ganro, dez
mil pregos caixas. qaatro mil dilos caibraes, qualro
mil ditos de uuarnicao, 10 libras estanto em barra,
2 ps de ferro, 24 pinceis sortidos, 400 alqaeires
farinha de mandioca.
Para o arsenal de guerra.
1 liaste para bandeira, 209|manlas de lia, 6 raves
de runslruccan de 30 a 35 palmos, 6 badames de
meia oilava de pollegada, 10 lonelladas de carvao de
podra, 8 lencocsde cobrede fia" pollegadas, lintei-
ros 16, 11 areiros, 20 xemplares de lifihascurvas e
rectas, 1 panno mortuario, 200 pares de cbinellos '
razos, 24 copos de vidro.
Quem quizer vender laes objeclos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, as 10 horas do dia 7 de fevereiro prximo
vindouro.
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
cimen lo do arsenal de guerra, 30 de Janeiro de 1854.
Jos de Brilo Inglezr coronel presiden le.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tan* ,
Esta' aberta a matricula da cadeira
de latim do collegio das artes, na casa do
respectivo professor, em Olinda.
Banco de Pernambuco.
Por ordem do conselho de direcro se faz certo aos
Srs. accionistas, qne se acha autorisado o Sr. gerente '
para pagar o terceiro dividendo de 12CO00rs. por ac- "
SSo. Banco d Pernambuco 1. de fevereiro dei85i.
yo t^?^
em cumprimenlo da ordem rio Exm. Sr. presidente
da provincia,- manda fazer publico, que no dia 2 de
marro prximo vindouro, vai novamente a prara
para ser arrematado a quem por menos fizer peraute
a jupia da fazenda da mesma lliesouraria, a obra do
melhoramcnlo do rio Goianna, avaliada em res
50:6008000.
A arrenialrcao ser feila na forma dos arligos 21
e27 da lei provincial n.286 de 17 de rauo de 1851,
copinas.
() Port. de donat. p, 3., cap. 37, n. 21.
realisar-se-lia cm qualro prestarnos iguaes; al.1
depois de feito o primeiro leri;o das obras ; a 2.
depois de concluido o segundo Ierro ; a 3. na oc-
casUto do recebimento provisorio, e a derradeira. dc-
e sobas clausulas especiaes abaixo
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
compareram na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,"
AntoniofFerreira d'AnnttnciacSo.
; Glausulas especiaes para arremataro.
1." As obras do nmelliorainculo do rio Uojanna,
far-se-hao de conformidade com o orcameulo.plantas
e perfis approvados pela directora em conselho, e
apresenlados a approvacao do Exm. Sr. presideute
da provincia, na importancia de 50:600$ rs.
2.a O arrematante dar principio as obras 110 pra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 annos, ambos
contados pela forma do arligo 31 da lei n." 286.
3. Durante a execucao dos trabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcaras, ou pelo canal novo, ou pelo leito actual
dd rio.
4. O arrematante seguir na execuran das obras
a ordem do trabalho que Ihe for determinado pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a aprescnlar no
fin do 1." anno, ao menos, a qoarla parte da obras,
prompta, e oulro tanto no fim do 2." anno, e faltan-
do a qualquer dessas condicoes pagar urna, multa
de 1 eonlo de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinci-
al, cm cumprimenlo da ordem doExm.Sr. presiden-
te ila provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marro prximo vindouro, vai novamente a prara
para ser arrematado a quem por menos fizer, peranle
a junla da fazenda da mesma Ihesouraria, a obrado
acude da povoacao' de Becerros, avaliada em reis
3*444580. a
A arremalarao ser feila na forma dos arligos 21
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
compareram na sala das sessoes da mesma junla no
dia cima declarado, pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn affixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de. 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciarao. -
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1.a As obras deste arude sero feilas de conrormi-
dade com a planta e orramenlo approvados pela di-
rectora em conselho, e apresenlados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando em
3:8148500 rs.
2." O arrematante dar comeco as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
gundo o artigo 31 da lei 11. 286-
3." O pagamento da importancia da arremalarao
ser dividido em 3 parles, sendo urna do valor-de
dous.quinlos, quaudo houver feilo melade da obra
oulra igual al. quando a entregar provisoriamente
e a 3. de um quinto depois de um anuo na occasiao
da entrega definitiva.
4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas prsenles clausula, seguir-se-lia o que determi-
na a lei n. 286.
ABERTURA.
Primeira recita deste auto, "1 da aiiifM-
tnra.
TERCA-FE1RA, 7 DE FEVEREIRO DE 1854.
Execulada pela orchestra urna das melhores oaver-
luras, subir i siena o milito desojado e applaudido
drama em 4 actos
OS TRES AMES.
No fim do primeiro acto a Sra. Deparini cantara
urna aria de sua escolha.
No fim do segando acto llavera um dansado pela
companhia de baile tirado da opera (uilherme Tel,
composiro do Sr. De-Vecchy, em o qual se dislin-
guiro os Srs. Ribeiro e Baderna.
No fim do lereeiro, o Sr. Cantarelli e Depcriiii
canlarao um lindo diictlo.
Dar fim o divarlimento com o lindo dansado pelo
Sr. Ribeiro e Pessne.
Os bilhetes esiao a disposicao do. publico desde j
no escriplorio do ihcalro.
Principiar s 8 horas.
AVISOS martimos.
Para Lisboa a barca porlugueza Gratidao pre-
tende sabir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem acetados
commodos, enlenda-sc enm os cousignalarios P. de
Aquino Fonscca & Filho, na ra do Vigario o. 19,
primeiro andar, ou com o capilao na prara.
Para o Maranliiio e Para' vai sahir
coma maior brevidade possivel, por ter
parte de sua carga, o brigue nacional
Brilliante, do qual he capituo Francisco
Cardia : quem no mesmo quizer carre-
jar ou ir de passagem, para o bons coimhodos, dirija-se ao capitao, na
niara do commercio, ou aNovaes& Com-
naniia, na ruado Trapiche n, 54.
Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiatc nacional Fortuna, capito
Jos Severo Moreira Rios; para o restada
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na na da Cadeia do Recite n. 47,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sahe no dia
12 do coirente o brigue nacional Sagitta-
rio de primeira classe, o qual ainda rece-
be alguma carga, passageiros e escravos a
frete : trata-se com o consignatario Ma-
noel Francisco da Silva Carruo, na ra
do Collegio n. 17, segundo ajpdar, ou com
o capitao a bordo-
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LEILOES

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C. J. Aslley & Companhia Carao leliio, por in-
tervengan do asente Oliveira, de grande e variado
sorlmento de fazendas suissas, alleinas^c france/.as
de algodao, laa, linho c de seda, luda* as irais pro-
pfias deslc mercado : lerra-faira 7 do corrente, s
10 lloras da manhaa, no scu arma/.cm, ra'do Trapi-
che Novo.
O senle Borja Giral-
dos, quinta cira 9 do
rorrenlc as 10 horas da
manhaa, Tari leilao no
seu masera na roa do
Collegio, n. 14, de diver-
sas obras de rnarceneria
de toda a qualidade ,
pianos inglezcs, appare-
Ihosde loga'para almooo cjanlar, diversos vidros,
candelabros, serpenlinas.'lanlernas, eaiidieiros fran,-
cezes, chapeos de palha de lri'-- cachimbos hanibur-
l-uo/.cs, varias qoinquilharias, o oulros muilos objcc-
los que sero paleles na occasiao do leilao*
Quarta-fera, 8 do cor-
renie. as 10 11- horas da
manilla, o senlo Anio-
nes fani grande leilao em
Json armazem, na da Cruz
I n. :l e 25', de um variado
sorlimenlo de mobiliasdc
ludas as qualidades, appa-
relhos de louga para janlar, dilos de porcelana
para cha, vidros para servico de mesa, candela-
bros, candi oros para mci de sala, arandelas
superiores, um rico luslre de bronzc dqurado pa-
ra 8 luzes espedios grandes para sala, corlina-
dos de cambraia bordada para porlas de frente
com lodos os seos preparos, urna porcAo de carnauba
em rama, 10 caixas de velas de dila" superior feitas
uo Aracnly, quadros de diversos gustos coloridos ecm
fumo, um rico santuario de Jacaranda com 3 iniagens,
jarros para llores, urna porrao de sahoncies (Tnos per-
fumados, urna caixa com 8 duzias de chapeos de pa-
lta da Italia para homens e meninos, relogios para
cima de mesa superiores e ordinarios, obras de ouro,
ditas douradas de muito goslo, oculos de alcance, urna
por<;ao de charutos da Bahia superiores e ordiuarios,
um piano inglcz quasi novo, e muilos outros artigo?
que seria enfadonho mencionar, osquaes sero aprc-
sentados a competencia do publico para serem ven-
didos por baixos preros, havendo grande parle em
que hatera o martello com rapidez, entregando-so pe-
lo roaior preco que fqr oflerecido conforinc as ordens
que alguns senhores teem dado. Ao mcio da em
ponto se far (anibem leilao de diversos escravos de
arabos os sexos, enlre os quaes ha alguns com habi-
lidades.
AVISOS DIVERSOS.
O actual propriclario do bilhar do hotel da Bar-
ra faz scienlc a todas as pessoas que o quizerem hon-
rar com a sua presenga, qne o mesmo se acha aberto
desde o dia 1. de feverciro: e alera do bilhar lera ca-
f e bebidas de todas as qualidades, assim como lau-
che: das lt horas emdiante.
Der jelzige Besitzer des Billardo vam Holel da
Barra befindet sich seit dem Ist. febr. in huslandc
alie auslander su wie die Herrn SchilTs-capilaine
lieund schafllichsl hiemit einzuladen und werden
dieselben zujeder zeit cafle und alie moeglichen ge-
Iraenke sowic van 11 uhr au lunsek ele vorfmden.
O abaixo assignado faz publico, que Manoei
l-'crfeira da Silva nao he mais seu caixeiro desde o I.
do correle.Bernardo Jase (la Cosa ('alent.
Quem aununciou querer eomprar um sellim pa-
tente inglcz, querendo um bom, usado, com lodos os
seus apparelhos, procure na ra do Sebo n. 22. Na
mama casa achara urna bonila cabegada de tranca
branca e azul com hellas, propria para enfeilar uin
bonito cavallo.
Jos Correa de Araujo, morador na villa do
lfrejo da Madre de Ueos, hipolhecou a Magalhaes da
Silva Irmaos os seus escravos de nome Maria, Feli-
cia e Severino, crioulo-, c Joanna, Angola : consla
que dilo Jos Correa de Araujo se evadir daquella
villa, levando comsigo os mencionados escravos, e
talyez procure vende-los : avisara portanloos abaixo
assignados, que pessoa alguroa nem compre nem alie-
ne ditos escravos sob pena de perder o seu dinhei-
ro, esolirer a pena que a lei impoe em casos taes.
Magalhaes da Silca Irmaos.
Porseignoraren)queengenhomora oSr. Lou-
renco Re/erra Marinho l'alcao, se 1 lie pede veuha ou
mande ra do Crespo, luja n. 12.
Jos da Silca Campos &C.
Aluga-s o (erceiro andar da casa da ra laiga
do Rosario por cima da loja de louga, o qual tem boa
vista e he muito fresco^ quem pretender, dirija-se
ra do Crespo ao p do arco, loja n. 3;
Na casa de modas de madame Bucssard Millo-
chau recebeu-se peM Jos um sorlimentn de modas,
como sejam : chapeos e toncados, camisinhas e man-
gas, ricas filas, luvas de pellica -curias ecompridas,
ditas de malhas fiaas, flores linas, cambraia de linho,
filos, baleias, conloes de seda de cores para vestidos e
espartilhos, etc. ele.
Carlos de Oliveira, subdito sardo, vai ao Rio
de Janeiro.
Precisa-se de um caixeiro para taberna ; no
aterro da Boa-Yisla n. 49.
Padre Manoei Thomaz da Silva, professor pu-
blico da segunda cadeira da Boa-Vista, abri a sua
aula (hoje 3 de fevereiro) na ra do Sebo.
MAluga-so o sobrado grande da Magdalena,
que lica em frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar at o dia I. de na reo : a tratar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na ra do Collegio
a. 9, cora Adriano Xavier Pereira de Brilo.
Bichas.
Aliigam-see vendem-se bichas: na praga da In-
dependencia confronte a ra das Cruz* u. 10.
Precisa-se Callar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimenlel; na ra da Cadeia de Sanio Au-
tooio n. 30, a negocio.
Oenis, alfaiate francez,
chegado ltimamente de Paris, tem a honra de pro-
venir ao publico, e principalmente aos seus fregue-
ses, que abri sua lenda na ra da Cadeia do Recife
n. 40, primeiro andar ; Irabalha de feilio, e lambem
da as fazendasa vontade dos freguezes, a prego com-
modo ; irabalha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e para os disfarces de loda a quali-
dade para o carnaval. ,
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIADE.
Paulo Gignou, dentista receben sgna dent-
frica do Dr. Pierre, esta agua conliecida como a me-
llior que lem apparecido, ( e tem muilos 'elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles: tira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas gotas desta n um copo d'agua sao suflicien-
les; lambem se achara p dentifrice cxcellenle para
a conservaga dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
Deposito de carvao.
Aluga-se um grande armazem proprio
para deposito de carvao, a' boira mar, na
ra de Santa Rila, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
preco he mdico,e trata-se na rita do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
_0 abaixo assignado, professor particular de ins-
Irucgo elementar do segundo grao, residente noler-
ceiro andar da casa n. 58 da ra Nova,, declara ao
rcspeilavel publico e especialmente aos senhores pais
de familias, que acba-se no ejercicio de sen magis-
terio, prorapto a receber alumnos internos e externos
para serem desciplinados em materias de inslrucgao
elementar, c tambera em grammatica latina efra'n-
ceza.lote Maria Machado de Figueiredo.
AVISO AO COMMERC10.
Os abaixo assignados continuara
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca,, ou urna duzia,
a dinheiro, ou aprazo, conforme
se ajustar : no'seu armazem da
|* praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker <5 Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavel publico tute ahri-
ram no" dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da na do Cbl-
legio c Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiya e Manoei Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
jKr atacado e a retallio.
MOLEQUE FLUIDO.
Ausentou-se da casa de seu senhor o
moleque Lourenco, (ilho do sertSo do A-
racaty, com os signaes seguintes : idade
le 14 a 15 annos, rosto redondo, cor bem
preta, urna cicatriz em urna fonle, c pc's
grandes ; levou camisa de riscadinho azul
e calca bVanca : quem o pegar pode lva-
lo a' ruado Trapiche n. 40, segundo an-
dar, ou-na Passagemda Magdalena, no si-
tio da esjuina do viveiro, que se gratili-
cara .
O Sr. Ricardo Dias Ferrcira tem urna caria na
praca da Independencia n. (i e 8.
Otlerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro de
riibraiiea ou ile oulra arrumaco : quem de seu pres-
umo se quizer ulilisar, annuncie.
Precisa-M de urna ama que saiba coziuhar com
Trteio ; na resflk>3oda praia de Sania Rila.
Aluga-sc a loja do sobrado da ra do Collegio
D. 18, com armrco nova, propria para taberna : a
Iratar na loja do sobrado amarello da ra do (Juei-
mado n. 29.
DIARIO DE PERNflWBUCO, TERCA FEIRA 7 DE FEVEREIRO OE 1854.
fi IIOHEOPATIIIA.
O professor Komeopathico J. M.
^ Teixeira contina a dar consultas
Jg no seu consultorio da rita da Ca-
s^ deia do Recife n. 2i), primeiro an-
te dar. No mesmo consultorio ven-
j^ dem-se carteirasde t medicamen-
tos, chegadosultimaiiicnte de Paris,
m assim como tinturas de todas as qua-
j lidades.
N. R. Aos pobres dao-se consul-
tas e medicamentos gratis.
OSr. Manoei Lourenco Machado da Rocha, cn-
cadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoei Vicente de Arahjo. venha a esta l\po-
graphia para solver mesma assignatura, visio que o
Sr. vigario diz que nada lem com isso.
HOMEOPATUIA.
O Dr. Casanova contina a dar consultas todos os
dias no seu consultorio, ra do Trapiche n. t.
' O advogado J. J. daTonseca mu-
dou sen escriptorio do sobrado da quin;.
da ra di) Collegio, em quemorava, para
o pateo do mesmo n. 55, onde estara' to-
dos os dias ufis das 9 horas da manhaa
at as 4 da tarde.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de ponca familia :
quem quizer, dirija-se ra do Collegio, armazem
n. 14.
Precisa-se alugar urna ama para dentro de casa;
na orara da Independencia n. 36 e 38.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas.do
Sr. Manoei Cabral de Medeiros n. 72, se dir quem
d de 5003 al 1:0008000 rs. com bj potheca em ca-
sas terreas.
Joaquim Correa da Silva foi ao Para tratar de
seu negocio, c pela repentina sabida nao pode despe-
dir-se dos seus amigos, aos quaes pede desculpa, e aos
mesmos ofl'erece seu preslimo naquella provincia.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lote-
ra da cmara de Valenca, a lista se espera
pelo primeiro vapor (pie vierdo sul.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como.a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que ven I un n (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
A mesa regedora da irmandade de N. S. do I.i-
vramenlo, leudo dado principio a conlinuac^aoda obra
das catacumbas docemilerio publico, convida aos ir-
maos eirniaesque aiuda n;locoulriburam com asco-
las marcadas para dito fim, a realisarem o mais breve
possivel, "Vislo eslar se continuando com a obra, e
uildjser a irmandade obrigada a lorryr a parausar
por falla de raeios, comoj aconleceu, pela indifl'c-
renca que moslram os inleressados naeonslnu-eao das
mencionadas catacumbas, isto be em quanlo nao pre-
ciso das que se poderao fazer, occasiiln esta qu lo-
dos enlende ler direito a ellas sem anleriormeule te-
rem ronlribuido, dando lugar a suscilar-se questes,
desafleicoes ele, o para que nao continu esses pre-
cedentes, bom ser que os Sr*. rmans c inoaos. em
lempo, concurra ni como he de seu dever.
Arrenda-se o engenho Tamataupe
de Flores, freguezia de Nazareth, moente
e crtente, .com fabrica, boi.s e bestas, e
capacidade para safrejar 2,500 a 5,000
paes : <|uem o pretender, procure a Ma-
noei Joaquim Carr.eiro da Cunha, na ra
da Aurora, ou no engenho Fragoso.
Jos Mara Gon^alves Ramos retira-se para a
capital do Imperio, onde vai residir, e leva em sua
companhia os seguintes escravos de sna propriedade:
Thomaz, Jos e Maria, pardos, Trajano, Constanza c
Illuminala, cabras, Antonio, Querina, Florinda e
Joao, crioulos : o annuncia'nte previne a quem qnr.
quesejulgarseu credor, de apresentar-se com docu-
mentos legaes, na ra larga do Rosario n. 12, primei-
ro andar, para ser pago, isln no pr,efxo prazo de 4
dias: declara mais o aununciante, que lem constitui-
da por sen bstanle procurador, nesta praca, ao Sr.
Vicente Jos de Brilo. ,'
@ O Dr. Carolino I-rancisco de i.boa, depois @
de sua viagem ao serbio do Cear para onde @
@ foi chamado, aqu de novo se acha no exerci- @
t& ci de sua prolissilo de medico; o residindo @
;.-.; co?i)o eslii efTectivamenle, na na Nova n. 69,
S; contina a preslar-se ao publico e a polire/.a,
^ no quanlo esteja a se alcance, lulo so no que a$
j respeila as molestias do interior, como na ar- X*
jj le de parlejar, e mais operacoes; com espe- a
q cialidade.as que reclaman) as enfermidades ,;J
a das vas ourinarias.
5S
5?
Na ra Nova n. 33, no Bazar Pernambucano,
conlina a baver grande e variado sorlimenlo de fa-
zendas do melhor goslo, como sejam : corles de ves-
tidos de seda para balese para noivas, romeiras de
(le de linho bordadas, dilasde retroz, diales de dito,
bcrlhasonfltalbos para vestidos lano prelos como
hrancos de fil de linho e de seda, Tilas de todas as
qualidades, panno lino prelo superior, casemira dila,
chapeos de pello de seda para Immcin. os rnelhores
que apparecem, bicos de blonrfe," de seda c de linho,
penles de tartaruga para tranca, dilos de borracha
para alisar, o melhor qu.e he possivel, pela sua dura-
cao, a I lino Ir. do cama plico. braceletes o rosetas a imi-
lacao de ouro, o mais bem feilo que se pode desejar,
vestimentas para bailes mascara dos, deroslumes chi-
nea, lurco, grego e camponez, com cabelleiras e mas-
caras, e oulras muitas fazendas, que eslarao patentes
e a esculla dos freguezes.
. A pessoa que precisar de urna ama de leile, di-
rija-se i ra liiroil'n n. 71. loja deourves.
, Oflerece-se urna mulber de boa conduela para
dirigir a casa'de um hnmem solleirn ou de pouca fa-
milia, cose, eugomma o entende' de cozinha : quem
precisar, dirija-se praca da Boa-Vista n. 30.
' Precisa-se alugar um ou dous andares com
commodos suflicicntcs para urna familia estrangeira,
as principaes ras do bafrro de Santo Antonio, ou
do Recife e Boa-Vista : a Iratar na ra da Cruz n. 8,
oa annuncie.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da ra Nova
n. 23, com -2 salas, i alcovas, e cozinha com janellas
para Iros lados: a tratar na mesma casa.
J. Chai don, bacharel em bellas ledras, doutor
em direito, formado na universidade de Paris, ensina
em sua casa, ra do Alecrim n. i. n ler, escrever,
Iraduzir e fallar correclamenle a lngua franceza, e
lambem d lices particulares em casas de familia.
JOS' RANDE',
entrancador tic cabellos da casa imperial,
avisa ao lospcilavel publico desla ridade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, nineis, correnles para relo-
gios, giboias. roriles, Iransclins, lambem se faz llo-
res de cabellos, c quaU|uer obras que desoja : no
Ierro, da Boa-Visla, u. 82.
Sala de barbeiro.
Antonio llarooza de Barros faz scienle au respeita-
vel publico, que lem aberto urna sala de barbeiro, na
ra da Cruz do Recife n. (2, primeiro andar, anude
se achara" semprc promplo a servir a seus freguezes
e mais pessoas que de seu preslimo se quizerem ulili-
sar, assim como vende ealuga bichas de Hamburgo,
ipplica ventosas, lmpa e chumba denles, tanto a
rlt?T ''' OUr?;o I,re das ^rlas e cabellos be
o mesmo que as lujas.
-Nodia 6 de dezembrode1853, fg0 ,,, ^...j,,.,
cabra, de nome Manoei, com io' as do idad
attE"N(;ao'.
O deposito de larinha de mandioca do
trapiche do Cunha, mudou-se para ostra-
piches do Angelo no Corpo Sanio, c all
acharao s freguezes grande sortimento-
(pie jachegou, por preco baiatuiho e de
boa qualidade.
Havendo-se na-oilc do dia 5 do
corrente, tentado rottbar o armazem de
fazendas que tem os abaixo assignados na
ruado Rruinn4|lc, e estando os mesmos
dispostos a procfer criminalmente con-
tra o autor oujkjuiloi'es* desta tentativa,
oll'erecem a gt-filicacao de 100,$ a quem
descobrir e fornecer pravas contra os
perpetradores do delicto : prometiendo o
mais inviolavel segredo, acerca de quem
fornecer esta prava seja (pial lor a sua
condicao. Recife t de fe ereiro de 1854.
Rostron Rooker & C.
Dcsapparcceu no dia 27 do corrente mez de
dezembro, o escravo crioulo de nome Pedro, repre-
senta ler (0 annos de idade, cor preta, beiros ros-
sos, nariz chalo, usa de brinco em urna das'orelbas,
tem o dedo mnimo do p direito levantado, levou
camisa de bala encarnada, calca de panno azul, c
chapeo de palha, tudo velho, e levou mais um ba-
huzinho de follia piulado de verde com dll'ereule
roupa e um chapeo de pello quasi novo, por isso po-
de mudar de traje: roga-se as autoridades policiaes,
capilesde campo, ou mesmo qualquer pessoa a ap-
prchensao do dito escravo, e leva-Io a ra da Cadeia
do Recife n. 43, ou na Ponle do IJcba no silio de
seu senhor Manoei l.uiz ljoii(alves, que ser recom-
pensado de seu trabalho.
O Sr. Jos Maria Lucio tem urna caria no es-
criptorio de Francisco Severiano Kabello^ Filho.
Indo deslaUidade para a de Goiauna Manoei
iioncal\es de Alhuqucrque e Silva, perdeu enlre
Itabatinga e a tahdlejro da Mangabina, urna carien a
conlendo nella 7-20USKX) rs.; c porque lodpetse di-
nheiro eslava em sedulas de OOjj, 2009 & 49b& rs.,
he fcil descobrir-se qi(em o achou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sedulas (lestes valores, sem
ter proporcOes de as possuir : pelo quo oITcrcce o re-
rrido a quantia de 1:0009000 rs. a quem Ibe resti-
tuir aquella quanlia ; c a do 5009000 rs. a qitem de-
nunciar a pessoa que achou-a, o so possa rcliaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo inviolavel
.piando assim o exigirem : quem, pois, liver noticia
deste adiado, dirija-se naquella cidade, i ra do Am-
paro n. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Vista n.47, se-
gundo andar, e n. 60.
Precisa-se alugar urna ama para urna casa de
pouca familia ; na ra Oircita n. I Ifi.
CASA DE FAMILIA". *
Urna senhora estrangeira, viuva, e sii tendo de de-
morar-so nesla cidade por alguns mezes, precisa um
al ajmenlo e subsistencia decente em casa de familia
honajia. pelo lempo da sua residencia aqu : a fami-
lia que quizer preslar-se a esle. convenio, queira
comino nicar poreslc Diario para ser procurada, ou
deixar a sua morada em caria fechada, corr. as ini-
ciaes D. M., na loja de livros do Sr. Figucirda, na
prara da Independenoia.
Precisa-se de urna ama : na ra do Hospicio,
casa n. 17.
' Uesappareceu no dia 27 do mez de Janeiro um
prelo, crioulo, por nome Pedro, com os signaes se-
.guinlcs: estatura regular, magro, descarnado da
cara, com um signal no dedo miuino dop esquerdo,
e levantado mais do que os oulros, idade de 30 an-
nos, lem uflicio do oleiro e he tirador de leile ; levou
calca de zuarle azul, camisa de madapolao. e chapeo
de palha : quem o pegar, leve-o ra da Praia de
Sania Rila n. 1, que ser gratificado. ,
Roubo de um relogio.
No dia da fesla de Sanio Amaro, as7 horas da noi-
te, (piando o abaixo assignado eslava dando urnas li-
las para benzer, furlaram-lhc um relogio do ouro.sa-
bonele patente inglez, com mostrador lambemdeouro
e corrente j bastante gasta, a qual lem o peso de 5
,'* "lavas ; por isso roga a pessoa a quem fr eflore-
cido dito relogio, de o apprehender, que recebera de
gralificaco 30900 rs. : na ra do Cabug n. 1 C.
Antonio Pereira de Oliteira tamos.
i Pede-sc ao Sr. Joao Francisco da Lapa annun-
cie a sua morada, ou appareca na Iravessa da Ma-
dre de Ueos n. 5, primeiro andar, a negocio que lite
diz respeito.Antonio de Paula Fernandes /iras.
Arrenda-se tim bom sitio em Beberihe, lem ra-
sa soflVivel com 6 quarlos, 2 salas e grande cozinha,
lem estribara para 14 miniaos, curral para vacos e
grandecercado para as soltar, lodomurado, lem gran-
de baila com capim a corla lodos os dias para uns
poucos de animaos, podendo-se eslender do lamanho
que a queira fazer, tem algumas arvores de fruclo,
dous grandes bananeiraes, mil e lanos ps de abaca-
xis ja dando, e oulros a chegar : lambem veiuhfn-se
as vareas que tem que j:i eslao coslmnadas ao pasto :
os pretendeifles dirijam-sc ao aterro da Boa-NIsK
n.KO. ^
Precisa-se de um feilor para um silio, que cn-
tenda de plaanles, principalmente de borla, e que
Irabalhe lambem com alguns escravos ; sendo fiel e
diligente paga-se bem : os prctendeutes dirijam-se ao
aterro da Boa-Vista, taberna n. 80.
Guilherrae da Costa Correa "'Leite
vai ao Rio de Janeiro. -
Faz-sc scienle ao Sr. inspector de quarleirii da
ra Velha, na freguezia da Boa-Vista, que a ohrigi-
raoe dever mesmo, comu empregado de polica, li"
prevenir o crime e uap occasiona-lo ; por quanteno
primeiro caso muilo se aproveila, e no segundoPlin-
da quandose possa castigar, desafrontando assim a lei,
hesempre Irabalhoso, e a immoralidade subsiste. He
com referencia ao tumultuario batuque nenmmodo
o immoral pralicado aos domingos pelas prelos da
Costa, na casa n. 30 da mesma ra de que se falla,
afim de que nao contine-' a dar licenra para isso,
quandoconvinha cuidadosamente nao consentir se-
melhante orgia toda contra o socego publico, e in-
comraodo da visinhanca.
Precisa-sede una ama; na ra Dreila n. 6,
sobrado.
Com quanlo lenba por esle Diario o digno ir-
m5o secretario da veneravel ordem Icrceira do pa-
Irjarcba S. Francisco desla cidade, o Sr. Manoei Jo-
s de Azevedo Sanios, convidado por piule da ine-a
regedora a todos os carissimos maos da mesma or-
dem, para que hajam de comparecer na larde do 1.
de marco prximo, afim de acompaimarem a procis-
s3o de cinza. Com todo na qualidade de irmo ler-
ceiro da mesma ordem, rogo e pero encarecidamente
a todos os meus caros irmo-, que deixando de parle
qualquer motivo pelo qual tcuham (enchinad,, nao
romparererem nos aclos [estivos da mesma nossa or-
dem, comparecam ornados com seus hbitos, as ho-
ras mencionadas pelo irmo secretario, para o fim por
elle igualmente declarado, primeiro de todos osarlos
da veneravel ordem lerceira de S. Francisco da Pe-
nitencia, pois assim o espera seu irmo em Jess
Cbrislo.
LOTERA de n. s. do rosario.
As rodas desta lotera andam no dia 11
do corrente : os bilhetes acham-se a ven-
da nos lugares do costunje.Othesourei-
ro, Silvestre Pereira da Silva GuimarSes.
Victorino Tavares Ledo e Francisco 'lavares
Ledo, subditos porluguezes, reliram-se para fura do
imperio.
Precisa-se alugar urna escrava de boa conduela
c que saiba coziuhar c cngominar ele.: na ra Nova
n: fi3.
O Dr. Pedro Autran da Malla Albnquerque
la* saber que a par lir do dia I (i do crrente, conti-
nuara a dar no Lyceu, todas as quintas-feirns, as .">
horas da larde, ligOes de economa poltica; e espera
que os amantes desta sciencia se dignen) de houra-lo
com a sua assistencia.
Aluga-se o primeiro e segundo andar e solaoda
casa n. 16 da ra da Seuzala Nova ; a tralar na ra
do Crespo, loja n. 8.
Aluga-se porduas patacas diarias um prelo pa-
ra todo o servico : quem o pretender drija-se a ra
da Praia, tvpographia quo foi do Diario A'oio.
; Ires calcas de algodaozi.il,,, azuf lainbein HOTat.
na de duraque prelo, una branca, e urna do iil
eadinnu ; 3 jaquelas, sendo urna parda, urna de clt-
JSTj' ,.'-"'"a ,l'1.nsri,(llul1" azul ; nina camizola
rela, de |a, com lisias verdes e encamadas ; um
Kl-'Si,|",,,,,s.' ""' l,ar <1,ll'arcalas e umr&te.
Este escravu r, de Antonio Henriques de Alineida,
,o i,, operleuce icluakuenle ao abaixo assigna-
,'?' ?"'' r',nl'iisar, com cem mil ris i quem 0
ur. '' lul"luzir su lj na roa da cadeia do
necia u. o. Antonio Utrnara Vai e Canatho,
COMPRAS.
Compra-se urna mobilia de Jacaranda, em mili-
to bom estado : na ra Direita, u. 17, se dir quera
precisa.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no cae? do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-se umaesrrava preta, que soja mora,
lenba boa conduela, e saiba coziuhar e e'ngomniar :
na ra Nova n. 65.
VENDAS
Novolelegraplio.
Vcnde-sc o rolciro do novo lelegrapho que prnci-
piou a ler andamento no dia 2!) do correle, a 2i rs.
cada um : na livraran. 6 e 8 da piara da Indepen-
dencia.
Muito boas e fresca es ovas dosertao'.
Vendem-se ovas do serto : na ra do Quciniado,
loja u. 14.
Vendem-se duas mualas que saliera coziuhar,
lavar e cngoinmar, por ruininod" preco ; os prelen-
denles dirijam-se casa do Sr. Francisco llaplsta de
Alenla para as ver, c na praca da Boa-Vista, sobra-
do n. 10, acharao com queui tralar..
Vende-se urna parda perfeita engommadeira t
cnslureira, sabe vestir urna senhora com lodo aceio, e
se pude afflancar a boa conduela, e ao comprador se
dir o motivo por que se vende, e una linda criou-
liulia de idade 14 annos, propria para mucama ; um
moleque de idade 17 annos, urna prela com algumas
habilidades e um pardo mnilo bom sapalero e bo-
lieiro: na ra da doria n. 7.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife. loja de
miudc/.as de Antonio Lopes Pereira de Mello^ Com-
panhia, saccas com exccllenle cera de carnauba, as-
sim como caixas com muilo bous chapos de lellro,
ebegados ullimamente di> Rio de Janeiro, ludo se
vendo por prec,o commodo.
Vende-se nm prcto de 28 a 30 annos de idade,
ptimo para algum siiio ou para ganhador de ra,
por ser de boa conducta e muito saudavel, e vnde-
se por preco commodo, por ser com precisiio : na
ra. da Roda n. 52.
"Rap Paulo Cordeiro.
Vende-se superior rap Paulo Cordeiro, chegado
ltimamente em libras e meias dilas e olavas ; na
piuca da Independencia n. 3.
\endem-se2caixes rmidraradosenovos, pro
prios para taberna, e 1 gamSo em bom uso. ludo por
preco commodo : na estrada que vai da Soledade pa-
ra o .Manguinho, sitio n. 5 ; uo mesmo prerisa-se de
urna pessoa que queira cobrar algumas dividas, dan-
dtfliadorj; faz-sc bom negocio.
\ ende-se um cavallo com todos os andares, c
nmea"udo; no largo da Sania Cruz, taberna n.
20, delronte do oilaoda lorie.
vende-se um moleque, crioulo, de 15 anuos de
idade, sem vicios nem molestias; he muilo diligente,
fazo almoco c cozinha o diario de urna casa, serve
bem a mesa, c aflianca-se sua conduela : na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 41.
\ ende-se nina cabra bicho) com duas crias,
mnilo boa de leite ; na ra da Seuzala Nova n. 10,
primeiro andar.
Vendem-se 10 escravos. sendo I oplimo mole-
que de idade 16 anuos, 1 bonito mulato proprio para
pagem,8 escrayas mocas que cozuiham, lavara, en-
gommam liso, e lo la- de boa conducta, as quaes dao-
se a coutento j na ra Diroila u. 3.
Conliuua-se a vender corles de vestidos de chi-
ta de barra, cores lixas o bouilos padroes. a 2320
rs. cada corte : na loja do sobrado amarello, da ra
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na loja ilosobrado amarello, nosqualro cantos da
ru* do (.laciniado n. 20, vende-se corles de seda de
quadro de novse modernos padroes, pelo barato nre-
c.o de 213)000 r. cada corle.
Sedas para vestidos.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
ra do Queimado n.29, vendem-se corles de vesti-
dos de seda lisa furia cores, dilos de dila de quadros
escocezes, ditos de dita com flores, havendo muilo
sorlimenlo para escolher, c por preco commodo.
Cortes de chita a l.S'OO.
\ cndoiu-se corles de chila lai^a l'i anco/., com al-
gumas pintas de mofa, pelo barato preco de I36OO rs.
cada corte: na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
A r>00 rs.
Superiores boncles de oleado inglezes muilo pro-
prios para a presente cstarao : na praca da Indepen-
dencia ns. 24 a 30.
Oleados pintados.'
Vendem-se superioroifjlcados piulados, de ricos
padroes e de 5 a 8 palmos de largura, por menos
preco do que em oulra qualquer parle : na praca da
Independencia, lojas de chapeos nmeros 24, 26, 28
e 30.
Gomma para cngoinmar.
Vendem-se safcas com mnilo boa gomma para en-
gommar, e fazer bolinhos: na ra do Queimado 11.
Palitos francezes a ", i, e ft.sOOO.
Vendem-se palils fraiicezcs.-brancos de brelanha
de linho a 5IIOO rs., dilos de brim.de linho de cores
a 3O00 rs. dilos de alpacas de cores, obra muito bem
feila e da quinta moda de Paris a 99000 rs.: na ra
Nova n. 16, ioja de Jos Luiz Pereira A; Filho.
CASEMIRAS FRANCEZAS
a 4s500 c 5$000 -s. o corte.
Vendem-so casemiras de cores, padroes novos e
raulo elsticas pelo baralo preco de 4j>500 e 5-5000
rs. o corle : na ra Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
Vestidos de laa csedaa8S000rs. .
Vendem-se corles de vestidos de laa com quatro
barras de seda, fazenda nova c do ultimo gosto, pelo
barato preco de 85OOO rs. o corle : na ra Nova n.
16, loja de Jos Luiz Pereira Filho.
Chapeos ecapotinhos.
Vendem-se chapos de hlond para senhoras, ulti-
mo goslo de Paris, c muilo bem enlejiados a LMQOD
rs., ricos capotinhos de grs de aples prelos e de
cores com colleles c sem elles .1 12 e 15O00 rs., cha-
les de laa c seda a 2J000 e 39000 rs., dilos muito fi-
nos e grandes a 55000 rs., cortes de cassa de seda a
115O00 rs., cortes de vestidos demarra de la c seda a
89000 rs., cassas francezas muilo tinas a tiiO rs. a va-
ra; cortes de cassas de barra e lisas a 2*200, e!28HK>
rs., corles de chitas francezas de barra a 28.50" c 3
rs., vestidos broncos de cambraia de barra borda-
dos a i000 rs.,.dilos de I a5habadosa 49500 e 59
rs., cambraias iberias brancas e de cures a 392OO rs.
o corle, lencos grandes de seda para hombro de se-
nhoras a 2S000, e oulras muitas fazendas d goslo
qne se vendem.baratas: na ra Nova, loja nova n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
ARADOS DE FERRO.
Na funohW de C. Starr. & C. em
Santo Am ro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior tjualidde.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os rnelhores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 06.
Agencia de Edwin Mw.
Ka ra de Apollo ri. 6, armazem de Me. Calmont
i Companhia, aelia-se constantemente bous sedi-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa romo fundas, nicndas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, ele, dilas para a miar em madei-
ra de lodos os lainanliosc modelos osmais modernos,
machina horizontal para vapor com forra de
i cimillos, cocos, passadeiras de ferro cstanhado
para casa de purear, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ibasdc flandres : ludo por barato prcc,o.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dellenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sahonete, de patente
inglez, da melhor qrlalnlade, e fabricados em Lon-
d res, por preco commodo.
"POTASSA.
No anligo deposito do ra da Cadeia do Recife,
armazem 11. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana c brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade o precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se aflianram
aos -que precisaren) comprar, fio mesmo deposito
lambem ha barrjs rom cal de Lisboa em- ped/a, pr-
ximamente ebegados.
Vende-se a vrdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na bbtica franceza, da rita
da Cruz, em frente ao chafariz.
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DR. r. A. I.OI! M0SC0Z0.
Vende-se a melhor d todas as obras de medicina
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nados em dous. 1 2O3OOO
04. volume conlendo a palhogenesia dos 144
medicamentos que nao l'o.ram publicados saldr mili-
to breve, por estar muilo adianlada sua impresso.
Diccionario dos termos deincdicina, cirurgia, anato-
mia, pbarmacia. ele. ele. encadernado. '13OOO
Urna carleira do 21 tubos, dosmelhores e mais bem
preparados glbulos horaopalhicos com as duas
obras cima ......... 409000
Urna dila de 36 tubos com as mesmas 459000
Dita, dila de 48 tubos....... 509000
Dila de 144 cora as ditas......1009000
Carteirasde 24 tubos pequeos para algi-
beira............ 10)000
Ditas de 48 ditos......... 20SI00
Tubos avulsos de glbulos .... I9OOO
VINHO CHAMPAGNE.
|# Superior vinho de Rordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schallteitlin
& Companhia, ra da Cruz 11. 08.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vendcra-se na na da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras delabyrinlho feitas no Aracaty,
constando de loalbas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
FARIXHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tassolrmos avisara aos seus freguezes, que lem
para vender lar i n ha de trigo cliegada ullimamenle
de Trieste, sendo'a nica nova que daquella procc-
deucia existe no mercado.
Dcpoiito da fabrica de Todos os'Santos na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz i\. 4, algodao trancado d'aquclla fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar c roupa de es-
cravos, por preco commodo..
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinlc: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo do superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em podra, novissima.
C. STARR &C.
respeilwamente annunciam qne no sen extenso es-
tabeleci"iculo em Santo Amaro, coifinua a fabricar
com a maior perleicao e promplido.toda a qualidade
de machnismo pava o t'so da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que pira maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens doS: Mesqui-
tanarua do Brum,,a(raz do arsenal de mantta,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
conslruidas no dito sen estabelecimento.
Alli acharao os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canoa, com lodos os molho-
ramcnlos (alguns dclles novos coriginaes) do que
expeneuciade muilos anuos tem mostrado a neces-
sidade. MaJKnas de va|ior de baixa e alia pressao,
taixas de lod lamanho, tanlo batidas como fundidas,
carros de mo e dilos para conduzr formas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, Tornos de ferro balido para larinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucrSo, fundos para
alambiques, crivos e porlas para frnalhas, e- urna
inlinidadc de obras de ferro, que sera enfadonho
enumerar. No mesmo deposito exsle urna pessoa
inlelligente e habililada para receber lodas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncanles contan-
do com a capacidade de suas ofllciiias e machiuismu,
e pericia de seus otliciaes, se compromeltem a fazer
executar, com a maior presleza, perfeico, c exacta
coiifoniiidadevoin os modelos ou desenlies, e instruc-
5es que lhe forcm fornecidas-
SALSA MRILI1A.
DE
As numerosas experiencias fcilas com o uso da
salsa parrilha om todas as enfermidades, originadas
pela impureza do sangue, o bm xito obiido na
corto |iclo lllin. Sr. Dr. Sisaiul. presidenle ,la aca-
demia imperial de medicina, pelo illuslrad Sr. Dr
Antonio Jos Peixoto cm sua clinica, e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do excrcito e por va-
nos oulros mediros, pcrmitlem hoje de proclamar
allameulc as virtudes efflcazes da
SALSA PARRILHA
de
1 BRISTOL.
ola.Cada garrafa conlem duas .libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bi islol he garantida romo
puramente vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposito desla salsa niudou-so para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente 10 chafariz.
i
i
HOMEOPATHIA. (^,
RllA DAS CRUZES N. 28. 8
_ No consultorio do professor homcopalha^'
Gosset llimoni, aclinm-se venda por (!f
15,000 RS.
Algumasearleirascom 24 medicamentose W)
os coinpelenles livros. elementos de horneo- &*
palbia, segunda cilco.) y}
tirando sorlimenlo de earleiras e caixas ()
ile ludos os tamaitas por preros comino- ^
1 I,iio de glbulos avulsos 5IM) \tj,
1 frasco de !, onea de tintura a ^
r As pessuas que se dignaren) honrar esle /
eslabeleriinenlo com sua conlianea. depois *?
de expcrimeiilados os iiiedieamenlos, nao '>/
os adiando com a energa propria do boas ^
prcpararOes, poderao lorna-los, e proinp- vv
lamente Ibes ser enlregue o importe. (
Vende-se o|engenho Limerinha, siluadua niar-
gem do Traciinhaem, con 0(111 bracas de testada e
una legua do fundo, com as obras mais precisas, lo-
das novas, eptima moenda, com bous partidos que
com 2 carros e 4quarlos podem-niocr al 2,000 piles
o que he de grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assucar c do boa produrcao, lano de
caima como de legunies : vende-se cun algum di-
nheiro i visla, e o mais a pagamente conforme se
poder ruin enchinar : os pretendeliles dirijam-se ao
engenho Tamataupe de Flores.
Vende-se em casa de S. P. Jolins-
ton & Companhia, na rua da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do-Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Cliery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de hoinem e se-
nhora.
Vauuetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patate inglez.
Os mais ricos c mais modernos rba-
l'A peos de senhoras se enconlram semprc
W na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que cm qualquer oulra
no, n
4>
parle.
Vcndcin-sc com pouco uso os livros s guinlcs
IIisloriai Sacra-, Vabula? Phicdri, Saluslius, Virgi-
ll Ro'di. Horali Carmiua, Tilo l.vius, Epstola Ci-
reronis, Ciccronis Orationes, Ord. verhorum Salus-
lii, Ilstorv of Bomepor Golilsmilb- dila do,lila por
Thomas Morell), Thomson (he Scasous, Vcarof Wa-
kcliehl, Jonhson Paels Milln, Historia Sagrada (por
Rernardino), collecces de problemas : noalcrroda
Boa-Vista, loja de ourives ii. 68.
Vendem-se xaropes de lodas as qualidades : na
Iravessa da Madre de Dos n. i.
Vendem-se saccas com milho, a 33000 rs.: no
armazem de Tasso Irmlos-,
Vendem-so os bem construidos arrcios para
carro de uin'e dous ravallus. ebegados ullimamente
de Franca, c por preco muilo barato : na rua da Cruz,
u. 2(1. primeiro andar.
ALMAXAk. ;
Sahio a' luz, a folhinha de algibeira,
contendo ale'm do kalendario o regular
ment dos emolumentos parochiaes, c o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 en gen los, ale'm de ou tras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
v^nde-lo pelo antigo pre^o, e sim por
-100 r*. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
dencia .
Ao barat.
Na rua do Crespo u. 5, ha nm completo sorlimenlo
de loalhas e guardanapos do Porlo. pelos precos se-
guintes: guardanapos a 29600 a duzia, loalbas* gran-
des a 4500 caila urna, dilas regulares a 35000, dilas
mais pequeas a 35200.
Vende-se um cavallo mellado de bo-
nila figura, carrega baixo, esquipa c he
muilo manso, lemarreios c sellim novo:
a fallar na praja da Independencia n.
18 e 20.
Chegttem a pechincba'*'
Lencos de cambraia de linho, linos, a 400 e 500 rs.-
ditos de seda de crele tres ponas, muito j^randeTe
com franja a 800 rs.: Jia rua do Crespo, foja da es-
quina que volta j.ar a Cadeia.
PARA A QUARESMA. ,
Um lindo e .variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Pannu fino prelo a 33000. 38200, 4*500, 59500 e
65000 rs., dito azul a 25800, 35200 e 400 rs., dito
verde a 25800, -35600, 450O c 55000 rs. o covado,
casernira prela entestada a 55500 o curte, ditii fran-
ceza muilo lina e elstica a 75500,88000 e 99000 rs.,
selini prelo maco muilo superior a 35200, 45000 c
55500 o covado, merino prelo muito bomV't&200 o
covado, sarja prela muito boa a 25000 rs. o covado.
ilila hespanhola a 25000 o covado, veos prelos de fil
de Rano, lavrados, mnilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muitas fazendas de bom goslo;
na rua do Crespo,,loja da esquina quo volta para a
Cadei .
w
POTASSA ORASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rita da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
i
<$
Vendem-se colierlorcs de algodao grandes a 040
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se' prego* americanos, em
barris, proprios para barricas de asqu-
ear, c alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
FAR1NHA DE S. MATHELS.
A bordo da garopeiraotivrarAb,, fun-
deada no caes do Ramos, tem para vender
muito superior farinha de S. Matheus :
os pretendentes dirijam-se a Domneos
Alves Matheus, na rua da Cruz n. 52.
Vendem-se duas vaccas eom cria, e dous quar-
los Iwns .para viasem, ludo por barato preco : na
estrada de Joao de Barros, na quina do Olho do Boi,
confronte o sitio denominado Cscala.
Vende-se no Passeio Publico una loginha de
fazendas n. 5 A, muilo afreguezada, com pouca fa-
zenda ou mesmo sem ella; a tralar no mesmo Pas-
seio, loja n. 11.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro, a960ra. a libra.
Vende-se a (ahorna sita na rua dos Assogui-
ulios, n. 20, a qual est bem afreguezada para a Ier-
ra, por isso que \onde diariamente 208000 rs. e de-
manda poucos fundos, faz-se lodo o negocio agradan-
do a garanta, e ao comprador se dir motivo por-
que se \ende, a tratar na mesma.
Vendem-se saccas com feijo mola-
tinho muito novo e muito bom a 12,>>-000
cada urna : na rua da Cadeia m Recife lo-
ja, n. .
Vende-se familia em saceos do Rio de Janeiro :
na ruado Vigario, n. 12.
Procurarles, apudautas, lettras, conhecmeii-
los.racluras.lhelegraphos: vendem-se na loja de livros
do Paleo do Collegio .n. (i, de Joao da Cosa Oou-
rado.
l'olh'cihas do Kio de Janeiro, leudo de muilos
dill'erenlesassumptos, esl ffVarlialago a amostra pa-
ra os senhores freguezes verem: no pateo do Collegio,
loja"de livros n. 6, de Joo da Costa Dourado.
Papel de peso pefjMoo e carines, firmado eom
emblemas muilo modad| ', de goslo, o de diOercnles
caradores de Icllras. e., etc. : no paleo do Collegio, ^
loja de livros n. 16, de Joao da Cosa Dourado.
1-ir-ma-se papel."ffra reparlices publicas com
muila brevidade, no pateo do Collegio loja, n. 6, de
Joao da Cosa Dourado.
. yeudeHHjfttftHai>farigzao, brinse meiai lo- J
as da Bnssia : m armazem "u'--.:-P.__Bieber &J
Companhia, na rua da Cruz n. 4. ^~-*w~*'"^
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
RcAvmann, na rua do Rrum, passan-
do" o chafariz continua "baver um
completo sortimento de taixas d ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sf ou carregam-se em carro
sem despeza-ao comprador.
. Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar borlase baixas
de capim. na fundicao de D. W. Bowmaurna rua
do lrumns.6, 8e 10.
'$)
ito de vinho de chata-
pagn Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinnp, o melhor
W de toda a champ agne vende-
^ se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
i
- No paleo do Carmo, (ahorna n. 1. vende-se
muilo boa alelria, a 2'i.
Vendem-se camas de ferro de nova nvencao
franceza, com molas que as fazem muilo maneiras
e roacias,chegadas pelo ultimo navio Irruir/, e por
preco milito commodo : na rua da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynth e Kirsch em cai-
xas ; assim como chocolate 'ranee/, da melhor quali-
dade que lem apparecido, ludo chegado ltimamente
de Franca, e por preeo baratissimo : na rua da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na roa da Cruz n. 15, segando andar, vendem-
se por preco commodo. saccas grandes com le ja o
muilo novo, dilas com gomma, e velas de carnauba,
puras c compostas.
Primas para rabeca,.
a 40 rs. cada urna, muito novas : na rua do Quei^
mado, loja n.49.
Vcndem-secm casa de Me, Calmoftit Com-
panhia, na praca do Corpo Santo n. II. o seguinte:
vinho dcMarseilIccm caixas de 3 a (i duzias, I inhas
em novo]los ccarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de mila sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da* Fundicao' Low-IVfoor. Rua da
Seuzala nova n. 42.
Neste estabelecimento I continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas pana engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamanlios, para
dito. .
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenco' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e holla'ndezas, com gran-
de ^vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o/methodo de emprc-
ga-lo> no idioma portugHez, em cjisa^le
N. O. Riebcr.& Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou'a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Veiidem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade. ullimamenle chegados da Bahia,
e por prego baratissimo : na rua da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
Wende-se grxa ingleza de verniz
preto, para iimpar arreios de carro, he
i c- tundidor de ferro, mui respeitosamente lustroso e prova d'aeua. e conserva mili-
ta aos senhores propriclanos de engenhos,, K <-UUSCI v* """-
toocouro: no armazem de C-J. Atley
A .Companhia, na rua do Trapiche n. o.
Aos senhores de engnio.
Coberlores oscuros de algodn a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e en corpudos a &IOO : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Vende-so urna escrava engomniadeira e eoi-
nheira : na rua do Aragao n. 35.
'Xa"-
DAVID WIM.IAM BOWMAN, engenbeiro ma-
chinisla r '
aniiuncia
fazendeiros, e aorespeitavel "publico, queoscu esta-"
Jielecimento de ferro movido-por macliina de vapor, i
na rua do Brum passando o chafaiiz, contina emj
eflectivo exerccio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita confeccaO da^ maiores pegas de machinisdlo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arte, David Williara llowmaq) desoja maislpar-
lcularmente chamar a allenrao publica para ak se-
guintes, por ter dolas grande sorlimenlo ja' prdmp-
to, em. deposito na mesma fundicao., as quaes vjiis-
Iruidas em sua fabrica podem competir com ar"fabri-
cadas ern paiz estranceiro, tantoem npefo como em
qualidade de materias prim^r-E mao oe oura a
saber: -^s^
Machinas de vapoixaa melhor consIrucaS.
Moendas decena para engenhos de "lodosos la-
ma"n0S' njovjtfas a vapor por agua, on animaes.
odas de ? Mancjos/Tndependenles para cavallos.
dentadas.
Aguilhoes, bronzes e rhumaceiras.
Cayilhes e para lusos de lodos os lmannos.
Taixas, paros, crivose bocas de fornalba.
Moinhos de mandioca, movidos a mad o por ani-
maes. c prensas para a dila.
Chapas de, foga e fornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
man, por animaes ou vento.
(iuiudastes, guinchse macacos:
Prensas bjdraul cas ede para luso.
I'crragcnspara navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portes.
Prensas de copiar carias e-sellar.
Camas, carros de mane arados de ferro, etc., etc.
Alera da su per i orillado das suas obras, ja' geral-
menlereconhecida, David William Bownuin garante
a rnaisexacta conformidade cornos moldes c dese-
nhosremctldos pelos senhores queso di~uarem de
fazer-Ihe cncorameiidas, aprdVeitando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lbes que nao poupara esforgosc diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianea.
Muit attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
25100 a pega, corles de ganga amarella de quadros
mWU!2J!'53W, Curles do veslWo de cambraia
de ciir com 67^Traftrmuj|o larga, j 'jtfQft^ dilos
com8 Ip varas a 39000 rs., crf" do mei casemira
para caiga a 39000 rs., e oulras muitas fazendas por
prego commodo : na rua do CresP> teJa esquina
que volta para a Cadeia.
Vende-se a taberna dV rua estreita
do Rosario n. 10, com pou^o* fondo c
bem afreguezada para a teirf ; o motivo
de se vender he o dono estar tantedo-
ente: quem a pretender, drijSe*'ao*arV
mazem confronte a Madre de Dos n 22.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em velas, a mais supe-
rior que Era no mercado (com diversos sor-
timentos a vontade dos compradores) che-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
Gratidao, e por, preco mais barato do
que era outra qualquer parte : na rua do
Vigario n. 19, segundo andar, escriptorio
de Machado & Pinheiro.
ESCRAVOS FGIDOS.
I Di octonario
cirurgia ,
etc. etc.
dos termo* de medicina,
anatoma pbarmacia ,
SALSA "PARRILHA.
Vicenlc Jos de Brilo, nico agente cm I'ernam-
huco de B. 1. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado i esla praca urna grande |M>r-
go de frascos de salsa parrilha de Sauds, que sao
vcrdadeiromciile falsificados, e preparados no Ro
de Janeiro, polo que se devem acantelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir noste
engao, lomando as. funestas consequeucias que
sempre costum.iin tra/.er os medicamentos falsifica-
dos o elaborados pela maoilaquelles, quo autepoom
seus interesses aos males c estragos da humauidade.
Portanlo pede, para que o publico so possa livrar
desla fraude o dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands di falsificad c recentemente aqui cliega-
da ; o aniihnciaulc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Cnnrcicao
do Recife n. 61 ; e, alm do reccituario que acom-
panha cada frasco,t!em embaiso da primeira pagina
seu nome hnpvesso, c se achar sua firma em ma-
nuscriplo slws'fl iuvollorio impresso do mesmo
fracos.
) Vendem-se relogios deouro^ pa (j^
ten-te inglez, por commodo jtre- ,
ro-, na rua da Cruz n. 20, casa de w
f@ L. Leconte Feron & Companhia. )
Sabio i luz esla obra indispensavel a lodas
as pessoas qqe so dedican, ao esludo do
medicina. Vcude-se por 4 rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, rua do
Collegio, n. primeiro andar.
Uesappareceu no dia 29 de jan-iro ocscr.iu.
crioulo, de nome Braz, escravo de Jaciutho (iomes
!!,-rap\r.c a' mora<,or engenho Ijivagem, em
rao ii Albo; representa ler 45 annos de idade, allu-
ra e corpo regulares, lem dous calombos na sohran-
re ha do olho esquerdo. falla muilo mansa; levou
caiga e jaqucla de riscadinho miudo j suja, e coslu-
nia (raze-la almloada, e chapeo de palha velho ; be
de suppor que fosse com algum oombov : quem 6 pc-
Sr|l,?6? ,","Cla, "??la- praa a Mauricio l'iaucisco
de l.ima, a ma da Guia, rfu uodito eugenlw, sera
bem recompensado. 8 ''
Desapparcceu em dezembro prximo passado,
a prela l.uza, de naga Bcnsuell, que reprsenla
MAIIAPOI.AO' BOM, A y200.
Vendem-se peras de madapoUo de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como,
sejam, quaclrillias, valsas, redowas, sclio-
lickes, moilinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Kio de Janeiro.
ama do YigariQu. III, primeiro andar, lem
venda a suporinrjlan^Mla para fono descllins, clie-
gada receiitenienlc da America.
Charutos de Habana.
\'endem-so verdadeiros charulos do Havana por
preeo muito conimado : na ruada Cruz, arniazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da llussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer.parte : na rua do Trapi-
chen. 3,*qrniasera de llastos lrnios,
Na rua da Cruz n. 13, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de cour de lustre
500 ditos hrancos e 50 ditos de bolina; ludo por
prego commodu.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamhurgi-cz na
rua da Cruz n. 4.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
veudc-se o seciinile :pnsla de lyrio 'florentino, o
melhor artigo que se confiese para Iimpar osdenlcs,
hranquecc-os c fortificar as gengivas, deisando bom
goslo na bocea o agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, c du-lhe mgico
luslre; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o rosto, assim co-
nloa untura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
gao faz os cabellos runos ou hrancos,coiiiplclamoiite,
pretus e machis, sem daino dos mesmos, ludo por
pregos coiiimo'dos.
'Vende-se Mima negra moga, sem vicio, e rom
habilidades : na rua do Caldeireiro|n. ill, al as N
horas do dia.
ATTENCAO'.
Vende-se superior cera de carnauba a relalho, por
prego Commodo ; assim romo 7 a S arrobas de cora
amarella curtida, o ;| arrobas do budn de pescada :
na ruada Madre de Dos, taberna u.36.
Vendem-se de S()(t a IjfOOOrs., covadosdovo-
laulo, surtido em cores e larguras, proprio para ar-
maran do igreja c de procissyes ; na rua do yueima-
do, loja de fernigens n. 11.
AOSTABEKNE1ROS.
Vemtem-se arroz de csea, saccas maiores do que !"!9
as regulares, a SN0O rs. a sacca : na rua do Onei- .
nado ii. 7, loja da estrella. V a levemoo m.,e.,, u icgniino senhor, no Recife,
_, V-. l rua dos Mari)nos n. ,Jh, taberna, ou recelherem-iia
Oh! que peehincha para O carnavaH llc'a ,,es,il "**e; e quem a levar a dita casa
Na rua do IJueiinadn n. 10, venden.-sc lanlijolas
brancas e amarillas para enfeilar vestuarios para
mascarados.
ler anuos, pouco mais ou menos, lio bem conlieci-
da portero brago direito esmorecido do vento, e mais
secco do que o outro, enjo Ira-lo "em um lengo no
peilo ; be bem prela, ps grandes, secca do corno,
altura regular, ralla explicado; levou panno da Cos-
ta, nmasaia e vestido rxo; quem a pegar ou della
souber. pode dar parte na rua do Queimado, loja u.
22, que sera recompensado.
Attencao.
Conlina a eslar fucida desdo Jt de Janeiro prji-
mo pausado, a prela Wfiraiiga, de nlrA() fcalucll*,
a qual lera os signaos seguintes : representa ler tri-
la e tantos anuos de idade. he alta e reforgada de to- v
do o corpo, bom fallnuic, pega-lhe a lngua sqoando ^
diz sin, ou senhor, ou mesmo quamio pronuncia o
lime de Esperanga, lem fallar brando, andar mode-
rado^coUis largas e bem lisas, roslo redondo o um
liinwTulo, olhos cora uoduas escuras e ainarellos no
Iwrfiro. o que d mijito a conhecer que leve IriaWa-
ife, traja vestido de algodao azul claro, panno da Cos-
a jum tanto velho, porni como nao levasse mais
roupa de cas, he de sup(Hr que lenba adquerido ou-
lra por onde qer que esliver ; esta prela foi criada
desde pequea em Ignaras*)!, foi eacrava nessa villa
(le una parda casada, que a criou igualmente rom os
lilhos, c depois foi (ambeiii escrava do padre Traja-
no, o por esle vendida aqui no Uecife, lem feilo niai
fgidas e sido pegada 1,-i mesmo para essas parles, e
como he j muilo conliecida por estas, baldas ha de
andar com niuila sapcidade, mas ha inuita supposi-
cilo que estoja mesmo l para eslos partes por ler
muilos conhcoimenlos capazes de lhe dar cuilu, fq,|-
Ira os quaes o abaixo assignado protesta cora lodo o
rigor das h;s, eroga as autoridades policiaes, tapi-
aos de campo e mus pessoas. que a apprebcndehdo
e\em ou manden) a seu legitimo senhor, no R
NICO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMRRIGAS.
Fahnestock's Vermifuge.
Kemcllido pelo seu proprio autor de Ne-Vork,
pelo navio americano Xorllien Lighl: vende-se na
botica e armazem de drogas ,1o Vicente Jos de Brilo,
rua da Cadeia Velha n. (il.
' Sacis comirinha.
Vcndein-se saccas cuifTariiiha da Ierra : na rua
da Cadeia do Uecife, lotja ns. i:f c0, por prego com-
modo. i
Vende-se 3 rua da Cadeia do Recife n. ti um
oplimo braco de hilanga de Komao, leudo 3!) polle-
rudas, por commodo prego.
receber OJOOO rs.Jos Comes Ferrtra dtt Silva'.
MOLEQUE FGIDO.
Ausentou-se da casa de' seu senhor o
moleque Lourenco, filho do serto do Ara-
il \ com os signaes seguintes : dade de
la 1.1 annos, rosto redondo, cor bem
preta, urna cicatriz em urna das lontes,
epes grandes; levou camisa de riscadi-
nho azul e calca hranca : quem o pegar
pude leva-lo a rua do Trapiche n. 40, se-
cundo andar, ou na Passagem da Magda-
lena, no sitio da esquina do viveiro, que
se gratificara*,'
Per.i-T. de M, F, di rrta.- IW.



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