Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07550


This item is only available as the following downloads:


Full Text
\
w
i
s>
V
A.
X
y
r
>
ANNO XXX. N. 27.
Por 3 meses adiantados 4,000
-----4os 4,500

SEXTA FEIRA 3 DE FEVEREIRO DE 1854
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
~*1^-------- ^a^W *Sada
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
llecife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
iiciro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Si\ F.
lhiprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
lal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranlio, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 155000 firme.
Par, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
Rio do Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Arges do banco 5 O/o de premio.
'" da coinpanliia deBebcribe aopar.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de leliras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 28$500 a 2955000
Moedas de 655400 vclhas. 1655000
de 655400 novas. 1655000
de 455000...... 955000
Piala- Pataccs brasileiros .'. 155930
Pesos columnarios...... 155930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
CaruaT, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visla, Ex; e Qricury, a 13 c 28.
Goiann.i c Parahrba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras. ,
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 9 horas e,18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintas feiras.
Relacao, tergas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo 1." varadocivel, segundase sextas ao meio dia'.
2.' vara do civel, quarlas e sabbados ao meto dia.
Os Tribunaes de Juslica estao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
Pan pnapar o trabalho de tirar cotilas, e mandar
, recebar as pequeas quaulias em que imporlam os
annuncios rogamos aossenhores assignanlc* queiram
acompantia-Ios da respectiva paga. Heumadiuercn-
,' caque nada costa aos mesmos scnliores, e que pode
aliviar o grande Irabafho, e consideraveis despezasde
qaeiotchatobrecarresjtda esta nfficina.
PARTEOFFICIAL.
MINISTERIO SA JTJSTiqA
Btcnu a. 1310 de 2 da Janeiro da 1854.
Declara que o art. 4. da le de 10 de junho de 18.15,
que manda executar sem recurso as sentenras con-
demnalorias contra escravos, compreheode lodos os
erimes commetlidos pelos inesmos escravos em qr.e
.eaiba a pena de morte.
He por bem, tendo ouvido o met conselliu de es-
tado, declarar que a lei de 10 de junho de 18:15 deve
teculada sem recarao algtim (salvo o do poder
moderador) no caso de sentenca condemnatoria con-
tra escravos, nao s pelos erimes -mencionados no
art. l., mas lambem pelo de insurreiriio, e quaes-
qoer oulros em que caiba a pena de murle, como de-
termina o art. 4., cuja disposirao lie genrica, e
comprehente, nao sos erimes de que traa o art. 1.,
mas tamben) os do art. 2. della. Jone ThomaiNabuco
de Aranjo, do meu conselho, ministro e secretario de
ilado dos negociesda juslica, assim o (enba entendi-
do e faca execular. Palacio do Rio de Janeiro, em
i de Janeiro de 185*. trigsimo terceiro da indepen-
dencia e do imperio.Com a rubrica de Sua Ma-
gestade o imperador. Jote Thomaz Sabuco de
Artmjo.
erio dos negocios da juslica.Rio de Janei-
ro 10 de Janeiro de 1851.
Houve por bem S. M. o Imperador, a quem foi
l O oflicio de V. S. datado de boje, mandar
r que a disposcao do art. 8. do decceto de
30deoulubro ultimo refere-so as causas' que se n.lo
suspendem durante as ferias, as qaaes vem decla-
radas no art 729 lo regulament de 28 de novem-
bro de 1850, n. 737, e de nenhum modo ao lempo
das Carias, o qual nao' foi usado neste citado regu-
lament, a ficou dependente de deerelos posteriores.
Daos guarde a V. S. Jos Thomaz Sabuco dt
r/o. Sr. Agosti nho Margues Perdigo Malhci-
jjo, jura municipal 2. su pplenle da 2." vara.
nisle o dos negocios da juslica. Rio de Janeiro;
12 de Janeiro de 1851.
Uta. e Ex. Srra.Foi prsenle a-S. M. o Impe-
rador o offlcio de V. Es. de 13 de dezembro ultimo,
o qual remetteu o juiz municipal e interino de
direito Francisco Honorato Cidade, dalado mesmomez, propondo a V. Ex as duvidasseguin-
: 1.a, se rulo obstante a disposirao do arl. 401 do
regulament m 12!) de 31 de Janeiro do 1842 ha lu-
gar a recurea de que trata o vti 438 j 3. do mes-
egolaraento ; 2.', se u escrivao deve anles de
ao promotor poblico'intimar a pronuncia
eo para que este recorra, se quizer faze-lo ,. 3.,
se nao tem lugar o recurso, e por isso deve o escri-
s*, em. intimar ao reo a pronuncia, dar vista
immedialamente ao promotor publico para elle for-
illo, e prosegoir-se nos (ermos nlleriores;
4.". se Montar das cusas dos processusde respon-
sabilidade deve regular-se pela parle civel ou cri-
me do alvani de 10 de ontubro de 1754, visto nao
fazer o arl 465 do dito dUtinccAo entre a parle civel
e crime ; decidi V. Ex. por oflicio de 12 de dezem-
bro panado : 1., que a palavra logo que se en-S
contra no citado art. 401 nao pode ser entendida de
maneira qec exclua o recurso facultado no art'. 438
3., porque se assim se enlendesse aquella artigo
ido wseria Ilusoria a disposicao final do dito 3.,
como iria o art. 401 do regulament de encontr s
disposirdes do arl. 167 do cdigo do processo, e dos
arta. 9 3., e 70 da lei de 3 de dezembro de 1841;
2.,'que o escrivao deve, antes de dar*>isla ao pro-
motor para formar olibello intimar a pronuncia ao
rea, excepto no caso de ser tambero pronunciado
pristo, quando nilo (enba prestado fiama nos casos
em que a lei a admilte ; 3.", que com as resposlas
dea dous primeiros fiea elle respondido; 4., que o
alvar do 10 deoulubro de 1754 n3o diOerencou a
parla civel da parte crime, e s fez dislinccao' dos
aclos pralicados pelo jaizes e mais ofliciaes de jusli-
S, estabelecendo para cada acto um salario proprio,
eja ease to praticado no processo civel ou no
preeeiso crime, devendo por isso conlar-se salarios
a lodos os adis que os lem pelo alvar, se elles fo-
ram pralicados nos procesaos de responsabiiidade ;
houve o inesmo aaguslo senbor por bem approvar
as ditas decisues de V. Ex.
guaire a V. ExJote Thomaz Sabuco de
vjo. Sr1. presidente da provincia de Santa Ca-
Ibarina.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Janei-
ro, 12 de Janeiro de 1851. |
Illm. e Exm. S"r.Foi prsenle a S. M. o Impe-
rador o ollicio (te V. Ex. dalado de 31 de dezembro
ultimo, em o qual participa que tendo olliciado aos
juize de direilo da provincia para que cumprissem
as disposicoes do aviso circular de 30 de novembro
passado, relativamente ao esame a que devem proce-
EPHEMERIDES.
Fevereiro 4 Quario cresronteas8 hora', 18 minu"
tos e 48 segundos da. tarde.
13 J,ua clieia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
>> 20'(Jtiarto iiiinguanle as 8 horas 25
mininos c 48 segundos da manhaa.
j> 27, La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 seguudos da larde.
der ober a posse dos bens de raz perlencenles a cor-
poraces de mo mo is tfco ponderara o juiz de di-
reito da segunda vara"dessa cidade que, tendoesses
(rabalbos de ser feilos em correcao. nao podem os
juizes das grandes capilaes deixar de ser aulorisados
para os continuar depois do concluido o periodo mar-
cado para a oorreic.ilo; devendo em virtude da maior
escripluraco que exigen) os mesmos trabalhos ser
chamados nao 's o escrivao da correcao, mas tam-
bera o da provedoria, duvida esta que a V. Ex. pa-
rece fundada ; e houve o mesmo augusto senbor por
bem mandar declarar a V. Ex. que as relaci-cs que
a circular exigi podem ser feilas ou continuadas,
mesm^depois de finda a correieo, porque estilo no
caso dos relatorios e informaces de que iralam os
arls. IS 24 do decreto n. 834 de 2 ddulnbro de
1851, e no se podem considerar como actos de ju-
risdicc.au.
Dos gqarde a V. Ex.Jote Thomaz Sabuco de
AranjoSr. presidente da provincia da Bahia.
Ministerio dos negocios da josiija. Rio de Ja-
neiro 12 de Janeiro de 1854.
S, M. o Imperador houve por bem denegar a de-
portado que Vmc. solicita para os subd los portu-
guezes Mananto Antonio e Jos Jacinllio Tavares,
por cilicios de.30 de selembro do anno pass ido e 2 de
Janeiro correte, pela razao de ser o pr meiro de
conducta dosregrada, e que apezar de ter cabado de
ciimprir a pena de um anno de prisao sim| les, ajue
foi condemnado pelo crime dclefmleiilesl contina
a pralirar desacatos, tendo anda ha pnuco tentado
assassinar a um inspector de quarleirao; e o segun-
do, da lelos, e actualmente preso nacadea desta capital;
porquaulo nao cunvem empregar esle meto ordina-
riamente, e pelas razoes que Vmc. indica, senao em
casos extraordinarios e por motivos de ordem publi-
ca on qu podem.aOecta-la. '
l)eos guarde a Vmc. -Jote Thomaz Sabuco de
Jraujo. Sr. desembargador chefe de polica da
corle.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Regulament para aexecucao do 816 do arl. i 1 da
lei n. 628 de II detetembrp de 1851.
O visconde de Paran presidente do tribunal do
Ihesoiiro nacional, para regular a execusao do 16
do arl. 11 da le) n. 628 de II de selembro del8.il,
que manda rcduzir a dinheiro os objeclos de ouro,
prala e joasque se achera em deposito nos cofres p-
blicos e nao tenhara sido levantados dentro do prazo
de cinco anno?,. ordena se observe oseguiule:
Arl. I. Fimlo
em deposito, marc
o de 30 dia. continuos para que asparles inle'rcssada
seus.procuradores, lulores e cura.lores, reclamen) o
que Ibes (ora bem, cumprindo que.eui laes annun-
cios se mencione a dala da primitiva-entrada dos.ob-
jeclos em deposito, sua origem. valor e todas as cir-
cumslancas inhcrenles ao deposit, e que constaren)
da respectiva escripluraco.
Arl. 2. No caso de no baver reclamacao; sepa-
rar-se-ba Inda a praU e oro que puder ser conver-
tida em moeda, dando-se immediatamente conta ao
tribunal do thesouro do sua quanlidade, qualidade e
valor; e a que nao fr susceplivel do taUonversao,
se vender em leilao ante o juizo dos feitos da fazen-
da, recolhendo-se o producto no cofre respectivo com
odas as declararos precisas para conhecimento de
-f ongem e da pessoa a quem pertence, nao dev'en-
Meduzir-se desse produelo quanlia alguma sb
dUIquer pretexto que seja.
4"- 3. No leilao de que trata o artigo anteceden-
te jamis deven! o ramo ser entregue por menor va-
lor do que o constante da avaliacao feila ao lempo
da entrada de objecto em deposito.
Arl. 4. O prazo^ da estada, era deposito ser con-
tado dodiaem que para esse fim houver sido qual-
querobjeclo entregue ao calleclor, ou a oulro qual-
quer agenle da fazenda publica, na torma dos res-
peilj^t re8nUme,"os e ordens em vigor..
A. As disposioes dos arligos-antecedentes se-
rao desde ja executadas a respeito das obras e pecas
deouro.oujaias existentes em deposito desde antes
oo1.odejancirodel847.
Arl. 6,o A execucao desle regulanicnlo fica na
cflrle mcumbda recebedora do municipio, sb
imraediala inspecjao e directo da directora geral
do contencioso, e as provincias a cargo dasrespecli-
vas Ihesourarias de fazenda.
Thesooro nacional em 14 de Janeiro de 1854.1-
Vitconde de Paran.
EXTERIOR.
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Martinha v. ni. ; S. Jacintlia'
31 Terca. S. Pedio Ndlasco ; S. Cyro mart),
1 Quarla. Jejui. S. Ignacio b. ro. ; S. Teoniu.
2 uinta.**PuriricacodaSS, V.MideDes.
3 Sexta. S. Braz b. m. ; S. Celerino diac. m.
4 Sabbado. S. Andr Coreno b. c.; S. Jos de I..
5 Domingo. 5." depois de Reis. S. Aguida v.
m. ; Ss. Pedro Baptista o seus comp. ni. do.I.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Paria 30 de deiarnbro de 1853.
Estamos em paz ou em guerra ? Quesiao impor-
tante que nao he possivel resolver no meio dos acon-
tecimenlos lao conlradclorios que lem lugar. A di-
plomacia faz ainda esforjos para conciliar os bellige-
ranlcs, e nesla quinzena, ella den aparentemente
um grande passoem sua obra de'pacificasao; porm
de oulro lado as hostilidades conlinnam enlre os
Turcos e os Rossos, e os (iros de canhao ameacam
destruir lodo o trabalho da diplomacia. Nnguem
sabe verdaderamente no meio deslas complcaces,
qual dos dous vencer, o genio do malou genio do
bem ; e se a Europa ser arrastrada oo nao is lerri-
veisvicissiludes da guerra. Nao tenho a prelenrao de
descortinar em nosso fuluro, as incertezas que o cer-
cam, e o que me cabe fazer he resumir, como histo-
riador fiel, os fados assusladores ou animadores, que
scabam de se produzir. Principiarei apresenlando-
llie o lado pacifico das cousas ; depois o oulro lado,
e direi que symptomas fazem temer, que lodo este
deploravel negocio v parar em urna guerra ge-
ral.
Tenho-lbe fallado mu Has vezes, desde o principio
desle debate, da conferencia de Venna, em que as
quairo potencias da Europa sao representadas, e (em
feito esforcos tao inuteis para levar o czar e o sullu
a um ajuste.
Nao se lnha mais ouvido fallar dessa conferencia
desde o mez de agosto, poca em que o projeclo de
ajnste, que ella lnha preparado, mallograva-se to
mizeravelmenle dianle da perspicacia da Turqua.
Enlrelanlo ella nao se (inha desanimado, e no louva-
veidesejo depoupar i Europa urna guerra, que po-
da (ermnar em urna conflagrado geral, Irabalhava
em silencio emconlnuar, para aproximar os dous.ir-
reconcilaveis adversarios. Nao se poda conseguir
este fim,. sean a presentando o voto das quairo gran-
de potencias unidas para pedir a paz e impor-lhe as
condses. Hava nislo algnmas difjiculdades, por-
que ale aqu, a Prussia c a Austria, sobretodo se
conservavam parle.e parecam pouco dispostas a a-
r.er causa commum com a Franca e a Inglaterra. Foi
esteobslaculo, que a diplomacia procurou vencer, e
o conseguio, pelo menos aparentemente.
A 5desle mez.um protocolo foi assiguadoem Ven-
na pelos plenipolenciarios-da Auslria, da Prussia, da
Franca e da Inglaterra, fim de estabelecerem em
clamar esclarecimentos de natureza que podessem
prevenir todo o equivoco etodo motivo dedesinlelli-
gencia com urna potencia amiga e viznba.
Os sentimenlos manifestados pela Sublime Por-
ta as ultimas negociarles, mostrara de oulro lado,
que ella esl prompja a reconheccr todas as suas
obrigacOcs dos contratos, e a tomar em considernrao,
na medida de seus direilos soberanos, o interesse ile
8. M. o Imperador da Russia por um eolio que he o
seu e da matora de seus povos.
Nesle eslado de cousas, os abaixo assignads,
estao convencidos que o meio mais prompto e mais
seguro de conseguir o fim desojado pelas mais corles,
seria fszer de commum accordo urna communicar,3o
a Sublime Porta para lhe expor o vol das potencias
de contribuirem com sua intervenrau amigavcl para
o reslabelecimento da paz e p-la em estado de fa-
zer conhecer as condicoes com que esl disposla a
tratar.
o Tal he o fim da nota colleclva aqu junta, diri-
gida ao ministro dos negocios estrangeiros do sultao,
e das iustrurocs idnticas transmitidas ao mesmo
lempo pelas corles d'Auslria, da Franca, da tiraa-
Rrelanba e da Prussia aos seus representantes eiu
Constanlinopla.n'
No fim desta pera se acha com effeilo urna ola,
muilo breve dirigida ao ministro dos negocios estran-
geiros do sullao, e que resume aa propostas e convi-
les da conferencia. Nao se sabe anda que acolhi-
menlo lera recebidoesUnolaemConslanlinopla.onde
acaba de chegar nesle momento. Mas o que sobre-
ludo tem impressionado os homens polticos, e o que,
lem felo dar urna grande importancia a este
Ibes
t FOLHETHI.
. 0 DOOE DE ATHEHiS. C)
(Falo aaarqaai de Fondrai.)
o prazo de cinco anuos to^i^ZZZ^t'^***'*'*?'
to desle documento tem urna alta importancia, para
que me nao d pressa em apresenla-la logo aos olhos
dos seus Itores. .
Ei-lo lal qual foi poblicado pelos nossos jor-
naes:
Os abaixo assignads, representantes da Aoslria,
da Franca da Graa-Rrelanha e da Prussia,
conforme s inslrucce do suas corles, reuniram-se
em conferencia, fim de procuraren) os meios de re-
solver as questao sobrevinda ntre a corle da Russia
e a Sublime Porla.
As proporses, que esla questao tem lomado, e a
guerra que rebenlou entre as duas potencias, apezar
dos esforcos dos seus allados, tornaram-se para toda
Europa umobjeclo de serias preoecupajes; con-
segmntemente, SS. MM. o imperador da Austria, t
imperador dos Francezes, o ratonado Reino-Unido,
daraa-Brelanba e da Irlanda e o re da Prussia,
igualmente penetrados da necessidade dse por um.
termo a essas hostilidades, que nao^ poderiaui prolbn-
gar-se sem alleclar os nleresses de seus propros es-
tados, resolveram oQerecer seus bons oflicios s duas
altas partes beligerantes, na esperanza de que nac
desejam incorrer Da responsabiiidade de urna cou-
flagraGao, qqando por urna Iroca de leaes explcac/ies,
ellas podem aiuda preven-la, collocando suas rela-
ces em um p de'paz e de boa inleiligencia.
As segurancas dadas por diversas vezes por S.
M. o Imperador da Russia, excluem da parle desse
augusto soberano, toda idea de atacar a integridad.
do imperio oltomano. A existencia da Turqua no
limites, que os Iralados lhe lem assignado, lornou-se
com elTelo urna das condicoes necessarias do equili-
brio europeu, e os plenipotenciarios abaixo assigna-
ds veem com salisfacilo, que a guerra actual nao po-
de em nenhuin caso fezernos limites terriloriaes do
dous imperios modficacoes susceptveis de alterar o
estado de posse, que o lempo lem consagrado no 0-
nenle, e que he igualmente necessario Iranquill-
dade de todas as oulras potencias.
S. M. o imperador da Russia nao ss lmiloo fi-
nalmente a estas segurancas : fez declarar que sua
intenco nao (inha sido jamis impr Porla novas
ohrgac,oes, ou que nao fossem exactamente confor-
mes aos Iralados de Kainardji ede Audrnopla, pelos
quaes a Sublime Porla promelleu proteger em todos
os seus esados o culto chrisiao e suas igrejas. A
corle da Russia acrescenlou que, reclamando do go-
verno oltomano um lealemunho de sua lidelidade is
suas promessas anteriores, de nenhum modo lnha
entendido diminuir a auloridade do sullao, sobre seus
subditos cbrislaos, e que seu fim nico lnha sido re-
negocio, he a nova aUilude que tomaro a Auslria c a
Prussia, as quaes parecen) empenhar-se aberlamenle
com a Inglaterra e a Franca. He um fado bem gra-
J,ve, porque at boje a Prussia tnha evitado explicar-
se, e a Auslria se inclinava manifeslamente para o
lado da Russia. Hojc as siluacocs eslo claramente
Iracadas ; as quairo potencias querem manler a paz
europea pelos mesmos motivos e apontam os mesmos
meios para oblc-lo: Ue j algoma cousa ler-se esla-
belecidoa harmoniadesle modo, mas nao he ludo,
porque resla saber se as quairo potencias emprega-
riara os mesmos meios de acejio, no caso em que o
czar con'linuasse a oeutralisar seus esforsos com a
pertinacia de suas ambiciosas resistencias. Sacce-
dendo islo, a conducta da Franca e da Inglaterra uo
be duvidosa. Ellas vo al guerra antes do que
sacrificar a causa da Turqua, que he a do equilibrio
europeu ; porm a Auslria as seguira neste cami-
nlio* He muiloduvidoso : ella est 13o ligada com
a Russia, lao pouco senhora de seus movimentos, que
ninguem se atreve a crer que ella fique neutra, se
rebentar urna guerra geral.
Eis-aqu porque a nova tentativa da confertucia
de VieilUa nao lem produzido seuSo um resultado
mediocre, e lem exercido urna influencia passageira
no curso dos fundos pblicos. Temeram-se as besi-
larfiea da Auslria, que sua fraqueza faz de alguma
sorle cmplice das fraudes da poltica russa. De ou-
lro lado, fados graves se produziram, que exacerba-
ran) a questao. excitando as paixes bellicosas dos
Russos e dos Oltomano?. Esles fados, condecidos j
ha algunsdias, lem enfraquecdo de um modo sin-
gular as esperanzas de paz.
Eis-aqu o que se passou : No Danubio ludo esld*|
no tlalu guo, e apenas tem havido combates iusig
nificantes; porm leve lugar no Mar Negro um com-
bate, que foi um verdadeiro desastre para amariuha
torca. Ogrossoda esquadra turca qo lemdeixado
a entrada do Bosphoro, onde esl ancorada ao lado
das frotas frauceza e ingleza. Mas por urna Impru-
dencia, que nao.se pode qualificar, o capilo Pacha
tinlia enviado ao Mar Negro urna esquadrilha com-
posla de 7 fragatas, 2 corvetas, 1 brigue a vapor e 3
transportes, que linham por nissao, ao que parece,
lenlar desembarques de armas e munirues na costa
circassiana. Esla esquadra, contrariada pelos ven-
tos, lnha ancorado no porto de Sinopc, porto aberlo
e muilo mal defendido por poncas baleras que ha
Tres naos russas, cruzando na csla
MINISTERIO DA GUERRA.
nelaca-o o, empegado nomeado* para a canlado'
ua geraUpor decreto de 7 de Janeiro de 18.54.
lara primeiros escriturarios, qs segundos escrip-
tnrarios tredericoErnesto de Fras e Vasconccllo, e
Jo3o Alves de Aranjo.
Para segundos escfiplurarios, os lerceiros escrp-
tunrios Jos Antonio.da Silva. Manoel Augusto de
Azevedo Bello c Jos Joaquim das Trinas.
Para lerceiro, escriturarios', quarios escrplu-
rarios Jos Ferreira de Paivjkndido Mari.uno
Rodrigues e Francisco Augusto de Lima
i e Silva.
dos em pequsnos destacamentos, para melhor prole-
gerem os viajantes.
TERCEIRO VOI.UME.
XIII
Nieoltii Rienzi foi enviado pelos Romanos ao pa-
pa, alim de upplicar-lbe que tornasse a levar a san-
ta s para Roma.
Petrarca, em vesperas de ser coreado no capitolio,
foi dado por collega ao eloqiienle e celebre demago-
go ; mas opresligio da gloria em um, e o encanto da
palavra em oulro nao ohUvcram nenhum succesio.
Sua santidode encarregou-os deannnnriar nos Ko-
manoa om jubilen muilo prximo, o qualadrahindo
k multidao dos fiis reunira (besouros na capital da
clirislanda<|c.
Quando Flavia se.poz a caminbo, ojubileu i t-
iiha comecado.
smezes, urna grai le r4tfe dojnundn chris-
12o affluia para Roma : de todasfs aldeas, de todas
as cidades, de lodo* os paizes, vinba gente gozar das
indulgencias prometilas.
rada principaes estavam apinhoadas de pe-
regrinos de todas as idades a" de ambos os sexos, a
mar parte dajMuaes viajavam a p.
Mas as bnbj do caminbo nao parecan) abat-los,
to leve a f Ihes tornava a vida : lodos linham a es-
perinea de serein absolvidos de seus peccados, e che-
g.ivam trazendo o coraeo chcio de oraces e as maos
de prsenles. |
Nlo hava habilacoes na estrada senao com gran-
des inlcrvallos ; por isso os peregrinos raminhavam
lentamente,, e descansavam no meio do campo.
Militas vezes nenes' acampamentos improvisados
ouva-sc om vo enloando um canuco sagrado.....
Iinmedialamente lodos ajoollwvam, e um choro de
accao de gracas reuni non ampos edas
ruina*.
1enri. ,as comecado,
iiipanhia do duque Guarnieri Bppareceu
.ilhou-se por ludas as parles espe-
rtar seus despojos com os Ihesouros qoe
eregrno.
ledos do marquez de Esl. vigilantes e
velavsm na seguranca das estradas, dividi-
(*' Vide Diario u,i 20.
ajauli
Flavia ejfJs vclbos companheiros caminhavam
lentamente ; porquanlo, apezar da corazem e dos
s.mtimenM|eKgosos da moca, sua natureza delica-
da, seus hbitos brandos, e a agitacao incessanle e
dolorosa de sna alma, tornavam-lheasfadigasda via-
gem-muitn peniveis.
Seu semblante eslavapallido e seu corno descar-
nado ; as asperezas do terreno linham-lhe mallralado
os pes, c seu peito npprimido obrigava-a a parar
minias vezes.
Corra o mez de agosto, a almospbera era secca e
ardenle, e a agua faltava na eslrada.
Fl>ia e seus CompanheirossoOriara sede, a poei-
ra quenle que seus pasos levanlavam os sufibeava, e
ao meio-dia a fadiga e o calor os forcavam a parar
alim de procurarem um abrigo conlra os raios abra-
zadores lo sol.
A' medida que se approximavam de Roma, a vege-
laro loinava se mais rara, e as aores desappare-
riam para cederem o lugar a campias quemadas
pelo sol, cuja relva curia e secca em uip terreno desi-
gual pastavam rebanhos magros e alguns seudeiros
faminlos.
No mpio desses campos mis, os olhos fatigados pe-
a claridade do dia repoosavam s vezes brandamen-
le na cordilbeira de monlanhas azues, que forma o
horizonte como um collar de lapislzuli em torno
dessa trra devastada.
De vez em quando algoma ruina grandiosa, dando
o olhos do nossos peregrinos, reporlava-os pelo
nensainenlo a esses lempos em que ludo era grande,
tanto os vicios como as virtudes.
iTr^,'1" d? monum|,"'os fnnbres, espalhados nesse
:,"n'0I',,fri,(l,le(:'t'oeleinBrto, alleslavam a pas-
rerr ''"* w"'f ardenle, ciVilisadorae guer-
'E T? ,mnuls- ,ess"' ruinas, essas monlanhas
riflee .',* "" ar",a ,,eb,ho de um c> ma-
m oeln ', i'*!Pr f"H so1 ^splandecenle prova-
ia dos bomen, neK,,atmo,,ia a WndeztMraiizilo-
A, T!",' e" 0hrf '""nnlavcis de DeolT
I l.ivia e seus companheiros eslavam smenle ateu-
mas leguas diantes de Roma, e n diaTeg ntl hi-
viam de entrar na cidade sania eS""e na
^ Nesses dous ltimos dias a ej.rada eslava mais ani-
Os peregrinos, uns a eavallo. oulros a p. ou em
De manhaa tinha havido um combale entre a com-
panlua e t.uarmeri e as tropa do marquez de Est:
estas nnliam uncido e conlinuavam a proteger a pas-
sagem dos peregrinos. f""B>>er Ira"
A nole appr..ximava-se. e o sol a desapparecen-
do atrs do horizonte. *'
Flavia e seuj COtBpjalteiroa preteudinm pertioilar
ca de Roma?"ena '"** VMn 'eSUaS ">-
"cl.hL?.le avi",avam ,ecl e,ra,tar^iqU,,^0'PP,reCram *"" 8oIdad "
faldea "ma Padl0la* e di"V"<>-*e Ira
JL"# obrigou-ns a largar por uro instante seu
laruo. Levada por um movimrnlo de commseracao,
Haviaapproximou-se, e nflcreceu-lhes agua de 'sua
borracha para ofendo; elles dsseram que Irazaro
um de seus ebefes, que recebara urna laucada no pel-
lo no combale da manhaa.
XIV
Chegando aldea, os religiosos foram acolbidos
com empenlio pelos carr.ponezes, os quaes cederam-
ines a melhor chuupana do lugar.
O coracao compadecido de Flavia insprou-lhe o
pensamento de oll'erecer seu quarto ao pobre ferido,
ella pedio aos frades que prevenssem os soldados,
os quaes ebegaram pouco deiwis sua porla com a
padiola.
lima pobre cama arranjada por Flavia recbenos
memnros amortecidos do infeliz mancebo mergulha-
do em um eslado completo de insensibilidade.
Vendo os soldados abatidos de fadiga, Flavia con-
vidnu-os a relirarem-se, e encarregon-se de vigiar o
doenle durante a nole.
Os religiosos ouereceram-se para parliciparem des-
se piedoso cuidado, e assenlou-se que cada um vi-
giara o doenle a seu turno; mas como Flavia ex-
primi o desejo de fazer sua larefa prmero, os fra-
des foram descansar e dexaram-na junto do ferido.
Recetando perlurba-h pela presenca de urna es-
Irangeira, ella conservou-e algum lempo i parle ;
mas ao primeiro movmenio to ferido. approxima-
se rheia desollicilude, e porguola se pode allivia-lo
com alguns cuidados... Nao obtendo nenhuma res-
posta, ella inquicla-se e levanta o capole que o co-
bre... mas sua in.lodeixa-o logo tornar a cahir, a
pallidez da morte espalha-.se em suas feices. um es-
Iremecimenlo circula-ihe pelas \eias, e a falla mor-
re-lbe nos labios trmulos...
Flavia achava-se em face de Marco! Ajoemadn
junto da cama, ella abraca a caliera de Frescobaldi
convulsivamente, prodigalisaudo-lhe as mais ardenle
caricias.
Marco! Marco! exclama ella emfirasolucando.
Alma de innha alma! meu nico amor 1 meu nico
bem 1... responde la Flavia olha para mim.....
abre os olhos I... Nao vs que morro a leus ps?...
Oh! falla.dze urna palavra! urna palavra de amor
e-de pi-rdao!... e morrerei contente!...
No delirio do desespero, ella pegava-lhe das maos
e dos bracos e aquecia-os com seu balito... Porm
as fecoes alteradas de Marco, e a lvida patlidex de
sua fronte parecam annuncar unta marte prxima.
ram bem perlo de Ierra para os reconbecer, porm
nao ousaram alaca-Ios : um aviso foi'expedido a Se-
bastopol para pedir reforro. Urna segunda diviso
composlade3 naos de lnha e de muitas fragatas e
crvelas fui enviada, e a 30 de novembro a esquadra
russa forte de seis naos de lnha, sendo tres de tres
ponles entrn no porto de Sinope, atravessou a lro
de peca das fragatas turcas e fez preparativos para o
combate.
O almirante turco nao poda resistir a forras tao
superiores, porm lomou a heroica resolucao de se
defender al a morte e. as desar ao inimigo ne-
nhum penhor de sua victoria. As fragalas abrir
prtenlo o fogo, e durante hora e meia sustentaran)
denodadamente urna lula contra as cidadellas fluc-
luantes, cujas bailas ardenlescnrtavam suas'enxar-
cias, e abriam seus flancos. O resullado desle hor-
rivel combate nao era duvidoso. Toda a esquadri-
lha ollomana foi destruida, ou pelo fogo inimigo, ou
pela heroica resolucao de seus commandanles, que
deilaram fogo s suas fragalas, e voaram com eilas
antes do que cahirem as mos dos seus inim-
gos.
O nico Iropheu que os Russos reeolheram foi urna
centena de prisioneros, enlre os quaes est o conlra
almirante Osman Pacha, do qual se apoderaran) no
momento em que a Trgala, que elle commandava, ia
ao fundo, e se acha gravemente ferido. 'Carcula-se
asomroa total dos Turcos embarcados na esquadrilha,
comprehendidos os transportes, em 4,000 homens,
dos quaes paroceu a raelade. Quanlo perda dos
Russos ella he comparativamente insignificante. Com
ludo muilas das suas naos ficarara muilo maltratada-.
e urna dcllas, dizem, leve de ser rebocad: at Sebas-
topol.
A noticia do desasir de Synope lancen Constan-
tinopla em consternarlo, mas a coragem do governo
turco nSo seahateu, o elle pareceresolvido mais que
nunca a sustentar com encarnicamenlo a guerra de
exterminio que lhe faz o czar. Os conselheiros do
sullao, tendo urna injuria para vingar, jumis eslive-
ram menos dispostos para a paz, e a hoya nota de
Vienna chegara em urna occasiao m. Fallava-se
de um pedido felo por Reschid-Pacha aos embaja-
dores de Franca e da Inglaterra para qne facam en-
trar as esquadras alijadas no mar Negro ; mas sobre
este ponto gravissimo, as informarles nada lem de
positivo eos'embaixadores nada decidirn) sem se re-
ferirem aos seus governus, por que a nlrada das es-
quadras no Mar Negro, seria a guerra. A nolicia
da victoria de .Synope foi recebida em San-Pelersbur-
gocom grandes demonstrarles de jubilo : o czar en-
cheuiie recompensas o almirante NachimofT, que
commandava a esquadra e
s suas ordens. Canlou-se
igrejas russas, e observou-se com alguma admracao
que os minislros da Prussia eila Auslria asiistam
ceremonia religiosa celebrada na igreja melropolla-
na.em presenta do czar ede sna corte. Quasi que
no mesmo momento chegavam a Sao-Pelersburgo
bolelinsdoexercilo d'Asa, os quaes annunciavam
duas victorias importantes obtidas pelos geoeraes
russos contra s (ropas turcas ; mas estas noticias
carecen) deconfirmaeflo. Oque lie mais grave ainda e
o que parece autheiilico, he que o X da Persia fez
com a Russia allianca ollensiva e defensiva, e qne a
principiar as hoslilidades conlra a Turqua com um
excrclo de 30.000 homens. '
Como ve.os symptomas do falnro soameacadores,
e a Franca e a Inglaterra tem necessidade de todas
as suas forras na lula que se prepara. Por isso sou-
bemos aqu com doloroso pasmo que gabinete in-
glez esteva dividido, e que lord l'almerslon acaba de
dar sua demisso, a pretexto de que no approvava
o projeclo de reforma eleitorat preparado por lord
John Russell. Havemos de ver na
comeca, oque resultar desta crise.
No resto da Europa, os acontecimentos lem ape-
nas urna importancia secundara, elimilo-me a dizer
urna palavra sobre o Piemonle e sobre a Hespanba.
Em Turim o poder real, nao pudendo entenderse
comosenado, fez umappello paraos cleilores, dis-
solvendo a cmara dos depulados. A cmara nova-
mente eleila be em grande materia ministerial ede
via reunir-sc honlcm. Na Hespanba leve lugar urna
dilliculdado absolutamente igual ; o senado regeitou
por 105 votos conlra 69, um projeclo do governo re-
lalivoaoscaminhosde ferr. A raiulia inimedala-
menle baixou um decreto o qual prescreve a suspen-
sao das sessoes das corles.
Pars 6 de Janeiro.
Inglaterra.& crise ministerial passou. A 10'
de dezombro lord Palmerslon dera a sua demisso
de secretario de eslado do interior. Depois de baver
recebiejo um despacho do nobre lord, annunciandoa
resolucao quejulgara dever adoplar, o prmero mi-
nlslro parti de Londres para Orborne louse, fim
de submetler rainha esla demisso do secretario de
estado do interior. Segundo uns a causa que obri-
gava lord Palmerslon a relirar-se do ministerio, nao
pravinha das diiliculdades da questao do Oriente,reas
da impussibilidade em que se achava de ficar no ga-
bmele e compartilhar a responsabiiidade das medi-
das da prxima sessao, fundava-se exclusiva e dis-
ro. Todava a noticia da demisso foi confirmada poi
algum (chipo. Primeiramenle os boatos deram o
posto vago a lord Jolin Russel, Sr Oeorge Grey,
a lord Pannure. Sr Gcnrge Grey pareca o
mais geraimenle designado. Afinai annnnciou-
sca retirada da demisso de lord Palmerslon, e hoje
se pode di^r definitivamente que elle exerce o seu
lugar ho gabinete. D'ora em vanle esle fado cerlo
he considesavcl na siluaco aclual; se una crise
ministerial-livesse lugar om Inglaterra no momento
em que as rompticares do negocio do Oriente recla-
mam mais, do que nunca medidas decisivas, produci-
ra os msis terrveisetfeitos.
I ma ordenanza real mu rcenle prorogou para 31
de Janeiro* parlamento,que devera continuar os seus
l rahalhos a 3 do mesmo mez.
Ninguem sabe o que pense acerca de semelhanle
medida as circumslancias em que nos echa-
mos.'
Portugal-----A 19 de dezembro as curtes se reuni-
rn) em San Benlo pera receberem o novo juramen-
te do rei regente. El-rci D. Pedro V. assislio ses-
sao real com seu irroao D. I.uiz,.condes(avel do rei-
no. A' legislatura funccionou'al o fim do anno ;
se deve abrir urna nova sessao a 2 de Janeiro por um
discurso doHfirono. Fallava-se da retirada do mi-
nisterio do 9r. Fonseca Maiialhaes', enlrelanlo urna
mudanza na adminstralo nao parece prova-
vek
H?spnnha.-~ Escrevem de Madrid o seguinle : o
os^ ofliciaes que serviam eslado da rainha Isabel II he lao satisfactorio quan-
Tc-Deum em todas as lo possivel. O momento do seu bom successo nao se
ha de demorar por muilo lempo. Os mdicos pen-
sam 'agora que o bom successo da raihba lera lugar
de 6-al8 de Janeiro. Quasi lodosos dias a rainha da
um passeio em carro.
Oriente. A questao I urca pelo que loca s hosti-
lidades c guerra, dorante toda esta quinzena, est
colloceda no dominio da espectalva, e sem que dase
um passo, se limiten a*urna vnlla retrospectiva sobre
o actfntccimento de Synope, sobre as causas e conse-
quencias desla grave evenlualidade. Pareca claro
qua Turqaia com o- avor da prolcccao simultanea
das duas grandes polenciasoccideulaes.com o favor
dos esforcosconciliadoresde (odas as partes,teria ten-
tado um comeco de agitacao dos subditos russos con-
tra* o czar as regoes visiuliaa ao Mar Negro, que es-
le fado desleal levado ao conhecimento dos ofliciaes
da esquadra franceza os lera reunido sobre a reser-
va quaulo a um concurso activo e cdicaz qne deve-
ram prestar, submeltendo-sc a avisos ofliciaes, e que
seria neslas circumslancias que o chefe do cruzeiro
russo, NachimulT, viera acommeiler as forjas navaes
turcas ancoradas ero Synope n'uma imprevidencia
hJexplicavel. Es-aqui qual era a composiclo da fro-
ta ollomana montada pur 4,000 homens de equipa-
Jem. Siramic de 60 peras commandada por Kadri
bey, c tendo Hassein Pacha aborde. Esles dous of-
liciaes metieran) a pique esla fragata e se submergi-
ram com ella no fundo das ondas. Aun'/.- de 5-2 pe-
cas, o commandanle Aly bey se submergio com a sua
fsgala. Sezim de 5-2, foi a pique, o commandanle
Mossan bey foi morlo. Aaid de 50, medida a pique,
Islicm bey, commandanle. se pode sallar. Dimiat,
(cgala egypcia de41, meltda a pique. Osman Pa-
cha que a commandava ficou com a perna q jelirada
e foi felo prisionciro pelos Russos. Ani lllahde 3o,
a pique, o Commandanta Rechide bey se pode salvar.
Ifayl lllah de 38, a pique, o commandanle Al Na-
llr 1)PV feitO tirisivimirn Tni~i in..h*.A J.1U-
na cosa, tres naos russas, cruzando na csla dai,._,.,.!_,.. .
Analnia nidmm ..,.di~. "netamente sobre a sua oppnsicao decidida ao bi 1 de
-tiMioiia, avislaram aquellos navios, e se approxima-
Oue farei'!... exclamava a desafortunada na
agona do desespero, e correndo altonla ao quarto
dos religiosos rogou-lhes que viessem soccorrer o fe-
rido.
Os frades nao haviam lomado nenhum repouso, e
eslavam promplos para adminislrar-lbe os soccorros
espintoaes, se seu eslado o exigisse.
Fre I iiacomo, o mais velho dos dous, entenda al-
guma cousa da arte de curar, elle acudi logo, e con-
seguio fdzer o doenle recobrar os sentidos.
Qucrendu aprovelar esse momento favoravel para
confessa-to, fez signal a Flavia que sahsse do quar-
to ; mas ella junto do leilo e com os olhos filos em
Marco pareca querer cnmraunicar-lbe a vida pela
forra da volitado.
Vendo que Flavia permaneca immovel, o religio-
so disse-lhe:
Va, minha filha, dexe-me cumprir os deveres
de meu ministerio...
IVIoolliar penetrante que acompanliouestas pila-
vras, Hava comprehendeu que seu segredo nao era
ignorado |>eIo religioso.
Meu padre! diese ella com vozsullocada, pelo
amor de lieos! nao separc-me delle!... I.einbre-se
que sera lalvez por toda a clernidade !...
A esias ultimas palanas, profundos solucos csca-
param-lhe do peln, e cahndo aos ps do moribun-
do, beijou-lhe as maos repelindo com horrivel des-
ordem:
A eternidade!;.. me leos !... a elernidade !...
Os olhos de Marco fi(aram-se nella..... Elle rem-
ulleren a.
Dominanilo sua piedade, frei Giacorao invoca a
voz do co, e ordena i infeliz que se retire, promel-
leodo-lhe tornar a chama-la brevemente.
AJcuns momentos depois Flavia entrn. Ao ve-la,
ftlarco estremece, suas l'eices parecen) reanimar-se,
e una expressaosuprema anima seu olhar... Mas nao
pode fallar; porque a ferida profunda que lem no
peilo lorna-lbe dillicil a respiiai.ao, e a conferencia
com o religioso esgotou.-o...
Quando essas duas pobres almas lomaran) a enron-
lrar-se e poderam communicar-se, quem poderia ex-
primir a eloquencia de seu silencio'.'...
Mas pouco depois Flavia enlrega-se toda a des-
orden do desespero, prodigaliza os mais lernos af-
lagos ao amigo, sua dr rompe em aecusaces contra
si mesma, ella aecusa-se de ler-lhe dado o golpe
morlal, e mostra-lhe os signaes percursores de sua
expiacio, seu Irage austero, o riiicio que macera
suas carnes delicadas e seus ps mis e maltratados.
Ah desgranada de mim cxrlamou ella. Para
que defend minha vida mizeravel V Melhor fura mil
vezes perd-la aos golpes do assassiuo que conserva-
la pelo proco desla separarlo !... Mas ah! esses dias
de felcidade, esses dias de deudas! essas lagrimas
embriagadoras que juula de li arr^ncava-fue o ex-
reforma, redgdo sol) os auspicios de lord John Rus-
sell. O projeclo de reforma parlamentar lora rein-
viado depois de algumas semanas a urna commissao
de 5 membros do gabinete ; lord Palmerslon era um
detles, fora admitldo commissao para examinar as
dsposicesdo bille desenvolver as suas objcrces
pessuaes. Estes olijecnies nao foram susceptveis nem
de ser diminuidas nem de ser vencidas. Lord Pal-
merslon nao quizera dar o seu apoio medida que
devia ser applicada franqueza eleiloral e s prova-
Ses secundarias. Segundo oulros a sua retirada fora
qccasionada pelas suas divergencias de opinies com
eos collegas acerca dos negocios exteriores, e por-
[nedesejavauma accSomais enrgica do governo in--
glez^
Quando o prmero ministro regresson de Orborne,
sua senhora parou algum lempo em Argyll liouse e
se dirigi i residencia olucial do prmero lord do al-
rniranlado, onde esleve em deliberado com o duque
de Nvtcaslle Sr James Graham, e M. Gladstone al
urna, hora mui a diarriad a da noile.. Os conselhos pa-
triticos; do marquez de f.ansdonne e dos ministros
empentados nadiscussaofizeram ludo para prevenir
as consecuencias de urna desintelligencia e de um er-
cesso de minha alegra!... l-las-ha eu jamisco-
nhccidoV (
Assim, no meio dos solucos e das lagrimas, ella
descobro ao marido as circumslancias que a linham
levado a commeller a morte de Uhtlnmini.
Oh Marco, excl.imou ella depois no paroxis-
mo da dor, oh Marco, querida parle de mim mes-
ma, como poderos morrer sem que eu deixe de vi-
ver V Nao! isso no he possivel. Dos de misericor-
dia, isso nao he possivel!...
E aperlando uas mos sua fronte ardenle, rompa
em novos solucos.
. Emquanlo Flavia enlregava-se assim a lodo o de-
lirio do desespero, as feices de Marco perlurbavam-
se, e toa respirar; lornava-se cada vez mais difli-
cil... Repenlnamenle elle a pina para si... Um sor-
riso, como um relmpago ero una noile escura, ap-
parece-lhe no semblante, j coberio das sombras da
norte...
i Flavia. pronunriou elle com esforco o voz ex-
linela, vem !... i ventura... esl... ,\ll !...
Seus olhos eiguerain-se para o reo... depois ferha-
rain-se para sempre...
hir bey feilo prjsoneiro. Taizi Maubud do '25. a
pique ; ignora-se a-sorle do commandanle Izzet bey.
Bjin-Sepd de 4 a pique, o commandanle Say bey
salvou-se. Sedjibi Techan de 24 ; esla crvela en-
calhon na cosa. Vapor Izegli a pique, o comman-
danle Ismail bey conseguio salvar-se. A excepto
desle desasir dos Turcos, as noticias do thealro dos
aaonlccimenlos nadam no luxoe relimo das cqnlra-
dcees; fallou-se de alguns cmbales dos postes a-
vaneados e de escaramuas sera influencia possivel
eerca da soluciio da grande queslo.
Mas o fado serio e importante d" que todos os es-
plritos eslo preoecupados, he a tentativa ja tao ar-
riscada de urna conciliario emprehendida ipelas qua-
tso grandes potencias. J aunuuciamo-Ia em a nos-
sa,nltiina carta ; eis-aqu o texto do protocolo assig-
nado em Venna a 5 de dezembro, e a ola collecli-
va-que se lhe junlou.
n Os abaixo assignads represntenles de Auslria,
da Franca, da Gra-Brelanba, e da Prussia, de con-
formidade com as inslructes da sua corle, se reuni-
rajn'em conferencia fim de indagar os meias de ap-
plajnar a diflerenca occorrida enlre a corle da Ros-
sia e Sublime Porla.
As. proporjes que esla diflerenja tem tomado,
e a guerra que arrebenlou enlre os dous, imperios,
adospeilo dos estere dos seus alijados, lornaram-
se para a Europa inleira o objeclo "das mais graves
preoecupacoes; em consequeiieia SS. MM. o impe-
rador da Auslria, o imperador dos Francezes, a rai-
ha do reino unido da GrSa-Bretanha e Irlanda, eel-
rei da Prussia, igualmente penelrados da necessida-
de de por termo a estas hostilidades que se nao po-
deriiim prolongar sem influir sobre os inleresses dos
seus- propros estados, resolveram oflereccr os seos
bons oflicios s duas alias partes belligeranles, na es-
peranza de que ellas mesmas nao bao de querer in-
correr na responsabiiidade de urna conflagraco,
No da seguinle Flavia poz-se a caminbo seguida
do cadver de Marco, e ncompanhada dos dous reli-
giosos.
Ella eslava calma e nao chnrava mais: lodos Ires
reclavam as oracoes pelos morios.
'XV
A noile approximava-se quando Flavia c seus
companheiros chegaram s portas de Roma.
Sen primeiro cuidado foi procurar um lugar sagra-
do onde deposilas-ein os restos -de Marco ; porm as
igrejas eslavam j fechadas, e forcoso era esperar pa-
ra o dia seguinle.
A aflluencia dos estrangeiros era 13o grande que
nao se podia adiar fcilmente hospedasen).
Por toda a parle onde nossos peregrinos se apre-
sentavam, respondam-lhcs que nao hava mais lugar
para receb-los. Alm disso o triste cortejo que os
acompanhava assuslava os estalajadeiros, os quaes
nao desejavam alojar em sua casa um defunto.
Indo assim de porla em porte, chegaram a um
bairro do centro da cidade ; porm nada promellia
asylo nessas mas sombras, onde s se enconlra gen-
te de m catadura. .
De um lauo e de oulro elevavam-se palacios forr.
lficados, ou monumentos amigos transformados em
fortalezas.
Essa parle da cidade era rodeada pelos moros de
Aurelia no.
Os bares alterones que andavam sempre em lula
entre si ou contra o governo papular estabelecido du-
rante a ausencia do papa, consorvavam-sesempre em
urna ailitude hostil e ameaeadora.
Para melhor se defenderem, elles se linham apo-
derado de militas ras da cidade ; porm nao sendo
bastante ricos para manler coro seu sold (ropas re-
gulares, confiavam a guarda de suas fortalezas,-) sal-
teadores e malfeilor'es perseguidos pela juslica, aos
quaes davam em recompensa pruteccao e asylo para
amparar suas pessoas e o Iruto de seus latrocinios.
Era em urna dessas roas solitarias e mal habitadas,
que nossos peregrinos procuravam em vao a hospite-
lidade de que tanto careciaro.
No meio da fadiga e da triste incerteza que os op-
prime, s Flavia n3o parece soffrer. Nenhuma que-
xa lhe escapa... sempre junto da padiola, ella esmi-
nha orando em voz baila, para, e contina, segundo
a vontade dos religiosos, sem lomar parte no que sa
agita em lomo de si.
l)e vez era quando seus olhos seceos e ardeules
vollavnui-se para o envoltorio grosseiro que encorra-
la os restos preciosos, e suas feicAes (omavam urna
expressao de dr sublime... Enlo sua voz vibrava
nos ares, as palanas da oraco precpilavam-se entre
seus labios trmulos, e seu passo lornava-se firme e
arrebatado: dir-sc-bia que procurava excitar sua for-
ja interior para resistir a violencia de seu deses-
pero.
A noile adianlava-se, o as ras iam-se tornando
desertas.
Extenuados de fadiga nossos peregrinos comeee-
vam a recelar licarem sem abrigo. Elles achavam-se
en 1,1o em face de urna torre arruinada, da qual li-
iilia-se feito urna habilacao. Nella enlrava-se por
urna porta grosseiramenle adaptada i urna abefWa ir-
regular, obra do lempo, ou de algum assaltode guer-
ra. N momento em que os peregrinos passavam, um
hornero abra a porta. Frei. (liacomo dirigio-se a elle
para pergnnlar-lhe, onde podia adiar hospedagem
para aquella nole.
Esse hornero lnha um aspecto duro' e eslava ves-
tido maneira da gente do povo: dous punhaes bri-
Ihavnm-lhe na einlra'e urna cspadinlia ao lado.
Emquanlo o religioso fallavn. os olhos do dsco-
nhecido eslavam filos na padiola, e depois sem res-
ponder pergunla, disse-lhe em lom spero:
Que leva o senbor all T
Os restos de Um mancebo morlo ero conse-
quencia de unta ferida que iccebeu no combate de
honl
Um mancebo?...
Sim.
No combate de lionlem'.'...
Precisamente.
A'- porta de Roma?...
Pouco distante.
Enlre, meu padje... entre... Temos pouco lu-
gar; mas procuraremos receb-te o melhor possivel.
Fallando assim, elle chegou-se a Flavia, ecoayj
quando por orna troca de eiplicacoes leaes ainda po-
dem preveni-la, collocando as suas relaces n'um
eslado de paz e de boa inleiligencia. afaM
Os protestos feilo por difieren! vezes por S.
M. oimperador da Russia excluem. da parte desle
augusto soberano, a idea de pretender violar a iu-
legrdade do imperio oltomano.- A existencia da
Turqua dentro dos limites que os traladoJlie lera
assignado, tornoo-se com efieilo orna das condicoes
esseqciaes do equiliiro europeu, e oj-ilehiBoten-
ciarios abaixo assigndos asseveram o
que a guerra aclual nao poderia en um oc-
casionar em as circumseripedes terrilora
imperios, modificaces capazes de alie:
das oulras potencias.
<( N'nma palavra, S. M. o imp,
n3o se limilou -a estes proiesl
que nunca fora das suas inte
novas obrigaces, ou que nao foss
conformes aos tratados dlii
Andrinople, eslipula(es s
roe Porta promelleu proteger
seus estados ocullochri
to da Russia acrescenlou
vermo'oltomano um teste r
aos compromissos anterior
neira alguma rarear a aui
seus subditos chrislHos,. e que
nha sido exigir esclarecimento-
veoir qualquer equivoco, e i
desintelligencia com urna
n Os sentimenlos manifesta
la durante as ultimas negociar
lado que ella eslava prorapta a r
obrigac/ies, e a temar er
midade com os seus direilos
de S. M. o imperador da|
culto que he o nnico e o da
Segundo esle estado de cousas
nados cslaoconvencidos dequ-
loe mais seguro deadeant-ar
suas corles fora f,
cacao Sublime Porla i
potencias em contribuir por m
cao amgavel para o resliroelecime
loca-la em estedo te conhece.
as quses ella eslaria disposta a Irat
Tal he o alvo da ola collectiva ncln
ao ministro dos negocios eslrangeiros
insIrucoSs idnticas transmit *e HAHlfl
pelas corles d'Auslria, de
eda Prussia aos seus represe
nople.
N'ola collectiva. Os abaixo a
sentantes da Auslria, da Fradi-a, d
e da Prussia, reunidos em conferencia ero Vi
receberam insIrucrOes para declarar que o se.
beranos resI)ectivos vem com profundo pesar
meco das hostilidades entre a Russia e
desejam vivamente, inlerviudo entro a-
belligeranies, evitar qualqner nova elfu
gueNe por termo a um estado de eousasque amea-
ca gravemente a paz da Europa.
Como a Russia asseverra que eslava disposla a
tratar, c os abaixo assignads naoduvidoro que a
Porla esteja animada do mesmo espirilo, exigem?
em nome dos seus governos respectivos.
mados das condicoes em virtude das quaes o gover-
no oltomano consentira negociar un tratado de
pax.
Depois toi dirigido em termos idnticos pelas qua-
iro potencias aos seus represeulanles em Conslanli-
nopla um despacho no qual ne dado a entender que,
pesando-se as vanlagens da comWtujcSo oflerecida ao
imperio oltomano, com os riscos da .
pre vao crescendo, a Sublime Porla d-,
sem hesitacao a ulervenco ai
pro posta.
A nota coiiecliva, este docament
que era indspensavd reprodw
lelligencia dos fados ulteriores, ebegou a
nopla a 15 de dezembro. Resc>
mero de membros dn Divn pi
apoio enrgico ao projeclo de ntic-
tenlo Reschid Pacha havia end
zembro aos represenlanles de 11
um pedido urgente para a dfr
pero. Os almiraUles deslas d o
laram a exprimir o aviso de unja prole,
dada aos portes turcos. As esqi; bina-
das ainda nao entraram no mar Neg
de Synope provocou na adminislracao daquat
orna Iransformacjo exigida alias pela opnao
ca. Ilalil Pacha, cunhado do
ministro do olerior. Riza Pac
nislro da marinha c almirante mor em sobstituirau
de Mahmoud Pacha que den a sna demk
Pacha foi revocado da Asia onde Alim
subslitue.
Dizem que estas modificaces sao fa
mas resla saber se a nota diplomtica d
aceita pela Russia, se dar igual salisfarao a tod
inleresses comprotneltidos nesla grave e sera <
renca. Tudo indica que para conjurar a gui
quasi inminente, se devem operar algnmas mu
cas uas condicoes eslabeleci'das. Coro, ellilo, por
um lado a Turqua exige irremediavelmente a eva-
dou-a a entrar na casa, examinando ao mesmo lem-
po a padiola com nma eslranha ccriosidade.
Flavia agradeceu-lhe com um ceno de cabera.
XVI
O hornero bateu Ires vezes palmas, e inmediata-
mente appareceu urna mulher com urna cand
mao. Essa mulher era alia, tinha as espadatergjs
o porte atrevido, a voz rudo e a olhar pene tu
Pela alma de minha rai! disse ella dirigindo-
se ao marido, que procissio nos trazes, Cae t Deve-
rei preparar camas no terracoda Ierre para accom-
dar lana gente?
Cala-te, mulher, respon
um olhar expressivo sobre a padiola : H^
lebre nao est perdida ?
A molher olbando rpidamente para o marido tez-
Ihe um signal de assenliroento, e indo adianto do pe-
queo rancho entrn em um corredor estrello e in-
mundo.
Paulo j vollou ? pergonlon-lhe o mai
f Todos eslo ahi, responden a mulher.
Esla noticia parecen contrariar Cae.
He preciso conservar Paulo ahi; c os oulros...
Elle fez estelar seus dedos como castauelas, e de-
pois acrescenlou :
Ouvisler...
A mulher respondeu por om signal (firma I i
Os peregrinos foram introduzidos ero urna sa!
xa, cujas paredes de pedra estovara muilo \irru-
nadas.
Cadeiras decouro prelo lomada
velhice, e urna caixa grande, que servia
lempo de mesa, de papelleira e de armar
nhim toda a mubilia.
Tres homens ceiavam e fallavam ero voz alia.
Seu Irage era desusado e extravagante.
Em um brithava a.couraca militar e o capacete
d'aco.
O oaffo, de olhar astuto e p ente,
vestido de um panno cinzeni nha
cintura urna bolsa de couro prelo e um punhal. Pe-
lo seu bonete branca precedido, de oulro
que, cujas ponas cahium-lbe ao Descoco, reco'nli
se um desses camponezes merodistas, que andavam
sempre em risa com ajustira.
Ao lado delle eslava um personagem singular ves-
tido de urna sobreveste encarnada com capello ecat-
0>s car de chumb.
A julgar porseu olhar dse lez l-
vida, por suas faces descarnadas e linos
com as extremidades descidas, era fcil adev"mliar-M;
que carregva mais de nma morte na Pnla9flBMS
enormes punhaes, qiie the pendan) do cinto do
ro Prelo. *
Esses homens, bem que de origens e de officios
difi'erentes, pertenciaiu ao mesmo senhor: GiovannJ
Obini. (Continuar-se-lia.)


b
cuarao auniediata dos principados, o patnenlo das
depezasdaguerra,a annulacao dos anligos*fe|lados,
e respectiva subsliluicao por un Iralado asfigoado
pelas grande potencias occidenlaes; por oulro lado,
a Uazelte da Prussia annuucia que ama proel
# geral publicada ern Sin Pelersburgo a lodosos
gwernei, ordenava ama roobilislo geral em lodo o
imperio russo, o que daria ao ciar om etercilo de
lilhoes duzeuUjs e viole seis rail liomens, com.
u dividid! em cenlo evntecinco baleras
Blo espnihoo-so uma noticia mu gravo: lie
tofeita pelo ciar defirite da* reglOesasiui-
Wiei inglexas. Temo nova complicac.ao, e
o horisotile se Vil cnlenebrecendo lodo os das.
Franra-----O mondo Industrial j cornaca a oceu-
par-fe eom a cxposirai universal de 1855, com o gran-
de aeoiileciraenlo i que (odas as summidades devem
concorrer: as fabricas dos nossos ricos deparlamen-
to*, em as nossas oflkinas, em os nossos laboratorios,
as fabricas de Lion, de Tours, d'Amieus, de B v vais,
em as nonas celebras manufacturas de porcelanas,
da crystaes, de brenze, de ferro e de ac, as asi I of-
icinas em que Paris elabora os atus prodigios de ele-
gancia e de gesto, emfim, por luda a parle se cilio,
preparando ron ardor para esla sotemnidade.Os nos-
soscorrc>pcndenle* de Inglaterra, da Irlanda,da Hot-
land, do Mlncreio nos annunriam que osgoveroos
se esli preparando; uomeam coniraissdes para pre-
para as remessase estimular as industrias uacionaess
O Kalados Unidos no fleam alraa, as suas offleinas-
gigantescas nos Iransmiltiro o espcimen dessaa ma-
rliinis audaciosas e cyclopeas. Recea-se que o espa-
to destinado para as boaartes nao seja lufliciente, o
se talla em construir om anneio ao edificio principal
qae se conclua com rapidez, na gaiola depedra; este
raeinlo gigantesco que abrigara ama villa est termi-
nado. Ja se eslo enllocando as ferragens destinadas
atestar os ferros e vidrs, todos os dias immen-
de|objeclos fundidos sao mandadas para
os Campos Fltjseos.
re lado n governo se preocenpa, na sua es-
n o graude concurso de 185",. Uro decreto
zembro, acaba de constituir uma commis-
' gilaacia sdb a presidencia do principe Na-
a uefao das boas arles se encontram gran-
i e brilhantcs illustracOo : M. M. Eugenio
i Hemique apont, logres, o conde de Mor-
ipe da Moskowa, o duque de Moiichy. o
|uk desfaslorel, de Saulcy, Vimart e Vlsconli,
rehlelo do l.ouvre, o artista eminente que a mor-
caba de ronbar tiesta semana Franja, dequem
na seVcao da agricultura e da
rendes sabios e grandes economistas M.
Chevaliec, o bario Dupo, umas, Dall-
Bmile Perrier, Elie de Beaomonl,
a de (iarpame, o conde de Lesseps,
, Troplonc, ele. Por decreto impe-
o mesmo dia, lord Cowley, emhaixa-
Merra foi nomeado membro desla com-
\
particular se est preparando para
e sumpluosas hospedaras para os es-
>tto de deiiar de visitar Paris nes-
em edificios que possam cooler
ledo dous mil hospedes. Os prn-
* prelendem seguir este ejemplo
leria onde se devem acomu-
i gastronmicos da Frauda e dos
feate momento cm o mundo industrial
8 falla tuma descoberla simples,
estinada a ser recuarta em resultados, pois que
e a dotar o mondo eom nuia fonte sem fim de
b de luz, a tira-lo nos ros, nos lagos e nos
JMbi
ris.jm
ti ft ****.
uBpendti

-
de
~om a niiitor
M.


passados experimentou-seem Pa-
I: econmico cere*do (ralamen-
te agua salgada, por meio do qual
O completa do liydrogeneo que
se pode fcilmente purificar e com-
i tirar orna illiirainarao das mais
om novo agente de calor mu pouco
m qee entremos nos promenores le-
udemos dter que o inventor aflirma po-
phir mil litros cbicos de gaz' de doze litros
hydrogeneo se opera por
ectro-magnelico: a separaran
instantnea, e a applicacao do hy-
icao ou para aquecer he efieclua-
lladc. Duero que uma com pa-
ja tratara com o inventor cer-
seu processo, e da iltuminacao
i meatos. pblicos e particula-
~> ajuste Uvera lugar com uma po-
nda de capitalistas mu conhe-
c appliear este gaz como ebmhusi-
le vapores a hlice para o Me-
e deve comprehender dez na-
tal, Estamos em'vespera de una
dusiria : os paites que pos-
de car van de pedra perderao as suas van-
ualdades de syslema das
e a iromensidade dos no vos
tonco repartidos pela ualu-
Diiem qoe a agua do
como fonte de combus-
a vapor poderao ad-
grande provisao no seio mesmo
deam, e as maiures machinas nao
sssa immema qoanlidade deearvao de pedra
necessaria. Adespeza quecausaa
diminuida de 7,"> pelo me-
iramenso peder ser; restituido ao
iras: dnpla Causa de economa,
o de fretes.
feA Pedra de Toque por M.
3er e Joles Saudeau. Comedia em
prosa. No dominio da Iilteratura, as-
rtes, crear urna obra, he lomar um
m frivolo, alcanzado por meio de
naditarOes on de rpido improviso ; he em-
a forra das faeuldades em produzi-la,
a siluarao do espirito em que o iudividuo se
pando a crreme das ideas, he adorna-la na
isi vcl com todos os dons imagiui-
;ou da graceja forma ou da cr.da emo-
irazer, da profndela do corado ou da vi-
le do espirito. Nao existe uma producto desta
a qoe,ao nascer debaixo dos dedos,uao revele
;o donde emana ; e aquellos que
onle com o srgoal dos seus predes-
liMdes, devera a Dos, devem aos lumen, devem a
si propries, er os poros depositarios das suas inspi-
iaj no mundo nada Uo mor-
hellos e grandes pensamenlos,
H pan a collaboraro tao nolavcl
le este om fado a nica na histo-
ria do i mano, de queni todas as obras seru-
nracter tao eminentemente indivi-
das creas do scalo Iliterario em que
e em certas pocas de orna socieda-
dc, sabios coslnmam legar n posteridade o resumo
is suas doulrinas, dos soiis princi-
iinento immenso, ao qual cada om
i pedia ; os elemento da semelhante
cm (odas as regifies positivas da sciencin,
jes dos coohecimeatos adquiridos, e
complexo lie dominado por uma gran-
ate grande harmona do lodo, pelo
a que proere o seu ultimo
* qoando essa obra he con-
icontram as personalidades
lo se Irata de uma destas obras
ue devem consolar o embalar os
ilasdislaiicias,coino os so-
lie he mister' urna origein
lo conlrario para ser ofTerecida aos
mporaneos com probabilidades de vida, precisa
ieira pilase cercada de
[ de amores de todos o ins-
aaies ameres que se nao di-
obras quasi o mesmo qoe
je na ternura do ninlio em
us toas precins;i; qualida-
poacas linhas lineadas mais cima, faz nascer toda-
va um vivo pezar, quando se pensa que um talento
novo e real como o de Emilie Angier, que possue
uma forma lio bnlhante, j cessou de voar com a*
aaap^ranrasaz.is, deisou a sua propriainspirarlo,
a bandoln ara bell harmoniosa lingua^tre elle ral-
la lambem, para collocar-se ao servido da obra de ou-
Irem : M. Jules Sandeau he om hornera de taleoto,
dolado de orna penna engenhosa e elegante.qe lalvez
de vene fazer soziiiho as suas comedias e rulo tira-las
das novellas. O dado dramtico no he novo, he o
avesso da obra ultima de F. Ponsard, a honra e o nheiro. Era entilo um carcter-submellido i expe-
riencia pela adversidade, e o horoe nao be abatido
pela pobreza, hoje he a experiencia pela fortuna, e o
haroe se nao eleva pela riqueza.
Frantz W'agner he um jovcn'musico de tlenlo: o
pai, ao morrer, deisou urrm menina, Frederique
Wagner, sua sobriuha e papilla, orpha *de pai e
oai. Entao Frautz licou como tutor da prima; a
menina cresccu, as distancias se apagaram, e ao le-
vantar da cortina, Frederrque lie a noiva do msico.
Esta nalureza leora, que anda ngo era rica se nao
de futuro e de esperanca he partilliada por um pin-
lor, Spiegel, alma 'artisJrf, corado d'ouro, ardente
al o enthusiasmo, dedicado al a abnegarlo. Ouer
manler Frederique e Frantz eusla do seu Irabalho,
do proprio sacrificio do seu latelo; eslima Frederi-
que por causa da sua belleza, e Frantz por amor do
genio, nao quer que um soflra.nemque o oulro 1ra-
balhe para adquirir pao. Abandona a grande pin-
tura que cuuduz gloria, tira retratos baratos para
que a Symphooia de frautz seja locada grande or-
cheslra e procura apagar desl'arte toda a aglidade,
(oda a delicadeza do-coracao mais adoravel. Frantz
he orgulhosoe egosta, e a suasusceplibihdade sean
apercebe de nada, aceita ludo e nao leiu uma iuspi-
ra^o para recompensar semelhante dedica^ao, al
par o nao deixar-esleril, apenas.ama a prima, v-se
que ello nao fari o menor esforjo para ganbar o ves-
tido de noiva da sua mulher, e o folguedo do seu
pnmeiro filho.
Apparece om bar3o de Bcrghauseo, he guiado pe-
la ultima vontade do uma rica e poderosa persona-
gem, o conde Segismundo, que desejou para as suas
exequias um rquiem do joven compositor. Beixa
cahir com grande impertinencia uma bolsa de 500
(lorias na mao do msico, Frantz por um piovimento
de vaidade offeudida, deixa-a cahir, e manda apcha-
la por um criado do luirn, uma somma que por al-
gum tmpo derramara, na habilajo dos artistas, a
mediocridade donraxla do poeta. Voui depois a Mar-
grave de Bozeufejd, com sua filha Dorolhea, vem
lambem embusca" do rquiem, eslava prevenida. A
Margravc e o bario disputan) entre si a herauca do
conde Segismundo. Entretaolo esla he miis astuta,
e ao passo que sainos Ira graciosa, Dorolhea contem-
pla o quadro que Spigcl est pialando, e reconhece
seu lio, o conde Segismundo. Es aqu como islo
aconleceu. Um dia Frederique tocava ao piano a
symphonia de Frantz, um estrangeiro emporrou a
porta da oQicina, disse a Frantz que a sua symphonia
era ama obre prima, a Spiegel que elle lem um gran-
de talento, encommeuda um quadro que reprsenle
esle primeiro encontr. U descouhecido rollara por
varias vezes.
No segundo acto, Frantz, Fsederique e Spiegel se
acham no castello d'Wichel,' chamados para assisli-
rcm leitura do testamento do conde Segismun-
do, o ba'raoe aMargrave lambem eslo presentes, e
esperam por intermedio da geoerosidade do finado
resUibeleccr a sna forlura quasi arruinada. O conde
lega a cada um ama renda de 6 mil florins, da a
Spiegel oilenla mil florins, a Frederique um sim-
ples annel de cornalina, a Frantz toda a sua' for-
tuna. Ealao o barilo e a mirqueza so recoeiliam
par,a apossar-se indirectamente da heranca, pro-
curan lisoagear o legatario universal; Franlz tpr-
na-se vaidoso, a 'forturm transtorna-lhe a cabe-
Ca, lomar da Margrave a mao da sua filha Do-
rolhea, tomar do bario o seu ltalo de nobreza.
Depois de um mez Frederique v os seus espoza e
adiados de semana em semana. Franlz perguolou a
s o que era a fortuna sem nobreza, qaer ser nobrb.
o barau estima-o e o adoptar, ser o cavallciro de
Bergliausen, va ser apresentado pela Margrave em
casa do feld marec'ial. Eulretanlo elle lem noticia
,da ruioa do bario e-do manejo da Margrive, hesita
um momento, os dados sao laucados, parte. Itecebi-
do com distinecao, julga-se j admittido no circulo
da nobreza, a^ um baile, os seus aloes flcam deser-
los, e elle lambem profundamente despei lado, e que-
rendo ser nobre a.todo o cusi, dirige ao barao esla
phrase impradeotes e brutal: M. de Bergliausen, por
quanlo me quer vender o seu oome ? Este o fez pa-
gar caro, obrigaudo-o mais cobarde das mentiras "
mais hipcrita das comedias. Franlz renega pa,.re-
nega talento, e/u fim o ajuste he concluido, e o ca-
valleiro Wgncr de Bergbausem j nao deve nada
nem a Frederiqne, nem Spiegel. Em fim, esle alli-
mo chora a aaliga amizade para sempra extiuclai e
exprobra ao egosta cada um dos sacrificios que fue-
ra, o primeiro dos quaes lia sido o seu amor po r Fre- riam
derique. Frederique que calende ludo, compre-
hepde que Spiegel era a bondade e a generosidade
de Franlz, e ambos dizem adeos ao cavallero de Ber-
gliausen. Franla se casa com a filha de Margrave
qoe illude j ao seu pensamenlo.
O papel be mu polido, o pobre duvidoso so torna
um mo- ricov Os caracteres nao se desmentem por
um s instante, e a peca caminba chea de vvacida-
de c de inlercsse. (ot tem todas as honras do |ri-
umpjio, elle deu personagem de Spiegel a sua ori-
gnalidado, e fez a Tortuca do quiulo acto forra de
seusibilidarle i de lagrimas.
A tocedade aristocrtica. Aguardando"os pilo
grandes bailes da-corlequese inaugaram nestesdias,
eisaqio quesepassa. Ha muilo lempo que em
os nossos saloes as mulheres csUo do, os homeus do oulro. Depois que as ar-
maduras dos lempos eavalleirosos cahiram peja
i pega, qs veslidos bordados dos dous "ltimos
scalos enturara flor a flor, os horneas com os
seus falps pretos, as mulheres com os seus vestidos
brancos consliluem dous acampameolos em os nossos
saloes Presentemente se agita ama separado ainda
mais completa. Dous circuios fazem as honras dos
talos a si -proprios, o circulo napoleao'no anligo pa-
lacio da marqaeza de Osmant pelas notabilidades
do exercilo e da admlnislraro, o circulo dos cami-
nhos do ferro por todas s lluslra$oe domundo'fi-
naneciro. G. j|.
DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 3 DE FEVEREIRO DE 1854.
Foi commulada na quantia de 30 para o imperial
hospital dos Lazaros desla corle, a pena de um mez
deprisflo e mulla correspondenle melado do lempo
a que foi coiidemoadu Joaqnra Jos de Mallos, por
sentenca do juiz de direito da segunda vara criminal
da corle.
O Sr. commendador Jos Mara do Amaral, envia-
do extraordinario e ministro plenipotenciario de S.
M. o imperador junio Repblica Oriental do Uru-
guay, parle boje para Monlvidco.
Consta-nos que S. Exc. lem de reclamar do gover-
no provisorio a anunllaciio de lodas as medidas vio-
lentase excepcionaes postas em execucSo pelo gover-
no delegado durante a ausencia do Sr. coronel Flo-
res, medidas que o governo imperial considera con-
trarias ao Iralado de allianra de 12 de oulobro de
1851.
Se.se conseguir, como he de esperar, que o governo
provisorio aunullc as medidas violentas lomadas pelo
sen delegado, c torne praticas e eilicazes todas as ga-
rantas das pessoas e propriedades dos habitantes da-
quellcpaiz.de cooformidade com as estipulares da
Iralado indicado; se so nbliver a seguranca de uma
ordm regular c do eslabelecimento de um governo
inteligente e estavel, que evileo reapparecimeuto da
caudilhagem que dilaccrou opaiz,e llie assegureuma
boa adminislracao e uma poltica de repararlo, como
vitalmente necessila, o governo imperial conceder
ao da repblica auxilio pecuniario e mesmo de Tor-
cas mlilares par fazer cessar tuda a resistencia e
consolidar a paz, seja qual for o perturbador.
Consta-nos lambem que e, contra toda a esperan-
Sa, dcsalleudesse o governo provisorio a eslaa recla"-
uiac.es, est o goveruo imperial na firme resnlutao
de nao deiiar perecer as cslipulaces do tratado em
que ellas se fundam, e qoe, dada ess'a evenlualidade,
obrar segundo .iconselham seus inleresses e seu di-
reilo, que san, ueste caso, os inleresses e o direilo de
todos os habitantes pacficos do Estado Oriental, cuja
existencia nacional se adiara seriamentecompromet-
lida senao se puzesse termo a uma siluarao que di-
minue a sua riqueza, c o priva dos beneficios do com-
mercio e da emigraran cslrangeira de que lao urgeo-
temcnle carece, e que smenle ama paz solida e uma
ordem regular podem atlrahir.
Esla nobre pnjitica define-se e explca-se por sua
simples ciiiinciaen.
Para aquello que quizesse absorver ou dominar o
Estado Orienta!, -baslava-llie dexa-lo estregu s la-
las e as paixocs que o despovoam, empobrecem e
proslram. #
A poltica do Brasil quer salvar e robustecer essa
nacooalidade, loma-la prospera e feliz, e islo s po-
de censeguir-se alacaodo caergicameole as causas da
sua lamenlavel siluarao actual, tumaodo medidas
que impossibilitem o seu reapparecimento, que ga-
rantan! n direilo, n Irabalho; que permitlam que
esse atormentado paiz, no rcmaosode orna paz soli-
da c sob a drecrao de um governo seu, probo e in-
telligente, se entregue ao desenvohimenlo Josele-
mentps de forra o de prosperidade que possue, e
qudenlas de pouco lempo podera ser mais seguras
e eilicazes garantas de nacionilidade e de verdadei-
ra independencia.
INTERIOR.
RIO SE JANEIHO.
15 de Janeiro de 1854.
Foram Borneados:
Presidente da provincia do Gear, o Sr. conselhei-
ro Vicente Pires da Motla.
Secretario do governo da provincia, o Sr. Joio Jo-
s Cardse
Foi memorada a jubilaeo dor. Antonio A merico
de Urzcdo, elevando-e a 1:2005 o ordenado de 600g
com que liavia sido jubilado.
3 urna uora nasce e
artutte de varias intel-
mui longe, aft'agada e
reanras sem fu
vulgre
brara
*fjl daquellas
que
I a .-lia nu*-
perniciosas
i que lie inspira-
i e enlodever3 que-
^^pimos analysar, lem que
raotvariarn csctosiTamenle M
Por decrelo de 9 do corrente mez foram nomca-
dos:
O jaiz da direilo Antonio Bptisla (iilirana para
desembargador da relarao do Marauho:
O juiz de direito Jos Caelano de Anchado Pinto
pararbefe de polica da provincia de Sania Catha-
rina ;
(r jniz de direito Venancio Jos Lisboa para a co-
marca de Ouro Preto, da provincia de Minas (ieraes
O bacharel>Jos Antonio de Uliveirae Silva para
juiz de direilo da comarca de Algrele, da provincia
de S. Pedro do Kio Grande do Sul, (cando sem ellei-
lo o decrelo que o nomeara para a camarca de Caval-
eanli, em iioya?;
O bacharcl Olegarin Herculano de AquinoCaslro
para juir. de direilo da comarca de Cavllcau.
Foi.reniovidoda romaica do Hio Formoso, em Per-
nanibuco, para a da Victoria, da provincia do F-sp-
rito Sanio, o juiz de direito l.ourenro Caelano Pinto,
-im o haver pedido.
i apresentado o padre Jos Jonquim do Prado no
i ordem presbyteral que se acha vaga na
Mnranhao.
Tivcram mere'1 da servenUa vitalicia
Doofficio dc-labefffio publico de notas da cidade
do Becife, capilaldaprovinciia do.l'ennimbueo, Fran-
cisco Baplisl* do Almeida ;
Do odelo de tabeliq do judicial da cidade de S.
da provincia do Maraaliao, que renua-
n Bptisla da Cunha, Jos Candido Vi-
S. PAULO. ,
12 de Janeiro de 1854.
A nao ser o relatorio das occurrcncias eleiloracs,
quasi nada loria a communicar-lhe. Revolva-se pois
o circulo poltico para llie dizer alguma cousa : o
muaitoprofano va estril.
Passou a afanosa quadra da eleiao primaria do i.
de Janeiro sem que um acontec metilo nolavel yies-
se prender a atlenrn publica e dsse margem aos
commenlarios proprios da poca em que vivemos.
Reunio-se na parocha pouco mais da melade dos ci-
dadaos volaules, qne ah fizeram sua eleirao em fa-
milia, sem contestado coslumelra nem episodios ri-
diculos, que conlraslam com o magesloso e solemne
do acto. Nao vimos observada a praxe do passado,
quando a approximasu de um infortunado cidado
soberano Irazia a discussio, maison menos odiosa, so-
bre seu direilo urna, nem os contextos dos Tribu-
nos do poco, nem a polmica audacosa, nem final-
mente as scenas da chocarrice que se represeolavam
na residencia sagrada. Mizcria nossa, que seja pre-
cisa a retirada de um dos ininigos, para proceder-
mos eni uma eleico como os habitantes de paiz bem
conslituilo. V esta verdade por coala de qaom
pertenecr.
De fcilo cumpro-seo manifest opposicionista. Re-
lirou-sc a opposrao, medio o campo do combale, pe-
sou as forcas, largou a bagagem, e reculheu-se s
tondas coro a resignac,ao do vencido, com a conscien-
cia do fraco, ecomo olhar esperanzoso para o futu-
ro, que um da Ihe abrir as portas, conforme manda
a ordem das cousas.
Para mim que sempre acredilei no manifest que
nao era anonymo, que era subscripto por taulo ho-
mem que, como nos, exige a presumpsao de honra-aj
do, emquahlo o contrario se nao provar, a ausencia
opposicionista nao foi sorpreza ^pas oulros que, co-
mo S. Thom, seguem o ver para crer, muniram-se
de cautela e (rabalharam no sapposto de estar o ini-
migo frente, esperando que a terceira chamada
rompossea fogo rolante. Assim nao foi; da .opposi-
cao s comparecram os Drs. Gabriel, Brotero e Ne-
pnmaceno, que ex-officio quizeram ver como cor-
as cousas l pela mesa, reeeando lalvez que al-
auma passagem de pbysica divertida de Uerr Ale-
xander viesse enfetar o processo da apurarao. A
supposirao, verdade seja dita, era gratuita. Seria um
luso de vencedor, que de mais rida precisava.
A opposirao nao mirou as urnas ; mas seus esfor-
cos convergiram para oulra parle. As guardas avau-
radas trabatharam no sentido de desviar da vota^%
ludo que fosse liberal. Anda assim alguns poucos
appareceram volando no ladoconlrario. O collegio
he lodo snquarema, que eos alumine, .para que re-
mllame lisia triplico aquellesde que precisamos
amigos sinceros do paiz c particularmente devolados:
a provincia, e que, collocados nos arebibancos sena-
lonaes, nao se enregelem com o fri da Siberia,
abandonando nos outros pobres plebos merc da
fatalidade.
Para completar chronica eleiloral cumpre dizer-
Iho qoe.avallado numer de saqnaremas deixoo de
votar ; uns queimados pelo fogo da descreda no 1ra-
fego polilico, outros encorporados no bataliao des-
contente nao quizeram sappurlar o calor da refrega.
e abandonaram o negocio por conta de quem pe%-
lenceu. O Dr. Pacheco anda receben a ollera de
25 votos saquaremas, restos da inveterada influen-
cia que pouco a pouco vai morrendo. He o primei-
ro suppleulc.
Na freguezia de Sania Iphigenia houvo vida e mo-
vimenlo. A oppos5ao concorren toda formajao de
seus tnfalliceis elcitores. Esta freguezia he a cida-
dela da opposir.o, e. por nwior que seja a aclvidade
empregada pelo partido conlrario para ganhar a vic-
toria, ludo selaz em vao. Parece que all est ar-
raigada uma crenra inahalavel, inabalavel al no
poro miero-o, que na maioria dos casos nao procede
por s ; va fazendooque se Iho manda.
Vem a pello uma ligeira observarlo. A opposi-
eo em seu manifest declara-se retirada da eleirao.
O fnndamcnlo hea coacrao empregada pelo goer-
no, c em virtuddUelle abaodona-se a eleirao da S.
Por que nao se observou o mauifeslo em 'relajo i
Santa 1 phgenia ? Ah houve a mesma violencia que
se sonhou na S, devia-se guardar a coherencia e fa-
zer retirada.
Eu, que advognei a siaceridnde dess mauifeslo,
vi-me cm diflculdade paradescobrir o furo da ques?
lo ; aeho mais 'curial que se dissesse : rao nao abandona a eleirao nos lugares cm que lem
maioi a. s Deste modo licava salva a lgica, evitava-
se commenlarios, e nao meva embarazado coma tal
jiceridade que me propjiz a suslcntar.
Verificou-se a uolca que Ihe li an-miu+ sobre
o combale dado as proximidades de Iguape entre
um brigue e um vapor. O fado leve lugar no dia 17
de dezembrn, e foi presenciado por algumas pessoas
que se arhavm na praia de Jarea. O delegado de
poliria daquella villa officioii ao presidente dando
parte do oceorrido; mas nao inslruio a parle com iu-
formares necessarias : ignorava-se a narionalidade
dos navios, seus nomos e razao do conflicto. O Sr.
Josino ordenou ao ilclegadojue syndicasse do Tacto,
e oreferisse miiuriosanionte. Commnnicar-lhe-he a
resposta do delegado. Admira que ubi na corle nada
transpirasse dcste fado : parece que algum myslerio
qenvolve.
dolas, ao menos (lcar para as kalenda gregal. Di-
zem-roe que alada sejacha ero dilcussio este contralo,
e que as condiees onerosas que o Sr. Barros apr-
senla impedir a sua realisac.ao ; reconhece-se que
as estradas de carro Irarlo umavanlagem cousdera-
vel para a provincia, mas lambem he ccrlo qne os
privilegios que se exigera fazem desanimar os cofres
pblicos. Tive occasiao de ver uma analyse desle
projecto feila pelo depulado Silveira da Molla, em
quecomalgarismosdemonslrou quanln as ("maneas
da provincia soflrero se por venKira fr adoplado lal
qual se arha concebido. O Dr. Carlos Ilidoro da Sil-
va, legando coosla, vai oflercccr nao sei qne projecto
ou Irabalho sobre eslradas de carro. Se assim fr, te-
mos f que a nossa agricultura ganhar. O Dr. Car-
los, com a probidade e sncerdade que lodos Ihe re-
conhecem, est as condices de se por .tesla destes
negocios; com o amor que lem sua provincia c de-
dicarlo aos inleresses geraes da lavoura, rene ascon-
d ires requeridas para fazer um contrato que, par
decndires menos honerosas para'a fazenda publi-
ca, traga as vautagens esperadas.
Acaba de abrir-se as malas do interior, fenho
a satisfago de annunciar-lhe que as eleices se fi-
zeram pelos meios normara; nao se deu confuido mm
derramaroenlo de saogue nos lugares em que as duas
forjas pleilearam a vicloria. Parece que cada uma
cedeu de sua parle quaudoo dctame da razio acon-
selhava; e assim n5o temos de registar essas vergo-
uhosas bachaoaes que em prejuizn da nossa civilisa-
Cao ahi eslao no dominio da historia.
He assim que vemos a opposirao fazer abandono,
aonde sera loucura procurar vicloria, e a maioria
ceder o campo, desde que reconhece que vencer ele-
30 em certa localidade he procurar comprimir a opi-
niio. Deixou-se pois que o poto reinasse, e vigoren
o dominio legal. Olhe-se para l.orena : combaleu-sc
dentro do limite legal, sem apparalo de deslacamenlo
que por ventura intimidara o valgo, sem o prestigio
da autoridade Jos Vicente, averbadbsuspeilo e per-
seguidor, sem uma tentativa de violencia. E a oppo-
sirao venceu por uma inmensa maioria, e osaniroos
so acalmaran), porque o principio |da opinio assim
decidi. Assim lermiiinu o volcan eleiloral de Lorena,
a pracaTorte, a cidadella do partido liberal. Eis-aqui
o desenlace do drama sanguinolento que o Ypiranga
concebeu ; eis-aqui as faltas que o presidente desla
leve de expiar, ofierlaudo-se-Ihe essa longa serie de
doeslos mal cabidos que llie alirarum.
Venceu a opposirao era Porto Feliz. Refere-me
pessoa sera do lugar que se propoz e passou uma
Iransacrao, em vrludc da qual enlrariam em chapa
i saquaremas. A liga foi indicada pelo lado gever-
nisla, minora na villa; mas para logo fompeu-se
a iransacrao o um s saquarema nao sabio eleilor.
Renou ordem na eleirao, e nenhum desaguisado
veo nlerromper o Irabalho eleiloral, rcspeilaodo
cada umolriumpho da opinio da villa. Eis aqu
em que deu esle novo Etna que ia arrazar aquel le
lugar. O que se deu em l.orena e Porto Feliz, deu-se
nos mais lugares em que a opposirao d a le, como
no cidade de Campias, ele, onde nao se abando-
noa eleirao.
Na villa Bella houve transarlo dos partidos.
Vi cartas dos cheles luzias, em que explieam a liga
com a intervengan do Sr. bispo diocesano, que dese-
jando evilar o embate talvez desagradavel dos dous
lados, aconselhou e alcanrou que cada um cedesse,
e se offerecesse uma chapa mixta. Dizem que o par,
Ifilo opposicionista devia recusar : linha rnaoria. mas
em deferencia ao pedite cedeu. Vou luspendendo
o meu juizo quaolo primeira parle. Isso de forras
de partido se calcula iriuilas vezes ao talante de cada
um.
Umliorroroso assassinato foi commettido recen-
Icmeule na freguezia deltapecerica, qire revela o
estado de embrutecimento era que jaz umita povoa-
ro do interior da provincia. A mnlher de um fuao
negou-lhe outhorga para venda de uma propreda-
de, conleslaado a utlidade da trausarao. A iosis-
tenda do marido nada conseguio, e o resultado da
conlenda foi lanrar a esposa por Ierra com varias Ta-
cadas rasgando-lhe o venlre. Tudo islo se passou
dentro da freguezia sem que transpirasse. O facino
ra reccando a aejao da Justina eolerrou a victima em-
baixo do seu proprio leilo, e foi em basca do sogro,
dando como certa a fugada mulher..Ignoro o ultimo
resultado desle crime.
Referem-me de Porto Feliz que o assassoo pro-
nunciado pelo Dr. Cabral, juiz municipal desta vil-
la, que, apsa pronuocia, procuroii mata-lo de da,
deolro da povoarao, foi afinal capturado as imme-
diacoes de Taluby qoando prosegua no seu svste-
ma desordero. Veremos o que faz a polica, aguar-
dando que um membroda familia Vaz seja o primei-
ro a perseguir o criminoso, que seus inimigos consi-
derara seu particular protegido. O juiz municipal
anda est asyiado na capital, e estar em quanto
nao expirar a licenra. A proposito de Porto Feliz,
foi nomeado delegado de polica desla villa o cida-
do Jos Manoel de Arroda, o chefe do partido lu-
zta do lugar. Islo se deu antes da eleirao. Remello
esle fado para ser regstado as colomoas do Ypi-
ranga que, em sua boa r, altribua siaislras inleo-
cjes ao governo provincial a respeito da eleicflo nessa
villa.
10 do mesmo mez :
I p rdoada a Manoel Antonio da Fonseea, sol-
dado do corpn municipal permanente, a pena de 6
mezes de prsao com irabalho a que foi condemnado
pelo crime de primeira deserta simples;
A careslia dos ccreacs vai rresrendo aqni na ca-
p lal, c parere que para isso lambem influe o mo
eslado de nossas vas de communicacao, que na qua-
dra chuvosa lornam-sc inlraiisitaveis. Consta-me que
maisde uma tropa se lem conaBrvado de fa tita por
difficuldadc de ir adianle, pclosenormes aloleiros e
caldeiresem que muilas vezes se sepultara os animaes
e cargas. O Sr. Josino lem sido solicito em cooperar
para que se melhore quanlo be possivel pessimo es-
tado das estradas, applicando as quutas que exislem
no ori;aiueulo.
^Jlai nao he em um "ii dous aooos que os nossos
"TaTidanles conseguiro o seu desidertum, .nem as
verbasdecretadassaosiiflicenles para occorrer s ne.
cessidndes deiiaespeci*. Cabe aqu assignaiar qne o
celebre projedo do Sr. Barros, relativo a eslradas de
carro, lem embarazado a arrjlo do governo sobre -
brrturas e mclboramcnln de estradas geralmenle re-
cfamadas. Praia a Dos que logo fiqamos livrcs
Tive noticias da Franja que alcanram a 26 de
dezerabro.
As eleiroes continuaran} a Tazer-se com calmara.
He a cidadella dos saquaremas, onde domina a in-
fluencia moral do Dr. Manoel Benlo, que em toda a
comarca goza de um prestigio extraordinario. A
promoloria, que eslava vaga ha bastante lempo, foi
agora preenchida. nomeando-se acertadamente o Dr.
Evaristo de Araujo Cintra. He do partido liberal.
Parece que felizmente jase nao olha para a cor po-
ltica, quando se trata.de empregos que a le manda
prover-se indistinctamente : quando nao ha queslo
de emprogodeconfiannahe esse syslema deproscrip-
rao um fiagello dos cidadaos honestos, que um go-
verno reaccionario lauca obscuridade.
A barca de passagem q ue nesla villa se promplifi-
cava por ordem do governo provincial, para o Rio
Grande no lagar da Ponte Alta acha-se prompla. A
conslruccao desta barca era uma necessidade palpi-
tante naquelle lugar, iusupprida por oulra que o go-
verno de Minas mandnu preparar, insuulcienle.para
occorrer s necessidades do lugar.
O Constitucional annuncia que vai partir um
destacamento de ti praras e om infeiror paira a cida-
de Pindamonbangaba. Parece que o governo, em-
bora reconhecesse a necessidade de oppor forra aos
traquinos de Pindamonhangaba. nao o quera fazer
acra dcc,orrer o perillo.da eleirao primaria. Agora
queja nao lio peccado l vai a forja. Tambcm fajo
essa remessa ao Ypiranga que nao se enfadar co-
ntigo, visto que uao posso declinar da necessidade de
referir estas e outras cousas, que o respeito verda-
de manda registar.
Regisle-se, pois.
Vi estampado no sen Jornal um requerimenlo
de Joaquim Jos de Azevedo, era que pede ao minis-
tro da fazenda a reiiilegracao no lugar de escrivao do
colleclor do que foi apeado pelo actual inspector da
thesouraria.
Goslo de esmerilhar estesados das administraron,
mormente quando imporlam esquecmenlo da lei,
para que cu os v registando em inhibas communi-
caroes, enlendendo que fajo assim algum servir
regular ordem dos negocios. He por islo que proen-
rei verificar a injustica figuradamente commetlida
pelo Dr. Hipplyo, como se conhece pelo requeri-
menlo, chegando ao scguinle resullado :
O supplicanle foi nomeado pelo Sr. Jnao Caelano
com manifesla infracrao de tcrminanles ordens do
thesouro.
aafialj "<,em "' 89 dC de jUnho de ,8i7' "
130 de 30 de selembro do mesmo anno, que se reco-
nhece que o inspector pretrito claudicou. Eslas
leis declarara incompalibilidade entre os lugares de
cscrives, de collectores gera.es e proviucaes, e de
advogados, solicladores e escrivaes de cmaras mu-
nicipacs.
* Ora, o Sr. Azevedo eslava comprebeadido na letra
deslas ordens; mo poda .continuar o esquecimentn
do Sr. Joao Caelano. V esla observarlo a bem da
verdade. So o Sr. Dr. llippolyto deve ser leml.ra-
do nesla queslo, he unicameifle para receber lou-
vor pela exacta observarlo da lei, da qual nao se a-
fastou .lianle do quinto poder do eslado que inierveio
na queslo para que a le nao fosse observada.
Espera-se o Maracanaa, que, nao sendo inra-
rfarel como o Josephina, deve estar aqui ainanhaa.
Por elle adianlarei as datas.
{Carla particular.)
(Jornal do Commeroio.j
- iMPtrjii -
DE
COBRESPONDENCIA DO DIARIO
FEHNAMBUGO
PARAHIBA.
BEaaaaBcaape 28 de Janeiro da 1864.
Tao alarefado tenho riassado estes dias, que quasi
nem lempo lem-me restado para lomar aponlamen-
los do oceorrido neata quinzena, quo em verdade itlo
foi das mais caleris cm aconlccimenlos; o cumpri-
menlo porm do uma obrigacao que volunlarameu-
leeontrahi para com V'mc., faz com que eo ponha
de parle mcus afazeres pelos poucos minulos, que l-
rao de decorrer emquanlo dirijo-lhe esta caria.
Devp principiar reclificando um erro, que coinmol-
li na de 11 do correle, quando affirmei que ne-
nhuma pesie dominava nesle municipio; pois nesse
lempo j a beiigt fazia vklimas, enlre m Indios d (ans
exlincla villa de Monte-Mr, boje oonhecida por po-
voa;ao da Preguica, nos tilios denominados Tres
Ros e Jacar, mellior de Ires leguas ao norte desta
villa: duas ludia; (mai e fillia; que foram a capital
em dias de novembro, vollaram doenles da lao asso-
iadora pesie, a mai Tallecen j prxima a l'rcguiea, a
filha depois qoe chegou a casa; ambas,- bem como
cinco Indios mais, leem lindado seos das do mesmo
mal, lem sido sepultados do dia sem precaurao algo,
ma, em uma pcqueua ermda, que existe quasi em
ruinas, dentro do povoado, onde felizmente ainda
nao grassa a peste: a meiios de uma'mlha delta vil-
la csl curando-se nm bexiguenlo ainda lambem da
capital.
Na noile do dia 21 do corrente mez, no engenho
Ja/dim, cinco leguas distante desta villa, suicidou-
se Ignacio Cerdoso, oflicial de ferreiro; este Infeliz
J lia dias dava evidentes indicios de alienaro men-
tal ; poz lermo a sua existencia, fazendo-sc pendu-
rar pelo peseneo em uma corda, cujas ponas atou
em om caibro, dentro do quarto em que dorma,
em que fosse presentido por alguem da casa; s
pela manhaa foi encontrado o seu cadver depen-
dorado.
Nesla mesma noile, ou na antecedente Joaquim
Justino Guimaraes, quarto niz de pazdo districlo da
Babia da Trair.ao leve all ama coxa varada per-
peudicularmenlc por ama bala, arremessada por
uma pistola pequea, quo all conduza no bolsoe
que casualmente disparoo-se.
Estamos lvres j,i dos taes sganos qde ante-hontem
pozeram-se decaminlio pela estrada, que conduz pa-
ra o Rio Grande do norte; boa viagem ec mai! oao
vottem.
Tem conlnuado a exporlajao de farinha de man-
dioca, porm s com licenra do administrador da
provincia, e do nosso subdelegado, e dizem que eslai
licencas mesmo, que tao dificeis sao de obler-se, vao
aacabar-se; mas eu lambem Ihe afirmo que, de
duas uma lera de aconieccr, ou a farinha seguir
para ahi ou para qualquer oulra localidade, onde
ella der maior preto, qur por Ierra, quer por mar,
ou peMer-sc-ha a mandioca no campo, e jamis nun-
ca conseguir-se-ha o que a meu ver so prelende, que
be, quo os agricultores facam de suas casas celero
de farinha, e a vendara por baixopreto, aos que mo-
rando em Ierra, oode produz bem a mandioca, nao
a cullivam por ser menos lucrativa que a caima, ou
por cnnlarcm sempre com o seu baixo preco: quem
quer os pros- deve sujeilar-se aos precalsos.
Li na correspondencia publicada em seu jornal de
19 do correnle, como cabal resposta a ella oflerero
aos entendedores a minha carta de 31 do passado,
que tanto incommodou ao autor da correspondencia ;
confroutem ambas as pecas e decidan de qae lado
est a razo. Adeos.
"~*r?<
Mamantaape 24 de Janeiro de 1854.
Bem mal salisfeilo liquei pelo mo arnllrimenlo
que leve a minha primeira carliuha, cabendo-lhc
por Borle um lugar 130 pouco frequentado, que mui-
lo didlcullosamenie a pude encontrar; e desejando
nao arontera agora oulro lano, rogo-lhc queira
dar-lhc um agasalho mais visivel.
Muilo diflicil ^)a quasi impossive! he em um lu-
gar tao pequeo como este, que anda hontem jazia
cm completo esquecimento.encontrar-se sempre ma-
terias noticiosas, principalmente existindo urna
abundauria lao crescida de correspondcnlcs, que o
numero de correspondencias daqui sabidas, he con-
siderado como o mais farto genero de exportacilo;
todava para nao deixar de seauir a minha carrera
ja encelada, passarci a dzcr aquillo que o rrieu fraco
e esleril pensar meditar.
Consla-me que os ssanos chcaados aqu, ha mui-
lo pomos .lias, romo j Ihe communicaram, eslao
muilo sentidos pela mancira deshumana e injusta
porque tralou-os o correspondente ; e dizem-mo cs-
(arem-sc documentando para provar 6 contrario de
lo rra calumnia ; e antes que elles assim o faram,
cora o que (lao um passo muilo lmivavcl, cu rom
sempre amante dizer realmente o que elles sao, e qnal lem sido o
seu comporlamenlo c proceder, nao s em diiTe-
renles pontos desla proviucia donde sao (lirios, como
mesmo nesla villa.
No dia I. do anno correnle, estando ea c muilas
oulras pessoas em certa casa, quando vimos dous
cavallcros dirisrcm-sc para onde csiavamos, apea-
ram-sc e enlregiu-am dinerentes carias trazlas das
autoridades ede mais pessoas da villa de Guarabira,
ao Sr. subdelegado que lambem se arliava, as
quaes provavam cabalmcnie os seus bous coslumes,
e pediain ennsenlisse elles por aqui os dias queTj'ui-
zesscui ; dizendo-nos-j tcrein entregado outras ao
delegado, voiitendo a mesma eousa ; e elles por eoo-
sentimento destas autoridades tem-se-.delido por
aqui aleo presente,.abolelaiido-sc primeiramente no
engenho Ilapicrica onde esliveram por espato de
oilo dias sem dar o menor incommodo a seu don,
dahipassararam-sc para o engenho (iuarila, e ain-
dak-onsenam-sc sem tercm neta ao menos dado prol
vas de homeus malfazejos e incommodanles; pelo
contrario he opiniaogeral.que elles eoi vezdc oos ser-
v irem de fardo,\eram;alegrar a villa com os bons ca-
vallos que Irouxcrain e aqui ficam por mdicos ne-
gocios, soffrendo algumas cauudadas, o que nSo era
de esperar ; alcm das aprecaveis ganjonas, qne por
lodos sao chamadas para ler cmsuasdexlras o boena-
dirha, grangeaudo cm recorripensa aquillo. que vo-
luntariamente querem dar ; ainda mesmo, concedo
a hypothese, se ciles fossem-uns pesados c ineom-
modanles, romo tase o correspondente, s pelo
sinijiles fado de serein nossos irmos e patricios, a
juslira e a caridade obriga-nos a rercbe-los, vslo
nao haver lei alguma que prohiba se lites d rijo ;
perianto as guias e cartas de recommcndarao das
autoridades c pessoas gradas dos lugares donde par-
lirain, seaiiiudo-se o proreder hqnesto c illibado
durante a lempo que aqui eslao, sjiflicien(cmenle
pmvam o que sao elles, c que cora juslissima razao
se queixan do rorrrs|iondeiitc, a quem nem
pciisamcnlo ainda de leve oflenderani.
Como amigo da minha pobre Icrrinba, nao posso
resistir vontade de narrar-lhc o estado de abati-
menlo e ruina da nossa vclhusca matriz ; e Dcos
queira qne com esta minha breve advcrlcnria excile
a alaiicm para applirar-lhc algum remedio ; apezar
deque, duvido muilo que boje no secuto das luzes,
quando a moderna tem fcilo rsear-sc dosroraroes de
lodoso espirito religioso c o temor divino, apparera
quem queira tomar a seus hombros uni Irabalho 13o
intil, o ilrsucrcssaro ; rom todo ainda nao csoiore-
to. quero rom razao qiicixar-mc quando vir o meu
iufruclifcru Ira bal Im ; podamos sem dar o DMdVpe-
qiii'ini incommodo ao eslado, fazer cslcs lao neces-
siirins reparos, porquaulo osla he una villa da nos-
sa Paralaba, dolalla de lodas vanlagcns c propor-
(;cs ; porm como nao Icuha havido queni, queira
enrarregar-sc desla pequea tarefa, seja lalvez o
motivo do sen abandono ; eu bem quera apresen-
tar-me inleressciro c procurador desle tao po ouus,
mas como son parte reccio serv ir de conla de rabe-
ca, conlento-mcsmenlc cm a pon lar quaes us meios
que deve empresar, csteou aquellc que deseje pres-
lar-llie algum soccorro.
Em muilo curio lempo as scnboras formzas red n-
zirm esta pobre matriz no seguinte estado : uma
cousideravcl furna no lado esqucnlo desde o alicer-
ce al a sumidade ; oulra da mesma nalureza na
frente, desviaudu-sc esla quarta parle do todo, em
vil-lude iio seu grandeabalmento, resultando tam-
bcm o quasi desahmenlo do hlenle superior da
porta principal, enfermidade esla que, alm de ou-
tras lao bem scusiveis i>eni romo a Jalla do perTeito
asseio da rapella-mr. a iiiqicrfeirao da SHTislia,
ele, senao fr logo e logo-sanada, teremos de cm
muilo breve vero ten rompido aniquila inrnlu.
Nao obslanle, porm, os meus receios, espero nos
mcius patrieiose amigos, lulo ronsiiilam rhegar a tan
triste catada esto edificio lao /importante, erigido
por nossos anlepassados para nossa perfeirao e me-
Ihoramcnlo, cada) um de sua parlo roiirorrcndo, sc-
Kundo as suas poases, apparecend alauera que pro-
inova uma hio justa sulwripru,, olfeicrendo da mi-
nha ]iarle o meu lito auxilio; lrando cedo que
os nossos padroeros s. Pedro c S. Paulo bao de ser
nossos alhlolas e inlcrcessores.
Nao quero ultimar sem dar-lbe noticia da grande
economa desta villa ; ha pouco improvsoii-sc aqui
tun Ihcalrele, roncurremlo qunnldade avullada de
gente de lodas as chues, e desejando as primeiras
ralbeguras poliriaes mostrar como se diverta sem
dispendio alum, na primeira represenlarao, uma
deslas autoridades foi a ella, divertio-se com lodos
do sua casa sem soffrer incommodo do peculiar e
pessoal, porqanto o seu lugar era o mellior; a ou-
lra vendo que lambem poda gozar destes regalos,
lomou coala do expedcnlc, -c na represcutarao se-
gunda comparece com o seu aspeclo prazenteiro,
austero e econmico ; j va que lal! !! basta de
Nada mais apparece digno de nienro, % sim que
os-gnerosde primeira neressidade eslao por muilo
alto prec,o, rom cspeeialjdade a farinha. Dos nos d
chavas para nao termos uma fome.
'Saudce felicidade-
=
PEBNAHBGGO:
U
CAMABAWUBnCIPAX, DO RECITE.
6. SESSO ORDINARIA DE-13 DE JANEIRO
DE 1851.
Presidencia do Sr. barilo de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianna, Reg, Oliveira e Ga-
meiro, abrio-se sessao e foi lida e approvada a
lela da antecedente.
Foi lido o scguinle
EXPEDIENTE.
L'm ofcio do Exro. presidente da provincia, di-
zendo em resposta ao da cmara de 7 do correnle,
que poda ella proceder apuraco dos votos para
depulados a assembla provincial, pois segando Ihe
conslava, nao se linha feilo eleirao alguma no col-
legio de Cabrob, bem como ainda nao se linha re-
cebido na secretaria u'aqucllc governo a copia da acta
di eleitSo de Igaarass.Inteirada, e quo islo mes;
rao se mencionasse na acta da apurafSo geral.
Onlro do mesmo, dizendo que, para que alguns
posseiros de terrenos de marinha na ruado Sol, pos-
sam fazer a parle que llie loca to-cernedivo caes,
fazia-se preciso que mandasse lambem a cmara,
quanlo anles, fazer a qae fica em frente da prata do
capim, naquelle lugar, enlendendo-sc para esse fim
cornos mencionados posseiros.-Que se respondesse
a S. Exc. com o oceorrido a respeito.
Concluio-sea verificarao dos votas para depulados
a assembla prqvjujtial, maodou-se lavrar a acia, c
Icvanlou-se a'scss.lo.
Despachanam-se as pclicOes de Auna Marcolina
Diniz, deFranciscoLinsMaceJ Vianna.de Jos Ja-
cio Iho Silveira, e levaotou-se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, a escrev no impedi-
mento do secretario.llardo de Capibaribe, presi-
dente. Mamede.Rego.Olicei'ra.S Pereira.
Gameiro.
Iltms. Srs.Enonrresados porVV.SS.deexaminar
o estado do cemileno do Scnhor Bora Jess da Re-
dempcaosilo no lugar de S. Amarinho, e de sobre
oque obsepassemos ah fazer um relalorio, emillin-
do nosso riarecer; temos hoje a salisracao de dar con-
la de nnssja missao. O cemlerio acha-se em b'oni
eslado defconservatao, e regularmenleadministrado;
tem lmpfza e acelo; o seu arvoredo frondoso e ve-
getante; as flores virosas: tudo comoconvmcslar,
a escripluVatao acha-se em dia e regularmenle taita',
oqueheevidoactividadcezelo do actual admi-
nali-ador| As obras ainda noestao terminadas, i
ser para djiajae-quc se aprease as confrarins para a
cabarem suas catacumbas; e bem asm que essa c-
mara conlinue em sua tauvavel soliciltide por tao re
lgioso, quanlo til eslahelecimeulo e empregue os
meios seu alcance para a capclla, e a conslructao
das catacumbas qoe a.ella per lencera : esla obra he
de necessidade indeclnavel, ea factura da estrada
nao he menos urgente, pois nos lempos de grandes
mar>o prestito dos en trros passa por dentro d'agua.
Assim pois temos a dizer qae o estado do cemlerio
he muilo salisfalorio; que o administrador" tem bem
comprehendido e execulado os seus deveres, que o
eslabelecimento lem sido da maior ulilidade para o
paiz; o finalmente que he indispchsavcl concluir as
obras.
Dos guarde a VV. SS. Direcloria das obras pu-
blicas 1H de Janeiro de 1854.Illm. Sr. presidente
e mais vereadores da cmara municipal d"o Recfe.
Jos Bernardo GalcSo Alenforado, Jos Mamede
Alces Ferreira, Dr. Simplicio Antonio Macignier.
Contrato das carnes verdes.
Relaco das pessoas que malaram rezes, mediante
a multa de f)}000 rx. por cabera, na cnfnrmi-
dade doart. 9-do contrato das carnes verdes, e
resolitcao da presidencia de 21 de dezembra pr-
ximopassado, sendo ditas mullas dos dias 2.1 a 31
de Janeiro do corrente anno.
m le
por
DIARIO DE PERMBIICO.
Pelo vapor Paraense, entrado honim do sul, re-
cebemos jornaes do Rio de Janeiro al 21 do passado.
As noliciassao geralmenle destituidas de interesse.
e aloro do que ha de oflicial e dehamos transcripto
em lugar compleme, apenas podemos colber mais o
seguinte:
No dia 19 reuniram-se em assembla geral os ac-
cooistasdo banco do Brasil, eapprovaram o relalo-
rio apreseotado pela commss5o de exame, autorisan-
do ao mesmo lempo o cwelho je directao para a-
companhara liquida{So da mesmo banco, ounomear
uma commissao rMrc os seus memhros para esse
Tendodado parte de doenleoSr. marecbal decam-
po, barao de Porto Alegre, foi nomeado o Sr. briga-
dero Francisco Flix da Fonseea Pereira Pinto para
commandar a di visito que por i.rdfcrrrdo governo se
reuni na fronteira do Rio Grande daanl.
O Sr. l)r. Jos Augusto Cezar Nabuco foi nomeado
administrador da mesa de rendas da provincia do Rio
de Janeiro, eslabelecida na corle, c lomou posedes-
sc emprego no dia 17 do passado.
O cnsul de S. M. Britnica na corte foautoriaa-
do pelo seu governo a offererer uma medalha de ouro
e uma indemnisarSo de 25 guineos (cerca de 2309 rs.)
aocapiao Correa da galera brasleira Sophia, que
sal vou na altura do Cabo Fro, no mez de maio pr-
ximo passado,seis pessoas da tripolaro di galera in-
gleza Chusun, que havia ido a pique.
No da t do passado desfechou sobre a cidade de
Campos e mais Treguczias crcumvisinhas uma Tollo-
sa tormenta, que inunden as ras por espato de cin-
co horas, e durante a qual os raios ernzavam-se com
horrveis estampidos. Felizmente neiihuma victima
humana houve a lamenlar-se, e foram pouco consi-
dera veis os estragosfeilosde onlr., nalureza.
No dia 11 sahira d'aquclla cidade, a fazer expe-
riencia, um vapor receiilcmcnte construido, e que
era destinado a navegar d'ali para San Jo.lo da Bar-
ra, levando a bordo o seu proprielario Alejandre
Davdsou, o engenbeiro Hroiiu, o caixeiro Rycardo
Molden e oolras pessoas ; ao vollar, porm, e na pe- :
casiao em que alracavato caes, fez exiilosao uma cal-
deira, resultando disso licarem queimados o mesmo
proprielario, o engeoheiro, o caixeiro, um rapaz de
20 aunos e um menino de t. que instantneamente
falleceu, indo logo o vapor a pique.
No da U Tallecen o Sr. Dr. I.uiz Ignacio frasen-
te! de Azambnja, ajudante do director geral do con-
tencioso.
Lem-se na Regenerando as segoinles noticias:
No dia 27 deslo nvz, pelas duas horas e meia da
larde, linda a Tesla de San-Benedicto' na capaila do
Rosario, defronle da casa da negociante Rocha, no
porto das Lanchas, aperan lo inmensas pessoas que
vinhara de assistir. mesma fesla, Jos da Victoriado
Espirito Sanio, acompanhado de sua mulher e tras
fUhos menores, foi acommcllido por Vennitriano Se-
vero Xavier de Araujo, que, atirando-Ihes fortes ca-
cetadaa, o deitou por Ierra mais de uma vez ; e po-
[dBodooacommettidopasiars mos no ccele, Va--
ntwlriii fNon de wn esloque, e correu-lhe alga
*'.
I
mas estocadas, de q
Jos da Vicloria : ei
lo a seu salvo
do procedeu ..
ram asen
queja ap
>< Na villa da Barra de S. Matheui fot
estaqueado, no da 8 do mez (indo,
por Ignacio Hesponhol. o a auloridada
ceden logo ao competente carpo de d
as cautas desse fado, a
O Ypiranga de San Paule d conla do seguir!'
horroroso assassinato:
Ha poucos dias perpetrou-se*ao la fre-
guezia de Itapecirica, 5 leguas distante desla capital,
um assassinato que pelas circumslahcias que o aconi-
panharam.e motivo que lha deu cania, revela a mais
selvagem ferocidade.
o A victima foi uma infeliz menina de idade de
li n 16 annns, assassinada por seu marido,
que o motivo foi ter ella recusado a suai^^|
a venda de urnas Ierras. O mnnstrn qae a esculhera
para sua esposa assassinon-a, dando-lhe um lin
estomago e dous golpes na fronte, ronilat focadas no
veutre. e filialmente corlou-lhc a garganta. Teve
ugar o crime no sitio em que resida o assassoo e
que, depois de mora a mulher, enlerrou-a dentro de
casa, debaixo da cama em que donniain ; munlou a
cavallo, e foi casa de seu sogro dar-lbe parle que
sua mulher dasapparecer. O monslro le
para actimpannar a seu sogro e oulras pes
emque ha pouco commellra ISo bori
acharam a casa fechada, e para entrarcm
ao pai da infeliz victima arrombar a
tando-se porm desconfiancas, o assassino
prudente relirar-se. monlou a cavallo e ev
a O districlo de Ilapecricjkem adqui
limos anuos nina sinistra fama : lia 5 anuos ten
havido 12 assassinalos, entre os quaes 2 parricidios !
Dizem que para um destes parricidios concorrra o
monstro cujo crime acabamos de relatar.
a Informam-nos que as autoridades polciaes da
freguezia sao pouco diligentes para a captara de
moitos dos assassnos : alguns destes r
ramele na freguezia, jogam publicamente n
do. ealTromam audazmente a juslirn. O
gado de polica desla capital, cuja jurisdicgao
prebende lambem esta fremiezia, que lance so
las para ella, e ter occasiao de prestar relevantes
servidos, n
I^-se na Revista Martima BrasiUira:
a Solidas do Rio da Praia.
a No infeliz naufragio do vapor Argentina, sobre
pedras na pona d'Egoas em Montevideo, presin a
nossa divisao no Praia, mais urna vez entre mi
imprtanles serviros a um navio estrangeiro.
no commandanle das forcas o Sr. I.amego
possivel para salvar o lindo vaso inglez, n
immedatamcnle 3 lanchas com oftlcaes c
quaes foram as allirrtas a rctirarein-se quando o cu-
pilao den o navio por inleiramente perdido,
llamis disso o Sr. Lamego oflereeeu'o The
ra levar a Bueoos-Ayres as malas do Lutitanv
os agentes agradecendo os obsequios feitos nao
laram entretanto a delicada prava de altenrao
a eslarao ingleza houvera j destinado pa jdie
fim o vapor de guerra Vixem.
a Fizeram-se na nossaesquadra fuera
sentida morle da augusta irmaa do nosso
a rainha de Portugal.
k Todas as estates acompanharam
le iristissmo c piedosp dever, emba
vando convenientemente. Os Ama^^H
bandeira porlugueza no tupe de proa, c
no da gala, foram'os mais felizes na mane
bolsar a dr de dous povos irmilos.
A disciplina e boa ordem continan
veis na esquadra.
O brigue escuoa Bolo cooserva-M em Bueoos-
Ayres. a barca llerenice de'vo seguir era commissao
s ilhas Malvinas,e oademais navios da eslatao eslo
em Montevideo.
Da abolicao da escravidao'.
iContinuarao do numero antecedente.>
Parecera que esta conibinaeao pela qual o go-
veinu libertava os trbalhadores negros reembottando
aos faz.jndciros mais que o valor intrnseco de sua
propriedade, dover salisfazer todo miudo. Ella
nao satisfez a nin'guem. Onerosa metropoie i
quem impunha un despeza consideravel, nao o
foi menos aos fazenUeiros a quem indemnisava e
aos negros quer esgalava.
Livrando os negros da escravidao faziam-rbes seta
duv'ula um magnifico presente. Mas, em definitiva,
o presente eslava longe de ser gralnito. Se ava- ^
liarmos cm 7 anuos o 1/4 a quanlidarle de traba-
llto que [lode foniocer unta geracao cscrava, he boa
evidente que, brigando a geracao emaua|^da a dat-
aos fazendeiros qualro e seis ann-js de trabalho por
preco de sua alforria, reduziram a mui diminuLi
propornoes a parte do liberdadequu lhes alcancavam.'
"Ouasi que uao rcslituiaui grande maioria dos tra-
balhadores senao 1 anno 1/4 de livre activitade ou
|>ertO de um sexto do seu capital de forja e de'inieU-
ligencia. Por isso, grande foi o embaimento entre
os negros, a quem linliam embalado com a piomes-
sa de umainteira liberdade, eque delta snjceL
urna minima fraccao. Ainda assim essa niesma frac-
cao acbou-se bem reduzida pela aspereza toda mer-
cantil rom que os fazendeiros raigiam o cumpri-
mento das o)iigaces dos seus aprendizes. Nao sa-
tisfeilos de conomisarem no alimento de seusi es-
clavos de oulrora, elles exbauriam awda^arneDle "
seu vigor impondo-llies larefas excusivas, como se
quizessem rehaver c consumir tod esse graude ca-
pital de trabalho, de que a uniancipaco os desapus-
sava. (20) De seu lado, os aprendizes, ou obedeces-
serem ; sua preguica nalural, ou quizessem reservar
[tara 'seu futuro de liberdade seu capital de forcas
activas, mostravam-se pouco diligentes ezelosos^m
pagar a divida de trabalho dcixada a seu cargo. O
lempo do aprendizado foi pois una prjfca
ntios at-repcloes entre os senhoros e os cscravos, a-
quelles procurando oblero mais, e estes dar o me-
nos trabalho possivel. Um descontenUimenio geral
nasccu desle antagonismo de inleresses suscitado pe-
lo acto da emanciparlo. Viram-se riaarrw-rnyity. lW-
rein por precosverdadeirametiteexorbitantcsas obr'i-
garcs que Ibes eram impostas, .tao dillicultosa-
cliavam-nas de desempenhnr. Alguns pgarSin
3 ou 4,000 fr. por um auno de liberdade. Na Ja-
maica, a importancia das Iraiisacccs dessa nalure-
za subi, desde o primeiro de agosto de 1834
primeiro de agosto do 1838, a somma'de 300,000
dollarcs ( 1,620,000 fr. .
Desle moilo, a mcilida da einancipacao q_uasi que
s devia aprovoilar aos negros para o futuro. He
pois mui simples que a geracao presentera quem re-
duziaiiijjuwajandicao peior qae a eserovido, no
intuito de liliertar as ficracoos futuras, se achasse
descrnenle da sua sorte. He mui natural lao bem
queos negros maltratdospolosfazenueiros dljr:
aprendizado, seuiisseni augmentar-se ainda sua
sao aus trabalhos da grande cultura.
Se os negros podiam, com fato, araaldico
prsenle, os fazendeiros, por sua. vez, tudo libam a
temer do futuro.
Supponhamos com ofleito, que depois de ler soa-
do a hoja da liberdade definitiva para os aoren.fi-
zes tjabolhadores, abamlohassem elles em inassatB
rucase so rocuzassem a concorfer para a produeco dos
gneros de cvporlacao ; qual seria a sorte das pro-
priedades lerritoriacs e dos capitas nxos empeulia-
dos na produccao ilesses gneros. As propriedades
terriioriaesperderiamineNiuivelmente todo sen valor,
e os capitas fixos seriam successivamente aniquila-
dos. Para mostrat-se justa, ilevcria a metropole,
no caso verlenie, reembolsar aos colonos niie
lor intrnseco de seus-escravos, mas o valor i.
de suas Ierras e de seus capitas fixos. Muilo;
lhares de niillioes jain necessarios para occorrer a
Esla eveiitualidartc icrrivel realisou-se em (arte.
O apparecimento da liberdade dos negru
sAntilhas iiiglezas uma erisc agrcola, i
grande numero de fazendeiros deixarajD sua
S

m
<
(20j Trslemunliode James"Wlams, aprendiz cul-
tivador da Jamaica :
. Tenho perlodel8aniios.Quandoescravo,pcilen-
ci ao Sr. Snior e a sua rmila. j)epois da nova lei
tenho sido muilo maltratado pelo Sr. Snior c pelos
magistrados. Os aprendizes sflo, presentemente, cas-
ligados mais vezes .da que uo lempo da escravidao.
O Diestro nao esla salisfeilo e faz todo que pode.pa-
ra \iugar-se de nos anlcs que nos lomemos livags.
(liivi-lhedizer, que jaque nosqueriamdaralilHT
elle uos fatiganajftwtp durante qualro u seis anuos
que depois nao KMmos quasj de p.eslhruios part
pada. Os apre: :-. jJd
quanto as provisoes do ujuc d'anles.
loubam-lhes seu dia de descauro o clao-iie
prietarios. Hasta forneee mais ga!
nem faz mais disliibuic
s nos den
inos execular um traldlu de
do es.
I


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 3 DE FEVEREIRO DE 1854.


v
I
r
<)gunda parte da experiencia inglcza foi
niais dwasirozn paraos proprietarios la-ancos do que
fura cruel"para os trabalhadores negros a prim.ira.
De opprimidos tiuo linliam sido, tomaram-se; estes
oppressores por sua vez. Depais de icrem, durante
Iros sectilus, ncebido a lei ios fazendeiros, elles lh'a
Mpzeram. Muilas causas concorreram para acar-
rmr esta inversao to aulavel das retesos dos rues-
im e dos operarios.
Ouranie os longos o engaosos annos do apren-
dizad. liveram continuamente diante dos
i da liberdade, som podereni n'ella hu-
me< Jiiando puderam em fim apa-
"lla-1 mi-a. Houve durante alguns me-
idias-Oceidenlaes urna verdadeira embria-
lo liberdade. Demais, desdetempo inimemo-
ial o hranco livredava oexemploda preguica ao
uoescravu. Constituido senhor da sua pessoa,
)d-se esto naluralraantu disposto a olhar o
illio como o carcter da cscraviduo. Ociosidade
liberdade tornaram-se para elles synonimos.
As iiecessidades diarias da existencia erara o ni-
co freioque poderia reter os negros as rocas; mar
esse freioto pesado c lao mortfero para ostrabalha-
dorfi da Europa he niui ligeiropara os das colonias.
As iv-cessidades dos negros sao pouco numerosas, e
a fecundidade admiravel do solo dos trpicos per-
mitte satisfaze-Ias fcilmente. Um grande numero
; dos novos I iberios compraram, por vil preso, pe-
quenas porcoes de terreno, c dedicaram-se por sua
propna conta cultura dos vveres ; (nitros empre-
irara algum commercio mido ; aquelles em
n que conlinuaram a frequenlar as officinas reti-
ellas s'uas mulliente e seus filhos, attestaudo
assim qeram dignos de possuir urna familia.
louvo inmediatamente, pela influencia dessas
diversas causas, um dficit enorme na quantidade
do trabalfo necessario cultura dos gneros de cx-
pdrtaco.
ra reU:r os trabalhadorcs as rocas os fazendei-
ros tetaram primeirainente a violencia, depois a
astucia. A primoira nao poude prevalecer contra
a lei que.t'mha proclamado a liberdade da popula-
t> nogra. Sustentados enrgicamente pelos missio-
rios e pelos agentes da metropole, os negros libor-
souberam fazerrespeilar seusdireilos. A segunda,
queconsistiaprincipalraonte em elevar ou abaixarde
nina maneira desleal e arbitraria os alugueis das
casas habitadas pelos negros, conforme estts traba-
lhavam com mais 011 menos assiduidade, n.io levo
melhor xito. Essos mos precedentes (|uasi (pie nao
tiveram em resultado sena) augmentar ainda a aver-
negros aos Iraballios das fazendas.
EutreUintoos fazendeiros nao podiam passar seni
trabalhadores, a menos1 ijuo deixassem suas collicl-
lasapodreeer no pe e acabassom suas rocas. Tendo-
illogrado a violeucia e a astucia licava como
wurso o engodo dos salariosele-vados. El-
aceraj a porfa mis aos outros no lauco para ol>-
m o trabalbo do seus escravos de out'rora, e pa-
ra esse rabalho por ur.i prero iuteramontc des-
porporcionado ao seu valor real.
msa singular 1 viram-Se Iimnons que gaiibavam
apinas'para a' Sustentar, ignorantes, quasi barba-
ros, imporem a lei a proprietarios pela maior parte
illionarios, e, sen ligas, sem manojos, spela
das cousas, dictarjDies as cond:-;oes do iraba-
btercnideHossalaios duplos ou triplos daqucl-
que, na mesraa poca, se pagavnm por una
le de trabalho superior nos mercados abs-
' tidosna metropole. (21)
te modo tiveram os. fazendeiros que lutar con-
na causa dupla do ruina : a insufliciencia do
M disponivel, o a sobre-elevar o dos salarios,
indo esta daquella. Um; grande parte das
rulturas foi. abandonada, e os colonos perderam
desta sorte.como o tinham previsto e temido, muito
mais do que a importancia de sua indemnidade.
Talvez inesmo fpsse sua ruina completa, se o aban-
dono de um certo numero do fazendas nao tivesse
resultado restabelecer urna especie de equilibrio
a oflerto e a procura dos bracos, e reduzir,
pWconseguinte, a laxa dos salarios a propormes
mais razoaveis.
i irumensok desastres tiveram lugar, e a
prosperiide das Antilhas inglezas recebera um gol-
; que ainda se nao reslabeloceii.
oderaos avalia-lo comparando as cifras da pio-
ducsaodo assucar as possessocs brilannicas antas e
dopoisdaemifceipacao. (22)
He possivel todava (pie a emigranao dos traba-
lhadores d'Africa possu efloreccr s colonias iuglivas
um recursotemporario. A Inglaterra possuo na Ser-
ra-Lcoa umacoloniadiariamentc alimentada pelos ne-
gros arrebatados ao trafico. 30 a 40,000 libertos
passni alil una existencia mizeravel. Seus salarios
nao exedem a 30 ou 40 centesimos por da. He
para este deposito de horiiens que os colonos das In-
dias-Occidentaes dirigiram principalmente suas en-
commendas. (Continuarse-ha.)
A metropole teve sua parle nesso grande desastre
de suas colonias das Indias-Occidentacs. Protegi-
dos por um direito differencial contra a concurren-
cia eslrangeira, os assucare- coloniaes produzidos
em menor quantidade allearam consideravelmenle
nos mercados da Graa-Brelanha. O eonlribuin-
tes inglezes pagaram desle modo, indirectamenie,
pela abolico da escravidao, urna segunda indemni-
dade nao menos consideravcl talvez do que a pri-
moira.
Por outro lado, se a situaeo anormal do merca-
do do trabalho nas colonias foi favoravcl aos negros
no pomo de vista material, foi-lhes nociva sob a
relacao moral. Asobre-clcvacao dos safarios, dan-
do-lhes os meios de vivorem de pouco trabalho, ani-
mou sua propensao para a ociosidade e tornou-se
um obstculo aos progressos de sua educasao do ho-
meus lvres. Assim, nao he utn paradoxo dizer
que o operario he lao inlcressado em que seu salario
nao exceda o valor do seu trabalho, quanlo pode
se-lo em que esse salario nao fique abaixo desse
mesmo valor normal.
Ameacados de ruina pela falta de trabalho e so-
bre-elevacao dos salarios, as'colonias cuidaram fi-
nalmente cin tomar remedios efficazes para J.ivrarem-
se dessa dupla chaga econmica, de qub cram de-
vedoras ao rgimen do trabalho lvre.
Essos remedios, todo mundo comeca a indica-los:
elles consistiam, de tima parte, no melhoramento
das culturas, de outraiia emigragao de trabalhado-
res estrangeiros.
O melhoramento. das culturas, diminuindo a
quantidade de trabalho necessario is exploraces
agricolas, devia ^||ti1iiiente teruin resultado, aba-
ter a somma doslffiros pagar.
A omigracao de tr.ibalbadoivs estrangairos, fa-
zendo nascer urna concurrencia aos "operarios negros
constituidos senhores do mercado, devia roduzir os
salarios urna laxa normal.
Tomadas em lempo opporluno, podcriain ussas
duas medidas prevenir a criso colonial. Como he
pois que se esperou para recorrer a ollas quando o
mal achou-sc consummado?
A demora havda no melboramcnio das culturas
deve-se atlribuir a duas causas. \
A primeira-ho o absentecimo dos proprietarios
coloniaes. Jcssa grande experiencia da) emanci-
paco, s os proprietarios podiam resolver todas as
difficuldades que inevitavelmente devia apresentar a
transjsao do rgimen da escravidao para o rgimen
de liberdade. Os administradores, ainda mesmo
que fossem capazos de dirigir a -transforinaco das
culturas, nao podiam assumir a si a respousabilida-
de dessa cuslosa operaeao, em una poca sobretudo
era que desesperavam gcralmente do futun) das co-
lonias. ^J
A segunda causa dessa demora funesta nao he
outra senao o eslabeleciinento do rgimen do aprcu-
dizado. Este rgimen s difteria da escravidao em
ser mais duro, mais oppresstvo ainda. Como o
escravo, o aprendiz trabalha'va contra sua vontade,
debaxo do imperio do conslrangimcnto. Ora, te-
mos notado que o emprego dos processos de
urna cultura aperfeifoada reclama antes de lu-
do trabalhadores de boa vontade, trabalhado-
res l'tvres. As difficuldades nhorentes a urna mu-
danza no modo das culturas tornavam inais indis-
pensavcl ainda o concurso de operarios zelosos. c
inteligentes. Era necessario, para vencer cssas
difficuldades, mais que o trabalho madiinal de rai-
zeraveis aprendizes aguilhoados pelo temor do djj-
cotc, ou do tread-mill.
Tiveram, afinal, em algumas nx;as a prova ina-
nifcsla de que o rgimen do aprcndtzado fora o
principal obstculo transformaeo dos processos
agricolas. Ensaios de cultura aperfeicoada que ba-
viam-se mallogrado cmquanto durou esse rgimen,
tiveram bom xito.logo que os trabalhadores se
acharara completamente emancipados.
A ignorancia da .lei econmica que rege o traba-
lho, contribuio sobretudo para retardar a eruigra-
fo. Ninguom suppunba, antes da emaneipasao,
que a raridJc desse genero que se ciama Irabalhu
collocara os fazendeiros que o consumiam sob a
dependencia absoluta dos negros que o produziam;
niiigiiem sabia do urna uianeira positiva, antes des-
sa experiencia desastrosa, que os salarios s pdem
ser justamente regulados quando ha equilibrio entre
a olTerja e a procura de bracos; ninguem compre-
heudia claramente que s o esiabeleciment deste
equilibrio poda impedir que os lucros, depois os
captaes dos fazendeiros, fossem absorbidos pelos sa-
larios dos trabalhadores. E a necessidade da emi-
gracao una vez liem rcconhccida, nao sabiam onde
acliariam trabalhadores proprios para a cultura dos
gneros tropicaes; ignoravam tamliem de quema-
iOeii-a coiivinba oi-ganisar a importaso delles. _\i-
diun estudo previo fora foi lo sobre esla4Uimleras,
twnhuma experiencia fora tentada peto'iroveruo. ', 'c"",'("'es-~ Tendo o Sr. Claudio Dubeux
n^.'-........>---------- I Pul"'do em feu conceituado Diario, uro annuncio
Senhore Redactores. Ass;is tenho estimado as
providencias que lem dado o Sr. inspector geral do
instituto vaccnico para a propagado da vaccina
no imperio, auumcnlando diariamente oi.umoro dos
iuocaladores para fazer geral urna pratica 15o saurfa-
vel, e dando medidas sanitarias adequadas a remo-
ver o contaste, o que prova o seu amor sincero pelo
bem da patria.
Nao lia por certo enfermidade mais vulgar e fre-
quente do que a varila, a qual atlectando muilos
individuos, roulia ao estado um grande numero de
pessoas, flcando utttn>s inhabilitadas para arnics im-
portaUles, sendo a vaccina(itoo meio maiscllicaz para
obstar o seu desenvolvimcnlo.
He lvre a qualquer do povo applicar o Huido vac-
cinieo nos lugares, onde nito bouver vaccinadores,
como declara o arl. 32 cap. 12 das disposc,Ses geraes
do decreto n. 466 de 17 de agosto do 18i6, e nao len-
do algumas pessoas que se applicam a vaccinacao as
hahilitaeijes necewarias para conhcccr a marcha da
verdadeira e da falsa vaccina, resolv publicar a pre-
sente tradueco, na qual acbarao os senjiores vacci-
nadores urna guia segura, queosencaminhe a conhe-
ceroresultadodoi seus Irabalhos.
Ei-la.
Ezpoal$ao' comparativa da marcha da verda.
delra di falsa acelna.
' 'acciita teriladeira.
Nenhum trabalho scnsivel durante os 3 ou 4 pr-
meiros dias.
Na vaccina verdadeira, nbserva-se logo urna pe-
quena elevante na incisao do (piarlo ao quinto dia, e
algumas vezes mais larde.
Na vaccina verdadeira o peqfleno boho que se
forma do quinto oo stimo da tem urna dopresso no
ccnlro, a qual he um carcter esscncial,da vaccina,
e nilo um simples elleilo da inciso. *
O circulo vermelho que rodeia cada boho, e
que se chama areola, s appareredo quinto ao stimo
da.
O endurecimento do lecdo cellular he insepara-
vel da verdadeira vaccina.
O chaco da verdadeira vaccina offerece urna cor
argentada.
O trabalho da verdadeira vaccina he de ordinario,
acompanhado de incommodidade e de febre depois da
Iorma^ilo das areolas.
Os periodos da verdadeira vaccina Silo molo re-
gulares.
A desseccacdo nao tem lugar senito no dcimo ou
no undcimo dia.
Vaccina falsa.
O trabalho cometa desdo o dia seguinte, c al-
gumas vezes desde o dia mesmo da vaccina-
cao.
A intumescencia ligeiraque se forma logo no lugar
das insertoes se achala estendendo-se.
Na faUi vaccina, o botao que se desenvolve
mais depressa, elevase em pona cm lugar de ser dc-
premido no centro.
Desde o instante da vacduicSoappareee urna li-
e ao mesmo lempo urea areo-
cessa quasi sempre
geira enlunicsccnci:
la que, frequenlemente, lie de um encarnado "pal-
udo.
Nao so objftva este endurecimenlode urna manei-
ra scnsivel na areola que rodeia a circunferencia da
pstula em urna fabia vaccina.
OincliaSo da falsa vaccina he descorado, e con-
tendo urna materia amarillenta que, em seccando,
loma o aspecto de gomma.
O trabalho da falsa vaccina,
sem que se inanifesle a febre.
A marcha e adurajo da falsa-vaccina, offerece
mnila irregularidade.
A formado da crusla amarellenla e sua dessecca-
ao, sao lambem mais promplas na falsa vaccina.
Peco-lhes Senhores Rodadores a publicidade
deste meu pequeo trabalho, pelo qne ,|ie3 ficarii 0.
bngado oseu constante leilor e criado,
Antonio de Souza ltnet Pinto.
Commissario vaccinador municipal de Maman
gaape.
27 de Janeiro de 1854.
e o neme das pessoas a quem foram compradas, ou
anda de lhehaveremsido aprasantadas su a nssrgna-
tura as letlras para o pagamento das 3(0 barricas,
muitos dias depois de concluido o bataneo.
Julgo-me ter salisfeito o nulilico, peranle quem
rao quero justificar ; e se o mesmo oate acontecer cem
o.Sr. Claudio, pode S. S. ficar corto de que empre
me adiar prompto a acompaolia-lo onde quer que
me procure.
Sou Srs. redactores de Vmct. alenlo venerador,
Manon Atehanjo de Mello.
COMMERCIO.
I'RACA 00 RECIFE 1. 1)E FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotac&es oliiciacs.
Descont de letras deummozt % ao mez.
Assucar masravado especiala 13*740 rs. por arroba.
Frete para o Canal a receber ordensa 90i-e 5 \ por
tonelada do assucar em saceos.
ALFANDEA.
Rendimento do da 1....... 17:0705736
eicarregam lioje 3 di fecereiro.
Brigue hamburguez li. D-----bacalho.
Barca inglcza Nurval dcm.
Polaca nrasileira.V. s. do Carmo pipas vasias.
Importacao '.
Patacho nacional MHktaejo, vindo do Acarac,
consignado a .Manuel Conriilves da Silva, maiiifeslou
o seguinle :
2,230 meios de sola ; a Joao Jos de Carvalho Mo-
ra.
1,100 meios de sola, 1 barril toucnho, 10 saccas
farnha de mandioca, 2 ditas gomma; a Antonio
Joaquim Rodrigues Jnior.
13 couros salgados ; a Jos Rodrigues Ferreira.
846 meios de sola y a Marcelino Jos Pune.
300 meios de sola ; a Manuel Ooncnlves da Silva.
250 meios de lita ; a Antonio Gu'ncalves Pereira.
14,351 meios de dita, 51 couros sisados, 36 naceos
gomma, 3embi-ulhos pennas de ema," \ barricas se-
bo, t altanados, 28 couros, 1,414 ditos muidos ; a
ordem.
CONSULADO iERAI..
Rendimento ilo da 1. ..... 5:683)753
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1.......5333204
Exportacao'.
Babia, escuna nacional V eremos, de 101 tonela-
das, ronduzio o seguinte : 6saccas aveia. 6 dlas
reno, 50 ferros, 2 barricas e 25 cmbrulhos 50 arados e
seus nerlcnces, 1 emhrullio iiislrumenlo cirurgico, 3
caixas prensas" para copiar cartas, 3 ditas moinhos pa-
ra inillio, 12 (icras, 1 caixa e 1 roda de 1 prensa de
algodan, 460 barricas bacalho, 50 ditas farinha de
trigo, 50 balas de papel pardo, 10 caixas dito machi-
na, 1 quartola eil barris azeile de carrapate, 10 cai-
xas velas de carnauba.
Baha, hiate nacional Amelia, de 63 toneladas,
conduzo o seguinte:530 barricas liacallio. 10 bar-
ris e 30 meios ditos manteiga, teaiiSo clchete*, 10
barricas gracha, 1 caxao 2 arrobas de doce secco,
1,000 olhos de ralba de carnauba, 2 cagues barris de
dore de calda.
Parahiba, hiate nacional Paquete, de 31 toneladas,
conduio o seguinte:4 voluines fazendas, 46 ditos
motilados, 250 barricas bacalho, 295 arrobas de car-
ne secca, -i dlas cobre.
RECEBED01UA DE RENDAS INTERNAS liE-
RAES DE PERNAM1JCO.
Rendimento do dia 1. W .
CONSOLADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1. ..."... 3:418}i67
6063561
MOVIMENTO DO PORTO.
.Xae/o entmdo iwia 1.
Aracaly11 dias, hiate brasileiro Aurora, de 35 to-
neladas, meslre Manoel Jos Martns, equipaaem
4, carga sola e mais gneros ; a Jos Manuel Mar-
tin. Passageiros, Manuel Pereira de Azevedo e2
escravos a entregar.
Navio' tahidos no mesmo dia.
Maranho e CearBrigue escuna brasileiro /.aura,
capitao Manoel da Silva Santos, carga varios gne-
ros. Passageiros, Dr. .Marcos Correa da Cmara
Tamarino, sua senhora c 10 escravos, Jos JnSo de
Miranda Jnior, Ory com sua familia c 1 escrava
enm 2 crias a entregar.
ParahibaHiate brasileiro Paquete, meslie Bernar-
dino Jos Baudcira, carga varios gneros. Passa-
geiros, Marcelino Scrates e Moura, Antonio Ro-
drigues Selle, Alejandre Emidio de Medeiros,
Domingos Ferreira da Silva, Domingos Soriano de
Azevedu.
Liverpool pela ParahibaBarra inglcza Cruzador,
capil;lo 'lliumaz Hnnler, cm lastro.
A'aeioj entrados no dia 2.
Rio de Janeiro c Babia11 dias, e do ultimo porto
2, crvela a vapor brasileira Paraense, comman-
danle o capito-tenente Francisco Xavier de Al-
cntara. Passageiros, o Exm. Sr. ronselhciro Vi-,
cunte Pires da .Molla, o seu secretario e4 criados,
Dr. Joiip Nepomuceuo Dias Fernandes, sua senho-
ra e 1 filho e 2 sentenciados. *
Illia de Santa Helena10 dias, escuna inglcza .Su-
tana, de 152 toneladas", rapilSo J. Romeril, cqui-
pagemS, em lastro ; a Redwav Robliard & Com-
panliia.
Piados sahidos no mesmo dia.
BabiaHiato brasileiro Amelia^ mestre Joaquim Jo-
s da Silveira, carga bacalluip.
demEscuna brasileira Veremos* meslre Joaquim
Jos Alves das Neves, carga bacalho. Passagei-
ros, Conrado da Fonseca e Silva, Antonio Fran-
cisco Xavier Lisboa.
9I-OS"
.1
Esles lacios sao atleslados |Mir lodos os Irsle-
miiuhps; rilaremos rom preferencia um inqiiiiilo
luarflo da Trindade, no qual elles sao per-
fitamenle esclarecidos, Os resullildos principis
e*e ini|iiiri(o achani-se formulados nos naragraphos
seaiiinles:
Parece, conforme as informacOcs rolhidas,
poca da c&iiuc^itD o do aprenilizado, em
IKia.bavia na Trindade:
204 fazendas de assucar.
39,328 haWtanles.
13,265 geiras de Ierra cultivada.
t geiras porlencenles a particulares.
a,0fe9,301 geiras |>erlcncenles a cora.
o capital empregado nas fazendas
de asonar pode ser eslrictamenle chauado capital
uiduttri*!; que o valor das 204 azeiidas de assu-
car que evislem nena'rolouUi exccle. por urna bai-
xa de avallaran, a dous mlbes de lihr. eslcrl.: o
l ;!< M libr. por cabera para cada habi-
ante, e conslilue u,lm mno aesproporilo entre o
jp.tal mdns nal fixo e a cifra Ja ilopi'ilarao que
sera destinada a faxc-lo render; desp'roporrao lal
(pie a mesma mai-,lna, qe [Wiill. M aillrilt.,u.
gas mais vastas cas fabrica mais ricas da Europa,
^o appreseiila precedente algum anlogo
3. Ooeessa desproporrao ruii,., pan.'a colonia
rresco de da ero da e.n rouseqnencia da ipera-
Imlidancia das trras possiudas petos partcula res e
das quaes um pouco mais .te. un, quinte smenle lie
e pode ser cultivado, visto a cirra de nossa popuk:
rao actual. Os 4(6 excedentes nada rendem porlan
lo aos propnetanos, que desfazem-se deUe ,,,.' _
quenas porcoes: de sorte que o numero dos traba
Ihadores precedentemente crunregadoa nas mauu-
facturasde assucar, e que desde entao era inlgado
iiisiifllcienlc, derresce rpidamente. Este nial be
jinda agravado pela graude cxlensio de Ierras une
corda na colonia. Ierras que nao sao protp-
>ntra a usurparan das pjtssoas que nellas se
lalielerem sem aulorisacao.
Que da raridade da popularn, comparaliva-
lo das Ierras concedidas e ao capilal
xen\ os seguintes males, que foram clara e
indamente prn\adns no inquirid): lodos os pro-
lari a anenles carregados de capilaes, nessa
almenteem urna lal dependencia da
Miniad* dos trabalhadores, que se nao adiara pin-
vavelmenle nenhum exemplo desse fado em parle
alguna do mundo, c em nenluima poca. Ainda
que semelliantesdesproporc/ies entre o solo e a |>-
piiilessem ensttr. urna igual detproporcao,
do capital que ele repre-
i sido possivel ale o presente. Esla
aSo he com cffeilo, senao o resultado
za, que principio lign
urna exlensan
que, depois, con-
rrdade. Essa de-
s, da vonta-^
i;o do
adnenlo
i-smos Iralm-
|iic as
iwT;
rt-.rj publicacao
desproiii
2 Este
Obrigados a ompenharem-se s apalpadlas em um
caminho desconhecido, (wrdorain as colonias em
tentativas irJmfliferas utn lempo precioso som-
maseonsidefaveis.
O principio econmico sobre que repousa a omi-
gracao, ou para mclhpr dizer, o commercio de
transporte do trabalho livre he o mesmo que,greside
ao commercio dos outros gneros; elle consiste na
desigualdadc do nivel da laxa dos salarios ou do
valor venal do trabalho em mercados dierenles.
. Nos primeiros lempos da einancipacao, um o|>c-
rario podia ganhar, nas Antilhas inglezas, du fr.
1,50 f. 2 traisalhan/lo jornal, c o dobro desta
somma traballiaildo de elSipreilada. Para obterem
os trabalhadores que Ibes faltavam, as colonias nao
tiiihir.il portanto mais que fazercm ebegar suas en-
commondas os paizes onde pagava-se menos caro
nina quantidade. de trabalho equivalente. Os pai-
zes em que a diflcrcnca acbava-sc mais considera-
vel, eram naturalmente aquelles cm que essas en-
comniendas de. bracos tiuhan as mclbores probabi-
lidades de seren acolladas.
As administraces coloniaes enviarara, |r con-
sequencia, agentes de emigrar.ao aos paizes da Eu-
ropa, da frica o da Asia onde presuman! que os
salarios se achavam pela tesa mais haixa.
Sem duvida, podan^ razoavelmenle suppor que
o engodo de urna rerauReracao elevada bastara para
atlrabir s Iiidja^pecujeulaes urna multido de tra-
balhadores nccessiuidos do nosso continente; mas
nao recoidieceram logo ((Ue lodos nao eram proj.rios
para a cultura dos gneros tropicaes, o nao wflec-
liram que, importando ao acaso individuos de todos
os paizes e de todas as ragas, iaui expor ineviltivel-
ment-i as colonias c os mesmos emigranles fuiuslas
r}eee(^cs.
Deste mod>, a mor pa/te dos emigrantes Allo-
mis, Irlandezes, Portuguezes e Maltezes que foram
e\|)eriinentados na Jamaica nao foram bem siicce-
didos. Nao haviam cuidado, contratendo-os, no
obstculo do clima. Apozar de lo dolorosasoxpe-
rinncias, esi|ueciam com a precipiuicao. com quo
obravam, que o solo dos trpicos nao podo ser cul-
tivado por iraballiadores da zona temperada. Per-
das assi'is imporlanU& de homens ede dinheiro foram
o resultado deste erro deploravel.
O obstculo do clima nao exislia para os trabalha-
dores da A rica. Por isso, desdo 1838, as 'esperan-
cas dos fazendeiros vollaram-se para um lado. At
entao ijavia pedido frica trabalhadores escravos;
nao era natural pedir-lhc d'ahi por diaute trabalha-
dores livros ? Ao roulai, violencia, tratav,t-se so-
mente de substituir o engodo do ganho.
Al agora todava, apezar de urna piultidao de
tentaliv;i.s, a emigraco livro dos Africanos nao lm
podido toiuar nina exteusao consideravel, e, pela
nossa par*, hesitemos em acreditar que cllaatisfa-
Sa nunca as necessidtdes de trabalho das rcgics tro-
picies do Novo-Muudo.
Sem dutida, nao laltam homens na frica, como
o atteslam os recursos que o trafico ah enrwntra des-
de tresseculos ; mas nao sao superabumhintes. As
ngiea tropicaes do .continente africano sao talvez
mais forteis ainda que as do continente a.mericano.
Lutreanto suasregioes nao possuem ainda boje se-
nao povoacoes dispersas, collocadas no mais bai-
xo degrao da escada social. Ora, o caracb ir que des-
ungue essencalmcnte os povos abysmados na primi-
uva barhana he um aferr ceg aterra < ,ue os vio
nascer. fclles so emigram quando o solo. natal dei-
xa de apiesentar-ll^ recursos sufficiente i. Tal hoo
astado dos negros d frica. Todos exP erimentam
urna inseiisivel repugnancia era apartaren, i-se 'de sua
patria. Nao marcharao volunteriam.Mile para a ei-
vi isacaoscriwccsMTioqueacivilisaeao n larchepam-
elles. A Afnca be penetrada, emnossosdi; is, ao nor-
te, ao sul pelos trabalhadores superabui idantes da
Europ3 ; os da Asia, essa magna viru m moler,
eolonisaram sem duvida a regio central enacessivel
faos'europeos. Esti pois na na natmvza das cotiaas
5 uuiio_(juc os exponte.
emquediaa ter-me eu despedido de sua padara,
sem baver preslado cenias, ndo-me alb. eniregBe
porT>alaBco o negocio a ella tendente, logo previ que
o dito Sr. fora levado a isso, pelo desejo de descon-
ceiluar-roe perante o publico ; e para que n5o vin-
gasseoseu intento dei-me preCaem responder qoel-
le aununcio, fazendo-lhe senlirque nada honvera de
irregular em meB procedimento, pois que parlici-
pando-theno dia 20 que pretenda deixar sua casa,
e sendo-me res^ndidoque o pndiaffaery, nenhun.a
demora Uve enisatisfaze-lo. por quanlo haviamos da
do.bataneo na pidaria.no dia 31 dedezembro p.pas-
ado. >e.u conformidades segando a ordem do mes-
mo Sr. Claudio entregue! a casa ao Sr. Bruno Burle,
e delle exig um recibo de (..do qoanlo alli exislia, o
qual conservo em meu poder. Nada ha por tanto de
nsuravel no meu modo de proceder.
Entretanto emmeu annuncio publicado no Diario
de 9. eu acrescenti que conformo o bataneo dado,
venficou-se qu. a padara |onge de ^^
das durante a mesma caixeiragem, havia pelo conlra-
rioobl,, o lucros sumcienles. A isto porcm relorquio
o br. Claudio em outro annuncio, que cu nenhuns
lucros duba deixado, porque conrerindo elle o refe-
rido balance viera a conheeerque n'esle nao taran
compreliendidas 100 barricas de farinha, compradas
a _J de dezembro prximo, aos S. Rossell Metlors
f;';,"em mais l- compradas aos Srs. Diane You-
w C., ludo na importancia do 2:5433O0; e que
porennseguinte havia aales um alcance de 17$0X>
rs., fora o servico^e dous anuos de 4 pretos. Com
semelhante assereao, ainda mais me convenc do fir-
me proposito em que eslava o Sr. Claudio, de offen-
der riiiiil.a ba rcpnlacao ; mas posso asscverar-lbe
que o nao conseguir, eque arei patente.-, sua inius-
lisa para comigo, com a simples pposicao da venta-
lle, que passo a fazer.
Enbjci para a pidarta do Sr. Claudio no dia l
de dezembro de 1831, e s o dia 29 de Janeiro de
I*j2,heque demos ella bataneo, achando-se, por
este enslir.de fundos a quantia de 1:1425280 rs. Em
lodo o lempo em que ah me canservei, c.ilrou em
tarinlia a qaantia de 21:7203000 rs., segundo consta
do I.vro competente que conservo em meu poder, e
que nao duvido entregar no Sr. Claudio, passando-me
um recibo com as individoaees necessarias a minha
seguranza.
l)ef ao mesmo Sr. cm diversas occasioes a quanlia
de 18:28491Gt>rs., do que tao bem tenho recibos. As
dividas activas da padaria cliegnram a 4:201j> rs., e4
as suas desnezas de cosleamonto a 3:2019062 rs. Os
fundos existentes ao lempo do Jalanco dado em 31
de dezembrrrproxiniu passado monlavama 307390S0
rs. Tal foi em resumo o movimiento da padaria
em quanlo nella fui caixeiro.
Por ahi vera o Sr. Claudio qn e reunndo-sc ;i ni-
porlancia das farinlias entradas, e dos nndos primi-
tivos da, padaria, a quantia de ii90Jrs.de despezas
fetas pelo escrplnrio de sua cas a, lerems a somma
de 23:132i5f6rs.; e quo dedusid i esla da somma dos
dinheiros recebdos por S. S., das dividas activa,
despezas taitas, o fundos verifica dos pelo'ultimo ba-
lanco, (ao todo 30:7395328 rs.) I eremos um saldo de secre
7:o868SI2 rs., si.geilo apenas as despezas i apona- eo/l l d
das na quanlia de3:2019962 m^d'onde resulta alP 'ertti^
nal que os lucros liquidados foram do 2:3859750 rs.
Agora resla-me dizer aoSr. Claudio que, a vista do
exposto nao he exaclo o dizer S. S>. c/ue no balando
ullimamenle dado nao entraram asi 10 barricas de
farinha, compradas a Kussell Mellon & C." e Dea-,
ne Voule, pois que constando ellas lo livro de en-
tradas, impossivel era que nao fossem contempladas
no balando, nao sendo este, feilo somi me por mim.
e se o Sr. Claudio pecca por falta do m ?moria, eu lo-
mara a liberdade de lembrar-lho quo i eu caixeiro de
escriplorio assistio c coufeccionou coro igo dito balan-
So; e que sendo este revisto por S. S. a. nenhum re-
paro Ilio.mereceu ; podendo unicainei de o seu enga-
o ulterior (caso nao seja fllho da vonta de.comc-creio)
provir da cirenmstancia de nao termo s descriploes-
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fmen-
(la. man.la fazer publico, que da dala desle a 30 das
Nrip arrematados peranle a mesma Ihesouraria, c
a quem mais der nos, termos do alvar de 14 de Ja-
neiro iln 1807 as Ierras maleriacs e mais perlences
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cita no
engenho'Soccorro da fregueza de S. Amaro de Ja-
boal.lp : peto que as pessoas quo quzerem licitar, de-
veran comparecer na sala da(s sesses d referida Ihe-
souraria, as 11 } horas do dia 21 de fevereiro pr-
ximo fuluxo ; adverli.ido que t arrematado ser tai-
ta a dinheiro de contado.
Secretara da Ihesouraria de fazenda- de Pernam-
buco l de Janeiro de 1851.O olhcial maior,
/m7to Xavier Sobreira de Mello.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia
em cuinpi imenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qu: no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novameule a prasa
(.ara ser arremalada. a_ quem por menos fizer, a obra
dos concerlosda cadei da villa de Caranhuns, ava-
hada em 2:24'.92irs. A arremalacjlo sera feita na
forma dos arligos24e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1831, e sob as dausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeao,
comparejam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
Conforme o secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ctaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenln do ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do enrrente, manda fa-
zer publico, que m.s dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da ramilla da mes-
ma Ihesouraria, w ha dearrematar quein por me-
nos fizer, a obra do acalda na Villa Bella da comar-
ca de Pajeo de Vieres, avaliaita em 4:0019000 rs.
A arremalaeao ser Jeta na forma dos arU. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 da maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo Copiadas.
Ai pessoas que se propozerem n esta arremata-
rlo, comparceam na sala dasscssOes da mesma jun-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, campe
lenlemenlc habilitadas.
E para constar so mandn afiliar o preseute e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 24 dedezembro de 1853.O secretario.
Antonio Ferreira d"Annunciacao.
Clautttlas especian para a arrematacao.
1.a As obras desle arnde serao taitas de confor-
midade com as plaas e orcamenlb, appresenlados
nesla data a approvacao o Em. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0013000 rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo o de 2
mezes, e seriii. concluidas nMde 10 mezes, acular
conforme a tai provincial n. W6.
3." A importancia desta arremalaeao ser paga
em Ires preslasoes da maneira seguinte : prime ira
dos dous quintes do valor total, quando liver con-
cluido ametade da obra ; a segunda igual a prmei-
rfl, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a terceira finslmenle, de um quinto depo-
is do recebimenlo definitivo. .
4.* O arrematante ser brisado a communicar a
reparlijo da obras publicas com antecedencia de
30 dias. o dia fixo em que lera de dar principio a
exeriietf das obras, assim como trabalhar se-
guidamente dorante 15 das.afim de que possa o en-
genhclro eucarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5.". Para lodo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Annunniacao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolurao da junta, manda
fazer publico que no dia 9 de fevereirtf prximo vin-
douro. vai Tunamente i prasa- para ser arrematada
peranle a mesma junla. a quem por menos fizer, a
obra do aterro e empedrameuto da primeira parte do
primeiro lanco da estrada do norte, avahada em
28:0969887 rs.
A arremalaeao ser fela na forma dos artigos 24 e
27 (te lei .provincial n. 286 de 17 de maio de 1831, e
sob ns clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a' esla arrema laclo,
comparecam na sala das sessoes da mesma jonla, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se niai:dou,allixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O ecretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1 .a Esla obra ser reta de coftbrmidade com o or-
camenlo approvado pela directora ero conselho, e
nesla data apresenlado a approvasao do Exm. Sr.
presidente da provinciana importnnciadc28:0965887
res.
2." O arrematante dar.i principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo. de qunze
mezes, ambos contados de con fongi.hule com o artigo
31 da lei provincial n. 286.
3. Desde a entrega provisoria da obra at a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado'a conservar
a estrada sempre em bom eslado, para o que devera
ler pelo menos dous guardas empregados constante-
mente ueste serv.;..,c tara inirnedialamente qualquer
reparo que Ihe for determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamento desta obra ser feiio em qualro
preslaces iguaes : a primeira depois de feilo o terco
das obras do tanjo : a segunda depois de complcl-
dos os dous tersos: a terceira quando forcni recebi-
das provisoriamente : eaquarla depois da cnlrega
definitiva, a qual ter lugar um auno depois do rece-
bimenlo provisorio.
5. Para lodo o mais que nao estiver determinado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispe a
respelo a tai provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira Annunciacao.
.0 Illm. Sr, inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento na ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, quo no dia 2 de
marro prximo vindouro, vai novamenle a prara
para ser arrematado a quem por menos fizer peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
melboramcnio do ro Goianna, avalia"da em res
50:6009000.
A arremal?"can ser taita na forma (los arligos 2
e 27 da lei provincial n.286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a sta arremalaeao.
comparecam na sala das sessoes da mesma junla no
da cima declarado, pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pcrnambu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,
* Antonio Ferreira "Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremataban.
1.a As obras do umelhoraiuenlo do rio Goianna,
far-se-hao de conformidade com o (.remenlo.plantas
c perlis approvados pela directora em conselho, e
apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 50:6009 rs;
2." O arremtenle dar principio as obras no pra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 anuos, ambos
contados pela forma do arljgo 31 da lei.n. 286.
3. Durante a execucao dos Irabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcacas, ou pelo canal novo, ou pelo leito actual
do rio.
4. O arrematante seguir na cxccnco das" obras
a ordem do trabalho que Ihe for determinado pelo
,'.'ii senh ciro.
3. O arrematante ser obrigado a apresentar, no
fim do 1." anuo, ao menos, a quarta parle das obras,
prompla, e oulro lano no fim do 2." anno, e faltan-
do a qualquer dessas coiulicf.es pagar urna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario,*
Antonio Ferreira a"Annunciacao,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinci-
al, cm cumprimento da ordem doExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marco prximo vindouro, vai novamenle a prasa
para ser arrematado a quem por menos fizer, peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
asude da povoacao de Bezerros, avaliada cm res
38449500.
A arremalaeao ser taita na forma dos artigos 21
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio do 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremate
culros quaesqaer ob|ec(os que embaracen! o transito
e servidao publica, ainda que Icnha licenra da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de taes objeclos der licenga o capitao doporloscm
Erejuizoda sobredi te servidao, tenle da preamar das agua tln
ennIra\ enteres, alm da oiaBBB^HHBeltos
pelas posturas da re>nacJ4ifl^
obrigados a fazer escavar qu,
mul cui detrimento d p.
Secretaria da capiiania do porte de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio di Conceico Padillur.
Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo, em cumprimento do
art. 22 do regularaento de 1 de dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas de Souza
& Irmao, e TTnvn Mosen & Vinssa, para fornece*
rem; a primeiro, 21 resinas de papel almacn, a 29880
rs., .3 .lilas de peso, a 29900 rs., 1,825 "pennas de
gaiico, a 800 rs. o cento, 20 canelas a 3ft#s., 4 arro-
bas de aso portuguz, a 6900O rs. ; e o segundo, 20
covados de casemra verde, a 29300 rs., 20 ditos de
dte amarella, a 29300 rs. ; c avisa aos referidos ven-
cedores que devem recolher ao arsenal de guerra os
supradilos objeclos no dia 3 de fevereiro prximo
vindouro.
Secrelaria do conselho administrativo, para forne-
cimenlo do arsenal de guerra, 30 de Janeiro de |1831.
Bernardo Pereira do Carrito Jnior.
% Vogal e secretario.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, em virlude da aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lera de
comprar os ohjectos segundes :
Para a provincia do Par.
Sellins com lodos os seus competentes arreios e ca-
bezadas, para a cavallaria, 14.
Para s officinas da quarta classe do arsenal
de guerra.
Lencoes grossos do latao, de peso de 32 a 34 li-
bras, 6.
,Dilos de meia grossura de 21 a 26 libras, 6.
Para o presidio de Fernando.
25 arrobas assucar brouco, 2saecs com arroz, 1 ar-
roba ararula em caixa, 4 arrobas bolachas, 1 caixa
pequea ch,4 pesas de garraz, 1 barril cora agur-
denle branca, 1 dilo com azeile doce, 2 caixas com
sabao, 2 caivetes finos, 200 pennas de ganso, dez
mil pregos caixas. qualro mil dlos caibraes, "quatro
mil dlos de guarnicao, 10 libras estando em barra,
11 pus de ferro, 21 ujpceis sortidos, 400 alqueires
Tarinha do mandioca..
, Para o arsenal de guerra.
1 baste para bandeira, 209;manlas de liia, 6 raves
de conslrucsao de 30 a 35 palmos, 6 hadamos de
meia oitava de pollegada, tO loneUadas de carvao de
podra, |8 lencoes de cobrede 6 a 7 polegadas, lintei-
ros tt.^ 11 aneiros, 20 xcmplares de ljnhas corvas e
rectas, 1 panno morluario, 200 pares de chinellos
razos, 2* copos de vjdro.
Quem quizer vender laes objeclos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secrelaria do
conselho, as 10 horas do dia" de fevereiro prximo
vindouro. '
Secrelaria do conselho adminslralivoi para forlte-
cimenlo do arsenal de suerra, 30 de Janeiro de 1854,
Jos de rifo Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario. -
A matricula d'aula de philosopbia do collegio
das arles, esl aberta al o fim de marro, em casa do
respectivo professor, em Olinda. ,
Esta' aborta a imitricula -la cadeira
de lalim do collegio das artes, na casa do
respectivo professor, em Olinda.
, A matriculadas aulas de inglez e francez do
collegio das arles, esl abcrla em rasa do respectivo
substilulo, na ra da Ribera.ero Olinda.
Banco de Pernambuco.
Por ordem do conselho de di recejo, se faz certo aos
Srs. accionistas, que se acba aulorisado o Sr. gerente
para pagar o lerceiro dividendo de 129000 rs. por ac-
S3o. Banco de Pernambuco 1. de fevereiro de 1854.
yooo Ignacio de Medeiros llego, secretario.
O Illm. Sr. inspedor da Ihesouraria provincial
manda fazer publico, que do dia 3 do correte por
dianle pagam-se os ordenados e mais,despezas pro-
vii.ciaes vencidas at o fim de Janeiro prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambuco
1. de fevereiro de 1854.O secretario,
.IntonioFerreira iCAnnunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
cm cunfbrimenlo da resoluso da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematacao da obra do
aterro e empedramenlo da l.a parle'dn t. laico da
estrada do norte, tai transferida para odia 16 do*cor-
rele. Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 1. de fevereiro de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
$
l
. DO RIO D JANiMS
. _i eztracao' dos premio da 40. lo-
a fcoaeflcio do Bioate Fio feral do aco-
la dos tervidoras do osudo, aztrahida
em 19 da laaairo do 1854.
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
l.a Os concertos da cadeia da v illa .! Garanhuns,
far-se-hao de conformidade com o orcamento o(ipro-
vado, pela directora em conselho, e aprsenla.lo a
approvasao do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2!)>280 rs.
2." O arrematante dar principio as obras uo pra-
zo. de dous mezes, e dever conclu-las no de seis
naves, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 280.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos lodo
o que_ Ihe for determinado pelo respeclivo engenhei-
ro, nao s para boa esecus.lo das obras,' como em
ordem de nao nutilisar ao mesmo lempo para o ser-
viso publico lodis as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematacao
tera lugar em tres preslaces iguaes ; a 1.",. depois,
de feita a nielado da obra ; a 2>, depois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega definitiva.
5. O prazo de responsabiliddc ser de seis me-
zes,
6." Para ludo o que nao esliver determinado nas
prsenlos clausulas uera no 1.1 ..amento, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial 11.286.
Conforme. O secrelario, "
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em ciiniprnnenlo da ordem do Exm. Sf. presideule
da provincia,' manda fazer publico, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, peranle a junta da
fazenda da mesma Ihesouraria, vai novamenle pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer a
obra dos concertos da cadea da villa do Pao d'Alho,
avaliada em 2:8609000 rs.
A arremataran sera fela na forma dos arls. 21 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
soh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
"e Janeiro do 1854'. O secrelario, Antonio
eir d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalaeao.
1. As obras dos reparos da cadeia de villa de Po
d'Allioserao fetas de conformidade como planoe
orcamento, approvados pela directora em conselho,
e apresentados a approvasao do Exm. Sr. presidente,
na importenria de 2:8609000 rs.
2. As obras comecarao un prazo de 30 dias e se-
rio concluidas 110 de 4 mezes,ambos ronlados i|e con-
formidade com oque dispOc o art? 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3." A importancia da arremalaeao sera paga em
tres preslaces sendo, a primeira de dous quinta* pa-
go ouando p arrematante bouver feilo metade das
obras: asegunda izuala primeira, paga no fin da
obras, depois do recebimenlo provisorio, e a ultima
paga dep.ii do anno de responsabelidade e entrega
definitiva.
i." Para ludo o que nao esliver determinado nas
presentes clausulas ou no orcamento,seguir-se-ha as
pecificadaroeote nu bataneo o numei o djj^gjrrrjcas disposicoes d lei n. 286 de 19 de maio de 1851,
E para constarserandou ffixaro presente e pu- i,n^'^T 2"".7,*7'!m^m l**" arrem'lla*">-
r comparceam na sala das sessoes da mesma
junta no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de 1834. O secretario.
Antonio Ferreira Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i.' As obras deste acude sern" taitas de conformi-
dade com a plaa e orramenln approvados pela di-
rectora em conselho, e apresentados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando cm
3:8519300 rs.
2." O arrematante dar comeso as obras na prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
gundo o artigo 31 da lei h." 286.
3." O pagamcnlo da importancia da arrematacao
ser dividido em 3 parles, sendaruma do valor do
dous quintos, quando bouver [ metade da obre,
outra iguala l. quando a entregar provisoriamente,
e a 3. de Orn quinta depois deum anno na occasio
da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que niio estiver especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a tai n. 280.
Conforme. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
' Faso saber a quera convicr, que os das designa-
dos para os exames preparatorios, serao dislribuidos
da maneira seguinle: '
Segunda-fcira geographia e historia.
Tersa-feira rhetorica c poelica, ltiro.
Quarta-feira phiiosophia.
Scxta-feira arill.mlica e geometra.
Sabbado francez c inglez.
Fallando algum subslilue-se rom o seguinle: e no
caso de foliado seja substituido pela quiula-fcira. O
ollrial que serve de secrelario l'ar aflixar esle nos
losares doeslvlo e publicar pela iinprens.i depois de
rosisirado. I'aculdade de direilo de Olinda 3 de fe-
vereiro de 1854.Dr. Anlouio Jos Cocino, director
interino.
DEGLARACJO'ES.
O Illm. Sr. capitao .lo porto, para tornar effec-
tivas as disposirf.es do regulameuto das capitanas dos
portas, mandado por em execusao peto decreto im-
perad de 19 de maio de 1816. manda, para coubeci-
mento dos inleressados, publicar os artigos seguiutes
do mesmo regulamer.lo.
Art. 11. Ninguem poder dentro do litloral do por-
to, ou seja na parte reservada para logradouro .pu-
blico, ou seja na parle que qualquer tenha aforado,
construir embarcaslio de coberla, ou fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da liecnea da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capitn
do porta, o qual a nj dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum.dampo ao porto.
Art. 13. Niiiguer. poder fazer alerros ou obras
no litloral dp porta, ou ros navegaveis.sem qne tenha
oblido licenca da cmara municipal, e pela capitana
do porta seja declarado, depois de fcilos os devidos
exornes, que nao prejudicam o bem eslado do porta,
ou ros, ainda mesma os cslabelecimentos nacionae
da marinha de guerra c os logradouro* pblicos, sob
pena de dcmoso das obras, e inulta atm da indem-
uisasao do damno qte liver causado.
Art. 11. Ninguem poder depositar madeiras nas
praias nem conservar nellas, ou nos raes por mais de
cinco dias, ancoras, iceas de artilbaria, amarras ou
l
1
i
1
6
10
*>
60
N.
100 de
1800 de
293B
2S2 .
. .
3904 ....
167- 334-2398-8462
57265839 ....
4440-
1982-
4190
5078
11-
348-
1011
1478
18471900-
212'
2547260)-
2878 -3253
347037163738-
38593910398*
4350145148034667
4760-4813490-2
5380
5588-
576*-5792580S58
1:000*000
2000 premios,
A abaixo assignnda. iipesar da {
para poder vender os pe ir vencida
seu poder visto ser e-
jando que algumas pessoa
desle faz Scienle aos di ^F
viercm resgalar no prat.
|>assar a vender para se
juros. Recite t. de fowreiro de 1854.
D. Anno, Maria Tlict
Po aterro da Boa-V
Sr. Manoel Cabral de Medeiros .
dde.500 at 1:000|000 rs. c
sas terreas.
IJeseja-sesaber onde m
Conceirao, filha de Felicia
Ihe entregar orna caria viada i
Imperial n. 12.3.
Offercce-se u
pouca familia: n.
junto do Sr. Cunha, prn
varando de tarro.
O professor L
I Teixeira .contina :
' no seu consltl;
deia da Recife
dar. No mes;
dem-se carlein
tos, chegadosui
assim como tir
lidades.
N. B. Aos poi>ro
tas e medcame;
THEATRO DE APOLLO.
SABBADO, 4 DE VEVEHEIRO DE 1854.
Beneficio do actor Joao' Jacinlho Ri-
fa eiro.
Execulada pela orchestra a ouvetlura
PARTIDA 00 MARINHFIRO,
subir scena pela primeira vez neste (heatro o dra-
ma em 2 actas,
0 GAIATO DE LISBOA.
No fim do primeiro acto, o beneficiado a pedido de
muilas pessoas, cariar a
e duelo da opera cmica a Velbice Namorada.no qual
cantar a Sra. D. Gabriella, em obsequio ao bcnelia-
do.
Depois do drama ir o passo a dous da
REOOWA POLKA,
no qual tomara partea Sra. D. Marietla Baderna em
obsequio ai mesmo.
Seguir-se-ha a comedia em 1 acto,
AS DliS BEXGALLAS,
na qual para nao Iranstornar o espectculo a actriz
Gabriella presla-se a desempenhar a parle deSophia,
por esta noi.le smeuta.
Terminar o espeelaeulo com a
VALSA DO PANDEIRO
a pedido de muilas pessoas.
He este o espectculo e .. di veri imenlo que o bene-
ficiado escolheu, e espera que peta primeira vez que
implora a prolecso de um povo lao generoso.o aco-
llier com seus favores.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porto com presteza,
o novo e velleiro brigue portuguz fsperanca, pro-
cedente da Baha, vem a este porto receber a maior
parle do seu carrcganicnto, que se acba pmmpla e a-
penas tem pequeo vao para diminuta carga a frete.
Tamhcm oltarece ptimos commodos para passagei-
ros : os prelendenles dirijam-se ao escriplorio de Bal'
lar oi Otiveira, ra da Cadeia Velha n. 12.
Para Lisboa a barca porlugueza (Iratidao pre-
(endesahir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem acetados
commodos, enlenda-se com os consignatarios V. do
Aquino Fonsera & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o eapile ra praca.
Ceara', Maranho' e Para'
Segu cm poneos dias o brigue escuna nacional Ar-
celina, ja lem a maior parte da carga engajada, o rs-
tenle trala-se com o consignatario Jos Bapsla da
Fonscca Jnior : na ra do Vigario, n. 4, primeiro
andar.
Para os portas do norte ale p Cear, patacho
nacional Amargoso: para carga e passageiros trala-se
com o meslre a bordo, ou com llcrnardino Jos Mon-
teiro, na ra do Queimado n. 44.
Para o Rio de Janeiro saho com muila brevida-
de o brigue nacional .Sagitario, por ter a. maior par-
te de seu carregamcnlo engajado: para o restante,
passageiros e escravos a frele, trala-se com o consig-
natario Manoel Francisco da Silva Carneo, ra do
Collegio o. 17, segundo audar, ou com o capitao a
bordo.
Para o Maranho e Para' vai sabir
coma maior iirevidade possivel, por ter
parte de sua carga, o nrijjue nacional
Brilliante, do qual lie capitao Francisco
Cardia : quem no mesmo quizer carre-
gar oi ir de passagem, para o <|ue tem
bous commodos, dirija-se ao capitao, na
prara do commercio, ou aNovaes& Com-
panhia, na ruado Trapiche n, 54.
Veiide-sc urna barcaca ile primeira vtagem,
que carrega de :i3 Ocaitas, de muilo boa enns-
Irucr.io, e pinmpta de Indo, seguir viagein pira
qualquer parle : a ira lar na ra do Trapiche n. 17.
Para o Kio de Janeiro saldr imprcterivelmonie
no dia dn crrenle o veleiro patacho nacional Hen-
rique ; recebe passageiros e escravos a frele : a tra-
tar com Manoel da Silva ganlos, na ra da Cadeia n.
40, ou com o capilu na prara.
LEILOES.
Timm, Monsen & Vinassa farilo leilo por
inlervcnco do agente Oliveira, de grande snrlinienlo
das mclhoros fazendas altamas, suissa- o'francezas,
tanto de algndo, 13a o linho. como do seda, c lods
proprias deste mercado: sexla-feira, 3 de fev.
ro prximo, as 10 horas da manlia, no ccifJjHfrazei
no largo doCorpo Sanio, defronte daJerrJST
Me. Calmonti Companjiir'larau leilan. por
inlerveiifao do agente Olitra, de 30 fordoi d'algo-
des grosaoa, proprios para saceos d'assucar, os quaes 1
foram avariados d'agua salgada, a.bordo da barca in-
glcza LordJolm ttuspell, na sua rcenle viagem de
Liverpool para este porto, e por isso que aer<1o ven-
didos por conta e risco de quem pertencer : sal.
4 de fevereiro. as 10 horas da manh.la, n seu arma
/.em da ra d'Apollo n. 6.
AVISOS DIVERSOS.
Custodio Alves Rodrigues daCota exporta para
tara da provincia sua escrava, crioula, de uome fho-
mazia. I
Aluga-se o prime__
Senzala n. 36 : a Iralar
30, segundo andar.
Miguel Maria d'AMompr,:-
o Para.
Na ra ri
seja-se saber se nes!
rio. para se Ihe enliegarum
do Porta.
Jos dos Saul
para Lisboa.
Arrenda-se o. H
contiguo a villa ih
pites aiinuaes, plam
les. lugar de bom i
se ao mesmo.' ql
Joaquim Franoiscn
Joaquim
sa de fronte da de n.
Furlaram da ri
ro andar, um relogia'ie ur
correle lambem de
pertailameule de la.!
por onde se d corda ; r
oltarecidoo pprehenda c
recompensado.|
' Pessoa que lem con
lica de lodo o servieo de q
nesta prasa, e se quer demorar
ollerece os seus serviros durante
que Ihe prestar mesa
parle na taja desle Dia
Esl rugido
sado o prelo, escrav, de^^^HH
de Mesquita Pimental, do nome Aii
liaixo, srosso, a cabr
razao de ter lido bol
c jaqueta branca c Chape
loridades polieiaes quo o preni!,:
deia desla cidade.
Noberto Marciano dos Santos ear.
da provincia seu escravo, crioulo, de i
lo.
L. F. de Andrade esport;
cia seu escravo de nome Mathe
Jiandeira e fe& de Santo
Hoja as 8 horas da noilc saldr da .
bandeira do miracutoso
zida'por pastares, deose-
Iro parles do mundo, ele; os quaes f.
rao um prestito sumpluoso, oacompanhad
sexo, sendo cantado pe^^H ^^^
e acompanbado peta i
Iicia, seb a direcso l
le de sabbado haver
currencia de favorecidos a reuderem gr
nhecer de domingo giran
ciaro, o qne peto di,
lioras lera principio a fesi
Sr. Fr. Joaquim do Esi
dousbaldes de novo invens
Deum; na segunda-fer.
da bandeira, c soltar
Diouizio Jos Ferreiri
imperio
O secrelayp da ven
Iriarcha S. Francisco desl
regedora, convida
mesma veneranda ordem.
parecer vestidos com seos luibit<
ja, no dia t. de marro proxirr.
ras da (arde, afim de acompanharcral
rinza quenesse dia tem de ser
fiis; o que se previne ero lempo |
(tas"carissimos irmosque eslivere
sam com opporluniade e prnver .
.!o-es faier, o que se espera do ze!
parlicular.O secretario,
ManoelJos ie Azec
Na ra do Crespo, taja n.
com os Srs. Jos Camello de Vasconcellt
Moraes Carneiro d Cunha, do ent"
que, para negocio que os mesmos scnhl
ram./. da Silva C. & C.
OSr. Manoel LaurensoMachadoi
cadernador, que assigrAu este Diario \
gario Manoel Vicente de Ara ojo, venl|
araphia para solver a nlesma assignator|
Sr. vigario diz qne nada tem com isso.
OSr. Bicardn Dias'Ferreira tem i
prasa da Independencia n. oeS.
Psecisa-se alucar dous pretos ]
rna : quem os liver e Iheconvenha a
roa do Queimado, toja n. 30.
Precisa-sede una mulher livre i
ra tratar do necessario de urna col"
solleiro: a tratar na ra do Crespo, !
Prccisa-se alugar um preto escr
vico externo da casa de liomem solleiro : ^^^
ruado Crespo, taja n. 3.
Ka ra larga do Rosario, lahoi
sa-se de um caixeiro de idade de 14 a
for dos chegados utlimamenle da Ilha o
melhor.
Boga-seao Illm. S a*i=.
da Boa-Vista, que faca i
se d na casa n. 30 da
guarda, com nsupporia
nhansa.
Ofterece-sc um rapaz brasileiro para c
cobranca ou de outra arrumarao : quem de
limo se qnizer ulilisar, ;
KOB LAFFECtELR.
O nico autorisado por deci
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes rerommendam
l.airecteuv. romo sendo o nico autorisado .rlr-
vernoo riela Bcal Socieilade ri
dicamenlo d'um goslo
em secreto, est ei ariiiha real.
de 60 ann..- ,,n pouea^Wmp...
com pouca despeza, sem mercurio, ns -friiecr.
pelle, irapin
ceras, e os accidentes dos partos^ da ida<
da acrimonia hereditaria dos humores; coi
catharros, da bexiga, as contraesoes, e i
s. precedida do abuso das in
sonjta*. Como anti-sypbilitico, o ar
uco lempo os Duxos recentes ou rebe
vem incessanles sem consequen.
paiba. da cubeba, ou das injeceOes que I
tam o virus sem neuiralisa-lo. O arrolM^bjjH
he especialmente recomiendado coulra as doencas
..u rebeldes aoinweiirio e ao io.'.i
depolaso. \>nde-se em-tisba-Ba houcarde Bar-
ral, e de Antonio Felici,
ca de D. Pedro n. 88, onde ar*ba da cliegar
grandeporc5ode garrifas graujs e pequeas, viu-
das directamente dePais, de casa do Sr. Ilovveau-
Lalectcuv t2, ru Richevl Pars. Os formularios
dam-se gratis em casa do -agente Silva, na prara de
D. Pedio n. 82. No Porto, em rasa de Joaquim
Araujo; na .BahianSma rk Irmos; cm Pernam-
buco, Sonm; Hio de Janeiro, Rocha & Filhos, d
Moreira, toja de drogas} Villa-Nova. Joao. Peeeira
de Mogates Leite; Rio-Grande, Francisco do Pau-
ta. Cont &L. "* "u


DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 3 DE FEVEREIRO DE 1854.
na
(.hiera livcr rudas de carroca novas, e qaeira
vender ero' coilla, annuncie. on dirija-ser'antoja da
rus do Crespo, na esqoiua que volla para Srau-
cisco.
i. Chardon.bacharel em bellas Ultras, doutarj
cm direilo, formada na oiiiyenida.de d Taris, ensilla'
em saa casa, ra rever,
traduzir e fallar correctamente a lms.ua ifaiiceza, e
tamben, da.lices paflic

.ru.
Osabaiv ios continuam
a tranquear a todas as classes em
geral os seus sortimento&defazen-
or haixos precos nao' me-
le urna pec,a ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
star : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
Rooker & Companhia, negc-
j ciarites' ingle/es. Os mesmosavi-
i o respeitavel publico que abri-
1 ram no da 5 do corrente mez a
[sua loja de fazendas da ra do Col-
legio, e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no dePalVa e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
atacado e a retllio.
i

O 39 a;
coufroulo an Rosario de Sanio Antonio, enlre as di-
versas qualidadas de boas chocolates que costuina (er,
vende inais o mailo rccornmendado homeopalliico
frascex. .
Alaga-se o sobrado grande da Magdalena,
que tica em frente da estrada nova, o qnal
de desoccupar at o da 1. de marc,o : a tratar
no aterro da Boa-Vista o. 45, ou na ra do Collegio
u. 9, com Adriano Xavier Pereira.de Brito.
i umpas de santos e santas.
i loja de miudezas da ra do Collegio n.
rtimeoto dos segointes nomes de sanios e
ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
mameuto da Sania Virgem, Anjo da Guarda,
fiii, Sania Thereza, Santa Clara, S. Pedro,
'julo o a igreja. Sanio Antonio, nascimenlo de
mis, Sania Malhilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Conselho, Sanl'Anna, Santa Isabel,
Adoraran do*. Sagrados CoracOes, Santa Vernica,
San Cesario, N. S. do Carrao, S. Victor, S. Marli-
nho, S. Luiz de Goniaga, S. Miguel, Decimeulo,
Sauta Rosa do Lima, Sania Catharina, S. Joo Bap-
is Mara Jos, Santa Familia, Nossa Scnliora
o, a Santa Virgem e Santa Isabel, N. S.
i entregando as chaves a S. Pe-
"io da Santa Virgcm, Sania Suzana,
- crucificado, Santa Carolina, Santa Josphina,
repooso de-N. S. no Egypto, S. Francisco de Assis,
Paulo, Xavier e Salles, S. Matheus, Sanios Reis,
.Sautiaimo Sacramento, Agona de S. Jos, Santa
SS. CorasOes de Jess c de Mara, Mertallia
lilla' : Celestina, S. Jorge, Sania Francis-
larla, S. Sebastiib, N. S. dos Milagrcs,
ma Cecilia, Sania Coria, Sania
do Rosario,' Santa Virgem Maria rainha
ador do Mundo, Suata I.uiia, Jess
neo chagas de Nosso Senhor Jess conso-
i. Sanio Antonio, e N. S.-das Dores;
outros muilos nemes que se dexam de
B W WH W*X IBa*****
I |LECTROTYPO.
aterroda Boa-Vista n. i,
terceiro andar.
lendo de se demorar pouco
i ao respeilavel pu-
e de seu presumo,
-iros dias que lem de re-
os retratos serao lirados com toda
e perfeicilo que se pode desejar,
etralos que semoslram
erem examinar : est a-
i -___t. ... i j- ,__
O abaiio assignado, professor particular de ins-
trucc,3o elementar do segundo grao, residente noler-
ceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, declara ao
respeitavel publica e especialmente aos senhores pas
r de familias, que acha-se o exercicio de sen magis-
teriojjjipnilo j receber alumnos internse externos
l'N^Jftiem materias de inslruccao
elempitr, e tml lina e fran-
jte Maria MacBBIRImi '/tgveiredo.
Precisa-se alugar para casa estrangeira, no Re-
cito, om bom preio que Jeja rauito fele acetado : na
roa da Cadeia n. 12, primeiro andar, anndo achara
comqoem tratar,, das 8 horas da manlia as 4 da
larde.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do Collegio
n. 18, com armr^ao nova, propria para taberna : a
tratar na luja do sobrado araarello da ra do Quei-
mado n. 29.
Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Cavalcanle de*
Albuquerque, morador em Paulisla ou perlo, e ao
Sr. Jos Esteres de Barros, morador na Gorgueia :
na ra da Ctela do Recito n. 5*.
O Sr. Antonio Baptista Ferreira queira 1er a
bondade de apparecer ba travessa da Madre d Dos
n. 21, armazem de JoSo Marlius de Barros, ;i negorio
que Ihe interessa.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimenlo
de fazendas, finas e grossas, por
presos maisbaixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalho, aftianrando-
e aos compradores um s preco
para todos : este estabelcimento
ahrio-se de combinac-ao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mait em
' conta do que se tem vendido, e pol-
ista oflrecendo elle maiores van-
tagem do que oufro qualquer ; o
proprietanp deste importante es-
tabelcimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
SBBBHBBSBBd
Precisa-sc de um feitor que entenda de horla
e fumar de espiuhos, prefere-se casado sem filhos :
quem esliver nestas circumstancias, dirija-se i Ca-
punga, sitio de Joo Evangelista da Cosa e Silva.
- Aluga-se urna ama de boa conduela pal a urna
casa de pouca familia ; a tratar na ra Dircila n.
112, primeiro andar.
Toucadores a 2fi00 cada um.
Vendem-sc ricos loucadores com urna grande na-
veta para loilele das senhoras, s por 2*100, he ba-
ralu, cheguem antes que se acahe : na frente do l.i-
vramenlo, loja de F. A. de Piulio.
Vcndem-se ricos lequcs,pentesde lar lar usa, di-
tos de bufaloedemassa para ijtarrabcllo,ditos de di"
la para alisar, braceletes de cornalina, aderecos, al-
unles de peito imitando multo n onro tino e ludo
por muilo commodo preco ; s para apurar dinheiro :
na frente do I.ivramenlo, loja de V. A. de Pinho.
Vende-se orna taberna sita na ra da Calcada
n. lo bemafreguezada e propria para qualquer prin-
cipiante por ter poucos fundos : a tratar na ru da
Madre de Dos n. 36.
Vende-se taberna nova da Cnpunsa, situada
na propriedade do Sr. Jolo Simcs de Almei.lu, liem
afregoezada para Ierra pela sua, boa localidnde, e
com umjogo de bola, que rende o aluguel mensal :
a tratar na mesma. que se far-i lodo o negocio.
ARADOS DE FERRO."
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior quadade.

EMXSJ
Nssa Senhora do Rosario.
ost.lo i-venda us lugares
am no din 11 de fevereiro
umero de hilheles qne ficar
rendem tt o di* 10.O thesou-
ia Silta GuimorSes.
Bichas.
lem-se bichas: na praca da In-
te a roa das Cruzes n. 10.
cisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da
ia ra da Cadeia de Santo An-
i negocio.
t'aiate francez,
Jo de Pars, lem a honra de pr-
incipalmente aos sens fregu-
tanda na rna da Cadeia dn Recife
idar ; traballia de feitio, e lambeni
ntade dos fregoezes, a preco com-
genero mais moderno cm ludo
disfarces de toda a qoali-
\tten^ao.
s da run dn Collegio n. i, ven-
dem-seos seLininles obfectos : papis com llgurinos
diversos, proprios para mascarados, jarros da porec-
lures dentro, proprios para cima de mesa,
os, touquinhas para me-
ninas, ditas para halaneas romanas pira
pesar qualquer urna cousa sem que para isso se preci-
se de pesas, assim como outros muilos objectos que se
duixaiujleannunciar, osquaes se vendem por preco
modo do que em outra qualquer parle.
0, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE .
i, dentista, receben agua denti-
j'ierre, esta agua conhecida como a rae-
apparecido, (e tem muilos elogios o
8\ a propriedade de conservar a bocea
das dores de denles: lira o
kvel que d em geral o charolo, al-
um copo d'agua sao suflicien-
l se achara p dentirrica excellenle para
) di antes : na ra larga do Rosario
Jo andar.
Deseja-se fallar com o Sr. Joaqoim Jos Ramos,
e lendo-sc procurado sua residencia nao lem sido
possvel achar-se ; roga-se que annuncie por esta fo-
llia.
Arrenda-se um sitio no principio da estrada do
Arraial, com muilo hoa casa para grande familia:
trata-se na casa terrea da ra da Santa Cruz n. 74.
Josepha Henriquela de Miranda Barros, pro-
fessora particular dos primeiros conhecimenlos, mo-
radora na ra da Alegra da Boa-Vista, faz sciente
aos pais de suas alumnas, qne abre a sua aula no dia
6 d fevereiro. e mo abri no dia 15 de Janeiro pelo
mo estado de sade; e assim acha-se prompta para
receber as suas alumnas, e mais alguns senhores pais
de familia.que se quizerem ulilisar de seu presumo.
Offerece-se um moco brasileiro para caixeiro de
qualquer estabelcimento, a exceprao de taberna, o
qual alianca a sna conducta, ej lem pratica do com-
mercio : a IraUr na ra dn Collegio n. 5. m
Perdeu-se um annel de ouro com um brilhantc
cor de canoa, da travessa dosEiposlos, ruada Roda,
paleo do Hospital, em direitura al defrnnle dollica-
tro velho : quem o achou, leve a leuda de ourives,
defronte do mesmo thealro, que ser generosamente
recompensado. .
COMPRAS.
STARR & C.
respcilosamente annunciam que no seu extenso es-
tabelcimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeco c promptdo.loda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao o manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes o do publico cm geral, tem
iberio em nm dos grandes armazens'do Sr. Mosqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de marinha,
om
DEPOSITO DE MACHINAS -
construidas no difoseu eslabelecimeolo.
AIIi acharan os compradores um completo sorti-
menlo de moendas de canoa, com lodos os mellio-
ramcnlos(alguiis delles novos coriginaes) de que a
experiencia de muilos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laixas de lodo (aman lio. lano batidas como fundidas,
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer maudioca, prensas liara di-
to, tornos de ferrQ balido para l'ai inlia. arados de
ferro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, crivos c portas para fornalhas, e urna
inflnidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlellgentc e habilitada para receber todas as cn-
commendas, ele, ele, que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas ofneinas e machinismo,
e pericia de seus ofllciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perfei^o, e exacta
conformidadecom osmodelosoudesenhos, e inslruc-
eos que Ihe forem fovbecidas-
l'AZENDAS PARA A QUARESMA-
Veude-se superior sarja prela hesparihola a 29500
e 28800 rs. o c'ovailo, selim prcto macu a 23800,
3000, IjOOO e5000 rs. dcavado, casemi-a pret
superior a 73000, 3000. JOOO, tffOOO e 1-II00 rs.
o corle, panno lino prcto muilo superior a 2*800,
49000, 59000 e 5OU0 t. o cavado, alpacas finas a
610,720, 800, 900, 1000" c 1200 rs. o covado,
princeza fina a 800 o covado, dita superior a 360 rs.
o covado, lencos e grvalas de selim ulacu a 26000
c2950 : na ra Nova, loja 11. 16, de Jos I.uiz Pe-
reira& Fillio.
Vendcni-se 8 escraws, sendo um moleque de
18 anuos, um mulato de Bbnta lisura, muito moco, 5
escravas proprias para lodo o servico,* I mulata de
19 anuos de idade : na ra Direila.'n. ;!.
Vende-se urna taberna bem alieguezada, com
fundos a vontade do comprador: a Iralar na ra da
SenzaTIa Nova n. 4.
Vende-se urna escrava engommadeira e cozi-
nhera : na ra do Aradlo n. :I5.
COUSA Qt'E NUNCA SE VIO. .
Golletes de chamalotc fcilos, com dous forrse fi-
vella, a 35O0 rs.: na ra Nova n. 42, loja do Ti-
noco. -
Vende-se o engenho Limeiriuha, situado a mar-
gem do Tracunhaem, com 600 bracas de testada1 c
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, c ptima moenda, com bons partidos que
com 2 carros e 4quarlos podem moer at 2,000 pues
0 que he de grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assncarede boa producrao, tanto de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro i vista, e o mais a pagamento conformo so
poder convencionar : os prelendenles drijam-se ao
engenho Tamalape de Flores.
f GA.NTOIS PAILIIETE & COMPA-
1 NHA. @
Continua-sc a vender no deposito geral da
9 ra da Cruz n. 52, o excellenle c bem ron-
ceiluado rap areia prela.da fabrica de Gan-
lois Pailhele & Companhia, da Baha, cm
srandes e pcqucnasnorces.pelojircrocslabe-
lecido.
SALSA PARR1LHA.
DE
<$, HOMEOPATHIA. ($,
I mJAk DAS CRIZES N. 28. |
r No consultorio do professor homopa IhaJ^
fjp^ Gosset Bimnn" acham-se n venda por (s
15,000 RS.
^) Algumas carlerascom 24 medicamentos e (% os competentes livrns, (elementos de hopieo- (
^ patilla, segunda edicao.
jf, de todos os lamaohos por precos commo-
A 1 tubo de glbulos avulsos 500
> I frasco de,', mica de Untura a
i"' esculla.........19000
&S* As peajoas que se dignarem honrar esle
X' eslalielecimenla com sua conlianca. depois
^) de experimentados os medicamentos, nio
i os ac'lana"0 com a energa propria de boas
*^ prcparaes, podero torna-Ios, e promp-
ta) tamcnle Ibes ser entregue o importe.
-? Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se dous compendios de geometra de
I.acroix : quem os tiver anuunCie.
Compram-se dous escravos proprios para pa-,
gens, de pouca idade, c qne nao tenham vicios :' na
ruada liniao o. 1.
Compr a-se urna casa terrea em boas ras: quem
tiver, dirija-se n rna do Queimado n. 33, que achara
com qum Iralar.
Compra-se um relogio inglez de parede, proprio
para escriptorio ; em casa de M. D. Rodrigues, rna
doT apichen. 26.
Compra-se um sellim inglez cm seganda mo-,
e que sleja em bom estada ; quem tiver annuncie
para ser procurarlo.
Compra-se um relogio patente inglez, de onro,
estando em perfeilo. estado : na ra Direila u. 17, se
dir quem compra.
Compra-se uOia pequea redoma com o peso de
quatro oitavas de ouro, que tenha ambas as faces de
chapa do mesmu metal, sem vidro ; sendn ouro bom
sem Icitio, paga-so pelo justo valar : dirija-se ra
da Penha, segundo andar, sobrado n. 25.
Vendem-se saccas com
armazem de Tasso Irmdos.
millio, a 39000 rs.: no
VENDAS
JOS' RANDE',
"entranrador de cabellos da casa imperial,
1 ao respeitavel publico desta cidade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, aunis, correntes para relo-
gios, giboias." cordOes, Iranselins, tambem se faz flo-
res-de cabellos, e qualquer obras que deseja : no
trro da Boa-Vista, n, 38.
Aluga-se-o segundo andar da casa oa ra do
27, muilo fresco e proprio para familia:
quem o pretender dirija-se i refina^ao por baixo do
mes (do.
Quem lver passaros on pequeos quadropedes
que qaeira empalhar dirija-se a taberna daTamari-
1 na airada dos Alllictos que designar, quem
alba ueste genero com a maior perfeco.
la ftiao Rocha, professora
as, approvada pelo gover-
auta no dia 3 de feve-
itiga residencia, na do Vi-
-ber alumnas iutefuase
ommodo.
Deposito de carvo.
in grande armazem proprio
de carvao, a' beira mar, na
chepara car-
irregar a qualquer hora : o
trata-se na ra do Tra-
.:egundo andar,
e de una ama forra ou captiva, para
t una casa de pouca familia : no'pateo
ni JO,
isto Rodrigues Selle vaiaoMa-
de um- bom offlcial de cbaruleiro,
uem esliver nestas cir-
Collegio n. 5, que
para o servico de una
es : quem tiver, di-
armezem n. i).
lio Jos Fernandes vai fazer urna viagem
- Precisa-sede urna ama coinlele: na ra das
Flores n. (i.
I Sexta-feira, 27 do correte, flcou no porto da
^^Bella um sacco de algodaosinho trancado, que
a dentro 1 vestida de chiia rxa, novo.l chales,1
i de seda, I dito Ir.meo, e 2 livrem, um do San-
lissiinu Curaco deJdai;i,eoulroRelicario Anglico:
quem o achou leve-o i] loja de livrns'n. 6 e8 da praca
da Independencia.
i-se de urna ama que saiba rozinhar e
1. para unja- casa de pouca familia : quem
esliver nestas circumstancias, dirija-se aos Coelbos,
sobrado n. 4.
Quem acliou urna palee. nomeado
iillimOGnatc para u ie goarda na-
cional'deaie municipio, de nome Luiz Francisco Mo-
reira deMeiidonca.^queira dirigirse ao paleo <
mo n. 9> primeiru and i da iKrde,
9 da manhaa as 3 da larde, na alfandcga, a enteiv-
der-se com termino Jos de Oliveira.
Precisa-so de om humero para feitor, e que de
eoribecimenlo de sua.pessoa: no engenho'.Kovo de
Mnribeco.
Aluga-se a loja da rifado Passeio Publica n. 21,
com 'a,'compelen(e
roa, loja n. 7.
O padre Joaqun) Verisaimo dos Aojos, arlual-
menlo acha-so residindo na fregiiczia deS. Fr. Pedro
tioiicalves, na ra da Cadeia Velha n. 15, aonde of-
ferecetou preslimo ios seus amigos.
Novo telegrapho.
Vende-se o roteiro do novo lelegrapho que princi-
pon a ter andamento qp dia 29 do crrenle, a 240 rs.
cada um : na livraria 11. 6 e 8 da praja da Indepen-
dencia.
? Vende-se a obra Rccreaco Philosophica, pelo
padre Theodoru de Almeida: na ra Nova, nume-
rle
1 Venderse um oculo de alcance : 'na ra Nova
n.16.
Vende-se um bonito moleque de20 anuos, sem
vicios nem achaques, e de boa conducta, ptimo para1
servir alguma casa estrangeira : na ra das Calcadas,
oulr'ora Manoel Coco, ns. 26 e 28, das 6 as 9 horas
da manhaa, e das 2 as 6 da larde.
Vend-so. urna negra mota, sem vicio, e com
habilidades: na ra do Caldeireiro 11. 40, al as 8
huras do dia.
ATTENCAO'.
Vende-se superior cera de carnauba a retalho, por
preco commodo ; assim como 7 a 8 arrobas de cera
amarella corlida, e 3 arrobas do bucho de pescada :
na ra da Madre de, Reos, taberna n. 36.
Vende-so 1 mnlalnho com 16 annos, 1 mole-
que com a mesma idade, 1 mulato com 20, 1 mulata
com a mesma idade, 1 negra com 24, 1 dila perl'eila
cozinheira e eugomir.adeir, 1 dita com urna filha de
dous para Ires mezes, mulatinha, propria para cria-
580 por ler hnm lele e ser muilo limpa, 1 negr. com
32annos-por 400JO0 rs., 1 dito mais idoso por 2509
rs., 1 mulatinha com 6 para 7 annos, muito galante:
ua ra da Senzala Velha n. 70, segundo ou terceiro
andar, se dir quem vende.
Cheguem a pechincha.
Lencos decambraia de liulio, finos, a 400 e 500 rs.,
dilos de seda de cor de tres ponas, muito grandes e
com franja a 800 rs. : na ra do Crespo, loja da es-
quina que volta para a Cadeia.
Mmta attencao. .
Cassas de qoadros muito largas com 12 jardas a
29500 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19300, corles do vestido de cambraia
de cor com 6 IpJ varas, muilo larga, a 29800, dilos
com81|2 varas a 38000 rs., corles de meia casemira
para calca a 3JO0O rs., e outra muilas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
qne volta para a Cadeia.
o& senhores de engenho.
Cobertores escures de algodilo a 800 rs., ditos mui-
to grandes g encrpados a W>0 : na raa do Crespo,
loja da esquina que volla para a G.deia.
Vende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, com poucos fundos e
bem afreguezada para a teira ; o motivo
de se vender he o dono estar bastante do-
ente: quema pretender, dirija-se ao ar-
mazem confronte a Madre tle Dos n. 22.
PARA AQUARESMA.
Um lindo e variado sortimnto de fazen-
das pr-etas e de todas as qualidacks.
Panno fina prelo 3 39000. 33200, 49500, 59500 e
69000 rs., dito azul a 29800, 39200 e 49OOO rs., dito
verde a 2*800, 39600, 49500 e 59OOO rs, o covado,
casemira prela enfeslada a 59300 o corle, dita fran-
ceza muilo fina e elstica a "9500,89000 e 9JO00 rs.,
selim prelo maco muito snperior a 39200, 49000 e
59500 o rovadoimerin prelo muito bom a 39200 o
covado, sarja prela muilo boa a 29000 rs. o covado,
dila hespanhola a 2SWH) o covado, veos pretosde fil
de liuho, lavrados, muito grandes, fil prcto lavrado
a 480 a vara, c oulras muitas fazendas de bom gesto;
ua ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
fCadei .
Vende-se urna escrava, ci ioula, de elegante fi-
gora, ecom habilidades precisas para urna casa de fa-
milia, e de excellenle conducta; a razan da venda se
iem pretender : na ra estreita do Rosario
11. 28. segundo andar.
Vendem-se 3 bancos de erreoostd, de conduni,
envernisados, com assento de pal'Jnlia-para (i pessoas
cada um, bem feilos, c por preru commodo>na ra
da ConccicSo n. i.
Vendem-se cinco estacas ou forqoilhas de ferv
ro proprias para parretral, assim como tres011 qualro
: a fallar na mesma caminos com videos ou sem elles proprios para lja
de mitidczas'oii de sapatos, ludo pelo menos possi-
vcl : na ra do Araco 11. 8.
""" Venderse um prelo e urna prela casados ambos,
por 5509000 rs., saliendo a prela cozinhar bem : na
ra estreita do Rosario 11.1.
Em casa de Schafheillin & Companhia de boje
cm diaule csl.lo expostos i venda os bem conhecidos
charutos cala-flores, depulados e regalas, obra do
mais affamado fabricante o Sr. Augusto Wilzleben,
da Babia: ra da Cruz n. 38.
Veadem-se os bem construidos arrcios para
carro de um e dous cavallus, chegados ullimameule
de Franca, e por preco muilo barato : na roa da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se camas de ferro de nova invengo
franceza, com molas qne as fazcm muito maneiras
c macias, chegadas peto ultimo navio fraucez, e por
preco muilo commodo : na ra da Cruz. o. 26, pri-
meiro andar,
Vendem-se licores de ahsynth e Krschs em ca-
xas ; assim como chocolate fraucez da mellior quali-
dade que lem apparecido, ludo ebegado ltimamente
de Franca, e por proco baratissimo: na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
ALMAMk.. .
Saliio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
a lina na k civil, administrativo, cornmer-
cial, agrcola e industrial; augmentado
com 500 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo precio, e sim por
40P n.; .vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
Casa da Esperanca ra do Queimado
n. 61. .
Ka casa cima e na praca da Independencia loja
do Sr. Fortunato, est a venda nm completo sorli-
menlo de cautelas e blheles da lotera cima, cujas
rodas audam no dia 11 do fevereiro.
Bilhetes. 49OOO
Melos.....29000
Quarlos. 19200
Decimos. 600
Vigsimos. 320
Ao barato.
Na rna do Crespo n. 5, ha um completo sortimenlo
de loalhas e guardanapos do 'Porto, pelos precos se-
guales: giiaidanapos a 29600 a duzia, loalhas gran-
des a 49500 cada urna, dilas regulares a 39600, ditas
mais pequeas a 39200.
Gomma
cm saccas de 4 arrobas,,'da mclhor quadade que
aqui lem vinda.e por menos preco quoem qualquer
outra parle : no aterro da Boa Visto, loja n. 44.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em1 velas,, a mais supe-
rior que ha no mercado (com diversos sor-
timentos a vontade dos compradores! che-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
< Gratidao, Jpor preco mais baratado
que em outra qualquer parte: na ra do
Vigario n. 19, segundo andar., escriptorio
de Machado & Pinheiro.
Vende-se um r a vallo mellado de bo-
nita figura, carrosa baixo, esquipa e he
muito manso, tem arreins c sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
t8e20.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da, Senzala No-
va ni 42.
Vi ni 10 do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de qiarto. >
Sellins para montara, de liomem e se-
nhora. !
Vaquetasxlelustre para coberta.de carros.
Relogios de uro patente inglez.
TAIXAS DE FERRO.
.Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' 'seiftpre
um g;rande sortimnto de taichas tanto
de fabrica nacional .como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
As numerosas experieurias feitas coni o uso da
salsa parrilha cm todas as enfermidades, originadas
pela impureza do saugue, e n bom xito btdo na
corle pelo Illtn. Sr. Dr. Siuaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo illustradn Sr. 1)r.
Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada rasa de saudc ua Gamboa, pelo Illin. Sr.4 Dr.
Saturnino de li\cira, medico do cxcrcilo e por va-
rios uniros mdicos, permittem boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA FARRILHA
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa coiilcm dnas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bristol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, nm frente ao chafariz.
Oa martyre penumbntinos, victimas 4a U-
berdade, as duaa rerolnfo'as ensaiadaa em
17X0 c 1817, por am luso pernambncano ( o
padre Joaqnlm Dias Marlins.)
Acaba de sabir #luz a primeira parte deste im-
portante e curioso trabalho, ato boje indito, lie a
biographia de lodos os pernambueanos preeminen-
tes que entrarain, ou de qualquer modo se compro-
metieran! na revolutao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817, escripias as acees
de laes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, e^que simia honlem mohecemos
lodos na congregarlo do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, como um dos ltimos, o mais estimaveis meni-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaqnim Dias
deixa-nos ver esses caracteres i luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes traaos ; e tero
elles sem duvida um grande merecimenlo para a
posteridade, quandoos houver de julgar serene :
o dcsalinha do historiador.
Niio ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico nao diga respeito de mais
ou menos perto, c a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : cootem mais de litio artigos.
Acha-se a veuda no palea do Collegio, officina de
encadernaejio.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de -i., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Vcndem-se fardos de fumo para charutos da
.prmeira qualidade, ltimamente chegados da Babia,
e por preco baratissimo : na ra da Cruz, n. dti, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
nfuito bons.
'Vende-se graxa. ingleza de verniz
ireto, para limpar arreios de carro, he
ustroso e prova d'agua, e conserva mui-
to O'COuro : no armazem de C J. Astley
& Companhia, na ra do Trapiche n. o.
Deposito de vinho de cham-
>agne Chateau-Ay, primeiraqa-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz 'do Re-
cife 11. 20: este vinho, o mellior
de toda a champagne vende-
se a 56^000 n. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das' garrafas sao azues.
Vendem-se lonas, brinzaO, hrinse meas
as da Russia : no armazem de O. Bieber
Companhia, na ra da Cruz n. i.
ARIA.
As bellezas que adoramos: poesia do Iilm. Sr.
Machado Porlclla, mosica do compositor Jos Pba-
chinelli, vende-se na cnpisleria de msica do aterro
n..3 : na mesma loja existo urna rollercao de mo-
dinhas, e Iransporla-se de nm para nlro instru-
mento, qualquer pera de musir.
Multo boas e frescaes ovas dosertao'.
Vendem-se ovas do sertSo na ra do Queimado,
laja d. 14.
Tacas para engenhos.
Na fundicao' de ferro d D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimnto de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se o carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa -
tente inglez, os meihores que tem vindo
a este mercado, e do mais. acreditado
la I iricantj de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 56. -
Afencla da Edwln BXaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Compauhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas i noli ras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a 1 mar em madei-
ra de Indos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com. torca df
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro estn hado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ibas de (landres ; ludo por. barato preco.
Moinhos de vento .
-om bombas de repuxo para regar borlase baixas
decapim, na fundicao de I). W. Bowman:ua ra
do Brum 11*. (I, Se 10.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabnnele, de patento
iiislez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
dres, ,por preco commodo.
POTASSA.
No mitigo deposito da ra da Cadeia do Kerife ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Itussia, americana ebrasileira, em pequeos bar-
ris de >t arrobas; a boa qualidade e preros mais ha-
ratos do que em outra qualquer parle, se afliancam
aos que precsarcm comprar. No mesmo deposito
tambem ba barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOl'ATIIICO
DR. I1. A. LOBO M0S00Z0.
Vende-se a mellior de todas as obras de medicina
nomopalliica s^- O NOVO MANUAL 1)0 DR.
G. II. JA1IU .^"3 Iradiizdo em portuguez pelo
Dr. 1'. A. Lobo Moscozu : qualro volumes encader-
uados em dous. 20$000
0 4. voliimc ronlsmlo a palhogenesia dos 144
medicamentos que nao foram publicados saldr mui-
lo breve, pur estar muilo adundada sua impressito.
Diccionario dos tormos de medicina, cirurgia, anatn-
mia, pharmacin, etc. etc. encadrrnado. 'ifiOOO
Urna carteira de 2i tubos, dosmelhores e mais bem
preparados glbulos honiopalhicos com as duas
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schaneitlm
& Companhia,'rita da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor presos commrJos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feitas 110 Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
sais, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Trmaos avisam aos seus freguezee, que lem
para vender familia de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Dcpoiiio da fabrica de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. 0. Bieber & C, na ra
da Cruz 11. 4, algodaO trancado d'aquefla fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pida
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello Vnuito
novo, cera em srume e em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Cola da Baha.
Vendc-sesuperior cola, por preco commodo: n
ra da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
i) Os mais ricos e mais modernos cha- (p^
(A peos de senhoras se enconlram sempre g*
J2 na loja de madama Theard, por nm pre^o w
fSB mais razuvcl de que-cm qualquer oulra (fi
No pateo do Carmo, taberna n. I. vende-se
muilo boa aletria, a 40.'
Charutos linos de S. Flix.
Na ra do Queimado, n- 19, tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Couro de lustre
de boa qualidade : vende-se por menos do que em
outra qualquer parte para liquidar contas : na roa da
Cruz n. 10.
. Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por pre^o commodo, saccas grandes cum feijao
muilo novo, dilas com gomma, e velas de carnauba,
puras e composlas. .
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, ra da Cruz 11.10,
receberam nllimamcnle Si. Julien e M. margol, em
caixas de. urna duzia, que se rccommeudam por suas
boas qoalidades.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na ra do Quei-
mado, toja n. 49.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra;ado Corpo Santn.11, o segainte:
vinho cleMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellus ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milaOsortido, ferro inglez.
AGENCIA -
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelcimento continua a ha-
ver um completo sortimnto de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar*
do Sfolle em Berln, empregado as c*
lonas inglezas e hoUandezas com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Biieber.& Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicenli: Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de 1 i. J. II. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praia urna grande por-
reo de t>.ascos de salsa-parrilha de Sands, que sao
verdade ramete falsificados, e preparados no Rio
de Jane iro, peto que se devem acautelar os consu-
midores de 13o preciosa talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias qne
sempre coslumam trazer os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela maodaquelles, que aotepoem
seus interesses aos males e estragos da bomanidade.
Sortanto pede, para que o publico se possa livrar
esla fraude e disliogua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqi chega-
da ; o an uuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recite n. 61 ; c, alm do receituario que acom-
panha -ida frasco, tem cmbaixo da primeira pagina
seu notne impressu, e se achar sna firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
flacos.
Vendem-se relogios de ouro, pa 10)
ten-te inglez, por eommodo pre- i
co: na ra da Cruz n. 20, casa de,
1.. Lcconte Feron & Companhia.
Vendem-se cobertores de alsodo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
POTASSA BBASLEIRA-
Vejade-se superior potassa, fa-
bricad no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-$e aos senhores de erigenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n.20, ar-J
mazem de L- Leconte Feron &J
Companhia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de psu-
csrr, e afvaiade dezinco, superior quali-;
dade, por precos commodos:'na ra do
Trapiche Novo n. 16.
O SITIO DA ILHA DO RETIRO,
na passagem da Magdalena.
Vende-se o sitio denominado Ilha do Retiro prxi-
mo a ponte da passagem da Magdalena, o qual tem
muilo bpas Ierras proprias para capim, possuiido
urna excellenle baixa; lem urna grande casa de mo-
rada bem construida, e alem desta urna oulra por aca-
bar ; contm em si o mesmo sido doos exc'eltenles
viveiros de peixe bem conservados, alem de muilos
arvoredos de fruclo e boas accommoda^es, e mais urna
olaria qne est Irabalhando : os prelendenles podem
dirigir-se au mesmo silio, ou ra do Livramento o.
16, qu acharo com quem tratar.
Vende-se manleiga inglesa a 400 rs.,' cha prelo
a ;000 rs.: na ra Direita n. 14.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
muito boa aletria a UtO rs. > libra.
DAVID WTLLIAM BOWMA; ensfenneio ma-
chinsta e fundidor de ferro, mu respetosamente
anuencia aos senhores propietarios de engenhos,
fazendeitos, c ao respeitavel publico, que o seu esla-
beleciraento de ferro movido por roaejtina de vapor,
n2. r".a ''!' Brum passando o chafariz, contina em
efrectivofexercicio, escacha completamente montada
com apparethos da primeira qualidade para a per-
feita conlcccau das maiores pecas de machinismo.
Habilitado para empreheudr quaesquer obras da
sua arle, David W'illiam Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a allenr.a publica para as se-
guinles, por ter dellas grande sortimenlo ja' prome-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas om sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas era paiz estrangeiro, tanto em prec/> como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber: 1^.
Machinas de vapor da mellior construcao.
Moendas de canna para engenhos de todos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinlos de vento e serras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzes chumaceiras.
Cavilhes e parafusos de todos os lamanhos.
Taixas, parees, crivose bocas de tomaina.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou poran-
maes. e prensas para a dita.
Chapas de focaO e tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro c de bronze.
Bombas para cacimba e de reputo, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragenspara navios, carros e obras publicas.
"Columnas, varandas, grades e porles.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maoearadosde ferro, etc., etc.
Alm da superioridde das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nhos remettidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommendas, aproveilando a occasiaS pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianca.
t,fty;>.5>nV,R:
E^SEf^^SS
dos termos de medicina,
anatoma pfaarxaacia ,
I Diccionario
cirarfia ,
etc. te.
Sabio luz esla obra indispensavel a lodas
as pessoas que se dedicam ao esludo de
medicina". Vende-se por 43 rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Mosrozo, ra do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
obras cima-...... 40&Q00
lima dila de:!(! lobos com as mismas 455000
Dila, dila de ta tubos....... 508000
Dita de II i rom as ditas...... lOO^OOO
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 10S0O0
Dilas de 48 ditos......... 20S000
Tubos avulsos de glbulos..... 1*000
MADAPOLAO' BOM, A 38200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qoalidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vcndem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica d assucar, pintadas, e que levam
tres arrobas cada una : vendem-se muito era conta
para fechar : na ra do Trapiche n. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quaartlhas, valsas, rdowas, scho-
tickes, modinhas, tudo rnodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rna do Vigario n. 19* primeiro andar, tem
; venda a superior llanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porreo : na, ra da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo eliminado : lia ruada Cruz, armazem
OLEADOS INGLEZES-
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalbar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42.
A bordo da fjaropeira irraeao, fondeada na
praia do Collegio, tem para vender muilo superior
farinha .le mandioca : para Iralar, no escriptorio de
Domingos Alyes jatheiis, na ra da Cruz n. 52, e a
retalho, a bordo.-
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na,' superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do. Trapi-
chen, lo, armazem de Rastos Irmaos.
Vende-se C. IRNE DE VACCA e de porco de
Hambureo, em b. irris de 200 libras ;
CIIAMPAONE de marca conhecida e verdadei-
ra, havendo poner >s aigns de resto, que se vndenlo
para fechar, a 240OO rs. ;
AC DE ]MIL.AO sonido;
TAPETES DE I.A, l.inlo em peca enmo sollos,
para forrar salas, de bonitas cores emuitoem conta.
OLEADOS de cores para .forrar corredores, etc.;
OLEO de mliaca cm latas de cinco aloes : em
casa de C. J. Astley & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
700*000 rs.
Vende-se ttm tarro patento inleira, de4 rodas e 4
assentos denl ro da caixa e2 de bbliero fura, est
pintado, torcido e coherlo, ludo de novo, ainda por
eslrear : na 1 ocheira do Sr. Candido, 110 Hospicio,
se dir com q uem deve tratar. ,
Vende- se urna loja com arniacSo, que ha de
servir para el lanllos, 00 outro qualquer negocia de
principiante na travessa da ra do jucimado, por
prer,ii comino do : a fallar na praca da Independencia
n. ;u.
Vende- se urna taberna bem afreguezada para
a tena, e cor 1 poucos fundos; propria para princi-
piante : no p leo do Terco n. 2.
Na ra da Cruz n. '15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 50 dilos de botins; ludo por
preco commodo.
Pianos.
Os .imadores da msica arham cnnlinoadamenle
cm casa de Brunn Praeger & Companhia, rus da Cruz
11. 10, um grande sortimnto de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerentes modellos, boa conslrurrau elid-
as vozes, que vendem por mdicos precos; assim Co-
mo toda qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e meiosditos, braceletes, brin-
cos, alfinetes, boloes, anneis. correnleapara relugios,
etc. ele, domis moderno soslo : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunu Praeger & Companhia.
Vendem-se pianos forlcs de snperior qoalida-
de, fabricados pelo mellior autor bamburgvcz na
ra da Cruz n. 4.
Na rna do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
mellior artigo que se conhece para limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, dexando bom
-gosto na bocea e agradavel ebeiro; agua de niel
para ns cabellos, limpa a caspa, e d-lbe mgico
lustre; agua de perolas,.es(e mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embrllezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esta prepara-
$o faz os cabellos ruivosou blancos,complel 'lenle,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
precos commodos.
ANTIGU1DADE E SUPERIORIDDE
" DA
rSALSAPAR-IULHA DE RRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA )E BRISTOL data des-
de 1832, e lem constantemente mantido a sua rt-
pulafao sem, necessidade de recorrer a pomposos
annuucios, de que as preparac&es de mrito podem
dispensar-so. snecesso do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, enlre oulras, as dos
srs. A. R. 1). Sands, de New-York, preparadores
e propietarios da salsa parrilha conhecida pelo no-
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, como nao o podessem obler, fa-
bricar.im nma imitacao de Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, iic
Nosso aprcciavel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido quanli-
dades consideraveb>do extracto de Salsa parrilha de
Vine, e pelo que ouvimos dizer de suas tirtude*
aquellos que a lem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augmentar tmiiissi/rtn. Se Vine,
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resollara milita vantagem, Unto a nos como a
Vmc. Temos muilo prazer aoeVmc. nos responda
sobre esle assumplo, e se Vmc. vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semclhanle, teriamos
muilo prazer em o verem nossa botica, ra de Ful-
lon, n.79.
Ficam is ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. I). S*NDS.
CONCLUSAO'.
1.SA anliguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1812, poca ua
qual este drususta nao pode obter a agencia do Dr.
Brislol.
2. A superioridde da salsa parrilha de Brislol
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia! da de Sands, e de urna pnreo deaoulras pre-
liaracoes, ella tem mantido a sua repulacao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do saneue, e o bom xito oblido nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pexoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnina de Oliveira, medico do cxeicito, e
por varios outros mdicos, permittem boje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa par-
rilha de Bristol vende-se a 56000 o vidro.
O deposito desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frenie ao chafariz.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 36, de Rartholomeu F. de Souza', ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
l>e 1'aU'ecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermifugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea larga com ro-
Iha de 1 ate 12 libras. 0 annuncianteal-
(ianca a queminteressar possa a veracida-
de dos medicamentos a Cima, vendidosein
sua Iwtica-
No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. 5, ba
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libra.
Oleo de linhaca em latas de 5 pal
Cbampagj
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro d
Copos e calix de vidro 01
Formas de lolha de feTO, pipiadas, |
fabrica deanucor-V
Palha da India para empalhar.
Ac de MilSo sortido.
1 Carne devacca em almoura.
L'm sortimnto de prego.
Lorias da Russia.
Espingardas de cac.a.
Lazarinas e clvinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latao em lblha.
Orim de vela, da Russia.
Cabos de Linbo da Russia, primeira qua-
lidade.
Cementb de Hamburgo (novo).
Relogio* de ouro, abnete, patente in-
glez.
Vende-se nm grande silio na estrada dos Afflc-
tos, quasi defronleda igreja, o qnal tem muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de plaiitaces, baixa pa
capim, e casa de vi venda, com bstanle
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo si
enlender-se com o Sr. Antonio Manoel de Mi
Mesquita Pimenlel, ou a ra do Crespo 11, 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha Piguci-
redo. '$
Vendem-se de 800 a iSOOOrsi, fievadosde ro-
tante, sortido em cores e larguras, proprio para ar-
macao de igreja e de procssoes ; na ra do Queima-
do, loja de ferragens n. 14.
AOS TABERNEIROS.
Vendem-se arroz de casca, saccas maiores do que
as regulares, a 43800 rs. a sacca : na ra do Quei-
mado o. 7, loja da estrella.
Vende-se ummulato.de 25 a 50 an-
nos. bonita figura, para fra da provin-
cia ; ao comprador se dir' o motivo poi-
que se vende : na ra dos Pires n. 28..
ALERTA RAPAZIADA DO CARNAVAL.
Ra do Cabuga' n. 8.
Vendem-se os mais lindos leurinos para a rapa-
ziada fazer os vestuarios para este innocente diverti-
mento; su quem hilo lem gosto ha qne os deixar de
comprar, pois se tornam recommcndav eis li
sua simplicidsde como por serem muilo e
baratos..
Vende-se a taberna da ra do Pilar n. 143: a
Iralar na mesma ra n. 115.
Franjas para cortinados e toalhas.
Vendem-se lindas franjas brancas e de eres para
cortinados, dilas de retroz engredas para oapolinhos
c manteletes a moderna,emaisbaratodoque as
tojas, na Trente do Livrlmenlo, toja de miudezas de
K A. de Pinho.
Na frente do Livramento, loja de
miudezas de F. A. de Pinho, se din quem vende
urna rica pulceira de ouro, e am Iranselim de dito
para relogio, obra muito bonila c gosto a franceza,
de donde chegaram ltimamente ; na mesma loja
Irocm-se cruiifuos e diversas obras religiosas pro-
prias para os devotos, ludo por commodo preco: Me-
se as amostras sobre valor.
Vende-se um cavallo pre!
limo para cabiolel, emesmo para sella :
do Sebasliao, roa da Floren!
Historia de Portugal.
VendeniTse os qoairo primeiroe.volmnes
de Portugal, que est sendo esrripl-
lerato A. Rcrculano : na rna larga do Ros
de miudezas n. 22.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C: Starr & Compai
em Santo Amaro, acha-se para vendfei'
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Oh! que pechincha para o carnaval!
'Na ra do Queimado n. 40, vendem-se lanlijolas
brancas e amarellas para enfeilar vestuarios para
mascarados.
Vende-se urna casa, com os chaos proprios^no
becco da Carvalha n. 3 : quem o pretender dirijE-se
ao pateo do Terco o. 5, que achara com quem
Iralar.
Vendem-se dnas pequeas casas meia-agua, na.
ru Augusta por pre^ocommodo : a tratar 110 segun-
do andar do sobrada da roa d Borlas n. 48.
NICO, E O MAIS EFF1CAZ REMEDIO
PARA LOMRR1GAS.
Fahnestock's Vermifnge.
Remeltido peto seu proprio autor de New-Vork,
elo navio americano Knrthen Lighl : vende-se na
tica e armazem de drogas de Vicente Jos de Brifti
ra da Cadeia Velha 11. 61.
Vende-se um deposito muilo afreguezado, c
proprio para principiante, por ter poucos fundos, no
mesmo estabelcimento tem commodos para familia:
a tratar na rna dos Martvrios n. 36.
\ ende-se por preco commodo, um optirnt
reno, fronteiro a igreja de Nossa Senhora da Paz dos
Afogados, com todas as proporces necessarias para a
edificacito : no aterro da Boa-Vista n. 42, segundo
andar, se dir quem o pretende vender,
Vende-A a taberna 11. 9, do paleo do T
com poucos fondos, a casa lem commodos para fami-
lia ; paga-se 10000 rs. mensaes, e calando sorlida,
vende bastante, na taberna 11. lt.se dir com quem
se ha de tratar.
MASCARAS
de rame para homens e senhoras, obra' muilo per-
feila, e por muilo barato preco : na rna do Queima-
do n. 71, junto a loja de cera.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra : na roa
da Cadeia do Recife, loja ns. 13e20, por preco com-
modo.
I
',
Tabella do novo roteiro do lelcgraplio, vende-se
no paleo do Collegio, loja de livros n. 6, de J08O da
Cosa ourado. .
Vende-se nma morada de casa torrea fela de
pedra e cal, em chaos proprios, na povoacao do* Afo-
gados, ra de S. Miguel n. 13; tambem se ven
carrinhode mao : na ra da Praia de Santa Rila,
defronte da ribeira n. 10 o-12.
Vende-se urna escrava, mulata, para todo ser-
vico de casa : na na" de Hortas n. 15.
Vendem-se ptimas cabras de leile, paridasje ~\
amajadas: na estrada nova, no primeiro sitio alm
da taberna de Joaqnim Manoel Carneiru_Ltao. Ju^^^^m^,
lem cerca de limito. '"
ESCRAVOS FGIDOS.
/
No dia 27 do corrente drsappareceu do sitio da
Estancia um mulato de nome Vicenle, o qual repr-
senla ler 20 annos, he baixo e grosio, lem bstanles
sardas no rosto, e as pernasnm pouco arqueadas, he
do serlao d'ondc veio em 1852, e porasso talvez par
la (enha seguido : quemo pegar, leve-o ao dito sitio,
ou r.o Kecifc, em casa de seu senhor MauotMbaral-
ves da Silva, que ser gratificado.
Na nole do dia 29 do correnle desappareceu
da casa de Manoel Francisco Uoarte, morador no lo-
car de Santo Amaro, umseueseravo de nome Feliz,
de nacao Mozambique, com os signaes seguiules
baixo, pernas finas, ps largas e mal feitos, denles'
agudos, e com falla de um na trenleda ordem de ci-
ma ; lia seis semanas foi pegado 110 lugar do Boquei-
rao, onde consta ler. la familia, era conhecido por
crioulmho nesse lugar : pede-se, porlanlo, a qual-
quer capilao de campo que v aprehender leve-o a
seuscnlior, no lugar de sua residencia, que ser bem
recompensado.
-se lOOlSOOOrs. de jratiBcarao a quem ap-
preheuder o prelo, crioulo, de nome Antonio, ma-
rinlieiro , que vea*
passear a Ierra no dia 23 do corrente. e lem os sigoW
seguintes : estatura regular, pouca barba, qucixo s-
lenle, denles limados e amarellos, e os dehaiio ol-
luidos, marcas de beiigas prximas ao nariz, mitos
acaireladas de alcalrto. Conduzam-o ao escriptorio
de Baltar & Oliveira, ra da Cadeia Velhl 11. 12.
Desappareceu no da 29 de Janeiro o escr.vo,
crioulu.de nome Braz, escrav de Jacinlho (ornes
jorges 1 cima, morador no engenho Lavagem. en
I ao d Albo ; reprsenla ler 45 annos le idade, altu-
ra e corpo regulares, lem dous calombos na sobran-
ccllia do olho esquerdo. falla muilo mansa; levou
calca e jaquel de riscadinho miudo j suja, e coslu-
ma traze-la alKiloada. e chapeo de palha velho ; he
de suppr que fosse com algum comhoy : quem o pe-
gar ou der noticia nesla praja a Mauricio Francisco
de l.ima, na ra da Guia, ou no dito engenho, ser
bem recompensado.
Desappareceu em dezembro prximo passado,
a prola l.uzia, de nacao llcneuella, que representa
ler 22 annos, pouco mais ou menos, lio bem conheci-
da por ter o braco direilo esmorecido do vento, e maW
secco do que o outro, enjo tra-lo em um lenco no
peito ; he bem prela, pes grandes, secca do corpa,
altara regular, falla explicado; levou panno da Cos-
a, urna saia e vestido riho ; quem a pegar ou delta
souber. pode dar parle na ra do.Queimado, loja 11.
22, que ser recompensado.
MULATA FGIDA.
No dia 30.de Janeiro prximo passado, as 7 horas
da nole, desappareceu das Cinco Ponas, da compa-
nhia de um portador, a mulata Marcelina, com 48
anuos, clara, nariz afilado, cabello amarrada, boni-
ta, secca, tem o braco esquerdo defeiluoso. ao 1
munheca t*nf o couro do braco alvo, e secco obrara,
e sii anda de veslldode manga comprida para encu-
brir o defeio : levou vestido de cass osa e
de quadros, chales da mesma cr,e sapali-
de lustre : quem ilella souber, leve-a coche^^^H
major Selustio, ou a seu senhor Joo Ilipolil
Meira tima, em Santo Amaro de Joboalcj que ser
bem recompensado.

Pern.t-TyF.dtW. F. Parla.-186.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E8K15UPDY_YQUU0E INGEST_TIME 2013-04-27T00:06:54Z PACKAGE AA00011611_07550
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES