Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07549


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Full Text

i
ANNO XXX. N. 26.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
QUARTA FEIRA I DE FEVEREIRO DI
Por Anno adiantdo 15,000.
Porte franco para o subscriptor
i
ENCAHREGADOS D.\ SUBSCRIPTO'.
RociTe, o^roprietario M. F. de Fario; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Imprad ; Macelo, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
Intra; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
al, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lentos Braga; Cear.i, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 1B00 firme.
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 05 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aceces do banco 5 O/o de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discpnlo de lettras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 29$000
Prata.
Moedas de 69400 velhas. . 169000
de 69400 novas. - . 169000
de 49000..... . 99000
Pataces brasileiros . . 19930
Pesos columnarios..... . 19930
mexicanos..... . 1*800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
01 inda, lodos s dias.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15-
Villa Bella, Boa-Vista, Ex c Oricury, a 13 e 28.
doianna e Parahiba, segundas o sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR l)F. IIOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos.da manha.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
ACDIEVCLVS.
Tribunal do Commercio, segundas e qiiintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, secundase sextas aomeiodia.
2.a vara do civel, quartas c sabbadfis ao meio dia.
Os Tribuuacs de Justina eslao fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
EPHEMERIDES.
Fevereiro 4 Quarto cresceqte as 8 hora, 18 minu'i
los e 48 segundos da tarde.
13 La clieia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da mjnha.
20 Quarto minguante as 8* horas 25
minutos c 48 segundos da manha.
n 27 Loa nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS
30 Segunda. S. Martinb
31 Terca. S. Pedro Nolasco ; S. Cyro marty.
1 Quarta. Jejum. S. Ignacio b. m. S. Peonio.
2 Quinta. S^ 3 Sexta. S. Braz b. m. ; S. Gelarioo diac. m.
4 Sabliado. S. Andr Corsjno b. c.; S. Jos de L.
5 Domingo. 5." depois de Reis. S. Aguida v.
m. ; Ss. Pedro Baptislaaseus comp. m. do J.
<;'
PARTE OFFICIAL.
MANDO DAS ARMAS.
I do ooBmaito das anu da
a eldado do Recito, en 31
OKOIM BO DIA X. 51.
O Exm. Sr. marechal le campo Jos Feroandes
do* Santos Pereira, commandante das armas, deter-
mina que na inanhfla do dia 1. de fevereiro vlndon-
ra, se puse revista de moslra aos cornos do exerc-
los existentes tiesta provincia em seus respectivos
qaartets, pela ordem seguinte : as 6 horas a compa-
nhia ria ; as" ao contingente da guarda nacional destaca-
do; as"', ao balulhao o.^de infantera,e aosrecru-
lasia deposito no quarlei do Hospicio ; as 8,S'ao
lio n. 9 da mesma arma ; e finalmente as 9,'/
1 batalhSo de arlilharia a pe quarlelado na'
le de Ulind,).Candido lAal Ferreira, ajudan-
w Tarden* encarregado do delalhe.
EXTERIOR.

COmBEBFONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBGO.
Lisboa 14 da Jaaalro de 1834.
Si* em notifica e sobretodo em politira porluguc-
ta, se podrwom fazer prognosticos, como nos alma-
naks, o juizo do anno novo seria : ministerio ate
dia de S. Silvestre, seguro c firme como nina ro-
jplo se fallar o duque mentos em dia at ao S. Joao: contrato do lbaro.
otitthua at a vigilia ilo natal : polilira. a incs-
missima que lie a do conde de Tlioinar, com a ilif-
ferenr de eslareni nella nlcrcssados os princi-
pa* caberilhas e agitadores lo partido democrti-
co, e por aso manaos como cordeiros. lie sorlc que
Uojo em Portugal leuii'-so a cholera, o Trio que lein
stde acrrimo, |Mde-sc temer urna erando caresta
le gneros, porque as cnlheitas ultimas niiu lem si-
do abuinlaulos, e as exportables \a cresceudo es-
pantosamente, sobretodo de azeitee viulio, que es-
t par eu muilo caro c mo, porque o Ihiiii vai para
insceiro, que o satie pagar regiamente, como
pnwa a nota que llie remello extrliida de una fo-
lltd ilo Porto, muito aparentada rom a companhia
xinlm do Porto inoiitarain enorme quanlia le
vinte milhes de cruzados Em siinima, ludo |m>-
tomos recetar que nos acontera este anuo, que nao
reta la muito liotn fadadn nas folliiolias, porm mu-
laitra de ministerio, de poltica, a uniao de Por-
tugal n Hespanlia, com que muitos souliaiu e que
alguns tenieni, uestes (mulos ou muito me engao,
on juntemos dormir descansados.
Olanlo ao ministerio, ets aqu mais un Tacto que
abona a ana dracjto. Logo que Bodriao da Fot-sera
conseguio que fosse coiidemuado pelo jurj o .Vtt-
rional do Porto, que o liuha acensado de vender
commemlas por dinliciro, a o|iposicao declarou que
liuha anda outro documento com o qual faria con-
ilemuar o ministro. Eslc documento foi com cOi-ilo
tojw Portuguez de7 do crrenle com mu
em que se provocava o ministro para o
jury, clianiando-llie anlor e prepelrailor dos crimes
ileriMirnssao feita, simoiiia e estelionato, por baver
em 1853, quaudo era oflirfal da secretaria dos nc-
sorios estrangeiroij, vendido a ni tal Vieira de
Araujo, como seu senenliiario, os proventos que
I he perlencessem la thesouraria da bulla, lunar que
llie llera D. Pedro quaudo entrn em Lisboa. O do-
cumento era urna escriplura onde o serv cnluario ou
siibtncatario, se ohrigava a dar dons coiilos de ris
ca sa ; Rodrigo da Fonseca Magalbes, lomando a si a
cvpcdicao e mais cosleio da mesma bulla, e ficando
elle dito sublocalario com a res|ionsaliilidade da di-
la Iheaonraria. Ora, islo para qiiem nHo conliece a
nnliiia praxe las sen enlias e das avengas, lano no
civel como no ecclesiaslico, que anda nao eslava
abolida qnando Rodriao da Fonseca fez a escriplu-
ra, parece realmente una coucussao, nina simona
Has no he tal, o que Rodrigo pactuou foi receber de
i venlitaro urna quanlia certa pelo producto
'tttial da thesouraria da bulla, que nao poda
que era offlcal de secretaria, e naquelle
lempo ito enun illegaesas acumulaco. Esla ac-
;llo, pois, lie ftil, calumniosa e argue-nos aecu-
sadorw urna ignorancia de direilo vergonhosa. V.
Im-iii sabe que en ai-tnalinentc fra do jogo polilicn,
fallo sem pai'xao, cT !em visto a iin|rrialdade com
pie sempre teuho a\ aliado a pessiia moral e poltica
i hrfoiucca.
fcnsacilo. porm, fez sen abald no publico
minuto e desconfiado, alunas depnlados leucionain
fallar nislo em cortes, tnmando-o como arma de op-
posiro. mas sem duvida ha de raltir quent sobre
lao oca lxis^- s<- apoiar. Era esta a ullima bomba
que a opposrSo linlia para derribar o ministro do
reino, errou a ponlaria, agora temos ministro para
nm par de lempos.
O conde de TI minar entrn de novo em srena. Lo-
go na primeira, sessiio da ranura los pares, fez una
severa inlerpellacSo ao-liiiistro a sabida d barra do Porto de dou brigues, Guerra
e Trujano, destinados para o trafico da escravalitra,
e que j eram esperados hava lempo em Angola.
O ministro responden' satisfactoriamente ; e entilo
tentn j onlra inlerpellagao sobre a qugstao do pa-
dreado ila India rom a corle le Roma, ctntftte fal-
ln Rodrigo e Jervis, e o conde fex algumas aecnsa-
ccs uraves regcucracao.justilicoiy' alguns le seus
actos, l'or ora nao tcm passado daui.
_As cortes abriram-se no dia 2, fe cl-rei regedle
fez a^alla de que llie mando cpial Ei-la:
Digno paret do reino e tenhutcs depiUs*s da
vacuo porlugiieza.'m^^~
Com lirevissimo iutervallo do dia, em que navos-
sa preseiica prestei juramento como regente do rei-
no, volto lioje ao seioda representaco nacional para
fxercer, pela primeira vez, o acto mais augusto do
poder de que son depositario.
A sessao de 1853 lindou no ul linio do anuo antece-
dente ; mas liuha sido interrompida por um longo
adiamenlo. Durante elle leve lugar a grande cala-
midade nacional, que todos deploramosa perda da
virluosissinia rainha, a senliora I), ftaria II, minlia
muito presada espoza, de sempre saudosa memoria.
oanlo me he penoso, alm de sentir essa perda,
deverainda oulra vezcmmemora'-laiio meio de vi'w !
Mas a dir, tilo solemnemente majlifestada por toda a
narao, modelo de nohres sentimontos, de amor, e li-
delidade aos seus moiiarchls, diz muito mais do que
me fra possiveUexpressar.
' Os soberanos alijados de cora porlugueza deram
todas as demoilr aees de verdadeira magoa ao recc-
bercma noticia daquclledesgracadissimo aconleci-
inenlo. Sua mageslade britnica, esen real espozo
me enviaram dons dislinctos emissarins a significar-
me quanto Ibes era sensivel tamanho infortunio. .
. Dos mesmos soberanos adiados contioua o gover-
no a rceber claros leslemunlios de amzade e bene-
volencia. '
Tambem conlinuam |as neaoi-iacoes pendentes com
a santa S, de que esparamos favoravel resultado.
Ferminou, sem quebra da uossa dignidade, e de
commnm acci'irdo entre os dous covernos, o desagra-
davel incidente, que lvera lugar com o ministro do
Brasil nesla corte. Acha-sej nomeado o novo mi-
nistro daquclle imperinque chegar dentro em
pouco.
Durante o adiamenlo dassesses legislativas, o go-
verno se orcupou dos tnios de activar a abertura e
aperfeicoamenlo das vas de conimunicacn-i, objeclo
do tneu maior todos os iiiellioramenlos pblicos.
Com este fim ohtove eonlralar duas operagOes de
crdito, nina na cidade do Porto, e oulra em Pars,
que j siilimeltcit vossa approvac.ao.
Eulrclanto os trabalhos das estradas nao leem ces-
sado, e prosegueni com a possivel aclivdad.
Acccdciulo ao convite do governo da Blgica, en-
vin o governo um dcpulado ao cungresso da eslalis-
tca ssral, que se celebrou na corle de Bruxellas. e
em que lomaram parle Inglaterra, Franca. Hespa-
nlia, e alguns ontros eslados, para se OTgauisar um
svslema uniforme deste imprtantissimo ramo da
ciencia dminislraliva.
Us resultados da conferencia devem ser de grande
vslia para os paixer, que all tveram os seus repre-
sentantes.
Outro deputadn commssionou o governo para as-
sslr a coiifervucia, que leve lugar na mesma cida-
de de Bruxellas,por convite do governo dos Estados-
Unidos da America, sobre obscrvar/ies meteorolgicas
para aperfeiroamento da navegado.
Autorisado pelo coi po legislativo proceden o go-
verno a algumat alteraris na divisan administrativa
e judicial do territorio do reino,e creaco de algu-
titas comarcas, com o fim de se obler melbor adui-
uislrarao da jnslica.
Proccdeu tambem a abertura do grande seminario
patriarchal, eauxliou alguns oulros, do que leve
resultar boa intlrucrao ao clero, com muito proveilo
da rclgio e dainoral publica. Na organisarao dos
estatuios daquelle eslabelecimento se allendeu nao
menos s uecessidades religiosas do reino do que s
das provincias ultramarinas, e s missiiesparaa pro-
pagacSo da f caiholica em frica e Asia.
Dignos pares do reino, e senhores depnlados da
naco porlugueza !
4

P^LHETIHI.
t^BpDEATHENAS.
Palo marqnax de Fondras.)
TE^RCEIRO VOLL'ME.
X
i a saude de Fiara se reslabelerfit, Mar-
io o dia da parlida. apez'ar das instan-
i Oqual desejava vivamente rel-Ios.
homem nAo poda couler sua aleara ao
leta do conde de Allivoli debaiio da
prnlerrao de Marco Frescobaldi.
avilliosamente dizia elle, a flor e a glora
do partido I... Essa nniao ao menos ser acertada !
Entretanto no meio da felicidadede que gozava Fla-
via, um sentimento secreto advertia-lbe que mo a
met-eia*
taren nlregiiva-se ao enlliusiasino do
amor, e iltov suas perfeice. FUvia- corava e
einpallidecia ao nicsino lempo porque senlia-se in-
dignada de seus elogios.
rsos s jppljcavam-se com a oracao : de-
gradada a seus proprius olbos pela unirle que coin-
metlra, ella senta urna anauMia nilerior no meio
asas delicias do amor.
iovos aaltiram do casal levando as lien-
Pielro Malavia c as ternas despedidas de seus
nlfto
nto foi feilo sem pompa em Loca, e no
da Se os dous esposos foram habitar no meio
do Arfpninos iim caslello perleneenle a Marco.
"O de Nievole naToscana he um los mais
belfos, jflto da Italia. Dous ros, cujas foules nunca
sercam, f Mdmsua vegelaro e suas ricas searas.
O valle" Kirmado por collnas cobertat de vi-
nhas e ile oliveiras, e dominado poi fortalezas, cujas
torres velhas revestidas de hera apparccem no meio
do easlanlieiros e dos ciprtjsles.
Os habitantes desses castcllos, proprelarios do
valle, linitam formado em sen nlcresse commnm
nnrmUro geral que rodeava suas casas, e o que elles
pussuiam de mais precioso, de orle que ilo alio das
suas inuralhas podiam, sem sabfr, vigiar suas sea-
raa. e os trabalhos de seus aarieullores.
Essa pequea repblica dividia-se em aldeas mu
prximas, leudo cada urna sua orgariisacilo muni-
cipal.
Foi para o meio desse bello ralle de Nievole no
caslello de L'zzann, onde Marco liuha passado urna
parle da mocdada cois sua mi, que elle levuu Kla-
viii; foi ah, longe dos cuidados da ambicio, da in-
justica das liometti das crueldades da guerra civil.
reza espleudida, que elle re-
I compaobeira.
lempo esperada e- lao
ana dos anjos, se a vida do ho-
memsobre a Ierra podesse deiiar.de ser urna prova
e um combale.
Mai ".' a emfim junio de lluvia as ternuras
inefave de um amor correspondido.
Sua paixiio pela gloria e pela liberdade eslava ab-
sorvida por um senilmente nico :o amor de Fiara.
A foriuosur.i de Flavia tintn lomado om carcter
mais pronunciado. Ella linha enlao vtite e qualro
anuos, e as oraras ingenuas da terna moeidade lia-
vam succedido a esse altraclivo profundo e irress-
livel, que nasce da forja d'alma, e desse fugo arden
le e remudo qc lcsenvnlve-se no apogeo da idade.
Sua pello liuha perdido a cor rosada e virginal, e
unta pallidez incandescente annunciava o combate
das paiiOes ; nao se va mais nella esse olhar hrlhan-
le, candido c curioso, que escapa ao despertar da vi-
da ; seos olbos serenos e melanclicos pareciam que-
rer esconder-s debaixo desnbrancelhas arqueadas;
mas quando filavam-se. a alma toda inteira brilliava
em sua pupilla, e allrahia por um poder mgico.
Marco, mais enamorado que nunca, eslava no cu-
mulo da felicdade ; porm o amor lorna-sc mais in-
telligenle medida que reina cont tnais poder.
A lri|teza de Flavia nao escapava a Frescobaldi, e
0 prcoecupava.
Mullas vezes elle aperlava-a nos bracos, e rogava-
Ihe que llie ahrisscseti corarja... Flavia Irnqoilli-
aava-n com palavras ternas, sorria e deixava cahr a
cabera sobre o hombro de Marco para occitllar as la-
grimas quesaham-Uie dos olbos.
Mas Flavia soflria em segredo; urna agilac.la lerr-
vel a consuma.
A morle de Bisuomini pesava-lbe sempre" sobre a
conscieuria. e sua alma, como um espectro, colloca-
va-se eunsfanfemente enlrc ella e Marco.
Sua alma amedronlada chava um remorsn em ca-
da aflagn de sen amado.
Um pn-senl nclito funeslo enlristecia as alegras
de seu amor, ella tema que urna palavra viesse Ira-
hi-la, c a morle parecia-lbe preferivel dr le ver-
se despojada ao mesmo lempo da estima e do amor
de Marco.
Nessa perturbarlo, se a conscienca llie dizia que
pao fizers mais do que defender a vida, como um
juiz'inflexivel, ella condemnava-se a si mesma, ex-
clamando :
A morle fui commellida, e nada pede apagar o
sanguederramado!... o saneue!..... osangue!... O
corpoeslremicia-lhe lembranca da noile fatal, e
solueos sahiam-lhe lo peilo opprimdo...
Quando Flavia coulemplava Marco, altivo, arden-
te c feliz, com o coraco inundado de ternura, dizia
comsigo:
Nao! heimpossvel !...Tan(a felicdade nao foi
tena para manobro crealura culpada como en I
Lssa rclictilade suprema a que eu asprava, essa.ple-
mlude da vida em um amor puro e legitimo nao pe-
de ser a recompensa de um crime!... denm crime
1 ii i n 1 ii ii I r iii T I mu 1,1-ilv^;- ___ .
BPmML< r>.
(iracas divina Providencia, gozamos de paz inter-
na, e le publica Iranquillidade, que nenbuma alle-
racao expermentou com o profundo abalo, que a na-
cao senlio no fatal da 15 de novembro.
O estado do reino be esperanzoso: a agrie ul lora
lem tido, e conlinoa a ler visivel incremento em to-
das as provincias.
As cnlheitas, que no anno anterior foram escassas
em muitos paizes, nesle, anda que nao abundaran
em todos os productos, nem por isso do lugar a re-
celos de falla de subsistencias.
A exportado dos vinhos do Honro foi mu favora-
vel aos nleressados naquella cuitara ; e o genero
subi de prejo em toda a parle. He comtudo para de-
plorar que a molestia das vinhas continu e cresra,
principalmente na ilba da Madeira, aonde os seus
estragos s3o de funesUssimo elTeito.
Nas provincias do ultramar nao lem havido oceur-
rencias, qne devam meucionar-se. O governo vos da-
r conla de algumas providencias tomadas em bene-
ficio do commercio e industria, assim como da admi-
nislraco publica e servido ecclesiaslico daquellas
provincias.
O governo vos expor a necessdade, que temos, de
conslrucc/ies navaes, propondo-vos algumas medidas
para eslc fim.
Senhores depnlados da naco porlugueza !
O estado da fazenda publica, e o melhoranento do
seu crdito, silo o objeclo da maior sollicilu.de do go-
verno. Servos-bSo presentes as suas propostas sobre
este importautissimo assnmpto, e os ornamentos da
recela edespeza d> estado, que vs examinareis com
a rircumspeccHo e escrpulo, que sabis empregar.
Dignos pares do reino, c senhores depotados da
naeao porlugueza !
Confio em que, por vossos esforcos e vosso zelo pe-
lo tem da na^lo, qde lodos amamos, auxiliareis o go-
verno na sustenlacao da paz e da liberdade, e na
adopeo de todas as providencias tendentes a promo-
ver a prosperidade publica.
Est aherla a sessiio.
A quesillo da \alidadc da eleijo le Ximenes,
anda se uilo disculio. O nico acto parlamentar
dignii le menrao, be o projeclo apresentado peto
mnislro la fazenda para a abolrao do monopolio
do sabo e o do fabaco sometite nas Ibas adjaecn-
les,' para as mais trras da mnnarchia contina.
Para supprir o dficit que islo prrxluz na recolta
publica, augmeiilar-se-llie-ba mais dez por rento no
imposto qu scdeslinava |ra a amorlisacao das no-
las. Vai disrutir-se em lircXe, dous lilulos novos :
Kio Tinto, viscoude lem .estado amorte; A. J.
le Oliveira, viseonde do Momlcgo. Eslc be real-
medite la mcrce lodos o eslimam. Bcsullou do|>ro-
csS> do Saronal, o conbeccr-se que um tal Aguiar
linha rerebido do Sr. Pereira la Silva cem pecas
para Ibc obter a eonimeuda licamlo com ellas. *0
minislrrio publico querellou delle.
O invern aqu esl como nunca. Cliove ha 15
dias a fio.
Porto 26 de dezembro da 1853.
Htv3 das que pqr aqu lodos deram Iregoas po-
ltica, para s caidarem da conroada. Esta palavra
coiifoada lie c para os habtenlos d'aquem Douro S
provincia do Minho, o mole de grandes brodrios,
em que sao parles obrigadas o bacallio e btalas,
ovosmechidos, ou /brmt le com mel, ele, ele. Eslas usanras tradircionaes,
lem passado inalteraveis alravez dos seculos, zom-
bando dos reformadores e das reformas.
Indigestoes nao faltam. A nica coosa que a mo-
ralidade da civilisacao moderna consegnio eliminar
do lodo desla funeco do Nalal, foi a missa do galo,
que ha H annos deiiou de eer moda, por determina-
c.ao do prelado diocesano, que entendeu, e entendeu
bem, que em laes occasies a orlbdoxia he um pou-
co abalada pelos infiuxos das oblaces bacbicas.
O dar as boas festas lambem vai cahindo em de-
suso.A nao ser os empregados que por formalidade
as vo dar aos seus dieta, pouca gente se lembra
il'isso. Tveram lugar com grande pompa as exequias
reaes felas pela cmara municipal na S, e as que
mandn fazer a Misericordia na sua igreja. Em
untase oulras bouveram. vesperas etc., e asoraQiies
fnebres tanto em urnas como em oulras mereceram
a aprovaco da llleralura palpitante e poncheante
dos cafs.
Em seguida, as da municipalidade tveram a sna
vez; as exequias que fez o bispo, que reciten urna
homila locante, e que, lem merecido louvor. Nao se
desviou do eslylo pastoral c apostlico mas foi elo-
quenlc e commoveu. O episodio brilhanle da pom-
ba que foi poizar na coroa que ia no cortejo do en-
terro da rainha. em Lisboa, forneceu assompto para
umitas allcgurias e pensamenlos; e den materia vas-
ta ans poetas. 1 em nevado estes dias, e o fro he
insuporlavel. A poltica interna nao offerece paste
por em quanto.
A quesillo do Oriente continua a desorientar as
cachimonias dos polticos dos pasmalorios, j famla-
risados com os nomos turcos dos Pachas le cauda e
sem cauda, e com russos nomes acabados emol;
porm como a respeito de geographia, quasi todos
sao leigos, embrulham sem escrpulo alaum a Asa
no Danubio, e o Danubio na Asta, o que d s dif-
ferejtes noticias nma feiQte anarebica. A sabida
do lord Palmerston do gabinete inglez tem fcito iin-
pressao, e a diplomacia dos bolequns d este succes-
so como symptolhalco de desgracas para a Turqua
torca. Veremos o que sabe desta medida.
Os jornaes da eslranja fallam de um projeclo ma-
trimonial entre Porlogal e a Blgica; porm isto pa-
rece nao passarde boato.A companhia lalianajiqui
tem feite fiasco. No sabbadoo Bigolele de Verdi foi
paleado. A empreza mandn escripturar mais nma
dama, 2 tenores e 1 bartono, ludo artistas, de car-
lello.'! A inlrigninhas e caprichos de bastidor tcm
apimentadn muilo os dicerlimentot.
A nossa visinha D. IIiberia est em crise. O siste-
ma parlamentar v-se alai em calcas pardas. Como
na qnestAo dos camiiihos de ferro, o governo ficou
em minora no senado, o governo mandn as corles
tabua, suspendendo indeterminadamente as ses-
sues' E nao ficou nisto s. Todos os senadores,
que eram empregados e votaram contra o ministerio
foram em continente demitlidos. Os descendentes
da cidade de Pelagio, lem as suas instituicoes moilo
em risco. Nos circuios mais acreditados passa por
certo que em seguida ao prximo parlo da rainha se
dar oCoup d'lilat, arremedndose o 2 de de-
zembro, que tanta celebridade deu ao sohrinbo do
lio. O fro nao dcix.i escrever. Esta manhaa ap-
pareceram os lelbados, quiulaes e ras coberlos de
nev.
Todos grilam contra a empreza e engenheiros das es- bam nas maracos do Neva. os grandes governos da
Iradas ; porem o caso he qne a gritara nao vale es-1 Europa, firmemente unidos neste momento, conti-
nho, para conversar (obre Florenca, responden Mar-
co depondii-lhe um beijo na fronte.
A noile pproxima-s.e... eu eslava inquieta. As
tropas do diiaiie (iuarnieri perrorrem o campo ues-
tes arrtdores; julga a que perigo le expuuhas.'
Julgava-te mais corajosa, tneu thesouro, disse-
Ibe Marco sorrindo. Bem salios que annei-le caval-
leiro. e devas fazer mais honra a leu padrinlto.....
Mas que be feilo- dessa arma formidavel que eu le
dei?.....
Minha Flavia, tua mao est fra... trentes... quo
leus 1
Nao he nada, responden Flavia com voz ex-
lincta, talvez a humidade do valle...
Marco deu-se pressa em faz-la vollar para o cas-
tello.
Depois lembrando-se de seu embarazo, quando
llie fallara no pnhal, suppoz que ella o tinha perdi-
do, e nao Irntou mais disso.
Assnstado vista do depcrecimenlo de Flavia, Mar-
co decidi se a tornar a leva-la. para FlorenQa espe-
rando que a muilanca de ares, e a distraerlo da va-
geni llie reslabeleceriam asrtele.
Alm disso a occasiao era lavorave!, a pesie havia
cessado suas destruicOes, os priucipaes chotes do par-
tido contrario eram mortos, e as paixOes polticas es-
lavam amortecidas.
A mor parle dos Gilielinos desterrados linbnm
aproveilado essas circumslanrias para vollarem Fio-1|
renca, c como nao linham sido inquietados, Mareo '
segiio sen exeinplo.
O furor popular, que saqueara o palacio Fresco-
baldi, lornara-o inhabilavet; por isso Marro deter-
minou-se a oceupar durante alguns mezes a casa em
que Flavia residir quando voltura de Avinhao.
(iracas dedicaco de Ludovico, ella linda sido
preservada da plbagemMorante a pesie:
lima manhaa Marco communicoua Flavia seu pro-
jeclo de leva-la para Florenca. Ella perlurbon-se...
urna sensaeao penivel se descubra em suas feicfles.
Quando Marco acrescenlou que iriam para casa
que ella habitara, Flavia estremeceu...
Para que deixaro valle?... disso ella com a voz;
alterada. Aqu somos lo felizes!... e... a felicdade
foge lo depressa.
. Tua sade exige esla viagera... lusoflres, mi-
nha Flavia.
Engaas-te. mcu amigo, minha sade he ex-
cellenle. disse Flavia sorrindo, e lancando-se ao pes-
coceo de Marco... Mas seu abraco convulsivo revelava
sua agilacao.
. -9 de ianeiro de 1854.
O anno de 1853toi-se, e fallando a verdade, como
Dos manda nao deixou saudades. Foi (rumpho no
tal anno o Sr. invern, que governou como os nari-
zes delle. Declarou opposrcao a Baccoe Sr. Ce-
res, e coligou-se com madame Parca, que fez dia-
bruras auxiliada pelos lyphos e apoplejas, que ful-
minaram d'um mudo mais lerrivel, do que em outros
lempos as excomunhes dos reis mitrados. O auno
de 185, rom quanto prezidido pelo planeta em che-
fe, apresenta-se bstanle carrancndpjlebul.inito com
urna prodgaldade UeTfo, nev achura, que se vin-
ga fortemenlc a huniandai'.e. Como aceilou a be-
neficio de inventario o espolio do seu antecessor, os
lyphos anda nao foram postos-fora da rrrculac,fo, o
conlinuam a fazer colheita para os remtenos na ra-
zaocrescenle, de gente pobre com especialidade, que
de certo tem razflo para mal dzer esla sympalhica
preferencia. Quasi todas os casos sio-morlaes, ea
quanlidade delles lem produzido cerlo pnico. Em
alguns sitios lem-se feilo fumegares, e os senhores
encarregados da saude publica lem feito tedas as di-
ligencias para nao morree A nev lem sido em
abundancia, apparecendoa agua gelada nos lauques
na allura de pnlegada. Dous soldados que estasam
de goarda cadeia, morreram gelados, urna das nui-
les passadas. Se foram para o interno (o qne eu nao
creio,) he de crer que Ibes nao cusle mullo pelo hor-
ror que devem ler ao fri, ao menos U nao lem re-
ceto do gelo.
As cataratas almosphericas lem estado ha das a-
berlas, a ponte que o velbo Douro ja boje vai mais
arrogante, leudo crescidu talvez mais d'uma braca, e
espera-se que continu, visto que as causas nancear*
san. Ora, como um mal nanea vero sem sucia, pa-
rece baver bom fundamento para temer que a todas
eslas seringai-Oes se associeoutra bem mais fel. Tem
por aqu corrido um zum zum de que o cholera ap-
parecera em alguns sitios da laliza, e com quanto se
lenha querido desmentir o boato, parece fora de du-
vida que all grassa urna epidemia, cujossy mplemas
do parecemos la tal senliora asitica, que para re-
solver o problema da popularan que. lano cuidado
d aos economistas, se diverle a viajar fazendo das
uas Dos nos Iivre de.mos viztnbos, dizam ja us
sanligos, e dado o caso de lao temivel viznlianca, o
negocio be serio, eno admtlc gracejoporem, Deu*
itiper omnia, dizem os Ibeologos, e digo eu lambem.
O Ihealro lyrico aqu lem tido suelos toreados, por
que a troupe fez fiasco. Esperam-se qualro cantan-
es de cartelYo. que se mnndaram vir'da Ierra do
Mazzini, segundo a empreza fez saber ao respeitavel
ero um Memorndum, qne deu a luz com feliz suc-
cesso !.. i)
Agora mesmo chega a lerrivel noticia de que o
Viaducto d'Arnozo, na estrada para Braga, por mal
construido, se aluira com o mo lempo, .impedindo a
passagetn s diligencias, que tveram de fazer alio.
ta reieen contra o progresso viatorio. Sao obras!
oossas,! !
Mais vale prevenir qne remediar, he assim que o
enlendeu autoridade superior.lendo mandado crear
commissOes de soccorros para o caso, que Dos alias-
te da vsila da cholera.
Poraqui esl ludoem pasmaceira, eala quesln
lo Oriente ja desorienta menos a carhmouia polti-
ca dffs estadistas pasmalorios. A este respeito esl
lodo em espectaliva ; pois lem sido tal a farlura de
maranlmrs Ihelegrapboelctricos, que todo se pile
agora de quarentena. Qucm viver ver, se nao Mr
ceg. O vapor Cisne, que vinlta de Londres para e
companhia l'orlucnse, arribou a Vigo com 6 tem-
poral .
O meu correspondente de Lisboa diz-ntcem 7, qne
no dia 8 apresenlara o governo, em orles, o projec-
lo para a lvre fabricarlo e commercio de sabo,
com mdico direilo fiscal. A exlincso do monopo-
lio do tabaco, fica para quando firfdar o actual con-
trato ; sendo comtudo ja cfiecliva oa Madeira e,Aco-
res. Sao por emquanlo mais felizes os lbeos toe os
Luzos te conlinente.que conlinuam a serconsumido-
res de (abaco podre, emquanlo approuver aos muilo
altos c muito poderosos senhores contraladores. Tem
aqu feilo favoravel impressao a noticia que acaba de
receber-'e. de que os nossos fundos linham sido coli-
gados na praja le Paris. A queslo dos fundos he
hojea mais funda em toda a parte. *
De Hespanha nada ha importante, & nao ser que
continua em perigo o embaisad'or fraucez Turgot,
emconseimencia do ferimento que recebeu na viri-
Iba, no duello que leve com M. Soul, mnislro dos
Estados-Unidos.
O parlo da rainha era esperado em Madrid a cada
momento, e esperam-se depois delle successos de
vulto.
Pars 7 de Janeiro de 1854.
Seja n novo anno/que apenas comeca, bom e fe-
liz para Vmc, para o numeroso publico de assignan-
tes do seu jornal, aos quaes me dirijo lia qualro an-
nos, e os amo sem os conhecer Dos, com effeflo
deve abeneoar o seu bello paiz, porque todos os llte-
souros de sita cholera e maldicao parecem re-
servados para a nossa triste Europa. A situado ac-
tual le Vmc. be calma e prospera, e o seu futuro es-
la cTeio de risonlias esperanjas. Vmc. nlra em o
novo anno com a esperanca fundada de que elle
augmentara os lien- de que ja goza, oulros novos e
felicidades sempie crescenles. O mesmo nao snece-
de coinnosco. Jubilantes do vellio continente, e boje,
no principio do anno, pergunlamos com anxiedade
e a nossa Europa nao arder dentro de poucos me-
zes, ese alcuma medonha calaslrophe nao deilar
.por Ierra ao mesmo lempo a ordem poltica c a ordem
social. He a insaciavel ambico do aulorrala'de toj
das as Kussias, quejaos faz esla sluacao de conti-
nuos alarmas, e vs meus tona amigos do Brasil, dc-
ves julgar-vos felizes de nao terdes, no vosso vallo
continente, nm despola prompto a sacrificar s suas
phantasias os inleresses os mais sanios da civilisacao
e da humanidade.
Desculpe esla digresso, que nao deixa de ter con-
fcvo com o assumpto de que llie fallo, depois de al-
uns mezes, e do qual aimja boje lerei de entrete-
lo quasi exclusivamente. No momento em que llie
escrevo, nao se falla aqu e em Londres seno da
guerra, e OS fundos pblicos dos dous paizes desce
de ama tnancira espantosa. Todos comprehendem
que o momento decisivo da crise he cheaailo, e que,
dentro de poucos dias, a queslao pendente desde msio
passado ser irrevogavelmente decidida. He de San
Petersburgo que lev vr a soluro, porque o czar
tem de declarar se quer ou nao aceitar a iitervcncao
das qualro grandes potencias. Ora, posto wue nada
seja aifida officialmente conbocdo, ludo qiVnto se
sabe das dispusimos do czar, nao deixa quasi nenbu-
ma esperanca de accommodacao pacifica. Dizem que
o imperador Nicolao est furioso conlra a Franca,
contra a Inglaterra, conlra a Austria, conlra todo o
mundo ; nao quer fallar de concesses, de interven-
cao, s quer tratar com a Turqua, e como esla se
recusa a isto, faz marchar primeiro suas tropas, pu-
blica ukases sobre ukases para augmentar o algaris-
mo de suas tropas por meio de novas levas. Se de-
vemos dar crdito s gazelas allemas, nao se trata
agora de nada menos do que elevar a tnais de dou
milhes de homens, o ell'eclivo dos excrcilos russos.
Ha muilo que abater certamenle uestes clculos, mas
anda que rcslasse a melade, laes preparativos mili-
tares seriam suflicientes para obrgar a Europa a laes
esforcos, que feririam mortalmenle lodos Os inleres-
ses c tudas as industrias da paz.
Comludo, apezar dos gritos de guerra que retuni-
nuam a instar, a exigir mesmo urna solurao, e elles
lem razan, porque a Bussia ruin moslra tanta arro-
gancia, senao porque ella rr a Europa hesitaudoe
dividida. No momento cm que escrevo, os embaixa-
dores de F"ranea e de Inglaterra em San Petersburgo
receberam ordem de itisislirem junto do governo rus-
so, para que declare se aceila ou nao o pedido que
ilie foi filo de enviar un plenipotenciario a urna
conferencia, em que as qualro potencias sero repre-
sentadas, afim de se discutir com um plenipotencia-
rio turco ascondcies da paz. Espera-se una res-
posta negativa, e essa resposla ser a guerra. An-
da ha mais, se devemos acreditar om boato, que vaga
enlre a gente bem informada, os mesmos embaixa-
lores tcm ordem lambem de significar ao. Sr. de Nes-
selrode que a Inglaterra e a F'ranea entendan! que
o Mar-Negro foss considerado como um mar neutro,
que por consegainle os navios de guerra turcos c rus-
sos deveriamdelvar de navegar nelle, e que seno
altendessem a essa communicaeao, as esquadras fran-
cesa e nglcza se encarregariam de policiar aquelle
mar. Esla modificacao tem por fim impedir o reno-
ral Vermelofl' para se por frente dos soldados
sas. De nm outro lado, afiirma-se que o
do le negocios'ingle/., linha coulinnado a ter influen-
cia era Tehern, e que o shah da Pe!
do com aRussia. Todos estes fados loitgiuquu
(ao anda muito obscuros.
Porm a Inglaterra assstou-
sesses da Asia. A Bussia na
como lambem acaba de apoderar-
India ingleza est ameacads. Esla ;
soltifr ruaiilo* aos joinaes de l.ondr>
com grandes gritos a atierra conlra o czar,
ci'rcumslanciasnao sepodia prolongara cri-
terial, que tinha causado a retirada de lor
Ion. Este estadista comprebendeu
deu pressa em acceder aos volos :
que desejariam que elle'conse
John Bnssell consenlio em adiar a
seu bil de reforma, e o nesi
parlamento foi definitivamente
Janeiro.
Aqui enttFranra, post que o
vencido que havera guerra, e
para ella, o imperador nao perde
Irar osen desejrfde conservar
P
involunlario bem o sabis, senhor!... Mas osan-
gue esl aqui...
E seu olhar lilava-se na man... lagrimas ardenles
jniiiidavnm-llie as faces paludas e descarnadas...
Un da Mrco sabio a cacar, e como sua ausencia
prolungava-se, Flavia comecaya a inquietar-se.
Com os olhos filos oa vereda que conduzia ao bosr
que, ella esperava-o no lerraco, e entregava-se s
conjecluras mais allliclivas.
J o sol lnha-se escondido airas das colimas,
quaudo ella vendo-o apparecer na entrada do valle,
correu logo ao seu encontr.
Para que.\ollas lao larde'.' disse-lbe ella em
lom de dote reprejiensao.
Uem'jrei-meemtow de Spinella, nosse vizi- penimeio de liava toda alembran;a Jo pas|jov^ luradgde dngostos. linha cedido revolla do'ctjra-
_ ^ j___ ___
Assim o enraejio della senlio-se allvado quando,
ao chegar a essa casa, nao lornou a adiar nada que
lite recordasse a sccoa lerrivel que lite pesara sobre
a conscienca.
S o oratorio lora conservado (al qual eslava. Lu-
dovico respeara esse lugar santo persuadido de que
Flavia lite seria agradecida por isso. Ella agradeceu-
Ihe cun elidi; porm nao lornou a entrar mais
nelle.
Ao cabo de alguns mezes, Flavia pareca serenar-
se. Sua sade reslabeleceu-se, urna cr rosada reap-
pareceu-lhc nas faces, seus labios tornaram-se ver-
melbos, e sua ncomparavel formosura brilhou com
todo o seu esplendor.
A nracn. o amor e a felecdade pareciam ter, se-
nao extinguido, ao menos amortecido os remorsos de
sua conscienca.
Marco reparn que Flavia nn tornara mais a en-
trar em 9eu oratorio. Atiento em prevenir seut de-
sejos, elle pensou que nao eslava mais ornado, se-
gundo seu gosfo, e vendo que fallava-lhe a imagem
de Nossa Senliora, comprou. um quadro de tiollo.
que havia obtido grande successo na exposirao ou-
blica.
Era urna sorpreza que preparava Flavia ; jlbr is-
so ajiles de Irazerem o quadro, quiz escolber o lugar
que'havia de oceupar, e entrn no oratorio...
Alguns instantes depois foi ler com sua eompa-
nheira, edisse-lbe alegremente:
Que recompensa me dar, se eu llie restituir
una joia perdida... qne achei?...
Flavia Milla-se vivamente, pina pelo braco de
Marco, e a pona do um punbal brilha a seus olhos...
Ah al enlerrujado! disse Mareo ; mas uo !...
he sangue!...
F'lavia cabio no soalho como fulminada...
XI
Quando lornou asi, Flavia eslava em sea leilo. O
peilo llie solucar a. e Marco assenlado cabereiru
conservava-se immovel lendo o rislo enlre as mitos
e o desespero n'alma.
Flavia, dizia elle comsigo, sua compaobeira, seu
dolo; Flavia, (lio mansa, tan pura e tao tormosa !
F'lavia culpada de m crime !... de urna morle !_
Adeos felicdade adeos alegras db coraco !
f santa Adeos cxrlamou elle emfim deixando cor-
rer as/lagrimas.
Suns palavras penelraram como um punbal at ao
fuifflo d'alma da infeliz, e gritos dolorosos escapa-
rm-lhe do peilo.
/ Eniao Marco compadecido de seu desespero, c es-
Indpcndenlemente de minha sollicitude por, 4remecemlo le dr agarrou-lhe njs mos gdadas, e
ti, lornou Frescobaldi, devo. no nlcresse de minha
posico, vollar agora para Florenca. Becebi carias
de meus amigos, nha-ine a camiulio... Se consentes, minha Flavia,
partiremos uestes dous dias.
Emquanlo Marco fallava, Flavia o ouvia com dis-
Iraccao... A dea de vollar para sua casa causava llie
urna especie de terror... Negros presenlimenlos pa-
reciam presagiar-lbe urna calaslrophe prxima... mas
ella nao ousou manifestar suas repugnancias e seus
recelos a Marco.
Dentis elle linha prevenido as impresses peni-
veis que aguardavam Flavia nessa babilacao povoada
de imagens de morle.
Marco havia pedido a Lodo vico que fizesse mudar
a disposico dos quarlos de manelra que alVaslasse do-.{
apertando-as sobre o coraco exclamou :
Mas '. fal.la falla, cruel! dize que espirito abo-
minavel pode arrasiar-te a commelter (al crime!
Ah! dize-me qne nao foi leu amor por mim que le
nspirou... dize-me que entregue a nma verligem, a
um funeslo delirio nao lindas conscienca de ti
mesma.
Mas a'desafortunada eslava tora de esladp de res-
ponder.
Tendeos olbos fechados, a fronte paluda e lavada
de suor. e a cabeca cahida sobre o travesseiro, ella
pareca inanimada.
Esse profundo abatimenlo e esse silencio acrusa-
dor confirmavam a suspeila de Mareo. Nao havia
mais duvida !... nao liava mais esperanca! Flavia
cansada de viver debaixo do jugo de um lonco, e sa-
vamenlode emboscadas como a de Sinnpe, e prohi-
bir radicalmente todo o ataque por mar contra o Ijiies do dia de anno bom. no mor
territorio turco. Mas nao se duvida que o czar re-1 ba o corpo diplomtico, Napoli
pilla com furor eslas exigencias das potencias ucciden* ministro russo.oSr. de Khisse
laes, e haveri ainda a guerra.
Tambem se espera urna soinco guerrera, e a me-
nos que nm pensamenlo de humanidade nao venba
repentinamente fallar ao coraco lo omnipotente au-
tcrata, a guerra he inevtavel. Dizem que nosso
governo se lem ja preparado para esse resultado, e
deumdiaparaoulro, se espera ver apparecer no
Monittur um decreto ordenando urna leva extraor-
dinaria de homens. A Inglaterra se conserva igual-
mente preparada, e os eslaleiros de marinha.lem re-
cebdo urna grande ariiv idade.
A grande queslo, se romper guerra, he saber
que papel farao a Austria e a Pnissa.
Depois do protocolo de 5 de dezembro, ellas se a-
cbam lo ligadas, que seus governos nao podem aban-
donar a. Franja e a Inglaterra sem se deshonraren!.
Sea Turqua livesse recusado aceitar o protocolo e
entrar em va das negociacoes, leria dado aos gabi-
netes de Vienna.c de Berlimnm pretexto parase se-
pararen! le nos; mas as noticias que nos chegam de
Coiistanlinnpla, dizem-nos qne. grabas aos esfor;os
dos embaixadorcs, a Sublime Porte declarou que es-
lava prompta para negociar oulra vez com a Ilussa,
empresonc das qualro potencias, e cm as duascon-
dices de que a conferencia nao sera l'eila em Ven-
na e os anligos tratados, de que a Russa abusn, nao
baviam de ser renovados. Eslas condices parece-
ram acelaveis como prelmimires de urna discusso,
e a ultima dellas, que parece primeira viste muilo
grave, nao he um .obstculo para a diplomacia, que
tem a ntengao de fundir os tratados em um s, q
qual fosse collocado debaixo da garanta de (oda a
Europa. ,
Um semelbanle resultado nao foi obldosem lula,
porque ha em Cobslanliiiopla um partido poderoso,
que quer absolutamente continuar a guerra; bouve
at urna agilaco a 22de dezembro, carites le guer-
ra foram dados pelos estndanles das mesquilas.
Mas o governo sulfocou rpidamente esses roovi-
menlos, e uffi quatrocenlos dos mais amotinados fo-
ram presos. Aopiniao, que admillc novas negocia-
cues, tem triumphado nos conselhos do sullo, e
dous novos ministros, Italia Pacha e Itjzza Pacha,
vieram forlifica-la. Este ultimo subsllne o capilo
Pacha, que esl decididamente demittido. Mas receto
muito que eslas boas disposic.Oes nao sejam neulrali-
sadas pela ambiciosa obstinarlo do czar; ellas tero
um elfeilo ahilar, lie tirar i Pnissa c Austria,
a esla sobreludu, o pretexto que procuravam para
se separarem da Franja e da Inglaterra.
Nao se traa de armisticio; os exercilos eslao em
presenca um do outro, e o rigor da eslavo impede
a continuado das hostilidades. Nada de novo tem
havido no Mar Negro, que nesla eslaco, he assolado
pelas tempestades. Este mar he to pessirao, que
um liriaue de guerra russo foi obrigado a. entrar no
Bosphoro, onde fei tomado pelos Turcos. He impos-
sivel admillii que nossas esquadras entrem no Mar
Negro em nm tempo como esse, nao obstante a or-
dem Ihes foi expedida; mas he provavel que se to-
nba recorrido experiencia dos almirantes para es-
co. Irritada e devorada por urna paixo ardeqte e
conlida, ella julara entrever alravez le tantos sup-
plicios o crime que a livra-la delles, e tanta virlu
de sucriimbira liante da imagem do amante!
Taes eram os pensamenlos que atormentavam Mar-
co ; entretanto, alenlo ao menor suspiro, an menor
moviiiiento de Flavia, elle n3o ousava mais interro-
ga-la, teniendo faz-la morrer de vergonha e de dr.
Essa noile foi horrivel para ambos. Marco depois
de despedir os criados conliniou a prodigalisar
sua infeliz cotnpaiiheira todos os cuidados que seu
estado exiga, affaslando com sollicitudo ludo oque
poda envenenar-lhe a ferida.
No dia seguinte nada arhou-se mudado em seus
hbitos, c a scena da noite precedente pareca sepul-
tada no mais profundo esquecimento : nenhuma pa-
lavra. neuhtim olhar revelou os pensamenlos secretos
de Marco e de F'lavia. t
O sol esplendido como na vespera inundava a Ier-
ra com sua luz, e seu calor benfico.
Porm desde a vespera um abysmo separava Mar-
co de Flavia.
Esla ah> sitiada em sua dor eslava mergnlhada em
umabalimenln profundo: soas palavras eram raras,
c seus olhos sempre baixos pareciam querer sublra-
hir-se aos libares do amigo, o qual brando e allen-
cioso como de coslume mal podia occullar a sombra
preoecuparao que o dominava.
Dous dias passaram-se nesse eslad penivel, e no
lerceiro Flavia nao foi, como le coslume, acordada
por um*bejo de Marco... Alguns momentos, nina
hora passam-sc, e elle nao apparece. Fla,va espan-
tada toca a campanilla, e sua camarista entra.
Qne be do senhor? pergunlou ella.
Sabio logo que amanheceu, e deixou-me esla
caria para enlrcgar-lhe quando a senhora acordasse.
Flavia luiniiii a caria, e despeilio a camarista antes
de abr-la.
Um cruel presenlimenlo a(acou-a.
Sabio!... urna carta! pronqnciou ella com voz
desfallecida.
Sua mao treme, ella volla umitas vezes a carta
sem atrever-se a abri-la... Emfim, elevando a alma a
Dos, procura tirar coragem cm urna breve oracao,
e abre a carta.
A' medida que Flavia apercortecom a vista, uas
faces coram, (olas de suor correm-flie da fronte. as
mitos Iremem-lhe... ella deixa escapar a caria, e tor-
na a cahr na cama, fra, muda e sem rr.ovimciito...
Durante militas horas ella ficou assim em um os-
lado complete de insensibildade, depois levanlou-
se, veslio-se e sabio de casa.
Eis-aqui a caria de Marco :
i Flavia, minha querida !... nossa felicdade esl
perdida para sempre! Nao levemos acensar seno a
fataldude que nospersegue... Mas... sinlo que nao
pnsso mais viver comligo, nem sem ti... Vou procu-
rar a morle com as armas na mo... Flavia!... o co-
raco de Marco ser sempre leu, at seu ultimo sus-
piro
Eram tez horas da manha quando Flavia chegou
casa do arcebispo de Florenca, e pedio para Tal-
lar-lit.
Alguns momentos depois ella fui levada | presen
ca do prelado.
XII
A conferencia durnu mudas horas... sabindo 11a
casa do arcebispo, Flavia eslava branca como unta
mente: que o va coas prazer, e
lo o anno vndouro.
Na vespera, em um baile dad
perador, a princeza Mahilde. te
pela Rnssia, e a mperatriz s
dansas, nma com o Sr. doKhi
o barao de Sebach, sohrinho de
Para protestar ainda maisfr
pensamenlo de guerra, o imperada)
sar um conselho superior, en
lodas as qoesles relativas c
qual deve ler lugar em Paris no n>
O principe NspoleoBn
dor, ejnesle momento o Iterdetri
ra iinperial4i nomeadopres
o emhaixador da Inglaterra, lo:
della.
Nao quero esquecer um fac i
que desenham a situacao g
mente a queslao do Or
para a Bussia assegurar-si
vel, o concurso de duas
norte, a Suecia c a Dinamarca, i
posicoes geographcas, tem de
ves do mar Ballico. Os matn
pregados yela diplomacia russa, para
cortes de StecRlmo de Copenhague.
cooperaran aclivi, pelo menos urna neo!
cial. Mas seus esforcos foram malogrado!
que os reis da Suecia e da inamai
dos a licar estrictamente neutros, e que esla re-
commum foi sellada por um Iral
Anda ha pouco fallei a Vmc. le urna nata
d a San Pelersburgo a respeito d
so jornal ofticial, o Monileur
nesle momento, confirma a noticia que lite dei, a pu-
blica, nao a nota do Sr. de Nesselrodc, mas urna cir-
cular dirigida a*lodos os agentes da Franp no exta
ror, na qual esli explicadas as resolncoes d
cae os motivos que a fazem obrar.
que falla o nosso ministro dos negoci
nao pileser maisfirme; elle descreve I" I i
pagues successivas da Bussia,- declara que I
quer por sua vez garantas e compeusares,
em poucas palavras a decisao, que el
de concert com a Inglaterra: o governoj
I. e o deS. M. Britnica tem resolvido col-
menle, que suas esquadras ealrem no m,
combinem seus movimeatos, do modo.que
que o territorio ou o pavillulo ottoinauo fiq
postes a um novo ataque da parte da Bussia.
Os vce-almirantes Hamelin ellur
a ordem, a quem de drdlo for, n_3
misso, e folgamos de crer que
leal previnir conflictos, ejoe nao l
parecer, senao com o mais vivo
do imperador, repito, s lem um
huir para que se faca, em condifCcs
ajuste entre as parles bclligeraot.es; e
t.iucias o obrigam a se prfl^^H
colherem o momento de sua entrada. A solugo. eventualidades, elle natre a o
da l'crsia em fazer causa commum com a Bussia pa-
rece certa; dizem n[que as ralificaces do tratado
concluido para esse fim, j foram trocadas em S.
Petersburgo. A Persia poria 30,000 homens dis-
pusiere da Bussia, qual pedira ofliciaes para com-
tnandar e disciplinar suas tropas. O imperador Ni-
colao enviara mmcdiatamcnle, como dizem, o gene-
azucena. A serenidade e a resignaco appareciam
em sua physionomia. Urna certa axallaciio pareca
csclarecer-llic as feroes, e brilhar em sen olhar.....
Mas seu passo lente, as pupllas de seos olhos na-
dando ainda nas lagrimas, e alauma cousa de con-
vulsivo em seus movmenlos atlcstavam a angustia
interior a qne ella eslava entregue.
Flavia acabava de depor no pcito do arcebispo lo-
dos os segredus, todas as faltas de sua vida.
Minha lllha, tinha-lho tilo o prelado, voss
tem passado por provas bem crueis, e Dos he mise-
ricordioso!... Nao lema, voss nao ser condemna-
da ; nas sua vida deve ser d'ora em dianle votada
penitencia... He cheaado o momento do jubileo :
consagre seus bens igreja. e vi em romaria para
Boma. L suba a escada sania da baslica, e adore o
santo sudario. Cumpridos estes leveres, relire-se
para o convenio das Carmelitas no monte Avenliuo...
e sua falla llie ser perdoada !...0 perdao "Be Dos
descera sobre sua cabeca, e voss vivera na sereti ida-
de da graja... Quanto mais coragem e resiguacfto l-
ver nesse sacrificio, lano mais complete ser u per-
dao... As consolaces da f na abnegacao lem praze-
res inefaves, mu superiores embriaguez das pai-
sOes, cujos frtelos sao sempre amargos... V, minha
filha... lenha animo'! c Dos a proteger !
Logo no da seguinte Flavia abandonou lodosos
seus bens igreja, e depo-los nas mos do arcebispo:
a mdica somma que reservn foi desuada a pagar
sua dola;ao no convenio das Carmelitas.
L'm mez depois ella deixou Fl>ren;a aenmpanhada
de dons religiosos j verbos que nm lambem em ro-
maria i liorna, e aos quaes o arcebispo liuha re-
commendado pie llie assislissem nessa penivel ua-
gem.
ITava querendo submeller-*e a todos os rigores de
sua penitencia, foi a p, com um vestido de burcl
pardo, e um'capole preto, cujo capello preservava
sua linda cabera da intemperie loar.
Seus ps delicados eslavam calcados le sandalbas
de solas grossas e rudes, mais proprius para fert-los
do que para proleg-los.
Um rosario de eonlas prelas e terminado por urna
grande cruz pendia-lhe da cintura.
Foi assim que F'lavia sabio de Florenca deixando
ah pela segunda vez a felicdade e a esperanca, e le-
vando smenle comsigo sua mizerae sua dor.
Ella linha aceitado os soffrimeutos da pobreza em
lodo o seu rigor sefiundo o conselho do arrebispo,
procurando lornar-se insensvel as privares e
fadign.
Porm. qualquer que fosse sua exaltaco religiosa,
a imagem de Marco llie eslava sempre presente ao
espirite, e sUa despedida Iraspassava llie o coraran.
As vezes ella necusava-se le nao ter tido coragem:
urna conUssao franca e completa le sua falla e das
circumslaiicias que a baviam provocado leria talvez
excilado sua coiiinrrzrarao... Mareo nao a leria
abandonaiJnxi^Mas poderia ella \i>er junio delle
despojada" de sua eslijna, e digna smente de sua
piedade!... Nao. diriu ella comsigo... ambos seria-
mos desgranadas I-..
E Flavia mais enrgica e mais firme em sua vonla-
de procurava combaler a lembranca de urna felic-
dade deslruida... Sua alma temperada pelos esfor-
(_-os da lula senlia urna especie de consolarao mesmo
nos snllrmenlos da expaco^
Morco linha-se retirado de Florenca lonco de de-
sespero, enem saber para onde dirigisse ospassos,
-
bnele de San Petersburgo, que tem la
rosos exeroplos de sua sabedoria, uSo i
a Europa, apenas reslabelecda de s
provas que a elevada razao dos soberaoi
poo'par-lbe ha tao longos annos.
. A publica;) deste documento ka
gravidadr. Elle faz ver claramente
Sua primeira idea foi voltar pa-
nto tornar a entrar nesso retiro cheio d
de Flavia... de to poras e santas delicia
Depois de ter andado ao acaso nos ti
Florenca, ello determineu-so a lomar
La, onde linha alguns amigos. -
Chegando a essa cidade, soube que alguns l
gibelinos linbam-se reunido para com
(iuarnieri, avenlurero lemivel,seguido de umalrap
de salteadores arregimentados que devastavam os pe-
queos estallos da Italia.
A' medida que os habitantes das repblicas da
lia linham enriquecido, haviam deizado de del
der pessoalmentesua independencia, e pagavam
pas mercenarias para combaterem em seti lugar, as
quaes eram despedidas depois de acabada a guerra.
Esses homens, para os quaes combaler era um of-
llcio e nao um dever, ficando sem sold escolhiam um
chefe, e fa/.iam a guerra por sua conla, quando dei-
xavam de faze-la pela dos oulros.
Assim Waller, esse Allemo aventure
mou por si mesmo o titulo de duque Cua
achuu-se frente de.tropas mercenai
Em seu campo reinava unta liberdade
da ; por quanto o chefe applaudia
soldados para ganhar sita all'eieo, e allr
recrulas debaixo de suas badeiras.
(iuarnieri lomava n titulo de tienhor da gr<
companhia, e inimigo de Dos, da piedade e -ericordia. Eslas palavras estava
urna chapa de prata que elleitrazta s
As tropas de (iuarnieri devaslavam a Romana,
quando os gibelinos de que acabamos de fallar arma,
ram-se para livrar dellas o paiz.
Elles linham asna frente o marquez de Es| e os
Consagues sustentados por Maslno de la geala,
senhor de Vefbna, e por Luchino Vceonli.senb
Miln.
Marco reuno-sa a seus amigos de Lura, e ti
foram para o exercito alliadn.
O lempo longe de abrandar a amar
des de Marco, rritou-o mais. A lembranca da I
cidade perdida era para seu coraco umsnpplirii
lojlos os instantes.
Flavia, cujas virtudes eram o orgulhc
da !... Flavia maculada de um crime a
se-lhe h imaginaco como urna sombra engaogueii-
lada prorluzida por omsonho...
Desafortunada cxclamava elle no paroxi
da lor. Desafortunada !...
Faliou-lhe a coragem e ella perdeu a'nos am-
bos!... ^^9
Oulras vezes entregue urna melancola profunda,
permaneca hofps inteiras em um estado
de nsensibilidade... Nesses momelos .- lente,
elle voltava sobre o passado.
Ah dizia comsigo, o-encanta de suas virtudes
era to poderoso que Ion -em a esperan^
de possui-la eu nao pdi uciado pelo pen-
samenlo existencia de um anjo, lalas as minhasas-
piraees dirigiam-se para as accSes nobros e genero-
sas... Trava coragem da abneaaco jo da
|ter digno della, e as saudades rdanles, as dores da
separarn eram abrandadas pela f na sua pnreza...
Agora F'lavia reina ainda em minha alma... mas o
amor, como ama cbamma devorante, a devasta e ma-
te... envergonhado de minha propria fraqueza, pro-
curoerovrosubtrahir-nie a mim mesmo 1...
'Coniinuar-ie-ha.j

t


I

5r=

0W Fi*nc* s a Iuglatelratem perdido
toda a esperanca de conservar a paz, p&wealla fc-
rir de um modo irremodiavel o incuravel ergullio
do ezai
A franca acaba d soG'rer.urna grande
mais hbil eobiaiscelebre de seusarebitectos, ai
ido o acaba-
Mr. Viscon-
mente, acommellido de ura ala-
Fizeram-lhe e*e-
do imperador,
uno sobre seu lu-
i. tspera-c anda o parlo da rainha.
t frailee* janlo da corle de Madrid, o
Turgor, sr haleu en) duello com om-
icauo, Nr. Soul, erecebeu urna ferida
bstanle grave, coraquato sua vida na esleja em
^pwigo. O motivo deste duello foi urna assercao pro-
i peto duque d'Alba em um baile dado por Mr.
|iie foi ouvida por Mr. Soul. liilio, que a
n i oiii o duque d'Alba pela
"" o duello terminou sem lerinientos.
Mr. Soul pal tomn queslao, sob pretexto de que
Mr. Turgat deveria ter reprovado a asserraoayanca -
da em sua casa pelo duque d'Alba. Censura-se ge-
ramente a conducta do ministro americano.
Parta 5 da iaaciro ia UM.
ama de 1834 cogiera para nos sob aiApicios
lodos os vveres de primeira ne-
areco excessivo, o comroer-
tus mais optimistas co-
jmpreberider que noa acharos
dnraco e desenlace he difficil
depois da minha ultima carta,
Biabado 4c vagarin lio ; mas' jui-
la imminenle, e que presente-
ha torcas humanas que possam conjura-
ba, com toda a sua moralidade,
unientes, deixou que o mal toraasse
intam a mais fra imaginario.
cono ests mdicos timoratos que
: a chaga se envenena, e
raflcar com vigor, he demasia-
i'iu os orgaos esseociaes da \ i-
DIARIO DE PERMMBUCQ, QUIRTA. FIM DE FEVEREIRO DE 1854.
;# 3
prever
^^tfe na
o carpo diplomtico, que trajava graude uniforme.
A imperalriz est-multo doenle : dj/.ein que padece
de molestia de peilo. No dia 2 de Janeiro leve lugar
3p das scnboras c a famosa inauguracio dos
corte o dos > i ie espito. Foi mo-
nada e o cor-
latlro apenas ministrara nm diminuto contin-
gente. M. Troplong, presidente do senada, quan-
do fxaminou os salces contou smente sete esposas
dos seus collegas ; M, Bilaut, presidente do corpo
legislativo foi mais feliz ; contou nove aullieros de
depolirdos :" eutao disse orgulhosamenlo a M. Tro-
piong: meu charo eollega, tenho duas caudas mais
queyoss. A' vista disto, nao sei se sua mageslade
inda dar dolacoes de 30,000 francos aos senado-
res A imperalriz trajava um vestido azul claro
<*m urna cauda prodigiosa, sustentada por duas das
suas damas d'honor. Ainda no ha pagens; lalvcz
seja pra o auno futuro, se Dos nos der vida c
satle. '" .
A Bolsa ja vai enmerando a comprehender a gra-
vidade dasiluarao :. assim, depois de algunsdias se
declarou urna baixa asss cousideravel sobre, todos os
alores. A liquidado do fim do anuo occasionou
grande numero de" (frustras. Muilos jogadores da
alca, assuslados de pagar dilfereneas consideraveis
desappareceram. t'm caixciru do banqueiro Kougo-
monl se lancou pelajanella abaixo equebrou as duas
peruas.
Falla-se de um emprestimo de 290 milhoes que 6
governo deve negociar. Quando M. de Penisuy no
I. de Janeiro recebeu o sjmlicado dos agentes do
cambio e os membros do Iribunal de commercio,
Ihes disse : senderes, nao vos devo occullar que na
actualidade a guerra he um faci : o imperador conla
com o palriolismo dos capitalistas e dos induslriaes
para faze-la com honra e com fruclo ; pedir-vos-hao
um .emprestimo, e se aguarda obl-lo cum boas eon-
droes. () acento com quo estas palavras foram
pronunciadas deu a entender a estes senhores.qae o
emprestimo linha o qu qnr que seja de um empres-
timo forrado. He provavel que esta pequea allo-
cucao lenha contribuido para a baixa da Bolsa : os
capitalistas sao lao patrilas !
O imperador anda mui aluicto de cerlo lempu para
c. Os acontecimenlos o impellcm i guerra, mo
prado
seo. Desojara fazo-la na hora competente,
sao como estes grandes me- 1ui""lu s appliear immedJfclamenlc o Xes,e moent a Franca est'longo de urna situado
cau irisar a chaga. Ca'lharina uro_!Pera : pao esl caro; todos os vveres de pri-
mperatriz da Rnssia costumava dir.er :
leque varillara. Com effeilo, era po-
ne estupidez ; at se lerna um
. como actualmente, com os
metra necessidade se acham na mesma proporcao, e
a guerra que esbnroa sonlamente paralvsa lodas as
industrias. Nos departamentos o povo he infeliz, e
ja comer a murmurar. Km Paris em consequencia
*esde o coraeco desla tefe-j^0* ""'lirios immensos imposto pelo governo
mimicipalidade, a crise se faz sentir com menos vio-
lencia ; mas aliual as dedicai.ocs c as bolsas se eslan-
cam, e os emprestimos forrados se renovam raramen-
te duas veics. Comptque-sc este estado de desastres
Oriente, quando'os Hussos passaram o
"arto desaiiaram a Europa, a Inglaterra
tessem dito ao czar : os privilegios que
exige em favor dos seus correligio-
da Turqua, silo alintalo- 1|lp a Sierra pode occasionar, e a dynasla napoleo-
o e da imiepeudencia do solto, e
m pretexto que nao ludc a ninguem ;
Hade pretende unir o imperio do Orien-
to ja mu vasto para o equilibrio cu-
idemos permitlir qua a ambirao de
iesta maneira perturbar a paz do
declaramos-llie que se, dentro de
> exercilo de Veesa Mageslade nao
o Prulh, as.oossas frolas combina-
o mesmolempo noMar Negro e noBal-
los os seos porlos, incendiario
. Dar-se-ha que esla' ameara
recuar. o czar, por mais autcrata quo
Uosaia nao tera lido lempo pa-
i torcas eoossaas, e a Turqua se
esla lula desigual e demasiada-
o em qae se acham as cusas no
i escrevo. Depois da reentrada de
egocios, os gabinetes de f.on-
iram una especie do ultimtum ao
elatou-ae nestelocumenlo que
larneutroe quo,a navegarao res-
ida a todos os> navios de guerra
M. de Reizet, primeiro secreta-
em S. Petersburgo, encarregado
ao generaJ-Caslelbajac parti
tezetnbro. Em consequencia do
minhos, ucsla quadra, elle nao
antes de 8 oo 10. Arcs-
n3o poder.i ser conbeci-
aitgraplio antes de 18 ou O de ja-
o da em qne i. de Reizet parta
, o capilao de mar c guerra Hcr-
campo do ministro da mari-
| Constanlinopla, coin ins-
dirigidas o almirante Ha-
le que esles despachos 1c-
|almirante Hamrliu para en-
lir quea frola russa deixc
>"as eircomslancas actuaes
irucao de guerra ; porque
la Russa consentir que a sua
la esfloadra anglo-francc-
le em todos os sentidos,
I de ter lugar necessaria-
a mascara de ambos os la-
amenlo dos liros de pe-
rtozias. No dia 31 de dezt-.n-
0 palHcio da princeza Malhil-
i$ d'Austria e da Russia foram o
r5 parlionlores de Suas Maaesla-
insou com a imperalriz o M. de
ceza Malhilde, No 1.
a recepcSo do corpo diplo-
e moslroii mui prazenleiro pa-
eleft", e llie falton nos termos se-
dor, espero que o. anuo de
l nos todos. Releva acrescenlar
'acha,, embaixadocda Porta, nao
tlhiito por 'estas palavras : digne-
iu soberano toda a nossa sympalbia.
** de eliquela nao leni sigtiili-
se do mareclial deS. Armand,
ql tem maior alcance. No
nde.elle receben os generaos e or-
lo da Varis, exprimio-se da manej-
es, be cnegado o momento de
racOes no campo de batalha.
: se oceupam com atlcncao,
ministerio da guerra, com "trabaihoi
aognienlar-se o effeclivo i)o ex-.
Eis-aqui, segnaoo iuformacoe exaclas, as
i tomar : appello dos iO.OOO ho-
la ciaste de 1852 ; appello de (o-
assede 1853, 80,000 liomens;
is, a partir do 1. de abril,
memo total 120,000 liomens.
augmentar as suas baleras de fi a
^arle a Russia nao dorroe : dizem que
b a mobilisacSb geral do imperio, o que
rclivo do exercilo rusto a 2,228,000
i he mais medonhoDaimagina-
: seni um immenso rebanlio
nao de soldailos. o cuja maior parte
baterao com mui pyuco on-
dles elementos mal unidos
^m separar-se da Russia. n'um mo-
ral. J diaem que na Polonia reina
urda, que' s aguarda occasiao
peluda pelas intrigas da
a Turqua, o governo loglez
.-'belliroso. Verda-
> imprcsstonado n'uro lugar
ias Indias vizinha da
am mutuamenlc, en'om
i lira o oulro. No
de Pedro Grande, que se vai
| successores, o
linguagem dos seus jomaes provara que clles meamos
niio Irm confianra.
O Moniteur dcsla manbaa publica nina circular
dcM. Dronynde l.liuvs, minislro dos negocios es-
trangeiros, a Uidos os eiubaixailores que, apezar dos
saus protestos panucos, he urna declarado do guer-
ra Russia.. Eis-qui ii conclusao desle mauifeslo,
que 1.a do ler immensa repercussflo.
Depois de ter feilo a historia da queslao do Orien-
to, e se ler apuiado sobre'as numerosas tentativas da
diplomacia |ftra conseguir aj)az, depois do ler*falla-
do na occupScao dos principados e do desastre de Si-
nope, elle acrescenia:
He misler um penhor que nos afiance o reslabe-
Icciinento-da paz no Oriente, segundo condc.oesqtie
nao muJ'ema distriliuii.no das fon;as rcspcclivas dos
grandes estajos da Europa.
o O govcfno de S. M. I, e o governo de S. SI.
Britnica Icm decididu em consequencia, dne as es-
quadras entrem do mar negro e combinen! os seus
movimenlosem oidera a impedir que o territorio ou
o pavilhilo oltomano soflram novo alaque da parle
das torcas navacs da Rnssia.
Os-vicealmirantes Wmelin c Dundas hao de
receberordem paraentender-se com quem compelir,
e pela nossa parte esperamos que esle aclo leal pre-
vina conflictos que presenciaremos com o mais vivo
pezar.. O -governo do imperador su tem um lim, con-
tribuir a operar, por meio de condicoes honrosas,
um ajusto entre os du.s partes uelligeranles ; ese
as crcuroslancias o obrigarem a acaulelar-sc contra
eventualidades terriveis, confia que o gabinete de S.
Petersburgo, que tem dado tao numerosos excmplos
de prudencia, nao ha de querer expr a Europa,
malres*ibelecidados|seus abalos, a provacoes, que
a alta tazo dos soberanos tem sabido poupar depois
de mullos annus.
Como v, a luva esta laucada o a Russia a levan-
tara-. Posto que o manifeslu falle da prodeuria do
gabineledeS. Petersburgo, nao acredito nislo, e sa-
*e que s Ihe resta preparar-se para a lula.
Dizem que M. de Kisseleflque, segundeas inslruc-
cOes-do seu governo, agiardava partir a declaracao
aflictal da cidrada das frolas no mar negro, acaba de
pedir os sciw passaporles.
Depois de alguns das, as grandes familias ru.sas,
queresideinem Paris, receberam do governo russo
ordem de deixsr Franca immediatamenle.
Julfia-se que o ministro d'Auslria nao lardar em
seguir o excmplo do seu collega da Russia.
Aida ignora-se o partido que lomara a Prussia.
Ao principio temia-s que a Succia e a Noruega'se
deiassem amistar na rbita da Russia ; mas asseve-
ra-seque esles douseslados dirigirn-em commum
una nota as diversas cortes da Europa, conlendo
una declaracao de estricta iieulralhlade, n casoei
a guerra a'rrebenlasse na Europa'em consequencia d;
complicacoes da questao do Oriente.
Eis aqu o resume desla ola :
Auslencao, durante a lula que se empenhar, de to-
da a-participacao directo ou indirecta em favor de
urna Has partes belligerantes em detrimento da ou-
Ira.
Admissao nos portos suepos, noruegos e dinamar-
quezes dos navios de guerra o de commercio destas
mesmas parles bellieeraules, etc.
Faculdade concedida aos ditos navios parasepro-
veremnos portos das duas monarcl.ias de todos os
vveres e mercaduras de que carecaln, a excepr-ap
dearligos reputados conlrabando da guerra, lc. '
O conde de Pej round, um .dos ministros de Car-
ios X, assigrialarios riessM famosas ordenaucasque
occasinnaram a revolucao de jull.o de 1830, acaba
de morrer na-idade de 77 annos.
L'm despacho lelegraphico privado, em dala de
honlem, de Trieste annuncia o seguinte:
Receberam-se noticias de Conslantinopla at 16 de
dezerobro. ,
Restabeleccra-sca concordia no minislerio ottorua--
no. O minislro da guerra conserva a pasta, e a de-
missao oOerecida por Rcsehid Pacha nao fora a-
cea. A
Asseverava-se que os ministros so pozeram de ac-
cordo sobre os dous pontos seguinles : a evaciiarao
dos principados pelos Russosca confirmaran dos pri-
vilegios dos chrisUos pelo congresso.
* Alguns symptomas de ranalismo se faziam oliser-
var ; as insignias dos amigos jasaros se faziam ob-
sjrvarcomo teslemunho de desconlenlamcnlo.
Honlem leve lugar as Tuilerias o primeiro baile
da eslac-ao. A fura M |rajC3 0mciaes, observarain-se
alguns Irages de pl.anlasia. O do duque de Bruns-
wick 'enrequecido de pedras preciosas allrahia lodas
as vistas. L'm mancebo escossez em seu trnge na-
cional, eu.n muncebo allemao que Iraza urna gr
vala do rendas foram mui felizes. Officias hesp.,-
nhoes, um oflicial prussodetunj^ branca, um gene-
ral austraco, varios almirantes capilos de mar e
guerra da tnarinlia-ingleza nesie baile os Russos
brilliavam pela sua ausencia. Sem duvida, j sa-
man. da.circular deM. Drouyn deLhuys. Na minha"'
prxima carta, terei noticias intercssanles a enviar-
me. Os correspondentes s precisara de aparar as
peonas ; a poltica ihes ministra a larefa.
>em
Jas
nina voara pelos ares.
Nesle momento M. uizot se acha em l'aris. Ao
v.'-lo, dissereis que elle ainda he ministro. Est em
correspondencia com os diplmalas eslrangeiros, es-
creve notas, protocolos: he nma verdadeira monoma-
na. Passa boa parle dos das com a princeza de
I.ievven, que com algum fundamento julgam ser um
espio da Russa. Ambos regulara os destinos' do
mundo que vai mal porque nao he goveroado por
elles. He curioso ver com que soberano desprezo
vao tratando os uossos liomens polticos de hoje.
" Nunca, dizia M. Cuizot, ha consa de dous das,
lana incapacidade occasionou tao grandes eventua-
lidades. Oh M. Guizot, eis-ahi urna phrase que a
casa de Orieans particularmente pndia applicar-lhe
com moila razao. He um ceg exprobrando a oulro
ceg por nat> ver.
Nanea Pris esleve lao triste c tan imundo como
durante as tosas do 1. do anno. O invern come-
cara com um rigor a que nao estovamos habituados.
0 thermometro descera a 12 graos abaixo de zero ;
o Sena, em Ires das, gelra a tal ponto que se podia
alravessa-lo a p em varias partes. Mas no fim de
dezembro, 'a nev cabio com tamaita abundancia
que o gelo comecou a derreler-se. Desde o dia 8,
em virludeda incuria da administraco municipal,
palinhainos n'um ocano de lama que faz de Paris
urna residencia mui pouco'agradavel para a gente
que nao lem carros. O commercio que nesla poca
dos presents e /estas, recobra sempre grande acli-
vidado, se achou n'uma eslagnacSo deploravel; como
cada um restringe as suas despezas, os operarios por-
que ganham apenas com que viver, os ricos porque
lem medo do futuro. Nesla occasiao se fezuma in-
novacao mui curiosa. He de costumaflue os padei-
ros, oscarneceiros, & deem aos criados, que com-
pram em casa dellcs, certa quaniia de dinheiro, a
lilulo de feslas. Eslas industrias, a instancias do
prefeilodo'policia, supprmiram eslas feslas, e leva-
ra m o dinheiro aos tslabelecimentos de caridade. Em
summa, he isto o qne se chama fazer caridade cus-
la do prximo. Asseveram que alguns commissari'os
de polica se apresenteram em casa de muilos fabri-
cantes a fim de obriga-los a dar suas esmolas. Dabi
resulten orna consequencia falal ao commercio. To-
dos os criados e empregados a quem supprimiram-se
as feslas, nao eompraram nada, nao dispenderam
nada, o pequeo commercio soflreu grandemente.
Niio ignora que depois de cerlo lempo se dcscobrio
um meio de fazer alcool com a belterraba ; acabara
tambera de fabricar vinho com esla rail, e parece
que as tentativas tiveram um bu'm resultado. Con-
seguio-sc vinho degoslo e pureza que pouco dcixam
a desejar, e dizem que he loo sadto como o da uva.
Eis-aqui como se fabrica. Quando se lem depurado
o sueco da bellerraba pelo processo ordinario, e que
se consegue una solacio pura do assucar e d'agua,
faz-ae evaporar esto sueco convenientemente para ter
densidade do mosto de bons vinhos; depois disto
se procede u fsrmenlacao, juntando-se cremo de lar-
Uro, o da-se-lhe o perfume que se deseja com plan-
las aromlicas. O vinho ,le belterraba al parece
preslar-se ao fabrico do vinho de Champagne, Se
slo continua, a bellerraba lowar-so-ha propria para
ludo: dclla se faz assucar, alcool, vinho de Cham-
pagne ; nao seiu que mais farao dcsla raiz. Decid-i"'" 'reiie'''-'', le Pedro da Silveira Pinto, e levan lo-
dataeole, oa rlihicos sao feiliceh-os. Se tivessem iSe *"*
J PERiWSIBICO.
ttSdidtt flHfl

fcAMABA MUNICIPAL DO KECTFE.
5.' SESSO ORDINARIA DE 12 DE JANEIRO
!)E 185i.
Presidencia d Presentes os Srs. Barros Brrelo, Vianna, Reg,
Ohveira e Gameiro, abrio-se Vssao e foi lida e
approvada a acta da antecedente.
l.eu-e um offlciodo fiscal supplenle da freguezia
da Boa-Vista, participando liaver entrado em exer-
cicio hoje, conformo a porlaria que para esse fim lhe
tora expedidaInlcirada.
Continuou ainda o Irabalho da
votos.
verificaco dos
Despacharam-se as pelices do Antonio Isnacio
Icreira da Rosare Amaro de Barros Correia, de
Domingos Barbosa Rodrigues, de Joauuim G
Merelles, nascido ha frsenlos anuos, fe que os Icriam quei-
mado vivos. -
Na minlia ultima caria, fallei-lhe ds.nm duello que
leve lugar em Madrid enlre o embaixador francez,
M. Turgol, e M. Soul, ministro americano. Eis-
aqui o motivo. N'um baile ero casa do embaixador
de Franca, madama Soul se apresenlra vestida ,
Margaridade Bourgne.o que excitara algumaspilhe- !
ras, segundo dizem. O lilho de M. Soul interpel-
lira com vehemeficia ao duque d'Alba ; decidio-se
um desafio. Depois de urna hita prolongada, M.
Soul filho cahio, e com a espada do duque sobre
fc.ii, Joao Jos. Ferrcira de Aguiar, secretorio o
subscrevi.-floro de Capibaribe, presidente: -
I- lanrta.Rcgo. Olieeira.Gameiro. '
-?-> <.. i
BANCO DE PIENAMBCCO.
i Senlwes Accionistas do Baato de J'ernambuco.
Para palenlear-vos o eslado desle eslabelecimenlo,
ciijo governo lhe cunliasles, o conselho rie direcrao
vosconvidou para esla reuniao, como manda o a'rt.
ol dos nossos eslalulos.
O balanooque vai ser-vos dislrihnido, aprsenla
i achaem curativo. -""="euei represenlatn no balanro di
I censurado : dizem T P ""porlancia de rs. l,500:ia^28j, I
lo, ma, nunca mS^^' **. recebide
lilil i
rnero
nperalriz-,
ava vellida
Perianto a In-
m suslenlar a
do 1." do anno
elogio, SBU
ina. No pri-
I is Tuilerias,
peilo obrigadO a rclralar as suas palavras. O ne- i re,1,,"ul0 d"s *perarr,cs ellccluadas neste lerceiro
semesire da existencia do nosso banco, sobre as quaes
passa o conselho a dar-vos algumas informaees.
Aslellras a receber rcpresenlam no balanro desle
leu-
wn. -dora-
O saldo da caixa be-de ra. WJ&S&l *, lendolido
nesle semeslre rs. 2,'J17:i08>0(0 de entrada e res
2,888:680:)00dsahid..
A corita de melaes aprsenla urna oxsleaicia de rs
3:81tfc*xx>. ^
O lucro liquido foi *, 39:1339600, que ionio
ao saldo ders. M:139j68. do semestre passsdo, per-
millio div,,lir-se rs. eOaWOgooo.OD rs. 12^,00 por ac-
cao, r,can..o ainda rs. 939) a favor do semestre se-
guinte :
O fundo de
10:858*330.
A nossa conla com o ba:ico do Brasil ficou-sal-
dada nesle semeslre, resUmlo-se-lhe do sua couta rs.
10:1365005.
O movimenlo das operaces, Srs. accwnislas, cor-
ren suavemente por todo o semestre, ser-do realzados
com escrupulosa ponlualidade, os ttulos que iam-se
vencendo, oque confiadamente tanibem se espera a
respeilo dos existentes, visla das firmas que o ga-
ranten! em mxima parle, de commerciaules desla
praca que nada deixa a desejar em rcgulari-
g.cio foi continuado por M. Soulpa e M. Turgol.
O combale foi a pistola, c M. Turgot recebeu urna
bala na coma: presentemente se acha em curativo.
Este desafio ha sido vivamente
balero.
As noticias deConslanlinopla Irazidas pelo Cara-
do.r, cbegadca2dcjanciro em Mancilla s3o mui
pouco bellicosos. He a nota de Vicua do 3 de de-
zembro que paga as cusas. Annuncia7se pie esla
nota eiicuulrou as maiores difiiculdades peranle o Di-
vn que insislia sobre a ovacuarao mmcdiala dos
principados. A diplomacia leria pralicado um aclo
conectivo peranle o suliau qua pedir urna dilarSo
de 8 horas para ler lempo de convocar um grande
conselho nacional. Depois do dous das de delihe-
racies tempestuosas, esle conselho assentou no se-
guinle: A Forte aceitar a ola collecliva das
qualro potencia- ; iiomenra um plenipotenciario pa-
ita tratar da paz n'oirira cidade que mo seja Vienna;
aceitera a declaracao das qualro potencias de que a
evacuarao dos principados ser urna eobdicao sinc
qua nojtdas negociarles ; cque guerra n'o muda-
r as condiroes terriloriaes da Tu;
rqiia. A Porte
possivel de Cons- | declara ao mesmo lempo que nao pretende renovar
ar ser I 3 fralados que exisliam antes da guerra enlro ella e a
ia.
HKpbnixadorcsexpcdirnm imniediatamente um
vapor para Trieste com ordem de Irausmiltlr a Paris,
a Londres, a Vienna o quecl.amam as novas cnces-
pcs feilas pda Porteaos inleresses da. paz europea,
Esiadccisau c.iusou urna efervearedeiacuma irri-
leravel entre a poi .1 irao de Constantino
lugar urna sublevado seria : tizeram-se
cs,e o -Divn se vio obrigado a enten-
embaixadores afim de mandar postor
espeiteveis dcfronle de Conslanlinopla.
r destas coner^es imaginarias que a Russia
omito escandalsou
ssar os sales : nunca aceitar, a situafio he mais delicada
nanea
>9 aciw dos governos francez crnglwTe a
res, cum quem contratou, regularam o vcncimenlo
dos ttulos descontados.
O termo msdio do prego do descont nesta semes-
lre, foi aproximadamente de 9 por canto aoanno, in-
ferior aoqua pagara a praga anteado banco, que as-
sim tem satisfeipte dos seus lins.
O bom credlUTna eraissilo do banco, coaljnuou
inalleravel uestes6 mezes, londo o conselho o cuida-
de de conservar nos cofres o numerario quo en ten-
deu sullicieule para acudir ao troco que se recia-
masse.
Seguindo esla norma que o conselho julgou pro-
pria pnraadminislrar a imprtanle massa de capitel
do nosso eslabelecimenlo, conseguion conselho apre-
sontar-vo-lo no estado vanlajoso era que se acha, au-
xiliando as industrias da provincia, com o augmen-
to da circulado dos capitaes pel'a facilidade dos des-
coutos dos (i tu los a um j uro menor e mais regular,do
que era antes da rrcaraa do bancu.
A inconlestavel somma maior do valor das ledras
que actualmente se descanten) na prara, prova o
mencionado movimenlo dos capitaes.
Os estatuios vio salisfazer.do as necessidades prin-
cipaes do banco, deixando o conselho de indicar-vos
algumas reformas, que por ventura carejaro, por en-
tender necessario para melhormente screm fel-
fas, haver conheclmento das alleracoea que po-
deru Irazer o banco nacioral, ao ramo de commercio
respectivo.
Smenle sobre os mesmos '6813111(0?, o conselho
lem de levar a vosso conliecimenlo a intelligencia que
deu ao art. 59.
O'conselhojulgon quo eslearligo, que veda de al-
guma maneira aos directores de coromerciarem enm
o banco, para ler ellito devia comprehender tam-
ben) as firmas sociaes, as quaes entrassem qualquer
director, tanto estensivaraente, como sob a formula
Companhia ; e assim ordenou se execu-
tasse.
Desla sorte parece ao conselho 1er preenchidoo
fin daquella disposicao ; que he procurar ao banco
garantas de ser bem administrado.
A rcsolucauquetomaslcs em vossa ultima reunio,
para, levar a efieilo o augmento mximo do capital
do banco, foi execulada pelo couselho, publicando-a
em lempo para chegar ao conhecimenln dos Srs. ac-
cionistas de fra da provincia, e convidandoa lodosa
realisarem a entrada de 20 por ccnlo sobre o nume-
ro de aceites com que Ihes foi permillido ficar. O rs-
tenle ir sendo chamado con forme as necessidades do
mercado se forem apresentondo.
A oulra resolurgo sobre o Sr. gerente foi aceita
por elle.
Os empregados do banco continan) a satisfazer
plenamente as suas obrigac.es. Ao pessoal delles
ajunlou o consellib, do primeiro de Janeiro a seguir,
o pralicanle com o vencimenlo de 6OO9OOO annuaes,
attendido o seu presumo e o augmento de Irabalho
que vai ter o banco ; igualmente o conselho assenlio
a que tosse o mesmo pralicanle gratificado com 1508
rs., pelos serviros prestados al Ut de dezembro
ullimo : todo isto sob proposla do Sr. gerente, a
qual espera sanecioneis.
No devido lempo eonvidou o conselho Ilustre
commisso de conlas a dar curoprimento aoque lhe
ordenam os estetulos. Ella vos dir o resultado de
suas funcrOes.
E assim aguardando vossa apreciacao, tem o
conselho concluido o que linha de levar vossa pre-
senta.
Recito 31 de Janeiro de I85i.Francisco de Pau-
la Cacalcanli de Albuquerque, Joao Ignacio de Me-
deiros llego, BarSo de Bebiribe, Luiz Gomes Fer-
reira, Afanoel Gonc.alces da Silca, Manuel Ignacio
de Oliveira, Joao Pinto de Lemos.
Balaaco semestral do banco do PerauUBbaeo.
^^ DEBITO.
Ledras a receber/-:TT-'X,. i,50O:*03&285
Depsitos
Mobilia.
Mdaes.
Caixa .
8:4099535
4:3658627
3:8i0d000
99:5239214
1,656:393661
Capitel. .
Emissan ....
Fundo de reserva .
Deposiladores .
Banco do Brasil. .
Cotilas correles. .
Ledras a pagar .
Despezas geraes.' .
Primeiro dividendo
Segundo dito. .
Terceiro dito. .
Ganhus e perdas. .
CRDITO.
l,0W00O00O
500:0009000
10*589330
48:4599535
16:1369005
7:4009457
10:867J054
639000
4508000
2:064*000
)K)00S00O
2959280
1,656:593.-661
Banco de Pernarabuco 31 de dezembro de 1853.
O guarda-livros, Ignacio .Vuks Correa.
DEMONSTRACAO.
Do confa dt ganhot e perdas do banco de Per-
namOuco.
Despezas geraes........2:1379290
Ordenados e gralificacoes .' 2:9999988
Juros-............4:4899038
Commissoes. ;..... 1369292
Fundo de reserva........3:7259542
Commisso do gerente. ...... 2:9569779
Terceiro divideudo ....... 60:0009000
Sald0-............ 2990OO
76:7409209
Sold do semestre anterior.
Descoulos.....
1:1599680
75:5809529
76:7409209
reserva esla actualmente em.rcis
dsde.
Noempregodasqnanliasdisnoiiiveis. o coiwelho
boseoa sempre ohlcr as necessarias garandas para
a salvnbilidade dos lilulos, condijo de quo depen-
de, como sabis, a vida dos eslabetocimcntos de crc-
ililp. .
Cw exemplos Iameolaveis aprsectados por es':abe-
lecimcnlos desla ordem. e originados muilas vexes
pela demasiada facilidade na admissao de litolosv
tecin-nos patentes o conselho, em visla de procurar
ao banco os menores riscos possiveis >ern objeck de
(afta importancia.
A tei do banco, o sea inl-fres, e o ros pttrlfcmta-
Banco dePernaJfcticoem 31 de dezembro de 1853.
O guarda-livrus, Ignacio Nunes Correa.
Relatorio da commisso'de ex ame.
Srs. acciouisias do banco de Pernambuco. Em
conformidadedoarl.34dos eslalulos queregem o ban-
co, esla comiuissfio leudo examinado cuidadosamen-
te o bataneo geral do semeslre Judo, e toda a escrip-
lurarSo desle importante eslabelecimenlo, vera com-
municar-vos, que achou ludo exacto, e n boa or-
dem.
Os estatutos e deliberacoes da assembla geral Icm
sido rcslridamente cumpridos; e os empregados do
.banco continan) a mostear zelo e pericia nos Iraba-
Ihos a seu carao.
O eslado do banco he lisongeiro : gozando suas no-
tas de plena conliaura.
O dividendo de 6 por cenlo nesle semeslre satis-
faz o inlercsse dos accionislas ; ao mesmo lempo que
com beneficio da praca; em consequencia de ler sido
a coterSo dos desceios de fi a 10, e somente porraui-
to pouco lempo a II por cento.
Para a realisacao desle dividendo conlribue quasi
que exclusivamente a conta do descoulos, que mais
avellana, a nao serem as reslricces dos Si 0 e 10 do
arl. 56 dos eslalulos, as quaes lem impedido ao ban-
co de colher as vanlagens do outras importantes
Irniisacres.
Esta commisso deve fazer especial menco da in-
lelligencia e circumspeccao, que a direccao tem mos-
teado no emprego dos fundos do banco, do sorte que
de lao avallado numero de ledras descontadas, ncm
urna s deixcu de ser paga em seu veucimeuto : pa-
recendo commisso que oulro lano acontecer,
com as que esislein na dala do balanro.
Por este circumslucia, e pela sua assiduidade, e
desinlcresse, he a mesma direccao digna do reconhe-
cimenln e gratidao de lodos os accionislas e lambem
da praca ; por ler conservado um mdico preco de
descoulos, apezar da grande falla de mneda que por
vezas se ha sentido nesla capital.
Recito 23 de Janeiro de 1854. Manoel Pereira
llosas, Jos Joao de Amorim, Antonio lalenlim da
Silca Barroca.
ruar 27 dejanefro de 1854.Illm. Sr. desembar-
gador Caelano Jos da Silva Santiago, d ignistims che-
fe de polica da provincia.Lourenco Frdneico de
Almeida Catanho.
Conforme.O primeiro amanuense,
Jone Xacir Faustino llamos.
MAMO DE PERMBICO.
RSPABTICAO' DA POUCIA.
Illm. Sr.Cominonico a V. S. que depois da rete-
qHo ultima de presos crimino-os, que remed i V.
S. capturados nesle termo, acham-se mais recolhi-
dos al boje os seguinles :
Vicente Ferreira de Oliveira Cambute, processa-
do pela subdelegacia doAltinhn, pelo crimo de sol-
tura de presos.
Joao Francisco da Silva, criminoso da morle da um
seu 01ho*de nomo I.aiircntiiio. requisilauo pala poli-
ca de Pesqoera e preso em Quipap a requisicao do
delegado de Garatihuns, por ser criminoso de morle
e tomada de preso.
Fjraiicisc nlofrio do Reg e Domingos Antonio
do Reg, presse processadusem guipap por crimo
de furto de cavados.
Dees guarde a V.s, Delegada do lerrnn defa-'
Da abolifo da escravidao.
(Continuafao do numero antecedente.)
Tal foi, desde a origom, a importancia commcr-
cial do trafico, que as companhias que alcancaram o
privilegio da cxploracao dascolonias, tiveram cui-
dado de reservarem-sc, de mais, o da iniportacao
dos negros. Ellas nchavam nesse commercio a
fonle mais importante de seus rendinientos. Sabe-
8B que a Inglaterra obteve, por um artigo da paz de
Utrecht, o direito de prever de escravos as colonias
hespanholas, e que esse privilegio foi considerado
com justa razo como tima das vanlagens mais no-
lorias quetiroit da conclusao do tralado.
Por effeilo da organisacao do commereio dos es-
cravos, as colonias da regiao meridional do conti-
nente, amcricauorceehoram annualmenic um maior
numero de traballiadores do que as da regiao do nor-
te. Mil abstaculos estorvavam a passagem das po-
pulaeoes europeas para o Novo-Mundo, o entre es-
ses obsiacujos o maLs eonsideravcl, o que sobreto-
do se deve levar em conta, consista na penuria
quasi obsolnla dos irabalhadores agrcolas dispostos
a emigrar. Eraprezorios de emigracao encarrega-
vani-se, na vertlade, do os transportar fazendo-os
assignar engajamento$ temporarios, qne cediam,
medanle um premio, aos colonos americanos. Mas,
nao alienando os engajados seu irabalho seno por
um lempo limitodo, os lucros a que seu transporte'
(lava lugar cram muito menores queos do trafico dos
negros escravos, ciijo irabalho se achava alienado
iiidclmidameiile. Se observarmos que o lermo or-
dinario dos engajamentos dos irabalhadores da F.u-
ropanao exceda tres annos, emiruanto os negros
importados da coste d'Africa davam commummente
sete annos de irabalho, acharemos que os lucros ge-
raes do commercio de irabalho engajado deviam
estar na proporcao de 3 para 7 com os do commer-
cio de tralalho escravo. csta maneira explica-so
por que o primeiro niio poude nunca descnvolvcr-se
tanto como o segundo.
Parecera qtic, recebendo as co!6maTdo"suT 're-
gularmente um maior numero do lrab(hadoros que
as do norte, deviam recobrar logo lodas s vanlagens
naliiracs de sua. admiravel siluacao e con|nuar as
amigas civilisacocs do Mxico e do Per. Erftrclan-
to assim-nao aconleceu. Emquanto os trabalhado-
res livres das regioes seplenlrionaes multiplicavam-
serom tuna prodigiosa rapidez, a popularao escra-
vadas regioes tropicaes ficou estacionaria ou dimi-
nuto mesmo de anno em anno, c o desenvolvimen-
lo da riqueza publica continuou a ser mais Icnlo no
meiodia do que no norte.
Seria salar dos limites que nos temos tragado o
investigar por que influencia mysieriosa as ppula-
ces cscravas dhninuem em vez de crescerein. Li-
mite r-nos-hemos a examinar as causas, cuja accao
impede que a riqueza publica se desenvolva lo r-
pidamente nos paizes em que o Irabalho he escravo,
quanto naquellcs em que o Irabalho he livr.
Sem duvida, mais valia que as colonias da Ame-
rica recebessem trabalho escravo do que iicassem
privadas de bracos. Se nao houvesscm importado
negros para o Novo-Mundo, he provavel que o assu-
car, o caf o o algodao nao tivessem sido ahi culti-
vados. A ausencia desses gneros de troca leria
retardado o desenvolvimenio da industria e porcon-
seguinte oda riqueza publica na Europa. Duran-
te muito lempo ainda os descancos necessarios
cultura da ntelligencra fbriam faltado sclasses sub-
jugadasdo velho mundo, e a hora da libcrdade lo-
ria inevilvclnienle lardado mais a soar para ellas.
Os negros contribuiram por sua escravidao para a
emancipacao dos brancos. Libcrtando-os hoje nao
fazemos seno pagar urna divida sagrada.
Desle modo ludo se cncada no grande designio
dos negocios humanos. Por toda parte se deixa
aperceber a lei da solidariedade que uno os povos e
as. geranios. Emquanto liomens de coragem e de
genio soiTriam a tortura e subiam s fogueiras na
Europa para accelerarem o prbgresso das ideas e
prepararen) ao mundo Minores destinos, mizera-
veis escravos, a quem hesilavam conceder o nome
[de liomens, concorriam para a mesma obra sobre
plagas longinquas. Todos tiuham sua parle propor-
cionada de irabalho e de soffrimenlos nesla ultima
lula da civilisaco contra a barbaria, e a causa da
lihcrdade foi porventura lio favorecida pelo braco
do escravo quanto pela inlelligoncia do livre pensa-
dor. O reconhecimcnlo dos homens remunorou os
pensadores de genio; seja clletambem a recompen-
sa dos oJiscuros escravos!
Sem a escravidao, as colonias meredionaes do
Novo-Mundo teriam diflculdade em susteniarcm-
se; coin a escravidao ellas marcharan), mas pas-
sos lentos, como se houvessem sido affectadas de
um caneara roedor.
Para que urna naco, com effeilo, lomo-se rpi-
damente prospera, he necessario que sua agricultu-
ra c sua industria se aperfeicoem; he riecessario que
o emprego de machinas novas permita sociedade
colher unta maior somma de producios por urna
menor somma de trabalho. Ora a escravidao nao
comporta o emprego de machinas aperfeicoa-
das, nao admie senAo os processes imperfeitos
da agrictdtura e da induslrta primttva. Des-
t'arte o braco do escravo lie o principal e por assim
dizer o nico vehculo da cultura-colonial. O r-
gimen agrcola das fazendas de assucar das nossas
colonias differe pouco do dos latifundio da antiga
Roma. Al esles ltimos tempos, a mesma char-
ra, ossa machina elementar, Dcou quasi desconlie-
cido as Anlilhas.
Tratemos de inieirar-nos desse phenomeno.
Todo trabalho de qualquer nattireza que seja,
exige, como j o temos observado (lo), o emprego
de duas torras, urna material, outra intellectual.
A primeira pode ser produzida indifferentomente
pelo jogo do mecanismo humano ou por um mo-
tor bruto, a segunda lio do dominio da inlelligcncia
e nao se supre.
Negros que cavam o solo com o auxilio da enro-
d, sob a direccao de um feilr realisam urna ope-
raeo, por assim dizer, toda material, urna opt*
raco na qual a i niel ligencia de cada trabalhador
subalterno nao loma senao urna parte infiniamente
limitada.
Mas se substituirdes a charra enxada, as con-
diroes do trahnlho se acliaro-logo mudadas. De
11111 lado, o esforco material necessario operacao
da cultura ser ejecutado em grande parte pelo mo-
tor brillo, c, de oulro lado, o operario cncarrAado
de dirigir a Cuatros, nao obstante dispender' menos
torea pliysira, ser obrigado a empregar mais torca
inlelleeiual, ou, o que venia dar 110 mesmo, a ser
mais affeiifo que o trabalhador da enxada.
Ora. como trabalha o escravo? Trabalha contra
ni gosto, contra sua vonlade, sob o imperio do
constrangimento. Pde-se bem tor.;a-lo, pela aiuea-
ea do chicote, a cxecular bom 011 nial nina opeaa-
vao puramente material; mas seria cuitoso, >e
nao npossive faze-lo desempenhar urna func-
cao ntolleclual. Em vo i|uerereis obriga-lo a di-
rigir una charra, a vigiar um teiar,' debalde o
acoutareis, dar* trates afl seu corpo; nao conse-
guiris lixar, de tima maneira aturada eefficaz, seu
pensamenlo ind(H-il c disirahido sobre esse instru-
menta de trabalho, que nao ser para elle senao
tmrinstrumenlo de supplicio.
Nao ha manufacturas de algodao nos estados do
sul ila L'niao,' ainda que a materia prima se ache
sobre os propros lugares, < o trabalho escravo sejs
ahi mais barato. Muitas se eslabelercram, pelo
conlrario, lio norte, ondea materia prima he grava-
da com despezas de transporte bastantemente con-
sideraveis, e onde o trabalho livre cusa mui caro.
Nao he esle tocto mais eoncludente do que uenhum
raciocinio?
Suppoiido enytenlo que se couseguisse obler
um trabalhu inlelloclual de una ]iiipulai;.o escrava,
esla di fuculdade vencida surceder logo um grave
perigo.
0 offeito natural do labor inlelleeiual he desen-
,volver a i:itelligencia do trabalhador. Assim, as
industrias que empregam as machinas mais perfei-
tos, -o as que possuem os Irabalhadores mais iu-
lelltgcnles. Os operarios das manufacturas devera
sobre ludo esla causa sua evidente suporioridade
----------\------------------1-------------1-----------------------------
sobre os irabalhadores agrcolas. Sem du
quando o operario encarregado de vigiar e regular
o movimenlo uniforme de urna machina Irabaljti
cun f>\cesso, canea-rpidamente sua fibra intelli-
genteque fioj vibrar som interrnpco; elle se cm-
brute, mas anteriormente pen.-uu.
He nolavel que os amigos liheriassem eommum-,
mente os escravos directores das officinas agrcolas
ou induslriaes, e aquellos lao bem que exerciam
proissoes liberaes, ainda que esses escrav'os tives-
sem geralmente um grande valor venal. Sua al-
loma importava mesma seguranca do oslado. Se
esses trabalhadorcs que pensavam iicassem na escra-
vidao, tornar-se-hiam mui perigosos.
Se a charra pob livesse sido introduzida as fa-
zendas das colomas, desde a origcm das .culturas, os
negros j hoje eslariam prdvavelnienle emancipa-
dos pelainfiuencia desla causa, ou pelo menos teri-
am passado para o estado de servos da gleba.
Deste modo, quando aconselham aos faaendeiros
de nossas coloniasque melhorem seu rgimen agrco-
la, quecultivemcom machinas apetfeicoadas, aconse-
Iham-lhes umainnovaco difiieil de obter, e perigosa
urna vez obtida. Raciocinamos aqui, bem entendido,
na hypothes da manulcnco da escravidao.
Muilo lempo levou o conhecinMnto das desvanta-
K?ns materiaes e odiosas necessidades moraes do r-
gimen da escravidao. Havia a esse respeilo, no
XVI e no XVII seculo's, nma ignorancia lo geral
das materias econmicas e urna lo grande barbaria
nos coslumes, que pas-avam ao lado dessa mons-
truosidade -sem v-la. Alem disso o jugo do capti-
veiro nao linha dcixado, na Europa mesmo, de
pezar sobre os trabalhadorcs agrcolas. A servijao
dos brancos aeoslumava escrivido dos negros.
Smh. Turgot, r Stswart, ntreos economis-
tas, eslabeleceram a superioridade do trabalho livre
sobre o trabalho escravo. Voltatre, Montesquieu
e fatfnal proscreveram a escravidao em nome da
philosophia. Mais tarde, quando as ideas dos eco-
nomistas e dos philosophos do XVUl secuto passa-
ram para-jw massas, W'ilberforce poude sublevar a
IngUvjrra contra o commeroio dos negros.
Desgragadartoente, ou porque o estado do mundo
nao iiermittisseNbter immediatamente a soluco do
grande problema, da emancipacao, ou porqi;e os phi-
losiphos que lomaran! entre maos a causa dos ,<-
cr*vos tivessem ljlais zelo c f do quo sciencia, aecu-
mulariim falta sf,bre falta na queslao da abolico da
escravidao.
Assim, foi seguramente una faUa^ajrii)cipiar-
se em 1807, pela suppressao do irafico (16)Pro-
hibindo a importacao do trabalho escravo, empre-
gado na cultura dos genojos tropicaes, sem fornecer
aos fazcndeiros das colonias os meios de o substituir
por trabf Jho livre, aggravarara. a condicao dos ne-
gros em vez de a melhorar, envenenaran) a chaga
da escravidao em vez d a curar.
Esse resultado podia ter sido previsto. Depois da
descoboria do Novo-Mundo a procura dos gneros
tropicaes segitio na Europa una marcha progressi-
va. No fim do ultimo seculo, asinvencoes da Walt
e d'Arkwright decuplaran), em alguns annos, o
consumo de um l artigo, o algodao. Ora, nao
era urna contradircao abjurda pedir de dia em dia
mais generes s colonias e prohibir aos fazendeiros
o importaremos irabalhadores necessarios produc-
eao desses generes ? Ou era necessario obter-lhes
operarios livres em numero sufiiciente para satisfa-
zerem s exigencias da produccao solicitada por
urna procura sempre crescente, ou ento proporcio-
nar esta quantidade que podiam prnduzir os tra-
ualhadore.s existentes sobre o, solo americano. Nao
lomando ncm urna era outra dessas medidas, tor-
naran) inevitavel a continuarlo do trafico. Por un
instante, experimentaran) a ultima. Em 1792,
300,000 pessoas abstiveram-se voluntariamente do
assucar e do caf na Gra-Brelanba, am de lira-
rem todo alimento ao infame trafico que a conscien-
cia publica acabava de esjigmalisar. .Alas esla reso-
lugo, espontaneamento adoptada em um primeiro.
momento de fervor abolicionista, nao poude prose-
guir nem, generalisar-se. } A importacao dos negros
na America continuou pois a augmentar exacta-
mente na proporcao da procura europea, que a lor-
nava indispensavel. nicamente, leve a lei prohi-
hiliva de 1807 o resultado de tornar o commercio
dos escravos mais arriscado e por isso mesm mais
productivo. Ha pouco elle rendia 20 ou 30 0/0
de lucros, d'ahi em diante den 200 ou 300 (17).
Desle modo a abolico do trafico foi particularmen-
te vantajosa aos traficantes negreiros. Em com-
pensaco, foi duplicadamenie falal aos negros. Os
conirabandistes de trabalho humano araonloaram
mais sua mercadoria nos flidos pures de seus na-
vios, afim de economisarem os premios dos seguros,
"e quando se viam acossadosde peno pelos cruzeiros,
desembaracavam-se de sua carga laucando-a ao mar.
E do outro lado lendo-se os negros tornado, mais
caros nos'mercados dascolonias, os fazendeiros for-
raram^nos a trahalhr mais, alim de recuperarem a
differenea. .
Nao figaram ahi ainda os resultados da lei de
1807. A Inglaterra, e a Lniao americana linham
organisado, aquella ein suas colonias, esla em seus
estados de escravos, um sysioma de. repressao u vi-
gilancia destinado a obstar entrada dos trabalha
dores prohibidos e a completar assim a obra dos
cruzeiros martimos. Esta medida redundou--erodetri-
mento dessas duas potencias sem ser tii aos negros.
Os Estados-uidos e as colonias inglczas deixando
por falla de traballio,.de poder executar a tolalidade
das ordens que Ihes. chegavara da Europa, oulros
paizes, onde a imporUcao dos escravos nao se acha-
va prohibida, receberam esse excedente de encorn-
nendas c dclle tiraran) lucro. Tal foi a origem do
desenvolvimento instantneo e rpido das fazendas
do Brasil e da ilha de Cuba (181g>
Deste modo, nao so a abolico do trafico offere-
eeu um premio lucrativo aos traficantes negreiros,
mas enriqueceu ainda os paizes onde a importacao
dos negros nao foi eslorvada, com graude prejnizo
dos que aceilarara completa e fielmente a prohibi-
rlo do trabadlo escravo.
Observemos, todava, que se as medidas de vigi-
lancia interior destinadas a auxiliareiu os cruzeiros
martimos houvesscm sido adoptadas, desde 1807,
em todas as partes do continente c das tilias da A-
merica, o irafico lena piovavclmcniedesappareci-
do. Mas o que acontecera, se esse fim que se pro-
puidia a philanlropia britnica poesse ser alcan-
eado ?
Coiiliiniandb a augmentar na Europa o consumo
dos gneros dos trpicos, e nao pudendo a America,
por falta de trabalho, satisfazer as exigencias pro-
gressivas da procura, ou esses gneros produzidos
em mui fracas quantidades e mais procurados que
ouereeidos. teriam subido consideravclmente de pro-
co o o circulo do seu consumo ter-se-liin successiva-
uiciite contrahido ?m detrimenlo docommeix-io c da
industria da Europa, 011 o que he mais prolhvel, o
dilicit deixado pela producro americana leria sido
preendiido por oulros paizes da zona trrida, pda
Indias, por excmplo, e a America cuja populaeao
escrava vai declinando acabara' por ser completa-
nientearruinada. Toda a produccao dos generes
tropicaes passaria ento para a Azia.
Preoccuparaiu-so muilo desla hypolliese. Accusa-
ram a Inglaterra de ter-se servido da queslao da es-
cravidao para arruinar na America a produccao dos
generes tropicaes e abarcar o monopolio della om
suas possessoes das Indias-Orientacs. Pela nossa
parte, acreditamos pouco nesse designio niachiaveli-
re tu-
1 tbeo-
ilbo human"
ivam deas.
ares,""
5.65
tt. 'de Molinari re:
indnsli
F'tudm proti^mieo'.
ao qne d
da libera
\de
(16.1 He parliiiilaiini'i-.lcsaire este ponto c sua dc-
monstracao sulisequeiile. que pedimos a mais seria
allenco do leor. .X. do T.
(t~! Na costo oiicnlal d'Africa, os negros ruslam
cerca de90 francos ( 18 dolales por rabera quanto
aos liomens, c 60 francos ( l dollares) por cabera
quanto aos meninos. No Hin de Janeiro pinle-sp
avalia-los cm 300 mil res ou 3 liji. cslerl. 1 I3|0
fr. ) por cabera de homcn, 400 mil ris en II lil>
eslerl. ( 1037 fr. por cabera ilr mulher, e 300 m
rcisou 31 hb. eslerj. ( 773 \\. ) por cabera de ine-
111110 Deste modo, um carresamento de 500 lio-
mens da, palo menos, um lucro de 475.000 fr
. 19,000 lib. esuj.
l'rero do custo de 500 negros.l qiiinze dol
Sl.i.lr.cadaum........ smmr,rr.
. ^-S? ''", ,l'nua no ,(i. le 300 negros a
103,/oOcatlauMi. ,........... 5,87,00
ticainliqui.losfr......-478.125
1 Ilcnsta Colonial, fevereiro.1814.
Uojeoprerodosescravus no Rio.de Janeiro licsc-
.-uraincnle o duplo itequalquer das ciO-asaqui conste-
rnadas pelo autor ; e o empenho com que os especu-
ladores proniovem a osportacao driles, das prov li-
rias para a corle, indica que esse prern leude a su-
bir, o que alias ser ineVitavcl, conlipuaudo a rp-
pressao dn trafico sem a iilruducrao de entonos em
numero suOiciente. .V. du TV
(18) A populaeao escrava da ilha de Cuba couipw-
nba-se em 1792, de 81,000 Imfividnu,.
1817.....199,000
1827......288.000
1843......436.w
', cujo xito
posaivel, e tu
Um;.
0 qtic lom
ativa da abolir
grande e ousa
do quando na i
ra. Ora, as leis que n
eos phenomenos ecouc
leis, .nao linhamsidoainda ol -un bastante
lucidez e precisaq na poeada emancipacao ingleza,
para que tosse posaivel predizev de 111
certa quaes seriam os resultados d
raco. Vimos que estas ignoram
patria urna sommadeSOO millioe-
podera ser poupada, e estove a r isar a
ruina das mais florescenie'colonias das Indias Oc-
cidenteef.
II.
A abolico da escravidao lornara-se um
honra para a Inglaterra. Os mos resultado
suppressao do trafico, longe de desanimarem os alio-
lcionistas, s fiieram augmentar seu ardor. Obri-
gado a ce/ier ao movimenlo philantropico que li-
nham coiumunicado opinio publica, o governo
quiz dar um grande exemplo ao mundo emanci-
pando os escravos das suas colonias. *.
Dez annos foram consagrados prepar
acto decisivo. A 15 de maio de 1823,
Buxton, conforme o desejo de seu Ilustre t
M. Wilberforce levou ao'conlieeimeiitu da c
ra urna proposieio sobre a abolico da escravidao.
M- Caninng'emeudou mocao de Buxton, e o par-
lamento decidi que se tomssem medidas para me-
lhorar o estado moral dos negros e prepara-lo-
a liberdade. Em una circular de 9 de julho de
1823, lord Balhurst communicou es-
as legislaturas eoloniaes e prescreveu-lli
ellas se confonuassem.
As inleneoes da mclropole encontrarai.
leticias da parte dos fazendeiros das colonias,
medidas preparatorias, recommendadasnafi.
de lonl Balhurst nao foram execntedas ou foram-no
mal. Em 1831, o governo, sem aliender
clamaces dos colonos, deu comeen emane
geral libertando os escravos dos doi
Finalmente, a 18 de maio de 1833, Ibrd
apresentou ao parlamento britnico um
abolico da oscravidao. Adoptad'
communs, a 12 dejunho de 1833, e |
.ra dos lords, em a noitc de 25 do mesmo
esse bil sanecionado pela cora, a 28 uV 2
guinte.
Eis aqui quaes foram as condicoes dexe 1
resgale de homens :
1 Urna indemnidade de 20 milhoe* ii
esterlinas foi concedida aos pro prieta-
cravo.
2. Os escravos de idade de seis annos par
xo, no 1. de agosto de 1838, passaroo
todo de aprendizes trabalhadorcs. Fizeram d
ires catbegorias:
Os aprendizes tralialhadores ruraes a<
s-olo i
Os aprendizes traballiadores ruraes nao a
ao solo ;
Os aprendizes Irabalhadores nao n
Seis annos de aprendizado foram irapc
duas primeiras Hasses e qualro ani
dtenlo 1.- de agoste de 1834.
Os senhores tiveram direito ao
escravos deoutr'ora convertidos em
condicao de proverem sua su^^^H
A quantidade de trabalho.<
diz foi limitada a 45 horas, -por *
Os Irabalhadores negros tiveram a fac
resgatar os annos de trabalho que devia
a seus senhores.
0 julga ment dos crimes e delictos comm
pelos aprendizes foi deferido aos maglstad
Nao mencionamos as disposieoes secund;
Deste modo, vinte milhoes de libras- eslerSna-
pagas em dinheiro, mais o^.direilo do traball
geraeao escrava, durante um periodo seis annos, tal fai o preco do resgatc alionai.
proprielarios das colonias.
A populaeao escrava das possessoes da Indio
dentaes compunha-se de 780,933 indiv
culando o valor d'ellas conforme os prec
da venda de 1822 a 1830 a razi.
fr. 1,400 por cabeca, teremos um tota1
1,132,043,G68. A indemnidade pecuniaria
bimlo a 500 milhOes de francos,.ou fr". 035.61
por cabera, pre/azia os 3(7 pouco mais ou menos do
valor total da populaeao rescatada. .
A indemnidade concedida em trabalho
para cobrir os uutros qualro sptimos. Avalia-ss
em 71/4 annos a quantidade de trabalho quejiod
dar, termo medio, urna gerajao escrava as Anti-
Ihas inglczas. (19) Conferindo aos fazendeiros por
um periodo de qualro e seis annos, o.dueito
balho da geraeao resgalada, forneciam-
10 mais dos 4/7 do valor d'ella, e por cons-^
le pagavam-lhes largamente sua proprieu
{Coritmuar-se'ha.)
Telo vapor Creal IVetlern chegado honlem de
Soulhampton via Lisboa, Madeira,1 Tenerife San
Vicente, recebemos as cartas de nossos o
pondenies de Paris, Lisboa e Porto
transcriptas m outro luaar' deste Diar
assim varias cazelas inglczas, francezasi
das quaes as primeiras alcancam aSifi
vimo passado', as segundas a 7 e as ultimas
Tao minuciosos foram os ditos 110
lentes nas noticias que Dos transmitliram so-
liHerenles estados da velha Europa, que beo
nos deixaram que referir aqu"-_respe
mas..
O conselho nacional da Turqu
lodos os membros do minislerio, visires, u
lias, ofllciaes superiores do exordio armada e ou-
lros disnitarios do imperio, adoplou iinaiiimcmenlc
no dia 18 de dcemb.-o du anno uAimO pasr
nula da nova conferencia de^Tenna ;
que leudo a Sublime Porla tomadoo
ra para deflender seus direitos e a anliaun
seus estados, nao repclliria urna paz propria para
.laranlir urna o oulra cousa assim no presente como
uo futuro.
Esla resolurao porem n3o f
lurco, e motivou cm Conlantinopla nma
a qual Iduavia foi logo supprimida, send
fes, 80, enviadas para a ilha da Canda.
Nessa occasiao portou-se o joven sollo de urna
maneira, ao no*so#ciisar,djgna de elogios. OaeKeeu-
do-lhe os embaixadores francez e inglez as
cas a sua disposicao, para o (im de supprimir a suB-
levacSo. elle declarou com toda a dignidade qu
les preferira abdicar do que aecoilar soccorro cslran-
aeiro contra seus propros vassallos.
Julga-te que Triftle ser a cidade escoiliida para
a reuniao do cougresso que devera regular diffe-
renea entre a Porla e a Russa, se czar annuir como
o sullao a ola da cqnfereu=a de Vienna. a que mui
ta gente poe aind^a cm duvida, pois nunca, depfl
1812, ps preparativos bellicos- se' flzeram na B
em 13o grande escala como agora. O c\
oceupa os principados danubianos vai ser 1
80,000 a 240,000 homens, e o do cocaso a 11
liomenscom 216 boceas de- fogo.
O principe Paskewilb prohibi al la de agosto
prximo futuro a exportacao de ccnleio, trigo, ce\.\-
da, aveia, tertulia e batatas emtodo o reino da Polo-
nia, e esperava-se um decreto de Sa^Petci=:
prohibindo a csportariio doscavaHos.
lili ferino medio 1I0 Irabalho cliiscscravr
vr.ilore.s, quer fusscni criados na fazenda,-ii
sem rompi-aitos
Na liaibada.....__7>3
. Na-Jamaica.....__7 _
Nas illias inulciasdi il 7;.
ferino 11 71/__
Segundo Newlo, a especie linina '
renovarse pela unirte todos os 33 ou ;
os escravos lauto comp
vam-se todos os 15auno duas'
sa que os uniros lioilien
qualro u cm
dio mais es
dres e de 11111 sol.
a 10 aunas. ; 0.I1,
se aclimatado,
dessas .cousitterai
escrav
/'kamAMn JHHRsi
lio l.r


V
N
\
Carla* de
Ode^
-~
DIARIO OE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA I DE FEVEREIRO DE 1854.
capi(aD da Persia, daladas de
l>no p. pastado e recebidas tm
J
sernos oa revista panada", se pozera em campo com
30,800 homensem favor da Rassia e contra a Tur-
qua e a Inglaterra, recuara dianle da energa de-
vida polo eearregado de negocios desla ulli-
ma potencia,, dando-lhc 1M salisfacoes qoe
elle exigir,- o que permillio a redovagao das rela-
rOe.
Annoncia-se tambem qne o earoaxndor lurco con-
seguir (ornar a ganliar a influencia perdida, fleando
asiim frastrados, pelo menos quaiido ao presente, os
(rojeis* do czar ;_ mas estas noticias nao merecem
inteiro crdito.
Em Inglaterra cabio no primeiros das do anno
urna lio granito quanlidsde de nev, que a commu-
7o entre capital e o differenles dislriclos fl-
or algum ,tempo interrompida com grande pre-
juito do comiflrcio. Vm grande incendio tero tam-
bem lugar _em Londres, o qual no espado de 24 ho-
nsumio injteirameute I i edificios.
rd l'almerston en'rou oulra vez para o gabine-
te, bem com? na ultima rcvisla,aventuramos. O
parlamento #n ainda outra vez adiado.
Segando animneia o Morning-Poii, lord Har-
diiig. commandante em (befe do exerclo inglez, de-
ra a sua demissSo, e ser substituido por Reglan.
Da India e da Chin nada consta de extraordina-
rio ; aquelles partes continuam no mesmo estado
ci que os descrevemos i chegada do ultimo vapor.
s Estados Unidos o trabadlos do congresso na-
da onreciam ainda de importancia.
New York algom excitamenlo fura causado
pelos serrases que varios padres protestantes- iam
pregando mesmo as ras contra os catbolicos ro-
manos, mas tendo a polica prohibido esses ser-
mn como tendentes a prnduzir desordens, o exci-
.lamento foi logo acabado.
Em Nuva Orleaos o colera continua va em seus
estrago. Na ultima semana 4k que temos noticia,
suecumbiram a esso flagello ill pessoas.
No Mxico o general Sanl'Anna fra ltimamen-
te declarado dictador por toda a vida, e este fado
considerado como o preludio de sua elevar.no ao
Ihrono com o titulo de imperador; Dos queira que
nao lite esteja reservada a sorte de Ilurbidc !
Eis-aqui como o Neut-York-Herald resume os l-
timos acontecimntos daquelle paiz.
Desde que Sanl'Anna voltura ao poder, temos
maitas vezes assignalado suas tendencias para tro-
car o poder transitorio de que fura revestido pela co-
iaimperial. O quo dissemos precedentemente acha-
ifiigconfirmado. ,
Uro prsnunciamenlo leve lugar de 17 de no-
vembro em Gttadalajara para o fim de conceder a
continuac/lodos pudores extraordinarios, de queSan-
a eslava revestido, permiltir-lbe escolher a
a quejulgar digna de subslilui-lo e oulorgar-
Ihe titulo de capilao general da repblica. O adia-
nto da convocarlo do congresse conslituinle foi
igualmente decidido.
H principies estados e as cidades mas impor-
tantes lem adjierido ao acto celebrado em Unadala-
jara.
a O Siglo A/.V aonuncia que o ajunlamento re-
unido com as pessoas mais nolaveis do Mxico ro-
ilven apoiar o plano ele Guadalajara.
a O retrato de Sanl'Anna foi levad em Iriunj-
pho pelas roas do Mxico, e urna proclamarlo do
overno convidan os cdadaos a illuminarem suas ca-
sas por espado de tres dias. l',:tnillias de cavallaria
pereArriam as ras para manter a ordem. A guar-
idherio ao plano e o commandante general
publicou urna ordem dn dia ueste sentido.
lecusnm'o os'Srs. D. Juan B. Cavallos c D.
B Castaedo a cruz de cvallriro da ordem
de Guadalajara, o presidenta demitti-os do lugar que
oceupavam no supremo tribunal.
lima esplendida ceremonia religiosa deve ler
lagar a '18 d crtenle para celebrar o reslabeleci-
mento ila ordem em Guadalupe.
lie nesse dia, segundo aflirma a nosso corres-
lente, que Sanl'Anna deve ser proclamado impe-
ra flor.
Um decreto do gpverno supremo manda quo se
ua um Panlheon nacional, um Hotel dos In-
vlidos, um collegio militar, um armazem de plvo-
ra, tres q.ibrleis de cavallaria e de infantaria edi-
versos oulros Irbalhos importantes. Estabelecer-
a um campo de manobras, a cidade ser restau-
rada ; urna grande esplanada reunir Salto Agua ao paaseio de Bucaretc, o aqueducto de Belem
ser em parte demolido e substituido por conducto-
res subterrneos.
Em Londre os consolidados firaram a 92 7[8 ; os
.">$ brasileiroj, de 98 a 100 ; os 4 % porluguezes, de
10 a42 ; os ',% russos, d III a 113; os 5 dina-
marquezes, de 102 a 104; os 4 i % belgas, de 95 a
97 e os 6 5 argentinos, de 63 a 05.
panbadasdeum amigo, cujaidadee pessoa aparta-
ran! toda a idea maligna: phtsionomia honesta, sin
,-----
Consta que o X, o qual',. como dis- pies, candida, na qnal respirava urna convicejo inal-
V.4RUDADE.
' Os espiritas batedore e as mesas
fallantes.
I'aris oocupa-se presentemente de duas cousas : a
guerra do Oriente e as mesas fallantes. Nao ha isso
um contraste; pelo contrario.seinvestigassemus bem,
poderiamos em rigor acbar entre urnas e oulras algu-
ma analoga secreta e reconbecer de ambos os lados
certo procesaos eommuns ao uso daquelles que, por
urna tendencia natural ao espirito humano, confun-
iem seus desejos coro suas crencas, edo realida-
ireformes ns suu convicc/jes, em vez de
conformaren! com ella essas convcoe*.
ieja-mepermittido nao levar mais longe o partlcl-
handunar completamente a Turqua, onde nun-
ca fui, peluj espritus balednrcs e mesas dansaules,
cornos qnaes me tenbo achado em relaeao nesle mun-
i no outro ; fallo do que foi descoberlo por
lovao Colnmbo. Sao, pos, duas experiencias
pessoaes que vou referir aqui.
lo pretendo discutir nenliuma theoria, nem res-
ponder a ficnhunia assereau, nem examinar nenhum
sistema. Nestas serles de cousas, como nao se irata
de um Dos ressuscilado, compre ser como Thom,
por eada uro por si mesmo o dedo na referiila. Foi
oque flz. e dirci simplesmenle o que dnbi resul
ou. O leitor se dignar de concluir por Si mesmo,e
ra a minlia escusa pela necessidade em que es-
le expnr pessoalmcnte em scena.
seque a America oceupou-se, primeiro que
oceupa aiuda mais que nos, das communica-
re com o mundo sobrenatural.
a tres annos qae a chegada das senhoras Fox em
New-York poz tlli litteralmente todos os espirilos
em movimento. Essas senhoras as primeiras reve-
ladoras c >< knocking-spirils deixaram Rochester,
sua residencia, por um theatro maior.e alguns dias
is de ana chegada as Irombelas da imprensa es-
palnanimncEstados-I nidos a noticia dos prodigios
de qoe sua presenea era original. Havia commnni-
directa com o espirilo do doulnr FranUin e
das onlras celebridades americanas: cada um poda
epu venar familiarmente comas alroasdos morios que
llie eram mais caros, etc.
O melhodn de commanicaeao era idntico ao das
mesas fallante de boje. Cada Ultra era represen-
tada pelo numero das pancada dada corresponden-
te a seu numero itc ordem noalphabelo. No havia
quem nao lvesse que contar scumilagrinho de ade-
vlnbao, e devo dizer que os homens mais dislinclo,
pela inlelligencia, escriplore, artisia,, phiiosophoss
mdicos, ministros de difTerentes commonhes fo-
ram os primeiros em limar por seus leslemunhos a
preoccupaelo geral, e cerlamenle a menor maravllia
nao foi esse ardor incrivel com que o genio america-
no, to positivo em todas a realidades desle mundo,
se mostrea 15o inconsiderado em seguir llcroes l de
cima.
Entre os renles acliava-se nm negociante, meo co-
nherido, o qunl sabendo que eu ia partir de New-
\ ork, nao qniz dcixar-me vollar para a Europa sem
me ler convertido aos espirilos, e obleve das senli-
. ras l-ox o favor particular de um sarao, nao no lugar
habitual do suas sessoes, mas em sua propria casa, -
lim de apartar toda a idea de velhacaria. Foi l que
vi as duas celebres mediato. As senhoras Fox eram
raparigas de 16 a 20 annos. A mais mora, mais
bonita lalrez, linha lodas as apparencias de urna can-
leravel; especie de tutor quo alojava, nutria, entre-
tinhasuas pupilas adoptivas para viverna familiari-
dade de Benjamn Franklin e oulros.
Arrangei um lugar junto de roiss Margare! (Mar-
garida, eraesse, e bem que ina lembro, o nome da
mais velludas duas irmaas), c as experiencias come-
ar>m debaixo de urna mesa redonda, em tomo,da
qual estavamos" assentadas seto ou oilo pessoas. As
pancadas dadas, semelhantes em tudos de urna ben-
gala ou de um corpo duro sobre o soalbo, provinliam
iwariaiclmenlc do lugar em que as duas raparigas
linham os pos. A mesa eslava coberta de um tapete,
mas os joelhos de minba viinlia, a qunl eu observa-
va sescondidas, pareeiam completamente immoveis.
Cada qual fez as quesillos que quiz, "o espirito res-
ponrieu a ellas como pode, e observe! somenle que a
f he mui engenhosa em interpretar o texto no senti-
do que deseja. Chegou a minha vez do interrogar.
Quer o espirilo responder-me ?
Sim.
Nao lem elle nenliuma sorto de anlipalhia para
com migo'.'
Nenliuma.
E sympathia, lem '! *
t Sim.
1 Os espirilos comeearam sempre por me screm
mui sympalhicos.)
Podo elle pr-me em communicaco com a al-
ma de urna pessoa que me foi chara nesle mundo ?
Cerlamenle, baslava quo en a nomeasse.
Tive enliio um momelo de hesitacao. O nome
de meu pai misturada nessas pelolicas parecia-me
urna especie deprofanaro filial; mas eu eslava cerca-
do de pessoas engaadas'. a experiencia poda ler al-
guma utilidadee chamei a alma de meu pai.
Ella respoiideu-mc sem demora. I.ogo que sua
pretendida presenea foi bem provada por quesles c
rosposlasem apparencia sem alcance, deixei.repenti-
namente a lingua ngleza, n nica que at all se li-
nha fallado, e disse em alta voz, em francez : Se
meu pal lem respondido sem' hesitar a inlerpellarOes
feilas em urna lingua cslranseira, nao irte responde-
r elle ainda melhor na lingua que exclusivamente
foi empregada entre n emquaplo foi vivo ?
Um grande silencio so fez ; a nirtade dos assisten-
tes nao linham comprehendido a 'minha (tuestan. Eu
observava minha vizinha ; ella pareca nfi oceupar-
se do que se pissava ; foi somente depois de um mi-
nuto de espera e d incerteza que os knockings
responderam : o ouci Mcnsieuv nao foi nunca em frae '. a rospos-
la de um pai a seu lillio ; mas he a Iraducoilo lilteral
do yes sir nslez que na America entra inteira-
mente ua lingua usual das rclac,desde familia as mais
intimas. E isso foi ludo; das quesles que 11/- depois.
n.lo oblive mais nenliuma resposta, e a sessflo foi le-
vantada com bastante precipilaco, com desaponla-
mento geral no qual a duvida comecou logo a pe-
netrar.
Antes do tiro (losarn, miss Margarct escorreguu
a dizer-mequeem Rochcsler aprender algumas pa-
lavras de francez, mas qne nao comprchendia senao
mui iinperfetamenle essa lingua ; todava como pa-
ra reparar este revez, os knoching* se (izeram ouvr
varias vezes no sala o, mas sempre no lugar preciso
em queso achavam as senhoras Fox, e n.ln indislinc-
lamente perto ou longe dellas, como lem enripio
adeptos demasiadamente cnliiusiaslas.
Na ceia, a qual terminou o saru, miss Margarel
foi ainda minha vizinha.'Fiz ludo o que pude para
atrancar suas boas grabas, e dirigindo-me quasi ex-
clusivamente a esse sciitimciilii de vaidade feminiua
quo he de lodas M nares, consegu leva-la a urna
conversar particular mui fronceza no fundo, enm-
quanlo em inglez. O Champagne era exceilcnle,
cri observar que minha vizinha o achava lal, e esse
vinlio svmpalhicn aos espirilos foi para mim um pre-
cioso auxiliar para obler ainda algumas manifesla-
res.das quaes desta vez live o privilegio exclusivo, e
respostis que nao me deixaram nenliuma especie de
duvida sobre a identidade perfeila do espirilo de miss
Margarel Fox e do espirito balcdor, que debaixo da
mesa responda por ella a minbas qnestdes. Eu li-
nha solicitado dos espirilos urpa segunda qnlrevisla,
ella me foi promet ida ao sabir da ceia, mas aos es-
pirilos haledores bem com aos oulros parece que a
nuite traz conselho. Sahi da-New Vork sem ouvr no-
licias-delles e sem tornar a ver essa espirituosa lilha
de Rochesler quo por meio de algom apparelho oc-
culloonde sem indecencia iiinsiiem pode ler o pen-
saroento de o dcscobrir, soube crear para si orna ce-
lehrdade universal, adquirir grande fortuna em sua
patria, abalar o mundo moral, inquietar o mundo
phisico, e ludo isso com u prazer intimo c o gozo in-
finito de fazer mover os homens como bonecos, por
um fio imperceptivcl, e medir ao abrigo do um veo
a credulidade humana,
l'asso s messs fallantes.
Voltando a Paris ha poucos dias, cahi em plena
crrenle de mesas fallantes. L'm amigo meu linha a
felicidade de possuir urna mesa maravilhosa, a qual
nao so fazia as delicias de toda sua familia senao tam-
bem dava ainda sessoes na cidade, em alguns saines
privilcgiados.nos fuaes sua presenra craoasiderada
como um favor. Foi por essa razao que em minha
primeira yizita nao pude ser-lhc apresenlado ; ella
eslava em gyrn, passanderdos sales de um principe
da fazenda que a in.errogara ta'lvez sowe os desli-
nos do imperio ollomaoo, pgra o gal.inele de um es-
tadista qne philosophava sem duvida com ella sobre
a fragilidade das -grandezas humanas. \ 0-se que se
trata aqu, nao de urna mesa obscura que Irabalha
para a mullidOo vil, porem de uina mesa saba que
linha ja urna posjao adquirida na aristocracia ami-
ga e nova. Se o leitor quizer saber a que sorte de es-
pirito essa mesa de cidreirn servia do casca, posso res-
ponder-lhc que esse espirilo se inllulava a si pro-
prio : demonio ; que elle dizia que fura encarnado
na (erra no quarlo seculo de nena era no corpo de
um caullez, que se conduzira eulo como um birban-
te e nao pedir perdo a Dos de seus peccados. Con-
demnado por isso habitar' urna mesa, adevi-
nhava hoje os pcnsamenlos dcada um, batia o coin-
passo quando se cantava ou tncava, e responda a to-
das as quesles a lorio e adireilo; declarando sem
ambages, quando nao linha o sonso commtim. que
zombavam daquelles que o inlerrogavam, podendo
desse modo sempre enganar-se impunemenle. Pela
njinlia parle, nSo Ihe pergunlei senao urna s cousa,
a qual, disseram-me que era um brinco para sua
perspicacia: indicar nm nome de qualro lellras no
qual eu pensava. Naturalmente a inosa'desvairou,
parando em meio do cair.iiiliu ou passendo de impro-
viso por cima da lettra pedida. Ella nao adevinhou
nem a primeira. nem a segunda, nem a terecira, nem
a quarta, bem que repelisse a operara umitas ve-
zes ; mas es|ps furam apenas os preliminares da ex-
periencia que importa aqui referir. Eu devia operar
pessoalmeote e sentei-me mesa com dous auxilia-
res pedindu de boa fe una prova, sem partido toma-
do do complicidade ou de hoslilidade.
Nossa imposirao das mos durava ha 3 querlos de
hora, quaioLi a mesa comecou a mover-se. Ella se
pz a responder ao principio fragmente, depois de
um modo mais decidido e por fim com toda a clareza
desejavel ; mas' por nma extravagancia inexplicavel
rerusou obstinadamente entrar em communicaco
com aquelle de nos tres, qne pareca ler o maior de-
sejo disso, e que, caneado de guerrear, retirou-se lo-
go. A presenea d nico companheiro que me resla-
va lornou-se lmbem um enfado e um incommodo
para o espirilo, o qual Ihe testcmunhou isso da mo-
do qoe o fez tambem deixar a partida, e 'fiquei s na
mesa hitando coro o Gullez impenitente.
A parlir desse momento, cumpre confessa-Io, a
experiencia conlinuou do mudo o mais Iriurophal.
A mesa repondeu sem hesilariio a todas as quos-
loes : ella solelrou nomes, contou, adevinhou o nu-
mero de objectos occullos as inaos, levantou alter-
nnliv menle seus Ires ps, e at suslevc-se em equi-
librio sobre um s, sem que o menor movimenlo de
minha parle partcesseajuda-la. En linha o cuidado
de locar a penas a madeira comas extremidades dos
dedos, logo depois mautive a communicaco somenle
com urna mflo, e para lomar maleriulmenlc mpos-
stel loda velhacaria, acabej pondo simplesmenle os
dedos todos reunidos no proprio centro da me-
sa, sobre o eixo perpendicular, e nossa posicao ella
conlinuou suas experiencias e andou livremenle e
em compasso para o piano, no qual locarsm em sua
honra nma marcha Iriumplml. A adjnnccjio do urna
ou duas pessoas na imposiean das mflos nao occasio-
nou nenliuma mudanra nos resultados miraculosos.
A sessao durouduaso Ires horas, e quando a
companhia se rclirou, loda
por tanto nao accrescenlarci senao poucas palavras:
"para ser bem saccedldasna myslificacao, a queme
decidi a ausencia de toda a esperiencia Seria, e pro-
vara mim mesmo a extrema facilidade que a mulii-
versos objectos, "iilnzias de r.isarios, 2 ineios barris
id.de natural das mesa, c a credulidade dos espec- ehouricas, 5 caxas vdros. 100 arrobas carne secca,
ladores dan a esse diverlimcnto, aeliava-me as con- 3 peras de cabo de linho, 3 quarlolas vinho, 2 caixas
dirps as mais desfavoraveis. Minhas autigat reta- \ drogas, 1 barrilero, ( pacole eampoxe, 1 barril vor-
tfies de intimidada na familia, impressas sempre de '> "" caixas cera, I barril diversos objectos, 1 caixa
parle a parle do uma alegra zombeleira, que nos li- <'vl'0'bos, 1 dla linbas, I caixole lurneiras, 20 caixas
nba muilas vezes resliluido a patria ausente, mesmo *"'" *i?!t *?. 'e.!, V^l t^M^*'
I (lila colungas, i barrica brochas, 1 embrulho ben-
galas, 2 caixes c 1 paoole 1 machina do descascar
arroz, 2 caixas. merendonas, 2 saccas feijao branco, 1
embrulho 1 rolx.lo e Iravessciro, 1 caixa I vela de ce-
'a, 1 dita vestido, tonca e coeiro, 1 caixilo chapeos de
feltro, 1 barrica assncar, 4 grampos de ferro, 200
barricas larinba de trigo, 21 chapas de ferro, 4 bar-
ricas farellos, Scaixas espingardas, 16 caixas fazen-
das, 1 fardo meias, 1 caix miudo/as, 560 barriqui-
uhas c 50 barricas assncar, 300 garrafes espirito, 6
saccas cola, 10 molhos de esleirs, 34 dilos courinhos,
60 caixas doco de goiaba, 30 fardos fumo em fulha,
12 rodetes de ferro, 1 fardo e 156 camuas charutos,
I sino de bruuze, 1 barrica quartinbas, 2 caixas as-
sucar.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 31..... 4T7S8SI
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS C.ERAES DE PERNAMBU-
CO DO MEZ DE JANEIRO DE 1854.
passas, 2 barris azeile doce. 3 ditos banha de porco, Para Pernambucobrigue porluguez Despique
12 dilos vinho, 3 dilos azeitonas, 3 ditos manleiga, de Oeiriz.
1 meia pipa vinagre, 2canaslrs albos, 2gigos cham- Para a Babia brigue porluguez '/.aire, capila
pagne, 6 barricas ginebra, 1 dita graxa. 3 caixes di- It. A. de Lima.
no meio da gravidade transatlntica, liabilitavam-me
pouco para inspirar conlianca as experiencias em
que operava s; por outra parle o espirilo sensato e
naturalmente mui pouco crdulo demeus amigos em
um terreno mtiito mal disposto para fecundar a se-
ment de uma'myslflcaeao, todava a mvslificaeao
foi completa, iSo completa que cu niio ousaria refe-
r!-la aqui, se clles nao me livessem perdoado do tao
bom modo o com tanta promplida, que julgo-mo
aulorisado a nao fazer mais disso um segredo.
Em resumo, sem entrar em uma polmica que n.lo
finalisaria senao em Iheorias no ar, digo:O pheno-
menu das mesas dansanles nao pode ser provado, se
existe, seno individualmente por sua mauifcslac.3
debaixo da imposirao das roaos de uma s pessoa, a
qualem tal caso sabe posilivamente o que deve crer
sobre sua cooperaran para o resultado. Desde que
duas ou militas pessoas collaboram para a experien -
cia (e he precisamente isso o que 03 adeptos decla-
rara necessario), nada he provado, e a nica proba-
bilidade que resulla do snecesso he que aquello ou
aquelles que eslo de boa f sao victimas de uma
invstiliraru, a qual, pela minha parle, ado excei-
lcnle, comparando por urna experiencia pessoal a im-
portancia dos effeilos com a simplicidade dos meios.
Mas nao imagine alguem ter respondido a nada.
aposentando como argumento sua proprhi boa fe,
ou o que he pcor ainda, a dus outros, e exclaman-
do como fazom lodosos dias: Mas emfi'm er o
senhor que esluu zombando aqui das pessoas honra-
das que nos cercana, ou que madama que o
Sr. conhece tanto quaulo eu, nos myslifica indigna-
mente ? .
O camponez do Danubio respondera sem licsilar:
a Ah porque na!
Mas um hnmem bem educado hesitar sempre
em boa sociedad dizer a um cslranbo c ainda mais
a uma scnhnra ; mesmo rom lodas as altenuares da
civilidade:oOu o Sr. be um velhaco de quem nao
me quero fazer cmplice, ou lie um tolo cuja simpli-
cidade nao quero coinparlilhar.
Sao dessas sorles de confissoes que um humem re-
serva in pello para seus amigos i olimos,e como eolre
os seus leilores a llluslralion nao conla senao ami-
gos; he a elles sos que a encarrego boje de fazer essa,
delicada confidencia.' Jiegis de Trobriand.
1 llluslralion.)
COMASjERGIO.
I-KACADO RECIFE 31 DE-JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOes. offlciaes.
Assucar mascavado regulara 1C50 rs, por arroba.
Dito dito escolhidoa IJJ720 e 1750 rs. por arroba.
ALFANDEOA.
Rendimenlo do dia1 a 30. ... ; 294:9988024
dem do da 31........13:8958658
308:8938682
c
Detcarregam hoje 1. de ferereiro.
Brigue hamburguez D. bacalho.
Bprca ingleza Norcal idem.
Briguebrasileiro Sagitario mercaduras, fumo
e sabio.
Paladn brasileiro Bmulacao sola.
Barca hrasileira llrilhanle o resto.
Brigue inglez Ecerton carvo.
RENDIMENTO DO MEZ DE JANEIRO
DE 1854.
Rendimenlo lolal...... 308:893?l;82
Direilos de consumo..........301:228! 32
Dilos de 1 por rento de reexportacao
para os poro eslrangeiros. .*..... 1>IK)4
Dilos ditu para os porros do imperio. 130-3VJ2
Ditos dito de baldeacjo........ 809100
Expediente de 5 por cen dos gneros
comearla de una.......... 6518112
lo de 1[2 |Hii- c. dos gneros do paiz. 3508146
Dito del i|2 por c. dos seeros livres. 1998300
Annazcuagem de 1 por eenlo das 111er-
cadorias............... 2:387&464
rremio de 1|2 porcento dos asignados 3:2088216
Mullan calculadas nos despachos. 3548656
Ditas diversas............... 2098000
S I"'*................ 308360
Patentes dos despachantes geracs 508000
Emolumentos de ccrlidOes....... 178200
Extraordinaria.
RestiluieSo leila por um particular.
308:89*8682
358610
Rs. 308:8298322
.Va* neguinle* especies.
Dinliero .... 145:3ltlf>2i8
- Assignados 163:6198074
Depsitos.
Em balanen no ultim de
deznmbro p.p.....
Eulrado no crrente inca
Saludos.....
Existentes .
47:l38st69
8:9II8"27
38:226!H2
Renda dos prnprios nacionaes. .
Foros de lenos de mariulia. .
Ladennos .........
Siza dos lions de raz......
Dcima addicinual das corpoFaees
de iiin mora.......
Direilos novos c vclhos e de chan-
cellara .........
Dizima da dita........
Carlas de hachareis..... .
Mullas por infraeces do regulamenlo
Sello do papel lixo, c proporcional .
Emolumentos...... .
Imposto sobre lojas c casas de des-
ronlo...........
Dilo sobre barcos do interior. .
Taxa de escravos. ... .
/
518800
1218811
20S000
4:3308800
262*350
9688791
748853
68000
118926
3:8568521
978920
4:3728800
198200
2585000
14:4588775
O escrivo,
Manoel /tntonio SimOes do Amaral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 30.....48:1388091
dem do dia 31........1:0748749
19:2128810
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE JANEIRO DE 1851.
Direilos de exportarlo de 3 por cenlo. 21:9358592
Dilos de 5 por cenlo....... 4:2448201
Capalazia de320rs. por sacca. 748560
Derima dos predios urbanos. 16:52184
Meia siza dos escravos...... 8938320
Novos e velhos direilos. ,\ 2758522
Sello de hcrniiens........ 2848613
Escravos despachados......1:0008000
Imposto de 3 por cento. ..... 2068100
Matricula das aulas de instrueco su-
perior............ 7108000
Emolumentos de passaporle. 38000
Multas........... 618118
de
49:2128810
Janeiro de
* 120 125
l> 110
1) 100 110
11 100
100 110
100
a 1-7775 18800
28800 28900
28600 28700
2k20O 28:100
18700
< 122 132
122 147
107 137
1) 107 117
107 117
112 122
112 J90
n 122 132
122 132
0 320
100 140
'!' 2*100 48300
% 890 UDOBf.
11 100 183
a 118600 158000
98601 108500
11 68500 88000
a 18350 15700
1) iJflSO 18100
18250 18450
18250 1.8300
18100 18150
930 1825|
13200
dem.
ti 58800
f 68200
78600 78800
' 700
900
)l 240
{ 18100 18400
lid.
'1 do
dem brigue porluguez Tarujo II.
Acaba de ser publicada a lisia da exporlacd de vi-
nho do Douro no auno civil de 1853.
A sua lolalidade asconde a 55,811 pipas 11,7 al-
mudes! que visla dos preces que ho regulado nao
representara um capital inferior a vintc milhOea de
cruzados; e recebe* o lliesnuro por direilos e emo-
lumentos cima de quatrocentus mil cruzados,
Este resultado, que tflo vantajoso se figura, hede-
vido providente leide 11 de outubro de 1852; se
o acloal ministerio carecesse de oulra.prova do acer-
t, alm da honrosa manifeslaco da associarao mer-
cantil desta cidade, nnmeaudo socios honorarios aos
seus membros, por lal motivo, os algarismos agora
produzidos seram o leslemunho mais eloquenle dos
beneficios, que aquella piedidaderramou pela lavou-
ra do Douro.
A cxporlarao classifica-se da seguinlc forma :
Europa..........49,366 pipas.
America......" 3,567
Reino c Possesses ." 337
Oceana..........2,521
E d lugar as seguintcs rcflexOus:
Europa.
Gria Brelanlia. ......... 46,ai5
Cdailes lianscalicas........1,156
Dinamarca........... 456
llnllanda. ,....... 10
f"*............ 562
anecia............-. 215
PWM.........''..'. 116
BSa;..........'. 13
Hespaoba........... 1
49,366
A exportaeao para a GfSa Brelanba, como se v,
foi ciinsideravuimciile maior do que ha muilos annos,
c resulta:
1. da sabida que d'all leve para a Australia,
2." do maior consumo no paiz, pela falla de ou-
lros vinlios.
3. de liaver mais confianca no genero, e por isso
mais especulado (em consenuencia da molestia; por
nao continuar a estar sujeilo dopreoiacao do valor
artificial, representado pelo direito por salada ris
168 em pipa, e o titulo de qualilicacao 208 a 218 por
pipa.
He diminutsima a exportaeao para o Brasil. Pro-
fem iss dos altos preeos que aqui regutam, ainda
exaltados pela caresta da agurdenle, de modo
que hoje, sem prejiiizn bem se enlende, n3o he pos-
sivel venderem-se no Rio de Janeiro viulios por me-
nos de 2108 a pipa, para cubrir o teu custo. E por-
tan!, nao cessand a ex*portasSo de todo, forzosa-
mente o encarec ment deve causar daino ao con-
sum uo imperio e lavoura do Douro.
MOVIMENTO DOTORTO.
.Va* seguintcs especies.
Dinhciio..... 1:2128960
Letras......37:013-3982
o ----------------
Alfandega de Pernambuco 31 de Janeiro de 1831.
O esiTivo,
Faustino Jos dos Santos.
Importacao.
Brigue nacional Sagillario, viudo do Rio do Ja-
neiro, consignado a Manoel Francisco da Silva Car-
rico, inanifeslnu o segulnle :
1 caxao mercadorias, 1 caixole com 1 pelle, 58
barr'azeile. ti caixes chapeos. 2 caixas rap, 50
ditas licores, 300 ditas sabao,. 11 barris toucinho,
458 rolos de fumo, 2 can asirs cxemplares, .2 saccas
millin. 2 cosas ; n ordem.
Polaca nacional Sossu Scnhora do Carino, vinda
do Rio de Janeiro, cousignada a Manoel Jos de Sou-
za Carrisso, raanifeslou oseguinte:
91 pipas vazias; a ordem.
Brigue. inglez Norcal, viudo de Terra Nova, con-
signado a Johiislon Paler & Companhia, mauifeslou
o secuinle:
2,560 barricas bacalliao; aos mesmos consigna-
tarios.
Vapor inglez (real lYestern,- viudo da Europa,
manfestou o soasante:
2 caixas joias; a Dedier.
1 dita- machinas para relogios; a Sclifeillin &
Companhia.
I dla relogios; a ordem.
1 dita amoslras;aL. Scliuler & Companhia.
I embrulho ditas; a M. Y. de Faria.
5caixas amostras; a L. Lecunte l'eron & Com-
panhia.
1 embnilho dlns; n Russell Mcllorl& Companhia.
1 dito (lilas ; a T. Mousen & Compauhia.
1 caixa impressos; a J. Lellv.
al(|.
182IK)
335
295
600
500
<|(|.

alq.
700
38200
500
480
500
v
a velleidade de duvida
limida, responda rom um S^Tjf"?.' OT ma9sceplicos, convencidos
embaraco, olliava raras vezes com seguran- e.n" W* *wl*W, Unbam-sc lomado os mais crc-
m alguma apparencia de soffrimeu-
No da segoinle pela maubaa voltei a casa do feliz
-se debaixo do imperio de uma preoc-
pelo contrari, ti- j possudor da mesa marax ilhosa, e seguro ao mesmo
' lemP 'lojuizotamizade daquelles que me escula-
vam, explique!* familia reunida que todos os mila-
greada vespera nao eram senao um gracejo, uma pe-
ca pregada por mimi*)m toda a gravidade conve-
niente, de qneem uma palavra durante o sarao pre-
cedente a mesa nao tinha obedecido a oulra inlluen-
9 que de uii.'us'dedosresultado tao fcil de ob-
ninguem o percebera seno tambem
ira espiritual;' os 0-
a, dausavnm-llie de
ivel irona lite pas-
dis-
Nss*
i nol-Ao l-.hifW
lalnral de seu andar.
VmVKomHm o todo, atMnlioms Fox eram com-
MM
^Utarltasao.. J>a
1 embrulho amostras; a J. 11. Gaenslv.
1 duVpapis; a Adamson llowe 'O
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da I a 30 .
dem do dia 31......
Companhia.
44:733*312
5068803
43:2108215
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentododia a 30.....5:0223421
dem do dia 31....... 1818632
5:2078053
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
DESTA CIDADE NO ME/. DE JANEIRO DE
1834. '
Consulado de 5.por Cculo. -il:1888,T>'
Ancorasen! ........ .2:f56*4W)
Direilos de 5 porcento.. 180,3000
Expeilicnte das eapalazias. 3418320
Sellos............1:1688700
Emolumentos de ccrlides. .38760
.41:1818833
4:0358380
Dirersirs provincia*.
Diziiim doalgodao e oulros
gneros do Rio Grande do
Norte...........
Dito dito dilo dito da Pnra-
hiha............
Dilo do assucar e oulros g-
neros da dila........
Dilo dito dilo dilo do Rio
Grande do Norte.....4238760
Dilo dilo das Alago. .3:5128011
45:2108215
59440
3318102
9329710
1368711
5:2073033
50:4478268
Deposilos saludos. .
Ditos existentes.......J:09.i>S
Mesa do consulado de Pcriiniuburu, 31 de Janeiro
ro de 1851. O escrri'ao,
Jucome (Jerardo Mora Lumai hi de Mello.
Exportaeao .
Cear, brigua esciinii nacional Laura, de 163 1(2
toneladas, conduzio o aeguint : 3 ea.ixas cauella,
17 cunlieles ac, 40 barricas farinha de trigo, 2 sac-
cas alfazema, 1 caixa cha, 10 ditas fogo- da China, 3
ditas garrafas de vhho, i pipas vinlioi, 33 barricas
Aaealho. 3sacras nimenta. eaisit-'n- mimtUtn
Mesa do consulado provincial 31
18-31.O segundo escripturario.
ni; de tzetedo Sonsa,
1- a % U 1
LISBOA, 13 DE JANEIRO DE 1851.
Prero crvenle dos gneros do Brasil.
Por baldearan.
Algodo de Pernambuco. .
Dito do .Maranh n........
Dilo dilo de machina......
Dilo da Babia.........
Dilo do Para..........
Dilo dilo de machina.....
Cac.-iii..............
Cafe do Rio primeira sorte. .
Dito dilo segunda dila.....
Dito dito lerceira dita.....
Dilo dito eseolha boa......
Chutos seceos ero cabello 28 a 32
Dilos ditos dito 18 a 23.....
Dilos dilos espichados.....
Ditos salg. Baha e Para 28 a 32
Ditnsditos de 26 a 20......
Dilos ditos Pem.e Ccar 28 a 32
Dilos ditos dito 26 a 20.....
Ditos ditos do 11 ara nli ln 28 a 32.
Ditos ditos dito 26 a 20 ... .
Cr.-no girte..........
Dito do Marauhan. .'.....
(oninia copal'.........
Ipevariianlia. .- .
Ouriic ............
Salsa parrlha superior.....
Dita dila mediana .......
Dila dita inferior.......
Captivos de direilos.
Assncar de Pernambuco bronco
Dilo do Rio........'. .
Dilo da Babia...... ,
Dilo das Alagos. .... .
Dito do Para, bruto.......
Dito mascavado..........
Despachados.
Ail..............
Arroz caroliuo.........
Arroz de Santos........
Arroz do Maranhao e Para ord.
.Dilo dito dito do melhor ....
Dilo dito dilo superior.....
Farinha de pa'o do Brasil .
Gamma alcatilada 1. sorle. .
Dita dila 2. dita. ...'...'.
Tapioca............
Preros crvenles dos neutros de Portugal na
dita dala.
Captivos de direilos.
Amcmloa em milo doce do Al-
aane. .'...........
Dila em casca rouca.....
("..ra nacional branca. ,
Dila dila ainarelia.....
Figos da Algarve comadre. a
Dilos dito broncos.......
Presuntos............
De*parA7ix.
Alpisla............. alq.
Bocallio nacional SCCCO. .
Dilo dilo fresco........
Feijao branc das Ibas. .
Dilo dilo do Porlo e Figucira.
Dito rajado..........
Ditofradinlio.........
Grao de luco.........
Sarro de v i 11 lio linio. .
Dilo dilo bronco,......
Vinho museatel de Selubal. .
.(' Iiordo.
Agurdenle de 30 gr. encastada pip. 1808090
Azeite.............alin. 48300
l.aranja doce.......... ci.
Sal grosso...........moio t!50
Dilo redolido.......... 180111)
Dito fino para aterra...... I830
Dilo Irigueiro gressn...... 181-30
Cnrlica 11. I de 3 lamanlMis de
luiissina propria para rollias. Dila 11. 2 de Ires tainaiihos.
Dla n. 3 dito dilo.......11-
Dila n. para pilcara. ." n
Dila dila para fahrirar.....
Vinho superior eucascado
Vinagre .........
Trigo do reino rijo. .
Dilo dilo moli.....
Dito dito das illuis. .
Ovada (o reino. ....
Dila das ilhas.......
Milho do reino......
Dito das ilhas.......
Cenlco do reino.....
ESTADO DO MERCADO.
Algodao. Poucas vpiulas para consumo
fabricas.
Assucar. Houveram poucas vendas e s para
consumo.
Cacao. a existencia be mais escassa, e nao tero
havido vendas, conservando porin os presos;
Caf. Nao consta vendas do do Brasil, o consu-
mo lem sido supriilo pelo das colonias, a existencia
desle arligo he escassa, e por isso os preros susten-
lam-se.
Cera. Procurada, e lem-sc realisado bstanles
vendas para reexportar.
Couros. Venderam-se para consumo os poucos
que liaviam de Pernambuco.
(omina copal Comdifliculdade enconlra venda.
O mercado aclia-se bnslante prnvido de!e genero.
Marfim Tem prompta venda e diversas Iransac-
5es se lem realisado.
Otiruc. Poucas vendas.
Salsa parrilha. Tem-sc ell'erluado algumas ven-
das para reexportar.
NAVIOS ESTRADOS.
Dezembro 15. Rio de Janeiro barca hrasileira
Laizn, eapito A. M. Rodrigues, coro assucar, caf
e madeira, em 57 dias.
dem 23. dem idem barca porlugueza Activa,
capilao II. B. Pamplona, com assucar, courose caf,
cni/57 dias.
I/Janciro.5.Pernambuco, galera porlugueza Mar-
'garida, capilao A. J. deOlvcira, com varios Rene-
ros, ero 25 dias. '
dem 6. Vapor inglez Ladg ligligton.
dem 7. Maranhao, patacho porluguez Boa Fe\
capilao F. Gonralvcs, cora vanos gneros, em 40
dias.
dem 12. Baha, brigue brasileiro Feliz Ameri-
cana, capilao A. D. linio, em 50dias. Deslinava-.se
para o Porto, veo aqu por causa do lempo.
NAVIOS A''CARCA.
Para o Rio de Jaoeiro barca porlugueza Chrlt-
lina, capilao M. A. Cotia.
dem brigue porluguez Flor do Mar, capitn J.
J. Casiano,
dem patacho Joven ll'cnceslau.
dem barca porlugueza Carlota & Amelia, ca-
pitn M. da Costa e Silva.
dem barca porlugueza Voadora, capilao A. G.
Goncalves.
Para o MaranrJfto brigue norln^iie Urbana, ci-
nilo A. J. dos Sanln;, HB*H
.Vacio entrados no dia 31.
Rio (le Janeiroldias.' pol, ra hrasileira N. S..de
Carmo, de 195 toneladas, capilao Jnaquim Jos
Surtios, epuipagem 12, era lastro; a Manoel Jos
Snuza Carneiro.
Soulliaiiiploii e portoS intermedios)21 dias, vapor
inglez (real Western, commandante J. A. Bevis.
Passageiros para-sla provincia. Joaqum Vital Ma-
chado, E. Fox e sua familia, Dedier, II. Gibson e
1 sohrinho, Francisco Edelman, Wiltianse 1 cria-
do, P. Fedicl, F. Voule. Madama Tonenne. So-
guio para os pnrlos dosul. levando os passageiros
desta provincia: Manoel Carina .de Goma, Jos
Antonio de Oliveira Seabta, Gio Baila Chechisola,
Dr. Ouvidio Thomassim.
Parahiba24 horas, hiale brasileiro Flor do Brasil,
de 28 toneladas, meslre Joaqum Antonio de Fi-
gueiredo, cqnipagero 5, carga loros de mangue ;
ao meslre. Passageiros,' Francisco Jos Macario,
Alexandre Francisco de Seixas e I escravo.
Liverpool36 dias, barca ingleza Toicn of Liver-
pool, de337 toneladas, capilao John Flood, equi-
pagem 16. carga fazendas; a Jolinslon Paler &
Companhia. Ficou de quarenteiia.'
Navios sahidos- no mesmo dio.
Rio de JaneiroEscuna brasileiro Linda, eapito
Jos Ignacio Pimenta, carga varios gcueros. Con-
duz 9 escravos com passaportes. .
Rio Grande do Su!Brigue brasileiro Algrele, ca-
pilao Manoel Pereira Jardim, caraa assucar.
2.* Estas obra* devero principiar noprazo de 2
mezes, e sero concluidas no de 10 mezes, acontar
conforme a le provincial 11. 286.
3." A importancia desla arrematara ser [
111 ln 11 1111 I imi 1 li* iiiimIimUI'
dos dous Ijuin
cluidoamclade da
ra, depois de lavrado
visorio ; a lerceira finah linto depo-
is do recebiinenlo definitivo.
4." O arremalante ser obrgado a comrouni"
reparlicS kda olwas publica? com antecedenc:
30 dias, o dia fixo em que tem de dar principio a
exe$ucao das obras, assim como trabalhar se-
guidamenle durante 15 das.afim de que possa o en-
geuheiro eearregado da obra assislir aos primeirol
I raba Ihos.
.5.. Para ludo o mais que nnestiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de mao de 1831.
Conforme. O secretario, Antonio Ferrtira
d''AnnunciacUo.
O illm. Sr. inspector da lliesoiiraria provin-
cial, em imprmenlo da resoturn da ju--la, manda
fazer publico.que no dia 9 de fev'ereirb prximo vin-
douro, vai novamenle praca para ser arrematada
peranlea mesma junta, a quera por menos fizer, a
obra do aterro e empedra'menlo da primeira parle do
primeiro lancu d,i eslrada do norte, avaliada em
28:0968887 rs. /
A arroma lao.o sera feita na forma dos artigo* 24 e
27 da tei provincial n. 286 de 17 de maio de 1831, e
sol as clausulas especiaes abaixe copiadas.
As pessoas quo se propozerem a osla arrematarlo,
ciuiiparecam na sala das sessoes da mema junta, no
dia acjfta declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co de Janeiro de 18>i. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnuneiacO.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1." Esta obra sera feila de conformdade com o or-
ramenlo approvado pela directora em conseliio, e
nesla data apresenlado a apprnvac/10 do Exin. Sr. cido por su* Irabeanciai
S=-
conla e risco de qu aLbado
tiro, as 10 lioras da raanbia, no sea arma
ra d'Apollo u. 6.
' Leilao de li.ifricascom genebra em
otijas, na-porta da alfandega : quarta-
'r, 1- def'evereiro, as 10 huras do dia.
AVISOS DrvTOSOjS.
presidente da provincia na iroporlancadc28:0968887
ris.
2.a O arremalante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de quinze
mezes, ambos contados de conformdade cooi o arligo
31 da lei provincial 11. 286.
3. Desde a entrega provisoria da obra al a entre-
ga definitiva, sero arrematante obligado a conservar
a estrada sempre em bom estado, para o que devora
tor pelo menos dous guardas empregados constante-
mente nesleserviro.e fara inmediatamente qualquer
reparo que Ihe for determinado pelo eugenlieiro.
4." O pagamento desla obra ser feilo em quatre
preslacoes ieuaes : a primeira depois de feilo o Ierro
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos : a lerceira quando forem recei-
das provisoriamente : e a quarta depois da enlrega
definitiva, a qual ter lugar um anuo depois do rece-
bimento provisorio. ,
5.< Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o qde dispe a
rcspeilo a lei provincia! n. 286.
Conforme!.O secretario, /-
Antonio Ferreira il'Anutncia$io.
Pela inspectora da alfandega' se faz publico,
que no dia 4 de fevereiro se ha de arrematar em has-
ta publica, depois de meio da, porta da mesma re-
parlico, e vre de direilos ao arrematante, Om ca-
xao JMB11. I, com 63 libras de rap, importado no
navio Sarthen Light, c abandonado pelos direilos,
por Joo Tavares Conlciro, sendo avaliada cada li-
bra em 28000 rs., segundo a larifa, lotal 128000 rs.
Alfandega de Pemambucj 31 de Janeiro de 1854,-0 ""* e "m >.wn). inspector, Bento Jos Fernandes Barros. X(dr ,d"s begados ullim
sSoga-s* ao Iltm.- Sr. subd
DECLAHAgOES.
EDITAES.
caix. 85000
38000
18250
310
298
700
600
38200
750
58600
38600
500
500
100
5SB
700
25OOO
29IOO
88-300
4>ioa
..-000
1.520!)
I>ttlll
I94OO
18200
7-5200
68000
48300
29400
ISSOO
pipa 728000 808000
328000 368000
alq.
450
520
180
230
230
330
.310
510
6:i0
510
260
233
340
300
320
das
OJIlm. Sr. inspector da Ibesnuraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da data desle a30 dias
sero arrematados peranle a mesma thesouraria. e
a quero mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mas pertcnces
da capella vaga de Nossa Scnhnra do Socorro, cila 00
engenho Soccorrd da freauezade S. Amaro de Ja-
boalao : pelo que as pessoas que quizercm licitar, de-
vero comparecer na sala das sessoes da referida the-
souraria, as 11 ,'i horas do dia 21 de fevereiro pr-
ximo futuro ; adverliiulo que a arrcmalarao ser fei-
la a dinlieiro de contado.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1851.O ofllcial maior,
b~milio Xavier Sobreira de Mello.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia
em cumprimenlo da onlrtn do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai uovamenle a praca
ajara ser arrematada, a quem por menos lizer, a obra
os concerlos da cadeia da villa de ^aranliuns, ava-
liada em 2:2498240 rs. A arrematado ser feita na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 4851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata rao.
compare;am na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no da cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mnduu aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam.-
buco 30 de dezembro de 1833. O secrelaro,
j Antonio Ferreira da Annunciecto.
Clausulas especiaes para a ttrremaa\ao.
l.iOs concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-ho de conformdade com o ornamento appro-
vado pela directora em conselho, e apresenlado a
approvaredo Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2198280 rs.
2.< O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever conclu-las no de seis
mezes, ambos conladus na forma do arligo 31 da lei
11. 286.
3." O arremalanlc seguir nos seus trabalhos ludo
o que Ihe Tor determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao- s para bna execufflo das obras, como em
ordem de nao intilisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico ldas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematarao
ter lugar era tres preslacoes guaes ; a 1.", depois,
de feila a metade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; c a 3., na entrega definitiva.
5.* O prazo do responsabilidade ser de seis me-
zes,
m 6.a Para tuda o que na esliver determinado as
Msenles clausulas ero no orramenlo, seeur-se-ha
o'quc dispe arespeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secrelaro,
Antonio Ferreira da Annunciiifio.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia!,
ero cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presideute
da provincia, manda fazer publico, que no da 16
de fevereiro prximo vindouro, peranle a junta da
fazenda da msma Ihesouraria, vai novaroente pra-
ca para ser arrematada a quero por menos fuer a
obra dos concerlos da cadeia da villa do Pao d'Alho,
avaliada em 2:8W)8000 rs.
A arremiilacu ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 7 de mao de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
- As pessoas que se propozerem a esta arrernataco,
compaream na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, compelenti
mente habilitadas. -
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854; O secretario, Antonio
Ferreira Clausulas especiaes para a arrernataco.
1. As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alho sero feilas de conformdade como plano o
orramenlo, approvados pela directora em conselli,
e aprescutados a approvacjp do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8608000 rs.
_2. As libras.roinecarao 110 prazo de 30 dias e se-
ro concluidas 110 de 4 mezes.ambos contados de con-
formdade com o que dispe o art. 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3." A importancia da arrcnialacjio sera paga pin
Ires preslacoes sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arremtame liouver feito metade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras, depuis do recebiinenlo provisorio, c a ultima
paga depois do auno de responsabeiidade e entrega
definitiva,
4.a Para ludo o que n3o esliver determinado as
l'edro i
LOTEHIA DO RIO DE
A lista da lotera 40,
espera pelo primeiro
tul.
Na ra do Crespo,
com os Srs. Jos Camell
Moraes Carneiro da Cu 11
que, .para negocio que os mes
rara.y. da Silta C. &
Madame Poirumaretira-se desla provincia.
O.abaii 'o, achando-se preso na ca-
deia desla ci da 3 de agosto' d anno
prximo passado. em consequencia de uro qnesto
corii n Sr. Manuel Antonio de Azevedo, o qual resul-
lou.licar o abaixo assignado-obrigadopela qoanliade
170S900 rs. ao mesmo Sr. Azevedo. Nao leudo porem
meios de pagar esla quanlia, lancen man' de promo-
ver uma suhscripciio e delta cncarregou a J0S0 Car-
neiro de Lima o Bril, conhecide por Benevides, este
hornero, tendo recebido de diversa pesadas algumas
quanlias que exceden muto de 1008000 rs., s me
enlregon 128000 rs. e isto por diversas veres,fleando-se
com ludo mais ; como se a elle he que se
dado ; nao comente era Bear-se desla man
neu dinhero, isto cora a maior ingrajidao, Irai
daaacredilar-me com meus prenles e amigos,
do ler tirado 2008000 rs. e que ro'o
palando qoe eo os linha jogado, que raoo:-
pois o publico que he fai
nciro llene vides de
roe:ioslcr eu o jop;
ro e menos agora q
sobre mim, s a eslr
Esle Sr. mora no be
, inora
rsoA
de S Cacalcanli Machado de Albur,
O Sr. Machado, ecadernld
esle Diario para o Sr. vigario
Araujo, veulia a asa lypographia pa
na a-signatura, visto que o Sr
lem enm isso.
O Sr. Ricardo Dias Ferrei
praca da Independencia 11. 6eS
Precisa-se alugar dous pre|
ra : quem os lver e Ih conven
ra do Queimado, loja n. 50.
Precisa-se de uma
ra'tratar do necess;
solleiro: a iralar na ra do
I'recsa-se alugar um prelj
vico externo de casa de homemj
rilado Crespo, loja n. 23.
No da 2 d correle
nha, da ra do Crespo, o ol
para o P050 da Paiiella, e as 8 i
para o mesmo lugar, em direcrj
gressa d'all as 6 112 horas da tari
Poco para o Recife ; c .torna a |
Recife as 9loras da noite : nuH
Hieles de entrada, dirija
18 ; para ida e volla cu
1-5500 ; ate excesso de preiji
nlversario do bello dia de
I'recsa-se alugar u
seja fiel, para oservico de orna
Boa-Vista n. 82, primeiro andaij
Na roa larga ,1o Ro-
O Illm. Sr. capilao do porlo, para (ornar effec-
livas as disposices du regulamenlo das capitanas dos
portos, mandado por era execueao pelo dcrelo im-
perial de 19 de maio de 1816, manda, para conb. ci-
mento dos interessados, publicar os arligos seguiutes
do mesmo reglame!.-lo.
Art. II.Niuguem poder dentro dolltoral do por-
to, ou seja na parle reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha aforado.
construir emba-cacao de coberta, ou fazer cavas para
as fabricar cnealhadi-s, sem que, depois da licenca da
respectiva cmara municipal, oblenho a do capilao
do porlo, o qual a nib dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum damno o porlo.
Art. t3. Ningueir. poder faer a trros ou obras
no litloral do porto, ou ros navcgaveis.sem que lenha
obllo licenca da cmara municipal, c pela capitana
du porlo seja declara .bp, depois de feitns os devidos
exames, que nao prejudicam o bem estado do porto,
ou ros, ainda mesmo os cstabclecimentos nacionaes
da mariulia de guerra e os lograduuros pblicos, sob
pena de demolicao das obras, e multa alm da iudem-
nisacao do damno que lver causado. .
Art. 14. .Ninguen. poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, Jejas (le arlilharia, amarras ou
oulros quaesquer oh|eclos que embaracem b transito
e servdao publica, ainda que lenha licenca da c-
mara municipal. Equando para deposito c demo-
ra de laes objectos der licenca o capillo do porto sem
Ercjuizoda sobredila servdao, s se poder fazer da
atente da preamar das aguas, vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forero sojeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
abrigados a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule cm detrimento do prlo.
Secretaria da capitana do porlo de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio di Conceicao Padilha.
- Em conformdade do art. 8. do cap 2. dos esta-
tuios da academia jurdica se ada aberla a matricula
de geometra do collegio das arles em casa dp respec-
tivo professor, no paleo do Paraizo, esquina da ra
da Roda, a qualquer hora do dia.
Pela snbdelcgacia da polica de S. Jos do Re-
cife se annuucia a apprebensaode um pretode nome
Clirslnvao, que declarou ser escravo de JooCaval-
canti de Albuquerque, morador no lugar da Baxa
de Arroz ; e bem assim de um quarto ruco que an-
dava sem destino pela ra : seus legtimos donos
compaream nesla mesma subdelegada, que provan-
do exuberantemente o dominio que nelles tem, Ules
sero entregues.
Aula de obstetricia.
A matricula estar aberla desde o. al ao ulli-
m de fevereiro, e as liroes prlucipiarao 15.
A matricula d'aula de phllosophia do collegio
das arles, est aberla at o fim de marro, em casa do
respectivo professor, em Olinda. ,
Esta' aberta a matricula 'la cadeira
de latim do collegio das artes, na casa do
respectivo professor, em Olinda.
A matricula das aulas de inglez e francez do
collegio das-artes est aberla em rasa do respectivo
substituto, na ra da Ribeira.em Olinda.
B:ineQ,de Pernambuco.
Por ordem do conselho de direcgo se faz certo aos
Srs. accionistas, qne se acba aulorisadoo Sr. gerente
para pagar o terceiro dividendo de 128000 rs. por ac-
rao. Banco de Pernambuco 1. de fevereiro de 1854.
J0S0 Ignacio de Medeiros fego, secretario.
posicoos
Conforme o secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
dario.
O Illm. Sr.. inspeclor da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do correle, mauda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindooro, peranle jenla da fazenda da mes-
ma thesouraria, se lia dearremalar quem por me-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Paje de Florea, avaliada em 4:OQ4{000 rs.
Aarremalarilo ser feila na forma dos arls. 24.e
27 daMe provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao, compaream najiala das sessoes da mesma un-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, com pe
leiitemeule lialieliladas.
E para constar se mandou aflixar o presente
publicar pelo Diarlo.
Serretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 21 de dezembro e 1853.O secretario,
Antonio Ferreira a* Annunciacao.
Clausula* 'especianpara a arrernataco.
1,* As ubras deste acude sero feilas de ronfor-
midade com as plaas e oreamenlo, appresentados
nesla dala a approvaeao o Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4SX>i(X)0 rs.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porto com presteza,
o novoe velleiro brigue porluguez Esperanga, pro-
cedente da Babia, vem a este porto recehera maior
parte do seu carregamenlo, que se acha prompta e a-
penas lenl pequeo vilo para diminuta carga a frele.
Tambem olerece ptimos oonimodos para passagei-
ros : os prelendentes dirijam-se ao escriplorio de Bai-
lar (5 Oliveira, ra da Cadeia Vclha n. 12.
Tara Lisboa a barca porlugueza Cratido pre-
tende sabir com brevidade : quem nella quizer car-
rejar 011 ir de passagem, para o que lem acetados
cnmmpdns, enlenda-se com os consignalarios P. de
Aquino Fonseca S ir''ho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o eapito ra praca.
Ceara', Maranhao' e Para'
Segu cm poucos dias o brigue escuna nacional Ar-
celina, ja lem a maior parle da carga engajada, o res-
tante trata-se com o consignatario Jos Baplisla da
Fonseca Jnior : ua ra do Vigario, n. 4, primeiro
andar.
I'ara os porlos do norle al o Ccar, patacho
nacional Amargoso: para carga e passageiros lrala-se
cora o meslre a bordo, ou coro Bernardino Jos Mon-
ten*), na na do Queimado n. 44.
Para o Rio de Janeiro sali com rhuila brevida-
de o brigue nacional Sagitario, por ler a maior par-
le de seu carregamenlo cugajado ; para-o restante,
passageiros e escravos a frete, lrala-se com o consig-
natario Manoel Francisco da Silva Carrico, ruado
Collegio n. 17, segundo andar, ou'com o capilao a
bordo.
Para o Maranhao e Para' vai sahir
coma maior brevidade possivel, por ter
prsenlos clausulas ou no orramenlo,seguir-se-ha aa. parte de ua carga', o brigue nacional
disposices da le n. 286 de 19 de maio de1851.-* ,r>,-u,.,,,,,,,. Jn "l Up ,.un tn P~r,
Brilliante, do qual lie capitio Francisco
Cardia : quem no mesmo quizer carre-
jar 011 ir de passagem, para a.que ter
bons couuuodos, dirija-se aocapitao, na
prara.do commercio, ou aovaeji Com-
panliia, na ruado Trapiche n, oh.
Vende-sc uma barcaca de primeira viagem,
que carrega de 35 10caixas, de muto boa cons-
Iruceao,* prompla de tudu, seguir viagem para
qualquer parle : a Iralar na ra do Ttapiche n. 17.
da Boa-Vi; que fa
se d na casa'"n-^30
guarda, com insuppcla\
n ha oca.
Orterece-se um rapaiif.
cobranra ou de oulra arcu
limo se quizer nlili
O secretario d
IriarcHa S. Francisco des!
regedora,. convida a to
mesma veneranda ordem.
parecer vestdos-com seu^
ja, no dia I. de marc, prximo
ras da larde, afim do aci
cinza que hesse dia tem
fiis; o que se previne ema pan d
dos carssimos irmaosq
sam com opportunidade s
do-os fazer, o que se espera''do zelo de
particular.O secretario,
Manoel Jos i\e
TUEATM EM C4CHA\
Quinba-feira, 2de-fisve! lugar aj
represenlacaoque da a campa i-
referido, constanl de qoadros
taslico, e orna bella panlornir.
pectaculo comecar as 8 horas da 11.
dianle.repel'u-se-lia todos os domingos a \\
O prero das entradas he de 500
Perdeu-seum aenel de ooro com uro i
cor de caima, da travessa dosExpos!
paleo do Hospital, cm direilura
velho : quem o acliou, l^^^^^^^H
defronte do mesmo lliealro, qo>
recompensado.
OSereee-ae um moco brasileiro -
qualquer estabeleciinriilo, a excepca
qual aGanja a sua conducta, e j tem
merco : a tratar nn ra di. Col I
MULATA 1
No da 30de Janeiro proxin
da noile, desappareceu d:
nhia de um portador, a nula 1
annos, clara, nariz afilado
la, secca, lem o braco esqi
inunheca tem o couro do i
e s anda de vestido de n
o deleito levou ve^^^^^^H
de quadros, chales-da mesntr.
de lustre : quem della soubei
major Sebastao, ou a seu senhor Joj
Mera Cima, em Sanio Amar de Jobj
bem recompensado.
eseja-se fallar como Sr.Joaqu. 1
e lendo-se procurado sua resi'
possivel achar-sc ; roga-e que
Iha.
Arrenda-se um sitio no pt
Arraial, com muto boa
lrala-se na easa terrea dar__,
Josepha Henriquela de
fessora parlicular dos prime"
radnra na ra da Alegra da I
aos pas de suas aluninas, que'
6 de fevereiro, e nito abri no di
mo estado de sade-; e assim
rereher as suas almr.uas, e mais
de famias,'que se qnizerem ulilisar i
Quero uchou uma palenle
ltimamente para o primeiro k^^^H
cional deste municipio, de pome 1.1
reir de Mendonca. queira diric:
rao n. 9, primeiro andar, das 3
9 da nianbaa as 3 da tarde, na all
der-se com Fermino Jos de Oliveira.
Desappareceu na larde de*29 de jase
cravo Herculano,'-qne reprsenla le
vou calcas de ensenara grossa, com
e lisias prelas, vermelbas e oulc'ura ve
de panno lino, chap prelo com
chita prela ; jolga-se qut-elleJpPnpor fra apalees,
(fo lustre, que he mui provaVW os calce, qaando;
parece que lem as pernas uro pouco arqueadas, as
macA.-is do rosto sao um pouco sabidas, quando falla
com qualquer pessoa abre muilo os'olhos como -
lvesse espantado, fuma ruuito charuto, costuma
10 ir ao Cachang aonde diz elle morar uma senhora
moca que foi, e he muto regrista : perianto roga-se
as autoridades policiaes e aos capitSea de campo de o
apprehender e leva-loa ra do Trapiche, nrmazem
11. 31, ou ra da Cruz n. 62, segundo andar, que
sern gratificados.
No joge da bola do ca do Ramos, qaarta-fei-
ra, as 5 horas, haver mao de vacca moda porlu-
gueza, e todos os dominaos contina, --in-. ,-nnio ve
vende um escravo velho por 80>-
Precsa-se de om hnmem para
enuhecimeuto de sua pessoa: ne e^^H
Muribeca.
Aluga-sea loja da-ruado '
com sua compelen te .arpiara
ua. loja n. 7. 4
Precisa-se de um menino de 12 anno
xeiro de lauerna, nacional on eslrangeiro .
Cadeia de Santo Antonio n
D-se 1U0500U rs. de gratificara a
prelieudcr o prelo, crioi
rinhero de bordo dn brigue nacional Iris, que veio
passear Ierra no dia 23 docorron.te. e tem os signaos
seguinles: cstalnra regular, penca barba,
lenle, deules limados e amarellos, e os debaiv
luidus, marcas de bexigas prximas ao n
acaireladas de alrainlo. Con plano
de Bailar Ov Oliveira, ra da t.
Desappareceu 110 dia 29 de |
i crioulo, de nome Braz,-. escra-,
Borges Uchoa, morador no
Pao d'A Ib ; reprsenla 1
ra e corpo regulares, lem dou
ceiba do ulho esquerdo. fal!
calca e jaquel de riscadnbo miudo j si
LEILO'ES
Timn, Mousen & Vinnassa frao leilao por
ntervcnco dn agente Oliveira, de grande sortimenlo
rlasmelliores fazendas allemas. sulssas o francelaj,
tanto de alcodo, Ua e linho, como de seda, e (odas
proprias desle mercado : sexla-feira, 3 de fe.
ro prximo, as 10 horas da maiihaa, no ceu armazem
110 larsu do Corpo Sanio, defironleda igreja.
Me. Calmonl & Companhia (aru leilao. por
intervenclo do agente Oliveira, de :)0 fardos d'algo-
des grossos, proprios parasaccosd'assucar, os quaes
variados d'agua salgada, a bordo da barca in-
r.ord John Riunell, na sua recente viagem de
Liverpool par esle porlo, e por isso qne setao,-TO
r--------------
ravo.
^Hfu~
ina Iraze-ta .aboloada. o chapeo de
de suppr que fosse com algum coml
gar ou der milicia nesla piara a Mao
de Lima, ua rn da Unja, ou 1
bem recompensado.
O Si. Fortnalo Jos Al'
pode relirarpara o Rio de Ja-
abaixo assignado, na ra d
O padro Joa.
mente
Goncalves.'na ra
ferece sen preslimc
Desuppaiecci
a preta Lutia, de
ler 22 annos, pouc
da por tero braco direito
seceo di que o ouli
pe (o ; he bem pr
altura regular, falla
la, umasaia e vesi.
inlier, pode dar pafte na ras do Oueim
que ser re^itTpr
elho
he
pe-



4
_
eir
da
'Juem lier rodas de carrora novas, (f.
vender em conla, anutmcie. ou dirija-se I
ra do Crespo, na esquiua que votla |iara S.
cisco.
J. Chardon, bacliarel em bellas |pttris, doulor
cm direilo. femado na universidade de paris, entina
em saacasa, ra do Alecrim n. i, a ler, escrever,
traduzir e fallar coi reclmenle a h'ngua franceza, c
lambem d lcs particulares em casa d familia.
Os abaixp assighados connuam
a franquear a todas as classes em
geraLjp*u* sortipientos de fazen-
das por -^isos presos, nao' me-
nos de un peca ou urna duzia,
a dinbeiro, ou aprazo, conforme,
se ajustai': o seu armazem da
l praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. *8. Ros-,
tron Rooker & Companhia. neg-' I
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelo senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos^ de Si-
queira Pitanga, para venderem
por atacado e a retalbo.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Precisa-se al usar urna criada forra ou captiva,
que seja fiel, para o servico de urna pequea familia:
qucm pretender, dirija-se ao aruiazein da ra do
Collegio n. 14.
O abai\o assignado, professor particular de ins-
Iruccai Ste>rniilai^4.eUBdo grao, residente no ler-
ceiro audar il.i casa n. 5M da rila Nova, declara ao
respeitavel publico e especialmente aos senhores pais
Palitosfrancezes a3,000 e4,000 rs.
Vcnilem-sc palitos francczes'de hrim de linbo e
brelanha, brancos ede cores,obra bem leila e da ul-
tima moda, a 3 c i> rs. : na ra Nova loja n.'tt, de
Jos Luiz l'ereira & Filbo.
Tomadores a 2^400 cada tira.
Vendem-so ricos toucaifores com urna arando ca-
de familias," que achar no exercicio de sen macis- vel" l"*1*" toilete das senhoras, s por 2i00, be ba-
lero, promplo recehor alumnos internos e externos ra'o. clieguem antes que se acabe : na frente do l.i-
O9 A,
confronto ao Rosario de Santo Antonio, entre as di-
versas qualidadus de bons chocolates que costuma ler,
vende mais o muito recommendado homeopathico
francez.
uga-se o sobrado grande da^Magdalcna,
| q em frente da estrada nova, o qual
soecupar at .o dia'1. de marco : a tratar
'o da Boa-Vista n. 45, ou na ra do Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Brito.
Estampas de sanios e santas.
a loja de miudezas da ra do Collegio n.
ment dos seguinles nomes de santos c
sanias, em ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
ceicao, casamento da Santa Virgen), Anjo da Guarda,
ni, Sania Thereza, Santa Clara, S. Pedro,
e a igreja, Santo Antonio, nascimenlo de
Jess, Santa Slalhilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom- Conseibo, Sant'Anna, Santa Isabel,
Adorarao dos Sagrados Corasoes, Santa Vernica,
San Cesario, N. S, do Carmo, S. Vctor, S. Marli-
nho, S. Luiz de Conzaga, S. Miguel, Decimento,
Santa Rosa de Lima, Sania Catharina, S. Jbao Bap-
tisla, Jesu Maria Jos, Santa Familia, Nossa Senbora
Gom Sania Virgem. e Santa Isabel, N. S.
esus entregando as chaves a S. Pe-
inciacio da Santa Virgem, Santa Suzana,
Jess crucificado, Sania Carolina, Sania Josephina,
repoosodcN. S. no Egyplo, S. Francisco de Assis,
Paulo, Xavier e SaHes, S. Matheus, Santos Reis,
Sacramento, Agona de S.^os, Santa
SS. CofacSes de Jess e de Mara, Medalha
la Celestina, S. Jorge, Sania Francis-
inla Mara, S. Sebasliilo, N.-S. dos Milagres,
Santa Margarida, Sania Cecilio, Santa l.uzia, Santa
Julia, N. S. do Rosario, Saota Virgem Maria rainha
>, Salvador do Mundo, Sania l.uzia, Jess
preso, as cinco chacas de .Nomo Senhor Jess conso-
lando'sua mi, Santo Antonio, e N. S. das Dores ;
> outros muitos nomes que se deium de

S PELOELECTROTYPO. "
ateiroda Boa^VTsta n. i,
-4erceiro andar.
A. Letlarle, tendo te se demorar pouc'u
lempo nesta cidade, aVsa ao respeitavel pti-.
Mico que quizer utilisar-se de seu prestiino,
de approvetar os poneos dias que tem de re-
^^^^Hji" os retratos serio tirados com toda
e perfeico que se pode desejar,
abelecimenloha retratos qne sernos Ira ni
que quizerem examinar: est a-
9 horas da inanha at as 4da tar-
xxs
Os mais ricos c mais modernos chapeos de seda
e de palha para seuboras, se euconlram sempre na
de moda* de Madame Millochau, no aterro da
Boa-Vista n. 1, por um preco mais razoavcl do que
em qualquer outia parte.
Lotera de Nossa Senliora do Rosario.
ieles desla loleria csia i'i venda nos logares
s rodas andam no dia 11 de fevereiro
cotn todo e'qnalquer'uumero de hilheles que ficar
por vender e so se vendem al o dia 10.O Ihesou-
mnSUreiIre Ptreira da Siltm Guimaruci. ,
Bichas.
Alugam-see vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronta a roa das Cruzes n. 10.
Mu coro oSr. Francisco Ignacio da
Ka roa da Cadeia de Santo Au-
lonio n. 30, a
Denis, al'aiate fraocez,
rliegado ltimamente de Pars, tem a honra de pre-
venir ao publico, e principalmente aos seos fregue-
ses, que abri sua leuda na ra da Cadeia dn Recife
n. 40, primeiro audar ; trabalha de feitio, e lambem
d as fazendas a vonlade doi freguezes, a preco com-
inodo ; trabalha no genero mais moderoo em ludo
para Amazonas e para os disfarces de loda a quali-
" para o carnaval.
Attenco.
Na loja de miudezas da ra do Collegio n. I, vcu-
dem-scos segiules objetos : papis com tigurinos
diversos, proprios para mascarados, jarros de porce-
lana com flores dentro, proprios para cima de mesa,
sapatinhos de laa para meniuos, (ouquinhas para me-
nina, ditas para senhoras, bataneas romanas para
pesar qualquer una coosa sem que para isso se preci-
se de pesos, assim como nutros muitos ohjectos qoese
deixam de anounciar, os quaes se vendem porpreco
mais commodo do que em oulra qualquer parte.
ATTENCO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dentista receben agua denli-
frice do Dr. Pterre, esta agua conhecida como a me-
llior que tem apparecido, (e tem muitos elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
ebeirosa e preservar das dores* de denles: lira o
goslo desagraaavel que d em eral o charuto, al-
lii guija Heata n om copo d'agua sao sufficien-
lairibem se achara p dntifrice excellente para
a couservacSo dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segando andar..
JOS' RANDE',
entrancador. de cabellos da casa imperial,
avisa ao respeitavel publico, desla cidade, faz colla-
res, pnlseiras, brincos, "anneis, correnles para relo-
gios, giboias, cordOes, (ranselini, lambem se faz flo-
res de cabellos, e qualquer obras que deseja : no
Ierro da Boa-Visla, n. 38.
A luga-se o segund andar da casa na ra do
Vigario n. 27, muito fresco e proprio para familia:
quem o pretender dirija-se i relnarao por baixo do
mesmo.
Qoem liver passaros ou pequeos quadropedes
que queira empalhar dirija-se a taberna da Tamari-
neirn na estrada dos AH icios que designar, qucm
trabalha ueste genero com a maior perfeico.
Candida Balbina da PaixAo Rocha, professora
particular depriroeiras ledras, approvada pelo gover-
no, faz publico qne abre sua aula no dia 3 de feve-
reiro prximo, na sua anliaa residencia, ra do Vi-
gario ; onde contina a rereber alumnas internase
externas, por prero commodo.
Precisne de urna ama para servicosdecasa de
senliora viuva com pouca familia, qne saiba cozi-
nhar, coser e eugomuiar : a tratar no aterro da Boa
Vistan. 8.
Precisa-se de um bom feitor para um silio, na
estrada de Joo da Barros confronte o silio denomi-
nado Cscala, quina do olho do boi : a tratar no
mesmo.
Deposito de carvao.
Aluga-se um grande armazem proprio
para depositp de carvao, a' beira mar, na
ra deSanta Rila.com trapiche para car-
regar edescarregar a quaquer hora : o
pre^o lie modico,c trata-se na ra do Tra-
lic n. 40, segundo andar.
Precisa-s de urna ama forra ou capliva, para
lodo servico de urna casa de pouea familia : no^ateo
do Car mu n. 10.
(''nilharme A ognslo Rodrignes Selle vai o Ma-
anho.
Preeisa-se je um bom oflicial de charuteiro,
para fra da provincia : quem esliver nestas cir-
cunutancias, dirija-so ra do Collegio n. 5 que
achara cum qucm tratar.
Precisa-se de Urna mulher forra ou eserava,
que queira acompanhar urna senhsra Babia, aonde
se demorar um mez. e voita para esta provincia : a
Iralar na ra Nova n. 10.
Precisa-se de urna prela para o servido denme
casa, dando-so IOjiOOO rs. mensaes : quem tiver, di-
rija-seiao becco do Carioca, armazem u. 9.
Antonio Jos Fernau'dea vai fazer urna viagem
a Europa.
Precisa-se de urna aran com leite : na ra das
Flores n. 6.
Sexla-fcira, 27 do correle, .ficou no porto da
na Bella um'sacco de algodaosinho trancado, qoe
Imba dentro 1 vestido de chita roxa, novo.l chales,1
lenco de seda, 1 dito branco, e 2 livros, um do San-
lissimo Coraro de Mara,eonlrn Relicario Anglico:
auem o achou leve-o a loja de livros n. (i e 8. da praca
da Independencia.' PP
Precisarse do urna ama que saiba .rozinbar e
engommar, para ama cssa'de pouca familia : qucm
esliver nestas circunstanciad dirija-se aoj Coelhos,
sobrado n. I.
paraserem desciplinados em malcras de inslruccilo
elementar, c lamlicm em grammalica latina efran-
ceza.Jos Maria Machado de Figueiretio.
Um hompm solteiro, doente, lendo de retirar-
se para o serijo, precisa de urna pessoa para o seo
servico : quem qoizer o companhar, dirija-se ra
Velha, na Boa-Vista, casa n. 56.
Quem achon urna cariado lllm. Sr. Manoel Ca-
valcaiU de Albuquerque senhor do ciigenbu Agua-
Fria, dirigida a Francisco Antonio Marlins, pedindo-
Ihe nella urna barrica de bacalhan e m costal de
carne secca, com dala de 14 ou 15 denovembro de
1853. queira entrega-la na travessa do arsenal n. 9,
que ser recompensado.
. Precisa-se alugar para casa eslrangeira, no Re-
cife, um bom prelo qoe seja muito fiel e aceiado : na
ra da Cadeia n. 12, primeiro andar, aonde achar
com quem Iralar, das 8 horas da manhaa as 4 da
larde.
A pessoa qtie annuncio dar 2:0009000 a pre-
mio sobre bens de raiz, declare a sua morada para ser
procurado.
-r- Precisa-se alugar um prelo para o trabalbo de
padaria, com pratica oa sem ella, e um homem forro
ou escravo, que seja refinador : na ra das Cinco
Ponas n. 106.
Jos Luiz Ferrcira faz scienle qfie mudou o seu
nomo para Jos Carlos F'erreira por haver outro de
igual nomo.
Aluga-se a loja do sobrado da ra ^o Collegio
n. 18, com aunn-o nova, propria para taberna : i
Iralar na loja do sobrado amarello da ra do Que-
mado n. 29.
Alerta, alerta !
_ Rapaziada o carnaval est na porta, e he necessa-
rio dirigireiu-sc a ra larga do Rosario, loja de miu-
dezas, n. 24, para escolherem as delicadas mascaras
de cera e gualmenle de rame, e assim faz. goslo an-
dar mascarado rom pouco din hero.
Precisa-se de om caixeiro para deposito de mas-
sas. e que enlenda de padaria : na ra das Cruzes,
n. 30.
Recebe-se roupa para lavar e engommar-se,
tatn de sabao como de vrela, com lodo accio e
prnmplidan possvel, e pelo prero segunle : camisas
a lOOrs.. calcas e jaquelas a 120 rs.,coleles a 80 rs.:
na ra dos Martirios n. II.
Aluga-se o segundo andar do becco Largo n.
1, com commodos para familia : trala-se no lerceiro
do mesmo.
Deseja-*e fallar ao Sr. Manoel Cavalcanle de
Alhuquerque, morador cm Paulisla oa perlo, e no
Sr. Jos Esteves de Barros, morador na Gorgueia :
na roa da Cadeia do Recife n. 54.
A pessoa que nnnuncou querer comprar ama
eserava moca de boa figura, cozinheira e engomma-
deira#dii ija-se a.ra do Mundo Novo n. 36.
Francisca Lina de Oliveira Sanios, professora
particular do primeiro grao elementar, moradora no
pateo do Corpo Sanio u. 17, segundo andar, partici-
pa aos pais de suas alumnas, qde abre aula no dia 1.
de fevereiro prximo vindouro.
Quem precisar de urna mulher para ama de
urna casa, sendo de pouca familia, dando para garan-
to de sua conducta um fiador, dirija-se travessa da
ruada Roda, casa n. 5.-
O Sr. Antonio Bptisla Ferreira queira ler a
bondade de apparerer na Iravessa da Madre de Dcos
n. 21, armazem de Joao Marlins de Barros, n negocio
que Ihe inleressa.
vramenlo, loja de F. A. de Pinhn.
Vendcm-se ricos leques.pentesde tartaruga,di-
tos de bnratoedemassa para alar cabello, dilos de di-
ta para .alisar, braceletes de cornalina, aderecos, al-
linetes de peito imitando muito a ouro tino e ludo
por muilo commodo preso ; s para apurar dinlieiro :
na frente rio Livramelo, loja de F. A. de Pinhn.
Veude-se urna taberna-sita na ra d Calcada
n. 1, hem afreguezada e propria para qualquer prin-
cipiante por ler poneos fuud.os : a tratar na roa da
Madre de Dos n. 36.
\ endose taberna nova da Capunga, situada
na propriedade do Sr. Joao Simcs de AI me id a, bem
afreguezada para Ierra pela sua boa localidade, e
com um jogo de bola, qne rende o alugoel mnaal :
a Iralar na mesma, que se faro todo o negocio.
Vende-se meta legua de Ierra muilo propria pa-
ra sola de animaes, para engenho, e siluac.i)o de ga-
dos, assim como para agricultura, sendo preciso cer-
car-se, dista da Parabiba dez leguas, para o Brejo :
quem a pretender dirija-se em Anglicas, a Francis-
co Caliste, que achara com quem Iralar.
ARADOS DE FERRO.
Na fupdicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vendem-ae 8 esrraMis. sendo um moleque de
18 anuos, um mualo da bonita figura, mullo moro,
escravas proprias para lodo o servico, o I muala de
19 anuos de idade : na ra Direila, n. :l.
Vende-se nina taberna licm afreguezada, com
fundos a vonlade do comprador:' a Iralar na ra da
Seuzalla Nova h. i.
Vende-se urna eserava engommadeira e cozi-
nheira : na ra do Aragao n. 35.
COI SA OLE NUNCA SE VIO.
(.ollelesde chmatele fcilos, com dous forros c fi-
vella, a 3S500 rs.: na rna Nova n. 42, loja do Ti-
noco.
Vende-seo engenho Limerinlia, situado amar-
gem doTracunhaem, com 600 bracas de testada e
una legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, c ptima rooenda, com bous partidos que
com 2 carros e 4 qunrtoS podein moer at 2,000 paos
o que he He de ptimo assucar e de boa producto, tanto de
canna como de tegumes : vende-se com algum rii-
nheiro vista, c o mais a pagamente conforme se
poder convciicionar : os prelendenles dirijam-se ao
engenho Tamatape de Flores.
GANTOIS PAILHETE & COMPA-
g NHIA.
Continua-se a vender no deposito geral da
ra da Cniz.n. 52, o excellente e bem con-
ceituHdo ra|i arcia prela da fabrica deGan-
# tois Pailhete & Companhia, da Babia, em
# grandes e |iuqucnaspurres, |>e]opreioeslabe-
lecido. J:J
@s@@s @
SALSA PARRILIIA.
DE
respeilosamente annanciam que no seu extenso es-
labelecimeulo cm Santo Amaro, continua a fabricar
com maior perfeico e promptidao.loda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
rn e manufactura, e que para maior commodo de
seos numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na ra do Bru, alraz do arsenal de marinha,
um
" DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlo.
.\lli acbaro os compradores um completo sorti-
menlo de moendas de canna, com lodos os melho-
ramentos (alguns delles novos eoriginaes) de q*e a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
la i vas de todo lamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, temos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvada construc^ao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
infinidade de -obras deferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposite existe urna pessoa
inlelligente c habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., ele, que os aiiuunciaiites contan-
do coma capacidade de sus officinas e maclijuisino,
e pericia de seus ofliciacs, se coropromeltem a fazer
executar, com a maior presteta, i perfeico, e exacta
conformidade com osmodelosoudeseuli, e instruc-
ees que Ihe forem foruecidas'
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, Jias e grossas, por
precos mais baixos do que em 6o-
ta qualquer parte, tanto em por-
c(5es, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s prero
para todos : est estabeleciment
abrio-se de combinaeo com a
maior parte das cass commerciaes
inglczas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que oubo qualquer ; o
proprietari deste importante es-
-tabeleciment convida a' todos os
seus patricios, e ap publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar iazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2; de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Precisa-se de ama ama para casa de podca fa-
milia, que saiba cozinhareengommar; paga-se bem:
na ra do Padre Floriano n. 27.
Precisa-se de um feilor que enlenda de borla
e pomar de espinos, prefere-se casado sem filhos :
quem esliver nestas circunstancias, dirija-se Ca-
punga, sitio de Joao Evangelista da Costa e Silva.
Precisa-se de urna ama de leite, porm que nao
lenba lilho : a pessoa que quizer, dirija-se ra lar-
ga de Rosario n. 46, primeiro andar.
. Aluga-se urna ama de boa conduca
casa de pouca familia ; a Iralar na ra
112, primeiro andar.
HOMEOPATHIA.
RLA DAS CRIZES N. 28.
No consultorio do professor homopalha
Gossel Bimoni, acham-se i venda por
15,000 RS.
Algumas rarteirascom 24 mediramentose lg?
os competentes livros. elementos de horneo- A*
pa.thia, segunda edicao.) >7
Grande sorlimento de carteras e caixas ^
de lodos os lamanhos por precos comino- a
til/simo*. H^
1 tubo de glbulos avulsos 500 ?i
I frasco de ;4 onja de tintura a 2#
escolha..........15000 ffl
As pessoas que se dignarem honrar esle (jl
eslabelecimenlo com sua conlianca, depois ]J2
I de experimentados os medicamentos', nito i&)
. os achando com a energa propria de boas A
preparacoes, poderiin torna-Ios,, e.promp- w
I lamente Ibes ser entregue o importe. SP)
Eai.'i u
ireila
urna
n.
A mulher que lava roupa, e qne mora na ra
dos Martirios, dirija-se ra Nova n. 41, primeiro
andar.
_ Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba cozinhar e comprar : na ra Nova n. 5.
COMPRAS.
Compra-se um exemplar da obra em Italiano
que tem por titulo As nimbas prises, por Silvio
l'elico : na ra do Collegio, n. 1.
, Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuininariio, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca. ,
Compram-se dous compendios de geometra de
Lacroix quem os liver annuncie.
Compram-se dons escravos proprios para pa-
gens, de pouca idade, e que no lenham vicios : na
ruada l.'nio n. 1.
Compra-se urna casa terrea em boas ras: quem
liver, dirija-se rna do Queimado n. 33, que adiar
com qucm tratar. '
Compra-se um relngio ingle/, de paretle, proprio
para escriplorio ; em casa de M. Di Bodrigues, ra
doT apiche n. 26.
Comprarse um sellm inglez em segunda mo,
e qne esteja em bom estado ; quem tiver annuncie
para ser procurado.
Compra-se umrelogio patente inglez, de ouro,
estando m perfeito estado : na rul Uireita n. 17, se
dir quem compra.
VENDAS
pich
Novo telegrapho.
Vende-se o roteiro do novo telegrapho que princi-
piou a ter andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada um:. na livrara u. 6 e 8 da praca da indepe u-
dencia.
Vestidos de babados.
Vendem-se veslidos brancos do barra e bordad os a
49OOO dilos do 1 e 2 babados a 450O. dilos de 3 a 5
ditos a 58000: na ra Nova teja n. 16, de Jos
Lniz Pereira & Filbo.
Cortes de cassas francezas a 2,200 rs.
Vendcm-se bonitos e modernos corles de cassas
francezas a 28200 rs. o corte r 'na ra Novan. I(,
loja do Jos Lniz Pereira $ Filbo.
ARIA.
As bellezas que adoramos: poesa do Itlm. Sr.
Machado Porlclla, msica do compositor Jos Pha-
chinclli, veride-so na copisleria de msica do aterro
n. 3 : na mesma teja existo urna collecrairde mo-
dinhas, e Iransporia-se da um para ouiro instru-
mente, qualquer peca de msica.
FAZENDAS PARA A QUARESMA.
Vende-se superior sai ja prela hespaithola a 2&">00
e 28800 rs. o covndo, setim prelo macu a 2^800,
35OOO, JJOOO e JSOOO rs. o rovado, casemira prela
superior a 7S000, 88000, 95OOO, 10JO0O e 123(000 rs.
o corte, panno fino, preto muilo superior a 2J800,
49000, .'ifltKK) e ta*m rs. o rovado, alpacas finas a
610,720, 800, 900, 1#000 e 18200 rs. o covadn,
princeza fina a 800 o covadn, dita snperier a 360 rs.
o covado, lencos e grvalas de selim macu a 28000
e^-jOO : na ra Nova, loja 11. I(i. de JosJ.uiZ Pe-
reira & Filbo.
Vmtocge a obra Recreaco Philosopliica, pelo
padre Theodoru de Almeidu: na ra Nova, nume-
rte
Vende-se um oi;ulo de alcance : na ra Nova
n.16.
Vende-se um bonto'rooleque deiO annos, sem
vicios nem achaques, e de boa conducta, ptimo para
servir abroma casa eslrangeira : na ra'das Calendas,
olt'ora Manoel Coco, ns 26 e 28, das 6 as 9 horas
da manliDa, e das 2 as 6 da larde.
Muito boase fresones ovas do seeto.
Vendcm-se ovas do serlo na ra do Queimado,
loja o. 1.
- Vende-sc orna taberna bem afreguezada para
a" Ierra, e com poucos fundos; propria para princi-
piante : no paleo do Terco n. 2,
Vendem-se saccas com mlbo, a 3*000 rs.: 116
armazem de Tasso Irmaos. *
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
Casa da Fama, aterro da Boa-Vista 11. itf(
Nesta casa vendem-se os blheles desla loleria,
qual corre a 11 de fevereiro mnreterivelmenle.
Blheles inleirns. 48200
Meios......'~i. 28200
Quarlos......Ij200
Decimos...... 600
Vigsimos...... :I20
Em casa de Schariieitlin & Companhia de boje
cm dianle esto expostes venda os bem conliecidos
charutos cala-flores, depnlados e regalas, obra do
maisaftimado fabricante o Sr. Augusto Wilzleben,
da Babia' ra da Cruz n. 38.
Vendem-se os hem construidos arreos para
carro desmn e dous cavallos, ebegados ulllroamenlc
de Franca, e por prero muilo barate : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vndem-se camas de ferro de nova invenc.lo
franceza, com molas que as fazein muilo manciras
e macias, chegadas pelo ultimo navio francez, e por
preco muito commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de abs\ nlh e Kirschs em cai-
xas ; assim como chocolate francez da melhor qua-r
dado que lem apparecido, ludo chegado ollimamenle
de Franca, e por preco baralissimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se asseguintes pecas de marmore : 5
estatuas muito bem feitas e interessanles, I,chafarZ
com 3 bacias, muito elegante, para adorno d jardim,
1 urna ou tmulo para deposite de ossos, 24 pedras
quadradas, pulidas, com suascaveiras, para catacum-
bas, 1 mesa de meo de sala de marmore escuro, lo-
do por prego commodo : a fallar com Jos Saporili,
na ra de Apollo n. 14, em casa dos Srs. Oliveira
Irmaos & Companhia.
Rape de Lisboa a retallio-
Vende-se rap de Lisboa muilo fresco, a 10 rs. a
oilava: na praca da Independencia, loja n. 3.
AIMmk.
Saliio a' luz a folhinha de algibeira,
conteiido alm do kalendaiio o regula-
mento dos emolumentos parOchiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
cora 500 engenhos, alera de 011 tras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo prero, e sim por
400 -s. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e'8 da praca da Indepen-
dencia -
lotera, de n. s. do rosario.
Casa, da Esperanra ra do Queimado
n. 61.
Na casa cima e na praca da Independencia loja
do Sr. Fortunato, est a venda um complete sorli-
mento de cautelas e bilbetes da loleria cima, cujas
rodas andam no dia II da fevereiro.
Blheles. 49000
Meios.....29000
Quarlos. 19200
Decimos. ... 600
Vigsimos. ... 320
* Vo barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um complete soilimenlo
do toalhas e guardanapos do Porte, pelos precos se-
guintes: guardanapos a 29600 a dnzia, toalhas' gran-
des a 49500 cada nina, ditas regulares a 3?<00, dilas
mais pequeas a 392OO.
oinma
Aem saccas de 4 arrobas, da melhor qualidade qu
aqu tem vindoe por menos preco queem qualquer
oulra parle : no aterro da Boa V'isla, teja 11. 44.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em velas, a mais supe-
rior que ha no mercado (com diversos sor-
timentos'a vontade dos compradores) che-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
((Gratidao, e por preco mais baratado
que em outra qualquer par.te : na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, escriplorio
de Machado & Pinheiro.
Vcnde-se om cavallo mellado de bo-
nita figura, carrcgl baixo, esquipa e he
muito manso, lem arreos ( selliin novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18 e 20.
Vende-se um diccionario universal de geogra-
pliia moderna, descriprao physca, poltica e histri-
ca, de lodos os lugares da Ierra, aromp.inbado de
um alias de 59 carias, por A. Perrol: no aterro da
Boa-Vista, loja de nurives 11. 68.
Yendem-so pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgus : un
ra da Crnz n. 4.
As numerosas experiencias fcilas com o uso da
salsa parrilha em Indas as cnfrrniidades, originadas
pela impureza do sangne, c bom xito oblido na
corle pelo lllin. Sr. Dr. Si-.un. presidente da aca-
deinia imperinl de medicina, pelo lluslrado Sr. Dr.
Amonio Jos Pexoto cm sua clnica, c em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do exerrilo e por va-
rios outros mdicos, pennttem boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa conten duas libras de liqui-
do, c a salsa parrilha de Brislol be garantida rumo
puramente vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposite desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Os martyrcs pernambnearos, victimas da 11-
berdade, as dnas revroluco'ea ensalada em
1710 c 1817, por um luso pemambncano ( o
padre Joaqnlm Dias Hartlas.)
Acaba de sabir a luz a prmeira parle dcsle im-
portante e curioso Irahalho, at boje indito, lie a
biographia de lodos gs pernambucanos preeminen-
tes q'ue entraran), ou de qualquer modo se compro-
metieran! na revolurao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817 escripias as aeces
de taes hom'ens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossns dias, c que ainJ;| bontem conheceinos
todos na congrcgaro do oratorio de S. Fiiippe Ne-
ry, como um dos ullimos, e mais eslimaveis mem-
bros dessa vencravel casa. O padre Joaquim Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes traeos ; e tero
elles sem duvida um grando mcrecimenlo para a
posteridade, quando os bouver de jugar serene :
o desalinho do historiador.
Nao lia familia em Peniambuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico vtt diga respeito de mais
ou menos perlo. e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : contem mais de 600 arligos.
Acha-se a venda no pateo do Collegio, olficina de
encadernaco.
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igiiul a de espermacete a
500 rs. por libra: em casajde Rostron
Rooker & C. na praca do Corpo Santo,
esquina da ra do Trapiche n. 48..
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. .14, ou a tratar, no
esci-iptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade, ltimamente chegados da Babia,
e por prco baralissimo : na ra da Cruz, n. 26, pri-
meiro andar, assim como um relo' de 2,000 charutos
muilo bons.
Veude-se grava ingleza de verniz
preto, para limpar arreios de carro, he
lustroso e'prova d'agua, e conserva mili-
to o couro : no armazem de C. J. Astley
>S Companlija, na ra do Trapiche 11. 3,
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinhp de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nlia#, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. '47 primeiro
andar.
Vendem-se na rna da Cruz n. 15, segando
andar, boas obras de labyrmlho feitas no Aracaty,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
sais, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisara aos seus freguezes, que (cm
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Depotito da fabrica de Todos os Santos na Babia.
Vende-sc, em casa de N. O.. Biebcr &C, na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume c em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa cm pe.lra, novissimn.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
rna da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
5) Os mais ricos e mais modernos cha, (A
pens d senhoras se enconlram sempre />*
na loja de madama Theard, por um preco *
mais razovel de que em qualquer oulra (A
parte.
tesssssssssss$
No pateo do Carmo, taberna n. I, vende-sal
muilo boa nidria, a 210.
Vende-se nma grande ehoa canoa, sendo nova,
por barato preco : no trapiche do Ramos.
Charutos linos de S. Flix.
Na ra do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da Rabia, os \erdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar cotilas : na rna da
Cruz 11. 10.
Na roa da Cruz n. 15, segando andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes cum feijo
muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas. '
Vinho Bordeaux. .
Brunn Praegcr & Companhia, raa da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margo!, em
caixas de urna duzia, que se recommendam por suas
boas qualdades.
Primas para rabeen,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na ruado Quei-
mado, lujan. 49. /, ,
Vendem-se. em casa de Me. t'.almonl & Conv
panbia, na prar do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho dcMarscilleem caixas de 3 a 6 dnzias, lindas
em uovellos e cairelis, breu em barricas mnito
grandes, ac de milasortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver uin completo sortimento de moen-
das 'e meias moendas -para engenho, ma-
chinas de. vapor* e tai xas de ierro batido
e coado, de todos os tainauhos, para
dito.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. c pequeos a 360 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
POTASSA BRASILEIRA.
Vcnde-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
Sada recentemente, reconlmen-
a-se aos senhores de engnbo os
seus bons eil'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar- 1
mazem de L. Leconte Feron &}
Companhia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
O SITIO DA 1LHA DO RETIRO,
na passagem da Magdalena.
Ven9e-se o silio denominado liba do Betiro prxi-
mo a ponte da passagem da Magdalena, o qual tem
muito lioas Ierras proprias para rapm, possundo
nina excellente baixa; lem urna grande casa de mo-
rada hem conslruida, e alem desla urna oulra por aca-
bar ; conlm em si o mesmo sitio dods expelientes
vveiros de peixe bem conservados, alem de muilos
arvoredosde fruclo e boasaccommndaoDes, e mais nina
olaria que esl Irabalh.ando : os prelendenles podem
dirigir-so ao mesmo silio, ou ra do Livramelo n.
16, que aeliarao.com qnem Iralar.
Vende-se manteiga ingleza a 400 rs., el,a prelo
a 2^XK) rs.: na ra Oireila n. I .
No paleo do Carmo, taberna 11. I, vende-se
muilo boa aletria a 240 r^
cham-
Deposito de vinlio de
I tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champ agne vende-
se a 5bi000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Vendem-se lonas, brinzan, brinse
as da Rnssia : no armazem de N. O.
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D- W-
Bowmann, na ra do Brura, passau-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, 0$ melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 5G.
Alenda de Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me.- Calmont
ti Companhia, acha-se conslanlemcnle bons sorli-
mculos de (axus de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras ludas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a nnar em madei-
ra de lodos os tamaitos e modelos osmaismodernos,
machina horsonlal para Vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanbado
Sara casa de purgar, por menos prero qne os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e to-
ldas de (landres ; ludo por barato proco.
Moinhos de vento
'omhuinhusderepuxu para regar borlase baixas
de capim. na fundicao dq l). W. Bowman: na ra
do lirinn ns. ti, Nc 10.
Na ra da Cadeia do Recife n. CO, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabmielc, de patenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
. Vende-se graxa de verniz para limpar arreos
de carro, luslroso e prava d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
POTASSA.
No antigo* deposito da ra da Cadeia do Uerife ,
armazem n. 1, ha para vender muilo nova polassa
da Kussia, americana < brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se atllaucam
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposite
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATTCO
DR. P. L LOBO M0SC0Z0.
Vendc-se a melhor de todas as obras de medicina
riomopalhica cr O NOVO MANUAL 1)0 l)R.
ti. II. JAHK -*3 Iraduzido em pnrtuguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: qualro voluntes encader-
nados em dous. 20?0(IO
O 1. volume conlendo a palhogenesia dos 144
medicamenlos que no furam publicados sahir mui-
lo breve, por eslar muilo adundada sua impresso.
Diccionario dos lemos de medicina, cirurga, anato-
ma, pharmaria. ele. etc. encadernado. 49000
Urna carleira de 24 tubos, dosmelhores c mais bem
preparados glbulos homcopalhicos com as duas
obras cima.......... 403000
Urna dita de :lfi Indos com as mesmas 45JHKX)
Dila, dita .V H Tubos....... M000
Dita de 1W com as dilas......OOJOOO
Carleirasde 24 tubos pequeos para algi-
beira............ 108000
Ditas de 48 ditos......... 205000
Tiilios avulsos de glbulos ..*... I000
AOS SENHORES DE ENGENHO. 0
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias iriglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brlo, nico agente em Peruam-
buco de 1!. J. I). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
Co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devein acautelar os consu-
midores de lan precioso talismn, de cahir ncsle
engao, tomando .as funestes consequencias qne
sempre rosluinam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daqnelies, que anlepoem
seus interesses ao males e estragos da liumanidade.
Prtenlo pede, para que o publicse .possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada'e recentemente aqu chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConceicSo
do Recife n. 61 ; c, alm do receiluario que acom-
panba rada frasco, tem embixn da primeira pagina
seu nomc impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio iropresso do mesmo
Traeos.
ILI.I. M ROWMAN,^npnRro ma-
chinista e'fundido: de ferr, mui respeilosamente
annnncia'^os senj.ores propriclarios de engenhos,
fazendeiroj, c ao respeitavel publico, qne o seu esta-
belecimenlb de ferro movido por machina de vapor,
na ra duhirum passando'o chafariz, conlina em
efTcctisoMercicio,eseachacomplelamenle montado
com appalelhos da primeira qualidade para a per-
feila confccao das maiores pecas de*machinismn.
Habiliuldo para emprelicuder quaesquer obras da
sua arle, TDavid William Bowman, deseja maispar-
ticularmente chamar a attenra6 publica para as se-
guintes, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
lo. em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e ma6 de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor ennstrurao.
Moendas de caima para engenhos de todos os la-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillies, bronzes e rhumaceras.
Cayilhpes e para Tusos de todos os lamanhos.
Taixas, parees, crivos e bocas de fornalba.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou norani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogao c fomos re farinha:.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de rcpuxo, movidas a
maO, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragcns para navios, carros *obras publicas.
Columna-, varandas, grades c portos.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carrosde maoe arados de ferro, etc., etc.
* Alm dasuperioridade das suas-obras, ja* geral-
menlereconhecida, David William Bowman garante
amaisexacla conformidade romos, moldes e dese-
nbos reniettidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhc cucommendas, aproveilando a occasiaS pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
e assegura-lbes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianca.
No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche 11. 3, ];a
para vender o seguinte :
Bataneas dcimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galfics.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desala.
[Copos e calix de vidro ordinario.
Formasdeolba de teo, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalnar.
Acp de Milo sortido. .
Carne devacca em salmoirra.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Lata em folha.
Brim de vela, da Russia. \
Cabos de Linho da Russia, prtjmeia cina-
lidade. L
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, jabonete, patenfrj^
glez.
Vende-se um grande silio na estrada dos Afilie-
tos, quasi defrooleda igreja, o qual lem inuitas ar-
vores de fruclas. Ierras de planlaco, s, baixa para
capim, e casa de vi venda, com bastantes tov
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo si
enlcnder-se com o'Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimenlcl, ou a nuNMe Crespo n. 18, no
escriplorio do padre Antonio da Cunta e Figuei-
redo.
Vende-se 1 sell|m inglez com lodos os arreios,
em muilo bom estado, e 1 dilo ordinario, 1 par de
lanternas de bom goslo, 1 cspelho grande dourado
I em bom estado e de bom goslo, e 1 jago de caixas de
pregara, ludo por muito barate preco : qneaf*pre-
tender, dirija-se i rna Direila, laherua'u.
Vendem-se d800 a 18000 rs'., covados de vo-
lante, sortido em cores e larguras, proprio pat,
macan de igreja e de procissoes ; oa na do Oueirna-
do, loja de ferragens u. 14.
AOS TABERNIROS.
Vendem-se arroz de casca, saccas maiores do que
as regalares, a 49800 rs. a sacca : na ra do Qnei-
mado n. 7, loja da estrella.
Vende-se um mulato de 25 a 50 an-
nos. bonita tigura, para fra da provin-
cia ; ao comprador se dir' o motivo poi-
que se vende : na ruados Pires n. 28.
Vendem-se as obras seguintes : tratado de ic-
gislacite por Beplhan,lgica elassica por Perran
tbmelica, algebra e geometra por Lacroix,
los de geometra por Legendre, tud 1 bsnr
por commodo preso: na ra Direila, sebrakTn. 129
confronte a torre do Terco, priinelrW andar
ALERTA RAPAZIADA 130 CAR-NAVAL.
Ra do Cabuga' n. 8.
Vendem-se os mais lindos tigurinos par a rapa-
ziada fazer os veslnanos para esle innocente divert-
mente; so quem n*o lem goslo be que os daar de
comprar, pois se lornam recommendaveif lano neja
sua simplicidide como por serem muilo elegantes e
barates.
Vende-se a liberna da roa do Pilar n. 143 a"
tratar na mesma ra n, 115.
3
I Diccionario
cirurfla ,
etc. etc.
do* taraos
anatoma ,
de medicina,
pbarmacla ,

Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por conjmodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
MADAPOLAO' BOM, A 33300.
Vendem-se peras de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de, folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que lev am
(res arrobas cada urna : vendem-se muilo em conla
para fechar : na ra da Trapiche n. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violfio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudfi modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
Venda a superior flanella para forro desellius, che-
gada recentemente da America,.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna bolja, e por me-
nos sendo eiiijiorrao : na ra da Cadeia do Recite n.
17, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
prero muilo i-ominado : na ruada Cruz, armazem
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar Sidas, tanlo emqualidade, com o
no escolhido goslo de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42.
A bordo da gropeira /.tracao, fondeada nn
praia do Collegio, lem para vender muilo superior
farinha de mandioca: para Iralar, no escriplorio de
Domingos Alves Matheus, 11,1 ra da Cruz 11. .'k, e .1
retalbo, a bordo.
POTASSA E CAL.
Veude-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
chen, lo, armazem de-Bastos Irmaos.
Vendc-se CARNE DE VACCA e de porco de
Ilamborgo, em barris de "JCO libras :
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, havendo poneos sigua de reste, que se vndenlo
para fechar, a -1*000 rs. ;
AC DEMII.AOsorlido;
TAPETES DE LAA, lauto em pega como sollos,
para forrar salas, de bonilas cores e muilo em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele;
OLEO de linhaca em hilas de cinco galops : em
casa de C. J. Aslly & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
No paleo do Terco 11. 23, vende-so um moiulio
de moer caf quasi novo, e precisa-se de um mtnino
portilgucz |iara caixeiro, que leuba pratica de taber-
na ; na.mesma se ollerccc nin moco para caixeiro de
qualquer estabelecimento por ter pratica de negocio,
c precisa-se de um prelo que sirva para todo servico.
7009000 rs.
Vende-te un carro patente nteira, de 4 odas e 4
assentos dentro da caixa c 2 do bolreiro fra, esl
piulado, Torrado e coberlo, ludo de.novo, anda por
eslrcar -. na coebeira do Sr. Candido, no Hospicio,
se dir com quem deve Iralar.
Sabio i luz esla obra indispensavel a todas
as pessoas que se dedicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 4$ rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, roa do
Collegio. n. 23, primeiro andar.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de colarnos de couro de luslre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolina; ludo por
preco commodo.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunn Praeger & Companhia, ra dafi"
11. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos,do diflercules modellos, boa conslruccilo e bel-
las vozes, que vendem por mdicas precos; assim co-
mo loda a qualidade de instrumentes para msica.
Obras deouro,
como sejam: aderemos e mpios dilos, braceletes, brin-
cos, alfnielevhotfies, aunis, correnles para relogios,
ele. ele, do mais moderno goslo : vendem-se na rna
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se urna taberna, na ra Nova, casa n.
71 : quem a pretender comprar, dirija-se ra Di-
reila, esa n. 6, que se achara com quem Iralar.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vendc-se o seguinte :paste de lvrio florentino, o
melhor arligo que se condece para limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavcl cheiro; agua de niel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lbe mgico
luslre; agua de pcrolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o roste, assim co-
mo a untura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
Cao faz os cabellos ruivosou brancos.completamente,
prelos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
precos commodos.
ANTIlDADE E SliPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SAftDS.
Attenco'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data des-
de I832, .e-lem constantemente mantido a sua r<-
puiaran sem necessidade de recorrer a pomposos
annnncins, de que as preparacoes de mrito podem
dispensar-so. O succ.esso do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas. e, entre nutras, as dos
Srs. A- R- I*. Sands, de New-York, preparadores
e proprielarjits da salsa parrilha conhecida pelo no-
mo de Sands. 0
Estes senhores solicitaran! a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, ircomo nao o podessem obler, fa-
bricaran) urna imilacSo de Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. 1). Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 0 de abril de 1S42,
e que se acba em nosso poder:
Sr. Dr. C. Al Britlol.
Bfalo, &f.
Nosso apreciavel senhor.
Em lodo o auno passado tomos vendido quanli-
dades ronsideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
aquello- que a lem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augmentar muilisfno. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muila vantagem, lano a mis como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vmc. nos responda
sobre esle assumplo, e se Vmc. vicr a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelliante, loriamos
Muilo prazer cm o vercm nossa botica, ra de Fui-
Ion, n.79.
J'icam ;is ordensde Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONGLUSAO'.
1.
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
cque a de Sands s apparecea eiri\j8i:, poca na
qual este droguista nao pode obter a agenf a do Dr.
Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
lie inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna nnrro de oulras pre-
parnces, ella tem mantido a sua reputaran em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias feitas com o oso da
salsa parrilha em todas as eufermidades originadas
pela impureza dosansuc, eo bom exilu oblido nes-
la rrle pelo lllm. "r. llr. Sgaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelrrTliistrado Sr.
Dr. Antonio Jos PciXHto-enTstia clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do cxercilo, e
por varios oulros mdicos, permillem boje de pro-
clamar altamente as virtudes eTIicazes da salsa par-,
rilba de lliislul vendc-se a 53000 o vidro.
O deposite desla salsa mudou-se para.a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Franjas para cortinados e toalhas.
Vendem-se lindas franjas bramas e de cores
cortinados, dilas de retroz engradas para rp
e manteletes a moderna, e mais barate do qae ni
lojas, 11a frente do Livrimento, toja de miudez
F. A. de Pinho.
Na frente do Livramelo, loja de
miudezas de F. A. de Pinho, se dir quem v
urna rica pulccira de ouro, e um Iranselim de dilo
para relogio, obra ronilo bonita e gosto 1 franei
de donde chegaram ltimamente ; na mesma- loja
Irorani-se cruyfixos e diversas obra religiosas pro-
prias para os devotos, tudo por cammedo preco
se as amostras sobre valor. fe
Vende-se um cavallo prelo, bonito 1igm, "op- -
tuno para cabiolet, e mesmo para sella : na coebeira
do Sebasliao. roa da Florentina.
Historia de Portugal
Vendem-se os qualro primerosvotnmesda Historia
de Portugal, qne esla sendo escripia pelo grande lit-
lerato A. llerculano : na ra larga do Rosario, loia
de miudezas n. >>.
MOEtWAS SUPERIORES.
Nafundicaade C. Starr & Companliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Oh! que pechincha para o carnaval!
Na rna do Queimado n. 40, vendem-s lanlijolas
brancas e amarellas para eufeilar vestuarios para
mascarados.
Vende-se urna casa, com os chaos proprio, no
becco da Carvalha n. 3 : quem o pretender dirija-se
ao paleo do Terco n. 5, que achara com auem
Iralar.
Vendem-se duas pequeas casas mea-agua, na
ra Augusta por prejocommodo : a tratar 110 segun-
do andar do sobrado da ru de llorlas 11. 48.
UMCO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMBRIGAS.
Fahnestock's Vermifuge.
Remedido pelo seu proprio antor de New-VorW,
pelo navio americano Sortlien Ighl: vende-se na
bolica e armazem de drogis de Vicente Jos de Brito,
ra la Cadeia Velha n. 61.
Vende-se nm deposito muito afreguezc
proprio para principiante, por lev poucos fundos, no
mesmo eslabelecimenlo lem commodos para familia:
a Iralar na ra dos Martyrios n. 36.
Vende-se urna loja com armac.*to, qne b de
servir para charutos. 011 outro qualquer negocio |de
principiante na travs da ra do Queimado, por
preco commodo : a fallar na praca da Independencia
n. 33.
Vende-se por preco commodo, um ptimo ter-
reno, fronleiro a greja de Nossa Senbora da Pe dos
Afosados, com todas as proporcOes necesaarias para a
ediflraraD: no aterro da Boa-Vista n. 42, segundo
andar, se dir quem o pretende vender.
Vende-se a taberna 11. 9, do palee do Terco,
com poucos fondos, a casa lem commodos para fami-
lia ; paga-se OSJOOO rs. meusaes, e estando sortida,
vende bastante, na taberna n. 11, se dir com qjlem
se ha de Iralar.
MASCARAS
de rame para hoineus e senhoras, obra muilo per-
Teila, e por muilo barato preto : na ra do Qaelma-
do.n. 71, junto a loja de cera.
Saccas com farinha. ^
Vendem-se saccas com farinha da Ierra : na
da Cadeia do Recife, loja ns. 13 e 20, por prero com-
modo.
Vende-se urna marqoeza nova, forrada de pa-
lbinha, urna estante de vidro com mesa, um retogio
d sala, e urna mesa com nove palmos de compr-
melo e qualro e meio de largura : 111 ra Velha
n. 65.'
Tabella do novo roteiro do telegrapho, vende-se
no pateo do Collegio, loja de livros n. 6, de Joao da
Costa Dourado.
ESCRAVOS FGIDOS
Desappareceu no dia 32 do corrente o prelo
Alexandre do nacao de San Paulo, idade 35 an-
uos, alte, falla demorada e corpo refurrado: foi
escravo do Sr. Melequer, Francez, morador no Rio
Doce o ltimamente pertenceu ao Sr. Eduardo Bol-
I). Esse preto costuma cm suasfreqoentes fin
andar por Olinda e refagiar-se as capnirud Rio
Doce, e ah se poder* com certeza encontrar: roga-
se rquem o pegar oa delle der uotica, o obsequio
de dingir-se a fabrica de caldeireiro ui ra do
Brum n. 28.
Desappareceu no da -R do corrente o prelo
Benedicto, de Angola, de idade 35 annos, pone
mais ou menos, de estatura baixa, e lem a caneca
quasi calva ; levou calca de casemjra escura e mi-
sa de algodao : roga-se a Iodos os rapiUtes de campo
de apprebende-lo e levar ra do Trapiche n. 24,ar-
mazem de assucar.
Desappareceu de bordo do brigoe Alegrele'xim
K anliguidade dasalsa parrilha de Brislol be negro marinheiro. de nome l.uz, reprsenla ler tri-
la e lanos annos, he alto o algum lanto secco: quem
o pegar, leve-o a bordo do dilo navio, qu a sen se-
nhor* Manoel Goncalves da Silva, que ser gratifi-
cado.
. No dia 27 do corrente desappareceu do silio da
K.slancia um mulato de nome Vicente, o qual repr-
senla ler 20 annos, Be baixo o grosso, lem bastantes
sardas no rosto, e aspernasum pouco arqueadas, lie
do serian d'on.lc veio em ltti, e por isso lalvez para
l lenba seguido : quem o pegar, leve-o ao dilo sitio,
011 no Recife, em casa de sen senhor Manoel (ioural-
vc- da Silva, que ser gralibrado.
Desapparecen no dia 27 deste mez um preto,
riionio, por nome Pedro, com os signaos segiules :
estatura regular, magro, descamado da cara, com um
i signal no dedo mnimo do pe- esquerdo levantado
mais do que ns oulros, idade de 30 anuos, lem ofli-
cio de oleiro, e be tirador de leite ; levou calca do
/.liarle azul, camisa de madapolao e chapen de patita:
quemo pegar, leve-o 11 ra da Praia de Sania Rita
n. I, que ser gratificado.
Na noile do dia 29 do corrente desappareceu
da casa de Manoel Francisco Uarle, morador no lu-
gar de Sanio Amaro, um seu escravo de aome Flix,
denac.au Mocambiqae. com os signaes seguintes:
baixo, peritas finas-, pea largos e mal feitos, lentes
agudos, e com Talla de um na frente da ordm de ci-
ma ; ha seis semanas foi pegado no lugar rio Boquei-
rao, onde conste ler li familia, era conhecido
criouliuho nesse lugar: pede-se, portante, a qual-
quer capilo de campo que o aprehender leve-o a
seu senhor, nn lugar de sua residencia, que ser bem
recompensado.
Na botica da na larga do Rosario
11. 3G, de Rartholomeu F. de Sou/.a, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'ali'ecteur verdadeiro, sa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea largacom.ro-
llia de 1 ale'12 libras. 0 annnncianteaf-
lianra a quem interesar possa a veracida-
de dos medicamentos acima's vendidos em
sua botica.
/
4
*%
'
Pera.tTjnv.deM. F. de Fart,-185.


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