Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07544


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Full Text
ANNO XXXII R. 22(
Por 5 inezes adiantados 4$000.
Por 5 inezes vencidos 4j500.



(JUMA FEIRA 2S DE SETE1BB0 DE 1856.
Por auno adianlado 15000.
Porte franco para o subscriptor.
BfcMCMUlEGADOS DA SlTrlSCRIPCAO' NO NORTE"
Pirahibt, Sr. Gervizio T. dt Nitiridadi ; Ral, o 8r. Joa"
auieaL ftrei't Jnior; Ararat;. Sr. A. da Lcmoa Brasa :
Cear, ir. Joa* da Olneira ; Maranhao, o 8t. Joaquim Mar-
uaa adrfguaa; Piaubj, o Sr. Domingos Hereulaoo A. Peaioa
Carean ; Pari, a Sr. JuiiinianoJ. tUmoi: Amnonii.oSr. Jaro-
irme di Coala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
fllin.la : loilof o .lias, a. l Mil |enu .lo nii
Igiiarasa, Guianaa .- ParaMIn : tae atareadas <
5. Arir.t.., It.v.T'... lloi.il.,.i:.,niar,,, Afli.ilm '
leslaa-felra
anlu
n-rci-rcra.
S. Loareafo, l'a-,l .lili... iarareth, l.imooipo, lln-O., Pesarn, iua-
leira. Mure, Villa-B i^ii.i, ||......c.i. SeriaUaai, tuo-Forawaja, tna, Barreiroa. Anua-Prcu,
Pimi-iii. icus i>..cj| : riaua-faina. V
(Tuilu* cu i
: uu
ralea pirtem
i lo i.or..- di mantilla.I
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio segundase quintas.
Rclscno : tereai-feirai aabbadoa.
Fazenda : quarlaa a aabbadoa aa 10 horaa.
Juizo do commercio: aegunda ai 10 horaae quinlai 10 maio-dia.
Juizo da orphaoi .- aeguodaa a quinlaa aa 10 boraa.
Primeira Tara do civel : aegunda a lexlaa ao maio-dia.
Segunda Tara da eTl: quarlaa aabbadoa aa maio-dia.
EPIIEMERIDES DO ME/. DE SETEMBRO
7 Quario rrpscenie as 2 horas 22 mlnutoa e 48 segundos da i
\A La eheia ai 11 mnalos a 48 segundoa da larde.
5* Quarlomiuguanteaa 3 horas,2.1 minutle 48segundoa da
29Luanoraa 1 hora, 19 minutoi,48 legundoida manhaa.
di. 'REAMAR DE HOJE.
rrimeira as 2 horas e 6 minutos da larde.
Segunda as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Le-se na Esperanza :
Em urna cordSfjondencia de Vianna datada de
18, lomos o seguinte :
Permilli-me que torne a fallar pela ultima vez
da conferencia de Teopliiz.que deu lugar a tantas
conjecturas.
A reconciliaco pessoal dos soberanos, que
durante a ultima crise seguiram urna poltica me-
ramente opposta, lie sem duvida um acontecimento
de alta gravidade poltica.
Ja vos tenho prevenido contra os comentarios,
que nao deixariam de fazer-sc circular acerca das
quesioes polticas que se teriam tratado nesta reu-
niao de familia, mas nao tenho deixajo ao mesmo
lempo de cliamar a vossa attencao sobre o fado da
intervista, como de um significarlo mu grava na
situado extranba em que se encentra a Enropa
desde a dissolucao das antigas|alliancas c aflinidades
polticas.
Julgo enmprir bem a misso que rae tendes
confiado, dando-vos conta d'uma noticia quo, po
extranba que vos paraca, he acceitada aqu nos
crculos melhor informados, por isso me appres-
so em communicar-vo-la sem commentarios nem
reilexes.
Segundo se assegura, formon-se na Prussia e
na Austria um numeroso partido, cuja divisa he
a restaurarlo da defama sania allianca, ou antes o
seu restabelecimonio, sob urna nova forma que nao
posso precisar.
Asseguraram-me que na Austria inleressam vi-
vamente nesie plano alguns membros da familia im
perial, a que frente dcste novo partido se en-
contr o principo Windischgraetz,homem to dis-
tincto pelo seu patriotismo como pela sua leal'
dada.
O partido da santa allianca est representado
na Prussia por notabilidades que, nao obstante es-
tarem ligadas sob rertos aspectos ao partido da
Gazeta da Cruz, sao completamente indepen-
dentes sob o aspecto da poltica exterior.
A influencia dests partido he a que logrou que
se verifique a recente inlervista dos soberanos da
Austria e da Prussia.
No principio nao se tratou mais que de apa-
gar os vestigios de certos senlimentos amargos que,
nascidos na alhaospliera poltica dos gabinetes,
passaram ao corac.io dos soberanos,
Una vez restabelecida a cordialidade pessol,
ella servir de ponto de partida para tornar a unir
mais ostreilamente os dous systcnias poliicos, e so-
bre tudo para (azer entrar de novo a Russia no
concert da santa allianca.
Nao se retrocede ante as diflieuldadesde to ar-
dua empreza.
He sabido quo a Russia lem demasiado que ee-
quecer, mas com a aerseveranra e a j.actividadc do
novo ponido, espejase n fim
i deseja'up
Taes sao os planos cuja exislencia me foi reve-
lada aor pessoas dedignas, que quizeram ver nova-
mente na diplomacia de 1856 a calma e a digni-
dade que distinguan, a poltica fra e rasovcl dos
oulros lempos.
A confisso de parto, revclago a de prova
diz o adagio. Por conseguinle julgamos escusa-
do acrescentar commeniaiio algum as seguintes
linhas, que encontramos no Moming Herald de
Londres.
Nada mais cario, diz, nada mais innegavel, que
a asserrjo de que as antigs virtudes de veracida-
de e honradez ho desapparecido quasi inleiramen-
te dos escriplores e homens do estado da Inglaterra
de nossos das. He verdade que o publico nao exige
estas virtudes como condicro essencial para obter os
favoreceos empregos, e que neste lempo de mer-
cantilismo nao he estranho que nao se lhe d mais
do que pede.
Temos nestes ltimos annos numerosos elamen-
laveisexemplosd'uma' carencia absoluta de veraci-
dade e de honradez nos nossos escriplores politicos,e
nos nossos homens de estado.
Civilizaco-Faz a eoroparacAo da actual siluarAo
d Hespanha com o que suceden em Portugal quan-
do fui distolvida a cmara em 1832. Do seo artigo
"piamos o seguinte :
' Compare-so a siiuacAo actual de Hespanha coro
n que sucedeu em l'orlug.I quando foi distolvida
a cmara de 1832. A analozja lie patente, embora
tosiera diversos os aconteeimentos.
Em Despalilla a* dissidencias entre o governo e
os cliefea progressistas lomaram n carcter de lula
armada. Em Portugal traduziram-se apenas nos vo-
tos parlamentares, sol.re a quesillo de fazenda. Mas
em um como oolro paiz nao fallaram as insligaces
para que o poder se tornaste exclusivo, ese forlili
casto com as adherencias dos relrogrados contra as
perteneces dos liberar-,
i Foi nesta poca, foi em 18.12 que o gabinete
Saldanha-Rodrigo deu a mam subida prova da soe
capacidade goveruativa. Abaodnnado petos progres-
-islas, a quem a dissularAo da cmara impunha
una reserva quasi hostil, o coverno pz o seu mais
decidido empenlio em conquistar, pela lealdade dos
seos actos a pala largueza das suas medidas, as sym-
palhias daqAellesqoe linlia alheiado pelo que ae lhe
augurara como necessidade poltica.
Assuiiiio a dictadura ; mas usando della em senti-
do oppoato ao que lhe iponlavam aqueiles que Ih'a-
aconselharam, o ministerio Rodrigo Saldanlia ap-
pre*sou-se a publicar um decreto eleiloral garanlio-
do a mais plena liberdade da urna ; maoteve sem a
menor reserva os foros da imprenta ; pralicou tem
mlerrupg.lo o systema de tolerancia ; proveu ns car-
!t)i pulilicos aem allcnrao o procedencias polticas ;
libertoa o estado e o paiz do dominio da agiotagem ;
IraLHETM.
fundn a instruerno professinnal, e alargou a pri-
maria ; applicou-se desveladamenle a iniciar no paiz
um vasto systema delvi.ic.to publica ; procurou, em-
lim, na realisa;i)o dos mais positivos e racionaes ar-
ligos do programma progresnila, o apoio qae nao
sabe ne;ar-se aos homens.porque se linna na confor-
midade de doulrinas ou auxilio que d forra aos mo-
vernos porque nasce das conviccoes.
O qne oaquelle lempo parecen utopia a mu-
tos, he hoje realidade inconteslavel para todos. O
gabinete Rodrigo-Saldaoha, demiltido depois de cin-
co annos de governo oblcve dos ministros que o su-
bsliloiram.o mais solemne e insuspeiln leslemiluho
quando decliraram no parlamento, que a nica sen-
da a seguir na sua marcha poltica eslava Irar.i.l.i
pelo axemplo dos seus antecessores.
i Sao esles os resultados que so obtem por urna
poltica liberal, Ilustrada, tolerante e fecunda. O-
xal quea n;ic,!o lieapaohola o> possa experimentar !
Oxal que o gabiuete O'Donnell nao desaproveite o
exemplo !
_ So assim se.pode parar no camioho dai rcvolu-
5'ies para enlrar no das reformas pacilic.i.. Sil as-
sim se pode con liar na eslabililade do systema que se
inaugura. S assim e corla pela raiz a planta dam-
niulia dos odios polticos.
Sao he exagerando o rigores do eslylo acad-
mico que se impe ao povo as verdades toViaes; ojo
he por tal modo que rasoavelmente se podem dar
por deiinilivameule resolvidas as qaettoes polticas
como o preambolo a que uos referimos aprsenla
agora nomo decidida a queslao da milicia nacional,
para nunca mais ser ventilada na esphera do go-
verno,
{a Safio.)
Um tratado de paz foi concluido entre S. M. F.
D. Pedro V de Portugal, e o muito pertinaz e poda-
roso potentado Richardo Thornton, de Od Swan,
Londres, cujo protesto, em seu favor, o de lodosos
demai- i-redores da rainha D. Maria da fllona, te-
mos (do continuamente occasiao de recordar. Por
eata pai, o reino de Portugal, (endo substituido o
principio de mutuo acenrdo, pelo de ounfisco arbi-
trario no ajoste da sua divida estrangeira,ganhara no -
vamente a pnsnvio que havia perdido no mercado de
Londres, habilitae a ter os seos fundos Tremenle
qootados, comprados e veudos no oosso Stock-Ex-
change, e hahii(a-se de novo a obter empreslimos de
dinbpiro, daquelles que estiverem resolvido< a faze-
los. E aioda mais do que isto, Mr. Thornlon, com
a agradavel lemhrani}a dos primeiros e grandes in-
leresses que fez com as negociacOes ultimadas cora
U. Pedro, parece disposto, com "todo o fervor pro
priodo seo temperamento, e abrir a sua bolsa a
neto do sen antigo alliado, e emprestar diuheiro a
Portugalsegando sei diz 1:000,000 de libras ester-^
linaspara o grande'lim, que lodosos estados es-i
trangeiros, de urna ou de outra forma, levantara hoje'
eapilaescamiuhosde ferro.
He idiii(<> satisfaiorioque Portugal volle felizmen-
te a sua antiga carreira de honestidade e inleireza ;
dando, assim, mais um passo para firmar a honra
publica e a boa fe nacional. Ha anuos que a peque-
a repblica do Cliili deu um bom exemplo aos es-
tados recalcitrantes. Desde eotu o Chili lem cons-
tantemente prosperado, (uanlo m.iior honestidade
molrarein os estados da America do Sul, tanto mais
prevalecer entre elles o elemento europeu ; e os
sentinienl'i-, hbitos, emprezas e espirito europeos
parecen) actualmeute quasi predominar no Chili. As
consequencias silo ter ja um caininho de ferro, e es-
lar a poni de pussuir oulro ; as suas grandes minas
eslao sendo com bom xito exploradas: goza de Iran-
quillidade polilica : sob um governo rslavel fui iium
mensos proeresso*, e os fuudus do Chili lr-m iij
elevado preco no mercado .le Londres. O Per se
gue logodepoia do Chili m eoiihecer que a honei
ndade he a melhor polilica ; elle fez um arraujo s ,-
lisfalorio com os seus credores ; mas, infelizmente,
procurou iuliodnzir no no-so mercado urna grande
somma de divida interna fraudulentamente creada,
que muitoabalon a conlian(a,na"o ada honra da na-
c"io pe liviana, mas da sua estabilidades e por aquel-
la fraude foi o Per, e com razao, punido com oulra
revolurao. ltimamente Buenos-Ayres entrou no
campo doa compromissos e pagamento, depois de
urna longa ospenso ;e os termos ofterecdos silo lo
razoaveis,que os bonds daquelle Estado aubiram mis
30 p. c. em preco. Agora vem Portugal com um
accordo que completamente satisfaz o justamente
queixoso, mas nAo deaarrazoado, Ricardo Thornton,
om doa melhores amigos de Portugal.
Sir Bullner Lytlon diz-uos em urna das suas co-
medias que :
Those who aeek repeutaoce for thc past, Mus,
woo lhe ngel, Virtue, n the Future.
E isto como esperamos, he o que Porlogal esli
agora a fazer. A occasiao he, a todos os reapeitos,
auspiciosa e opportunamenle favoravel. O periodo
revoluncionarin na historia de Portugal constitucio-
nal ja pas da ultima rainha, o seu falleciroenlo, deve confes
sar-ae, removeu algumas difliculdades que ae offe-
reeiam para um bom governo. D. Maria tinha es-
tado demasiadamenle envolvida em todas as paixdes,
discordias e conteodas de urna succestlo di-pul, da,
de urna grave e seria cmileslacfto com um partido
inclinado ao republicanismo, da administracin hbil
mas venal doa Cabrees, e do systema arbitrario de
Saldanha ; ella tiuha. alero disso, como lodos os mo-
narchas que lem atravessado taes crises, adoptado
um systema pessoal, e prescriplo regras da sua pro-
pria vontade que a inhabilitavam para oceupar, e
se conformar iposirjlo de um soberano resnela men-
te constitucional. A sua morte prematura deu, pur-
laoto, a Portugal um joven monarcha, que nao esli,
nem levemente, envolvido por estas consideradles,
mas que, apezar da sua mocidade, posaue toda a in-
lelliaencia, cultura, prudencia, e bom aeoso da sua
familia paterna.
A familia dos Cobourgos, impopular, posto que
immerecidamerite, em Inglaterra, conserva, lodavia,
urna vanlagem sobre minia- outras casas reinantes.
Esta familia ..precia, entende, eacceita de boa men-
te o governo parlamentar ; e osla he urna das mais
elevadas qualificacesque um soberano pode pos-
inir. He u fundamento do repouao dynastico, desen-
volv a livre eDcrgia de urna ii3i;.io, assegura, para
o servido da coroa e do povo, os melhores hnmeos
do paiz, abre o poder a lodos, e abrindo o caminio
ao poder, traz ao governo de om paiz a successilo
de noTos e liona eep.rilee, que fatem que o progresso
seja o principio goverualive.
A esle respeilo ha todas as razoes para acreditar
qne D. Pedro V nao aera urna excepcao da familia de
seu pai. Nada pode ser mais animador do que o seu
procedimento na occasiao recente,quanic o gabinete
Saldanha, inhabilitado para fazer passar as cortes o<
projeclos financeiros.veio primer icquelle joven princi-
DIAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Mauricio m. ; S. Digna v. m.
23 Terca. S. Lino p. m. ; S. Tecla v. m.
21 Quarta. Nossa Senbora das Mercez; S. Tirso m.
i Quinta S. Justina v. m. ; S. senador eClestrato.
20 Sexta. S. Cleofas : S. Eirmino b.; S. Bardominiano.
27 Sabbado. Sss. Cosme e amiuo irs. mm.; S. Fidencio.
|28 Domingo. S. XVencesIau duque m. : S. Salamo mm.
ENCARREGAOOS DA SI HMIill'i \ pjajj M |,
Alagoai.o 8r. Claudiee FalcaoDiaa lai.ua Di. D. Ditera
liodaJanairo.o Sr. Joao Pereire Martina.
EM PERXAMBLCO.
O propriatario do DIAIIO Manoel rigoeiroa de Jara, m ana
livrana, prafa da Independencia na.tal.
pe qoe ajudasse o gabinelelpara vencer por meio de I nao foi lio inol c iao nocivo, como hoje o querem
urna fumada de pares, urna difficuldade cuja solucao ; representar.
rMas.diz-se.esse rgimen deixou de ser necesaario.
O rei nao hedessaopinian,e nao se pdete violentar
a sua vontade, emquanlo se nao quizer eslabelecer
em direilo o amprezo da forja material. Que era
fei'o aullo do principio da autoridade real, e qual
sera o valor dos actos do sovernn que houverem sido
promulgados sob a presso eslraugeira '.' Em seme-
Ihante caso, toda a concetso perder o seu mereci-
menlo e licar.i sem eiTeilo. S. M. o rei Fernando,
natural em um paiz constitucional he a demi-.lo
ministerial. I'oram muita* as lentalivas e instiga
ciies para desvairar 1). Pedro. O respeito pela me-
moria de sua m.ii, e pelos eervicos de um soldado
velho, inclinavam-o a ajudar Saldanha.
Anda era cedo no seu reinado para se expor a
urna seria crise ministerial. O estado doi partidos as
cortes, lambem tornava diflicil a escalda d um mi-
nisterio. Em presenta desta* consideracOes, um mo-
narcha derfil e mal informado, teria cedido Mas D.
Pedro entendeu bem a quetto quo realmente se lhe
apresentavn. Comec.are o seu reinado por um acto
constitucional ou inconstitucional ? Parece que nao
heiilou. Kecusriiido-se a contrariar a vontade do
corpo legislativo acerca do plano sugeito discussdu,
oppoz-se al creacao de pares. O ministerio, por coo-
seqnencia, dimitioe. Fi na sua rieroi-sj-, a condue-
la de D. Pjedro foi igualmente prudente e judiciosa.
Nao foi precipitadamente procurar apoio na apti-
d.i i grande mas venal dos Cabraes, mas procurou os
seus ministros enlre os homens honestos e liberaes,
poslo qoe -le menos habilidade, que compoem o
novo gabinete.
A dignidade e o horo senso, eslao pois te-la da
monarchia porlugneza. Nestasqualidadea deve ha ver
esperam-a.. Portugal esl com ludo em urna terrlvel
rondfc.io. A principal producr-a da Madeira esta
quasi inteiramenle arruinada ; as colhelas oodis-
Iricto viiihaleiro do Douro eslao lambem lodas, in-
teiramenle arruinadas ; e o cholera est desvastando
em Lisboa. Ha pois muito que fazer em Porlogal ;
mas para se obter bom resultado, he necessario pro-
ceder inspirado por aquelle esprilo com que o Pom-
bal re-pon leu, quando o rei depois do terremoto
de Lisboa lhe pergunlava o que se havia de fazer :
Enterrar os morios e cuidar dos vivos.aSer
chegar a' energa muitas vezes applicada para malj
de Pombal, ha hoje nos conselhos do joven rei vistas
e pen-amculo., mais altos e melhores que eses que
animar,un ns conselhos de I). Maria. Lisboa pela
sua siiuac e capacidade uaiural deve vir a ser a
capital conjimercial de toda a pennsula, e om dos
pnncipaes'inlerpottos do commercio do mundo. l-
timamente ama linda de caminhos de ferro para li-
gar Despatilla com Lisboa foi rasolvida, e foi desle
projecto qae nasceu a eonvengao Thornlon. Sem o
amedio eslrangeiro uenhuma empreza de caminho
de ferro em Portugal pode ser levada a bom xito.
Mas em qiiaoto os fundos do governo eslivessem ex-
cluidos do'stock-Exchaoge de Londres nenhom au-
xilio em dinheiro poda ser oblido. Porlai.to, pri-
meiro psalo foi remover aquella exclusao, isto veri-
licou-se, eJem termos que animan) a esperauca de
que o-papila-s pai a os camiuliot de ferro ailuirao
a Poilugai.
A importancia poltica que incisle em* desenvolver
a immensa capacidade martima c cummercial de
Lisboa, p.iile dillicullosamente ser exagerada. He
por meio de Lisboa que um bom governo poda f-
cilmente enlrar na pennsula, lie por meio de Lisboa
que o systema do commercio livre poje ser com me-
lhor resull ido introdu/.ido ; he por meio de Lisboa
que a mili enca iuzleza pode mais promplamente
Iptasteirar e n Hespanha. Sem desconhecer as difficul-
da le-, lixemos pois as nossaa vistas no erande pres-
limo de Lisboa e desejamos om felix xito a Pe-
oro V, noi aeus esforros para fazer reviver a impor-
tancia des a capital quea amlncaoe fanatismo de I i-
ftppe II, | rimeiramenle diminaio.
i The Daily rVetef.)
procede, pois, ennforme a siluacao das cousas, man- da
do ao senado (a 0 de julho de 1H.J0) a que o trata-
i lava o lilolo, em virtude do qual os laglezes es-
ii lavam eslabelecidos em Beliza, a qual eslava na
direcc.1o da cosa, afasia.la jOO milhas do canal
projectado, e licava precisamente na situarlo, on-
i de se acliava anles do tratado.
r Na verdade, se como o Si. Clayton estabeleceu
depnis, tratando esla mesma queslao, a designarao
da America Central nao se applica exclusivamente
as aloco repblicas desla parle da America que era
O nico ponto de alguma importancia, em que ha
discordancia de opiniao entre o Sr. Clavlon e o go-
verno ingle/, he, se devemus julgar pelos discorsos,
qoe lemos tido o cuidado de ler com a maior at-
lencao, urna de-la- questes Iheorcas, que se inlro-
duzem moilas vezes as polmicas polticas como
uas discusses Iheologicas, aiuda que n.o tenham
na rt-.ilidade senau pouca importancia pralica para
o fundo me O governo inglez tem dito que o tratado s po-
da ler um valor para o fuluro, e nao urna aeeta
retroactiva ; c nao pode ser de oulro modo se at-
.. .ulenc.ni dos necociadores, nao ha raito para
2j a SUa P*E2fi.UT*,J r8s,rva'"10.-"' o direiio de que nao se applique mui priocpalmenle Califor- | lender-se a lellra "d^ta".o""Dormii ZZZtZJZ.
por s. mesmo decidir sobre o que se houver de fazer, I na como ao estabelecimento de Iteliza.. E oto se cordaru em qoe faro q P
e de escomer momento de o fazer. pode dizer, que esta iulerprelacao nao conven, i
:"_?*!? "I0."16"1" elle anciosameule nspera, mas i IJeliza lal c ilDO foi demarcada pelo tratado de 178(i,
O G/oiipUbliea a seguinte noticia :
f L'ma -.irla de aples do da !l de agnsln aunnn-
jaClaj que a Franca e a Inglaterra dirigiram um ulti-
"iialum ao governo das duasSicilias, eque no casode
est crus r a acceder s suas exigencias, os seus re-
presentan es deverao immediatameute adir de a-
ple!. D z-se que eisas exigencias coinpreliondem
uma amn slia geral c urna reforma administrativa e
juili ciara
A mesma caria accrescenta, qiic o rei
fezi alguibas coucessoes que nao pareceram sulli-
ctebtes ai
s quaes
s representantes da Franca e da Inglaterra,
o la va expediram crrelos a sua corle pe-
n
&ont.
i'o Tiieopiiilo Gaoubb.
VIH
O Jiide abri os odos e lancou em torno de si um
ulnar investigador ; vio urna alcova eommoda, mas
simples ; uro tapete imitando a pe le de leopardo co-
lina o Hsaoalho ; ascorti,,,, de tapecaria, que Joao
acabava de entre-abnr. pendan, das janellas e co-
brtam as portas: as pedes eram forradas de papel
verde avellndado. r r
JUflSm tSTi ', nm PdavO de marmare
prelo com mostrador de platina, tendn nhri> i urna
pequea estatua de prat. da t*t Cnifes "7-
comp.nl.ada de dua. ..iras anlig,,, mbern J
,Ve.r"anVan.f 'TV marm0re hr"" ">"vi"
azuei; o espeldo de Veneza, no qual o conde des-
cubrir ni. vespera, que nao possuia mais seu sem-
blante habitual, e um retrato de mulher idosa bTi..
por Flandrin, sem duvida o da mai deOcUvio eram
os nicos ornatos desea alela, um lano triste e se
vera ; um sof, uma poltrona collocada junto da eda"
tniu, ama mesa com gavetas cubera de papis c de
livrus, eompunham uma mnhilia rnmmoda, mas noc
eao nada se assemeldava .. sumpluosnlade do Daladii
l.abin.ski.
O senhor levantase .' pergunlou Joo com a
voz branda, que tomara durante a diicnra de Octa-
vn, e apreseulandn ao conde a cainita doir, as cal-
cee de llanella e o roupao, vestuario da mandaa de
seu amo.
F.mhora re'pusnassr%o conde vestir roupa alheia,
lorfoio foi aceilar a que Joao lhe aprctentava, e poz
o pea sobre a pelle de uno negra e macia, que ser-
via de desciila do leilo.
Joao. sem pvecer i-oticeber a menor duvida obre
h ideatidade do falta Octavio d> Saville, ao qual aiu-
dava a veslir-sr1, pergunlou :
A que hor as quer o seuhor almoear 1
O Vida/Jiari'o n. 2i.
A' hora costumada, respoodeu o conde, o qual
alim de n.lo experimentar impedimento nos passos,
que pretenda dar para recobrar la pertooal.dade,
resolver aceitar exteriormenle sua incomprelieiisi-
fel transformar,ni.
Joao retirou-se, e Octavio de Saville abri as duas
cartas, que haviam sido trazidas com os jornaes, es-
perando adiar nellas algumas informacoes ; a pri-
meira conlinha reprehenses amigaveis, *quexava-se
das boas relacoes inlerrompidas sem motivo, e era
assignada por um nome descouhecido. A segunda
era do notario de Octavio, e rogava-lhe que fosse
recebar um quartel de rendas vencido desde muito
lempo, oo ao menos determiuasse um empreo para
esses rapilaes, que permane'cam improductivos.
Ah disse comsigo o conde, parece-me que o
Octavio de Saville, cuja pelle oceupo bem contra mi-
nha vontade, existe realmente ; nao he om phanlas-
ma, um personagem de Achim d'Arnim ou dp Cle-
mente Brentano : tem domicilio, amigos, nolario,
rendas, ludo o que conslilue o estado civil de um li-
dak'o. Todava parece-me que son o conde Olaf
Labiuski.
l'm olhar laucado ao espeldo convenceu-n de que
essa opiniao nao seria comparlildada por nogoeiu ;
pura claridade do dia, a luz duvidosa das buuias,
o reliexo era idntico.
Continuando a varejar o domicilio, abri aa lve-
las da mesa ; em uma acl.du ttulos de prnpriedade,
dous bildeles de mil francos, e cinenenta luizes, os
quaes tomn sem escrpulo para as precisoes da
campanha qoe a comecar. e na oulra uma carleira
de cauro i Russia com fecliadura de segredo.
Joo vefS annonciar .Mr. Alfredo llumbcrl, o qual
enlrou logo com a familiaridaile de un amigo ve-
Ido, sem esperar quo o servo fosse levar-llie a res-
posla do amo.
Bom dia, Octavio, diisc o recom-chegadn, que
la/.es, ests mono ou vivo ".' Nao appareces em parte
al-uma ; se Blgnom le escreve, nao respondes. Eu
ilev.a eslar asa-i.t.io ; nas nao tenho amor proprio
para com os amibos, e vcnhoaperlar-le a mao. Ir-
ra nao se pane deiaf morrer de melancola um
c.miarada de rollegio nesle aposenln lgubre, como
a relia da Carina V no mnsleiro Vusto. Imaina;
que estas dnenie. est, sumante enfadado ; n.s hei
de forcar-le a dialrabir-ta, e inu ..cora levar-te a um
alegre a moco em que l.ustavo Kaimdaud enterra sua
liberdade de snlleirn.
Iiiiendo estas palavras em lom miio ajUrto,
dmilo ins raccoes.
Exlrah mos da Uazella de Colonia o seguinte re-
sumo da desposta do rei de aples, s notas que lhe
foram dirigidas pelas potencias occidenlaes :
o Oral Fernando repelle formalmente loda eqoal-
quer intervengo das potencias occidenlaes nos ne-
gocios do seo remo ; repelle-a como sendo contraria
a lodas a regras do direilo internacional, como um
alleniadc dignidade e indepandeucia da sua
cora.
Bate mdo-se sobre o principio de eterua justica,
qoe manda que se nao faja aos oulros, o que nao
quizerarros que nos li/.c.-.-ein, elle dirige ao gabinete
de Londres, cojas represeola(oes ettavam formula-
das n'nni i lingaagam mais viva do que a do gabine-
te Irance/, as seguintes quesles: Qoe dira lord
Palmeral ni, se o Koveruo napolitano tomasse a liber-
dade de cualificar a administracao do gabinete bri-
tnico, propondo-lho modilicar a sua poltica inter-
na, ou recommendando-lhe a adnpcao de medidas
mais libertes a favor da nf-sliz Irlanda, ou mais
humauidade para com os aeus subditos india-
no! !
" Queidiria elle, que respondera elle ao represen-
tante dalpolencia, que por esle modo se intrometles-
se nos ngocioido governo da rainha Retponderia
o que responde a corte de aples, que n3o reconhe-
ce a iitnsuem o direilo ou o poder de lhe dictar uma
linha de conducta, ou de lhe dirigir reusuras insul-
tantes. I
ii Turio induz crer, que lord Palmerslon nao se
daria ae Irabalho de responder ; enviara inmedia-
tamente os seus passapor.es ao representante dessa
potencia. Acaso o rei de aples nao tem como a
(.raa-Bitetanha, o direilo de tomar a peilo a sua
honra e a dos seus povos t
Elle pode, sem duvida, para provar o seu dese-
jo de co iciliacaoe de boa vontade, dar ouvidos ns
proposicJes que lem por lim a consolidacao da ordem
publica na Europa ; mas neste caso, he misler que
essas prc posces sejam Taitas com a moderacao e as
alinenos qoe sao devidas a lodo o estado'livre e
indepeujieule. E, em todos os casos, he a elle s
que coriipele ajuizar da utilidade das medidas, coja
adopcaol lhe he recommendada, e escollier o mmen-
lo de ailprir em execocao.
* A rjinguem he dadocondecer as necessidades da
sua siliWao, melhor do que o proprio rei. Quiz-ie
fazer afcredilar, que a situacSo actual exige certas
mo liliracoe-, certos melhoramenlo<. Allega-se que
os ataques armados da revolucao conlra o governo
das Duas Sicilias cessaram.
o En) primeiro lugar isto prova, que o rgimen,
que se adoptou, e que atacam com tanta violencia,
meio cimico. ellesaendia vigorosamente maueira
ingleza a mao do conde.
Nao, respondeu o marido de Prascovia entran-
do no espirito de seu papel, cstou hoje mais indis-
posto que de ordinario ; eu os entristecera e Ules
servira de iurommodo.
Ue fado ests mui pulidlo, (ens o ar fatigado ;
lloara para meldor occasiao Fojo para nao perder
Irs duzas de ostras cruas, e orna gnala de vinho
de Saulerne, disse Alfredo dirigindo-se para a por-
tal: Raimbaud senlira nao ver-te.
niii-iiem pode negar que os ataques violentos e svs-
temalicos da imprenta ngleza, que as provocares
laucadas em pleno parlamento, sao de tal nalureza,
que aiuda ail i-iam e relardam esse momento.
Persuadem-se aeaso, que han de conseguir com
0 emprego de semelhanles meios, acalmar as mis
paixes u'nm paiz que anda esl agitado pelos mo-
vimentos revolucionarios de I88 ".'
Todava, oinguem esuueceu por cerlo, que an-
da ha pouco, a commissao central da Italia estabe-
leceu em priucipio, que o a- is-inalo poltico nao
era um crime, principalmente quando se tratava de
vencer um iumigo poleroso, ele, e que essa mes-
ma commissao pilz a preco a cabeca do rei de ap-
les, e promelleu uma recompeusa de 100,000 duca-
dos aquelle que livrasse a Italia desta mons-
tro.
A' vista de semeldantes fados, S. M o re de a-
ples, jolga nao sil ler direilo, mas lambem o ilever
de proceder com a maior prudencia, e de nao renun-
ciar de leve a um systema de governo. que julgou
dever adoptar, tanto em vista do bem-estar dos seus
subditos, como para a sua propria segoranca. a In-
dica-se, e quer-se estauelecer qne a constituirlo de
1 SI 8, sob cojo imperio os abomioaveis principios
cima citados, foram aberlameute propagadas, forma
a lei cooslitutiva do reino de aples ; mas esque-
ce-se que essaconsliluico foi proposla dos Sicilianos
mellados, que a repelo.un com desprezo,pediudo a
de lol2.
e As concesses do re Fernando II, uao tiveram
oulro resultado, nessa poca, asla o de augmentar
as prclenci.es dos revolucionarios da Italia, e os mo-
vimentoi que rebenlaram em aples eem|Palermo,
foram o signal de insurreieilo na Sardenha, m Ro-
ma, na Lombardia, etc. Ileseja-se, acaso, renovar
essa serie sanguinolenta de crimes e de calastrophes,
na qual foi eotao precipitada a desgracada Da-
lia ?
Julgamos que nao pude ser ese o pcnsamenlo
dos gabinetes de Londres e de Pars, os quae< devem
desejar manter a paz e a (ranquldade da Europa,
lao caranicnle compradas.
Cusla-nos. sobretudo, a acreditar, que seja ese o
pentamento do governo francez.
Depois de ter feito esforros energicot para sullo-
ear a revolucao, elle nao pode querer' fomntala na
Italia. Sena ana uma contradicho e um solemne
desmentido polilica sabia e hbil, que fez prevale-
cer com lano successo.
A Franca e a Inglaterra devem alm disse lem-
brar-se, que enipret.eiideram a guerra do Oriente
preci-aiiient" com o l'nn de iiiipedireui, que uma po-
tencia eslraugeira inlerviesse nos negocios da Tur-
qua.
ii Uma inlervencao do mesmo genero no reino das
Duas Sicilias formaria uma anomala singnlar, e que
nao queremos qualilcar.
ii O rei Fernando, nao pode, nem quer dar lhe
crdito. Deposita toda a sua ceulianra no principio
recouherido pelas cortes de Paria a Londres, segun-
do o qual, o estado livre, anda que mais fraco do
que a potencia quo lhe qoer mpr os seus conselhos,
lem o direilo inconteslavel de repellir eises conse-
lhos, qnandoconsliluem una aineac.a ou um ataque
cu..ir., a sua independencia.
O re persiste em observar rigorosamente o que
disse. Se todava, o que mal se pude esperar, se
quizesse passar alm, S. H., liado na justica d.i sua
causa, fazendo om appello aos sentiments patri-
ticos do seu bravo e lid exercito, repellira' a Tor-
ta com a Torca. i>
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
Eis-aqui o complemento dos extractos que tiramos
de um artigo da Itttiita de Kdimbarg sobre a ques-
tao anglo-americana :
o O Sr. Hu han.m nAo s exige que a Inglaterra
abandone immedialamente e sem condic,es icos
anligos adiados, os Mosquitos, do eu novo inimigo
do Nicaragua, como pretende igualmente Corear a
Inglaterra a evacuar o estabelecimenlo da Beliza,
qoe lhe foi cedido pela Hespanha em 1788, e que
ella tem augmentado ern suas guerras subsequentes
com aquella potencia. No modo porque formuloo
este pedido, as queslf.es que podem soscitar-se en-
lre a Inglaterra e a Hespanha, entre aquelle estado
e o Mxico, relativamente ao estabelecimento inglez
das Honduras, sao prudentemente cnnfuudidas com
oulrai queslf.es que podem resultar do Irabalho con-
cluido enlre a Inglaterra e us Estados-Cuidos.
Os Estados-Luidos n3o lem mais direilo para
discutir estas quetles comuosco, do que nos teria-
mos para disputar o titulo, em virtude do qual se
apoderaran, do Texas da California. Ouanto ao
segundo ponto, nao houve jamis cousa mais clara-
mente facH de eslabelecer-se, a saber ; que o tra-
tado de 1830 nao diz respeito em uada ao eslabele-
cimeoto inglez das Honduras. As obrigacijes im-
postas pelo tratado o,lu se referem senao a America
Central, emquanlo que, he publico e notorio, que
o estabelecimenle de Beliza he ama auliga depen-
dencia do Mxico.
.i Temos com elfeilo um tratado relativo i Raliza
com esle Estado, que nao faz e nao tem jamis fei-
to parle do paiz coubecido debaixo do nome de
America Ceulrnl.
ii E alera disto, como a parte do Mxico, onde es-
t situado Beliza, he limilrophe de um dos estados
da America Central, o governo ingiez deu por ins-
irnec.lo ao seu ministro em Washington, quando as
ratificaces do tratado de 18.10 foram trocadas, que
fizesie uma declaracao especial, na qoal se dizia,
que Beliza eslava lora das previsfiei do tratado, de-
clararlo que em Deesa opiniao nao era ulil, porque
fez provavelmenle nascer a idea de que o estabele-
cimenlo em queslao poderia ser comprehendido pe-
lo tratado, senao foste acoberlado por esta declara-
So. Seja como for. a declaracao nao foi feita se-
nao para evitar todo o engao a este respeilo, e o
secretario de estado americano nao s reronheu, que
na intencAo dos negociadores o tiatado em nada
se referia a Beliza <- suas dependencias, como alem
disso declarou por sua vez, commmnicaudo o Irala-
e sem os desenvolvimientos, que tomou as guerras
subsequentes com a Hespanda, visto que nenbum
deslcs augmeolus fui obtido a cusa da America
Central, e com elleito nenhom dos Estados que a
compe lem feito jamis reclamares a esle res-
peilo.
l'ambem nao existe nenduma sombra de funda-
mento na pr. leuc.'.o que os Eslados-Uuidos promu-
vem a respeilo de Beliza, pretendo esla que foi
o empregam
\ iv.menlo esta
certas cousas,
semprc o lempo fuluro.
Com ludo o Sr. Clayton combate
conclustto, porque se "fosse admiltida, seos "com pa-
trilas imaginaran) que por este artificio de redaeco
o negociador inalez a manejou hbilmente e poz a
Inglaterra no caso de conservar om grande nume-
ro de dirruios e possesses preciosas, que de oulra
sorte leria obrigada a abandonar. Mas se remontar-
moa a fonte principal, a cnnsullajmos os despa-
chos dos quaes exlrahimos o texto da passa-
i em dscussn, veremos que o futuro foi
certameulo Iranda a discuisao como um meio pre- empregado para designar, nao Tactos terminados
para-o para alleclar algumas couce.ses no caso em mas intencf.es futuras. O Sr. Lawrence per-unta '
que os bslados-Lnidos livessem oblido as outras I va a lord Palmerslon, se o governo in"lez nfeiitava
uas exigencias.
ii Cdegamos asora no poni que aprsenla alguma
obscuridade, e sobre o qual o governo dos Eslados-
I ni los poderia reclamar o arbitrio de uma poten-
cia imparcial.
lia uma ilha chamada Ituatan, provida de um
porto imprtame, situada em face da cosa das
I Ion loras hespaodolas nao se deve confundir com as
Honduras iuglezas ou Beliza e cercada de um
cerlo numero de Hielas de pouco valor.
Esla ilha foi nos seculos precedentes ocepada al-
ternadamente pela Inglaterra e pela Hespanha.
Nos ltimos lempos foi reclamada pelo Estado de
Honduras, porem habitada por subdilos inglezes
viudos das .V..tildas e governada por um magistrado
nomeado pelo superitendente de Beliza, o qual es-
l tao-bem debaixo das ordens do governador da
Jamaica. O governo inglez tomou posse formal
deila ilha anles de 1850, de lal sorle que em uma
occasiao enviou para all um navio de guerra, en-
carregado de arrancar o pavilhao de Honduras que
diziam ler sido plantado, e arvorar em seu logar o
pavilhao inglez. Comtudo s em 1853 he que a ilha
foi erigida em colunia com suas dependencias, sob o
nome de colonia da Babia das lldas.
Ora, a declaraban feila pelo governo inglez na
epeca da ralilicacao do tratado, uao se limilava t-
mente a Beliza, porcm comprehendia asa e saas
dependencias. O Sr. Clayton bem o reconheceu na
resposta que deu a' esla declaracao. e sir Henri Bul-
wer replicou lodavia nota do Sr. Clayton para
acautelar-se conlra toda dclimilacao especial,
fazer certas cousas ; ao que esle responda q
luvia estas inteucf.es. 11 claro, qne o Sr. Law-
wrence nao considerava estas cousas como realisa-
das, porque do contrario nao teria perguotado se o
governo inglez linha inleucues de as fazer.
L'ma parte contraanle que dizque nao rara' uma
certa couia, diz simplesmenle que nao fez : atsim
a queslao de saber, se o tratado se applica lauto ao
passado como ao futuro, nao he senao uma discos-
sao de palavras, pois a loglalerra nao pode reco-
ndeccr que fez no momento da assignatura do ta-
lado o que promeltia nao fazer. No tempo da ne-
gociacao do tratado, suspeilava-se qoe ella quizes-
se oceupar a costa dos Mosquitos, porcm uao oceu-
pou em ISjO, e nem ao depois.
Do mesmo modo Beliza nao eslava em 1850 eom-
preden i la nos limites da America Central, e desde
entilo a Inglaterra, a uau tem augmentado a' cusa
della.
Ouanto i Ruatan c a' Baha das libas, Dao se ha-
via esubelecido em 1830 que eslavam na America
Central, e ale aqoi anda nada se delerminou
a esle respailo se ellas perlencem-lhe, nos ai
devenios ler tomado injustamente em algum dos
estados da America Central. He esle o poni que
mais desojamos solimeller om arbitrio, e se Tor
decidido caira i..n, a restituido sera' um acto de
juslija t.i. obrigalono para nos.como se nao lives mosassignado neuhum tratado com os Estados-U-
nidos.
Julgamos que o leilor. que lirer tomado o Ira-
lado de 19 deabri^esbirtJdm^o SJi^ri^? t!**!**
dro de papel assetinado, no qoal uma mao pooco h-
bil, mas liel, desenliara com a memoria do enracao,
e a semelhanca, que nem sempre alcancam os gran-
des artistas, um retrato a creiao da condessa Prasco-
via Labinska, a qual era impossivel nao recoohecer
primeira vista.
O conde ficou estupefacto por essa detcolierln. A'
sorpreza succedeu um furioso movimenlo de ciume :
como se achava o retrato da condessa na carleira se-
creta desse mancebo descondecido. quem Id'o lizera,
quem Id'o dera ? Esta Prascovia lao religiosamente
adorada descera de seu cu de amor a umenleio vul-
gar'.' Oue zumli.oia infernal mellia a elle, marido,
F-sla visita ausmenluu a tristeza do conde. JoAo
tuiiiavi-,-ii pelo amo, Alfredo pelo amigo. Fallava-
he urna ultima prova. A porta abrio-te, c uma mu- no corpo do amanle .le>sa mulher, al eolito lio nu-
Iher de cabellos meio lirancos, que asemelhava-se ra ".' Depois de ser o esposo ia ser o gi.lan Sarcas-
niuilo ao retrato suspenso a parede, entrou no qoar-, lica melamorphose, mudaura de poaiclo capaz, de fa-
lo, assenloii-se sobre o sof, e disse ao conde : zer endoudecer, elle |ioder'a ciiganar-te, ser ao mes-
Como ests, meu pobre Octavio .' Joao disse- mo lempo Clitandre e Crorges Dandin '
me que le havias lecolhido honlem mu larde, e em Todas estas ideas zumam-llie tumulluosamenle no
um estado de Truquera assottadura ; poupc-le, meu cerebro ; sentia-se preste* perder a razan, e fez um
charo tildo, pois sabes quanlo te amo, apezar da ma- supremo esfurco de vontade para recobrar alfroma
eua que me causa ctsa inexpliravel tristeza, cujo se- Iranquillnlade." Sem dar ouvidos a Joao que o ad-
gredo nunca me quizeste confiar. verta de que o almoc.o eslava sobre a mesa, coat-
Ir Nao tenda receio, mnda ma, nao de cousa "uoa com ancia o eiame da carleira mysteriosa.
grave, respondeu Olaf de Saville, acdo-me muito i As folhas eompundan uma especie de diario psv-
cologieo, abandonado e continuado em differenes
pocas. Eis|aqui alguns frasmentos devorados pelo
de S. M. eui Honduras, em as dependencias quaes
quer que sejam deste estabelecimento, e por cuuse-
guinle os direitos de S. M. sobrevivem nesle Intacta,
e ficaram como eram antes de sua conclusAo, sem
soffrerem nenduma modilicacao em virtude das cuu-
sequeucias que ello poder produzii.n
Foi s.ibre esla nota de sir llenry liulvier, o nao
em a nota anterior do Sr. Clayton, que encerrou-sc
a negociadlo; he pois claro que o tratado Biilwer,
sem alliriii.tr se Itualan de ou nao una dependencia
do Iteliza ; ponto alias duviduso, porque o Roatau
pille ser considerado como orna dependencia das A-
il Ihaa, o come tal lem sido considerada por muilos
geographof, eslendia o b-neficio da declarado, que
elle linha sido encarregado de fazer, a ludo que po-
da ser considerado como depeodencias legilimas de
Iteliza.
Mas importa pouco saber, se Ruatan be uma de-
pendencia de Beli/.a ou das Aulilhas ; a queslao
par resolver he saber se Ruatan perleuce a coma
da Inglaterra. O Sr. Itucliaiian, em seu Memora-
rfuin, allirma que uo, e que pelo contrario perleu-
ce .i Honduras hepanhola ; e depois que lornou-se
um nos Eslados, de que se compe a America Cen-
tral, todo o territorio que lhe pertence, pertence por
conseguinle America Central, e n3o pode pois ser
erigido em colonia pela Inglaterra, como acouteceu
em 1852, sem que haja ao mesmo lempo violac.Au do
tratado de 1850. Compre reconhecer se por este
tratado os Estadns-L'nidos eslao com efleito inves-
tidos do direilo de intervir, no caso em que a ilha e
as ilhetas em queslao perlencam por direilo legitimo
a algum dos Eslados da America Central. Nada ha
tao simples como decidir-se por meio de arbilros ou
por qualquer autoridade que quizerem, a questao
enlre os dous governos, e enl.io toda a cauta de
queslAo e discustao desapparecera'.
i Temos dito bastante para que o leilor posta for-
mar um juizo sobre a queslao da America Central,
porru antes de acabar, julgamos do nosso dever ra-
tificar um erro que vemos paitilhado por muilat
pessoas, itlo he, que os dous negociadores do Iralade
divergirn) bastantemente sobre o sentido que con-
vinha dar-lhe.
Corrigimos esle erro, porque, aflirmanlo todo
quanlo temos dilo, eremos dever a' lealdade do 9r.
Clavlon moslrarque dirTerimos mui pouco das ideas,
que esle personagem, que fui um dos negociadores
do tratado, expoza esle respeilo. Em primeiro lu-
gar relativamente ao eslabelecimeulo inglez em
Honduras, iiingucm nosEstados-Cnidos reconheceu
mais abertamente nem provou de uma maueira mais
concludente que Beliza nunca Toi nem poderia ja-
mis ser compreheodida lias previsfies do tratado,
pondo mesmo inleiramcnle de parle a declaracao
que^o acnmpanhava. Em um discurso moilo uo'la-
vel elle provou, e ni o eremos, poz cima de toda
a controversia a tdeic, que suslenlavamos, slo he,
que Iteliza nao estando na America Central, nao po-
da 9er com pr, hendida pelo tratado que sse appli-
cava a' America Central.
Em segundo lugar, sol re a queslao de laber, se
o tratado que all oegociou poz Tira ao protectora-
do que a draa-lirelanha exerre sobre o Mosquitos.
O Sr. Clayton declarou expressamente que o pro-
tectorado nao eslava anuullado pelo tratado, mas
somonte desarmado e lal lie com effeito a verdade
pois a obrigac "ni de nao construir forlilicares e
nao ler exercilo de occupaeAo de direilo desle* pro-
tectorado, o desarma necessariamente pelo lado
aggressivo. O Sr. Clavlon declamo finalmente que
a Inglaterra possuia Ruatan desde o dia euique
o tratado foi concluido, e que sua intencAo era fa-
zer uma questao reservada para saber se a Ingla-
terra possuia esta ilha por titulo ligilimo ou nao.
melhor doje.
Madama de Saville Iranqollisaila levantou-se -
saino ; pois sabia que o filho nogostava de ser per- conde com auciosa curiosidade :
turbado moito lempo em sua solidao. Ella nao me amar nunca, nunra, nunca : l. em
Eis-me decisivamente felo Octavio de Saville, ien, olliostao meigos esta palavra tao cruel que Dan-
exclamoa o conde quando a velha saino, sua mai me I n^ ?c'.'"0 nutra mais dura para escrever sobre as
recoohece, e nao adeviuha uma alma estrauha de-
baixo do epiderme de seu filho. Eslou enlAo nielli-
do para sempre nesle envoltorio ; que prisAo para
um espirito he o corpo dp oulrein lodavia lie du-
ro deixar de ser o conde Olaf Laduiski, perder seu
lirazao, sua mulder, sua riqueza, e ver-se reduzido
.. .una, mesqu.ulia oxisleocn burgueza. Od hei de
rasgar, para della aahir, esta pelle de Nessu-, que a
mim se agarra, l.ei de realilul-la cm pedaeos ao seu
primeiro possuidor. Se vollasse ao palacio'!... Nao!
Faria um escndalo intil, e o porleiro me laucarla
a ra vislo qne nao me sinlo com vigor ueste rou-
pAo de doenle. Ei-a, procuremos, pois ronvm que
en saiba um pooco a vida deste Octavio de Saville,
qoe agora soo, accreseeolou o conde tentando abrir
a carleira.
A mola locada por acaso ceden, o o conde lirou
dns bolsos primejramenle muilos papis escriplos
A's vezes quando de noite nao posso dormir,
pens em Prascovia ;se dormo, sondo com ella. Oh!
quanlo era bella naquelle dia no jardim da villa
Salvia!!, em Floreuce Aquelle vestido branco, e
aquellas fitas pretas eram cousa linda e fnebre O
branco para ella, o prelo para mim Algumas ve-
zes as lilas aguadas pela brisa formivam uma cruz
sobre o fundo de bullante alvura ; um espirito in-
visivel orava em voz baixa pela morte de meu eo-
raelo.a
" Se alguma cataslrophe inaudita me pozesse na
fronte a cora dos imperadores e dos califas, se a
Ierra abrisse para mim soas veas de ouro. se as mi-
nas de diamantes de Colcoml e de Visapour me fos-
sem franqueadas, se a lyra de Byron resoasse debat-
a de ateos dedos, se as obras primorosas da arte au-
lle* e moderna me empreslassem suas bellezas, seeu
; descobrisse um mundo, tuiocaria por so mais adi-
anladn
o Cruel desuno !, eu quera ir a Conslanlinopla,
nao a leria encontrado, tico em r'loreuca, vejo-a, e
morrn
ir Bem podera eu malar-me ; mas ella respira o
ar em que vivemos, e lalvez meus labios vidos as-
pirarlo, feliciilade inefavel um diluvio longin-
ioi desse hlito embalsamado ; alem de que e mar-
rana para milicia alma culpada algum planeta de exi-
lio, e eu nao teria a esperanza de ser amado por ella
na oulra vida. Eslar amia separado no oulro mun-
do, ella no parai.ro, eu no inferno ; leriivel pensa-
menlo!
portas de bronze da cidade Duenle : 11 l'erdei oda a I Sorle feliz amo precisamente a nica mulher
esperanca. Qae (i*, meu Heos, para ser condemna- qoe na., pode amar-me Oulra*. que pasain por
do vivo Amanhga, depoi*. sempre, sera a iiie.irra ; bellas, que eram livrcs. surriam-me com loda a sua
couja (Is a-tros podem cruzar suas rbita, as es- lernura, e parecan) chamar uma conlissao que nao
Irellas em conjanecao lormir nos ; porm nada mu- ] vinha. Oh '. quanlu elle he .tiloso Oue sublime
dar em rninlia sorle. Com una palavra ella dissi- vida anterior leo* recompensa nclle pelo dom ma:-
pon o sondo, com um Resto quebrou as u/a- da rhi- ntico desse amor ".'..
lences, a medida que llies raziamos concessei.
linas vezes imagina que queremos lomar posse da
embocadura du rio S. Joao, oulras vezes queremos
Tonificar-nos all, e eslahelecer-nos de maneira qoe
pi.-s.imn_. impedir a conslruccao do canal, ou domi-
ua-lo coinplelamenle se algum dia Tosse conslrudo.
A eslas suspcitas, respondemos Irauc,menle, conce-
den lo ludo n que pude favorecer a coostrucc/io do
canal projectado ou o estabelecimenlo em geral de
ci.mmun.carf.es entre os dous ocanos alravz do
blhoao da America Central e a independencia ou a
neiilraliilade desse islhmo.
.N'enhuma ebrgafia conlrahida para com a Es-
i idos-|,nidos nos foreava a fazer ludo isso ; lemos
feito de boa vontade e animados pelo desrjo de vi-
yermos em boa inlelligencia amisade com elles,
inspirados pela crenca de que nossos ioteresses neala
questao deviam ser commuiis.
Havia uma cousa que nao podamos fazer. era fal-
lar as nossas promessas com uma populacho pobl e
sem amigos, o fallar uniramcnlc para dar aos Esta-
dos-! nidos occasiao de gabar-se de nos ler imposto
esta deshonra.
Por algum lempo consideramos eslas coucesset,
como satisfactoria!, entramos em oovas negociacOes,
julgando-nos de accordo sobre as bases coniraus e
com a iutenc/iu de prestar-nos anda aoi votos dos
l'.slados-Cuidos, quero dizer, de renunciar ao nosso
protectorado sobre os Indios Mosquitos, com a con-
dicao de quo uma proleccAo conveniente fosse subs-
tituida nossa.
Nossos oTTerecimeotos sobre esle objeclo eram con-
siderados como inteiramenle satisfactorios para o go-
verno do presidente Fillmore ; mas precisamente no
momento em que criamos poder lisongear-noi de que
as vistas dos dous governos eram perfeilamenle idn-
ticas, o presidente Fillmore lia substituido oo poder
pelo Sr. Pierce.
Esle n3o conleota-se com a notsa declaracao, de
que nao oceupanamos nem colonisariamos a coila
dos Mosquitos, e da Mtteewfo qoe Ihea fazemoi, a-
cuando renuiriar ao nosso protectorado sobre a-
quelle povo, com (uto que se lhe do um substituto
conveniente ; e ao mesmo lempo insisle para que
abaudonassemos sem garanta nenduma estes Indios
sem defeza aos seus inimiso* naluraes. Alm disto
no receio muilo mal fundado de que nao Idea face-
mos aioda esla cuncessao degradante e que a ques-
tao nao se termine assim por falla de materia de dis-
cusses, pede anda a' cora de Iualalcrra o abando-
no de um estabelecimenlo inglez, ao qual esta' bem
certo de que ella nao pode renunciar, e finalmente
em lugar de fazer dislo uma queslao que deve ser elu-
cidada, eslabelece como um Taclo qoe n.io.idmillc du-
vida, e nao pode ser subraellido a uma decisao, que
certas ilhas que possoimos, nao nos perleocem por
lilolo legitimo.
ii Todos os nossos ollerecimenlos de Iransacrao
sao repllelo.-, al que finalmente, propondo-se-
nos ou abandonar nossos direilo- debaixo de uma a-
meaca, ou enlo defende-los pela forja das armas,
moslra-se por ultimo alguma diiposicao para se Ira-
lar o negocio de uma maneira mais'razoavel. Nin-
guem deseja a paz com os Estados-Unidos eom mais
sinceridade do que mis ; porm. declaramos tambera
sinceramente que, cm nossa opiniao, a paz nao deve
ser cmprala, se valesse jamis a pena de ser compra-
da por eternas concesses feitas por pedidos. qOe
nao consideramos justos em si mesmos. Ninguem
obtera' a paz de um menino, submeltendo-se a to-
das as soas exigencias ; nao se obtera' a paz de uma
mulher obedecendo-se a todos 09 seus caprichos ; e
nem (ambem a paz de um homem mal educado,mos-
Irando-se que te leme suas ameaca*. O governo dos
Eslados-Lnidos poslo que nao tenha lalvez compre-
henddo dem o espirito,que dirigi a conducta dos ou-
XIX fez que fosse abandonada pelo conde, oo qual
iTid_.iv i.. perturbara extraordinariamente.
Son in lo de sua propria credulidade, elle almi.cou,
veslio-sr, e pedio a carruagem. Dirigio-ae i casa
do doulor Ballhazar Cherbonneau, e atraveisou as
salas em que na vespera entrara, chamaodo-se anda
o conde Olaf Labiuski,e donde sadira audado por lo-
dos com o nome de Octavio de Saville. O doulor
eslava asseoladn como de ordinario sobre o sof
da sala do fundo, aegorando o p com a mao, e
pareca mergulhado em profunda me.iilac.ao.
Ao rumor dos passot do conde, levaolou a cabeca
c disse :
Ah I meu charo Octavio, eu eslava para ir
sua casa ; mas de bom signal quando o doente vem
ver o medico.
Iros governoi a seu respeilo.tem sido.fegund., pema-
mos, lao insultado como arruinado pela loogaatai
dade com que te tem tolerado sea liogoagem cheia
debasofias, e aceitado a tuperioridade qoe lem
sempre arrogado em soas relacoe. eom os ouiros as-
tados, por quero tem sido tratado como om homem
civilisado, trata aquelle qae nAo tem educacio ewm
pralica do mundo ; nAo leva em conta o que elle diz
00 faz, visto que nao sabe dizer nem faxer melhor :
he asnm que o homem bem adorado traa aqotlle
que nAo olha como seo igual debaixo desle ponte de
vista.
Presentemente os Esladoi-I nido- necupam om lo-
gar mu elevado enlre ai uares, para que atia Ira-
lado deita maneira.
Nao ae arhariam no mondo pessoas mais inlelli-
gentes, mais dislinctas pelos espinloa e maneira- e
nao rallamos assim por experiencia pessoal, do que
se podo encontrar nos E-ladot-l nidos, e anas opi-
ues como sua influencia deveriam ter nimio mais
peso do que tem doje sobre as masas, qoe isnoram
completamente o poder e a situar..io dos oulros pai-
zes, aisim como a conducta, que se deve ler eom el-
les ; que recebem perpetuamente am seu seio es des-
contentes da Europa, qoe debaixo da mascara de
colad.ios Americanos, proceram derramar todo aeu
mao humor, oo axecalar aeus projeclos da tineanra
conlra as velhas sociedades, qoe elles lem abando-
nado.
E em quanlo lastimamos que o dmeos mais es-
clarecidos dos Estados-I nidos ido Tacam um exame
sullicienle sobre a politice externa de sen paiz, nao
comprimos nossos deveres para com elle*.
ir I azera representadles, mas ubemoi qoe ealas
sao frequenles, quando seu governo toma om lom
ameacador e nm ar de desafio que ai rirrumlanri.,.
nao autorizara ; mss como sito rerebidas .' Renpant-
do-se-ldes qoe suas represenlarf.es seriara jula. ae
douve.se cousa que temer da atlilude que te leaa lo-
mado a que elles censuran : mas a Inglaterra, di-
zem tiles, nao fare' jamis guerra aos Eslados l o-
dos, ella (em sempre cedido, e he cerlo qoe acabala
sempre por ceder.
u Fazer a um estado conce*soes perpetua, he e>
meldor meio de perpetuar um tvsttma de rooflirln
elerno com elle, e itsn de sobr ludo applkavel a
uma repudlica democrtica, cojos cheles Mo esta*
occopadossenao do desejo de litougear a vaidade na-
cional, e o farao sempre a vossa coila, se loes per-
millirdes.
Tal he a eiposicao feita pela feritla de I bourgo, e ella lem um carcter de franqueza a leal-
dade, que uos apraz recoohecer.
Agora, depois de ter estodado essa exposicao o a
innumeraveis pecas ou artigos de gacelas publira-
dns pelos governos e pela imprenta da Inglaterra oa
dos Estados-Unidos, e que nos eahiram dehaivo di.
olhos, se nos partencesse pronunciar como ju.re. oo
como arbitros no debate, parere-nt. que a tarda
leria delicada lalvez, mas nAo impossivel de preeti-
cher. Como juizes, tendo sobre ludo de allender a
letra da lei, nao nos parece davidoto qoe a retprilo
da primeira queixa ftila pelos Estad..,-I nido-,
das tentativa! de alutamenlo feito em seo territorio,
a I u_laIerra lem, senao positivamente violado sua.
leis, ao menos tentado altera-las, e qoe por cniwe
guinte eslava criminosa. Demas ella meama o lem
cnnrestailn. Ooanto ao-oulros tres pooto-, parece
tos menos evidente qoe admit.ndo mesmo qoe a
Inglaterra nao esleja precisamente armada de tito-
loi incote.tave- para proteger os Mo-quilo-, orco-
par Iteliza e itnal.in, nao de roniludo aos F. l.uidos, que pertence \ir contestar a situaran qae
ella linda adquirido na America Central antea do l'l
daadril de 1K..0. Anda lia oulra razas, o he oue.
longa de tirar direitos a' e*te respeiU no tratado
Clavlon Bulwer. os E*tados-lnido tinhaun ao cwj-
Irano, pelo mesmo fado desle Iralade, aceitada a
siluacAo tal como era enlAo, e nAo lem nenduma ra-
tAo legitima, elles sobre ludo liara quererem disco-
lila boje.
Em lugar de prouunciaimos como juites, te tm -
sernos de intervir como arbitro* mts coidaoiatok da
equidade do que da lellra dat leis o dos tratado-.
resultado da seulenca seria quasi o mesmo, mas en-
lAo nos aedariamos oa posicao do juiz da fabola que
linda de conciliar a rapoza o lobo. Sobre o primei-
ro poni, isto he, a queslao dos alislamenlo*, ae ,N-
veria dizer aos Eslados-4 nidos, que alies lem osasjo
de seo direilo quasi aleo limite indicado pela axio-
ma latino : .Vommum iut, inmuta injuria, visto que
neste negocio aeria soberanamente absurdo imputar
ao governo inglez a menor lulenr Ja de olleuder ara
inleres.es materiaet oa moraes, toa soberana roraa
sua industria, sut considerado como seo rommercm
As satistacf.es ofTerecida deveriam ter mais qoe seif-
licienles para om governo que nAo procarou ocsla
questao um miseravet triomplio de vaidade. A cha
mada do Sr. Cramplon e dos tres cnsules foi um
procedimento de uma brulalidade extrema. Per an-
tro lado, se concederse i Inglaterra qoe o Ettados-
1 nidos nAo tioham nenhom direilo para conle-lar
ua situado na America Central, aioda qoe uerma-
necesse muilo lempo, tal como era anles do 19 do
abril de 1850, he necessario reconhecer da meama
sorle que esta discussAo tem provade que os tilalo*.
da Inglaterra, subn- ludo com os desenvolviraeote-
que Ihes lem dado,so pouco regalares, e cae he t-
menle isso a conseqoeneia de rcvclur.es ioespUra-
teii, tratados contradictorios, antojos teiritariaes,
que daviam ser necessariamente moi pouco claro a
imprtelos, porque a maior parte do lempo etla-
tuiam sobre pazes, que nenhuma dat parles contra-
anles condeciam da ama maneira ullicienle; de
lambem o producto da ambir.o ingiera e de orna po-
lilica, que nAo iospirava cerlameule um grande teo-
limento de sympithia pelos Estadoe-Coidm. Astim.
por exemplo, qoando em 1818, lord Palmertlna
apnderava-ie de San JoAo de Niraracua. oo do
rejtown, como a Inglaterra hoje chama, be certa
qoe o nobre lord nao obedeca a escrpulos de eefrs-
ciencia, inspirados pelo rentimenlo de qoe devia oa
qualidade de protector dos Mosquitos; nao era o
tutor quem obrava pela defeza dot lieo e direitos de
seu pupillo, era o homem politice que te valia do
om pretexto apenas plausivel e costa de om osla-
do fraco, eomo o Nicaragua, para contrariar o* pro-
jeclos dos Eslados-1'nidos e aponar-se da emboeado-
ra do canal, que a conquista eminente da California
ia tornar lao ulil, tao indispen*avel aos Americano*.
Toda esta pretendida philanlropia aprrgoada em fa-
vor dos Mosquitos, era om calclo de rivalidad*; e
desconfianza pouco amigavel conlra os Estados
Unidos.
Relativamente ao eitabelecimento de Beliza, a drt-
cussao revelou orna tituae,lo no pooco regular eo-
mo a respeito dos Mosquitos. Julgaodo-se pelos do-
cumentos, que os Inglezes tem apreseotado, Beliza
nunca foi oceupada pelo governo hetpaohol, tetto
como uma especie de uso-fruclo, coja leoeraoia li-
dominio do uma liallucnac,Ao eilravagaale ; ejoaodn
me vejo a um espeldo, meo seurblaole nao mo ap-
parece com at feicOes habitoaet; acno mudada a for-
ma dos objeclo que me rodeam, nao recoobere as
paredes nem os movis de meo domicilio ; parece-
me qoe sou outra pe-soi.
Debaixo de qoe aspecto te v vossa senhoria '
pergunlou o medico ; o erro pode vir dot albos oa
do cerebro.
Vejo-me com cabelles negros, olhos izae*,'sem-
blante paludo rodeado de barbas.
Um asiignalamenlo de patsaporte nao teria mait
exacto ; vossa senhoria nAo lem li.illarinar.io miel -
leclual nem alleracao da vista ; lie lal qoal diz.
Nao (enho realmente cabellos loaros, odos
negros, tez queimada, e bigodes a moda de II meu*.
Aqoi, responden o medico, comer orna leve
alleracAo das faculdadet intellecluae*.
Entretanto, doulor, nao eslou de sorle algoota
doudo !
Sem duvida. Su quem etta ero ten juizn be
que vem a mu.ha casa por si mesmo. Algoma fadi-
ga, algum exresso da eslodo, ou de prazer lera rau
Vossa senhoria encana-e ;
Anda Octavio : murmurou o conde; creio que
carei doudo de raiva !
Depois cruzando os bracos, collocou-ie diaole do
loulor, e disse encarando-o com terrivel llrmeza :
Bem sabe, Mr. llalldazar Cderbonneao, que
nao sou Octavio, porm o conde Olaf Labiuski pois
lioutcm furlou-rae aqu mesmo minlia pelle por meio
de suas feilicarias extica*.
A eslas palavras o doulor sollou eslrondosa garza- -
Miada, cabio sobro os cochins, e poz as maos sobre a 8a eK" Per,urbaCio- >*
ilharga para conler as convulses de sua ale-ra a v,5r, ne rMl' ldM he cn,m'rici tm *" oe
Modere, doulor, essa alegra inlemoesUva da um *mm louro 1ae M "oreoo, de om liomem
qual podera arrepender-se. Fallo seriamenle. mre" 1" e er looro.
Tanto peor '. tanto peior isso prova'que a I ~ Alias eslou certo de ser o conde Olaf Lalnn-k..
auesldesia e a livpocondria pela qual eu o tratava, I e 10 eonvertem-se em loucura. Serii preciso mudar de ~ "e justamente o qne eo dizia, responden
re-.men. I doulor. Vossa leiiboria de Mr. de Saville, e imacina
Nao sei porque nAo o estrangulo, doulor do 'cr ocon.le Labiuski, o qual lembro-me de ter vi-ln,
iliabj. exclamou o conde lancaujo-se sobre Cher- e que com effeiln he looro. Isso explica perfeila-
menle como acha-sa enm oulro semblante a e-pe
com lellra miuda e unilj, depois uto peqaeoo qoa- tnen-,
mera. As combinarnos fabulosas das iropoaoibllida-
des nAn me ollereccm iienhiima esperanca ; o- n-
meros laucado! um milnao de vezes na roda da fur-
luna nao sadiriam premiados.
ir Dtsgracado de mim sei que o peralto m esla
fechado, e permanec, estpidamente amentado ao lu-
minar, encotla.io porta que nao ha de abrir-sc e
cdoro em silencio, seni abalo, sem eslnrcns, cninose
meus olnos fn;sem loles de .uua viva. Nao lenhn
a coragem de levanta.-me, a da mellei-me no de-
serlo immenso ou na Babel liimulliiosa doa lio -
bouncau.
'> doulor sorrio da ameica do ende, an qual In-
coo com a pona de uma vaiinda de aro. tXal dcSa-
A deseonliaoca que o conde ; ville receben uma coiiiui<_lo Icnivel,"e coidou que
l.ra inulir ler mai
concebir vi-la do retrato de Prascovia se dissipura
desde a* prmeiraa lindas dcsias tristes confidencias.

MUTICSDxJ
Ido ; esse semblante que he o tea u.o rorrespni.de ..
sua idea interior, e sorpreudc-o. Ivellicte nil*. qoe
w lodos o .'daniain Mr. de Saville, e pe conseguinle
linda o braco quebrado. I n.io couip.irtilhain su.i c.enra. \ rnlia paataroa
Oh lentos meios de refrear os docnles quando quin/e das aqu : o balidos, us mtanos .i sombra das
Compreliendeu que a imagen) querida recniegada se revolum, disse o medien deixanilo cadir sobre elle vores disiparao essa ma influencia.
ZLV',7,.r' !""," %**!*' lo"L'',''" mod*i0 cn"1 a '''1ci- "' <'> com,> """> 'mbrocaco qne doma os dou-' O conde abanou a cabeca, a promdleu v.dlar.
r lo lo ". nT"r t22t!*V?m d0,,".fM a"f,'"'"n-5e <" '*> Volle para sua Na al.i mai. o que OrtZT Vol on ao .,h-,.....da
MI,' v.", i MPll,,,,,a ,n>'""i, d,ai"e rt0 T,al s" ,ras/a; ,;""p "'" "ooo, I es.a excitac.ao N apicara, i de Sainle Lazare, e vio por acai .obre a mam
ajorihava a ad..rac.:.o sem esperanca (,|af de Saville .lurdido oelo choque elcciric.. ,a- a carta de cenv,.. da coi.deaSa I 'hi.il., qoe Orla
- Mas, se etse Or.avio lTetse felo un. parlo com dio da hab.UcSo do doulor i:i.5rbonea mai. inrer- vio mostrara a Mr Ch.rbonTeao
lo e mais perturbado que nunca. Dirlgio-se a l'asiv Com esta talismn, exclamou elleanianhJapo
a casa do doulor H... para roniulla-ln. i dere fdMl I
Ardo-me, disse elle ao medico celebre, sob o I i ant-num-r-ha.
o dial.n pira loriar meu corpo, sorprender debauo
de mioda forma o amor de Prascovia !
A nveruiimlianra de lal -up( osic.Vj no sceulo




D'*30 BE Pc'HilBCO QU'NTA MH 2S DE SETIM8RO til 1156
nii.i iii1 eipressamenle reservada para a roma de
Hespanha por lodos os tratados. Que liin leve esla
uluacilo maular, Mande a lle.pmha per-lea ledas
MI posH'SiOes da Amrica ronliiienlar.' Dizem-
iiii- que oi regulinsarfa por un Iralada negociado
em ISli coro o Mxico, que succedeu nos direilos
da Despatilla. Mas esle Iralado vem cotiurmai de
urna maneira (eral o eslndo anterior, ;is ifiii;,>, e
privilegios adquiridos pelas pieceden.es convences
pelos subditos inglozes.
Ha todava desle uso-frncln de lleliza, desla di-
reilo de corlar inadeiri de acaj e de oulr.is inadei-
ras de liniuraria ou de eonstrucc,au t assim se pri-
memos tratados) que se parlio par, erigir Puntan,
llonacca, ele, em culonia ingleza, quero diier exir-
cer soberana do modo mais completo que he poisi-
vel.
Ora, como pode-se exercer em Kualan, que lie
oecupada iiicamenle como dependencia do eslabe-
lecimenlo de Beliza, direilos qoe n.'ni silo eiercidos
em Beliza e que san reservados por lodos os actos
que lomos vi-lu cilar na collecc,ao dos documentos
mgleiei'.' alm disto, ha certeza de que Kualan
seja orna dependeuciade Beliza'.' O Estado de Hon-
duras, orna das cinco repblicas da AmeriraCenlral,
ii reclama como pertencendo-lbe; sen pavillio fluo
luou tranquillamente alii durante 18 anuos, desde
1821 al 1839: a Inglaterra nao o recouhece boje
em direno, mas nao o contesta no fado.
Ha urna circumstancia ala menos singular ; os
limites que os tratados de 1783 e de 17*ti baviam
lixido para o estabelecimenlo de Beliza no comi-
nele, nao pareccm ler sido modiflcaaos depon por
nenhum tratado, e com tildo acham-se hoje multo
mai eilinsos do que enm naquelle lempo. Lord
Uareudcn disse em esposla au Sr. Buchnnan, que
io era o resultado das guerras sohsequenles. Por
ventora ser' esta nplicacao satisfactoria que pro-
ve sullicientimente a legilimidade dos direilos que
Ihe sao reivindicados 1
lodo alo reseule-sa da usarpicAo e da poltica
vilenla, pouco escrupulosa dos secuiospassados.
Ha lempo de por ordem nesla silud;Ao ; he pira
c interesae de lodo o mundo, e da Inglaterra mais
do qae de ninguem.
lilla bem o sabe; e depois de ter exposto franca-
mente o que nos tem parecido ser o lado fraco de
suas ueleiicdes, nao he joslo reconliecer da uossa
parle, que ella faz hoje as coucessoes mais honro-
sa-, e moslra o espirito de conciliario mais ampio
para resolver todas estas qoesloes. A vmtigem da
inoderacao ficara' sempre do seu lado, e se bem qoe
a questao anglo-amencaua pareja estar quasi re-
mlvida pela acceitacSo das proposlas, que o Sr
llallas esta' hoje eocarregado de notificar a lord ('.la-
reodoo, he preciso reconliecer que estas propostas
diflerem bem pouco das qae a Iuglalerra linha des-
de o principio offerecido espontneamente, e que
leriam sido acceitas promptaucnle pelos EstadosU-
mdos, se o concurso de urna eleicao presindicial nao
livesse feilo crr a muilas pesio, que era de seu
iQleresse envenenar a queslo para ter occasiao de
fazer mostrar seu patriotismo aos olhos da mull -
dia,
Demais a moderarlo da Inglaterra nao deitara'
de Ihe ser ulil.
Se abandonar a ilha deRnalan, que sera' oe entre-
gue ou dada ao Estado de Honduras, esta perda, se
lia perda,he mais que compensada pela vaulagem de
ter estobelecidn para o toluro, sobre bases daqui em
liante mais seguras, a oeolralidade e a inviolabili-
dad! da America Central, ponto importante para n
esto dn mondo, porque nao se trata mais boje de
proteger a independencia destas pequeas repbli-
cas contra a ambicio da Inglaterra, mas sim defen-
de-las contra as emprezas dos compatriotas do coro-
nel Walker.
(Journal des Debis.'-
ras perlencpules ao Estado. Para alcanzar o a'vo
que procura, a le de 1830 aalorisa ogoverno a crear
uina adminitlracAo especial -las Ierras publica, en-
carregada tle dirigir eslas pperac,w, conservar, vi- vada da cu sol
g>ar c vender is ierras do dominio pnhlicn. cmlim
desenvolver a colonisacao nacional e eslraa^reira, e
formular os regulainenlus necestanos a este ob-
jeclo.
I'm decreto imperial de :ll) de Janeiro de 1851 sa-
lisfez estas e.ieencias, inshluiu.lo a direccAo geral
das Ierra publicas e promulgando um regularmente
geral, em excciC/lo da lei de 18 de setembro
de 1850.
O sentido e alcance desle regulamenlo sao indi-
cados com pe f.ila precisan, e ja receben na Euro-
pa cerla publicidade.
A grande adminislrncao da repIrlMja'e dos Ierras \ cumpre saber'aproveilar.
publica, collucada sob as orden* dn ministro dn im-
perio, o Sr. I.uiz Pedrelri do Coala Parral, come-
tn a funcrionar lia cousa de doas anuos, sob o li-
lulu de rep;ulicao geral das Ierras publicas, < t he
i colonos em grande uu-|dancia de valores dispouiveis, combinada com os des- .que essps mesmo
di.le absoluta allrnhii
mero, uo M para arralear a suas lerr.s incultas,
mas aiada par conservar em valor a prela culli-
in presenca ele seiuelhaute ne-
cessidade, iiingii.-ui deve idounecer d'ura avanie
as iiu.lle- dotara! do un clima alienc.iailo, iieni
niiirir prevencrs qoe desculpavam, ha tnnla an-
us, ns perigOl possivels de nina independencia ape- por meio le suhscripres, dez vezes o capital de que | rema uaquefla villa.' O delegada capilao" Camilo
timeotoi de dea- linham necessidade. Havii certamenle agioiagem havla partida no da 10 pama freguena de San-
nesle ardor de suhscrever, e a capital do Brasil lulo lenlo, onde se ileinoiuu algum lempo, alim de eun-
esta mais livre do que Parla e Londres desla especu- ciliar os espritus que se arhavam um pouco anima-
nvolvimeiilos de espinlo de assoriaco, que explica
a facilidade, com que se eslatieleceram no Ra os
ni.ns importante* negocios. Vio-se successivamente o
Baiiro do Brasil, a euipre/.n dos servidos a vapor so-
bre o Amazonas, a do eanainho de Ierro de D.Pe-
dro 11, e grande numero de nutras iminediatanieiite
a quem Ha allenciosamenle ou-
vimos, latera de mis, pouco nos importamos com
ellas. Queiii por si nos julga, Bao nos ullende. Si-
gamos nono caminbo.
liaranhuns.Ivrceheinos curias dcss.i villa, lir-
madas de 17 do correnle. As eleirus foraui leiliH
em paz, gratas ao espirito .le harmona, que agora
as icelamada, quero
conlianca que suecilava a presenri dos aalranaei-
ros. >.io exilie um bumem eiclai'eoidu no Braol,
que nao sinta, que be lempa de acabar com esle
pausado, e que o concurso e hora acolliimenlo de to-
dos sHo boje indhvpensavcii para abrir a colunisa^ao
a estrada tao ampia quinto pOMvel.
A llora he propicia por duas rircumslnncias, que
Tealalivaa '
de coloiiis.i-
roo malogradas derraiiiarain na Alleinaiiba, hesse
viveiru da emigracn, um deslavur isaigoalade su-
bre colunisacao brasileira. L'm encarregado de
negocios da l'i n m,i. residente no Biu de Janeiro,
dos documentos commiinicailos por ella as cmaras I exagerandu talvtz alguna moa nsollados e movido
que lire diversos apoulamenlos sobre a siluarao ac- | por um sentuneuto que se nao poderla censurar de
lual das colonias. As HUH allribuicoes lia nume-: tolicilude para com os seus compatriotas, previnira o
rosas e mu variadas, mas a julgardella pela acli- | seu overno, por meio de iiilurmaces um pouco
vdade com que centralita todas as inforrnaces nI eiaseradas, contra a canelnilo miseravel que lena
encela os trabalbos que Ihe to conliadns, usen zelo para os colonos ollemes a sua einiarac.'io ao Brasil,
intellgeucia uo eslAo abano da sua grande ta-j eo governo prussiauo, se apuiandu aobre estas in-
fla, i forinacoes pesimistas, tomara centra a einirac,io
Ja a obrada delimita.o das tenas se acha em I medidas restrictivas. Uoje as cousas bAo mudado
plena eiecuco. Qualru inspen;us gerata furain de face: um novo agente prussiano, .Mr. l.ieve-
creadas lias provincias dn Amazonas, do l'ara', do i nbaggeu, quii ver ludo com os *eus proprios olhos :
MaranbAo e ilo Paran, a ai suas opeacocs ja co- j visilou os principie! eslabelcriuienlo9 das provin-
inecaram. as oulras provincias onde a urgencia ; ci.n de S. Paulo, de Sania Catbirina, do Ko tiran-
do iraiialbo he menor, mas onde todava tem lugar de do Sal, e em todas as parageus recolheu os les-
pedidos de coneessAo, desisuam-se immediatamenle teinuulios do bem estar nos seus compatriotas emi-
engenlietr.is para operar a delimitarru.| Com eireiln, erados e da iui plena conlianca n'um fuluro cada
o impulso dado a coloniaato lia sido singularmente l vez mais prospero. .As informacoes que elle minis-
aclivado depois das ultimas medidas administrativas.. Irou, nesto -emulo, ao seu aoverno, disaiparam
Sem fallar fio acrescimo que vai lomara colonia as apprebensOes que elle concebera, e lite permitli-
OBKASII..
I'or Chattet Haybaud.
(CnnclusSo.i
l-'.nira as especies de colonisatoei mais recentes,
Iralarei de urna s, qoe ja tem lomado desenvolvi-
iiienlo, e que esta' destinada ao mais rico futuro :
he a colonia de Dona Francisca. Aqoi anda dei-
10 fallar o documento distribuido nis cmaras bra-
sileras, que subministra os csclarecimenloi mais
julhenticos :
o A colonia de Dona Francisca fui fundada em
Ierras pertencenles an dote da serenissima princ*za
de Joiuville, e que for.im cedidas por ella e por
sen augusto esposo, lub a comticao de estnbelecer e
intioduzir ihi um numero determinado de colonos
europeos, a urna sociedade de eolunsacao fundada
em llimbnr.-o, em 18i9,sob a presidencia do digno
senador Schroder. Os Irabalhos para a funda.cao da
colonia comecaram en) 180. no territorio 'de S.
I- rancisco, a margem direila do rio Cachoeira, no
.niiHuenle do lago Sagassu e tributario do rio de
S. i'nncisco, a cinco leguas da cidade do mi-mo
rime.
ii A 7 de marco de is.'.. chegaram os primeiros
ci nitrados allemaes e sutssos, a bordo do navio
Colono, e logo depon, se reunirn) aos setenta e qua-
Iro Nurueganos, que. pissaudo pelo Rio, com des-
lino a California, preferirn) ir a S. Francisco do
Sul.
No mez do abril seguinle, entraran) na posse
das Ierras qae Ibes linbam sido prornellidas.
o O uomero dos colonos auitinenlou progressivs-
nienle, de sorle que em dezembro de 18-Vi o mme-
lo total dos individuos entrados aa colonia seele-
vava a l,5l'J, repartidos da maneira seguinle nos
qualro anuos :
i< Em 1851. Wi
I85- 10!
1853. 121
o 1854. i I!5
de Doni Francisca, cuios emprezaros pretenden)
elevar a populacho a u,000 almas, as Ierras do do-
minio publico ja sin vivameulc procuradas. Na
provincia do Espirito Sanio, o mijor Caelano Das
da Silva, propoz comprar ao dominio um> eztencao
de Ierras de vinte leguas quadradai. no lerrilorio de
Itapermerim ede Beneventu, aeuundo as condiees
di de 1850, com a obrigaciio de abi eslabelecer,
n'am prizo de ciuco annos, sele cenias e vinte lami-
llas de colonos. A medican desle terreno se val
operando : costara' poucu mais ou menos !10 mil
francos ao Ihesooro publico, que rcccbcra' pelo pre-
co da veuda 70 mil (raucos.
L'm Irabalbo lemelliante se rpalisa na provincia
do Rio lirande do Sul, sobre s margen do rio Ca-
hy, onde o conde de Monlravel, cnsul de Franca
em Porto Alegre, se obrigon a comprar um terreno
de 16 leguas quadradas, obrigando-se a eslabelecer
ah, n'am praso'de dons anuos, pelo menos qui-
nhentas e selenta e seis familias de colonos. A me-
ditan das Ierras que se esta' efTectoaud nao exce-
der' o cu(o de 21 mil francos, e a venda da'< Ierras
se elevara' a L'lbmil franco'. Na menina provincia,
nm contrato foi concluido com Mr. llenri de Ver-
nejoul ,'oulro nome Iraocet) para a compra de urna
legua quadrada de Ierras, no territorio de Santo
Antonio de Palrulha,com a condigno de eslabelecer
ahi nula e seis familias ao menos n'um prazo de
Ires anuos, Eslai trras devero ser igualmeole
cedidas depois de om Irabalbo de delimita.ao.
Todos os presidentes de provincias foram convi-
dados a fizer conhecer administradlo geral o es-
tado das Ierras devolutas, e o partido que dellas se
pode tirar para a colomsacSo. Kesulia das infor-
macoes. que ja foram recolbidas por Ireze provin-
cias, que por toda a parle as trras i anilla abun-
dan), que qnasi por toda a parte o solo destas pro-
piedades do dominio publico se acha coberlu de
florestas virgens, e por cou-equencia de extrema fer-
lilidade e maravilhosamenre propna- para a coloni-
ac,lo. Anda fallam as inlorma.e quanto a ou-
lras sele provincia, mas os presidentes ja responde-
rn) sommariamenlc, que as eircumserpees lerri-
lonaes que elles admiuistrim, conlem em grande
qoanlidade Ierras devolutas excelleutes para ;i cul-
tora.
Entre as nllribuit'ies conferidas direccao geral
das Ierras publicas se enlloca, em primeira linha, e
vigilancia assidua da marcha que legue o inovimen-
to de e.lonisa.a i, e os relalorios auuuaes que devo
submetter a este respeilo s chinaras o ministro da
imperio tornar-se-hilo com o andar dos lempos os
archivos esta ti-ti ros do Brasil sobre esta que-i.io ca-
pital. O relalorio desle anuo ja registra um fado
curioso. A Europa he e deve ser mais anida para
o futuro a ionio principal, seuao nica, da coloni-
sacio do Brasil. Comtudo o aapirito emprehende-
dor dos Brasileiros quiz experimentar nutra eslrad
latHo inconveniente, alavauca necessaria do crdito
pulilico e particular.
Mas a fehre de agiolacem s eslava na superlicie :
a prompla classificatAo dos valores novoi provara
enlao que us capitalistas liiiham sempre diuheirn
promplu para as emprezas que o fuluro pareca in-
dicar, tira, estas pnlencias linanreiras, que tem no
Rio, assim como em Londres lia immenso crdito,
nao procurarlo inlervir rom oda a auloridade dos
seus nomes e dos sen raplies no patritico e bello
negocio da colonisacao '! Nao haver lugar na Bolsa
los, e de feilo, com a sua chegada os influentes das
duas parcialidades contendoras chegaram de boa
i "uta ie a um accordii. O Sr. alferes Bibeiro, sub-
delegado, lainbem multo cnucorreu para o Iim dese-
ado, por suas raaneiraa aflaveis e considerai;Ao que
I lie votam os ordeiros hablantes de San-llentn.
No da 13 o .apilan delegado parti para l'apaca-
ta, em Tirtode das noticias desagradaveis que sou-
be ,1.lipidia freguezia. Cbegado qoe fosse nada eu-
' roiiirnu que podesie alterar a regulandadc di ele-
I tao, e o livre exercicio do vol. A presenta do de
do Rio de Janeiro para urna amorata de colouisa- legado sem a menor o-teiila.o de Ib-rea armada,
c.lo geral, em proportoes grandiosas, e que podesse I copiara immedatamente o respeilo e svmp.dhia do
fazer cabalmente, e com provcito para seus acciu-' povo. Qoando volloii de Papicaca il'Sin-Binlo,
nisla, o que o governo, apezar da sua inlelligente o acompanharain para mais do dtenlos cavilleiro
boa Miada, sempre Cara imperfeilamenle e com de ambas as pircialidades eleilo-belliscranles, ede
rain renunciar as medidas que lomara no intuito de
'ornar a emigraran para o Brasil mais dificil.
Por oulrn lado, eis que ja, na America do LNorle,
a colonsacAo ja nao parece apresenlir prohabilida-
des lao favoraveis. e que parece ler parado. Sera
islo devido prxima e provavel eleva.o ao poder
dos KnotcSothings, esles adversario! declarados da
emigra.aa .' Sera devido u {falta de ierras, visto
que a coionisa.ao se vai afTaslando cada vez mais do
lilloral'.' Nao poderei dizer com preci-ao, mas he
provavel que, no anuo que esl para liudar-se, mus
de doze mil emigrados alternaos, que iam prucurar
um estaheleciintulu nos Estados-Unidos, voltem
para a Europa, perdendo desl'arle luuilos mezes e
as despezas do seu duplice trajelo. He este um
faci mu grave, mui significativo, c que deve sin-
gularmente influir sobre os destiuos da colonisanlo
brasileira.
He mui verdade que a questao da cusi da passa-
gem tem maior importancia para o pobre compa-
nheiro.que parle com um mu tenue capital, e que
a ililferenca do prego das Ierras n, compensa a dtf-
ferenca do preto para os dous trajelos. Li em urna
bro.liura publicada em llaiuburgo pelos cuidados
esclarecidos do cnsul geral do Brasil ne-(a cidade,
or. J. L. Corra, que o preto da pa-sagero para
Nevv-Vork he em llamhnrgo de '.12 Ihalers prossta-
nos, lermu medio, ao psssu que u prero d passagem
pata o Rio de Janeiro he termo medio, de 50 Iha-
Ihers. Hemais, o lempo tambem tem o seu valor
para pessoas, cuja principal riqueza he o Irabalho, e
que n,1o trabalbam durante o Irajectu. Ora, um na-
vio vela gasta tnnla e cinco das, termo medio, pa-
ra ir de Uamburno a New-Vork, e precisa de ses-
senla dias para ir ao Rio de Janeiro.
Sao esles obstculos colonisacao com que se de-
ve contar, e o meio de uppera-los que se aprsenla
a piimeira vista ao espirito, he por a cargo de go-
verno imperial ou das provincias urna parle da
despezas do Irajecto, de maneira que equilibre os
pre..>. Esla oluro se apresenloo comu um expe-
diente pralicavel a algumas assemhlas pruvinciaes,
e a provincia do Rio lirande do Sul o aceitou larga-
mente, concedendo a eada novo colono uina indem-
ni-a.;lo de vngem ds I0 francos. Vejo em um de-
creto promulgado pela a-sembb-.i provincial do Pa-
r que ella i ao presidente da provincia o poder
de lomar urna medida anloga, permillindo-llic de-
terminar o algansmo do subsidio qoe so deve con-
ceder aos novos colonos.
Talvez seja misler que o governo imperial faja
tambem, pela sua parte, no principio, alguns nota-
veis sacrificios do mesmo genero. Os seus artos e as
palavras dos ministros as cmaras permitlem crer,
que lu lo esl preparado, e cooi elfritu, e-ies tesle-
inunhos brillantes de benvola v mpatina s.lo capd-
zes de fazer de-auparecer as ultimas irresolufies ilos
emigrantes. Mas, segundu a iniuha npiuiao, laes
grande damno para as suas Imanen V K de qoe se
traa'.' De recrular futuros colonos, Coadjuva-los,
facilitaiidolhes a passagein por meio de certos avn-
eos que serlo infalivelmcnle recuperados sobre os
productos do Irabalbo desles colonos, tornados cida-
dAos do Brasil.
A questao tem oulro aspecto. O Brasil, que lem
urna cabotagem baataote diva, nao lem marmita
de.lougo curso. Nao sera' para elle uroa magnifica
occatiao de crea-la '.' A colonisato he uina obra,
coja duratao ninguem ptide limitar : para povonr
essas immensas solides, be por dezenis de milhes
que se devtm contar os emigrantes. As grandes
marinhisda Inglaterra e da America do Norle fa-
zem pisar mui caro os seus servicos. A companhia
em que fallo, nao poderia mandar construir certo
numero de navios apropriados ao transporte dos e-
migrantes, e augmentar anida ns seos lucros, redu-
zindo ao mesmo lempo o preto de passagera ? Se o*
tribalhadures da Europa, que buscan) outra palrii,
gostarem do Brasil, e he minha coovictAo profunda
que islo accontecer, o frete humano nao ha de fal-
lar, nem lem pouco o fele de retorno para a Euro-
pa ; pois que a Ierra do Brasil, arruleaa e fecunda-
da por mAos vigorosas, lornecera' com abundancia
aos mercados do velho mundo os producios tropicaes
mais procurados e mais ricos.
Nao sei se me illudo. mas parece-me que ha nieto
alguma cousa a fazer. Com as suas ioslituites,
que l.i/.eiu do Brasil urna Ierra privilegiida, em ra-
zilo da iuabalavel seguranta que dao, e com o espi-
rito de associacao que elle comprehende e praliea ca-
balmente, o imperio Sul-Americaoo pode tentar la-
do nos limites qae trata a prudencia humana, e con-
duzir ludo a um boiu Iim.
Fim.
BTSRIOR.
A exemplo da California e dn Australia, lenlou al- favores poderiam ser temporarios, ua M porqne
Irahir pan o imperio sul-americano urna porrilo da i lio pesado encargo, de una maneira permanente,
popularn exlinberaiite do imperio do cenlro. A aggravaria excessivamenle otbesiioro brasileiro, mas
!l de fevereiro de 1855 urna barca americana enlrou | anula porque sao sempre colnmsatoes mal feitas a-
aio de jAtvEirvo.
SENADO.
SESSAO DO DA 19 DE JULH0 DE 1836.
('residencia da Sr. Catalcauti de Laceran.
A's ti horas da m minia, estando preseutes ,'1J Srs.
seuadores, abre-sea sessjo.
I.nia e approvada a acia da aolerior passa-se ao
expediente.
O Sr. primen o secretario le um oflicio do primei-
ro secretario da cmara dosdeputados, acompanhao-
do a emenda da mesma enmara a proposito do se-
uado, qae autoiisa o governo a mandar matricnlar
as escolas maiores do imperiu os alumnos que, por
molivus justificados, nao liverem comparecido no
prazo tii.i tu para ai matriculas do presenta auno
lectivo.Vai a imprimir no jornal que publica is
tendea do seuado.
Fica sobre a mesa a redactAo da emenda do se-
nado proposta do goveruo creando um conselho
nava 1.
Terminado o expediente, o Sr. presidente de-
clara que o senado passa a trabalhar em sessao se-
creta.
Ha om pequeo incidente,que publicamos em ou-
lro logar desla folha.
San-ltenlo al a propriedade daCaltado rico
fazendeiro Francisco lgu.no de Paiv ; tambem o
aronipanbaram grande numero de pessoas dislioctai,
que unidas e esquecidas de pequeas discussoes elei-
tories, proeuravam cada qual quem mais provis
desse de ordem e respeilo i auloridade.
A feslividade do Hospital Porloguez, no dia
21, esleve soberba ; o nrranjo da casa denuncia va o
mais severo aceo. As II horas da matiha do dilo
dia, depois de celebrar-se o auto sacrificio da mis-
sa, o digno provedor tomando o leu respec'.ivo lo-
gar, leudo ile aulemao ludo preparado, abri a ses-
sao: a diversos senhores foi-lhcs concedida a pala-
vra, e recitaran) pomposos di-cursos anlogos a solem-
nidade do dia. A noile o eliticio do Hospital esleve
interior e exterior elegantemente illominado. A con-
currencia de vizilanles de ambos os sexos, foi ex-
cessiva; o prazer e o enlbusiasmo maoifeslavani-
se seralmenle. A decorato interna da casa es-
leve magnifica ; os bu-Ios de Soaa MagesUdes el-
rei II. Pedro V. e do domo soberano, estavam
brilbanle e ricamente adornados. Em presenca
de urna instilui.n de tal ordem, olhamos para
os hlhos de Torlusal como irrnAos, que professam
urna mesma religin, e corno amigos inspirados pelo
mesmo sintimenlo de philanlropia a rahdade evan-
glica, nue lenha essa nobre e humanilaiia insti-
tuirn, longos annos de existencia.
NAo : deixem-se dessas graras.... certos amos e
caixeiros, de puxarem para dentro das lujas s me-
ninas, quando te e vnllam das escolas ; porquanlo,
se bem qoe seja um agrado, todava nos parece mais
urna falla de respeilo, principalmente se nAo lia
conhecimenlo com os pais dessas meninas.
Sr. fiscal da Boa-Vista, us sabemos qae Smc.
cumpre fielmente os seus deveres, mas con.ma que
Ihe lembremos sempre algumas cousas. Os mora-
dores da Ponle-Velha e da ra do Capibaribe, n,ln
podem mais supporlar o ftido horrivel de innme-
rosbarrelesque a todos os momentos por all
passam. Ora, que s se veja om e-candalo desses
na Bon-Visla, e nao se dia nada
Se dissermos que nAo hs na Boa-Vista mais orna
casa de labolagem. ninguem nos acreditar
pois creiain. e lano assim he, que as cartas desap-
parecerim das prateleiras dos armarinhos.
Hospital de caridade 2:1 de setembroIi9 do-
entes.
.li amanltaa.
Sanio Antao 30dejunho de 1856.
ERRATAS DO DIARIO DE MllMUl.
Ni correspondencia do padre Jo.io llerculan,, do
Reg, lio;,,i. 16, onde se dix a pilmamedirameu-
l*i"7nteni1a-aa escripia com lelra eripha.
IW ttahaa :l, em lagar de!!, devecnusidem-
Nai linha. lo, palavra aleawaa, emenda-.,
escripli com letra gripha.
No primeira dacumenlo. em ai lionas 8, coa la-
gar da palavra dote, disa-se ama dar.
No seguudo documento, nis linhai II, eaj Ingar
de con, ires a qualro lloras, leu-serom deas a
tres horas.
CMARA DOS SRS. DEPOTADOS.
SESSAO EM III DE.II I.IIODK 1888.
Presiienciado Sr. tiscondede Baependij.
Abrio-se a sessao a hora do eoslume.
Leu-se eapprovou-se a acia da antecedente, efez-
.. -. ....... ... ................... .......... .^..r, ,-,,,. ,,,,., ,,,,( ,iur jo. 5i-Ni im c .uiouirt.uts ifi.il i .na a aa ., |:,_., :, .,..:.,, ^ i-
naquelle porto, lendo a seu bordo Irezenlos Chine- quellas, cujas despezas sAo feilas pelo governo. He seruinle expedienta :
zes vindos de Singapor, em cousequenciade nm preciso, ou ao menos lora preciso cedo ou larde que j.|nn o nhieein d a i h
contrato concluido com o uesocianle hrasileiro Ma- a actividade e o capital das parliculares inlerve- i. ~~ ".-...," 1 S?'?.
noel de Almeida Cardoso. i Esles Irahalliadnres,
diz odirecior geral no seu relalorio ao ministro,
me parecern, vigorosos, bem dispuslos e iptos para
os trabadles agrcolas ; mas alsum.is das ron.lieoes
do conlrato sAo laes, qoe os flbinczes poderao ser
diflicilmenle aceitos por nossos pruprictarios. m
O Sr. Maiioel Felizardo uo se explica acerca des-
tas difliculdades ; mas em outra parle do sen Ira-
balho d elle mna razan de foluro mui engenhosa e
mui sensata do seu poucu gosto pela culoiusatAo chi-
neza. Eis-aqui como o honrado director geral se
exprime :
a O clim do imperio he Lio diverso, segundo' as
provincias, e as produccies aercolas sao lao varia-
das, que em alguma e para cerlos ramos de cultu-
ra os trabalhadores do ceudo e do norle da Europa
podem diflicilmenle ser empregados ; ora, os esta-
dos meridionaes desla parte do globo foruecem pou-
co- trabalhadores.
a Os habitantes de algumas provincias do impe-
rio celeste sao lalvez ns traballiadores que mais
convem a este genero de Irabalho, e apezar das des-
pezas enormes que casia o seu transporte, se fossem
trazulu para as nossas regiftes, como se lem pralica-
do em uniros paizes inlerlropicaes, haveria vaula-
gem para os no-sos grandes agricultores, e princi-
palmente para aquellcs que se dao i cultura da
canna.
o Mis os Chinezes, posto que necessarios e uteis,
nao nos Irariam acrescimo algum de conhecimentos
agrenles, de moralidade e de civili-.iro, e em lem-
po atk'um, qualqaer qae fosse o numero doi Chine-
zes residentes no Brasil e a sua prosperidade, elles
nao provocaran) a emigrara > esjKintanea dos seus
compatriotas.
A emigrarAo delles ser* lempe um encargo
enorme para os cofres pblicos ou para os parlicu-
lares, e neslis condieoes ella nao pode aprsenla.
resulladrs satisfactorios, v
Em consequencia das informatoes que ministra
sobre o estado das cjlonias agrcolas do imperio, o
relalorio da repart.n das Ierras do domiuio publi-
co resume as particularidades recolbidas pelos pre-
sidentes das provincias sobre a siluitAn das colonias
militares, collocadas sobre us territorios exposlos s
Incur.oei dos Indios, instilirrn excellcnle : mas
qae s pode dar com o andar do lempo os bons re- i provincias ja vAo preenchendo perfeilammle
Total. i,51
Dcslas 1,51-2 pessoas, 111 morrerain, 252 se re-
inaran), e, nesla poca do fim de 1851, existiam ni
colonia 1,104 individuos inclusive 45 meninos, na-
cidos nos Ires ltimos anuos. Nesle algarismo con-
i Jiv-se GCJ pessoas do sexo masculino e 531 do sexo
leminino.
A colonia se divide em Ires dislrictos : Joinvil-
le, Cachoeira, e Agoas-Vennelhas. O districlo de
Joioville, cenlro da colonia, cunta trila e nove
caas habitadas e grande numero em consIrucrAn :
ha rento e sessenla casas habitadas em todi a ex-
ten-ao dos diversos dislrictos.
A colonia conla certo numero de casas de eom-
mercio com armazens di fazendas.de quinquilleras
le gneros alimenticios, ele. assim como doas fabri-
cas de charutos, Ires padinas, tres assougues, urna
fabrico de licores, ama de cerveja, duas de lelhai,
urna de panellas, dous moinhos de milho, cinco en-
genhos de assucnr, e dezeseis machinas de moer
mandioca,
r Entre os colonos, enconlram-se curtidores, fer-
reiros, carpinleiros, marcineiros, fumleiros, sapa-
Iciros, alfaialet, oleiros. As trras da colonia sao
oui feleii; prodozem abundantemente caf.canm
de a.su.ar, arroz, fumo e oulros gneros do paiz.
I urnecem tambem moiloi vegelaes e fmetos di Eu-
ropa, quando bao sido cultivados com cuidado,
i' Os colonos vivem saliifeilo! e na abondoncia, e
poden) agoarda nm rico futuro. A cidade de S.
Francisco gaohoa singularmente cum elles ; era
urna das mais pobres partes di provincia, sera' em
breve urna das mais prosperas.
Apoiindo-me nos mesmos documentos, eu pode-
ra dar informatoes amlogas sobre oulros estabele-
cimentos colooiaes creados lambem segando o ya-
lema da venda dai Ierras e que eslSo igualmente
em via de progresso rpido, especialmente de
D. Tedro de Alcntara e o que lem o nome do
seu fundidor, o Dr. Hermano Blumenia ; mas es-
tes promeoures fatigaran) u leilor pela monotona
das repetices, e limitn-me a asseverar aqui que
cum mili pr,uras exceptes, ludas as emprezas deste
genero em que o iuleresse particular se acha mui
empenltado hilo sido cornadas pelo Inumplio. A
informacOs estatificas sobre a populactlo das colo-
nias nao sao iuteiramenle completas, mas segundo
os algarismos dados pelos quadros ofliciaes, pode-se
avahar esla popolacflo em viule mil almas. He es-
curado fazer observar qoe esle algarismo so se ap-
phca ios individuos qne habilam os centros colo-
niaes, aos trabalhadores dn Ierra eaos operarios que
profe-sam indoslnai accessaiils a cultora, e que uflo
comprehrndera por consequencia o algarismo mui-
lo mais comideravel dos commerriaules e irUstaa
eslrangeiros que fixaram a sua residencia no Brasil.
Esles viole mil colonos silo mui pones eouza para
a vasta externan do imperio brasileiro, mas vio-se
anda ha pouco, na noticia que diz respailo a colo-
nia de S. Leopoldo, qae sobre esle ponto a trra
ja ralla aos colonos: a nao ho ahi somenle; qnasi
em (odas as paragens lem ipparecidn esle obstculo.
A primeira villa, nada parece mais extraordinario
o brasil, esse vallo imperio, cuja cenlesima parle
nao he cultivada, ja nao leria trras a entregar an
m.ios doi cultivadores Com ludo islo existe, ou aos
tes ha existido ; pois que, em virlude das medidas
lomadas pelo governo, semelhinle estado de cousas
ha de de-apparecer. Mas eis-aqoi a palavra do enig-
ma. Al estes ultimas lempos, o domiuio publico
e.lav quiii |ior toda a parle encravado no domini-
parlicolar. Nenhum Irabalho oflicial linha sido
feilo para distinguir na propriedade do solo o que
era doEitndoe o que eradas particulares, e como
o inleresie individual, i, vista de um iuleresse pu-
blico mal defendido obedeco voluntariamente aoi
seus instinelos de invaslo, a prelintes menos fun-
dadas exlorquiam incrssanieniente no dominio as
Ierrassuscepliveis de explorarlo. Lina circums-
tancia excepcional, inherente a* orgmiisacao econ-
mica de paiz, aggrava anda as cnmplicaces. Des-
de a origem da lomada de posse do Brasil, alsumas
Ierras foram concedidas pelos res de Portugal, urnas
a (iluto definitivo, e a propriedadeXdeslas esl.t fura
de i-onlcstatio : as oulras a titulo precario, esoh a
WMldtejao expressa de culliva-las deulru de cerlo
prazo. Eslas especifs de enneessriet, mui numeru-
sa no Brasil, se chamam MIMartal. Ora, estas
ffBMTMa licaram quasi em dula a parle sem ser ex-
ploradas, e o Estarlo, em virlude do titulo que as
oiicede, lem o direilo de reivindica-las.
Assim, nma Brande medida era necessaria para
deslindar o dominio do Estado, e para po-lo livre
e defponivel as mAos do aoverno, que, no inleres-
sc de lodos, poderia desierto dar um impulso vigo-
roso a colonisarSn ollereeendo estas Ierras, por pre-
ros iiilinitivainentc reduzidos, aos emigrados da Eu-
ropa.
bride tt5 "e'he Satautl' S.* ,H 'le 'e,,m- '' -^
que dala o periodo de ; las. luda,a aeule comprehende qoe a culonisar,, be
pilal das parliculares inlerve
nham para a,balitar aos colonos o lodo ou parladas
despezas do trajelo, fazeudo-lhes comprehender
que, se contrallen) desl'arle urna divida mui pesa-
da, sern .-impamente indemuisadus nao s pela ex-
trema barateza das Ierras,que van adquinr.inas an-
da pelos producios deslas trras, cujas culturas sAo
muilo mais ricas do que as das letras da America do
Norte.
O que deve fazer o governo imperial, he precisa-
monte o que a especular/lo particular nao poderia
fazer ; o seu llevar he garantir par medidas eflicazes
i -eguranra dos colonos contra qualquer aggressaj
e'perliirba.j ; he, depois de ler protegido as pes-
soas e as suas conscicicias, assegurands-lhes o pleno
e livre exercicio du sea culto ; he ainda riscar das
suas leis os ltimos vestigios de re-tricr-js infligi-
das aos eslrangeiros sob o imperio de prevenees ho-
je dissipadas ; he, n'uma palavra, pralicar comple-
tamente os principios de tolerancia, que a sua razAo
esclarecida lem aceitado desde mnito lempo, e que
estilo nos inslinclos do paiz, adoplando os recem-
chegados como lilhos do Brasil ; emancipaudo-os,
em prazos razoiveis, deludas as incapacidades civis
e polticas que pesara sobre elles ; modificando, no
que diz respeilu aos protestantes, as leis que altri-
I:uom exclusivamente aos ministros da religie ca-
Iholica a guarda dos registros du estado civil ; con-
cedendo- llies ale certos favores e privilegios mo-
mentneos, como a isenrfin do ..v irn militar para a
primeira geracAo dos emigrantes. Eslou conveucido
deque o espinlo lao perspicaz e l.o resoluto do go-
verno brasileiro satisfar a lodos esles deveres de si-
tuaran, e se nao.recusara a nenhumi deslas refor-
mas necessarias.
O que devem fazer os poderes proxinciaesrm a
cnadjuvacao do governo, he crear por toda a parle
estradas, meios de communicarAo por tena* e por
igua, de maneira que deem o mais cedo possivel sa-
bidas is colonias que se pretenden crer ; he ainda
vellar sobre estas colonias, de maneira que se man-
tenha a boa harmona entre os emigrantes a-es em-
prezaros, e entre os proprios emigrantes, e de ma-
neira anda que nada falte ao estabelecimenlo do
que for necessario, u metida que as necessidades fo-
rem crescendo cem a pnpulirn, como igreja ou
templo ecasa de escola. Sobre lodos estes pontos, a-
sallados qae se podem aguardar. Elle expe lam-
bem o estado da obra da calechese dos proprios
Indios.
He triste de dizer, mas ole parece qoe os esfor-
eos e os sacrificios feilos para submcller a rata ver-
inelha ao jugo da civilsacAu lenham ale o presente
oblido o menor resultado. .Mais humano,lo que
seas visinhos os Hespanhues, os conquistadores por-
tuguezcf nao lizeram beralomhes dos antlgoa pos-
suidores da (erra americana ; assim que chefiaram
ao Brasil, Irahalbaram com uina perseverauca ina-
balavel em converler os Indios e inculcar-Ibes com
a f evanglica as nnr-s do leu e do met, do justo
e do injusto. Tentaram accommoda-bis em al-
deias, onde os Cuidados espirituaes dus missionarios
e a generse coadjuvac,aodi> governo nao Ibes falta-
ran). Edifiearam-lhes inrejas, al ahriram-lhes esco-
las. Estes cariilososdesvellus foram aborlando pouco
a pouco em todas as paragens, e o senilmente dos ho-
rneas esclarecidos do Brasil sobre os ludios est
fielmente resumido nesta phrase, que li no relalo-
rio do director eral, e onde se encontra expressa a
opiniAo du presidente ,la provincia de Santa Calba-
rini : a O presidente he de opiuiAu que esles sel-
vagens se nAo podem civilisar por meios de bran-
sua
fu-
(arefa, e o passado he a pleua garanta do
turo.
Urna nltma palavra sobre os deveres do governo
imperial. Colonias acloaes, em um estado mu pros-
pero, snffrem de um fado que nao puderia durar e
sobre o qual basta chamar a allencAo dos poderes
pblicos. Sitoadas na vmnhanra du mar, estas colo-
nias n i podem trocar directamente os seus produc-
ios com a Europa, porque eslAo privadas de urna
alian lega na sua viziubanra onde se arrecadassem
os direilos de importarn e de exportarlo. A colo-
nia ja lao florescenle de 1). Francisca esta nesle caso.
Esla' a vinte leguas d'ahi, no porto de Paranagua'
ou antes do Rio, distante mais do 100 leguas, que he
preciso transportar primeiramente as merendonas
que devem entrar na colonia on dahi sabir. He urna
despeza ou um iucommodo que a previdenle solici-
to le do governo nao pode tardar a fizer desappa-
recer.
O Brasil lem grande diversidade de climas e de
temperaturas, que se presta a todas as colonisacOes.
M. de Punlhoz allirma que elle s he colonia.e! na
sua parle mais temperada, desde o lii grao de lat-
lude sul al a exlremidade meridional do imperio
qne loda a porfo que se aproxima do Equador he
dura, e preferir apo-sar-se delles e iran-.porla-l. de nma colonisacao impossivel.
s grandes cidades para ahi serem empregados nos ir-
senaes e oulros eslabelecmentos pblicos, a ocu-
pa los em ildeias, nuda lempre acabam por as-
As informatoes qne eu colbi ir.e autori-*am a crer
que he islo um erro, lia sobre ai margena do Ama-
sonas, de-,lo de pouco lempo, e na provincia do Ma-
sassjnar os seus bemleilore, para vollarem depois ranhao desde 30 annos, colonias europeas viudas', ou
de Portugal, ou dos Assores, ou des Canarias. Mar-
nbAo esla' 2. S. do equador : os seus colonos se a-
cliinaram perfetlatnenle, e o< seus eslabelecimenlos
se achiini em um estado prospero. Cnriipreheude-si
com cfleilo que liabilanes do mein-dia da Europa
podem viver dehaixo das Xouas, que foram coloiu-
sadas em principio por l'urlugue/.es. Verdade be
que as popula.e do noi le e do ceutru da Europa,
Allemaes, Snecus, Nurueganos, Irlandeze., Belgis,
Suissus e al Fraiirezes, se acomniodariam diiHcll-
meute uestes climas trridos, e he para eslas pupi-
laroes que M. Ponlhoz trarou sem duvida a liiilia
de demarcarlo qoe indico. Com rtTeitoaa provin-
cias do Espirilo-Sanlb, Rio .le Janeiro, de San t'an-
In, do Paran' de Santa CalhilRia, do Itio lirande
do Sul, col lucidas em manir distancia do Equador,
convem mclbor que todas as unirs, i populantes
que seus pai/es nao tem bruii/.ealo contra u sol.
Nomeei us Francizes, como colonos possiveis da*
provincias m.rulioiiaes do Brasil, e com ludo ellos
la cxislcm em mui pequeo numero. Se esla lacuna
se etpllcasie pelo nico fado 'le qoe os Francezes
uo lem n humor emigrante, e que satisfeitos rom o
sen palie a sua sorle, nAo gustan) de perder de vista
.Vida
para as suas florestas, anda mais lerriveis, em con-
sequencia do conhecimenlo que han adquindu do
oso das armas de fugo.
N'oma palavra, i rara ludiana nao parece deslina-
da a vver nesle rico continente americano, que ella
nunca sotibe explorar, porque a sua indolencia Ihe
faz ter horror do Irabalho. Em todas as paragens
ella recua e desipparrce pouco c punco dimite da
civilisacAo, e salvo em algumas provincias do norle
e do interior, onde a popular,.) de origem europea
ha mui raro, e onde a riqueza do solu permute s
tribus indgenas ler sem Irabalho relares mui pro-
veilosas com a cjvilisarac, quasi por loda a parle as
aldeias indigen-s se van despovoaudo e exlingoindo.
Dissereis que sol esles climas urdenles, no meio
deila natuieza cheia de selva fecunda, sii a popula-
tao indgena lie que se nao reproduz. O qoadro
geral das aldeias, pulilra.|o no n-laiorio, avalla,
quanlo ao presente, em 19.354 o algarismo dus In-
dios que habilam eslas aldeias. Ha lacunas nesle
quadro, que s enmpreheude doze provincias ; mas
anda q.iando f^sse necessario duplicar esle alga-
rismo, |que miseravel resultado de una obra, que
dura desde dous serulo. e meio, e que milbor pro-
- fatal, que fulminaos antiios poaiaidnres
foi a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhos, o pare-
cer da commt-sio de poderes, que conclue pela se-
guinle
llesolurao.
Artigo nico. O governo fica aulorisado para
mandar passar caria de naluralisato ao subdito
fr.incez Jacques Alexandre Buurdier, morador na
corle.I'acu da cmara, em 19 de jolho de 181li.
Assisuadu pelos membrns da commisso. o
ORDEM IK> l)IA.
Primeira parle.
Prosegue a dlscussao adiada do requerimenlo do
Sr. Paula Candido, apresenlado no dia 12 do cor-
rele, alim de que se exigiste do governo ama re
lacAo dos mdicos, que foram pelos presidentes em-
pregados no -ervi.n .-Hilario, seus contratos e re-
cusas ; cmo tambem se pergunle ao mesmo gover-
ud se julg ronvemente eslabelecer um rgimen sa-
nitario nos dilTerenles pnrtus do imperio, e no caso
allirmativo, qual a deipeza que se podem (azer com
esse misler.
Depois de mar largamente o Sr. Figueirade Mel-
lo sobre os differentei ponlos do requerimenlo, mos-
trando em conclusa.) o nenhum resollado, que se
lem colindo da medida preventivo das quarenteoas
contra a epidemia do cholera-murbns, fica a discus-
so adiada pela hora.
Uisriis-an de preferencia enlre o projeclo n. 15
de 1855, e 5i desle auno, que isentam de alguns im-
posto* geraes as loteras concedidas pela assembla
provincial da Baha a Sociedade dos Artfices da
mesma provincia.
Fallou em primeiro lugar o Sr. desembargador
Junqueia na questao di preferencia, e depois moi-
Irou a jastica do favor que se exige em prol de urna
a-.uarn iao til, contra a qual s houve urna ac-
cusatAo a fazer-se, e foique ella livesse consignado
em seus estatutos o dever de se absterem os socios
de negocios pul-lieos, medida, qaeelle orador cou-
sidera muilo justa, prudente, e que muilo recom-
meada n mesma sociedade.
O Sr. Carneiro de Campos explica as ra-
zos porqne a commissao respectiva entandeu de-
ver substituir por oulro e projeclo do anno pas-
sado.
Passando 'a volar-se, vehficoo-se nAo haver ca-
sa, pelo qae o presidenle'declirou encerrada a dis-
cusiAo.
Esle projeclo foi discutido depois de encerrado o
nr.amcntu da marinha.
Segunda parte.
Conlinoa a segunda discu-so do nrcamenlo do
m'nisleiio da marinha.
O Sr. Ijeilao da Cunha, pedindo e obtendo i pa-
lavra para responder, oceopa anda a alienen.i da
cmara, mostrando-lhe o estado miseravel em que
se acha o arsenal de marinha du Para, e a^onve-
niencii de o melhorar, alim de que possi servir
para os filis de sua creacAo, e ao mesmo lempo mos-
lra a necessidade que deve ler u governo de olhar
para o Amazonas com vistas muilo alenlas e cau-
telosas, visto como razes de alta poltica aconsc-
Ihiin medidas serias a respeto daquella parle do im-
perio, qne tanto tem chamado a allencAo dus pol-
ticos da Unilo Americana.
(' Sr. Augusto de Oliceira falla em segundo lu-
nar, o orcupa-se com os melhoramenlos do porto de
Pernambnco. e com a necessidade que n navegaen
reclama, de eslabelecer-se um pharol no Cabo'de
Santo Agoslinho e em Olinda.
O orador insisti largamente sobre a importancia
de um lelegrapho elrnric >em Pernambucc, que li-
gasse a sua capital i do imperio, e procurou de-
monstrar es luunensas vantagens qne o cnnnner-
co do mundo e o paiz coiisegoiriam de um lAo
importante melhoramenlo, qne apenas cuslaiia au
Estado i medica quanlla de 400:0909000 aunual-
inente.
Conclue o imbre depulado o sen discurso, respon-
dend.i an Sr. Ziiearias, e por esse modo justifica o
seu voto de adbesAo ao ministerio. O orrameuto foi
approvada cm ledoi as suas verbas.
ORDEM DO DIA 21.
Levantada a ses.ao, o piesidents deu para nrdem
do din u seguinle :
Primeira parte.
Ai malcras anteriormente designada, preceden-
do a volaran da preferencia enlre o proieclo n. 75
do anno passado, e o de n. 51 deste anuo, e a dis-
eoaslo da emenda do si-nado proposla do governo.
que lixa a forca naval para o auno de IH-57 a IH58,
accresrenlo a primeira disrus-ao do projeclo n. 57
desle anno, declarando que a ultima parle da rliipe-
sti'i dn arl. I da lei do 2S de sclembro de1833 c>m-
prekende as vio vis e lilhos dos nlliciaes e mais pra-
cas do corpo municipal perinaiicule da corle, falle-
cidos anles da promulgar/m desla le.
Seqnnd'i parle.
Ort .ment do ministerio da goei ra.
ELEICAO' PARA JIM7.ES DE PAZ NA FREGUE-
ZIA DO RIO-FORMOSO.
Primeiro dislrtclo.
Os senhores.
Teen te-coronel Jos Antonio Lopes
Major I huma/. Lins Caldas
Reverendo Joan Gomes de Oliveira
lente Jos Pereira Lins
Supplenles.
Os senhores.
lenle Jos Antonio de Lean
lenle Silvestre Rodrigues l'inlo
Antonio Jos da Cunha
Joaquim Ignacio Paes Barrito
Manoel Theodoro Pereira Lins
Jos Gomes Ferreir
Manoel Buarqne de GusmAo Lima
Pedro Jos Vianna Lima
Padre Alexandre Jos de Carvalho
Segundo districlo.
Os senhores.
Major Leandro Jos da 'Silva Sauliagn
Joo Benlo de Gouveia
Major JoAo Baptisla Paes Brrelo
Capilao Jos de Castro Paes Brrelo
Supplenles.
Os senhores.
Manoel Machado de Gouveia
Alteres Francisco de Piula Calvalcanli
Joaquim Jos da Fonseca
Manuel '1'eiveir.i l.im,i '
DEM PARA VEREADORES.
Os senhores.
Tenenlc-corunel Jos Antonio Lopes
Major Leandro Jos da Sdva Santiago
Major Thomai Lins Caldas
Capillo Joaquim Cordeiro Kiheiro Campos
Capilla Manoel Teiteiri da Molla
Padre Joa Gomes de Oliveira
Tenenle Jos Pereira Lins
lenle Jos Antonio de LeAo
CapilAo Joo Antonio Alves da Silva
Supplenles.
Os senhores.
Manoel de Mcndnnca e Silva
Capilao Jos de Castro Paes Brrelo
Tenenle Zefirino Accioli de Almeida Lins
Tenenle Silvestre Rodrigues Pinlo
Alferes Antonio Jos da Cunli.i
Segondo-lenenie Serafim Ignacio Paes Brrelo
Tenenle Joo Cancio Cavalcauti
Miguel Lucio de Albuquerqoe e Mello
Segundo-lenente Luiz Fernando de Souza
Manoel Francisco de Almeida
Segn.In-tenenle Thouiai de Aqaioo Goncal-
ves Braga
Seguudo-leuente Manoel Mendes Baodeira
Jonior
Tenenle Anlonio F'rancisco Cesar de Vasconce-
los Campos
Tenenle Manoel Marcellino Paes Brrelo
Tenenle Leandro Antonio |de l.eu
Bernardo Teiieira Barros.
,U'tIl^.^la.,"l',n''^V10l',r'',*,''," 1 a obta essencial. e qe ,. Ilra-.i leude a
F.slabelec.e no Brasil un, vr-r.ladeiro cadastro ; decisiva para s,. ,..... ,
prescreve a medico. a dlvnao demare^a, dos i i.l.,s s,.h .. mes.........r, ',.
ierra incidas indica os meios de che,, a ..,.|lllt.lr ; lllllifll,in. ,;nm mn-g,
..doinm.n publico dn dominio p,.rl,c..lar, e deter- rom a dlminoieao proares ...
i.iiiiin prero porque de,, i... .ei vendida-? rj. \ei '
va desla le laiai, que lulmina os antiuos poaiaidnres o gallo da sua aldea. .Nada p.sso dizer a este res-
do soln, e vola mi rara a urna popularlo, qUe -i, |,a pedo, e me ufano volontlriainenledesla adbesao que
de parar U (alinelo do ulluno d'enlre si. inspira a njssa Franca aquellcs que ah nasceram.
Resum o mais breve e mais claramente quarjlo -*,i" ,e oradoaio, ha mais de :!ll annos, um felo na
pude as principies fa-los e resultados coiicerneiiles I niinha iipinia.i inexplicavel. L'ma correnle de erni-
ao Irabalbo du cnlonisacAn, execnlado no Brasil, nes- ft*0 bailanle consi leravel se eslabeleceu enlre a
le ultimes aniius, e beb especialmente as nimbas! Iranca e Ameiica-Merldionil, e tu tos os annos na-
informaees no excellrnle documento emanado da v'09 partidos de Bavonna eonriotem para as prnviu- ^
frpartiri'to da* Ierra* i>ubl}<-ii*. f) qu devo aerea I 'bis argentina!o para o 1 lug.iav legilra do Bseos
rentar be, que ha, nesle momento, em lodo o im- 1 pupolaco evcellente, sobria e lab iriosa. qne ninii- I "",""' ',''" "*""""
per,,,, nma MBlacla ..denle para levar e-!a nbia hVnde |- a 30 en 10 mil almas.....veri,, elevar aquel-' ST.f"?'OS? ^.JT""^'" ""-"""V
o Iim. O lni|Kirrtil(ir. s?u n.inifirosi, a wnembliM I piit* a in tilo -'; de Tospon l.idc. Se 8U
iier.il, os prnidenlM de pronnrla, as a-.etnl)l(;as \ pr^perid^ilp nifu se rcali*u!. Dio lie colpa dos bot
mm lianradoa eomp*ilriols: pediam nnlem e secn-
iMi.rH, o M udvcni'i't do Pfall nAo Ih'at -lerain.
Termino por uina obiervafflo que ae dirifO prin
cipalmenle ;."S Brasilfirw, o que m^rere er petada.
A RonresaRn i> fralt-ro ileiioii no Kr.nil mullmt ea-
piite urjo.os-, ndisena^ r t^ranstirot, mas hahi-
loados i procurar nm anprmolnrralivn nn ir in*ae-
.;.*e* da _f-jule-- pradal bratleira*. He Hta sbou-
*e apir-eiita a
'.r:i nvmitti mol Im
i^ta iI.m negroi,!
perla do liaba
lo |.
Ido pelM e?cr:t\ n-( \m par i a toipe o un, i nere* PAGIa AVULSA.
!)e muilo boa vonlade nos prestamos a otivr al-
"I gnus socios das duas sociedades fraucezas, no pala-
cele .l.i ra da l'raia, cerlos de que cesariam qu.ies-
. livesem anterior-
mente bavido. Agora, porm, sums informados
enm certeza, que alguns rapazinhos de urna dellas,
que iinrcuiiia as Ierras e sevlas, provornm com
iusiillns honesta familia de junto, a ponto de nan
poderem mais as senlinras rhecar v.iranda nos
das de reumOes, e i-lo pelo frivolo pretexto de
pensirem, que des. ra-i parti a noliria que de-
mos. lo.se quem fosse; linham procurado jusltli-
eai ;e : eslava ludo lanado, e nao deveriam in-
-nllar a pe.soa- honesta*, nina familia 7iidi, por
ijo frivolo preieuo. F.mqonlo ai boai air-farrai
Votos.
(i->l
lx I
:17I
Votos.
193
1
IUI
101
91
7
65
28
17
Votos.
J1H
JUi
17H
108
Voto.
lli
lil
51
17
Votos.
87*
819
8(17
805
7811
7t>3
759
7-29
5.11
Volos.
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81
7:i
til
lil
51
&ott&p*nbtiuto*
SERA' CYNISMO OU PIFBADE ?
Srs. redactores.Da publicar;io da caria do
Sr. capilao Joaquim Pedro do Reg Brrelo, ac-
tual juiz de paz da cidade da Victoria e pessoa bem
conhecida, verio Vmes. que, no juramento que
presiira, poroccasiao do processo do Sr. Tenorio,
como teslemunha que presenciara o estado do a-
br'irio, se reiratoii inteiramenle.
Os Victorienses satem apreceito.quslojurarnenlo
que der c Sr. capilao Brrelo foi tal esse ju-
ramento, unnimemente disseramtoJos : o Brrelo
nada disse, e esle processo pelo geito, que leva,
lem de necessariamente cahir '.
Esse documente he autentico, assim como todos
os mais, queliao dcsahir a luz : eu me responsa-
biliso a appresenta-los, quando por ventura os de-
va exhibir em jaizo. se lie que o direilo assim o
dispe.
reno* pois a polica Ja cidade Ja Victoria' na
maior considerarao os documentos, que appresen-
to, para ajudarem no cnnhecimenlo e apreciacao
do crime, noli fica ndo-ss as pessoas, ja referidas,
alim de deporem a verdade.
Eu me responsahiliso ajprovar'o fado criminoso
do Sr. Tcnoriocom os documentos, que aporesen-
tar.
Dir-se-ha ainJa que persigo ao Sr. Tenorio ? Lei-
lores. .-atenJci buin aos documenlos,que se vo pu-
blicando ; e fazei-mejusiica !!!...
^o fronslispicio desla puz a epigraphe, ser e\-
nismo, ou pieJaile '.' Nao o ftz sem razao ; c en-
lendo que nem'uma cousa, e netn cuira deu motivo
ao proceilimenlo iniquo do Sr. capilao Brrelo.
Sim ; cu sei que o Sr. rapito Brrelo lie um ci-
dad bem intencionado ; lie urna das melliores
pessoas da cidade da Vicotria : |se a pobreza he
falta, '.em a falla tic ser pobre' logo nao foi ci-
nismo.
En sei igualmente, qne nenhunia consideradlo
'lcinovvria ao Sr. capilao Brrelo, para que por
nina cumlescendcnci.-i criminosa, faltasse a verdade,
desmeiHindo, a torea de bem fazoi-, o seu carcter
de honra ; lego nao foi picJadc.
E o que seria pois 1 Umaespecie tle bacn '.!!!
O Sr. capilao Brrelo nuifta.-ou de in.a vez no
haixel de um juramento : coinmeiteti urna grande
fraqueza, como liomein !
Eu nao reservo o menor rescotimento por oc-
casiau deste fado ; ames lenbo as maiores simpa-
lliias para com o Sr. capil.io .loatpiim Pedro do
Rejo Brrelo, e de eorac.o me compdcco da pti-
silanimidade com que S S. se p u leu ....
Que se hade fazer pois ".' Sao cousa; usas deste
mundo I '. !
Dirci enlretanlo, que o procetlimenlo do Sr. ca-
pitn Barreto he (Mo bastardo de suas mais benig-
nas int'jticies.
O criinede JoaAlves Tenorio hemuilopublico,
e raro em malvaileza No po.le pois a polica da
cidade da Victoria lornar-se santa a voz da razao c
.la jnstira. Favor no peoo ; l jusiica quero.
Son, Srs. redanlorcs. de \ mes. venerador e
criado.
Padre Joo ller--nliwo dalUqa.
Illiii. Sr. .I.isp Ignacio de Mello. PirapanM :?.
>\f j'ilh'i df l8'''i.Tundo ni pniidn a \ S., pata
azer-me o favor de entregar una carta a Sra. D.,baptisada, morreo, g pouco depois iamttaa, que
Mana, mulherdo coronal Tiburt-no, em Sanio An- a manJara sepultar no I.ivramento, e a .crav.i es-
tao, pedindo dessa senhora que de modo nenhum lava nessedia muilo mal. jinda se queixando da
consentisse na Bppliccao de remedioa a minha es- i dor no coraeo, ele.
cr.iva peto Tenorio, visto como cada da mais em-1 leo que presenlemenie Ihe Majajj dizer ajajM
peioravaa dita eserava com u Iraumenlo que aquelle csiimo coniiuue com siu.le, pois so,, rom '^mL'
enorio Ihe dava, pecp-lbe me faca o favor de res- de V. Rvma. altencioso criado e obri-ado Ani. '
ponder-rne ao p desla, o que por ventura Ihe dis- nio Ravmundo de Mello,
sera a Sra. Maria, a respeilo do referido irala-
in.-uto, assim como me declare a occasiao cm que
conversava amesma Sra.l)e-meos seus preceilos.
Com esiimusu de V. S. venerador eobrigadis-
sinio creado
Padre Joo llerculann da lleqn.
Illm. Sr. padre Joo Herculano do Reg.___
Rcspondendo sua caria,deve dizer-lhe que no da 21
de jubito prximo passado desle anno, passando eu
pelo sitio Larangeirinha, ahi encontrei Y. Rvm.,
em casa de Jos,'- .loaquim|de Sania Anna.e como eu
fosse a feira em St AnlaoperJio-me V. Ilvm. enca-
recidamente para que eu fosse oportadorde uina caria
para a Sra, D. Maria, mullier do coronel Ti-
buriinn. Qual fosse o objdelo desla car-
la, eu ignoro, mas posso afirmar a V.
Rvm. quo logo que all chegiiei,scriam onze
horas da manha entreguei a cana a Sr. D. Maria,
aqual logo depois me disse cm conversacao que a
eserava de V. Rvn.. piorna cada vez mais com os
remedios que Ihe dava o Sr. Tenorio, e que por
gosto della Sra. D. Maria, desde muilo que nao
consentirla um semelhanic tralamento,porqui pa-
recia-lhe quo por tal modo a eserava ia morrer.
Nada mais se passou alm do referido, que he ver-
dade, podendo V. Rvm. fazer desla miiiha res-
posta o uso quequizer.Sou de V. Rvm. ltenlo
venerador c creado
Jos Ignacio de Mello.
Quanduz 2 de2 julho Je 1856.
Illm. Sr. padre Joilo llerculann do liego.Recebo
ora a caria de V. Kvmd. e em satisfcelo as per-
guuUs que me faz. vna responder-1 he que he muilu
verdade qne pediudo-me V. Hvmd. pan que eu fos-
se a Santo Antao alim de ajudar o Sr. Anlonio Kay-
mnndo de Mello na commissao de que V. .rtvmd. a
linha incumbido, islo he, no somenle para que ves-
toriasse a eserava de V. Kvmd. depois de mora.
visto que esla se achava muilo mal.e presume-se ler
sido envenenada, podendo acontecer o mesmo que
acouleceu com o aborto o qual ti. ando de cr preta
logo depois que morrea, mo obstante haver quem
na occasiao reclamasse que em taes circomslancias
se de\ ia veslnriar um .burlo, com Indo esta nao se
lizera, occullaudo-se o facto a ponto de se mandar
sepollar na igreja do Livrameoto para qae nAo huu-
vesse maior publicidade, como tambem pira (rilar
do enterro da mesma eserava caso morro-e. a vista
desle pedido foi a Santo Anta., no dia JO do mez de
jonho prolimo passado, e estando em casa do csiro-
nel l'iburlinu presentes contigo o capilao Jos Seve-
rino e Anlonio Rayinundo de Mello disse a Sra. I).
Maria, mullier do coronel Tiburtino, que o Tenorio
Ihe disten ia dar ama dse a mulata do padre para
sazer abortar, e que de facto deram remedio apezar
della e do Sr. Anlouio Kaymundo dizerem a elle
cirnrgiii, que islo era m-n,resultan ni desle remedio
que logo que a eserava lomou coo com aunas de
morte e untando com ama grande dr no coracao, e
que logo depois abortn urna enanca femea, a qual
com pouco morreu ficando loda deuegrida ; a de-
pois chamou-me a mesma Sra. D. Mara para me
mostrar a eserava, e com elleilo eu vi a eserava em
um estado qae fizia pena, quasi nao poda lomar
respiraran, o corpo lodo inleiricido, a barriga muilo
inchada e somenle arquejava e disse-me mais a Sra.
t. Mana que assim mesmo a eserava ja se achava
melhor a vista do que tinha estadu ; esla mesma
hislorii roe lem sido contada por oulras pessoas, por
qoe he sabidiuque i Sra. t. Mara conlava a mes-
ma historia s todo o inundo, as pessoas com quem
conversiva. Todo isto he verdade e daria um jura-
meulo de alma se misler fosse. Poda V. Kvmd. usar
desla carta para o Iim qoe qaizer, que para islo Ihe
dou o meu consenlimciilo. Eslimo a ua siude e
da mais familia. Sou de V. Kvmd. venerador e cria-
do,Joaquim Ko tugues Doro.
ngenho I.ivramento 9 de a&osto de 1856.
Illm. Sr. Msnoel Libanio de Mello.Pirapama 15
de agosto de 1850 Por amor da verdade e da jus-
iica peco-lhe por especial favor me responda o pe
desla os seguinle quezilos : Se nAo he verdade que
i Sra. I). Mara Jos dis Dores Cavalennli, mullo r
do coronel Tiburtino Piolo de Almeida, disse a V.
S. que o ctrurgi.iu Tenorio, que eiitJ.i tratava da
minha eserava Ihe havia minislrado remedios pan
fa/i'-la abortar, dizendo que quera salvar a mili
com a perda do lilho, e que com elleilo isto seden,
porque 3 din depois a eserava aborlou urna enanca
em todo perfeita, a qual duas horas depois que mor-
reo, depois de haver nascido licoa preta, e que com
licito laes remedios liuham posto a minha eserava
s portas da mortp. Sou de V. S. venerador e cra-
lo..lia Hercolano do Kego.
Illm. c Kvmd. Sr. padre JoAo Herculano do llego.
.vEm resposta a carta em visla, respondo-lhe que
em abono da verdade disse-me a Sra. Mara,
senhora do Sr. coronel Tiburtino, que eserava do
Kvmd. padre JoAo sa achava nos ltimos paroehis-
mo da vida, soccedendo isto por ler dado o cirur-
giilo eocarregado do Iralamenlo da dita eserava, urna
dse para fazer abortar, apezar dedizerem ao mes-
mo cii urgiao qae (al nAo lizesse, mas qua o mesmo
insisti dizendo que en para fazer salvar a vida da
eserava.
Estou bem lembrado qae me disse a mesma senho-
ra que a creanca nisccra viva e cora pouco fal-
lecer pireceudo denegrida logo depoii do falleci-
menlo. Sei mais qne a referida eserava si achava
em bom estado qoando esteve, salvo erro, oilo a doze
das ni casa do Sr. alferes Miguel, de onde sahira
com seos proprios ps para i casi do referido Sr.
coronel Tiburtino.Admiraodo-me eu desla cir-
cumstancia que devia ir pira melhor quaodo disse-
me a mesma Illm. Sr.* que i eserava nAo escapiva,
por assim Ihe dizer o cirorgiAo, aceresetntando-me
que eslava a eserava com os queixos cerrados, vem re
impado, era snmmaem eslado di maior proilrico,
ale qnasi sem falla, e que lado i-so si illrihaii aoi
remedios qoe se lira linham dado, assim como de
abilar denles etc., dizendo-me por Iim que ji Ihe
estiva dando alguns remedios de sua eunosidade.
Tuda isso se passou indo eu para o Kecife, e qoan-
do voltei conversando a respeilo com a mesma se-
nhora, disse-mc que se achava a citada eserava me-
lhor, o qae altribaia as suas diligencias como dava
(esiemuuho dos seas cuidados cum a mesma eserava.
Todo o referido he verdade e publico, como ha de
constar a didereules pessoas a quem mesma se-
nhora lem referido o mesmo faci. Pode V. Kvmd.
fazer desla minha rerposta o uso que quizer; para
isso lira dou lodo n consentimenlo por ser verdade o
qoe acabo de expender. Sou com respeilo e e-lima
venerador e criado.Manoel l.tbanio de oliveira e
Mello.
Hinchan 1(1 de agosto de ISti.
.Estavam reeonhecidos e sellados.
Jllm. Sr. Rvd. Joao Herculano do Reg.Era
resposta a caria de V. Rvm. que acabo de receber,
em primeiro respondo-lhe, que do dia 21 do cor-
rente, estando eu era casa do Illm. Sr. coronel Ti-
burtino Pinto de Almeida, nesta cidade, ondees-
lava sua eserava Anglica, entrou o Sr. Jos Al-
ves Tenorio, e vio sua dita eserava ; voltando para
a sala on49-wrestava e a Illma. Sra. 1). Mara
Jos das Dores Cavalcauti ; em nossa presenca dis-
se elle que, em laes casos|vamos cuidar de salvar a
mai, embora se perca o filho. Eu e a mesma Sra.
D. Maria, com poucas palavras ponderemos-lhe que
tal nao lizesse, elle insisti dizendo que a homeopa-
Ihia nao mata ; e preparou um vijro com seus re-
medios, eministrou urna dosa em nossa presenca,
e retirou-se ; poneos momentos depois a eserava
queixou-se de urna intensa dor no corarlo, alguma
anxiedade, c o ventro tornou-se logo Itmpanoso, a-
vista do que a Sra. D. Maria, mandn chanur o
mesmo Tenorio, c elle chegando determinou que se
epplicasse a paciente um clister de manteiga, eu n-.
lirei-me, e una hora depois pouco mais ou inenus
voltando, a Sra. D. Maria, me disseque nenhuma
melhora, a paciente oblivera rom aquelle clister,
antes pelo contrario conlinuava asollrcr pngeme-,
dores, e o venire auginenlava ; qr.cella (a Sra. I).
Maria) muilm chamarla vellta Luciana parleira,
que ja all eslava preparando nm oulro clister de
caldo de galinha, com oleo do amendoa ; pelas seis
horasda tarde do dilo, a c-crava leve algum allivio
com ttWS clisteris, mas somenle quanlo aanxieda-
do, continuando porcm com a dor nocoracao, la*
{rundo ella mesmo me disse, e por isso ella passou
a noile cm continuados gemidos ; isto digo porque
pernoitando eu na mesma casa, e quando eu ac-
cordava ouvia o que acabo de dizer.
Em segundo digolheque.por ordem de V.Rvm.
no dia 8, depois de ter fallado ao Sr. Joo Dias
t'erreira, boticario, e morador nsia cidade, para
se encarregar do tratam.nlo da mencionada eserava,
polas oilo horas da mania fui a casa do Sr. Te-
norio, par or.lem de V. lvm., exonera-lodo itaia-
menio da mesma eserava ; e voltando para a casa
do Sr. coronel Tiburtino, alli cliegouuo Sr. Joo
Dias, que commigo, cntraudo noquarlo onde es-
lava sua referida eserava, esla pedio que su quera
sentar, a disse ao Sr. Jo.io Das, que os remedios
que se Ihe linham dado Ihe estavam fazendo inuto
mal, e queso quera Bear boa para ir para a casa
de seu senhor.
Nesse mesmo da 22, eu me retire, para minha
casa, e no dia '2-1 recabi duas cartas cm retpoatt
em quo a Sra. D. Mara o o Sr. capilao Joaquim
Podro do liego Rarrelo me diziam naquelle nesrao
lia linha a eserava abortado,e no din 2* ,|o nn-smo
mez, viridneo para esla ndade, a 8r.i. I). Marra
m-disseqiie i rninnnhi nasreca viv, > loen foi
Pubtcacao a pebfto.
IV s. do I aruzo em sea igreja. o mn. .1. tsy
_ ... .. Jui/.es por eleu:,<.
0 Illm. a fc*.m. Sr. eommendador Jan Pire. Ha*.
0 Illm. Sr. Anlonio laar la Corre,,,
( Illm. f Jaciolho Klesba,,. *
EtcrivAes por eleirio
0 Illm. e Rvm. Sr. padre mesu* rrr. Vnleam ,1.
Sania Anglica. "* "
Cuello." "-**>".!-.
Escrivies por devor.m.
O Illm. Sr. major I.uiz Pereira Siatoes.
Manoel Pereira l.emoe.
.luzes protectores.
O Esm. Hvm. Se. padre mestri Moasenhne ran-
cisco Miiuir. Tavares.
0 Illm. e Rvm. Sr. padre mesln provioriit rr. Jnav
da Assomp^Ao Moun.
Mordomos.
Os Illms. Sn. :
Dr. Joaquim Joae da 1 onscc.i.
Jos Pinlo de .Magilb.lcs.
Domingo* Soares Alve da Silva.
Jos Maiia da Cosa Carvalho.
Antonio Jos da Costa e Silva.
1 mbelino Goedes de Mella.
lenenle-coronel Justino Pereira de I arias.
Jo.'u da Silva Looreire.
l-'rauci.cn de Salles di Costa Monleim
Candido Moiein d Costa.
Antonio Jos da Silva Brasil.
M) ir Josi' Ignacio Soare de Macedu.
Procuradora*.
O Illm. Sr. Jos' Francisco do Rozarte.
o Jos Nazario dos Aojos.
Procundor geral.
O Illm. Sr. tenenle Cera.do Curri I,mu.
O capellito, padre Miguel titira ec farrn Ma.
reeu.
K lei cao das Jaitas, Escrvaas e mus devotas otra lew
de festejar N. S. de Panizo em sua lareii. mi
anno de 185K 1857. ^^ '
Juizas por elcicao.
A Illma. e F.vmi. Sra. U. Marta l.n/i
di Silva Santos, mullier de film. Sr. Aa
I.uiz dos Sanios.
A Illma. e Eimi. Sr. D. Maria da Silva (.aalre
mullier do Illm. Sr. Joaqun da Silva Castra.
Jaitas por desoco.
A 1 lima, a Eima. Sra. II. Biliianoa Aogaala Mar-
lios Silveira, mullier do Illa. Sr. caps (i. Jeons
Jos da Silveiri.
A Illma. e Eimi. Sra. I). Hieren de Jes. Imem
linios, mullier do Illm. Sr. Migoel FekeM aa
Silva.
Escriviis por eleice.
A Illma. e Evma. Sra. O. Flora l.'mbrhu de Al-
meida Xavier, mulher do Illm. Sr. Dr. Igaar*
F'irmo Xavier.
A I lima, e Evma. Sra. D. Hila Mara da NaNeidad*
mulher do Illm. Sr. capillo Fetis. Fraacla 4.
Souza Migilhaes.
Escrivs por devorio.
A Illma e E\na. Sra. I). Piuli Mara o> S. P*.
A Illma. e Exma. Sra. II. Marg.rnli de Jkh Cot-
r.'-.i Pinlo, mulher du Illm. Sr. loorola aaaaI
Jos Antonio Pinlo.
Juna proleclora. -
A Illma. a Etraa. Sra. D. Joanna Mara da >%,
viava do liv.ni. Sr. leoador JoseCarhM Mairaa..
Mordomas.
As Illma-. e F.imas. Sr.i :
I). Amella Relaraina da Maia Azevede, hrka ,l
Illm. Sr. Joo l.ete da Azevedo.
O. Therezi Alesindrina de Senzi Bandeara.
I). Idalin. TTizeira de Mirar .
I). Mara Cis.emira Pinto, filha de Illm. Sr. Anto-
nio Dommguei Pinto.
II. Therezi de Jess Cailello, mullier de Illm. *.
Francisco Comes Castellao.
I). Olimpia Upes Cuimarirs, Ulhi do Illm. Sr.
tenenle-eoronel Sebaitiio Lape Gainuraes.
O capello, padre Miguel I letra t Barro ',
reta.
Saricfcftfcf..
O Heraldo de Cleveland publica a maneira por
que foi tirada a caixa forte do Atlntico, oc si:
submergio no lago Eric, no mez de amato da
1852 :
Mr. kamiglon. buzio experienie e atrevido, i,n
no dia 18dejunho do correnle, com os leu so-
cios ao sitio em qae se subrnergira o navio, o qual
tinha sobre si 172 ps de agua; comecou ente
as suas operaees. que duraran) qualro dias eeaae-
cutivos. Tendo conseguido atar ama corda ao aa-
via submsrgido, emlim Mr. Kamiglon no seu traje
de buzio, composto por duas fundas de lela, sepa-
ra,las por outra de gomroa parcha.
Da borra de Mr. Kamigton sabia um tubo de
gomma percha cora um fio de cobre para mpodir
a uniao das duas paredes; esla tobo linha bastale
comprimento para sabir a supertese da agua, dan-
do passagem ao ar que servia de reifiacao ao a*.
zio.
Mr. Kamiglon, para podar locar ao tuna le
vava sa palos de chumbo e na cintura alguns peaVacos
do mesmo metal, urna corda forte amarrada por de-
baivo dos bracos, devia servir para o pasar fara
d'agua.
Oeste modo mergulhou buzio no dia 19, segua-
do o cabo preso ao navio, e encontrou a parle su -
perior, a 40 ps do sitio, em que achava a cana
d companhia ; inergulhaiido pala oilava vat pode
chegar a pona do cimarote que rirororava ; esus
oilo tentativas levaram-lhc dous dias.
No dia 21 mergulbou sele veaes, nservan*i-
se debaT.o d'agua de tres a oilo minutos, daranle
os quaes conseguio arrombar a janella da cmara,
e atar uina corda s urna das argobs da caixa
conbecendu porem que a abertura que liaba pran-
cadonaocrasulli.-.ienle para por ella passar a cai-
xa, deixou para o dia seguinle a continuaran da
sua obra.
No dia 22 verihrou a dcima sexta immersav,
a qual durou seto minutos, e conseguio despresar
algumas pranxas, e na decima stima alou-le>
urna corda, pela qual pucliaram os seus socios qnc
eslavam em um escaier, o assim conseguio hoac
grande rombo, linalmcnlc, na dapima oitava .< irl-
lima, na qualpermancecu onze IhinuUr. dehaix
d'agua, ajudou a fazer fallir a caixa pela abortara,
que linha pralicado.
Tantos esforcos foram explendidamenie x.-.
compensados ; na caixa rneoniraram-se 5,o.mi
dol.ir. em .mu a .31,000 em bil,ces, | mai- nV
36,000 duros) seis rclogios de ouro, e alem disto
cerlos documunln pelos quaes dea ama grande
sotiuna certa companhia americana.
.1 .Vofio )
it**toitt-'9
.AC t') RKCIFK IS |K Himw M ,'
ilOHAS l)ATARDE.
,..t.oUs<'" ol"'*.
Descont par .10 dia<--7 ',, aa anno.
frederico llnhuiitird, prenden!*
.". Bm-fis, secretan...
Sobre Londres, -27 |,o .RM. Tl :l M w,
" j:'". X*1 a m n. por fr.
a Lisboa. Kio de Janeiro, I,--' a I por Om a t." e M ata*.
Acrnes do Banco, <0 a 70 0,(1 de premio.
companhia de Beberibe .i43in.
companhia Permimbocana e par.
li'lihdadc Publica, .11 p,.rceiiluda piemi...
" -' ludemnisidora. 7y i leir.
o .U c-Ira la ,le forro _1i por il|ode jwem..,.
l'isconlo de ledras, de 7 a 7 I|i> poi nH|.
Dito dn banco7 a K por Oki.
(juro.Onras hespinhulis. .
Jl.ie'.lis de (i- IKI velli. .
6cilXl novas .
lr'i. .aj>.
Prata.Patacftei brasileiro. .
Pesos chininan, ,
mevicino!. .
Al.F.\NI2(.A.
Hendimenlo dadla I i:'l .
Idtm do dia -i. .... ,
. n.-om
. in-ue
. t-iinri
. fti
.

' !
MUTILADO
I .!:!" ,*l 74
li-JRaMS
I. t:*i^tmi




.1*810 H PHICIWCI QUiWT* FEIM 2S SlflHIM | 1856
Detcarregam hoje > de selembro.
(alera inglezaLindamercaderas.
Patacho americanoKingptherfamilia Sumaca hespauhola Claudina vinho, passa e
figos.
ONSULAM) UEKAL.
Kenriimeiitn do da 1 a 3 11 099J5"t
dem do dia i ...... 6!>b0.u
11:1681621
lIVEKSAS PROVINCIAS.
Kendimento do da 1 a 3.
dem do dit 24.
1:0139616
69>150
l:080s70(i
OESPaCIIOS de exportacao PULA mesa
ItO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
21 DE SETEMBKO DE 1856.
LisboaBncae portoitaei Ejpcriencia, Manoel
do Nasciraento Pereira, 50 saceos HMMi mas-
cirado.
HKCKBKDOHIA DE RENDAS INTERNAS liE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Ren.limenlo do dia 1 i 23 16:6868(131
dem do dia 21........ 9609747
17.6163778
CONSULADO PROVINCIAL.
Heudlmento dadla 1 a 23 19:07.">{IH.'t
dem do di j....... 1:1263157
SftSiMfMO
'Mottlmmbv ais* punto.
navio* entrados no dia 21.
Liverpool51 dia, barca inslea Gardyne, de
3Ha toneladas, e-puo W. llewill, equipacem IB,
carga faiendas e mais genero* ; faln Naih &
Companhia. Pcrtence ao porlo de Liverpool.
Aracaty20 das, liiale brasileiro Kxalaraon, de 37
toneladas, meslre JoSo Henriqoe de" Almeida,
equipacem ti, carga coaros e mais gneros; a
Castao Cvriaco da Costa Moreira. Pertence ao
porlo do Ceara'. Passaceiros, Maooel Martin* de
Vasroncellos Porlo, Joflo Pereira da Malta Oli-
veira.
Afama* saMdos no mesmo dia.
B.irrellonatingue lirspanliol Jayroe Ferrara, c-
piflo Sebaliao lielaliert, carga algodflo.
Ar.ical\Hiiite brasileiro Anglica, meslre Jos
Joaquina Alves da Silva, carga (alendase mais g-
neros. Peaaageiros, Manoel Antonio da Rocha
Jnior, Esmerino Gomes Prente, Joaqoim Das
da Silva, Francisca Mara de Jess, Francisca
.1 inquina Alves.
Ceara'Lancha brasileira S. Jooii, meslre Am-
hresio Antonio Procepio. earga vinho, manteiga e
mais gneros. Piissaceiros, Virgino Jusliniano de
Suata, Manoel DomiDgues.
mwt$*
A camaia municipal do Recita faz publico,
que no dia 1. da oolubro futuro principia a aparacao
dos votos para vareadores do municipio. Os iraba-
Ihos Mo pblicos para qaem os qaizer presenciar.
Par-) da cmara municipal do Recife em sess3o de
'2* de selembro de ISti.Itar.lo de Capibaribe, pre-
sidente.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
$etrt*mi>ea.
NONO BATALHAO DE INFAMARA.
O cenaelho econmico do mesmo contrata para as
praca arranchadas dorante o trimestre, a decerrer
do l.- de oolubro ao nllimo de dezembro do corren-
te anuo, o ganaros seguinles : caf em caroro, as-
uear braaeo, manteiga [ranceza, pes de 6 e" i on-
cea, carne verde, dita secea, bacalho, feijao prelo,
(arinha da Ierra, toacinho de Lisboa, sal, lenha, vi-
na* Iluto, devendo ser todo de boa qualiajade; para
rejo lim o referido coneellio convida ao< Srs. nego-
ciantea que quizerem (oruecer os mencionados gene-
ros, para comparecerem na respectiva aecretana no
da 29 do mez que rege, :om saas propoilas em car-
ta fechada,'aa 10 horas da manhaa ; adverte-se que
uaii.se admillem pessoas que ni sejarn estabelecidas
no commercio. Quartel na Suledade 21 de selem-
bro de 1856.O alferes agente,
Marlinho Jos Ribeirn.
leudo o conselho econmico do bjtalh.'io de
inlanlaria n. 10 do exercito, de contratar o forneci
memo alimenticio para as praras arranchadas, a con-
tar do 1.* de oulnbro futuro a 31 de dezembro, sen
da cate gneros de primeira qaalidade, e constando
de pao de 6 e 4 oncas, caf em grao, assucar branca
redondo, carne verde, dita aecca, bacalho, fejao
prelo e tirano, farinha da Ierra, arroz, vinagre,
meile doce, lenha e sal ; convida os licitantes para
ciitregarem saas proponas no dia 27 do carrenle,
(las 10 horas da inanhaa, na secretaria do mesmo
batallido, no quartel doParaizo, di* em que se deve
en*,.All>re*-ecesj-a. i
uilberrne dos Sa ij^ fraaTe>
proceder a arroraatacr"*.Alfares
fio.
CSdel.
CONSULiT DE l-RANCE
A vm\AMBiu i:-
Le Cnsul de trance rhonneur de portera la
rouuaissance de ses compatnoles qui residen! a Per-
nambouc el qui onl bien vonlu piendre part a la
souscription oaverte ce consulat, en faveur des
inundes de Franee, la dpchesuivanle qui lea con.
le Minislre des alfaires Etrangcres :
ii Paris, 11 anu 1856.
, Moosieur, vous ra'avez inform par volre lellre
en dale du 19jain 1856, qu'une souicription unver-
le, a volre chaucellerie, en faveur des victimes de
nos inondatinns, a produil une somme de T499800
r. | 2110 f.. 70 c.) que vous avet charg volre fon-
de de poovoir Paria de lenh la disposilion du
Mni.lcre des allanes Etraugcrer.
Je yiens, en consqaence, n'inviw Mr. Flury
llorarJ a en effecluer le ver.ement entre les mnins
do raiiaier Paveur central da tror poblic. Je voos
reinercie, Moiisieur, de volre olTran.le personnelle
eljevouspri d'clre auprs dea sooscripleurs de
volre rsidence l'inlerprle des senlimens de grali-
lude du gauvernemenl Imperial. Sa Majesl se
montre profnndmenl touchee des tmoignaces de
aympalhie.que nos rcculs dci adres appellent, de
loules parla, sur nos malheureoses populations.
* La lisie des sousciiptenrs que vous m'avez
adressec, a, par mes ordres, l insra au journal
oflicirl de l'Empire.
a Reccvez, Monsieur les assurances, ele. ele.
( sign ; II altir-l.i.
l'our copie couforme.
Le Cnsul de Franca,
l'isconle E. de Lmont.
CONSELI1O-ADMINISTRAT1V0.
O cunsclho administrativo, em cumprimenlo do
art. -22 do regulamenlo de 11 de dezembro de 1852.
laz publico que se tem conlratado o fornecimento
dos maleriaes para as obras militares, e tiveram ara.
ferencia para fornecerem. al o lim do carrenle
anuo : ,
Jeta Pereira da Silva, olea de linhaca a 270 a li-
bra, tintas branca e cin/cnla a 160, e ro\o Ierra, to-
das em massa, a 120.
Lima 4 Maalins, presos para assoalho a 2)603, di-
tos pora forro a I56OO cada inilheiro, dobradiras de
cruz a 33600, ditas meilaa a 320 cada par, parafusos
para ferracens a 100 rs. a duia, ferrolhos pedrezes
S'andes a 360, diios pequeos a 200 rs aldrabaa au-
las a 320 cada urna, e lod-n as mais (erragem que
pussam ser precisas pelo prejo do mercado/assoallio
He amarellu cun largura de 2 palmos e 26 a 28 de
cumprimenlo a 7o500 cada laboa, dita de luuro de
1-2 a If pule- idas de largura e 26 a 28 palmos de
comprimen! a 503 a duzia, do de forro t;,ml)em
de luuro com as mesmat drmeiises a 339000 a
alalia.
Manoel Antonio Teiieira, (elli.is a IM, lijlos de
de ladrilliu 'jui liirlo- lambem a ri0^. anos cumpri-
dus a -_'T- cada inilheiro, cal preta a :KX> rs. o alquei-
re, medida nova, canoa de areia Je 7 carroras por
:l200, e a mais que for preciso pelo prer,o de mer-
rinlo, menos Tijato de alvenaria ; todos estos mate-
111> s mi po.stog lias obras.
1'. avisare aus fornecedores, que na couformidaile
de rafarMa cunlralo, deverao entregar os maleriaes
niecisus, a' vista dos respectivos vales qoe Mies forem
"presentados por parle do Sr. teneiile-coronel direc-
i'ir das obras militares.
Secrclaiia do conselho lulminlslralivo para furne-
MnenlD dn arsenal de guerra 21 de selembro de
l8jl>.--.lnfoiiio (,'iMt.i IjeaL Iciiente.-corunet vogal
servindode secretario.
CONSHLHO ADMINISTRATIVO. '
" "'"'' *aniinialra(iva, em cumprimenlo do
MI. 22 .1 rea. de II de dezemlno de 1852. faz pu-
blico, que raram aceitas as propostas para torne-
earem : '
Jaa Caetano de Carvall,,,. 0s raedicamenlos e-
und o pedido j, annuncia.lu.para a botica do hos-
pital rraimeiilal, na importancia de 567SM0
Joaquim Joic Ooncalve, Belua0, 210 libras de ve-
las >le carnauba a Lid.
Juse Joaquim lioncalves da Silva, 180 canatos
me lula mi* -rpalo a 980, -j dalia.
de pav.o. a 110, e .0 libra, de lio de algodao a 5(.
P.ilraeira c\ Bellran, ihO caadas de azeite de car-
ralo medida nova) a 980, 16 dita, de coca a
Jo.fi llygino le Miranda. 5 iluzias de uhnas de
as-ialho de ainarcllo da 3|de grussara e 25a -'7
palmos de coinpiintenlo e 2 de leraura a7-s
.1 duzia. '
Manoel Ignacio ,le Olivaba Braga, 1 bandeira
imperial de lileli por 369.
Jos. N'oaueira de Saaia, 1 livru em branro pao-
lado de 200 fainas papel de Holianda por I2-i, I dito
larobein de 200 folhai de papel imperial para reai.-
Iro das uracas addida ao >. balalhno de infamara,
rom rapa d.-> courn, cautos e atacas de metal por 90,
1 dito de 150 tolliaa adili.-iuuil ao 3. livro metlrc
para utli-iaes do R.^lalhAo de infaill.iria, Com capa
de courn e raalM dWnelal por 70*100. WO pinnas de
caco i, t>|,[H) o cerno. 6 dnziaa de laaia a 100 rs .
':'""": ,le *' C, por 18300, 20 toboadas por
aun ''. """Idures de grammalica porluaiifza a
W rs., b pantos por 210, 20 traslados por 800 re..
a n creoes pr 210
Roilrisues 4. Riheiro. 6 resillas de papel almaro a
t-'JI. -' ranivPies a koo r--., t; libra- de areia a>al
Jos llaplisla Braga, 6 garrafas de tinla prela a
E avisa aos vendedores que datera recollier os
referidos objeclos ao araenal de guerra no dia 26 do
crreme mez.
Secreiaria do consellio admiaitlralivo para furrie-
cinienlo do arsenal de guerra 21 de selembro de
{..ib Inlonio Gome* Leal, lenenle-coronel vogal
servindo de secretario.
O lllin. Sr. regedor do (ivmuasio manda convi-
dar aos naja u correspondentes dos alumnos inter-
nos, meio-pcnsionislas e ezlernos. para que no pra-
zo de 0110 das, entrem com ara quartel adiautadn,
que lera de principiar no I.- de oulobro vindouro.
Secretaria do Gimnasio Provincial de Pcniambu-
co 22 de setembro de 1836.O secretorio, A. A.
Cabial.
-- Pelamesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que no ultimo do corrento mez lein de ser ex-
Irahidas para serem reincllidas para o juizo, alim de
seren azecutadas as relar/iea dos devedores que dei-
zaremde pa-ar seus drbilos cumo sejam as do im-
posto de decima, 4 ':, sobre diversos estobelccimcn-
los : 1:2009 sobre cusas que venderem bilbeles de
loterias de oulras pruviocias, 103 sobre casas de mo-
das, e 203 obre casas de jogo de hilhar. Mesa do
consulado provincial 3 de selembro de 1856.
Antonio Carneiro Machado Rios.
O adminislrador da mesa do cousulado provin-
cial avisa a quera interessar, que por oflicio do Exm.
Sr. presideute da provino, de 27 de agosto prximo
passado.foi approvada a medula proposla por esta re-
partirlo de serem uhrigados os conlribuinles quando
lenbara de paguro imposto de decima, e i a apre-
senlar os ltimos conhecimenlos que moslrem al
quando pagaram os ltimos impostos a qne sao obrj-
gados por lei, alim de se evitar duplcalas de paga-
mentos. Mesa do consulado provincial 3 de selem-
bro de 1856.Antonio Carneiro Machado R101.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria'desla pro-
vincia manda fazer publico que a arremataba do
patrimonio da capella vaga de Sania Rusa de Lima
aonunciada por edital de 22 de agosto prximo pas-
sa lo, para o da de hoje, ficcu transferida para o dia
27 do carrenle mez.
Secretoria da thesooraria de fazenda de I'ernam-
boco, 23 de setembro de 1856.
O ollicial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
De ordem do lllm. Sr. capillo do porlo faco
publico as traduccoes jumas a esle, de varios avisos
que foram remetlidos a' secretaria de estado dos
negooios da marinha pela dos eslraogeiros, an-
nunciando aos naveganiej o eslabalecimento de
pharoes e Ittzes Oxas em diversos paizes, e a an-
nulacao dos signaes que haviara na cosa de Mos-
quito ; mandando o lllm. Sr. capilao do porlo
fazer a publicacao em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia datada de hontem
referindo-se ao aviso imperial de 27 de agosto l-
timamente lindo. Capitana do porlo de Pernam-
buco 19 de selembro de 1806. O secretarioAle-
xandre Rodrigues dos Anjos.
TRADUCCO.
Aviso aos navegantes.
N. 13.
NORUEGA COSTA DO OESTE
Pbaroes do canal LofToden.
A repanicao da marinha real da Noruega em
Chrisliani acaba de participar que no dia 20 de
Janeiro de 1856 ero dianle. osdous seguintes pha-
roes no canal que conduz .is ilhas de Loflodon se-
rao acesos.
Pharol Siaaholmen na eslacao de Pescara Skraa-
ven.
Esta luz he lixa e do cor natural, e esl collo-
cada ua pona do osie da ilha, em urna elevarlo
de 30 jis cima do nivel do mar, e deve ver-se do
convs de um navio em lempo ordinario na dis-
tancia de 7 millias. Porem apenas allumia de 0.
4-" do sul 1|2 S. para o osle al N. O. 4/ N., c
do N. 4.' O. para norte. A casa do pharol
esta na latitude 6S.0 9' 30 norte, longitude 14.
41" 30" leste de (reenwicli.
As embarcacoes, que se dirigem para Slab-le-
den, o canal do oslo para Skraaven, deven con-
servar-se safas de Siaagrudem (cuja cxlremidade S.
O. fica a oeste do pharol), conservando o pharol,
E. 4. N. 1|2 N., que conduz livre da poma do W.
de Stabben. Devo-se seguir o mesmo rumo em
torno da pona do norto da Basvigsholmen, al a
sua pona de leste, donde se pode se.;uir para o
aneoradouro em rumo de sueste.
O canal supra ha navugavel para erabarcacries
grandes. Outro canal c/iamado Masle-loden *
Muente pralieavel para lx.l, oesi illiiminado
direcp-io de N. 4. O. para norte. _J
Kieoen, ou pharol da ilha Kie em Svolvo,. /
Esu iuz he lixa e de urna cor natural, e esia
collocadana parle do sul de Kicoen, em urna al-
tura de 52 ps cima do nivel medio do mar, c
deve vei-se do convj do um navio, em lempo'or-
dinario, na distancia de 7 milbas, em direccao
S. O. 4." S. ; e depon cm volta pelo S. o lsie pa-
ra nordeste.
O pharol esl na laltilude 68-13' 15" R. lon-
gitude li 37' O. a lsio de (irecnwich.
almiraniado : mappa do Pacifico folha 3 n.
24-iO : Ocano Patilicode I.ourie folha Califor-
nia. Vesloria da rusia dos E-lados Luidos; map-
pa de S. Francisco para S. Diego. Assim como
asdireiTiies de Findlay 1. vol. folha 384 ; c Lis-
ta pharoes da cosa do oeste da America do
Norte n. 29 B.
Ii
THEATHO
DE
Santa Isabel.
i -imtIocuIci monstro e ultimo
DOSGRANDESEBRILHANTESSOIBES
da companhia
UOBERT E DEVEVIV.
Em lavor do bilheteiro e camaroleiro.
O"lcl)i'!l Sabbado 27 de setembro de 1856.
Loso que os Srs. profesores d.i orcheslra liverem
lindado una bella ouverlura. dan. principio ao di-
veilimento que se acha dislribuido em ti liarles da
manen a seguinte:
PRIMEIRA PARTE.
Mgica branca c plivsitii.
Mr. Deveaux precnchera esta parte com as mais
indas e dillicultosas paseasens, que lem em seu ga-
biuele, entre as quies algumasque alada uao foram
apreciadas pelo pnbtico.
SEGUNDA PARTE.
PA.SSO CRIOULO.
A joven Fluminense e o Pemaiiibucano.dansara
esle lindo passa a carador, esperando merecer luda
a atlenrilo do pablicu.
TERCEIRA PARTE.
Equilibrios u exerciciot cliinezet.
-Mr. Kobert enlreler ao publico com os seus sem-
pte applaudidos eicrcicios cliinezes, esperando me-
recer do respeilavel publico toda a allenru e bene-
volencia.
QUARTA PARTE.
II PASSO STYBIAIKO.
A joven Fluminense c o roinamhucanu para
mais realce dar ao diverlimenln, se preslaram a
dansar este elegante pasee, esperando du publico
ludo acolhimento.
QUIMA PARTE.
Dcslocacries e salios mortaet.
A joven Paracuse e o l'ernambucano preenche-
r.ln esta parle com os mais lindos vnrleios e os pe-
rigoios, salios mortaes esperando merecer do geue-
roso publico loda a benevolencia.
SEXTA PARTE.
corda t eia.
Asjovens Flumiuense, l'araeuseeo l'ernambu-
eino enlreler i ao publico por espaco de alguin
lempo, com os mais lindos pasaos e as mais lindas
posices sobro a corda, esperando nflo desmerecer
por mais esta ullimf vez o acnlhimeplo qoe tem-
pre Ihe pie-i-ram o dislincto publico desla ci-
dade.
He este o divertijnenlo que os directores da com-
panhia eicolberam para enlreler ao publico nesla
ultima noite, vislo que leem de reUrar-ea para o
Maranhao com a sua compnnliia, onde silo espera-
dos, esperando ao i esmo lempo qoe o pulilico con-
corra amda esla vei ao espectculo para mais bri-
llianlismn, c junlamenle para se lomar mais roin-
pniilo, de li esoravo, sendo 1 casal, | ne.ro de idade
1., a Manuel. I negra de 23 a 26 anuos. 1 eiulati
Ilha de I a Ijuuiius, I mulato robusto de 2S au-
.;, exami.:,:;,:,,,j,c,,iesnodia '-i.
De"o n ^"'JHS S'Var' M rua d '*
,? h :' f,z,"Ll ** ao mel dia em
| outo de diversas obras de marcineria nova, e usa-
das, e diversas obras de ouro e prata, e relogtos '
Piannsuovos, fortes, | dito e.,1 meioull!.,'mai
utijectns que cxistircm no dito armazera.
O agente Roija fiara' |elao da lo-
ja demtuclc/.as, sita na rua larga do Ro-
sario n. i, consistindo na arinacao,
miude/.aseinaisol)jecto$. etc., existeotei
na dita loja, em diversos lotes a vontade
dos compradores, os quaes se entregarBo
pelo mator preco offerecido, quera wa-
/o, quer a dinbeiro, garantindo-se a casa
aquem (ica com a arraacao : Sexta-ii-
ra 2(i docorrente, a's 11 horas em ponto.
-- O agente Borja, em scu armazem, na roa do
l.olleato n. lo, bra' leil.io de um grande e completo
sorlimenlo de obras de marcineria novas e usadas,
inclusive urna ptima carleira de duas faces para 1
pessoas, diverso pianos, obras de ouro e prata re-
oslos para algibeira, objecloi de vidro e de porcel-
laiia para enleiles de sala, lanlernas de vidro, can-
delabros p de bronze, loucas para roeaa, um riqnis-
simo estojo de pistolas inglezas eum os compelenle
pelrechos, mesase mais objeclos de marmore, e ou-
Iros muilos objeclos qu se adiarlo patentes no su-
pradito armazem, etc. ; assim como lambem ira' a
leilao orna porrao de passaros de diversas qualida-
ies e ptimos cantadores : quinta-feira, 2"> do cor-
rele, as 11 horas da manhaa.
O agente llorja, de ordem do Exm. Sr. I)r.
juiz especial do commcrcio, sezundo o aeu despacho
proferido no requerii.,eulo dos depositarios da mas-
sa fallida de Cruz & tomes, fara' leilao das dividas
activas pertencenles a dita massa, as quaes montam
a quanlia de 1 :221&l.i9, eujos doeomenlos, livros,
etc., se acham em poder do agente annunciante,
para os ambares prelendentes examinarem : sella-
reir 2(-do corrente, ao meio dia em ponto, no ar-
mazem do dito agente, na rua do Collegio d. 15.
pela a dadiva que
presta ram sempre
mero.
Os bilbeles achajn-se a
lume.
elles liaeram a aqaelles, que se
os seos Irabalhos com lodo o es-
venda no lugar do eos-
%ixnm

^tt>:8i025>3.
PABA A BAHA.
A veleira sumaca Caslnn. ainda recebe alguma
caraa para a Babia, para onde seguir' *m pnucos
_dias : quem nell.i qui/.er orregar entenda-se com
seu consignatario Domingos Alves Matlieus, na rua
'le Apollo n. 23.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se. do Assii a veleira barca /mperalri:,
- qual lera' aqu alguma demora para recebar cscra-
vos a frete para o porto indicado : trata-se cora Ma-
ooel Alves Guerra, na rua do Trapiche n. M.
Para o Hio de Janeiro.
O veleiro e bera conhecido patacho nacional oA-
ina/.oiiasii pretende seguir com muila brevidade ao
Rio de Janeiro, lem promplo melade de seu carre-
~"\ "' ** """""""""'""'Ms gameulo ; para o resto e escravos a frete, paraos
As embarcacoes que vem da oeste para o canal <,uaes lem "cellentes comraodos, lra(a-se com o seu
suIHoal beeus-lcden, poderao rnelhor dennii cousi8n'''"o Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo,
a 13,
do sul Hoal beeus-lcden, poderao rnelhor, depois
de haver avistado o pharol, seguir para elle al
que seapproximcm as ilholas alias, que licaai ao
sul de Kieoen, e enlao devem seguir prximo ao
long da costa do- osle de Kieoen, evitando desla
maneira tanto llavabhenct, como Kieod-grund mais
para dcnlto. As cinbarcaces quese apnroximam de
lsie devem ler cuidado em nao passar parales*.
de Kieo-odden, ou Punta ; e porlanlo nao se ape
proxtmar mais ao pharol, c que Ihe fique lugar
para passar ao s,.: das ilholas cima nomeadas, em
frente a poma do sul ,)e Kieoen, do que se fica
livre pelo lado do oeste guando o pharol demora
ao N. N. O.
Esta luz nao serve para guia do canal de lsie
para Svolvoer. Fica coberia para o lado de ttod-
holm >>, de maneira quese nao vr senao quando
se esliver bem a late da ilha.
Ambas as luzes supra sero visivois do 1. de Ja-
neiro at 14 de abril, e durante o mez de Janeiro
esiarao acesas lano de dia como de nuite.
Todas as demarcacoes sao magnticas Varia-
cao 15 0. em 1856.
Por ordem do Ss. Senhorias.
Assignado, John Washington, hvdrographo.
Repanicao hydrographica. Alrniranlado do
Londres 1 de marco de 18,r>6.
Este aviso alTecla os seguintes mappas do alrni-
ranlado: ndice dos mappas da .Noruega e l.a-
plandia n. 2303 ; costa do osUs da Noruega fo-
Ihas9el0, n 2311 e23l2, e mais lista de
pharoes do tiorlc da Europa ns. 208 a. b
TKAUUCriO.
Aviso aos Da vega ntes.
N. 12,
CALIFORNIA, COSTA DO OESTE.
Pliar.il levolvenle na Potila-Conceico.
A dtrectoria de pharoes dos Eslados-Unidos aca-
ha de publicar, que no dia 1. de fevereiro de 1856.
urna luz revolvente ser., coocada na Ponta-Con-
cetcao, na entrada de osle do canal Sania Barba-
ra, na California, cosa do oeste da America do
Nono.
A luz he biilhanie e rovolve duas faxes por mi-
nino. Esl collocada em urna clevaiao de 250
pos cima do nivel medio do mar, e deve ver se
do COJivs de um navio em lempo claro na distan-
cia de 22 milbas. He da primeira ordem do svs-
lema de Fresnal.
A torre do pharol he de lijlo caiado, de 30
ps de altura, o elvate do centro da morada du
guarda. Esl collocada prxima a cxlremidade,
e- na parle mais olivada da l'onla-1'.on.cico, na la-
11111(10 34-26'47" i\.; longiludo 120" 25'33"
aisle de Greeuwich, com as seguintes aproxima-
das demarran"...-? e distancias ; exlremidade d" o-
sieda ilha .le S. Miguel S. 12" E. 20 1|2 mi-
mas; exlremidade do ueste da ilha de Sania Cruz
S. 67o F.. 36 milbas.
liaixo Corlcz na California.
O superintendente da vesloria da cosa dos Es-
lados-Unidos acaba de publicar que se descubri
um novo rchalo sobre o Baixo Cortez, 4 militas
ao S. O. do rochedo amigamente descoberto. e
na latitude 32o 26' 42" N. ; lon;;ilude 119" 7'
23" quasi oeste. Cansi.lera-se pro\avcl que o
Baixo Corle/, ou recite possa ler 15 milbas de
""iiprimenio, rom posto de dilferenies ponas de
rochcilcv, que se approximam mais ou menos su-
perlicio, com agua funia cm circumferuncia. O
corpo principal .lo baixo esl em 32* 30* A,,
longitude lio 10'30" no oiStedeGreenwr-.h.
lodas as demnrcaees sao magnticas. Varia*
coes 13 l|2'l,. cm 1851.
Por ordem le Ss. Senhorias.
Assignado. John Washington, hydrographo.
Kepartspo hv,lrographic, do alrniranlado.
Londres, 8.1 1 fefetejro de 1856.
Kla nniirias affeMam ,,s s,.8.,intes mappas do
rua da Cruz o. 1.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
bem conhecido brizne brasileiro Mariana, e rece-
be carga a frele: quem no mesmo quizer carregar,
enlenda-se com Manoel [gaaela de Oliveira na a-aca
do Corpo Santo, escriptono n. li, ou com o capilao
Josc da Cuuha Jnior.
Para o Ceara' sahe em poucos dias, por ler o
seu carrrgamenlo quasi completo, o palhabote gelicii)., meslre e pralico Josc Joaquim Alves da Su-
va ; para carga e passageiros trata-se com o mesmo
meslre ou com o consignatario l.uiz Jos de Sa A-
raujo, na rua do Brum n. 22, ou na prara.
Para o Ceara' e Acaracu,
O hiale Acaracu' sahe para aquelle porlo com es-
cala pelo Ceara', sexta-Tetra, 2(i do correnle ; para
carga e passageiros !rata-se com Itonveia & Leite,
roa do Queimadu n. 27.
d Janeiro.
No dia 28 do int'i crreme, o palacbo ..Valenle.
capilao Joaquim Antonio Gauealvea Saulos; para o
resto da carga, passageiros escravos a frele, trata-
se com Caclano (Ariaco da C. M., na rua da Cadeia
D. 2.
Para a Baha.
A veleira sumaca nacional llorlcncia pretende
seguir para a Babia com muila brevidade, por ler
parle do sen caraegamenlo promplo ; para o rc'to
trala-se com o sen consignatario Amonio l.uiz de O-
liveira Azevedo, ua da Cruz n. 1.
Leiloes.
Rottron Rooker & C, farao Icilo, por
intci-vcnci'io do agente Oliveira, de raag-
niicn sortitnento mais propriat para a prxima fesla:
se\ta-ti;ira d do corrente, as 10 lioras
da maniata, no sen armazem, largo do
Corno-Santo.
O leilao das fazendas salvadas de
bordo da galera (rancaca RAOUL, con-
tinuara' liojc, 2." de setembro, com as
mesmas formalidades, a' porta da all'm-
dega.
O asente Borsa faro leiblodos movis absixn
declarados, perlcncenles a nm illuslre psrsonaaem,
que rctira-se com sua familia para a Europa, a sa-
ber : um soherbu piano de Jacaranda da fabrica de
una que. esliycram na exposii.So universal de Paria
em t85>, cujo aolor foi premiado ; urna riquiima
mohilia de Jacaranda, co-u pedra do goslo mais bella
que actualmente ha, una dila da mesma madeira,
lamhem de oslo rndenlo, um |. ln toilette de mog-
no, una ptima secretaria da inesraa inadein, nina
estante para livros, dous ricos suarda Mea. deas
guarda vestidos, urna rxcelleule cama fraaeeza de
goslo n.lo vulgar nesla ainada, varios leitos para me-
ninos, urna grande mesa elstica nova, aparadores
e lavatorios com lampos de marraore, commodas e
mais objeclos proprios para sala interior, quanos etc.
militas e variadas paja* de prata, entre as quaes so-
bresaliera um rico l niiiniro obra prima e um appare-
Ihn para cha, nm bello lustre, varios candelabros de
vidro de duas a cinco luzes, delicados enfeiles de
pur.ellana de Sevrez e de eryatal, bem como calun-
gas saerecaixas de msica, garralinhas ebiaezn, jar-
ros, ele, dous grandes apparelhos de liiiMsima por-
.'(:Lina e de eryatal para mesa, do mais apurado gos-
lo, um dito de mel.nl principe, camas de ferro, lon-
jas, vidros, trens de cozinha e varios utencilins para
o diario de rasa, etc., um oplimo cabriolel com to-
dos ns seus perlences, e urna inlinidade de objeclos
de diversos gneros e especie, que fura impossivel
enumerar, os quaes eos j mencionados achar-se-
hn exposlos no armazem do senle annunciante, si-
to na rua do Collegio u IS, aonde lera luear o lei-
13o, lerja-feira 30 do corrente, as IU lloras cm pou-
lo.
ity>&9& SD;t>etro$.
V
Ai
O hiale l)0vi<
entra : quem qu
rija-se a Marlins
i. 2.
a o Arat'.atv.
oso), egue por loda a semana que
zer carresar ou ir .le paenaam, di-
& Irmao, rua da Madre de Ueos,
lical companhia te pa-
tinetes i|ig!(z.-s a vapor.
Al o lim des e mez aipera-M da Europa um .los
vapores da Real Companhia, o qoal depoia da de-
mora do coslume sesuira' para n sul : para pasa-
seiros, pie, Irala-se ruin .1 senles Aleasen llo-
wie i\ (-> rua de Traplelis-Novo 11. 2.

Do Havre espera-sa hejae'vaper Kraneas Cdiz,
capitao Brriii.loagne : para paaaageiroa para Babia
e lito.le Janeiro, em cas d I.. I.ecomle Feron A
C, rua da Cruz 11. 20.
9eclM
-- 0 anele \ieira da Silva faz ver ao respeila-
vel public .. que esUnde rom a Ma casa abarla na
ruada .Madre de Dos 11. 32, fltrrce-sa para rece-
l.er quaesquer objeclos simplesiiienle com acommis-
san de dous e meio por rento ao romniilent, e igual-
mente au comprador lambeta ; se abriga nada levar
de comini-iio, havenda qoalquer entrevista com a
mesmo. Espera, pela, estar promplo a lodo esle trn-
halho, des le as '.I horas da inanliaa al as .". da larde.
O senla Vi+ira da Silva, na roa da aladrada
|)eo*n. 12, faz leilao setla-feira ao meio dia em
A abaixo as rele, na occasiao que em uina >adeirmlia, ia da
rua do l.ivramenlo a eslreila do Rosario desla fre-
guezia, perdido urna polseira de ouro esmaltada de
azul em roda, feila nesta eiade, e snppondo que a
mesma fora adiada por os prelo* que a conduziam :
pede as autoridades c as demais pessoas, a quema
referida pulseira for offerecida, de a levar a abai-
xo assianada, que recoubecida sera, e genemsamen-
te gralificara : sua residencia na rua do l.ivramen-
lo n. primeiro andar. Anna Accioli l.ins
Waoderlej.
Desejamos que o mmorlal artista
Pernambucano nos d o prazer de tam-
bem o apreciarmos na noite de sabba-
do, visto ser o ultimo de seus trabalhos,
com a arriscadissima ascenrao da corda ;
pois estamos informados, por pessoas que
o viram trabalbar em Franca, que be
insigne nesta subida; sto pedem os seus
constantes Patricios.
I.OTKKIA DA I'KOVINCIA.
O 9r. ilic.niireirii malina azer publico, que asUo
exposlosa' venda na rua da Aurora 11. 26, bilhelcs
meins e qoarlos da quarta parte da sexta lotera a
beneficio da matriz do SS. SS. da Boa-Vista, cuja*
redas andam no dia 4 de uulubrn, c assim que forem
publicadas as lisias se pacam inronlinenle os pre-
mios, a excepciio dos dous premios grandes, que tan
logo pagos no salo da extraern, 00 convento de N.
S. do Carino.O primeiro conferente servindo da
escrivo, Jos' Januario Alves da Maia.
LOTERA Di PROVINCIA.
Terceira parte da sexa
lotera da matriz da
Boa-Visti.
O abaixo assignado
ve 11 tieu as seguintes sor-
tes: os possuidores podem
vir reeeber. nao s a ga-
ranta cuino todo o pre-
mio por ifiteiro, em seu
escriptorio da rua da Ca-
deia do aiecife n. SO, ou
na piarada [ndependen-
ch, loja 11. 40.
I (71 ::<.()()., 1 quarto.
220.1 2:()0O meio bilhete.
!.>7r2 Oll.s 1 quarto.
2O0.S meio bill.ete.
200.V bill.ete.
lOO.s- i quartos.
">".< meio bilhete.
~)".s dem.
P. .. hatjme.
Bogamos a bellaJosepliiua, que pre-
ni-lia maisoes[i."ciaTul.) desabiado, com
a sempre upplaudida CVCHUC1IA, visto
sera ultima ve/, que nos da' a boma de
aprecia-lo ; sto pedemOs constantes
apreciadores do bello.
LOTERA da provincia.
Aos 5:0008 e 2:000*000.
O abaixo assignado avisa ao respeila-
vel publico, que venden diversos premios
da terce>ra parle da sexta lotera da
matriz da Boa-Vista, c que teui exposto
a venda os seus afortunados bilhetes da
quarta parte Ja sexta lotera do Santissi-
mo Sacramente da matriz da Bou-Vista,
as casas ja' aiiDUncadas.
PUKCOS.
Bilhetes 5S800 recebe :000s000
Meros .IsOOO 2:300S00)
Quartos IsOO l:230$009
Kecife 1\ de setembro de 1856.Ma-
noel Mart ns Fiuza.
Ilcapparfcu nina cadrlinlia salsa, de n'.r
branca, com malina r.'ir .le caf, a qual acode pelo
ruarte de iVabalena qaem a adiar leve-a a rua
larpa do Roaariu n. K, legando andar, .|iie era ;;e-
pnrnsanieule sralificadn.
;.">ilo
. 2W
12.12
."i..")8
1007
Pedimos a Mr. Robert, que no lim
I dos seus exercicies cliinezes entietenba
mais os seus admiradores com o sen in-
compaiavel sapeo majjico, para mais
moustvo ficar o divertiment de sabbado,
cerno tica annunciado.Os apreciadores
do mrito.
I'reci?a-e de um (altor que seja eslranaeiro,
pagaoda-M bem, para um sitio : a Iralar no Kecife,
rua da Crol n, :,->, uu em Sanio Amaro junio a
igreja, i;asa nova de cm andar, lodosos da-.
l'recisa-sede u.n criado : para tratar no Rpci-
fe, ruada Cruz n. j>, ou em Santo Amaro, casa uo-
va junio lartja.
-- l'recisa-se de serradores : na roa da l'raia da
nlieira. serrarla n. .")5. I'aaa-se bem.
Venuravel irmandade de Santa Rita de
Cassia.
A IR.aa rrsednra da vencravel irmandade de San-
la Hita de Caasia festeja a sua matriarcha no dia >
do correte com vesperas, fesla e Te-lleum. Sero
oradores os Kvms padre, ineslres pregadore<< da ca-
pella imperial, Kr. Joaquim do Espirito Santo e pa-
dre Joao Capi.ir.ino de ateodonca, aquelle do Kvan-
aclh, eesle do Te-Ueum : e roga a sena irfllaea o
comparecimenln em ditos actos, bem como no da
b.iudeira; na inadrosada do da Si.
Lotera ca pro-
vincia.
O abao assignado venden as sorles de .VlaKteOOO
"?,-!"" T""'0 ,i71- ,le -""'T *m meio hillicle n.
|GMI, c itKlj em um quarto n. :IT:1, .la terceira par-
le dalamia lole'ia a benelicio Boa-Vala ; a lem etposlo a'venda nos lugares ja'
declarados os lotera da mesma mairi/. As pessoas a quem salii-
ram as referidas sones podem vir reeeber os oilo
por cenlo.
Francisco Antonio das Cnagaa.
Quem precisar de urna ama com muilo bom e
abundante leitc, a qual lie escrava, dirija-ae ao pa-
leo de S.Pedro n. 16.
No dia I de onlubro lem de ser arrematada em
pra.;a publica do lllm. Sr. I)r. juiz municipal da
primeira ara, urna casa Ierre, no lugar do Caldei-
reiro, l'resoezia do Poco da l'anella, avaliada por
fcOWgOOO, lem quintal grande murado com arvore-
do, e o mais que consta do escriplo que se aclia em
mflo do porleiro, perlencenle ao caaal do fallecido
coronel Francisco Jacinllio Pereira, c vat a' praca
por execujao dos credores do dito casal.
No da -Zl do corrente se ha de arrematar por
vendajum terreno sito na rua do Capibaribe, Toreiro
a marinha, pela quanlia de l-OIXISOIH), penhorado a
los Rodrigues do Pasea, como administrador de
seus filhos, a requerimenlo de Jos C.oncalves Fer-
reira Coala, depois da audiencia do lr. juiz munici-
pal da segunda vara .lo civel.
Km resposla a um aununrin do Sr. Josc Joa-
quim do Reg Barros, coinpre|W.lizer-se ao mesmo
scnlior, qoe, se Vmc. comenlo essa nraarle fortuna
de reivindicar da fazenda <* terrenos que haviam sido
dados como de marinha a particulares, apenas Ihe
cabe o direilo de cobrar os ftros na rallo por que
al o presente tem paao os foreirus, c nao exigir no-
vos ajustes ; pois que du contrario roagiria a forei-
ros, que alli aterraran! e edificaran, a pagamentos
de subidos foros e he de le que estes se nao aug-
mentem, qoando os fnreiros os v8o beneliriaudo ;
uem pode haver renovaeae quando o Toro for per-
petuo.Ora d.is foreirus.
Quem quer lugar um quarto procure infor-
mariie para o mesmo, na travessa da Madre de Ueos
n. 10, primeiro andar.
Precisa-sede orna ama que -alia cozinhare
fazer lodo o mais servido de casa : na rua Direila n.
SI), segando andar.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : a tratar na rua Imperial n. il.
Alunae uma casi no Campa Verde, na rua
do Soceuo, com bastantes rommodos : qoem a pre-
len.ler, dirija-se a rua Vaina n. 9, que a. h ira' com
quem Iralar.
Attcn^a,'.
l>a-sc dinbeiro a premio tabre penhores de ouro e
prata : a tratar na rua Velha n. X-l.
Digo eu abaixo assignado, que leudo annun-
ciado por esle Diario, protestado ronlra qualqucr
transaccao que fosse feita pelo Sr. Antonio Josc da
Silva GaiBarlaa, sobre a firma de tjuimaraes A; Ki-
beiro, pelo prsenle faro scienle a qnem quer que
seja,,para que nao lacia maojaiao sobra .. praeedi-
mentu do Sr. Guimaraes, pois que por soa livre von-
tade me eiilregou lodo o dinbeiro que eu Ihe tinlia
dado para a sociedad? que prclendia fazer cm uma
padaria perlencenle ao mesmo Sr. Cuimarfles, aam
que para .so eu ompresss meios ju.liciaes, vislo
ser de commum acord, o polo presenta no consi-
dera quite para com o Sr. liuimarars, e approvri
lando a oecasiAo da Iba pedir desculpa por o ler
perturbado, causando-llie com islo nm inrommorio
e tenho convirrao do que o Sr. Gmmar.le nao cede
deste procediiuento lia mais lempo, se nSo por es-
pirito de vinjtanca. Kecife di de selembro de 18)6.
Por Anlonio Joaquim RibciroAmonio Pialo de
MagalMw,
lotera
do Rio e Jaueiro.
Na pica da Independencia n. 40,
acbam-se a venda os novos billictes da lo-
tera li-1- do Monte-Po Geral, que devia
correr de "22 a 2i do presente, e eslira-
mos as listas pelo primeiro vapor que de
la' partir depois desla data : os premios
serao immediatairenfe pagos a vecepefio
das mesmas listas conforme se ba annun-
ciado.
Precisa-se de um trabalhador para pa.laria,
que enlenda bem de sua arte, prefere-se o que saiba
corlar massa : no palco da Sania Cruz n. G.
Precisa-se do urna airtV.le le le de boa con-
duela : na rua do Olleglo n. lj, armazem, ou na
rua do Crespo n. II. segundo andar.
Precisa-se de lOUf a juros comhxpothcca em
ama casa : qnem tiver annuncie.
LUMIA DA PMINCIA
<>s bilbetes rubricados poi Oliveit
Junior, obtiveram os jircmos abaixo :
quarto 671 5:(KIO.sOO().
meio 2887
dito 5738
dito .11 SI
quart, 12!) I
OO.sOOO
VOO.SOO.
1 OO.S'OO.
lOOjOOO.
Oliveira Junior.
( abaixo assignado, como invenlariaule, e u
dos herdeirns instituidos da fallecida Sra. D. Joam
Francisca Maciel Monleiro, apressa-se em rospond
ao Sr. JoAo Ozorio de Castro Maciel Monleiro, ou
quem quer que em seu nome f*z publicar um annu
rio no Diariu de 23 do crreme, que pelo fado
nao ser elle citado e neui nuvid no inventario i
pardilla quedos bem da mesma senhora se eilt pro-
cedendo pelojaizode orphnos, nenhuroa nullidade
pode resultar, porque, embora seja o Si. Joao Oze-
riusobrinho da inventariada, lodavia nao foi por
ella contemplado como seu herdeiro na declaracao
eila pouco anles de sua morle, declarado alias re-
vestida de lodas as solemnidades legaes, e boje com-
pelenlemenle homnluga'a pelo juizo do rivel da p
meira vara. Recire St de selembro de I8.6,
Josc Cecilio Carneiro Monleiro Jnior
Perdeu-se uma carta vinda de Lisboa no val
franco/, com o subscripto para Manoel Riheiro
Carvallio : roea-se a peasoa que a achou o favor ph-
Irega-la na rua do Queimado n. 18, loja, ainda mes-
mo estando alela.
Precisase alugar nm negro de i.ladc de i.'i a
.),> anuos, para alguin servico de caa, que seja mui-
lo fiel : na rua -Nova n. 22.
t-
BILHETES
SIO D.
h
LO FERIA
NE1R0.
Os abaixo assiguadns, com Inja de ourives na rua
do t.abnga' n. 11, confronte ao pateo da matriz e rua
waea, fazem publico que estao recebando coiilinua-
namrnla as mais modernas obras de ouru, lano para
senhoras como para homens o meninas : os preeei
coiitinoam razoaveis, e pawain-se ronlas cora res-
pousabilidade, esperilirando a qualida.le do nuro de
ll ou |S quilates, licaodo a.im .ojeitos os mesuios
por qoalquer davida.Seraphim r\ Irmflo.
Precisa-se de um perito nllicial baliuleirn para
fumar cania do una fabrica, medianle o ajuste que
se lizer, dando ronliecimenlo de sua conducta na
rua do Queimado n. :19,
(.tuero precisar de um muro bra-ileiro para al-
guma casa de commcrcio, e que lem boa lellra e es-
(udos, pude dirigir-se a roa do Torres n. 38, o qual
sujeita-se ainda por pouco ordenado, visto ter vindo
de fora, e presta lianra idnea.
Joao Carneiro da Cimba e Filippc
Carneiro de Olinda Campello, declarara
pelas follias publicas, qoe pastaran) sua
residencia para a frcrpjczia da Vanea,
deixando de perteacer desde o dia 15
Sor ve tes
Hoje de (i 1|J al as horas liaven' sorvetea no
aterro da Hoa-Vista n. :l.
Precisa-** de nm moleqae para a erviro de
casa e lialar de om ravallo : quem a tivcr dirija
a rua da Moeda n. II, segunda andar.
- Prensa -se de urna ama para casa de poora fa-
milia, e que pouco servico tara a laier i no paleo
do ler^o n. t.
Aa arroaaalaeaai do arrendamento do rngeah.-
do Brum rom aaaa teirat de aacar. drnominad.i -
Malhada, l.agadiro, i.ulandim e Malemba, e a d..
arrendamenlo das baixas de capim das Ierren** I-.-
gidi^o e S. Braz, perlencenle* ao casal d.. Imad
Joaquim Josc de Miranda, e a requeriniento de le-
lamenleiro e inventarame Bernarda Antonio de
Miran.ia, fiearam transferidas para exla-friri. Ji,
de corrente, e sero eitas na sala das audiencia.,
lida a do lllm. Sr. Dr. juiz de orphaas.
Alaga-se uma grande casa terrea cm ola
sobre solio, com commodas para grande familia, na
rua dos i mararape* n. 6 : a Iralar do eseripforrs 4a
liarioca Castro, na rua .la Cadeia do Rente a. I.
I'ri-i i-ae de um r lixeiro pnrtusue/. para ta-
berna, e que da metioa lenha alguma pratira. de 1 _'
a 16 n.....de id.nie : na rua do Santo Anaarn n. _'>.
' JoAo Ozorio deOsl/o Maciel Monleira derla -
.' .. '-'.'|ue. romo filho le-ilimo qoe ha do fallecida >r.
(IC SetemlJlO a de San-LOUrenCO da Matta. Barao de llamaraca, Umbem ha herdeiro kame-l.i
la* de cora
Forlaran. da rua Nova n. 69, segundo andar, fiS?.^?!* 22 ,K 2? *f
mete de dito, um par de argola. de brinho. *em cil.cao e audiencia do aanaantaata.
nolrn,
pele ave
bem se pagara' o seu valor. Precisa-ae de orna ama para costura, aagooa-
Aloga-se um quarto de nma casa, endn o do- mar Pn'lment, de pouca famdia, dando-sa l.if
no capaz : quem o tiver annuncie a sua morada. meatset: a tratar na roa .Nova n. i.
Precisa-se de duas pessoas para o servico in- ~" u,uem Pree"r d om caueir. chegado do Pov-
erno de urna casa eslrangeira, urna que coznbe e i "2 ul"mo bmno : PPrS o rea aa Liona
engomme.e oulra que enlenda de costura : na ral "' '
Alirea-se urna prela qoe seja boa qaitanderra.
recisa-so alujar uma escrava que saibe co*er, I oa-se Mguon : na rua Direila n. W, laja de ceSrade
lavar e cugommai, para o servico de ama familia Aloga-se nm sitio no principio da estrada >
U : na rus do Trapiche Novo n. 10, em casa
de Palcn Piash ,\; Companhia.
AO pilbllCO.
na rua do I rapiclie Novo n. 10, em casa Arraial, com easa de pedra e ral. diflerente* aore
ISasJl A Companhia. Jos, excellenle agua de beber, e nacho rimen no
! fondo : a Iralar na roa da Alegra n. 3t, roa Har-
cellinn Jos Lope-.
Precisa-se alagar nma canoa grande qne eitna
em bom estado, para carregar atea por anea : oaini
. tiver e qnizer alugar, dirija-ae a raa 4a ljiee-a d..
; Recife, reja n. it.
Com quem descontar o lempo em no aatne
I. II ,-;nder, com loja de alfaiale na rua Nova n
<2. recommeuda-sc aos senbores que quizerem pos- 1 na cadeia por amor da meu dinhriio.'
suir obras, romo caifas, colleles, casacas, etc., feita<.
com per ii'n-,io. .Nesle .-laln-leniiionl.. nao se encon-
trara' obra de fabrica, si unen te obra feila porencom-
menda, da baixo de loda a garanta, com loda a per-
eicAo possivel, e sempre do goslo e da ultima moda
da Europa. Ser igualmente minio conveniente e
recommeudavel aquellas pessoas que mnran n'algu-
ma distancia desla cidade, e qae querem soas obra*
feilas com brevidade, e no prazo marcado. Tambeni
encontra-se continuadamente no mesmo eslabcleci-
meolo panno e fazendas escolladas para qualqoer
obra.
| DENTISTA FR\XCEZ. %
^ Paulo (jaiguoux. de volta de sua viagem cS,
i Kurjpa, e-l inorando na rua Nova n. &
al, primeiro andar, onde pode ser procura-
S$ do a qualquer llora.
Precisa-se alugar 6 pretos para armazem de
assucar : quem livor e quizer alugar, dirija-se a roa
do Apollo, armazem n. SO, que achar com quem
Iralar.
Pedc-seao llloi.Sr. Ur. Antonio Borgas l.eal,
qne quando vier a esla prara baja de apparecer na
rua da Cruz no armazem Trancez n.-JT, a negocio de
seu inleresse e de urgencia.
Avim e ere
I co vapor inglez Tj-nei) rereberam-se c acham-
se espoatOl a' venda na rna do Crespo, loja n. 1 jun-
io ao arco ,lc San!) Antonio, ns novos bilbeles da
H2 lotera do .Monte l'io (eral ; ns senbores que
aparlaram bidioles qu-iram ir buscar quanto antes,
porque ao depois nao se admillem as rcclainaces.
lis nmeros de hilhclo que chliverem n premio al
1:0003000 sau pa^oaa'Viata da conferencia da res-
pectiva lista.Jos Emilio Alves da Silva.
Traspassd-se.ate odia 20 de feverei-
ro viodouro, o arrendameuto da casae
silio pertencente ao Sr. francisco Mar-
tins deLemos, na l'assagem da Magdale-
na : i|iiemo pretender dirija-sea rua do
Trapiche, armasens ns.!) e 11.
<^ O Dr. Joan Honorio Bezerra @
5 de Mciic/.es, formado em jnedici- $)
() na, aclia-se ivsidindo na cidade (0)
ffy do Rio-Formoso, e ahi se ollero- rjg)
A ce a's pessoas que de seu pr ^A tuno se quizerem utilisat. S!
No da IS a lar.*, fugin do quintal do Jlr.
Pedro Aulran um eavallo alasSo, cnhjede de mSSs e
pea, abano dr- meio, dina e cauda rapada, signal
branro na testa, procurando o caminln do Hospicio'
e Sanio Amaro, c draappareeen qnem o livar. le-
vc-o a cjsa do ine-mo senbor, quesera' reeomSoD-
aado.
Ollerere-se uma ama de boa eondnela para er-
iii;n interno .le uma ,-.a de pi.u.'a familia : na rua
do Vicario p. *.
ESTRADA D FERRO
do Recife ao S. Francisco.
SEGUIDA CHAMADA.
Os directores da rouipanhia da estrada de ferro
do Kerile ao San Francisco, lem feilo a iegunda
chimada ou terceira prestadlo) de duas libras es-
terlinas ou rs. I7S77! sobre cada aejao na dita com-
panhia, a qual deve er paga al u da 7 de oolubro
de I8."i6. na Kahia, na casa dos senbores S. Itaven-
port & C, na corle, na casa dos senhores Maua' M.
Cregor C, e em Pcrnambuco, no escriptorio da
companhia, rna do Crespo.
(1 accionista que nlo realisar o pagamento dentro
do termo indicado, podera' perder todo riireito as
acedes sobre as quaes o dilo pagamento n.o tiver ef-
fectuado, c ein lodo caso, lera'de pagar juros na
razio de cinco por cento ao anuo, e de nao reeeber
juros ou dividendo da compaaitiia, pelo lempo que
decorrer entre o dia indicado para o pagameola e a
soa realisacao.
Nenhom auto de transferencia pale ser registrado
depois do dia 8 do corrente, antes do pagamento da
chamada.
Por ordem do* directores,
.. /'. VERBKBR, Ihesoureiro.
Kecife i de selembro de 1856.
J. JANE, DENTISTA.
9 continua a residir ua rua .Nova n. 19, primei-
Sro andar.
Quem se jttlgar credor do segundo
Itatalliao da guarda nacional do Recife,
aprsente suas contas para serem pagas :
IU rua Direila n. 89, segundo andar, ao
capitao thesoureiro Joaquim Mauricio
Goncalves Rosa.
Quem precisar de enttillio mande
buscar na rua das Cruzes, defronte da
obra que se esla' azendo.
Companhia Per-
nambucana.
Largo da Assemhlea n. 10.
A direccao convida aos Srs. accionistas
a apresentarem quanto antes no escrip-
torio da mesma companlno,os recibos das
prestacoes, para serem trocados por apo-
lices. Kecife 2 \ de setembro de i836
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Conl.un i--i- a dar dinbeiro ajaras mdicos,
por penhores : na roa das Calcadas o. 10.
Precisa-se alugar una ama forra ou captiva :
na praca da ludependencia nj. :)T c :i!l.
Aluga-se para passar a feala ou por anuo, orna
caa grande, coin slito e dous quinta-.: murados,
rom eliminlo- para duas familias, lila no sitio do
Cajueiro : os prelendentes dirijam-se ao mesmo si-
tio, casa do Sr. lirilo qae adiaran com qoemtrntar.
Appreiieiidcu-sc da rno de um moleque um
diamaote de corlar vidro : quem for seo dono diri-
ja-se a rua Nova n. 38, que dando os signaes orlos
Ihe sera' entregue, pagando esle anuunno.
Flix Francisco de Souza Magalhca faz pu-
blico, que vendeu sua escrava Apoltoaria, por bao
ninguein confie da mesma escrava ohjeclo algum a
titulo de ser para casa do annuuciante.
Aluga-ae uma negra com todas as habilidades
para casa de pouca familia : a Iralar na rua du l.i-
vramenlo n. I.
Precisa-se de um ou dous ofliciaes de barbeiro
que lenha boa conducta : na rua larga do Hosariu
o. t.
Vi adama Routier, modista
francesa, rua Nova
n.
em a honra .1 anonadar ao publico que acaba de
reeeber um rico (ortiteanlo de tiiapcoa de seda e
las caini-inhas, espa.tilhos, bicoa de linho, man-
guilus, nchs luvasde pellica enfailada
ment, um grande SOrtimeoto de bien
dii..s de seda larsos e ealreitos, lindos anea para
nonas, ricos enfeites de cabera, omino -olmenlo
.le saias de cima, ditas de algoJo, ricas chapos de
loto.
Manoel Jas Carneiro. com taberna tu rua do
logo, laz publico que encontrando ontreseom igual
nome, passa a assi^uar-sc por Maiim I Joso Carneiro
do Ah ios.
Precisase de um mi don, meninos de tj a li
anuos, portegaezei deasi i cliegadM allimanaenle do
Porto, para taberna, principiando logo a paeer-ae o
eu Irabalha : a Iralar na taberna dcfronle do lloi-
pllal Porlugiiez.
Aluga-sc um sio na estrada do Monleiro,rom
bastantes CommodOi, do la.lo da sombra, rom frur-
teiras, cacimba a bomba, e boa aaoa de beber, por
anuo ou pelo lempo de fesla : a Iralar na na du
C illegio, segundo andar do sobrado n. K
Preei-ase alagar um pri ou pardo rorro ou
captivo, que -eja eanoeiru e que saiba rozinliai ;
un Apnllu arina/.rin n. II.
dores que Irazem e^eco^Jo contra n badiarel
i .a u. I ano ,le Kan- e Silva, que o resto dos trastea pe-
nhoiados a ete, nao tendo arha.ln lancadnr, leem de
ser-me ailiadicados, conseabintemenla lemas breve
de I,atar d.|raleio ou.de preferencia,pelo qae ser., mt-
ler rada um prevenir-se. nn m os realraenle rada-
res, como os hclicios, que sempre rae adiara* alen i
cora eerlides de (estamento, etc.. etc.
Elias EmelMoo Rama-.
Companhia Per-
nambueana.
Largo da Asscmblea n. 10.
A direccao avisa aos Srs. au ionial..:.
que para complemento do capital da me-
maemprei, tem deliberado emitr >
vas acc.">cs, mas devendo *ei piefei .
de cotitiit-mtdade com o art. .V dos esta-
tutos na distribuicao de tai-i acees,
aquelle senliores que ja' sao na rno.ni,
interessados, lira a contar de boje, mat -
cado o prazo de ."tO dias para a insc ip
<;ao de seus nomes, com declararao m.
acc-ns que qnizerem tomar, no SM >
crtptorio, no Forte do Maltos, n.lo a
primeira prestacfio de M por crnlu. R--
cie i~ de agosto de I X.'ili.Anlonio M.n -
ques de Amorim, secretario.
Aluga-se uma casa de um andar < om
quintal murado, nos han tos de Santo An-
tonio ou Boa VisU : quem lirer para alugar
procure na rua da l'raia. armazem de omi-
t. 13, quese pagar com generosidade.
I'recisa-sc de uma ama de leile sadi..
pai a criar um menim de poucos m/.-
no pateo do Hospital sobrado n. K.
Precisa-se para urna casa cslr.ingci-
ra sejam peu-itos em sen oflicio, paga-ae mili-
to liem, prefer ndo-se se lor eacmvo: i
tratar na rua do Torres n. ."iS, 2- anda.
y Deposito to vcrcla- O
& .i
&
4
i
ileiro rap da Bhia,
da fabrica de tois& C.

O
t'i
Domingos Alves Matlieus avisa f:
%} a seus antiges fregueics, que de :1
^3 novamente tomou conta do depo- j.
@ silo do superior e bem .-onhe. i.l-i (
m rape da Rahia.da fabrica los Srt. .
^ (iantoisivC, cujo deposito se acha ".
^ estabelecido no sen escriptor3 da M
@ rua de Apollo n. 4.", primeiro a
g| andar. r-.
Por delraa da roa do Foseadas, loja de a-
brad.i que Rea defranle do eslale.ro. ende aa eaU'
fazeodo um brigee, coxinha-se para fiara com loa
aceio, c lambem se lava eengomma : lado por pro
eu commodo.
ontpri0.
Compram-se algumas casas de; sobrade,
sejam rcodosas, e em boa* raa*; qua livor
ci.
Compram-se a plices da divida provincial ; ua
roa das Flores n. 7, primeira andar.
(unpra-seuma meiapipa. aiadamesaaavcrvMa
para uso de obra de pedreiro : acata l;aeeraBa*a.
Comprase efleclivamente. latan, bronae ecataa
velho : no deposito da I undic.lo da Anrara, na in
do Brum, loco na entrada n. H.e na misma luadw
cao, em Sanlo'Amarn.
Bett9<.
Attoncao.
58,
|HiM r.isi-
de Iiloiid**,
MUTICSDTJ
Vemle-sa uma mohilia em bom oso, ron-lando >!
nma dniia de cadeiras da palbinha, un. raarejaeca.
duas llamas, isto por mdica prer* : na roa de Pi-
lar u. 113 primeira andar: e na inrsma casa m e*T( -
rece uma ama para coslareira e de candla irsnlai
Vendeni-se duas casa* lema* nnv.i. e ben.
nin-li uii.i-, si las no bairrode Sanio Anlani* de.ta
cidade : tratar na rua de Noria, a. .Ib.
"} *' ,ua >" o. '22, loja do relojaetro, -.
,. ba para vender bieo de blend de se- X
@ cenia. ;l\
Pechincha.
Futid is ('raticezas do lado dnciln .
querdo. pelo barato pre;o sh lajaM is.
cada uma: na rua larga do Rosai-m n
to, loja de mnuli'/iv
Vende-se um cabriole! em maito bom aaSsoai
com os competentes arreos, e por precn Macana
mudo : qaem o pretender, dinja-sc a rua da Hmcn-
tina, casa n. :l(>.
Vende-sc marroquini em maito Imm Batoda
pelo barato preco de iStitla pelle, dito de l'>"
aapato* le marroquim para senhora a W, SSta* a
(C, ditos a "Jll. botins para h.miem a .".Jrtltl. de In
tre, ,titos de becerro frailee! a ">?, lamancos 4- I-
das as quaiidades mus barato do que cm oolra qual
quer parle : na rua Itireila o. M,
Veule-se om.i porcao de pe.lra brntt, reina
pira caes, cnrdao, BBBaa e nltira., por liaratn aapvsa,
quer a palmos, aaer mi I o : na rua naBana*, aa
Ironle di f.ilnica d sala n. 171.
No pateo do Carmn, quina da rua de t'o I-,.
n. 2. coiiliniia-s a vender manlrisa ingiera a n"
.Mili, tiin, H00ra., e minio snaatnar a l-l:!U, cha .
:", ^tlOe Sm, e inml lim. a J-SsOI. faiinha a>
trico a I:.1", cafe a I vi. mnido par,, ., .JO. cevj la
IMI rs., nio'.l. a Ji'l. camina iiem atoa a I lo. ali-
la a lili, li.un'.a bem alva a "iflil r.. al^o de ni"'.j
bin doro a 2\, tniirinliii de Uaana a .Wl. --
muilo superr a SC, a/eile dore a lill. olea di- n-
cinii em meras carrafas a .VMI n : ah famliem ha
para se vender eataaaeaha legitima para lerce.rm
I rancisranos, e |ienciras de rame |i*ra rehoadare-
e padeiros.
Vinlio do Porlo, superior i-liamiro.
Em caivas de 3 diui-< e e.a harria da itava. re-
ceiileiiienie rhea idafwtafbriane Ir.. ador ; en.lr-
se iinc.iineiiie no atuia/eui de llnroca ^\ C. i-lre. ia
rna da i de.a d.. Recite ... I.
.




SIMIO |E PilMIBBtQ QUINTA F.IM ih OSETEMRBO It I8S6
Vende-se una escrava crioula, mor, cun ha-
bilidades e de boa conduela : na ra da Paz, ami-
gamente roa do.Camio D. 2N.
Vende-se cha brasileiru vindo do Itio de Ja-
neiro, ein lals de una libra, em norrio oa as li-
bras, assim como charuto, da llavana de dilterenles
<|ualidades, ludo por precos moilo razoaveis : no
escriptorio de Jos Candido de Barros, ra da Cruz
i. 52, primeiro andar, das 9 horas as 1 da larde, lo-
dos os dial.
(]harutos vare-
tas.
Veudem-se os verdadeiros charutos varetas e de
S. Flix, da muilo acreditada fabrica de Brandao,
da provincia da baha : iu ra do Queimado o. 9.
Bom gosto.
No novo armazem de molhados de Antonio Jos
/.canas de Carvallio, na ra da Senzala Velha n.
I3fi, vendem-se os verdadeiros charuto de llavana,
e cha do Kio era latas de libras, e ludoi os mais g-
neros que se poileni encontrar.
cemeato a
Cinco mil reis.
Vende-se no armazem de Pacheeo, no caes do
Ramos, ou no escriptorio de Isaac, Curio A Compa-
nhia, ra da Cruz n. 49, desembarcado dn galera
l'ranc-Raoul a 5(000 a barrica. No mesroo arma-
zem vende-se cemento vindo pelo ultimo navio de
llamburgo a 89OOO a barrica.
Vendem-se b.rris rom presos americanos, ene-
jados iillimameotc: na ra do Trapiche n. 8.
Chapeos finissi-
inos.
Os mais superiores chapeo de fellro de lindas
cure, se a cha tu a venda oo e.tabelecimeutode Joa-
quim de Oliveira Maia, ua praca da Independencia
ns. 24, :>6, 28 e 30.
Veodem-e 2 escravas crioulas com 18 a 20 ali-
os, com habilidadea'sem nenhum defeito : na roa
da Senzala Velln n. 70 2.* andar, se dir > quem
vende.
Vende-se urna elegante escrava crioula, de 26
anuo, de idade, com as habilidades segoinies : bur-
da, (az labyrinlho, marca, corla vestidos, engomm.i,
loziuh,. (az doces e todo mais que se pode encon-
trar de habilidades : Da ra da Cruz do Kenlc n.
3', segundo andar. Na mesma lem um elegante
pelo crioulo, de idade 28 auno*, para vender, mui-
u robusto.
Nallaberna da quina da roa dos M.rtyrios n.
."Hi, r be jo ii nova remeta de queijos do serla que se
vende pelo diminuto prcc,o de 440 a libra, eaixes de
ti de goiaba a I9, sement de.coeolro moilo nova
a 320. a garrafa
Genehra em bo-
tijas,
nos armazens de Tasso ir-
lflos.
Camisas
,1 1KJ000, 218000 e 308000 rs. a duzia, ditas nho a 308000: na ra do Crespo n. 16, quina da ra
das Cruzes.
CAL E POTASSA
Veude-se polassa da Russia e americana, chegada
uestes lias e oe superior qualidade ; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercurio : nos seus depsi-
tos ua ra de Auollo 11. 1 A, e 2 B.
Cal de Lisboa.
Xa roa do Trapiche armazem ns. !( e
II, vende-se cal vii-geia de Lisboa de
mais nova que existe no mercado.
O 59 A
confronte 10 Itosario cm Saulu Antonio, avisa ao
respeilavel publico, que receben pelo brigue tai,
ltimamente chegado de Lisboa, ns objeclos seguin-
lei: bolinhos sonidos em latas de 5 libras, que su a
elle tem vindo nesia praca, ditos inliluladoi hiscoilo.
de amor, a primeira vez aqui viudos, latinhas de
2 1 [.' libras de doces de di Hercules Inicias em calda,
alin disto encontrarao constantemente nesta conlei-
t.iria o seguale : os melhores chocolates fiancezei,
pastilhas de orlelaa-pimenla, ditas pellones He ju-
joba, ditas de cidos de dillercntes Trueles, confei-
los de niuiios goslos, amendoas dem, caixinhas as
mais delicadas que se tem visto para presentes, para
guardar jolas e para meninos enliar no braco, bolas
chinhas de Lisboa em lalinhai de .*> libras e das mai-
bem fabricadas naquella cidade, biscoilos e bolichi-
ohas inglezai, boliohos dilos, boliDhus fraucezes de
muitas qoalidadcs e pao-de-l torrado, gelcas dilTe-
renle-, tarops dilos e de orchala de Lisboa, o ver-
dadeiro eitraeto de absinlho, vinho branco de I! ir-
deaui, fallas, biscoitos e aramia, doces e aguadas,
de differenles goslos. O aunuuciaule estabelecido
nesta cidade ha seis anuos e meio, e sempre firme
em querer montar urna confeilaria como as que lia
no Kio de Jaueiro, que al admira cm orna capital
como esta nao haver uiu estabelecimenlo desles,pede
t"d,' atleocao avista de seus sacrificios, e dentro em
pouco acharao commodidades e economa em um cha'
oa baile que se pretenda dar, o que na. acontece no
presente, que he preciso urna prevenrao de 15 das
00 nm mez, ao" passo que no Kio de Janeiro de im-
proviso vai-se a urna confeilaria eoconlram-se ban-
dejas, bolos, podios, tortas, pistis etc., etc., do que
resolta moita economa e bom gusto : espera, por-
tento, a coucorrencia dos habitantes desta bella ci-
dade, para em breve terem os mesmos gozos.
f%% ;$
Nova California, ou
O
faze lulas

is
Palitos
Joaqi
de rasemira alvadia, golas de velludo da mesma cor :
na ra do Cieipo n. 16, quina da ra das Cruzes.
\eude-se urna casa, lendo um gabinete ao la-
do, diias eamarinhas, duas salas, cozinha fra, quin-
lal, hoa cacimba, na ra dos Copiares u. 44 ; a Ira-
lar ua mesma casa.
AO BARATO.
Na ra Nova loja n. 8 de Josc
Morara.
Vendem-se luvasde pellica pira homem e senhora
das mais frescas e novas que ha no mercado, pelo
baratissimo prero de 1-5280 o par.
Millio.
Vendem-se saccas com milho novo : na roa da
Cadeia do Recife n. 23, loja junto ao becco Largo.
A. loja da boa
fama
Vende muito barato :
Rico penles de tartaruga pin alar cabello
l.enciuhos de relroz de toda, as cores
Toucas de iaa para senhoras e meninas
Camisas de meia pata criaocas
Meias de seda prela para senbora
Kica caixas para guardar jolas
Ricos eslojos para costura 29300 a
l'ravessas de tartaruga para cabello
Ditas de verdadeiro bfalo
Ricoi leques com plumas e espelho 28 a
I'entes de hualo para tirar piolhos
tica bonecas francezas bem vealidas 18280 e
Resmas de papel de peso niuilissjuio bom
Dito mais inferior pouca cousa
Dito almajo muilo bom
Ouaderno de papel paquete muito liuo
(.rozas de penua de ai;o mo de lauca
.filas nimio bo >s lem ser bicode lama
Duzia de lapis muilo finos
Olios para desenlio muito bons
Bandejas muilo linas a 38, 48 e
(iculos de armacao de aro
I.uncios com armacao dourada
Hitas com arniac.no de tartaruga
Ollas com armario de blalo
Iticos chicotes para cavallo
Kicas grvalas de seda
Ataca Jures de cornalina para casaca
Peines muito finos para suissas
Escoras muilo linas para cabello
Capachos pintados compridos e redondos 700 e
Canelas de aro para peonas de aro
Kscovas linas para nonas 320, 500 c
Ditas muito linas para roupa I; e
l'inceis finos para barba
Duzia de facas e garfas finos
Ditas cabo de bataneo muilo linas
Difascibo de marin muito bas
Camisas de meiu muilo finas
Kics ahotoaduras para collele 500 e
lillas para palitos 500 e
Estojo* de navalhas finas para barba
Espelhos para parede, 500, 600 e
.anas finissimas para rap
Ditas redondas de tartaruga
l'apel de cores em li4 de resma
I'entes de tartaruga para marrafa
Ditos para atar cabello imitando a tartaruga
Lavas brancas e de cores para montana
tapetes para lanternas, o par
c outras muitissimascoosai, que ., na bem coninici-
,|a faja de miudezas da boa fama se encontrara e se
veude muito barato : na ra do Queimado n. 33.
Vende-se um bonito mualo de 18
a 11 nos de idade, proprio para boleeiro:
a tratar na ra do Vigario n. 51.
AttencoaG barateiro.
Na loja do barateiro, na roa da Cadeia do Recite
11. dO, defroule da ra da Madre de Deos, ha pa,a
vender ale,,, de moilas fazenda* que em pon-ao e a
retalho *e vendom por baratos prejos, hambu'rgo ou
hr.m Uso fino de puro linho proprio parrc.lcasltoa-
mV/hi* i-i* ,enCoe' em W de varan
8600 0#, dito mais Cie, dfl l>a au,|jaade,
TimSsnMS^SPi'pa,,nu ""i'no
.1 OtO a vara ou 8, a pe se a.acabar, panno de ln,|,0 lino para |CDCOe, coro 2
vara, ,le largura a 3&I00 a vara,'crles Je brim de
linlio do rors para caira, padrf.es novos a t-IXI
dilos de lustao de cores e branco, p,ra elle,e, soo
c I?, casemir. prcla fina a 2. 286(K> :lo60 o co-
yado, panno azul grosso a laSOO o covado" panno
lino preto e azul de boas qualidades a 33O0 t-OO
IOoOO, a e SJ, camisas francezas brancas i fsTllil
cada urna, e 20} duzia, ditas muilo finas com nei-
loaa eollarinhos de rores c Inancos a 25O0 ou a 3g
.1 duzia. madapoln Om pan camisas a toOOO,.".? e
-'Z V:-a''Mna,s '-'"< la 300, 30. 39SOO,
I..HUO.I 1.-800 c 2-a vara, e a pera por I 8. l8oc
-"-. peiloa para camisa branco, e de cores com p.,-
nlios c collannhos, p, UllH, "
"Ulros mullos objeclos ludispensavels.
Vendem-se velas da carnauba simples de
rompos.rao da melhor fabrica do Aracaiv cera de
carnauba, leijito miiUliuho inuilolnovo enVe.e
ll-.arru, de casca a 3-,_1iri a sacea e ra- a
35 o.lqueire, medid., velha. oleo de ririn" j*.
melhor fabrica do l'enedo em lanas a :IOll rs. libra'
9 ludo mais por preros commados: na ruado Vigario
5.M0
800
500
500
28000
800
38000
:I8500
15000
38500
500
18800
68000
38O0
38200
80
18200
500
320
800
58000
800
icooo
18000
500
800
15000
300
500
640
8O0
120
640
18500
500
3J000
68000
108000
18200
600
600
28000
18000
28500
03000
720
lfriOO
28000
400
18*0
por niuito 3
menos do sen valor, @
sem avaria nem de- ^
feito algum. S
Precisando-se acabar com as fa- fe
/.en das existentes na loja da ra @
do Oueimado n. 8, vendem-se por ^
muito baixos precos, a dinheiro ^
avista : roga-se. pois, aos Sis. ^
compradores, tenliam a bondade O
?P de comparecer, que acharao fa- tt
iit /.etidas por muilo diminutos pr<'- ^
os. a
Paseadas boas e baratas.
Na loja do barateiro da ra da Cadeia do Kecife
n. 50, defronteda roa da Madre de Deos, acharao oj
freguezei bom sorlimenlo de fazendas de boas qoa-
lidades, que a dinheiro a' vista se venden, por bara-
tsimo prejo, tanto em atacado como a retalhu, ba-
vendo entre muilu variedade boas chitas de cores li-
nas de diversos padrfies, o covadn a 160,180 200, e
a peca 0?, 81300, 05800 e "8, corles de casia de co-
res booilos padres, que oao desbotam, com 7 varas,
pelo diminuto prero de 18600, riscados e chitas lar-
!as francezas modernas, o covado a 240, 280, 300,
320 e 400, castas francezas de cores a 560 a vara,
ditas em corles de 12,e 13 varas moilo linas com
fazenda para vestido e para folho, desenlio* difieren-
tes, pelo barato prero de 85, corles de andelina de
seda cor de rosa e azul com fazenda para refego e
Tollio a 148e 158, corles de sedas escocezas largas de
bonitos goslos a 288, grosdenaple prelo superior pa-
ra vestido a 28 e 28200 o covado, chales de merino
lino sem barra com franja de relroz a 5-5500, dilos de
chaly com barra asselinada a 6s500. ditos de merino
bordados de core a 88, dilos muilo finos bordados de
urna s cor a Os, e alem deilas outras muitas fazen-
das, que como cima tica dito, se vendem baratas;
dao-se amostras, e a loja est aberla de noile.
, Vende-se no Passeio Publico, loja n. 11, de
lerreiracvl.ru/, cale de primeira qualidade, vindo
do Kio de Janeiro, por prejo commodo, para li-
quidar.
Lencos de cam-
braia de linho
A 320, 400, 500, e 640
cada um.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Vende-se o sitio com casa de sobrado do falle-
cido George Kenworlhy, no lugarde S.Jos do Man-
goiuho, com arvoredos de fruclo e mais hemfeitorias
que nelle se acham, sendo as Ierras do referido sitio
proprias: quem o pretender procure ero casa de Sa-
muel V. Johnslon & Companhia, ra da Senzala No-
va n. 42.
AGENCIA
Da fundiso Low-Moor, ra daSenzala-N-
va n. 42.
Nesteestabelecimentoconlina ahaver um com-
pleto sorlimento da moendas e meias moendas
para sngenho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de lodos os tamanhos para
dito.
Em casa de M. Calmont & C, piara do
CorpoSanto n. 11, ha para vendero
seguinte:
Taboado de pinlio, alcatro e pixe da
Suecia.
Alcatraode carvao.
Lonas de algodao.
Ditas de linho.
Esponjas desuperior qualidade.
Drogas.
Tudo muito commodo.
lielogios de patente
inglezesdeouro, desabnete edevidio :
vendem-se a precora7.oavel,em casa de
Augusto C. de Abreu, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. 36.
LABVRIRTHOS.
vendem-se lentos e toalhas de labyrinlho, asen-
tado em fina cambraia de inho : na roa da Cruz o.
31, primero andar.
Familia de mandioca.
Vende-se superior farinha de Santa
Catharina, em saccas que tem um alquei-
re (medida velha) por prero commodo:
no armazem de NovaescSi C., na ra da
Madre de Deos n. 12.
A ZSoOO a duzia.
Lencos de cambraia de linho para algibeira : na
roa do Crespo, loja de Adriano & Castro n. 16.
A3$500
Vende-secaldet.tsboaultimameniechegada.as-
simcomopolasiadaRassiaverdadsira : na prara
doCorpo Sanio o.11.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ha fundipao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimento de taixos de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
prorapudao: embarcam-se oucarregam-se emacr-
ro sera cuspen ao comprador.
tS Dej)osito de vinho d- cbampag- 0
^ ne Chateau-Aj\, primeira <|ua- ^
O lidade, de propriedade do conde @
;- de .Mareuil.rua da Cruz do Recife n. 2
vj? "20: este vinho, o melhor de toda a @
@ Champagne, vendse a 36 cada ^
$t cai\a ; acha-sc tnicamente em Ca- ^
# sa de L. Leconte Feron & C. N. ^
@ It.As caixas sao marcadas a 11> cj
& RConde de Marouile os rotll- gtj
^ los las garrafas sao azues. S
Vende-se superior carne, queijos e linguicas,
judo do lerlu. por preco muito commodo : na ta-
berna da iiqiua da ra dos Madyros n. 30.
Redes de
palha fei-
tas no Pa-
ra'deinni-
I o bom
gosto: na loja de quatro pollas, da ra
ta Cadeia do Recife n. i8.
Redes de algo-
dao tecidas com dous fios, feitas no Ma-
ranho : na loja de quatro portas da ra
da Cadeia do Recife n. 48, de Narcizo
Mara Carneiro.
0 :.!> A.
Confronte ao Rosario em Santo n o,
vende se a venladeira agua de tlor de laran-
ja,do autor J. Miro;
Navalhas a contento.
_ Continua-se a vender a80000 o par(prero fiao) as
j bem conhecidas navalhas de barba,feitas pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas ez
posroes: vendem-se com n cndilo de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las ale :I0 diai
depois da compra, resliluindo-sea importancia :em
casa de Aosuslo C. de Abrcu, na ra da Cadeia do
Recife n. 3l.
AVISO
aos ferreiros.
F. POIRIER,aterro da Boa-Vista n. 55.
Tem para vender a vontade do com-
prador
CARVAO DE PEDBA
da primeira qualidade, por prero com-
modo.
Vendem-se linguas do Rio-Grande,
muito novas e superiores: na ra da
Praia. armazem n. 18.
Vende-se urna partida de tirrai coberlas de
maltas de mullo boa* madiras-, e oplima de plan-
la.;nes: a tratar no Manzoinho, sitio que volt para
os Afllictot, de Ignacio Francisco de Albaquerque e
Mello.
Velas de
Carnauba.
Vendem-se velas de carnauba pura, as melhores
que ha uo mercado a 12)000 a arroba, esleirs de
palha da mesma carnauba, grandes c menores : na
ra doQoeimado n. 09, loja de ftrragens.
Manual eleitoral
Vende-se o manual eleitoral, contendo
a lei regulamenlar das eleic/ies, e os de-
cretos e decisf.es do governo por I280
na livraria ns. (i e 8, da prara da In-
dependencia.
Deposito de cal e potassa.
Na rna da Cadeia do Recite, loja n. 30, dcfronle
da roa da Madre de Deos, continua-se a vender su-
perior cal de Lisboa em pedr*, recenlemenlebaga-
da, e polassa ratriau nova, de superior qoalidade,
por prero commodo.
Vende-se em casa de S. P. Johnslon & C,
ma da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de montara, candieires e casticaes
bronzeados, relogios patent inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio da vela, chumbo da munico, arreios para car-
o, lonas inglezas.
A iioa fama
Vende barato :
Duziasdu lezouras para costura a j 18000
Ditas muito linas c grandes a I>z00
Pecinhas de bicos esireitos a 600
Caixiobaa com agulhas francezas a 100
Caixas com linhas de marcar a 9S0
Braceletes encarnados para senhoras a 200
Meias brancas finas para senhora a 240
Meadas de linbas finas para bordara 100
Grozas de botoes madreperola linos a tiOO
Crozas de botoes finos de osso para calcas a 280
Fivelasdouradas para calcas e -Heles a 120
Penles finos para alizar cabellos a 300
Pecas de filas de linho com 6 varas a 50
Caxinhas com clcheles francezes a 60
Carriicis de linha fina de 200 jardas a 80
Macinhos de 10 grampas muilo boas a 50
Suspensorios para homam e menino a 40
uzias de torcidas para candieiro a s"
Caneiraa finas para algibeira a 600
Caetas para peonas de ac a 20 e 40
Meias brancas e cruas para homem a 100 e 200
Trancinhas de la de caraces peca a 80
Duzias de pentes de chifre para alizar a 800
Oroza da boioes de louca pintados a 240
Pecas de fitas de cor com 10 varas a 320 e 360
Carriteis de linha autor Alexandre a 40
Meadinhas de linha prela muito boa 20
Cartas de alfineles com 25 pentes a 140
Duzias de penles aberlos para alar ca-
bellos a 29200
Meias brancas e de cores para meni-
nos a 240 e 320
Grozas de fuellas para sapatos a 560
Caixinhas de pao cora palitos do fogo a 20
CastOes para bengalas a 40
Sapalinhos do la para crianzas a 300
Trancelins prelospara relogios a 140
Kscovinhas finas para denles a 120
Caixinhas com grampos a 160
Ba liado aberio de linho varas a 120 e 140
Dilo bordado muito bonito vara a 200
Caixinhas para guardar phosphoros a 160
Carleiras com agulhas a 320
Caxinhas com obreias de colla a 160
Kscovinhas para limpar penles a 320
Agulheiros muito bonitos a 200
Pecas de filas largas lavradas com 11
varas a 29500
Libras de linha prela e de cor a I 200
Libras de linha fina n. 100 e 120 a 2(000
Duzias de caixas de chifre para rape a 720
Ma^os de palitos para denles 100
Alm de ludo islo oulras muilissimas miudezas
que se vendem muilo mais baralo do rjue em oulra
<|ualquer parto : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fotna n. 33.
Em casa de n. O. Bieber
C, rua da Cruz n. 4
vende-se
Cemento romano.
Fardo.
VinliodeMadeira e ultramar.
Reloj*"
ios
coberlose descobertos, pequeos e grandes, deouro
prata, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
gle?.: emeasa de Soulhall Mellor i Companhia, rua
do forros n. 38.
Cobei teres de Ifta hespa-
nhes muito encorpa-
dose grandes.
Vendem-se na rua ,lo Crespo,loja da esquiua que
volla para a rua da Cadeia.
Retina ria do Monteiro.
No deposito da rua da Saizala-Ve-
lia n. 116, vende-seassucar refinado de
superior qualidade, de arroba para cima.
Pianos.
Veodcm-sepianosverlicaes inglezes, de elegantes
modellose excedentes vozes, fabricados porum dos
mais acreditados aubjus, prendado na eiposicode
Londres: noarmazem de Rnstron Rookar& Com-
panhia, pracado Corpo Santo.
Farinha de Sanr
ta Catharina.
muilo nova, vinda em direitora a este porlo, vnde-
se a bordo do patacho ol'elican v, on Irala-se com
Cietano Cyriac da C M., ao lado do Corno Santo
. 25.
XI.
@
%g Metal amarelb para forro.
%g Cabos da Rosta e de Hanilha.
@ Lonas, brin/.ao e brim de vela.
jj Pise da Suecia.
SJ Cemento amai ello.
ijg Vinho de Cbampagne e do Rheno.
@ Pianos de armario de modelos no-
@ vos.
^ Armamento de todas as quauda S
des- M
0 Alvaiadefino em po, oca e tintas fg
m em oleo. }
@ Pedias ele marmore para mesase %%
f^ consolos.
g Pajiel de peso inglez.
S Chicotes para carros.
Balanras inglezas de patente.
i% Copse clices de vidroordinario.
as Vendem-sc no armazem de
C. J. Astlev & C. jg
EmcasadeN. O. Bieber
^* C, rua da Cruz n.
4, .vende-se
Pianos fortes das melhores fabricas da
Allemanha e de moderna COnttrnccSo.
Em casa de n. U. Bie-
ber & C, rua da Cruz
n. 4, vende-se
Algodo para saceos de assucar.
Dito trancado para ditos, a imitaran do
da Baha.
Lonas.
brin/.ao.
Ferrada Suecia.
Arcano para purificar O assucar d in-
vencSo do Dr. Stolle, com o methodo em
lingua portuguesa.

Ka loja da boa f
vende-se o mais barato que lie possivel.
Cortes de bonitas casemiras de algo-
do para calcas a |s|ja
Ditos de nutSo para colletes a 600
rim trancado branco de puro linho
vara a ,44a
Dito dito de cor dito dito vara a 800
Dilo dito pardo dito dito, vara a 560
Dilo de quailrinhos miudos de bo-
nitos padres, covado a 20
Canga amarella muito lina, lisa ede
1 quadros, covado a 320
i Cambraia lisa muito fina com urna
vara de largura, vara a 560
Lencos brancos muito finos e ditos
1 com barra de cor, um 2i0
Meias brancas para senhora pelo ba-
| ratissimo preco, o par do 240 a 320
Ditas brancas para meninos e meni-
.as, o par 340
Fil de linho liso muito lino, vara a 880
I Dito dito com llores, vara a 15280
assim como outras muitas fazendas que se
vendem por menos do que em outra qual-
quer parle, na rua do Queimado, nos quatro
cantos, 11. 22, na loja da boa f, defroute da
loja da boa fama.
Em casa de Rabe Schmettau i C., rua
da Cadeia n. o", vende-se :
L"m grande sorlimento de vidros de es-
pelho.
Relogios linos de patente inglez.
Ditos ditos de patente suiso.
Couros de gra.xa.
I Ervilhas seccas em garrales.
1 Vinho do Rheno superior.
Conservas alimentarias de boas
I dades.
I Tudo por preco commodo.
I
TAIXAS DE FERRO.
Nafundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambera no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
, sempre um grande sorlimento de tainas,' tanto de
\, Ia.i. An Ka f; i 'abnca naejonail eonao estnns*n, batidas, fundi-
A l 10 I el (l DOaiC daSL grandeS' quenas, razas efundas; e em
P ambs s lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
penjos sao os mais com modos.
VENDE-SE POR MENOS QUE EM OUTRA
PARTE:
Pecas de algodaozinho trancado com
20 jardas a i 3/5OO
Ditas de dito liso com 20 jardas a 2/2401
Ditas de dito muito encorpado com
20 jardas a
Ditas de madapolo muito lino n. 6 a
Ditas do dito entre fino a
Ditas de dito a
Ditas de brim liso fino com 20 varas
*$3tt*!>0$ fitgfo*.
2/880
V600
3#600
2a700
6/800
Chitas escuras e de cores fixa.s, co-
vado a
Chales de algodao de muito bonitos
padres a
Peitos para camisas, brancos e de
cores a
Algodao de listras o covado a
e alm destas fazendas ha outras muitas que
se vendem muito barato, na rua do Queima-
do 11. 22, nos quatro cantos, na loja da boa
le, derronle da loja da boa fama, e sn allian-
caaes senhores compradures-que nesta loja I
n3oha fazenda nenliuiiia avariad*.
160
800
*00
160
-- Ausen(oo-se da casa de tea senbor, na noile
tde 17 dn enrente selembro a tscrava Joanii,,, que
representa ler 2 'innos, pouco mais ou menos, es-
lalnra regalar, cheia do rorpo e muilo robusla, cor
aeaboc'ada, cabellos muilo prelos e corlados em roda
da cabeca, lenrto por costume repartir ao meio, anda
calcada, levou bstanle roupa at traveueiroa e leo-
r;os. Esla escrava fui comprada em maio do eorreu-
(e mino aos Srs. ler reir e Araojo, nao sendo de rua
nem tanda relacoes fra, Boppoe-se teraido seduzida
por tlguem : perianto prolesta-se nsar de lodo o ri-
gor da lei contra qnem a tiver desencaminhado oa
lhe der azyto, aasim cumo se promelle generosa gta-
lilicacao a quem a pegar e levar ao aterro da Boa-
Vista n. 52.
Anda fugido|hacerca de um mez um prelo ve-
llio de nome Andr, calvo, rendido das verilhai e
com um dedo de urna das maos aleijado, levou entre
oulra roopa urna jaquela azul de soldado convboles
amarellos ; soppoe-se ler ido para o wriao do Brejo
ou Cimbre, onde mnron mnilns aniius : quem n p>-
nado, beicn, bastante mE5fZ& ro" f
falla lamn i.!.,,,,",',^ '"*" ?l~"*-
de. e ffMM tm o dedo ind da mjftSSEi
Udo pelo meio, pro emente de um "?"UZ
ve, levoa calca de algodAo azul, cimitl 2q I"
Uguda. el..W d.gp..h. -o'^''^^^* *
qaem o pegar, leve a casa da roe Aau I .
Uoacio I .rreira de A. Les*., n. ,'SSli^' "". "
qu. sera' | | recsirp, "" ^""^
Auton.o, de n.cao Cacange. q.e lnssj2PJT
no. de id.de. de allarrregala?, mSSSmZZ
cor prela, rosto redondo, sen. barba? =****
cheio do corpo, cDver.a poseo, e iSmmmZ
herdeiro. do finado Caelan Gosealres dicsh.
o oulro de nomo Veriimo. de naci, ba.uc.le ,|.'
algum lano espadando, roslo r.golar. ten de .bol
os lado, do rosto mares de lalbos de ssa sacis. per -
as lina., algoi.i lano c.naeeiro, pe. grasdes. e le*
amas marca de chicoteaindi nova, as cesta. os-
les escravo. fogiram junio, no dia .1 de aaosio do
engenho Aga.-tria da fregoeiia de S. Loares** da
Malta, oa nesta praca na rua da lisia s. 8, prnei-
ro andar, que ser.' generoMBMnle mi rsadii.
AVSO.
Cl.NCOENTA MIL RES.
Na da 23 de jonho do correnle, fono de hei-
do brigoe .Mana l.niia. io>lo> Utm>)H
ae idade 24 a 2. annos, poocs mal. es menos, e Irm
os signaes segoinle. : rollo eoeaprido e a*sesraad.i
cor fola, cabello cercilh.do, ollioTnm pesco avssX
e amortecido., beiro. gresoae, do 0, rt, _^
grosso que encobre a filia que lea de deanes em
cima, falla um pouco alrapalhsdo deudo a falla se
denles, pone, barba e rala, e bigodes, i,m m*.
squerda junio aodedo mioime orna eeeis de ner
vo sabido, a. n.deaa. um pooeo epi2d. M .-
dar lem am gaile para o lado, eadeira. larsas, Cen-
tura fina, pesap.lhel.dos e um pooco l.rgT; tovos
calca de algoda., azol de,bolado aTiBaa.IdTalatd*!
ruedo, chapeo de palha, leca oflicio do reeisihetr.
e cosluma mbriagar-w r ,,, j, ^ h
ron5:moi.....aedoSr. Dr. promotor de Mila
yueiroi Fonseca, e ultunamente doSr. Alberl Nse-
ler llamn : o .bao asignado, senlior de dito pre-
0, gratifica generosamente a qsem s appreheiidrr e
lev.-lo em tu. cesa, no alee d. Roa-Vhla n. .VI
egando andar, ou no Recite, roa de 1 rapte** n. ti.'
a Antonio de Almeida Gome. ; coses l.aabem srs-
leata contra qoalqoer pesraa que o occ.lt.r esa srs
poder ; assim como gratifica e paga todas a. disin
a..Joa quim Lope, de laaeids.
Kogio na noile de 22 do correnle, pela, h he-
ras e meia da larde, escrava por nome Rosa, cries-
la, id.de 2. oiios pooeo mais 09 aseos, cor lela
estator, regular, roslo coinprido a largo, LvassU
comsigo urna Irona de roopa saja ; fui r.a.s.. em fio. de agosto, no lagar denominada Matkadi-
nha : qaem a pegar leve-a a rt da Cadeia ds Reci-
fe n. 36, primetro andar, que sera' geoeresamesle
recompensado.
Fogio no dia 19 do crrante o escravo do se-
me Jos, n.caii Kebollo, rom iMsicn.es segsiale.
beio. grossos, ?eco do corpo, cor praia, leves cal-
ta branca, e camisa groeu brasca : pede-es as ee-
tondades e capilaes de campo a captara de drte e.-
cravo, a leva-lo ao Maogoiuho a. 31.
Doapparccea no dia 7 de sssssssa osa pros
por nome Loii, crioulo, coznheire, cosa idade B*s>-
co mais ou menos 5 .n nos. eslalara refalar bea
parecido, cor reti., pe. e ralis bem feilee. he has-
timle .peraltado, e f.ll. ilgom. roas, a idi.su ta
glex, lem 2 denle* da frente do lado esauerds oarli-
dos e o dedo indei da mo esaaerda loecJwcadT a
const. andar acoulado pelo, srrabaldes desl. csaadk
T!\S ?"0**. .que Pfe'Hlerem le,,., .
'na de Apollo n. .*), anude sa pagarlo toda* a* des-
Dos premios da terceirt. parte da sexta lotera a beneficio ..a Matriz da Boa-visia
extrahida a j4 de Setembro de 18S6.
NS.FREMS.
l.m rico piano de jicarona., de um dos melliorcs
e mais acreditados aolore.de P.ris: vende-se o. rua
da Cruz, armazem n. 40, no Recife.
Vende-so superior linha de .Igodlo branca e
de cores, em novello, para costura : em cas de
Niuthall Mellor & Companhia, rua do Torres n. 38.
Moinhos de vento
com bombas derepnxopara regar hortaa a bai-
la de capim :|na fnndicaode D
*.*. *u 1 se a luuuttnu 1 Tj
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10.
W. Bowman
Bichas de Ilam-
burgo.
No anligo de osilo de bichas de Uamburgo, na
rua estreiia do Rosario a. 11, recebeo-se pelo ulti-
mo vapor viodolda Europa, um grande sorlimenlo
das referidas biqha, e por i.so se contine a vender
o cenlo a 203000, e por menos desse dinheiro se o
comprador comprar mais de cem, e 320 cada orna
por alagad.
IlUgUCI.
R1
og-ios
ingezes de pa-
tente,
os mcll,ore-fabricados em Inglaterra: tm easa de
Henrvibson : roa da Cadeiado Recifrn.52.
Em casa de Eduardo 11. Wyalt.rna do Trapiche
Novo 11. 1K, vcudem-se baetas, relogios de 011ro, co-
berlos e deseoherlos, sellins inglezes, chicotes de
carro, arreios para dito, Babea da Russia, lio de vela,
limas de todas as cores, caudieiros ecasticaes bron-
zeados, conservas de fruclas inglezas, charulo.de
llavana.
Lavas de pellica milito novas para ho-
mem esenbbra, o par a l.siSU-
na rua do Qaei'mado na bem conhecid lojo de miu-
dezas da boa fama n. 33.
AO BOM CI1.V.
Na rua das Cruzes 11. 30. em Sanio Anlonio, ven-
de-se muito bom cha, bolinhos linos para o mesmn,
bolacliiulias de Hifierentes qoalidades, soda iuzlcza,
caixinhas de liiscoilinhos inglezes proprios para mi-
mo, biscoilos, alias, araruta, alliados, pao, bolacha,
ludo de muilo boa qualidade e por preros commo-
do.*; tamhem veude-se cevadinha, tapioca, sag' e
oulra. in.ssas tinas, conservas, papel de peso, muito
huns charutos da Baha, caf, assucar refinado, ludo
bom, por preco commodo.
VINHO DO PORTO GEMiINO.
Vende-se plinio vinho ilu Porto em barris d*
quarto e oilavo, por prero razoavel: naVua da Ca-
deia do Recife n. II, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
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