Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07511


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Full Text
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Terga-feira 16
IUVOM SOS OOBBXIOa.
Goianna e Parablba, segundas e leitaa fe i ra.
Rlo-Orande-do tforte, quintas fclras ao melo-
da:
Cabo, Serinhaem, Rlo-Porinoio, Porto-Cairo
e Macelo, no 1.*, a 11, e 21 de cadamcz.
Garanbum e Banlto, a 8 e 43.
Hoa-Vista e Florea, a 13 e 28,
Victoria, aquioua fe ira.
Olioda, todos ot dial.
ion.
/Mlng. a 2, 3 h. e 38 ui. da t.
Nova a !l. ios 7 m. da t.
Paulas b los. \cruc. a 16, s 4 b. e 12 n. da m.
(Chela a 24, s 3 o. e 4 m. da m.
fUaUI Bl BHW.
Prlmelra ai 10 horas e 6 minut* da manbia.
Secunda ai 10 horas e 30 minutos da larde.
de Julho de 1850.
N. 187.
razos da aoBaomi-pio.
Por tres raezea (atamladti) 4JM0
Por seis meiea "Xa
Por um ano VfiW
biaa aa anasAavA.
15 Seg. S. Camillo de Lellis. Aud. do J. dos orf. e
do m l.v.
16 Tere. Nossa Senhorado Carino, Aud. do chae,
du J. da 1. v. do civ. e do doi fetlos da fazenda.
17 uart. S. Aleixo. Aud. do i. da 2. v. doctvel.
18 Quint. S. Marlnba. Aud. do J. doa orf. e do m.
jal. r.
19 besl. S. Vicente de Paula. Feriado.
20 Sab. & Emiliano. And. da Chae, c do J. da 2.
v. crline.
21 Dom. O Anlo Cuitodlo do Imperio.
oABtanoa uubi jomo.
Sobre Lon/, i. por 1/0001*, a 60 dlu.
. Parta, 346.
> IJiboa, lo5porcento.
0*0.Oncas heipanhoe..........29JVW0 a 2j>/W
Molda* de 6/400 yelha.. 16*600 a 16/700
. de6/4U0 ora... 16/100 a SMO
de 4/000........... 9/100 a feOO
/rats.-PaUcde.brasileiros...... /80 a 27000
Pesos columnarios....... 1*552* jaan
Diloi ineitcanoa.......... 1/820 a I*""

PARTE OFFICAI.
MINISTERIO M FAZENDA.
EXTRACTO DO EXI'F.DIENTE DO DA 1
DE JUMIO.
A lospector da alindega. determinando
que rocada na confurmidede do migo*
B46, 927 e 228 4o rpectivo regulemento,
nos c-aos iCr?5S'mn eneanirados em
despacho por factura, de que trata a sus
info"rma<;3 de 15 de mafo,' sobre repVe-
sentacSo do feitor Antonio de .Ara u jo [Antonio Ferreira ds Paz.--lntellig6nciou-se
Caruar, Loureoco Francisco da Almeida
Oslanho.Neste sentido fizersm-se ss oo-
tra* communicaefle*.
Dito Ao mesmo, remetiendo urna nota
de 5.000 ris da deciina-quarta serie.e de n.
37151. que fo-envadf pelo juiz de direilo
interino da commsroa do Brejo com sus-
peia de ser falsa, aflat de que S. S. com
rguncia mande proceder aes neoesaarios
exsmes. .....
Bita.-- *" j"''7 reta torda tunta de ]UStic.
remetiendo para ser aposentado rm sessSo
fda mesma junta o processo feito ao soldado
Comas.
HiEM DQ.DIA4.
A' thesoursria do sranh'Sn, q"'q he de
manfest* justica o recurso de Cuiroares
Migalhiiose Silva, conaignaUrios da barca
americana hailana. interoosto para o the-
snuro, pata ser alliviado da mulla de n:i-
500,000, imposta pela elfandege, por faltas
edefeitos graves encontrados nosmsnifes-
tos, porque no ultimo documento annem
ao seu requerimento se certifica que o ma-
nifest da bsrea fdia entregue na alfande-
ga, fechado elaerado com o sello do consu-
lnJ,o que i rovo que os defeilos que so eo-
contirsram em urna das viss, que ora 'se
aprefcentflo, poliam ser corrigidospeio vice-
cnsul, sen io por conteguinie elle o nico
responsavel nos termos do art. 152 do regu-
Umentode 24 de junlio de 18S6.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 5 DE JUI.HO.
Oflcio --An enmmsnaante das armas.para
mandar xtrthtrdaliYru meslre do pri metro
baUlKSo de cacadores e remetiere presi-
dencia Bflm de ser tranimittida so F.xm.
rresidente do Part a f de oflcio do slferes
ranciscoMarlinho de Campos, que perln
eendu a aquelle batalhSo. fOra despachado
para o querto da mesma arma.
D1U.--A0 inspector da thesouraria ds te-
lenda, transmiuindo o aviso de uros letra
da quenlla de 289.400 ris, sacada pela the-
souraria do Ilio-t.redde do norte, sobres
dests, ea favor deJoaquim Ignacio Pereirs.
-Participou-$e so presidente daqaella pro-
vincia.
DitoAo mesmo, ordnenlo, que son a
responssiliilade da presidencis, e nos ter-
mos do decreto de 7 de malo de 18*2, man-
de supsM-ir o arsenal de manaba em o exerr
cicio crrante Com o quantitativo marcado
da distribuirlo do ejercicio findo para as
despetas daquella repaiticflo, bem como e
supplemento concedido as rubrieas-forc.
naval, hospital eeorpoda armada, no caso
de ser preolso.-Fez-se a conveniente rom-
municaeSo.
Dito.Ao inspector do arsenal de ma ri-
nda psra mandar receber, e recolher ao
hospital daquelle arsenal allm de aerem
convenientemente Uatsdas cinco precas.
que se aclwm enfermas s bordo da escuna
ZiTKoM.-Scientiflcoo-se ao inspector da al-
fandega. .
Dito.--Ao director do arsenal de guerra,
sutorisando-0 a mandar fazer noa lermos
do orramento que remetleu, os concert.
de que nocessiiao ss cobertag da sala em
que Irabslhs o expediente daquella direc-
tora, e do ahsrracemento da bulcina de ler-
ceira classe do mesmo srsenal.--Scienti-
cou-se io inspector da rsgadoria nulilar.
Dito.Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda provincial, para mandar adisntar ao
engenrwiro director das'obras publicas, a
quantis de on* cont do lis para con-
tinuacao dos repare* da estrada da Vic-
to'ia. 8cientificou-s so mesmo enhe-
mViro.
Drto.-io anesrnd, sara ajue mande ndi-
snlar ao engenheiro director das obras pu-
blicas s qnsntia dous contos de ris,
psrs continuaos da obra da casa de deten
co, visto acliar-se esgotatado o ultimo adi-
antamento, que se lhe f2 para o mesmo
ilm Inlelligenciou-se ao referido enge-
nbeiro.
Dito.Ao mesmo, ordensndo que mande
admitir so eogenheiro JoSo l.uiz Vctor,
Lieulhier s quantia de um cont de ris
para conlinuaco da obra no dcimo segun-
do Unco da estrada do Pao-d'Allio. vista
ler-se escotado a qnola, que lhe f.. adi.li-
tada pira um tsl lim.Communicou-seso
mesmo eogenheiro.
. luto.Ao agente dacompanhia disbsrcas
de vapor, para mandar d^r passagem para a
cor leo vapor flaA/aneaocapiao Antonio de
^u.o lWi< A."!?"'" dr. Raen Du rtej
perlenoenles ao quarto batilhode fuzilei-l
ros.~Co*nMinioou-eoeomroaiidanle das
aranas, eaosnsp*rUir exigiram-se as guias dos referidos ofliciaes
l'orlaria.--Nomeand< o alteres Luis Go-|
mes. Ferreira, o'ara ajudaule o gurda-mi
da slfanjega dests ci.isde. Kxpediram-se
as convenientes communicacOes.
Dita Ki.csrregaouo o lente JoSo de Sl-
queira Campello.uo registro do porto desla
cidade.-Fieram-se as communicscoes do1
eslyllo.
Dita --Ordensndo so agente ds enmpa-
nhis du baicss de vspor, que mande dar*1
passagem pira a cOrte no vapor aAlano, tt
furrielj.10 quinto batalnflode catadores Cui(
lliermu Vier lim, e ao segundo cadete do
iro legimeuto de cavHllsria,-|rr;
CaivalTio Mdeiro -
ao comtnsncanie das armas.
DEM O I)IA 8.
Orflcio-Ao lnspeol,or ds Inesouraria de]
fazfid, nlelraado-o de haver por portatla}
de hoie concedido um mez de licenca cont
vencimenio, usiu Mil ii'f ssde, id
juiz muuicipal e de orph&os do termo di
'Dito-.Ao director do srsenal de guerra,
autorisando-o a despender a qusnlia de ris
156.000, com a compra de IStpnelladas do
csrvllo de pedra para as ofcines de laloei-
rn, fundidores, e ferreiros do mesmo srse-
oal. -Inteirou-so so inspector da psgsdcri:
militir.
| Dilo.-Ao inspector ds Ihesouris da fazen-
da provincial, psrs queouvindo o adminis-
trador do. cnsuld.i provincial, informe
qual dos empregados, cujos lugares foram
Xtmctos pela l'i do oresmento provincial,
he msis idneo psrs continuar no eercieio
do lugar, que flcou conservado pela mes-
ma lei.
Dilo. Ao director das obras publi-
cas, scientilicando-o de ter mandado rece
tier nos termos de sus ioform>cuo, a obra
ilo decimo-quartolauco ili estrada da Victo-
ia, da qual era arrematante l.uiz de Franca
AlemiloCisneiro.~Communlcou-se ao ins-
pecior da thesouraria da fazenda provin-
cial.
Dito.-Ao commandante superior da guar-
da nacional do municipio de S.-Anl5o,de-
clarando que Eustaquio Jos Velloso da sil-
Teira, fra reintregado no posto de teen-
(e-coronel comnundinleda mesma guarda
nacional desde 26 de outuhro do snno.pr-
ximo pastado, como consta ds copia da
portara que remelle.
Dilo.--Ao iuiz de direito Antonio Baptis-
ta Cilirsua.*Couviiido, que Vmc. entre
quaulo antes noexorcicio de juiz de direito
da comarca do Brejo, para a qual foi remo-
vido por decreto de 25 de abril prximo ps-
sado, confrmese lhe communicou em of,-
licio de 16 de maio ultimo, ordeno-lhe nos
termos do aviso do ministerio da juslica de
NOdenovembro de 1848, que para esas Ot
venlia prestar o devido iuraoaeulo, eerto de
que tenho mareado O praio de 4 mezea para
Vmc. dentro delle apreseotar o respectivo
titulo.
DEM DO DA 9.
Oflcio.--Ao inspector da thesouraria de
fazenda, iransmiltmdo o aviso de urna letra
da quanlif de 374.000 ris sacada pela the-
souraria do Rio-Grande do norte sobre s
dests, e s favor de Joaquim Ignacio Pereira.
Parlieipou-se so presidente daquella pro-
vincia.
DitoAo juiz relator ds junta dejustlce,
transmiltindo pira ser spresenlsdo em sea-
sao da mesma junta, o processo verbal fei-
to ao soldado do quinto balalhfio de fuzi-
leiros isicolso Francisco de Souza.Intelli-
genciou-se ao commandante das armas.
Dito.Ao inspector, da pagadona mrKIar,
or lenando, que mande arrematar os olto
cavados da companhia flxa de civalla i
deSla provincia, constantes da relac,,f o que
remelle por copia, visto lerero sido consi-
derados inespazes de lodo o servico.--lnlel-
ligenciou-se o commsndanle das armas
Dito.Ao cliefe de polica, par mandar
entregar ao engenheiro director das obras
publicas a chave da cancella da casa, que
se est conilruindo em Olinda para o curso
jurliico, a qual lhe foi enviada pelo dele-
gado daquella cidsde.Communicou-se ao
mesmo eogenheiro
liito.-Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda provincial, para que mande pagar i
Manuel lereira Lomos, a importancia das
despezas fetas com o sustento dos presos
pobres di cadeia do l.imoeiro, desde abril
ateoullimodejunlio, ludo desle auno, co
IDO ae v da cunta que remelle.-Scienlili-
cuu-se ao chefo de polica.
I'orisris. O presidente ds provincia,
usando da allribuicao que llie confereoir-
tigo capitulo 2 da lei provincial n. 244 d>
Itdejunbo de 184; resolve sustituir o
rligo 6 do regulimento de SI de agosto de
1819, feito em virtude da citada lei, pelo
seguinle :
Artigo substitutivo. 0 director do lyceu so
mstriculsr na aula detachigrsphia, os que
liverem pago s matricula exigida para lodst
as aiscipiiuaa, i 5-S SO*"""!*: ZtZT.\
nadbs e approvados em gismmatica portu-
gneza, e alm disto derem prevas de saber
escrever coriecUmeoie.Remetieu-se co-
pia da presente resolncfio ao director do
tiiesmo lyceu.
IDKU DO DA 10.
Ofllcio -Ao director do lyceu, dizendo fl-
car inieirado de se tarde proceder ao con-
curso da cadeira de primeiras lelras do
sexo ferninino da freguesis do* Afogados
nodia 12 do correte.
Dito.Ao mesmo, scientifioando-o de ter
concedido msis um mez de licenca com or
denado, para tratar deua,sade, ao pro-|
fessor de primeirss lelkas do Po-d'Alho
Francisco Jos de Suva Pereira.Fixeram-
se neste senliJeasouUas commumcscOes
Dito.Ao mesmo, ioteirando-o de baver
concedido Ires meses de licenca com orde-
*do. aoprofessor de primeiras lettrssdo
iom-Jardim aUpsellino da CosU Juinor.--
Etpedirain-se ss entres communicscoes
liitn.-Ao Juix relslordi junta de just.ca,
remetiendo para ser apresenudo em sessHo
da mestna junta, o processo feito ao capilUo
do segando batalho de artilharia a p
TristSo Po dos SinlOS.-Communieou-se
ao commandante dss armas.
Dilo.Ao director do arsenal de guerra,
utoriasndo-o a despender a quantia de
I72.40U ris com a compra dus objectos
precisos par* prepirar o pedido da S"crela-
ria dd"commartdo dss irmas.-Scientillcou-
se ao inspector dspigtdoria miUr.
Dito.Ao insneclor da Ttiesoorarla da a-
zenda provincial, para mandar entregar ao
presidente do ooosbIio do salubridade a
quantia ie 120.000 veis, tirada da verba
d'sttlnida para o expediente dqmesmo
conselho.-CommnlcOu-so aorefen pre-
silente.
Portarla.-Ordenando ao agente da com-
panhia das barcas de vipor, que mando dar
passagem no vapor que est prximo a clie-
gar do sul. ao slferes JoSo Jos de Bruce,
pira a provincia do Cear-, e Miximiano
jganijis: de A!9t*"'a Pinta, para a do ParA
Ineirou-se so commandante desarmas, e
exigi se do inspector da psgadoria militar
as guias dos referidos ilferes
Commando das armas.
Quarlel gtneral na cidadi do Beeife, em 10 d
julho de 1850.
ORDEM DO DA R. 56
O marocha! de campo graduado, comman-
dante das armas, em vista da parte que lhe
enderecou oSr. coronel graduarlo comman-
dante do terceiro batallio d artilharia a p,
o do disposlo no irk 3 da lei de 26 de maio
de 1835, declara ausente por excessft de li-
cenca o cspitflo do mesmo batalhflo Jos
Rodrigues de Oliveirs.
Os 8rs ofliciaes da primeira, segunda e
terceira classes do exercito que nfio perten-
cem aos bsUIh&es atualmente nesta guar-
nido, flquem na inteMigencia de que s'se-
rSo rubrcalos os recibos dos respectivos
Veneimentos, sendo a presentados pelos pro-
prios ofliciaes neste quirlel general, excep-
tuados nicamente desse dever fleam os que
estiverem presos doentes, on licenciados.
^nnlonio Corra Sidra,
EtITAL.
De ordem do Sr. marechal graduado, An
Ionio Correa Sear, commandante dasar"
mas desta provincia, e com o flm de evitar
a pena imposta no art. 1* da lei de 26 d
maio de 1835, se faz saber ao Sr. capitSo do
terceiro batalliilo de ariiNiaria a pe Jos IIo-
driguesde Oliveira, na Turma-prescrfpti no
art. 3 dessa mesma lei, queso deve apre-
sentar no perlitn prazo de dous mezes, vis-
to ter escedilo lic-encaque obtlvera para
rr provincia ilo Rin-Oranle do sul, por
aviso do ministerio di guerra de 31 de Ja-
neiro do corrente anno.
Francisco Curios Bueno Deschain/m,
eapitflo ajudante de ordens.
IJiTEHIOR,
KIO I)K-JANEIRO.
GAMABADOSSEMIGRESDE-
FUTADOS.
SESSA0' l'E 28 DE JL'NIIO DE 1850.
raESiDEHCit no sa. HaasiQuis di rezknde.
Conli abando di Africanos.
O Sr. Pacheco :Sr. presidente, estiva
eu bem longe de tomar a palavra para fallar
na discussSo d conhecimentos professionies, recodhecen-
do que era o menos proprio para illustrar a
camera em tal Balera {nao apolados), eu
pretenda votar em silencio ; mas um inci-
dente, e incidente bem desagradavel, pro-
movido pelo Ilustre depulado da provincia
de Minas Geraes. qire Ii pouco lempo foi
ministro ds marinha.provocou da cmara al
cuma odigmQflo demonstrada por apartes,
um dos quaes foi dado por mm. Ped nes
sa occasiao a palavra ; permita V. Kxc
que me limite a esse incidente. Novim
preparado para a discussSo dss faifas na
vaes e quando viesse, curvsria a cabec*
diante dos senhnres que por parle da oppe
co encelaran! o debite ; elles se oslen-
tara m senhores da malcra. Um dos illus-
tres*deputados, que ful ministro da miri-
iiba, at fi descubrir um slmraute de
Mecao. (Bisadas.)
O Sr. Mello Franco (oom forca) :Isso he
muito pequenino.
n Sr. Pacheco :l'equeninas sSo algumas
cousas que tenho ou,Jc z: ;c:, p.ufeii-
daspela boca do nobre dputado, que acaba
de dar rale aparte. (Afoiados.)
O Sr. Mello Franco :No calor da discus-
sSo, o meu illuslie amigo pronunciou Me-
ci, em lugar de Mack.au. He isto motivo
pan censura '
OSr. Pacheco : Nena eu estou fatendo
censura alguma a esse Ilustre depulado,
que retonbeco hornero de luies. Pareceu-
me que alie citava a aulondade de alguoi
almirante ero Maco. (Bisadas.) Agora fleo
certo que tratava do Sr Mackau.
OSr.Souta Franco di um aparte que nSo
podemos ouvir.
OS*. Pacheco :--0 Sr. Souza Franco lem
aqui dilo grecas mais pesadas. Deixemos
isto de parle, que u2o vale a pena.
Outro honrado dputado pela Babia oc-
cnaon a feltonelo da oaaa com a descripefio
p.>.-r.po;: dos Cffi.'tes ^ofhouverrn utre
at forcas navaes inglcns, hespanholas <
frajieazal! Ora, vista de ufns copia tama-
rilla de eonlecinieutos histricos e progres-
sivos sobre a materia, o que poderia eu di-
zar relativamente s ella, oBb tendo vindo
prepsrado? Nada. Entrarei poisnoobjec-
to que me chsmou discussSo.
O nobre dputado pela provincia de Minas
Geraes, que foi ministro da marinos, tra-
tando de fulminar o reprovado trafico de
tfricinos, deu a entender (ou disse-o cla-
ramente) que o ministerio aclual se apoiava
nos Iracantas de carne humana.
O Sr. nlio :Nio, seohor ; eu s disse
quequebrsssem aseseadas por onde tinham
subido.
O Sr. Pacheco :~Sejs como quizer. lls-
eadas por onde tinha sobido, disse que
protega os Africanistas que nSo reprima o
trauco. Tudo sto eu desculps'ia, se no
seu fervoroso eothusiasmo contra o trafico
se n9o esquecesse nteiramenle dos insul-
tos e dss violencias que temos solfrido de
navios de guerra de S. M. B. (Numerosos
apoiados.) Nto fn que m dnen.
OSr. Anido .-Etli muito engaado.
O Sr. Pacheco :EnlSo eu daqui do meu
lugar dei um aparte ao honrado memhro,
fazendo-lhe sentir que assim 'elle compro-
meltia o nacionalismo ds opposicSo ; ti ve
em resposta que eu nSo era juiz compolen-
te : vou ver se o posso fazer.
Sr. presidente, nSosei o alcance do no-
bre depulado, quando me nSojulgou juiz
competente ...
O Sr. Antao : Como partidista exage-
rado.
O Sr. Pacheco :Bem ; mas nSo sou ISo
exagerado como pensi. Todos nos somos
mais ou menos juizes pira emittirmos a
nossa opiniSo sobros materia em discussSo
apoiados); mais arima de nos outros, sci-
ma dos Ilustres deputodos da opposco, o
dos membros dsmaioria, ha um outro po-
rler, ha o publico que nos escuta, e nni
julgara ha a opiniSo publica (npoiatlos ge-
raes) ; e cima de ludo isto ha a historia
imparoal que ha de registrar p procedimen-
to dos Ilustres depuUdos (muoj apoiados ,
e sujeita-los aos vindouros ...
O Sr. Anido :NSo tenho medo ds histo-
ria nesse ponto.
OSr. Pacheco :-Ser urna pagina vergo-
nbosa da nossa historia {apoiados), es que
diaser que quando q Brasil se va offendido,
atacado, humilhado nsquillo que elle ten
do mais nobre e brioso, ns sus nicionalida-
do, a opposicSo se apresentou no parla-
mento dando vulto ao objeclo de que o es-
irauueiro se serve para nos offender e insul-
tar (eslrondosot apoiados), passmdn a mSo
pela cabeca dos Inglezea, ameigando-os
i Iluilos apoiados.) E vista do um ISo es-
tranho proceder nSo poder o publico acre-
ditar que os .-.enhures da opoosicSo querem
iubir ao poder pelas escadas dos inglezes .'
( Muilos apoiados).
OSr. Souza Franco(com forca!: Quere-
mos quo o governo tome providencias ten-
dentes a sustentar s honra edignidade na-
cional. (Oh! Oh !)
O Sr. Anido :Eu poderia dizer que sto
gora he que he urna insiouacSo do nobre
depulado.
OSr. Pacheco :--.N3o Taco nsinuacio. Lon-
go de mlm acreditar nisto. Ouca-me pri-
meiro. NSo entra em meu pensamento in-
sultar os meus honrados collegis ; nSo dis-
se que elles quizessem subir pelas escadas
los Inglezes j mas digo que o procedimen-
to dos nobres deputados.....
O Sr. Apiiyio: -Combinado com a sus
imprenss.
OSr. Pacheco :Diz bem .... combinado
com a sua imprensa, onde se escreve que
os Inglezes teem o direito de fazer tu-
do quanto eslSo fazendo, pode induzir o
publico a acreditar que elles querem so-
hir por essas escadss,, (Numerosos apoia-
dos.)
O Sr. Anio :NSo lenha susto.
O Sr. Pacheco :O que he certo he que se
tem escrii to e dito que es Inglezes conoe-
hem esperances de quando sobir ao poder
u partido da opposicSo conseguirem um tra-
tado vsntajo8o para elles. (Apoiados.) E
quando se diz isto, quando nos oflo he lici-
to navegar pelas costas do imperio do Brasil,
quando o nosso commercio de cabutagem
be violentamente molestado [numerosos a-
poiados), quando nos temos mesmo pejode
ler o que lodos os das se pdica nos jor-
naes a reapeilo de apprehensOes adrede pre-
meditadaa e bruta Imenleexecutadas (ilroa-
dosos apoiados,, quando no Brasil funcciu-
mndo a representacStf nacional somos me-
nosprezados.....
O Sr. Anido :-E o que tem feito o go-
verno i
O Sr. Pacheco :--.....ser proprio que se
lo que o governo nSo lem reprimido o tra-
fico, que anles o protege? NSo serie antes
mais airoso e conveniente, que a opposicSo
lomasse a iniciativa contra semelhanles st-
tentados, umndo-se comnosco para dar
forc ao governo? (Muilot apoiados.) Per-
gunta-se o que tem feiio o governo, e ao
mesmo lempo procura-se-lhe tirar afoic
moral (muitos apoiados), quando sem o con-
curso geral elle nada poder* fazer de bom
neste ponto? Senhores, vergonha para o
Brasil! opprobrio para s nossa Ierra, se
isto continua assim I (Numerosos apoiados.)
O Sr. Anido -.--Cuinpra o governo o seu
dever.
O Sr. Fumino : E porque nSo cumpris-
les vos quando teivesles no poJr ?
O Sr. Pacheco :--Sea par de censuras vehe-
mentes que a opposicSo dirigiste contra os
abusos britnicos, exigase do governo loda
a possivei eiiicacia couira O iiaco, eu uo
a censurara; mas, senbores, aproveitar i
ocesajao em que, a par da indignacSo, c
deagosto se pinta no semblante de todos o
brssileiros (apoiados), paravir aqu o nobre
depulado dar animscSo aos Inlezes, lie
cousa inslita e intoleravel (apoiados); he o
que eu n5o dsperav ouvir do nobre depu-
lado, do um brasileiro ISo dislincto. nf-
los apoiados.)
O Sr. Anla :--Isto he deolrosco.
O Sr. PneAoJ :Se he declamaSo, nem
por isso deixa de ser a expressSo do sent-
ment que deve palpitar em todo o coracSo
hrasileiro (Eslrondosos apoiados.)
O Sr. A'lio :Esse sent ment nSo he ex-
clusivo dos senhores.
Um Sr. Depulado da maioria .Vi dando
assim que vsi bem.
O Sr. Souza Franco :Digam o quo qui-
rerem, mis nSo encerrera a discussSo sem
lhe darmos a regosla.
Alguns Srs. Deputados :--Oh oh I
OSr. Pacheco :-Eu tsmbem desejo quo
nSo se encerr; he a primeira ve que tomo
a nalavra nests miteria, desejo estuda-la o
entrar em lies com o nobre depulado, se
fr preciso.
Senhores, quando a nacSo recebe senas
oflensas, quando se v humlhada por urna
nacSo forte, eu quizara que todos nos le-
?antassemoscomo um s homem (apoiados),
quo os nossos collegas que de nos divergem
guardsssem sua opposiQSo para tantos ou-
tros assumptos internos, que pdemachar,
e que, unidos a nos, cooperassem para dar-
se forca moral ao governo do paiz. NSo
concebo a ideia que hrja goveno no Brasil
que qUeira ossosar a causa do estrangeiro...
O Sr. Souza Franco :--Q.usndo o ministro
diz: calar e soflVcr! i
O Sr. Pacheco :E ser isto o que se tem
pratcado, senhores t Foi por ventura hoja,
foi hontem que ss forcas navaes de S. M.
H. usam de violenciss contra nos, Brssilei-
ros ? As voxacOes contra as nossss embsr-
cacOes teem sido praticadas desle que o
corpo legislativo se achava reunido, e, caso
virgem ns historia dis opposicOes, um re-
querimento, urna voz nSo seergueu da par-
te da opposicSo, nesta c esses attentados. (Muilos apoiados.)
Sr. Angelo llamos :-Appareceu.
Sr. Pacheco :Foi preciso que da parte
da maioria- se apresentasse um depulado
fazendo algumas observares a osle res-
peito.
Urna Vos :--Esta cbrigacSo era lano da
opposicSo como da maioria.
O Sr. Sileeira da Molla :-No lempo dos
senhores, os Inglezes entrarsm nos nossos
portos o lizersm aprisionamenlos dentro do
ancoradouro.
O Souza Franco :Em que poca
O Sr. Silveiiu da Milla :Quando os se-
nhores eslavam no poder.
(Crnsam-j (renles apartes de lodos os
lados do laiio )
OSr..Presidente: -Altencflo.
O Sr. Souza Franco: NSo ha nacSo gran-
de quando o governo dizque cumpre sof-
frer e cal ir.
O Sr. Pacheco : E eu digo lambem que
nSo ha. nafSn grande quando os que foraffl
ministros deixam o paiz exhausto de recur-
sos ( apoiados ); quando, nSo tendo ener-
ga, ou nSo podondo ter, para prem em
pralica medidas contra o estrangero, veem
depois exigir de seus adversarios que facam
aquilloqoe nSopoderam fazer ou que nSo
liversm animo para fazer. ( Muitos apoiados.)
Assim nao he possivel qo.e marchemos, nSo
he possivel que a nacSo seja grande com
laes e m lia raijos.
Disse-seque o governo do paiz protega
aos africanistas I Senhores, ainds nSo ouvi
accusscSo mais injusta do que esta, de quo
o governo actual protege aos africanistas.
; Apoiados.) Em que lempo se tem feilo mais
esforcos para se reprimir o Ira fleo de Afri-
canos T Eu nlo sei se deva antes censurar o
governo actusl pelos esforcos que faz a esle
rdspeiio.....
O Sr. Souza Franco : lnfelizes esforcos .
O Sr. Pacheco : lnfelizes esforcos E he
possivel extirpar o trafico.' Nunca fui ami-
go, nem sou, do commercio de carne hu-
mana, posso fallar ftancamente\ Nos meus
hbitos da vida publica, nem nos da vida
particular, se ha de achar um resquicio
tendentes proteger esto trafico que eu de-
testo. ( Apoiados.) NSo sou daquelles que
me tenho sproveitado da disposicSo da lei,
ou regularnentos, que mandam distribuir
\fricanos por particulares; nSo tenho nen-
humdesses Africanos ao meu servico, nun-
ca os ped, nunca os quiz.
O Sr. Sotuaaf>aaco : Eu lambem nSo te-
nho nenlium.
O Sr. Pacheco : Nem eu digo que os no-
bres deputados lnham ; mas deram aos
seos amigos, e quera levanta celeumas con-
tra o trafico, carece provar que nSoso nSo
tem Africanos, como que osnSo deu a seus
amigos llaviam estabeleciuienlos pblicos
para onde os mandar, alim de serem ah
empregados em diflerentes trabalbos, como
actualmente se fax. E, senhores, seris vos
os mais apropriados para laucar-nos um es-
jgma tal ?! Que esforcos llzesles vos ( se
l, n les corsgem, diiei) nsra reprimirdes o
Irafico t ( Numeroso apoiados.)
O Sr. Soasa Frowo: Fot mujta pequeo
o trafico no nosso tesapo.
Alguns Srs. Defulados : 0b OH!
O Sr. Silveira da Molla : Isto ha que be
corigem ( Bisada,)
O Sr. Pacheco: Vos, tSo ioimiges do tra-
fico, ISo amigo* da humanidade, por ven-
tura nSo daveis forca moral a esse trafico
uuando enfeiUveis as casacas de muitoscon-
tflhaadita! SBoiaAot tomando assim do
cofre"das'gracas? ( 'Numeroso apoiados. )
Fallando assim, nem por isso desconbeco os
obstculos que encoOrareis na repressSo
do Irafico,



t
-----
%
.OS, Anido: E os vossos ministros nSo
uz>rnm ouiro lnto, ou muilo mais ?
O Sr. Pacheco : Se sois reo, confesso,
nfiodaveis rallar.
O Sr. Silveira da Molla: Pergunio quan-
do foi que o vapor Paranapilanga teve Ii-
oenca franca para transporlar Africano?
O Sr. Sania Franco ; Est engaado
agnra he que ha isso.
OSr. PretidenU: AttencSo, meus se-
nhoras ; sssim nSo pode continuar a dis-
cussflo.
O Sr. Pacheco: Se. o governo, Sr. pre-
sidente, merecesse censura, seria por fazor
actualmente esforgos, superiores talvez as
circumstanrias do paiz, para reprimir o tra-
uco ; se este he o seu derer, se a humani.la-
de reclama que acahemos com tSo torpe
commercio, n.lo he certamente na occasiflo
em que o estrangero nos maltrata ( apoia-
dos ); nio he guando o seu furor cresce
proporco que o governo emprega maiores
esforcos na repressOo desse commercio que
sedevecrntinuar a fazer sacrificios.
O Koverno lem procurado molestar os con-
trabandistas. Alm de oulras apprehen-
coes. fer elle ha pouco lempo em Santos urna
de 500 Africanos. E he auando elle empre-
ga tantos esforcos que as frgas navae in-
glezas mais nos avexam Emquanlo as for-
jas navaes de S. M. B. nSo se contivessem
nos devidos termos, eu, governo do paiz,
nada teria a fazer acerca da -epressUo do tra-
uco, dira aosloglezea: Compri primeiro
o vosso dever. ( Nuiles i repetido* apoia-
dos.) Respei tai-nos, que nos cumpriremos o
nosso '
Senhores, nao pdehaver nacilo grande
quando nidia se nSo desparta o senlimenlo
de nacionalidade em o mais alto grao. ( Nu
mero! aptriados.) Esse sentimento que exis-
te no povo brasileiro deve ser fortificado,
alimentado e desenvolvido pelos seus re-
presentantes de todas as cores polticas
( Quitos opoiadei. ) Esquecamo-nos de todas
as nossas discussoes poltica* diaote do pe-
rigo commum, dianto da dignidade nacioual
menosprezada...
l2<

H

trajada.
O Sr. Pacheco:Diz bem, diante da pa-
tria ultrajada (apelado ) ; muilo principal-
mente quando os ataques s3o dirigidos por
urna iiafo foite contra oulra mais fraca.
Da unSo nascea frre, e quando no proprio
parlamento nSo apparece um grito unisono
de repulsa e de indignaeflo contra os ata-
ques do estrajigeiro, quando, pelo contra-
rio, procura-se attenuar ou desculpar esses
ataques com a nJifTcrenca do governo na
ezecucSo do seu dever, o sentimento de na-
cionalidade aoffre sem duvida ( apoiado ),
deixa de ter toda a sua expansao. Tanto o
governo como os lepresfntantes do povo
devem-sa mostrar dignos da narao qun re-
presentara. ( Apoiado:) Foi o que llona-
paria foz, temi o mais extremo sentimento
da honra nacional. Aprendamos mesmo
com a Inglaterra ; all, antes de tudo, se he
inglez ; sejamos antes de lulo Brasileiros.
( Muilo apoiado. )Na Inglaterra, cujo povo
he digno de lodos os nossos respeitos, mas
cujo governo nao pode deixar de provocar a
nossa execracao, emquanto nos tratar do
modo inslito por que est praticando, o
que vemos? O que nosensina a sua bislo
ra ? Quaiquer qUe seja oguveroo, por malo
res e mais rencorosas que sejam es lulas po-
lticas, laido cesss no momento em que se
trata de sustentara honra ea digniJade da
Bacilo. ( Apiado, i
Sr. presidente, se o governo, quando se
tralasse de desafrontar o noaso paiz dos in-
sultos fetos boora e dignidade nacional,
encontrasse no seio da repieseutacao nacio-
nal urna voz unnime ; se todos se grupas-
sen a elle...
OSr. Simia Franco:Um governo que me-
recer.
0Sr. Pacheco: Sem duvida, esgotados
outros meios, o governo um dia poderia di-
rigir-se ao ministro inglez e dizer-lhe:
Aqu estilo os vossos passaporles. ( Apoia-
do. ) A nscSo Jjrasileira, maltratada, preci-
sa de provar ao mundo que lie victima do a-
buso da forca, mas que protesta ao monos
contra ella. Emquanlo nao cessareiu os ata-
ques i nossa nacionalidade, niio podemos
tratar comvosco. ( Apoiado.
U Sr. Soma Franco :---Faca o governo do
nosso paiz o seu dever, se nao quer que
continen) as cousas como estilo actual-
mente.
rwicio.) Se o governo'jegue nns negocios
internos urna poltica deneutralidade, fz-
llie a guerra dizeodo que he a pnior polti-
ca ; se o governo prepara-se para a guerra,
se tanto for preciso, censuia-se-lhe, porqui
o governo ameaca se o governo amnista a
Pedro Ivo, nSo devia amnistiar ; se no am-
nista, devia amnistiar I ( Apoiado.) Como
que se espera so o resultado de qualque*
pensamento do governo para se bater.
O Sr. Depulado da Oppoiicdo I -- Oh .'
Ob!
0 Sr. Pacheco :A opposicflo nSo formu-
la cousa elguma. (Apoiado. ) He oqueeu
vejo.
OSr. Anido :Que obrigacSo tem ella de
formular?
O Sr. i. A. di Miranda : Tome-se nota
o Sr. Antflo diz que t. opposicao n&o formu-
la prngramma.'
O Sr. Pacheco:l'ois a opposic&o vem so
ao parlamento para por obstculos ao go-
verno ? Nlo ; o seu lm he mais nobre
O Sr. Anido :Emquanto a opinifio publi-
ca estiver comprimida, do que serve a op-
posipSo formular cousa alajuma ?
Algunas Xozes:(Ira, ora I
O Sr1. Crin Machado :Isto he urna con-
fiss.io de quem nao tem poltica a apre-
sentar.
O Sr. Pacheco : Guardemos essa quesillo
Je compressSo para oulra oceasiSo, querr
limitar-me smenie aquillo para que pedi a
palavra. A opposicao, senhores, deve for-
mular a sua poltica, e nesta paite divirjo
completamente do nobre depulado ex-mi-
nistro da marinha, quando nos dizque a
onposicHo nao deve formular urna poli-
tica.
o Sr. Anlao :-- Actualmente,'no.
O r. Pacheco: E porque actualmente,
nSo ?
OSr. Anido : --Porque ha compressflo.
O Sr. Pacheco : Ora, compressSo Pois
do-.se por um pouco que ha compressSo.
Que difOculdade achais de ao mesroo lempo
qu ergueis a voz contra os opprimidos, for-
mularles os vossos principios aJministra-
O Si. Pretttidtmu:-Tem a palavra. o Sr.
JoSo Amonio de Miranda.
O Sr. J. A. de Miran.li: OSr. Prreira da
Silva nao ealava Inaerlpt' antea de rnlin ?
U Sr. Presidente.: Eslava, mas cedeu d
palavra.
O Sr. A de Miranda : E quem ae legue
igora a fallar?
U Sr. 1'residmli: liepola do nobre depula-
do, segue-se o Sr Monf/.uina.
O Sr. J. A. de Miranda : Poli eu tambam
cedo da palavra, para fallar o Sr. Honleiuma.
U Sr. Presidente Tem entao a palavra o
Sr. Moctezuma.
(Conlinaar--a.)
IH/.RI0 III PRRNJ.IBDCO.
Bcoirs, IB) m jumo sa mee,
Osuppleinentoquese dialrlbueoomeite nu-
uiiiro do Diario contrm a acU da icato ex-
traordinaria 4acmara municipal deita clda
de em 8 do crreme ; um artigo da adminls.
tracao dos eitabeleciinentot de caridade em
reaposta ao folbeto em que os herdelsas do
Eitn. marque i do llecife cralri da questao re-
'alivaao patrimonio do boapital de San-Joao-
de-Oeoi, ou do Paralio; um communicado
sobre a conveniencia do estabeleciment d
cemilerloi; edita! do presidente do jurr e
nnuncios.
Publica cito a pedido.
O Sr. Cruz Machado :--lijante da patria ul-1 livos. polticos e internacionaes ? N3o am-
bicionis um dia subir ao poler? NSo lie pelu que E R. Me.
OSr. Pacheco :--0 que os nobres deputa-
dot nSo querem he o governo actual que-
rem subir, seja como for. ( Muilo apota
do. J leo que se (dededuzirda pertinacia
com que desconhecem principios os mais
comesinhos. ( Apoiado )
Senhores, nada mais direi. I'erjo despul-
la i cmara, e aos Ilustres membros da op-
posicao, se por ventura me excedi algutna
cousa. Nflp me aecusa a coBsciencia de os
baveroCTendido pessoalmenle ; talvez fosse
um pouco vehemente. Se o fui, peco que
me deseulpem. Como brasileiro, nSo pos-
so deixar de contrisur-mo e indignar me
com o que leio todos os dias nos joruaes da
corte. NSosei al onde ir o noaso solln-
menlo.
O Sr. Sousa Franco : E o governo dex
tudo ir sssim, sendo mudo espectador des-
tas rouaas
OSr. Pacheco:E como sabe o nobre de-
pulado que o governo lie mudo espectador 9
O nobre depulado j interpellou o governo i
v, -ere m'^ulauu, i|uc j teve assenio nos
conselhos da cora, que foi mesmo minis-
tro dos negocios estrangeiros, nSosabe que
o governo lem certas conveniencias a guar-
dar T lie natural que elle leuha feilo o seu
dever. Pois creo Ilustre depulado que
o governo neo ao menos tenha trocado
notas ?
O Sr. Souea Franco: Quero que appareca
o resultado.
Vm Sr. Depulado :-E porque nSo formu-
lis um plano de poltica a ele respeilo .'
Nrtoque a oppMieflo esquiva-sesctupre a
apreseniar seus principios.
O Sr. Silveira da Molla : Principios, o
que? Nioos ba. Ha Um, no ha princi-
pio.
O Sr. Pacheco:>-Quando se trata de rela-
ctoa com oa nossos viziuhos, ella provoca
discussoea, quer saber a opiniSo do gover-
no, censura a este. Ingn que iOiIa perceber
qual a opinifio, masa sua", nunca a'opposl-
cto apreaenta ; eumprc jnttrpeliar, censu-
rar, mas ao mismo lempo mostrar o que he -
melhor. Ass.m, pode parecer que se seuue "' "*no5 cunve!"ee- a ao pan, como
urna poltica Wl^**^
occasifio de especular com as desgracas pu- u Sr. Millo /raneo pronuncia um discurso
tilica*-, (Aptuhi, i vivat recltmacou da op- Ique pubUca^caoi depu,
da vosss obrigar;flo, subindo ao podr, rea-
lisardes o bem do paiz ? Como pois vos ue-
Kais a exhthir os vossos principios ? Sr. pre-
sidente, sinto ler tocado nessa questSo tSo
importante, e 13o melindrosa ; mas o nobre
depulado foi que me cliamou a ella. O no-
bre deputado, pela primeira vez que fallou
na casa, levado sem duvida da paixloque
o predomina, provocou uina acea que nSo
era propria nem das suas luzes, nem do lu-
gar subido queja oceupou dos conselhos da
corda.
Antes de concluir nSo posso deixar de as-
signalar a inconveniencia com que se hou-
ve o Ilustre deputado a quem respondo,
quando, dirigindo-se a um illustre membro
desta casa, e que j foi ministro da guerra,
onde desenvolv'!! eonhiTiiiientos sullicien-
lesexercende dignamente esse lugar (mu-
toapoiadoi), ousou dizer-lhe que elrenSo
sabia o quedizia .' Ora, senhores, eu deixo
cmara qialincar o procedimanto do no-
bre deputado. ( Apoiado. ) Todos conhe-
cem esse Ilustre deputado por Pernambu-
co, um dos ornamentos da maiora da casa,
"saliem que elle nSo cede em cousa algu-
na em conhecimentos ao nobre deputado
( Muilo apoiado ) portadlo, a sua pruposi
c;hi nSo pode ser desculpada, seoSo como
filhi do calor da discussSo, o da qual se de-
ve retractar. .
Cumpra agora, Sr presidente, dizer al-
gama cousa sobre a lei de frcas navaes;
mas nSo vim preparado, nem mesmo to-
mei aponlamentos. 0 Sr. ministro da ma-
rinha j sustentou ( e bem ) a materia.
."Vas circunstancias do meu paiz, acho
que nenhum brasileiro deixar de concor-
rer para habilitar o governo a ler urna ma-
rinha com a qual rostamos desafrontar o
nosso commercio. Eu nflo sdarei o meu
voto le que se aclia em discussSo, como
votara anda por mais forca e por iodos os
meios justos que a torneen effectiva. Di-
virjo da oplmao do honrado membro pela
Baha, que nSo quer recrutamento forjado
nem ajuste de marinheiros estrangeiros
Mas circunstancias em que nos echamos
ser r.isoavel negar ao governo estes meios
subsidiarios? Sou inmigo do recrutamen
lo Toreado; agrada-oie o ajuste de nacionae:
para a marinha. Esle meio porm ja existe
consignado as leis. E se elle por si so lie
insufllciente, se nSo estamos anda habili-
tados para termos g numero necessanode
marinheiros uaconaes, ser lealdade dar
este meio ineficaz, negando-seos outros?
Cercear ao governo todos aquelles meio
com os quaes elle pode exeeular a le, dan-
do-lhe apenas um meio Ineficaz que anda
nilo pode ler lodo o desenvolvimento que
nos alias desejamos, nSo so para elevar a
marinha ao p de reapeito que 1 lie he devi-
do, como para pormos os nossos concilla-
dlos a abrigo de algumas violencias que
soffrem ? NSo aera escarnecer .' Porque
rasSo o nobre deputado e os seus amigos
niio procederam assim com lodosos minis-
terios que lem liando ? Pota he naa cir-
cunstancias actuaes que devenios negares-
tes meios de frca de que tanto se precisa
para a su.-lenlac.io <* ordena publica e dig-
nidade da naeSo? ( Apoiado.)
Feilaa eaiaa obaervaedea, Sr. presidente, na
da mais trniiu a dizer aobre a lei de fi foifaa navaes. Tornando ao incidente que me
iMMiawu vnui|,u, a cantara lar-me-iia ajuan-
-ca de relevar, ae fui demasiado franco na eipo-
aicao dos aeuliinenlos que p-lpltaiu em meo
peito a respeilo doa alternados que teem com-
mettido as forcas navaes de S. M. britaiiniea,
(Apoiados) A nacu julgar quem tem raaao,
se nos ou os nobrea cl pulados da opposicao,
que eaquecidoa d..a ollnsaa e insultos que avf-
Ireinoa, so ret lainain medidas coolra o trafico
de Africanos, trafico que eu tainOem abomino
lauto quanto oa nobres depuiadus; eu estima-
rel que riles tuostreiii por lacios em todoa oa
leifipos, aquillo que ora tao inopportunaincnte
eiigem do governo.
Or. Anido: E entao porque nos censu-
ra ui t
U Sr. Pacheco: Censuro, e censurarlo lo-
dos oa amigos da patria, porque o nobre depu-
lado, ao uiesino lempo que leve palavras Lio
fortes para fulminar o trafico, nflo teve a mala
pequeua palavra de vehemente energa para
lulminar oa alternados commetlidos coulra nos
por esses luglexes. (hpoiados de maioria e nao
apMkde* da afpatietbj Eu laresa mesaa o :c
lemuiiliu dos nobrea deputados da opposicao,
eslou persuadido que elle em si at'iileui que o
procedimeulo do illuslre depulado por Minas
Illiu. e Esm. Sr. presidente da provincia,
'os Candido de Carvalho Medelros, precisa
que V. Ese. por "o reapeitarel despach,
mande que o einpregado a quem competir Ihe
d por cerlldo o teor doaviao do ministro dos
negocios estrangeiros que no auno de 1830 foi
remetdo a esta provincia eui o qual coininu-
uicava haver S. M. I. concedido licenca ao aup-
plicante para eiercer nesta provincia as fuuc-
(des'de cliaueeller e vice-coaaul de S. M. o im-
perador de todas as Hussias por notnearao do
ministro na corte do llio-de-Janriro. Pede a
V. Exc. se sirva mandar pastar dita cerlidao.
Cernrique se. Palacio do governo de Peroain-
buco. vi de jiillio de 1850. .Vouia llamos.
Km cuinpriiuento do despacho tuipra do
lllni. e l.iui. sr. presidente da provincia, cer-
tifico aer o ariao de que fai tnencao o auppll-
vante do teor seguiute:
Illm. e Exin. Sr. Havendo o enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario de S.
M o Imperador de todas aa Hussias, nomeado
a Jos Candido de Carvalho Medelros vice-con-
snl de sua naco nessa provincia, residindo no
llecife, S H. a Imperador houve por beui ap-
prnvar esta nouieacio.
O que participo a V. Ec. para sua lolelli-
gencla, e para que o recoubrea como Ul, e o
d-dxe exercer at l'uueciiea daquelle emprego.
Oeua guarde a V. Exc. Palacio do Hio-de-
Janelro, Odedesembro de 1S30 Francisco
Cartuieo di Campos. Sr. presidente da proviu-
:ia de l'ernaiiibuco.
Nada mais su coutiuhaein dito aviso, e pa-
ra que o referido conste onde Ihe convier, pas-
ad a presente nesia secrelarla do governo da
provincia de Peruambuco, aoa 13 das do inez
de julbo de 1850, vigeaiiuo-nono da Indepen-
dencia e do imperio. O official archivista,
luio Valeniim Vil tela.
Illm. Sr. Pelo ofBcio de V. S. datado de i
do crreme, Ac aciente de ter fallecido o cn-
sul das Hussias nesta provincia, Gaudino Agoa-
iinlio de narros, e em resposu aoaeu eludo of-
licio, teulioa declarar-lbe que a V. S. na qua-
lidade de vlce-conaul, compete entrar nu ex-
ei cicio das fuuccOes do dito consulado.
Deot guarne a V. S. Palacio do governo de
Pernambuco, 6 de abril de 1850. Honorio Mr-
melo Cormiro Lene. Sr. /os Candido de Car-
valho Medros, vice-cuutul das Russiaa nesta
proviucia.
V.aUliUADU.1 ,l
(Coaiauaeiio'o n. 154.)
Anda o livro de Carlambrogio.
Se teguirinoa alguui unto a geracao da fe-
cunda preguica. ae qni/ermos couhecer os l-
llios de seus lilhoa, devereinoa revialar urna
infinita caterva de paladea e de vicios. O logo
gera a m.i f, o furto, o homicidio, o suicidio;
porque quem confia na sorte, e etU o Irahe,
nao se fia mais aeno na fraude e na violencia;
nem contra a deshonra ba ouiro refugio mais
que a desesperaci*. A inleutperanca gera a
colera, e a impudicicia ; pola o crapuloso alie-
na vnluutni iiiieuie a propria raso, e urna vea
perdida esU, maltrata eoppriiue o que devra
amar e proteger, e ultraja o que devera respei-
tar. A cjirlosidade produz a inalignldade, e a
mentira ; por laso que o curioso vive de sus-
peilas c de engaos. A iudiacricao e a male-
dicencia nao tardain em produzir a odiosa ca-
lumnia ; porque quem a lodo o cuato quer fal-
lar, acaba adiando o mal onde o nao na, e in-
ven taudo-o onde nao o pode descobrir. Toda
essa miseravel filharada cresce ao-depois Jun-
tamente, e faz raca paia gerar odios, vingan-
fas e mil outrot flageilos que ae terlaui falta-
do com nina ttose de prudencia e moderacio,
e mormente com extirpar o ocio.
.Mas nao hasta, amigos ineus, lera prudencia,
que Taz vitar oa nieuciuuadoa malea : para aer
sabio requer-ae tambem a fortaleza que obra o
bem, e que eusliia a suportar o mal irrepara-
vel. A fortaleza he um gigante que tem tres
bracos; a coragrm, a peraeveranca e a pacien-
cia. Cum apiimeira obra, com a segunda a-
garra-se, com a lerceira apula-ae. Coragem !
(dir-me-beis.) Kala virtude he propria do sol-
dado que val afrontar oa perigas, aa fadigaa da
guerra e o canbo do ioiiulgo. Asalto be: o
soldado bamister mais coragem que oingueui.
Naa examinemos,charos lei lores, se algum tan-
> >U iie ou nao neceaaaria nosaa condicSo
pacifica, e se della somos sulliclenlenieule
prvidos. Aposto eu que sem unios longe,
aein aablrinos de nos meainoa, acharemos bas-
tantes ininilgoa, que nos brlgain a p6r a co-
ragem prova de mullas UaUlna?
Priineiramente nao be apoltroueria, que ae
aprsenla a embaracar-uos o caunubo em to-
das as nossas empresas? Nao tras tila comsigo
por escolta a ditslpaca e a valdade i Nao tem
tambem por auxiliares algn dlabretea do
palx da obstluacao e da imprudencia? Por pou-
co que busque, he clara) qne acbartl um exer-
clto inleiro para couibaier, antes de comecar
quaiquer empresa til a boa.
Viru depuis as dilliculdadea mais ou menos
graves da inesina empresa, e aqui faz o aeu of-
ncio a peraeveranca, para nao tornar atrs, an-
tes para proseguir at o fim. Quantoa lenho
vlato cuinecar, equao pouco*acabar! E alguna
ba que nunca arreiuaum una tarefa, nem
urna boa accao. Quena couieca ludo e nao
acaba, he curato o ci, que deixa Senxpreuin
Camiiuhc par- f-rejar cuir-j; ee ^i* muda de
per as, einquaulo que toda a nova caca leiu-
nas descantadas; e por Isso aquello alana-se de
balde, e vulla e&baforide e cun os druterem
secco. assim succede ao Inconstante; pula
que aempr* o pasao mais diflic he o da porta :
em quaiquer teotativa elle so busca aa zangas,
e nao as vantagens: rasga-se'em arrancar oa
He desperdlcar varrella, e sabso o ettar a sor-
ribar um campo, e ao depola nao o semear. O
blXo da seda deve tecer o aeu caiulo at o flm.
sequlzerque delle sala a borbolela; sea gal-
linha aborrece-se de chocar oa ovoa, nao naa-
cerao plnUInhos.
Conseeue levar ao cafeo o aeu negoolo aquel-
le que antea de o coinprehender, ha ponderado
bm, se elle he failvel, proporcionado aa anas
Torcas e ao depols dix firmemente a al mesmo
quero exteelu-lo. Sabra va qual he a ala-
vanea mais poderosa? A vontade. Com esla,
o que se nVaabia, aprende-se, o que ae nao
tiodia, execula-ae: he urna vara mgica qua
sz apparroer os meios e desapparecer os obs-
tculos. Decem,noventa enove vexea as cou-
sas ordinarias da vida a iuipntaibiiidadc nao
he senao fraquexa de querer. Sbei, pois que-
rer, apoderis; mas sabe! querer constante-
mente, e al o flm; porque seafrouxalsa cor-
da, cahir o peso. Bella couaa he um bom
pilncipio; mas porque ? Porque fas esperar
um bom resultado. Porque he que agradam
as llores do peceguelro? Porque protuettein
bous fruclos. alas recordai-vos bem de urna
cousa, c he; que esses fructoa nao chegain
perfella uiadureza. nem sao o que devein ser,
senlo emquanto se formam e desenrolyem na-
turalmente e sem artificio. Do mesmo modo
para que o vosso Irabalho sala bom, cumpre
que a voasa vonude, ardor e constancia selain
naturaea e partam de vos mesmo. Se estacis,
seoareceis de aeraguilboado no obrar, prose-
gu|rels mal, e aein ordem : por iaao da o ami-
go rilao eevalle que carece 4e esporas, nao aa-
Mku o aposta; e tambem que trabalhe Bom-
bando vem a precisar de veras.
Pensai nisto, obral coosequentemrnte, e ve-
ris como se voa desvanecen! aa diAlculdadra.
Algumas vexea, porm, de oulra sorte dlspe
oa decreloa d'Aquelle, que dispensa os bens c
o males ; porque, charos amigos, o hoinem
prope. e Deoa dispoe i e ae a sua providencia
ha eaubelecldo experlmenUr-noa, quaiquer
resistencia d* nosss par seria Improcua, r
culpavd a seus olboa. Em aemelhante caso a
fortaleza consiste na paciencia O que quere-
llis oppor i enrennldade e a dir? Se por al-
guma falta deveis de pastar por um castigo dos
magistrados ou de quem lem dirello de vo-lo
infligir, que provelto tirareis can leaantar-vos
coulra quem be mais poderoso, que vos ? Mal
pelo cavallo, que esclcela contra a espora! E I
se por mais esforcos que facais, recusa favore-
cer vos a fortuna, o que aproveitaria coolra
ella a vossa colera?
He este o casa de abalxar a cabeca ; porque
ocanicoque ae curvou, indireita se depols da
venUnia, emquanto que o luflexlvel carvalho
cabe por trra, e nunca mais se levanta. Quem
inorde um ado nao faz mais que quebrar o.
denles. Quando o vento nao sopra favoravel,
anda se pude Ir avante, bordejaudo com per-
aeveranca ; mas em calmarla absoluta, por de-
irais be trabalhar e fazer forca devela. Pa-
ciencia Esperemos que torne a soprar o vento.
Mas ae este tarda, dlr-me-heis, morreremoa de
fome; porque vao faltando aa provises e eu
vos respondo : por isso mesmo paciencia: e ae
chegarmos ao ultimo extremo, resignemo-nos,
visto nao ser poaslvel mandar aos elemento*
J voa tenho mostrado como os vicios parem
vlcloa : vejamoa agora como aa virtudes tam-
bem geram virtudes ; pois que a paciencia que
he lilha da fortaleza, loroa-se ella mesmami
da esperance e da realgnaco. Esperanca!
charos ainigoa, esta foi inultas vells o vosao re-
fugio e o de lodo*. Acaaoj rrfleclisles sobre
o que aeja a esperanca ? He urna Uboa no nau-
fragio, um ciarlo as trevas, uiua vox humana
no deserto, a memoria de um amigo em dia de
angustias, o aorrlr do noaso fitho na agona, e
anda mais o pensamento de uin Dos justo e
clemenle no leito da morte. Tal he a esperan-
ca, eaaa companhelra inaeparavd do hornera
da qual elle Unto precisa naa suas miserias r
que pela mais consoladora e mal* sublime reli-
giao foi elevada calbegoria daa virtudes. Mas
ala religlo fez ao mesmo lempo da reaigna-
c.ao um dever; poia que aendo o homeiii enfer-
mo e mortal, releva queaaiba toll'rer e cum-
prlr o aeu destino. A Providencia dase- Aje-
da-leque en le ejuiarei, com o que convida-
nos a coragem e peraeveranca. Maa dlaae
igualmente. O qui nio podes impedir sabe to-
lerar ; e oiato impoz-no* o dever da pacieucia.
Noui, outrosiiu, qua na paciencia ludo he
ganho. O mal supportadocum racionabilida-
de e com calma, be j diminuido em ineude,
emquanto que a impaciencia redobra ludas as
magoas, exacerba todas ai chagas. 0 cavallo.
que queraacodir de subre ai coilas a carga,
nao fas mala do que perder o equilibrio, fu-
conimodar-se mais, elaier mal asi mesmo ; ao
paaso que o camello paciente alraveasa o de-
ser toalevando cominodameuiea sua carga, com
a qual se habita, como ae fdra urna corcova
de mala. Ugotoso nio aara com soltar Impro-
perios contra a gou: t a quletacao pode mi-
ligar-lhe as dores. PorUnto, eu vo-lo repito,
quando nao ha remedio, paciencia.
Assim vai tudo bem, amigo* narus. Se sou-
lennos ser prudenlea nos prnaainentoa, as
palavraa c naa acece s, moderados nos dselo.,
sobrina e econmicos nos prazeres, poderemo
eviur a maior parte dos males que opprlmem
a outros mullos. Se Tormos constantes na nos
sa vonude. corajosos na* emprezas, activas i
perseverantes no irabalho, vlr-nos-ha d'ahl
coiitcntaiucHlo e estima. Se Tormos pacientes
na advertidade e na dur, ao menos adobaremos
os malea Inevilaveis, sustrniar-nus-ba a espe-
ranza e Daos atoa levar em coata a nossa resig-
na(no
Verdades sao eslaa, com effello, mu aimpli-
ces : e todava uo cheguei a reconhece-las se-
nao depols de mullo* annos de observafo e de
reflexdes sobre inlm e sobre os outros. A ex-
periencia algumas vejes, adlzer a rerdade, cus-
lou-me caro parque ae a experiencia val Un-
to como o oaro, multas veies ella se faz pagar
pelo que val: e assim grande loucura seria nao
Taxer caso da dos mala, que graiuiumeute se
pdde ler. Se te eu dissesae. Amigo, eau ea-
aa eu a fia e dou-l'a de peteme : nio ficarlas
mui comente de poMuir um predio aein Iraba-
lho algum da la parle ? Pola olha, o presente
de urna experiencia j adquirida pode poupar-
le cuidados, lempo e dinhelro. Nao a despre-
zes, pois, charo leitor, e mais urde leras de
conTestar. que este prsenle val tanto como
(reguozia des AlTogados, Joaquim, escrsro
ie Jos Pereira 4a Cunha, por correeelo.
atxMMaMMHHHI
ALKANUEGA.
Hendmento do dia 15.....6:900,432
Deiearreqaxt hojt \t.
Galera Bonita mercaduras o ferro em
barra.
Brigoe iVotio-FncsaJer raercadorias o
cebolss.
Patacho-- Emula'cdo-- meios de vaqueta.
CONSULADO GERAL.
itentlimento do dia 15 ,
iliversas provincias....
1:053,706
9,107
If145,813
EXPORTACAO.
Despacho Martimo no dia 15
liio-de-Janeiro, brigue-eecuna Altarla,
le 169 toneladas : con luz o seguinte : 679
barricas e 7 ssocos com 5,786 arrobas e 1
libras de assoear, 9*0 mlhos pslhas da car-
nauba, 91 fardo chapeos, 60 balas papel,
i49 caxas velas.
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Rendimento do da 13......974.056,
dem do dia 15.........1 339.176
Vlovimeiito do orlo.
iatde entrado no dkt 15.
Liverpool 75 das, bngue inglez Hugh, de
919 toneladas, capitSo Peter llaudysede,
equipagam II. carga carvo depedra ; a
Russell Mellor. Passagero, llarlus Ro-
binson. Fundeou no LameirSo-
Kigueira 35 dias, patacho nacional J/a-
ria ek oaquina, de 130 toneladas, mestre
Maiioelda Costa e Silva, eqoipageo* 11,
carga vinho; a Rabello & Kilho.
Navio taido no mesmo da.
Trieate Escuna harto veri ana Aurora, os-
pitSo K. J. Rondo, carga assucar. .
ito-Cranle do Sul Patacho nacional
Dous-lrmdo, mestre Jernimo las Tel-
las, carga aasucar e ago'ardouie. Passa-
gero, 1 escravo a entregar.
Ilaha Hiate nacional S.-Jaio, mestre JoSo
Vicente O'erreira Pasaos Jnior, carga va-
rios gneros.
EDITA L.
Pela inspectora da alfandega ae faz pu-
blico que, no da 16 do correte, aa ha de
arrematar em hasta publica, aa porta da
nesma, depois do meio-dia, urna caixa com
100 duzlas de saboneles, pesando 195 libras,
e 50 duzlas de potes pequeos de louca or-
linaria com banha, vindode Marseille e a-
ban lonado pelos consignatarios Luis Bru-
jiere sendo a arremalatOo livre da di-
reilos.
Alfandega de Pernambuco, 13 de jullio de
1850. 0 inspector, uiz Antonio d Sampaio.
Vianna.
Ueclara^ts.
*> na if umijUCI
( Cenllnuar-te ha.)
0
Uepartitgo da polica.
'
PARTE IHJ DIA 15 EJUI.IIO.
Foram honlem e hoja presos : urdein do
delegtdo do primeiro districlo desle termo.
Antonio Josa Zacaras de Carvalho e Joa-
quim Custodio de Ohveira, para correccSo ;
a ordem do subdelegado da freguezia de 8.
Krei-I'edro-Taoncalve* do Itecife, os marujos
Americanos, Simn Wimkeudi.lt e Ceorge,
por disturbios; Denlo Lu; Alves Viadna.
porierfeito um ferimentoem Manoel Ter-
tuliano dos Res; Jos Antonio por desobe
diencia ; e Francisco Antonio de Amoro),
por estar aspancando a um Hespanhol, e
por coanplicidade *m cnmo de morte; a
ordem do subdelegado da freguezia ds -
Antonio, o preto Ezequel, esersvo de I)
Mara Benedicta do Sacramento, por crime
de Turto ; ordem do subdelegado da fre-
guezia da Ba-Viata, oa relos. Jacob, es-
cravo da Gregorio Aotunes de OttWeira ; e
Amaro, escravo doa herdeiros do finado
Jos Ramos de Oliveir, por estar brgando:
cipiuoo*, eaioium goaio de colUeru flores,Ie i do subdelegado do KguaJo dialrieto da
O ST. director do lyceu manda parti-
cipar a quem convier, qua ae acha aborta a
matricula d'aula de tachygraptiia, para a,
qual ae Taz mistr observar a portara deS..
Exc. abaixo transcripta :
O presidente da provincia, osando da
attnhiiicflo que Ihe confere o artigo 10 ca-
llulo 9 da lei provincial n. S4t de 16 de
junho da 1819, reaolve substituir o artigo
6. do r*gulamento feto em virtud* da cita-
da lei de 31 de agosto de 18V9 pelo seguin-
te artigo substitu ivo :
* O director do lyceu so matricular aa
aula de tachigraphia os que liverem pago a
matricula exigida para todas aa daciipli-
naa, e que se mostraren! exan i lados a
approvados na grammatica portugueza,
e alm disto derem prova de saber escre-
ver correctamente. Palacio do governo de
Pernambuco, 9 de jlhode 1850. io II-
drfomo de Souia Ramo. Conforme. Ma-
noel Clemenlino Cdrneiro da Cunha.
Secretaria do lyceu, iidejulho de 1856.
- Januario Alexnndrino da Silva Rabelle Ca-
neca, profMaor de deseoho e secretario.
Pela capitana do porto se
convida, err. virtude das ordena
recebidas do Exm. Sr. presidente
da provincia, em oilicio de i3 do
corrente, a todo* o* cheles de fa-
milia que queiram alistar seus i-
ilios, ou tutelados, menores, na
campanilla de aprendices mari-
heiros, a comparecerem na mes-
ma capitana em todos osdiasuteis
as horas de aeu expedirinte-Ca-
pitana do porto de Pernambuco,
i5 de jullio de 185o. tiodrgo
Theothro de Freitas, capilSo 'do
porto. Hb
i
Theatro de 8- Izabel.
10' reCita da ASSIGNATRA.
Querta-feira, 17 de tulho de 1850.
Representar-se-ha o ioteressant e muilo
spplaudido drama em tres actos.
D. MARA DE ALENCASTHO.
- Terminar o espectculo com a graciosa
iragi-farea.
0 Diluante.
Comacar s 8 horas.
Os bilhetes cnam-se i venda no lugar do
cos u ave.
Avisos martimos.
Para 0 Aracaly segu, no dia 90 do cr-
rante, o pataobo S.-Cru, mestre Joaquim
Pereira : para carga epassigeiros, trata-ae
so lado do Corpo-Sanio, n. SS, loja de mas-
sames, ou rmn o mpslre.
-- O Ntclheroy sabe impreterlvelmente no
dia 17dooorreolo julbo; recabeaiada al-




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puma carga a pequeos volumes: quemno
mesmo quizar carregar e mandar eseravos a
frete, dirija-se n Viuvs Caurtlno & Filho,
pracinhl do Corpo-Santo, n. 66.
- Para o Cear segu viagem, no dia 30
do corrente, o brigue nacional Dtstino, per
j tera matar parte da carga prompla : quem
no meamoquizercarregar, ou ir de passa-
gem, dirija-ae ao frotadora*, no Hotel-
Francisco.
Para a Barra sahe a sumaca Carlota no
dia 90 do crrante impreterivelmeote: po-
de indi receber slguma carga miada, bem
como pstsageiros: tratase com o meatre
Jos Goncajvos Simas, ou com Si Araujo,
na ra da Cruz, n. 33.
Para Lisboa pretende saliir al o dia 7
de agosto vndooro o brigue porluguez
P/ovo-Vgneedor, por ter a matar parte da
carga prompta : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, para o que
oflareca os melhores commodos, dirija-se
ana consignatarios, T. de Aquinq Fonsecs &
Filho, na ra do Vigario, n. 19, Iprimeiro
andar, u ao capujo na praca.
-'aaaaasssaassBSBsasaaaaBBaBBajBBawBBasaaaBaaaasBsaaBaB
Leiloes.
Ocorretor Oliveira far leilSo de mul-
tas obras de prata e de ouro, de moderno-
gostos, Inclusive um spparelho para cha,
um faqueiro completo, serpentinas, espevi-
-tadores, sslvas, cssticees, colheres para so-
pa echa, faccas e garios, adrceos, annea
los, ilous relogios de ouro patentes ingle-
zes, correntes paraos meamos,eoutrssmui-
tas pepas de bom gosto, assim como um ri-
co relogio dourado com manga para cima
de moza, outro dito proprio para repartiese
publica ou es'riotorio, candelabros de
bronze, um tpparelho completo de porcella-
na branca parajantar, garrafas brancas e de
corea para viiihu, ropos, galheteiro, porta-
licor e algumas obras de marcineria : terca-
feira, 16 do corrente, ( o msmo snnunciado
para odia 11, que se transferio por causa da
chu*a ) is 18 horas da manhSa, no escripto-
rio do mesmo corretor, ra da Cadeia do
Recita. "
Terca-feira, 16 do corrente, pelas nove
horas, .aefara leilio judicial mente da arma-
cOo e fazendas da loj sita na ra Direita,
ai. 10, parante o Sr. juiz da segn la vara,
cujas fazendas roro penhoradas a Jos Joa-
qun Rartoza da Silva, por execuefln do cu-
rador da vesLosaba : escrivflo Cunha.
II ll mi i- .....
Avisos diversos.
i
.........
Jnaquim Bapiisla da Silva retira-s
para fora da provincia.
HicardntJeppermann retira-se para To-
ra do Imperio.
O Sr. P. Youle, socio da casa commer-
cial ingleza de Deane Youle & C, queira nflo
se retirar rara Liverpool sem ajuslar coota
com Antonio Bernardo Rodrigues Selle.
-- D. Francisca Joaquina do Nascimento,
avisa-aa Sr. Dr Jolo Ferreira da Silva, que
o arrendamento do seu sitio, em que o mes-
lo serena, que selinUn dia 31 do cr-
rante jolho, pois se faz o presente para o
mesmo Sr. IV. nflo se chamar i Ignorancia
de entregar a chave do mesmo sitio no cita-
da da, conforme o papel de trato que exis-
te ; outro aim, que o mesmo nSo podera
meter oquartel queseaclia a devor no Din
doditoarrendament,o, nema chave no de-
posita gersl, sOb pena do aer levantado a
sus custa.
Precisa-te de um bom forneiro : paga-
se bem : na ra da Senzalla-Velha, n. ]06.
Precisa-se alugsr urna escrava, que sat
ba enzinhar e lavar : na ra do Dique ou
Palacete, sobrado n. 1.
--lis 15 dias que de>appareeeu urna fsera-
va crloula de ame Mana, cujos aignaea sSo
seguintes i moca, altura regular, corpo re-
tarcado, cadeiras grossas, e um lano bola-
das psrs trsz, bocea regula/, belfos um
tanto grossos, pellos pequeos e cabidos,
nariz grnsso e ps e mflos grossas, mar-
cas de bexigas no rosto, nllios carnudos,
orelhaa na parle do enfeile grossaa e vira-
das um tamo para cima ; alora destes aig-
naea descobertos, lem urna marca de ferida
de caustico do lado direito ( ou esquerdo )
das costellaa para os vszios; ievou vestido
do chita pr*ta, panno da costa,-e um tabo-
Icjro com milho e arroz, que venda no da.
que fugio : esta negra sup, em-se estar oc-
culia ern cass de slguem, ou em algum ca-
lugt, o que se vai ecrupulussmente inda-
gar par* se proceder contra quem a livor
oculta ; a oflerece-ae uan boa recompensa
a quom drlla der noticia certa, e guerda-se
inleiro segredo, ou a pegar e levar na ra de
Hurlas, n- 114, a Antonio Caldas da Silva.
- A sanhura moradora na ra da Aurora,
de nomo Francisca, que ha dias escreveu
um hithete a Antonio Caldas da Silva, sa-
liendo ae quera vender una" sua escrava,
de nome Mana, que a procurou para com-
prar, queira annuaciar o numero da casa de
sua mora la, queS8 |he deseja fallar, oque
se nflo lem podido, por ae nao acertar com
a sua morada.
Preriss-sa de urna ama para o servico
interno de urna casa de pouca familia: na
ra da Cadeia do Hecife, taja de tarraaeos,
n. 56.
- Amaro Carnelro Bezerra Cavalcante, ig-
ler com esse Sr. da ra do Cabugs, que Ihe
deseja fallar, toma a liberdade de dizer-lhe,
que aora na ra de Sinto-Amaro, quart
casa, das que ahi toin o Sr. Antouio Jos
iiome do Correio, onde pode aer por esse
Sr procurado, quan lo o queira.
-- Oesappareceu, no dia 5 do crranle, do
engatillo Muribequiiha, o pardo Joaquim,
baixo.eorpo regulrnoslo redondo, cabellos
crespos e ps pequeos ; Ievou Cales parda
e ramiza de madapoiao, outra dita de algo-
dloxinhoe chapeo de palha i ter 18 anuos
quem o pegar leve-o ao mesmo engenho, ou
em casa do capullo Manoel Eleuteno do lle-
go Barro, ra das Agoas-Verdes, sobrado
n. 70, qoe ser besa recompensado
Aluga-se unta casa na Paaaagem-da-
Magdalena, com duas sajas, 6 quarlos, co-
zinha. sqtlo com 9 qusrtos, janellas no oi-
tflo, bastante frasco, quintal, oaoimb'a e
"jUimo bShoSO fuP.'Jo ds Cmim '. m util
na ra Direita, n. 3~
- A pessos que annunoiou querer com
prar um piano, querendo um muito bom,
inj.-eea* Aujrro-da-Boa-ViaU, n. 14, taja.
urna senhora solleira, de bona cosiu-
Qes e honesta, propOo a entinar weni-
ps, assim como aceita pensionistas e meias
peuslonistss, conforme o sjuste. Sendo que
os psls de familia a queiram proteger, aflr-
ma-se o bom tratamento, zelo e cuidado
para com suas alumnas, ensinai.'do-lhes a
ler, escrever, contar aa quatro especies,
doutrina christSa, coser chflo, fazv'f tava-
rinto, bordsr deseds, de linho,e n'arcar,
quem de aeu preslimo se quizer utilizar:
dirija-se i rus Nova, n. 52. segundo ai.'dar.
Fugio, no dia 5 do corrente, da prop"e-
dade do tenenle-cornnel JoBo Chacn C*'-
valcanti de Albuquerque, urna prets criou-
la, de 18 annos, com os ps apalhetados;
tem urna marca de ferida em urna perna e
outra na caboca ; tem a cabeca batida de
um lado : quem a pegar ou della der noti-
cia na ra do l.ivramenlo, n. 1, a Francis-
co Csvalcanli de Albuquerque. ser recom-
pensado generosamente.
Aluga-se urna preta para servir ums
casa de pouca familia : na ra larga do Ro-
zarlo, n. 26. taja de miudezsa.
Quem snnunciou querer comprar um
piano, dirija-se i rus estreits do Rozsrio,
n. 98, segundo andar.
Offerece se urna ama para lavar, en-
gommsreeoser: ns rus dsGloris, n. 16.
O Conciliador n. 10 sanio hoje e est
venda na ra estreita do Rozario, n. 3* no
Aterro-da-Boa-Vista, n. 7*j e na ra da
Cruz, no Recita, n 14.
A lllm. Sra. I). Francisca Scolstica Jo-
sepha da Costa queira qusnto antes mandar
realisar o negocio que nflo ignora, na roa
Direita, n 122. morada do Ihesoureiro ds
irmandade de N. S. do Terco.
Alugsm-se esersvos para qualquer ser-
vico de casa, sendo um deltas canoeiro : na
ra do Vigario, n. 7.
Hoaioeopathia.
Na Babia escreve o Dr. Mello Moraes
um jornal homooopathic intitulado:
_MEDIC0 DO POV, no qual te desenvol-i
"vem as questoes ds medicina homceo-
IJpalhica, e se dfio praceitos pralicos pa-.
jrao curativo das enfermidadea.
! No consultorio central homoeopatbi-
ce de Pernambuco, ra do Trapiche-i
Novo, n. 15, recebem-se assignaturas
para este jornal, a 9,000 rs. por lri-ft
meatre. S
aajvaajaF9 O Sr. Francisco Antonio Pereirs dos
Santos queira ir pagara quanlia de 111,600
rs. que deve ns rus do Caliug, n. 3; pois
emquanto o nflo flzer, o seu noma nflo sa-
l ira desla tal ha.
Caetsno Mendes da Cunha Azevedo
contina a comprar e vender esersvos de
commissSe mediaste urna gratica^lo ra-
anavel, prometen lo empregar toda a ativi-
d de no desempenho desaa tarafa : os pre-
i'iiidenles o poderflo procurar a uualquer
hora'lo dia, em sua casa na ra do Rangel,
1 38, aeajundo snjsr
-Alugaaeuma preta escrava para ama
de letttvtetando urna cria de 4 mezas, mui-
lo manea ;iu ra do Queimado, n. 13.
-- Alujw-se.o tercniro an lar a sollo da
casan, da ruado Trapiche : a tratar na
ius do Vigario, n. 7;
Hoja a porta do doutor juiz do civel,
na roa daa Florea, is 4 horas, se fia,, de a r -
ramalar a eaeratv* velba, naoveia okraa da
prata e ouro, pendura lo a Joflo Francisco
Ferreira, por execucSo de Jos de Medeiros
lavares.
Qualquer homem,solteiro que quizer
alugar urna sala com dous qusrtos da um
orimeiro andar no pateo do Collegio, diri-
ja-se i ruado Nova, n. 63, segundo andar.
D. Maris Luisa do Reg Barros, mulher
do slferes Alexindrioo Caetano de Olinda,[da-Boa-Vista',' n
faz publico, pelo presente, que d'ora em
dame se assignar Miria de Olila Reg
Barros.
Economa.
Ji ae achs prompto um dos
fogdcs econmicos
no deposito de caldeireiro de J. A. dos San-
tos Andrade, na ra Nova, o. 97, aoode se
podorflo dirigir os Sis. que desejavam ve-
lo para fazer suas encommendas, que se
ciimprjrfloa vonlade dos pretendenles. A
econun.ia destes foguea merece toda atlen-
efio, pois com 80 rs. de lenhs cozinha um
rande jaotar, em rasflode com um s foga
assar-se em 9 tamos, cozmhsr em 6 e mais
panellss, conservar um deposito enm ago <
quente, a tirar por urna torneira, e alm
disto tem lugar para asear-de espeto com
moldo, ludo isto com tanto asseio que
senhora mais grave pode cozinhar, seas te-
mer emporcalhar-se, e anda, alm-diado
lispensa foga re ro por ter urna grelha pro-
pria para car vilo para torrar pflo e aquentar
ferros de eiigomnisr.
Houlio.
No da 13 da torrente furtaram do abaixo
sssignado urna eaileira de molla, contendo
dentro cinco cdulas de 40,000 rs. smarel-
las, duas eje 14X000 rs. e 90,000 rs. em cdu-
las muida*, anta de 5,000 rs, sendo urna das
leto.000 rs. aniarella assignada naa costas
pelo ahaixo aasignado. Kste roubo foi feito
por um cabra escuro, de calce e camisa.
chapeo de palha e ps no chao; julga-se ser
captivo, pois na oeeaei&o que apanhou a car-
teira vintia o cixeiro com ella no botco, a-
travetaando a ra larga do Hozarlo, da rasa
uu anaixo a*sign*do para a taja que lea con-
fronte | o Jad rao aproveilo:i-se do ensejo fe
a pian* asa em oeaixeiro dar por falta ; ba
pessola jate conhocem o ladrflo. Ruga-se a
qualquer pessos que detcobrir o roubo, de
i a gir-ae taja de calcado, u. 33, na praca
la liidepajaUaauaia, que se gratillcar com
melada d Sanios Huido.
Pede-ae ao* Sra. quqdevem calcado na
loja do abaixo assignado, venham- quanlo
antea pagar; do contrario, verti aeus lio-
rnas por exlens >, pois baata o lempo que
ha decorrido. Belarmino dot Santos Bul-
'5
ata
brica de Andarshy ; he multo sagaz e sem-
p-e caminhava ligeramente : quem o pegar
eve-o ra da Princeza-dos-Cajueiros, so-
brado novo, depois do de n. 123, ou no lar-
go da Csriocs, n. 31, principio da ra de S.-
Antonio, ( no Rio-de-Janeiro ) que sera bem
gratificado. 0 lllm. Sr. empregado no regis-
tro Ido porto eos Srs. cspitfles de esmpo
grsnde fsvor fazem i justica entregando o
uiDra annunciado escravo no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 80, onde serio pagas aa des-
pezas e trabalho dequem pegar dito escra-
vo, o qual de do lllm. Sr. Joflo da Silva de
ylirands, na corte do Rio-de-Janeiro.
N. B. Pode ser que este preto se d por
tan 'o, ou como escravo do ex-senhor Do-
ming.ts Dias ds Silva llenrques.
,. nl> da 18 do crrante, pelas quatro ho-
ras da ti'fde, tere lugar ultima praca do
grande sili0 do Mondego, ji annunciado por
vez.es por e.,t8 Mario, pela vara do juiz de
orphflos, na ru* estreita do Rozario, casa
Is residencia i'o mesmo juiz, n. 18 : os pre-
tendenles, que quizerem examinar o mesmo
predio, poderflo rigir-se a elle, que o-
chirlo aberto poi' todb o dia.
~Precisl-seslUk'^u,B, escrava, que sei-
ba engommar, para servir em urna casa es-
trangeira : na ra da' Concordia, reflnaria
franceza.
Precisa-se de urna ama para o servico
de una casa de pouca fam'H'a : na ra Di-
reita, n. 63, taja de sapa tos, defronte ds
lenda de funileifo.
- Quer-se alugarum preto ara o servi-
co de campo : na ra da Aurora, escriptorio
de k, SUrr & C.
~ Aluga-se o segundo amlar do sobrado
do Alerro-da-Boa-Visla. n 3.
Homoeopathia pura, C
Ainda se continasB atorar terrenos no sitio -boira Jo rio, no Reme lio, coti trras
sitio do fallecido barSi da Itamarac, com proprias, mais de ruil palmos de fundo, bo a
mais de 251 palmos de funflo : os pretn-
danles, dirijam-se ra do Pires, n. 19.
Compras.
Compram-se trastes ussdos de toda a
qualidade, e tambem se trocam por novos :
na ra Nova, armazem de trastes do Pinto,
defronte ds ra de Santo-Amaro.
Compra-se urna negrinlia par* urna
encommends, ou mesmomulstinhf/rna ra
larga do Rozario, n. 85, loja.
Compra-se um preta perfeila engom-
madera eeozinheira, e que cosa sigums
couss.e nflo tenha vicios nem achaques:
quem tiver annuocle.
-- Compra-se urna cass Ierres nfio sendo
muito pequea e com quintal: na ra da
Senzalla-Nova, n. 13, se dir quem compre,
-- Compra-se um piano usado, que 'B.
iilm boas vozes, cujo proco nflo excedr, de
300 a 350,000 rs. ; quem tiver annunvje.
Compram-se palacOes mexicp.nnt, a
1,840 rs. i ns ra do Cabug, n. 3
Compra-se um negro cozin'jeiro para
tara da provincia: aoouncie, ou declare
nesta typogrsphia.
Ve ii flan.
a mais fresca e a mais perfeita, vinda
de Franca pelo ultimo navio, e prepara^
Ada por Mr. Catellan, discpulo de^
^Hahnemann, e director da primeira^
vpiurmacia homceopattiica especisl de
Psris. O
O consultorio homceopatbico O
z da ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 92,x
O
dirigido pelo facultativo J. B. Cassno-
O
va, estar aberto todos os dias uteisO
vdesde as 7 horas da manliSa at as 2 daO
Otarde. O
9 Os pobres continuaran s receber con-
("jsultas e remedios gratuitamente. <)
^ Nflo senda psra se tratar pela homoeo-Q
^jpatliia pura, he eacuzado procurar oq
gjirector deste consultorio. 0
9O9OO000 3>0 O OOOOOOe
Joaquim Coi rea da Silva, socio admi-
nistrador e fundador da serrara hy Iraulica
estabeleci la no Montei'o, deixou de conli -
nuar na direceflodo dito estabelecimento.
~ Arranda-se o armazem n. 67, na ru
da Cruz, e vende-so a armacUo c im todos
os mais scressoriot para urna venda : quom
Ihe convier pele tratar no esoriptorio de
Viuva Gaudino & Filho, ra da Cruz, n. 66
l'assaporles e ttulos.
A antiga agencia da ra do Rsngel, n. 9,
contina a tirar passaporles para deutro e
tara do imperio, despachar ecr>vos, correr
folhas e tirar ttulos de residencia, qur
conf prazo, qur com validad pa>a aempre.
Illo-ae 900,000 rt. premio sobre pe-
n lores de ouro e prala : em Fra-de-Por-
laa, ra do Pilar, n. 96, ae dir quem da.
-- Precisa-se di* urna ama de leite, forr
oe captiva, e que tenha boui loite : na ra
do Collegio, n. 19, taberna, ou na ra da
Praia, n. 9, armazem. .
Precsa-se do um tazo de cobre de ta-
maito regular, em mata uso : no Atern>-
75, taberna. Na mesiaa
vende-ae arroz plalo branco, a 390 rs. a
cuia e 70 rs. a libra; loncioho de Santos, a
l<0 rs. ; msnteiga, a 400, 500 e 640 rs.
fejflo m'ulstinho novo, a 400 rs ; azeitedo-
ta de Lisboa, a 600 ra.; e oulroa mui'tos
genero* que se deilsm de snnunciar pela
grande extensflo.
Precisa-se de um cixeiro para -venda,
que tenha pratica, e d fiador auvi con-
ducta: na ra de Hortas, n 88, se dir quem
precisa.
- Kngomma-se roupa de homem e de Sra.
com toda, a pertaieflo e por prego comsou-
do : na ra do Sebo, n. 96.
-- Anda est por se alugar o tereeiro an-
dar do sobrado ds ra da Senzalla-Velha,
n. 70, pintado de novo, com comoiodos pa-
ra familia : a tratar no primeiro andar do
mesmo sobrsdo.
Urna familia que se relira para a
provincia do Rio-Graade-do-Sul, ne-
cessita de urna mulher nacional, ou
mesmo eslrangeira, para acumpanha-
la, afin de pensar urna enanca na
vigem : quem quizer, dirija-se i
ra da Mu la, n 19, segundo andar,
ou na piaga do Corpo-Santo, n. 9,
Vende-se um moleque crioulo, de 18
annos, sem vicios era defeitos : na ra do
Cabug, n. 9, primeiro andar.
-r Veodem-se sicras com milho bom e de
bom tamanbo: no Becco-Largo, no Recita
venda que volta pira n porto daa canoas. '
Carnauba superior.
Na rus do Rangel, armazem n. 43, ven-
de-se carnauba era porefio e a retajho, por
praco commodo.
Marmolada.
Vemle-se nn ra da Cruz,
no Recita, armazem, n. 13.
marselada em caixinhas,
dn duas at dezeseis libras,
a inellior p(U al hoje tem
vim'io a es te mercado.
Farinha superior.
Na ru* do Rangel, arrnaznm, n. 36| vende-
se farinha de Santa-Ca tluiina, a 2,900 rs. s
sicca.
Lotera ty Rio(ie-*Ja-
n.eiro.
Aos 50 .000,000 rs.
Na ra da Ca< 1Pj, do R.cife, n. 94, loja
de cambio da vi uva Vieira dr. Filho, vendem-
se hilhetes de lotera a beneficio das obras
publicas da ii nperial ci lade de Nitheroy.
Ven le- .<* urna negra por 350,000 rs.,
que sabe co (filiar e lavar de sabflo, isto por
precisSo: na ra Nova, n. 58, primeiro
andar.
Lotera do Rio-deJa-
neiro.
Aos 20:0000,000 rs.
cass, cacimba, coqueiros, tamanoeiros e
slgumss fructeiras. quita trra devoluta e
boa de plantacfio,, baixa para capim, porto e
mare a toda bo ra, com muilas proporces
para olaria : a tratar com Victorino Fran-
cisco dos Santos, na ra do Rangel, n. 5i.
Anti^o deposito de cal
virgem.
Na r.uado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis.
boa, por preco muito commodo.
~ Vende-se um preto de 90 a. 96 annos
P'juco mais ou menos, muito bom ganhs-
ior de ra, e serve tambem para tratar de
cavallos do que ontende bastante ; tambem
entente de plantar hortalice : o motivo por
que se vndese dir ao comprador: na ra
la Cadeis, n. 9, sobrsdo confronte ao tliea-
tro de S.-Francisco.
Na ra largado Hoza rio, n. 22,
vendem-se 5 pardas que engommam, cosem
e cozinham ; um pardo de 18 annos, muito
robusto, e que he proprio para pagem ; 3
mulatinhos de 3a 10 annos; um moleque
da 18 annoa, bom carreiro ; um preto de
35 annos, de boa conducta, o que se sflan-
ca ; urna negrinha de 14 annos, de linda fi-
gura um dita de 18 annos, de nseflo An-
gola ; urna dita de 30 annos, por 350 000
i"-. bos cozinheirs e muito d ese raba re ce-
ja para urna casa ; urna diia de 90 annos,
propria para o campo, por estar scostuma-
do a esse trabalho
Sapatos de lustro a 800 rs. o par.
No Alerro-da Boa-Vista, loja o. 58, de
loflo Tiburcio da Silva Guimarfles, vendem-
se sapatos de lustro com sigums averia, pa-
ra meninas de 6 s 10 annos a 800 rs o par;
ditos bons psra senhors, a 1,760 rs. o psr :
be barato, e a poreflo lie pequea.
va ra do Rozario larga, botica n. 49,
"einlem-se bilhetes
lnteiros .... 99,000
Meios.....11,000
Ouartos .... 5.50O
Oitavos .... 9,750
Vigsimos. 1,300
Vendem-se diversos esersvos, chegsdos
ds Babia, como 8"jam : dous molecOes de
bonitas figuras, e que sflo ptimos cozi-
nbeiros ; un dito biui bolieiro; 4 moleco-
tes bons psra qualquer servico; dous mo-
lequcsptimos paraapren lerem algum ofli-
cio ; duas prelas boas engommadeiras ; 9
ditas boas cozinheiras ; duas ditas de meis
idsde, lavadeiras : ludo por preco muito
em conts, pois se desejs remeller as com-
petentes cdulas psrs virem outros esers-
vos : na rus das Lsrangeiras, o. 14, segun-
do andar.
primeiro andar, para tratar. aja
t*o.
-- Roga-seao lllm. Sr. ebefe de polica e
mais Ilustres empregados nessa reparlicflo
a atleiicflo sobre o aviso seguinte : Fugio
no dia 7 de junho deste anno o preto dio,
escravo de Judo da Silva de Miranda ; Va A-
fr!c;r!9, r?**?; leudo ?!2dc pcquvi fl co-
reutemente como crioulo ; he magro, esta-
tura regular, denles agucadoa, pouca barba,
bocea um pouco aberla, olhos de somno 00
>le hebado, tendo o branco dalles nflo claro,
le 40 e lautos annos de idade ; costumavs
-- Alugam-se oa segundo e tereeiro anda-
res da Cass do largo da Asaembla, Q. 8 : a
fallar com Joaquimafrancisco de Allem, no
Forte-do-Matlos.
- O Sr. Dr. Antonio Jos de Souzs Co-
mes, baja de ter a hondada de ir a loja de
fazsndaa da ra do Passeio, n. 91, para re-
ceber urna carta.
Inalruccflo publica.
Ao estabelecimento de instrucco rima-
rla do Aterro-ds-Boa-Vista, n. 5, dirigido
por Jos Xavier Faustino llamos, acham-se
annexas duas aulas uaais, sendo urna de la-
tim dirigida pelo Sr. Poilirioda Cunta Mo-
re ira Alves, protasaor publico da mesms
disciplina naquelle bairro, e outra de fran-
Cez regida por um digno ex-alumno do ti-
nado Jos Bernsrdino de Sena, do lllm. Sr.
Jos Soa res de Azevedo : as peasoas que se
quizerem matricular em qualquer das mes-
mas aulas, deverflo Uirigr-se ao eatsbeleci-
uieuto referido.
-- Precisa-se de um pequeo de menor
idsde, para cixeiro de urna taberna : no
Alerro-da-Boi-Vuta, n. 20, taberna.
Na casa que se venden gor-
veles,ao entrar da ra da Aurora,
contina a ter excellente caf to-
das as tarde at a noite, e um bom
soi tmenlo de refrescos de todas
as qualidades, bolinhoa e charutos;
indar com um bonel v.-lbo de panno aiull servindn-xr rom aupia n>nn
Je las, j.quet. a calca larga de algodfloI*^rina-e Com V* promp-
azul americano e carniza de algodflo da fa-l tido.
Boa farinha.
Na ra do l.ivramenlo. n. 14, vende-se
farinha de boa qualidade, a 9,5Q0 rs. s sacca
Vende-se o grande e novo engenho
Para izo, na ribeira de S.-Antonio-C.rando,
provincia das Alaitas, com leiraa novase
grsn les maltas, fszendo grsndes safras, e
com todas e excedentes obres, como enge-
nho. casa de purgar, olaria, serra d'agoa,
casa de fa-inha rt'agoa com grande tamo de
ferro, cass de vivenda, senzalla, e grande
estribara : ludo de telha, novo e bem aca-
bado, de grandes dimencOes, bem como ex-
cellente cercado de maria-prela para durar
muitos annos: os prelendentes. drijam-so
a Pedro da Cunha Carneiro de Albuquerque
no mesmo engenho, e psra informarles
nesta praca, ao Sr. comuiendador Manoel
fionclves da Silva.
Vendem-se dous realejos, tendo um
grande contendo 35 pecas de msicas com
uancadsiia, e o outro pequeo com 94 pe-
cas : na ra Direita, n. 3.
Preco commodo.
Vendem-se 50 tsiss para arroba de assu-
car : na ra do Rangel, n. I.
Carnauba de primerA
sorte,
em saccas e barricas, s 8,000 rs. a arroba :
na ra da.Cruz, no Recife, n 94.
Vende-se supeiiur cera de carnsubs :
as Cinco-Ponlss, n. 66.
Vende-se supe ior erva mate
de Parsguya na travessa do
Azeile-de-l'eixe, n. 5, e na ra
de f.-Hita, n. 85;
Vende-se, por precisfl, ums esersva de
95 annos, de bonita figura, quo engomma,
cozinha. faz algum doce, lava de sabflo e
cose liso : na ra da Mangueira, n. 9, na
Boa-Vists.
Vende-se um escravo da Costa, moco
sem vicios nem acbaquea, he muito Del,
ganhador, refiua atsucar e faz outroa ar-
ranjos de casa : na ra Velba, n 61, at ss
10 horas do dia, e na ra do l.ivramenlo,
n. 99, botica, al a 3 da Urde, onde se dir
o motivo ds venda : .tambem se troca por
outro, proprio para o aervico de campo.
Vendem-se 9 pares de castcese moder-
nos e urna grande salva para 6 copos.ludode
prata, por mdico preco: na ra das Trio-
cbeias, n. 50.
Vende-se, ou (roca-te por escravos um
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa ds Russis, da
maisp 'ivaque ba no mercado, por preco
commxdo : na ra do Trapiche, n. 17. .
Loja de modas, ra Nova, n. 34-
Madama Kosa llardy, modista
brasileira,
le novo annuncia as senhoras suas patri-
cias queseaba de receber pelo navio Cont
Rnger, um lindo sor lmenlo de chapeos de
seda para senhora, de groa de aples e
le gorgurflo enfeitados com plumas e flo-
res de todas as cores e da ultima moda ;
chapeos de palha para senhora e meninas,
finos a ordinarios ; armacOes para cobrir de
seda a de crep, a 1,000 rs. ;|sedss, gorgu-
res, litas, rendas de fil de seda de Indas
as cores para enfeitar chapeos ; crep e fitas
do seda de todas as cores; manteletes e
espotinhos de gros de Nspoles furts-cres
e pretos; ditos de chamalote preto, a 90,000
rs.; lindos capnliuhos de fil de seds pre-
to, ds ultims moda, a 15,000 is. cada um ;
tranca de seds de todas ss cOres psra en-
feitar vestidos ; bicos de seda ; selim bran-
co lno, muito largo, e de boa qualidade
para chapeos; meias de seda brancas e pre-
las ; iovss; spalos de couro de lustro pa-
ra senhora ; perfumaras finas ; lencos de
cambraia bordados e com bico de Imho ;
toucas do camhraia de linho bordadas, e de
fil de 11 iilio, guarnecidas com bico de li-
nho verdadeiro, taitas ns Franca para me-
ninas ; camisinhas de cambrila para senho-
ra, com golas de csmbrsia de linho e bico,
"!3,000, 4,000 e 5,000 rs. Na mes -na loja ha
toucas muito liadas, taitas aqu para me-
ninas : tamhein se fazem manteletes, espo-
tinhos e vesti tas ; enfeitam-se chapeos da
ultima moda, por preco mais barato do que
em outra qualquer parle.
Bom e barato.
Na ra do Queimado, vindo do Rozario,
segunda taja, n. 18, vendem-se lencos de
setim de cOres psrs grvala, a 500 rs ; di-
tos de casss, s 940 rs.; cambraias para ves-
tidos, pecas com 90 varas, s 9,000 rs.; meiss
de seds de cores para homem, a 500 rs.;
ditas brancas, a 6W rs ; ditas pretas, a 800
rs. ; ditas de Isia para padre, a 9,000 rs ;
panno fino cor de azeitona, a 3,000 rs.; dito
prto, s 3,900 rs.; e outrss muitas hien-
das por com modo preco.
-Vendem-se um escravo bom sapaleiro,
a urna negra de bonita figura, com idade de
2 annos, sabe cozinhar o diario de urna
casa, lava roupa e engomma aofrivel, fsz
renda, tece panno de algodflo, tambeui coze
algumacousa : na rus do Queimado, n. 14,
se dir quem vende.
-- Vendem-se rsp rollllo Hamburguez
em garrafas, meiss de seds prets de peso,
psra padres, sonhoras e meninas, dita dita
curia de peso, psra homens, barretes para
padres, facas de marphim para papel,
meias de algodflo para meninas a 900. 160
a 190 ris : ns ra da Cadeia, n. 15, taja do
Bourgard.
Vende-se um cavado preto, de frente
aberta, ps e mSos arregaza 'os, bastante
gordo, bonito, bem feito, ardigo, rincliSo,
forte e seguro, novo, ptimo m'archador
de passo e carregos do meio al etquipar.
e muito man leu (I o : na ra da Cruz do Re-
cife, casa de Jos da Silva Loyo, defronte
do chafarz.
Vendem-se 169 oitavas de prata e 7 di-
tas ds ouro de le, ludo em obras vainas .-
na ra da Cadeia do Hecife, n. 5, taja de
miudezas.
Vende-se mel de aaaucar a 900 ra. a ca-
ada : na ra da Concordia, reuaria fran-
ceza.
Vendea-se dous balcOea grandes, todo
de amarello, cada um com duas gavelaa
parleleira assim como urna grande mesa
tambem de amarello, e rios, proprios para fazendas fiis : na rna
dpi Crespo, n. 19.
Vende-se a fabrica de charutos do Ater-
ro-da-Boa-Visla, n. 5, sita em lugar bem
afreguezado : a tratar na mesma fabrica.
'"PA
uunbaof oiuoioy ap sioj mapnr)
sp biu eu japuaa a as-uieni|uo3
W9 ?Jk> wd sot|uo]4[
vipiiiiprKl e inaiiSdip
Vende-se um sobrado de um andar, na
ra da Senzalla-Velha, n. 93 : na ra do Pas-
seio, a. 7, loja de fazendas.
<*.


, ^mJamAv*^ .i-
...<... Bfc^srr
.**''t---------
4
RuadoLivramento, n.H
Vende-se. calcado francez, obra muitr
boa, sendo borzeguins de fszendas de coros
cnn biqueira de cauro de lustro para me-
ninos, a 900 rs. o par; snalos de di raque
preto para senhora a 1,440 rs.; um psr de
brincos de Marrana rom brilhantes, muito
em conta.
Vende-se um pardo de 37 annos, de
boa figura, perilo oficial doalfaiate, epro-
prio para pagem ; um preto de nago Na-
ga, corpolenlo e proprio para todo o ser-
vigo, por preco commoilo : na ra da Cs-
deia do Itecife, n. 39.
Vendc-se- urna prela de 3o
annos, com algumas habilidades,
por preco muito barato, por estar
doente : na roa das Larangeiras,
n. 14,segundo andar
A 1,000 rs. o corle.
Na leja n. 5, que faz esquina para ra
do Collegio, vendem-se cortes com 3 {ova-
dos e meia de brim de slgodSo trancado de
lislras e de quadros, pelo barato prego de
1,000 rs. cada um corte.
Vendem-se e alugam-se as melhores bi -
chas hamburguezas que lia no mercado,
tanto em porgtlo como a retalho : na ra
das Cmzes, n. 40, taberna de Domingos da
Silva Campos.
AosSrs. de engenho.
vemlem-se cobertores escuroa dealgo-
dSo, pioprios para escravos, por aeren de
muita ilumcilo, pelo diminuto prego de 6(0
rs. cada um : na ra do Crespo, esquina
que volta para a cadeia.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa
de boa qualidade, em barriszinho;
pequeo* de quatro arrobas, por
preco barato, como j ba muito
tempo se nao vende: nc Recife,
ra da Cadeia, armazem n. i a.
As novas cassas sublimes
a a,240 rs. o corle.
Na loja de GuimarBes & llenriques, na
roa do Crespo, n. S, que faz esquina para a
ra do Collegio, vendem-se novos cortos de
cassas finas denominadas sublimes, pela
sua boa qualdode e barato prego.
Chegaram novamente a ra da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prata
patente iuglez, para honiem e senhura.
Chitas liancezas finas a
330 rs. cada um covado.
Na ra do Crespo, n. 5, confronte ao ar-
co de S -Antonio, vendem-se rbitas france-
2as finas e de modernos padiOes ainda n3o
vistos nesle mercado, pelo barato prego de
320 rs. cada um covado ; panno preto, pelo
barato preco de 1,600 rs. ceda um covado;
lencos de camnala brincos e abeitoa pela
beira, a 2,800 rs. cada urna duza.
A 640 rs. o covado do al-
paca nrela fina.
Loja n. 5,
de GuimarBes & Henriques, que faz esquina
para ra do Collegio, vende-se alpaca pre-
ta fina, ielo diminuto prego de 64o rs. o
covado, prego este por que nunca se venden
fazenda igual.
Farelo a 5,000 rs. a
saceft, I
e o tr.elhor que lem vindo a este mercado
na ra da Madre-de-lieos, armazem de Vi-
cente Ferrcira da Costa.
Fechiuchn
para, os amadores da santa
erononua.
Una porgo de finas cassas, francezis de
4 pala ose meiode largura, de lislras azurs
e encarnidas, com flores de lodas as cores,
gostos muito bonitos e modernos : rstts
caisss fbram arrematadas em leilfio, por is-
s'i se vendem pela metade de seu valor, di-
nheiro a vista, a 240 rs. cada um covado:
na ra do Crespo, n. 14, loja de Jote Fran-
cisco Das.
tmwn ct#
A ultima moda.
, Para roupinbos de vestidos velludo*
0de cores, conforme os ltimos figuri-f
kiilios : vende-se na ra do Crespo, n 9,
JJlojn aniarella. ^
*#: c *
Vendem-se encharnela de sedro, do 20
a 30 palmos, proprio para obras de casas,
por prego commodo: na ra do Vigario,
n. 5.
Vendem-se oa sobrados de dous an-
dares, em chSos proprios, sitos no pateo de
N 8. do Tergo, que faz esquina para o bec-
j ____*; -^. *m
bu UU IAJUIU um i ... A/liCli., II. vw.
Vende-se urna balance anda nova,
muito em conta : na ra da Cadeia, n. 2,
sobrado confronte ao Ibeatro de S.-Fran-
cisco.
Vende-se bsrsto
Para ae acabar
Sepaloa do Aracaty
A oito ceios ris o par.
Na roa da Cruz, n. 36, confronte i ra da
Lingota e esquina do becco do Porto, ven-
deoi-ae superiores sspatos do Aracaty, pelo
diminuto prego de 800 rs. o par; chapeos
depalha ; esleirs ; courinhos de cabra e
sola : ludo por menos prego do que em ou-
trs quslquer parte.
Na ra das Cruzes, n. J2, segundo an-
dar, vende-se urna escrava ciioula, de ele-
gante figura, que engomnia, cose chSo, co-
zinha bem e lava de sabo ; urna dita de lia-
ran angola, com as mesmaa habilidades;
ana dita de 30 annos, que coz i n ha o diario
de uuia casa, laya lien de aibSo e yarreila,
e be ptima quilandeira : todos sem. acha-
ques e aadioa.
Vende-se urna preta de elganta figu-
ra, de nsefio Costa, de 18 annos, que en-
ironima, eozinha o diario de orna casa, e be
muito propria para andar com meninos, por
lar bom genio : na ra da Aurora, a. 50.
Panno pardo fino a 4,000
rs. cada um covatio.
Ns loja da esquina da ra do Crespo, n 5,
vende-se panno fino pardo e cor de caf,
pelo barato prego de 4,000 rs o covado ;
lito preto e azul, a 3,000 rs. o covado, e de
oulras muitas cores e quslidades, por dimi-
nuto prego.
Ao barato prc?o de 140
rs. o covado.
Na loja n. i, de GuirasrSes & llenriques,
vendem-se chitas escurss, pelo diminuto
prego de 140 rs. o covado, e de outrss mui-
tas quslidades por diminuto prego.
Acaba de chepar
loja da ra do Crespo, n. 6, um
novo sortimento de fazendas ba-
ratas,
como sejam : cassa-ebitaa muito finas, de
cores fizas e com 4 palmos de largura, a
120 rs. o covado; cortes de ditaa a 9,000 e
2,400 rs. ; riscadodn linho, a 240rs. o co-
vado ; dito de algodflo americano para es-
pravos, a 140 e 160 rs. o covsdo; dito mona-
tro com 4 palmos, a 200 rs.; zuarte azul,
200 rs. o covsdo ; dito furia cores, a 200
rs.; chitas de cores (izas e de bonitos pa-
droes, a160e 180 rs. o covado; cortes de
fustfio, a 600 rs.; chales de 'tarlatana, a
1,280 rs. ; meros ditos, s 380 rs. ; coberlc-
res dealgodflo de cor, a 640; alpaca preta de
rordo e com sete palmos de largura, a
1,280 rs. o covado ; e oulras muitas fazen-
das em conta.
# #t #
A TURCA. #
Cbegaram os muilo procurados cr-9
Ctes de tapete para sspatos, tendo grsn-Sr"
variedade de gostos: vendem-se na fe*
Cloja do sobradoamarello, dos quatro-#>
cantos da ruado Quciniado, n. 29. 0
#> O *?>
Tetidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Va ra da Cadeia, n. IV2,
'endem-se por atacado duas quslidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Moendas superiores.
Na fundicSo de C. starr A Companhia ,
em S.-Amaro acham-se a venda moendas
de canna, lodas de ferro, de um modelo e
consIruccSo muito superior.
Chapeos de sol.
Vendem-se chapeos de sol, de seda pret-
com barra lavrada, a 6,000 rs.; ditos furias
cores, a 6,500 rs.: estes chapeos sao mui-
lo bom construidos, muilo fortes e de boa
seda : na ra do Paaseio, n. 5, fabrica de
chapeos de sol.
Ol! que pe chincha!
Fazendas pretas |or precos nanea vistos,
em alteiigo a boa qualidade dellas.
Alpaca de'cordlo aue parece barracaos,
de lodas as cores, a 640 rs. ; sarja de 13a de
las larguras, s 640 rs. ; merinos, a 1,600,
2,000, 3,000 e 4,000 rs.; psnno prelo lino, a
3,000, 3,800, 4,000, 5,000 6,000 e 8 000 rs.,
este he panno o mis fino que se p te ima-
ginar e tem de larguia 60 pollegadas ; luva?
pretas de seda para senbors, a 390 rs. o par;
e anda resta una porgo de pegas de casss
lisa fina, com 12 jardas, s 2,500 rs. por
lera dobra de fra algutn sujo : no Aterro-
da-uoa-Vists, n- 18.
Nape Paulo-Coideiro:
vende-se na rus da Cadeia, n 92, segundo
sndar ; rus do Csbuga, loja do Dusrle; no
Aterro-da-'Boa-Vista, loja do Eslima.
Vende-se um terreno
ji plantado, com 94 palmos de frente e*J0
de fundo, con alicerce para casa" de sobra-
do, tendo s trente ja murada, em chflo pro-
prio, na nova rua que segu da Solidade
para o Msnguinho, e que divide com o sitio
da Sra. D. Antonia Francisca Cadaval : a trs-
Ur com o stugrador Jos Adelo, junto a
igreja do Uozt.no do bairro de S.-Antonio,
que dir quem o vende, e assegurs-se que
i-ala propriedade est livre e desembar-
gada.
liara tissimo.
Vendem-se chapeos de pal lia
de carnauba ; apatos do Aracaty;
e Irasqueiras de superior genebra
da Hollanda, por preco commodo;
a fallar com Antonio Joaquim Vi-
dal & Companhia.
Vende-se urna escrava do 30 annos,
que eozinha, lava de sabao evsrrella; he
muito sadia, fiel, e nfio lera vicios, O que
ludo se afiance ao comprador : na rua larga
do Rozarlo, n. 24, segundo andar.
Atoalhado de linho de
California com 6 pal-
mos de largura.
Na loja de GuimarBes & llenriques, na rua
do Crespo, n. &, vende-se o novo atoalhado
caliloruia de puro linho e com 6. palmos de
largura, pelo barato prego de 1,120 rs ; as-
sim como ba de 5 palmos de largura, a 1,000
rs. a vara.
Aos fabricantes de velas.
Na rua dos Tsnoeiros, armazem b. 5, ven
de-se muilo superior cera de carnauba, por
menos prego do que em oulra. quslquer
izarte.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba muito supe-
rior, s retalho e e porcSo : ns rua da Cruz
ii. 36, confronte a Liugois, esquina do bec
Cu do IHiilo.
(jaitas para enterro de aojos,
muito bem leilaa e de diiTereni.es cores de
papel : no paleo do Collegio, n. 6, loja de
liviosdo Dourado.
Vende-se um bonito civalio que carre-
ga bailo a meio : na rua da Aurora, n. 44.
(Jarlas lunebres,
muilo bem feilaa e em bom papel, por pre-
go commodo : no pateo du Collegio, n. ,
loja de livros do Dourado.
Quem admirar
venha ver e comprar.
Na rua do Crespo, esquina que
volta para a cadeia,
vendem-se pannos pretos, a 3,000, 3,600 e
5,500 rs. o otado ; dito azul, a 3,000 rs. ;
dilo cor de rap, mullo superior, a 4,000 rs.;
cortes de casemira preta, muito boa, a 3,200,
5,000 e 10,000 rs. ; ditos de selim de cores
para colletea, a 1,600 rs.; ditos de gorgu-
ro, a 1,280 rs.; ditos de brim branco de
linho psrs caigas, a 1.600 rs.; ditos de fu-'
tSo psra colletes, s 600 rs.; ditos de casss
psrs vestidos, de muilo bom gosto, a 2,400
e 2.500 rs.; corles de brim amarello de pu-
ro linho, a 1,600 rs.; cassa preta, a 140 re. o
covsdo ; ditas decores muito bonitas, a 200
e 280 rs. ; alpaca preta de cordSo, com 7
palmos de largura, a 1,280 ra. o covado,
sendo esta fazanda multo propria psra cai-
gas, sobre-casacas e vestidos, por ser muito
forte econmica em rasfio da largura; rls-
cado de linho azuizinho, a 240 ra. o cova-
po;lengos de seda para grvala, a 1,280
rs. ; ditos para algibeira, a 1,280 rs. ; mar-
te azul de vara de Isrgurs, a 900 ra. o covs-
do ; dito furta cores, a 200 ra ; risesdo
monstro, a 200 rs.; picote moito encor-
pado, proprio psra escravos, a 240 e 180 rs.
o covsdo ; risesdo de slgodBo americano, a
140 rs. o covsdo ; corles de brim de listrss
decores, a 1.000 rs.; ditos com listra ao
lado, a 1,280 rs. ; ditos escuras, a 1,280
rs.; pegas de chita* iiiuilo bonitas, a 5,500
ra.; ditas escuras decores fizss pora casa ,
a 160 e 180 rs. o covsdo ; chiles de tarlata-
na, a r,280 rs. ; melos ditos escuras, a 320
r$.; lencos de easaa psra gravis, a 320 rs' ;
meias para meninos, a 100 rs. o psr; ditas
muito superiores para senhora, a 400 rs.;
lengos peqnenoa de ISa com trea ponas pa-
ra escravos, a 140 rs.; cassa de xadrez para
vestido, a 320 rs. o covado; pegas de cam-
hraia lisa com 8 varas e meia, a 2,700 ra;
dita muilo lina, a 640 e 720 rs. a vara ; cha-
peos de sol, de psnninho com bastes de ba-
lis, muilo bons a 9,000rs.; e oulras mui-
tas fazenJas baratas que a vista doa com-
pradores se fsrlo os precos.
Os amigos riscados mons-
tro s a OO rs. o covado.
Na loja de uimarSes & Henriques, ven-
dem-se os sntigoa risesdoa monstros, de 5
palmos de largura, e de psd/oes novas, s
280 rs. o covado; riscados california, de co-
res finas e muito encornados, e ti ai bem de
cores escurss, pelo barato pre(o de 900 ra.
o covado.
Fazendas baratas.
No armazem de fazendaa, de Raymundo
Carlos l.eile, na rua do Queimado, n. -27, ha
um bello sortimento de fazendas de lodas
s quslidades, por oa pregos msis comino-
dos que se teem Tendido, a saber : pegas de
midapolSo da Indis, com 94 jsrdas, muito
lino, a 3,200 rs.; dilo muito fino e encorpa-
do, com 4 palmea e meio de largura, muilo
proprio para camisas de escravos por ser de
|sarita tairscSo, a 9,600 rs ; alpaca de cor-
Ja, e> liados gostos, e de diversas cOrea,
proprio para palito*, casacas e calcas, a 800
rs. o covado ; dita preta muito fina, a 800
rs. ; ptimo Macado francez de varias edres,
980 rs. o covado ; corlea de brim pardo
para calcas, a 1,100 ra. ; ditos de quadros
miodos, muilo bonitos, s 1,000 rs.; riace-
ilo monstro, 210 rs. o covado ; cortes de rhi*
ti chinees, gosto eseollrido, a 3,500 ra. ;
stuslhsda enirangadoeosa 7 palmos e meio
de Isrgurs, a 800 r. a vara.
A 1,000 rs. o corle de
calcas.
Vendem-se brins troncados de
listra* ao lado, doa raais moder-
nos padrees, tendo tambem cor
,le ganga, a l,ooo rs. o corte de
calcas ; na rua do Queimado, n.
8, loja confronte a botica.
Com 8 palmos de largu-
ra o novo aIgodo mons-
tio trancado california.
Na loja confronte so arco de 8-Anlonio,
n 5, vende-se o novo algodfio monstro tran-
cado, com 8 palmos de largara, pelo barato
prego de 800 rs. s vsra.
No armazem de Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farelo, a
3,ooo rs. a saces, e farinha de tri-
go franceza da marca BarSo, por
preco commodo.
Vemlem-sc rodss de arco de pi psrs
pipas e barricas ; caixas de pinho vasias;
pregos rlpaes, proprios para pregar barri-
cas ; cal virgem de Lisboa ; fio porreta do
Porto: ludo por prego muito commodo:
na rus ds Cruz, ao Itecife, n. 49, primeiro
andar.
Vende-se nm psrao de 18 annos, de
muilo bonita figura ; he alfaiate, tem prin-
cipios de boliero', e iie muito ssdio,_ por
mdico prego: uaiua a Cao uu icoi-
le, n. 54.
Nava I has de patente.
Vendem-se navalhas finas de
patente para fazer barba ; estojos
completos de todos os ferros para
cirurgia, obra muito fina, por pre-
co commodo : na rua ds Cruz, no
liedle, n. 43* 'ja ^e Joaquim
Antonio Carneiro de Souza Aze-
vedo.
Bichas de Hamburgo.
Vendeni-seas verdadeiraa bi-
chas de Hamburgo, aos centos e a
retalho : tofheni se elngnm ySo-
se applicar a quem precisar : na
fu da Cruz, rio Keeife, n. 43, lo-
ja de Joaquim Antonio Carneiro
de Souza Azevedo.
Na rua do Sebo, n. 32, vende-se urna
preta de nagiio, de 30 annos, que fax todo a
seivigo de urna casa, por prego commodo.
m --
Procuracoej e apudactas selladas,
em bom papel: no pateo do Collegio, n. 6,
loja de livros do Dourado.
Vende-se um sitio muito grande, com
casa de talpa muito boa psra familia, na
povoagSo do Uonteiro, entrando no becco
do Quiabo al a ladeira do Mudo, conlendo
immensiddes de fruteins, como sejsm :
ss mimossslsrangeirss, jambeiros, goiabei-
rss, jaqueiras, dendezeiros, cajueiros, co-
quelros, esfezeiros, oiticor e outrss mui-
tas fructas que peas sas variedades e bom
gosto tornam-se multo recommendsveis,
duas eicellentes bsixaa psra espim de plan-
ta, podando sustentar dous cavallos an-
nualmente, orna estribarla lotTrivel junto
a dita casa, terreno e pasto delicado para 3
vacess, em fim he um sitio proprio psra
quem quer se dedicar a agricultura, porque,
lem de tirar bom lucro, gozs do saudavel
ar e alegres gorgeioa doa mimosos pasasri-
nhos : vende-se pelos donos nSo. poderem
continuar com elle, e por isso faz-se toda a
transacgSO: os pretendentes dirijam-a
roa da ConceigBo da Vista, n. 9.
Calcados.
Na praca da Independencia, loja do Aran-
tes, vendem-se sspatos de couro de lustro,
a 3, 3 e 7,000 ra.; ditos de i zerro, a 3, 4, 5
e 7,000 rs.; borzeguins de duraque com
pona de lustro, s 4,000 rs. ; ditos de ra-
murgs, a 5,000 ra.; aapalea do Aracaty.
800 e 1,000 rs. ; ditos de orelbas, a 1,980
rs. ; borzeguins pan senhora, a 2,000 rs. ;
ditos pretos e de cores, a 4, e 5,000 rs.; ss-
patos de cordovlo, a 640 ra. ; ditos de fu\
raque, a 1,0M ra.; ditos de cordovSo, a*--
1,280 ra. ; ditos de lustr, a 1,280 e 2,000
rs. ; sapalos de tapete psra homem e se-
uhors ; chapeos deso, de panno, para ho-
mem ; ditos de maasa ; lencos de seda ps-
rs gravita ; luvas de pellica para homem e
senhora ; pelles de lustro francez e ham-
burguez; tnarroqnim de corea, por prego
commodo.
Vende-se urna porgo de saceos de es-
topa vssios, que foram de caf e fai inha : na
rua de llorlas, n- 52, taberna com a frente
ama ralla.
tffffffffffffffffffff
a*
cose bem, ngomma liso, e he recolbldt;
orna negrinba de 14 annos ; urna paroa de
Sanaos, que, lava e eozinha ; 6 esersvss
mogas, de todo o aervig'o : f.a rua Direi-
ta.n. 3.
Vende-se, ou permuts-se por casaa nos-
ta praga, un sitio grsnde, com bastantes
commodos.eslribsris, cocheira, cacimhs de
goa de beber, bastantes srvorados de fruc-
to de todas aa quslidades, sito Ba 'estrada do
Alontoiro : na rua Nova, n. 52, tereeiro
andar.
Vendem-se dous moloques do 10 a 12
annos, muito lindos, e bons para todo qusn-
toosquizereraapplicar ; orna parda, de 95
annos, perfeita engommadeira e costureira,
e he boa moesma ; urna preta com aa mes-
maa habilidades ; urna dita boa quitandei-
ra e lavadrira ; urna dita com urna fllha de
8 annos, e que be boa para vender na rua o
servir a urna casa.; dous pretos bons psra o
servigo de casa: na rua do Collegio, n. 21,
primeiro andar, aediri quem vende.
Vendem-se, no Om da rua da Aurora,
n. 4, duaa carleiras para escriptorio, de urna
s face, onde poden escrever 3 pessoss, com
as grades dobra Jas para os livros, por
30,000 rs. cada urna ; um terno de tambores
auligos com aguilhOes e rodetes, por 300/
rs. e temos de rodetes, a 20.000 rs.
Escravos Fgidos.
?Depositoda fabrica de
% Todos os Santos, na
Baha.
Vande-se, em casa de Domingos I-'#
vea Halbeus, na rua da Cruz, n. 52,3
*pnmeiro sudar, algodflo traugado da-^
quella fabrica, muito proprio para sac-2
cose roupa de ascravoa; bem como2
Jfio proprio para redas de pescare i>a-^
^vos para velas, por preco commodo.4
*
Vendem-se colleec5es com
mais de seis lindas vistas, repre-
sentando a ponte do Hecife com a
alfandega, a ponte da Boa-Vista,
a cida.de de Olinda, a ponte do Cu-
changa, Poco-da- l'anella, e a rua
da Cruz com o arco do om-Jesus;
bem como duas grandes vistas de
Feroambuco: na rua da Cruz, n.
10. casa de Kalkmann Irmos.
agencia de Edwin Ifaw.
Na rua de Apollormazem n. 6,de M. Cal-
mont&Compsnliia,acha-se cOnstslilemente
um grande sortimento de ferragens inglezas
psra engenhos de fabricar assucar, bem
como taixas de ferro coado e bslidode dif-
iranle* tamanbos e modelos, moendas
de dito,tanto para armar em madeira como
rodss de ferro para animaos e sgoa, ma-
chinas de vaporde frga de 4 cavallos, alta
pressSo, reparlidiras, espumaderas, etc.
de ferro estanhado.Na mesma agencia echa-
se um sortimento de pesos para balangas,
escovins paia navios. Ierro em barra, tanto
quadrado como redondo, safra para ferrei-
ro e nma porgo de tinta verde em latas:
tudo por barato proco.
Cbegaram novamente rua
Nova, n. 44* fabrica de chapeos,
um bom sortimento de chpeos de
mola pretos*, peto ultimo navio
indo do Havre ; bem como cha-
peos de massa franceses, de boni-
tas formas e de superior qualida-
de', ditos de palba da Italia, de
copa alta e baisa ; ditos de palha
enfeitados para meninos e meni-
nas, do melhor gosto possivel ; di-
tos de massa sem pelloe de diver-
sas cores e formas ; ditos sem pel-
lo de snperior qualidade ; ditos
cnvernizadds de copa bsixa ; bo-
netes de risesdinho, 36o rs. ; e
ontras muitas qualidades de bone-
tes e chapeos por preco muito
. -*J-..J A- -
WUIUIUUU. pjBBBBBI
N.I3.
Rua da Cruz no Recife,
armazem.
Nesla armazem ezlete venda nm com-
pleto soitimento de cabos da Ruaan paten-
te, de urna at i e meia pollegadss degros-
suri', ese vendem en grandes e pequeas
portOf s, por menpr prego do que em outra
Vendeui-seamarras .oe erro: na roa
Ja SeozaVNova, n. 42.
Cha hysson.
Na padaiia por baiio do sobrado da pra-
ca da S.-Cruz, n. 106, vende-se o melho eh
hysson que lie possivel nesle genero, como
na it'Uilo rilo tem vindo so mercado, o pre-
"o fe muito ?!?> conts nsr se adnijifi. sis i?
treguezes: tambem s vende assuear refina-
do ds fabrica da rus das Larangeiras, da
primelr e segunda qualidades ; caf moi-
do cevada torrada e molda, qualquer destes
gneros sSo puros sem a menor mistura.
Vendem-se f4 escravos, sendo: 3 ea
cravos, sendo um dellea carreiro; um pti-
mo mulatinho de 10 annos; um dito de 24
auno; Urna mulatinba de 14 aunos, que
-- Fugio, no dia 4 do correte, a pre
velha da nomeMariana ; lem urna qoeima-
lura em um dos bracos, olhos grandes, cor
fula ; levou vestido de chita roza, ssis de
lila prelai por cima, panno da Costa azul,
rom matames brancas, e lenco azul amar-
rado, na cibega : quem a pagar leve-o
rua da Praia, n. 49, segende sudar, que se-
r recompensado. -
No dia primeiro docorrente,
fugio um preto de nacao, de trin-
ta e tantos annos, bem ladino, fal-
la bem ; he bastante barbado ; tem
urna cicatriz junto ao tornozelo da
perna direita, que talvez j esteja
em feritla, porque elle gosts de
embriagar-r*e tem o costume de
abaixar a cabeca quando falla; veio
ha pouco tempo do iio-de-Janei-
jo, e por isso ignora as ras des-
ta cidade ; levou camisa de mada-
polao e caifas de casemira riscada;
furtoo urna trouxa onde leva al-
gumas calcas, algumas col he res
de prata e entre ellas tima grande
para arroz, e outros objectos :
quem o pegar, ou delle der noticia,
dirija-se a rua de Cadeia do Keei-
fe, n. 21, que ser generosamen-
te gratificado.
Fugio do engenho Santo-Ainavinho,
freguezia da Varzea, no dia 8 do crrante,
um mulatinho de nome Liberato, com os
aignaes seguintes : representa le 13 a 14
annos, cabete grsnde, faigOes afosseiras,
nariz chalo e feio, olhos grandes, bocea
tambem grsnde, beicos grossos eo dcima
Mkm urna eiratrks, que parece ser de um
talho, denles largos, dosquaes faltam-lhe
na frente doua e lem um partido, nao he
mal feilo de corpo, e tem os ps pequeos;
quem o pegar leve-o ao mencionado enj-
illi, ou ao sitio do Hospicio, ao p do
Iquartel, que ser generosamente recompen-
sado.
Acham-se fgidos, do engenho8anto-
ATidr, ns freguezia de lina, desde iwveiu-
bro do snnopaassdo, os escravos crioulos,
de nomes : Simplicio', idarle 21 annoa, alto,
secco, sem barba, beigos om tanto grossos,
bocea grandq e feia por ter ns cantos cheios,
dantas grandes, gosts de tomar lbaro, e
quando o toma, quasi sempre, deixa sojas
as ventas : Antonio, tambem carreiro, da-
de 30 annoa, alio, grossurs regular, es-
padando, pouco barbado, cacando, bocea
grande, beigos um tanto grossos, tem fal-
la de denles ns frente, gosla de fumar rs-
cliimbo e tomar tabaco, eusa (razar con'as
graudas ao pescosso : ha noticia que an'am
em um couto, as msltas do engenho (a-
morini, na freguezia d'Agna Prts, e dthi
ao engenho Pirangi, que M* dista muilo,
por ter a Antonio, oeste engenho nms es-
crava, com quemtMn amisade : roga-se as
autoridades policisra a capilao de esmpo,
que os kpprebendaoi, e levem-os ao dito
engenho. que terSo reeoinpenaados com
100,000 rs.
Fugio, ao dia 28 de junho do correnlo
anno, do engenho Solubil, freguezia do
Cabo, um molecote, de nome Ellas, crioulo,
de 24 annoa, bem preto, olhos grandes, na-
riz sfilsdo, com todos os denles na frente e
limados, corpo espigado, parnas finss ; hs
bem fallante, ladino e pachola ; levou cal
gas jaquela echapeo pr-*lo ; ronsla que foi
seduzirio, e anda pelo Recife. Rofa-se ss
autoridades polieiaes, capiMes de carrpo,
ou outro qualquer pessos, qoe oapprehea-
dara e levem-no a seu seahor, Joaquim do
Reg Brrelo, no dilo engenho, ou a l>o-
mingos da Silva Canapoe. na rua daa Cru-
zes, 11. 40, que eerSo generosamente gra-
tificados.
Desapparece.no dia 43 do correnlf,
pelas 3 horas da tarde, um preto da Cofia,
de nome dementa, de altura corpo re
guiares; tem urna cicatriz na cabeca, pro-
veniente de um talho que levou ; lean os de-
dos da mo direita um pouco encolhi
Ereveniente de outro talho que levou no
rago; levou camisa de algodflo di larra i>
mangas cuitase em folha, e caigas azurs:
quem o pegar leve-o rus Imperial, o. 2S,
qua ser recompenaado. (
5 de junho de i85o.
Fugio, da villa do Bonito, o eacravo Lou-I
rengo, crioulo, bailo a corpolenlo, da cor
nem muito. prata neru fula tem falla >|g
unliss ao> lodos os dedos dos pes, por cau-
sa .de bichos que leve aa pequeo, can
redonda, de 90 anuos: quem o pegar leve-^j
ao vigario da dita villa, o padre fisoeel *
Mello Kslcln M., ou ns rus da Cider '
di
Recife, n. 24, loja de cambio da viovs Viei
ra & Filho, que se gratificar.
Ptt*.: tuirr. Hat. r. psraitu
J850



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DIARIO DE
RMAMBUCG
Terca-feira 16 de Jullio.
(SPPLEMENTO.
Aiino de 1850. N. 157.
mam
PEnNAMBUCO
CMARA MUNICIPAL DO RECIFB.
BESSA EIT0DINIA DI 8 Dt JULIlO DE 1850.
Presidencia doSr. Otivtira.
Presente osSri. Mtmede, Carneiro Mon-
teiro, Moraea, Viannn, Kigueiredo e Ilenri-
, ques di Silva, filiando com cansa os mais
senhnres, hrio-se sessao, e fo lida e ap-
provada s neta da antecedente.
Fo lido o seguale expediente :
Um offioio do delegado do primero dis-
trirlodeste termo,asseverando que serfiopor
file tomadas todas medidas tendentes pre-
venir n que a cmara Ihe fe ver em ulliciu
deSOdn passado ; e que tinham sido dadas
us precios ordens para execuefio da postu-
ra prohibitiva do fogo solt, de confnrmi-
dade rom o ofllcio que a cmara lbe dirigi
em 22 do mesmo mez ; igualmente pedia
que semandasse reeeber delle a quanlia lo
20,006 rls,. importancia de multas por n-
fraccfio da referida postura, pagas por juo
Elias d- Azevedo e Manoi-1 JoaqoHm da Fon-
are hoza, concluindo por prometter todo o
seu apoio em favor da municiptlidade-o.
Qus m Ihe respondesse, louvando o zel-
que moatra em prl dos interesa** munici-
paes, e so dsse ordem so procurador a re-
eeher ditas multas.
Outro do subdelegado do bairro da Prta-
Vista. remetiendo a'-iuanlia de 40,000 reis,
de multas por ntVaccSo da citada postura,
pagas por Jos Pedro de Souza Pinto, Ma-
ooel Perer dos Santos, Aleixo, escravo de
Jofio Soareg de Abreu, e Romfio, escravo de
JoSo l.eite Pita Ortigueira Entrega ram-se
ditas multas ao procurador, mandou se ac-
cusar a recepefio do ofiicio, e participar
Contadori.
Outro Ho capitfio do porto, pedindo que
a cmara Ihe ced-sse para uzo do espedien-
te do niesmo porto, o terreno de marinha,
existente na ra doa Tanoeiroa. entre o de-
molido forte do Bom Jrzus eo trapixe novo,
que pola presidencia fra concedido a esta
cmara em2de junho de 1843, nbrigando-se
a pagar a despea feita com a scqoisicfio do
mesmo terreno A'com'nissSo de petifOes,
psra rom urgencia dar parecr a respeilo.
Outro do m8'n, pedindo houvessea c-
mara do corregir o engao que se uta na
devia ier feita persnte os tribunaes sraen-1 embora dahi resulten), como sempro acon-
te; mas como os referidos herdeiros pu- tece, desaffeicfloes, o mesmo o. odio da-
em' quelles, a quem tem do offender, ou moles-
blicassem um Tldelo, ou resposla.
que, procurando demonstrar o seu preten-'tar.
ilido direito, tratam prineipalmoute do I Em balde pois procuram os herdeiros do-
doestaro Sr. conselheiro Honorio Uermeto estar o Sr. conselheiro Carneiro Lefio o
Carneiro Lefio, e censurar o trexo do rea- fazer persuadir que fura elle levado por
torio por elle dirigido asseroblca provin- outros sentimentos, que nao fossem o da
cial, no qual se oceupo u Jes te negocio, o, mais exacta justica, e mais escrupuloso
nosso dever na qualidade do membros da cumerimento das altas funccOes de que
referida adiniuistracilo, e a consideraefio' se achava revestido, uu que abusara de
que tributamos ao mencionado cons Iheiro,' sua posiefio, porque demosnt'ado fica que
que do mais a mais se acha ausente, nos proceder com toda 'a imparcialidade, e
obriga a seguir o excmplo dos herdeiros,' que em todo este negocio mostrou zelo, e
dando algumas explicares, que haliilitom dedcaefio pelo servido publico, usando da
os imparciaes a formar um juizo certo, e franqueza, que n sua posiefio recominend^-
esclarecido, e mostrando que silo injustas va ; pelo que nos, o lodosos homens im-
parciaes Ihe rendemos os llovidos encomios,
Jue nfio podem ser abafados pelo despeito
os que silo nteressados em deprimi-loe
6m deslumhrar a verdadq^
Nem rasOHvelmento se pude dizer que
tivera aqeulleSenhor o intento de preve-
os actos de sua Ilustrada administraefio, I nir a decisfo dos tribunaes: s conside-
e longe de incorrer na censura quo so'ra^oes expostas accresce que estos hfio de
procurou irrogar-lhe, merece o elogie oi-cidif provas dos sutes e dpi-
aplausos dos que se interessam pelo bem I cOesde direito, e nfio seremos nos quo Ihe
publico, o_nfio forem dominados por inte- Muamos a injuria de suppor que os scus
reste particular, quo se nfio satisfaz com' julgamentos serfio influenciados pela opi-
aconselhadas pelo despeito as censuras
quo fizerum a aquello Senhor.
O procedimiento, que leve o Sr. conse-
lheiro Carneiro Lefio para com os herdeiros
foi dictado pelo zelo e conscieoeia de sus
deveres, e espirito de justica que distingui
u justica, e nfio comprehende quo esta Ihe
de ve ser sobranceira. Os bens quecons-
liluem o mencionado patrimonio, em vir-
tude da escriturado doacfio quecelebra-
ram D. Jofio de Souza o su* mulher
D. Ignez Brrelo no auno do IUS9, haviam
por fallecimenlo do marquez ficado na de-
tenefio de seuaherdeiros, quo para logo aca-
ba ram com aquello estabelecimento pi o
perpetuo, que nada monos queriam que
aproprarom-se destes bens, que tinham
sido doados para o sustento e curativo dos
pobres enfermos, apezar da resoluefio de
13 de outubro de 1831, que os linda
mandado incorporarnos liospilacs de can-
dado e de havor cesando a suspensito que
daquclla resoluefio fez a provincial de 7
do majo de 1836, durante a vida do marquez
Jo Recito.
Chegandn este negocio ab eonhecimento
do presidente da provincia, o Sr. conselhei-
ro Cnmeiro Lefio, tratou de exerutar a
lei. como Ihe cumpria, e delerminou que
se intentasse a competente acefio, para que
estes bens tivesscm o destino que Ibes dera
a doacfio, fossem administrados na forma
nio que expendeu o precidente ; temos f
e tambem devem te-la os herdeiros, na
illustracfio e independencia dos tribunae
e que na decisfio deste negocio nfio influam
consideraedes estnndas a alta e nobre
missfio de que se aedam imcumbidos ; isto
o que desojamos, e que tonto* a convicefio
nfio podem jamis ser desviados do Ilm pio.lucfio que lhes seja proficua, sfio de mais
Sara que foram doados e revertir para os'a mais gratuitas, e fra das regras da in-
erdeiros do instituidor, sem manifesta terpretaefio, que nio he cousa arbitraria,
inversfio da doacfio, e das leis que a re-je dependente das convenuiencias parlicu-
gulam, sendo que por nenhum titulo este lares.
herdeiros podem apropriar-se de bens, cujoj a primeira que estando os vinculo*
dominio e posse foi deste entilo transferido -qur morgados, qur c.ipcllas, extinctos
ao hospital, que licou delles o unico o ex- pela lei de 6 de ouiubro de 1835, o deven-
clusivo proprictario, na couformidade das.do o vinculo do hospital do Paraizo extin-
leis, e quesempfe foram considerados pa-guir-se pela morte do marquez de Recife,
trimnnio publico, ao qual foram concedidos
privilegios impo'tantes, que jamis seria m
conferidos a urna InstituicBo quefosse par-
ticular e tanto assim que pessoas elsranliiis
a familia dos herdeiros fizeram doacOesao
mesmo hospital, as qnaes certamente nfio
fariam se nfio fosse um estabelecimento pu-
blico e perpetuo.
Nfio he possivel objec.3o seria ao que lira
exposto, e nem mesmo aproveita aushe.'-
deiros do marquez do liedle \ clrcumstacia
de se haver declarado no alvar do confr-
macilo que-D. Francisco de Souza e scus
successores seriam os administradores, nfio
s porque os estatutos, em que vem esta
declsraeo nfio pi.diam alterar a hatureza
e lim da'inslituicfio, que foi conlirmada com
todas as chssulas nella expressas, como
porque os mesmos estatutos respeitaram a
instituiQiin, dando a economa, e gerencia
do hospital aos regentes, e determinando
que seus rendimentos fossem exclusiva-
mente aplicados para o curativo dos pobres,
e que os administradores nfio tivessem ou-
tra ingerencia que nfio fosse a do simples
inspecefio, e vantagens honoriGcas o de
acta dasessode 22 de jujiho uflimo.quan- da citada resoluefio, o nfio permanecessem
to i declaracfio feita pelo Sr. vereador pro-' na detenefio dos herdeiros, em que eslavain
sitenle.de haver elle inspertor prometilo j indevi lamente, pois que constituiam o pa-
alargar mais a ra, entre o arsenal e o caes
quo se esta construidlo, declarando que
dita ra fien, nSo entro o arsenal e o caes,
massim, entre o frchamenlo do mesmflar-' a provincia, e mostrou quo no seu animo nao
senil, pelo lado do su! ea propriedade de1 prevalecan, quaesquer consideracc< parti-
Frederico Augusto de Oliveira A* oiesma colares em detrimento do bem publico.
trimonio des pobres enfermos, e nfio o
particular dos herdeiros do marquez, no
que certamente fez um relevante servico
commiflo.
Outro da cmara municipal do Brejo, se-
cutando a recepelo do desta, em qui. |ne
communicou a posse do actual Exm. presi-
dente da provino*!.-Inteirada.
Outro do procura lor. apresentando o ba-
E como os herdeiros reclamavam a pro-
Eriedade dosles bens, e o Sr. conselheiro
arneiro Lefio desejava proceder com todo
o escrpulo o imparcialidade em negocio
de tamanha maguitudo, nfio so quiz confiar
em seu juizo, alias esclarecido o compe-
que acontecer,* o esta desconfianza quo [fazer ponlualmento cumprir a ntenefio dos
instituidores. E evidente he que desta cir-
cunstanciase nfio pode tirara illacfio de
que o hospital pertenca familia do insti-
tuidor, ou fosse instituido om beneficio
della, quando disto nflo cogitaram ellos,
nem pnaiam cogitar em vista da mesma ins-
lituicfio, e seu nico e exclusivo fim.
Foi assim conservado o hospital, sob a ge-
rencia administra!;.lo dos respectivos regen-
tas, esem que os edamndos administrador
precebfsscm parte alguina de seus rendi-
mentos que todos era inaplicados para o cu-
rativo dos enfermos pobres na forma da na-
tituiefioate que a resol i nfio de 13 de outu-
bro do 1831 o mandou incorporar aos dospi-
taes docaridade, e passar para a administra-
efio creada para aquellos, e effeclivamcnte as
sim se praticou sem opposicfio do entfio ad-
ministrador e hoje fallecido marquez do Re-
cife, sendo aquella resoluefio promogada
pela obvia razfio de constituir o hospital
do Paraizo um estabelecimento puldico, e
competir ao poder legislativo o direito de
prover sdica su iidniinistrni.-fio pelo mu-
llo mais convinientes aos enteresses p-
blicos
Ficnram as cousas ueste estado, al que,
pelas solitii'.icdes do marquez do Recife,
qucallegava es'ar na posseda adniinislracfio
do hospital ao lempo da promulgarlo da
resoluefio de 1831, e pelo prurito de legis-
lar siiluv lodas as cousas,quo accommetteu
ostentamos herdeires, s pode ser gerada
pelo sentimento da injustica de sua causa,
sendo bem para notar que sequeira inhibir
o presidente de exp6r os negocios do pu-
blico interesse em seu ralatorio, porque
pondem nos tribunaes, e que se considero o
desrnpenho deste dever como urna pre-
venefio, como um enbaraco para a livre
dministracfio da justica, oque dos tribu-
naes do paiz se faca Jeia tilo triste, quanto
injusta.
No empenho de sustentar a pretendida
Justina de sua causa, invectivaran) os her-
deiros a o inifio do Senhor conselheiro
Carneiro Lefio, alcunhando-o do menos
jurdica, e esforcando-se em demonstrar]
que se basera em urna lei revocada, e en-
contrava a disposiefio da de 6 do outubro
de 1835.
Quando em apoo de sua opnfio, que alias
merece toda consideraefio, pelo bem me-
recido conceilo, que goza o Senhor Car-
neiro Lefio de hbil, e dislncto juriscon-
sulto, nfio viesse a do di&tincto Senhor
desembargador procurador da coroa, e dos
bem coneeituados advugados que a adop-
taran!, he certo que a sustentan- valiosas
argumentos, que rcpellem os sopdisiias, a
que recorrern) os herdeiros para combate-
la, como vamos demonstrar.
Para bem econscienciosamente apreciar-
se esta questflo he indspensavcl recorrer
inst'.uiffio, que dea sua fonte principal.
lncete da receila e despeza mnncip.l. no tente para consciencosamente aprecia-lo ; e como qur que os herdeiros fallare della
trimestre que decorreu de abril a junho ouvio ao Sr. desembargador procurador vuga e perfuneloriamente, tomamos a de-
desleannoA'eomms*io de polica. da corda, e mandou ouvir a tres advogpdos 'liberacfio de bianda-la publicar cornos tes-
Outrodo vigano da fregnezia deS.-Jos, de mai.s nota nesta provincia, e com effeilo' lamento de um dos instituidores que dis-
remeltendo o mappa dos ba plisados fe i tos foram consultados os Srs. I). Paiva, Camello 'poz no mesmo sentiuo da instituiefio,
em ditas fregueiias no pnmeirosemestre eHelio, a!mdos Srs. i)rs. Vera Amoriin,! para que chegue ao coiiiieciniontode todos
do correte aiino.--Handou-searcdivar. que entfio era o advogado d'fldministracSo.'que se quizerem mteirai deste negocio;
Om mappa tem accompanhar olllcio. dos e Alcanfortdo, que o he agora, deixando esta publicacfio tem de ser feita pelo /V/nu
baptisados felos na freguezia dos Affoga-(de so-lo o Sr. Dr. Foitosa, porquo o eca. do durante o mesmo lempoO mesmo dos iiiteressado o havendo assim o procu-j exposiefio, e por isso deixamos de aqui
"?*j ., I rador da cora, que he o bem condecido repet-la.
Outro do juiz municipal da primeira var, Sr. desembargador Ramos, como os deinais | D. Jofio de Souza, e sua mulher D. Ignez
(.ervazio Goncalves da Silva cooimunican-i Srs. abundado no mesmo parecr, delermi- Barreito, declaram na escriptura de doagfio
dotar passado a exercer as respectivas func-nou entfio S. Exc. que se propozesse'que, nfio tendo herdeiros lorcados, o que-
cOea no da 27 de junho ultimo.laleirada,
Mandou-ae remetiera commissfio de ed-
ficacfiq, par omitir seu parecer,os reque i-
mentot do marrchal Antonio Correa Sera
a asseinblea provicisl nfio podia legislar a
respeito de sua ailniinistracfio, senfio du-
rante a vida do marquez, porque morto
elle, o vinculo desapparecera cahe no
vicio de emprestar ao legislador o empre-
go do cxpresses redundantes e occiosas,
porque so em virtude da lei o vinculo de-
va ficar extinelo pela morto do marquez,
este acontec menlo ja eslava previsto, o
por isso seria sem sentido aquella limi-
tadlo, que importara ndesculpavel re-
dundancia, que nfio se <]cve suppor no le-
gislador, c a enterpertaefio, que nella se
funda he repellda pela hermenutica ju-
rdica.
A segunda que o legislador leve em
vista dexar discussfio perante os tribu-
tos qualquer oceurencia posteriormente
a morte do marquez, he apenas urna
supposicfio sem o menor fundamento, o
cahe no vicio de fazer depender a deci-
sfio deste negocio de um aconlecmento
posterior, o nfio da instituio.no e das leis
estabelccidas, pelas quaes somente devia
ser decidido, e regulado, nfio sendo nfes-
mo de presumir que o legislador dcixas-
so em suspenso a decisfio deste negocio
tfio importante, nfio por causa justa e co-
ntienda, mas pela mera possibilidade de
urna contingencia futura, o que un nada
poderia alterar o direito ja estabelecido.
Atnreeira que o legislador provincial
reservou-se para tomar nova resoluefio,
quando a morte do marquez se reaMRns.se,
supi de, como a segunda, que os herdeiros
nemhum direito leemaos bens do hospital,
ilesiiVie inteiramente a primeira hypothese,
o nfio explica resoavelmente a limitadlo de
que se tracta, porquo nada impedia, e at
era mais curial, que contendo a resoluefio
urna disposiefio transsiloria, providenciasse
para o lempo emque devia acontecer o
termo deslt limitacfio, se a sua intenco
nfio fosse como foi, ficar entfio cm vigor a
le so temporariamente suspensa.
A argumentaefio dos herdeiros funda-se
em um sohyisma que ellos mesmos repol-
len], isto he, que a lei fui revogada abso-
lutamente, quando he limitada'ao lempo,
e .circunstancias dadas, o que nfio pode
dcixar de resolver a questfio no sentido
de vigorar a resoluco do 1831, logo quo
em todos os seus ell'eiios sessou a resolu-
efio de 1836.
Precindiremris da questfio de ser a as-
'sembla provincial competente para revo-
gar urna le, que eslava as attribuicdes
il'assemblca geral, e cuja cTnnpeteucia
foi firmada pela cd cisfio, que tomn em
as asscmblisprovinciaes, se promulgou a 'co idntico pelo decreto de 1* de outu-
resolucfio provincial do 7 de maio de 1836, Dro de ,8*3> urna vez que, aceitando
mesmo a competencia d'assemblea provin-
a faeno que competente fosse: o por tan- rendo fazer urna obra pa e meritoria, (la-
lo nfio se poda haver com mais modera- vam pura e inrevogavelmonle os bens, de
(fio, imparcialidade o sabedorit, do que que fizeram menefio, eque constluem com
- realmente se houvc. j outros deixados em teus testamentos o pa-
de Amaro A.tonio de Fanas, feilosaogo- Nada obstante, os herdeiros, oceultando trimonio do que se trata, para fundaefio
vernoda provincia, e por este mandados i a verdadoira causa do seu d
cmara t informar, relativamente a terre-
los de marinha.
Mandou-ie (.ffleiar ao Exm. presidente da
provincia, 1. ,le verilcar a utiliJide mu-
iicipal para desapropriaeilo doteldeirodos
pretos canoeiros, existente no anligo portu
das casdas no bairro do Recife.
atandou-se determinar ao procurador,
para quenlo mande publicaros bataneles
mensaes da receita e drspeta municipal,
sem que previamente tejam submettidos
ao -conlif cimento da comniissilo de polica.
Mandou-se reiterar a ordem que se tem
dado aos flseaes para comparacerem aa *es-
som, iutelligenciando-os de que, aa falta
do cumprimento de semelhante ordem, a
cmara tomar as medidas que Ihe parece-
rom mais acertadas.
Foi remettida i commissao de policit a
pelico astiKliada pelo fiscal da freguezia do
varea Rodavalho. e pelo ajudante do poitei-
ro Francisco Jo Alvea Cama, requerendo
para fxzerem truca Despacharam-se aa pelicOes de JoSo Paulo
Coucalvet do Espirito Santo, de Joanni
Mara da Conceicso. de Januario Comea, de
Jofio Clemente Daniel, de Jos alaria de
Helio, de Jos Antonio Rasto, de Clara
Barboza de Brito, de Lino Pereira da Fonse-
ca, de Amonio Pereira do Monte, de Manoel
Goi.calv>*da Silva, de Bernardo Roque, de
Luiz Morelra de Meudonca, e levaiaou-se a
seisfio.
Eo, Manat Ferriira Acciell, secretario in-
terino a escrevi. -- Olitirm, presidente.--
Mwmi*.- Cnrntm Jfoaaaire. Htnrioms ta
Sit*.- rtrriiim. Viantm
devidamento apreciado ; e por mala aoerbas
que pareosm aoamor proprio dos herdei-
ros as cxpresses de que uso.i S. Exc. nfio
-----------------.._,:_
dar cabimento. a
-- .- :,..!------- _
ADMINISTRACAO DOS ESTABELECIMeN-
TO DE CARIHAliE.
Nfio pertendiamos dizer urna palavra a-
ceica da questfio que pende em juizo entra-
a administraQfio dos estabelccimenlos de
caridade e os'herdeiros do marquez do'
Recite >al se pede a im-
missM Qt^MnlR onnslituem
o patrimonio do hospital de !. S. do Parai-
zo e de Jotfodenirn>*qiie eirtendlamos
que a discusso este Importante negocio
una* censura rasoavel,
porque fdram dictadas pela profunda con-
vicefio e sentimento da justica de que se
achava o presidente possuido, porque foram
proferidas no desempenlio de seu dever,
e da alta missfio de que se achava revesti-
do, na qual nfio pudia, nem devia ler atten-
ce* particulares, porque finalmente eram
justilioadas pela estrauha pretendo dte
apropriarera os herdeiros da patrimonio
doado ao hospital do Paraizo, apezar d evi-
dencia da insliluiefio. e deliaveiem nclle
bens, que tinhfio sido doados por estra-
nhos, o que era de tfio palpavel in-
justica que os entregaram voluntaria-
inente, apenas contra elle foi proposla
a acefio, e que al entfio se achavam
envolvidos na delenefio doa'outros bens :
o presidente pois nfio incorrreu em censura,
quaudo usou da franqueza e verdade, e
mesmo da energa, que era o resultado do
sent menlo do dever, e desenda va a convic-
efio de que te acha possuido, energa que
muitas vezes ho necessara para que o clamor
dos intersses parliculaies.que infelizmente
tem entre nos muila valia, nfio venda por
em luvida a justica do acto praticudo
e desvirtua-lo; e por mais desagradavel
que seja de ouvir aterdade.ncm por is
deve delxtr de ser ennunekda tem rodeiot,
despeito, que de um hospital comadenomrnaefiudeNossa
he a deliberaefio que tomou S. Exc. de Senhora do Paraizo e de S. Jofio de Doos,
trazer luz este negocio que se quera para quenelle so tratassem o curassem os
sepultar no esquecimento, o de dar-lho o enfermos pobres, e que se perpetuara esta
destino que Ihe caba, referem-so ao trecho nsttuicfio, transferindo logoem dito nos-
do relatorio, que fizeram trascrever no ptal o dominio e posse dos referidos bens,
fronstespicio de seu folheto, e censuram sem clausula, ou reserva alguma, e sem
amargamente seu autor pelas exprcssOes,' vocaefio de familia, para sua administradlo
que alliempregou.c que no seu entender ou gerencia: esta intttuicao leve a conQrma-
envolvem insulto a elles, o lendem a prev- efio regiaedasapostolcpelarasfio oxpros-
nir, se nfio emdaracar, a livre acefio dos sa e que era un estabelicimento leito om
tribunaes,a cuja decisfio est commeltida!favor da pobreza e miseria dos enfermos,
esta pendencia. I eem virtude della adquiri o hospital para
Nfio era possivel que o presidente da'sompre o dominio.destes bens, do qual
provincia deixasse de mencionar em seu'conseguintementc fica ram privados osins-
relatorio negocio de Ue subida impor- : ltuidores, eseus successores, e o contrario
lancia,e d>'exp-lo com loda a franqueza seria incompativel com a doacfio pura,
o verdade para que seu proce lmenlo fosse perpetua e irrevogavel que fizeram os doa-
' dores cem o nnlco e exclusivo fim de favo-
recer o dar asylo aos enfermos podres e
desvalidos.
.'.:.lc- -s ?!!??- D. Ignez Brrelo orga-
nisou os estatutos psra direccao e rgi-
men do hospital, e pedio a sua corfirmaefio,
assim como a da instituiefio, cuja conlr-
maefio foi outorgada pelas razOes ja expos-
tas : pouco depois a mesma senhora soli-
citou a graca de gozar o hospital do mesmo
privilegio que gozava a santa casa da Mi-
sericordia de Lisboa de cobrar aa suas divi-
das executivamente, como razia a fazonda
real, e esta graca Ido foi concedida pela
razfio expresssa de ser o hospital um esta-
belecimento publico, instituido para acudir
a pobreza enferma e desvalida, com foi
declarado no alvar de
Em vista pois da iulureza, fim da ins-
tituiefio, dos estatutos que Ilie foram dados
e confirmados, e dos privilegio concedido
iara cobr.no. das dividas do hospital, que
icou para esto fim equiparado fuzenda
real, fra de duvida que a fundacno do
dospilai foi feita por inieiease publico par sustento curativo dua enfermos pobres,
coi cujo beneficio nico txcluiivo foram'
doados pura e rrevogavelniento os bens
que constitncm o patrimonio do mesmo
hospital, em que tivessem os doa do res a
niela por mais remota, que roste de bene-
ficiar teus herdeiros, e constituindo assim
este bem o palrimonio dos pobres enfermo
aoa qnaes foram doadot perpetuamenU,
qual delerminou o seguinte: Fica re-
vogada i rosoli efio de 13 de outubro de
1831 ni parle smenle relativa ao hospital
deNossa Senhora do P. raizo e de S. Jofio
de heos, cuja admiiiislracfiocontinuar,
como era liantes ila referida resoluefio, du-
rante a vida do marquez do Recife.
Dos termos ou da formula com quo
principia esta resoluefio concluem os her-
deiros que a loi de 1831 licou absolutamen-
te revogada, e que era an ti-jurdico man-
dar proceder na conformidaJe della, de-
pois da niurle do marquez. He fcil de
ver que o interesse dos herdeiros presta
a esta resoluefio urna estenefio que ella
nfio tem, e procura deduzr destes termos
urna consequencia que as suas disposeOes
rcpellem, quando corrente ho na herme-
nutica jurdica quo para bem eomprehen-
der.se o sentido e alcance da lei lie pre-
ciso attender as suas disposieoes e es-
pirito, e nfio decidir pela significaefio vul-
gar das palavras tomadas isoladainentc
ni civil est niti tola lege prespeela vna aliqva
partcula tjus proposita ivdicure vel responde-
r. ( Crrela Tollos, naainterpretaofio das
leis, S$ 48 e 53. L. 24 tit. de Leg. )
So pois a resoluefio provincial limitou
a sua disposeio a vida do marquez do
Recife, he evidente que o termo revoga-
t'io all ompregado nfio involve urna ideia
absoluia, e nfio indica mais do que a sus-
pensfio da resoluefio de 1831 durante o
lempo all designado, nfio s porquo nfio
he permitido dar le outro sentido, ou
effeilo, que nfio seja o comprehendidoem
suas disposieOes, como porque a palavra
revogar bem pode ser empregada indis-
tinctamente, qur a cessaefio da lei seja
absoluta, qur seja temporaria ou suspen-
siva, qur no loiio, ou em parte, urna
vez que esta modificnefio resulte do sea
esp rilo e disposieoes, alem de que seria
anli-juriilico pospr as regras da inter-
pelracfio para definir o sentido da lei por
esta ou aquella formula empregada pelo
legislador. E como qur que a revogaefio
da lei de 1831 fosse limitada a vida do
marquez do Recife, he manifest que mor-
to este, cessou inteiramente tesolucfio
que ficou sem objecto, e conseguintemen-
te ficou em pleno vigor a resoluefio,
que regulou acero do destino que de-
viam ter os bens do hospital do Paraizo,
porque, nfio importando aquella resoluefio
mais do que urna auspenefio bem definida
na limitacfio durante a vida do mar-
quez do Recife he fora.de duvida que,
acabada a suspeiicfio, tem pleno vigor o
acto tuspenso.
Os herdeiros, nfio podando contostar que
i resoluefio contenha urna clausula sus-
pensiva, procuraran! explica-U por modo
que conseguissem remover a lgica o ju-
rdica couclusflo que acabamos de tirar,
e salvar o absurdo que haveria na opinifio
contri.ria, e nesie intuito recorrern! a
tres exphcarOes do intenco do regislador,
as quaes, revelando a incerteza e diflicul-
dade em que hboraiu para achar urna so-
cial para o caso, que legislou, nfio fleam.
os herdeiros <)e melhor condiefio, como
fica demonstrado.
A lei de 6 do outubro de 1835, que ex-
tingui os vnculos e mandou quo os bens
a elle pertencentes passassem por morte
do ultimo administrador para seus her-
deiros, nfio pode s'er applicavel para a es-
pecie sujeita em vista do que dispOe o ar-
tigo 3.' da mesma lei. As disposieoes
dos artigos 1.'e2.* so comprehendem os
vnculos pertencentes a familia, e admi-
nistrados por individuos deltas.
Esta disposiefio contm duas ideias bem
distinctas, que se nfio podem confundir
sem manifesta violaefio das regras da in-
terpretaefio, som truncar o adulterar o
pensamento claro e expresso do legisla-
dor : os herdeiros porm na impossibili-
dado do demonstrar que os bens desti-
nados nica e exclusivamente para o sus-
tento e curativo dos enfermos pobres, aos
quaes ll'ira logo pura o irrevogavelmente
q dominio e posse dns mesmos bens
transferido, com exclusfio dos successores
dos instituidores, pertencam a sua familia,
dizem que aquellas ideias sfio correlati-
vas, e quesera absurdo que os membros
de urna familia administrassem bens que
Ihe nfio pertencessem: esta confusfio he
repelida pelos termos claros e positivos
em que he concebida a lei, e pela evi-
dencia, que reulla d'acepcfio e sentido
vulgar das palavras empregadas pelo legis-
lador, e ninguem dir, a nfio seren os her-
deiros, que sfio pertencentes a sua fami-
lia bens que foram vinculados a um hos-
pital com a expressa declaracfio de serern
perpetua e Integralmente destinados para
lum.u^fio o uaijiiifli,.!!! uu iViasiiiu ims-
pit.il ; certas proposiedes trazem a sua
refulacfio no seu simples endnciado:
o que dizem os herdeiros est nesta or-
dem.
O absurdo que se invoca, sem que se
il o menor fundamento ou razfio, que
o estnlioleca s existe na immaginacfio
dos herdeiros; qur se considere a ad-
ministraefio dos bens vinculados sem
quota alguma de reodimento, como um
onus, qur eomo una incumbencia ho-
norfica qur, um trbulo pago a 'memoria
ile instituidor, he certo quo d'adi senfio
pode deduzir que com etfito pertencam
a familia do instituidor estes bous, oque
devam ser divididos entre os herdeiros
do ultimo administrador, porque ne-
nhuma incoherencia, nenhuma anomala
ha emque so excrea esto encargo, ou esta
incumbencia honorfica, ou como bem se
quera denominar tem que estes bens
pertencam a familia deste administrador :
absurdo, e palpavel, haveria na pretendo
dos herdeiros, que tem contra si os prin-
cipios de direito, e da justica, e vai de
encontr, as noedes mais trevars da
palavra per tuteen! ts.
K quando ot termos claros e positivos
da lei fossem suaeeptiveis da interpatra-


sr
'.. .
'v &&.1F ".?'!**'"_"''"
2

cSo, que destruira a forca, e alcance
lestes termos sem rJo sulllciente, osta
nunca seria admissiyel em quebra de
bem publico para promover nteresse par-
ticular.
Os herdeiros recorren defnic.fi' de
que seja capella, o dizem que a le de
1835 smente nilo comprehendo as quo
foram mandadas conservar pelo decreto
de 2 de Janeiro de 1568, provisflo de 7
do maio 1778, isto he, aquellas cuja ad-
ministraefio anda em alguma igreja, con-
fraria, misericordia, colegiada, ou cor-
imraQio de m.to mora, e que se fossqm
. os baa, de quo se tracta, excluidos
desta lei scriam todas as capel I as : fcil
he de ver que nSo aproveita para a
quesillo nom pode resove-la a delinicnn
do que seja capella, porque na instituirn
de que se tracta faltam dous carateristicos
'" essenciaes a este vinculo, isto he, vocaeflo
do administrador e a percepQlo de
parte dos rendimeuto, segundo a diliiineflo
da ord. do liv. 1 tit. 68 53. Digeslo p'or-
tugue/. tit. 3. n. 1370.
Na instituic.no da capella sempre so d'
i deia mixta de se continuara piedade
do instituidor e de so favorecer os mem-
bros de urna familia, ou corpreo sSo
transferidos os bens com certqs encargos
impostos pelo instituidor, e os que esli-
verrm nestas circunstancias estao com-
prehendidos na dispasicSo da lei ou
pertencentes a famlia e administrados por
individuos della. Neste caso o legis-
lador por motivos de interesse pu-
blico extingui os encargos, e delerminnu
3tic passassem os benslivres para os her-
ciros do ultimo administrador, a quem ja
pertenciam, como vinculo c clausulas da
i nsl ituicflo.
O contrario porm se d no patrimonio
do hospital de ;N. 3. do Paraizo e de S
Joio de Dos : nilo houvo vnca^Ho de fa-
milia, em beneficio da qual se Bzeaae a
jnslituicflo, nflo se esUbeleceu quota al-
guma dos rendimentos em favor dos ad-
ministradores; os bens foram doados
pura e irrevogavelmenteao hospital, e pnr
isso nilo podem constituir urna capella
para o lim que pretenden! os herdeiros.
A designado do D. Francisco do Souzs
no alvara do confirmacao nSo Ihe deu di-
rcito algum sobre os bens eseus rendi-
niontos, que continuavam a ter o mesmo
destino, mo alterou a forma da institui-
i cilo, e estes bens sejam pertencentes a sua fa-
milia.
Accresce que a lei do 1835 no cogitott
iiptu podia cogitar dos bens ti. hospital
do Paraizo e do S. Joilo de Dos, porque
ao lempo em quo fui promulgada estes]
bens eslavam na posse e administrado
dos hospitaes de caridade, na conforini-
dade da resoluto de 13 de outubro do
1831, que sobre elles havia legislado o
que cstava entilo em pleno vigor, o nilo
podia ella coniprelienJer em suas dispo-
sices bens pertencentes a um eslabele-
rimento publico, sobre o qual havia dis-
posic.lo legislativa em vigor, e que conti-
nuoii inalleravel at a suspenso decre-
tada pela resolucilo de 1836,
E Unto a referida lei uo cogitou sobre
taes vnculos que mbi posteriormente, e
por decreto de 1* de outubro de I83, o
poder legislativo geral legislou acerca do .
vinculo de Jaguar destinado para na-,
iiutcncHo do hospital e recolhimcnlo
das macnlmbas, apezar de terem os her-
deiros diretto a um quinto dos rendi-
mcnlos, circumstancia que se nSo da em
favor dos herdeiros do marquez ; esto de-
creto manilesta claramente a intenciio'
do legislador e removeos sophimis que
teem empregado os referidos herdeiros
para confundir as duas condices da lei
cada urna das quaes encerra ideia dis-
tincta, deve concorrer para que seja a lei
apjdicavel.
O exposlo he sufllciente para justificar
a deliheraco tomada pela Sr. Conselheiro
Honorio acerca (lestes bens, convencer que
,i lei de 1831 nilo est revogada, e que nao
' applicavel aos herdeiros do marquez a
lei de 1835, e que enm toda a justica c
(Incito llie silo pedidos04 bens dos quaes
s5o apenas injustos detcntores: antes
porm de terminar esta exposicilo diremos
que nflo vem em soccorro dos herdeiros I
a circunstancia de terem previamente
consultado a advogados de nota, porque
bem podia acontecer que Ihes nilo fossem
presentes a instituic.no, o outros documen-
tos precisos para a ellucidagfln deste no-'
gocio, e como os herdeiros fa/em espe-
cial meneflo do Sr. Di. Jos llernado Gal
vilo Alcanforado, nosso advogado, dizendo
que se lhes nflofalhava a memoria. Tora
tambom consultado, e lhes dera rasilo,
somos por elle aulorisados para declarar
que, segundo a sua lembranca. nunca tevo
a honra de ser consultado por ditos so .
nho'es a este respeilo, que nunca vira a
instituidlo senflo depois de agitada a lide,'
e que apenas fra consultado pelo Sr. Dr.,
Nabuco de Araujo crea de quem devera
s. r o administrador do engenho Algodo-j
aes ou cousa scmelhatite, que involvia in-1
teresse do sogro d'uqulle Sr. e niiodu-1-
vidamos de inserir esti declaracflo que
dito nosso advogado julgou de seu dever
fr/or nir-. P vi tal' U lia 111 n i'r l'MllivOCO a S0II I
respeito, pela considera(flo, que lhe de- i
vemos.
Ai|niinistra(ao geral dos eslabelece
mentos de caridade, 4 de Julho de 1H50.
francisco Jacintho l'ctira, presidente.
Antonio Jote Cometi Comi, escrivo.
Jote firtt Ferreira, thesorciro. Dr, Sim-
plicio AntonioIHavignier, vogal. -Juo Pinto
de Lentos Jnior, vogal.
i_j i~ iTi'tn i TH>~gi
Coniuiuiiicariu.
do grande momento as diversas conside-
randos, que se pdem fazer em opposiQSo
os ccmitenos. N3 aer natural o justo,
l i rilo, qoe o desoojo mortal de urna alma
santificada pelo baplismo, e Por outros sa-
lvamentos de um corpo, quo na phrasa de
S.-Paulo foi o templo do Espirito Santo, e
i|uo um dia tes de sabir do p para reunir-
se a urna alma' bem aventurada, tentia por
jazigo e ultima morada os meamos templos
do Senhor, que ella santifica com a sua pi c-
aence real f Nao ser conveniente, que ao
entrarem ncases lugares santos tenhtm os
liis sobos ses ollius um objecto capaz de
rocordar-lhes a inconstancia e brevidade da
vida, animar-lhes a espranos de outra fu-
tura niMis feliz, desperlar-lhes ternas recor-
iliir de seus prenles e amigos, chma-
los em urna pslavra aos sentimentos de con-
Irioco e de cridade para cornos vivns, o
para com os morios, porque a vista dos t-
mulos tambem lhes lemhrar o dever, que
tem de oraiem por estes?
Sem duvida ludo isto he de grande peso,
mesmo para a piedade a mais esclarecida,
porm rasos mais valiosas se apreaentam
em contrario, e justifieam aosnlhosda re-
ligio guillo que a rolilica aconselha a bem
da cidade em certas circumttanciai.
Na verdade todos sabem, que a conser-
vaco da vida he o mais imperioso dnver do
homem, e principalmente do christSo, ao
qual, como diz;aS.-Justino contra os pagSos,
ordena Dos, que se conserve para o honrar
servir e fazer conhecer a ledos aquelles,
que o tifio conhecem ; e se nintjuem pode
contestar o grande perigo de infecQo e de
contagio,, que resulla para asridades po.'ti-
losas, principalmente nos climas quentes,
ilo eiiterrami'uto as igrejas, as quae! de
ordinario estilo encravedas nos centros del-
tas, ho ffjr?a reconhecer, que a religiaoj
nflo pode maissanecinnar una pratica, que
se torna perigosa ao* deis assuciados, e que
por coQsegumte he um dever abanifona-la
e impedir por nielo dos cemilerios situados
em lugares afastados, que a vizinhanca dos
morios nflo infcteos vivos.
Moyss a este respeito levou a precaticilo
a tal lonln, que cni sua le declarou impu-
ros aquelles, que sepultavam os morios ;
bem que isto fosse considerado como mna
boa obra, e um dever de cari lade pelos ju-
deos, como no-lo provam muitos exemplus;
e anda que esta impurezi legal em nada
iliiiiiiiui--.se, como observa certo escriptor,
o mrito desse offlcio caridosu. Tambem o
costume de embalsamarom os coros na
Palestina antes de serem enterrados nflo pa-
rece ter outro lim precaucilo fcil entre
essi's povos, pois que ahi eram communs os
aromas pelo commercio dos cliananeos com
os etypcios.
Os H^breus, pelo que nos refere a historia
sagrada, nflo liaban lugar determinado pa-
ra as sepulturas dos mirtos; em eral pde-
se dizer, que elles eram enterrados no cam-
po e as estradas, algumas vezes porm na i
cidades, e especialmente nos seusjarJins.
Assim : liemos que Saul fui enterrado de-
baixo de una a vore, sloyss, Aran, Josu
0 outros nos montes ; o que segundo este
cnsttime foi Jrsus-C.hristo sepultada no t-
mulo que o seu discpulo para si tinha pre-
parado em urna rocha no interior do seu jar-
ilun. Entfio, como nmguem ignora, nflo
bavam outros templos ou rejas alcm do
templo do S.ilornao ; e he digno de notar-se
que, sendo, os lumulns dos reis de Jud
cavados as faldas do monte, sobre que era
olle edificado, o propheta Eseqniel os amca-
cava dizendo que lempo vtrim, em que *
monte tonto nSo tena mais cuntpurvndo pelo
cadveres dot res.
Eslabelccidoo christianismo, este costu-
oie nflo foi alterad'. Com rlcito em virtu-
de de urna disposQilo da le 'tas doze taimas
era prohibido em lo la a extenso do impe-
rio Humano o enterraros morios no recinto
das cidades. Mais adianto e no sexto s- cu-
lo um concilio Hnua sanecionou esta dis-
posieflo, prohibindo exprcssaaienlo en-
te'rar alguetn as igrejas, porque enlJo ja
as haviam.
Por aqu so v pois, que a anliga disci-
plina esta inicuamente do accordo na ma-
teria deque tratamos com o costume, que a
civiiisacn moderna lem procurado inlro-
duzir ou antes reslabelecer para a satisfa-
Cflo de urra grave necessidade.
Segundo o tehlnmunlio de respeiUveis
escriptores, a mudanza desta anliga disci-
plina data apenas do dcimo seculo, e a ella
deram lugar motivos na verdade muito at-
tendeveis naquclle lempo.
Os marlyres da mesma maneira que os
mais fleis tinham si lo inhumados fra das
Cdades, e logo que f.ii iiermiltidn edificar
igrejas sob'o a seus lomillos, os cliristoa
quizeram ser enterrados indias em signal
da conlianca, quetHnham na sua inicie, s-
si", o que lhes nflo foi logo concedido, ape-
zar de que o rigor da loi das doze tahoas os
nilo atngia neste caso, porque essas tgir-
js licavam fra dus cidades. Em ennse-
quencia disto eramos cemilerios colloca-
dos juntos ellas; mas pooco a pouco, e
rom o andar do lempo, fot concedido a cer-
tas pessoas o seren enterradas no interior
mesmo das igrejas, a o grande Constantino
o foi a entrada dos Santos Apostlos, que
elle mandara construir. Isto porm, que
ao principio nflo passava deum privilegio,
lornou-se depois, como era natural, com-
Oflrtabeleeaanenlode eemitciios fra das
cidaite** aprohibioSo dos enterrainenloa
as ignjas nao se podem certamenle con-
siderar no numero Jaquellas medidas pol-
tica! ajue lo admiltem objecgo alguma,
e que wlla fra de toda duvida raaoavel.
Aqu, como m outros mu i tos caeos, con-
vem antes de tudo conciliar os interesses da
religio com oa da aociedede civil, e por
meio de urna iliscussflo seria e clara tran-
quillisflo os nimos daquelies, a quem fer-
vorosos sent Olelos de piedade tur na m es-
ci iipuloaos sobre tudo aquillo, em que as
Juzes do sen senlimento lhes nSo chegam a
moslraj un perfeito accordo com a fe o dc-
VjcSo, que os aniuii.
Nos admiltioios como muito naturaes e
dS; ; C COr^ graiiilecmento das cidades viessem aquel-
las igrejas a ser comprehendidas no seu re-
cinto, succedeu, que por este modo se in-
Iroduzio, como diz um escritor, um novo
uso mui innocentemente, e sem que sepo-
dessem prever as suas consequencias.
Ora, estas consecuencias nflo silo mais
do que o grave perigo, qne corrom a sade
e a vida daquelies, que habitam as grandes
cidades, quando alm de oulras n uilas cau-
sas do i11fec980.se permitle o enterramen-
to no interior das igrejas, que ellas con-
ten, rvosdeixamosaus homens professos na
materia o cuidado de explicarem e fazerem
sentir ao vivo a ianriiioeiicia desse perigo em
taes lugares, ondea edificado nflo permit-
a a livre cireulaeflo do ar, e onde esle he
continuamente .viciado por outros mui-
tos pnncipioa ; beata-nos ter mostrado, nSo
soquea religiflo em seu verdadeiro espi-
rito nflo sepode oppra aquillo, que con-
curre para a conservaeflo da sade, o vi Ja
dos liis, mas lambem que pelo lesteraunho
da historia o costuine do mesmo p:ivod
Dos, e dos primeiros tiirislflo* ho uiteira-
menle cuiiformo coruo quenoje te procura
introducir enlre nos, nfto se fazendo deat'-
arte outra cousa mais da ^ve reslabelecer a
anliga disciplina ueste paite.
Sb um clima rdante; e em urna cidade
algum tanto populosa como esta s onde a
morUlidade diarla, por conaeguinte he crea-
i'ida mesmo em lempos ordinarios, seria na
verdade grande descuido, ou ignorancia o
deixar por mais tempo a populagSo expos-^
1 a aos males, que pwm oecaaioBar oabri-!
iieiitu das sepultarai as igrejas, ni uilas ve-
zes antes do tomao conveniente. Procuran- {
lo os templos para fazerem oraeflo, e pedi- (
rem a l)?os o alivio", eruraeflo dos males,
quo sobro elles peaam, os fiis poderiam en-.
conlrar um mal maior para si e paraos seus,I
o mal da ofec?So,o mal da peste. Pnr este,
motivo nflo silo raras as vezes, em queso-,
mos obrigados a aahirdis nossas igrejas
pelo mao cheiro. que ahi exhala urna sepul-
tura ou calacuroba recenlemente aberta, ou .
um cadver, queae acha depositado : assim |
como j temos onvido fallar na mo/te sbi-
ta de mais de um schrisiflo, que no ten-
doem sua igreja enflo um pequeo nume-
ro de sepulturas, v-so n* necessidade ( po-
de tambem ser imprudencia ) de abrir algu-
ma dolas.
Todo o cuidado nq nosso rgimen sani-
tario he pouco, pra/.a aos cos, que os
nossos governanles despendessem eoninos-
co sobre este ponto metalo se quer da a t-
tencilo, que o primeiro legislador do mun-
do despendeu com o privo de Usos confiado
a sua direceflo ; tambem por esta rasfio he
mui provavel, que nflo naja historiador,
que fallando a nosso respeilo, diga de nos J
o que Tcito diss%dos judeos em geral : cor-
pora hominum talubrta, alque fertntia la-
borum.m
EDITA L
O Dr. Altf mire Bernardo dot Rtit cSiltajuit
de dinilu da itgunda van do erimt na comarca
do Recifc porS. IH. l.t C. que Dtoi guarde, etc.
Fafoaaber na conformldade do artigo 286 du
cdigo do |irocrsso que foram aailduoa em a<-
sisiii a segunda sessao ordinaria do jury deste
(crino, a qual foi aberta no dia 18 do tufz pr-
ximo lindo de juiho e encerrada no da s do
correte os seguales juradoque comparree-
ram a aaber:
Sorteador.
JoiGomea Leal. Auaoleto Jo de Mrndon-
Sa, Manuel Roiuao de C.'arvalho, Carian Pialo
e Vi-i-.n, .Manuel Jos doa Santos, Simplicio
Rodrigues Oainprlln, Manuel Cardoao Ayres,
Joo Franciaco '/'ontes, Antonio Feliciano Ro-
drigue ette, Manuel I.ui'. tJuncalvrs Jnior,
Doiuingoa Suriano (ordeiro Siinfa, Manoel
Joaqiiiiu de Almeida, liarcelliuo Antonio Pru-
na. Joi onfalvrs da Silva, Luis Pedro das
Neves.Anionio da CunhaSoares Gulinaraes,Jo-
s MarlaSeve Manoel Francisco Marques, lia-
noel Goucalvcs Servina, Mauoel Fernandca da
Crnt.
Os chamados em virtude do artigo 315 do
menino cdigo, a saber:
Antonio Al ves Barbosa, Antonio de Souia Pa-
volide, Srbaatiao Lopes Gulmarea, Jos Anto-
nio Haslo, Jos liaptista da Fonsrca Jnior,
Antonio Goncalvra IVrreira, Franciaco de Pau-
la Lopra Reia, Joaquiiu Ignacio de Carvalho
Mendonva, Gustavo Jos do Reg, Dr. Hygidio
lleni-iques da Silva, Jote Joaquim Diaa Frrnan-
dea, Antonio llenrique Mafra, Jos Paulo da
Fonsrca, Joo Nepoinocrno Harroso, Dr. Agoa-
tiuliu da Silva Neves, HarUioioiiiro Francisco
de Soma, Jos Pirca Ferreira, Manoel Amonio
de Soma Reia, Jos Joaquim Penna, Antonio
Joaquim de Son/.i Ribeiro, Antonio Valrutiui
da Silva Barroca.
Outro aim. que foram multados na quintil
de ecuto e cinco mil ris -a Dr. Francisco Ser-
fico de Aasia Carvalho, e na de noventa mil
reia Joo Cardoso Ayres e Antonia Ignacio da
Silva.
Dada r pastada nesta subredita cidade do
Recifc sb meu sigua .- sello do jiiisn, aos 9 de
julho de 1850. Eu Jos Alfonso Guedes Alcan-
forado escrlvao o e.crevi.
Alexandr ttnardtno dot Rtit eSilva,
Avisos diversos.
Lotera da matriz da Boa-
Vista.
O thesoureiro desta lotera annuncia ao
respeitavel publico, que muito breve tem
de marcar o da do andamento- das rolas:
as pessoas que teem tullirles apartados os
vflo buscar quanto antes, do contraria Be-
rilo vendido-. O restante dos meamos a-
cham-se a venda no* lugares ja annuucia-
dos.
Avitie ao# Srs de engenho
O abaixo assignado faz scienle as pessoas
que lhe tem encommen lado burros e quar-
los, que por todo o presente niel devem
ebegar Iguus destes auimaes, e por Isso
essas pessoas queiram entender-se como
annunciante, assim como quaesq'ier oulrss
pessoas que preten lerem comprar os mea-
rnos animaos, dirijam-se a rus do Queima-
do, n. 14, loja de Krragens.
Jote" Rodriguei Ferreira
Chapeos de ol ^
Rita doPasseio, n. 5.
Nesta fabrica ha presentemente um rico
sorlitnento dcsics ubjectos (Je todas as co-
res e qualidades, tanto de seda como de
panniulio, por procos commodos; ditos pa-
ra senhora, de bom gusto : estes chapeos
silo feitos pela ultima moda; seda adamas-
ca ~ co.r. ricas Uonj. c ritro Na meatna
casa se acha igual sorliineuto de seda e pan-
tinlios id.liando sedas, para cobrir ar-
maces servidaa : todas estas fazenda ven-
derri-se em poreflo e a reUllio : lamben- se
coiiceria qualquer chapeo de sol, lano de
basteas de Ierro como de balcia, assim co-
mo umbelas de igrejas : ludo por prreo
commodu. Na mi mi cas* l>a chapeos de
snl de marca maior, de panno e de seda,
pro, ros para frituras de engenho por serem
dos mais fortes que se pdem fabricar.
No Kecie, travesta do Azei-
te-de-Feize, n. 5, acha-se estdbe-
lecido um deposito e espiritos de
todos 8 qualidades, pertencente
a reslilarSo de l'ranca& lr/ti5o,
na ra de S.-Kita.
Jos*; Jcintlio da Carvalho faz publico,
que, desde 3 do correle, deixou de ser cii-
leirodo Sr. Francisco Sotclho de Andrade,
a quem agradece o bom testamento que re-
cebeu durante o lempo que esleve em sua
cu, assim como julganada dever ao dito
seu ez-patrto.
- Precisase de um eaineiro de IB a 14 an-
uos : na rasa do Hozarla) da Boa-Tista, n. 5.


Jos Ignacio de Lira, tendo aseado con-
tra Vicente Jos Ferreira, morador na Es-
tiva, termo da villa de Iguarass, urna let-
Ira de 300,000 rs. a seis mezes precisos, da-
tada de 15 de junho, e com o premio de S
por cento do vencimento da mesma porca-
da roezi cuia lettra tendo psgo o sello pro-
porcional de 360 rs., no dis 12 de julho;
foi perdida do"pateo do Colleglo at o bec-
co do Peize-Frilo: quem a achou, leve-a
ao annunciante na ra da Senzalla-Nova,
n. 39, quesera gratificado.
AntonioSoaros Brinco pede a Anronio
Joaquim Salgado, que por esta folha decla-
re quaes os documentos que etiatem em
seu podf que prnvem o annunciante "de-
ver-lhea quanlia quo IQo escandalosamen-
te delle exige.
Jos Soares de Azevedo, professor de
lingos franceza no lyceu, tem aborto em
aua casa, na ra das Triucheiras, n. 19, um
curso de geographia e historia, e outro de
rhelorica e potica. As pessoas que dese-
jarem estudar urna ou outra riestas discipli-
nas, cdem dirigir-so indicada residen-
cia, de mantisa at a* nove horas e mela, e
de tarde a qualquer hora.
Precisa-se slugar urna ama secca, de
bons costuanes, para o servco de urna cass
de pouco fomilia -. na ra das Trincheiras,
n. 19.
Precisa-se singar por slgnns mezes
urna canoa grande para carregar, pagndo-
se por cada um mez o que se convencionar :
quem tiver annuncie para ser procurado.
Quem precisar alugar urna eacrava co-
zinheira, dinja-se#rua Uireita, n. 33.
Roga-se encarecinamenle pessoa que
tirou do correio urna carta vinda do Rio-de-
Janeiro no vapor Pernamfcucanri, entrado no
crrenle mez, dirigid a Francisco Jos de
Paula, o favor de a entregar na ra da Ale-
gra, n. 10, ou bota-la na caiza do correio,
ou entrega-la nesta tytographis, de cujo
favor se lhe finar summamonte agradecido.
Judo Lopes de Souza, cobrador do pe-
dagioda barrelra doGiqus, avisa ao pu-
blico e a qiii m convier, que deixou de ven-
der ago'ardents e outros gneros em sua
casa, continuando goment*, na cobranca do
dito pedaglo; e para que ninguem se cha-
roe i ignorancia faz o presente annuncio.
De um sitio na estrada do Rombal fur
laram, na noite de 10 para 11 do crrenle,
os dous raixilhos de urna janella : quem
souber onde eslSo, e os denunciar na pra;a
da Boa-Vista, n. S. receber 10,000 rs.
Precisa-se de um caizeiro que afiance
sua conducta, para tomar conta de um de-
posito de padaria, queso vai abrir: al/a-
tar na ra do Colovello, padaria na. 29 e 31.
Aluga-so o segundo andar da casa, n.
73, na ra do Rangrl, com bons commodos:
a tratnr na ra da Cadeia do Recife. n. 8,
terceiro andar.
Oabsizosssignado avisa a quem con-
vier que, ten lo sido nomeado vice cnsul
da Russis nesla provincia, acha-se em ezer-
cicio, e pode ser procurado em seu escip-
torio, na ra da Cruz, n. 6G ; ao mesmo
tempo declara aquelles que leuham nego-
cio no viee-consulado, que por instrurces
recebidas do consulado geral da llusaia no
Itiode Janeiro, oSr. Jos Candido de Carva-
lho Medetros uto he, nem nunca foi vce-
consul daquell Naco.sendo smente chan-
celler.is ordena deste vice-consulado. Vicr-
coiuulado da Itussia em Pernaulhuco, 10 de
julho de 1850.Jese" Candido dt Barrot.
Mobili.s dealuguel.
Alugam-se effectivamente mohilias com-
pletas, ou qualquer traste de per si; tam-
bem se alugam cadeiras em poreflo para
balese offlcios : na ra Nova, armazem de
Iraates do Piulo, defrunle da rus de Santo-
Amaro.
Pede-se ao Sr. Chardon, que antes de
sabir para fra do imperio, v ou mande pa-
gar na ra da UuiSo, a quanlia do vinle mil
rs., de que S. S. nSo ignora ; do contrario,
o annunciante ter* a honra de o acampa-
nhar at a bordo com esle annui.cio.
A cidade de Pars.
Fabrica de cr-apeos de sol, ra do
Collegio, n 4.
J. Falque participa ao respeilavel publico
desta cidade, quo elle abri o aeu novo es-
tabelecimeiito. ondo se encontrar sempre
um grande e bonito sorlimentu destes ob-
jectos dos mai modernos e variados, como
sejam : chapeos de sol para homens de se-
das chamalotadas e lizas, de cores e prelos,
ditos de armaeflo d'aco muito fortes com
sedas de todas ss cores, ditos para seohoras
de sedas lavradas e lisas, com franjas e sem
ellas, cores muito bonitas, ditos ditos de
panno imitando seda, com franja esem el-
la, ditos de panninho para homem com ar-
maco rica e ordinaria, sortment de ben-
galas de todas as qualidades, baleiaa para
vestidos, colletes e espaitilhos para sono-
ra. Na mesma casa concertase o cobre-se
toda a quatidade de chapeos de sol e benga-
las, para os quaea teta boas sedas pannos
eiu pecas: lodos estes objeclos vendam-M
em poreflo e a realho, por menos preco do
que em oulra qualquer parle.
Daguerreolypo.
Do artista A ugustin Lettarte
Tira rclralos, paisagens, copias, ele., dea-
de o lanmnhn n mais pequeo al 10 pnlle-
gadas ( taoiaulio que aqui anda ningueni
tirou) e muito superiores, pela iuvesvco
de Uagueneor, tanto em fumo como colo-
ridos, em qualquer occasiflo, a em muito
pouco lempo, pois que em 18 segundos p-
de-se ter um retrato e muito perfeito, e sen-
do paisagens ou cofias tiram-se em muito
menos lenipn, afirmsudoe garanlinJo, tan-
to a durabiliakde das cores, como a perfei-
18 scmelban'Qi': o mesmo se obriga a Ir ti-
rar em q'alqnei casa e a |qualquer hora. As
pessoas que $e dignarem procura lo, pdem
dirigir-so a ruada Cadeia, n. 86, teiceiro
andar, das i huras da mantilla is 4 da larde.
Ao Publico.
Nos Coelhos, n, 13, defroate do hospital
novo, acaba de abrir-se um estabelecimen-
lo para a ronfeccao complata de carros de
todas as qualidades : os modelos sflo sem-
pre do ultimo gnato, ou segundo s vontade
dos Tregeles. Todas aquellas paJMoss que
se dignarem honrar eale estabelecioiento
com a sua conlianca, serSo servidas com
promptidlo e seguranca, tanto a respeito de
obra nova, romo relativamente a qualquer
especie de concert oU troca ; guarnir/Oes,
pintura, rreios Nesta estabecimento a-
chatD-s* venda duaV cstruagens poass.
Vendas.
Vendem-sere pretds bons ganhado-
res'de rus ; ums preta do 80 annos, que en-
gomtna, cose muito bem e coainha, e he de
natjSo; urna parda milo boa costureira,
engommadeira e cozinheira ; duas pretas
para todo o serviso, com algumas habilida-
des ; um mulatlnno de 18 annos, bom para
pagem ; um dito bom olllcial de alfaiate ;
assim como oulros muitosesorsvos : ns ra
da Cadeia de Reeife, n. 51, primeiro andar.
Cdigo do commercio do impe-
rio, e compendio de pratica do
processo,
vende-so por 5,000 rs. na cass da residencia
do doutor l.ourenco Trigo da Loureiro, na
ra da Saudade, defronledoHospicio, e na
livraria da praca da Independencia, ns. 6 e
8; sssim segunda serie do indio ehrono-
lugico da legislacBo brasileirs de 1850, con-
lendo o oodigo de commercio do imperio
ltimamente sanecionado, como o'novo
compendio de pratica do processo, obra in-
teressante por sua brevidade e exactidflo a
quantos se propem o offlcio de julgar, ad-
vogsr, ou procurar no foro. Nos meamos lu-
gores conlinua-so a subsorever s 34,000 rs.
para o indica chronologico, ezplicativo e
remissivo da legislacBo brasileirs de 1883 a
1818, cojo terceiro volme deve brevoman-
to sahir a luz.
-Vndese s armaeflo e pertences da
veuds da rus ds S.-Cruz, n. M, muito em
conta, mesmo o aluguet da esas, propria
para qualquer principlante : vende-se psra
pagamento de seus credores, por se ter de
fszer ums visgem : tambem se vende urna
casa na principal ra da Capunga, em chao
proprio, por preco em conta : na ra da S -
Cruz, n. 60, defronte da ribelra.
f f V Vf ffVf f f fff fffff f
>>. Manteleles a 90,000 rs -al
SI- Vendem-se manteletes prelos a mo-sC
darnos, vindos de. Franca, polo dinU--*
ls>nutu proco de 30,000 rs.: ns rus do*
Jcrespo, n. 9, loja de de Jofio Anlonioj
*Comes GuimarSes.
**Ai*A ***************
A 2,800 rs. o covado.
Vende-se o melhor setim preto maco pa-
ra colletes e vestidos de senhora, pelo di-
minuto preco de sJ.bOI rs. o covado : na ra
do Queimado, n. 9. Uflu-se as amostras aos
compradores.
Vendem-se e/scravos baratos,
como sejam : moiecotea le boni-
tas ligui as ; molequeg, negras mo-
cas e prt los de lodo o servco ':
na ra das Larangeiraa, n. i\, se-
gundo andar.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Baha
Vende-se em cssa de N. O. llieber & C.
aa ra da Cruz, n. *, aleodSo trancado
diquella fabrica, muito proprio para saceos
dn saeucar, roupa. de escravos e lio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
da fnndicao Low-Moor,
BA DA SKNZAI.T.A-NOVA, a. u\l.
Neste estabelecimento conti-
na a haver um completo aorti-
tnento de moendas e metas moen-
daa, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido
Ooado, de tojos os tamanhos,
para dito.
-- Vendem-sc 5 lindos moleques de 12 a i
16 annos, tendo um delles bons principios
de carpina ; 6 prelos de 80 s 85 snnos, sen-
do um delles cozinheiro, e ouiro ptimo
sapaleiro; um pardo de 88 annos, perito
cozinheiro, bolieiro e empalhador; urna
parda de 30annos, com babilidad'S ; cito
pretas de Ka 85 annos, com algumas ha-
bilidades, e que sao prop'ias para lodo o
servco : na ra do Collegio, n. 3.
A 8,000 rs. cada um.
Chales de seda grandes
e de bom costo.
Na loja de Cuimarfleg & llenriques, na
ra do Crespo, n. 5, vendem-se cuales de
seda, grandes, de bom gosto e de booitos
padroes, a 8,000 rs. cada um ; cortes de ca-
semirs de cores, de muito superiores pa-
difles modernas, pelo barato preco de 6,000
rs cada corle; merino preto fino franceij, a
8,500rs. o covado; dito inglez, a 1,410 rs,
o covado.
I'echncha para os Snrs.
niesti es sapateiros.
Couro de lustro a 3,8oo ra. e be-
ferro francez a 3,oot ra. a pelle.
JoloTihurclo ds Silva Cuimarfles, com
loja de calcado, no Aterro-da-Boa Vtaia, n.
as, avisa aoanra. mesura do uiiciua sapaleiro, que ello lem para vender aupe-
rior couro de lustro da melhor qualidedo
que eziste no mercado, e pelles grandes,
vindo ltimamente pela escuna aurora de
llamburgo, pelo bsrsllssimo preco ds) 1800
a pelle ; beierro francez, a 3.000 rs. a pel-
le, e ebi qusrtos s 800 rs. ; e lasaos os mais
aviamentos para calcado, que se veodem
por menoa 10 / do que em outra qualquer
parle, e para conhcciniento aa verdade os
Srs. sapaleiros o ao mesmo estabeleci-
mento que a reeonhecerflo.
Taixas para engenho.
Na fundicSo de ferro da roa do Brm,
acaba-ae de reeeber um completo sorliman-
to de taima de 4 8 palmos de boecs ss
quaes acham-se s vende por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
eu carregsm-.se eos carros sem despexaa ao
comprador.
Arados de ferro.
Nafuodicao da Aurora, em S.-Amaro,
vendem-se. arados da ferro de diversos mo-
dal os.
Pern.-Typ. de M. r. de Para.-1830.
J,


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