Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07498


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Full Text
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Oe
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uei
TOS
er-
go-
nSu
do-
la-

na-

Anno XXVI
Segunda-feira 1
MBTIDA DO COBBXIOI.
Golannae Parahiba, segundase sextas frjraa.
Rlo-Grande-dn-Norte, quintas feiraj o melo-
da.
Cabo, Serinhem, Rio-Formoio, PortOrCalvo
e Macelo, no l., a II, c 21 decadamez.
Garanhun c Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 28.
Victoria, as quintas feras.
Oliuda, todos os dias.
MIng.
cZl.
Chela
a 2, as 3 h.e 38 ni. da t.
a 9. os 7 m. da t.
a 16, s 4 h.e 12 m. da m.
a 24, s 3 h. e 4 m. da m
HliHlI DZ BOJE.
Primeira as 10 horas
Segunda 10 as horas
e ti minutas da manbaa.
e 30 minutos da tarde.
..-J7I!!
de .Jiillio f!e IfiHO.
N. 144.
mego* da atrasen ir po.
Por tres metes (arfiattladoi) 4/000
Por seis uiczes 8/000
Por un anno 13*000
BIAf DA IDIU1.
1 Sg. S. Theodoricb. Aud. do J. dos orf. e m 1
2 Tere. S. Vlsftacao. deN. S. Aud. do chaado
J. da 1. v. do uiv. e do dos fritos da fazenda.
3 Quart. S. Jacintho. Aud. do J. da 2. v. do clvel.
i yiiint. S. Iiabel Aud. do 5. dos or. o do ni.
dal.v.
5 Sext. S. Athanazio. And. do J. dal.v. do civ. e
dos feitos da fazenda.
6 Sal. S. Domingas. Aud. da Chae, c do J. da
2. v. do crime.
7 lioim S.Pulquera-
-------------------------
OAaaBIO OS 38 BE JO.VHO.
Sobre Londres. 86>/4a27 d. por 1/000 rs. a 60 dias.
Pars, 346.
Lisboa, 105 por cento.
Oero.Oncas hespsiihoes......... 29/000 a 29/50*
Moedas de 64400 velhas.. 16/500 a 16/700
de 6/400 novas. 10/100 a 16/200
de 4/000........... 9/100 a 9/200
/Vala.-Patacoes brasileiros...... 1/980 a 2/000
Pesos columnarlos....... 1/980 a 2/0011
Ditos mexicanos.......... 1/820 a 1/84n
1WSH v
IR! 0
T T
PARTS QmclAl.
r,ominantlo das armas.
Quarltl general na cidade do Recift, 88 dV
junhode 1850.
OREIiM DOMAN. 49.
O inarrclial de campo graduado comman-
dante das armas delrruiina que o Sr. slferes
do corpo lixo de ( rara Jrno Jos de Broce, le-
Ja desligado rio oitave batalhto de cacadorrs.
no qual.se achava addldo e que como tal paisa1
a fazrr o scivico no segundo batalbao da mes-
illa ii in.i.
O nii-siiin inarrclial icm contratado cm virtu
de de aulorisacao, que llie Tul couferida pelo
Etm. Sr. presidente da provincia, o Sr Di.
em medicina Francisco Antonio Vital de Oli'
veira, para na qualidade de segundo cirtfrgl
servir temporariamente o referido-segando-,
balaihio de caradores, vencendo o estipendio,
iienMl de 70,000 rt. equivalente ao sido, r
granlicacao addicional, que percrlieui os ci-
rurgles de igual cathrgorla do corpo de sau-
dc do esrrcito
Paisa a exer'cer intlrinamente ais funecoes de
ajudante do forte buraco oSr. alferes do esta-
do malor de segunda classe do exerCito Alc-
xandre Augusto de Frias Villar.
Antonio Correa Sidra.
Qvarttl general na cidade do Rcife, 29 de
jimho de 1850.
ORDRM DO DA N. 50.
" O Sr. manchal de campo gredutdo Anto-
nio Corma Seia, comis luante das tr-
ina* desia provincia determina, que o hos-
pital regimental desta cidade, que ora se
acha sol a administraca do segundo bata-
lliflo de caradores, Oque do prioieirode ju-
llio vindouro em (liante, cargo do quinto
hatalhiln da misma arma.
Determina outro sini, que os corpos exis-
tentes nesta guarnic,ao,na manliSa do sobre-
dito din 1 de julho pas-em rovisla do mostra
nos respectivos quarlels, pela iiiaiieira se-
guinte : as 6 horas, os recrujas, eip deposto
mi fortaleza do ln um; as 6 l|2, o quinto ba-
lulhio de lusileiros ; ss 7, a compAntiia fixa
tlir cava lina ; as 7 112 a companl d*i! art-
fices'; aSo segundo bstaltlao de cacajo-
rvs ; c i>s" 10 o lerceiru e quarlo batallos
appellado, Antonio Alvet de Miranda Gui-
inaries. ^^^
Appellantes, o administradores do patrimonio
dos orpdaot desta cidade e o curador geral;
appellado, o Exm. bjspo de Mariaoua.
distiubuicoes.
Ao Sr. desembargados Tclles o seguinle ag-
gravo em que sao :
Aggravanle, Jos Jnsquim Heierra Cavalcanti ;
aggravads, os lierdeiros de Francisco da,
Silva.
Nao foram julgados os mais feitos conidia
snisasSa pila faltado Si. desembargado, Lu
na Freir.
Levantou-se a sestlo a urna hora da tarde.
teaMflIltiaa p.
rancisro Carloi Humo Diickamp,
- capullo ajudante de ordons.
TRIBUNAL D,\ hELACA'.

SESSAODE 28 DE JUNHO DE'1850.
aBStr.", oo sr^st. armao ros.^.^
SKI.UKlaO AZCVKUO.
A's horas do cosluiiir, achapdorse presen-
tes os Srs. desruibargadores Ramos, Villares,
Bastos, l.t-ao, Sui/.a, Urlu-lli), Tclles e faltando
coiii caima os. Srs, desembargadores Punce e
Luna freir, c o Sr. presidente declara abena
4les.au.
JULOlMIIiTOS.
Agartvo.
Algravanle, Manoel AlvesGqerra; aggrarado,
Ignacio Hento de Lo.ula. -Jicraui provime..- .^^bl&'-lXlridT.'
lo ao aggravo.
PEnflUvIBUC
*
i aggr
Appillatei civtii.
Appellante, Domingos Prea Feri eir apprlla-
do, Augusto Ficlicr. -onllrinaram a ten-
lenca.
Appellante, I.ui/a Mara da Concelcao appel-
lado Antonio liernardino dos Res. Helor-
marain a scutenca.
' > DILICENl'lA.
Appellacti civen.
Appellante, os iirideiros de Joaqun) Ignacio
Correa de Brlto ; appellado, o juizo da faien-
da desta prdvinea. Maiidaram com vista
ao curador des orpliao* e ao Sr. dtscnibarga-
dor procurador da cora,
Appeil'ule. Auna Varia de Miranda I'astro r
outra ; appelladot, Joanna alaria de Miranda
Castro e o solicitador dos residuos Manda-
ran! com vista ao procurador dos residuos e
ao Sr.' dciciiibargador procurador da cora
Foi assignado o priineiro da mil para o jul-
gamento dasseguinles ppellaveseiu que sao:
Appellante, Jusiinianuo ntonio da Fonseca;
aitpeHadot, Joto Kelff r *i C.
Appi'llantes, AnloilVo Jos AU'onso de Macedo e
mitro; appellado, Luis Gomes Silverlo.
Appeii.mle, O juizo da fazenda do t ear ; ap-
pellado, INeutrl Nottrom de Aleucar Araripe
e o aiudico dos santos lugares,
trvisdxs.
r'%taram do Sr. deteiuhargador Villares ac
Sr.'iueaen>hardnr .llm > anpellacea c-
vica em que sao :
A|i|i< lliinie, 'I liomaz de Aquino Fonseca; an-
pelladyt, Manoel de Uliveira Falirco e outro.
A|ipellaiilr, Anselmo Goncalves Pereira ; ap-
pellado, Joaquim Ca'rurlra Leal.
1 uaram do Sr." desembargador Bastos ao
.Virnibarcador 1 efio as seguintes appella-
. tssissssissssaiBsi^^^^^^^^t^
Mura t-iii '(^ mh
Apprlla me, Slanoel Lias da Costa -e outro ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, Joaquiui da Silva Castro; appella-
do, Antonio Joaquim da Mlva lastro.
Appellanle, Manoel de Almeida I.imaj appel-
lada, Mara Joaquina dos Anjos.
ppellaDtes, Antonio Fablo de Mendonca e
sua inullicr ; appflladus, Esteva Jos l'aes
Uaricto esua mullier.
Passaram do Sr. dfsrmbargador Souza aoSr.
lesembargadr llebellu a seguinle appellacao
ni que sao:
ppellaine, ojiip : appellado, Antonio /oa-
qtriin'd'Aiiniinclacao.
ppellante, ojuiro; appellado, Francisco Al-
vesdaCunha.
Paisoo do Sr. drsrmbargadof Telles'ao'SV
esembaigador Ramos a tegointc appellac;lo
em que sao : "
i ppellante, Domingos Rodrigues de Araujo;
apfiellaila, Mara Ignacta de-San-Pedro
Do mesino Sr. ao Sr. -desembargador Villa-
es aa aeg4iinCcs apfsellacvos ein que sa :
Apprilame, o juizoda lazrnda Uo Cear ; ap'
pelladoa, Joao Cbrlsoslomo de Uliveira e ou-
tro.
^Ppellante o juizo de presuluos delta cdad. ;
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SF.SSAr)OnDINAHIAF.M;J0r)EJlIMinDEt850
paasioRHciA no sa. rtoao cavalcanti.
SostMABto. Appnva&i dat aelaiiat duas
tendel anteriores. Expediente Iniiea-
clo, Concluitc da ultima dhemed das
emendas ofereeiilms em lerceira diieusSto ao
projecto d: orcamento provincial, exclusive
a que rcslabeite* a hrspeeco do assucmr e /-
god&o. que mu adiada por empate na vola-
cao. --\oinca~o sobn ai emendas do orcamin-
ta municipal.
Asll horas da manhSa, feita a chtmsda,
verifica-se cslsrem preaonles 31 Srs depu-
tados fallando os Srs. Castro LeS, Ralis e
Silva e Souza Itels.
O Sr. /'resllenle abre sessflo.
OSr. 2. Secreiaro\6 sartas das duas
sessOes anteriores ; "que sio approvadss.
I O Sr. !. Secretario menciona O seguinle
. EXPEDIESTE
Uin olllcio do Dr. Joaquim Villela de Cta-
Ir Tgvtres, declarando que, exittmdo em
sna nio um saldo da'quantia que receb
na sesso passada para o expediente da pa-
,']6* enttegsri s pesioa que f6r para isso
designada.--Inte irada.
OSr. Villu prsenla conta das despe-
zas feitas com a quaniia-dc 700,000 rs. que
ivcebni para o exi cJieule, e pede que, sen-
do .e|las, examinadas, s providencie a
respeilo du que ajnja be necessario ilet-
pedei;. .',...
lio (ida e ipprov4da.a. seguate adica.
Cao :
Rcqueiro aue esta assemlilca represente
sseni|i|t>a Bal*eerca1da/i diapastcesra^e-
gislatlvas prQMMrwrt JJtlnlBrVI8,t;'l'i;4,
Alagss e ool,raa que exslirem eatabelecen
do imposicOes sobre importc5ados gene-
ros de industria des a provincia ; sendo esl*
trabalhu c immetli lo a coininissao de c-Jtis-
Iiltiigfn o poderes,--Iranct.'co Joao,. .
HeJiUo um. olllcio doSr. aecretarioinie-
rinq da provincia, companhado de e/it.
da portria pela qual a presidencia prorog-
ra a.t ao lia 26 d/> corrente a actual sessau
RDEMDODiA.
ConlinutoSo da discussflo das emendas
oflereciilaa era lerceira diseussSo ao projec-
to de orcamento provincial.
O Sr. Corread* llrit Sr. presidente,
tlifllcil, melinilios ',e arriscada he certamen-
fe a miiiha siluar,ao de agora, tenilo de oc-
cupsr a atlenclio da eass em urna queal.lo
que 'tilo hbilmente foi tratada ni sessflo
(interior pelodubre depulado que se assen-
la a meu lado : ( o Sr. Irandicn Joto i. de-
pois dos di us vigorosos, eloquentes e per-
suassiros ili-coiMis que o tiobre depulado
aqui proferio, quasi qun nada ha a dizar-ao-
lire a materia. Kuln tamo, compromeltidir fo trataram da animar a empresa e a Indas-
i nsar.da. palavra que temerarlamcntH-f eJi,
e V. Exc leve hondada de enneeder-me, me
liSo- posso- furtar do involver-mu na dis-
cusso.
Sr. presidente, antes de ludo declaro que
esloii liimi-menle disposloa votar.contra
enieiida que restabelece a inspece-Ho do es-
tucar e algodSo.
! Feita rata declrenlo, seja-me licito tc-
Crescenlsr que, precedendo asstm, eu mi-
nan deixo arrastrar por esse terror que, se-
toiilu alguem, onubre depulado i queni
j me refer quiz inculir em nosso animo
quando, lamentan-lo que sa ten lause sacri-
ficar os intar|iat.d agricultores tos de
10 Individuos, wonHsse que,' melhor avisa-
dos, aquelles procnrarlanl para represnta-
los nesia casa em a legislatura vimloura ci-
dadSos qtin.se desleixassem menos da sorle
delira, e que se esforfaasem por desenrda-
los das dilliculdsdes com que ora lulam.
."...,, 5i. iicneiiie, rata consiJeracao
nada |esou em meu espirito. Honroso e
importante como Im, o cargo de membro
da assembla legislativaf rovinCisl de l'ir-
nstnbuco esta en eomdado por tantos espi-
nlios, que eu, que o tiflo solicitei pela pri-
meira ve*, quemo aclu) delje reveat.tdo
mediante os esforeos voluntarios de alguns
amigre em virtude da bondlde extrema
coso qua oseleilores pernamburanesse drg-
n.jarn de acoln r o meu humilde dca-co-
nhecido nome, me tifio arriscarei a amWcio-
nalo, nem tilo poueo a aftwar-aas por con-
segu, lo. Quem qur *,uaas asMentar nas-
e.deiras desta casa co o hjuvavel- propost-
todi por de p.ule as cunsideBMfMpessoaeS.
volar suenie segundo af sM'consrien
cia, a sull'ocar os sentimentot de amizade
u aflTeicao sempre que elles exiginam o e>'
uccimi'tiio dos principios da juetira,
aaliirdaqui, lera menos amigse alreieos-
dos do que aquelles^ue contava ao teans-
pi: va |>aiuutes das purlas que. dflo entrada
par* iml-i sala ; i urque, destuuilirados'pek)'
interqiise proprio, e em uad avahando s
rtipuofabilidue immeusa que pesa aobre^
cada um de nos, os pretendnntes querem
ser attendidos per fas ou prr ntfas ; e, quan-
do imleferidos, blaaphemam contra tolos
o que contribuirn par o mallogrn de
suas pretenefies, as vezes as maig estulta
n desarraznadas. O cargo, pois; de,membro
da assembla legislativa prnvinrial he como
j disse, muito honroso o importante ; mas,
sobremsneira espithoao.nSn c-ts nocaso de
de perd-lo, vote eu Untes Jesta do que da-
quctia forma.
lato posto, Sr. presidente, V. Etc. me per-
mitir i|iie eu entre na aprecjaco dos motivos
que deram origem reparticSo que se quer
restabrierer.
Em lim de 1841 ou principios de 1842, entre
nsaeergueu uingrnpoque.aem denoiuinaeo,
em Ideias polilicas diversas dquell>s que pro-
clainav.i o governo de entilo, e com o qual esta-
vam ou di/.inm eslarde acrArdn otseus prin-
cipies directores, proeurava desinnrals.ir, por
oppoticao toda pessoal e niesquinha, o cida-
do que oessa poca se achara eocarrrgado da
adiniuistracao desta provincia. Sein crenaas,
ronco numerns#, sem syinpalhiat na pnpu-
ico, esse grupo cpmprrhendeu qiie linha
necessidade de Ir arrebanhar proslitos entre
aquelles que mais ou menos abundam as gran-
des cldades, e que, mais pofeonta propria dn
que por alheia, eneontram dlniciildade em ob-
teroa meios de subsistencia, bstocoineoou elle
a tironear as mais desenfreadas pai oes popula-\
res ; reateou odios quasi atnjprlecidos entre os
habitantes deste Pernainbuoo e os subditos de
nina nacSo amiga e alliada ; procurou inculir
no animo do incauto povo que todos os seus
males, que todos os seus vex.ines proviuham
do Individuo que eslava a testa dos negocio'
pblicos provinclaes. e daquelies que-oapoia
rain ; comproinelteu-se a meiborar-lhes a sor-
te, logo que, secundsdo por sua valiosa coad-
juvacao, podesse tomar parle na direccao da
nao de estado.
Fascinado por esta Iinguagem Uo seductora
niianlo perigosa, o povo l'ui-se poueo a poueo
chegando s sereias que com melodiosos cantos
o iaiu arrastrsndo para o alijsino que mais tar-
de devla trsga-lo ; e os ambiciosos de mando
e influencia ; e os hon.oni que, por urna den-
sa anomalas que talvez so te drem em nossa
trra, ao pasto-que l na corte do imperio vn-
tivain como governo. la/am opposico ao seis
delegado na provincia, lograram, medanle
os malignas arlillcios que ah deiio memora-
dos,' trazer para as suas rotas fllclras um bom
numero de descontentes Iludidos. Neste esta-
do se acnavam as coutat, quando se reirou
do poder o ministerio de 19 de setembr.'
que b substitu eproveliou o grupo que nada
mais leudo a lucrar do-governo deealiido o
abandonrsenos seus ltimos dias de vida, e
que, l.ilve/. quando menos o esperava, ae vio
ouvido, consultado e *Iiew*** pelosinenibros
I gabln.etc, ciiu cm ludia as medidas que
dv-lle pariiain.' ao menos, naquellas que dliiain
respei to a este Pernainbuco.
De. posae dts mias importantes posieoes
ofliciars da provincia, rtiavemls destribuido
ss secundarias.pelos mais charos de seus adep-
tos, os directores desse grupo, a que me refer
mais acliua, nao trataram de se desempenliai
para com o pot das largas pronieasas que llie
na va feil j e, alm de ampia lilur.dade para
iconunetter excrMos e algumes atrocidades,
alm da bonra, que Ihedavam os mais esper-
tas dasses directores, de prrcorrerrm com elle
as rasas desta cidade em bandos tumultuosos
tena anarchicos, cojas vozerias levavam 0
bus la c terror ao coraeio do homem pruden-
te quej; de seo gabinete, amaldiceava essas
aaturnaes, rd'sniemo loinentava os seus ter-
riveis effrilos, ao povo, a esse jognete dos es
Ceeuladores, nao cou-be seno udseria, Vppro-
o, vesaedes mesmo.
Cansado de esperar, certo que jamis serianr
aiunpriilas as bell.s promessas com que o na-
Viaiu sedimdo, come^ouelle a arrefecer no ar-
dor com que casluiuava- a acompanliar os ho-
lnent da govrriianca em seus actos de loucura,
deu-ae prrssa em qeixar-se do modo como se
iiuha abusado de sua boa la. Aprrcebendo
tenaivel vasio em derredor de si. esses homens
tria, nom tao poucu de dar impulso as obras
tiutilicas para proporcionarem trabalho aquel-
es a cui< sn falta va o pao; nao, que esta misso
fura smenle propria de quem no quizesse
conservar-o povo nos hbitos do vadflamu para
!pi.veiar-se deilt quando c cerno bem lio
provase: trataram ancuas de crear alguns
empregos, atini de deslrlbui-los pelos mais
rsforfudosde seus cabos de guerra, a quem nio
tiuhaui podido altender na desiribuicao de lu-
gares ariancados a servidores henalos e ruin-
prldorea de Sfus d.veres; faiendo circular o
boato de que prnaeguirain- no espediente, r
drU'afte se habilitariain n sali-fi/er a todos;
Folem consequencia desse novo Irania que se
felitieou a erraco da Inaperco -da assucar e
Igodao, que se quer ; estsbelrccr pc; emenda
fue combata.
U engodo produi'lo infelizmente o elleiu.
olh que conlavam aqpclles que delle se servi-
aln .' bem ou mal aquinhoados, os cabecilbas
lerrainaram-se aluda uuia vez por entre a po-
[ulaiao ; e, mediante novo embustes, conse-
nlrt. ..,,.,l.lr ual ijiaj alguns
dos que liaylaui desertado delias. aias. 4 me-
dida qu dsl'arte a collieudo mais alguns
fiuctos essa poltica baitardo, iuk quer gauliai
proslitos, nao pela firca de seus principios,
oeiu ro poueu p'elo vigor de sua doi. trina, po-
tm slln e smenle pela Un-ao.senao pero fals-
taiiienlo das mais solidas basca das suciedades
bem organindas; t agricultura e o lioiuiiieiciu,
fssas duas fontes da ilquea e prosperidad
las nacoes, elevavam suas votes fortes e pode-
rosas contra a repartico, ltimamente creada
i De feito, anda essa repartijas nao funecio-
lava alada nao eslava sauccionada a le que
a estabele'cia, ej a imprenta que hoje aus-
enta o governo, e que naquelle lempo servia
le ecbo opposico, ou pelo incuos nao jusli-
icava nem defenda os di -vanelos da adminis-
rajao, dava publlcldadr a represcnlacof s que,
ior al e em nome da ag iculiura, a associacW
oinmercial desta prac.a diriga presidencia
ontra semelbanle estafan, i|uc qnalllicava de
nutit e velatorio.; r, o que lie mais, losrrindu
u suaa paginas esaas repirsentafOrs. as gate-
as opposicionislas de eniao addieionavaiu-
hS rceses de propria lara, tendeiHes a
S'ViWVtJ" que continliaju eilaa a atposi-
o da yerdade, e que deviaui de ser etlendi-
al' Kri'tretanto, todos csses esforcos foram
aldadot: apenas servlram para excitar odios
contra os que os empregarain ; e a nova repar-
tico foi montada.
Sb lao maos auspicios fonecionsva ella em
o anno passado, quando nesta casa se tentn
extlniiui-la, visto rsiarem nella em maloria
os sectarios do psrtido cuja imprenta tante, a
rstiginatisra ; mas, nao sel porque, o-golpe
faldn, e aquelles que o deram tlveram de re-
cuar do terreno : agora que esse partida-est
aqu, nao em simples maioria, mas era tola I i -
dule, porque todos not diremos sectarios dos
seus principios, o golpe, tentado anda urna
vez. approveitou, visto como j pprnvamo. o
"iig do projecto da lei do orcamento quej_
propoz a supreaso de tal repartlfo ; porm,
cintra toda a expectativa, apparece urna e-
inenda que quer cstabelec-la, e pela qual
inulto ae inlerrssam alguns de nossos collegas,
sein allendeicm que, se vigorar o sen empe-
nho o un.so acto de hoje Acar em perfeita
coistradiccao como de outro di.i, dar a enten-
der que, nao por fdr{a de convicao, mssd-
nente levados do desejo de crear dlrieulda-
ie- aos nossos adversarios, clamamos Lo for-
temente contra tal estaco.,..
O Sr. Ftoripe : E porque nao a cxtingui-
ram na sessio passada.
O Sr. Corrij de llrito: Nao sel: nao tou
resposarel pelos actos alhelot, nem quero lo-
mar para norma dos meua os daquelies que se
nao importam de contradizer-se a cada passo.
No sei o que infinio para que aaslm procedes-
sem os nossos antecessores; mas nao poso,
nem qiiero-ineeucarregar-me de responder por
'les. (Apoiadm
Sr. presidente, as cOnsidcracdes que eu alil
deixo feitas apenas servem para demodstrar
qual a verdadeira causa da creacao da Inspec*
(o do assucar e algodao. Nao foi para garan-
tir pe Interesses da fazenda; nho foi para ga-
rantir os interesses da agricultura ; nao
foi para garantir os interesses do cnmmercio
que esta repartico se creou : rsiabelecenda-a,
os edefes do partido enlo dominante na pro-
vincia apenas tivei.MM tiu vistas liabilitar-se a
distribuir algumas fatias de pao^de-l-provincial
com aquelles de seus correligionarios que mais
serviros llirs liavlam prestado. ..
OSr. Mcnrzn: Mas em I83ti exista inspec-
eo; e uo se estava nesse caso.;..
O Sr. Correa di rilo; Em 18:10 bavia urna
inspi'ccao ife assucar e algodo, disse o nobre
depulado. lie isso nmi venl.ide ; mas essa ni-
p eco, regulada por iusti uc^oes.rio todo su-
perires s que foram expedidas p'ara a repar-
tico que s quer restabelecer', muito menos
dispendiosa do qdcesTa, pols qu linha menos
empregadot, foi julgada Intil, e anpprimda.
E nolo a casa que, nessa poca, no havia vin-
gaufAa pessoaes a lomar, como se quer -fazer
erer que ha agora, visto como esses ejnprega-
dos tinhain mesmo pensamcnlo poji.tico.da
maioria da a-sembl i ; tu-in como que os de-
ptaduS de eilo, nada menos rihilantrop s do
que nos, nao recuar-m an'lc ess'medida por
atteneno ao-futuro' desses fincclndarlos, seus
amigos, seus correligionarios. O aparte, pols.
do nobre deputado prova-de mais; islo he, pro*
va que se a inspecc.o de IH'Hi, sendo mais eco-
nmica e nielhoi regulada, foi sui primla
por ter sido julgada d minos t a,us ioteiis-i- da
agricultura, do commrrcio e inesmo da fateu-
da, mellior sorle nao pude caber actual.
Sr. presidente, denioiislrad'dst'arle a ver-
dadeira cansa da creacao da inspecao do assu-
car e alg dao, examinemos se ella- tem desenl-
penliado as luncces a seo cargo de maneira a
l'.izer raqui'cer os motivos que a fzeram nascer,
e seda sua suppressao prur.ir alguin prejulzo
ao publico, ou a fazenda piovimial. Como
muito bem obsrivou o nobre inspector da ilie-
s un ai ia da fazenda provincial, e como be sabi-
do po; toda a gente, o trabaldo dessa repart-
cao ii na aproveiu : as conipris e ven ia- dos
gneros que ella imperta sao reguladas pela
ulspeccao particular a que o coiiiuerci oi.iu
da proceder; a cobranca dos direltos que Caes
gneros pagam no consulado provincial tein
por base a Inspeceao felia no geral. Para que
serve, pols, essa Yeparlico qae se nao quer
extinguir?....
OSr. Ftoripe: He o complemento do con-
sulado.
V Sr. forrea de rilo : Permltla-nie que Ihe
diga que est engaado. Se essa repartico
fusse o complemento do consulado provincial,
este icgiilaria a cobranza dos dircitos pela ins-
peoco que ella procede, e nao se ajiroveila-
rja do servico do consulado ejoial....
O Sr. h'loripti: Euto nao qualIKca o assu-
car e o algodo?....
O Sr. Corra de Brilo ; Se qualiliea, essa
<|o.ilil!c ico para nada serve ; visto como, se-
cundo j disse, a compra e venda desses gene-
roa he regulada pela inspeceao da asaociaco
couiii.eicial, e a cobrapta dos respectivos di
reitos pela inspeceao do consulado geral
Isto prevenido, vejamos s deve pesar uo nos
so animo, e levar-nos a votar pelo rettabeleci
ment da inspeccSodo assucar e algodo o ni-
co argumento que a seu favor teeui aprsenla-
do os que loinain a peilu ceusegui-lo ; isto be,
a sorle des r;;-,^,rgados dessa repartico.
Sr. presidente, cu tambrm me condo da
soi i,- 0o pobre pai de familia 4 quem falla o
pao para si, para os nidos e pitra a esposa ; mas
a compixo que sinto por quem qur que II-
ver de acbar-M: em tan alllict.va situacao me
nao (lesraira ao ponto de ubrigar-ine a sacrili-
ear-lhe oa Drinelnina de ixurr, v -- --- c_
vase ser sacrificada aquella sempre. que am-
bas enlrassem em lula, ai da sociedade, ai da
buiianidad' '.'. Quem q'ui que livease urna fa-
milia numerosa da qual fusse o nico arrimo
leria caria branca para lzcr quolo Ibe aprou-
vesS sriu leifjer o mfni.no castigo. lamiento,
e famenlo cordralmeme que, segundo dizem,
vio flear tem pSo esses pas de familias que
raiu empreados na Inspeceao .do assucar e
algodo; mas lamento tambem as dilliculda-
dea e oa prejuitos que ao commrrcio e a agri-
cultura resultaran! da creacao dessa reparUco.
O Sr. rUttipu: lie o ujj,e esta provar.
O .Sr. Correa, di b'ito : rclUinenle, essa
prova, que o nobre depulado exige, ah ettap
ulc.-nce de todos : suppriinndu a inspeceao do
tssucar e algodo, o piojento de le do orc.a-
inenlo supprimiu tambrm o artlgb que siijetia
esses gneros a urna nova imposicao que im-
porta em 18 coulos Aeris; mas, logo que ap-
paieeru una emenda restabt l.ccudo esta re-
Siarlifo, outra se Ide'segulo resiauraudo a-
uell Imposto, cujo produclo hedesiinado ao
pagamento dos oienados rio eiupregdos de
en,elhanie estafo. K n5o ser gravar a agri-
cultura sujeiiarla p.igamenio de um hnpas-
io.coj*. iaiporlsMBiia Jie. do 18. cantos de ri,
lmenle para haver-sco numeiarlo nreqiso pa-
ta os v.onolwenlos de tsnprt|Sr*o, de cujas
funecoes nrnhum beneficio resalta a ella, nem
a fazenda, como se tem demonstrado? Crefo
que conscirnciosamente nlngucm o contestar.
E, por esta neeasio. Sr. presidente,deja-me
pennittido observar com o nohre depulado
que ora se acha junto a V. Ele. (oSr. Franeiico
Joo) que talvez. sej esla a primeira vet que se
tenha creado urna imposicao smente para
crear inelns de subsistencia para alguns Indi-
viduos, He intciramenle nova esta theoria de
imposto*, os qnaes si podem ser Justificados
pela utilidad,- publica que delles resultar.
Remis, o futuro desses empreados nos
nS^o d>'vn incimmodar : ahi est ni aImi-
ntslraplo da provincia-tim mazist'a lo to
esclarecido, quanlo zeloso e philanllirppo ;
I 'ii-, sum i na sua presiilencia de agora an-
da tilo curia aos menos em oulras em que
ha celebrisado. teem da lo proras eviden-
tes de qtm he juticero p equitativo ; e quo
eert imente se nllo esquecer daqu- lies des-
ses empregados qui) hotiverem bm cum-
orido suas obrigacOes, que houvcrem des-
involvido intelltgnncia e zelo pelo servido,
luando tiver (lediss>ibtiir os lugares crea-
Ios pelo novo regulament das obras pu-
blicas,quando tiver de estabelecer na the-
souraria da fazenda provincial essa secciTo
la contas, para a cree;ao da qual Ihe de-
tamos ampia facaldade, confiando de seu
profunn tino e perspicacia a apreciapo
dos mollvos que, segundo nos asseveram,
reelsmam-na altamente. Confio muito no
actual presidente da provincia ; eonlio mui-
to no precalo estadista que, ao iransmit-
tir-llie.a adininistrarjllo, congratulou s c un
oslu Pernambuco'por caber-lhe a ven'ura de
ieser presidido por S. Rxc, para que receie
pela sorte daquelies desses runecionarios
que se hduverem tornado dignos da pro-
leccao do governo.: o, pois, nada racillo em
volar pela suppressao dessa repartifilo, cu-
ja intilili lade esla reranhecida, e qun he
-tvii-:i a urna das- mais importantes classes
da suciedade permmbucana,-a doiagricul-
teres.........
OSr. l'lorlpes :ino me consta, que..eles
rorqiieresscm cotisj aU'nina... .
O .Sr. Corra de Bril :-estes em pregs-
>Ios requereram alguma cousa f V. as auto-
rj lades.da provincia upioaram pela conser-
vacio.iteJIes.? -Ao eoMrArio.-aquetles nada
nos rtquoreram ; o Hustrado ex adminis-
trador da provincia pro;o/em seii realo-
rio a 'SppresSO'd'ris Tuga'rs.que ls. oc-
ctrpam o'ihspect'r da. thesouraria da fa-
1*8 la proyirjcial, a,cuja superilendcncia es-
.foelles sujeilos, alten Ion lo sem dtivida a
(essa proiiosta, como membro rel-itor da
coinmissilo de f.izmiila rn-iijii) o artigo do
jpriijeclode orcamento relativo a essa repar-
iic,3o de maneira a da-la por siiiipriund i ;o
nobre deputsdo que, na niisoncia do urna
e^ireseiilac;lo dos agricultores conlra a
Xislencia du senn llianto esi.-ielo, nilo quer
s ella extinga, na ausencia de urna requi-
BicSodas autoridades para que ella subsis-
ta, e contrariando al as opinides que auto-
ridades trem manifestado a respoito, esfor-
ca-so por conserva-la !!.'...
Sr. presidente, somos represeptantes .de
todas as classes da provincia, he verdade ;
mas, se alguma dessas classes representa-
mos especialmente, he sem duvda alguma
a doi agricultores ; porque he composta de
agricultores a maioria dos eleitores que
nos 'escolheram, que nos mandaram para
tqui : e, se, despiezando suas queixas re-
pel las, suas justas recia marcos, senil o es-
cripias, ao menos oraes, deixamosque seus
Interessescontinuem a correr ti levelia, el-
les di rif, nlo som muitjrrasilo,que trahi-
tnos o nosso mandato,-que nos esqueca-
mos de nossos deveres.
Termino aqui, declarando que luJo quan-
lo acabo de dizor apenas tem por lim justi-
ficar o meu voto.
O Sr. Jo.se' Pedro faz diversas considera-
ees gertes Acerca da materia, notando que
a inspcccio he desnecessaria, mas que ca-
rece de fiscalisar;1o os pontos de embarque,
porque sem ella a fazenda publica soffter
graves prejuizos.
O Sr. Floripes :-rSr. presidente, vou fazer
breves retlexOes que supponho, sahirem
bem desconcertadas por me adiar algn
tanto encommdado, e por isso desdeagura
peco desculpa a V. xc. e a casa.
I Sr. presidente, n3o .quero mais reprolu-
Zlr as consLdera(0es que j fiz nesla casa, as
quaes fOram roeshormenie ex postas, e cor-
roboradas por oulrasque produziram nieus
nobres collegas que commigo com tanta te-
nacidade sustenta n...
Vst:-(h! Oh!
O Sr. Floripes;Tenacidad? de opnlo sus-
trntam a emenda que se diseme Sr p*>;
dente antes de entrar em algumas coilildera-
(6e, vou fazer aqu a historia do meu voto,
ou dar a sua rasn efficiente visto que do dis-
curso de nobre depulado que l'illoii hontem
em ultimo lugar bem se pdder concluir que o
ineu voto eo das meus nobres collegas liraiu a
Sua origem- de certas consldrracovs particula-
res, opinlao esta que repellimos para bem loa-
ge di-nos Sr. presidente, onobre' deputado
inspector da1 thesouraria, se recordar, que
sahindo nos nu urna oceasiio desta clss.no es-
lando anda confeccionado o projrto de le do
orcamento me disse -Ora' Ii Vatn paradla 30
empregados inorrer a fome. 'Eu respotidl-lhe'
nao sou dessa opnio, i.o concorrerei jamis
i'oin o meu voto para se tirar o pao a pai de
familia,isto he au pai da familia bonesto,ao em-
piegadopublico aeloao.de suaa obrigacSt*; o ile-
lexado ou o iinprobo.essesiru sotTrafoiiir.soS'ra
ludo visto que lie mesmo creou ardilTieulda-
ctes. em que se acha; foi cata a ininha opim.io,
foi rale o meu. pcuaainctvlo, ame inetmod-
me avistar con, alguns deasaa empregadot,
' su tda uobre foi para logo por miiii beui aco-
lilda, digo, uobre, porque de.f.clo os sentl-
'ineiitos. da. ooumiiaeratao a do .Humanidad*
guando aao'.coiublavaajos.i-eom a jOaa e ecsttaj-
'quidade onobreoeu^a-todoiobosstein : ess de
mulo cabimento* eaiesqnllmeai0| acarlcieio,
ui o priuieiroqtie levanotl a voz a favardcties


miseros emprcfiidos, que achariio onlros mul-
lo! patrono f>m meus nobrrs companhetros.
que cerlamente sao levados pelos mesmos
principios e nao pelos que se nos empreslam.
Mas, Sr. presidente, a quesio tem lomado
antro norte, tem-se abalado qu.isi otfrmamcn-
M para faier caliir essa emenda, que fol aco-
lhidapor nos, c tem-se mesmo querido dar
esta questo o carater de questao poltica, Irm-
sp-iios querido (ornar odiosos, para coin a
class* dos agricultores a quem mullo respello,
tem-se filio uiais oulrai cousas inquallnca-
veis. Mas, senhbres, a que vem ludo islo '
nao sel. Esta questao nao he departido, he
urna qur.sio particular, crear urna repartico,
ou supprlml-lai he urna quesio de pequeo
alcance, n5o he poltica. O jornal orgao do
partido no_ a incluaj nesse rol, a maiorla da
casa na sessao do auno pa.ssado nao a encarou
por esse lado, tanto que nao voltio pela exilnc-
ci da reparllco, no circulla que pertenco
nao foi apresentada como tal, logo donde vera
esse carcter que Ihe empreatain ? Sr. presi-
dente, cu iiasqucsuVs de partido tenho uina
pinino talvez singular, e he que quaudo as
quesloea leein esse verdadeiro carcter, eu
nao tenho liberdade, voto conforme os inle-
resses do pardo, mas nas nutras quesldcs co-
mo esta, entilo nao a mlnha conscienca he
quem guia o meu voto. Tambera nao be ques-
tao de vital interessepara a agricultura porque
ikiii prniunve os interrsses dclla, como multo
bem se drmnnslrou pelo nobre deputado que
lallou antes de inim. A agricultura nada sof-
l'ie com rssa imposicao para a sustrnlacao da
repartico pela sua pequenhet. A agricultura
tnm o que tem soJTrido, Sr. presideoto, he
Ci ni estes violentos abalos que Ihe tem dado a
nio da desordem, com esses abalos que faiem
ji.n.iii.iai vil curso e andamento, c faiendo
retrogradar ou estagnar as fontes de sua pros-
prrl.lade, com islo be que a agricultura pa-
dece, e nao com urna pequeut iui|iosic.'io, nao
lie com islo que o commercio tambera soll're,
porque nao julgo que a agricultura, era o
commercio da minha provincia lao uiiseravel
que un tal imposto empeca o seu engrandeci-
ment.
Mas, Sr. presidente, se eu eslou em erro,
se ineus coiiegas que teem defendido esta opl-
Jiiao esiam em erro conWnha que fsernos d-
cilmente chamados a inelhor aecdi do', docil-
nenle advertidos, laneando-sc mao de senil
inentos generosos e nobres que sao aquelles
com quesepdem vencer os homens Ilustra-
dos 09 liouiens briosos (mullos apoiadot), assim,
Sr. presdeme, sempre procedeu o mullo tlis-
tincto Pernambucano, a quem eu reconheco
como chefe ou c< ino regednr do nobre partido
da ordeiu na provincia de Pernambuco, o Sr.
bariio da Boa-Vista, esse homein de educaco
europea, case animador das artes, scienciasr
da agricultura em nossa provincia, quandn
nesta casa, ou fra della asseutra que urna
idea devia passar porque era til ao commer-
cio e a agricultura, ou tambera aos inleresses
do partido, oque fasia? convidava-nos para
a discussao, e nas rrunies fazia ver a sua opi-
nian, usando de raaneiras mullo dignas e
mui nobres, convidando-nns a exprimir tam-
bera nossas opiuics, sendo afinal asgentado o
interesse publico, ou o do partido. Foi, Sr.
presidente, por estas raaneiras que fui condu-
zido, fol sob lao bons auspicios que del ineus
prlinciros pasaos na poltica. Mas agora appa-
rrce urna nova maneira de chamar os homens
aos aeus deveres, uina maneira que- eu nao
sel como possa qualiear (apoiadoi) porqanto
depos de se dizer que a emenda era contra a
agricultura, que era um alternado contra o
commercio, se nos auicaea com as iras da no-
liie classe da agricultura, e se uos disse que
esta classe he indolente porque ella nao man-
da para aqu osseus veidadriros represen la li-
tes, e se nos acea com uina escoiiiinunli.au
futura, mas por esse modo ru nao vou, nao
me levara O discurso do nobre deputado ge-
rou em mira sentimcolos opposlos aos que
elle quera iucullr.
Sr. presidente, j tive a honra de militar
nesta cana com slguns dos distinctos gene-
raes do parlamenio brasileiro, representan-
tes da nossa provincia, em todo o lempo e
occasiSo vi quoelles nos chama vam no ver-
dadeiro accordo por meios amigaveis, por
meios dnceis, e sempre respeitando as nns-
sas opinioes, se m pie tendo-as em muita
consideradlo.
Sr. presidente, eu respe'to muito a nobre
classe da agricultura, masque me importa
rom me analhema que o nobre deputado
ftiiminou sobre nos amracando-nos com
futura excomunhSo des-a classe, en cuja
desgrana el.itoral nos faz elle encorrerP!
De ser deputado provincial, s aprecio en.
muito a honra d ser representante de mi-
nha provincia e nada mais ; estou sntisfeilti
roma honra, quej me eoubc por vezes,
deixo o campo livre para essas pessoas a-
iiii ni o nobre deputado distribuidor das
gracas quer considerar, ou acha dignas le
seros representantes da provincia, no me
importa com isso ; sou urna qualidsde de
liomem que rtimluzidn por doceis maneiras
me levem a toda a parle, mas assim, por es
sis maneiras bruscas e potica generosas n
me t mu rio da brecha ; heide pegar-me a ella
rom as duas mitos se me cortarem urna hei-
de segurar-me com a outra. se me cortarem1 co|11 elcerfo das de ns. 9,14 e 24.
se conveniente: foram regeiudas easos tleias,
cahiua emenda; meus.collegas e eu qr.iie-
inos conservar os ordenados Oestes emprega-
dos ate que a presidencia -fbsse.os appticando
para outrosmislcres, respondeu-se, nao, ludo
un unca: qne devia eu f.zer ? apoiar a emenda
que esta em discussao, aqual ainda allenden-
culdadeao govarnopara ir supprlmiudo os lu-
gares qutf forera vagando assim elle pode ti
rar alguns desses empreados para outros mis-
teres, e assim pode at extinguir a repartico
ou aplanar o caimnho para a total eillncii.
Mas, Sr. presidente,quando eu pens assim,
he que se querem interpelrar as mlnhas In-
tcncoes menos nobremente. Dlsseram aqui,
queesses empregados nao morrerlam de fome,
porque o oobre admiDistrador da provincia
bavia de ir aoommodandoesses homens ; mas,
senhores, em quauto nao chega essa hora (que
talvez para alguns seja bem tarda) estes pais
de familias como haode supprlr-se ? quando
nos pela emenda prevenimos as duas hypothe-
ses, isto he combinamos os Inleresses da agri-
cultura cora os da humanidade...
Pos : Esipathelico..,
O Sr. floriprt : He um drflelto meu, sou
muito compadecido da meseria de ineus se-
melhanles, e posto que pela minha parte nao
viste anda de perlo a sua face ds niisesia te-
nho ja son'rldo bastante para poder avallar que
um pal de familia privado do pao he um ente
mullo mlseravel, mullo deagracado, porque
passa urna vida de condemnado.
Kis aqui, Sr. presidente, relenles que tinba
a f.zer, e pelo mal alinhavado deltas peco des-
culpa a casa.. -
Alguna Sn. Dtpuladoida riqutrda : Mullo
bem.
O Sr. Franniro Jodo responde ao precedente
orador ; e. observando que, nao leudo sido a
socledade creada para os seus empregados,
niassim estes para aquella, deve-se reconhe-
cer a conveniencia da suppresso da Inspecco
do aasucar e algodo, cmquanto teoo desfi-
zerem os argumentos pelos quaes se lera de-
monstrado a ioutilidade de semelhante repar-
tico,
O Sr. Gucdes de Millo :~Sr. presidente,
a emenda que tive a honra de apresenlsr,
que est em discussao, e que me obliga
s anda urna vez levantar-me nesta asa e
justificar a minha ideia. Eu sinto o rnsis
profundo pezar em ler occasionedo por ella
essas provocarles de que qtnzera esta
sempre descansado.
As demonatiacOes que foram feitas hon-
tem, Sr. presidente, por um dirtincto calcu-
lista, e que se assenta do meu lado, deram
em resultado, que as despezas feitas com
essa repsrlicSo ( a iuspeccBo do assucar)
eram loo pequeoas, que, por amor dellas,
no valia a pena alirar sobre um membro
desta casa um aiilo, tilo indigno e afron-
toso, quanto indigno de resposta ; no me-
reca essa emenda tanta opposicfio, que se
chamasse -ao seu autor tallador da% cofm
p*blico$; muilo menos mereca essa questo,
ter tanto desenvolviu.ento, e rouhar tanto
lempo,para se tomar urna deliberaefio sobre
ella; nlo mereca que se allribuisse a mo-
tivos mesquinhos a concepco dessa ideia .*
nSo mereca emfltn os apartes injuriosos
para esta casa, que leve a leviandade de da'
o nobre deputado que se assenta defronte
de miii:, fazendo-nos representar, nflo a
provincia, mas... a barriga Porm ao nies-
mo ti ipo quo reprovo essas expresaes
que no silo dignas desta assembla, eu me
aproveito da occasiSo para dizer : que a mi-
nlta cansatncia etl tranquilla quando apoia
esta emenda. As discussoes so tem provado,
que se essa reparticSo nSo he nccessaiia no
aeu todo, be uccessaria em parle, que (se
nflo he necessaria eoiquanto aos inspecto-
res, lie necessaria emquanlo aoa guardas ;
liis que oceupam os pontos de embarque,
o como o numero de todos os empregados
no excede a 35, fcil seta ir aproveitandu
aquelles, que esliverem nas circuaulancias
de serem empregados, nos lugares que va-
garen) n'outras reparlicOes; e os que ato o
mereccrem, est o governo aulhorisadoa
demiili-los : o governo pode reduzir essa
reparticSo a um numero lien: pequeo de
empregados ; e quando ella liver sido con-
venientemente reduzda a pnucos emprega-
dos, a tiillerenca da despeza, ser em favoi
dos cofres pblicos, e com essa pequea
despeza se fara um grande servicoaos uies-
iiine cofres.
Encerrada a dlscussSo, sao as emendas ne-
cessivanicnle subinellidas a vulaco e appro-
vadas asdens. 2.3, 4. 5,6, 0. 10. 11, 12. 13,
14, 15,17, 18, 20, 23, 30,32, 35 e 36, bem coniu
a primen a parle da de n: 16 ; smdo regeilada
a de n. 1, e triando empatada ade n. 33;
bavendo o Sr. Jos tedio pedido e obtidb 11-
cenca para retirar aquella de que fora autor
queapprovava iiiteiluameute o regulamenlo
das obras publicas.
Entrara era discussao as emendas oflerecldas
em lerceira discussao ao projeclo de urcaiuen-
lo muuicipal.
Nao hsvendo quem acerca dellas tome a pa-
l.ivra, sao subiuetlidas votacao e approvadas
peclivo, que vlgiasse na conservscHo das di
tas vallas, para sendo iatupirem.
Foi lido eapprovado um parecer-da com-
misso encarregails de examinnr o estado
la escriptursijSo da contadoria desta cma-
ra, estahelcendo o meio porque deve ser-
substituido a disposicSo do art. 14 do regu-
lamento da mesma.--Quo se remeUessem
copias do mesmo parecer ao procurador e
contador para o guardaren!.
Mandou-se remetiera commissSode edi-
IcacSo o requeranlo de Joaquim Flix
Machado, requerenio ao goveruo da pro-
provincia titulo de aroramento do terreno
de marinha.emque est ediflcidooseu so-
brado da ra da l'rsia, fim do informar*
respeito.
Tendo o vereador Vianna requerido, que
a cetera or.lenasse ao fiscal do Poco, para
que intimssee ao proprielsro. ou rendeiro
da bica do Monlelro, que continu vender
agoa as canoas, que antes e depos do enca-
namenlo 4 rorneciam aos lugares da Capuli-
na, Magdalena, Giqua, Emberibeira, AITo-
gstlos, Atierro do mesmo nome, Cabinga,
etc.; bem como que a cmara empregasse
os mei i precisos psra desapropriar esta
pequea obra particular em beneficio dos
habitanles daquelles lugares, que sendo oa
maior parte pobres, nflo podem pagar mais
de vinte re por balde d'agoa, o que nflo
succeder, se sa comprar as bicas dos cha-
farisis do encanamento, cujos arrematantes
querem por cada canda 2.000. 3,000 e 4 000
res, entretanto, que na referida bies do
Mooteiro se venda W ria, resolveu a
niesma camarsse consultaste da casa, se por utlidade municipal, pode
olla desapropriar o predio, em que esta col-
lacada dila bies, se em vista das mstruc-
c,0es de 1* de novembro de 1832, e mais leis
respectivas pie elle ser considerada ierro-
no de marinha, e na falta de urna, o outra
cousa, se por virtue de disposicHo de el-
guma le. nde obrigar-se o oroprietsrio d
mencionada bica, ou seusailfni.iistradores,
vender como dantas agoa, alienta a ulili-
dade publica.
Uispaxaram-se |8 p*tic,6ei de Antonio
Dominguea de Alneida Popas, de Antonio
de Miranda, de Atonio Jos imarte Jnior,
da Antonio l'achsJO da Molla, de Antonio
Jos Haciel, delKHaingos AfTonso Nery Fcr-
reira, de Jos bernardo de Sena, de Jos
Pedro do Espirito Santo, de Ignacio Joa
Pinto, de Joaquim Jos Ferreira. de Jos
l-ino de Castro, e levaittoa ae a sesso.
Eo, Manuel remira Aecioli, secretario in-
terino a escrevi. Olivara, presidente.
Carneiro Honttiro.h'eirtlra.Htnriquet da
Silva.Mmaede fianna.
I
ambas heide segurar-me com os denles. X
parece Sr.presidente que sta deve ser a opi-
inSo de honem que lem consciencia de si
e de sua digni'ade. NSo alienismos neo
ronlra a agricultura, nem contra o com-
merrio, se estamos em errtj'cumpre prova-
lo, mostrar que as opinioes dos nossos con-
trarios mIo as verdadeiras, que ss nossas pe-
lo contrario s8o errneas ; porque assim foi
queeu e alguns collegas ineus Asemos quando
se aprcsenlou aqui uina emenda que mandvj
dar 37 conloa,a titulo delndemnisaco aos arre-
reinalanles do imposto de 2,500 rs., nao diase-
nosque os nobres deputados que delendiam
essa iii.-i. queriam assaliar o tbesouro, nao tll-
semos cousa alguina que lhes losse iudicorosa,
e alguns de nos ou quasi todos apoiaraoa a
emenda do nobre deputado Sr. Manoel Jaaquiu
porque ella fol quaai unaniraeineute approva-
da, islo mostra de nos>a parle que respeilamoa
as opinioes dos outroa, nao encliergauos a.sal
ns e ; ;s2d?!?:?f .-c --;-... Vimii,
bem publico, e levados seu.pre por motivos
inui nobres, mas obrando assim, temos todo di-
reito a esperar que os nobres deputados facain
de nos o mesmo juizn, se nao qnizermos que
esta casa, de assembla provincial se torne em
nina arena de gladeadoies; poisque quando
se nos dlsaer de la vos estaes fazendo Isiu con-
tra os inleresses pblicos, e por motivos Igno-
neis, nos podemos dizer e vos uiubera sois re-
fractarios, e ueste caso aondo vai o respeito, o
decoro desla casa, aonde val a presumpeo de
que nos sempre obramos com espirito de Jus-
illa se nos meamos nos denunciamos?
Mas, Sr. presidente, vallando agora a ultima
parle das discurso do nobre deputado direique
tenho (do tanto era cousideracao as observa-
edes que o nobre deputado tem l'eilo a respeito
dos Inleresses da agricultura, tanto preairl
essas cooslderacdes, Sr presideote, que inao-
del urna emenda mesa em que aulorisava
presidente da provincia para reformar essa
repartico, na qual ae dav> um poder extraor-
dinario ao presidente, e smente se Ihe recom-
mradava nessa emenda que nao deiaasse ao
desamparo estes miseros pais de familias ; o
nobre presidente da provincia poda redozir
essa repartico a uin s esnpregado se o juigas
Tem dado a hora
O Sr. f rndenle designa a ordem da dia,
e levanta a sessSo.
CAMABA MUNICIPAL D BECIFE.
Si-SSAO EXTVAOrDINAltl 01 3 UE JUSO
di 1850.
Prutdencia doSr. Oliveira.
Presentes os 8rs. Mamede, Carneiro Mon-
teiro, Ur. Moiae*. Viauna e Pire Ferreira,
faltando coin causa 08 mais senhores, abri-
se a sessao e foi lida e approvada a
anterertenla.
Foi lido o seguinle expediente:
Ilui tincio do inspector doaisensl de ma-
rjuiia, endeudo por emprestiino, a esta c-
mara qualro bar cas le cunuiilo, o duendo
que nflo tiispunlia de lods dez que foram
pedidas, por luvereai poucas no mesmo ar-
asuai, mi mus logu que iregasae u liauj-
burgo a encomeud, que deslo genero lize-
ra, cedera s seis que altao.-yue se acei-
tasse as quatro barricas, bem como o otle
recmenio das aeis.se aoiempo de chegarem
de llamburgo, nflu liouver este geueio uu
mercado, e que aasim ae ollioiaa ao dilo
inspector para mandar por a diaposicflo do
vereador Carneiro Monleiro as diU* qualro
barricas. .
utro do fiscal de S.-Antonto participan-
do aer a importancia daa multes dad n.
mesma freguezia em o mez paaaaUo de ris
1*8,000.luleirada.
Uutro do fiscal da Boa-Vista, do mismo
theor, com a ditlerenga de ser a iniporlau-
cia das mullas de 260,1*00 li.
Oulro do cordeador, participando ter fei-
1AKI DE PisttMIBIJCO.
micirc, sa i Juareo o tas.
0 brigue-escuna de guerra ^nsforiaAa,
cliegado no dia 28 do correle da ilba de
Fernando, conduzio o cap lao, piloto e 9
marinnefroa pertenrentes abarca america-
na Washington, que foi a pique no dia SI de
maio ultimo, na lalitu.de de 2" Su sul, loogi-
tudc 30* 30 oeste, na viagem que fazia de
.New-York para California, com um csrrega-
menlo que se avalia em duzentos mil pata-
cues, salvanJo-se dila liipolacSo em dous
boles, ealcancando a ilba Ires dias depos
do naufragio.
O supptemento que se distribu com eale
numero do Diario cotilom expediente do go-
verno, os ttulos que conslituem o patrimo-
nio do hospital de S. JoSo de lieos e Parai-
zo, umacorreapondenca eannuncioa.
sjH.li. imJaali mt
Hcparti^ao da polica.
PAUTE 1)0 IU\ 25DKJU.NIIO.
Foram presos i ordem do chefe de polici:.
Filippe de Santiago Alvea Monleiro, psr insul-
tos ; a ordem do delegado do priineiro distrito
deste termo. Simio dos Pasaos d'ossuiopcao
por crirae de fruio, Lessa Jos dos Sanios, Joo
I.ni/. Irruir e lien ulano Hertlno por coolra-
venco de postura inuiilcipal trineo por sus-
peito eaManoel Henni|ues Romn por insult i
a p mulla ; a ordem do subdelegado da fre-
guesa de San-Frei-Pedro-oncalves do Recife,
o manijo Joa Francisco por briga ; a ordem
do subdelegado da freguesia de Santo-Antonio
o crioulo Antonio Monleiro para averigoaces
policiaes; a ordem do subdelegado da fregue-
zia de San-Jos, Cernido Machado Revoredo
por conlravencao de postura municipal, e Jo
s escravo da vluva de Manoel Bernardino, por
andar fgido; a ordem do subdelegado da fre-
fuezia da Boa-Vlala Francisco escravo de Jos
bomas de Campos (juaresuia, para corrrecao,
anoel Pereira dos Santos, Jos Pereira de Sou
ta Pinlo, Aleixo escravo* de Joao Soares de
Abreu, e o crioulo Itorao escravo de Joao Lel-
te por conlravencao de postura municipal, a
crioula Maulaba Mara dos Anjos por feriraeo-
lo, a prcla Domingas escrava de francisco Xa-
vier, por querer ssiicidsr-sr, o preto Joao es-
cravo de Jos Velloso da Silveira por furto, os
pardos Jos Fernandes da Cosa, e Manoel Flix
para averigoaectea policiaca e o prelo Candi-
do escravo do Ur. Fe i losa por desobediencia a
patrulha, a oidem do subdelegado de um tos
districtos da freguezia dos Afogados, o prclo
Manoel Antonia Cyrillo por ollensas phvsicas ;
a ordem do subdelegado da freguezia da Var-
zea, Antonio Pedro Luis e Luis Fiancisco por
se toruamii siupeilus.
O subdelegado da freguezia de Santo-Antonio
parlicipou ao chefe di p dicta por offtcio desta
dala que honlera ae suicldia o cabra Jos, es-
cravo dellingo Jos da Casta, e o delegado de
polica do termo de WazaTetJr qnc no illa 5 du
crreme se encontrara no aereado do eugeubo
Morojo de Jos de Olive! r M..r.. .j.n :aJ,,
que de pois de vestortado reconhrceu-se ser o
do escravo Bernardino, perlenceole qurlle
engenho, o qual fura niorlu a pancadas, iguo
rando-sc qual n au lor de semelhante alUiilado.
COMMfcrtCIO.
nireitos de consumo. ....... 297
Ditos de 1 porento de reexpor-
tado para os portos e9tran-
geiros.................
Ditos de 1 por -cento do reexpor-
tseflo para os porlos do im-
perio ..............
Ditos de reexpoi-tsfll para fri-
ca ("melade do,' de consumo;..
Expedient de 5 por '|. dos g-
neros com car'ia de guia. .. .
Dito.de 1/8 por -cento dos gene-
ros do plz............
Dilo de 1 e mei o por cento dos
despachos livres.......'. .
Arrnazcnagem de S por cento daa
mercadoras............ 2
Dila de I por cento da plvora. .
Premio dos assgna do de meio
por cento .............
Multas calculadas noi dospachos
Ditas diversas, romo do livro
a (1. 9................
Emolumentos de cortidoes co-
mo do livro a fl 81 v......
Imposto dos despachantes ge-
raes, cmodo livro a fl. 9 .
Feitio dos ttulos dos mesmos,
dos caixeiros despachantes e
ajudantes ditos..........
Taxs do sello dos mesmos ttu-
los, como do livro a fl....
815,389
44,804
5,018
457,900
205,983
227,571
85,61
:725,786
328,890
799,845
384,686
938,667
83,660
75,000
9,400
,160
l. ... 309:054,738
20:085.725
13741,343
6:344,389
]*Vm uguintei \e$peiu
Emdi.hero.....113:892,590
Em assignados. 193:768,148
JJceeire tafratoraliaari'au
Sovos evelhos di-
reitos recebidos
de diversos eiu-
pregsdos. ..... 78.000
fepoiiloi.
Em bataneo no ulti-
mo de maio-------- 9:241.879
Enlrados no correle
mez.........10:843,846
Saludos. .......
Existentes.....;-
Nat itquintes etpeelei.
Em dinheiro..... 3:510,778
Em letlras...... 9833,610
Alfandrga de P-rnambuco, 28 de junlio de
1850. O escrivSo, Beato Jote t'enandei
Hanoi.
CONSULADO GERAL.
liendimento do dia 98.....1:995,331
Diversas provincias...... 61,810
9:057,141
EXPORTACAO.
Deip*ekt Mmtitimot no dia 28
Rio-de-Janeiro, briguo nacional Mara-I,
de 192 toneladas : conduz o seguinle : 10
eaixase 492 barricas com 5,415 arrobas e
24 libras de assucar, 3,000 meios de sola.
2 caixas e um embrulho com 1,049 pares de
sa palos, 1 caixa eapermacele, 45 ditas aze-
ie-doce, 88 balas papel
Rio-de-Janeiro, brigue-escuna nacionoi
llenrlqueta, de 13* 1|2 toneladas : conduz o
seguinle : 4,210 meios de sola a vaqueta,
14 pipas ago'ardenle, 9 eaixss, 9 fechos,
265 barricas e 300 saceos com 3,411 arrobas
o 6 libras de assucar, 4caixaa pares de Sa-
;atos, 38 mlhos couros miudos, 400 eslei-
rs, 25 tnltios palha de carnauba, 300 du-
zias cocos de beber agoa, 30 latas com 80 ar-
robas de doce, 3 pacoles peonas de ema, 8
csixss fazeodas, I dita pilulas, lOcsnaslras
albos, 4 eaixss e spoletas, obreias, sa bonetes
e couro de lustro.
HENDIMENTO NO MEZ DF.JUNIIO DE 1850.
Consulado dsete por
cento 35:567,958
Dito de 2 per cento 3,130
Dilo de l|2 por cento 56,448
----------------95:626,846
Ancoragem para fra
do imperio. 3:990,610
Dita para dentro do
imperio 959,479
Sello Hxo
Stza de 15 por canto
Certidoes
Capatazia
Juros
*,375
38:954,218
'Mesa do consulado de Pernambuoo, 2g
de juntio de 1850.
OescrivJo dapnmera seccSo,
, Jodo Ignacio do Reg.
KENDIMENT0 DO ANNO flNANCEIRO DK
1849 A 1850.
ireitos de 3 i0 do assucsr ox-
portado 200:943,367
Dilo de 5 i, do algodfio dito 48:175.7N
Dito dito do caf dito 9*1.736
Dito dito ito fumo dito 150,467
Dito dito da ogoardente dito 10:262 087
Dito dito dos couros dilo 14:656,171
Taza de 160 ris por caixa de
assucar 380,620
Dila do 40 ris por fexo dito 13,oso
Dits de20 ris por barrica dita 1:487,820
Dita de 20 ris porsacco dito 10:476.610
Dita de 40 ris por sacca de al-
godSo 1:600,120
Capatazia de 320 ris por dita
dito t2 8O0,5(>u
Mulla por infraccSo do regula-
manto 200,000
Decima Iragoral e 1|3 provin-
cial 187,43
DiU provincial 117:730,5
Sello de herancas e legados 9.324,955
Imposto de 20 |o na agoarden-
t do consumo 3:9C?,6I6
Meia sizs de ascravos 14.193,785
5,000 ris por escravo despa-
chado para fra da provincia 460,000
Emolumentos de passaportes
de polica 121,200
Novos evelhos diroitos 1:747,877
Imposto de 13,800 ris sobra
botica 109,400
Rito dito tojas 819,200
Dilo dito casa de cambio 38,4oo
Dito dito taverna 524,800
Dito dito serrana 76,800
Dito dito olaria 411,465
Dilo dito prensa de algodSo 12,800
Dilo dilo fabrica 192,000
Dito dilo esa de modas 4O.U00
Matricula do lyceu e seminario l:160,noo
Ditas de granitnalica latina 550,000
Emolumentos dos ttulos da
guarda nacional 3:628,100
ItestilucSo 900,000
Mullas 1.62,371
Juros 3o9,252
Totsl 464 903,553
Arricadadoi no$ mese* teguintes -.
1849 Julbo
a Agosto
Selembro
Outubro
* Novembro
a Dezembro
1850 Jsnelro
Pevereiro
Marco
Abril
Maio
< Junho
provincia
44:963,858
86r-.i70.2i5
19909,317
91:298,818
93 914,370
58 636,553
SI 159,734
58 38,865
40:169,035
44 848,33)
29:367,145
38 954,218
464:902,550
, 28 de ju-
3:543,08
645,000
9,150
10,340
666,090
Dito do algodflo do
llio-Grande do norle
Dizimo dito da Para-
hiba
Dito do assucar das
_Alagoas
30:590,415
38,984
553,965
1:914,161
--------------- 1:80,415
Depsitos sabidos 385,082
Ditos existontes. 3:199,671
39:106,830
Mesa do consulado
nho de 1850.
O escrivSo da pi linel ace^Bp,
Joo Ignacio do Hego.
PRAGA DO RE<:iFE, 98 DE JU.NH0 DE
1850. A'S 3 HURAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios NSo houveram trsnaaccOes
durante a semana, sendo as
ultimas de 27 s 26 3|4 d. por
1,000 rs.
Assucar- Era apalbia. Limitadissi-
, mas entradas.
lAlgodSo----------- O mercado afrouxou algu-
ma cousa,' e as vendas re-
gularais de 6,600 a 6,700 rs.
a arroba do do piimeira sor-
le, e de 6,200 a 6,300 rs. do
de segunda. Eulraram
298 saccas.
Azeite-doco Vendeu-sede 9,100 a 9,800
is. por gslao do do Mediter-
rneo.
Bacalbo---------Entraram 2,535 barricas,
que form vendidas a preco
oceulto. O deposito n ou-
ta a 6,000 barricas. Rela-
Ibou-se de 9,500 a 9,800 rs.
por barrica.
Carne secca Os precos continuaran de
3,300 a 3.800 rs. A exis-
tente monta a 25,000 ar-
robas.
Erva-doce Vendeu-sede9,500a.10,000
rs. por arroba.
Fariohs de trigo dem de 18,000 a 19,000 rs.
S de lliclimotid, 14,000 rs.
a de Baltiinore, 14,000 a
16,000 rs. a do Philadelphis,
e 18,600 r 19,600 rs a de
Trieste.-- O deposito mon-
ta a 7,000 barriese.
Uissss dem de 6.500 a (,600 rs.
por arroba.'
Passas ----- (Mo ha.
'
temporario, e poucu ulil, so por meiosJo
calcatnenlo daquelle paleo, e res adjacen-
les se podert obturo fim desejado. Intei-
rada, e queseamarminasse ao liseat res-
ALFANDEGA.
Rendimento do da 28 de junho. 16:504,056
Ucic-rregum koje 1.' dtjutAo.
Patacho Aurora cimento.
Brigue taimbow carvio.
Itaica Crtutnore bacalho-
Barca //n/i7/n vinho.
Hiato tan-iodo charutos..
tooesgoto das agoas do pateo do Torco, ,iac|l0_ Apollo mercadoras egeneiira
or meio do vallas, que devem ser enceira- s ...,.,.. .
d. edizendo,qu;ae..doesletr.b.lhomMi RENDIMENTO m MEZ DEJl'NIIO DE 1850.
Rendimento total
hestituiees
309:388.910
. 314,17
Rs--------309:054,738
junho ole 1850.
O ascrivBo,
Jaeomt Gerardo Mara Lumaeni de Mello.
ItECEBEDORIA DE RENDAS GEHAES
imtphIaK
Rendimento do dia 28......1:467,558
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeate do dia 28......1:989,78
RENWllENTO NO MEZ DE JU.1H0 DE 1850
Direilos de 3 % 7:704,619
Ditos de 5 *|. *, 7:639.389
tax 581,530
CapaUzia 1:181,120
Decima dos predios urbsnos 18:990.909
Jleia siza do> escravos 1668,70i
Sello de heranca a legadoa 3 000
Novos e valho direilos 911,633
5,000 rs. por esclavo despachado 45,000
Emoiun entoi doa ttulos da guar-
da nacional 218,200
Imposto ale 90 por'i.na agoarden-
te do consumo 1:212,576
Emolumentos de polica 10,800
Imposto de 12,800 rs. sobre taverna 76,800
Dito dilo do luja de vender arretallio 76 800
Dito dilo d bulica 12,800
Dilo dito de serrara 26,600
Aullas 71,577
Mesa do consulado de Pernambuco, 98 de vlhoa- Vende'-se a 133,000 rs. por
pipsdode Lisboa PRR.
Ficaram no pono 42embrcac<5es, a sa-
ber S americanas, 2 austracas, 22 bra-
sileras, 2 dinatnerquezaa, 1 franceza. 1 ha-
;7- ana, i m-auaiiiioiss, 5 togleMS, 2 por-
luguezas, 2 suecas e 1 sarda.
i
noviuuento do foi-tu.
i i
/Vasto entrado na dia 98.
liba de Femando de Noroiiba. 3dis, bri-
gue-escuna de guerra nacional Andorinhe,
commandante o priineiro lente Luiz di
Cunta Moreira. Conduz de passagem a
captflo, pilote e 9 marinheiro* da tripo-
lac Baha 6 das, biate nacional 5ua-Jsil, de
44 toneladas, ineslra Jlo Vicente Korrei-
rs Passos, equipagem 5, carga varios -
neros; a Antonio Paula Fernandes Eir-
Passsgeiros, 15 escravos entregar.
Terrs-NovaSdias, barca inglesa Cret-
more, de 208 toneladas, caoilfio ThomaS
Keoip, equipagem 11, carga 9,534 earri-
eas de bacalbo; a James Crabtree L.
Obstrvacd.
Lavautcu ferr do LemeirOo para o Mof
quairo a barca sarda Ballila.


_
Navio* lahidm no dia 29.
lilla de Fernando Transporte nacional de
puerra rirapama. commanianto o piloto
Cimillo Lel|is da Fonseca. Conduz o bo-
ticario Reanlo da Veig e 30 prac,ss do
sppundo batalhSo desrtilharia,
Tama miar Vapor de guerra nacional
Thetli, comalandante o cap'itlo-tenentp
Pereira.
Parahiba Patacho inglez nacer, capitao
Abraham l'ironet. em lastro.
Navio* nitrados no dia 30.
Barcelona lOilia, brigue hespanhol Cu-
tiulaco, de 182 toneladas, cnpitflo Manoel
Soler, equipagem 13, carga. 60pipai de
vnho tinto, 39 barris de azeite, 6 sarcos
aniz o mais gneros ; so capitSo. I'assa-
galro. o Ilespanbol Kodrign Serrante.
Tamandar 7 horas, vpor do guerra na-
cional Thetlt, commanlante o capilSo-
lenenle Pereira. Conduz 36 recras, e de
passagem o lente Jo5o Marinho Cava
cante.
Navio sahido no mesmo. dia.
Rio-de Janeiro Rrigue-cscuoa nacional
Henriqueln, capilflo Manoel Joaqun) Lo-
bato, carga varios gneros do paiz. Cas
sagriros, os nacionaes Joaqun. dias Me-
dronhas e Francisco da Silva Cabana, os
Porluguezes. Manoel Comes e Francisco
Concalves da Roche e 3 escravos a en-
tregar.
EDITIS.
Pela inspectora da alfandega ic faz publico,
que no dia I.* de jolln, te hao de arrematar
em hasta publica na porta da Mnima, depois
do mel dia. na norma do art. 288 rrgul.-imiui-
tn, 18 mantas de garfa de s la a 2,000 r.
3U000 ra. ; i2 voa de fil prctu a 4,000 rea
48.000 ra.; 12 charnuira a 400 re. 4,80o ra. e
35 covados de teda prrU a 1,500 ra. S2.500 ra.;
total 141,300 ra., apprehendido ao mar pele
guarda coininaiidante da arguuda barca de ve-
gia Geminiano de Ar.evedo Mello, aendo a ar-
remalacao livre de direitos.
Alfandega de Pernambuco, 27 de junlio de
1850. O inspector, Lutz Antonio de Sumpaio
Vinnna.
Pela inspectora da alfandega te faz publico,
que no dia 2 de Julhn, ae bao de arrematar em
hasta publica, depois do meio-dia, a portada
lueania vino- ternos de nove condecaa cada mu.
ao todo 180 condecas, por factura urna 580 ra.,
total 104,400 rs. impugnados pelo arrematante
Joiio Ca,ncio Gomes da Silva lio despacho por
factura aob n. 485, de 18 de juuho, srudu
arrematarlo tujelta a direitos.
Alfandega de Pernambuco, 28 de junho
de 1850. O inspector, l.uiz Antonio de
Snmpoio I''tanas. .
" ^BBBmmamemmmmmsam i
tender, entenda-se com Leopoldo Jos da
Costa Aranjo, ou rom Novaes & C.
Para Losnda fallir at meado dejullio
o brigue brasile-iro Echo, de que he capillfo
Manool Joaquim dos Res : recebe rnente
carga minia e passigeiros, trata-se.com
Baltar & Oliveira, na ra da Cadeia do He-
cife, n. 12.
ParaoCear pretende seguir viagem
com muita brevdade a sumaca nacional
Cailolo, mestres Jos Connives Simas:
quem na mesma quizer carregar, ou ir de
passngem, pude enlender-so*cojn l.uiz Jos
de Sa Araujo, na roa da Cruz, no liecifo,
n. 33.
-- Vende-se a escuna Hnnoveriana Auro-
ra : quem pretender dirlja-so aos seus con-
signatarins N. O. Itieber & C, na ra da
Cruz, n.. -
Para S.-Catharina
sabe, no dia 3 do corrente, o brigue brasi-
lero Minerva : ple receber alguma carga e
passageirosat o referido dia: trata-so na
praca do Commercio, n. 6, prtneiro andar,
-- Para o Rio-de-Janeirnsahe com toda a
brevidade o veleiro patacho brasileiro Ni-
lluroy : para carga, passagoirog e osera vos os
pretendentes queiram dirigir-se ao escrip-
torio da Viuva Caudino & Filno, pracinha
do Corpo-Santo, ti. 66, ou ao capilo Antero
Jos de Araujo, a bordo do dito patacho.
Para o Aracaty tem de sahir impreleri-
velmenlo a 7do presente o hiate Novo-Olin-
da, por ter o s u rarregamento quasi com-
pleto : quem anda pretender carregar algu-
ma cousa e ir de passagem, falle com o mes-
tre do mes no, Antonio Jos Vianna, ou na
ra da Cadeia-Velha, n 17, segundo andar,
-- Frea ni se barcadas, na ra do- Trapi-
che, n. 8 : quem as tiver deve aproveitar i
occasido. por n3o ser agora lempo de safra
<3>

^^^^^^^^
JLeiloes.
Decl races.

-- O Sr. director do lyceu manda fazer pu-
blico, que, tendo o Exm. Sr. presidente da
provincia removido o profegtor deprimei-
ras le Iras da freguezia de Papacaasa para a.
radeira de San-Jos de I! i zerros, ficou aquel -
la vaga, e que esta nutra vez posta a concur-
so : perianto, os cidadSos br.n>eiros que
quizerein oppr-se a referida cadeira, de-
vero con-parecer da data diste a 40 das, nu
sala to palacio Ja presidencia, pelas 9 ho-
ras da manbSa, tendo recolhtdo esta secre-
taria os seus reqiieiiiiicnlus preparados, oi-.
ti. .lias antes dn refer 'o conrurso. Serreta
I la.ln lyeeu, '20 ile jnnlio de 1H50. Janua-
rio ilexandrino da SUra Rabellu Caneca, pro-
fesso- Je desenlio e secretario.
tarante oconselho do sdminislraco
naval [Hn de contralar-se por arrematadlo,
para os tivioa aro ados e hospital da man-
tilla, por t>mpo de tres mezes, o foroeci-
niento di'S'eneos segiinles: arroz brancu
pilado, azmv-doce de Lisboa, assucar bran-
co, baralhai. bolacha, caf moi.ro, carne
verde, dila set?a, farlnba de mandioca, fei-
jao, lenha em *;has, pilo, espermacele ame-
ricano em velas,loucinho de Santos, vina-
gre de Lisboa e ain.iba em velas ; pelo
queconvida-seao;qUe interessm fazer di-
to fornecimento, pa-a qne comparecam na
faladaa Mssosdn itesmo fonselho, as 12
horas da tnanhila do na 3 do correte niez,
munido de propostes im que deelare-se o
ultimo pre,o, e o nomtdo fiador, que ser
pessoa habilitada.
Oaisenal de guerra compra azeile de
carrapaloe de coco, velas.le carnauba, lio
doalgodoe pavioa : as pesoss qno quize-
rein fornecer os referidos gtticros, compa-
recam na sala da directora u> dia 3 do cr-
rente, com sua propona em cuta fechada
Compaiihiu de Bebcribe.
A adminiatracSo da companhia da llebe-
libecontrata porum anuo, do primero de
selembio de 1850a3l de agosto de 1&51.a
atrecadscOo da taxa nos chifarizes o b\cas
doencanameoto. As propostas, aisignatas
pelos pretendentes e seus fiadores, serio
entregues ateo da 10de julho, no esetip-
torto da corupanhia.
' ..........II
Publicaca ilUerari i.
Por ordam do consol da repblica fran
caza, na prcaenga do delegado do mesmo
consulado, quinla-fetra, 4 do corrente, na
porta da alfandega, se fira lt-lito de 33 bar-
ris de mant-.'iga e 53 me ios ditos, os quaes
se bfio de vender infallivelmenle por todo o
preco os IoIps a ronlade dos compradores :
principiar s 10 horas da mantilla.
--Jos Tavares Cbrdeiro far leililo, pm
Intervenido do corretor Oliveira, de cerca
de 150 barris de boa manteiga, em lotes
vonta.ledos compradores : quaria-feira, 3
docorroiite, s 10 horas di mandila, no lar-
go em frente da porta da alfandega.
Avisos diversos.

Acham-se venda na loja de Carduza Ay-
res ti. 31, ra da Cadeia-velha, a 1,000 rts,
i'np!sr;
MARA JOANNA
ou
a mulker dv puoo,
rsrr.a em 5 acta e 6 qaadros, traducc.3odo
r. Geroiauo Trancisco de Oliveira.
TIIKREZA,
rama em 5 actos.
Avisos martimos.

-- Para o Aracaty segu com muita brevi-
^alade o patacho Sonia-Cms, tem maior par-
ledocarreganienlo prompto: para o resto
e passagelros, Irala-se ao lado do Corpo-
Santo, loja do maasaines, n. 95.
A barca portugueza tanta-Cru, de
primeira marcha, Torrada e encanillada de
cobre, ebegada a este porto em 9 do correo-
te, sabe para o Porto com muita brevidade,
porque ja tem parte do earregamento
prompto : quem na mesma quizar carregar
ou ir de passagem para o que em eicelieir-
j tea romoiodos dinja-se ao seu consignata-
rio Francisco Alves, na ra do Vigario,
| n. II, primeiro andar.
-- Para o Hio-de-Janeiro sshe, com a
|maior brevidade dosnivel, o hrtgue-eacuna
Alegra, forrado de cobre ede boa marcha :
recebe carga a [rale e esoravos : quem pro
Caumnnl, dourador, na ra Nova, n.
M, fabricada candieiros, tanto de gaz como
de azeite, lom prompto um sorlmento
dos meamos de multo bom goslo O mesmo
fabricante tambem doura, prateia e hron-
zeia todos os metaes de diversas cOres
concert e torna a por de novo todos os can-
dipiros, tanto dngaz como de azeite; tam-
bem pon candieiros de azeile para gaz ; e
altigam-se para bailes Candieiros e lustros
de dez Inzes, por pretjo comaiodo.
Para urna casa de duas pessoas de fa-
milia, precisa-s1! do urna prctu forra ou es-
crava, quo sai.ba coser, engomjnar e fazer
todoomaia sei vico interno o externo: na
ra das Cnizcs, n. 18.aegun.lu andar.
Aforam-se exrellentes terrenos no lu-
gar dosillo do Hospicio : quem quizer afo
rar, dirija-se ra dos Pires, n. 19, que se
lira quem afora.
. Marceliva Pritz Mjria de Oliveira re-
melle para o Rio Grande do sul o seu escra-
vo Antonio de nieflo Cacange.
-- Aluga-se uina preta crioula, moga, que
enzinha bem, lava, cose, por 12,000 rs.
mensiea ; timbom se vende por 600,000 rs i
na ra do Sol, n. 9, se dir quem faz* este
negocio.
-- Quem aniiuncjon icndor leite puro,
dW la-sean cues da Alfanlega, n. 5, parase
tratar do fornecimento annualmenle.
--Des ja su fallar ao Sr. Joaquim Jos
Rodrigues da Costa a negocio de seu inie-
resse : na ra do Sol, n. 9.
Deseja-se fallar ao Sr. Francisco Jas
de Oliveira a negocio de seu interesse : na
ra do Sol, n 9.
A pessoa que annunciou dar rottpa pa-
re se lavar e eogommar, dirija-se a ra da
Praia, hecco Carioca, sobrado da esquina
Quem annunciou precisar de nina pes-
te qno lave e engomme com asseio, rtn^S
ja-so ra Imperial, n. 65, venda defronte
do viveiro do Muniz.
A pessoa que apnuncou querer saber
a morada de l.uiz Francisco de Mello Santos,
dlrija-se roa no Trapiche, n. 8.
* Piceisa-M de um caixeiro : i
reila, n. 99.
Precisarse de urna ama que saiba coser,
lengomnisr e cozinhar bem: na ra da Praia,
becco do Carioca, sobrado da esquina.
Fermiano Jos Rodrigues Ferreira, que-
ren lo liquidar suas contas com a praca, ru-
ga a lodosos aeus .levadores, tanto da pra-
ca como de fra, qu, no prazo de 60 das,1
venham rcalisr tees dbitos, e quando o
nflo fae;m pascar a publicar seus nomes,
moradas e lempo de seu dbitos.
A viuva do fallecido profesaor Jos Be'-
nardino de Sena ruga aos ciedores do mes
mu n dignen do apreseular uas contas
aiinlliiciantp, na rila da Alejria. ii. M
o; sei em conferidas e paga pelo producto
los poucos bi ns que ficaram por fallecimeu-
10 de seu prezadu consorte.
Jos Valenlim da Silva, bem conhecido
poreosinar latim lia quasi 15 anuos, iernbra
a queii cunyier, que a sua au;a cha-se em
evercicio, na ra da Alegra, n. 38 ( na lloa-
Viila ), onde rerrbe alumnos externos e
pensionistas. Tambem t usina em horaa re-
servadas aos que nfio poderem frequenlatj
as horas da aula.
--En, abaixo assignado, fuco scienle ao
respeitavel publico, e principalmente ao
comme.ctri d-sta prara. que havnido-se re-
solvido acabar amigavelmenle o armazeni
.le molhadus na ra da Cruz,, o 66, leudo
por isto lindado- a minha administraeSo e
entregue a Sr. Viuva Caudino & Filho, a
quem per t'-noo a liquidaron do activo e pas
atvo ilo mesmo armazem, licando o abaixo
assignado desooerado de na liquidaco.
Ktinotl Ruma* Ponte*. ,
MOTJCM.
Os ofllciaes e eqoipgem qoe pertenclan
na ra Ui-
York para Califirnia. na latitudo 2'30 ao
sul, longilude de 30 30 oe.te, dndois dt es-
tarem tres das nos hites, e alcanzando a
illu de Fernando-.le-Noronii, aondedesem-
barcaram em estado do destituidos, e sendo
receblos o tratados com toja a benevolen-
cia e benigna hospitalidad pelo Sr. coro-
nel Cypriano Jos de Almei.ia, governador
da mesma ilha, aproveitim por esle malo a
testemunhar seus sempre reeonhecido e
graloagradecimentos, respeitos e conside-
ra$So pele seu nobre proce.limento comnos-
co. E ao mesmo lempo declaram na mesma
forma para com o Ilustre Sr commandan-
te eoltlciaes dobrigtie-escuna nacin dorinha, pela benigna altenco, cortezia e
bom tratamento com que nos tratou duran-
te a viagem da ilha da Fernando osle por-
to. Pernambuco, 30 de jiinho.de 1850,
Geo: W. Ilrovon, capilflo. IV. H Ulmer, pri-
meiro piloto.
Apareceu.no eogenho Moreno, a ?5
do corrente, pelas 7 horas da noite, um
rrioulinho, que representa ler do 12 a 11
annos diz ser forro, e que chamarse Flo-
rencio : quem sobre elle tiver direilo, diri-
ja-se a Jolo Manoel de Barres Jnior, ret
deiro do dito enuenho, o qual nfio se res-
pnnsahilisa porqualquer estravioque o di-
to rrioulinho possa ler.
Pintor e vidraceiro.
l.uiz de Franca Araujo Souto, com loja na
ra do Rozarlo larga, o. 8, junto aoquartel
da polica,se offerece ao respeitavel publi-
co para pinturas de bom gusto ; assim como
tem um grande sortimento do vi.lros, um
ptimo presepo j preparado e figuras para
o mesmo, boas imagens, oratorios e hons
ornatos de massa para diversas cousas. O
mesmo espera iguclmenle a concurrencia de
aeus freguezes
Precisa-se de 60(>,000 rs. a premio, dan-
do-se perseguranca um sitio inuilo gran-
de com muito pasto, que pode sustentar 40
caberas de vaccas ; tem casa para feitor e
pretns, boas baixas para capim, pertode Be-
berib-'; tem algumas fruteiras e embarque
muito perio : quem o pretender, entenda-se
com o Sr. Joaquim de Sbuza Piulo, na ra
da Senaalla-Velha, n. 100. Ilavenio quem
chegue o prec-o tambem sal vende as ierras
s3o proprias.
Dflo-se 11,000 rs. pmez pelo aluguel
de nina escrava para o servico interno e ex-
terno de urna casa, sendo fiel ediligente:
quem a tiver, dirija-se aoces do Ramos, no
segundo sobrado.
-- Aluga-se una casa em Santo-Amaro,
junto a fundirfio do Starr, conlendo comino-
dos para urna grande familia, qnintal gran-
de com varios >r\uredos, cslriliaitapara um
ou dous cavados equarlo junto para pe-
los : a tratar na ra Nova com Antonio Fer-
reira Lima & Companlna, ou em Santo-Aua-
ro com Francisco Uotelho de Andrade.
0 Sr. Dr. A. J. de S. C., morador na ci-
dade deOlinda, haja de ir loja de fazen-
dasda ra do Passeio, n 91, pagar o saldo
de sua lettra vencida a 28 de maio de 1839 j
do contrario,-ter de ver osen nome por
extenso nesla follir, at que embolce a dttr
quantia.
O Sr. Joaquim Jos dos Santos Barraca
queira ir ou mandar pagar a quantia de rs.
33,460*, na ra da Cadeia de Santo-Antonio,
n 13 ; do contrario, ter de ver sempre seu
nome por esta fol .a.
Agencia de'passaporles.
Tlram-se passaportcs para dentro o fra
do imperio, por commodo preco e presteza:
na ra do Itangel, u 57.
-- Anda esl por se alugar o terceiro an-
dar do sobrado da ra da Senzalla-Velha,
n. 70, pintado de novo, com comino los pa-
ra familia : a tratar no primeiro andar do
mesmo sobrado.
No dia 18 para 19 do corrente, *
meia-noite, desappareceu, de um,
quintal na ilha de Itainarara, um
cavado com os signaes svguin-
tes : mellado muito claro, magro, capado,
com cicatrizes nos peilos, por ser de carro ;
he bastante ardigo e espantado ; he muito
novo. Roga-se as autoridades policises do
turnio de iguartss, e pessoas particulares
que o apprrhendam e levein-no a dita illu,
a Jos liento Hur ira de Almcida, ou tiesta
cidade na praca do Corpo-Santo,' n. 9, ou
unnunrie por esta folha, lint de ser procu-
rado e recompensado generosamente. Ad-
verte-se que houve denuncia d'estj cavado
ter sido lirado do lugar onde eslava por
leerlo individuo que por aquella ilha custu-
mava passear, o que o con luztra para esta
i Jad.
Negocio interessante.
Troca-se, ou vende-se um terreno com
frente na ra da Aurora, e fundos para a ra
do Hospicio, tendo de largura 107 palmos,
faz muita Cinta a quem possa empatar, por-
que o lugar uo pode ser uiedior, e para o
futuro deve dar mudo dinheiro, e para
quom quiz-r levantar predios d 21 casas:
a tratar na prafa da Independencia, n. 17.
Ilaphael, piginas da juventude.
Esta excedente obra de Mr. Lamartine,
ch'gala recenlemeule do Itio-de-Janeiro,
vertida em bom porluguer, e precedida de
um interessante prologo do traductor, adia-
se venda, pelo mdico preco do 3,000 rs.,
com encadernacilo ingloza, na ra da Cadeia
do Recife, a. 38, e na ra Nova, n. 1!. U m-
rito da obra he attestaoo pelo nome do au-
tor: nell llenara ii.i >'"p<;!Iii n deleite n l.hi-
losopho, o romancista,o puela e geralmenle
quem quer que queira.apreciar um bello
escripto.
- I'recisa-se de um pequeo de 19 a 14
annos, para sala de urna padaria; o tambem
de urna preta furra, ou captiva, para o ser-
vico oi mnsalmente: na ra do Cotovello, ns
9e91.
-- Precisa-so de um cixeiro que abone
su capacidade, e que tetilla alguma pratica
de padaria : na prat;a da Saota-Cruz, na pa-
daria por baixo do sobrado, n. 106.
U Sr. Ignacio Francisco.....
de Lererda, e Antonio Ferreira
de Mello, queiram annunciarsuas
moradaia negocio tle interesse.
Quem quizer se enca regar de l|var e
engnmmar com asseio a toupa de um bo^
qualqtier carcter de lettra, e da mesma sor-
to chapas paea carles, com tarjas ou seni
ellas : tudo a contento dos que encommen-
larem: quem pretender estes objectos,
dirija-se praca da Independencia, loja de
livros, ns 8 e 8
Aluga-se orna casa terrea na ra da
Unirlo: a tratar com A. L. Santos, na ra
do Crespo, n. 11.
Precisa-se de um homem estrangeiro
para trabalbar em um sitio perto da pra^a,
equo t"nlia muita pratica de tirar leite, se-
ja diligente e fiel: quem estiver tiestas
cjrcumslancias, annuncie.
Offerece-sH urna mtilher par ama de
casa de homem solteiro, ou do familia, a
qunl entende do diario de urna ciaa, cose,
engomma, e he muito carinhosi para crian-
cas : na da matriz da Boa-Vista, n. 16, jun-
to ao sobrado.
Deseja-sealugar um primeiro ou se-
gundo andar de um sobrado no bairro da
Boa-Vista : quem tiver annuncie.
JosXavier Faustimo Ramos, com au-
la de primeiras Jellras no Alerro-da-Boa-
Vista, ilpsejando dar ao seu estabelecimen-
t um augmento conveniente, e em utilida-
de de seus alumnos, declara que tem resol-
vid addirionar a referida auh duas oulras
de latim e francez sb a direcclo de hons
profssores, mediante um mdico estipen-
dio.
Compras.
Compra-so urna preta moca, que seja
engommadeira e cozinhetra; sern vicios nem
achaques : paga-se hem ; ou permuta-so
por outra com um cria de oilo mezes, e que
tem muito bom leite para criar: na rus es-
trella dn (nzario, n 19.
Vendas.
Dag-uerrcoiypo.
Do artista A ugustin Lettarte.
Tira retratos, paisagens, copias, ele., des-
de o tamanb o mais pequeo at 10 polle-
gadas( la manilo que aqu anda ninguem
Itroii), e muito superiores pela nvencilo
de Oagiurrtvr, lano em fumo como colori-
dos, em qualquer occastilo, e em muito pou-
co lempo, pois que em 12 segundos pde-
se ter um retrato e muito perfeito, e sendo
paisagens ou copias lira-se em muito menos
lempo, armando e garanti lo, tanto a du-
rabilidadedas cores, como a peifeita seme-
Ihinca : o mesmo se obriga a ir tirar cm
qualquer casa e a qualquer hora. As pes-
soas que si digarem procura-lo, podem di-
rigir sea ra do Collegio, n. 25, segundo
andar, onde foi aermara, das 8 horas da
manlia as 4 da tarde.
-- Precisa-se alugar um preto para o ser-
vico ordinario de pa.Jaria, pagando-se-lhe
12,000 rs. mensaes : no pateo da S.-Cruz,
padaria n. 106.
Negocio interessiinte.
Faz-se lo lo e qualquer negocio com duas
lettras de 493,024 rs., vencidas ha mais de
seis annos, e declaran! juros de 2 por cento
ao mez, aceitas i elo Sr. capillo Antonio Pe-
reira Freir, que morou ooengenhoCainha,
e que ha 3 ou 4 annos se mu luu de Taqua
raltnga para Quebrangullo, comarca de Ca-
ranliuns: na ra da Cadeia do Reeifu, luja
n. 50, a Tallar com Cun'ia & Amorim-
~ Aluga-se o sobrado n. 10, com lojas,
na ra dosQuaiteis, por prego commodo.
Ao Publico.
Nos Coelhos, n. 13, defronte do hospital
novo, acaba de abrir-se um estabelecimen-
lo pan a rnnferc.lo completa de carros de
tolas asqualidades : os modelos s3o sem-
pre do ultimo goslo, ou segundo vuulade
los freguezes. Todas aquellas pessoas que
se digiiarem homar este eslabelecimento
oiii a sua conlianca, ser.lo servidas com
prom dido e seguranc, tanto a respeilode
ibra nova, como relativa i ente a qualquei
especie de concerlu ou troca ; guaruicOes,
pintura, arreius Nesle esiabecinienlo a-
chaai-se venia duas carruagens novas.
,.MU(A()i.Rf'^
mem, annuncie por esta lulba.
Quem precisar de comprar fachina,
annuncie para ser procurad^ ; tambem ven-
dem-se canoas de lenha bruta e uau ca-
i naufragada barca americana Washington, noa de carreira.
que afmidou com agoa aberlaVm 31 de malo Ahrem-se flrmas para bilheles de visita,
ptoximo passado, na sua viagem de Ne\t- >" 3,SW rs., com a maior perfeiQSo e em
BOWMAN & MC. CALI.CM, engenhei-
ros niacbinislas e fundidores de ferro mui
respeitosamenle annunciam aos Senhoref
proprietarios dejengenhos, fazendeiros, mi-
neiros, negocianles, fabricantes e ao res-
peitavel publico, que o seu estabelecimento
le ferro movido por machina de vapor con-
tina em effectivo exercicio, e se acha com-
pletamente montado com apparelhos da pri-
meira qualidade para a pprfeita confcccfto
' is maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender guaesquer
obras da sua arte, Rowman & Me. Calliim
desejam mais particularmente chamar a
altenco publica para a sseguintes, por
terem deltas grande sortimento j prompta,
as (fuaes construidas ns sua fabrica pdem
competir com as fabricadas em paiz es-
Irangeiro, tanto em preco como em qua-
lidade da materias primas e mSo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhorconstruccSo
Moendas de cumia para engenhos de lo-
dos os tamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animaes. *
Rodas d'agoa, moinhos de vento eserra-
as.
Manejos independentes para cavados.
Rodas dentadas.
AguidiOes, bronzes e chumaceiras.
CavitliOes e parafusos de lodos os tama-
nhos.
T-, p*r;:, ;r:vc: s tocc; o uma-
Iha.
Moinhos de majidioca, movidos a mSo ou
por animaes, e prensas para a dita.
Chapas de fogu e frnos de farinha.
Canos de ferro, torueiras de ferro e de
bronze.
Bombas para cacimba ede repucho, mo-
vidas a mo, por animaes on vento.
Cuindastes, guinchos e macacos.
Prensas hydraulieas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varandas, grades e portdes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mo e arados de ferros,
etc etc.
Alm da superinridade dn suas obras, ja
geralmenle reconhecida, Bowman & Me.
Callum gaiantem a mata exarta conformi-
dade com os moldes e deienhos remeltidos
pelo stmhores que se digarem de fazer-
Ibes encommendas, aproveitandoa occasiSi
tiara agradecerem aos seua numerosos ami
os e tregeles a preferencia com que leen.
sido por elles honrados, e asseguram-lhe:
que ngo pouparSo esfurco -diligencias
para coiUintiarem a mereeer a sua confi-
aoca.
Vende-so panno verde e az .1 multo su-
periores, proprios para fardas: na ra dn
Crespo, n. 9, loja amarella.
Xaropecfr) bosque
para cura de phtlusica em todos os seus diffe-
renlea i;ro, qur inolivaifa por constlpa-
ede, tosse, aathma, pleilria, catarro de aan-
gue, ddr de costado e pcito, palpitado no
L'ora(io, coqueluche, broiichite, dor na gar-
ganta e ldalas molestia doi orgaoi pulmo-
nares.
lie todaaas molritias que por heraafa lican
ao corpo humano, neuhuina ba que mala des-
tructiva lenha aido, ou que lenha zumbado dos
esforco do bome.ns man eminente em medi-
cina do que aquella que he geralmente conbe-
eida por meleslia o bofe. Em varia pocan
do aeculo pascado tem ae oflerecido ao publico
ditl'errntcs remedio com attestados daa exlra-
urdinarlaa cura que elle teem feito, porm
quaai que em todo o caso a illusao tem sirio
apeuas pasaageira, eo doente torna a recahir
em peior calado do que ac achava antea de ap-
plicar o remedio tao recommendado : outro-
tanto nao acontece com eite extraordinario xa-
rope do bosque.
O prop ietario ao principio foi Induzldo a of-
ferecer eate tarop ao publico, depoi de ter
ed'ecluado em si mesmo una cura permanente,
e depois de ter a opinio doa ni unciros medi-
ca da Europa e doa Estados-Cuido, le que
sru estado j nao davaesperaucaa de melhora,
e era como segu. No auno de 1837 apanhei
una grunde conslipacao que me atacou o p< l-
to, e todo o syiiiploinas de phtlusica pulmo-
nar logo e seguiram. Eu tinba urna tosse con-
tinuada com dor no pello, salivava urna fl>u-
madure alguma vetes inisliirada com san-
gue, una febre llca, auorea de noite, ema-
^reci rpidamente, e em pnuco tempo fiquei
.eduzido extrema debilidade.
Os ineus medicoa (entre os qnar liavia al-
guna dos principara doa Eatadoa-Unidos) junta-
mente com meus amigos perderam toda a es-
peranca de ineu inelhorainento, e eaperavam
,jup eu brevemente succuinbirla.
Neale estado de moleaiia por caaualidade en-
contr! com urna antiga recelta dos Indios, e
reaolvi-me com o coosentiinento dos meus me-
dico a eperimenta-la, visto o estado deaes-
perado do meu caso.
Qual nao seria a admiracao do meus medi-
ros, e o meu cuntenlaincnlo vendo que desde
que prlncipiei a lomar o jarope, conbrci logo
urna mudauca no meu ayalema, e pela ooiili-
iiuaco do uso a molestia madiirou, os tumo-
rea (formarain cabrea e arrebeutaram lancan-
do grande porcoMe sangue e materia. Depois
de ter continuado pelo espaco de 3 meza'scoia
o remedio, a minha molestia cessou inlelra-
mente, e achel-ine realabelecido de perfeita
sade, o bofe desde aquelle tempo tem conti-
nuado sem a menor alTeetacao de enfermida-
de. NesU circuinsiancias he que ine resolv
ao principio a oflrrec-lo ao publico, firme-
menee convencido de qne he o nico remedio
que se tem descoberto, no qual se pode ter
conlianca para a cura de phlhisica pulmonar.
I'urou onde todos oa mais remedio tinhamla-
Ihado, e, e fr lomado e applicado segundo aa
direccSe, poucas veies deiiar de produzir
urna cura radical.
O seu principio de operar he fcil de expli-
car : auaviaa e acalma a iticmmoda losse,
ainadurrcc o abscesso, facilita a aalivaco, e
em punco lempo livra os bofes da materia que
se rene nos tubos de ar. Regula as funcroe
usuaes sem necrasidade de outra qualquer me-
dicina, fortifica o systema e purifica o sangue.
Nao conten, nem mercurio, opio, ou outro
qualquer ingrediente venenoso, e be feito uui-
camentc de roisea arriar. Tein-se usado ha
ii.is de nove annos, e heuntversaliiientc con-
siderado cuino u grande e nico remedio para
esta horrorosa molestia. O eu rfteitos sao
em todos o lugares u mesmo, admiraseis e Iri-
umphanles .'
Cumio medicamento preventivo e antidolo
contra as tendencias do (lima para a phthisica,
he de grande valor, e nao d,segundo fai qual-
quer medico ou conhecedor de drogas, porCm
emquaulo se esta paliando Vom estas engaosas
mi'ilurai.o doeule v-l rpidamente cmpeiorau-
do, c cada dia mais e mais colluca o seu caso
fra do alcance de esperantos! ) Nao auccede as-
sim com esla preciosa medicina. He sempre
.ilutar, e seus efl'eitos nunca sao damnosos.
Nao he opitica, nao he tnica, nao he um me-
ro expectorante, no tem por objecto afagar o
/lente para ler urna fatal stguranc*. He um gran-
de remedio, urna grande coinposicao curativa,
o grande e nico remedio que a sciencia e o
conbecmento medico teem at hoje produiido
para o tratamento desta molestia, at hoje In-
conquistavel.
Em urna palavra he o melhor remedio no
mundo, e nenhuma pessoa tocada com este fla-
gello da familia humana ser Justo para si e para
seus amigos, se deacrr sepultnra sem altes-
lar suas qualidades virtuosas Urna nica gar-
rafa quasi que em lodo* o caso produiir
una consideravrl mudanca no estado de gnal-
quer doenca, seja ella qual ir.
Tem curada ataos que se suppunhaui supe-
riores ao podar medico. Tem levantado doen-
tes como que da sepultura. Tem curado de-
pois que j todos o ou'ros systeinas, medica-
mentos e inelhodo de tratamento teem falha-
do. Km urna palavra, dcoert'o-ie o agredo, a
f-hhiiica curase.
A antiga opinio de que phthisica nao po-
da curar-e tem deaapparecldo desde a iotro-
.lucco deaia milagrosa medicina. A phthisica
pela deacoberta desle medicamento acha-se
despida de mrtadr dos hurrorea que camaya.
Em lugar de e entregarem ao deepero quan-
H/ tiv.-. ;rgur"? -- ^uc j.^thi.ic- he ti-
nha lascado a suas garras, milharrs de pe,
aoas teem recorrido aeale infallivel remedio, e
com praaer e regoaijo continalo drsfi ociando
sade neste aeculo que produilo tal beneficio
raca humana.
I.r mbrem-se ludo aqaelles que se acham to,
cados de muleatia pulmonar, qur por tosse-
constipaedes, aathma. bronchltea, pleurl. ea-
carros de sangue, dr de coatado e no peilo,
palpliacao no coracio, dr desgarganta, e to-
das aa mais molestias dos orgos pulmonares,
que o nico remedio seguro be o xarope do
bosque.
I.embrar-se-ha o publico que cada garrafa
ion dous papis com a nropria asslgnalura do
agentes R. C. Yate c Comp., um na garrafa,
com urna perfeita dlrerco sobre o methodo
de usar delle, e outro no papel involto.
Pode ser mandado com loda a ae,urilade
para qualquer parle do imperio. Aa ordena
execulara se poutuairao.
Vende-se na ra do Quarlels. n. 12.
Veodem-se bustos de gesso represen-
tando fielmente a rmnha Victoria e o prin-
cipe Alberto ; relogiosde ouro ede praia,
chegados ltimamente da Suissa : estes re-
logiosqueso mui bem acabados.se tor-
nan! muito reeommendaveia qualquer
particular, e adverte-se que ha entre el lea
alguns que andaos S dias sem precisaren,
de corda : Da ra da Cruz, no Itecife, n. 55^


fesJIa
Vende-se un escravo de nagSo, mui-
tobom : ni praga da Bqa-Vista, n. 13, ta-
berna.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa.
de boa qualidade, em barriszinho:
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como ja ha muito
tempo se nSo vende: no Recife.
ra da Cadeia, armazem n. n.
Vendem-se cigarros de palha de milho,
boni, por prego commodo : na ra daa Cru-
zes, n.40.
Vende-se moito superior farinha em
meias barricas : na rua da Cadoia do Hecife,
escriptorio de Deane Voule & C em seos
armazens do becco doGongalves.
As novas cansas sublimes
a '2,240 rs. o corte.
Na toja de GuimarBes & Henriques, na
rua do Crespo, n. 5, que faz esquina para a
rua do Collegio, vendm-se novos cortos de
cassas finas denominadas sublimes, pela
s'na boa qualidade barato prego.
Ganibrcoesa 1,800 rs,
Vendem-se os bem acreditados cortes de
emhrpAe, s 1,800 c 2.C0O rs. o curie de
calcas : esta fazmda torna-se recommenda-
vel, ttnlu por sua qualidade como por .ser
de muita duragSo e de bonitos padrOea : na
rua do Collegio, u. 1, loja.
Limas de agulha a 4o rs.
Veodem-se limas de agulha: na rua di
Cadeia, loja de ferregens, de Antonio Joa-
quim Vidal; essim como outras fenagens
para ourives, por prego enmmodo.
Chegarsm nnvimente a rua da Sen-
zalIa-Nova, n. 42, relogioade ouro e pralai
patente inglez, para homem e senliora.
Farelloa 3,5oo ris.*
Vende-se sacras grandes com farello, i
3,500 rs., chegado ltimamente de Hambur-
go : no armazem junto a botica do arco d
ConceigSo, que foi do falecido Bragoez.
- Vendem-se amarras u tarro: Di rua!
di Senzalla-Nova, n. 48.
Chitas Irancczas finas a
340 rs. cada um corado.
Na rua do Crespo, n. 5, confronte io ar-
co de S -Antonio, vendem-se chitas trance-
xas finas e de modernos padres anda niio
vistos este mercado, pelo barato prego de
S20 rs. cada um rovado ; panno preto, pelo
barato prego de.1,600 rs. cada um covado:
lengqsde cambria branens e abertos pela
belra,a 2,800 rs. cada umaduzia.
Farinha de mandioca de
S.-< alliarina.
Chefrou ein drrttrira de S.-Ctharlna
brigue opcional" J/iwrvc,, con um carrega-
menlo ifa superior farinha muito nova, e
*.cJtt:*."U"PiPfo defronte do caes do Ba-
fnos..ftnile.*9 vende a preco coromodo, ou
em o* de Uanoel Ignacio de Olireira, na
prac do Commerrio, n. 6, primeiro andar.
-Vende-se aaccat com arroz a 1,200 r
arroba: ik paleo do Paraizo, n. 90.
Csetnira pieta.
Vende-se casemira prela, muilo boa, pe-
lo diminuto prego de 1,400 rs. o covido :
no Atrro-da-Boa-Vistf, n. 18.
He muito barato.
Cassas a Nanoleo.
Vendem-se as ricas cassas frangeza de
gestos Inteiran ente notos, telo muito ba-
rato preg de 480 rs. a vara : na rua Ciespo, n. 14, na loja do prlaeiro sobrado
de S andar, viudo da rua da* Cruze.
Rua larga do Hozar io, n. 22.
Vendem-se um mulrque de nagSo, bom
cozinlieiro, ede boa conduela o que se afti-
anca, urna mulata com urna cria, sabe en-
gommar e co/inliar, uma negrinlia de 14
iniiiis, urna dita de nieia i.lnde que sabe co-
z'inhar e he muilo activa para o servigo de
c.a.sa, urna mulata de 20 anuos, muilo ,,|
figura e sabe bem engommar e coger, dous
inulstiulios de 9a 11 annos, muito esper-
tes, 3 molecote bonitos para o trabalbo de
campo
Na rifa tfv, n 6, loja de
....*.. Haya Ramos & C.
A o barato.
Vendem-se luvi de pellica, para meni-
nas, smihoras e homens, a 400 e 640 rs. o
par; Jogoi de vispora pan divertimento, i
1,000 rs.
Na loja de Maya Hamos & Com-
panhia, na rua Nova, n. 6,
vendem-se espirtiIhos completos pira se-
ntara, bastees magnelisadas para moles-
tia de estomago, e plidas cores ; luvas de
pellica com enfeites modernos, a 2 000 rs. o
p.ir ; dltss de' dilTeVeotes quaidades pus
senliora e para ho.uciii; sapaios da marro-
wW'ill*,' ".'s!lim b,'"f *";l0,iut a
topanbas; a oulra inultas f.zendas por eoS de mtMa francMe8, do ultimo gosto, a
prego commoilc.
Venda-ie um
nira figura, moca.
Vende-se tima negra de bonita figura
de Idade de 14 15 annos, que oose, engom-
la, Iv do sibo e com prirfciplos de cozi-
nha : na rua da Cadeii-Velha, loja de ferra-
ren, n. 56.
Corram ao barato.
Ni nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de Lomos Amaral & Companhis, se esta
vendendo fazenda flor todo o dinheiro, co-
mo sejam chitas muito finas e do cores fi-
las, a 120, 140,160 e 200 rs. o covido, e a
pega 15,500, 6,800, 6,000 e 7,000 rs.; brim
lo linho mludinho, a 300 rs. o covado ; cas-
lores para caigas, a 200 rs. o covado. A el-
los antes que se tcabem. Os novos admi-
nistradores estilo torrando por todo dinhei-
ro, e estfio resultados acabar com todas as
fazendas para sortir de novo.
Manteletes.
Vende-se, na rua do Crespo, loja de qua-
tro portas, n. 12, manteletes de seds fui tu-
cores, de multo bom gosto e de superior
qualidade, chegtdos ullimamonle de Fran-
g, osquaes se vendem por menos prego do
queeni outra quilquer parte.
Pegas de midipolo com 20 vina, com
algum mofo, a 2,500 rs. e 140 rs vare-
julo, proprio para forro eroupa de relos
i'Moupii limpa a 160 ra. e com ilguma avaria
80 e 120 rs. : na rua larga do Rozario, n.
48, primeiro andar'
raimo pardo fino a 4,000
rs cada nm va o.
a loja da esquina da rua do Crespo, n 3,
vende-se psnno fino pardo e cor de caf,
pelo barato prego de 4,000 rs o covado ;
dito preto e azul, a 3,000 rs. o covado, e de
nutras muilas cores e quaidades, por dimi-
nuto prego.
Ao barato preco de 140
rs. o covado.
Na loja n. 5, de GuimarBes & Henriques,
vendem-se chitas escuras, pelo diminuto
prego de 140 rs. o covado, e de outras mu i
(as quaidades por diminuto prego.
Acaba de chgar
loja da rua do Crespo, n. 6, um
novo sorlimento de fazendas ba-
ratas,
como sejam : cassa-ebitas muito finas, de
cores fisas e com 4 palmos de largura, a
120 rs. o covado ; cortes de ditas a 2,000 e
2,400 rs. ; riscailo d.' linho, a 240rs. o co-
vado; dita de elgod&o americano pira ts-
cravos, a 140 e 160 rs. o covado; dito mons-
tro com 4 palmos, a 200 rs.; zuar'te azul, a
200 rs. o covado; dito furta cores, a 200
rs. ; chitas de cores lixase de bonitos pa-
drees, a 160 e 180 is. O covado; cortes de
Costil o, i 600 rs. ; chiles de tarlalans, i
1,280 rs.; meios ditos, a 320 rs.; coberto-
res dealgoilo, a 640 rs.; alpaca prela de
ronlo e com sele palmo) lie largura, a
1,280 rs. o covado; e oo Iras muilas fazen-
dasemeonta.
Instrumentos
para i
sicas.
Vendem-se instrumentos para msica
militare; bem como pianos e violos mui-
tissinios ricos : na rua da Cruz, n. 10, [casa
de Kalkmann IrmUos.
Cadcfruj de palhiiiha,
e solas para meninas: vendem-se ni rua da
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann IrmSos.
turras de ferro
do muito boa qualidade, e coro segredo pa-
ra as abrir: vendem-sa na rua d Cruz, n.
10, casa de Kslkmsnn IrmSos.
Charutos de llavana,
da superior qualidade : vende-se na rus de
Cruz, d. 10, c.si de Kalkamann Irruios.
Yin lio de Bordea x,
de superior qualidade : vende-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann Irmflos
a rua da Senzilla-Nova, n. 23, con-
f onte a pidaria americana, veode-sa uma
escrava : a tratar com Alaria Heanla.
Vende-se um elegante cscravo, pardo,
de 25 a 30annos, de boa estatura, bem re-
forgado, sem defeito algum e hbil pira to-
do seivigo: preferindo-se piri engenho :
rio Hecife, rui do Trapiche-Novo, n. 18, se-
gundo andar, das 0 lloras da mantilla al s
3 da tarde.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de trro de dife-
rentes modelos : na fabrica de machina e
fund gSo de ferro, na rua do liruln,
os. 6,8 e 10.
Para se acabar.
Vendem-se superiores pannos fino da
mellior qualidade que tem apparecido (pro-
va de lirnflo crde caf, a 4 e 5,000 rs. o
covado; dito azul, a 3,500 e 5,000. rs.; dito
preto, a 5, 6, 6,500, 7, 7,500 e 8,OoO rs.,
quafquer dealas quaidades he a melhoi
possivcl; corles de casemira de cores ami-
to linas, a 4, 5, 5,500, 6 e 6,500 rs.; dito de
nieia casemiasde Illa, de bonitos padiOes,
a 1,600, 2. 3e3,500is. casimira encarna-
la muito lina, a 1,800 rs. o covado; ctti-
i esflrava
hfra
cnsqes, rols rrSo bebe espirito d quali-
dade Iguma, nunca fugio, o que ludo te
afiance deliaixo de palavra, seq prego lie
400,(100 ris livres M rua larga do Kozirio,
o. 48. prime tro andar..
Q.ajr^a'ai^' vasias.
s rua.dq Amorim, ns. 58 e 58, vendem-
se gigo*om este genero, sacces com fu el-
los por barato prego editas com familia de
mandioca osuito superior.
Veiide-se, a din'hiro ou a- prtzo, um
torreja dipesquirt1. com frente para o mar,
no C da t/avessi do Carioca, ni rua d
I'raia ; he. optirao;para um grande armazem,
por ter 80 paluios.de frente e 50 de fundo;
ja temos alicerceitoa e o ca' nfrente
rom eacada de sibavq**/;' tambem se tro-
ca poratguraa casa ou enera rus : a tralai
<-e*n G i inerme Selle, no Aterro-tNi-Boi-
Vsta, a. 10.
- continrs-s vender o bom o acredi-
tado rap Piulo Cordciro, e capsulas de
cpaibimplese com' cbbas, o gomrrla
Kobo': ria ruaavmzfli-iQ?:p.ib,pr-
j ^ 6,500 e 7,(00 rs.; se
'XlW; -b." *o "no. par. colle.e.
aovado
*rb
aodjkr.
setim preto macao mui-
9>v>, 2.. 3,5GC.o v
camisas de nieia muito Unas, a
, ,280 rs. ; alpaca prela fina, a 640, 800 e
1,000 rs. o covado; piinceza prela, a 800 rs. ;
rh les de (Sa Oe superior qualidade, a 1,600
!,500e 3,500 rs. ; cassa de rampgem gran-
le e de vara e largura,' superior fazendn
para cortinados,'a 700 eSOO rs. a vara : to-
las estas fszendas s9o de superior qualidi-
ie a vendem-se por estes pregos para se
cabarem : na rua do Collegio, u. t, loja di
strelli.
la rua IN'ova, n. 6. loja
de M ya Ramos & O,
rendem-se ricas bandejas de todos os ta-
Vnanhos, com guarniefio de fin caiquinhi ;
aitisseiiiguaiiiigOes; gunaldas para noi-
|raa; Ooies branc adas; Uangas de de dillercnles cores a
arguras ; e outras muilas fazendas para
nfriles de senhura~: tudo muilo en. cunta.
-- Veiideai-se duas escravas da Cosa, de
onilas liguras, e uma dclla lem urna cria
le in is de um anuo ; na Trawsm do Veraa,
i. 15, ua.Boa-Vii. .
ros de casca, a 2,000 rs.
--fyfilrV-V'rtU
VinJe-searrw
lquelre ds medid velbi ; srroz pilado,
8,000 rs. dito; saccas com farinha de S.-
Cithirim, do ilqueira e de superior quali-
dade : naruidi Praia, becco do Csrioc,
armazem de Antonio Pinto Soiros.
Quem admirar
venha ver e comprar.
Na rua do Crespo, esquina que
volt a para a cadeia,
veodem-se paqnps prelos, a 3,000, 3,600 e
5,500 r. o covado; dito azul, a 3,000 rs. ;
dito ar de rap, multo superior, a 4,000 rs.;
cortes de cssemira prels, multo boa, i 3,200,
5,000 e 10,000 rs.; ditos de selim de cores
para colletes, 1,600 rs.; ditos de gorgu-
eo, 1,280 rs,; ditos de bnm brinco de
linho para caigas, a 1,600 rs.; ditos da fus-
tfio pira colletei, a 600 rs.; ditos de cissa
para vestidos, de muito bom gosto, a 2,400
e 2,500 rs.; cortes de brim smirello dn pu-
ro linho, s 1,4*0 rs.; cassi prtjti, 110 rs. o
covado ; ditas d cores muito bonitas, i 200
e 280 rs. ; alpaca preta de cordSo, com 7
palmos de largura, a 1,280 r,s. o covado,
sendo ests fazenda muito propria para cai-
gas, snlire-caaifcas e vestidos, por ser muito
forte econmica em rasfio da largura; na-
cido de linho aiulzlnho, i 240 rs. o covi-
pojlengos de seda pan griviti.i 1,280
rs. ; ditos pin algibein, a l.MO rs.; zuar-
teazl de varade largura, a 200 rs. o cova-
Jo; dilo furU cOres, a 200 rs ; riscado
monstro, a 200 rs.; picote muito -encor-
pado. proprio para escravos, a 840 a 180 rs.
o covado ; riscado de algodfio americano,!
140 ra. o covado ; cortes de brisa de lislrss
decores, a 1.000 rs.; ditos com lislra ao
lado, a 1,980 rs. ; ditos escura, a 1,980
rs.; pegas de chitas muito bonMas, a 5,500
rs.; ditas escuras decores Oa pora casa ,
a 160 a 180 rs. o covado ; chales de larlata-
na, a r,280 rs. ; melos dos oscuros, a 820
rs. ; lengos de cassa para grvala, a 390 ra.;
meiaa para meninos, a 100 ra. o par; ditas
muit<> superiores para senliora. a 400 ra.;
Iigos peqnanos de IBa com Irea ponas pa-
ra escravos, a 140 ra.; caasa de sadr* para
vestido a 320 rs. o"Covado ; pecas de cam-
bria lisa com S vsjas e meia, a 8,700 rs;
dita muito fina, Al 790T. vara ch-
leos de sol, de paStnbo com hastes de ba-
lis, omito lions a 2,000 rs.; e outras mui-
las fa/endvs barata que vista do com-
pradores se farto os prec/M;
Charuto.
fia rua da Semalla-Nova, n. 42, vendem-
se charuto* superiores da marca victoria,de
Havana ; ditos primores e regalos, por pre-
go commodo.
Panno c< uro a 1,900 c
l,30i>rs.
Vendem-se corles da cxceMenle fazenda
denominada panno couro, a 1,200 e 1,300
rs. o corle de caigas : esta fazenda he mullo
encorpada, escura ede muita dursgo: na
ruado Collegio, n.'l, loja.'
Vendem-se chitas pardas com llores
encarnadas, cores muito lisas, i 160 rs. o
covado, e em pegas a 5,800 ra.; ditas mo-
tiladas dechuva, a 120 rs. a relalbo : na rua
largado Rozario, li. 48, primeiro'andar.
A 1,000 rs. o corte.
Na loja n. 5, que faz esquina' para a rus
do Collegio, vendem-se cortes com Scova-
dose meia de bro, de llgodSo trangado de
titiras ed.equadros, nelo barato paego de
1,000 19. cada um corle.
Os antif-os riscadosmons-
trts attO rs. o covado
Na loja de Giros raes & Henriques, veh-
dem-se os antigos riscados monstro, de 5
palmos de largura, e de padrfles novos, a
280 rs. o covado; riscados california,de co-
res finas e muilo encorpsdos, e tambem de
cOres escuras, pelo barato prego de 300 rs.
o covado.
A 2,000 rs. o par.
No Aterro-da-lloa-Vista, n. 58, loja de
calcado, vendem-se sapalos de couro de
lustro para senhora, a 2,000 rs. o par ; ditos
para honieni, a 4,500 e 5,000 rs.
A ."5 20 rs.
Vendem-se bonetes pan meninos, i 320
rs. cada um: no Aterro-da-Boa-Visli, n. 58,
luja decalgidu.
Vende-se uro* sobrsdo de um andar,
por 700,000 r. o qual rende 10,000 rs
meosaes : na rua do l'asseio, n. 13, se dir
quem vende.
Vende-ae um molecfio de 20 annos. of-
ficial de alfuiale, sem de fie i tos : o motivo
por que se vende sa dir ao comprador : n
rua do Collegio, n. 3.
Tapioca.
Vende-se farinha de tapioca, por commo-
do prego, para fesar contis : no becco dO
Azeile-do-1'eixe, arniizem, a. 16.
Fazendas biratas.
Noarmazem.de' fazendss, da Riymundo
Carlos l.eile, ua rua do (Jueimado, n. 27, ha
un bello soiliraenlo de faieudas de todas
s qualidaJes, por os prugos mafs comoio--
dos que.sii leem vendido, a saber : pegas de
mdpulo da India, com 24 jardas, mullo
lino, a 3,200 rs.; dito muito lino e encorna-
do, coro 4 palmse meio de largura, muilo
proprio para camisas de escravos por ser de
mulla ilnra^nn < *ftSi i a i aipaca de cur-
dSo, de lindos gosto,, e de diversa* cOres,
proprio para palito, casacas e caiga*, a 800
la. o covado; din preta muilo fina, a 800
r*.; ptimo riscade francez de varias cOn-s,
a880r.o covado) cortes de brim pardo
pira calcas, a 1,400 rs. ; ditos de quidros
anudo*, muito bolillo, a 1,000 rs.; Tlsca-
uo monstro, 210 rs. o covado ; cortes de chi-
ta chineza,,gosto escolbido, a 3,500 rs. ;
llualbada enirangadocom 7 palmos meio
e largura, 800 ra. vara.
--Vende-se uma preta da Costs, de 90 an-
nos, alta, figura bonita, que cozinha o dia-
rio de uma casa e com principios de en-
gominado, para lora desta prag, a qual
agradara a qualquer pessoa que a vir ; uma
dita de nagao, curo muilas habilidades;
ambas 3 fugem e neo bebero : ua rua do
1'angel, n. S8 segundo Snda, se dir qu'om
Rua Nova, n. 34.
Madama Hoss Hardy, modista brasileirs,
icibi de recebar de Frange lindos capoti-
nhos de Al preto para senhora e meninas,
os qnaes vende muito barato.
A 1,000 rs. o corle de
calcas.
Vendem-se brins trancados de
listras ao lado, dos mais moder-
nos padrues, tendo tambem cor
de ganga, a 1,00o rs. o corte de
calcas : na rua do Queiroado, n.
8, lojaconlronte a botica.
r
Casi ment e baile.

venda..
' Vende-se oleo de linhacs, em btijis'e
em libras : no pateo' do TergO, ti. 7, la-
birn.-i.
! Na.rua do Crespo, n. 15, primeiro an-
?ir, vende-se uma preta moga, pronho de
mezes ; um dita ptima cozmliefa :' das 6
a>nrMdmaDbai,rtfA4'is6 dt/ae.
gj Iticos vestidos da. blomle, ultima
a rpodd pe Franga esta linda fazenda
lio d variadas core, como brsncs,
9 crde cravo, lilas, violeta e roas:
A vende se na rua do Crespo, n. 9, loja
s*> de JoSo Antonio Comes GuimarBes,
*M2
Bom e barato.
N* riia do QUeimado, vindo do llqzarin,
segunda loja n. 18, vendem-s lengos de
selim decores para gravita, a 640 e 1,000
rs.; ditos pretqs com slgum mofo, a 500 rs.:
pegas com 26 varis de panno de linho, a
4,400 rs.; e outras muitas Yizendas por
commodo prego.
Jogos de vispora a T,ooo rs.
Na rua Nova, n. 6, leja de Maya
Ramos & Companhia,
vendem-se por este diminuto prego paral
divertimenlo dss noiles de Ssn Jofio e San
Pedro.
- Vende-se a taberna sita na trsvessa do
Vigario, n. 3 : a (ratar na roesma. taberna.
-- Vendem-se .4 moleques, 9 de 14 an-
uos e 9 de 18, boos para todo o servigo que
osqueiram applioar ; 8 prelos ptimos pa-
ra servirem a urna casa, e ganbsrem ns rua;
umi protaque cozinha, engomma o lava
roupa de sabio muito bem : na rua do Col-
legio, n. 21, primeiro andar, e dir quem
rente.
Cbppos de sol.
Yenderfl-s chapeos de sol, de seda preta
com barra lavrad, a 6,000 rs.; ditos furta-
cres, a 11,500'rs.': estes chapeos sao mul-
to bom construidos, muito fortes e de boa
seda : na rua do l'asseio, n. 5, fabrica de
chapeos de sol.
Na rua do Apollo, armazem q. 4,, ven-]
dc-se uro preto de nag, muito boro car
reiro.
-Vendem-s quatro pretos muito bons
ganhadyres de rua e sem vicios; um pardo
muilo bom ofilcial de alfaiate, ptimo para
pagem e sem vicio; tres prolas de uagSo,
muito bossquitaqdeiras, que cozinham.lt-
vam e fazem o mais arranjo de uma casa ;
duas dilss de meia idade, boas para todo o
servigo ; urna dita de nago, que.cose muilo
bem e engomma ; urna parda de 95 anuos,
perfeita eng'ormadeira, costureira, queco-
z'n.ha bem e he muito carinhosa para meni-
nos : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: qa, ra da Cadeia. do'Reoife, n.
51, primeiro andar.
Um piano.
Vende-se um piano de mogno, escellento
para se principiar a aprender, por mdico
prego: na rua do Collegio, n. 21, segundo
andar.
Vende-se' um sobrado d m andar
com bastante terreno para quintal, em
chaos propribs, o rom porto de embarque :
no caesd Alfandega, armazem 5, se'di-
r quem vende.
Vende-se superiur rap l'aulo-Cordei-
ro, tanto em libras como em roeVss ditas:
na rua do Encantamento, armazem n, II,
Vende-se, a dinheiro ou a p.azo com
boas firmas, uma taberna na rua das Cru-
zes, n. 28, com poucos fundos e sem alcai-
des : a Iratar na m'e>ma taberna.
-Vende-se, por precisSo, uma prelado
meia idade, de muito boa figura,'e que he
propria para sitio, por saber vender frucias,
e que sabe lavar de sabo : ua Moa-Vista,
rua da Mangueifa, n. 9.
Vende-se um prela da Costa, de boni-
ta iguia, oiuito ba quitan leira e compra-
deira ; sem vicios uein achaques: o moti-
vo por que se vende se dir ao comprador :
iia rua de Hurlas, n. lio.
Vende-se um cavallo rugo, capado,
bom passeiro, e que tambem esquipa: a
A 640 rs. o covado de al
paca |)ieta fina.
Loja fu 5,
leGuimar8e& Henriques, que faz esquina
para rua do Collegio, vende-se alpaca pre-
ta fina, pelo diminuto prego de 640 rs. o
covado, preco este por que nunca se venden
fazenda igual.
Cheguem ao hoyo
barateiro.
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,.
de Lemos Amaral & Companhis acha-so
um completo sorlimento de fazendas, como
sejam : madapolSo muito fino, a 4,200 rs.;
pecas de chita muito finas e de cores fizas ,
s 6,000 7,400, 8.000 e 8,500 rs. e a 160,
300 e 240 rs. o covado ; corte de brim de
linho e de lindos padroes, pelo diminuto
prego de 1,400 rs. o corte ; ditos de meia
casemira, a 1,600 rs. ; chales de lia, e que
tambem servem para mesa de meio de sa-
la, S 1,800 e 9,200 rs.; cortes de cambra i a
le seds, a 4,800 rs. ; ditos de cassa chita, a
2,000, 2,600 e 2,800 rs. ; lengos de cambria
bordados para senhora, a 500 rs. ; e outras
muilas fazendas quo por baratas deixant de
ar aniiunciadas ; bem como maulas da fi-
l de linho bordadas, a 2.000 rs.
Vendem-se queijos londrinhos de 4 e 5
libras, muito frescos-, na rua ds Cruz, no
Hecife, n. 69, armizcm de Uinoel Francis-
co Martina.
Vendem-se srces.d extiocla com-
panhia dePernamlnicoe Parahiha ha rua
da Cruz, n. 9, escriptorio de Oliveira & Ir-
mSos. ......
A 1,000 rs o corle.
Vende-se superior brim bronco
de linho de listras : na roa do
Crespo, n. i o, loja da viuva
Freilas Guima.iSes.
Manteletes e capotinhos. SJ
Lsjt Na loja do sobrado amarello, nos $
# qualro canlosda rus do Queimndu,
n. 29, vendem-se manteletes e capo-
tinhos de chamalote preto de sed e
S;u mecidos com franja de sed, pe-
o diminuto prego de 20,000 rs.
te** e ># Z
Vende-se uma escrava que cozinha
bem o diario de uma casa, engomma, lava
muito bem de va r ret a a he opiiera qui-
tandeira ; no tem vicio nern" achaque, e
muito fiel : na rua da Cadeia de S.-Anto-
nio, n. 14, segundo sudar, esquina do bec-
co do uvidor.
O Arte de nadar, -O
Oque rde, sustentar um hornero na o-O
Operfice d'jgoa o lempo qtie quizar semO
o meoor esforgo : na rua do Crespo,9
on.1t. O
OOQOCOOOtSOOOOl&OCO
Nao pode ha ver mais barato.
Vende-se superior chocolate, recente-
Bflntechegsdo de Lisboa ; revada inuiu
aova ; cha propiamente de S. P., hyss#n,
perola, aljfar e uchim : ludo por pigo
commodo: no armazem da esquina, de-
fronte do guindaste, de Francisco Da/ Fer-
reira.
-- Vendem-se 12 escravos, scj"0 Ul"
ptimo carreiro de fngenho f 2/olecotcs
de 12 a 18 sntios ; 3<-sersvas defdoo ser-
vigo ; um pardo de 20 anuos s etfrsvas
inogss, entre ella uma de meia/Jde. e que
he boa lavadei.a de vnrrell por 250,000
rs.: na rua Direils, B. 3.
~sc7avosF5:- l'o
I
Leal, na rua Moira, fabrica de caldeiruiro.
Para quem,tem bom
goslo.
Na rua do Queimado, n. 9. exista um no-
vo sorlimento de msnteleles e capotilhos de
seda, norgunlo e chamalote preto e de co-
res, 0 quaes se ven em pelo diminuto pre-
co de vinle e duus mil rs.' ilo-se amostras
com penhoras. > yaawMS
vende-se um.bilhar com^vouco nao e
b.-iii conhe.cido, com tojos o aeus perten-
ces : na rua da Madre-da-Deoa, armazem
ae Vicente rcrrer ua Cosa.
OOOOOOCrOO 90000000
&>
Toalhado de algodfio a de linho. 0
Na loja do sobrado roarello, nos q
quatro cintos d rua do Queimado,
n. 29, vnd-se atoalhado com tres Jr
palnios e meio de largura;a 320 rs. a ~
vara ; dito com 9 ditos, a 1,800 rs.; j
. dMo de pur llntio, cohi 9 pafrnos de O
O largura, u 3,000 rs. a vara; guarda- O
O apos de puro linho e adarJitscsdos, O
O a 10,000 rs. duzll. Q
O 0
OOt&eOOOQGOOOOOOOO
Aviso uoniadaiuisino
por. aitibutaiio
Na'nova loja do P*s*eo-Publieo, n. 12,
Jp Lanos A ara! A Companhia, vende-se
asa muilo lina para vestido de senhora,
do muito lindos padrOes, denominada l'er-
iiambM.caoa, pe.lo baratas!roo prego da 780
rs. s vai.. A ellas, poi a fazenda vos ; bem
como^cnsles de Ha decores escuras, a 800
ris.
O
O
l
-Fugio,do enaenh/Moreno, o esrravo
Falix, criouio, do 25 nnos, neceo do Cor-
po, haixo; lem as | muilo gago ; fugio auno ; consta ler airo encoalrado peHo da
cidade da Vctor**, lambern fugio a eacra-
ra l.uiza.crioula,nieia fula, de 26 anuos,
alta, secta, narircbato, com cicalrlzes de
chicote pelas costes, e do uma queimadura
no buco direi ; fugio no da primelru de
fjunho : quen>os pegar lve-os ao dilo en-
genho, que ser gratificado.
soojrooo.
Fugiran de bordo do brigue
Sent-Par, vindo do Kio-de-Janei-
failar'con.o Sr. iTapbel Joaquim Carheiro^ro, dona escravos, sendo um de
rtome Sabino, de cor parda, esta-
tura regular, de ao anuos pouco
mais ou menos levou calcas e
camisa azties, e bonete encarnado:
o outro de nome huzebio, rriou-
o,de a4 annos poucc mais bu
menos, estatura alia; levou cairas,
camisa bonete atues. Koga-se as
autoridades policiaca e capitaesde
canino, qu o* annrehendau > 1-
yem-nos ruado Trapiche, n. 34
Casa de Novacs & Companhia, que
recomptnsai.
-- No dir22 de junho ausenlou-se um
pardo de nome JBo', que j ptra qui linha
fgido do Itio-Crande d norte, viudo por
ierra com uma carta titulo de vlr a man-
dado do Sr.e upo ser pegado, e agora fa-
'/einlo o mesmo n3o se sabe que.direcgflo
tomou ; lie baixo, 'ins'gro do roslo ; enleii-
de de alfuiale ; he muito ladino, mas um
tanto callado c muilo buinlde; per lenca
fcoSr. Dr. Viclbrde Castro li.uroca, do Hio-
Urandedo norle ; cujo escravo andou qui
n praga procurmido Sor. porni. nunca
achou, enconsequencia de uto sgrsusr
;oin'pradoi algum. Itoga-se as autoridades
es ccayitcs de campo, que os.a.'
.ireli.n.iain e levem-no a seu *enl)or, no
iio-Ccnle do norte, ou so Ilcfeem,, casa
de Joaquim itibeiro Ponte, ra rua da Ca-
deia, n. 54, que recomponsara.
i-
fisn, i"*
m.. 0tiA.-1860


DIARIO

RNAMBUCO
s.^.** (SUPPLEMENTO.
Anno de 1850. N. 144.
rzzr-Ts
m
m
PARTE QFFICIAL.
GVKRNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO MA 28 DE MAIO.
OITicio Aocommandantc d.is armas cien-
tificando-oyde ler S. M. o Imperador, segundo
loi ilniaradoTirt aviso da gatera datado da 4
do corren le, determinado do do segundo balalho de lusileiros, Jos l)o-
mlnguea (Jimio, que r acha na corle, siga pa-
ra a provincia da Uahi.i ser cmpregado no
que mais cohvier ao servico,
Dito. Ao nfimo, para mandar inspeccio-
nar o paiaapo Targinla Jos das Pieves, que te
olierrceujiara servir no exerciio.
Dito. Ao inspector da -thesouraria da fa-
leiida/rcmrlleudo o* eiemplares das olas de
y.,000 ris ds segunda estampa, quo foram
assignadas na, corto em todo o anno pr-
ximo pasudo, reslo das que exista m em
poder do* espediros assignstarios, rece-
bidss no prsenle auno Inlalligenciou-se
ao administrador geral da csixs de amo. li-
M(0o.
Dito.Ao direolor do arsenal de guerra
aiiiorisando-o i despender quanlia de ris
975,000 com a compra de afeite de carra pato
e lie coco, vellas de carnauba, lio de algo-
dlo e pavios, para poder fornecer de luzes
no niez dejunho vindour. as fortalezas,
guardas e quarleis da guarnicSo deata cida-
de.--Communicou-sc ao inspector da paga-
doria milita. -
Dito Ao mesmo, concedendoa autorisa-
cSo que pedio para despender a quanlia ne-
cessaria para a compra de- limas e limalOes
que forem precisas para a ronfiuiac.no dos
traballios das ufficiuss de ferreiro, serra-
Ihelio e espingardeiro do n.esmo arsenal --
Inlelligencluu-sa o inspector da pagadoria
miliiar.
Dito.Ao inspector da thesouraria da U-
zenda provincial para que mande pagar ao
engenheiro dirrelor das obras publicas,
avista do documento que remelle, a quan-
lia de 55,000 ris em que impoi to os con-
certos ffilos na cadeia desta ci.la le. lriti--
rou-se o mesmo engenheiro.
Olio Ao r. Munoel Jos da Silva Neiva,
scienlific-aiido-odo olernqaieado de confor-
midude com o regulamento n. 418 A de 31
"i junho de (845 para servir interinamente
cargU Be auditor de guerra, visto adiar-
se empedido o jurrde direiro, que, nos
termos do decrelo delude agosto de 1833,
tiercia o referido cargo.Intelligenciou-se
o commandanlo das armas e o inspector da
tagadoria militar.
l'oitaria.Momeando supplentes do juiz
municipal e de orphSos do lermo da tla-
islt, ;os ciiladilos seguidles :
1.a Manuel ftibeiro Granja.
2" Anlonio da Silva e fia Ancuan.
3 Joflo Soveriano Liana.
*.' Mauoel Iticardo da 1'aixSo Quina-
uina.
5.* Jos Chrispiniano Rodrigues Colho.
s.' Francisco Saluttiano Granja.
Fizeram-se as convenientes communi-
efles. '
Dita.Nomtano supplentes do juiz mu-
icipal e do urphSos do termo do Ouricury,
s cidadSos abaixo declarados :
!. Pacifico Lopes dp Siqueira.
2.* Joe Severo Granja.
3." Manoel Jos Ferreira Machado.
A. Manoel Flix Monteiro.
5.* Antonio Jos Delmondes.
(i." Jos Corris Jaques.
Expedirm-se as communicasoes do es-
yllo.
DEM DO DA 29.
Ollifio.Ao commandanle das armas para
inandar alistar em um-dos corpos do pri-
neira djiuha o paisano Jos Corbiniano de
(linda, cerlo de que Ihe tcm arbitiado a
tratifracOo de 80,000 ris, da qual llie se-
llo pagos a vista 30,0(0 ris, e o mais em
ircslaces ir.ensaos de 10,000 ris Com-
Inumcou-se ao inspector da pagadoria mi-
tur.
Dito.Ao mesmo, liara que mande ins-
Pcciniiar a Francisco de Assis Monteiro e a
oS Francisco deOliveira, qaese oflerece-
ani para assentar prar;a noexercito.
Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
Bmlcnando que faca descontar por inteiro
liis vencimentos que houver de fornecer no
o rento mez ao quarto bofalhflo de arli-
haria a p a quanlia de 893,190 ris, im-
portancia do fardamenlo obonado pelo a'se-
i>l de guerra a cincoenta e sete pracas que
crtenciam ao primeiro batalhSo da mesma
ma, e tivoram passagem para aquell cor-
o emcamprimenlo ao aviso do ministerio
a guerra datado d II ds dsieisbro do
uno prximo pausado.Inteirou-se o com-
landante das armas.
Dito Ao mesmo, pira ine manda pagar
o palrflo-mr interino do porlu desta ci-
ade, uu a pcssa por elle auloriada, a
uanlja de 16,640 ris, importancia da des-
ca Bim cuui a cuiiuucu iegagem uo
egndo batallio de fuslenos psra bordo
o vapor A foiiiu Intbirou o inspector do
rsenal de marinha.
Dito.Ao engenheiro director das obra
uhlieas para que, de accordo com o direc-
Dito.ao inspector da thesouraria dafa-
zando provincial remetiendo as contas das
despezas feitas com o sustento dos presos
pobres da cadeia do Hio-Formozo atim de
que" mande pagar a Manoel Anlooio Soares
da Silva a quanlia de .130,380 ris em que
importSo as referidas contas Inlelligen-
ciou-sd*o chefl.de polica.
Dito.Ao engenheiro director, das obras
publicas ordenando que mande examinar a
cofcrta da tone do col I sg i o. onde se acha
coflbeado o lelegrapho, e fater os oon-
certos de que ella precisar.Inteirourfe o
administrador do correio
l'ara que o publico faca urna justa
apreciarlo da causa que litiga a admi-
*4rai;ao dps hospitaes dc-tarldadc com os
herdeirosdoExm nyuquez do Ilcifo, para
llaveros bens, que comUituiaui o patrimo-
nio do hospital de S. Joflo de Dcos o do
Paraizo, se publica a instituidlo e testa-
mentos com que fallecerm os institui-
dores, cujas pecas habilitarlo ao mesmo
publfco para conlie".er a Justina e direito
com que tem procedido a referida adminis-
trarlo em desempenho dos deveres a
que est ligada.
Administrarlo geral dos cstaheleci-
mentos de caridado, 17 de junho 1850.
Francisco Jacintho Vertir, presidente.
Antonio Joto Gome$ do Correio, escHvo.--
Jot Pire Ferrtira, thesoureiro. Doutor
Uavignier, vogtl. Joio Pintoe lenwt J-
nior, vogal. r
N. !.
Eteriplura de doaeao e de edlficaeao de um
hospital do mestre de campos Dom Joao de
Soma e sua mulher Dona lijnez llarreto
de Albuqiurque.
Em nome de Dos Amem. Saibam
quantos esta escripturaiwblica de dnaco,
ou como em direito pela sua validado
melhor nome haja, viren, que no auno do
nascnclito de Nosso Senhor Jess Clnisto
de mil seiscuntos o oitenta o quatro, aos
trinta e um das do mez de outubro do
dito anno, nesle engenho de Jurissaca, in-
vncacao SOo JoSo Baptista, onde en tabel-
llo ao diante nomeado vim, o sendo em
pousadas do mestre d campos Dom JoSo
de Souza, (dalgo cavalleiro da casa de Sua
Magestade, e sua mulher D. Igncz Brrelo
d'Albuquerque, moradores e senhorios do
dito engenho, pessoas de miin conbecidas
pelos proprios de quo se trata, e logo
pelo mestre de campos D. JoSo de Souza
o sua mulher D. Ignez llar reto d'Albu-
qur-rqtin foi dito cm minha presenca e das.
testemunhas ao diante no.-neudas e assig
nadas que elles ambosesUvam contrata-
dos de commuin coiisentimento, sem
consti'augjiui'iito do pessoa alguina, antes
de sua-. nvres vontades, e por servico de
Noso Senhor, e obra meritoria e bem dos
pobres enfermos e desamparados em suas
cnfcrmidadi's, do edificarern sua cust
um hospital no Hocife, da banda de Santo
Antonio, as Ierras dejlcs dotadores por
detras das trincheiras, com suas casas e
ollicinas bastantes para nolle se curarem
doze pobres, com soa igreja, capellflo e
enfermeiro, e mais serventes necessarios
e fabrica,* a qual edificacSo e dote estilo
con'ratados de fazer sua cusa e dos
bens que a cada um .perlenccrein ncsle
casal, por morle do primeiro que fallecer
de sua ameladr por nao lerem hrrdeiro al-
gn legitimo ascrndeales era descendentes
que possa licrdar seus bens e declaroelle
dito ineslre de campos que nesla obrigacao
nao entra nella os bens que leu vinculados
ao morgado, que ten Instituido ; e comete
obrlga para esta obra e edifleacao, c dote os
mais beus deste casal, pagas ts dividas, e
encargos d'elle, e dado vuinprimcaio pri-
meiro a todos oa seus legados e disposi oes
do scil testamento e codiciln, e os mala
heos applica, e querque srjampara esta obra
lao pa e nreessaria, e pila dita I). Igncs
Brrelo d'Albuquerque foi dito que ella
ior sua. morle c fallecimenlo appiicava, e
ssia doaco pura e irrevogavel de boje para
sempre de todos os seus bens que lie per-
lenccrein e ella ptssuir ao lempo de seu
fallecinunto, que se acbarem dcptiis de euiu-
pridos os seus legados, deia e disposices
ultimas, para o dito hospital e dote, para
Sue logo se di principio f ditas obras e t-di-
cacoes do dito hospital, com suas ollici-
nas, igreja e mala casas ; disseraui cllea do-
tadores, que logo applicavaiu paradlas, para
se Ihe dar principio logo depols da factura
deata escriplura, qualro mil cruzados em di-
nheiro de contado, e aasias como seis conlos
t drz mil e sesseula ris de dividas que se
devein a este casal de dinbeiro iuipreslado,
inulto dille a j uros, como consta dos crditos
e rscripluras dellas que sSo, a saber :
"Oprov.dur Joao do Kego barros deveoit-
cenlos mil ris de que paga juros.
" O capltao Manoel da Fonseca Reg, oito-
" Paulo Sofrea Cunha, por seu pal Gon-
calo da Silva Velloso, j defunto, cento e
trila e nove mil e duaanios ris.
O capilao Braipoofalvei Moreno, qua-
renta c cinco mil rala. quarenta arrobas
de assucar branco, Mara l.ins, rluva do alfe-,
rea Manoel de Albnquerque, cenlo e vinle mili
oitocenlos e aelerit.i re i
O alfi-res Lucas Pcrelra Pinto, morador too
Rio de San Kranciicp, oiienia e nove mil
e quatrcenlos ris.
"." O cSpitao Kstevio da Veras, de resto de
trras e gado que flie venderam uo Rio Grande,
seiiccntos mil ris.
" Manoel Lopes Ferreira, cein rafl ris
sobre pcnliores desque paga Juros.
" O alfafes Antonio PJref Cardoso, noventa
e quatro arrobas de assucar branco postas
no Reclfc, livres de todos os gastos, e qua-
lorze mil ris em dihjielro.
" Thomaa Quaque, de resto de nma pu-
lida de assucar<]uc Ihe venderam, seiscentos
cincoenta e'quairo mil> torenlos e noventa
ris, e importan! esses debitas qne arpplicam
seis contos e dez mil ris. pouco mais .ou
menos, que com os ditos quatro mil crina-
dos em dlnheiro, fas ludo a sotnmade sete con-
tos seiscentoa e dez mil ris, que logo dae, e
argain, e demitiem de si doa bens deste casal
que possuetn para que, como dito he, se dar
l"gn principio a dita obra, cin vida delles
dotadores ; easslm mais di seram os ditos do-
tadores *le commiim consentimento que
tlnham entre oa mais beus de rail que pos-
suiam urnas inoradas de casas da banda do
Recife e povoacao da Santo Antonio, a saber :
urna de dous sobrados na ra da Cadeia, e
ouiras terreas pela banda de detras, quatro
inoradas de casas lerrcasaovas, que est.io
junio a casa de inorada delles dotadores da
banda de Santo Antonio com remate o
muro dos (Vades capuchos, "e urnas casas no-
vas de sobrados, que eslo entre as ditas casas
de vlvenda delles dotadores, e as de Filippa
de Ficitas, e asslin mais duas moradas de
caaas de sobrado fronteiras aoColleglo, junio
s_ de Manoel Parboza, ou herdelros de Ma-
tlfeus Itebello ,-e declararam que as Ierras em
que esli situadas as casas de sobrado
novas, que sao as que eslao entre as de
Filippa de Freitas, sao de Joao Ferreira Fer-
nandes, com o qual eslao a vendas em com-
pra-las, que %s mais casas eslo fundadas
em Ierras delles dotadores, e que as dio, e
doam na mesma conformidad'- com todas
as auas pertencaa ao dito hospital ; e assim
mais Ihe do e doam as ierras que tem e
Ibes perteuccn pelas suas escripluras sitas
oa banda de Santo Antonio, as quaes hou-
veram por titulo de compra a Joanna Be-
aerra e a seu lilho Fiancisco Alves Camello,
e a Ignacio Ribeiro e sua mulher ; estas Ierras
as Sao e appllcam para o sillo de f.i/er o
hospital e mais officinas, e casarlas para a.
que por servico da Dos " me fazerem merc, queicam ser meuf testa-
mcnlel/os ; fallecendo en nafregueziado Cabo,
mu corfio ser sepultado na igreja do glorio-
ao San-JoaoHaptlsta deste engenho de Jurissaca,
em habito 4e S. Francisco, de quem sou tercei-
roe no da ordem de Cliristo de quem son pro.
fesso e coininendador, e me acompanharao to-
dos os sacerdotes que'se acharen!, e todas as
confrarias da povoacao e da igreja do gloriiso
Saii-GontalD, ecarregarao meu corpo na tumba
das almas de quem sou irmao, esedarao trinia
patacas, e aos pobres que se acharem ao meu
enterro 1hea darao nieus testamentelros urna
pataca de esmola a cada um, e nina veta de
quarta, e dirao todos os sacerdotes inissa de
corpo presente por minha alma, em quaesquer
igrejasque forem desta freguezla, que se lhes
dar urna pataca, c a todos- os sacerdotes que
disserem mlssa na Igreja queme mando sepul-
tar em os oito d:a: priiueirus depo!; o meu
enterro por minha alma se Ibes dar de esmo-
la uina pataca por cada inissa ; e fallecendo eu
no Recife, serei sepultado no meu hospital de
Noisa Senhora do Paraizo, seguiodd-se a mes-
ma fdrma cima apuntada, e no dia to meu
f illccimeiito tomaran meustestamenteiroauma
bulla de defuntos, e darfio por ella duas pata-
" Peclarque as disposices dos testamen-
tos de meu pal e mil, eslao todas satisfeilas
com sentenca de desobriga das contas dellas,
e s tima deiio de quarenta mil ris, que dei-
xou minha nii a una (llha de Jos* Pereira,
pago anda nao est sallsfeito por lera condl-
caodesedar quando casar-se, e como a dita
nao casou, a nao del, e se dar a todo lempo
que casar.
" Ao glorioso San-Miguel, padroclro da fre-'
guezia "de Ipojnca, se darao quarenta mil ris.
A canfrarla do Snlissinra Sacramento
dcsla freguezia, cincoenta mil rc!s.
eiio um rol com'este testa ment, _junto
ssignado efelto J-pela minha mao; meu? UU
tamenteiros darao cumprimento o que uellr
ordeno.
Declaro que todas as dividas que se acha
eu dever se satisfarn, inda quando algumr
nao ettejam por papel, indo com juramer
do; i-redores se lhes paguem sendo pesr
verdadeiras,e ao; livros.de asseotos mere*
porto. Rm nuanlo as pessoas que me scrvciu
esttro prtaflB vc'dade.
I'- H i-..' rlsnprir nieus legados ait cautns
pa aqu deefirjaW' llar expediente ao mais
3ue nesle tcstaiiento ordeno, e )o rol cima
ito, torno v-fiedlr aos ineus lesjamenteiroi
declarado para. rendimenlo do dito hospi-
tal, e demitam todo o direito, dominio e se-
nborio r posse que tem em ludo cima decasas
Ierras, e ludo punhan e davam cedlaoe
Iraspacavam no dito hospital : e declararam
ellca dotadores que dcstes sete contos. seis-
ceios e des mil ris cima declarados se
far a dita obra de casas, ollicinas igreja, e
ludo
i
em
es
vao aqu declaradas, porm que as ditas casas
as do logo ao dito hospital para sen ren-
dimenlo ; e declararam riles dotadores que
esta doaeao de bens aqu nomeados a fa-
ziam, pura e irrevogavel deslc dia para lodo
sempre, e validosa cutre vivos e cousas pias,
c prometiera elles coladores nao Irem
cas de esmola applicada por minha tencao, e| atrs deca, jos por crvif,oja^laosfTaeiihor,
dentro de olio das se me far oa mesma Igreja e por me ffil**rem meSWdjrtelrain Jpei.-- ;
em que fr sepultado un oiiicio de nove lices, meus tMtJsJfftfrVos abTho no- principio deste,
rezado de todos os clrigos que se acharem, t meu (estamento eco, ajuaes, e a cada inn
se lhes pagar aquillo que fr de razio, e se me "i soliduih dol todo o poder- e direito que pos-
far o ofBclo da obrigacao da matriz, e mens so e fr rii cesarlo para de ineus de bens toina-
teslainenleiros mandarao dlzer por minlia al- rem c vr-n.urem, como oecessarjo fr para
ma duas misas com brevidade na igreja do meu enterramiento, e cumprimento de mcus 1c-
hospital do Recife, eem todos os conventos do gados, e paga de minhs dividas, e por quan-
Recife, para que nao haja demora e serem di- t*> esta he a minha ultima vontade, do modo
tas, e dar-se-na de esmola por cada uina urna, Que tenho dlioy pataca. Francisco de Sob>a, este por mim fiie,se e es-
Declaro que fui casado com D. Mara de crvesse. Hoje dia r. ^ r.u( /upn, rio qual i
Vlanna, do qual matrimonio nao tire til los, e assignei.U. Jiu de iooia.
fui este casaniento felto por arras, todas as ve-, Declaro que nao tenho lierd*rt< algu
zea que >e separasse o inatrimonio e como a Declaro mais, que de tudo que se- *tj_
d ita pedio separacaodrlle, como assim foi deter- em minha casa de prais, ouro c .'lobeirc
minado, e se ihedeuquinte mil cruzados das mais movis delle tomarao entrega nieus te
suasarrasque Ihe tocaram, de que est satisfei- tamenteiros, como tambein dos escravos e ga=
te, e n|o tem jasem colisa alguuia mais da mi- dos, que se acharem nesta fazenda, e por as-
nha fazenda, e por ser fallecida jquandoquel- slm ser necessario mandei escrever mais esta .
ra alguin herdeiro seu haver alguina cous de declarar ao no mesmo dia al tupra.
minha fazenda, ineua lestamenteiros defende- appaovici.
" Saibam quantos este instrumento da ap-
prova^ao de testamento virem, e ultima von-
tade, que sendo no anno do nascimentn de Nos-
So Senhor Jess Coristo de mil selecenlos e
quarenta e oito annos, aos vinte seis dia* do
mez de agosto do dito anno, sendo em Jurissa-
ca, freguezia do Cabo,, termo da villa do Reci-
fe, capitana de Pernambuco em casa de mo-
rada de D Joao de Souza. onde eu escrivao
ao diante nomeado fui viudo, e sendo ah achei
- -:
rao com os documento que para isso tenho.
a Declaro que sou filho legitimo de D. Fran-
cisco de Souza, e de D. Urcula de Lacerda
" Declaru que os ineus lestamenteiros en-
tregarao aos nihns de D. Joo de Souza, go-
rernador que foi desta capltania, morador em
Lisboa, este engenho de Jurissaca com qua-
renta escravos, os quacs noineio, que sao os
sepililes :
Domingos, Goncaln, Salvador, Manoel
.
crioulo, Cosme. Christovao. Antonio angola, va,en(c de f fm ,eu r,.ilo ,llilo ,.
Fel.s esua mulher Lourenra, Manoel angola, do 0 plrece'rde lnim escrivao, e logo da aua
Gona o purgador. Fellppe e sua inullier cha- |n5o me fo dado le 5,u ,e,u,nen-
arda, Paulo Reginaldo, liiouiia, Theodora,
Man.cl Mandarra, Goncalo crioulo, Sebastlao
raiiiiinhegiie, l.uit vermelho, Alt'ouso, Jos
carreiru, Francisca crioul i, Pedro crioulo,
F.ugenio crioulo, Andrcarda. Clemente criou-
lo ; assim mais quarenta bois mancos, e lodos
genho, e se
I consta ser
l f '-HU IH-.i" iuti.*< ^.^-w- ------.
os cobres que se acharem no en
l'iliarem alguna se arefarao, pol
approv
testamento por estar llinpo, sem borrao, nena
enlrelinha alguma.sem vicio, com uina deela-
r ic.iu feila pelo mrsjno testador depois da as-
signaiura eacripU pelo mesmo licenciado
Francisco de Souza, e que por este derrogaou-
iro qualquer testamento ou codicilo que haja
l'i-ilo e so quer que este tenba vigor, feila a
execueau e aaslm o requer a todas as justicas
tadas, com a obrli;a95o das missas que dizein
por me requerer qi
na, voniadc lh'o approvo.
e bei por approva-
os capellaes. que sempre se tem dito como at ( d0j por ittil0t ntio Ao ,neu officio wu
tares, D. Juo de Sonsa.-- Joo ds Faria.
o c accao que para o dito elTelto Ihe que est.i no Itecife no hospital,,e a sua mulher. tlaKt de Albuqnerqus Francisco de Albuquer-
stir, e para, que obrlgavo suas pessoas e l). Antonia deuo oitenta mi) res. | ,a90tt t>,r s movis e de raiz, havidus e por haver, ; Declaro que urna mulata por nome>><>-, |>,nu Unrboia.
ir.dolyceu desta cidade proceda com us-
encia aos concertos e obras de que precisa
cass, rm que se acha aquelle- eslaheleci-
i'iito.Nesle sentido olliciou-se ao diroc-
r do mesmo lyceu.
Portara.--iN'omeando subdelegado do pri-
(iro dist rielo da freguezia dos Afogados
Severino Henrique de Castro Pinioiitel
ummunicou-se ao chefe de policio,
DEM DO DIA 31.
Olllcio.Ao commandanle das armas para
rular absentar pracs no segundo balalhao
caeadores a Targiao Jos das Navas, a
em arbitrou a grtHcaeflo de 100,OO .,
ndo 30,000 ri pngps a visla.e o reato
m presiazjOea mensaes de 10,000 rs.--ln-
kirou-e o inspector da pagadoria militar
I Dito.Ao mpeclor da thesouraria de
kaenda scienlifiondo-o de ler concedido ao
promotor publico da comarca da Ba-Visia
us tnezes de licenga com ordenado para
ir tratar de sua sade nesta cidade.

" mu un
" O dito capltao, de reato de um crdito,
aesacuta e sete mil e quiubeulos e setenta
ris.
a" O capilao Antonio Leitao, cento c cin-
coenta e qualro mil selecenlos e viniereis
de que paga Juros.
o capilao Ignacio de Barros, srlsceoios
noventa e oito mil ris de que paga juros,
" I) Ignez de Almeida Pimenlel. treseotos
e cincoenta e quatro mil oitocentos e qua-
renta ris de que paga juros.
" D. Igiii-z. deve mais tresentos e noventa
cinco mil srijcenlus e sesseula ris de que
lem crdito de seu filho Jos Goinea -de
Mello.
" O capilao mor Jos de S d'Albuquer-
que duzeiilos e quarenta e aete mil sele-
cenlos e'quarenta rla por formal de par-
tilbas do casal de Garapu, Untados ao aeu
engenho novo.
" O dilo capilao mor deve, mais cinco-
cota c sete arrobaa de assucar branca postas
o Recife.
O capilao mor F.stevbo Paes brrelo, se-
tenta e um mil e quiibeutos ris, que paasou
crdito* Chrisiovo budrigues, seu oalieiro.
capll.o Antonio Paes .Brrelo, qualro
ceios e viulc e sete mil quibentos e sesseula
ris.
Antonio de Barros quarenta e tres mil
denlo e dec ris.
o presente. obrieado.sendo preaentes por testemunhas o
Declaro que leriho Wto doaeao da adinl- lo.,r Joio dc Faria, Manoel de Albu-
oistracao do hospital de Nussa Senhora do u Frauci,co dc Albuquerque, Manoel
Paraizo da villa do Recife, para se 'ir nella tnl Ja de Souia rf VPrf odo,,|,adre Lu,, D|_
..., confiarla de provedorc mais irm-os. podendo ..u (liirbota, que lodos asslgnaram com o tes-
nunca em lempo algum contra esta doaeao : fai-lo por me parecer ser para mais servico tadorj e ttl a.D0nio Pereira Tavarea, escrivao
emparle oemem todo em juizo. por si nem dc Dos. da vintena da freguezia do Cabo, o escrevi e
por outra Inlerposla pessoa, e que violo com Declaro que delzo ao meu compadre o ,sjguei dcineu igual raso aeguinle :Km f
alguma duvida nao qiieriain ser ouvidos, an- sargento uicjr Joao de rarla, cem mil res, e ir,teiuunho de verdade.^a/onio Pereira Ta-
les desde l-igo deniiltlao de si todo o di- ludo o mais que estiver meu dentro da casa em
rcito
assis
ben ..
e melhor parados delle, renunciando o juiz naada a dcixo forra e Ihe dcixo urna crloull-| Declaro que dentro deste testamento se
de seu foro, lela, e lllierdades.lurrasger.es nlrsTpor nome Rarbara. que a servir ein sua acha uin ro| feiloe aig0ado pela mesma mao
e especiaes, que dc nada queriao usar se vida, e por sua morle ncara lorra. do l|jto ,e,udori e rtaer a mesma justica Ibe
nao ter e maoler esla doaco assim e da Deuo forro um mulato por nome relts-1, intelro cumprimento em tudo, assim como
maneira que nella se conten, e que ae para berto ,. ao testamento se dar, cu sobredito escrivao.
a dita validade desla doaeao c fundac.lo deste Deixo forro um cabra por nome /ose Lilas, i escrevi e alalgnei.__Antonio Persi
hospital era neceasarlo e de direito algumas c oulro por nome Leandro, um crioulo por no-1 ,, Testamento do coronel P. Jo
declaraccs, ou clausulas expressas e deca- me Jos velbo, um negro por nome F
radat, que a sua tencao delles dotadores he co, e outio Aodr. e ou"
que esta escriplura seja em tudo valida -e quemcsrrveal de porls
de como assim o disacram, outorgavaiu e negras duas chamadas Garca c Cusma.
acceitavam mandaram faier esla escriplura) Dcixo i meu compadre Antonio da Costa
nesta nota em que assignaram, e pelo N0gueira cero mil ris. "
dito mestre de campos estar trmulo das maos Dcixo a minha alilbada Urcula Coelho
e multo luchado dellaa n;io pode assignar, 'clccornla mil ris
e rogou'a seu alferes Domingos dc Lima que | < Deixo a Cae lana Ferreira quarenta mil
por elle asslgnasse, sendo trsteinuirhaa pre-'ris.
trntea o reverendo padre Goncalo Ramos de i Deixo a uiinha comadre Antonia Uarbalha
Abreu, Manoel Lopes Trarira, Gunfalo bar- quarenta uilTjfcis.
, que todos assignaram ; e eu Jos Coj- Deixo a nlnlia comadre Francisca dc Sou-
za, mulher de Ignacio Rodrigues Carreiro, oi-
tenta mil ris.
" Deixo a meu.compadre Francisco Mendes,
ou aeus herdelros, noventa mil ris.
" Deixo a lodos os ineus Ciliados machos e
femeas, filhos de meu primo o isrestre de cam-
po Joao Marlotio FalcSo, oitenta mil ris a ca-
da um.
' Deixo a minha prima 1). Mana, mulher do
dito, duzentos mil ris.
" Deixo um croullnho Antonio, filho da
necrr* !-.'U a um meu afllh'*". !*! **
boza, que todos assignaram ; e eu Jos Car-
duzo Moreno, tabelllfio o escrevi; e asslguo,
a rogo do senhor mestre de campo, Domingos
de Lima.O. Iqnei Brrelo de Albuquerque
0 padre Coara/o fiamos de Abren,tlanotl Lo-
pes Ttixeira. Gonctlo Barbosa.
N. 2.
fttaiitr do ((lirnoslo roas que falleceu D. lodo
ds Sonta.
Em nome da Sanlisslma Trindade, Padre,
Filho e F.spirito Sanio, tres pessoas distinclas ,
C UIU o (TOS <<>
Saibam quantos esle inslriimento virem,
como noanno do nascimrnlu de Nosso Senhor
Jess Christo de mil selecenlos equarenta e o|.
to annos, aoa vinte seis dias do mes de agosto
do dito anno. F.standq,cu D, Joao de Souza, en
meu perfeito Juizo e entendiinenio que ftosso
Seuhur me deu, c teniendo-me da morle, e por
nio saber o dia, emque Dcos Nosso Senhor se-
r servido levar-me para si, faco este testa-
ment na forma seguinte :
Priineiramente eiicoinmcndo a minha al-
ma a Santiasima Trindade que a cieou, e a
meu Senhor Jess Christo peco a quelra re-
erber quando desteTiuindo partir rm asna san-
ta gloria, e rogo Virgen Santiasima ini de
Deoa interceda a Dees Nosso Senhor, que me
salve, easslm peco ao aojo 'da minha guarda,
e a San-Joao, que he o santo do mru nome, e
aos mais santos de quem sou devote, que inter-
cedan por mim a t'eos Nosso Senhor. Protes-
to de viver ema santa Meathnllca, e creio tudo'
o que tem, e er a santa inaJre igreja dc Roma,
e nesta f espero salvar a minha alma, nao por
ineus iiierrcimrnies, mas pelo da santissima
Plllto do unignito Filho de Dos.
Rogo ao revfremlo padre Denlo de
Souza t.oelho, regente do hospital do Recife,
cao capilao Silvestre Alvares Barbota, e ao
capillo Manoel Ribeiro Maio, meu compadre,
e ao ajudante Manoel de barros, procurador
do hospital, e ao pr. Jos Correa de S,
Pereira Tavares
ao de Souza,
egro por nome rran?"-1 cosido com cinco pontos de linha branca, do-
oulro Luis, todos ardos, brart lacradocomcB de Iacar Tf r_
ra acuna, e assim mais me|ho por banda, approvado por mim eacrivao
entregue em mao do testador aos vinle esels
das do mez de agosto de mil selecenlos equa-
renta e oito. O escrivao Jitlonio Pereira I'm-a-
m. a
iESTl 1.
" Aos trinta das do mez de dezembru de
mil selecenlos quarenta nove annos, me foi
entregue este testamento do defunto coronel
D. Joao de Souza, morador nesta freguezia,
cozido e lacrado : euo abr, de que fiz este ter-
mo : povoacao de Santo Antonio do Cabo dia,
era ul safra. O vlgarlo. Joi Mentes da Silva, >
BOL.
" Este rol satisfaga o que mando .-
" A Nosaa Senhora JoO'em Ipojuca na sua
Igreja, uina cora de prala, e cem mil res, e
una novena, para o que ae dari o que se de-
terminar para a satsfacao- da dila novena.
" A Nosia Senhora dos Prazeres se d una
corda de p.ata.
;.',.. Gcuuora oe inaiaretb, urna coro*
de prata, e uina novena, e dar o que se deter-
minar para satsfacao da dila novena.
11 A Nossa Senhora do Lvranienlu, urna co-
ra de prata, nesla fregueaa.
" A San-Goncalo se facamqualro novenas,
por minha teuco, e urna mais por tencao de
meu pal, que se dari a esmola para satsfacao
das novenaa a qual se determina*.
" A Quintiliano deSouta, trinta arrobas da
assucar branco, este tal foi para as Minas, nun-
ca tve noticias d'ende verdaderamente asals-
tla, escrevendu-lhe varias vexes nao tlve res-
posla para Ibe satisfaxer, tem sin lio do Reci-
fe, ferreiro. queae chaina Aulonio de Suuia.
' Aoa herdeiroa de Goncalo Barbosa se da-
r vinte cinco mil rla, por me llrrar de um
escrpulo isto tudo se salisfaca como mes-
mo meu lealamenlo, e por uilin assignado.
D. Jado ds Sonsa
" E uao se conlinha mais, o-
N. 3.
Trilaassalo de D. / JJarrslo de Jlouquerqm.
a Em asoma da Sanlisslma Trindade Padre,
Filbo. Espirito Saato, tres divinas pessoas c
um s Dos verdadeiro.
a Saibam quantos este instrumento virem
como do anno do nascimenso d Kaaso Seas
Jesu* Christo de mil seis ceios aoveata c tete
annos, eu D. Ignez Brrelo de Albuquerque,
estando cm meu BCffeiU Julio que Nosso S#-
Isargriilo-mr Pedro Marinho Falco.
" Declaro que satisfeilas todas as minbas
divdase legado*, e condicoes que deixo, ins-
tiiuopor meu herdeiro universal ao meu hos-
pllal do Recife, dc quem sou padroeiro, invo-
cacao de Nossa Senhora do Paraizo e San-Joo
dc Dcos, aTqual mru hospital deixo o meu en-
genho do Trapich, sito na fiegiiesia de Ipo-
juca. e assim mais duas fazendas de criar gados
vacuos e cava llores, no serto do Caiiri, cha-
madas bonito e Seriema, e a morada dc caaas
que posauo no Recife, c maia urna sorle de
Ierras de meia legoa em Casjabuss, e um pes-
queiro de rede na praia da Paiva com quinben-
las bra^aade trra para o ser lao da Barra da
Jangada ateo Tapuama, quede ludo ha ti-
tulo.
" Declaro que do rendimenlo destas fazen-
das *c rae pora logo urna inissa quolidiana por
minha alia, a qual deixoe insliluo.e deixo Ins-
tituida rm dito hospital, e o regente do hospi-
tal dir, ou capello menor, e tendo algum
deeics impedimento a dir outro qualquer
sacerdote, para que nunca ae deixei de dl-
cr todos os dias, para o que ae darao cem
mil ris lodos os annos aquem as dissrr.
" Mais se mandaifo dixrr todos os anno
urna eapella de miasaspela alma de miatsa uiii
mala se mandar dlzer por lempo Oe sesseula
anuos uina mlssa cantada em dia do glorioso
San-Joc Baptista, no dito hospital,
j MUTILADO
'
I LE 6 V EL


" -""-

*?
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",
\

Bhor me dru, coya perfelu laude, temndo.
me da mortej* desojando por mlnlta alma n-
camlnhoda alvacao. por nao saber o que Deo.'
Son Senhor de mim quor faier, e quandi
ser servido levar-me para ai, faco este tes-
tamento na forma seguate: -
Primeramente, enconunendo minha alma a
Saniiisima Trlndade, que aerean, e rogo n<
Padre Eterno, pela marte e paixlo de seu
unignito Filbo, a quelra reerber, como rece-
beu a sua, estando para morrer na arvore d
Vera Cruz ; e a meu Senhor Jess Quisto peco
por lilas divinas chagasqueja qae nesu vld>
me fez merc dar seu precioso sangue em nie-
rccinientos de seua trabalhoaf, me faca tambein
merec na vida que espera os dar o premio
dellas, qae he a gloria ; e peco e rogo glo-
riosa Virgein Nossa Senhora Mal de Deol, e a
todos os santos da corte celestial, parlicular-
meTitrao aojo da minha guarda, e gloriosa
Santa Ignex, Santa do mru nome, e ao beraaven-
turado patriarcha Sau Joo de Dos, a qiiem
tenho devocao, queiram por mim inte roedor, e
rogar a met Senhor Jess Cbriito agora e
quando minha alma dratc corpo sabir, por que
como verdadelra rhrisia protesto df virer r
morrer em a santa le catholica, ecreiooqur
tem, er e enslna a santa madre igrrja de
Jloma.e nesta f.< espero salvar minhaalm., siio
por meus mereciinrntos, mas pelos da Sants-
ima pal jo do unignito Fllho de Dos; e rogo
a nii'ti sobrinho Di m Francisco de Souia, e a
ineu primo Fstevao Paes Brrelo, eao Alteres
Domingos de Lima, e ao capit.no Domingos de
S Cava|canle, e ao Revm. padre Concalo Ra-
mos, ou a outro qualquer Sacerdote que ihe
succeder na regencia do Hospital, e ao Dr.
Balthaiarde Faria Miranda, por srrvico de Nos-
so Senhor, e para me fazerem merec tiiieiram
aoceitar serem meus testainenteiros. Mru cor-
o ser sepultado em a igrrja do hospital dr
ossa Senhora do Paraso, de que son paVroci-
ra, era o carneiro que J est fabricado na
capel la unir delta, e Irel amurtalhaq* ein o ha-
bito da religitto de Nossa Senhora 0,"Monle do
Carino, pelo qual delso de rsmola viole mil
res, e desta casa para.o Recife me acompanha-
rao a Revm. vjgarln, coadjuctor, e mals sa-
cerdotes desta freguezla, the a igrrja de Nossa
Senhora da Penha de Franca, d'ondc se prin-
cipiar o meu enterro, e me aronipanharo
todos os clrigos que hourer esc acbarem no
Becife e cidade, e outros ahi cnnoranles com
todas as confrarlas e irinandsdes que houver,
e os reverendos capitulares e a cominunidade
dos religiosos de Nos" Senhora do Carino, e a
los se dar rimla que parecer aos meus
lawmcnros, altcndendo aos que vio desta
guezia, e ser meu corpo levado para a e-*
Mura na tumba da contraria dos soldados, por
raque serve ua igrrja do hospital, ou na que
parecer aos meus testamenteiros. Mando me
acompanhem sepultura todos os pobres, que
de qnalquer parte se acbarem em occasio do
meu enterro, e a rada um daro de esmola
urna vela de meia libra, e dous cruzados en
dinbeiro, e aos pobres desta freguezia que s<
acharem ao lempo de meu fallecimento se Ihe
dar a mesina esmola. Mando que todos os
sacerdotes que houver nesia freguezia e na d
Rerife. e na da cidde e em todos os conventos
do Recife e cidado me digan niissa de corpo pre
sonto ;_e se nao poderes ser ditas no tal dia,
se cirio no dia do meu entcrramenlo, ou n
dia seguinte. dando-se de esmola por cada
urna miisa urna pataca. Mando se dlfMn por
minha alma as missas da rainha D. Calharina,
e as das (hagas, e as deSSo Gregorio, as quars
intssas de Sao Gregorio m'as dir o capellio re-
gente do hospital.
' Mando se me dlgam por mlnlia alma duas
mil missas, das quaes repartir o meus testa-
menteiros cora Revm. vigario desta fregurzia
e coro os maissacerdotes della qumhenias, e as
mil o quinhentas distribulrio pelos conventos
4o Recife c cidade, e pelos inesmos sacerdotes
que lhes parecer, em culo numero entrarn o
religiosos do convento de Ipojuca, eparaqui
sejam ditas sem inlerpolaciode lempo se dan
de esmola de cada urna dote vinlens, eos sa-
cerdotes seculares do Reeifr serao obrlgados
a i-las dizer lodo o eltavario depois do nieta cisco, do qual o faco administrador e por sua
enterramentn na igrrja do hospital, anude nir
mando sepultar, rom um responso sobre minha
sepultura, e os sacerdotes moradores dentro da
povoacio desla fregurzia a irio diser no altar
priviliglado da irmandade das almas, de que
sou irinaa, os dias rm que houver priviligiado.
e as quepoderrm diser, e do sobredilo numero
de dual mil missas, ntandaiao meus testa
inriitrros dizer urna rapella a Santa Ignes, e
outra Senhora do Paraf;o, e oulra a Sao Joan
de Dos, e urna Paix.o de Chrislo, e oulra ao
Santlssimo Sacramento, e duas .16 almas, o urna
pelas almas de meus escravoidefuntos, e tam-
bein todas as missas ditas en o oitavario en-
trarlo em sobredilo numero das duas mil,
no lim do dito oitavario se me far na dita
igrrja do hospital um offlclo geral, dando-se
rtra nelle de meia libra a toda a prssoa qur
assislir, assim reelesiaslicos como seculares ; o
otilro-sim, mando que dentro de quinze dias
drpois de meu entrrramento se roe faca o of-
lirio da obrigacao da parrochia de cantoxao, a
que atsistirao todos os sacerdotes desta fre-
guezia, os quaes dlrao inissa no dito dia por
minha alma e de urna, e outra cousa se daro
a cada um de esmola des tundes, e ao Revm.
vigario seis ir.il rs.
" Mando se d de esmola aos religiosos dr
Soasa Senhora da i'enha, por recolberrm o meu
corpo em sua igrrja, urna caixa de assucar
braneo com Irinla arrobas.
" Declaro que sou natural desta fregurzia,
filhade Filippe Paes Brrelo, e de sua mullir
D. Brltes de Alhuiiucrqur, e que ful cauda
com dispensario do sumjno pontfice com inri
primo IIiiiii Joio de Souza. do qual inatrimonir
nos nao ficou herdeiro, ncm o tenho toreado,
assim ascendentes, nem descendenles.
Declaro que por fallecimento do dito meu
los. ou o que para elles faltaste por terein ja
rrerbido nina dolas, so me faltn para Ihe
prefaser a quantla de rrsto de mil cruzados,
como constar das escrlptuias.e dita'' fllhas
d v dita Mara Nune.i tenho satisfeito, c a mis-
ta quotidiana, camo consta da escrlptura.
1 Mando que justifleando algumas pesieas1
juizo que eu lhes devo, ou mostrando ca-
reza de debito, que eu deva, se Ihe pague.
" Declaro que o partido em que de presente
est Mannel Dias, eo pedaco que foi de Antonio
de Castro da estrada p.ra parle do rio llomu-
(ingu deixo com obrlgajlo de se moer neste
meu engenho c parlir-se de quinto o.assucar
orno uso de propriedade, com obrigacao de
indar bem chela de- caimas toda a trra qur
fr capaz de a dar, ao caplto Domingos de S
Cavbanle, com suas perlencoei de pistos r
logradores, como hoje o esta possuindn o dito
Manorl Dias, para que o logre, e seus filhos
herdeiros.
" Declaro que na mesma forma, e com as
nesmas obrlgacea, delso q partido que fo
de Antonio de Castro do Oltefrn e Carangue-
Jeiro a meu afilhado Antonio, fijho,de Marcos
de Lima, de propriedade com suas larguezas
de pastos c logradores, na conformidade que
hoje o possue o lavrador que nelle est, para
que o dito meu alunado o logre, e seus herdei-
ros.
" Declaro que ua mesma forma, c com as
inesmas obrigaces deixo de propriedade
partido em que boje esl Joao Pinto, que foi
do Vorim, as mrsmas larguezas de pastos
logradores, na coinfurmidade que hoje o pos-
sue o lavrador que urle esta, a meu alilbado
Joao, filbo de Manoel Gonsalves'.
" Declaro que na mesma forma, e com as
mentas obrigaces deixo de propriedade
partido em que hoje esl Domingos Gomes,
coro sua largueza e pastos, c logradores, na
conformidade que hoje o.pmsue o lavrador qur
nelle ella, a Luis Paes, ineu afilhado, a quem
eriel nesta casa, para que o logre e seus ber-
delros.
Declaro que o parlido que *oi de Francls
ro I onsseiro, tenho feito escriptura delle poi
un tabelliao, a Manoel Gonsalves Lima, que
Ih'o onlei.
Declaro que os ditos partidos que delso
de propriedade serao obrigados as pessoas que
nelies succederen a traze-ios sempre chelos do,
canoas, limpos, e cercados, e beneficiados,
sao podero plantar roca em ierra de canna,
os que nao trouxerem beii orangeados os
vendero, ou arrendarlo a pesaos
gain bem grangeados.
Declaro "ue loda a prala tarrada, que pos-
suo, e os conloes de ouro, e todas as alfalas de
minha casa determino repartir em minha vida,
ou drixar memoria por mim. frita r asslgnada,
em que declare as pessoas a quero faco por le-
gado delxa do referida, o que se entrgala na
forma que eu dispozer na dita memoria, corno
tambem se dar comprlinento a ella; se deixa
ilgiuii escravos libertos, ou consignados a al-
gutnas pessois, como tambem se em dita me
mora deixar algumas esmolas, e ludo o qur
constar da dita minha memoiia por mim fefta
e asslgnada se dar cumprimcnlo como se nes
te meu testamento estlvesse ludo declarado,
por ser vonlade minha.
Declaro te ao tempo de mru fallecimento
se nao hourer feito a trasladaco de ossos de,
do riecife, e pudendo se consiga ireili junto
com o meu corpo, peco a roen leitamentetros
ixecucao e cumprimento de ininhas mandas
e legados, por quanto esta he auiinha ultima
vontade.
" Bel pr acabada esta ccdnla.de meu tes-
tamento, a qual eu de minha lettra faco e
lllenio com ineu, nomo quero'que se cumpra
que nelle ordeto da moda e mnelas* que
elle ir conten. pelo motn que fr mais em
favor de minha ultima vontade'fce sima rogo
dasjuttlca de el-rei NossoSeohor assim ecclcsi-
asilc.*j como secularet. a faca o 'executar, boje
ilia e era atrs declarada. ,
" Declaro que os regentes do hospital serio
obrigados ter eapellao naste engenho de S
Frauolsco, e lera a Igrcja comando nreessa-
rlo. D. Igntt tormo de Albuquerque.
" C0D1CIL0.
" Em nome da Santissima Trlndade, Padre.
Filbo Fspirito Santo, tres pessoas e um s
D,fos verdadeiro,
-aibo qtiantos este imtrumento vlrein
r uio noanuo do nascimenlo de Nosso Senhor
Jrzus Chrislo de mil setecentos e nove, nos
vinte tres dias do mei de junbo, eu D. lunes.
nrrelo de Albuquerque, estando em mru
perfeito juizo e enleridiiuento que Dos Nussb
Senhor me deu, doente em u*ma cama, te-
endo-Bic da morte, e desojando por minha
alma no eamlnho da salvacao por nao saber
u que Nusso Senhar de mim quer fazer.'e
quando ser servido de me levar para ti, taco
rtte codlcllo na furnia seguinte: >
Prlineiraiuente, encominendo mjnba alma
Saniissima Trlndade que a creou, e rogo
so Padre Eterno pela morte e paixao de seu
nlgenllo Filho a queira receber, como rece-
ru a sua estando para morrer na arvore da
Vera Crui, e a meu Senhor Jess Chrislo peco
por anas divinas chagas que j que nesta
vida me fet nicrc de dar seu precioso aan-
eue em inereciment de seus trabalbos, me
Tac* tambem Diere! na vida que esperamos
dar o premio delles que he a gloria, e.peco
e rgo- gloriosa Virgein Mara Nossa Senho-
ra Mal de Dos, e a lodos os santos da crt
celestial, particularmente ao meo, anjo d*
cuartla e a Santa gnea ea SSo Francisco, e Slo
Goncalo, a quem tenho devocio, queiram par iM Seos Guarde os confirmar, por seren
ni I ni interceder c rogar a meu Senhor Jess
Chrislo, agora, e quando rainha lina dea-
te corpo sabir, por que como verdadeira cluis
taa protesto de vlver, e morrer em santa fi
catholica, e crer o que tem e er a santa madre
igreja de Roma, c nesta fe espero de salvar
minha alma, nao por meus merecimentos,
as pelos da santissima paixao do unignito
Filho de Dos.
Declaro qoe tenho meu testamento feito
e approvado prlo tabelliao Francisco da Costa
Cordelro, e drnlro dclle un rolde minha le-
tra, de legados c delxas. a urna e outra coa-
ta mando dein meus testamenteiros cuin/irl-
rncnln.
Declaro que Francisco de Souzs, nosso
pardo, r casado, morador nesta minha falen-
cia, be Albo de un escrara, que foi desle
meu casal, o qual Ihe forro e livrepor razdes
iue havia para Uso, e por esta razio ae nao
cz meiico delle naa parttlhas, que fiz
bens de'meu marido ; c a una crloula
possuo por nome gueda a deixo forra e liber-
ta ; e assim mais a uina crloula que possuo fio1
nome Pascoella a corto em qiiarcnta mil ris,
coBvesttentes ao dito hospital, e ao servico de
DetH, e cura dos pobres, e me sobreviresta
enfWrtnidade qae tenho, causa de o nao poder
assignar, concedo ao dito meu sobrinho igual
mente commigo administrador para que os
possa assignar por ambos, para o que Ihe
concedo lodos os meus poderes em direito
necessarlos. Hoje da e era cima assigno
^ a rogo da testadora^/). lam Barrito ii AHu-
querqut. a
" sol K) Liemos
/ Delxa por legado a uieu sobrinho Dom
Francisco de Souia/uui relicario dechrlstal.
'* Deixo por legado a meu sobrinho Dom
Joao de Souza, um prato grande lavrado, c
dourado.
' Deixo por togada a meu sobrinho Anto-
nio, fllho de Filippe Paes, utn cordo mlodo
com seis vo|tas, e um prato grande lavrado
de montarla, e um lalher com aviauenlo ;
e um contador pequeo dourado, e um paano
da l pequeo, e as cadeiras, e tamborrtcs.
" Deixo por legado a meu sobrinho r
afilbado Fernando Rodrigues, m cordo groa-
so com duas voltas e duas facas de cabo de
meu marido e filho para a Igreja do hospital kue dndoos a meus testamenteiros iqueforra, parta, e um contador, e um bufete prclo, e
e (he psssaro carta de allorrla.
" Declaro que algumas orpbias, e pobres
o consigan! assim, por ser minha vonlade que proinetti algumas esmolas, as quaes estlves-
se faca a dita trasladaco. Mm casadas,cnnslando-lhri Ih'as nao tenho d<-
Decl.-iro que os partidos que drizo de o anda a algumas dellas se lhes satisfar,
propriedade s pessoas atrs nomeadas se en Declaro que tenho no Becife em ser as
tendein depois de acabaren! os anuos os lavra-
dorrs que ao lempo de meu fallecimento cu
estivrrem possuiudo. >
Declaro qur as moedas de ouro que a-
tras deixo nomeadas e dutenlos mil rs. em
inoeda d pi.ua deixo para meu enterro.
Declaro que deixo por legado duzentos
mil rs. todos os anuos a ineu sobrinho Kilipp
Paes BarreloJtei quaes poder tirar do rendi
ment do meu engenho arinvocaco Sao Fian
inorie se ir continuando os seus herdeiros,
e na falta Ihe succeder o prente mais cliegs
do, aos quars se daio os ditos duremos mil
rs, e ser qualquer delles obrigado a dar con-
tal na ouvidoria geral de Prrnainbuco, con-
forme os captulos que tenho feito do meu hos
pltal do Recife, c nao dando as dilas con
tas em forma todos os annos, passar logo n
dita admiiilslraco do dito engenho ao iiniur.
diato trente, e assim no man que se segu
rein
Declaro que fiz urna doacao de enm-
mum consenlimento cora meu marido D. Joo
de Souza, em que deixava lodos os Itens que
ficassein por minha moi te ao ineu hospita
lo Recife, depois de pagas as dividas e le-
gados quero que a elle se d inteiro cum-
primento, ajuttando-se em ludo com esta
minha ultima vonlade. sf>
Declaro que disponho de mens bens em
a forma seguinte : que o dito hospital roe inan-
lar dizer na mesma igreja nina* inissa quo-
lidianna por inhiba alma, e daquellas pesso
as por qui'iiieu desde agota applico.e cseo di-
to hospital todos os annos perpetuamente li-
ma orpha cada auno rm da de Nossa Se-
nhora do Paraiza, que he orago_do hospital ;
una e outra cuusa cin quanto Pernambuco
durar ; tenlia o dito hospital lempre a a-
lampada da capella mor accea com a-
zeite doce ; dita orpha que se calar cada
anno se Ihe daro sessenla mil rs. em di
nheiro de contado, como tambera socorrero
pobres successivamente em qnanto o mundo
durar.
Declaro qur, havendo filhasa, c netas dr
nulheres que eu criasse, ou jasaste cin mi-
nha casa e forero pobres, simia que trnham
pal, preflraro estas sorphas'; e dar dito
marido me locan este engrnho dos Algoduaes hospital cumprimento e taiisfacao s ririxat
de invocacio Sao Francisco, com todas suas deste i
trras,partidos, maltas e logradoures, na tur-
ma em qoe o eslou pessuido, como todos i
meus bem que por minha morte te achare
de escravos, cobres, assim ot que tervrm no
engenho como os qae tem de fora, bois, e ca-
valgadurat, e gados vaccuui, ouro, conloes, e
moedt, e prata lavrada.
neu testamento ; enterro, inissa e dil-
uid" na forma que lenho declarado,
Declara que o ouro que lenho era inoeda Inteiro cumprimento o dito hospital, u noineio
Insltftio or meu imtwMSI horrl^trn^ ^
este engenho com os cobres necessarlos para
lio ttenla e duas de tres oitavas e meta cada
u;-, c c*m imvcm ctfsieinanat cada tuno
coirt tresoltavase meia e dezoilo graos r Ir/.,
moeda cada urna de Irrze oilavat e meia ede-
zoito graos, e umastortuRui za comdrz oitavas
" Decltro que teMko rm pecas he um cordo ros nomes conslao do
grosso com Ireae oncas, e oulro cordo miudo
com aria oocas e tuna oitava, e as pecas de pra-
la seguinte. Urna baria de mas com duas
libra e meia, Um lalher com cinco libras
quatro nnfas. um puearo r salva com duas li-
bra e duas oncas. dous pratos grande* de cozi-
nlia, cada um com vinte olio oncas, irinla pra-
tos ordinarios cada um com una libra,ora pra-
to grande um lavrada e dourado com tres
libras e unas, um prata grande larradu de
montara c nt cris libras, um Jarro com uina
libra e dez oncas dous copos cun pires com
libra e meia, duas tigrllax desangrar cora meia
libra
" Declaro quecasei minha lobrioha D. Joan-
na Brrelo, com o capllao Domingos de >Ca-
valeanti, a quem dotrl, o que conta de urna
obrigacao minha que o dito tem ao qual lenho
felio alguna pagamentos, e vnu fazendo, quan-
do ae acbe devrr-Msa alguina cousa por rueu
fallec melo te lite pagar.
' Declaro que eu entrel a pottnir rite en-
genho com oa gravames da mandar asseniar
ama mlssa pala alma de ten pr I metro pottuWor
Miguel Paos Barrete, e aasim mais dar por sua
deixasfilhu de Mafia Nunei tret mil cruza-
calxas de assucar que constar da conta do al-
teres Domingos de Lima, e o dicto te pagar
no rendimrnto dellas ; do qua constar de aua
conta Ihe son ru devedora. '
" Deixo minha alilhada Ignes, lilba de
meu sobrinho Domingo! de .v, niela duzla
de pratos pequeos, c um grande e una
baca, e um Jarro, ludo de prata e uuia
jola d diamantes, e uus brincos grandes de
perolas e doze rollas de prrolas rom uina pe-
ra t um inasso de cordo de pescoco, de ou-
e tre paret de bolet pequeos, e uina
vernica, e untbotoea grandes que seu pai
Ihe deu, ludo referido de Ouro, e cinco escra-
vos, a saber, Roza mulata, Antonia, Ignrz, r
duas Magdalena, e assim mals urna muala
que ha pouco comprel para ella por nome
I.uiza, da qual te pagara a quem a coitiprei
orrstoque della devo ; e assim mals deixo
din .niiilia alilhada D. Ignet mil cruzados em
dinbeiro, que Ihe entregarn meas tcstamru-
teiros.
" Deixo D- Maila, filha de mru sobri-
nho Domingos de S, uniat cabirolt de ou-
ro, e duzento* mil rs. e utn*' escrava das*
desle casal.
" Delso D. llrilrs, irmaa das sobreditas.
filha de ineu sobrinho Domingos de >,
duzentos mil rt. e dual escravas, Lucrecia
e Calharincla.
Deixo por legado irina dai sobreditas.
D. Calharina, dous escravos a saber, David e
Luciano, e, niela duiia de vaccas.
Deixp tambero por legado ao irmo das
obreditaa, Matheos, dous escravos, Caeano e
Domingos, sen liuiio.
Deixo a minha sol.rlnlia D. Joanna, mu-
Iher do dito Domingos de S, a ineiade das
aifaiat de cata, e outra ametade a minha so
brinha Antonio Paes, inulher do alferes Ma-
noel Goncalves Lima.
" Delso ao meu alilbado Joto, filho de meu
compadr Manoel l'.oncalvet, dom negros dos
que snhrj-in e dols pllros.
" Deixo a Ignrz, filha do dito Manoel Gon-
calves Lima, por legado, mil cruaados. e una
eolia, e uina alcatifa, que Ihe mandei vir dr
Lisboa, e um negrinha por nome Josefa.
O' Deixo Irmaa da sobi edita por noar Ro-
za, mil cruzado!, que se Ihea daro quaod,
casar.
Deixo s Irmat dai sobreditas, Damin*
Joanna. a cada urna teitenta arrobas dr
carao lamben, dar cumprimento memoria assucar braneo, que se daro quando- casa-
que ueste lenho aclarado, a qual hei de fater
de minha letra e slgnal.
" Declaro que depois de tatlifeltat minhas
dividas, deltas, dispoticrs e legados que do
dito rol que cima digo constar, a que dar
moer, at quart prcas de cobre deixo declara-
da! em o rol doa legados, e assim mais irinta
e qualro pecas entre machos e femeas, qur
artjt nomes conslio do dito rol, com Irinla
bois. e quarrnla bestt, o i|lie ludo constar
do rol que cima digo, e sempre |rbr adminU
trador meu sobrinho Filippe Pac brrelo.
Declaro que o administrador que tuecc-
der, qur- bardeiro, quer prente, ba de ser
huineiu capaz de governar engenho, e nao
neoinos, porque quero que a farenda dos po
bret v em augmajito.
" Declaro que o eapellao mor ter obriga-
do a visitar o engenho duat vetea cada anno,
oeapellao menor Irea vrzetpara que* fazenda
v em augmento e nao baja dirainuclo nenhu'
Para cumprir meus legado* aqui decla-
rado! e dar espedirme ao mal que nette meu
testamento ordeno, turno a pedir a mea so-
brinho D. Francisco de Souza, e meu primo
Fstevao Paes brrelo, eao alferes Domingos dr
Lima eao reverendo padre Goncalo Ramos, e
aoopitao Hoiningosde Cavalcante, qne por
servlfo de Deo Nono Senhor, e por me fze-
rem merc, queiram acceltar seren mrus
testarrMmtelros, como no principio dett>
mea lettaiiienlo pe'co, aos quaei, e a cada
nm in tnliHum dou todo o poder que em di-
reito posto t fr necetiario, para prein em
rein.
Deixo ao alferet Manoel Goocalve* Lima,
pai dai sobreditas. dous escravos qoe se Ihe
entregario, dos que sobrarem da conta do
engenho
Declaro que em meu testamento deixava
\m .lino csievao rae* a delxa e um cor-
dio de ouro e pelo dito ler fallccldose dar o
dito cordo a los' sen neto, filbo de iveu to-
brinho Fernando Rodrigue! de Ctstro, que
Deo haja.
" Declaro que a fabrica de escravos, e Indo
inaii que deiio aggregadoi a ene engenho,
fallando algum escravo ou alguma couia que
en deixo em meu testamento te Ihe prrfara.
Declaro qur o que roe vier de Lisboa dr
rffeitot que tenho mandada a lento da Silva
Marlnho, deiao a raetade a minha aniada e
tobrlnha D. Ignrz, e a oulra nuietauTe a sua
irmaa D. Maria.
Declaro que as dnat lilliat de Mtnoel Gon-
calves, Joanna, e Rota, te dar insis a cada
una <|uarenla arrobat de attarar na frm_
d< deixa a cima, e irmaa dai ditas por nome
Mtrgarida se Ihe dar* cent arrobas de a'ssu-
brasteo, na mesma forma, e se succeder morrer
alguma antes de tomar talad* se dar a deixa
ten psi:
" Deixo < l.uiz Paei de mal* do que Ihe
deixo em meu testamento, dous negros, e seis
novllhat, e um cirro, a dout ponos, e duas
bestas.
" Declaro que delio Mara de Aicvedo,
seis novilhas.
Declaro que deixo a Delcbior Crrela,!
dous pllros e qualro novilhos, e sei as>(i-1
Decltro que delxa Mara, filb* de Ma- j
noel Gomei, quarenta arrobat de asiucar
hranco.
*' Declaro que se alguma das deixtt desle
meu codleilo etlivcr polla ein meu tritainen-
to nao lera vigor mais que uina vex %a.
" l'eelaro que deixo forra e liberta Mi-
rla: cabrita, pelot bont servicoi que me tem
feito.
" Decltro por legado a I). Anna, engeita-
da em minha csa, olteata mil rli,
" Declaro que uina mulata por nome Fran-
cisca a deixo fo*a, e livre de todo o ctpll-
veiro,
" Decltro que delio Joanna, filha natu-
ral de meu sobrinho Domingot de S, cen
init ris, para ajuda do seu dote.
" Declaro que deixo b Isabel, filha de
Francitco da Souza, cincoenta mil rcit para
ajuda de teu dote.
" Declaro qua lodat estas deixat cima
declaradas deixa*todas por legados.
" Declaro que deixo a Dainianna, filha de
Domingos de Souza, cincoenta anil real quan-
do le casar, c islo por legado.
" Declaro qeu o que constar que en devo
se pagar..
" refo e rogo a meut teitamentelroi que
em meu teilainento o declaro dein compri-
men to a tudo que ordeno neste ineu codlei-
lo ; e peco e rogo sjusiicas de Sut Mages-
tade iiiandein guardar e cumprir. assim como
ordeno, por s*r assim minha ultima vonta
de, e ped ao padr* Jos Lopes Lima, que
ene codicllo me eterv***,^ que por mim
o attiffnane por eu eaiar mm as sniol tr-
mulas, e uo o poder fater, feilo netla minha
caa e engenho doi Algodoaes, boje dia c
era cima, estando presentes teitemunliat,
que lambein atilgnaraui o Alferga-Domingos
de Lima, o Lica^btno^er i Ido do Templo.
Relchioa CorreuRPfbnoel Rodrigues Lima,
Domingos Pe eir, Manuel Diniz, Manoel Das
de Souza; e assim mait declaro que tou
Padrocira, e administradora do hospital de
Nossa Senhora do Panizo do Recife, e ineu
sobrinho Dom Francisco de Souza, igualareaie,
e tenho leito cinco captulos de prenles
peiteucentei ao dito hospital, "por S. M.
' abult ; Joo Congo, e sua mulher Lutla
eriou Maillgiiel carplna, su inulhar Lucre-
cl4;TaxsK"csipna, e sua mulher lxbel ;
-onga ; Hnoel Irinta, e la mulber Luiia ;
Garca, Tambor, e sua mulher Violante ; Joo
novo r sua rouaner Sntana ; Joo Vleme o
Ul innlger Magdanclla ; Pedro Battguella ,
e sua mulher ararla; Manorl crloulo, bar-
bel ro ; Domingos crloulo; Roque crloulo ;
Cosme crloulariMaooel Angico Sebatlio mu-
tambo ; Francisco foine; Mathlas; Gonzalo Car-
valh ; Jos Angola ; -Sltno tarabanda ; Slino
mudo ; Matbeot langa, Maihrot crloulo ; Gar-
ca comprido ; Garca-barriga.
" Coeral que eixu ao mru hoipilal. "
" Qualro Uxal, urna que terve de aquenlar
agua para deqrradas, atrala mal que torvo- do
biela, que fasem tell laxas, e duas caldeiras, c
dous paroes de mellado, un grande e um *
pequeim, e um grande de caldo, e utn peqne-
de-puchar caldo, que fazem quatro paroes.
11 Cobres miados. "
' Duas patsadeitas, duas escuiiiadeiras gran-
dos.duas pequea*, urna passdei, uina repar-
tidera, e uuf remlnhor de cncorporar, e um
cubo, e un forro de envat. no engenho dous
cunos, uina alabanct. nina marreta, uina roda,
e lima p, dual terral racaes, e duas de
naos, e os mals ferro* miudo* W carplna, e
dous .ambiques de cobfe. Irinta Ubis, e qua-
renta bostas, como consta do meu testamenta.
" Declaro que ao lempo, que faca este rol
de legados, sobej* das mlnhai deixas e lega-
do* duat iildeirat, e'iiin parol, e dou* aros
de laxas, e quize baraat,de ferro, e cinco pe-
cai entre grande* e pequeas, e urna duzia
de pratos pequeos, c dous >ratot grandes
e um de cozinha, c oulro de uiela cuznha,
tudo te venda para meu enterrorda* moedas
t|e gura que nomelo rm ineu testamento, e as
ate prala, que par minha morte se aeharein
Ac tudo para ineu enterro, e peco a niu*
lestamrnteiros, meu sobrinho Dom Francisco
d Souia, e a meu primo Eilevo Paet llirrrto,
e ao alferes Domlugui de Lima, e o caplto
Homingos de r Cavalcanll, e ao Reverendo
padre Goncalo llamos, ou a oulro qualquer
sacerdote na rrgeucla do hospital,eao Doutor
Dalthaxar de Faria Miranda, dem coniprliiienio
a ludo que neste ineu rol, que da rainha letra
o faco, se Ihe d inteiro coinprlmenlo, epor
dim ser a minha ultima vontade.
" Declaro que os pratos que deixo para o
meu enterro se vendam, sao de prala ; e as
cabra* e ovelhai que te acbarem, nma parte
para o hospital, e a outra para a misericordia,
e o que se achar de despejos, laucas e roupa
Acapara minha sobrioha D. Joanna, e sua li-
lba rl. Ignez, minha alilhada, deixo por legado
Laiirrnco crioulo e seu inio Caetaoo, David
crloulo, e tudo o maitque se tobar eiu ininhi
casa Ihe deixo.
Hoje, doui de feverelro de mil seltrentote
noventa e sete. O- lgn Joa.
E mais se nao conlluba, de.
urna escrivaninha.
Deixo por legado a meu primo Estevio
Paes, mola duzla d praloi de prala pequeos,
doui copot e um plrei.
" Deixo por legaHo a minha lobrlnha D.
Ignrz, filha de meu sobrinho Joao Par*, meia
dusia de pratos de prala pequeos, e um
grande de meia cozinha, e quatro garlos r
duaa tigrllas de sangrar.
Deixo por legado minha irina D. Driles
de Albuquerque, Angrla crloula, e ciucoenra
arrobas de assucar braneo para a sua mua-
la Ixabel quando lomar estado.
" Deiso por legado a minha sobrlnha D.
Joanna, mulher do capitn uominaa* de S,
uina baria de nios de prata, e ain prato
graod* de prata de cozinha. e roela duzia de
pratos peque us, e gueda crioula, e Jacin-
tha crioula, e o bofrte e contador inarclx la-
do coiji seu bofetnho debaiio. c o ineu ora-
torio, e urna fratqueita do chriro, e uina dai
caixai materos que le" srlmrnn, e um grtl
grande, e o* tenho de mru solvios.
" Delta por logado a Joao, meu afilhado
fllho de Manoel Goncalves, Pedro sua mulh-r
Florencia, eseu IImi Francisco, e quinte vaccas
paridcirai; e a sua uii Antonia Pac, deixo por
legado a Joiepba crioula, a nina duzia de pra-
tos pequeos de estanto, e dous pratos gran-
des, e um Jarro e baca tudo de estanto,
e um bahu grande, e um' gral pequeo
de pedia, e una frasqueira, e nm colimo,
uina eolia, e o* lencoes de meu uso ; e a tua
irmaa Ignez, deixo por logado, Pascoella co-
riboca, e uia pucaro e salva de prata.
" Deixo por logado a rngeitada Anna, Do-
mingos grande, e Perpetua crioula, e cera
arrobat de |ssucar bisoco, e pefo a minha
sobrioha D. Joanna, a lenha em sua casa
se uao Ihe apparecer pal.
" Doiio por legado a Luis Paes, meu afi-
lhado, Euzrbio crioulo e Manoel barriga, e
leit bolt manco!, e meia duiia de vaccas, e
e uta poliro e um carro.
" Deixo por logado ao alferes Domingos dr
Lima, Antonio crloulo.
" Deiso por legarla a redro, filbo de Ma-
nad Carino. Vicente crloulo.
" Deixo por legado a filha de Goncalo
Barbota, a mal Velha, cincoenta arrobas de'
auucar braneo.
" Deixo por legado a Angela, minha alilha-
da, filha de Antonio de i'arrelrot, Joio An-
gico.
- Deixa par legado a Rota, minha alilha-
da, filha de Antonio Pereira. Joo Losada.
"Deixo por legado a Nazarla, minha alilha-
da, filha de llallhatar Correa, Luiz novo.
Dehto por legado a Roa, minha nida-
da, filha de Domingos Goncalvet Izabeli-
oaa.
Deixo por argado a Mara, Riba da Lata
Carvalho. Pequea.
" Deixo por legado a Naiaria. minha alilha-
da, filha filha d Antonio Couceiro, Leandro
criaulo.
ueixo por legado a Concalo, mru afilha-
do, fllho de Pedro da t'tinha, Baitio.
Deixo por legado a Joio, meu afilhado,
filho d 'frime Pinto, Jaquim.
Deixo por legado a Domingo* Coins',
mulher de Domingos Jomo, seis vaccas com
suas crias, e dous novilhos, e uro cobertor,
e s mioha ropa, e a tua Alba Antonia, deixo
por legado incenla arrobts de asiucar bran-
eo quando tomar etlado.
rlto par logado a' Rnelanna, Riba de
Joo'Vielra, liento crioulo.
" Deixo por legado a Marltona, filha de
Goncalo Soaret, cincoenta arrobat de alin-
ear braneo quando lomar citado.
" Deixo por legado a Britct, Alba de .Itabo)
Caiiiinba, cincuenta arrobas de aisucar brin-
co, quando tomar estado.
" Drixo por Jogado a Maria, filha de Mt-
noel Nobte, cincuenta arrobat de assucar
braneo quando tomar eslado.
' Deixo por Irgadu a Antonia, filha dr
Francisco Nobre, cincoenta arrobat de ajsu
car braneo quando lomar citado
Defxo a igrrja do Cabo, um pouco de lo
grande para o Satinsimo.
Deixo por legado, MichaeUt mulata, farra.
Deixo por legado, Francisca mulata, forra.'
Deixo por legado, Coima crloula, forra.
Deixo por legado Maitha coziobeira, torra.
Estratos que deixo ao aten hospital.
Filippe; Filippe crloulo, e illa inulb'e
Correspondencia.
.ATTEIVgO!
O Sr. Dr. Francisco Joaquim Go-
mes Hibeiro pbysica *> moraT-
mente relratado.
Senhores Itcdaclores. = Se he permelti lo
a quom se v6 obrigado a residir, onde
pessoas de sua familia Ihe fazetn perse-
guictio demorle, olhar atiento e com hor-
ror para estes Infames'; se, naluralmenic,
dove fiear ileranle quom, depois de ve*
o estado infeliz de orphiios boro herdadosfe
ehulhados da sua fortuna pelos seus mesmob
prenles, observa que estes, ainda sedeutosj
doalhein, csforQo-se para tntnlieiu o ani-
quilar com a intriga, o dest'arte fazer do
wus filhos oulras victimas miseraveis;
finalmente se, em collisiio tal, he abso-
lutamente indispensavel um pai de fami-
lia despertar do perigo imminente, preve-
nir ao publico e ao govorno. de todas es-
las alivosias e manejps com que o pre-
tendem estrangular; declaro solemne o
altamente que estou no meu direito, eslou
em defensa natural.-
He a respeitti fio Sr. Dr, Francisco Joa-
fluitn Gomes Ribelro e de seu sogro o Sr.
Antonio Jos de liedeiros Hitancourt que
vou discorrer, e mostrar que ponto te
chegado a execravel moral dcstes dous
malvados, dous monslros do perfidia a
crueldsde.
Assim me devo exprimir, Srs. Redac-
tores, contra um.irmlo que aprovoitan-
do-se do cmprrgo, teco a minha ruina.
Kilo mo nBo tributa as ennsideraedes do
um lindo, o mesmo devo platicar com
elle, devo o desmascarar, declarar peran-
le o respeilavel publico os actos do seu
ignobil carcter, e oflo tolera-lo maneira
do cordeiro que pacientemente entrega o
pesclo e recebe o gprle da parca horren-
da sem dar um gemido.
Ein todas es crises polticas apreseiujei- (
me em campo a favor do Sr. Francisco
Joaquim e do Sr. llantas, j por meio da
imprensa, e j arrestando tantas difllcul-
dades a bem dos seus interesses pblicos.
Em (odas as eleicOes cabalei e dei-lhei
volacSo, sempre em oppoaifSo aos seus
iiiimigos quo Ihe fazio guerra do morte.
E qual tem sido o resultado deludo ialo
Eslou intrigado, e elles estilo colocados
no poder minha cuita e cusa de nutras
victimas da sua iugraUdflo. At boje nao
lhes lenho sido nezado, d'clles tima s ve< I
-ainda no fiz medignuiros para poder obte,
do governo esta ou aquella grarja. Entre-
tanto que o Sr. Francisco Joaquim, aulo-
tnalo do Sr. Dantas (1), Irata-me em qual-
quer parle por monstro e malvado; ten
sullicitado os meus adversarios polticos
CCm". |.iC, por Causa u oiiea iiieanius,
acho me intrigado, lhes lem dado empre-
es e aso para me perseguirem!
Corrompeu com promessas engaadoras
"duas anloiidades, o Sr. Lourenco Acciols
Wanderley Cnnavarro e o Sr. Galdino Au-
gusto da Nativiiiado Silva,. insuHlou-tK
contra mim para que o prfmciro com o pro-
motor publico denunciasse a Tarada dada
em Joilo da Silva alamard, e este ullimo
como juiz de direilo interino, tlsso im-
pulso ao processo e n minha pristi, pan
entilo poder elle, como cliefe de polica'
mandar conduzir-me preso para Macei
reduzir-me surte do Lima lloclla,'
I O Sr.'Galdino esperancQso do s r remo-
vido para o lugar do Sr. Dr. Uuarque, em
Porto-'Calvo, e o Sr. Canavarro esperan-
coso do obter o lugar de juiz manicipil
para a Anadia enlregaram-se pylla-xi-
.qiiinha, forao liis aos mandatos do Sr.
sco Joaquim e metieran] mflos i su*
obra de iniqnidade !

I) Ufano da acceluco como depuudo, '
principalmente como Iruiio de um senador,
que na corle santifica o em prestnca da Sr
mliiltro da Juslica, encobriudo-lhe o* defclloi
e inalveriacdi'i; iuiagiua-ie habilitado Jftrt
mentir, enredar elevar tudo devaitacu.
A


vrrr:.u;
. .. ... !.'
-!-
J'
-^
*"r
Informados do carte confessas em aue
se v oSr. Francisco Joaquim ser um dos
cumplires n'aquclla facad*, illaquearain,
procuraran) desvio o outro pretexto pelo
qual podossem executnr a desenliada em-
preza, e finalmente valc.nm-se de um
ardil!
Desde lempo immcmorav*i,,Sr9. Redac-
tores, quo a cadeia d'osta cidade he cons-
tantemente defendida por urna guarda, a
qual intempestivamente foi retirada por
ordem ( espalhou-sef este boato) vinda de
lacei, onodia immediato apparecco um
principio de arrombamonto" sem que os
presos fug ssem Trmoa escandalosa dos
Srs Canavarro e Caldino!
Foi isto em lempo do eleicfio, pelo que
eslava o promotor inhibido do denunciar,
e llie foi proveitotp por isso que elle preoi-
sava de [empopara cspalharsubtilinenteque
en liavia concorrido para o arrombamenlo
da cadeia. Que cnusa mais fcil quo arrai
g*r tima imputaeflo falsa? A autoridade
provaricada que quer basear a persegui-
clo do um homcm sobre urna voz publica
cuchica adrMe urna mentira que vagando
do boca en boca faz-se genrica, porque
todos sem exemina-la a publican! com urna
cega conllanea; eis o que J[ez o Sr. Oana-
varro na qualidado dq promotor.
Pastada a elcieflo q promotor deo a
denuncia contra mim ; sauendo que as tet-
temunhas haviflm dito em prese nc, a de pes-
soas fidedignas que cstavam sobornada,
para em juizo depoiem sobre um facto
quo ellas iguoravam, suprimi aquella
primeira denuncia edirigi asegunda com
novas testemunhas!
Todava este enredo n;1o encontrn apoio,
porque instaurado o proeesso, avista da
segunda denuncia, iiuiiliutna prova abso-
lutamente houve contra mim, e tanto as-
sim que o Sr. Andr da Silva Lento, juiz
que figurn no proeesso, julgou-o impro-
cedente, i: como os presos da referida ca-
deia nflo prodigalisassem tos Srs. Cana-
varro o Caldino os votos da sua cabala,
mo quizessem produzir em juizo urna
calumnia contra mim, foram mettidos em
ferros F.nlo, perdida a acert, o promo-
tor e o juiz de direito interino communi-
carain ao Sr. Francisco Joaqun) o mau
xito do proeesso e o projecto do novo
estratagema que i3o tentar para de una
vez levarem aeffeito sua rccoinmendac,5o.
Wo mesmo dh o promotor, cuja caaa ho
anlipoda da minha, apresenlou-so com
um bacnmarle em
*
tempo tem hayido para o Sr. Francisco
Joaquim reconliecer seus erro, cobrir-se
de vergonha e abiter-se do scu genio desor-
doiro o porigoso.
Quando o Sr. Francisco Joaquim fallar
rio nonic do Sr. I.ima Rocha, compunja-se
de dor o arrepemlimenlo; lembre-sc que
esto atribulado homem o seu rwSo o ir.
Jos Gomes da UochB, outr'ora sempre
respeitados e bemqulslos no municipio da
Atalaia, adquiri inimigos depois quo, por
urna infelicidado e mu agouro, se apa-
rentaram com-oSr. Francisco Joaquim e
so constituiram seus correligionarios na
r iissassinado em [ <* Uonina o cadver, e no outro da appareceu. Lelte, vlctiinai mas e de seu cruel sogro.
resistencia? Serl desenterrado e comido pelos porcoi! uto ave- Compele finalmente es.c dlrelto de linha-
preso em Macci, havendo no PeneJo urna]Marta, inandou occullamcnte enterrar no alto
cadeia? Ser para en se
caminho a pretexto de .....
nara jinerrear-ina a dizer-mc te oueres',a*SP ct"ne. 'luc. sabenda de duas pessoas
para-aperrear-me e iiizer^mc. se "^"idesarlTctas, que se aborrecen, manda alta
a tua liberddea seguranoa da toa exis- noe ,,el;r porta de urna dellaa n.n bor-
lencia.entrega-me cssas cartas? (,|i ,.nuDg.ienUdo, e excremento para alear
Quando n Sr. Francisco Joaquim tratar a diacordia .' tSo aveaada ao crime, que por
a meu respeilo falle sem hvpocrlsia," e nflojvezes trntou desmanchar ca.'amenio* Justos de
oceulto os motivos porque V. S. promovcli"* Irmas. calumnlando-at brbaramente!
minha perdieflo : decate francamente l3 aveaada ao crltn*. que, vendo pejada a
J,sie-Ihc-bebc, minha finia,
ha. nao dez alus, e nem
daquelle a..asalno.' a infelii
i moca, victimas de pas malvados, abortou um
conloa de res; e que seu sogro sendo tu- fet0> do Uioanho de mel palma, que rol en-
que o finado Antonio do Barros de Macedo|,n"lh'r_ l-eite, coro cuja filha son casado, deixou c?po *ek m?'n*
fl.hos o um. fortuna parama., descenla I n 0? "Tcito.a "n.
poltica alagoanna ; depois que os Srs. flo- tor Testes meninos usurpou-lhes toda a sua
chas, com sua influencia o respeilo, modc- fortuna,, est escandalosamente na posse
rararq, a abominacSo da gonlo ordeifa que de todos ostes bens; ao passo que os po-
olhava para o Sr. Francisco Joaquim como bres pberes, amparados i or seu lio o Sr.
para um traidor, um perturbador da tran- Domingos Jos deMedoiros Ilitancourt pa-
quilidade publica o um sevandija, quase rente generoso o hospitaleiro em sua casa,
sempre processado (3) por crimes de pre- felizmente nunca viram-se excitados pelas
v-aricaQocs e_ por denuncias do promotor circumtancias.
publico da ciliado das Alagoas; depois que Fallo sem hypocrisia contra si o seu so-! onde o Kr. Francisco Joaquim dorma, rncon-
os Srs. Huchas vendo o Sr. Francisco Joa- gro, o qual furtou do carlorio q primeirn trou a filha no mel da sala, com o rosto nlo,
terrado debalxo de um lijlo, u> sala da casa
de vivenda, no engenho de Jiquizinho !
K (cria rosno a angra do Sr. Francinco Joa-
qnui para laxa-lo de aisassino ? o Sr Francis-
co Joaquim (assim queia-se a ogra) aprrlou
na cama com as nios a guela de sua mulher
para mala-la, e altrlbiiir-lhe urna apoplexla!
ouvlndo a angra fasiim diz ella) o bramido de
uina vos tufiocada, Corren e ohin ao sotan.
pitaos do flnato Antonio de Barros de Macedo
o Sr. r^iscojoaqim!" VW tempo a.ando juiz "de direito en, Ann.dia de \ITZ de.Vfi^m ?o1 vlctonir v^uei'
erno*oaSrs. Rochas, na boca doSr.^Fran- flm todos estes papis! ralle sem hypo- do Sr. Miguel da Costa-Nunra pouco da rfe-
cisco JoaiHiim hnna homens e cicladnos erai( no noyuo que seu sogro pedio h' nnuimt vieinrin, hidc drnsitc uaioUl,
bencineritos. E logo que os Srs. Rochas,' minha mulhcr, quando tutelada, a pretex-' onde algoies armados debordao, l o espera-
porque viam-se figurar na poltica smente lo do tomar nota no poso, o coco de prata l'm. foi assassinado, deiamlo 8 filhiohos l
como oseada para o Sr. Francisco Joaquim e o par de esporas de ouro que om partilhas, Que providencias den o Sf. Francisco Joaquim,
elevar-se, ajttara7am-ae do seu gremio pa- ella forSo aquinhoados, equo seu sogro :=""<''chefede polica ? porque rasan nao m.n
ota commui.hTo dos Srs, Jinimbs, e ao nunca mais entregou-lhe estas alfaias, des mXrZV. ^. '". S'i'.T
.a lampo deram toda lUeHo d'Ata- cartou-se en. appe.ar para o pseudo inven- ttjl3i^t!L%r,.*J
"''rio que n!io menciona as reendas alfaws, da jnsilca, esse escandaloso lndiffereniis.a* do
entretanto que seu sngro vendeo as esporas Sr. Francisco Joaquim he um. receto deque
ao Sr. Dr. Serapif.o Falle sem hypocri-ia "u sogro, lendo sido o receltrdor de qiiutru
laiaaoSr. Dr. Hanocl AntonioGalvao, can-jtano que nflo menciona as referidas alfams, da jnstica, esse escandaloso IndirTcreniisi:
didato do Sr. Dr. Cansansflo para senador ~ ~
d'eata provincia, gritou logo o Sr. Francis-
co Joaquim aqu d'clri cunlra os Rochas, confesse que havendo eu intentado urna cenioa mil n'ls, dados pela preaa Sofia, Ve" de
que sSo assassinos e ladrOcs de escravos ac^flo de revendicacSo de lodos estes bens,; morte' a qnem- o Sr. Francisco Joaquim den
entre os quaes urna casa n esta cidade, que e,< & '"b
valebem tres contos de res, V. S apadri-
nhou-se eo/rn tjSr. Dantas, que de propo-
tito voio aO Penado pedir-me para nflo pro-
seguir mais a aceflo.
Os Srs. Rochas e Costas, duas familias
das principaes em Atalaia, viviam em boa
harmona, amavam-se sincera o reciproca-
mente. Mas o Sr. Francisco Joaquim que,
como maligno e damnoso, sempre seguio
a mxima de intrigar para dividir e poder
reinar, tratou de enredar e separar aquel-
las duas familias de urna maneira tal que
as consequencias teem sido espantosas e
tristissimas I
O Sr. Dr. Guerra, entilo chefe de polica,
tendo por sua mito direita oSr. Francisco
Joaquim, quo o trazia todo engolfado na
celebro senatoria de que elle niesmo foi
um doa candidatos, o a quom os Sr,. Ro-
Ichas nflo deram um s voto; paaaou o
Falle sem hypocrisia, neto encubra que este precedente fio horroroso, Sr. ministro da
um dos sonegados feitos por SCU sogro foi!Ju,"ta> clamor he geral, as lagrimas de urna
urna arroba c meia de prata. a qual seu so-1Tl"" nobre e desvalida pedem aos cos vin-
gro depois de mandar dcrrete-la em barras f??*.! '"'qnem ae atrever a depAr em jdlzo
por um ferreiro, de nouie Antonio d'Avila,
sua janclla gritando
ladro^-filho da pula, se es homem appa-lmando em Atalaia para familia dos Srs.
recol Achava-me om minha casa com olcostas, o instantneamente frtram proces-
profeasor Trajano Batista da Silveira, che-
guei sacada, vi a visinhan;a toda encara-
da para o energmeno, cuino suppoiido-o
cstribuxando o atacado do cerebro, por
ser homem achacoso 9o almorrci mas gli-
cas e da gota.
Olhci para o lado esquerdo, vi lambeni
o juiz de direito interino que aecclerada-
mente descia armado de piallas c acom-
panhado de una soldadesca Conhcci ser
uaia borrasca que vinha sobre mim, rpi-
damente fechei a porta da ra com o ferro-
llio, e fui cercado I
Gritei, aqui d'elrei, contra o promotor
en juiz de direito que mequeriflo assaasi-
nar, ped um do povoque fosse chamar
o delegado para vir refrelar duas autori-
dades transformadas em espoletas do Sr.
rancisco Joaquim! Debalde foi o meu
rado, porque o delegado, alm de paca-
o, eslava mermo e j havia sido, antes
do cerco, atacado em sua propria casa
pelo niesmo juiz de direito que arbitraria-
mente chamou ti a guarda da eadeia,
rom ella dirigio-se casa do delegado e
disse-lbe :- va j prender o Manoel Anto-
nio, do contrario eu mesmo irei em pes-
soa e darci urna conta ao chefe de polica
contra o Sr. delegado! Ao que respondeo
aados e perseguidos os Srs. Rochas pelo Sr
Jo.sc Thoms da Costa, moco bastantemente
inexperiente c fogoso.
Marchamn tropas para a Atalaia, e para
serem cercados osengenbos dos Srs. Ro-
chas, indo lambem frente o Sr. Jos Tho-
o delegado:-quando Manoel Antonio for os llranco e sua mulher a Sra. D. Josefa,
das quaes osengenhos, catas e caimaviaet
foram abrasados em fogo'.
Niio chegou so aqui o artificio secreto do
Sr. Francisco Joaquim, as injurias e igno-
minia* subiram ao mais alto ponto de vio-
lencia.
O Sr. Jos Thoms da Coala lancou fogo
sobre a casa em que morava a mulher do
Sr. Jos Gomes da Rocha, mana do Sr. Fran-
cisco Juaquim !
Ella, depois de salvar asi e aos filhiohos
do incendio, dice em pranto :-- que- mal
Sr. Jos Thoms da Costa, eu emcuslilhns
llielemos feilo? Tcnbo ordem, respondeo
o Sr. Jos Thoms, de seu mano o Dr. Fran-
cisco Joaquim, par* assim fazer eleva-la
para Macci! Eslava grvida o com um
queixo inchado, assim foi conduzida de pe
pela tropa, conjunctamenle com os filbi-
nhos! Em distancia de duas leguas, no
engeiiho Parabyba, o proprielario, o Sr.
mandou por V. S. para o Rio-de-Janciro
e para ser trocada por obras modernas.
V. 8., porm, nflo resttuio seu sogro as
referidas obras o nem a prata, brigaram;
oSr. Francisco Joaquim foi appclidado do
ladrflo por seu sogro, e ao que o Sr. Fran-
cisco Joaquim responden :son ladrflo!
fros bom ; ladrflo que furia a ladrflo ganha
icein anuos de perdflo.
Falle sem hypocrisia, aecuse-se de sua
deshumanidade, quando V. S. ompenhou-
leeom o Sr. Dr. Agostnho da Silva Nevos
entflo presidente desti provincia, para re-
crutar os infelizes orphlos porque quei-
mas da Costo a quem o Sr. Francisco Joa- xam-se da del.pid.c3o dos teus bens ; e ^ld^ ^" os^rrnci^V1% im p ,
quim deo instruc<;8es secretas, em virtude Informado o presidente, dos furtos feitos
por seu sogro estes orphflos, rcctisou-se
para urna sementante exigencia, tflo bet-l
reo de polica prende-lo-hei; entretanto o
que vejo lio o Sr. juiz de direito interino
estar platicando um dispolsmo! Pode o
Sr.juiz do direito andar pelas russ, arma-
do'de pistolas, escoliado de tropa e ir
casa de um cidadflo prende-Jo ? Pois bem
laca V. S. o que qnizer, cerlo de que em
tempo cu farei o quo a lei me ordena.
Depois d'osta controversia 6 promotor e
o juiz de direito interino mandaran) que
a tropa arrojasse os coucis d'armas na
minha porta, saltassc o mura, da minha
casa, e jlcrflo vozc* de.tira no ladrflo,
se resistir I
Chegou enlo o escrivflo Barreiros e dis-
se-me : o Sr. delegado manda que cu o
lecolha cadeia e observa-lhe que nflo per-
ca a f s instiloce.s, porquo ellas mes-,
mas o hflo de valer.
Pro Rapta mente recolhi-mc cadeia, man-J
ilo correr folln, fallou-so-mo sem culpa
e immediatainemo fui sollo por ordem do
delegado; se bem quo o promotor, porque
esperava certa resposla do Sr. Francisco.
Joaquim, te nppos debalde minha soltu-
ra, sem alegar motivo justo e legal.
aahiram 'de su* monda receberem urna
senhora que da estrada Ihes pedia p/olec-
Qflo, envergonbada, queixaudo-se aos cos
com perenne clamor, sem mcios do aliviar
a miseria de seus filhiohos que. chora vito
de fome, caneados o inflamados do ardor
do sol do nieio da Resposabilisaratn-sc
por ella, pastando ujn recibo ao Sr.. Jos
I bomas da Costa Esta tyranuia, Srs. Re-
dactores, platicada por um prqprio irinflo !
S um homem desalmado S o Sr. Fran
cisco Joaquim tem esta ooragem.' S tu.
ero, nioustro sanguinario o assignalado
pela nalureza (4), te divertes com a anni-
Suilacfio de leu cunhudo, com o incendio
e sun propriedade! S tu; diabo do infer-
no, leps a impieilado de mandar amatar
e ulrajar tua irmfla fiel a seu marido c
digna de boa sorie!
Esla desdtosa mulher, Srs Redactores,
de entflo arruinou para sempre su.saude!
Ah 1 lerminou seus di**, morreo, j nflo
existe I
Esforca-se Sr. Francisco Joaquim re-s
duzir-me sorle do Lima Rocha falla na
facada do Mainard, como favorita para csse
fio crnlanlo chffgou a premeditada re,- ,m; Com0 ,, engln,do oSr. FranpjH
posta que o promotor esperav* do 8r Fran-1 Jojquim i^,, raMdii Sf. Iiodaclores, foi
cisco Joaquim I toi umrorpo dedoze^sol- U111 rsu|u dados dohaixo da direceflo de um olDcial,
c um* carta do Sr. Francisco Joaquim con-
cebida uestes termos : -- Faca conservar
aborto o proeesso, qudifjcar o crime sem
fianca, agarrar o Manoel Antonio e remet-
te-lo preso para Macei.!
procedente pelo Sr. Andr da Silva Lemos.
foi todava atTeclo outro juiz, o Sr. Jos
Ignacio de Barros Leilo (3j, meu inimigo
meu dovedor a quem demando, o o qual
j se lendo averbado de*suspcito em nutras
minha, questocs nflo envergonhou-se de
representar o infame papel de contradto-
rio, saciou sua sede de vinganca, critni-
iiou-mo, reduzo-mo ao estado do fora-
jido !
Se de ordinario os annos corrigen) a vi-
da do homem deavairado, j sobejo lempo
(2) lia muito espera lo lljo-dc-Janelro o foro
de lidalgo. Este traanle deva mais de viole
conloa de ris, ao passo que o* mus possuidos
apena* monuui a sel* contos de ris lie casa-
do coui urna excedente senhora, santa e digna
le sim altar. A* vista dilla, lucsino dentro de
caa, tem nina amarla, e no Peucdo tem oulra
Morre-lhe uui Higo Icgilliiio, he cuiidu|
para a Igreja por quatro meninos, cada'!
-oiii seu lelo a.ceso o* mi. Morre-lhe _
bastardo, be esplndidamente enterrado Viv*
le ser juis municipal suppleote. Na* arreiua-
laces cont o diuheiro das parles, as quaes
requerem a oulio juiz para o mandar resti-
tuir' que parelha do Sr. Jos. "
trancisco Joaquim'
como um ( foi esto o pretexto, mas que o
flm foi outro Y do* perpetradores do asaas-
sinio feilo na pessoa do Dr. Manoel Joa-
quim Fernandet de llarroa. Beta quesillo,
Sr. Francisco Joaquim, he o ponto subs-
tancial da minha coirespondencia ; retus-
cua-ia neiioiir com o que dave esur quie-
to; he cerlamento ggravar uina especie
de.tumor maligno, conhecido na modiciu*
por noli e* tangen. Sr. Francisco Joa
quim, seV. S., em toda asutearrera pu-
blica, nunca deo um passo sem preceder
ao conselho do seu interprete, nflo tente essa
operaeflo tflo arriscada, em primeramente
consulta-lo, o vera elle espantado respon-
der-lhe:cala-le 1 nflo t< que*! nflo inlla-
me, nflo facas dcUani-so o cancro dvo-
rador da nossa repulacflo! O sr. Francisco
Joaquim, sem duvida, esU persoadido que
eu nflo guardo papeia I Eu.lbo aflirmo qua
conservo todas estas cartas que muito me
justlficflo e apoutam para o* disfarcedoi
motores d'essts tunlativas d*jjiorte. Pira
que' lim o Sr. Francieco Joqiu quer-me
n-iv
. Jos Ignacio e do Sr.
(3) ffeise tempo a lacio de peinmbuci
ipslituio-so um* liililiulli. >a, mi occiipada
autos de lininr.sos crimes doSr. Fran-
cisco Joaquim.
(4) ctanoio, que leui a bocea do meto da cara,
uina Tierna mais comnrida que oulra
pt chatos como macaco? tuda talo he uiu
presagio de que este demonio velo ao mundo
t pava er o flagello do genero humano.
para a sua brlhante adminislracflo. Falle
sem hypocrisia, confetseque V. S. por mon-
te de seu sogro (assim se persuade, mas
eogana-ae completamente ) espera berdaj
urna riqueza colossal, e que por tflo justa
causa,_ cmquanto ttver a protec^flo de seu
irmflo senador sempre intentar illudir os
presidentes (5), 08 chefes de polica, emfim
todr.s as autoridades para me porseguirem
o jamis consentir que eu reivendique
osles bens em proteceflo aos meus cu-
t ha-tos
O Sr. Francisco Joaquim e seu* sogro, no
inventario da casa do Jiquia/inho tolheram
o direito dos outros herdeiros, assenho-
rearam-sc de tudo! O Sr. Antonio de Sa
Cavalcanli, um dos herdeiros, resistio-o,
judicialmente, para o quo linha assidua
mente em sua casa um letrado.
Klles conhecendo, que o Sr. -s, cheio de
raso, terla o apoio de lodos os Irlbuoaes, pro-
curaran) fazer o Sr. S ou morrer, ou malar,
porque de qualqucr forma nao haveria, qurm
obslasae o* seus defraudos Ora. Srs. redacto-
res, que fez o Sr. Francisco Joaquim, e seu
sogro ? armaran) de bacamarte os orphaos, or-
denaraeVIhea.aque fosse ao engenho du Sr.
S, e a todo cusi prradessrm o letrado 1 exe-
cutou-se o plano .' o Sr. S, pal de numerosa
familia, prudente, e de suiima probidade nao
fes ilumnenlo alguin, vio sef agarrado o seu
advogado dentro de suacasa, c arrastado alrox-
innite ser coodu'ido para a casa do Sr. Fran-
cisco Joaquim.! o Sr. Francisco Joaquim con-
aervou preso este infeliz letrado, por muitos
das, em urn quarto assobradado, no engeoho
do JiquIJinho! o Sr. S nao dcscancou, eiu-
quanlo Ibe nao deligenclou aluna '.
' Achava-me mormido eiu a ni sobrado do Sr.
Francisco Joaquim, por um titulo dealuguel,
pago adiantado. Nao era lindo o lempo do
coulrato, anda restavaiu quatro meies a meu
favor, quando o Sr. Francisco Joaquim, e aeu
sogro combinaram lancar-ine fura do sobrado,
por desfeita E lembrando-se elles, que o to-
Suilino, firmado em um contrato,tem a decedi-
aproteceodas leis,valeraui-se das suas costu-
inadaa violencias. Enlao a logra doSr. Francisco
Joaquim. de combiuacao no Penado oom seu
marido o Sr. Bitancourt, niondou para Macei
ao Sr. Francisco Joaquim urna cario, forjada
em lime de minha uiai, que pedia a prelec-
co do Sr Francisco Joaquim, porque (diiia
a carta) eu quera assassina-la, e para o Sr.
Francisco Joaquim lancar-me lora do sobrado,
que he contiguo ao de mirilla mal. O Sr. Fran-
cisco Joaquim, niunldu dota carta, sabio em
Macelo de porta em porta morirando-a; cor-
rn nata. noginrt/. m semillante coni-
passivo. mostrou a carta ao presidenle, que
era o Sr. Dr. Folia Peinlo de irito e Mello.do
qual, portain rngrnhosa maneira, o Sr. Fran-
cisco Joaquiui oblevc toda a inlluencia para
o juiz municipal do Penrdo nao hesitar em
por-me fura do (obrado .' I-avrou-se o manda-
do para em tres dias eu despejar o sobrad-,
recorr as Iris, aprsente! o titulo do contrato,
foi meu advogado o Sr. Dr. Jos Francisco da
Silva .Amara!, nao fui atirndldo, nao se me
deu tempo a procurar uina casa, nao se me
reslituio a diuheiro do luguel, ful jineacado
com tropa, emita sahia mela-noite centalla*
Iher e lilho'., e acolhl-me em ctsa do meu be-
nigno e mullo honrado prente, o Sr. padre-
lucstre Antonio Craveiro de Barros leiic i
Ka seja sem vargonha, Sr. Fianclsco Joa-
quim, confesae que quem mandou essa carta
fui sua sogra, assa luya milito sua conhecida,
e laj atezada ao crjnie, qve no engenho de
Jlnulaiuho inatou em duas horas, com tres
i a90ut.es, una escrava de V. S., thainaiial
bara como odiosa, e urna nodoa indelovel pela senhora excluida do baile. Esta caria
geiu A Sra. 1). Thereza de Jess de Barros Lcite,
matrona proba, de grande prudencia, e trato
dedicado. Essa veneranda senhora, atormen-
tada com a Infelicidade d seu. lilho, e inui re-
fleclida sobre as inconstancias deslc mundo,
nao he surda aos gemidos de urna dcsvallij.i,
cuto sangue Ihe corre pelai vcias.
Ella, vendo sua sobrlnha, mulher do Sr. Jo-
s Gomes da Rocha, pobremente derrotada pelo
8r. Francisco Joaquim, apresaou-se ri abrca-
la, derramou sobre ella torrente de lagrimas,
ineileu-lhc na uio um embrulho de cdulas, a
disse : eu sel avajiar os vossaos malea, esta ca-
sa he toda vossa, nao vos esquecae* do meu
sincero oltereciinento.
Sujo pela mulher..' que llogoa auavalhada !
Ksqueccu-se o Sr. Francisco Josquim do tiro,
que em 1831 receben na eidade das Alagits*.
por se haver gabado de uina senhora casada'.'!
Veja. Si Francisco Joaquim, nao Ihe repilama
doie- no llio-de-Janeiro, onde certa casi, em
que V. S. costuraa entrar, soffre igual defama-,
fo chitan I
Sr. Francisco Joaquim, Dos he grande, cas*
liga e preineia, nao engaa, a bem nos mostra
que nao ha poder humano'que pos** susler a
marcha da naluresa eterna; que a*sim como
os ruclos, (piando chegain a maduro*, se des-
pregam dos ramos e apodrecent, semelhante-
meiiie uin malvado chega ao dia de p>gar com
sangue que Ihe apague os peccan'os. Tudo tem
I",, vaiuv* iniiic, S. Fiancsuo Joa-
qun)
Se he abencoado o Albo, com quem leus pal*
cuntam em suas adversidades, que juizo se de-
ve fater de mim a tal respeilo? Meu pal, cuja
enfermidade foi uin cancro, que o matou de-
pois de dous annos de martirio, morreu no*
meus Uracos. Durante a tua doenca, sempre o
lavel, sempre niudei Ihe r.nipi, e sempre car-
regurio de nina para otHra cama.
Poucos dia* ante* de morrer. elle disiente :
ahi llcain tuas irniaes, ollia para ellas. Acaba-
do o nojo, ped ao Sr Dr. Firmino Antonio de
Sauta para casarse com un. minha mana,
proiiiptninente casou-se. Falle! ao Sr. Dr. An-
tonio Joaquim MonteiroSaupaio para casar-se
com outra mana, respoodeu que slm. no caso
de que eu Ihe euiprcstasse, quanto fosse sulll-
cienle para rile pagar, o que seu pal com elle
gastou na academia, emprestel-lhe odlnbeiro
c casou-se.
Felto amigsvelmente o Inventario, por mor-
ir de uieu pai, o Sr. Francisco Joaquim e seu
sogro barulliaram a casa, arrebataran] o inven-
tario, que j eslava feilo, das luios do Sr Fir-
hiki. taiubein herdeiro da casa, e amesrcarain
minha mai com demanda I
KSo fui indiflerente is afflicces e s lagri-
mas de minha mai, amotinada por eales dous
malvados; sahl-lhes ao encontr, citel ao Sr.
Francisco Joaquim para entregar o inventario;
o Sr. Francisco Joaquim rasgou a petieao e a-
meacou o escrivaocoiu**las de faci! Aprsen-
te! lestemuuhas em juizo, sendo meu advoga-
do o Sr. Firmino; e finalmente oSr. Francisco
Joaquim acollado entregan o inventario I
I'..1 lauto, Sr. francisco Joaquim. sao estas a*
minhas qualidades cvicas eiuoraea; aonde V.
S. fallar a meu respeilo. declare-as fielmente,
e denaixit dessa cicellenle eipressao reipeite-
ine eoin a cabera baixa e o chapeo na mo.
tiignem-se, senhores redactores, de Inserir
em urna da* suas beiu cooceituadas folhas a
minha correspondencia, e por ene obsequio
sempre serd gralo o abaixo asslgnado,
Peucdo, 1 de abril de de 1850.
Manoel Antonio b'osMS Rilxiro.
Eslava reconhecido.
aaajajai.ssaaisBisssas^iiis.ssss.sjl.sssssssssssa
Avisos diversos.
A pesio* que annuncou no Diario ti-
llo querer saluir da morada da viuva de An-
tonio Manoel Dia, Pageles, dirija-so ven-
da, n. I, do pateo de San-Pe 1ro.
OSr. lente Cnca queira ir ra la
Cadeia de Sinlo-Antouio, n. 13, a negocio
djPe nflo ignora
Deseja-se fallar* negocio de seu rrte-
resse com o Sr. Jos Mara Pereira : em ca-
sa de Oliveira Irmflo, & Companhii, na ra
da Cruz n 9.
-- Antonio Jos da Costa CuintarHe. ven-
ira da, familia.. Fldalgo "de que cla.se t\lZZ^V^'^^"JlLV.T
Sr. Francisco Joaquim f eu conheco dua, ,r "' ,,,le9m Ten(,f.- "n?8"10 ""nCian-
que! queres processar-me ? nao te leinbra.
da la prevarlcacao a respeilo da Sola Jaque
exemplo me offereces, ou qual a tua moral
para me poderes corregir ? deixa-le disso XI-
qulnho, nter colltgai niio ei geringonca. Por
contra o .ogro de um chefe de polica ? "ntn-
guein. Qnem *e portar imparcial e sem Hie-
do em uin proeesso contra o 'Ogro de uro che-
fe de polica, que faz e desfsz as delegados ?
certainente nenhuina autoridade se animar
a Isso ; e daqnl, Sr. ministro da jnstica. lire
V. Rxc. lima illacao do estado desgranado, em
que_ se acha o foro dj municipio do Penedo.
Nao foi menos revollanle a dura deshonra
fella em Macelo pelo Sr. Francisco Joaquim
ao >r. Guilhrriiie Jos da Gaaca, pessoa esti-
mavel, de alguina erudico, e to digna, que
tem oceupadn os empregos de vereader da c-
mara municipal, de juii municipal siipplente,
e quasl sempre de depulado assemblea pro-
vincial. O Sr. Graca director do baile, a re-
quisicao dos socios, escreveu a um* senhora
em Macelo, adverlindo-a de achir-.e ella ei-
esle simples facto, que em nada ooflendeu,
escreveu com sua propria mao urna carta, em
resposla ao Sr. Graca, e inandou assigna-la
conten em sua easeucia. a seguinte espre 11,10 :
se fores strevido segunda vez, mand**r-te-
hei dar com um chicote por um escravo no
neto da ra, para que te leinbres, que quem,
como lu, he lujo pela mal, lujo pela logra, e
ujo pela mulher, nao deve 1er director de um
baile....
Sr. Francisco Joaquim levou maii adianle
o seu desacato, antes de dirigir a carta ao Sr
Graca. enrabio primeramente copias, e inan-
dou lixa-las as esquinas nial* publica* da
cidade! Sr, Francisco Joaquim, a mulher do
Sr. Graca he una das dignas Alagoanas, he
urna senhora rrspeilavel, de boa moral, e mo-
delo da honeslidade.
Esla-expressao, Sr. Francisco Joaquim, s
he propria do homein. que nada lein a per-
der...... e nao de uin Adalgo, de uin chefe de
polica, cujo dever he vejar pela moral publi-
ca, inanler a ordem, fazer rrspeitar as leis, e
ne
h o
ordensde ftdalgos, bastardos e legiiimos Bas-|te ntud.-ae par* o BfCCO-Lrgo, n. *.
lardos' sao os lid algos da casa do re de congo, | N ru No*, n. 58, na loja, se dir
os quaes, reduiidoi ao inslineto dos animaes, quem d a juros de 400,000 a 500,000 rs. ,
com hypothoea em casas Urreas.
Compras.
sem leis, guiados pela frca bruta, sao desti-
tuidos de todos os priucipios de huuianidade.e
smente se deslinguem pelos trajos, que sao
seus titulas. Andan) enfachados com una
tanga desde os pei los at os joelhos, por cima 1 ^
com urna casaca rabuda, e com uin cachimbo -- Compram-se bandas e adragonas com
uiabaiio do braco, fedendo a sarro. Traxent ao franja usadas : ni praca da Independencia,
liracollo uina espada com copoa de lauto, e na n 19.
cabeca um chapeo armado e enfeilado com es-1 .. Compra-so em qualquer estado, com
trenas e vitos de casimira de difljrcntes cores. t,nto qU8 f,|(ern f0|nas uul diccionrio
vew. a.s.m vi este* dalgo, na cidade dfl j,,,,..., d, qu,rt, ou ,,,, ediccao> .
Algiiniafl
d? Luanda, onde coituiuain verder 01 pristo -
nrinjs dr guerra.
sim como breviarios e um melhodo de vio-
...<- ... un**. _- .. ,. ,.
I egitinios .So o* que, pelas suas luzes hite- Ia Por Caruli : quem os tiver, dtrija-se 10
I ^^i_ __. J'^ii_.i. .1___-?._______... pilan ilit I trmn cf.ltf.ili. n O t an,i r. 11
rarias, pela su* distincta educacao, poasuem
um coracao bem formado egeneroso, empre-
gam beiu os seu* tlenlos e o seu poder em
gloria do genero humano. Silo os que benig-
namente protgelo um desvalido, decahldo pe-
la in.tabilidade da fortuna. Sao os que vendo-
se em poslcao favoravrl, niio pruinovem a de-
pileo do Carino, 'sobrado n. 9, segundo
andar.
- Compra-s lijlo de tapemento servi-
do : nesta lypograpbia te dir quem com-
pra, ou annuocie.
Cootpra-se um sellm ioglez em bom
__ ------ -----------------._.,__ iiiuinutriii a ur a ,**.
cadencia Je su. meama familia, antes contri- us0 = na ru do Cr0. 'oj-
buem para a sua rlevacao s honras e digui-' Compra ni-se t 80 pUcOes mexiea-
dades. nos a 1,840 rs. cada um : na ra do AragSo,
Sao 01 que, alirando-se aa vinculo de urna 0. 8.
lociedade permanente, sacrldcaui tudo, suata Compra-se um ilv*. amito, corporal e
vida e ben* da fortuna em defensa da patria e tauguiuho novo OU usad, em bom estido :
da '"ontrebi.. Semelha.tei lldalgos teem seu, M ., ,,, Ca(Jeii do Kecif ,oj, 50
ttulos exarados nos archivo, das nace. elvlh-, __ rm^. m ,,, :nJai .,
Jacu-.e que ludo pude na corle, me all "PT"!"l!
fcilmente obtem acersso (fie a maneira com J
que elle can*egsw fazer .eu vil in.lruinrnt>
dealgeinaa pessoasqueainda o niu conNecem)
para quem Ihe a pede.
D a entender que a diinluo dos Srs. Dr.
Hunde ira e coronel Aginar he devida elle,
parque elle, como presidentes, obataram es
tui dealinoi e crueldades,
_ acetes
sada.. Assim foi o coronel Antonia l.uiz Dan-
las de tarros Leile, de quem a posteiidade ala-
goana leiupre se recordar.
O Sr. Franctico Joaquim, porrm, he lidalgo
bastardo, do gento Congo, onde nao exilie o
dlrelto das gtpies ; inde uns vendein outro*
onde honra he urna chlmera ; onde o irino
- C uiira| iimm, u..Mt n,u oa irellO
de propriedade; onde quem quer inrrndeia a
propriedade de outreni; e onde usurpa-** es-
1 anaiiisainente a fortuna de una orphundade.
Sao estes os atlrlbulos, que formam a iidalsuia
do Sr Francisco Joaquim.
Quer o Sr. Francisco Joaquim ler fldalgo de
linhagein ? oh! qur merecer os tilulos, qur
gozar das honras de seus avos, sem imita-tos,
e seui exercer civilmente suas virtudes Con-
tiadico, conlradicco.
F.111 ut caso, Sr. Francisco Joaquim, esse di-
reito de linhagein -. ra privativo do finado
Dr. Manoel Joaquim Fernandrs de Barros, es-
sa perda irrrparavel provincia das Alagas ;
c*sc moco de grandes esperaneas ao palz, do-
lado de Ulenlo e facilid.de de exposlco'; esse
Alagoano de saadoaa memoria, pela sua ame-
nidad* e finura no trato, eludo petos france-
ses como um dos homens Iliteratos; que no
parlamento br.sileiro apresenlou o proje.lo de
econoiiiisar o diuheiro i nafta, de nada des-
oda des-
.ado. : ni
fcx per.uaer com a for9* da ana eloqnencla a
>ini.i..i> a& id'iil _.__ _t_ _i
peuder-se com a cmara dos depulado.; qui
ai a forca da ana eloqnencl
1835 para ato abrir se nesta are
viacia uina cotpmissao militar, pela, qu I V j
seria rigorosamente punido, por haver felto
uina revolucie, e expulsado o eoaselho do go-
verno ; (6J e qua educava a sua cusa dona or-
(6) EM* Impunidade produxla oulra. revolu-
coes. O Sr. Francisco Joaquim eu 1835 iniu-
Compra-se um selltm iaglez usido e
em bom estado na rt da Cadeia do lleci-
fe, loja n. 50.
Compra-separa um engenho urna es-
criva prel ou parda, que aej* mor;*, que
suba bem coser e engomm.r, e que nJo te-
nh* o vicios da embriaear-aa nm tn*i' :
na praca da Bo*-Vitt, n. 32, segundo
andar.
. Compram-se ciixis vasiaa que fram
de.siihu, a tO rs. sendo da fabrica da
provincia, ede fr, eJBft., e em bom es-
tado : na ra d. MidnMe-Oaos, n. 22, r-
mizem.
Compram-se. para um deposito, uns
ciixOes par bolacha, urna balanza, um ter-
no de pesos al arrobas : na ru. do Coto-
vello, us. 29 e 31.
--Cumpram-se ps de lirangein* selec-
t, deembigo e limao-doce : n* roa Di-
reita, n. 191.
Vendas.
Vende-se cera de carnauba : na roa
di i:uf*-uc-!>cos, a. 3*, loja.
flou ao juit de pai de Tapcragua para ptoeea-
sar ao Sr. Antalo Joaquim de Moura, presi-
dente d* provincia, e, per meto ee.se crinar.
lanca-lo lora da aduiinistraco. O Sr. Moara
utlocou revolts, acautellaado-se com tropa,
e preveuiaee do can circulara s cmara*
uaunicipaes. Bisa'segunda impiinidade pro-
duzio trroeira revolucio em 1844, quando a s>
ptlal d* Macelo foi invadida a fago e a ferro.
O prenden!* o Sr. Franco abrigou-i* no mar,


^i
1!
<
TinU pir escrever
muito superior: vende-se na ra larga do
Rozrio, n. 36.
Vende-so urna porcio de barris que
fonm de oleo de linhaga : na botica de Bir-
tliolomeu Francisco de Souza.
Quntorze vintens
E a I res tus toes,
Chitas francczas
De lindos padroes.
He oque pJeser de barato .' um ovado
de chita trncela da largura quasi de vari,
core modernos desechos, e cores fixas, por
30Oe280rs : na ra do Crespo, n. II.
A loja de miudezaa da ra dos Quarleis,
n. 20, quefoi do finado Cimillo Manriques
Ferreira, esta para vender-se : o pretenden-
tes acherSo o bataneo da dita loja em casa
de J. D Wolfhoppct Companhia, na ra da
Cruz. n. 18, onde tanibem se aclia acom-
miss&o nonieada eautorisada pelos credo-
res da massa para a dita venda e para tratar
do ajuste.
Vendem-se terrenos j aterrados, em
chitos proprins, elambem com viviros de
peixe promptos : a tratar com lianoel Luiz
da Veiga, no caes da Alfandega, o. 5.
-- Vende-se, para lora da provincia ou
para engenho, urna preta crioula, de 94 an-
uos, de bonita figura, muilo aadia, perfeita
engommadeira e cozinbeira, tanto de Torno
(Ulll li tCl**u, \M dCci do tOvs B 4 wa-
lidadrs, bolos, refina assucar, lava e cose,
por preco commoJo:i ra da Praia, n. 20.
Vende-se urna rica arma de 2 canos ;
a obra Recretcto philosophica pelo padre
Tbendorode Almeida ; Confidencias de La-
martine, 3 r. em francez : ni ra Nova,
n. 16, loja.
Novo tren de co.inha.
Vendem-se chaleiras, casseroWs, freg-
deiras, e panadas de ferro forradas de por-
celana ; machinas para caf; bules o ca-
feteras de metal : na ra Nova, n. 16, loja
de ferragens, de Jos luiz Pereira.
Vendem-se espadas prateadas para of-
ficiaes de guarda nacional; urna barreti-
na com rliorflo para oflicial de cavallaria ;
urna banda e urna frdela anda nSo servi-
das: na ra Nova, n. 16, loja.
Vende-se um relogio patete suisso ; 1
melhodo para plano; um violSo de jaca-
randa ; algumas msicas novas para violfio
e para piano : na ra Nova, n. 16, loja.
Potassa da Kussia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais p-ivi que ba na mercado, por prego
commudo : na ra do Trapiche, n. 17.
AGENCIA
dft fuodico Low-HIoor.
RA Da. SKKZAI.T.A-NOVA, N. l\i.
Neste estabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido
coado, de todos os tamaitos,
para dito.
\ rados de ferro.
Na fundieflo da Aurora, em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se sacras grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na ra do Amorim, n. 35,
cas* de J. J. Tasso Jnior.
Moendas superiores.
Na fundicBode C. Starr & Companhial,
emS.-Amaro, acham-sei venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo 'e
construccSo muito superior.
Taixas para engenho.
Na fundi^So de ferro da ra do Brum,
araba-se de rereber um completo sortimen-
lode taixas de* a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo em barca ni-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
i onfeitos de Clis,
e cont de laclo de ferro, approvado pela
academia de medicina de Pars, confor-
me o parecer de uma commissao compos-
ta dosSrs. Bouiliaud, Fouquier eBailly.
As preparacoes ferruginosas se conlam
no numero doa medicamentos, cujas pro-
piedades nSo se pdem por e m duvida :
com elTeiloba poucaa prepararles medicas
que tenham sido estudadas com tanto -es-
mero por observadores sabios.
Os mdicos roais acreditados receilaram
estes confeilos com muitas vanlagens.de-
poisde tereiu analysado sua composicio.
O benvolo acoliii.neiito que esta prepa-
rarlo ohtev da escola de medicina de Pa-
ria non dispensa de fazer aeu elogio.
Estes coufeitos lo em pregados com grar -
de successo na clorosis ou paludas cores,
as infl.mmacOes ebrenieas do estomago
edos intestinos, na falta de appetite, as
amenorrheas, ou suppressSo de menslrus,
as enfermidades esciupliulosas, e inconli
neacias da* urinas, provenientes da debili-
di:!e J: it':- ". ".:: -C-Cr.iir* uu ores
abrncas, opilacSo, abalimenlo de frcaa,
noescrobuio, em todos os casos de entra-
quecin-.enlo do organismo, na animya, vul-
go frialdade, na hydropesia, consequencia
tiestas molestias, emtim em todos os casos
em qne ha alteracio na composieflo do
singue.
A respailo da dse que se deve tomar,
bastam tres confeilos pela manbSa, e ou-
tros tres de tarde, e o mais distante possi-
vel das horas da comida, augmentando pro-
gresivamente at C de amanli.la e 6 de
lera*.
Relativamente aos meninos, as dses vi-
riam conforme a idade; mas lomando o
termo medio, se darSo de 6 a 8 lodos os
das, na idade de ti a 12 a nuos, e aos mais
o veo*.
Em as principis cidades da Europa *r
achsm os depositos.dos ditos confeilo, en
Peruirobuco ni botica do Sr. Paran los, nt
rui eslreiU do lUizariu, n. 10, no arma-
zem da droga* tintas da ra da Cruz, no
Recite, afronta da faja do Sr. Padre Ig-
nacio.
Com 8 palmos de largu-
ra o novo algodao mons
ti o trancado california.
Ni loja confronte ao arco de S.-Antonio,
n 5, vende-se o novo algodUo monstro trin-
cado, com 8 palmos de Urgun,'pelo banto
preco de800 rs. a vari.
Atoalhado de linho de
California com 6 pal-
mos de largura.
Na loja de Guimsres & Henriques, na ra
do Crespo, n. 3, vende-se o novo atoalhado
california de puro linho e com 6 palmos da
lirgura, pelo barato preco de 1,120 rs ; as-
sim como ha de 5 palmos de largura, a 1,000
rs. a vara.
A 8,000 rs. cada um.
Chales de seda grandes
e de bom gosto.
Na loja de GoimarOes & Henriques, na
ra do Crespo, n. 3, vendem-se chalas de
seda, grandes, de bom gosto e de bonitos
padrOes, a 8,000 rs. cada um ; cortes de ca-
simira de cOrcs, de muito superiores pa-
drOes modernas, pelo barato preco de 6,000
rs. un cte; niei um prelo fino france*, h
2,300 rs. o covado;'dito inglez, a 1,440 rs.
o oovado.
Cheguem ao barato.
Uandem-se lencos de pura seda, pelo di-
minuto preco de 1,280 rs.; luvas de pellica
preta e de ponto inglez, a 1,280 rs; linas
casemiras pretas e de cores, a 5,000 rs.; go-
tinhas e pescociohos para senhori ; e ou-
tras muitas fazendas baritas: na ra do
Quajmado, n. 9. Dio se as amostras com o
competente penhor.
Po armazem de Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farelo, a
3,ooo rs. a sacca, e farinha de tri-
go franceza da marca Baro, por
preco commodo.
Bichas de II a ni hurgo.
Vendem-se ss verdadeiras bi-
chas de II a m burgo, aos centos e a
relalho : tambem se alugnm e vao-
se applicar.a quem precisar.- na
ra da Cruz, no ecife, n. 43, lo-
ja de* Joaquim Antonio Carneiro
de Souza Azevedo.
A cidade de Faris.
Vende-se chspos de sol, de seda, pre-
tos, a 4,300, 5,000 e 5,500 rs. cada um, ar-
mac.eO de baleia muito fortes; beogili-
nhas de junco, a 2,500 e 3,500 rs. a duzia;
retroz preto muito forte, em porcSo e a
relalho : na ra do Collcgio, n. 4.
Aos Srs. de engenho.
vendem-se cobertores escuros de algo-
do, proprios para e.'orovos, por seren de
muita duraeflo, pelo diminuto preto de 640
rs. cada um : na ra do Crespo, esquina
que volta para a cadeia.
Navalhas de patente.
Vcndeni-se navalhas finas de
patente para fazer barba ; estojos
completos de tollosos ferros para
cirurgia, obra muito fina, por pre-
2,000 rs. cada um
na ra do Queimado,
u. 8, loja confronte a bolica.
Vende-se una prelada Costa, de 16 a
18 snnos, proprio psrs todo servido, e que
he boa quitandeira : na ra de S.-Amaro,
n. 16.
--Abordo do brigue Aguia-do-Prata, ven-
de-se farinha de mandioca, por prer;o com-
modo.
Aviso aos Srs. artistas sa-
pa tetros.
Moreira & Ve Hozo,
acibam de receber o melhor e mal* bello
couro de lustro que a este mercado tem
vindo ; porque o tamanho das pelles e qua-
liilade do couro ha tal que muito deve agra-
dar aos Srs. Diestros sapaleiros, para me-
lhor servirenva seus freguezes ; o prego a
vfsta da qualidades se dir, mss afianza-
se que ser commodo e bem commodo : na
ra Nova, loja n. 8, onde so vende nica-
mente o dito couro.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em cisi deN.O. Bieber & C.
aa rui da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrico, muito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
para reda* de pescar, por preco muito com-
modo.
Cadeiras de balaoco
muito commodas, e cadeiras de
asfento de palhinha, vendem-se
por preco muito commodo : na ra
da Cruz, n. to, armazem de Kal-
kmanu lrraoa
%mt9UMteuuiM itaiiyi>,jM>iiil
WiPe^PP. v.t. ..t-w. ppw"**a^pt ejo mrrivvrnvvTipafiTtiaiviaR j
Fisendi* barias.
[ N* loja do sobrado amarello, nos
5 quatro cantos da ra do Queimado,
5 vendem-se
'1 Cortes de vestidos de.'cassa de cores
filas e de lindos padroes 2.C00
S- Ditos de cainbraia com fio de
seda 3,000
Hitos de chita preti com flore*
[ brancas e com IJ covados 1,800
i Chitas francezss largas e de

720 4R
< *
3,900
6,000
5,000
6,000
3,000
7,000
2; 500
800
cores fizas, o covado 300
Cissas de cores e de bonitos
padroes, a vira 4f 0 e 480
Cortes de calcas de brim bran-
[ co deludase de linho puro 1,800
Ditos d dito de cor amarella 1,440
Ditos de col lelo de fustSo
brinco 720
Ditos de caigas de ISes escuras 1,600
K oulras fazendas muito baritas.
wwmtwmmmmw vmmwmtf
De patente a lo,ooo rs.
Gnnde sortimento de chpeos de sol, de
ptente inglez, pelo barato preco de' 10,000
rs. cada um, com bastis de baleia e de ac;
ditos mais pequeos para meninos; ditos
de sed* preta, a 5,500 rs.; ditos de cores, a
8,000 rs.; ditos de panninho, a 9,800 rs. ;
chapeos brincos de castor, patente, inglez,
e de aba larga, a 12,000 rs. ; ditos de aba
eslreila, a 9.000 ra. ; ditos francezes. dos
melhora*, prqva dagoa, a 8,000 ra.; ditos
modernos, a 7,000 rs. ; chapeos do Chile,
pelo barato preco de 6,500, 7,500, 8,000 a
9,000 rs. ; bem como um completo sorti-
mento do fazendas finas e grossas, por mui-
to barato prefo : na ra do Queimado, n. 27,
armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite.
Queijo do sertao a
ry. a libra:
vende-se na roa do Queimado, loja de fer-
ragens, n. 14.
Vendem-se presuntos, ame-
ricanos, proprios para fiambre,
por barato preco : no caes da Al-
fandega, armazem de Dias Fer-
reira.

Veode-se a obra de Dogma por Caza-
ninga : na ra estreita do Rozario, n. 8.
Vende-se a botica do paleo do Carino,
n. 3, que lera de fundo, pouco mais ou me-
nos, um conlo de res, e que pelo seu bom
local ofTerece vantagem a qualquer princi-
piante pharmaeeutico: vende-se em con-
200
?o commodo : na ra da Crui, no
l'.ccil'e, n. 43, loja de Joaquim
Antonio Carneiro de Souza Aze-
vedo.
Farelo de arroz.
Vende-se esta jl tito conhecida quinto
til substsncia alimentaria para sustento
de cavallos, em barricas rom 4 arrobis pira
mais, pelo diminuto pre^o de 3,000 rst s
barrica: nos arma-zens de Ounfre na ruada
Madre-de-Deos, e no defronte do chafiri?
di ponte do Recife.
Ova s do sertio,
muito frescies: vendem-se va rus do Quej-
ando, n. 14, loja de ferrigrus.
Alteneao.
Vende-se cera de cama ubi em saceos de
Sarronas para cima ; sapa I os do Ancaty,
muito superiores ; sola ; pelles de cabra i
ludo viudo ltimamente do Aucaly no
biale luvidoio, e por menos preco do que
em outra qualquer parte : na ra dos Ta-
noeiros, n. 5, armazem de Domingos Rodri-
gues ee Andrade.
- Veude-se, por preco commo-
do, polassa em barriquinbss ; fu-
mo para milo e capa de charutos:
nos artuazens do fallecido Jira-
guez e Dias Ferreira, no caes da
Alf.ndega, a tratar noy mismos,
ou com Kovaes &c Companliia, na
ra do Trapiche, n. 34.
tmmmmmemm m mmmmmmm^
% Amazona de borracha 9
Spin cipas, palitos e casicis de inver-8
no: na.i ua do Crespo, n. 11.
tBmmmmwwmmv sn*iiiiit0
Vende-se um* preta que cozinhi o dia-
rio de uma casi, lava, vende na rus, nao
tem vicios nrm achaques, e cpuli 25 annos
de idade : o motivo por que se vende se di-
r ao comprador: um l'ora-de-Porlas, n. 25.
-Vendem-seduas escrava* muito boni-
tas e rouilo sadias, de nacao, piopriaa pin
o servido de campo, ou pin pnca, por se-
rem boas quilandeiras : na ruado l.ivri-
mento, n. 4, se dir quem venda.
As memores
casaan franceza* a A fio r* varo" vfnaen,-,f mia uperiofe* navalB* in-
cassas irancezas a 4oo rs. a vara. .toM,, cbo de ....nim; can.vtes noi P,.
Voudem-*e as mus modernas cassasfran- rapannas; estojo* completos pira barbl
cezi, de bonito* padiOes a cOres muito ditos rara costura, com mus'ci; ditos d
lindas, para vestido de. senhora, pelo b- milhamilici; dito* de limpir denles-
ratissimo preco de 480 rs. a vara; chale cov* par denles, cbello erouo; oo
grndesdegorguraole*lfiodao e bonitos,'objectos por preco commodo.
!> V
N loja do sobrado imireHo, nos
quatro cantos da roa dq_ Queimido,
n. 29, vendem-se
Chspos fnncezes de forma
moderna
Corta* de calo** da oasemira
(Mi de padroes esenros
'> Ditos de dito moderno*
* Ditos de collele degorgurflo
>> de sed bordados
Ditos de selim de cores bor-
J dados
"J, lpica mesclada proprii*
0. pira gndolas a palitos,
S Qovado v
* Merino preto muito fino, o no-
# vida
" Dito verde e cor de cif, proi
* prio pira venido de moliti-
2 rii, o cov*do
{J Lengos de sed* de coros pin
*> grvala
>*> Corte* de colleta de varia* fa-
8h zendis 800 e 1,000
? K oulras muitas fizendis fins, co-
J mosejim: panno preto de 8,500 a
11,000 rs.o covado ; ditos de cores ;
casemira preta elestica ; selim prp-
j. to da Maceo ; cuales e mantas de se- jj
f^. da; cortes de vestidos de seda de cO- '<
a> res e brancos ; esguiSo finissimo :
meiise luvas de seda pira senhora : *
V* ludo por prefo muito commodo. *
OAMkkiS
Vende-se umi casi terre* sita rr* ra
do Mondego : na ra Augusta, n. 50, a fal-
lir com Joaquim Teixelra Pelxoto.
Vende-se espermacele de segunda sor-
te, a 480 rs.* libra: no pateo do Paraizo,
n. 20.
A 8 oo e 1,000 rs. o covado
da teda escozeua, de todas as core*, ede
muito bom gosto para vestidos de senho-
ra* : na ra do Crespo, n. 11.
Veqdem-se 16 escravos, aendo : um de
18 annos, bom cozinheiro, tanto de forno
como de massis ; unf dito pedreiro ; um di-
to denscQo, bom carpini ; um dito de 16
annos, oleiro ; um-dib? csrreiro ; um dito
do servico de campo ,- virias escrivas mo-
cas pira todo o Mrvico : nt ra Direila,
n. 3.
~ Vendem ge 8 lindos snolequea de 8*16
annos, tendo um delles principios de car-
pina ; 4 preto de 20 25 annos, sendo um
bom cozinheiro, e ontro ptimo sspaiairo ;
um pardo de 22 annos, perito cozinheiro,
bolreiro eempalhador ; 3 pardas de 18 a 95
anDos, com habilidades ; 6 pretas da 14 a
25innos, com asums' liabilrlades, e que
aso proprias para todo o servico : na ra
do Collegio, ii. >.
Ra loja de Maya Bamos & Com-
panhia, na ra Nova, n. 6,
vendem-se ciixss com tintis pin desenho*
de di Itrenle* qualidades; papel piulado
para msica ; palhetas para clarinetes a re-
quintas : tudo por prego risotvel.
Agencia de Kdwia Maw.
N* ra de Apollo armazem n. 6,de M. Cal-
mont&Companhia,acha-se constantemente
um grande sortimento de ferragens inglezss
diaria presenta resultados mais notaveis.
New-York, 22 de abril de 1848 .
Srs. A. B. e D. Ssnds. Julgando ser
um dever para com vosco e para com o pu-
blico em geral, remetto-vos este certificado
das grandes virtudos da vossa l-parri-
Ibi, pirique outrus que hoja estao aor.
frendo estebelecim melhor i sua conflanc.i
e facim sem demora uso da vossa medi-
da*.
Vi-me perseguido com urna grande fe
nda no tornozelo, que se estendia pela ci-
nella icima al o joelho, lan^ava grande
porQflo de pjenla materia, com comichees
que me privavam muitas noites do meu des
canso, a er*m muilo peos** de suppor
lar. : .
c 0 8r. DiogoM. Connel, que h*vi sido
curado com a vos *als-pirrilhi, recom-
mendou-me que ou flzesse uso dell,e de-
pois de hiver tomido cinco girrafis fiquei
porfeitimente cundo.
Tenhodemortdoum inno mmdir-vos
um certificado, par* reconhceer com cer-
teza sea cun era permanente, e tendo *go-
ra a maior silisfacsoem declarar que nSo
tenho visto, nem sentido cousa algum* du-
rante todo este lempo, e cho-nie perfeita-
mente restibelecido. Sou voss. ele.
Sarnk U. Intirt.
240, ra Delancey.
Neali provincia o nico agente deste mi-
nvilhoso remedio he Vicente Jos de Brito,
com bolica ni ra di Cadeia do rtecie.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-SantS.
Sa ra da Cadeia, n. 8*2,
.endeni-se por lineado duis qualidades,
proprias pin saceos de assucsr e roupa de
escravos.
*
Escravos Fgidos.
^^
pan engenhos de fabricar assucar, bem Mlonda', olhos carrancudos ; tem os ps u
sequenciado deno ter de retirar-se para
Portugal: na nicsm* bolica se fu todo o
negocio.
:e6retf mm*
Salva vidas. #
9) Ni rui do Crespo, n. 11, h* esta ex-l
Ccellenle invencto quesefiz Uo neces-9
#sn ia como til a lodos os capitfies de#
C>*vos, ou pessoas que eniharcam, paraw
segunnQa de sua existencia : na ru* do#
^Crespo, n. 11.
tfrc0c*tc4icif
Vende-se a armacfio, ulencilio* o o
mais que exista na casa de bebidas da ru*
do Trapiche, n 28 : lrlar no primeiro
andar da niesma casi.
Vende-se urna escrava de 18
a 20 annos, que cozinha, cose e engomma
bS : r.S ru; '.\,7;,aa, guara vana larrea,
das 6 s 9 horas da mantilla, e das 3 Is 6 da
(ardo.
Cal a .3,ooo rs. o barril.
Cuoha & Amorim, para liquidaren*, ven-
dem um restante de barris com cal vir-
gem de Lisboa, pelo diminuto preco de
3,000 rs. o barril : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 50.
Vende-se o rctrado do fina-
do desembargador Nunes Macha-
do, ltimamente chegado, e de
frmalo grande : na ra do IIn-
gel, n. 57, sobrado.
Na loja de Maya Ramos & Cotn-
panbia, na ra Nova, n. 6,
tr
o u tros
5o,ooq rs. de gratificarlo
a quem pegar a preta Mirla Jo.quim, de
30 s 40 anuos, que fugio no da 11 de abril,
de nac.lo Congo, baiza, gorda, cor retia,
bexigosa, olhos pequeos; tem em uma das
faces um signal de carne ; he bastante ar-
dua*, por isso he t.ipaz de Iludir qual-
quer pessoa que a nSo conbeca ; sabe lo-
rias as povoaces da provincia, por ler an-
dido vender mludezis pelo mallo com
umi crioula de nome Felicidade, de quem
fui fcriva ; talvez su* fug* ande encuber-
ta com o negocio de vender miudezas, pois
jdeoutrayez que fugio andava venden-
do-as, e assim mais cusios* de ser pegada.
Ilogi-seisiutoridides policiaes e capitSes
de campo, que a apprehendam e levem-na
ru* dos Qunteis, n. 22, ou na pr*c* da
Independencia, n. 17.
fugio, no di* 12 de marco, o preto Be-/
nedicto, crioulo, que representa ler 24 n-1
nos, de altura regular, sem barba, rara re
como laixas da ferro coado e batidode dif-
iranlas taminhos e modelos, moendas
de dito,tinto para armar em mideincomo
rodas de ferro para auimaes e *goa, ma-
chine* de vapor de frca de cavallos, alta
pressBo, repartideiras, espumideiris, etc.
de ferro estsnhado.N* mesma igencii adia-
se um sortimento de pesos para bataneas,
escuvins paia navios, ferro era barra, tanto
qusdrado como redondo, sslra para errei-
ro e uma porefio de tinta verde em latas:
tudo por bsrato preco.
Vende-se o primeiro sitio da Torre,
rom 600 pilmos de frente e 1,200 ditos de
fundo, i beiri do rio, com miis de 100 ps
de coqueiros j* dando fructo, gnnde biixi
piricapim, ou viyeiios, eoiim com com-
ii'odiiiades para tudo e por barato preco.
Vende-se doce filio de goiaba, muito
bem feito, em caixiuhas de quatro libras,
pelo preco de 1,(00 rs. cada un a caixinha :
na ra da Cinco Pont**, n. 82, taberna.
Vende-se um bonito par de mangas de
vidro lavradas, pouco servidss : na ra do
Itangel, n. 57.
<> Vende-ge lpica de linho puro, a 22041
*rs. o covado : na ra do Caespo, n. II -m
AA Piejos nfimos.
Ni rui Novi.loj n. II, vendem-se lon-
cos de sed* gnnde*,* 800 ra.; dito* de gar-
c*, t 220 r*.; grvala* ou golas de fil de
Imito, 1,600 r*. ; dita* da eambraii bor-
dadas, a 640(8.; lencoa do cmbrala de li-
nho, finos, estampados em roda, ou cerca-
dura, a 1,800, 2,000 a 2,500 r*.; cordoes
pira i sparlilho i alacadoies) a 80 r*.; ri-
cas gargantillas doursdes, i 2,000 e 2,500
r*.; ditis de iljofares, a 40* rs.; trnce-
los dourado* fias senhora, a 1,000 ra.
aderccosduirado, a 6 e 8,000 rs. : todo*
esles dourados sao linos e imilam per fui la-
ineiile o de uuro i bico e blondo de sada
branca ealreilliibos, a 80 rs. vara. /
oalsai-purriiia de sanas
par remover e curar radicalmente todas ss
enfermidades que procedem da impureza
do sangue, on lubito do sy-lem.
Ella medicina esti oienndo constante-
mente curas quasi incriveis, de molestias
que procedem da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditarias
com glndulas inchadas, ervos encolbi-
dos, e os ossos meios arruinado*, ficou res-
tabt-lecida com toda su* sade e ficas. 0
doente escrofuloso, coherlo dechagas, cau-
sando iiuio a si mesmu, e a quem o seivia,
licou perfeito. Centenares de pessoas que
tinham soffrido(por anuos, a ponto de
deiespenraeida sui sorte ) molestiis.c-
lmenes, gliiidulas, rheumatismo chronico
e muilisoutraa enfermidades procedentes
do desarraigo dos igaos de secreto e da
cireulaefio, leem-se erguido quisi milagro-
samente do teito da morto, e boje, com
conaliluicOes regenendas, com prizer it-
Icitam a ellfcacu dcsia iuestimavel prepi-
ncSo.
Comquanto tenham appirecido gnnde*
cura* at aqu produzida* pelo uso desl*
estimavel medicina, comtudo a experiencia
tinto toitos e uma das pernss : este osera1
vo veio do MaranhSo para aqui ser vendi-<
do por ennta do Sr. Dr. Francisco de Mello
Coulinho Vilhena: quem o pegar ou der no-
ticia n* ra da Cadei* do Kecife, n. 31, pri-
meiro andar, ser* gratificado.
Fugio, no da 3 do corrente, da alni-
xo assigmdi, a escrava Felicidade, natu-
ral do riacho do Singue, sert.1o di pro*; -
Ciado Ceaii ; he de estatura regular, gor-
da, rosto redondo, nariz grande e chato ;
tem um denlo ni frente partido; pcilos,
boecs, mfios e ps grandes ; consts que in-
dixi com um papel liran lo gobscripfao
pin se forrar; suppOe-se ter ido para o
mallo, por ter sido encontrada h* pouens
dias uliante do'Csxaiig cm seguimenio do
um comboi de mstutos. Hopa-so, portanto,
as peisoas que della tiverem conliecimen-
to, com especia lidade ios senhores encir-
regados di policii quelram emuregir lodos
os melosa seu alcance, ifim de que dit*
escrivi sejn entregue s sua senbon, que,
almde pagar as despezas que se lizcrem
com a condcelo da mesma, generosamen-
te recompensan pessoa que a levir i ru*
d* l'enlia, n. 25, primeiro indar.
Luiza Vtancitca de Souza.
Fugio, ha 9 pira 10 niezes, O crioulo
Raphiel, de 35 annos, altura regular^ quii-
xo redondo, pouei barba, olhos muito vi-
vos ; tem nos ps um dedo corlado pela
junli ; he serrador; muito rhetorico no
filiar; quando inda empine n nidegn pi-
ra tris: lliguel, rioulo, aieio fulo, cabello
pintando, de 46 50 anuos, baixo, com fil-
ia de cabellos que rsla quasi calvo, pouca
barb, queixo fino, olhojvermelhos e arre-
galados, mnilo ladino a conversador, cio
do corpo nis piz, pernss fin*, p* peq. -
nos; ecom o mesmo umi essriva de noma
Hosi, crioula, bem preta, alturi regular,
com marca de fogo no rosto do lado esquei-
do deseando ios hombroi, pa, e lirado, em
partes que parece agos quente : qnmn os
pegar lveos ao angonho lllia-de-Belti
nestl priCa a Antanin Alv..a d Miranda I.
manes, na ra DiraUa, n. 69, que se re-
compnsala com 30,000 rs. por cad* um.
5 de jnnhode i85o.
Fugio, da villa do'Bonito, o escrivo Lou-
renco, crioulo, baixo e corpolenlu, de cor
nem muito preta nem fula ; tem falta de
unhas em todo* os dedo* dos ps, por cau-
sa de bicho* que love em pequeo, c*ri
redund, de 20 anuos: quem o pegar eve-o
ao vigirio da dita villa, o padre lanoel de
Millo Flelo ti., ou ni ru* da Cadeia do
lleeife, n 34, luja de camino da viuva Viei-
n Ai Kilho, queie gratificar*.
Detappareceu, no da 85 de junho de
1850, o preto hay mundo, crioulo, de 38 an-
uos, alio, secco do corpo ; tem os dedos
grandes dos p* um tanto irreginhides, e
no pescoco a mirc de um tilno por ja se
ter querido drgolar : tem o* segundo e Ur-
ceiro dedo* da mSo direita esljradu*, os
olhos um pouco svermelhados a vista co-
nio espantada : quem o pegar leve-o a seu
senhor, lianoel Coelho Pinheiro, na pada-
ria da ra dos Guararapes.
i .su mu i ,.jji_u-J____ i
PlRM. : HA TTP. DE M. T. DE FaHIA 1850-


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