Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07447


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Full Text


ANNO \XXII R. 178
Por 3 mezes adiantado$ 4$000.
Por 5 mezes vencidos 4^500.
TER(:\ FEIRA II DE JILIIO DE .856.
Poi anno adlantado i5$000.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO.
i-..\i:.\is DA SUBSCRIPCAO' no Noirriv
Psrahibi, o 8r. Gerraiio T. di Naiiiidade ; Natal, o 8r. Joi
a'm 1. Pereira Jnior ; Aracavy. o Sr. A. da Lemoi Braga
ra, o Sr. J. Joa de Olivcira ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
Suaa Kodrguei; Piauhj. o Sr. Domingos Herrulano A- Peaaoa
irenua ; Para, 081. JuilinianoJ. Airaos; Amazonas.o8r- Jaro
jmo da Coala.
PARTIDA DOS COR REOS.
Ollrnta : i"ils os -alas, a 9 c nwia horas l.:u,ir..,Mi. i...1.(1111,1 f IViliIhi.. : i,.,. -...,!,1,- 0tua-fHra.
s- *...... Brien-oa, ll'irtit.i.Oni.ini, \lloil.....l.ai.iii!iiins : n.i lerra-frira
S. l.mir.-iiro, <>-<-ir>, llt.-i... I'r..i..ir... fnil
u-ir, Flor, Vill.i-II..|l.i. n,i-Vi.i, nuii..iii. K..i : n. ,|inriar.-iraa
Cabu, l|>uiuc.i. Seriahana, IHo-Porawao, URa, Ramiros, Ama-Prrta
n-aimU-ii......\.,i,l : qaiatas-fMnu.
(T.wlos os i un. i... pansa .1- lo Loras .la arana*!
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartai a aabbadoi.
Relacao i lercai-feiraa e tabbadoi.
Fazenda : quarlai eaabbadoi as 10 horai.
1 uno do commercio : segundas aa 10 horas a quintas ao meio-du.
Juizo da orphaoi.- segundas o qunus as 10 boraa.
Primeira vara do eive segundas a sallas ao meio-dii.
Segunda tara do cirel: quarlai a sabbidoi ao meio-dia.
EPIIEMER1DES DO MEZ DE .Millo
2 La non ai 7 boraa. 11 miouloi.48 legundosdi inanliaa.
110 Quarlo cresceme as 7 boraa2 minutos e tSseguudoi da m.
117 La chcia as 2 horas, 12minutse 48 segundos da larde.
124 Quarlo minguanie loa 42 minutse 48 segundos da tarde.
PREAUAR 111. II11.11..
Primeira as 2 boras a 54 minutos da tarde.
{Segunda as 3|borast 18 minutos dimanhai.
I arxid. .->. AS caneis ue.v kuiu .i|isi'nu.
3 Sahhado N. Sculiora dos Anjos : s. nslevao p* ni.
rt Domingo, Invenfao do rorpo de S. Ksievo nrotomartvr.
KM AHKKGADOS DA M Hm.IIII'i .\0 Mi MI..
Al.vgoas.o Sr. I.liudino Falreo Din ; Bibuo Sr. D. Djift"
Rio daJineiro.oSi. Joao Pereira Martina.
EM PERNAURLCO.
O proprietario do DA RIOMinoel Figutiroi o. Faro), M *
hvriria, praca da Independnecia ni. s8.
-
PART QPF1CIAL
.COMB ANDO DAS ARMAS
Qaartal teera! do enramando das ra! de
Parnsnabaeo aa cidade do Heelfe en "
lulho de 1866.
ORDEM D<> WA.
O marechal de campo eommandanle das armas
faz publico, para conhecimenlo da gonrmclo e de-
vido elleilo, que segundo constou das commumca-
coes racebidaa da presidencia com dala de (i do
frreme, o governo de S. M. o Imperador, houve
por liem. por deerrlo de 11 leste mal, conceder pas-
sagini para a 8.' companhia do 10. balalhlo de in-
fatuara, aoSr. capillo do 13." balalho da niesma
arma, Antonio Jos dos I'assos, que se acha na pro-
vincia da S. Pedro do S11I, e por aviso do ministe-
rio da guerra de 14 tambero drsle mez. indefridn o
reqoerimenlo em que o Sr. lenle o 9. balalhao
da sobcedila arma, Jos Antonio de Lima, pedia o
pagamento da ajuda de cuslu a que se julgava com
direilo. por ter marchado por Ierra do Passo da
Viola no Piraliy Grande para a cidade de Pellas
na provincia do Rio Grande do Sul, qoando fui dse
ligado an li. natalhan; porqoanlo Ule nao compel-
lal gralibcac,ln, visto como o referido Paiso est
dentro da citada provincia.
/ose Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
minora.As Dictas dos Ducados nem me-mn se apre-
senlnii a constituidlo geral pira dar o seu parecer.
Mas foram anda mais loiige. Entre os direilos par-
ticulares perlencentes ao llnlsteiu e ao l.auemhurgn,
achava-se em primeirn logar a propriedade do vasto
ierren 1 do estado Domaines, que nelles existe.
A cnnsliluicAo eral tambem n.io havia anda pen-
sado de locar nessa propriedade dos Ducados, ex-
cluiudo as Onmaiius de llolsten e l.siieinburgo dos
negocios romrauns. Tambem o rliefa de estado al
agora, s poda dispor dois.s i)omaine>, de accordo
com aa respectivas Dietas dos dilos dous Ducados,
mas a Dinamarca pensou poder proceder contra esse
direilo, que acabava de reconbecer. Em lugar de
requerer o ron-enlimenlo legal da Dieta de l.auem-
bnrgo para a venda d'uin 1 propriedade de l.auem-
liur-o. o ministerio dinamarquez apresenlou o neg
co Dieta Geral do reino, na qual o parlido dina-
marquez. tem a maioria de Mitos, lomando simples-
menle ad orla o protesto de l.aueraburgo.
Debaiio dessas circumstancias, as duas grandes po-
tencias da Allemanha, a Austria e a Prussia, julga-
ram-se obrigailas a subir do seu silencio, ,i vista do
procedimenlo illegal da Dinamarca contra paizes per-
lennenles CoufederarAo AllemAa, e dirisirain para
Copenhague suas notas, as qoaes bem que redigidas
em termos amigaveis,' nao deuaram de hem enrgi-
camente aconselhar do vollar no caminlio encelado.
Appareceu urna ordenanra real, declarando sem mais
ncn menos, as nontahit* do llolstein e l.auembur-
go por propriedade delusiva do estado convoum di-
namarquez.. Nlo se poda responder com maior des-
dem s admoeslataa da Austria eda Prossia, e
hem se pi'ide imaginar quAo grande he a irritafao na
dilTerenr; nao solvida ainda enm o governo, a qual,
segundo Indas as apparrncias ser anida a cauta de
graves conflictos.
Scgiiiudo o exemplo das cmaras do ul da Allema-
nha, a do llanovtr, adoplou urna derislo i respailo
da reforma da consliluiro da Dieta AllemAa.
.1 RIS.
(> de julho.
Nenlium soccesso po ilico importante, feslas es-
plendidas, novos desasln s cansados pelas inundaroes,
eis o halanro do mez qi e acaba de sumir-se.
O baplismo do princi| >e imperial (oi celebrado a
I i de maio com este lu: o apparaloso que NapoleAo
III gosta tanto de dse ivolver. Pode julgar disto
de NapolcJo. 1 O imperador, Ihe diz. elle, he viii-1 as armas e as divisas que o conde de lloro) man-
velmente protegido pnr Dos: he pena somenle | dou piular as suas rarruasens. As pessoas sonsa-
que 11A0 sej cercado de homens intelligeutes e ho- j las nao queriam acreditar que o imperador permit-
nestns, como V. Es.c. Sr. conde. Eminencia, lisse ao sin irmAo adulterino a lixar a sna origem
responden Monlaltutberl, Dos protege algumas com laola impudencia ; mas foi (ireciso ceder a evi-
vezes a iniqnidade ; mas be islo razo para que ella denria. tis-aqui qual he o brasAo do conde de Mor-
taja apoiada pelos homens honestos a Sr. conde, n> : urna ttlrelltl, urna Ifirlencia. urna Ji/uia e
replicuu vivamente o cardeal, Dos 11A0 protege a embaio por divisa: Idea al mrmento (rala-lee
iniqnidade ; permilte-a.
Um grande jantar fol dado em S. Cloud a lodos
os bispos de Franca, vindos mais ou menos benvo-
lamente a Paria para assi'tir ao baplismo do prin-
cipe imperial. Ohservou-se que este jantar fra
mai longo, e al mais alegre, do que os outros
jaulares ofliciaes, ; mas as boas viandas e os vinhos
lemhra-te. Eis-ahi o quo dae entreler. durante
um mez a chrouica dos ial6tt de San l'etcrsburgo.
pelo'programma oflicial e pelas descriproes enthu- iqu'to "Ao Ozerain esquecer a estes veneraveis
siaslaa dos jdVMH do nverno. Vi desfilar o cor- I P'ados a santa causa da igreja. Insistiram viva-
lejo, dirigindo-se para lolre Dame, e os meus olhos Den,e com imperador para que lomas.e medida-.
CORRUSPOXDKXCIA? DO DIARIO DE PER-
NAinooa
IIAMBL'RGO
."> de julho.
Apenas se acha concluida a guerra do Oricnle.que
ja' outra guerra ameacava a Europa. Durante al-
gum lempo pareca que s restava 1 solurAo pela
ultima ratin, e que a Inglaterra deveria declarara
guerra aos Esladns-Unidoa. Porsn, depois de mu-
tas ostenlaroes, lord Palmerston prefeno na ultima
hora ceder, e aceitar tranquillamenle as inso-
lencias do brolher Jonalhan. NAo entraremos aqu
us delallies, ja' c.'iiheridus, das dillerenc.as entre a
Inglaterra e os Eslados-Unidos ; em lodo o caso de
ambos os lados se commelteram graves erros, a a In-
glaterra sobreludo se compromelteu mu Ingenen-
le, pelo modo porque proceden nessa queslAo. Islo
he a opiiiAo geral, e mesmo a dus circos cm que se
trata de defender a poltica ingleza debaixo de (odas
as circumstancias. Todos dzen\, que se a Inglaterra
eslava decidida a sollrer oi-egaitamente a remor;Aii
do sea enviado dos Estados t'mdos.ella nao devia ler
esperado al que a mesma livesse luuar pelo pre-
sidente Pierce contra a sua vonlade, mas que ja' de-
via ler chamado o Sr. Cramplon lia mais de tres me-
zes. Mas lord Palmerston nAn ple resistir aos seus
desejos de brincar enm o fogo, e por isso nao se eleve
queiiar, se queimou um pouro os dados. Tal
vez que, com ludo, o occorrido seja urna boa licao
para a Inglaterra. OconhVto adiado pelo moinenlo
rom os Estados-Unidos, pode, e nao rieiur de ap-
parecer em breve debaiso d'outra forma e pretex-
tos. Por uanlo este confliclo n.io se funda sobre oc-
cnrreiifias casuaes, mas sim. pn.vm do espirito e
doa inleresseS muitissimo divergentes e rivalisadnres
do dous povos. Em laolo.porcm, que a Inglaterra
tirar dependente do algodao des Eslados-Unidos, el-
la se acha condemnada para aceitar tranquillamenle
os pontaps que os Iankees se servircm de dar-lhe.
Se ella nAo quizer isso, o seu pnmeiro assumplo de-
ve ser de .emancipar do monopolio de algodAo da
America do iSorte^ e a fondscAo de urna tal emauci-
paf.10 he sobrelu4o a pro'mucAo da cultura do algo-
dao do Brasil. Nada he mais claro do que isso,quu
a Inglaterra, e pJe-se dizer loda a Europa, ni po-
rtera' seguir outra polilica para cain o* Eslados-l'ni- ]
dos, do que oppor-lhe um contrapeso bstanle pela |
forhliiMi;:io da grande potencia da America !> Sul.
Easa poltica he lAo natural, que parece incrjvcl qae
nao Tasse cultivada pela Inglaterra.
Singularmente, ao mesmo lempo qsie 01 E'lados-
l nidos mostraran) no negucio com a Inglaterra loda
a insolencia do -en carcter, lem sorprendido lodos
pela sua Condescendencia para com a pequea Dina-
marcana questAo do Sunda.Como se sabe,o gabinete
de Washington havia deminciado u seu tratado
acerca dos direlos do Sunda com a Dinamarca, de-
clarando que depois de decorrido o mesmo tratado,
os seus navios recusariam o pagamento dos direitos
do Sonda. O lampo do contrato acabou co abril
ultimo, eos Estados-Unidos se deeidiram a prolon-
ga-lo at I i dajunho. Uas-esse termo Umbem ja
decorreu, e quandb em 17 de juuho o prirreiro navio
com bandeira 'Norte-Americana, passou o Sunda, elle
pagua 01 direitos devidos, conlenlando-se de lazer
isso debaiin de prelesto.
Mais tarde se amiba que o gabinete de Washing-
ton hava -eonvencionado orna qova prolongar Ao do
seu tratado obm a Dinamarca por mais um auno,
debaixo da clausula que os seus liarlos s pagaran)
os direitos debaiio de protesto, e que dcnlro desse
anno se deveria regular a extinecAo dos direjlos do
Sunda. Dissa se v que o negocio nio ira mal, e
essa prolongajAo deve a Dinamarca agradecer aos
boos servicos&a Kussia em Washington. Na ques-
i.m do Sundaja Russia se lem mostrado sempre mui
alTavel para cam o gabinete de Copenhague, e entr
as potencias aompromellidas na dita questao, a Kus-
lia foi a priiieira que puramente aceilou a propos-
la de caplaliaf Ao da Dinamarca.
A Suecia e Noruega,e o Oldcmburgo seguiram e.
se eiemplo, 10 mesmo tempu que a Inglaterra nada
quer saber di urna cdpilalisaraodns direlos do Sali-
da, mas itisisle na sua proposta que esse direilo cou-
iinne por um cerlo lempo, por exemplo, cerca de
qualorze atrios, al que desse modo se ache paga a
somma deamorlisarAo que a Dinamarca exige, aca-
bando assim por si mesmo o pagamento de direitos.
Entretanto, a Prnssia nAo deu orna decisAo positiva
qualquer, ese conserva na espeelativa. Pela prolun-
uarAo concedida por parle do< Eslados-Uuidos se
licaram deslumhrados rom o ouro das carroageus,
das libres e dos uniforme-. Coulei tres carroageus,
tiradas a H cavallos, oito a seis cavallos grande nu-
mero de dous cavallos para os ofticiaes de ordem
dos principes e princezaa, e lodas com vidros dou-
rados. A arroagem do prineipe imperial era re-
matada por urna coroa que de longe assemelhava-se
a um enorme pastel. Urna coroa ainda mais co-
lo.sal, sustentada por quilro Famas esculpidas o
douradas, reniatava a carroagem de Luiz NapoleAo.
I'ma duplica ala formada da guarda nacional a di-
reila, a guarda imperial e a tropa de hnha a esquer-
da eslava arranjada em (oda a extencAo do cortejo,
desde o palacio das Tuilerias al Nutre Dame. Ai
casas eslavam ornadas de handeiras segondo o cos-
tume, e guarnecidas de espectadores desde o pavi-
Allemanha a esserespeuo. Nao se sabe anda quaes I ment terreo at os lelhados. Mas a mullida o, pos-
as medidas que vo tomar em Berlun e em Vienna,
mas lodo o mun loeslaconveucido, queas potencias
allemAas nAo sollrerAo trauqnillameiite ese des-
dem abarlo da Dinamarca.
Sumanlo, a lerinin.ie.ii das quesloei reslanles
da paz de Pars, taz puucos progressos. O regola-
ment das fronteiras da Bessarabia, apeaas romera-
do, ja' se acha inlerrompdo. Quando a respectiva
cominissAn traloude examioaro terreno, mo-trosi-se
logo a impossibilidade da nova iiuha fronlcira lixa-
da na paz oe Pars, a a necessidade d'umi miidanca
da mesmi*, fazrndo a Russia novas cessoe*. A com-
missao por consequencia nAn poje terminar os seus
Irabalhos, at haver urna decisAo a esse respeiln. Mas
he claro que as novas negociafoes diplomticas nao
poderoser terminadas tAo cedo, e bem se v as dilli-
cnldades que se oppe a urna breve solurAo, porque
he hem natural, que a Kussia uAo lera'vonlade de
posteriormente alarga! as concessoes fetlas para a
paz.
A consequencia dessa demora he tambem a demo-
ra ila evacuacao da Moldavia e Valachia, pelos Aus-
tracos, porque essa evacuarao nao ha .le ler lugar
afim de fazer observar o repouso do dominga nos
eslaheleciinenlos pblicos. Algiius at pediram ao
imperador que fizesse cessar os ataques da PVMM e
do Siecle contra o calholicismo. O imperador, co-
l que bstanle compacta, nAo linha o carcter gran-
dioso que impressiona a imaginario, como as fes-
las dadas, o anuo passado, a rainha de Inglaterra.
Verdade he que outa 1. a exposi^Ao universal tinha
trazado a Pars hospedes de todas as partes do mon-
do. Como sempre, esta mullidao era mais curiosa
do que rnlliusiasla. e lodos os gritos pareciam ler
sido dictados pela prefeitura de polica.
O espectculo de Nolre Dame era mgico. A ve-
llia i-ai 1edr.1l linha sido uleirameiite pintada de
azul celeste estrllalo d'ouro com decorares no cs-
|v|o do scciilo XIII, e laperenas de veludu carme-
ziin listradas- de galAo d'ouro. O centro da igreja,
eulre a nave e o altar,mor, linha sido disposlo pa-
ra a ceremonia do baplismo. I.evantaram ah um
immenso docel d'onde caba uind gigantesca coroa
de madeira dourada. Sobre um estrado se acha-
vam duas pollronas para o imperador e a unpera-
triz, lamboreles para os ministros e altos funcio-
narios, cadeiras com j cochins para ajoelhar, des-
uadas a seis cardeaes ; no fundo da igreja, em ro-
da do aliar eslavam sobre um eslradu os 8-1 arce-
bispos e bispos, le capa e mitra. I'ma balaustra-
antes de a coinmissao do regulainenlo das fron-1 da de veludu carmeziiS fechava a direila e a esquer-
leiras. havor concluido os seus Irabalhos, e cm lano da o esparo em que *via ler lugar a ceremonia do
que os Aualriat-os liram nos Principados Danubianos,
os Inglezes e Francez.es tambem nAo pensam em
abandonar o territorio da Turquia. Uiuaeousa de-
pende da oulra, e a' isso accresce, que todas as par-
les e-i.'m felizes de adiar um molivo qualquer que
Ihe permita prolongar;Ao da occuparAo.
A Austria specialmrute linha um i'arLiyl^fJuje-
res-s di susleni:' laulo qn" !p3SSf*+~J sua ptaUfirt
armada nos Principados, Como se salie, a paz de' '
ris pi'iz em visla urna nova organisacAo dos d
Principados. Agora enlrp a populadlo dos me
se fazem valer planos de orgHiusacAo, inteira:
O|ipostos ao intcresse da Austria, e por isso de\ ar
do grande importancia para esta ultima repi )ir
a aglacAo a favor dess-s planos. A populacA os
Principados deseja urna uniao em um s esladr m
qaanlo que em Vienna querein conservar a h '-
pararAo. A favor dos di-sejos dos Principados j as
conferencias de Vienna do anuo passado se de ara-
rama Franca e tambem a Inglaterra. Nestem nen-
io he especialmente a Kussia que muito se cm 'mha
por esse p|ai-ii, ao qual a Prussia igualmente ai* irlo,
i).- -mu-, lado is.ua'iia s lio* en son- -,rfor a
Turqua, a qual reci-iV de ama aoiaot'Vslj|8fldavia e
a Valadlia orna nova restaurara da influencia russa
ail.1^: 1.1 pela paz. Suoios oltimos das houve umi
mud.mca na pnsfAo das dillereules potenrias nessa
queslAo, leudo a Franca e a Inglaterra adoptado um
punco mais as ideas austracas. As negociacoes defi-
nitivas sobre a organisacAo ilo resto anda nao eoroe-
r iran, e s aslAo em vista igualmente depois do re-
gulamenln das fronteiras.
fin terceiro negocio incitado pela paz de Pars, a
evacuacao Ha Grecia pelas tropas franco-inglezas, foi
o molivo da vagem do rei Olhon da Gracia para a
Allemanha, e em primeira lugar para Vienna.
O le Olhon lenciona mais larde tambem taita*
as cortes de Berln e de Paris. e espera que a sua
influencia pessoal e representacocs pessoaes reinove-
rAo as desfavoraveis ideas que em geral se lem
respeilo das circumslancias da Grecia. Como corre,
ja alcanfuu elle o de-e a lo em Vienna, e o gabine-
te d'atli quer fazer valer a sua influencia para deter-
minar as potencias ocridentaes a orna breve evacua-
cAo da Grecia.
Infelismeme se moslraram no ultimo lempo cem
inaudita lemerdade diUVrenles bandos de ladrees na
mais 1 inmediata proximidad!- das (ropas francezai no
Pxreu, do mesmo modo que luda a l.ivadia se acha
cheia de saltead >rcs, seinquco governo grego al
agora podesse reprimir cssas desordens. Isso nao fal-
la em favor de urna prompta evacuacao das (ropas
alliadas. Debaixo de lodas as circumslancias a esta-
da de cl-rei da Iireeia em Vienna j obleve um re-
sultado bem importante para as finanras do seu
reino.
O chele da Importante casa Sin1 a casa tem
suaongem na Grecia; julgou dever mauifeslar as
suas -\ 111 patina- para a sua patria primitiva, offere-
ceudo a el-rei Olhon um prsenle de um milliAo de
llorna mil conlos deris) para o Ihesouro do Estado
da Grecia. El-rei aceito 1 em nnme do seu paiz.
Tentio finalmente de fallar de tima outra queslao,
da heranca do eongre'so 'le Paris. Ouero dizer, a
queslAo italiana e o conflicto entre a Austria e a
LISBOA
5 de julho.
Dei-lhe parte na minha ultima correspondencia
da solurAo da crise ministerial, e rualgiimai consi-
dera(es acerca da maioria da cmara das depila-
dos, que nAo deixavam de ser verdadeiras, como
poderi avahar pelo que lenho a dizer.
No ministerio hoove urna pequena modificac,ao,
que em nada aliaron o pensamento governalivo,
que nao foi motivad a por conveniencias partcula-
res, e que 11A0 leve o I un 1.miento que alguns jor-
"" sempre, respondeu de urna maneira evasiva, fal- ; na ,|a an|js< opposirAo ralumniosamente Ihe al-
lou das graves difliculdadesdeseinelhanles medidas, (rihuiram.
e disse que reflecliria. Os bispos se reliraram mu; Cono sabe, o marquer. do I.oul era preridenle do
satisfeilos do jantar, que so em,S. Cloud, Ibes pa-1 conselho e ministro dos tstrangeros, r o visconde
receu mu ortodoxo. 1,^ gi ministro da inarinha e interino das obras pu-
A fusao dos dous ramos da familia de llourbon 1 bliea, ; mas com grande ailmiratAo do publico ap-
parece, neste momento, mui rompromellida. Sa-1 parecelam da do Diario (ioreriin um decreto,
be-se que a duqueza de Orleans ha sido sempre I tm que ,e nomeava o marque! de l.otile ministro
mui opposla a isto, ape/.ar das inslancics da sua la- ria, milia. Devendo ler lugar a maiuridade do conde exonerava o visconde daqnelle cargo. Islo nao
de Paris no mez de agosto prximo, ctisaiou-sc urna | agradou, porque o marqoez lem pouca energa e mo
nova tentativa. No mez passado leve lugar outra I |,e ,-oinpetenle na cspecialidade, como he o Sa da
tentativa na Allemanha entre a rainha Amelia, o [ Daiplcira.
duque de Nemours, a duqueza de Orleans c o con-i <>, joraes da anlga opposicAo, que nAo sabiam
de de Paris. A duqueza de Orleans se moslrou I a ,, ,|aquelld oomeaco, iuvenlaran urna ca-
tnahalavel as suAs opinies, o que provoroo, se-I |ullllll, piH explicar o laclo.
gundo dizem, urna suena n.i-lanle vilenla entre el- liisseram que leudo-?e descoberlo mnita cousa bor-
la e a rainha Amelia. Esla exprobrou a' ora a sua | rve| BinhUerio das obras publicas, e estando o
o!nlinac,Ao que acarrelana a Frarjyi desgraras ir.- | visconde resolvidn a pulilicar ludo, os amig"S do Fon-
ralculaveis, que sn a allianca da familia llourbon I les ti|,m tiilo|influe.ncia para o demillirem daquelle
poda conjurar. Pela sua parle, o duque de ,\e- | e**t, nomeaudo o marquez, que teria mais dorili-
mours eiprobrou vixameule ao conde de Pars o | d^e para guardar segredo. A mentira era muito
acha por ora removido um principal obstculo, e le- Sardenha.
mos agora de esperar novas propu'ieijus e novas de-i Como he sabido, o conde de Gavonrem lii de abril
moras. Ao mesmo lempo appareceu um loto mu- navla ''irigidn urna ola Franca e Inglaterr.....a
ment ua queslAo do Sunda. Alim de se assegurar ', 1":i1 fonnulava os desejos da Sardenha favor da
lodo o rendimenlo dos direitos do Sunda, a Dinamar- ,,J,lai e l,or motivo dssa nota, em IS da maio par-
ea em 18:18 eslabeleceu a cohranca de direlos na e- ,io ""' lespacho ila Austria aos aovemos Hllanos,
trada de larra do mar do norte para o Ballico, isto exceplo o Piemonle, respindendo mui violcnlameti-
he, esperialmenle n 1 estrada entre llamburgo e l.u- |p e amcacadamenlc s represenlaroes do conde de
beck, que passa pelo territorio holsleinez e lau-m- Cavour no congresso de Pars. A esse despacho os
Imrguez. Esses dous .slados aeu tempo protesta-1 Sovernos de Roma, Muden e aples ja responde
raen eoerglcameiite contra esse direilo do Sunda so- ram approvalivamenle ; mas nAo o de Parma. All
bre Ierra allemAa. mas nao suecederarn-, e acharam-se "bcnlou um confliclo assa/. serio rom as tropas iUs
lnilmenle ohrigados a reconbecer provisoriamente orcupacoes austracas, a stu tempo chamadas pela
esse novo direilo por um cerlo numero de annos, is- I duqueza reinante,
lo he, al lins de IcHiS. em reiribuicAo do que a Di- Panna se achava em estado de cerco, e haviam
namarca diminuio a ipesmo direilo. Mas agora l.u- j'"'' presas numerosas pessoas, em ennsequeocia dos
beck faz valer, que com a eventual exlincc.lo do di- 1 assi-sinos polticos que liveram lugar nos ltimos
relo do Sunda, acabava toda a base do dilo direilo mezes. e cntregu-s ao tribunal de guerra dirigidos
de transito holsleinez e laurmburguez, e que se ape- l",r ofliriaes austriaros. E0IA0 se fez ouvr no con-
zar da remoeio do direilo de Sunda, continuasse es-; -;re*so .le Paris a voz. ila Sardenha, e n> deixou de
ae direilo d transito, a va de Ierra entre o mar do 'llllluir ""'"e a duqueza e o ministerio. Fez-se valer
norte e o Bltico carregada de direilo, nAo poderia ",r" mo110 ne encarar o negocio, em lugar, de
um terrorismo apoiada sobre tropas eslrangeiras,
queria-se goveroar por meio de doQura, e urna nota
dirigida ao conde de Gavour, decUrou de repente o
Irihiiiial de guerra por incompetente, eonlenoua
immcdiala entrega dos presos ao tribunal civil de
Parma.
A sensacao que cau*nu esse procedimenlo do go-
verno de Parma foi extraordinaria : o roinmandan-
le das tropas austracas prole*too, e para apoiar o
seu protesto nina brigada austraca se cnllocoo na
fronleira do ducado. Mas, o gabinete de Parma nao
se deixou intimidar, e Indo o mundo esta auciosa-
inenle esperando pelo que se seguir.
Na Austria recriara que o governo de Parma che-
que a ponto de agradecer urna vez para sempre pela
interveucao austraca, e de chamar em seu lugar tro-
pas de oceupaco da Sardenha. NAo lie preciso di-
zer que isso daria um grave golpe na influencia da
Austria na liaba.
Na Austria ai conferencia- dos bispos para Irala-
rem da execurAoda concrdala, liudaram em 17 de
jonho. Nada de oflicial se sabe acerca do que deei-
diram, mas parece que o governo nAo est contente
com ai diflVrenles exigencias c desejos dos bispos.
No mesmo dia em que acabou essa conferencia
em Vienna. se abri n'um oulro ponto da Allema-
nha umi oulra conlerencia para interesses puramen-
te secolaies, a conferencia dos plenipotenciarios dos
Dinamarca"em todo o caso joga om jogo'arrVscadiik'-E*lldM-A|,r,nM perleneenles ao Zollvercin, par
simo, provocando ucontecimentos como oa de IStS i tralarem de dilTerentes mudanzas urgentes ue tariTa
ale 1850, sem saber se por seganda vez, poder lor-
nunca concorrer com a via de mar livrede direilo, e
que desse modo lcaria arruinado o imporlaute com-
mercio entre l.ubeck e llamburgo e a base da sua
existencia commereial. A cidade de l.ubeck acaba
de declarar em Copenhague, que de seu ladu 11A0 ap-
provaria nenlium oulro arranju da queslAo do Mn-
ela, se nao o que ao mesmo lempo removesse o di-
reito de transito por ierra. A > mesmn tempo o go-
verno de l.ubeck pedio a proleccAoda Kussia. Ingla-
terra, Prussia e Franca. Quando o imperador Ale-
x.indre II esltveem Berln em maio pioiiino passa-
do, o fyndieo Elders de l.ubeck foi congralula-lo
all, o pedir-lbe a sua assisicucia, e segundo sa diz,
elle foi bem acolhdo. Na realidade, a estrada de
l.iinerk para llanvhurgo, he urna estrada principal
para o transito dos producios russos para a parle oc-
cidental da Europa,e do mesmo modu -omn l.ubeck,
os negociantes da Finlanda se cmpenharain rom o
czar a favor dessa isenca0-de direlos. Na Inglater-
ra na Franja tambem se. reconheceu a necessidade
ilessa isencAo. Com todo al agora a Dinamarca uAo
d.n neuhum signal de querer ceder ao unnime de-
sojo de lodo o commercio da Europa.
Mas tambem em oolro sentido a poltica dinamar
quza denota nina leima e obslimco, dignas de urna
ni'lhor causa, e assim como antes do anno de18!8.
neste momento o grito de guerra da imprensa alle-
mAa de loda* as cores he contra Dinamarca. A
nar-se senhnra delles. O negocio he o seguinta : a
paz concluida rom a Allemanha, lu) verdade que de
um lado >e conceden urna mudanra da posic.io legal
dos Ducados de SrhlMwig, Holitein e l.aoemburgo,
em lauto que deviam entrar com o reino da Dina-
marra na nina 1 da iim estado commum. "Mas do
ontro lado a Dinamarca linha contratado a ohrig.i-
rAo de reapeilar os direlos particulares, as institu-
coes commnns de Schleswig a llnlstein, ele, ele.
ele. A Dinamarca com ludo, desde o principio, s
Iralou de livrar-se das suas obrgarSes. NAo e res-
peilaram os direitos .los Ducados, e"el-rei de accordo
axclusivo com a Dieta Dinamarqoeza,promulgou urna
das alfandegas. A cinferenria reunida em Eise-
nach na Tliiuiiigia, ha de durar 3 mezes.
Das dillereules proposlas s se conhecem por ora
as feilas pela Prussia que siso :
I." A diminuirlo dos direlos existentes sobre o
ferro.
2. A diminuicAo rio) direitos sobre trigo.
3. A elevacao dos diroKoB de importacAo sobre
i.ili ..-o eslrangeiro de a li thalers por quintal, e a
correspondente elevarao do imposto de tabaco na-
cmnal.
Na Batiera a Hiela teriniiou a sol actividado em
30 lie jiiulio, depois de se haver entendido com o go-
verno a respeilo da questao da organisacAo da
baplismo. Por Iraz (testa balaustrada se eleyavam
bancos oceupados pelo eorpo diplomtico, sanado,
corpo legislativo, os mulheres dos fonecionarios e
personagens estrangejiras de distincnlo. As (50(1
pessons convidadas para a ceremonia eslavam gru-
padas, apiuhoadas nis tribunas. A etiqueta axgia
qua Indas as damas se apresenlassem com trajas de
baile ; somenle, para nAo causar milita distracc.Ao
ao dosso clero que lie mui pdico ; rumpre decla-
rar em abono da juslira, que estas damas tinlism
lineado om vto de garca sobre os alvos eolios ; a
rainha Maris Clin.tina c ai llhas eram as nicas
degotadas. Nanea, lalvez em poca alguma as mu-
lheres elevaran] a tal ponto a extravagancia em ma-
teria de trajos : as lazendas de crina, especialmonte,
tem tomado om lalldesenvolvimeuto que natcofat
das suMaMaHa eslo deposlas desde muito lempo.
vii Franca, mais o que em todos os paizes do
mundo, om baile, um concert, urna testa qualquer,
sao campos de balalha onde as mulheres do (om
chegatn armadas dom todas as pecas para esmagar
as rivaes. A velhai e severa calhedral pareca es-
paulada dse verlconver lida em uiu galante tr-
nelo. Nones se vira scmelhante desenvolvimento
de saias de crina jnonslroosas. Cada miilher que
faztl a sua enlradli em Nolre Dame era acolhiiia,
apezar das anlidaile do lugar, por exclamarles de
a.lmiraclo irnica. Apenas via-se a estoca dos
pobres maridos sahir piedosa dessas espessa*s bre-
nhas de rendas e volantes.
Urna ligeira demora na chegada do cortejo cansn
um pequeo pampo em alcumaa tribunas. Espa-
Ihara-ie o hualo de om allantado sobre a pessua do
imperador : lira al corlo ponto acreditado por
alguna funecionarjos qne nao iguo-avam as inqoie-
tacnas do governo a este respeilo ; mas agentes of-
flciaes se deram pressa em v ir desmentir eiles fal-
sos boatos. A polica havia tomado as precaures
mais minuciosas e ale as mais arbitraria-. Tu'dus
os individuos um ponen suspeilos I iran advertidos
para que se eneeijrassem em suas casas lodo o tem-
po da ceremonia, sol pena de prisSo.
0 cardeal legado foi o primeira que chegoii em
orna carroagem lirada por oilo cavallos. O clero,
rom o arcebispo 1 frente, dirigc-se al a porta para
recebe-lo, entra na cathcdral ; o orgAo e os cnti-
cos sagrados re mm. () principas e as princezas
da familia impar al cnegam depois, lodos com man-
tos de corle. O rjrcipe Osear da Suecia esta ao p da
gro-duqueza di Bade, representando a rainha da
Suecia,madrinha do principe imperial.
As G horas e um quarlo, o cauhAo rehoa, o clero
alie com o docejl para recelier SS. MM., e o augus-
to garfo. Es(e he Cuodoiido pela aia, a almirante
lrn.it ; est como afogado as ondas de rendas, or-
nadas de litas azjoes. O imperador <-ia de unifor-
me, de leuentc-gpneral como grande cordAn da le.
Kilo de honra, le o caracha da ordem de Po l\.
A imperatriz traz um vestido hranc-i com guarni-
rlo azul ; o ve rahe-lhe de um soberbo deadema
de brithanles : o espledor das suas pe Iranas fez
ainda sobrasabii melhora sua palidez. A ama, ves-
tida a c.unp meza hoiirbonnez. com o rhapelinho
de velludo po-1.1 sobre a orelha, produz um con-
lrale mui pild^esco no meio do luio desliimbrati-
te de lodos os principes da igreja e do imperio.
r.nitiin a eer iinouia cometa ; lirase ao menino
a (nuca de rr idas, e v-sc-llie a pequea cabera
guarnecida ile 1 abellos caslanhos. (.luandn Ihe po-
zrram o sal na lingua, fez raretas e gritan, como
faz o fillu) do riis simples mortal. Terminada a
ceremonia, o imperador lomou o seu herdeiro nos
bracos e o apnsentou ao seu povo.....de fonecio-
narios, que lira laram Indos: viva o imperador! vi-
va a imperatri; viva o principe imperial !
SS. MM. se dirigiram immcdialamenle ao llo-
lel-de-Ville, onde os esperava um esplendido fes-
tim. Se he rurioso pode ler os prometieres a esle
respeilo, no Ci nstiturionel.
No dia segu ule, domingo, tiveram lugar as fslas
publicas do eslvjlo, maslros, hales, laucando ua sua
estrada saceos de confeitos, a noite illumin.fAu e
fogo de arlilc 1. Segunda feira houve um gran le
baile no Motel de-Villc, um destes halles fanla-ti-
(icos, como o prefeilo do Sena sabe dar Nao fal-
larei as feslas, as galas, dadas em S. Cloud. A-
gora s resla de ludo islo......as facturas dos
orneeedores.
Toda a geni 1 reparn a ausencia do principe Je-
ron) mo na ceremouia do haplismo. Ningiiem quiz
acreditar em a nota do Montleur que moiiva\a esla
ausencia por nina indisposicAo grave do principe,
pois que nitiit-.- pessoas o poderam ver,contemplan-
do da sua varanda do Pa/aii /tm/al a deslilada do
cortejo. O principe NapoleAo, que se acha do mul-
lo boa saude, e por isso nao poda allegar o mesmo
pretexto que orai, foiobrigado a assistir a ceremonia,
mas o seu ar ipelaucolico e .turnado nAo escapou a
ningoem. Desde o nascimento <\o principe impe-
rial reina urna frieza mui pronunciada ende as
Tnltkeriilf t j> Palals Roval. O seuatus-consulliis
sobre a regencia, que se acha neste mnmeulo sub-
mettiilo saocrAo do senado, da a presidencia do
conselho a imperatriz, e parece excluir indirecta-
mente a Tamil]* Jeronymo. Esle senalus-ennsullus foi
occasiAo I. dlscussoes mui vivos entre o lio e o su-
brinhn. Algnrjs das, depois do baptismo, o principe
NapoleAo parti para urna viagem srientifira nos ma-
res do norle. He presumivel que o imperador, cu-
ja inlenro era ausenlar-se de Pars para ir lomar
banhosdas caldas, nAoquiz*sse deixaroseu querido
primo, recriando eventualidades imprevista*, que,
lalvez, pozesiem a sua fidelidadeem mui rudcs pro-
xares.
A poltica neste momento em Franca, acha-se 110
eslado da caimana podre. Um pouro de frieza com
I Kussia, aejeordam perl'eito com a Inglaterra, c al
rom a Austria, o que parecera indicar que se re-
uitiiri? a 1 li a ile revolucionar a Italia ; mas nin-
i:uem se deve liar nislo. O legado, as suas con-
versacoes coro as notabilidades c.ilholicas da Fran-
ca, 11A0 disimuliiii os reccio) da corlo de Runa, a
respeilo dos prnlocnlos do congresso relstiv.miente
aos npgocinsjda Italia. O imperador sempre proles*
(a a -na dedicae.e. a Sania S; mas prest.i-se urna
conlianca m|ii limitada aos seus protestos. Todava,
o legado Palrzi, durante a sua residenria cm Pa-
ris, manifeslou em Indas as oorasies urna admira-
uAo seguir a linha poltica de seus tos. O conde |
de Paria respndela com muilo sangue fro :
Quero seguir os conselhos de minha mAi. Se a
Franca repellir llcurique V, elle nao ter subdito
mais fiel do que en ; no caso conlr.rio, licarei a
disposicAo do meu paii. liel ao testamenlo de meu
pai, a bandeira a que elle sempre servio, a mo-
narrhia constitucional.
Eslas palavras ditas com multa placidez e digni-
dade collocaram o duque de Nemours em um vi-
lenlo accesso de colera, e se separaram em maior
desharmonia do que nunca. De volla a Londres, o
duque de Nemours narran ludu aos irm;lo-,e o prin-
cipe de Joinville lomou immedialameunle a penna,
e escreveu urna carta lerrivelao sohrinho.
Eslas pequeas scenas de familia regosijam muito
ao imperador, que detesta tanto mais os principes
d'Orleans qiiantn el I es anda lem inultas mpathias
em Franca. Acaba de praticar um acto que os poz
em um eslado de desespero impossivel de descre-
ver. Ha de lembr.u-se que, depois dea de dezem-
bro, Luiz NapoleAo baixou um decreto que fazia
entrar no domiuio do eslado lodos os bens, de que
Luiz Filippe lizera doaejto aos filhos, anles de subir
ao tlirnnn. Es herdeiros da princeza de Orleans, ho-
je morios, lizcram reclamaroes ao governo (ranrez ;
ale aaseveramqiio as vigcns e de el-rei de Wurtemherg a Pars, tiveram espe-
cialmente por ohjeoto esla delicada queslao. Verda-
de ha que um projeclo de le foi apreseutado pelo
eonsettio de eslado, e adoptado, sem discussAo. pe-
lo senado, conecdondo a cada nina das prince/.as
de OrleAns, ou a seus herdeiros liO.tiOO francos de
renda. A exposicao dos motivos se funda, em que,
as princezas constituirn) para si como dote as van-
lagens resultantes para ellas da doacAo feita a 7 de
agoslo de 1830, por cl-rci Luiz Filippe a seus li-
Ihos, e que o dote de unid princeza que deixa o sau
paiz para entrar em urna familia estrangeira, pode
ser considerado como nina das condices quo deei-
diram o cn-amento. Mas estes motivos podein ser
evidentemente applicados aos principes de Orleans,
assim como as princezas suas rmlas. A apreseola-
clo desle projeclo de le causou o elleilo de urna
bomba no meio do campo orleanisla. Os principes
de Orleans, a princeza Clemeotiua. a nica filha de
Luiz Filippe, qu ainda vive, enviaran) um protesto
eoergico contra esla adoptadlo eslranha ; prohibi-
se aos jornaes trnceles que o reprodbzissem. Ceo-
sura-se mui severamente nesla circumstancia, o
comporlamenlo do ra do< Belgas e do rei de Wur-
temberg. He fora de duvida que eite projeclo de
lei s foi apresentado tolicitacSo delles. Aceitar
semelhaue adoptarlo he reconbecer a legalidade do
decreto que despoja a familia de Orleans de seus
bens ; quanlo aos filhos das princezas moras he
uto ultrajara memoria da mli e da av.
O conde de Monlalrmbtrt, ausente de Paris, por
causa do parto da mulher, he o nico entre os mem-
oras do corpo legislativo, onde se enconlram toda-
va muilos orleanMas. que lenha lido a coragem de
prolestar por orna carta virulenta, contra urna lei
(Ao homila lora para rom a l'amilia decahida. Esta
caria, que elle dirigir a Mr. de Moray, pedindo-llie
que a lesse em sessao publica, foi enviada ao impe-
rador, em ser lida. Entretanto lirarain-se numero-
sas copias, que foram enviadas aos jornaes eslran-
geiras mas prohibio-se formalmente que os jornaes
francezes a reproduzissem.
Com todo o senado e o corno legislativo, pareccm
querer lomar, depois de aluum lempo, ares de inde-
pendencia. Foi o senado que prmeiru deu o exem-
plo, rejailando. como inconstitucional, um projeclo
de lei acerca da laxa de carruagens de Imo. Hele-
va dizer que esle pnmeiro acto de indulgencia (ave
lugar em consequencia de urna queslao, de inleres-
se geral, e tilo em consequencia de urna queslao lal-
vez, um pouco pessoal. Pela sua parle o corpo legis-
lativo adiou para a WMaio prxima, depois de debates
mui tempestuosos, o projeclo da lei que abule a pro-
hihico em materia de altandegas. O projeclo de loi
sobre as pensos dos altos funcciunarios,alaodouadus
a' disrricao do imperador, deu igualmente lugar a
discusses mui vivas. A cummisslo era de parecer
que se regeilasse pura e simplesmcnle, apezar de M.
Baroche que usara da sua voz mais grossa, 1 que li-
nha ameacado os deputados com a colera do impe-
rador. O velhu fomento parlamentar ruinera a fer-
mentar ; sAo germana de opposi^an, que se desenvol-
vern iiidubilaveliix-nt com is circumslancias.
NAo Ihe fallo das inundaces que felizmente se
acham terminadas: ple ler os lerrivoii promeno-
res em todos os nos>os jornaes. As perdas lio mcal-
culaveis, e e contara por centenas de milhes. O
imperador foi xizilar todos os paizes inundados, der-
ramando por toda a parle sacc .s cheios de miro.
E-las excurscs politicamente fallando, lizetam-lhe
inuitos bens. Alsnetn rallara neslas viagens do im-
perador pranlo Tbien, e pergnntava porque razio
NapoleAo, quaudo o t\pho devastava a Grimea eo
Meio-Da da Franca, ficara Ir.inqiiillamente em Pa-
rs'.' He mui dilicrenle, responden com malicia
Thiers, as inindao'ics nAo -ao contagiosas.
O imperador por prescripc.ao dos seus mdicos, a-
caha de partir para as aguas de Plumlneis, uos Vos-
ges. Dizem que elle se acha aflectado de urna moles-
tia i\a espiuha dorsal. Os jornaes do deparlameu(o
1 irram que na sua sala de lianlios collocaram um
banheiro de prala cora iorneiras. de ouro. O dia da
, insii'.ni.'io geral, na qual us Ducados luavam na I jusli(;a ; mas a respeilo do budget lexe urna
clara para que 11A0 foase percebida e estigmatisada
por Iodos os homens de bem.
A cansa daquelle suceesso linha sido oulra. Ha
nina lei, que determina que o ministerio dos eslan*
geiros esteja sempre unido a nutro ministerio, de
sorlc que, quem exerrer nicamente as funrees
daquelle cargo nAo pode ter vencimeuto, e como se
quizesse dar ordenado ao marquez, nnmenu-se para
o ministerio das obras publicas, por ser este o ni-
co disponivel, visto nao querer o Sa da Bandeira
largar a pasla de marinha, nem rouvir que a de fa-
lenda losse exercida polo Lonlc, que he eslranho
aquellas materias.
Mas nAo lem sido este o nico boato que os jor-
naes a que alludi espalharam e espalham. A ouvi-
los, estamos sobre um volcn, em cada canto existe
um foco de conspirarlo, cercam-nos pengospor lo-
da a parte, o governo be constantemente contraria-
do na sua arcAo pelos amigos do ministerio Iran-ac-
to, convertidos agora em ininigus implacaveis da
ordem publica. Faz rir tanta ini-ena. e admira que
alguns bomeus, que se dizem liberaes e progn-ssislas
propalem lo absurdos boatos, que nAo podein ser-
vir .man como pretexto para pedir a applica;ao do
sxstema demssono que alguns liberaes nao se pe-
lara de pedir.
O gabinete felizmente desprc/a taes conselhos e
vii seguodo a poltica liberal o illuslrada de seu
antecessor. Por oulro lado, a maioria da om des-
mentido formal s aecusares de seos contrarios pe-
las suas volares.
A maioria nAo quer complicar a situacAo, e esta
prompta a fazer lodos os sacrificios para coadjuvar
o governo no que elle intentar a tm .10 pniz.
Se a maioria quizesae complicar os negocius, linha
lido rnais de urna eccasio para o fazer.
A autonsaco para a robranra dos impostes e sua
applicarAo a rjespezi foi volada sem discanto. A
lei para a hvre impoilacAo de ceroaoa eilrangolros
al julho de IS",7 lambem foi votada depois de nma
breve dtacoasao, apezar de pelo arl. 3. dessa lei se
conceder ao governo um voto ampio de conlianca
para elle acudir a caresta peles raen que julgar
convenientes.
Mas lian se arreditava na sinceridade destas vola-
roes, porque se siippuiili'- que havia inteucAo reser-
vada de complicar as colisas, quando se Iralasse do
emprestimo que o governo linha resolxrido pedir ao
parlamento.
Ora,1 sem qoe houvease intencao reservada de com-
plicar a situarao, a queslao do emprestimo poda
dar lugar a urna crise, porque a maioria elava al
cerlo ponto comprometila neslc negocio.
Felizmenle resolveu-se ludo o melhor possivel,
mas nAo sem sacrificio da parle de alguem.
O governo apresenlou-se cum elleilo ao parla-
mento pedindo autorisarao para conlrahir um em-
prestimo de l,.KK) conloa capial real,) cojo encarga
rinri -.1 pole.-e exceder 11:2 conloa. Niligiiem roin-
balia o emprestimo. mas o que nAo se quera ad-
millir era, que este se pedisse sem se pedir ao
mesmo lempo o tributo para fazer face ao en-
cargo.
A queslao era esla. Se o governo pedisse o im-
posto, volava-se o emprestimo ; scnAo o pedisse,
regeitava-se a medida.
Na commisso de fazenda houve discussAo acalo-
rada, mostrndose ao governo a necessidade que
tinha de transigir ; mas este pareca disposto a
nao desistir do seu empenbo, dando a entender, que
pelas economas e por urna parte livre do imposto
das estradas se julgava habilidado para satisfazer ao
encargo.
A queslAo era muilo grave, e urna reuuilo da
maioria convocada pelo I miles leve lugar, alim de
decidir-se o que convinha fazer.
A desunan eslava ilumnenle, en que en dizia na
minha currespoudeucia anterior, e-levc a poni de
verilrar-se.
Anles do abrir-se a reiiniAo, os deputados do
Ultra-mar, que dellemlerain o governo transarlo,
formaiam um comit pule, e ilcridiram, losse
qual fosse a resolucao da maioria, apoiar u go-
veruo com fin de sustentar no ministerio da mari-
nha e rolonias o visconde de S, de quem aquella
denotado! esperan) muilo.
K'la decisAo e a aliludc que Inm.na a esquerda
da cmara, luIHiiram no animo do centro, levando-o
a .lar o pas'O quo acaba de dar.
A maioria resolveu apprnvar a medida propnsla
pelo goveiuo sem fazer qmslAo do imposto. O Fon-
lea cuslou-llie a resiguar-se. Elle quera comba*
ter, mas nAn sei su lir.iria hem, pois o Jos Ksleva
e Sampaio separavam-se delle. e com esles ira nao
sn a esquerda, mas mesmo alguns do cenlro, onde to-
los os governos leem sempre adeptos.
O Fuulcs e Ca*al Kibeiro, um rumo ministro que
ha ponen largou o poder pela qui-sl.io do imposto, e
o oulro pelas suas declarar/es ua cmara eslavam
compromeliulos a lal poni, que nao me admirara
se elle, se Mparaannl da maioria. Nao o lizerain, e
nlslo deram prova de abncgacAO e de laclo, sacrifi-
cando conveniencia polilica seu orgulho e a sua
coherencia.
Tomada aquella rnsolucao, apresenlou-se na c-
mara a coirunissAo de lazeuda, dando o sen parecer
sobre a medida propmta pelo governo. o relalo-
rio que precede o projeclo de le esla eacripto por
mfio de meslre, e he urna lirio de economa publi-
sua chegada em Nanc>, o pao, segundo o preco, de- j ca e de liuaucas dada aa gabinete,
via ser augmentado de cntimos por dous kilo- A anliga oppo-icAo licou indignada, e nAo ha cou-
grammos. Alim de se fazer querido da popularan, sa que nao diga. Veremos 0 que faz na discussao,
ordenou ao maire que conservasseo plu 110 prero [que deve comcrar na segunda ou larca-Taira pro-
ordinario, dixondo que pagara o excesso da laxa a tima.
caita do seu bolsirulo. Foi recompensado da sua As razes que moveram alguns depulados a ap-
muuiliccncia por arcos de Iriumphos, handeiras e | provar a medida do goveruo, foram o dizer-se, qoe
gritos de viva o imperador. Conduzio comsigo um por comlnnaces feitas entre n Foulcs |- os ininis-
sequilo pouco uun)erosu, mas o prefeilo de polica o Iroi. esles *e linham compromeltirio a apoiar na
mandn acompanhai por 2()(> inspectores de quar-
ti_-ir.ni. e um grande numero de agentes secretos,
sem contar urna pequea guarnirlo aquartelada em
Plambieres e nos arredores.
Os habitantes de l'lombierrs quizeram, como he
decostume, aproveilar-se da residencia do impera-
dor pata alugar as suas casas por precoa (al.ulosos.
Fallae no proprio juiz de paz, que pedia _K) mil
francos de sindemiiidade para dar a sua casa a pes-
snas da comitiva do impeadnr. O intendente olle-
prnxima elci^ao as candidaturas dos depulados da
maioria, e que o governo eslava resolvido a lancar
inlo da dictadura, caso ulo losse approvada a me-
dida nroposla.
Qualquer desle duas razes lie bastante forte,
mas lAo verdaileira me parece a segunda, como dis-
paralada a primeira. Pois o gabinete ha de entre-
gar as eleu/ies ao Fontes e ao Kodrigo, para que
esles Ihe aprcienlem urna cmara, que teria de o
malar'.' NAo o rela. Nesle caso valia mais o
mente da sua casa, e se inslsllaram uello. F^is una
extraordinaria liclo de legalidade dada ao juiz. de
paz!
Parece (ora He duvida agora que Napoleao, anles
de enlrar em Paris, ira' a fronleira da Ulemaoha
para se encoulr^r com o imperador d'Austria. Os
rejada Bavicra. de Saxouia e \'v urlcinherg, devom
assislir a esta entrevista preparada evidentemente
para etmtiabalancar a viagem ile Aleundre II cm
Berlim, e allianca ma-s estreita do que nanea da
Kussia c da Prussia.
O numeroso pessoal da emhaixada extraordinaria
para a Kussia deve einharcar-se hoje au amanha.i
no Havre para San PelariburgO. O ronde de Mornj
rao profunda para rom .1 p'ia do imperador, lo-1 ira'por Ierra. Dizem que o imperador nao fliou
dos aquelles! que convercaraui com elle licaram im-iquautia ao seu emhaixadnr, i-que Ihe deu caria
pressionadns. Na vizila que Ihe fez o ronde de branca com a unir* remuiniendaran de bem repre-
Moiitalcmbtrt, exprobrou a este o ter-se separado I seulat a Franca. Falla-se muilo nos saines da Pars
receu 10 mil francos ; o juiz de paz recusou ; mas > morrer ja, e nAo fazer a ridicula figura que se quer
apezar das suas reclamaroes apuderaram-se militar-1 que ella faja, arranjando urna cmara que o lanza-
ra por Ierra na primeira volac,Ao
Enganam-se aquelles que pensam. que o Julio
Gomes se sujeila ao triste papel, que llie querem
lazer reprcenlar. ICu niio sei se u governo inler-
vir.i aclivauente as elciees. Creio que nao ; mas
rreiu iguaiuicnie que 11A0 sera complel.imeuie esfra-
nhsi Iota, O floe autoridades hilo de influir at
rerto ponto a favor dos candidatos ministeriaes. As
rcromuiend.irnes 00 1'anles c ilo llodrigo lorio me-
nos forca do que una simples palavra do muu.iro
do remo.
Aqni vai formar-M um cintro eleilural. Humea-
do pelas malaria! das duas cmaras, alim de diri-
gir us Irabalhos, e leon disto lalla-aa n'nnia di-
gressAo as provincias do mirle fela pelo Fonli-s, Un.
.ti.... Casal Kiheiru e alguns nulro^. pai j preparar
all as rousas em -en favor.
luda islo milico que a lu j lia de ser ri-nliida, e o
que para muila gente he eerto, que o ministerio
transad.- sabir,1 da futura cmara, para nnin he du-
viduso.
O marechal duque de Saldanha continua no com-
naiidu em rhefe Uu exercilo. In-lnii pela demissao,
purem o re nao lli'a deucousa de que os inuni-
gos do marechal nao gustaran).
\ imprensa peridica lem eslado virulenla c um
artigo da t'irltMfSo esleve a ponto de dar de si Ba-
la ou oilo duellos.
O raso he curioso, c por isso vnu narnar-lh'o.
Escreveram a CoifanjHto um arligoemresposiaao
l'ortuqHez, pelo qual esle jornal se julguu olTendido.
Como a ollVnsa era grave, o redaclor pedio explica-
res que uAo foram dadas. Daqui um doellu entre
as duas redaeces, sendo cada una representada por
dous redactores. A cousa semelhava-se a lorneio, e
os pa li miis resolvern) que s um duello poda ler
lugar. 11,11 ni -se d- ajustar as condiees do combat
e sobre isto grande discussAo. i.inenam as lestemo-
uhas do Sanl'Anoa, redactor da Porlnguez, que o
combate fosse ao sabr ; queriam as do Corvo f re-
dactor da Ciciltsartiq ) que o combale fosse a pis-
tola. Estes linham razio, porque o Saol'Anna pos-
suia grandes vantagens 6obre o adversario a arma
hranra. He forte, he gil e conhece as armas. O
Corvo he calillado, tem falta de visla e nAo conhe-
ce a armas.
Em vista destas razes, ns padrinhosdo Sanl'Anna
cedern) e ajustaran) as contienes de um cmbale a
pillolla. Depois desla combinar/io, rollan) os pa-
drinhosdo Sanl'Anna dizendo que o seu alilhado
nao quera baler-se pistola, e elles se nflereciam
para sustentar o combate. O rdlertcimenlo nlo foi
acceilo, e disso se lavrou acta.
No oulro dia novos padrinlms procuram o Corvo,
mas os desle. declaram lindo o negocio, porque o ad-
versario nAo se linha apteseulado ao combale ajus-
tado. Pnssa-se o dia e no oulro apparece no Vor-
tiiguc: a narraeo do aconlecido, com urna car(a
dos prlint-iros padrinhos do Sanl'Anna, confessandu
que linham exnrbilado.
ACirilisaro responde, e narra os surcessos de mo
do que o Sanl'Anna fici collocado em ma' naaicjao.
Para sahir della ilirige pelos primeiros padrinhos
mi.a carta ao Corvo, dizendu Ihe que, por delfereu-
cia a esles, arceita a pistola, mas com a condic.Au de
licar um dos rnmbatenles fora de campo.
O Corvo recebe a 'caria e diz que os seus pa-
drinhos iriam encoulrar-se com os outros a certa
hora. NAo vo, e d'aqui dous duellos em pers-
pectiva. Os padrinhos do Sanl'Anna a exigem urna
satifacAo do Corvo por os fazer esperar. Arranjou-
e esle negocio, mas os padriuhos do Corvo mero
vem urna ra (a (Au enrgica aos do Sanl'Anna, que
dous duellos se aprcsen(an) em perspectiva. No-
mci.im-se oilo (es(emunhis, e depois de larga dis-
russo, accorda-se em que u rarla du Sant'Anna seja
retirada das mans ilo Corvo, e que a dos padrinhos
desle seja considerada como nao escripia.
Ficain em presencao Corvo e o Sanl'Anna. Os
p.idrinhus d'.iquellc declaram que o negocio esli lin-
do, e que u Corvo nAo l'.ir coosa alguma,porque el-
los nao o deixain sahir da boa posir?o em que esta
para suhscrever a urna resolurlo lardia do seu ad-
versario. Os padrinhos do Sanl'Anna declaran) que
nlo Ibes he possivel por face a face no campo os
dous adversarios e que a honra du seu alilhado esla
salva.
Todo isto vem i imprens; e assim termina urna
pendencie- era que lijur.n .. I pessoas, quasi lodos jornalis-
t-.s r drpni pin-, eque levou doze das a decidir.
Ja -e mo rinlnnlli.i la maior '.' Eu nunca vi. A
cousa complicou-se pela exorbitancia de poderes que
os primeiros padrinhos ilo Saut'Aona pralicat.un, e
islo servir de exemplo a luturos para que sejam cau-
telosos em circumslancias idnticas.
Estes successus fueran) o assumpto de Indas lai
conversacAe* durante alguns dias. Naa restas do
Passeio Publico nAo se fallav em oolra musa ;
mas hoje que si a passados poneos das, parece ludo
esquecido e ninguem se recorda ja ilcsses aconteci-
nienlos que chegaram a ecl\ psar a polilica.
O cholera iiivadio-nus. Contam se alguns dias i()
e 50 casns, mas nem lodos de mor le. Por em quan-
lo aloca principalmente as rlasses inferiores e por
isso nAo se nota grande terror. Parece mesmo que
nem semelhanle visita temos cm Lisboa.
Tem havido grandes calores. Nos Ires dias qae
precederamo deS. J0A0 foi de nAo se poder tolerar.
Felizmenle ahrandou e ltimamente a temperatura
lem eslado regular.
O anno v*i pessimn para a lavoura. Dizem qoe
o anno qoe vem sera' um anno de fome.
I-'allei-lhe em feslas do passeio publico, e preciso
dizer-lhe o que eram aquellas feslas.
Aqui os passeios fecham logo a' noite, porque nen-
lium ha que esleja Iluminado. I.embroo-se a 'di-
ic-c.i 1 das casi- de as\lo de pobre! de Iluminar o
passeio publico por meio do gaz, arraujar all urnas
Iiarracas, onde varias seuhoras vendessem artel, e
improvisar mais alguns diverlimeulos, como bandas
ile msica, fogos de artificio, luz elctrica, ele. pa-
ra chamar a concurrencia. Assim foi, e o resul-
tado correspondeu ao que se esperava. Os pobres
tiveram daquelle mido alguns cotilos de ris, qoe
nAo loriara lendo-os pedido directimente a' can-
dado.
O signar di Pielr, nuncio em Lisboa,acaba de ser
elevado ao canlinalato, Deixa esta Ierra ero breve,
pois que o seu successor ja chegou.
E ja que fallei em lardeaos, dir-lhe-hei que o ar-
cebispo de M> telen.., lmmem respeilarel pelo seu sa-
ber e probidade, acaba de fazer um requerimenlo
a' cmara dos pares, pedindo a accusarAo do patriar-
cha pelos crimesque tur. artigo riunmuuicado de jor-
nal Ihe iinputava, e que o arcebispo se promptilica a
ir provar. Esles crimes slo -m. ma sacrilegio e
alguns mais desla forca.
A cmara nada resolveu por em quanto, mas o
escndalo he muilo grande para que lique assim.
A corte vai para ('.mira logo depois de fechadas as
cmaras, passando d'alli a Mafra onde se demorara'
ludo o verAo.
O rei D. Fernando lica em Cinlra.
Parece que a primeira secrao do caminho de ferro
d'aqui an Carregado se abre a rirculacAo no fim desle
mez. O governo intiinou a cuinpauhia para conti-
nuar a obra por sua ronta.
Ilontem o gabinete veio pedir aulorisaco para
adiautar VI ceios companhia por conla das ae-
ros que restou por passar. licando as mesmas aeces
como hvpilhera d'aquelle adiamntenlo.
Em llespanha tem havido molivos bastante gra-
ves,'alguns imoliva.tos Jpela fome. Tem-se laucado
logo a el. :111a- fabricas, e os incendiarios que se
leem podido prender foram passados pelas armas.
As eommi-ses militares funeciunam em varios pon-
tos julgaiiilo os perturbadores da ordem. Em Ba-
dajoz a pupulaca fez um tnoliin na praca dos Tauros,
assaltou o ram inte da auloridade e deiton fogo
praca.
O rrinislrn do reino Ivscossura sabio de Madrid
para restabelecer a tranquil I idade e indagar ai causas
da desorden).
ICm Franca houve inundaroes espantosa!. Lylo
sollreu muilo eoulras Ierras liveram perdas men-
sas. O imperador Iransporlou-se logo aos pontos
onde maior fra o prejuizo e fez avultados hlonalivos
s popularo-s. O corpo legislativo votou dous ml-
llii-s e na Inglaterra abrio-se urna subsrripcAu.
Os negocios da llalla (em eslado complicados.
Parece que se prepara all urna insurreiclu. O esta-
do em Koma foi declarado anormal pelo mmi-lro
ile Inglaterra, e pens que ligninas dispasires serlo
tomadas para que cesse a ocoupacAo estrangeira.
A nueslAo de Inglaterra com os Estados-Unidos
lerminou pacificamente, dandu-se expticaee* de
urna e oulra parle.
12
Desde a minha ultima correspondencia ale boje
poucos uu nenhuns successus nolaveis lem occorrido,
e por isso sere breve.
Ja Ihe fallei na aulorisai;ao qoe o governo pedir
an parlamento para levantar om emprestimo de I ..VIO
eouUis riereis, capital real, e por lan(o nAo farei hoje
eonsiderares tal respeilo.
Mas o qoe ha de nolavel nesle negocio, he o ter si-
llo volada a autorisarao por onanimidade! I 111 caso
desles he novo nos noasoa fastos parlamentares, e se
lem ignificarAo, nAo he por cerlo favoravel ao ga-
binete.
O visconde de S bem o comprebendeu. dizendo,
quando Ihe deram parte da volarlo, oh! enlo afo-
garam-nos !
Com elleilo,Toram alogadose a sua respousahilida-
dc he grande cm piesenra de um vol de tan ampia
conlianca.,
A votarlo foi nominal e mais de nm depuladn le-
ra no futuro seus amargores pela ronlradicao cm que
edeiioo cahir, negando a aolorisacioao Fuiese
Coneedendo oulra menos detenida aojse Jorge l.ou-
reiro.
A maioria derlarou pelos seus principara orlos,
que votava naquella queslao pela razo poltica.1- ei
ver aos seus adversarios adillerenra que havia entre
INI) e oulro empreslimo. assim como provecen da
parle ilo gibinele explicares que eram muilo neres-
sarias.
Pilos tenaos vagos em qu xiuha lormulada a
proposia do .metuu, poda tsle fazer mu u|ie-
r.ic.io muta ou alcanzar os fundo, doa arretnatau
tes do lbaro, arrinjando-sa com elles na arremela-
ro.
Era precisn esclarecer eites pontos a (oi o que
procuraran! fazer os orgos da maioria. O mini.irn
do reino, que foi o que lomou parte 00 debate, de-
claroo as intencors do governo e trauqoillisoo a c-
mara a lal respeilo.
Nam operar.1 mixta se fara', nem contrato algooi
rnm os arrematantes do tabaco.
O ministro do reino, oeste debate, ola dea prava
de grandes rerursns parla man lares, edirei mais MO-
(rou-se inferior a sua misslo. Nlo d.i o larajoi,
rasleja ; e pelos campos da economa pobUca nao
marcha drsassombrado.
No gabinete falla om orador,e nos araigoi mlimos
nAo leem sen.10 o Passos .Manuel, orador eloqaen.
mas pouco proprio para ns dbales da aaloma d'a-
quelle de que se Iratava.
O Passos vio correr a disenssao sem ada temar
parte, e se a Fontes e seus amigos qoireesma atacar
de veras o gabinele, creio que elle nlo sabina besa
da discussAo.
Ms nAo sa pensa ero atacar o governo, porque tai
pensasse moilos occasies ie linhim orTeracido para
isso.
Na distribuirlo dos fundos do emprestimo hara
muito por onde dar urna boa lirio ao ministerio, aa
alguem qoizesse explorar aquella mina.
Esta indillcrenca explica-se. A maioria entan-
deu que loda a queslAo oliva na urna, qae he ruta
que ha de decidir, e portante nlo Ihe convinha rom-
per hostilidades com o governo, qoe na eleiro po-
da tirar vinganca; c por isso vai gaiihindo lempa a
approvando lado que o governo lubmetle a sancclo
do corpo legislativo.
Depois, a sessao est a lindar, e nestas altaras lo-
dos eslo caiicadn- de fallar, nao Ibis anctoeanda por
isso exercilar a liogui, mas sim rerolher as patrios
lares para tratar dos meios de voltar para o anata a
orenpar a mesma cadena em S. Benlo.
He cousa curiosa orna cmara a lindar Appra-
vam-se leu importantes que nem ao menos se leem,
e he ue-tas alturas qoe as commisses clareos nana
verdadeira auloridanc. direi mesmo, nina verdade!
ra dictadura.
O que as commisses fazem esta besa feita e a
maior parle dos deputados, quando o presidenta non
a volarn qualquer objeclo, olo tratan sa nao do
saber a que cummisslo perlenee, para se regularen
pelos seus memluos nn qoe leem a fazer.
Asseguro-lhc qoe nctes ltimos qualro dias tem
as commisses a presentado mais pareceres do qne esa
lodo o tempo da sroslo.
Mas apezar de se trabafhar a vapor, en creso qaa
ale o dia I nlo ha tempo para so vencer a trela, a
assim lalvez seja preciso proroger a anana) por aun
Igiins dias.
Verdade he que pode correr-se o risco de'.nao ne-
var numero de depolados, pois urna grandelparte ja
tomou lugar na mala-posta, e duvidn que qneira par
amor da patria, perder aquelles tantos mil rea qae
cu-la o lugar.
Volou-se hoje na cmara o contrato feilo pelo en-
verno com Mr. Bernex, o qual se compromet* a e
tabelecer urna carreara de barcos a vapor antro Lis-
boa e l.oonda.
As vantagens concedidas sao, um subsidio ananal
a companhia de.'iK cornos de res, um haausiilraor-
dinarioao concesionario de fill eonlosda reta, isen-
cAo de pagamento de du ritos pelas machina e va-
pores importados, assim como iseorao da pigami-ii
lo de decimas dos lucros da empreza. Cincadan n
lambem (odas as vanlagens que se deram a compa-
nhia Lusn-Krasileira.
O conressionario o.iabeb-ce tres vaporea de grande
capacidade, e pelo sxstema a hlice, para fizer as
carreiras entre Lisboa e Luanda, esUbcleee oolro va-
por para navegar enlre o Ambriz. I.eanda, Bena.ai.l-
la e Mainiedes c um oulro para a navegara do rio
Cuanza.
Deve sahir de Lisboa cm rada mez um vapor -I
Luanda oulro, tocando em Cabo-Verde, S. I'homc.
e Busau.
Nao menciono as particularidades do contraln,
porque seria longo e de ponen inleresse.
As vanlagens qoe desla navegaclo devora resallar
sao immensas e facis ce avahar. Oxa*a\qoe o con-
idio se leve a efleilo e nao acontara o qae lanas va-
zes nos lem aconlecido.
A empreza be de grande alcance, mas nos primei-
ros lempos nAo dan' lucros tentadores, pois qae a
sua prosperidade esta' ligada a prosperidade da An-
gola, que eertamenla nao pode dasenvelver-se de
um dia para oolro.
A Afuea oflerece grandes recursos, roas he preci-
so em pregar cap tan para os fazer apparecer, o be
disto qae penco se lem tratado.
O eslabelecimeulo de urna carreira a vapar daqai
para Loanda, deve animar o nosso commercio e im-
peli-lo naquella direcrAo ; bom aera' que dio nai
lique indillerente e siga o romo qoe se Ihe a-
ponta.
A corara .lo eleitoral de qae na minha correspon-
dencia anterior Ihe fallei,anda uio esta' ergantaad*.
Apezar disso trabalha-se ja com actividade as atei-
res.
Os candidatos sAo lautos como praia, e ha tal rir
celo onde a anliga maioria, ou regeneradores, per-
dem a eleielo pelas mullas candidaturas que scepre-
sentam.
A lei eleitnral nao he alterada, como se esperava
e a que o governo transado bem como o aclaal sa
linham compromellido.
Par 1 nam para o eslrangeiro os marquen da Fron-
leira e condes da Torre. Vio a Allemanha o creso
que a Italia. (1 ministro da Blgica tanabem nartm.
Foi com liceuca do seu governo.
Parece que a adherencia de Portugal ao protocola
de Paris, nos trara' algama peqaoaa desinlclligen-
cil com os Estados I nidos.
O minislru desla uaco havia apresentado ha lem-
pos a.- nosso governo ama nota, em qae Ihe propu-
nha adherisse a um principio por elle esUoelecten.
0 priocipio era immensamente liberal,qae 1 mer-
cadera no mar cosa va dai mesmas immanidides qoe
cm trra,mas o nosso governo nlo den respaila a-
quella ola.
Agora apparece o protocolo de Pars, qoe aprsen-
la duulrina muilo liberal, e pele convite qne nos
lora feilo, e pelas disposires do nosso governo, jnl-
ga-se que Portugal acceitara os pontos de doalriui
daquelle protocolo.
Mas, arceilaulo-os fica inhibido de poder contra-
tar com oulras potencias, e nesse caso la' asa' ex-
cluida a liante. O ministro desle paiz qneiu-se,
pois que elle linha apresentado o principio antas da
Inglaterra e d'aqui as desinlelligencias.
Parece a primeira vista, que o ministro dos Esta-
dos Unidos tem lo la a razio ; mas melhor examina-
do o negocio, v-se que nlo he assim.
O ministro dos Estados luidos nlo aprsenlos
credenciacs do seo governo para tralar.e foi par ism
que o minislro de Portugal ulo adherio ao princi-
pio por elle eslahelecido, com o qual, he preciso de-
clara-lo, se conformava inicuamente.
O cholera tem aqui feito alguns estragos. Segan-
do me informam, houve das de HO o 100 casos, anas
apenas :lu de roorle. Para orna populadlo de 100
rail almas nlo be nada.
O mundo elegante vai desertando para Cinlra, de
sorle que Lisboa, vai estando insuporlavel para os
no-sos tigres, rhaino-lli" tigres, porque aqui nlo ha
lees. Isso he animal sn proprio de Paris e Lan-
dre-.
Do exlerior nada de nolavel. A llespanha conti-
nua oaquelle estado violento qoe parece ser o estado
normal do reino vizinho.
IIF.SPANHA.
AIcanc'in a s do cnenle as folbas e correspon-
dencias de llespanha.
O duque da Vicloriateve orna dilatada a saluda
loria conferencia com a rainha. Nalurahneate a si-
tuacAo do paiz seria o nbjeclo de importantes oh-
servacoes cnlre sua magestade e o presidente do
conselho.
Assegora-se que a 1 orle nlo sahira de Madrid es-
le verlo, e qoe antes do mez de agosto nlo se veri-
ficarlo as nupcias da infanta, irmla do rei, com o
principe Adalbertn da Baviera.
cima da Casa de Campo e sohre o Manzanares
se esl rooslroiiidn um banho para a rainha Isabel.
Islo prova que a corle nlo satura da capital no
verlo.
Cnnlinuam as prietas em Madrid. Diiie-ee no
dia '1 que lora ronduzido ao governo provincial a na
qu ilid.nle de preso. D. I '.ole-lino tejado, irmAo do
couhecido cscriptor I). Cabmo.
Acresrcnl.i o Clamor ;
Ainda-e acha incommunicavel no governo ci-
vil, 1). Ole-lino Tejado. A sua imprensa he do
jornal intitulado Padre f'obo>, e parece quo oclla
se eslava imprimindo urna circular com o intuito da
se reor-.auis.-ir umi sondada secreta sob o palio. 1 -
mo da companhia de Jess, o
Assegura-se qne em poder da mulher do rarpia-
leiro fozilado em Valhadolid.se> enronlrvo omi caria
escripia por esle ultimo 111 cidria a na qual se ra
1 claro alguus nomos.
Coirem por Madrid 1 ..mor,-- i.n trn- arhroia -
c que nu di* 5 lem lonaiam iureudiar a lalira do
MUTiraD"



gaz e al se dii que o painl da plvora. A (ropa es-
leve em armas, e alguus pontos da povoacao esla-
i van) oreupados por fortes reforros.
Aflirma-se que se encontraran) proclamarles in-
cendiarias no sentido carlista, e que so apprehen-
deram instrucroas em lalim dirigidas ans cheles dos
que rapitaneavam esli conspiradlo ; que se prepa-
rava o incendio dos padejos e Mricas de familias, e
lambem das oflicinas de alsuns peridicos liber.es.
Consla-se que i trama ee drjfez em virludcdi vigi-
lancia das autoridades,mas he fora deduvidn que o
Tacho incendiario que deixou ruinas era Valhado-
lid. em Falencia e em toda a Luidla se agita no
Informan) de Sevilha a Discussion, jornal demo-
crtico, qua appareeeram proclamares em sentido
religioso, porm pregando a devastarlo e o im-en-
dlo.
lia por serlo em Madrid certa anciedade, mas,
a (dlt o citado peridico) estamos certos de que to-
dos os hberaes snUocarSo com seus bracos e com
a nos ani(a(a. b
. '>'^e batalhoes da milicia, para procederem deaccoido,
se % initniaoa da liberdade tratassem de promover
desordena pelo est> lo das de Castalia Velha.
A combinarlo, dix o jornal las Caries, segundo
ou vimos, he dar carga ans amotinados, qualqucr que
seja o seo grito, logo que se veja urna casa ou uina
fabrica acoromettida e sem esperar inslracces de
ninguem. Nonoi parece roa esta idea, n
Para o que venha a acontecer mandoo o govemo
aproximar de Madrid forjas do eiercito, e a tropa
de Vicalvaro, Alcal, Aranjuei e Prado podein efce-
gar a capital em brevissimo lempo.
No da 8 devia chegar a Madrid o ministro do
reino, Sr. Eseossura, di sua commiasSo Castella
Velha.
Em urna recente correspondencia de Valhadolid
dio iDleressantes promenores acerca de Mariano Pe-
oago, que foi rutilado. Tlona Ti annos e eslava era-
pregado como cpale* aa hnha do caroiuha de fer-
ro, com bom salario. Foi dos primeiros que enlra-
nl fm "* '*"#' kroiprum, capilaoeaudo as tor-
jf!'--?_'*ul '"^S*^"01" oi0 favorecan,. Apelar
fl'!!,u*, olnciee de Ihe set poupada a vida
ie lizesse declararas sobre a origem dos fados, nao
te eaoecgoio que disteste cousa alguma.
_ Carlas de Valenca referem que em breve chega-
rao aquello dislriclo railiUr mais dous batalhoes e
immedialamenle se formarlo duas brigadas, cada
urna de Ires batalhoes con a sua respectiva cavalla-
ria. Lua deven lmar posirflo em Jaliva,para per-
der, aem muita fadiga acudir ans pontos deuoraioa-
dos da marraba e a provincia de Alicante ; e oulra
em Hurviedro que he ponto central em relarlo a>
duas lionas liradas abade esta povoacao at Segorbe
pela estrada real de Aragao ea Castelln pela estra-
da real da Cataiunha, podendo ao mesmo lempo a-
cudir com promplidgo capital, a primeira em ra-
zio da proximidade em que >e aclis, e a segunda a-
proveilando o carainho de ferro em que s gastara
duas horas.
Trai o diario de arcelona do dia i urna caria
do seo correspondente de Vich, em que se diz que a
fabrica de Foolaoellas tinha sido incendiada na ma-
drugada da vspero.
No mesmo dia partiram para Vicho segundu cora-
roandauleda capitana geral da Oalalonha e c audi-
tor de guerra, l-oram presos os incendiarios e
aiiegura-s, que aero eiemplarmente castigados.
No dia i receben o govemo informarlo de que
ero Arganda se inleaUva perturbar a tranquslhdale
publica, provocando-se exeessos semelhante aos
peipelrados emCaalella.
Immedialameote se ordenou a sabida de orna co-
lumna deduas compaohias de cacadores e sessenla
cvanos que chegou aquella povoacao i meia
Para Toledo tambem partiram 50 cavallo do re-
giroenio estacionado em Aranjuez. Nequella provin-
cia bunve lenlalivas que se frustraran! de secundar
as desordena de Castella. lomando por preleilo a
derrama dos iroposios. Felizmente, chego a lempo
a noticia de serem reprimidas pela energia das au-
toridades, e a ordero nao foi perturbada em To-
topo.
tiuadalajara foi salva de tumultos em consequen-
eia de ei.slir all a forra militar e a escola de en-
geuheiros. O bngadeiro commandanle desta e as au-
toridades, moslraram-se resolvidos a receber liro
iodos os que, soh qualquer preleilo, allerassem a
Parece que o parlido carlista he o mis eompro-
metndo nos succesios de Castella.
Annunciou-se oo dia 2. comecaram a cobrar-se
suma"0" ,,np0Sl0S e,n Sev'"" sem novidade al-
Tarabem, segundo rommunicaces telegraphicas,
resbbelcccram-se as porlageus em Vaienc sem a
roais leve desorden). Que difieren entre' o estado
daqueila cidade ha seis mezes e o que aprsenla
hoje 1 r
Todo se explica, diz a Epteha, pelo fado de que
sao o milicianos nscionaes os que tem que perder
uoj Iranslornos e alboroto*.
Em Seniora, escreve o Clamor, exista, segundo
parece, ha lempos, urna sociedade secreta no senti-
do reaccionario, de que o governo ja leve conl.cci-
meolo anterior o revoluolo. O goveroador civil,
sciente do que se forjava, dictou medidas preventi-
vas que evitaran) a etploslo das de.ord.m em &imo-
ra e qeando Ihe cooslarara as d Booirmile, passou
a esta povoaoeo, onde tomou dsposicoes para que
nao Tosiera impunes os alternados.
Foi preso em Santarem o padre Coevas, o mesmo
qoe estove em Nava del Rey, donde foi eipolsopelo
alcaide, por hever formado certa atsociaco, a quai
den uma bandeira.
A rainha Isabel atsigoou os decretos que conce-
den) ,10 general Hoyos o titulo de marquez de /.or-
nse, e o general D. Jos de la Conclu os de mar-
quez da Havanae visconde de Cuba.
l)o Meiico escrevem Nacin, em 3 de j-
s C168.0.0 n00,eln "t"' no8e ministro residente,
o r. D. Mtguel dos Saotos Alvares, e no mesmo dia
pedio orna audiencia publica So presidente, a qual
ine foii uulhorgada para amaubaa. Este pateo dado
pelo ehefe da Repblica, faz augurar que as que-
loes pendentes com a antiga metropole terminarlo
amigavelmenle, como o deseja a opiniao geral, sem
dislinc{Jo de elttses.
Espalhara-se que o Meiico mandara u.n agente
aos estados-Unidos, reclamando a proteccao contra
a eipedicao hespauhola ; anula que se verifique,
pne-se multo em duvida cm que o gabinete de
vviininglonva Inlromeller-se u'om negocio que
nao Ihe inleressa, oem directa nem indirecta-
mente.
Haver* algons simulacros navaes antes da par-
tida da eipedicao. *^
O Ires por eruto consolidados ficavam no dia 8
i 10 p.
Os 3 por cento diVridos 2i, 85.
Aecoat do Banco de Hespaoha V2\ p.
/.,
ttjgM I PjjWgWg TECv FIRA 29 OS JULHO DI 1856
IITEHIQR.
RIO DE JANEIRO.
CAARA DOS SRS. DEPLTADOS.
SESSAO 1)0 DIAII DE JULHO DE 1856.
Presidencia do Sr. riscondt de Iloependy.
O Sr. Cunlia Fioueireo (em continuarao.)
O juiz de direito fallando a lingoagem d'a sua cos-
liimada siocerdsde, diz-me gue o que entao corria
acerca do etso sobre o qual eu o inqueria, era o que
consta da res posta qoe vou ler a' cmara:
o Illm. e Eim. Sr. consrlheiro Dr. Jos Benlo da
t.uiiha e Figueiredo. Termo presente a carta con-
fidencial de V. Eic. firmada m 18 do correnle, em
que me ordena procuraste indagar minuciosamente
todas as cireumstancias que precedern), o as que se
seguiram ao fado do contrabando de Africanos, qoe
por ordim do delegado de SerinliSem fra apprehen-
dido pelo commandanle do destacamento volante,
no dia 13, na barra de SerinhAem, no qoe pasro a'
responder. No dia 11 do correle appareceu oo li-
toral do lermo de Serinbgem uma embarcaco, e no
dia seguinle dava signal de querer entrar na barra,
o qoe eOectivaroente fez coro a presenra de uma ou-
tra embarcarla, que pareca vir em seu segoimeoto.
As pessoas residentes na barra de Serinhaem
tuppozeram a principio qoe a embarcado eouduzia
gente doeole do cholera, mas por certas observarnos
qoe lizeram conheceram que Irazia Africanos, e
vista disso uro baroaceiru resiliente na barra (igno-
ra-so o oomei ,dirgio-se a' embarcado, qoe linha
fondeado jauto a ilha de Santo Almo, eeolendeu-
lo-se com o eapiKIo da embarcaran, esta disse-lbe
que o gratifieava com 1009 te o levaste presenra
do coronel, ao que annnindo o barcacelru eondozo'o
capitn para Ierra, e o levou presenra do coronel
Antonio de Menezes Vateoncellot de Drommond,
suppoudo que era esse coronel a qoem o capitn pro-
curava, por ser o qoe morava mais perto da barra ;
entao diste o eapilao *o coronel Menezes qoe Irazia
ama porcao de africanos, e qoe quena que Ihe dcs-
se o desembarque ; aoque respuodea o Menezes que
elle capilar, se tinha engaado, e que offerecesse o
desembarque a ootro, accrescenlando qoe elle era
delegado.
* Esta respeta do Menezes desapontou inteira-
raenle ao capitn, a ponto de dizer que como esla-
va na presenra de uma auloridade se julgava preso,
e so recobran coragem quaudo o .Menezes disse que
se ritirasse, que o d.1o prenda; mas antes de o ra-
pitao relirar-se mandou o Menezes chamar o tlllid
Dr. Antonio de Menezes Vasconcell-s de Drommond
e depois de ter conversado em particular com el-
le, tomn a deliberarlo de ataumir o eiercicio da
delegacia. Em seguida sanio o Dr. tiln, do Mene-
zes com o cpitao para a barra de Serinhaem, e lo-
-o depois leve tugara aprehensao da embarrarlo em
questao, que he opalhabote, por ordem do delega-
do Menezes, sendo o aprehendeilor e guardador do
palhabote o inspector de quarteirao .Manuel Elias,
morador em Ierras do Menezes; convem declarar a
V. Ec. que Cantes de o capillo sabir da casa do
Meuezet, fez cutrega ao lillio Dr. de uma caixinha
conleudo lodos os papis relativos ao contrabando.
leila aiapprehensao do palhabole a'.tripulaclo veio
liara Ierra condnzindo roobos, etc., e all secoi-ser-
voo com as posmas que concorreram para observar
pestoa, e tarde da noite retirou-se.nlo se sabendo
para onde; tendo o eapilao seguido para as Algoas,
segondo dizem.
A's 10 horas da noile pouco mais ou menos ap-
pareceu Francisco Cavalcanti Wanderley, cooherido
por Chico Lacador, morador no engenho das enalbas
do termo de Serinhaem, e lirn do palhabole qua.
renta o tanto* ou einroenta tantos africanos, dn
quaes den alguns ao delegado Menezes, ao inspec-
tor Mauoel Elias, quecoosenlio na sabida d.safri-
canos,le o resto levou para as Coelhas, onde lein
vendido alsuns. O palluilmle vinha direrlainunle
para Pernamboco, e era dirigido a Jlo Manuel ile
Barros \Vanderle\, rendeiro do eogenlio Serrara
da comarca do Cabo. O capillo he do Rio de J.:-
ueiro, e era dono do palhabole e car^a, o que sei por
iuforniBCes.
lie o que posso informar a V. Eic. sobro a ap
prehenslo e extravos dos africano!, e Dio ha mo-
tivo para se por em duvida o que lira referido. O
delegado Menezes nao qoer vn uin soldarlo em Se-
rinbaeiii, e quaudo por all app.ueceu o deslaca-
raento, r eprcstntu contra elle, ilizemlo (ite M c<-
panlaitdohispocos, e me-moque est diilicullanilq/Ss
providencias da polica sobre o dcscobriinenlu/dus
autores do extravio dos africanos, o
llavendo o commandanle da rtlacao naval partido
para o Rio Formoso no dia IT.volta a 2i, Irsteado
as predas, mas nao leudo podnio laxar wnfehenala
alanma nos africanos qoesodiiia eilraariados, nem
capturado a Iripulacio do palhabole: dtzendo-me
pariirularineule que tripularan ja nao exislia era
Seiinhaem.
I.erei o Irecho do oflicio, em que elle se emprime
assim:
ii Illm. e Eim Sr. Tcndn sabido ueste bricuc-
barca no da 17 ilocorrciite, pelas K l|-2 horas da
manhaa, smenle pude fondear em Tarnandar mi
dia seguinleas !) huras da in.uibaa, por causa dos
ventos bonanzosos que encontrei.
{inmediatamente embnrquei-ine em um csca-
ler, edirigi-me a cidade do Kiu Formoso, ondocon-
ferenciei com o eapilao Flix Jos da Silva, com-
inanil.iiide do destacamento volante, sobre a com-
nii.s.siio de que V. Exe. me linha incumbido, sendo
por elle informado de que liana sob sua gaarda cen-
to e sessenla e um africanus Inres, que aprisionou
em um hiale na barra de Serinhaem, h ivendo falle-
cido um antes da miuha chegada; rom o qual se
completiva o numero de ceulo e sessenla e dous,
n Sabendo que o coronel Gaspar de Menezes Vas-
concellos de Drummond, delegado do termo de Se-
rinhaem, se achava em um deseusenuenhos. olliciei-
Ihe rogaodo-lhe que viess se entender camisa so-
bre ubcelo de sercico, mas como me respondessC
que oseu estado de ande nao permiltia faze-lo, re-
tolvi-uie ir procura-lo, o que liz no da O, depois
de ler no dia anterior mandado para bordo deste
briguc-barca cento e sessenla africanos livres, inclu-
sive dez do sexo remolino, licandu tmenle um em
poder do capillo por eslar moribundo. Informado
pelo dito delegado que nada se sabia acerca do des
tino do eapilao e equipasen) do hiale apresado, e
sendo contradictorios e al inverosimeis alcun* dos
boatos que onti, nao n sobre Ule poni, como to-
bre ns tutptUai que hmriam de extravio de frica-
canos antes do apritionaonHO do hiale, iicnhuns
esclarcciincnto* posilitoi posso tranimitlir a V.
Eic. Com ludo nao posso omiltir que lodos sao
concordes em reeonbecer que bouvei esse evlra-
vio, variando smente na apreciaran do numero do<
africanos subtrahidos e de seus autores, bein como
em considerar esta mp irlaiite captura devida ao
zelo e extraordinaria actividade do commandanle
do destacamento colante suprajnencionado.
A cmara notara que o em;ei)hoda residencia do
coronel Drummond he muilo perto do lugar em que
se deu o desembarque, parece-me que apenas disla
pouco mais de meia legua.
Ora, ja em yirtude da confidencial do jniz de di-
reito do Rio formare, ja em razio do nenliom re-
sultado da coinmisslo de que haviaen incumbido ao
commaudaote da e-lacao naval a respcilo da captu-
ra da tripularan, coiuerava eu a desconfiar seria-
mente da eflicacia do coronel Druininond para com-
pletar a obra da apprcheuslo; e poii.uiio. no dia 26
urdenei ao chefo de policia para que se tran.ipoilasse
ao Rio Formoso a tratar pessoalinente das diliaen-
das tendentes ao processo que Ihe competa instau-
rar e todas as mais providencias respectivas. I.e-
rei o oflicio que sobre este assumplo Ihe dirigi :
Illm, Sr.A'vista do qoe lenho eommuuicadu
a V. S. ofpcial e particularmente acerca do proel-
mo desembarque e apprehensao de africanos bacaet
no Rio Formoso, julgo do uraenle necessidade, ago-
ra que ja estao concluidas as pruneiras diligencias
de investigarlo c deposito dos mencionado, africa-
nos e dopalliabole. que V. S. paste temporariamen-
te a referida enmarca, onde julso necessaria a sua
presenra, alim de proceder i mais escrupulosa ave-
riguaclo acerca do delicio, e dos individuos que o
conunelteram, e mesmo para o fim de azer apare
hender quaetquer africanos que por ventura bou-
vessem sido subtrahidos dopalliabole antes da ap-
prehensao, como se toapeita, c tambem o capillo e
roais pessoas da tripularfio, que segundo os ulluuos
boalos se arham abrigados no lermo de Serinhaem.
Para o sr-u Irausporle e da gente qoe V. S. lulgar
neressaria, acha se pinmpto a soa dispoticao o bri-
gue de guerra Capibaribc, que sabir,i as horas que
V. S. designar.
.Nao dei verbalmenle ao ebefe de polica outras
iutiucres e nao as que vuu referir : quo chegan.
do a Serinhaem se enlendcsse cora ..ironel Drum-
mond, fazendo-lhc sentir a rigoXdsa obriga^lo em
que elle se achava de coadjuvar a appreheurlo dos
afriemos extraviados, e captura da Iripolasa; que
quando nada por si quiesse fazer, por temer cuin-
promellimentos, desse iiiformardes exactat dascir-
comalaucias do delicio, para que o chele de polica
podesse obrar com proveilo; que dissesse ao coro-
nel Drummond qoe a soa diligencia eslava defei-
tuosa, eque eu estimara muilo que elle se sahisse
mu bem nesse negocio, tanto mais quinto era aulo-
ridade; que se infelizmente n coronel Drummond
n,1o preslasse a necessaria coadjuvarlo, entlo deve-
ril o chefe de polica rielar ee d-lle, e proceder com
toda a energa contra quem quer que fosse, poden-
do cobrir lugo toda a comarca de destacamenlos, va-
rejando lodos os engenhos tuspeitos, e finalmeiiie
usan lo dos meios mais eflicazet, anda que pareces-
sem despticos, porque o caso nlo era para menos.
Mens senhores, eu nlo podia ser mais terminan-
te, nem mais severo, dando scmclhantes inslruc;oes
ae chefe de polica, l'artio o chefe de polica para
Serinhaem. Agora me permilllr a cmara fazer
urna digresslo por amor da ordem rhronologica das
cireumstancias que se iam surcedendu a retpeilo do
negocio do palhabole negreiro.. Ha uma qoe nao
convem omiltir.
Quando se soube no Recife que em Serinhaem se
havia dado o desembarque de africanos, apparcreu
no Diario de Pernambuco e no Liberal Pernambu-
eano n. 907 a noliria do acontecimenlo, contada no
mesmo eslylo accphato em qoe fora dirigida a par-
ticiparlo} do coronel Drummond.
A nilm era fcil inferir que semelbanle encum-
menda nlo podia rer sen3o do bacharel Antonio
Drommond, como vim ao depois verificar. Mas
tal vez se me prrgonle qual a razan de pretender o
bacharel Drummond dannificsr-uie. Eu respendo.
Esse moco foi meu alumno na academia de Olinda,
e eu um dos lentes que mus pugnaran) para que
elle nao perdesse um anno de freqoencia que esla-
va em risco de perder, rreio que por nlo ter sido
matriculado, e elle se eonfetsava muilo meu agra-
decido ; mas Uve a infchcldade de o Sr. marquez de
Paran desooera-lo do cargo do procurador fiscal
interino da fazenda, em Pernambuco e entender o
Sr. Antonio de Drummond qne a'sua demissao fora
suggerido por mim, e por con com as cousequencias dfsse acto espontaneo do Sr.
presidente do conselho, que sabe milito bem que
nunca Ihe pedi o lugar para oulrcm, nem disse
cousa alguma a respeito do Sr.r. Drummond, que
gratuitamente licou sendo meu desalfecto. Pelo
que pretenden aproveilar-se da ocensiio do palha-
bute para fazer-me algom mal, e nlo s redige o
oflicio qoe me foi remeltido em nome do pai, di-
zrndo que a comarca se achava arephala, isln he,
sem autoridades, como tambera manda para os tor-
nees poblicares nn mesmo sentido. D'ahi levan-
loa a aoliphona Liberal Vcrnambiicano para clamar
contra o deleixo do presdeme que era simiente
de qnem se oceupava ) e excitar as iras do eslran-
gdro, considerando-me al cmplice no contra-
bando, e dizendn que o trafico eslava declarado cm
Pernambuco. IValli lamben, tirou o cnsul iuglez
preleitoi...
Um Sr. Diputado :A boa hora ; e o que fez o
Riflemanl
O Sr. Cunha Figueircdo ....para me fazer um
oflicio astim em forma da nula, concebido nos ter-
mos seguintes :
m O abaixo assignado, cnsul de S. M. Britnica,
na provincia de %Peroambucn, lera a honra de di-
rigir-seaS. Exe. o Sr. Jos Rento da Cunha e
Figueiredo, presidente da provincia de Pernambu-
co, etc. etc., a respeito trafico de escravos africanos que lia infelizmente
ha orcorrido na embocadura do rio de Serinhaem.
e Conata da columna nftici?! no Diario ile l'er-
nambuco de 5 de jullio ultimo, que o governo de S.
Ble. eslaya de poete do fado de se esperar um na-
vio nesreiro que desembarrara a sua illicila carga
naquella loralidade ou na sua vizinlianra, e que x-
pedie as ordens uecessarias por intermedio do chefe
de polica as autoridades locaes para calaren) vigi-
lantes, e preveiurem cssa infraerio da lei ; o que
nlo obstante, le-se no Diaii de l'ernambuco i\r 17
do corrente. que qaando erieclivamente appareceu
o negreiro nenhuma daqucllas auloridades eslava
no sen posto.
A consequenria desta rulpavcl e incxplicavel
neglgeaeia, fot, aeeuado asinlormarOesquen abai-
xo assisn.do lem recebidn, que de cerca de alo
Africano*qae eampanhamosao earregamenlo hu-
mano, 76 foram fallados, e reduzidos a perpetua
escravidlo com a sua pnsteridade.
o O abaixo assignado esta longe de querer emba-
razar o governo de S. Exr. e nada Ihe poderia ser
atis satisfactorio do que ler a cerleza de que os as-
serrea comidas no Diario, tu* informares rere-
bidas pelo raesmo abaixo assigna 1o, sao errneas;
mas, al que islo se d, elle jolga de sen dever co-
mo representante do eoverno'de S. M. Brilaaie
nesla provincia revocar a lembranra de S. Etc. as
nhrigaees ronlrahidas entro u seu soveruo e o do
Brasil na convenci de Jt ilc novembro de I8l, e
protestar contra a negligencia das auloridades cima
mencionada*, como una quebra as anas eslipula-
res, como um acto discordante dos lenes esforros
dogoverno imperial para extinguir o trafico de es-
cravos, e romo um incitamento a renovarlo desse
infime traliro, ha mallo abandonado nesla pro-
vincia.
Qaando o cnsul, Sr. prndenle, dirigia-eae e(a
nota, linham sido ja publicados no Osario de l'er-
nambveo os odiaos que l, e qae romprovavam as
providencias que eu havia dado ; ja linha eu expe-
dido oriem ao chefe de polica para partir pan o
Rio Formoao ; e purlant o cnsul ingle/, devia es-
lar rerlo deque a govemo imperial, por seu agente
em Pernambuco, linha tidn mui solicito em prever
-obre o i ilneclo. A pojado-. E seo ronsnl julga-
va que algura descuido havia da p .re do presiden-
tere1
va tratado o Sr
mas S. S. astim
mo dirige-me t
teda provincia, poderia mallo bem entender-te com
elle, e eu nlo m) dir-lhe-hia o que toubesee, mal
lamben! pedir-llie-hia inlormares ; pois que o in-
" na represan era rouiinum, e eu sempre ha-
C .per cun luda a urbanidad ;
lu ubrou, e com qualropedras na
la 'ola.
Mas eu jolgan-lo-nie chelo de razan, e mui cario
'la reuularidade dos meus arlus a respsito do caso
de Si-rinhaem mnilos apelados!, respundi pela ina-
neira seguinle : |
(i Tcnho as mos o oflicio, em forma de nota,
que V. S. me aciba de diriair, dizendo :
Constar da columna oflicial do Diario de l'er-
namliuco de 5 ds-julho ultimo, que achando-me de
posse do futo dje se esperar um navio ueareiro.qiie
desembarcarla ai soa ilfieila carga na desembocadu-
ra do lio de Serinhaem, uu sua viziulianra expedir
as ordens uecessarias por intermedio do chefe de
policia as autoridades loraes, para e-tsrem vigilan-
tes e prevenir.-ni essa iiifrarrao .las leis ; o que nao
obstanle, le-se do Pinrio d" Vtrnambuco de 17.1o
corren!*, que doande effedivameole appareceu o
negreiro, nenhuma daquellas auloridades eslava no
sen posto.
Que a eoaaeqoeaeia desla culpavel e inexpli-
ravel negligencia, foi. segundo as informaees que
j \ S. rerebera, que de cerca de 210 Africanos que
rou,| uuli.im o rariesamento, ao menos 7(i foram
furladot e reduzidos a perpetua escravidau coma
soa poslcridada.
Finalmente, que cslando V. 8. longe de que-
rer embararar-mc, nada Ihe poderia ser mais sa-
tisfactorio du que ler a cerleza de que as aseereOM
comidas uu Diiirio, c a inronnaees receidas por
silo errneas ; mas que. ate qoe islo sene.
V. S..
jnlua do seu dever, como representante do govemo
de S. M. Brilaliira nesla provincia, revocar a lem-
braaca desta presidencia as obrigaros conlrahidas
entre o govenfo hrilanico e o no Brasil na conven-
ci de 3 de npvembro de 1826, e protestar contra
a neoligeucia djas autoridades cima mencionadas,
como uma quebra das suns eslipulaces, como um
aclndsconlaiilc ilo leaes eiforcosdo "governo impe-
rial para extinguir o Irafico de escravos.e como um
incilamniloa jrenovaclo desea infame trauco .ha
milito .,li ni hundo n. -tu provincia.
a f.rn respaila, cumpre-me communicar, que
considero delalnanha gravidade a quasllu que V.
S. susrit, que me nlo parece cungruente aceitar so-
bre ella uma djsrusslo diplomtica, que me parece
smenle deven ler lugar na corle do imperio, entre
0 ministro de. Al. Britnica e o governo imperial
a cujo alio cunherimentu Costamo sempre levar, com
a manir lidelid ule, ludo quinto Se pas-.i na idmi-
nislrarae pruvaiciil.
Accresce que, nao envergando V. S. no pro-
prio faci da ipprehenslo do negreiro, e na corres-
pondencia oflicial publicada no Diario de i'ernnm
buco, prava mais ex'iberaule da aincetidede com
qne procuro desempeuhar o meu dever, e assim sa-
lisfazer os leaos catorros do governo imperial ; e an-
tes, sem procurar ler V. S. comigo a mais liseira
roiiferencia sobre lal assuinplo, oem ao menos por
mera benevolencia, nuistrando-se pelo contrario lio
preocupado co n as infiiiniares que recebera, e com
uma carlaiparlicular Irauscripla no iririo del 7,que
repulo astucioia, eu nao po-so nestas cireumstancias
contar com a licidode de o convencer e tranquil-
liar, pareeem ii-me purtanlo infructireras quaesquer
explicares mi nhas, por mais feceis e claras que
ellass-jam. Assim limitar-inc-hei a declarar a V.
S. que sem ne tildada de ser Instigado, lisongeio-
me de nlo ter sabido al buje descuidar-me do qne
devo a minha honra, a honra do meu paiz e ao
meu govemo.)
L'sei na minha resposla da palavra astuciosa,por-
que, como lisie a cmara, eu ja sabia a origem das
noticias a quejo consol havia dado lamaulio crdi-
to. Replicoufmc elle pelo modo que a cmara ob-
servara do documento qu vou ler :
Illm. e 8,xm. Sr.Tenho a honra de aecusar
a recepcao do pllicio de V. Exc. de > do crrenle
e sintoque V.Exc. leiiha fetoda miuha nota um
negocio inleiramenlc pessoal ; c 'quando V. Ec.
appetla para a sua consriencia do dever, para a sua
honra, e para p do seu paiz, s posso responder que
ellas nunca foram poslas em qoesllo.
a Em refarencio a es-a nota ver V. Exc. que o
protesto delia limita-sc aquellas autoridades poli-
ches por cuja negligencia (aulas creaturas, seus se-
melhanles. for'am redolidas a escravidlo ; e como
me perecea ser esle fado inronleslavel, nao conceb
qoe a corlezia para com V. Exc. ,o qual conlio que
nunca r.illei exicisse que eu procuraste explicares
peetoaes qne eje poli /acta mo produzissem resuda-
do alguni.
l.amenlu tambem profuudnmente que esse aclo
se confirme no meu espirito, priraeiramenle pelas
cirrum-liinciasda apprehen-o que fui leita por
oin individuo particular, >, e em segundo lujar pela
rerusa de V. Exc. n em prcslar-rne afourna cxpli-
caclo.u
Ja se v que o cnsul eslava obstinado em querer
por forra que a apprehensao fosse effecluaila por
um particular, porque assim Ih'o dizia o Dr. Drum-
mond, que inculcava ser este particular, mas es-
queceudo-se de que se quizesse siislenlar que a pre-
sa linha sido folla por ssu pai, como disse em seu
otlicio, nao poda deixar de ser ella considrrada fci-
ta pela umuiul i.l". porque o coronel Drummond
ein delegado, d como lal obiou. .lulguei que de-
via pr lerinu a1 miuha correspondencia com o cn-
sul sobre o objeclo, e- participei ludo ao governo
pelo ministerio dus neeoiios estrangeirus i moitos
apoiade* cm dala de i-.l de outubro.
Vejamos agora, senhores, se a linis do Dr. Drummond me prejudicava, islo he, se quan-
do se deu o faci do desembarque dos Africanos em
Serinhaem eslava a comarca do Rio Formoso ace-
1 b. I,i, como elle dizia, sem juiz de direilo, sem joz
municipal, em delegados de policia. Nesse occa-
silo era juiz. de direito da comarca do Rio Formoso
o Sr. onralvea Campos, u qual acabava de ser re-
movido para o Par, e substitoido pelo Sr. Jos Fi-
lippe de Souza l.elo, que se achava no Bonito. Lo-
go que live a participado dessas remoces, commu-
niquei as an Sr. Souza l.elo, e mais larde ao Sr.
taonrilves Campos, porque desejava 'que este lar-
gasse a vara quando o seu soccessor eilivesse na co-
marca.
t) Dr. Jos Filippe achava-se gozando do indulto
da lei, e preleudia descansar ; mandei-o chamar,
recommeiiilei-lhe que senuisse para o Ro Formoso
poique o Dr. Campos quera retirar-se, e eu nlo
goslava que a comarca fica>se com juiz de direito
interino. O Dr. Jos Filippe prumellen-me estar
em Rio lormoaoatc odia 10, c entlo escrevi ao
Dr. Campos parlicipando-lhe islo me-ino, e recoin-
mendando-lhe que nlo deixasse a var. emquanlo o
Dr. Jos lihppe nlo chegas>e para recebe-la. e que
a nlo passasse ao juiz municipal. Com elfeito acon-
tecen que oSr. Dr. Campos, escrupulisando muilo,
passasse a vara no dia II) e.o juiz municipal, e o Dr.
Jos Filippe chrga-se no dia II e tomasse posse no
dia 13. como a ramera ver dos documentos que vou
ler, e qoe sao iartas do Dr. ;,Campos, a mim e ao
chefe policia :
Formoso, l( di outubro de 1855.Em 10 do cr-
renle oulubro, Irerchi a estiinadissma carta de V.
Exc. de 7 de solemhro prximo passado, remeilen-
do-me a partielpario ollicial e recommendanlo-me
que passasse o basti a., meu successor Dr. Jos Fi-
lippe de Souza tl.fao. Esla incumbencia nlo pude
ter cumprxda alleralmenle, porque o Dr. S"uza
l.elo anida ni* linha rhrgado ; eu reeebi o ollicio
de v Eic, abi e li-o primeira que a carta, no en-
Irelanln que mli achava principiando um despacho
perante um int ressado, a qoem logo declarei que
nlo podia man despachar porque eslava sem a
a do mmenlo irapedio-me ronser-
paaeei a B. Leal ; mas em 11 cheijou
lo, que a reassumio em13;nSo
nconveuienle algum.u
a deucar de largar loso a vara, por-
lie determinado pelo citado decreto
digo criminal, e pelo termname
aviso |u. 8 de 93 Ue Janeiro de 1844. Ilu nao obstante
alias he cerlo, pkn louvor do Exm. Sr. conselheirn
Joie Benlo seja (lito, que largando eu a vara em III
de oulubro, applreceu logo nesla cidade no dia 11
a iu ue o Sr. DrJ Souza l.elo, que repusando do
enlado da viageii, assomio a vara logo no dia I i ou
13 : e que esle S\. Dr. anda leudo minio- dias para
gozar do prazo d veio mnilo antes Ue expirar esse prazo lomar conla
da iisua vara porU-xiuenciaiparliculan. do Sr. conse-
lheirn Jos BenloJ Tan.bcm quera o mesmo Sr. ron-
selheiru que eu ebilresas.se precisamente a varaaoSr.
Dr. Souza Lelo : loas isso nao foispocdvel porque n
rereprloda participarlo por mim no dia 10, um sr,
da antes da cheui da do Sr. Dr. Souza l.eo, me u.io
consenlio, a face las leis riladas, fazer a vonlade a
S. Exc. tanto ma s quanlu recib essa pailieipaclo
dame de parle reWreulr no juzo, e eu sobre mim
nlo desejo um alomo de responsabilidade. I)-
cam o que quizcreh os adversarios injustos doSr.
Josc Benlo, elle esla' cxlreme pe mnima mancha ;
esa opposicau rooHre no nasredouro, e dcsappare-
ce como u ligeiro fkimo ante o supro do vento.
Son Com especial devorao de V. S. reverente col-
lasa e amigo.jV,ho liaptista Goncaltet Campos.
\, pois. a cmara que a minaren nao eslava sem
juiz de direilo, e si eslivesse, a culpa nlo seria mi-
nha ; mas nao su I nha um juiz de direilo, como
dous; linha duas calieras. Risadas. V tambem a
cmara, que no ten po que decorreu enlre o largar o
Dr. Campos a vara c a entrada do Dr. Jos Filippe,
nenhum (aconten nte veio ao servico ; c uole-sc
que aleo dia 13, en que se fe/, a apprehensao. nem
um nem outro desseb jaizes de direilo me havia di-
to cousa al.-oin., a rispeilo do contrabando de Afri-
canos ; nto sabiam delle, s o sabia o Sr. corouel
Drummond.
_ Quanto ao juiz mi nieipal, de que falla o officiodo
Sr. Drommond, era elle o Sr. Theodoro Machado
Freir, muco que m i merece conceilo mui fovora-
vel. llavia-me elle pedido ama licenea para virt
vara ; esla pre
var a vara, que
u Dr. Souza l.e
huuve portante
/: MUI podi
que o contrario
pelo arl. lindo
capital Iralar de ncgi
porque anda recri
rerdade au se fallav
muia parcimonia
cios de familia ; recosei-a, nao
e o rontrabandn, pois que em
j nisso, mas porque guarda-
em dar essas licenras a juilas
lellrados ; elle, poren, inslnu, dirigio-se* ao secre-
tario da provincia pa a fnllar-me... Vou dizendn lu-
do para que a cmara fique srieule de ludo ; sei que
hei de aborrecer nao apoiados ; eu mesmo catan
aborrecido de ir nesl, camin ; mas nlo tonto c- JtS ""a W^SSt q"" co,,sl"e. a "I**
medio.. ''a da comarca dn Rio lormoso, consista no det-
(ir..ni lo pira a ilepntarlo de Pernambuco, que da
signal de approvacau.j Porlanto, havia juiz muniri-
pat uu seu posto, eo jola municipal supplenle h
lano jaia como o eReelIvo. iMuitos apoiados.'
Quera nao eslava no seu posto era o primeiro de-
legado supplenle de Serinhaem. Esle delegado sup-
plenle tambem geaava de muilo bou) couceilu ; era
o Sr. Antonia Hermano, que linha viudo ao Recife,
nlo com licenea minha, perqu as auloridades po-
ticiaesque nlo venrem ordena lo nn pe lem licenea
quando qa-rem sabir do lugar, o que fazem tmen-
le be participar aqnella que lem de succeder-lbe.
Foi justamente u que Tez ,. Sr. Antonio Hermano,
porque parliripou a quem devia sutislitiii-lo, que era
u Sr. Jos Wenceslao Peretra Basles, o qual assumio
o exereino de delegado, sendo l.imbem subdelegado
ell'eclivn, e disse que eslava promple a rumprir o
seu ilever ; e o eslava na Verdade cumprindo ale que
o Sr. coronel Drummond spresenloo-se, e partici-
pen adiar-ee em exercicin. romo se convencer a
cmara pelo domnenlo que vou ler :
Illm. Sr..Necessilo que V. S. lenha a bnndade
de declarar ao pe deste, se quando acaava-me em
exerncn do cargo de primenu supplenle do delega-
do deste termo, em das de outubro do crrenle au-
no, passei ou nao a V. S. o inesnio rargo, na quali-
dade de segundo supplenle. pur ler de sabir para
fura do lermo.
lieos guarde a V. S. Serinhaem, l^denovem-
br.i de I55.Illm. Sr. Jos Wenceslao Alfonso Re-
gucira Pereira de Bastos, digoissimo subdelegado de
policia do primeiro dislriclo. Antonio tirrmano
Regueira Pinto de Souza, primeiro supplenle do
delegado. i>
Illm. Sr. Sem a menor duvida declaro a V.
S. que reeebi um ollicio seu, datado em 7 de oulu-
bro, passando-me o exercicio da delegacia, por ter
V. S. de sabir pura fura do lermo. E ainda mais Ihe
declaro que, achando-me .mente ha dous mezes, o[-
ticiei immediatamente ao sexto supplenle, Pedro Ale-
landrino Orlil de Camargo, nico desimpedido que
podia succedcr-mc, para que aceilasse o exercicio, o
qual, nlo sendo adiado em casa por ter ido para a
capital, voltou o dito ollicio s minhat mos ; pelu
que nao tive remedio trnlo ficar em eiercino, co-
mo fiquei. para prestar aquelles servicos que per-
millissem miohaa forras, at que o dilo caigo foi dig-
namente ..s.umi lo pelo seu respectivo delegado, o
commendador Gaspar de Menezes Yasconcellos de
Drummond, segundo o seu ollicio datado de 12 da-
quelle mez.que roe dirigi na qualidade de subde-
legado do primeiro dislriclo, ao qual respoudi cm
13, como consla das proprias ner;as que cuviu a V.
S. deixandj. de o fazer ao que dirig ao sex|u sup-
plenle. pur heve-lo remet ido 00 dito delegado.
Se quandn o coronel Drummond leve noticia da
chegada do palhabote a coinmunicasse ao Sr. Jos
Venceslao, este lena ledo liiitu ou mais ainda do
que fez o Sr. coronel Drummond .apoiadus; leria
olliriado ao commandanle do destacamento volante,
lena capturado o commandanle, ele. .Apoiados.)
Esla. p.rlanlo, demonstrado que o termo de Se-
rinhaem nao se achava acephalo de delesado, por-
que tinha o supplenle ein exercicio, que haveria foi-
to bom papel, cuino eston boje persuadido depois que
o demitli, porque fui enllo que tonta qae era ho-
mem de bem. Ej o demilli porque me parrecu que
a doenra na uccasili do desembarque de Africanos
seria pretexto ; mas eonvenri-me do contrario, tanto
mais quanto se achava elle no exercicio da subde-
lesacia, e que se nlo obrou foi porque o Sr. Drum-
mond deu parle de promplo, e era quem sabia do
negocio ; ludo eslava nas mos delle.
Mas. dir-te-ba que o Sr Drummond era carta que
nSo jogava, porque nlo estiva em exercicio havia
muito lempo.
Mo sabia, Sr. presdeme, qne o coronel Drom-
mond achava-se agestado por eslar no olvido do go-
verno, e por isso nao cosloroav estar em exercicio
-Nem o presidente da provincia enlre tantos delega-
dos c subdelegados pude saber quaes sao os que es-
lo em exercicio. quaes os que nlo. O chefo de po-
licia nada me linha reclamado ; o Sr. Drummond
nunca mp havia pedido a sua demissao ; quando che-
guei a Pernambuen achei-o de delegado, conservei-o
pur ser bumem neutro na poltica ; se eu o livesse
demiltiilo, eulao leria feito coro com a chamada op-
posirlo de Pernambuco que tal nlo ha) dizendo,
por exemplo, que eu s quera por na policia pes-
soas da minha parejalidade ; mas, como nao o de-
mitli, como Ihe proporcione! oecasilo de fazer um
hrilhunle papel, vem o Sr. seu lilho e me faz disso
um capitulo de accusarlo, comprometiendo seo pro-
prio pai, comprometiendo a diguidade do paiz, e In-
ventando orna Insuma de arcplialia, com o| intuito
de me triscar, como confessara o propriu coronel
Drummond ao chefe de policia, e se v do documen-
to que vou ler :
Necessilo que V. S. sob soa palavra de honra,
me declare ao p desla o que se passou enlre V. S.
e o coronel Drummond, mi oecasilo em que V. S.
oo Rio Furmoso ihe ponderava a Indedinavel uei.es-
sidade de preslar-se elle a revelar tudo quanto su-
besse acerca do fado da apprehensao do palhabote
negreiro, e da acephalia de que fallara em seu o-
rtelo dt i nrnmunicac.i.i ; e desde j Ihe peQu a per-
misslo de, em caso de necessidade, usar da resposla
que V. S. me der, no que serei o mais discreto que
fur possivel.
Illm. e Exrn. Sr. Jos Bento da Cunha e Figuei-
redo. Fm resposla ao emprazamento que V. Ele.
vem de fa/.or-rae, acerca do occorrido entre mim e
o coronel (aspar de Menezes Vasconcelloa de Drum-
rnund, quando me achei em fins de oulubro e cor-
rer de novembro ultimo no Rio Formoso, onde tra-
lava, como chefe de polica, do fado da apprehen
sao do palhabote uegreiro, feita pelo dito coronel,
era qualidade de delegado do policia do termo de
Serinhlem, com o fim de descobrir os complicados
naquelle illicilo Irafico e no extravio de alguns dos
Africanos, valo qoe o coronel delegado, tupposto
lizesse a apprebeoslo, c livesse em sua casa o capi-
llo negreiro, com quem Iratou em sut residencia do
engenho Trapiche pordoasa tres dias, nao me ha-
via declarado em seu respedivo oflicio de eommuni-
cario, com dala de 13 de oulubro lindo, quaes Toa-
sen) os compromeltidosnncrtme, e era mesmo dado
como c.instimulado o dito extravio, sou a declarar a
V. Exc., sob minha palavra de honra, que, ponde-
rando cu ao coronel Menezes a imperiosa e indedi-
navel obrgaco, em que, como delegado, eslava de
revelar-me lodo quanto sonbesse acerca daqaelle
fado e da acephalia de que havia tratado em seu ci-
lado oflicio, respondeu-me o coronelque elle ha-
via apprehendido o palhabole com 162 Africanos,
evitando assim que aquella desembarque se efectu-
aste, com o que fez importante servico a seu paiz ;
qoe nada mais sabia, nem mesmo ao cerlo, te hou-
ve extravio de Africanos, e que se este se deo, foi
antes da apprehensin, em cuja oecasilo nao foram
ochados os papis relativos ao contrabando, e nem
mesmo as pe>snns da tripolaflo, que a respeito iu-
formassem ; que nao se Ihe exigissem outras revele-
{oes, porque era all residente, e que nlo o compro-
metlcsse ; c que quanto acephalia, isto nada que-
ra dizer, porque o seu lilho o Dr. Antonio de Me-
nezes, qee notara ou ridigira o oflicio de communi-
carlo da apprehensao de data de 13 de oulubro, f-
ra quem lembrnu-se e fallou em acephalia, rom o
fim de ferir a V. Eic. de quera nao gosltva ; po-
rm qne elle coronel eslava piomplo a substituir o
referido ollicio por outro, uma vez que eu o conf-
asse-lhe, onde nlo fallara de acephalias. Escosado
lie declarar a V. Exc. que neguei-me i semelhante
olferecimerito, propondo-lhe que, alm de nlo de-
ver a lal cousa prestar-me em ciso nenhum, accres-
cia que o coronel devia lembrar-se que em aquella
mesma oecasilo havia mandado dousollicios de um
mesmo theor, communicando a apprehensao do na-
vio negreiro, um presidencia, e mitro ao chele de
polica, ot quaes desde logo hav iam lid puhlicidade.
lano que a presidencia a respeito se tinha dirigido
ao governo imperial, c o chefo de polica, em vista
do referido oflicio, tinna feito os exames c vesloria
nos Africanos e palhabole, logo que oles chegaram
ao Recife a bordo do brigue de guerra llamarac,
que all os foi buscar.
ii Por esta oecasilo, e com o fim de combaler o
resenlimenlo do Dr. Antonio de Menezes, e lem-
brado de uma conversa bavida enlre mim e V. Exc.
a respeito da nomearau doaclual procurador fiscal da
Ihesooraria geral o Dr. Fernando, diste ao coronel
Menezes que seu lilho Antonio era injusto para coir.
V. Exc. quando attribuia-lhe sua exonerarlo de
procorador fiscal nterin >, porque V. Exc. s havia
empenbadu a favor do Dr. Fernando, eulao empre-
sado ua provincia das Alaguas, n.io para ser Hornea-
do procurador fiscal, como o foi, e sirn para um lu-
gar de juiz de direilo. e que a nomearo fisral nio
foi procurada por isso por V. Exc. em prejuizo do
Dr. Antonio de Menezes.
Soppoilo inslasse por vetes com o coronel .Me-
nezes para revelar-me o que soubesse, ainda mesmo
que fosse confidencialmente, de surte que nlo se
compromellcsse. como rereiava, nenhuma revelac.lo
foz-me, e sim reasia de continuo runlra mim, ja "tu-
rnando em sua casa declararles ageitadas de leste-
munhat que all haviam sido inquiridas por mim no
processo qne inslaurei, e nas diversas avefiguares
a que live de proceder, sendo o fin do coronel, com
as referidas derlaracOes ageiladas, me lazer carga,
islo muilo ein seu'rcdo. para o cnsul inglez nesla ci-
dade, esperando que esle contra mim representasse,
e j por via do Dr. Gaspar de Menezes, outro lilho
du coronel delegado, prnrurandu fallar rom alsuns
individuos, que fiz rceolhcr em ru-ludia no Rio For-
moso, como sospeitos de lerem coadjuvado o contra-
bando, isio antes de serem Interrogado*, cj final-
menle querendo o mesmo Dr. Gaspar, que rrsidia
com seu pai, o coronel delegado, no engenho Tra-
piche, ser admillido como anvosado de taes indivi-
duo*, a quem, quando nlo fosse inditlrente, devia
secutar, ao menos por disnidade pessoal e conside-
rara,, ao publico, que os aecnstva de prolerlorcs dt-
quellernnlrabando, sendo que sua admisslo como
advogado, alcm de enredar o processo com mal en-
tendidas roiiteslaenes, a que etl.io aroslumados al-
Cluis advogados, embarazara o depoiment de les-
teinunhas dependentes de Menezes, que he proprie-
lario de uma boa surte de Iriras. onde tem cinco ou
seis engaitos, e dara lugar a que nao podesse ha-
ver o segredn reconiincridado na formarlo da culpa
quando os reos nlo eslo presos.
Pode V. Exc. fazer desta minha resposla o oso
que entender conveniente, (ajara quaes furem os
bus, porque, quando trata-so de palenlear a verda-
de, esta nlo devo soflrer reslricroes
Agora, Sr presidente, atare! o fio da minha nar- pessoa certa; que elle ia inqaerir lestemanhas e pro-
raefio, que fui partido por raii'a do episodio da ace- ceder : que o-nvera com o coronel Menezes e eu
phnita, e rnutinuarei a fater ineurln das diligencias "
sucressivas a respeito da apprehenslo do palba-
bole
lilho
aspar, que nada idiantevoui, e que smenle
trata iam de enrarecer a apprehensao r-ila, e que
nada mais poduim fazer qie se nao havia o enro-
o linha dito que havia expedido ordem ao rhe- nel Menezea prendido o eepilito, ora porqne, di/.ia
ira o Rio Formoso, e cora elle, na oecasilo nlo era auloridade, e mesmo re-
celar de.com a prisa,,, afusentaro palhabole do por-
to, e que o forto lunitou se a pouros Africanos; que
o capillo apparecera no dia II, e que u cpala/., a-
juulaodo senle e indo para o palhabole. vinhara ja
os Africanos trbidos em canoas; que dizia- ben, que o Dr. Antonio de Menezes licara com al-
ie de policio para' tegolr
elleilu elle seglo ; mas" lio tamben) conveniente
que cu refira a cmara urna cireumsianria que tem
muita relarlo rom o Sr. roronel Drommond.
O rhefe de poiicia esguia para u Rio Furmoso,
e eu linha feito minias rerommendai.oes pur cartas
e oilirios ao Sr. Souza Leaocerea d'n contrabando
e tambera ao juiz municipal do Rio Formoso, u Sr.
Theodoro Freir, a quera liz logo partir para o seu
lermo depois de inleira-lu de ludo que eu sabia to-
i bre o palhabole. t) juiz municipal e o juiz de direi-
raito, comhinaiido-se com o rominandiule do desta-
camento volantp, passaram a dar aliiiinas provideu-
rias mandando proceder a varejn pur alguus ense-
nos, mesmo do Sr. coronel Drummond. Fira esle
logo mu espantado e inromuiodadu cun essas dili-
gencia*, e iminedialameiite envia-mc o seu lilho
Amonio Drommond que ha muilo lempo nlo falla-
va Cumigo Ir.i/.en ln-rnr mu otliciii e uma rarla em
que o coronel nao s me asraderia a conlianra qoe
eu Ihe linha prestado, romo me protesiava aciar-se
promplo a fazer ludo quanto fosse neie-ario na con-
tinuarlo das pesquizaa, apprehenslo dos Africanos,
etc., mas entenda ser indispensavel que eu demit-
lisse o commandaute do destacamento volante. Te-
nho a carta escripia por letlra do proprio punho do
Sr. Antonio Drummond e assignada por seu pai. Fil-
ia aqu esla moslraniln um papel, os uobres de-
pulados por Pernambuco podem reconhecer a let-
lra...
I) ir. Paes llarrtU : Bala V. Exc. dize-lu.
O .Sr. Cunha Figueiredo :Eu quero que a c-
mara nesle negocio me julgue com juslira, nlo que-
ro mesrau a sua equidade no julgainculo, quero sim
que teja benvola em rae ouvir. Mas eu nao posso
deixar de ler essa carta e o ollicio que a acompa-
nhuu.
lle-pondendo n preciosa caria de f'.Exo. de 17
do corrente, tenho a dizer-lha que acabo de ende-
rerar-lbe um ollicio para que seja informado do meu
empenhn actual no descobrimento dus fados e pes-
soas qoe liverara ou tem relelo rom a appreheu'lo
dos Africanos qoe ltimamente eil,ctuei na ilha de
Santo Alcixu. Essas invesiigaces se tirnam mais
costosa, como se sabe, porque crirnes desta ordem
quasi sempre nlo slo pralicados por pessoas da bai-
la classe, as quaes apenas figurara de meros agen-
tes, c i depois receiam compromeltcr-se por anas
revelaroes.
"A calma e prudencia com que eu ia proseguin-
do nessas pesquisas foram contrariadas pelo aelo
precipitado que acaba de prlicar o commandanle
do destacamento volante do Rio Formoso, como re-
firo ullici;lmenle a V. Exe., e na verdade he mui
r-nsuravel eise procedimento, porque para isso nlo
foi autorisado, como iuformou-rae o Dr. juiz de
direilo. Appello para a subida discrirlo de V. Exc.
para reconhecer que nesta conjuuclura todos os ex-
cessos coutrariam ao nosso fim, e principalraenle
nao se coadunando com os meus hbitos e carcter.
Quando foi preciso o aoxilio daqueila forca, demau-
dei-o, assim como faria todas as vezes que as cir-
eumstancias o exigissem, e entlo era proprio e op-
portuoo esse ardimento que affecta aquelle cnmraan-
dante por seus clculos oo lius, como aqu se assoa-
llia, e anda nao pude bem distinguir.
u Alm de que essa forca esta no Rio Formoso
daqui distante duas leguas, e ulo poJera' prestar-
se unmeili,'Hmenle que s'eja precisa para certas di- I scqen'cia Me
iseucias, que tenho em vista, orcorre que para po- de V. Eie.. no
linar internamente esle lermo se torna aqu intnt-
peasaval ler-seum desiacamento sobo commando de
um ollicial discreto, prudente e digno de confiaura
com inslrucres de V. Exc. para operar de accoriio
cun a auloridade policial.
He esta uma necessidade Un palpitante, que a
meu ver dispensa de mais demonstrara,., c nao es-
pero que V. Exc. a deixe de talisfazer cum a inaior
brevidade que esigem as actuaes cireumstancias, e
anhelo para corresponder i ronfiaiira quc y. Exc.
em mim depositen com alzuma raz'o, porque sou
iufenso a essas e nutras quaesquer tralicincias, c
procuro demonstrar que injusto lem sido o olvido
em que al hoje se me lem considerado, se bem que
seja sobranreiro a despeilos.
e Torno a agradecer a V. Exc. a honrosa men-
rlo que v Exr.. fez desses meus servicos, assim co-
mo asseguro-lhe que aqui sempre me achara promp-
lo para tu lo mais quanto Ihe for agradare! e ulil,
e principalmenle para cooperar a son patritica ad-
raiiiislrarlo com os mens tenues esforros, mas mu
fervorosos c sinceros.
Illm. e Exm. Sr.Respondendo ao honroso of-
licio de V. Exc. datado de I ti do nrrenle, lenho a
dizer-lha que ao chefe da estarlo natal foramen-
treges, eoma V. Esc delermlnoa, nao su os 1(13
Africanos que apprehendi, tpnSo tambem todos os
objectoe inclusive o palhebole que es irazia, e apre-
se) oa ilha de Santo Aleizo, lendo-!!i em balde
franqueado tudo qoanlo eslava ao meu alcance, por
que de nada se quiz oli'i-ar. ou ,iHss praritou. A'
vista do confianca que V. Exc. se dignnu em mim
depositar para promover as investig,iroes conducen-
tes ao delicio e pessoas que o perpstraram lenho
aiara isso empregidn ni necessairns diligencias, r es-
perava em breve achar-me habilitado pira poder *i>
lisfazer a essa melindrosa commissio, masesses meus
fervorosos esforcos acabara de ser contrariados pela
precipitarlo c eicetso que vem de pralicar o com-
mandanle do.destacamento do Rio Formoso. apre-
senlando-se com toda essa forca r.es dias 21 e 2 do
corrente na propriedade denominada Barra de Se-
rinhaem, prxima da ilha de Santo Alcixo (Ihcatro
daquelles fados,) a virejur mesmo de noile a casa
de um pobre morador, a amearar ca procurar pren-
der oulros, segundo me consla, todos etset actos
por seu mero arbitrio, sem requisielo ou previa sei*
enca miuha, o que oceasiouoo lio grande alarma
all inmediatamente, que muitus di seat mifrra-
veis e rsticos habitantes correram espavoridos e a-
lerrorisados para as matas e margeus que circum-
dam a predila loralidade. Parece-me que V. Exc.
reconhecera' qulo uecessarias se (ornam nestas pes-
quizas a meior calma o prudencia possivel, e por
conteguinle laes eieessos, longe de allingirem ao
fim desejado, promovem a inexecorlo ou retarda-
mento d.llas. o que levo em lempo ao conhedraen-
to de V*. Exc, para que se digne de providenciar
em ordem a evitar as desagradaveis coosequencias,
e o puro desaervico que poderlo resultar, tendo que
sem revoltante injuslira se nlo pode por em duvida
que eu possua o empenho de proceder naquelle en-
cargo, pois se nlo fora a prom piulan com que assu-
mi ao exercicio desta delegacia, e era puca am que
se achava esle termo quasi acephalo de auloridades
policiaes, era |bem provavel que aquelle crime li-
vesse lomado o alcance talvez projecludo. Espero
pois que V. Exc. se dignara' de lomar essas ocur-
rencias na devida considerarlo para deliberar con-
venientemente, 11 /en.],, comprehender a'qoelle mi-
litar qual a oa misslo nesta conjaDdura, alim de
que nlo continu a ultrapassar as raas das suas al-
Iribuices, em desproveito do servir., publico e op-
posir.-io a' solicilude que ao principio desenvolveu.
Entretanto, para evitar novos conflictos, e poder pro-
seguir nas diligencias que tenho em vista, e raesmo
suns Africanos, eque fora elle quem Iratou rom o
capillo, e que fez toda a maroleira ( alo expreate*
da rarla .sendo que os Menezes de ludo abiam,
mas nao queriam revelar ruusa alguma. Respond
ao chele de pollina o Mgainle :
" T/"1'? P""le o seu favor de 31 d prximo
passado. I'.stuno que tive-se relie boa viagein, e que
ronlinue nas pesquizaa que ahijo levaran). Ja temos
bastantes dados pan chegarmos ao lim a que nos
propomos. ^ada de conletnp.ares; quem cominel-
teu u crime que responda por elle.
Vuu escrever pan a E-cada a ver se se pode
desrolinros liomens de que me falla. Emfim, V.
S. pode fazer muita cousa, e eu aqui esluu para au-
nlia-lu, ale com a iniiili, propria pessoa, se isso fr
necassano. a
Em c.msequeiicia do que mandei fazer varejos na
tsrada no engenho suspeilo, como moslra o docu-
mento que vou |er.
Cnstando-me que no engenho de Antonio l.uiz
t.oncalves lerreira, em dislriclo de V. S., acham-
se asv lados o capillo e alguem mais da tripularlu do
palhabule apprehendido na barra de Serinhlem com
Africanos bucara, recommendo-lhe com toda a ins-
tancia que fara captura-Ios e remette-los p.ra a ca-
pital, .i
A qui lem a cmara a resposto do delegado da Es-
cada.
I Illm. e Exm. Sr. Em resposla ao ollicio que
\ Exc. em > do corrente me dirigi, ordenando a
prisao do capito e alguem mais da Iripulacio do
palhabote apprehendido na barra de Serinhlem, le-
vo ao eonhecimenlo de V. Exc. que, dizendo-me o
Dr. chefo de polica desii proviucia. em ollicio de
31 de setembro que findou, Ihe conslava acharem-
se nos engenhos Csssoa, Tres bracos e Sebir. deste
termo, e perlencente a Antonios l.uiz Goncalvae, a-
quelle capillo e mesmo alguns Africanas bucees, e
ordeuaiiln-me dsse minuciosa busca em os ditos en-
genhos, alim de serem apprehendidoa ; dei na ma-
nilla de hontein a dita busca, e eiupreguei toda cau-
tela e providencias ao meu alcance, alim de conse-
guir bom resultado ; purera pelo que vi, e me infor-
maran), nao ha tal senle nos icferidos engenhos,
quo posto tejan nos limites deste lermo, e punco
cnmmerciaes para o lado da Tilla de Escada, com lu-
do estou se nlo ter dado a (existencia de ditas pes-
soas nos sobreditos engenhos, e nem mesmo em lu-
gar deste termo ; porm tica a meu cuidado a devi-
da fiscalisarlo. n
Mandei tambem sem perda de lempo prender o
capataz, como moslra o ducuinenlo que aprsenlo, e
a resposla do capillo do porto :
a Consta-me que Manuel Elias Salgado, capataz
de Serinhlem, viera oa leuciona vir fallar a Vine. ;
cumpre pur lano que Vino, o capture, caso lenha
rindo, ou empresue todas as diligencias para que
seja elle preso, por assim muilo convir ao servico.
Illm. e Exm. Sr.Ale boje nlo veio fallar-me
o capataz de Serinhaem, Mauoel Elias Salgado, e
nem me consla ler viudo a esla cidade, e em con-
est anda cumprid a ordem
ollicio reservado de 5 do corrente,
para ser capturado, por coovir ao servico ; occor-
rendo mais nada poder ordenar a respeito, cora van-
tagem no lugar mesmo onde reside, em razio de a-
char-se ausenle,molivo este, e com o servir tambero
de inspector de quarleirau, havendo toda ocompa-
libilidade de excrce-lo conjuntameqte com o de ca-
pataz, que deram lugar ademilti-lo des le emprego
uetla dala.
o O que cumpre-me significar a V. Exc. como
em resposla aquelle dito oflicio. a
Encarregoei ao capillo do porto de capturar o ca-
pillo do palhabote, caso apparecesse no Recife, c
elle me informou o que cenata a\o oflicio -eguintc :
Illm. e Exm. Sr. Dou resposla a carta confi-
dencial de V. Exc. datada de '.) de novembro lti-
mamente lindo, relativamente a qae procurisse ob-
ter informaees possiveis acerca do capillo do pa-
lhabole apprehendido ltimamente em Serinhaem
rom Africanos,ser ou nao o mesmo em 1851 de nu-
tro navio de isual armarlo, negreiro mili ora imme
diato do Paquete do Sul, commandanle Adelo
Miguel Elisiario da Silva, significando a V. Ex- na-
da ler sabido a lal respeito ein sentido allinnalivo,
e nem mesmo indicialmeute, e apeua<||Sobre aquel-
le'palhabole apprehendido, que an,,arccera nesla
r lade um hornera preto, pcrtener-ido a respexfiv?
arniru na qualidade de cozinheirn. soldado que
de arlilhiiria, tonde-se evadido logo que descon-
podrr a policia riplun-lo ; sendo o qoe venho
.por o resultado dis mais aturadas e estrelas
uizas que fiz sobre o referido objeclo
oexar do todas as minhas recommeudacoes fei-
o chefe de policia antes de sua partida, ainda
pertei, dando-Hit a saber o trecho de uma
dn Sr. ministro da justira, dizendo-Ihe ose-
te:
" lepois de ler respondido sua carta de 31 do
pros mo passado, reeebi orna carta do Sr. .Vil.uro
ace i do assompto que actualmente uos eccojM
Ren Op-Ihe a copia de um !r..-h romo i*i.i de inteira coniurinidade com o que aqu
Ihe disse antes de sua partida : l'ortanlo, repito que
nlo .levemos deixar impunes os contrabandistas, e
mui especialmente os que roubaram os Africanoa do
palhabole. Eslou cerlo que com a sua prudencia e
perspicacia muita cousa se poder conseguir ; e o
meu amigo sabe do amigo adasioque a primeira
pancada he que mala a cobra.
O chefe respondeu-mo de modo a nlo ficar duvi-
da sobre o desejo qoe eu musir va em completar-
se airosamente a diligencia, islo he, dizia-me elle
qoe a havia frecebido as minhas cartas acompanha-
das da copia de ura trecho da carta do Sr. ISabuco
acerca do nesocin negreiro,e que reconhecia qoe era
isso negocio de vida e de morir, mas que elle al
ali pouco lioha conseguido, porem que contiouava a
fazer militas dilisencias ; qoe o Drummond Anto-
nio tinha feito muita tralanliee, e que o pal Iraia-
va de encobri-lo, e por isso Me descobra quaes a<
pessoas que haviam subtrahido os Africanos, e onde
se achavam files ; e que as testemunhas que havia
eram da Barra, e creaturas dos Drommonds, qae ia
dar varejos no ensenho liuerra, perlencente a vuva
(ilha do coronel Menezes. que e-tava em vespera de
romper com elle, visto que Ihe tinha fallado a ver-
dade nua e croa ; e cunduia recoramendando a pri-
sa o do capataz de Serinhaem se apparecesse no Re-
cife, c dando alguma noticia da fuga do capillo do
palhabole, ele, el
Aqu) lenhn duas carta Sr, presidente, do juiz
municipal Theodoro, que tambem provam o meu
intento :
fio din "i do correnlc mez rrassumi o exercicio
de meu cargos; e desde cnllo me tenho necupado
com o extravio dos Africanos ltimamente importa-
dos. Sempre suppuz que hnuvesse alguma exige-
nai para aquelle lunar, fe por
tra.iodns meamos Alr.rauo, "T"-,'olvido na ei-
pestivel nessa uccas.lu -"t* > f'
que era un duvida Manoel Eli., S. ."""'
ealaado.
inspec-
tor dn quarteirln e capataz da barri d, .
a Dias depois, qaando j hav.a eh,.ad*r"lhl7,-
chefe de polica, live oulra d.nnnem V&- ,lr-
|ies-n;
ruja tisudez assegnro, na atl e/lf^'
P
h
o
ca.
jai
mava que no ensenho Lbaqoiaha; de -ata
prielarm Iraneiarn Manoel de Soaza e OliveitJ. ,
lavam occullos alguns Africanos extraviadas e
dus membro* da Iripulacio do palhabole ; e a ,,
cerlos e determinados locares do engenho Coelhas
em que mora Chico Carador, lamben estavam oc-
cultoi ileuns daquelles Africanos.
Tinha-se pois de ir simultneamente a ponto*
diversos ; era necessarin dividir O deslerasneato ;
masrmeie subdivnlido nao poder-se-hiafazer cou-
sa alguma, por ser elle diminuto ; nao honre re-
medio pnr ronteeuinte sean rsi Ivermo-no a ir
a om su ponto. Ito fizemos escnlhendo o man im-
porta ile, que era stm duvida I tuquiaba, onde
alcm de esHr rrallo um dos membros da Iripoia-
rlo lambem o .-i ,>, alguns dos Africanos, como
disse, que n propri-lario daqaelle engenho com-
prara a t.lnro t.aridnr. Demos a rerco, mas infruc-
tferamente, consonante at pooco antea all e*ti-
ves nho rerteza, e pode V. Kir.*allirma-lo.
Depois dete golpe, latamos cem as mam,...
difticuldades, porque quem esta rnmpromettidn
tem-se posto a bom recalo e devi.lamente acautela-
do. \ ai-se realisando o que ditae a V. Etc. : s
lempo, ou a espionasen! em grande escala.
O Sr. Dr. chefo de policia tem lutado com mil
endurar para a nrganisaclo e insirurro da res-
pectivo summario:nlo ha qoeira qaen dar i n forma-
{oes, e menos ainda prestar o sea leatemanha. Esta-
mos isolados;todos lemera-se de nns.a ao mesmo lem-
po arham-oos occrcados de agentes dos compromet-
tidos, qoe esprcitam lodos os nossns pasaos. Tal he
o prestigie o poder que por aqui eiercem certas in-
fluencias E u que releva notar he. qne em grande
parl os no aos Drommond', pelo receio que leem do qoe can-
Ira elles pode apparecer. Todava, depot qoe -
I vi ao Sr. Dr. rbefa de policia,nlo me animo a insis-
lir pela siihtta desnnerarla do coronel Meneiet ;
I esla medida deve ser tomada opportunamenle.
Muilo pouco tem-se porlanto feito ate asara,
. apezar dos mais arduos esforcos que se lem tmpre-
' sado ; nlo desanime porem V. Exe. ; pela miaba
I parle coadjuva-lo-hei com a maior dedicacla, aor-
; que o meu dever e os ioleresses do paiz a isso ma
I impeliera. Pode V. Exc. ficar cerlo disto.
Lerei lambem i cmara a resposla qoe dei ao iui/
municipal.
Neste momento he qoe chega-me s ateas a ana
.carta de t de oulubro. Deila vejo, qoe lelitmenle
| ulo ande errado nas informa roes qoe Ihe ttaai-
uiquei. Talvez possamus ja di ter, que tabear dn
que se passou a retpeilo du contrabando ; mas ser
uma deserten, so olu podermos conseguir por o ne-
socio era pralos lunpos, e punir ot delnqueme..
Para ah ja foi o chefo de policia, e espero qoe ella
' foca muilo ajiidado de V. S., a quem torno a awe-
! gurar todo o auxilio de qoe necenilar para o detem-
peaho de ana coromisslo e por isso ja v qoe ap-
provn o plano de sua caria, quo era o mesmo qaa
cu ja linha lembrado ao nosso chefe de polica, e
sem duvida nenhuma o lera tratado do eiecutir ;
pilpinto, mos .i obra, e eu terei muito qae agra-
decer.
I.erei lambem a confidencial que fiz ao chefe de
polica :
o No estado em que se acha o negocio dos Afri-
cano- loriados do palhabote, que tem duvida Ihe ta-
ra communicado o delegado do Rio Formoso, creio
que, alen) da cpranagem assalerieda qae sa deve
empregar com o mesmo frodo que foi emprogada a
respeito de Bellarmino (qoe ja se acha na cata da
delencloi, para o fim de rehaver ot ditos Africano*,
sera mu proficuo o meio de se proroetter a quem aa
apandar o valor dalles em dinheiro, e lambem a
medida de declarar-te por editaos pblicos qae aa
meamos Afriranos slo livres, o qae como tan sa po-
derlo apreteular i polica, lie verdade qae asta se-
gunda providencia pode ser parigosa ; asas he par
isso qae eu apuna- a Itmbro e entrego a soa pindun
cia e diserielo. .
A resposla que me dea o chefe foi :
Eim. amigo e Sr.Hornera foi entregoe do fa-
vor de V. Exc, acompanbado da confidencial de .">
do coi rente a que ora respondo. Pena* qae o coro-
da niJ.Mjujaadeve s' exonerado da dclezaria, porem
vT nao ja, e imvVp.ii. que o chefe ah caegar e atn-
Ire a presidencia que o delegado de Serinhaem loi
frouxo e oim-so. sean connivente o cmplice, no
furlo dos Africanos lirados por Chico Cacadar, a
que por isso deve ser re-pons-ibilisadu pelo jais do
direilo. cm vista das perae que dot autos serlo *-
Ir,iludas e pass ida. jj mos de V. Etc., am de fa-
ze-las chegar ao.uiz de direilo. Dtf cdklrario po-
der ser V. Etc. lachado de pr'/iuitodo, como qSr-
rem dzer que o fui para com o enceslto, qoa he
lido por bom empregadn, e que, comqonlo cstiveste
doenlc na oecasilo du desembarque, nlo havia pas-
sado a jurisdcrao de subdelegado, e sim .issim me-
mo ia i Minio. Pode igoalmcnleser acensado pela
-?,-..siclo fie tegreiro, lano qoe o homem qoe an-
prrhcudeu o barHl e Iti Africanos fot etoaerado
quando os que possateaa fui laram os Africanos ti
etllj pro n uu ciados nem condemmdot, o que pode
acontecer por Talla de proras coaira estes. Mu
quero com i-to dizer que os ladres e patenas que
ravoreceram o furlo nlo sejam prouunciadss'ou eon-
demnados, e nem que Menezes roronel nao live-.r
parte no fiirto ou fosse o verdadeiro ladreo, nao aca-
para occorrer as palpitantes necessidades da policas iraclo no qae tari pnr ah, e que talvez nlo raneta
interna deste lermo cora mais promplidlu do que
esperar por aquella brea, eslacionada na cidade do
lato formes,, na distancia de duis lesuas lembra-
me pedir a V. Exc. que se digne de mandar ura des-
tacamento sullicienle' sob o cninraandu de ora olli-
cial prudente e digno de confiaura, e comiuslruc'
rues para preslar-se a's minhas requisires e proce"
der de arrordo com as minhas ordens." Prevaleco-
raui ciadas as informares que live de V. Exc,
mas enganei-rae, porque iufelizmenle tudo he ver-
dade.
o llouve com elleilo extravio de Africanos ; isso
porm nlo admirara lano se a propria auloridade,
por si, ou por algum de seus lilhos, nao livesse loma-
do parle nelle. Perde-me porlanto V. Exc. se lo-
mia liberdade de di/er-lhe que quem assim pi. ce-
me da orrasiao para agraderer a V. Exc. os elogio, j de deve ser apeado da pusirlo ollicial que oceupa.
que sadignon endercrar-me em razlu desses servi- e da qual abusuu era detrimento dos inleresses do
eos qoe me tem sido possiveis, c procuro sempre
prestar, assim corno para segurar a V. Exc. os pro-
testos da mais subida consideradlo.
Ora, este commandanle, cuja exonerarn pedia o
coronel Drommond com tanto arodamento, era a-
qualle mesmo que elle havia muitu elogiadu, e com
razio. Ao receber esla carta e oflicio entregues pee
lo bacharel Antonio de Drummond, perguulei-lhe
se me dava noliria de alguma canta a respeito do
extravio de Africanos, *e linha havido alguma ap-
prehensao, se havia lido no Din-rio t /Hirala no-
ticia dada a respeilo do laclo, e lambem as rel.i-
raares do cnsul Inglez. O que me havia de elle
responder '.' Por ora nlo se tem adiado cousa al-
paiz : do coulrarin sera essa mesma auloridade ura
eslorvo com que ler-se-ba de lutar.
Entretanto o que resla boje a fazer-se; visto qae
lal ev Ira vio se deu, he apprehenderem-se os Africa-
nos exlraviado?, oblerera-se os precisos c-clareci-
ineolos paia a organisarlo do respectivo processo ;
disso me oceupo eu.
Quanto apprehensao desses Africanos, fique
V. Exc. cerlo de que diliril ,. su parcellariainenle
podcr-se-hi ella ellectuir. Toda a fresuezia de
Serinhaem esla mais on menos comproineltida no
extravio delles, porque ja lem sido vendidos, e os
seus compradores tem sem duvida o cuidado de
po-los a bom recalo. Su o lempo porlanto e a dis-
suma, e mea pn conlmua nas diligencias, f loanlo j crirlo da auloridade publica be que poderao fa-
a publicarlo fett uo Liberal nlo ha razio alguma zer alguma rousa ; uu enllo, com mais presteza, a i
de censura, pois que o enverno esla' Inumphanle ; espionasen) em grande escala.
I m Sr, Diputado : Mo, todos o temos ouvido
com moili, inlereste.
O .Sr. Ciiuhii Figuircdo : O secretoria fez-me
ver a necessidade que o juiz municipal tinha da li-
cenea ; conccdi-lh'a par 21 das, e elle passon a ra-
tea sub-liiiiin. qne era o Sr.
ra iramediatamente ad
Di. C9ldas Liw, que ts nobrts depatados conhecem.
pcilo do bacharel Drommond; e por consequrncia eu
live rizlo de responder como respond ao Sr. cnsul
inglez que, quinto a mim. foi mu) firil einluii ama
leda ministrada por um meu inimigo pequenno.
Cumpr porlanto com o meu dever, nlo pndia sup-
portar rom paciencia a nota dn Sr. ronsnl ingler,
tem responder pela maneira porque n fiz. .Apoia-
dos.,
e pelo que pertence a" reclamaclo do cnsul inglez,
lodo o mun lo sabe qae he um pancada la Risadas.
E entretanto era elle quera havia dado noliria du
fado dopalliabole no Diario e Liberal e feilo de-
nuncias ao cnsul inglez! Olhei mui seriamente
para o muco e hqne admirado ; disse-lhe entao que
eu respondera a seu pai dizendo Ihe qoe para la'ja
tinha ido o chefe de policia rom Indas as ordens e
cora a forra prensa : e que nada faria eu sem pre-
ceder proposta ou informarlo do mesmo chefe de
polica.
a Illm. Sr. Acenso recebdo o ollicio reservado
que V. S. me dirigi em dala de '.I do correte, e
em resposla cumpre-me dizer que espero a proposta
do chefe de policia para salisfazer o que V. S. me
requisila. >
Cem elleilo, Sr. presidente, segua o rhefe de
polica para o Rio Formoso rom as inslriicroes mais
terminantes, e tendo a' sua dispnsirlo uma embar-
carlo de guerra, rumo moslra esle documento :
" Illm. tr. Apenasesleja promplo o brisue davia, nloquero confiar em simples informantes,
ilc goerra CapibacTbc, rara-o V. S. cruzar para o por isso. nao leudo anda certeza de que ja eslea
sul. vislo haver suspeilas de tenlir-se alsum desem-
baiquede Africanos na baria de Serinhlem e Rio-
Formoso. Convira* qoe o cniamandante do brigue
leve inslrucroes di V. S. para de amanilla em rilan-
te painr delronle da barra do Rio Furmoso, c pro-
Se pois por esle lado nlo ha remedio por ora
senio esperar, por oulro quasi que auimo-me asse-
gurara V. Exc. que dentru era breve lerei colhgido i
alguns esclirecuneutos acerca de quem sejam os in-
teressadee e rompromeltidos no contrabando e ex-
travio daquelles Africanos. Para isso basta sumen-
le que sejam capturados e devidameule inqueridosj
alsuns moradores da barra de Serinhaem, que, por
nr lem do coronel Menezes, couduzirain e suarda-1
ram all o palhabole, os quaes, alm dissu Ao lam-
bem mais ou menos comprometilos uesse negocio.
Sei que por alguus dies cooservaraoi-s* elles occul-
Itw, era consequeucia|de uma diliscnciaque por alli
fez o commandanle do destacamento volante, com e
que note bem V. Ex.) muito se incominodou o
coronel Menezes, tanto que rcprcsenlou contra esle
ao juiz de direilo (!); mas lem-se-me informado de
que ja tornaran) elles para suas casas, pre-uppondo :
talvez que seja douradonra e cslavel a posiclo ofli-
cial do mesmo coronel Menezes, seu protector. To-.
.ara |
elles de publico, trato de verificar. Naste mialer
lenho empregado um individuo, cujo nomo farc
diegarbrevemente aoconhecimenio de V. Exc. < el-
le he o mais habilitado para lal misslo.
Agora pois que lenno dado infurmuces evadas
uese de rumprir seas deveres, fozendo prender *
capillo a qnem leve em soa casa por Ires dias, etc.
oorein, meu amigo, o que he cerlo he qae filla-so
nisso qnaai quo geralmente, e no eolretanlo nin-
guem jura, imigurm sabe a qoem onvio. etc. Pen-
s que nao he conveniente i publicarlo de editaos
declarando livres os Africano* fartadot, e qne, coma
laes, devrao oo poderlo ser apreteatadot a policia
isto porque a medida nlo aproveila, pois todo
mundo sabe que taes nfolizes slo litros e quo pe-
den) ser apresenladns a policia. e mais porque sarta
urna formidavel mina que iuiraigot leriam e explo-
rar contra seos adversarios, em rujo poder qere-
ri.un adiar ainda astim nlo achaodol Africanoa Jo*
fin lados, a respeito do quem, em mui.os casos, dirB-
ceis serism as provat, pois be cer.o qoe escreroa ka
que sempre slu ralos e nunca deixam do parecer
ser de prximo imporlados, salvo coma idade, caja
prova nem sempre poden aproveilar a innocencia,
porque cm nosso piiz a repressao do hnlico pamoa a'
ser uma realidade de Dij para ca. Ouauto ae di-
nheiro e promess.is para u descobrimento do furto e
do qoe a respeilo uccorreu, lenho le o o que V.
Eir. lembra e recemmeoda ; porem, neu embaa s
medu do baramarle oa do detpejo de Ierras he gran-
de, e pioprietanos euleiidem que a importamo
de Africanos he uma necessidade para a lavoara
seodo que estes em semelhaole negocie lisam-sc par
esse pensar, interesse proprio, e finalEente pelo pa-
renlcsco, ame cujo htluarte vau loati itar-so lodos
os esforcos da presidencia e da policia. Cora a vis-
la dir-llie-bei o> uieius lodos de que teoho lanradu
ralo, a o nenhum esultado que pur on lenho *en-
Ihido. V. Exc. comprehends bellameale a minha
critica posirlo aclualracnle, visto qoe lodosos olhos
em mim eslao, al ot do proprio governo, as quaes
de mira ludu esperan) contra os hidrea, sendo qae
serei apreriado e julgado pelo resudado da cora-
raisslo. Em semeihaules apuros ara idea do quin-
o nlo lerei feilo com o lim de sahir-me bem, porem
al o presente pouco lenho conseguido 1 Como alo
eelarei eu zangad >, leudo por uma unir caasnlacas
a cousciencia de meus actos Dos deferida qne cala
fill.is.e-me O Dr. Campos segu para ah no do-
mingo ou segnnda-feira, e vai justilicar-*a peranle
x Exr. Com a leilura de um oinmuuicado do
Diario de Pernambuco. de 1:1 do correle, elle deu
o cavacn, porque ah enxergoa algum esligma on
reprovaclo a soa conducs, com o qoe era elle pec-
io a descoberlo. ijiu/. responder explicando tea pro-
ceder, e fundando-te lamlm no aviso de 8 oa lan-
os de jaurirode Isti, du proprio Paran, ondeor-
dciu-se ao magistrado lermiuinlemenl* qoe, loga
que receba a commnniraclu ollicial ou ssiba da soa
remrelo, passe a junsdicrlo. Km vista do qoe, <
do que dispoe o cdigo criminal a .respeilo. diz qoe
era se poda ordenar o contrario, e oem elle eam-
prir, lano m..i- que V. Eic. na carta qae esrrevcn-
Ibe apenas recniiinendava-lhe ou dizia : .< I.embro-
Ihe que seria bom que enli i.-.is-e a rara a sea suc-
cessor ele. i) Pelo que lenhn aqui sabido, he cerlo
que no dia tilde outubro. dis cm qoe o Campos
passon a jurisdirclo, no Rio Formoso nsda Tirria'es
do desembarque .le Africs.os em Serinhaem, o que
era smenle sabido por Menezes,que ludo occullva
tanto que participando entrar em exercicio da dele-
sana ao juiz de direilo a sou subdelegado Wences-
lao, i-i.i por ollicio .le M de oulubro, uada dizia-m*
acerca do palhabote com Africano*, o mrtm.q.an-
do oll.ciou ao capillo do destacamento, f-lo com
dala de 14 pelas X horas da noite ; sendo que o ca-
pillo, recebe mo o oflicio a meia noile, sesuio, sem
communicar com ninguem, desde lego pare o Tra-
piche Engenho, uude achou o coronel rtwmindn
muilo tranquillo, -a-Uauqai||0 fif0u em cata ni.,
acorapaohaudo o capillo-para a Barra, onde appa-
receo pelas :> horas da larde de 13 do outubro O
fez a palifaria ecomproracl-
coronel, pois, he qoe
leu tudo
ranr enlender-se com o Dr. chele de polieia, que do que ha por aqu occorrido, e do que vou fozendo,
para all vai parlir, e preslar-lhe o auxilio que elle [devo rranramentefderlirar s V. Eic.que nada se fa
houver de necesslar. a ( ril sem ,|Ue se ga,|e dinheiro cura espines, mrmen-
Cbegmdo o chefe de poliria ao Rio Formoso en- 1,0 Para o dcscobrimculo dos Africanos. Tambem
tende-sc com o Sr. Drommond, e da-me parle da P,,,,e ser "ecessario fazer-se alguma promessa a
sua ebegada alli no dia :ll por uma caria em que diz [ quem nao esleja em circuiuslancias nu nlo queira re-
que leudo desde o cabo de Sanio Aguslinbo leudo ceber dinheiro ; perraitla-ra'o pois V. Exc, assegu-
uraa rarta feilo as averigase.de* relafivas ao objec- ; rando Ihe eu que td o farei com a maior cautela,
lo da sua viasem, todas ellas se limita va m a cuntir- discriclo c parcimonia. a
mar qoe o capillo nesreiro eslivera rom o coronel. Aqu Cota oulra do mesmo juiz municipal, que di-
Menezes, que esle deixoo-o ir crobora, ensinando : z'a seguinle :
talvet onde fcharia o coronel para qoem irazia car- a Illm. c Exm. Sr.conselheiro Jos Benlo daf a
las; que o Lineo Lacador linha (irado alguna frica-: nha e Figueiredo___Rio Formoso, fi de novemhrn
nos que venden e deu de-lino ; qne o capillo e al- I de 1855.Ko mesmo da em que escrevi a V Ftr
guns mannheiroa Iralaram com algamat pessoas, e [reeebi uraa denuncia de pessoa circqmsoeci .,j
que suppnnha-te estarem na Escada em uma fetn- qnal se me dizia que os moradores da barra de Se-
da do ansohsla Antonio l.niz, que se ditia que o con-
trabando viera consignado aocoronelJoloManorl por
um Jlo Jos de Farias, que eatava cm Anpola, que
lodj eisat cousai erara ditas sera determinacio de
(Canlinuar-se-ha.
P11I1AK1VC0.
barra de Se-
rinhaem, comprontellidos no extrsvio dos Africanos
ullimamcnte iraportadoa, inclusive lianocl l-.ii.is
Salgado, de qoem failei a V. Etc. em minha ultima
carta, ja all estovan de poblico.Esperei pela uoile ;
MUTItSDO"

PAGINA AVULSA.
He fallecido o Elias, cscravo que fm da rji*e
Massangana. Mo podemos licitar de consignar es-
ta lembranra em memoria de om individun.que sem-
pre mereceu a dita de ter considerado l.iunem
do bem : naseido no capliveiro, Lliai tornou-*e
em punco digno de ser lido n'oni aprern. a ponto de
a aua firma, pelos padecimentot do chefe da cata
Massancana.ter lio respeitada e avahada.que deixoo
alguma fortuna.
Uma iulriga. Consta-nos que alguem pre-
leodcndo vwar-se de peecadot velhos. ja punido*
tem dissemmado a intriga por entre o corno de aulo-
ridades pohriaes, a ponto tal, qae ia vai erh.. indo
junio ao Exm. Sr. presidente c chefo de poli.-ii
caita, auoojnni, denuncias, letras, ou firmal m,.



:>

i idas, ludo tem sido erapregado afim de arredar da
polica algoeo, que pude fazer barreirt a certas des-
mandas :|he peesima tactira.iDvealem oulra.
Scohoresdas labolagen* da Boa-Vista, olho vi-
vo, qoe ella* tem de deupparecer.
Os guardas desertores liao de tornar ao seu cor-
po, e nenlmm impostor ir comer mangas a' noile
oa casa do cidadao contra sua vont.ide.
Aora cuitosa ser prender e recrnlar para a
marinha a pessoas invali las, e ero a quem esliver
assenlado no chafarii.
(>s ladrle* eslflo se arrumando para a Patago-
nia : boa viagem.
Pedimos a tlluslrissim cmara municipal, que
se digne tancar san vistas para a ribeira da Boa-
Vista, atim de qoe se eonv/nca da veracidade com
que temos de es.por e referir o qaanlo ah se passa,
visto como he lagar de mal-nssninbrados desde o
tempo do contrato, para quem tein dous bracos d-
reitos, e um ca vallo para coadjuva-lo no desempe-
uho de suas ohrisarOes, mas que (azendn parceria
com outro que tal longe de ua camprir, se oc
copa a morder de furto.
Cida um contenle-se com o que lie seu ; nJo
ambicioneo) as graneas de Santo Antonio, que
uem sempre os lirios florcscem.
O sargento Fera, tem grandes saudades do a-
quartetamento.....que beba agua.
Temos quem so por sentina.
Por artes de berlokis e berlik,
'iaoha tanto sem cantar
Ouanlo gacha Tamberlik.
Pedimos que pelo aajnr de Dos, alguem, na
ra Velha, nao seja lio imprudente para com > vi*i-
nhanra ; contonlia-se, e nao su eonteuia-se como
prenda esse maldito co,
No domingo, toda n tarde correo por alzumas
ras da Boa-Visla um cabriulia erninM de um ca-
vallo, qoe ambos pareclim estar endemoniados.
lima nova ra se acha aonlruindo na Ponte
Velha, eanfronle ao caes ; duas cousas por tanto
sao precisas: um lampea" ecompleta lirapeza ; ve-
remos qual pnmeiro he conseguida !
No domingo houve um Brande baile demasca-
ras.na casa do autigo recreio militar. Sr. subde-
legado ti esleve por momento.
Um qoe linguinha '.' que taramella ? I ora
pelo amor de Deo.....nao Ihe faja especie,
madameselle, a casa desses moros da ra da Ale-
gra.....
Fertet opas. Eleicoes e bailes.....ci-
ta' ludo ero movmenlo : camaristas, juizes de paz,
mesire* de salas, commissoes, clulis eleitorars, com-
binacoes, caballas, pedidos, engaos e o diabo No
entretaulo temos convicio, que nem luto de liaver
mais bailes dos qoe devein haver, e nem por falla
de plena lber la le eleitoral derxarao de dar seus vo-
linhos o miis cooscieociosaoienle possivol.
Consta-nos que os negocios por-Ipojuca vilo
multo bem, a epidemia vai relirando-se, c o digno
facultativo que l so acha em eommissao tem sabiJo
desempenhar os seus deveres.
Keetilicac,o : Acerca do acootecimento da caes
da ruado l.ivramenlo, com frente para a do Quei-
mado, que hontem narramos deraro-sc algumas
ineactidoes, que vamos corriair. Constando ao Sr.
ehofe de policia, na larde de sabhadoque a casa em
queslao dera algoni es'.alos, por cojo motivo o mo-
rador da toja se mudara iminedalaniente, mandnu
chamar o scal da monicipalidade, o qujl, sendo
igrejas reunidas na Polonia, que nasceu em Poku-
cia, no anno de 1774, mousenhnr'Jorge Kaolik, ar-
cebispo de Zagahria, na Croacia, que nasceu ern
1787 ; inonsenhor Alevn Iro lia. nabo, secretario da
sagrada rongregacAo de Propaganda Fide, que nas-
ceu em Polignac (3 de marco de 1801.
Na ordem de cardeaes "diconos foraoi nomea-
dos :
Monsenhor (aspar (.Tasselini.prolcgailu em Bo-
lonha, que nasceu em Palermo a desenove de
Janeiro de 17% ; mnnsenbor Francisco de Medici
Olfaiano, murdomn-mm- de Sua Sanlidade, qoe nas-
ceu em aples a 8 denovemhro de 1808. O san-
to padre preconisou cm soenida, s prelados desig-
nados para as ss metropolitanas de I.ucon, Bayeuc,
Pamiers, e Amitos, (odas em Franca.
" De Roma escrevem o seguinle Independencia
llelga:
No dia t7. Pin '* entrn no undcimo auno do
sen reinado. A nrlilhari do forte de S. Angelo san-
doo este aniversario ; leve lugar em seguida na ra-
pella Srxlina urna missa solemne e Te-Deum.
Kvrcbenios de Florenra urna noticia asss sor-
prendente.
Diz se que se tr.imou urna conspiradlo para as-
sassinaro ministro Baldasseroui, o grande adversa-
rio da concordata e da abolirao das leis leopoldina-.

DI'RlO DE PERMWBUCO TgCj g ritou publicamente ao partido dos demcratas pela
sua uiiammidade e pela sua anuo, fez o panesinco
de seu surcessor designad, u,1o vendo nelle sonao
o continuador de si .1 poltica, e em sua elevarlo ao
poder um penlior novo para a Amrica de una era
se.:ura de srandeza e liberdade.
O pleito tem poi de ser decidido rain Mr. Bu-
chinan, candidato dos demcratas e Mr. Fillmore,
candidato dos rhii
penencia, de brio probidade.
k ambos liomens de talento e ex-
O primciro>, heni
poltica .si- l.-ni.- e
apostlo da liben
partidario do traba
que seja o representante de urna
lalvez assressiva, he todava o
ade martima e rommcrcial, o
ho e da emigrarlo.
O segundo, defeor menos caloroso da doulrina
deMonroe em pn liea, he proporta para a cadeira
presidencial polos v higs e know-iiotliings que levam
ale ao excesso suas consecuencias theoricas com eco-
noma.
O 7sVnea inalyi ndo os ditTerealn parlidos em
que se uchava dividida a popularan dos Estados
luidos, exprime-se nos seguintes lorios :
O partido mais importante, mais activo, e mais
unido be o dos demcratas. Estes, diz um jornal
de New York, apelar de de seos revolver, de sens puiihaes, de seu* cceles.
.. de suas halalhas, e de suas discordias interiores, re-
Operaram-se arrestos, mas por ora nada se sa-1 un m-se lodos em torno de um candidato commum
uiacom certeza, como sempre acoulece nos paizes e pira um lim commum Este partido escolheu ao
em que a imprensa nao he livre. Sr. Bnehiain para representante.
l m rjclma" Ptivo, he o terreno que o ele- ir Em segundo lusar esl urna serie de parlidos c
ro anha na loscana. de faecos que desejam uoir-sc snb os auspicios de
guanloaos negocios dos estados pontificios, o I algum chele em opp.isn-ao aos demcratas; mas qoe
ministro c secretario d'eslado quer provar que a ad- i anda nao o conseguirn!.
mihi.trar.ao dos padres vale mais do qoe a dos se- | i Primeiramenle ha os knnw-nnihings partidarios
ciliares j procurou manifestaees das mumcipalida- da escravatura representados por Fillmore e Denel-
des a favor dos prelados que governaram u previa- son. Depos vem os koow-noUlings
cas. Um golpe mais decisivo foi o de enviar a Fer-
rara, para governador, M. Cramicia, para substituir
o prolcgado Folicul!. Este era secular. Dao-lhe por
successor um prelado que, ao chesar, deve abrir as
prises, o qoe nao p le deixar de fazer abeucoar a
adiniiiisir.ir.i' de um padre.
u No da 17 apresenlaram-se aocardeal-legado os
cardeaes, arcehspos, bispos fraucezes presentes em
Pars ; os que assistirara a ceierauuia do baplismo
do principe imperial eram 8j, entrando neste nu-
mero os arcebispos de l.yon. Bourges, Besancon,
Brdeos, Kl.eims eTours, que sao cardeaes da santa
contrarios a
escravalura, os quaes em uiua convena seral bao
di; escolher no da li a estrada que querem seguir.
Em terceiro lugar se acham os niajcr-norskippers
adoradores de negros prjpriamente dilM, os quaes
farao sua assembla ceral em Pluladelphia no da
f"; e no fim eslo os abolicionistas radicaes leudo as
bandeiras os nomes de (ierrilt Smilh e o do Frede-
ric Donglass, molatos foailivos.
O partido opposto aoi demcrata < parece pois snb-
dividir-se em outros dous : um religioso patritico,
e o outro relisio-o philanlropico. Os knnw-no-
things consideram os yankecs de pnrosangue, como
igrej romana. O cardeal de Bonald, arcebispo de sendo opposlos os emigrados, e receiam que os pri-
l.yon, falln perante o legado do modo seguinle : meiros sejam absorvidos pelo rpido augmento de
Exm. Sr. Os bispos de Franca reunidos em ; ama populara nova, que chega lodosos das do ve-
P.iris, vem offerecer ao summo pontilice na vossa Iho mundo ; e como ella vem em proporcto consi-
pessoa a hoineuagein de urna adheso que nunca | deravel da Irlanda, partido know-notliing confun-
afrouxou, e da vencracaj que a fe nos inspira para
com o vigario de Jesus-Chnsto, o hispo dos bispos,
o orculo da igreja. Manifestamos estes sentimen-
tos ao mais liguo orgao da autoridade pontificia.
Transmiltidns por V. einineiitissiina ao pai commum
dos liis, Ibe serio mais gratos, e serao acolhido
ile-e naturalmente rom a appottelo ao catholecis-
mo. Mas os know-iiolhiugs esli desunidos pela
grande questao da esrravatura, e subdividem-se em
know-iiothings partidarios da escravatura, e kuow-
nothings contrarios a escravatura.
n O outro partido da opposir.l quo assigmliino,
por sua sanlidade com a maior e mais paternal be- o que tem um carcter religioso phitanlrupico, quer
nevolencia. a abolirn da escravatura; compreheude os ni'gger-
O cardeal-legado respondeu, que Irausmiiliria | norshippers, adoradores de negros propriaioente di-
fielmente ao sanio padre as manifestarnos do episco-1 los, tambem denominados abolicionislast radicae e
pdo francez, que n.lo deixanam de conimover o I oulra serrao mais moderada,
sao corar-a prolun lamento. A' primeira vista, diz o jornal de New York, era
O Morning l'o'l, aualisando a siloacao da Italia, | de presumir que na presenra de elementos Ido di ver-
di/, que toda a esperanra della repousa primeira- sos o partida democrtico 'continuara sua carreira
mente em seu proprio povo e depos na interveuco [ sem resistencia ; porem um i-mu- mais profundo
judiciosa das outras potencias, obra sem duvida de | modificara' esla opiato. A asemblea nacin.I dos
extrema dilliculdade, mas que nao ha razio para nlo know-nolhings tem perdido tempo em discutir se-
encontrado depo s de algu m dilliculdade, declarou ser tentada, e que sen 1o bem e opporlunamenle nhas, signar de reconhecimenlo e outras bazalella*
O'IP nail* 1,.,'lu l'ir.r adas il.i.iim.l. M.. ....>,... 1..... i _-..............I.^J. ^_.._ ._ ___ !-_---._. .._ ..._ ....... ~ *
que nada poda fazer antes de segunda-feira. A'
vista disto o Sr. Dr. Lei convidouao Sr. Mello lle-
go, director das obras publicas, e ambos, com al-
guna oflciaes da repartic/ao, u dirigiram ao lugar,
evainm iram o edificio, e recoalieceram que corra
grande perigo, e que convinha escora-lo sem demo-
ra para depos ser demol lo. Nesle cmenos appa-
recen novamenle o Sr. fiscal com alguns oftlciaes, of-
fereceu madeira da mumcipalidade, e deu-se come-
co ao trab.ilho. Heconhecrndo-sa que era necessa-
rio despejar a casa sem demora, dirigo-so o Sr.
chefe de policia aos moradores e Ibes pedio que pa-
ra sua propria conservara largassem a casa; e como
cinco eatudaotes que moravim em (im dos audaaes i eos Estados-Unidos, cnVse geralmenle que mais
emprcheinlida, lomara poMivel ludo o que he cou -1 e no primeiro dia os liomens do Sul faltaram a cha-
venienle, e prrmiltir que a pennsula possa obter
todos os beneficios de um g-iveroo constitucional
sem passar por essas angustias terriveisque em mui-
tos oulros paizes tem acnmpanhado o nascimento da
liberdadc.
Nesla conjunclura, diz o mesmo peridico, as
potencias occidentaes podem prestar iucalculaveis
servidos a Italia, mai a esperanca delta deve prin-
cipalmente repouiar sobresi mesma e sobre seus fi-
llios. Sao lhe precisos filhoscapa/es de a governar;
cumpre-lhc provar que os possue.
A resp.-iio da desintelligencia entre a Inglaterra
leclarawem qoe oan-tinham para ondo se mudar, o
Sr. Dr. i.eao os levoo para sua propria liubitjrao :
eis como se passou o facto.
Hontem foi a quinta representarlo da compa-
nlna Robert, e como sempre, o fuior pelos bilhetes
foi immenso. Mr. Deveaux anda ama vez mostrou
ao publico a sua lig-eireza no Irabalho desusarle,
sobresabindo entre ellas o morto e o vivo. O joven
PERNAMBUCANO deu ao publico man urna lida-
dora para o campo da arte que prolessa. A joven
PA&AENSE, contando apenas oilo anuos de idade
e dous e meio de exercicio, he um astro luzente que
reaplaodeca para, ajadada por seo mesire, fazer es-
pantar ao mundo condecida. Os p.issos executadjs-l
por ella e por sen mestro sin cuete d'obrs, e cada
vez mai no augmenta a cren<;a do aplausos co-
Ihidos em Pari. Cada vez que vemos tnlhar o palco
ojnveu Dutocq euchemo-uos de prazer e sobe elle
mais qoando vemos trabalhar Uto bem como anle-
lionlem.
Contine elle que recebera sempre do publico,
queja hoje llitiicrtence. endientes de appplausos ;
e nao trepide aiiH'*la hrilhanle que se lhe an-
Inlha feliz, uas eleVaciies, seus vaos, por ssim
dizer, ao damar na corda, devem por corlo cnthu-
M.i-mar aquello que tem em sua compaohia uin tal
talento. Aguardamo-nos ve-lo no primeiro espec-
tacnlo executar os diflicilimos pass.is de ascendi.
- liosnital de raridad* de iullio -A,T\ .Inti-
mada. Mas no segundo meeling chegaram os lio-
mens do Norte, e depos as reunir;, se tem feito pon-
lualinenle.
u Esla assembla examiuou dius maoeiras de
obrar difTerentes. A primeira consista era por
de parle Fillmore e Donelson. Esta conducta, ob-
serva o dito jornal, Dio seria deaviotajosa ; porque
poderiam concordar sobre um lerceiro candidato,
que sem ser contrario ao Sul, agradasse ao Norte,
combinar;,! que unira os kuow-nothings lano par-
tidarios corno inimigos da e.cratura de una parte, e
os abolicionistas da oulra, tudo para dar golpe mor-
tal a democracia. A segunda lintia de conducta dis-
cutida pela assembla foi conservar o Sr. Fillmore
por causa de su poltica estrangeira cuucliadora e
pacificas em opposlrlo aos apetites baixos e llibus-
teiros da democracia. Ojurnal norlc-americano in-
clinase para esta ultima poltica*
n Taes parecem ser os principios da lula que se
prepara: de um lado os demcratas, contra as ideas
que entre nos a*soriamos a esla palavra, alliaram-se
com a escravatura; em frente delles aciiam-se os
anligos yakees com seu odio e seu desprezo dos e-
migradns, dos catholicos, e o partido contrario a es-
cravatura.
O Sr. Ilitc.Iiari.ui be o candidato do primeiro
partido, entretanto,que o opposirao para concillara si
' he ohngada a moderar s-u olio i escravatara,
.colher o Sr. Fillmore a Ululo de compromisso
os negropbilos e seus adversarios.
Mas dianle desla siluaco geral dos partidos (ol-
am-se attitiides, e interesses subsidiarios. O sul
. aiie he favoravol aos demcratas sobra a questao da
(.rampln foi acornpanhad de um oflicio em que se I eiscravalura, Ibes be contrario sobro a questao ingle-
lhe declaiava o desejo que tinlia o governo dos Esa) za. A guerra molestara lao horrivclmeute os esla-
t.ulos-l,nidos de proseguir n.s relaroes diplomatira dos do Sal que indepen.tentemente de ludo o amor
com a corle de Inglaterra, por intermedio de Mil'da paz nao podemos deixar de eslranhar o tom cir-
Dallas. uny(Tec!o e brando do presidente Picrre a esse res-
ir O governo da ramlia vi, e consideren todas a "JUto para com o nosso governo. O Sul eslava di-
pliase da queslAo ; e entendeu praticar bem, n.ii ''
das meuos dias, ser aju-lada pacificarneute: o in-
teresse rtoa dous paizes oppe-se a que recorram lio
fcilmente s arma. O que seria dalnglalerra.se
inlerrompidas as relaroes com a sua anliga colouia,
lhe fallasse a maleria prima que alimenta a sua prin-
cipal induslria '.' He por isso que snlfre com pacien-
cia todos os desacatos que lhe tem sido feilos.
ct Mr. Crainpton chegou a Londres, com lodo o'
pessoal da legacao.-Comtudo a opiniAo pacifica pa-
rece que de novo prevalece em Londres: e o Daily
.Veres diz que a esquadra lagaa dos mates da Ame-
rica, nao sera angmentada. Xa sessao do mesmo
iii,-da cmara dos comrnuns responden lord Pal-
merslon, nos seguinles termos em respaila s inler-
pellacaes de lurd Joo Russell :
ir Mr. Crampton retirou-se de Washington. Po-
rem o governo americano, conservando Mr. Dallas
em Inglaterra, nao fez um completo rompirneriio
Ouraiii. Bem a revez, o acto da saluda de Mr.
Hospital de caridade de jolho >" duenles.
Julho 2674
J n i ho 3773
Al amanha.
alario bt Vcviimbuo.
Recebemos noticias do Bonito cum dala de 19 do
rorrenle. A comarca tirara em paz ; as bexigss, que
parecan) querer lomar alguma forja, ja se acha-
vam quasi eilinctas.
I **?*??<--
Das garatas que no Iruuxe o Tomar, colhemos
anda as seguinles uoties sobre as daa importan-
les qacstoes que mais pra^ecupam ns espritus depos
da publicar.io do bata lo ,l paz de Pars.
Na cmara alta re Inglaterra, pedindo lord l.ynd-
hurst explicajies sobre os negrlr-isK da llaha em ge-
ral e soure os de aples em partiesjijr, lord Claren-
don declarou que a Franca e a Austria eslavam
proinptas para retirar suis tropas, mas qa> o esta-
do anda incompleto das negociacues nao l!ie prr-
niriiia dar mais ampias iurrmac,oe.
O papa leve urna conferencia com o re de ap-
les en Porto d'Anxio, cujo resollad o na era anda
roul.eci Jo, mais qae gcralincnte e suppos ler tido
por objeclo os interesses de seus estados.
ti- u que a este respeito escrevem de Roma cm
data de 28 do mez passado:
i O santo padre partir amanilla para Porto
d'Anzio onde possue urna quinta a borda do mar,
a anliga quinta Albani ; provavelmenie nlo se de-
morar la seii.io alguns dias e se recolber a Roma
para residir no Qu.ninal.
i< Segundo se allirma, nao he smente o deseju de
descancar um poaco borda do mar que determina
S. S. a essa pequea viagem : asseguram que o re
de aples devera' u ler com o lalo padre, o qual
dar' a um dos seas lilhos a primeira commjiili.io e
lhe administrara o sacramento da confirmara. He
provavel tambem que o cubera da igreja tratara' di-
rectamente com o re algumas das graves queslcs
pendentes enlre corle de aples e a de Roma a
espeilo dos convenios, do ensino publico no reino
de aple e dessa grande qaesiao mulilmeule afi-
lada ha lanos seculos que se chama a monurchie de
Scile.
ir Lrrcilar-nos-liemos a dizer sobre esle ultimo
ponto qae, por urna hulla de Urbano II, cujo origi-
nal na se tem jamis podiJo apresentar, e que a
corle de Rema lem sempre declarado apocrypha, os
res da Sicilia e depos delles os imperadores c rci-,
de aples pretendem ler inda na .Sicilia lodos os
poderos eccleiiasticos de um logado dai evtensao de autnrida-ie que esse titulo ur-lina-
i idiix-ule comporta. O actual re, ha um anao.quan-
do muilo, deu urna singular prova da Cnnliinra qu-
iera nana autoridide particular, auturisando em Pac
lermo o easamento de am religioso o de ama religio-
sa, que iirain desligados de seus volos sem ueiihum
recurso a Santa S.
O Diario de fmna de 3 do crrenle annunci que
com effeibi o-' di aulecedciile chesara a Porto
d'Anzio S. M. Fernando 11 rei das Daa* Sicilia*, le-
vando em sua cuiiipanhia o duque de Calabria, her-
doiro presamptivo da cora, e os oulros dous prin-
cipe! seus filhos, o conde de Trapani e o conde de
'. i-erla, acudo recebido no porto com lodo o cere-
monial do custume por inoii-tnlior Pacia e oulros
empregados ,|a casa do sanio padre.
O rei de aples foi acolhido pelo Summo Ponti-
lice com demonstrar-ors di maior alegra, em troca
da* senlimenlos de affeirao e'dedicar.ao que o augus-
to soberano nutre pelo vigario de Cbrislo na Ierra.
Sua Niolidade celebrou pela primeira vez na nu-
va 'grija, consagrada a Santo Antonio e a Samo Po
V, aasistindo o rei com seus lilaos ao lucio di-
vino.
i Depos desla ceremonia, diz u peridico a qoe
acuna no referimos, o santo padre, com o car-dial
Antonclli, secretario do estado, viudo da capital, e
com c cardial Revert, recolheu-sc ao palacio desoa
residencia, at i ae niln a urna mesa com o rei de
aple e seos lilhoi, lenlaiido-se as outras nessoas
da cidade anuir.
ir Finda a comida, o sfliilo padre e o rei foram
rlar um passeio ao parque vi/.iiih-, perlencenle ao
principe Borgbese e a noilinha assistiram a doui
magnficos fogos de vistas, preparados pelos cuidados
da municipalidade que m:,ndou iiluminar o porto e
a cidade. Pelas nove horas despedio-se o rei, reno-
vando ao soberano pontfice a eipresses de iua ve-
neradlo filial. O parj> seguido nos cardeaes Aulo-
nell e Robcrli quiz aejompanhar S. M. al ao lugar
do embarque, d
O Courer de }lar le Roma a importante noticia de que o unto padre
prepara urna amnista geral para todo* ns deudos
polticos.
Hssa amnista devia ser prorlamada por occasi.lo
da festa de S. Pedro, e nesse mesmo dia teria lagar
a publicar., de reformas imporlanles.
i Sna Sanlidade celebrou. no dia 18 do pasudo,
consistorio secreto no palacio apostlico do Vatica-
no, c nesse arto foram preeonisados cardeaes da san-
ta igrea romana; na ordem dos presbyleru, o se-
grales prelado; : J '
it Montenhor; Cimillo di Pielro, arcebispo de Be-
rilo, nuncio apostlico em Lisboa, que naiieea em
Roma a Id de i.oeiro de 1800 ; monsenhor Miguel
Leivirln, ircel,isp ,|, |.W|lu|i am Klrn%
aronselliando S. M. a suspender as relaroes diplo
malicas com o miaistro da America junio nos-
corle (applsuso;. (I governo ., .a.utn, est. jji.r.-
ramente disposto a entrar cm negociacTios coro elle
sobre quaosquer pontos ennnexos com a honra e in-
teresses desto grande paiz 'appluusos;.
ir O governo, prolegendo os interesses britaonicos
nos mares da America, velar para qoe nada se pra-
liquaque.insulte ou inquiete o povo americano. Es-
pero, finalmente, que semelhanle queslao seja ami-
gavelmente resolvida. I'oram, dado o caso contra-
rio; devo declarar que nunca a Inglaterra eslev em
melhor estado de fazer a guerra do que presente-
mente se a iss obrigarem.
Eis a carta m qae sao olTerecidos os passapor-
les a Mr. Crampton, ministro britnico ;
Washington, em 28 de maio de 18.TC
rr Senhtlr.O presdeme dos Estados-Unidos me
encarre^a de vos participar a resolucau em que esl
de inlerromper quaesqaer relaces diplomticas
comvosco, na quaiidade de mimstio de S. M. junio
ao governo dos Estados-Unidos___As razes que o
obrigaram a dar este passo foram ja communicadas
ao vosso governo.
Aproveilo esla occatiao pira dizer-vos, que se
prestar a maior atlenca a quaesquer parlicipa;ei
feilas a este mintero pelo governo da rainba acer-
ca das relaroes entre a Cra-Uretaulia e os Eslados-
I, nidos, e que possam ser dirigidas a este governo
por qualquer via.
.ie be dcejn vosso rclirar-vos de'te paiz, o pre-
sidente me encarrega de, para isso, vos facilitar os
n eos ordinarios.Pelo que remello inclusos os
pasaporles necessarios em casos laes. Aproveito
esla occaso para vos reiterar, senhnr, os protestos
principios poli-
de minha respeilo-a consideradlo.(f. /.. .Muren.
Relativamente a' siluatl) interna da Una, lem
se dado aconlecmerilos importantes.
Os despachos lelegraphicos recebidos de Clucin-
nalli em New-Vork annunciam a abertura na pri-
meira deslas duas cidades, na convenci do partido
democrtico relativa eleirao de presidente.
Aoi 2 de jiinho, um quarto aules de meio dia,
abrio-se a sessao, que foi summamente lumulluoia :
um partido de habitantes do Missouri, cujos poderes
nao liaviam sido reconhecdos pela assembla, rom-
pefam pela sala viva forca ; houve um conflicto
que ameacou converler se em peleja geral.
Os delegados das duas fracees ro partido de No-
va-York nao pareciam disposlos a cumbinarem-se :
os primeiro Aoris repelliram formalmente loda a
cumplicidadc com o abolicionismo ; os segundos
(.so/. propozeram aos seus adversarios dividir a de-
legarlo por melade; porem, foi rejeilada a pro-
posta.
Os amigos de M. Iluchanan eslavam cheios da
confianza, e fallavaoda retirada de Mr. Doogla-.
Calculava-se que lindara chegado nada menos de
vinle rail forasteiros. O r-omilo de orgauisasAo ha
via nomcado presidente da convenci presilencial
o general John Word. A eommissao eucarregada
de examinar m poderes faziaquanlo era possivel pa-
ra piir do aeeordo os de Nova-York, visto que mis
delles rejeilavam o compromisso offerecido pelos
oulros.
A convonc.io adoploa os segunt
lieos :
i. Que era chegado o momenlo dse declara-
rem os Eslados-l. nidos a favor da liberdadc dos ma-
res, e da livn e progressiva permutarlo cm loda a
parte.
n 2. Que a posicaogeographica e poltica dos F>-
(adns-l'nidos, o interesse do seu commircio, e ode-
senyolvraenlo do seu poder, sempre em augmento,
pedia que se reputassem sagrados os pripripios com-
prehendidos nadnutriua de Monroc.
3. Que a grande eslrada formada pela nalure-
za, que he a rummunicro eutre os dons ocanos
Athlanlieo e Pacifico, deve ser livre; eumprindn pa-
ra iss, que seja posta em aceito sua influencia,
afira de se resolveren) a> questSes relativas a este as-
sumpio, com os estados visinhos.
rr (.> Que em vista de (3o grande interesse nlo
pode o povo dos Estados-Unidos sympalisar cora os
i'sfnreos das povoacoesda America Central, para re-
generaren! a parte do continente, que olTerece pas-
sagem rjravi do isthmo.
5." Que o partid.- democralico espera que a pr-
xima administrar; i faca todos os esforcos para que
os Eilados-Unidos predominen) nos mares do golpho
mexicano, e leoham permanente prolecclo as gran-
des uhidas por onde os productos dos valles d'Oesle
eda Uiiil era geral eslo a meara lo-.
A convenidlo e presidencia a Mr. Buchannn.ex-minstro da Uniao
em Londres.
Em nina caria de iTashington le-se o segnintea-
cerca desla escolha :
o Apenas son lie-se aqui do resultado da couven-
(ilode Cinciunali, pau-sa ama scona ebeia de
einorlo e inleresse digna ds lempos antgos, cujo
espectculo deve baslar para provar aiurla ama vez
aos mais Incrdulos o patriotismo vivaz das institu-
toes america
1 i. |-..-, i.- |' ".ni 's ,. ,.|| (iij (j-
i uny(Tec!o e brando do presidente
^ailo para com o nosso governo.
ante .le --ns ollios, quando elle dicta va seus" despa-
cho*, todava este sentimnnlo do Sul contra a
guerra he atravessado por outro seutimenlo.
O Sol est lio desgosloso rio fanatismo do Norte
contra a escravatura que ama""gala diego.. aco-
her ama guerra cora a Inglaterra como occasiao de
leparar-se da I nilo e reunir-.se a nos.
s Estamos sio;eramenle desgostosos, diz ella nu-
l.eei mercenario t hypocntas. Esla guerra nos
permiltir recobrar o bem que nos he arrancado pe-
las transacr-oes; nos permittiri reslabelecer nosia
palria recuperando os milhoesde que fomos despo-
jados; nos permiltira' lvrar-nos dos presidentes
uanlceex e preservar a liberdade auglo-saxunia resta-
belecendo nosias relacOcs com a mai palria. Qaem
nlo quererla ser antes governado por urna ladu, co-
mo a raioba Vicloria. do que por um cavalleiro do
paiz dos yankecs 1 Estando o Sul unido a Ingla-
terra eao Canad, poderiamos sogeitar esses velha-
cos, e confina-los em seu territorio estril, e na po-
bre atraosphera que os rouea.
No meio do furioso tumulto de facciaes e de inle-
iesses que suscita a eleiclu de um presidente norle-
amcrcanu, s podemos ler um alvo, terminar nossa
deu vaste* cora os Estados-Unidos, ante da nova
eleicAo. O principal negocio do Sr. Piere era o do
Sr. Crampton, e baldado este, ella nao lem mais in-
leresse ero suscitar rlifiiculdades relativamente i
America central.
A America central he pelo contrare a queslao
predilecta do Sr Buchanan, eaguardando a inciden-
cia desle, ninguem pudera' prever os obstculos qae
podero surgir. He mu conhecidu o jugo do Sr.
Bnchanan, poderemos achar-nos dianle de urna
poltica, dijo alvo sera' Tazer nana presidencia altiva
e-famosa a' casta das perdis e da hurailhacao da In-
glaterra.
Em Kansascontinuava a guerra civil
O Per achava-se cm ura estado de viva agitaeo,
e rerea-se um inovimento revolucionario.
A Solivia eo Chili gozam de tranquillidade, e
bem que nesla ulluna repblica a eleuau presiden-
cial eslivosse mu prxima, nao se obs'crvava nen-
hum sxmploma de agitarlo popular.
^^l^ecijji.
:10 das.
-000
o par
, CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por la.
?aris, 3lio rs. por f,
Lisboa, IDO por 100.
Rio de Janeiro, l|2 a I por Mhl a ).-, e
Actoes do Banco, 35 0|0 de premio.
Accoes da compauhia de Beberibe.
Acrries da coinpaulua Peruamboicana
Ulihdadc Publica, .10 por ccnloila premio.
Indeinnisadora. 02 por ", de premio.
da eslrada de ferro SO por Ohj de premio
sobre a entrada.
Disconto de lellras, de 7 a por Om.
METAES.
duro.Oncas beaponnolaa. .
Moedas de 6*V100 velhas .
69400 novas .,
48000....."
Prala.Palaccs brasileiros. .
Pesos columuarios. .
i) mexicanos.....
283 28*300
. lOjOOO
16801II
. 8000
. 28000
. 2-8000
. 18*110
ALFAlNDEliA.
Kendimenlo do da I a 26. .
Idm do dia 28. .... .
139:277811
I2ll;.-,
371:6931398
Dcsrarregam hoje 2! de julho.
Barca inglcza.Mirandaliacalliao.
Patacho inglczCurircnferro e caan.
Brigue inglez/unirabacalbo.
sua influencia, Brigue bamburguezr.'cm.s(f--iiK'rca(lnrias.
Sumaca brasileira Voirt 1/1,1, r, -lumo
rulos.
CONSULADO CERAL.
Hendimento do dia I a 96 23:61
dem do dia 28......,
e cli.i-
iM VERSAS PROVINCIAS.
Rendimente rio dia I a 26 .
dem do dit 28. .
as, e a nalureza dos coslumes pelilicos
que ellas leem i^osenvnlvido.
t lim grande meeling foi convocado para ratif- I l-'sI)0-<-:Braue pnrtocuer. Constante, Thomaz de
19863
l 3371804
27:1499667
1:3949178
I8O0
1:4339578
DESPACHOS DE EXPORTACAn PbiA MESA
DO CONSt iaihi DESIA CIDADE NO DI A
28 I1EMI IHO DE 1836.
PhiladelphiaPaladn americano ,-i.i'vanl., Ros-
Inm Rooker & Omnanhia, 2,303 coiiros seceos e
salgados.
Bueuos-AvresBrigue bra-ileiro HorCdleM, Viuva
Amorim k\- Filho. ", pipas agurdente.
LisboaBrigue porlugucz irl.aia II, diverso* carre-
padores, 639 saceos assucar masravado, 3 pipas
mel.
car a escolha da convenc, e os (res oradores foram
os tres rivaes declarados. Mr. Cass, Mr. Douglas. c
Mr. 1 lerce. Os du, primeiro acclamaram a can-
didatura ollicial de m concorrente preferido a II-
xeram sobresahir a forra da opinao democrtica
qne mpunhl silencio predilecres soladas diante
do atura** geral. Mr. Pierce fez ainda mais, feli-
Aquinu Knnseca A; Filho, 102 saceos assucar
brancoe mascavado, 80 cascos mel.
BuenoAy re Escuna brasileira n/elosa, Isaac,
Cario iV Ccmpanhia, 320 barricas assucar mas-
cavado.
Ezportacao .
Mu.miroi, lalaeho bra-ileiro ir-.\iheuas<>, de 206
toneladas, conduzio u seguinle : 300 barrica) fa-
rinha de trigo, 30 barril e (3 meios ditos manteiga,
10 caxas cli da India, 10 quarlnlas genehra, 1 car-
teira homeopathia, 1 caixole vidros sulphato, 100
saccas cali-, 2() rolos e 15 latas fumo, 7 caxas doce
de guiaba, 330 podras de amolar, II barricas sebo
era rama, loo molhos de pia-saba, 2 caxutes e I
dilo charutos.
Flgueira, ltale porluguez uVoadnr do Mondagon,
de 120 toneladas, conduzio seguinle : mK) saceos
com .OIHI arrobas de assacar, 15 pipas, 2 meias di-
tas, is barris mel, 6 laboas de restado nmarello, 2
dlas de redro, 2 paos sicupira, dilo* de genipapo.
Liverpool por Macciii, brigue inglez ujoshaa Ma-
ry, de 339 tonelada*, conduzio o Mgointe :__1,700
saceos com 8,300 arrobas de assucar. 2:l s iccas al-
go.lao, 200 arrobas de ossos.
KBCBBBDORIA DE RENDAS INTERNAS UB-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia I 26. 27.2i;v,l7.j
dem do da js........ '.ISli;o(,ti
28:203}341
CONSULADO PROVINCIAL. "
Hendimento do da I a 2(1 53:1434404
dem do da 28....... 2:4989131
3.3:34.3803
BULLETIM.
LIVERPOOL 7 DE JULHO.
/inorfrifrio.
I.ivres de direilos para o vendedor.
Cenetos.
Algodo por lib. de Pernambuco :
Bom.....
Mediano .
Ordinario .
dem dem da Babia bom. .
Mediano .
Ordinario. .
llera do Maraohae, libra longa :
Alcntara. .
Ilapicur. .
Caxias. .
dem de machina bom ....
Mediano. .
Ordinaria .
Arroz, por 112 libs., Rio bom .
Para .
Assacar idem do Rio branco .
I.ouro .
Mascavado .
dem de Pernambuco branco. .
I.ouro. .
Mascavado :
Idcra da Baha e Maceiri branco.
I.ouro .
Mascavado .
Balsamo de copaiba por -t claro.
Torvo. .
Borracha por lina......
Mediana .
Ordinaria .
Cabera de Negro.
Seruaraby .
dem do Cear, pelles."...
Sernambx. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom ueuhum
Babia, a .
Cafe, por 112 i Rio l.a sorle .
Segunda .
Escollado .
dem da Baha primeira sorti.
Segunda
EscoJIudo. .
Castaulia por 112 i do Para. .
Sapuc.ia. .
Sebo por 112 .; do Rio Grande:
Bom e duro .
Mediano .
Escuro ....
Cera carnauba, por 112.....
Chifres, por 123 devacca. .
Ordinarios. .
Clina por de ca vallo. .. .
de vacca .
Cobre velbo por ii.....
Couros por a do Rio,
Seceos de 31) a 3.3 t.
de 20 a 24 h.
ilc Touros, 33 a 40
dem do Rio Grande, por :
Salgados, de (>.3 a 70 I
de 43 a .30
Cavallo seceos, 10 a 13
I. ... um.
dem salgados, 23 a 30
t......6|0 i) S|t!
dem idem 16a,20 ii 3|6 4|<>
Idom de Pernauhuco, Babia, ^laranho e Para por
Seceos salg., 2li a 30 I 7 1|2 d a 8 1|2 d
espichados 1I> a 20 8 1)2 d 9 1[2 d
Curtidos 7 a 9 9 1(2 d o 10 1|2 d
Moldados salgados, 40
a 46 ... 5 l|2rl a6I|2d
Idem do Ceara, Parahiha e Maceiri por i.
Seceos salg. 30 a 32 ii. 7 ,1 a 8 1|2 d
Molhados 43 a .30 i. 3 d a 6 l|4 d
Curaar por libra bom. l|8al|0
Ordinario (invendavel;
Farinha de meud. boa por I \> g Nenhuma
Jacaranda por tonelada, do Rio. i' 12 a 13
Babia...... 7a C 12
Jerzelim, por 112 5.....55*0 a 3i0
Piassava, por 2240 i do Para Ji 3 28
B"'...... 11 o 12
Pixunm, por 112 bom. 7|0 a 8i(l
Salsa parrilha por libra boa ipi i ,:i
Inferior invendavel. 5 d a 7 d
Tapioca, por 112 Rio superior 80|0
Ordinaria.....
Uroc por do Para bom. 6 d a 7 d
Fundot e Cambios.
F'undos inglezes.
Bancode Inglaterra (eer/Jes) 217 a 219
Consolidados......3 0|0 9.3 3i4a9J7|8
Reduzdos ..... 96a961i4
frundoi de......3 t|l 96 S|8 96 7(8
Estrangeiros.
/Vero.
7 l| d a 7 l|2d
6 3| i d
( 3|8 d
> l|2d a 6 3(4 d
(i 3|S d
<1| d
7 I|ida73t d
0 3| d
(i l|2d
i S|8 d a (i 7i8 d
(i l|2d
Oda ( l|i d
30|0 a 33(0
27|9 a 20|(i.
29|6 33|0
30|0
27|3 29(3
20|1) 3 |0
37|9 20|(
1|3
1|3 a 1,1
l|l|2a l|0
11 a I i. l|2
1|l t|3
1 I I a I ii
0 d a 7 d
1|0 l|l
2 d 7 d.
48|0
47|0 18)0
S3|0 43|6
.30|0 60|0
#!-|0 i) 4li|0
4I6 n 2|(>
4S|() a 53(0
2j|0 a 26|0
I9|(i
i0|0a i.3|0
37|i)a ti|D
7ll|0 a 8t)|0
2.3|0 3.3|0
10|023|0
10 d a ||3
7 d 9 1|2 d
Neiilium
Orla II 1|2d
9d 1I l|2d
8 d 9 d
(id a 7 l|2d
d 7 4|2d
3 3|4 d 7 d
|(i i 6|0
Belgas. .
Brasileiros.....
rr .
Ilinain,irque/cs ei-div.
Ilcspaohoes.....
DifTeridos
i> Passivos .
Ilollandezes .
" .
Mexicanos.....
Porluguezes ex-dtv .
Ilussos.......
cx-rtiv. .
Banco de Franca acces .
Fundos france/.es.
Ouro em barra.
IVirliigiuv. ni unir l i.
o Brasil.....
I Un; i- lie-I llilioia- .
" americanas.
Prata em barra ....
Patacas brasileiras '. .
Pesos columuarios bcspall.
Dilos das repblicas
Moedas de .3 fraucus '
Cambios.
Lisboa.......
lorio. ..,..,
Rio de Janeiro noraioal
Baha e Pernambuco .
Amslerdam .
Ilamburgo. ,
Pars......
4i|293 a 07
101 a 103
i 1129.3 a 97
383 a 8.3
316 a 17
:i24 3|4 a 23
36 1|27
2 l|264 a 66
493 a 97
3-22 3| a 23
.333 35
410 3I
34.3 4fi
3111 a 113
'. 11->98 a 100
Fr.-i0.30 fs.
4 112-93,50
3 0|0 72,20
Metaes preciosos.
Pr 0115a 77|i
7,8
.. 77|3
"|6 a78|0
7i|3 74t6
5|l 1|4
" lili 3|4
5|5
5|0 a5|0 l|2
> i|ll a4|U3|8
90 d. d.33 I|8a53 '
531|8a.331|4
60 d v. 26
, 3m. d. 12 a 12 l|2
... I3|9a 13i01[2
23,65 a 25,70
" .....3 d. v. 25,30 a 45,35
Numerario. As grandes rhegadas de ouro a esle
paiz, ea favuravel appareucia da> colbeilas vindou-
ras, lem felo diuhcirn abundante ; e tanto assim,
que tem sugerido algumas ideas que esla abundan-
cia, superior as necesidades legitimas do comraercio,
venha pioduzir especulares desastrosas; todava ne-
nbunias apparencias ha de um tal acuulecimenlu.
Verdad* he que desde o priucipio do auno 45 pro-
jectos de conipanhias novas lem sido apresenlados
ao publico, iiivulveiido um capital de 23,490,000,
e 22 deslas demandavam o expendio fra da Gran
Brelanha de 19,110,000libras esterlinas: mas o pu-
blico tm mostrado toda a precauelo em Inl.-.r com
projectos, cujos merecimenlos anda na passaram
pelo ordeal da experiencia. O banco de Inglaterra
em 26 do passado me/, reduzio c descont de letras a
i l|2 por cenia, e mesmo assirn pequeo lem sido o
negocio em descont, porque o desconladores par-
ticulares esto so a carrrgar l| por cento. Esle
aspecto animador ua presente poca, quando urna
guerra vasta, ora felizmente terminada, anda nos
deixa dcbaixo da sombra dos seus elleilos, nlo pJe
scnlo presagiar prosperidade para o futuro ; e uos
bastara' s a lembranea dos desasir que sobrevie-
ram a esle paiz era IsT, para nos evadirme* de se-
lucllianles accontccimentos.
Algodao. Mal se linlia lermiualn a paz com a
Russia, quando as nossas relacoes amigaveis com os
Estados I nidos se virara era perigo de sercm inter-
rompidas, chegando as deaavenca* entre os doas go-
vernos a um ponto bem arnearador ; mas feliznieu-
le o bom senso lera triumphailo'. Durante o Maneota
causado por esla falta de harmona, o mercado do al-
godao demonstrou plenamente quaes seriam os ellei-
los do um rompinenlo de hostilidades, se um lio
deploravel acrouleciroenlo livesse logar, mas sem
resoltados dignos ile nienrlo especial.
Para o algodao do Brasil tem havido boa procura,
e as vendas esle me/, sao, 54 ill suecas de Pernambu-
co, Cear, etc.; 3440 da Babia e Macei, e 3170 do
M-.raiili.io. O lolal do algodlo vendido esle anuo ale
do rorrenle, he re 1,398 190 saccas, indurado
88.910 do Brasil. As entradas ale a mesma data sao
de 1,517,303 saccas, incluindo 639185 do Brasil. A
quanlidade approximada em ser em 4 desle mez he
de 699,350 saccas, inclusivo 21,600 de Pernambuco,
ele; 14,130 saccas da Babia e Maceiri el 4,0.50 do
Maranhlo.
Assacar. -Este genero tem continuado a tullir, e
mesmo ios presente* elevado* pre5os o mercado esta
limito firme.
As vendas desde a nossa ultima monllo a 250 di-
vas, e 42,100 arco aoi preco da 26|0, 27|3, 27|9,
28)3, 28(6 e 29fS livre do direilos. Em Londres,
as venda* de,de s do passado Mn de 46,1011 saceos e
30 caxas aos p,eros de 39|O.I2|O,3|0,i3|6,4l|61.3|li,
e 9|0 direilos pagos.
O lolal das entradas de todas a qualidad's de as
su. .11 na tiran Bretaulia este auno, al 30 de jiinho
passado, lunilla de 59,250 caxas, 1.8.55, 430 saceos e
128,055 barricas, a saber :--105,555 barricas, ote.,
das Wesl Indias ; 280,1(10 -accos de Bengalla e M-
dailra ; 977.8SO ceiras das Mauricias;3(il,OIO saceos
de Java. &e. ; 55.3.35 da Uavna ; .1,893 caixa* e
230,440 saceos, He, do Bra/il, e 22,300 barrica,
etc., de uniros porto, dando ludo um peso aproxi-
mado de 169,482 tonelada*, ou 2:921,443 qmntae
porluguezes. As entradas do assucar da Brazil em
Liverpool, at o fim de abril, sao de 1,710 caxas e
171,710 saceos, dando um peso iproximadode 11,078
tonelada, ou 190,977 qriiulae* portriBuezes. Em
ser na mesma dala, uos dillerentes porta* da (irau-
Bretanhl, 17,135 barrica*, ele. ; |IM),3I0 saceos ;
411,315 crir-i, e 40.190 caxas, a saber :33,8.50
barricas, etc.; da! West Indias: 122,700 de Ben-
gala e .Madrasta: 111,315 ceiras das Mauricio;
171.220 accos de Java etc. ;88,930 caixas da lla-
vana ; I2(M) caixa* e 106,390 saceos do Brasil :e
13,.3S.i barricas, ele, de oulros partos, dando ludo
um peso approtiinedo de 71,778 toneladas ou
1:288,980 quiritaes porluguezes. Em Liverpool,'no
fim de abril rlesle anuo, licavam em ser 21,622 to-
neladas, entrando nesla quanlidade 6036 toneladas
1I0 Brasil. As entradas em Londres durante o mes-
mo periodo, sao de 83,100 barricas, etc., 391,300
saceos, e(c.,617.950, ceiras, e 37,23.5 caxas a saber :
65,600 barricas, ele, das Wesl Indias ; 20,500 sac-
eos de Bengala c Madrasta ; 647,9.50 ceiras das Mau-
ricias ; 1 (9,800 saceos de Java, ele, 35.170 caixas
'le llavana ; 2063 caixas e 15,200 saceos ele, do
Brasil; e 17,800 barricas ele, de oulros porto, dan-
do islo um pe-o lolal de 107,321 toneladas nu a
1:819.995 quintaes pnrtugue/es. Em ser em Lon-
dres licavam 51.117 toneladas de todas as qualida-
des, otilran.li nesla quanlidade 21',3 toneladas do
Brasil.
Azeile doce. Tem havido mais procura, e para
as qualidades superiores, o prece lem inelhorado
ura pouco. Vendas desde a mossa ullim 1 3.50 lo-
aeladasr
Cacao.Su nos consta da venda de urna partida
da Baha a 48|0. Du Para nlo ha.
Borracha.Nesles ullimus dias tero se vendido
urnas 25 toneladas a 1|S 1|2 pela fina, para expor-
taco. Dos Estados-Unidos lera vindo bstanla or-
den para borracha de Java, a 7 d, e 7 1 i .1 por
libra, e a esle preeo lem se vendido lud que eslava
cm primeiras ralos, Os pos-uidores da borracha do
Para' tem feilo os maiores esforcos para ao menos
conservar o preco ; mas a continuada chegada de
partidas avulladas, com una quanlidade ja sqoi pa-
ra cima de 350 toneladas, toma-se roui dillicil ef-
feeluar veudas sem cederem alguma cuusa ne
proco:
Em Londres tem havido algumas pequeas ven-
das a 1110, mas islo nao serve de regra.
Em do correnle, eiitruu a escuna "Sharlt," du Pa-
ra' em 31 dias ; Iraz ninas 70 toneladas de bor-
ra, ha.
Cafe.As vendas de.de a nossa nltima, slo de
1830 saceos, e os preros obt-ios pelo da Babia da se-
gunda sorle 42|0, c do Bio I4d0 d 18|0. O mercado
quieto,os alio, preros que os pOssuidores peden)
poem um liuiiie as vendas.
O lolal das entradas de caf na Cran-Brelanha es-
le anno al 30 de jiinhu, monta a 16.250 barricas,
mesma data, 1050 barricas e 16.77.5 sarcos; e li-
cavam em ser 1,105 barricas e 17,020 saceos de lo-
dos ns quliitades, dando umpesode 1,225 toneladas,
ou 21,122 quintaes porluguezes. Em Londres ate a
mesma dala 15,180 barricas, i\c, e 86,300 saceos;
em ser 10,700 barricas e 9.3,600 saceos.
Couros.Sao bstanle procurados, e a' chegada
promplamente se realizan). Vendas ;seceos sal-
gados itel'erriainbucue Maceio de'23 l[2 a 28 l|2
por libra; de 8 d a 8 1181 por libra ; pesados de 41 a
43 libra, de 7 3|4d lo 7 7|8 d por libra; hnmidos
' 3|8 d lo 7 3|4 d por libra. I:otra I,i- 7162 ; em
ser nenhuns.
Suprimindo as falla* das fabricantes,e por conse-
queneu, a procora lem bailado o preco de algu-
mas qualidades.
Piassava.Cuiilinna na mesma ; tem-se vendi-
do pequeos lotes, de i 26 a ,. 28 por tonelada.
Salsa parrilha.-lem pouca saluda.
lapioca.I) alio nrego deste genero lem tentado
algumas pequeas carregaees da Antuerpia e liara-
burgo.
Uruc.Quasi Jnvemlavel.
desconhecer seus dnnns, e para que seja cumplido o
que conlem o tobredilo arligo inandnu publicar pela
impren-a, para, no r. m de 15 dias, comparecer
quem acs ditos cavado India direilo, lindos os quaes
N proceder a arremataran pela forma determinada
no arl. i do citado regulanienlo, e para que rhegiie
a noticia mandn fa/.er o preienlfl edil.il aos 19 de
julho de 1856.Antonio Cameiro Machado Bios.
A directo ilo extincto Ijanco de
I Pei-iiiiinlmco, avisa aos Srs. accionistas
1 do mesmo banco, que se acha auiptisado
oSr. ihesotireiroda caixa filial do lan-
Ico do Brasil nesla provincia, a papar o
loitaro dividendo de 9s600 ts. por ar>
cao, vencido pos ") mezes de Janeiro a
maio ultimo. Recite 3 de julho de 18.">6.
I Assifjnacio.Joao Ignacio de Medeiros
Kerjo.
'Mofimtnte 00 twrto.
Sazios entrados no dia 28.
Babia6J horas, barca fraucea Cuslaveo. re 865
loneladas, capitn P. I.aisne, equiqagem 16, carga
.10 toneladas de rea ; a Lasserre A Companlii.
I'erlcnce ao porto do Havre.
llarl,o,ir (race-2!) dia-, barca ingle?.! uSpirit of
tlie limeso, de 259 toneladas, capillo John Mar-
tin. equipaa.ni 13, carga 2.597 barricas com ba-
calhao ; a Manuel Joaquira llamos e Silva. Per-
lence ao porto de Liverpool.
Hacia saludo no mesmo dia.
Babia e Rio de Janeiro Vapor iugle Tmara,
comroindanle Jellicoe.
&?>it O Dr. Kuliio Ansdsto de Almeida, juii municipal
supplenle da 2.-' vara nesla cidade ro Hecife, por
. M. 1. etc.
Kacu saber aos que o prsenle edital virem, em
como o tenenle-coroiiel Coriolano Vellozn da Silvci-
ra me fez o requerimcnlo rio Iheor seguinle :
Diz o lente-coronel Coriolano Velloco di Silve-
ra, nesla, por sea bstanle procurador, que quer ci-
tar para a primeira do juilo, pena de reveli, a l.uiz
Iraucisco de Mello Cavalcanli, segundo marido da
linaria I). I mhelina Roa Pessol de Siqueira Caval-
canli, e ao herdeiros desta, sto he, Lnh Melanio
I-raneo como administrador de sua maiiher t. Joa-
quioa l.mbelina Correa de Brilo, a orphaa Mara,
por ser maior de 12 anuos,e as pessoas de seu lulor Krancisco Arantes e o Dr.
curador geral, afira de fallaren) aos lermot de om
libello civel que Ibes vai propor o supplicanle, na
qaahdade de cessonario de lolo Baplisla Prayjooo,
- -io*r!,u!!,e "'u Jo*1B'm Anlunes, pela quantia da
Ju-ia '"'""P'11 juros contado al 16 de
abrilldo correnle anoo.e os da.le decorridos al (nal
embolso, como ludo melhor provara em seu libello,
ficando o sopplicados cilados para lodos os'lcrmos
da acrao alo filial: e como o I. supplcado enteja ao-
senlo, e se ignore o lugar de sua elTectiva residencia,
requer o supplicanle sejam os oulros citados era
saa propria pessoa, visto residirem nesta cidade, e
aquelle fM)redlos com os diis da lei, depos de pr-
vida a ausencia e incerteza de sua residencia, e o
propositura de accHo. para depoisde ellecluadi a ui-
iHr-jcilaeio. P. ao Illm. Sr. Dr.joJz municipal da
I- i?T? *5"m.lue f*wnt vislonao se terem COM.
Ih7?-E R. M.Caslello Branco.
E nada mais se cuntiuhaem dita pellclo, a quil
leve o despacho seguinle :
Distribuida; comu requer, justificando precisa-
mente a ausencia do lopplieadoa que se refere. Re-
cire 28 de jonho de 1838.Oliveira Maciel.
E nada maisse coulinlu era dito desp: em vir-
tude do qual r.ii a acolo distribuida au teeOle.i qae
eite sabscreveu, a foram cilados cm suas pessoas os
upplicados acuna mencionados, c leudo sido acen-
sada a accao em audiencia, licara esparada, e pro-
duzo oanlor 3 testeinunhas, juslilicanlo a ausencia
do supplcado l.uu Francisco de Mello Cavalcanli,
cuja jusl.ricarlo oi jnlgada pela seolenca do theor
seguinle :
A'visla dos depoimento de II. fl.. julgo justifi-
cada a ausencia de l.uiz Francisco de Mello Caval-
canli. e mando que seja citado para o lim requerido
,w-.- T elll"s de '' *" K'cir,; -' de jolho de
I83S.Rolino Auguslo de Almeida.
E nada mais se ronlinha em dila minha senleiio,,
em virlude da qual o esciivlo que esta subscrcve'u
passou o presente, por bem do qual e seu Iheor'
mando a todas as pessoas, amigos, prenles e conhe-
cidosrlo supplicado l.uiz Francisco de Mello Caval-
canli, I nes lacam viso, de que pelo presente vai ser
citad para os termos do libello, declararlo na peti-
cao aqui transcripta, e pelo prsenle o hei por cita-
do para o referido lim, para que dentro do prazo de
l> das apreseule-se nesle juizu, por si ou por eu
procujador, a allegar o que liver sobre dita accao
sol pena de revelia. '
E- esta sera' publicada e allixada nos lugares p-
blicos do cosime, ecom o prazo de I", dias, e pu-
blicada pela imprenca, alm de que chegue'ao co-
nhecimcufo de lodos.
Dada e pastada nesla cidade do Recite aos ->li de
julho de 1836.
Eu Pedro Tcitul.ino da Cunha cscrvao a suhscre-
vi.--ltulmo Auguslude Almeida.
>cclawt&t$.
MUTILADO
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazenda
estando aulonsado pela orrlein do Iribunal do the-
souro nacional n. 65 re 25 dejiinho prximo passa-
do, pira contra! u o corle e condcelo para esta ci-
dade, at tres mil quintaes de pao brasil, manda con-
vidar aos propnclarios da~ trras e matas em qae
exista semelhante madeira, a apresentarem suas pro-
postas alo o du 1.5 de gosto prximo futuro, ad-
venlindo que o -pao dever. ser de boa quaiidade, e
se pagara pelo de primeira quaiidade X.-iHX>|rs., pe1
de segunda 6;(M) e pelo de lerceira 000 rs., por
cadaquinl.il. Secretaria da Ihesourana de fazenda
de Pernambuco, 15 dejulhu de 1856.O oflicial
maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
CONSEI.UO OE REVISTA.
Pelo preseule slo convidarlos a comparecer!!) pe-
rante o consellio de revista, ua casa da cmara mu-
nicipal, no dia 28 do correnle, as 10 horas da ma-
mila, os guardas uacionacs do balalh.iodc Santo An-
tonio seguinles :
Manuel Thomaz de I-arias.
I.udgcru Francisco de Assis.
Jos Soares da Costa.
JrxcJoaqoim Lopes Pereira Cuimaraes.
Miguel Jos de Moura.
Alexandredos Sanios da Silva Cavalcanli.
Joaquim Jos Pereira.
Sala dassessocs rio conselho de revista 26 de julho
de 18)6.I irmino Jos de Oliveira, serredrio.
O adrninisirador do consulado provincial, em
virlude do disposlo no arl. 3." rio regulamenlo de|!7
te julho de 1852, faz publico que se acham deposi-
tado mais 1 cavallos remellirtns pela subdelegara
da fregueza do* Afogado MR data de 18 do corren-
le, os quite* s5o cousileradoi lieu-, do tveuln, por se
THEATKO
DE
Santa Isabel.
SEXTA REPRESENTACAO
DOSGH.V^IES E BKILIIANTES SOIBES
da companhia
ROBERTO E
Quarta-feira 30 de julho de 1856.
Mrs. Roberto e Deveaux desolando dar as mais
expressivas provas de sen recoiihacimeuto ao res-
peitavel publico desta cidade, prepararan) para esle
dia urna primorosa represeulajlo, que se compura'
da m.neira seguin.e :
Logo que orcheslra houver execulado ama Mo-
da e nova sxmphonii, Mr. Deveaux dar' priucipio
ao espectculo.
PRIMEIRA PARTE.
I. A lelo re esgrima.
2 As jolas encantadas.
3. O tonel de Baccho.
. A garrafa mgica.
5. O Oral do circo .Napolennino.
6. A roda das cartas.
7. A dansa magntica.
8. O na-cor das llores.
(rande
SEGUNDA PARTE.
leza, pelo joven
PERNAMBUC&NQ
e sua discipula, a joven
TERCEIRA PARTE.
t ma esrollnda collocrao de soberbas
VISTAS DISvSOLUTIVAS,
novas e de om efieito espantoso
QUARTA PARTE.
Daro fim a represenlaclo os apreciaveis
CAMALEO ES ELCTRICOS.
Comecara as 8 hora e V
9t*iM 9Sltmmf&.
Para o Cear
alie com brevidade o hiale Novo Olindao. mesire
Custodio Jos Vianna : a Iralar com o'mesmo, ou
cum o seu consignatario Tasso Irralos.
Ceara
9
Coaipa
Segu com brevidade o hiale irSerfiipano ; para o
resto da carga e passageiros, lala-,- com Caelano
Cvnaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 23.
. Para o Porto seguir directamente e com bre-
vidade o brigue Trovador ; para carga ou passa-
geiros, trata-se cora Barroca 4 Castro, ou rom o ca-
pillo na praja.
anhiii de Navegacfio a Vapor
Luso-llrasileira.
O vapor
desla
co mpa-
nbia II.
PEDRO
II, COIII-
tnandan-
le o tr-
nenie
v legas do O prelendendo sahr de Lisboa no dia
14, devera aqui chegar at o fim do presente mez,
* ue|>S da '"""""da demora seguir*' pora Baha
e lila de Janeiro : para passageiros, ele, dirijim-se
aa agente Manoel Doarle Rodrigaes, roa do Trapi-
che o. 26.
Baha.
Segu em poneos dias o patacho nacio-
nal CONFUNCA, por tet jiarle do seu
carregamento prompto: pata o testo,
trata-se com os consignatarios Novaes &
C, na ra do Trapiche n. .!*>.
Para a Baha
a escuna brasilein nllorlencian pretende sabir com
multa brevidade por ler prompto dous ter;oa do sen
carregaraeulo : para o resto os prelendentei enlen-
rlam-se cora o seu consignatario Antonio Loiz da
Oliveira Aevedo, ra da Crnz n. 1,
Para a Baha ,
A garopeira brasileira l.ivraeaoo prilende aegoir
para a Babia com muila brevidade ; lem o too car-
resamento quas) prompto : Irata-se com o en con-
signatario Antonio l.uiz de Oliveira Azevado, roa
da Cruz n. 1.
O brigue "Hercules, prompto a seguir viagem,
precisa de am piloto de carta e marinhero* nicio-
uies : quem esliver habilitado pode dirigir-sa a bar-
do do mesmo, ou ao consignatario na ra de Apollo
n. 6. r^
Para a Baha
segu impreterivelmenle no dia 5 da agosto l veleira
sumaca brasileira Nova Minerva)), por ler a maior
parle de seu carregamento prompto, e pira o resto
trata-se com seu consignatario Domingos Alves Ma-
theos, na ra de Apollo o. 23.
Leilao.
O agente Veira da Silva far leilao de urna rica
peca, sendo om scravo pardo, perito carpina, de
30 unos e de muto bonita lisura : a pessoa que o
pretender examinar, pode dirigir-se, no da 29 do
correnle, a' ra da Madre de eos n. 32, das 10 ho-
ras em dianle.
O agente Vicira da Silva fara' leilo,
terra-feira 29 do con ente, a"s 10 horas
damatihaa, emseuarmazem.rua da Ma-
dre de eos n. 02, de diversas obras de
marcineiria novas e usadas, mobilias, di-
versas miudezas, obras de ouro e, prata, e
mais objectos (jtie estariio patentes no
mesmo armazem : oue tndo sera' ven-
dido a contento dos Ireguezes.
O agente Borja far leilao em seu'irraazem na
roa do Collegio n. 15, do diversos escravos de am-
bos os sexos, mocos e de meia idade, como bem :
duas ptima- escravas cozinheiras, urna dita excel-
lenle coslureira e eugnmmadeira, ama negrinba de
8 iniii'. com principio de cnslara, dous pretns de
meia idade para servico de ra, dous moleques. um
com principio de carpnteiro e oulro proprio para
todo o servico, um mulalinho de tres anuos; duas
boniias mulatas, urna de idade de lli anuos, c oulra
de 20, arabas com bstanles habilidades; alera dos
esclavos cima mencionados irao tambera, de urna
spesiua que se retira para a Europa, os seguinles :
orna escrava moga oplirua co/.iuheira, com una cria
de dona anuos, duas escravas de bonitas liauras, mo-
ras, com diversas habilidades, dous prelos proprios
para todo o servicu, e outros muitos objectos, ele,
os quaes le acharo patentes no dia do leilao : ter-
ea-feira 2! rio correnle, as It horas em ponto da
manilla.
O asente Borja fara leilao em seu armazem na
ra do Collegio n. |s, de um grnala e variado sor-
lmenlo oe obras de inarcineiria. novas e asadas,
inclusive um rica raobilia de amarello de raiz, a
Luir XV, dous ricos pianos de Jacaranda, moder-
no, obras de ouro c prala, relogios para alsbeire
e cima de mesa, vasos, calungas e mais enfeites de
porcelaua para sala, candelabros, lantrrnas de vi-
dro, candieiros fraucezes e inglezes, diversas qoin-
quolh.irias francezas, louca e. vidros para servico de
mesa e oulros muilos objectos, que fora enfadonho
mencionar, os quaes sa achorao palales no refe-
rido armazem, [quinta-feira 31 as II horas da ma-
nhaa.
O agente Oliveira fara' ledo do lorias as divi-
las de livro da loja de Antonio de Mello Rodrigues
l.ourciro, sita outr'on na ra do Qucimado, como
da respectiva relaeao dolas exlrahida da seus lanra-
mentos, na importancia de 2,!l|.ll0T0 rs., qaarla
feira, .10 do corrente, ao meio rlia em ponto, no
seu escriplurio, roa da Carleia do Recife.
Sngularidade.
Quem liver um passjro de valor, e
Uie lucir dar una bella e ric.i gaiola, de
milito 'osto i' |ui I, llmente r-iiK-i Misarla
dirija-w a' ra estrato do Rosario n. 15,
sobrado.
-:? .MIII'Ml PKKNA.MBUCAN.
S Juarla-felra :10 do correnle mez, pela* 4 $i
::\ horas da larde, hovera" sessao exlriordina- A-,
'X "a.O primeiro secrelario, Joaqun It- 2
,'i naci Alvares de Arevedo. Ij'
LOTERA Di PROVINCIA.
Achatn-se a venda os bilhetes, meios c
quartos, da quinta parte da primeira fo-
teria do convento de Nossa Senhora do
Ca.nno, os preros sao os eguinte*.
Bilhetes sSOO recebe 5:000. Meios .">s000 2:.)iK),s0n<
Ouarto Is.'iOO 1 :0jr000
P. J. Lavne.
LI(0ES fffffl DE PIA\0.
I.ecciona-se puno por um melhndo fcil a moder-
no por preco eommodo : oa roa do Vinario a. 22,
onde ha piano para ealudar i qualquer hora, para
os discpulos que o nao tiverem.
Lotera
do convento de Nossa Sc-
iiliora do Carino.
Aos 5:0008 e 2000x000
Corre iudubitavelmcnte sWbhado 2 de
agosto de I8.C.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeilavel publico que venden
os si quintes premios da segunda parte da
primeira lotera do Senhor Bom alea-tuda
Via-Sacra.
1 ([Harto n. 3013 :i(i(i.s(i(Mi
Meio bilhcte 75!) l)0.-txJM
1 (jiiarto " 07 a*(MI0iKI
1 bilhete " 2311 -2(I(IS(MMI
1 dito " l."i0 >0sOOO
Meio dito " Mt 4.4MHI
nOMg
bont
imm
Mmo$ iCiDerso*.
l'rerisa-se de olliaaes de charoluro : na fa-
brica dr) becco do Abrcu u, 4,

O mesmo lem l-\|oisIo a venda seusmui-
to felizes bilhetc, meios e quartos, da
quinta parte da primeira lotera do con-
vento de Nossa Senhora do Carato, mu to-
jas ja' conhecidas do respeilavel pu-
blico.
Os dous premios grandes cima re-
feridos nio estao suieito* ao descont
dos 8 por ccnlo do imnosto geral, c cu-
jo dsconlo sera' pago logo pie saia a lu-
la, sendo os preros de seus bilhetes os se-
guinles.
Ulhetes ,").s800 recebe por inteiro
Meios r.s'OOO ii .r
Ouartos I.S-JOO m
PernRinbuco 28 de julho de l8o(.Sh-
histiano de Arptino Ferreira.
Suido hootem a nnle una raxilleiropcla *.-
Irada nova com sua senhora, e|da casa do Sr. inspec-
tor do locar eslavam soltando fosos do ar e bnsest-
ps, e como viram urna senhora de ancas sacudirn
com nm n, que resullou a queda da iiij*i.
que tico na offendida ; e coa oa soas Tilos
arndio un. utn senliora que be ruuhada do Sr.
.Manoel. que chamam Manoel ineu sallo, a qual mas
soccorreu promplamente com sua casa, e lodo o
quinto ella pode faier. Assim veia o Illm. Sr. ana>-
delemilo di fregueiia da Vanea que tal lie o Sr.
inspector da eslrada nova, qne se ha de maalor a
ordem, elle mesmo he quem fat estas o otra,; rai-
mo inspector pensa muilo bem. Oitado, come a
er-sana ; nao faca nutra que lhe porte resallar mal.
Srs. redactores.Deparando casualmente rapta
uro communicaslo sob o tituloComarca do (,ra-
iii.un.que pubiicou o seo Diario de hoja. Me-
posso llenar de protestar em cominele contra*
torpe iiisiuiiarao hilo contra os habilo a honrih-
Iornes do cidado Denlo Jas Alvo* da Oliveira, dig-
no ubdele^ado da freaueiia de S. Boato. Nada
t*r bu rom o delegado Sr. rapilao I ra cisco Anto-
nio de Carvalho. Conbeca porem mai nartkalar-
mente o Sr. Beato Jote AI ve do Olrveira, o ato
comprometi desliar esta meiada cm note so pre-
tende eobri-lo da animadversao, fletada resonado
para qum for competente tomar conta* a* Injoria*
e calamnia* coolidaa no ul eommnnicado, cujuu-
tor parece maito preoeeapado de agitarle* eleila-
raes. Kecifa ib do julho d* IS.V,.
O espreitadar.
O abaxo asaigaado ten) a honra de participar
ao respeilavel pnblieo, qoe nesla data coaotitaie nar
seu bstanle proeandor ao Sr. Ilanool SaraMn o>
Almeid lorie como consta de orna procrc ban-
laule passada pelo ubeliiao poblieo desta rHali
Pnncisco Baptiala de Almeida, rom lodo-, a valo-
res para receber a quanlia de 10:T:ia37a> -m loUrw.
valles e pouca* conlas de livro, que me alo teve*lo
re* algn* senhora* agrteallora*. dando Innjaca alo
a fregne?ia de Porto 4o Calvo. Kecifa, a w jtjlkn
do 18-Vi.Joaquim Antonio de Santiago Lom.
l'rerisa-se da ama ama para cata de oaxa fa-
milia, qae taina eoiinhar e enqoramar, o qoe (ca
compras melhor era, ou aljama escrava : na roa
Direila n. 91, primeiro andar.
Precisa-se do am forneire ano seja bom o quo
entend de lodo servico. paga-sc boro ordnnnn : na
roa da Sen/ala Nova, padaria n. 30.
O* Sr*. Jote Riymoudo Baptisla de AU
qoe. Jos de Boaventora Bastos o Mioonl
de Mello Brrelo leem caxtaa na roa 4a C
Hecife n. .15, loja de Ferreira & Mitheoa.
-- Camillo A agosto Ferreira da Silva
para a ra do Brum n. 42 C.
Piecita-se de orna criada para o sonre*) rotar-
no de ama casa da familia, da-ao bom ordenada
agradando o seu servifo : a Iralar no obrad jnnla
ao quarlel do Hospicio, casa da Dr. Mendos da
Cunha.
_ O secretario da veneravel ordem lerceira do
S. Francisco da cidadi de Olinda eonvidi am ana
charissimos irinaos para coaofJerecerem no dia 3 do
agosto prximo, as -J hora* da Hado, paramentado*
com seus habito*, alim de icompanharoaa a procii
-un de N. S. do Amparo, por assim o lar detibori-
do a mesa regidora.Jos trineo da Silva Soaoa*.
I). Miria Helena Pesio* de Mello, idminitlra-
dora do vinculo do-Monteiro, participa a todo* os
eos devedore*, qae tem constituid-i son hoiloola
procurador i sea genro o Sr. Antonio Jao Carnet
do Correio pan receber importancia qoe eslive-
retn a dever das rendas do mesmo vinculo, a mi'im
chamar a jniao a todo* aqaelles, que por MMmn
nlo queiram pagar amigavelmente. Moaleiro Si de
julho de 1856.
O Sr. Cypriano l.uiz da Paz, na roa do Colla-
gio, to'r, Joao Ferreira da Lox. no Ierro da rWa-
\ isla, na padaria do Sr. Bcirit, dir.lo quera da di-
nlieiroem qoanlas de 300, 400, .VIO? e htMgini.
com h> polhera em casas terreas.
Por apparecer no n Diario., de sesunda-taira.
28 do correnle, o aunando para ir i praea i, cana da
supplicanle Manoel Jos Tavares da Silva, na roa da
Mansaeira o. 1, o como tero da mostrar o seo diret-
to.roga aoi Srs. redactores de publicar qoe suspendan
por sua falla publicarlo tal. Reeife 9 de julho de
ISVi.Manoel Jos Tarare* di Sirva.
O abaixo asslgmdo declara qoe ninguem com-
pre oa contrate com os herdeiros do tinado Franrii
co Jo,1o do Pilar-o* bens semovente* eBainles : tiro-
sorio, Toncelina, Jo* Antonio. Joaquim, leln.
Antonio, Izabel, Miria, Silvana, Benedicta, Rober-
la e F.u/clua : e os irnraoveis segninles : sitio da Ki-
quinha,.ii e (antas marieh* de faarr tal, '*) pn*
de coqueiros. nma cata lerrea, ama dita d* podra,
oraa oulra dita principiada, tres siiios de corroe o
duas canoas de pr -caria. Todos esle* bens tono om-
harr/ados a requerimenlo de francisco do Carmo
Maccdn, e depositados em mo poder. Eogentw
un m de Isuarassu' -J de julho de IKVi.
.1 Han Antonio Pinto de A.
Tendo Orna pessoa de relrrar-*e para Um do
imperio, vende doas lindos cavallos, gordo*, com an-
dares, para uso de selim e carro, rom espeeialidade
um .lelle por ler lodos os andares precito* : qaem
ireten lr-lns, dirija-se a ra Imperial n. 64.
i.iuem pun-ar de t:0QUs a juros dr um por
rento ao mez, sob h> potheca em orna cita, dit nie
a roa da Cadeia de Santo Antonio o. 8.
Aloca-se o terceiro andar e sola na travos*
do Oueimado n. 1 : a fallar na taberna da me-mi
casi.
l'reca-se de oma ama pira ca* de pouca fa-
milia, de portas i dentro : oa roa da Cadeia de San-
io Antonio, taberna n. .
<.)iiein precisar de um Iraballitdor pata (raba
II.n de padaria, masteira oo (orno, dirija-se a roa da
l'cnha u. ill. que achar rain quem Iralar.
LOTERA da PRoraciA.
Acham-se a venda o* bilhetes da quinta parta da
primeira loteria de N. S. do Carmo, e o* preco* sao
os abaixo notados c rubricado* palo .ihaiioasaignado
Bilhetes SJgjgM
Meios sjajja
Ouartos 93*111
M. I. de Oliveira annior.
Predia-se de ama pessoa aaa entend de alaa-
lacoa, para tratar de om sitio ; n.1o se repara dar
iK.m nnlenadu : a tratar na roa de Asuai-\ erd*.
u. s.


CURIO l 'IIBjIO TE'CG Filfl 29 JULHO II SSG

I DESTKOCA.
O acnhor que por engao levou um nli;ipeo de sol
de seda azul, e deiviu um venir, do gabinete por-
loeuez de leilura, uu dia i) do rui rente, tenha a
bondade de mandar a rua Direila n. i e para desfa-
zer o engao ; na padaria un lerreitu indar.
O abaito assicnado, lcudo-se ausentado de sua
cas o sen scravo Antonio, .te uacao, desde o da
13do crtente, eoroo ja uniiunciou por elle Diario,
< qual continua a eslar auseule, e ew duvida aeou-
la.m neila cidade, onde Inm sido uslo, veni nova-
menle protestar por este Diario, cuno de faclu pro-
testado lem pelo prseme annancio, contra quein
qner que o liver em seu pmler.ou guarda, pelo* das
de servico, pcrdas c dainno-. que Ule causam ale
ell'ecliva entrega do referido earravo. Recite id de
lulli i de I8.Manuel Antonio de Oliveira.
Urna faim
ri.iva prela, q
Vista n. 9.
Os Sr. rrciores da massa fallida de Manoel
Joaqoim Alves Pilomha queirtm apresenlar al o
da 31 do crrente sua- cnnlas a commissAo encar-
regada da venlicacao de cranos, aos Srs. I'rancis-
co Joaqun) tjuedet ou Candido Alberto Sodr da
Helio.
mlia eitraogeira q-icr alujar una es-
ue eja limpa e fiel no aterro da Boa-
l'recisa-se de afeai-rciro pira urna luja de la-
teada qne soja bom Mlcao, e abantando sua con-
ducta : na ra Nova n. .
Aluga-se uma escrava para todo o serviro de
casa, e ja lem muiia pralica de casa eslrangira :
a tratar na roa do Collegio n. 1G, lerceiro an-
dar.
Carros fnebres
Agr administrador.
Em um armazem pcrtenceole an convenio de San
1-rancisco, confronte a secretaria de policia, eslu este
estabeleciinenls munido de carros tanto para aujos
cotao adultos ; de todas as ordens que marca o regu
lmanlo do cemiterio, a salisfazer i eipeclativa dos
pretenden les, e por precos que convencionarem
encarregando-sc de ludo mais perlencente a um en-
terro tem o menor ioeommodo das parles inleres-
sadas, para tratar no menino armazem ou na ra do
Qaeimado n. 1. e na da Cadeia de Santo Antonio u.
34. Tem igualmente um rico caisoque aluga.
Fiea de nenhum effeilo a procuraran que pal-
sei ao Sr. Miguel Pereira de Carvalho. Curcurauas
-21 de julhu de 1856.
Lourenro Pereira de Carvalho,
Precisa-sede uma ama de leile : na ra de
Santa Th.rez. n. 7 ; paga-se bem.
O abailo assignado declara que deixou de ser
caixeiro de Jos Mana Connives Vteira Guimaraes
boje ;->. de jolbo de isji.
l.uiz Vieia de b'reilas.
Ocirurgiao Francisco Mariano de Araujo Li-
ma d consultes todos os dias das 8 as 10 horas da
manha, na ra da (jlorta o. 71, juuto a igreja do
mesmo nome.
Osabaiso assignados fazeni \erao respeilavel
pulilico,-jue a taberna sita na ribeira da Boa-Visla ns.
-5 e 6, desde o !. de julbo licar gyrando debaivo da
firma de Barbosa cV Cuefhu.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O Sr. tlies.jureiro manda fazer publi-
co, qnecstao expostos a' venda na thesou-
rat'ia das loteras na ra na Aurora n.
26, das 9 a's 3 horas, billietes, meios e
quartos da ([uinta parte da ptimeira lo-
tera do convento .de Nossa Senhora do
Carmo, cujas rodas andatn impreterivcl-
mente no dia 2 de agosto, e i^ue logo que
sejam distribuidas as listas, serao inconti-
nente pagos os premios, excepto porem as
ditas sortes grandes, que sao p; ps mes-
mo no salo da extraccao, logo que sejam
publicados seusrespectivos premios. The-
souraria das loteras 20' de julho de I83(.
O primeiro conlerente servindo de es-
criviio, Jos Januario Alves da Maia.
Coelho & Almeida avisar- s sen
credores, devedores efregueze auda-
ram oseucstabelecunento dla/., Jas, (ru
tinham na csoninajda ra do Rangel, pa-
ra a ra do Ltviairento loja n. 8.
lotera da pro y is en.
Segunda parle da primeira lotera do Se-
nhor Bom Jess da Yia-Sacra.
O abai\o assignado vendeu da lotera
cima as seguintes3ortes, portanto convi-
da aos possuidores de ditos nmeros a vi-
rem receber em setiescriptorio na ruada
Carleta do Hecife o premio que obtveram,
logo que sata a lista gei al:
95*
Bit hete intero n.
Meio bilhete n.
I'mis quartos ns.
Meio bilhete n.
DoUS < | liar los ns.
Bilhete inteiro n.
Dous meios ns.
Bilhete inteiro n.
Meio bilhete n.
Sito n.
1913
5013
759
(07
2976
2851
5T59
1065
i59
5:000.s000
2>000.s000
900S000
400/5000
200.S00O
lOOsOOO
100x000
50.S000
50^000
50*000
|SS l) roiiselho director da inlrncc:lo publica ;l$
... acaba de adoptar para a hilara dan esrolas
* de primeira-; letras de ambos os sexos,u xiv
j opnseoloRefleiOeatabre a rdurcSo pbv- '
t'i '''''', ,lllllil'll,n infanciapublicado pelo lir. r',}
r$ pin medicina, Ignacio Firmo Xavier. *,-,?
sU..:"-.-. .;?.i.*"-;-'. ;-..,'.;' ;',- '!>"R
_ O Sr. Joaquim Antonio lleuriqoe da Silva ve-
nda concluir o negocio na roa do Crespo II. 15.
A abtixo taaignada faz publico, que leudo em
sua ciinipanhia um mnlalinno de nome Antonio, rom
idade de K anno., pouco irais ou menos, perleuren-
le ao casal .le eu linado pal Antonio Jos l'essoa re
llello, siiccedeu que em o dia 24 do correle mez
leu canliadn Jlo Rodrioaet Campelln, aforra con-
duzioo dito mulatuibo para sua eompanhia, "appre-
bciidendo-o no lugar da estra.la nova do centro, per-
loda Magdalena, em a taberna do Sr. Sabino, onde
he caixeiro o Sr. Francisco Antonio da I.OZ, que
prevencin, c oulras mais pe.soas que se ochavan]
ahi nessa occato, que crain S para !l horas do dia,
e como o dito meu cunbado ja se ada adianlado na
beranra que llre pode tocar do dito casal de meu fal-
lecido pai, a ponto de tal vez ja rapar aos mais her-
deiros, c porque aiuda se nao proceden o respectivo
inventario e partidlas, por i>so previne a allano as-
gnada ao re-pcitavel publico para que peteoa algii-
ma faca neuono ou Iransacrao com o dilo seu cu-
nbado, sobre o dito mulalinbo, e para que se nao
allegue ignorancia faz o prsenle annuncio.
Magdalena, 2I> de julho de 1856.
i'.-ttli.n iu.i .Mara de Jess.
v
Sorvetcs
No aterro ba Boa-Vista lera' todos os dios de 1ra-
balho encllenles sorvetes, fra os dias de clima.
Meninos cegos.
Precisam-se de dous a tres meninos ce-
gos de naseimento ou de pequea idade,
para serem educados a expensas publicas :
a fallar na livraria ns C e 8, da praca da
Independencia.
Precisa-se alugar uma preta que saiba 'co/i-
har, para o servido de uma caa de familia : no
aterro da Boa-Viola, loja n. 18.
-- Manoel francisco de Aguiar, subdito portu-
-ucz, relira-ie para o Itio de Janeiro.
i'recisa-scde uma ama livre para todo o ser-
vido de uma casa, que seja desempedida : no pateo
do Terco n. 32.
OSr. de eosenlio qae tem um mulato fgido,
que o comprou na cadeia 'lo Kecife, e quando fugio
foi em um cavallo, aeba-se em l'ajeu', a chama-se
Kayrnundo, Minio ao rn_- niin das M^allas se dir
quem sabe delle, o qual mora na cidade ra Vidorra;
faro este annuncio porque parlero do mesmo mal e
ti'nlio muilos fgidos : qnem for seu dono procure.
l'recisa-se de orna ama de leite sem fillio pa-
ga se bem : na ra do Paueio, loja n. 9.
Contina a estar frgido rio abaixo assignado o
escravo Clemente, crioulo, de estatura regular, al-
gniD lano cliciodo corpo, nimdo, com alguns pan-
nos no roslo, lem os dedos dos ps feridns de craves,
deve andar por Pao d'Alho, Ierras do engenhuSan-
i'Aiina. suppe-se, donde he fillro, ou no Arraial :
quem delle livcr noticia queira participar, ou ap-
prehender, que ser generosamente recompensado
na ra do Cabug.
Jos Alves da Silva Goiourfes,
Na ra Nova n. iil, precia-se alugar uma pre-
la escrava que sirva para comprar e vender na ra.
) l'recisa-se de uma prela forra ou escrava .,;
JT para se incumbir do tratamento de uma ^r"
? eriaoea le 2 para anuos : no palco do w
.''; Carmo n. 9. :';
Joao Correa de Carvalho, com loja
de all'aiate na uta da Madre de Dos n.
."ili, primeiro andar, precisa deollciaes,
tanto de obra grande corno muda.
GABINETE POhTLGLEZ
E EEIIIBA.
A directora do Ijabinele l'ortuguez de Leilura
la scieule aos senbores.associados.queeam atnren-
oa os Iratalhos do expediente para leilura interna
o eileina nos dias -Jlj, 27, 2S c i9 do presente mez,
eru razando balanro a que v'ai proceder-so na livra-
ria, e maTS^^j^ri^s uaala>-'estabelecimento, sendo
nicamente perrniltida leilura dos joroaes, no caso
da chegada do vspor. Itecife2:l de junhode lKli.
O i. secretario, Jos Duarle das Neves.
Os Srs. devedores da casa fallida do
Sr. JoaoMoreita Lopes sao convidados a
dirigirem-se a' loja de Manoel Jos* Lei-
te, na ra do Quciinadon. 10, afimde
ajniga vclmente saldarem seus dbitos.
O Sr. Ftederico Jac<|ues queira di-
rigir-sea livraria ns. G e 8 da praca da
Independencia, a negocio de seu inte-
resse.
[nstruc^ao moral e reli-
Esto compendio He historia sagrada, que fui ap-
provado para intOruejo primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacaoa IJtiOO rs., passa a ser
vendido a OUO: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Traspassii-se uma liypotheco. da
quantia de mais de 20:000$ no engenho
Santo Lstevio, da freguezia deMuribeca,
era lugar muito prximo por onde deve
pastar a estrada de ferro, distante desta
cidade pouco mais ou menos quatro le-
guas, prximo a ponte ros Carvalhos, cu-
ja liypoibeca he especial, e tira o direito
ao senlior do dito predio de poder ven-
der, dorar e arrendar o mesmo cngenlio
sem licenea do hypothecario: quemqui-
zer esta negocio annuncie ou dirija-se a
livraria ns. (i e S da praca da In.lepen-
que se dir' quem faz este ne-
dcncia,
gock.
O -|>aixo assignado fazsciente ao res-
peilavel publico, que desta dala em dian-
te deixou re se envolver em negocios de
bilhetes de loteras da provincia, e por
isso nro Ihe compele mais o pagamento
dos bilhetes premiados das mesmas lote-
ras. Kecife "> de julho re 1850.An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
FIAC40 E TEGIDO DE
ALGODA.
P. J. Lavme.
SOCIEDADE EM COMMANJMTA.
Pinna social: Amorim, Faria, Guerra >\ C.
(s socios subscriptores para a fundaran da fa-
brica de liar e lecer algodao, organisada por I". Ma-
rra Hiiprat.sSo couvidados a realisar de 1") rio cr-
reme ale 15 de agoslo prximo foturo, na caiza da
snciedode, provisoriamente no escriptorio do Sr.
Manoel Alves Guerra, na roa do Trapiche n. 14,
lodos os dias otis, das I ti horas da manliSa as i da
larde, a primeira prcslaco de ."> por cento sobre o
capital subscripto, l'emambuco \-l de julho de
18.)(.--()s socios gerentes, Antonio Marones de
.linorim, Justino Pereira de haras, Manoel .lites
Guerra.
LOTERA 1)0 1110 DE JANEIRO,
O abaixo assignado acaba de receber
pelo paquete ingle/. Avon os seus bilhe-
tes inteiros, meios bilhetes e quartos da
lotera 22 das obras da casa de correce.id\
quedevia correr a 21 ou 22 do presente
mez; sera'conductor das lisias o paquete
brasileiro, que deve partir daquella cida-
de no da 2"), c deve aqui chegarem I de
agosto prximo, os quaes bilhetes se estao
legalsando, alim de seexporem a venda.
As pessoas que antecedentemente quize-
rcm fazer encommendas de alguns bilhe-
tes, meios ou rpiartos, ou escolher nme-
ros, dinjam-se a sua loja da praea da In-
dependencia n. VO. Antonio Jos Ro-
drigues de Souza Jnior.
Ferrainenta.
Os prelendenles qoe viran, ou oulros que quei-
ram ultimar a compra da dita ferramenla de rarapi-
na o banco, dirijam-se a ra da l'riia, armazem
i. 20.
-- Habano assignado pede aos seus vizinhos que
l'tiblicacao litteraria.
Calilos e l'rantos, poesas de J. I). H. da Ciinha,
aeba-oe venda o resto dos eiemplares, na loja do
Sr. J. Nogueira de Souza, jualo ao arco de Santo
Antonio.
a putos do Ararat Ve
Grande sorlimenlo de lpalos do Araeatv de ure-
Ih.i para Iioiiimii. em grandes c.pequenas p'orces e
velas de carnauba por prero commodo : -no aterro
da lioa-Visla em frente da noneca loja n. II.
Vendc-se na roa Nova, loja n. S. uma cal e|-
le.rae,.nu,.obmu.o. o rom duas ordens de ca-
cho, por pren. commodo.
.. "t7 Vi""* ,;I'""H ,U n,a Madw de Dos
i..,., con pouco. fundo, e bom afreguezada para o
mallo: a tratar na mesm.. '
Vendem-se peneiras de rame : no larca do
(.armo, quina da rua de liarlas n, J.
SU.d-a!"e'""Se "". Ubwn" o lado da igreja da
Soledade, esquina de Jo;lo de Itarro* ns. IS e >(> -e-
eros mu.lo |,s. saccas com farinha e m.llio", i,i-
lhete.de lotera, ludo por mdico prero.
Veode-ae bom milho a :i-
airandega, armazem do Mello.
-- Vendo-M om;. armacao que foi de loja
zondas, na rua da l'raia u. .18 : a tratar
u ji'iiii.i.ln n. |!l.
Vendse nm cavallo obsto, novo e sem acha-
ques, com andares, por prero commodo : na coebei-
ra da rua da Itoda, de Paula Sr Irma.
Vende-
a sacca : no caes da
le fa-
na rua do
rrnao.
e orna prela de nacao. de idade de 23
annos, com algumas habilidades : na rua Nova n. .
Com toque de
a varia.
I'ecas de BMdapoUo a 25500, 3b e $000 : ven-
dem-se na rua do Crespo, loja da esquina que volta
para a rua da Cadeia. '
Vendem-se 1! saccas de farinha de mandioca:
na roa da Cruz n. (4, primeiro andar, a -^.jOO a
scca.
novo sortimento de calca
dos fraii(.tze>.
Trocam-se por sedulas^velhas um novo c completo
sorlimenlo de calcados ;de todas a. qualidadr-s lano
para homem romo para senhora", meninos e meninas
e por preco muito commodo, alim de se apurar rli-
nheiro : no aterro da Boa-Vista defronte da boneca.
n. l. '
Zapatos de feltroe de
Ii<>a.
Sao ehegadoe os muito desejados Mpatoe de fellro
de liga, lauto para homem como para senliora, e
meninos, muito proprios para preservar as bumida-
des na eslacao presente: no aterro da Boa-Vista de-
fronte da buneca n. I i.
Vendem-se vellas de carnauba de compocSo,
a imilaeao das velas estearinas, pavio americano.' da
melher qualidade possiyel, bem como de carnauba
simples, por precos commodos, arroz pilado muito
bom e ja' muilo contiendo por crescer mais que n
do Maranllio, cm arroba a J?, em saccas a 15800,
arroz de casi-a em saccas Brande, a 39500, e em al-
qneirc medida vellia a 33600, ludo muito bdm : na
rua do Vigario n. 5.
Na loja das seis
portas
1 ni frente do Livramciito.
Peras de algodaozinbo avariadas a de/, lustoes,
qualro patacas, cinco e seis, lencos de cassa linos,
mutilados de agua doce a dous mil reis a duzia, no-
vos manguitos decambraia muilo linos c bordados
com recortes a dez lustoes o par, crines de riscado
preto para lulo a cinco patacas, chales brancos de
cassa para uso de casa a cinco tusloes cada um ; de
ludo seda' amostra, levando penlior que equivala
ao valor do que mandar pedir, das ti huras da ma-
nha as 0 da noile.
Vendc-se superior caf em neis, saccas, pro-
. prio dar;, casas particulares : no armazem do Cazu-
lanlo e mcommodam com a prono de seu cao (pata. ,h no caes da alfaudega.
defeza de sua casa), que se declnrem por eete nUMV rnr nu ,.-,-.,
mpovasdc seusincommodos. lia CORrftj DE lUSCADO ESCOCE/. A 26500.
rtoer *prwentem
tres annos que este cao existe uesta casa sernpre
preso, e s agora he que tem causado tantos incom-
modos ; logo prole o respeilavel publico avalier que
nao be mais que intriga, e lalvez o co nio Ihe dei-
\e fazer alguma graca, e por essa razao julgue-se
incoiiiinodado. pois nao he elle tflo bravo, assim co-
mo muitos que as ve/es at sabir a rua causam in-
commndo.Joilo Baptista da Rocha.
Palmeira & lleilrao, com armazem no largo do
Corpo Sanio n. 6, acabam de receber liolachinha de
llamlnirgo ; as pessoa que tetm cncnmmenrladn
desla bolachinlia, mandem buscar, porque he gene-
ro que de prnmplo se vende : os mesmos continuam
a ter inassa de tomates, palames de Bologna e queijo
parmerao.
rt.
Aluga-so o otilo do sobrado de um andar, silo
na iravessa ^Concordia : quem o proleader dirija-
se ao mesmo. que achara com quem tratar.
O procurador do Sr. I)r. Pedro Bellro est
merendona travetsa da Concordia sobrado n. 5.
Alugam-sc carrosas para coodazir trastes ou
malerucs.por prero commodo: na rua da Alegra da
Boa-Vla n. 42.
Precisare de 1:0008000 rs. a premio de I por
corito sobro livpothcca em uma casa terrea : quem
qurzer dar annuocie.
Quarta-feira. 30 do corrente, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz dos feito da faienda, na sala
das audiencias, k hao de arrematar a quem mais
der por ser a ultima prica, os bens seguales, pe-
nborados por exocurao da (azeada nacional, contra
seos devedres: ama) cata terrea na rua da Man-
gaeira do bairro da Boa-Vista n. 1, com :I0 palmos
de frente e 65 de fundo, cozinha fra, quintal mura-
do e cacimba, avallada em 3:0009, penhorada a Ma-
noel Jos lavare, da Silya ; um pequeo sobrado
de um andar na rua do Pharol n. 8, com 20 palmos
de fronte e 40 de fundo, por 5505, da irmandade de
Santiago da ifreja do Pilar ; um dito de um andar
na rua Augusta n. 12, com 28 palmos de frente e 72
de fondo, cozinha fra, quintal murado e cacimba'
por 5:000}, de Jos Mana Placido de Magalhaes ;
urna casa terrea na rua d'Assumpcao n. lir;. com 22
palmos de frente e i5 de fundo, sotSo, eotinha fra,
qoiotal murado e cacimba meeira, por-500j, da ir-
mandade do Senlior Bom Jess dos Marlyrios : me-
lado de um sitio na rua do Caluc do bairro dos
Afosados, com pequea casa de morada, clilo de
foro, 40 pos de eoqueiros, e mais arvores de Troci,
por 300}, de Antonio Caclano lavares ; um sitio
em chao proprio na (raves.a do Arraial para Casa
Forte, com pequen rasa de moraia e algumas ar-
vores de fruclo. por 200}, de Jos (loncilves Rodri-
gues franca ; urna casa larrea na roa re S. Pedro
ero i Huida n. 18, cpm 10 palmos de frenle o 50 de
fundo, por 2003, de AunMnario l'raucisco Parlado :
12 raderras, I jugo de babas e I sola, ludo de ma-
d. ira de Jacaranda, obra rica e gesto moderno, por
liifl?, da viuva e herdeiros de Caldino de Oliveira
t Jacome ; orna commoda e ti cadeiras americanas
ludo por 160, de Antonio Joaquim do Espirito San-
to ; uma canoa com 30 palmos de comprido e .1 f ,o
de largo, arruinada, por 85, de Joao Muir. todos
os potes de lqur;a, vidros com alguns medicamentos
0 mais olencilios que compuuham a botica de Beri-
lo l.uiz de Carvalho no aterro da Boa-Vista, por
2138940 ; 12 cadeiras, 1 camapc, i jogo de bancas
re madeira Jacaranda, por 110o, e 1 relogio de cima
de mesa por 508, de Joaqoim francisco de Paula
Eileve. Clemente ; 12 cadeiras, 1 sof, com assenlo
de pal'ia e 1 mesa de meio de sal, tmlo por 758,
re Jos Caelano Vieira da Silva ; uma canoa coni
30 pannos de comprido e i de largo, em man esta-
do, por 88, de Joao l.uiz de Medeircs ; 12 cadeiras,
1 mesa d meio do sala de madeira Jacaranda' e 2
espelhos grandes, ludo por 785, de alkdame Man
vernay & Compauhia ; uma armacao de loja madei-
ra de pinho com caiiilhos envidracados, baldo e
uma mesa da mesma madeira, ludo por 12o, de Joao
I iburrio da Silva (ioimaraes ; urna escrava crioula
de nome Cypriana, com lo annos de idade, pouco
mais ou menos, por 3008, do Jlo Bernardino de
Vasconcellos ; a renda animal da ca da rua dos Acooguinhos, por 968, .los herdeiros de
Juliao Aniones ; duas caixas com folhas de l'lan-
dres singelas, por 205, de Manoel Ignacio das Can-
delas ; 12 cadenas e 1 par de consolos de madeira
d'oleo, por (13, de Marccllino Jos Rodrigos Colla-
co ; 120 garrafas com licores, por 1U820O, e 2 bar-
rio com vinlio, por805, de Joao Francisco de Souza;
12 cadeiras, 2 bancas de i pea de madeira d'oleo e
I caiteira de amarello. Pulo por 205200, de Bernar-
do Jos Lopes ; (10 barricas vasias por 309. de Joao
da Costa l.ima ; um carro fnebre em bom telado,
por 108, de Francisco Lucas Ferreira : quem tacs
heos qrnzer arrematar, cornparcra as 10 horas rio dia
udicado, no lugar do cosame, ltale 26 de julho
de 1856.Joaqoim Theoduro Alves, solicitador dos
feito. da fazeoda.
Alaga-ie o contiendo sitio do Arraial, perieo-
cente ao casal da viova do Burgos por negocio (al,
que nao dexa de convir ao prelendenfe ; traa ie na
rua Tftreila n. 92, com Antonio Carlos Pereira de
Burgos Pones de Loo.
Compra-se um negro velho pira tratar de om
cavallo : na/ua da Cadeia n. 16, primeiro andar.
Compram-se para ama encommenda duas ne-
grinbas ou rnulatiuhas de idade de 12 a 16 annos,
paga-se bem : na rua Nova loja n. i.
Na roa do uueimado ii. J\ A, vendem-se corles
rl< riscado escocer a -25500, de padres modernos,
cassas francezas finas a 560 a vara, chitas francezas
linas a 260 o covado -. dao-se as
ulior.
Vende-se o silio comeasa de obrado do falle-
cido George kenworlhy, no lagar re S. Jos do Man-
.uiulio. com arvoredos de fruclo e mais hemfeilorias
que oelle se acham. sendo as ter.-as do referido sitio
proprias ; qaem o pretender procure em rasa de Sa-
muel P. Johnslon & Companhia, rua da Senzala No-
va n. 42.
I'otassa e ca!.
Vende-se potassa da Russia c. aroerica*
na, rlii';;.i(li nestes rli:is e de superior
(itialidade e cal de Lisboa da mais nova
que lia no mercado: do nico deposito da
rua de Apollo n. iB-
Al tenca o.
Vende-se manlciga ingleza mullo boa ,1 180 eliiO
a libra, ilila Iranccza a 180 e 560, e com abale em
barr., duzia de saboneta a isu, ralii finos para vi-
nlio a 3-8 a dnzis, violio do l'nrlo engarrafado supe-
rior a 1-5280, moscatel de Selubal a 18, dilo nancer
a'720, e rnais uma inlinidade de gneros que seria
enl'adonho menciona-tos: uoateiro da Boa-Vista,
taberna do Maia n. 42.
F.;i iiiha de mandioca.
Saccas com alqueire velho.
Vende Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio. rua da Cruz n. 1.
Pianos.
Vendem-se pianos verlicaes inglezes, de elegantes
modelloseexcellentesvozes, fabricados porumdos
mais acreditados autores, premiado na ezposiraode
Londres: no armazem de Roslron Book.r A Com-
panhia, praca do Corpo Sanio.
l\a loja das seis
E
portas
ni lente do JL.ivraiiiei.fo
iwYu ESTVBELECI1ENT0 DE
KELOJOEIBO. NO ATEKRO DA UOA-
VISTA N. 27, de Carlos Walter.
O proprielario rlesle eslabelecimcnlo cima men-
cionado, avisa ao respeilavel publico e em particular
aos sena patricio-, amigos e freguezes, que se acha
habilitado para bem operar qualqucr concert de re-
logio que fcfor confiado ao seu cuidado, de manei-
ra que rleia ao possuidnr plenamcnle salisfeilu,
garantndo o mesmo concert, pois elle acaba de re-
ceber ltimamente um bullanle sorlimenlo de pecas
e instrumentos inlelramenle novos necessarios para
o mesme Om: portanto o mesmo cima rogo ao
respeilavel publico, patricios, amigos e freguezes
pela sua mu valioia prolecc,ao, e protesta qae l.ira
ludo para augmentar o bom conecito que al boje
tem gozado, e Ibes ser eternamente grato.
*Troca-se por dinlieito uma imagem
do Senlior dos Passos, e nao se olha a
prero se for muito perfeita c nao muito
pequea: na prara di Independencia
ns. 6 e 8, se dita' quem quer.
O abaito assignado Um a honra de participar
aos senhores negociantes o maia peseoas desta e de do Brem.
qoalquer provincia, as quaes interessar possa, que se cao, om S
acha estabelecido rom etcriplorio de-advocaeia na ci- "-----------
dada de Maceni, capilal da provincia de Alagoas,
na do l.ivrameiilo n. 21, e eorTereeo a Iralar all |
ou em qualquer penlo da mesma provincia da co- '
branca de divida e de (orlos os negocios de ira pro-
fissilo peraole os Iribunaes, juizes e reparlicaies pu-
blicas, ou e\lrajudicialmcnle, por couservar as man
extensas relaeoes em toda a provincia, como natural
della, e haver exercido duranle 8 annos os cargos de
promotor publico, e joiz municipal e de orphaos em .
differentes comarcas, leudo sido alm disto' honrado 'ri ti,, 4. ""T,! "^ {!tntMU fm,rs e >
incial por algumas vetea: ^e. fita, a 20l> r.. e 240 o covado. e innila fina, a
pessoas que se dignaren de confiar ao abaixo assig- L'-"' '""f ?fS! l
covado, nscados francezei linos
zes, de i palmus de lar
de relroz prelos minio
Compram-sc apolires da divida provincial :
rua das Flores u. 37, primeiro andar.
'Comp a-se toda e qualquer porro
de prata velha de lei sem fettio: quin
tiver para vender, dirija-se a rua do Col-
le;io n. I, agencia de leudes.
Comprara-se en\ames de 22 a 25
palmos, travs de.")( e assoallio de lomo
em pranclia de 2.") a 30 palmos de com-
rido : na livraria ns. li eS, da piara da
ndependencia.
Precisa-se comprar orna casa lerrea, qae seja
S bairro da Boa Visla : quem a liver dirija-se a ru
Mondego n. 139, que achara com quem Iralar.
Compram-se botija, vasias a 71000 o cenlo : na
dislilacio alraz da igreja de Sania Rila.
Compra-se cfTeclivamenle.latao, bronze ecobre
velho : no deposito da fundicao da Aurora, na ru-
j na entrada n. 28,c na mesma fundi-
(o Amaro.
iBraivt.
FOR HENOS DE SEU VALOB.
Na rua do Queimudo, loja n. 17.
-Os donos do estabeleeimeoto querendo liquidar a
venda de certas fazondes, vo vender por preros
com o mandato provincial >
20, cimas francezas linas e de cote. iasa2Wo
nado sua,' commiswes poden dirigir-se direeameole ^"Vff f;a,!';e" finI^ I"1* >-
esta prca a. Sr. Jos Concalves de Albuqu.rque,' af 11 \ |ldl "us de 3r-ura a -"' COV8do' *
agente procurador da provincia, que se en,-arr,gara Jt,? '"e'"S "'".""
105 cada um, e mudas
da remessa prompla e segara da correspondencia,
papis e documentos. Cidade do KeriTe 19 de julho
de 1851,.Loureoco Accioli Wanderlcy Canavarro.
Os bilhetes com a rubrica do abaivo
assignado, sao pagos i nen teen te, na
piara da Independencia n. 40, ale o
premio de 500.s'000. Polycarpo Jos
Lavne.
Alaga-se o sobrado n. I nos Arrombado em
Olinda, com commodos para grande familia, e eom
grande quintal para plaulacao : a tratar na rua de
Apollo n. 30, armazem do Sr. A. A. Barboza, e a
fallar com .1. Antunes Guimailes.
Antonio Jos de Castro avisa aos seus fregiiezc'
que tem diversas qualtdadcs de plvora ras marcas
mais ^acreditadas que lem vindo a eslo mercado, e
que as vende por menos do qne veuderem os noros
vendedores deste genero ; para verem as amostra,
dirijam-se a rua rio Vigario n. 31.
v. Deposito de vinlio de champag- $
'3 ne Cliateau-Ajx, primeira <|.ta- A
H$ lidade, de piop iedade dp conde &
? deMareuil,riiadaCrii7.doRecifen.
finos, proprios para lulo a
oulras lazendas por barato
preco.
SEDAS KSOCEZAS PARA
vestidos desenlila a l.sOO rs. o covado.
Na rua do Oucimado, luja n. 17 ao p da botica
ba para vender s mais modernas sedas escocezas de
quadros, viudas pelo ultimo navio do Havre, pelo
barato preco de 1-520(1 cada covado.
SEDA
CORTES E VESTIDOS DE
PAKA SENHORA.
Os mais modernos, lisos, adamascados, e de qua-
dros, chegados pelo ullimo navio, de novos dese-
nhos e cores muito delicadas, por presos comniodos :
na rua doOueimado, luje n. 17 ao pe da botica.
Ho aterro da Boa-Vista n.lKl, vende-s man-
leiga ingleza a (>i0 e franceza a 180, chocolate, ma-
carrito c (alharim a 100 rs., grao de bico a so rs..
cat de primeira qualidade do Kio de Janeiro a 200
rs. e 180.
No jardim publico, roa da Soledade n. 70,
rendenne ps de parreia de differentes qualidades,
sapotls, fruria-po, goiabeiras, e muito grande va-
riedade de llores vindas lodos os annos lie (-'ranea.
Vende-se o dominio e posse de um terreno em
freute a Igreja de N. S. da Saude do rojo da l'a-
nella, e bem assim urna casa velha na mesmo (erre-
no, oomo lamheui diversos maleriaes qne erio para
20: este Mnlio.o mellior rlr-todaa f^ reedificasito da mesma cata em dito lugar: o. pro-
Champagne, vende-se a ."lis cada f' ndenles dirijam-se a Casa Forle, defronie da pa-
daa, caa de Custodio da l.uz, qae lodo negocio se
tara.
Vende-^e a verdadeira graixa ingleza n. 07, do
fabrican te ha and Mirlen, em borneas de l.i du-
zia. de poles, em casa de Jame. Criblree A; Compa-
nhia, roa da Cruz n. 42.
Ven le-se um silio com boa r/asa deviveuda,
estribara para l> ravallos, cacimba de boa agua, no
lugar da povoarao do licquia ao la-lo direilo, logo
ao pausar d. imnte, com varios ns: de curiueiros c
- l'rec.sa-sc de um Itvd. sacerdote de boa mora : diversas fruc.eiras. conlendo don, ve
'-;;} carea ; acha-se nicamente cm ca- S
sa de L. Leconte Feron \ C. N.
BAs cai\as sao marcadas a fo- @
O T"Conde t^JaUgtiile os rotu- @
Ins l.U-Re i sTts sao a/.ues.
'^y i^v ur \tr

para capcllao de um engenho na freguezia da Esca-
da, eque igualmente se queira eurarregar dejdar |i-
Qesa tres meiiiu-,tillia do Sr. rio engenho, e se Ihe
fira' bom ordenarlo, e mais algumas vantagens : a-
qoelle a quem convier dirija-se ao paleo da matriz
de Sanio Anlonio, casa de um andar u. 1, qae acha-
ra com quem Iralar.
Na rua do Aragao n. 3, precisa-se de orna pre-
ta para veuder doce, e que as horas vagas se oceupa
em al.-uin servido do mesmo trafico : a quem con-
vier dirija-se a mesma casa, ou annuncie.
veiros, um prom-
i'la para acabar :
quem e prcienoer, uuija-se a roajdas Flores, sobra-
do li. 1, que ahi achara com quem contratar.
Moendas superiores.
Na fundicao de C. Starl&C, cm San-
to Amaro, acha-se para Vender moendas
de canna todas de ferro, lie um modelo e
construeco multo superiores.

amostras com pe-
CORTES DE SEDA
USOS E COM QUADROS ASSETINADOS.
Vendem-se na roa do Queimado n. 21 A, curtes
de seda lisos e de quadros a chegados pelo ullimo uavio francez, chales de meri-
uri bordados a matiz com velludo, e oulras multas
lazeiidat, que se veudem em conla.
UiTES DE CUITA
NOVO GQSTO A 38000.
Venrljm-se na rua do Queimado n. 21 A, cortes
de chila fraure/.n de uovo goslo ; mandam-se os cor-
les e meelras.
Vendem-se capa, de panno fino e a dinheiro
na rua do (Jueimado n.-21 A.
CIIALV DE OIVDIIIIS
ASSTINADO COM MAIS DE VA KA DE LAR-
GURA A 1;100 O COVADO.
\ ende>M chaly de quailios aaselinados, de lindos
gasto.; na rua do Oucimado n. 21 A ; do-se as
iunnlrsacom penlior.
Sebastopol
Fazenda inleiramenle nova, de padres nunca
vistos, o ptimos goslo., cada corle com IS a 20 co-
vados: >na loja n. Ili da rua do Crespo, quina da rua
das Cruzes.
Dianas.
I.indtaimos corles de veslidos, fazenda que sup-
pre moHo hr-rn a seda, cuslando muilo menos pre-
o : na loja o. 12 da rua do Crespo, quina da rua
da. Cruces.
MOLDURAS DOLRADAS.
Vendem-se molduras domada' para quadros, em
(iras de m.n- de 10 palmos de comprimenlo : em
easa do Veldcl l'inlo A; Companhia, rua da Cruz,
armaren n. (3.
MMIO DO PORTO.
Vende-se vinhu do Hurlo das qualidades mais su -
periore que ba, ate as regulares, em harria de quar-
lo e deoilavo, por precos commodos: na rua de
Apollo n. 8, arma/em de assocar.
Vende-se rima escrava, ea' visla do comprador
e informara' mellior as suas qualidades ; na rua da
l'enha n. (i,
SS< clieg.nlos a loja de chapeos de Maia Ir-
mos,rna do Crespo n. I>, excellenles oleados de to-
da* as larguras, eom ricos desenhoa, proprios para
mesas dejantar, de sala, piauos c mais rr.isteres que
delles se faz uso.
lina do Oucimado n. r>S, cm fenle do
lieccoda Cougi-egaco junio a botica.
i'e(aijrle hrelanha muito fina pan peiln de ca-
misas a fc.i00, palitos de alpaca fina a (9300, alpa-
ca prel fina a ItlKI i-., chita franceza a 2(0, dita su-
perior a HO, coitos de casemira prela. fina a 'o"iil,
cbaly liso a 720. madapulao lino, a peca 33500, cas-
sas de bafcados, a peca I"5920, chales de merino de
lod.6 as qualidades.
Vinlio do Porlo.
Venilrja.je, de muilo boa -pialidade. em barris de
quarto equinto : na rua da Madre de Ueosn. 3
loja.
Reafahs e hicos
de Vianna.
Nendem-se pnr prcuo commodo: na rua da Ma-
dre de Dos, loja n. 3i.
Carnauba.
Vende-ae na rua da Madre de Dos, loja n. 3i.
Quem duvidar
venha comprar,
Vendem-se velas de carnauba refinada, da mellior
qualidade que (em apparetido por serem muilo al-
vas e lerem boa consistencia para atorar, nilo fazen-
do remella nem murrfio cooio coslumam fazer as
ontras qualidades de velas de carnauba, e por isso
tornam-se preferiveis a quaesquer oulras.pelo dimi-
nuio preco de 180 a libra, e nao agradando a qua-
lidade a qnem comprar torna-se a receber a. velas e
da-se o dinheiro : no paleo do Terc,o a. 4.
Vende-se a loja de bilhetes da rua do Range
0. IS, bem afreguezada : a Iralar no alerro da Boa-
\ Isla ll. 56.
A BOA FIMACA.
Charutos chegados ltimamente da llahia ; ven-
dem-se por barato preco: na roa Direila n. 8i, loja
de bilhete-.
Vende-se ama prela moca que sabe engoni-
mar, coser, e eotinha o diario de uma casa : na rua
da Cruz u. 28, segundu andar.
Veiide-jse
cemento muito novo, cbeg.ulo em I i de maio prxi-
mo pasuda re llimbitrgo, por preco nimio em can-
ia avistada qualidade, lauto em parean romo cm
barricas e linas : no armazem .le maleriaes na rua
da Cadeia de Santo Antonio n. 17.
N rua da l'raia o. -2~, vende-se arroz com
casca, por menos une em oulra palle.
A ttenco.
5
No aterro da Boa-Vista n. 22. loja de chapeos da
I. he ebegado do Para um lindo sorlimenlo de re-
des re difTereules cores e gostos, igualmente lem
vanas pelles de onca de vanos lamanhos, e vende-se
muito em cunta.
Aviso par i quetli f.tzdoce.
Vende-e assucar hranco proprio para doce, em
pequeas e grandes porces, por prero commodo :
no deposito de assucar da rua do Vigario o. 27.
Vcndem-se azeilonas de Elvas, de superior
qualidade, em paroleiras pequeas : na Iravessa da
Madre de Dos, armazem de urna porla n. .>.
Na rua do Cabuga' luja de miu.lezas
n- I, vende-se bafoado de panno de linho
tanto empega comoemvaras, e mas ba-
rato do queem outra rpialquer parte.
Cal virgem de Lisboa, chegad:. no brigue
Constante : nos armazeus de Fouseca, Medeiros
Companhia, rua do Trapiche.
Va lq;a das seis portas em
frente do Livratnc.nto,
vt ndem-se :
Camisas indispensaveis para homem e mocos de
doze anuos para mais, .le esgniao, a dez losloes cada
uma, lencos de eambraia brancos para man e algi-
boira a doze vintens, brim de algnd.o nroprio para
qualquer obra de casa a doze vinlens a vara, e mui- I
lo largo a cruzado, chapeos de castor hranco franre-
zes a oito mil ris e pretos de seda a sete. de formas
a moderna, panno fino mesclado dediltereults cores
a S o covado, proprio para palitos e sohrecasacas de '
inulto goslo.
Algodao da Baha.
Vendo Anlonio l.uiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio, rua da Cruz n. 1.
Verdadeira aua dos
amantes.
No escriptorio de Anlonio l.uiz de Oliveira Aze-
vedo vende-sc a verdadciia agua dos amantes a 2B
cada garrafa.
Rules de palha, feit.isiio
Para.
Na rua da Cadeia do Kecife loja de \
portas n. V8, vendem-se as referidas re-
des com cores c qualidades inteiramenle
espiculuud ilicas.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se por moderado preco etcellenle farinha
de Mamanguape em saccas de dous alqueires da me-
dida nova : na rua da Cadeia do Recife n. 12, es-
criplono re Dallar A. Oliveira.
Fa/endas |>or muito me-
nos do sen valor, na loja
de 4 portas na i ua do
Queimado ii. 10.
Kxtslem ncsla loja as fazendas da loja da re.
Crespo, que roram arrematad, e" se vandem ,
mui(o menos do sert valor, comoseja :
Madapolao entre-lino, pena 25800 e 3j00i
Dilo fino de jarda 19800 I
Dito muilo uo com 3j varas 1300O' Na loja da boa fama eneenlra-se sernpre um nn
BeenJio de linho moilo lino eom 10 \ varas ClsOOO | rtimeulo de perfumarla de todas as qualidades,
Riscado francezes de quadros grandes com qualro
palmos de largura a doze viulenso covadu, eambraia
lisa para vestidos a pataca a vara, eassa pintad, a
meia pal. ca o covado, e todas as mais Tazendas por
precos menores do que em outra qualquer loja ; e
para isso esla aberta das (i horas da manhaa al !l as
da imite.
AGENCIA
Da fundido Low-.Moor, rua daSenzala-No-
va n. 42.
Nesieesiabelecimentoconiinia a haver nm com-
. pelo sorlimenlo de moendas e meias moendas
; para enrjenho, machinas de vapor e taixas de
i ferro balido e coado de lodos os tamanhos para
dito. K
\eidem-se loneis, pipas e tiuartolas
para disiilaciin, as quaes furam de azeile de peie e
lepois, de aguada, arqueadas de bono arco de fer-
9s5E3S85S
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundifio de ferro de D. W. Bowmana n
niadoBrura, passandooohafariz, contina ha-
ver um completo sortimenu) de uu* de ferro fon-
d!do e balido de 3 a 8 palmo, ^ m
arham-so a venda, por proen commodo e cora
prompttdo: embarcam-ae onearregam- em er-
ro sem despera ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Jodatioii & C.
rua da Senzala-.Nova n.el, aeilins ingjezea, chi-
cotes de carro e de montarla, candieiros e eascae<
bronzeados, relogios patente ingles, barri i. ..
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de mnni^ao, arreios para ear-
jo, lonas inglesas.
8abao preto.
Ja veio o Mhno prelo, e ,ende-* meMt M .
mazem de Joao Marlins de Barros.
Relogios
coberlo. a descobertos, pequeos e erandw dn i
e pr.la, patente inglez, de em do meiner
cantes de Liverpool, vindee pelo ultimo ea*..
sle/: em esa de Southill Mellor & Ca>e.i*ntiiV"rl
do Torro n. 38. --fwnnia, rae
Cobeitores de laa lienpH.
nhes muito encorpti-
dose grandes.
Vendem-se na rua do Crespo, toja da esqeie. nna
volta para a roa da Cadeia.
Para os na mora-
dos.
Veodem-se folhas de papel mulo benito, nreaerie
para corretoondenria de aaaaoredo., peto barato
preco de 40, 60,80 e 100 re.: na rae de Qnesaanae.
na bem condecida laja de anudezas da awe Cama
a. 33.
llelojrios de patente
nij'lczesdeouro, desabnete ede vido :
vendem-se a preco razoavel, em tas de
AugustoC de Alireti, na rua da Cadeia
do Kecile, arma/.em n. 56.
di ile. Li.slioa.
Vende-se orna por can de barrisca cal na l.iiau.
por barato preco, e relalho e 39 o barril i aa rae da
30.
?;? i"" ^T"*' e *J"T' de dis,ilas": s'-'dei. do Recife n. |
a.tralar eom Joaqoim Lopes de Almeida, ou com
Vulnnio de Alenla Gome, rua do Trapiche o. 16 n\ na Oa JaW tk AtS500
Salitre superior.
Vende-se e muilo barato, na loja de ferragens da
rua do Mueimado o. 35, em porees e a relalho.
lu completo sortimeoto de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhos, peililho,
lomeiras, camiss, coinha e pelerinas ; lambem
lem um completo sorlimenlo de ricas flores, enfeites
[.ara cabera, lila e os verdadeiros e modernos bicos
de linho: na rua da Cadeia-Velha n. 24, primeiro
indar.
Lindeza para vestidos?
Vende-se a rica fazenda lindeza, chegad ltima-
mente de Franca, pelo haralissimo preco de 1*000 o
aovado, lista la/enda he de pora laa sed., e o
seus padres sio os mais bonitos qoe ale o prsenle
lem apparecido no mercado : na roa do Qaeimado
nos qua(ro cantos, loja de fazendas da boa f u. >.
Perfumaras de
- bom gosto.
I'lalilha de linho superior de -J5 varas
AlgodAo de -20jardas
Dito bom americano 3.>jQ!
Chitas ordinarias, pee* IjOOu
Hilas de cores lisas jOO c 69O0.1
Cambraialina IjOO
Dita muito superior 5)000
Cortes de calca de casomira de cores 3J500 e OOO
IJiloa de dita preta 5500 e 63OOO
Golletes de selim preto macan 2(500 e :l9000
Brim linho, de quadrinhos,,covado 200
Dito de dito decore., (randado, vara Mu
Panno preto e de corea, o covado 35OOO e 3?.V00
Magos de meias eroae para bomem 1392
Diln.de dilas boas 3S-000
Dito de dilas superiores laJOOO
Corte de vestido de seda I6M0O e 2OJO0O
Chitas de cores, sorlidas, covados 160
diales de merino de cores liso e cem biru iJOOO
Cortes de cassa chite 1 -mu
Ditos de chila larga frtnceza, 25000
Cite franceza, larga, covado 200
Meias finas para senhora, duzia 33500
Grvalas de coi es para homem 6M
Algodao trancado azul, o covado 160
Dilo alistado, covado 150
Lencos finos de chila e ganga 200
E oulras mnilas fazendas por baratsimo preco : seu-
do com dinheiro i visla.
Casemras finas.
Ka loja da Eslrella. rua do Queimado n. 7, ven-
dera-se casemiras francezas linas de lindos goslo,
pelo haralissimo preco de :jl00 o corte de calca, e
chapeos fraucezes da ultima moda a 6800.
Vende-se cera de carnauba, dila amarella e
velas de carnauba, por menos do que em outra qual-
quer parle : na rua da Cruz n. 31, primeiro andar.
Vende-se a padaria das Cinco-runla o. 106,
com lodos os seus uteusis e fumo : qocm a preten-
der, dirija-se a' mesma, que achara' com quem
Iralar.
Superiores velas de ca nauba.
Vendem-se por preco commodo: na rua da Cadeia
rio llecife a. 2, primeiro andar
HltiiS HE IIAHB1KG0
' A 10,000 rs o cento
O deposito das luchas de llamburgo, rua eslreila
do Kosarin n. II, lornou a receber nova remessa de
bichas de llamhurgo pelo rape* inelez "Avon, que
passnu para o sul ; venrlem-se a Mi;" o cenlo, e lu-
g.un-se a 320 as grandes, e 200 rs. a menores.
Itelogios
irijgezes de pa-
tente,
os Minores fabricados em Inglaterra: llenrv (iihsou : rua da Cadeia do Rccifen. 52.
LViS PARA HOMENS E SE-
NHORAS.
\ endcm-sesuperiorcslova-de pellica muilo novas
l>ara homem c senhora a I9J8O rcis o par, dilas de
eda muilo boas e sem deleito algum atnaiellas, prc-
las e brancas para linuiem e senliora a l-u,iu res
o par, dilas preta de torzal muilo boas a SIK1 reis o
par. ililas de fio de Escocia brancas e de core, para
homem c senhora a 100. 500 e 600 reis o par, dilas
dilas para meninos emeninas a 100 reis o par, luvas
re seda ricas de todas as cores e bordadas, com
2-iarnicao, para senliora a 3;jOOO e 3-5500 reis 11 para
e nutras mais qualidades de luvas, ludo na rua
do Queimado na bem conhecida loja demiudezasde
boa fama n. 33.
Vende-se.
Anda existe uma porrfiodecaixas com
excedentes velas de carnauba pura d eS por libra, cliegadas ltimamente dn
Aracaty, por precos enmmodos, assim co-
mo tamban se vende por preco commodo
iimu pequea porrode couros de cabra :
a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 7,
loja de raiudezas de Antonio Lopes Perei-
ra de .Mello & C.
Cascas prelas para luto.
V-endem-se cassas prelas muilo finas proprias para
lulo, pelo haralissimo prero de i mi a vara : na rua
do Queimado, nos qualm cantos, loja de fazendas da
boa f n. 22, defronie da loja de miudeza da boa
fama.
139MJO : ndo sen autor o mellior qoe ha em Pari, riquissi-
19920 I ios frascos de extractos muilissimo finos, pelo barato
eco de 1;00, IfSOO, 2 e 2fS00, jarros de porcel-
na delicados e de modernos soslos com hanha fran-
r za muilo lina a 2?, frascos cum esseencia de rosa a
0, paos de pomada franceza iituato boa a Uto rs..
liceos pequeos c r.nde da verdadeira asna de
CoToirla do Piver a 1X0 e iftm, sabonelrs finos e de
diversas qualidades.pos para denles o melhor que pu-
de haver, e oulras mnilas perfumaras,' que st veu-
dem muilo baralo: na rua do Queimado, na bem co-
nhecida loja de miude/a- da boa fama n. 33.
Meias de laia pa-
ra padres.
Vendem-se superiores meias prelas de laia para
padres, pelo haralissimo preco de IsKOO o par : ua
na do Queimado, na bem conhecida loja de miude-
zas da boa fama n. 33.
CARTAS HMSS1MAS PARA VOL-
TARETE.
Vendem-se superiores caria, francezas para volte-
reta pelo baralissimo preco de 500 rs. o baralbo ,
na roa do Queimado, n bem conhecida loja de nnu-
deras da boa fama n. 33.
Bonecas france-
zas.
\ endem-se muilo bonitas bonecas francezas, pelo
baralissimo preco de 19980 e 1?800 : na rua do
Queimado, na bem cenhecida loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Loja da boa f.
Vende-se chaly de quadros de bonitos padre a
000 rs. o covado, dilos lisos de bonitas core a 720,
chales de merino lisos com franjas de relroz de be-
nitas cores a 58, ditos com lislras de seda a ": na
rua do Qaeimado, nos qualio cantos, loja de telen-
das da boa fe n. 22, defronie da loja de miudezas da
boa fama.
VVISTA HAS BOAS UlALI
' da des he muito barato.
Vende-se papel de peso e almaco o melhor que
pode haver nesle genero a 3, i, 5 e 69OOO a reame,
pap.l paquete muilo fino e de muilo boa qnalidade:
propriamenle para se escrever por vapores para a
1.11 ropa em consequeucia de nao se pagar grandes
portes de carias, em resmas, meias resmas, quartos
de resma, ou mesmo em quadernosa SO rs., papel de
linho verdideirameule almaco e proprio para carlo-
rio a i rs. a resma, verdadeira peonas de aro de
bico de lauca conhecidas pelas melborcs qa. "ha a
1-200 a caivnha eom 12 duzias, dilas sem ser de bi-
en de lauca, mas lamhem muilo boas a 610 a ram-
ulla com 12 duzia-, duzia de lapis muilissimo finaio
320, 400 e 500 rs., dilos para desenlio a 800 rs. a
duzia, caivetes muilo linos e de ludas as qualidades
e precos, tinta ingleza moilo boa c barata : na roa
do Queimado, loja de miudezas da boa fama n. 33.
Ein casa de N. Calmoit & C, praca do
Corpo Sanio n. 11, lia para vendero
scrjuinlc :
Taboado de pinho, alcatrao c pi.\e
Suecia.
Alcatrao de carvio.
Lonas re algodao.
Ditas de linho.
Tintas cm latas.
Esponjas dr-superior (pialidade.
Cabos de linho cdeManilha.
ludo muito commodo.
Vende-.ecal de Lisboaullimamenttehecada.a-
iimromopotassadaKussiarerded.ira: aa Breca da
Corpo Santo o.11.
A ttenco!!!
Ne den.aile de aiene'
da ma Nava n. -7,eeaai-
aa da Cambea da Carme
enc*n(raen-M a. me, ri-
co e methetee piaa,
qae tem apparecido ueste avercado.de (eran dar ar-
maro, de vozes superiores, coetracc, ni ido, a da
goslos mais modernos posovei, o qaaaa aa ven-
teril por muilo em coala ; e proprieUrie na eata-
belecimento lendo de concertar e nenmanar a tas.,
e de fazer ama viagem a Enroo, ama nn* pen-
lo conservir em caes a. ins(ranmn4e nnr mai
tempe. O eslabelecintenla >* nerlo iltnHh,,
ros da nmlr, para e*emmididede da. laaaHia. qn*
qeizerem ver e riperimenlar ee memea : ame-
mo lem tinao pian, em segunda mea e aer nre-
eo muilo em conla.
wa loj das .seis
portas
Em (rente do Lvraiueiito.
Corle, de cama prela com or miada e lisa, a dea*
mil res o corle, eom sele vara, calle, franceza. Ur-
jas, e nao desbolam a doze vianm. mead., lenre
da cassa brancos e de quadros de enr, ine.li, para
trazer por rasa nos hombro e pare a cabera a pate-
ca cada um, prca de alsodaoiinho cem peonea
loque da avaria (a dous mil reis a pera.
Superior farinha de mandioca em
saccas.
Yende-ie nualqoer porrgo de moilo boa farinita
de mandioca, chegada ha pone, de S. Malhee a
pre^o muilo commodo por cada ucea : a. eeeranla-
rro da rea da Crez n. prim,^,, t9 ^ M_
mazem do Sr. Pacheco no cae. do Hamo?.
Retinara do Mouteiro.
No deposito da rua da Senzala-Ve-
Iha n. I li, vende-se assucar relinado de
superior qualidade, de arroba pan 1
a
pera
Attenco
i\a loja das seis
portas
Em fronte do Livrament.
Corte- de eambraia lita eom 8 vara, e maia aara
vesiidos de 2 e 3 babadas a tres mH r. o corle, din
de ras-a piulada de lindos seslo* cana 7 vara, a ta-
co pateca, dilos de vestido de eambraia
dous mil rs., camisinhaide eambraia h
senhora a cinco tusie-, eollerinnee de
para senhora a pateca : o peeeee convtdaea, e a
dooo da loja quer (roca-Ios por dinheiro.
Relogios.
Vendem-se relogios suissos de todas as
qualidades, tanto deourocomode prata.
ditos {abamiado* e (oleados : na rua da
Cadeia do Kcriie n. 18, na mesma casa
lia tambem meios chronometros.
Lencos de eam-
braia de linho
A 380, 400, 500, o 640
cada um.
Vendem-.e na rua do Crespo, loja da exieina ou.
volla para a rua da Cadeia. '
VINHO IH) PORTO (1KM INo.
v cnde-e oplimo vinho do l'orlo em barr de
quarto e oilavo, ftr preco razoavel : aa laa da Ca-
deia do Hecife n. 13, escriplorio de Hallar Oli-
veira.
VABiHDAS E GRADES.
I.m lind-j e vanado sorlimenlo de modello- par
verandas e gradara de goslo modernisima : na
rfi, | rundir da Aurora, em Sanio Ama*,e ae deposi-
to da vn a, na rua do Brum.
TAIXAS DE FERRO.
P. fundicao da Aurora em Senio Amaro, e
l3-,nhem no DEPOSITO aa roa do Brum, loan
'na entrada, e defronte do aiaanal de marinha. ba
sernpre uro grande sortiiMato^an taixas, tanto de
fabrica nacional como esiranj^eira, batidas, fundi-
das, grandes, perjuenas, rasas e fondas; e em
ambos os lugares exisiem guiodasies para rarr.--
gar canoas ou carros, livrea de desperas. Os
pracos sao os mais com modos.
Itisrado escuro e muilo larso, proprio para roupa
de escravos a Kl o covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo homgoilo a .">;, alnalhadn idamasca-
10 com 7 palmos de largura a IjMM) a vara, loalhas
ile panno de Indio alcotnada e lisas para rosto -
mais superiores que tem vindo ao mercado, dilas
para mesa, (uardauapos adamascados e'outrasmuia
las fazendas por preco commodo : veadem-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volla para a roa da
Cadeia.
Moinhos de vento
Na rua do Vigario n. III, primeiro andar, ha com bombas de repuso parat^regar borlas e bai-
ira vender superior cal virgem de Lisboa, deiem-I za de rapim : na fundicao de D. W. Bowman,
ua rua do Brum ns. 6, Be 10.
pa
barcada boje do brigue aConslaoteK
Vendem-se sellins com pcrvnrr,
I ai.ni.- inglez e da melhor qualida-
de que tem vindo a este memin
no armazem de Adamson llowie
vV C, rua do Trapiche n. 42.
VINHO DO l'tllt I (),.| l'EKKlK CHAMK.o.
Kmcaisa. de daasdazia eemnarri.de oitavos
rarealemenle rhegado pelo brizaO Irnvador, o
\iole--e ui.ic.miente no' arman ni de Karrec.i. e
Ca \
li-lt.N-TYi'. DBM. F. UBtABj tea
MUTILVDCr


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