Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07433


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Full Text
ANNO \XXI1 & 11
Por 3 mezes adiantados 4#000.
Por 5 mezes vencidos 4p'500.
SABBAO 12 DE .II'LIIO DE 1836.
Por anno adiantado 15#000.
Porte franco para o 'subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUC0
KNCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO' NO NORTE-
ParahiU, o Sr. Gi-tio T. da -Nilir Wad. ; Natal, o Sr. Joa-
quiml. Parara Jnior; Aracatj. o Sr. A. da Lamoa Braca ;
Oar, or. J. Joae de Oliveira ,- Miranhao, o Sr. Joaqnim Mar-
quea Rodrigue. ; Piauhy, o Sr. Dorningoa Herculaao A. Pessoa
CaaraoM ; Para, o Sr. Justiniano J. Ramoa ; Arrazonai. o Sr. Jaro
ujnio da foata.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olimlj : to! os .ha-, fcg fi c mria horas do da.
l--uii.i-.,ii. Goaaa n i'.n iinlm : mi mn4u a fitas-frira-.
S. Ailo, r/.rrM-, l,.iMh..l..irii.(tii, .llinili .- Ganahu : na t-r<,.i-f. ira.
& I., Po-d'Allin, >Hiarflh, l.imoi'iro, Kt.-ji, IV iiuei r.i, /njca-
cir, Flor, Villa-Bella, lloa-VMn, Ourirurv .- ,\u : na* luana-t-tVir*
1-itm. IpojlMM, S.Tnli.*irm, l^o-Formoso, Cna, ll.irreiroi, Agun-l'reU
PiaaeatriniN e .\*i.il : qeiirt frlnie.
[Tai o > currvttH prlva -i* lu aam d* minala.1
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartii iibbadoi.
Relacao : tercat-feirai labbadoi.
Falencia : quarlaa a aabbadoi ai 10 horat.
Juno do commercio: teguodaa aa 10 horaaa quinta ao mcio-dia.
Juizo da orphaoi : tegunda quinlat a* 10 boraa.
Primeira rara do civel segunda a aaxtai ao meio-dis.
Segunda tara do ctc! : quanaa a aabbadoa ao meio-dia.
EPHEMER1DES DO MEZ DE .11 I.HO
2 Lu norias 7 boros, 11 minutos, ts aegundaa da manbaa.
10 Quarto crcente ai 7 boraa 2 minutos a 48seguadoa da m.
17 La cheia aa 2 boras, 12 minutoi e 48 segundos da tarde.
24 Quarto minguante aoi 42 minutse 48 segundos da tarde.
_ PREA.UAR DE HOJE.
IPrimein a 1 hora a 18 mioutoi da urde.
Segunda a hora a 42 minutos da manhaa.
DAS da semana.
7 Segunda. S. Pulcherla v. Imperatriz; Sa. Claudio, -Nicoslricto.
8 Terca. Ss. Prououioe Priscillj Mm-Ss. Cecilia e Auspicio Mm.
O Quarta. Ss. Cyrilu c Bricio Bh. S. Aiialholia. Apogeu.
10 (Jutnta. S. Silvano m. S. Bianor m.; Ss. Rufino e Secunda Mm.
11 Sesla. S Sabino m. ; S. Abundio m. ; S. Sindeo presb.
f- Sabbado. S. .loa o Gualberlo ab. : S. Jason : S. Pateroianno b.
13 Domingo. O Aojo cuslodidio da imperio S. Anacieto p. m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRiPCAO NO SUL.
Alagoat.o Sr. Claudico Faleio Dias Baha o Sr. D. Dupra
Rio deJaneiro,o8r. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoal Figneirot da Faria, na sua
Ttaria, praca da Independencia na. 6 8.
No dia 15 do correla linda praio do pigameoto
doquarlel desle Diario a 49000 rs., depois deste
dia soroeale ae recebes* a 49500, como esl estipula-
do. Nao aendo possivel enconlrar em casa lodo*
oa subscriptores, rosja-se-lhes queqaeiram deiiar or-
tlem para o pagamento, ou mandarera-no a respec-
tiva oflicina.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA JUSTICA.
Relatorio da repaitijao dos negocios da
justira, presentado a' assemlilea geral
legislativa na quarta sessao da nona le-
gislatura pelo respectivo ministro e se-
cretario de estado Jos Tliomaz Nabuco
de Araujo.
(Coolituiasn. i
Justira criminal.
N. T. Ainda nao esl .pp.ov.ida a tabella do
pronostico dos rerimenlos qualilicados pelo arl. 205
do cdigo criminal, por eslar pendente do parecer de
oulros mdicos a decrso das difiere.u-us, ou diver-
gencias, que soore esla materia occorreraro entre os
medico-, quecompoem a coromisso noineada pelo
aviso de 9 de fevereiro de 1854 ; espero poiem que
em brava ser esse trabilho concluido.
Ilayendu duvida sobre os crimes que se deveriam
qualilicar, como da responsabilidade, para lerem o
foro e o processo especiaes, o aviso de 7 ae agoslo
dj anno paseado resolveu essas davidas, ouvido o
consellieiro procurador di coroa, e a eci-.lo de jusli-
ca do conselho d'eslado.
Sendo lambem objocto de duvida se o jorv lem
competencia para o jnlgamenlo do crime de amea-
cas, ou ae deveria esse crime ser julgado pelas auto-
ridades policiaes, declaroa o governo, em aviso de
19 de Janeiro do coirenle anno, qi.e ao jorv, e mo
as autoridades policiaes, eslavam sagiilos os
que oommetlam o referido crime, em conformidade
do arl. 12 1.- do cdigo do processo criminal.
Ambos) estes avisos, eslao entre os anneos.
' Juttica civil.
N. 8. Insto, senhores, pela autorisac.lo. que n
anoo pastado roa ped para regular as fabricas das
sn.itrir.es e calliedraes, assnn como a provedoria de
capellas e residuos.
Pelo decreto numere 1S76 de li de novembro d
18jo se ordenon, que no. caso, de suspei^o do juiz
de orphas da corle, que lem a calhegona de juiz
de direilo, servissam de adjuntos conforme a ord.
liv. t til. 96 25 era primeiro lujar o juii de di-
reiloda primeira vara criminal, e o da segundi em
segundi lugar : .sti providencia foi necessana a vis
la da exliocgao das duas varas civeis da corte..
Indico como esseucial dninistraclo da justica e
ao direilo das parles a competencia dos juir.es de di-
rejlo para julgarem aa suspeicoes civeis dos iuires
municipaea, as qoaes conforme o decreto numero
26 de 15 de Janeiro de 1839 e ord. liv. 3.. tu. oj $
8, saojtilgadaahoje por arbitramento, compelindo
decido no cato de empale oa diflerenca dos arbilros
o vereador mais vellio : no oslado actual do paiz a
consequencia d'esla difpoaicjlo he que os poderosos
do lugar tem sempre a mediante a sospeicao,o iones
que querero, e que para os fraeos esse direilo de
suspenso be nullo ou sem resultado. Como he pos-
ivel que as jurisdires que sao de ordem publica fi-
quem a arbitrio de orna das panes, ou que conlra o
juii suspriio nao haja aeoao um direilo Ilusorio'?
Muilu litongeiro me he o aonunciar-vo> que o l)r.
Auioslo Teiieira de Freitas apresenlon orna porto
importante do iretialho de que se encarregoo pelo
eeartralo de que vos dei eonla no passado relalorro,
conaislindo essa parte emconsolidado das leis ci-
vil patrias.Es|e Irabalhoque consta de 1333 ar'i-
gos vai ser impresso para que, mediana o parecer
de pessoas doulas nesla materia, seja julgado pelo go-
verno.
Pora ocioso repelir-vos que a reforma bypolheca-
ria he urna das mais fundadas reclamarles da opi-
nlo publica na siluacao actual.
Os juila* da primeira instancia nao remetieran]
inforraacOes dos actos pralicados em seos juizos, ou
ai aaandaram Lio defeiluosas que oenhum Irabalho
proveiloao se pode la/.er sobre ellas. I.iroito-me esle
aoo.i a apresentar-vos o que oceurreu no juizo mn-
uicipal, de orphios e provedoria dos residuos da cor-
ta : uoiasanexoi encontrareis os uuppas respectivos.
Justira commerciat.
N- 9. BtUo instituidos em conformidade do o de
cralo do !. de maio do anno prximo passad os-
tribaiiae* e conservatorias do commercio, assim como
oajuizea especiaea respectivos : apenas ha um anno
estabelecida eaLi juriadicro especial, neohum con-
ceilo te pode aventurar a respeilo das suai ventjeos
e inconvenientes: esperemos a eiperiencia.
Pelo derreto numero 1697 de 26 de dezembro 1855 foram removidas para o Rio Grande, Parana-
iua. Santos e Parnahyba as coiiservalorias do com-
mercio das provincias a que perlencem easss cida
dea, por serem pori.os de mar e o atiento do com-
mercio d' illas.
Vistosas representadles do tribunal e praca do
commercio da corle, foi pelo decreto numero' 1639
de 22de.setemliro te i85> annetada aos escrives
da aegunda instancia do commercio a aliribuiciio pri-
vativa dos protestos de ledras de combio, da Ierra,
e (ilulos que o eitgem.
Pelos decretos numero 1685 e. 1686 de 5 de deiem-
bro do annoproitmo pastado foram (taitas as gra-
tilicaeoes que compelem aosempregados dai secrela-
riaa dua Iribunaet do commercio da corle e provin-
cia do Marenhlo, conforme o artigo28 do Ululo nico
do cdigo comraercial.
Pelo decreto numero 1710 da 31 de dezembro
protimn pastado se declarou que seriam dous os es-
erivae especiaea do juizo de primeira instancia nos
provincias da Baha e Pernamboco.
Entre oa anuetos adiareis o reglamento interno
da junta de corretorea .-,'esl.i orara, o qual, sol pro-
posta da mesina junla nos termos'do artigo 10 do re-
gulamenlo numero 806 de 26 de jolito de 1851, foi
approvado palo Iribonal do commercio.
Constituidos ha t; o poaco lempo ot juizes especiaes
e os tribunaes do commercio, nao poderiai as infor-
inaces eslatislicas ler o carcter de uniformidade e
ser lio completas como era para desejar. Das que me
foram prsenles exlrabirei aquellas qoe me parecem
mais olis.
So auno de 183,"> fizeram-se as seguinles malri-
colai de aegociinterj:
Nacionaes. Eslrangiros. Firmas tociaet.
Corle 52 52 22
Kahia 13 II
Periiamliucu 9 7 2
Marauhio 1 1
7"> "I 84
O (ribuoal do commercio da corle deu patentes a 6
corretores de fundos pblicos e mercadorias, e a 3
agentes de leilet ; o da Bahia duas patentes de
Irapiclieiros e fez 10 noroeaees de caiteiroi; o de
Pernamboco conceden patentes a um eorrelor geral,
e a um agenle de leiles.
Deram-se carias de matricula t seguinles embar-
carles :
Corle.4 galeras, 2 vapores, 2 barcas, 2 bri-
gues, 1 polaca, 8 patachos, I sumaca, 2 palhabo-
les, II diales e 2 lanchas, lendo todas 6,784 tone-
ladas.
Eipediram-se lambem 48 carlat novas a' embar-
cjcfles ja matriculadas, por Urem mudado de nome,
armarao ou proprielario.
Bahia.3 barcas, 2 escunas, 1 polaca, 10 pala-
chos, 6 sumacas, 2 hiales e 11 lanchas.
Pernambuco.2 brigues 1 lancha 1 polaca,
(odas com 816 (ooeladas.
Maraohao.2 hiales e I canoa com 108 tone-
ladas.
Segundo os mapas que tenho prsenles esto re-
gistrado no tribunal do commercio da corle 28 va-
p.rcs, 10 galeras, 20 barcas, 99 berganlins, 124
patachos, 27 brigue-escunas, 22 escunas, 126 su-
macas, 66 hiales, 23 lanchas, 3 palhabotes, 3 po-
lacas, prefazendo um lolal de 551 embarcares com
70,612 toneladas.
No Irafego do porto e na pescada eslao emprega-
das 2,582 embarcares miadas e 21 vapores, com
equipagem livre de 2,027 e escrava de 3,362 pes-
soas.
No tribunal do Maranhau estas registrados 4 pa-
tachos, 7 sumaos, 5 brigue-escunas, 5 hiales, 1
barca, 6 canoas, 1 vapor e I brigue.
Tolal 30 com toneladas 3,264 33l|500.
O tribunal do commercio da corle julgou, como
arbitro, no comeen do anno de 1855 tres processos ;
inslaoroo tamhcm diversos processos administrativos
ja para desliluinlo de liquidantes de sociedades
mercantis dissolvidas, ja para rehabilitarlo de falli-
dos, ja para concessao uo ilenegarao de muralorias,
ja para imposirftes de mullas a armadores de navios
e correlores.
No juizo especial do commercio da corle inslaura-
ram-see liveram andamento655 acroes com pedidos
eerlos e lquidos oa importancia de 1.170:0439(81 e
mais 44.400 francos ou 15:4089800.
Deslas accoes 35 terminaran) por composicao, e 3
por etecui.'.lo. As ou I ras continua m.
No juizo especial da Bahia inleularam-se e tegoi-
ram 93 arcOes, cojos pedidos eerlos e lquidos moo-
tam a 187:756S>I6. Ue-t.is lerminaram'2 por exe-
cucao.
No do Maranhaojproposeram-se econlinuaram 26
accOet com o pedido de 37:6479190, das qoaes ter-
minaram 7-por etecu;ao e 2 por composicao.
No 2. semestre do anno passado foram os jalga-
menlos dos Iribunaes do commercio em segunda ins-
tancia como se ve do quadro seguinle:
Ai revistas distribuidas haviam sidojulgadas as
seguinles relaces.
Rio de-Janeiro
Babia ....
Pernambuco. .
Maraohao .
Civeis.
96
29
18
4
147
Crimes.
26
31
Asjalgadas perlencem as seguales relaces.
Civeis. Crimes.
Rio de Janeiro.
Babia. .
Pernambuco. .
Maranhao. .
99
29
19
6
153
21
6
28
As revistas concedidas ditlribuem-se assim legan-
do a causa da concessao e as relaces a que per-
lenciam.
Por nullidade. Por injaslica.
Civeis. Crimes. Civeis. Crimes.
. 1
Rio de Janeiro
Bahia .
Pernambuco .
:l
1
I
I
Asgravos. ....
Appellaces. .
Rinhargns ....
Diligencias .
Cartas Uitemunhaveie.
Somma .
-

o
U
11 4#
63 If
31
4
1
167 ."7
M
n
tu
103
31
4
1
2,3
Hecetta e tlespeza dos tribunaes do commercio.
Kereila.
Despeza.
Corle. .
Baha. .
Pernambuco
Maranhao .
10:2159350
2:7339768
1:5539200
4:0929720
4689060
9979068
9
Recolhimenlo
ao Ihesuuro.
6:1229630
2:2659708
6O8SJO0O
9
Somma. 11:5029318 5:55798(8 8:9969338
O tribunal do commercio da corle, durante o
anno passado, arrecadou e fez recolher ao Ihesouro
8:3259920 desello de livrote cartas do commereiaotet.
TITULO VI.
Tribunal, ju:e$ c agentes da justira.
Sopremo tribunal de juslira.
N. 10. Por fallecimenlo dos miuis(i*ua do supre-
mo tribunal de justira, Francisco de Paula Pereira
lluarle e Joaqoim Francisco Goncalves Ponce de
Len, foram horneados ua forma da lei os desembir-
gadores Manoel dos Sanios Marlins Vallasques e Jo-
aquim Martellino de linio
Para presidir o tribunal foi nomeado o couselhei-
ro Manoel Pinto Ribeiro Pereira de Sampaio.
Os Irabalhos desle tribunal uo anuo de 1855 po-
dem resumir e assim.
Distribuida?. Julgadas.
FOLHBTM,
OS CSIHEHTOS DEPARIS.
Pot Edmundo About.
, OUARTO.
Corgeon.
I
Como alcaucra o segundo premio de (ragedia no
Conservatorio, nAo tardou em esirear no Odeou.
Era, se lem me lerobro. em Janeiro de 1846. Re-
presentan Oroemaue no dia San Carlos Maguo, e foi
i apopado por iodos os esludanles. Nenhum de seus
amigos estranhou Uso : he ISo difiicil ser applaudido
em tragedia quem chama-.e I inr .eon Elle devia
ler lomado um noma marcial, e terse chamado Mon-
Ireoil ou Thabor ; mas, que queris? Possuia esse
nome de Corgeon, como a nica heraqca que rece-
bera de seus pas. Soa queda foi pouco eslrondosa ;
nao era de muilo alto. Elle linha vinle annos, pon-
eos amigos, e nenhum protector nos jurnaet. Coila-
do! Todavia livera um bello momento no quinto ac-
to, e apunlialra /.aira rogindo como leAo.
Nenhum director quiz,contrata-lo para a tragedia,
pnrern um velho vauderillista, qnc, o cbnhecia, o
fez entrar no Palsii Koyal. Elle uaformou-se phi-
losophlcameiile com a orle.fazendn esla reliman :
Emfim o caudecille promelle mais do qoe a
tragedia ; porquanlo jamafs se escrevero Iraaedias
la, hellaa como as de Hacine, e ludo me indui a
crer que bao de rimar-te coplas ainda melhores do
que as de Mr. Clairville.
Recunheceu-te logo que nin Ihc fallava lalenlo :
elle linha gesto cmico, phvsionomia voluvel e voz
jocosa. .Nao so comiirehendi. seus papis, enrori lam-
bem iolrodoiia oelles alguma cou'a sua. O publico
lomoo-lhe alIVirSo. e o nome de lloraron rirrolou
asradavelmenle enlre os homens. Dtlia>ao que or-
mpava um lagar enlre Saun.ille e AlcidtT|l'iiuse/. e
|U mistiirj\ j mm rnnila erara a-tuders rom par-
voiees.
Fssa melamorpiose de DraaaMM eaa Jueriata foi
feila em deioilo mezes. Aos tinte dous annoi tlor-
-^-------------------------___^^._^________^_
l*) Vida Diario n. 163.
Revistas civeis . 117 153
Hevislas crimes . 31 28
181 181
Das civeis negada a re-
vista por nao haver in-
jnslira noloria ou nul-
lidade mamfesla. . lB
Por caber na aijada das
relances em. . 16
Por serem apresenladas
lora do termo legal. . a 111
Das crimes foi negada a
revista por nao haver
iiijiisiira noloria ou nul-
lidade inanife-ta em. . 20
Por serem apresenladas
fora do lermo legal em.
Per nao ser caso della em 2 26
Recistas conredidas.
Civeis. Crimes.
Por nullidade manifetla. 3 1
Por injusiica notoria. . 9 1
12 o
Alem desle Irabalhos iulgaram-ie duas reelama-
res de desembargadores e 10 de juizas de direilo
sobre anliguidade. Julgaram-se lambem 5 desisten-
cias de recursos.
.Segundo informaran do presidente do tribunal,
datada de 14 de agoslo passado, ensliam parados,
por falla do preparo estabelecido pelo decreto n. 97
de 30 de oulubro di 1835, quindenios e qoarenla e
seis processos civeis e ;sele crimes.
Chamo a vossa allenrao para a falla de pessoal
qoe senil a secretaria do Irib mil. o qoal nao chega
para os Irabalhos ordinarios, como por diversas ve-
zes me representon o presdeme, sendo qoe por isso
aulorisei a nomeacan de um amanuense com a gra-
lificacao de IOO9OOO.
Relaces.
N. II. Eslao actualmente completos estes Iribu-
nae*. e foncciooam regularmente.
As oppellaces distribuidas as relacei em 1855
montaram a 1,555, sendo 671 crimes e 884 civeis,
a saber :
Rio de Janeiro.
Babia .
Pernamboco .
Maranhao. .
Foram julgadas
Rio de Janeiro. .
Babia.....
Pernambuco .
Maranhao ....
Islo he, 593 crimes e 1,370
civeis, prefazendo o total de
1,963.
Alem dt appellaces Dislriboiram-se Julgaram-se
Rio de Janeiro.
Crimes. Civeis.
241 463
89 237
270 123
71 59
671 818
Crimes. Civeis
244 847
88 365
224 73
42 85
llabeas-corpus
Aggravos .
Recursos crimes.
Revistas. .
Responsabilidade
Oueitas. .
llabeas-corpus
Aggravos .
Recursos crim
Revitlas. .
'.lei xas.
Rabia
10
179
78
84
13
34
Aggravos
Recursos
Hevislas
Pernambuco.
70
32
3
10
178
76
5
6
1
84
137
:i
l
1
70
32
3
3
30
21
I
veris, que
Maranhao.
llabeas-corpus ... :|
Aggravos..... 30
Rerorsos crimes. 21
Hevislas..... 1
Responsabilidade. 3
Pelos mappas juntos aos annexos
nao foram so estes os Irabalhos, que occopararn as
relaces.
oA e,ecut"' da lei n. 799 de 16 de telembro de
I8>, que creou os Iribanaes do cominera, de se-
gunda instancia, nao poda ainda influir para a di-
minuicao dos feilos c islriboidos e despachados as
relaces.
A experiencia tac le a confirmado oa opiniao an-
teriormente emillida 1 retpeito da creacao de novas
relacfies e juntas de justira de segunda instancia :
he esla urna das necesidades mais clamorosas da
admiiustracaodajosti5i, e compre satisfaze-la para
garanta dos direilos do cidadao, ora muilas vezas
abandonados pela difli uldade seno impossibilidade
dos recursos e appella ;0ei.
Jury.
N. 12. Ainda insil( aa necessidade das reformas
que approvasles, pen lam da sabedoria do sanado :
nao son ioimigo desl 1 insliluiro, e ao contrario
vos diiio, que vejo ni lia urna das nossas melhores
garantas, sendo que as reformas, que desejo ten-
dema mornlisa-la esa va-lada ruina ; que impor-
ta, que lenhamos umi instituirao se ella nao pode
preencher o seu fim, e nao ha senao um timu-
lacro
Qae importa, tque 1 lia lenha orgem a carcter
popular, se de fado < lia he o odio, ou ludibrio do
povo, que se nao reui a para as essoes, apezar das
mulls i
Que importa, que d iva ser a garanlia do cidadao
e da sociedade, se de f co e muilas vezes ella ha o
instrumento da vinga 19a conlra o cidadao, do pa-
tronato contra a son, ade t Nao se pode conceber
1 idea do jorv sem I berdade, e nao ha liberdade
para o juiz uestes lug, rejos aonde predominam em
geral os odios pessoaes, as relaces e as intrigas.
A garanlia do jury h a independencia, presumi-
da pelas condices qo* a lei etige para a qualifica-
cao ; mas a qualificario sacrifica essa garanlia ao
intercsse da povo.i^aoJ que consiste no numero ne-
ceasario para haver nella conselho de jurados e fo-
ro-civil : 1 belleza, sej nao a astenciaj do jorv he
a inceileza dos jurados!, mas esta he quasi nenhuma
nos primeiroa julgannolos, he impossivel nos se-
gundos, alteolu| o peqdeno numero de jurados ni
maior parle do irope rio : qoe he da insiiiuirAo do
jury, qu.indolosjaradea nao sao livres, independen-
es e incerlos?
A experiencia de I idos ot dias justifica a provi-
geon ganhava mil francos alm dos beneficios. Nao
se cainiuha lo fcilmente na (diplomacia. Quaodo
vio-se no aone da gloria e dos ordenados, perdeu
11 m pouco o juizo : nao sabemos o qoe leriamos feilo
em seu lugar. O prazer de ver-se com domicilio bem
mobiliado e com luizes na gavela lurboo-lhe a ra-
lee. Passou eniao vida de rapaz, e aprendeu a jo-
gar o lansqoenel, o que infelizmente nao he difiicil.
Crcio qoe ninguem se arrumara emjogo, se lodos
fossem complicados como o xadrez.
Contemplando sua bolsa, elle prrsuadio-se de que
era filho-familia. Quando sabia do tbeatro a (re do
mez com seu ordenado na algibeira, dlzia comsigo :
Tive bou pai, um Corgeon laborioso, inlelli-
genle e sobrio, que ganhou-me alguns escudos sobra
o labiado do Palais Koyal: loca-me faz-los gyrar !
Os escodo* aj raram tan bem, que o aono de 1849
sorprendeu-o no meiu da um pequeo povo de ere-
dores : elle devia viule mil francos, o que muita ad-
mirarlo Ihe causava.
vjue! dizia comsigo, na poca em qoe eu na-
da ganhava, nada devia Quanlo mais gaoho, mais
devo. Dar-se-ha caso qae os grandes ordenados le-
nham o dom de individar os horneas?
Os credores vinham visita-lo lodos os dias, e pe-
sava-the na verdade incommo lar a lana genle. He
falso que os artistas se daleitem com as dividas, co-
mo os peixes n'agua. Files sao tensiveis como todos
os oulrcs huinens ao enfado de evilar certas roas, de
estremecer ao toque da sioeta, e de ler hieroglyphos
em papel sellado. Gorgeon suspirn mais de urna
vez pelo lempo de suas prlmeiras representar-oes,
lempo feliz, em que o especieirn e a leileira recosa-
vam lodo o credilo a Oroamane.
I m dia, que inedilava Irislemenle as difiiculda-
des que traz comsigo a riqueza, elle exclamou :
Feliz daquelle qae lem smente o necessario !
Se eu ganhasse apenas quanlo basla para minhas
precises, nao coraoielteiia loucuras, por conseguin-
Ic nao cnnlrahiria dividas, poderia andar livre-
menie por ludas as ras. Infelizmente ganho mais do
que liei misler: he esse maldito superfino que me
arruina. Rastam-me quinhenlos francos por mez, lo-
do o resto he de sobra. Se Uvera de suslenlar roeus
pais, de dolar irmAas, de meller irmAos no collegio,
furia lodo, e anda mesobejaria com que pagaast mi-
nhas dividas. Mas, son (ilho nico, e nao lenhn en-
cargos de familia. Se me casaste?
Galea por economa rom a rapariga imis rasqui-
Iha de sen Ihealro e d Pars.
1 '-llmente, mullos de nossos leilorea au r-sque-
reram-se de Paulina Riviere, cujo espirito e coja
belleza serviram de amparo a sele oa oilo comedias.
Fallava mu rpidamente, mas era um gosto ouvi-
deocia que coasisle em exrluir da competencia do
jury o jolgamenlo dos crimes policiais e alliaoca-
veis : esta providencia, urna das reformas que pro-
puz, seria em meu couceilo o mellior legado da pr-
senle legislatura: ha entre os atlian;aveisalgn'
crime s que por sua nalureza e reiarao devam ser
julgados pelo jary ? Ex cepluai-os. Ha iiguma ou-
(ra liaba divisoria que mais conveniente seja do
que essa de inaffiancaves eaftiaocaveis, para ca-
raclerisar a jarisdiccao do jury uo sentido da
reforma desejarla '.' Adoplai-a : nao fique por causa
da modificaco prrjadicada a idea.
He Impossivel que esset crimes sejam julgados,
porque em razao do seu numero o jury nao lem
lempo para julga-los, dahi a impuidade : a
delenjAo dos reos, que nao podem prestar lianca,
lorna-se lao looga espera das reunies peridicas
do jorv, que muilas vezes excede as penas 00 as ag-
grava scnsivelmeule, dahi a ahsolvico ou iniqui-
dade augmenlar o numero das sesses, estender a
sua durarlo he (ornar a inslituicAo mais onerosa,
as reuniOes mais difllceis : a idea proposla pois
deslroe esses inconvenientes que es(3o boje ao al-
cance de todos, eleva o jury altura dos jalgamen-
los mais graves e solemnes, torna as soas reunie-
mais breves, commodas e imporlanles, e por conses
quencia mais facis.
Enlre os anuexos veris o mippa dos jurados
qualifleados na corle e provincias.
Juizes de direilo.
N. 13. Foram creadas pelas assemblas provin-
ciaes as seguinles comarcas :
Tury-Assii ....
Carolina.....
Parnahiab .
Jaguarv .....
Baepeudy ....
Indai ".....
Feira de Sania Anna.
Calel.....
S. Jos de Mipib .
Segunda. ....
uarla ....
Sexta. .
P. do Maranhao
Minas Geraes.
I
Kahia.
Rio G. do N.
Parahiha.
1 civel, que he a da
Eslii novas comarcas (orara classificadas de pri-
meira enlrancia.
Es(ao ex.inclas as dti.s varas civeis que haviam
na corle, a da capilal de Pernamboco : apenas
exisle boje no imperio urna vara
capilal do Rio Grande do Sal.
Foi tupprimida a comarca de Tres Pona, na
provincia de Minas Geraes.
A comarca da Pomba na dit. provincia he hoje
denominada de Muriahe.
Os lugares de jaizes de direilo do commercio do
R.o de Janeiro, Bahia, Pernamboco e Maranhao
loram cla.sihcados de lercera enlrancia
Exilien, boje 160 comarcas, comprehendendo 166
julre.de direilo, 21 ch.fes de polica, 1 juiz do ci-
vel, especiad do commercio, 3 dos leitos da fa-
renda, 1 juz de orphaos, 1 auditor de ma.nha e 1
auditor de guerra.
Ha por consequeoda no imperio 198 jaizes de di-
mo.
Furain aposenlado. por impossibilidade physic.
de mm seus lugares o. jaizes de direilo Fran-
cisco Vieir. da Cosa e Francisco de Paola Negreiros
say.o Lobato.
Vem aonexa a esle relato, io a lisia dos juizet d
direilo por soa anliguidade. conforme a uliima re-
visao do supremo tribunal de juslica, fela segundo
o decreto n. 1,496 de 20 de dezembro de 1834.
Para qoe o governo imperial podesse conhecer a
d.visao judiciaria do imperio e Bcasse habilitarlo pa-
ra aprec.ar as novas ereare, de comarcas feilas pe-
las assemblas provinciaes, foi expedida a circular
de 27 de oolabro do anno prximo passado, que se
ve enlre os anneos.
, Juizes municipaes.
N. 14. Foram separados dos termos a qtie esla-
vam aunexado, e coosliluidos sob a jarisdiccao de
joini municipaes letlrados os (erraos seguinles
Mangaraliba .
III
X X =
...
I _
' 2 i 9E r." i! g i' =
35099*==*
IflIIlII
Corle.
Alagoas.
Amazonas.
Baha.
Ceara'.
Espirito Sanio.
Goyaz.
Maranhao.
Minas Gersies.
Mallo Grosso.
Pernambuco.
Parahiba.
Piauhi.
Pira'.
Paran'.
Rio de Janeiro.
Rio Grande do Su!.
Rio Grande do Norte.
S. Paulo.
anla Calharina.
Sergipe.
SOMMA.

s
a
y
l
n
i
5

r
1
Jardim e Milagrea .
Canindc .....
Sanio Amaro e Maroim.
Camisao......
Bosolim .
Caet. ....."
Leopoldina. "
Mamimgoap ,
Campia Grande '. '.
Pianc.....
Escada......
Chavea
Rio de Janeiro.
'Cear.
Sergipe.
Babia.
Minas Geraes.
)
Braganc ....,[
Meia Ponle e Corumb.
Bomiim e Sania Luzia .
>alividadee Porto Imperial
Boa-VitU do Tocantins. .
)
1 Parahiba.
1
Pernambuco.
j Para. '
Goyaz.
Exisiem adu.lmente 285 termo, .ujei.os a jurit-
diceao de juiz,, municipaes lellrad
dendo :
Jo, comprehen-
la. Seas olhiohos (poik eram bem pequeos) pare
ciam em alguns mome ilos illamiuar-lhe lodo o sem-
blaole. Nanea abra a bocea sem mostrar duas or-
dens de denles agudo., como os de um cao novo.
Soas espadoas eram Hedas e rosadas como as de
ama enanca de qoalr .anos. Seas cabellos negros
eram IAo longos, qae arranjaram-lhe um pipel par-
ticular smenle para| mostra-loi. (luanto s suas
roaos, eram um objeclb de curiosidade, e Jouvin iu-
ventou um numero pijra ellas, o cinco e meio.
Ni idade de dezeseu annos, sem oalra riqueza se-
nao ua formosora, e sem oulros anlepasaados senSo
o chefe dos ap|d,udidures do llretro, esta linda ia-
by estivera prestes a meUmorpheeear-se em marque-
za. Um descendente dos cavalleiros da mesa redon-
da intentara catar coih alia, e ae nflo fura a inler-
vriirAo das viuvas de lluelgoal e de Poullaoaeo, o
casamenlo se teria elfectuado. Mas he lerrivel a co-
lera das viuvas, sobreludo das da Bretanha.
Paulina ficou Paulina como danles, e continaoo .
dirigir cinco ou seis amores 01 adrada real do casa-
menlo. Foi eniao que Gorgeon ve io jangir-se ao sen
carro. Ella o recebeii como recebia a lodos os pre-
tenden les .eri os 00 levianm com imparcial alia lu i-
dade. Elle era alio e bem apessoado, e nao asseme-
lhava-se a porcelana] Irazida da China. Nao linha
olhoa empoladot, nem voz rouca, nem barba azul.
Seu porle era digno le quasi severo. Trajava como
membro da Comedia! Franceza.
Desde o prlmeiroi dia em que elle galaoleoo-a,
Paulina acbou-o lum ; ao cabo de um mez achou-o
ptimo: era em fefcereiro da 1849. Em margo a-
chou-o mellior do que lodot os oulros ; em abril co-
liberen que ama > a -o. e 11.10 I lio encubri. Gorseon
esperava ver despedidos lodos os seos rivaes ; porm
Paulina nao tinhaSanla pressa. Os preparativos do
casamento foram feilos no meio de um circulo de
namorartos, que o .impacientas-.ni. O pobre Gorgeon
nao eslava bem eni nenhuma parle: emeasa de Pau-
lina eocontrava osjrivaes, em sua casa-os credores.
lim dia pergunlou-Ihe em termos claros, se esse se-
nhores nao iran brevemente suspirar em oulra
parle.
Es mui zelso ? disse ella.
- Nao, postofque lenha representado Oroamane.
277 juizes monicipiei e da orphSos.
14 juizes municipaes.
7 jaizes de orphaos.
Estes jaizes dividem-se pelo modo seguinle, em
raUe dos seas ordenados.
Apezar dos esforcos do governo imperial, ainda
nao eslao preenchidos os lugares de juzes muuici-
paes assim quee com damuo da adminislracao da
juslica a subslilnicao dos juizes de direilo esla a car-
go de juizes leigos. Para que esses empregos sejam
procurados e convenientemente prvidos, he esseu-
cial que os ordenados respectivos sejam augmenta-
dos, e se preslem ajudas de cosi para o Iransporlc
desses magislradoa, alim de que nao comecem ,1 car-
reira comprometiendo o seu futuro.
Pela qrcular de 27 de outabro do anno pawrrdo
tambera se exigiram informaces a respeilo da divi-
san dos termos.
Juizes de paz.
N. 15 No quadro da divttae judiciaria do impe-
rio enconlrareis as indicarOes precitat para saber o
numero dos dislriclos de paz na mr parle das pro.
vincias.
0 processo das acc.es que se dernandam nos jui-
zos de paz, em razao da airada 00 da especialidade
da causa, carece ser regulado : o governo se oceu-
pa desle objeclo da maior importancia para as de-
mandas pequeas, que sao (raladas pela mesma ror-
ma do processo civil, sojeitss por consequencia a
grandes demoras e detpezas.
A reipeito das conciliares inlenladas c verifica-
das no juizo de paz, ollerer.o a vosta considerarAo
ara mappa comprehendendo a corle e aljamas pro-
vincias.
Promotores publico*.
V 16. Refiro-me aos passados relalorios a res-
peilo da necessidade da crganisarao do minislero
publico.
Nao podem estes agentes da juslja subsistir com
os exiguos ordenados que vencem actualmente, sen-
do qoe em consequencia files sao obrigados a advo-
gar para poderem viver, e o governo a tolerar essa
accumnlaran que os dislrahe da allenrao exclusiva
que deveriam applicar aos negocios do sea cargo.
Algansdeslesemprrgos importantes eslAo vagos a
outros servidos por homens leigos.
Foram creados promolores das novas comarcas
com ot seguinles ordenados.
S. Joso de Mipibu. .
s>g> OCi
&5
Corle.
Alagoas.
Amazonas.
Bahia.
Ceara'.
Espirito Sanio.
Govaz.
Maraohao.
Minas Geraes.
Mallo Grosso.
Pernambuco.
Parahiba.
Piauhi.
Para'.
Paran'.
Rio de Janeiro.
Kio Grande do Sol
R.o Grande do N.
S. Paulo.
Sania Calharina.
sergipe.
SOMMA.

II
I
I
I
r
1
2." .
(3 ..'.!'.'.
6Ja da Parahiba .
Tory-Astii ....
Feira de Sanl'Anni.
Cetele .....
Parnahiba ....
Jaguarv.....
Baependy.....
Indaii. .....
I
1009000
009000
7009 8OO9OIK)
90O.3tKKI
Officloi de justira.
N. 17. Mais romplelos do qae os do anno prxi-
mo passado, porm anda n.ii. perfeilos, offerero a
vosia considerarlo 01 qaadros anneos dos ofllcios
de juslica.
Foi csnsullada a sercan de juslica sobre as ques-
les qae se lem suscitado sobre a crearao, supr, -sao.
.ni.levaran ou desannexarao dos ofliciu's de justira e
competencia do governo imperial ou assemblas
provinciaes : a resolurao imperial sobre esle nego-
cio que (aillo importa a administrara,, da juslica e
rrsanisaco definitiva desses senles do poder judi-
c.ario, air.da depende da consulta do conselho de
eslado pleuo, ao qual esl affeclo o profundo e lu-
minoso parecer da mesma serr^o.
TITULO VII.
Poliria.
N. 18. Pelo quadro da magistratura de primeira
instancia veris como eslao pnenchidos todos os lu-
gires de chefe de polica.
A gratificaran de chee de polica da corle foi pe-
lo decreto ... 1643 de 22 de selemhro do anno passa-
do elevada a 3:6009000 : v.m aos olhos de lodos as
-azes imperiosas que justifican) esle aelo do gover-
no, fuodado na aulorisarAo da lei 1.. 6(7 de 7 de a-
goslo de 1852.
Em execurao da lei n. 781 de lo de selembro de
I8j4, e por virlode da aulorisarAo por ella conferi-
da, baixuu o decreto 11. 1746 de (6 de abril, refor-
mando a secretaria da polica da corle.
Assenlou porcm o governo imperial em adiar pa-
ra melhores circunstancias linanceiras a reforma
dos secretarias de polica das provincias, coja des-
peza MM pode deiiar de ser avullada, visto romo as
uecessidadrs desle servido exigem um grande nu-
mero de empre&ados.
Por aviso de 29 de selembro do nno passado foi
approvado provisoriamenle com algum.11 modifica-
coes o legulamenlo proposlo pelo presidente da pro-
vincia de Mallo Grosso, para os passapnrles oa refe-
rida provincia.
Pelo decreto n. 1729 de 23 de fevereiro do anoo
eorrenle lambem se deu rcgolamenlo especial para
os pastaporles na proviucia do Amazonas.
Os presidentes das oulras provincias fronleiras
ainda mo remetieran! as uecessarias informaces a
respeilo das medidas especiaes qoe convm adoplar
sobre passaportes.
Al gomas iuformares existem a respeilo do movi-
ment,1 de popularlo 00 imperio, njo sendo porm
rompidas, live por mellior nao as incluir.
Enlre alguns fados iiolaveis o-corridos em 1853,
nao deiiarei de mencionar-vos o incendio qae na
noite de 18 de novembro se ateoo em um armazem
da capilal da provincia da Parahiba, consumindo 400
saccas de algodao. Se nao fossem os esforcos qoe fi-
zeram as autoridades, coadjuvadas pelo povo, muilo
maiores eslragos pnderia fazer o incendio. Calcula-se
em 15 a 20 conlos o prejoizo.
Na madrugada de 20 dease roesmo mez rdea o
trapiche e armazem dos herdeiros da fallecida D.
Comprehendendo o municipio da corla no anno
de 1855, deram-se 61 suicidios a 17 tentativas.
Polica da corte.
N. 19. O movimenlo do porto do Rio de Janeiro
em 1835 foi o stguinle :
Entradas.
Do interior. Do exterior.
2.513 ,,,959
Sahidas.
Para o interior. Pira o exterior.
_ 1.851 3,544
Hesullam desles didos que dorante o auno pr-
ximo passado
Entraram 14,472 individuos
Sahiram 8,395
Fiearam 6,067
Em o anno passado livemos de lamentar tres
grandes incendios nesla capital, e esle anoo dous,
conlando-se enlre os ltimos o do ihealro de S. Pe-
dro de Alcntara, do qual apenas fiearam ai paredes
exteriores.
A diviso policial da corle he a mesma que era
no anno passadue conforme voi descrevi na relato-
rio respectivo.
TITULO VIH.
Estilstica criminal.
Jolgamentos no jury em 1855.
N.'20. O jury da corle e provincias, como veris
do retpeclivo mappa, leve de jolgar o anno passado
2,169 processos, eomprohendendo 2,671 reos, que
c nimdleram 2,616 crimes.
Comparado esle qoadro com o qae vos foi prsen-
le em 1855, v-seqoe houve diminuicAo no numero
dos procewoi (51). Os crimes jolgado. em 1854 fo-
ram 2,673, em 1855 foram 2,646. Em 185 eompa-
receram peranle o jury 2,664 reos ; em 1855 Uve
esse Iribonal de decidir a respeilo de 2,671. Esta
'.ni-renra para menos te explica fcilmente co-
mo um elTeilo da desas rosa epidemia do cholera,
a qual impidi em alguns termos a rcuniAo do
jary. ,
Examinando esse mappa veris que doi 2,169 pro-
cessos comecaram : prpporcao de 1:7.1
I'or quena 386
'o'r den unca particular. 102
Por denuncia do proruolor 89
Ex-offlcio. 1.....1,592
Veda agora como foram sustentados no jary :
Dos 386 qaeixosos i s 129 proseguirn) por si, ou
por seus procuradores .na acensarlo, e das 102 de-
nuncias smenle Sil foram suelebladae pelos deoun-
ciaoles: lodas as oulras queiaa, e denuncias inten-
tadas recahiram sobre o minislero publico.
>olai lambem que esses funecioaarioaapenas de-
nunciaran) em 8 procseos, e que 1,592 foram ins-
laurades ev-oflicio.Esses tactos, que sao ideticos
em todos os mappas, e eslao reproduzidoa no mappa
do septi uni, ,-ao da maior procedencia era fa-
vor da orgauisac.ao do ministerio poblico, sem a
qual nAo he possivel a boa administrarlo da juslica
criminal.
Dos 2,671 nos eram 2,509 homens, e 162 molhe-
res; 2,349 bras.leiros, e 32fceslraogirat.
As muil.eres c-lno para os horneas oa proporcao
de 1:15; e os eslraogeiros para os braeUeiros na aro-
porjao de 1:17.
Os 2,671 accosados dividem-se,segundo as idadts,
Menores al 14 annos. . 8
n ti 17 >t 21 . :
Maiores de 21 a 40 annos . . 1,844
a 40 annos. . . 553
Erara solleiros..... Casados....... . 1,160 1,348
<^uvos........ 163
Todos estes resollados, a respeilo de sexas, nalo-
ralid.de, uladee estado sao idnticos em torios oa
mappss.
He a idade de 21 a 10 aonoi a das paixoes violen-
las, a dos arrebatamenlot criminosos, a do despren-
d.nenio dot loros da familia e da religiao : sao os
homens dessa idade qae mais Irabalho dSo poli-
ca e a jaslica. O mappa de septennio torna bem ca-
cleritlico esle fado, que alias esl conformo com as
duuli inas dos moralistas e phiiosophot.
Pooca diflerenca se nota enlre o numero dot sol-
leiros e casados ; he lambem faci constante. O nu-
mero dos viuvot, porem, he sempre muilo menor.
A pyorcao enlre ot viavos e os casados he de 1:8;
e eave aquellet e os solleiros de 1:7.
Parece qoe o eslado de viavez ajasla-se com a
maior idade, e por isso da esle resallado.
Dos criminosos em queslao 1,991 estiveram pre-
sos, (65 afiancaram-se, e asliveram ausentes 215,
dos quaes 54 compareceram, e 161 foram julgados 1
revelia.
C.omparecejera como aalorea 2,396; por compli-
cidade respa!*ram 160, e 125 por leolaliva.
Comparando o numero dot criminosos com a po-
'nular... qae orco, sem exageracao por certo, em
7,500:000 almas, leremos a proporcae de 1:2808.
Devo 1.0lar qae a p.oporr/10 sera oulra logo que se
addcionar ao numero dos criminosos, qae respon-
dern) 00 jury, o dos que foram jolgadoi em juizos
especiaes, a raspeilo dos quaes sao muilo ineorople-
las as infermaees existentes ni secretaria.
Segando a claatificar-o principal dos crimes, com-
melleram-se erq 1855 :
Climas pblicos 128
parlicolares. 2,297
11 policiaes. 221
Excasado he dizer-vot que filio tmenle dos cri-
mes da competencia do jary.
Dos crimes pblicos avollaoiosde lirada ou fuga
de presos, e- -lugo em seguida01 de resistencia,
sendo aquelles im pouco mais de melade da totali-
dad e dos de sua classe, e esles mais de 1|5.
. Nos particulares montara a 1,995 01 crimes conlra
a pessoa, nao cpmprehendendo nelles oa commelli-
dos contra a liberdade individo.il, nem 01 de ealom-
ni.i c injuria, que sao ao lodo 29 ; os Crimea coolra
Anua Francisca de Sa, bem prximo ao forle de S. I a propriedadi solnram a 313.
Carolina..... 1:0009000
O qoadro seguinle raoitra como estao divididos os
promolores, segundo seus ordenados.
Na vid
Nao, em
da real, se a s.
Cala-t
/elos? Bem sa
ena ; mas eu o representara na vi-
fosse obrigado.
t ludo com rolos olhos. Para que
s que le amo. Os reos sao sempre
un. lano ridiculos ; mas na genle de nossa profissAo
lornam-se ibsordos. Se le abandonares a essa incli-
narlo, liras ci
jorualislas e do
e dos directoras, dos autores, dos
tublico. O publico me galauteia lo-
Sy*SJ O*" '" "*>'' Amo-le, e pro-
in>ll a ."ml,g05 M Da f,Cas feilo, es mui
dflkil de contentar. "
O caaamenlo ro feilo nos nllimot das de abril.
H. o^lrE'18'''" "* dvida> de ;nron "val
.m Jl 1' r ,sso Dasl"anl doas represenlnrflis
!ST Denefic'0., 3 primeira no Odeon. 1 legenda
ios Italianos, lodos os Ihenlrot de Piris quizeram
lomar parle no negocio : Gorgeon e Paolina eram
amados geralmenle. Casaram-se em Saint Roch, de-
ram grande janlar em casa de Peslel, e parliram de
noite para Fonlainableau.
i .^Srif iro,,dMde seo noivao foram Pa'^dos
le como um bino de re. Ero lomo delle a primave-
ra razia brotar ot renovos das arvores ; ludo re-
verdeca, excepcao doa carvalhos, que sao sempre
K*l?f: **! -# fQWttTMl tpele macio
debaixo doa pes dos dous esposos.
Paulina encha os bolsos de violetas brancas. Sa-
hiam logo que raiava o dia. e vollavam de larde. De
manbaa es-panlavam os lasarlos, de larde os besoa-
ros zarando lanravam-se-lhes ao rosto.
No primeiro de maio foram i fesla de Sabln*, a
qnalI prolonga-so at o amanhecer debaixo dat gran-
des faias. Toda a n.ocidade dos arredores ah eslava
reunida : ai burgoezinhas de Morel, aa vinhaleros
de Sablons e de Veneox, e as lindas flhas de Tho-
merv. cojo Irabalho consiste em vsiar as vinhas,
era al.ropar e desafogar os cachos de ovas arrancan-
do os bagos pequeos que impediriam o desei.vol-
vimenlo dos grandes. Todos admiraran) a Paulina,
e lomaram-ua por urna castellaa dos arrednres. Ella
dinsou mui alegremente al Ires horas da madru-
gada, potlo qae lvesse alguns graos de areia nos
borzeguins. Depois, dirigio-se apoiada ao braco do
marido para 3 carraagem qae os euperava.
\ "liaran, raais de nma vez os olhos para a fesla,
a qual desenhava-se atraz delles como larga mancha
vermelha. A msica dot cbarameleirot, e o rumor
dis vozes, dos assovios e dos traques chrgavam-lhes
confusamente aos ouvidos. Depois carainharam em
delicioso silencio, .Iluminados pela loa, e olerrnm-
pidos a rada momenlopela voz de oro rooxinol. Gor-
geon ser.lio-se conmovido, e deixou cahir duas lagri-
mas. Jaru-vos, b-iiores. que um poeta elegiaro nao ,"
Iros de Pars romn, a casa das protectoras para rom
lena rhorado melhor, e a pros/a dis^ he que I
na p. /-se a lir solar-ando.
- Como elles zombariam, disae ella, se nos vis-
sem chorar assim Prece-me que alamos a du/eu-
tas leguas do Ihealro.
Infelizmente para la vollaremos de hoje a tres
dias.
Ora a vida nao se fez para chorar. Nao nos
amaremos'menos por nos amarraos alegremente.
Gorgeon nao era eioso. Qaando reappareceu no
Palais Royil nao se indignou de ouvir os velbbs ac-
tores trataren, soa inullier familiarmeole, segando
rost.mavam. Era qoaii sua filha adoptiva, tinham-
na valo anda peqoeoa nosbatlidores, e ella I embra-
vae de ler-lhes dansado sobre os joelhos. O que
moleslavo-o raais era ver na orchestra os anligos ad-
miradores de Paulina dirigindo para elle o ocalo.
leve distraccOei, e faltou-lhe urna ou duai vezet 1
memoria. Os cimaradas perceberam isso. e escar-
necern) um pooco. Um disse qae elle linha indi-
aelit pira o lerceiro papel. Na lingoagem espe-
cial do Ihealro os lerceiros papis sao os traidores,
o ciosot, e Indos os personagens de roo humor.
Um chocarreiro perguotoa-lhc se nAo caidava em
voltir ao Odeom Elle soffrea com paciencia etses
motejes ; mis nao poda tragar os mocos de oculo
em punho.
Felizmente, dizia cora sigo, aquelles senhores
nao cnlrarao nos bastidores, era na nimba cata.
Todas as vezes que enlrava pela esraJinha imme-
diata da ra de Monlpensier, lia com cerla sallsfac-
5o o edilal do prefeilo de polica, que prohibe a en-
trada dot bastidores a loda a pessoa eslranba ao Ihea-
lro. Por maior prudencia acorapanhava a Paulina
lodas as vezes que esla represenlava sera elle, e le-
vava-.i com sigo (odas as vezit que represenliva sem
ella, o que a Paoliuha muilo agradava ; por quanlo
era rasqailha, e sorna sempre aos espectadores ;
mas amata o marido.
0 esli passou-te bem : a orcheslra eslava meio
vasia, os bellos moros que lano moleslavam a Gor-
geoo, pasaeiivam era Badn, era Caulerelt, ou em
Vichv. e Mr. de Kerpry. o marque/. Brelao qoe esli-
vera para rasir com Paulina, passava a bella estao,10
em suas Ierras. O joven casal viven pois era profun-
da paz.
Mas em dezembro lodos os habitantes de Pars (i-
nham vollado, e a sociedade dos dramticos annnn-
ciava por toda a parle um grande baile para o 1*. de
fevireiroL Gorgeon era agenle, e tbi mulher pro-
lectora. Todos os homens que freqnenlam os Ihea-
Luiz na capilal da provincia do Maranhao. NAo oba-
tanle as providencias dadas pela gua.111r.io dos na-
vios de guerra da divisao naval, pelas autoridades
policiaes, pela rapita.ua do porlo e forea de linha e
por muilas pessoas particulares, fiearam consum-
midoi o trapiche e o armazem e para mais de
(.000 sacras de algodao, calculando-seo prejnizo em
200:0009000.
Nao recel.i ainda comrauoicar-es ofliciaes do in-
ceodio qae allimameole arrazou doua imporlanles
trapiches ua capilal da provincia da Bahia. cujo pre-
juizo calcula-se em l,5lKI:0(KI9000.
sua escada, e as luvas amarellas gaslaram-lhe o cor-
dan da sineta. Que devia fazer? Bem qoizera elle
consliluir-se prsioneiro em casa ; mas repela dua
pecas, e seu lempo eslava lomado do meio da, at
as qualro horas. Raras vezes vollou ao seu domici-
lio sena enconlrar algum helio personagem que dea-
cia a oseada canlarolando em voz baila urna aria de
seusvaodevilles. Qaando achava algum conversan-
do com a mulher, era obrigado a mostrar bom sem-
blante : todos tralavain-no com eiquisita polidez.
Mr. de Kerpry veto lomar om bilhete. depoia ou-
Iro para o irmao ; depois perdeu o seo, e tornoo a
Em 1855 julgaram-se 1,004 feriraenlos 1 oflin-
at physicat, e $33 homicidio!. Sao aquellet qaa-
si melade da tolalidade dot crimes, este mais de
113!
Os crimes conlra a prepriedada eslo para os per-
petrados conlra a pessoa na proporcao de 1:6, e para
a tolalidade dos crimes na da 1:8.
O furlo he o raais frequenle; segue-ae logo o
roubo.
Os crimes policial esli para a tolalidade dos cri-
mes na razao de 1:12.
vir buscar lerceiro, depois qnarlo para um amigo, e cenca resitlio-lhe.
em sui pretenca ; moa o maldito aome de Dandin
adejava-the em torno. No momento de entrar em
sceua elle ouvia-o por delraz ; olhava, mas olo va
ninguem. Quera correr mais lonce ; porm, nao
poda tem rallar iua entrada. Essa perieguirAo
Dio linha cauaat tobrenaluraei ; eiplica-se loffici-
oalemenle pala* meninices e Paolina, e pela mali-
cia natural aaa actores, os qaaet qaerem ireeja cas-
la de queae for.
Oa raolejos irrilaram o humor de Gorgeon. e a
boa harmonio do casal foi perturbada. Elle diipu-
lou com a mulher. Paulina confiada em toa iono-
prar bilbeles ; as bellas vendedoras rivalisavarn em
7elo, e cada qual faria por dislribair maior Homero
delles. 1
Gorgeon conheceu que seria impossivel conseiver
sua porU fechada. Foi um vai-vem (ormiduvel em
assim al dote. Gorgeoo era o melhor discpulo de
Bcrlrand, e mui deslro na pistola ; mas de qoe Ihe
servia isso'.' Mr. de Kerprv nunca lliecahiraem
falla, pelo contrario, felicilava-o, ..dulava-o, eleva-
va-o s noven-.
Diza-lhe :
Mea charo Gorgeon, Vmc. he admiravel. Nao
lem igual para recreiar a geute. Anda honlem fez-
me chorar de riso.
Sao pobre hornera se houvesse arrufado nao s-
menle, lodos leriam recusado dar-lhe razao ; como
tambera leriam dilo que elle endoudecia.
Paulina aroava-o como no primeiro dia ; mas nAo
Ihe desagradava receber algumas vizilas,e ouvir cum
primemos. O amor dos homens bem oascidot e bem
educados nao enfadava-a, e ella brincara com o fo-
go, como quem eslavacerla de nao qaeimar-se. Re-
gislrava as paixes que infundir, nolava cuidadosa-
mente as lolices que ouvira, e ria dellat com o ma-
nde o qoal bem pooca vontade linha de rir. Qaan-
do Gorgeon propoz-lhe francamente fechar sua por-
ta nos gaians, ella respondeo-lhe logo :
~ So quero tomarlo ridiculo. Nao tenhas re-
eeio ; se algum desses senhores ollrapasiar os limi-
let hei de laze-lo retroceder. Podes confiar em mim
a respeilo de la honra. Mas, se recasastemos re-
pentinamente receber titilas lodos em Pars o s.ibe-
riam, c le aponlariam com o dedo. Muilo ..bri-
gada !
Ella commetleu a imprudencia de fazer allu-.io a
esses debates diante de seus enmaradas de Ihealro.
Motejaran) do pobre Gorgeon, e -pp-llidaram-nu de
Gorgeon o fiare. K..I.1 elle abrandoo-*e. e ibsle-
ve-se de fizer qualquer observacao. Mostrou bom
semblante aquellet qae mais Ihe desagradavam.Seos
amigos mudaran) de ola, e rhamaram-no Gorgeoo
Dandin {\. Muguam se alrevia a escarnecer delle
(1) Tolo.
MUT1LSDT
-- Naoqatroser lyrannisada, diiia ella.
Nao qoero ser ridiculo, respond. Gorgeon.
Os aaaigus recosavam dar razio ao marido, e
dtziaro:
Se'era lo desconfiado, para que escolbeo ana
mulher uo Ihealro ? Melhor fdra qoe tiveste cata-
do com ama borgezinhi : ninguem teria ido inpor-
lona-lo.
Enlre esses debales passou o da annvertario do
casamento sem que nenhum delles co.diste en til
coosa. Um e outro lembraram-te no da seguinle,
cada um de sua parte.
Sera duvida ella me ama bem pouco, dina
Gorgeoo com sigo, pois de.xou-o pastar assim.
Paulina pensou que o marido lamentava provavel-
raenle ler cosido cora ella. Mr. de Kerpry qoe nun-
ca andava longe envioo-lhe um bracelete. Gorseon
pjrri.i ir reslilui-lo com om agradeciroenlo de oau
gotlo ; Paulina qoiz conserva-lo.
Como vott nao leve a idea de fazer-ma an
brinde, disse-lhe ella, acha qoe censurar dm me-
nores allences de meos amigos !
Seus amigos sao natifes que hei de cor-
risir.
Melhor fura qoevossse corrigi-se a ti roean.o.
At o frsenle julguei qae luvii duas clasaes da an-
tes superiores aos oulros, ot fidalgos e 01 anillas ;
agora te o qoe devo pensar doa arlisias.
Peose o qoe quizer, diste Gorgeon lomeado o
chapeo : porm nao r>"ei mais materia as saetean-
paracei.
-- Qaer lahir ?
Adeot.
Aonde vai ?
Voase o sabiri.
Qaando voltara y
Nnnca.
(6an4aBntaenBJ
-


O crite de armas de tazas (186) monta a mais de
2(3 dos deila classe.
Foram aa condernnaces decretadas pelo jurv 1,35.
ciimpreliendendn :iB multas. Destratando como be
deraiao, as mollas, que sao verdadeiros accessorios,
taremos 997 condemuacdes. Ser, pois obre este
uumero, que (arel as observares seguinles.
As absolvieses, iocluiodo n causas pereoiptas (18),
eas preicriptas (21), montaram a 1,656.
As condemnaces eslo parae tola lula de doscrimes
e momo dos .censados, na i roporcao de qoasi l|3.
A proporca entre aa absolvic,0e, e os .-rimes e
criminosos be de 1:2. E entre as coudemnacoes, e
absolviles por decidlo do jury ha umadinVeneaem
favor d'eslas 617, ou, por oulra, esto as absolvieses
para as condemuac -s na rez.lo de quasi o dobro.
Neile resultado tem sem dovida grande parte 09
defeitos do nono jury, de queja fiz roeoeao; mas silo
tambem devidos a pessima iuslrucrao dos proce-sos.
Sao males qde se prendem e cooperam para a im-
punid.dea Talla de organisarao do ministeriopo-
blico, autoridades para quem o xercicio he um ouus
jury mullas vezes mal presidido por causa da ausen-
cia dos juizes de direito, e quasi sempre mal consti-
tuido, mxime as povoaooes pequeas.
A pena mais frequeotemeiite imposla foi de a pri-
.io simples, seguindo-se a de pris.1t) com trabalho,
de galea, de aroutes, e de morle. A mora foram
rondemnados 17 individuos e 13.1 a gales.
Km 271 casos bouve ppellac,ao do juiz, por falla
de coherencia enlreas provas e os julgamentos, ou
por ser a pena decretada d'aqoellas que se n.'i > pu-
dem eiecular sem eiame da> reanles. As appella-
es inlerposlas pelas parles foram 278, e 42 os pro-
testos por novo jorj.
Nao faro mencao dos crimes de responsabilidade,
das espeeiae. attribuidos a jurisdicejo dos juizes de
direito, e de tofraec,oes de posloras, porque como ja
dase, as informarles al agora recebidas sin incom-
pletas.
Juljamento no septennio de 18i8 a 1854
N. 21 Fiel ao empenho que perante vos conlrahi
oo relatara do anuo pateado, ollereco a vossa i Ilus-
trada considera! So os mappas dos crimes coiumet-
lidosejolgadosem 1848 a 1854, nao so da eompe-
teucia do jury, como dos jui/.es de direilo, mumci-
paes, delegados e subdelegados de polica.
Foram 7,801 os procesios nesse periodo sujeitos ao
jury, os reos que figuraran nelles 9,605 : a tolali-
dade dea crimes 9,810 ; as cdndemnaces foram
4,465, e as absolvinos 6,043.
A maior parle das observacoes feilas a respailo do
mappa dos julgamentos pelo jury em 1855 tem aqu
cabimento.
Vereisque dos 7,801 procesaos comeraram :
Porqueixa.....1,605
Por denuncia particular. 35D
Por denuncia do"proiootor 36)
Ei-ofllcio......5,482
As aecusaoaes intentadas proseguiram no jury:
Palo quexoso por si ou por seu procurador. 528
Palo denunciante ou seu procurador. 64
Palo promotor. ........7,209
Sao fados qoe se reproduzco constantes, e que
reclamam altencdo.
Dos 9,605 reos eram :
Horneas. 9,019
Mulheres 586
Brasileiros. 8,359
Estrangairos 1.246
A propongan entre asmullierese os homens he de
1:16 ; a a dos eslrangeiros para os Brasileiros de
1:7. Eos julgamentos de 1855 estas prop irroes sao
de 1:15 e de 1:6. Psde-se ppis dar por averigaado o
faeto.
As nossas estalislicas no se prestan ainda a ou-
Iraa informinies alais: aisim ha que nao se sabem
por ellas multas circumslancias que alies sao impor-
lanles aa estudo desea mleria : pelos dados que te-
mos nao he possivel saber qnaes os crimes que sao
mais freqoenlea ueste ou naquelle logar, quaes a
qaelles que sao mais ordiuariameule commettidos
gos de fardamenlo mencionados na nota que remet-
le por copia.-Parlicipou-se ao iu-reoh.il comman-
dante das armas.
DituAomesino. Constando-meque existen no
collegio de Sania Thereza.de Olinda, alguns orphloa
que estao no caso de Irabalhar, denauJo de ser pe-
sados aa palrimoiiio, antes de espedir ordem ao con-
selho administrativo do rele ido patrimonio para
os mandar apresentar a V. S. alim de que se for
possivel sejam empreados as ofTicinas desse arse-
nal conforme a aplidao que mostrarem, pe;o-lhe
queira com urgencia dizer-me se tem onde os acco-
modar. a em que os occupar.-laual ao inspector
do arsenal de marinha.
Hilo Ao mesmo, recommendando que remeta
para o meio balalhAo de caladores da Parahiba, em
ciimprimeolodo dispnslo no aviso da repartido da
guerra do 2:1 de junho|ullimo. os sapalos mencio-
nados na uola que envia por copia.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, in-
teirando-o de haver transmitidlo .i Ibesouraria de
fazenda,para ser pasa a couta que Smc. remetleu dos
medicamentos subministrados no mez de juubo ul-
limo, aos africanos livres apprebendidos ao sul de
provincia.
Dito Ao mesmo, autorisando-o em visla de sua
informaran, a mandar contemplar o aponlader da-
quelle arsenal Joaquim Clemente de l.emos Uuarle,
na folha respectiva com a gratificaeao de 100 rs. dia-
rios, a contar desla dala em dianle.Conimuuicou-
se a' thesooraria defazeuda.
Dito Ao mesmo, dizeudo que embora nao te-
nha sido remedida ale agora pela repartirlo da ma-
rinha a distribuirn do decreto consiguado para as
despezas da mesma repartirlo nesla provincia, em o
eiercicio correnle, deve Smc. conlinuar os Iraltalbos
sob sua direcrao, tanlo na parle relativa ao arsenal,
como na que diz respeilo ao melhorameuto do porto.
Dito Ao c.ipit o do porto, approvaudo a de-
liberarlo que tornou de mandar embarcar e depo-
sitar no arseual de marinha, os 22 prauchoes de a-
marello viudos de Abreu de Luana barcara oCon-
e.icaoJTeliz, a seren eolreguesla Jos Victorino de
Paiva .
Dito Ao mesmo, iiileirundo-u de haver aolori-
sado a Mies.turara de fazenda a pagar, urna vez que
estejam nos termos legaes, as coritas que Smc. re-
meneo com o seu ofllcio n. 72.
Dito Ao director das obras publicas, para que,
examinando as obras c concerlos de qoe necessila o
edificio onde so acha o collegio dos ordhaos, apr-
senle o competente documento.
DiloAo director geral da iustrucejio publica, in-
teirando-o de haver concedido a demissao que pedio
o hachare I Manoel Clemenlino Carneilo da Cunha
do lugar de memhro do conselho director da inslruc-
eao publica, e nomeado para o mesmo logar do l)r.
Jernimo Villela de Castro Tavarcs.
DiloA' directora do thealro de Santa Isabel.
Inleirado do conleudo dos ofliciu. dessa direcloria
datados de 3 e 5 do correnle, fenho a dizer era res-
posta, qoe aceito as condteces nelles exaradas, rae-
diante as quaes Jos de Vasconcelos se obriga a ir
as provincias do sul contralor ou astociar os adores
que esliveremdisponiveis, alim de por em mo.men-
lo o thealro de Santa Isabel.
Kepito as instrucrcsquc verba luiente dei a Vmcs.
Vnhiiin empenho pode a directora lomar alem
do l.-demaiode 1857, da em que o thealro lica
sujeilo ao.contrato cem Raphael Lucci.
Nos arbitramentos de salarios, e oulras despezas,
a directora deve ter em vista que Ihe nao he dado
dispor de mais de 10:0005001) reisda consignaran de
12 marcada pela assemblea proviucial para o "thea-
lro, vislo que ainda ficam dousmezes do anuo finan-
eiro lora das previsoes actuaes.
A licenra de dous mezes a Jos de Vasconcelloi
datar do da da partida do primeiro vapor para o'
sul.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, mandando dar pussagem para a Parahiba por
DitaConcedendo Ir s mezes da Ucean com or-
denado ao bacharel C
municipal e de orphAos
zei I1U--8 as necessaras
Secretaria da polica
de 1836.Illm. Exm.-.
ao conhecimento de V. 1 Ixc.
da fresuezia de Saoto Amo
(icipado que ftjfa dcscob
em um sobrado na ra d
Ionio Augusto dos Santo
a parle diaria de 25 de
prelo l.uiz, escravo d

DURiOOE PEfiMiRBUCO SABUjO 12 DE JUHO 1856

I r ---- -- ...... .., ..i.i u 11,1.1. u um ivi i nni
ruiov.10 \avier Lopes, jniz perlencenle a Sua Mageslale, a imperalnz, no si-
do termo de Caruaru.Fi- lio denominado das Augiislas, freguezia de S. Pedro
da eidade do Funch.l, achando-se reunidos D. Ma-
noel Mirlins Manso, hispo desla diocese, com o ca-
de Pernamhiico 11 de julho D'1,u d'' Sc Calhedral, o brrgadeiro Jos fierardo Fer-
Sr.Apresso-me cm levar re"* ''",so.'- ajuoanle de campo de el-rei. gover-
.M.n i-mi. un levar "'"<'. "ju.ianie ae campo de el-r
.que pelo subdelegado nador Cli'e rominaiidanle miliUr desle dislriclo.
ata acaba de rae ser par u* membrus do couselho. e o serrelario aeral do
rio o autor do rouho feilo ""o dislriclo, e deputado da nario porlugueza
i Caboc em qoa resido An
i_Porto, de que Tez nn;;w
junho lindo, sendo elle o
------------n esmo Porto. Esse prelo foi
logo preso econfessou o crlme, declarando que os
objedosdo rouho se arhavam em poder de urna
prcla de nome BerMdlc a, moradora no becco do
do Carcereiru, a quem d ira para suardar, acoja ca-
sa dirigiiul-se o mesmo ubdelegado Tez a aprehen-
io dos referidos objeclo fallando somenle a quan-
lia de Cenloc lanos mil res, que o mencionado
prelo diz ja ter gaslo. I plmale participo a V.
Exc. que foi preso pela i elisacia do primeiro dis-
lriclo desle termo o sarg! uto do lercekro baUlhio da
suarda nacional da Boa-Vista, Marcelino da Costa nano por sua HagesUda imperial, beiuida cullo-
Kaposo, por uspeilas de ser o autor do tiro dado no c,ada a Pcu"ra fuidaiueiital no novo hospicio, lazcii-
Tii.ir.in. ^a -r a.._ .... do-se esla 0.0.......i. ....1 r.,... *... __ ._..
_ couta do governo, no vapor Imperador,aa alferes de
por mulheres, eslrangeiros, etc.: o governo espera primeira linha Araalio Maia |e ao soldado seu im-
raontar brevemente este ser.vir;o de um modo mais pedido.
conveniente,
Segundo as idades dividetu-se os criminosos
em :
Menores de 14 anuos. 32
Menores de 17 ir 122
Menores de 21 v 882
Maiores -do 21 a 40 annos 6,552
Maiores de 40 o 2,01,7
.Mguudo o estado eram :
Solteiros. 1,691
Casados ... 1,289
Viuvos 623
Chamo a vossa attaaco para as observacces rela-
tivas ao mappa de 1855.
Segondo o modo de livrameulo foram inlgados :
"os.............7,871
Aliancados, pessoalmente ou por seu procu-
rador ............
Afiau;ados, ravelia........
Ausentes comparecendo.......
a revelia ........
1,174
168
197
195
(Continua.)
M1MSTEK10 DA GUERRA.
Decreto 11. 1766 df 11 de junno de 1856.
Deroga as disposicOes do decreto n. 89 de 31 de
julho de 1841, em referencia a merco do habito da
Ordem de S. lenlo de Aviz.
Hei por bem determinar uue as petic3es que me
forera apresenladas pelos ofliciaes do exercilo, com-
prelicndidos no tj 22 do alvara de 16 de dezembro
de 1790, para seren condecorados com o habito da
Ordem de S. Rento de Avia, sejao documentadas
somante com a f de ofDeio completa do pretende li-
te, e informadas devidamente peina respectivos che-
fes, ficando derogadas as disposicses do decreto n. 89
de 31 de julho de 1841, em referencia a esla merc.
U marquez de Cazias, do meu conselho, ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra, o tenha
assim entendido e faca execnlar com os despachos oe-
cessarioa. Palacio do Rio de Janeiro, em 11 de ju-
nho de 1856, 35 da independencia e do imperio,
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Margue:
de Canias.
OVBBNO DA PROVINCIA. *
Expediente da din .', da Julho.
(inicioAo Eim. presidente do Para, remet-
iendo um envoltorio enntendo laminas de pus vac-
cinieo.
DiloAa Exm. raarechal eoromandanle das ar-
mas, remetiendo por copia o aviso da repartirlo da
guerra de 23 de julho ultimo, pelo qual se manda
dar baixa do servico do exercilo ao soldado do cor-
po de guarnirlo Da da Baha Cosme de Cima, que
se acha addido ao segando batalhao d iofaiilaria.
DitoAo mesmo. Iransmiltindo por copia o avi-
so de 23 de junho ultimo, 110 qual o Exm. Sr. mi-
nistro da guerra declara, que continua do a eslar
em servico na provincia de Malto-Grossu o capitAn
do i-, batalhao de artilharia a p Francisco l.uiz da
Trindade e Souza, nao pode ter lusar a nota de de-
sertor nos asseutamenlos da referido capilo.
Dito-Ao mesmo, enviando por copia o aviso de
23 de julho ultimo, no qual o Exm. Sr. ministro
da guerra nao s manda dr baixa ao cabo de es-
quadra ao 4*. batalhao de artilharia a p Miguel
Aureliotde Sooza. por ter concluido o sea tempo de
servijo, mas tambem fazer extensiva essa gra;a as
duas_ pracas do mesmo corpo que, segando a infor-
DilaConcedendo ao I.- cadele furriel do 10. ba-
talhao1 de infanlaria Ai Ionio de Paula Cavalcauli de
Almeida, um mez de licenca registrada para ir a co-
marca de Santo Ani.lo.Participou-se ao marcchal
comraandante das armas.
1 inicioAo Exm. raarechal commandanle das
armas, declarando, qaeconven ao seivico que cora
urgencia seja dispensado do commando da fortaleza
de Taroandarc o rnajor \nlonio Affouso Vianoa,
que pode ser empregado em qualquer oalra com-
missa^, provdeuciando-se ao mesmo lempo para
que a referida fortaleza teja coiomandada por um
oDicial, que nao tenha palele menor do que a de
capillo.
DitoAo mesmo, dizendo que, segundo infor-
mou o inspector da thesooraria de fazenda nao ha
inconveniente cm ser recibida aquella reparlicAo a
importancia da etapa das pracas de prel que frem
tratadas no hospital de caridade em consequencia de
sollrerem da epidemia reinante ; licando a mesma
thesouraria obrigada a pagar a ndmuiislracao dos
estabelccimenlos de caridade as despezas do trata-
ment de laes pracas na razAo de 900 rs. por cada
da que ellas all estiverem.Ofliciou-se ueste sen-
tido ao inspector da referida thesouraria.
DiloAo mesmo, para informar se ha inconve-
niente de serem tiradas do primeiro batalhao de ar-
tilharia da guarda nacional do lenle as palmillas
necessaras para o servico do ronda na freguezia de
S. Fre Pedro (encalve-.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, di-
zendo, qoe \islo char-se esgolado o crdito fixedo
para a rubricacapalazia da mesa do consoladono
xercicio de 1855 a 1856, pode S. S. mandar pagar
sob a responsabilidad* da presidencia a quaolia de
1099140 rs. que ainda se esl a dever, proveniente
da folha dos serventes da mesma capatazia relativa
aos das decorridos de 16 a 30 de junho ultimo.
Dito-Ao mesmo, recommendando a expedig&o de
snas ordens para que na alfandega se consnla no
despacho isento de direitos de cem barricas coro ci-
mento viudas de Liverpool no brigoe ioglez Ame-
Ihyete, para as obras d melhoramento do porto.
Communicon-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
DiloAo mesmo, transmittindn para seu conhe-
cimenlo e direccao. copia do aviso do ministerio do
imperio de da junho,ullimo relativo aos \encmen-
los dos lentes enbsiitutos que acciimulara a regencia
de duas cadeiras.Igual copia remclleo-se ao di-
rector da Facnldade de Direilo.
DiloAo mesmo, inteiraiido-o de haver em vista
de sua informaco.deferido favnravelmente o reque-
rimenlo em que Manoel Femandes Maacarenhas pe-
de peimissao para comprar a Angelo Francisco da
Costa por 1:0009 a casa n. 2 na ra do Caideireiro,
sita em parle do terreno de marinha n.' 101, cum-
prindoqua S. S. proceda a respeilo dessa compra
de conformidade com o final da citada informarao.
DiloAo coinman lanle da eslai.ao naval, recom-
mendando a o\pdicao de suas ordens, para que o
recruta de marinha Jorge Antonio de Almeida nao
saia pin ora do porto desta cidade.
Bilo Ao commandanle superior interino da
guarda nacional do municipio do Rerife direndo,
que pode expedir suas ordens pata que se proceda a
revisAo da qu.ililicje.io do lerceiro balalhao de in-
fanlaria da guarda nacional sob seo commando su-
perior, visto que nao leve lugar no lempo marcado.
DitoAo inspector do arseoal de mariuha.appro-
A11I01110 l.uiz de Pilla, os juizes de direilo das co-
marcas com os deleitados do procurador rc^io, o
administrador do conselho de Puncbal, o presiden-
te e mais membros da cmara municipal, o director
da alfandega desta cidsde. o cuinmissario dos eslu-
dos desle dislriclo, os consoles das nacoes eslraugei-
ras. e associacAo commercial. as comuusses do hos-
pital da misericordia e do asvlode mendicidade, e
mais autoridades chefes de reparlitoet com os res-
pectivos empregados, os membros ,1a commissao ad-
minislraliva do hospicio provisorio, enenrregada de
mandar edificar um hospicio, e t,tauiie numero de
oulras pessoas distinclas naciona'es e estrangeiras,
foi pelo reverendis-imo hispo, para esse lim desu-
ado por Sua MagesUda imperial, benzida collo-
da a pedra fuidamcnlal 110 novo hospicio, lazcu-
lugar prximo a ponte di Tacaruna s 7 horas da d"m'e e5la ceremonia pela forma e com as solemni-
noile no dia 6 do eorrnnl: 110 preto Manoel das Vir- aa,|esque se passam a descrever.
gens, que falleceu noliosntaldc caridade dos feri- Pelaa dez horas da inauhAa livera lagar na s ca-
menloa que receben. Ihedral de-la cidade urna solemne missa pontifical
Dos guarde a V. Exi ,Illm. e Sr. Exm. con- de ""uiem com absolvilo, celebrada pelorevercn-
selheiro Sergio Telxeira de Macado, presdeme da ''issuno bispo em coinmeinoracAo da .orle de sua
provincia. O chefe de polica interino. Dr. P0/1- ,',eza imperial, a pnnceza, pelo eterno repouso
carpo Lopes de Letlo. de sua alma. Acabada esla ceremonia religiosa, o
dadas urna salva de viole e um liros uo caslello de
Illm. e Exm. Sr.-Pel s II horas ,1a manhaa de- wJS^^^a1S4SSXV*S^ ""V r")sla'"
sabou un, sobrado de doi s andares, que eslava em oV~^Jt *"* ". T' Km ,,res,i,u
concert na ra do Ra, el. a prupridade de Ma- e cr" ^'mopb,P "bido pa.ameulado e
noel Francisco da Silva arrice, sobre a casa ler- t""*, u i?""' !", au,or,aades 'a"
rea do boticario Francisi o Antonio das Cl.agas. li- tSSSuYSSSS^Z t Ti fec"anao
cando dcbaixo da, ruina, varias pessoas, da'quaes ^^^il'^i?cl^^akT'^J&tltM'
tem ja lirado um morlo a Ireze leridos contusos, m n, d^nm.,,1 T c^\ndo< P'c5"
maisou menos grveme Me. landoa podida esca- ,maJa^.1' t*r**u* AaMlia--
par .Ileso de qnanlas p, aaM se achavam, mura- eo^irriaTrlStSiS*" Z2?*f!?M Wl
paz. .', ""r.0, novo hospicio, na mesma ordemiem que
Diz-se as ditas casas o faltar ainda um prelo de nTrua deflt V'^'1"1,''""'0 ',r"pa formd"'1
nome Chr.slino, escravofe urna prela : esia-se con !"-"' ,ne,mo predl- N ilM alli le"
-------------"-------------, -... *. ....... |. ni
iiiiiiao.ii. no dcseululho [para lira-Ios.
evo lambem informar a V. Exc. qoeameaea ca-
hr a ultima parle de dejtraz do sobrado, e a'parle
Pereira Jnior, o
dilo Americo NelU
zissem os feridos, 1
pa Molas .ni 1 o*f 11-
tambem preslou-se
macao de S. Exc, sao consideradas mais antigs db I vaudo o contrato que Smc celebrou com Fonse
'"-f j- iVOMveira para fornecimento do lijlo necessario
1 v. iT me"noiqae dizendo pode mandar por em | as obras do melho.amenlo do porto al o lim de de-
liberdade, vislo ter sido considerado incapaz do ser- zembro prximo vindouro.Communicou-se
vico o recruta Manoel Francisco Teixeira.Com-
uiuuicou-se ao delegado de Serinhaem.
DitoAo mesmo, psra reeommendar ao capitn
do 9 balalhao de infanlaria, Joan Francisco de Oli-
veira, que i visla da nota que remelle por copia,
pague na recebedoria de rendas internas a impor-
tancia dos direitos e emolumentos correspondentes
a licenca de dous mezes co-n vencimeotos de sold,
que, segundo o aviso qoe lamben remette por copia
obleve do governo imperial para ir ao Rio Grande
do Norte buscar a sua familia.Ofliciau-se ueste
stnlido a thesouraria de fazenda.
Dilo-J-Ao Dr. ehefe de polica, inteirando-o de
haver traosraitlidu a therouraria provincial, para
serem pagos, estando uoa termos legaes, as contaa
o recibo qoe S. S. remetleu das despezas feilas no
mez de junho ullimo. com o sustento dos presos po-
bres da cadem de Serinhaem, e bem assim com ara
pequeo concert no alcapQo da mesma cideia.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
transmitlindo por copia o aviso do ministerio do im-
the-
souraria de fazenda.
Dito\u inspector da thesouraria provincial, re-
commendando que mande alionar an escripturario do
tribunal do commercio Jos de Vasconcellos, que
por aulorisacao do governo se acha incumbido de
ir as provincias do sul contratar ou associar actores
para o thealro de Santa Isabel, a qoaolia de 500#
rs. para occorrer as despezas de sua viagem e resi-
dencia n'aquellas provincias.
DitoAo mesmo, dizendo que pode aceitar o of-
ferecimentn que faz Francellinn Americo de Alhu-
qoerque Mello, de 7:00fh rs. annuaes pelo pedagio
da barreira do Giqui.
DiloAo mesmo, dizendo que vislo nao ler ap-
parecido licitantes ao empedramenio dos 20. 21." e
27. laucos da e-trada da Victoria, ao calcamentu da
primeira parte do I. lanc.o da de l'o d'.lho. a um
dos lauros da de Goianna, e bem assim a obra da
ponte do Bujary, mande Smc. sospender a praea em
que se achara laes obras, e rcmeller com brevidade
os respectivos ornamentos a directora das obras pn-
perto de b de junho oltim, dando conhecimento da blicas, para que, depois de reconsiderados sejam ellas
qoanlia que em dislribuico tocou a esta provincia postas no.menle cm praca. Ofticiou-se ueste sen-
110crdito concedido a aqoclle ministerio para o
ejercicio de 18.56 a 1857.
DitoAo mesmo, inteirando-o de haver o juiz de
direilode Goianna, participado qae havendo o res-
pectivo promotor publico Jado parte de dorle Ho-
rneara par, o substituir durante o seo Impedimento
ao bacharel Honorio Fiel de Sigmaringa Vaz Cura-
do. Igoal communtcarao sc fez ao uonselheiro pre-
sidente da relacao*. ,
DiloAo mesmo, remetiendo por copia o aviso
do ministerio da juslica de 18 de junho ullimo, 110
qual se exige a remessa da demonstraeao da despe-
za feita e por fazer no correnle xercicio com a guar-
da nacional nesta provincia.
DiloAo mesmo, eommunicando, alim de qae
o faga constar a repartido competente, que com avi-
so do ministerio da fazenda de 18 de junho ultimo,
foi remaltida urna copia do decreto de demissao de
Jos Francisco Martina de Almeida, amanuense da
mesa do consulado nesla provincia.
DiloAo mesmo, Iransmiltindo por copia o aviso
'le 23 de junho ultimo, uo qual o Exm. Sr. ministro
da guerra declara que se pode mandar abonar do I.-
de agosto prximo futuro em dianle o sold por 111-
teiro ao alferes do 9-. balalhao de infanlaria ller-
calann Geraldo de Sooza Magalh.ies, vislo ler-se ex-
pedido ordem para cessar do referido dia t" a vanie
(ido mencionada direcloria.
DiloAo presidente do conselho administrativo
do patrimonio dos orpliflos. Consla-rae que exialcm
no collegio de Sania Thereza de Olinda.alguns or-
phAos que esiao can idade de poderem Irabalhar,
deixando de ser petados ao patrimonio.
Se assim he, cumpre que Vmc. os mande apresen-
lar no arsenal de iiurmha, cojo inspectores pode re-
ceber o emprecar as respectivas ollicinas conforme
a aplidio que ninslrarem.
DiloAo Dr. Rozendo Aprigin Ferreira Guima-
rAes.Tendo sido Vmc. designado para incumbir-se do
Iral.imenlo dos individuas alacados 1I0 cholera, qoe
reappareceu 11a villa da Escada, segundo consta de
parlicipaees ofliciaes, cumpre que parla sem demo-
ra para aquelle lugar, levando os medicamenlos que
forem necessarios, c qae Ihe serio Torneados pela
commissao de higiene publica, a quem nesla dala
ollicio, recommendando toda a presteza na entrega
dos medicamenlos e mais objeclos que Vmc. Ihe re~
qaNilar para o desempenho de sua commissao.
Ofliciou-se ueste sentido i supraditi commissao de
higiene.
DiloAo commandanle do presidio de Fernando,
dizendo uue para peder salisfazer
qoe para peder salislazer a exigencia do
Exm. Sr. minislro da juslic,a, conlida 110 aviso que
. remelle por copia, laz-se necessario que Smc. nio
o abano da consisnarao nirnsal de 209. que o mes- s Habilite a presidencia com a sua informarao mas
mo alteres denou de seu sold na corle.Tambem lambem enve com a possivel braaidade um orea-
se coramunicoo ao macechal commandanle das menlo para adifleaejb da casa de que aquelle presi-
' dio lem necessidade para agasalho dos sentenci-
ados.
de ser-lhe feila a amputarlo.
Antonio Caslolr, pedre'iro, o qual foi lirado a'
mortn. '
COI TUSAS E FERIDAS.
Irancisco Val rio dos Santos, meslre pedreiro,
morador no beei o dos Martirios.
Domingos da !ilvi Toco e Justino da Silva To-
coporluguezes caixeiros de Manuel Francisco da
Silva tnico.
Candido Mari niano dos Sanios, srvenle, mora-
dor no Rosario, si a na cas do proprielario.
Franciseo Jo dos l'razeres, pedreiro, morador
los Arniigoinhoi, esta era eua casa.
Florencio Jo.e Carneiro, carpina, morador no
Pocinho, est en sua casa.
Custodioser eute, morador no becco Tapado.
Anlonio, ser\ ule.
Justinoservjeiilc.
Jos, morado na ra de Dorias.
Manoel Jos o Sacramento, pardo, ID anuos, fe-
rido na cabera
ra do Foso 11.
e maltratado do corpo, acha-se n
... 23. Rccife, 10 de jolho de 1856
O estofa de poli ia inlerino.,;Ur. Policarpio Lopes
de Lelo,
EXTMm
PORTUGAL.
pelas onze horas e meia da manliAa, em um terreno
vanladoum partalo sobre oilecolumnas qi
porlavam um tecto conerlo exleriormei la de estufo
Naneo e forrado inlerinrmcntc de damasco carme-
da parde latWr>araaa"lOtm oosiaTes- LT',Ac,mi",tf;pvilhao llocluavam as bandei-
coras; era qua.ilo se Jamo, dous preos,Pue n?.T *" l'"l"SM d Bu* e ""
zem, ainda eslar deha.xo das ruinas e 1,chavain q"aro mesas cuberas de damas-
Cumpre-me levar miis ao conhecimenle de V Li^inl ; 6m 'luas d,e,Us araai as vesle. e
Exc. quequando chegJe, ao lugardo s.nl.Vo, a a^ tZflSSSEZZ ,Calde'ri "", ''"" J P"'a
chei dando as necessaris providencias, o delegado e ,1 ai c"m M 1"e ""'""" 'e servir na
subdelesado do distrifto, e varios i. soeelore, de tSff dll,edra 3 na ler'ra '> *e viam os de-
quaneirAo. coadjuvaJos' pelo mijo ^ d te^ttd^?fiP2"',bf' dC E" IL Un*'
inspector do arsenal Je guerra, coin um n miele 5i- 8 "' mo0,l,Ci,"la- segundo algumas in-
deirtifices, mandadosTpelo respec.ivo SJ3T! r'-t^5i;ge,en''dwPy Je "WaiS de Irei-
admiuis.rador das obri's pnbl.cas. leen eFrancs'co fe/Jhh,,'',,er,M'"th'''o-rr5ado.ladirerao
Kapbacl de Mello Rgo com o admiai. r"d ^ da u f qUar,a mesa "****m cinM ""
obr'ada Ponte nova dofKecile.Tcandido Em g^Pe- +GSSttZZ?m~F"-* Cerem0"
reir Lobo e seus Irabtlhadores escripio em pergaialoho e.uma inscriprao latina
Oleuenle-coionel Eominandanlc do 10 batalliio Skd. JZicha,pa'lo cuhre- cul" cn> urna por-
a requ.icAo miaba nfandou logo um piane e di S. 1 a t OUr -,ra,a ""* "" toal
pracas, ao mando dolalferes .Uto 7, Veta*cf ,m ,toC^lT^ fc ",Pedro V- "
bral. u c"n> a'0lher. oulra com o camarlello. e oalra com
Os feridos leem sidji recolhidos para receberem os
primeiros soccorros oh botica do Antonio Joaquim
Das Medronho, o qual. ajudado pelos mdicos dou-
lares Prxedes Pitangja.Sousa Veltio, Joao Ferreira
de Silva, Ignacio Nerjy da Fonceca e Farias, com al-
gumas pessoas sem setem da arle, bem como o baclia-
lelem direilo, Rulinjo Augudo de Almeida, lem se
portado de urna mai eir digna de toda a atlencao,
aerrearendo que elponlaneamcnle rorapareceram
testos elles.
Conservo-me no Idgar do desastre para dar as pro-
videncias que mai- a>jam necessarias, e do resolla-
do darc conla a V. Exc. como he do meu dever.
Dos guarde a V. Exc. Recife e ra do Rangel
I. de julho de 1K5t, a urna hora da larde.Illm. e
Exm. Sr. conselheii Sergio Teixeira de Macedo,
presideute da pron icia.O ebefe de polica ioleri-
110, Dr. l'olicarpo L >pcs de LeBo.
Illm. e Exm. Sr. Fiualisando a parle do desas-
ir da ruado Kaugc comerada a urna hora da lar-
de de hoje. sou a informara V. Exc, quelendo-
se Irabalhado ale a| ora, 7 horas da tarde, para tirar
os dous pretosquess dizi.un anda debaixo das rui-
nas, Toi-me aprere tada a negra, e inandou-me de-
clarar Juaquim Uaidio Monleiro, senhor do negro
t.hrislino, que o tinha era casa. Coiiherendo, pola, que
nao havia mais pes oas a salvar ou cadver para se-
pultarle devidameile, e leudo-se arreado as pare-
des que estavam p, ra cahir, mandei suspender os
(rabalhos.
Campre-rae mais comraunicar a V. Exc. que os
feridos e contusos firam 1S, e n.lo 13, romo disse no
meu primeiro ollie o de boje.
Junio remello a V. Exc. a lisia dos morios, contu-
sos e feridos: o ul 1....., oestes vou mandar recolher
ao hospital, porque he muilo necessitado.
evo mais levar ao conhecimento de V. Exc, que
alem das pessoas que Ja dei pane a V. Exc. lerem-
se apresenlado para soccorrer as victimas, compare-
cern! e prestaram elevantissimus sarviros o acad-
mico do primeiro nio Americo Ncllo le Mendoii-
ca, cora os trabalhddores do estaleiro patente. O Dr.
JOtd da Cosa |i mrado. subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, os inspectores de qoarleii.lo Manoel
-------------. -......... mi, t iiuiia eoiu
a toalha'c cemento, utensilios destinados a servirem
na ceremonia da collecaean da pedra. Achavam-
se as immediares do pavilhao, lodo o vasto terre-
no adjacente e predios circuinvisiuhos, ocenpados
por minias senhoras e cavalleiros dslinclos, e por
iniiumeravel mullidAo de povo. A doze palmos para
o lado do sol do partilo, na parle media do ali
cerce do muro da frenle do edificio, eslava assenl
e aprumada pedra fiiudamenlal, qoe linha tres pal
mos de r.omprido, Ires de largo, e dous e meio d
alio, rom urna cavidade no ceniro de doze polegadas
de comprim, dez de largo, e duas de profundidade.
robera com um panno de damasco carmezm.
Aproximando -se o prestito do pavilhao, toma-
rain lugar dentro delle o reverendissimo bispo e
cabido, as principaes autoridades e membros da
commissao ; e logo foi pelo mesmo reverendissimo
prelado benzida a pedra fundamental cora todas as
solemnidades usadas uestes actos. Leu depois Joa-
quim Pedro de Castelbranco, servindo de presdeme
da commissao administrativa, no impedimento de
D. Jorseda Cmara Leme, o auto commemoralivo
da ceremonia, que era do llieor sezuinle :
Aulo da ooihiraca,, da primeir 1 pedra do hospicio de
sua alteza imperial, a senhoia I). Mara Amelia,
mandado erigir por sua excelsa mAi, a senhora D.
Amelia Augusta, mperalriz do -Brasil, viuva, e
duqoeza de Kraganr;a.
Aos quatro dias do mez de fevereiro Ho anuo do
nascimenlo de Nosso Senhor Jesos Chrislo, de mil
oilocentnsrincoenta e seis, no sitio denominado as
Angustias, freguezia de S. Pedro, nesta cidade de
Funchal achando-se reunidos D. Manoel Martins
Manso, bispo desta diocese, o brigadciro Jos Ge-
rardo Ferreira Passos, govemador civil e comman-
danle militaijdesle dislriclo, J0A0 Silvvrio de Amo-
rinda Gmrf* Quaresma, secretario geral, U. An-
tonio da Cmara de Carvalhal Esmeraldo, conde de
Carvalhal, Francisco Jos da Rocha, bar.lode Itama-
raly, Antonio da Loz Pilla, deputado da nacjio por-
lugueza, Antonio de MagalhaM Mexia, barAo da
Lae* Salema, juiz de direilo da comarca oriental,
Jos Pereira Sanche* e Castro, juiz de direito da co-
marca occidental, Sebasliao Fredericn Rodrigues
Leal e Feliciano de Brito Correa, delegados de pro-
- ..-.,_...,.., Hunvn curador regio. Tarquiuio Torqaato da Cmara Lo-
Ga lim 1" J, lkJi, Ar. ;?U,"T kU"x'.0 'res melino' a'ln.ini.tradordocon.elho. Fidelio de Fr.i-
A?mdd. I i, a" otada F,i t Manne'de l-s ""' presidente da cmara municipal, Diogo
o tt/omlj 1 o can tt, da h! IIS ""Ke" S" de 'enezes.director da alfandeita. Marceli.uo
D..."Um.b'.'.,-."1' Sff'ESf KC "?' ?SC '-Ulz R'b"ro ,le Mondonca, commissano do, estudos, Joa-
1 r n a er"S e {,"im Pedro de Castelbranco, Jo Phelps e Jacinlho
'' de P6*'03* queconda- de Freilas Lomelino. membros da commissao do hos-
aoirepiaaram em carrega-los as picio provisorio, encarregada dos Irabalhos da fun-
hombroa. O medico Dr. Moscozo darao do hospicio, que mandou erieir nesla cidade
r;7,imLn"f!,Tal "'d0S- Tod"' sua n>8tade imperial a Senhora 1. Amelia Aa-
t^*^*LZ^Z?ZL~ Pr""e,ra P"le ?U,,a' nP"-a'"dB"sl.".eduquezadeB,a-
PredaTilc el iTh i?1 ',M !"S,\d "". ar"" Je P"Petuar a memoria da Sua Alteza
amrefW"io. J' V* Irerial, a Senhora D. Mari. Amelia princeza do
'..i...5 r 1 Bra9il- ""> moilo querida e amada llha, e do muilo
V.U.it 1 C,p,eHal aT"*"0 de r'rancis<:o Alto e Poderoso Senhor Dom Pedro Imperador o
rad 1 bteen a'' "T", "' 0b" "' ?"""'" ""^ BnM' rei de Por,uSa'. 1"" "'re s desle nome!
.rtL S Mar,5r"". """'os contusos e e duque de Br.gancfa. a qual falleceu neste cidade
i nee~,aPr0iTe!,er 10meT "I" qUra e",re!!ar ",ialro dia d0 met fevereir <"">> "e mi
seus ramnZx .,IJ A f ^ "" "l"* """" m >^"^ "" 'res, sendo pralicadas as ot-
U,o.. comPv er .ti t'S&Ft *+***- remnias "V"fi"a pel" d'o reverendissimo hispo
OulXie"rt non,,.I' l ,""; d:oceSi"">' foi Pe'o mesmo enllocada solemnemente a
idvam ? ,. .>VJ.?i,. ?nUr- 'a,nbe,n Coad- Primeira PCra da capella com a invocarlo de Naaaa
^l^^F^T??*0' a u "hora das Dores, c hospicio de enfermos, o qual
tn de tfd. .-i-- Clfe, M rua d0 ,Kan8el denomina Uospicio da Princeza Dona Mara
F.n,Vt ,t. ?h V V """i?8 ""e- "" llm- e Af"- P-"" constar se lavrou este aulo.
pr." dento d" nrt ncia "'n 2S?S "e1.Macedo- '' Pdenle da commissao a inscriprao
tgyWW?Z2?S?"'PIW' ""- nlr0a,Vadaem """Ihe -ncebida oestes ,er-
'"l^'Ld."SJ"'Ta-A la"eridl"< ffriias HWM Dei*ie. Malri. Mara-.' DoUj'ris. Gladio. Perculsa.-
""'""""I ZnWZretd':brad0da rU" UieTuT *"-- 'n.P.ra.rix.AcBriS:
JtSMaMaoS daaS,lvIdC:rrc,r0rreU ^t^ t"^ ^"'^ > P"^-
MS^m^a^a^Sg v^dem- kmi"i3- "^anliaeque. Ducis.
le serIhp l-il ... ..... 11 p ..-" .
Vulua.
Saccellum. Iloc. Alque. Xeoodochium.
In. Amoris. Siugularis. Signuro. Erga. Caris-
simam.
Mariain. Ameliam. Brasiliae. Principem.
Suara. Ejusdcmque. Imperatoris. Filiam. Seraper.
Desiderabelem.
Qaae. In. Ilac. nsula. Madeira.
Magna. Omnium. Moeslilia.Ejosque. Malris. Dul-
cissimae. Dulore.
Pridie. Nonas. Februarii, Anno. 1853. Leasil. E.
Vito.
Klalis. Suae. \1|. Ann. II. Mens. Ac III.
Dieb.
Dicavil. Suoque. .Kre. Fecil.
Kmmanuel. Mariis. Mansus. Aulem. Ecclesiac.
I uoclialens-. AoliatM,
Primum. Iluc. Lapidem. Solemni. Rita.
Sacravil. Posuilque. Pridie. Nonas. Februarii.
Ann. 1856.
I'erlio. Postqnam. Eadem. I'rincips. Genere. Ac.
\ ulule. Prae-I.iiilou .
Ilac. Vita. Migraveral.
Assignaram|o referido auio, D.Manoel Marlins
Manso, bispo do Funchal, los Gerardo Ferreira
Pas91, Joo Silverio de Amorira da 4Juerra Quares-
ma, ronde dr Carvalhal, barAo dellamaratv, Anto-
nio da Luz Pilla. Antonio de Magalh.ies Mexia BaiAo
da Laiifs Salema, Jo-e Pereira Sanche* e Castro,
SebasliAo Frcderico Bodrisues Leal, Feliciano de
tMis.ita._J h ,,, ""; SebasliAo I-rederico Bodrisues Leal, Feliciano de
-ur. o do lir 6 JSSSM* V:"'0 da inau- Bn,u Cor,0s- ''""o r"."1"0 rta Cmara I.ome-
na"hade dTun h P IT" '' Ma"a AmeV'*- "no-l-idellu de Krel,as B"nM- "ioS Te'' de Ma-
"^entedor dJnma.l'ir^iT 5~"~~2" <,ue "*"* M"liano Ribe.ro de Mendonca. Joaquim
orta d. m.1 1exIre,mo,a mal '" erigir a me- Pedro de Caslelbranc, vog.il servindo de presiden-
mona de nma ea.iahota i.lha, fenecida na flor da | le, Jos Phelps. thesou eiro. Jacinlho de Freilas l.o-
vida.
A augusta viuva do imperador D. Pedro, mar-
lyr dos crandj-s solTrimentos que puiisem o cora-
cao humano, te um doloroso leslemunho de que as
srandezas da Ierra mo eslfio isenlas das imtnen-
S" 't*''* '"'manidade. e que nema mais
s pode ressalar laoasudissiinos Iran-
i ido os dolorosos paderimenlos da ex-
celsa imperan z aqui Ihe lealemonbamoa novamea-
le a parle <|ue
e ama. leudo
dada pela lei
mecar na cid
picio da ; i ni
ser tratados p
to ordena-ni
descriptivo vi
o nosso eoracao lanibem loma nelles.
Illm. eExm. Sr.A imperatriz, mmlia senhora
em virlude da autor sarao que llio foi
le Itl de julho de 1853, mandado co-
I de do.Faaehal a construreao do not-
en D. Mara Amelia, oiide bao de
bres deambos os sr-,osdoeiiles do pei-
de remelter a V. Exc o incluso aulo
ceremonia da collocacao da pedra fun-
damental daquelle edificio, para que V. Etc.
DitoAo mesmo, recommendando que mande
abonar a cmara mnnicipal desta cidade pela ver-
ta salubridad* publica a quanlia de -2M0O9 para ser
dispendida com o asseio da mesma:cidade.Inlci-
ron-se a referida cmara.
DitoAo coinuiaiidante daeslacAo naval, recom-
mcudandu a expedirle de suas ordens para que em um
dos navios da mesma esls;ao seja receb'do e conser-
vado com eguranca adisposir.au do chefe de poli-
ca, Francisco das Chagas Duarte de Olivaira.eenhe-
cido por Chir.o-macho.-Communicou-se ao referido
rhefe.
Rito-A o director do ar-eoal de i'ueria, para io.i-
dar fornecer ao S-. batalhao de infanlaria os arli-
PortariaMandando admillir ao serviro do exer-
cilo como voluntario por lempo de seis anuos, o
paisano Manoel Isnacio do Aquino Begi.-|/i2eram-
se as neressarias communirarues.
DitaCnnrrdeiido ao amanuense da thesouraria
provincial Beliniro Aogustode Almeida, loas mezes
de licenra com ordenado, para iralar de sua saude
fra da cidade.Commnnicoa-se a stipradita thesou-
raria.
DitaReformando no mesmo poslo o alferes da
nlineta gnarda nacional do miibieipio do Kerifc. Joe
Peres de Albuqnerque Maranh.1i.. Commnniroo-i#
ao respectivo commandanle superior.
sirva mandar
colher, uo co
referido.
Dos guard;
publicar no Diario do (.'orerno, e re-
pelente archivo, o docuinenlt cima
_. a V. Exc. Paco das Janellas Verdes
em Isde ma o de 1856.Illm. e Exm. S'. Rodri-
go da I'onseci MasalhAes. minislro e secretario de
estado dos ni socios do reino.Marquez de Ite-
zmde.
Sr
Aatodescriptivo da ceremonia da enllocaran ,la pe-
dra lumlai lenlal do hatpieio dedicado memoria
de sua all xa imperial, a princeza dona Harta
slmelia, e maulado edificar oa cidade do Pun-
char, ilba dajMadeira, por soa excelsa mai. sua
mageslade a unperalriz do Brasil,viuva, duqueza
de braganija D. Amelia.
Auno do i ascuueulo de.Nosso Senhor Jess Chris-
lo de mil o lcenlos cincoenta c seis, aos quatro
das do mez le fevereiro, lerceiro anniversano da
inorte da ...lnissnna princeza D. Mara Amelia,
fiha de Sua laaeslade a imperatriz do Brasil, viu-
va, duqueza le Bra non I. Amalia, do muito
alio e muilo poderoso imperador do Brasil D. Pe-
dro I, e rei r e Portueal, quarlo do memo nome,
melino. secretario da commissao.
Acabada a asaignalura dele aulo, apreseolou o
presidente da corqmissao a chapa com a laaerip^ao
e o aolo, Jos Phelps as moedas de ouro e prala. e
lomando o reverendissimo hispo esles objectos os de-
positan na envidarle da pedra e Ihe assenlou a lam-
pa. Recebendo enlai o reverendis-imo bispo das
inflas do presidente da coniroissAo. a colher, tirn
cejm ella om pouco de cemento da Irolha, que Ihe
aoresenlou Jacinlho de Freilas Lomelino, secretario
da cummissAo, fez a ccreironia de deilar lias juntas
da pedra, c de lialer na tunpa com o camarlello,
qUe Ihe foi apresenladn par Jos Phepls, acabando
depois o meslre c director da obra de a bilumar,
Chumbar c assenlar-lhe .. un- pedra-.
I Neste in..menlo (res descargas de fusilara e arti-
lharia, dadas pela tropa, aununciaram aos habitan-
es de Funchal a consum.larao desle acta de amor
ntalerno, e de imnanto beneficio conferido a' Ma-
deira.
Loco depois se rclirouo reverendsimo bispo com
ocabido.sesuindo.il a commissao do hospicio, as
autoridades e erando nuinero de pesaoaa que o li-
nbam acoinpanliadc. desde a ralhedral, fechando a
tropa este cortejo al ao referido, templo ; c se bou-
ve assim por acabada esla ceremonia.
E para leslemunho da verdade, e que posea cons-
tar em todo o lempo que esta ceremonia da colloca-
(ao da pedra fundamental, da capella e hospicio de-
dicado sua alteza imperial, a princeza I). Mara
Amelia de saudosa memoria, foi feila pela sobredila
forma, se lavraram seis autos do mesmo tbeor, uue
en Jacinlho de Freilas Lomelino, secretario da coin-
ini--ao administrativa do hospicio provisorio, esrre-
vi e aatfgBa com os dentis membros da mesma
commissAo, paia licar um depositado no archivo do
hospicio, e os oulros seren levados a aususla pre-
enra de S. M. a Imperatriz do Brasil, viuva, e du-
queza de lirusaiic.i. em ronfnrmidade das suas impe-
riaes ordena. Joai/uim l'edro de Caitelliranco,
vogal, servindo da presidente. -Jotepl, Phelp, the-
sourairn. Jacinlho dr t da rommi'so.
luijireiiia, ( i ei. i
PAGIN& flVULSA.
Oh I mal ni o mundo, cliarissimu leitor, rom
todas suas a futricas, >> e nunca mais cndireila : nas-
ceu direilinho como utn fuso ; ao depois com a mal-
dita curiosidade das mulheres zas... enlortoii ; veio
a regeneracao humana pa... endireilou ; e como
anJar dos secutas tai entortan lo, entortando, que
agora .'... lardo ou nunca ser gente. Tus entrando,
oulros s.huido ; uns sal indo da zona trrida para
os fundos dos pores ; oulros dos fundos dos pores
para as cumieiras dos palacios ; aquellos esmagados
por paredes finas ; esles esmagando com paredes
grossas ; aquelles chorando, gemendo e coxeando ;
esles rindo, cantando e correndo ; d'alli nns com fu-
me, brancos e trmulos; d'acol oulros empachados,
coradinhos e leslos. Mullos morrenio no irabalho,
poneos nos Irabalhos sem morrerem ; emfin, este
mundo assim nao vai nada bem : para nns he um
paraizo ainda mais saudavel, que o imaginado pelos
Orienlaes ; para oulros he peior que um inferno
cheio de caldeires de pez ardente, com torquezes,
espetas, tridentes, e ludo quanlo piotam os podas, e
horrara os pintares, quau.lo querem fazer susto as
moras, medo aos meninos, c lalo s velbas. De
lodo o corar.lo eulravamos u'uma sedicao, que lives-
se por fin reformar o mundo.
Quem pensarla que um pobre menino, que com a
pobreza e miseria de seu pai, ia \ i vendo e nsufruin-
do sua uala liherdade, e que harta de apparecer urna
molestia desengranada, matar pai e mai. reduzir
.o .han la I., esse menino, apparecer mu chrislAo ca-
ridoio leva lo para casa, faze-lo seu criado obriga-
do, e Irata-lo como um lilho esquecido da for-
tuna f
Qoanl pCDnria, que onu inleressanle e innocente
virsem, que ainda ha |ioucos mezes era a nica feli-
cidade deseos pais. esperancasa, cheia de vida e de
a zumbaias. a hoje viva cm casa de um prenle.
-i.tiren l.i amargas derepcoes, torturada em seu cora-
Cao por dolorosos dissabores, que no silencio daue-
cessidadevai passando '!
Quem pensaria, jue ainda nao ha muilos annos,
I heinoieo era lira misero mendicante, compromel-
lido com aiiilladisi:nasdividas, cercado de punsen-
tes desgoslos. dilacerado pelas odenlas exigencias
de seus oradores, sem amigos, no solameuln. sem
nome, e com sua honra tao comprometlida, hoje se
veja no ceniro da oppulencia, feliz, idolatrado, cer-
rado, amparado, e laucando um ar dedesprezo, pro-
prio dos ricos orsulhosos, para o humilde pobrdao,
que sc anima a rogar seus dourados umhraes '.'
Ora, seria um nunca acabar, sc quizessemos de-
monstrar as incoherencias desle mundo, lAochelo
de caprichos mal entendidos.
Como oiivissenios dizer, que urna nao pequeua
qaantia se eslava a dever as amas do eslabelecimen-
to dos expo-tos, motivo pelo qual o descontenta-
menta era seral, resollando a retirada de algumas,
pedimos inlormares ao Exm.Sr. Ihesooreirn, c no-
Cas den salislacloriomente. Sesuramenlc 1:11007
rs. deve-se as amas. Naaaa mesma occasAo o Exm.
Sr. thesourciro mostrou-nos o livro de despezas e
receila; harta de saldo em caixa a quanlia de rs.
8:073'>'|-2:i em recibos de diversos credores, por con-
la do que Ihe deve a administrarlo, aucmcnlaiulo a
sua importancia a quanlia de ra. 1:9479197, lambem
em recibos, havendo cnnsesainlemenle a favor da
administrarlo r-. LHKIoOlK), alm das contas pa-
gas al !l do correnle jolho. Vimos igualmente contas
pasas, sen haverdinhairo recetado, e entre ellas
orna da -ansuesugas na importancia de rs.
2269500, durante os mezes de abril a junho. O pro-
curador de rendas alrazadas de predios urbanos lem
de haver (sem saber como'., parlo de 5:000000rs.
Ora, cora laes diftictildades as cobranzas, impo-
sivel se loma administraran poder salisfazer os
seus compromissos, c dah o alrazo em qae se acha
para com as amas, devendo cm verdade ser ellas as
que in primo loco deveriam ser pagas. Os se-
uhores mdicos que vivem de oulros recursos, ou que
leem oulro- ens.ijamentos, eslao no caso de pode-
rem esperar ; as amas, porm. qoe sem ellas, ai des-
ses infeliz. exposlos, deven, ser bem remunera-
das, para qaa a orphandade nao venha a soflrer, fal-
tando-lhes a alimenlacao primitiva. Como temos
vivo mieiesse pelos estabelccimenlos de caridade.
sirva a imprensa de um meio para chamar a alten-
rao dos devedorea da caridade, alim de que nao per-
miltam que tao pia e nobre inslitoic.ao sucumba a
falla de recursos.....Seis o esperamos.
Nao era possivel que durante a lamentavel oc-
currencia do desraoronamento da casa da roa do
Rangel, podessemos tomar por seas propros nomes
lodos que tao caridosamentc se prestaram em soc-
correr os feridos por essa Inslissima fat.didade : va
mos, porm. declarar ao publico, que os Srs.. Drs.
lerreira e Padilha, foram oa que depois do Sr. Dr.
riery da Fonsera sc apresentaram c Irabalharaui
com lodo o zelo possivel : depois delles enfilo cli-
garam os oulros senbores mdicos, que ja antas de
boiitem referimos. Nao se pode calcular a libera-
lidade do Sr. Medronho na disIribuicAo dos medi-
camentos precisos para ofcuraliio dos feridos; despen-
deu imo poacu e sempre ancioso por ver o fdiz re-
sultado dos seus esforcos ; lambem aproveilamos a
occasiao para mencionar o noine do Sr. I.auriauo,
altaiale, que preslou bons serviros.
Temos por varias vezes tallada a respeilo de
certas pais, que van criando seus (ilhos como pagaos,
e de mais a mais levando-osa missa.no que mostrara
alera de um impo deleixo a mais crassa ignorancia
dos mais coinesinhoa rudimentos de nossa religiAo.
As vezes um capricho, porque esl-se desaviodocom
o Compadre que se pretenda toinjr..... urna intriga
com o parar ho.s.io causas de viver um enle humano
com sua rafia desenvolvida, e sem estar no gremio
da igreja !
Na rua Augusta, casa numero.....consta
haver urna familia, one exislem quatro lilhos sera
serem haptitados ; um rapaz, urna mora, om meni-
no de nove anuos, e outra menina de seis anuos
pouco mais ou meuos. O Rvm. padre vigario de S.
Jos, mu di-tiiieio pela so'icilude com que zela de
uasovelliM, sc indagar lalvez saiba do putiso dessas
qualro crealuras, qoe .nula bem nAo sabem o que
devem a Dos e a igreja calholica e aposlolica ro-
mana...
Exista ua mesma rua Augusta, perto do cha-
larla urna fogueira industriosa, que se arder, l ir
ludo quanlo M rlha fiou : as vallas.....as vel-
las !..... o sebo !..... o azeile !..... o ftido !..... a
saude !... o cholera !. .
Senhores redactores da Pagina Acu\sa.
Respondo a persunla de honlem. O sargento Vel-
loso, do corpo de polica, apresentou-se do hospital
de caridade, no seu quirlel, com alia de curado, alo
o estando ; e o commandanle, o Illm. Sr. lenenle-
coronel SebasliAo Lopes GuimarSes, foi inmediata-
mente por mim informado do fado, e sei que deu
providencias.
Quarlel do corpo de polica 11 de jolho de 1856.
De Vrncs. atiento veuerador e criado.Dr. .Sou-
:a, rirurs.Ao do mesmo.
Segu boje para Ipojuce o Sr. Dr. Jos Muniz
f.ordeiro Gilahy : felicitamos ao povo dessa nobre
Ireguezia por terem de communicar um hbil fa-
cullalivo, e dislinclo cavalleiro ; sua sorte sera mi-
liiiada, grafaa a Dos e a sollicilude do Exm. conse-
Iheiro Presidente da Provincia.
Alientan. A polica acaba de sabir Irom-
phanle a respeilo do ruubo perpetrado na casa do
*>r. Porta, na rua do Cabus. O Sr. Dr. subdele-
gado Dourado. leudo graves suspeilas de que o rou-
bador fosse o proprio escravo do Sr. Porto, o piit em
conussao, e depois ric algumas ameacas de surras o
negro coufcssoo que linha sido elle o proprio que
se ferira, que fura alinal quem roubara a casa de
seu senhor : com elfeilo enconlriin-se em casa de
urna crioula no becco do Carcercirn urna ola de
OOSrs., mais urna pera de llio rs., 4 pulceiras com
diamantes, :l allnetes de peilo com ditos, um gran-
de corrcnlAo de ouro, e diveasas pecas de roapa. O
Sr. Porto enlregou o prelo t disposicDo da polica.
Mil louvores ao Sr. Dr. Dourado, que levon as suas
pesquizas a poulo de enroulrar a faca com que elle
se ferira : como islo, pode ser ludo o mais ; loda-
via cumpre nao desnrezar certas boatos.
Tem boje lugar a sesunda repreaentaeJJo da
compauhia Itoberl. Crcmos que o publica,aprecia-
dor do verdadeiro merilo arlisliro, nao deixar de
concorrer abrilhanlar esse diverlimenlo, vi-lo o
cabal desempenho dado io primeiro. Cliamamos a
atlencao sobre o admiran I I amba de Mr. Deveaux,
e sobra o joven Dulocq,nosso patricio,que lao hbil-
mente trabalhou.
A cidade de Olinda tambem foi visitada por
esses homens que aborrecen] o Irabalho. Na noilc de
Itl para 11 do correnle forraram urna das portas da
igreja de Sau-Sebasliao daquella cidade, e r uba-
ram os rnalos da praia das irnagens e as velas dos
ollares.
Por ordem do Sr. chefe de policia foi cercado o
cnsenho Serrara peta Sr. roronel Francisco Joaquim
Pereira Lobo, alim ,le recolher prisflo o Sr. Joo Ma-
noel de Barr s \Vanderle>, proprielario do mesmo
engenho, em consequencia do contrabando de Afri-
canos, apprehendido em Serinhaem ; mas, a ib.pei-
lo de lodas as dilisencias, nada ronseguio oSr. Lobo
acerca da commissAo de que fra enrarregado.
Foi pre-o pela delegacia do primeifo dislric-
lo Marcolno da Coila Baposo, por suspeilas de ser
oautor do tro dado no lugar prximo aponte da
lacaruna no prelo Manoel das Virsens, que falleceu
no hospital de caridade, e cuja noticia demos em
oulra occasiao. Parabens a polica pela sua aclvi-
dade em penecair os malvados.
Hospital de caridade.10 de julho, 7li iloen-
tes.
11 do jolho. 76 doenles. O lenle qoe entrn
para o hospital com hartura da per e coiva sof-
freu I amputaran desta, fallecen lo ', horas depois
da entrada. K
Ate amanhiia.
MBI1ETE POEmUEZ M
LHTIIA-
RELATORIO.
Listo cmamembla (eral itfMtSrs.
veciuixltan lo Liabiiiete Portn-
Kiic7. Cario" C ocllio d..-Silva, l.-secrf-
tarto da (UreiMorlii l metimo ga-
binete, na asfJMao de. <; de julliu de
I rs o t>.
/."f/i'marritSr.t. OCCtottisU do gabinetepnrtuquf-
ir leifurii.- \ i-nbo hoja perante vos, romo secreta-
rio di directora desle Gabinete, a coadjuvado pelos
meus collcsas os Srt
ccretario e lliesourciro,
. ,.w..; a rell""nl1 iiiesoure
TI".!. :.. l.reP'ivo Sr. director, em raz.io
einco..seauenciald..,t'".^-\laJfrpel".hur,'Pa'..e I'""le Proceder. Com dor de nos. coracAo h...
.... vu au,lt. vid ir peu LiiriMta. e
;2f"S223?! "emiss^ qe deraPo Sr. vice-di!
Clll xlHCtlUniCllltJd (lPmkitn nili> .lar-i a >;> .,- t; J ---.. C UI>U CIrli.rlU Il>f-
r.c,ur.--apresen.\i,r-vsreqxCrtaered t^;: ^o ^T "****' "* ** -M**
do que occorreu durante o limitado period
i I t i l*. i .i., i. -i mii.iii i ,1..___x
luncionou a mesma diraeto,', ,..' .'|Ue a"" qn'' c""0Ci""> "> bella |Kv..-o, /
princpiou os seus Irabalho .'^ 3 ,L"',""m "" c10,n'odas .giranliai d, necesario a' vdi. .J /
...no prximo passado. no me "m[[a' f' t ,t l'-r.'? recre.o. das dislrarce,, applic,. ,-,
empossada penque se tm&tfZ: ^*i^.'^I*2LLfcff,*^ 7***
--------.afc ,.,,...,....,- .....^"urtiii-, o pequauo
uanlilalivo ou a duninota sobra da verba deslina-
a aos seus deleiles b praierrs, nao sabemos aue
pilbeto merece !
A par do louvavel procedimenlo e do bello com-
-- r---------i-----------. .oiuu uia cm que lora
empos.ada pela que se demllra, denns-ao nioliva-
LfTr.l '-e'-e"""; O me compele .1
aqu relatar, nem mesmo he da miuha ndole re-
cordar occnrrencias que sempre lr,,,,., ., ; ,_..
elementos de desunido e de desgoslo, que muit d. ..., '"' lo,uv,vel Pro0'meiilo a do bello com-
sejra de lodo se evilassein, e que bota. "" I,'" ^'T t T'"" 'l<" t"*"? .-'riplore,,
- encoiilramos bastantes, cuja irregulandade n< ttn-
sibihsou. Tendo deiado de >er socios muitas nes-
. ^....,, soas comprehendidas na lista dos ioa-.ubcripi-
tlt"''I'.,,ai,l0.aie,-a,ro,' r" ""oria deltas, oo para no. e.primirmo. ,.!
laciamente, a tu la lid jde dei ion de faier as con-
sejara de todo se evilassem, e que Moa i,,,s uua.
memento, abracados a mesmi cruz, o por urna meima crenca. Nada, senAores, permit
que de passagem aqui o diga, nada ha 1,1o desairoso
Uo deteslavel como o vermos irmAos odlereaa-a ai
uns ao. oulros, como se o saague, que n.s vei., illes n.ta Z ar'tirii,rf 3 'V""1 '* *-
referve, nao rra a mesmo que em todo, circu, C r. do a.o a qna oa Ihes sa-
cme se o Deos, que adoramos. n3o fra o mesmo nol?a ad.om ir^,, qU01" "I","* *"* "" ,lm d
que sobre o Colgolba exhalara o extremo e angust- n..t?".!"*!.?..?* 1"""* J* >m|K.rlo-
so susjiiro
. para nossa redemprjo, depois de mil
iormenlos. de mil allrontas. e de mil lorluras, que
resignadameule soflrera.
He misler, stnhoret, antas de apresentar-vos a
relaco circumslanciada. de qoe vos fallci, pedir-vos
om pouco de indulgencia, e um penco menos de
sevendade, para o que, a mingaa de pralica, nao
vos relatar com .'a piccisa lucidez ; pois acordes es-
taris lodos, a honra de dingir-vos a palavra. destituido daquel-
la. habituarnos ,. daquelles conlieciinenlos, que se
requerera em assumptos desla transcendencia, a ni-
camente arraslado peta torca das circunstancias, he
que hoje se ve collocado na dura alternativa de pre-
encher urna lacuna, que elle cerianienle mo jul-
aara se occasionasse ; por isso lando elle de cami-
nhar a urna estrada, que nunca Irilhara, ver-se-ba
sem duvida constrangido e perplexo ao tentar des-
crever-vos alguns punto'.
Confio, porm, nos caracteres respelaves, que
se achara presentes, e no bom senso. em lira de lo-
dos os senbores accionistas aqu reunidos.
He misler lambem, senAorea. que vendo-nos aqoi
junios em sessao ordinaria da assemblea eral, co-
rno se eslivessemos debaixo da mesma abobada azol
clara e pura, que cobre o abeneoado tamo onde
nascemos; aqui, ennorej, como que recostados aos
saudosos salgueiros, que orlara as frescas e amenas
margeos dos nossos lormosos ros; aqu reunidos, se-
nhores, como em familia, lodo, possuidos do urna
so idea, de um orneo peusamenlo,t idea do amor
da patria odas suas cou.;as, o peusamenlo na sua
tolicidade, engrandecimento e brilho, nao enfaixarei
smenle um inolho de palavras sercas a edicai,
mas praticaudo familiarmenle com vosco, e con a
franqueza, a simplicidade, e o altado que necessari-
amenle exislem entre as pessoas, a quem o mesmo
soave clima hatajara na infancia, c a quera as raes-
mas vicisitudes, as mesmas peripecias sobreveem
em Ierra eslranba; a.io fallare poremquanto exclu-
sivamente desla proveilosa inslituicao, mas folsarei,
-e o porinii-, em divagar um pniico pela palr'a'
porque o t.abiuete Porlasuez de l.eitura, assim me
devo exprimir, acha-se litado a' honra, ao bro e i
gloria da lusa genle. que reside nesla bella e rica
porcao da Ierra da Santa Cruz.
i .raudos forair. os faustosos succossos qu surriram
ao nosso amado Portosal; mas vcjo-iue mintanlo
circumscriplo a urna esphera, que apenas rae deia
passa-los como que em revista, pois fra cerlamen-
.- ... l .------- v' v"wlnB11 uepoiscoii-i
le muilo abusar da vossa altencflo, dislrahindo-vos sal-lizerem
----- ------------ ~. .........i., ni-ii.iniuu.i-vos
sensivelmenle do objeclo primordial, que aqu' vos
Irouxc.
deaim mesmo impulso, manifestaran unsonos
mais sincera syinpatlna e a mais extraordinaria ale
gna pela asceusaoao llirono. do nosso joven e ad
miravel monareba o Sr. O. l'edro 4 O contena
ro.
sies de vermos regislados em todos os jomacs,
quer polilicos quer lillerarios, com a mais honorfi-
ca men.lo, o valor e o aprero era que tarara tidos
os nossos productos que roucorreram expoaic,.lo
aniversal de Pars, devijos aos nossos qualrocenlos
e tantos expositores, que all foram exhibir o pro-
sresso eo adianlamenlo em queja' se acham as noa-
(sas.'a'or.cas, a nossa agricultura, as nossas artes e ofti-
"" e por coiisesuinle o futuro cmcimaulo e desen-
vimenlo do nosso commerrio c das nossas relac,cs
n lodosos povos do mundo: i.luaiilo nos be gra-
i vermos a considerarlo e a estima que se' pres-
a ludo quanlo eram dfeilos portusuezes, bri-
' Jo a par dos das nacoes que se leem cm conta
de yareat) a Sima e de terem a prinuisia em lo-
dos ia eonhecimenlos e trabain,, humanos !
& no. be aprazivel e deleitoso o lemos as nume-
rosa descripres daquellas sraudiosas solemnidades
da exposirao, que alleslam altamente o progresso da
nvilisarao e o immedialo apcrfeicoamenlo do gene-
ro humano, para o que parece convergirem lodos
os DMOrcet dos homens sensatas e dslinclos, e cujas
tendencias parece tambera paulatinamente se irem
inoculando no espirita de lodos os entes raciouaes :
nao nos deve ser menos e-limav.l o motivo que se
nos proporciona para pdennos desmentir o desfa-
voravel e injusto cunceilu que de mis se forma no
eslrangeiro, acerca das nossas industrias fabril a
agricula, e donosso bom e delicado goslo, appelli-
dando-nos de mui alrazados e ralineiros. Embora
essas nacoes, de si lio enfatuadas ealtaneiras, enca-
rem sobrauceiramenle ludo quanlo pertence a urna
nai.ao, que ouli'ora conquistara para si o respeilo e
as homeiiageus de inmensos povos, pelas inaudita,
facanbas aos nossos esforrados goerreiros e navega-
dores, e para a religiau chrislan lanas almas perdi-
das por eises carilindos tortuosos e agros; embora,
repilo, essas narOes nos lancera em rosto o nosso es-
pirita de rolina e o nosso alrazamenlo, um desmen-
tido solemne e eslripiloso ja' Ihes demos com os elo-
qnentes tactos que Ibes palenleamos, e anta os quae.
nao liveram remedio sean pender sua altiva cerviz.
Os immcusos premios, que oblivemos, muilos dos
quaes os mais honrosos, era parelhas com os que fo-
ram conferidos a oulras nacoes, bem maiiifeslamenle
demonstrara que nao estamos lauta no calcanhar da
eivilisarao, como sem conhecimenlo exacta de cau-
sa se nos quer fazer passar.
S. ./. /.-res" D. Fernando, cujas virtudes e t-
lenlos rellerliram uo seu eeregio lilh;, sempre soli-
cito, sempre desvelado cm promover os raelhora-
raentos maleriaei. un.raes e ulelleduaes do paz,
que tanto ama, para felicidade nossa; sempre pro-
tector, sempre decidido animador das Bellas Arles e
das l.elras, ah o vedes sempre, dedicado e prasen-
leiro, onde ama uobre a^urao.lo se majiilesla, seudo
elle o primeiro a dar-lhe impulso e a faverecer a sua
realissrilo. t alem de luda esla soliciludc e desvelo,
protecrao e animacilo, elle mesmo, o rei popular, o
querido da naco vai legar padies que de cerlo o
eleiui-ar.in as paginas da historia, e sempre saudo-
so sera' ao povo Porluguez. Independeute de ou-
lros monumento., por elle erigidos, tamos a Bihliu-
Ibeca da Ajada de que he mui digno bibliolhrrario
o nosso socio insigue escriplor o Sr. Al- v,unir llcr-
rulaiin. considerada boje a mais rica em preciosida-
des lillerarios e histricas, e a mais bem regulada e
classificada, pelos esbirros incessanles do- seu- au-
gusta fundador o Mloatra director; a galera de qua-
dros. |mii aulorei Porluzaezes eoiitemporaneos,
n'uma das roagniliras satas de Mafra, onde ja' se
achara vanas obras de menta de iinssos artistas; e a
honrosa hornenagem, era noiala, Irihulada ao can-
tor dos nossos tallos e proezas, com i|uan(o ja
lardava, evita do menos que se perguule, como o
fez o nosso divina Carrol :
Onde iaz, Portugue-es, o moimento,
'Jue do inmortal cantor o 'tizasguarda'.
llera louaa, por c-rto, lera 'ido a ininha digres-
sao, mas sinlo Mo irresislivel prazer quando fallo
das coii vo, porem, remalar aqui para cnlrar as nuuocioi-
dades relativas ao eslabelecimenta que com ulauia
dirinunos al boje.
Principiaremos, senhores, por dar logar a um as-
sumpto, que bastante nos penalisa e magna. Tendo
de tallar-vos dos associados desle Gabinete, vamos
cm primeiro lugar Iralar de llgona accionistas,
que sem duvida mui errados andaram no sea
procedimenlo, ou entao causas momentosas os nbii-
garam a proceder da maneira que vos vamos deli-
near : optamos, porem. peta primeira hvpothese,,
pois nao euxergamos motivos que juslilique'm a se-I
gunda. un dos accionistas mais antigs, a que sem-
pre pugnou a favor do augmenta e amplidao desle
eslabelecimenta, e que Ihe preslou numerosos ser-
viros, j como membro da direcloria, j no desem-
penho de funcrues de algumas comraisses Hornea-
das para diversos mistares, e das quac. elle li/cra
parle importanle, ja, em lim, como particular, ani
mando e couenrrendo com o seu valioso conlint;en-
le para a rausa santa da instrucro popular, que de
lautos recursos carece, veio causar-nos' desagrada-
vel impressAo no romero de nossa administrarlo, en-
viando-nos Ioko na nossa se-unda sessao. duas ac-
fOet, una de sua propriedade e oulra de urna pes-
soa qoa se retirara de-la cidade ; c embora o senhoi
direclor que presidio aquella sessao, nos dasa a en-
tender que aquelle accionista obrara assim sera o
menor vi-lumbre de olTensa, sem a menor s mine
de descosto ou de enfado para com e-ia Inslituiclo.
licou-nos rom ludo no corar.lo enlrauhada una dor,
que n.lo se lem desvanecido, por (ramios privados
do um socio, que ainda de malta ulilidade nos po-
da ser.
De, os, passando mu a examinarmos o astado da
cobranra desle estahetoriinonlo, enconlramo-la um
lauto atrasada) mas eremos que nao por culpa do
empregado que a lem. a seu cargo, c sim por um
cerlo esmoracimenlo e cansaco de urna parle dos se-
nbores associados.
Passamos por isso a tomar algomaa medidas, na
inlenc.lo de melborar aquelle estado, e oeste pro-
2tfc?!il!!S"H vmmi
------f aBJjmrvaoB .-rtlir
l,om d<" *le noso coirir.i,, |,Va..
no Irabalho de inutilisnrmot cenia e lano, recibos,
eliminarraos esses nome. da lista referida ; dau-
',,lse m,* *rave '""'"eniente de eoolarmo. com
"'"a receila, e depois apparerer-nos oolra.
ponderaenes, qoedei.amo, exar.das. ma, nao que-
ii "'" rdade, nao a. omillimos.
..irr" ,nrasao rholera-morbu,, que todo
v.ta ?,Bih-qUe evou de,aleo10 a ,00> anin"
ve,o tambera pr ,, ,pal|lj
raeze. a prosperidad, desle estabelecime'oto, aler-
andodolorosamenta os mus intereses N e,,n-
tanto, senhores, o nomem de socios, lauto accio-
nistas como .ubscripiores. tange d. deacrer,
como mu.ta rcce.avamo., augmeotau. .inda que
pouco. Pelos dados eiuiu|es ;, 0 udo >,
pessoal da classe activa desta gabinete ; e por elles
ronhecereis, que nao obstante teren-,e depedid.
117 socios, aiuda assm comparativ.mento com
pessoal do anuo paseado, tomos um augmento de HU
Pessoal.
Existencia en :t0 de junho de 1KV>,
accionistas........sy-
De-pe iiram-se uesle anuo adiuims-
Iralivo...........jq
Entraram desde julho do anno pas-
sado .
.ii.s
7.1
Exisliam em :l de junho de IK5.',
subscriptores......
Despediram-seoesleaiinoadmini.lra-'
livo .
Enlraram desde julho do anno pas-
sado ...
iil
M
IIIK
lii
lol.il
M
771
A direcloria prefera appresenlar-vos om n me-
ro de associados, que lossem ponluaet no cumpri-
menlii de suas obngaroes, do quo urna lista de no-
mes ficticios e urna receila chimenea, qo. so Irazia
embararos a admmislracao futura ; por isso passa-
mos as naos da nossa successor. a avullada cifra d.
113 recibos de subscriptores ltimamente approva-
doa e daquelles, cojo lempo de subscr.prao, fin-
doa, para que ella, promoveodo o receta menlo
depois considere como membros da associacio os oae
Sal i. litara. *
Esta directora, atlendeodo ao merilo .cientfico
e Iliterario, e a-s elevadas qualidades dos segoinles
A bella aurora, que lio resplandecente desabro ..h,ri,^l0 le,v,*d<1l'i,,ade> d 'egoinles
------_------------, ., ,vn .vaify.m uo aioraes sar
?,?" *J""' ocios-,ln">orarios-corre.pondentes aa
s- tinos. eExms. Srs. : Joli. Gome, da Silva San-
- ches, Jos Mara C.raode, e |o Illm.. Srs. Josa
esponane:" Por taJ,"parto ZX& Vr^'^"^?.^^^?
eo enlhus.asmo foram immensos; e nesla cidade, Gamillo Castaliol'ranrn P,f i u-a i -
Sarment, Manoel Ferreira de Souza Barbosa, e
.- lia-par Antonio Viera uimar.ea, pelos importan-
1- la. u,.,.M ..... -- ------____ -___ ;
S,=S:.r;HjrS. z&SSSSSSfX*
direccao transada ; o ao Illm. Sr. Dr. Antonio
\ cente do .Nascimenlo Feilos., -.elas neas oflerlas.
que tem taita a esla Gabinete, pela sua eminealt
capacidade litleraria.
Uterlpluranio
llelativ.imenlc a' escriploraro destagabinale.lisa.
mos por seguir as penadas da nona antecessora,nao
nos descuidando todava de, caso jolcanemo. acer-
tado e visassemos mais clareza e regul.rid.d., taier
algumas leves alterarse. No livro chamado Vo-
menrtaiura, (lem de n'uma columna fazermos o
debita trimensal, augmentamos mai. .(na. nma
par. m.rc.r .. folh.s da Catea, oulra par. o cr-
dito ; podendo-se desta form, rpidamente Mi-
dando aquelle livro era di., saber-e aa cobranca
anda reaiilarmenle feila, e poder-se evitar, para
accmoislas, qoerendose, o delxar-e talo*., qu.n-
dosee.lrabemos recibos, tornando me.m, ,
esle trabalho.
Filemos lambem um registro das aecrs mulli-
das, para com facilidade. a cada momento, se po-
der saber a aceito oa accoes, que pertencem a qual-
quer accionista. Quanlo ao livro T lf|| s^aMU
de subscriptores, donamos da nelle eserrver, por
jularmoi desnecessario, limitando-nos a debita-tos
e credila-.os mensalmenle no Diario. O qae lita-
mos para com esta classe da .ocio., foi de lempos
era lempos (irarraos listas .los que nao uliifatiam
era da o isposlo no |. od rt u fa ,,, ,
para por ellas sabermos o como nos haviamos de di-
ripie.
Por esla ewriplurarao vamos moslrar-vos os mo-
umenlos econmicos dosle e.ubelortaseato, duraa-
18- L*u?a' "". ,,e' d,d' '-od i"" d
IH.ii ate .lt) de junho de IS.V;.
Demonslrarao das Iransaccoe. havidas na caita
esle auno :
/frita.
Saldo do anno passado..... .,(-jb7
Lucro, e perdaa.......p voi
l.ivros e enraderuares j al-,
Amorlisares .... -'HWIOn
*SSS"........' .V.ttaoou
Suhscriplores.........:t-9VO()
Joao de Sequeira Ferrio .... l:(i:atji:n
Desptza.
I0:i:tl%19.-.
l:IOij(iSO
:i3larji
I la-iin
:l:9l 7HW1IS
M.imt
Movis..........
Amorlisares........
Jos du Nascimenlo Lopes \ '.
Gastos.....
l.ivros e encadernares ".
Jurnaes .......
Accionistas....... '
Anlonio Mara Pcreirade, Lisboa '
Firmin Didol Frres, do Paria .
E. <\ C. Laemmerl, do Kio] de
Janeiro....... a
Joao de Seqoeira llenan ....
Saldo em caita, que pasta a's
mrlos da nova administrarlo .
Futido nrinl.
Capital em III de junho de I8-3. .
Importancia de 12 apolices
que seemitliram. SiUgQtlO
Liquido rendimeiilo nos 12
es........1:1013872
------------------ i:2tlA72
C3pilal cm :) de junho de iHjf.. R9. lOiiei^Wf,
Exislem na circularan .Vl .plices.
Do livro competente exlraliunos o srauinte ha-
lacro:
. .inuBOOt
. .">OiWl
2i.i90un
I ;(t5l II
l-UtiCIM
IO:l3lst93
MMMM
Anlonio Mara Pereira.
Fundo social ....
Movis......
Amorlisares ....
Caixa. .....
l.ivros e encaderuaroes.
Accionistas.....
F. Didot Freres .
.. Activo.
1:712911.
litOOt)
ll:3HeOHi.t
1 r2Ugfim
SO0M0O
-M.VjOOO
l'assivo.
27->7J2
i9dMam
I.l:29lj|ril8 1!t:29l-3KIK
BMiothera.
Em retarencia a' bibliolhec, nao obstante ser
ohjecio da mais transcendente importancia desta Ga-
llineta, pois que he o sea eoracao, nao podemos ser
extensos, como desejamos. A rlass.ricacao e arruma
S."n,L. VV l"" '*"" S"n"V" """-ramenta. .
trabalhou para oble-lo. '
Nada aderamos do etabelecido, porqoe i,ao no
fo. possivel cnlregarmo-nos a um estudo p..lirtar.
alim de impiimir mais alma, mais vida e rn.i- re:..
landade a bibliolhcra ; mas muilo sena par. crt.-
mar qoe a directora que livrr de .ob.liloir-no..
senlindo a necessidade de qualquer reforma, nao be,
sita em rcabsa-la, pois todas as adminisirace. de-
vem successivamenle emprear as .lihcenria. maneira que, quando nao alc.nre o roniptaln
aperfeiroamenlo, ao......,.., .proxnne. quanlo for
po.sivel, a elle. Hetativa.ne.ilr a- rompra de livros,
para tarnecimento d. lonliollieca. mnoravainn. .
marcha ou a pralica que teeasasa as anierinres ad-
iniiiislraces; pelo que toad* a direcloria de fazer
algumas encommendas. achae m coarl. para trans-
mitlir suas or leus Depois de alguna demora, e res-
tos de ni- o Gabinete ii9o linha ci.rrespond. nlr n<-
nbum em parle alguma, o que ca de grande ulili-
dade aimaria-loa,' dirigiste OS directamente para
Lisboa, Parlo, Paris e Kio de Janeiro, c Tiremos h
nossos pedida, a Mrenos de que linharno. boas ni-
tormares par aesseas fidedignas.
Para Lisboa dinsimo-nos ao Sr. Antonio Mari.
.......... r .;.-,,- ,. al'ereira. o qoal no desempenho d. nos-a nu uu,l..n
re.so reronberemos a necessidade de dirigirmo-aos ; ca mo.lrou-se zelozo o desvelado. Fez-no, a rme.-
d.reetameule a alsons accionistas, solicitando n.1o sa das obras que Ib. mandamos ped.r. e eremos Tr
... o rumpr.mcnlo de seas deveres, mas procurando | f. era ludo razoavel, e en.preS,, a. dilisenn.. TI
au mesmo passo v.v.firar em seus peilo. o amor as ra bem servir sendo para not.r que leudo nns
tallras e ao estudo. e, romo em remate, appel- dido diversos pequeuus opsculo, do nosZ.Ta.ld,
laudo par. o. seus sent.menlos p.lri,rtco. : salidos, publicista Silveflre Pinbairo Ferreira. e adiando
os clamores. p, ainda e.ol.da edira., da rarla asa SI jai I IIJJ U'SZ.
- .-------------------- ......--- |""i^ ani
mesmo repetindo a enasta snppllra, eiicunlramo. ..
me-.ni i limpassibilidad. .i mMma indillerem-a, a
meuma inrrivel friera \ada o, demov.-r I Prole-
MUTTOT)0
.


predios rus/iros r urbano', elta'ni,'. se c.u.ie,,!,,
com i'o. e foi pedir Exm. v mu daquelle sabio e-
rrplor, para qus u -ervisx-: rsia reapailavel senb..
.
'
/


r
a, no podendo de oulra forma eorreipooder aos
destjos daqaelle nosso correspondente, dRiiou-se co-
pla-ta pela sua prnpria man, cujo maouscripto esta
junio aos outros opsculos eucaderntdos n'um vo-
luma sol. o litlo de Miscellanta Para o pagameu-
lo desla encomroenda enviamos OttJOQO, roas exce-
dendo a importancia da factora a esta 0111111.1, esl-
se-lhe restando, monda forte, r-. 1:1^S7<, nica divi-
da rom qoe entregamos a' administrarlo futura.
Para Pars dirigimo-nos ao lenhorss I irmiu l)i-
dol Freres, e nesta orcasiSo Ihen enviamos ama le-
tra do valor de 5000000, moeda desle paiz, e pedi-
raos-lhes as obras constantes das actas de lti de Janei-
ro e 27 de fevereire prximo panado, mas infeliz-
mente ojo nos uccmleu com elles como com o nosso
correspondente de Lisboa. Ainda nflo respondern) ;
e ltimamente oto s llies dirigirnos urna caria, em
qae estranhivamot o seu proceder pouco stisfaclo-
nii, como i.imbem nos enderezamos ao nosso socio
hoDnrario o Sr. Jos Igoacio Roquette, rogando-lbe
para que nos informaste a respailo. O sacador e o
sacado sao pessoas que nos merecer moito crdito,
tendo este, pelo ultimo vapor, participado nao Ihe
ter sido anda apresenlada a letra pelos ditos Didot
Frotes.
Para o Kio de Janeiro escre vemos aos genitores E.
fi H. I.aemmert, pedindo-lhes infrmaseos acerca
los presos de diversas obras, procurando orientar-
nos previamente do custo dellas, porqae sabemos o
subido prejo das impres<5es nsqu >IU capital; e teo-
do-no* respondido, salisfazeodo ao nosso pedido, re-
centemente Ihes enviamos a quanlia de 15501)0,
nao s para o pagamento dos livrosque Ihes pedimos,
e qoe constan) da acia de 28 de malo prximo pas-
aado, como para a asignatura, al o fim docorrenle
anuo, do Correir -WcVtanfil, pois o agente nesta ci-
dade, da redacto deste jornal, deixou de encarre-
gar-se desla commisso, soffreodo por cousegninle o
nosso (iabinele a intorrupr.. na remessa desla gaze-
la, o os nossos leilores a "privara: 'la noticias com-
municadas por esta folha.
Quanlo a' pessoa a quem nos dirigimos ua cidde
do Porto, por intervnolo do nosso socio o Sr. An-
tonio Jos Coimbra Guimares, que a isso Je bom
grado se presin, ainda nSo nos obsequioa com a
resposta, mas temos a certeza de que nao se descui-
dar,
Segundo o relalorio do anno passado ve-se que
existiam:
mas rogirao-vos que ponderis, no voo animo ge-
neroso, as fracas considrateles que submeltemos
vessa inlelligencia, e nos desculpeis quaes quer omis-
soes, mais BlBM das circunstancias do momenlo, do
que da vontade da direcluria que agora lida. A-
gradecemos, pois, a altenco, qae vos dimtales pres-
tar-uos enosjulgamos relizes com vosco, por au-
gurarmos ua folara administracao, o elemento po-
deroso do progresso desta casa, a que temos dado o
pequeo contingente de serviros, que nos foi pos-
sivel.
Sala das Sessoes do Gabinete Portugus, de l.eilu-
ra em Pernambuco, aos ti de julbo de 18of.Joo
Carlos Coelho da Silva, I." secretario.Francisco
Ignacio linoco de Sauz: 2." secretario___J0S0 de
oiqaeira\Ferrao, thesoureiro.
JIRYDORECfl'E.
S de julho.
Presidencia do sr. Dr. Alexandre lemardino dos
Iteis e Silva.
Promolor publico, o Sr. r. Antonio f.uiz Caval-
canlideAlbuquerque.
Escrivao, o sr. Joaqnim Francisco da Paula Esle-
ves Clemente.
Advogado, o Sr. Joo Capistrano Bandeira de Mel-
lo, estudanie do quinto anuo da Kaculdade de Ui-
reilo.
nr!ia a,ch,,mi")a1s "' *om da raanhaa, achsram-
so prsenles 10 senhores jurados.
...1L22*10 d?. se9siioc re|ea.o das mullas em
te 1 alV" *? aulerior. Pr tr apr.senla-
mSESr4" n,0lea,,i, *' Adelo" Jos de
Tambem foi relevado das mullas dos das ante-
riores, por ter^presentado escusa lezal e ter compa-
rectiio, o sr. Ylaxioiiano Francisco Duartc Kegucira.
Foram multados em mais-Os rs. os senhores ju-
rados ja mullados nos anteriores dias de sessao
Aborta a se>sao pelo loque de campainha, foran.
coiduztdos barra do tribunal do jury, paraserem
julgados.o. reos presos Clemente Jos de SanfAnna.
Manoel Eloy do Nnsc.mento e Marcellino Gomes
lorreta, os primeiro e segundo aecusados porcrime de
:ex ttass? sTSsm* i fe?--**** '*. por..id. *
feilos 1
dn os r
Enlraram
Existem
Obra
11768, volumes4229
283 (85
2051
4911
>.io garantimos 1 jxacli.l.io desle namero, pois
lalvez se tenliam dado alguos extravos, como qua-
si sempre acontece em eslabalacimento* desle gene-
ro. Tor mais diligencias qae envidaremos, para
extinguir uin abuso iutoleravel, qual o demorarein
mezas mullos Srs. socios os livros em seu poder,
desprtzando o lempo marcado nos respectivos r-
tulos, qae he minio sulliciente, embora se Ihes exi-
gissem inlaotemeule ; assim mesmo prevalece a-
quelle abuso, e julgamos que s acibara, tomndo-
se rigorosas medidas apoiadas pelo regulamento in-
terno, qae em poacos das ser posto em execu-
$o.
Ainda que agradeceremos a Iodos os senhores,que
se dignaram oerlar diversas obras a este Gabinete,
em namero de 61 voluntes, devemos aqai publica-
meule, em nome da associacjlo, de oovamente dar-
Ibes provas do nosso reconhecimeolo. Forsm elles
os senhores general;: Jos Ignacio de Abreu Lima,
Joaquim de Oliveira Mello, Manoel Antonio Mar-
tina Pereira, Jos Moreira Lopes, Ricardo de Fre-
las 4 C., Pedro Calasam, l)id Goncalves de Aze-
vedo (do MaraobSo ), Gaspar Antonio Vieira Gui-
mares, Dr. Antonio Vicente do Nacimeuto Feilosa,
Dr. Adolpho M.inoe Vicloro da Cosa ( do Kio de
Janeiro }, Thomaz Antonio llamo- Ferreira, Mano-
el Ferreira dos Sanios Portugal, Jos Marques de
Amorim, Joaquim Francisco da Silva Azevedo, Co-
nfo Joaquim Pinto da Campos, Antonio Marques
Soares, P. Francisco Jos Tavares da Gama. Ko-
ran) oHerecidos ao Gabinete, pajas respectivas re-
ilacces, o Correio I'arnhibano, o ileliotropio a Pa-
(rfa, a pelo seu digno redactor o Sr. Dr. Antonio
Kego, o Diario do MaranhSo.
A pedido de alguns socios-accionistas desta Gabi-
nete, foi eoearregado o Sr. capitn da barca Pro-
greulsta, de assigo.ir em Losada, por conla do Ga-
binete, o BuUetim'.Official de Angola, e remette-le
para Lisboa ao nosso correspondele Antonio Maria
Pereira, para este o enviar para aqu e pagar a com-
petente assignatora. A directora assignoo mais os pe-
riopicos de Lisboa inmolados /retira Contempo-
rnea, Hluttracao Luto-Bratileirm.
O movimento de livros para leilara externa, e a
frequencia de socios e visitanles, vai gradualmente
augmentando, com o que muilo nos regosijaraos.
seg.'linli; estilstica veris qunnlos volum
Nao
binado
de senl
Corone
Jos I 1
DltlIO 61 PllUIIIU SABJUO 12 M JULHO OS 1856
.- graes, do pelo sobredito Marcellino.
a pessoa ce cirneme Jos desanl.inna, len-
runeiro e o segundo reos por seu defensor ao
Sr.eslidante cima referido.
endo o reo Marcellino Gomes Corre!
"as roemaee. dos jurados para
i eom-
ii i por o
de di-
conselh i do jury de senlenca, o Sr. Dr. ju
- nandob retirar, adiando o julaamVnt do
para o da seguDle.
Para I sorteados para compr o conselho do jury
""ja. os seguioles senhores:
Trajano Cesar Burlamaque.
Antonic Goucalves Pereira Lima.
, .^!e'ente Jos Ferreira da Cos,
ippe Nery da Silva.
Justino Pereira de Farias.
Thomazl
Antonio
Ignacio
Porfirio
Jesuino
Flix d;
Joaquim
(Is qu
de Carvalho Pae de Andradc.
Rodrigues de Albuqoerquc.
los ifAssiimpcao.
Cunha Moreira Alves.
ESTATISTICA dos oHici
Ferreira da Sil*..
Cunha l'eixeira.
Augusto Ferreira Jacobiua.
. bes pieslaram o juramento em voz alta
bre o liro dos Sanios Evaugelho5, etomaram ...
seulo nos seus respectivos logares, separados dopu-
blico.
Depoi l de prestado dito juramento, foi o reo Cle-
mente Jjos de Sant'Anna inlcrrogado, e em seu in-
lerrogatlirio disse, que Uvera urna altercacSo na noile
Uo da 2 de julho do auuo passado, no lugar de San-
io Amaro, com Marcellino Gomes Correia, para sal-
var a sea vida, e que lendo dito Marcellino dado
tres racajdas nelle, ocompaiihcirodelle, Manoel Eloy
do Nascfcmeuio, tir-ra um pao de urna cerca o Ihe
dera, eom elle dera urna encelada em Marcellino.
lind o interrogatorio do roo Clemente, foi inter-
rogado I) reo Manoel Eloy do Nascimenlo, c no in-
terrogatorio disse, que na noile do da 2 de julho do
auno passado, passando elle pelo lugar de Sanio A-
raaro lucra urna allercacao com Marcellino, por
querer 6 dito Marcellino indagar delle certas conas,
e enlenllerque mo estar obrig.ido a responder, que
apenas jlera urna bordoada em Marcellino e dera um
Fez-se a leilura de lodo o processo. e, depois da
raesma, o Sr. Dr. juiz de direiln, presidente do tri-
bunal do jury, deu a palavra ao Sr. promolor pu-
blico para fazera accusacAn, e esle a fez, dizeudn que
os reos liuhain sido os autores dos ferimenlos feilos
em Marcellino, que o crime eslava provado, e os
reos incursos as penas do artigo 205 do cdigo cri-
minal, e, finalmente, pedio a coodemiiacao dos mes-
los no grao mximo do dito artigo por se dar a cir-
cunstancia aggravanlc do S !. do artigo lti rf0 me-
mo cdigo, visto lerein os reos coinmellido o crime
a unte.
I'inda a aecusaco, o Sr. juiz de direilo deu a pa-
lavra ao Sr. advogado para lazer a defeza dos rns,
e esle a deduzio. diiendo qu os roos liiihnm sido
provocados por Marcellino, que leriram a esle com
urna estaca de urna cerca, que Marcellino era o verda-
deiro crimiuoso, por isso que linha viudo armado de
laca de pona, que os reos nenhuma arma tinham
senno urnas esporas, c pedio a ahsolvicao dos mes-
mos reos.
I-indos os debutes, depois de replica e (replica, 'o
Sr. Dr. jui/. de direilo perguotou ao jurj de senlen-
ca se eslava sullicienleinente esclarecido para julgar
a causa, e como se decidisse pela aflirmaliva, o mes-
mo Sr. |uizde direilo, depois do resnmir a materia
da aecusaco e da defeza, propoz ao jury as quesles
de facti,. e sendo estas entregues ao conselho, Toi esle
condazidn sala secrela das conferencias as 5 \,
horas da larde, donde vollou as 6 c um quarto com
suas resposias, que forain Hilas em voz alta pelo pre-
sidente do jury de senlenca, em vita de cuja de-
cisrto. o Sr. Dr. juiz de direilo, presidente ilo tribu-
nal ilo jury, publicou soa senlenca, absolvendo os
reos e coiidemnaudo a municipalidade ras cusas.
O Sr. promolor publico, pedindu a palavra, disse
queappellava da senlenca para o superior tribunal
da relacao, e requereu ao Sr. juiz de direilo que
mandasse tomar por termo sua appellafSo, o Sr.
juiz de direilo deferindo, mandnu lomar por termo
dita appellac,dO. e levanlnu a sessao, adiando-a para
diao seguime as III horas damanlia.
de um horlelao para um engenho
na ra da Cadeia n. M, escriplorio
Oliveira Azevedo, no seu escriplorio, ra da Cruz i Precisa-se
D\, perlo da praca :
\ ende-se o patacho americano l.evanlde lole de. de Jos Pereira da Cunha"
la! toneladas inglezas: quem o pretender dirija-se l.niz Thom Goota Ja.-.ior vai a Enropa e
^rnrnn,s0,!l.^,0^u,tos,ro,, Hoolt' '" : l"a-a como julRue "ad ,,ev" a P le."", "El
de Corpo Santa n 48. quem se julgar seu credor, de aprese.Har suas coalas
n lirio,, he. u S, U ,ilul0s al0 d,a l8 do "te, na ra .Nova n.8.
O brigue brasile.ro ..Elvira., segu para o Rio de Arrenda-se o grande Hilo a, estrade de Joo
Janeiro amaiihaa 13 os senhores carregadores de I de Barros, com capella grande, casa nova leudo
escravos queiram Blanda-Ios para bordo al ss 10 lio- muilos enmmodos para lamilla, h," T moderna
ras de mesmo da, e os conhecimenlos no escriplorio com bastantes arvoredosde fruclos de varias suuiiJ
do correspondente Jos Joaquim Dias lernaiides. dades. grande viveiro, com mullos coqueiros novos
RA fiF rVF? que dno fruclo, graudes baixas de capiro que susten-
UiU .. jli dallljl IU i '* 9 tvallos pelo vero, e uulros commodos que s..
M*v .'..-xj uatijji i\t ia iu cvanos peto verao, e uulros commodos que s.
Segu no da 211 do mez crrenle o patacho ..Va- *ndo se avahar : quem o pretender, dirija-se ao
lenle.i, capilo Joaquim Antonio Goncalves Sanios; mesmo sitio denominado nConceicoi., que achara
ainda recebe carga, passageiros e escravos a frele :
a tratar com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Santo n. 25. v
&l0t$.
IOS,
cartas e outros
buco do si
Lugares d'onde o
correio de Pernam-
buco recebe, e para
onde remelle corres-
pondencias.
Pernambuco. .
Macei......
Babia.......
Rio de Janeiro. .
Sergipe ......
Espirito Santo .
Goiaz.......
Santa Calharina .
S. Paulo......
Miuas.......,
Mallo Groiso .
it ni Grande de Sul
Paran ......
Parahiba.....
Rio Grande do Norte
Cear......
Maranho. .
Piauln.....
Para"'......
Amazonas. .
Faizes elrangjei
apeis sellados, Crneos e de porte entrados saludos do correio de Petnam-
undo Ininestre do anuo civil de ISli.
RECEBEU.
Oflicius.
252
90
87
448
(10
I
I
II
101
41
105
6I
14
44
i
1330
17
Carla'
Seguros.
i
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S2
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I
I
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Selladas.
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3279
396"
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25
21
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122
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34
1310.1
:
tornara c mais
papis.
De porte.iFrancos.
12
39
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Crrelo de Pernambuco l.uejalhode Ih.'.li.
6
87
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REMETTEU.
Ollicios.
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Cartas
Seguros.
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13
34
193
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Selladas.
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Jornaes e mais
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De porles
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Total.
4192
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19
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80
47
11
218
2
3300
16.58
2429
.3190
119
29-.7
60
35291
596
CpuUtcflCrtOt ptb;
4-
0 AdministradorAntonia Jos Canes do Correio
Pela
sahiram e entraram, e quanlas pessoas frequentaram
o estabelecimsnlo.
Movimento de livros.
Enlraram Sahidas
Julhua setembro 4,555 4,746
Oulubro o dezembro .3,922 .1,99
Janeiro marco 3,820 4,028
Abril julho 4,378 4.682
Tola I
9,201
7,916
7,858
9,060
34,126
Moci.uento de fieros
Accionis-Suhserip- Visitan-
las toras
Julho a estambro 2,699 1,385
Oulubro dezembro 2,299 982
Janeiro nuco 1,968 1,316
Abril ..junh.1 2,237 1,761
tes Total
2,080 6.164
603 3.883
355 3,639
22 4,2:
17,918
Mo\ metilos medio mensal, dos li\ros .... 2,843
,dos leilores 1,493
.4dimiifrarito.
leudo-so aberto no recinto desle (iabinele, a ex-
pensas do mesmo, Cois cursos, um de lingoa fran-
eeza, e outro de geographia poltica, phisica, e as-
Irouomiea, regidos pelo mu dislincto protassor e
ndsso socio o Se Dr. Jos Soares de Azevedo ; com
profunda magua vos confesamos, senhores, que
directora se io eompellida a suspende-los, cm coo-
seqoencia da raui diminus afluencia dos socios a
ulilisarem-se delles, nao correspondeudo portaoto
o aproveltamento ao sacrificio que o eslabelecimenlo
fazia para soslenla-los. Nada m.iis dizemos sobre
este assompto, porque bem patente est a memoria
de lodos os motivos que se deram.
Sendo de muita urgencia a organisaco de um
regulamento interno, demo-nos s eUe penoso traba-
Hio ; o apresentando-o ao conselho deliberativo, na
sua ultima sessao, este noineou ama commisso com-
posta de tres membros, para o" evamioar, e fazer
os apontamentos e alterarles qoejalgasse conveni-
ente. Esta commi-sio lein Concluido o seu exa-
me, e breve ser presente ao conselho deliberativo,
para este dar o seu voto.
lie verdtde, ennore, qae nos adiamos autorisa-
dos para arrendar o predio conliguo| ao eslabeleci-
inento, s enlendes-etnos necessano amplia-lo ; mas
jalgandn de nenhuma necessidade maior casa, pois
que, a qae setaalmenle lemos, he lunicienlc para
o andamento regalar, e prevendo mis o immeino
dispendio que immodiatamenle amos Inzer, e o
, seusivel augmento de despeza annujl, dtiamos de
dar pisso nlgum para este fim. No entanlo a direc-
tora que linda deixa raeio, com os quaes se pude
satisrazer a esse respeilo o dezejo pronunciado por
algans senhores associa.los.
Julgando tambem destiecessarjos tres empreados
no Mlabeiecimenlo, resolvemos dcimltir um, hcan-
do i uterinamente occupan.lo os dous lugares-o de bi-
bliolhecsrio.eodeajjdanteo Sr. Daniel Jos Pe-
reira Lima coadjuvado pelo empregado de c.ibran-
.;as,o Sr. Thomaz Pereira de Mallos Eslima.os quaes
se importado bem no desempenho de seus deveres
1ensJo-oos sido entregue o livio das acias das ses.es
da directora, que eslava em poder do Sr. primeiro
seeretario da adminislra^ao deiniltida. em 8 de maio
prximo passado, nas vesperas da sabida para Eu-
ropa do Sr. director, nao p.i le o primeiro secreta-
rio da actual cooseguir lanrar (odas as acias e or
isso licaram por assignar : e sobrevindo depois ao
mesmo secretario urna doenca bem penosa, que com
quaolo o nao proslre, iuipossibilila-o todava
dar-se a trabalhos pesados e continuos, nSo pode
promptilicar toda a escripia tanto econmica como
administrativa, de que se achav.i encarre^ado, com
a brevidade que exigiam os estatuios ; pelo que
e/uVore, em vez de ser convocada a assembla ge-
ral par o primeiro domingo de junho, como dispoe
o arl. Sidos meamos estatutos, o foi para bota.
Bcra sabis, senhores, que n.ln he p.ssivel levar-se
de vencida a forc.a maior : se coubera nas nossas
forcas, ja um lano debilitadas, apromptar ludo pon-
lualmenle, ningoem mais do qoe nos deseja ser fiel
a lei, e observaramos risca a disposi^o do citado
artigo ; e de mais, aleta disto, alivia'vamo-oos de
urna carga bem pesada. Era virtule de querer-
iniis a lodo transe depositar nas vossus mos a admi-
nistrato para que Wj, por vos coofi,da a hombros
robustos e tntelliseneias vigorosas.e mesmo para que
o gabinete mais brevemente podesse ler orna direc-
tora completa, visto e.ta, alm de estar reduzi ia a
tres membros, pela demissao dos Srs. director e vi-
ce-director, nao poder trabalhar por musa do mo
estado do saode do noss., eollega primeiro secr- ta-
o.... no pode esta directora enviar a commisso
d c.nlas os livros para por ella seren examinadas e
dado seo parecer ; mas lainhem obramos assim
independen! .laque las considerariies, para nos
pouparmos a sofTrer nova censura "pela imprensa
forjada em duvda por pessoas mal mencionadas '
Finalmente, senhores, nao devemos deixar pas'sar
desapercibido om fado praticado para com nosco.
Muilo bem sabis quo fomos eletlos por causa de
nma peqoena dlssideneia no eio da directora qoe
tora escolhida para fuoccinnar no auno administra
tivo e finmceiro de 1855 a 1856 ; e estando por
consegunle alguns mimos um pouco agaslados, ,iea.
de logo reconhecemos que injuslamenle sodreriamos
algoma coolrariedadc, e da nossa prevenco nao
denaram de realsar so alguns pormenores. P.,r,
logo eomecou a apparecer urna opposico surdn, que
solapadameote procurava eslorvar-nos. Resolve-
mos nao darraos ouvdos a essa opposico, porque
conhecemos ser-nos Mta acinlosamoule. Algumas
publieacoes appareeecam, nas quaes se procurava
J,e.XC,e""Vr rt,rec,"ri"- e Por consequencia desa-
creditar o e.tabelecimonl... Senhores, a imorensa
nao he o roelhor meio par, lecerdes ar vos,P cen-
suras, e manifestardes as vossasqueixas: tandea nos
estatutos porta ranea par. dingr.le, a. vo" -
giiicAes com legshdade, pi, aqaelle meta, louge de
ser proheoo, he su prejudicial. *
N3o cansramos por mus lampo a rotH aiieu. lo,
E para que chegue a irolici. de todos mandet pas-,
saredilaes queserao aflhados em lugar do coslu-
mee publicado pela importancia.
Dado; e passado nesla cidade do Recife aos 9 de '
|olho de 1856.
Eu Francisco Ignacio Torres Bandaira
o fiz esrever,
Anselmo Francisce Peretl.
escrivao
&u\at&t$.
Antonio Jos de Oliveira Fragata, major reformado
do exercilo e do lerceiro halalho da guarda na-
cional do municipio do Recito, commandanle in-
terino do mesmo balalhao, cavalleiro da ordem
militar de Sati-Bcnlo de Aviz, condecorado com a
medalha da campanha da Bahia, e presidente do
conselho de qualificacao da freguezia da Boa-Vis-
ta, por Sua Magestade o Imperador que lieos
rus rile, etc.
Fajo saber a qoem inleressar possa. qoea^^iaia
prsenle a qulnzedias.se reunir o consellioT^JJi
liticac.io da freguezia da Boa-Vista, que em virlude
das lerminacoes dos decretos ns. 722 de 25 de oulu- V rl..>^ir,.,: t. li-
bro de 1850 1130de 12 de mareo de 11533,leo, de -ueclor.a faz. publico que as letlras |0 n. &
rever a qualificacao oxislente, fazer a eliminacao e cm sua apicsentai'ao n.io liveiem si-
Z'Ttft.Q^t^^^Jl lo > no oobradorda me.macj.i-
creos. ~ y |Xd' oppoeraoserateas horas da tarde,
Qua'lel do commando interino do terceiro b* .; "O escriptorio do minino estabelecimen-
dhelu?ho?da.r,85rO",,d0,nU,',:l, dKeCfe' "I'oAntonio Mar,,ues de
%x>i&Q9 *8txitm.w.
Para liahia
Caixa filial.
sefjue em poneos dias por ter parte do
,carregamentoprompto, o veleiro e bem
COnliecido liiate nacional CASTRO : para
o resto trala-se com sen onsignatario
Domingos Alvcs Malhcus, na ra
Antonio Jos de Oliveira Fragata,
M..|.u prrsidente do conselho.
ERRATA.
No communirado sobre o Ihealro de Santa Isabel
publicado hontem, cm lagar de Bisloqui deve
ler-se Dutocq.
9mmttcic.
Amorim, se-
cretatio.
A direccio do e\tincto banco de
Pernambuco, avisa aos Srs. accionistas
do mesmo banco, que te acha autorisado
oSr. thesoureiro da caixa filial do ban-
co do Brasil nesta provincia, a pagar o
ottavo dividendo de .sGOO rs. por ac-
cao, vencido nos Tmezes de Janeiro a
maio ultimo. Kecile 3 de julho de I8.">6.
Assignado.Joao Ignacio de Medeiros
Kego.
evendo em cumprimcnlo da or-
dem do tribunal d memoro nacional, de
OtfUd.de Publica, 30Vo7c"e"nto d. SBO)' t^ d "T^l* "n"0' *Mt da
Indeinnisadora. 52 por de premio. cllcu|acaousnolas de o.S, de segunda es-
da estrada de rerro-,M)porO|odepremio|t'npa, papel encarnado, tiue nella exis-
Item, sen.lo substituidas por notas dos
mesmos 011 de menores valores, da caixa
^*iftm!n|,,l,al d B:",CO do Bmil tabelecida
I6000inestil Provincia olllm. Sr. inspector da
thesouraria de la/.enda desta provincia,
manda convidar ospossuidores d;s ditas
notas de O.sOOO, para as apresentarem
na mesma thesouraria, afim de seren
trocadas dentro do prazo de oito mezes, a
contardo I de julho prximo vindouro ;
28 levereiio do seguate anno de 18.">7 ,
declarando ao (mesmo tempo tute, lin-
c]amhoeV> de julho. |do esse prazo. soll'retao o disconto
10 porcento do seu valor em cada
me/, de demora na apresentarao, na for-
ma da lei de de outubro de 1835, ate
licarem sem valor algum. Secretaria da
Uiesourana de lazenda de Pernambuco,
3 de junho de 1856. o ollicial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
-_._______ CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por lj.
Paria, 360 rs. |>or f,
Lisboa, 100 por 100.
Kio de Janero, 1|2 a I por OfJj a 1.) e :> dias.
Acedes do Banco, 35 0|0 de premio.
Aces da companhia de Beberibe. 549000
Accoes da companhia Pernambucaua ao par. 12 de Janeiro do frrente
re a entrada.
Disconlo do leltras, de 7 a !) por Om.
. METAES.
tl'iio.ttncas hespanholas. .
Moedas de 6100 velhas .
" 65100 novas .
43OOO.....
Prata.Palacdes brasileiros. .
Pesos columnarics. .
mesicanos.....
ALFANDEtiA.
Kendimen^o dn .lia I a 10. .
dem do da II, ....
ostipunfiia
ricuna de
cezes.
leApol-
PraiicirAiiK
vapores fran-
'.13000
25000
25000
I586O
I20:'.)528757
19:741j70i
1i0:6)7{61
Brigue inglezJoikua Marymercadorias. 1*
Sumaca lie.panhola lalentinafarinha de trigo.
Hiato porluguc/. Voador do Moiulego diver-
sos geuetos.
Patacho braseiroCon/iancaidem.
CONSULADO tiERAL,
Kendimenlo do da 1 a 10
dem do dia II ,
10:336>.VjO
4373806
I0:77s356
DIVERSAS
Rendimenlo do dia 1 a
dem do dia 11. ,
PROVINCIAS.
10 ... .
506*39
97o250
DESPACHOS DE EXPORTACAo Pul
DO CONSULADO DESTA CIDADE
11 DEJJUf.llO DE 1856.
8935*88
.A MESA
NO DIA
THEATRO
DE
Santa Isabel.
SEGUNDA REPRESENTACO
Espera-seno
dia 23 do cr-
ranle mez vio-
do do Rio de
Janeiro, o va-
por Cdiz, ca-
pilo Berin-
doague, qoe
segu para o
m V27&& '-Sbar- PT*52
20 me ,eroniV c- rua *Crai
PARA O RIO DE JANEIRO
sesne em poneos dias a escuna brasjieira Linda.,
ouem nella quizer carregar o,, ir de passa.em en-
Para o Kio de
Janeiro
legue cm poucos dias por ter grande par-
te do carregamento prompto, a escuna
nat tonal ZELOSA, capito Pinho : para
carga 011 escravos a frele, trata-se com
os consignatarios, no escriptorio da ra
da-Cruz n. 40.
Cetra, Mfiranhfto o 'ar.
Segu 00 lim da presente semana o brigne escuna
Lauras, anda podeadmillir algoma carga; tr.ia-
se com o consignatario ua rua do Vicario n )) '
PABA 0 CEARA',
O patacho Santa Crnt recebe carga e passaeei-
ro, : a tratar com Caelano Cwiaco da C. M a0 lado
do Corpo Santo n. 25.
IARAHHA0' E PARA.
O palhabole Venus., segu com brevidade" re-
cebe caraa e passageiros : Irala-se com Caelano Cx-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Santo 11. 25
PARA LISBOA E PORTO
sahtra com brevidade o hrigue Trovador oara
ni.'rlTrT';- ',ala;,e CT Bd"oca c^w.
na rua da Cadeia do Recife n. i, ou com o capilao
Co
11 panilla !
paquetes
irasileira
a vapor,
de
------------------------- ~.. .,u, iiuk.uiv 1 afa.i..- i.i-ooaBarca porlugueza Ligeira, Vicente AlvM OSG'I VN'IIFS R lilil II i\n.\vaiuiiv
deSouia Carvalho, 70 saces assucar branco e 1 wau"AnuBa* l>KIUIA> lt> SOIBEES
mascavado. SOB A MBBCCAO DE
a. PortoBrigue portuguez Trovador, Bailar ,V (Mi-
di veira. 200 couros sainados.
" To,aK(1W,a",Sardaa ",**"* EllM' Ba" '-
mos, N.tMIO uohas de boi.
,lreTBm1!UC fra"ce,z aB,iem>>' "versos carrega-
carna'ub, .*'ccas alRodo. 7 arrobas e 9 libra, de
carnauba, Wl arrobas de sement de algodio, 7 ar-
robas de lila barriguda
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS t.B-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo ,1o da 1
dem do dia II, ,
110
8.-2*1*068
K7:ti08
8r9l3f676
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinento do dia I a 10 28:559554(1
dem do dia 11....... 1:178*104
29:7:)7jj(.q
$ltpt>imtat> 4> porto.
Savio entrado no dia II.
RiodeJaneiro_-l2das, patacho braseiro Bom
Jess, de 170 loneladas, meslre Joao lionialves
los Reu, cquipagem II, carsa caf c mais geue-
ros; a Barlholomeu l.unren<;o.
mmt&.
As pessoas que npresenlaram propostas pai3
fornecimenlo de vveres a guarnicno da escuna l.in-
doia sao convidadas a comparecer por si ou seus
propuilns, boje as 11 horas da m ni lia a nesla repar-
lc,ao, alim de se elfecloar o contrato. Alfaodega de
Pernambuco 12 de julho do I85B.O inspeclor,
Bento Jos Fernandes Barros.
O Dr. Anselmo Fraurisco Perelli, commendador da
imperial oideui da Rosa e juiz de direilo especial
? do commcrcio desla cidade do Recife, por S. M.
" Imperador etc., etc. ,c-l.,
tac sabrr aos que o presente edilal.virem, que
no na 21 rto crreme mez se hade arrematar por
yenua a quem mais der, depois da audiencia deste
juizo na sala das audiencias dezoito cadeiras de
Jacaranda, tan bancas de um so p da mesma ma-
detra, um sof dem, nma mesa para jantar de ama-
relio, ludo usado avallado em noventa mil rs. cu-
Jos Rodrigues I errsiraconlraManoelOoncalve.dns
Santos.
ROBERTO E DEYEAIA.
Hoje A2 de julho de 1856.
Logo que a orcheslra execular urna
plionia comecari o espectculo pelos
Mvsterios
nova sym-
DO
PRIHEIRA PARTE.
1. O relogio cabalislico.
2. O toocador de psich.
3. A vontade das senhoras.
i. A peja volante.
5. O milagredas rosas.
6. O cofre diablico.
SEGUIDA PARTE.
1. ti cofre das joias milagroso.
2. A cosluleira haliil.
3. As carias ubedeutes.
. I ma lico do esgrima.
>. O m2cn da sociedade.
b. A grinalda encantada.
TERCEIRA PRTE.
O menino cloart
QUARTA PARTE.
Terminar o espectculo com dklraordinarins e no-
vos eiercicios do celebre
PERNAMBUCANO.
PRECO DOS BILHETE3
Espera-se
nos dias 12
ou 13 ,|0
correnle o
vapor Im-
pera I riz,
00 ni man-
dante o I-
eneiilellri-
o, dos por-
tal do nor-
I*. o qual
depuil da
, demora do
cosluinc seguir para os do sul : agencia rua do
trapichen. 40, segundo andar,
PARAOMARAMIAO'.
O muilo veleiro patacho nacional Alhenas.., ain-
da mesmo sendo vendido nesta prac.a segu viagsjm
ao Marannao, e como pretende que sua demora seia
mili:., curia uesle porto, recebe car^a a Irele nr
menos que qoalqueroulro: o prelendenles diriiam-
se a,, seo eonsignaiarlo Anlo.no l.niz de Oliveira
A/.evedo, rua da Cruzo. I.
_ "'ARA A BAHA.
( veleiro patacho nacional lEsperanca, sahe im-
prelcr.v.lmenle al o lim da prsenle semana, ape-
lias Ufe ialla algu,na carga muida : para a mesma
ou passageiros, para os quaes tcm excellenl.s com-
o com o sen consignatario Antonio
Azevedo, rua da Cruz nume-
O agente Oliveira far leilo, por ordem e cun-
laldeuiversos.dos predios seguiiles: oito casas terreas
em lora de Portas, sendo 1 ao peda igreja do Pi-
lar, ns. 15, 17, III e 21, das quaes :| existen) com ta-
bernas, e I he de morada, 2 ditas no boceo Largo
ns. IM) e 112,1 com taberna, e oulra de morada, e
- ditas ns. 75 e 77 com frente para a rua dos tiua-
larapes, ambas de morada ; I dita de sobrado de
um andar, rua do Anal n. .10 ; e urna pequena par-
le no sobrado de dous andares, na rua do Rosario
n. a.) : I silio no lugar da Torre com grande casa
nova de podra e cal, com xao, cozinha lora, es-
tribara, qoarlo para feltor, gallinheiro murado, e
cacimba ele, o qual he quasi conligno ao do Sr.
O. lalrbell ; oulro silio externo no lugar deuomi-
uado Parnameirnn, cum grande cana de vivenda bem
edificada, murado na frenlo com 2 porliles, ean-
nexo, cozinha fura, quarln para felor, gallinheiro
de pedra e cal, cocheira eeslribaria, estas com so-
lao coulendo sata e dous quarlos, grande cacimba
com 2 tanques e coherta, urna talada de purreiras, e
planlaces numerosas de variados arvoredos dos
mais eslimados. Os prelendenles podem ludo exa-
minar com ,iiueri|.,ir.i, ou enlcuder-se com o re-
ferido agente ale o dia dn Mito, que lera lugar,
juntamente com o d'alguns escravos, lerca-feira, 15
do correnle, as II horas da manhAa, no seu escrip-
lorio.
0 a gen le Vieira da Silva tara' leilo,
terca-feira lodo crtente, as 10 huras
damanlia, no sen armazem na rua da
Madre de Dos n. 2, de diversas obras
de inarcineria novas e usadas, mobilia*
noviis e usadas, diversas miude/.ase obras
de orno, i elogios patentes, adereros tle
orno, um rico escravo de idade de 10 an-
nos, bonita figura e mais objectos i|ue se
acliam patentes no mesmo armazem.
O agente Oliveira far leilSo, por aulorisacilo
do Exm. Sr. Dr. joiz especial do commercio, exara-
da em requerimento dos deposiiarios com annuencia
dos curadores liscaes da massa fallida de Maria Flo-
rinda Scasso, das fatendas e arm>co da luja, assim
como das dividas activas da dita ma"sa na importan-
cia de rs. l:2i.Vj020, e sicoma mobilia : quarta-fei-
ra, 16 dn crrante, as 11 horas da mar.haa em ponto,
na indicada luja, sita no aterro da Roa-Vista n.29.
- Precisarse de tima
modos
Luii de
1111.
Oliveira
Camarotes de primeira ordem.
Dilos de segunda.....
Dilos de terceira.....
Ditos de quarla.....
Cadeiras. *.....
Platea........
Varandas .......
I ..me. ir.1 as 8 hora.
8*000
10*000
6*000
15000
25000
ITOOll
5011
A9BI0
de Janeiro.
Segur com toda a brevidade o brigue
nacional HERCULES : para carga, pas-
sageiros e cravos a retc, trata-te com o
consignatario Augusto Duarte de Moura,
na rua de Apollo n. (i, ou com ocapito a
bordo.
Vendc-se
o muilq veleiro patacho nacional Alhenas, de 20t>
toneladas, forrado de cobre e presado, tem duas an-
danas d* panno, maslros, roaslareoa e vergas, ludo
de pinho de l'l.indre,| appsrelhado de novo, com
muilo I.im lancha e bote : ns prelendenles o pode-
ido examinar, e para tratar cum Aulouio l.niz de
avadeira par
tomar roupa de tima grande familia, qo*
de fiador a sua conducta : na livraria ns-
6 e 8 da praca da Independencia.
Massa adaman-
tina.
francisco Piulo Ozono chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e npplica ventosas pela
alraccfto do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Nao lendo bieldo audiencia do Sr. Dr. juiz
municipal da segunda vara, na quarla-feira passada,
nao leve lugar I arrematadlo do armazem n. !l da
Iravessa da rua da Madre de Dos, a reqoerimento
dos consenhores tiuimaraes & Vllenle, a qual de-
vera ter lugar sahhado 12 do correnle, na mosma
hora : he a ultima praca.
Joail da C. Bravo, cidadflo porluguez.vai Eu-
ropa.
- O abaivo assignado encarregudo
|iela viuva de Joao Francisco Paes Brre-
lo para liquidar todas as dividas do sen
casal, convida aos credores do mesmo ca-
sal, tenliam a bondade de, no prazo de
oito dias apresentarem em sua casa, rua
de San-Francisco, todas as suas conhis
competentemente organisadas, afim de
se poder realisar a referida liquidado.
Recife 10 de jumo de I8fj.
R. J. Raala de Almeida.
Mr. Barbier, de volta de sita prolon-
gada viagem que le/, ao norte, lia dous
annos, aclia-se prsenle de novo nesla ci-
dade, e breve estar' com o seu estabele-
eimento de barbear, em ponto grande
la vapor), sendo que a nova machina que
vai montar lie de forra de 5,000 cavallos,
esem risco do parafuso cenital, como
aconteca na outra que se evaporou. A no-
va machina tem loica para fazer 188
barbas, em ."> segundos, 8S() sangras,
1205 ventosas, e applicar (00 mil bichas,
tildo ao mesmo lempo. Mais tarde se an-
niinciata' os preros, depois de ter assen-
tado a machina, sua fabrica r. inachinis-
mos complicados, o qual teta' lugar na
Babia da Trairao ou na Fnrmosa. visto
nao se adiar nos suburbios desta cidade
terreno sulliciente.
Desappareceu no dia 1(1 um menino nardo es-
curo, de idade 12 anuos, a mandado de seu meslre ;
levou cimisa da risrado encarnado, catea de risea-
dinho branco, chapeu de palha velho, (em ns pea
cambados: qoem o arhar leve-o asen meslre na rua
de S. Josc n. 30, a Ricardo Alees Feilosa ; assim
como protesta-se com lodo a rigor da lei contra quera
o liver em sua companhia.
-- Precisa-se de um feilor para uro sitio no Man- I
guindo, passando o silio do Sr. Teixeira o immdi.i-
lo : a tratar no mesmo silio, no dnminso 13 do cor-
rele, das 10 horas da manba as II da larde.
Aus-nlou-se da casa do abaiio assignado, mo-
rador no lugar da Piedade, sitio Otarla, o seu tute-
lado por nome Manoel Terloliano, orpbao de pai e
mii, eque vivia em compauliia do aiiuuncianle, o
qual desejando cumprir com os deveres de pai, roga
a quem o encontraron liver noticia do referido or-
pbao, o ene muidle para o lugar cima declarado.
Joc Rodrigues Paes.
O r. Aleaiidre da Silveira Lima Veneno le-
nha a bondade apparecer na loia da rua doOueima-
do n. 10.
Alogtm-H carrocas para cotnluzir Irasles oo
maleriaes, por prer;o commodo : na rua da Alesria
da Roa-Vista n. 2.
com quem tratar.
Perdeu-se um cordao fino de ooro com 8 oiu-
vas, pouco miis ou menos, endo perdido uo dia 9,
do principio da rua Augusta ao sahir no paleo dii
Terco em direilura ale o Passeio Publico : quem o
achou, querendo restituir, pode dirigir-se a lraves>a
do Serigado n. 1, que ser recompensado.
A melado do bilhele inteiro n. 2846 perlence
ad). Jos d'Agonia, o qual se acha na roa eslreila do
Rosario n. 1:1.
Na rua do Mondego n. '.17, precisa-se de dous
homens forros on captivos, que saibam trabalhar com
canoas, paea-se bem.
DEPOSITO DE ASSUCAR HE-
fnado c- ni leite.
Na roa eslreila do Rosario n. 23, coolronle a rua
das Larangeiras encoulrarao os freguezes soperior as-
sucar rehilado de todas as qualidades, o qual he pre-
terivel ana oulros por ser retn, i -i. com leile ; oagra-
davel cheiro c cr o loma recommendavel. Tambem
enrontraro ua mesma casa cuias de rhifre para
apreaeater farinha em mesa, as quaes sSo mui bem
fellas, e eradnos-so pelo baralissimu preco de 19000
cada um.i.
MAS CARENTES
DE OFRO PARA IIKI.i ii.Iiis.
.Na loja do Scraphim & Irmo, na rua do Cabug
n. II, (-liegaram as mais novascorrenles com pedras,
ricos sineles para as raesmas, ditos para litas, e ou
Iras moitas obras de gosto.
Ouem precisar de um rapai porloguezcom 10
11 anuos de idade para caixeiro de taberna ou loja de
r"rasem, dirija-se a pnce da Independencia ns.
Precisa-se alugarg urna ama de leile, paqa-sa
bem : na rua do Queimedo o. 7. Tambem precisa-
se de nma ama forra oucaplha para lodo o servico
de casa.
Aluga-sc o armazem da casa n. 31 da rua da
I raa ; os prelendenles dirijam-se ao armazem de
Lata Aunes derronle da porta da alfandeea.
Aluga-se o armazem da ruada Cruz
n.26: a tratar por cima do mesmo no
primeiro andar.
r^amn>>*msnaflBBBJHHHBHH|aaaaaaaaaaaaaaaa|
Jj Em nome do Alheneu l'einaml.ucano le-
nho a honra de convidar a lodos os noetM col-
legas e aos amigos do lluado socio Amonio I
Joaquim Franco da S, para assistirem mis- |
sa que lera losar dominso 13 do correnle pe-
las 'J horas da uianhaa, na malriz da Boa-Vis-
ta, pelo repou-u ua alma do nosso i Ilustre j
consocio.O primeiro secretario, Joaquim
Ignacio Alvares deAneve.lo.
Anda esla para te alugar urna casa na' ciuade
de t Hinda, na ladeira da Misericordia n. 12, livre de
epidemia, pois u3o morreu nella ninguem do cholera
morbos, e est pintada de pouco : a tallar na rua do
Rangel n. 21, a qoalquer hora.
THEATRO DE APOLLO.
Nao lendo comparecido numero sulliciente dos
senhores accionistas no dia 6 do correnle, para se ef-
fccluar a elcicao da nova commisso qoe tem de re-
ger os trahalhos dn thealrn de Apollo de D56 a
1857, conforme dispoem os estatutos dos arligos 17
e segnintes, a commisso admimslralixa novamenle
convida aos senhores accionistas para que tenham a
bondade de comparecer no salo do mesmo Iheatro,
pi>las 10 horas da manhaa do dia 13 do correnle,
alim de que reunidos em assembla goral, se compra
aquella dispnsirao.
Recife de julho de 1856.
Amonio Alves Barbosa.
Lotera
do convento de Nossa 8e-
IIhora do Carino.
Aos 5:000.S e 2:000x000.
Corre induljitavelmentc salibado 12 de
jni lio de 1836.
Salusiiano de Aquino Ferreira
Constando ao abaixo asaigoado qoe seu deve-
dor Jos Antonio Rodrigues Cavaleanti, morador em
Campia lirande, proriucia da Parahiba do Norte,
he fallecido, sendo-lhe devedor de doas letras na
importancia 1019550 rs. vencidas nma ero 6 de e-
tembro de 1X55, e oulra em 7 de Janeiro do 1856,
puntllenle de la/en.las qoe lhe_comprou, con
lando-lhe mais que o* bens deixados pelo Gnade lem
sido vendidos clandestinamente ; o abaiio anaiajoa-
do protesta contra qoalquer venda qne se leona fe-
tn.assiui como contra qoalquer pessoa que se aehede
psse de semelhaules bens, sem previa licenra de pes-
soa que por lei competir. Recife K de jolito de 1856.
Miguel Jos llarliusa tiuimaries.
a oi;e.m convier.
Al o dia 12 espera-se orna cavallaria de cavalh>>
linos ; logo que chegados far-soha om aviso do la-
gar onde os prelendenles devein procurar.
Precisa-se de orna ama para o servico interno
e externo de urna casa ; quem pretender "dirija-so a
praca da Independencia o. 31.
Na loja de calcado confronte ao oii.iu do Corpo
Saulo n. 29, precisa-se de otliciaes de sapateiro; pa-
ga-sc bem.
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da casa n. 55 da rua da Cadeia
po Recife junio ao arco da Lonceico, acha-se deeoc-
cupada.e arrenda-se para qoalquer estabelecimenlu
em ponto grande, para o qual tem commodos o1B-
cientes : os praien^cnles euteuder-se-hao com Joa
.Vpomnceno Barroso, no .segundo andar da casa o.
V* na mesma rua.
Aluga-se um silio perlo da praca, a qoem i-
ver de plaotac.es e lenha pelo menos doas euadas.
com a condicc,o de tratar do arvoredo que tem e
plantar nutras de novo, tratar da ceru e fecha-la,
dando fiador para o cnmphniento do trato qne se i-
zer, qoe para isso se aluga por um alogoel mais
commodo do que esla' : quem o pretender falle na
praca da Independencia loja da miudezas n. 3. qne
se dir' quem o aluga.
irora-se por dinhetro utna imagent
do Sunlror dos Passos, e nao se ollia a
proco se for muito perfeita e nao muilo
pequena : na praca di Independeucia
ns. t e 8, se dir' quem quer.
Jos de Mello Costa Oliveira fax scienta a
publico, que comprou ao Sr. Antonio Jote de Ana-
les a sua taberna n. 1, sita na ua Direita desta ci-
dade, livre e deserobarac.ada, na qual lem dado so-
ciedade a Francisco do Reg Ponles, licando a m-
mo gyrando com a Grroa de Jos de Mello Costa
Oliveira ti Companhia.
O abaiio assignado venden a sua taberna, sita
na rua Direila n. i aos Srs. Jos de Melle Costa de
Oliveira A Companhia, livre e desembarazada.
Antonio Jos de Arantes.
Precisa-se de prelas para venderem azeita de
carrapalo as lardes, pagando-se a vendancm : qaean
os liver dirija-se a rua do Brom paseando o chafa-
riz primeira casa que lem om sole eacarnado pela
retaguarda, para se tratar do ajele.
-Na roa do Aragao n. 3, precisa-so de orna pre-
ta para vender doce, e que nas horas vagas ocenpo
em algum servico do mesmo tranco : a quem con-
vier dirija-se a mesma casa, on annuncie.
LOTERA DA PROVINCIA.
Sachado, 12 do corrente, pelas 9 ho-
ras da manlma, lie a evtraccao da terceira
parte da primeira lotera a beneficio do
convento de Nossa Senhora do Carmo.
Os bilhctes com a rubrica do abaixo as-
signado n.io estao stigeitos ao disconto dos
oito por cento, e sao pagos em continente
apenas sabir a lista geral: na praca da
I ndependencta n. i, do premio de 5x000
ate500$rs. I. J. Layne.
Precisa-se de s otliciaes de chafoleire, paga-sc
bem : na rua Direita o. 3.
Quem aiinuuciou no Diario* de |0 (do cor-
renle querer alagar om sillo, dirija-se a roa da Ca-
deia do Recife n. 1, qae achara com quem tratar
um com as propnenos qoe exige,
Atem*.
Na fabrica de patitos de fogo da rua do Rosario
da Boa-Vista n. 56, vendem-se os maia superiores pa-
litos que tem apparecido nesla cidade tanto no ta-
maito dos ma^oa como na qualiriade, pelo dimi-
nuto preco de 800 rs. o cento ; lodos aquelle qoe
pertenderem, dirijam-se'a dita fabrica qoe o fabri-
cante preteude servir bem a lodos os sen fregue-
zes.
Maia Irmiios, com estabelecimenlo de chapea*.
na rna do Crespo e-iiu na da rua da Cadeia, part-
licipam aos fumantes do hom gosto, qoe reeeberam
do i'.lnli. lindas charolciras de palha moilo lina-,
qtic vendem por preros rasoaveis,
Na rua do Rangel n. 77 primeiro andar, lava-
se e engomma-ie por anea commodo.
Preciso-sede ama ama qoe seiba htm ro/.i-
| nhar, e para fazer
i ;> i-- -' -. compras na rua, sendo fiel :
avisa que venden o stgutnte premio da dirija-se a rua do Oueimado n. 38.
segunda parte da primeira loteria a be-
nelicio do convento de Nossa Senhora do
Carmo, extrahida a 5 do correnle.
2 meios u 980 SOOfOOO
l'em exposto a venda seus milito-felizes
bilbetes, meios e (piarlos da terceira
parle da primeira loteria do convento le
-Nossa Senl.ora do Carmo, nas lojas se-
guintes: rua da Cadeia do Kecile n.
15, loja de miudezas de Jos Fortunato
dos Santos Porto, na praca da Indepen-
dencia ns. 7)1 e 59, loja de calcado de
Antonio Augusto dos Santos Porto, na
mesma praca loja de bilhctes n. 4, da
viuva Bastos, e nasdemais ja' conbecidas
do respeitavel publico.
Os dous premios grandes cima r-
lertdos nfio estao sujeilos ao descont
dos 8 por cento do imposto geral,
S se responsabiliza a pagar os 8 por
cento nos dous ptemios cima mencio-
nados.
Bilbetes 5f800 recebe por inteiro 5:000))
Meios 5.S-000 o 2:5001
(litarlos l.sOO .< ., ., I:250|
Pernambuco 7 de julbo de 18)(i.8a-
lustiano de Aquino Ferreira.
Os Srs. devedores da casa taluda do
Sr. Joao Moreira Lopes sao convidados a
dirigirem-sc a' loja de Manoel Jos' Le-
te, na rua do Oueiir.adon. 10, afim de
amigavelmentesaldari-m seus del>itos.
D-se aluioco, jantar e ceia com aceio e prom-
plidiio, por prejo commodo ; quem pretender diri-
ja-se aa pateo da Ribeira n. 15.
Na loja do sobrado n. 15 do pateo da ribeira de
S. Josc, lava-se e ensomma-sc com minia perfeicao
o aceio, e com a maior brevidade possivel.
O Sr. Fredertco Jacques <|ueira di-
rigir-sea livraria ns. (i e 8 da praca da
Independencia, a negocio de sen inte
resse.
Srs. redactores.Claudino Romualdo Martins : T 's.r- i- (,e "' c 8i ,,aJ* at P'^Sar a quan-
das Revs, guarda nacional da segunda compauhia J" v'e "3" '""orat a se <|ue sua merci- di o titulo
do terrein. batalhSo de iiifamaria, vem por mein i de in'er"vel, do conlrario vera' seu nome por ex-
deste agradecer aos lllm. e Em. Sr. commendador len- nesla f"",a-
Km^Hte\^^e,?V,l,iiaSSnM- -P^cisa-se dealuaar um escravo para o ser-
Vr,Z 1 : """'"" A"""Jo d" Oliveira vico de casa : quem liver dirija-se a roa da Ma-
l-rsala, e a todos os seus a.mco. e superiores, que dre de Dos, armazem u. 12.
se empenbaram para sita soltura de burdo do brigne i
'i.ipil.anlii'i. Precisa-se saber se eiistcm nesla cidade os Srs:,
O abaivo assizuado faz publico, qoe seu genro rri"ic'r" Jos Mendes e Manuel Pereira de Car-
o Sr. Joao Soares la Rocha, morador actualmente i Vi,"l0 cheaados aqu no vapor Toranlins, em 1 de
ua villa de Scrinhaem, Me pode ven Clara, de 1 tanos, e Manoelta de 23, com urna cria Kel,er 4 Companhia. rua da Cruz n. 55.
de i annos, de iiomeManoel, rriuulos queseacham i l"urlari"n do caes da ilfandeej uo principio do
em seu poder, perlencentes ao caal do aununcianle corr",,e mez, > enrerados de lona com marca dia-
que esla tratando do inventario que lem de fazer lnaD,c *' 1"' earavam cobrindo urna portto de ar-
por morle de sua mull, r. que deivando 5 lilhos lem c.os c' P'10' r0!Sa-se a quem dos mesmos liver no-
por elles de ser partilhado< seus pouco. hens ; pelo
que protesta annullar qoalquer nesocio que por ven-
tura appareca sobre dilos ecravos. Recite -7 de
junho de 18561Mtgoel Goocalves Piulo.
i Alteiupilo.
licia o.favor de participar a Joao l.eile de Azeve-
do ,V Klho, no largo do Corpo Santo, que recom-
pensar.!!
tlsSrs. Cypriaoe l.uiz da Paz, na rua do Col-
leaio, Joao Ferreira da l.uz no Herr da Roa-Vista,
na padaria do Sr. H'ifiz. dirn quem ila a quanlia
lusio do etisenho Mnssurepe,termo e fregoezia de Pao d'Alho, no dia IJ do correnle, o escravo Severi- "" "'iK ,errea.
no, cabra, idade 5 anuos, pouco mais ou menos,
cabillos carapinhos, barba rala, roslo descarnado,
espadando, lem para mellior signal o dedo indev
da mo esquerda aleijado na pona, pernal linas e
um tanto arqueadas, e os ps recolares. Fho com
elle o cabritilla lienta, de idade 12 anona, pouco.mais
ou menos, t.-i.i o nariz chato, falla um pouco baiva,
mura, fina c dcil. Fogiram ambos em um quarlao
caslanl.o, sraitdc, com canealha, hem albardado.sen-
do o cabrinha e o cavallo do Sr. Theodoro Pereira
da Silva, morador em Ierras do dito eonnho, e con-
senhor do dito cabra : rua-se as auloridades poli-
ciaes e capiliiss de campo de dentro ou fra da pro-
vincia a captura dos mesmns escravos e o cavallo,
que sendo todo ctilregue no engenho Aulas, termo
de Pao o'Allio. treenexla ile X. S. da Gloria do loi-
t, promptamenle O secretario da vcnrravel ordem terceira de
N. S. do Carmo convida e roga aos irmaos da mesma
ordem a comparecerem rom seus habitas na reja
de noisa ordem nos dias 15, lti e 20 do corrente.
sendo uo dia 15 as li horas da Urde, no dia 16 as 10
horas da manhan c as l da larde, e no dia 20 as 2
horas da larde, para o lim de assistir as vesperas,
festa, Te-Deum e procissao da M.ii de Dos do Car
mo, islo em virtude do convite do moilo revereodo
padre meslre provincial Fr. JoAo de A-sumpc,io
Moura.Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
Aos senhores acadmicos e mais pessoas de
bom goslo se ollerecem excellentes cahrioletes para
passeio, com moilo aceio e comnindainetile : na co-
cheira ua rus da Cadeia a. 12.
MlJTOiD"
Pede-se por favor ao lllm. Sr. coronel mora-
dor... Sr, de um engeohodc tres mil paes por anno,
que deve no jardim publico 19)360 reis, desde abril
de 1851, de llores que comprou, mande pagar esla
safra a dita qnantia. Faz-se -i- aviso, porque nao
se tem dignado responder a li uo s carias, por ora
islo sosera bstanle*.'veremos.
No jardim publico precisa-se alugar dous pre-
los que nao sirvan para servicos pesados, podem
ser torios, ou aleijados e velhos."
O secretario da IroMndade de S. Josc "Ate-
na, erecta no convenio de .V S. do Carmo, convi-
da a seus charos irmAns para comparecerem no dia
l.'l do correnle pelas eleger a nova mesa que nos ha de reger no fnturo
anno de 1856 a 1K57.
Precisa-se de 2 mulheies para o servico inter-
nada urna casa de familia, que urna saibaengom-
mar e oulra coser, preferc-se prenlas oo amigas
para mellior harmona, daudo-se-lhes casa, cama,
mes e una pasa rasoavel : a tratar na 10a Nova u.
50. segundo andar.
Precisa-se de urna ama secca, que sailia bem
Iralar de una enanca, preferindo-se crioula ; na
rua da Cadeia do Recife, n. 51, segundo andar.
-Os bilbetes com a|rubrica do abaivo
assignado, SO pagos incontenente, na
praca da Independencia n. VO, ate o
premio de 500x000. Polycnrpo los
Layne.
xecorao da
lo Joaqoim
Precisa-se de urna ama de leile, sendo sem h-
Ihn mellior : na rua Bella n. 20.
J- F. Estrella, com loja de barbeiro na rae do
Vigario, ollerece seas prestimos ao respeitavel panu-
co, bem como as pessoas qoe qnizerem ajostar ao
mez, ainda para serem servidos em ana case ; tam-
bem sangra, lira-denle e chomba, bota venta*.
vende e aluga bichas, ludo mais commodo qoe em
outre qualquer parle : quem pretender dirija-se a
sobredtla rua do Vigario o. 15. Na mesma loja se
precisa de um aprenda.
Precisa-se de urna mltate honesta pare coser
na casa da modista beasileira, na rua Nova n. .11.
Pede-se a quem uo Alheneu, no dia das otei-
.;...- lavou um chapeo de sol novo, cabo de eanua,
seda prela e lisa, deixando oro moito velho o gran-
de, que va buscar na casa onde fuueciooa o mesmo
Alheneu, oque legtimamente he sen, deitanda o
alheio. Bom eugano Levar-so nm novo por om vo-
lito, nanea mais se procurar destrocar, o em so ap-
parecer com elle na Academia. Seja prudente, por-
que se um dia soober-se quem foi, botar-se-ba nes-
la folha o nome por extenso. Ficemos a espera e
alerta. '
No dia II rio correle as 9 horas da maoliaa.
e bao de arrematar na porta do joiz de pez de S.
Jos 3 barris de farinh do Reiuo, primeira serle,
avahada cada orna em 2$B0Urs., por e:
Pedro Ferreira dos Sanios, coulra Anin
Salgado.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O escriplurario da Companhia de
Beberibe Marcolino Jos Pupe, encarre-
;;a-se de comprar e vender acc/ice da rre*-
niacompanhia: as pessoas ciue quizerem
comprar ou vender, dirijam-se ao escrip-
torio da mesma, na rua Nova n 7, das
8 horas a's .1 da tarde.
*~tfaa*3sa*:jjso
S J. mi DENTISTA, |
f) contina a residir na rus Nova n. 19, primai-
ro andar. X
Instrucipao moral e reli-
Esta compendio de historia sagrada, qne (oi ip-
provado para instruefo primaria, lando-se vendi-
do antes da apurovaco a 1 600 rs., patea a ter
vendido a 19000: na livraria os. 6 e 8, da praca
da Independencia. ,
O r bu i mi assignado fazsciente ao res-
peitavel publico, que desta data em dian-
te deixot de se envolver em negocios de
Iiiheles de loteras da provincia, e por
isso nao Ihe compele mais o pagamento
dos blindes premiados das mesmas lote-
ras. Keciie > de julho de 185o.An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior-
. ;tnii;u publico em Per-
nambuco, roa da Sol-
dado n. 70.
ivesle grande estabelecimenlo aeharSo ti senho-
res amadores das flores OO qualidades de rosas o 300
de dalias de minio bellas cores, chocadas todos os
aunos de Franca e de outros paiz ; assim tambem
RrasMte variedade de flores inleiramenle novas nota
provincia, e nutras plantas de fruclo, sendo IKqua-
liladcs de li;os c 07 de uvas, e uva espa, ele. etr.;
a|ir.iinil un--e en. ...uiM'i,'i,i.. lano para deolro des-
la proMiicia como laml>ein para as provincias do >ul
e norte alo o Pari.
i> mptas.
Ck)mpra-se toda e ({uahiuer pon;ao
de prata veljia de lei sem fetio: quem
tiver para vender, dirija-se a rua do Col-
legio n. 15, agencia de leiles.
Compram-c caixes vasios qoe tenham sido de
vellas de carnauba, vindat do Aractly : na rua da
Cadeia n. 37.
Compram-se para urna encominenda escravos
de ambos os sexos i os rua da Cadeia do Kecife, ar-
mizem n. 36, ou ua rua do Queimado o. 3K, segan-
do andar.
Compram-se escravos de ambos os sexo, assim
como recebeui- se para >e vender de commisso na
rua Direita n. .1.
-- Compra-se urna batanea decimal em bom es-
lado : na rua da Cruz n. ::i, taberna.
I Compra-se urna casa terrea em bom estado
alo I: lllli.- ri. pouco mais ou menos, que seja na
bairro de Santo Antonio m rita da Prala n. 1. s)
dir qoem pretende comprar.


'

;


MARIO ~t P BAMBUCO S'BIk'O !J JULHO (856


6 ''---
GRANDE FABRICA
de
CHAPEOS BE SQL
-,M

CID
E PARS,
GRANDE SORTIMENTO
DE
^~;
vaattitfactitra* be *par&

para a ra do Crespo
" como para senhora,
Cobre-see concerta-se toda e qualquer qualidade de chapeos de sol com muto asseio e promptido. Todos osobjectos que se acharan ueste novo estabelecimento serao vendidne nnr
?nospreco que cm outra qualquer parte, sendo uin s pi eco para todos. Recife 7 de julho de 1856. .j. Falque. ^
menos
Compram-se en\amcs de 22 a 25
palmos, travs de30 e assoallio de lomo
emprancha de2.~> a .">() palmos de com-
prido : na liviana ns. o e 8, da piara da
Independencia.
l'recisa-se comprar a colleceao de leis brasilei-
ras dos annos de 1830, 1831 e 1833 ; quem a possoij
e quizer Tender annuncie.
Compra-s oaro de lei, e paga-se mellior do
que *in oulra parle ; ua ra larga rio Rosario n. 1T,
ionio ao quarlel.
Compram-se meias garrafas qae lenliam ser-
vido de champagne e seydlitz : na ra larga do Rosa-
rio n. 12.
Compra-se urna soleiri de cordo de 7 a 8 pal-
mos de comprido cada urna : a tratar com Marcelino
Jos Lopes, ua roa da Alegra.
Compra-se na (ravessa da Madre de cos n.
2, para encommenda escravos e escravas, e nao se
duvida pagar bem, enri boas figuras, das '.I horas
di manliaa ao meio da.
Pendas.
III \ DO QIEMADO N. 7>8.
Peras de brelanha linissima de puro liuho,
propria para camisa
Chitas franceza. 240 e
Alpaca prela maito fina
Loja da pobreza "*p*o.
I I Ja veio o sanan prcln, c vende-se t
roa do l'asseio n. ti, vendem-sc para acabar, chitas
lindas, padroes oscuros a Hile 160 ocovado, brins
de liuho euros a 900 rs., panno fino azul grosso a
S) o covado.
J\a loja das seis
portas
Fm Trente do Livratnento.
Cassas escocezas a doze \inleus o covado, e piula-
das a meia pataca, riscado mooslro a dous lusleso
covado, cassas bordadas para cortinados e babadas a
Ja veio o sab.ln prclo, c vende-se smenle na ar-
mazn de Ju.io Martn- de liarros.
lama
Primeira.
Jos Joaquim Gooralve* da Silva avisa ao respei-
javel publico, que sua casa se acha sortida dos me-
mores gneros de molhados, e \eode mais barato do
que cm oulra parle, latas de biscoilos finos de todas
as qualidades i 2c000, e porco de 10 lalas mais em
conla, bolachinha de soda, presuntos de fiambre, di-
Fazendas por uiuim ine-l
nos do sen valor, na loja
de 4 portas na ra to
Queimado n. 10.
Existen, nesla loja as fazendas da loja di ra do
Crespo, que foram arrematadas, e se vendem por
muito menos do sed valor, comoseja :
Madapolao enlre-lino, pec,a 2--H0O e
Hito lino de jarda
Uilo muito fiuo com 33 varas
ac a ara, cortes de cassa com defeilodo copim, 'os l'c '-amego muito superior, vinhos engarrafados
lendo 11 covados o corle por dez tustes, lenc.0, de i de ,odas as qualidades, cha o mellior do mercado por
laa para pescoro desenhoras e meninas a pataca cada ser mandado vir de coala, e muilos outros gneros
um. lencos bordados a novo gnslo para m,io de se- : 10e so -' v horas a dez tuslos cada um, mtias finas para me-
ninas a doze vintcns. Esl a loja aberta das 6 horas
da manha al as II da imite.
59300
2X0'
6001
Chales de merino,bor Jadas 2 pontis 10)000
Ditos dilo ama poola 83000
Em freule do becco da Congregando junio a botica.
Refinaiia do Monteiro.
No deposito da ra da Senzala-Ve-
llian. 11 (i, vende-se assucar retinado de
superior qualidade, de arroba para cima.
Vendem-se duzias e meias du/.ias de
cadeiras americanas : no arma/.cm de
Henry Forster & C, ra do Trapiche
n. 8.
Em casado p.
$ C, rna (
\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramenlo.
Novos riscados franceze, de lindos padres a meia
palaca o covado, paupolina de laa linissima a duas
patacas o covado, Iflas de quadros de gosto novo a (
duas patacas o covado, chitas escuras de tintas sega- ; ralisrm prec,o de 3JOO0, 1)000 e 5)000 re
Rap e charu-
tos.
Na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja de llour-
gard, vendem-se superiores charuto? da llahia, em
calas, maros e relalho para quem se quizer conven-
cer que he bom e barato, e rap de Lisboa a 30 rs. a
oilava.
v NA LOJA DA BOA FAMA.
vcude-se bandejas grandes e muito finas pelo ba-
ras a meia pataca, e de diffcrenles coros a seis vin-
leus, lila prela para hjh e maolos a dous lusloes u
envado : vende-se bjralo por querer acabar com
certas fazendas.
O. Bieber
la Cruz n.
4, vendem-se
Pianos fortes das melbores bblicas da
Allemanha ede moderna coiistriitrao.
Em casa de N. O. Bie-
ber & C-, ra da Cruz
n. 4, vende-se
Algodao pai-a saceos de assucar.
Dito trancado pai a ditos, a imilaeodo
da Bahia.
Lonas.
Brin/.io.
Ferro da Suecia.
Arcano para purificar o assucar da in-
vencao do Dr. Slollc, com o metliodo em
lingua portuguesa.
Em casa de n. O. Bieber
C., ra da Cruz n. 4,
vende-se
Cemento romano.
Farelo.
I Vinho de Madeira e ultramar.
Chegou final??
Cortes de cassa francesa linas pelas,
pelo baratissimo prero de l.s'800 cada
corte : na ruada Cadeia do Recife n. \H.
\a loja das seis
portas
Em frente do Ltvrameiito.
Orles de cambraia lisa com 8 varas e meia para
vestidos de 2 e 3 babados a (res mil rs. o corte, ditos
do cassa pintada de lindos goslos com 7 varas a da-
os patacas, dilos de vestido de cambraia eom barra a
dous mil rs., camisinhas de cambraia bordadas para
senhora a cinco lusloes, r.ollariulios de lindos goslos
para senhora a pataca: os precoi convidan), eo
dono da loja quer Iroca-los por dinheiro.
Vende-se ou arreo ta-se um grande sitio com
grande casi de vivenda de pedra e cal, leudo 1,600
coqneiros lodos de fruclo, baivas para capim, pasto
para anipiaes, cacimba e pc.o d'agua de beber, o
aal limita pelo lado do sul com o Passo da Barreta,
ambem se vende urna casa de pedra e cal cora pe-
qaeno silio, na estrada dos Afilelos: a tralar na ra
da Praii do Sania Rita u. 3, ou oa roa das Trin-
rheiras n. 19.
Vende-se urna grande casa lerrea propria pa-
ra se edificar um sobrado, em'boa roa, oa fregoezia
de Sanio Aulomo : qoem a pretender diriji-se a ra
do Livramenlo n. H, que se dir quem vende.
A VISTA FAZ FE'.
Vendem-se vetafde carnauba refiuada a mais
alva possivel e moilo superior em qualidade por ler
a propriedade de dar lu igual a espermacete, e nao
fazer murrao no pavio e uem fazer remella, e por
isso se torna prel'eriv el a qualquer outra, e pelo pre<;o
de 180 a libra, e sendo em porejao se farii um agra-
dinho : no pateo do Terco n. 4. '
Vendem-se dous escravinhos de bonita fiura,
sem achaques defeitos, sendu um mulalinho de 10
anuos e um inoleque de 12 ; quem pretender diri-
ja-se a roa do Mondego o. 8, que achara com quem
Iralar.
Vende-se urna negra d naraj, que cozinlia,
lava o Taz todo a serviro de urna casa : quem a pre-
(euder dirija-se a ra do Hospicio u. 34, qoc achar
com quero tratar.
Vendem-se cortes de chitas larcas, seodo de 8
rovados 1D800, e de 11 covados a 2jiOO, lanuda
muito superior.
Attenclo.
Vende-se ama famosa uegra crioula. de 20 anuos,
com algum principio dr! 'engommado, sabe coser e
lavar, com urna cria de dous annos muito esperta,
ambos pecas muilo lindas, < propria pira quem liver
goilo de possuir o que he bom : a Iralar na ra los
Marlyrios n. I i. *
Vendem-se saccas de farinha da Ierra com um
alqueire de medida velha, por prero cornmodo : o
armazem de Luiz Annes defronle da porta da allan-
"lega. No mesmu ann.izem lambem se vende arroz
pilado por liar lo prero.
Veude-sc um bom relogio de ouro, patente
suishi, bom regulador : nas Cinco Ponas n. 03.
Na ra da Crn/. n. 2(i, prirneiio an-
dstr, vende-se du'preto, Absinthe, espin-
gardas d<^ dous canos, csparlillios pata
preservar do cholera : ludo
cornmodo.
\fpde-se superior cera de carnauba em pnr-
CM, na ra do Brum n. -22, e em retalho na ra da
Cruz no Recife n. 30, armazem re Mandes & Braga.
Vende-se a taberna
Elephanle
do Hospicio, denominada
los de armario de aro de todas as graduar/es _
800 res, lunetas rom armaran dourada a 1)000 rcis, I
dilas com rasela de tartaruga a 1)000 res, ditas |
com amafio de bfalo a 500 reis, oculoscom arma- Sj| m i
rao de melal hraoco a 100 reis o par, lmelas com | l\ f |,\ I l
armario de larUrugl com g vidros a :l300O reis, n- '
eos chicles para cavallos de homem c senhora pelo!
baratissimo prero Oe 800 reis cada um, grvalas de
seda muilo bonitas a 15000 res, bonilus atacadores
Es-uiao delinho muilo fino com 10 i, varas
l'lalilha de liuho superior de 25 varas
Algodatfde 20 jardas
l)ilo bom americano
Chitas ordinarias, pera
llilas decores fitas ,">,VKI e
Cambraia fina
Dita muilo superior
Cortes de cal;a de casemira de cores 3s.'i0fle
Hitos de dita preta .",3J(H) e
Colleles de selim prelo inac;io 2S500 e
Bnm liulin, de quadrinhos, cov.do
Uiio de dilo de cures, trancado, vara
Panno prtlo e de cores, o covado 3*000 e
Majos de meias croas para homem
Ditos de ditas boas
Ditos de ditas superiores
Corles de vestido de seda IfiNHrO e
Chilas de cores, sorlidas, covados
Chales de merino de cores lisos c cein bata
Corles de cassa rhilj
Ditos de chita larga frinceza.
Cita francesa, larga, cavado
Meias linas para senhora, duzia
Grvalas de coi es para homem
Alodao Inorado azul, o covado
Dilo alistado, covado
Lencos finos de chita e ganga
K oulras mailasfazendas porbjralksimo rucio : sen-
do com uinheiro vista,
3-000
iosoo
1350IH)
133000
I:l3ll00
I-1211
3-iJIKI
300(|
I3OO
;>(KI
."13OOO
'13OOO
30IHI
:icooO
200
(io
39500
i;
33000
-1 un 1
203000
H.'l
19000
13000
fOOO
200
."tojoi'
(10
100
150
200
Vendern-o linsoioas Jo seralo muito frescac:
na taberna da quina da ra dos Martvrios n. 30.
lelogfios
og ezes de pa-
tente,
ns melhore> fabricados em Inglaterra : tm easa de
Uenrv Cibson : ra da Cadeia do Recifeo. 52.
LUVAS PARA HOMENS SE-
NHORAS.
A G LACU
Da fundiejio Low-.Moor, ra daSenzala-No-
Gnlde Li.sl)oa.
Vende-se ama porcao de barris com ea I de lisei
V ,ui por baralo preco, erelalh- -*---
Nesleeslabelecimenlocontinuaahaver um com- C.deia do Recife o. 50.
pelo sortimento de moendas e meias moends
para enj;enho, machinas de vapor e taixas de
na roa da
lodos os lmannos para '
133500
ferro balido e coado de
d-Vende-,.o,,iocomcaSade,obr,dodo^ ........-
naprac.ido
TAIXAS PARA ENGENHO.
Vendem-se supe nures I uva. de pellica muilo novas
para homem c senhora a 13280 rcis o par, ditas de
lOdi muito lioas e sem dcfeilo algum amarella<, pre-
tas e brancas para homem e senhora a I3OOO reis
o par, dilas prelas de lorcal muilo boas a 800 reis o
par. dilas de fio de Escocia brancas e de cores pira .
-,12! homem e senhora a iOO. 500 e (00 reis o par, ditas 1 romeiras, camiss,
OOO ditas para meninos enieninas a '11MI reis o par, luvas | le
de seda ricas de ludas as cores e bordadas, com
guarnirao, para senhora 39000e 39500 reis o para
e oulras mais qualilades de luvas, ludo ua ra indar.
do (Jueimado na bem couhecida loja de miudezas de
boa fama 11. 33.
cidoGeorgeKenworlhv.uo lagar de S.Jos do Man- Corpo Sanio n
guinho, com arvoredos de fruclo e mais beinfeitorias
que nelle se acham, seudo as Ierras do referido silio
nroprisi: quem o preleuder procure em raa de Sa- w> f,in^.; 4- r____r *ir
imiielP.Johnston.VCompanhia.ruadaSenzalaNo- ? '"nd'Pao de ferro de D. W. BowmaDB ua
va n. 18. I ra do Brum, pessaodo o ohifariz, eontins ha-
e ctuartolasl j6, um.co,"PIet0 'onimeDlode uixrrs de ferro fun-
para disiib.ao, as quae forar'n de azeile de peine e f d de,3 8 Psln> bocea, as quies
eommodo o eom
acr-
(
de linio, muilo afregaezada : quem a I de cornalina para casaca pelo barjlissimo prero de
pretender dirija-sc a ra da Madre de Dos confron-' 300 reis, suspeusorios finos de borracha a OO'reis,
le a igreja, a fallar com Joaquim Filippe da Costa, j penles muilissirno finos para suissa a|500 reis,escoras
(;,.,..,; r- 1 ,. i muito finas para cabello a (lo res, capachos pinla-
Supci tot farinha de mandioca em dos comprido c redondos a 700 c I90W reis, bo-
Saccas. : los linissimos de madreperola para camisas a 13200
Vende-se aualquer porgo de muilo boa farinha a -roza c 12u rs- du/.ia,ricas canelas para peana
de mandioca, chegada ha ponco de S. Malheus, a : de aro a 120 res, rico porla-relogios 13X00 reis,
prero muito cornmodo por cada sacca : no escriplo- 1 clll"s de melal muilo linas para rsp a 500 o (iOO
rio da roa da Cruz n. !l, primeiro andar, ou no ar- rc!!' ^'as linissimas para iinhas a 320, 500 c 640
ma/ein do Sr. Pacheco 110 caes do Ramos.
Vende-ic sal do Asea' a bordo do brigue oNe-
ro : a Iralar na ra do Vigario o. 19, primeiro
andar.
Jos Antonio Moreira Das & C, fa-
em sciente aos seos fregueses, que aca-
basn de recebar de Liverpool um soiii-
meulo de plvora da mellior qualidade,
e a vendem por menos do que os antigos
vendedores deste genero; para verem as
qualidades encontrarao as amostras em
seu escriptorio, na rita das Larangeiras
n. l.
res, escovas para roupa e cabello o mellior quepode
1/
ades he
BOJ
muito
iJALI-
barato.
d,5siioc d1; I ^&tszssX! ttsiiriz. *.
pequeas em qoarlo de resma
barato prejo de 720 rcis, e oulras rauilissimas cou-
sas, que ludo se vende mais barato do que cm oulra
qualquer loja : na ra do i.iueitnailo na bem coulie-
cida loja de miudezas da boa fama o. 33.
Vende-se arroz pilado da Ierra a -2J a arroba
; em sacca, dilo de casca
queira velho a 1-?, mi
muito novo ; bem couj
em sacca a 43, e a granel al-
ho em saccas a 39900, lodo
o velas do carnauba de com-
Sao chegados a rita do
-, barris hidrulicos para
fezes: as pessoas que teem cncommen-
dado, liajam de procura-Ios antea que se
ac bem.
Algodao trancado da fa-
brica da JBahia.
Vende-se no escriptorio de ABlonio Luiz de Oli- I posico da meihor fabrica do racavT oTeo "dVr'ici-
ve.ra Azevedo, ra da Cruz n. 1. ; no em lalas de 37 libra 11 400 rs. a libra : na ra do
\eude-se um negro perilo cozuiheiro al de Vigario o. 5.
Torno, urna negra de 20 aonos lambem rozinheira, i
crioula, e om moleque de 10 annos : na ra do Li-1
vramenlo n. 4.
Vende-e om prclo. de boa ligara e rubuslo
sem achaques, proprio para todo o servido, e orna
muala de 21 annos.bonita figura, com algumas habi-
lidades : na ra da Camba do Carmo n. 26.
Vende-se um moleqne crinlo, perito pedrei-
ro, sem vicios, para qualquer engenho : a tratar na
ra da Alegra com Marcelino Jos Lopes.
Vende-se ums morada de casa na ra do Pa-
dre Floriano 11. 40, com 30 palmos de frente e 75
de fundo, 4 qaartos, sala adame e alraz, rozinlia
fiira, quintal murado e pero no meio : os preten-
dentes dirijam-se a mesma, que acharan com quem
Iralar.
\ende-se papel de peso e almaco o mellior que
pode haver nesle genero I 3, i, 5 e U9000 a resma,
papel paquete muito fino e Je minio boa qualidade:
priipriamenle para se escrever por vapores para a
Europa ern cousequeiicia de nao se pagar grandes
por les de carias, em resmas, meias resmas, quarlos
de reama, ou rnesmo em qoadernoia SO rs., papel de
liuho verdaderamente almnro e proprio para carlo-
rio a ia rs. a resma, verdadeiras pennas de ac de
bico de laura condecidas pelas melhorcs que ha a
I52OO a calxioha com 12 duzias, dilas sem 'er de bi-
S 39000 res, dilas de rabo do bataneo mtiilissima duzia raivrios mntin n,. 1 17 ,
linasa 69000 a duzia, dita, fin.smas de cabn de'e .ero TE2itt^&^2Fr**l
cas aboluaduras de.madreperola o melal para col- aellas de carnauba simples de 8 9 10 em li-
lele e palils pelo barato preso de OOe 600 reis, bra' nluilo boas : na ra da Vigario n. S.
linissimas navalhas para barba em eslojos de urna e 1 r,
duas navalhas pelo baralissimo preijo de 23000 o es-I CHegaram lio ultimo vapor do Rio
tojo, candieiros americanos muilo bonito proprios de .lafieiro, alruinsesemiilares dos Seere*
para esludantesou mesmo para qualquer C9labele-:,lr,sda r.ll;.r...^l.;.. ___U r 1'
cimento, pela boa luz queda a commod.dade 0fc.,.a ^'.''B 'P'", (elo prolessor inglez
de se poder pendurbr ou pi'ir-se em cima de qualquer WlllSB SCullV, tnico inventor (la letra
mesa, pelo barato prero de 53000 res, paslas para | corrida commercial, seronda edi.aoaur-
guardar papis a 800 res, espedios para parede com ", 1 b '' > .<
armacao dourada e sem ser dourada pelo baralissi-l mel,laaa : vende-se por (i.S'OOO, com
mu preea de 500, 700 e 19000 rcis, linissimas
Vendem-se tobis, pipas e quar
ira dislil.icao, as quaes foram de azeile de peni
depon, de aaua la, arqueadas de bons arcos de fer- acnan>-se a venda, por preco
ro. proprias para depsitos, e garapas de dislilarao: proaiplido: erabarcam-se ou carrexam-M em
a tratar ctun Joaquim Lopes de Almcida, ou 'com ro sem despeza ao comprador
Antonio de Alenla (.ornes, ra do Trapiche n. 16 ""
SeSU";,.u a"dar- -Vende-se em cas. de S. P. Johnston C.,
Lm comnlelo sortimento de bordados como se- fus da Senzala-JVova n. 42. sollins inel.7 ,-h,
lem um completo sorlimenlo de ricas llores, enfeites DronzaaQ_os/elogios patente inglez, barns do gra-
para cabera, lilas e os verdaderos e moderno bicos xa 97> vinh Cherry em barris, camas de ferro,
de linhn : na ra da Cadeia-Velha n. 24, primeiro c
lin-
e ri- dissma encadernario, em casa dos Sis.
s Pereira de
da Cadeia do Reciten. 7.
XA
OPE
QUE
Luja da pobreza.
Na ra do Passeio, loja 11. 9, vciidem-se curies de
caicas escuras e muilo encorpados a 13000, ditos de
bnm de liuho escaro* a 800 rs.. ditos de briin branro
a hOO rs., corles de colleles de l'ustao de cores a 700
rs., dilos de cambraia branca c de cores a 33-500, di-
tos de cassa chita finos a 23, chales hrancos a 640,
ditos de lli e seda a 39500, chapeos de sol a l#500 e
23. peijas de madapolao a 3.3, 33JOO, 43, 3500 e .V,
chilas linas a 200 rs. c 220 o covado, algodao azul
grosso a 220 o covado, e oulras muitas fazendas, que
nflo se pode mencionar por falla de lempo.
loi Iransferido o deposito deslc tarop para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova 11. 53,
garrafas 5350(1,
aquello que nao fo
fue se faz o preseu
M Cali
na.
IMI'uRT.MTt
Vende-se a laberna
bem afreguezada para a Ierra ; vonde-se por seu do- | P?" cura (le ''n,
no ler de ir tratar de sua saude : a Iralar ua mesma. *"o, quer mo
H-llima, pleuriz. c
eias :;siuo, sendo falso todo
vendido ueste deposito, ptlo
aviso.
PARA II PUBLICO.
sica em todosossejss dilleren-
ivada por consliparoes, (osse,
[carros de saugue, dr de cos-
" e,
loja nova ao p6 do arco de Sanio Anlonio. alem de
muilissimas e boas fazendas baratas, vendem se cor-
tes de Chita franceza de 1(1 covados a 29000 rs. e em
rovados a 200 rs. muilo larga, muilo lina para co-
lierlas, cortinados c vesiidos, sao de cores claras,
alegras c bonitas.
d m !\( i.i
A 16,000 rs. o cento
v.7rf.? I !7l h m .1co"l,noa:se : lad.se Mito, palp larao no coraran,coqueluch.
Z. li..r^ 1 1 ,U,fe,l' "" 'n" fonchile, drirna Wsanta.o I oda. asmolesti,
t.,' ,li\""S 1u1,,lld",,s- ",a" >"P"<< P'-1 dosorgaos pulmonares,
vel a I38OO urna, chocolate, macarrao e lalhanm a 1
400 rs. a libra, agu' e cevadinha de Franca a 320,' >\ttVttlHn8 'A f'OIltPIltO deposito das bichas de llamburgo, ra estreita
espermacete a 640, azeile de Lisboa a 560 a garrafa.' ,. tV ^^ ll |do Itosario n. 11, lornou a receber nova remessa ile
k i.k.... a a ....- 1. Coiilinua-se a vehder a89OOO o par(preco fio, as bichas de Hamburso pelo vapo-iuulcz Avon, que
A taberna da qolna da roa dos Marlyrios 11. ja bem conhecidas avallias de barba,feitas pelo ba-
36, acha-se de novo sortida de carne, queijos e lin- | bil fabricante que a sido premiado em diversas e*
e com 1 coodir;io de nao agr
--------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------. ^ .......... ... 1 11..... 1...........,.
giras, ludo do scrl, que se vende por preco com-' posicOcs: v.ndem-i
modo, queijos do reino muilo novos a 13800,'lingoi- \ dand'o poder o com irador devolv-lasTal 3o"das
ras do reino a 560 a libra, passas a 560, caiiues de depois da compra,
doce de goiaba de i libras a 88(1. | casa de Aoeu.to C.
! Kecife n. 36.
Em casa de
da Cadeia 11.
CHALY DE SEDA.
Vende-se chalv de sed de quadros e lislras, pelo
barato prero de 640 o covado : na ra Nova n. .
Chapeos para senlioras.
Vendem-se chapeos de seda c blondc com ricos
enfeites, para senhora H69 : na roa Nova, loja n.i.
estiiuiiiilo-se a importancia :em
de Abren, na ra da Cadeiado
RabeSchmettau & C, ra
vende-se :
so timento de vidros de cs-
L'm grande
peino.
Helofjios linos ce patente ingl<
SEDAS. lOitosditosdep
Cotiros de erax 1.
=..... modernos a d -n
lm\), grosdeiiiiples prelo superior a -i o covade ':
Vcndcm-se corles de seda de goslos
selim de cores a 800 rs. o covado : na ra Nova, loja Villho do Rilen 3 superior.
11. 1. \ c i- 1
MUITA JatTENCAO Conservas altm;ntartas nc
por prero
Vendem-se os verdadeiros e superio-
res : ilanu-. de lolonliu,assimeomo massa
de tomates e queijo parmesao : no largo
do Corpo Santo n. armazem de Palmea-
ra & Beltrao.
_ Kua do Oueimadu 11. .18, em
Cougrcgarjao, junto a botica.
Alpaca de seda, o covado
Fular de seda, o covado
(jrosdenaplc crir de cinza. liso
C.iirlcs de seda escoceza a 2i- c
Cambraia franceza, vara
Cassa dila miudinha, o covado ->
Chita de cores a 160, ISO e
Madapolao bom, a pera 3f e
Hilo superior 43500 e*
ANDA MUITA ATTENCO.
Palitos de alpaca fina
Unos de lirim
Casemira prela fina, o corle
Dila de cores, o corle
('aziuelas, o curte
Curies de brim de lindo de cores
Na ra do Queimado n. :W, em
Congregacau juulo a butica.
CoDliuua-se a vender maniera inslcza a NIO
e 960) chegada no ultimo navio de Inglaterra, e se
vende por este prero por ser comprada ao mesmu
consignatario ; assiin como nomina de eir_-.onin.ir a
if a arroba, e em libra a lio, calo de carneo ., isn:
ua taberna da ra de Hurlas n. |,
frente do becco d | dades.
i Tudopoi 11
640
800
19*00
283000
610
IXO
aoo
39300
53000
(9000
33000;
19.500
:iVi()01
39500
19380
frente do becco da
passuu pura o sul ; vendem-se a 169 o cento, e alu-
gam-se a 320 as grandes, e 200 rs. a menure<.
itente suisso.
as seccas ;m garraes.
Moas
iiiininu
do.
Lencas
braia
A 390, 4
<:;
Vendcm-se na rio)
volla para a ra da
Vende-se mu
a libra, dila francei
lus muilo novo a 2
alva a 60, carne
do Maranho a 1011
890 r.-. a carrafa, d
a do Crespo, loja da esquifa que
Cadeia.
2*01
Vende-se una duzu
cuia : ua tal
No largo do <
|de Cddetnw de palhinha, 2, coolinuae a v
um par de cousolos, ludo de amaiello, e urna ine^a
dn idiiiai de louro, ludo aiuda novo : no aterro d
Afugadu ii. 127.
MO e 72U. lunh.i b
a 200 rs., dito moid
dila moida a Jll, a
a 160, alelria a imi
raabaoa 120, bolac
a 400 rs., Iisboense
ende-se ama laberna a.recuezada para a ler- linguiras de porco
ra, cora eommodo- para familia, armacao muilo ha- boa a 100 rs., sebo
Vende-se uin molcque, peja, de idade 21 a 22
annos : a tralar na ra do Crespo, luja do Sr. \islo
Vieira Coelho.
de Sania (tila n. 97.
jos novos a 2?, lata

de ea in-
de li n lio
c 640
CAMISAS.
\ endem-se camisas francezas com uin pequeo
loque de molo a 183 a duzia, lambem vendem-se co-
borlorosrde algodao a 610 cada um : na ra do Cres-
po n. I(, loja da esquina que volla para a ra das
Cruzcs,
Cascas pretas para listo.
\ endem-se cassas prelas muilo linas proprias para
lulo, pelo baralissimo prero de NO,-. vara : na ra
do Queimado, nos qualio cantos, loja de fazeudas da
boa l ri. 22, defronta da loja do miudezas da boa
fama.
AIo lao inonstro.
\ ende-se algodao com qaasi 2 varas de largura,
(jliall-i propiiu para lenroes e, loalhas, pelo baralissimo
preco de (OO rs. a vara : n ra do Oueimado, nos
qualro cantos, lo]a de fazendas da boa f n. 22.
Vendcm-se cadeiras americanas com ment
de palha, de mullo boa qualidade, tanto cm duzias
como cm meias duzias ; na ras dn Trapiche n. 8.
)0, 300,
da um.
Calcado muito
barato.
jiiaqiiim
o boa manleiga in&leza a 8(1' rs.
a a -180 e 560. loucinho de Sao-
0 e 280, banha de porro muilo
: loucinho e orelhas a 16(1. arroz
rs. .-120, vinhos engarrafado! a
do pipa a 100, 18(1, 560 e 640,
e ludo mais muiluliaratn : assim como ilbo e arroz
de casca a 160a cuii, farinha da Ierra a ISO, 20(1 u
rna da ra das Cruzcs n. a&O.
iirniu, quina da roa de llorlas u.
oler riianleia lugle/.a a iSO, 360,
610, 80H c '.l(0, e imulo lina a 1-3120, dita fraucez.i
m alva a 500 rs., calo cm caroco
I" puro a 320. cevada alOOr..,
i.l i a 160, tapioca de Maranho
rs., pa-sasa560, arroz do Ma-
linhaa de soda, dilas de ararola '
a 320. farinha de trigo a 140,.. M5 rte ,e,|(1 ,,e ,ini|M
lo serta, a 32(1, loucinho de Lis-'
de Mullan 1.1
Vende-se na lo|a que loi
Militao do Amaral, lodosos ol> celos a
existentes, constando de sapatos de varias
qualidades, courode lustre, marroqt'
raqutm,
bezerro, ele, ludo se vende barato por
li|uidac3o a (nc es Lio piocedendo os cre-
doresdo dito estabelecimenlo.
Vende-se nina porrean de madeiras,
VeSHM de qualidade, de 32 a 30 palmo-,
rom Francisco Custodio de Sampao, ra
dra do Recite, na de ferraseos n. :,(.
mo Ira-
a Iralar
da Ca-
' l.im
------ ................... ------------ a 500 ra.,
rala, com us fundos a voulade do comprador, e o mo- 320, azeile dore a 100 rs., dilo de carra
Ovo da yenda se dir ao comprador, na roa dos a caada, e 320 a g irrafa, vinho de mesa a 180; dn,
hos n. 20 : a tralar oa mesma, oa na ra | Porlo 610 e 720, ei g.rrafado muilo fino a 19, quei-1 Vende-se um escravo crioolo, moCo e barato
o sorliinrnlo de chitas i"Oxas naca lu-
to, no aterro da Boa-Vista n. 10.
Vcndciu-se i-hilas rovas .ara lulo, padroes de cas-
sas, de cores Da. a 1(1(1 o covado, ditas iiinilo linas
com um tuque de mofo a 160 o covado, dilas de co-
res escuras a 140,160, 180 e 200 rs. o covado, alpa-
de lindos pa.lres a 720 e 610 o covado,
chalespreius de laa a I?, sarja de seda muilo lina a
.Z .aHun -^ e ,",fin" tnado, e oolra minl i. fazendas para
paio aiiaBHO: acabar.
de gra\a a 120.
I na ra da Cadeia do Kecife n. 33, loja.
-- Defronle da passagem de Olinda. passando o
i sido em trente, vende-se o sitio chamado do Meio,
mar I 1 com boa casa d vivenda e eommodo. para; grande
Vllm iiO, lit ll- l'1""11'1-1-1.....'""P.....6 cavallos, cocheira p.,ra car-
*.W*.V^BC? ^.Sl^-y SlcaalC* I"*-*- '< fasa para fcilor c prelos, corral de pedra e cal
coberto, para mais de 20 caberas de gado, eicelleute
ra
padres.
i para ear-
xa n. 97
fio de vela, chumbo de'manicio, rreios i
jo, lonas inglezas.
Vende-se cimento muilo novo rhegado em li
de maio p. p. de Ilamborgo, por preco muilo era
conla, a vista da qualidade ; lauto em'porta, como
em barricas linas : no irmaiem de materia* na
roa da Cadeia de Santo Antooio n. 17,
Fio tic algodao da Bahia.
( pasto para dilo, immensu terreno de pantano para
' plantaran de capim e mais laminas, bstanles arvo-
jredos de utilidade ; os prelendentes dirijam-se ao Vende-se em saceos de 50 e 100 libra., por cota-
mesron sitio. modo prero : na ra da Croa, armatem de couro. a
ver^e, "L eslrea ^C^TX'JT Vh
\endem-^e superiores mci.is pretas de laia para !
rna du Queimado, na bem contienda loja de miude-
zas da hoa dina n. i i.
CARTAS HMSSniAS PARA YOL-
TARETE.
Vendem-se superiores cartas francezas para volla-
rele pelo baratissimo prer;o de 500 rs. o baralho ,
na ra do Queimado, na bem condecida loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
?
Bonccas trance-
zas.
v endem-se muito bonitas bonecas francezas, p
baratissimo prero de In280 e I t(K> : na ra
i.iueiin.ido, na bem cenbecida loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Para noivas.
Vendem-sc ricos curtes de seda branca proprios
para vestidos de noivas, pelo baratissimo preco de
105 : na ra dn Queimado, nos qualro cantos, loja
de fazendas da boa fo n. 22, defronle da loja de miu
pezas du boa fama.
Loja da boa f.
Vende-se chalv de quadros do bonitos padrees u
000 rs. o covado,"ditos lisos de bolillas cores a 720,
chales de merino lisns com franjas de retroz de bo-
nitas cores a 58, ditos com lislras de seda a 7: na
roa do Queimado. nos qaalro cantos, loja de fazen-
das da boa fn o. 22, defronle da loja de miudezas da
boa l.iin.i.
Para os namora-
dos.
abaito e novameute chegados
Bolachinha de soda
Dila Dita hamburguesa, lata grande
Hila de aramia dita
Queijo londrino a libra
Presunto para fiambre
Toncinho inglez
Amenduas cuuTeitadas e francezas a libra
Pecegos, Peras, Uamasco e inja lata
Biscoilu inglez, lala sorlida
Frascos com conserva dediflerenles quali-
dadea
Paa"- -lova a libra
-Vmeixas a libra
Btala a libra
Vinho cherez garrafa
Dito Bordeaui tinto garrafa
Dito dilo hraiico
Hoce fino de goiaba caiao
':ir--.J -ida.l.l--. oV3 libra
ges eo noce da Europa de dillerenlos
-lualidadn
zeile doce francez frasco
VlOSgre d garrafa
Manleiga incleza auperior libra
Vmho de Lisboa o meihor que he possivel
E oulras muitas cousas, que serie nunca acabar se
fesso mencionar.
-100 ae8*I<1 para a Ierra, com poucos fundo,, pro-
S560 Pra P,inciP'nle : "tf na mesma.
SIECHAIISIO PARA EKS-
S8 IHO
i6oD NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
13000 NHEIRO DAVfD W. BOWMAN. r ^'o RA DO BRUM, PASSANDO O oHA
,900 FARIZ,
5500 lia sempreum grande soriimento dos seguinles ob-
--iMi joclos ile mechauismos proprios para encentaos, a sa-
3240 ber : moendas e meias moendas da mais moderna
3000 coiislrucc.ao ; taixas de ferro fundido e balido, d.
23000 superior qualidade e de lodoso, tamaitos; roda.
1.3600 dentadas para agua oa anim.es, de todas a. propor-
23000 coes; envo. e bocea, de foroalbae reentro, de bo-
2,3000 eiro, agu.lhoe.,bronxe.,parafu.o. eeavilhoes.moi-
nti-is de mandioca, etc. etc
Sw NA MESMA FUNOICA'O.
1-3000 ,e secotam (odas a. encommenda. con- a apeno
18120 '""dejacoohecida e com a devida p esteza e cen
5700 roodidade "o preco.
POTASSA CAL TIRGEI.
ra do Queimado n.:!,, em porroes e a relalho. ,i. .-. i* ""* .." M Pr
tfm.A vi r i ,\ r Ae'mmo "P8"' Pssa da RiiasU, d.U do
Cmcrfsa de M.Gilmoit dt C, piara do de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra,
Corpo Santo n.
seguinte:
iTaboado de pinlio, alcalro o pixe da
Suecia.
lAIcatraode carvo.
! Lonas Ditas de linlio.
Iintal em latas.
Esponjas de superior qualidade.
Cabos de linho e deManilha.
ven-
Rio
.. pedra, ludo
na para vendero a P'ecos muilo favoravois, com os quses fiearao
dos comadores satisfeilos.
VINHO E LICORES.
wnde-se por precocomodo cala, eom .upwrar
cherry eordial, chegado ltimamente a cal. mercad,
assim como outros diversas licores finos ; eiellen
te vinho do Porto tanto em pipa, como barris de 5.-
de 8.- na roa da Madre de Daos armazem de Bastos *
Silva.
Vendem-se flhasde papel maito bonito, proprio _
para correspondencia de namorados. pelo barato \ indo muilocommodo.
prero de 10, 60, 80 e 100 rs. : na ra do Queimado,
na bem conhecida loja de miudezas dn boa fama
n. 33.
me*** futios.
Lindeza para vestidos
l\a loja das seis
portas
Lirra ment
Vende-se a rica fazenda lindeza, chegada uldma-1
mente de Franca, pelo baralissimo prero de 18000 o -,
covado. Es(a fazenda he de pora lila a seda, e os ljll) TI'ClltG (l)
seus padroes sao os mais bonilos qne at o presente
lem apparecido no mercado : na ra do Queimado,' Paupelina de seda e laa para vesiidos, de lindos
nos qualro cantos, lojs de fazendas da boa f n. 22. | Padroes a duas patacas o covado, riscado monslro a
! dous tusloes o covado, cassas francezas finas a doze
_ A___ *WlBl o covado, manguitos de cambraia para vesli-
i IS SeilllO" dosa d ,u*,08 Pr. sedas dS lindos tost., lar-
gas a dous mil reis o covado, dinheiro a vista para
Par
acabar.
fteioirios
Desappareceo no dia 10 do corralo ora escra-
vo, crioulo, de ndme Lucio, com oflici. do u'paleiru,
muilo civihsado, olhos grandes, rosto rodoada, bem
barbado apesar de ler honlem corlado cmb Bhe.Mra,
bano do corpo, e bastele grosso, quebrado e coaa
os leaticulos volrnosos, com ama cicatriz no peilo
junto a garganta ?le um causlico qae levo, ha om
mei, (anto qae est com a marea prela e ail, visi-
vel, le ou chapeo prelo e fino roupa d. wbr*M-
lente,julga-se ler sabido para fra da prara.etn raaa
de perto de dous mezes ler chegado de ama rgida
que fez em novembro do anno p. p estando em Se-
rinhaem no engenho Santa Clara, junto ao eaceab.
Aranlangj, sendo proprietario diquelle tioimarSes :
roea-se a> autoridades oa qualquer pMoa que. vi-
ren, levem ao seu senhor omiogo. Anl.ne. Vala-
ca, roa Nova n. 67, quesera bom recompensado.
-- No dia 7 do correrte fuglo d. abano ania-
do, nm seu esrr.vo de .orne Chmenle, finura re-
gular, cor fula, com algnn. panno, no rodo, asso.-
sado, e o. dedos dos pea aloom t.nlo ferido., preve-
niente de cravus que lem ; julg.-se andar pelo A-
raial ou engenho de S. Anna, Sipo de donde he i-
Iho: quem delle souber oa liv.r noticia lar o fara'
vor de o aprender, e ltva-lo a roa d. Cabaa' loja
de miudezas de I portas, qae aer geaeronoMnlc
ras que rostam do bom
barato. ___
Vendem-"" ricos penles de tartaruga para atar ca- i *aaiaL*aBV^SM. %^^
bello a 3.50O, meias de seda de i-ores miiilissiuio lin- 4J__7
das para crianra. de urn mez a um anno, pelo barato coberlos descobertos, pequeos e grandes, de ouro
prero de 18800 o par, lencinhos de relroz de todas as' prata, patente inslez, de um dos melbores fabri-
cores para icnhoras e meninas a 13, loucas de Ua cantes de Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
para senhoras e meninas a ">00 rs., camisas de meia |'as: em casa de Soulhall Mellor ^ Companhia, ra 'compensado.Jos Alvos da Silva duimar.
para enancas ale a idade de um anno a ."00 rs', do Torrus n. 38. .... ,
meias brancas de algodao para senhora mailisi.i,o I n.kr>a. ,..... "'m P o "e nomo Jos de n.rSo ADrta eom os
tinas a-WO r,., dila, brancas e prela, de SlTme! \mZf$&!S!SSi "l"1'0*0 i""'9'- tslss de ll "ole. : bem prelo. che.o do corpo, bem
.horqaasopHleeneoolraraae^VWo^ de Sands : vendem- ^1". baivo ...r.z chalo, o. denles da frente
ca.vasparaguardarjoiasa800rs.cl-, cai,a mu- s*es<" "m'> verd.de.ro, em casa de Bartholo- limados amb.gudonm l.lbo de machado om om
.0 rica! con, rep.r.imen.os iinicamenle proprias Z a me |-"ncl d ^ouza, na ra larga do Kosario l'e. evadm-se, con, chapeo de coro camlM calca de
costura., pelo baralissimo preeu de awTSoOlVo > J*] "'",a0 dl '?'" mi,ntola "". v^ha. ">..
3?Vi:. ravessa, de verdadeiru bfalo para prender CflPI I (irPS i\o l'l'l Itpsno 'L' ,ii-50"*6- '""' *f9"f ** ddade da lm-
cabellos, pelo baralissimo pre. o del f, dita! de lar- I ^U"el l(,rt!S <1(- W* MeSpa peralriz : quem,0 dito prelo enc..(rr leve a. Ca-
laruca a 3>V)0, rico, leques rom plumas eespelhose1 lilil S Itlllitn pncnn.i P""". fu da \ enture, cava da Jote Rodrlgua d0
pinturas lii.is.iinas a 2^,'penles de bfalo muilo finos, '' "lUlIO CllCOrpa- N.asc.roenlo que recebera generosamenle a gratifica-
para lirar piolhus a.'ilH) i-.., lesouras lini'simas e de' (l()SC STailIcS '*"'
todas as qualidades, rica, trancas de seda de todas as I va 1 1- *" llesapiiareeeu no dia 0 do crrante ama ewra-
cores c larguras, ricas filas de seda lisas e lavradas- ,'M",""*so na ruado (.raspo, loja da esquina que va crioula de nome 1 ilisard., de 20 annos d idade-
de todas as larguras e cores, liiros de linho liuissimo, | v Di,fi! a rua oa ''a<)*'a. con
Kelogios de patente
ingleses de ouro, desabnele e'devtdro*!
vendem-se a prero razoavl, cm rasa de
VitgiisloC. de Abren, na rua da Cadeia
do Recife, armazem 11. 36.
i Fusio do enseoho Manaren., Severino. cabra
rom ns signaes se&uinles : altura regular, imana
barba, betcodo, com o dedo indicador da ma. e-
inerda um pouco envergado para d'enlro por ler
tido urna ferida, perua, finas e arqae.das, cabcl-
los carapinhes, rosto redondo descarnad., levou
Kiscado escuro e mnilo largo, proprio par mapa msigo um cavallo caslanho etcoro, o anal lea se-
da boa lama cnconlra-se sempre um rico de escravos a 160 o covado, colchas brancas adamas- hre o espinhaco ama barroca proveniente de ama
is qualidades, | cadas de muilo bom go,lo a .V, aloalhado adamasca- eslocada, c com marca, de peiloraes por ler sido d.
do rom 7 palmos de largura a 13600 a vara, toalbas '"** rg-se por tanto a lodas a, autor idade era-
de panno de linho alcotoadaa e lisas parroslo, as Pj'-ies de campo que o pegirem o l.vem a villa de Pao
mais superiores que lem vindo ao mercado, ditas d'Alho, ao seu selhor, o capitn Manoel l'homaz do
para mea, uuardauapos adamascado, e oulras muia Albuqoerque Maranho, qi,r mmpruu diflerentr
las fazendas por preco eommodo : vendem-se na roa "
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
Cadeia.
Attenco
de lindos padroes e lodas .s larsuras, ricas franjas de
alcodo brancas e de cores proprias para cortinados,
e oulras muilissimas cousas que ludo se vende por
lao barato preco que aos pruprins compradores ser-
vir de admiraco : na rua di Queimado, lia bem
conhecida loja de miudezas da boa fama n. 33.
Perfumaras de
bom gosto.
sortimento de perfumarlas de todas
sendo sea auloro mellior que ha cm Paria, nqui-i
mos frascos de eviraclos mmtissimo finos, pelo barato
preco do 13:100. I3">(>(), 2s e 23JOO, jarros de purcel-
laua delicados c de modernos misin rom banha fran-
ceza muilo lina a 23, frascos com essecucia de rosa a
320, paos de pomada Irance/.a muito boa a 100 rs.,
fras-os pequeos e Brandes da verdadcir.i asaa de
Colonia do l'iver a 180 e 1/000, abneles finos e de
diversas quali lades.pns para denleso mellior que po- c,,nem-*e velas ^ carnanba hem| arabadas,
de liaver, e oulras muitas perfumariai, que s? vcii-i "P*0' Sftelras, chegados rccenlemenle do Araca-
dem muito barato: ua rua do Queimado, na bem co- '>' l,or ,nc,,os duque em outra qualquer parle: na
nhecida Inj de miudezas da boa fama n. 33. ruil ,la "-ruz '' Pr"niro andar.
Vendem-se caisascom vidros
orn os signaes seguinles : necea do coipo. aliara re-
gular, lem urna cicatriz no hombro esquerdu prove-
iiienle de golpe, pes saceos, e com a. unhis roldas -
1 altribue-se ealar Mduzida peles pais, qae ,ao eatra-
vus do Sr. Poras, que lem laberna na roa estreita d.
Rosario, contra quero se protestara te liver coniven-
cia em dita sedafao : quem a peger ou dalla der
uulicia, leve a a roa Bella n. !.">.
parles do mesmu escravo ma herde-os de Auna Ma-
ra lavare, de Lira, qu ,er. cenereesaieoto re-
compensados.
Vende-se
Iba o de lescaina
ca : no raes da
Paula Lopes.
>aca-
o multo superior I
a ir.s(KM rs. por barr-
Alandega armazem de
1

Vendem-pi.iiinviTtii .es iaRloios, de .tesantes
modellos excellenles \uie-, labncmlos por um dos
mais acreditados autures, prei:.iado na eiposicaode
Londres: no armazem de Roslron i: mker ,\ C.mn-
panhia, praca do Corpo Sanio.
para vidraras
vidros de horca letra com rolhas do mesmo, o maior
sorlimenio possivel: cm casa de Kartholomcu Fran-
cisco de Soasa, rua larga do osario a. 36.
Vendem-se madapoloes finos e de outros. com
pequeo loque de avaria, jpor preros maito bara-
tos : na rua da Cadeia-Velha n.2i, primeiro andar.
Moinhos de vento
togio no dia 24 de jnnho do correle aaao. u
escravo crioulo de nome Angelo, idad. SO aanm,
baivo e srosso, rosto comprido e olivos grande, pu t
|>or urna perna quandoanda, he natural da Babia e
esleve preso na cadeia deSerinhaem ; quera peur
levr-o a' rua do i.iucunado, loja n. 10, qoc ratra' re-
conipensado.
Esta ausente o.preto Malheus, de naca., idade
grandes, mas eonsta te-la. deilido a baivo, quaudo
anda puta por orna perna por a ter mais grusoa qae
oulra, porem pouco, he bem conhecido por ser em.
preeado em ervico de marinhaa e canoa., consta
. passando ..
cbarariz primeira casa que lem to'.ilo encarnado pela'
retaguarda.
I'F.RN TYH. DB U. F. DB FRlA MH.
MUTIDSDLT
'

i
...


Full Text
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