Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07419


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Full Text
ANNO XXXII \. ISO
Por 5 mczes adiantados -ssOOO.
Por 3 mczes vencidos 4j500.
OIIMA IEIRA 20 DE .11 Mili DE 1856.
Por anno adiantado 150000.
Porte franco para o subscriptor.
AMBUCO
KNCARREUADOS DA SlinSCRIPCAO' NO NORTE
"inhiba, o Sr. Gerwio T. di Natividade ; Naul, o fir. Joa-
quim I. Pereira Jnior; Araealv. o Sr. A. da Lemos Brasa ;
Cear, oBr. J. Joai dtOliraira ,-Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
quea Rodrigues; Piauhy. o Sr. Domingos Herculaoo A. Pessoa
Ctarenaa ; Par, o Sr. J ustiniano J. tamos; Amiionn, o Sr. Jero-
ujmo da Coala.
N. Vtn
S. I.....r>-i
'<. H.ir.
r...i..., i.,
l'm.,-,,1. ,r..
I...!..- .
. i:
PARTIDA DOS CORREIOS.
M dlaa, .1- !> m.-i.. horas lo aja.
.11111.1 l'.Hjl.ll.A 1 II..- ,..^,|,|., .. ,- ,._, i;
""". Bol......i-.i.i.ru, Ahml.....(or.inlimi. :
.". I'.....'I VI..... V./.i.-ll.. I.ini..,..!,.. limo, l'.-i
.tilla Ma, l:,.,-Vi., ,. flu,,,,,, .. |., ; ,..,.
laca, S.-iinl,.-.ni. Mo-Ponaoao, lii.i, Ramiro.
Y.I..I : quillan i.....
i. l.o.j- la
Mira, /nw-
g.uari*,-l,..,,..
, AiUd-l-K-Ij,
|MTli-ll
nnli.Vi.
AUDIENCIAS DOS TRIRUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartaa a aabbadoa.
Rel.ii;io : terc,as-fci ras a aabbadoa.
Fazenda : quartaa a aabbadoa aa 10 horaa.
Juno do commercio: aegunda ai 10 horas quintal lo meio-dil
Juizo do orphaoa .- wgunda a quintal aa 10 horaa.
Primeira rara do civel.-aegunda a Kilaa ao meio-dia.
Segunda rara do civel: quartaa a aabbadoa ao meio-dia.
EPIIEHERIDES DO HEZ DE JIMIO
i La ora ai 9 horas. 22 minuto*. 4 aeguodoada Urde..
lio Quarto crcente aoe 10 minutos e 48 seguudoi da larde.
118 La cheia ai 2 horas, 27 minuloa e 48 aegundoa da larde.
"1 Quarto minguante ai7 horai, 48 minutle 48 legundoida m.
... '"REAMAR DEIIOJE.
IPnmeirt as II horas a 42 minutos da manhaa.
Segunda as litaras e 6 minutos da larda.

-**-
DAS DA 8EMANA.
23 6egunda Jejun (Vigilia) S. Agripis v. Ss. Zenou e Menas
24 | erca i* S. Jobo Baptilta Ss. Argilberto e Fausto mm, Ind.
23 Quina. S. liuilerme ab- ; S. Febronia v. ; S. Galeciano m.
2o' Quinta. Ss. Joao e Paulo Irs. mu. ; S, Virgilio m.;
27 Sesla. S. Lasdilau re; S. Zoilo m. ; S. Cressente b.
M gabbado. Jejun (Viglia) S. Lcao 2. p : Ss. Argemiro e lrineo
29 Domingo. A pureza da SS. Virgem Moi de Dos S. Pedro.
ENCARREGADOS DA SUBSeaUaSCAO* SI1L.
Alagoai, o 8r. ('.landino Falcao Diaa ; Babia o Sr. D. Truprat
BJo da Janeiro, o Br. Joao Pereira Martin!.
EM i'i-:ii\ \Miin o.
O proprieurio do DIARIO Manuel Figosiroa da Paria, na tu
irraria. praca da Independencia ns.fl e 8.
O* .enhores assignanles que eslao por pasar o im- I As l'a4,s ,m "J08 lem de s*r *" reforma,
porte da subscripto desle Diario al o ultimo do j '"ram uidici.la. especialmente nos relatnos de 1854
correnle me/., qoeiram mandar salisfazer seus debi-
tos ao preco estipulado, anles d'elle terminar, alias
se suspende a entrega ou remessa.
PAUTE OTF.CI AL
MINISTERIO DA MAR1MIA.
t Relatorio apresetttado a' assemblea peral
legislativa na quarta sessao da nona le-
gislatura, pelo ministro e secretario de
estado dos negocios da maiinlia, JoiO
Mauricio Wanderley.
Angostos e dignsimos Sr-. representantes da
iMr.iu.Km obediencia ao preceilo, qoo me lie im-
poite peloarl. 42 I venlio aptesenlar-vos o relatorio do eslado dos ne-
gocios da repartirn mcu cargo, e expor-vos
ai medidas, que mais necesiarias se lornam para
sea roelhorameiilo. a
Secretaria de e/lado e i/nartel general.
. As relaroes ns. 1 e "2 moslram qual. o pessoal de
un.i e oulra reparticao e as nllerares, qoe leem li-
, do durante o auuo.
A secretaria de estado, que anda rege-se pelo re-
, golamentn n. 3St. de -J'i de abril de lHlt, nao
, preenclie convenieulemenle o lim de sua crearan
por deleito da orgaui-arao adoptada. O trabalho
Dan pode ser espedido enm celeridad e perfeirilo ;
e formando os emolumentos parte dos vencimeutos
dos empregado", accumula-se um pessoal Inapto, ja
pela idade, ja por molestias, pesando sobre, uns o
servia;i que a lodos devera tocar.
O recarao das aposentadorias, nesle raso, eqoiva-
lena a um caaligo para aquelles que fazem-se dig-
nos de recempensa por seus lougus serviros.
Couverter a quota dos emolumentos em ordena-
dos e icrem aquelles cobrados como imposto pelo
ttiesourn nacional, evitara o mal sem gravame dos
eolres pblicos.
A reforma da secretaria devera ahranger a do
quarlel general, e ser acuinpinli-iil.i da crearao de
um conselho naval.
O variados e importantes assumplus, qoc correm
plai duas primeiras repartirnos, seriam distribuidos
lelas tres com economa de lempo e Irahilho. e
grande proveito para, a administrarlo da marinlia ;
oa sapprimir-se-hia a do.quarlel general, que nun-
ca leva eiistencia legal, e parte le taas allnhuirocs
cria e\ercida por urna secc.Au da secretaria, dirigi-
da por um ofiicial da armada, e oulra parle relati-
va ao pessoal, sua distribuidlo, disciplina, ele,, pelo
conselho naval, o quat consultara sobre todos os
ramos da administradlo, que dependessem de conlie-
cimentos prolisaiouaes, c nao podem ser cabalmente
desenipentudo- pelo minislro, alias responsavel pc-
rau-ea le pelos erros, qoe mo pode evitar, e solne-
latjt polos lueJIorainenlos que dewa de empeelieoder,
ou empreheode precipitadamente, por falla de un
> aunliar que ao espirito de razoavel pro^resso junlc o
da conservar"' tas tradres administrativas ; de
modo que as coulinuadas variaroes da pulilica pi
uiiluam na arro lenta, mas continua de urna ad-
linielracao, em que, por a-mi dizer, parar lie re-
gresar.
A commissao de melhorameulos do pessoal e ma-
terial, creada por aviso de II de Janeiro de 1835,
para de alguma forma remediar a falla do referido
coiiielliu. mal pode preencher esse lim, sem allri-
liiiirnes definidas, sem meius de investigarjilo, com
paqnenas gralifcaroes, e sem aquella auluridade
que s na-ce da lei.
Pende da cmara vitalicia um projeclo, creaudo
um consellio naval ; o qual, com pequeas modifi-
carnes, preencher.i urna lacuna sentida por todas as
adnainislraroes de marinli.i. Vara elle chamo a vos-
a atleurao, contando que na presente ses-ao ser
discalido e votado.
Tendo sido, por decreto da 2i de oulubro, no-
meado coDselheiro de eslado o chefe de esquadra,
Miguel de Sanca Mello e Alvim, que servia de aju
danle de ordens do ministro e encarresado du quar-
lel general, 'passou a oceupar o mesmo einnrcL;.) o
chefe de divisao Joaquim Jos Ignacio.
.Icademia de marinha.
Em quasi lodos os relaloriosde meus il lustres an-
leeenores se vos lem dado a conhecer a urgente ne-
cossidade de ser reformada a Academia de Mari-
nha.
| Nao sao de raisler eslu-Jos prolundos e especiaes
para recooliecer-se primeira vista, o defeito de
urna iuilituiro, que leudo o sea asiento na caria da
lei de 5 de ago.lo de 1779, passou por diversas mo-
difieacpss at o auno de 17%, em que se llie deu-
em dala do 1. de abril, a ergaoisacilo, que aind-
hoje conserva com pequeas e insignificantes alie
rar/ies no plano de estados, e regida na sua econo-
ma interna e disciplina por disposir/ies dispersas,
aderadas, segundo as conveniencias ou necesidades
do momelo, e ale por usos anteriormente adopta-
dos, conforma a determinara da provisto de 'J de
selembro de 1809.
Sb anda assim livessem sido lielincnle guardadas
e cumpridis em toda a sua plenilude as diiposiroes
das Icis e os oos anligos, e-tou que a Academia de
Marinha nao se teria lauto resentido das reformas
rurciaes, por que tem passado, algumas tlai quaes
ehegaram quasi a aniquila-la.
Refiro-me particularmente ao decreto de 9 de
marco de lrj-12 publicado em esecurao lei de I ">
de novembro de IRtl, pelo qual foi exmela a Ac.
ilcmia de Marinha e refundida com a Militar sob
denominarlo de Academia Militar de mar e Ierra.
E posto que por decreto de 22 de outobro de IM
se reconheceaM, que os estatutos de 9 de marco de
i 1832 nio- correspondan) ao fim que o goveruo se
propoiera e fossem por isso revogados, repondo-se
por decreto de 22 de dezembro do mesmo anno de
lxi:l as cousas no p, em que se achavam anles da
referida enenrporaro. comludo o mal eslava feilo,
e ainda hoje sollre a Academia das coosequencias da
racoma reaccionaria, que nao poupou nem os ho-
roen nem as nstitaic.oes.
A collecrao de in.lramenlos para~observares as-
Irooomicas essenciaes a inslracrao ilos alumnoa dcs-
ppareceu. e iofeliimcnle nunca foi substituida ; os
modelos de corretrucejio crtraviaram-se ; a bililio-
(heca oflreu perdns irreparaveis.
Ao Ilustrado ministro da marinha, que Uvera a
gloria de por o primeiro cravo na roda da dissolu-
Sio da Academia, coube lamhem a de comerar a saa
reurganisacJo com a promulgarlo do decreto e re-
2T, de II de Janeiro de 1839, que
a Academia e
para bordo da
salamenlo n.
mandan Iramferir
gaardas mnrinlias
pondo-se em vigor os estatuios do I. de abril de
1736, e dando-se um regimenlo eepeeial e econ-
mico, qoe anda subsiste, em dala do |, de marro
do mesmo anuo, de 1839. K linahnnle, por decre-
to o. jK6 de 19 de fevercini de 18',".) r0 a Acade-
mia iiovameute transferida para trra, conservan lo-
,e "intrnalo, e acrescenlando-se algumas oulrai
diaposicoea regimentaes.
Este rpido esboro das pl.a-.es porque lem passado
a Academia, musir o quesera ella;aclualmenle, ape^
xar dtelo dos que teem pordever dirig-la, e jusli-
lica a insistencia, com qae iodos os ministros da ma-
rinha solicitara do corpo legislaiiv.., ou urna refor-
ma dessa eslauelecimento, ou urna aulorisaco para
qae o govtroo a realiie.
e ISii, teudo-se em allenrjo o que a experiencia
das nacoes marilimas, que nos podem servir de
minelo, aconselha e eusiua.
A inslrocr.io llieorica he delicicute ; a pralica
quasi nulla.
Pin que a inslrucr/to llieorica possa ahranger lu-
da as materias, qoe lo hoje reconhecidas como de-
veudo constituir o cursu acadmico dos ,|UI. se pro-
poein a seguir a honrosa prolissao de ofiicial da
armada, torna-se necesario, ou augmentar o nume-
ro dos auuos ora eligidos para obler-se o posto de
guarda marinha, ou rapr oulras coodices de ad-
iiii-- 'ni, obrigaudo os caudidatos a aspirantes a mais
akuus eiames preparatorios, consideran in-se como
lae ilgaoMi materias, que sao hoje comprehendidas
no curso dos esludos acadmicos.
O meu antecessor lembrava a crear.io de umcnl-
legio naval, em que so proparasseiu os joven., que
se desliuassem a seguir os cursos superiores. He
urna idea UM ulil que s offerece difticoldade na
coocessao dos nieios de esecur.io ; cutrelaulo pode-
ra aer subslitenda por qualqucr dos dous alvilres
pvopostos.
Para a inslrficcio pratica nao baslam nem os
enercrcios de applicarao uas curtas viagens de ins-
lracSao no lim de cada anno, nem os embarques,
que fateiq os guardas marinhaa, untes de aerea pro-
movidos i segundos-leueutes. Nao he raro qoe
passados os dous anuos, chamados de embarque,
uenhuin augmento He couhecimenloi prolissionac.
teul.ara adquirido os guardas marinhas, guies se (e-
nliam alnzadc, pela falta do direrrao na applicarao
dos esludos a pralica da navegado, depeodendois-
io as mais das vezes do maior ou menor zelo dos
commandanles dos navios.
O decreto n. 885 de 1(1 de dezembro de 18.il
que regulou as provas de sullicieucia para a promo-
cAo dos guartlai nianuJia-, au obxiou lodos estes
inconvenientes; he urna formalidade, nao he urna
dilliculdade. Nem se quer sao exigidas provaa do
conhecimento das machinas de vapor, cujo uso ap-
plicado a navegarao vai de da em da supplaulan-
do o dos Bivios de vela.
Sem pretender diminuir a importancia dos eslu-
dos Iheorico,, cuten lo que dei\ding-nos demasiado
por ellos absorver, desprezaudo a pratica, que re-
prsenla o principal papel as occasie arris-
cadas.
A' reforma dever acompanhar :
I. A mudanra da Academia para um edificio'ap-
propriado, em qoe a par dos coinmodos necessarios
para as aula., alojeruento do director, doi emprega-
dos, dos alumnos com as devidas sepaiaSes, baja
espajo para a collocac.ao de um gabinete .le prava).
ca e chimica, de ma livraria para uso dos alumnos,
de inilrumenlos a-lronomicos e naulico, e de urna
pequen i machina) de vapor montada, que funecione
as ocsasoea precisos.
i. O augmento du Baasaari lio* lentes. daudo-s.
Ihes ordenado, corrospondentes aoseu Irali.ilho e
cjlhegoria, marcdiido-se as MOdieun de adinissao.
hoje depenJeiile de mero arbitrio do gaeran : e
designando-se as atlribuic,es que llie devem com-
petir na dirocro e |in.gramina do. esludos.
3. A revi-u dos regulame.ilos disciplinares, etc.
E releva sobreludo que a ewcur.o do que se esla-
belecer seja prompla, certa e eflicaz.
A relar.o juila sob n. 3 moslra o numero de
empregadus da Academia. Por fallecimenlo do
chefe de divisao JoAo llenriques de Carvalho e Mel-
lo, foi Humeado para sub.lilui-lo o chefe de esqua-
dra ronsellieiro Anlonio Pedro de Carvalho.
foi dispousado do crcicio de lente, por assim o
liaver pedido, o lenlc jubilado (".hrisliano llenedclo
Olloni, com oque nao|ponco per.I en a Academia. Em
cousequeucia do que passou a lente do primeiro an-
no o prmeirolenente (jiacomo Raja tiabaglia, e
a subslilulo o primeiro-tencnle Jernimo Pereira
de Lima Campos.
Do mappaAve-se o eslado da companhia dos
guardas marinhas e aspirantes.
Os. aspirantes, em nnmero de dezesete, qne linda-
ran! o curso em dezembro pausado e foram pro-
movidos a guardas inaiinhas. lucrain com mais cin-
co aspirantes do segundo anuo nina viagem de ins-
ttucra.i ao Cabo da" Boa Esperfur;a a bordo da cr-
vela D. Isabel, commandada pelo capilo de mar
e guerra graduado Manoel Francisco da Cosa Pe-
reira, sob .a direcro do espillo de mar e guerra
graduado Francisco Jos de Mello, locando no re-
greso esta corle uas ilhai Je Sania Helena e Triii-
dade.
Os decretos n. fiil de 10 de outobro de 18(9. o
n. ."iNti de 19 de fevereiro do dito anno. foram mo-
dificados pelos de ns. 1663 de 2i de oulubro e
1690 de li de dezembro do anno fiudo. O I. oa
parle em que inhiba o commandante da Academi
de exercer qualquer oulro cargo, e accumular os
venciinenlos. O 2., ua em que mandava dar
baila ao aspirante que nao tivesse obtido approva-
fao plena nos eiainesdas materias do primeiro e se-
gundo anuo. Urna lal disposiro prete que se
fundava na idea de que coocorreria a matricular- -e
um namero de alumnos superior s ueressidades do
preenchimento do quadre dos oiciaes da armada,
prociirando-se assim arredar os que se moslravam
meuos apios ; mas nao s o contrario succedia, co-
mo laiiiliem erain excluidos mocos, que depois vi-
ri.im a ser habis olliciaes. A injuslica de scrae-
Ihanle leveridade era lano maior, quanlo nao era
eiteusiva aos alumuos do terceiro anuo que pasiavam
a guardas marinhas.
Devo igualmeute lemhrar-voi a nccesidade de
crear-se ama ou mais escolas de navegarao e pilla-
gem, em que se habelitem os que se dedicam a na-
vegado mercante. Os inleresses do nosso commer-
cio, e, o que mais he, a vida de innmeros indi-
viduos acham-se entregues a rolina ea ignorancia dos
intitulados capilaes on pilotos, na maior parle es-
Irangeiros, ou hrasileiros se Ihes convm. Quaes
quer que sejam os bices que as capilauias dos p..r-
toa opponham as matriculas uos pillos, que nao
apreienlam carta de exorne, em muilos casos he
forra desiilir-se do rigor dos regulamenlos, sob pe-
na de ver-se desamparada essa pequea navegarao
de I01121 curso que maulemos caro alguna estados.
Para dar-se coroero a essa Uto reclamada creicao,
pode-se eslabelecer nesla corte nina escola de pilo-
tngem addida academia, e ob a direcro do res-
paclivo commandante, cm qqanto nao se preparar
ama embarcaro apropriada para esse lim. A des-
peza nao ser avultada, e as vantagens resultantes
amplameule a coinpeusarao. Depois eslender-sc-
hi.io idemicas crearnos a oulros porlos importanlea
de I i .Ir j iilliii do anno passado para a reforma dos
ofllciaes de fazenda dependil' para a sua execoro
das reformas da conladoril e inteodencias ; logo que
a ultima or publicada, seguir-se-ha a dos olliciaes
ci da ra de Bragada para a fundarn de urna en-
fermara destinada ao tratamentodos cholencos, n.lo
poderam ser concluidos os arraujos convenieules a
mudanca da bibliolheca para o dito edificio, o que
lera deellecluar-se logo que estejam promptos.
A disposiro do decreto 11. 133 de 3 de julho de
1817 que obriga os impresores aremetter um eiem- i bordo dos navios, como tambero para assegurar a '
piar de lodos os impresos a bibliolheca publica na- sorte dos ditos empregadosal hoje lo precaria.
Pelo mappaDcouhece-se o eslado. da rlasse
exclusivamente sobre a marinha ; estraga o nosso
material ; inhibe-nos de renova-lo convenieulemen-
le, consumi lo as nossi reservas ; arruina a saude
das equipagens.e nao permille que se Ihes de a pre-
de fazenda, como he miliar, nao s para melhor ga- cisa inslracrao e disciplina,
ranlia da boa liscalisa5ao dos gneros despendidos i \ E comludo" a importancia dos inleresses humani-
tarios, sociaes e polticos, que acham-se ligados a
conal, e as das proviucias, deve tornar-se extensiva
a da marinha.
O rcgiilamentu anneio ao decreto n. 179 de 17 de
oululiro de 18U>, enumerando as obras, que devem
dos oflieiaes de fazenda.
Offiaaes de nutica e apilo.
Sem a creac/10 previa de urna escola pralica de
compor a bibliolheca! menciona os roteiros, memo- piiotagem, neuhuma utiliAade resultar de regula-
ren-se as hauilitarea da oflieiaes de uaulica
da armada, como foi o go orno auloriaado pelo arl.
3 da le u. 7o3 de 15 de jalho de I8ji ; purquanlo
quaeiquer disposires maii restrictivas so leara por
efleilo alugeular os poucoa pilotos, que coucorrein
ao serviro da armada, sem rueios de substitui-los
por oulros mais apios.
O numero actual he iuinllicienle para occorrer as
necessidades du servi.o. Urna das dilliculdadea para
acquisijn desses mesinus poucos individuos habili-
ta los he o mesquiuho sold, que percebem.
Por igual tiiit seale-sa graude falla de ollicieea
ile apilo, cuja classe nao Be alias, provisoria como a
dos olliciaes de uaulica.
Arlx/KC dt embarque.
lemos 107 machiiiislaiaaservico da armada, des-
les sao primen os i.i, segoado* i, lerceiros Iti e quar-
los 2 ; eslraugeirus 08, mcionae.. 39. D'aln v-se a
depeudeucia, em que estamos do eslrangciro, para
um ramo essencial du servir da nossa marinha a
vapor, que leiu crescidaem importancia.
Com a prxima chegad* de doui oflieiaes de ma-
riuha, que a .cusa do Eilado frequenlaram com
lirovellameiitoasollicinaa de machinas em Ingla-
terra, hcaremos habilito,!* a fundar urna escola de
luachinistas, cuja neee.sidade creicenle deve chamar
a atiene.i.. 1I0 -,\,i ,Ki.
A reforma dos arsenae"proporcioiiara occaiiao de
o.gani,arein->e as oulras piaste)de arlilices, que su-
jeilosao rgimen militar, garantan, au esladu om
serviSu regular, e nos liheriem da perigos. dis-
pendiosa depeudeucia em que uos achainos.
O vencimentos meniaei dos machinistas das qua-
iro classes, sao dus primelros Isla, dos segundos
11*0, dos lerceiros I'.3 e dos quarlos 120?, e alrn
da gralilicarao que percebem quando em paiz es-
trangeiro, na razio de i, por dia aos pruneiros, 19
aus seguudos, 800 ris aos lerceiros e (HH1 res aos
quarlos.
Estes venciinenlos nao sao mesquiulios cm rela-
So aos que pagara oulras MCow, e a mocidade bra-
ailcira industriosa achara neste ramo euiprrgo uld
e huuroso.
companhia dos
nao Pedro II, do "nperio sob a insperrio das respectivas capita-
nas, ou estajees, ntvaat.
fihlioieea da marinha.
Compe-se prrsenleineiile a nililimlieca da niari-
nlia de 3090 vnluiiies, 1008 BMppas, carias, planos
diversos, e alsuiis inaiiiiscriplos de pouco valor.
Com a consi'juaco do 1:000. aunualmcnle vola-
da |iara compra de litros, ir a bililiolhera progre-
sivamente enriqiiccendo-se. e ollerccera meins de
variada leilura c insirieran corporarao da mari-
nha.
Infelizmente n.n. he ,-iin.la fiequenl..l.i como era
de esperar : durante o anno lindo i i nnjneil apenas
conaullaram algumas obras das muilas e iuteressau -
les que ppssuo o eslabelecimenlo.
Em consequeucia de haver-ae concedido o edifi-
rias, descnpres dosestabelecimeiitos oavaes, mo-
delos, carias, ele. Iteuuir em um s local e por ao
alcance dos olliciaes da armada o- mappai, carias,
roteiros e memorias, principalmente os nacionaes,
e que sirv.un para por ellas estudar-se a historia do
progreso da Bosta navegarao.e da marinha de guer-
ra, e mido os olliciaes dosta eiicoatrem preciosas in-
lurmac.es e meios de nistrucrio, he de lal impor-
tancia que nao julgu que a bibliolheca preencha
essas condires.
A fundarao de um deposito especial ainda que
addido a hibliolheca 1 com empregados habilitados
que rena lodas as inslrucces, viagens e mais docu-
mentos que BOSMDJ servir a historia de noisa mari-
nha nasecnte, as carias maritimas mais aperfeiroa-
das, e onde eslas sjaui levantadas ou corrlgidas ;
bein como todos os planos e modelos das construc-
coesc obras de marinha, ser de simrna utilulade,
e direi mesmo de urgente necessidade.
Ao mesmo eslabelecimeulo poder-se-hia reunir
una escola do iustrucr,Ao superior, em que es ofli-
eiaes, que a nao livessem, adquirissem conhecimen-
losda ailministrarode marinha, dodtreilo das gen-
tes, commcrcial e martimo, dos regalamentos con-
sulares, e dos porlos marilimus, ele. ; coohcciinen-
los iudispensaveis, priucipalmento. aquelles, que em
paizes eslraugeirus, podem por sua ignorancia com-
prumelter os iuleresses, a houra e a seguranza to
imperio.
Corpo do., officiaes da armada.
0 mappaBaprsenla o eslado da* difl'erentes
classes do corpo da armarla, com as altcrac/ies oc-
corridas, durante o auno lindo, por raorie, reforma
c inudanra de classe.
Uns da primeira classe arliain-se embarcados 208,
promptos 14, rom lieenra por doenlea 10, estojando
na Eurupa e ua academia militar 7, e em cominis-
ses estranhas ao servido da marinha 5. A falla de
olliciaes, especialmente uos poslos luballernos, lem
toilo com que o governo baja negado lieenra a al-
guns, que a leem pedido para servir lias cumpa 11 las
de navegar., a vapor, e leoliain sido empregados na
armada pilotos, quo nem sempre esta habiltalos
para o serviro em navios de guerra.
A academia de marinha nao produz o numero de
olliriaes precisos para p.eeuclier as vagas do quadro:
notareis que s no posto de segando lenle ha loli
v..^-.. UeanrirS r.c.iii.r a ailsalasai a aspiranKa
leai do numero marcada no rrgalaraealo que h.-
\uu com o derret, n. 58fi de 19 de feveieiro
de 1849.
Se ha olliciae, que fogem aos embarques, ha ou-
lros, e em maior numero, que Vivera continuada-
mente no mas, com grande damuo em sua saude,
sem que por issu adqiiir.im maior direilo a seren
cunlcmplados uas proinorocs. Alguns. e dos mais
habis, conlam dezanove anuos no posto de primei-
ro lenle, e essa difliculdade de accessos "he urna
das causas do um lal ou qual desanimo, que se ob-
serva em moto, cheios de vida e eperanras.
Lina lei, que regule as promoroes em lempos de-
terminados, e prescreva as suas eoadlcees, dando
preferencia a cerloi sarviros, he pois urna das pri-
meiras necessidades da armada. II projeclo propos-
lo pelo meu antecessor prceuche-la lia.se toradopta-
do com algumas pequeas emendas. Pelo menos
cessaro mullas queixas e preleuces exagerada.
O pesado serviro do cruzeiro para reprcss,lo do
Itlico nao lem permillido que o governo desune al-
guns dos vasos de guerra viagens de longo curso,
em quo os nosios olliciaes adquiram aquelles co-
uhecimentos, disciplina e experiencia que s ellas
podem dar ao verdadeiro homem de mar.
Corpo de saude.
Consta actualmente o corpo de saude de um ci-
rurgiao em chefe, de doze primeiros cirurgioes e
vinte e um segundos, um primeiro pharmaceulico
e qualro segundos ditos, mappaC.__
Foram nomeados, durante o anuo 7 segundos ci-
rurgies, e liveram deruissao por o haverem pedido
nove ;,evistem seis vagas para completar o numero
marcado no regulameulo do 21 de novembro
de 1830.
-Viuda depois de precnchidas eslas vagas, ser in-
sullicienle o numero de SO, mximo que o governo
pode iiomear einqnanlo nao houver mais de jo na-
vios, a que corresponda esta prara, para acudir a
todas asexigeucias do servijo. Seria porlanlo con-
veniente que o governo tosse auloriaado a elevar o
numero deltos de modo que, os navios de lotacAo de
iOjiracas para cima, nao deixassem de 1er a bordo
um cirurgiao.
Vivendo os cirurgies em continuados cruzeiros
nao he possivel que adquiram nos hospilaes aquella
pralica de operacoes, que devera ser urna de suas
principaes habililaces.
O regulameuto citado desigoa as graduares de
seguudos e primeiro leneulcj, e capilaes lenles
como nicas a que podem aspirar os eirurgies da
armada ; ha urna desigoaldade nesta dsposir.Ao com-
parada com a que rege o exercito ; seria um meio
de animar e recompeusar os cirurgiei da armada
colloca tos no mesmo p de igualdade.
Sendo estes considerados oflieiaes com as mesmas
honras, direitos e regalas, nao gozam comludo do
beneficio do Montepo ; a conce.-o desse benelicio
augmeularia o incentivo para que procurassem o
serviro mdicos habis, que persist tsem oa carreira
a qual he hoje apenas considerada por muilos como
um tirocinio, ou recurso dus que nao podem ganhar
meios de subsistencia em oulros empregos, ou pela
clnica civil. A tabella dos venciinenlos, em que se
nota injustos desigualdades, necessita ser revisto,
proporcionaodo-se as recompensas as jerarchias e a
nalurezd dos servicos prestados.
Folgo de aqu declarar, que durante a quadra ca-
lamitosa perqu acabamos de passar, o corpo de
saude da armada deu o exemplo da maior dedica-
to e zelo, nao s nos eslabelccimentos de marinha
romo tambem as coinmssots para que foi Hornea-
do, nao se poupando a incommodos e riscos ; proce-
der honroso dequederam iguaes provas os ofli-
eiaes e pracas da armada, que erara enviados para
os poulosde maior pergo, ervindo nos hospilaes
cviscomoenfermeiros, enterrando os cadveres, de
que oulros fugiain espavoridos, e empregandci-se em
manter a ordem e socego publico as povnares. co-
mo sucesdeu lias ridades da Caxoeira e Sanio Ama-
ro. Muilas praras foram vctimas da sua dedicarn
c amor a humanidad ; nenhum reciou o posto de
honra a que aran chamados antea muilas se otle.
ruccram voluulariauenle.
Of/iciatt do 1 alto.
Subsislindo as mesmas razoea dadas pelo meu an-
lecessor para que nao fosse reorganisado o corpo er-
rlesiaslico da arma.la, nao ouson anda o governo rta
aulnrsaro, que llie [ora roureiliila pelo arl. '1 da
lei 11. 753 de 15 de julho de 1851,
11/fiches de /a~enia.
A aulorisaco concedida pelo arl. da Iti u. 820
Forea nava\.
Pelo mappaE-Jemonlra-se qual a forra naval
acliva do imperio. Con.la ella de 2 inaviJs arma-
dos, n.lo ii.cluindo a flolillia nos rios da provincia
de Matto rirosio e :> transportes," e acha-sedistrbui- T"1^***" <^""'">cn>e ...
da em i esiariios e una divi-o ; aquellas nos potia*
du imperio, conforma o disposlo ao decreto n. lotil
de 3 de uovembro de I82. e esta lias agu.s do Rj.
da l'rala. I)0 mesmo mappa v-se o numero das
embarcaroes e sua forra ellerliva em rada um dos
mencionados pontos.
Comparado com o mappa aprcsenlado na sessaj
passada conhece-se que uo correnle anno linanceiro
hadillercnra de i uav.os armados para menos e um
transporte para mais.
Provcm o.la diuerenca de passarem a desarmados
o vapor nColliulio e hiato Parahibaoor, a Irans-
porteso brigue escuna Legalidade e o vapor ..Ca-
niacuai); seren eliminados por coodemnados o bri-
gue Pavana, e o brigoe escuna oAndoriuh ; c
ler-se mandado alienar o (rausporlo Pirapama,
qoe foi substituido pelo brigue escuna Legalidades ;
augiiieiilaudo-se o numero dos armados rom a iu-
corporarao Ja corveta t. Isabel, e vapor Japor
110. menle construido'.
Consisto perianto a nossa torra acliva por suas dif.
ferenlcs classes em
Navios de- vela.
trgalas......
Crvelas......
Ilrigucs barras. ,
Brignes.......
Barcas.......
Brigucs escunas.
Patachos......
Escunas......
Cnili meira-.....
iurluindoa llolillia de Mallo (irosso.
A* vapor.
Fragalas.......
Corvetas de 1" classe. .
Vapores de dillorentea classes. S
27 t\ 1 se
15 Uestes
to movida* a' hlice 7, a" rodas 8 ; com a forra to-
tal de I7U0 ra val los.
Alem dos j transportes ja referidos lemos desar-
mados e em reparos 2 fragatas, crvelas, I escuna,
1 hiato e 2 vapores.
lleslas embarcaroes a fragata Principe Imperial
lerve de aquarlclamento aos menores arlilicci do
arseual. A fragata Paraguass de cabrea. A cor-
vela Dous de Julho esto' preparando para armar,
asi). Januaria, Unaos el). Fraucisca eslao
em fabrico, aquella na Babia, esto em Pemainbuco,
e a ultima nesle porto.
No correr do presente mez deve cliegar de Ingla-
terra, onde fra eiicommendado, um novo vapor de-
uomiuado Paraguasso' destinado ao serviro es-
pecial de nossos rios o qual he da forra de 160 ca-
vallos, demanda carregado fi psd'agu e montar i
canhes obuzes de 68 rodizio, duas pecas do 32 so-
bre carretas ordinarias e duas de brouze* de 12 clm,
com oarmameulodemaoo mais moderno c aper-
fciroado : o seu cusi foi de 30.88 libras o do
.tapir.1 de 16.1 O libras.
Os 17 vasos em serviro activo sao Iripolados por
2(i(1 praras de marinhagem e de pret, e l>72 das
diftorcnles classes, fallaudo para o seu cslad o com-
pleto conforme as lolarjoes J2 praess.
Conredendo a lei n. 7J3, de 15 de julho de I8.J4
que lixou a forc,a naval para o anno crtente, em
circumslancias ordioarias 3,000 prarai de mariuha-
gaaa e de pret, alcm dos olliciaes d'a armada e daa
demais classes, que fosse preciso embarcar, existe
urna diuerenca, para menos da lixada, de 337 pracas
de pret, c >i que uo anno anlerior, nao incluindo
01 olliciaes de patente e diversas classes.
Apezar de haverem felizmente cesaado as cir-
cunstancias extraordinarias que esigiram em o anno
passado um mais forte armamento, u3o foi possivel
diminuir-se o numero do navios armados, sen.li. na
razu dos que estovara e.oroplctomcnle iunavegaveis,
como alias rouviria ao dcscanro das eqsipagoni e a
urna bm enlendida ucnnomia, se nao lora neces-
sidade deoppi.i barreiras as eniprczasdos Irafitanles
de escravos, que suppondo-nos dislrahiJos pelas nos
sas complican.es exleruas, tentaran, armando em
paizes eslrangeiros, renovar esse brbaro ronuner-
cio ; o que Ihes l'.ii vedado pela acfividade de
cru/ailnres, vigilancia das autoridades lorriloriae.,
repugnanria da |M>palac3o i envolver-so aesae
me ; cniieguiido-sfl aprisionar as duas uuirjs
barcarei que lograram aportar as cosas do Brasil.
O peso dai despeas com a repressao recabe quasi
.SOS
e
rri-
em-
cita grande queslio, he de tal magnilnde, que
nao seria prudente diminuir de cuidados e vigilan-
cia!; e por isso na proposla, que sajeilo vossa deli-
lierarn, pe

sido votada.
Em occasiao competente vos miuislrarei, para jos-
liflca-la, lodos os esrlareclmenlos, de que porveti-
(ura ainda uecessitardes.
Organiiarao do material nacal.
A orgauts.irii do material naval lem sido e con-
tinua a ser entre as najes marilimas objeclo de se-
rios esludos e experiencias, ja em retorno a saa
qualidade, ja era relaro .1 sua quanlidade.
Peto decreto 0,667, de 26 de Janeiro de 1850,
tenamos laxar um astado normal, que procurara-
mos attiogir, cuu.iraindo annualmenlc um certo
numero de navios de dnlerenles classes ; mas, a
imperiosa iei das necessidades publicas, e o progres-
alvo inelhoramenlo de lodatras arles da mariha, su-
bordinan) sempre cases projeetos aos Uns prsenles e
immedialos.
Per muito lempo o nosso principal theatro de ae-
ran sera ao longo de nossai costal, no Interior doi
nossos rios, e no dos paizes visinlios.
Tera pois de merecer de preferencia a altenr
administrativa, e a tem merecido, a organisa-
r.iu de um material que corresponda a esla uecessi-
datlo.
Mas que essa preferencia nao se con verla em cul-
pavel iinprevideocia, e no abandono da nobre aspi-
rarlo de figurarmos um dia eulre as iiaros marili-
mas, e de podermoi resguardar os noisos inleresses e
direitos, fazendo apparecer o nosso pav.lhdo em ma-
res eslraulios e loiiginquos.
Esto desidertum nao ser .conseguido Innilaud-
nos a navssacu fluvial e cosleira ; e sem que co-
meceinoi dSde logo a construir navios de forra su-
perior, em que a nossa. ofcialidade e equipagens
ie disciplinein e inslruain ; porque he s a bordu
dos grandes vasos de guerra e em lonjas viagens qae
eaprcudc a coinmaudar e obedecer, e adquire-se
aquella solidez, vigor e inslrucr,ao, iudispensaveis
aos hoiueus de mar.
Compenetrado de toes vistas, procure! colln-r in-
ini iii.n.'it's sobre as cundirles por que podtriumo.
obler ua Inglaterra duas fragatas de primeira e te-
gonda classe movidas a ludir, e parara ua secre-
taria as proposlas de-diversos constructores que
se obrigam a couslrui-las ao prazo de 18 mezes a 2
auuos.
Nao peruiilliraiu porem os crditos concedidos
na lei do urcaineuto e o eslado da Europa, oude os
preparativos martimo- elevaram desmedidamente os
, quo rtMM promp-
la evecuro nesle projerlo, o qual depois do resl.i-
helecimciilo dap.'iz, depende da concessao do crdi-
to preciso.
Caberia aqoi examinar, em que proporroconvcui
adinilir os navios de vapor na organisaro do nos-
so material naval, se este problema nao perecate ja
resrlvido pela ullwi.a guerra : a hlice reuni as
quahdades di.Inicias dos navios a vela e a vapor, e
operou una total revoluro em lodo o autigo syste-
ma de guerra martima, e mesmo dos cxercilos de
Ierra ; as esquadrai sao buje verdadeiras puntes lau-
radas sobre os mares ; presteza, reunein a certeza
de seus movimentos evola^es.
Se o vapor he mais dispendioso, compensa o in-
ronvenieuto pelo emprego de urna menor oira para
cousegnir o lim, que nao conseguir um maior nu-
mero de navios de vela.
Eulre us n.lo pode esto principio ser applicado
em loda sua exlensio, por escrios ainda infeliz-
menle ua dependencia do estrangeiro para cooslruc-
ri de machinas, acquisirao de pessoal para seu me-
ueio, e supprimenlo de cnmbusiivel ; c fallar-nos
meios para os reparos, de que quasi sempro necessi-
lam os navios a vapor.
O armamento he de importancia decisiva ua or-
gauisarilo do material.
Nesle potito nao tullamos anula adoplado um
svslcma uniforme.
I'elo qaadro apresenlado no 'elaterio de mcu an-
tecessor podis ver as diderenles especies de arli-
Iharia, que possuimos e com que armamos nossos
navios.
A arlilharia ingleza de (8 e 32 vai prevalecenJo
cm lodos os novos armamentos, e creio que convir.
delictivamente adopta-la, rruovaudo-se nossos de-
psitos, e aproveilando-sc a anliga, un nos navios
que 11A0 pudessem admillir aquella, ou uas forlili-
ca^es dos porlos e rios.
Persuadido de que, o essencial era comerar desde
logo a levar a elleiloa resolurao lomada, salifazen-
do essa necessidade. deliberei mandar comprar 12
canhes obuses de ti8J 2.' classe inglesas, que j fu-
ram recebidos, e espero a diminuicau dos preros,
ora exagerados, dos ailigos bellicos, para fazer novas
cncommendas.
De armamento de mo existo tima porrao de ar-
mas a Mini, fabricadas na Blgica especialraenle pa-
ra o ministerio da marinha. e pistolas revolvers luf-
fcienles para armar a nossa oflicialidade. 'Iralo
igualmente de substituir o armamento dos corpos de
marinha.
Orjanisorito do pessoal.
K-rii-ad 1- seriam quaesquer despezas com a ac-
quisirao e conservando do material naval, se uAo
houvesse um pessoal correspondente, instruido e
disciplinado para guaruecc-lo e Jirigi-lo.
A acquisirao, iuslrucrao e disciplina de pessoal
s.io essenciaes existencia da mariuha, c tornndo-
se n priniipal cuidado das adminislrarcs, sao tam-
bera a -ua maior dilliculdade.
Do corpo dos olliciaes e diversas classes ja t i ve or-
rasiode fallar ; limilar-ine-hei ueste artigo aos ou-
lros elementos constitutivos das Iripolacoes dos na-
vios de guerra.
Para guarnecer ns nossos navios lemos os dous
corpos de marinha denominadoscorpo de imprtaos
marinlieiros e batalh naval,e a marinhagem
avalsa ; aquelles sao o mais forte elemento de to-
dos 01 armamentos, esta he como que simples auxi-
liar. Uns e oulros sao oblidns por meio de contrato
e do recrutameuto irc.nl 1, alera das praras que os
corpos recebem passadas das eompauhias de apren-
dizes menores, manlidas a' casto do Estado.
Com o emprego de ambos os meirs indicados nao
se lem podido completar as forjas litadas em
lei.
Do mappaIv-se que no decurso do anno (in-
do foram admillidos ao serviro 1092 individuos,mais
que os sabidos 529, sendo 728 recrulados e 364 vo-
luntarios ou conlr.itados, numero insufliciente para
suppiir as fallas provenientes de mofle, inhabilita-
gao, deserrao ecoiiclusan do lempo, que san obriga-
dos a servir.
Para que nao [se podesse obler o numero de ho-
incns necessarius, ha cu-asesperiacs quesau couhe-
cidas e patentes.
Entre nos; oappareciment .la epidemia, que as-
snlou a pupularo. dizimou os nossos soldados e iui-
rinlineem, e Impnssibililou n rerrnlameulo ; no et-
lerlor, OSde nos suppriamos de bom numero de 111:1-
riuheiros, o estado da Europa e seus colossaes arma
minios maritimos.
Mas, mesmo nos lempos ordinarios, ha causas per-
manentes que dillieullam o recrutameuto da ma-
rinha ; escassez da popolac.au marilima, aversSo
pronunciada ao servicat d OMrl| e paga iosufll-
cienlc comparada com atrae otle rere a marinha mer-
canle.
A escassez da popolaeao martima nao lie urna
causa que possa ser de promplo remediada ; so o
lempo e o dcsenvolvimento do commercio e na-
vegarao mercante ho que atleunarao os seus ef-
feilos.
Hoje acontece u inverso do que da-se em nutras
nacei t a nossa marinha de guerra u'o lira da
mercante o numero de Individuos de que precisa
aunualmcnle, he ela que suppre-se dos homens,
que saliem d'aquella, e os convida a' deserro.
CrOVERNO "bA PBOVDICIA.
1. seccao.Palacio do governo de Pernarobiico,
em i', de junho de (856,Hecebi e ofBcio de Vmc.
sob n. 67, datado de 31 do corente, e relativo
priso dos marinheiroi, do brigoe americano Fairy,
a sua remessa pare a asa de detenerlo, em virtude
de requisir.lo do subdelegado da freguezi* de Sao-
Fr.-Pedro-Goncalves, e as communicaccs que a lal
respeilo Ihe fez o cnsul dos Estados-Uoidos.
Obrou Vmc. maito acertadamente, nem podia ha-
ver a menor davida a reipeilo da jurisdiceao e com-
petencia das autoridades do paiz para prenderen!,
proress.irem e punirem esses criminoso*, nem o cn-
sul a poe cm duvida.
Elle me procorau, e em presenca do chefe de po-
lieia, explicou o seu pensamenlo as communiearocs
que fez a Vmc. em forma de protesto. Sendo a pri-
so feila requisir.i.. do ronsul, os marinhfiros ficam
debaiin de saa responsabilidade, e elle lem de dar
conta dalles ao eapitao ou armador do navio a que
Algumas medidas leem sido lerabradas para aug- perlencem, ou ao seo governo, e he alm rfisso res-
menlar a populado martima, urnas iudirectas, co- Pon*8vel auloridade brasileira pelas despezas de
mo prolecrao e premio a-s pescaras, animado a' | solnu'eniquantb esjao presos. Se, porem, es-
...,.. a.a.. a a____ ." .. ise* "omens inirinsiram leis brasileiras, como ueste
navegarao cosleira e de longo curso ele; oulras d.- easo o cnsul confessa que aconteceu, a auloridade
recias, como a a.lmissao de marinheiroi estrangeiros
ao serviro da cabotagem uacional, considerando-os
ualuralisados dentro de um prazo para o elleilo de
servirem na marinha militar.
As- primeiras sao por cerlo proveilosas, posto que
de um eQeilo lento ; as segundas, nao me parece
que produzissem o resultado desejado : nao he um
meio dealtrahir marinheiroi eslraogeiros, ofTerecer-
se-lhesem especlaliva o servicio obrigado da-marinha
de guerra.
A insufliciencia da paga, em relacioas soldadas
que offerece a navegarao mercante, pode ser mais
fcilmente combatida, urna vez qot nosso recursos
finauceiros nos permutara faze-ls.
O decreto n. 1165 de 2. de oulubro de 18.54, dado
para etecurao da lei n. 753, de 15 de julho do mes-
mcuiuno, ja augmentou os sol los a' marinha-
gem: o de n. 829 de 11 de julho do anno passado
garantio-lhes as mesmas vanlagcns que aos corpos
de marinha quando as praras se inhal ilitara no
serviro. '
Nada disto he infelizmente somcieole^pata allra-
lii individuos capazes ao servico ra armada. O
marinheirolie como que um enle a' parta; o futuro
be o que raenus o preoecupa ; para elle o gozo do
prasenle he lado, e pois preferir sempre orna vn-
tagem immcdiala .1 qualquer esperanca remola ; o
jugo da disciplina contraria todos os icus habites de
lihtrd ule e dissipaco.
D'ah uasca tambem a aversto que apparece paia
0 servico da marinha milita'.
Cora dilliculdaJes quasi iguaes para acquisicao
deiuannheiros liilain oulns na;es, quem alias
nao faltara os recursos de urna pnpula(i) numerosa
e de um eilenso commercio martimo.
Anda em um dos ltimos lelalorius apreseu'.adus
ao .-ougressn, i\t o tecrefario da mariuha dos Es-
1- I. --luidos cum ama popular,, de cerca de 30
miilii.es de homem emprefierlddurea e avenlurosos,
a dilliculdade de obler trtiiHaewass p-a os nossos
tnsswaWstWrra^e |iiiitUui!i'rla'LiAc aj'n>Uw, aroTTosao
paiz, nao iti allrahe a alleucao do publico, mai
tambera cnib.irara os e-l..rr >s da rc..rliro, para
completar o namero raiaiiu 1 da forja naval decreta-
da pjr lei. Centenas de navios mercantes saliem
quasi diariamente de nossos p.-rtoa i aflionlar os
perigos do mar, cm qoaulo os no-sos vasos de guer-
ra Heatn esperando que os agentes do recruiamcnlo
oossam cora grandes esfurrns ciirn;ilelar a tripolaro
nrressaria, atediante ama pequea quanlia e a
connivencia do dono de urna taberna de mari-
nheiros !
Asnossiscidades, tillase .aldeiaseslao rheia de
jnvens all.lelicos.que buscara a porfa algum empre-
go, e s quaudo o malogro e a preguira geram a dis-
sipaco, e esla osreduz a' dt3r.1dar.lo, tornando-os
insuporlavcis a familia e a sociedade, h*e que sejul-
gain proprios para mariuheiros da armada.
O minislro americano enverga a causa principal
desla repugnancia na maior paga e melhor trala-
menlo que da a marinha mercante aos seus mari-
nhe iros.
Venladc lie que a marinha militar americana des-
ronhece o rccrulamenlo forjado, mas tambera he
ceno que as suas Iripolacoes sao em grande parle
cnmposlasde luglezes, Suecos, Dinamarquezas e ou-
1 ro estrangeiros.
Nao he, pois, para a ."mirar queem o nos'o eitado
em inferioridade relativa lenhamos de lutar cpm la-
qianhas dilliculdadcs.
Para se nao reruov e-las, minora-las ao menos, mul-
lo contribuir na innha humilde npinao: '
Ennobrecer mais o serviro da armada, fazendo-se
melhor escollia dos recrnlas que Ihe sao destinados:
'Distribuir por algumas provincias marilimas o re-
crutameuto cm maior proporro para a marinha que
para o exercito:
Augmentar a paga da mari-ihageme pracas fle prel
dos corpos de inariuha, ainda que lenhamos de redu-
zir o pessoal. e com elle o material, alrahindo assim
ao serviro maior numero de voluntarios :
Promover a educaran dos aprendizes menores, o
melhor viveiro das uossas cqaipagens, eonverlendo
assim em instrumentos de grandeza, os que abando-
nados a si proprios se-lo-hiao no crime ou viclimas
de miseria :
Obrigar os navios mercantes a trazer a seu bordo
em cada viagem um cerlo namero de mocos ou apren-
dizes:
E finalmente, adoptar medidas indirectos a favor
do commercio e navegarao, algumas das quaes fi-
cam indicadas, e nutras sero melhor suggeridas pe-
la vossa sabedoria, que pela minna fraquissima cipe,
ricucia.
Um oulro mal que muilo cuncorre para o desfal-
que das nossas guarnires, he a desercao, crime que
toma cada vez proporres mais assusladoras.
Do mappa (i veris o crescido numero de deserto-
res, limante 11 anuo finito, equantos foram captura-
dos, sendo o daquclles 622 c desles 130.
Pesqaizando as ciusas que podem explicar um lo
desagradavel resultado, o chefe de divisao do qoar-
tel gsueral, uflicial de consumada experiencia, assim
se exprime : A deserto he um vicio que hea-
nlo- da marinha porlugueza e que eulre mis se lem
desenvolvido; Bada a justifica; lomo Brasileo por
dever servir ao seu paiz, uo mar ou em Ierra: a pa-
ga ainda que nao das mais fortes, he com ludo sorTri-
vel c em lempo; a racao he regular, e com peque-
o inelhorainento tornar-se lia mesmo muilo boa ;
os rasligos mo sao barbaros, salvo algum etresso,
que a auloridade reprime e jamis tolera; perca-se
anles pelo lado das contemplarles e condescenden-
cias; as licenras s.io facultadas conforme he possivel;
o Irabalho nao he superior a forra dos que o desern-
penham ; a explicarAo, porlanlo, mais plausivel que
posso dar ao desenvolvimenlo desse vicio,lie, alm da
propenro natural do marinheiro a desertar, a falta
de vocacAo para a vida do mar, e o medo dos Iraba-
Ihos e privars.es, que Ihe sao inherentes.
Alem disto a navegarn do nrrle da Earop, tlga-
111,1 do Mediterrneo, c americana da California,
leeni, esla ultima ao menos, com os seus salarios ele-
vados, com a lieenra que Conceda as suas guaniires
cura a perspectiva de futuras riquezas, seduzido al-
uns dos nossos marinheiro.. A' ultima deslas causas
lyideria o governo dar facis providencias.
Accrescenlarei apenas a' estas razr.es que, a quasi
cartela que leem os desertores de escapar a priso e
ronsequenle puniro, muilo ns aroroena c mima.
Aralaelo 11.i indica qual a distribuirlo do
recrulamento feitu palas dillerenles provincias.
'_'u 111 u r--c-A brasileira se apodera delles, e loda a aeran, loda a
responsabilidade do consnl desapparece ou cessa.
Para esse lim pedio elle ora documento com que
possa moelrar ao seu governo, que aquelles mari-
nheiros ja nao eslao em seu poder, e sim no dasju-
titas do Brasil, e sobre isso se entendeo com o chefe
de polica.
He o que lenho a dizer i Vmc. para sen governo
e satisfar/Ao.
Deo gaarde a VmcSr. capiao do porto.
TRIBUNAL 1)0 COMMERCIO.
SessaojudicidHa em 25 de junho de 1856.
Presidencia do Exm. Sr. rieseinbargador Soajia.
K.liveram presenle todos os membros du tri-
bunal.
Julgamtnto.
O Sr. presidente deu provimenlo aosaggravua. em
que sao :
Aggravante, J. F. Klaar.
Agravado, o juizo especial.
A&grsvanle, Jos Peres da Cruz.
Aggravado, o juizo especial.
\
EXTERIOR.
PORTL'AI..
Lisboa.Para darmosaos nossos leilnres mais mi-
nuciosa ioformacsAo do tribunal criminal, em que foi
jolgado/ndi Turnes, o assassiuo do conselheiro
Bayard, transrrevemos em seguida o que acerca do
iiiesrn jutoiu.enlo escreveu o illustre chrouisla da
Patria. :
'i Reunin-se hoje o jury criminal do segundo dii-
trictoc na Boa-Hora, para sentenciar os reos Andr
J'nruex. Francisco e Mara da Conceirao, pronuncia-
dos, o itrimeiro como autor, e os segundos por cm-
plices Ema-riojeifp logar cumpre-nns louvar a celem 1-
de con. ,.:'iii a jaslica andn ueste processo. Ainda
nao ha i oezes, que se perpetrou esto grande al-
lenlado^f aoje foi submellido a decisao dos ju-
rados.
Oxal qoe a espada da lei se Hesembainhasse sem-
pre tao prestes para punir os crimen como esto.
A's dez horas roraerou a constituir-- o tribunal,
e ja (odas as avenidas da sata da audiencia eslavam
cheias de povo, que mal podia cenler ,1 glande es-
colla da municipal, que prisidava o edificio fo-
rense.
Era juiz o Sr. Dr. Villara ; delegado do procura-
dor reglo, o Sr. Dr. Manoel Fernando! Thomaz ;
rterivao o Sr. Moreira ; defensor do ico Andr o Sr.
I'.. K. Coulinho, e dus cmplices o Sr. C. Pinto
Ceelho.
lano ua mesa dos esrrivaes, como na ontra late-
ral, bavia ao tojo cuco lachigraplios e iteno-
graphoa.
Sobre a banca .lo miuistorio publico eslavam os
instrumentos do crime, que eran, um oar de pisto-
las, um papel com Mgalotes, e daas bu'chss de pis-
tola.
Filtrar,1111 os reos na sala, limite um prolongado
cst 1 emeeimenlo de horror em lodo o auditorio.
Andr Turnes rooiira ler Irinla e seis aunos, de
mediana estatura, mas reforrado ; cabello ruivo e
crescido sansmouniana, barba- cerrada ; claro e
ayermelliado, como os que sSo dados a bebidas es-
pirituosas. Trajava sobrecasaca e chapeo redondo,
mas sem lenco 110 petcoeo, por causa da ferida que
lem na garganta, cupi app.-irelho Irazia patente.
Nem na cor era no cesto moslrava o menor so-
bresalto. Eslava lo senhor de si, que ninguem di-
na crime Nem sequer se moslrava vetado, aolei os-
lantava um dcscaramenlo inqnalificavcl.
Acompanhava-o o seu enfermeiro para Ihe lirar a
cannula Aa ferida, quaudo elle qtiizesse fallar.
O oulro criado, Francisco, he um homem alio,
claro, de cabello e muila barba prela. Mostra tor 31
anuos, lem boa phvsionomia. Esse eslava muilo cu-
bado, e com vergouha de se ver no banco dos reos.
Sua irm,ia, Mara da Cuiiceicn, he urna mulher
de seus cincoenla anuos, feia e grosseira. Eslava Iris-
li.-ima. cabisbaixa, e de vez em quando choro.*.
tez-se o sorteamcnlo dos jurados, doi quaei s co-
nhecemos o nosso amavel poela Francisco Palha.
Procedeu-se leilura do processo, qoe levou duas
lloras. Dcvemos declarar, qoe te o escrivao Morei-
ra nao fosse Uo bom e iulelligenle ledor, esta trela
levara m.ii'o mais lempo, e causaria muilo enfado.
Seguto-serdepois a inqairic3o das lestemunhai. O
rol era de cincoenla e duas, e de poucas prescindi-
rain os advogados.
Nunca viraos lo longo depoimenlo. I odas as ida-
des, e ambos oa sexos leslemunharam ueste celebre
processo. Damas, donzellas, velhos, 'mancebos, va-
ri'ic e anclaos, lodos juraram no feilo.
Eram as familias da propriedade,' e as vi.'jnhas ;
as pessoas do conhecimento do infeliz diplmala, as
autoridades policiaes, que acadiram ao ruido, e os
amos, que era varias pocas o tinham sido dos reos.
Entretanto diremos, qae, alm do importante e
longo depoimenlo do Sr. Torqualo Mximo de Al-
raeida, os mais pouca luz derero ao julgamcnto.
O que referimos nesle jornal, no dia do atlentado
e nos sobseqnenles, fui o qoe as teslemonhas depo-
zeram hoje no tribunal, com pouca alleraco n'al-
gum accideoles, mas a substancia foi a mesma.
Em resumo foi que o Sr. Torqualo Mximo, que
primeiro correr porta da ra da saa caa, vira da
parle de fra, eslendido, com os ps na cooceira, o
do-venturado conselheiro ; qae depois de o re conhe-
cer, mandara chamar os Criados, que se demoraran!
a abrir a porta ; indo logo o Francisco chamar um
cirurgiao, licando Andr e Mara a tratar do re-
ndo.
One quando o padre sabio com a extrema-unci,
Ihe fra Andr Turnes pergunlar com muila aucie-
dade se seu amo fallava, e se chegaria al pela
manha.
-,'je depois andando o ofiicial Canarim daudo bus-
ca a r.t-a. e adiando os zagololes 110 quarto de An-
dr, o prendera ; e quando elle ouviu fallar em se
ir esgolar o poro do jardim, comecara a tremer como
varas verdes, e se tentara degolar com a navalha da
barba, feriado 01 que Ihe eslorvaram esto intento.
lodos notaram qae o ofiicial Canarim nao fosse
dado por teslemuoha!
Contra 01 oulros criados, ai havia como indicios
de complicidade nao terem acudido ao estrondo do
tiro, e haverem fallado de casa uns 4003000 rs. em
diuheiro, ,1 raiza de ouro cravejada de diamantas,
q. e o principe II. Augusto de Leochteraberg, pri-
meiro esposo da rainha I). Mara II, linba lado ao Sra)
Bayard, como negociador do casamento, varias con-
decorarles, e um espadim rico, ludo islo conforme
ama relaco que o herdeiro do fallecido, o Sr. Bi-
ker, apresenlou em juizo.
As teslemunhas de defeza dadas pelos reos, todas
disseram, que emquanto haviam sido seus criados,
se liuhara portado bera, e com fidelidade.
Para se fazer o interrogatorio ao reo, como elle
falla cora difliculdade e muito baixinho, para qae os
jurados podessem ouvi-lo, ojuiz deferio o juramen-
to dos Sanios Evangelhos ao enfermeiro. para que
elle repelisse em voz alia o que o reo respondetse.
* O cuferraeiro quiz repugnar a este cilicio de n-
ter pele, mas o juiz ordcnou-lh'o debaito das penas
da lei.
A mire negou ludo, coramclteudo, porm, muilas
runlradicri.es.
Prrguiitado porque linha pedido, poneos das an-
te-, a seu aran quinze libras emprestadasrespoudeu
que fra para cuuccrlar unas casas de seu pa, quan-
du esto havia declarado que nunca livera casas, e
sempre vivera pobremente.
Pcrguulado porque se achava a obrigarao, que
passra a seu palro daquelle empreslirao, 110 arma-
rio da casa de jantar, de que elle reo linha a cha-
ve ; c juntamente a livro da recela e gastos men-
saes, que rosluinava estar na spcretariade seu amo
dsse, que nao fra ello que po/era ani semelbau-
tes papis.
Pergunlado porque se linha querido malarres-
pondeu, que se envergonhra e alluciuara de Iba
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
ILEGIVEL


DlUiQ nuiiM OUNTI la 26 t! I JUNHO 01 1856
impuiaicn a morlo de seu imu, dianle de lanas pes-
soa- le-peilaveis.
Vio suube desemt>arac.ar-se da contradiern de
haver diio, que devia desosis libras a iim eslau-
quciro. quandu elle na audiencia declaren, que eran
s qualrn, poique itoie ja Ih'as lioha pago.
Ne^ou que fuse jugador, nao ohslaute o depoimen-
Ih ilo uflicial de polica, que llnlia indicado as casas
que elle Irequenlava.
Tambem nao disse como se linha exlravhdo o di-
nheiro e a* oulras preciosidades.
Em summa. no interrogatorio mnslroo pelas co-
arnad.i- e hesitacao, que eslava realmente culpado.
I'o interrogatorio dos oulrus dous reos uAo se de-
duzio nenhuma romplicidade. O criado Francisco li-
nha-se j deilalo ; a criada eslava toreando linhas,
e he alcum lano suida, por i-.o nao ouviram o es-
lampidu do luo, duendo a velha, que Ibe linha pa-
recido um Irovao.
.trabado* oa interrogatorio* leva a palavra o Sr.
Dr. delegado Ferniiidea Thomaz.
Cinhainos dilo aute-hontem, que ignoravamos
queni era o promotor da juslica nesle processo. E
pe limos qua se eseolhesse um lal. que podesse lular
rom o advocados que se baviain uomeado para a
safeta.
NAo indicamos, nem rejeilamos iiiuguem. Ainda
que -ou tora mus que era o Sr. I". Thomaz, diriamos
o momo que dimitios. Conliecemos e amamos esle
loven jurisconsulto, mas nunca o tiuhames ouvido
ra, imu cosluniamos nem queremos curar por in-
tormaoes, nem faier joizos temerarios, quer sejam
* bem, quer a mal. I'izenio* esle Tolo, e nem para
Jl1"-1" "em para ioimigus o huvemos de quebrar.
Olamos o exenplo de Inglaterra no famoso pro-
cesso do l)r. Palmer. O uosso jurdico e aflavel
colleaa do tonal do Commercio declarando-nos
que u Sr. Fernandos Thomaz era o deleitado do
processo turnes, r tazeodo-lhe grandes louvnres,
aos .paos ja a esla hura podemos jonlar-lhe os nos-
so, ola-nos que o exemplo do tribunal inglez, que
.iddiiziramus, uAo podia ser adoptado em Portugal,
porque temos dilTereiileinentc orKaniado o minis-
terio publico. Embora. A le fundamental nao
conseule juizes de commissAo, mas quanlo aos de-
legados nao o veda.
Dada esla explicarlo devida ao saber e cordeali-
dade do nusso boni rollega, diremos que o Sr. Fer-
nandes Thomaz desempeuhou hoje o seu lugar por
um modo honroso para a juslica que reprsenla, pa-
ra o nomo appellalivo que o ennobrece, e para o des-
ggravu ijiiL- a sociedade Ibe commelteu.
O joven delegado comecou a sua oracAo por um
mudo lal. que uAo conhecemos oulro mais condu-
cente para conciliar a atloncAo do tribunal, e des-
vanecer a impressao que os dous aihlelas da defeza
deveriam fazer sobre o eiito da causa.
A Pro idencia > vcl.uuou com voz segur e con-
liada o illustre delegado) que deparou ajustioa tan-
Ios elementos para a puuico desle crime, nAo ha
le pe. inillir que o fraco e so silccumba n valenlia de
dou adversarios IAo poderosos, como sf o os advo-
gadp* dos reos.
Depon fez urna viva e calorosa pintura dos hor-
rles e negruras do.allenlado ; resenhou todos os
actos ou uepoimenlos, aponlou lodos us indicios, e
concluio. que ludo islo sobrava para formar a con-
xiocAo ato jury e condemnar os reos. So nos parece,
que nao fez bem em fazer os cmplices IAo partici-
pantes na perpetrado da morle a do roubo, que sii
uos pareceu dever recudir sobre o criado Andr.
Seguio-.e o Sr. Coutiuho.
Com ardor, por vezes arrebatado, comedn elle
a arredar de sobre a cabeca do reo, su tutelado, o
ruiello da juslica, que o uiiuislerio publico Ihe Iluda
suspendido. Vi esa todos os indicios por elle apon-
lados, fraco argumenlos para por elle- se levar
um homem .1 le rea. Jurisconsulto da escola mo-
derna, indignou-se cloquenlemenle de ver que se
pedia a cabeca do um h niein, para viugar a morle
de outro E concluio por mostrar, que sem provas
11.10 ha coiidemnae.io, e que no proceaso nAo havia
neuliunia contra o reo.
Fallou por ultimo o Sr. Pinto Coelho.
A sua defeza era a mais fcil. O doos criados
irmaos eslavam apenas suspeitados, respondern)
eoherenles c des-flr.iiitadameole. Todava o valen-
te ahogada foi severo, foi duro at contra o nunis-
lerio publico. Mas a sua orarAo foi como elle as
sabe fazer, e sobre ludo perurou por modo Uto ve-
hemente e elevado, que foi esla a parle mais nola-
vel de lodos os discursos desla audiencia.
Odoulojuiz resomio hbilmente 03 debales, e
'es esle cspiohoio epilogo com urna imparcialidade,
com urna serenid.ide lal, que honra a tuga e a vara
candida da juslica, que sabe empandar com lauta
recita*.
Kocolhido o juiv a Mil das deliber.ic.6es. vollou
I. pois de quasi duas doras, derlarando o reo An-
dr Turnes autor da morle lo conseldeiro liavard,
e os oolros dous iiinucenles das suspeilas que sobre
din recahiam.
Em coiisequencia desla decido o jori coudem-
i'ou o malvado Andr a pena .le morle aflroulosa na
loica, levantada no caes do Tojo desla capilal, e
111a1nl1.il os oulros dous criados sullos e livres.
Assnu Irrminou as qualro horas da madrugada
ata memoravel audiencia. E cis aqu o resumo
quedell.1 podemos fazer, depois de dezeseis horas
le -lien, ,.0. que prestemos a todos os aclos que uel-
Ij *e pas-aram.
I /leroiiinio e&clembro).
O BRASIL
l'or Charles /tat/baud
CAPITULO III.
Coulinuacjlo.)
A- rendas das allaudegas sao o principal dos re-
curso do imperio, e o talado mais inslruclivo que
se pode fazer lie o que se refere ao movin enlo des-
le imposlo nos uliiniiis anuos. Entre os uumero'us
lucimientos que o ministro das ('mancas aunexou ao
seu ollnuo (.remenlo, ha um que sob esle aspecto,
cMerece os csclarecimcnlns mais sianifiralivos e mais
curioso ; heum qoadro comparativo dos producios
dos diversos ramos da renda publica durante detal-
lo anuos, desde o primeiro de julho de is:t(> ale "A\
le |.iiiIh. de 1KJi. Ora, eisaquiquanlo ao que se re-
fere aos productos dos direilos de importacao, quaes
sao us resultados que aprsenla esle quadr. o pri-
meiro dcsles de>oili> anuos (IS:i!i-l:!7 as laxas de
alfandriMs produziram 7,S(i conlos de reis ; no ul-
limo auno 1833-1834.) produziram 23,521 cunlos.
I'ividiiido o dezoilo anuos em seis periodos trien
uaes, chega-se aos rcsullados mediosseguiotes :
1." periodo S,:14I conlos.
11,694
12, (i
15,522
17,7X7
2t,:l7:
2.o
5.
8.*
Em summa. o algarsmo TBJPLICOIi em dez an-
uos, e o aogmenlo medio aunual foi de/as. ele dei-
00 por ceuto :
Ainda obseivo nesle quailro que quasi lodosos
ramos da renda publica liveram um acrescimo 110-
lavel durante esle periodo : menciono smenle os di-
reilos de ciporlacao, que quasi bao daplicado de
producto, e cuje termo me'io de augmento annual
ha sido de (,35 por cenlo. Cito aiuda certas rendas
parliculares a cidade du Kio de Janeiro, qoe se aeha
ollocada, como capilal, sob a administraran direcla
ij" governo, e cojos recursos lem quasi quadruplica-
do por um crescimo annual, cujo termo hiedio he
de 12,% por cenlo. A rendas de que fallo, que
erara em I KM de 945,000 franco peuco mais ou
menos, se elevaran), eiu 1854, a mais de tres milhoes
e meio de francos.
Keleva que se no perca de visla, que as receilas
deque me oceupo o os algarismos que indico cons-
tituera somenle as rendas geraes do Esla.lo ; mas o
Brasil lem oulros recursos, alem do orcamenlo do
imperio, ha o orcamenlo das provincias, as quaes
lem a sua adminisIrarAo e as suas linanras particu-
lares, besles orcamanlos provinciaes, s" lenho sob
os olhus o da provincia do Rio de Janeiro, a provin-
cia e nao a cidade, a qual assim como acat.o de
duer, he administrada pelo governo, que Ibe arre-
caita as receilas e satisfaz as despezas. Kesulia desle
documento que a provincia do Kio de Janeiro cal-
cola ptra o exercicio prximo as soas receilas na
'mma de 5,337,028 francos.
Em !M7I8W, segndoos documento ministra-
dos pelo livro de M. de Ponidos, o algarismo das ren-
das dessa provincia se elevava rnenle a 3,1 tt.OOO
franco, isio de que, inda ralilicaiido a diversida-
de dos cambios, o algarismo do acrescimo da renda
se augsaentou, em oito annos, mais de dous*quinlos,
- milhoes .100 mil francos, em nmeros redolidos.
Ei cerlamenle progressos reaes e bstanle nola-
veis, que permitlem esperar oulros ainda mais no-
lavo.
Nao leudo os algarismos do oulros oreamenlos
provioeiaes, mus de lodos os documentos que leudo
e-luda.| resulla qoe- em lodo as paragens se faz
sentir a mesma progressAo tins receilas, e que esle
acrescimo de recursos da um impulso fecundo aos
Iradaldos de uhlidade podlica.
Verdade lie que us oulros orcamenlo provinciae,
ao allinEFin os algarismos do orcamenlo da pro-
2*2 o RO ,Je Janeiro; colloeada'na epderad'ac-
;ao da capital, cojo movimenlo commercial de im-
menso, esla provincia de a mais rica de lodas, e da
Igiimas, enlre as mais pobres, que nAo edesam ao
' .iceuno da sua renda ; mas da oulras que exr.edem
ires 00 qualro mildcs, e cilarei oeste numero, os
remenlos de lernamburo. da Badia, de Minas
tiernas, de San paulo e de S. P.dro.
A piiucipal fonieda receilas 110 orcamenlo do
fcsla.lu assim como no orcamenlo das provincias, de
o imposto indirecto, relativamente aos odjeclos de
consumo, quer na entrada, quer na sadida, quer na
circulajao im interior. I m dos merilos desle impos-
lo, quaudo li- moderado e dem arrecadado, he que
o algarismo das scus productos rreice na raua do
movimtiilo dos negocios, e queda a medida da pros-
Ullliaaau commercial. Assim de mu curioso obser-
var no orcamenlo da provincia do Kio, que e"m
1. (-Ir., o direilo sobre a sabida dos cafes, a j por
cenloiem produsido 1,764,000 Trancos, ao pa>fu que
Pra ivji>. nema laxa, redtizida a i por ren
lo.de calculada em :t,2U,lllll francos. A renda lem
quasi duplicado em oilo anuos, poslo que a laxa
lem sido diminuida de um quinto.
Em miiilia opiniio, os aclos lem mais poder do
que as llieonas.e ja repulo um excellenle imposto a-
quelle que, rccsdindo sadr as Irausacrnes do rom.
mercio, pcrmille que estas lransac.esrso dc-envol-
vam la. lmenle, e em summa 01 uera lio insensi-
velmeule, que u seu algarismo se doplira em oilo
aa s. Por oulro lado, primeira visla, confesso
meu liad) para cum os imposto indirectos com
lano que sejam mili suaves, pela ratao mal conde-
cida e sempre excellentc, de que nAo sao sentidos
por aquello* que os pacn), o que se confunden) em
definitiva com o prec *" abjectos de consnmo.
Mas, fora desles motivos econmicos, me parecer
alo o prsenle que era especialmente em inleresse de
eonservaeAo poltica que cuimuha fazer dos impusios
indirectos a principal basa da randada um e-lado
bem ordena.lo. e lian liquei mediocremente sorpreu-
dido, ao ver M. de Pontlios suslenlar orna Ihese iu-
leiramenlecoBlraria, e allirmar com ana assislencia
desesperada que o governo da Brasil so fundara so-
Iniao.eiiie .. seu sxsiema de imposto* muuarcliicos,
.piando duuveste creado e feilo funcrionar sobre
leda a exlene.'io do seu vasto lerrilorio o imposto sa-
dr a Ierra, o imposto territorial. O futuro da 1110-
uarchia dependera desla cirrumsiancia
C.ouia exlrsordinana a que um espirito mu es-
clarecido, devollado aa ideas d'aoloridade e de li-
beidade pratica, exige em um inlerosse de estabeli-
da.ie luonarchica, lodos os niveladores demagogos,
ha sessrnla annos, lodos aquellos que nAo querem
nem mouarchia, nem ordsin, nem aulondade, nem
liberdade, nem sociedade, o exigem igualmeule em
um ialeresaa de revolucAo e de Iranslomo social.
Desde llabeuf e lluonarolli.o sanio das sellas com-
munislas da sido a abolicAo do imposlo indirecto,
deyendo ser nicamente supporladas pelos proprie-
larios do solo lodas as dependencias do Estado, lsto
se comprehende maravillosamente bem, he um pro-
cesso seguro e breve para edegar a sappressao da
prnprledade.
E esla Iheoria leve a seo periodo d'accio. Em
Franca, na llespanha, quando asassembleas"sobera-
nas oram invadidas por pretendidos amisos do povo
e da repblica social, metieran) mAos i obra e aca-
baran! cum as laxas indirectas, lim Frasea, onde as
loucuras sAo de curta duraeao, parou-s, grojas a
um braco poderoso, sobre as bordas do abismo. A
llespanha aiuda se dbale 110 meio deslas reformas
insensatas, que exhauriram os seus cofres ja muilo
minados ; se a final nAo lomar nma deliberaban, se
continuar a desprezar os seus verdadeiros recurso-,
desperdigando com as sua necessidades temporarias
o seu capital de garanta, os seus dominios nacio-
naes, ira dar directamente em banca-rula. Compre
que ella se de pres>a, pois o lempo ja be chegado.
Verdade be que loquei em urna Ihese geral : mas
recouheco voluntariamente qoe, no pensainenlo do
honrado esrriplor a que respondo, nao ha essa exa-
geraeAo de odio para com o imposlo indireclo e
anda menos t escosado dizer que elle n.io professa
esle callo perverso do imposlo territorial considera-
do como instrumento de WaWlafie social. O impos-
to leirilorial.ieaundoM.de Ponidos, de urna ne-
cessidade monarcliica. He esla nma aflirraacAo mui
coniisiavel. a Inglaterra, poteole e solida inonar-
Cha, abandonou lia muilo lempo esle imposlo, e
inda boje a sua laxa de renda sn he aceita romo um
encargo temporario que deve 1er din em 1860, Kio
pens que a Franca, e a estada das suas Onsncas
permiilise que se disonerasse a prupnedade.'se
aenasse prior, e ella applaudio muiln a primeira
medida lomada a este respeilo, em 1851, pelo prin-
cipe prndenle.
O imposlo territorial as inonirchias europeas,
salisfez o mandato ecouomieo de prover a ulna ne-
cessidade liiiauceira em caso de insufeienoia das
laxas indirectas. Eis ah o sen alvo, e a experien-
cia ensinou queeslr imposlo deve ser poopado como
um recurso que se deve 1er de reserva para as cir-
euiiisianciasucepcionaes. Quanlo a ulili.lade po-
ltica do imposto territorial, s.i existe as mimar -
chas qne. a exemplo da Franca dos dous ltimos
reinados, fazeni do censo um privilegio eleiloral.
Ora, lemos vi-lo que lal nAo era a orgauisacao cons-
lilucional do Brasil, e Dos o hvre de che'gar, por
qualquer meio que seja, a faztr, do eleitorailu um
privilegio !
N'uma palavra, ha sobre esle poni, urna queslAo
de faci que domina o dbale. Anles de cuidar em
laucar tributo sobre a Ierra, compre que se trale de
povoa-U, c cultiva-la. Para lee coiiiribuinles, ie-
leva em primeira lugar 1er colonos : para onerar a
Ierra, he misler ao menos que ella pioduza. Ora,
o Brasil nesle momento, .leve absorver-e exclusi-
vamente uesta graude larea de povoar e fecundar o
seu territorio. F'azer eutrever anida em perspecti-
va urna laxa a estas populaces cuja concurso be re-
clamado, annunciar-lhts de aiile-mau que terilo ao
mesmo lempo de se debaler contra .1 trra e contra
0 fisco, be Idmar a estrada mais segura.para fazer
naufragar a rolonisacAo. Islo lie evidente. Se por
oulro lado o imposlo territorial he de urna ulilidade
duvidose, no Brasil, as condicoes actuaos, sera fa-
tal : obstruira as estradas do fuloiu.
Urna ultima reOexao. A America do Norte nAo
lem laxa territorial, e esto* espirilossAo lenlados a
induzir .leste fado que laxa territorial he essen-
cialmenle monarchica, e que se chega direilo a re-
publica quaudo se exige quasi exclusivamente ao
imposlo indireclo os recursos necessarios as despezas
do Estado. Nada be mais aiso. O syslema fiscal
americano, rcpellido peremploriamente pelos nossos
innovadores do Europa, muilo mais do que asinsli-
luices polticas, lem conseguido consolidar no meio
desle povo pouco escrupuloso o direilo sagrado de
propricdade, que a laxa lerriloiial lena fulminado
cum una amaaca perpetua ." couleve, tanto quaulo
fui possivel. o desenvolvimeiilo do espirito demag-
gico, que un.la respeila ; servio-lhe de cuutrape-o.
He islo o que explica porque os usios revolucio-
narios S'icialislasabriram onlras estradas. O'a, e
lireUn.lem que a ida inooarcliica iiiipUiila.U 00
Brasil se assente sobre bases ioabalavls, do preciso
que iiidepeudenle da urdem e da seguranza que el-
la da', nao acarrele encargos e pongos soeiaes de
que a repblica sena iseula. O fuluro do Brasil
esla empenliado neslas quesles, e 11.10 se deve per-
der de visla que o impeli tul-americano tambem
Lm de inlluir pela propaganda do hom exemplo
sobre as republieai bispano-americaiias qoe anda
n.io eiiennliaram o caminho que devem Irilhar.
Deixemosde parle esle dbale, ao meos preraa-
into, em que eolrei sommariameule sobre os paaso)
de II. de l'onlhos, cuja idea lisa be o imposlo !er-
rilonal. Vejamos sendo dada a renda se o Brasil
faz .ks seus recursos um uso inlelligeulc e fecundo.
I'osto que crescam sensivelinenle, a> receilas do im-
peli sul-americano ainda s.io neressariamenle mu
limiladas. I'in pooco mais de cen milhOes Ce fran-
cos do una parle (armamento geral e lalvoz 25oa
M) milhoes, de outra parle lorcamenlos provincia.s.
eis os mcios que Ibe sao dados para cercar com o es-
plendor necetsario a sua monarrhia, c para fazer fa-
ce a todas as necessidades publicas I Se s se
leva em roula a poi ulacao, que apenas monla em
8 milhoes, d'almas. das quaes um Ierro be asento,
cales incios sao, em rigor, lofliccnles ; mas se se
considera a eviena.1 do territorio urasileiro, quasi
lao grande coln, a Europa, e que, arroleado e cul-
tivado, fana viver cominodainenle 150 inildoes de
habitante*, vr-se que dedilliril ir longe coro recor-
to lao restrictos.
O primeiro dever de um governo bem ordenado
he viver. he fa/.er honra aos seus compromisos, he
limitar a 111 dspeza de iiunena que nao contraa
dividas. 11 governo do Brasil su impuz esla regra:
Dio gasta alem da sua renda. Esle Iheor de proce-
der, que elle sogue depon) de vanos auims com urna
perseveraoca exemplar, fondoo o seu crdito. Po-
dar linanceiro de urna ordem secundaria, o Brasil
adquiri uo mundo dos emprc-tadores um crdito
de primeira ordem. (Is seus Ululo eslAo ao nivel
dus niell.orps effeilos pablicos, e senaria tanto mais
1 racilmenle dindeiro, quanlo menos pede. Ver-sc-da
' denlro em pouco. quaudo cu fallar nos camiones de
ferro coja cunslruceao se prepara, que esle bom re-
lime do Brasil ja vai prodolimlo fruclus.
Saljsfazer compiomissos. he o primeiro dever dns
aovemos assim como dos parliculares ; mas ainda
islo 11,10 be ludo : grande ou mediocre, releva que
um estado saiba fazer bom emprego da sua fortuna,
e quaudo lem que decidir enlre varios gneros de
despezas, cumprquc decrete aquellas que lem uti-
lidad* mais immediala, as que lem um carcter de
neeessidade governamenlal emfim as que sio mais
evidenleiiiciilo produclivas.
Sob estas relac/tes, o or;ameulo do Brasil he com-
binado com urna sagacidade que faz honra ao gover-
no que o prepara e as cmaras que o discuten, e o
volam.
O que foi dilo da conslilui.;o e da descenlrali-a-
cAo provincial que ella consagra ja lem felo com-
prehoiider que o orcamenlo geral osla' livro de ulna
pi.rtSu notavel das despezas que nos estados cenlra-
l.-.i 1 .-- pesam sobre > Ihesoulo publico. Assim,
ludo quanlo se refere'insIrucrAo primaria igeral
e gratuita, nos termos da eoosliloiele as obras pu-
blicas, os eslabelecimenlos de caridade, o subsidio
aos depulados provinciaes, as despezas de secretaria
das presidencias, certos g-slos de arrecad.-ao dos
imposlos sssim como urna parle considcra'vel das
despezas de culto c de polica, esta' a careo das pro-
vincia, que di-cutem c volam estas despezas lias
suas assembleas annuaes, e que os pagain a cusa
dos seus recursos parliculares. O governo so inter-
ven) em algumas deslas despezas a titulo de sub-
veucAo.
As receilas aerees do estado s fazem face as des-
pezas g.-raesasbem como a dolacao da curoa, os sub-
sidios aOS membroi das duas cmaras ao conselho de
estado, ao corpo diplomtico, aos meinbros do coipo
judicario ; m de'peus geraes de calla e de polica
as dtspesaa da manulencAo do exeicilo e da arma-
da ; as despezas de arrecadacao dos imposlos geraes;
os jurse a .imorlisacAu da divida publica.
Es:as despezas necesarias sao reguladas segundo
um espirito do severa economa, mellinr appropria.lo
Irises aus rerursos limitados do Brasil do que ao
esplendor que parecen: exigir certas funce.ies ; mas
11 patriotismo brasileire nao reclama, c a carreira
publica be mu procurada posto que a actividad*
commercial do Rio, de Pernambiieo, da Babia e
alo dos grandes eeatrot de prodoeco .!< interior.
abra .10 Irabalba inlelligenlo as mais ricas perspec-
uvafi (OiniiHtiar-se fia.
Alopiou o projec aclarando qoe os ofliciaes do
COipo de saude da ai ada lem direilo a serem com-
prehendidus, como os demais ulliciaes, no nioule-
pio da mariulia.
Approvcu ilepois, leudo lulo urna sdiscosslo s
pedido do Sr. Paula Fooseca, u projeclo que manda
...linillir a oxaine do 2.- anuo do cuiso phariiiareu-
liea o alumno Pedro los de. Aojo Pamplona Cor-
le Real, logo que leuda pago a segunda preslarAoda
matricula daqi.ellc anuo, e oulro sim .. manda ad-
inillir a matricula du 3.- anuo, se justificar qoe tem
frcqueuiado as respectivas aulas na forma do regu-
lUdenlo em vigor. Tomaran) parle na discussAo
desle projeclo u< Srs. Rideiro de Andrada, Oclavia-
no, Figueira de Mello, Ferreira do Aguiar, e Huir
Rocha.
Em seguida conlinuou a ditcaatao do projeclo
relativa as sociedades em commaudila, corouoSr.
Ileoiiques.
Os Sis. Cirneiro de Campos e Pereira da Silva
man i.imiii a mesa o seguinle subslilulivo ao arl. 2.-
do projeclo.
o" Arl. 2.' (Juan.lo laes sociedades livorein por
objeclu operacoes nanearas, nao poderAo in-liluir-se
sem autonsacAo do governo, e s poderao dividir o
seu fundo capilal em acues depois de iulogralmeulc
realisado. As transferencias dasaccAcs deslas so-
ciedades, bem como das deque Iraa o arl. I.- se
fara.i pelo mesmo modo proscripto para as aece
das sociedades annnvmas.C. Carneiro de Campos.
Pereira da Silva.
Tambem mandou a mesa o Sr. Bandeira de Mello
os segundes arligos addilvos :
..'Sao nullas as vendas a termo das acones de qual-
quer companhiaanonyroa ou em rnmmndila.
As aeces da sociedade cmcmmnaiidila 11A0 po-
derAo ser exaradas em forma de titulo ao portador,
c a transferencia s poder operar-se por arto lauca-
do nos regislrus da sociedade. o
A final cunh 1111..11 a diseotsBo do arl. 1.- da pro-
posla do governo fijando as larcas de Ierra para o
auno financeiro de 1857 a 1858. Oraram os Sr.
Silva liuimarAes e Jacinlho do Mcii.lnuca. e leudo
de se volar sobre o reqaeriineulo do Sr. llorla. que
pedie o cncerraiuenlo, recouhecco-se nao h.ver
casa.
I
n
10
Por decreto de 2 de junliu correule foi reconduzi-
do o bacharel J0A0 (uilherine de Aguiar Whilaker
110 lugar de joiz mu-icip.il e de carpidos do leriuo
de llu, em San Paulo.
Por decreto de 12 do mesmo niez foram apreseu-
tados:
O conego de meia prebende Firmino de Mello A-
zedo, na eadeira de prebenda inlrira da S de Obn-
da, que resullou pea aprese.ilacao do cunego lisr-
cellino Antonio Doruellas iu dignidade de meslre
eicola.
O padre Jos Joaquim Camello de Andrade, na
eadeira de meia |.rel>enda da dila Se, que resullou
pela npreseutar.au do dilo conego Firmino de Mello
Azedo.
Foram nomeados:
Teuenle-corunel do primeiro b.ilalhao de aililha-
ria da guarda nacional da provincia de Peruainbuco,
o ni,. .1 Thomaz Jos da Silva (jiismAo.
leiieiile-corouel do primeiro halallio da reserva
da inesiiia provincia Jos Gomes Leal.
Teneute- coronel chele do eslado-maior do com-
inando superior da guarda nacional da comarca de
Garanliuns, da dila proviucia, Manoel Camello l'es-
soa Cavalcanli.
Capilao-sccrclario-geral do commandn superior
da guarda nacional da comarca d.i lite o na dila
provincia, o lenle llerluino llezena Cavalranli.
Comn.andanle superior da guarda nac.mal dos
municipios de Arelas e LagOS Nova, da provincia
da Parahiba do Norte, o bacharel l.niz Cav.1lc.1nl1 de
Alliuquerque Burilv.
Por decreio de 13 rio mesmo mez foi apresenlado
o conego liuiiurarin Joaquim Flix da Hucha, no ca-
nonicato que se ada vago na catbcdral do respecli-
vo bispado.
Tiveram merc da seivenlia vilalicia dos ollicios
de
Partidor do geral do termo de Canlagallo, na pro-
vincia do Kio de Janeiro, Pedro Machado Barboza.
Contador e distribuidor do termo de Cbaluba, na
provincia de San Paulo, Manoel Ignacio da Fon.cca.
Escrivau dos orphAos do lerme de San Miguel, na
provincia de Sania Callianna, Joto Francisco Regis.
DisUiboidor e coulador do juizo municipal do
Urmo do Kio lirande.ua provincia de San Pedro,
Ka)mundo Rodrigues Vsaqoes.
Por decretos de I i do mesma mez foram Humea-
dos ;
Commandanle superior da guarda nonional da ca-
pilal du Maraubao, J-.sc Mana Barre!...
Teneute-coronel -defe do eslado-maior do dito
coiumando superiur, lanacio FeriAo Verella.
17
Conlinuou donlein na cinara dos depulados a dis-
cussAo do artigo I. do projeclo relativo as sucieda-
des em commandita, e orou' o Sr. Dias de Car-
valdu.
A cmara approvou depois, em segunda discussao,
os qualr.. arriaos da propo-la du goveino xando as
larcas de Ierra para o auno financeiro de 1857 a
1858, leu.lo o Sr. Rideiro de Andrada feilo algumas
ubservacries acerca do artiga 2.- Entrn em discus-
sa.. o srgoinlo addilivo dos Srs. Pereira da Silva e
Salles :
a I." Aexlingar as juntas'de jndici mililar, con
excepcao da esladelccidu pela lei de 8 de leinl.ro
de 1851.
.1 2.- A reformar os resulamenlos dus -arsenaes
de guerra, da conladoria geral da guerra c da paga-
dona das tropas.
<( '!.' A reformar o rogulamenlo da escola de ap-
plicacAo e do curso de cavallaria e inlanlaria do Kio
Grande do Sul, e os estatutos da escola militarle da
escola de mariulia.
i." A ampliar o quadro do corpo de engendei-
ros, conforme as necessidades do servico.
1 V A organisai dclinilivamenleocorpode guar-
nicau creado provisoriainonte, polo decrelo 11. 1715
de 12 de Janeiro de 1858, na provincia do Ama-
zonas.
s (': A elevar a 10 o pessoal do quadro da repar-
ll{ao ecclesias.ica da guerra.
_7.- A reformar a labclla de 28 de inaico de
1825, na parle relativa SS gralificacoes de comnan-
do e de exercicio.
.. 8.- A retorinar o regulomenlo do corpo de sau-
de do etercilo.
.. 9." A supprlmir a comniissAo encarregada dos
Irabalhos preparalorios das promoces, e o coiuman-
do das armas da cirio, oreando o lugar de Sjodanlc
general do exercilo em sua suhsliluicAo.
Oraram os Srs. /adiaras e ministro dos negocios
eslrangeiros, c o dbale lirou adiado pela hora.
18
A cmara dos depulados approvou bonlem em
tercena disciissAo, depois de orar o Sr. Figueira de
Mello, .1 proposia ito governo, xando a lorc,a naval
para o anuo financeiro de 1857 a 1858.
Tomaram asienta os senhores Jerouvmo Macario
Fiaueira de Mello, supplenle pela proviocs do Cea-
ra o Crispim Antonio do Miranda ilenriqucs, sup-
plenle pela provincia da Parahiba.
Conlinuou depois 1 discusso Jo artigo addilivo
proposla do governo, Blando a torcas de Ierra para
o auno financeiro de 1857 a 1858, firando o dbale
a liado depois de nelle lerem lomado parle os senho-
res Figuelra de Mello, inarqucz de Caitas, Ribeiru de
Andrada c Pereira da Silva.
[Jornal do Commerrin du Rio.)
que possue o Sr. depulado Barros de l.accrda, sejam
remellidos .. Ihesouraria pruvincial para que soja
responsabilisado quem se adiar criminoso.Jas Pe-
dro da Silva.
U Sr. Jote l'dro euleii.lc que o seu requerimen-
lo osla nos lermos de ser approvado, para que se
possa lazer responsavel o empregado uu empregados
que se provar h.'uvorem sido omis'os iioruinprimeu-
lo de seus deveres, por issu que dos regul.imentos
em vigor, para a tomada do conlas aos colleclores, sd
o imposto da meia siza dos escravos nao pode ser
verilicada devidamoiile a sua eubranca.
lie lidu e apoiado o seguinle requenmento :
Requoiro que sejam o papis remedidos ao go-
verno para proceder na forma da lei.S. R. A.
Cavalranli. a'
O Sr. Sllvino : Peco a palavra.
O Sr. /'residen/e : Tciihu de ponderar a casa,
que os incidentes vito lomando o lempo, e sendo o
ullimo dia de sessao, devem ser approvadas as rc-
daccues das lei voladas, assim, se a discusso dcs-
les requerimeiilos lem de continuar, como a hora
dcilcs be pesiada, eu adi essa discusso para depois lie
de approvadas as redaceoee.
ORDEM 1)0 l)l.\.
ConlinuicAo da discus.Ao da redacoao do projeclo
o. l'.i .i., orean.ouiu provincial.
Vai a' mesa e be apoiada a seguinle emenda :
Artigo addilivo ao capitulo Seguranoa publica,
a Com a casa de detencAo, a saber :
Com os empregados'....... 8:0"j20l>
" Com as cveuluae......... I:700.-s003
Francisco Joan.Jos l'edro.
O Sr. Francisco Joao requer licen^a para retirar
a emenda que apreseulou na sessao anterior.
Cousullada a casa deten o requerimenlo o Sr. de-
pulado.
O Sr. .tbi\io ;N,1o resliluio seu disrurso.)
SAo litlas e apoiadas as seguinles emende :
e Com as evenluaes inclusive a casa de detencAo.
A. Cavalcanli.u
Em lugar de com preferencia devera ser fcitadi-
ga-sc o qual comecara' desde ja do bulrro da
Bua-\ isla, da ra du Aterro a encontrar no calca-
mente do Mondego, iudo pela Trempe. A. Caval-
canli.
Fallan) aiuda sobre esla materia os Srs. Jos Pe-
dro sustentando a sua emenda, Antonio Cavalranli
combalendo esla e apoiaodo a que apreseulou, e A-
bilio insislin.lo as suas primitivas idea", e respon-
dendo aos argumentos aprsenla o em contrario a
ellas ; Sonsa CarvaHio derlarando que em allencao a
seus principios oaV maneira por que interpreta o
arl. 12.. do regimcnlo, vola contra as emendas eflo-
recidas, mas emenden.I,, que os depulados que dao
a esse artigo inlerprelaco mais lala, devem volar
por ellas para seren coherentes, e finalmente o Sr.
Francisco Joo que sustenta a emenda que SSSignon.
Encerrada a iiscuisAo he a re.laccao approvada
com as emendas dos Srs. Jos Pedro e Francisco
Joao, bem como a do Sr. A. Cavaloanti, quanlo ao
caicamenlo do hairro da Boa-Visla, licando preju-
dicada a outra do mesmo senhor rclalira a' casa de
deleneao.
A requerimenlo do Sr. Castro l.eAo foi esla vola-
a.. nominal, sendo approvado qoe havia conlradi-
cau no vencido por 13 volos contra 12.
I.-se e approva-se a re.laccAo do projeclo de or-
camenlo municipal.
Sao appiovadas em 3, discus'Ao as emendas olle-
rocidas em 3. ao projeclo 11.!) que concede loteras
a irmandade do Divino Espirito Santo do Collrgio,
e o mesmo projeclo approva 1o na forma emendada.
He adoptado em 3.-. diicussao o projeclo n. 40,
que approva o compromisso da irniau.lade de Wossa
Seobors do Utramenlo da cidade da Victoria.
Em seguida sito approvados as rcdacccs dos dous
projeclos ns. 9 e i.
O Sr. Manoel Clementino participa qoe a coin-
missAo encarregada do apresentar a' sanccJo de S.
Exc. alguns actos legislativos, cumprira sua missAo,
sendo recebida pelo mesmo senhor rom as formali-
dades do eslvlo, e respondendo que lomara esses
actos na devida ronsirleracAo.
O Sr. I.tri; FiUppe fica anlorisadn para receber
na Ihesouraria provincial o qnanlilativo neressario
para as despezas do expediente e asseio da casa da
asseinbla.
I.-se e approva-se a -acia da presente se'so.
O Sr. {'residente declara encerrados os Irabalhos
da assembla na sessAo ordinaria de I85H.
RIO DE JANEIRO.
15 de juulio.
A cmara dos depulados approvou linnlem em
primeira discusso os projeclos que aulorisain a cun-
frana .le Nossa Sendera do Rosario da cidade de
Cnmp e a ordem lerceir.ido Carino dajeidade do Ri
Grande, provincia de S. Paulo, a primeira a possuir
ero hens de raa 111 analices da divida nacional a
quanl.a de sessoula conlos, a segunda tamben) em
bous d. rail 011 apolices du divida poblica al a
qoantiada 10cantos,sendo o producto desla espe-
cialmente applnadn ao asym elralemdnlo do ir-
maes da dila ordem em um boipilal por ella para
esse lisia eslabelecido.
I. Keleva mencionar tambem as receilas muni-
cipaes, que devem ler certa Importancia, mas fal-
lain-m.- os elementos para dar a e'le resneila um
calculo apuoximjilo
ASSBIBI.EA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em 2:1 de junho de 1856.
I'retidencia do Sr. bario de (amaragilie.
\u meio dia, reunido numero legal de Srs. de-
pulados.
O Sr. 'residente drelara aberla a sesslo.
Lula a acia da SetsSo anterior, be approvada.
O Sr. I'hmeiro Secretario faz a Miara do se-
guinle
EXPEDIENTE.
I.ni cilicio do secretano dogoveino, participando
que S. Exc. o Sr. pre.-ideule da provincia marcou
a dia de boje ao meio diu para recebimenlo da com-
missio, que lem de apresentar alguns aclos a sua
saucedo. I niira.la.
(Iiilro do mesmo sondor. accusand.i o recedimenlo
dos documentos relativos a' illuminacAo a gaz.In-
| leirada.
Oolro do mesmo senhor, romellendo um requeri-
I ment do professer Francisco Manuel Bezerra de
! \ascoiicellus e copia da inlorinai.Ao que sobre elle
.leu o inspector da Ihesouraria provincial. A quem
fez a r.quisicau.
Oulro do mesmo senhor, remoliendo copia do af-
lelo da cmara municipal de Iguaras.ii, acuinpaiilia-
du das conlas da mesma cmara reeebides nesla da-
ta iiaquell.i secretaria. A' commissAo de coulas c
despezas munleipaes.
O Sr. li. de l.urerda Nao resliluio seu discurso
o Sr. francitco .!:, diz que o faciu da eriiibi-
cAo desees doeomentos no lia .la sessao, nao pode
pastar desaneteebido, nao so por bom da dianidade
da esa, cuino por bem da muralidade da provincia,
e anula mesmo ;.ur bem da defeza desse individuo
que pnce inicia.; pelos documentos que foram a-
ureseulados; por !;uto qoe em ronsideracJo a' mora-
li.la.lc .la casa, da provincia e das reparlirOes publi-
cas, inclusive a II... urari, e .la defeza do acensado,
visto .ue iiiiigueni pode ser.cuudcmoadosem ser ou-
vido, requera que us docinnenlos qon acabara de
ser lidus, lusseni remellidos a' ruminis.-ao de juslica
civil e criminal para em oecasiUn opportnua dar um
parecer acerca das medidas que deve lomar u casa
a seinelliaule respeilo.
!: Sr. Depulado : E enlre tanlu, conliniian
as cousas assi.o :
O Sr. Fraiuitco Jo muilo conveniente, que o sen pcuumemo nao era
mao. mas que deve ser meliiur.i.lo. o por i-so nAo
manda .. requerimenlo que Iludi, mas faria oulro
para que o papis to-seui remellidos a' administra-
cao, al: .. de esta proceder cerne entender m.ns con-
veniente.
O Sr. 1". Secretario : Ja est na mesa um re-
querimenlo ncsie sentido.
" Sr. PrancUco Jow conclue diado que nesle
caso esla dispensado de npreseniar a seu requeri-
menlo, e ailslriclo a dar o sen voto a que se aeha
na mesa.
I.-se e apO%-se o seguinle requerimuiiln :
.. Requeiro que v, docuuisi.lo'. apre-ieiiluiUo "u
Discurso do Sr. Souza Carealho. pronunciado na
sessao de 5 de junlu.
O Sr. Souza Carealho :Sr. presidente, nao vim
preparado para a grave quosIAu, que esla sendo agi-
tada ne de membro da commisso de exame das obras publi-
cas, cujo piocedimeuloesuas consequencias se acham
em discusso, e lalvoz mcsiiio a circumstancia de lia-
ver apriadoa administras*) passada, exigem de mim
algumas palivras.
(.luando o anuo passado nesla assembla se apre-
seulou a questao das prevaneaenes das obras publi-
cas, nao digo bem, quaudo o anuo passado foram 1ra-
zidos para aqoi alguns boatos que circulavam a esle
respeilo, eu nao fui dos que aecusarsm essa reparti-
cAo. O meu discurso, como pude ser Fcilmente ve-
rificado. ,,,.-.... ..penas sobeo a nvcaoidad* de que
e-sas aceasa{oea ou boatos Irandus ao conhecimemo
da casa tossem examinados, fussem verificados por
urna commissAo nomeada pela assembla. vista da
gravidade das importacfies peraule ella proferidas.
Qual foi porem o procrdimcnto'da casa".' A ca-
sa julgou, qoe nAo devia nomesr semellianle com-
missAo ; julgou que nAo devia dar o menor passo a
lal respeilo ; que ludo compela ao presdanle da
provincia em quem deposilava toda a conlianca ;
que elle lizesse o que bem Ibe aprouvesse.
Ha um aparte.)
Foi este o arbitrio lomado na sessao passada.
O piocedimento do presidente neslas circum-lan-
cias de bem significativo. ( presidente da provin-
cia poda, a vista do arbitrio que Ide dcixou a assem-
bla, despmzar inleiramente esses boatos. Mas nAo
foi assim que elle prncedeu. O presidente da pro-
viucia, com lodo o zelo. com todo o ardor, nomeou
urna commissao para examinar esses fados ; e onde,
em que scio loi elle buscar essa commissao? Em
grande parle no seio da assembla, enlre as pessoas,
que se tinham lomado mais uolaveis petos factos de-
nunciados a assembla sobre a repaili^ao das obras
publicas....
Um Sr. Depulado:Foi improvidencia.
O Sr. Souza Carealho :Os nomeados foram o
iiohre depulado 1 apuntando para o Sr. Dr. Silvi-
110' c o honrado membro o Sr. Dr. I.uiz Filippe.
lorain o Sr. Dr. Thcodoro, e eu que posto, que nao
nos houvessemos pronunciado conlra a roparlic/io das
obras publicas, todava linbamos sustentado a'neees-
sidade de una commiscAo de inquenlo. Mas para
que se 11A0 dissesse qoe o presidente da provincia ia
fazer juizes os inksnigos da repartirlo, elle juulou a
essa commissao pessoas, que pelas suas babililaccs
scienlilicas, pela sua madureza. pela sus gravidade
e imporlanria, Ble podiam icr averbadas de suspei-
tas. A [Hilad..s.
O honrada uispecter da Ihesouraria nosso collega,
o Sr. capillo de fragata Eli-iino Antonio dos San-
ios, capilAo do porto, o Sr. Manoel Coelho Cintra,
que lem conhccimenlus prol'usionaes, o Sr. engenhei-
ro Pereira do Carmo, e o Sr. lente de inariuba
Vital do Oliveira, foram os oulros inenil.ru-, de cu-
jas lates e de cuja caldudo lenho com<;.dever dar
aqoi um publico e solemne leslemiinho. O adini-
uislrador, que escolheu laes caracteres para ulna
commissAo desse genero, e que Ibes den lodas as la-
culdades neeesssrias, rreio, senhores depulados, que
deinoiisirou a sua isencao, o seu zelo pelos interes-
ses pblicos e a sevendade com qoe desojava proce-
der, apoiados.
l.onge de censurar os clos desa coniisAo, Sr.
presidente, eu ufauo-meem parlilhar luda a respon-
sabilidade que d'ahi me pode caber: eslou persua-
dido que a commissAo nao disse mais do que aquillo,
que julgou ser a pora verdade, e que sem fallar a
verdade guardou no seu procedimenlo lodas as con-
veniencias pnssivejs. (apoiados Mas o que disse a
commissao, Sr. presidente"; Acho conveniente fazer
do seu re,iiorm um breve resumo, segundo as lem-
branras que nesla occasiio me occorrerem.
Em primeiro lugar devo advertir que a commis-
sAo mi., fez a menor censura a presidencia ; antes
recouhoceu devidaineiile o zelo con que proceda a
respeilo dus nielhorameiilos maleriacs da provin-
cia.
A commissAo nolou algumas pequeas fallas 110
servico interno da reparticao, como a ausencia de
ana reltenos, que a le das obras publicas exige, ob-
jeclo propriameule legulamenlar e por demais mi-
nucioso.
A respeilo das obras arrematadas, a commissao
disseo que todos rreem, islo he, que ellas se distin-
giiem pela imperteicao dus Irabalhos, e pela facili-
daiie e condescendencia com que os engenheirns i
recebiam. Ora, se islo ate corlo poni he natural,
se se explica por essa influencia du patronato, por
esse espirito de compadrio, que lem tanto imperio
sobre dos que um esrriplor estrangeiio disse que es-
la uacAo, para memorar de orle, devia antes de
ludo risesr do seu diccionario a palavra empenlw,
iiingueni contestara que semelhantes lacios sa mu
censuraveis, e sobre ludo muilo damnosus aos iulc-
resses pablicos.
nuciendo fallar sobre as obras feilas por admi-
nisiracAo. a commissao examinen aCasa de deleneao,
c achoo que uell 1 linda havido un consumo de ma-
lcraos muilo superior ao oreado, e aquillo que a
commissao pelas seus clcalos 'rec.nheceu que e-
feclivamente pud, ler sido gaslo as conslrucces
feilas. Foi sobra e.-le poulo que a commissAo ex-
pre-sou um juiso mais grave, e achoii resultados
mais nolaveis. A coeamusfle medio as paredes le-
vantadas. .1 aterro, lodas as obras eHas. e disse : o
edificio devia ler consumido lanos v pillos, pois e-
xislem feilas lanas bracas cubicas de lvenaria; ora,
as cnulas da Ihesouraria dcinonstram, que as obras
publicas deram como empregado na Casa de deten-
cao um uuineru de Ixjollos muilo superior ; logo lal
quanlidade de Ivjuljo., islo he, a diflerenra enlre
esses dous nmeros, foi extraviada, o pur consoguin-
lo a fazenda toi defraudada na sua importancia. Foi
islo o que a CommissAo disse, ollerecendo o resulla-
do de suas confrunlaecs, do seus exames fundados
nos principios mais roniesiuhos da engenharia, na
inspeccaoocciilar e nos ducumenlos aulhenlicus, co-
mo as conlas dadas pela repulido das obras publi-
cas a Ihesouraria pruvincial. Mas a commissao mo
se julgou anlorisada para allirmar de que modo e
porque pessoas havian sido praticados os fados que
ella recunheceu...
O Sr. Au,: fippe :Ora islo he muilo hom!
<> Sr. f\oremio .Foi issu o que a commissAo
disse '.
O Sr. Soasa CariaMm :He o que se le eipres-
9*iuento no parecer da commissao. Ella uo se moa-
Irou habilitada rara distinguir se esses extravos de
inale 1 ie. tinham sido causados pelas malversaco
do director das obras publicas 011 simplcsmenle pela
sua negligencia, se pelos disperdieios dos emprega-
dos siiballenin-, pelo disciiido dos liscae < recebe-
dores de inalenaes, ou pela sua connivencia com os
remecedores, e pelos guardas du deposito desses 1111-
leriaes...
O Sr. Si fe; no :Tinto se dcfendequaiiil.) se qaer
fazer urna defeza.
O Sr. Souza Cureal/io :Eu nAo delendo uin-
guem, eslou apenas referindo um fado, eslou dzen-
do a verdade. Por ventora segue-se d'ahi uue o
eiigenheiro estoja livio da bvpulbese do ler coneor-
ri.lo para esses felos? NAo, eu smenle repilo oque
a commissao disse, islo he que ella se encaircgou de
indicar os fados, sem explicar, nem recuuhecer por
que pessoas e de que modo podcriain clles 1er sido
pralicados.
O Sr. Si/tino : A indicacAo dos uomes era im-
propria do parecer da commis>Ao.
O Sr. Lu; filippe :Ella atlribuiu aso ,. repar-
lic.io.
O Sr. Souza Carealho : Creio que o nodre de-
pulado esta engauado. Mas, Sr. presidente, demos
que esses factos exigissem a responsabilidad* do di-
rector das obra publicas e de alguns eugenheiros,
demos que ellos devessern ser levados aos Inbunaes
por estes motivo, he mister que cunsideiemos o qoe
devia fazer o presidente da provincia, o que nos lle-
vemos Catar, o tambem o que foi feitn. Eu, Sr.
presidente, sigo a epinUo, lalvcz mu errnea, de
que em muilus ca*os conveui Hender nicamente ao
lim do que emprehendemns, ,10 resultado possivel :
pergunlo eu. qual lem sido o resultado dos preces-
Sos do corpo de polica e de varios oulros, que lano
escndalo causaram na provincia ? (Apoiados.
Um Sr. Depulado :Teem tidu resullado no Rio
de Janeiro.
O Sr. Souza Carealho :Nada mais doque a im-
punidade e a vergonha, o escndalo sobre os escn-
dalos, a Immoralidade publica depois da immorali-
dade individual, crimes hediondos saocdooados pela
impotencia das leis. (Apoiados.)
O Sr. Antonio Cacalcanti :Nesse processo hou-
ye falla de provas, eu fui juiz nessavausa e devo de-
tender a miaba possoa.
O Sr. f toreado : Qball toda a assembla nAo
vio :
O Sr. Souza Carealho : Crea o nuhre depula-
do que os fados das obras publicas haviam de ler
miliares de explicares, e que o mesmo que diz a
respeilo do corpo de |>olicia havia de se dar com os
eiigenheirus, no caso de que elles (o que nao quero
asseveran.fussem os aulores d'essos extravos.
O Sr. I., filippe : O nobre depulado nAo asse-
vera !
O Sr. Souza Carralho :Assoveru sin-plrsmenle
o que est 110 parecer da commissao. isto lio, que
laes c laes relos existen), declaro por minha honra
que toa convencido d'aquillo que assignei ; creio
porem que os nobres itepalados nao quererAo arro-
gar-se o poder de me obrigarem a dizer aqu mais
do que aquillo que eu disse, e que assignei, ..flicial-
menle.
Acora, Sr. presidente, cumpre examinar qual (oi
a SOllaeae desse grave negocio de obras publicas. A
esle respeilo declaro a casa que nAo lenho senAo mo-
tivos para app|,,u.lir o resudado que alguns uobres
.lepulaitos tanlo censuran.. Na minha opinio co-
llieu-se .1 esse laclo lo.la a vanlagem pratica que era
le esperar c que cu jolgava possivel. Eu desejava
na muilo. Sr. presidente, que a reparlico das obras
publicas Irvrste urna direccAo diversa d que soguia,
e este meu de-ju realisou-se...
O Sr. Silcino :Em parlo nicamente.
O .Sr. So.a Carralho :Realisou-se no sea fin)
pnnciqal. E nao era, Sr. presidente, por desallei-
cao a possoa que exercia u cargo de direclor dessa
reparlieAo que eu isso desejava ; era nicamente
para ser coherente rom o pensamento desla caa, a
qual ha alguns aiinor leom continuamente marcado
quola paraser ronlralado em paiz exlrangeiro um
ongeiiheiro intelligeute, um engenheiro digno, capaz
do dar aos melhoramentos maleriaes da provincia a-
luella direccAo illusliada que lodos nos desojamos,
filo toi a exonerado do direclor das obras publicas
a nica mudanca nessa reparlico. tiraude parle,
lalvez a inaior parle dos seus eugenheiros, nAo que-
ro agora discutir-se nara em ou wi mal da .,r_
scutir-se para ftem ou para mal da pro-
vincia, deixaram os lugares que oceupavam : por
cniseguiile, na minha opinan, conseguio-se um
grande resullado.
O Sr. l.acerda : () que pedio demissAo toi poo-
pado pur lodos os nobres depulados, logo a repart-
cao nAo nielhornu tanto assim.
O Sr. Souza Carealho :Para que fazer urna re-
lereucia individual'.' Se o honrado membro quer
qun cite os nomea de lodos o e.igenheiros ojudan-
les de engenlieirns qoe deixaram de perlcncer a re-
narli{30, declaro que nao o fare.
O segundo fim conseguido, e que repulo impor-
tante, foi o Irebalbo da commissAo de inqneriln. Hu-
meada pelo telo do ex-presidenle da provincia. Ella
oltereceu um rellorio fiel do estado das obras pu-
blicas, e apostando os'seus defeitos, indas nalural-
menle a pensar nos meios de remedia-las e de pre-
veni-los para o fuluro. No meu pensar, o governo
provincial aeha-se agora habilitado nao so a preen-
flier .lovidame.ite .. pessoal m ..las publicas,como
a tratar d..s meios de evitar iinpcrfeicues e busos
quo loda a provincia deplura.
Ora, se estes dous resultados mo importautes, se
alteran) a silua{to eos que achainos a reparlieAo das
obra publicas qoaudo a lomos examinar, eu nAo en-
trara! em cedas qucsles por demais minuciosas, em
qiiesloes.meramenle de tormulas, cpmo a de saber
se a demissAo do director das obras publicas foi dada
pelo governo, 011 pedida por aqiiellc empregado, se
toi pedida para evilar que Ih'a deaseBD, 00 se foi da-
da espontneamente. Direi ainda.oox-presidente da
provincia, pelo seo(procediiuenlo, salisfez quanlo ao
lim, os meu. desejos, proporcionou provincia
urna licAosobre o passado das obras publicas, e ao
mesmo lemp.. um conselho e um caminho para um
rnelhor fuluro. Paranlo, uAoserei eu que por tal
motivo apedrojarei esse digno administrador, em
quem reconheco tantos e IAo valiosos servidos.
Se os honrados memhros, porem, sAo IAo cacaos da
muralidade publica, se sao IAo partidarios dos procos-
sos, anda quando clles nenlium bom reeulladc po-
den) Irazer. eolio, para serem lgicos, devem abra-
car a lembranca do Sr. Dr. Francisco Joao, devem
votar pela in.licacao que o Sr. Dr. Silvino se com-
promellcu a apresentar para que sejam responsabi-
lisados os eugenheiros. Mas desde ja Ibes digo, es-
lou cerlo que os nobres depulados recuarao .liante
dese passo, e recuaian porque eu Ibes conbeco
muila dwrieao e um alio sonso das conveniencias
publicas. E se islo tem de acontecer, porque mo-
tivo os nobres depulados n.io querem admillir da
parto do ex-presidenle da proviucia, nasolucAo desse
negocio, as mesma* razoes que os nobres depulados
teem para o seu procedimenlo infalhvel'.' Para que
laiicarmos sempre de nos a responsahilidade que de-
vemos lomar'! Para que essasvAas censuras '. Para
que a cunlinuac,ao desse ogo de empurra conlra o
qual ou me prnnunciei o a.nuo passado quando, em
vez de imu.earuu.s mis mesmos a commissAo de in-
querilo, dcixmos ludo ao arbitrio da presidencia '.'
Por ventura 11A0 estamos boje -colindo os resultados
por mim previstos rt'esse modo de proceder I
Eslas sao, Sr. presidente, as raziies pelas quaes nao
acompanbo duu dns oradores que me preccdorain,
uas censuras que Osaran!, sendo abas perfeitamoule
solidario com elles 110 parecer da comniis-o de eia-
nie das obras publicas, o qual ainda considero em
pe, e que em boa fe, me parece, nAo pode ser con-
testado.
PAGINA VULSA
ls5):^ IBUA S
Acreditamos um memento, que ladran era gen-
te, que se euvergouhas.e, 011 pelo menos, que se
arrepeodesse de seus mosfeiius, porem qual. se el-
les conlinuaiu na mesma'.' lie inqaalilicavel urna tal
oiiso.lia !
Cuusla-uos qoe um acadmico fura roubado.
Fin nosso amigo, morador por junto do Hospi-
cio, tem sido a nudo vizilado na jauolla da coziuba
de sua casa por alguein que procura querer abrila.
Um negociante, que no desoja ser conhecido,
toi um dia desses rumprimeiilado de dia por um
sujeilo dislarcado em mulher de (imao.
Enceirnu-se a assembla. o compromisso da
futara innandade da Misericordia licou no linteiro:
al.; para o anuo so nos vivos formes.
Iluuveram diversas reunies na nnile de S.
Joo e na ve.spora. O Sr. Dr. Prxedes Pitonga le-
ve em sua casa na vespera urna excedente reuuiAo:
e na noite do dia. por occasiao do buplisado de um
seu lilbo. o Sr. Dr. M.-im !.. que reuuinilo quasi lo-
da sua familia o alguns amigo.-, oll'ereceu-lhes um
delicado copo d'agoe, que ocompanhado dos tolga-
res proprios de da, s depois das 2 horas da ni.ilr 11 -
gapa leve lim
Ira cabriole!, ha dous dias. aliroa com um po-
bre matuiinlio no cbAo. do sen civallo, e o mal ira
l. u bstame, no aterro da Bba-Visla. sem que appa-
recesSC a inennr possoa que acudisse.
Dzcm que lurtes eiiipeuhos se preparan) para
a soltura >\n \icu-alacho ; ha quem queira que se
ihe ioalaore ja o procesto .. lie mnito... veremos
se levam o linceado a bocea, aliiuenlaudo urna lera
e um rato.
Para a nova enfermara cholenca do hospilal da
caridade anda min enlroii un su doenle ; parece
que os doenles uAo querem saber de la. porque o
Sr. regente nao tem viudo < loque....
Pessoa que nao nos he suspeita us assevcrou,
que foi na Solcdade sorprendido a noite por um
enmurado, arma.lo de um cluviiiotc. indagando mi-
uociosamenle de corlas ras desla cidade. ele. ele.
ele !! Quem tem pe.ira no sapalo llre-a.
O baile masqu i\.i roa da Praia, mais que ne-
nliiim nutro, estove brilbantissiniu e chelo de bar-
inonia; concurrencia, msica, iu/es. Loteras de
cousas de comer, ordem. banda militar, domino*
e domines. Doos queira qee sempre baja a ordem
que se tem observado.
Temos clamado e clamaremos sempre contra
es-as lascas, onde em grande escala se vai loruplt-
lar o bebad.1 e o lascivo ; coinmuiiienle' as conse-
qiieneias de laes pnterrs liazem as eonstqncncias
que deram-se antes do huiilrm. na freguozia de S.
Antonio. Pur ignorarme* anula como se don esse
laclo o daremos succinlameiile. N'uma lasca hen-
earan lacadas, e a mais desenvolta orgia, o Sr. sub-
delegado Di. Duuiad.i iinmedialameulc elfecluou
varias prisoes. Acba-se .Igiiem. que deveria ser de
oulros cosiiiinos, envnlvido nesse bariilho ; nos Ibe
p..uparemos n vergonha, nan menconaiido-lhe 11 li-
me. I.ogo que soubermiis de Indos promanares, vol-
tjrenius ,V carca.
Dizem ler havido cousa semelhaute, ou que se
approxima na ra do Oueiuiado.
Ficaram nesle pono doos mucos.quefaziain par-
le da (iipulacao da ex-galera tiolden-C.ate incen-
diada no laineiran, e alias aprenla.los com familias
respeitaveis na cidade de Nova York, por cujn mo-
livo, a aiuda mais por suas conduelas iireproheu-
sivis i-.1 mi sempre bem acolbidos pelo eapitao da
sobre dita galera, merecendo-lhe loda prolec;ao a
cariuho paternal.
Se a impreusa he o orgSo dos opprimidos. que
deve sempre e sempre bradar conlra es oppres-ores,
qual a razio plauslvel, pela qual eslAo presos esses
mocos a ordem do Sr. cnsul dos Estados Unidos,
elle, qu* leem merecido, segundo he voz geral,
couceilo de todos'.' Dizem islo, cuja responsabilida-
,de nao a lomamos, que iodo esses mancebos de-
mandar do cnsul respeclivo roupa para veslirem.
.iliiii de mudarem aquella que ha muilus dias li-
nhAo sobre o corpo, depois do siuislro, e como re-
cebessem urna resposla negativa.elles decidiram ha-
ver das auin.id.Tle- do paiz. vi>lo, que o seu cn-
sul pareca querer, que elles mendigassem. O Sr
subdelegado do Recite, como est claro, dissc-lhes.
que em laes circuin-l.incias nao poda ser-Ibes ulil
em cousa alguma. pois o que elles domandavam es-
lava completamente foca de suas atlribuicoes a me-
nos que nAo tosse dar-Ibes urna esmolla, o que
pareca um absurdo, deveudo ellos serem soccor-
ridos por quem rompelia : 00 nosso entender o
Sr. Salusliano procedeu bem. Desalentados es-
ses infelizes, sem a prolcccA.. do encarregado dos
negocios do seu paiz. vor-se-biain na temed cou-
junrtura de mendigar, se no dia immcdialo o Sr.
cousul nAo os- limsee dosso desar li incaland.. am-
bos na prises publicas.'! !
Ile-ignaram-se com sua serle e 1. eilau como
duas viclmas dos caprichos de alguem. que uAo
pudendo .lesabalar-se como o ausente capillo do
C.olitn-C.ate, derrama lodo seu furor coulra seus
dous protegidos : he o que dizem pur ahi. e nos re-
pelimos para ver se ha quem decilre laes enigmas,
pois nAo devenios guardar sileucio i visla de lana
deshumanidade.
Sempre que os actos do homem em sea vida pu-
blica reseulero-se ne .lesharmuiiia com a sua posi-
5A0 social, elle he collucado uo campo das Censaras,
e a opiniAo publjca levada ordinariamente das ex-
terioridades se pronuncia conlra elle.
Cotisla-iios que o morphetlco Tbeophilo, esse
por quem lanos disturbios bouveram nos Laza-
ros, tenia recorrer ao Exm. conselbeiro, para ler
novamcnle ingresso: vai esse iniseravel collocar-se
na lerrivel conjunclura de matar, ou ser molro, por
que he tal o odio que sobre elle pesa dentro da-
quella casa, que sera urna caridade nAo o conseuli-
rein la ir. Todas eslas dillicul.lades deixarao de
existir, logo que baja um 1 outra organisacAo nos es-
(abeleciineuls de caridade.
Consta-nos que a quadrilda exilenle dentro
desla cidade. tenia por fodos os modo descartarse
dos que lde eslAo fazen.to guerra viva.... nao de mao
expediente, assim hoovessa quem pur lemc-la dei-
xasse de lazer este servico a' sua Ierra. Essa
compandia de una especie de carbonaria de
unli.i, onde vulgarmente se diz entrar gente limpa
de roupa e suja de cara : que miseria!
O homem o mais abjeclo da sociedade be a-
quellc que pratica actos que v.'n ferir o que de m.-us
sagrado ha 110 sexo feo cnino, e por cerlu que um
tal homem deve ser repellido do meio da sociedade,
e para sempre encerrido no mais recndito e oscu-
ro abvsmo. Avisa-se a qualquer que houver de sa-
bir a noite com sendoras, que alenle bem para cer-
lo qudam, cujo maior prazer he, lingindo ou
andar com pressa ou bebado, tocar impdicamente
urna senhora ; 11A0 he urna nem duas vezes que
lem usado desle artificio, 1..10 ; sAo mullas. A quem
compele pedimos que pelo amor do decoro e da mo-
ralidade publica fao,a com que esle animal se corrija
de (al vicio com urna boa .lose de cadeia nova;
para que seja elle conhecdo, ainda que seja a' Baile
a mal escura possivel. eis os scus signaes :boa es-
tatura, pernas e grossura de lorpo regular ; cosluma
andar decalca branca sempre) e palito de alpaca
prela continuadamente .iberio, e chapeo prelo ; lem
andar apressado logo que v moras para conseguir
seu fim.
No dia 2i a noite, de oilo para nove horas, na
ra do Senhor Bom Jess das Crioolas, foi ferido
Joaquim Jos Tavares Jnior, cora Ires facadasque
Ihe dra o pardo de sobreiiomc Nascimento, vulgar-
mente conhecido pelo ippellido dePapai. A vic-
tima se aeha gravemente enferma, em consoquen-
cia do que foi logo ungida e sacramentada no mes-
mo momelo da uceurrencia. O asaassino que he
useiro e Viseiro neslas desordens, conseguio evadir-
se ; onlretanto acba-e presa a mulher e mais um
individuo por nome Domingos, e um alferes do de-
rimo balalbAii de inlanlaria.
llonlom foi abstlvldo pelo Sr. Dr. chefe de
pobcia e auuilor de marinha, o Sr. Dr. Antonio de
Menezes Vasconcellos Druromond, que se aeha preso
em consequencia da pronuncia do desembarque de
Aldeanos em Serinhaem, assim como toi igualmen-
te absolvi.lo oalro pronnuciado de nome .Manoel Fi-
delis do Nasrimenlo, que pelo mesmo motivo se a-
chava lambem preso.
Hospilal de caridade 2i de junho.7'. doenles.
dem j78.
-le nuiaiihaa.
HEPAHTigAO SA POLICA
Secretaria da polica de Pernambuco 25 de juubo
. de 1856.
itlin. e fcxm. SrLevoao conhecimenlo de V
r.cih'r d,ITcren'c< parlicipacfte. bonlem e boje
recebidas nesla repailicao coosla que se derara as
seguinles occurrencias' "
Foram preos: pelo juizo dos feilos da fasendo
Miguel Antonio de Almeida. por nAo ler curntir do
com os deveres de fiel depositario. aV"<">
Pela delegada do primeiro distrelo desle termo
Joaquim Domingos Ramo, por basar MaejtfTi
ama menor, e Joso Francisco da Silva, porr desor-
Pela subdelegada da freguezia do Recito, o me-
nor Juslino por furto, e a prel. Mara, por fgida.
Pela subdelegada da freguozia de S. Antonio,
Domingos Jos das Neves, e Josephi Maris or
briga.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, o nor-
luguez Joaquim Pereira da Costa Larangeira por
iiilraccao de posturas muoielpaes. '
Pela subdelegada da freguezia da Bna-Vista
o prelo eicravo Jos, por insultos.
E pela subdelegacia da fiegoezia da Varzea u
pardo Manuel do Nascimento de Oliveira, por .'m
briaguez.
Em nfficio desla dala retore o delegado d pri-
meiro dislricto desle termo, que Jioulem as 4 horas
da larde no logar da Cabanga da freguezia de S^
Jos, o pardo Antonio Jos da Silva, soldado Inva-
lido de segundo balalhAo de arlilharia em eslado de
embriaguez, rarregando uina arma .le fago para
restejar ,. da ,|e s. Joao e bateada coas elllno elito
disparou-se sobre a cabeja do dito Silva, do qu*
resuliou-lhe a mora iinmedialamonlc.
Emoflicio lambem desla dala, refere o subdele-
gado da freguezia de Sanio Amonio, que honlem
pe as 8 horas da noile .'.ra graveinenie ferido com
5 lacadas o porluguez Joaquim Jo. aTavares, por
Manoel do Nascimento, que consegoio eseapar-se
auxiliado peto n.os.co do corpo ,ie p|lc,a, Domin-
gos de lal. que fo. par isso preso e ignalmenle o al-
reret do dcimo baUlbaa de infaniaria Jeronymo
A vosd1 Assumpcao, por ser compl.ee em semelhaole
dllenlado, sendo que sobre o fado procedeu-se ao
corpo de delicio e vai ser instaurado o competente
summario.
Por ollirio de bonlem datado, retore igualmente o
mesmo subdelegado qne. a 7 horas da noite do de,
-id., crreme alguns raloneiros invadirn o se-
gundo andar de um sobrado da ra do Cabog, em
que mqra Aulouio dos Sanios Porto, com toja de
calcados na pra5a da Independencia, o apagando a
luz que havia na sala da frcnle.deu um dos mesmos
raloneiros em um prelo da casa que prelendeu gri-
tar urna facada.que o ferio 00 braco; polo que Iran-
cando-scem omquarlo poderam os ditos ralonei-
ros arrombar urna Cummuda e um bahu' dos quaes
rondara,,, a quantia de IKJtl, ,s. e algumas obras de
ouro. depois do que eseaparam-aa por aecudirem al-
-umas patrulbas aos gritos ^ue dava o prelo tran-
cado. Sobre este fado Dea o referido sobdelegado
procedendo as convenientes indagasoes para descu-
brir quaes os autores de semelhaute crime.
Das mencionadas participaces consta mais que
no da L't do correle somenlo se apressntaram
para rondar a freguezia do Recito duas praras da
guarda nacional de S. Jos H, e na Boa-Vsla ti
Ju2 BS*rd-e -'. V" Elc- "l,n- e E,m- r- on-
sell.eiro Sergio I e.xeira de Mace.lo, presidente da
proy.nc.a.-o cl.efe de polica interino, Dr. P.licar-
p* Lopes de Leo.
I
\ Recebemos noticias do Bonito com dala de 18 do
correute. Na villa as cousas caminhavam regular-
mente, e uao se havia dado novidade de sorle al-
guma ; entreunto iioengeuhoCamevzinho ( nosar-
rabaldesdo \erdc ) appareceram Ires casos -de cho-
lera, dos quaes dous foram falaos; as pessoas ac-
comiiiellida. iiuo.m viudo de oulros lugares ; roas
felizmente nAo se deu mais nenlium.
As bexigas j eslavam qaasi extinclas.
A quadra contina a ser salisfacloria, eos gene-
ros se acham. por prcc,os razoaveis.
O vapor francez Fran-Comtai,, Irouxe-nos jor-
ases do Rio at 18, e da Baha al 22 do correule
Por decretos de 12 do correnle foram reformado^
o major do corpo de engenheiro". Marcos Pereira de
Salles e o capiIAu do nono balalliAo de infantera,
Manoel Clamlinu de Oliveira. Cruz, por o havororo
pedido.
tiaviarn edegado, procedentes desle porto :
Ao Rio, o bngue inglez leeni com hacalhao :
A Baha, no da 16, apoteca hespauhola Itoro-
Ihet1 coro v.nlios, e 110 dia 20 a garopeira brasilea
S. l'edro.
Achavam-se a carga para esto porto :
Na Babia, a sumaca llorlencia, o patacho Alhe-
nas e o hiato Castro.
No Rio, a barca brasileira flor de Oliceira.
t?mmuniea&0$.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO'EXTRAORDINARIA DE 21 DE MAIO
DE 1856.
Presidencia do Sr. barao de Capibartbe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Fran-
ca, 11......-ni., e Mello
abrio-se a sessao, e toi li.la e approvada a acia da
antecedente, s.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE:
t'm oflicio da commissAo de hvgiene, responden-
do que pode a junla administradora do hospilal por-
luguez de beneficencia, construir o hospital no sitio
ao Oeste da roa Imperial, sem detrimento da salu-
bridade publica, com lana que o edificio fique sa-
lado das demais edilicacoes que de fuluro houver de
exislir. Inleirada, e nesle Sentido despachnu-se i
peticAo com a coodiejlo mais de apresentar previa-
mente a administradlo o plano da obra.
Huiro do cidadao -Manoel Antonio da Silva Ani-
aos, juiz de paz do I.- distrlclo da freguezia de S.
Fr. Pedro Concalves, pedimlo o livro da qualilica-
j3o dus votantes da mesma freguezia, para, emrum-
primrnlo do oflicio que Ihe foi dirigido polo Exm.
presidente da proviucia. tirar delle diversos escla-
recinenlos, para seren mimslradus a respectiva jun-
ta de qual lie a.; a. da guarda nacional.
Mandon-se reiponder que senAo linha o.lito juiz,
como deve, segundo o artigo 21 da lei regulamenlar
das eleicoes, copia do alislamenlo dos qualilicados
volantes, man.la-,o lira-la aqu, na reparticito, do
referido livro, pois que este au deve sabir do ar-
chivo, seno nos casos em qoe a mesma lei o per-
mute-
Oulro dn fiscal desla freguezia, informando, que
pode Jos Pinto de Magalh.ies lran-1'erir os seus ca-
vallos da cavallarica do paleo do dospilal para a ca-
sa, na Iravessa da ra Helia, em que douve um
igual ostadelecimenlo, cum tanto que faca os melbo- 1
ramelos indicados no arligo I, da postura adJicio-
nal de 7 de agosto do anuo antecedente.Dcferio-se
neste sentido.
Oulro do rirurgiau desla cmara Francisco Jos da
Silva, enviando a retarlo, na importancia de reis
199920, dos remedies que comprara ao boticario
Manoel Antonio Torres,' para soccorror deprompto
as pessoas pobres desle termo, que fo.sem atacadas
da epidemia, e o proCoraSMffl para trata-las, segun-
do a faculdade que para i-so Ihe conceden acamara,
alim de que fosse salisleila dila conla.Mandne
expedir ordem ao procurador para paga-la.
O11I10 do fiscal de S. Jos, parllcipan.lo que. na
semana de 5 a II do correule -e malarain 619 rezes
para consumo desla cidade.Ao archivo.
Outiu do administrador do remiten, pcdinln rc-
quesilasse a cmara dispensa do servico Ja guarda
nacional para oguarda daquelle estahelecimonio Jo-
s Francisco ja Cosa Lobo.Qoe declarasse o ba-
lalhao a que perleuce o guarda para se pedir a dis-
pensa.
Outro do mesmo, ruminuiiicaii.lo qae. no dia S do
correnle, acompauaaram ao enterro de Adlonio l.ins
Caldas lies carros de aluguel nnmer.is 7. 81 u 197,
alem .tos qualro que permiti o regulamenlu, cuja
arligo bl foi assim infringido. Que fosse o oflicio
remellido por copia ao fiscal para mandar Uvrar
termo de infiaccAo.
Oulru do fiscal de S. I.ourenro da Matla, dizendo
que no |. dislricto da mesla freguezia se malaram
para ennsumo, no mez de abril antecedente, 11 re-
zos. Ao archivo.
Oulro do fiscal de Jaboalao. participando que no
mez de dezembro do anua lindo -e malaram 5S re-
zos para consumo, e que nAo dora anles esla parlo.
nem as dos mezes seguinles depois diquelle, por ler
esludo doenle, mas que o iria fazendocoinniunica-
va oulro sim que, bem da salubridade publica, (i-
zera remover da povoar A o .ara o lado do rio lio. os
acousues que dentro da m.'sini exisliam. Inleira-
da.
Oalro do administrador da companhia de llehoi-
1 inhos, expondo o servico uue se fez .e 12 a 17 do
coriente.(le se pablieasse.
R Sr. tiameiro fe/, o seliiiinle requerimenlo, que
fui approvado Requeiro se ordene ao engenheiro
1 rardeador recolha casa das scsses da canina lodos
I os nbjedos poilcncei.les a mesma, que sencban em
seu p. der, quer sejam os inst.lmenlos malbemali-
jcos ltimamente comprados, quer as plantas do mu-
nicipi o. e I em assim que se determine ao Bseaes a
fiel observancia das pesiaras sobre bllenos, e co-
| chcii'as, alim de que ce--. 111 os abusos que v.io do
novo apparecendo. cum oflense das mesmas postaras
21 de 111,1,.. de 1856 Uameiro.
Dcspachai jiii-se as pelirdes de Antonio JosSoa-
res da junta adminislraliva do hospilal porluguez,
Anlonio Jos de Magalh.iis Bastos, Rernar.lu Koquu
barao de Cimbres. Feliciano Jos Comes de Araujo,
l'.ancisoe Xavier Vieira Liga, Jos llygino de Mi-
randa, lenez liiiilbeim..... Ferreira, Jacinlbo Lego
duro do Sacramento, major I.uiz Antonio Rodrigues
de Almeida, Manuel 1'ereiia da Silva, Manoel liar-
eos Carneiro, SehasliAo Lopes liuimaraes e Icvau-
lou-se a sessao. ,
F-u Manoel Ferreira Aceioli, secretario a subscre-
vi.
Declaro em lempo que presten juramciiln du car-
go 'te juiz de paz do segundo dislricto da freguezia
de S. I.ourenco da Malla, Antonio Jos Dosrle, por
pr.,,-iir,u..",n qoe apresonlnu Joso Pens de Albuquer-
que MaranbAo Aceioli o declarei.BarflodeCapi-
baribe presidente Rogo Albiiquetque.Frailea
ReoMol
REVISTA JDICIARIA.
Jury do fecife.
XI.
No dia 22, sendo da sanio, deixou 11 jury detone-
ciouar, porjisso que su comparecern) 28 jurados.
visl.idoqueo Dr. joiz de direilo adiou par odia*
seguidle o julg.imento que nesse dia devia ler le-
Conp efleilo no dia 33 apresenlou-se no banco dos
reos o inglez Charles Locas quo reprsenla ler :>
anuos de Uade pjuco mais 011 menos e qoe exerre a
probssao de segunou pilota em um navio de sas ns-
O fado criminoso que o leva a responder peranle
o|ur> he bem condecido do publico porque deu lu-
gar a Iroca de oflicio- enlre o cnsul de S. AI. B, a
o ex-presi.lenle da provincia, sendo que aqdele
procurou oppur-se prisAo do reo, por julga-la urna
arbilranedade, viste como o faclu que sedizia cri-
minnsu Uvera lugar por mera casualidade.
NAo querendo porem a primeira autoridade da
provincia lirar a torca moral do delegado de polica,
iiem lde ruinpnndu entrar na apreciaste da culpa-
bilidade ou innocencia do aecusado deixou que disso
lomassem Conhecimenlo aquelle a quem acosas les
conliain lalmsisAo. jeto que Charles Lucas toi pro-
ce-sado e proi,uncia.Jo no artigo 201 do cdigo pea|
pelo fado de haver pitad* cum un, cavallo, ero que
ia montado, ao menor Fortunato Rodrigues Campos
e como lal obrigado a defender-se desse crime no
tribunal do jury, havendo prestado tianca nos |er.
mus da lei
Sendo porem esse reo afiancado e devendo ler lu-
gar primeramente o julgamenlo dos reos presos co-
mo lie de le, procuramos indagar o que motivara
essa excepcao na mesma lei e enlao rondemos qoe
ex.slia um aviso do ministro da juslica. em que se
determinara esse prorudimeiilo !
Nao odslaote o respeilo quepemos aus actos das au-
toridades uAo podemos todava deixar de emillir so-
bre elles a nossa opiniAo quaudo nos parece que se
deslisam do verdadeiro caminho e que de algosa mo-
do oftendem as leis do paiz e caus.ini injuslicas aos
Cidadaos.
A admissAo do subdito inglez a ser julgado nessa
sesslo do jurv, de que uos oceupamos foi contra a le
expiessa e ullendou a direilo de lerceiro por quanlo
ignoramos que elle sendo reo afiancado livesse pre-
vilcgio para ser jolg.idocum pretericao djquelles
quo a le em lal caso favorece.
Lamentamos que desle modo M o poder execu-
tivo invadindo a expdera do judiciaiiu, no eulretan-
1.) que o artigo 151 da constituir saui ex'pressa-
inenle proclama independencia dos poderos.
Julgamos nAo merecer censura |ironunciado-nos
entra es-e acto alleulalorin da lei fuidamcmal .o
paiz, por quaulo de no-so lim oxpor com imparcia-
lida.le os Irabalhos do jurv. e iiij'usto seriamos .e
deixassemus passar desapercibida -mollianle occor
rencia, que Dos nAo permuta, se torne a re>lizar
para o descrdito de lo imprtenle insliloicae.
Prosigamos porem em nossa revista.
O aecusado (.darles Lucas nao saliendo fallar a
lingua.porlugueza. dea lugar ao juiz iiomear-lde
um interprete, que fui o subdito brilanco Delin-
que l avanl aoqual deferindo-se ojoramenlo dn
eslylo, preslou-se ao seu lim, dan lo a entender aos
piizes as respostas un reo,que contojioa o fado,
mas allnbuindo a mera casualidade sem proposite e
nilencao alguma criminosa.
Finda a leilura do processo e dada|a palavra ao
promotor, prinripiou elle a leilura do libello, que
conclua pe.liudo a iniposic.ao das penas do grao me-
dio do arl. 201 do cod. crim., por nao daverem cir-
eumsiauciasaggravantesiia perpolracao d.. crime:
dcsenvolveu depois a acensadlo fundando se nos de-
primentes de diversas lesleir.undas, que viram o
reo correr a cavallo pela ra do Cruz do Recite e
tuzar o menor Fortunato ; moslruu que o relo de
o reo correr a cavallo em nma ra publica pur onde
costumava .1 transitar lana gente, nAo era um cri-
me cummellidii casualmente no exercicio ou pratica
de qualquer aclo licito, frito com leneao ordina-
ria, porque bem o podia elle ler previ.ln, alem de
que era cxpressiimenle prohibido pelas postaras da
cunara municipal o correr a cavallo pelas ras da
rulado : alem de oulros argumentos que apreseu-
lou, concluio pedindi. a ronrirmnarao do reo, nAo
no grao medio como dizia u libello, mas -im nu m-
nimo da ar!. 201, por Iheapruveilar a circumstan-
cia llenuanle du S I do arl. 18 do cod. crim. ; vis-
to nao ler havido no deliuqucnle pleno ronbeci-
meiito do m..l e direda inloncAo de o platicar.
Iiraca* a Heos, vimos pela"primeira vez um pro-
motor pedir uina cireuinslaiicia allenuanle a favor
do reo, quaudo he de cutame procuraren) todos uina
ugyravante para a encasaren! Ino libello e aecu-
sacAn ainda que a marlello. Reparamos porm que
ees* allenuanle nao foi remolienda nos arligos do
libello e so sim dorante os dedales ; provera a
Dos que semellianle plore.lmenlo fosse extensivo a
oulrus que a nosso veracli.ivam-se em lucidores cir-
cumslancias que o inglez que campava uo banco dos
a ce usa dos.
Fallando por sua vez o Dr. Lopes Nello, advoga-
do do reo em uina succinla, porem clara e bem eia-
b.irada celen innocenlou o seu rliente.'sc bem que
nao negaste o facle porque era elle aecusado.
Apprfciainto os autos moslrou contradicoes nos
deprimente* das leslomunlias, por dizerem urnas que
o fado se dora .1 ooile e oulras quo fura larde ;
proeorea mostrar o carcter de algumas dessas mes-
mas Icslemunhas. que sendo soldado* de polida fo-
ram os proprios que prendeudno incltz elevaodo-
peranle o subdelegado da freguezia, e sendo por es-
ILEGIVEL
\


1
le solio o mesmo inglez. elle assenlar.im de -i para
si, que vislo nao querer o inglez I ti -Ibes algum di-
nheiro, daviam leva-lo peanle n delegado, o que
sendo pu procedo de que ora ocenpamo-nus ; fez ver'us ir-
regularidades desse mesni.. proressa, onde ligorava
romo leudo antiguado o respectiva interrogatorio, o
reo que nem ao inen.'- sabia mil i paiten portugue-
u, leu parle da pronuncia oode je eoasiderava o rea
i'iiiiiiii.i-u por haver fondo com mn ravallo em que
n roonl.ido, au meaos Ferlunalo au il> iu a promu-
lgan do promotor que era concebida nos seguales
termos : Nao compelindo aojuiz formad .r dacul.
pa 11. i indagar do fado materia! e de seu autor,
no pude em injusti^a manifesla dei\ar de ser pro-
nunciado o suraroariado dos termos do art. 201 do
cud. crim. ; diste que a teguir-se a ..pinino absur-
da do promotor, autor de tal promorau (declaramos
que uau oi o Sr. I)r. Candido Aulran lodo o me-
dico que uzease amputarea devia ser pronunciado,
porque com ellas se dava o fado material ;que
Charles Laceas uao occasionaia esse lerimento deli-
beradamente, tanto assim que, sendo pi/.ado o me-
nino, aallou do cavallo e lamentando o mal que
causara procurou soccorrer ao oaTendi.lo, ministran-
do-lhe aliiuin dinheiro para o seu curativo ; que
sa uo poda dizer que Lucas andar as carreiras
pelas ras da cidade, porque, como Wdot sabein,
os Iugleies em eral montam mal, inorinenle os
que profetsavara a vida do mar, os quaes viamo*
constantemeate antes carregarem os cayabos do que
*rern por cites carregados.
Depois d,e oulros argumentos roncluio o advoga-
do pedmdo a abs-jrvie.in d seu cliente, allegando
por essa occasiao os males quedessa pronuncia re-
snlLiraiu para sua lamilla, pois que loa mullier es-
laudo pejada ao receber essa noticia abortou e inur-
reu pouco depois.
O promotor ou cjnveucido pela defez* da inno-
cencia do rea, su por julgar que os seus argumentos
estavam em pe, nao se deu ao Irabalho de replicar,
e por conseguale depois do breve resumo fcilo pelo
presidente do jury, da accusacAo e defeza. recolheu-
se o cousellio a sala secreta, donde vollou em breve
reconheceudo por unanimidade de votos que o reo
Charles Lucas pralicara o facto casualmrnle no ei-
ereicioou pratira de um acto licito com alelo or-
dinaria. Celo que o l)r. juiz de direilo lavrou a eu-
<;a de ibsolvico do reo e condeuou a inuuicipalida-
Oe as cusas.
Adiamos que a deciso do jury leve o cunho da
juslira, porquanlo nao nos parecen que uo pruresso
bouve outra prova seoao do elemeuto maternal de
um crime, o que cci lamente un poda por si s dar
lagar a imp -1 ,. i. > da peno ; accrescendo que o
prorediuii'iiie de Lucas apeaudu-se iiuniedi .tamen-
te do cavallo logo que leve lugar o faci arregla M
em seus bracos o meniuo, chorando com elle, e dan-
ilo-lhe una i|uanlia para o seu tratanicnte, como
ludo .iilir.....i o seu advogado, elou um bom co-
rceo, que moslrou por aquelle acto iiivoluulario,
mereca antes cumpnuau, do que punirAo ; e o us-
no voto se acaso fosseanos juizes seria" idntico ao
proferido pelos doze jurado?.
Desisto da ininha exigencia pira que S. Kviiii.
muuselhor Muuiz lavares, que siippoubo c (cubo
motivos para crcr, ser o aolor, ou o mandante, ou
conselhciro, ou inspirador do conimunirado publica-
do no Liberal de sabbado di do corrate -unlio, no
qual fui aleivosameulc fendo de emboscada, e de-
sisto, porque nao o quero tirar do seu escondrijo,
visto como sena ueressario cynismo do mais para
dar a' cousa um terreno lito vergooboso, e lauto
lito devo eu eligir : e porque me nao conven), mo
devo, nao quero trocar lauras dessa tempera. Bas-
ta que se saiba, que tenlio a' mao um vaslo arseual
de luuntrdes para, repellir com dobrada vantasem
um por um lodosos seus pomos de ataque. De to-
da essa frandalagein, pois, so uie orcupare do
que respcila ao pretendido privilegio de irmao da
casa dos e\; j.lol, e raesmo dire pouco, porque
pouco basta para qae publico forme o seu jui-
co.
Arrtstou >. Kvma. pelos cabellos a sua theologia
para apoiar a sua insii-deiitavel preteaicV conlra-
rando o fado da dependencia, em que semprc es-
leve a casa dos espostos ou Boda dos engaitados, al-
legando qae eulAo a casa nao tinha capellAo ; de
ii..Mieira qae do capellao depeude a iscnrao de pleno
direito un precisar de espacial coiicessilo.
Coutra isso, deiando do parle oulras muilas ra-
aoes, e moilos cseuiplo, all bradando mullo alto
o hospital da ordem tTceira de S. Francisco conexo
com a sua igreja, e que lem o Rvd. padre commissa-
riu encarregado das uialerias sueilo a'jurisdacrAu parochial ; a igreja do l.ivra-
menlo lem um capellio, e entretanto era o parodio
quem adn iuistrava os soccortos espiriluaes aos eu-
fermos rccollndos ao hospital all eslabelecido por
causa do cholera.
Mullos outios fados poderia cu allegir. E per-
gniito, dar-se-ha accaso que no convento de San-
Francisco nunca leuha liavido um esludante de theologia
Triste cousa he nunca se ler conversado com os
jesutas em Franca.
Todo isto, porcm, be desnecessario, avista do ar-
tigo 119 do regolamento de dj de tevereiro de ISiT,
que diz minio posilivamenie, que a riaor.i adiada
estando ein perig-.le vida, rra iinmcdial.imeiile
liaplisada peto capellao, ou pelo regente em falla
delle, e cu accresceuto uu pela mullier, litho, ou
lilha do regente, ou por qualquer das aiHas, que sai-
ba baplisar : fura deste caso, continua o artigo, se-
ta o uns cedo possivel, conduzida pelo regente, pa-
ra ser baplisada.
Mas o qae vale islo para um hoinem. cujo orgulho
o leva a avancar propusieres nusadas, e que lem ,i
louca presampio de saber mais do que ludos, ale o
pootu de violar sem cercuionia u regulameulo que
rege os estabelccimenlos de canda le nesla provin-
cia !
Uu elle perdeu a tramontana nu jesoiticanicnte
e cheio de m fe Tinge ignorar a existencia daquella
disposico.
Declaro em conclusa.i, que serei o primeiro em
respailar qualquer privilegio que pos aaloridade competente, apelar de que semprc fui
inimigo dos privilegios, e em geral como deputado
volei contra elles ; o que sun nao lolerarci he que o
tomem de assailo. nem inesmo mausinho e com pos
de lia, hei de oppor-me, e resistir a quanlo diabo-
Ihi in rola apparecer querendo usurpar direilos
qoe rae compdirem.
Com isto abandono a polmica, para o que sabir
da pe.na impura de S. Bvma.,oa de quem quer que
teaha recebido as suas inspiracues.
O rone.-o vicario.
I'entwio llcnriques de llezentle.
DUBlO DE PEBHHBBUCO PgljtTj FUM 26 OE JlWHO 31 I8SB
prinri, foi que me fez dar-ltie a iireferencia : e de
felo : t;hega a ininha escolla o illutlra Sr. I)r. Mo<-
coau no da .*> de levcreiro, eem seu menino do sete
aiiiios, e em quanlo Si, limpa o suor do ro descansa da subnla da mirilla estada, eu explico per
Uyeroglificos os tona da seis vogaes, e no mesmo ins-
tante este iiii'iiiiin le us qualro subslanlivos, as iu-
lergeices, o pronome, caojaoecio e verbo dj 8,
que, com taesjallras silo sascepllveis de ler-se: seu
reipeiUvel pai, admirado me enlrega este Beniao,
o qual a Iti de selembro, e com mais :|(> meninos,
leem perfeilamente prosa e verso prrante o Eam.
expresidente desla provincia, e um numeroso con-
curso de cnladaos uu salao du Sania Isabel, apre-
senlaram sofnveis escripias de bastardo, e resolve-
rn! diversos problemas sobre as qualro operares
aritlimeticas : da verda le do que lavo dito, senho-
res. para vos appello.
He verdad, que esle 36 meninos eram os que
mais aftenrao preslavara as minlias lines. O meu
querido Mosrozo, cuja lembraui;a me ser tempre
saudoi, nao poda jamis estar quieto u'ura lugar,
e oque n urna escolla do muro melhodo he um cri-
me, uesle, faz as miolias delicias : o menino Mot-
elo mudava continuamente de lugar, e islo furti-
vamente ; mas para que'.' para ler qualro e cinco
vezes as diuerenles lices de prosa e verso, que
aquello lugar tocissem.
Com laes discpulos diris que lodo o melhodo he
bom ; mas para ebegar, em pouco mais de seis me-
/.r* esle lim, mo Insta a altearn dos discpulos ;
fa/-se indispensavel a luz elctrica,que nos minislrou
OEim. Sr. ruiisellieiii Caslilho: esta luz elctrica,
he a ualxse e a sinlhese da palavra, a decomposirao
e a leilura auricular, que sao cuino um caminlio de
ferro para eliegar breve a ler e esdever.
O lllm. Sr. Itr. Freir, diguissiino secretario da
inslruci.ao publica, visilan lo a minhi e-colla em
companlua do Eira. Sr. director, me pei'guulou:
|u ni l,i ha aoecga 'na sua
escolla
respuudi-lhe :
......- Para a Ierra se Ihc revulva.
O amor e reapeilo devido ao F.xm. Sr. ronselhei-
ro I) Aiilumo Feliciano de Caslilho, romo um dos
primearos ornamentos (agolara da lltteralura por-
lugueza, me lizeram rrcebrr grao de seu apo-lolo
nesla bella provincia, apostlo lano mais dedicado
por vocarao, quanlo indigno por nimbas diminulis-
simas lu/es, para ser o misiionario de Uo sublimo
mioma; anas a tu lo tem supprilo urna vontade
rorrea de que o ceo me ha dolado, e a conlan<-a in-
merecida, que em man han depositado os benem--
rilos pas dos meus alumnos, coflOanM, que jamis
deilarej frustrada, aiada a cu-la dos maaores sacri-
ficios.
JxAo he o diploma, que me ha enviado S. Ble.,
nao he urna fofa presumpcao qne me condal anle
vos a inslalar eila esculla filial, e a continuar a vi-
sita-la em todos os sahbados, para que ella Drogrida
e chegue a perfeicio a que deve allingir ; he o amor
da Infancia, e o querer cooperar para a prospenda-
de desla bella provincia, a quem devo o hem estar,
que desfrurlo ; he o accenlimcuto e anuale, que
mecousagra o lllm. Sr. profesar, que vaa reger
ela escolla, e que ean nada precisa dos meus Traeos
conhecimeaiios, antes eu llie rendo toda a homena-
gem devida sua idade, a aos dezesele oanos de
experiencia, em que residi com escolla nesla anes-
ma fregue/.ia ; e alai esto ot seas aprovelladot dis-
cpulos para rurruborarem qujaaln levu dito : par-
anla, de boje a vaate, csie, a o meu eslabcleci-
menlo hcam considerados desde hoje, no amor c
cordialidade como urna e a aaiesma escolla.
Francisco de Frailea Gamboa.
Diteurto recitado icio menino Seraphlm ahIhhu
Gtiimaraes, de idade de anuos, e um anuo ij-'
romplelo de escola pelo melhodo CantUho.
Scnhores :
list i demonstrado e resalla as vistas menos pers-
piczcs.que o casino por decurias he um eaasino |ire-
vancador, visto que raras vezes se enconlram decaa-
noW cuan as qualidades precisas, sendo a mor parte
delles a causa do alrazo prcvaricarilo dos alumno.;
eis porque adoptamos um laaetho lii de ensillo blo
ellicaz, que no cuno espato de seto ruezes, a meni-
no que Ihe prc.la alinelo sabe ler e escrever. lisie
melhudo nao tem sido abracado pelos Srs. profes-o-
res, estAo no seu direilo ; "cada professor triaba o
seu melhodo particular de entino o lim he o mesmi--
simo. os livros ou materias us que nos orden-r a di-
rectora dos estudos ; porem o aaaeio fcil e recreati-
vo de claegar coan goalo e brevidada sem inlervencao
de decurn.es, e sob inspecrao ,1o proprio profess'or,
a ler eatea livroi que nos ordenar a directora gem
dos estados, esse meio no-lo dona o Exm. conselhci-
ro Autoaiio Feliciano de Jn.tilho.no seu insigne me-
lhodo de leilura repentina, c rom elle nos legou a
caria de alloma da infancia, acabou coiai a avera i
que os meninos tiaham as escolas, retgatoa a pueri-
cia dos tormentos e delongas de um eaasiuo sedcaala-
rio, aborrecavel e erad, creou a nova scienca da
pedagoga melhodica, em beneficio desles aaaginhos
anda rcveslidos da estola da grari, pois que s elles
lem o dum de chorar e rar ao ine'sano lempo, desles
antea que nos sao lao charos Elles eslilo na pri-
mavera da vida, em vez de um preboste cnconlrean
"Slre um pai. um arni^'o.um protector ; o Esm.
Caslilho dcti-lhes
lores alegres para briiicarrm. pa-
poulM c malmequeret que to proprio da sua ada.ie.
Assaau como o esludo serio be o deleite .lo humean, o
esludo brincando he o enclalo do menino.
Este methodo ISo amavel de entino
eslranhado, nu por quem nunca foi pa
do mo filho.
ICil inslailada a escola.
Seraphim Antunes Gaimaret.
ai pode ser
ou liver si-
A REVISTA JUDICIAKIA DE "> DE JIMIO DE
1X06.
I .rano sempre com alleoeao curiosa os artigos
do Otario de Pernatnbuco sob o liluloBevila ju-
diciariaNo de h'jelvimos apreciacSodo inlgamenlo
de Belrhiur dos Res Cavalcauti, nos .lasonjeamof
de concordarmos com a op aaio do illnsh a lo autor
daRevistaoaquillu qoe he dado lambem ios lei-
gos apreciarislo hese tai jauta ou injusta a de-
ciso do* jnrv.
NAo no intromctiendo na aprcciatu srienlifica
Discurio com 'ne finio a iiutallacOo da anta do
inelliodo Caslilho do bairro do llecife no iaido
crrenle, o menino Manoet Menelio Piulo, de 7
anuos de idade. .
Saunorea :
Anda bem nAo se romplclou um anno que o
Exan. Caatilha vlsilnuas ricas plagas delta nova Ve-
neza, e ja os preciosos frurlos do seu insigne melho-
do da inslriircao pelo amor, vio fecundando. Para-
laba, Rio Iimii lo do Norte e l'aauhy ji eilAo uozara-
ilo o graaade heiaelicio da inatrneaa primaria pelo
inetbo.lo portuguez.
Nesla capital em breve leremos tres escolas, suido
sta a segunda o- para mcllior di/.er a primeara fi-
lial da no-sa escola central. Kaa son um dos que pn-
meiru beberam desla laislrucrao preciosa,* multo
me ufaaao dos conliecimentns que em lao pouco tei-
dlo hei adquerido aaa leilura. grammalica.conlabilid-
de, doulrina chhsl.la, moral civil c religiosa. Hei
prelado luda a allencflo de que lie susccntivel a ani-
nlaa idade, pois apcnasconlu pnuco mais de uan e
meto lustro ; e por alto cslou calaloieuln convenci-
do de que lodo o nonuil que prestar a devida altcn-
c.lo a esle eusino executade pelo amor, pela laarmo-
nia e pela libenlade, colhera os meamos inicio pre-
ciosos que can lila dimiuulr- lempo hei fruiJo.
E mi-, llluttre Sr. professor, s le como vos acre-
dilamiM, aflavel e amoroso para com estes tenros me-
ninos que enlregamosaos voseos ruidados e disveloa
amai-os como votos lilhos, corrigi-os com amabili-
dade e sejam os IrabaHioa duplicados, aaa escrapla a
uaiaca correcrAo. pois casligando in-lruce aperfeacoa
por ser isto exclusivo do. homens doul.is. pedimos S|el" l'"dimeno de lean|io e sem marlyrio phisiro
....... I IM I I < I 11*.
laceaai.a ao digno autor da Revista,para deilieudermos
o proctdimenlo do jury da irregularidade que Ihe
allnbue, quando exige qae o qucsilo das atleuuau-
tesdevia ser respondido com declararo do nume-
ro de volos vencedores.
O art. "179 do reg. n. 120, nAo se refere seguaadu
nos parece, a qoeslilo das allenuantes, porque o art.
372 ja liuha e-dabelecad i o processn da rcsposia a
essa questo : a su coaaibinac,Ao desses 1 mi. artigus
entre si parece bastante para defender o mudo,porque
.i -ur\ dc.entenea procedeu em relacAs as altenuan-
ies ; mas para que o digno au'or liaRevistase
poupe au Irabalho de nota censura igual"%m nutra
accisio, Ihe pedimos que lea oFnrmularioun-
presso na lypographia do Sr. Ricardo de l'reilas
a nag.I7'.l, e ah achara o modelo dado ao jun de
tenlenra-para responder ao que.itoExislem'cir-
cuinstaucias atleuuaaates a favor do reo '.'
Abilemo-nos de demonstrar a incoherencia que ta
daa em determinar o numero dos votos vencedo-
ra da qoeslAo complexase exislem etc. e nAo o
dos mesmos vol, em cada ama das ulteauaiiles e
eremos que o jury nAo pode ir alm do que llio esla
proscripto ; e certamenle ellesir.anspiria o limite
qae a le Ihe marca se quizesse determinar e.se nu-
ero era cada urna das ditas cirrumstanrias ; sen lo
tambem cedo qae a respeilo da queslao completa
Ihc he eipressameailc vedado islo.
Ouem etereve estas liabas tem direito a la/e-io,
porque leve parto directa no proccdimenlo argnid
de irregular.
A.
Desl'arle a curreccau se tornar salu-
Ufen c enlca, os meninos se loraaar.lo doces, seus
pas recouhecerao em vos um digno director da in-
fancia; os ternes coraces de anal mAis aa.lj tarto ul-
cerados pelus vu.sos rigores n'aquclles que Ibes sao
10o charo-, equaolo um lia aalet menlnot figuraren!
ua aociedade. elle benadirAo o diana preceptor
os tratou romo amigo, como verdnleiro pai.
A sea gralidA i vos elevar pa Iroes de gloria mais
tobarboa e duradoums do que aqoellc. que a grali-
dAo ou adaalarao da Creca e Roma ha erigido aos
hroes, que por seus feato-grandes se lornaaam im-
iiiort.it'-. a mais remota posleridade.
Manuel Menelio l'inlo.
que
0m%tui&.
lo*
^ublicacocJ a ptlri&o.
Discurso recitado na escolla do Sr. Bernardo Fer-
naiiaVs l iannu. profetmr antorisado pelo gorer-
no, na mudo/ira do melhodo anligo, para o tno-
oVrao a gjjfo frrente unlio.
Senhores :i.iiian.ln vemos o progresso, os me-
lliorain.nl..-, que ha meio seculo desla parte, se
bao dado as arles e as sciencias ; quando vo-
muses maravilhosos elleilos do vapnr, do galvauis-
mo do daguerreotvpo do telegrapho elctrico,-
e ltimamente a exlrace.io do gaz hidrugeiao puro,
rouslituindn a agua co elemento de combuslivel, c '
Iluminaran l.rilbanle, nao se pode negar que lem !
negado a sen epogOO a iutelligrncia limnati i Mas !
ir que razAo acreditando mil neataa maravillias,
qae nu eculn paitada scriam sem duvida, premia- '
das rom as fogueiras da a santa inqiiisieAo a, nAo I
ha.eros acreditar nos mella.iramenlos da qae pode'
at susceplivel a insIruceAo primaria .' '. lalvez pela I
ni 'sina razAu por que o liomem destcuibra as mios
..ul.i.i., que o eiafacharam, sem as quaei nao po-
da medrar a mm existencia, esla a mesma razao por
que sao mal apreciados os meslrcs de primeira. lei-
lias, por aquelles quem elles abrirn as portas,
para te acharem hnje enllocados nos mais distiuelos
lujares do templo da s.ibednria !
A Sn-ituiri. jornal do Rao de Janeiro, nos annua-
cia um oovo melhodo ale leilura e escripia I oven-
cm brasileira por meio de toques, armona, e sis-
aes ; e porque nAo coinprehendn anda esse inelho-
d.i de eusino. lenbuaraso 'o direito de negar a sua
erhcacia, e de guerrear esse novo system.i ? Nao
isso he so proprio dos raanerraneiros, e regrcssi-las
?ul humaiiilano.
Se ene methodo for melhor que o methodo porlu-
gnei. Caslilhu, eu serei um ilos seus mais accerri-
inrn seguidores. A superiondade que hei reconde-
no- no mellao.lo portugus sobre lodos os ontret
ait baje eoohocidns, saperioridade demoiitirada
a i CAMBIOS.
Sobre Londres, Ti d. por |sj,
, '< Pars, .(in rs. por f.
Lisboa, lili) por 100.
Rio da Janeiro, IaSa 1 por n(, a 15 e :10 dias.
Acrnes do Banco, :(."> ()|0 de premio.
Acciies da rompanhia de Beberibe. .'.WMK)
Acri.es da companhia l'eruambucana aoVpar.
Itilidade Publica, :ttl purceulodo premio.
~rl por K. d pre
-iOpurOiOde
sobre a entrada,
isconlo de Icllras, de 7 a '. por Om.
,. HETAES.
(turo(Incas hespanhulas. .
Moedas de (5(MI velhas .
I1300 aovas .
iff(HM). ....
Frala.I'alaces brasileiros. .
PetOt eliminan... .
mexicanos.....
ludciniaisadora. ~r
da estrada de ferro 30 por 3)0de premiu
DESPACHOS DE KXPORTACAO PELA MESA
DO CNSUL4DO DESTA CIDADE M) DI V
25 DE JINIH) DE IS.Vi.
LisboaBrigue portogaez oViajanle, diverso, ear-
regadores,-J7| laccoa assurar aai.iscavadn. lili cou-
ros aalgadoa.
Porto Barra porlugiie/a Bracharentea, Thoinai
de Aquinu l'unseca &; l'illin, :IOO sacras assucar
bronco-
LisboaBrigue portuguez oiarujo lo, Manuel Joa-
quim Ramos e Silva, 579 saceos assucar liranco.
(i pipas niel.
BarcellonaBrigue lie-panliol Osear I. Ricardo,
N. O. Ilieber & Companhia, iO couros salgados, 1
sacca algudAo.
PortoBarca portuguesa (Santa Clara, Barroca $
Castro, 117 saceos assucar maacavada
(ienovaBrigue sardo Daino, Basto >\; l.emos,
1,000 sacens assucar brauco e mascavado.
xportacao .
Rio ile Janeiro, brigue hrasileiro Firma, de 17-J
tonela-las, condoli o segumie :illi caixas lazcai-
das, :t(i barras de ferro,' 11." caixas velas do car-
nauba, I-2 rehuios de pedra, 11 moa grandes, 1IV1
sacras arroz, 2,368 meio. de sola, 2U saceos cera -le
carnauba, til) pipas agurdenle, 101
goiaba, :i pipas espirito, -2 canas eapaoadores,
saceos e 22 barricas assucar. 20 sacias algodo.
KFICEBEIIORIA DE RENDAS INTERNAS
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a23 1K:j:iJ\iji
dem do dia 25........;l:05:l:.'.Vi
porta du almnxarifadu desla' repartlrAn as 11 horas
da manb.ia, una poreo de plvora e bolacha arrui-
nada, isto na lereeira praea uu dia 2H do rnrreaate
mea, sendo a primeira e segunda nos dias antece-
dentes a mesma hora ; assim manda o lllm. Sr. ms-
perlur fazer publico para conherimeiilu de quem
inlerestar ; bem romo que ronlralara a raclura de
nina caldeira de ferro para a barra de ewavacio,
Mil Vista de propostas recehidat at u,ultiino lam-
bem do eorrente mez, sendo a mesma factura pelo
desenlio que na oceaiilo -lo contrato se apresaran.
un. roiicorrenles.
Inspecrgo do arsenal de marmlia de Pernambuco
can sl de jiinhu de 1856.
O secretario.Alexaudre Rodrigues los Anjea,
() ronselhn econmico do 2. balalhao de iaa-
fanlaria precisa conlratar para fornecimenio das pra>
eas du mesmo, durante O trimestre do 1. dcjulho
ao ultimo de selembro de IHti, os gneros abaixo
declarados, que devem ser de primeira qualidade :
|iies de ti a i ancas, asurar bramo, rafe muido,
arroz pilada, carne -rea e verde, bacalhao, fari-
nha de mandioca, reljdo, louciaaho, azeile doce,
vinagre, leuha em aehas. e inantciga.
As peaaoai que qui/erein contratar ns dilot geno-
canas doce de ros, remellan! aula propoalai em caria lechada a
IV
E-
21:2753579
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimenlo do .lia I a l ,
dem do da 25 ,
5t:ai76l.>
7:0689751
6l86a391
Rio DE JANEIRO 17 DE JUNIIO.
Cotaees offieiaet da mita iot correctores.
Cambios.Londres: 2~ 1I|S a !>0 das dinheiro.
Paria: il'.i a udiat.
Ilamburgn : 655 a 110 dias.
Marsclha : :tis a (I dias fhontem.
Desconlos: S 1(2, 9, !t \\2 c 10 Omj.
Acees de coinpanhias Banco Rural: a realisar no
fian do anuo, 2058 premio
huntcm'.
t.,ifeSuperior I.' boa a 1.aordinaria 48600, lion-
lem
i>VKI
" l.'boa. 2 tgdO
tleurgc lludson, presidente.
//. ./. Il'hilal.er, secretario.
CAMBIOS.
Londres 21 :l|S a 21 \\2 a 60 e 90 das.
Paris 350 ris a '.MI dias.
Ilaanburgu 655 r--.
Lisboa 100 a 101 tilo nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
hoje.
colaria do mesmn balalhao alcas 10 horas do da
2ti du crrante,
Secretaria do 2. = balalhao de infantaria. no
Hospicio em ."criaaiaabuco, (i de jiinhu de IS.'ili.
Pedro Mailin, alteres secretarlo Interino.
O conaejho econmico do >. hilalh.lu de in-
famara precisa contratar para foruecimcnlo do hos-
pital rcgiroenlal, a cargu do mesmo durante n li-
mesirediil.0 de julho ao ullimu de selembro de
ISti, os gneros abaixo|declar.nlos, que devem ser
da primeira qualidade : aletri, arroz pilado, as-
sucar refinado, bKOola bolacha, dita ogleza, carne verde, cha, cafe, mui-
do, dito de cavada, doce de guiaba, rarinha de
mandioca, dita de aramia, fraogot, lale, leuha,
maiileiga, ovos, pAes de i miras, sal, lancinho,
vinagre e vinho.
As pessoas que quitaren] contratar os ditos gne-
ros, remellara suas propoaUa em caria fechada se-
cretaria do memio balalhao ale as 10 horas do dia 28
du enrenle.
Secretaria do 2. balalhao de infantaria, na ci-
dade do Recife, quarlel do Hospicio, aoi26deju-
nho de IS."iti.Pedro Maitin, alferes secrelario in-
larinn.
A pessoa que nu Diario d Pernamhuco de
boje otlcrcre vender ecn milheiros de lijlos, he
convidada pelo |l|,. .sr. inspector do arsenal de ma
rmha a comparecer nesla serrelana das II as II ho-
ra- senal de marinha -le Pernaiiihiicn 2> de junhj de
ISati.O secretario. Alexaaadre Rulriguesdos Atajos.
RelarAo da rarlas seguras' vinilas du
francez Franc Cumluis.
10 dcclarsdos :
Justina Luiz Hachado.
Antonio Vaaconcollos Menezes de Drummund.
j|i de polegada, li-
clasie.
ul pelo vapor
ara us seaabores abai-
MEI'AES. (Incas-la palr.a ttgOO a iS^lHI i Joaqu.m Cavalcaii'de Aibuqucrqe.'
I.espanholasi 299000 a 29*200 Joaquim lehx Machado. '
Peca, de 68100 velhas. KcrOIHI
-)) Moedas de 4& . '. 98000
Soberanos...... . K?!liHI i,
Potos hespanlioes . . lj!l0
ala patria . . 18900
It Patacoea...... . 18920 >.
Apolice de ti ;.......... . 108 lid'
|irovinciaes....... . t(> lid l|2 ",.
99000
28000
|--!ldll
19960
a 103
- RETES.
Antuerpia .V s. .Liverpool IOj.
Canal..... n. a litis.Il.nndres |0|.
Efledos-Unidos 90 ca 125 c Marsclha 55|.
iiam:.n ru 50 a 55 a. [Mediterrneo 55 a a 70 a,
Havre 0 f. I Trieste ."",|.
(Jornal do Commercio do Rio.
*$fooy>lmtiiU it pQiit>,
J. -le Paula Lopes.
Jos Pereira da Cimba.
Policarpo Jorge de Campos.
Relacan das carias seguras existentes
trarAo du rorreio desla cidade
abaixo declarados.
Antonia Nobre do Almeida.
Antonio (oncalves I erreira.
Ileiilu Jos II.to.ir.le-.
' .'aelano de (lastro.
Francisco Jos lavares da Cama.
F. Itigurd |S| Companhia.
Joaquim Alves de Freiltt.
Joaquim (arria dos Sanios.
JnAo Antonio da Piedadc.
Joao Jos de Convela.
Jotepha Joaquina no Vateonoellot.
Jos Correaa dos Santos.
Jos de S Cavalcanli Lins.
.Mara de As.umpcAo.
Manoel Firiiiino Pereira Jorge.
.Manuel Joao Cavalcanli.
Manoel Jos Ribeire Cavalcanli Lima.
Manoel Iboanaz dos Santos.
na adminjs-
para os senhores
Saoioi entrados no dia 25.
Havre40dias, barca francote Ousiavea, de dtid
toneladas, capilAn Lame, equipagem Iti, carga la-
zen.tas e mais gneros; a Laawrra & Companhia.
Cunduz a rnmpaohia gviiiiiaslica de J. Roherl.
Rio de Janeiro e Baha7 dias, vapor francez ICompatlIlia Poiniimliticiiiii, I;
Franc Coaalns, Coman iiilaule P. Fourner. Pas- '
tagairo para esla provincia, Roben Carroll. Se-
gmo para ot parios do norte, levando desla pro-
vincia ns pas-agerros, M noel Jote de Soaxa Car.
aaeiro. Luiz Joao IJeau. Jote Joaqun) de Meada
nb.i, Ignacio Manuel .le Lemos e I sobrinlao.

O lllm. Sr. conladnr;.da Ihesouraria provincia
servin.ln ne iotpeclor da mesma thesoararia, em
cniipriuienln da resolorAo da junta da lateada man-
da fazer publico que a obra do d7" lauro da estrada
iljti da as-
(emblan. 10, prrmeii-c andar.
Ilavendo-se salvado do nanfragio do vapor Mr-
quez de Oliinla, nana porrao de cera de carnauba a
granel, e nao se saliendo > uncni perleaace por nio
exislirera envoltorios, ptde-seau tenhores que rere-
licraui carnauba pelo mesmo vapor, queiram compa-
recer nu eacriptoro da companhia pira divulo da-
quelle genero; idverlindn-seque o prazo he de boje
ib ate 2H du corrale mez. depois do que sera ven-
dida para do producto dedu/.r-se as despezai com o
salvamento.
Cu
nipanliia dearltccs,
-. ..<. rw que aura ao zi lauco 01 es rada 1 mf-nu .,i ,u ,.. i
da Victoria, vai novamenle a prata aao dia :l de ,i",. iri 1. I rancho de suas praeas
juila., nrux...... vndouro.pel.. p.ern de I.S:!l()-Mi!s r, ,![;" Ie '""'" 1 lem Je correr do 1.- de julho
I-: par. co.t.r .o ...a.idou aduar u presente pu- U-L^'' '.'.,, r0r,e""' L"" "S VV """""-
blirar (,elu D.aiiu.n ,. c-"u '"oa lo. assucar romenn rehilado, pues de
prsenle e
2Hi> i
288500
Iti-sOOO
1I1NMHI
0-IMMI
28000
25 1?XtiO
ALFANOEtiA.
Rendimentr do dia I a 23, .
dem do da 25, .....
:i78:5098*38
I6:128|356
S34:637#79i
Detcarream lm/e -Jti de jnnko.
Barca franreza(instarenaercadorias.
i I late brasileroturaracueros do paz.
IMPORTACAO.
Ilial nacional Aurora aviada do Ararat-,. ron-
signado a Marlins & ImtaOt, in.inifeslou o seguin-
tc :
paroles calcado, 2\\ molaos com .i7
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco do de juilau de I856.0serrelariu,
A. F. d'Aiiiiunciaeao.
O lllm. Sr. contador da Ihesouraria provincial
servanlo de inspector da mesma Iheaooraiia, e.n
cumpriment.! da resolurao da junta da fazend. man-
da fazer publico que no dia .1 de julho prximo vin-
dnuru. vai novamenle a prara para ser arrematado
a quem per menos lize, !.., |.-)0 iaoru lU e}_
Irada do sul, avallada em 12:3208.
E para constar se mandn allixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 80 dejunho de 1856.0 secretario,
4 -V. F. d'Aoiiuuciaco.
O Ulan. Sr. contador da Ihesouraria" provin-
cial tervin-M de aia'peclor da meima ihesourtaria.
em virlude da resolurao da junta da fazeaada, anan-
da fazer publico que no dia 11 de julho prximo viu-
douro, vai novamenle a prara par ser arrematado
a quem por menos lizcr a obra do calramenlo da
primeira parle do primeiro lauro da estrada de Pao
d Albo, avallada can 27:9408.
E para constar se mauduu allixar u prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da llijtonraria provincial de Peruam-
buco 80 de jambo de 1856.O secretario,
A. F. d'Aainuncacao.
O Ulan. Sr. contador da Ihesouraria provincial
scrvindo de inspector da mesma Ihesouraria, em
virlude da retolueo da junia da fazende manda fa-
zer publico, que as obras do lineo da estrada entre
a culada de Cuianua e a punle de Boiary, vAo no-
vamenle a prara pelo preeo de IddlOJ.
E para coaasiar se mandn allixar o pre.-eate e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco dO de juilio de 1856.O tecretario,
A. F. d'Annnnciacao,
p
aranleiga ingina, arroz de
. -erra, feijao prelo, liaca-
in-o, rarinha da Ierra, loirnho de Lb
de Lisboa, vinagre de Lisboa, lento
(i unes. ditOl de } olira
vapor, carne verde, d'ila
oa, azeile
i em achat:
dejaneiro do crrante, para aaiecucflo do raotmo
arligo, espira no da 23 de julio
lodo aquel e a quem
O fiscaes das qualrn rcguezia desla cidade do Re-
cife, etc., etc.
razemcouslara quem prrlcnrer, ni. qualrn fre-
guezaas dcla cidade, nao a dispusiean do artigo
sen lo lodo, esles gneros de boa qualidade c sadios,
.levcndo presentar quem .> quizer conlralar suas
propostas no da 2H do crreme as II horas da ma-
nhaa na secrelaria da respectiva companhia. Ouar-
lel da companhia de arlilices no arsenal de guerra
em 2.1 de juaiho de 1856.Trajino Alipio de Carva-
Iho Meudoni.-a.
leudo o companhia bia de cavallaria de con-
lralar por um anno para o arnecimenl o da cavalhada
sendo de primeira oaalidaie,] capim, milho, mel
o agua: as pessoas, que lie convier remellara suas
propotlat em carias fechadis na secretara da mesma
ate o da 2H do eorrente.
Recife d.-> dejunho de 1836.Leopoldo Ausaslo i
Icrreira, capalao.
A adminialracgo geni .ks Nlabelecimentoa de i
earldade manda fazer publ co, que us dias 19, 21 e
db du corrale, pelas i horas da lardo, na sala das
suassessoes, irAoa praea, a quena mais der, as ren-
das das casas abaixo declaradas, pelo lempo de um
anno, acontar du I.- ,te julho do crreme anno a .10
de juaaho de prximo futuro.
Bairro do Recife.
Ra da Cruz ti. l, Cordenii 9. Seuzala Nova 25,
26 c .10, Lapa ... Pilar 93, 95 c -J7.
Bairro de Santo Antonio.
Ra do Collegn n. Is, D.reata 3, 5, 7 e 123, tra-
vessa du Carcereiro II, I a 17, ra da Roda ::i,
Santa Cecilia Iti, e Padre Floriano 13.
(Is pretendemos cumparcram nos dase hurasde-
suiado., acompanhadosdetent liadores, ou munidos
da. competentes naneas. Adverle-te, porem, aos >-
quilnaiis que nan esl .ereaaa e.n dia, que aaao serAo
recelados ,,s seus laucos, sem que eslean) quites.
Administrado geral dea cslalieleciaaiciilo, de can-
da.le II .le juubo de I85C.O escrivAo,
,,ii. Antonia Jote Oomea do Crrelo.
O lllm. Sr. regedor do ('.vmnasln manda con-
vidar aos alumnos miemos, laieio-pcnsiimslas e ex-
lernos, para entraren! rom o quarlel que (em de
Correr do !. de julho prximo aindouru-
Para o arsenal de guerra.
Papel elmaco grave, resmas, it); dilu dilu da li
nho superior, resmas 30 ; peinas de naneo superio-
res, 300 ; lipis linos, dexiea 6 ; obreras, maros
onirinas da l. e 2." elatae.
Taboas de stsoalno, de lauro, dutias do ; lima*
raucas inangiiias de tola polegadas, duiiat ; ditas
ditas -le 5 ditas, .lilas i ; .lilas ditas de i ditas, di-
tas d ; seriles de lite, doxia 1.
Oflicinas '^ 'i.> classe.
Lene.ies de fero cuan 22 labrar, de peso cada um,
; ditos de dilu cun 10 a 50 libras de pesu cada
um, 2 ; aro rundido oilava.lu de I polegada, libras
K ; dito dito quadrado de
liras 8.
Ollicnas Cobre vellao, arrobas Id.
Ollicnas de ti.a classe.
Un ni da Russa para mochilas, varas 1,750.
Ouem quizer vender esles ohjeclos, apresciale as
suas propotlat em caria fechada, na secretaria do
eoiisclbo, as 10 horas do dia d? .lo eorrente mez de
juubo.
Secretaria do cousellio administrativo, para for-
necimento du arseual de guerra, di de junliu de
1856.
Antonio (jomes Leal,
lencnte-cornnel presidente aalcruio.
Bernardo Pereira do Car.no Jnior,
Vogal e secretario.
v? GO.Ns.hLHO AUMINIS1KATIVO.
tnspeclor da altandega o admnistnidor
lo comulado geral tiesta provincia, de
cerca de (00(1 meiot tle sola salvados do
mesmo vapor; sabbado s do eorrente,
ao meio-dia, no armazem do Sr. (atierra,
deronte do trapiclie doalgodo.
a4g^euo4. de leudes, na rita
i aladro (h; !) o n
32, d- ieir i da -iva.
Sextafeira. 21 do crrenle, as 10 horas da ma-
ntilla, -oran arrematados mullos ohjertns, mnbilias,
pialaos, e muilas e diversas obras de uuro, relugios e
correales, e ludo mais que eslver palale, e aera
vendido a ronlenlo dos freguezes.
W^& &it>t&0$.
'ji O conseiho admiaittralivo precisa con- ?
;. l'elar o fbruedmenlo dos gneros segua- z'\
;.U le' l'ara rancho da companhia dos apreu- S
lizes menores e Africanos livres era serv- SP
fu du arsenal .le guerra, .luanle os mezes *';
de iuIIio o agosto prximos viuduuros.
Assucar soineiaus relii.ado.
(.a fu. muidu.
Cha hvsun.
Pao de i uncas.
-M.inleaga ngleza.
Arroz pilado.
Bacalh.
Carne ... ca.
Hila verde.
c'arii'iia de mandioca.
Keijau.
Toucnhu de Santos.
Ilutadlas.
Azeilo dece.
Vinagre.
Leuia.
Qnem quizer conlralar esles objecln- '-
.vetete as suas pmpo.las em .arla fecha- ^'
JJ da, acompaaahadasdas amostras, na serreta- Si*
yj ria do conseiho, as 10 horas do da 27 do 3
Ja eorrente mez. ^
_.. Secrelaria do conseiho adiinnislrativo 9
9P lle janho de 1856.atante (lomes /.ral, f
.'i tenente-coronel presidente interino.lier- .''?
S nardo Pereira do (armo Jnior, vogal e '.-
(MREIO .ERAL.
A adtriiiiistiacao engaja liomcns C.tni-
nlieirosa l.sOOOts. diarios.


' s ap*"
f
Q
S8


vi $rlrimi>$.
prusiniu futuro.
lor ventura tocar o ditposto no I
artigo uan tiver ale aquella dala Cumprido, tica, por
eopseqoencU.sojeilo a mulla de lltMioo rs. c-tabele- I
cida.
Pcsluras addicioniea de dO ilemovembro de 1855.
.< Art. 2. Os proprielarioi de Ierras devolulas
dentro da cidade, ou mu provimo della, ser.io obri-
gados ale-las muradas, e res seus suburbios s;io
ohrigados, pelo menos, a cerca-las : iiifracloret
deste artigo sollrcr io a inulta de 1108000 re.
r. | r ,i
Directo ria gerai da M.>tru-
<;au {lublicri.
Pela respectiva secretaria se faz publico, para co-
nheeimento daquellcs a quem coaavier e inlerestar,
que pelo conseiho diredor em sessau de dti do mez
anle.edenle, com approvario do Ksm. Si. cunte
liieiru presdanle .la provincia, foi marcad., u prazo
de ten mezes, que principia a correr da data deste,
a... srs. prolessoret c prereasoras, directores e direc-
tora de collegioa parlaculare de ensi
A o Rio de
Janeiro.
Nestes 8 dias deve se-
fjuir o brifiie nacionhl
MARA LUZIA, capitao
Joao da Silva Mot'acs, |o-
de receber mercadorias
estrangeias, miudezsse escravos afrete,
pai a os quaesdn' as melhores .iccommoda-
r-'i! s e tratamento: trata-se com .Antonio
de Almeida Gomes, na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Real coi ipil Iiiatie [>aqne-
\ s :!iez:'.- va)Or.
Espera-seal
o lim .leste mez
um dos vapo-
res desta com-
panhia rindo
da Europa, o
qual depois da
demora do'cos-
tume seguir
para o sul: para p.iss.;ciro*. etc.. Irata-ae com
oa agentes Adamson llowie & C, roa do Trapiche
Novo n. id.
Para o Aracaly segu o hiato ..Dovidoso, qocan
quizer carregar dirija-se a Marlins & Irmao, ra
da Madre de Dos n. 2-
Para o Kio lran.lc do Snl
O l.iale nacional Tigre por ter prompto parle
do seu rarregamente. lem anda lugar para dOO ou
HIJO barricas : trata-se com V. A. de Souza Carva-
Ihu, uu com o capitao na praeo do Commercio.
l'ara Lisboa
A barca .. Ligeira at o dia 15 dcjulho poa ler
prompto iiiaior parl do sen carregamenlo : para o
resto c p.issageiros tratase cum V. A. de Souza Car-
valho, ou cum o capillo na praea du Commercio.
PAKA O KIO DE JANEIRO.
Segu cuan brvidade o brlgoe nacional ..Elvira,n
ja tem parle do seu carregamenlo prompto, para o
resto, pasasgeiros, c escravus, para o que lem encl-
lenles cuiiimodns ; trata-se com o coa.sigaaatario, Jos
Joaquim Dias Fernanda.
Para o Ceara com escata pelo Kio Grande do
Norte sahe em poneos dias, poi ler n seu carrega-
laaealo quasi completo, o pilhabote aaacional i.Aaage-
licao mestre e pralico Jos Joaquim Alves da Silva,
para o retante da carga e passegeiros trala-sc con
.eu ronsignalariii Luiz Josa? de Si Araujo, ra do
lirum n. 22 ou com o mesmu mestre.
Rio de Janeiro.
O patacho oThereza I, de que he capitn Jos Ig-
nacio .-nirnla, vai seguir viagem paro o Kio de Ja-
neiro rom brevidada, por ter grande parle do seu
carregamenlo engajado: queaaa aao mesmo quizer car-
regar, dir:ja-se ao escriplorin de Billar Ov Olivcira,
na ra da Cadeia do Kecife n. Id.
Para
;
Baha
ciinipi-miciiio da oc-
DeVendo em
dem do tribunal do tlics'otno nacional, de
i de Janeiro do concille anno, sabir da
cnctilacao as notas de o.v. de seeunda es-
conatanlea do escripia que se aeha em pdenlo por- l'ulUu SUDStUldaS por olas dos
' mesmos on de menores valores, da caixa
O Dr. Joaquim Kranci.co Duarle, toppllente doi.ii-
zo de arpliaot e aaaantea, aeela cidade do Kecife
:e 1 ernambucu e seu termo, por S. M. I e ('
que Dos guarde ele.
Kaeu saber
lindo., us dias da le.
. por-
hcrancii
segu com umita brvidade o veleiro paladn brati-
learo Esperance* por ter ja prompto melado do seu
carregamento ; para o resto n passageiroa, para os
quaes lean ei.elleaales cominndos, Iral.i-se rom o
seu coiasigiiatarin Antonio Luiz de Olivcira Azevedo,
ra da Cruz n. 1. .
o brigue nacional (alaria Lorias, para a sua
Viagem ao Kio de Janeiro, precisa da i iiurinhcirns
brasileiros, a quem SO pagara' com vanlagein : a
tratar cum o capitn nu rnm Antonio de Almeida
Comes na ra dn Trapiche ai. Iti, segundo andar.
Para Lisboa mpreterivetmante no dia I de ju-
lho o brigue portuguez Viajante ; quem no laicsauo
quizer ir de passagem, para u que oflerece as me-
Ihures arcnnindacoes e tratamcaato, dinja-sc aos coai-
sigiaalarios, T, d'Aqaino innsera & l-'ilh.i uu ao
Capillo o Sr. Manuel dos Santos, na tirara.
tdfttt.
tear.i desle juizo, cojoa bens perleiicnn
do hilado Constan,,. Cimocuiui, e v.l.-. a praea a r-
querimentu do evequenle Dr. Jle Biplisti Casa-
nova. '
h para que cheaue ao conherimenio de lodos,
mandei pastar o pre-cnle que sera ahitado no logar
do costuuae.
Kecife II dejunho deis:,ti. Eu l'.aldino Teanis-
tocles t.abral de Vasconcellos o tnbscrevi.
lotii/nim Francisco Duarte.
Osbscaes das qualro freguezias desla cidade ele. de
lial do Banco do
n.sia provincia o I
Brasil, establecida
m. Sr. inspector da
Ihesouraria de Fazenda desla provincia,
inunda convidar ospossuidores dss ditas
notas de oOjfOOO, para as apresentarem
na mesma tliesouraria, alim de serem
trocadas dentro do prazo de oilo mezes, a
Tcndo conliniiadu o aiiuso da falla .ie'rin,riinVn- COntar do I lo it posinras miiiiiripaes rrtneclivaa. aoer da nar. I K tvmvaltuv i i .-- P'csepe, I gamio, qoadros, easseeoiule
le do, dono, das coclaeiras e cavallaai.'? qa.cr'd's O SegUtnte anno de I ft.i ; colheres. girfos. f.cia, espivilador nm b,,
boleearos, e rnanprindo Mmo he de notso rigoroso 'j''1'1'11'""!'' ao inesmo lempo que, lili- '' "aistanar.! tabaco, dcrucilivos e dI salvas
dever, execol.r e bter execular Indas as pesiaras,
chamamos anida por esla vez.a alien-.iu dos senhores
.tunos de cocheras, eavall.iriea, e bnlodr.is para as
disposaeues do artigo d.- da poslnra addiei.mal de 7
de agnslnde 1855 o artigos H.-
esse
10
sinlre fu> o disconto
do sen valor em cada
, parot.-s calcado, dll molaos rom .-.7.. esleirs. 71 ., ".-,,. "fj" ','." 1r"*os 3-- '' 5/ 7.- S.-!l 11
cnivas vel.s de carnauba, I barrica cera amarella I i ,',!,-'- ISlljl posturas de di dajnlho tainheiu*
dala peixe, I dila carne, 50 co.iros salgados, 9,965 ,' '"s.....wni '"' lagos .">.- e (i.- ilore-
eourinbos em molhos e avulaoa ; a ordem. j gulamento polinal de d de agosto prximo passa.li>,
lirigue e.ruiaa aaacional.. Laura, o vindu do Ma-
ralo, consignado a .lose aplisla da I-'uncera J-
nior, manifesluii o seuuiaale :
I caitolinho lilas de vellido do algod.lo ; a Mano,
el J. R. e Silva.
le cairo : a Kovaea cv Compa-
dt) peis de rabo
libia.
lilis meio. de snla, l.ltidsaccos arros
CONSULADO liBRAL.
Kendamento da da I a dll .
dem do dia -J'i ..... .
a ordem.
que Iratapi das libres e ardainenlos dus respeeti-
vos Imleeiros; vitlo oomo, obtcrva-ie trae mo n-
dam devidamcnte fardados, pelo que diepostea co-
mo nos adiamos ao bel eiimprimenli. de cmelhanles
disposiroes, anda por esla vez lazemoso prsenle a-
visn, rertos os nfractoret de que serlo punidos com
a mulla, e mais penas decrela las mis artigo! 17 e
18 das citadas posturas de di de jullio de 1855.
E para que rstim cunsie man.lanos ||
UIVEKSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 23..... 35W745
dem do di 99........ 226>50B
senlc em que nos attignamos
de mam de 1836.
Us liscaes.Manoel Joaqoi
:296a990 -'l:acio, Ji's<;, ''."".-.Manuel
.....o.jjii |,,1,U_J0H0 Jo>e jc j|0,ae,t
111:1'ilttititi
2:1453121
lavrar o pre-
Cidade do Recife lio
n da Silva Riheiro.
Ignacio de Oliveira
dlSlyd-ill
tottl*tae$td.
Tendo da ser vendida, era hasta publica na
prazo.
por cento
""'' fe demora na aprescntacfto, na for-
ma da lei de o de outubro de 18.13, ate
licirem sem valor algtnn. Secretaria da
tliesouraria.de taxenda de Pernambuco,
lo junho de I85G.oolUcial-maior,
Emilio Xavier Sol.teira de Mello.
o balalhao de infantaria n. lo .le l. linha,
Icudu de conlralar o fnniecimcnto .le primeira gua-
lda e para o raiirhn das praeas do balalhao, a con-
tar lia I.- de julho a 30 de selembro foloro, convida
os licilmies a dirigirem son propoalai a secretaria
d-i bal illnlo ate o dia 29 do eorrente, pois que as 10
horas do da ItO | ellas de s-rem aberlas pelo rou-
Iho : us -eneros ao, pitea de ti e l oncas, assucar,
rale, carne verde, dita secca, bacall.a'n. louciohn,
azeile dore, vinagre, eijo. arroz, rarinha da man-
dioca, sal e leuha. (luarlel ua cidade do Recife em
lernambuco 1 de jnnlio de IH.M1.liuilherme dos
Sanios Sazes f.adel, alferes secrelario.
CONSELHO AIIMI.MSTRATIVO.
p conseiho adminislralivo lena de comprar o e-
gutnle: '
O agente Oliveira far leilo de pore.lo de lll0.
hilaa e ni.ras de pra(a, canaiatindo em sof, cadeiras
consolos c..... pe.lra, aatos de laiadeira. bancas de jo-
go, I pian.. hanquinhdS para senhura, dilas coan et-
pelho, aparador, commooas, lavatorio., mio-quezas.
cadeiras ilallauat,lanlernas, lustro nova debronze,
candieirns .le globo, candelabro, t ptima cama de
Ierro, dita para menino, machinas para fazer cafe,
louca, garrotas ecopos para viobo, Irem de Cnzinha,
I rica hacia e jarro de prala, I faquein. dito, a ou-
lros mullos objecloi ; 2 nioleques pecas, relogios e
correles de uuro, etc. ; e na mesma OCCBsiSo se
vender, a requeriincnlo do lllm. Sr. cnsul de S.
M. F. com aulorisacSo do lllm. Sr. Ilr. juiz dos aai-
senlcs, os tegoinle objecin pertencenlea a masta do
nado Fr. Luiz da I inmaculada Cineeieilo Lima, ij
I gamao. quadrus, eastagoinles pralasT
tndejinlia,
pequeas:
quinln-feira dti du eorrente, es |o horas d.....inhaa,
no escrlplorio do referido agente, ra do Cadeia do
Recife.
o agente llorja lr.i leiblo em -eu armazem na
ra alo Collagio n. 15, de um grande e vanado sor-
limenlo de obras de mariinrna novas e usadas, una
grande qoanlldade de objeeti s de aura inodernissi-
mu., diversos relogios para algibcira, um dilo minio
rico de pai ..le. lindos vasos de porcelana e enfeilcs
! para cima de mesa, lanlernas, candelabros, appare-
Ibo de louea e vidro. de diversas qualidades, nina
rana eoin um bello sorlimcnlo de Calungas, ulna
pon; a. de chicotes para carro, qualro calvas com
conservas de carne e de inicias, um oplimo cahriolel
novo, doot carros de i rodas evccllcntes, e nulros
maiitos ohjecliis etc., que se acharan expostos nu rc-
feridn armazem, os quaes se entregarse pelo manir
proco offerecido: aexla-feira 27 do coarcaale, as 11
horas da manhaa.
ara letlao, por
do vapor HR-
O agente Itolicrls
ordem do commandantc
QEZ DE OLINA naufragado na cosa
de (ioianna, e por conla eriscode nuiem
pe temer, cotn lieenea dos lllms. Sis.
Na rita doUosarioestreita n. l, sobra?
do.ha para vender I mulatinho de 0anuos,
peca rica, bella gura, muilo esperto e
sem vicio de qualidade alguma, serve pa-
ra tndo que se Ihe tjtieira ensinar.
Pedc-se ao senhor Uiesooreiro das lolerias,
que porequidade faca exlrahir os nmeros e premios
das um.u,a-, em oulras urnas, que n.lu seje as cascas
de nozas pern.illa-me a comparaeilo que de pre-
sente tervem, Visto que com eslas 5flo muilo mal me-
rhialas aa sones, e aiuda peior os nmeros ; espera-
mos que SS. sa nao alegue a este tao justo como
rasoavcl pedido ; lauto mais porque nos consla qaae
SS. ja lem, ha muilo, cxcelleutes urnas, que as
inan Inu vir do Rio.
I'recisa-se de urna ama para rasa de pouca fa-
milia ; na ra da Senzala Velha, n. !0, r.mci-
ro andar.
I'recisa-se de urna ama secca para lodo o ser-
vico de una casa de familia de dnat pessoas. na ra
da Cruz du Recife. n. i'J, armazem de fazenda..
Oll'erece-se urna ama aecca para cosa de pouca
rannlia, prefere-sc ser para cnznihar uu para engom-
anar. uu para balar de menino. : ra das Cruzes,
n. 18.
O abaixo assignado escrivo da ir-
mandade do Senhor Itom-Jestts das Do-
res em San-Goncaio, por jdclerminacao
da mesa regedor a, convida a lodos os
setts nimios a coinparecerem no consis-
torio da nossa igreja, no da '2\) do eor-
rente, pelas!) horas da manha, para o
lim de reunidos etn mesa geral, Iratarem
de approvar o novo com|roiiiisso. Con-
sistorio em mesa 23 de juilio de I8.")f.
Candido de Sott/.a Miranda Couto, es-
crivao.
O Sr. Ilenrique Carlos da Costa nao
se pode retirar tem que primeiro salde
sitas constas com Antonio Jacinllio Pa-
checo, caiveiro do Sr. Manoel Jos Fer-
retra Gusmao.Antonio Jacintho Pa-
checo.
Precisa-se para tim estrangeiro um
sitio pequeo perto da praea ou urna casa
terrea com quintal e cacimba na fregue-
zia da Boa-Vista : a tratar na rita do Tor-
res n. 58, segundo andar.
Precisa-se de urna ama de leite:
quem estiver as circumstancias dirija-se
a ra do Queimadp casa n. segundo
andar; paga-se e trata-se muito bem.
O advogado Souza Reis tem o seu scriptorio
no primeiro audar da casa u. 15 na roa do Collcgio,
onde pude ser procurad., a qualquer hora do dia.
O cirurgilo Francisco Marciano de Arauio
Lima reside na na da Cloria n. "I, e pude ser oro-
corada a qualquer llora.
Prccisa-.e alagar urna prela que saiba cugom-
mar, eosaboar e cozinhar o diario de uan casa : a
tratar ua ra larga do Rosario n. 32, on annunde.
Magnifica cusa a' vender,
lle a da praea da Boa-Vista, do fallecido N. (a-
daoll: os prelen.lenles fallem ao consol francez, ou
a Mr. Delouehe, na ra Nova.
Aos devedores de N. Gadault.
De novo te Ibes avi-a que veubam pagar seus d-
bitos na loja da rui Nova, alim de evitarem a publi-
eaeaortcaeus ,,.,.- por este ..Diario, visto qoe
lendo-se de fazer n. partillut das divida., ie ha de
publicar com eapecifiracSo de nymes c quanlias dos
devedores adistrabuico respectiva cnlrc us herdei-
ros. lie aviso pa.-a que se nao ehamcm a engao,
lauto mais quanlu silo dbitos ridiculos e de muilo
ampo.
AniKSsaciores.
Precisa-se de doot nmasaadoret, que caatend.im
bem do servieo pertencente a sua arle, pagase betu-
na padaria da ra Imperial defroiile da fabrica de
sabio n. 173.
A pessoa que annnncion querer bypalheer
uaaaaescaava por 2tjO9000 driii-sa a ru da Guia
u. 10.
No aterro da Boi-Visla n. 72 A se dir quem
Venda nana urna nova para deposito de ossos. e por
preeo comino : na anesma precisa-se alugar orna ca-
sa i.'uaaaa das ras da fregoezia da lioo-VUla, cujo
alugel iiIj exceda de I69OOO.
Rugase ao Sr. Jos Mara de Caivallao J-
nior o favor de comparecer no armazem do Sr. lo-
reir na ra eslreila do Rotarlo n. II 1 negocio que
Ihe diz respeilo.
Oflorece-se um inoro brasileiro para caixeiro
le balcla ou de roa rom batlanlet pratien de qual-
quer negocio, acba-se nrr.nnaJo em urna labenaa
na ra de Sanio Amaro 11. H ; quem pretender an-
niuicie ou diatija-se a dita laberua.
I'erdcu-se de l'nra de Portas ao becco Largo do
Recife, um siuete e urna chave de relogio ludo de
onio, o sincle he um carnciriuhn aobra'uiM corna-
lina : a pessoa que arhou i|.iereado resliluar, darl-
j.i-se ao paleo du Pillar 11. Id que se gratificara.
LOTERA da provincia.
Aos 5:000.,- e 2:000s000
Sabbado, 28 do eorrente, andam as
rodas da primeira parte da primeira lo-
teria do Senhor Bom Jesus da Via-Sacra,
ainda restam alguns bilhetes, meios e
tjuartos, rubricados pelo abai\o assigna-
do, aospreros abai\o declarados, as lo-
jas da piara da Independencia ns.13,
1") e iO, travessa do Queimado n. ",!) A,
rita estreita' do Rosario n. 50, ra do l.i-
mamento n. .li, largo do Terco n. 18 e
aterro da Boa-Vista ns. 58 e Vi, sendo
que, os que obtiverem soites grandes, o
possutdor recebera' nSn s o seu premio
na forma da le, mas tambem os oito por
cento.
Bilhete inteiro .Js80 recebe 5:000.s(K)
Meio bilhete .000 2:500jOOO
Quarto IS500 l:250s()00
O cautelista,
A. .1. L de Souza Jnior.
:;?;h;m;-3i* -::* oo&o&%%
'3 No engenho San-Joan de Itamaraca, dis-
5j lale desta praea selle leguas, precisa-se f
ft '-T habilitado, dirija-se a ra da Aurora n.
'..': ''- rr'mciro andar, sobrado que faz quina fjfy
g com u aterro da Boa-Visla.
1'recisS-se alugar urna ama de leite : na Mea
da IndepciiJencia n. 36 e 118.
I'recisa-se de dOtlsUOOa premio por lempo du
um anuo, com h.vpotheca em nma bonita escrava e
dous lindos mulalinhos lillios da mesma : quem Ihe
convier esle negocio nnunce a sua morada para
ser procurarlo com a inaior brvidade possivel.
I'recisa-se de d oilicies de charuleiro, que fa-
ram OO charolo por dia : na ra da Senzala Velha
o. 22, primeiro andar.
Na ra Nova n. 118, loja de funileiro, se dir.a
quem precisa de um bum caixeiru, que tenha pralica
de escripia.
Companhia da
estrada de ferro
TRANS EHENCIAS.
Oj senhores accionistas qn> quizerem transferir
suas arenes, deverae dirigir-se au escriptorio da com-
panhia, para o lim de ublerera o exemplar da forma
adoptada para as Iransferencias, a pagaren) ui emo-
lumentos respectivo na importancia de lsldO. E na
mesmo escriptorio, ra du Crespo n. d, em lodos os
das uteisdas 10 horas da manhaa as 2 da tarde, po-
daran obter do Sr. mejor Vcreker, thesoureiro da
companhia, todos os esclarecimenlos dequenecessi-
tarem relativamente aos negocius da sobrdala com-
paa. Hecie -JO de juuho de 1856. Por ordem
do Sr. major Ihesoureiro, |
Joaquim Marinan Cavalcanli de Albuquerque.
Companhia da
estrada de ferro
Pelu prsenle se communica aos senhores accio-
nistas da Companhia da Estrada de Ferro, qoe por
occaslo de receherem suas acres deverAo apresen-
lar-se por si ou por seus bastantes procuradores,
para o lim do se assignarem no competente livro da
insrripean, de accordo com os pedidos que lizeram
das acres. Recife 90 de juana de 186. Por or-
dem da tirectur.a, S. I'. Vcreker, thesoureiro.
Precisa -se de una boa lavadeira de harella,
dando cnnhecimenlo de sua eapacidade : na ra D-
reila o. lio.
0_ juiz de paz do primeiro dislriclo da I regu-
(lado Santissimo Sacramenlf de Sanio Antonio des-
la .idade, torna a faze. scienle a quem iuleressar,
quo as audieaacias do mesmo juizo conlunam a ser
as tercas e sestas-feiras, as 2 horas da larde, c na
sala cas audiencias dos senhores juizes do civel, or-
pliilos e commercio, sendo a primeira no dia 21 do
eorrente mez.
Deaappareceu do qu.nlal do aterro da Boa-Vis-
ta n. 37, urna vacca com una cria femea, sendo a
v.ieca amarella escura, e a cria amarella lavrada de
brinco, custuanava ir paslar nos Coelhos : quem a
pegar, di.ija-sc ao pri ifeiru andar, ou a cocheira da
mesma casa, que ser recompensado.
Anda se precisa de um amassador e forneiru,
que emenda bean dos puntos de massas para urna pe-
quea padaria nos arrabalJes desla praea : quem
quizer falle na laberua da ra larga do Rosariu
11. (i.
Precisa-se de um criado, que seja fiel, para
certos serviros que se dir a qoem pretender : ua
ra Augusta n. II.
I'reci.-a-o de urna mullier para o servieo de
COIinha : quem pretender dinja-se a ra Augusta
Precisa se de urna ama de Icile : quem esliver
no caso de criar, pode dirigir-se a roa da Trempe n.
II, casa do Sr. Antonio Prea l-erreira, aoude morou
o Sr. I.uiz Jos da Costa Aiuorim
Aluga-so o terceiro andar do sobra-
do n. 29 da rita doAmorim, muito fres-
co e pora|nea;o muito commodG: tra-
ta-se na rita Helia n. 5.
lili 11
(UilE
DE liElTURA
lirn
a
Por ordem do lllm. Sr. presidente do conseiho de-
liberativo, cunvuca-sa o aaaesa.io conseiho para una
teasSo eslraordinaria nu .lia 29do eorrente, pelas li>
horas da manhaa. Recife 2'. de junhj de I8JC.M
I', de Souza Barbosa, I.- secretario do cousellm
RECOMPENSA.
Acha-sc fgida desde o dia I.- rio eorrente a escra-
va llosa, crioula. de di e tintos annos, pouco mais; v
nu menos, rosto largo, nariz chalo, hocca grande "c,,,l**ie
denles largas, ps grandes e mall'eilns,
t'elicidadc Hara Pereira retira-se para u
Porto um tiln menor, a Iralar de tua saode.
C. J. Astlev vai aos porlos do Sul, .e ficam co-
mo procuradores em suv ausencia era primeiro lo-
gar J. [". C. kladl em segundo R. Krucbueberg.
Jos Alves da Silva Reg vende a sua laberua,
sala na ra estreita do Rosario, n. 10, ao Sr. Jos
da Silva Santos, livre e desembarazada de qualquer
oaaus, dos quaes lica o vendedor obrigado pelo que a
mesma taberna dever ale esta data. Recife, dlt da
junho du IHti.
Nu dia 21 do.correnle, as II horas, na sala das
audiencias, e linda a du lllm. Sr. Ilr. juiz de or-
nli.i is, so ha de arrematar por venda o sobrado da
dous andares silo na esquina da ra do Codorniz a.
10 avallada por ll-.fjflOJ, a qual vai a praei a reque-
rnueniu dus herdeiros da liuada II. Clara Mara do
i premiu de um por centu ao mez. con
! raima .
mente,
suflicieule ca-
ima em bem, de raz, recbela lo n premio meosal-
.5
i
I
guiar, ssas i,ro. ; leven algn. roapto'^cwS' ~ A *"" """ tor ***
e le laa, o he Batnral que nude eola eH -s ; m| oos-
sido cnrnii.r.....a no.le .-m dive rj" '^rt'" 'm "!' "P*jl .imo.Usado conforma se conven-
,a a frequeolar reonie. de prete. eo^io ,iIV, r- '" '"'' ":,l,e"",Ju "U1! ,nurada' '" "'"
,. t-'jiiiu .iir.1/. ao .lo corrsiu. rain a suhsrnnl'i V *S I
Carinu.elc. : roga->e a. autoridades polieiaes e aos I a aanscnpta a v. >. I.
capilet de campo que a apprehendam e levem a ra
das CroMS ii. 22, segundo andar, que sern recom-
pensad,^, e prolesta-se conforme a lei coutra quem a
itver acoutada.
Arrenda-se o sitio denominado Chacn no lu-
gar da estrada do Cordeir... junio ao Poco da Panal-
la, e ua beira do Rio Capibaribe, coai urna casa
grande, una seuzala romposla de 11 c.isinhas. estri-
bara para cavallo., le ron suiliciente para dO var-
eas de leite uu para planta de capim, achaudo-se
parle do mesmo terreno ja plantado, onte forma nma
grande baila : qnem preleaader, dirjate a ra da
Concordia, no segundo andar do soleado que lira
coWmnle ao le'.heiro do porlo velha das canoas.
Ilesappareceu no dia di, pelas horas da lar-
de, um escravo crioolo por nomo Clemente, com ida-
de, pnuco mais ou meilo. de 22 annos. levando caira
e camisa prela c chapeo de palha. cosliima .a embriia-
gar-se. altura regular, rosto grosso. quando se Ihc
pergunla alguma cousa responde semprc de vista
lineada no chao, falla gmssa : porUnlo roga se as
autoridades polieiaes e capataes de campo que o aai-
prehen Inm e levem a sen seailmr, na ra larga do
Rosario, bolequim n. 27, que sardo
generosamente.
.^
recompensados
Precisa-te de nma ama forra, de boa conducta
que. enlenda de roziaal.a, para .-asa de pequea rami-
lla : a tratar na rua de Apollo n. 19, terceiro andar.
Precisa-se de olliciaes de alfaiale : na rua Nova
n. IS
Ouem precisar de una ama para o servieo iu-
lerno de orna casa de bomem snlteiro ou pouca fa-
'..... menos nariengommtdo. a qual aHauea ana
boa conduela, dirjate ao pateo do Terco n. It).
D-s. aociedade em nan das melhores'tabotnti
em Para .: Portas n. 92, a urna pe.soa que quetra
entrar com algnns fondos para a mema e estar ao
balean.
Johnifillioll, -ocio gerente da casa eommercial
nesla cidade de James Uablree ,\ Companhia. reti-
ra-se para a cidade d.i Babia, a derl.ua a quem con-
vier, que en. sua ausencia ir.im n mesma casa pro-
curadores competentemente habilitados para conti-
nuaren] no syro, e todas as mait transacces da re-
lenda casa.
Na rua do Queimado u. M, deseja-se fallar
eornoSr. Joaquim Bernardo de Meiidone. a ne
gorio.
Precisa-se de um bom caiseir
n. 39, primeiro andar.
l'rancisen Jos d i Silva Ainnrim, relira-se pa-
ra i'orlugal a tratar de sua ..unir.
Alnga-se um ncellente sobrad., e tojas, com
tudas ns eoiiim h t. .le- para grande familia e evcel-
lenle quintal, com tenas aterradas para plaanlo de
H rua Nova
1 iioheoimtiii.v e o
cholera. i
nico tratamento preservativo c 1
curativo do eltolera-morbus,
& PELO DUITOR '2%
^Sabino OlegatioLudgero Pinito-
Mb Se a unda edicrao.
j A benevolencia com que foi acollada pe- W
'A lo publico primeira ediccao deste opus- (.
J culo, esgolada DO curto opaco de domine- T.
zes nos in lu.-io a reimpressao* i)9
Custo de cada exemplar......IJ000 fa
Carleira. eomplelas para o Irata-
(S| ment do citolera e de umitas ou- (S)
(M. tras molestias, a........'. 30J000 2k
W Meias carleiras..........168000 W
A Os medieamentat so os melhores possiveis.
aa Consultorio central homeopathico, roa
ROB I.AIIECIELR.
O nico antorisado por iecisao do conseiho real e
decreto imperial.
Os mdicos dosho'pilaesrecommendam o Arrobe
de l.alTecteur, como sendo u nico antorisado pele
governo, e pela real snriedade de medicina. Esle
medicamento d'uin gusto agradavel, e fcil a lomar
em s.rrelo. esi em uso na marinha real desde mais
de lo anuos; cura radicalmente em poucu tempo
Cun pone.i lespe/a, sem mercurio, as alecees da
pelle. impaigens. asconseqoencias das sarnas, ulce-
ras, e oa accidentes dos partos, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores ; cuuvm aos
ralarrlius, a beiiga, as routracees. e a fraqueza
dos urglos, procedida do abuso das injecees uu de
sondas. Como anli-svpliililiro, o arrobe cura cm
pouco lempo us lluvos recentes oa rebeldes, que vol-
veu ineetsantes em coaasequencia do emprego da
copahiba, da cobeba, on das inje.ri.es que repre-
senleiu o virus sem neiitralisa-lu. O arrobe l.al-
ferteur be especialiaaenle rcronimendado contri as
dueneas inveteradas uu rebeldes au mercurio e au
: i Inicio de potassio.Lisboa.\'ende-se na boli-
ra de Banal e de Antonio Feliciano Alves de Aze-
vedo. praea de 1). Pedro n. SH, onde acabadle ebe-
gar una Rinde poroAo de garrafas grandes e pe-
iiicnas viudas direrlamenle de l'aris. de casa do
dito BovuNiu-LallecIcur 12, rua Richeo i Paris.
Os formularios dao-se gratis em casa do agente Sil-
capim e oulras [dantas, e alm de ludo isto 2 quar- va, na praea de I). Pedro n.Sd. Porto, Joaquim
tos cm separado para feilor e escravos, hanho salga- Araujo; Babia, Lima A IranAos ; Pernambuco,
du c doce, e finalmente todas as proporroes para Soum; Rio de Janeiro. Rocha & Filiaos ; e Morei-
uma casi, silo no lugar do Arromhado n. i : quem ra, loja de drogas ; Villa Nova, Joilo Pereira ele
pretender, eulcnda-se com seu proprielario, na rua Magues Leite ; Rio Crande, Fraucisco de Paula
de Apollo, armazem o. 30. Couto & C.'

ILEGIVEL


DIARIO SE nHRMBJ QU'NT- Filll 26 H JUNHO Dr 1856
I'flo jcizo le orphos, esrrivSo Brilo, DO dia 2T
nai a prara uina rasa terrea sita no berro de Carce-
reiro n.', a requerimcnln ele Joaquim Jos fie
Sanl'Anua, testamenlciro do finado Caetauo l'ereira
X laoua.
Velo juio ile orphaos, i-cru.i.i Brilo, vilo a
prara no da 27 os bcns muveis da preta liberta l'el-
phia. a requenmeulo do lulor do menor l-'ian-
cisco Xavier de Moraes.
M*M$&$ *$
$5 O Dr. Olegario Cesar Caboss, &
^ formado em medicina pela Facul- $$
gi laile da Baliia, avisa ao respeita- @
r$g vil publico desta capital e especi- @
almcnte as pessoas pobres que $g.
A <|iii/.erem utilisar-se de sen prest i- @
JJJ. mo. que acia-se residindo no pri- -;;.
ineiro andar da casa n. S, sita na @
2 ra do Collegio, onde pode ser ^
A procturdo a qualquer hora. .'-'i
ESTRADA DE FERRO
ilo tcifeuo S. francisco.
Os directores da companhia da estrada
de Ierro ("cito a chamada da segunda prestacSo de
diias libras esterlinas sobre cada acco na
dita companhia, a qual deve ser paca ate
O dia 7 de julbo de I8.">(i: no Rio de Ja-
neiro, cm casa dosf^rs. Maua' .Me. Gre-
gOrtC.,; na Baliia, em casa dos Srs. S.
liavenport & C, e em l'ernambueo, no
cscriptorio da companhia. O accionista
(pie nao realisar o pagamento dentro do
termo indicado, poder*' perder todo di-
ix"ilo as acc/ies, sobre as quacs o dito pa-
gamento naotiver sido ellctuado, e em
todo casi tera' de pagar juros peltempo
quedecarrerciitrco dia indicado para o
(Kigamentoe a sua icalisacao. Kccife li
de inain de f 85(i.Por ordem dos direc-
ores.S. P. Vtreker, thesoureiro.
Aviso.
Sao convidados lodos os senhores dovedores i casa
lallida de Antonio Aususto de Carvalho Marinho,
que leve loja de fazendas na pracinha do Queimado
MI ndade do Recite, alim de se dirigirem ao abai-
xo assignado, no Ierro da Boa-Vista n. 11, para
aroigavelmenle saldarem mus dbitos, lo com a
niHiur presteza que Ibes for possivcl, pois promet-
le ler (oda atiendo coro os que forera mis promp-
los em seo pagamentos, em razo de estar compe-
tentemente habilitado a fazer esta liquidado.
Joaquim Jos Dias l'ereira.
Os Srs. devedo.res da casa fallida do
Sr. Joao Moreira'Lopes sao convidados a
dirigirem-se a' loja de Ha noel Jos' Lei-
le, na ra do Queimadon. 10, alim de
amiga velmente saldarem seus dbitos.
N ra da Madre de Dos n. 56 pri-
meiro andar precisa-se de boas costurei-
ras para iazercollet.es, obras de brim.
yg Deposito de vinho de chumpag- -'/-
f$ nc Cliatcau-Ayv, primeira qua- ".;
?, lidade, de propriedade do conde @J
,\i de Mreuil.rua da Cruz do Reciten. (S
Q 20: este vinho, o mellior de. toda a n
5 Champagne, vende-se a G$ cada @
5 caixa ; acha-se nicamente em ca- g&
-. sa de L. Leconte Feron & C. N. SJ
Q B.As caixas sao marcadas a ib- Q
?-5 goConde de Mareuile os rotu- S
j los -las garrafas sao azties. S
Instruc^au moral e reli-
giosa .
Este compendio de historia sagrada, que foi ap-
provadopara inslruccao primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvac,o a 1JGOO rs., passa a ser
vendido a lJOOO: na livraria ns. 6 e 8, da praca
la Independencia.
S J. JANE, DENTISTA, J
? contina a residir narualVova u. 19, priroe- #
r.i andar. *
Massa adaman-
tina.
francisco I'inlo Ozorio chumba denles rom a ver-
dadeira massa ad'.manlina e applira ventosas pela
alrarran do ar: pode sor procurado confronte ao
Rocariu de Sanio Antonio n. 2.
i.!!
DE
Jj P. Vogeley lem a honra de avisar ao respeita-
vef publico, que no scu eslabelecimeuto na ra No-
va n. 27, esquina da Camboa do Carino, eocontram-
te os mais ricos e melhores pianos que tem appare-
cido uesle mercado, de forma de anuario, de supe-
ores votes, construcro solida, do sosto mais mo-
derno possivel, sendo elles lodos feilos por enenm-
menda, e nlo viudos om codiidmAo, e assim apro-
priados para este clima, dos mais acreditados fabri-
cantes de Europa, os quaes elle vende garantidos.
O estahelecimento eslii aberlo at as 8 horas da noi-
te para a commodidade das familias que quizerem
ver e experimentar os uslrumenlos.
PUBLICAgAO" LITTERARIA.
Repertorio juridico.
Esl> poblicacjlo icr sem duvida de ulilid>dc ao
principiantes que se quizerem dedicar ao ciercicio
do foro, pois india encontraran por ordem alphabe-
lic as priucipaes e mais frequenles occiirreucias ci-
vnt.'orphaiioloUcas, commeniaes eecclesiaslirasdo
nosso fiiro, com as remissdes das ordeoaces, leis,
avisos e reclmenlos por qae se rege o Brasil, e
bem assim reso!ur;6es dos Praiislas anliuos e moder-
n. em qae se firmam. Conten semelhautemenlo
as decisftes das ^ucsioes sobre sizas, sellos, velhose
novo direilos c decimas, sem o Irabalho de recorrer
col Ierra o de uossas leis e iviso avulsos. .Consla-
radeduus volumesemoilavo, mande francez, eo
primeirosabio luze est venda por 8 na loja de
livrosii. 6 e 8 da praca da Independencia. Os se-
nliores subscriptores desta pohlicarao exilenles em
lernamboro, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros acuna mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula tirito, praca da
.onstiliiicao; no Maraiihn, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigan; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
e de Oliveira.
@^@@^-@.@^
8 M CONSUTORI UOlfflO
PATIIICIK
:o
CD
Ra das Cruzes n- 28.
t Continua-se a vender os mais acredilados
) medicamentos dos Sr. Castellao e Weber,
9em iinloras eem lobulos, carleiras deto-
"" os tamanliosmuilo em conta.
K I uhos avulsos a :iOt), 800 e laOOO.
' tonca de tintura......o-ooO
1 1 u.os e irascos vazios, rolhas de coi lira
L para tubos. luj0 quanlo he necesario p-
r* uso 'la 'lomn-unalhia.

Claudio Dubeuxmtidou ,oseR<-scrip-
rto para a roa da Cadeia de Santo Anto-
nio n. I,
Jos Antonio Moreira Dias .'v C, |a-
zetn sciente ao respeitavel publico, que
tetmoseuescriptono na ruadas Laran-
geiras n. 14.
40 rtlILICO.
M IS'o arinazem do fazendas baratas, ra do
g Collegio n. 2,
!$ vende-se um completo sortimenio de fa-
g zendas finas e grosas, por mais barato
H precos do que em oulra qualquer parte,
S Unto em porcoes como a retalho, aflian-
3 cando-so aos compradores um s prejo
para todos: este eslabeler.iment abrio-so
* de combinado com a maior parle das ca-
j( sas commerciaes inglezas, francesas, alle-
^ maos e suissas, para vender fazendas mais
Sg em conta do que se tem vendido, e por isto
ollerecem elle inaiores vantagens do que
g outro qualquer; o proprielario deste im-
^ portante estabelecimento convida todos
H o* seus patricios, e ao publico cm peral,
H para que venham (a bem dos seus inle-
jyg- resses) comprar fazendas baralas: no ar-
35f mazernda rita do Collegio n. 2, deAn-
;,( ionio Luiz dos Santos & Rulim.
Precisa-se de um hornera brasilciro ou eslran-
geiro, que saib bem moniar c tratar de cavados,
para servir de paueiu a um seuhor de eogenno, da-se
boa pasa : quem esliver nestas circuinstancias c qui-
zer, pode dirigir-se ao largo da mtfriz de Santo An-
tonio, casa de om andar n. -J, que ..chara com quera
tratar.
Na loja do sobrado n. 15 do paleo da ribeira de
S. Jos, lava-se e eugomma-sc com muila porfeirao
eaceio, e com a rcaior brevidade possivel.
Claudio Dubeijx fa/. sciente que sa
niram de sua casa os seus dous caixeiros
Jos Antonio Moreira Dias c Antonio Cc-
zario Moreira Dias, e por isso dispensa-
dos de qualquer servico scu.
Permuta-s ou vende-se por casas
terreas-, e tambera se arrenda, un grande sitio na
estrada nova, com boa casa de vivenda, jardim na
frenle.roclieira. estribara, quartospara pretos, poro
com agua potavel, tanque para banho, :i baixas ruin
capnn j plantado, sapolizeiros, niaugueiras, conde-
reirs, bstanles cajueiro-, com perlo de -M) pos de
larangeirts e mus diversas arvores de fruclo, com
lerreno devnlulo par^ planlar-se ou fazer um onlro
silio, lodo lerreno com frente para dita e-Irada, pas-
sando a primeira bomba, o primeiro portan de ferro,
chaos forciros; a tratar na ra da Cadeia Velha n, (i.
Ainda se precisa de urna ama para o servico
interno e externo de urna rasa re pouea familia*:
da-se sendo livre 8^X10 mensaes. e escrava l5(HM)e
quem qolzer dirija-se ao larso de S. Pedro sobrado
de um andar n. 3.
LAT0EIR0S E FUNILEIROS.
Precisam-se desles nfliciaes, paga-sc bem, sendo
bons: na ra Nova, casa encarnada n. ,18.
N "lia 27 do rorrenle, linda a audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de nrph.los e ausentes, e na sala
das mesmas, se bao de arrematar por venda ."i pares
de argolas com brilhaules e pedras preciosas de mui-
to valor.
Joiquim lionrilve- Itastos, pelo presento an-
nuncib pede ao Sr. Jlo Florentino Cavalcanli de
Albuquerqoe. senhor do eiigenho Jussara de rima,
Treguezia dcSerinhaein, que uiio pague a pessoa al-
gama que n,in seja ao annunrianle as Ir leilras
que o inesrao senhor deu em pagamento psla venda
do dilo engenho, cada uro da quaulia de um conlo
rento > tantos mil res, aihando-se lodas ellas ven-
cidas, como o inesmo senhor deve eslar cerlo, vislp
que aproveitando-se algucm de sua casa do estado de
cegueira ilo anunciante, Ihe lirou ditas Icllras, subs-
lituindo as meamas por oulras intr-irameute falsas,
sem sello, e que mais parecen) um papel sujo, o que
agora pode conhecer o annunciante, mandando rever
aquella lettras. encontrando-so em seu lugar essai
inteiramenle falsas. O annunciante protesta em
lodo o lempo fazer punir aquella que souber que foi
o aulor desse crime, e espera da honra do Sr. Joilo
Florentino, que se nao prestar a qualquer solicita-
cao que Ihe fara alguem para receber o pagaraeDto
dessas lettras em prejuizo lao grave do anuuncianle,
que vive crgo e sem os raeios de poder subsistir.
Kecife I6du junhode 18J6.
Attencao.
taz-se lodo o negocio com duas propiedades que
i-endem annualmenle :tMi^)00, sendo orna casa ter-
rea com umu mei'asoa no fundo 4n quintal, sita na
freguezia de S. Jos, e oolra sobrado de om andar
na ra de Malinas Fr.rreira, em Olinda, lendo no
lundo urna nutra mei'agua, cuja frente deita para a
ra da Kibeira ou Cadria ; ambas estas propriedades
se achara preseiilemeute alunadas: quera quizer ne-
gocia-las dirija-se a ra das Cruzes n. 20, segundo
andar, que ahi achara melhores ctplicares.
Aos carros f-
nebres
Sobre a aduiiistRi^ao do
Agr.
Este ostahelecimenlo esta munido de carro para
anjos e adultos de lodas as classes que marca o regu-
lamento do cemiterio ; lendo os de primeira classe
ricamente armados i satisfazer as exigencias dos pre-
tendentes. Tem lainhcm um rico caiao todo ornado
de ".aloes verdadeiros, o qual aluga por prero razoa-
vel : para ver e tratar, no armazem coufro'nte a se-
cretaria de polica, perlencenlc ao convento de S.
Francisco.
Antonio Itoberto, rom loja franceza na ra
Nova ii. 13, acaba de leceber pelo ultimo navio
francez um completo sorlimenlo de fazendas de gos-
lo, como sejam, chapeos de seda para senhorase me-
ninas, ditos de palba para meninos c menina, ditos
de massa, ditos declina para homem, gorros de vel-
ludo bordado, seda branca para noivas, capellas de
flor de laranja, mantas brancas de blondo, enfeiles
para senhoras. borzeguin elsticos com salto para
enhena, sapalos de lustre c de setim, ditos de case-
mira bordada para meninos, pentesde tartaruga para
Iranra, ditos para marrafas, ditos Iravessao para me-
ninas, de tartaruga, borracha e bfalo, pentes de
niarliin pan desemharacar e para bichos, lequcs de
inadrcperola, ditos de penna ede oulras qualidades,
luvas de pellica de Joovin, llores, bicos de hlonde
hrancos e pretos, ditos de linho, atine, damascos de
todas as cores, escov.is de matfini para denles |e
nidias, binculos para theatro, um completo sorli-
menlo de pacis para foiro desala, candelajiros e
serpentina de vidro de 3 a 6 luzes, jarros de porce-
lana e de vidro de cores, perfumara-, espelhos, ca-
tas de charao. jogo de xadrez. frasqueira, eslojos de
costara com msica para senhoras, apparelhos de
porcelana branca edouradapara mesa,ditos para cha,
e completo sorlimenlo de candieiros os mais ricos e
modernos, e oulras muilas fazendas de goslo.
Aluga-je o lerceiro indar da rasa da ruada
HOOda n. /, o qual lera inulto commodo para grande
familia ; ao lado do Corpo Sanio n. 2.
Negocio de vaotageiu.
Bola-se em qualquer porlo de obra nesta cidade
ItKI milheiros de lijlos de alvanaria grossa, por
l:iOU9000, a qnem quizer dar essa quanlia adianta-
da, mediante Banca idnea, e as camelas necessa-
rias : quem quizer lal negocio annuncie.
O abaixo assi;nado tendo pedido
pelo DIARIO de l!l do crtente ao Sr.
Claudio Dubeux, se dignaste declarar
qual a quantia que Ihe licou a dever
quando se despedio de sua casa, a ori-
gem desta divida, sitas datas, etc., e nao
tendo recebido resposta aljjuma, de novo
Ihe roga se digne de responder-lbe, do
contraaio o seu silencio sera' assa's stilli-
ciente para que o publicse convenca de
que.s despeitado por ler o abaixo assis
nado sabido de sua casa para e estable-
cer no inesmo ramoein (|tte o Sr. Clau-
dio negocia, hequcesseSr.oahocattha. O
abaixoassignado, todava, recordando-se
de ter estado em sita casa 10 annos.ede ser
oSr. Claudiooseu piimeiroeiinicopatr.io,
e no saliendo esquecer favores, nao deso-
ja de maneira alguma olfende-lo, por-
tante solfreru'(|Uanto foi possivel esses
tiros, motivados pelo accesso de sua de-
iBaperacao, salvo se o proceder do Sr.
Claudio a mais o obligar.Jos Antonio
Moreira Dias.
Precisa-se, para a celebraran da missa era urna
capella particular, de um calis em inein uso com
patena e rolhei inlia : quem tiver e quizer trora-lo,
ilirija-se ao larao da inalriz de Santo-Antonio, so-
brado de um andar n. 2.
Precisa-se saber se existe nesta cida-
de ou provincia o Sr. an ul ,1 is f'ei-
nandes de Hacedo, o pial ja aqui es-
teve em I8V7 a ISoi; ecomo depois dis-
to foi para Lisboa, por isso quer-sc saber
Se ja voltou : quem dislo tiver eonheci-
nienio tera' a bondade de fallar na roa
da Madre de Dos n. .")(>, primeiro an-
dar.
ARKENDAMENTO.
A|oj a e armazem da casa n. 55 da roa da Cadeia
po Kecife junio ao arco da CoiicpcAo, acha-se desor-
cupada. e arrenda-se para qualquer estalieleriiiienlo
em ponto "rande. para u qual tem ruinmudos sulli-
cieiiles: o prrlendcnles enlender-se-hao com Jo.lo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
67, na mesma ra.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amameular chancas
na casa dos exposlos, a pessoa que a isso -e que ira
dedicar leudo as habililaciies nece-sanas : dirija-te
a mesma no Pateo do Paraizo que ah achara cora
quem tratar.
ALUGA-SE um grande sitio com ex-
cellente casa de sobrado, casa para feitor,
sen/.ala, cocheira c estribara para 0 ou 8
cavallos, quintal minado com cacimba,
curraes e rmaseos, finetas de todas as
qualidades, grande baixade capime o|>-
tnna agua de beber: na estrada de Joao
de Barros, esquinada eticiu/.ilhada de Be
lem: s tratar na uta dos Piresjuntq a
obra da esquina da Concc'u ao.
Esto s(;o-i!)ai!(lo.
Nos quatro cantos da rita do Queimado
n. 20, vendem-se lencos de cassa pintados
tniiilo bonitos padrOes e proprtos para
meninos, pelo batato preco de 120 eis
cada um.
Vende-se superior dore de goiab.i e arar : na
ru.ijiir oM i n. a>, padaria.
s ( hitas baratas.
Vendem-se chilas finas de cores fms alillctlio
o covado : (la ra Nova, loja u. 'i.
Ptiits Va ucezes.
Vendem-se palllea c solnerasaros de linho a :ii,
dilos de alpara a 88, ditos de panno fino preto c de
cores i lile OCOOU : na ra Nova, loja n. i.
*edag.
\ endem-se corles de seda de quadro*, padresmo-
dernissimo- : na rna'Nova, loja n. i.
Ci.luisas fiancezas.
Vendni-se camisas franrera, brancas a pintadas a
-H e -J8J0IKI a diizia, pcilos de linho a 7? a du/.ia,
collarinhos de hrelauha de liulio a 2? a duzia : na
ra Nova, loja n. i.
J\a loja das seis
por
E'n freuted
las
Lm-
Os ahaito assignados, com loja de ourives na ra
do Cabugii n. II, confronte ao pateo da matriz e ra
Nova, lazein publico, que estilo recehendo conliuua-
daraenle as mais modernas obras de ouro, lano para
enhoras como oara bomens e meninas ; os precos
continan, razoaveis, c passam-sc emitas rom rs-
pousabilidade, especificando a qualidade do ouro de
I i ou IK quilates, licando assim sojeilos os mesmos
por qualquer duvida,Seraphim (.v Irmao.
Lotera
do Senhor Boni ./esus da
Via-Naera, da Boa-Vista.
Aos 5:000,s e 2:000s000
Corre iudubitavelmentc sabbado 28 de
junlio de 85t.
Salustiano de Aquino Ferrcira
avisa que venden os seguintes premios d a
primeira parte da primeira lotera de
Nona Senbora do Livramento, axtrahida
a 21 do correte.
2 meios bilhetes n. 18435:0000'000
2 V982:000^000
>
I bilheleinteiro
i quartos
i ditos
\ ditos
OVOS r>oo$ooo
Olt IIIO.sOOO
211 O.sOOO
1916 5O.VOO0
LOTERA Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que lem designado o dia 28 do
correte mez para o impreterivel anda-
mento das rodas du primeira parle da
primeira lotera da irmandade do Senhor
liom Jess da Via-Sacra da igreja da
Santa Cruz. Tiiesouraria das loteras 21
de jiinliu tic; 185. O escrivao, Antonio
Jos Duarte.
O aballe assigado lera |usto e contratado com
o Sr. Joaquim lunaria da Cnsla, a compra da casa
terrea na rna Velha da Koa-Visla n. fiV, e pede a
quera se julgar com diredo a ella, dirigir-fe ao abai-
xo assieuado, na sua loja na ra da Cadeia do Keci-
fe n. i~, ale o fim do mez.
Manuel ler reir de Sa'.
I'eui exposto a venda seus milito felizes
bilhetes, meios e quartos da I parte da
primeira lotera dSr. Bont Jess da Via-
Sacra, na ra da Cadeia do Kecife n.
V">, loja de miude/.as de Jos Fortunato
dos Santos Porto, na praca da Indepen-
dencia irs. T e 39, loja de calcado de
Antonio Augusto dos Santos Porto, na
mesma praca loja de bilhetes n. 4, da
viuva Bastos, e as demais ja'conhecidas
do respeitavel publico.
Bilhetes 3.S800 recebe por inteiro 5:000$
Meios oo'OOO .< 2:500$
Quartos 1 $500 .< 1:250$
Os dous premios pandes da referida
rotera da Via-Sacra, nao estao snjeitos
acs-8 por cenlo do imposto {jeraI, tra-
zendo elles a rubrica de S. d'A. Ferreira.
Pernambuco 25 de junbo de 1856.Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
0 armatem de carne na Iravessa do arsenal n.
'.). nada deve de imposlos, o que se !>t publico, para
em lodo o lempo ron-lar. No inesmo vende-se urna
Batanea cora temo de pesos al i arrobas, aferida. e
ltimamente revista.
Urna pessoa com as habihlares precisas se of-
ferece para tratar de cobranras amigavel ou judicial-
mente, assim como lambem sa encarrega de promo-
ver quaesquer oulras acedes, por precos razoaveis :
na ra da Praia n. lili, oode pode ser procurada das
9 horas da nianha as i da larde.
Francisco de Paula Figucira de Sbela declara
que nSr. Luiz l.andelino 0iniz|e Silva dcinou de ser
seu ca ven o desde o dia,l9fjdo cu rente.
Miguel Jos da Costa roga as pessoas que lem
penhores era sua milo, que tem o prazo de 30 dias
para os tirar, lindos estes serio vendidos para scu
patamente, repondo 01 seus donos o que vier a fal-
tar.
t) arrematante do imposto de 90 porceulo so-
bre o consumo da agurdenle do municipio do Ke-
cife avisa pela ultima vez a lodos os cuntribuiulrs
que se acham a dever o dilo imposlo, lauto da cida-
de como do mallo, venham pagar, no prazo de li
dias, a contar da dala desle, ao contrario proceder
evccutivainenli contra lodos que deixarem de pagar.
Kecife -! de junbo de IKti.
&0WPW&.
menlo
l'auprliiia de seda e laa para vestidos, de lindos
padres a duas patacas o eov.ido, riscado iiioustro a
dous Instiles ii covado, camal Iranrezas linas a doze
viiilens n covado, manguitos de rainbraia para vesti-
dos a dez tusteso par, sedas da lindos gostos, lar-
cas a dous mil res o covado, dinheiro ., \ isla para
acabar.
Vende-so por l:-20O?, nada menos, urna escel-
Icnte escrava de elegante figura, de anuos, insig-
ne ciigoininadeira e co/.inheira perfeila do diario de
urna casa, e. de lodo o serviro, mullo sadia, lid, e
nao lem vicios, oque sealianra ; deseja-secom pre-
ferencia vender-se pira engenlio ou fnra da provin-
cia ; ua ra larga ilo Kosario u. J, segando andar.
Vende-se urna poreo de Diarios, leudo varias
rollecres, porm ludo se vende por arrolla, e por
prero razoavel : na ru.i lar".a do Kosario n. 21, se-
gundo andar.
Vende-se urna preta rrioula, ptima para todo
o serviro de rasa, sera vicios : na ra dos Marlvrios
n. >.
Na ra Augusta n. 19, vende-se um moleque
de V anuos, sem vicio uein
qualquer otlicio.
Vende-se um niulatinho de 2 para !i aunos e
una inulalinha de ', para a anuos : ua ra de S.
Iiouralo, casa de un andar u. 27.
Vende-se mu sitio cora lorenos proprios, r-
voredos frucliferos, boi casa, estribara, cocheira,
ele ele. : os prelendentes drrijam-M aos tluelhos,
defronte do hospital n. 3, ou a ra larga do Kosario
ao Sr. Joaquim Dias remandes.
Vendem-se duas mulalinhas com til; anuos,
muilo honilinhas : no aterro da lioa-Visla u. 2,
das 9 horas do dia as.da larde
Vende-se urna linda mulalinha de idade de S
anuos e iiuas negrinlias, urna de 2 anuos e raeio e a
oulra de 1,1 mezes : na ra da Madie de Dos n. :t(i,
loja.
achaque, proprio para
Na loja da ra do Queimado u. 22. ha para
vender-se varita obras de dlreito, philosophia e liite-
ralura, por presos ruminodos.
\ endem-se novos missacs para missa, com en-
cllenle encadernarSo, e linas imagen* as eslampas|:
quera pretender, enteuda-se com Vicente Monleiro
Borges, na roa do Cabog, com loja de miudezas,
que quer liualisar a factura, e por isso dispoe era
conta.
Vende-se urna bonita escrava rrionia de Ulan-
nos, com cria de anuo, lava e coziulia bem o diario
de nina casa : na rna do Queimado n. IV.
Na ra da Cadeia do Kecife n. :17, cscriptorio
de Jo3o Fernandos Prenle Vianiia, vendem-se su-
periores velas de camaub. pura, ltimamente che-
gadas do Araraty.
Na ra da Cadeia do Kecife n. II", e-criplorio,
vendem-se lencos de lahvriulbo, assim como bicos e
rendas da Ierra, ludo por prero commodo.
Vende-se a armarlo da loja da ra do Crespo
n. 9 : a Iralar ni mesma loja.
Conlinua-se a vender por muilo menos de seu
valor o raslaala das fazendas da loja da ruado Cres-
po n. 9.
,>. fajn *"** ,.;
Defrnnte da passagem de Olinda, passando o si-
lio em frenlc. vende-se o silio rhamado do Mein ou
arrenda-se, lem boa rasa de vivenda com commodos
para grande familia, um hora rurral coberlo de po-
dra c cal para 20 raberas, estribara para ti cavallos,
Casa para pretos, numen.o terreno para plantarn de
rapim, bstanles arvoredos de ulilidade : os prelen-
dentes drijam-se ao mesmo silio.
Vcndc-sc urna taberna situada na rlia da So-
ledade, vollando para o caminho novo n. II, bem
afregoezada, com poneos fundos, propria para ura
principiante : a IraUr na mesma.

Guardanarpos
520 cad
cada um.
k N;i rna ilo nueirnado n. 1',), voii'lom-sa Z
jg Bmrdaaapos rara sobra-meea a .i>Ho rs. a **J
\ endem-se as merca-lorias abaign notadas: a
tratar rom Antonio de Alnieida liomes, na ra do
trapiche n. I(i, Rasando andar. Chapeos de leltro
em caixas bem sirlulos de cores e s preos, charu-
tos de diversas qualidades ede S. Flix, de llrandao,
fio de vela, lio purrete, arrholes de pasto cm caixas,
pomada dilo.
I A 3.500
ideada um corte de calc,^
;-y Vendem-se na ra do Queimado n. 19, fe
';* corles de caira de casemira prela fina, a '*"
'.v :t50o. <$
<> so .. .. ', .. r.^ .o- o ... .... sif ,? ..V
AMEMOAS \ 1,500.
0 19 A. confronte ao Rosario de Sanio Anlonip,
vende amendoaa francezas de cores a l8.">00 rs. a
libra.
Vendem-se corles de chilas escuras matia-tas,
sendo largas, de S covado. a 1JH00, e de 11 a 2M00 :
na loja de i portas prximo ao arco de Sanio Anto-
nio, de tiuilherme da Silva (uimar.les.
RA 1)0 QUEMADO \ \\ \
Vendem-se as Segultes fazendas para li-
quidar, milito barato.
Chales de marin de lodas as cores com
franja de relroz 4>VK>
Dilos de franja de lAa ij'OOO
Albaneza com mais de vara de largura, o -
covado 800
Cortes de riscado esrocez :l^000
Dilos de cas-a miudinlin muilo fina 25200
Dilos de chila franceza do ollimo goslo 39200
Damasco largo de algodfio, o covado 700
Sedinhas de qiiadros miudos furia-cores, o
covado

I
mad n. 19,
00 i-s
ttua do Quci-
a iff e
's..v
>> Sedas escosseas eo ultimo goslo de'pa- Viv
}j dies os mais modernos, que lem vindo a 'J
dk esta cidade, pelo preco de 15000 o covado; &
W folar de seda de lindissimas cores, a KO0 rs. '%
Qp o covado. 5
fflto;:*,,V'^."''.-*>j <& -T"'- *>, ?>.. .s-., s*>,^v ::;:.: ;;-..?:.^;t:.;r.j /-;. v.-.f-.^\,;-:-r.-\J
Vendem-se lies baleeiras, sendo duas novas e
una em hora estado, com lodos os perlences, por
preco commodo : a tratar na ra da Cruz n. l, das
S horas da inanhaa ao iiieai dia.
\Ta loja das seis
portas
Em frente do Mvraineuto.
(.orles de meia casemira prelas e de cores a dez
paUcas, la propria para palitos a ti es palaras o ro-
vado, corles de caira de brim escuro, de linho, com
loque de mofo a dez lusloes, panno fino mcsclado
proprio para casacas ou palitos a quatro rail reis,
ermpeos francezrs de castor branen a oilo mil reis, e
de seda prela lambem fraucezes a fclc mil reis,.di-
nheiro i visla.
Na roa das Cruzes^n. 2, vende-se una linda
escrava da Costa com algunas habilidades e oplima
quiUndeira, urna dila de meia idade, una parda en-
gommadeira, cozinheira e costuren a, e urna crnala
de 18 anuos que engomma, cozinliu, cose chao e lava
de sabo.
Compra-sc urna duzia de cadeiras, 2 bancas, 1
marqueza, urna meia commoda, orna mesa de jnnlar,
ludo com algum uso: quem tiver dirija-se a prara
da Independencia o. 3.
Compra-sc toda e qualquer poreo
deprata velha de lei sem i'eitio: quem
tiver para vender, dirija-se a ra do Col-
lejjio n. I agencia de lei loes.
Compilase cHectivamenle, lata, bronze e colire
velho : no deposito da tiiuriicAo da Aurora, na ru-
do llrum. logo na entrada n. 28, c na mesma fundi-
c.lo, era Santo Amaro.
Coinpram-se escravos de ambos os seos, assim
como recebem-sc pera vender de comraissao : na roa
liireila n. 3.
Compra-sc para o servico diario de
urna casa de familia, umiiegru'possante, e
de boa conduela, e que nao hjha vicios
e nemachaques, paga-se bem ; a tratar
na ra da Cadeia do Kecife n. 7., loja de
miude/.as.
Vende-sc uina vacca de leilc, a qual da 1 gar-
ralas, sendo crionla, lilha do pasto; vende-se por
nao .e poder ler : na Iravessa do Mondego u. i.
Vendem-se duas negras crioulas, de bonitas
figuras, de Jll anuos, e um mulatinho de anuos,
muilo lindo ; na ra do l.ivraraento n. i.
Vende-se uina negra de meia idade, multo boa
vendedora ; na ra das Cruzes n. 9, loja, se dir
quem \eudc.
Na ma Augusta, laberua de ."> portas, que foi
do Victorino, vende-se azeile de carrapalo a 280 a
garrafa, carne do serlao muito boa a 280 a libra,
bola, liinlia- ingrezis muilo uovas a 280 a libra.
Carne do serlao c quecos.
Na ra estrella do Kosario n. Ili vendem-se carne
do serlao a .120 re. a libra, c queijos a 500 rs. a
libra.
\ i nde-se um moleque, moco, sem achaques,
oflicial de marciiiciro e opluno rozuilieiro ; o moti-
vo da venda se dir ao comprador : a Iralar no ar-
m.zem de uasles do Sr. Moreira na ra cslicila do
Kosario n. 31,
Vendem-se hervilha de Augolla chegada ha
poucos dias, as mliorcs para plantar por serem os
nicos que aqu produzem bem na praca da liua-
Visla 22.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundico da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brutn, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marmita, lia
serapre um grande surlimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como oslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares exislem' guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livrcs de despegas. Os
precos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicio de C. Starr & C, em Sanio
Amarp, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior rpjadade. i
loja nova, ao pe do arco de Sanio Antonio, conli-
nuim a vender-se por muilo baralo prero as fazen-
das sesuinlcs : corles de vestidos de cassa a 1*100,
dilos linos a I .Mmi. dilos de riscado franco de I co-
vado*, fazenda muilo boa a 25100, ditos de 'sempre
viva, I a/en,la escocau com barra a 25200, ifilus de
cambraia muilo lina a :|.-iuhi, dilos dilos proprios
para baile masqoe a J, cambraias de cores muilo
linas a 240 o covado, merino preto cora pequeo
defeilo a IgfiOO o covado, dilo muilo hom a 2.iO0
sarja de seda prela a l.jBtKI, casemira decores a i.; e
5-3 o curie, dita prela muilo boa a 4>, selim preto
maco a 2JS00 o covado, alpaca prela lavrada a 200
rs. o covado, chales de larlalana muilo granes a .">O0
rs.. ditos escocezes a 500 rs.. dilos de cassa hrancos
a .60, peras de cassa branra bordada de 8 1|2 va-
ras proprias para cortinados, vestidos c bailados a
lfiOOi ditas de dita mais lina a 2?, ditas |adamasca-
dasde CI varas a ,"13, leuros de seda pretos a 800 rs. ,
ditos hrancos a l>, dilos'de cores| a li>tiO, dilo da
cambraia hrancos com bico, lisos e bordados a 200
rs., dilos milito grandes de cores a 210, cobertores
de algodao hrancos a 19200, meias prelas pira se-
nbora a 100 rs., para hornera a 28(1, ditas croas, a
duzia t.3920, peras de chila escura de cor livaa
.380O,-."i-3tM) e (!.>, madapolao a 28500, !I3, 3W00,
dS-iOO e '5(100, dilo rom pequeo loque de avaria e
muilo lino a 3g e 3&200, len;os pequeos para me-
nino a 100 rs., ditos de chila I 160, e muilas oulras
fazendas, tudo muito baralo, a dinheiro a vista.
Sabao.
Vende-se sabao nacional fabricado no Kio de
Janeiro, o mala superior que vera ao mercado.e beiu
seceo, no trapicha do Cimba a Iralar rom Antonio
de Alenla (ioincs, na raa do Trapiche u. Iti, se-
gundo andar.
Superior doce de caj' sirco.
.Na ra dos Guararapes, ultima casa do lado cs-
queruo, junto a urna taberna, ha para vcnder-se por
preco razoavel este escolente doce, quer cm libras
como em hcelas preparadas, secundo a cnconimen-
da que li/erem, gela superior de araca, em latas
cousa magnifica!
Vende-sena rna da Cadeia du liecile,
loja de miudexas n. 7, de Amonio Lopes
Pereira de .Mello v C, opl i mas velas de
carnauba, cliegadas ltimamente do Ara*
calv, por preco commodo : a Iralar na
mesma.
Vende-sc arroz de casca a granel, alqueire ve-
lho, e cm saccas grandes a tjOOO, milho cm saetas a
\S(00, arroz pilado muilo hom a 33600 a arroba, lu-
do muilo novo na ruado Visara u. 5.
Vende-se cimento iniiilo novo rhegado em li
do tnaio p. p. de llamburgo, por prejo milito era
conta, a vista da qnalida/le ; tanto em porrao como
em barricas e linas : no srmazem de raaleriaea ua
ra da Cadeia de Sanio Antonio n. 17.
19000
A nica superior e genuina genebra de llol-
landa ueste mercado, cm cainas, conlcndn cada urna
12 frascos reculares, e em ditas de Cfraseos gran-
des : vende-se no armazem de l.aiz Jos da Costa
Amorim, ra da Madre de Dos no Kecife.
VVISO VOS TVMIROS.
\ endem-se rodas de reos de pao para pipas, de
boa qualidade, e liaras de vimes, por proco comino-
do, em pequeas e grandes porres, cliegadas lti-
mamente do Porlo ; na ra do Vigario n. 27, a tra-
tar cora Antonio Fernandes da Silva lleiri/.
Vende-se 1 piano muilo hom e I loocador por
preco muilo em coala : na ra Formosa, quarta ca-
sa, se ver o piano.
Surtes enygiiifitic s
para o passamenlo das noiles de S. Joao e S. I'edro
a ,">00 rs. o exemplar : vendem-se no Kecife. na li-
vraria do Sr. Barbota, ra da Cruz, e em Sanio An-
tonio, na dos Srs. Kicardo de Frenas vv,- Companhia.
largo do Collegio, e na loja de bilhetes n. na pra-
ra da Independencia.
Fio de aigodo da Baha.
Vende-se em saceos de jo e 100 libras, por com-
modo preco : na ra da Cruz, armazem de couros c
sola n. 15. '
Vende-se um escravode meia idade: as Cin-
co Ponas u. 66.
VINHO DO POBTO SUPERIOR CHAMICO.
Em raizas de duas duzias eem barris de oilavo,
receiilemeule chesado pelo brigue Trovador,
vende-se nicamente no armazem de Barroca &
Castro na ra da Cadeia do Kecife n. i.
\ra loja das seis
portas.
Em frente do Livramento.
Mores de 'elroz para enfeiles de cabello e de ves-
tidos, caniisinhas le cambraia para seohora a cinco
tusloes, collarinhos para senhoras a pataca cada um,
saias de cambraia bordadas a tres mil res, veslidi-
nlios de seda para meninas de Iros al li anuos a cin-
ro mil reis, camisas para meninas a dez lusles, ditas
para senhoras a ciuco patacas, lenros de seda prf los
com salpicos hrancos, proprios para quem esta' de
lulo a quatro patacas, nobreza preta de dillerenlcs
preros, chai) de todas as cores, lilii de linho liso c
lavrado, chilas francezas escuras e claras, c oulras
muilas fazendas que quer acabar.
\ endem-se reinos de faia de muilo boa quali-
dade, chegados ltimamente da America : no caes
do llamos, armazem de Cariaba dellenrv 1-orster i\
Companhia.
Por menos do que em oulra qualquer parte
vendem-se na ruaeslreila do Kozario n. 11, no de-
posito de sanguesugas hamhurguezas, os ohjeclos
abaixo e novaineiilc chegados :
Bolachinha de siida |300
Hila de Lisboa -~>i,ii
Dila bamburgueza, lata -rande SgllOO
Hila de araruta dita 2?(i00
yueijo londrino a libra 37211
Presunto para fiambre Mito
Tnncinho ingles jiso
Amendoaa eonfeiladM e fraocezas a libra 1300
Pecegos, Peras, Damasco e Gnja lata l?(IOO
Biscoito ingle/., lata snrlida 2-KNi
Frascos com conserva dedillerenles quali-
dades jeoo
Passas novas a libra 500
Ameiaa a libra siso
Batata a libra .;2i()
Vinho cherez garrafa 23000
Dilo Bordeaui linio garraa 23000
Dilo dilo hranro o IsliOO
Doce fino de goiaba caiao 2-(l0n
tllarmelada.rta de 3 libra 2000
Boies com doce da luropa de dillerenlcs
qualidades 29000
Azeile doce francez frasco 3610
Vinagre n garrafa lsOOO
Manteiuaingleza superior libra 18120
Vinho de Lisboa o mellior que he possivel 3700
r, oulras muilas cous'as, que serie nunca acabar se
fosse mencionar.
VARETAS E S. FLIX.
Os verdadeiros charutos varetaseS. Flix da acre-
ditada fabrica de Brandflo, da Babia ; vendem-se
om caixas de 100 e de 50 : na ra do Collegio n. 12,
por menos do que em oulra qualqoer parte.
|i BOr.lNIlOS PABA CHA'. a%
xk O abaixo ataignado faz sciente ao respei-
~'y lave! publico, e especialmente a seus fre- ?J
^_,v gre/es, que em sua padaria sila no paleo da ,,-yv,
"ilv Sania Cruz n. li, se aclia sorlida de varias w
:'\ qualidades de holiiihos c de lodas as qua- ^
'.:. lid,ile- de massas linas, como sejam. silla- .;..
'"^ dos, aramia, biscoulinhos, fatias e oulras '*
gk massas, bisroutinhos ingleses em latas, que fl|
^4-' se vende por prero commodo. _;_
:? Joao l.iiiz Ferreira Kibeiro. @"
\*r''.iy '-.".'."'."*...' \i?'-S V..*-...*^r <*?'<*?'.>'J?\y
i\a loja das seis
I>ortas
Fin lenle do Livrameiil< .
Kiscados franceies a meia pataca o covado, cassa
pintada a meia pataca o covado, chitas escuras de
lindus padrocs, e nilo disbolam a meia palara o cova-
do, rliitas dediflercntei cores a seis vintens, cass3s
de liores para cortinados a pataca a vara, chales de
gorgorito proprios para agasalhar do fri na eslacAo
actual a cinc, lusloes, chales de cassa rom llores a
duas palacas, chale) de ganga encarnados rom llores
imarellas a duas patacas; dinheirrr visla para aca-
Em casa de RabeSchmettatt <\ C, ra
da Cadeia n. 57, vende-se :
V.m pande sortimento de vidtosdees-
peho.
Helojjios linos de (latente ingle*.
Cornos de lustre, marca castello.
Couros de graxa. _
Ervilhas seccas em ;arraloes.
Vinho do Kheno superior,
Tudo por preco commodo.
Fariiba .S. Matlieus.
Vende-se farinha de mandioca muito
superior enova, chegada de S. Matheus
pelo patacho AUDAZ, com mui curta
viafjem, a preco muito commodo : abor-
do do mesreo patacho, ou no escriptorio
da ra da Cruz n. 49, primeiro andar.
Salitre superior.
Vende-se e muilo barato, na loja de ferragens da
ra do Queimado n. 35, em porcoes e a relalbo.
Em casa de M. Galmont & C, prat-a do
Corpo Santo 11. 11, ha para vendero
scfjuinte:
alcatrao c pi\e da
Uiar.
Vende-se o silio com casa de sobrado do falle-
cido Gcorge konworlhy, no lunar de S. Jos do Man-
guiuho, rom arvoredos de fruclo e mais bejnfeiliirias
que nellc se achara, sendo as Ierras do referido silio
proprias : quem o pretender procure era rasa de Sa-
muel P. Juhnslou \ Companhia, ra da Scnzala No-
va n. 1J.
V*ndem-ie madapolOH lino, e de uniros, rom
mi) pequeo loque dr avaria, por preces muilo bara-
tos: na ra da Cadeia-Velha n.2i, primeiro andar
Vende-se arroz hranro novo, superior, em
porrao e a relalbo a Um rs. a libra : defrcnle da ra-
sa da relarao 11. 2S.
A bordo do palarho *. I'hore/a i ondeado de-
fionle do trapiche do algodao, vende-re fariuhane
mandioca de superior qualidade, pelo baralo preco
de 38600 rada alqueire da medida velha, e por me-
nos em porc/io grande : Irala-se na ra da Cadeia
do Recife, escriptorio n. 12, com Bailar & Oliveira
Taboado de *pinho,
Suecia.
Alcatrao de carvao.
Lonas de algodao.
Ditas de linho.
Tintas em latas.
Esponjas de superior qualidade.
Canos de linho e deManilha.
ludo muilocommodo.
\ endem-se caitas cora vidros para vidraras,
vidrosde borra larga rom rolhas do mesmo, o maior
sorlimenlo possivel : em casa de Barlholomeu Fran-
cisco de Souza, rna larga do Kosario n. 36.
Nos quatro cantos da ra do i.iueimado, loja
de fazendas n. 20, vendem-se corles de laa de qua-
dros de superior qualidade, e de muilo hom goslo,
pelo diminuto preco de 2-3800 o corle, panuo fino
preto a 20*00, 39600 c 19000 o covado, dilo azula
19800, 39 e 3")00, coi te- de casemira prela muilo
Ona a .3, panno de algodao da trra de boa quali-
dade, sendo esla fazenda a melhor que se lem des-
coberlo para escravos, cassas fraocezas muito finas, e
delicados padrees, e oulras muilas fazendas de diver-
sas qualidades, e por precos tAo baratos, que s a
vista dcllas se podem admirar.
Pianos,
Vendem-se pianos verliraes inglezes, de elegantes
modellos eeicellenles vozes, fabricados por um dos
mats acredilados autores, preciado na exposiraode
Londres: no armazem de Bnstron Kookei c\ Com-
panhia, prara do Corpo Sanio.
Relogios
cobertos e descobcrlos, pequeos e grandes, de ouro
e nrala, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
gles : em casa ile Soulhall Mellor & Companhia, ra
do Torrea n. 38.
Ron l.'Aflecleur, Vermfugo inglez, salsa de
Brisiol, pilulas vesetaes. salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros em casa de llar 1 lo,lo-
men Francisco de Souza, na ra larga do Kosario
o. 36.
Cobeiteres de laa licspa.
nlit s muito encorj>;i-
dose grandes.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Cal virgein de
Lisboa v. potassa da
Russia.
Vende-sc na ra do Trapiche n. 9 e 11, cal virgem
de l.i-im.i. nova a ."ijOOO o barril, velha a OO rs.-a
,,rrolia, e polassa da Russia :I0U rs. a libra.
1*.elogios de patete
inglezet de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto G. de Abreu, na ra da Cadeia
do Recife, armazem 11. 06.
Aencio
Riscado escuro e muilo largo, proprio para roupa
de escravos a 100 o covado, colchas brancas adamas-
radas de muilo bomgosto a 53, aloalhado adamasra-
do com 7 palmos de largura a 13600 a vara, toalhas
de panno de linho alcoioadas e lisas para rosto, as
mais superiores que tem vindo ao mercado, ditas
para mesa, suarduapns adamascados e oulras mua
las fazendas por preco commodo : vendem-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volla para ra da
Cadeia.
Vendem-se velas de carnauba bemi acabadas,
sapalos e esleirs, chegados rccenlemenle do Arara-
ty, por menos do que em oolra qualquer parle : ua
ra da Cruz n. 31, primeiro andar.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guind, sila na casa do Sr. cirurgiao Teitcira, eom
muilas freguezias na Capunga, Allliclose Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual lem lodos ns perlences
i trabalhar, e na mesma lem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para tratar, na ra da
Snledade 11. 17, ou na mesma.
Moinhos de vento
com bombas de repuiopara regarborlas e bai-
la decapim : na fundicaode 1). W. Bowman,
na raa do llrum ns. 6, 8e 10.
Cal de I,.sitea.
Vende-se urna porrao de barris com ral de Lisboa,
por baralo preco, e relalbo a 33 o barril t na roa da
Cadeia do Becife n. 50.
Vinho do Porto superior.
O be 111 elidiendo vinho do Porto superior, em
barrisOde oilavo ; no armazem de Barroca f Castro,
ra da Cadeia do Becife n. i, onde enninlrarao lam-
bem regular, em barris de quinto, por prero com-
modo.
Ilelogios
g ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: em casa de
llcnry tiibson : roa da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundiro Low-Moor, ra daSenzala-No-a^
va n. 42.
Nesie estabelecimento continua a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias moendas
para engenho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e roado de todos os tamanhos para
dito.
Ynde-se um ptimo escravo ; oa ra estrella
do Rosario n. 1, taberna.
jVen-dem'*e coberlores> escoroa a 800 r. oa
ra do Crespo, loja n. 3 prolima ao arco de Santo
Antonio, de (i. da Silva Guimaraei.
Vende-se panno lino carmezim e encimado-
na loja de j portas prxima ao arco de Santo Anto-
nio, de (juilhermc da Silva Guimaraes.
Attencao.
Na ra da Cadeia do Recite, loja de I portan.
s, de Narciso Mana Carneiro, I,,-, 0m completo or-
timenlo de sedas de corea para vestidos, com dese-
nhos os mais modernos, e ero qualidade de fatenda
a melhor que tem vindo Peroambnco ; auim como
urna grande porjau de corles de sedaa escocezas com
grande quantidade de covados, pelo baralissimo pre-
Co de 193 o corle ; lambem ha ama grande porcao
de ditas de boos gostos para 1 o covado, chales de
lile! bordados a matiz, ditos de tonquim verdadeiros
da Clima, e ootras muilas qualidades para lodos os
precos, saias de crina mnito bem arranjadas com
cinto ne borracha, espartilhoi de lodos os lmannos
feilos de brim da Escocia, fazenda esla de omado-
rarao eilraordinaria, e oulras muilas tazendaa {que
so visla dos compradores be que se,podem mostrar
as boas qOalidades e baratos precos.
SYSTEMA MEDICO E HOLLOWAY
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde indiv iduosde lodas as nacoes podem
leslemuuharas virtudesdesleremedo incomparavel
eprovarem caso uecessario, que, pelo uso que delle
lizeram. tem seu corpo e membros inleiraroenle
saos, depois dehaver|empregadoinulilmente ootros
tralamenlos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
oessas curasinaravilhosa pela leilora dos peridicos
que tu as relatara todos os dias ha minio- annos; e
maior parte dellassao tilo sorprendentes que admi-
rara u. mdicos mais celebres. Quanlas pessoa re-
courarara com este soberano remedio o oso de seus
oraros e pernas, depois de ler permanecido longo
lempo nos traspilles, onde deviam soflrer a amputa-
do nena ha muilas, que haveudo deixado esaes
a> tos de padecimenlo, para se n3o submetterem a
essa operarao doloresa, foram caradas completa-
nienle, mediaule uso desse precioso remedio. Al-
gumas daslaes pessoas, na efuso de seu reconheci-
inento.iJecl.raram estes resultados benficos diante
uo lord eorregedor, e outros magislmdos, alim de
mais autenticaren) sua aflirmaliva.
Miiguera desesperara do estado de sua saode es-
tiveise bastante confianca para eoraiareele, remedio
constantemente, seguindo atgum lempo o Irala-
inenioque necessilasse a naturrza do mal, cujo re-
sullado seria provar incoosleslavelmenle : Que tu-
cura!
O ungento he til tnatparticularmente
cjuiutes casos.
matriz.
Lepra.
Males das peruat. -'
dospeitos.
de ollios.
Mordeduras dereplis.
Picadura de moequilos.
Pulmes.
t.'ueiinadclas.
Sarna.
Supuracoes pulridas.
Tiliha, eniqualquer par-
le que seja.
do ligado.
dasarlicularees
V cas torcidas, ou n'oda-
das lias pernas.
Vendc-secal ,1c Lisboa al t imamen lee hegada, as-
sim como polassa daKussiavcrdadsira : na prara do
Corpo Sanio 11. 11.
TAIXAS PAISA ENGENHO.
Na fundipo de ferro de I). W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de taixes de ferro fun-
dido e balido de M a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promplidao: embarcam-se ou rarregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Johnslon & C.,
ra da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de motilara, candieiros e castices
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry cm barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de muirlo, arreios para Bar-
io, lonas inglezas.
I'iii completo sorlimenlo de bordados romo se-
jam, camisetas com manga*, collarinhos, peililhns,
romeiras, camiss, coilinhas e pelerinasl; larnhem
tem um completo sorlimenlo de ricas flores, enfeiles
para caheja, filas e os verdadeiros e rondemos bicos
de linho : na roa da Cadeia-Vclha u. 24, primeiro
andar.
Alporcas.
Cannbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Uores de cabe.
das costas.
dos mem tiros.
Enfcrmidades da culis
em geral.
interinidades do anua.
Eriipres escorbticas.
Iislulas ira abdomen.
rrialdadc on falla de ca- Tremor de ervos.
ler as extremidades. Uleer na bocea,
rriciras.
tiengivas escaldadas,
lucharnos.
Inflainmac.o do ligado.
da bexiga.
\ende-seesleunguenlo uo eslabelecimento sera
le I odres,n. 2U,iVrand.e na loja de loos bo-
S.ZUf2gf5 e ou,ras pe,soas "carregadasda
tiesala. *m"Ca d *? "a*"Da e
Vende-se a800 reis cada liocelinha.contm uina'
ns.ruccao em p.-tagne, para elr,icar m0(Jo ,
fazer uso deste un renlo.
O deposito gera he em casa do Sr. Souro, phar-
maceul.co, na ral da Cruz 22, em fernam-
lECHAHISMO nu mi
IHO.
^SfPL^0 DE FEU0 DO LNGE-
NHtlRO DAVID W. BOWMAN WA
ROA DO BRUM, PASSANDO O Ja.
r A ti \L i
ha sempre um grande soriimenlo dos sesuiule. ..1^
jeclos deniechauismosproprios nar ....Clh
ber : moendas e meias'moenK ma s'm^rnV
construccao ; ta.xas de ferro fundido e haTido de
superior qualidade e de lodosos lmannos roda!
dentadas para agua ou animaes, de .oda, as propor-
rnes ; envos e boceas de fornalhae regis ros de b
e.ro, agu.lhoes, bronzes.parafu.os ec^uLsnX
nhos de mandioca, etc. te. raviinoei, mut-
NA MESMA FUNDICAO
.eexeculamlodasasei.commendas'coni a superio
POTASSA E CAL YIRGEI.
No amigo e j bem conhecido deposito da rt
idea do Recife, escriptorio n. 12, ha para
r nimio suiw.rinr iu,uc ,1. n___. ftT .
No amigo e j bem conhecido deposito da ra
der muito superior potassa da Russia","dha" do Rio
de Janeiro o cal vircem de T.isho m ^j.....j.
irgem de Lisboa em pedra. tudo
a precos inu.to favoraveis, cora os quaes cario
dos comadores salisfeilos. '
Navjtlhasa comento.
Continua-se a vender a 89000 o par 'prero fiol na
h.l fabnranle que ha sido premiado em diversas e-
posiroes : vendem-se com condiCao de nao L".
denoUP. CUn,pri",0r ^pWe-ISI ole 30 dias
depois da compra, resliloindo se a iroporlancia : em
R;8,?.Ci.,,3r,0CdeAbre,, "a '"^CdeiaX
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Inslrumenlos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gultima lacea.
XAKOPE
DO
BOSQUE
l-oi transferido o deposito desle xarope para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra tova n. 3
garrafas 5*500; e meias 35000, sendo falso lod
aquclle que nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
.PORTARTE PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phlysica ero lodososseus difieren-
es graos, quer motivada por conslipacoes, lossc,
aslbma, pleuriz. escarros de langae, dor de cos-
ladose peilo, palpilaraono coracAo, coqueluche,
broncliile, dorna garganta, e lodas asmoleslias
dosorgos pulmonares.
Moendas superiores.
Na ItindirodcC. Starr&C, em San-
io Amaro, acha-se para vender'moenelas
de caima lodas de ferro, de tun modeloc
construcro muito superiores.
$amM fwtfM*
No dia sete do corrente fucio do silio Maruim
lia praia de Maria-farioha, a escrava Uelfina, cujos
signaes sao os se-uinles: altura recular, magra.olhos
fundos, marilas do rosto alias, cor prela, de Ango-
la, dedos das mos encaranguejaitos, os 2 dedos da
arabos os ps junto aos mininos trepados por cima
dos outro*, levou saia prela e camisa de algodamzi-
nho : quem a pegar leve-a a l'aulisla, que sera re-
compensado.
Na uoile de domingo 22 do rorrenle, as 0 ho-
ras, evadio-se da casa n. .', na ra do l'adre I- loria-
no, um mualo de nome Severino. IK annos, cabello
cacheado, boa fisura, claro da cor, denles limados,
medido a valenlao, porm falla muiln humilde, ros-
linca dizer que he forro, he natural de Malbadinba,
enmarca do l.inioeiro, onde lem prenles e para on-
de se suppe ler fgido ; levou orna rede, urna pis-
lola de (avallarla carregada e varias pecas de roupa,
ludo dentro em um sacco : quem o apprehender le-
ve-o as Cinco l'ontas u. 06, casa de Francisco Tava-
res Corris, que se gratificar com generosidade.
PEKfi. TYP. DE M. F: DB FRU. 1856
/
I
4
t

ILEGIVEL


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