Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07411


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Full Text
ANNO WXII R. |42
Por 3 mezei adiantados 48000.
Por 3 mezes vencidos 4^500.
SIMM,. FEHA lil DE JIMIO DE 1856.
Por anno adiantado 15S000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
KNO.XHREGADOS DA SUBSCRIPCAO' KO NORTE.
Panhiba, o 9r. BHlll T. di Natividade : Natal, o 8r. Joa-
qeim 1. Pereiri Jnior; Araeatv. o Sr. A. d* Umos Braga;
Cear, o Sr. J. Jote de Oliveira ; Marannao, o Sr. Joaqun) Mar-
Si Kodrigoas; Piuhv o Sr. Domlngoi Herculaoo A. Petioa
MI Pirt.oSr. Juitiniano J. Bjmo; Amaionas.oSr. Jero-
jmo da CmU.
PARTIDA DOS CORREIOS.
(Nimia : haba ,.. .lia.....n <
Ignara**ti. <.mi.iiiii.i I'aralnl
S. Aniio, Reieero*, II.........i .
>. Umreaea, Pa..-.l\ll..i. \a
m.'t.i huras ilo .1
i : i... ..-unili.
, All.......
reta, I.im.
ira, n,, Yilla-ltrUa, Koa-Ylsla, (lun, ui.
ltlMi, I|..ijii..i. NiTiiui.riii, llin-t*.>rm. mi.-nii ira* f Natal : .(iiii.l M-leiraa.
1 ...I... ... ..rr.M...s i.ail.-ni ... II horas .la mal
Millaf.'ira*.
araiiliuii. : a lercs-fe
Hr.-j... IVs.|ueira, /n.
Mu : na* nu.irl.i.-f.-i.
. IhrreinM, Aaiia-I'r,
AUDIENCIAS DOS TRIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio quartaa labbadoi.
Relacao : tercai-feirai aabbadoi.
Faztnda : quartaa a labbad** ai 10 horai.
Jhizo do eommereio: segundas aa 10 horai e quintal lo meio-dia.
Juio de orphaos ; segundas quintil aa 10 horas.
Primeira Tara do cive: leaundu iiitii ao meio-dia.
Segunda ara do elv*l: quartaa a ubbedoi ao meio-dia.
EPHEMEIUDES DO MI/ DE JUNHO
2 La unu9 horas.22 minutoi,4 teiundoida tarde.
10 Quarto Rcente aoi 19 minuta* e 48 leguudoi da tarde.
US La cheia la 2 iiuru, 27 minnti 48 aegundoa da Urde.
Quarto saaoguinte, ai7 horai. 48 minutle 48 legando* da m.
I'IU AMA I', DI. IIO.IE.
ora* 42 minutoi di tarde,
hora fl minutos di machia.
DAS da semana.
!> Segunda S. Joo Francisco Regs Ss. iuliu, urt e Justina
17 Tersa. 8. lberei|a rainha viuv.: Ss. Manoel. Sbele Ismael.
18 Ouarta. Si. Leoncio. Tribuno e Theodulo mm. ; S. Osa na
l'J Quinta. S. Juliana de i'alcouieri ; Ss. Gervasio e Protasio
2 Seiu. S. Silveriolp. m.. S. Silvino m. ; Ss. Novator Mecano
21 Sabbado S. Luiz Gonsaga ; Si Albano e Demetrio mm.
22 Domingo. 6. S. faulino b. ; S. Niceas b. : S. Concordia v.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO NO SL.
Alagoaa, o Sr. Claudino Falcao Diai ; Babia o Sr. D. Duarat
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Mirtim.
EM PERNAMBL'CO
O proprietaro do DIARIO Manoel Figneiroa da Faria, na sna
ivraria, praca da Independencia ni. 6e 8.
i
fPARTB QFPICIAL
TRIBl'NAI. DO COMMERCIO.
Settaojudiciaria em II dejunho de 1856.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Souza.
Estiveram prsenles todos os membros do tri-
bunal ;
Faltando cora causa participada o Sr. desembar-
gador Villares.
Julgamento. ,
Appellante*. ns administradores da massa fallira
le Oliveira Irrr.Aus & Companhia ; appellados, Rus-
sell Mrllori & C.impnnliia.
Foi confirmada a senlcnra appellada.
Designa-se o primeiro da ulil para o ulgamento
la appellac,*o em que sAo :
Appellanle, Andr Heorique Wilmer ;
Appellada, Dona Anna Sopliia Elisabelh Wol-
pliop.
PERIABBUCQ.
ASSEMBLEA laE&ISIaATIVA MRQ
VINCIAI..
S**ao' ordinaria ansa 11 de|unho de 1856.
Praidencia oto .Sr. tarto de Camaragibe.
A'a tt horai da man'iAa, feila a chamada, ve-
rifica-** haver numero tesal de Srs. deputados.
O Sr. Prndente declara iberia a essAo.
Lida a acia da sessAo anterior, he approvada.
O Sr. Primeiro Secretario menciona o leguiule
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do enverno, remetiendo
os requerimentos rta cmara municipal da cidade le
Olinda. A' commissao de negocios de cmara.
Huiro do mesino, remoliendo copia do oflicio do
iospeclor interino da tbesoararia provincial, acompa*
ohado de copias e dos documentos ns. 1, > e 3.
A' qaem (ez a requisita
Oulro do niesmn, remetiendo copia do parecer do
presidente do conselho administrativo do patrimonio
dos orpliaos eobre o projeclo n. 11. A' quetii fez
* requisi;ao
tima peticjo de Maris Clementiua de Figueiredo,
profesin pblica da fretuezia de ti. Jos de-la ci-
dade, ponderando as razi'ie* pelaa quaes nAo prrle es-
lar aojeila a disposiclo da lei de 14 de malo de I8.V),
quinto ao modo por qoe Ihe deve ser marcada a gra-
tilicac.,10 .que (ireleode. A' commissao de orde-
nados.
I.-ie e manda-se imprimir ae;uinle resoluto :
As commiisM de aencultora e arles, e de pe-
li<;ne, leudo prsenle o requerimenlo junio de Jos
da Maya, e considerando que jamis pode ser des-
prendo por esta aisembla aquillo que facilila as
nperares de producto de um dos principies gne-
ros da provincia, j itimiuuindo os gaslos dessa pro*
ducc.lo. e j foriiecemo eta meios. della accelernr-
a em iaa eipaulo ; considerando que a industria
algodoeira em Pernambuco ncha-se de lal sorle op-
primida por aquelle* qo* devem vigiar sobre ella,
qoe de dia em da Tai desfallecendo a pool das com-
mis-ries aguardarem qoe nJo lardar muilo que se
evlingua de todo o afamado algotIJo de Pernambu-
co ease alatodao que, quanlo ao romprimenlo .1 --
fibras, Ulvez nao seja eicedido por aUum ootro de
pas nanlium ; considerando que na industria also-
doeir.i a opernr.io do descaro;ar he urna das mais
importantes, Unloque ni America dn Norte o fabu-
loso augmento da prodcelo do acodan na raziio de
recento* por cenlo em viole anuos, foi ern grande
Srle devido a machina de desrarojar dr EIis
Ihitnev, cha ruada colton-gin ; e da qual um sobre a eslalUlica aargoada pe
illuilre acriptor fallaudo, eipiuno-*e atiim ; A
d.'zemt.ro de 183, na parle relativa as penas, e dos
prucessos criminaos.
n Arl. -J. Eiceptuam-e da regra e'labelecida as
deserroes dos soldados e inferiores, que serflo puni-
das como aclualmenle.
u Arl. :l. E\reploam-se lambem as disposiijoes
relalivas .i falla de servido e disciplina do coipo, cu-
ja punido compele lioje exclusivamenle ao respec-
tivo conimamlanle.
Arl. I. Nos mai crimes utar o corpo sugeilo
i* leis peuaes em vigor, e ao processo coininum ou
de responsabilidale, quando se Iralar de crimes pe-
los olliciaes coniuietlidos como ernpregados p-
blicos.
Arl. As desertes dos olliciaes eslo eom-
preheudiilas na segunda parle dn artigo antec-
deme.
n Arl. 6.1'icam derrogadas as disposi^esem con-
trario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, II ile junho de lli'ifi.Antonio l.uiz Ca-
valcanli de Alhuquerque.
I.-*e e approva-se o segoinle parecer :
ir A commissao de ordenados a quem foi prsenle
o requerimenlo dos amanuenes da secretaria do go-
verno desta provincia, un qual pedem augmento de
ordenailns, precisa, para emillir o seu parecer, que
se uiiiM ao girverno da provincia acerca do menlo da
prelenr;Ao dos pelicinnarios.
Sala das commisses, It de junho de ISjU.
Aueuslo de Souza l.eao.Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Mlva. Siqueira Cavalcanli.
l.o-se lambem o seguinte parecer :
<> A eominissao de estatislica, a cujn conhecimen-
lo foi sub'nellido o projeclo do illustre depolado o
Sr. Dr. Abilio Jos lavares da Silva, o qual lem por
lim re elle foi desmembrado pelo arl. -2 da lei n. :l'lii de
12 de maio de I85t, ain obstante nAo havet aiuda
examinado as reclamaries de que fez meucAo o pre-
siilente da provincia em seu relalorio do anuo pasca-
do, relalivas a desmembrarlo do mesmo lerreuo, as
qoaes, leudo a nr-ma rummissAo requerido a ela
assembla. na sessAo do dia 2ti de maio, que fossem
solliciladas pelos canses competentes, lodavia anda
nAo fur.im al boje remedidas a esla casa, apezar de
J ter havido para essa remessa, lempo mais que suf-
ficienle ; rnnsiderando que esas reclam.ices, se-
cundo se do referido rel.itorin, smente poderiam
ser devidas aos incnnvenieiites resullanles da des-
membracAo que soflrera Iguaras-, inconvenientes
esses de que chegou a convencer-te a commissAn
em virlude de infnrmaijoes etaclas que ella aliunde
prncurnu adquerir c que nAo poderam ser desvane-
cidos do seu espirito, pelas allegac,6es, a seu ver
pouco valiosas, emitidas em um prole'to dirigido a
esla assembla coulra as ditas rerlamaces e asigna-
do aotDOOle por alauns murailores de Ires engenhos
compreliendidos no mesmo terreno desmembrado,
he de parecer que u mismo projeclo seja approvado
por esla assembla.
Sala das rniiimissocs da assembla le&islaliva
provincial de Pernambuco, IU de junho de IKjfi.
J. F. de Mello Cavalcanli.A. A. de Souza Car-
valho. ti
O Sr. Mello Cavalcanli:Paco a patarra.
O Sr. Prndenle :Est adiado.
Vai a' mesa o seguinte requerimenlo :
o Requeiro a ui acucia do parecer da rnminlsAo
de eslairtlica sobre o projeclo do Sr. depilado Abi-
lio.Mello Cavalcanli. a
He regeiladoo requerimenlo. Rundo adiado o pa-
recer.
a lie lijo e approvado o seguinlo rtquerimeii-
lo :
conla alguna annos de servido na carreira da ins-1 era justo para equilibrar e baver igualdade da com-
eiptiuiio-se atoim
machina de descarocar algodAo loriiou a la prodoe-
jo a mais impnrlanle do mundo. Em T'.M o lolal
da eiporlajAo dos Eslados-tnidns foi de 6,000 far-
doa, aclualmeiile a prodcelo excede a 1,.'i00,00U
fardos. He aiuda desla machina de descarocar que
oSr. Micoel Uievalier diz, que a prosperidad* dos
estados do >a\ da America do Norle he a ella devida.
Considerando as commisses por lal Jornia a gran-
de importancia do descarocar o algodao, e informa-
da por alguus da seos membros, que se deram ao
traballio de ir aOlinda examinar a machina de Maya,
de qoe ella aprsenla valdeos consideraveia sobre
as actuaos, como seja a economa dos cevadores no
descarocar, e Desta operadlo subsIituirAo de bracos
por machina, o que he de maior importancia hoje
em razo daquclles lornarem-se cada vez mais deli-
cienles, acexescendo anula a vanlagem deisa machi-
na Maia nao quebrar as tongas fibras do algodAo, o
qoe se oblen com a de Elias Wlhitney ; conside-
rando lodo isso, s.io as commisses de parecer que
seja por esta assembla deferido favoravelmsnle o
reqoerimenlo cima ; e por islo sobmelle a consi-
deradlo da casa i seguinte resolucAo :
o A assembla legislativa provincial de Pernam-
boco, resolve :
* Arl. 1. Fica o presidente da provincia aulnrir
sado a conceder a Jos da Maya a titulo de empres-
tirao a quanlia de 5:0009 rs.
Arl. 2. Esla concrssAo sera realsada em duas
prestarfies : a primeira, quando a machina de des-
carocar algodAo esliver concluida ; a segunda quan-
do es'liver ella futiccionando regularmente duraule
tres mrzes.
Art. 3. A Ihesouraria ser paga da primeira
prestarlo dentro de tres annos, a parlirem do dia de
su* realisarao ; e da segunda sen paca dentro em
doos, a par'tlrem do dia da realiaai;.'io delli
* Arl. i. O presdeme da provincia exigir as ga-
rantas qoe forem necessarias, e organizara o regu-
lamooto preciso para levar a effeito o empreslimo a
cima.
Art. j. Ficam revogadas as leis e lisposir/ies em
contrario.
< Sala das commisses II de junho de 185C.
Ignacio de Birros Brrelo.Marques de Amoriin
Antonio Cavalcanli, com reslricoes.Ignacio Joa-
quim de Sonta l.eSo.Nascimenlo Portilla.
L-se. julg.i-e objecto de deliberarAo e manda-se
imprimir o seguinte projeclo :
buco decreta :
Art. 1. F"ica revogado o regulamenlo de 3 de
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
* Q&a33$&.
15 DE JUNHO DE 1856.
Ha para os povos assm como para os individuos
eerlos momentos de allueioa{Ao e delirio, que os lor-
nam sordo* aos clamores da verdade e da justic*.
Mes lia lambem um inslinclo qoe as breves
passageiras inlermillenciss das paixeshumanas, ad-
vert aos povos e aos individuos os perigos e abys-
mos da injoslica e do erro.
Se na* horas de demencia um povo desconhece os
enrieos qoe Ihe prestam os seus bemfeitores, o dia
segaiote do seo arreptndimenlo he a glorilicarAo des-
sas almas devotadas, coja suprema aspira^Ao he me-
Ihorar a sorte dos seus irmAos.
Urna destas manifeslares solemnes, umdesles roo-
menlos de recordares, lesiemunhamos nos no dia II
do correle, s lloras da larde.
Por eolre os sorrisos de urna allimosphera benig-
na, sob ai doruras de urna brisa deliciosa, que levava
ao louge as lernas harmonas de qualro musicas mar-
cial*, urna muliiil.io infinita e agradecida rerebia no
caes do Collegio o adeos de despedida do Sr. barAo da
Boa-Vista, que temporariamente val deixar esl.i ci-
dade, qae Ihe deve mu grandes beneficios. t
Este longo ampielo era a conssao espontanea, o
feudo de reennhecimento, Irbulado no lugar, que
primeiro merecer a attenrAo do administrador de
1837.
O Sr. barAo da Boa-Vista he a transido do passa-
do para o faloro da sociadade pruambueana, o per-
cursor de om novo periodo em nossa vida publica.
Em verdade, quando urna civilisarao lem com-
pletado o aeo lempo, preenchdo a sua larefa, deve
ceder o logar ao principio le porvir que ella cncer-
ra en, si, e enlAo verifica-se a ascensao da idea nova
qae de nterajo fermenta nas enlranbas da vclha
sociedade.
Em 1817, os nossos pais deram os primeiros pa-
ses na carreira das conquistas polticas, que foram
saneciunadas em IH3I.
O lempo das quesloes, que s cia dos povos tinha passado, era chegado o mome-
lo de inaugurronla a idea nova, e o Sr. liar i i da
Boa-Vista parece ter sido destinado para ser o ins-
trumento desta transformarlo.
Tendo vivido algn* annos na Europa, e presen-
ciado o milagros da civilisacan moderna, procurnu
incalar urna nova era nesta" provincia. Se nos nao
engaamos, elle e o Ilustre engenheirn Waulhier
foran os primeiros qoe entre nos pronunciaran, a
exprsalo tnelhoramentoe tnateriaeit, que en-
conlrou nilhire di eclios em todo o Brasil, e lor-
Requoiro que sr* per.im inforniares .lo govero
lesnxbarRador Fil
goelra de Mello e qoe fora enlresue ao cntailAo
Jos Soares de Azevcdo para reve-la, dechrando-se
quanlo lem este recebido por semellianle trabalhn, .
desde quando se acha delle incumbido. (i. (jui-
marAes.
ORDEM DO DIA.
Primeira discmsAo do projeclo de orcamento mu-
nicipal.
He approvado sem dbale.
A requerimenlo do Sr. A. Cavalcanli he dispen-
sado o intersticio para icr dado para or lem do dia
de amaiiliAa.
Primeira discus-.io do projeclo n. 25, approvando
o regulamenlo da caa de detenrAo.
He approvado em dibale, e a requerimenlo do
Sr. Florencio dispensado o intersticio para entrar
amanhAa na ordem do dia.
Primeira discnssAn lo projeclo que iguala o orde-
nado do prolessor de lilim da freguezia de S. Jos
ao dos demais professores do (iymnasio.
O Sr. O. de Larerda (NAo devolven o seu dis-
curso'.
O Sr. S Pereira :Pelo que acaba de dizer o
nohre depulado, parece que esla' demonstrada a
pouca rarao que Ihe assisle, pnrquanlo elle mesmo
recoulieccu que o projecl* nao era inconslilucoual
e que apenas a queslao se reduzia a ser oo nAo ulil
elle, e pedio que a commissAn declarasse como en-
lendia | equidade de que falla o parecer.
Sr. presidenle, se o imi.i- depnlailo livesse visto
os documentos em que a commissao se fuu >ou para
dar o seu parecer, nAo leria mais dovida e os moti-
vos iA.> estes : leudse por vezes reformado a ins-
IruecAo publira e (ido augmento de ordenado os pro-
fessores, aquelle de que se traa nAo leve nenhum,
e em segundo lusar o ler tido urna aola icmpre fre-
quenlada e lirado vanlagens do seu ensino e por isto
a commssAo julsou de equidade dar a esle pro-
fessor o mesmo ordenado que lem os professores a
quem o governo na relorma da nislrucc/io publica
julg.iu dever augmentar os ordenados.
Se os mais professores al os de inslruccao prima-
ria liveram augmento de ordenado, nao sei a razAn,
porque o nico professor de lalim da cidade do He-
cife.e que lem ensinado rom vanlagem, nAo devera'
ler lambem esse auginenlo.
I'm Sr. Depulado :He una razAo que nAo a-
grada, porque he s de bonileza.
O Sr. S Pereira :NAo he pela bonileza, he a
remuu-r.n.io do Irabalho, porqur! he juslo que quem
lem o mesmo trabalhn, leuh.i igual remunerar;Ao, e
de mais i mais accresce que esle empregsdo que j
Iru.'c.'io publica aiuda nAo rieu orna falla.
Julgo que com estas explicares devera' salisfa-
zer-se n nnlire depulado, c sao as nicas em que a
commssAu se fondou para nao deixar esie emprega-
do fora da ordem em que esto os oulros.
O Sr, .Idilio opiie-se ao parecer da commis-
sao,porque enlende que o professor Coelho se acha
nas cirrumslancias de oulros, e diversos emprea-
dos provinriaes ; c a procederem os molivos que
evarain a commis'Ao a augmentar o ordenado de-
le professor a mais uovecenlos mil reis as rendas
da provincia nAo chegarAo. de cerlo, smente para
pagar ordenados ; que por estas e outras conside-
rarles, que se deixa de apresenlar nesta discmsAo,
vola contra o parecer da commssAo de insIruc^Ao
publica.
Julgase a materia discutida e posto a volaron e-
crela na forma do regiment, o projeclo he appro-
vado.
Pumeira discussoo do projeclo n... qoe marca
quola por pagamento dos exercieios linios.
He approvado sem dbale.
Continua a segunda diseussAo do projeclo de or-
(aoteJato provincial.
Art. 40 c seus paragraphos fvide Diario de do
correte).
O Sr. .V. PorteUa : Sr. presidente, o artigo
0 em seus i> I. e 2. eslabelece urna inodificacao aos
direilos que o assucar exportado desla provincia e
igualmente o algodAo coslumavam pagar, e eraui
nbrlgados pelas leis anteriores e vigentes. OS I.
diz, que o imposto sobre o assucar brauco ser de
a :l| 1 por rento e o eslabelece que o assucar mas-
cavado pagara i por cenlo.
Eslas duas mudilica^oes em relacao a qoalidade do
assucar brinco e mascavado, sAo seguidas lambem
de urna alteraran ou reducto no imposto qoe ale
hoje se custuma cobrar do algodAo exportado. A it
iuslre commissao de ornamento eutendeu que era
conveniente baixar a 3 por cenlo o imposto de por
cenlo. que os productores do algodAo pagavara al
hoje.
Se a illostre commssAo leve fondamento ou razAo
bstanle para apresenlar essa redurcAo no imposto
do algodAo he qoeslAo em que por ora me nAo quero
involver ; verdade he, que geralmente he recoulie-
cido. que a producrAo do algodo tem em nossa pro-
vincia diminuido muito e que portadlo como incen-
tivo a urna prodcelo melhor e em maior escalla,
seria de alguma sorte conveniente, que esta assein-
semblen Iralasse he reduzir o imposto que at o
presente eslava sujeito : mas se o principio que serve
para incentivo do aiigmeulo da prodcelo do aten-
di prevaleceu no animo da illuslre commssAo para
que se lizesse urna reduc;Ao neie impuslo parece-
ine. queelle deve lambem prevalecer em relajan ao
assucar mascavado, cujo imposto a commssAo julgou
conveniente elevar. t por cenlo.
He verdade qoe segundo ouvi a um dos nolires
deputados, memhro da commissao, a razao que leve
ella em visla quando augmenton o impo-to, do assu-
car mascavado, nao foi justamente a que leve; quan-
lo ao dircilo "do algodAo, por tsso que, o que ella te-
ve por lim foi melhorar o fabrico ou a qualidadu do
nosso assucar equiparando o imposto aquelle que pa-
ga em pistos dos paizes da Europa, e asim collocar
os nossos agricultores na ohrigncao prniluceao do assucar, a pe ien;oa-io e apresenlar
umcamenle no mercado o assucar branco. Mas Sr.
presidente, en entend, qoe mesmo em relaeju a
cs.e ponto, ou a esses resollados, que a illuslre com-
mssAo quiz allinsir, a i lea dareduccAo do imposto
do assocar branco, c do'ugmenso do mascavado nAo
deve ser por nos adoptada.
Ionso* |M>rveniura us como legisladores o ilireito
ile pirsrrever *os agricullores a conveniencia de sua
prodcelo desle ou daqoelle modo'.' Tomos porven-
lor.i direito ou por aquella forma, viis apresenlareis este mello..
ramelo e nAo aquelle outro'.' Eu rulen lo, Sr. pre-
sidente, que a assembla provincial deve deixar in-
Igsrameute a volitado dos agricultores oproduzirei
siinplesmenle o assucar mascavodo bruto, ou o as-
sucar branco, como bem Ihes aprouver, segundo seus
inleresses.
Ileconlieceii a commssAo de orcamento provincial,
que a producrAo do assucar mascavado linda sido em
muilo maior escala do que a do branco, e para Caz-
la equilibrar, rulen leu inconveniente fazer subir o
seu imposto...
O >r. Sifn'HO : NAo ha equilibrio.
O Sr. iV. 1'orteUa : Mas para o fazer, foi qne
estabeleceu maior imposto...
O Sr. SWcirio : Procurou o desequilibrio.
O Sr. .V. PortcUa : Digo eu, que s* porventu-
ra os agricultores baja produzem muilo maior quan
lidade de assucar mascavado, que do uranio, he por
que isso entra nassuas conveniencias,*enlra nos seus
mteresses, e a e&ses inleresses e conveniencias, mis
nao podemos por peas.
Na verdade seria muito bom, que a producto do
assucar entre mis chegasse ao estado de perfeir,1u, se
he que por perfeirAo se pods sempre entender a
qualidade do assucar branco; mas se os agriculto-
res enteudem, que he de seu interesse produzir mai-
or quanlidade de assucar bruto do que braoc, eu
nAo acho razAo para que se vol esse augmento no
imposto do assucar mascavado.
Por outro lado, Sr.presideiile, sempre que se tra-
ta de augmentar um imposto, qnaes -ai os pontos,
que o lM.i-la.lor deve ler em vista para queto a I imi-
ta
Ser simplesmenle a idea de melhorar prodcelo
Eu crein que uAo, porque esta he de competencia
do agricultor : deve-se ver lambem, que diflerencas
ou allerare- tem lidu.a imposi(Ao, assm qoe diffe-
renr.i teui (ido a imposic.ao do assucar no nosso paii.
He reconhecido geralmente, que por oecasiAo da
carta regia de 28 de Janeiro de 1808 quando se
franquearan! os pnrlos do Brasil a livre e directa
n;i ve^.iei eslrangeira, essa idea, que fui de grande
vanlagem para t prosperidad* do Brasil, foi por
urna oulra, que se eoniderou como complemento
delle, quero fallar do alvara de i!", de abril de !8tt,
que estabeleceu o imposto de i por cenlo sobre os
gneros exportados do Brasil, em conseqoencia de
que tendo a le de 1808 dimiuuido'muito os impos-
to- de algurn modo excessivos, que pagavam os g-
neros do Brasil em differenles consulndos europeus,
nou-se a divisa de urna bandeira em torno da quil
coogregou-se o paiz.
Os Irabalhoi pblicos eram fetos arpii sera melho-
do algnm, segundo os caprichos da mais anliga ru-
tina.
Entretanto, o Sr. barAo da Boa-Vista deu a esle
ramo do lervico publico urna nrganisacAo regulare
identifica, que servio de modelo a varias provincias,
e oneroo ama completa revolucAo nal relac/>es so-
ciaes do povo pernambucano.
Eocaoamento das aguas do Prata, palacio do go-
verno, desenvnlvimento das estradas comecadas, a-
berlura de novas, edificio para alfandega, theatro,
urna das obras primas d'arte, que se encontra na tr-
ra da Santa Cruz, ponte peosit, primeira desle gene-
ro em lodo o continente do sul americano : ludo isto
Pernambuco deve ao Sr. barAo da Boa-Vista.
Mas, entro todos os beneficios que elle nos legou,
o mais notavel e mais fecundo cnvvanlagens para as
elasses operarlas foi a companhia de trahalhadores
que mandou engajar na Europa.
Com effeito, esles homens, viudos de diversas rc-
gies da Alleiiianlia, da Suecia e de oulros paizes
transatlnticos produziram entre mis urna verdadei-
ra revoliir.'io nas artes mechanlca, e facililarum o
meios de subsistencia ao trabalhador pernambn-
cano.
Toda a genle se recorda do lempo qoe um pobre
pedreiro Raslava para fazer urna cornija A marce-
nen era quasi desconhecida, lodos os objeclos des-
la arle qoe adornam os saloes e camarius da opu-
lencia vinliam do eslrangeiro.
Felizmente, as no-sas uecessidades desla especie
sAo actualmente salisfeilas com o resultado da acli-
vidade nacional ; e umitas familias pernambucaiias
tiram desla industria os meis mais seguros de sub-
sistencia.
Assim. dado o primeiro passn pelo Sr. barao da
Boa-Vista para a realisacAo da nova phase da civili-
sacAo, nao liavia mais do que continuar a estrada a-
berla por elle ; e islo tem acontecido com mais ou
menos vagar.
Com olleiio, collegio de orphaas, hospital de Pe-
dro II, cemiterio, casa de detenrAo, varias linlias de
caes, estrada dn Ierro, lodos estes roelhoramenlos
liAo sido leilos depois das administrar; de 1837 a 1812 ; e se pude dizer que esle poni de
partida marea urna nova poca em a nosia historia.
A proposito da estrada de ferro, temos de comino-
niear aos nossos leilores algumas particularidades
que nos parecem mui lisongeira>, nao sai para o Bra-
sil em geral, como para a nossa provincia em parti-
cular.
Queremos fallar da conlianca que o nosso estado
acloal e futuro inspira a (iro-Bretar-ha.
No relalorio em que o presidente da companhia
que se encarregou da eonstruccao do caminho de
ferro de Pernambuco deu conla aos accionistas da
marcha dos respectivo! traballios aqui, encontrara
se expreisnes que muilo devem lisoogear o nosso or-
gulho.
mercm, que o Brasil tanbem estabelecessi om
imposln certo >m prnporrjo, e como lal o asiucir
pagasse a imposir^Ao. Mas elle imposto mdico .le VJ
por cenlo no auno de t8:lj pelo 6. do artigo I. da
lei de 31 de ootubro foi elevado a 7 por cenlo; mas
ueste mesmo excesso havia ama modificai;ao ero re-
la(Ao aos geueross de pro duccAo do paiz e era que
aquelles que pagavam o dizimo, lites era este descon-
tados dos7,por cenlo.
Desde 183. pois, Sr. presidente, o assucar pagava
7 por cenlo; mas no auno de t852 pelo artigo 12 da
lei de II de selembro foi elle lunado a 0 por cento
e por um decreto de 23 de marro do anuo de 1853
foi aiuda deminutdo a 5 por cento : tem. s pois qoe
desde 1835 para c o imposto de 7 or cenlo foi di-
iiiiniiiii lo al rhegar a 5, e talvez qat Sr. presiden-
te, em alteiiedo a essa ieduecAo oudiminuir.Vj do in-
posto geral, a illuttre commi-*Ao jalgasse sala e
opporluna a occosiAo para fazer sooir"simposio pro-
vincial do assocar mascavado; mu he que a illuslre
commissao lalvez nesse lempo, nao livesse conlieci-
mento da proposla apresentada pelo Sr. ministro da
fazenda I as/embla geni em qoe faz reeonhecer e
reclama a necessidade de oulra vez subir o imposto
de ."> a 7 por cenlo. S pois como creio, nao tteve-
Imos duvidar de que essa medida seja a (optada pe-
sos poderes geraes, portanto o nosso assacaf lera de
sollrer o imposto geral de 7 por cenlo, me parece
que a uceas .'m he a menos opporluna para que a as-
emhla provincial procure augmentar o imposto em
una das qualidadu do assucar desla provincia.
Sr. presi lente. ese mesmo pensar me acompaaha
em relae o a m.ioeira porque entae nos se cobra o
imposlo do assucar; eo eulrndo, que tiesta cobran-
za nao lia entre nos, n.lo preside a devida igualdade
porque o pro uclor que goza de certas regalas as da
fcil communicacAocom a capital, e qoe porlaulo os
seus produlos aqui chegam fcilmente soffre o im-
poslo cem muilo menos, ma,s do que aquelles que
nAo podem gozar dai mesmas vanlagens.'
O Sr. Manoel {~\emenlinoiSAo condic/ies nalu-
raesque senAu pode reine liar.
O Sr. X. PnrlMa :SAo condices naluraes, que
senAn pode remediar, diz o uobre depulado. mas eu
direi, qui se podem, e que ellas j foram remedia-
das na provincia do lim de Janeiro ; oude pela lei
de 2 se, que para a cobranza do imposto de 7 por cenlo
haveria um disconlo proporcional as dillereules lo-
calidades donde viee o assucar..
OSr. /. de Barros: Medida essa de muito al-
cance.
O Sr. .V. Por/ella:(He assm que eslabelece por
exemplo. qae assucar que vem do reconcavo do
Km de Janeiro pague o imposto com nma redurcAo
de l(ii> rs, por arroba, assim he que lamliem|paga us
imposto de 7 por cenlo com a redoccAo de|2ll) reis.
tV/ri .Sr. Depulado : Talvez que a maior parle
do a-sucar do lim .le Janeiro seja do reconcavo.
O Sr. .V. Portella : Eu reconheco como o uo-
bre depolado, que e-sa medida lie de dillicil rea-
lisa c.Ao...
O Sr. /m: FiUppr : Mais urna raz.io para ser
rejeilado.
O Sr. IV, Portella ; Mas ncm por isso nos
desasnes (abstrair completamente de -ua alopc/iu,
porque pode esla medida ser vanlajosa, vi-lo como,
Sr. presidente, se o imposto deve ler eslabelecido
com igualdade eu nAo vejo que esta existo entre o
imposlo que paga produlor dos oosos arrabaldes,
qoe tem estradas muilo bonitas e coinmodas, fcil
rommunicacJo e nutras muilas vanlagens com ,i que
paga um agricultor da Kscida por exemp o, que he
central e que segunda me inforMam, as veres- paga
100 rs. c iSII rs. de Irausporte por cada arroba de
assucar,me parece por lanto que u.ioha igualda.le.c se
bem qoe recouhec;o a difliculdade da realisar.'io des-
sa idea. que reclama urna liscalisacAo iinedlatl,
prompla e sempre ron-laole.
O Sr. Ignacio Joaguim da um aparte.
O .Sr. .V. Portella : Ainda mesmo assim. ainda
com essa esdrada de ferro de que eu espero lanos
melhoramenlos, nAo se pode eslabelecer igualdade
quanlo ao imposto, pnrque conforme as distancias da
localidades de qoe o assucar liver de vir, sera a sua
comineen i mais ou menos dispeudioia.
E esle principio [lanto lem presidido a nossa le-
gislacAo, se bem que nAo teuha silo pralicado do
modo completamente satisfactorio, que eu vejo, que
pela lei de selembro de 1812 os 7 por cenlosso cal-
culados pelo preco do mercado, deduziudo.se em
cada airoba melade da despera que he necessaria
para a.conducco acarreto do mesmo assucar. Portan-
to a ideia que aprsenlo nAo he nova e a julgn ulil,
e nao me animo mesmo a consignada em urna emeu
da, por iso que alo lenho conhecimentos especiaes
da maneira porque te arrecada o imposlo do nosio
assucar, e nem meimo astea o par desse movimento
de arrecadacao fiscal, roas consigno sement a ideia
e estimara muitojque a nobre commissao de orna-
mento, se ajulgasse conveniente, a adoplasse.
Agora, Sr. presidente, mesmo emrelarAo ao di-
reito que (em pago o assucar, vejo que nao andn
muilo avisada a commissao quando adoplou esse I-
vilre. Pelo nrcamenln de receiia e despeza de 182
e 18-itie de I8.V> a I8.>7 que est vigorando, vejo eu
que a produccAo do assucar nAo tem augmentado
por isso qoe as veihas da arredacc,Ao nao lem aug-
mentado do modo que era de esperar ; por exemplo
vejo, que no auno de 1852 e 1853 o imposto !obre
assucar renden 2ti3:00StXK) e qoe no auno de 1851
* 1855 renden apenas 220:0008000 havendo por
consegiiinte urna differenea de 34:0009000, e assim
me parece, que a producAo do assucar nAo vai n'um
augmento lal, ou antes vai em diminuirlo tal, que
reclama da parte dos legisladores todo escrpulo a
respeilo de medidas que tendam a eslabelecer nina
imposicAo.
( Ha diversos apartes ).
O Sr. .V. Portella: Se est verificado pela
rmr.p.irac.i i qoe acabo de fazer, que a nossa Indas-
tria agrcola nAo vai err progresso, eu ento direi,
qoe iiflo esl de acord com esse estado de cousas
adoplar-se a medida proposla. Pergunlo eu ao no
bre depulado e a illuslre commssAo, porventura o
imposlo nAo vai contra os iuleresaes do agricultor,
nAo diminoe o sau mi lmenlo '' Eu creiu que digo
urna verdade, nAo he iito 1 Se he verdade, como
difia, qoe todo o imposto sobre a prodaccao |rec,ie i na scienria ple-se formular um principio que, pelo
f
n he
Tratando das probabilidades da alimcntac,Ao da II-
nha, o presidente se exprime da maneira segoinle:
" Em todos os paizes onde se tem eslabelecido
caminhos de ferro, aqui. no continente, na India e
na America do norte, a tendencia constante e uni-
forme ha sido o desenvolvimento dos recursos desses
paizes ; e nAo pude haver duvda de que resultados
idnticos se observem no Brasil de um modo inlei-
ramente particular, porque, alm da falla relativa
de estradas, quasi todo o eommereio interno he tf-
fecluado em costas de cavallos e de molas.
a Alm disso, o povo desse paiz he emprchende-
dor e mantem extensas relaees mercantil comnosco
c com os Estados-Unidos.
Assim, urna va frrea, que ligue o interior as
costas martimas, he urna enn lirio da maior impor-
tancia para a florescencia e o incremento desiai ra-
laeoes.
n Um argumento peculiar em favor da conslruc-
e.ni de urna estrada de ferro he o segoinle : O Bra-
sil goza de urna communicacAo fluvial interna como
pnurns paizes fruem.
' I'm* vasta etlenso do territorio he banhado
pelo S. Francisco, cojo curso oll'erece obstculos ao
livre accesso pelo lado do mar.
o Mas, quando se alcanr.i a parte superior do rio,
encontra-se urna extensa communicacAo iuterna mui
franca desempedida.
Ora, i nossa estrada de ferro tem por lim abrir
a communicacAo com esse interior, ese nos lembrar-
mos da falla de caminhos que ha ah, e da superio-
ridade da commiiniearAo llova!, quando a houver-
mos allingido, nenhuma duvida fundada piule baver
de que a nossa asti ada de ferro ieja em extremo lu-
crativa, n
Keferindo-se ao ciedilo de que gozamos, Mr. Beu-
son diz que nesses ultimo- lempos de nperlo no mer-
cado monetario, as apatices de cinco por cenlo br.i-
sileiras raras vezes dcsceram ahaixo do par ; e de-
clara que o alvo principal do governo hrasjleiro, ni-
tro loziudo este grande mclhnramenlo em suas estra-
das be facilitar a emigraran e promover o Irabalho
livre : assumpto que deve excitar o mais vivo inte-
resse a lodosos Inglezes.
Sendo Mr. Benson interpelado acerca do lempo
que se gastar na estrada de ferro, respondeu que
se se prosegoisse nos trahallios rom a desejada rapi-
dez, dentro de dons annos e meo se concluira loda
a linha ; purm he provavel que mais espaco seja
necessario : talvez qualro annos.
Emfim, um dos accionistas prsenles, expondo o
molivos que tinha para approvar o relaturio do pre-
sidente, declamo que linha muita satsfacAo de pres-
tar o seo concorso para a inauguracAo de urna com-
panhia que deve ier considerada como urna daimals
fi'lizes que se Indi, nrganisado na Inglaterra.
Ora, ludo islo he mu satisfactorio, e nos deve :i-
nimar na carreira das grandes emprezas, que len-
dam a cllocar a nossa rica provincia no poulo de
proiperidade a que he destinada.
A ambie.io do homam nAo lem oulro- limites seoAo
os que Ihe impoero os seus or ios: para desejar,
basla-lhe saber.
Que liuinem ha que, ao contemplar a inmensa ex-
tetisAo dos mares ou os abysmos incommensiiraveis
do empyreo, se nAo sinta penetrado do vago desejo
de os percorrer'.'
Quem ha que, ao ler nos contos poticos do Ori-
ente a maravilhosa historia dos reis domar ou das
graciosas Peris, nao queira ver apparecer-lhe a so-
berba i minara, e com ella visitar os iius palacios de
ncar e de perolas finai?
Ou ajo da lo pelas brancas azas de /ulema sulcar
brandamenle as planicies do ar e visitar os imperios
das fadas e dos genios, a as maravilhas do firma-
mento.
Posto que j ie tenhaai roasado mullos prodi-
gios, que parecan) impossiveis aos nossos antepassa-
dos, com ludo os desejos de explorar oulros mundos
ainda nao passam de urna vaga aspirarAo.
Verdade he que o Irabalho da inlelligencia huma-
na, qualquer que seja o alvo que leuha em mira,
quer teuha por lim desenvolver os principios da
physica pura e da moral em si propria, quer procure
re lo/ir a um svstemu de enmpreheosao mais fcil a
sciencia de Eucldes e de Nenlnn, ou a que nos ensina
i decifrar e conheeer os mysteriosos segredosda na
lureza, ou emlim (rale de fazer applicac.Aii dn que
se lem passado ao uso da vida, a satisfagan das ne-
cessidades humana-, he cerlo qoe sol qualquer des-
ses aspecto-, as inveslgac.es das facoldadesinlellec-
luaes do homem, os seus resultados sao sempre be-
nficos, san sempre mageslosos, sempre progresso,
sempn um passo para a conquista da nojsa felici-
dad*.
Mas, se damos importancia a qualquer ramo dos
conhecimeutos humanos, un opodemos deixar de con-
fes-ar que o Irabalho iutellecloal que leuha por lim
desenvolver o bem-eslar da especie humana, promo-
ver os meios de nos rehabilitar por va de grandes
invenr/ies e alcncennos a Ierra da promissAo, pro-
porcionando nos o maior numero de meios de go-
zar da existencia, he inconleslavclroente aquelle
qoe mais prima, pois que nAo he mais que a appli-
caco vida pratica. dos principios e theorias das
sciencias puras, e reduzida a um systeroa que lam-
bem lem Ihennas e applicaces immedialas.
O no.-,i secuto lie por as-im dizer o secuto das
sciencias praticas.
A physica, ou a sciencia que nos ensina a conhe-
eer os phennmenos da nalure/.a ha recebido ltima-
mente, nas suas applicaciies a industria e as arles,
um desenvolvimento admiravel, especialmente de-
pois que os sabios se compenetraramda sublime ver-
dade de que o lim da sciencia he a snlisfacAn do sa-
crosanto e mageslnso principio evanglico da cari-
dade, depois que se persuadirn de que a sciencia
he de lieos, e que o conhererinos em si mesmo e em
suas nliras grandiosas, o obderrrmus os seus prrcii-
lo- he a razao desle dom que nos oncedeu e o seu
lim.
Assim, nada nos partee salisfazer melhor estas
immedialamente sobre o productor...
O Sr. /. de Barros: Neg, isso para'
du vi doso."
O Sr. .V. PorlPlt: Eo reconlitrn, que a imposi-
cAo he estabeleeida nAo lmenle sobre o productor
ni.!- l.iinhom sobre o consumidor, mas em regrao
imposlo recahe sobre o productor...
O .Sr. /. de Horros : Nlo ha tal, conforme aa
eircumstanrias. V
O Sr. N'. Portella : Mesmo adtnitindo qne oa
hypnihese actual eaaa imposto em relatan ai eir-
cumslancias livesse d* ser compartilhado lambem
pelos consumidores, en vejo quo ainda as-im os
productores nao ficariam livres do mal que esse aug-
mento Ihes vai fazer, porque considere o uobre de-
pulado a commissao a posieao un que se acha
* provincia em reUcao a sua producen ; quaes os
melhorarneiiloi qae lem tido e*s difficulilades com
que lula, sabe o nobre depulado perfeitamenle.que os
lricos escravos teta dimiuuulo de una manarla
muilo eonsideravel. e qo* % havendo possibilidade
e sendo mesmo prohibida su introducen no impe-
rio, os agricullores veera-ie enllocados n'uma po-ir.i.i
excepcional. V o nobre depolado ainda que quan-
lo ao meio de sobsIiluicAo desses bracos lia muita
difliculdade, e que apezar de qoe de l."m longa data
se Irale de colonisaeAo, acerca de Pernambuco nada
se lia feito...
O Sr. Theodoro :Como a respeilo do Brasil,
ha muita colomsac,ao de papel.
O Sr. .V. PorteWa : Como diz o nohre depu-
lado que ha colonisarAo de popel?Sabe o uobre depu
lado o estado em que sata arolotnsael.i no MaranhAo'.'
Sabe o estado em que esta a cdlouia de S. Isa-
bel .
O Sr Theodoro : Mas que vem islo'.'
O Sr .V. PorteWa : E devemos ser nos, que
flqoemos estacionarios, que nAo devamos dar um
passo '!
O -Sr. Theodor* dn um aparte.
O Sr. i, PnriVIla : Eoto nAo lie colonisarAo
de papel, he colonisarAo lal ou qual que imeressa a
provincia.
O Sr. ThroSoro : Digo, que no Braiil lem
sido infelizmente de papel, de loxo e de discus-
sao.
O Sr. .N. Porfella : NAo lem sido de papel, de
lo o e de discusso, porque eu nao posso considerar
como lal os eiisaios que se lem felo, mrmenle em
alientan as dilllculdades proprias do paiz, uAo po-
o considerar como tal o que se diz no relalorio do
Sr. ministro do imperio ; acerca de Pernambuco lie
que est em papel, e lie para que passe de papel,
para que seja alguins cousa mais real que eu de-
sejo, que o projecto dos Srs. Silvino, Manoel de Bar-
ros e Ignacio l.eAo sej i submellido a commissAu.
seja volado, e que assim facultemos e lodos os agri-
cullores, om inein de subsiiluitao'dos bracos que por
taas causas Ihes lem sido lirados...
O Sr. Manoe\ C\ement\no : Com o dinheiro
dos cofres pblicos *
O ar. \. Porfeiln* Eu sei que ha mailM
meios de coloin-arai ni dependentes do concurso dos!
cofres publicas, por meio de associac,oe<, por meii
de companhias.que se encarreguem de mandar vir os
colonos e mesmo por qualquer particular que eslej;
em circumslaiicias de o poder fazer;; mus na falla dis
to o que compele au goverm
O Sr. /. de Barros : Eu s acredito na coloni
satn espontanea.
0 Sr. .V. Vortella : Isso s.lo ideas, sAo modo
de pensar, na i ha perf-ila uniformidade. mas o qn
digo he, que o governo que lira aos agricullores o
bracos, e nAo estando espanto ,le associ.tcao bastan!
desenvolv.lo na provincia, nAo .,, ten lo orcanis.id
campanillas para este lim e os particulares uAo que
rendo sacrificar o* seus capitaes faz-ndo tentativas
desse genero, o govenio deve dar a prolercAo aori
agricullores por qualqu'r meio, anda mesmo po
meio do empreslimo, como indica o projeclo..
1 ni Sr. Depulado: Aonde vai elle buscar 2
ou 3.000:0003 de rs.?
O Sr. .V. Por/ella : Sao f'i0:0003000 apenas. Por
tanto, ilma eu. qne mesmo em relacao a posieao en
que se acha a nosa -..rovincia em consequenci.i di
falla dos hr.icos que nos roabou i epidemia, eni
rehen mesmo ao pouco deseuvolvimcnlo do espii
lo ile associaeao e a repugnsncia que lem os parli
ciliares em quererem sacrificar os seus cepita** pa
ra apresenlarem este melhoramenlo dispemlioso
nao he occasiao opporluna para que vamos augmen
tar a impositAo sobre urna das qualidades de assu
car, porque quanlo maior for o imposlo, lano maio
ou mais dispendiosa he a pro lure.io, e por conse
guiule lilil menor he o resultado que pode tirar
productor, e temos dahi que em lugar de prospe
rar a agricultura, lera' de delinhar e eu eslou mui
to convencido, Sr. presidente, que detiuhando ella
o progresso da provincia lera' de parar, porque si
da agricultura, tira a receiia da provincia trezento
e lanos contos de reis.
Eu, Sr. presidente, desejo muito que a produccAq1
do assucar seja melhorada, mas desejo que esse me
llioramento seja acoiiselhado ou proporcionado, ej
nAo imposlo pela assembla, sto be, que seja pro-
curado pelos meios convenientes peta lairadafan de1
machinas, pela irililacao de commuiiicacoe-, porj
eslatielecimenlos de fabricas, ele, mas qoerer cssej
resultado por meio de impoiicAo, he justamente rj
que eu nAo admiti, lie o que eu reprovo e o que
acho inopporluno mesmo em alienen: a iila que i
guverno geral lem de augmen'ar o imposto do as-
sucar.
SAo eslas as palavras que lenho a dizer, aguardo-I
me para ouvir a illuslre commissao e depois lalvez
diga maisalguma ron.a.
O Sr. /guacia de Barro' Diremos em oulrrt
n ii mero.)
OSr. Ignacio de Barros: Sr. presidenle, vou
principiar por onde acabou o nobre depulado que
lerminou o seu discurso, tomando como cerlo que a
incidencia do tributo vai neceasariamente gravar o
productor de qualqaer genero.
Entretanto he sabido que na sciencia econmico^
poltica, anda nAo esta' resolvido o problema da in-
cidencia dos tribuios; na se nAo sabe se all pesa
exclusivamente sobre o productor ou sobre o eonsu-
midor, ou se sobre ambos e em que proporc.lo. Ape-
zar disto, Sr. presidenle, de eerlos fados receludos
menos quaulo a mini, he verdadeiro.e nos guia Satis-
factoriamente em seinelhanle queslAo. Vanos econo-
mistas teem averiguado qoe a incidencia do tributo
pa transferencia da pronnedade pea exclusivamente
e quasi sempre sobre o vendedor, pela razo de que
sendo elle que ordinariamente mais necessidade tem
da transaccAo.ve-se por isso obngado uquasi seinpreu
a sujeilar-se ao preto que Ihe oftrecem. Desl* Tacto
recebido e de outros semelhanle he que vejo surgir
o principio de que a iiicideocU dos tribuios he por
sua natureza vatiavel, pesando 'oca sobre o produc-
tor, ora sobre o consumidor, segundo a maior ou me-
nor necessidade de transigir, que tivcr qualquer des-
entidades em retacAo a oulra. Porlaulo, Sr. pre-
idenie, pens bem diirerenlemente do nobre epu-
a lo, que acabou de allirmar que a ncideocia do
nimio grava necessariamente o productor; em meu
lumilJe entender ella pesara ora subre esle ora so-
ire n consumidor, segundo a maioron meuor uileii-
idade da ollera em relato a procura e vice vena.
f:m Sr. Depulado: Mas cin regra, sobre quem
Irecahc?
O Sr. Ignacio de Barros: Ninguem poder*
esponder ao nobre depulado de um molo absoluto,
"arias o; mnie- se conlradizem ; assim Mr. Ricardo
firma que o tributo pesa exclusivamente sobre o
oosumidor, ao pa io. Dislo o que se pode concluir he que -emelhanle
ueslAo ainda nAo esla' resolvida no estado actual
a sciencia.
O Sr. Stlcino: E hei de moslrar ao nobre de-
jpotadn que o imposto recahe sobre a productor.
OSr. Ignacio d> Barros : Duvido que o nobre
depulado possa demonstrar que em lodos os casos a
iiiposicAu recahe sobre o agricultor, mas punhamos
isio de parte; apezar de que leria fcil com um s
se de sessenla a nvenla mil saccas, ao passo que de
1 s 1 al 1845,soinenlevinle e orna mil e lanas, des-
rendo ainda esla producca), a ponto de em 5 a 46,
s te exporlarem oilo mil quinhenlas tantas ba-
las
Se m 11 han le as-crr,io, senhores, ser falsa? t se
uAo o he, poder ler-vos indifTereute a sorte da cul-
tora do afamado algodAo de Pernambuco, desse ge-
nero dos mais importantes de nona prodaccAo agr-
cola !
Oueamos ainda o Dr. Schmidl. r Um dos princi-
pa** motivos desle oltimo desfalque foi sem duvida
a secca, que all reinou por alguna annos (a que po-
daramos accresceular o mofo) ; portm nao he isso a
causa nica do mal; pois basta considerarmos o
transporte dispeodioso (as costas de animis) a falla
de boas estradas, a grande distancia dos logares de
pro lurc.i i do algodao, para ceovencer-nos de qne
sem que se empreguera medidas sulucientes, islo he
sem que se empreguem meios tendentes a remover
os in.ios eff'itos Je taes circumstancias, a producrAo
nAo turnar seu anligo p. o
Ora bem, nAo leremos em nossas rnAos alguns des-
ses meios de remediar-se uta mal tao grave? Creio
qae temos, tacamos como a Babia, que coocedeu a
exportaraj do algodAo liherdade de direilos...
Um Sr. Depulado:Mas isso nao he animar a
cultura do algodAo.
OSr. Ignacio de Barros:Cad om far o que
pode, facamos pouco, embra ; mas fararoos alguna
cousa...
Um Sr. Depulado :Conservemos o imposto, e
r.r.imo- e-ii.i (i- al l em cima.
O Sr. Ignacio de Barros:Quando chegarem la
as estradas, ler-se-ha acabado a cultura algodoeira
inleirametile.
Porlaulo he certo, que a industria algodoeira em
exemplo moslrar ao nobre depolado o contrario de Pernambuco precisa desde ja d* melhoramentoi de
sua opimAo
O Sr. Sirii' .: As theo ias sao verdadeiras,
mas na ortica falham.
O Sr. Ignacio de Barros < Mas emlim, nao se
pode admiltir como bem eslabelecido aquelle prin-
cipio que servio de base a argumentarlo do nobre
depulado; islo he, o principio de que a incidencia
de um tributo vai sempre gravar o prduclor; e sen-
do .issim pergunto eu, como poderemos considerar,{
que a imposic^Ao sobre e-la ou aquello genero de
nossa productAo agrcola vai necessarianienle reca-
hir sobre os agricullores?
jcienlifie iinenle, pelo meno--, nAo podemos m-
verar isso.
Um Sr. Depulado : Conclua.
Ouro Sr. Diputado : Mas sobre qaem vai re-
cahir.
O Sr. Iqnario de Barros : Vai recibir de certo
sobre alguem.
f'ni Sr, Depulado : Mas sobre quem?
O Sr. Ignacio de Barros: Eu direi. Senhores, o>
que a lal respeilo me parece mais claro, mais razoa-
vel comoacabeide expender, he que a incidencia do
tributo recahira' sobre o consumidor, se por venlura
a neces-idade que elle liver de consumir for maia.
inlensa que a qu- liver o productor em foroecer-lbe
o genero tributado ; e que por ootro la lo a inciden
ca do tributo recanin sobre os productores, se porj
ventura a necessidade que ellos liverem de i onecer
seus gneros for maior que a que liver o consumido..
E'labelecido esle principio que me guiara em aiR
discorrer na prsenlo discuss.lo. passarei a Iralar do
algodAo.
Senhores, a cultura do algodAo entre nos vai cd
vez denlmido mais. Qual a caes* disto ? Porven-
lura mo se lera' perscrula lu ja es* causa .' uo se
lera escriplo ja alguina rou-a a respeilo'.'
/" O Sr. Ignacio de Burro*: -Mas tem-se escriplo
usas minio ioleressaiiles, e quanlo bastam para
condices do que o esludo que lem por alvo conhe-
eer os grandes principios das sciencias moracs e
physicas, e applica-los ao bem da humauidade. He
este o esludo por excellsncia do seculo e a sua maior
gloria.
Basta de philnsophar ; o que precede he sulliciente
para servir de inlruduccAo ao que vamos dizer.
A vida do homem loda cheia de peripecias trgi-
cas, loda rodeada de ambararos e de perigos, he de
rigorosa necessidade qoe aquelles que se incumbem
da sagrada nlisSo de nos governar, disponham de
muitos meios capazes de nos guiar na carreira da
vida, e nos proporcionen, < que for preciso para o
nosso desenvolvimento e para a nossa conservacAo.
A sciencia do seculo minio lem feilo, grandemen-
te lem habilitado os governadores dos povos com os
sublimes e gloriosos trahallkis dos grandes homens
qoe a professam, para cumprir a sua espinhosa mais
sania missAo.
Na Europa lie admiravel os recursos deque dis-
poe o poder para salisfazer o seu papel de supremo
luior do povo.
Mas. enlre nos, parece qoe agora be que se vai
tratando de conheeer, sob o seu verdadeiro aspeclo,
as sciencias le applicarAo, e que o governo vai a-
cord ni.lo e pensando que lie til munir-se de meios
que as sciencias nos do a nios largas.
Enlre os grandes perigos de que lavemos cerca-
dos, om nos inquieta sommamcnle, he causa muilas
vezes do sacrificio de inuumeras victimas, da ruina
de muilas crealuras, do desapparecimcnlo de bellas
cija.|..s, do desmoronamenlo de grandes fortunas ;
entretanto, com os dados que nos m nislra a mecha-
nica applicada as arles e a industria, esse mal he um
daquelles que hoje j nao nos di muilo cuidado : he
do incendio que queremos fallar.
Hoje, com os apparelbos proprios para acudir a
esle mal, j nao ha razao para que o temamos com o
grao de horror com que anida he olhado pela nossa
p..polar,!.. A este respeilo, a huraanidade ja goza
dos progresos da razAo humana.
Em Franca, nessa palna das grandes invencoes e
dos grandes resultados das sciencias pralicas, data
lo comeco do seculo \ VII o primeiro s\-lema. an-
da que imperfeilo, dos meios de apagar os in-
cendios.
|i p o-Jo grandes revoluees apparcceu em I.S5
o sxslema que he actualmente adoptado.
II. Vives, capi.io de artllhar.a c eomtnaadanle
do h il-lli.lo d- -api loie- bninbciros de Paris, de ac-
anita com Mr. de Lacondamine, imprimirn! gran-
de aperfeicoamento nos apparelbos de apagar incen-
dios, no seu complexo e nas suas particulaiidades,
no material e na disciplina, organisacfio e educir.n
dn i '--oa! empregado no respectivo servio, foram
inlroduzilasigualmente grandes reformas por V-
vese de l.acnndaniioe.
Como lio de su ni m a necessidade que os apadnreo
bombeiros sej.im ageis, dolados de torca physica
mais" pronunciada e desenvolvida, coneluio-se qoe
os ejercicios gymnislicos eram urna cndilo pan
auxilios consideraseis, e de mais, senhores,a provin-
cia da Babia, libertando o algodAo de*todos os direi-
los, a provincia da Parahiba, segondo me consta, s
percebendo qualro por cenlo, sera Pernambuco, qoa
lem sido o productor talvez do melhor algodAo do
Brasil, ser* Pemambaco que continu moslrar-s*
111 i He rente a sorte da projucrio algodoeira, a pon-
la de grnva-la com urna impositAo superior a das
provincias referidas, quando elle sabe que essa pro-
duccAo acha-se enllocada ua mais tristes circums-
lancias? Nao, isto nao he pesslvel !
Foi movida por eitas cousrderatoes.Sr. presiden-
te, que a commssAo de qo* taco parte, .propoz a dt-
minuitao dos direilos do algodo.
A commssAo, Sr. presidente, qoia abolir todo o
Imposto, mas o cofres provinciaes teriam de soffrer
com islo um desfalque de 50:000^000, e para preeu-
her esle desfalque, era preciso empregar algn
a>eio..
Um Sr, Depulado :Por exemplo, subrecarregar
o assucar.
O Sr. Ignacio de Barro*:Veremos. A comms-
sAo pois, impreisioiiaJa da necessidade de s* extin-
guir o imposlo do algodAo. e por outro lado vendo o
snaraa* deslalque, que e-a exlinctao poderla pro-.
ditatr, uao e.u*iftif lolalmciiie o imposto, mas re-
J*jio-u a, mel*it|i piifein e-sa mesma redoccAo de
matad*, veio rerojozli um desfalque de perlo de 25
eontos de reis: como pois evitar ele desfalque?...
Um Sr. Depulado:N.l ha desfalque, porque os,
qOMos l.o loes que deivir.v de ser exportadas nas
provincias limitrophes, virao aqui : muilo algodo
vai boje as Alnguas e a Parahiba.
, O .Sr. Ignacio de Sarros :A-sim o creio, mas o
que he fora de dovida he que a commssAo devia ter
>e lem obrigatao de garantir os cofres provinciaes no
correte exercicio, e como algura desfalque pode ha-
ver ireste exercicio, o que fe? I.aneju as albos so-
bre l.Mlas as imposites da provincia, e vio que en-
tre tolas, algumas ba de lal nalureza e em taes cir-
iiioslrar-nos que uao he sement o mofo, n.l. he ni- j cumslaocias, que nAo recabe sobre o productor, mas
mente o processo da nossa cultura do algodAo,. qoe | sim sobre o consumidor, e outro ainda, qoe essa in-
,"iu a causa desla dc.ideucia ; ha urna oulra lalvez dustria, sobre que recahe i iroposirAu de que fallo,
ii remed .vel de algnm modo, na que pelo menos i acha-se collocada em circomslancias lAo particulares,
ainda nao pd ser reme liada fallo u.is grandes dis- he de lal nalureza, qoe devemos com aflinco, ainda
lanci*l em qeeseaeham os lugares da pro lucrAo I que por meios indirectos, procurar sea aperfeicoa-
ilo algodAo, em relacao ao mercado. Tanto islo lie I menlo. I all >, senhores, Ja iinpo-icAo sobre o nosso
assim, que por nqoi lendo passado um eslrangeiro bolurento assocar mascavado, fallo a respeilo do ac-
supponho que iuglez; e examinado o estad de nossa I rrescimo de I 0|0 sobre esse assucar.
collura algodoeira, dizia em Inglaterra que se culi Comecarei, Sr. presidenle, por ler em trecho de
livase o algodao na Australia, porque havendo ali- urna obra interessanlissima, qoal o relatoiiu da cpm-
nos e meios de transporte, em muilo rpaior abun-
dancia duque em Pernambuco, o algodAo que dahi
fosse para Inglaterra seria mais barato que o de Per-
nambuco, por isso que aqui os lugares da productAo
do algodAo. estavam em grande parte a cenlo e lan-
as leguas da cosa.
Ja se v porlaulo que a nossa industria algodoeira
pela naloreza das colisas, pelas distancias em que se
aclium collocados os terrenos dos algodn-, est* em
laes circomslancias que de necessidade os gaslos da
productAo devem ser muito consideraveis.
Ja se v, porlaulo, qoe o impecilio da prodaceo
do algodAo, nAo he smenle o mofo, nem a maneira
porque elle he cultivado, mas que una das causas
irremediaveis, que esl na nalureza das colisas, he a
dilliruldade dos transpones. Sendo assim, peigunlo,
qual sera o meio de se evilar elc mal necessario?
Qual ser o meio de baralearmos noso algudau, para
que nos mercados consumidores elle compila com
vanlagem com o de lugares mais favorecidos que os
nossos serles?
Facilitadnos as vias de communicafAo oii dimi-
nuirmos c imposto de expartatAo, eis o qoe me pa-
rece mais urgente e de primeira inluicAo. Fazendo
agora applic.ir.in do principio expendido no cometo
desle discurso, direi qae nesle caso os direilos sobre
0 algodAo 'actuam sobre seus productores, em razan
de que os mercados consumidores, lendo quem Ihes
Toriieta algodes mais baratos que o nosso, nao neces-
sitam lano de comprado como nossos productores
de vende-lo. e por isso sao elles consomidores que
impe o preco a esles. e fazem-no de modo qne licam
abrigados dos direilos com prejuizo dos prodoclo-
res irnecessiladns,!!
Eu leaholaqof algans apnnlamentos a respeilo do
algodAo, que pero a casa liecnca para lr, em apoio
do que acabo de dizer. O Dr. Schmidl, redactor
da Revi'ta Polylechnica publicada em Hamhurgo,
fallando do algodAo de Pernambuco, diz o seguinte:
(li o A cultura du algodAo em Pernambuco, foi de
muila importancia nos annos passados ; exporlaram-
a existencia da sapadores bombeiros, e dahi^resulla
que estes exercicios merecen) hoje especial cuidado
do governo da Franca e dos paizes civilisados.
Enlre mis ludo islo he muilo novo. No Kio de Ja-
neiro, os primeiros ensatas de um systema regolar
dalam de 188 ; uAo deram os resultados que se a-
guardavam, mas sempre se colheu alguma van-
lagem.
r.ntrelanto, na nossa provincia quasi que nAo exis-
ta nada a esle respeilo. Com effeito nao s* pode di-
zer que havia. entre nos, meios de apagar incendios
e de salivar vidas, a menos que se queira dar esle
nome a maleriaes dispersos e iocomplelos, de urna
cuo-irucr.io defeituosa, com falla absoluta de partes
essenciaes que compe os elementos do systema de
apagar incendios. Verdade he que algumas pessoas
aqui leem feilo alguma cousa para que fossemos do-
tados com este beuelicio, mas uAo couseguiram por
em executAo os seus louvaves intentos.
Hoje felizmente, graeas aos nnbres esforcos do ac-
tual director do arsenal de guerra, j ha alguma cou-
sa que pode merecer o nome de meios de apagar in-
Eendios, de salvar vidas, n.lo diremos que esles meios
slejain em um p inteirainenle satisfactorio ; mas
bis meios maleriaes que se apresentam sAo quasi com-
pletos e de conformidade com ai regras d'arlc.
He um principio, porm um principio cheio dees-
>.'i anea, de regularidade, e qae prnraelte um com-
lelo desenvolvimento, se a pesso que ic encarregou
la nohre larefa de empregar alguma" horas do seu
raballio para nos dotar com esle beneficio, for devi-
tlamenda auxiliado por quem compele.
NAo somos prolissionaes, mais todavia procurare-
os dar aos nossos leilores urna idea geral do machi-
ismo complicado para apagar incendios, e salvar-
idas. Os apparelbos desle marhinimo consisten),
nlre outras pequenas coosas, em bombas constru-
as segundo o melhor systema, e que esla em pralica
a Europa, e nos paizes allantados nas arles, e que,
jendo de fcil movimento e com as precisas segd-
anca-, lancem agua a grandes altaras, f.iliadeque
inda nos reseniimos.
Consta-nos que o Sr. director d i arsenal de guer-
t da una pruvincia, promotor e execulur dos me-
1 juramentas que entre nos o apparccendn ueste ra-.
r)o importante do servico publico, e aquem tribua-
nos a nossa sincera gratulan, deeja solicitar da au-
I nidadp superior os meios precisos, alim de miniar
Vir da Europa una bomba com as propriedades ne-
cessarias. Assim vc-se que, o que temos neste ge-
i ero nAo presta.
NAo snecede o mesmo com n aparelbos qoe preen-
c le a mais importante fanccAo neste servio : os sac-
cb de salvacAo, que nAo ludamos, sao fcilos segun-
ilo as regras d'arle. Estes saceos serven) para 1.",
21", 3.", t." e mais ailares, confrmese queira ; sao,
op devem ser de panno forte ; os que temos sao de
lona com mu dimetro de seis palmos, pouco mais
ol menos, com orna abertura no fundo, por onde
podem escaar-se as paaaMs, e os objecto;, qne foram
iiii-l encarregada da reforma da larefa, por onde
ver-se-ha, que o accrescimo de 1 0|o sobre o assucar
mascavado, tange de concorrer para que a indnslria
assucareira retrograde, pelo contrario far com que
ella progrula, aperfeicoando-se.
Um Sr. Depulado :Vamos a demonslraco.
Outro Sr. Depulado:Bolla, vamos impor-lhe
10 por cento.
O Sr. Ignacio de Barros :Todo lem limites.
He sabido', que a impositAo sobre nm genero da-
do produz cerlo elleilo, quer esta imposicAo seja na
impiirlac.io quer na expurlacan. lie sabido digo
que a impositAo de um genero em sua exportaran.
produz no generos mesmos effeitos, qae a imposi-
eae sobre a impor(ac,Ao delle ; creio que me lenho
feilo perceber.
Notem, que s me refiro ao genero e nAo ao con-
sumidor, nem ao produclor. Trago istopara tor-
nar bem saliente a identidad* qoe ha enlre os effei-
tos dos direilos de importarlo e os dos direilos de
exporlacAo, quanlo ao genero. Eslabelecido isto,
leamos agora esle irecho de que fallei do relalorio
da commissAo encarregada da reforma da tarifa. Hi-
zem os Srs. Ferraz e outros membros dessa commis-
sAo, pessoas que merecer loda a considerac,Ao pela
sua illusIratAo, positAo e pralica dos negocios pbli-
cos, a O inlercss das fabricas europeas de re-
liuarao. de paicena com 05 altos direilos subre os
nossos assuceres, a dislinctAo para a enhranca des-
les enlre os brancos e mascavados: (notem os no-
hre- deputados qae essa dislinccat) leve por lim so-
hrecarregaro aisucar bronco man do que eslava* lu-
do isto i orador continua a lr) tem enlre nos pro-
duzido o augmenta das qualidades bailas s expensas
das melhores, e dai brancas. Esla resollado lem
igualmente atrazado o progresso de uosso fabrico.co-
mo oulr'ora se deu nas colonias francezas. a
Deste trecho do inleressanlissimo relalorio da com-
missao, os nobres deputados podem ver que influen-
cia lem na indoslria assocarera a differenea entre os
direilos do assucar branco e os do mascavado.
por meio lestes saceos lancados pelas janellai, e por
oolras aberturas dos edificios incendiados.
Applicam.se aos edificios por meio de ganchos, on
de amarratoas is varandas, ajudados pelos encarre-
gados do servico, os quaes servem-se de escadas mo-
vis e apropriadas para escalarera os edificios incen-
diados, e tratar de salvar vidas e objeclos preciosos,
servindo-se dos saceos, aero risco de perda da vi-
das, e de rumas uas preciosidades.
O Sr. director j tem feito algumas experiencias
nesle burro, e consta-nos que pretende repeti-las
oos oulros. Sera' urna oecasiAo conveniente para
que lodos vejam e se conventam com os seus pro-
prios olhos de ludo quanto acabamos de dizer.
NAo basta ter os maisaperfeicpadosapparelhos.para
que lal servico posta produzir o que se deseja ; assim
he mister que hajam homens habilitados para dirigir
e dar movimento aos apparelbos.
Keconhecendo o Sr. director do arsenal de guerra
que, se para a vida commum he nvsler qae o ho-
mem receba, a par do desenvolvimento moral, a edo-
cae.io physica, para a vida do toldado i que sAo des-
tinados os apreudizes menores, que se acharo sob a
-ua direre lo, nao s he necessario, como estrema-
mente preciso o desenvolvimeolo das tortas phy ticas
e da agiliriade habililando-os a superar pesos de
grandes dilliculdades, mormenle sendo laes soldados
destinados para o servito de sapadores bombeiros, em
qae os dules das proporces physicas e da respectiva
cultura devem ser exigidos pela nalureza do servico,
a que se applicam, reconhecendo eslas verdades, di-
zemos no*, o Sr. direclor mandou construir um pr-
tico de exercicios gymnaslicos, segundo as regras, no
claustro do jnligo convenio dos Jesuilas.onde sa pos-
sam adestraros menores no desenvolvimento phviico.
Alguns desles menores, assim como alguns solda-
dos da companhia de artfices, j pralicim patiagens
de grandes dilliculdades, o que mailo admira em
relarAo ao pouco lempo de exercicio. J ha solda-
dos que exceulam coro muila precisAo o Irabalho de
mpador-bnmbeiro.
0 conipletamenlo de urna idea, qne ja lem um
principio de applicacAo lAo adiantado, deve ser aco-
rocoado. Verdade he que existe urna sessAo da rom-
ptahlada artfices, para fazer o servico de sapadores-
bomheiros, porm, alm do seu mui limitado nume-
ro, e da sua acanhada organisarAo, nAo ha um cen-
tro de accAo, nem lem um carcter especial pronun-
ciado, como convern.
Fazemos votos para que o Sr. director nAo desani-
me, e conslitua, dando desenvolvimento a sna idea,
om systema, que com o andar dos tempoi se torna
completa, pois que desla sorte far um grande servi-
co a humauidade em geral, ,e a nosia cidade em
particular.
No dia 13 do crrenle assislimos, juntamente rom
um grande numero de espectadores, enlre O! quaes
,e contavam varias senhnras, e no som das harinn-
nias de ii-ii.i msica marcial, *i experiencias, em que
cima fallamos, no arsanal de guerra.
( .rMalarW.-rvralf.
ILEGIVEL


jjjjjjj DE PERH'WBUCO S'GHMH FEIKA 16 D JtfNHQ I? 1856
Continuemos e vejamos ccim loda a dureza os fun-
damentos do acresciuio dos direilos sobre o noso
matcavado. No relalori* du Sr. (jaulluer de Ru-
milly, .presentado a cmara dos diputados em Fran-
ca, lep o segunde :
' Depois (l.i le que ausmentou os direitos sobre
o assucar braneo, o fabrico do assucar na colo-
< nas em ve/, de entrar tas vas do progresso, se
'c ha muin alrazado.
Senderes, sera ede mu fado engendrado por mi-
rilla phamasia em epoio da upinio que propugno '.'
n,i,i ser.i i.lo un lestemunho de un estadista nbali-
sado'.' E dem.it, nao lie sabido em economa po-
lines que proicg urna industria, favoreceudo-se
os productos aperfeiroa.loi, e sobreearregando-se
ao mesroo lempo os productos mperfeitot dessa mes-
illa industria '.'
l*orlanlo, Sr. presidente, ae o grvame do assucar
braneo faz com que a industria assucareira relrogra-
de, como se notou as colonias francezas, se es-e
gr.tv.me, como eu diste acuna, resulta uao -o dos
direilos de imporlacao, como dos de exportadlo, he
claro que a cummissau, a que tenho a liuura de par
lencer, aliviando os direilos do assucar braneo e
augmentando os do mascavado, obrou com lodo o
acert a berielicio da producto do assucar nesla
provincia.
\ejamos ainda oru phenomeno curioso. Em Ja-
va, onde prosride a industria assucareira, da^e is-
lo. que se le no citado rclatorio da commisso en-
carreg.da da refirma da tarifa :
a He sobre modo diminuta nesla colonia a expor-
tacio do maKavado e avultada* a do braneo : no
qualriennio de ISiT a tsMi a medida da exportado
4o assucar fui de 1,457,27(1 pteuls, sendo do masca-
vado somente 9,59(1.
Se em Java, paiz modelo quanlo a cullura do
assucar, o mascavado fui cada vez inan desappare-
ceudo, a ponto de no quinquenuio relendo eslar
ni ra/.io de 66 centesimos por cento da tolalida-
de do assucar, como poderemos considerar em cir-
cunstancias noruiaes a producto do assucar de l'er-
nambuco. estando aqu o mascava lo na razo de
50 por ceolo da lolalidade do assucar, como ve-se
deste documento'.' He o mappa da exportadlo desla
provincia no quinquennio de 1851 a 1855. (le.'
De certo, sao aauormaes as circumsidiicias da
nossa produeco assucareira, e he juslameule por
isto que, segundo lenho novlo, al de alguns no
bres depulados, nosso inleres duzir o mascavado. Nao uos Iludamos, nosso inle-
resse real esla em lirarmos da canna a maior quauli-
dade de assucar poroe node asjocar degenerado,
como he em geral nosso mascavado.
lie porlanto o que se da em Java, o que exprime
o inleresse real da produeco du assucar ; se enlre
nos parece no.ser assyn, lie itsodevido talvez a io-
teusidade da procura du mascavado nos mercados
consumidores oa Europa, e ueste caso teremos, que
a impotieflo sobre o mascavado nao pesar subre os
productores, mas sim sobre os consumidores. Assim
no-lo prova a Iheona da incidencia do trbulo que
expend no comeen desle discurso.
Em ullimii resultado interese de ludo o que aca-
bo de dizer sobre o ssucar, que se.o augmento dos
direilos do mascavado pesar sobre os productores,
nao ser um mu, porque concurren para o aperfei-
coameulo da producc.au de nosso assucar ; e -e pelo
contrario pesar sobre os consumidores ser urna im-
posicilo indill'ere.'ile aos nossos productores.
Era todo o caso, senhores, ja podis bem apreciar
os ponderosos motivos da conimissAo.de orcaraeuto
baixar os direilos sobre u assucar braneo e elevar os
do mascavado, de que resultara' sem duvida um
augmento de receila no exercicio que esla' prestes a
comeear ; o qual augmento, supprindo por um lado
a delicien.-!.i resultante da diminuir.o uos direilos
sobre o algodo, nAo ser, por outro lado, de modo
elgutn offensivo dos verdadeiros inlere-es de nossos
collivadores da cama, a cujo numero perlenoo.
Resla-me agora fallar de urna emenda que apre-
senlei a casa no caso de passar o 2 do artigo em
discussAo. Como a discriminadlo do assucar brauco
do mascavado podera' Irazer inconvenientes Tazan-
do com que se despache o assucar mascavado per
braneo e dahi resulte a necessidade de haver urna
insperro no consulado provincial ; em razAo de
qoe a inspeccao do a-sucar he feta pelo consulado
geral assim como a determinado do preco ; para
evitar qualqoer ensao pois que possa haver maodei
esla emenda, a qual no meo entender he de ludo o
iolerewe, ja porque vitara' abusos, ja...
Um Sr. Deputado : Pradal o mal contrario.
0 Sr. /. de Barros : Era preciso para isso que
houvesse um oonluio cutre os dous consulados, por
foe os despachos vio do consulado geral ao provin-
cial e enlo nesta ullima reparlicao visla dos des-
pachos e da cobranza dos direilos qoe acola houve
he que se faz a conla dos direilos provinciaea s ha-
vendo puis unj cooluio entre estas duas reparlicdes
he que se podera' dar o que o nobre deputado acaba
de dizer:
l.is a minlia emenda 10, Para a cobran;, dos
quatro por cento do mascavado sera' reputado co-
mo tal pelo consulado provincial aquella as.ucar,
qualquer que soja saa deoonnnaco do mercado ou
no consolido geral, cojo preco laiuado pela paula
da semana for inferior a etenla e cinco por ceDto
do prec.o do assucar braneo da primeira sorte da
mesnia paula, a
A casa sabe que o assucar mascavado esta' nesla
rolaran com pequea diflereoca, isto he, que o as-
sucar braneo chegando a i9 a arroba o assucar mas-
cavado de primeira sorte andar' por 3 punco mais
ou menos ; lodo o assucar pois que nAo esliver nes-
ta relarao com o braneo de primeira -orle sera' re-
putado mascavado. Se o braneo esliver a-3f sera'
mascavado lodo, aquello cujo preco for menea de
39950 etc.
Esla emenda Sr. presideule, alem de evitar os
abososde que fallei lem anida outro alcance mais
ponderoso, e he que se porvtntura Mata mascava-
do se aperfricoar a ponto de valer mais do que
ac(ua1men(e, como succede em alguns logares, so
pagara' dous e Ires qu.rlos em vez de quatro por
aaaita.
O orador, continuando jus|ilica|duas oulras emen-
das por elle apresenladas, orna reduzindo os direi-
lus du cale' a meio por cento, e oulra creando o im-
posto de quinte reis por callada de vinagre consu-
mida ua provincia.;
Va> mesa e sao apoiadas as eguiutes emendas :,
Acreceute-se ao 5 :t com et ce peno do caf que
smenle pagara' mein por cento.Ignacio de Bar-
ros, ii
1 AoS M depois das palavras bebidas espiri-
tuosas acresceule-sc 15 res por caada de vina-
gre. I. de Barros.
Ao S 9 em lugar de 2003 diga-se .303. .
Guimares. a
a Ao S89em lugar de 2(10.5 diga-se WKfc.
Antonio Cavalcanli.
O Sr. Sitcino : Su-leda su,1 emenda, e im-
pugna as rarrs do orador que o preceden.
O Sr. Son :i Carvalho laz algumas reflexes so-
bre o artigo e justifica a sua emenda.
Vai a mesa e apoia-se a seguinle emenda.
' Ao :i depois das palavras materia prima es-
(rangeira diga-se ou importadas de nutras pro-
vincia*. Souza Carvalho. a
OS'. Jos Vedro sustentan artigo do projecto.
A discutido l'n-a adiada pela hora.
1) Sr.Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a ses-ao.
KECIFE H ])EJUN'.iODE18f, AS 6 HORAS DATARDE.
RETROSPEfJO SEjMU.
As noticias que recebemos de varios locares do
interior d?o quasi toda a provincia em paz. enlre-
tanto Pajeii de Flores lem sido assolada pela Desl.
e ero Boa-Vista ja vio apparecendo receios mais se-
rios da 111 va.,io do mal, o que deu lugar a que de
Ouricury se pedisaem toecorros a provincia do Cea-
ra, o que foi luconlinenle salisfeilo, segundo o nffl-
eio do presidente desla provincia, publicado nesle
Diario, no qual S. Exc. agradeca ao (administrador
eearenae o telo a promptidAo com que enviara os
soccorros exigidos.
As eommunicaces que recebemos de Paje de
Flores chegam 2 do correte. Al aquella dala
a epidemia lioha feilo 2Rt victimas as freguezias
de Villa-Bella e Flores : entretanto havia esperanzas
de qoe o mal em breve seexlinguiria, pois que des-
da o dia 27 do pasado al o momento em que nos
cscrevem, nao havia apparecido caso algum de mor-
a era Villa-Bella, onde o numero dos accoinmetli-
dos era pequeo. Com lado anida conlinuavn a de-
vastar o* lugares de Carnauba, Aboboras, Agan
Branca,, pertenceules aquello dislricto. e Encruzi-
Ihadase Agua Kranca do dislriclo de Flores.
Durante a semana livemos apenas um vapor en-
trado dos portos do norte, o qual deu noticia de que
as provincias daquelle lado firavam Iranqoillas,
achando-se quasi livre da pesie a Paradina e o Rio
Grande do Norte, e felizmente ainda inl.clns as pro-
vincias do Cear e do MaranhAo.
Nao houveram noticias da Europa, o que nos fax
crer que o vapor pnrlimuez nAo sanio de Lisboa no
dia 29, como eslava annuiiciado.
O projeclo que approva o contrato da llnminacao
1 caz, que a linlia oceupado qualro dias de sessao
na semana anlecrdenle, foi delinilivamenle volado
no dia lerca-feira, com ahumas modilicacoes que
^oi Iraiialhos da asseuilila provincial deparamos
oni um artigo addilivo a lei do orraraenlo, que re-
pulamos muivantajKo aos cofres pblicos, seaundo
a pi opon, o preshlcnle da provincia Bel autori a Tater com a caixa lilial do banco do Brasil os ajus-
lese cunlralos neeessarins, para que esla caixa rece-
ba em coma correle, vearaado juro, os dinheicos
da provincia, elr. Esla medula vero desacredilar,
com excmplo dado pelogoveriio, o preconreilo fa-
lal que amia exisle enlre muila gente de ler diuhei-
ro enlhesourado, c alem disto ha de auamenlnr ne-
cessanamenle os lucros dos cofres pblicos e gafao-
tir a propriedade provincial de qualquer evenluali-
de de smi.iro ; por oulro lado ha de ausmenlar o
nosso malo-circulante e facilitar as Irausarces com-
merciaes. v
Consta-nos que a presidencia (enciona formar co-
lonias de genie do paiz. Com elleilo esia idei he re-
cauda de resultados benficos para a provincia, e pa-
ra (odo o Bra.il.se fc.r adoptada. P.rece um paVa-
doxo, a primeira v,sla;rnn. he urna verdade quando
te desee a analyte. que esla provincia tem mais gen-
te do que pode manler. Se os meios de subsistencia
de um paiz devem estar em relacao com a pupalacao
desla pata, he claro que em ludas ., pa,|ea anude
houver urna maisa conclderavel do homen em
meros de vvr, he porque este pair no offereee as
vaniocetx necessariat para nnlrir a popuisejin. Fe-
lizmenle esle faelo enlre nos nao tem por causa a
falla do Capital primitivo, da Ierra, fonle principal
de riqueza em todas as parles dn mundo, pois que a
aatama nos fez nascer em um solo dolado de una
riqueza prodigiosa ; <> qoe nos falta para conseguir
o lim. a que tolos somos destinados, he o einprego
inteltiganta e esclarecido das loicas humanas, e a fa-
cildade de adquirir os meios pira applir.irmos eslas
torcas. Deiiemoi de euphainisiiins e digamos as coli-
sas com os >eus propiiot nomts ; o que nos falla sAo
(erras culdvaveis, pertu dos ceiros de trocas, ao
alcance da li.ihalli.ilor, isto he, ierras com eslas con-
dieee de ferlilidade e que pnssara ser compradas
uu afardas.
Ditem que alguns d.io trras al de graga.n aquel-
les que as quecem cullivar.mas islo com a COndlCCiu
taclla de despejar o morador 110 inoineiilo queesle nao qm/.er servir de inslru-
meulo a vinaaiigas parliculares, volar na chapa *l**
proprielarin, absulvtr no jur\ um criminoso prote-
gido, etc., ele, assim cumpre dar garantas aot hu-
men* que vivera do trabtiho, colocandn-sea sua dis-
posicao as Ierras que neeessilar por meio de compra
ou a foi ami ni,. ; v .-lamo- n io. que S. Exc. ha de
tomar as medulas necessarias para su conseguir o re-
sultado desejadn.
Sao iucalculaveis as vantacens poliliras a sociaes
que nevero resollar da adopto de semelhanle me-
iiiila.Com elleilo,depois de poucos anuos,leremos cen-
tros de popularn indepeiideiiles e na poste de meios
seuuros de suhiistancia. A riqueza publica c parti-
cular augmentar ; Inesles lugares a realidade do
/atoja iiAu sera um simulacro, a lei sera respeilada
a o criminoso polentado punido, como qualquer
raembro da eumiiiuuliao.e enlAo a nossa prostieridd-
IOK-
sendo approvadas as seguinles emendas, que furam
Ii piuladas duranie lo la a discusso dn projeclo :
EMENDAS EM SEllUvDv DISCISSvO Di) (
CAMENTO PROVINCIAL.
Arl. I, Ficou a liado al ofim da ilisciisAo.
Arl. _'. F jram approvadoi os g I. 2, 3, e .">; o t-
tal .ubslituidn pela seunniule eiuemla : Com o expe-
diente, rompa de mobilia, aceio da casa e pequeas
reparaees 1:6009.
Arls. :l, e 5 e seus ^j foram approvadoi
Ari. 6. roiapprovado a seus Si, Dona aeguinte,
emen la mais 500? eom o ordenado do profesor
de latina da villa de luuaras..
Arl. 7. Foain approvadoa us SS 2, :l a ; e o !.
fui .iihs......lo p-i. se-iiinle cmenla : Jora os pm-
fessores, ineluiudn 1(1 |Uittc>4 a ,1005 cada inn.e li-
eando o uoverno aulorisalo a exceder esta consigna-
cao para augmentar o nrdeuado dos profesores que
se halnlilorem u> furnia da lei u. ;l(i9 50:.58d3l2:l.
Arl. 8 c 9. Parara approvadas,
Arl. 10. roiappravado com a secuinle ementa:
Em vez de00-. diga-M 2:0005. sendo l:i00 para
compra de livros.
Arls. 11, laseos!^. I'orirn approvados.
Arl. 13, e seus 5$. Foi appruvado com as emendas
seguiulus:
1. Devendo o noverno mandar construir nina
Cadeta na colado do Rio Formoso.
2. Inclusive 2:000o com as obra! do recolhimen-
to de luuarass.
.1. Supprima-se a idea de arremalacAo as obras
de Pedro II.
i. Depois das palavras se eslAo fazemlo di-
ga-se e com a cadeia da crdade de Nazarelh.
5. Depois das palavras se eslAo fazendi ac-
sera menos no papel do que na realidade. ; creseenle-se calesinenlo da ra Imperial, acomi-
do expediente do governo publicado no Diario de miaco al enconirar a etlradl da Victoria
hoje, eiiconlramos um mjame Oto dedo secreta- 6. Com os reparos de que ncce-sila o eddicio
riada presidencia pelo Sr. Sergio leneira de Ma- que serve .i- casa de cmara e a cadeia da villa de
cedo, que muilo [anular,i o expediente daquella re- Serinhaem 3:0003.
parlirAo. Nesle regulamenlo. alias mol lacnico e 7.- E aubsliloindo a' disposicAo do arl '.- da
preciso. encoi.lra.|i-se pre.cripcoes que derrogam a lei n. :llii de 8 de malo de 1855, relal.vame'iile a
pralica ante-diluviana, que exislia naquella repar- compra da casa que serve de cadeia em Pes-
tia e as iiinuvar/ies adoptados por S. Exc. quanlo a queira.
'"lucias e formularios de papis saludos dahi, es-I 8.- Accrescenle-se as palavras que se eslo
tAo de harmona com o que se prllica ,.- p.izes j azendo as seguinles e a's ramilicaces das es-
adianlados em eivilltacjlo. Alguns actos praliralos I Iradas.
por ... Exc, a sua presera em dilTerentes lugtres e | 9.- Depois das palavras l .ipromplid.ro em receber i qualquer hora lados i accrescenle-te inclusive m caes no porto do vata-
aquellcs que o procurara, Ihe lem grangeado raoi-i douro da cidade de linda, e urna rampa,
tas sympalh as e toda a senle aguarda grandes cou- 10. E com a factura de um acude ua Iravettia
sasda sua .dminisIracAo. _Xeos oiho ,,,, (|a 0 es(ra|)a ^
Ul preces dos geueros alunenlicios continuara | desia cidade ao centro da provincia
abanar, menes o das carnes-verdes, que continua.u ,,. Depois da palavra ra. diga-se co-
a ser talludas de 12 a 11 pataca*. S" actualmente, macando desde ja no bairn. da Baa-Vi que uos adiamos no invern esle genero re vende ment dn Mondaga no luuar que vulla para a Trem-
por tal preco sem que baja urna razAo que pe, a terminar na ra do Aterro.
o justifique, he claro que no verAo lera de duplicar.
Assim tugamos aS. Eic. que lance as suas vittat
para esle objecto, e livre a populara ric semelhanle
calamidade.
No dia 13 do eirrente os relisiosos Franciscanos
celebraran! a fesla de Sanio Antonio com pompa e
esplendor. A msica da mis.a foi execulada por
urna grande urcheslra de habis profesores e todos
os .icios da solemuidade eram-precedidos por bellas
pc$as de msica, desempenhadas j>or tres mticas
narciaesque a porfa procuravam alecrar os liis.
I.ouvores sejam dados ao digno goardiao que consa-
art loda sua vida ao cumpriinenli de seus deveres,
promoveodn e esplendor do templo, que foi confia-
do ar.s seas cuidados.
Appareceram esla semana algom casos do cholera,
mas islo nao deve assuslar a popularan, porque to-
das as vena que em um paiz lem reiuado urna epi-
demia, tempre, dorante algum lempo, apparece um
ou oulro caso, e, como lodos ja conhecem os meios
de combaler o mal, poucos damnos deve causar a
sua reapparic.au. Enlrelanlu he conveniente que ba-
ja alguraa caulela.
F'-lleceram durante a semana 58 pcssn.is : sendo,
18 homens, 17 mulheres e 12 prvulos livres. e ti
liomeus, 2 mulheres e 3 prvulos, escravos.
PAGINA flVULSA.
O baile dos cincoenla.Deixem la fallar. Sem-
pre foi lerefa inui diflicil de exerular a descrip;ao
de um baile com lautas denosninaciies, que se da
a um ajuulamcnlo de senhuras e laralleiros n'uma
casa para comerem. beberem, danurem, conversa-
rem, passrarem e eniprazarem-se. I'enlia paciencia
o nobre leilnr, que lhe daremos urna succinla noticia
das diversas especies desse genero de di-lraci;,lo,por
que inliin he unn nolicia, que enlendemus ser cu-
riosa, para ts apreciadures daslhcoria9 bailarinas.
(Baileshe quaudo depois do cha ha papanea
de cou-as mais phvsicat do que bolinliolos, islo li,
assados, recheiados, c amassados, e guando depois
do fejm ha ainda um laslrozmho confortable de
chocnlale, rafe com leile. nev ele, ele, i.to be
baile...
Partidaahe quando nao ha lalher, mas sim
quando por rolla das lanas ha cha, e las quanlas
refrescos, islo he partida.
uSoirceuhe quando ha simplesmcule a pro-
saico liyson, acompanhado de modestas bandejas com
honras de charolas, islo he soiree...
uKeiiuiaoiijn- quando pelas 9 ha o econmi-
co cha de familia com as esteris torra las. e as ri-
das holaehinhas britnicas, isto he reunio...
crSerAuhe quando os da familia desde as 7
esiao repletos e depo|s ha excedente conversaro,
maviosas cargalhaiias, costura a luz de um cadi-
eiru, e niklis de cha para os hospedes... islo he
sern.
Ora a vista do que acabamos de dizer parece que
um baile deve ser mais apreciado do que um serao ;
ao menos assim dicia um estomago gastrnomo.
A oarrafao porlanto de un baila nada menos be,
do que a pintura, mais ou menos colorida, de um
dos mai imprtanos, bellos e ancos momentos nAo
soda belleza e juvenludc comu ainda daquella por-
c.ia humana, que ainda teuo julg.i invalida para
nao poder participar das olravessuras juvenis : he
ainda mais, o quadro Jiel de lodos promeoores de
um loen de vvenles racionaes, moros, bellos, intr-
pidos e de acallados gaslos e usados, dos quaes al-
guns macaqueam os mocos, circulam-os, imilam-os,
c os applauem; e afioal, de homens rircumspeclos
que olhnm para um baile como para urna das -cun-
d vida ni,',- digna de iudeleveis aponlamenlos. He
assim iiui baile,e nislo ine-mo consiste o seu ser, sua
grar, e brilhanlismo.
As ondas flarloanles de centenares de lustrosas,
e entenada, cabreaso ameno jardim de llores arli-
firiaes. que offerecem os peilos, os vestidos e os pen-
leadosa variada collecrAo de rendas, blonds, cre-
ps e escumilhas, as perulas e hrilhanles, <(s perfu-
mes e as llores naluraes, a auimarAo, os risos, os
galanlai.w, as palestras, ot searedihos, os passeios,
as eorleziat, e ademanes, a llngoigesn muda e os
suspiros ; e depois : as vralsas, os pulos e as piro-
las, as quadrilhas, us pares, os vis-sa-vis, os pedidos
de preferencias, os cumies anlecipados, a msica,
o emlial-amam -nlo dos sales.ovaporodorifero e em-
hnauador dos pe fumes, o enlhusiasmo, a poesia dos
poetas, a luz, o hrilhi dos cr jslaes... eis o que pou-
co mis oo menos conslilue um baile, eis u que se
deu no lilao do Sania Isabel no sahbado Ii do cor-
rete :
Esleve esplendido, a concurrencia escolhida, a
msica soberba, as toilettes das excellenlissimas mui
vanados e de summo goslo, e lodo mais em relaco.
Nlo houve rainha, ou houveram lanas quaulas "fo-
ram as senhorat que se dislinguiram por seu port,
belleza, ademanes e aceio. O Exm. Sr. conselhei-
ro presidente lernou-se digno das atlences de lodos
por tua amahilidade e corlezania,
A Exm." filha do Sr. cantellieiro, nossa mui dia-
na e inleressanlissima hnipedr, cujo loilell revel-
lava ionoeeocil c nielanenlia lornou'-te digna de
mni;ao por sua candida jovialidadF, amahilissima
cnnversarAo elralo ameno para com lodosque a com-
primenlavam e mui principalmente para com os ra-
diantes ornamentos do haile.que enlre si rivatisavam
quem mais a obsequiaste.
Os Srs. directores do baile porlaram-se como per-
feilos palacianos no desempenho de seus nohres de-
veres ; gluiiem-se pois os Srs. I.uiz Aiilonio de Si-
queira, C. Alcaforado, e A. C. Puiho Borges.
Na cexla-feira a noile na roa das Trinrheiras
honve quem jogasse boa porrAo de buscapis, como
que provocando a polica, por quanlo o locador nAo
se orcullava : sim, sim em quanlo venia, agua ua
vela.
N'uma rasa do palco de S. Pedro do lado da
ra da Viracao. felejaram solemnemente a noile de
S. Antonio, e se bem que a casa fosse pequea com
ludo nella se aehava reunida eteellenle cnmpaiilna.
O Sr.... que nos envinu copia de ama caria ] ro
que escrevera a |>. E. C. B. a respeilo de um sen
Intel ido, digne-se manda-la buscar que nao he pos-
tivel a sua puldicacAo.
NAo he possivel que os particulares possam so-
hrecarregaie da eduiarAoe iiianiiteorao de lan-
os nrphAos que por ah audam derramados: ja
muifn li/ersm arranca-Ios da morle cerla, quandi.
seus pas exhalavam o ultimo suspiro, aaora poram
que ludo ha passado. pedimos ao Sr. Dr. juiz de or-
ph.los que se digne allender as reclamarles de lan-
as familias.
. Na ra do Mondeso casa n. .">(i ha urna pohre-
zinht orpha, menor que precisa da prolecrAn do
jota competente, aflu oeser reculhida n'am 'desses
asilos de cari.lade.
Na sevla-feira foi preso.nm individuo malriru-
Arl. U. Fui appruvado, rom a emenda sesuinle :
Iir.ni.li> a disliibuirao da verba ao arbitrio do o-
verno.
Arl. i:,. Foi tpprovado rom a egiiinic emenda:
Depois la palavra obras, au:raeiile-se con-
cerlo e pintura da casa da assembla.
Arl. lti. Foi .ii!..iitiii i i pela seguinle emenda :
i I." Com as represenlares 12:0009. S 2.' Com o
ordenado do administrad >r 1:8009.
Arl. 17. Fui approvado com a seguinle emenda :
Ao S I.Em lugar de 102:9083,03 diga-se
I12:829;:I,S0.
Arls. 18. 19, 20. 21, 22, 23. 21, 25. 26, or.im ap-
provados : assim como o artigo addilivo ao capitulo
6.Com a propagarn da vaccina e conservarAo do
sen archivo e o da < ommissAo de hvgiene publica,
6009 rs.
Arl. 27, 28, 29 e 30 foram approvadoi.
Arl. 31. I- oi approvado com a tegoiata emenda:
Ao 8 1.Com os veucimenlos dos empregados,
26:6191 rs. ; e supprimido o reslo do arligo.
Arl. 32 e seus parazraphos, fbram approvados, e
a emenda aegointe :Picando o presidente ua pro-
vincia aiilnrisado a reformar ou reu'ularisar as roi-
lerlori.is, romo julgar mais ronvenieule ; deprn.leu-
do a reforma, ou regularisacAo da appruvarAo da as-
sembla.
Artigas 33, :ti, 35, 38 e 37 Foram approvados.
Arl. :I8 l-icou adiado.
Arl. 39 Foi approvado
Arl, io Os S j | e 2 foram suhsliliiidos pela se-
uinle emendasohsliluiliva dos S S 1 e 2 do arl.
10Tres por cenlo do assucar, e do algodAo expor-
tado.
O 3 foi approvado, com as seguinles emen-
dasDepois das palavrasmalena prima eslrancei-
radisH-eou importada de oulra provincia. Ac-
crescenle-se ao 5.Com excepcao do caf, que so-
menle pasar meio pnrcentiXj
OsS. 5, 6. 7 e8 foram approvodos.
Osgs- ti, 10. II e 12 foram 'jpprova,dos.
U 5. 13 loi approvado.
OS- 11 foi approvado com asegunde emenda
Depois das palavrasbebida* espiriluus.is aceres-
cenle-sequiuze res por caada de vinagre.
Arl. II foi approvado.
Arl. 42 foi supprimido.
Arl. 13 foi approvado.
Arl. 14 foi "pprovado.
Arl. 15 foi approvado com a seguinle emenda
depois da palavra quitediga-se das dividas li-
quidas.
Arl. 'il*. foi approvado.
Arl. 17 foi approvado, com a seguinle emenda
Em lugar de elevada a meio por cenlodiga-M
'era de um Ierro por cenlo.
Arl. J8 foi approvado com a seguinle eineuda
r icamln a prsenle disposirAo em vigor al que o
presidente da provincia faja a reforma das collec-
lorias na conformidade do art. 32.
Art. 19 foi regeilado.
Arl. 60 fui approvado.
Arl. 51 foi rejeilado.
Arlisos 52 e 53 foram approvados.
Alttn.OS ADDITIVOS AS DISPOSICOES
(ERAES.
Ar(igo. (I presideule da provincia fira aulorisado
a fazer com a caixa filial do Rauco do Brasil os ajus-
fe e contrato, neress.no. para que esla caixa receba
em cunta correle, vencendo juro, os dinheirus da
provincia, e faca os pagamentos que se convencio-
narem mediana checlet, ou ordena dos Ihesoureiros
ou funrcionarios a quem pelas leis compele fazer
esses pagamentos.
Arl. Fica igualmente aulorisado a expedir lodas
a. orden- e regulamenios necessarios para execurao
desle svsleina.
Arl. Fica o presidente da provincia aulorisado a
adianlar ao conlralador da illninina(ao aclml, a
quanlia de quarenla conlos, no caso que esle adian-
lainenlo nao obste as diflerenlss despezas conlempla-
das nesle m. menlo, nem a regiilaritiade das npera-
COaa da Ihesouraria. Esla reparlican em lal raso
exigir tt garantas: que julgar convenientes, e fara
um descomo em cada mez, a parlir do da do refe-
rido adiamntenlo, .le inoJo que no prazo de dous
.unios afazenda fique paga, nunca excedendo porcm
esse pagamente ao termo do referido conlralo.
Arl. Fica o presidente da provincia aulorisado a
conceder a Jos da Maia a lilolo de eiuprestimo a
quanlia de cinco conlos de reis nos lerinos dos !5 se-
guinles :
S l.o Esla cnneessAo sera realisada em duas
pre*lares: a I. quando a machina de descarnrar
algodo esliver concluida, a poni de poder aproin-
ptar pelo menos duzentas arrobas de algodo em
rama em doze horas; a 2.a qoando esliver ella func-
cionando regularmente durante tres mezes cm 1-
gum de nosfis serles em que se cultiva o algodo.
S2.- A Ihesouraria sera' paga da primeira
prestarAo dentro em Ires anus, a parlir Jodia
de sua realisarAo ; e da segunda, sera' paga tlenlro
de dous IODOS, a partir du dia cm que liver lido
lugar.
S 3.' O presideule da prnvinria exigir' as ga-
randas que forera necessarias, e organisara' o resu-
lameiilo preciso para levur a elfeilo u emprestuno
cima cun as condires eslalielecidat.
Arl. Fice o presidente da provincia aolorisado
a fazer a despeja precita para mandar urcar os repa-
ros das rapellas-mr das malrizes da toda a provin-
cia*.
Arl. Fica n presidente da provincia aulorisado a
Contratar 0 calcamenlo e esgun desla cidade, com
quem melhores condicees olferecer, medanle os
meios que para esla despeza cslabelece a le n. 350,a
una despeza animal de deieteis conlos de res, para
COmpteUro pagamenlo das dilas obras.
Arl. Fira o governo aulorisado a verilicar se exis-
tem enos no orraraenlo do ai;udc de Caruaru', e
cvi-lin I... mandar pagar a Joo Vieira de Mello e
Silva, arremtame que foi das ubras do dilo arude,
a quanlia de um conlo de ris, por elle dispedida
, em dila obra.
A ordemdo dia de hoja he a continuaran da an-
I lecedente, e a primeira discusso
em um canonicato vago da cathedral do lomado de
Maiianna.
Foi reforma lo, na forma da le., o lenle coronel
do extinelo l.o bllalblo de infariaria da guarda na-
cional da Cldudo de Paranagu n, o Sr. .1,. i | ii un i. ,ii h,|,, Curreia.
O brigiie da guerra ingle/, /..vprets, enlrado no
da I do correte no Hi i, Irouie a seu bordo 3(i pes-
soas atacadas da labra nmarala ; imiDedialamenle
foram dadas as providencias pira que neulium con-
tado honvaaaa enlre a Iripolaco do ine-ino e a gen-
ie, de.(erra para o que te maiidaram para o lazareto
da Jaro juba os docnles.
Fallecen no da I do cirretta o coronel Antonio
Ondoso Pereira de Mello, cvmmendador da ordem
de A\i/, condecorado cora a medallia da guerra da
Independencia da Baha, e ctmmaudante da (rlale
n da Santa-Cruz ; foi sepultado com as honras con-
dignas ao seu poslo.
i'or decreto de 2(i de maia ulliino foi reformado,
a requeriraeulo sen, o coronel do corpo de eslado-
maior da segunda classe, Antonio Leite Pereira da
dama Lobo.
Por decreto de 29 do raesiro mez foram nomeados
lentes substituios da escola mililar da corle os Drs.
tiahriel Mililo da Villa-Mora Machado, l.o lenenle
do corno do engenheiros ; .') Jorge Eugenio del.o-
fio Seiblilze Augusto DiasCarneiio, palanos ; pas-
infamias, a maledicencia qoe nao pode eslar Calada
uin momelo, armaram o braco Iraicoeiro daquelle
que ha pouro lano o elogian e requeslava Pro-
cedimenlo inqualificavel, maligno e peilido pro-
prlo unicamenle d'algnin desses anjos rebeldei, que
pela desobediencia e Ingralidlo foram lliradci pelo
Creador aos alivsmos |,'..lun 1 s.
0 vosso concidadao. O Telescopio de llencihll.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
i ro-1- ha por osle mundo que comeram por unde
deviam acabar. Em pernambueo ahi" esl ol Ihea-
tro de Santa Ittbfl para dar a use proverbio o ver-
dadeiro cuiiiio evanglico dos adagios porluguezes.
E de faci, ao recoidarmo-nos dat fes'as enlhusias-
lieas, Hat represenlacoes pomposas, dos eslioudu-
sos bailes, qua de cinco para seis annos a esla parle
como que saudaram o nascimenlo do nosso Ihalro ;
e compararmos esse eslado de prosperidade h---n-oi
ra da cnlao com o abandono a que fura volado um
edilicio sumptuoso erico em seu genero, nao pode-
mos deixar de lamentar a sorte de urna capital de
100:000 almas, ronslrangida pela incuria d'uu. ou
pela .iii-uili -icuri i da oulrus aver enterrados lautos
conlos de reis eitrahidoa do seu suor, sem dells re-
sultar prove lo algum a uingaem !
O nosso Ihealro, o mais bello do Brasil, pela sua
sou a aggrega.lo a arma a |ne perlence o capiaii de mageslosa aYchiiheclora e brilhanle de COrafU, jaz
callara do corpo de guariucAo fu de S. Piolo, Jos no_mait culposo abandono.
Mana aviAo Ptixulu ; e foi uomeado capellAo Al
feres da reparlicao ecclesiaslica do exercilo o padre
JoAo Bapliila Roccalaglia.a.
Por decrelo de 30 de maio allimo :
Foi apreseiilndo o beuefciado Jeronymo Jos Fer-
reira Girneiro no canoircaio da or lem subliacoual
que se acha vago na e.alhedral do Para.
rram nomeados:
Majares ajudanles de ordens do corrmando supe-
rior da guarda nacional da comarca do Rio Parana-
hyba, em Coya/, Manoel Goncalve da Silva e Ma-
nuel Pereira de Siqueira.
Capilo-serrelano geral do dilo commando, Anto-
nio da Silva Prannos Casado.
CapitAo-quarlel-mesIre do dilo commando, Jos
Nello Carneiro l.eAo.
CapiUo cirurgiAo mor do dilo commando, JosRi-
beiro da Silva.
Foi reformado II forma da lei o major do exlincto
lialalli.u da guarda nacional da Limeira, em S. Pau-
lo, J. so Rodrigues Penleado.
Dcfenrieram Ihezes para oblerem o gran de Dr., e
foram plenamente approvados, na Faruldade de Di-
reilo de S. Paulo, os hachareis pela mesma Joao
rheodoro Xavier de Mallos e Antonio Carlos Ribei-
ro de Andrada Machado.
A barca brasilea /po/ifra, sabida desla porto
para o do Rio (randa do Sul, arribou ao Rio de Ja-
neiro no dia 28 do passado, contando ja 39 dia de
viagero.
La-aa no Crrelo Mercantil de 27 do pa O bravo capilo jtofcer e a corajosa IripolarAo
do navio belga Konphandet, depois de lulareui coi -
Ira o venia, a agua e o fugo, sem leme e sem oulros
rerorsos mais do que a pericia e a co'agem para op-
porem a lanos elementos contrarias, entraran! esla
"i.iiih ,a no noss i podo, vindo o seu navio rebocado
pelo vapor nacional Corsa.
No dia 22 do correle o Sr. Perder, cnsul geral
da Blgica, recebera, por urna embarcarn cosieira,
urna caria daquelle rpita, que linha tahldo do por-
ro do llio de Janeiro a 27 de feveroiro, com destino
para o Pacifico, com e-cala por Paranagoe. Dizia
elle na cariaque a 25 de abril perder o leme pelas
Ti horas da larde, na aliara de 45 27' lal. Sul, e
52' long. Osle de l.reenwich qua antes ja havia,
perdido lodo o panno ;que nAo lhe lendo sido pos-
sivel arribar a M inlevido, por ser muilo perignsa a
navegado para all, porcaus dos bancos, procurara
a Larra do Rio de Janeiro ; que desde 25 de abril
o navio eslava a fazer agua, da qual urna vez enlra-
ram al tres ps uo pora, o que se conseguir dimi-
nuir unindo as costuras com caviihis de ferro em
braza. A lodos estes desastres accresceu anda que
no dia 6 de maio descobno-se fogo no poro, o qual
se eonseguio exlinguir depuis de reiterados ex-
forros.
Era basca do navio, qoe, segundo aquella caria,
devia achar-se a 30 milhas a B. N. E. da Rasa, ex-
peli o Sr. Pecher, rom a maior diligencia e huma-
inda.le, o vapor nacional Princesa Imperial e man
depon o vapor Corsa. O pnmeiro vollou sem ler
encontrado o ohjeclo de sua viajera. O segundo (o
mais feliz, la nelle o Sr. Paridan!, chanceller do con-
sulado belga. Depois de percorrer asallurasda Ilha-
Grande, e Cabo-Feto, enxergou o Koophanie\, atra-
cou-o c o Irouxe a rehoque.
ii Quando u <7or.'a eolrava hoje, com aquelle va-
lenle barcu, soll'reu era cheiu o lufo desla ma-
uha.
a A carga do koophande\ era malle que recebera
em Paranagu.
Alm dos elogios que cabem s autoridades bel-
gas pelo zelo com que se houveram, nao he menos
digno da louvor o almirante Ipiles, oSr. Johnstone,
que, informado do que se passava, mandn sahir lo-
go o ftl/leman em soecurro da mencionada emharca-
cao.n
Das provincias do sul da corle nada ha de nolavel
pelo que dizent aa jomaos que lemas visla.
No Rio Grande do Sol houve ura grande lempo-
ral, rom o qual naufragaran!, eni um s dia, i em-
barracoes : os hrigues Emprtliendedor c Arcthusti,
a escuna Orion, o brigue inglez Ada, e o brigue Fe-
liz filiante. _,
Unicamenle eslava clrga no Riopara esle porto
o brigue brasileo Jlercit\e>.
&ommi\tt\caS>t}.
Tem, he verdade, um conselho director e um
adiniuislrador de nomearo dn guverno. alm na um
conservatorio dramtico e de um emprezario : mas
de que serve loda essa fonfarronada, vislo como se
sabe que o .....passado e lodo o crranla anno nAo
lem podido haver urna a represenlaco por campa-
nilla sua ? Hisum leneatis.
Mas porque nao tem o nosso Ihealro lido urna
companhia sua nesles ullimos lempos, quanrln le-
ve a, lo. boa, e que lano agradou ao publica, nos
primnos anuos depois de sua instaladla '.' Ignora-
mo-lo em parle, mas suppomos que* a razan he a
seguinle:
Us homens favorecidos dn fortuna, nao procuram
a empreza do Ihealro de Sania Isabel ; os que nada
leem, brigam para oble-la, cerlos de qua tildo o
que vier he bata, padec quem padecer.E iim
se faz.Toma pois o emprezario conta do ihealro,
deserlo de actores, e l vai elle de provincia era
provincia a recrula-loi a lodo o preco ; e quando
ennsesue arranjar nina companhia dramalick, he
por preco lal qoe no lim do lempo do seu conlralo
esl o homem endividado com a prtQa, e com os
empregados da casa, fallido por couseqoeoejia, e
muila vez cumpromelli.los us seus dadores !
Talvez se suppouha que islo he um conlo da caro-
chinha ; nao ; e pelo contrario he urna rtalidade
raaihemalica. Neulium emprezario pode deixar de
fallir em quanlo for ronslrangido a solicitar do Rio,
Baha, ele, os adores precisos para as representa-
cues regulares do Ihealro Sania Isabel.
L'm actor, que esliver era MI provincia vencen-
do, pnr exeraplo, 2009000 rs. inensaes, quei pelo
menos ndoplo para vir a Pernambueo, e mus o
appendice de passagens na viuda a volia, un uu
mais beneficios, etc., etc., sen* fallarmos no adi-
antamenlo de alguns mezes de ordenado a i|uasi
todos.
D'ahi a primeira dillicaldade para o pobre do em-
prezario, que, alera desla, lem minia, out as a
vencer, aloque se declare, oo o declarem. fallido
de fado e de direilo E depois t Depois sao mil
comprometimientosactores por pagar, musicn por
pagar, fornreeduraa de fazendas, de luz, ele, tudu
por pagar, e o diabo, o diabo !Depois diz ai Pa-
gina Aculsa ( ii Diario a n. 26, de 31 de janeio do
crreme annu ) : a I.ouvores mil aos dous commer-
ii cianles, que^occorreram companhia dram ilica
o em seu transpone para a Babia: ella retir i-se,
a por au ler aqni de que subsistir. E vivam us
economistas E al quando havemos de viveem
semelhanle lula Al que os horneas que dirigem
i* nossas rousasse rompenelrem da necessidade que
ha de se seivirem di que Deus nao poucu 11 lie ra-
menle nos deu.
Com effeilo. i experiencia de longos annos nos
lem feilo conhecer que possuimns em nossa previn-
cia rapacidades para lodos os misleres ; e quai lo
arle dramtica, recordmonos que enlre nos se lem
feilo bellissiinas e pomposas represeulac,oes de lira
mas ptsloris, com meninos inexperientes de ambos
os sexos; em laes occasiOes temos vindo ao conaeci-
raentode que, quem qoizesse aprnveitar o mrito, e
dar um modo de vida .lcenle e lucrativo diversas
familias pobres, nAo leria mais do que escolher
enlre esses meninos os que mais esperanca inspiras-
sem, e teriamos assim um ncleo de escola dramti-
ca, a qual, dirigida por um hbil ensalador moder-
no (da escolla franceza, por exemplo, que repula-
mos a iiii'lhor, poderia fornecer ao publico desla
cidade, ao principio com algum Irahalho, perm
depois mais fcilmente, boas represeulares Ihea-
Ir.if-, que so iriam aperfeironndo com o .indar do
lempo.
Nesla parle os Iheatros particulares teem feilo
moilo ; e o numero de joveus, que leem de-envnl-
c'ios, diremos que se Irale com os que ficaram, e se
os 'obrigue a reunir os corapanheiius retirados ou
oulros, que os subslilaam : ea respeilo da segun-
da, asseveramos que um ador pode nao ser pti-
ma a ( mu-.i .lili: ii de euconlrar) nem inesmn
n hom, a e agrsdar, si se dereni em seu favor cer-
tas i circunstancias alleuiiaules. o
l'm adur quasi sempre he hom quando se apr-
senla bem caracterisado em um Ihealro, cujas sce-
nas sejam bem piuladas, e representando pecas da
gotlo geral, saturadas de boas mximas, bons ditos,
ole, etc. O bnm escriplor ojuda mu lo o actor, e
como qoe o condui pela mo a urna perfeicao infal-
hvel ; pelo lempo aliante, a nao se dar em o aclor
a o-tupidez de um seixo de Fernando.
Em quamo se nAo urganisa a escolla dramtica,
nico meio que nos pode pr no futoro acoberto
dessa indigencia de actores em que vivemos, he
bom que se obrigue desdeja a companliia dramti-
ca, que turnar a empreza do Ihealro, a admillir
como allumnos os joveus, ,jut. se qoiaerom dedicar
ao Ihealro ; eulo para prevenir que ella se furle a
lecciona-los quando appareram, como coosla o ti-
zeram us adores de oulras provincias, os quaes re-
peinara qualqoer pedido nesle sentido, sem duvida
para nao termos nunca adores nossm, e eatarmos
sempre a merc das oulras provincias do imperio,
mais providente- do que nos, e por conseguinle
menos necessiladas e mais felizes nesla parte do qoe
oslPernambncanos.
Recife, 13 de juuho de 1856.
i&ovtc&ponbtnti.
A SAI1BATINA 1)0 SENHOR CAI.ASANS.
Leudo o peridico O Clarim Lillerario tiremos
de apreciar a Sabbalina. cuja redaccAn eoube desla
vez ao nosso tollega o Sr. Calasans,' e nao foi tem
muilu senlimenlo que vimos o que diz o nosso col-
lega do Dr. Caelanu Filgueiras oo juizuqne faz dos
seus arremidos de poesia : anda au nos veio as
iii.ius o volume de-la- poesias, e por isso nao as po-
demos julgar ; mas somos obligados a duer fran-
camente que o Sr. Calasans, que se quiz arvorar
em critico de (ionsalves llias e Alvares de Azeve-
dn. despresando os principios de justica que alta-
mente proclama, lalvez por nAo querer tujeilar-se a
nthurifiracoes imerecida* crilicaodo de urna ma-
naira pnneo seria, e menos digna de quem querser
critico justo, eslas poesas pnmeiro ensaio potico
do anlor que ja nao lendo quinze annos he com
ludo moilu moco para -er um perfeito poeta ; (a-
/.endo comprehender por suas expretses muilo par-
ciaes, qoe nao diz ilusamente a verdade, lalvez por
nAo querer render respeilo e horaenagem os nrgu-
llio do poeta o Sr. Calasans, que em verdade nao
patsoo de um zoilo impertinente, nao contente de
depreciar o ment lillerario do Dr. Caelanu, (ez
o seu juizo bem iujusio e parcial do Sr. Muniz Brre-
lo appellidantfu-o de fcil repenlisla.e desconhecen-
do al sua qualidade de. poeta, que ainda nioguem
alreveu-se a contestar.
As verdades nuaa e cruas do Sr, Calasans desa-
gradara aos Bahiauos, supersticiosos pelos seas poe-
tas, porque nAo sAo verdades : sao palavrat aereas,
que o Sr. Calasans escreveu sem conseiencia do que
- porque u Sr. Calasans, que se presa de jus-
fazi
ticeiro e de dizer lisamente a verdade, nAo poda
consdencinsamenle appeilidar de (aril repentista, e
dizer que acaba de desacreditar-te com a publica-
rlo de suas obras o Sr. Moniz, daqnem o mesmo
Sr. Calasans, quando esludanle na Baha, desejaria
merecer um pequeo elogio para jolgar-se alguma
rousa em poesa.
0 Sr. Calasans ignora por cerlo, que o Sr. Mu-
niz nAo escreveu so improvisos, e ignora tambem
que o primeiro volume de colcheias, sonlos e
mais poesias improvisadas foi publicado u pedido e
instancias dos amigos do Sr, Muniz, que nao que-
ra dar a luz poesias feias no calor dos banquetes,
ou nos camarotes dos Iheatros; mas, seja como for, o
Sr. Maniz esla sobranceiro f eslas criticas apaiio-
nadas, despreza-as porque lem consciencia do qoe
he ; e n3n he so a' sua consciencia quem Ih'o diz.
ii Exm. visconde de Caravellas habilitado para jal-
ga-lo.Jreconheeia sua rapacidade como poeta. O Sr,
Caslilho lambem habilitado para jolga-lo, e mait
fcil de comentar que o Sr. Calasans, condece e
drsse'ada!*8 lh fuM PguoUdo, e do cosame
E sendo dad. palavra ao Dr. promotor publico
par. fazer teslerau.iha as pergaala. que julgasse
coiivemenfe, pa,sa o mesmo Dr. promotor .Yn"
lerroga-la pela maneira seguinle :
Se quando chegou bordu cum a forra de seu enra-
mando para lomar conla do palhabole, ahi chegou
algum. guarda de p.i,an,, ". quanta. tmSZ
compunha osla, e te alguro do. acotado, STtmZ
dan.V- '"'i"n,e"l8 Se e,la,'* P'nl comm",-
Ao que responden a tetiemunba, que achara
all orna guarda de patanos faz.ndo dalla parlei.
reo prsenle Manoel |-> aos oulros reos, odo que" o comniand.nlo da mes-
ma guarda Manoel Elias Silgado so achara em lar-
ra, a foi elle letlemunha qua o (ez embarcar para
bordo acompanhado da larra.
Sendo mais pergunlado, se na occasiAo em qua
Irouxe para tierra ot Africano, apretado., e driles
fez enlre i ao eomm.ndanle do brigue barca o Ila-
marac. u oavira|dizer|qOe livessem sido soblrabidot
de bordo alguna Afrie.not ?
Respondeu que nao, mat que potleriormente soo-
he, que lia va m sido extraviados de bordo algnas
Africanos, em razao d ler ido por orden) do enlao
ehefe de polica, e jumamente como mismo bosew
alguns qoe haviam* sido adiados as mallas do en-
genho Carhoeira, e ja esiavam am casa do teobor
de engenhn Ignacio de Barros Wanderley.
E dada a palavra not reos para por ti, ou por in-
lennedio de seos advogadoi Uniera a leslejnunha
as porgo nas quejulgastem a bem de suas defezas.
O Dr. Antonio Vicente do Nateimenlo Fetopa
fez lesiemuiiha at seguales pergaul :
Pergunlou-lhe qaa diitaneia havia do engenhn .
Trapiche do coronel Menezes a cidade do Rio For--
moso, onde elle tesleniunha se aehava, qae hora!
receben o oflicio do me-mo coronel Menezas, orde-
nando-lhe a parlida para guarnecer com deaiara-
mento o palhabole oegreiro, qoem o portador deten
ullicio, a que horas parti ella testentuoha do an-
aenho Trapiche para a barra de Serinhaem, qual o
molivu dessa demoro, a qae horas cheaoo na barra,
e se ah eslava na praia Manoel Elias Salgado, s oo
com ot mait guardas, como se traoaporion elle les-
temunha par. bordo, se Manoel Elias Salgado esti-
vera anles a borda, e como ualn viera para Ierra,
onde se aehava quaudo elle teslemonha chegou I
Respondeu que o engenhn Trapiche dista Ires le-
guas de Rio Formosu, e dua. da barra de Seri-
nhaem, que recebeu o officiu a maia noile do dia
12, sendo-lhe entregue por um iprelo portador do
mesmo coronel Menezes. que parti do engenho
Trapiche para a barra oe Serinhaem das Ires para
qualro horas da raanha. sendo que a demora qne
all leve, foi em consequencia de te procurar um
guia, qaa levaste elle letleaiuoha al barra, gan-
de ehegou com o destacamento ao romper do dia,
que ah chegando enconlruu na praia o capataz
e inspector Manoel Elias Salgado, s, estando os
mais guardas a bordo, a excepto da um guarda,
que se aehava em um. barraca amarrada ao dilo
palhabole, que elle leslemunha ficaiido na praia
com metade do destacamento mondn a bordo um
seu sargento com a oulra melado do deslaeamaalo,
em companhia do dilo Manoel Elias Salgado, a na
barraca que eslava amarrada ao palhabole, e em ou-
lra que eslava junio a praia te fez a conducho dos
Africanos de bordo para trra, e islo de orna tn vez,
que elle leslemunha nao .abe como Manual Elias
valgado sabio de bordo para Ierra, onde eslava,
quando elle letlemunha chegna, mas sabe ano o
mesmo Salgado eslivera anles a bordo eom os gnar-
gat por elle mesmo lhe dizer.
Pergunlou-lde mais se o ofticia a elle mesmo les-
lemunha dirigido pelo coronel M.nezet, lhe nao in-
dicavo, qua deveha ir directamente de Rio Formoso
a barra de Serinhaem ?
Responden qoe sim, no cato de ser possivel, e
para prova de tea dilo eubia o original do oflicio,
caja copia se le nos nulos de folhas seis verso a
tele.
Pergunlou-lhe mais se os Africanos que se acha-
vara na casa do engrudo Cachoeira, esiavam tab
a guarda de alguma aulondade, se haviara sido
apprehendidos, e or quem, se o apprehensor ha-
via sido premiado, te elle tetlemuaha taba que
os nove Africanos fossem do numero dos extravia-
proclama o mrito do Sr. Muniz como poela ; fl. "* A nns lossem do numero do. exlr.via-
nalmeoteo visconde de Pedra Branca, nnico qu. T doPJ|l,,"'""e. s*,'>" d d.hgencia ordenada pelo
nos ullimos lempos soube dislinguir-se da alluviao C,,""" "e"ezes Proc^'a laalemuiiha a oulra
de improvisados bardnhos. conhecia. elogiava e in- .1 ?SL 1 ?r P",em. de auem : "ii.lmenla,
3B.
do projecto numa-
O brigue de guerra drasileiro Elo Irouxe-nps o
Comi Mercantil do Rio que atranca a 2 do cr-
reme.
Foram nomeados lenles opposilores da Facilidad!
de Mederina da llalua us Srs. Dr. Adrin. Alvos de
Lima iiur.iiiho e Jos Ailonsu Panizo da Meara.
Por decrelo de 2(i do patudo conferio-se o lilulu
de cavalleiros da ordem de S. Benlo de A vil aos se-
nhores : major de engenheiros Francisco Januario
Pasaos, majur graduado doestado-maior, Antonia
Tello llarreto ; rapito lenle da armada Flix Loa-
renco de Siqoeira, e os primeirus-leneules Anlonio
Pedro Carneiro Pereira da Cunha, c Jos Antonio
de Si.oza Nello.
O Sr. Paulo lose le llliveira foi luimeado emn-
mendador da ordem Cliritlo ; c o Sr. Manoel (jomes
lado ua capitana do pono, por nao ler comparecido
ao servir., da guarda nacional do balalli.V) da Roa. i """*"" "".""*"
Visla.vriuansqueixar-se. mas cu., ,i EZt't0 C'a'le Ml"'"V' eiro da Imesma orden..
mullo eonhecida o carader ..odre do disli do rom- \V l"""uv"l"s P"r *** "' *> "r.enle
raandanle desse corpo, arooselha,..... n n eix le 'il^T' "'""T, "" """'" """ "''o d.
-"--ssoalmenlc e fazcr-lhe ver a iiiiu ira '"V"*"," ,de- "' an"' P"""t-m as l.adililarrs
,r injiisiiya.. exigidas pela legis arauein vigor e arharoin-.e ein.
rom elfei.o nao nns engan.mos, o Sr. prehe..d -ns n.t Jisp.ir.,esd
o prncurar pessoalnienlc e fazcr-lhe ver
dessa prisa
tenante-coronel Jos Candido de Barros nao havia
dado semellianle ordem de prisAo, e mni benigua-
menle alleudeo ao que se lhe represenlou.
Feslejou-se o glorioso Mallo Anlonio do arco
com a pompa cosluinaila.
n do miiiislerm da
guerra de U de maio de 1850. o 2." radele Anlonio
Candido Sala/ir e o soldado Frankliu l.ufz de Vas-
conrellos l'eireira, unilins du l.o regiment de arli-
Iharla a ravallo ; os primejrog radeles Jos Carne-
ro da Roda Pedro I.uiz Manoel de lesos, o 2.
Consta-nos que se dissolve a msica de polica; i cadete Jos Pompen de Albuqurrque Cavalcanli o
se (al surcede lemusde lamenlar a perda da mrlhor 2." cadete 2." sai genio Antonio Alvos Pereira Salga-
cousa que leinot nesle genero. Ja nAo oavremos os do, o soldado particular Clao Gallo Fausto e os ,ol-
melhores bureados de ratisica bem execulados.ruino dados Caploluio Peregrino Severiano da Cunlia ,.
o Trovador ele. Facamos volos para que e lia se Chrysolilo Ferreira de Catiro Chaves, Indos do i."
conserve. balalho de arlilliaria a pe ; o l.o radele I.uiz Filiii-
Ate amanhSa. pe do Souza Reg, do 3.0 da mesma arma ; os se-
~-------------------------------------------------------1-------------------I gundos cadetes Joo Baplisia parral de Campos, do
rttfOn &t ^tCmbUJlu,an.'>0'';'*\n"r0 fc "! geira, e Anlonio
oaa.a^o,s^vrv, yv.i.MiwvH.i'4 Kleulerm de Camargo, do lereero ; a o particular
."77 : T ;2- Mr'.enl0 no l''. balalao de infamara. Pedro Al-
A asseintilria provincial lerminou na aassao do sab- ves de Alenrar.
badoasagnnda ditcnsaao do orcamenio provincial, | O padre Anlonio Gomei Carneiro foi apresentadn
OSr. capilAo de fcagaia Elsiario Antonio do.
Saulos, o irho Pernambucano n. 11, e o relaloro
com que o Sr. conselheiro Jos Benlo, passou a
adiii'iiistrarao da provincia ao actual presidente, o
Sr. ronselheiru Sergio Tabein de Macedu.
2." Poni esligmatisad pela m informacao rece-
bula pelos illustres redactores do Echa.
o Que as obras do mellioramento do porto seguem
Usongeiramente, decido ao actual inspector du ma-
rinha (o Sr. Elsiario I
A esle respeilo seriamos por dentis injustos, tra-
iii i,.u,- nossos mais sagrados deveres e conviccOea,
se deixassemos paitar desapercebida lo i nevarla
qitu immerecida exprobraro do referido Echo, la-
chando de falsissima a assercao ollcial.
Nao da adi quem guore que u acial inspector do
arsenal de marmita e capilo do porlo lem conslan-
lemcnte nacegado ua esleir que lhe Iracar.un seus
beuemerilos antecessores, us Srs. chefe de esquadra
Rodrigo Theodoro de Freilas, e o fallecido e asss
chorado J. ileoriques de Carvalho e Mello ( chefe de
.livisAo), quer no bom goslo, na severa economa e
ua inlelligeiicia que imprimirain a (odas as impor-
lanles obras que esiao em andamento, quer no qae
diz respeilo a loda acc,o adminislraliva, e so algu-
ma aiterario lem havido no plano primitivo dessas
obras, nenhuma deixou de ser acuuselli,ria pela ex-
periencia que de ordinario acarrla a execucao de
ludas as obras de grande vulto, e por isso fumadas
pelas autoridades compleme-, leudo em aliene ni a
ecoiioini.i e zelo dos dinheiros pblicos.
Enlre as diversas alleraces qne (ratn de fazer,
foi a do gra.leamenlo de ferro que .tu iva o lado do
mar, o eslaleiro e desembarque, que feilo na ad-
mim-iiarao do Sr. Rodrigo de Freilas, dava em ver
illds um prospecto magnifico a esle eslabelecimenlo.
E como niuguem ignora, que nem sempre u que he
mais bonito teja o mais mil, razao por que foram
substituidas essas lo choradas grades, pela mura-
Iha em quesiao, privaiido-se assim loda a passagem
de ohjrclus miudos pur entre ellas, a dislracro dos
operarios, dando malhor realce e seguranra a ama
ollcina publica, o imprimiudo-lhe oulro* carader
que nao o de om jardim, passeio publico, ou cha-
cra, sendo depois applica as a um edificio lambem
publico, e que dellas mais necessilava. O que se
observa o Vi nos arsenaes de Tuulon, Hresl e Lis-
boa, apadrinha mais que minio lo ulil. quo ne-
cessaria transformarlo, c por esla razio Uvera a ac-
qnieseeucia da presidencia a appellidada rouralha de
forlaleza, sem que aprsenle um aspecto medonho
e inconveiiienle ao Irantilu publico, revelando ape-
nas uina lal censara os insidelos brulaes e mal.li-
zeulcs do falso inlurmanle da redactan do Echo.
Se pa- irmii. a esludar rapidameule acerca do
mudo por que o melhoramenlo do porlo, das mura-
Ihas do lado do uorle he feilo ; quanlo a obra em
si, quanlo aos inaleriaes empregados na elevaro
do recie lie voz unisona por all, que nAo pir-
ca por deleito algum que se lhe nole, qnantoao
modo da ronsIruccA e quanlo a solidez relativa a
-coln dos malenaes empregados ; que o lijlo
e o cimento lio da cscolha do mercado e cora-
prados a precos razoaveis, sem allenr;ao a es-
le oa aquelle forueredor, c o coucursu de-las cir-
cuinslaneias aprsenla a abr do melhoramenlo do
porlo, mais barata, mais solld i e mais perfeila do
que lodas aquellas que rorrem por c na dos cofres
publico-. Dizer o contraria he ter injusto e incon-
sequenle, porquanlo na adminislracao dessas obras
nlo eusie nem um parallelu com as obras publicas
provinciaes e militares:
(ira, se mis rnnsiderarmos que o Sr. Elsiario,
desde sua administrarlo, desde que viera dignamen-
te substituir o fallecido Carvalho e Mella, princi-
piara a dar a devida e nica iiilelligeucia ao regu-
I menlo da capitana do porlo, e dahi Inda a prntec-
{tO a segaran (I deque gozam < operarios, corri-
gindo os maus e encorajan lo os In..... alimileodler
ou aproximar a seguranca do Iradaldo, a a indis
pensavel disciplina da reparlicao entregue aos seus
cuidados odirecro. lulo sem ai'roux.ment do zelo
fiscal, hom servu.o e rpido expedante. Os empre-
gados do lodas as calbogoriai sao tratados dignamen-
te, alenla a benignidad! que de ha muilo dislin-
aue o carccler cavalleirnso, Iranco, leal e nobre de
tan disidido [faacriooario.
Amia mait, liberalisa em p- do rommercio e oa-
vegarao, ludo o que he possivel. dentro da orbila
das leis, dos regiilainenlos e das conveniencias pu-
blicas, obstando p r dever o recundecida ulilidade,
0 mili u.pie c desembarque de ndjeclos parliculares
dentro do arsenal, e a mesmo temos visto pralicar
em o Rui de Janeiro. Balita e oulros arsenaes, sem
que pur lal motivo lenliam sido molestados pela im-
piensa seus dignos inspectores.
De ludo quanlo adi deixamos exposlo, depreden-
de-se que o nielduraineulo du porlo vai lisongeira-
nienle camndando para um completo estado de per-
fecto,- ludu devido em grande parle a inlelligencia
e honradez do actual luspeclor, que nAo obstante
oseuprocedimenio lal e honesto, lem experimen-
tado os dissabores de censuras immerecidas, porque
Minga qne etiuerilha lodos os fados env.oerjando-
ihes os motivos, a calumnia qae n3o vive Mnao de
vido tlenlo e goslo pela arle dramtica, nao ha
nem pequeo, nem desconhecido : os Srs. Ferrei-
ra, Jos Quirno, Horario. JoAo Leal, O uniros
mullos, q ue abonara a nossa assercAo, cora qi
vivessem de proli-ses muilu alheias a arle drarhali.
ca e at represeulares Ihealraes, apents Iheslser-
vissem como de ura meio de distraan, leem ron-
quis'.ado urna reputara i hateada no hom desempe-
nho de papis alias difliceis, que h3u jogadul em
scene.
Se desde a abaran do Ihealro de Santa Isabel se
houvesse leiilado a crearn da ama escolla, nuken-
lido de apro,oiiar a bem do publico e do prcjprio
inleresse du Iheatru, alguns joveus de liabilid|ade,
ler-se-hia ja feilo alguma cousa ; mas porqne nada
se (cm feilo a( agora, nao se segu que cruzejmos
os dracos espera de alguma companhia de ayen-
lureirus que aporte a esta cidade, com o louvivel
fim de a diverlir-oos : pelo contrario, parece que
osque nos governam apraveilarao as nossas pnbret
ideuse daro nesle tenlido algons passos, em bene-
ficio lano do publico, cpmo dos cofres nacionges,
que lem despejado tanto dinheiru tem conseguir
quasi nada.
A crearan de uina esrolla dramtica em nosso
Ihealro, dirigida por um profesor hbil, e inspec-
cionada pelo respectivo conselho director, he or-
lante objecto de uina necessidade palpitante.
Ainda nos recordamos com saudade da primeira
companhia, a que abri o Ihealro em 1850, a >iu..I
logia
veja va (ah esla seus escupios para prova-lo) o
estro potico, a facilidade da rima e a capaciriade
Iliteraria do Sr. Muniz, esle velho amigo das glotas
e sonetos, que acabuu de desacredilar-se com a
publicaron de -ua- obras.
Keii/ineiile o descrdito do Sr. Muniz foi salu-
do pelo Sr. Caiasanslalvez algum phanlasma lhe
livesse revelado esle segredn duranie algum tito
menlo de spteen da sua vida prosaica acynica.
Deixe o Sr. Calasans a larefa de julgar dos defei
los de Sr. Muniz oulros mais experimentados as
lulas Iliterarias, e nao queira (pprque lie louca pre-
lenru de-I ./er com a sua critica o que Ilustres
meslres fizeram comusobejo merecimenio.
A Babia lem lido, e lera mullo bons poetas: os
ntol B.lduinos, os Pasaos, Alvos Bramo, Alraeida Frei-
las, Mendon.s. Paulos Jos de Mello,- I.uiz Alvares
dos Sanios e Symphromos e ootros mullos, que se.
foramnt a enumerar occopariainosinuilu esparo, nao
s3o inferiores ao Melaslasio Sergipaoo, ao "critico
de i. mralve. Das, ao aulor das poesias /nai-
ticas.
A Escpula do Diado ea Caridadedo Sr. Pes-
soa,o primenos harpejosdo Sr. Rodrigues Cos-
a,a M .Hu le do Sr. Agrario,as ln-pira, ,
do Claustrodo Sr. Juuqueira Freir,a Palmyra
do Sr. Dr- Bonifacio de Abreu. pare^e-oo que po-
dem ser consideradas sem ofleuiler 'aO Sr. Calasans,
como (hesouros dos que eucarra o cofre, ruja chave
Dos couliou naole muilo poucos, nomo diz o Sr.
Calasanspeis o numero .desloa n*0 be pequeuo na
Babia, que, leuda a infelicidad*; da alo -erein seus
poetas condecidose justamente jateados pelo Sr.
Calasans, ufana-se de p.i-~uir conceitiiad... poelas
e talentos transcendentes.
Esles pneas,anula quedepalanqnes do 2 de jnlho,
atiestan! com snas prod uches, que possuem com
mais direilo a chave desle cofre, coja posse o
Sr. Calasans quera reservtr para si e seus amigos,
Seo nosso collega emende que para merecer o foro
de bom poela he uecaisario fazer se poela impiessu,
e ajiinlar n'am volume algumas poesias como :
.presentaremos o seu ptssoal, com os ordenados
qae cada um venca, para que quem quizar pista
fazer o seu juizo econmico a respeilo delta :
Ordena
loa,
he geralmenle lida pela melhor que temos possuido ; Po" "".' ma saudade. En e ella, a ice Mario,
ele. ele. adi lem as diversas poesias dos Srs. Men-
donra, Pa jomaos, que se podam reunir, e formar um vulume
de Paginas Solas.
Se he necessario imprimir un volume, adi lem
as iuspiracies de Claustroa Maldilde e a Ceguinha
Brasileaqne o Sr. Calazans incluo no numero
das gimas, g sonetos, sem lembrar-se quea Ma-
Ihildedrama em verso muilo acredilou a seu autor
ua Baha e em Pernambuconde se he muilo pun-
co indulgente com os Bahiauos ; sem lembrar-se de
quea Ceguinhapoema de vasta coiicepc.u-fez
conhecer na Babia e no Rio de Janeiro o merilo, a
e.aparidede e o tlenlo potico de seu digno autor o
Sr. Dr. Bonifacio de Abren.
a. E. <;.
Os senil,,re
Germano Francisco de Oliveira, ad-
ministrador de si e dos oulros.
Silvestre Francisco Meira, da Babia. SOjjOOO
Anlonio Maximiano di Cosa, actor
dos nossot ideal!,rindo. svi-ikhi
Raymando Jos de Araujo, lambem
de Ihealrinhos da Babia eocarre-
gado da guarda roupa. 709000
Pedro Baptisla de Sania Rosa, aclor
nosso. 809000
Anlonio Jos Dutrte Coimbra, idem 6OMM0
Sebastian Arroda de Miranda, idem HOsOOO
Jos Mximo d'Almeida Cabral,idem (UgOOO
Jos Francisco Monleiro, idem 60N00
Anlonio da Cunha Soares (iuiuia-
raes, idem. ItlsOOO
Joaqun) Jos Pereda, idem. ln-uiiu
Caelano Marques d Souza, idem, 305000
D. Joaona Jauuaria de Souza Bil-
lancourl IjOsOOO
1). Emilia Malhilde Valenra, aclris
nossa. 70900(1
O. Rila'lavares da llama, idem. .VhOOO
I). Alaria da Snledade, idem. 1(19000
Julio Cczar Pereira da Rocha.
;Pniu. 531000
Modesto F. das, Chagas, tscriplu-
"rio. 309000
Mr. I.ecoinle, ctbelleireiro. 500000
Al-v i mil e Sergio de Moraes, pao
eiro. lOsOO
Anlonio Joaquim Correia. 30-9000
Manoel Fiel de Sigmaringa, raa-
chinisla. 30)000
Bemviiido Marcellino d'AIraeida,
alfaiale. 2J9(KH)
Joo Jos Lupes. 2>00
Porfirio Anlonio Bello. 2O9OOO
Francisco de Sonsa Reg. I69OOO
Dous srvenles, um por 215 e oulro
por 209 1WKK)
Somma (nial de cada mez. Rt. 1:3308000
Ora, v-s que a companhia que abri o ihealro
gaslava apenas por me/ a somma de um conlo e
Irezentos e Irinla mil ris; ao mesmo lempo que
sabe-se que o Sr.[Cermano nao se sabio bem da em-
presa, islo he notorio. E o que diremos das pos-
teriores, sob as emprezas dos Srs. Carvalho e Agr,
cujas loll.as ni,mi..es regulavam de quatro a seis
conlos de res NAo era possivel que deivassem de
sollrer a despropioc/m da receila para com a despe-
za, 6I0 he, que viessem os empresarios a perder
muilo, em visla dos enormes ordenados dos adores
de fura da provincia.
O auno passado esleve algum lempo o lliealro en-
Iregue uina companhia dramalira eraprezaria.
Este companhia .leu inuilat repieseulacoes boas:
se nAo salisle/. plenamente, poucndeixuu a detejar :
rompe-la de adore-, os quaet lodos jogavam em
sceua os sens respectivos papis, ella uu propon
inleresse era econmica, e ao mesmo lempo solici-
ta no cuinprimemo de seus dcveies ; no lim do
seo conlralo nrngiieiii se queixnu de falla de paga-
menlo da parle dell.i. Coinpanheirns, msicos, 1ra-
d.ilba.lores foriiccedore lodos foram pagos em
lempo.
A companhia dramtica eraprezaria foi a que me-
lhor se saino ne quanlasleem lido a empre/adu Ihe-
alro : silva a hynrosa exceprAo do Sr. Dr. Orvaldo,
qne se distingui em suas iiidrmnisac.tics para com
lodos.
Assim pois, aronlinuar a falla de urna lina rom-
paiidia, arranjada por um cinprezariu, que lenha u
desejo 1 de quebrar na praca. vno que se suppi'ie
ninguem iiihis calina,; e paia na > eslar u bello lliea-
lro de SI. Isabel abandonado ao furnr do a cupim, a
que o vai devorando sem piedade, nao seria mal
pensado que essa compauhia dramalio conlinaasse
a eulrele o publico desla desventurada cidade, lao
erma de distracres nocturnas.
Talvez se nos objeele que os melhores artistas,
que coinpunhain a dila companhia o anno pastado,
reliraram-se, por nao pnderem subsistir aqu, e que
osaiie tkaraoi silo tuflicjailet em numero e capaci-
dad! profMsional. Ouanto primeira dessas objec-
&ublicct q pcl>ii>o.
A SEM I DISSIMA MORTE
lln'.i
. I- l.o.i
le ni
i|Utrtel i
linaria .1..
licite.
ida lia-
se o Dr. ex-ehefe de polica mandara fix.r em Rio
Formoso um edilal prometiendo premio aos appre-
hensores, e se nao sabe qae tive.se lido esse edil.l
applic.-irn ,1 algum achadoda Africanos ?
Respondeu que os Africano! que esiavam no en-
genho Cachoeira nao se achavam 10b a guarda da
au'" rilado alguma, e sim sollos dentro da cata do
sobredio engenho em orna taozala, va qoaes se
diz lerem sido adiados as mallas do mesmo engo-
lillo por nm dos moradores, cuja norae alte leslemu-
nha ignora, nao tabeado se este adiado foi premia-
do, que elle leslemonba souba por lhe dizer om
dos Africanos, que eram elles do numero dos extra-
viados, que alem da diligencia ordenada pala coro-
nel Menezes, proceden elle leslemunha a ma > ires
uiligendas 11. barra de Serinhaem. sendo um. or-
denada pelo Dr. juiz de direilo Jos F'ilippe de Soa-
za Leo. e as rioas pelo delegado o lermo do rfio
1-orinoso, que labe por lhe aizerem, que o l)r. B-
chete de polica mandar, fizar em Rio Formoto
nm edilal prometiendo, premio a quem apreseolas-
se Africanos extraviados do palhabole, mas ignora
que dilo edilal livesse alguma applicar,ao, e mais
nao foi pergunlado.
Pergunlado pelo Dr. Roano Augatlo do Almei-
da, advngado do reo Manoel Fidelis do Nascimen-
lo o seguinle :
So sabe a qut horat se dea a basca na cata de
Manoel Fideles do Nasciraimo, se essa basca leve
lugar anles ou depuis do apretamenlo dos Africa-
nos, a desembarque delles. e te sabia a que horas
foram conduiidaa para Ierra as malas du capiao, a
por quem entregues a Maood Fidelis, te Manoel Fi-
delis do Nascimenlo ajudou a desembarcar os Afri-
canos apprehendidos a bordo do palhabole, se sabe
ou ouvio dizer que o furto dos Africanos lirados do
palhabole Overa lugar aules ou depois que a guarda
mandada pelo intpeclor Salgado lomou conla do
navio, se Man,.el Fidelis do ascimeuto eslava pre-
so, na sua casa cercada quando frz as declaradles,
qae elle letlemunha referi em seu depoimenlo 1
Respondeu qae a busca dada am casa itr Manoel
Fidelis do Nascimenlo leve lugar ua tarde do dia
em que se fez o a presentameotn dos Africanos e
desembarque delles, que nao sabe a que horat fo-
ram rondo/idas por Manoel Fidelis do Nascimenlo
as malas do capilo, o uem por quem a bordo lhe
foram ellas entregues, que o mesmo Manoel Fidelis
ajudou a desembarcar 01 Africanas encontrados a
bordo do palhabole, qoe nao sabe nem oovia dizer
que os Africanos sublrahidoi do o.vio fossem anles
ou depois da guarda de paisanos, que Manoel Fide-
lis nao eslava preso, nem sua caa cercada quando
a elle leslemunha diste que sa lhe loniava coala
desses objecto. encontrados em sua cata, porque el-
le era um pobre, mas qua nu havia de fazer o
mesmo a oulras pessoas, sendo que elle lestemanlia
nesa occasio eslava acompanhado de urna escolia
apenas de Ires praca,, a mais nao lhe sendo pergun-
lado, houve o Dr. auditor de marinha ettas porgan-
tes pur lindas, em a qual depois de lhe ser lida a
signou o juiz, leslemunha, o Dr. promulor publi-
co, os advogados Drs. Nascimenlo Feilusa e Rufino',
que igualmente assignoa pelo rea Manoel Fidelis,
por nu saber ler, assignanda igualmente 09 demais
reos.
Eu Joao Saraiva de Araujo Galvio, escrivaa o es-
crevi.Dr. Policarpu Lopes de Leo.Flix Jos
da Silva.Candida Aulran da Malla Albuquer-
que.Dr. Anlunin Vicente do nascimenlo Feilosa.
Ilufino Auguslo de Almeida.Francisco de Paula
Cavalcanli Wanderley. Jos Francisco Accioli
Lins.Anlonio da Silva Pereiri.
E mais senao conlinha em dilas pergonlas, que
eu esrrivao 00 principio desla declarado e abaixo
assignado bem e ledinciile e.xlrahi por cerlidAo do
proprio original, a queme reporto, e esla vai tem
cousa que duvida faca, escripia e animada nesla
sobredila cidade do Recife de Pernambueo, aos 11
das do mez de junho de 1836. Escrevi e assignei.
f de verdadeJoao Saraiva de Araujo
hum isro 1,1 ii 111 im: n, costa,
Dedicado ao sen muilo saudoso ir mo c
4 amigo, o filas. Sr.
JOAO aXOEL DA COSTA ESILT1.
Petos
.1,. .
11 111.'.ni
..-l.-l.i,;
il.-..rh.
SONETO.
Da, oh niai que funeste e infausto dia !
Coiu negro trajo sejas lu marrado !
Sejas lu para sempre abominado.
Em Ii jamis reluia alma alegra !
A' tediara! e cruel melancola,
Sejas lu. negro dia. consagrado !
A" eterna tristeza con lemnado,
S inspires lerror, magua, agona !
Dos bracos, ch.ro amigo, nos roubasle '
E com ferocidade iiaudila,
P'ra sempre no sepulcro o lanrasle !
I'nrem, o alma anglica e brmditt,
Tu dos tratos .11 m .re Iriuinphasle '....
Enlre os aojos do ero exulta, badila !...
Recife 11 ,!o iiiiilni 1. 1836.
Illm. Sr. Dr. ajadilor de marinha.Anlonio de
Vascnncellos Menezes de Drummond vem reqoerer
V. S. se sirva demandar dar-lita pnr cerlidAo o
llieor do depoimento prestido pelo capilo F'elx
Jos da Silva no dia l dn correle, em o procesan
contra o tapplieanle instaurado por esle juizo : nes-
les termos
Pede a V. S. assim lhe delira.E R. M.
Recife 11 de junho de IX.Vi.
1)0. Secrelaria de polica da Pernambueo II de
jiinlio de 1836.Dr. Lopes de l.eAo.
Joo Saraiva de Araujo (ialvo, escrivAo da au-
ditoria de marinha da provincia de Pernambueo,
por S. M. u Imperador, que Heos guarde, ele.
Cerlilico que o depoimenln da leslemunha de que
trata o supplicanle, he do iheor seguiulc :
Felia Jos da Silva, casado, i laile de 33 anuos,
morador no quarlel do llospiciu, capilo de pri-
meira linha do exercilo, lestemunh.1 jurada aot
Santos Evangelhos em am livrn delle, em que pz
sai mo dlreita, prometan dizer i verdade dn
Em
Galvo.
&vmmtxttv.
t CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 i|4a |l|.
o Pars, 360 rs. por f,
c Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1|2 a 1 por Qsn a 1.3 a :t0 dias.
Accoes do Banco, 35 0|0 de premio.
Accrtes da companhia de Beberibe. .349000
Acces da compauhia Peroambucaua ao par.
n Ulilidade Publica, 30 por ceuto da premio!
o a Indcmnisadora.sem vendas.
Disconlo de lellras, de 10 a 12 por O o
, META ES.
(luro.Onjas hespanhulas. 28 1
Moedat de (is'.OO velhas .
i> 1'..-mi novas .
4000. ...'....
Praia.Palaces brasileiros......
Pesos elimnanos.....
mexicanos.....
289.300
165000
IbXKO
.ijsooo
2JIXJ0
9000
11860
ALFANDEtiA.
Reudimenlo do dia 1 a 13. .
Idam do dia l. .
i'l6:2o9908>l
I6022a57
-*2:81(i0i
Descarrcgam hoje 16 de junho.
Barca inglezaMedoramercaderas.
Barca ingleza Floaimg Cloudferro.
Barca ingleza kanovala pesas de ferro a ma-
deira.
Barca porluguezaSanta Cru:diversos gneros.
Brigue sardo /).11,10vindi), azeile, m.ssas e pas-
sas.
Brigue suecoClcapatrafamilia de trigo.
Hiale brasileiroAmeliafumo e charutos.
UW84JLADQ GERAL.
Reudimenlo do da I a 13 19:3739781
Idem do dia I i....... 3539H39
lahtassa
i-'IVKRSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo dn dia 1 a 13. ... I:24'03S
Idem do dii 14....... 9
I
I
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1
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I (riiiie;
.*
ILEGIVEL



I
V

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I
t
r
OIIQ SE Pl'filUI-* SFGUWfl* Ffim || or JUNHO O* 1856
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CON-UJI.vDO DESTA CIDADE NO DA
14 DB JUNHO DE I83A-
LisboaBrigue porloguez Viajante, Thomaz de
Aqoino Konseca i\ Filho, 120 taceos assucar
mateavado.
PortoBrigue brasilriri) S. Juica, Maooel Ignacio
de O'iveira, i barra mel.
Porto Patacho porloguez aS. Joso, Novaes &
Companhia, OS taceos estucar branca.
Lisboa Bares pertogoea .(Carila & Amelia,
Joo Macedo do Amaral, 15 barris mel.
LithoaBarca portoguera ratiriaos, Thomaz de
Aqoino Fonstct ^ Filho 200 taceos assocar
branca.
ExDortncao .
Marauhio e Para, brigoe ecuna nacional C-ra-
ciota, de 168 looelarias, conduzio o segunde : 10
anas espingardas, 20 arca fejSo, 5 barris de o."
vioho, I encapado, 2 rebolos. 981 barriqulnhas, 20
barricas e 50 secos com 5,370 arrobss s 21 libra* de
assocar, |00 cocos seceos com casca, 2 irilhus de fer-
>* I virgem dilo, 5 eanes charulei, 45 rolos e 20
latas ramo, 17 bams toaeinho, 4eautot cha, t raeia
moenda eseas pertences, 26 latas oleo de ricino, 300
eaas sabio, 238 -arcas caf pilado e de casca, t bo-
carte osee ale caja', 4 esiidrs rap, 59 caiunhas do-
ce de Rolaba, 1 barrica aarrafas de alcool, 3 ditas
fsaebra.
Baha, garopeira braaileira oS Pedro, de 41 lo
Miadas, conduzio o seguinle :50 barricas farinha
de trigo, 40 barris s 20 meros ditos manleiga, 5 cal-
as podras de fiar, 2 ditas amostras e colxeles, 2 di-
las f.zendas. 240 saceos arroz. 1 eaisa coU-les, 16
barricas cera de carimba, 400 onuriohot, 200 meros
de tela, 300 eaixas anao.
Liverpool pelo Ceara, brigoe inglez iWm,
Suarda, de i76 toneladas, conduzio o segoiole ;
i sacasi) com 4,900 arrobas d asaucar.
Ri. Grande do Sol, brigoe brasileiro Algrele,
de 431 Meladas, condozio o seguinle : 600 barr-
cas eWmeiasditas com 5,754 arrobas e 20 libras
KCKBKDOKIA DE RENDAS INTERNAS E-
HABS DE PBRNAMBUCO.
!landi*ento de da t a 13 10:2818035
dea* de dia 14......., 7060269
10:9879.104
CONSULADO PROVINCIAL.
sedimento do dia 1 a 13 28:286s9:t0
o dia I*....... 2.1158723
30:402:653
PIUCA DO RECIFE 14 DE JIMIO DE 1856,
AS S HORAS DA 1ARDE. .
Hert'ta semanal.
Cambios Comecnu a semana a 26 d. por 1>
rom prazo sobre Londres, e de-
poi passou a 27 1|i e 2" lt2, po-
rm ha poucoa lomadorrs, e mes-
roo o roaior numero offerece prazo:
s.bre Frasca, sncou-te de 350 a
360 r. por fr. sobre Lisboa de 98
a 100 por centode premio; sobre o
Kro a 1|2 e 1 por.....; e Babia 1 |S,
Algodao----------Entraram 543 saccas e o mercarlo
esleve mais fr.iuv.ct, vrtidendo-se
de 6>300 a 6*400 por arroba.
Asentar O branca conseivnu os preros an-
tecedentes de 39300 a 49300 por
arroba, sendo procurado par. Por-
logal Yeudru-se o mateavado
chamado Lisboa de 258OO a 28900,
o America de 9650 a 297J0ve o
Canal a 29500 por arroba, nu
en lo procuradas as duas ultimas
qoalidades. Come o lempo estove
secco a entrada monloo a 7711
saceos, mas esle recebimento nao
pode continuar porque a safra es-
ta a terminar.
Agurdente-------Venden se de 809 a 859 por pipa.
Cauros-------------Fez-se vendas a 200 rs. por libra
dos seceos salgados,
Arroi pilada Vndense o snperior de 39600 a
39800 por arroba a relalho.
Baealhao Tivemos um carregamenlo, qoe
segoin para a Babia,asomo u con-
samo fosse activo pela falla e pro-
co arlo da carne, smenle Rearara
em ser 3,400 barricas. Retalhou-
se de 118 a 149, e he provavel so-
ba senao entrar.
Carne secea- So ha em ser 1,500 arrobas do Rio
Grande, lendo-se vendido de 59100
a 5J200 por arroba.
Caf---------------- Vendeu-se de .59 a 59600. e como
chegassem algumas partirla do
. Rio de Janeiro, he provavel baile.
rarinha de trigo- Chegou um carregamenlo de T'u-
me com 2,900 barricas, que oble-
ve 278 por barrica,p oulras peque-
as porpes .lo uniros porto, fa-
zeodo aujiir hoje o deposito a !,HM)
barricas, serrdu 3,700 de Philadel-
> pina. 1,000 dr New-Oilean, 400
de Portugal, 600 de Genova, 700
de Trieste e 3,000 SSSF. Reta-
Ihoo-se a 259 a primeira, 269 a
segunda, 249 a terceira e quarta, e
:HJO a quinla e ieita. O consomo
foi pequeo, e he provavel nao
augmente por causa dos legumes
que sao coucorreodo da nova co-
Iheila.
Manleiga Veudeo-se a franceza de 420 a
460 rs. por libra, e a ingleza de
740 a 800 rs.
Massaa Dizem que as rhegada nesla se-
mana obiveram de 69 a 63500 por
arroba.
Paesas ----- dem de 69500 a 7s a caia.
Qoeijns ----- Vemleram-se de 1,>450 a I95OO os
flamengos.
O nacional vendeo-se de 110 a 125
rs. por libra.
Negoeiou-se nm carregamenlo de
Hespanha a 250} por pipa, e che-
gando nutro seguio para o sul por
nao poder obler o inc-mo preco,
os de Lisboa marca PRR vendeu-
se de 340f a 345e por pipa.
DtsroDlo O banco baiioo seos descoolosa
8 por cenlo, e espera-se que con-
tinuara' a favorecer o commur n- e
os parlieulareit de 9 a 10 por Orn.
Concluiu-se nm frelamenlo para o
Canal a 32-6- e c ino hj falla de
navios, a eicepcode pmtuguezes,
os freles lomar .m-se mais Armes.
EQecluou-se para o Rio da Pra-
ta a I e 11 i dolar por barrica de
assucar, a 6 1(4 por pipa de agur-
denle.
locaram no porto : 1 navio cora azeite, 1 vapor,
e 1 navio com baealhao.
Entraram: 10 embarcarOes de cabolagem, :i em
ltiro, 4 com carregamenlo de gneros da Europa e
1 de farinha de trigo.
SabSo .....
Vinhos
Freles -
aa,Sshiram: 7 da cabolagem, 2 em lastro e 1 cora
*JPne da carga qae trooie.
.'vacio enlraao no dia 14.
Rio de Janeiro12 da, brigoe escuna brasileiro de
guerra iEoiou, cominandaute o I.- tenenle Ha-
mede Simos da Silva. Entrou honlem pelas 6
horas da larde.
.Vacio* tahidot no me amo din.
Canal pela ParahibaBrigue inglez uRoberl Bruce,
SWUO Wm. Gaugh, em lastro. Passageiros,
luard Pjiiaw Wilson JoaJor e sua senliora. Ca-
mino Augusto Ferreira da Silva e sua senhora.
fcm commi'sSo \ apor brasileiro de guerra ullebe-
riheB, commandaute o capitao-lencnlc Jos Maria
Kodrigaes.
-Vatio sahido no dia 15.
Para pelo Maranhao Brigue escuna brasileiro
Graciosa, capiUo Joaquim Pedro de Oliveira,-
urga awuear Mis ganaros. Pastageiro, Rav
mondo Moniz Bajmi.
@*ttatft.
O Illm. Sr. contador da Ihasooraria provincial,
serviodo de inspector da metma Ihesouraria, manda
k ubllC0' aoe nos a'a 1", 18 e 19 do corrente
se ha de arrematar a qoem por menot lizer, as im-
preasoes dos tranalhos das diversas reparlicoes publi-
cas provrnciaet, avahadas em 3:5009.
A arrematado ser feria por lempo de om anno,
acontar do primeiro de jolho prosimo vindouro, ao
flm dejunho d- 1857.
As pestoasquese propozerem a esta arremataro
eomparecam na sala das sesses da mesura junla nos
das cima indicados, pelo mei, dia, competente-
mente habilitadas.
B para constar se maudou aluzar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernamhu-
co ade juoho de 1856. o secretario, A. F. d'An-
nanciecao.
O Illm. Sr. eonlador da Ihesouraria provin-
cial, tervindo de intpcc|or da mesma Ihesouraria,
em cumprimenlo da resolueao da jonla da fazer.da,
manda fazer publico, que nos diaa 17, 18 e 19 do
corrente e hade arrematar a qotm por menos lizer
o rorneciuieolo dos medicamentos e uteiuis para a
eolermaria da casa de detencao detta cidade, por
lempo de um anno, a contar .10 primeiro de iulho
proumo viudouru, ao fim de junho de 1857.
A peanas que se propozerem a esta arrematarlo
comparream na tala das sesses da mesma jonla os
das cima declarados pelomeio dia.compelenlemeo-
le habilitadas, que ahi Ihe serSo presentes o formu-
lario e condiccAo da arremata cao.
E para constar se manduu a'llixar o presente e pu-
blicar pelo a Diario.
Secretarla da theioraria previncial de Pernambu-
co 5 de juoho de 1856.O secretario, A F. da Au-
noDciacao.
tfeflavactKd.
Correio ^ernl.
Refaci ro pelo brigue de guerra Enlo, para os saohores
abaiio declarados:
Antonio Marques de Amorim.
Jo.lo Garcia dos Santos.
Jo Rodrigues da Costa Carvalhn.
Miguel Gonealves Rodrigues Franca.
Man .pl i'n innio Pereira Jorge.
M Joo Cavaleanli Waadetla*.
Theodora Joaquina de Souza Braga.
Melaran ras cartas seguras eiistenles na adminis-
Iracao do correio desla cidade para os seuhores
abaivo declarados.
Antonio Gonealves Ferreira.
lenlo Jos Bernardet.
Cela no d Castro.
Francisco Gomes de Araujo Pereira (2)
Joao Antonio da Piedade.
Joo Jos da Gouveia.
Jotrpha Joaquina de Vateoneello*.
Aolomo Carlos Pereira de Burgos Punce de Len.
Maria de Assnrapc,aV.
Manuel J ornrm de Madureira.
Manuel Jos Ribeim Cavaleanli Lima.
Manoel Thomaz dos Santos.
Pela subdelegada da freguezia dos Afngadn.
se faz publico, que foram apprebendidos 5 cavallos
no quarteirSo do Barro, por se supporem furlados :
quem te julgar cum direilu aos meamos, comparecam
na mesma subdelegarla, que justificando, Ihe satn
entregues. Subdelegada da freguezia dos Alogaflos
ti de junho da 1856.O aubdelegado supplenle,
Francisco Carneiro Machado lliot Jnior.
Pela subdelegada da fregue/Ja dos Afogados sa
faz publico, que se acham depositados 4 cavallot ap-
prehendidot por se supporrm furlados: quem se
julgar com direito aus meamos, comprela na dita
subdelegada, que justificando. Ibes serAu entregues.
Subdelegada da freguezia ros Afogados 14 de juuho
de 1856.O subdelegado supplenle,
Francisco Carneiro Machado Rios Jnior.
Devendo em cumplimento da ot-
dem do tribunal do thetouro nacional.de
2 de Janeiro do corrente anno, saliir da
circulucao as olas de 50|, de segunda es-
tampa, papel encarnado, que nella exis-
teni, sendo substituidas por notas dos
mesnos ou de menores valores, da caca
filial do Banco do Brasil, cstabelecida
nesta provincia o Illm. Sr. inspector da
tbesouraria de (azenda desla provincia,
manda convidar os possuiaores dts ditas
notas de 50f000, para as apresentarem
na mesma tbesouraria, am de serem
trocadas dentro do prazo de oito niezes, a
contardo 1 de jttlbo prximo vindouro a"
28 fevereiro do sejjttinte anno de 1857 ;
declarando ao mesmo tetnpo que, lin-
do efse prazo. solFrerao o disconto
de 10 por cnto do seu valor em cada
mf/. de demora na apresensucao, na for-
ma da lei de 6 de outubro de !8o5, ate
ficarem sem valor algum. Secretaria da
tbesouraria de f'azenda de Pernambuco,
) dejunho de 1856. o oflicial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Pela recebedoria de reodas genes se faz pu-
blico que he neale mez que os devedoree dos impos-
tes abamo declarados lem de pagar o segundo semes-
tre do corrente auno fioanceiro de 1855-1856, findo
o qual pagarao o dilo semestre com a mulla de 3
por cenlo em favor dos receheilores.a saber : decima
addiciooal de mao mora, imposto sobre lujas, casas
de descontos etc., dilo sobre casas de movis, rou-
pas etc. fabricadas em paiz eslrangeirn. Recebedo-
ria de Pernambuco 6 de junho de 1856.O admi-
nistrador, Manoel Carneiro de Souza Lcenla.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
manda fazei publico.que nos dins'8,15 e 22 de julho
proiimo futuro estar em praia peranle a mrsma
Ihesouraria para ser arrematado :i venda a quem
maior pre^o ulTerecer, um sitio no lugar da Ibura,
qoe pertenceu ao ti.icliarel Pedro Gaudiano Ralis e
Silva, e qne foi adjudicado a fazenda no valor de
6OO9OOO: os preUu.leiiles deveao comparecer na
casa da mesma Ihesouraria, us referidos das ao
meto dia. Secretaria da Ihesouraria de fazenda de
Pernambuco 28 de malo de 1856.O oflicial maior,
Emilio \avier Sobreira de Melle.
O Illm. Sr. inspecloT da tbesouraria de fazen-
da mamla fazer publico, qoe nos das 3, 10 e 17 de
junho prosimo futuro rao a prac,a peranle a mesma
Ihesooraria, para serem arrematadas a quem maior
preeo ulTerecer, a renda annoal das casas abaiio
mencionadas, perleueeules aos proprios nacionaes.
Os prelendentet devem comparecer na casa da mes-
ma reparlicflo nos referirlos dias ao meio dia com
seus fiadores. .Secretaria da Ihesoura/ia de fazenda
de Pernambuco -Ji de inaio de 18JB. ]0 otliciali
maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
tina casa terrea o. la na ra de Santa Thereza.
Urna dita dita 11. 21 Idean dem'.
Um sobrado de dous andares cum o 11.11 na ra Di-
reila.
CORREIO (.ERAL.
A administracao engaja bomens c&mi-
nhcrosi^H)Ur. diarios.
O Illm. Sr. capitas do porto, rumprindo a
circular do ministerio da marinha de 28 .le abril l-
timamente Ando, a nal refere-., ordern do E\m.
Sr. presidente da provincia, datada de honlem.man-
da publicar as Iradoaoosa juutas de aviso do almiran-
lado britannico, relativamente a diversosphaies.
Capitana do porto de Pernambuco, 17 de maio de
1856.
O secretario,
Alevn tre Rodriguesdos Anjos.
TRADICCA'O.
Aviso aos navegantes.
N. 03.
.Vorueoa.
Pharoes na cosa do sudoeste.
A raparlicAo da marinha real da Noruega em
Christiania acaba -de publicar que no da 28 de no-
embro ultimo, os seguioles pliares de canal loram
eslabeleeidos as entradas para Egersund, na costa
do sudoeste da Noruega.
Pharol fi\o em Vibher-odde.
Esle pharol esta enllocado na pona do Sueste de
Egero, do lado do oeste da entrada do sul para Eger-
sond. A altura do pharol he de 69 ps cima do ni-
vel do mar, e deve ver-se em lempo claro em urna
distanciarle 12 militas de S. Ii2 0. lado de L'Esle
para N. 3|i E. Ser meendido duiaitle lodo o lana.
A torre do pharol esta enllocada na lalilude .58 24'
N. Lungilude 5" 56 a l.'Este de Greenwich.
O limite de S. 1|2 O. desle pharol tica exacta lten-
le para L'Esle dos rochedns Ionsbo p Marra, que es-
tao da parle do O. do Canal em frente de Skarvo :
na parle de L'Esle do Canal em urna demarcaran de
S. 1|2 E. e S. I|4 E. do pharol lieam os rochedos.
Isaks-flue e Svanasflue. O navegante deve ter eoi-
dadu porlanlo p..ra uo trazer o pharol a urna de-
marcarlo para o oeste de nurle, uem para Teste de
N". 1|2 E. emquanto esliver na distancia dentro de
tres milhas do pharol.
Pharol fno em Grundsuudholm.
Eslo pharol esl coHocado na pona do noroeste de
tirun isiin ilnilm, o nhnlmu que se arha mais inleruo
e mais a Teste noli-anal do oeste ou norte para Eger-
sund.
A altura do pharol he de 41 ps cima do nivel
do mar, e deve ver-se para o mar, em lempo claro,
em un,a distancia como de 10 milhas entre os limiles
de O. 4.< do S., eO. 4. doS. 3|4 S. Da parle de
dentro dn llhola Guleholm o pharol ve-sedo O. S.
O. pelo ladu do norte para E. IV. E. Sei inceudi-
do durante lodo o anno.
A torre do pharol aelta-se enllocada na lalilude
.58 26 l|4 N\. e longitude 5." 50' l|t a Tesle de
Greenwich. O pharol serve como guia para as em-
barcaees que passam pelo canal, que comluz enlre
o lado do noroeste de Egero e Gulebolm o nholm
roaiur, que se acha mais ao sul em frente ue tirund
siindli din para o fondeaduuro do lado de Tesle de
llni-bolin :para o noroeste do pharol) e para Sitad-
berghagen por dentro do pharol. O Canal he estrel-
lo e intrincado, e nao se deve lenlar passar sem [.ra-
llen.
Todas as deniarcac,es sin maguelicas.
Por ordem de Ss. senhorias.
Assignado, John Washingloo, hydrographo.
Reparlicrlo hydrographica do almiranlado de Lon-
dres tOde dezembro de 1RV5.
Esle aviso alfeela os seguutles mappas do almiran-
tado.Noruega cosa do oeste fnlha I N. 2281: e
mar donorle n. 2399. Igualmente a lisia de phares
da Xoruega ns. 340 a. b.
Jos Ainslindo Barbosa, traductor publico a in-
terprete commercial jorameutado.
TKAULCCaO.
Aviso aos navegantes.
N. 55.
Hitado* I nidos Mainr.
A comiiii'siio directora ros phares nos E-lados
unidos acaba de publicar que as scguintes allrra-
ees de phares nu Esladu de Maine deverAo ter lu-
gar no primeiro de Janeiro de 1856-
I'harol do ancora Inoro de l.ille River.
(Rio Pequeo.)
O actual pharol fizo deseoiilinua, e em seu logar
apparecer unta luz Iha, com fozis alternado.
Omachinismo Iluminador he um Lent da quin-
taordem rio yslema de Fresnel.
Pharol do funieaduuro ciProspecl.
O pharol actual (izo ser descontinuado; e era seu
lugar apparecer urna luz revulvenle.
O machinismo Iluminador consistir de tres lam-
peoes rrargandit com rellezos de 21 polegadas, e o
intervallo entre os fuzis claros' serao de um minuto.
Por ordem de Ss. Senhorias.
Assignadu, John Washington, hydrographo.
Repartirn hydrographica d. aluiiraiilado em Lon-
dres 20 de dezembro de 1855.
Este aviso alTecta os mappas do almiranlado se-
guinles: America do Norle Cosa de I.'esle, folha
5 n. 268; e lista de phares dos Estados linitos. do
2e7.
Jos Agostiono Barbosa, traductor publico le in-
terprete eommercil juramentado.
TRADUCCAO.
Aviso aos navegantet.
Trinlly llouse. Londres 13 de uovembrn de
1855.Por quanto as boias e balizas collocadas pela
corporac.au de iTrinily llouteu para guia das embar-
cares que navegam em varias parles da costa de
Inglaterra, e particularmente nos canaesque eondu-
zem ou seguem para o porto de Londres, lem sido
repelidas veze por negligencia, nu por maldade,
parlldas. ou por qualqoer oolra maneira damnifica-
das, ficando inulilisadas por embarcar/es que correm
contra ellas, ou qoe a ellas se amarram, tirando alli
segoras pelas mesmas : e as imbarcacocs pharet
fuudeadas e amarradas em frente a diHerenles parles
da cosa lem por varia vezes tdo abalroadat esuf-
frido grande avaria, em risco de serem separadas de
suas amarrarles e perderem-se.
E por quanto a se^uranca dat embarcares, vidas
6 propriedades aellas embarcadas, exige que as em-
liarcnciies pharoes, boias e balizas eslejam sem nter-
iii|i.;a.. conservadas as suas respectivas posi(es,
pelu presntese previne aos cepilleseoulras petsoas
que se aehem a cargo de emitarcaces, pata que nao
cummettain laes udensas, e avisa-sc que Ttquem sa-
bendo, que pela lei rio navegacao inereaule de 1854
sesio n 411 se declara o seguinle :
Ananas fetas a ph*re?, buias e balizas. Se qnal-
querpessoa de propotrlo, ou por negligencia, com-
melter qoaesquer dasseguiules offensa, jislo he):
1. Causar damnus a qualquer pharol ou s luzes
qoe o mesmo euntiver.ou a qualquer Itoia ou balizas.
2. Remover, alterar ou destruir qualquer embar-
cacao, pharol, boia, ou baliza.
3. huir l-ar ao p, amarrar-se ou abalroar contra
qualquer navio de pharol ou boia, inenrrer, alm
dat despezas de pagar os gastos de qualquer deaaaa
averias, em orna mulla que nao ezcedera a cincoeu
la libras.
Por ordem.
Assignado J. llerbert, secretario.Jos Agosiinho
Barbosa, Iraduclur publico e iuterpreta eommercil
juramentarlo.
A administrado geral dos eslabeleciraenlos de ca-
ndarle, manda lazer publico que nos diaa I, 2|, ,,
26 do corrente, pelaa qualro huras da tarde ua tala
das tuas ses-es, irau a praca, a quem mus der, a>
rendas das casas abaix-j declaradas, pe o tempo de
um anno a conl.r do primeira de julbo do corrente
anno a 30 de junho do prolimo futuro.
llamo do Recife.
Ra da Cruz n. 15 ; Codorniz, 9 ; Senzala Nova,
25, 26, e 30 ; Lapa, 5 ; Pilar 93, 95, e 97.
II ni r.i de Santo Aoloitio
Itua doCollegiu n. 18 ; ra Direila, 3, 5, 7 e 123.
Iravessa do Carcerelro, 11, 13 e 17 ; ra da Hu la
n. 39 ; Sania Cicilia 16 ; e Padre Hunauo n. 13.
Os pretendenles comparecam nos das e horas de-
signados ;acompanhados de seus fiadores, ou mu ni -
dos dascompelenles flaneas. Adverle s- porem aos
iiiquilinus qua nao esliverem em dia, que nSo setSo
recebidos os seus landos sem qne eslejam quites.
Admiuistraeho geral dos eslabclecimenlus de cari-
dade II de junho de 1856.
0 escrivau.
Anlouio Jos Gomes do Correio.
A direrloria da caiza filial faz publico, qoe o
pre^u dos descont* na presente semana regulara
8 por cenlo. O espediente dele estabelecimenlo
para as parles tica marearlo das II horas da manhaa
as2h..rasda tarde. Secrelana da caixa filial ao
banco do Brasil em Pernambuco aos 9 de junho
de 1856. Amonio Marques de Amorim. secretario
Interino.
AOK10
Janeiro
'S-ata^MK*
LEIL40.
O agente Vieira da Silva fara' leilio no
dia 17 do corrente ao meio dia em ponto,
no armazein doSr. Anntts, defronti- da al-
andega, de 2110 a 250 sacras de farinha,
por conta e risco de quem pertenec'.
0 agente Bnrja, as 10 horas do dia quinta-fei-
, 19 do correle, em seu arma/eru ua ra do Col-
legio n. 15, far leiUle de orna ezplendida mobilia
de Jacaranda, urna dita simples rio mesmo, um rico
piano uro ieriiis-imo, diversas obres de ouro, prala,
diamante e perola, um excedente espelho grande,
diversis loucadurea, snfaa, consolos, mesas ecadeiras
de amarello, comniodas, giurrla-vesli.los, secretarias,
cama franceza de mogno, aparadores, lavatorios, ap-
p/relbns de lou;a fina e inferior para tinosa e jan-
lar, vidros finos para servico de me.a, ubjeelos de
porcelana para enfeite de snla.eandelabros.lanternas,
uleneiliose mais objeclna de casa, ele, de urna fa-
milia qoe se retira para fra do imperio. Segoir-se-
ha a venda de urna [.orean de raizas de charutos da
Itaitia, chicotes finos para carro e cavallo, 4 eaixas
com conservas de carne e de fruclas, I carro novo
americano de 4 rodas,-1 ptimo cabriole!, I eacrava
prela, de bonila figura, prupria para lodo o servico,
60 pecas de bnm de algodao, e uniros muilos ohjee-
los, que sei .'ro entregues por qualquer preco maior
qoe offerecam.
Terceira edit?3o.
miAimG EoiEHTHim
^reservativo e curativo
PELOS DRS.
. t instrucc.io ao povo para so poder curar -le la enfermla le, administrando us remedios
ao medico, ou mesmo para eura-ln independen-
itt>i&0& t&crt*(>,*.
ellicazes para alalha-la. emquanto se recorre
tedetles nos I ogares em que nao os ha.
TRADUZIIXJ KM PuKTUUUEZ PELO DR. P- A. LOBO MOSCOZO.
Balea dous opsculos conlm as indca;pes mais claras e precisas, e pela sua simples e
e concisa eipeatfao ala ao alcance de todas as nlelligencias, nao s pelo que diz rspeito aos
meios curativos, como prinei]ialnienle aus preservativos que lem dado os mais satisfactorios
resonados em toda a parle em que elles leu sido pos los em pratica.
o qoe lem dado grande! resoltados no curativo
silo traduzir estes -mus importantes opsculos em
a leii.na .a quem ignoie o francer.
luc'or, ra .Nova n.52, por 29000. Vendem-se tam-
tubos com um frasca de lindura 158000, una dita
i. 258000.
Sendo o Iratamenlu liomeopathico o unir
desla horrivel enfermidade. iulgamos a prop
lingo vernacola, para dest'arle facilitar a si
Vende-sa nicamente no Consultorio do Ira
bem os medicamentos preeisot e bnlicas de 12
de 30 tubos com qualro e 2 frascos de tintura
segu em pouco lempo u bri-
gue nacional MARA LUZIA,
capitn Juao da Silva Moraes,
sii pude receber alguma carga
uiiuda eescravos a frele, para
us quaes da as melhnres ac-
commodaes e Iralameiilo:
trala-se cor. Antonio de Almeida Gomes, na ra
do Tiapiehe n. 16, legando andar.
A esrnna brasileira ejotes, para a sua viagem
ao Rio de Janeiro, precisa de 4 marinheiros hraa-
leirns : para o ajosle, que sera' de grande vanta-
sem, Irata-se com o capitn a bordo, ou com o con-
signatario Antonio de Almeida Gomes, na ra do
Trapiche n. 16, segoudu andar.
Rio de Janeiro.
O patacho Thereza la. Je que he rpido Jos Ig-
nacio imenla, vai seguir viagem para o Rio de Ja-
neiro com hrevidade, por ler grande parte do seu
e.iresamr'rrl.i en-.j.,0'1 : quem no mesmo quizer car-
regar, dirija-se ao eseriplnrio d Bailar i\ Oliveira,
na roa da t'.adeia do Recite n. 12.
Para o Porto segoe com loria a hrevidade a
bem eonhecida galera pnrtimueza uKraeharensett :
para carga e passagetros, para o que lem os mais
acetarlos coininudos. Irata-se com os consignatarios
T. de Aquino Fonseca & 1 illiu. ou com o capilAo
na pra^a.
A escuna porlngoeza ciCeres pretende sabir al
o din 25 do corrente mez para l.oanda, quem quizer
carregarnu ir de passvgem enleuda-se com os con-
signatarios Rustrnn Rouker \ C, oa ra do Trapi-
che ii. 48 ou cum u capitau.
Paf1 OajPorto,
a nova e valeira barca n Santa Clara, segne com
brevidade : para o resto da carga e passageirus, para
o que tem excellenles commodos, Irata-se com Bar-
rera i\ Castro, ra da Cadeia do Recife n.4, ou com
o capilao oa praca.
Para a Babia,
a veleirae bam eonhecida garopeira nLivracaou pre-
tende sabir com umita hrevidade, por ter parle de
seu carregamenlu promplo ; pira o reslu os prelen-
deutes entandam-se rom o seu consignatario Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. I.
Ao Rio de Ja-
neiro.
Nestes seis dias seguir' a escu-
na nacional JOSK', capito Ma-
nuel Jos Prestrello, pode receber aljjii-
ma carga mittda : trata-se com o consig-
natario Antonio de Almeida (iomes, na
ruado Trapiche n. l, segundo ancLtr.
Conip iiiiii.i brasileira de
t vapor*
O vapor 7",).
eonrma com-
inaiidanleoca-
pil'o de fra-
gata Gerv*zm
altincebn espe-
ra-se dos pur-
toa do norte
em seguimen-
lo para oa do
sul al 10 du
corrente insz
de junho : agencia na ra do Trapiche n. 10, se-
gundo andar.
Va lo ja das seis
portas.
Em frente to Livramenio.
Flores de 'atroz para enTeites de cabello e de vel-
lidos, camisinhas ne ramlir.ua para senliora a cinco
lu-loe-, collarmbrr. para senhuras a pataca cada um,
- ara. de r ominara bordadas .. Irr- lirl i rus, xe-lldl-
ohot de teda para meninas de tres at 6 anuos a cin-
co mil reis, cainisot para meuinas a dez lu-ies, ditas
para sentir.ras a cinco patacas, lencos de teda prelos
rom Solpicos brancos, proprios paia quem esta' de
lulo a qualro patacas, nubreza preta de dril-rentes
pr-cu, ebaly de tudas as cores, fil de hnho liso e
lavrado, chitas franceza! escuras e claras, e oulras
nimias fazendas que qoer acabar.
Aluga-se urna grande rasa terrea com litio, no
lugar da -stela le: a Iraler nu Manaunhu, sillo de
HerculauuAlves da Silva.
Precisa-se de um amassador honi, o tambem de
um caixeiro para deposito, que de fiador a sua con-
ducta : quem esluer nesla- circuutslaucias, dirija-se
a ra da Florentina n. 6, que achara cum quem
Iralar.
O abaixuassiguado, leudo de fazer orna viagem
a provincia da Baha, deiza por au procurador e cu-
ran egarlo da geiencia de sua casa ao lilm. Sr. c-m-
meudador .Manuel Joaquim Ramus e Silva, e como
pela rapidez de sua viagem se nao pude despedir de
tudos os seus amigus, o faz pelo prsenle, olleiecen-
do alli seu diminuto presumo.
Domiugiis Alves Malheut.
Precisa-se de um caixeiro para padaria : na
na das Cruzes u. 30.
0 Bli lhST 'ARA QUE
FAZ OBKAS HE VER A DATA DA
ElllCACOtS.
Etecula-se luda e qualquer escnpturac.a'o lingindo
pedra ou mesmo pata domar, e mesmo sem nutra
cur que a do cemento ou gesso. ou oulro argamasso
de que sejain fetlas as Ie-Ui ..-,,_ seiau ezceulades con-
lonne o assnmplu da e^rripiur-ra.., dlineuc,fS do
lugar que lem de ser feila a gravara, e u gusto do
freguez, ou conforme o desenlio que traga e quei-
ra por muuellu ezecular, alim de bem satisfazer
a quem de seu ptesliinu se quuer oiili-.u : uUeiece
se pal a asseular Uila escnplurac'uj dentro uu fora
da cidade ; vend-m-se as lellrari avlsas e a vunlade
du comprador, e faz-se ludo isto por precos iao ra-
zoaveis, que pessua alguma deixar de fazer uegociu,
e torillo ntais quaddo cuubecereto da elegaucia e pre-
inaiteiicia da ubra, cun diminutas despezas : ua ra
Uireila, loja u. 15, acharo rom quem tratar.
Aluga-se urna prela para vender sapalus, e da-
se 1580(10 : ua ra do Ruorjel u. 77, primeiro andar.
Precisa-se de um pequeo para calseiro de ta-
berna nos arrabaldes da cidade : a Iralar ua ra do
Queiiuado u. 51.
D-M diuheiro a jurus razoaveis por penhores:
na ra estrella do Rosario n. 7, ou das Calcadas n.
tO, segundo andar.
Hobert B. Uardinereelira-ie para Inglaterra.
tieorge Kurness relira-se para Inglaterra.
Madama Malhieu, modista e coslureira france-
za, na ra do Ciuz u. 15, lerceiro andar, lem a hon-
ra -le participar ao publico que tetu recebido de
1-r.iitra ferros de recortar o babados para vestido de
senliora e u,euiiias, os mais moJeruusque tem viu-
do, e de multo boui goslo ; u prer;u do recorte he a
meia pataca a vara, ele, etc.
.Manuel Cavaleanli de Albuquerque manda pa-
ra a F.urupa o seu lilbo meuur Juaquin Machadu da
Cunta Cavaleanli, de idade 11 auuos.
Precisa-se alugar para casa de humem solleirn,
om prelo ou moleque que taiba cozuihar : na ra
das Cruzes em Saitlu Antonio u. 41, segundo andar.
Precisa-se aluuar para casa de humem sulleiro,
una prela forra uu eacrava, qoe saiba cozinhar e
en^ommar : na ra das Cruzes em Sanio Amonio n.
il, segundoau ar.
AGENCIA DE PASSAPORTE.
C andino do Reg lima, despchame pela repar-
lieari ra pultcta, tira pas-aportes para dentro e fora
no imperto, por preeo comino lo, para o que poder
ser procurado oa ra da Praia u 43. primeiro andar,
ou na ra estrella do Rosario. Iravessa para o (Juei-
madu, loja de miude/.a. n. 18 C, dn Sr. Jo.quim
Francisco dos Santos Maia.
Aluga-se um eseravo para toilo servido de urna
cr.sa.criiniia o diario e he bolieiro : quem o pre-
tender dirija-se a ra Nova luja ti. 12.
Desappareceu da igreja de H. S, da QMeeielo
da Coigregacilo urna eslola branca nova, a pessoa
a qncm ella for offerecida a portera' appreheuder, e
caso ja fosse comprada, se dar' o valor da compra;
esle ohj'Cto em qualquer parle que apparerer cum
muita l irtlida.tr se provara' a quem perlence, por
isso qoe eiislem oulras iguaes : dirijam-se a ra
\ do Queimado n. 21 defronle da loja miudezas d
boa lama.
|
* PEDRAS PRECIOSAS. %
% t
* Aderecnp de brilhanles, \
a. diamantes e parolas, pul- ,.
ceiras, allineles, brincos V
* e rozelas, bolsea e anneis *
j| de diflerentes goslos ede
?v diversas pedral de valor. 4.
lc~ I
J Compram, vendem ou *
- trocara prala, ouro, bri- J
Ihanles.diamanlesepcro- &
IREIRA'4 OffiHTE.
I..IA V OllBIYr
Ra do Cabuga n 7.

teceti
pi
ropa ;isoJ
f las, e oulras quaesqoer iiiaar1..t-i,.\
{ joiasdevalor, dinheiro
ni por to-
rireRda Eu-
l'tWHatP 111'lis
rosto, tnn-
uu por obras.
lo !.' Frfni*pa eotuo
OCHO E PRATA- ?-
__ :;
Aderecos completot de 4s
ouro, meios ditos, polcei- '*.
ras, alneles, brincos e *
rozelas, cordet, trance- *
lins, medalhas, correules ?
e enfeiles para relogio, e *
outrosraoitos objecloa de L
ooro.
Apparelhos completos, B
de prata, para cha, ban- *-
dejas, salvas, easlieaes, '
coiheret desopa edech, J
e moilos entrus objeclos 1
de prala.
de Lisboa, as quaes s pre^o eommodo kromo eostuniain.
O abaixo assignado tem justo e contratado com
o Sr. Joaquim Ignacia da Coala, a compra da casa
terrea na ra iVelha da Boa-Vasta n. 67. e pede a
quem se julgar com afrailo a ella, dirigir se ao abai-
xo assignado, na sua luja na ra da Cadeia do Roct-
fe u. i7, al o fim do mez.
Manuel Ferreira de Sa'.
Precisa-se de
Claudio Diibciixmudou oseuesenp-
ro para a ra da Cadeia de Santo Anto-
uio n. I .
Jo*e Antonio Moreira Dias & C, fa-
zem sciente ao respeitavt-l publico, que
eeTtV!,er,CdT.u''!.uma "T p."* ,ervic" io,erno leemoseuescriptorio na rita das Laran-
e externo de urna casa, cnnlendo orna pessoa lao s-1 tu
menle ; quero se quizer sujeitar, dirjase au pri- ljelras n- '*#
meiro an lar na ra dn Turres, iunlo aoescrinlorin 1 r\ J- i\ i r
dos Senhores Cemos Jnior a i.eai Res. i .Claudio Dubeux fa/. sciente que sa-
os ^x.-r>. >. na. ,. '"'"am de sua casa os seus dous caixeiros
^^J?.}^;- ;.:- -:.::.>-:: SC;^ |Jose Antonio Moreira Dias e Antonio Ce-
<5j> ODr. Olegario Cesir Cibossti, ;fcario Moreira Dias, e por isso distiensa-
; lormado em inedicum pela Facul- j^t '
i dade da Bahia, avisa ao respeita- (II
O vel publico desta capital e especi- Q \
V3 almente a*s pessoas pobres que %
tt qtti7.erem utibsar-se de sen presti- 3
sj mo,.que acha-seiesidindo no pri- $&
; meiro andar da casa n. S, sita na ^3
-^ rita do Colico, onde pode ser aj|
a procutEdo a qualquer hora.
Stitik.
AGENCIA DE LEILO'F.S NA RA DA MADRE
DE DOS N. .12, DE VIEIRA DA SILVA,
Seguuda-feira 16 do crrenle, as 11) horas ia ma-
nhtla, cro arrematados muilos objeotos, ouile llave-
ra' unta nra mobilia loria cmplela, re nina pessua
que se retira para lora da provioria ,- assim como
tambem mo las obras re ooro e prala, colheres, gar-
ios e facas, crrenles de ouiu p.ra relogio, reanos
re ouro para alaibeira, aillos muilu ricos para cima
de mesa, o que lodo estar' patente, e sera' vendido
a rntenlo dus freguezes.
O agente Oliveira far leilao, por despacho do
fc.*m. tr. Dr joiz especial do ruinmercio, exarado
em requeruneiilo ,|u procurador fiscal da massa falli-
da de Aulonin Auaoslo de Camino Marinho, de
todas as dividas, aclivas da dita massa por leltras e
coutasdelivro, ua Importancia letal de rs. 8:1369993
cuja relacSo o referido agenle eolleiece exhibir an-
lecipadaiiiente aos pretendenles : segonda-feira 16
do corrente ao meio da em ponto, no escriplorio du
mesmo.
O agente liona, por aolorisaeao do Exm. Sr.
Ur.juiz especial do commercio, conforme .o seu
despacho proferido em requerimenlo dus curadores
hscaes da masa fallida de Manoel Joaquim Alves
Pilonaba, fara leilao das dividas perleneenles a refe-
rida massa, as quaes uioiila'm a qoanlia de ris
lO.itWiiSO, cujos documentos se acham em poder
do mesmo agenle, em sen irmazem, ra do Colle-
gio n. I., tiii.l- lera lugar o leilao : lertja-feira, 17
do corrente, as 11 horas da mannia.
O agenle Oliveira far.i leilao, porronla de om
personagem que se relira de-la provincia, da mubi-
lia e trem da casa desle, consisti m <-m cadeirat,
sof', mesas e comolos de Jacaranda' com lampos de
pedra marmore, mesa elasuca dejanlar, oulras para
diversos usos, aparador, guarda ruupa, locarlores,
cummudas, le io, urna esplendida secrelaria, esimie
para livros, relugios, copos de cristal para vinho,
agua e champauha, ditos de v.dro venle, coinpolei-
ras, garrafas, lalheres de marlim e de prala, colheres
de dila para cha', sopa e arroz e mais um completo
apparelho tambem de prala, obras de ouro, appare-
Ihus riquissiraos de purcellana dnorada e branca pa-
ra janlar e para cha', e numerosos uniros arligos de
bom goslo, que seria enfadouho mencionar; lerea-
faira 17 do crrente as 10 horas da nianha, na ra
Nora n. 'iO, primeiro andar.
mamme/aaem
AO PUBLICO.
sg No armazein de fazeedas baratas, ra do
jjij Collegio n. 2,
33? vende-so um completo sortimemo de fa-
.-% zendas linas e grossas, por mais baralo
S prejos do que em otitra qualquer parle,
S tanto em porroes como a relallio, allian-
3 cando-se aos compradores um s preco
ggg pata lodos: esle eslabelecimento abrio-se
j de combinajao com a maior parte das ca- S
i| tu commerciaes inglezas, francezas, alie- -5
gj roaos e suissas, para vender (azendas mais
| cm conla do que se tem vendido, e por isto
B onerecam elle maiores vantagens do que p|
M otttro qualiiucr; o proprietario desle im-
[loriante estabelecimento convida todos SS
S os seus patricios e ao publico em geral,
|3 para que venham (a bem dos seus inle-
jfg reeses) comprar fazendas baratas: no ar-
9 nuzen da ra do Collegio n. 2, deAn-
it| ionio Luiz dos Santos ci Rolim.
Tndus os credores do fallitlo Malhiat rl'Azeve-
do Villarouco, facam entrega de seus ttulos de
crdito otra S'. James Crahlree i\ C, para seremu
examinados pela .rummissAo, que foi Borneada,
contposla dot Srs. Crablrce, J. 1'. Adour & C.
e Briinn Praeger Si C. ; devendo os crcrllos da rom-
mis-.io serera verificados pelos cura tures Ciscaos
devendo esaa entrega ser feila al o da 18 do cor
rente, viale qun lem de ser apre-enlado o Iraballio
da eororaiasao no dia 21 as It) Itoraa, dia em que se
devem reunir lodos os credores em a rasa da resi-
dencia dn Evm. Sr. Dr. |nil do eummercu, para
se de unan.
Roga-ae aos Srs. corregerlores da galera por-
toEiicza, l'lor-do-l'orto, o ohseqiiiu re mandar
seus ca:.he. imcuio. au escriplorio do abaixo assigna-
du, alim de se i.nderein orgtini-ar os maufcslos.
Recie, I2dejunhn liSKta.
O aballe assignado pede enearecidainciilc
quem liver urna lellra |da quanlia de Irezenlos e
unzo mil reis, saceada contra o mesmo abaito
signarlo e a favor de Miguel Martina Osla Ribeiro
ja Im.do. tle .i|ires.nla-la ao Sr. capitn Antonio
Carduzo re Oueiroz Kouaeca. para ser paga : na
ra da Coiiceicao n...
Carlos Jos Comes de Oliveira.
Qoom precisar de unta pessoa, que te arha ha-
bilitada para ensinar msica, piano, e danta sendo
para fura da cidade : dirijn-sc a ra do Coluxellu,
n. 61, que achara cum qnein Iralar.
Jns Ferreira da Silva relira-ae para Portugal
% Iralar de sua samle ; quem se julgar seucredur
aprsenle as suas cotilas.
i\'endem-se velas de carnauba a l3M0o a arru-
ba c|em libra a 120 : na ra de llorlas n. 7.
Ofterece-se urna ama para o serviru interno
de urna casa de familia ou de Itomem sofleiro. que
sabe bem lavar, engommar e cozinhar, e sendo ne-
ceasario dar' fiador a sua conduela : > pessoa que
prelender dirija-se a Iravessa da ra da Roda n. 2.
que achara com quem tratar.
t
l'recisa-sede urna prela eserava, que saiba Ira-
lar de meninos e cuidar de isa tuupa : quem a tiver
dirija-se ao sobrado n. K da ra de S. Franeiaco,
como quem vai para a ra Bella, pora tral.r du'
ajuste.
dos de qualquer servico seu.
m
i

4 HOHEOPATHIV E 0
CHOLERV
" nico tratnmento preservativo
curativo do cbolera-morbus,
PEI.O DOCTOR '
) Sabino Olegario Ludgeto Pinho.
lia\ Segunda edirrao. r^fc
A benevolencia com que foi aeolhida pe- 'W
lo publico a primeira edieflo deste opus- '<%
lo espaeu de dous me- S
<$
culo, ec<>l;i<)<< im cwio esp
ie* nos indu/.io Culn Hp ri*1i eipmplar......1^000
Crirleirascnnipletas par;, rj (ra(a-
meuto do cheler e de moil.is ou-
tras mole(ias, 9...........105000
Meia< carleiras..........1$()00
Osmflirment o o- melhores ponsTes.
Conmiliorio reninil homcopalhiro, ros
de Sanio Amaro .Muuovo' n. (i.
*
PL'BLICACAO' LITTEKARIA.
Repertorio jurdico.
Esl publicacao terii sem duvirla de olilidtdc a s
principiantes qoe se quizerem dedicar au ezereieio
1" foro, pois nella encontraran por ordem alphabe- 6^^^*^"^-^-^
lica as principaes a mais frer|uenies occurreitcias ci- r ^^ 'gy "
vis, orphanologicat, commerr.aes eecclcsiasticasdo ^TanV "'^ Tafc
nossofriro, ruin as remissdes das onlenarai.-, leit, l "r^-l
avisse rctolainenlos por que se rege o Brasil, e 't JF ^aT#r
bem ssim resolueOes dos Pravislas anl.gns e motler-
il.s em que so tu ni.no. Conten semelhaulemeiile
as decisoes das ue-i.ie- sobre sizas, sellos, velhose' onfrotile ao Rosario de Sanio Antonio, avisa i
nuvos direilos e derimas, sem o Irabalho de recorrer espeilavel publico, que receheo
colleceao de nossas leis e avisos avulsos. Consta- m-rmelada nova e doce de fruclas
rio .Ion. votometemoitavo, grande francez. eo
primeiro sahio luteetta venda por 8o na loja de |
prnc,a da I n I ;>- n lenrta Os IS
,\ pela etaffalirfUea
em calda, o rr.tr-
espeilavel publico, que receheo
tn-rmelada no
Ihor possivel.
ypHHTuaiO DO IEBICI
rfQKOP&TtfA.
G.XTI.AHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTKOS,
e posto em ordem alphabetica, com a descripeo
ibteviadade todas as molestias, a indicacao physio-
logiea e Iherapeulica re lodos os medicamentos ho
ineopathicos, seu lempo de tecle e concordancia,
teguillo de um diccionario da significaSo du todos
AKHb.'vuA.vjb.MO. eslermos demedenla e cirurgia, a posto ao ilcance
AM e armazem da casa n. jj da ra .la Cadeia as pesanas do povo, pelo
po Recife junio ao arco da Conceieao, acha se desoc- __, _
upada, earrenda-se para qualquer eslabelecimento l { I .1 ||Sv \\V\ I |l \\ jl[| U\
empoulugrai.de. para u qual lem commodos sufli- .vV., ,s,i0aniV. a a """l-
clenles : os pretendenles entender-se-l.ao com Joao Lmntai^ Zn, i nP bucros seo
.Vpomoceno Barroso, no segundo andar da casa n. ]Pem'"ar,s- ""> como quem quizer eomprar.
,na mesma roa. Antonio Joaquim Seve vai a Europa, c durante
j|lfl. |_. i-, 't. u I i. 11 su* ausencia dena por seus proeuradore. nesla
Aluga-se a loja do sobrado de .van- jhraca. em primeiro lugar o Sr. Luiz Jos de Sa A-
dares ua ra da Cadeia de S. Antonio, ["J"- em segundos Srs.Tinn Momsen & Vina-sa,
do becco dr OuviHm- .-. *> cm lerceiro o senhur Antonio de Moura Rohm.
livros n 6 e 8 la
nhures subscriptores desla publicaran eYis'leutes en
Pernambuco, podem procurar u primeiro volume
Da loja de livros acuna meneioiadi: no Rio da Ja-
neiro, na hvraria do Sr. Paula brilo, ppc,a da
Conslilui?Au; no Mirandao, casa du Sr. Juaquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa du Sr. J.Jo-
ee de Oliveira
Na ra da Cadeia de Sanio Antonio o. 16, de-
seja-se fallar com o Sr. Hyginn Xavier da Footeca,
I.' sargento particular, a negocio de seu inlereste.
ESTRADA DE FERRO
do lt*>cifeao S, Francisco,
Os directores da compunbia da estrada
de ferro do Kecife ao San-Francisco, tem
eito a chamada da segunda prestaco de
duas libras esterlinas sobre cada acefiona
dita companbia, a qual devfj ser paga at
0 dia 6 de julbo de 1856: do Rio de Ja-
neiro, em casa dos Srs. Mana' Me. Gre-
gor &C,; na Babia, em casa dos Srs. S.
l)avenport& C, e em Pernambuco, no
escriptorio da companbia. O accionista
t(ue n0 realisar o pagamento dentro do
termo indicado, podera' perder todo di-
reito as acees, sobre as quaes o dito pa-
gamento nao tiver sido ellectuado, e em
todo caso tera' de pagar juros pelo tempo
que decorrer entre o dia indicado para o
pagamentoe a sua realisacao. Recife 14
de maio de 1850.Por; ordem dos direc-
tores.S. P. Vercker, thesoureiro.
Da-se por pouco dinheiro urna ca-
deira de piano de Jacaranda' e parafuso,
quasi nova : na na do Rosario estreita n.
15, sobrado.
Os Srs. devedores da casa fallida do.
Sr. Joao Moreira Lopes sao convidados a
dirigrrem-se a' loja de Manoel Jos' Lei-
te, na ra do Queimadon, 10, alim de
amiga velmente satdarem seus dbitos.
Lotera
O abano assignado vendeu na ra ej-
treita do Rosario travessa para o Quei-
mado. loja de miudezas n. 18 C do Si.
Joaquim Francisco dos Santos Maia, o
meio bilhetc n. 5275, em cujo numero
sahio o premio de 5.000S ; o possuidor do
dito meto bilbete venlia receber na refe-
rida loja os 8 porcento da lei. Recite
1 i de junho de 1856.Francisco Lande-
lino e Silva.
I'recisa-se de urna ama ; no aterro
da Boa-Vista n. Mi, loja.
, Obacharelem direito Antonio An-
nes Jacome Pires faz sciente aos seus ami-
gos e cor-stituintes desta provincia e fora
della, que tem o seu escriptorio de advo-
gacia na ra da Cadeia de Santo Antonio,
sobrado n. ."O, onde pode ser procurado
para os mis teres de sita pi olissao de ad-
vogado.
Qoem precisar de urna preta eserava, para en-
gommar e lavar, o que fat com perfetc.ui, dirija-se
a ra do Sol, sobrado ti. 95, primeiro andar, defroo-
te do porto das canoas, que achar com qoem Iralar.
Na mesma casa tambem se aloga oalm eserava para
o servico inlernu de urna ca>a de familia.
Precisa-se de um caiveiro que lenha pratica
de padaria e de fiador a sua conducta : qoem tiver
estes qoitilna dirija se ao Forte do Mallos n. 31.
CONSULADO DJ? PORTUGAL.
Por ordem do Sr. eootol se laz publico, que tendo
sido arrecadados e arrematados na forma da lei, pelo
juio de nrpbans e ausentes do termo detta cidade,
os bens dos subditos portuguezes Fr.' Luiz da {inma-
culada Conceieao Lima. Manoel Joaquira de Olivei-
ra Gnimaril-s, Francisco Antonio de Oliveira, Vi-
cente Jos Pereira, Antonio Diat Martins Moreira,
Domingos tle Souza Barroso, Jlo Jos da Silva e
Anlouio Chavena de Carvalhn; e pelo juizo respecti-
vo do termo da cidade de liorna, os de Manoel Joa-
quim da Costa, todos fallecidos ob-iniettfato da epi-
demia qun reinoo ullimamenle nesla provincia :
avisa-se a quaesqoer pes credoras dos espolios dos ditos finados, para qoe com-
parecam neste consulado, alim de serem verificados
os seus crditos, e depois procederem peranle as jos-
ticas respectivas, cobranza do qoe Ihes for devido,
cuju pagamento lera lugar neale mesmo consolado
em lempo competente. Retire 14 de junho de 1856.
O ehanceller interino, S. M. Alves Curioso.
Na madrugada de 13 do corrente lugio da casa
de seo senhor a eserava Ignacia, mulata, idade 45 a
50 annos. punco mais oo menos, a qual Toi eserava
da Joaquim Jos Ferreira : pede-se as autoridades
policiaes e capitana de campo a apprehenso, e leva-
la a rasa de seu senhor, na Iravessa da Madre de
Dos n. 18, que generosamente se gratificar.
esquina do becco do Ouvidor: a tratar
com Luiz (inines Ferreira no Mondero. L T i''1lo'a do t">l>railon. ti do paleo da ribeira de
,* J"*c> lava-se e engnmma-se com muita perfeicao
Da-se .'iOOsOIIO com hypolheea em casa terrea, e;,cei- e com "' brevidade possivel.
que esteja livre e -esembaraeada : ua ruado llos-r!/'1,, __ -- i
i V^'l i lUh l.;|
picio n. 1 se dir quem da.
*? ;i A anliga luja de sirguelro da esquina da a
S ra duCahog, de Anloino Joaquim Panas- >f
\i) -' onde espera seu proprielarm, pelos &k
-'3 co,nmoilos qoe u prerlin oflereee, tem ser-
sJ vir ns seus freguezes cum presteza e per- *"-*
9 f"ao. ^
oreaos e re-

8U&&&
audio Tresse, fa
brcente rt<.
aK'jos, na rua das Fio-
res |i. 1)
Avisa ao respeilavel publico, que eoncerla orgaos
e realejos, poe marchas modernas desle paiz, eoncer-
la pianos, serapliinas, eaixas de msicas, aeordeoes e
qualquer iuslronienio qne appareta, iambem faz
obras novas. Na mesma casa labricam-se caisat para
islas, relralos, faqueirus, crleirns lionii-.ipallnr.i-.
etc. etc., as mais ricas e elrganlet possivel,
CASA DOS EX POS IOS.
Precisa-ae de amas para antamentar criam-as
na casa dus esposlos, a pestoa que a iss> se qoira
dedicar leudo as hahililaques necessahas : dirija-se
tentar 4 vaccas de leite de invern averno, e inuifl a mesma nu Palco do Paraizo que elii achara com
terreno para se fazer plantaedet a iralar na rua .la "
(ilona na llna-Visla, casa n. 'JI, das Ii horas da ma
nbaa ale as '.I, e das II horas da larde em diante.
Precisa-se de urna ama para casa de poura fa
milia : a Iralar na rua du Queimado n. 18. nrnnnr
andar, esquina qoe volts para a rua estrella do Ro
sario.
.VV'WW^'^'V^: :
V SF^P W :r > ir .r.- Arreuda-se um siliu na e-Irada do Arraial
com casa de pedra e cal, e com graudes commodos
para numerosa familia, tendo -2 salas, I gabinete, 4
quarlose boa cozinha ; o sitio lem diversos arvore,
dos de frnclo, como sejaqi* larangeiras, mancoeiras,
jaqueiras, pinl-eiras, sapuli/.eiros, guiabeiras, coquei-
rus e cajueirns, ele. ; lem iiaslanlc patio para sos-j
quem tratar.
lnst:i!<'c.<< fsit.rf! t- rcii-
oi,.
O Dr. I-rain-1 e Leile, medico operador, par
cipa ao respeilavel publico tiesta rapil-l. que fuon
-ua resnleucia na rua Nova n. II, primeim amia
onde pode ser procurado para o evercirin da s
prolissiio. Cam.tilla-lodos os dias das 8 as |tl d|a
manla, hspeeialidademotcslitis syphylilicas.
A pessua que aiinuiiriou querer compra* urna
carrosa, dirija-se a esliada de loso de Barros, sil
em que mua o aliares Assiimpean, que achara un
quati nova e com boi.
Quem precisar de un criado purluguez" qae
lava, eitgumiiia e serve u diario -:p una casa, o qu il
afiauca a sua eondueln, dirija-se ao paleo rio Carm
(alterna da quina que entra pa>n a Camlnta du mu -
mo noine n. W>, que se dir quem he
-'Srv?-' ifi-"*'-- %$& ;i-'.' -' ''-:' -' :>' -i- i'
'ri i -'''--''-'' I*'
O Deposito de vinnode champag-
vS ne Cliateau-Ay\, primeira <|.ia-
-3 lidade, de propriedade do conde
*J deMareuil.rua da Cruz (lo Recifen.
r;3 20 : esle vinbo.o inelbor de toda a
;;3 Champagne, ^ende-se a "(S rada 0
S caixa; acha-se nicamente em ca-
-;3 sa le L. Lecontc Feron A C. x.
S B.As eaixas sio marcadas a fo- 3
-*|3 goConde de Mareuile os rotu- I \'
\' 'os las garrafas sSo a/.tics. "i
sa**ai^Ss-.:.-. "i.*'.-:' ;-....".-'-.;"\;'r\, ''
lo
de una casa de pouca familia ; coiifronle aoot
do Corpo Santo, loja re caUado n. 29.
Precisa-se tle um feilor que saiba Iralar
jardim, e que seja portnguiz : tralnr na rua
Cruz du Iterife n. CI, primeim andar.
t J. JANE, DENTISTA,
SJ continua a residir ua rua Nova n. 19, primei-
y ro andar.
Este compendio de historia saprada. qne foi ap-
provado para instruccao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacao a ISJ600 rs., passa a ser
vendido a iSOO: na livraria ns. 6 e 8, da praca
ila Independencia.
!>eposi to do pia-
nos
s
J. P. Vogelev avisa ao respeilivel publico, que
,_. mudoo o seu deposito de pianos do primeiro andar da
na Nova u. II. para o armazem n. 07 da mesma
rua, esquina da roa da Gamboa rio Carino, onde se
enconlram os mais ricos e os utplhures pianos al
acora apparecidos nesla praca, sendo elles feilos sri-
innle p ir eneommeuda. e pelos mais acreditados fa-
hticanles como de Hachis, Traumatin, llamhurgn e
W. SattenholT de llremen. c oulrn- inuilus fabrican-
tes da Europa ; os quaes se vendem por mdicos
precos e garantidas, t) estabeleeiinntn estar abrrlo
ale as 8 horas da noile para a rnmmn.li la te das fa-
milias ele, que quizereiu ver e experimentaros ios-
runenlos.
.:
Os abaito asssignados. com loja de ourives na rua
do Cabog n. II, confronto ao paleo da malriz c ru.-i
Precisa-ae de nina ama para o servico inle to No?a, fazein publico, qne calis recbenos ronlinua-
damente ns mais modernas obras de ouro, lano para
sennoras como para hninens e meninas ; os precos
conlinuam razoaveis.e passtm-#ronlas rom respon-
le saltiliilade. especificando a qualirtade rln ouro del i
da I 011 18 quilates, ficando assim sojeilos os mesmos por
qualquer duvida Serapltim e IrmaO.

Precisa-se de um hornera brasileiro mi eslra|n-
getro, que saiba bem atontar e Iralar de cavallis,
para servir de pagem a um senhor de nn.enho. da-
boa paga : quem esliver neslas circomslancias e qi
zer, pide dirigir ae ao largo da mafriz de Santo An-
tonio, cata de nm andar 11. -2, qoe achira com qoem
talar. ^
ILEGIVEL
LOTERA da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que tem designado o dia 21 to
corrente para o impreterivrl andamento
das rodas da primeira parte da primei-
ra lotera' de Nossa Senliora do Livra-
mento. Thesouraria das loteras 16 de
junho de 1856.O escrivo, Antonio .lo-
se Duarte.
-'
itompta.
Compra-se ouro em obra velbas. orna cas?
Ierren : na rua larga do Rosario n. 15 o '7 junto ao
quarivl.
Compra-se toda e qualquer porefio
de prata velba de lei sem fetio: quem
tiver para vender, dirija-se a rua do Col-
legio n. J, agencia de leiloes.
Ktetttafcft
RA DO QIEIN4D0 N 18.
Chegou a loja de SantosCoelho un com-
pleto sortimento deesteiras da India pro-
prias para loriar salas e camas, com urna
jarda de laiguia e as mslhores que ate
hoje tem vindo, e pelo baratissimo preco
li'VOO a jarda.
por menos de
seu valor.
Tendo sido arrematadas as fazendas da
loja da rin do Crespo a.!), o arrematan-
te vende as mesmas por menos de seu va-
lor, dinheiro a* vista.
Vtndem-se linguicas do reino moito novas a
610 a libra, alelna a GiO, qneijos do reino moilo
frescaes a 2^HI0, ^ilns do serlao I 160, chi moilo
urenor a 2180(1. passat novas a 640. bolachaa Villa-
Verde a 210 I libra, mai-arrao novo a 410 ; na ta-
berna da rua dos Marianos n. 116.
Vende-se a taberna da rua do Hospicio n. 1, e
na mesma se dir quem d!i dinheiro a premio sobre
penhores de prala e ouro.
Vendes milho v :t- a sacca : no caes da al-
fandega, armaxem do Millo.
Veude-se um eseravo molalo, de ida le 28 an-
nos a W, boiul.i lisura, ptimo para payem ou cria-
do : oa pretendenles dirijam--c a roa da Concordia
n. B, armazem de maleriaes de Pedro Antonio l'ei-
veira Ouimaraes.
Charutos S. Fe-
liz,
Os verdndeiros charutos de S. Felis. : vendem-se
na rua do (lueimado n. 9.
Superiores escrivaninhas.
Na rua Nova n. 2'), loja de ferragens, vendem-se
muilo superiores e-rrivaninhas, poc barato prejo.
Por menos dn que em oolra qualquer parte
vcndam-sc na rua c-dreila du Koznrio n. 11, no de-
posito de sanguesosas haniborguezas, os objeclos
abaixo e nov.imente clteitados :
llolachinha de soda |50O
NU de Lisboa 5501)
Hita hamborsueza, lata sran.le 8000
Hila de aramia dila aWOO
Qoeijo Inmlrino a libra J(720
Presunto para fiambre 310
Toncinbo ingl-z JIRO
Amt-nduas eoaleitadai e francezas a libra 18600
l'erecos. Peras, Damasco e Ginja lata 13000
Biscoiln inglez, lata sorliria 2?i00
Krarrrs com conserva derlilTerenles quali-
darles 3)oo
I assas novas a libra jOO
-VnVBxas a libra 5i80
Dalata a libra bltQ
Vinho cherez garrafa 25000
Hilo Knrdeaui liuto garrafa 2SKK)
Hilo dito hranro o 156(XI
Doce fino de guiaba causo 25OO0
Marmelada.lala de 3 libra 25000
l'.aiiips com doce da Europa de diflerentes
qiialidadet 9000
Azeile doce francez fraseo 9610
Vinagre d garrafa 15000
Manleiga ingleza toperior a libra tfUO
\ inho de Litboa o melhor qoe he poativel 9700
E oolraa militas eousas, qne erie nunca acabar s*
fosse mencionar.


DIMIO tE NIMMB.CO SEGON.I FElK 16 31 JHHO 01 1856

g B0I.1MI0S PARA CHA-. h
0 abano assignado fa/. cenle a o respei- "
f.ivel publico, e especialmente a seus fre- f8
Ak greze, <1<"' em sa padaria si la no paleo da .j*
"* Sania Cruz n. 6, e acha -orlla de varias *.*
:''. quali lailes" de tmlinhos c de todas as qua- -''./;
.-.. Iidadcs de massas lina-, como sejani. ailia- ...
"'>* dos, ararula, Itiscoulitilios, (alias e oulras r*--'
gis masas, bi>coulinhot inglezes eni latas, que (i
4* se vende por preco conimodo. '
-:.;- JoAo LoizFerreir Ribeiro. gg
$ # & '*
Oucijos do Serid.
Chegou nova remessa de queijos de lodos os lama-
nhos, na taberna d> ra dos Marlyrios n. 36.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
C. STARR & C,
respeilosaraenleannunciara que no seu Miente es-
labelecimenlo em Santo Amaro.ronlinuam a fabricar
com a maior perfeico e promplidAo, tuda a quali-
dade de machiuismo para o uso da agiicultura,
navegado e manufactura ; e que para maior rom-
modo de seus numerosos freguezes e do publico
em geral, leem aberlo em um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesouita na ra do Brum, alraz du
arsenal de marinha uro.
DEPOSITO D MACHINAS
euuslruidas no dito seu eslabelecimento.
All acharao os compradores um completo sotii-
inento de moendas de canoa, com todos os melho-
rameutos (alguns delles novos e originaos) de que
a eiperiencia de mmlos anuos lem mostrado a ne-
cessidade. Machinas de vapor de baia e alia pres-
s'io. taina de todo tamanho, tanto batidas como
fuudidas, carros de rnSoe ditos para cooduzir for-
mas de assucar^machinas para moer mandioca,
prensas para dito, fornosde ferro balido para fari-
nha, arados de ferro da roais approvada coustruc-
;,i.], fundos para alambiques, envos e portas para
fornalhas, e urna infnidade de obras de ferro, que
seria enfadonho enumerar. No mesmo deposito
enste urna pessoa inlellisente e habilitada para
receber todas as encommendas, etc., etc., que os
annunciantes contando com a capacidad,1 de suas
oflicinas e machinismo e pericia de seus ofticiaes,
se comprometiera a fazer execular com a maios
presteza, perfeieAo, e exacta conformidade com o
modellos ou desenhos, e intrncre- que llie furetn
umecidas.
ROB I.AFFECTEUR.
0 nico autorisado por dcciso do contelho real e
decreto imperial.
O* mdicos dos hospilaes recommendaro o A.robp
de Laffecleur. como sendo o nico autonsadj pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secreto, esta em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as affecces da
pelle. impiogeus, asconsequencias das sarnas, ulce-
ra!, e o accidentes dos partos, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven aos
catarrhos, a beiiga, as contracees, e a fraqoea
dos orgos, procedida do abuso das injec^es ou de
sondas. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em
pouco lempo os fluios recentes oo rebeldes, que vol-
veu iueessanles em consequeucia do emprego da
copahiba, da cubeba, ou das iojercoes que repre-
sen lem o virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laf-
fectenr he especialmente recommendado contra as
doencas inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao
iodureto de polassio.Lisboa.Vende-se na boti-
ca de Barral e de Antonio Feliciano Alves de A/e-
vedo, prara de I). Pedro n. 88, onde acaba de che-
gar urna grande poro.io de garrafas grandes e pe-
queas viudas directamente de Pars, de casa do
dito Boyveau-Laffecleur 12, ra Ricneo i Paris.
Os formularios dao-se gratis era casa do agente Sil-
va, na prara de 1). Pedro n. 82*. Porto, Joaquim
Araujo ; Baha, Lima & Irm.ius ; Pernarabuco,
Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Fllios ; e Morei-
ra, loja de drogas ; Villa Nova, Joao Pereira de
Magates Leile; Rio Grande, Francisco de Paula
Cont (\ C.
TAHAS DE FERRO.
Nafundisao da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na na do Rrum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, lia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para estre-
gar canoas ou carros, livres de despeis. Os
precos sao os mais commodos.
Cortes de pisca-
dos escocezes
COM 13 COVADOS A 33.
Vende-se na ra do Qoeimado n. 21 A, curtes de
riscados escocezes, padroes modernos, chitas Trnce-
las finas a 380 rs. o cavado, albaneza preta a 800 rs.
o covado com mais d* vara de largura.
VARANDAS E GRADES.
I'm lindo e variarlo sorlimenlo de modellos para
varandas e cradarias de costo modernisftimo : na _
lundisao da Aurora, em Sanio Amaro.e no deposi-1 P"*0 nimio favoraveis, com os quaes fiearao
lo da mesma. na ra do Brum. i s compradores salisfeitos.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuosde iodas as nacofs podem
testemunharas viriudesdesleremedio incomparavel
e pruvarem caso necessario,que, pelo uso que delle
lizeram, lem seu corpu e membros nteirameiile
s3os, depois de haver|empregadointilmente oulros
I rata me utos. Cada pessoa poder-se-ha couvencer
dessas curasmaravilhoias pela leituta dos peridicos
que Ih'as relalam todos os das ha muilos annos; e
maior parte del las silo (Ao sorprendentes que admi-
rara us medico* mais celebres, t.inanias pessoas re-
cobraram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam soflrer a amputa-
ran Deltas ha muitas, que haveododeixado esaes
asylos depadecimenlo, para se au submetterem a
essa operario Morosa, for.nn curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
sumas das taes pessoas, na efuso de seu reconheci-
mento, deca rara m estes resultados benficos dianle
do lord eorregedor, e oulros magistrados, afim de
maisautenlicarem tua aflirmaliva.
Ninguem desesperarla do estado de sua saude es-
livesse bastante confianza para eusaiaresle remedio
constantemente seguiudo algum lempo o trala-
menloque ueceafitasse a natureza do mal, cujo re-
sultado seria prover iiveaastestavelmente : Que tu-
cura!
'O miguen* ic til mas particularmente
Hguiulcs caios.
matriz.
cutis
Alporcas.
CamLias.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de caneca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da
_ em geral.
Enfermidades doanus.
Erupr,es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
.Uengivas escaldadas.
Inchaces.
InllamiMcae do ligado,
da bexiga.
Lepra.
Males das pernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras dereptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulme,-.
(Jueimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
1 inlia. emqualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligada.
da articulaciies
Veas torcidas, ou n'oda-
das nas pernas.
Vende-se este ungento'un eslabelerimenlo gera
de l.ondres,n. 2ii,.s7rnnd,r na loja de lodos o bo-
ticarios, droguistas e nutras pessuns encarregadasda
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
Hespanha.
Vende-se a800 'ciscada bocetinha.contm urna
instruirn em portugoez para explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito gera he em casa do Sr. Soum, phar-
maceutico, a mida Cruz n. 22, em Pernam-
buco
POTASSA GAL TIRGEI.
No antRO e j bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do Recite, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
de
Farfulla de mandioca
S. Matlieos.
Veode-ie larinlia de mandioca muito
superior e "ova, chegada de S. Malheus
pelo patacho AUDAZ, com mu cuita
viagem.a preco muito commodo : a bor-
do do mesreo patacho, ou no escriptorio
da ra da Cruz n. 49, primeiro andar.
Vende-se tima cadeira com a fenle
e lados de vidraca, estando todos os per-
tences em muito bom estado: a pessoa
que pretender dirija-se a ra do Senlior
Rom Jtsus das Crioulas, sobrado de um
andarn. 31.
Arroz bom a 2S.'j0(l arroba : no caes da alfan-
dega, armazem do Cazusa n. 7.
I\a loja das seis
portas
?m Trente do Livrainentn
Kiseados franceses a meia pataca o covado, cassa
piulada a meia pataca o covado, chitas escuras de
imdus pa.ii,i,-, p nao disbolam a meia pataca o cova-
do, chitas deditlerenles cores a seis vintn, cassas
de flores para cortinados a pataca a vara, chale de
gorgurao proprios para agasalbar do fro na eslar.*)
actual a cinco InslOes, chales de cassa com flore a
duas patacas, chales de ganga encarnados com flores
marellas a duas patacas ; dinheroa vista para aca-
bar.
Vendem-se na ra Novs n. 3, taberna de An-
tonio Ferreira Lima, queijos londrinos, presuntos de
tiaimire e bolachinhas de differenles qualidades, as-
sim como vinhos e oulros milito mais gneros, ludo
de superior qualidade e por prejo commodo.
Vende-se o sitio com casa de sobrado do falle-
cido George Kenworlhy, no lugar de S. Jos do Man-
guind, coro arvoredo de fruelo e mais herofriturias
que nelle se acham, sendo as Ierras do refer Jo sitio
proprias : quero o pretender procure em caa de Sa>
rauet P. Juhnslon J Companbia, ra da Senzala No-
va n. 42.
Vcudem-si quartolas com superior vinlio de
Burdeaux,caixascom duzia de garrafas do raesmo,
e garrafas vsias em caxas de duzia, por prec.o com-
modos : em casa de Lasserre & lissel-freres, ra do
Trapiche n. 11.
Vendem-se 2 molecotes de bonitas figuras com
7 a 8 annos : na ra da Sen/ala Velha n. 70, se-
gundo andar.
Vende-ee urna crioula com 20 annos, de mui-
tas habilidades, bastante doenle, por 2005, por nao
se ter pessoa sufliciente para a Iratar : na ra da
Seuzala Velha n. 70, seguudo andar.
Vendem-se espingardas de 2 canos, novas, por
baralo preco : na ru da Senzala Velha n. 70, se-
gundo andar.
FARIMIA E Mil.un.
Vendem-se saccas com farinha de mil lio,por baralo
prejo : na ra da Cadeia do Ktcife, loja n. 23.
Vende-se urna casa terrea ni Boa-Vista, roa de
S. i menlo ; igualmente se vende para fra da pro-
vincia um escravo cnoulo, moco, com oflieio de pe-
dreiro : os pretendentes dirijam-se a ra do Oueima-
do n. 39.
Vendem-se 200 travs de 30 e 10 palmos de
comprimenlo, de diversas qualidades e louro, e 25
enxams, sendo as travs a 49500 e osenams~
I9OOO > quem comprar lodo. 1 canoa de 30 palmos
de comprido, nova, com 3 palmos de bocea, 2 carlei-
ras de amarello, sendo 1 de 8 faces, 2 cadeiras de
braco, 1 mesa redonda, 2 portas de vidraca, cancel-
la de louro : os. pretendentes dirijam-se a ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
Ainendoas.
O 3(1 A, confronte ao Rosario de Santo Antonio,
vende ameudoas para sorles. e juntamente vende ba-
Iss de eslalo, e recebe qualquer encommenda para
apromptar.
Pechincha !
lrora-se pur sedlas velha ricadinhos franrezes
de lindos padrOes e de cores lias a 200 rs. o covado,
jSlo para acabar; no aterro da Boa-Vista ao pe da
po*\e u. 10.

O
Cortes de chita
FKANCE/.A COM 12 COVADOS A 3?00.
Vende-se na rna do Qoeimado 11. 21 A, corles de
chitas francezas largas de muito lindo goslo a 39300
o curie, ruja fazeuda era o ultimo gusto em Paris.
Ricos chapeos e enfeiie* para caneca, dos mais
modernos que ha, para senhnrai, o por prefo com-
modo ; na ra do Collegio n. 4.
Veode-e muito boa manteiga ingltzaa 800 r.
a libra, franceza a 610. toiicinhe de Sanios a 240,
arroz do MaranhSu a 100 rs.. 120, sabao a 140 e a
180 1 libra ; na ra das Cruzes n, 20.
Vende-se rea qoer por canoas qner por car-
rocas, posta nas obras, lijlo de todas as qualidades
e lelhas, por preco commodo e brevidade: na co-
eheirt da rea do Sol, confronte o lelheiro dos ca-
noeiros.
Na ra do Crespo loja amarella $
9 a- *. de Antonio Francisco @
Pereira, S
Vendem-se ricos chapeos de setim e gor- ^
gurao avellndado guarnecidos com bico de 5
blnnd e flore de velludo, os melhores M
^ chapeos que tem vindo a este mercado. j^ji
xak Pecas de cambraia de linho com 1; varas, .''.'
m 1?00,, Sf
;> Hilas de larlatana hranras. pera rom 10 '. ."
' jarda, a 5*000. '
W Celias de damasco de seda da India pro- nw
fe priaspara casamento, a 50$ cada nina, he ;'.;
a vendida esta fazenda por (ao diminuto pre- It
' mandn a este mercado. -/[;-
Toilhas de puro linho alenchoado para
rostemos, a 88000 cada duzia. ;
?W Ditas de algodao do mesmo gosto, a {fifi
A6dozia. *
Peilos de linho para carnizas de homem *".''
^ a 20} a duzia, fazenda a roais fina e mais ',7,'
a moderna que lem appareeido.
Leseo de seda da India, brancos e de ^g
9 cores, a ijOOU cada um. '.'.':
9m&99999 99999Mm
Sal
do %ss.
Vende-se superior sal do Assu, a bor-
do do hiate ANGLICA tundeado con-
fronte ao trapiche do algodao: trata-se
a bordo, do mesmo, ou com o consignata-
rio Luic Jos de Sa' Araujo, na ra do
Rrum ti. 2.
Vendem-se madapoldes finos e de oulros, com
um pequeo loque de averia, por preco* moilo bara-
tos: na roa da Cadeia-Velha 11.21, primeiro andar
PANNO DE PURO LINHO
com 2 1|i varas de largara, proprio para lenroes e
loalhado de algodao, por preco muito convenanle;
vende-se na rna do Crespo loja 11. 19,
Atencao.
Vende-sc cassa franeeza de bonilos padrOes a
2QSO0 o corle de t varas, chitas francezas cores li-
las e bonitos desenhos a 280 rs. o covado, chales de
merino e lapim bordado, dito He merino liso, raa-
dapnlao muito lino, fnissimas silesias e oulras mul-
las fazendas de superior qualidade e bom goslo e por
precos razoavais : vende-se na ra do Crespo loja
n. 19.
CASTORES
de bonitos padrOes a IJ000 o corle : ea ra do Cres-
po 11. 19.
Vende-se arroz branco novo, superior, em
porcao e a retalho a 100 rs. a libra : defrcnle da ca-
sa da relajo n. 28.
Vende-se arroz pilado muilo honi a 9)000 a arroba
saccas de milho muito nsvoa 3{8(H),tres saccas defeijilo
arruinado para aniones por preco commodo : na ra
do Vigario n. 5.
Vendem-se os seguintes livros, o* quaes se
arham em muilo bom estado : Droil des gens par
Vatel, Direito Publico Geral pelo Dr. Aulran, Drol
des gens par Marleu-. Encvclopedia Jurdica por
Falcl, Droil gens par I. L. Kluber, Code Penal par
Ravoux : na ra Nova n. 35.
Dos premios da segunda parte da quarta lotera a beneficio da [nuandade de X. S. do Gtiadciupe da
Cidadede Olinda, extrahida a 14 de lunho de 1856.
US. PREMS.
2 55
3 5
7 5
8 53
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20 5
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"*
58
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58
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S|
5|
58
59
58
58
S|
58
58
59
58
58
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58
5
58
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88
59
58
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53
59
103
58
58
59
58
59
59
9
58
58
'59
NS. PREMS.
465
68
70
73
84
87
%
97
98
99
501
6
16
19
24
28
29
38
42
44
46
48
50
53
68
74
80
82
83
88
92
93
95
Mi
97
602
7
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58
Vende-se sal do Asssii abordo do brigue nacio-
nal ., ero : a tratar na ra do Vigario n. 19, 1 "
andar.
A bordo do patacho Thereza I, Tundeado de-
fronte do trapiche do algodao, vende-re fariuba^de
mandioca le superior qualidade, pelo baralo preco
de :>9600 cada alqueire da medida velha, i pr me-
nos era porcao grande : Irata-se na ra da Cadeia
do Recife, eicriplorio n. 12, cora Bailar & Ollveira.
SALSA PARRILHA.
Vende-se no escriptorio de Antonio Luiz de Ol-
veira Arevedo, ro da Cruz o. 1.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com alqueire velho.
Antonio Luiz de Ollveira Azevedo lem para ven-
der superior farinha de mandioca, chegada ultima-
mente na garopeira S. Pedro ; para ver e iratar,
no seo escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Sepas de quadri-
u los mi lulos a
1,000 rs. o
covado. I
Na ru do Qoeimado n. 21 A, vendem-se seda
furta-cores de quadrinhos miudos, de lindos goslos,
fazanda propria para vestido de senhora e menina ;
il.o,-sp as amostras com peuhui.
Vende-se cafe le primeira qu.iliaa-
de vindo do Rio de Janeiro, e por mdi-
co prero : no l'asseio Publico loja n. II.
Em casa de Ralie SclimettaucX C, ra
da Cadeia 11. 37, ven Um grande sorlimenlo de vidros de us-
pellio.
Relogios linos de patente ingle/..
Couros de lustre, marca castello.
Couros de gra\a.
Ervilhas secoas em garraiOes.
Vinho do Kheno superior,
Tudo por prero commodo.
Relogios.
Vendem-se relogios suissos de todas as
qualidades, tanto de 011ro como de prat,
dito galvanisudos e foleados: na ra da
Cadeia do Recite n. 18: na mesma casa
lia tambem meios ehronometros e relo-
gios para senhor. de ptimo gosto.
Atteneao.
Vendem-se toalhas e suardanapos de panno de I -
olio do Porto : na loja de Sa Manuel na ra da Ca-
deia do Recife u. (7.
Em casa de M.Calmont & C, prara d
Corpo Santo n. 11, lia para vender
seguinte:
Taboado de pinlio, alcatrao e pixe da
Suecia.
Alcatrao de carvao-
Lonas de algodao.
Ditas de linho.
Tintas em latas.
Esponjas de superior qualidade.
Cabos de linho e de Manilha.
Tudo mtntocoiumodo.
Vendem-se caixascom vidros para vidr,n;as,l
vidros de bocea larjr*. rom roldas do mesmo, o maior
sorlimenlo possivel : em casa de Kartholomeu Fran-
cisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36.
Loja da pobreza
Na ra do l'asseio, loja n. l, vendem-se ricos cor-
les de calcas escuras ululando a eateanira a 18. ditos
de brim escuro de linho a 800 rs., ditos de brim
trancado branco a 800 rs., chales branco de cassa a
610, ditos de 15a e seda a 39000, metas pretas para
senhora a 300 rs. o par, chapeos de sol com baleia
a 29240. ditos com junco a 15600, chitas finas a 180,
200,220 rs. o covado. cortes de cassa chita Tinosa
28, ricos cortes de cambraia brancos e de cores a
395OO, raadapolao lino, a pc;a 3-3800 e 48200, e Du-
ras muitas fazendas baratas.
No escriptorio de Domingos Alves .Malheus, na
roa de Apolla n. 23, lia para vender por precos m-
dicos o seguinte :
Ricos e elegantes pianos.
Salitre refinado era barris.
Salsa parrilha muilo superior.
Saceos de muilo superior farinha de mandioca.
Cotiusdellnho para montana.
Cobertores de alsndito muflo encorpados.
Toalhas de linho para rosfo.
Baelilha branca de algodao.
Camisolas de 13a.
.Mandan trancada da fabrica da Baha.
Sement de linli-ira.
Dita de mostarda.
Flor de tilia.
Nos qualro cantos da roa do (Jueimido, loja
de fazendas n. 20, vendem-se cortes de laa de qua-
dros de superiur qualidade, e de muito bom goslo,
pelo diminuto prero de 258OO o curte, panno fina
preto a 28800. 38600 e 13000 o covado, dito azul a
1-3800, 39 e 4-3500, cortes de casemira preta muilo
fina a 58, pauno de algodao da trra de boa quali-
dade, sendo esla fazenda a melhor que se tem des-
coberto para escravos, cassas francezas muito finas, e
delicados padres, e oulras muitas fazendas de diver-
sas qualidades, e por precos tao baratos, que so a
vista ilcllas se podem admirar.
Pianos.
Vendem-se piauos vertieses inglezes, de elegantes
modellos e eicellenles vozes, fabricados por um dos
mais acreditados aulores, premiado na eiposico de
Londres: no armazem de Roslron Hooker ,\ Com-
paohia, prac.i do Corpo Santo.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man- Vendem-se velas de carnauba bem acabadas
iinho, ila na casa do Sr. cirurgiao Teneira, com sapalos e esleirs, chgados recntenteme do Araca-
gou
muitas fregoezias na Capunga, Afflicluse Boa-Vis-
la, al,ou da da purta, a qual lem lodos os perlences
a (rabalhar, e na mesma lem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia para tratar, na ra da
Soledade n. 17, ou na mesma.
Moinbos de vento
com bombas derepuxopara regarhortas e bat-
a de capim : na fundirlo de D. W. Bowman,
na ra do Brum ns. 6, 8el0.
A boa
YENDE BARATO.
19100
Libras de liubasbrancas n. 50, 60, TO, 80, a
Hilas de dilasns. 100 e 120
Duzias de Ihesouras para costura
Duzias de ditas mais lina, e maiorss
Macas de cocino para vestido, alguma couia
encardidos com 40, 50 e 60 palmos,
Pei;s com 10 varas de bico estrello
Caiiinhascom agulhas francezas
Caiascom 16 nvelos de linbas de marcar
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras
Pues de meias finas para senhora a 240 e
Miadas de liohss mnito finas para bordar 100 e
Grozas de botes muito finos de madreperola
Ditas de dilos muilo finos para calca-
Fivellas douradas par. cairas e coleles
Pentesdeverdadeiio bfalo para alizar,* 300 e
Pejas de fila de linho brancas com 6 e meia
varas
Caias com colietes grossos francezes
Carrileis de linbas de 200jardas de muilo boa
qualidade e de todos os nmeros
Macinhos com 40 srampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padres
Torcidas para randieiro, duzia
Tinteiros e areeiros de porcelania, par
Carteiras demarroquim para algibeira
Canelas muilo boas de metal e pao 20 e
Caivetes de aparar penuas
Meias brancas croas para homem, 160,200 e
Trancinha de lia de caracol e de ledas aseores
palmo
Duzia de penles de chilre para alizar, hons
ti rosas de hotoes de loura piolados
Poras de lilas de cz 240 e
Carretela de linbas de 100 jardas, alor Ale-
landre
I.tilia'prelas de meadinha muito boas
Cartas de alfineles dt boa qualidade
Duzia de penles abertos para alar cabello
Metasde fio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazesMa muilo boa 240 e
Fivelas de ajo com loque de ferrugem para
caifa
('rusas de fivelas para sapatoa
Caiiinhas envernisada enm palitos de fogu
de velinhas
Caiiinhas de pao com palitos de fogobons
Caias com 50 caiiinhas de phosphoros para
charutos
Charoteiras de vidro 60 e
C.isles para bengalas muilo benitos
Atacadores pretos para casaca
Sapatiuhos de laa para enancas, o par
Camisas de meia para criaocas de pello
'i'r.ncelins para relogio, fazenda boa
Escovinhas para denles
Atem de todas estas miudezas, vendem-se oulras
muilissimas, qne vista de suas bas qualidades e
baratos prero, causa admiradlo aos proprios com-
pradores na ra du t.lueimado. na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
Oil de Lisboa. .. i
Vende-se urna porcSo de barris com cal 4* Lisboa,
por baralo prec.o, e relalho a 38 o barril t na rna da
Cadeia do Recife n. 50.
Vinho do Porto superior.
O bem conhecido viuho do Porto superior, em
barris de oilavo ; no armazem de Barroca & Castre,
roa da Cadeia do Recife n. 1, onde encontraran tam-
bera regular, em barris de quinto,
modo.
18280
240
560
209
280
240
300
160
600
280
120
500
50
60
so
l0
40
80
500
600
40
200
240
100
800
300
320
40
20
140
28600
320
40
560
120
20
400
80
40
10
320
500
140
loo
ly, por menos do que em oulra qualquer parte : na
ra da Cruz n. 31, primeiro andar.
Vendem-sc sellins com pertunecs,
patente inglez e da melhor qualida-
de que tem vindo a este mercado :
no armazem de Adamson Howie
4 C., ra do Trapiche n. 42.
por prejo eom-
SEMENTES.
Saochecadas de Lisboa, e acham-se .1 venda na
ra da Cruz do Recife n. 62, taberna de Antonia
Francisco Martina as eguinltssemenletde horlali-
ces, como sejam : ervlha?l..rla,.genoveza, e de An-
Eola,feij;lc rarrapato, n'.so, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhudae allemaa, lalsa,lmales grandes,
rbanos, rah. neles tirancos. encarnados, nabos rd-
10 e branco, senoiras braneer e amaradas, couves
triochuda, lombarda, eabela, sbela de Seluhal,
segurelha.coenlro de toecewe Tepelliu-e pimpinela,
e urna grande porcao de diflerenrea semenles, das
mais boi-ilas flores parajardins.
Relo:
nos
coherlos e dcscobertos, pequeos e grandes, de ouro
e prata, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez: em casa de Southall Mellor ,y Corapanhia, ra
do Torrus n. 38.
Rob L'Affecleur, Vermfugo inglez, salsa de
Bristol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros em casa de Barlholo-
raeu Francisco de Souza, na ra larga do Rosario
o. 36.
Cobertores de laa hespa*
nli. s muito encorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Cal virgem de
Lisboa < itotassada
Russia.
PER ,. TYP. DE M. F. DE FARlA- 1856.
\
Vende-sc na ra do Trapiche n. 9 e II, cal virgem
de Lisboa, nova a 5SO00 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Russia a 300 rs. a libra.
(elogios de patente
inffleze deouro, desabnete e de vidro :
vendem-se a preco ra/.oavel, em casa de
Augusto C. de Alirett, na ra da Cadeia
do Recife, arma/.em n. 56.
LUVAS DE TORCAL.
Vendom-se luvas pretas de lorcel, chegadas ulli-
mamenlede Lisboa, pelo baratissimo preco de 18000
o par : na ra do Oueinudo, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
l'.u nha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porees trala-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14.
Attenco
Riscado escuro e muilo largo, proprio para roupa
de escravos a 160 o covado, colrhas brancas adamas-
cadas de muito bom gusto a 58, alnalhado adamasca-
do com 7 palmos de largura a 18600 a vara, toalhas
de panno de linho alcoioadas e lisas para rosto, as
mais superiores que lem vindo ao mercado, ditas
para mesa, guardauapos adamascados e oulras mua
tas fazendas por preco commodo : vendem-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volla para a roa da
Cadeia.
Relogios
iog ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: em casa de
llenry Gibson : ra da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
! Da fundijo Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. 42.
Neste eslabelecimento contina a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias moendas
Eara en^enho, machinas de vapor e taixas de
irro balido e coado de todos os lmannos para
dito.
A3$500
1 Vende-seca 1 de Lisboaullimamentechegad.i,as-
sim como potassa da Russiaverdadsira : na praca do
Carpo Sanio n. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhos de retroz de todas as cores para pescoco
de senhora e meninas a I9OOO, baralhos de cartas f-
nissimas para vollarele a 500 rs., toncas de laa para
epboras e meninas a 600rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores par-a homem e senhoras a 400,
50O e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
18|, ricas luvas de seda de todas as cores e bordadas
coro guarnices e borlas a 35 e 38500, ricas aboloa-
duras de madreperola e melal para rolletes e palitos
a 500 e'600 rs., superiores meias de seda pretas para
senhora a 28500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra sonliora a 500 rs. o par, linissimns navalhas em
estojo- para barba a 28, ricas caias para guardar
jolas a 800 e I950O, eaias muito ricas com reparti-
inentos nicamente proprias para costaras, pelo ba-
ralo prejo de 28500. 38 e 38500, papel proprio para
os namoradosa 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muito elegantes, proprios para cstua
danles ou mesmo qualquer eslabelecimento pela boa
luz que d.io a 58. travessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo baralo preco de 18, pastas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
mac.io dourada e sem ser duurada a 500, 700,1/
13500, escovas muilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricosleques com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 28 e 39, charuleiras finas a 2a, ricas galhelei-
ras para azeile e vinagre a 28, ricas e fnissimas cai-
as para rap a 28500 e 38, penles de bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs., dilos
de ni ir Um muito bons a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 qoadernos de papel de todas as cures de fnlhas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com eitractos
muilissimo finos .1 19200, 18500, 28 e 28500, jarros
deporcellana delirados e de modernos gostos, com
lianha franceza moilo fina a28, frascos com essenci
de rosa a 320, paos de pomada franceza moilo boa
IO0 rs., frascos pequeos etrades da verdadeira
agua de Colonia de Piver a 80 e 19, sabonetas finos
e de diversas qualidades, pos para denles mais fino
qne pode haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muitas perfumaras,
ludo de muilo goslo e que sevendem baralo, tesouras
muilissimo finas, proprias para papel, paracorlar ca-
bello, para unhas, para costaras, tramas de sedas de
bonilos padres e diversasalarguras e cores, ricas filas
de seda lisas e lavradas de todas as larguras e cores,
blros de linho fnissimos de lindos padrOes e todas as
larguras, ricas fr.njas de algodao brancas e decores,
proprias para cortinados, e oulras muilissimas cousas
que tudose vende por 1.1o barato preco, que aos pro-
prios compradorescausa admirarlo: na ra do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundico de ferro de D. W. Bowmann tu
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acbam-se a venda, por pre^o commodo e com
proitptidao: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
-f-Vende-se em casa de S. P. Johnston & C
ra {da Senzala->'ova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, candieiros e castigaos
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n^ 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio da vela, chumbo de munifo, arrotos para car-
io, lonas inglezas.
I Um completo sorlimenlo de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhos, peililhos,
romeiras, camiss, coifnhas e pelerinas ; tambem
lem um completo sorlimenlo de ricas flores, enfeiles
pira cabeca, filas e o verdadeiros e modernos bicos
de linho : na roa da Cadela-Velba n. 21, primeiro
tuda .
Metal amarello para forro.
Si3 Cabos da Russia e de Manilha. 1
@ Lonas, brinzao e brim de vela.
$$ Pixe da Suecia.
*')* Cemento amarello. 1
A Vinho de Champagne e do Bheno. i
j;- Agurdente de Franca.
*JF Pianos de armario de modelos no-
tvos.
Armamento de todas as qualida-
O des.
fc-JS Alvaiadehno em p, oca e tinta* $
l; em oleo.
^ Pedias de marmore para mesas e
@ consolos.
jj Papel de peso inglez.
@ Chicotes para carros.
@ Ferro em barra, verguinhaecbapa.j
;|; Cornos de lustre.
1^ Vendem-se no armazem de C. J.*
5i Asilen &C.
m^^99^-
ARADOS DE FERRO.
Ka fundico de C. Siarr & C, em Sanio
Amaro, achem-se para vender arados de-ferro desu-
perior qualidade.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construccao vertical e com todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
Em casa de Henry Brunn & C., na roa da
Cruz n. 10, ha para vender um grande frumen-
to deouro do melhor goslo, assim como relogios
de ouro patente.
A boa lama
VENDE BAKVTO.
Kicos penles de tartaruga para cabeca 48500
Ditos de alisar tambem de lailaroga 39OOO
Lindas meias de seda de cores para chano 1)600
Bandejas grandes e de pinturas finas 38, 48 e 5)000
Papel de peao-e almaco o melhor qoe pode
haver 49OOO "T"
Pennas de ac, bico de lanci, o melhor qoe
ha,a groza
Hitas muilissimo finas sem ser dr larca
Uculo de ar macan de ac com graduales
Lunetas com ninacjo dourada
Ditas com roanlo de larlaroga
Dilas com armafflu de bfalo
Ditas de 2 vidroacom armario de tartaruga
loura dores de Jacaranda com bons espelhos
Btos sem ser de Jacaranda Ijsui a
Meias pretas coftiprida de Jai*
Bengalas de junco com boajiles casles
Bicos chicotes para cavallo* fraudes e pe-
_ quenos a 800 rs. e
Grvalas de seda de lodae as cores a 1) e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500
Penles muito finos para suissas
Escovas muilo fina- para cabello
Capachos pintados eouipridos
Bol&es fioiasimos de madreperola para camisa 1)200
Qoadernos itc papel paquele muilo lino 80
Moni los-a pal i nlio de merino para chanca 18500
Ricascanelas para pennas de a,.o a 120 e 200
Ricos porta relogius a 18800 e 28000
Ricas caisas finas de melal para rap a 500 e 600
Escovas muilo finas para unhas a 320 e 640
Dilas fnissimas para cal ello 1 r5(io e
Dilas ditas para roupa 19,1)200 e
Papel de linho proprio para canarios, resma
Pioces finos para barba
Doti de upi- moilo finos para desenlio
l.apis finissimos para riscar, a dozia
Duzias de facas e garbos finos
Ditas de firas egarfos de bataneo moilo finas 6)000
Hitas unas mu i i-simo linas, cabo de niarfim 15)000
Caivetes de aparar pennas muilo linos 800
na roa do Queimado, nos Qualro Cantos, na leja de
miudezas da boa tama n. 33, defrcnle da loja de fa-
zendas da boa f.
ILEGIVEL
59000
19200
640
800
1)000
1D00O
500
3(000
3000
29OOO
19600
500
19000
19200
320
600
500
640
700
29(100
29000
4)000
200
800
5oO
3S0WI
Salitre superior.
Vende-se e muilo baralo, na loja de ferrasen da
ra do yoeimado n. 35, ero porsoes e a relalho.
IECHAHISIO PIBA EUGE-
NIO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN *A
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ia sempre um grande sortimento dos segoinles ob-
jeclos de mecha mimos proprios para engenhos, a sa-
jar : moendas e meias moendas da mais moderua
construccao ; taixas de ferro fundido e balido de
superior qualidade e de lodos os lamanhos : rodas
dentadas para agua ouanimaes, de todas as propor-
COes ; crivos e boceas de fornalhae registros de 00-
eiro, aguilhOes, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nhus de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICO.
e'ejeculam Indas as encommendas com a superior
ndade ja conhecida, e com a devida preslezae com-
modidade em preco.
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a8)000 o par (preco fio) as
ja bem conhecidas navalha de barba, taitas telo h-
bil fabricante qoe ha sido premiado em diversas ei-
posii;oes : vendem-se eom a condirao de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 dias
depois da compra, reslilundo-se a importancia : em
casa de AoEustoC.de Abreo, na roa da Cadeia do
Recita n. 36.
XAROPE
DO
BOSQUE
1 o transferido o deposito desle jarope para bo-
tica de J,iso da Cruz Santos, na ra Nova n.|53,
garrafa 59500, e meias 39000, sendo falso lodo
aquelle que nSo for vendido nesle deposita, pelo
que se taz o presenta aviso.
IMPORTANTE, PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlysica em lodos os seus diBerea-
ics graos, quer motivada por constipaeftes, tosse,
aslhma, pleuriz. escarros de sangue, dor de cos-
tados o pe lo, pal pila cao no coracSo, coqueluche,
bronchite, dora garganta, e lo'dasai molestias
dos orgos pulmonares.
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Crol
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia. /
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo.
Cemento romano;
Gomma lacea.
Moendas superiores.
Na lundirao de C. Stair&C, 'm San-
to Amaro, acha-se para vender moendas
de canna todas de ierro, de um modelo e
construcco muito superiores.

No da 2 do eorrenle a noile, ausenlou-se da
casa de seo senhor a escrava Genoveva, crioola, ds
28 annos de idade, alta e boa figura, lem urna da
mAos com pequeas pintas parecendo foveira, e na
espadua direita algons signaes antigo' *le junco, le-
vou vestido de chita escuro e panno da Costa novo
com lislras brancas e encarnadas guarnecido de
franja ; ella he natural das immrdisees de Igoaras-
ii engenho Prejuhv) e fol errava. diz, que do|Sr.
Cosme, lilho do Sr.'Cosme Joaqoim ; roga-se pois
as autoridades policiaes e capilAes de campo a apre-
hendi o leva-ls roa de Apollo n. I i, primeiro
andar qoe generosamente se gratificar.
Contina a estar fogida a preta Victoria, de
iiar.io Mozambique. I'm urna serrilha da (esta a
pola do nariz, signal de soa oar,ao, reprsenla ler
36 annos, alta, magra, e falla atrapalhada, be meia
fula, cnala ter andado na Ponte de Ucbea, das
para 9 horas da noile por ler sido escrava desle
mesmo loer ; assim como lem sido isla na Malan-
neira e Cruz de Almas-, roga-se aos capilaes de cam-
po e toda e qualqoer pessoa a apprehentSo da dila
escrava, a qoal poder ser entregue na prace da In-
dependencia ns. 13 e 15, loja de calcado de Joaquim
Pereira Arantes, onde ser generosamente recompen-
-ado.
i
ti
I
t


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