Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07407


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Full Text
APiNO XXXII N. 138
**
Por 3 mezcs adiantados i.sOOO.
Por o mczcs vencidos 4,<500.

MARTA FEIR4 11 DE JIMIO DE 1856.
Por anno adiantado 15000.
Porle franco para o subscriptor
KNCARREGADOS DA SUBSCIMPCAO' NO NORTE
Parahiba, o Sr. Gtraatio V. da Nitifidada ; Natal, o 8r. Joa-
quiml.i Pereira Jnior; Aracltv. o Sr. A. da Lamoi Brasa;
ara, o Sr. i. Joae da Oliveira ; Maranhao. o Sr. Joaquim Ala r-
quej Rodriguai; Piuhj, o Sr. Domingo Herculano A. Penca
CaaracM ; Par, o Sr. J'uitiniano J. Kirnoi; Amazonai, o Sr. Jero-
njmo di Coata.
PARTIDA DOS CORREIOS.
niimla : talas ih 'lia-, .'- I r sarta hora* lo dia.
Igu.ii.....i. '."Mi.......IVir.s.l.i : ii......pmib......sUH-feira*.
s. \.......r..-/.-r,.... it.........i:,,(i..1rii. llilal.....l..ir..iii.n>. : na n-r...,-f. na
-. I.....ni..... I"......l'.Ufcn. NaUKlk, Mamara, abr], H........."... /ii-J-
Cira. II..M-.. I illa-ll-lla, I'. i.i.\i.i.i. Onci.iii- ru: WM .|.irt... .trina.
I..1I.11. I|>!ii..i. N,.....h.i.-n. Uiii-Kornio.,,. I.'iia, Iticr.*ro-i. Agaa-Preta,
I'"......hila. \.n..l i|ai<.....letra..
Tullan t-rrrrnkij parten .i. ih liora- la amtk3a.
AUDIENCIAS DOS TRIBONAES l).\ CAPITAL.
Tribunal do cummercio quartas a aabbadoi.
Relacao : tercai-feirai t aabbadoi.
Fazenda : quarlaa eiabbadoi ai 10 horai.
Juizo do commercio: aegundaa ai 10 horai e quintal ao meio-dia.
Juizo de orphaoi segunda e quintal ai 10 horas.
Primeirt Tarado cive: aegundii mtai ao meio-dia.
Segunda ara do eivel: quarui tabbadoi ao meio-dia.
KPIIE.MEItlhES DO HEZ DE JIMIO
2 Lu ora ai 9 horas, 22 minutoi. 4 segundos da tarde.
10 Quirto ereicente aoi ID minutoi i 48 eguudoi da larde.
IH Lut eheia ai 2 huras. 27 minutoi e 48 egundoi da larde.
35 Quartominguante aa7 horas. 48 minutle 48 legundoidam.
PRKAMAR REMOJE.
Pnmeira as II horis a 2 minutos da manhaa.
Segunda as 12 dorase fi minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
! Segunda Si. Pelagia v. ; S. Priuioc Feliciano mm.
III Tirca 8. Margarida rainha : Ss. I.etulio e Primitivo m
11 Quan. S. Rernabap. ; Ss. Feiiic Fortunato its. mm.
12 ud 8. Joo da S. Eagundos: S. Onolre.
13 Seiu.,8. Autonio I padroeiro da provincia.
14 Sabba
.ZH ,\ni rllld i iihi i u< i i '.' jiiviMin^a
do S. R;isili(> Mi-'iio b. doutor da Igreja.
IITERIQR.
PROVINCIA. DE ALAGO AS.
Falla cota rae o Esn. pro.Henie da provincia
di a A loa, o a a Dr. Antonio Coelho da Sa' Al -
tsanrr|ua, laatallon a asaembta legislativa
da naesma provincia n da 8 do aaalo da cor-
reata un no.
IContinuacao.)
2: PARTE.
Fot no dii J3 de novombro que iwabi da com-
misso da soccorros publiros da cidailc do l'enedo
tristissima noticia de i|iie o medico municipal
H. Birket havia observado naquella cidade n'um
operario de urna fabrica de oleo vegetal, o primei-
ro caso de cholera-morbus no di 19 do dito
niez e quasi no mesmo lempo (18) era tambem
observado o primeiro caso na povoajno de Pias-
sabuss.
A epidemia principiou com benigno carcter,
f.i/.cndo poucas victimas nos primeiros dios. En-
tretanto era urgente prevenir de recursos de dcfesa
os povoados que porsua maior proximidade c
relacoes com os dous pontos aflectados achavam-se
inais arriscados : eram elles as villas du S. Miguel
c Poxim e a povoacao deCuriiripc. Ka primeira
residia o Dr. Benjamim Franklin da Rocha V-
eira, ao qiial j eu havia enearregadu de sor-
correr a populaco se fosse afferiada : para a se-
gunda dolenninei que seguisse o Dr. Possidonio
de Mello Acciolv ; e para a terceira enviei o phar-
maceuiioo pralico Joao Borgcs de Mendonra rc-
inellendo-lbes ao mesmo lempo medicamentos. Era
orgMle preparar toda a provincia para a defez.i ;
(altavam-me noten facultativos e meJicamontos
sufficientes para o caso infeliz de propagar-so o
jii.il com rapidez atlacando um lempo differen-
tes lugares.
Bequisilei ao presidcniu da provincia de Pat-
nambuco o cngajamenlo de 6 mediros, c uina
grande qiiantidadu de medicamentos.
A' amigos meus daquella provinr.ia eserevi
parlicularmcnte pcdindo-lhes tambem que contra-
lassem alguns facultativos, >'omeci coniniisses de
socorros pblicos em lodos os povoados da provin-
cia, aulorisando em rida um a despeza com o
estabeleciment de um hospital c de um cemilerio
provisorios, se a caridade dos cidados das locali-
dades nao lomasse a si esle cuidado c despezas, c
dei oulras providencias de menor importancia.
Entre os pontos mais arriscados eslava inclui-
da infelizmente esta capital pelas suas pessimas
circunstancias hygienicas, em consequencia de
pantanos o charcos que a abra^ao n'umn extensa
linha e de um monte que a alravessa inicrcep-
lando em grande parle a vcnlilaco (>cta parle
do Noroeste- Accclerei os trahalhos de limpesa c
aceio, a remocao do matadouro para foia do re-
cinto da cidade, as obras do hospital de caridade
C ctiinlerio, o enconi'neiiilei carros o aprestos ne-
cesarios pira o^er/ico mortuario. f
Nomeci urna commis>;io cumposia de 10 mem-
bro d'enlre os cidados mais preslimo-os para soc-
correm as pessoas que por ventura fossem accom-
mctlidas pela epidemia, e oulra de 31 memhros
para cuidaron no abaslecimenlo do viveros a lira
de evilar-se a tome. Eslabeleei na capilil cinco
poslos mdicos ; o primeiro em Jaragu, no pre-
dio em que funeciunava a alfandegu : o segundo
no largo da Matriz no predio em que fiinccionava
o Lyceu ; o tercairo no novo hospital de caridade ;
o quarto no largo dos Marlyrios na casa em que
servia de quarlel ao corpo de policia ; e o quinto
linalmenle no Bebedouro, arrabalJc prximo da
cidade. Na designado desses poslos mdicos s
Uve em vislas a conveniencia do lugar e as maio-
resaptides dos edificios.
Emquanto realisava estas medidas na capital
rhegavam das margens do S. Francisco ruins no-
licias : a epidemia linha lomado \ astas proporces i
em dala du 24 do novembro ja grassava extensa-
mente, desdobrando-sc [telas Bargens do rio ; a
mortalidade porem ainda era pequea regulando 5
a 6 por cento. Dous das depois subi a 2.")
por genio*
O mal enuio ja nao respe!lava condiccijos, clas-
ses ou idades ; os mdicos pela maior pars tam-
bem accomettidos achavam-sc exlcnuados ; os me-
dicamentos desappareciam.
Nessa extremidade entend conveniente envidar
todos os exforcos, lam;ar mo de lodos os recursos
para defeudar a cidade do l'enedo ; porque linha
a intima convicno de que daquelle poni depen-
da o futuro destino da provincia inicira. Seo
mal nao fosse ali arrosiado com resignacao c co-
ragem al ser vencido, o desanimo em toda a pro-
vincia seria infallivel, e leriamos aqu reprodu-
sidas as dolorosas seenas de Camela, Sanio Ama-
ro e Cachoeira. Neste iniiuui liz seguir ainda
para a cidade de l'enedo, nteami anles de receber
as ultimas noticias, o Dr. Thom u. do Boinlim
Espindola eo cirurgio Joaqun Jos d'Almcida,
nonduzindo urna immensn ambulancia e outros
recursos.
Aos cidados mais distinctos do lugar c aos mc-
dieos dirig ofcio* e cartas : fallei-lhes n lingua-
gem enrgica da autoridade quem nao alterrao
as responsabilidades as grandes crises ; ialliM-lhcs
a linguagam insinuativa equasi semprc feliz do func-
cionario quo procura levar pelo coracao os seus
subordinados al a altura dos sacrilicios : fallei-
lhes a calida e elctrica linguagem do chrislao que
sabe sentir as dores o agonas de seus scmulliau-
les, preferindo a sorie do mariyr r.o meio das vic-
timas ao abrigo e seguranca do egosta ; c osses
meios poderosos de acc,ao lornaram da cidade do
l'enedo um campo de combale, aonde a coragem,
a resignacao, c a caridade mantinham-so nos
seus poslos, p firme. Os mdicos sobre indo
eram verdadeiros hroes.
Por este tempo (fins de novembro) j havia
sevio receios de que a epidemia couierava a gras-
sar nesta capital. Casos (requemes de rholeriua
eram observados e um de cholera-morbus qu di-
l'icado tal pela medicina se havia dado em Jaragu
na pessoa de um correio procedente da cidade de
l'enedo.
Recelando a cada nslaulc ver a epidemia romper
com furia nesta capital, e considerando que nestas
crises a confuso, a irregularidade e a incuria nos
servicos dos hopitaes e mortuario sao causas de
grandes calamidades, julguci indisponsavel tiear
iim corpo provisorio de 150 pracas da Guarda Na-
cional e 50 da gen le de mar para se encarrogar
desses trricos com boa ordem, rcgularidade c
promptido. Esperava tambem eucontra ueste
corpo um grande auxilio para as mnlias rpi-
das corr.municacues com os pontos allectados e re-
messa prompki de soccorros para elles.
Na creacao deslo cor[K> havia ainda, oocullo
lalvez, um pensjnuMito de philanlropia c cari-
dade.
O govorno punha debaixo da suas vislas un-
mediatas de proleri;ao 200 udadaos o suas pobres
familias; o que lauto mais til o conveniente me
parecen, quanlo he cerlo que nessas pocas de
calamidades falta o servco ao operario, e he eruei-
dade dexa-lo moncr fome.
F.nlo as noticias dos povoados das margens do
S. Francisco chegavam a cada instante mais alter-
nadoras. O cholera a rio cima accommellendo
lodos os povoados. Penedo e Piassabucii absorvi-
am a maior parte dos soccorros que eu enviava
ara as cabeceiras do ro.
Lulava com estas dilliculdades, quando no da
29 de novembro polas (i horas da tarde aporlou
aqu procedente da corleo vaporda Companhia par-
nambucana Mrquez de Olinda. Nao hesiiei :
resolv faze-lo regressar sem demora para a provin-
cia da Babia com o l'nn de trazer em soccorro dos
infelizes alagoanos, mdicos, medicamentos e vivo-
res, que requisiiei ao presidente daquella pro-
x'incia.
Roguci ainda p.-irticulnrmenle ao gerenic da
companhia, capitao de fragata l.ourenco da Silva
Araujo Amazonas que procurasse engajar alguns
mdicos e acadmicos de medicina.
No vapor Imperador que aqu tocn no da J
de disemino vindo dos portes do noria o presidente
da provincia de l'ernamhuro remctleu-me grande
copia de medicamentos o vivero-, urna pirelha de
cavalloso 1 cocheiro para o servco mortuario, fal-
lando a parto principul de minha requisicao, os m-
dicos, os quaes nao Ihe foi possivel contratar, nao
obstante as suas daligeocias e desejos. Todos re-
ceiavam alnndonar a sua provincia e familias nessa
poca lao arriscada.
Ncsse mesmo da s 7 horas da noite chegou a
osle p'orto procedente do sul o vapor Tocantns
Irazondo scu bordo alguns esludan tes de medicina
da faculdnde da Babia, os quaes rcculhiam-se as su-
as provincia para passarem as ferias no soio de
suas familias. Procurei contrala-los. Tendo ido
a bordo, S aeompanharam- me no desembarque :
foram meus hospedes : ponotraram-so de ininhaside-
ase no da segunle partirn 6 desses caridosos
mancebos para as margens do S. Francisco, levan-
do auxilios de lodo genero Assitn, nesta dala
acbavam-se as marg-ns do S. Francisco 13
facultativos entre mdicos, acadmicos e cirur-
gioes.
Para fariliiar as commuiiicacOes e transpone de
soccorros para aquelles pontos, lomci o accordo de
frelar um dosvaporesda empresa Santa Cruz,e rea-
lse-o.
Nodia 8 de dezembro aqu fundeoii em regresso
da liahia o vapor Mrquez de Olinda irazendo
mdicos, acadmicos, pharmaceuticos, medica-
mentes, e vveres.
Estes soccorros chegaram a tempe. Acaba va de
receber noticias desazradaveis das margens do S.
Francisco; quasi lodosos povoados daquelle rio cs-
tavam invadidos pela epidemia. Em Piassabusii
lavrava com forra. Tinhao la fallecido o cirurgi-
o Lino da Penba de Franca e o bravo comandan
le do deslacamenlo Pedro Alexaudrno da Cosa.
-No Penedo os estragos eraogtandes. Pacullativos,
acadmicos, pharmaceuticos, membros das com-
misses, autoridades civis e militares, sacerdotes,
ricos, pobres, hoinens, molheres, mocos, velhos e
crianeiis lodos \\o sendo acommoliido. As villas
do Porto da l'nllia e P;o da Asquear, as povoacflaaT
deS. Kraz, Colico, Piraguas o pontos interruediosr
ostavain aOectados.
A linha de cmbalo e;ionda-se pois desde Pias-
sabu-ii, rio cima, al l'iranh.i- mais de 40 leguas
de cxlensao. ,
Fi/. palir, nodia 10, anda omdefezadas mar-
gens do S. Francisco,2 medicse" acadmicos;de
raanoira que naquella extensa linha de defeza aclia-
vam-se 22 facultativos munidos de lodos os ro-
cusos.
A epidemia ale enlao liaba seguido urna marcha
regular de S. E. N. O. encelando seus estragos
pela foz do rio e prosseguindo sempre crrenle ci-
ma, atlacando os povoados ribeirinhos sem propa-
gar-so pelos de mais pontos visinhos, consentindo
assim a que ainda se nutris-sa a fraca esperauca de
que escapariam ao acoule os pontos do centro e do
lotoral, so a meleslia nao se desviasse do rumo en-
celado. Bein depressa porem desvanecen-se esla
dbil esperance. as povoacoes de Coruripe e
Barra de S. Miguel situada na cosa, e nos munici-
pios ecutrass da Malta Grande, Anadia a Palmeira
dos indios comecaram a manifestar-so os primeiros
casos.
O pcsoal mcilico enlao a minha disposieao coni-
punha-se de 22 mdicos, 14 .-icademicos. 3 crur-
gioes o "> pliannacouticos, ( comprehendando os
residentes na provincia ). A'primeira vista pa-
rece grande csse pessoa I; no entretanto era insulli-
cicnle, atlendcndo-se a estensao e inlensidado com
que a molestia acomnicllia as populaces, sem res-
pailar mesmo aos facultativos,o alien lendo-se ainda
que tljjuns dos mdicos da provincia s pode-
riam ser commissionados nos seus munisipios ao pe
de suas familia.
Em meiados de desembro as noticias que chc-
garam das margens do S. Francisco eram as mais
afflictivas; Piassabus e Penedo sobre ludo eslavac
sendo aromados de um modo medonho. Apenas
como compensaeao de tantos dainnos sabia*se que
a resignacao e a coragem nao tinhao abandonado
os heroicos lialietantes daquollcs infelizes lugares.
Os dous distinctos acadmicos Francisco Jos de
Medciros o Jos Ribeiro de Carvalho foram victimas
o primeiro no da 12 em Piassabus a o segundo
no dio 18 na cidada do Penedo.
Em fins de dezembro (23) Uve communica^ao
da povoacfio de Ouobranuiilo di: que o cholera j.i
tocava o territorio da provincia de. Pernambuco,
apparocendo na povacao do Papaeacada comar-
ca deliaranliuus ; no masmo da remelli para am-
bas as povoacoes medicamentos e dietas.
Assim, al o lim de dezembro toda a margem
esquerda do rio S. Francisco, difiranles mu-
nicipios centraos e do litoral e esla capital acua-
rio-s bracos com a epidemia. Fui acudindo
a teda parle, e meus soccorros s<> enconiravao como
limites as difliculdades insuperaveis. 'Pendo a
fortuna de ver todos os meus actos approvados pe-
lo governo imperial, eu manhava com p firme, e
o que poda vencer forca de responsabilidades e
de irabalhos ia vencendo. A popularan por toda
parto animada pelas primeiras victorias obtidas em
campos do mcrliforo combate, sonlia o uobre e san-
io pudor de nao querer moslrar-sa menos heroica
na resignacao e no soffrimento.
No dia 4 de Janeiro do crrenle anno aqu chc-
garatn no vapor (uanabara os dous ouviolea
praticOS da Faculdadc de Medecina da Babia, I.uiz
Aurelio do Godoy c Vasconccllos e Olavo Correa
Crespo, olTorecendo-sc-me para prestar servicos
nesla provincia ou na de Pernambuco. Esses man-
cebos j eram experimentados as luctuosas seenas
da Babia : ongajei-os, o li-los partir, o 1 para
l'apacaca eo 2.- para Quebrangulo.
Em data de (> ilo mesmo inez recebi conlrisla-
doras-noticias de Papjraca : havia la surminhido
ti ni dos facultativos eommicionadas jla presidencia
de Pernambui.....infeliz Dr. Joaquim da Silva
Araujo Amazonas. a epidemia ostenlava-sc devas-
tadora. Julguoi enlao do mcu dever ir em soc-
corro if >s infolizes Panacacenses, e com elles rapar-
iir os recursos do que poda dispor. Enviai-fces
dinhoiro, una oulra bein provida ambulancia e
grande quanlidado de viveros ; n dei ordem ao aca-
dmico I). C. Crespo que, sem demorar-so em
Quebrangulo, correase a reforcar o ponto d Papa-
caca .
Por essa poca j ha declinado a epidemia
na maior parte dos povoados das margens do S.
Francisco, A tormenta linha amainado ; mas os
estragos eram grandes.
Convinha nao deixar perecer mingua, en-1
Al aqni, scnbores, lenho oscripto a hisioria
treguas a miseriae fome, os nautragos da proce- apparecintento, dcsenvolvimcnio o
la : conlinuei pois a enviar-Ibes soccorros de lodo demia na provincia, acompanhando cnronologica
genero. No entretanto o cholera prosegua ala- monto os faclos durante cinco mezcs e incio, com
cand rom forca lodos os povoados do interior ola exaclido queme tein sido possivel. Al aqui a
do litoral,e amcacava conllagar toda a provincia. | historia isoladamenle ; os tactos quasi som a apre-
II BIDi' 10?. nilSIUI) II3 liJ ii. U"ui"i un i |.i.
15 Doroi igo. 3. Sf. Visto, llano. Libia. Lenidas o IIIjiihIp. mm
EXC.AItREOADOS DA SCBSCRIPCAO NO SUL.
Alago.i!. o Sr. Clamlino Falcio Dias ; Babia o Sr. U. Dupral
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Mirtina.
EM PERNAMBUCO-
O proprielario do til ARIO Manoel Figoeiroi da Firia, na iui
livraria, praca da Independencia m. 6 e 8.
iplo a historia do i estoicismo estudado e fro que multas vezep oslcn-
descenso da opi-! lei passavao constanlemcrile nuvensde Iristilsa c de
ido chronologica-! luto. Paguei Iwni caro algumas dn minh;is roso-
Tomei enlao a resolucao de revocar os faculta- Iciaco moral dos caracteres que nenes se acliaram minlias providencias aos pontos mais on
lucoes. He nina romfisso de autoridade q c t
bein sabe sentir as penas albeias.
Nunca me falltarain homens que levastem
livos queseachavao nos diversos povoados da- mar- j involvidos, sem quasi una pahvra cercada coad-
gensdo S Francisco, deixando l, caulella 4, jjuvaeao larga e generosa qutva adanislrar;o en-
semlo dous desies residentes naquellas paragons, I eontroii no governo imperial,* nos Ilustrados o
para a continuarn da defeza dos pontos anda alfec. humanos brasileiros que dirigere os dislinos dss
lados, o "ara o infeliz evento do rcapparecimonte I provincias de l'eruambuco e Babia; sem quasi iboridado da provincia a honra di
caridade de- j eommissoes de mais perigo. E
as
-cados,
si cer-
rtamea
entra
do mal naquellcs enlao desaosombrados.
Nesso tempo nao pude deixar de conceller dis-
pensa a 3 mdicos, 4 acadmicos,! cirurgio e um
pliannaceutico. Allegavao justos e irrosisliveis
motivos. A ausencia desses facultativo? ia eausan-
do-mcemba raros.
Felizmente no da 16 de Janeiro aqui chegou o
vapor Guanaliara o a seo bordo vinho o Dr.
Cassiano Augusto de Mello Mallos, e o doutorando
Amonio David de Vasconcellos Canavarro que se
recolhio para a cortedo suascommissoes as pro-
vincias do Par e Amazonas. Convidoi-os para
conlinuarem prestar seus servicos nesla pro-
vincia. Foi meu convite accoilo.
Corra o lempo, e o cholera canfinhava impla-
cavcl por quasi toda a provincia. Sua marcha pa-
reca abcrlameiile pronunciada do sul para nono,
nao poupandonenhum dos lugares comprrhcndidos,
na zona imitada pelos cursos dos rios S. Francis-
co eMunda. Apenas acb'ivao-sc intactos ys po-
voados collocados do .Munda para o norte, a nesses
mesmos havia series receios de invasao.
No correr do mez de fevereiro a epidemia conli-
nu ,i assolar nos com a sua inllexibilidade do
costume. Em alguns lugares declinava, n'outros
recrudescia ou atacava os novos imroados, de ma-
ncira que a siluaco da provincia era sempre cri-
tica. O territorio do lado esquerdo do rio Munda
ostava j.i soh a pressao do mal.
Era indisponsavel acudir e soccorrer a lodos ;
mas niuitos dos facultativos estavam cancadissinos
e quasi exhaustos do forras ; outros qua foram af-
feetados inbaum-se ainda inhibidos de prestar sor-
vicos, o finalmente alguns pediam dispensa, que
me fia obrgado a conceder. Nao era esteum pequeo
embanco.
No enlamo o inimigo prosegua em sua obra de
devaslaco sem mosirar-se ainda saciado com os
estragos que havia feilo. Toda a comarca da Im-
peratriz eslava conflagrada, e na do Porto Calvo
j apparecia o mal no dislricto da colonia militar
Leopoldina. Eslava pois Iwm desenliada a situa-
co da provincia.
Felizmente baviam aqui ebegado no dia 4 do
fevereiro no vapor S. Salvador 4 Drs. em me-
dicina, e3 acadmicos procedentes da Babia. Era
um bom auxilio medico que procurei engajar para
a defeza da provincia, e conseglai-O ern diffarciiles
dalas
Relorcei os pomos que me pareceram mais tra-
eos, e flz seguir para a comarca do Porto Calvo o
Dr. liulilio Palmorino de Bulboes que devia per-
manecer como alalaia na Villa do Passo, eo acad-
mico .lose Augusto Barboza de OKveira. Esla pe-
las instrueee-s .pie levava, indo em procura do ini-
migo, foi encontia-lo na aldea de .lacui[ic, e l no
meio das matas o dos paianos sal\ou grande nu-
mero de vidas. Mandei eslabelecer na Villa do
Porto Calvo uina botica central, por conta do go-
verno ; fui collocando em dillerontes pontos da co-
marca alguns facultativos, c desta sorle quando a
epidemia mosirou-so dominando todo o territorio
do norte da provincia 10 facultativos acudiam aos
pontos uccommetlidos.
Quasi em meiados do marro conslando-ine que
a comarca do Bio Fonnoso da provincia de Per-
nambuco achava-se accommelida, cque o presi-
dente daquella provinciaeni lula viva com oinimi-
go devastador em quasi toda parle, nao poda en-
viar mdicos e medicamentos sulficienles para de-
fender aquellas populaces. resolv sem demo-
ra ir em soccorro daquella territorio, cuja defe-
sa anicceder.lemcnlc cu havia promellido ao meu
collega de Pernambuco caos meus sentiroenlosde
caridade.
Achavam-sc aqui do regrosso do municipio da
Palmeira dos ludios os acadmicos Francisco de
Assiz Azcvcdo Guimaraes e.Manoel Alves'l'ojal.
Convidci-os para esta gloriosa cummisso em pro-
vincia estranlia, e elles tomando como una grasa o
convite que Ibes liz panirain com pressa na barcaca
Laura no dia 13 acompanhadosdedous enfermei-
roso ireze soldados. Cono bagagem, levaran)
urna imensa ambulancia provida dos remedios
mais enrgicos contra o cholera o grande quanli-
dade de viveros c outros recursos necessarios.
Se ilovodar feas communicacoes officiacs que
daquella comarca lonho recebido, os dous mance-
bos que foro levar aquella territorio eslranho,
mas irinos em soffriincnios a caridade alaga-
na. leein sabido cumprir seus deveres de um
modo admiravel.
Em fins do manjo vo noticias de que o acad-
mico Toja! separado de seu companheiro achava-sc
em S. Jos da Coroa Grande e (laineleira quasi ex-
trema do litloral sul de Pernambuco, e que pre-
tenda seguir para Agua Pela aonde a presencia do
um medico era necessaria. Os esforcos do homom
tendo um limite, julguoi acertado dar-be um com-
panheiro para suas lidas, a fiz partir em seu soc-
corro o acadmico Oclacilio Arislides Cmara, le-
vando ainda cufermeiros, soldados o viveros. Fe-
lizmente esso novo auxilio era j quasi dispensa-
do, porque a epidemiada comarca do Bio Formo-
so, por um grande favor do Co, havia sido me-
nos intensa e toimosa do que em mitras da pro-
\ i ocia.
No correr do abril a epidemia prosegnio na sua
marcha do descenso. Foi desapparecendo de mui-
los povoados, roapparocendo em alguns, o nos lu-
gares aondo moslrava-se pela primeira vez, o seu
carcter era em geni benigno, relativamente ao
pastado. De maneira que al o ultimo de abril
poucos povoados da provincia exislio ainda sob
a prcsso do cholera. Quasi todos os mdicos es-
lavo recolhidos de suas commissoes, ou tinhao re-
cebido ordem para rccolher-se. A penas a villa do
Poxim, povoacao de Agoa Branca da comarca do
Malla Grande, o litloral de Paripooira da trege-
zia do Pioca, Barra Grande e Gamella da freguc-
zia deS. Bonto exigiam a presenca de facultativos,
e nesses lugares se achavam quatru acadmicos,
Hez dos quaes ero filhos da provincia. Hojeno
se pode ainda infelizmente dizer que todos os lu-
gares da provincia, povoacoes ou habilacocs sola-
das, se achilo completamente livres do mal ; nao
se pode ainda infeli/nienlc dizer que masmo oslo
de todo desassombradas as localidades anudo mol-
las vidas foro ceifadas.
O cholera anda so faz sentir aquiou alli, ain-
da reapparece n'uin mi n'ouiro lugar.
lio cerlo, porm, que es-as dosgracas correm
sem o terror da populaco, sem que o governo te-
lilla necessidade do por em aeco grandes meios de
defeza. A triste experiencia que do as desgranas
e solrimentos propiios ealheios ensinabojo a po-
pnUco rlefender-se plaridaniente. Tudo vae
lomando aos seus lugares, c sem duvida a poca
da extinoeo telal da epidemia na provincia est
milite prxima.
mesmo quolles aondo a morlc pareca qu;]
la. Fui muita- ve/.cs lesteinunha do o
mais nohre e glorioso que pode estabelecor-
os homens; vi dispular-sc diante da prime ra au-
a pvofercii ia nes
os roncu rrontes
em lacs certainens, sjnhores, foro muiLTj vezas
esses pobres cidados em cujas reslucoe nem
a vaidade de urna dislinco e nem a es| eranca
do nina recompensa elevada poderia
Era o mais puro senlimenlo de humai
a caridade a mais santa que os levava
rigo, elalvez morto.
A' despeito dos esforcos que ompregud
me foi possivel apresentar-vos uina ett itistica
nfluir.
idade,
ao pc-
n o
bolera
Tres
regular do n. do vidas ceifadas pelo
morbos em iodos os pontos da provincia
cidades, tre/o villas, quarenla c nove povoacoes
e sem exageraco todos os pontos o bal
soladas forao, e algumas vo sendo ain
vajillas com mais ou menos intensidad
campo da ceifa era pois extenso, o inimig
placavol e a morlalidade nao podia ser p
O lulo como um s lencol preto cobrio
vincia inicira.
Milite lagrima corren, muila dr aindi boje
sesenie; mai, nao obstante, una cria comolacao
divisa-se ern todos os rosios alagoanos,
que houvciam em oulras paragons do
itacos
a in-
0
o iin-
bquena
pro-
He
nperio
maiores desgranas; he que a llagellaco mirada
menos
rend.
He a
laicilUO
veu-
rrmas
un so
pola divindade sobra os alagoanos foi
dura do que o lem sofl'rido e vo ssfl
nossos infelizes irmos de oulras provincia. II
nm bom trisie consolo o da conlcmplacio due
dosgracas allioias em ponto mais elevado .Mas
elle eiivolvc o reronheciinenlo : c o coi icao
mais puro nao podo deixar de senli-lo.
explicaco que dou a essa especio de esl
de um puto que soffreu, que lutoit, c qu
ceo, emhora a victoria fosse a do menos la
c menos dores.
Acompanhei cuidadosamente o movimetlo da
epidemia na provincia, nao dcixei de ler
officiu, una s caria que me fosse diridida,
cerca deslo desagradavel assumplo. Colhi alguma
eslaliscas, o acho-me aulhorisado assejverar-
vos que cerca de 17,000 vidas foro ceifadas
no solo alagoano. He um bein Irisle algarismo
pela sua eiovaco; mas muro a continecao. ncom-
talvcz
pelo
dado.
ro-
que
r|o le
csla-
orio.
ca osla capitel foi a mais poupada pelo lia;
entretanto nao foi a menos accommetiida,
dendo-seasua populaco.
Na provincia em gen! a caridade particular
foi egoista
Nao se emenda porem que fallo dessa ca lado
jueso traduz emdinheiro posloa disposieao do
verno para allivio da desgraca. Nao ; essa hoi
pouco. Nao foi grande o numero dos cidados
/cram desses presentes ao governo. Mas nc
dessa caridade de que fallo ; he daquella que
o chusiao sem ser prente ou amigo velar i
reir do moribundo noile o dia, a repartir como
os-
ii-
migo iodos os alagoanas, de que elle seria
duplicado, so a populaco nao fosse soccorrid
, governo e pelos particulares com lana car
. Nao sou temerario exarando esta propnsr/io
pito oque di/oro lodos que pudein di/e-lo p
soffroram ; o quando o lestemunho he gera
temerario quem o repele.
Pcco-vos que lancis as vossas vistas sobro a
tisiiea mortuaria que vae appensa a este rola
ella veris que de tedas as localidades da pi vin-
ello:
tlen-
qua
he
leva
abe-
uma palavra cerca da devotaejao e
sen volvida pola medicina quo o governo poz em
servco e defeza da provincia ; sem quasi uina pa-
lavra cerca da coragem o caridade da um povo
que do de si o mais liello e nobre espelaculo no
meio das agonas e dores pue o desolaram por lau-
to lempo.
A precisan histrica obrigou-mo a fallar s dos
faclos deixando do parlo as pessoas ; o mais do quo
a proaisao historien, a impossibilidade de mencio-
nar lanos nomes obrigou-me a proceder assim.
Tivc minha disposifo lodos esses meios. E
com laos meios de defeza nao era possivel, que ti-
vessem lugar na provincia essas seenas lgubres,
que fasem tremor de indignarlo c de horror o co-
rnean do chrislo. Aqui, grandes calamidades ti-
veram tambem lugar; mas, por urna graca espe-
cial do co, os infelizes nao atirram maidices
sobre os seus scmelhanios ou sobre as aulhoridades
que deviam defendlos.
Bem longo disso: vain n'uns o n'outros o ami-
go sincero dos desgracados c o protector delles.
Aqui os cadveres dos mortos nao corrompern!
o ar que os vivos respiram ; nao foram pasto de
abutres. Os homens nunca abaudouarain suas
casas a cssas aves do luto. A religio e a huma -
nidade nao foram to impamente offendidas
De. minha parle isoladamenle nada liz, scnbores,
em defeza do vossa provincia. Explico-vos com
franqueza o meu procedimcnlo.
Procurei inlorpretrar fielmente os magnnimos
sentimontos de alta hunianidade do meu augusto
Soberano pela sorle de seus subditos, e obedec as
ordens do seu paternal governo, soccorrendo por
todos os meios de que pude dispor esta infeliz pro-
vincia no correr das provacoes por que pas-
sou.
No cumplimento de meus deveres invoquei a
coadjuvaeao dos Exms. presidentes das provincias
de Pernambucoe Babia, cnnselbeird Jos Boulo da
Cunda e Fguiredo o Dr. Alvaro Tiberio do Mon-
corvo Lima : elles foram generosos, humanos, e
al obsequiadores.
I)evo-lites mais do que servicos, devo-lhes fine-
sas. Minhas requisices forana, sempre salisfeilas
com a prornptidao do admiiii-irarfor que sabe que
neslas crises de norte o fewpo $& villa.
Encorftrando nos defensoro- prrjflsflioriaes da h
manidade onforn o oais calido entbrusianno na
lula gloriosa e santa de arrebatar a morle milita-
ras de crealura^ nio quiz ser iniquo deixando de
facilitar-lhes os meios de exorcor a sua nebro pro-
lissao em to solemnes circunstancias. Foi oque
fiz em relaeo a medicina,
Testemunha da constante devolaciio, coragem c
resignarjo do povo alagoanno DO meio de to gran-
des so R rimen los, nao era possivel que o czeiuplo
me nao ferisse, e que por espirito de emilaco, ao
menos, eu nao trocasse no aliar dos sacrificios o
meu repouso e a minha saude por um lidar to ex-
tenso quanlo alula, lao activo como a acro, c to
nocivo para tnim como a enfermidado que debilita
a saude ediminue a vida. Oanle da impossibili-
dade de registrar ueste rclaiorio todos os episodios
de gloria ou de caridade em que guraram os ci-
dados de que me achci rodeado nos dias de peri-
go, peco licenca a lodos os meus companbires da
trabamos para mencionar dous nomes nos quaes re-
fleicm lodos os outros.Dr. Manoel Jos da
Silva N'eiva, e Manoel da Costa Pereira Cutrim ;
o primeiro, chefe de policia da piovincia c presi-
dente da commisso de abaslecimenlo de vveres :
o segundo vice-presidenle da commisso de son-or-
os pblicos desla cidade, cncarregado da direceo
da [i lia finara do governo.
' toda a hora do dia ou da noite esses cidados
permanecern] nos seus poslos, e as ambulancias e
viveros parliam as direcces por onde chegivam
SOS meus ouvidos os gemidos da miseria. Apor-
t-Mies as inos com forca.
Comprebcndi desde o principio da lula que a me-
dicina devia representar um dos papis mais impor-
tantes do drama. Rodear pois os mdicos do consi-
deracoe do preslgio,repartir com elles a rasponsa-
belidade dos successos e assigiialar-lhes os pontos de
suas lidas sem atteno.o aos perigos foi o inou pro-
eedimento. Elles do sua parte mostrara-mse sem-
pio saiisfeito com essa deferencia da adminislraeao
u foram mous verdadeiros valisos auxiliares. s
mdicos filhos da provincia ou nella residentes, com
duas oxcepcoes apenas, deram um edificante exem-
plo do caridade, dovotacao e patriotismo.
Em muilos mdicos encontrei mais do que su-
bordinados, enronirei amigos dedicados que fize-
ram mais do quo o simples dever. Enlre oulors
mencionarei o nonio do Dr. Joaquim Tclesphoro
Pereira Lopes Vianna.
Agradeoo-lhos de coracao esse roquiule de con-
descendencia.
Dous mdicos alagoanos e um parense exer-
eeram a sua prolisso gratuitamente. Os pri
meiros sao o Exm. Dr. Roberto Calheios de
Mello, e Dr. Manoel Rodrigues Leite c Oitici-
ca; o ultimo foi o Doutorando da faculdade de
medicina do Rio do Janeiro Antonio de \ ascon-
rellos David Canavarro.
O Dr. Calheiros foi commissionado polo gover-
no no municipio do Atalaia ; o Dr. Oiticica na Villa
do Santa Lu/.ia do Norte o na povoacae do Pilar ;
e o Doutorando Canavarro na villa da Assembla.
Seria injuslica, depois desta revelaran, nao des-
linguir esses nomes.
Arriscar muitas vidas com esperanca de perder
puncas foi o meu principio invariavol nos pontos
mais perigosos, c as circunstancias as mais cri-
ticas. He um elemento do victoria contra o cho-
lera a coragem do combalenle, eo grande numero
tetn o previlegio de dar coragem aos que o com-
poem.
Assim pensci sempre; e neste calculo una
circunslancia nunca osquecia-o lempo.
Ilojc um corto numero pode ser grande : ama-
nh he pequeo. O tempo altera o valor dos al-
garismos. O lempo he a opportiinidade, e a op-
portunidade he a victoria.
Os infelizes Dr. Antera Auienco Lopes llodri-
ques, acadmicos Francisco Jos de Medciros J-
nior, c Jos Ribeiro do Carvalho e o cirurgio
Lino da Penha do Franca foram victimas de sua
dedicacao o caridade. Todos escolheram os seus
tmulos entre os dos desgranados que elles nao po-
deram salvar < primeiro na povoacao do Pilar;
o segundo c quarto na povoacao Piassaliur.ii ; o
terceira na cidade do l'enedo. Esses fallecimentos
abriram brecha espacosa no meu espirito. Um
delles sobretodo foz-ine amaldicoar esta postfSo que
ucrupo, e que a tantas responsabilidades obri-
gou-me.
Lego em consolacio aos infelizes familias dessas
Ilustres victimas a'minha dr. Sob o veo de um I manidade. Pudo envidei, cmiferindu al ao go-1 coiisiiteracae, c irude aenlimenls de se verem pri-
os;
[ue
er-
p-
ra-
[iiil
na
ila
ra-
10111
es-
u-
obre o seu.pao, a sua roupa, o seu leito, som
lentaro Nesta cidade, por exemplo, um unid
ladao ollereceu ao governo 2003U00 para o oc-
corrimenw dos pobres; mas qua! foi o cidadt de
[losico sooia! elevada ou baixa, rico ou pobre que
nao exercesse a cuidado'.1 Um olTerccia gralt la-
menta ao governo a sua casa de residencia para iol-
la funceionar a alfandega, e no edificio deste p so-
llierem-se os enfermos ;outro offerecia para com le -
men destadoacao os seusarntazens paraiL'posi
outros nenliiim froto reeebiam |>elo cnprego
ogoverno faziadasembarcaces desua casacomn
cial no transporte de viveros e qualquer sucorro
ra os infelizes; oulro habilitado por uina longa
tica de curar lomara a direceo de um hospital,
hora a sua profisseo fosse a das armas oulro
administraran de um hospital euipregava-so un
ve/es na nobre profisso deinfermoiro, emhora
gonas posadas Ihe pendcsseui dos hombins e
condecoracodistiucla Ihe ornasse o peito; oulro c
te era um sacerdote, loniava a direceo do um i
tro hosspilal, e levava o seu zolo ao ponto do c in-
flar ssuas propriasirmias o santo encargo de
forn.eiras:oulros noite c dia, sanio ou do traball o,a
mou lado coadjuvaram-nio rom a nielhor boa
lado nessa esmagadora correspondencia olTici
que fui ohrigado a manlcr por quasi teda a prov m-
cia ao mesmo lempo.
Para nao deixar atrasado o lecido de alguma i|ua-
Iha dessa immensa redo fui ohrigado a ler
urnas vezes na minha secretaria 30 empregajdos
a 5 no meu gabinete.
Tambem por esta forma >e faz caridade.
dos em lim nesta capital compriram os seus dee-
res, c como que obrigaram O. governo a nao
inactivo e procurar cumprir os seus.
Nao declaro os nomes desses bemfeilores da
manidade, porque nao foi a vaidade que os levo
ser generosos. Todos sao conliecidos e isio lias
No interior da provincia (oxcepcoes a parte
povo alagoano tambem foi caridoso.
A populaco cscrava segundo os dados quo cb-
tive nao soOrou, proporcionalmento, muito.
posso calcular em mais de 1:000 os niurlos.
S. M. o Imperador para quem as desgracas
seus subditos san sempre motivos de profunda
pungentes duros, mandn por a disposieao i
provincia a quanlia de .0005000 rs. para
destribuida polas familias pobres que por causa e^a
epidemia se acbassem reduzidaS aorphandade eja
miseria.
Rapani a esmola mperial por toda a provincia,
sogundo a exlcnso das desgracas sollridas. Eij-
carreguei dessa justa dostribuico fora da capitel
aos juizes inunicipaos, viggrios ou rominissoes de
soccorros, e na capital eu mesmo oncarregiiei-nje
desse pi tralialho. sendo nella auxiliado nos uj-
limosdias pela zelosa commisso administrativa do
hospital de caridade.
Anievendo que a fome nao seria para o povo
menor llagello do que o cholera volv seriamente a
minha altenco para cste,ponto, o ludo envidei I
para quo nos mercados da provincia mo falla in
os gneros de primeira necessidade. Itoneiliecen-
do que he contagioso o exemplo, o saine ludo o
exemplo dado palas capilaes aonde dovo suppor-
se mais solicita e vigorosa a arco proleetora do
nada noupelpars que aqui a carne o a fa-
N;io
verno a extraordinaria patente de fornecedor de vi-
veros ao povo a precus rasoaveis.
Falbando os muios por mini emprogados para
oppor do um nudo regular o moderado barreira a
olovacao calculada e caprichos! do prcro da carne
verde nos mercados desta cidad, c convencido da
quo a medida excepcional da taxacao do proco seria
capaz de dar ao povo o seu mais necessario alimen-
te por um proco rasoave.l, e sera queixas dos em-
presarios dessa industria, promov a realisaco
desla medida pelos canaes competentes. Pormil-
lireisque mi transcreva aqni nao soofiicio que
dirig ao Dr. chefe de policia presiiente da com-
misso do abaslecimenlo de viveros, como o tre-
cho do ofcio que dirigi ao F.xm. Sr. ministro do
impeno justificando o meu aelo. Ao chela da
policia, disse o scguinlc ;
Chcga ao meu conlieciniptiio que alguns mar-
o chantes desla cidade tendo feilo compras de gado
por procos que permillem que a libra nao exce-
da a quanlia du 100 rs. approveilando-se da
i falla do competidores nesta industria, comtnct-
a leram o escndalo de laxar o preco a 240 c 200
rs. a libra.
O faci he revollanle e sobre todo ini|icrdoa-
vol na presente poi'a cm quo os soffrimenlos du
n povo s.io ja grandes por uina lamonlavel calami-
(i dado sob a qual se lebal provincia; um remedio
he necessario a esse abuso. Procure V. S. in-
(ormai-sedetodas as circunstancias do laclo, e pro-
ponba com urgencia as providencias que Iba pa-
i rceoreni uiaisadequadas para corlar essacriminosa
especulaeo. Nao he dosnecessario dizer-lheque
a quadra demanda medidas enrgicas, e que a-
quillo que em pocas ordinarias parece violencia,
as extraordinarias be verdadoito direilo.
O governo deve acompanhar as pocas cm quo
vive. Firar impassivel no meio das agilaces
o "especularles d algn; comprejuizo nanitas-
lo de lodosos outros pelo fatal recoio de violar
ii diretos que nocxistem, he urna puericia admi-
t nislraliva.
O clamor o a fome do povo nao se casam com
a avanza c abuso dos especuladores, eulro estes
n o aquella acscolba nao lio dillicil. Comniunique-
me \ S. sem demora o que lizer.
A rosposla do Dr. chefe ele policia foi que a
nica providencia a adoplar-se, em vista das oc-
currencias quo eram do seu conhocimenlo, seria
a laxacio do proco da carne pola cmara munici-
pal, todas as semanas. A medida era extrema,
illcgal lalvez para muilos ; mas a occasio era ino-
portuna para as discusses scienlilicas ; nao tem
a responsabilidade o sanecionei provisoriamente a
postura municipal.
Dando conta do mcu acto ao Exm. Sr. minis-
tra do imperio, cu disse depois da exposico do fac-
i o das providencias adoptadas as seguimos pa-
huas:
" le dpploravel a siluacto do nina provincia
n enqoe medidas tan extraordinarias sao india-
peusaveis ; mas leconherila infelizmente a ne-
o cessi lado do laos medidas, nao loma-las, ecou-
sentir na conflagracaode urna cidade, he, a meu
ci ver, una inepcia administrativa.
luis como entend a siluaco, e como conse-
gu sabir della, podondo Imjo felizmente disor-vos
que a populaco desta cidade foi poupada ao mar-
lyrio de pagar a carne verde (icios fabulosos procos
a queja havia ebegado. A laxaco do proco va-
riou entre 110c 180 rs. segundo as circumsian-
cias de maior ou menor abundancia de gado nos
deposites da cidade. Tendo cossado as causas que
me aclionselharan a approvaco provisoria da pos-
tura municipal, caccei-a em data de do cor-
rente.
(Continuar-sc-ha).
CORRESPOXUEKCIAS DO MARIO DE
PERNAMIIUCO-
l'AR.V
Itolcra -11 de nato.
Sin Irea lluras da larde. A fortaleza da Barra d
drtus hru< ite pega, o casiello retponde com uniros
lanos; he o signal coovenciooada de que vem en-
trando n rapar da sul, e Ira/, o pavilhlo nacional no
manir de r| c por eooiegainte quo ven novo pre-
sidente.
A cidade toda (ala cm moviraeiito, a- cornetas e
linbore tacan chamada, os soldados correm praa-
aurutM a cumprir a ordem, que linltam de se aclia-
ren em seus quartaii mal eovtsaon s dou* tiros do
caslellu. o povo se aplnlll ih pona de podra para
ver o novo presidente, ospulilicocs las duzias
descontentes da jusliceira c imparcal ailniinislrarao
do Sr. Kcgo Itnrr." lean una respiracilo prulon
gada c su.piri-.in de aJegria, e desde j se preparan!
c rnaaian os meios porque bao de Iludir e adquirir
as boas grcil do Sr. Ileaurvpaire ; nia> lenlio inti-
ma riiuviecau de que perdem 0 SIU lempo, porque
o Sr. ItiMun-piire. ^-osando intornucOeiqoi por aqai
h.i, h* um homeni sisudo e huueslo, u vem ilisposlo
a sesiiii a mesilla marcha imparcial du Sr. Kego
Barros.
l^iino qurr que soja, mt meio de lodo esle bulieio.
cis o seu pobre correspondente muito tranquillo,
a senl.iilo ii-ua banca iracauJo ealasnal alinhava-
ilas linliii. paia Ihe dar conta do que por aqui
va i.
Sin cinro Imras, S. E\c. o Sr. Ileaurepaire acaba
He desembarrar rom todas as forinalnlailes. e honras
devi-las a alta diguidodo He que vem revcslido, e
Hin^c-se para opilado do govorno. O Sr. R^o
larros foi -i borde rccebe-lo. e com aquella urha-
nidade c delicadeza, quo lodos Ihe recoulieceni, lem
tratado ao seu successor, c a sua cvcelleulissiina fa-
milia.
l'nivavcliiicnle amanliaa lomar posse o novo id-
ministrador da provincia, para o que ludo esta pre-
parado : as mas, por onde S. E\c. tem de passar
indo de palacio para a cmara municipal, eslno sen-
do espoutaueanente varridii pelo- moradore; ludo
euiliin indica que o acto Ha posse sera rom a maior
solemnidide pompa posivel.
O Diario do Comnitrrio continua a prostituir a
admiravel desculierla de tiulembcrg, e uijar-.se no
lodacal dos convicios o insudes, ponto de ler ja
entrado no santuario das familias, ler inquinado a
m!i parlicular daquelles i|u lem a ousadiaoh !
ci i ni.' inaudito!.-. de censurar a ina administra*
cao, e o de-perdicio da cmara municipal. O bene-
mrito Sr. Dr. Castro, o salvador de milliares de vi-
das nesta provincia, lem si lo a maior victima inmo-
lada aos desvarios de (ros on qualro seus inimiiios
gratuitos, os quaes n.io po Ionio tolerar que elle le-
uda um nonie mais condecido, c soja mais rodeado
de honras, do que um c-rio prente daquelles, qua
liada fl pela epidemia, como medico que he, viu-
aam-se em itaasalhar a I.....ra, e cubrir de ndiculu
aquello, qae lites cauu inveja.
I'oriii o Sr. Dr. l.astro, conscio do scu mciilo, e
prezando a -na digni lade,re>ponda rom um solemne
despreao aos seus detractoroi ; rom o que muito
(em Rinho na opiaiSo dos homens do bem.
A p'ocissAo de Corpus ChrMi leve lugar uo illa
21 ilo correlo, porm, USO sel porque foi punco
concorrida. Bn oulro lempo, quando havia mais
rehgiosidade ou menos civilisa^A, romo querern al-
aun-, era esla un fesla a que nao fallava uinguein,
iiiornieiite os militares, c o condecorados com os di-
versos graos Ha ordem de t'.hristo mas boje dizeui
elles que u civilisarao ja lie oulra, e os dispensa de
feslas r-li-iiosas....
I) Dr. Trillao Araripe de Menear ao deiiar a ci-
dade de Braganca, de cuja comarra era ui/. t\c ili-
reiln. foi multado com ro-.ns do ar filiados por
znmbaris, < rom vozeriil o dicterios da e.inalha, ca-
pitaneada pur um ira /'Ra.
K-te laclo lem sillo allnenloreprovadopor tollos,
por que o llr. Araripe, magisira.lo honrado c recio
na.i o mereca, c lano nal qoante sempre tralou
mullo lien aquello que lio mal Ihe pageu. At
huje linda se \\w s^.lie ao cerlo o notive de ^\m
li-i'-se portado esse qudam, soppe-se quo foi por o
Dr. Araripa nao eousentir en alauna hunetli ladt
vados do magistrailo, que soobe susleutar a juilica
casgando o criminoso c prolegendo a innocencia.
O Sr. Kego Barros (omou esle fado cm rouita
consideradlo, e promelleu dar enrgicas providen-
cias para que se nao reproduc, mas infelizmente n.lo
leve lempo para isso cum a cliegada do seu speces-
sur. lie do crr que a Sr. Beuurepaire proceda
da mesnia maneira que pretenda o Sr. Reg Bar-
ros !
Chegaran um actor e las actzes mandados en-
uujar pelo !)r. iuinmref para o provdeneia,aquel-
le lie o Dioni/.io e estas sao a Carmella tMana bai-
la. O primeiro ja fez a sua eslrea ; nao live o pra-
zer de ir assislir, pur i*so nada Ihe pnsso dizer a res-
pailo, mas lodos os que lenho ouvido allinuam que
nao agradoo, se com as nenAorifat icoulec outru
lano, coitado do liuimaraes que andira' da sala
para a Cozinhl, pira poder pagar os grandes orde-
uados por que vieran conlrsiadus aquelles em cujas
habilidades elle muito couliava.
O Sr. llego (tarros em ara destes dias visitou o
lazareto da Iha de Taluoca, levando em sua compa-
nhia o Sr. Dr. Canl.lo secretario da commisso da
hv uieiin publica, e consla-me que achou a obra bem
acatiada e excellenl*. rerouhecendo entitu que era
faho o que se Ihe dizia acerca do dilo lazareto.
Os ragenhsiroS desla provincia cstAo lodos descon-
tentes.e com voulade de se relirarem daqui, porque
lem horrivelmenle sofTrido do director da reparti-
ro das obras publicas,
A polilira nesla minha Ierra est too fora de villa
elermo, que nem o respeito devido s cousis aagra-
iliscvime, Hesias llie-ervirem de inslrumento. Eu
me explico. O presidente '\a illulrs*iniafoi este an-
no ojuiz doSS. Sacramento da fregoezia da S; a fes-
la foi feila do mesmo modo que'nos outros anus
mas como era aquellc o juiz, os seus partidarios nao
i -m leram vasa para encartar a sua bisca,e adquirir
mais ligaos volinlios, visto que ellequer ser reelei-
to, enlao li/.eram uina descriccaoda le'la.lodalilh.i
da sua inaginafSe, a ponto de chamar rilAanle if-
IttmiHOfSa ao clara i de seis ou oilo fogncirai de lo-
nha. Oh!que variesadascoresque deverimotTerecei
i vista aqaelles focos de luz nao acha '.' teuho pe-
na de Vmc. n-1 > estar aqui para lambem regalar-se
porque Ii pelo leo Yernambucn uao ha cousa seme-
hmle. O joiz n8o fezmais do que dar sua joia
narrada pelo rompromisso, e se listona cousa hou-
vosea de mais, nara certameote devida a elle, mas
-iin as procuradoras da testa do SS. Sacramento, he
l.imliem candidato a reeleijSo de presidente da il-
liistn-siraa, e por isso era preciso dizer que na fesla
houveram moscas por cordas e mosquitos f.or
ir unes, e cscrever o seu nome em lellras roaius-
rulas liara chamar a alteneSo de lodos os votantes,
felizmente nao poderfio negar que os procuradores
di irinanilaile nioilo concorrerain para o brillianlia-
mo : valha ao menos isso para salvar a verdade.
O Conslilucinnnl, peridico do Maranhao, publi-
cla um artigo fizendo um grande e bem merecido
elojio ao Sr. Dr. Castro pelos seus servicos aqui
preslados a homanidade no tempo di epidemia, o
ciim certeza sei, que o autor de tal artigo escreveu
urna carta ao redactor do 'frene de Mao pidindo-
Ihn que Iranscrevcsse em seu jornal o artigo da
Coiiftilueinnal e elle assim fez.
30
S. Etc. o Sr. Beaurepire lomou conla da admi-
nistrara, honlem, c realisoo-se o que cima Ihe dis-
se. O acto foi solemne e muito concorrido.
OSr. Dr. Francisca da Silva (astro acaba de rc-
cener mai- urna honra,em recompensa aos seos servi-
ros preslados a humanidad* com as suas poblicacOei
sobre o cholera-morbus. No dia 26 de marca) Oeste
auno foi elle receido socio do iiKeal Sociedad! Ha-
mondaria l'nrluense, i> em orna testas) magna de
ni,i- ,lc ipiinhenlas pessoas das mais lolaveis o gra-
das da sidade do Porto, e nesse mesmo dia foi a-
gradado com o titulo de rice-presidente honorario
da .soc/c/od''.
Escotado he dizer-lhc quanlo he honroso per-
tencer aquella sociednde como simples membro,
quinte mais na qualdado em que esta' o Sr. Dr.
Castro, a quem aproveilamos a ,occasiao para feli-
cilar.
He com cffeilo admiravel o contraste, que ras-
pcilo do Sr. Dr, Castro ha enlre os homens sensa-
tos illustrcs, c collocados em altas posic,es, c tres
ou qualro seus inimigos por inveja, de se nAo pode-
rcm igualar,estes o deprimem c insultara, aquelles o
elevaui c o cobrem de honra, ja chamando-u para o
seio das sociedades scienlilicas, a que perlencein, ja
dando-lbe condecorares e disliiK.Oes, com o qua
muito se moem os pequeos e insignilicaules ini-
ovorno,
rinha, base.dnaliuionlo do povo, nao alingissom a I de le, i de algn sea amigo. Soja porem qual fiar
nreCOS elevadissimos, limitas vesos impostes pala nolivo, oque he verdade hoque.. Dr. Araripe
' iia i reciben um abaivo assisnado jl.is pessoas mais eia-
esrjecnlacaoo avaresa de liomensa deeatmaoos, mais d>< 61MdM ,| culliarca ,ie Bragaeca, na qual
amigos de seus inleresses. de ntn dia do que da bu-1 axooolineinenle Ihe nanifoalaran i sua estima e
migos...,
UARANBAO.
S. I.uiz -2 de junho.
Tenlio o profundo pezar de parlicipar-lhe qui le-
nho de registrar cm suas paginas Ires assassinalu
borriveis.
No dia 17 do passado indo o lenla coronel fran-
cisco Joaquim de Abreu Marques em companhia de
sua falla D. Candida Mililina de Abroa Marques de
sua fazenda em Cururupo para Bilina, urna bala,
unpellida por urna arma de fogo, entrou pelo peito
direito da infeliz, senhora e sahio pelas cnlas !
Parece incrivel que rontra una dama fraca c de-
licada baja algucm tilo malvado, que arme um bra-
co de assassino.
Pois he verdade, meu ami.'o, o subdelegado em
evercicio, Francisco Jos Belleza, quando dea parte
dosto aconleciinenl i ao Exm. Sr. Croz Machado
ilis-e n que osla senhora eslava para casar contra
voulade de seus prenles mais prximos !
Esla Hcclaracao alo foi feila sem una causa, e
lauto a julgnu necessaria, que o subdelegado a fez !
lieos esclarec estemvslerio. Apenas o Exm. Sr.
Crol Machado soube du occorrido, mmedialamerjle
ordenon, qu," para la seguisse o Dr. chefe de policia
em companhia de I "> pracis do batalhao de fu-
zileiros, cuinmuudadas pelo alteres Guerra.
A aclividada de S. Evc. em dar lAo rpidas pro-
videncias, ingirilalile ainda mais a estima de to-
dos os M.iraiihcnses, que nelle \cen um administra-
dor ale.n de iulelligenle muito telozo pelo bem pu-
blico.
Anda estavam lodos os nimos mpressiooados
por semellianle tacto, quando aqui se soube qua no
da 2[) do passado no lugar denominado Bacuri-
panaiii lambeta uo dislricto de Cururupu o cids-
dao portuguez Jos Auloaio GouQalves foi assassi-
na.lo com urna lancada, que Ihe deram pelas costal,
dirigida d'uina moila de pacuveiras no proprio quin-
lal da viclima !
Em Cavias foi lambem victima do puobil aisas-
-ino u capitao Mauoel I erreira 1 -'reir.
Ealou inuilo cerlo que *estes tres criroes ado tica-
i mi impanes, a vista da nimizade que patntela o
Sr. Croz Machado a todos os perturbadores da boa
ordem, o do socego publico c particular.
Prende hoja lambe u a atlcncaopublica urna ques-
l.io en tic a jimia da hvgicue publica e o major de
brigada, Joo Diogo Duarte, por nao querer aquel*
la reconhecer o mulo acadmico deste.
O major Joao Dio; i aprsenla um Ululo da es-
cola-medico-cirurgica de S. Jos, que nao consta
ler vendido (como na Blgica e Erlaouem) diplo-
mas acadmicos.
Este titulo foi reconbecido legal pilo imperador,
quando, na reforma do corpo de saude foram obri-
ga los lodos os mdicos militares a appreseotarem
Moa diplomas, e muilos por falla delles foram refor-
mados, e o najor Joao Diogo ficou no quadro, e foi
depois nomeado major e delegado do cirurgiaO-mor
de derrito nesla provincia.
Diz o Constitucional, qua logo que foi o Ululo de
Joao Diogo reconbecido pelo imperador, que he in-
solencia da junla lomar couhecimento de um ficto
ja julgado pelo imperador.
Coufesso-lhe que s"U do laJo do Coiisfi'ficionaf,
lalvez por perlcurrr ao lempo do rei-velbo.
Tambera tem allrahido a alleu-.-i publica o cida-
HJo Joaquim I.uiz Simoes l.yrio, homem de muito
i tenlo so por n iiiiit/a. e nao por arte ou culliva-
c.lo de lellras.
Esle homem inclte-se cm ludo, e gracas a Dos
sabe sempre victorioso.
Ha pouco lempo haleu-se era hvgieiie com a jaula
de hygieue publica desla cidade, e ca para nos der-
roten completamente os tres doulorecos, de que ella
se compite.
Pouco depois virou-se para os engenheiros, e esl
disculindo com elle- acerca de um projeclo de me-
Ihoranento Ho nosso porte, c com a sua meta liu-
goa us lem poste em urna roda viva.
Em una das minhas correspondencias eu Ihe dis-
se que o l-'.vin. Sr. Cruz Machado eslava fizendo
urna exceltente adminislraeao.
.Nao Ihe fallo mais na urbanidade com que Irada
a lodos, na juslira com que sella todos os seus Itos
administrativos, e nem na maneira franca com que
expende a sua opinin a (resol e Troianos.
II i pon.-1 tempo Uve o prazer de registrar nas suas
pasmas um facto novo nos annaes adminislralivos
da nona provincil, e boje vou ler o prazer de es-
lampar oulro em suas columnas.
i n.'e-la be fazer o complelo elogio de S. B**
Ei-lo :
l.-se, no/'roorrjso:
ILEGIVEL

.


DIARiO DE PERHIBUCO QIM T FilSI II DE JUNHj I 1856
S. I.uiz, 'l'1 maio. ] da de reducidlo a pulilica forma cun cilarOo dos in-
Dccliirarao. leress.-idos.
Estamos autorisadui a declarar pela imprensa I O portador desla qne lie o vaporParan, anda
provincia inleira, qoe S. Ese. o Sr. Cruz Macha- | faiendo neiiociot da pal paca Ribo, l.luamlo vcio
do nao ao nSo tem candidato a depulac,ao geia
' que impor a escoiha da nenlium dos circuios da pro-
viuca, como nao se inleressa que os circuios volein
em un candidato de preferencia a nutro, t) que u
governo quer e se esforzara por conseguir he, que
a provincia se pronuncie regularmente e cntn calma
as prximas eleicOcs. elegendo livremenle as pes-
soas de sua esculla : para este lim llie -er.i garantida
a liberdade dai urnas.
ii A-'iin pois fique a provincia ni inlelligcnciud c
que os pedidos e recoinmuiendares do quem quer
que seja, tendentes a elrir.oe, nao parttmdo gover-
no, que est rasolvido a se ala inlromeller na escu-
lla do povo, e que por isso nao tem Carcter ofli-
cial.
Ha das hoove tambem um assassinalo o mais pu-
blieo, que he possivel.
NJo Taleu a infeliz estar em presenca de mais
de qoatroceutas senhoras.
No llie approveitou estar a frente de mais de K00
huiiiens, porque a fraqueza delles lu tal, qic ucm
um s llie valeu !
Que cobarda !
Sao llie fot otil nem a presenta do nos dente, do chefe de polica, e mais commiltante ca-
terva policial.
Todo foi de balde : a infeliz, apezar de pelo seo
romporlamenlo lito ejemplar chamar-se, Xorma
foi impa, barbara, e cruelmente assassinada !
Docu-nos dentro do fundo d'alma ver o Sr. Igna-
cio Vrela 13o compungido vendo o assassiuato da
Sorma, t o enterro da Kebussini.
O nosso binoclo o lubrigou no camarole do pre-
sidente, intercedemlo para que a Kebussini e osou-
tros assissious nao fossein presos.
Sentimos o seu desgosto, e o elogiamos pelas pro-
vas de amisade, que deu a esses homeus sem pie-
dade, e que bem mereciam estar agora bem presos
e processados.
Oestes amigos encontram-se poneos.
Adeos, djcu amigo, cont sempre com o
Veterano da ludepeudencia.
PIAUHY.
Ueiras, 4- de mao.
A pressa e o meu mau estaUo de saude nao me
permillem dar-lhe todas as noticias, que hei tomado
no meo estreilo candelillo; porein, as que nao
llie dr desta, nao em oulra petatillo. is, em
resumo, as oceurreocias que ora pomo transujillir-
Ihe.
As eleicoes geraes sao o objecto que presentemen-
le oceupa a slleocao de loaos, por que nao falla
quem, cousiderandu-se grande ou rico, nao leulia
sau predilecto em quem deseje ver recahir os sn/-
fragios do senlior povo.
l'or consequencia, as rivalidades e vellias cabalas
Uao ficaro em olvido, a pezar dos circuios.
Esta provincia foi dividida em 3 circuios eleilora-
cs, para cada um dos quaes abi temos, ou appare-
eem, candidatos de sobra. Pelo circus do norte,
apresenla-se o Sr. I)r. A. Borges l.eal Castello-brau-
co, homem de recouhecido mrito e talento, e res-
paitavel a lodos os espeitos, o qual !ie aceito, por
ambos us partidos polticos, unnimemente e com
enlhusiasmo, e, em vista disto he probabilsimo que
Inuinplice eu desejo que assim seja, porque be
o l)r. Borges um dos filhos do Piauhy o mais apio
para pognar pelos melliorameolos de' loa sorle do
lurro qua o vio nascer, por isso que possue intelli-
geueia e saber, e perfeilo cinli. cimento do povo,
que vai representar, e suas necesidades, pelo
rirculo do centro apretenla-se candidato o Dr. Can-
dido Gil Caslello-branco, que, dispondu de valiosas
amisades, e sendo, como o prreedeule, lillio da pro-
vincia e homem oo illuslrac,ao e eslimavel lie de
crer qoe aproveile o lempo e esforcos, se lie que us
faz. Tambem rousta-nus, per aqu, que igualmen-
te sao candidatosa cuja depulacao geral, pelo
cujo dito referido circulo oo centro, os bis. A. Fran-
cisco de Salles e E. Augusto da Allayde; mas
ouso aflinnar a Vine, estes aaueulam a laboqui-
uha ou a tremebunda lurquilha, porquanlo nao
dispem de recursos ueste ceulruziuho, que ja
.lignina cousa cuubeco, moruieule o l)t, Allayde a
quem a roellior geule desles lugares n.lo parece fa-
zer inuila fe/la ou nenhunia' Deixa-los, pois
nao ha de baver quem leve a firgu'itha eleitoral'.'...
Pelo arcillo do sul, apreeiileru-se Joao da Silva
de .Miranda e u br. J. l.uslosa da C. Paranagua, os
qoaes dinoeni igualmente de muitos meios, mas
n.io de influencia, pois que, desla, so goza c dispoe
o Dr. Paranagua.
Por ora, nada llie diiei acerca da eleicao provinci-
al, a que se procedeu no da do de abril p. p. por
que quero adquirir certos dados indispensaveis, que
me haliiiii.il,io para fallar a Vmc. com mais preci-
sao. He de presumir, porein, que, a par de alsuns
nomes prestigiosos, a respeilaveis, se vejam alguns
pacSwao para encher numero e baucos na nofsa us-
sembteinha. A' este assumpto, at mais ver...
E que mais Ihe direi 1 Ah!... sim, leuho islo.
A grandes endientes dos rios, occasionadas spela
militas e grandes chuyas que cairam'de Janeiro a
marco p. p., destruiram a maior parte das plau-
tan.es, de sorle que s viugaram bem as rocas plan-
tadas nos lugares altos, e estas sao poucas, porque
os lavradores, teniendo us mos invenios, com que
eslo afleilos de J8J3 paraca', planlaram as mar-
geos dos riachos, lagos, etc.,e foi istu a sua perdi-
o Mas, quem pode adviuhar? .... Portauto,-
os ni intmenlos nao sao muilos, como se esperava,
pezar do bom invern; e la para novembro, e daliij
al ehegarem as colheilas de 1857, elles hao de li-
car caro e escasos. Nio precisa ser prophela, pa-
ra predizer-se o que a razao e a ciperiencia eslo
demonstrando em todos os teirpos.
Na aegoiole, Ihe fallare de alguus desastres que
a luvernada deste anuo occasiopou.
De fevereiro p. pretrito para boje, tem-se desen-
volvi espantosamente, por estes lugares, ahydro-
phobia nos caes, de modo assustador! Estes animaes,
por meio de dentadas, que, muilas vezes, se nao
pode prever, teem transmitido tao horrivel molestia
a alguna individuos, pela mor parle escravos, os
quaes, depois de passados aluuns dias, apresenlam
o terriveis sxmplumas da raiva, ehe enlao pre-
ciso te-Ios bem -enlinhados Consla-me que,
em Deiras ja haviam morrido i desses desgranados,
e que 2 ou :t eslavam para isso recolliidos ao hos-
pital. Alem desles, outros teem sido sido mordi-
dos, e que anda nao senlem nada, porque pou-
co ha decurrido depois da fatal mordedura.
Cootra toda a etpeclativa, teem succednlo derra-
deiramente varios assassinarios em turnen* c mu-
Iheres. Os Ihuggs, como os chama o seu correspon-
dente da Parahyba, parece que querem abrir
guerra om n humaoidade efazerem revivir o horr-
fico bacamerte I !....--Anda ha pouco, um Jos
Benlo de Campo Maior, matou, no termo de Valen-
<;a, urna pobre mulher casada com urna bordeada de
mo de pililo, s porque ella repellio as pslavras
injuriosas que o valenlau Jos Beulo Ihe dirigiu !
L'm processo enme, que esta' instaurando em
\ a tanca o delegado do termo, -- he o objecto que
de presente esta' all servindo de--questao do dia.
Para dar a Vmc. urna ligeira idea desse- famoso
processo, fura mislcr remontar a' origem do fado
criminoso, mas, nao havendo lempo hoje, reservo
para oulra occariao a narraran succinlo delle, per
que he quitndo tambem eslarei em dia com certas
circumslancias do processo Sampaio.
A salubridade publica em toda esta provincia,
vai sem alieracao : socamos oralmente de saude.
Adeos. Hogo ao Omuipoteute pela prolongado da
sua vida, qoe 18o chara he a mim e a muilos outros,
que o Senlior Dos o defenda do maldito cholera.
Sou de corac0u, seu amigo muilo obrigado
^^^^ O Charuto.
CEARA'.
Fortaleza 5 de junho
Meu amigo. Estamos na eslcrilidade a mais com-
pleta, algunas novas que vao occorrendo sao em
di-ses lo humeopalbicas que nao vale a|peua refen-
Maio fe/, sua despedida com urna grande cliuva,
e entrando jmi/io c,eu-lb,c resposla ao pe da lelra
com outra equivalente, se nao maior ; c presente-
mente foi este o fado, que veo romper o ilencio
em que jaziamos, semlo com vozes, ao menos com
ipirrus e losses, porque as laes chuvas depois de
um verao de mais de O dias trouseraiu urna carre-
acao de defluios que se pode dizer, aem medo de
errar, que o numero dos lossinles e espirrantes so-
be 2 tercos da popularan da cidade. Nao lia du-
vida : a quadra he dos pharmaceuticos, aodi-lhes
a rada sempre as direilas, alem do pao de.lo das am-
bulancias anli-cholericas, mais nma carregac,ao des-
las de delluxos, constipaces, broncbiles, e cathar-
los polmunares, e ueste meio algumas darrhas ;
he multa fortuna para tao pouca gente.
Alem disto esperam oulra pichincha.A febre
aroarella vem caminhando para esta capital, nao co-
mo o Jodeu errante,ma como ninajudia er-
rada, porque partindo de Sobral para aqu, assim
c norte para o sul, e a barlavenlo, errou a derrota,
oaorragcu em meio caminha, nos lanos da povoa-
'.:".'. de Sl" I rancisco da serra da I.roburelama.
felizmente as autoridades dalli nao correram com a
presenca dr naufrago hospede, e prelendem entrar
com elle em combate, para o que ji pediram mu-
mcoes, isto be, ambulancias, e ja la srsuiram : por
que lie Derewariu combaler laes inimisos com ar-
mas semelhantes ao seu carader ; panjadeo*, e
febres errantes e erradas, remedios ambulantes,
mdicos ambulantes, pharmaceuticos ambulantes, e
enecladas a esnipanha toca gentes ambulantes para o
oulro mundo.
A cholera demorava-se segundo as ultimas noti-
cias a 1(1 legua distante di villa do Jardim da co-
mS, Z .ral0'e pHo Uu'",x sc acli^a *
cidaite do Arai aly cerca de SO leguas
Segondoa opiniao enuncia la em um ollicio dirigi-
'rnv.PI? enC"'.e Pol'l'**< "- Congenial desla
provincia, a cholera uao invadir a provincia do li-
**/MtPP. Amo Verde Catan.. Todav.a esta
aPr.d1i,m ., f m?'s ****> P""le em todo.
llZr r^. a'"" d'al 'ili',pc' cnmu bogado
.onlra ojodeo pelo menos os mdicos enLia-
,lo, para meler-ll.e medo tem consultado os seus" ho-
rscopos, c di$coiicordain.
Na ni, 11 lia passaria reissiv
lioinicidio coinmetlido
Aquiraz, c agora ulliuiameuTc" lem se descobcrlo que
lTn taa"h-e 'Cl,1,re )a l"e60 '". da ^.c
tim.n indiciado como maullante.
O nomo invern, que pelo arrancn, bem moslra
achar-se em parochismo da morle, legoti-uos urna
_ "i* ._* f5^eae, e nSo Pequea .afra de ca
do sul Irooie nos uilo contos ile reis em prala miu-
da, muilii clarificada, e levou para o norte 30con-
loi em sedulas muilo vclhas. .Noobslanle a quali-
dadedas duas moedH cu tambem farei com Vmc.
esse negocio buando quizer.
A paz desla provincia vai inallcravel, c a gente
que mais guerra uella faz sio os jnlcs de p.
NAo ha dia. no qual da, nao se cont urna facanha
desles hroes, que achaodo-se de maior aleada inva-
den) alo pela jurisdlccao alheia.'e quando s'e Ibes op-
l"'ie ii correctivo dojiiecrelo de 7 de marro do anuo
passailo uegam osasgravos e fa/ni com que os seu
escrivlM us > lomen I Sefosseeonia que daqui
se podesse niandar pedir para essa, ou oulra provin-
cia, urna aniliulanci.i de juizes de paz, mais bem
intt ni ornados que us de t, seiia urna medida an-
libelicosa.e proficua para o nosso estado actual,
em que estas autoridades silo nina especie declio-
lerina,que atormenta us homeus do mallo.
O Koverno continua a marchar ariirailamenlo no
sentido de lomar medidas preventivas e cautelosas
para impedir a invasao da terrivel epidemia, que
us ameaca, e para soccorrrr a populaba desvalida
se por ventura a provincia do tal D. l-ilippe for
acommellida della. Temos urna boa provUo de
medicus habis, alora os charlataes, e be de presu-
mir que se Vier a crie hao de apparecer mais algu-
mas .loauuas do O*.Tal era o uome de una hero-
na que as pialas da Mulainba apparcceu curando
os desvalidos, como veril,itma irma de caridade, e
bem snppoiiho que j Ihe fallei desle nume, porein
Bao faz mal que o repita para c-titnulo dos cobar-
des.
N.lo me occorrendo nada mais a dizer-lhe, res-
la-ine pedir-llie que digne-te tambem mandar-me
noticia desna peseoa, pois ja ha mais de um anuo
que llie crevo constantemente, e anda nao live res-
posta ; entretanto vou sempre apelecendu-llic boa
saude, a qual lie de presumir que guie peifeila, por
que ntloso en, como lodos us meus collegas somos iu-
cancaveis em rosar a Dos por ella, e inoitos ainens.
meu aun.;,! levam urna alma aoce. E tambem
nessa ni ,i .i-, dos justos espero daqui a um seculo
ver em perfeila fu-ao lodos nos correspondentes e
correspondidos, e ah teremos a cominemocar muilo
bellos petiscos.
At mais ver.
PARAI1IBA.
'i de junho.
bepoisde minlia ultima, poucas cousas (liguas de
eren mencienadas lem occorrido; todava irei com-
prindo com o dever de uoliciador. referiudo alguna
fictos mais salientes, < que mais atleclaram a alin-
elo publica.
Aimla ii.io llie coulei que esloii sem a cicerone, a
porque uquelle bom empregado de quem Ihe fallei,
c a quem nao quiz dar demissao, csl.i com licenea de
Iresniezes ; e eu sou cssencialmenle ioimigo das in-
terinidades, t -pemmente por puuco lempo, lenho
entendido, que nao deo dar substituto, a quem me
lem Servido 1.1o bem c lano a meu goslo, em qnan-
lo au bouver demissao formal, ou aposeuladoria.
Creio, que leulio razo paia assim proceder.
Entremos lias novitlades.
Da rorrespuiideucia da cidade de Accia, publicada
na Bpocna, coiista que asaluiridadc publica Dad he
das mais lisonjeiras uaquella importante localidale
da provincia. As febres de tudas as especies e naiu-
rezas, lem assolado a populacao. !\o valem reme-
dios uem os esfnrces do medico que la reside o br.
Evnrislo, que dizem ser lucansavel.
De Pombal, Souza. Plane, sao mais lsongeiras
as noticias, apezar de ter all apparecido urna diar-
rhea -imi-cliolerica, que lem cedido ao Iralameulo
que Ihe applicam.
Para estes pontos da provincia, seguiu o Dr. 1-air-
babks com urna respeilavel ambulancia, um holica-
rio e um enfermeiro.
Anda desla vez nos deu o Exm. presidente da
provincia urna prora de sua dedieaicau e inleressa
pelo bem estar da provincia que administra. Alguus
detgoslosoa claroam contra o excesso de despea ;
mas he al onde podechrsar a ujuslica.
Se S. Exc. por demasiada economa tus cofre? p-
blicos, n.iu tomasse asnecessanas providenciasa bem
da saude publica, dir-se-hia he indillerenle aos
sollrimenlos da populacao. Mas como lem providen-
ciado sobie esle ramo com as mam acertada! e ade-
quadas medidas, diz-se : nossas rendas sao peque-
niuas, e nao podem supporlar despeas.
l'elizinenle aoavenloram seinellianles raciociuios,
ou aquellos i quem nada agrada, ou aquello- que,
nao podendo participar de olgiiin inleo-se. se jul-
gam des|ieilados ; e nem ao menos allendcm a que
estas despezas sao feilas pelo cofre das reudas ge-
raes.
Nao goslo muito de elogios ; mas he forra confes-
sir que, se mo tivessemts lirio a fortuna "de ter na
presidencia da provincia o Exm. Sr. I Ir. Antonio da
Costa Pintor Silva, leiiamos sullriilti muilu maiores
esiragos, occasionados pela epidemia, que tanto lem
enlutado nosso bello e ameno Brasil.
No acctimineltirocuto da epidemia, segundo ja llie
nouciei, foraiu allectados o termo de S. Joo e lodo
os outros alo o lilloral.parcrendo qne licariam reser-
vados os do serlao, propriauenle dilo : a experiencia
val mostrando o contrario apenas cr mal nesses ponlos primeramente alTectadoa, uesen-
volveu-se loso a epidemia no Calle, termo unido ao
de Bananeiras anida, e lia punco creado pela assem-
hla provincial; e dalli lem continuado a subir ; pe-
lo queja x, que he de ab'olula necessidade o acu-
dir-se com | rompi- soecurros ; e esles como sabe,
rousislem cssencialmenle em mdicos e remedios. O
Dr. Pairbanks, be baslanle intelligeale ; e nenhama
duvida ha que a ida delle via _a ser muito proveiio-
sa a aquelles pontos do interior. |
llouve urna occurrcucia pouco agradavel no con-
vento de S. Fraucisco, que muito lem excitado a al-
inelo publica.
O gnardiao daquellc convento quiz, nao ei por-
que motivo, coustraugero respeilavl leigo lu An-
tonio, embarcar no ultimo vaprelo norte com des-
tino a essa provincia, para ah ficar.
.Nao sei, nem quero saber dos motivos qoe ocrasi-
omirain esta medida disciplinaria ; mas Ihe allirmo
que aquella le.gn professu, he homem de exfolenles
rostume-, geralmeulerespeitadn, bastantenieule ido-
so, e por de mais bem quisto. Tem um amor exces-
sivo ao convento dota cidade, onde lem vivido tai-
vez ha quasi trinla aonos ou mais, e mamfesla cons
lames desojo de uellc acabar seus dia?. lie inca-
paz de olleiidar a alguem.
Eu vi duas pessoas chorarem por este religioso,
julgando-o ja embarcado. So eu pudesse valer al-
guma cousa, empregaria lodos esforcos para sercou-
servado no convento desla cidade aquelle rehgiuso,
queja be segunda vez que soSre tao terrivel desgus-
lo, por implicancias de seos irraios em Jess Quisto,
obe um alguciro fez-se um cavalleiro^u .lie chis-
te cclhf. 1 ni amoroso qudam de mais de riO anuos,
quiz entrar em rampanhas amorosas, e por fatalida-
de desperlou osciumes de um coso, que Iheoppoz
embargos de preferencia como credor hxpolhecario,
formados em um libeilu de iiisullose injurias, e ar-
razoadus antes das competentes provas. c julgados
por juiz incompeteule.
O cupido velho foi recolhido cadeia por ordem
de um inspector de polica, seus asgressores, na ma-
uhaa immediata loram recolliidos ao caUbouro de
polica. O aconlecimeulo leve lugar no dia :l a'noi-
le na rus da Itoa-vista. .N3o faliaram innovadores
nem compositores de romances: cnleiidean alguus,
que islo era um movimeolo popular, como resulta-
do da discordia cimentada por um peridico que
aqu ha : outros que eram desarenlas de vclhas in-
jurias etc. etc.
O br. chele de polica, o presidente da provincia
e o subdelegado lem mostrado o maior inleressa na
averigoaco do fado. A autoridade publica nao per-
de por enrgica, quando esla energa uao lio exhor-
bilanle dos limites da lei.
O delegado do Pilar o Sr. Jos de Brilo Jurcma,
continua a prestar valiosos spivicos ao lermo, auxi-
liado pelo juiz municipal br. 'Cervazio Campello
Pires Ferreira, que ja lem dado provas de sua dedi-
carlo e zelo pelo bom dcseiupeiilio do cargo que all
excrce. Ileobr. (icrvazio um Pernambucauo dig-
no de loda a estima c considerarao.
Nunca aehei muilo acertada a escoiha do local
para o novo matadouro publico ; nao me coganei
em nimbas previses. Anda nao eui u semen aquelle maladouro, e ja sin lanos os incon-
venientes que delle re-ullam, que reclama prompla
mudaiira.
Kelirou-sc o maladouro da estrada daCruz das Almas
porollensivu a salubridade publica, e fui collocar-se
na estrada das barreiras qne be a mais freqiieutada
de ludas da provincia,por ser a que di sabida para o
interior. Eseolhcii-se o terreno argllmo de prefe-
rencia ao arenozo por cansa de alguma lama em
lempo de inveruo ; a experiencia .tcaba de conven-
cer o erro desla lembranca especial. Ds mosqoilos
vcxcm cxressixanienlc as rezes, linalmeme digo-
Ihe que nao sei qual he o mo fado, que us perse-
gue uo ueueruobras publicas.
Em IS42 cotnerou-se um edificio para a admi-
nslracau de rendas : objectou-se contra o local, e o
resultado be que aquelle edificio se r< n>erva no (ta-
la) i/un depon de um dispendio considcravcl.
muito digno S.r. S c Albuqiierque, quando fe-
lizmente adminislrou esla pioxiu.ia, inaudou cons-
truir urna casa para Ibealro, e nina cadeia ; ambas
oslas obras eslao per concluir.
No ibealro nem se talla e quanlo a cadeia se bem
que baja indccbu.ivel necessidade de ser quanlo an-
tes concluida ; todava nao est uo conveniente an-
damento
csludo grapluco da provincia inleia, o melhor svs-
lema possivel de estradas, e que tenha em resultado
a approxiinacao e brevidade da rominunica(es.
Mas o quantum imSispensavel niklci. Nos (emos
iHverdadeum saldo annual de 0:0009, e e-tou
persuadido que se este dinheiro Tur empregado an-
imalmente em nbr.is publicas, em pouco lempo le-
rim.ts alguna melliorameolos. lie tnioha opiniao
porein que aulesde ludu se cunrliiam as romecadas.
O convenio de S. Francisco, que he um dos rosta
bellos edllicios do Biasil, pade-se dizer assim, osla'
marchando para nina tmplela ruina, basta dizer-
Ibe que ja lem de-abado duas mi tres sanofas da isre-
ja. Quanlo a mim cnlrndn que be de muilo abso'
luta necesaidade aecudir-se de promplo nos reparos,
que reclama este sumplooso templo, Os religiosos
sao pauprrimos e por si nao pudem fazer cous al-
guma.
> i-semblea por um grande esforz conceden um
loleria me-quinba, que loda Dao leve anda xlrac-
cAu e que nenlium resaltado quasi daifa ; seria me-
lhor que lixesse decretado mis :(MKi> para os repa-
ros d'aqoelle templo.
li.in que i u Ihe dlS loso que o cholera dedillos
que llana muito medo do Sr. s|ioradiro Nao me
anganei, nestes ullimos dias lem havido mis tres oo
qualru raso de morle cholenca, que vcio substituir
a morle macaca.
l.-la'se priirediiiilo a recrutamen'.o para pasa-
menlii do imposto animo. |>ni elle sido felo com
a maior imparcialulade possivel, quem lem urna
isencan Irsal pode di/.ei-se garantido; e apezar de
loda esla moderaeao, imparcialiilade e juslica honve
um mais desabusado,que nos ame.ieuu rom giande
dia da regenera$go, em qoe serio reformadas iotla
as insiiiuiciies, erguida a forra para o juiz de paz
que n.lo for regenerador; ora v Vmc. como he esle
mondo e e*p?cialmcnle esta Parabiba f '.
Pela minlia liarle Ihe allirmo que eslon muilo sa-
lisfeilo com a actual ordem de colisas, e portante
muilo ie-olxi.n a adoptar ludo quaulo Cir ledenle
a oppor contra a tal regeneracAo, da qual lleus nos
lia I \ ra. Ha certos homeus que nasccr.iin pre-
tenciosos e assim querem acabar. *
Ainda nao Ihe disse, que fui misada boa a mulla
imposta ielo inspector da altandega ao commaudan
le do Mrquez de Olinda pela ralla de manifest
digo jolgada para n.lo dizer approvada. O inspeclor
da Ifaudeca parlicipou o occoirido ao mii.islro da
fazenda, e esle por aviso mandn dizer au inspeclor
da Ihesoiiraria, que foi bem imposta a mulla, rerom-
mendaodo todava que em rasos idnticos o inspec-
tor da alfandegl sempre se dirija por intermedio da
aesooraria.
A companliia comejou beaal n.lo ha duvida, tem
de pasar mullas desde n Maranhao ato aqu, e para
soavisar estes, ineommodoa sera bom que a nossa iiio-
vmcia dispenda em favor da inesma companhia ren-
to e vinle contos le res, vi?lii que a companhia s
roleslabelecid para beneficio das provincias du Hur-
le, e n.lo por seu propnu inleresse.
Nao ha duvida que daComnaohii Periiaiiiburaiia
pode resultar um grande beneficio para esta, e paia
oulras provincias onde locarom os vapores ; mas he
innegavel lambem. que eib-lindo a companhia sem
subveu.jao desla provincia, seria pouco amor e zelo
pelos cofres pblicos o derrclar-se a somina de eru-
to e vmtc cunlus, de ruja applir-acio t resulta be-
neficio para os particulares.
be oulra orrasiao j que loquei Desla especie farei
algumas rcflexes a respeilo.
Esta vai remellida pelo vapor Paran, a que a-
qui chesuu hoja !> de junho, e lexa a seu bordo o
distinclo paralliiwna o Sr. Jos Francisco de Salles
Baviera, que vai exercer o iupregu da llieMinraria
dessa provincia, para que fui removido : suas excel-
lentesqualidadM, sua inlelligeucia c suas obsequio-
sas maneiras o fuera muilo iccommeudavcl. Seja
elle muilo feliz, e muito bem suecedido em sua vida
de empregado publico, he o meu maior desejo.
Saude, patacos e ludo quanlo dsela llie apelern
por eternos anuos.
ASSEMBLEA J^EGISJLATIVA PRQ-
VIL.ClAL,
nitnirso di Sr. diputado Theodirn, pronunciado
na sanio tic l!l de maio.
o; Sr. Theodnro : >r. presidente, parecc-rre
que as circumstaueias desvaolsjosas, em que entro
nesta disciis-.io, rabendo-mi: a palavra depois do
honrado iiiemhro, que araba de senlar-se, e que
com lauta lucidez, com tanta illuslrarao c logias
uefendeu a opiniao que sltenlo, de qu as assem-
bldas provnome*corre a obngac.io de autorisar a
salisfaea.i das ilepezas proveiueiiles da Btaf3o da
forra policial, nao me pcrmilliao, por cerlo, dizer
coua alguma mleressanie em prol da miaba opi-
niao ; mas. lendo-me comprumeltitlo para com
o honrado mciubro o Sr. Florencio a responder
os argumentos, que produzio em urna das sestiles
plisadas, coulia ella,xejo-ine obrigado a usar da pa-
laxra para impugna-los.
Entrelaulo permrila-me V. jBxe. que, antes de
ludo, agrat'era a esse hourado inempru o modo al-
l'-neo-u e delicado com que digniiu-sede responder
as con-iderasoes que n'oulra oejeasilo havia eu felo
em sustentarlo daipiella opiniao.
D honrado mciubro pjde licar cerlo deque II," u
agradeco....
" Sr. Florencio : Cnmuri u meu dever.
O Sr. Throdoro : Sr. presidente, a presente
discussao ver-a sobre a aecessidade c |iossibilidade
le augmenlar-M o sold as praeas do curpu de po-
; porein incideiileineiile se tem agitado a se-
licia
que eii-inam os interpretes, qoe em laes casos deve
adoplar-se esla e nao aquella, ainda mesmo que ha-
j resistencia na lellra da lei, na sua forma, por as-
sim dizer, material.
E pt mu,lo eu, seria ou nao anomala de legisla-
cAu que as asseniblea piovinciaes compelissc o di-
reilo de crear ou fixar a forc,a policial, enlretanlo
qoe o dever desalisfazer os euipeubos conlrahidos
com a creacao ou lixaejiu dessa orca que he luda
provincial, pesaste sobre os poderes geraes ".' Nao
oiivio a casa a illuslrada argumeiitaeao do honrado
memoro que acaba de senlar-se ?... "
O Sr. Florencio Due me ligo cunveuceu.
O Sr. Theodoro : Nao o ronvenceu ; mas em
mim prodnzio o suelta da verdada sempre que me
checa aoi uuvulos. Neste pillo, com elfeilo, o no-
bre ilrpulado que actualmenle oceupa a cadeira da
presidencia, fallju muito bem.
Seria urna anomala que um poder eslabelccesse
despezas, e que uulro as aulorisasse.
Digo pois, que I do arl. 11 do aclu addicciiinal, resullaiia essa anu-
malia. K nao lie sii isso, mais graves inrouve-
Dientes tambem resollaran), porque bom pedera
acontecer que se por ventura u OD03 de autorisar
a satisfarn das despezas provenientes da livae.lo da
forea policial recaluese sobre o poder legislativo ge-
ral ; bem pedera acontecer que pur'espirito de
exallacgo polilica, por capricho ou qualquer oulro,
lolliesse-nof elle asigaos,afusaodo-nos a forca poli-
cial preciso, e nao sendo aulurisada a despea ne-
cessaria...
O Sr. /'lorrMcrb: Prouiello respondcr-llie viclo-
riosa mente.
O Sr. Theoilnrn :l'ensaiulo assim, (levo concluir
que a nica interprelacao possivel do S 2. do artigo
II do acto addiccional be a que secouliecc pela deno-
minaban de lgica.
Eu disse. Sr. presidente, u'uma das sessOcs passa-
das, que nao bavia direito sem deccr correlativo c
para isso eslabeleci o principio le reciprocidade dos
direitos e deveres, priucipio verdadeiro, e do qual
tirei a runsequencia de que, se a assembla provin-
cial lem direilo de fixar a forea policial sobre si p'sa
isu.lmenlo o dever,quellicbeconellalivoe implicilo,
de salisla/.er os empeiihos provenientes daquellc di-
reilo. Enlretanlo o honrado meinliro iinpusuando es-
ta miiilia argumeiitaro, disse-uos que se os meus j
PAGINA VULSA.
Ada se desalojada da freguezia dos A fugados a
ramifiraro da rompauha do I I l;t i ; o subdelegado
supplenle Sr. Cameiro lem conseguido este bem a
aquella localidade. Nao se pode ajuizar os serv-
ros Valiosissimos, que nos tem presla lo eisc moc;o,
como autoridade policial : duiantc o curio espado
que lem policiadn a freguezia dus Afosados, lem lo-
mado q iiar cu a e duas facas de punas ; prendido
alsuns dieres de ladres, ha muilu recommendados,
feto importantes diganciss, e u mais be sem for-
ea alguma policial. Ha duus das um iudividuu pru-
curou-o assassinar quando elle tralava de tomar-llie
una faca ; mas o activo subdelegado no s poude
evitar o guipe, comu tomar a arma, e prender o
agrgessor. Acaba de fa/.er una importante diligen-
cia, capturando um celebre Antonio Cabocolo, chefe
de Indines, com casa de jogo, c facinora reconbecido
lem seguido o br. Jn-e Augusto Pilanga por lodos
us losares, onde lem ido em commis?au do goveruo
ou laulo-o romo diligente enfermeiro.* Sempre
que o Sr. Cameiro se portar como tem--o portado,
pode contar com o nosso fiacoapoio, o que ceiivcm,
e desojamos que S. S. seja por tungos lempos o po-
liciador desa fregaezia dos Afogaiios, merereudo a
cuuiiaiiea, como presomimos merecer du goveruo e
do Sr. Ir. chefe de polica.
Ilonleni seglo novamente para os Afosados
o br. Augusto Pilonga, onde pretende demorar-se
por ordem do governo : ja vai prestando bous ser-
viros.
A epidemia lem rrappareridu ua Torre,o Bar-
ro ; na Boa-Vigam tem havido alguus casos fulmi-
nantes, mas lodos seacham animados comja actual.
I m devoto de S. Antonio, que coslumava por
devocAo | lodos os anuos bauquelear-se, esle anuo
re-olvcu, e mu ajui/.adameule gastar com una
inissa cantada, sel nulo ctr, e:n Sania Cruz, o que
Hulla de despender cum a cozinba.
lie sabbado o segundo baile dos Cincoenla,
no sallo de Sania Isabel be mui provavel, que soja
maior a concurrencia.
D oNuliciador de Maceiu descreve com habi-
lidado de espirito um magnifico baile, qoe fora dado
ao Bus. Sr. Ilr. Amonio Coelho de|Sa e Albuquer-
priucipios eram verdadeiro? lambem" devia s-lo a 19B*> Presidente das Alagoas
consequencia, que- lirava do seguiute argumento de Betira-s para a Baha o Dr. Antonio Morei-
patidade que pelu molivo de ileleiminar o aclu *d- | ra Sampaio encarregado do districto de Fura de
Portas, durante a crise epidmica. S. S. mo fui
inulil entre nos, fez o que esleve ao seu alcauce, e
deia nao poucas simpalhias, e amizades. Due sem-
pre seja feliz.
l-*alla-se muilo em fuluras emprezas de urna
locomotiva para Olinda, de um Ibelegrapliu cleetii-
cu para o Ceari, e ouiro para o Riue ilueuos-A>-
res, etc. Dos pennilla que continu o progress'o,
e que a par delle marche a civilisarao, e a reli-
giao.
A mesa regedora da scraphica ordem terceira
de S. Francisco absolveu ao seu irmao recolhido
Joo Bapltala (urjau da diaria, que dava para u
seu sostente. I.uuvamos muilo esse acto de carida-
de, e cliristaa generosidade, lano mais quanlo fo-
" promptaments allendidos.
guinte que-lao : as assemblas proviuciaes que lem
alias o direilo de livur a forea (lolicial, ler&o igual-
menle o dexer du satisfazer a despea proveiiienlt
dessa fivacao '.' ,
Nao pens como o honrado memhrii, que me pre-
ccileu, e que cuten.m que a discussao, veisandu su
bre esle segundo poni, loma una direcro incon-
veniente, porque a occasiAu n.lo be oppurluna para
ser elle examinado.
Nao pens, repito, como esse lomado memoro,
porque, lialando-se de decretar a despea com o
corpo de polica o de augmentar o sold s suas pra-
eas naos seus olliciaes, he exactamente essa a op-
porluuidade a mais conveniente para se examinar
se i esla a-semblea corre a obrigacSo de aulorisar
seiiielhaiiies despezas. Quer essa 'quesUlo tenha de
ser resolvida agora pela casa, ollereceiido-se para
isso una emenda que pruvuque a sua deciso, ou
quer lulo ; enleiido que mo he inconvenienle a sua
discussau, porque, nu primeiru caso, vular-se-ha so-
bre elia, votando-se sobre a emenda, e no segundo,
embora eu esleja nmamenle convencido de que as
assemblas proviuciaes devem decretar a despea
necessaria a mannlengla dos corpos policiaca, loda-
vid sera bom que se nao deixc morrer uo silencio a
opiniao contraria.
O Sr. Ignacio ae Barros : Apoiado.
O Sr. Thtodoro: Enlraudo, pois, no cisme do
segando ponto, que incidentemente vekni diseassao
oceupar em priineiro lugar a responder ao honrado
inrmhio o Sr. Floreucio.
Sr, presidente, V. Exc. sabe perfeilamenle que o
legislador quando confecciona le, nem sempre po-
de cuniprchender aellas toda II especiaes e hypo-
Ihesespossixeis; e que ao contrario muilas dossas
hxpulbeses e especies devem escapar asna prvido.
\ Exc. tambem comprelnuder e a casa isu,lmen-
le que, poi mais aliento e cauteloso que seja o legis-
lador, ter mullas vezes, ua confeccao da lei?, re
eni|iresai involuntariamente palanas quesejam sus-
ceptiveis de senlidus diversos.be ludu isso rcsulla
a obsenridade, ambigaldade e omlssao das le?.
Ora, quando urna lei he obscura, ambigua uuumis-
sa, ha necessidade iudecliuavel, para a sua applica-
rAo. de que se a interprete ; c essa omissao, ambi-
guidade ou obsenridade se da lodls as vezes que, a-
cerca do modo porque deve ser entendida una lei,
as opiuioes iiiM.irm-se. Purlanlo, meus senhoras,
digo quo o S 2. du arl. 11 do aclo addicional necesst-
la de ser mteiprelado, autentica ou doiitrinalmente,
por que a casa lem ouvulo que acerca da inlolngen-
cia que deve elle lerdivergem os honrados membros,
por motivos mais oo menos justos e valiosos.
Aulheiilicamenlo nao podemos n0j inlerprela-lo,
porque sendo aclo addicional lei coiistilicional,
sua inlcrprelaro oerleuce conseguinlemente ao po-
der legislativo geral, na coiiformidadc da ine-imi
cousliluicAo.
O que nos resta pois be inlcrpreta-lo iloulri-
n.ilineiilc. Mas, scuhoies, de que meio po.lcr-nos-
hetoos servir nessa especie de interpretar-do t
Adoptando cerlamcnle as regras que o direilo tem
aceito c receido da experiencia, raciocinando,
proseguindo eeemiobaudo emfim por deduecues lo-
sicas. Pude--e, com clleilo, iiilerprclar o S 2" do
art. 11 do arlo addicional, ou grainiiiaticalineiiTe ou
de eonformidade com o seu espirito ; mas, quer
u um, quer n oulro caso, en, o honrado memliro ou
qualquer eiilrem. nao poderemos fate-lo senAo por
meio de raciocinios, e dedoecues. Por tai.lo ja v
o honrado mciubro que sem" razao eslranhou que
bouvesse eu precarade demonstrar, anxiliado pelo
raciocinio e uedurces, que ss assemblas proviu-
ciaes devem autorisar a despo/.a necessaria asubven-
ro dos corpos poliriaes. m. presideute, repilo, a
luterprebeae das leis, grammalical ou lgica, islo
be, de cooformidade com o seu espirito, nao pode
ser fula leiiae por dedueces, nma vea qoe sejam
jurdicas ; e lauto assim be que o honrado meiuLio,
censurando a luiulia argameula
mismo que eu lizera,
opiniao lambem por meio de dedo
islo he, calundo no que Suppozer erro, e quo en
miin censurara.
diccooal que as assemblas provincaes fixema for^a
de polica, lem ellas, o dever de fazer subvenciouar
palos cofres pruvinciaes essa inesma forra, devem
ter lambemo de derretar despezas para pagamento
dos ordenados dos juizes e vinarios, xislocompelir-
Ilies o dneiio iJe Tazer a divisao judiciaria e eccle-
siailica das provincias, enlretanlo que semelhanies
despezas correm por conla dos poderes seraes, Senho-
ras, cuuveui que lixemus e nao nos esquejamos, da
Siguite verdade que he una irregulaiidade e erro
de arguinenlarao oqueier-se provar contra a regra
por meio da excepclo.
Assim, pois, vede que u bouradu membro cabio
n'esse erro, poique aigumenlou da exeepeao para a
regra.
He vertlade que as assemblas |irnxinciaes teem
o direilo de dividir as provincias judiciaria c eccle-
siajcarnate ; a be verdade lambem que o dever
correlativo aquelle direilo, e be o dever de i -; tul-
lecer ordenados aos juizes de direilo e vigarius re-
cabe sobre os poderes geraes ;mas em virlude de
que '.' Em virlude de disposiccs coii'tilucioaaes, de
urna eveeprao escripia na lei ao principio de que
au lia quem ludid direitos que mo tenha goal-
mente deveres. Prtenlo, esse principio lie verda-
deiro, c o honrado membro mi o destruio argumen-
tando contra elle pur meio de urna exceBgae de le.
Se as assemblas proviuciaes nao lem dever de
esldbeleccr ordenados aos juizes de direilo e vigarios,
he poique a cunsliluicao prseme esse dever aos
poderes geraes : ah cabio osS lli do -rlisu 15, e .1
e i do artigo 1112 da inesma cousliluicao que o pro-
vam. Elles dizem : |l., lie porlauto un.a exceprao
escripia a regra de qjue nao ha individuo ou corpora-
e.io que, leudo direilos, mo tsleja sobre a pressAode
deveres, que sao correlalivus aquelles.E quemos
certos de que e-sa regia, que he verdadeira pblloso-
licameute fallando, tambem o he acerca do direilo
positivo. Dcleitor, pur exemplo, que lem o direilo
de volar uo candidato, que bem Ihe apraz, tem to-
dava o elvenle comparecer as reunioc? eleiloraes.
Se pois ella he verdadeira em si, as suas couse-
queiiri.is. u.io podem ser falsa, salvu acerca dos casos,
em que a le lem leilo evpressa excepe.io, como a
respeito do direilo, que leeui as assemblias proviu-
ciaes de dividir as provincias judiciaria e icclesias-
ticamenle. porque a canstiluKjte impoz aos poderes
geraes o dever de eslabelecer ordenados aos juizes
de direilo e vigarios. Logo, nao bavendo exeepeao
alguma a respeilo du S 2 do artigo 11 do actoaddicio-
nal, deve-se concluir que du direilo que alie confere
as assemblas provinciaes de lixarem a lorca policial
ilumina o dexer de aulorisarem a despeza precisa
para cum ella.Por cnnseguinle nao ha paridade no
argumento Jb nobre deputado: quaulo ao dever, qoe
deduzo do direilo que temos de fixar a forea poli-
cial, nenhnma exeepeao fez a lei ; quaolo poreru ao
de eslabelecermos entenado? aos juizes de direilo
e vigarios, abi esto ... consliluirao a derlarar, por ex-
cepo/io, que nao uosi peilenre, emliora lenliamos o
direilo de fazer a divisao judiciaria e ecclesiaslica da
urtanlo o sunilc iudispeusavel
obre .1. | ul i.lo. Altenda a casa
poder judici.irio sAo Horneados
pelu poder execulivr, o que, no meu eutender, pro-
duz incoiivenieiiles,, cuncorrendu para a sua depen-
dencia ; atienda mais que os seus ordenados sao es-
labelecidos pelo pudfr legislativo geral; c cerlamcn-
le coiiipcehendein qpe be por lorca de urna exceprao
de lei que nao recabe esse dever sobre as assemblas
proviuciaes. Kepilo pois, que o nobre deputado,
mpuguaudo u principio da reciprocidade dos direitos
e elevere9, uu o fez, devidameme, proque nao ha
ij.i.e no seu arguinonlo, visto nao baver cxccprAo
nlguma de le queaulorise dizer-se que. do direilo
que tem as assemblCas proviuciaes de fixar a mica
policial, miu se dedui o dever de decretar ella a siib-
venrAo da roesma.
Enlretanlo, seutiores, o honrado membro nao se
limiten a isso, foi mais adianle ; e disse-uos que al-
(endessemos para o modo porque eslavam ledigidos
os artigos 10 e 11 do aclo addiccional, e observasse-
inos que n'um se empregava a palavralegislar,e
n'oulroa palavracompete,menos ampia que esta;
tirando o'esse modo da radrcrAo a consequencia de
que improcedente he a opiniao que sustento.
Perdoe o honrado membio que Ihe diga que seo
legislador usuu de termos diversos na cunecr,au d'es-
les duus artigos, fui apenas por motivo du redacrSo;
mas anda que assim nAu fusse, nAo poderla a di-
versidade e diiliren.;a desse termo resolver a ques-
Au, porque para iscj seria uecessario que a pala-
provincia. NAo ha p
a aigumcnlacAo do
que us membros do
Maranhao, Ciar, Piauhy e Parabiba dAo as noticias
de maior importancia, as quaes nicamente acres-
cenlamns ai seguinles :
No da 2"J do passado toniuu posse r.a presidencia
do Para o presidente da mjsma, o V.xm. Sr. lenen-
li'-coronel Denrique de Beaurepaire Kohan ; S.
Exc. foi mui bem recebido.
I'oi assassinada em Caxas, no Maranhao, com
um tiro Manuel Rodrisues Freir ; dizia-sequs Ihe
havia sido dado por um -eu criado, em viuganca de
palavras ollensixai que o assassiuado Ihe dirigir.
lima carta de Sobral, escripia ao l'edro 11, do
Ceaia, diz o seguidle :
n Por esla Ierra ludo Ira bem, a nAo Icr a febre
amarella recrodescido rom urna forra espaulosa. e
como nunca se repruduziu em oulras "pocas. Alem
diste temos oulro II, -elleo dellnxo slhmaliea, que
lem sua especialidade fatal as crticas. |;m e oo-
Iru vAu fazendo-viclimas ludos os dias, c quasi regu-
larmente teem morrido. ha um un/ a esta, de duas
a Ires pessoas diariamente, sendo a maior parle da
dasse dos parvulus. >
-No dia 2K do passado parti du Maranhao paros-
la provincia o palbabole l'cnus, cum raiga de va-
rios seeros.
(> OtuiiliikilDov.
relorquiu diiendo que tinha seus administradores e
que por islo nao poda administrar o Sacramento a
enferma que se achava em perigo.
He ale onde pode chegar a miseria de um sacer-
dote pastor de urna das freguezias da cidade do lie-
cife !
E creio, senhores redactores, que o Sr. vinario
continuara' a pralicar distes actos, impoudo aos mo-
radores do Recite a necessidade de recorrer a oulra
fregueiia para semelhante iro, amenos que o Exm.
Sr. hispo nao d energess providencias para chma-
lo aos seus deveres, que tao mal o ba cumplido ate
hoje.
Nao he id este caso que o Sr. vigario lem pralica-
do, oulros lem apparecido, os qoaes ser.io levados
ao ronbecimeiilo do publico.
Queiram, senhmei redactores, inserir eslas tos-
cas linbssew seu conceloado Diarios, que muilo
Ibes agradecer o seu cooilante leilor Joo Simes
Pimenla Chavea.
Recite 8 de junho de 1856.
i", nAo fez santo o
procurando sustentar a sua
>es e raciocinios.
rommonqiiei-lhc um
lle-cnlpo an l'.xm. Sr. presidente que nao lem I as assemblas provine
O nobre membro. por exemplo, para provar q
inda podido allender a esla necessidade, visto como
sabe anda estamos em lula rom o Sr. rbolera. Ape-
zar poreni destes inconvenientes dvo lomar o zelo
de S. Exr. por haver desprendido suas alinenos pa-
ra o hospital militar, rumorado felo Kxm. Sr. br,
Bandera de Mello. Ilede absnlola necessidade esla
obra, e esl agora em andamento : e creio que bre-
vemente sera concluida se bem quo muilo falla
anda.
I!a nm gosto especial em se retardaren) as obras
publicas aqu, rom o qual eu nao astea deaccordo :
he para mim pieferivel nao se roniessarom laes obras.
Asora vamos a admiiiislraiao de rendas. A fa-
zenda provincial pasa animalmente nina enorme
renda a um meu senlior que chopa como moreego,
porque diz, que o que ha de lucrar a fazend.i he
melhor que cnlic para a sua burra ; c islo em ver-
dade he um desaforo ; mas o que quer se o lal meu
setihor tem una .Nossa Seuhura das Condescenden-
cias, que o apadrinha em ludo.
A assembla provincial consom seus dous meze,
mo tem a obliga
,. ..-ra. ,u. j, '.^------- .t ur ..a- a istfiniii'. (o ... no i,ii t i,ii.i.iiii. -ou- uous me/es
lo.f.Ur! m i..?,?' qMn, "*. legado anuuaesem decretar medidas qnasi m.xeqoive. em
loileilo em (estamento nncupativo, depende ain-1 ailencao a phlisica dos cofres, como bem digamos, o
que eu presumo lerem.x combim u o JS2. do art.
do arlo addicional, do qual a divinzo rom oolro nr-
ligos do mesme aclo addicional, romo aqorlle rin
que se d direilo as ssscmblas provinciaes de dlvl-
nirem o territorio tas provincias civil a ecrlcsiasli-
carnale mas o que he no srnao argomenlar por
deduccoes V Por consequencia, n.lo leve razao quan-
do censurou esse modo de arsiimenlarao, de que me
serv.
Vamos, porrn, senhores, a nterpretario do S 2
do arl. 11 da arto addicional. Filia podo ser teila
grammalical ou logicatneate : o homado membro
adopiou o primeiro distes dous modos; cu. porein,
divirjo delle, porque creio quo aquello piragrapho
deve ser entendido de eonformidade com o seu es-
pirito.
lie cerlo, lenhores, que a inlerprelacao gramma-
lical he um jdos meios ,le ebesar-se a elucidacau
de um ponto de le duvido?o ; nao contesto, minias
vezes o he ; purem digo que, quando de semelhan-
te interprelacAo resullam anuo.alias inconveni-
eoles, deve ser despreada, e cumprindo anlAo
que sgase unicameule a inierpielac.ao lugica, por
vralegislar fos-e sxuonima de fazer despezas
Visto pensar o honrado memhru que, pur uAo t-la
empregado o legislador uo j 2dr artigo II do aclo
addicional, he que se infere qup nao teem as assem-
blas proviuciaes o dever de faze-Io com o corpo de
patete,
bemais, o honrado mebmro uo lem razao, porque
se o legislador naoetnpregou a palavralegislarno
arl. II do aclo addicional.subslituiudo-a pela palavra
compele, todava, ligando-M isla ao verbofi-
xar,de que usou uo S 2 du mesmu artigo,v-se que
s assemblas proviuciaes lixain for^a policial legis-
lando, porque be do sua ualuieza que lodas as me-
didas, que adeptam, man legislativos.
O nobre, depulado, impugnando anda a minlia
argumentado, disse lambem que iu au fura feliz na
confronlacao du S ', do arl. 10 do aclo addicional
com o S 2 oo seu artigo II, porque iiinguein contes-
ta qua a despeza com a consIruccAo de casas de de-
teurau seja provincial.! O nobre depulado nao me
compre hondn. Eu nao pouho em duvida que as as-
semblas provinciaes corra o dever de fazer cons-
truir casas de deleucto, porque he expresso o citado
9, do art. ludo acto addicional, mas oque digu
e sustento, he que -u d palavra//.carau se de-
duz o dover, autorisar de pagar, lambem das palavras
construir casas de deuWaonao se pode dednzir,
que a assembla leulia o dexei de salisfazer as des-
pezas com o pessual dus kmpregadoa dallas. Me pa-
rece, Sr. presideute, ter respondido os argumentos
com que o honrado membro pretendeu mostrar que
nao sera verdadeira a opiniao, que sustento. Pei-
Biilla-me agora V. Exc. que a robustece ainda mais,
frpduzudu as leguintls cousiderares.
Senhores, vos Saber que a consliluiro do imperio
rrcou identidades tcrriloriaes, a que'rbamou pro-
vincias; porein cssaseiilidades.neiiliiima siginlcarAo
iinliMn. Os seus consethos geraes eram subordina-
dos direclamenle aos poderes contraes; nenhuma de
suas resoluces poma prOduzr elleilo sem a sanecio
lo poder legislativa geral, mas depois, com a refor-
ma da constiluicau por meio do acto addicional, maior
deseavoivimente liveram aquellas enlldades, porque
os seos con-elnos geraes loram sobstitoidOS pelas as-
semblas pruvinciaes a quem se deu ampias allri-
biiicu?, capazos de fazefcm as provincias viver de
si propras. Fui urna oplima reforma-, poique era de
siiinma conveniencia que no Brasil se desceatralh-
sassa de algoni modo a aeVao central dos poderes ge-
raes. O Brasil, vasto comu he, e com urna popula-
cao rarefeila, nao poda ser bem administrado, es-
lando a acrao administrativa loda cenlralisada, co-
me eslava. Assim foi > conveiiionto, senhores, a-
quella reforma, que, leudo sido promovida e adop-
tada solios auspicios do partido ultra liberal, lem-SC
conservado miarla pur ludos os partidos, liberaos ou
conservadores, que a respailen) e veneram.
Reformada com aquelle intuito a cunsliluicao pelo
aclu addicional, be terr-osO coofessar que o legislador
constitucional, deseuvolvendo as entidades territo-
riaes,-provincias, e snbsliloindo-aa' por entidades
administrativas, procuren dar-Ibes vida prepria, lia-
bililando-as a bem adiiiiaislraiem-so, ea sali-i.ize-
rcm as suas necessidade?.
O Sr. Ignacio de Hartos:E a lercm urna forra
de polica municipal.
O Sr. ThtOdoro:- Apoiado. Eis a razo porque
os 2, do arl. II do aclo addicional sulorsa as
provincias a taran urna Ibrra policial propramenle
sua, cujo lim por coaseguinle he lodo provincial.
I.oso, scndo-o.ilevrin a. a.semhlcas provinciaes au-
lorisar a despeza precisa A sua inauilonco, em vir-
lude do S ."> do arl. Iil .lo aclo addicional, que de-
termina a ellas competir legislar sobre a decreiscae
das despez Dorador, continuando, empiebeudc mostrar que,
com o lim o nalureza do corpo policial, os ssrvicoa
a que elle be destinado sao lambem proviuciaes.E'fi-
iialmenie declara que anda esta no proposito de vo-
lar pela emenda qoe offereceu, e contra n arl. que
se discute.
Esla prestes a chegar do Havre, segundo nos
aflirm.uii, urna barra franceza, a qual coudiiz urna
companhia dramtica, que no? adiando sem a dis-
iraccAo de una opeia,he provavel que seja bem aco-
Ihida pelo publico.
O Aiiluiuu doudu, esse pobre'.lioraoro. qu eha
puucos mezes sofireu uns Uros em Seriuhaem por
querer o que era seu, vse agora impossibililado
de vollar para o seu casal, porque se aclia sem ga-
ranta?, e sua existencia aineacada. lie miseria,
que certos buineusjoguem a vida de seus semelhan-
tes com lauto descau, nicamente para satisfs{30
de seus caprichos. O cosame de lameos matar
a homens s se desarraigar dus nossosmallus, quan-
du cada propiielario, cada cidadAo se dehberarem
por urna allianc... a nao dar quarlel nem aos fa-
cinoras, nem ais sem prolectores ; cada individuo
seja um iiiimiso decidido dos ladroes e assassinos,
queja se gozar de segurauca individual, e de pro-
priedade ; cuino varaos poiom, su urna polica de
adeviubes... ,
Continoam as pedradas sobre as casas de algu-
mas ras na Boa-Vista ; olheni que quem lem le-
das de vidru, nao joga pedia, uas do visiuho !
Consla-uos que o Ferrabraz, que compren cha-
rulos, armado na prara da Boa-Vista, lem sidu vislu
em diversos lugares, sempre cumu diiem os nossos
campoueze?, debaixo elo cangassoa ; o demo o fade
b:m.
As Irczenas de Santo Antonio tem sido feilas
uo Cajueiro cum muilo brilhauti-mo, e alllueucia.
No*lia: du crrenle leve lusar em ('.ampo-tiran-
do iuo.i farga ensracad.i. L'ma mulher que Ihe
cliamm Mara .< mucuml.i enlendeu que devia es-
paiicar sem piedade una pobre mentecipla que por
all pissava.e depois de ler-lhe dado muito, e feilo-
Ibe fcrimeiilus.a paciente pode e?capulir-se e enliou
na I.Ttienia do pcituguez lenlo Alves oude lambem
enlraudo a a mocouaa i que a peise^uia, conlinuou
a espauca-U. o Poiluguez acudiu soccosrer a po-
bre mulher, mas a mucuuaa cufurece-se com isso,
e pegando em um sacco que all eslava com mis pra-
lus deulro, arriio. i com elle ue encontr s venias
do Poiluguez resaltando-Uta disso lerimenlos no ios-
lo. Accodem peseoa, e O inspeclor manda quo pren-
dan} a mulher,o que se f^/eu lo,esta romo urna furia
hxdrophobica lanca-sc sobre os que a prelendem
couduzir presa, murde-os, stira-lhes comarea nos
olho?, aconipauliando ludo isso com descomposturas,
em lim fui o dia lio u qualorze '. aloque vicam-se
obrigados a amarraium-lhe as lilaos para a podorem
conler. A esle lempo chega eorrendo um crioulo li-
berlu que all mora, de nume Barlboloineu, c conde-
cido por Berlo, armado de um cacle, e I mea e so-
bre os que tiuli,un prosa inucuu3a o para a soltar,
dlrigindo improperios aos que se achavam presentes.
O capitAo Manoel Jos de Azevedo Amorim que all
se achava por ler aecudido ao barulho, vendo islo,
prende a crioulo Berlo a ordem do subdelegado,de-
pois do que pode o mesmo Berlo cvadir-se.
Dinspector renielleu au subdelegadu nAu s a mu-
lher, presa, cumoos feridos,dando de ludo miuuciusa
parle. O subdclcsado mandoo recolher omucuna o
a cadeia mandn embora os offeudidos, dando ordem
para que fosse preso o crioulo Berlo ; o que nAo se
realisou.
No dia 'i do crrente pelas :l horas da tarde appa-
receu mora em um silinuo Campo-lirande urna mu-
lher, e dando immedialamente parte d'issoao sub-
delegado o inspector de quarleirAo, o subdelegadu
da Boa-Vista mandn la um seu urde nanea cavado,
ver se rom elleilo a mulher eslava mora; no dia 5
polas 2 horas da tarde veo o carro da misericordia,
e a conduzio para o cemileiio.
1. ma explcacao. Duando dissemos em urna
das nossas paginas passadas, que as mullieres como
habitantes no Campo Verde eram cummumeiite a
causa da iiisuhordiiiac,au dos soldados, c qne os du
2" halalli.io eram vigiados ele,nao quizemos ussegurar
que s os do -l" balalbao eram e os nicos >. que vi-
viam disciplinados, e os dos outros corpos nao.
Consta-nos que o Dr. R... pretende aleanr.ll
que se Ihe conceda ir fazer o seu exame de habib'la-
e'io na Babia para depois responder pelo que he ac-
cusado nos Icibunaes de Sania Calharina.
Hospital da caridade 10 de junho. Eotroo 1
lente, existen) "S.
Entrn honlcm do Para', c segu hoje para a
corte o Exm. Sr. conselbeiro SebasliAo do Reg
Barros, a lomar assenlo na cmara temporaria de
que he membro.
Hoje a larde lera' lugar o embarque dos
Exm*. Sr*. barao da Boa Vsla e Dr. Antonio Coe-
lho de Sa Albiiqucrquc, que seguem para a corle a
tomar assrulo, n primeiro no senadp, e o segundo
na cmara dos depulados.
Ate' ainaiihaa.
m ua
BEPARTigAO DA POLICA
Serrelaria da polica de Pernamhuco !1 de junho
le IfC.ii.
Illm. e Bxm.JJrLevoao eonhecimeete de V.
Exc,qua das dill'creiiles parliripaciles honlem e hoje
recebidas ncsla reparticao, consta que se .loram as
secuililes occorrencias :
Mais urna existencia preciosa prematuramente ar-
rebatada pela mao do destino a suciedade peroam-
biicana : anle-boiitem asstatimo* a ultima despedida
d'um amigo, ruja campa urvalbamus com o pranlo
da dor e da saudade. O Sr. Fredrrico Cuulon,
anda que nascido em Ierra eslranha, eslava lAo
identificado rom ti uossa provincia que doxar de
Iriliiil.tr a sua memoria algumas palavras saudosas,
seria incralidao da noss.i parte, porque sabemos
apreciar as qualidades disididas d aquelle que exer-
cendo una das u ai- uobres prolissOes da vidao
rommerciolicou sempre idea de sua prosperida-
de a do paiz, em que llalul.ua.
D'um trato sumniamculc delicado: aflavel para
com lodos, o Sr. Coubm era sempre recebido com
demonstragao d'cslima e apreco as reunies a que
assistia : deixou numerosos amigos e para muilas
familias foi odia 8 de junho um dia de lucio e^de
saudade.
O illuslre ni. o lo diiisio nesta prara rasa com-
mercial dos Srs. Meuron k\ Companhia, fabricantes
le rap, sua actividad*, e honradcz;a loda a prova
Ihe graugearain urna coulianra illimilada por parla
daquelles senhuros, de modo que a sua permauen.
fia m 1.11 imp. ranle ostabeleciiiiculo .1 .iit.i \ de
longos aunns.havendo realiaado nesse espado de lem-
po a prosperidade dos intereasas, que Ihe eslavam
confiados. Ao passo que assim se disvellava pelas
nluisac.e.s que havia ronlrabido e que exigiam qna-
st lodos os linimento, de sua vida, era lal a sua ac-
lividadc, que lami m reparti muilas vezes o seu
lempo cum a raalisacgo d'.lgumas emprezas que in-
leressavam em summo gru a civilisarao a progres-
so desla provincia.
Raiou para ella urna poca de esperanza e de ri-
s.uilio futuro.
Tralou-se da inaoguracau de uuiii companhia que
desse aperfeicoado meio de transporte aos produc-
to da provincia.
A umpreza era de lisousciro prospecto pela gane-
rosa protocolo do governo, e anda mais pela cer-
teza de que a navegacao por vapor mi zona do pri-
vilegio, compensara os seus accionislas do juro de
seus capilaes, mas apezar disso. ia linar no aban-
dono pelo desanimo de seus primillivos concessi-
narios.
Coube ao Sr. Coulon. assim como a alsuns outros
amigos seus, a sloria de nao deixar amar Pernam-
buco pela doloresa decepcAu de ver perdido para a
sua prosperidade, o diliuitivo Cstabelecimenlu da
Companhia Pernamhucana.
Foi um dos directores que desveladamente Iraba-
lhou por ella, e ale os seus ltimos mrcenlos, ainda
que desligado por particulares motivos de sua im-
mediala administrarle, nao deixava escapar mo-
mento em que Ihe podesse utilmente prestar um
serviro.
Os seus rollcgas se rcrordarao com saudade do
concurso iiilclligeote que repetidas vezes llie pres-
tara.
Mas a Ce ni | aiiliia I'crnambucana de infeliz.
Aperas no momento em que praticainenle princi-
piava a ostentar as vanlanens de sua insliluio.ao,per-
de o seu primeiro e magnifico vapor.
Se nos nao fosse dolorosa a recurdacao d'esse dia
aziaso para Peruambuco, Iracariamos aqoi em breve
qoadro os valiosos servicos prestados |ielo dedicado
amiso, cuja pona prematura justamente lamenta-
mos, serviros feitos no intuito de salvar os mleres-
ses n'esse dia prejudieados pelo mais lamenlavel dos
SQCCCSSOS.
F. seria por ventura so essa a empreza com qoe (ao
disiiucio esiranseiro procurava dotar o paiz que para
elte_ era urna segonda paliia '.' Nao de cerlo.
Ini lambem o Sr. F. Coulon quem primeiro Ira-
tou de encorporar, e lexar a oflaito urna oulra cum-
aanhia de vapores cora o fim ulilissimo para o cem-
mereio d osia praca de rebocar navios rin nosso porto.
E com lano alineo e dedcaoste Iraballmu, que ja
nu prximo mea de julio, se vera' ancorar em suas
aguas o pimi. no barco para dar principio a lao ulil
serviro:
N.lo pretendemos escrever a liiograpbia do illuslre
lina.io. nem temos para ella as iutormaces preci-as,
nem somos o mais habilitado para trela lao delica-
d. Quizemos apenas que se soubesse a perda d'um
e?lrangeiro que tanto amava esle paiz, e que perda
lAo siusivel fosse por lodos que se inleressan pela
prosperidade de Pernambuco.acoinpanliada de lagri-
mas como as nossas repassadas de saudades.
Seja-nos porein da.lo antes de concluir estas pon-
es lindas, dirigir duas palavras de consol a sua fa-
milia, que mais que todos sollrou urna parda inope-
ravel : o Sr. F. Coulou vivera' elernanieule no cora-
cfio u'aqaelles, que liveram a ventura de o condecer.
.1.
Parle boje desla cidade, no vapor Paran, com
destino a curie do Rio de Janeiro, onde vai lomar
assenlo na cmara temporaria, um dos seus mais bri-
Ihanles laminares, o Illm. e Exm. Sr. Dr. Antonio
Coelho de S e Albuquerque, muito disnu e distinc-
to presidente das Alosnas.
Confiando as redeas da adminislracao ao Exm. Sr.
Calheiros, vicc-presidenle da roesma provincia, S.
Exe. deixou seas presididos repassadosdeeonstetna-
rAo e saudade, que tanto Ibes mova sua partida, e
ausencia de seus lares, e, ainda nAo de lodo couva-
lescido da cruel enfermidade que o uAo poupara (a
cliolcrina alacando igualineulc sua preciosa saude :
veo pressuroso demandar a lona natal, e uella abra-
car o honrado, lerdo e cannboso pa, que confiando
a Providencia o restabeleriineulo do charo lilho a-
guardava jubiloso o momento feliz de tornar a ver
esse bello renov de sua illuslre familia, esse lilho
querido que. ainda lonse delle, lano suubera desea-
pciibar a cootento suas sabias prelecees, honrar ca-
da vei mais seu nomo, ja prestigioso, alear a sloria
de seusnobresanlepassaiios, e accrescenlar mais urna
pasma de valor e impoitancia a ja lia sublime romo
volumosa historia dos bullanles, leilos de nossa he-
roica patria.
I'oi, porlauto. em virlude de sen graves incom-
modos que S. Exc, illu.lindo a especia I ua publica,
deixou de sallar nesta cidade, indo desembarcar uas
proximidades de seu ensenbo(iuararapes;e por cor-
te u abalo que necessariamenle Ibo einsariam as vi-
vas demonslrar.ies de enlhusiasmo da tirovincia que
o vio nascer, as visitas de etiqueta, que S. Exc, se-
ria forrado a retiibuir-lhe, absorveriam o precioso
lempo, que principalmente eolio su devia ser con-
cedido ao repouso das ladisas, porque passara na sn-
grenla e mortfera lula, que com lana denudo e ga-
Ibar.lia sustentara contra o leinvel lligello que as-
solara a infeliz provincia das Alagoas.
Chesado, porein. que foi a esla cidade S. Exc. re-
rebeu as maise xbuberanlos provas da alia comidera-
gao com que sao aceitas por lodo esle bom povo suas
maneiras leaes e francas, sua boina, bro, e seduc-
tor cortejo de oulras muilas qualidadus. que. como
eslas. Ihe sAo cougeuilas, e sabem eouquist.ir-lhe
um renome que sem duvida ser immorredouro. i
Temos a subida honra de rullivar a amisade de S.
luran presa : pelo juiz municipal da sesunda va- Etc., mas mo be este o incentivo que ora no
ra, Jusu Alexandrino Comes, por se echar incurso
em rrime naflteneavel.
Pela sobdelegacia da freguezia do Recite, as par-
das Maria Ignacla Vianna, Constautlna alarla do
Nascimenlo, c o prclo cscravo JoAo, lodos por de-
sor.lem.
Pela siibdelegacia da freBuezia de S. Antonio,
Candido Ferreira Lima, pur brisa,
Pela sub.leleg.ieia da freguezia de S. Jos, Baa-
dieta Jorge da Costa, tambem por briga. '
Pela subdelegara da fresuezia da Bua-Vista, o
liespanli.il Jo.io Manoel (ioncalves, para rorrerrao,
c o pardo Clatidino Ferreira do Fispirito Sanio, "por
siispcilu em rrime re roubo.
E pela sobdelegacia da fregueiia dos Afosados,
Pedro Francisco Alves, por ser complica em furto
de ravallus.
Heos guarde a V. F.xr. Illm. c V.\m. Sr. con-
selbeiro Sergio leixeira de Mcenlo, presidente da
provincia.chete depolicia interino, Dr. /'obrar-
uo Lopes de Ltito.
SDia?;
A nssen'liM provincial orropoa-se hontfm cow .
lerceii.i diseavflo do projeelo que .ipprova o contra-
lo ila lltomlfiOCfiQ a saz. cH^brldo pela pf-iilenria
romos Srs. II : ;;" (ybson, Barros Brrelo e
Lope Netlo, o qual foi approvodo (|up paoMO em segonda difcostAu. sen to a votaran
nominal a requprimento lo Sr. S.ibino. Vol;irm
a favor do projerlo o* Sr*. Mflfhfdo l'nrlella. Si-
queira t.i\ rilcnli, TlieodorOi Sotj/a Carvalho, Sil-
vino. Auguro deSouza l.eilo, lu/ Filippe, Abilio,
Nascimenlo Portella, Marfil,
laUi/, l(. Jofdn Cosa, l.c^l
i".']nnn de Sour.a laOJto, Clcmenlino, Francisco
Joao e Barros le l-acerda : ii,ii 2t. Votaram con-
tra os Srs. Castro LtSo, Sabino, liilo, (.lainisfAes,
Oliveira, Braga e Metra : lotalr'.
Conliooaodo na segouda do orc^amenlo provincial,
approvou os rticos fe! a -Ul inclusive, licamlo adia-
da pela hora a ili-russio do arl. 'iit.
A ordem lo de hoja l*f* a conlinuaco lem. a primeira dlsensso do projcclo relativo a e\-
ercicios lindos, segunda do orr^menlo municipal, e
terceira do projeclo n. 33
O vapor Paran, rnegado don polios do norle,
trooie-nus jorntesdo Par;1! at.U do pnado, do Ma-
ranhao al 'J, do C.eara ad* '\ do correnle.
As carian dos nossos correspondentes do Pefa,
\p, e nem vimos aqui tecer eucomius nUo mereci-
dos, louvores cncomineiulados ; nao, que o cunhr-
cimeoto exaclo (|ue temos de S. K\c, de son vida
publica, e de seus honrosos precedrnles, he qne nos
leva, por mor ajustica, a prestar o devido tributo
de no*s homenauem asuroiides qualidaiie*- que e\ur-
nana aS. K\c. ojue be sem duvida um dos nossos
mais nobres caracteres, c lem por si o-, immarcessi-
vels furos de administrador modelo pela sua intcl-
ligencia e reelMSo.
S. Exc* Jeixou na toa sabia e excmplar admi-
nisira.jao da Parabiba do Norte trucos iodeleveisda
superiordade de seus talentos, e prccUra inlelli-
geucia ; e a actual presidencia dos Alaca. exten-
dendo ainda mais a fama do seu ia Uo bubido cr-
dito, veo corno que reforcar a cierna, que linda-
mos formado, da incansavel actividad*', energa.
e tino administrativo do genio que lAo sabiamente
presidia os feli/.es destinos daquella bella provin-
cia.
Keliramlo-se agora para a corle do Kio de Janei-
ro, deixa-uos S. Exc. funda- saudade--, as quaes
i potle mitigar a prata consideraba
de novo apparecer. e anda mais
as cadeiras da representaeflo nacional, com suas
hi/cs, pratica, e esclarecido patrio! i sino, pugnar
pelos sacrosantos direitos de seus concidadaea, e le-
gitimes iOteiesses da patria, que alenla para os
eos escolhidos, de qoem acuanta seu engranded-
nicnlo e futura prosperidade".
Parames aqui, porque nao podamos di/i-r menos,
e nem sibemos di/er mellior ; r, be verdade q\ie
pouco avultainos, lambem nao be menos verdad*
qu.- a ningnem redemos em pureza de Intenc^es.
S. Exc. nada nos deve pelo qoe acabamos de di-
S Pereira, Antonio uer, visto como foi um acto espontaneo de nosso eo-
Florencio, Neiva, i., r*eo, lilho le nona conviccao, que deixou-nos em
'tetsnw&nti-
pir com a nessa eonscieiicia.
Os venios Ihe sejain propicios e a viagem felii
O. S.O.A. I. E.
Srs. redactores.Traoquillo e segaro m miilia
coasciancia pela convicio qoe linda, de que jamis
liavia-me apoderado inrlevidsmeote de dio seidl
aldeio, eu commeitidu urna deslealdade de qualquer
nalureza, liquei sobremodo sorprendido com a le-
lora do aviso ou aiinuucio inserido em seo Diarlo
d' - i ni'..niemenle aggredido pelo Sr. Joi Mara de Men-
donca e Castro, qoe s depois de sua partida para
lorlugal o mandoo 'publica.-, asseincldandu-e
dest alte ao asaassino cobarde, que nao ousando ata-
car de frente a soa victima, a fere pelas coslss, e
desapparece uat (revas !
Confesio-llies, srl. redactores, que lamands per-
fidia, tao negra ngralidao jamis pensti >e abric^s-
se no coracoo relajado do Sr. Jos Maria de Men-
don^a e Castro Mas rellectindu. reconlieco ut>
proceder mais urna prova de que, quando um indi-
viduo sulTocando o sentimento da honra e os dicta-
mes de sua SasMcieocia, uxprezando o sagrados
preceilos da raUfiao, se laura lla (( ralidade e do crime, lulo encontra mais paradeiro
nem freio aos seos mcs instDctos, ,. por en., corre
desempeadaaaoote como urna cspliera laucada so-
bre um plano inclinado. Eu linio a mator repug-
nancia em ulrar em algumas parlieu^arirladea acer-
ca de miuhas relagOes com o Sr. Jos Maria ; po-
rem sou por elle a isso arrastrado, e he preciso que
o publico ai aprecie, qoe conheca donde parle loda
a sua ogerisa, e decida com plena sciencia, quem he
o ingrato : procurare! porem resumir os fados Jpa-
ra me nao lomar demasiado enfadoso.
Em o anno de 1N3'J aedava-me eu residindo na
cidade do Torio, em Portugal, o coinquanlo estiven-
e all liera e commodamenle eslabrlaeido em orna
botica, todava continuamente assallado pelas re-
cordaces do meo paiz, e dominado pelo amor da
Ierra natal, resolv lomar para o Brasil; e commu-
nicaiido esta nimba resoliirao ao Sr. Jos Maria de
Mendonra e Castro, com quem eu havia Itdo a iu-
felicidada de conlrahir rel.ices, e que se acbava
tao baldo de meios, que desejiv al ser criado
privado de alguma casa, pedio-ine elle por especial
favor vir etn miDlia companhia par esta cidade.
Annuindu ao seu pedido, embarcamos na barca
" Tenladora em los de 1839, e aqui chegando fui
eu adinillido como praticaole ua bolica do fi-
nado Miguel Jos Kibriro, em a roa do Collegio, a
quem eu tinha vindo recommendado, e o Sr. Jos
Slaria de Mendonra e Ostro foi da mesma sorle
recebido na bolica do fallecido Jloao Cancio Pereira
Freir, na rua Direila. Pooee lempo depois foi o
Sr. Jos Maria dahi despedido por motivos, que cer-
tamente o nao hourana ; eolio abandonado e sm
recursos procurou de novo miuha companhia, e,
com permissao do dilo Miguel Jos Kibeiro eu
rccelu ; licou elle pela segunda vez morando cmi-
co, como ja havia auccedido no Porto ale a oossa
partida, e com elle de novo repart o meu pao.
Knteii.lemlo eu, que nos poderiamos eslabelecer
urna botica por nossa conla, commiroiquei isso ao Sr.
Jos Maria; elle conslderou essa prelen;ao quasi
imposaivel de realisar se por nos fallecerera os meio
pecuniarios; ao que llie respond, que deiasse o ne-
gocio por rnriha coala, pois que eu ainda linda al-
cuns amigos.
Com efftito, escrevi inmediatamente para o Porto
aos Srs. Paulo Jo Soares Duarle e Joaquim Pinto
Lefia, pedindo-lhes que me maiidassem a louca pre-
cisa para una bolica : o S. Leite, que recebeu pri-
meiro a mirilla carta, deu immediaUmenle ao Sr.
Francisco Jos dos Sanios liuimaraes o dinheiro ne-
cessario para a comprados ubjecl06encommendados,
e Iralou de os remeller.
Neste interina ollerece-se a venda da botica do
fallecido Peregrino Augusto de Figueiredo, na rua
Direila desla cidade. pela qoanlia de 600; resol-
vemos compra-la, mas nao leudo nos dinheiro, foi
eu toma-lo a juros ao fallecido Jos Gomes Villar,
a ah eu e o Sr. Jos Mara eslabelecemos ums so
dedada em IrH, leudo catia um a melade nos lun-
dos e uns lucros ou perdas, sem comludo haver Iralo
algom escriplo ; o trabalho da botica havia ser par-
lilbado por ns ambos ; mas o Sr. Jos Maria ficou
sendo o caua e eucaricgado da pouca e-criplurai.au
que havia; c como elle se dizia. conslanlemen
lente, nao so se alimeotava melhor e mais agra-
davelmente do que eu, porein de ordinario viuda
para a bolica pelas dez horas, d.-pois de haver al-
Iofado, e minias vetes nao vcllava depois de
janlar.
Em cousequencia dos seus padecimentas dahi a
pouco anuos projeclou o Sr. Jos Maria urna via-
uein a Franca, que realisou em 184 ; e durante lo-
do o lempo em que por andoo, que esce.ieu de
um auno, Bao obslaule nenlium serviro prestar .1
sociedade, continuou a auferir a melado* dos lacros,
e a gozar de lodas as vaiitagens sociaes.
Yodando da Europa em breve lempo depois de
sua chegada comer u novamenle o Sr. Jos Maris,
a quonar-se de seus padecimentos ; por essa razio
foi para a Capunsa para um silio, que l compra-
mos, e ahi couservou-re por muilo tempn, como be
notorio, sendo tratado com o maior disvello, e ser-
vido pelos meus escravos, sem que jamis ileixasse
de ler na sociedade urna parle igual a miuha.
Finalmente em fins do anno de 1851 prupoz o
Sr. Jos Mana a dis-oluc.lo da sociedade, ao que eu
annuindu ditse-lde que procedesse ao balanro. Pro-
redendo elle ellcciiv,miente ao balanco, e'faligan-
do-se no lim de poucos diss de .laro-mp, que nao
poda 1-1111' 1 miar e que poderiamos calcular ludo en-
globadamenle : enlao cu avaliei em cinco a seis
contos du reis ludo quanlo havia na botica, inclusi-
ve as receilaa mo pagas, e Ihe otlereci a minha par-
le por 2:5009, oque elle recusou dizendo-me que
pe j seu estado de saude u.lo poda mais continuar
com bolica, c ollereceudo-me a sua parle pelo mes-
mo preeu eu Id'a comprai, e quando llie paguei. elle
me passou o competente recibo declarando estarem.
saldadas todas as nossas conlas ; porem se todas as
cousas tivcssem sido devidameme (tesadas, cu era
incoiilesiavelmentc credor doSr. [Jos Maria.
Esla, Srs. redactores, he em resumo a historia
del das rel,.r,-cs e iransaceOes havidas entre ns.ago-
ra Matara! a moslrar-ldes, donde origiaou-se o seu
o.iio, que produzio o aviso ou anuuucio 1 que res-
pondo.
Dissolvida a nossa sociedade em o oltlmo de dc-
zemdro de 18'it, como o propro Sr. Jos Maria fez
ver ao pul.lio.1 pelo sou Diario de 3 de Janeiro do
auno passado, tralava eu de salisfazer u que locava
a esle senlior pela sua parle na botica, quando su-
de que o Sr. Jos Maria. se hsvia apprescnl.ido.como
dono desse celebre b.Hiele da lotera do K10 de Ja-
neiro, cuja propnedade spotavam em juizo os Srs.
Antonia Joe de I-aria Machado, c Manoel de Mal-
los Macludo : eiprobrei-lbe seriamente que ello
tivesse querido representar scmelhanle papel nesse
miseravel drama, e elle recebendo de mao humor
a muida censura reapondea-me seccameale que o
mal eslava Teilo. llalli seguio-se andar elle orcullu,
e ser perseguido pela Justina al a solacio desse ne-
gocio como lie sabido.
I.oao que o Sr. Jos Maria dea aquelle pasao, que
coinbiiiei rom alguna oulros anteriores, como elle
nao me inspiraste mais a menor coofiauga, e por ou-
lro lado eu nao pudesse bem calcular todas as cou-
sequrn. ias de semeldanle relo, prooorei inmedia-
tamente saldar lonas as uossas transsecoes, e porqoa
elle u3u eslava habilitado para redigir csae recibo de
saldo, eu llie dei a norma, pedindo Ihe que remen-
lassc a data a poca em que realmente havia aca-
bado a sociedade, ao que o Sr. Jos Mana, se pres-
in levando o raseanue para casa e eutrrgando-me
1 recibo quando bem Iba pareceu, mas uao Ihe eu-
:i (agredo, uem havia razao para isso. Como pois
di/ o Sr. Jos Maria, que foi a isso violentado 1 Qae
consiraiisimenlo sollreu elle para assim obrar ? Se-
medanle desproposito dispensa toda a refutarlo ;
nmguem nesla cidade ha que ignore, que euna
li-punli 1 re meio algn, com que pudcsic violen-
lar ao Sr. Jos Mana, uem a oulra qualquer
pessoa.
Ouanlo a dizer o Sr. Jos Maria, que lida docu-
mentos para provar, que eu ale agoste de 18.30 era
deveder da 1:375$3d0 res ao> fundos da sociedado
responde, que repugna ao seu carcter perder um
real com pessoa alguma, que mesmo nada lutria de
extraordinario, que sendo elle o caia e encarreaa-
lo da escriptorico Uvease-u preparado de msneira
que podesse salvar os sc.Us adiaiilamenlos, e que f-
""lllu...... quando lal drdilo se llvewe dado da mi-
le que vai al.i "da panje o que de inriivel, de IKjO a I8V poca
idianle. paia, j >'in que lermiuou a sociedade douve lempo sullicicn-
suas le para que esse debito livcsse sido sal.felo.
Com o que lica dito pode o publico imparcial ajui-
zar, donde parti todo o odio do Sr. Jos Mara,
cuja retenlimcnlo pela censura qoe Ihe liz. s pro-
ilu/10 a eiplodo depoisd sua saliula. e devidauen-
l apreciar, quem he o incralo, se eu, que Ua ulil
Mi- leudo sido, ou essa vbora que eu tive a desven-
tura de aquerer em meu seiu.
I'esculpem-me, Srs. redaclores, ler sido todava
13o enfadonbo, a rogo. ||les slr1,.se de inserir em
seu eonceiloado jornal eslas mal Iracadaa lindas, pelo
que Ibes sera elernamenlo grato o sen assisnante,
Manuel Antonio Torres.
Kccile 11 de junlio de !8o<>.
(&0i?c:b0tt9Cttda;
Senhores redactares. l',n l,. sabido no domingo,
do crrenle, a prncurar o encarregado da nialru
o Corpo Santo, para admini-lrar o Sanlhaimo Vin-
co a uiinlia inuldei-. c cuino o sacrislA nAo o qm-
zesse laxar sem ordem do resoectivo vigario da fre-
guezia dirigi-me, |iois. a elle, e oblando em respos- | nesn q'ua.lr'a de lulo ed mise^rias'rrfnalisa-noVpro^
IB que roa** M padre qoe eslava de seman, promp- fondamenle. qoe sejamos envolvido Badal justas de
l ."'/-. niailores. (I rru correspondente particu-
lar do Km lir.iiiledo Norte, na ultima mis'iva, que
ibes diriaira. faz graves allamie a alguus memdros
da commissao de benelii'cncia desla cidade: cudi-
prc ao mudo porque estao redigidas, que Ibes faca-
mn- mn lexe reparo .
Como membro dessa commissao nao (emendo ja-
mis a puliliciilade de aclus nossos ; lendo-nossem-
pre ronduzido com lisuia no eierccio da penivel
larefa que por amor da huniandade, acceilamos
lamente o tz, ndn su ao dilo padre como a oulros o
nao scliaiido-ns, de novo vnltei ao vinario e disre-lhc
que D3o havia encontrado padre algum, ao que me
mprensa em que a eslomnia rapreient.-i mpra
um f.irraidavel papel.
Podamos evitar esla manileslaco de dctgosto
ILEGIVEL


H-IMIQ 03E ?Wt. SHl OUiRTA FElM II 01 JUNHO fil 1*6
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provocada pela leilun de temelhinle peca, visto co-
mo tomos liem eoDhecido neali cidade. ja como ho-
rnera publico, ja como ehefe de familia ; porem a
raaneira arguciosa porque se oceultou os nomes da-
quelles sobre qaem se pretenda desarmar o mao
grado do correspondente, obriga-1109 a, multo enca-
recidamente, rogar-lhe, que declare, franca e leal-
menl, ae taei alloses e referem ou conleodem
com hosco.
Tudo de cavalleiriimo ; nada de rebufo, nada de
ma fqae he o que nao convem entre homens de
bera.
Natal 7 de junho de 1856.
Canuto Ildefonso Emerenciano.
ALGUMAS PALAVRAS AO SR.O BAHNO.
Firme no nosso proposito da n.tu responder a cen-
suras que vera mascaradas com o anooyme, a arma
mais poderosa e mais prompla com que se apara-
meutam os cobardes da poca, nao podemos deiiar
de escrever alguraai palavras em respotta as que dos
dirigi um Sr. Haitiano pelo Diarlo de honlem.
Bem podramos acerca desee escriplo sem ordem,
seni estylo, sem aderaje grammaticaes, appHcar
um dito de l.aplace, com que, depois de ter astisli-
do a represeolacao de urna comedia de Hacine, per-
gunlara : Qu'esl ce que cela proure t
E em erdadr, o que provou o Sr. argumentador,
eterno propugnador dos poetas da -ua Ierra ? lt.i
biscou algunas expressoes atrevidas, que deuam a
detcoberlo o negrume de sua alma, que talve seja
bastante pequenina.
Vio he em refutarlo a este misliforio de palavras
mal engeu.Iradas que escrevemos ; nfio he para dar
um solemne desmentido is accusaciieS desse censor
lillipuliano perdido us lenr!;ras da nihidade ; nem
l.i i ponen para nos juslicarmos per.nle o publico, a
rujas vistas subroetlcmus os no-sos escriptos, sempre
responsabilisidos com a nossa a9Signa(urs.
Escrevemos para os qoe nao leram a nossa critica,
e que, pela leilura do Diario, poderiam dar crdito
a esse escriptor bisonho, que enveoenon completa-
mente as nossas palavras, ou porque as Bao enten-
desse, ou para seguir as pegadas dos etpiritos mes-
quinhes. t
l'nnc j|n.i por emprestar-nos o espirito de bairris-
nio, sentimento ale certo ponto oneroso, cojo abuso
degenera un abjec;Au, e que na sabemos em que
parle du nosso escriptn foi enierga-lo.
J isto he classicanieule banal, nem admira ; se
pertencessemos a' esta provincia, bradariam com
man forca anda : he o bairritmo se fossemos
do Maranhan.anda era o mesmo thema ; mas lo-
mos lilho de Sergipe, do que nos resta nao pequeo
orgulho, e ainda se prevalecem desse ftil argumen-
to !.....Em que consiste o decantado bair-
n-nio ? que dos poetas Sergipauos que em uossa
critica elogiamos.
Nada diste o argumentada*, que adiaotasse ideas.
Dii mais que insultamos a BtlliS, que a lachamos
de ignorante, etc., ele.
He aqu senao urna mentira estpidamente gros-
seire, ao menos um erro vergonhosamenle imper-
dnavel. Como provar o que o argonienlador con-
lrabalaoc,ou-e a afiirmar ? (lu quiz zumbar da-
quelles que tambem leram a .....-i critica, ou de
proposito, por nAo arriscar um nome, quiz expor-sc
aos desapoirtameutos que sao conseguidos pelo des-
mascarar da mentira !
He pois urna quebra de verdade asseverar que in-
sultamos a Mahia, salvo sa a superslirao de alguns
subir ao ponto de como tal tjoalilicarem a ne^acAo
dos foros de poeta ao Sr. Muniz, e a oolros, optniu
que convictamente alimentamos, e para que uo te-
mos preteoc,et de proeelvutmo.
O que provou o arguenie com os elogios (bem im-
merecidos) qoe as nossas Paginas tollat receberam
na Baha ? Qu'est ce que cela proure t
O critico nao deve sobmeltrr a verdade a essas e
outras conveoiencias ; crilico que he incapaz de
enrobrir-se com o anoiiymo, escreve o qoe senle.
Nao nos callearemos tm esgrimir com esse athleta
da tupersiirao, diicipolo do telhos preconceitos, por
que limos trabalhos mais serios em que consumir o
nosso lempo, e nao passamos a vida a /lanar, como o
autor dessa correspondencia ; e concluiremos por af-
iirmar, em abono da verdade, a esse quelque soit
que nunca debutamos nos palanquts da Baha, glo-
ria essa que de bom grado deixamo-la os lilhos des-
sa proviocia.
Yernos dilo.
/'. de Calaians.
SONETO
dedicado ao lllm. Sr. Manoel Jos da
Motta, por occasifio da pierna tura
morte da Exma. Sra. D. Joaquina Ma-
na da Silva Motta, sua muito pre/.ada
consorte.
Voasle, alma innocente, alma querida ;
Fjala ver oulro sol do luz mais pura .'
Felaes bens desta vida, que nao dura,
Trocaste pelos bens da eterna vida.
fra Dos votada, u>a Dos nascida ;
Ja de vitas Manae *r*easecura
Na celeste mansao ; mas a ternura
Com punhal da saudade esta ferida !
Sun. t foste no mundo idolatrada,
Un* coraces amavel peregrina.
as cem tubas da fama decantada.
No mondo fole veneranda herona,
Agora foste ao eco por lieos chamada ;
E por anjos sem conta cvroada.
HKCKBEDORIA DE KENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PRHNAMBUCO.
Remlimento ,1o dia 1 9 .... 5:6:14:811
dem do dia 10........ RKffMM
6:438*i~!>
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimecto do dia I a II
dem do dia 1U
17:12itH).,
2:7568045
1U:880jU0
PAITA
dos preros trrenles o Olfatear, algoljio, e mais
genero do paiz, que se desparham mi mesa do
consulado de Pernambuco, ua semana de '.)
a 14 de junho 1856.
Assucar cmcaixas branco 1.
1 qualidade
'2.a n
mase.........
bar. esac. branca.......
i) masravado.....
refinado..........
Algodao em pluma de I.' qualidade
:i.-
o em carojo. .
Espirito de agurdente
Aguardeute cachaca .
de canil.i .
ranada
reslilada
rio reino ,
Geoebra
Licor .
.......... ranada
........... botija
.......... caada
......... garrafa
duas arrobas um alqueire
,a)
una
um
'i!
tmtmtttU>.
rSACA DO RECIFE 10 E JUNHO AS 3
HURAS DATARUE.
Culacf.ps olllciaes.
Cambio obre Londres27 rom 60 d|v. a prazo.
Dilo sobre Baln.i1 |S de descont vista.
f'rederico Robliard, presidente.
P. Boroes, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Loudres, 27 d. por 15
Paria, lilil rs. por f.
Lisboa, 100 por 100.
a Rio de Janeiro, I \\t a I por 0|o a 15 e :I0 dias.
Accoes do Banco, 35 0|U de premio.
Aceites da companhia de Beberibe. 545000
Accoes da companhia Pernambocaua ao par.
Utilidad) Publica, 30 por canto da premio.
a Indemnisadnra.sem vendas.
hiscontn de leltras, de 10 a 12 por 0|.Q
METAES.
Arroz pilado
em casca...........
Azeite de mamona........caada
mendobim........ a
I o de pei\e......... n
Cacan .......
A\es araras
papagaios
Bolachas .....
Biscoitos.............. a
Caf bom.............. a
o resslolho...........
o om casca........... o
n muido............. a
Carne secca............
Cocos com casca..........rento
Charutos bous........... a
ordinarios........ a
regala e primor ....
Cera de carnauba......... -.y
em velas........... a
Cobre novo mao d'ohra......
Couros de boi salgados...... a
verdes.............
i) espitados.........
de our,a.......... a
> a cabra corlidos.....
Caachimbo.......,.. .
Esleirs de preperi.......
Doce de calda.........
i> goiaba.......,
secco ..........
jalea ..... ......
Estopa nacional........
a cslrangeira, mao d'ohra
Espanadores grandes.....
o pequeos.....
Fariuha de mainlioca.....
o milho.......
i> aramia.....
Feijo.............
Fumo] boa .........
ordinario.....
o em folha bom........ a
te ordiuario.......
reslolho........ a
Iperacnauha............
tiomma..............alq.
(engibre............. ai
l.enha de achas grandes......cento
> ii pe) nenas.....
A < luros.......
anchas de amarello de 2 costados una
a louro......... i>
Costado du amarello de 33 a 111 p. de
e. c 2 'i a :i de 1..... a
a de dilo usuaes ......
Costadinho de dito........ d
Soalho de dito...........
Forro de dilo........... u
Cosladn de louro......... u
Costadiuho de dilo........ u
Soalho de dilo........... a
Forro de dilo...........
i) cedro.......... u
loros de latajuha.........quintal
Varas de parreira.........duzia
x i> agnilhadas........ v
ii quiris..........
Em obras rodas do sicupira para c. par
n i) eiios ii a
Melaco.
Milho .
milheiro
urna
va)

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23000
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293OO
63000
5.3000
IO9OOO
69OOO
IO3OOO
63OO
59OOO
381300
33000
^500
23 8900
1181
243000
403000
Ouro.Om;as hespanhulas. A
Moedat de 69400 velhas
a a 69IOO novas
i b 49000. .
I'rala.Palacnes brasileiros. .
Pesos columoarios. .
a meiicanos. .
Soaza Neves e 1 criado, Manoel Pinheiro da Men-
iiunc.i e I criado, Anlunin Joaquim Brito de Oli-
veira. Kamiialdo de Souza Marques e 1 criado,
Francisca Mara, Jos Joaquim Ferreira.
AracalxDate lirasileiro uCapiharibeB, roestreTra-
jano Autunes da Costa, earua tazendas mais g-
neros. Passageiros, Jlo Francisco dos Santos
Mi'inlonea, Jos da Silva Porto, Manoel Anliinio
Alves Ribero, Jos Joaquim 3eve. Manoel Ribei-
ro dos Res.
mita*.
Perante a cmara municipal desta cidade esla-
rio em praea nos dias 11, 13 a 17 do eorrenle, os 16
lalhos ullimaniFiile felos no quarleiao do lado
do sul da ribeira de S. lose, sendo a arremata-
Sao pelo lempo que decorrer de sua dala ao ultimo
de selembro de 1850, leudo por liase a quaulia de
1:5003 por trieumo, ou SC09 annual, oflerccida por
Frauceliuo Amaneo de Albuquerque c Mello, fican-
do quem os arrematar sujeilu ao pagamento da def-
pe/.a que com elle* e seus perlencei se fez, ua im-
portancia de 1:1799384. t) conlraloda arremalanio
se fara por leltras a vencer, devemlo por isso os Mel-
lantes apresentar fiadores idneos, habilitados ua for-
ma da le, sem o que nao podero licitar, ou a di-
nheiro, pago a liocca do cofre.
Paco da cmara municipal do Itecilc em sessao de
4 dejuuhodc 1856. Barao de Capiharibe, presi-
dente.Manuel Ferreira Acciol, secrelario.
t) lllm. Sr. contador da thesouraria provincial,
serviudo de inspector da incsina Ihesourana, em
virtude da resoluto da jimia da tazend.i, manda fa-
zer publico, que 110 da 26 do eorrenle, vai nova-
menle a praca para ser atremaiada, a quem por me-
nos fuer, a obra do empedrameulo do aterro dos A-
foga los, avahada era 25:'003 rs.
E para enlistar se 1n.1n.1uu alli\ar o prsenlee pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaua da thesouraria provincial de Pcrnambti-
co, de junho de-1856.
Osecrelario,
A. F. da Aunuuciaeao.
O lllm. Sr. 1 untador da thesouraria provin-
cial, secundo de inspector da ruesiua thesouraria,
em mi lude da rewloajta da junta da fazeuda, man-
da fazer publico, que no da 26 do rorrele, vai 110-
4menle a praca para ser arrematado, a quem por
menos fizer, a obra do empedrameulo das ralas do
Giqui (estrada da Victoria avahada em 1:1153100
ris.
E para constar se inaudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco, i de junho de 1836.
O secretario,
A. F. da Annuociaro.
O lllm. Sr. contador da thesouraria provin-
cial, secundo de inspector da mesma lliesouraiia,
em virtude da reulucao da junta da la/cnda, manda
fazer publico, que 110 dia 26 do eorrenle, vai uova-
uieule a praca para ser arrematado, a quem por me-
uos fizer, as obras dos reparos de que precisan) a
cadea e casa da cmara da cidade de Ohnda, ava-
hadas em 2:640-3 rs.
E para constar se mandn atusar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco I de junho de 185H.
O secretario,
A. F. da Anuniiciacao.
O lllm. Sr. contador da thesouraria provincial,
serviudo de inspector da mesma thesouraria, manda
fazer publico, que nos dias 17, 18 a 10 do correte
se ha de arrematar a quem por menos fizar, as iin-
pressoes dos trabalhos das diversas repartieres publi-
cas pruvinriaei, avahadas em 3:5003.
A arremalacao sera feila por lempo de om anno,
acontar do priineiro de julho pruzimo vindouro, ao
lim de junho de 1857.
As pesioas que se propozercm a esta arrematadlo
comparecain na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicados, pelo me i a da, competente-
mente habilitadas.
FJ para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo 11lliario.11
Secretaria da Iheaooraria provincial de Pernamliu-
co S de junho de 18,56. 1) secrelario, A. F. d'An-
nanciarao.
lllm. Sr. ciiutador da thesouraria provin-
cial, servindu de inspector da mesma lliesouraiia,
em cumprimeiilu da resoluco djunta da fazeiida,
manda fazer publico, que nos dias 17, 18 e 10 do
eorrenle se hade arrematar a quem por menos lizer
o fornecimenlo dos medicamentos e utensis para a
enlorni.iria da caa de delencao desta cidade, por
lempo de um anno, a coular do primeiro de julho
prximo vindouro, ao lim de junho de 1857.
As pessoas que se proponte*! a asta arremataco
comparecen) na sala das gestoes da mesma jonta nos
dias cima declarados pelo meio da.competentemen-
te habilitada-, que ah Ihe sern prsenles o formu-
lario c cuodiccao da arremataco.
E para constar se mandn allixar o prsenle e pu-
blicar pelo 11 Diario.
Secretaria da Ihesoraria prewncial de Pernambo-
"'^ "' do jiiulio de 1836.O secretario, A V. da An-
WG1 iT iii- la'M.i.
&crtaraft)c*.
ALPANDEUA.
Rendiraento do dia I a 9 .
dem do dia 10......
289 289.500
. 163OOO
. 163000
. 99000
. 29000
. 28000
. 13860
158:202SO>0
16:7208682
171:9228711
Desear rega hoje II de junho.
Barca iuglezaFloatmg Cloudo resto.
Barca inglezaRedoramercaduras.
Barca ingleza Kanocala percas de ferro e ma-
daira.
Barca amerieanatmblemfariuha de trigo.
Hrigue dinamarquezAnua Ceciliamercadorias.
Polaca hespanholeArdilla pipas e barris de vi-
udo.
Hrigoe porlugue Trocadordiversos gneros.
Brigue portugueaTartijofarinha e pipas vasias.
Escuna portuRoez-iCeresazeite de palma.
i,aropeiraUcracaofumo e charutos.
CONSULADO GERAL.
Remlimento do da 1 a 0
dem do dia 10
10:0429410
2:0619056
13.-0039*74
l-'IVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 0.....
Idam do da 10.......
7169033
2259310
94I3I4.I
Pedra de amolar
a o filtrar ,
a a rebolos .
Ponas de boi .
Piassava.....
Sola 011 vaqueta .
Sebo em rama .
Pelles de carneiro
Salsa parrilba .
Tapioca.....
Lobas de boi .
Sabio ......
Vinagre pipa .
caada
alqueire
una
rento
molho
meio
ai
una
a

, ceulo
. '&
309000
123000
83OOO
63OOO
3.3500
89000
69OOO
3-320"
29OOO
39000
13280
I36OO
I999O
1-3280
41-3000
203000
3280
29OOO
8640
69OOO
8800
4.3OOO
9320
:1300o
6ft000
8240
I63IHH)
39300
3210
3120
30-3000
Corro o jera!.
lot)imcui> 00 |)orto.
DESPACHOS DE EXPORTAC-VO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
10 DE JUNU0;dE 18-56.
Lisboa Barca portusue/.a nCarlola & Amelia,
Francisco Severiano Rabello \ l'ilho, 1,100 sacos
as-ucar branco e mascavado.
PortoBarca portugurzi Santa Claran, Barroca J
Caslro, 50 barricas assucar branco, 16 barris mel,
200 saceos assucar maseavadfl.
Bueuos-AyresBarca bra-ilcira nAmizadeu, Vio va
Amonm r5 F1II10, 250 barricas assucar branco e
masca va 1o.
LisboaBarca porlugueza aGradlo, diversos car-
regadores. 700 saceos assucar masravado.
LisboaBrigue porluguez Viajante, Manoel Fran-
cisco da Silva Aievedo, 35 saceos assucar branco.
xoortacao .
Maranhan e Par, palhahote hrasileiro nl.indo Pa-
quete, de 205 tonelada, conduzio o seguinte :__10
voluntas lerragens, 12 ditos fazemlas, 3! ditos sardi-
nhas, 5 ditos medicamentos, 23 ditos vinho, .50 ditos
reijo, I dilo vidros, 2 ditos chapeos, 16 dilo velas
de carnaoba. 6 dilos doce, 1,376 ditos com 5,530 ar-
robas e 27 libras de assucar, 1 dilo arda, 100 dilos
espirito, 109 dilos caf, 11 dilos sebo, 1 ditos rap, 1
aauilhao, 1 rodete, 1 parafuso, 1 caldeira de ferro e
73 cantis.
Cear, Assu' e Acaracu', patacho Emulacao,
condono oseguinte : 26 voluntes genero estran-
geirot, 100 ditos charutoa. 0 dilos espiritos, 87 ditos
assucar, 1 dilo fio, I dito doce, .5 ditos rap. 1 dito
bolacha, 6 ditos arroz, I dito chapeos, 00 saceos a-
riuha de mandioca, 20 pedras de amolar, 16 arrobas
estopa, b ditas sabo, 1 alambique, I serpentina, 1
torneira e 2 chaves de cobre.
Araealy, hiale brasilciro .Capiharibe, de 37 to-
neladas, condono o seguiol. :_i2o volumengeueros
eslranaeiro e naciooaas, 2 serpentinas ,le cobre, 21
rrTfc-Jiaatiucar,10ca.xa..bao. 3. sacras arrw, 1
pacota rliapelinno, 200 raius rharulns, \ arrafes
alnral, 1 lata Oleo.
Sido* cnlradoi no dia 10.
Para e porlos intermedios10 dias e 6 horas, do ul-
timo porto 12 horas, paquete a vapor rarana,
commaiidjnle F. F. Borges. Passageiros, conego
Francisco de Mello Azedo e 8eacravot, Manuel
da Cosa lamn Lima e 2 africanos livres. Dr.
Joo Leile Ferreira Jnior, Dr. Augusto de Al-
meida e Albuquerque e 1 escravo, Jos Fraaelteo
de Salles Baviera, Antonio Cimillo. Dr. padre
Leonardo Aultiuc- .Metra Delinques e 1 escravo,
Dr. Antonio do Souza Carvalho e 1 criado, Joo
Baplisla de Albuquerque.- capitao Ctaudino Ange-
lo Caslello Branco e sua familia, Joaquim Fihppe
da Costa, Manoel da Almeida Bislos, sua seohara
e 2 lilhos, Jos Jacinlho dos Hes, Francisco An-
tonio Rodrigues da Fonseca, son seohora e 1 osera-
vos, Anlonio Vicente de Magalhaes lilho, Lola
Antonio Monteiro da Franca, Candido Jos Pena-
ra, Sinieao Daniel, Manuel Jos Salgado Couto,
Luiz Antonio Salgado, Florinda .1. Pacheco, Ma-
ra A. Pacheco, Antonio Monteiro de Mello, Ma-
nuel Joaquim do isasciinenlo, Francisco Romao,
Goncalo Firmino, Manuel de I.Muura Rolim, 3
criados do Exni. conselheiro Reg Barros, Vicente
Isnacio Pereira c I criado, Joaquim Ianacio Pe-
reira Jnior, Joaquim Mequilino de Souza, Joa-
quim Soarea Raposo da Cmara, I, nireiira Fer-
nandes Caf, Severino Aunes Ramos, Alexandre
F'erreira Piulo. Seguoin para o sul, J. A. Borses,
Dr. Egas Muniz Brrelo Carneiro de Campos,
I- iriiiino Cesara Francisco dos Passos, Dr. Paulu
Itishelh, Francisco Anlonio de Oliveira, Dr. t)c-
laviano Cabral Raposo da Cmara, Tlieolonio Ce-
Iho Cerqueira, Baltasar da Rocha llezerra, Anto-
nio Ferreira de Magalhaes Muuol de Miranda
\ raima. Exm. couselheiro Schasliao do Reg
Barros ti 1 criado, Domingos de .Mello Varejo,
Joaquim de Oliveira Borges, varios recrulas para
o exercit e mariuha, varios escravosdos passagei-
ros a entregar.
Assu'10 dias, hiale brasileiro aAngelica, de 82
toneladas, mestre Jos Joaquim Alves da Silva,
equipagom 5, carga sal e mais gneros ; a Anlo-
nio Joaquim Seve. Passageiros, Jos Vicente
l.eo, Jos Anlonio da Cosa e Silva.
Rio Grande do .Norte13 dias, brigue hra-ileiro
ero, de 103 toneladas, capilao Leopoldo liento
Vianna, equipagem 12, carga sal c toros de man-
gue ; a Thomaz de Aqniuo Fonseca (\. Filho.
Genova eMatiega68 das, do ultimo porto 31, bri-
gue tardo Daino, de 180 louelad-.s, capilo Ma-
nuel Buzano. eqoipagein 12, carga vinho e mais
gneros ; a Basto i\ Lemas. Passageiros, Paulo
Nicolao Bavaslrello. Josc Andr Chiodi.
Barrellnna30 dia, brigue hespanhol 11 Osear y Ri-
cardo, de 170 toneladas capitn Cvpriano Arana,
equipagem 0, em lastro ; a N. O. Ilieber i\ Com-
panhia.
Baha s das, hrigue escuna de guerra inglez
Sp\, commandante l.ockrafl.
Xavio* gahidn$ no mesmo dia.
Para pelo MaranhaoHiale hrasileiro (Lindo Pa-
quete, mestre Jos Piulo Nunes, carga assucar e
mais geueros.
Cear, Acaracu- e Assu'Patacho hrasileiro Emu-
laru, mestre Antonio Gomes Pereira, carga fari-
nha de trigo e fazendas. Passageiros, Victorino
Jos Monteiro, Jm Nunes de Mello, Manoel laad
la Oliveira Figueiredn, Francisco Tibun-io de
WUTIL
A mala qoe lera do enndu/.ir o vapor Paran
para os porlos du sul, sera lechada boje (11) as 1)2
horas da tarde.
lielarao da Carlas seguras viudas do norte pelo va-
por Paran, para os senhores abaiio declarados :
Hnralo de Almeida Souto.
Josc Anlonio Bastos.
Relacao das cartas seguras existeoles na adminis-
lrac,ao do correio desta cidade para os seuhores
abaixu declarados.
Antonio Goncalves Ferreira.
Ileiilu Jos Bernardes.
Caetann de Castro.
l**rancsco Comes de Araujo Pereira (2)
Jola Antonio;.11 Piedade.
Joao Jos de Gouveia.
Josrpba Joaquina de Vasconcellos.
Jos de SA Cavalcanli l.ins.
Maria de Assompeilo.
Manoel Joaqoim de Madurcira.
Manoel Jos Ribero Cavalcanli Lima.
Manoel Thomaz dos Santos.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de l'azenda
manda convidar pelo prsenle aos proprietarins dos
predios silos na ra da Praia de Sania Rila, do lado
do mar, e que precisen) de franco embarque e desem-
barque, e quizerem preferir no aforamenlo das por-
c.ne relativas a suas testadas do terreno de mariuha
alagado, comprehendido entre a exlreinidade do caes
do Ramos a doka projeclada na extendi N. S. se*
a direceo E. O. referida praia, afnn de que apre-
senlem eus requeriinenlos,lican1o-lhes por isso mar
cado o prazo de 30 dias, lindo os quaes o terreno
ser aforado a quem ja o pedio, jolaando-se por isso
piescripia o direilo de preferencia de quem o podes-
se ter. Secretaria da thesouraria de fazenda de l'er-
uambuco 10 de junho de l.s >;i.O oOicial maior,
Emilio Xavier Sohrein, de Mello.
DIRECTORA DAS OBRAS PUBLICAS DA
PROVINCIA.
Em ciimprimenlo da ordem do Exra. Sr. presi-
dente da provincia, manda o lllm. Sr. director inte-
rino das obras publicas publicar, para conhecimenlo
de quem pos cripto, lormiilado pelo mesmo F.\m. Sr., para o con-
curso aos lugares de ajiidanle de ciigenheirus desta
repartirn, que deve ter lugar as 10 horas do dia 21
do prximo futuro mez de julho.
Os concarrenles deverao com anlocipacao de oilo
dias requerer a inscriprao de seos uumes no registro
desla secrelaria, afim de ser organisada a lisia res-
pectiva.
Secretaria da directora das ulnas publicas, II de
le jo nho de 1856.O secretarlo, Joaquim Francisco
de Mello Santos.
O presidente da provincia confnrmanilo-se com a
propusla do director das obras publicas, resolve que,
d'ora cm diante, os lugares de ajudanles de enge-
uheiros daquella reptulicao sejam prcenchidos pur
meio de concurso, salvo se o prelendcnli liver litu-
lo acadmico de curso regular de mathematicas ap-
plicadas.
Para esse concurso se adoptar o seguinle pro-
gramma.
Os exames dos concurrenlcs aos lugaies de aju-
danles de Vgeuheiros, serio aniiunciados pelo Dia-
rio de Pernamhuco quarema dias antes, e consta-
ran de doas parles:
A primeira versar sobre a prallea de desenlio li-
near e Ibopographico, e bem assim a applicacfla dos
instrumcnlus mala coininuns, laes como busaola, ni-
vel, mira, Irma, planrhcla, baromulhro, lermnme-
thro, etercicios da lavaalamentos de plantas, nive-
lamento c organis icao de orcanienlm.
A segunda ver-ar sobre toda a arilhmelica. alce-
bra elementar, geometra atn os sol.tos, lngiioiuetria
recliliuea, eleinenlos i,- archiletura e descripi-ao dos
inslriimenlos mendoaados na primeira parle.
Serio examina-lores, o director das obras pallucas,
que presidir os exames, e dous eageoheiros nomea-
dos pelo praaidanla da provincia.
Otpuis de concluidos os otamos, o director das
obras publicas tara urna exposicao ao presidente da
provincia da habiliUefle de rada um dos candidatos,
emillindo sua opiniao sobre o< que llie parecerem
mais apios a exercer laes lugares.
Palacio do governo de Pernaubiico 7 de jouho de
1856.Sergio Tci.reira de Mactdo.
Conformo.Anlonio Leile de Pind.
A directora da eaixa lilla! faz publico, que o
preco dos desceios na presente semana regular
8 por nenio. O expediente de-te esl.ibelerunenlo
para as parles Boa marrado das II horas da maiihaa
as2 horas da larde. Secretaria da caixa lilial do
27 Cata terrea, ra da Madre de Dos.
31 dem, idem.
33 dem, idem.
18 dem, ra do Amor m.
49 Idem, idem.
54 Idem, idem.
55 Idem, idem.
57 Idem, ra do Azeilc de Peixe.
59 Casa de sobrado, idem.
63 Idem, idem.
65 Idem, ra da Cacimba.
66 Casa terrea, idem.
6S Idem, ra do Burgos.
69 dem, idem.
81 Idem, roa da Sen/ala Velha.
83 Idem, ra da liuia.
91 Idem, ma de Fura de Portas.
97 Idem, ideiu.
98 dem, dem.
99 dem, idem.
2 Sitio grande, Rusariuho.
5 dem. 1 orno da Cal, amOliada,
Os licitantes com seus ndorea bajara de compa-
recer na sala du mearno CODielho, a, II huras do
mencionado dia, e de acenrdo liquem os aetuars iu-
quiliuus dos dilos predios, que, a uae/ appresenta-
rem-se a arrematar suas rendas, quando assim Mies
convenha. licaropa gando do I.' de jolho em dian-
te, aquellas que o couselho hoiiver de arbitrar a bein
dos inlere-ses dos orphaos.
thesouraria do conselho adminslralivo do patri-
monio dos orphaos, 7 de juuho de I86
O thesuureiro,
Joaqun) Francisco Duarte.
Devendo cm curnpriuu'iilo da or-
dem do ti ibunal do thesouro nacional, de
2 de Janeiro do correte anuo, ialiir da
circuloslo as notas de oti, de secunda es-
tampa, papel encarnado, <(ue nella exis-
ii'iii. sendo substituidas por notas dos
mesmos 011 de menores valores, da eaixa
lilial do Uanco do Brasil, estahelecida
tiesta provincia o lllm. Sr. inspector da
tliesonraria de la/.enda desta provincia,
manda convidar os possuidores das ditas
notas de U.sOO, para as apretentarem
na mesma thesouraria, aim de serem
trocadas dentro do prazo de oilo 1ne7.es, a
contardo 1 de jullio prximo vindouro a"
"28 li'vereiro do seguate anno de 18.")7 ;
declarando ao mesmo tempo que, lin-
do esse prazo, sollrerao o disconto
de 10 por cento do seu valor em cada
me/, de demora na apresentacao, na for-
ma da lei de G de outubro de 1S.">.">, ate
licarem sem valor algum. Secretaria da
thesouraria de fazenda de Pernambuco,
> de jinilio de i830. o ollicial-maior,
Emilio Xavier Solireira de Meilo.
Pela recebedoria de rendas geraes se faz. pu-
blico que he nesle mez que os devedores dos impos-
tes ahaixo declarados lem de pagar o segundo semes-
tre do eorrenle anuo liuanceiro de 1855-1856, lindo
o qual pagarao o dito semestre com a multa de 3
por cenlo em favor dos reccbedores,a saber : dcima
addicioual de mao mora, imposto sobre lujas, casas
de desenlo- etc., dito sobre casas de movis, rou-
pas etc. fabricadas em paiz cstranseiro. Iterebe lo-
ria de Pernambuco 6 de junho de 1856.O admi-
nistrador, Manoel Carneiro de Souza l.accrda.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazenda
manda fazei publico,que nos dias'8,15 e 22 de junho
proiimo futuro eslara em praca pernule a mesma
ihesouraria para ser arrematado venda a quem
maior preco ulferecer, um sitio no lugar da I hura,
que perlenceu ao barharel Pedro Gaudiauo Ralis e
Silva, e qoe fui adjudicado a fazenda 00 valor de
60JOOO: os preleuileules deverao comparecer na
casa da mesma thesouraria, nos referidos dias ao
meio dia. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pcriiambuco 28 de maio de 1856.O ullicial maior,
Emilio Xavier Suhreira de Mello.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos prupretarios dos predios urbanos das fre-
guesas desta cidade e da dos Afogados, que os 311
dias uleis para o pagamento a bocea do cofre do 2."
semestre da decima do anno linanceiro de 1855 a
1856, se principian! a contar do dia primeiro de ju-
nho : lodos os que doiiarem de pagar, dorante este
prazo, incorierao na molla de 3 ", sobre seos de-
feitos.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que nos dias 3, 10 e 17 de
junho proiimo futuro irao a praca peraut* a mesma
iiie-ouran.i, para serem,arrematadas a nuera maior
preco oll'erecer, a reeda annual das Casas ahaixo
mencionadas, pericltenles aos proprios naciouaes.
Os 1 rolen lentes deven comparecer na casa da mes-
ma reparlicao nos referidos dias ao meio dia com
seus fiadores. Secretaria daflhesooraria de fazenda
de l'eriiauliuco 2S de 111.110 de I v.it. JO ollicial
maior, Enulio Xavier Sonreir de Mello.
I na casa terrea 11. 19 ua ra de Santa l'hereza.
I 1111 dita dita 11. 21 idem idem.
L ni sobrado de dous andares com o n. 11 na ra Di-
reita.
Wt)lJ >it>et&0$.
Na rita dos Quatieis n. 3V, com-
pram-se e \eiidem-se eseravos di ambos
os sexos, e l.imbem se recebem para ven-
der por COnunissao, tanto para a provin-
cia, como para lora della, liavendo para
isso loda aseguranca precisa, emquanto
se Ibes nao dero competente destino!
Massa adaman-
tina.
f.JTi.im i-i n Pinto Ozorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamanlina e applica venlosas pela
alracrao do ar : pode Sor procurado confronte ao
Kosarm de Sanio Anlonio 11. 2.
LOTEItIA DA IGKEJA DE NOSSA SE-
NHORA DE GUAOELPE.
Aos.">:OO.sOOO 2:000.s000 re.

LOTERA ja provincia.
0 lllm. Sr. thesQttreiro manda fazer
itiblico, que tem designado o dia I i do
orcente para o impreterivel andamento
(las rodas da segunda parte da quarta
lotera de Nossa Senliora do Guada-
lipeda cidade deOlinda. Thesouraria
. as loteras 7 de jttnlio de 18.30.O es-
i rivao, Antonio Jost: Luarte.
ILiOteria de Wossa Seohora
(io Guadalupe.
Francisco I.andelino da Silva avisa ao respcitavel
publico, que seus hilheles, meios e quarlos da men-
ci inada lotera, rubricados com seu nomo nao eslao
su jeitos ao descont de H por cento do imposto geral,
osjquacs estao eipostos a venda as tojas da ra do
IJaeiinadn 11. II, c na ra estrella do Kosario, tra-
\cssa par. o Qneiraado, lo|a de iniudezas n. 18 C, do
Srl Joaquim Franciscu dos Sanios Maia, em cuja lu-
ja le 1^1 lodo e qualquer premio que sabir em seus
billietes. Na mesma loja vendeu-se o quarto u.2702
dalquarla parle da quarta lotera do dyiniusio, em
O abaixo assignado tem exposto a ven-riiio numero saino iitiuusuuii.
hct,s, meios e,,uar.ost com sua $T W$$ *'T "" 'T"* %$$
pelos precos aliaiso declarados, yu ros lajot)
CORREiO l.lil\l
A administracao engaja bometis cami-
nlieirosa l.sOOOrs. diarios.
nvtev* *watiiti>nt.
AO KIO DE JANEIKO.
A escuna hrasileiro aJoaa agnir brevemente,
por ter rande parte de seo carregamenlo tratado :
para o resto e miudezas, cuino eseravos a frete, tra-
tase com o consignatario Antonio de Almeida Go-
mes, na ra do Trapiche n. i<, segundo andar.
Para o Porto segu com Inda a brevidadea
bem condecida galera porlugueza oBracharenseii :
para carga e passageiros, para o que tem os mais
acetados commodos, trala-se com os consignatarios
1. de Aquino Fouseca & Filho, ou com o capiulo
ua praca.
Para Lisboa segu com brevidade, por ler a
maior parle da carga prompla, a barca portugoezn
Carlota e Amelia, capilao Manoel da Costa e Sil-
va : para o resto do carregamenlo, trata-se com os
seus rousiguatarius Francisco Severiano Kahello &
Filho,
'ara o Porto,
a nova e vtleira barca Sania Clara, seime com
brevidade : para o resto da carga e passageiros, para
o que lem excellentas commodos, Irata-se com ISar-
roca & Castro, ra da Cadeia do Kecife u. I, ou com
o capilao na praca.
PARA O ARACATY
o hiale Crrelo do Norte segu com brevidade;
recebe carga c passageiros : a tralar com Caelauo
Cvriaco da C. M.,ao lado doCorpo Sanio n. 25.
Para a Haba,
a veleirae bem conhecida garopeira fLivrafloa pre-
tende sabir com inuila brevidade, pur Icr parle de
seu carregamenlo promplu ; para o reslo os prelen-
dentes eiitendam-se com o seu consignatario Aulo-
1110 l.uiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. I.
A escuna porlugueza uCeres pretende sabir al
o da 2"i do eorrenle mez para I.n m 1,1, quem quizer
ca regar 011 ir de pa.segem cnteuda-se com os con-
signalariui Rostrou Hooker A C, ua ra do Trapi-
che n. is n com o eapiUo.
Para o Passo de Camaragibe recebe carga o
hiale "Santa l.iizia o qual preleiide sabir sexta-fei-
la desla semana.
(la seus 111
rubrica )
os quaes 11&0estaosujeitos ao descont dos
pito por cento da le as surtes grandes,
islo lie, o possuidor recebe, nao so sen
premio, conforme a iei, mas (ambem os
ditos oito por cenlo do mesmo abanto as-
signado, que prel'a/. a sorte por inteiro,
cujos billieles, meios equartos se acbam
' venda as fojas da Pcaca da Indepen-
dencia ns. 15, 15 e el), travessa do Quei-
mado u. !) A, ra estreita do Kosario 11.
~>0, ra da Praia n. 50, ra do Livra-
menlo n. .")i, largo do Terco n. 18, ater-
ro da Boa-Vista ns. s e Vi, cuja lotera
tem o andamento de suas rodas em odia
subbado, 1 do eorrenle, em o sali do
convento de N- S. do Carmo desta cidade
Bilhetes. 5S800 i-ecebe 5:000$000
Meios......".sooo 2:500 Quartos. I $500 I:250sj000
Antonio Josc Kodriirues de Souza Jnior.
As propostas para ibrnecimento de
liten liiiti devem ser levadas a' casa da
viuva Baymundo, ra do Trapiche 11. .">V,
armazem : dirigidas ao Sr. C. J. M. a-
companbadasdas amostras edo preco por
quintal, que quantidade pode fornecer
por vez, devendo ser entregue, livre de
despezas, no lugar cima indicado.
Augusto Slahl faz sciente ao respci-
tavel publico desta cidade, que o seu es-
tabelecimeniopliotographieo acba-se
agora mudado de todo para a rita Nova
n. 21, primeiro andar.
Precisa-seencarregar a urna fami-
lia capaz a lavagem e engomtnado de rou-
pa de um bomem solteiro e cinco meni-
nos, varrela e ensaboado mas com
muila perfeic/10 e aceio. Uirigir-sea' ra
do Kosario larga, por cima da loja de lou-
ea, lerceiro andar.
Em Janeiro do eorrenle auno naofragiu na
praia da Taquera urna galera com carregamenlo de
azeile e barbas de baleia, de que he consignatario o
Sr. Ilcnnqiie Forsler 6 C; foi desla cidade o Sr.
I'erreisa ajudaute do guarda mor, e mais suardas
da alfandega, correua despeza com estes emprea-
dos por conla de Ayres Francisco de Sauza,morador
na.paella praia da Taquera, e mandando elle reccher
a quautia de IUS> por quaulo andn a despeza nAo
foi ella paga ; e nem o lijinein sabe de quem a ha
de haver, pois indo se procurar do Sr. Forsler, diz
este que ja lechon as cuntas e que nem contralou
laes despezas. Devera'11 Sr. A\ ros perder essa ri-
dicula quan 1.1'.' E quem a pagara'?
O abaixo assignado di.s.ilvou ainig,vclmente a
sociedade que linba cun Manuel Joaquim na taber-
na da encruzilhada de Belem, licando Manoel Joa-
quim cun a taberna, asaim como todo o activo c pas-
sivo do mesmo negocio, e por isso desonerado de lu-
do ditoannuncianle. Itelem 9 de jonho da Isa;.
Joaquim Machado da Silva.
Foi transferida dnas vezes a arremataco da
casa da ra llireila 11. KM) para o dia I i do eorrenle
as i horas da tarde na porta do lllm. Sr. Ilr. juiz de
orph.Y. avahada cm 2:(K)0-?IKK).
Koga-se ao Sr. que ua madrugada do dia 1(1 do
crlente pz cm completo alarma es moradores da
ra do Crespo com eslroudosas e repelidas paladas
em urna porta, que para oulra vez soja mais pruden-
te, visto que os moradores da referida ra nao es-
lao disposlus a tolerar seme.liante falta de conside-
i-.oj.io e delicadeza ; quem gosla assim de pissear al
alta noile deve morar quaudo pinico no largo da for-
taleza do Urum,alim de em seu regresso nAo fazer cho-
rar meniuos.doer a ca beca as senhoras e levantar assos-
lados aquellos i|ue se acham em rcpouso.cansados do
continuo Irabalho commercial he preciso cuidado...
|0 saguim de oculot.
Precisa-se de um amassador boro, e (ambem
de om caixeiro para deposilo, que do fiador a sin
conducta : quem esliver nestas cirrumslancias di-
rijao ra da Florentina u. (i, que achara com
quem tratar.
Olegario Saraiva (iondim Neiva, nAo podendo
despedir-sc de lodos seus amigos,o faz por meio des-
te jornal, c ao mesmo lempo eflorece o seu presu-
mo, na corle do Kio de Janeiro.
Precisa-sc de urna ama para eozinhar era
urna casa de pouca familia na rua(da Cadeia : de. S.
Antonio n. 211. taberna.
Offerecc-se um criado para ca-a estrangeira :
na roa da Praia 11. (i
SOCIEDADE NOOLOGICA.
Os Srs. socios da sociedade Noologica sAo con-
vidados a se reunirem em sessAu evtraordinaria,
quinta feira 12 do eorrenle, no palco dovLtvramon-
lo casa n.27, primeiro andar. primeiro secre-
tario,I. Fiel de J. l.eile.
Kecife 10 de juuho de 1856.
&t0c9.
I.asscrre & Tisse 1 Frores farAo leilAo. por in-
lerveneao do agente Oliveira, de 1U0 ou mais barris
de manteiga liauce/.a de muito superior qualidade,
reccnleinenle importarla neste mercado, lotes voli-
tado dos preleiidentes: quarta-feira II do eorrenle,
as 10 horas da manhAa, 110 armazem do Sr. Anlonio
Aunes, defronle da arcada da alfandega.
Ag-encii de iei loes, na ra
1 .Uadre de Deo? n
52, il ieirada Silva.
Qoarla-feira, 11 do eorrenle, as 10 horas da ma-
nlia.i, sern arreinala los muitos arligos de mobilias,
e intiiliis uniros ohjeclos, o que ludo esla patente, e
sera ven lirio a conteni dos freguezes.
(I agente orja far leilao pin sen arniszcm na
rua do (aillegio n. I.",, de urna iiilinidade de ohjeclos
de dill'erentes i,ualidades, como bem, obras de mar-
rineria novas e usadas, grande quantidade de obras
de ouro e praia, diversos relugios para algibeira, pa-
ra rima de mesa c pare.le. ohjeclos de porrellana.
louca e vidro, varios uteucilios de rasa, I caiva com
Os abaixos assignado fazem publico que dis-
elveram a sociedade que liveram at o dia 2 d-
correnle.na loja de ftlliileiro da rua do Vicario 11. 17,
que girava na firma de Braga ,\ O, licando a li-
quidadlo de todo o activo, perlencentc a cargo do
Sr. Francisco Riheiro Pinto CuimarAes, declarandu
oulro sim que a casa nAo tem passivo, e quem se
julgar credor. aprsenle tas contas nesles Iras dias.
Jos Baplista Braga.Francisco Ribero I'iolu
tiuimarAes.
Kecife 10 de junlio de le-iti.
Precisa-se de um porluguez_ preferindo-se das
illi i- que trabalhe de ensada para ser oceupadu na
eouservacAo de om sitio, dando-se-lhe sustento e o
mais que se ajustar ;devcndo esle ser solleiro: a tra-
tar ua rua da Praia, armazem n. IK.
Ml'ITA ATTEM.AO'.
O ahaixo assignado, morador ua rua da Alegra da
fregiie/aa da Boa-Vista da cidade do Kecife. roga as
autoridades policiaca e mais pes-oas,de aprrehe~ude-
rem o meu escravo Manoel da Malla, erioolo, de 10
annos de idade. alto, secco, anda cahido para a fren-
te, tem um grande signal nos penos a imitacAo de
queimadura, he casado com a escrava Catalina do
engenho d'Aaua de Iguarassu'. que foi do finado
Delinque Poppe liirao; etc escravo tem 11 lilhos
captivos, sendo 2 do dito engenho e 1 meu escravo,
usava de una pelrona pequea qoe atacava na cin-
tura ; fugio no dia II de junho de Isiii, roubando-
me 3339, ha snspeilas que fuira para o mallo por
ler sidu encnnlra m com um sarco de roupa, e que
fr.i scduiido por urna pessua que prorurou-me para
o comprar, mas que iiileiramente dcsconheco : quem
o appreheiidcr ser gratificado.
Marcelino Jos Lopes.
A pessoa encarroada de cobrar os foros dos
terrenos periencentcs ao Sr. Francisco de Paula Cor-
roa de Araojo, queira comparecer na casa da resi-
dencia do abraso assignado n. 71, sila na rua DireJM
desta cidade, alim de receber os foros vencidos do
terreno da casa n. 'i da rua do ^OLtuei^a. perlenceu-
le a fallecida D, Juanita Baplista Pereira Prenle.
Aotonio F.gidio da Silva.
I.asserre t\- l isset-frres declaran) que Carlos
Augusto de llanos Lima nao he mais seu caixeiro.
Arrcnda-se um sitio 110 lugr do tuquia, rom
grande terreno para planlacues, com inorados de
fruclos, coqutiros, maiigueiras e oulras frucleiras
quem pretender dirija-so a rua do Passeio Publico,
loja de fazendas 11. 7.
A paitara da rua Direilan. 79, precisa de um com l.lll/, fiOtncs
caixeirn para o halelo, e que d fiador a sua conduc- 1
la : quem nestas circunstancias esliver, dirija-se a u
" 1:2>0j0lX)
Anlonio Joaquim Brilo do Oliveira relira-se
pan o Ceara, e julga nada dever a esta praja ; mas
se ajlguem se julgar seu credor, dirija-se a rua do
Qut uado 11. .77.
Joaquim Ijoncalvcs de Almeida retra-se para
Por.ugal.
- Ooem liver para alagar urna escrava que saiba
cus boar e eiigummar, para servir em casa de fami-
lia, idirija-se a rua da Praia, armazem de carne n.
III, ou ua rua do Mundego, casa n. 11, que achara
cum quem tralar; advcrle-se que se paga bera.
- Pede-se por favor a urna familia que mora na
rua Augusta, de mandar as amostras de trancas ua
ma larga do Kosario 11. 118.
-+ Da-sc.VWjOOO com hvpolheca em'casa terrea,
quel estoja livre e desembararada : ua rua do Hos-
picio n. I se dir quem da.
-- No sahbado 7, ficoo poresquecimento na aca-
deroia, depois da segunda aula do segundo aunu,
um capole novo de cr azul, gola de velludo; por
isso roga-se a quem o arhou o favor de entregar a
seu|dono, no becco do CamarAa 3, ou de deila-lo
110 mesmo lugar.
-|- Precisa-se comprar urna machina elctrica :
quem a liver dirija-se a rua .Nova n. i uestes dous
diat.
-- Nao lendo o fallido Malinas de Azevedo Vil-
lartoco constituido procurador que o rcpresenlasse
na reuniao de credores convocada para o dia 7 desle
me i, alim de proceder-se a nomeacAo dos membros
qu< devem compor a comtoisso "examinadora do
ere utos respectivos, resolveu o Exm. Sr. Dr. juiz de
dir :ilo especial do commercio adiar para 13 do eor-
renle a pie lila reuniao, pelo que san convocados
lodbs os credores do mesmo fallido, afim de, 110 dia
aprlazado, co'rnparecerem por si ou seus procurado-
res na casa da residencia do dilo Etm. Sr., as 10
horas da manhAa.
4- A pessoa que annunciuu querer fcOOOg a juru,
dirija-se a rua.Augusla n. 3, que se dir quem d.
4- Ainda se precisa de nina ama para coziuhar :
ua rua Augusta n. 3.
4- Na rua da Cadeia de Sauto Anlonio n. 16, de-
sej-se fallar com o Sr. Hyginn Xavier da Fomeca,
I.'sargento particular, a negocio de seu interesse.
t Precisa-se de urna ama ptra o servico interno
etno de urna casa de duas pessoas : quem pre
tender, dirija-se a rua do Vigario n. 2t>, primeiro
andar.
tAluga-se mensalmente urna prela que seja qui-
eira e enleuda alguma cousa de coziuha : na rua
d Caldeireiro n. tf.
Fugio no dia i do crrenle um escravo de na-
ci, de nome Gabriel, representa ler 28 a 110 aunos,
ciin ns signaos seguinles: altura regular, secco do
qorpo e espadaiido, tem a cabeca grande, e na mao
esquerda tem o dedo pollegar com a uuha ruida,
lem algumas marcas de bexigas e urna marca de urna
lislula do queixo, em urna das peinas tem urna mar
pa de ferida e oulra as cruzes, e cosluma vender
(arauguejos, lem ollicio de oleiro e falla alrapalha-
do : quem o apprehender leve ao l'orte do Mallos
11. 12, segundo andar, que sera' bem recompensado.
O abaixo assignado muito deseja fallar com o
Sr.JoAo Joaquim Eugenio Ayres a negocio qoe
multo Ihe diz respeito, na roa da Madre de Dos n.
3o, ou ua Iravessa do mesmo nome, armazem n. ',?.
Jo.lo lavares Cordeiro.
t> abaiso assignado couvida os seuhores 9
33 esliilanles do primeiro anno da Faculdade ;<
s^ de Direilo, que se inscreveram e quizerem s.
inscrever-se no lvro des socios do MONTE- 3$
j$ I'IO ACADMICO, a rcuiiirem-se ua casa
3) de residencia do lllm. Sr. Dr. Ihesoureiro, aj)
as i horas da larde do dio, 11 do eorrenle @
3 alim de nomearem por elcico um membro gj$
\ do respectivo anuo, que dever compor a unva JJ
0 commissao directora. Kecile '.1 de junho de @
0 ISti.O primeiro secretario, Francisco Fer- %
aeiraoCorreia. @
**S^e*Si3S-5igS5SSS||aii
IJI JUSTO PEDIDO.
Pede-so ao lllm. Sr. Dr. Sabino, depulado a as-
scmblea provincial desta provincia, que, por amor
a honra alheia, queira declarar qual a collectoria
provincial, que, segundo disso S. S. em seu dis-
curso pomunciado na sessAo de i do eorrenle, re
cehendo II63OOI) rs., apenas fez laura ment, e re-
colheu a thesouraria icjoon rs., por quanto similhan-
le aecii-acan sem a declaraco ped la, importa urna
otl'ena a lodos os colleclore<, no entretanto que
muitos se julgam isentosde tal proco tmenlo, e mes-
mo nai he conforme com a razao, que pelo aboso de
um empregado, se pooha em duvida a honra de lo-
dos os que perlencem a mesma classe. Com a de-
claracAo que Ihe pedimos.muitoobrigar a um seu a-
paixunado.que he collector ; certo do quesenAo a li-
zer passara por um caluuniador da honra alheia, da-
quelles que como o seu apaisonado se julgam inno-
centes.
Ollerere.-se um pnituguez com familia peque-
a p,na feilur de sitio, he oplimSMiortclAo c jardi-
neiro, excellente podador c enxerlador, e de ludn
ora demasiada pratica, tem excellente conduela c
gualmenle sua pequea familia.ede ludo da uAo sus-
eilos abonos: a tralar na Iravessa da roa da Concor-
dia, penltima caa antes de rhegar a casa de deten-
; 10, ,lo lado do norte, em casa de Honorato Joseph
de Oliveira Figueiredo.
Aluga-se um bom armazem para assucar ou
bara outro qualquer eslabelecimenlo, lambem pode
tervir para urna excellente cuehrira, em razAo do
bom quintal que tem : na rua do Brum.era frente do
ilutara : quem o pretender dirija-se a rua de Apol-
0 u. 1 A, ou n. ti. a>
Lotera
de Nossa Sen hora do Gua-
djilupe de Olinda, ,
Aos 5000s e 2000,000
Corre induhitavelmentesabhado 14 de
junho.
Salustiano de Aquino Ferreira
la/, sciente ao respeitavel publico que
vendeu os sefjuintes ]n emits da quarta
parte da quarta lotera do Gymnasio
Pernambucano.
Um meio bilhete n. 1081i.OOOjOOO.
Um quarto -< 27021:000^000.
Tem exposto a venda novos bilhetes,
meios e quai los, da segunda parte da
quarta lotera de Nossa Senliora do Gua-
dalupe de Olinda, na rua da Cadeia do
Recife 11. 45, loja de miudezas de Jos
Fortunato dos Santos Porto, na prara
la Independencia ns. 37 c 59, loja de
calcado de Antonio Augusto dos Santos
Porto, na mesma praca loja de bilhetes
tes 11. I, da viuva Bastos, e as demais
lojas ja" conhecidas do respeitavel publico.
Bilhetes 5,S'800 recebe 5:000,s'000
Meios 5s000 2:500f000
Quartos ls500 < 1.250,s000
Os dous premios grandes da referida
lotera do Guadalupea nao estao sujeitos
aos 8 poi cento do imposto geral, trazen-
do elles a rubrica de S. A. Ferreira.
Pernambuco 10 de junho de 1856.-Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
LOTERA da provincia.
Oliveira Jnior t C, veuderam as se-
guintes soites da quarta parte da quar-
ta lotera do G vmnasio ; os possuidores
podem vir receber o premio, apenas sa-
bir a lista geral, em nosso escriptorio da
rua da Cadeia do Recife n. 50, primeiro
andar.
1081 4:000.s000 em 1 meio bilhete.
87021:000.s000 em 1 quarto.
2555500$000 em bilhete inteiro.
Alguns premios de 100 e BOfMaV
Oliveira Jnior %C
Lava-se c engomma-je com pereicao, e mais
bm conla que em oulra qualquer parle: 1*111 rui lm-
lerial n. Ins.
No dia -li de maio fugio Jo cngeuhn tjuiaombo
1 mualo de nome Dionisio, de idade 19 a ^U anuos,
houco maia ou menos, alto, corpo reforjado, alrapa-
ha-se qnando falla : rosa-e a quem o pei;ar leva-lo
10 rnj-iilio Muribequinlia, ou naaCinco Pona-,casa
lo Sr. Manad Eleuterio de Kego Barros.
Ne dia (i do correle perdeu Antonio luna-
io da Silva desde Pao d'Alho ale a ladeira prela,
ma caiteiracom "iTj, em sedulas, e l>9e m ouro,
na lelra de 1(IU encer cm 11 do eorrenle, aceita por LeopoJlin de
al, nina caria para Xlato Vieira Coelbo, e algumas
l|inbrani;as para compra de encommendas ; quem
achou a dila carleira e a quizer restituir, dirija-se
(esta praca a Xisto Vieira Coelbo, na rua do Cre-
I, ou ao riiienlio Ju na comarca de Nazarelh, que
s ra' recompensado.
A portucueza Isabel Maria Redrigoea da Silvi.
sisteule examinada c approvada plenameute com
ttincJUt, participa ao respeitavel publico que mu-
den a sua residencia da rua do Aragao pira a rua
os Pires u. O, casa ttrrea de porta e janella de vi-
iaja prxima a caixa d'agoa : quem precisar uti-
ar-se do presumo da sua arle, pode procura-la em
la e qualquer hora.
('miurna do
a-
por-
nitvsma pailaria.
qoe se torna desnecessano mencionar, os quaes se
i acham ernoatos no referido armasen : qointa-feira,
l do crrente, as 11 huras da maiibaa.
O auenle Oliveira fara leilao, por autorisaces
do Exm. Sr. Dr. juiz especial do rommercio, exara-
bancoiloBrasilc.il Pernambuco aos 9 de juuho ?,'"'" .T''""'"'/''.'/'',* '!"* ,l."l,0*,"r'.0S curadores
de 1S-.I. Anlonio Marques de Amn.im, secrelario i -''W'" ma. fallida de Joao Moreira Lope, de
olerinp. |{mU*as hienda c. armario da loja de dilo fallido,
silaiiaruailot.respoii.il, assim romo das divid
ptimas bolinas de soda rom borracha para senhora. ""-l"Ali.a'-sc urna sala com X quartos e I boa co-
I dita com borzeeoina para homeni, caivas com
sardinh.is de Nantes recentemeiile cheaadas, I caixAo
rom superior papel de liva. c oulros muitos artigo!
No dia l:l do crranle, n cnnellio adniinislra-
livn do patrimonio dos orphaos, lem de levar ,i pra-
ea publica, pela nllima vez, a renda annual das ca-
sas abaixo declaradas, que, por falla de licitantes,
ileixorem de ser arremaladas.a enmelar do I.- de ju-
dio prximo tutor.1, a 30 dejando de 1N.YT.
I Sala da casa do coiiselho. largo do Colleglo.
I Loja grande, idem.
10 t'.asa terrea, rua de S. tioncalo.
lf Casa de sobrado, rua da Cadeia do Herir?.
17 Idem, dem.
18 dem, idem.
n-.'i dem, idem. a'
rom liada do primeiro andar do sobrado da rua do Colle-
glo n. 17, com frente para o Passeio Publico : a
tratar no mcmio sohradb.
Ainda ae precisa comprar omacadeira de piano
que seja de Jacaranda c de pirafuso, que esleja em
bom estado: quem liver auuunce para sor procu-
rado.
ijuem precisar de urna mulher de meia idade
para ama do urna casa de pooca familia, a qual ro-
zinlia e enuomma. linio com perleicu : dirija-se a
rua da florentina o. 7.
activas da mesma, Importando aquellas segundo as
avaliares em ll:0i(o_l, c eslas em "clOi.-s'ili'J,
cujos inventarios existem em poder do referido agen-
te, que se oll'orece a paleulea-los com antecipacAo
aojnpllea preleudeules que se dirijam ao seu escrip-
torio para tal lim : (sobado 1! do eorrenle, as II
huras da in.mli.i.i em ponto, na indicada loja.
Uiiiao
RIA D\ RLZ \. 40.
J. Praeger avisa ao seus fregnezes e ao pnblico
em geral, que pe j segundo navio ebegado este an-
no de Haraburgo, recebeu mais um outro sorlimen-
lo de geueros alimenticios de todas as quaiidades,
consislindo em
Novos presuntos.
Salames.
Novos queijos de nata, de ptima quali-
dade.
Ditos ditos de Limburgo
Ditos ditos verdes suissos.
Carne de fumo.
Arenques em sal, em barris de 25 e 50.
Sardinluis frescas ditos cm ditos de 4 li-
bras .
Arenques funiacados em latas.
Sa I tutu 1 dito muito bem conservado.
Linguil}atd- ligado, de ptima qualidade.
Caviar da Russia em latas de urna e duas
libras.
Btterraba.
Kepolho em barris de 17 libras.
Feijo verde em ditos de 17 ditas.
Vinho do Porto, Od, Sherry e ry-Ma-
deira.
Dito Bordeau\ lino e do Uheno, pela ba-
rato preco de 18$000 a duzia.
Bitter.
Extracte de ponch.
Licor de pincnta de hortelaa.
Cherry cordeal.
Charutos de He vana.
C. STARR & C,
respeilosamenle annunciam que no seu exleuso es-
labelecimeulo cm Santo Amaro.continuam a fabricar
com a maior perfeirao e promplidao, toda a qnali-
dade de machinismo para o uso da agricultura,
navegacao e manufaclura ; e que para maior com-
ii!. I de seus numerosos freguezes e do publico
em geral, teem aberlo em um dos grandes arma-
zeus do Sr. Mesquita na rua do lirum, alraz du
arsenal de mariuha um.
DEPOSITO E MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlo.
All acharau os compradores um completo sorti-
menlo de moendas de cauna, com todos os me I lio-
rameutos (alguns driles novos e originaes) de que
a experiencia de muitos aunos tem mostrado a ne-
cessidade. Machinas de vapor de baia e alia pres-
-.111, taixas de todo lamanho, tanto batidas como
fundidas, carros de mao e dilos para conduzir for-
mas de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dilo. Tornos de ferro balido para fari-
uha, arados de ferro da mais approvada conslruc-
cao, fundos para alambiques, criaos e perlas para
fornalhas, e urna infinidade de obras de ferro, que
seria enfaduuho enumerar. No mesmo deposito
enle urna pessoa inlelligente e habilitada para
receber todas as encommendas, etc., etc., que os
annunciaules cantando com a capacidade de suas
oilicinas e macliiuismo e pericia de seos ofliciaes,
se compromeltem a fazer execntar com a maiot
presteza, perfeirao, e exacta conformidad? com o
modellos ou deseuhos, e iulrucces que Ibe forem
ornecidas.
Charutos da Havana.
NA NIA'O, RUA DA CRUZ N. 40,
ha para vender uma por^ao de charutos da Hava-
na j ronhecidos. chegados ltimamente, qoe (e
veiidem por preco razoavel.
Precisa-se de urna preta escrava, que saiba tra-
tar de meninos e cuidar de sna roupa : quem a liver
dirija-se ao sobrado n. s da roa de S. Francisco,
como quem vai para a rua Bella, para tratar do
ajuste.
Precisa-se de nma ama de leile : na praca da
Independencia ns. :lt> c 3M.
Os Srs. accionistas do
Vapor a reboque, sao con-
vidados para entrareui
com 11 terceira prestac3.o
de lio por cento, at o dia
IS do corroute, na ruado
Trapiche n. 8, escripto-
rio de lien i y Forster fy C.
PL'BLICACAO" L1TTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esla publicacao icr.i sem duvida de nlilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do furo, pois nella encontrarlo por ordem alphabe-
lica as priucipaes mais frequentes oceurreocias ci-
vis, orpbanolo^icas, cnmmerciaos o ecclesiasticas do
nosso foro, com as remissoes das ordenarles, leis,
avisos e recolamenlos por que se rege o Brasil, e
liem assim i e-oliices dos Praxislas anligos e nualer-
n s em que se lirmam. Conlm semelhaulemenle
as decisoes das i uestes sobre sizas, sellos, vellios e

M-iein liver al :uiu engenho d'agua paia arren- <
dar, e o queira fazer auora. dirija-se a rila do Kan-
gel n.71, que achara' rom quem Malar, ou entilo g
annunric sua murada para ser procurado.
O ahaixo assignado romprou o hilhelc n. T")
da Segunda parle da quarta lotera desla cidade, con-
cedida a benelirio da u mandad" de N. S. do tiua-
Precisa-se no aterro dos Afogados n. I
gar urna prela boa quitandeira e lavadeira.
francisco Custodio de Sampaio, subdito
(i|guez, vai a Macei.
Alti;;a-si' a loja do sobrado de "> iin-
res na rua da Cadeia de S. Antonio,
becco do Ouvidor: a tratar
Ferreira no Mondejo.
Jos lioucalves l'erreiro Costa embarca para
Itio Grande do Sul, no brlgne'Oneeiftlo, os seus
di ua lilhos menores de nomes, Manoel tjonr.ilves
V rreira, e francisco de Paula UoneaJvea Fer-
reira.
I)espja-se fallar com o Sr. Daniel Pereira Hra-
g;, na rua do Amorim n.33.
No dia 111 do mez passado luitiram do eiigenbo
X >vo de Muribcca os eseravos Kuuenio e l-'oi t un..!,. I novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
esle de seuliu, baivn, rorpo regular, cor preta ; e j' colleccSo de nossas leis a aviso* avulsos. Consta-
ai uelle, rnoiilo, cor fula, haslanle alto, rosto re-1" de don volnmetem uilavn, Brande francez, o o
di ndo, lendii urna cicatriz n'uma das peruas, urnas' primeirosahio luz e esla i venda por 89 na loja de
conlosoes sobre a sobr.incelha do nlhn esqoerdo e i vros n ;i e s a;, prsrja da Independencia. Os se-
to direita, e cosluma a embriagarse ; ainhu silo i nliures subscriplores desla poblicarSo exilenles em
adores : roga-se a quem os apprcbender, dirija- Peruambuco, podem procurar o primeiro voluma
O agente Oliveira far leililn no da que de- dalope di cidade de Olinda. por conla e ordem de
sianar, de cerca ViO barricas d oplima farinba de ''u'z llorely, da cidade de S. Paulo da AssnmpcAo
trigo de Lisboa, sol diversas marcas, e por isso con- j de l.oanda, (levando correr no dia 11 de junho.
vida nos Srs. padeiros ou pretndeme* a prorura-lo Josel.ourenenSohr.il.
para receberem as amostras, que com antecipaeao Anlonio Kaplisla Pire:,
llus sero entregues para sen melhureame. para n Bio de Janeiro.
porlogor-z, rehra-se
na loja do livros cima mencionad: no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praca da
Couslilnicilo; no Maranhan. casa' do Sr. Joaquim
Mar.pies lilil uu.- ; c uo Cear, cata do Sr. J. Jo-
ec de Oliveira.
NA UNA O, RUA DA CRUZ N. 40. .
Chegou pelo ultimo navio de liamburgo, urna
em entender. poreo de vinho do Kheno verd-ideiro,marca : fliers-
Na rua do Uangel n. 77, primeiro andar, fa- leiner, que pelo seu haralissimo preco de 1800O a
zei i-se bolos de Santo Antonio e S. JoBo, e da-se de duzia, avisla da boa qualidade se pode recommen-
vi- il.iL.-ein ; urmam-se bandejis para bailes e rasa- dar aos amantea deste vinho : ns compradores D-
menlos, dem convencer-seaulet de comprar.
au dilo engenho, ou a rua du Cullcsio n. -J',, que
recompensado. He provavel qoe o escravo K-
lio esleja acolitado cm l-'ura|de Pollas, onde mora
a i nai do mesmo.
D-se dinheiro a premio soh penhores de ouro
ou praia, leltras com boas firmas, por um juro ra-
zo; vel : os preleudeules dirijam-se a roa Nova n.
5.1 casa de nesocio, que se ensillar com quem se
de
ILEGIVEI


DIARIO eE PUJIM CO QUIRTI FUMA II 8* JUNHO B 1856

Deposito de vinho de cbampag-
j ne Cl.aleau.-Ayx, primen-a <|ia- 3
& lidade, de propriedade do conde $
ft deMareuil.riiadaCiii/.doKedfeii. A
20: este vinho, o niellior de toda a Q
^ Champagne, vende-se a 36$ cada Q
0 cai\a ; aclm-se nicamente cin ca- $';
gl sa de L. Leeonte Feron & C. N. t\).
$ B.As caixas' sao marcadas a ib- Q
^ joConde de Maicuileosrotu- @
fi$ los das garrafas sao a/.ues. ^
1EP2HTGRI0 DG MEDIC*
HQMEOP4THA,
EXTRAH1DO DE RUOFF E BOEN-
N1NGHALSEN E OUTROS,
e posto em ordeni alphabelica, com a dcscripeo
abreviada de lodas as molestias, a ind.car.io physio-
logiea e therapeotica de lodos os medicamentos bo-
meopalhiros, son lempo de acrdlo e cuucordancia,
seguido de ani dicciouario da significado de todos
ottermos de medicina e cirurgia, posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
lili. 4.J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. asignantes podem mandar bucarns scu
ejemplares, assim como quem quizer eomprnr.
: J. JANE. DENTISTA, |
9 conliua a residir naruaNova 11. 19, primei-
% rn andar. fj
**8% 9999SS ssia
Claudio Dubeux la/, scienteque sa-
hiram de Ma casa os seus dous caixoiros
Jos Antonio Moreira Dias e Antonio Ce-
zario Moreira Dias, e por isso dispensa-
dos de qualqucr servieo seu.
O 59 a,
confronte ao Kosario de Sanio Antonio, avisa ao
respeilavel publico, que receheu pela ralido
marmelada nova e doce de Crudas em calda, o me-
Ihor possivel.
Os abano asssignados, com loja de ourives na ra
do Cabug n. II, confronte ao pateo da matriz e ra
Nova, taem publico, que estao recebeudo conlinua-
damenl< as maii modernas obras de ouro, tanto para
senhora. como para homens e meninas ; 04 jirecos
continuam razoaveis, e passam-se contas com respon-
sabilidade, especificando a qualidade do ouro de H
ou 18 quilates, ficando asaim sujeilos os mesmos por
qualquer duvida.Seraphim e Irraao.
Claudio Dubeuxmudoa oseuescrip-
rio para a ra da Cadeia de Santo Anto-
nio n. 13.
Precisa-se de mu homem brasileiro ou eslran-
gcirtvque saiba bem moniar e tratar de cavallos,
para servir de pa^cm a um senhnr de envendo, da-se
boa 1.1.M : quem estivcr tiestas circumslancias e qui-
zer, pode dirigir-sc ao largo da matriz, de Santo An-
louio, casa de um and?r 11. 2, que achara com quem
balar.
ffSl
tml-HtH*-MllilllfWl
ESTRADA DE FERRO
do Recife ao S. Francisco.
Os directores da companhia da estrada
de ierro do Recife ao San-Francisco, tetn
li-ilo a chamada da segunda prestacao de
duas libras esterlinas sobre cada acetona
dita companhia, a quai deve ser paga a te
odia Gdejulhode 1856: 1:0 Rio de Ja-
neiro, em casa dos Srs. Maua' Me. Gre-
gor&C.,; na Babia, em casa dos Srs. S.
i)avenport& C, e em Pernambuco, no
escriptorio da companhia. O accionista
que nao realisar o pagamento dentro do
termo indicado, podera' perder todo di-
reito as acres, sobre as quacs o dito pa-
gamento nao tiver sido ell'ectuado, e em
todo caso tera' de pagar juros pelotempo
c|uc decorrer entre o dia indicado para o
pagamentoe a sua realisacao. Recife li
demaiode 185(j.Por ordeno dos direc-
tores.S. P. Vercker, thesoureiro.
nstrucciio moral e reli-
giosa .
Esta compendio de historia sagrada. <]ne foi ap-
provado para instruccao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacoa 1J600 rs., paisa a ser
vendido a 15000: na livraria ns. 6 e 8, da praca
ila lodependeneia.
Deposi to de pia-
nos

J. P. Vogeley avisa ao rcspeilavel publico, que
mudou o seu ilcposito de pianos do primeiro andar da
ruaNovau.il, para o armazem n. 27 da mesraa
ra, esquina da roa da Camboa do Carmo, onde se
enconlram os mais ricos e os melhores pianos ale
agora appareeidos nesla prace, sendo ellcs feilos s-
menle por eocommenda, e palos mais acreditados fa-
bricantes como de Kachalj, Traumann, llamburgo e
W. Sassenhoff de Bremcn. e oulros muitos fahrican-
les da Europa ; os quaes se vendem por mdicos
precos e garantidos. O eslabelecimnlo oslara aberlo
ato as 8 horas da noile para a commodidade das fa-
milias etc., que quiz-ereui ver e eiperimenlar os ins-
trumentos.
Precisa-ac de urna ama de leilc forra ou es-
rrava ; na roa Nova n. 23 piimeiro andar, sobrade
i|ue Caz quina para a Camboa do Carmo.
Carlos Claudio Tresse, fa-
bricante de orgose re-
alejos, na ra das Flo-
res 11. I9
Avisa ao respeitavel publico, que concerla orgaos
efrealejos, poe marchas modernas desle paiz, concer-
la piano*, serapliinas, caitas da msicas, acordeOes e
qoalqoer inslromento qne apparera, 'ambem' faz
obras aorta. Na mesma casa fabricm-se caitas para
joias, retratos, faqueiros, carleiras homeopalhicas,
le. ele, aa mais ricas e elrgautes possivel,
AO PIBL1C0. I
No armazn de lazendas baratas, ra do |
Collegio n. 2,
vende-se um completo sonimento de fa- ^
zendas finas e grossas, por mais baralo l
precos do que em outra qualquer parte, f
tanto em porcoes como a retalho, alan- M
cando-se aos compradores um so prejo S
para lodos: este eslabelecimnlo abrio-se ^
de combinado coni a maior parle das ca- S
sas commerciaes inglezas, francezas, alie- ^
maos e suissas, para vender fazendas mais B
em eonia do que se tem vendido, e por isto g|
ollerecem elle maiores vantagens do que JS
outro qualquer; o proprietario desle im- H
porunte eslabelecimnlo convida lodos ||
os seus patricios, e ao publico em ger.il, j*
para que venham (a bem dos seus inte- B
resaes) comprar fazendas baratas: no ar- 5|
mazcm da ra do Collegio n. 2, deAn- S
_J.c!S;i!.dM Santos it Rolim.
Na loja do sobrado n. 1:, do paleo da ribeira de
. Jom, lava-se e engomma-sc com muila perfeic.lo
aceio, e com a reaior brevidade possivel.
ARRENDAMENTO.
4Ki e.armem da casa n. 55 da ra da Cadeia
po Recife junio ao arco da Conceicao, acha-s.; desoc-
eupada,earrenda-ie para qmlquer eslabelecimnlo
tm poolo grande, para o qual tem commodos sufli-
cjenle: os pretendenles enlender-se-hao com J0S0
Pepomucano Barroso, no segundo andar da casa n.
', na mesma roa.
CASA DOS EXI'OSTOS.
Precis.i-se de amas para^amamentar rriam.-as
na casa dos eiposlos, a pessorque a isso se queira
dedicar leudo as hab lilac,oes necessarias : dirija-se
a mesma no Palco do l'araizo que ahi achara com
quem tratar.
Rfa loja das seis
portas
Fm frente do Livraiuento.
Cassas pintadas a meia pataca o cuvado, riscadi-
nhos trnceles a meia pataca o covado, chitas escu-
ras que nao disbolam a meia pataca, chitas de dille-
rentas cores a seis vinteuj, lencos de seda prelos com
salpicos brancos proprios para as senhoras que eslSo
de lulo Irazerem por casa a quairo paiacaa, lencos
de seda escuros proprios para rape a qualro patacas
cada um : veude-se baralo para acabar, a dinheiro
vista.
Aviso iinportahtissiii.o ao
respeilavel publico.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeitavelpublico, que os Sis.
Jos Fortnalo dos Sanios Porto, eitibe-
lecidona ruada Cadeia 11. i.'i, eAntonio
Augusto dos Santos Porto, estabelecido
na praca da Independencia ns. ."7 e 39,
<| na piara da Independencia 11. i, loja da
Sra. \ uiva Bastos, eslio encarregados a pa-
gar todos e uuaesquer premios que sahi-
rem em seus bilhetes, meios e piarlos das
loteras da provincia, nao obstante seren
vendidos por outios, tra/.endo a rubrica
de Salustiano de Aquino Ferreira, sen-
do os premios grandes seno o discontode
8 por cento do imposto gcral.
Pernambuco 30 de maio de 18(i.___Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
OSr. cai\a da Companhia deBeberibe
acha-se autorisado pela assetnblea gcial
dos Sis. accionistas da mesma companhia,
a pagar o 16- dividendo, na razlio de
2*500 poracrao. Recii'e .". le junho de
1856.0secretario, Luiz daCostaPot-
tocarreiro.
Precisa-sc de urna ama para o servieo interno
de urna casa de pouca familia ; confront aooiUo
do Corpo Santo, luja de caUado 11. .).
l'reci terno e externo de urna casa do pequea familia,
o-ae,sendolirre,85porroez, e escrava l-, pro-
mellendo-sc alcm dislo hoin Iralamcnlo : dirija-*e
ao largo de S. Pedro, nbrafe de um andar n. 8.
Constando ao ahaiio asignado que entre os de-
vedores doSr. Joilo Moreira l.opes.cuja fallencia fora
aberta ha pouco,lisura o nome do aiinunciaulc como
devedor da quanlia de SMgQOO vem o abaito as-
signado por este meio declara' ao nublico que nada
deve ao dito Sr. Joio Moreira Lopes ; que havendo
este Sr. pouco antes do sua fjllencia pedido ao an-
iiuncianle que lite endossasse urnas Icllras, e recu-
sando-se o mesino a isso, loi inmediatamente o a-
taiio assiiinadu a loja do dito Sr. Lopea, e ahi
pagou em ouro aojscu caixeiro Bcrjiardo Jo- da
Cunha urna pequcua conla que la linha, de fa-
zendas compradas, a qual mo chegava a vinle
mil res.
Jos Haplisl Kibciro dr Faaias.
Kecife U: de junho do IHti.
No dia 17 de marro prximo pa*sado pedindo
licenja para ir ao Kecife a escrava Catharina de na-
cflo genlio, representando ler :!.") anuos pouco mais
ou menos, estatura alta, hom corpo, cor prcla bem
parecida de cara, olhos poupolados, pona do'oarit
groan, um ou dons cenles na frcnle podres beicos
vermelhos por beber asoardente e caximbo,' qua'n-
do bebe falla milito, pamas arossas, |,cs eorUri c
grosso, os dedos mnimos nao a-somam chao, de
lempo em lempo rebcnlam-lhe feridasna cabeca eos-
tumi a Iraz.er lenco ua cabeca feil t..,ica,e quandu
sabe cosluma levar um balaiuho na cabera, he bas-
lanle rareira, levou panno da Costa, 'com mala,
mes blancos de franjas, tres veslidos sendo un,
de eambraia e dous de chila, dcscoulia-ie andar
na cidade pelo Kio Hoce, por i0 roga-ae aos capi-
l.les de campo ou a quema prender, pode leva-la
a seu scnlior morador em Ierras do engtnho Ca-
maraaibe do Exro. Sr. barao |)r. Padro, dislanla
.lesta praca :l le.t-oas. que scro gcneroamcolcre-
compensmlo do seu Irahalb'-.
. Joao Baplisla Marinhn.
lnacio Joaquim de Souza Lalo faz publico,
rara que uinauem segliame a ei.sauo que o engenbo
Carneiro sito na freguezia de Serinhaem Ihe esla1
b> potoca lo, e por isso ueuhuin necocio se pode Ta-
zer com lal enuenho.
Hoa do Colleaio, o Sr. Cvprianno l.uiz da
lar, aterro da Boa-Vista, a Sr. "joao Ferreira da
Luz, na nadara do Sr. Bciriz, dirSo quem di com
?>'*"'lvl",n."5a' ,er,eas quantias de SOUf, 3005,
0 Sr. a quem o jardim publico empreslou 1205
sem interesse alaum, e ja se (em pedido o pagamen-
to por duas vezes, baja de mandar pagar aules que
este negocio va a mais clareza.
Na ra da Soledade n. 70, aluea-se um cozi-
nheiro, copeiro, boleeiro, ele, para servieo de casa
eslrangeia.
Precisa-se do um feitor que s'aiba (ralar de
jardim, e que seja portusuez : iralar ua ra da
Cruz do Recife d. 1.1, primeiro andar.
Jos Antonio Moreira Dias & C., la-
/.em sciente ao respeitavel publico, que
leem o seu escriptorio na ruadas Laran-
geiras n. 14.
Perdeu se Bo domingo S do eorrenle, de ma-
drigada, desde a ra Direila al a fabrica do sabao,
urna pulreira de ouro, formando seis coraeoes com
esmalte azul : quem a sear, querendo resliiuir, di-
rija-se a ra Direitan. 120, padaria, quesera recom-
pensado.
AlngS-saa loja do sobrado novo na ra Velha,
com os cummodos precisos para um grande armazem
ou oulro qualquer eslabelecimnlo : quem a preten-
der dinja-se a praia do Caldeireiro, em caaa do ci-
rurgiao Miguel helicio da Silva, que achara com
quem Iralar.
Precisa-se alugar duas prclas que sejam boas
qoilandeiras: quem as tiver dinja-se as Cinco Pon-
las n. 54.
Precisasse de um pequeno delli a 1(1 annos,
que saiba 1er, escrever, e que ae queira dedicar a
Pharmacia : no pateo da Santa Cruz n. 8.
Precisa-se alugar para urna casa cslrangcira,
urna prela que lenha bons coslumes e saiba engoit-
mar bem : a tratar na ra da Cruz n. i.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : quem pretender dirija-se a ra das Crazes
u. 10.
Toma-se a quanlia de 1:0003 a premio de um
e meio por cenlo ao mez, e da-se por garante 5 bel-
las moradas de casas aqui no Recife, e entre ellas
um excedente sobrado: a quem convier dar este
dinheiro annuncie para ser procurado.
Deseja-se saber a morada do Sr. Jo3o lledalo
Bowman, para se lhe fallar a negocio re seu inle-
resse : porlanlo o mesmo senlior, ou quem delle
souber, annuncie para ser procurado.
Antonio Joaquim Sevevai a Europa, c duranle
a Ma ausencia deixa por seus procuradores nesla
praca, em primeiro lugar o Sr. l.uiz Jos de S A-
raujo, em segundo os Srs. Tinn Momsen & Vinaisa
e em lerceiro o senhor Antonio de Moura Rolim.
Cortes de Ifia a i.,,00 re.
Na ra do (Jueim.ido u. 1:!, paisamlo o boceo da
Congregaeao, vendem-se curies de 111 de varias co-
res para vestidos de senbor.i a 3(500 o corle.
Attcncao.
FA/ENDA8 11ARAIAS.
Curies de cassa chila I -i.ii
Hitos de cambraia franceza linos a^BDO
Kiscadiuhos l'rancczes de hom goslu, o co-
vado 24o
Chales de merino 5?:iiio
Daos linos lisos 5|000
C-herlores le algodao linos iyJN)
Sarja de seda hespauhola, o covado Ir'iiKi
Chales de seda pequeos com palmas ItpOOO
Lencos de laa e seda linos 19000
Corles de casemira prela fina 7;0U0
E oulras muilas mais fazendas, que nao se aoiiun-
cia : na loja de Rodrigues t\ Lima, ma do Queima-
do n.:):) A, junto a loja da fama.
\'en nal andar.
Vende-se arroz pilado muiloibom a SfBOO arroba
sarcasde milho muilo novoa :ijll,lrcssaccas defeijAo
arruinado para auiuiics por proco counnodo : ua ra
do Vigario n. o.
Vende-se urna casa Icrrcasita na ra do Phj-
rol n. 68 em Pera de Porlas : a Iralar na rita da
Senzala Velha n. '.18.
INa laberna nova do retire no caes do Ramos
vende-se : urna perfilo de caslanhas do caj, lenha
de lodas as qualidade*. genebra, licor, aniz, aauar-
denle do reino, e espirito de vinho de lili a 1(1 graos,
reales para carrafas de licores, tanto ordinarios
como dourados, ludo por preeo commudo conforme
a quantidade- t
Vende-te urna prela de meia idade, boa la\a-
deira de roupa e propria para ludo o servieo, e co-
zioba o oiario de urna casa, ao comprador se dir
o motivo porque se vende: na ruada Cadei.de
S. Antonio laberna n. ~2l.
SYSTEMA MEDICO DE I10LLOWAV
UNGENTO HOLLOWAY.
Hilhsretde individuosde todas as naccs pndcui
leslcmuiiharas virtudcsdesleremcdio inconinaravcl
c provarem caso necessario,que, pelo uso que delle
fizeram, lem seu corpo c membros inleiramenU
silos, depeii de havcr|cmpregado inuliliiieiilc oulros
Iratameiilos. Cada pessoa poder-se-lia convencer
dessas curasinaravilliosas pela leilurados peridicos
que Ih'ai relatam lodos os dias ha muilos anuos; c
maior parle dellasaio 18o sorpreiidenlis que admi-
ram os mdicos mais celebres. Olanlas pessoas re-
cobraram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ler permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam sollrer a ainpula-
eilo Helias ha muilas, que havendo dcixado csies
asjlos dcpadecimcnlo, para se nilo sulimeltcrein a
essa operarlo dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunias das lacs pessoas, na efuso de scu leconhcci-
mento, declararam esles resultados benficos dianle
do lord corregedor, e oulros magistrados, afim de
maisaulenlicarem sua aflirmativa.
Mnguem desesperara do estado de sua saude es-
livesse bstanle confianza para ensaiareslc remedio
conslaulcmciile, seguindo algum lempo o Irala-
mcnlo que necessilasse a nalureza do mal, cujo re-
olladoseria prever inconsleslavcluieulu : Oue tu-
cura!
O ungento kc til ma$particularmente
teguinlet casos.
matriz.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Uores de caliera.
~ d (oslas.
dos meinhros.
Enfermidadea da
em geral.
Lepra.
Males das ponas.
dospeflea.
de olhos.
Mordeduras dereplis.
Picedurade mosquius.
Pnlnies.
culis (.luciniadclas.
Sarna.
fcnlerniida.les doanus. Supurares pulridas.
fcrnp'.cs escoi botica). linha, "cmqualqucr par-
l-islulas no abdomen. le que seja.
Krialdadc ou falla de ca- Tremor denervos.
lor as extremidades. Cceras ua bocea.
Friciras. ()o Dgado.
cngivas escaldadas. dasarliculaecs
.'.'nJ""-- ,. Veas torcidas, ou n'oda-
lnilamma{ao do ligado. das nas pernas.
da bexiga.
Veiide-sccsteiiiigueiitojiio cslabclccinienlo acra
de Londrcs.n. >i\,stran,t na loja de lodos rabo-
nearlos, droguislasc oulras pessoas cncarrcaadasda
sua venda em toda a America do Sul, llavana e
llcspauha.
Vende-se a 800 rcis cada bocelinha.conlm ua
inslruccao em portngoei para explicar o modo de
lazeruso desle unzuenlo.
O deposito aera he em casa do Sr. Soiim, iihar-
maceulico, na rul da Cruz n. 22, em Pcriani-
IlllCO
Na roa do Vigario n. 15, >endem-se > lvros,
ciiulendo a anatoma do corpo humano, completa,
(ra Ju7i.11 por I'rancisco Soares I"raneo.
Vendem-se sapalos do Aracalv a IHHX1 o par,
malte do Rio Grande a 280 a libra : na roa do Cor-
doniz, em casa de Joao da Silva Boavisla.
Vendem-se 1 moleques de 7 a 8 anuos, e I ne-
gra de nacao com 30 annos, para lodo servieo na
ra da Senzala Velha n. 70, segundo andar. '
Vendem-se (i ewravas mocas com habilidades,
entre ellas J de idade 35 annos, propria) para qui-
tanda : na ra Direila n. 3.
Vendem-se saccas com arroz superior a i>?j00
a arroba : no armazem do Cazuza, no caes da alfan-
dega n. 1.
Vende-se um laminador em meio uso por 10(15
rs. : na roa do (.lueimado, loja de ourives n. 2I.
Vende-se forinha do reino a 120 rs. a libra :
deCronle da matriz da lloa-Visla u. 88.
I SAHTOS COELHO,
Ra
:;5
Compras.
Compra-ce toda e qualquer porc&o
deprata velha de lei sem fetio: quem
ttver para vender, dirija-se a ra do Col-
legio n. 15, agencia de lei loes.
Compram-se para urna encommenda escravos
de ambos os sexos : na ra da Cadeia do Recife, ar-
mazem 11. :l(i, ou ua ra do Oueimado 11. 28, segun-
do andar.
Nafas de Apollo 11. 1 A, primeiro andar da
casa do Sr. Delphino, rumpra-ie mus escrava moja,
de boa conduela, c que culenda de cozinba e e'n-
gommad, paga-se bem.
do Queiinado n
r""nV MMm.
Nesla loja encontra-se um completo sor-
\ lmenlo de fazendas de lodas as qualidades ?Tj
:'/u e as mais modernas, como sejam : sedas es- fft4
v';v eo-se/as asmaislindas que lem viudo nes- ^
W le ulereado, lano cm qualidades como cin 5
"y goslos de padrcs, pelo haratissimo preeo f'\
y de 13000 o covado ; lai de quadros adamas- %.
5if rados, a lilil o covado ; cambraia frauceza ' 5 a 240 o covado, para acabar; dila prela (f;
.'.J com piulas brancas, a 280 o covado ; cor- g&
_..j tes de cassa de cor, muito lina fazenda a 5
W 2fOOB ; cambraia esrosseza a 280 o covado; %&
i; bolona bonita fazenda, para acabar, a :I20 o JS
SSt covado ; chitas finas escuras para casa, 3x
de modernos padrcs, a 200 o covado : ma- >JJ
y dapolao de jarda, a 2>>00 ; chales dme- O
;' ri estampados do ricos desenhos, a 7a gS
4Bl cada um ; ditos lios delisira, a (iooO ; ir
^g manas de blond prelas e brancas, as me- W
... lhores que tem liavido, romeiras de re- i,'
ig lroz, los prelos de seda, mermo selim 7j!.
,,. para palil, a 1;2IJ0 o covado, brins W
VP miudinhos de I11.hu. a tilo o covado, gan- J;
i-Vji ga mesclada a OSO o covado ; assim como tb
.*.*i oulras muilas fazendas que se vendem mais
;;> baralo do que em outra qualquer parle, a W
i(3 dinheiro vista.
Vende-se a casa terrea n. 07 na ra Velha da
Hn.-i-Vi.ia : a tratar cora o Sr. Joao da Cuuha Reis
na sua cocheira.
Trastes para nina sala.
Vende-se duzia e meia de cadenas de oleo, I par
de consolo, 1 sof e I mesa de meio de sala, ludo
em simetra, e por preeo commodo
/.ala Velha n. 96.
na ra da Sen-
XtatiHtS,
Cortes de chita
FRANCEZA COM 12 COVADOS A 35200.
Vemle-sc na rna do l^ueimado 11. 21 A, corles de
chitas francezas larcas de milito lindo goslo a :).?200
o corle, cuja fazeuda era o ultimo goslo em l'aris.
Corles dos eseoeezes
COM 13 COVADOS A 3.
Vende-se na ra do Queiinado n. 21 A, curies de
riseados eseoeezes, padies modernos, chitas france-
zas linas a 2H0 rs. e covado, albaneza preta a 800 rs.
o covado com mais da vara de largura.
\ ende-sc um cscravo de meia idade : na ra
do Rangel n. 35.
f Na ra do Crespo loja amarella &k
O de Antonio Francisco $
^ Pereira.
& Chegaram iillimamenlc de l'aris o se- *"\
'.'" guile: SO
*.y Casacas de panno fino forradas de seda S)
o melhor que he possivel, a :l(l;000 cada -V.
SL um.
^* Palitos de panno lino prelo e de cores i'"
.,.- com gola de velludo, a 30S00Ocada om. f"5
;" Hilos de pumo mesclado lodos saceos. ">
',''. a 300000 cada um. W
*.V Hilos de alpaca preta, a Kfcje 153000 ca- ?S
:/ da um.
(jo. Ditos de bramante branco e pardo de pu- '
;;; ro linho, a 59000 cada um. W
hilos de inelim de cores Gias, a ?.'i(m v')
*5 Sobreeesaeas de panno lino prelo, a ftt
':;' ::n-:!(Ki. X."
',.' Coiloles de seda de selim,prelo e de cores, '-i
V.' ;< WW cada um. a
;'._ Sobre-ludo e capas de panno fino prelo e
;;; de cores, a llOfOOO rada urna.
,.. Paulos de seda de cores c prelos, a 125
V* cada um.
;* Sobrecasacas de seda crep lodos prelos,
' S239000 oda urna.
I K oulras muilas fazendas de superior
O
qualidade, lano d lioho romo de seda.

Vendem-se os seguinles livros, os quaes se
acbain em muilo hom Calado : Droil des gens par
Valel, Diroilo Publico Geral pelo Dr. Aulran, Droil
des SMS par Marlens, Encvclopedia Jurdica por
Kalck, Droil gens par I. I.. Kluber, Codo Penal par
Bavous : ua rna Nova 11. 35. "j
A bordo do patacho Thereza i, lundeado de- 1
fronle do trapiche do algodo, vende-re fariuha de
mandioca de superior qualidade, pelo baralo preeo
de 39600 cada alqueire da medida velha, o por me-
nos em iioreao grande : Irata-se na ra da Cadeia
do Recife, escriptorio o. 12, com Bailar & Illivei3.
Marmello.
Vendem-se qoartas de nurmcllo, pecegos, peras,
alperche, figos, guija e m.irmelada no/a ; coufronle
ao Rosario n. :l A.
SALSA PARRir.HA. '
Vende-se 110 escriptorio de Anlouio l.uiz deOli-
veira Azevedo, rus da Cruz 11. I.
SUPERIOR FAR1NHA DE MANDIOCA.
Saccas com alqueire vellio.
Anlonio l.uiz de Oliveira Azevedo lem para ven-
der superior fariuha de mandioca, chegada ullima-
menle na garopeira S. Pedro ; para ver a Iralar,
no seu escriptorio, ra da Cruz 11. I.
Alti-ii^ao.
Vende-se urna cxcellenle negra de DSCO, de 30
anuos, cozinha o diario de urna ca>a c cng'umma, he
muilo robusta para lodu servieo por ler oplima figu-
ra : quem a pretender, dirija-se a ra dos Mari mo-
n. li.
Qieijos do Se-
rid.
Chegoii nota rcmesade queijoa na roa eslreila do
Rosario n. II, deposilo das bicba.de llamhurgo.
Vende-se milho a toOOO a sacca : no caes da
alfandega, armazem de J. J. 1>. de Mello
@rfip m $&ff
; Mursulinaa 00 brilhanlinas toda branca ."*
_;.; adamascada, a 100 rs. cada covado.
'<& Ditas de cores e matizadas, a 700 rs. ca- "'>
."-- da covado e fiOO rs. de urna s rr. '*.
;'-. Ricos penles de tartaruga para senhora, S
'X 'Se, 168 e 205000 rs. cada um. ;:f
SJS> Cambraia de Organdy de gostos moder- '.V
;'. nosc desouhos novos, a 800 rs. cada co- Sn
'''.t vado. ;vf
r-.' Ricas liras bordadas e enlrc-meios hor- '!>
>3 dados a agulha. lodas do cambraia de li-
ga nho, a 2? a JalKJO rs. cada lira.
S Seda fular de quadros eseosseze. a 8IX)
;,. rs. rada covado.
-'.: Manguitos de cambraia bordada a agu-
.... Iba. a 2s c IfOOO cada um par.
<.' Saias de cambraiela bordada para senho-
V,; ra, a :t;0()(l cada nm..
; Chales de casemira da India bardados de
w vellinlo com franjas de seda, a 139000ca-
".'..' da um.
W *; outras muilas fazendas de linho c seda.
\ endem-N na rus do Crespo, loja ama-
1 n. i, de Anlonio francisco Pereira.
w ....-,.. 1, ue niiioriio 1 ranciseo rercira. '.-.!
Sedas de quadri-
nhos muidos a
1,000
eovado.
rs. o
Na ra do (Jueiraado 11. 21 A, vendem-se sedas
urla-corcs de quadrinhos miados, de lindos goslos,
.a/..i...1 propria pora vestido do senhora e menina ;
dao-se as amostras com pcuhu:.
Vendse cafe de primeira qualida-
de viudo do Rio de Janeiro, e por mdi-
co preeo : no Passeio Publico loja n. 11.
Em casa de Rahe SchnicItauSi C, ra
da Cadeia n. .17, vende-se :
Um grande sortimento de vidrosdees-
pellio. ,
Itelogios Inios de patente inglez'.
Couros de lustre, marca castello.
Con ros de*gra\a.
Ervilhas seccas er> garrafies.
Vinho do Rheno superior,
Yudo por preeo commodo.
Vende-se a taberna do palco do l'araizo n. 18,
bem afreguezada para a Ierra, muilo propria para
principiante.
3210S.
r8.
Vcndem-se relogios snissosde lodas as
qualidades, tanto de ouro como de prata,
dito fjalvanisados e oleados: na ra da
Cadeia do Recife 11. 18: na mesma casa
lia tambem meios chronometros e relo-
gios para senhora de ptimo goslo.
i>amaseo largo
de alsrodo n 720 rs.
29300
29200
y-jooo
49000
7^01 H)
.19000
!IJ(MK1
~y, Huanuauc, ..iinii .... nnil.l COUlll lie S
Vendem-se por menos do que outra q
Qi quer parle.
eda. a
'
o covado.
Vende-se na ra do (.lueimado n. 21 A. damasco
largo de lindas cores, axenda propria para pannos
dt mesa, cuberas, assim como para oulras muilas
cousas, e do-se amostras com peuhor.
Lindos cortes de
vestidos de se-
da a 20$000.
Vendem-se ertei de vestidos de seda de cores pe-
lo baralo preeo de 209, P3" acabar.
Sarja prela lavrada muilo cncorpada, o co-
vado
Grosdenaple prelo liso com 3 palmos de
largara
Curies de coiloles de velludo do cores
ramio prelo e de coics liuo, prova de limao,
o covado
Casemira pela selim elstica, o corle
Corles de casemira de cores muilo .linos, o
crls
Manas de biorufe prelas para senhora
Na ra do (.laciniado n. 10, em frente do hacen da
Congregaeao, pastando a bolica, aj segunda loja de
fazendas, de Hesriqie & Sanios.
Aviso
aos capitaes de navios.
Ha para vender, un ra
da Cruz n. iO, es se-
"uintes objectos.
Uiua biijarroia.
Um latino grande e novo.
Dons cntellos.
Do; s ffai'toi'es.
Tres latinos.
Dons bolaxos novos.
Una polaca grande lie
proa.
Un joanete.
Un traqnete redondo.
Ditas varredoras.
CTuia vulla de estaes.
Una bAin bine lia de tolda.
Sete pordos.
Tndo por milito barato
preeoJ
Vcijde-se loucas ricas
de metal, imitando a pra-
ta, e ontros objectos, tndo
%m>%-%%
barntiss
Cruz n.
;mo
i6.
MUTTDrT
na ru da
Pal Brandy.
NA UNIA'O, RA DA CKUZ t. W
lia para vender cognac de ptima (pa i-
dade (Pal Brandy), por preeo mais lAi-
ralo do que em qualquer outra parte. I
Cacherina ada-
mascada de lindas cores
a 600 rs. o covado.
Vende-re na loja n. 2\ A da ra do (Jueiraado, es-
la fazenda, a i|ual he oplima para forrar carroa, cal-
as, e para panno) de mes, e assim como pera oo-
Iras muilas cousas, e dao*sc amostras.
Attcncao.
Vendem-ae loalhas c ^uardanapos de panno de i-
nbo do l'orlo : na loja de Sa Manuel na ra da Ca-
deia do Kecife u. 47.
Em ci-sa de M. Galinoit & C, piara lo
Corpo Santo y. II, lia para vendero
seguintc :
Taboado de pinlio, alcaliao e pi.xe
Suecia.
Alcatrao le carvo-
Lonas de nlgoduo.
Ditas de linho.
Tintas em latas.
Esponjas de superior qualidade.
Calios de linho c de Uanilha.
Indo miiilocoiumodo.
Vende-se organdi prela a :|J0 o covado laa
de quadros para vestido a (H) rs. o covado, pHlils
de alpaca a 39 : na ra da Cadeia do Kecife n. 47,
luja de .Mannel Ferreira de Si. Na mesma loja
de-c um eandieiro de I lucos para i|uilquer e labe-
lecimenlo.
avuas
respo
seas,
Staior
ra n -
Vendem-se casaea de paves, e tambem f
smenle : qoem pretender dirija--c a ra do t
n. 16, esquina.
Veiidem-se caixascom vidros para vid
vidros de bocea larQa cum rolhas do mesmo, o
sorlimenlo possivel : em casa de llarlholomcu
cisco de Souia, ra larga do Kosario n. :(6.
Loja da pobrera
Na ra ilo Passeio, loja n. 9, vendem-se ricos cor-
les de caljas escuras imitando a casemira a l3,ldilos
de brim oscuros de linho a S00 rs., dilos de Ibrim
Irancado bronco a 800 rs., chales brancos de caUa a
610, dilos de laa e seda a 39300, meia. prelas para
senhora a :HH1 rs. o par, chapeos de sol com haleia
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guind, sila na casa do Sr. cirurgian Teneira, cum
muilas freguezias na Capanga, Afilelos e Boa-Vii-
ii, alcm d. da porta, a qual lem lodos os pertences
a Irabalhar, c ua mesma (em um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para tratar, na ra da
Soledade n. 17, ou na mesma.
Moinhos de vento
com bombas derepuxopara regarhorlaa e bal-
sa de capim : na lundicode D. W. Boaman,
na roa do Brum ns. 8 c 10. ?
-A boa fama
a 29-210, dilos com junco a I?i00, chitas finas a
2(M),-2>{) rs. o covado. corles de cassa chila fi
180,
os a
?, rico curtes de cambraia brancos c de corrs a
39300, madapolao fino, a peca 3>SO0 e I3JOO,
ras muilas fazendas baratas.'
Ne escriptorio de llomingos Alves Malheo na
ra de Apollo n. 23, lia para vender por precos m-
dicos o sesuinle :
Ricos e elegantes pianos.
Salitre refinado em harria.
Salsa parrilha muilo superior.
Saceos de muilo superior farias de mandioca.
l.ovins de liuhn para monlaria.
Cobertorea do algodao muilo encorpados.
Toalhas de linho para rolo.
Kaelilha branca de algodao.
Camisolas de lAa.
Algodao trancado da fabrica da Babia.
Sement de linhaca.
Hila de moslarda.*
Flor de lilia.
Nosquatrocanlos da roa do (Jueimado, (
de razendas n. 20, vemlem-se curies de laa de q la-
dros de superior qyalidade. e de muilo bom godo
pelo diminuto preeo de >SO0 o corle, panno no
prelo a 23800, 33600 c I9OOO o covado, dito a/.ul a
l>S00, 3$ e i>j(K), curies de casemira preta milito
Una a :.>, pa...... de algodrto da Ierra de hoa quali-
dade, sendo c-la fazenda a melhor que se lem dts-
colicrlo para e-cra\o<, cassaa francezas mudo linas, e
delicados padrees, eoulras muilas fazendas de diver-
sas qualidades, e por precos 1,1o baratos, que la
visla ilcllas.se podem admirar.
AUenco.
Fazendas milito baratas-. ~
VENDE BARATO.
Libres de iiuhas brancas n. 50, 60, 70, 80, a
Ditas de dilas ns. 100 e I20
Uuzias de thesooras para costura
lluzias de dilas mais lina e maiores
Macos de cordao para vestido, alguma colisa
encardidos com 40, Mi e 60 palmos,
Peras com 1(1 varas de hicoestreilo
Caitinhas com agulhas francezas
Caisas com 16 nvelos de linbas de marcar
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras
Pares de meias finas para senhora a -2 i 11 e
Miadas de linbas mnilo finas para bordar 100 e
Crozas de boles muilo finos de madrepero!a
Ditas de dilos muilo finos para calcas
Fisalias dentadas par. cairas e coleles
Penlesdeverdadeiro bfalo"para alizar,a 300 e 500
Peras de fila de linho brancas com 6 e meia
varas
Cahasrom coheles grossos francezas
Carrileis de linhas de 200jardas de muilo boa
qualidade e de lodos os nmeros
Maciuhoscom 10 crampas, e do boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padrea
Torcidas para randieiro, duzia
liiileiros eareeiros de porcelania, par
Carlelrai de marroquim para algiheira
Canela, ni 11 iiu linas de metal epao20e
Caivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, 160, iS10 e 210
I ranclona de laa de caracol e de lodas ascrea
palmo
Duzia de penles decidir para alizar, bons
lirosa. de ho(oes de lou"a piulados
Pecas de filas de coz 210 e
Carretela de linhas de 100 jardas, autor Alc-
xaudre
Linhas prelas de roeadinha muilo boas
Cartas de allineles d boa qualidade
Duzia de penles .iberios para atar cabello
Meias de fio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda muilo boa 240 e
Fivel.isde arocom loque.de ferrugem para
calja
(rosas de fivelas para sapalos
CaUiohsi envernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Caixiuhasde pao com palitos de fogo bons
Caixas com 50 caixinhas de phosphoros para
charutos
Charoteirai de vidro 60 e
Cisloes para bengalas muilo bonitos
Atacadores prelos para casaca
Sapaliuhos de laa para erianras, o par
Camisas de meia para crianzas de peilo
Traneelins para relogin, fazenda boa
Escoviuhas para denles
Alem de lodas eslas miudezas, vendem-se oulras
muitissimas, que visla de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiradlo aos proprios com-
pradores na ra do Queimad, na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
Gal de Lisboa.
Vende-se ama porcao de harris com cal de Lisboa,
por baralo preeo, c retalho a :tj o barril 1 na roa da
Cadeia do Kecife n. 50.
Vinho do Porto superior.
O bem conhecido vinho do Porlo superior, m
barris de oilavo ; no armazem de Barroca & Castro,
ra da Cadeia du Kecife n. i, onde encontrarlo tam-
hem regular, em barris de quinto, por preeo com-
modo.
SEMENTES.
Silochegadas de Lisboa, eacham-se a renda na
ra da Cruz do Kecife n. 62, (alenla de Anlooio
Francisco Martina as seguinltssemenleadehorlali-
ces, como sejam : ervilhaslurta, genoveza, e de An-
gola, feijac rarrapalo, riixo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhudae allema, salsa, tomates grandes,
rbanos, rebneles brancos aocarnados, nabos rd-
xo e branco, aenoiraa brancer e amarellas, conves
trinchuda, lombarda, esaboit. sebola de Setobel,
segurelha.coenlro de tooccira. repolboe pimpinela,
e orna1 grande porro de diflerenles sementes, das
mais boi ilas flores parajardins.
1?IIKI
15280
1000
15-280
210
560
200
280
210
300
160
600
280
120
SO
60
80
60
40
80
500
too
40
200
100
soo
::oo
320
40
20
110
25600
320
40
560
120
20
100
80
40
Id
320
500
140
100
sapTloii entS! "i!'8 i M"", ly. por mneiir 8 '"lemeote do Aracal
Na roa da i^^^JWAUBA.
Joao F.rna.,dTpi,t.hl "?c,f*"-57, escriptorio do
carnauba por pre "'' ,^ ,nna *- wlas de
chegada. do ifa,""'10 """"odo. ollimameulo
n r /M?^ DE FERBO.
-Venden-* dous pianos forU!i da Jacaranda,
eonstruccai.vert.calecomiodo, 0 me|hJ0ramento;
.au modernos, tendo suido no oUIDO navio de
Uamburgo: oa rus da Cadei. arnMzem n> g<
^EmwjaafcHenryBnihn&C., na ra da
Lruz n. 10, ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor goslo, assim como relogios
de ouro patente. t
AJP fama
aans^HL
para
Curies de l.ka/inlia de cores escuras
vestidos -y^n
Ditos de cambraia brancos bordados de agulha -istloo
2J.T0I
I ..i/inlia. escuras para sesudos, o covado
Leufos de seda de cores graudes
Meias de algodao prelo com pouco loque de
mofo, o par
Damasco de pura laa com 6 palmos de lar-
gura, o covado
Panno da Cosa francez, superior qualida-
de, o covado
Corles de collcles de casemira bordados de cor 48500
220
15000
200
153 JO
110
15000
5^100
2SHKI
13800
1
600
360|
I5500'
25500
500
59300
7*100
2:000
Ditos de fusl.lo de barra cores finas
Dilos de casemira para calca linos decores
Ditos de meia casemira escura, cores lisas
com loque de mofo
Dilos de brim de linho de cores trancado
Urim de linho trancado Bao, cor de ganga,
a vara
Dilo de linho branco trancado entrelio, a
vara
Dito de dilo pardo de quadros, lino, o covado
Selim branco de Maco, superior qualidade,
o covado
Dilo prelo de Macao muilo fino, o covado
Selim de diversas cores com pouco toque de
mofo, o covado
Chapeos pretns fraucezes para menino
Dilos para homem muilo modernos
Al. ulao americano largo com loque de
avarin, peca
Bem como muilas oulras fazendas de goslo por pre-
ros muilo baratos : no armazem de fazendas de Gou-
veia ; Lei le, na ra do Oueimado n. 27.
Pianos,
Vendem-se pianos vertieses ingley.es. de clegaulcs
ni.1 lidio- eexcelleulcs oses, fabricados porum dos
mais acreditados autores, prendado na exposirao de
Londres: no armazem de Koslron Kooker c\ Com-
panhia, prara do Corpo Sanio.
Relogios
cobcrlos e descobertos, pequeos e grandes*, de ouro
e prata. palele inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
gle/. : em casa de Soulhall Mellor rj Companhia, ra
do l'orros n. 38.
Kob L'AflfcIcur, Vermfugo iugle, salsa de
Bristol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se esles remedios verdadeiros em casa de Barlholo-
meu Francisco de Souza, na ra larga do Kosario
n. 36.
Cobei tigres de laa hespa-
nlii'S limito encorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volia para a ra da Cadeia.
Cal virgemMe
Lisboa o. potassa da
Rnssia.
Vende-se na ra do Trapiche n. 9 a II, cal virgen-
de Lisboa, nova a 38000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e polassa da Kussia 300 rs. a libra.
Reogios de patente
inijlezcsdeouro, desabnete o de vidro :
vendem-sca pirro ri/.oavcl, em rasa de
Augusto C. de Alneu, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. ."G.
ir VAS DE TORCAL.
Vendem-se luvas prelas de lorcal, chegadas nlli-
mamenleile Lisboa, pelo haratissimo preeo de 15(NK1
o par : na rila do (Jueinudu, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
Farinba de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jarome Pires ven-
de-se superior fariuha de mandioca em saceos gran-
des ; para porcOe* Irala-ae com Manoel Alves Ciuer-
ra, na ra do Trapiche n. li.
Attciico
Kiscado escuro c muilo largo, proprio para roupa
de cscraros a 160 o cuvado, colchas brancas adamas-
cadasde muilo homgu.lo a 58, alnalhado adamasca-
do com 7 palmos de largura a 18600 a vara, loalhas
da panno de Indio alcoxoadas e lisas para rosto, 'as
mais superiores que lem viudo ao mercado, dilas
para mesa, guardauapos adamascados e oulras mina
las fazendas por preeo commodo : vendem-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volts para a ra da
Cadsia.
ogios
ing ezes de pa-
tente,
ns melhores fabricados em Inglaterra: em casada
llcnry Cibson ruada Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um com-
pleto sonimento de moendas e meias moendas
para enfjenho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de todos os tamaitos para
dito. K
A3$500
Vende-secal de Lisboaullimamenlcchegada,as-
sim como potassa da Kussiarerdadaira : napraca do
Corpo Santo n.11.
A boa fama
das
iloa-
VENDE MLITO BARATO
Leneinlins de relroz de todas as cores para pescoro ,e$ 6rt0
de seuhora e meninas a I5OOO, baralhos de carias l-
nissimas para vollarele a 500 rs., loncos de laa para
senhoras e meninas a 600 rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhoras a 100,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
1>, ricas luvas de seda de lodas as cores e bordad
cum guarnices e borlas a 35 e 35300, ricas abot
duras de madreperola e metal para colletes e pali
a ,i00 e 600 rs., superiores meias de seda prelas p;
senhora a 29300, meias brancas muilissimo finas r
ra senhora a 500 rs. o par, linissimas navalhas
eslojos para barba a 25, ricas caixas para guardar
joias a 800 e 15500, eaixas muilo ricas com rene
menlos nicamente proprias para costuras, pelo
ralo preeo de 25500, 3o 36500, papel proprio p
os namoradosa 10, 60, 80 e 100 rs. a folha, cand
ros americanos muilo elegantes, proprios para es
danlesou mesmo qualquer eslabelecimnlo pela boa
luz que d3o a 5JI, Iravessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo baralo preeo de 15. pastas para
guardar papis a 800 rs., espeihos de parede rom ar-
niacan dourada e sem ser dourada a 500, 700. \f t
15-500, escovas moitissimo finas para denlesa 500
1 em
li-
ba
ara
iei-
istua
1 boa
xas para rap--------------- ,......a. ,.,,, ,,
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs., dilos
da marfiro muilo bons a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cores de folhas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com exmelos
muilissimo linos a 152OO, 15500, 2} e 25500, jarros
de porcellana delicados e de modernos goslos, com
hanha franceza muilo fina a 25, frascos com essencia
5&000
I520O
0
800
1800(1
18000
500
39000
3*000
2SOO.I
15800
500
19000
18200
320
600
500
640
700
2J0O0
29000
4JIKI0
200
800
5fj0
39000
VENDE BARATO.
Ricos pentes de tartaruga para cabeca 4g50O
Mes de ,|,Mr (tasn, de iarl,ruga jEg
Ln?.,,"1"3" de e<,, ^ eor" Para "iee.s 19600
Panel nV""" f d* pDluras ('D" 3' 4 SWW
^eve?e45^oV,maCO n,e",r qUe pd'
Pehan" %T bC ^ laDSa' ,elhr 'M
Uculos te armado de accom graducSea
Lunetas com aimacSo dourada *
Dilas com armarao de larlaruga
Ollas com armarao de bfalo
Ditas de 2 vidros com armaran de tartaruga
loaeadort da jacarando com bons espelho,
Duos sem ser de Jacaranda 19500
Meias prelas coroi-ridas de l.iia
Malas d. jonco com bonitos casloes
nicoa chicles para cavallos grandes e na-
. quenos a 800 rs. e "*
Cravala. .le seda de lodas as cores a || e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
Pentes muilo finos pera-soiisa. '
fcscovas muilo finas para cabello
Capachos piulados cooipridos
Botoes l.p.ssimosde madreperola para camisa MMM
yuadernosde papel paquete muilo fin" H*
Honilossapa.inhos-de merino para cri.DC S
R.cascanelas para peonas de ac a 120 e 20S
Ricos porta relogios I58OO e "' J
Ricas canas fina, de metal para rap a 500 e UH\
Escova. muilo finas para unhas a 320 e m
ilas linissimas para cahello 16500 e
Dilas ditas para roupa 15,1520O e
apel de Imho proprio para carlurios, resma
l'inceis finos para barba
Duzia de lapbasalto finos para desenlio
Capta hnissimos para riscar, a duzia
Uuzias de facas agarros finos
Di as de facas e garios de balanro moilo linas fiam
Dilas dil.imuilis.imo finas, cabo de DMrfim iSnm
baJitre superior.
IECBAIISIO PAR EIGE-
IHO
NA FUNDICAO DE FERKO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN .5
^A,f "". PASSANDOOoBA-
ber : moendas e meias moendas da &^moderna
conslrucrao ; laixas de ferro fundido eb"d S
superior qna idade e de lodos. 1.-. 1. '.
dentadasl.araagua ou -S WSftSS
oes ; cr.vos c boceas de fori.all.aa t^hl^SZl
NA MESMA FUNDICAO. .
Sas??'! !0d! as """""endas com a superior
SS&&SSS: eCm d"idaP,e,Ia.Pcom:
POTASSA E CAL TUGUE
Ca^r^&^Slrrpaar^e
der multo 5Uperior poUssa da R lUido^0
de Jane.ro e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo
apresos mu.ln favoraveis, com os qu^es fiearL
os compradores satisfeilos.
avalhusa comento.
1 abr.caii.e que ha sido premiado em dve.sa, I
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi Iranserido o deposilo desle xarone nata a l,n
tea de Josa da Cruz Santos, na ru.Tow n K
Sana fa. 5*S00,a meias :1500o, sendo falso" fodo
aquelle que nAo for vendido nesle deposilo Vio
que se faz o prsenle aviso. T* *^
HIPORTAML PARA 0 PUBLICO.
ast.ma, pleuriz. escarros d, sange,P dr e cot
hrm,rfir.e"H-P"P"'t!,0n0 C"&- coqueluche
bronchile, dor na garganta, e lodas a. molestias
dos orgaos pulmonares.
Em casa de Henry Bruun & C, rus da Cruz
D. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Bussia.
Instrumentos para msica.
Espeihos com molduras.
Globos para ardins.
Cadeiras e solas parajardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano;
Gomma lacea.
Moendas superiores.
Na undiriio de C. Starr.SC., emSan-
isMO, escovas moitissimo finas para denlesa 500 rs., tn k"'' SlaiTs C., em Sat-
ricos leques com plumas e espeihos e pinturas fins- "aro, acna-se para veader moendas
simas a 25 e *}, charuleiras finas a 25, ricas gal he lei- de carina todas de Ierro, de um mncleln .
ras para azeite e vinagre a 25, ricas e linissimas ca- construir ... ,n;(n c____. i
para rap a 2-5500 e .15. penlcsd. burato, fazen- constr".d<> mmto Superior -
muilo sunerior. nara lirar ninlhn a "m h a4ii. Z^Tl "---------------
Htvt>o fusibo$7
h lisio na no.te do dia 5 do correle o prelo es-
cravo, de nome lhoni, crioulo, de idade 35 annos,
pouco mais ou menos, com os signaes seguiolra : cor
100 rs., frascos pequeno, egr.ndes da verdadeira { baela : r'.ga-se'aol,?2fSm di? cafnpV e ?o?a S
......3., ..-.^-- 1 M.......-.-.......-^ ua M-iiiaueira
agua de Colonia de l'iver a 180 e 15, sabonttes fino,
e de diversas qoalidades, pos para deules o mais fino
que pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumaras
ludo de muito goslo e que se vendem baralo, lesouras
muilissimo finas, proprias para papel, para coi lar ca-
bello, para unhas, para co.turas, trancas de sedas de
booilo. padroes e diversasalarguras e cores, ricas filas
de seda lisas e letradas de lodas as larguras e cores
blcos de linho finissimos de lindosapad ese lodas as
largaras, ricas franjas de algodle brancas e decores,
proprias para cortinados, e oulras moilissimas cousas
que tildse vende por lAo barato preeo, que aos pro-
prios compradores causa admiracao: na ra do Quei-
mad, na bem conhecida loja de miudezas da hoa
fama 11. 33.
TAIXAS PARA ENCENIIO.
Na fundicao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sonimento de taixes de ferro fun-
dido c balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preeo commodo e com
promptidao: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro senildespeza ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Johnsion & C
ra da Senzah-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de monlaria, randieiros e caslicaes
broiizeados, relogios palcnte inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de muniro, arraios para car-
ao, lonas inglezas.
I'm compleln sorlimento de bordados como se-
jam, camisetas rom mangas, collarinhos, peililhns.
romeiras, camis, cnifinhas e pelerinas ; lambeiri
lem um completo sorlimento de ricas flores, enfeiles
pira cabeca, litas e os verdadeiros e moderno bicos
de linho : na roa da Cadeia-Velha 11. 21, primeiro
indar.
qualquer pessoa que o spprehender,'" de diriair-s a
roa do Que.roado .1. 8, que sero gratificados gene-
rosamente. 8
No dia 2 do eorrente a noite, ausenloo-se da
casa de se., seuhor a escrava tienoveva. ^crioola, ds
28 aunos de idade, alia e boa figura, (em urna da
maos com pequenas pintas pareeendo foveira, e na
espadua direila alguna signaes amigos de junco, le-
ven vestido de chila escuro e panno da Cosa novo
com lislra, brancas e encarnadas guarnecido de
franja ; ella he natural das immediaces de Igoaras-
s.. engaito l'rejuhx) foi escrava. diz. que do|Sr.
Cosme, Olho do Sr. Cosme Joaquim : roga-e pois
U aulondades policiaes e capitaes de campo a apre-
hendo e leva la a ro1 .le Apollo n. 1 A, primeiro
andar que generosamente se gratificara.
No dia 7 de abril do correle anuo desappare-
ceu a seu senhor Jos Baodeira de Farial, morador
na Barra do Kio-Formoso, o eicravo Hoque, de cor
cabra, de 18 annos de idade, eslalora hilan, corpo
regular, pernas um pouco arqueadas, pes largos, de-
dos curlos.cabellos um pouco corridof,denles perfei-
los, sem barba, e com alguns cabellos nos peilos ;
presume-seque dilo escravo inlilulado forro, seahri-
gasse na companhia de pessoa, que de boa f o acei-
tou em qualidade de'lrabalhador : sendo assim, pede
u senhor delle, a quem quer que o possa lar, o obse-
quio de laze-lo prender e remelter, que satisfar
promptamente as desprzas: aos capitaes de campo
pessoas do povo reconinieiida sna captura, e promel-
le paca generosa por sua entrega, tambem recom-
pensa a quem der noticia cerla. Confia das aulorida-
des policiaes loda a vigilancia, (nrmenle intilolau-
do-seclle forro.'o que infnllivelmente praticaia.
Contina andar fogidn a prata Mercncia, cri-
onla, idade t 28 a 30 aunos, pouro mais ou menos
com os signaes segumtes: falla de denles .na frente ,
urna d.s orelhas rasgada provanienle dos brineo1:
quem a pegar leve-a a ra do Brom, armazem do
assucar u. 12, qoe ser bem gratificado.
PERN. TYP. DK li. F: DB FAKIa. 1856
ILEGIVEL


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