Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07402


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Full Text
AUNO XXX11 R. 133.
01M A MU S DE JIMIO DE 18S6.
Por mc/.es adianfados 4JQOO.
Por 3 mezes vencidos 4|500.
'
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.

I \<. VRREGADOS DA SURSCIUPCAO' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervasio T. da Natiridade : Natal, o Sr. Joa
quim I. Partir Jnior ; Ararat;, o Sr. A. da Lemol Braga ;
Caart, o Sr. J. Jos de Ollvera ; Maranhio. o 6r. Joaquim Mar-
ques Rodrigue!; Piauhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearens. ; Para, oSr. JuiliniaooJ. Ramo; Amaionaa.oSr. Jero-
Djmo da Casta.
PARTIDA DOS OORREIOS.
rnala : lodo.....Mu......, ,. ,, lio,.,. ,1o da.
IgNaraaM, *.....iaai r l'arahba : ni- -esaadiu sextas-frita*.
.V lula, li.-,,.,.... Ni.i.il ..t.ini.ii.i, \h......... I. a, .u,liiii.. : mi lerra-fera
S. I.....reafOi !......IVIli.., AncHk, ion........ Ilr.-j... Praqaeira, la-
lili. r'lnra, Villa-talla, Hoa-Tl la. Osaran Kli : Ha .|uan...-f.iij.
lab... I|...|ui -.. N.',ii.i.."..-iii. Rio-FuriMMi, toa, Barrelros, Agna-Prela.
1...1... ... arefa parleai a lo hora 4a smala.
AUDIENCIAS DOS TRIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quarlaa a aabbadoi.
Relacao : tercat-feirai esabbadoi.
Faienda : quartaa a labbadoa aa 10 horai.
Juizo do commercio : icgundii ai 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo da orptaaoi : aegundaa quintas ai 10 horas.
Primeira Tarado civel aegundaa t antas ao mtiu-ilm.
Segunda rara do civel: quarus a aabbadoa ao meio-dia.
EPIIEMF.BIDKS DOME/. DE JIMIO
2 La nova as M horas, 22 minutos, 4 segundos da t.irde.
10 uarto cresceute aos 19 minutos f 8 seguudos da larde.
18 La chaia as i huras. 27 minutos e 48 segundos da Urde.
35 Quartomiogiiante as 7 horas, 48 minutse 48 segundos da m.
1'liKAMAI. 1(1. 11 H.ll-..
Primeira as < hars e 54 minutos da manhaa.
Segunda as 7 hars e 18 minutos da urde.
DAS da semana.
2 S.-tu urida Ss. Marcelliuo presb. e Pedro cioreisU ni.
3 Tarca. Ss. Pergentino e Laurontino irms. mm.
4 QuarU. S. Qucrino b. ; Ss. Hoslilio e Daciano mm.
o QuinU. S. Pacifico i. ; Ss. Nicaeio, Appoionio c Zenaides mm.
II Sena. S. Norberto h. ; Ss. Eustorgio e Claudio bb.
7 SabbadoS. Roberto ab.; Ss. Lieario e Valebono diar. mm.
8 Domingo. S. Moiimino ab.: Ss. (eldardo e Heraclio bb.
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCA NO SEL.
Alagoai, o Sr. Claudino Faleo Dial ; Bahia o Sr. 1). Duprat:
io de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
Rio
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Hanoel Figueiroa da Faria, na sua
lirraria, praca da Independencia ns. te 8.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DOS NEGOCIOS
ESTRANGEIROS.
Relalorio da i eparlicao dos negocios
estrangeiros apiesentado a ussem-
bla legislativa na quarta sessao' da
nona legislatura | elo ministi o e se-
cretario de Estado o Exm. Sr. Jos
Mara da Silva Prannos.
Continuarlo.)
Apresamento da escuna iiorte-anierieana Marg
/jSiiuilt no porto de S. Mullica s da provincia do
Espirito Sanio.
(> uoveriioimperi.il toi informado pela legarao deS.
M. Britnica,em nula da -21 ile iiovembro ullinio.que
l..ma motivo para suspe.tar que urna cuna or- SS^."** !!?!aiS!^ !&'?
puiir.ir tela algum que chanque ,i interven., m das
autoridades liscaes do paiz, nao ImvfuiIo descarre-
gddo, nem tomado nova carga, circumstancias ero
que nao llie er.iapplicavel a sobredila disposiro.
Deciso do governo imperial declarando que
a jastifteaedo de que trata o arl. 35 do regu-
lamenlo n. "Os de l de oulu/iro de 1850, so'
pode ser feita peramte os auditores da mu-
rin/ta.
O cnsul geral do Brasil em Bucnns-Avrcs con-
suioii ao governo imperial se, solicitando-iie despa-
clio para um navio que apresenlasse algum dos sig-
naes que coosliluem pre.umpo.lo legal de emprego
no trauco tle africanos, devia recusa-lo, ou conre-
de-lo, exigindo a execurao do arl. 7 da le n. 581
de i de selembro de tKjO, aiinla mesmo tend3 o
navio eslran^eiro.
O Koverna imperial julsou conveniente utivir sj-
bre esla duvida a -ccr.i > do consellio de estado, con-
1
(e-americaua, Mari/ E. Smitlt, que sahira de Bos-
lou para Monlevideo, em 25 de agosto, se desuna
va ao trafico de ascravus.
O chele da poliaia desla corte, quando Ihe foi
Iraiismitlida aquella coiniiiunicar.Vi conlirmou-a.de-
clarando que ja se achava prevenido, sendo que
al oouhecia os nomes dos iuJividuos envolvidos na
ea>pecala(ao.
Em vista deslas informares lomaratn-s desde
logo todas as precauc/>es cunvenientos para assegu-
rar a appreheoijo, se os contrabandistas viessem ler
a qualquer porto do imperio.
A 20 de Janeiro prximo passado firl com etfeilo
aquella escuna presada pelo briuu escuna de guer-
ra brasileiro Olind i. ua barra de S. Malheus (p'n-
vinci.i do Espirito Santo:, leudo a seu bordo -i""
africanos.
Esta apprehens.lo, a que nada fallou para que
fosse cmplela, demonstra evideotemente a solici-
tude iucansavcl do governo imperial e dos seos
acantea. A repulsa que u>> contrabandistas ncoii-
Iraraui na popularlo daquella provincia lie mais
nina prova de qae a eiliuccjo do trauco de escra-
ioi h* boje o vol teral do- hrasileiros.
A leuar.ici de S. M. Urilanica expresou-se por
eua occasiao nos seguioles termos :
< A noticia ebegada do norte pelo ultimo pa-
quete causou o mamr prazer a leu.ir.io de S. M.
iiatta ciirle, e sem llovida sera um motivo para que
o governo de S. M. se congratule com o do Brasil.
" A caplura dele navio negreiro pelo cru/.eiro
imperial, sendo um iodtcio da firme dclermiuarfto
do governo imperial em auiquill.ir todas as tentali-
vas de fazer reviver o delestavel trauco de africanos
dar novo prestigio e forra moral ao governo, c obri-
gara os mal inteuciados a rcllectircm, antes de en-
traren] leviauamente em especulaces de coiilra-
hando.)>
Assiin. poi-, em 4 de fevereiro recoulieceu espon-
laueameute a IcgacAo de S. M. lrilamca o ciupe-
ulio do;goveruo imperial em acabar de
tim dos primeiros actos do novo presidente foi
restabelecer as relaroes de boa inlelligencia e ami-
zadeenlre o governo da repblica e a legarjio im-
perial.
-.i.l-i pela lei de 110 de selembro de 1853, inslou n
mesmo ministro, em ola de 15 de agosto de 185*.,
pela coulinuarAo dcste empreslimo, na Irypothese de
nao poder o governo imperial garantir a operar.io
Tal era a ituaro da Repblica quando o Sr. vis- de credilo que liaba em vista o governo da repo-
conde de Aliael cliegou a Montevideo, no dia 2i de blira, e de que cima fallei.
providencia para .pie as disposires do art. '15 e se-
guinles doreguldineulo de I i de" oulubro de 1850
pudessern ser execuladas pelos consulados brasi-
leros.
A secrao do conselho de estado foi de parecer que
a justilicacao determinada nos referidos artigos do
regulamenlo de I i de oulubro de IS.Vldeve ser fei-
ta perante os auditores da marinlia, nicas autorida-
des competentes para julga-la. como lie espresso no
artigo .18 do mesmo regulamenlo.
De conformidailecom este parecer dirigi o gover-
no imperial urna circular aos cnsules do Brasil, re-
comineoilandu-llies que, se der-se o caso de ama em-
li.irr.i.-,., que se destine ao transporte de colonos, uu
a oulra negociadlo licita, que exija imperiosamente
a existencia a bordo de algum ou alguns dos siguaes
menciona Jos no lo, os consulailos n.io devero admittir a justifica^o
exigida pelo arliuo.'15,informando aosinteressados que
laes jnslilicacoes devein ser feitas no imperio, onde
deverao requerer permtale para ler aquelles signaes
a bordo, dirigiodo.se para csse lint ao rovuruo -e-
ral, se a juslilicarao bouversido feita perante a au-
ditoria geral da corle, e aos presidentes das provin-
cias, se o for em qualquer outro ponto do imperio.
Asim procedeu o cnsul geral do Brasil em Bue-
nos-A} res como navio argentino \nfitrhtn, quo so-
licilava despacho para um porlo do imperio, e se
achava no caso das disposiccs leg.-tea acuna citadas,
A legaeo imperial em Bueaos-Avrvs, lendo co-
nheciniento daquella circular, submelleu a' resolu-
to do governo imperial as seguiites duviilas :
t."Si o que Tora naquelle despacho (letenniuadn
era applicavel somenle aos navios narionacs, ou
tambciu aos eslranseirns.
2.a Se a justilicaro do que trata o artigo 33 do de-
creto n. 70H de li de oulubro de 1850. era relativa
nicamente ao caso em que a negociarao, como na
bypothese .le transporte de colonos, e\'ja como con-
dieao subsidiaria a etislenria de llian ou de alguus
dos signaos de presuuiiicau do Iralico, ou tarobem
constiluam
urna ve/.
para sempre com o Iralico de escrav.s no imperio. Q"*> f* "B"' "
Nio obttanle. em 7 do mez seguinle, por factos ao- *"**& sua lot.lidade.
tenores aquelle e assaz explicados, a inesina lega-
^ao punlu em duvida e>se empeuho do governo im-
perial 1
O governo imperial espera que a criminosa espe-
cul.irao de escuua Mary '. Siutih aera plenamon-
aa/eriguada, e puuidos com lodo o rigor da lei os
aotaresfi cmplices que se acliam presos, n/osque
sejam anda conhecidos e -alcanrados no territorio
brasileiro.
As circumstancias que toroaram a d>ciiiia.1/jry /-..
a proprta
o governo imperial responden aquella legar.io,
quaulo a primeira duvida, que a circelar compreheii-
da smenle as einbarcares brasileiras, que sao as
nicas que ua forma do ortigo 7. da lei u. 5SI de i
de selembro de IS'iO devem seguir viagcm com pas-
saporles dados pelo governo do Brasil ; e, pelo que
respeila a seznoda dovida, que a juslilicarao deve ler
lugar em a.nlus os casos.
/'publica Oriental do I"ruguag.
Sao conheeidas as cirriimslancias que delermina-
SrnrtAsuspeita cm Boston foram levadas ao conheci- rain a nossj iolervonr.i no Eslado Drieulal do
j gove^ados tsl idos I iitil.i-.ipjaevpedt.i.n^ jh.iv. am lK",i. iaeiu. anulo s Ui,a a^uai lia
so sos seos agentes na America do Snl|afira de obsta-1 propoz.
rein a casa crimno;-, especulacjtri. Por ele motivo 1 A ioiervi-iir.o, du imperio fi solicilaria pelo go-
seguudo creio, o minislro daquel'.cs Estados ne>la veruo da Itepublica, em consecuencia dos aroaleei-
i-rle sollicilou ser informado opporliiuaroentc cer- mentos polticos de selembro oe 1853, e nao linda
ca do procedimiento que teria o governo Imperial! oulros litis que nromovpr e usegorar o reslabele-
com aqnelle navio e sua iri pola..- : ciiucnlo dj paz e da ordeiu constitucional naquelle
leudo sido esse barco negreiro capturado no por-
b to de S. Mallieus pelas autoridades brasileas, o go-
verno imperial se apressou em responder a leg-icao
dos Estados-L'nidos que a pre-.i e a tripolar;ao e mais
reos seriain sobmellidos no porlo da Balita, ou no
llio de Janeiro, ao processo c julgameulu que pres-
creve a lei brasileira de i de selembro de 1850 e o
regolameuto de 11 de oulubro do mesmo anno.
h'ianca exigida pelas autoridades .hrusiltiras
em Peruambueo do novio norte-americano
l ickery, all despachada vara a costa da
frica. *
lendo a batea norte-americana l'icherg chegado
ao porto de Pernambuco em Janeiro do auno pr-
ximo passado. procedente de Nova-Vori, c lendo
naqoelle porto sollicitado despachos para a costa
d'Afnra, as autoridades brasileiras despacharam o
dilo navio medanle a lianra quo exizem as dispnsi-
r;ei concernenles a repres-a do Iralico de escravos
no imperio, a qual loi prestada pelos respectivos
consignatarios, Roslron Kookcr & C. negocianles
inglezes dos mais bem couceiliiados naqaella
prora.
O cnsul de S. M. Ilril.inx i, porcm leve noticia
de qoe aquelle navio, obre cujo drlino licito lia-
vis alguma sospeila, fora despachado pelas autori-
dades de Pernambuco com piclerico das formali-
dades legaes, e nao duvidou o dito agente consular
o levar essa informa^Ao como certa ao conhecimen-
lo do seu governo. ConsequeutciueiitJ, a legaeao
de S. M. Britnica nesla corle leve orJem para chi-
mar a alinelo do governo imperial sobre aquelle
facto, e elleclivaiiiMite o fez.
A informado era, como se ve, inteiramente
inexacta ; as autoridades da provincia haviam pro-
cedido de perfeito accordo com os seus deveres. As-
miii o recoulieceu depois o mesmo cnsul e a lega-
i.-ni|-l" S. M. Britnica,manifestando a legaeao o pe-
lar que tinha de que aquelle agente lionvesse sido
mdu/.ido em erro pelos teus iuforniaiiles, e feito
uascer urna presumpc.io injusto rotura as autorida-
des liscaes da Pernambuco.
Iittetligencin dada pelo governo imperial ao
arl. 33 do decreto n. 708 de 11 de oulubro
de 1850, declarando que a nunca que exi-
ge este artigo comprehene lamban os na-
vios estrangeiros.
A duvida a que a cima ss allude foi soscilada
por oeeasio de ter a mesa do consulado da Babia,
ou uovembro du 1851, exigido que o navio francez
.daf'/f/ia, procedente do llsvre, e q&e tinha de se-
guir para a costa d'A frica com vasilhame em raaior
OJoautidade do que o necessario para a sua aguada,
preslasse a liauei de qoe trals o arl. 33 do decrelo
o. 708 de l i de oulubro de 1850.
Segundo a declaracAo dos respectivos consignata-
rios, aquelle vszilhame era destinado a transportar
aceite da palma da costa d'Africa para a I lanri
mas asaatoridades liscaes da Baha
eumprir com o seu dever, e estabeleccriam um inao
precedente, ae tivessem a referida declaracao s por
si como snflicieule para dispensar as condires da
lei, e se concedesiem a dispensa sem autorisa<;ao do
geverno imperial.
Uoi referido o caso ao governo imperial, e a lega-
r,lo ds 8. M. o Imperador dos Frauce/.es prelendeu
qoe o navio Camelia devia ser dispensado do onus
da lianea. porque, lendo lido despachado em I-ranea
islo he, dcbaixo das vislas das autoridades fraucezas
ollerecia sullicieule garaulia de que era licita a sua
viagem a cosls d'Africa com escala pelo porlo da
Baha:
O governo imperial, atienden lo as circumstan-
cias espeeiaes em que se achava aquelle navio, e a
intervengo da legario de.S. M. o Imperador dos
Trnceles, maudou dispensar a lianra qae com razio
exiga a mesa do consulado da Babia ; maniendo,
porm, I iolelligencia de que a esa condieo cito
sogeil.is as embarracoes eslrangera*, em que se ve-
riliqoe a presumpgao legal de desuno illicito, seja
quil for a soa procedencia, urna vez que deem en-
tradas as iilfandegas do imperio, ah despacliem, e
tomem nova carga, levando a seu bordo indicios de
ae noderetn emprrgar no Iralico.
Nao ha motivo para sitspeitar que o navio francez
Camelia, se destiuasse a um commercio illicito na
oosla d'Africa, mas em regra nao basta, para salis-
fazer a descoolianra legal que om navio eslraugei-
ro lenlia sido despachado em porto de no; m onde
o trafico de escravos seja punido, nem quaesquer
declararles dos inleressados, visto como pode dar-
se, e se tem dadoj navios assim despachados leozal-
roente, nutro e illicito destino.
Nao era. portanlo, possivel qoe o governo impe-
rial preacindisse da garanta que exiaem as leis niu-
liicipses do imperio, embera pareja ella em sgaos
casos muilo rigorosa, como ao cm geral lodns as
medidas ledenles a represso do dcteslavel com-
mercio du africanos.
Eslado.
selembro. Tresfaclos a caraclerjsavam como perfec-
tamente constitucional : 1., a espontanea renuncia
do general Flore.; 2.", a aceitaran dela renuncia
pela assetEhl.1 convocada eitraordinariamcntc, co-
mo o prescreve em ca-os semelliantes a eonslituicao
da repblica : 1 ". a devolueo da presidencia da
Ropubliea ao presidente do senado, lainhern confor-
me a mesnia couslituic.ao.
0 Sr. visconde de Abael enlcndeu, de perfeilo
accordo com o pensamenlo do soverno imperial,que
o objeelo principal de sua raisao eslava preenehido,
e que devia immedialameute reconhecer, como re-
coulieceu, o governo do Sr. Bustamante, apresen-
lando-lhe as suas rredenciaes de enviado extraordi-
nario e ministro plenipotenciario do Brasil em mis-
sao especial.
Com o reslahelecimeulo da paz e de um governo
regular na Repblica, linhain igualmente cessa lo
as circumstancias que podiam adiar a retirada da
forra brasileira estacionada em Montevideo. O Sr.
vtsconde de Abaelc procurou coohecer se o goveruo
da Kcpuhlica era do mesmo parecer, carbono de
perfeito accordo.
Foi, portanlo, ajustado por nolai reteiiaei, que
encontrareis entre os documentos aqu aunexos, a
cessaeao do auxilio de forra de Ierra que ha-
via quasi dous anuos preslavamos ao Eslado Ori-
ental.
Desde o dia l. de novembro deixou a divisao im-
perial de fazer nservieo de guarniCofo e destacamen-
to em .Montevideo, no dia I i do mesmo mez se poz
em marcha, e a I!) de dezembro passou a fron-
leira.
O comportamento de que a forra brasileira deu
exemplo. no lougo esparo de lempo qae esleve des-
tacada lora do paiz, vos he conhecido. Nao farei
.upo o seu eloeio, para deixar esla larefa ao go-
verno da Repblica, cujo teslemunlio he lo justo
quauto honroso.
Bespondendo a notilicaeao feila pelo nosso envia-
do extraordinario, o governo oriental se exprimi
nos segoinles termos :
Em vista das exarlas e ponderosas considera-
rues que determinaran! aquella resoluto imperial,
o governo er que so Ihe cabe eumprir o dever de
manifestar a S. Exe. oSr. viscoode de Alsele que
adherea urna .Iclcnnuiarao que he i mais completa
prova do elevado desinleresse que preside a poltica
do .-ovornu imperial em suas relaros com a re-
pblica.
i Mas esse dever nao licaria preenehido de una
maueira coi respndeme a honra da Repblica, e ao
que exigein a juslira mais notoria e ns senlimeiilos!
iioi.ro. e generosos que fazem a physionomta pree-
minente do carcter nacional, se, ao couvir ni e\e-
cueao da referida rrsolurao. n3o recouhecesse a dis-
ciplina, ni i lo .o. i o muralidade que a divisao im-
perial nunca desmeollo durante sua longa perma-
nencia no territorio oriental, do que cada um de
seta babilnica dar sempre leslemunlio. sem que
uissu faca mais do que pagar um trbulo de inuega-
vel juslira, e de merecida admirarlo por lie rele-
vanics virtudes.
Oepois da relirada da divisao imperial, e quando
ella anda se achava em marcha pelo lerrilorio da
Kepublica, occorreu em Montevideo um conftelo de
man armada entre a auloridade e alguus poneos c-
1 i '...-. que lenlaram impor condieoes ao governo,
allegando falta de garantas c recelos contra cellos
hefes militares quo mereeiam a cooliaoce. do ines-
overno.
Esla lamenlavel orciurriicia.que foi momentnea,
| terminando pela submissao dos insurgentes, inostrou
! que a auloridade da Repoblica eslava BSSSZ furte
para se fazer respcilar e obedecer.
Ii.iranle as ciiriiinslancias a que me refiro, o go-
[ veiuo oriental dirigio-se ollicialmenlc legaeao do
chefea
mu go
- Brasil, cominuuicaulo que resolver pcrmiltir aos
) duplo auMlio, de forra e de sobsidio pecun- ,geB(e, a,p,0BaUcoili qJe ,illhai forras navacs de
soa nae.lo oo porlo de Monlevido, que fizessem
desembarcar alguma tropa para proteger os interca-
les commcrciaes dos seus respectivos subditos, guar-
nerendo o edificio da alfandcga.
t'oi esle o muco auxilio quo o goveruo da Rep-
blica requisiton dos ministros de S. M.. que llio
prestaran! inmediatamente, fazendo desembarcar
para a llfaadega urna pequea lmca igual a que
man l.nam as lugaroes de l-'ranr;;i, llespatiha e Ls-
ludos-l. nidos.
Esta forra recolhcu-se para bordo dos navios hra-
sileiros iogo que cessou a crise revolucionaria.
/hunarcaciio de limileii entre o imperio e o Eslado
Oriental do I ruguag.
rio, qoe presumios ao governo da Repblica nao po-
da, pois, deixar de ser regulado pelos pactos exis-
tentes cutre os dous i.-t,i lo-, e sssim foi declarado c
ajustado, com applicaeo as circumslancias espeeiaes
da poca, no protocolo ou accordo assignado nesla
Corte cm 5 de-agosto do 1M5.
A inlerveni.ao do imperio foi de rerlo muio pro-
ficua a con-ervac.lo da paz da Repblica.
O governo orienlal deu repelidas vezes te-letnu-
nbo do elltcaz e desiulcressado peto que dell.i re-
cebeu.
Infelizineule, porom, quando ja havis termina-
do o nosso auxilio pecuuiario, e approximava-se o
dia em que a forra brasileira devia regressar ao seu
paiz. oceurrencias sobrevieraraque prodoziram urna
perturbaran, anida que passageira, da paz e ordem
legal da Repblica.
Os successos a que me reliro liveram lugar em
Monlevido no decursu do mez de agosto ultimo, e
origiuaram-se de um decreto, promulgado no dia
10 do mesmo mez, pelo qual o presidente da Re-
pblica restringir forlemeiile a liberdade de im-
prensa.
As boas retacos tao loni lempo manlidas entre
a legaeao imperial e o governo da Republica foram
em consequencia daquella medida alteradas repen-
tinamente.
O ministro do Brasil nao poda dar seu assentnicu-
lo a nina medida excepcioual, que a ordem publica,
sullicienteineulc defeudida pela inlerveiicau brasi-
ieira, nao rcclamava.
EHe tinha o direito de ser ouviili previamente, e
de ser Hendido, a rcspeilo de metidas de sems-
Ihaute nalureza.
0 goveruo oriental, se careca on nao quera pres-
cindir do apoto material do Brasil, nao devia lam-
bem prescindir do previo accordoada legar.io impe-
rial para o emprego de laes medidas.
O minislro de S. M. em Monlevido julgava mui-
lo inconveniente e promulgarlo do decrelo de 10
de agosto, e francamente mauifcstou este seu pensa-
menlo. Nao obstante, porm, suas amiga veis obscr-
vaees, o governo da Repblica cuten.leu que devia
sabir da senda conslilucioiial, e assim aconselhado
nao duvidou iuterromper as boas rclares qne cn-
trelinlii com a legacoo imperial.
Os aclos do governo da Repblica levantaran!
graude clamor, e quebrantaran! o tal ponto a forra
moral de sua auloridade, que dentro de poneos das
o presidente vio-so obrigado a sabir d capital, -le-
valido -a -tiUcirtinenlc acepliala.
Il'alii oasceu iuunedialamentu o cstabcleeiniciilo
ile um governo de facto em Montevideo, composlo
de um govemador provisorio e tres ministros.
Estes successos sorprenderam e causaram a mais
desagradavel impres-ao ao governo imperial.
O governo imperial julgava que as circumslancias
deixariam* de I da Repblica j nao exigiam a sua nterveo;ao,
e conformo os desejos que vos mazifestou, lam-
bem ao goveruo oriental, coqlava que a divisao
brasilcira estacionada em Monlevido se retirara
dentro do prazo estipulado uoaccordo de 5 de agosto
de 1851.
Os acontecimenlos de agoslo em Monlevido vie-
ram, portanlo, cau-ar um duplo pe/,ir ao governo
imperial. Era dereceiaro reapparucimeutoda guer-
ra civil na Repblica, e consequenleineiite o neces-
sidado da continuado do nosso auxilio militar, que
o goveruo imperial nao retirara de cerlo cm laes
circumslancias.
Sao pudendo prever o curso que leriam lomado
cssesacoiitecimciilos, ... lodosas suas contingencias,
eulendeu o govciiw imperial iudispensavcl enviar
Monlevido um ministro pleu,menle aulorisado
para auxiliar o reslahelecimeulo da paz da Rep-
blica, pelos ineios que cslivesseni ao nosso alcance, e
as circumslancias acoiiselliassem como mais conve-
nientes.
S. M. o Imperador liouvc por hem confiar esta
iLi-.'ni.is luzes e consumada experiencia do Sr. vis-
conde de Abaet.
No dia immedialu ao da partida do referido mi-
nistro plenipotenciario reccheu o governo imperial
a noticia dehaver terminado a crise poltica no es-
tado oriental, sem effasae de Magno, e salvsudo-sc
o principio da ordem constitucional.
O ex-prcsidenleda Repblica, o Sr. general Flo-
res, e o governo do fado esl.ibelecido na capilal,
coinpenclrando-se ambos da necessidade de Bobre-
por ludo a coiiservarao da paz ilo seu paiz, por
muluas conrcssccs evitarain s guerra civil, u poze-
ram lermo i situaran anormal cm que se achara.
O Sr. general l'ores declsrou que reiiuuciaya ir-
revogavele espontneamente ao cargo de presidente
da Repblica, e envin a soa renuncia nesie termos
a asseinbl.i geral legislaliva, que, areilando-a. coa-
vidou o presidente do senado, o Sr. Ir. Manoel Ba-
silio Bustamante, para assiumr o governo da itepu-
Posleriormenlo um outro uavio de|iachado lam- blica, como o prescreve a sua consliluirao.
bem em l'raue.i para a cusa d'Africa, llnhusl, cha-
gua ao mesmo porlo da Babia, e siiscitou .1 ni---:ii i
quesllo, prelcndeii'ious consignalarios que, sssim
como se pratieara coro o CameMa, fosac aquello na-
vio relevado da lianea a lim de poier seguir livre-
mente pera a costa d'Africa.
A adminislracoo do comnlado da Baha ale ao-
niiio a essa preleneao, mas nao se veriiicou a lianea
por ler o RobuU conliauado em sua vigetn sem
A legac.lo imperial, no entrelaulo que aguardava
as inslrncres e ordens o ordena que solicitara, con-
lervou-se na mais prudente abstcneSo, sem lodavia
deixar de prestar ao commercio e aos pacficos ha-
bitantes da capital os bous serviros da forrea brasi-
leira allieslacouada.
O acertado procedimento da legaclo imperial
eierceu mui benfica inllueocia para o promplo res-
labelecimeuio da paz publica.
Acham-se resolvidas as duvidas que occorreram
na demarcarlo da liulia comprchendida cnlre o rio
Jaguaraoe a coxilha de Sal'Anua, at otidu haviam
chegado no anno passado os Irabalbos da demar-
carlo.
Salas duvidas versavam sobre a delermiuacao do
aflliieute mais meridional daquellc rio, e da prin-
cipal Descanta do arroio S. I.uiz, a que se re-
fere o arligo 3 do Iraiado de 12 de oulubro de
1851.
Aut oris idos competentemente os dous commissa-
nos para decidirein a sua divergencia, procurando
as bausas uatoraes que mais se sccommodassem a
lellra e espirito do trata lo, poderam elle- chegar a
um accordo. liecnnlieeei.un o arroio da Mina como
0 allliiente mais ao -ul do rio JaguarAo e Irae.iram
1 liaba do Rio Negro i coxilha de Sanl'Annacom o
seguinle cursu :
Segu pelas aguas do arroio S. I.uiz ate aonde
elle apsesenta leilo pronunciado, edaln pelo centro
do bandado em que se transforma o dito leilo ale a
ilhadc S. I.uiz e lagoa do mesmo uoo.c. Desde o
extremo oriental desla ilba e lagoa, e pelo cenlro
dss aguas, se conlarao, seguiudo-as, mil bracas por-
tugue/as ; e do nonio em que ellas termiuarem-se
tirar nina recta ti unio dos dous galbos ou ma-
aaneiaei do arroio S. I.uiz, viudos 'da coxilha de
Sania Auna ; e continuara por aquelle destes galbos
que nascem junio ao eemilerio situado sobre a mes-
nia coxilha.
Nao vos he nesla occasiao apresentada a acta do
referido Mccordo, porque o commissario imperial nao
leve lempo para remell-la com a commuuicarao a
que me retiro.
He digno do maior elogio o zelo com que o Sr.
bariio.de Carapava, apezar do rigor dos anuos, e de
ulna grave enfermidade, que Ihe subreviera nos Ira-
balbos da fronleira, se esforca por levar ao lim a la-
refa que o governo imperial coromelteu sua peri-
cia e patriotismo.
A dein.ircac.io esleve suspensa por ausencia do
commissario orienlal, que se relirou em consequen-
cia das duvidas que acabam de ser ajustadas. Prose-
guirn! logo que elle regressou, e brevemente eslar
concluido o reconhecimeuto de toda a fronleira, por-
que sii fallara determinar galho do arroio da In-
vernada pelo qual deve a liuha descer da coxilha de
llaedo para o rio Ouarain, de que o dilo arroio he
alllueule.
Subsidio prestado repblica oriental do l nn/uug.
O governo da repblica oriental do Uruguay se
obrigou pela convencao de subsidio de 1 de oulubro
de 1851 a oceupar-se da liquidaron e elassiliesrao
da sua divida geral para converl-la em ttulos de
divida publica consulidada.
Em conformidade desta estipulaco, a assemblua
geral da repblica decretou e o governo sanecionou
a lei de 3 de julho de 1ci.5i, reconheceiido como di-
vida nacional a importancia de lodos os documentos
ja liqudalo- pela junta de crdito publico, e lodos
qnelles quo o fossum al o anno de 1852, com os
respectivos juros.
leudo procurado assiin cumplir subslancialmenle,
naquella poca, os conipromissos conlrabidos pela
citada convencao, o governo da repblica solicitou,
por nota do seu ministro nesla corte, de 22 de julho
de I8."), a ceoperarao do imperio para poder vencer
as dillicublades que enconlrava na encogi da dita
lei, sem o que julgava impossivel a renrgauisarao da
fazeuda e o relia.cimento do crdito publico.
Segundo os clculos que apresenlou a legarao ori-
ental, computada a necessidade dos gastos com os
recursos du que. o governo da repblica poda dispor,
haveria no auuo de 185"i apenas um saldo Jde pesos
183,309. Kxigindo as disposieoes da Icrdc 3 de ju-
lho de 1851 o pagamento, desde o Io de Janeiro de
1833, do juro da divida consolidada c convertida um
ttulos de um por renio ao anuo, que represenlava
a somina de li() mil pesos meusaes, uu de 720,(M)0 au-
nuaes, haveria um dficit de .5:11,01)1 pesos no ejer-
cicio do anuo de 1855.
Os recursos de que dispunha o governo oiienTal
eram insullicicntes para cobrir aquello dficit, dizia
o ministro oriental, e com este fundamento solicita-
v.i do governo imperial a sua garanta para que a
repblica podaste coulrahir um empreslimo de tres
inillies ile pesos noininaes, ou de dous niilbes e
dez mil pesos ctteclivos, sendo realisado a 70 por
ceulo.
O governo imperial n.io aiiiiuio .i esle pedido, nem
o podia fazer era a vossa aolorisacdo, qualquer que
fosse a forma por que se podesse realisa-lo.
Estando a fiudar a preslac,ao do subsidio autori-
I'or varias coinmunicires cnnfideneiaes, escripias
e verbacs, em oulubro, novembro e dezembro, in-
sislin sempre a legaeao orienlal naquollf'seolidu.
Estes pedidos acham-se resumidos na. tuda de 18
de inoi'i do anno prximo passado, qae'no mea an-
tecessor dirigi a dita legaeao, saUcilando urna de-
claracao formal do governo impenal reralivameole a
rontiniiaeai do subsidio pecuniario, ou a outro
qualquer auiilin equivalente com que podesse o go-
verno oriental prover a deficiencia de suas rendas.
O governo imperial, em conformidade do que ha-
via por vezes manifestado ao governo da repblica
pela sus legaeao nesla corle, e pela legaeao impe-
rial em Monlevido, respondeu era II de junho que
nao eslava aulorisado pelo poder legislativo para
prestar novo subsidio republiea, nem julgava con-
vcnienlc* pedir essa autorisarao, entendendo que a
garanda do imperio, qoe aquelle governo prelendia
na falta de subsidio, para realisaro de um empres-
limo on operarn de credilo, anda que o governo
oriental podesse assegurar que seria puramente no-
minal, equivaleria em seus eITcilos possiveis a um
cnipenhn eventual de pagamento.
Nova solicitaeao fez para esse lim o governo ori-
ental em 27 de julho, a qual apenas difteria das an-
teriores em excluir o ab'idin inens.il, determinar o
quantum do empreslimo para que o governo impe-
rial leria de prestar a sua garanta ollicial, e expres-
sar a applicaeo que o goveruo da repoblica tinha
cm vista dar ao empreslimo que Iralava de obler.
Nao leudo sido a recosa do governo imperial mo-
tivada por circumstancias accidentaos a transitorias,
fondando-se cm razes muilo ponderosas, anda sub-
sistentes, declarou elle que, apezar de Ihe ser mui
scnsivel ver a repblica anda em circumslancias
ditliceis e precaria, nem podia renovaras sacrificios
ja feitos, nem julgava que esses auxilios externos so
por si fossem um remedio edicaz para as nanc.is da
repblica, sendo que apenas poderia minorar osef-
feitos do mal por algum lempo, mas nao exlingui-lo
uu cura-lo radicalmente.
As ultimas olas sob ns. i e 3 da legaeao orienlal
nesla corle, c as de ns. 2 e do ministerio dos ne-
gocios eslraogeros, annexo I), vos iuformarao mi-
nuciosamente das ra/oes com que ruudameiilava o
governo oriental o seu pedido de novo subsidio, na
de garanta para um empreslimo negociado nesla
corle, e das razoes muilo ponderosas que leve o go-
verno imperial para nao contraliir semelhante era-
penhn, a que por nuulmm principio se achava obri-
gado.
Junta de crdito publico.
O minucioso relalorio do commissario imperial
expe o eslado em que se arhain us Irabalbos da jun-
ta de credilo publico que o governo (reutal creou,
em virlude da convenrao de subsidio de 12 de oulu-
bro de 1851.
As liquidaroes cm que devia inler'ir u dito com-
missario, creio qoe se pndem consid'rar terminadas.
Alm dessas liquidar/es deram-sc i junta oulras in-
cumbencias, nao derivadas da dita convencao, e das
quaes, portanto, o nosso commissrrio so lera absti-
do como devora.
Confeiirariio argentina.
O governo da confederaras argentina manifesiou
em termos os mais amigaveis o tosejo que o anima-
va de firmar solnlaapente as boas retaees dos duus
paizes. e promover os seus recprocos iulcrcsses,
iiao.tn as cstipulaciics'preezisteiiteatodo, o deseuvol-
vimeol, para eaac tira neceVsaato.
Ilavendo de [urte do governo iolperial as mesmas
nraisaveis disposieoes, e sendo as circumstancias fa-
voraveis a realisagao dos desejos eommuas dos dous
governos, S. M. o Imperador resolveu enviar ao Pa-
ran um ministro plenipotenciario eicanegado des-
sa missao especial. Coube ao Sr. visconde de Abaelc
a honra desta nomeacao.
O plenipotenciario brasileiro foi acolhiro com mu-
significativas (lemonslrar-es de aprero e imizade pe-
lo presidente da confederaran e ssu governo, e con-
cluiu a sua missao celebrando um trato i. de amiza-
de, commercio e navegarao, que foi aisignado no
dia 7 de marco, e j obleve a rotitie.i.o, de S. M. o
Imperador.
As raiiticacous de-te tralado devem ser brevemen-
le trocadas na ridade do Paran*.
Ke.ili-ar.ini assim ns dous governts em 1S5li, e
por ventura com mais vanlagern pan os dous pai-
zes, o que haviam pretendido em 185!, c nao pode
ser levado a etfeilo por forra dos acn cnenlos po-
lticos que sobrevieram na confederarec, logo depois
ds queda du dictador Rosas.
No referiJo tratado foram consulladis todas as es-
lipulaccs preexislentes entre o rapcio c a confe-
derarlo.
0 principio da livre navegarao do lio da Prata, e
de todos os seus allluenlcs, acliava-se estipulado no
artigo addicional a convencao prclimhar de paz de
27 de agoslo de I82S, e nos convenir, de allanra
que en 29 de maio e 21 de nuvembrede 1851 cele-
brara o presidente actual da confederado com o im-
perio e a repblica oriental do tjro'.oay. u novo
tralado consagra o mesmo principio om odesenvol-
viraenlo o mais conveniente aos iiilersses de ambos
os paizes.
No convenio de allanra de 21 d iiuvenibrn de
1851 foi estipulado que o actual presdenle da con-
federarao, entao govemador de Ente-Ros, procu-
rara obler, em nome desle eslado elo de Corejkjn-
les, que o governo que succedesse inmediatamente
ao do general Rosas reconhecesse orno divida da
confederarao o aaxilio pecuniario prslado pelo im-
perio aos ditos estados para o resloeleciinento de
um governo regular na inesma confdersrn. elfec-
(uando-se o respectivo pagamento cm os juros de
seis por rento ao auno.
O presidente da confederarao surnelltu a deci-
so do congressose o dilo emprciimo feito pelo
Brasil devia ser considerado como ivida das pro-
vincias de Enlre-Rios e Corrientes, u como divida
nacional.
Por lei de 29 de selembro do ann prximo pas-
sado, documento n. I do annexo E.elibcrou o cou-
gresso que aquelle empreslimo fosseonsiderado co-
mo divida nacional, e aulorisou o pder execulivo
para aju-t.tr com o governo imperiab forma porque
devia ser salisfeilo.
O governo de S. M. mandou sioiiiear ao governo
argentino, que tinha visto com pncr a justa apru-
ciaeao qne o congresso lizcra dosibsidio prestado
pelo imperio, o declarar que, inundo dos termos
da lei du 99 de selembro, eslava promplo para en-
trar no ajuste de que trata a mesia lei, ducumento
n. 3 do mesmo annexo.
de campo, commandante das armas, o sob-direelor
da mesma colonia, o Sr. tenente reformado Joao
M.ir mil i Cavalcatiti de Albuquerque, em virlude de
representarlo ou queixa contra elle dada pelo Sr.
capilo do quilo balalh.'io de arltlliari i a pe, Brasi-
lio da Amorim Bezerra, alli empregado na domar-
carao do terreno pertencente aquelle eslabelecimen-
to, cifrando-se a queixa em tur o mencionadn sub-
director mandato pralicar diversos toques de servi-
do sem precedencia da necessaria venia e xoso, ollicial de raaior patente, que enlao se aelia-
va presente, ua ausencia do respectivo director, en-
xergando ueste procedimeulo, nao s urna falta de
dever, mas muda um aeinte feito a sua pessoa e pos-
to, em ra/o de se haverem dissolvido os locos de
.'imizade e camaradagem, que aoteriounenle inanli-
nhain.
O mesmo marcchal de campo apreciando devida-
menle semelhanle argui^i, e a resposta que sobre
ella deu o sub-director, nao pode deixar de reco-
nhecer que este nlvidou um dever a que eslava ads-
tricto para com aquelle ollirial, j por ser seu supe-
rior em graduacao, ejpela reciproca corlezania
rom que se Iratain os militares; e por esla infracrao
de dever c das regras de civilidade, que eslava as
allriluiier.es do Sr. director correg-la. iiidependente
de deliberacao superior, o CMiimandanle das armas
extranlia ao Sr. lente Marioho, nao Ihe podeudo
servir de descolpa a l.ingenle que procurou para
alieno ir o seu proceder esquecimenlo que era
casos laes se nao deve admillir. Mandando, portan-
to, que o referido Sr. I.-nenie seja posto em liberda-
de, e que quauto anls regresse para a colonia, ad-
verle tambera |ao Sr. capilo Amorim Bezerra,
que quando ti ver de endererar queixas oo represen-
laques sobre objeetns militares, nao he licito indicar
aos superiores o modo por que se devem haver, vis-
lo romo isso importa urna falla de allencao.
II sobredi lo iu.irerb.il decampo, por convenien-
cia do servieo, dispensa o Sr. capitn reformado
Pompeo Romano de Carvalho do commando interi-
no do lorie de Gaib, e determina que passe a exer-
cc-lo conjunclameiite com o do forte de Nasarcth
o Sr. major Joo Jos Comes.
Jos Joaquim Coelho.
O meu antecessor deu-vos coliccimenlo das ex-
plicares trocadas entre o goverp imperial e os da
confederarao e de Bueuos-Ayre por occasiao da
passagem da forra naval brssileii, que foi ao Para-
guay no principio do anuo ultire.
Daquella correspondencia vise que as explica-
coes do governo imperial foraimeeilas nos termos
os mais amigaveis por aquelles ous governos. to-
dava, trocaram-se anda alguma solas sobre o mes-
mo assumplo.
Os fados posteriores nao poim comprovar do
om modo mais evidente as decinres do goveruo
imperial.
Assim como harria procedido ealivamente a pas-
saaem da expedir.! naval hrasicra pelo Paran, n
governo imperial manifestou aqulles dous governos
O carcter e lins da inle veneno io Brasil no eslado
orienlal, declarando que aceilaiii le bom grado o
seu concurso, de conformidade :om a circular que
dirigir us uaees eslrangeiras em '.I de Janeiro de
185i.
O ministro das rclares exteriois de Bueuiis-
Avres respondeu quu o sou governo -stava perfeila-
inenle tranquillo a respeilu da intrvunrao brasi.
luirt no estado oricuUI, quu esle eado era iude-
pendenlc, c se achava por is.o no ca) de curar de
seus pri.priu- iuteresses, nao bavcudoportauto, mo-
tivo para quo Buenos-Avrcs se unvolvesse na
queslo.
O governo da conlcdcracao responiu qne deposi-
tsva a mais plena cooflaoca na luakdu do governo
imperial, e nao Ihe convinlia lomarcarle activa nos
negocios internos do eslado orienlal
Nao obslanlfl este procedimento, igoverno argen-
tino dirigio-se posleriormMileao goerno imperial,
manifestando lopreheasoss pela prenra das forras
brssileiras em Moiilevidj. Posto qo boje de puuco
ou neuhuin interesse, va anuexa aoiresenle relato-
rio a correspondencia qie se seguio i que fui publi-
cada no anuo prximo passado.
tCo/ifiinr-se-Ao.1
COMBiamO DAS AHVIAS,
Quartel general a*o commando das armas da
Pern.imbuco ni cli.ode do Btclfa eos 2 de
junho da 1S5F
OBdEM ItIDlA N. JO.
Ilavendo o >r. capitai, direclnr la rolouia mili-
tar de Pmrteiras, preulido a ordtm do mareclial
EITERIDR.
Eis-aqui segundo a /ndepeniance b'\ge o proto-
colo das disposieoes accordadas em Constanlinopla
relalivamcnle aos principados danubianos.
1. Tanda deixadode vigorar os tratados celebrados
entre a Sublime Porta e a lln-si.. relativamente
Moldavia e Valachia, por causa da guerra, nao so-
rao considerados como lei fundamental destas dnas
provincias os regolamentos orgnicos dos mesmos
tratados dependentes.
Era virlude do que a Porta r.onlirma de novo os
privilegios e inmunidades de quu os principados
tem gozado, sob sua propria soberana, desde as
cipiluliroes que Ibes foram aeceilas pelos sullnes
Bjaselo I, e Mahamud II.
ambein quer assegurar-Ihes o go/.o delles por
maneirs solicita e justa, pondo-osem completa har-
mona ruin o progresso do lempo, as necessidailes e
desejos de todas as clasoes de povos, c as relaees es-
tabelecidas, para interesse coinmuin com o imperio
oltomano,
2. A Valachia e Moldavia, cajos territorios lor-
mam parle inlugraule do imperio oltomauo, terao
como dantos, una administraran separada e iule-
peudeiile, soba auloridade OeS. M. o sullao. t)s
hospodares sent vitsliciamenle nomeados de entre
as familias mais ilistincl.is do paiz. O seu poder sera
aeoinpa,diario de ius(ruei;es proprias para nialile-
lem a boa ordem nos principados,o assentar eu
solidas bases a felicidade de todas ^ elasses.
3. Os principados licam independentes de qual-
quer proi'durado esliangeiro. u lias suas relares
com as potencias estrangeiros. serau- i.i i smeate re-
presenlados peU Sublime Porla.
i. Couliunarioem vigor nos principados os tra-
tados feitos pela Sublime Porta.
5. Os principados manieran, por meio de l.apou-
iiagos, ou afeles nomeados pelo hospodares, auclo-
rsados pela Porta, qaapodero livreinente demulir,
relaoes directas com o governo imperial.
li. A Moldavia e Valachia pagaro animalmente
j ao governo imperial nin determinado tributo, que
ser lixado em quanlia moderada. Nao licam sujei-
tos a qualquer outro encaigo, nem pajarito subsidios
por meio de requisires, ou compra Zorrada.
7. Os principados terao direito de conservar as
tarcas que jularem necessarias para conservaren]
a polica, e m.mterer a ordem publica. FixarSO,
de accordo com a Sublime Pona, o numero de tro-
pas e una vez eslabelucido o quadro do exercito
tio sera este augmentado sem novo accoido. Poten-
cia alguma podea oppr-se aos aclos defensivos
que a Sublime Porla, e os principadosjiilguein de-
ver combinar para commuin seguranea do imperio.
8. As einbarcacoes moldavas e valachas continua-
r3o a livrenicnle navegar com bandeira privilegiada,
que Ihe foi concedida pela Sublime Porla.
9. No caso de que se perturbe a ordem, s a Por-
la tem direito a reslabelece-la ; recorreudo in-
lerveoctto armada s depois de haver concordado
com as alias parles contratantes, quauto ao modo
e prazo dessa iutervenCoio.
10. Nao se construir' praca alguma na raargem
esquerda do Danubio nem em ponto algum do ler-
riturio moldo-valachio, sem previo accordo dos
principados, e da potencia soberana. Todas as qoes-
tes um lempo de paz, relativas a estas prac.3! se
resolvero de commum accordo. Em lempo deguer-
ra podera a Sublime Porla fazer oeeapar por tropas
otloinaiias as praeas por ella ronslruidas.
11. Se, por ventura, fr de futuro, julgado neces-
sario crear um svstcma permanente de quarentena
as dnas margeos do Danubio, a administraeo sani-
taria na Moldavia e Valaqota depender su do go-
verno dos principado?.Antes de dar-se asecoCole
a qualquer regra sobre quarentena ser esla discuti-
da com ns ministros da Sublime Porla.
13, Em comformidailecnm ns privilegios reennhe-
cidos ah antii/uo a favor da Moldavia e Valachia.
S. H. o sultao protege e reconliece a independencia
da a iniini.trae.in interna dos principados, estando
a Sublime Borla resolvida a absler-se de toda a in-
gerencia, e sob qualquer forma que seja, nos artos
da auloridade interna, a nao ser que|maiiifeslamen-
le vo de encontr ao disposto na prsenle acta,
c ao estatuto fundtimeut.il que Ihe servir de com-
plemento, on sejam alleiilalorios dos traclados ce-
lebrados com as potencias eslrangeiras e aos legti-
mos interesses que delles derivaren!.
13. 'Todos os cultos, e os que os professam terao
igual liberdade c proleceao nos dous principados.
1 i. io-rporaejo ou individuo algum podera' soflrer
expropriaries seja qoal for o moiivo, sem previa e
justa in.leiiinisar.ui, arbitrada por una cotnmisso
mixta, que d a todas as parles os convenientes pu-
nhores de seguranza.
1.5. Os estrangeiros podero possuir bens de raiz
na Moldavia c Valachia, com os mesmos encargos
que os nacionaes, sujeitaudo-se, coinludo, as leis.
Iti. Os Moldavos e Valachos podero ser admil-
(dos aos empregos pblicos.
I". As relaees enlre os proprielarios e renderns
regular-se-hdo de modo equitativo, e por mutua
convencao.Os encargos e servijos pessoaes. que
anda cxislem, -er.io declarados remissiveis por una
lei especial que deve ser publicada e exerulada no
prazo de um anuo o mais tardar, por modo quo us
faca inteiramente cessar ii'uina poca immedial.i.
IS. 'todas as classes de povo, sem dislinccSo al-
guma de nascimenlo, ou culto, gozarlo00 igual I.ule
de direilos civis, c em particular do direito du pro-
priedade, sob quaesquer formas ; pnrem o exerri-
cio destes direilos polticos se entendecom os nacio-
nae que esliveium sob proleceao cstrangeira.
19. As propriedadesiiiiuioveis, sejairj quaes fnrem
os seus pu-siu l.o es. licam como as oulras sujeilas ao
imposto, lie exmela a eapil.n.o.
20. As industrias liciio livres; e radicalmente
abolidos os monopolios du qualquer nalureza que
sejam, lias cidades e nos campos.
21. Os hospodares serao electivos e vitalicios, pu-
dendo a Porla s dimilli-los pelo crime de alia lr.ii-
ro, judicialmente provado na forma que se esla-
helecer.
22. O candidato eleito Humanista de tres nomes
esrolbidos, segundo as regras lixadas c approvadas
por S. M. o Milto, ser.hospodar.
2il. Apenas se hajam lixado as bases ps-enciaes da
nova orgaiusarAo dos principados su proceder a
eleieao dos novos hospodares. Alo ento serao os
principados dir.gidos por um governo provisorio, ou
Cdimaniro, para cuja orgauisacdo a Sublime Porla
se entender' rom governo provisorio, gozando da auloridade que pe -
tenee aos hospedares, proceder, no mais curio pra-
zo possivel c na presenca de urna cominis.ao olio-
mana, a' nova urgaiiisarao dos principados.
. A lista civil do bospodar eslsbulecer-se-ba
unid vez pata sempre. .luando elle entrar no excr-
eto de suas funcriies.
25. Teudo estes dir o de nome.ir e deniillir os
ministros, i-oiisri vor.io o mando da forca armada, em
conformidade das Iris ; apresenlaro o orcimeuto
annual, dando conta ao corpu legislativo das despe-
zad taitas ; pondo em execurao ns leis, e gozando do
direito de perdoar. Convocaran o corpo legislativo,
encerrado as sesses, na forma estabelecida por as
leis, a sua iniciativa, ea forma da sanccSo bao de
ser lixadas por urna lei.
2U. O corpo legislativo se constituir' de modo
qne seja indeoendente.na sua oriraiiisnraocconjuncto I
para poder vigiar pelos interesses de todas as classes i
do povo, para dar auloridade com os seus volos, e
censurar ollicialmenle os aclos da administradlo,
formara' igualmente todas as leis relativas a orga-
nisacao do exerejlo, a' ndminislrac,5o propriameute
dila, e a de fazend.i, ju'stiea, insitruc^do publica,
bens do eslado, conventos, e assim como fara' as
grandes concessoes sobre obras publicas.
As leis approvadas pelo corpo legislativo, c pro-
mulgadas pelos hospodares, sendo de applicaeo ge-
ral para os nacin.ie-, o serao tambem para os na-
luiaes do imperio otlomano, eslahelecidos, ou que
se estabclecerem nos pnncipidos ; ou que possuam
propnedtides rusticas.
27. O poderjudicial sera' independeute do poder
execulivo, gozando das convenientes immunidades,
e dando os necessarios penhores.
28. Ouulquei' que seja delinilivamcnte a forma
da legislatura, comprehendera' ella sempre um se-
nado composto das pessoas mais notareis do paiz.
29. A legislaran constitutiva dos principados deve
ser uniforme. L'ma commisaau meltite valacha, e
melade moldava, eleila pelos caimacanes, de accor-
do com o commissario ottumano, permanecer' sem-
pre em Constanlinopla para substituir ao regala-
nenio orgnico nao so as novas comhinacoe', neces-
sarias pelos arligos antecedentes, como igualmente
os que a experiencia houver demonstrado serem de
iitilidade, e especia'mente o que disser rcspeilo a
orrMiiisar.ln du poder legislativo.
30. O Irabalho da commis-.in sera' submcllido a'
Sablimc Porla, e por ella commnnicado asaltas par-
les contralantes. Deve ser autorisa lo com a so-
lemne approvaro de S. M. o sollo, e publicado
em seu nome em Bucharest e Jassy, uo prazo de
Ires mezes.
Diario do Gcente de Lisboa, i
IMTERIQR.
RIO OE JANEIRO
SEW.
SESSA'O EM 1 i DE MAIO DE 1856.
/'residencia do Sr. Manoel Ignacio Cacalcanti de
/.aeerda.
A's II' Vira- da manb-a, reunidos 10 Srs. se-
nadores, abrio-se a sessao, tai lida e approvada a ac-
ta da anterior, e leu-se o seguiute expediente:
lim ullicio do Sr. minislro do imperio, Iransmit-
tiiulo copia do decreto de 211 de agosto do anuo pro
sima passado, pelo qual houve S. M. o Imperador
por bem conceder a vis eoadessa du Caravellas a
pcn-.io .iiinii 11 de 1:8IM)> res em lemuneraco dos
servicos|prestados por seu fallecido marido o vis-
conde do mesmo Idilio.y cotnmisso de fa/.enda.
Reqiieriiiieuio do bdcliarcll.ui/ Rodrigues Villa-
res, reclamando o seu direito otreudido por urna
resoluriiu approvada ua cmara dos depuladose en-
viada ao senado a 30 de agosto de 1855, dispensan-
do as leis du ainorlizarau em favor dos cslabeleci-
inentos de candade do Recfe, provincia de Pcr-
uaiubuco.A' commissao de legislarjo.
Ortl'EM DO DIA.
I'.nlroii un primeira discussao, e'passon sem deba
te i segunda, a ipdcaeo sobre a crearlo de mais
nina coramis-o pennaiiuntc rom a deuominarao de
cbmearasao |dc emurezas privilegiadas e obras publi-
.ca-.
l-'ni approvada sem dbale em 3.' iliscusso, para
subir a saucrao imperial, a proposito da cdinsra
dos depoladi s declarando que os esludante
matriruladosuo cursos pbarmaceulico antes da
poblicdco dos actuaos estatutos oas faculdades de
medicina, eslo habilitados para matricular-se no se-
gundo anno.
O Sr, /'resiliente declarou esgolada a ordem do
diu, e deu para a da seguinle aessao : 1.-' discussao
da indicaco para que o senado delibere se o exer-
ciciu de presidente do banco esta incluido ua dispo-
sooo do artigo 1,2 da constituirn, com o parecer da
commissao de i in-tiloieoo a tal respeilo : 3.a dis-
cussao de varias proposiroes da cmara dos depula-
dos sobre naliir.ilisae.io de cslraiiiteircrs.
I.evantou-se a sessao s II lloras e 20 minutas.
No dia i S nao houvee sssao.
10
l'reeidencia do Sr. Jos da .alca Mafra. .secre-
tario.
A's II horas da manlnia, depois de feita a chama-
da, achtim-sc prsenles 2ySrs. senadores, e abnu-se
a sessao.
Foram lidas e approvadas ss actas de I i el| lo
rorrete mez.
I.eu-se e tai a imprimir, para entrar na ordem
dos Irabalbos, o seguinle parecer:
\' commissao de instrucro publica tai prsen-
le o rcqucrimcnto do bario da Paralaba, allegando
os motivos justificados com documentos) que em-
Imi aeoram a seu limo Joao Gomes Ribeiro de Avcl-
lar do se (presentar em lempo para matricular-se
no 2." anno do curso juridido de S. Paulo, e pe-
dindo em consequencia que por um acto legislaiivo
seja o governo ao ton-,ido para mandar admillir
matricula o referido estudaute no presente anno lec-
tivo.
A commissao, julgando atlendivel a preleneao do
siipplicaule : allendendo que uniros pretendemos
appareceram em circuinstanciassemelhanles, he de
parecer que o senado adopte a seguinle rcsolurao.
A assemblua geral legislativa resolve :
a Art. i." I'ica o governo autorisado para mandar
matricular as escollas matares do imperio os alum-
nos que, por motivos justificados, nao li.errm
comparecido no prazo Otada para as matriculas no
prsenle anuo lectivo.
Arl. 2.' l'icam revogadas as disposir-aas em
contrario para este elleito tornale.
o Paro do senado, 15 de maio de I85.Baplisla
de Oliveira.Araujo Ribeiro.
ORDEM DO DIA.
Entrou em 1.a discussao a indicaco para que
o senado delibere se o ejercicio de presidente do
banco esta incluido ua disposi^o do artigo 32 da
conslitoirao, com o parecer da commisio de cons-
tituido a tal respeito.
A' 1 hora e 10 minutos da larde, verificaodo-se
nao haver casa, licou adiada a discussao.
O Sr. Presidente deu para a ordem do dia a
mesnia de hoje, e levantan a sessao. I
f..\M..BADOSSRS.DEPltAD0S.
SESSAO DO DIA. 17 DE MAI
/'residencia do Sr. cisconde
A's 10 horas da manhaa, feila a
rificando-se haver numero sullicieiite1
guinle expediente :
lm cilicio do Sr. ministro do imd
DE 18.56.
/laependg.
ii-una j,i, e ve-
passa-sejao se-
erio, datado de
3 de selembro do anno passado, a:ompaohado da
copia do decrelo de 23 de aeoslo < o mesmo anno,
pelo qualSua Mageslade o Impendnr houve por
bem couceder a D. Auna Rufina i ; Soaza tranco
Correa, viuva do vice-pre-idenle la provincia do
l'ara, Angelo Custodio Corroa, a pe Mas annual de
um cont e duzenlos mil res, dope deudo esla mer-
co da approvaeo do corpo legislaliio.A' uommii-
mi-- io de penses e ordenados.
Outro do Sr. ministro da juslica, datado de 2i
le mareo ultimo, cobrindo urna i epreseutaro do
deiloe conegos de maior prebenda la calhedral da
Babia, pediado que as suas congru, s sejam iguala-
das as que percebem os da calhedral do Maranbao e
S. Paulo. \' commisso de penal es e ordenados.
dem do mesmo ministro, datado de 20 de oulu-
bro de 18.5.5, cobrindo um requeriu culo do deao e
mais dignidades da calhedral de Olinda, pedindo
que as suas congruas sejim igualad; s as que perce-
bem os da calhedral do Maranho e S. Paulo. A'
commissao de pcnses e ordenados.
dem do mesmo minislro, datado do primeiro de
marro ultimo, cobrindo urna represi nlaea.) do cone-
go I.uiz Anlonio dos Santos conio pro-mador do ca-
bido daSdc Mdii.nm. queixando-ie da deciso d,i
thesouraria da provincia de Minas.--A 'commissao
de penases e nrdenadnt.
Dous ollrios de honleui, um d i Sr, deputado
Wilkeuseoutro do Sr. deputado Paila toiiseca, em
que participan! nao puderum conipa ecer a seso.__
fien a cmara inleirada.
O Sr. Figucira de Mello parbei ia achar-sc in-
commoiltido.
Requerimcuto dos herdeiros do visconde de Gar-
ca d'Avila coro da propriedade i o oflicio de se-
rrelario missao de fazeuda.
dem do Dr. Joao Ferrcira Billa courl e oulros,
peiiiudu o pagamento da quantia de l?:202?72t> pela
oceupacao dos engenlios Cabrito e l'lataforma. A'
commissao de fazeuda.
dem do Dr. Cartas Antonio ,|,. lolboe Ribeiro,
jui/. de direiln especial do romnierc o, pedindo um
auno de licenra com seusveuciinetiii s pira ir tratir
ILEGIVEL
de sus saude na Europa. y commissSo de pensoes
e ordenados.
dem do Dr. Joaquim Fructuoso Pereira (iuma-
rcs. provedor da santa casa da Misericordia do Para
pedindo o rendimento annual de 6:0009 rs. para au-
xilio da reoila do hospital He caridsde, e mais rs.
in.ilo i-- para .-.insiruceo i de um novo hospital. ~-A'
commissao de fazenda. t*\
I lem de Pedro .lose Baplisla, ex-caj**Jjrdo exer-
cit.., pedindo ser reinlegrado no mesaofij>osto. A'
commissao de mannha e guerra, -i^
Um cilicio do joiz municipal da prMiaX.Vra da
corle, cobrindo nm traslado do processo crime esa
que he autora a jostira e reos; alera de oolros, bri-
gadeiro Manoel *-aaquim Pinto noca, deputado
assembla geral legislativa.A's commissoas de cons--
lituijao e poderes, e Justina criminal.
L'm memorial que o Sr". doOJntado Pinto l'aeca of-
ferece com alguns documeulos coosiderarjo desta
cmara, sobre o assumplo do processo crime de qae
cima se trata. A's coramisses de consliluirao e
poderes, e juslica criminal.
I.-se e vai a imprimir no Jornal o seguinle pro-
jecto de resposta falla do Ihrono.
Senhor.A cmara dos depulados prestando a
palavra augusta de V. M. I. a.utenr.io qoe reclama
a ves- !.i lo na regiSa mus elevada dos inteaansis do
estado, acolheu agradecida a expressao do sflssBaen-
lo .lilamente gracioso com que V. M. I. se digsBf de
abrir prsenle sessao legislativa.
o Sensirel profundamente aos males produzidos
pela epidemia, que iuvadindo esta corle e algomas
provincias do imperio, tem depois accommeltido a
maior parle das oulras, a cmara respeitosameote se
associa a V. M. I. na magoa que ainda causa ao co-
raeao paternal de V. M. I. esla calamidade publica;
e'confiaudo na Divina Misericordia, de quera pnala
o remedio certojpara as dores das naeoes, eleva com
V. M. I. fervorosas preces ao Todo Poderoso para
que arrede para sempre do Brasil tao terrivel lla-
gedlo.
No meio porem desle doloroso senlimento, a c-
mara reconliece com sati-facao o zelo esclarecido
com que ojgoverno de V. M. I. se tem eropeohado
em dar as providencias que a saode publica reda-
ma, e ao passo que considera com subido preeo a
coragem e resignac-io de que em geral dttam provas
as povoares atacadas, se comprar de sellar com
o trstemunho do publico reconhecimenlo tos nume-
rosos actos decaridade e dedicado qne es&s lamen-
taveis circumslancias provoearam, e goe honrando
o carcter nacional,mitigaram ns soflrmenlos da bu-
manidade, e merecernra o especial loovor de V. M.
Imperial.
o A carencia de bracos, de que ainda mais por es-
le novo motivo se recente a lavoura, fonle principal
da riqueza do paiz, exige por cerlo a mais prompla
o piisi.-oo de colonos industriosos e morigerados. A
cunara, convencida desta necessidade, auxiliar o
goveruo de V. M.|l. com os mciosadequados para sa-
lislaxela, acredita que o concurso espontaneo e pa-
tritico dos nossos proprielarios agrcolas, cooperara
para que este erapeebo corresponda amplamente
solicilude' com que V. M. I.Jvela sobre a realisa-
ro de tao importante como urgente beneficio.
o Foi agradavel cmara o conhecimenlo de que
a renda publica, a despeito das circumslancias des-
favuraveis dus ullimos dous anno<, lem sido superior
aos clculos do governo, e de lal maneirs^ progres-
siva que appareuena om excedente de receila se nao
tara o crescimento natural das despezas publicas, e
as dillerenras resollantes da elevaran geral dos pre-
ros. Na prevso porem. de que, embora passagei-
ro, possa dar-se desequilibrio da receila em conse-
quencia das referidas circumstancias, a que accres-
cem as reducees dos direilos qoe contem a nova
paula das alfaodegas, a cmara habilitar o governo
imperial com as p'ovideocias que a prudencia acon-
sethar para previnir o indicado inconveniente em as-
sumplo de lo elevada transcendencia-.
A cmara soulie com justa indignadlo qoe, ape-
zar das providencias tomadas contra o trafico de es-
cravos, alguns aventreme, ousaram tentar novas
emprezas, e certa de que a constante vigilancia do
goveruo imperial, auxiliado pela opiniao publica,
conseguio malogra-las, conga que n desengao pora
de urna vez termo a essa abominavel e criminosa
especuladlo.
o As medidas que asabedoria de V. M. I. de no-
vo recoinmenda, relativas administrac'ao da jusli-
ra, ao exercito e armada, continuarao merecer to-
da a considerarao da cmara, afim de qne se realisera
os melhoramenlos que o bem do servieo aconselha
nesses diversos ramos da publica adminislraco.
a Congialola-se a cmara com V. M. I. pela paz
que os desvelos inces ilo com as demais naeoes, a parda honra o dtgni-
dade nacional, e interprete do senliroenlo publico,
rende a V. M. I. a homenagem da gratidao qne se
inspira em lo ponderoso moiivo.
u Inleirada de que V. M. I. com accordo do go-
verno da repblica do Uruguay determinoo a cessa-
eao do auxilio militar que presta vamos aquelle esta-
do, acamara, apreciando a disciplina e raoralidade
da divisan imperial solemnemente remoliendas pelo
goveruo e povo oriental, se apraz com os Ululo- de
honra que adquiri tao louvavel procedimento.
c A noticia de que as estipulaces que desde
tanga Jala nos ligavam Confederarao Argenlioa.
tarara confirmadas e desenvolvidas por uro novo Ira-
lado, c de qae foi celebrado enlre o goveruo de V.
M. I. e o da repblica do Paragoay um traladu de
amizade, commercio e navegaeo. ficando a questao
de limites adiada para poca mais opportnna, avigo-
ra as esperanzas que nutre a cmara de que valiosos
beneficios provinio para todas as parles coutratantea,
do accordo com que foram ajustados os interesses
recprocos.
Senhor, a cmara dos depulados taiga de reco-
nhecer que a orden e paz publica, se consolidara
cada vez mais, ja pela calma dos espiritas, ja pela
tendencia do povo para o Irabalho e melhoramenlos
do paiz. Na presenta deste resultado, devida em
grande partea poltica do governo imperial, a cma-
ra conlinoandoo franco e leal apoio que Ihe tem me-
recido a fiel execurao do peusameulo elevado que
inspira ao governo imperial, nao poupar esforc-,
para assegurar esle beneficio, e aniada pelo senli-
mento do b m publico, rotar as medidas que forera
necessarias para pioraover a felicidade e eugrande-
cimenlo da pacn.
l'aroda cmara dos depulados, 16 de maio de
1856. Bandeira de Mello.Luiz i ti Ionio Barbo-
sa. B. A. de Magalliaes Taques, n
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
N'Ao hafeudo requerimenlos, passa-se a
Eleieao de commissoes. s
Estatisliea.'colonisac^o, catechese e |civiliiacao dos
indios 65 cdulas. ) .
Srs. Jos Malhias 48 volos, Bibeiro da Luz 37,Mu
relimo do linio -Ji.
Agricultura, minas e bosques, 61 cdulas ).
Srs. Souza l.eao 13 votos, barao de Maroim II,
S e Albuquerque 40.
Obras publicas) 61 cdulas ).
Sr. Octaviauo i5 volos, Araujo Lima -10, Barreta
l'edroso :I8.
Negocios ecclesiaslicos (57 ci-pula .
Srs. couego Silva 43 volos, Pinto de Campos 42,
Curro.i das Neves 30.
Exarae'do Ihesouro { 63 cdulas '.
Srs. Mello Franco 27 volos, Eduardo Fraora 2b,
Avellar Brotero t.'t.
SEGUNDA PATE UA ORDEM DO DIA.
Indo se proceder a vola^ao do projeclo u. 70 de
1855, cuja discussao ficou encerrada na sessao do 1."
de selembro do mesmo anno, verifica-se nao haver
casa.
O Sr. /'residente manda proceder chamada, e
da para ordem do dia o seguiute!:
As materias auteriormente designadas, accrescen-
doa discussao do parecer da mesa datado de l'.i de
maio do anno passado, sobru o numero e veucitueu-
to ilos uiuprcgados subalternos da cmara.
I.cvaula-se a sessao a I hora o 20 minutos.
No dia 10 nao huuvu sessao.
i= i
CORBISFONDENCIA DO DIARIO DK
rEBKAMBCO
MARANHO.
S. I.uiz, 26 de ;naio.
Ha dias cscrevi-lhe pelo Imperador ama bem la-
cnica carta, boje aprovei.o o carroea do S. Salva-
dor, quu no" sei ha qu.antos dias esleve as lamas do
Desterro, a unidor gg cusidlas, e a lapar os enormes
rombos.que lera no costado.No sei quando a compe-
ndia reformar essu barco, que dala da sua fundaru.
e que nao poucos coulos de res Ihe tem dado a ga-
nltdr... O n'.io Ihe posso asseverar, he que nao seria
a ininha iudividualidade, que navegara em seme-
lhante cauastra.
Domo Ihe diste, aproveilo esse pessimo vehculo,
para (rausmiis>r-lhe a missiva do costume, qoe se-
gando o proposita, que ueste momento me suslem,
aera alguma coasa mais prolixa.quc a da vez paisada.
Desda ja porem Ihe digo: o guisado poder ser abun-
dante, mas nunca lera predicado do bom sabor, co-
mo -ce sabir todos os peliscos de escolliido espeto.^
Comecarci pelo tempero da poltica, qne em gui-
sados desta ordem, he o Santo Agosllnho dos ser-
mes, ou o loucinho da panella a mais rorriqneira.
S. Exe. o Sr. Cruz Marhsdo, segundo o meu rom-
budo besluuto, vai seguiucjo a mesma poltica qae,


DIARIO DE.EPRflIBCUO QUINTA FElRA a DE JUNh s*. 1856
fin principio ilo sua admini sempre leuibra.'.u |)r. O- Machado, ttecebe a todos
enea muda fabilidade ; n.lo distingue grupo, mas
wio merecimcntndas individualidades. Levado pelos
principios concilialorios do gabinete, esnprega a lin-
guagem apropriada :i lodos aquclles, que delle se
aproximara, anida mesnw, que assim o faram, rom
a sagacidade de quem, coiu loda a cautela, rhega I
-u.i -..nimba ao brazeiro. Ja o repili: nesla nii-
iba Ierra, aonde ludo he .nionn.il, duvido muilo que
S. Eic. leve al ao cabo esse scu firme proposito,
que, alia, lem sido applaudido por todas as pesso-
at tiradas da provincia.
Os limites divisorios dos interesses de cada um,
uunca pdenlo desappareeer, por mais efiiraz que
seja o mediador elstico da concliarao de S. Exc.
A historia polilica dos partidos ua nossa Ierra assim
o lem deinouslrade.
Baste, que S. Exc. lira rom i espada do sua jus-
(>ra a qualquer um delies, para que de nina vez, te
atsanlie a tremenda casa dos uiaribondos; e d'ahi,
todas essas prcouhentas dentadas, queso lem por an-
udlo, a ni.nur somma possivel, do desprezo.
I) fallecido l)r. Machado, depois de incensado
pela estrella, fui por ella torpemente aUssalbado,
quando, Iralando de dar cabo dos assassinos da pro-
vincia, Tez prender e processar o laranhudo Coque,
o MililAo do Cro.il,i, que era um dos mimosos fllios
daquelle grupo.
(I mesuio Exm. finarlo, que sempre recebcu dos
eoripheos do Progtcsto,oi mas pomposos elogios.que
victoriavtm por qualquer cheqoe, que leva o
messaliua da roo de liflrella nome com que elles
chrismaran a cs-.es mesmos com quero boje 13o des-
caradamente conviven! solTrcu tambero indigna
guerra periodiqueira, logo que nao quiz satisfazer
as exigencias do aniquilamenlo da iuiporlanle fami-
lia dos Vivciros, cin Alcntara, e deixuu de dar urna
cadeira de lente do \ceu a um dos rabiscadoresjdo
(al Progresso.
Como urna exceprao a essa regra geral, nAo sei por
que a Estrtlla ja nao rompen com S. Exc. elle, que
so atreveu a farir de moilc o Dr. Kaspado, prsenle-
mente, o chaf vizivel daquella gente, como em mi-
nha ultima correspondencia Ihe liz ver !.. Todava,
ae S. Exc. quizesse analizar, com certo lino, a rou-
danra, anda que qaan inpcrecplivel, da phisiono-
mia dessa genle, eonJiecer.i que depuis daquelle ac-
to, a iudiguacao delies se acha eomo que suslida por
esludado calculo. Cerlos de seus guroes, cooio que
le afugeulararu da roda, e mais ou menos parti-
cularmente ja agujara os denles da lorpreza e da ca-
tamni?, soas antigs e bem conhecidos armas.
Acredite S. Exc. que se a Estrella sciilio calada-
mente a morle moral do Raspado, foi, unicamenle,
porque emlim, anda nao houve lempo de ser con-
sultado o Mariani, e mesmo porque as eleiees eslau
a porta.
Se os famlicos do Progreiso hoje sederrelem em
mi Iba res de elogios; se ja tocaran) a mola do incen-
s, comparando a curta mas sabiamente poltica ad-
uiinhilraoo de S. Exc. com a do fallecido franco
de Si, que para elles he mais do que um semi-deos,
he porque, como sabe, um dos redactores daquelle
pasquim, aspira o ossu da depuiaciu pelo crculo de
tlunnaraes. Se nao fura esse grande interesse da pa-
tria que se deve antepr a ludo e por ludo.ja aos ou-
vidos de S, Etc. teriam frvido mil exigencias so-
bre o derrocamcuto da importancia polilica do bario
de S. lenlo, em Alcntara.
Essa queslo, que aquellr\depulado aspirante, bem
sabe, que nao a scu favor, svna r'esolvida pelo Eim.
presidente,ticara* poisadiada para o fim das eleices.
Accommodem-se era primeiro lugar os interesses
barrigaes do tal aspirante, para eolo cu.dar-se nos
da familia, e so depois venhnin era ultimo resultado
as declamadles a lavor da caruuchosa patria. Bem
se v-, que para essa gente, a doulrioa moral de Mon-
tesquieu segu a ordero inversa.
Quanlo as prtleucoes a depulnrao, e-Ion bem cor-
to de qoe S. Jl. El-rei de copas gi amara' dos cam-
pos de uiruaraes, urna derrota igual a que gramou
ha pnuco .o seu comparca,S. M, Soulouque as cara-
piuu do Ha) ti.
Do que levo dilo,uma rousa se conclue, e be que:
todos os vapores do incens com que a principio se
pretende sullocar qualquer presidente, condensan-
do-si as imparas retortas dos iuteresses iudividuaes,
Iraniformam-se iminediatameulc uo mais corrosivo
v eneno da calumnia e da injuria. Essa opiuiao he
tambera n do nosso Timn, que julgo eu, liulia bem
boas experiencia- Uessas coasas.
Como ja tive occasiao de Ih'o dizer, as eleiees in-
lalivelnienle (em de fazer chocar muita somma de
opposlos interesses. Como amostrn dessa verdade,
ja .1 Crrelo da Tarde,era correspondencia-,que d'a-
qui seguem, maltrata de algum modo ao Exm. pre-
sidente, porque em ultimo resultado, deseja ronser-
var-se no lirme proposito de ii;li se metter em elei-
rjo a favor de ninguein. c por ronsecuinle. porque
nao protege a caudidalura do Sr. l)r. Candido Mea-
rles.
O passo irrefleclido dos amigos dele senhor, nao
dcixa de ser muilo c muito antipoltico, e at injosto.
Ia verdade, se S. Exc. alo buje se con-erva em
verdadero equilibrio ; se u5o impc, e nem prole-
ge candidato algnm ; se levado pelo espirita da no-
va lei eleitoral, qoer que as cleirOcs sejfio o campo
aonde lodos mostrem a sua legitima influencia, pa-
ra que essa injusta aggressiio do Correio ua lattlt,
quando, por outro lado, sabemos, que o l)r. Candi-
do Mendes, cni virlode de seus bous serviros, he ge-
ralniente acceilo pelo circulo de Caxias.'! Isso, quan-
( a mim, he comprometer una boa causa, por in-
fundadas suspeitas,que nunca deveram existir em fa-
ce da real imparcialidade, que 8. Exc. aprsenla no
meio das aspirarles dos mil e um candidatos a de-
pularo, com que ja coatamos.
Desrjav anda sob esle assomplo, dizer mais al-
gania cousa ; o tempo porcm nao o permilte. ji-
cara para a primeira.
Pausando urna visla d'olhos pelos joruaes, que
aqu se publican), marcha ludo no mesmo p. Ex-
repto o Obiertmdor, cuja linguagem mais indepeu-
deul, e que em urna serie de arligus trata de ne-
gocios de interesse geral para a provincia. Iodos os
.tenais, s rivaliiam em mlhares de elogios a ad-
ministrarlo, a parte maior delies nascidos, como
ja lica dito, pelas pretenres da futura eleicao.
Ouanlo a polmicas particulares, houv'ream ha
pooco algumas correspondencias entre o curioso Si-
ntis Lirio, e o eogenheiro ferreira, a respeilo de
nao sei que tolha-mar para o porto desta cidade.
Quanlo a meu citado rombudo beslunto, o nego-
cio he mais de talho-cobres do queoulra cousa.
Tem tambera liavide soas polmicas enlre nm
dos redactores do Prtgresto e um tal Jurticriro de
Alcaulara. Esle chegou a ser por aquelle aroeac.a-
do do emprego de todas as armas couhecidas, desde
a testa do capoeira al ao grosso obuz. Esse rasgo
de i). Qaixole n3o poda causar maior somma de
boa rillas. E ludo iaso poique '.' l'orque appellida-
ram o domo cavalleiro andante, de Dr. Craio, e
lian ara m-lhe a velha e veridica historia daclvslella-
da de pimeutas. que elle gramou, em casa de cerla
Uolcinea, em Ulinda, nos seus bellos lempos de es-
ludes e de rapazeadas I !
Juaulo ao novo appellido, pelos menos, eu o ocho
muilo mais decente, cheireso e apetitoso do que,
por exemplo, o do n Barala descascada.
Como Ihe disse em a miulia ultima,;c-lrpon -JO
do nez prximo passado a nosia rompanhia Ivrca,
que na verdade, possue actores de elevado riicre-
cimento.
A Sra. Kabussini, comqoanlo quarenlona, nese
bello estado das poticas coudiroes de Balsac, tem
lodavia urna voz puramente divina, e um accionado,
que a coiloca na ordem das boas cantoras de segen-
da ordem.
A Sra. Kemoriui, como sabe, por ora, u3o lie mais
do que o germen fecundo de urna boa cantora.
Os Sr. Rimorioi e IlipoMo sao duas especiali-
dades apreciaveis, que coro a Sra. Kabussiui for-
mare as tres joias da parle cantiute da compauhia.
I'ara estes tres artistas todos os elogios, todas as llo-
res sao poneos.
O maestro Sroolts e o pintor scenographo sao tam-
bera doot artistas consummados, dignos de figura-
ren) em qualquer Iheatro do mundo.
Alm da (iemma que lem ido i scena oito vezes,
e com repelidas endientes, ja tivemos o elixir, e
houlem a .Vormu que fot desempenhada o melhor
possivel, seguado as forras da companhia.
A Sra. Kabussini no papel da Am'rtia, a Remori-
ni, no de Adalgta e o Sr. Taucredo oo de /'olido,
pooco deixaram a desejar ;is delicadas fibras do sen-
sualismo musical dos seus ouviotcs.
Coi quanlo a scena estivesse aparatosamente pre-
parada com as bellas pinturas apreseotadas pelo dis-
tincto Regomi, lodavia o fado ae, lalvez por mera
poupanea, se conservar o palco meio eufeilado com
tres reguladores, de corlinados.e o co lodo de bam-
bolinas da mesma fazenda, perdeu um pouco ccrB
illusao, beando assim o Irabalho daquelle artisla co-
mo que desmerecido do seu justo valor.
fallou lambem o completo apparalo de lodo o
pessoal exigido pela iragedia. Isso, poror, merece
desculpa porque temos falla absoluta de clip-
ralas.
A vaga que a febre amarclla produzio na compa-
nliia, malando-lhe o 6 mente |>reenchi(la por um holeleiro italiano que a-
qm Hollamos, de cujo nome me nao lembra, mas
queocode ao chamado de Habilo.
Quanloa Sra. Gallo, he urna simples comprima-
ra qoe nao merecera as honras da indicarao, se no
rora a necessid.de que Icnho de fallar-llr de lodos
os artistas da companhia.
ci*?!L'".Ulia "' c,n seX0 '" 1uc "l0 Ul wncordaii-
~- ^ a Pe'nonga.que o Sr. Ramonda col-
locou como chefe de chorislas, e de cujo nome
nunca .ve a curiosidade de re informar.
fcxistem anda dous oulros arlislas, o segundo le-
meirl .!r. 'ara ?"IV" Sr- ^"farelli. O pri-
2o nuh ir .Pf ?1 '."'',n*na ,li10 deisou s"
ao publico todo o tlenlo e a seflrivcl
m ler.
prc/.n 10 loi recebdo por parle de rerla geulc, n.lo
deixou de desgoslar a imilla- uniros, que com razio
olliaui para o Sr. Ramonda romo o honiem, a qoem
devanaos as bellas noitcs, que aclualuieiile goza-
mos.
Na repelilo do Elixir, porcm, es amigse
enlhusi.islas da companhia, rerehoiaui o empresario
com um duna de llores oj,. (niTenlc de applau*
sos qufi fez desappareeer quasi completamente a li-
geira imprtao causada pelo modo inslito, da pri-
meira receprao.
Algumas pessoas me aniancaiam que essa primei-
ra recepcfio feila ao emprezario, nAo foi tanto devi-
da ao seu mrito irlislico, mas sim ao modo pouco
inslito com que Irala os arlislas, seus subordinados
e inesmo porque lem abusado dos meios com que es-
pecula a dilelanlc sullreguidAo publica. (Ira, esl.l-
brlece utn prero geral s entradas, para logo depois
allera-lo ; ora Impe condires ao numero das pes-
soas que devem oceupar um ramarole ; ora revoga
essa mesma ordem para substtui-la por urna oulra.
Moje declara iiilransmissivel os bilbeles das radeiras
rommungam na mesma taca polilica fazendn-se em-
pre merecedor de sua conliaur,a ? Creio pois, e com
bous ruudamenlos que perderam na inanja os qur
esperara que o Dr. deiie de ser juiz para mellr
arranjar suas pelotas porque em nm governo de
jusdea, e cunriliarAo, um magistrado do caraclcr do
iir. Halo ii,i sean pnem a margero.
KAo : o Sr. Paran nos merece muilo para espe-
rarinos que o gabinete de que elle faz parle, mis-
e um lal proredimenlo ; anda que eu ereia, que
o Dr. seuio desronjuraria deixaro lugar, eomUo-
to que fosse aproveilado cm oulros que iiielliores
vaolagem Ihe ollercces-e; mas he queJuAo deve con-
vir ao governo distrahi-lo da magistratura, [>ara os
lugares do juiz de ilireto, porem sem duvida que
desejana o Dr, como lodos, que a' carreira se
propoem.
Consta-nos que signos mdicos foram honiem
examinar o local rm que esl o remilerio din cho-
lericos, c deridirain que era pessmn, nAo l por fi-
car muilo conjunto a cidade, c esta ser lavada pe-
la virarlo dalH, como porque licamlo a cavalleiro a
asignadas, augmentando 0 prero das avulsas ama-1 inca he'deprezumir que as aguas das rhuvas uno all
i,l,^.< i. 1,1.. aati ,1 iii.l.. .....I.. hk ... ____;.i__ 1 ^..1 :......r.t.
nha alloia ludo isso, dando mais ou menos ouvidos \ rahiiem se Nitrera ale
cria gente que f o que querem he desfrucla-lo, e qoella fonle : ora
nada mais.
(I que poiem nao deixa de Icr sua gracn, sAo as
choramingas qns faz o emprezario.sobre a sua gran-
de despez e pouca receila lie preciso notar que
lodos os artistas, como sabe, scham-se enrajados por
diminuas quanlias, c que as repetiees abundando,
nunca cessaraio de Irazer completa enehenle a casa,
leudo os camarotes qnasi todos msigi isso accrcsccularmos que elle pelos oito metes da
sua empreza, lem do governo alm do mais, uma
subvenrAo iie U:(KK)?(KK) rs., veremos que o Ra-
monda lira bem real interesse do seu Irabalho. U-
iem que essa choradeira lem por lim, aproveilando
do diletantismo de cerlos individuos, alachar
mais alguiisronliubos do Ihesouro. a' Ululo de in-
demnisac.oes, pur occasiao da prxima ranniSO da as-
semblea provincial. Veremos. Se bem que eu f-
cilmente o acredite, visto que dos cofres da provin-
cia, os pas da patria podein melhor do que dus seos,
dispor com loda a generosidade, muilo embora soja
para a superlliintado de um Ihcilro lyrlco, c se bem
que por uulro lado continuemos a siillrcr miserias
que deveram ser, quanlo antes estancadas......
Ja nao quero fallar as graudes necessidades desta
capital : lanec-se osolhos para o interior, e digam-
me, qual a villa que tem uma matriz ; cm que esta-
do se acharo os paramentos sacerdolaes c qual dellas
lem uma cadeia '.
Alm disse ha ainda oulras muilas cousas, romo
as que se retenta as vas de communicaro, ao aco-
roroaineutoda nossa Uvoura, que de ludo Decenta-
mos mais do que dos ptimos e custosos Iheatro-,
que por oulro lado de ordinario, s aproveilam aos
moradores da capital.
Talvezque acliem bem extravagante este modo
meu de pensar ; sou carrauca e preso mais ai cousas
neeetsariaa a' vida, do que as de mera superlluidade.
Coide-ae primeiro naquellas, porque cnlao vira' o
momento de pudermossatisfazer as ullimas.
Uesejara poder entrar na senda com que o pcian-
lisnio ile cerla genle, enlre nos divaga, tratando do
analytar ossogredos da arle melo-drainalira c o me-
reciinenlo scienlilico dos actores, quando para lal
fim Ibes faltan positivos conhecimeiitos, c nao lem-
ae iiieuoa nocao da arte, que preteudem dcscrever,
e d'ahi essa reproduccAo de todas as palavras lliech-
nicas lidas lalvez malerialmenle rm qualquer re-
visla., com uma falta de ligaclo, de propriedade, c
com um masligamentu tal que faz a genle eslourar
de riso.
Transportara para o papel todas essas enloac.cs
aspiraos, dadas com mal ttrtodada a nonrhalanre
com que da platea, constantemente .interrompem os
actores, quasi sempre uas passagens as mais com-
muns, dando assim idea do falso dilcctaiilismo que
os anima.
Nao saben) elle* que o grande Mr. de la 11 arpe,
que nao entenda urna pitada de msica, espichn-s
complelamenlc, quando as Correspondencias a,
tentou criticar Cluck, o grande reformador da msi-
ca franceza !
Nao leudo, pois, os conheciineiilos daquellcs ineus
enflores, e nao padecendo do lal a dileclanlismon,
forra lie que, confessaudo a minba inopia,, nao en-
lre Deesa disenssao cientfica do valor di cada nm
dos nossos arlislas. Alm de que. anles de mis, em
virlude iba nma verdadeira uirpacao.gozando Vmcs.
dessa companhia, a devem de ler avahado suflicien-
lemenle ; ciinherendn, porlantn, uma cousa, urna
realidade qne bstanle os deve inrommodar, e he
que pieseulcinenle temos exccllentes noiles, que nos
enchem os hmpsnos de malta ousa melodiosa,
muito embora (queraos com a barriga um pouco
vazia.
Mais vale um goslo do que qiiatrovintens. Hon-
ra, pois. a nos oulros que nossnjmos uma companhia
lj rica, .que pode rivalisar com as mclhores, e essa
capital du grande l'ernambuco, nuuca chegou a ler
uma scmelhaute muito emhora possuam la' boas
eslradas. companlnas de tecidos de algodAo, de di-
ques lliieiuanles, de raminlios de ferro, de navega-
rao a vapor, e detilluminacAo a' gaz, etc., ele. Nada
di-so se pode equiparar a' meia duzia de notas da
aliad.-! garganta de uma Rubossini.....
I'aro aqu, porque eslou bem manado : guardo
o resto para ananhAa, em quo deve sabir o carrera
de qoe a principio Ihe falles.
enconlrar a que vai ler
vei ificar-se o que di/cui os
mediros bem estaremos lodos envenenados !
l'ois rreia-me qoe Pssa noticia me alerroii, c
au pouco, desde ja proteste, por causa dasduvi-
das nAo beber agua da bira.
NAo niusinlo, porem, que se diga como aiguem
lem dilo, que aquelle terreno tora escolhido pelo
Dr. \dal ; nao, sei mu positivamente, que o
terreno por elle indicado foi oulro que lica ao sul
do actual c que por certas conveniencias se deixou de
aceitar ; culpen) a quem for culpado, mas nao
ao JJr.
Adeos at a volla do Paran' se cos me der vi-
do e nade, eic etc.
lia um aparto. se approvar o couiraln agora, se espere por mais aro
O Sr, Florencio: Em franca c Inglaterra pos-I pouco de lempo...
so alliancar-lhe que uno he adoptado. (I Sr. .lh\io : l'rova de mais.
O .Sr. S. Olegario: Na Inglaterra romo muilo i t lia oulro aparle )
heni disse o nobre depulado, anula nAo esl posta i O Sr. Sa/riiio Olegario :__Mas ims uo podemos
em pratica a illuminarao p >r rneio do gaz hydroge- razar uma lei, e nao pode essa lei ser revogada por
no puro, be verdade isso; mas na franca era al- deliberarn nossa ?
ASSEMBLEA LEGISLATIVA FRQ-
viaiciAi..
Sesaa'o ordinaria de _' de junho de I s.>e
J're'iilencia do Sr. barao de Camarngibe.
Ao meio dia reunido numero legal de Srs. de-
pulados
O Sr. Prndenle declara iberia a -es>;o>.
i) Sr, -J" vexetario lo a acta da scssAo anlece-
dcnle, que he approvada.
o Si". 1. tcrelario da ronia do seguale
EXPEDIENTE.
fin ollirio do secrclario do governo, remclten-
do as iiilorinares dadas pelo Exm. hispo diocesano,
sobre a pelirao de alguns moradores da Tieguezia da
lioa-visla desta cidade.
fina pelic.Au do Dr. em medicina francisco de
l'aula Cavalcanli de Albnqaerque, pedindu que se
Ihe mande pagar o que se Ihe esl a dever, dos ser-
vicos que elle prestou na villa do l.imoeiro durante
a epidemia, na ra/.Ao de 5119 diarios, e restante do
da col ole da Victoria, segundo n contrato verbal
feilo com a presidencia da provincia.A' coininis-
sao de pelices.
La-te e manda-so imprimir a seguale reso-
lajAo :
A coiinnissao de lcgslacao. qual foi presente o
regulamenlo da casa de dclenrAo desta cidade para
dar seu parecer resp'eilo, segundo requereu um
dos membros desta assemblea, examiuou allents-
meute o mesmo regulamenlo, e considerando que
nelle se nao conten disposicio alguma que va de
encontr as le- do paiz, e que satisfaz o lim para
qae foi dado; he de parecer que se adopte a segua-
te resoluro :
A assemblea legislativa provincial de i'ernaiubu-
co resolve :
Art. I. I na approvado o regulamenlo de lti de
agosto de 1835 dado para a casa de delenrAo, que
em virlude da lei provincial n. 313 de t(> de
agosto de ISti fui construida nesla cidade du Recife.
Arl. '2. Na lei do orraieulo se marque a precisa
quota para o pessoal e mais despezas cicadas pelo
dilo regulan.euto.
Klcam revogadas as disposiees em contrario
Paco da assemblea legi-laliva provincial de I'er-
nainburo MI de maio de 1836.l.uiz f ilippe.Joa-
quim Pires Machado Porlclla. Jos (Juiulino de
Castro Ceo.
I.e-se, julga-se objeclo de deliberarlo e maoda-
se in.pi i ii 11 r o seguinle projeclo :
A asseiiibca legislativa provincial de l'ernambuco
resolve :
Art. 1. As gralilicaces que actualmente percebem
os empregadus da secretaria da presidencia serao
consideraradas ordenado.
An. 2. l'icam revogadas as leis e disposiroes em
contrario.
I'aco da assemblea legislativa provincial de l'ernam-
buco de junho de IS.'ili. tSasciuieulo l'orlella.
ORDEM D(l DA.
Primeira discussAo de projeclo n. i2^, que ajipro-
va o cntralo da illumiuai.oia gaz feilo pelo ^resi-
dente da provincia com os bis. llarros Barreto,
Copes Nello e Gihson.
O Sr, Sabino Olegario: Sr. presidenlc, apre-
ciando devidamenle o parecer da nobre comniissao
deeammercio, agrteuKnra, industria caries, rciaii-
vamenie ao contrato celebrado |>*lo ex-presidenle
da provincia, com os seuhores Uibson, Neilo u tar-
ros Brrelo acerca da illuininaco desta cidade por
t m crime inaudito acaba de ser praliendo no Cu-| meio do gaz, e comparando este parecer rom os ar-
ligos do cntralo,' me parece que a commiso nAo
foi muilo jeisla quaudo disse que uma proposla que
fura oderecida por oulro coucorrenlu uo mereci
rurupu
No da IT do correnle. as S horas da m.inha, de-
ram um tiro em D. Candida Militana de Abren
Marques, lilha do lenente-coroucl francisco Jo-
quim de Abren Marques, quando ella, em compa-
nhia deste. se diricia a' fazenda de Antonio Correa
de Mcndonca Billancourl.
A baila ferina uo peilo direiln, sahindo-llie pelas
cosas : a infeliz acha-se muilo desanimada, pedio
os soccorros espiriluaes, e deita muilo sangue pela
bocea.
Eram estas as ullimas noticias, datadas do mesmo
dia do acconlccimento.
Essa pobre senhora pessuidora de uma boa fortu-
na, eslava em vesperas de se casar.....
Honiem. para o lugar do delicio, pailio a loda a
pressa, o Dr. chefe de polica...
Deixc-me concluir esta com uma milicia joco-
seria.
O u Jos dos hoisinhos, que acaba de chegar ao
Rio, communicou por esle aos seus amigos, em cujo
numero me cotilo eu, que se achava casado e
iss ha mais de tres anuos sem que al entAo uunca
ningnem daqui o soubesse One particulares mo-
tivos tinha o nobre here para encobrir assim os do-
ces laros a que se havia amarrado O lempo o mos-
trara'.....
O homem dos bois.dasscdulas, etc., etc., quer em
ludo c por ludo, ser o que be, um verdadero mvs-
(erio, uma charada cuja decifracao s a tilia de
uaii.lo de Nmonlia s Ih'a podena dar.
para
-----.^. voz, que di-
!J?F qo?-so lem eil ol '"-je a par-
dado servir "a (,en"n, Pd *'-
malsdad ni""50? ""SSg'V Creio enleude
Serve .!' i" qUe <*"'>***'> que do canto.
gn***M*ea(e ponto a companhia. o Sr. Do-
mingos Ir.bosme, que enlre nos reside ha baslan.es
Mo sei se, por que esse artista se acha mullido
era ,ua loca, ningnem lera se temblado delle, Z-
do hei sabido que sem ura boro ponto, a opera ni
marcha rsgularmenle. "
O Sr. Ramonda nao querendo limilar-e as func-
etM de emprezario, apresenlou-se cm srcua ullima-
meule, no papel de llulcainarau no Elixir. Nao
foi la dos melhores, lauto que fez mais ou menos
seu o fiasco, b Creio que foi o mesmo qoe Ihe suc-
cedeu no Rio, quando no meimissimo papel se arre,
sentn em scen. '
A maaiftttac.ao alias mal cabida, com que o em-
RIO GRANDE DO NORTE.
No tal 2 de junho.
I'uoco e mal ordenado, foi o que pelo Imperador
Ihe esrievi. porque diversos alazares me roubaram o
lempo que devia cousagrar a minha missiva ; aora
porem que fiualmenle chegou o pachorrento S. Sal-
tador, vou ver se poseo remediar a falla.
O lal gangelico couliuua ainda enlre nos, assim
com rara de sabido, que >e quer fazer tolo, a ver se
pilha desapercebido para fazer das suas, islo he, pas-
sam dous e Ires das, que no morre pessoa alguma,
e quando menos se espera agarra quulro e cinco em
uma noile, e l se vo ; o que lem feilo que os m-
dicos que aqui eslAo ja queiram dar como exlincla
a epidemia ; eu porm, lerao muito csses liroleios,
lodavia me consta, que o praliro Egas Muniz e Dr.
Martina, que ajudavam ao Dr. Vilal.seguem no Pa-
ran : nao sei como isso possa ser, porque tendo o
Exm. presidente rescindido o contrato do Dr. Vi-
tal, que deve aroauha seguir no Tocsntins t
para o norte, vamos a (car ainda hilando com a
epidemia c sem um medico.
Nao creio pois que S. Exc. desonereja os ou-
lros mdicos que licanf, visto que os de mais que a
provincia conlralou eslo Tora da capital aonde o
mal va fazendo maiores nu menores estragos.
Segu pois para o Cear.io Dr. Vital d'Olivelra, c
pelo bem que aqui se pnrlou com locos patudos pe-
las suasman.irascavalleiresc.is emaispelasoa reco-
iiliccnl.i hahihdade e pereca na sua arle,muilo reco-
mendavel se lorua, c permuta Vmc. quo por seu
conceiluado oDiario.rj qua he viajante universal, o
recommeude aos briosos Cearenses, esperando que
o acolham com a breidade propria de seu caraclcr,
e descansen!, que encoulraiAo no Dr. Vital mu me-
dico incansavel, um amigo extremoso, pois que a
crise que o espera, por que eu nao admille, que
baja um lugar que o maldito nAo visite, Ibes
pruvarflo quanto teuhoj dilo. Receba o Sr. Dr.
Vital runhas saudades, cerlo de quo no Kio Gran-
de do Norte ha tambera corares que sabem presar
o roeiilo e as bellas qualidades quo u oruAo, que
seus servijos incansaveis nesla lerrivel quadra, por
que estamos passaudo, se dos bomens forem esque-
cidos, por Dos nunca -ei.lo deslembrados !
Anda os nossos matulos nao allluem ao mercado
com os gneros alimenticios, e por isso ainda elsao
elles por um prero subido, e em pouca quanlidade.
J ha dous dias que temos carne de J.'polM a .r-
roba, porque u governo ja dispensoa as jii arrobas
que tomava diariamaiUe ao traante, quero dizer ao
contratante, e perdendo elle essa pechiucha.nao leve
remedio senao ircbaixar o .reco, e espero que an-
da venhamos a le-la, segunilu o coslume, por |-'.'jo,
Eu lomara ja ver acabada essa poca das palo-
las.pois ja mi illlige ver lanas queixas e lauta fal-
ta de conscieocia, tanto escndalo!
Sabe Vine, o que mais havia de aconlecer nesla
minha Ierra aonde se quer smenle imitar o mao'.'
l'ois saina que estamos agora lambem fom a ques-
Uo de Villa Nova do Miuho eDlre mis .' Escicveu-
nos u Marcos de Exlreinnz, e consla-mc que por
all lia orna queslo de dous (cslainenlos falsos,e que
os prenles dos testadores se estao documenlando
para provar que elles foi am nilos depois da morle
dos mesmos, e o que mais me lem admirado he que
o tal bu,leu,i instituido o be la quer coosa, he
um rcpolhodo de ehelria i o negocio vai lomando
carcter serio, e os horneas que conlavam o qoa-
Irieuuio do Dr. Rahello so lindara a i do correnle,
desapoulavain quaudo pedindo dislo rcrlido, viram
que ainda be a 22 de junho. i.uo cuidado que
lem aquelle cujo de saber quando o Dr. dcixa de ser
juiz?
E quem pode allrmar que elle nao soja recoudu-
zido, quando sua judicatura foi sempre uma serie
nao interrumpida da mais imparcial juslica inlei-
reza, quando conlra elle nunca se vio nos Iribu-
nae- superiores urna qneixa, uma leelamaeao; quan-
do sabe-se que sempre de armona com o governo,
Importancia, dando como razio desta propoiifao o
nAo haver experiencias positivas acerca da pralicabi-
lidade da illumiiiaco por meio do gaz tiydrogeuo
puro. NAo quero por ora Iralar do carcter e da po-
sicAo social dos sigualaiios do contrato, nem lambem
daquelles que aprescnlaiain a segunda proposta; mas
cuuipie que examinando o contrato celebrado com
o governo e a oulra proposla, haja alguma cousa a
esse respeilo. alim de que um negocio de lao Irans-
cendenle iitilidade na-* paase sem ao menos sollrcr
alguma discussAo.
No contrato apreseutam os conlratadores em um
dos seus artigos a clausula de fornecercm 1(KH) bi-
eos de illumiuacau mediante o pre^o pouco maior do
que o que actualmente se gasla com a illumiuai.Ao
porazeilc; a proposla apresjeuta uma vantagem de
mais uma poirjao de bicos ,creio que i ln pelo mes-
mo prero, e alo por menos, porque o cuntalo, se-
gundo rreio, exige o aerrescimo de despeza maior de
:l:lHKl.-tn a illun.inae.io feila segundo a proposla
com o accrescimo de combostores. se I ira smenle
rom aquillo que actualmente se gasla com i illumi-
narao por azeile.
Os mil bicos que o contradi) se prope a fornecer,
creio que nao sao soflicienles para as necessidades
da capilal e anula muilo menos para as necessidades
dos habitantes que exislem lias immediaroes da ci-
dade ; i proposla furnccciido maior numero de bi-
cos do que aquelles que o contracto se prope a for-
uecer, de algum modo satisfaz por algum lempo as
necessidades desses habitantes, principalmente das
immediices da cidade.
Os conlratadores prope-se a fornecer cada bico
mediante a quanlia de :I0 rs. por llora ; a proposla
ollerccc Inzer a illun.inacao, pagando os cofres pro-
vinciaes a quanlia de ^0 rs. por hora.
Cra, julgo que osla proposta quaudo nao liveSBS
merecimeulu algum, sempre liuha o de econoraisar
a provincia uma quanlia que vem i toruar-ic muilo
imporlaule no caso de haver necessidade de aag-
mentar-se a illiiininacAo para que possa servir de
beneficio a maior numero de individuos habitantes
da capital....
O Sr. Silcino : Argumentando hypolhetica-
mrulc sobro esse ppnlo, nem precisa disciissao, ledos
nos estamos concordes.
O Sr. S. Olegario : A proposla, como dise,
aprescuta essa vantagem de por muito tempo aca-
rean os cofres pblicos descuerados de uma despeza
mais consuleiavel do que aquella que se podia fazer,
se por ventura reconhecer-se a uecessidade de aug-
mentarle o perimelro da illuminarao...
O Sr. Satdmento Porlella : Com mais 50 0|().
O Sr. S. Olegario : O contrato apresenlaudo
em um de seus artigos a clausula de fazer a lluini-
narAo, he rcs.rvado quanlo ao gaz que lem de cm
pregar na illiiininarao, e uesle -cutido ou por causa
desta reserva, lalvez o presidente da provincia nAo
muito informado ou smente por nlormarcs ver-
baes viesse aeslgnar o cntrale mediante a quanlia
de .'10 rs. pjr hora. O contrato foi reservado quanlo
ao emprego do .a/ com qoe tinha de lazer a illumi
narAo ; a proposla foi mais franca c dase que linha
de empregar o hvdrogeiio puro, razao pela qual li-
nha de fazer a illuminarao rrais barata, porque sen-
do o hvlrogcno puro um gaz que se pode obler com
muita facilidade, por islo qae nao ha grandes dis-
pendios de combustivel, podiam os prnpoiicnleS fa-
zer a illuminacao por um proco muilo mais bailo,
ao menos elles liveram a franqueza do dizer qual o
paz que tioham de empregar c i razao porque li-
nham de lazer esse contrato cun menos dispendio
para os cofres pblicos.
Os conlraladores podero muilo bem, segundo o
que esla escriplo no artigo z'i do contrato, empregar
O gaz hydrogeno poro, que como ja disse, he muilo
mais fcil de obter-se do que u gaz hvdroguuo car-
borelado que se csiprcga as iiluuiinacies, e que he
o empregado uo Brasil, onde esl demonslrado que
o carv.iu de pedra da ura prejuizo da O por cenia,
relativamente lo gaz que delle. se lira na Europa.
O prejuizoque resull.iv do augmento da despeza
que tinha de dar u emprego do carvAo de pedra para
a_extraern do gaz, sem duvida us aulorisava a exi-
gir mais alguma cousa do que iqnillo <|ue exigem
aquellos qne querem fazer a illuminaco por meio
do gaz hydrogeno poro; mas romo os r'nolratadorrs
nAo declarara aqui a nalureza do gi.z que lem de ern
pregar. Ules pudem cm virlude do artigo -Jl empre-
gar mesmo o gaz hydrogeno poro, e enlao nesse ca-
so lem de haver um grande lucro para elles, e gra-
ves prcjnizos para os cofres da provincia.
O Sr, St'iCino : Esl completamente rng.inadn.
V. Exr. fara o favor de ver o projeclo que approfa
o contrato.
O Sr. S. Olegario ; |.0 .Mas a nobre commis-
sAoiii piidin aprescnlar um projeclo, determinando
que o gaz que Se duvia empregar, devia ser o hvdrn
geno carbonatado c nao oulra qualquer especie, por-
que isso he ama clausula do contrato, e mis nao po-
demos pendrar no pensa nenio dos coniraladoiea
saber se elles querem empregar o hvdroreno car-
hoiidadn i u o hydrogeno puro, nos uo podemos co-
nherer a inlnncao delies; oque se quer he a illo-
iniiiaco por meio do gaz, entretanto as experien-
cias hoje vo demonstrindn que o Imlrogenio puro
aprsenla una illuminarao muilo melher, muilo
mais econmica, muilo mais salubre, muilo mais
vanlajosa do qoe as illorainares pelos proceros ac-
luae.
guns lugares ja se tem
i in Sr. Denutaio: Feilo ensaios.
O Sr. S. Oltgario : Pcrdoe-ine, nao so a en-
saios, mas adniittido isso mesmo, csses ensaios ja van
demonstrando que o gaz hidrogeno puro he preferi-
vel para a illumiiueao a oulro paz.
.lia diversos uparles.)
" Sr. S, Olegario : l'crdoc-me o nobre depu-
lado, be orna idea iulcirameute nova a da illumina-
cao por meio do gaz hvdrogeno puro, he uma idea
quo se esl lomando inlfirainenle eicquivel, por-
que segundo eu 11 ha pouco. em Pata) existe uma
fabrica aonde lodos os dias se eslo fazendo expe-
riencias par.) quem quizer ver.
O Sr. i'iorenrio : Experiencias.
O Sr. S. Olegario : Experiencias que os Cactos
vo approvaudo.
O Sr. Silriiru : No nos quizemos sujeilar as
Irislcs experiencias.
O S.'\ .s*. otegaiio : lie por essa ra/ao que eu
nAo quero a approvarAo do conlralo agora.
O Sr. Siiriiio: No meu entender n nobre de-
pula lo esla' (ora da ordem, porque esla' Iralando de
um ponto que nAo esl em discussao.
O Sr. S. Olenano: l'ois se se aprsenla aqui
um projeclo approvaudo esse conlralo, como nao
posso eu examinar o conlralo. nina vez que a com-
uiiss.io fui a primeira que delle iralou o o submel-
leu a cousideracAo da casa '.'
(' Sr. Sihino : No anuo passado apresenlou-
se aqu um requerimenlo com certas clausulas em
avor da illuminaco a gaz, e em virlude dessas
clausulas, lias quaes se achava concebida a idea da
illuininac.io pelo _-.i/ hvdrogeno carboueado. a as-
semblea deu ansa, aulonsaro para sobre esse funda-
mento se fazer o conlralo, que elleclivameulc se fez.
O Sr. S. Oleynrio O nobre depulado que se
asseuta a minha dircila, fez-mc a honra de mostrar o
srligo do orcamento que trata da illumiuaco pu-
blica ,lc.)
t tu/ un--e varios apartes.i
O Sr. Pereira de Hrilo : Nao interrumpamos ;
n orador Irala de uma maleria importante.
O Sr. S. Olegario : Cu aproveilo os apartes,
goslo inesmo que ns nobres depulados m'os vo dan-
do, porque me uo distraen), al pelo contrario me
suscitara muito boas ideas, e agora mesmo um par-
te me Ionicen uma idea. Se us nao podemos, nu
se eu eslou fura da ordem em tratar do contrallo, co-
mo uo esleve rora da ordem o nobre depulado que
se astenia cm minha frente o Sr. Abilio) qoando
propoz aqu a rescisio de um canlraloj celebrado
pelo governo.
O Sr. .fMlio : lie o que' o uobre depulado
quer fazer'.'
O Sr. S. Olegario: Eu nao aprsenlo idea ne-
uhuroa a esse respeilo, V. Exc. sabe como esla' esla
quesillo de illuiniaaro, lie uma queslo que esla'
de um modo especialissimo... o arrecho he exlraor-
dinario.
O Sr. Florencio: Em que sentido .'
O Sr. S. Olegario : Em muitos sentidos.
O Sr. Stlcino : Sera' bom fallar claro,
uue postamos comprehender o seu pensamenlo.
O Sr. S. Olegario: Mas disse eu, que pelo
modo porque esta' concebido o arligo :>. ve-se que
os contraanles podein muilo bem ve eslo no seu di-
reito em [negar u gaz bydrogeuio puro com muilo me-
nos despezas do que >e empregassem o gaz bvdroge-
nio carbonelado, vislo que aqui use diz a ualureza
do gaz que lem de ser empregado.
O Sr. Silctmo : Tenha a bondade de ler o arli-
go do projeclo.
.lia um aparte.j
O Sr. S. Olegario : O que esla admillidu ua
sciencia he exlrahir se o gaz ou dovjarvo de pedra
ou do azeile on de oulra qualquer materia, ou eu-
l.iod'agu; as ex pencudas vilo justificando que o
gaz exlrahido d agua he o que se presta com mais
economa e proveilo aos usos da vid.
O Sr. Siento i Acabe de ler.
O Sr, S. Olegario l.endo;: Mas eu perguulo
an nobre depulado, aqui est determinada qual a
nalureza do gaz ana se lem de empregar".' uo; lo-
go lia v endu maior lacilidade ua oblenro do gaz hv-
drogenio puro, elles o einpregarao de preferencia
na illoiiinideao,
O Sr. r'lore'icio : No poden).
O Sr. S. Olejario:Porque '.' aonde esta' i prohi-
bieo?
< ni Sr. DepWado:A sciencia uo o recouheceu.
O Sr. S. i ib vino : A sciencia tem reconbccido,
perdoe o nobre depulado ; experiencias scicnillicas
lem mostrado a lida luz, que o gaz hvdrogenio puro
he prtierivel uas lluininares, uo s por sua bars-
leza como por seriuolleusivu saude publica.
O Sr. Florencio da um aparte.
O Sr. S. Uleoano : O que cu eslou dizcado he
que esle aperfeicoaneulo existe.
Sr. Floreneio : E eu posso-lho afiaurar com
loda certeza qoe o gz hvdrogeiiip puro uo e-la cm
voga nem ero franrae nem em Inglaterra.
O Sr. S. Ot^urio; Eu foiso-lbe dar, rom os
dados que lenho, ama Sanea iuteiramenle roolraii i,
segundo li ha punco no jornal il.i II.1I11.1 .
O Sr. Florencio :'leulm muilo medo dejornues.
O Sr. S. Olcjyun'o : Eolo seno ere nos jor-
uaes, comecre uas iuforinares que da.
O Sr. F'orcnc.o: Eu no disse que nao acredi-
lav, disse que as vezes tinha medo.
O Sr. li. Laceria:Qoer jornal! la vai, aqui
lem o de hije i leudo a Cartcira a luz por meio do
gaz hvdrogenio be preferivel a los do gaz exlrahido
do carvo le pedra, mas que garantas de praticabi-
lidade onerece esla nova invenro'.' Os desejes dos
bomens do orogresso, e a possibilidade das desco-
berlas scien ificas.
O Sr. S. Ole/jarlo : Pois ahi lem, he a Carleira,
he um folhetin muilo bera escriplo, cuja.* ideas mui-
lo respeilo, cnbora uo saiba quem seja o seu autor;
esse esc iptor conless.i a preferencia do gaz bydroge-
uio puro, eiiDora csteja em duvida acerca dos re-
sultados das xpericacias; mas o artigo a que me
reliro be etcrito em l'aris e transcripto em uns
poucos de jomaes francezes, quo lodos adoptara a
mesma opiiia cm favor do gaz hvdrogenio puro.
O Sr. F'loreicto : Quem sabe' se he algum em-
preiteiro que quereudo fazer valer a idea, manda
escrevr islo*
O Sr. S. 1 ile/arin : Enlo quer o nobre depu-
lado dizer qui esle artigo be escriplo por espira-
ran de algum tnpreilciro '.' E uo ve que esse argu-
mento pode se revertido conlra a sua upiuio '.'
O ^r. F\ore:cio da um apaile.
O Sr. S. Oegurio : Diz o arligo que (em-se
apresenlado a hoje como soberana a illamiaarAo
feila por meiudo gaz hvdrogenio carbonelado, mas
que agora aprseula-se o vapor d'agu, o hvdroge-
nio puro roubaalo es-a gloria ao anligo invento que
eslava em moda at enlo, e que em'alguns lugares
ja se lera feilo aperiencias, que so lodas em favor
da preferencia que se deve dar a' illumiuaco por
ratjz* do gaz hy.rogenio puro.
1 Sr. Otilado : Precisa de conlirmacAo,
por ora cstamo em experiencias.
O Sr. S. Oleario : Bem, he islo justamente o
que eu digo;setmoscm expeiiencids, se essa idea
se pode tornar ulciramenle praiicavel, se elle he um
11,. 1 boi.....cnio 1 li- a sciencia da chimic vai apre
-ciilamla para ihamaiiidadeo que devemns fazer '.'..
O Sr. Abilio l'rivar-nos por agora desse mc-
lhor.imento.
O Sr. S. n|,,,10 : Apenas por alguns mezes,
podemos deixatle tcr'illumnar.ao a gaz...
O Sr. i'.iiin Quem Ihe diz que so mezes .'
O Sr. S. Oleario : Porque se al hoje leroos pas-
sado sem esserclhoramenlo, no slo Ires nem qua-
Iro mezes que ns podem pr 110 meio da civilisaro,
ou que nos poda) fazer pasear por um.povo brbaro,
sem civilisarAo :i i educaijo...
O Sr. Silcin : De forma, que san brbaras
as naces que eniregam o gaz hvdrogeno; carbo-
ueado.
O Sr. Habito )\egario : No (em referencia
11 eiilinun o sen arrie rom o que aeabeide dizer.Eo
disse que 3 ou 1 nizes de demora nos uo faria pas-
sar por um povo lbaro, disse que cra muilo me-
lhor que csperasseos :l ou i mczes.l al vermos se
as experiencias riodiomens sabios nos davaro mc-
lhores juizos, mellves ideas, para que podessemos
dar, ou deixar de dr preferencia ao gaz hydrogeneo
puro.
|lla um aporte )
O Sr. S. Olejan: Mas, he preciso lembrar ao
nobre depulado qu,as experiencias na Europa no
se fa/.cni como euln mis, la, ellas se succedem com
a raple/ do tais.
i m Sr. Depuiti: Desde quando exisle o gaz
hydrogeno puro
O Sr. Sabino (je;ario: Desde que lia agua,
lodos oscorpos ten naspropnedatlescommiins, mas
ha certas propnedjc&s qne sao peculiares arada cor-
po, e as vezes umiesualidade he que vem fazer des-
coberla dessas proiredades ; mas a sciencia lem re-
conhecido ja, queotaz hvdrogeno puro he inllani-
mavel ; esperieaeia demonstraran) desde muilo
tempo, que esla ie un de suas prupriedades plusi-
cas, e a expericicialem mostrado lambem que rio
ha perigo nenhu ni illuminarao por meio do gaz
hvdrogeno] pur. Para prova dislo, lenho um es-
criplo do cIiiiiid, o Sr Goudin, elle deixou evaporar
urna grande qoiilidude de gaz, accendeu um papel
e loi locar fogn'um lugar aonde o ga/gse tinha cs-
palhado que ci uma especie de chapeo de sol, por
onde o gt sahi, mas como elle lem a propriedade
de elevar-se ni lo, por isso mesmo que he I41l2 ve-
zes mais leve d que o r, sendo por essa razao que
se o empreg ns machinas aerostticas, por que as-
sim se podein ncei grandes dilliculdades, elevar
cerpos muilo Rindes a uma altara immeiisa, chegou
romo disse, un luz e o gaz nao se inllammou. E
diz mais, eu chjuci o nien roslo esse lugar alim
de ver se .1 resrrarao solVria algum rousa que de-
notasse a exislecia do gaj naquelle perimelro, na-
quelle reiervatiio, porcm uad exista : ora, conlra
a experiencia no ha argunenlos.,.
OSr. Florera ; Mas a I'raneae a Inglaterra
nAo seguem isli
O Sr. a1iI/0 : Pode.
m Sr. Ueiiiitndo : Mas he uma Incoherencia.
O Sr. Satino Olegario : l'elornnlrario, me pa-
rece que he darnos prova de muilo juizo, oesperar-
raos que os melhnramenlos da sciencia nos pussam
orientar,
( lia um aparle .
Sr. -oi'ain (i|,.7r.a ; |) quando havemosde ler
a illuminarao a gaz, he desdeja '.' nAo, lem um pra-
zo de -2ou :t anuos ; pois drm,.senhore<, esperemos
mais :l ou i mezes, alim de ver se esses inelliora-
meulos -Ao realisados; e se o furcru, mis leremos nina
illuminarao melhor, mais barala, mais bella e mais
salobre.
lina ro: : Quem sabe '.'
OSr, Su.'.i.i Olegario: A expecuria lem mos-
trado que a illuininaro por meio do gaz hvdrogeno
puro, he mais hrilhanle, mais asseada, "c lema
grande vanlagem de punpar uma porrAo de coulos
de ris aos cofres provineiaes....
O .Sr. Siliinn : A queslAo he de lempo e de lem-
po determinado.
0 Sr. S.Olegario:l'ois bem, eja de tempo deter-
minado, digo, que a quesillo pode ser adiada mes-
mo ale i abertura da assemblea que vem, lio mais
um anuo e nislo. mena Srs,, nao ha perigo e aleone
parece, que seremos melhor avisados, que teremos
melhores informarors acerca da illuminaro, e ali-
se abrirn as porta* a concurrencia para que novas
proposlas p.i-sam apparecer, o que sem duvida
iiciihuma sera de graude vantagem para os cofres
provineiaes.
Eu devo dizer aos nobres depolados uma cousa
respeilo maititsimo o nome dos signatarios do con-
lralo, so homens de um credilo fundado, de um
reputaro eslabelccda, que exislem entra mis, que
aqui lem seus fundos, suas re.res, seus prenles
etc.. sao homens que ufferecein sem duvida iienho-
raa garantas a realisarAo du cuntralu; eu nAo que-
ro, porem, apreciar qual o carcter do indmduu que
aprsenla a segunda proposta, porque uo o co-
uhero, uan sei se elle he um homem honesto ou
um cavalleiro de industria, mas o que me parece he
que a uobrz coinmisso no foi rauilu justa em re-
pellr essa proposla smenle pela razao a presenta-
da.
O Sr. Silcino da um aparle.
O Sr. Olegario :Pode ser uma injuslira para
miro e um arlo dejuslira para a commissao, o no-
bre depulado bem sabe que essas ideas sAo relati-
vas.
A nobre rommissao disse : J)
Bem se v que ha iajosUea nesse pensamenlo da
nobre commissAo, porque, iicnbum merecimenlo
livesse a proposl do Sr. Eslad linha ao menos o da
franqueza, porque elle disse, cu faro a illuminaro
por 20 reis por llora, mas faro porque nAo perco
nella, faroa porque vou empregar o combustivel;
q nuhe muito dispendioso, o gaz hvdrogenio puro
entretanto o contrato foi reservado, podeudo em-
pregar o mesmo combustivel por ."O por cenlo mais
do que o que se pede na proposla.
Diz a nobre commissao que ainda se esla em ex-
periencias. Eu nao quero repelir o que disse esse
segundo concurrente, porque o considero tambera
parcial e pode mullo bem cilar (clos que|na verda-
de nao exislem, poslo que me parera que nenlium
homem delirio, nenlium homem de senso, neuhum
homem que respeile o seu pundonor va apresenlar
sob sua atsignatnra fados que realmeute nAo exis-
lem; mas no quero como disse, .rcconliccer esses
faclos que elle aprsenla, de que a illuminarao por
meio desse gaz esta feila em certas cidades daf rau-
ea em Madrid e mesmo em l'aris, como no hotel do
invlidos ele. etc.
Mas digo aquillo q' lenho lido nos jomaos francezes
que tratara da malasia he que em Patay perlu da
avenid do S. Cloud se fazem experiencias quolidi-
auas publicas que vio dcruonstnido evidentemente,
que a llumiiiacao por meio do gaz hvdrogenio puro,
he i ri.b-iiv. I a illumiuarao mita pelo gaz by-
drogeniu carbonelado : ora, sendo islo um fado e-
Icudoque uao devenios dar ipprovacao o parecer,
lano mais quau lo temos na adminitirarao da pro-
Aincia, um homem que lem estadopur muilo lempo
nu Europa, um homem que deve estar a par desses
mclhorameutos s que me parece nAo deve ser es-
Iranho a esle negocio.
O Sr. Florencio :l'orque '.'
OSr. S. Olegario Porque DOS aqui decidimos
esse negocio por inlorraarej, por mim o digo, nAo
lenho idea nenhuma de illumioacAo a gaz.
O Sr. .Ibitio :Apaguemos (udo e comeceraos
conla Dovs; ura Sr- depulado esta presidencial?
OSr. f. Olegario: N3o, Sr. Eu creio piamen-
que o nobre depulado me nAo diirige esle
aparle com a menor inlene.io de locar-roe, mas me
permuta que Ihe diga, que eu lenho um carcter
iuteiramenle independenle, nAo digo islo porque
queira (azer um serviro ao presidente a quem ainda
nAo tive a honra de visitar, mas digo-o sement por
ser um homem que ha pouco) chegou da Europa,
ue lem oslado as grandes capilaes c que pode'
muilo bem darnos nfunnare*
O Sr. .Ifcil/u :Digo
prova de mais.
O Sr. S. UUgario : A visla dislo Sr. presiden-
lc, cu o que quiz foi aprescular na casa um po-
ro o que nAo quero que seja de diocordia. mas que
1 rom.'v i uma discussAo a esse respeilo, alim de
que fiquemos inlciramenla orientado e possamos
volar com plena ;cousciencia, porque j disse, nao
faro opposirau a illuminarao a gaz, desejo lodosos
inelboromenlos par a provincia ludo quaniu fur
de ulilidade publica eu defenderci, urna vez que u
julgue raaoavel era minha couscicncia, embora tenha
a desventura de nao ser apoiado por alguns de
meus nobre- collegas.
l'orlaulo peco a Va. Excs. desculpa de os Icr por
tanto lempu oceupado.
-sflj/MM.sSr.s.:Muito bem.
O Sr. S. Olegario:Muilo bem, muilo bem; mas
assim mesmo nAo me querem acorupanhai Bisa-
das.)
O Sr. Silcino :Senhor presideole, como mem-
esludado a queslAo, nAo
avia de le-la 're-olvido
assim de chofre, por consegu nte| bem dos dados que
a commissAo colheu, exisle para aquelles Srs. de-
pulados essa pre-n nipeao f, roravel
' i" Sr. Depulado :E pi r ora a presumpro he
loda cm favor
Oulro Sr. Depulado :A
precipitado.
O Sr. Silcino :Na 2't
lo pelo governo com lie
Manoel de Barros c Lopes lti
le il.)
illa um aparte..
O Sr. SflvtsM :O nobrrldepulado pe era dovi-
da qual o gaz que he recom leudado pelo Oslado ac-
tual da sciencia ".'
Senhores, o nohrcdepul ido derlarou em al
boro som, que o gaz hydroge
periencias ; como pois qu
presum|ieAo he que foi
cpndiro do coutralo fei-
ry Gibson, e os Drs.
ello, se diz o seguiu-
seja recominendado pelo esl ilo actual da
Ve-sc da vigesirra
qu
lo-pnro eslava em ex-
agoia. que esle gaz
sciencia'.'
do con-
lralo que os i'mpre/ai ios nei cm lirar e gaz das subs-
tancias, que recommenda
sricncia. Ora, que estado a
de ser seno aquelle que
va no tempo da confereo
lancias no podem ser sen o as exlraludas do car-
vo de pedra, vislo romo
que so applieaveit a illum
geram a aquelle pomo de pi
sa lurna-las areilaveis por n
para tornar mais claro o pe
confeceo do contrato,julgo
e-pe. ili adamen te no proje :1o a qualidade do gaz
I ni Sr, Depulado :fez
provincia, a soflrer por 30
nao ser o melhor.
O Sr. Silcino :A coram^sAo admillio a clausula
21.-', apenas moslrou mais
o en- imeiilo do governo, po
aiuda a possibilidade da raod
de que se deve lirar o gaz r
ge o la parle da clausula J
uns litemos apenas refereucial
ra clausula
eslado actual da
lual be este t Nao po-
ciencia reroinmenda-
lo conlralo ; e as sons-
as cvlrahidas da agua,
laco, ainda nAo chc-
rl'eclibilidade, que pos-
todavia a commissAo
samento que presidio a
convenanle consignar
i lal, porque condemnou
unos, um gaz,que pode
idenlemenle, qual era
r conseguiute admillio
lira'ao das substancias
a illuminarao. A se-
(oda roudiccional,
ao gaz condecido e ac-
ceito geralmenle, nos adranin ios o caz hvdrogeno
carboueado, porque foi esse i que elleciivamenle fez
a base do conlralo.
I m Sr. Depulado :lsto
Oulro Sr. Depulado :E
claro.
O Sr. Silcino :O nobre {epatado enlende que
a clausula no he clara, a co atis-io procurou es-
claiece-la, o nobre depulado julga que a cummissao
obrou mal.de modo que a cui nna.-.n v-se enllocada
entre a espada e a parede: ra ies anlilheses servem-
le de peso do mesmo modo
Um Sr. Depulado :II sil
(1 anuos a ser Iluminada sol ente por'esse gaz hv-
drogenocarbonelado.
O Sr. Silcino:O que he
que a presidencia, aalorisada1
le muilo claro,
mim nao me parece
jeilar a provincia por
erto.Sr. presidente, he
- pela assembles par
fazer ura coutralo desla nali reza, sob laes condic-
slava dentro de suas
alo nesla parle ser re-
lie
e dar c lirar.
oje podemos pensar de
ro.
estaU
depulado disse, que
offerecia fazer-se o ser-
r ceulo, menos do qoe
venia, pelo que devia
cues, fe-lo, por conseguiule
airibuires e uao pode o cont
gol lado...,
Um Sr. Depulado :Assirji pens eu
l'm Sr. Depulado :Isso I
Outro Sr. Depulado :lll
ara modo, c amauha de ou
Oulro Sr. Depulado :El lo. nAo haver,
lidale em coosa alguma.
Oulro Sr. Depulado :II condicrao do mundo,
nada nelle ser eslavcl.
O Sr. M'im:O nobrd
havia uma proposla.emque si
vico da illiiininae.io por.iO p
a faz o contrato feito pelo go
ser preferid
Senhores, a queslao nao he da cifra, mas sim de
realisariio. Se a sciencia recommenda o
genocarbonelado, de que serve o argumento da
diferenra para menos no prerp e para mat nu nu-
mero dos combuslores relativamente ao gaz hvdroge-
no puro'.'
l'm Sr. Depulado :Mas se faclos valem alguma
cousa, porque uao admiilimos'
OSr. Silnno :Sr. presidente, cu nao poderei
concluir o meu discurso, sem fazer referencia ao
contrato feilo pelo governo geral, com o baro de
-Man....
Um Sr. Depulado :He mais baralo um boca-
dinho.
OSr. Silcino :Os nobres depolados sabem, que
houveram proposlas mais baratas, Tejas ao governo
geral, para a illuminacao gaz da cidade do mnni-
cipio neutro, mas que o governo todava recusoa
essas proposlas, e isso porque '.' Porque feilo o calcu-
lo das despezas com a compra do carrito de pedra,
das machinas e dos canas e coro o grande pessoal
que he necessario ler, chegou-se a couheccr, que a
fabricaeo do gaz hvdrogenocarboueado, nAo se
podia fazer no Brasil por um prero inferior ao apre-
senlado pelo bario de Mau....
2' Sr. Depulado:Dsse-o o consclho de es-
lado.
Outro Sr. Depulado:E que nao he suspeilo.
O Sr. Silcino :O nobre depulado quereudo im-
pugnar o parecer da commissao. Ionice, u-me nm
argumento de grande peso. O nobre depulado disse.
jue o carian de ptdra. trazado da Europa pam o.
casa lal, na casa qual, exiitem crruV
s^-SSpor S^-s**;
soas torcas mas nos n3o querendo augmentar a f
Hietao ao .mielo, agaard.vamos panf oulra peca
s.ao revellar essee a.lenlados, e chamar a a?tenca?
da polica sobre (9(es faclos, e ainda assim alguma
cousa fizemos, com ,odos |lavam ler lid Aoora
trarn,Tgiremo^, toMlitamto disP0>l~ vfftSi
-Em f ora de Pon, casa ..... ha ,
que vive constantemenla espaneado, pelo UT,.,1
tenro corpinho esla mareado como o do mais misero
negro de eiigcnho, e dess-aWenhos cuios pronrie-
arios assemelham-se aos manos anlropophagos
acil sera a polica averiguar, ,. polica do bairro do'
Kecife, que tau bons aervicoa ha prestado aquella
freguezia.
leudo um menino do Trem adoecido de uma
pequea eruprao de pello sobre a par|e p0iierior de
uma orelb, houve um medico qae claisilicoa o pe-
queo incoromodo em elepf inliasis. o director do
arsenal maudando-u inspeccionar pelo Dr. firmo
esle declai mi que o incommodo nao passav de cou-
sa mu ligeira, que coro qualquer lral saria. O mesmo licou se Iralando, se nao nos euga-
uarous. no hospital da caridade, para dalli recolher-
se ao Trem. De que escapou o pobre do roeoino
volado aos Lazaros' He assim que ludo mais he'
e quando a desgrara'.peuelra el clera...
.No domingo pas.ado houve urna bella feslivi-
dade oacapella daCapuuga; solemuiou-se o ultimo .
da do me/. Mariauno com pompa, e sob a drec-
e.io it.i Exma. Sra.doSr. Claudio Dubeux; a mageni
do Glorioso San-SebasliAo e a de Nossa Seobora das
Dores, que estavam fura de suas grojas, regressararo
em decente prncissAo ; a de San-Sebasliao da Ca-
punga para o Monleiro, ea de Nossa Senhora, do
Monleiro para Censuca.
i^ue especulado'.Esle mundo, esle mundo!
Olhun que esperleza'. (Jue expedienta Que lioo-
rin Oacaro : dzem que na roa Velha tem um ca-
valleiro de industria, que cotturaa a pagar aos ne-
gros que tratara dos lampeos, para nao accenderem
um.... que.... Sim, Sr., um que fies junto... que,
ora essa he boa, o moco solfrede dodio nos olbos, e
o reverbero do caodieiro Ihe faz mal, que lem la'
islo
>a j se precisa mais de cosmorama para se ver
Sebastopol ao anoilecer, carregado de nebliua, fa-
zendo fro, ele...
O pateo do Trro de noile lica completamente eo-
fumara.!", pela fumara enfumacada, que da um eu-
fumarado boeiro de cerla padaria enfumacada, en-
cimara loda Ierra, lodo eco, e al os olhoi do Sr.
fiscal, que nAo ve a fumar i.
Antes de honiem, a' noite, seriara 1) horas,
quaudo am negro descouhecido se inlroduzio ua ca-
sa do Dr. Mascareuhas, no aterro da Boa-Visla, o
se collocou sem ser visto, na varaoda, para talvez
depois do agazalhu da casa, roubar ou perpetrar ou-
lro qualquer crime : felizmente o Dr. presseolindu
rumor na varanda deu com o ladrAp, o qual foi lo-
go couduzdo a' casi do Dr. subdelegado, ja' ha
dias, um sujeito descouhecido eslava occolto no cor-
redor da escada do Dr. Prxedes Pilauga, embudada
cm uma manta, procurando aiguem qae se acha-
va na casa do Dr. Com elleito, grande be a dif-
gculdade |que encontrar a polica, na raanulen-
eao da ordem publica e segurauc,a individual e
do propriedade do cidadao ; porquanlo cusie-
se hoje se lema encontrar ero toda esta capital
uma palrulba ames de rais noite, visto que, o cor-
po de polica se acha desfalcado completamente, e
nem a tropa de linha pode foruecer geole para as
palmilla-, porquanlo bera diflicultnsamenle se faz u
servieo da guaruirao, com a nao pequea torea, que
and derramada pelo centro cm destacamentos vo-
lantes. A reserva d guarda nacional igoalinenle
nao pode-se prestar ao servir de rondas, porque he
ella composla de genle muilo alta e da turtos e -
aleijados, e assim, que andem os ladres ao atar. 9
O cirurgo G. Mav acaba de extrahir de um
olho do Sr. Reis uma pedra. Esla melindrosa,ope-
rarao foi executada com uma presteza e hahilMsde
ncriveis; presenciou a operado o Sr. Dr. Sar-
ment.
foi encontrado dentro de um marinito no mes-
mo poro,do quartel do segundo batalhao, onde ap-
parecera o cadver da prela Vicencia, um veslido
que se presume ser della. Hecnrdamo-nos, qoe no
dia em que esse cadver lora euconlradn, o subdele-
gado rnaiilni por um soldado do mesmo corno calar
com uma vara o fundo do pora, e nada encontrara,
como agora apparece um inarmilao e nm veslido?
Logo all foi poslo posteriormente a apparicAo do
cadver, porque no so objectos lAo diminutos, qoe
logo nAo se podesse com uma vara enconlrar, quan-
do eom cuidado se procurnva adiar mais alguma
cousa.
Bogamos, pedimos, imploramos, deprecamos,
solicitamos, que no fique em esquecimento, em
olvido, a margem de um cauto, o projeclo apresen-
lado a Ilustre corporarao legislativa provincial, pe-
lo Dr. Epamiuondas de Mello, que crea na comarca
de (iaranhuns um ncleo agrcola, que descanse os
lricos caplivos, agora Io dizimados pela epidemia:
oulro sim, que se recebera' como uma e-molla mais
alguma rousinha por parte da assemblea em soccor-
ro das obras da matriz do mesmo (iaranhuns.
Ilouleui por larde na ra '. ioiicm lia, am
-' ESg^&SS^&T&J&vSSSS'S-
necessariamcule ler uma illuminarAo por um prero
maior do que se faz na Europa.
Mas, meus senhores, por quaulo se faz a Ilumina-
ran era Londres e Pars i Por :>i ou Jli reis em uma
e a on27 ratona oatra. Nolal mais, que na Eu-
ropa os residuos do carvao de podra se aprovetam e
que enlre mis esses residuosse perdero, como se disse
no parecer do r .nselbo de e-lado, on como disse o
Exm. Sr. Euzehio de Qoeiroz em seu relatorie; con-
seguinlemeiile perda da suhslaiicia gasosa, a perds
dos resulpos deve addicionar-se as diversas parcellas
augmentadas, que se gaslAo com as machinas, uleu-
cibos. pessoal ele. Assim pois, se na Europa se faz
por 23 a 2 reis ; como se pode fazer uo Brasil por
menos do prero do conlralo ".' Por conseguinte ja
se vi-, qae mis nA<> podamos adrailtir conscienciosa-
raenle um contrato, quo liveaee uma basedillereule.
Ue verdade que o conlralo feto pelo governo ge-
ral com o barao de Mana' assegura a illurainacAo por
um prero menor, m,n esta dillereura explicarse sa-
dnirlf.^ i con""crei0' agricultura, in- lisraloriamenle pelas proporrea quasi triplicadas do
ed ?' "" ob"^ a"-> "sa os olivoa : perimelro da illuminacAc- do Kio de Janeiro em re-
porque reiliji, como se acha. o parecer o o projeclo lardo
o Sr. SaMiioYHca/ririi): Mas, meu collega, nao
vamos si. a f rara o a Inglaterra. Ouanlo scieo-
rias, cu entend, que uo ha pal/, quo nos inercia
maiores respaile, c que nos ova servir de tberm-
melro aceica diilluslraro, iilelligeuria e de lodos
ns melhoramcnbs scienlilico-, cuno a franja, eeton
por isso, mas nea mesma l'ran-i que o nobre de-
pulado esla h, virando lano, as experiencias se eslo
fazendo...
O Sr. F'lorem'io : Mas n.lo se eaY seguindn.
O Sr. Safiino Olegario : Porque (vj rousa nova,
e lie por issu mismo que ei peco, queem lugar de
que esl cm primeira discussAo.
O uobre depulado que acaba de fallar, combaleu
em ura nico puni o conlralo feito pelo goveroo
provincial com llenrj Uibsou, e os Drs. Manoel de
Barros Brrelo c filippe Lopes Nelto, para se illa-
minar a cidade do Itccita por meio degazhvdro-
geno-carbouctodn.
No meu entender. Sr. presidenta, o conlralo na
parte essencial esl approvado, nAo depende inesmo
da apreciara.) e approvaro da assemblea, porque o
anno passado, leudo sido dada uma aulorisarAo ao
governo para fa/.cr o conlralo d illuminarAo "a gaz
com lleury dibson, e os Drs. Mauocl de'r.arroie
Lopes Netlo, e lendo o contrato sido feilo justa-
mente pelo governo cun csses individuos sobre as
condires marcadas no requerimenlo dos mesmos
e tu mad.is na [e do orranienlo, entendo qoe sobre
o Tundo do conlralo ns nao podemos mais discutir,
e menos anda volar. O conlralo lem apenas duas
clausulas, as quaes devem ser sujeilas i approva-
ro da assemblea ; mas essas duas clausulas nAo se
relerem ao fondo do coutralo. As duas clausulas,
sSo : 1. aquella que consigna o numero de horas,
quo deve durar a illuminarao, e a >.< he a que se
refere ao augmento de ;l:!ll/sj, sobre importancia
que se gasta com a illumiuarAo actual.
SAo estas os dous ponlos,*qae uo meu entender
necessitam da approvaco da assemblea, quanlo s
mais clausulas, que nAo leem referencia a estes dous
pontos, creio. que eslAo approvadas...
<" m Sr. DepuladoSe podemos approvar, pode-
mos reprovar.
O Se. Sfleino :Se o conlralo esla valido sobre
as mais clausulas, nos nao podemos ropiova-lo,
sera ofrndennos os direitosdos contratadores, e nos
nAo podemos ofiender estas dirrito-, sem nossujei-
tarmns Iriste necessdade de iadcmnisa-los da-
quellas despezas, que elle lenham antccipadainenle
tailo para a realisarAo do sen contrato ; e develaos
sujeitar-nos a rsla Iriste condiro ?...
l'm Sr. Depulado :NAo lie triste coiidrlo.
Um Sr. Depulado :O contrato l.ucci ".'...*
Oulro Sr. Depulado :Em lempo responder!
ao nohrc depulado.
0 Sr. iliiiio :E poder a assemblea revogar. o
conlralo em couseqoenci da nao approvaro das
duas clausulas '.' No, porque na primeira rlausola
a presidencia da provincia deixou A assemblea a
allribnieao de inairar o nuruero dp horas, que deve
durara illuminarao enlre o de l> e II), islo he, ja
indican oe doosextremos, dentro dos quaes deve a
assemblea lomar uma delilierar.lo ; por consequr-n-
ria nao ha raso duvidoso peranle a assemblea, ha ja
alguma mus de definido, de marcado. Quanlo i
segunda clausula, ella nao depende senAo de uma
aulcrsarao da assemblea na parle que se refere ao
augmento da Iluminaran sobre a que exisle actual-
mente. A illumiuasao hoje faz-se com 9(0lam-
peos ; pelo coHlralo, augmentaram-se mus 60...
1 m Sr. Depulado :V. a proposla offerece mais
lll.
O Sr. Silcino ... por conseqoenca, nao estan-
do na aulorisaco que se den esse augmento de lam
pees, he necessario que approvemos a clausula
que eleva a esse numero. Sao os dous punios que
dependem da isaembbSl ; lodavia para s.ilisfa/.er
aos desejos do nolue depulado c meu amigo, irci
enlrar na queslo preju licial do maior ou menor
Valor que se deve dar a proposta de Eslad'Eus,
ainda mais porque ella vem consignada no parecer.
Sr. presidenta, pelo que oovimos aonobre depu-
lado, elle cunfessuu, que o gu hydrogeno-poro,
no esla aluda definitivamente adinillido na Eu-
ropa.
l'm Sr. Depulado:Quem sabe'.'
0 Sr. silcino:Os jomaos citados pelo nohrc de-
pulado, nao fazem mais do que confirmar a canvic-
rlo qae a eonintiasilo linha.
I'ara fundamentar osen parecer sobre esse poni
di sciencia a roinniisso haseou-sc lias dillereules in-
lormaroe', que vem annexas ao ronlrato, c cm dif-
iranles arligus de jornales.
1 m Sr. Depiiln'lo: Os artigo) dos jornaes scr-
VCm par dar e para lirar.
O Sr. Si/r/HO:-Si. presidente, eu no goslo de
Irazer a queslo d coiilianca...
Um Sr. Deputaii : Nem se traa disso.
O Sr. Silcino:Como disse, uo goslo de Irazer a
queslo de coiilanra, lodavia, entendo, que os no-
bles depulados que sAo, mais ou menos alleiroados
ao p-x-presidente da provincia, devem tirar orna
illadlo e he, que o goveruo da provincia devia ler
nossa. Parece-me ale, ;Sr. presidente, que
obseivada a proporcionalidade, o prero da uossa il-
luminarAo lie inferior ao da corte.
I'or ora lico aqui, esperando novos argumentas,
alim de mais urna vez justificar o parecer e o pro-
jeclo cra discussAo.
O Sr. .v. Porlella: N0 reslluio sea dis-
curso.)
O Si. Silcino disse quo dous foram os punios
de argumentadlo do nobre orador, que acaba de
senlar-se, o primeiro refere-se a possibilidade jur-
dica da realisar.lu do conlralo, pelo fado de ler o
governo excedido a quota marcada para a illumina-
rao ; o segundo relere-se ao tempo da durara., do
conlralo,- que no entender do nobre depulado,
que impugnou o parceer e o projeclo, ser per-
petuo.
Quanlo ao primeiro argumento, tai respondido
com os mesmos principios jurdicos, a que se linha
soccorrido o nobre depulado que impuguou o pare-
cer, para o qhe taz elle orador a distraerlo entre as
condires essenciaes e uccidenlaes dascoulratos. e
disse que nao sendo o aagmenlu da cousignarao,
urna condirAu essencial de existencia para n conlralo,
vislo como elle podia realisar-se sem esla coulicAo
era claro que a assemblea podendo fazer a reslriccao
du numero dos combuslores. ao que exisle actual-
mente, lulo podia lodavia desl'a/er um contrato, qua
se ellecluoii em virlude da aulonsacAo consigoadana
lei do o eamento.
Quanlo ao segundo argumento ido arl. 1:1 do con-
lralo, disse o orador que persistir Mario de per-
peluidadc, se acaso se loinasse a disposic.Au daquel-
le arligo ilrsl.iradamente, mas quo loda ve/ que
9e iizesse a cempararao da disposicio do arligo cun
a do arl. 11., em que se marca n lempo lixo de Ires
anuos para a illuminarAo completa da cidade, ja-
mis se poderia de boa ta assererar, qoe o ronliat i
conten rondiroes, qoe podem dar, em tavor dos
conlratadores. um lempo ilimitado para a illumina-
cAo, tanto mais qaamlo he do mais vital interesse
dos conlraladores, ou oo menos he de soppr que o
seja, completar no mais curto esparo de lempo pos-
sivel aquelle serviro, pela razo palpitante de rece-
bcrem ou poderem receber o quantitativo lodo das
preslarijes sem as deduernes provcnienlcs ilo nAo
complemento da illuminarao, uo caso de que ese
nao complemento se desse.
Quanlo ao argumento de perpelnidade (irado da
probabilidade do augmento dos coinhustorc dcnlro
du lempo do contrato, lambem nAo achou o orador,
que tivesse elle procedencia, porquanlo depen-
teiido o augmento de lampees de previa an ler i-1-
ran do enverno, esle lem a laruH.de de marcar o
lempo, que devem os conlraladores realisar o aug-
menta da illuminarao, cuino se taz no conlralo ac-
tual.
Kespondeo ainda a alguns apartes, quo Ihe foram
dirigidos nu correr da discussio, e roncluio decla-
rando, que eslava pronipto a aeompanhar a discus-
sAo era loda ampliludc que Ihe qui/esse:u dar.
Tendo dado a hora,
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, e le-
vanta a sessao.
PAGINA AVULSA.
B^' ASEA S
T.. sorle da orphaudade sempre he lamenlavel
seja acompanhada de qoe circarsUacia for a ella
favoravel, no sendo pelo lado do profundo senli-
tadia de livrar-se de ser pisdo por ambos ; safoa-
se de Sryll, cahio em Caribdss ; enlAo estamos ou
nAo civilisaJos".' O mais he pola...
Consta-nos que ha nesla capital um senhor meu,
que lem o louvavel coslume de abrir quanta caria
Ihe cabe uas roaos remellidas do mallo : olhe qoe
he crime uafiancavel!..
O Sr. ministro da Ordem Terceira de S. Fran-
cisco parece inclinado proteger ao seu irmao reco-
Ihidoao hospital, o velhu Baptista. Com eltailo, nem
so o Sr. ministro como a mesa obrar.n nao s como
um acto de recoDheeida generosidade, senao tambero
de caridade chrisla.
Adminislraro de caridade.Esla'se vendo em
apuros, em risco de dar fundo e naufragaren) doen-
les, amas, emorecdose crdito pessoal, porqaaulo
devendo ella 31:7S5i|, divida verilicada, tem em
recibos oa caixa 8:6639393 rs. de amorlisarao a
diversos credores. No entretanto a caridade h ere-
dora de 22:6239390 rs. pouco raaia ou menos, aem
que os seus devedores se animen) a dar sigoal de vi-
da : ora, nAo bavendo um real ero caixa e precisan-
do-se pagar : as unas i-OOtaf nunca menos, alimen-
tar ns doeoie-. rogar os empregadus, mdicos, botica
ele. ele,donde se llavera'dlnheiro para tanto.' Natu-
ralmente de seus devedores. se estes quizessero ; mas
qual' A uao esl a merc dos ventos,e senao houver
um bom pillo que so as bolsas dos devedores) cer-
lamaolc que ira' arrcbeniar-se uos cachopos do des-
crdito e falimiento, e ainda ha quem se opponha
a orgauisaro de uma irmandade da Misericordia,
nica laboa de salvarlo que podera' salvar cm lti-
mos rasos de tamas dilliculdades, a economa da
adminislraro, segundo o que nos informara os seus
dignos membros, que por molivo algum poder.io ser
suspeitos em tal materia.
Hospital de Caridade, i de junho.Lnlraram
o doentes, sahiram 2, raurreu 1.Exislem 71.
At amanhaa.
A assemblea provincial occopou-se honiem com a
primeira discussao do projeclo u. 24, que aulorisa o
governo dar regulamcntos convenientes par a boa
arrecadaro dos impostas, a qual licou adiada pela
hora.
Paseando a Iralar da segunda discussAo do erca-
menlo provincial, que liuha Picado adiada na sestao
anterior, approvoa os artigos de 7 a 17.
A ordero do dia de hoje he a mesma de honiem.
Itecehcmos carias de (ioianiiinha, cujas dalas che-
gara ale o I do passado. O nico relo que preoc-
cupava loda a allenrao era o cholera, que depois
de ler feito grandes devastares se achava qnasi ex-
tracta. Qaanto ao mais nenhuma novidade havia oo
corrido.
Noticias da I'.inhiba, em dala de 2 do correnle,
das a capilal em completo socego e livro da epide-
mia, lendo-se por esse molivo celebrado alguns ac-
tos religiosos, em agradccimenlo ao Omnipotente
Entretanto, na l'aquara, tinha reapparecido e feilo
Irinl e lanas victimas, e ainda conlinuava a fazer
estragos. Apezar das circomslancias excepcionaes
por que lera passado a provincia, comludo os agri-
cultores esperara uma colhcila satisfactoria.
A diviso dos circuios e as eleirespreoccupavam
aos mieressados ucsla maleria coro grande acoda-
mcuto. k
O ronceiro S. Salvador... eheg.do dos portas do
r... ,0U!"",i Iorn"e4 du Maranhao al 2(1 e do
t.ear ale ^1S do passado.
Nada adianla elle as nulicias trazidas pelo Im-
perador... bm oulra parta enconlraror os leilores
Naa n,,0S corresnoni,e|e* d Maranhao e
mSiLMSf'. '!dia M d0 Passad0' d0 Marnho,
co in dest.no a esle porto, o patacho bras.le.ro San-
la Cruz., carga varios gneros.
ommunkabt.
REVISTA JLDICIAKI.V.
Jury do llecife.
Em ama das noiles do mci de elembro de 1851,
essa benigoidade, essa plnlaabopia, esse rabo amor la edade, Mauricio Jos da Silva, soldado do cor-
de caridade qup parecen a principio eslar de rotos, po de polica, recehera una faeada, qoe, segundo
dadacomaintanjia, coro a miseria eorphandade, ojuixo dosfacnllalivoi, prodnxlra no ilendido um
v.io-se arrefecendo naturalmente, e a proporro. ferinieulo grave na regia,, epigstrica. A polica
germinando de lao apparcnles virludcs, vmveis sig-
naos de dcsreos, que atiu-il degenerara cin prepo-
tiuna c dominio ahsolulo, quando de lodo eslo ex-
melos esses siguacs nimiamente deleveis, que illu -
diraui o bom senso, e allrahiram as benraos geraes.
Depois da epidemia he incalculavel o numero
de urpli.ius, que se ha derramado por luda a provin-
cia: l'oi um consol para muitos, loi mais uma ga-
pigastrtca. A polii
acudi immdialamenle que o farlu passari.; e
verificando que o dilo soldado havia sabida da casa
de Hara Joaquina da (anlccirao, moradora no
mencionado becco, taz reeelher a'inesma Marta Joa-
quina, que sendo inlerrugad, deciarou que achan-
do-se em sua rase iiti paisano, a quem no conde-
ca, mas que (niha cedes e determinados raracle-
lcos, sendo um delies a gague/, enlrra Mauri-
------ ----- ----- ------------- ,------- -----, --------_.. .......v,,^, .,,,.,, uo. ...IO- ,, miglirf, flliL,llil 11,11111-
ranli.i para ns preguirosm uo Irabalhareiii; islo, co embriagado, e provocando "por insultos o roes-
porrin, seria nada, se pela matar parle, esses or- -
pilaos e orphas uo eslivessein geniendo soh os gol-
pes dos talegos dos earidosos, que lAo lervorosa-
menle se apres berem essas viclimas da fiagelladora epidemia.
Desde que seden ollicialmente por mora a epi-
demia, que tamos repelidas denuncias, de qae na
mo paisano, a quem chegara a desaliar ; e qoe re-
lirando-sr esle, o soldado o scompanhara, e logo
depois gritara que eslava ferido, sem que ella soo-
besse quem o ferira, pois que islo ja se nSo passa-
ra em sua casa.
Alem do depoimentn de Mara Joaquina que as
mesma.? declararles fez como leslemauha, existan)
ILEGIVEL


alo oj depoimentos de duas leslealunitas, que i delicadeza c cavalleirismo de
DII^IO 61 PflHHHl QUINTA FllKA 5 DI JUNHO si !ltG
na orara.
ce ii i<> de im vullo que (ambaro corr, leudo una
dessas teslemaulus ouvido duer ao olleudido que
conltecia a quem o ferira : o oulros dcpoimculos
erara de pessoas que juraram de ouvir diier, refe-
rindo-sc alsuntasa virmlianca do lugar era que o de-
licio se perpetrara. Taea provas deram lagar a
proauDcia de Jos liara de tal, ollicial de barbei-
ro e coulieciJo por Casusa-ljago, como o autor da-
quelle ler i me uto.
Entretanto a polica nao podera por os gadanhos
uaquelle que lodo os in licio. apontavaru como o
verdadeiro criminoso ; e foi so ein oulubro prolimo
passado, por occasi.iu da convocado do jur> que
un Jos Pedro de Alcaulara, tambera g.igo, ollicial
de barbeiro, e que linlia todos os mais caractersti-
cos dados por Hara Joaquina, requeren para se re-
eollier e responder por aquelle processo.
Nao se liavendo reunido entilo o jury, ficou o pa-
Incio bem coulra sua vonlade no cnlindr, al
que no da 1 j de maio leve de comparecer peraule
o jury para explicar o seu procedinieulo.
Sendo interrogado declarou que com efleilo era
ella quera em urna das noiles de setembro de IS"4
e encontrara coro Mauricio Jos da Silva ein casa
da Mara Joaquiua da Couceicfio ; mas qne uo To-
ra elle o autor do (erimeulo, pois euconiraudo-se
Mauricio ao sabir daquella casa cun oulro indivi-
duo, Irocaram alfiumas palavraa, e recebendo a-
quelle individuo una bi telada de Mauricio, repelli-
ra siu aggressor l'eriudo-o ; c que. se correr ua
occasido, foi porque correndo tambera esse oulro a
quera nao coiihecera, mo quirera licr s no becco.
O Dr. promotor interino depois de ler o libello
que pedia para o aecusado a peua do arl. -JOj do
cdigo penal no grao mximo, utuslroo com os au-
tos que achava-se provadu u mesmo libello em (odas
as suas parles, islo lie, que o acemado lora o aulor
do ferimanto, que este era grave, e que tiuhara
concorndo as agravantes da uoite e de superiori-
dade em arman.
ODr. Cosa Ribeiro, advogudo da defeza, disse
que era aquella urna Jas veres era que a juslici a-
presentuva-se pedmdo a imposleiu do ana pena
grave sea prova cabal que convencesse os juizes ;
que o aecusado implorava a benevolencia, alienta
sua poslo e a do aecusador ; que por bvpolliese
podara negar a gravid.de do ferimenlo, vista do
que sobre a materia .liria Orilla era um Ireclio que
leu, e por se mo haver feilo o esayie de sanidade,
qoejo Dr. promotor recoulieceu ser necessario para
cstabelecer a gravidade do feriraenlo de modo i
nao deixar duvida ; que anda por livpolhuse poJe-
ria couteslar as aggraSantes, por qua'uto, a respeito
da uoile, dos autos vase que or.i esla urna cir-
rurnsUucia toda accidenlal e fortuita, e nao procu-
rada de proposilo como raeio mais fcil de perpe-
trar o delicio, nao llic parecendo por couseguinle
que a noite podesse asgravar o criine, e a respeito
da sppenoridade era armas, nao baslava constar
que o lerimento se fuera com qualquer inslrunten-
to, era nmler provar-se que o oflendido neuhuiua
arma trazia, e que dentis a le dizia Soperio-
ridade em armas de maneira que o olTendido nao
podesse defcnder-se com probabilidade de repellir
a oflensa ; r assim como poderia allegar as ate-
nuantes de dealTronla a injuria grave, de provoca-
do da parle do olleudido, e de minoridade, visto
que o reo declarava ler -21 aunos preseulemeule ;
disse que pona de parle todas aquellas quesles,
pois a principal era saber se o aecusador lora o au-
tor do delicio, que uesta parle o proces.o oflerecia
duvida bem seria, pols se o aecusado correr, oulro
vulto correr tambera, e m lis que o acensado de
modo que nao deiiou-se conliecer e que as deca-
races do reo eram lauto mais sinceras, quanlo po-
dando negar aidenlidade de pessoa, nAo o fez ; li-
ualraenle tenniuou fazeudo outras coiisideraccs.
Dr. promotor era sua replica disse que Orlila
rallara no trecho citado, relerindo-se as excepee-,
que o mesmo escnplor recouliecia que em regra
os rerimeui.i. como aquelle de que se Iralava eram
graves, deveudo merecer tola a consideracao a au-
toridade dos facultativos que procederam .10 corpo
de delicio ; suslenlou as aggravaules allegando que
a iiieona presentada quanlo a' noite era contraria
* V1?" ,em. c"so """I erabararava o
oendtde de defender-se convenientemente, e que
era este o tundanenlu da le naquella parle ; re-
eonheceu a alleuoanle da provocado ; e quanlo ao
poni principal, disse que a nielarte contada pelo
reo era inverosmil, qoe oulro nao fora o aulor do
terunento, visto o que se liona passado em casa de
Mana Joaquina, a circumslancia do aecusado cor
rer, ea voz publica a qne algunas das testerauuhas
rerenam-se, fazendo-o alo as pineal da vizinhaura,
e concluio pedindo a condemuasao do aecusado. '
lamo-nos esquecendo de dizer que tres das leste-
muoltas do processo depozeram peranle o jurv ;
urna dellas. Mana Joaquina, a quem parece que
:agaez do aecusado, parece-nos que nao
dos Sanios Maihado.
.. lllm. Sr. Em cuniprimenio de nrdens. do eo-
verno da provincia, por oflieios re e :| do correnle,
que levo a V. S. junios por copia, declaro a V. S.'
que, desde j. dou por linda a curaraissan em que
j prela mofados a :fc!tl rs., 1; siso ; s pares de luvas de
seda meia m.io a 240 rs., 13920 |: ditos luvas de
seda para hornera a 2(1(1,,., .-naja | eaixole cora
diversas luvas e objeclos por -} ; 7 liares de mei-s
de seda prela a 21HI rs., |.-.(K> ; 19 chapeos de pa-
lliiuha para mullier a lijo rs., I>U00 ; 140 pares de
*., II.?2D0 s dmtesde
Coi muilo fiel
ao juraineuto, repeli o que havia
mo, mas quanlo se Iralou da identidada do aceit-
ado em relacAo n'pessoa que eslava em soa casa,
masligou, masligou... sem diier lim ou n.lo. A
declaraco que nos pareceu mais importante foi a
da testemunha I'assos que disse ler ouvido ao of-J
rendido dizer nu^ie.lialamente an faci, que o ac-f
cusad.i fora quera o ferira, deilo modo a defet ti
11I1.1 contra si a impressa que empre fica nos ni-
mos dos juizes, apos a inquirido de teslemuulias
prsenles no tribunal. E ja que locamos nislo,
n.io podemos deixar de luminar a conVeoiencia de
que as lestemunhas do processo comparecesiera
sempre no tribunal. Parece-nos que sa nao pode
atlrbuir essa falta a delicicncia de ineios que a
le conced.
A defeza na (replica agradeceu algumas concessOe
queenteudeu haver-llie feto aaecusacao ; suslentou
a argHmcntaraoj apresentada ; insisti em que a
historia da defeza era toda verosmil, nao urna tic-
raO do aecusado, mas achava-se provada dos autos,
peis duas lestemunhas da aecusacao juravam con-
lestea quanlo a' existencia do oulro vullo que sahira
correndo do becco na mesma occasiAo, devendo me-
recer toda a considcrac.no do jut\ as circiimslanrias
de que esse vullo corra mais ligeiro que o aecusado.
e leve a cautela de nao deixar-se reconhecer : disse
que os oulros depoimenlos eram da ouvida vagar, e
que se algumas, referiam-se visinlianca, n,1o deter-
minavara a pessoa a quem auviram, cuniprimlo no-
tar que Mara Joaquina acabava de declarar que 11,10
Ihe conslava quealgucm na vizinhancs preaenciasse o
lael, e que se (ivesse havido alguma leslemniiha 0-
colar a. polica le-la-hia feilo depr no processo ;
quanlo a declararlo allribuida ao offendido, disse
que o dito do olleudido parecia-llie nao poder ser
allegado como prora, que o depoimcnlo de Paeso
era singular nesla parle, que o mesmo Pasos a esle
respeito depozera diversamente na fonnarao da cul-
pa, e qoe demais constava dos autos ach*ar-se o of-
fendido naquella eecaeUo embriagado ; a final fez
sentir que s o acensado fora o perpetrador do deli-
cio, seo crirne podia merecer indulgencia, ja porque
se uao apreseulava contra elle precdeme algum qus
o hzesse suppor 11111 perverso, ja porque fora resul-
tado de provocado, ja linalraenle porque o crime a-
chava-se expiado com a prisao de sele mezes.
Preenchidas as demais formalidades do eslvlo, o
consalho puroilo votoi itegou que ro-
lor -Jo criin ; e assini mais uraa absolvilo leve lu-
gar depois das precedenlcs. Seria ella justa .'... os
seiihores do con-elli 1 l o saiieni.
Em todo o cuso, inuocenle ou culpado, cumpre
que o lal meco de doos noraes, e qoe tao fcilmente
te contunde com vultos, tenln todo o cuidado em se
nao meller em camisa de onze caras ; pode ser que
para oulros juizes do calibre dos qaalro, sua historia
parecesse mal contada, mal gagaejaia.
Pareceu nos pela leilura do processo que antes
de ser mesmo submellidu ao jurv, se nao fetcomo de
vera u auto de qmlilicacao eo iulerroi;ilorJo ao pro-
cessada, islo fui cerlamcnle urna irregularidade, cu-
ja raponsabildade va a quem loca.
Em qualquer parte em que o hornera desempenhe
seas fueccoes, he considerado: porem logo que ell
faz man uo que Ihe cumpre, he um exemplo, seta
qual for a sua posicao.
Um desies typos se encoolra no benemrito ma-
jor, que agora li-c.li-a o >. balalhao de iofanUria
A esa mililar, dotado do urna figura completa-
mente Barcia I. livemos o prazer de apreciar em al-
gumas oceasies que tem dirigido o balalhao a que
perlenee; a ordem que se observa as evoluc.oes que
lenas visto determinar, a rapidez com que sao .les-
empenhadas failam a seu favor rauilo mais alio que
notsa dbil voz, por quanlo saojbaslaute senslveis
a tula mesmo aquelles que, como nos, neulinm con-
hectmenio lem d'arle da guerra.
O brilhanlismu cora que se apresenlou o 2." ba-
lalhao dirigido pelo major Femando Machado de
Souza, na occasiio Ja" do desembarque do Exm.
Sr. Sergio Teixeira de Macedo. ja' -la retirada do
Exm. Sr. Jos Benlo, altrahio a allenrao publica
dos espectadores. N), que apreciarnos o inerilo
em qualquerparle q' se ache, indagamos de quem es-
lava habilitado, quem elle era ; e entao coube-
nos a gloria de saber qne esse ornamenlo do nosso
exereilo, eumprino os seus cleveres, era aexpressan
ile amisade ja' para com a dislincta nfticialidade. ja'
comparan] os soldado, q' compoem um dos|balalhes
mais bem disciplinados que lalve o llrasil pnssua.
Se o exereilo brasiltiro for produzindo olliciaes,
que como esle, tcnliam o dom de liarinonisar a dis-
ciplina militar com o amor dos subalternosem
breve estaremos muilo tdiaule.
Receba o Sr. major essas pequciias linhas, que
naosio lilli., da adul-u; i... e snntente do aprero que
merece un bravo, que como T. S., rene qualida-
des importan les.
Um apreciador do merilo.
se acha einpresado nesla romaica, e que lo digna-
mente ha deseinpenhado : ciimprimlo que liarla suspensorios de lila a si)
quanlo antes para a comarca de flores, que pelo
mesmo governo Ihe loi designada.
E por esta occasiao, era que passn a V. S. as or-
den* do governo para sua retirada d'enlre luw, del-
ta me prevalece, era abono da verdade e por amor
da juslica. para louvar i V. S. por su telo e promp-
lid;li> 110 desempeuho da ardua trela, que Uo a-
lisfact iriamenle preeucheu, e lambem pela pureaa
do seu comporlameulo a todos n* respeilos.
a l)eos guarde a V. S. Cidado de Nazrelh, |>
de maip de IS.6.lllm. Sr. Ilr. Ernesto dos Santos
Mamado, medico em lommissj do governo
comarca.O jote de direilo, Joaquim
ta de Mello.
(Eslava reconhecido.'
iela
Manoel Viei-
(^Diwnsctcio.
suspensorios de meia a ISd rs., :t>SKJ ; ll leques ilt
|>apel a 100 rs.. '.IJ7U0 ; 17 escovas de unhas e den
les a 100 r.. |->700 ; I pera de lila prela 10$ ; ts
cuvados de lila prela a 210 rs., i-:l20 ; 12 grvalas
de cambraia de cor a 160 rs., 13920 ; 82 jardas de
algodao ris.ado e mesclado a IIKI rs., 139120 ; lo
corados de algodao azul em relalhos a 120 rs.,
98OO ; ^li ditos hollenda de forro de algodao a SO
rs., IclllMI ; I pera de merino inglez, :t jardas a i;.hi
ra., 20SMJI; .1 corados de merino inglez a 450 rs ,
9390; 13 ditos de alpaca em relalhos a i(K) rs ,
11*200 ; *J grozas de botos de osso a 200 rs., IsSOO ;
I \\ libra de linhas de novellos a I9 rs., 1"iO0 ; II
rozas de boles de osso a :200 rs.. (00 rs. ; 80 varas
de lila de algodao falso a 20 rs., t-MilHI ; II 1|2 du-
de meiM de algodao para miilher a 29400.
l'RACA
1)0 RECIFB DE JUNHO AS 31
HORAS DATARDE.
Cola.;, es olliciaes.
Cambio obro l.oudres2(> l|2 (0 d|v. a prazo,
Descont de ledras por pouco lempo10 aoauno.
e'rederico Ilobilliard, presidcule.
P. Horges, secretario.
'
'cambios.
Sobro Londres, 27 d. por lo
Pars, 353 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
I Rio de Jaueiru, ao par.
Accoes do Banco, 35 0|0 de premio.
Acees da compauhia de Beberibe. .M-nini
Accoes da compauhia l'eruambucaua ao par.
a 11 Ulilidade Publica, .10 ptircculo de premio.
II Indemnisadora.sem vendas.
Disconlo de leltras, de 10 a 12 por Oi.rj
n n META ES.
Duro.Onjas hespanholas. -JS9 a 289500
Moedas de b>OO vellias .... 169000
t> tJoiOO novas .... I6BO00
.. 45000.......!iooo
Prala.l'alacoes brasileiros......2?ii(l0
Pesos eolumnarios......29000
u mexicanos....... 1 -si,11
ALFANDEliA.
Rendimentodo da I a :l .
( 46:5659899
19:2949957
65:860fB56
Descarregam hnje "> de junko.
Barca ugieuFloalmg Cluudmcrcadorias.
Barca ingiera haitoiala peras de ferro e ma-
deira.
Barca portugueza Carila melia diversos g-
neros.
Urifue americano .\ancy farinha de trigo.
Brigue diiiaiiiarque/ t,un Ceciliamereadortel
IMPORTACAO .
Barca amencaua Einblem' 11 viuda de l'hiladel-
pliia. consignada a Roslrou Rooker A; C, mauifes-
tou o seguinle :
2414 barricas farinha de trigo. MU) ditas meias de
dito, 21 barris bauha de porco ; aos uiesmo.
CONSOLADO (ERAL.
Hemlimento do da 1 a 3 .... 3:(I($7M2
dem do dia i....... l:.iil07J
,.:l..7;Si
il VERSAS PROVINCIAS.
Hendimenlo do da 1 a 3.....
dem do da i ,
79320:1
.Velos
i3.?7II
DEPACHOS DE EXPORTACVO PELA MESA
1)0 CONSUlADO OBSTA CIDADE NO DIA
DE Ji'NHO DE 1S,(.
Porto Patacho portuguez aS. Jos", Novaes A.
Ctmpanhia, (00 saceos assucar masravado.
lorioBrigue brasileiro S. Jos, Manoel Gongal-
vrs de Olivcira, 1O sceos assocar malcarado.
Buenos-AyresBarca brasilcira Amizade, Viova
Amonm iS: Filho, 120 barricas assucar branco e
ina?cavado.
PdjjoGeJere portagneza Flor do Porto, Leal $
Machado, (.0 saceos assucar branco.
LisboaBrigue portuguez Viajante, Tliomaz do
Aquino Fonseea rSj Filho, I..0 saceos assucar mas-
cavado.
CONSULADO PROVINCIAL.
Ren.liinento dodia Ia3 (I'l'-i;1!
dem do dia ....... I:6i>:l8098
rs. ; 20 varas de cassa em relalhos a 200 rs., ir?
O brigue escuna brasileiro nliraciosa, para a sua
viagem ao norte do imperio, precisa de ."> mariiihei-
ros hrasileiros : para os ajustes, Irala-se com o capi-
llo a bordo, 011 em casa do consignatario J. B. da
Fouseca Jnior.
Para o liio de
Janeiro
scr;ii(' com milite brevidade, por tur
parle da carga prompta, o brigue naci*
nal FIRMA, capito Manoel de Freilas
Vctor : para o resto, punageiros <;
cscravos 1 fele, para osquaes lem ex-
ccllentes cooimodos, trata-se com os con-
signatarios Novaes v\ C, naruadoTra-
VuHO* j '' 'i1 de me'"*ile Uodao para meuino a piche 11. ."ti, piimeilO andar.
IWKHMig ; 1 pares de inei.s grossas a 1(10 rs., 100
PARA O RIO GRANDE DO SIL.
Segu com brevidade por ler parle da carga euga-
jad o bi igue Coocciraou, capiUo Joaqnira Fer-
reira dos Sanios; para restante Irata-se com Ma-
noel Airea Guerra, na ra do Tapiche u. 14.
Para o Porto.
O patacho portuguez S. JOS' se-
gu ate o dia 15 de jnnbo vindouro, tem
ja' dous leieos da carga prompta : para
o resto trata-ce com Novats&C, na mu
do Trapiche n. ."ti,,
Para o ltio de Janeiro
ahecom milita brevidade o brigue SA-
GITARIO, o qual tem a maior parte do
carregamento prompto: para o restante
e passageiros, trata-se com Manoel Fran-
cisco da Silva Carneo, na ra do Colle-
;io n. 17; segundo andar, ou a bordo com
o capitao .Manoel Jos Ribeiro.
(la* Dor 2* i 13 pecas de algodao avariadas a 8(M) rs.,
IOS lOO : 110 jardas de alfiodao em relalhos a SO rs.,
N9H00 ; 2 leaos da aigodao a 240 rs., HO ; 10 cha-
peos de mam ordiuarios e anligoa a 800 rs., 8? ; I
dilo de sol de seda 31300 ; 2 varas de madapoln a
200 rs., 100 rs. ; IU aquetai de riscado a 320 rs.,
l?/20; 29 calcas de castor e riscado a titl re.,
189300; 1(> ditas de briin de algodao a lito rs.,
I0S2O ; 15 ditas de algodao trancado a/.ul e rieeeda
a tilo rs.. 99600 23camisas sorlidei a loo rs.. IOS;
32 camisas de chita a 180 rs., 139360 ; 1.1 cerouls
de algodo a 200 rs., 2*600, o |,a|s je p,nn0 a
l>0, 123 ; i barretes para inuuino a SO rs., :I20 ; 2
ditos para seubora a (iiO rs., 1-3280 ; I carleira de
pao 05 ; ai ma^ao ordinaria 50g ; o que ludo prefaz
a quantia de 2:5273630, cujas lazendus aaaim des-
criplas e avahadas forara peuhoradas por evecucu
desenleuc,a do exeqnenle Roslrou Rooker A; Compa-
uhia contra o cieeulado Joo Alexandre Vieira,
E para que cheguc a noticia de lodos os licitantes
mandei pasear o presente que >ei publicado pela
imprcusa e alixsdo nos lugares do cosime.
Dado e passado ne>la cidade do Recife de Pernam-
buco aos > de junho de 1856. Eu Francisco Igna-
cio de lorres D.mdeira, escrivao o nescre Auselmo Frauciseo Perelli.
^cciacacoc^.
----------------1.
tottt$p0noecia.
'ri.
'edaclore. Retiraiiilo-me desla cidade por
liarle*r' C0I":I"'110 a omroissan medica de que fazia
1 corre-meo desempeiiho de dever para mira Uo
rapen quanlo g,d|o de prevalecer-me do vehicu-
K) da imprensa par, t,m de trslemunhar o ineu re-
couheciraenio a algnla, aulnridades e mais pessoas
n. r qual;,re"l,i lullu acolliimcnlo eauxilio
2 TJ PTr "la* rtw"'. dando assim essa de-
monstrara,, de reconheciiue,,,,,. nao po-sodeUar de
X" espec,alm^> ao lllm. Sr. Dr. juiz de
.lire lo, qoe serapre me a,.imnu, o .. rerr-me me
a?!.nU,T U.I,CI ,b,M Tanscriplo. lamben,
mumcn ? "u" """"''oao lllm. Sr. Ilr. juiz
IMllUsUeeiMer^Moeow. d, Vei ;.e,SOa de
SX^L,0"n*.u* "" odeserapenho de mi-
nha commiuSo, receh hospedagem fra
.o .rauca, e ollicios
da mais Pina e delicada obsequiosidade, ao lllm. Sr.
alfares eommandeole do dWecemento, Jos Joaquim
Capietnae om dinjo igaelmeate para agradecer a
7:X.V,-7l'.l
JUl0t>imtnt0 do vocto.
Sacio entrados no dia i.
Para e porlis intermedios28 dias, vapor brasileiro
S.Salvador, commaudanto A, J. Sauta Barba-
ra. Passageiros, C-abricl Archanjo de oes, Jos
Seeree Pona Negra. O. Percira Rosas. Fr. David
da Nalividade, Fr. Maonol dt Saul'Anua, Anin-
nio Rodrigar* Martina Ferreir, Antonio Valen-
lun da Silva Barroca, Jos da Silva Coclho, Anto-
nio Francisco da Oliveira, l.uiz Emidio Rodrigues
Viann, Manoel Accioli Saotiego Ramos, 2 seu-
tenciados, 2 soldados, i pravas de polica. Se-
guem para o sul, o Exm. Sr. I). Francisco Baila-
z,ir da Silveira c I escravo, Ado|,.ho Carneiro de
Burgos c 7 cscravos, Antonio domes dos Santos,
Isabel l). de Jesus,128 recrulas para o eiercilo,!!
soldado e li cscravos a entregar.
Rio de Janeiro-Lidias, galera porlugueza Brecha-
rente, de 394 toneladas, capilao Joaquim Fran-
cisco da Silva, equipagem 15. em laslro ; a l'ho-
maz de Aquino Fonseea A; Filho.
i''acio.< sahidoi no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Flor do Ro,
capilao Jos Francisco dos Sanios, carga assucar e
mais gneros.
Rio Graude do SulBrigue brasileiro Argonauta,
capitao llenrique Concia de Freilas. carga assu-
car e mais gneros. Passageiro, Antonio Jos da
Costa.
Liverpool pjr MaceiBrigue nOdem, capilao Lu-
ke Bruce, carga assucar.
Rio de JaneiroPolaca brasileir.i Zellos.i 11, ca-
pilio Fructuoso Jos Pereira Huir, carga assucar
e mais gneros.
LiverpoolBarca ingiera I. Thuriel, capilao lle-
ron Laing, carga sssurar c algodao.
demBarca ingleza Midas, capilao Tliomaz Wes-
tlake, carga arroz.
M*t.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa e joiz de direilo especial
do commcrcio nesla cidade e provincia da Pernnin-
buco.por S. M o Imperador que Dos guarde ele.
Face saber aos que o prsenle edital vireni, e dcl-
le noticia liverem, em como no da ."> do crreme
pelas 2 horas da larde se ho de arrematar por ven-
da, pelo prero da adjudicado ,1 quem mais dr, em
praca publica do referido juizo.....ra do Passeio
Publico desla cidade, e loja de (alendas 11. 13, as
faieudas pelos precos eoniatea : !IS:t varas organdiz
encmbralas de cores a 320, rs. 3011280 ; 98 varas
"jka^fc an. el1; :lcovadosde
C,"V ""- -,l:' cova.los de chita
ingina era rea,........ 0 rs., 235080 ; (i'J chales do
algodao de or/,oO rS., .333200 ; H ditos de chita
de cores a 880 rs., 383720 ; i dilos de chila de co-
res inferiores a OJO rs.. 283100 ; 35 dilos de algodao
o,CJ'r" VSS: '-3000 I dilos < larlalana
eK)rs.. ll-rOO; I ditos de laa o seda a 2? i 00
rs. 283800 ; 13 dilos de seda, diversos padroes, a
oSOOO, rs. 6.35000; 8:1 ditos de cambraia, diversas
quahdades, a I3OOO. rs. 81^100 ; 26 lencos de sda
con, franja a I.VXK). rs. .I9.3OOO ; 17 dilos de seda
finos a 231100. rs. 319000; 7 inanias de seda a 3.300o
rs. 2I3OOO ; 2> cortes de cassa e seda a .3300;I, rs
12-13000 ; 3 dilos de seda a 8JO00, r. 219000 3
a 13 rs., II3OOO ; 10 dilos de setim relo a 3 rs.
.109000 ; 6 ditos de setim decores a 23 rs., 123000 ';
2i dilos de foslao de cor a I3 rs., 21"; 51 ditos fus-
Uo de cor a 800 rs.. 133200; 7 dilos de cambraia pa-
ra vestido com hadados a 33 rs., 213 ; 17 dilos d;
cambraia para vestidos alanos em m.o estado a
1-3100 rs., 233 ; 33 lencos de seda do diversas qua-
hdades a S(K) rs., 26HO0 ; 18 pecas de papel estam-
pado para forro de sala a 1^ rs., 183 ; 308 corados
de setim liso preto e cores a 320 rs.. 1(83560 ; len-
cos de touquim em mao estado a 320 rs., I92KO 13
varas de lii de algodao a 160 rs., 28080 ; 302 cora-
dos de riscado suissn a 120 rs., 133920 ; 305 ilitos
riscado linho e alaodao a 160 rs.. 1K.-.S(K); I pera de
riscado de linho c algodao. Si corados a lliO- rs.,
73100; 13 corados de panno ver'de escuro t'. re.,
3'.3 ; 11 covados de palillo azul a 2-3100 rs., 263(06;
8 dilos de panno azul a 23OO rs., 10-3201) ; 1.3 cova-
dos ile casemira prela ein relalhos a 13 rs., 1.35000 ;
13 dilos de merino em relalhos a I3IMI1) rs., 20380O ;
12 dilos de princesa em relalhos a SSO rs., .33760 '
23 ditos de princeza ordinaria a 250 rs., li-s; 11 ditos
de setim marao prclo a 23 rs., 22-3 : II dilos de sarja
prela em relalhos a 19280, 113520 ; lo var... de brim
Irancado blanco em relalhos a 80.) rs., 83 : 211 va-
ra de brim Irancado escuro a 500 rs., 1053300 ; 182
ditas de brim de alg idao de cor a 320 rs., 583210;
31 covados de brim de cor mesclado a 200 rs-,
163200 ; 55 dilos de chila azul a 110 rs.. 73700 ; I
relalho de panno a/.ul I.36OO ; 137 covados de patini-
nho dp cures a 100 rs., 133200; 113 raras do brim
trancado de aluodao a 210 rs., 273120; 110 covados
de castor a 200 rs., 22-< : 65 du/.ias de lencos de cas-
sa piulados a 23'iOtl. 1.51.3200 ; 51 lencos'de cassa
com cercadura a 120 rs.. 63120 ; 21 dil'os de panui-
nho de lislras de cor a 280 rs., .73780 ; 57 dilos de
panmnlin ordinario a 160 rs., 73530 ; 18 dilos de
ganga a 210 rs., 13320 ; 70 dilos de chila de diver-
sas quelidedes a 160 rs., 118200; 28 1|2duziasde
leucialtos de cambraia a 13920 rs., 513720 ; 154 len-
Correio eral.
A mala que lem de couduzir^o patacho brasileiro
Emularan.., rom destino a provincia do Ceara, fe-
cha-se 110 da 7 do crrenlo as 10 horas da mauhaa.
Relajan das carias seguras cosientes ua adminis-
tracao do correio desla cidade para os seuhores
abaixo declarados.
Aulonio Goocalree Ferreira.
Benlo Jos llernardes.
Ciclan.1 de Castro.
Francisco Ijoncalvcs de Araujo 2
Joo Aulonio da Piedade. #
Joseplia Joaquina de Vasconcellos.
Jos Joaquim Tiberio Lobo.
Jos de S Cavalcanli Lins.
Alaria de Assumpcao.
Manuel Joaquim de Madureira.
.Manuel Jos Ribeiro Cavalcanli Lima.
Manoel Tliomaz dos Sanios.
Oliudina Perpetua da Silveira.
A mala que tem de conducir o vapor eS. Sal-
vador para os purlos da sul, priucipia-se a fechar
boje .1 as 2 l|2 horas da tarde, e depois dess hora
aleo raomeuto de se lacrar, rcccbeni-sc correspon-
dencias com o porte duplo.
A administrarlo do rorreio engaja homens para
camniheiros, pagan.lo-se I7OOO diarios.
O lllm. Sr. inspector da Ihcsouraria de fazenda
manda azei pubhco.quo nos dias^.l e 22 de junho
prximo fuluro eslara em praca peranle a mesma
Ihesourana para ser arremaladu i venda a quem
maior preco olfcrccer, um siliu no limar da Ibura,
que perlcnccu ao bacharcl Pedro Gaudiano Ralis e
Silva, e que foi adjudicado a fazenda no valor de
"009000: os preleudentes deverlo comparecer na
casa da raesm.i Ihesourana, nos referidos dias ao
meio dia. Secretaria da lliesour.iria de fazeuda de
I'eruambuco 28 de maio de 18.36.O ollicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprielarios dos predios orbauos das rc-
gpeiiaa desla cidade e de dos Afosados, que os 30
uti-is para o pagamento a bocea .1.. cariado2.a
ile
sem.lie da dcima do auno linanceiro de 1855 a
IS.id, se principian! a contar do dia priiucirn de ju-
nho : lodos os que deixarem de pagar, dorante este
prazo, luconerao na mull de 3", sobre seus de-
feitos.
O lllm. Sr. capilao do porto, cumprindo a
circular do ministerio da inariiiha de 28 de abril ul-
liiiiHineiiie lindo, a qual refere-se a ordem do Eim.
Sr. presidente da provincia, dalada de lioulem.man-
da publicar as Iraduries juntas de aviso do almirau-
lado hriiamiico, releTameole a diversos plian.es.
Cepilanie do porto de l'eruaiiibiico, 17 de maio 1
I8j6.
Osecrelsrio,
Alexandre Rodriguesdos Alijos.
LRADCCAO.
Aviso aos navcgaiiles.
N. 31.
I'iiarocs na cosa do Oeslo da Noruega.
A repertcao da mariobe real da Noruega em
Chrisliauia acaba de fazer publico que no da 16
le dezerabro prximo (1833, os segu lites pnarei
de canal serao eslabelecidos na passagem do sul,
que atadas a Bergen, ua cosa do Oasle da Norue-
ga. Sarao accesos todo o auno, excepto de 15 de
maio a 1,3 de julho.
Pharol lixo sobre Lille Blcgen.
Este pharol acha-ie collocado em Langeraad na
parle de L'Esle da ilha Bommelo. Esta colloca-
do em urna altura de Iti pea cima do nivel do mar,
c*he visivel ein distancia de (res a qua(ro militas.
Aluuiia o canal de N. N. E. para o lado da L'Esle,
e sul para o O. S. Exisle um recife de pedras
na distancia de 30 jardas em .lirocr.lo de O. do ro-
chado, sobre o qual esla construida a casa do pha-
rol. A lorre acha-se na lalilude de 59 37' .
Lougitude 3 II." a Leste de Creenich.
Pharul lixo sobre Midtholmen.
Esle pharol acha-se collocado em Moslerlievn em
una allura de 31 pee cima do nivel do mar, e he
visivel ua distancia de i a .3 militas do N. N. E.
para Teste e sul de S. O. para O.
O pharol esl cubera para o lado de Moslcrhuk
para o S. O.; e para o lado de Orsoasa ou Ooetnasee
para o N. IN. E., de maneira que embarcaees. que
conservarem o pharol a Tisis, passam livres desle
ponas, as quaes estao ambas do lado do oeste do
canal.
Como na distancia do corapriutento do dua
amarras N. E. para N. do pharol tica Svarler-skimr,
e como meio ciimpriinenlo de amarra diqaclle ro-
cliedo se acha Kabues-uue, sobre o qual ha apenas
dous ps de agua. A lorre acha-se na lalitude 59,
12' N. longilude .3-21' 3|i a leste de lireeawich.
Pharol lixo sobre Folgcroeo.
O pharol sobre Folgeruen em Stoksund acha-se
collocado em unta allura de l'l ps cima do nivel
do mar, e he visivel de ,3 a 6 militas, AUnnil o ca-
nal do norte, roda por l'Esle.e sul para Oeste.
A torreJacha-se era lalitudo .30' 58' N. longilude
3' 20' a lesle de (ireenwich.
Pharol lixo sobre l.eeroen.
Esle pharol adiase collocado ua parle do Ocslc
da Ilha para guiar pela passagem chamada Leer-
osen. Acha-se em unta altura de 5Ppei cima do
raar.e he visivel na nislaucia de (i militas. Alumia
o canal do ral pelo Oeste e norle para N. N. E. '.
N. Como era distancia do comprimenlo de (res
amarras ao N. do pharol, exisle um bailo que se es-
tende de l.eeroen duas amanas de coinpriraeuto
para o Oeste, terminando em um rochedo chamado
langekullen, leudo uuicameulc sobre elle dous a
Ires ps de agua.
O pharol seha-ee na lalitude debtl 15' N. lon-
gilude .3." II' a l'E'le de Greemvicb.
todas deinarcares sao magnticas.)
Por ordem de Ss. Senhorias.
Assignado, John Washiuglon. Indiographo.
Reparlico bydrographica d.. "almiranlado em
Londres a 10 de deiembro de 18.3.7.
Esle aviso allecla os scguiules mappsi do almi-
ranlado : cosa do Oeslo da Noruega, f.dha 2 11.
2301 e Mar do norte n. 233!) ; assim como a lista
de olieron de Noruega ns. 2.32 a, b, c 2.31 a, b.
Jos Agoslinho Barbosa, Iraductor publico e in-
terprete cuinmercial juramentado.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que nos das 3, 10 a 17 d
Para o Porto,
a nova c veleira barca Sauta Clara.., segu cora
brevidade : para o resto da carga e passageiros, para
o que lem cxcellenles commodos, trala-se rom Bar-
roca ex t jslro, ra da Cadeia do Recife n. i, ou com
o capilao na praca.
Para a Baha.
A veleira garopeira S. Pedro perlende seguir
para Babia uestes oito dias por ler parle de seu car-
rcgameulo promplo, para o reslo trala-se com o seo
consignatario, Aulouio l.uiz de Oliveira Azevedo.
PARA A PARANIBA.
O hiato Nova Esperanza lueslre Ilypolilo Jos
da Silva, segu em poucos dias por ler parle do -cu
carregamento prompto, para o resto da'carga ; 1ra-
la-se com o dilo mestre, ou na ra da Cadeia do
Recife n. 16, primeiro audar.
DI aran bao e Para.
Na prsenle semana, seguir para os ditos portee,
o brigue escuna Graciosa, que tocara 110 Ceara,
para onde recebe carga ; convindo aiuda lem vao
correspondente a 200 barris que as obsla, para
deixar de seguir no estado em que esliver ; Irata-
se rom o consignatario J. B. da Fouceca Jnior ;
ua ra do Vigario u. 23 primeiro andar.
Para o Porto
segu inl'allivclincole por loda a Brrente semana o
brigue brasileiro S. Jos ; para o reslo da carga
ou passageiros, Irala-se com os cousigualarios Fran-
cisco Alves da Cuuha ,\ Compauhia, roa do Vigario
o. 11. O mesmo brigue precisa de 5 luariuhciros na-
ciouaes e um pillo de caria.
Goinpanbia braseira de
paquetes vapor.
O vapor Pa-
ran i-ormn M-
danlo Francisco
Ferreira Bor-
ges espera-se
ilos luirlos do
norte a 0 011 lo
da crrenle, e
depois da de-
mora .lo coslu-
rae seguir' pa-
ra Marei, Ba-
bia c Rio : agencia na ra do Trapiche n. lo se-
gundo andar.
PARA O ARACATV
o hiale Correio do Norte segu com brevidade ;
recebe carga c passageiros : a Iralar com Caelauo
Cyriaco da C. II.,ao lado do Corpo Sanio n. 25.
CEAKA' E ACARACO*
segu ale o dia (i ou 7 com a carga que liver, o mui-
lo veleiro patacho Emulscao : qocm quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao Sr. Manoel
tloi,calve- da Silva, ua ra da Cadeia, ou ao capilao
a bordo.
0 hiale Capibaribeu salte para o Araraly no
dia 7 do correle iinpreterivulmenle : para o resto c
passageiros, Irala-se na ra do Vigario o. 3.
*dSc$.
O agente Borjaf.ira leilao em seu arniazem, na
ra do Collegio 11. 15, de um grande e variado sor-
liraenlo de obras de inarcineria, novas c usadas, co-
mo bem roobilias de jacarando, dilas de araarello,
objeclos avulsos, obras de ouro e prala, relogios dilos
para algibeira,lindos enfeilesde porcelana para sala,
bellos quadrosa l.uiz XV.uiua grande purcao de lou-
{S lina c vidros para servido de mesa,diversos otenci-
lios para easa, 2 caixas com borzeiiuins de borracha
para senbora, I dita de ditos para hornea, e ou-
lros rauilosobjeclos, etc., quesera anfadonho meu-
ciona-lus, os quaes se acharo exposlos uo mesmo
armazem para exame dos Sr. prelendenles : quiuta-
feira, .3 do correute, as 11 horas da mauhaa. Ao
meio dia em ponto o mcsino agente lambem Taru lei-
lao de ordem do Sr. Jos Mapurite, por cunta e risco
de quera perlencer, de 8 duzias de meias de lio de
Escocia para seubora.
O agente Oliveira Isr leilao, por conla o risco
de quem perleucer, de 290 rodas d'arcos de pao pa-
ra barricas, 66 cauaslras e saceos com albos, 800 ro-
das de Mines, 30 feixes d'arcos de pao para barri-
cas cunten lo 3 rodas cada um, .30 leruos cada
um com luva, escova e almofaca para lirupar caval-
los, e 238 doteias de rosetas para esporas, 5 pe-
neiras de arante, 25 libras de rclroz a/.ul ferrete, 17
fngidelres de cobre e cobre eslanhado, 18 laixos de
metal araarello, ,"ii rodas de arcos de pao para pipa :
quiula-leira, ,3 do correte, as 10 huras da mauhaa,
uo armazem do Dantas, defroule do trapiche do al-
godao.
Agencia do leiloes, ua ra
da >?adre de Dos u.
5'2, de Vieira da Silva.
Sabbado 7 do correiittj, as 10 lipras
Ja maullan, situ arrematados minios e
diversos artigos le mobilia, e muitos
mais objeclos : o que ludo estar' |>ilen-
te, e sera' vendido a contento tos fn-
guezes.
O AGENTE V1EIIIA DA SILVA
scvla-leirn G do correte, lua' leilao, de
nina norrao de suecas de uno/., por con-
la e risco de quem peitencer: uo meio
dio em ponto, defronte da alfandega, no
armazem do Cazuza.
No dia (i, as II horas, ua ra do Amuriin no
ariuazciii dd lu.id 1 polieiro Joao liaplisla do Espi-
rito Santo Amorim. em presenra do Sr. Ilr. juizdc
ementes, llavera leilao de diversos rolos de madeira
e lerreinenta propria do ofllcio, perleuccnle a de
ranea jai-ente do mesmo finado.
O agente Oliveira (ara leilao por conla de um
negociante da.la prarje, que se relira com sua fami-
lia pera lora do imperio, da molnlia da sua casa con-
jiinho prximo futuro irao a praca peraule a mesma sislindo ein um grande Icilo francs, guarda-vcsli-
liiesooraria. |iara seren arrematadas a quem inaior dos, coinmoda com lampo de uiarmure, sof, mesi--
annual das casas ebaiio "lia com lampo de uiarinore, mesas do jugo dilleren-
llicial
mencionadas, perlencuiiles aos proprioi nacinnae.
I Os prelendenles dc\cm comparecer na casa da mes-
ma reparlico nos referidos dias ao meio dia com
; seus liadorc. Sejrelaria da Ihcsouraria de foseada
de l'ernainliuc.) 2S nenalo de 1806___()u
maior, Emilio \avier-Sobreiia de Mello.
1 I na casa terrea n. 19 na ra de Santa hercta.
I um dita dita 11. 21 ideiu dem.
1 l.ni sobrado de dous andares com o n. 11 ,M rua Di-
j I endo esta reparlico precisa de urna caldei-
ra de ferro, conlorme o desenlio que presentara ao,
; concurrentes para a hatea de escavano ; o lllm Si
inspector manda i.izcr publico ler de realisar o eon-
traio da reepeelire faclora u .lia 10 de mnlto pro-
simo, em vista das propoNas reeebdSa at o mes-
: uto dte, com quem mais renUieos ollercccr ,1 favor
1 da lazcnda.
Capitania do porlo de I'einaiiibuco 30 de maio de
in,i,. 1, secrelano, Alexandre Rodrigues dos
A lijos.
m\m m*mwo*.
Para o Porto segu com loda a brevidade
les, um riquissiiuo piano do aulor llirard, melro-
iiuino e eodeira para o mesmo, eonrersedeira, di-
vn, mesa de rubianas para jaular, ra.leiras com s-
lente de .junco, .Illas de p ilhinha e oulras de ama-
rello. carias geegrapbiCM, globos terrestre e Similar.
leilos de Jacaranda ede ferro para meninos, diversas
mc-is para Icitur.i e oulros m\ stores, canslos, guar-
da papis, espingardas o pistolas, loucador, mais
de viagem, moldura de pao esculpida, e muilos Hu-
iros artigos leilos de lindas inadciras : e assim mais
le mallas obras de ouro e de prnti, sendo desla um
bello jarro t hacia : lerr-a-leira 10 do crreme as 10
horas da mauhaa, 110 |iredio ondo exisle o consu-
lado bi llameo, rua do Trapiche
Prccisa-sc de em eeiaeiro para lomar conla de
unta padaria, c que saiba dCsenipenliar o seu logar,
oque emenda de massas ; pega-se bem prestando ll-
anca de sua conduela : a tratar ua travessa da rua
das Gruzes n. 8.
Precia-se de urna ama de leile forra ou es-
crava ; ni rua Nova n. 23 primeiro'.ndar, sobrade
que faz quina para a Camboa do Carme
Responde-es ao Sr. om irmito da irmandade de
N. S. do Terco, que na mesma igreja nao exisle e-
recta irmandade de Malla Mita, e que a eleiciloque
foi publicada, fui uuicameulc .los devotos da mesma
iuijgein, islo responde os dos procuradores.
J. F. S.
li Sr. M. J. de II. que foi emprec-ado na Ihc-
souraria gerel do Rio Grende do iNorl, e boje esl
na do Ceara, queira mandar pasar quanlo entese
vat da quanlia de 270*000 quo |iassoo a M. B. de
S. pena de ser publicada por esle mesmo jornal a 0-
rigem deslc debilo.
(KATII'ICAAl),
t'ugio as 8 horas da noite, no dia 3 du ro rente,
a escrava cabra escura, de.nome Antonia, com os sig-
naos seguiutes : i.Ude de 20 aunos pouco mais nu
menos, sarda, com os babellos corlados renle, lem
um pequeuo defeito em unta das mcoinas dos
nlhos, altura regular, lem lias pernea diversas fer-
das pequeas, quasi juntas aos Inrnozcllos, e mais
para cinta cicatrice*, lio bem follante, levou vestido
de chita rota, esla escrava foi arrematada em lei-
lao do correlor Olireire, e perlencen a um homem
da cidade de Oiinda, que fallecen, por esse ntolivo
he que ella foi a praca, ron.la mais que lem urna li-
llta na cidade de Oiinda ; quem a pecar leve-a a
praca da Independencia 11. 21 .1 30, loja do Maia
chapeleiro, que sera generosamente' recompensado.
(Juer-se fallar ao Sr. Jos francisco de Oli-
veira Lima, ou ao Sr. Joo Hiplito de Mcira la-
ma ; ou annuuiiciem a.suas moradas ou dirijam-se a
Irawssa do Carioca n. I.
Osabaixos assignados fazem seienle os seus
freguezes e ao publico em geni, que compraram
ao Sr. Jos lionealves Braga, a fabrica de chai utos
sila na rua da Cruz 11. 30, e que couliuuam a servir
os seus freguezes com os bous charutos como an-
tee.
.Manoel l.uiz Correia & C.
Nicolao Harten, manda aos Eslados-Uoidos
sen filho menor de noine Nicolao llarlerv, e um
criado pardo de uome;Joo liaplisla Noracriano.
I'recisa-se de orna ama para casa de hornero
solleiro : na rua da Cadeia do Recife n. 13.
APIPUCOS.
Pedro Coelho I'into, ten.lo acabado com sua ta-
berna, pede as pessoas que Ihe estilo deveudo de
irem salisfazer seus dbitos ato o dia 1.7 do eorrcnle,
pois lambem lem onrigacOea acumprir.
Precisa-se de um homein solleiro, que saiba
ler, cscrever e cuitar, para o lugar de eiifcrmeiro
do hospital de marinha: quem liver laes habilila-
e, e quizer o referido lugar, pode apresenlar-se
no mesmo hoapilel.
Purtaram du sitio da Ircinpe do sobrado 11. 1,
ao anoilccer do da 3 do correute mez, um laixo de
cobre quasi novo com o peso de mais de meia arroba,
roga-se a quem elle for olferecido loma-lo e avisar
110 referido silio da Trompe que lem escritos as
lojas, mide foi taberna, que muilo se Ihe agradecer
c recebera' gralilicacao de seu Irabalho, e uo caso
de o ler pago se lite cnlregara' o que deu por elle, e
mais urna gratificacAo pelo erapeiiho que ha de se
saber quem a lirou,puis ha loda a certeza que foram
prelos que moram uo mesmo sillo.
. Quem peicisar de urna ama com muilo bem
leile e boa conduela, queda' pessoas que a conhecent
de seu buin comporlamenlo, de verlindo porem que
ella lem urna lilha de 18 mezes: dirijam-se a rua
Direita n. 91 primeiro andar qualquer hora do
dia
Precisa-se trocaras imagen seguintes,sendo
perfeitas e do tamaito de um palmo pouco mais ou
menos ; N. S. da Cuneeicao, S. Jos, Saulo Aulonio,
e S. Sebastian ; quem liver dirija-se a rua dos Mar-
liryos n. .1(1.
Fica em poder de Antonio dos Sanios Vieira,
o lu lele da quarla parlo da quera loteria do c\m-
uasio 11. 2331. perleucenle ao Sr. Joaquim Ferretes
da Silva Jnior.
Ignacio Joaquim de Souza Lelo faz publico,
para que ninsuem se chame a engao que o cngciihn
Carneiro silo na freguezia de Serinhaem Ihe esla'
bypolecado, e por isso iieiihum negocio se pode fa-
zer com lal ciigenlio.
Qnem for parenleda parda Cernida, que fallc-
ceu do cholera na Torre, a 28 de maio docorrenlc ;
queira apparecer na rua do Hospicio n. i6, a nego-
cio de seu 11.le e.-e.
.Mara Joaquiua Machado faz publico, que
lendo arrematado em praja publica, a taberna ella
na rua do Collegio, n. .3, e ao mesmo lempo cora-
prado^ todas as dividas, a Paulo Josc Comes, que
se esli deveudo a mesma taberna que foi do falleci-
do Joao Chrysoslomo da Silva, pelo prsenle avisa
a lodos 01 devedores que se acham S devet a dita
taberna, que 110 prazo de 30 dias venhamipagar na
dila taberna a francisco lionealves CuimarAes, seu
procurador bstanle, o qnal e acha aotornado para
a dila cobranra, e Iludo o dilo lempo passara' a cha-
ma-Ios a juizo, e espera dos seuhores devedores
uao ser necessario.
Aluga-se um rasa lorra, com solao de Wan-
da, renten .i, j salas, quarlos. corintia fora. quin-
lal grande murado cacimba propria e com um re-
creio ao fundo do quintal e estribara para dous ca-
vallos sila na Irsresss do Lima com o oilo cor-
rido dejanellM para o lado do mar : qnem a pro-
tender dirija-se a rua do Collegio 11. 10 segundo an-
dar.
Jr.Ho I oruaiide- Uaplista. comprou por coula
do Sr. Cypriano Antonio Rodrigues, da I'aralttba,
os lulheles ns. 3880, 2339, os meios ns. 1163, 2378,
os quarlos ns. 3372, 28.36, lodos da quarla parte da
1." loleria a benelicio dogvmnasio Peroamburaiio,os
quaes licam em poder do mesmo.
Aluga-se urna prela 011 prclo para vender sa-
palos.vindo da casa do seu senhor asS horas do da, e
vollaudoas 6 da larde : a quem convicr este negocio,
dirija-se a rua do Rangel 11. 77. primeiro audar.
ALERTA RAPA/.EADA
As noiles so laproximaiii, consla-nos que na
rua da Praia ha dous bailes masque, as nuiles
7, c 11 do correute, l)eo o permita que em lugar
de dous.iejara qualro.para divirlir a bellar apazia'da.
Os influentes du masque.
Capilao Samuel I". Duoyng relira-se para
Tora do imperio, levando em sua compauhia sua
senhora, 2 fillios menores e um criado.
Aulonio Alexaudre Vieira relira-se para lora
da proviuria.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pones lamilla ; confronte ao otilo
do Corpo Sanio, luja de calsado 11. 29.
Na loja das seis
por las
Fm frente do Livraiiieiito
Cassas pioladas a meia palaca o covado, risradi-
nhos Iraucezes a meia palaca o covado, chitas escu-
ras que nao disbotam a meia palaca., chitas de dille-
rentas cores a seis viulens, lencos de seda prelos com
lpicos brancos proprios para as senioras que estilo
de lulo Irazerem pur casa a qualro patacas, lencos
de seda cscuros proprios para rape a qualro patacas
cada um : veude-se baralo para acabar, a dinheiro
vista.
O

1,
lts|iensu-
coufroule ao Rosario de Sanio Aulonio. avisa ao
respeilavel publico, que receben pela eliralidao
in-riuclada nova e doce de fruclas em calda, o me-
Ihor possivel.
O vV* Sl'nl".re* socicls da SOCIEOAOE ."'.
..^ M)()1.0l,ICA sao convidados a ee reuiiirem '.:',
P em tselo extraordinaria, boje, 110 paleo do S
.-. I.ivranienlo casa 11. 27, primeiro andar. ..'>
!- Recite .3 de junho de 18.36.O primeiro *
'3? secretario, J. .1. de M. /asn Jnior. V.'3
w'uywiu'ftio-i^ f \s:.zz&- Feifjuntu-.se as autoridades da cida-
de da Victoria, porquenuo tem cumpli-
do a ordem du presidencia, pondo a con-
cursos lugares vagos de cscnvo, con-
forme manda a loi.O iiiiini;o dos en-
capotados.
Da-te at 13 por unta casa (errea as seguin-
tes mas: Cruzes, Cambo,1 do Carino, Dorias, palco
do Hospital, dilo de S. Pedro, rua de S. francisco :
quem u liver e quizer alugar, procure na rua cslrci-
lado Rosario n. 17, segundo andar.
Claudio Dubeu.N iz ttienteque su-
hiram de sua cusa os seus dous caixeiros
Jos Aulonio HoreiraDas e Aulonio Ce-
zario Moreira Dias, c por isso
dos de qualquerserviro sen.
Aviso iuiportantissimo ao
resueitavel puliliro.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao res|teilu\elpublico, que os Sr.
Jost; l'orluiiulo dos Sanios Porto, esl tltc-
lecido nu rua da Cadeia n. 15, e Antonio
Augusto dos Santos Porto, estabelecido
na prucu du Independencia ns. 57 e '<'>.
e na praca du Lnde|iendencia 11. loja da
Sra. miivu iJusios, estao encarregadosa pa-
gur todos e (|uaesqucr premios que sahi-
rem em seus bilhetes, meios e quartosdas
loteras da provincia, nao obstante seren
vendidos por outros, trazendo a rubrica
de Salustiano de Aipiino Ferreira, sen-
do os premios grandes sem o disconto de
5 por cento doimpost) geral.
Pernambuco "0 de mato de I Sol.Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
Precisa-se alugar um negro para o servico e\-
lerno de urna padaria : quem liver dirija-se a rua
dos Pires 11. i i. ou auuuucie a sua morada para ser
procurado.
, O Sr. lenle Jos Antonio Peslana lem orna
cari* na rua da Madre de De0s, armazem de Baslos
6 Silva.
rA commissSo encarregada dea* TBINDADE SANTISSIMA na igre-
ja ile Nossa Senhora do Livramento, em
acco de gra<;as pelo desapparecimento
do cholera, pretende levar a ell'eito essa
lestividade no dia 8 do crrante, man-
dando cantar vesperas, missa e TE-DEUM
sendo dirigida a msica de orchestra |>elo
professor F. .lose Correia de Oueiroz, e a
militar pelo prol'essor Pedro (iarrido,mes-
tre du msica do primeire batalliaode l-
/ileiros da guarda nacional; sero pre-
gadore na resta o Rvm. pre'gador da ca-
pella imperial J010 Capistrano de Men-
donca, e no TE-DEUM o pudre-mestre
Leonardo Joo Grego: a magem ben-
/.er-sc-lia antes das vesperal; a mesma
commisso oga aos moradores da mesma
rua do Livramento tenham a bondade de
mandar Iluminar nos actos da vespera e
TE-DEUM as Frentes de suas casas, c na
feetaornarem as varandascom eoxas.
Lotera
do Gvmnasio
Pcrnambucano.
Aos 4:000$, 2:000s e 1:000 000
Corre indubitavelmente sabbado 7 de
, jiuiho.
Saluatiano de Aquino Ferreira
participa que vendau as seguintes sortes
da primei.ta parte da primara loteria, a
benelicio do convento de Nossa Senhora
do Garmo,
Bilhete inteiro n. 2392i:000$000
9372:000(000
< 2080 OOsOOO
lem exposto a venda novos bilhetes,
ineios e quartos de quarta parte da quar-
la loteria do (iymiiasio Pernambucano,
na rua da Cadeia do Recite n. V3, loja de
miudezasde Jos Fortunato dos Santos
Porto, na praca da Independencia ns.
)7 e."t!lloja de calcado de Antonio Au-
gusto dos Santos Porto, e na mesma pra-
ca n. i, loja de bilhetes da vittva Bustos,
e as outras lojas a' conhecidas do respei-
tavel pubfico. Os bilhetes das tres pri-
meiras sortes grandes, so pagos sem o
disconto de 8 por cento do imposto ge-
ral, rubricados por S. A. Ferreira.
Pernambuco i de junho de 1850.Sa-
lusttano de Atpiuio Ferreira.
l?2l^&?SitfSl-.?,*",I>, .-^, stVCJ>,Xt*,?j"t> '> IX
O Deposito le vi nho de champug- '-
^ ne Chaleau-Av\, primeiro i|ua- B
s3 lidade, de propriedade do conde Q
t^ de Mareuil.rua da Cru/.'do Reciten. @
i$ 20: esle vinho.o inelhor detodaa @
M Champagne, veude-se a "t.S cada Q
^ caixa ; acha-ee nicamente em ca- @
^3 su de L. Lecontc Feron & C. N. @
B 15As caixas sao marcadas a ib- j
9 goConde de MareuUeosrotu- -,\';
vjj los las garrafas so a/.ues. &j
Do largo do Paruizo,es<(uiiiaUo becco
do Ouvidor sobrado de dous andares, u-
giona inanha de Sabbado 51 do mez de
maio {prximo lindo, urna pretu crioula
de noine llosa, estatura regular, com 2'i
anuos de dude pouco maisou menos, ca-
ra larga, bocea grande, tem falta de um
dente na trente, nariz chato, testa cur-
ta, he natural que ande de roupSo, por
ter levado alguns, lem os ps grandes c
mal leilos ; tem sido encontrada por di-
versas venes, e sempre diz que anda*em
mandados : prolesta-se com todo o rigor
da lci contra quera a liver acollada, e
gratilieu-se generosamente a quem a a-
prehender e levar a" casa cima..
Os Srs. accionistas do
vapor a reboque, sao con-
vidados para entraren)
com a tereeira prtstaciio
at o dia i i de junho do
correute, na rua do Trapi-
che :. 8, escriptorio de
Ilenry Forster C.
Uuailo Jos de Mello l'a.i 1.1, convida .
sem amizos e cnllegas, para eesifUren a missa
I que se lia de celebrar 110 dia 7 do correnle,
as IU horas de maullad, ua malriz da Boa-Vis-
s, por alma e nu preaede av.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
OSr. caixa da Companhia dcBeherihe
acha-se autorisado pela asserablea {'eral
dos Srs. accionistas da mesma companhia,
a pagar o l- dividendo, na razao de
S'.'tOO por aci-ao. Hecile "1 de junho de
18.")O secretario, Luiz da Costa Por*
tochrreiro.
O abaixo assisnado julga nada dever, porem
se .ilsuem se juluar seu credor aiireseule suas coalas
aM 10 do correute na rua da Cadeia do Kecife u. ",
alim ile seren salisfeilas.Albino Jos Gonralves.
Dominuo* da Cesta Dias declara que despeilio-
se da rasa do Sr. Jos Alves da Silva (.minarles em
:i do correal*, e avisa a quem se julRar seu credor
aprcsenlar suas cuntas para serein pagas.
Deseja-se saber a morada do Sr. Joo Dcodalo
ilowmaii para se Ihe fallara negocie de seu internes:
I'iti mi o mesmo senhor, ou quem delle soitber,
auuuucie para ser procurado.
Ouem pretender comprar 17 auiniaesdc roda,
bous, novos e tortee, e em bem estado do moer, di-
nja-se aoeiisciilio Areribe da Pedra, Iregue/ia do
Cabo, que adiar com qnem Iralar, pois se vende em
rarao de se mudar o dilo engenbo de auimaes que
era para moer cun egOS.
Espirito Siitode S.
Fran-i: co.
Olheionreirods rmandadede Divino Espirito San*
In.erecla 110 convenio de S. Fianeiicojalge ler paso
(odas as despeus leil.ts ruin a teste de seu divino pa-
droeiro, porem se sgame peetoa sejulgar eredore de
.lila irmandade piule aprcsenlar sua ronla ao dito
Ihesoareiro 110 prazo de 8 das, que prornplemenie
sera page, na rua eelrcile do Rosario n. II, priiuci-
rn andar.Mam.el do Nasclmenlo dos Sanios.
AVISO A QUEM INTERESSAR.
leliv \ ensucio de CanUlice KomJ casa de lal-
ftate ua roa do Crespo n. (, avia ai pessoas que
rom elle coiilraliirant dbitos desde egosto,selemltro e
ootobro do anno patssdo, bajsin de \ir pasar, do
contrario pastarlo pelo dissaber de ver seu nome por
extenso rala folha ; esle aviso serve para cerlos
determinados individuos.
Appareeeu um cavada no dia Si de maio ne
luser de (.hora .Menino : quem lor seu dono, dando
os ligases eerlos pagara as desperas c o innancio.
Precisa-se de urna ama que saiba eoiinbar.para
casa de poma lamilla, sendo so para esse scrti.o :
na rua Angosta n. 3, sobrado.
l'rccisa-se de uitt feitor de campo, qne seja sol-
leiro, e d coiilieciinenio de sua pessoa : a Iralar na
rua do Collegio n. 5, primeiro andar.
Precisa-sede unta mullier de boa conducta
para Iralar de dousmeuiuos ; na roa da Cadeia Ve-
lliao. i "1.
Aos carros fne-
bres
Sobre ,1 administrago do
Agr.
Confronte a secretaria dt polica aclia-se esle es-
labelecimeitln em un armazem perleacenle ao coo-
veitlo de S. Francisco, prvido de carros, tanto para
anjos como adultos, de lodas as ordens que menciona
o regulamenlo do ceroilerio, sobresahindo entre to-
dos os de primeira, por eslarem primoramente enar-
uecidos de novo ; assim como eocsrrega-se de ludo
quanlo he mister para o desempenho de qualquer
eulerro, sein que as partes tenham o menor incom-
modo, pudendo ser procurado no mesmo armazem,
ou na rua do uoeiruado o. 1, e na da Cadeia de San-
to Aiitouio 11. :14.
i'ede-se aos Srs. Rufino da Silva Ramos e Eve-
rislo Vieira Cavalcanli du Albuquerque Lios, qne
|tr favor deelarem es soas moradas, pois se Ibes pre-
cisa fallar a negocios de seus 10tercs-.es.
l'fecisa-se na roa do Vigario n. 5 de orna senho-
ra qoe leiiha ioslruccoes primarias para ajodar em
itm collegio a pes,oa que Ibe convier faz-se nm
bom inleresse : dirija-se a mesma casa qne se dir
quem precisa.
Aloga-se urna prela de idade, qoe saiba lavar
e seja quilaudeira, prefere-seSescrave : qnem liver,
annuncie.
Anlonio Joaquim Seve vai a Europa le-
vando em sua companhia; sua; senbora, e urna
lala.
CASA DS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amaosentar enancas
na casa dos eiposlos, a pessoa que e isso ee qoeira
dedicar leudo as habililaces necessarias : diriia-se
a mesma no Paleo do Paraizo qne ah achara com
quem tratar.
.0 abaiso assignado lendo o a Diaria de Per-
uambuco de hoje, ficou surprendido eo deparar
corn o aununcio qae fez Aolooio Francisco da Cos-
ta Braga, em o qual previne o publico de alo fazer
negocio algum com o abaiio assignado, com soa
Uberna e um bilhar, ou mesmo com oulros quaes
quer bens, porque (diz elle) estio sujeilas ao paga-
mento de urna lellra da quantia de 1508000 res
que esla em Juizo e consta qne os quer vender
para se retirar, e nao pagar a qnem deve; o abaixo
assiguado pur soa-honra e deferencia ao publico
que au o conhece, he qoe se d eo Irabalho de
respouder pelo presente, e declarar que muilo antes
de ler sido 1h.1m.iu ao juizo de paz por esta lettra
a que o dilo Braga allude, havia annunciado para
vender sua taberna e o bilhar, porque acbando-se
a dever della apenas cerca de 19O8O0O res ; e nao
fazeado quasi negocio algum, nao quera raaisalra-
zar-se, nao lendo oulras in'enroas senae pagar a
quem deve.maso dilo Braga liuha receio de perder;
devia uzar dos meios que a lei em taes casos con-
cede o qoe mu bem sabe, mas sendo seu nico fim
expor o abaixo assignado .leipectacaopublicacalum-
niando-o e iojuriando-o. ve-te forjado a chama-lo
peranle a compleme auloridade para provar qnan-
lo avancou em o dilo annuncio, protestando nao
dar mais resposla senao pelos meios competentes.
Francisco Joaquim Doarte.
Kecife 3 de junho de 1836.
A abnio assigoada como viuva e inventarame
dos bens do casal de seu marido Francisco Jos
da Costa (".ampollo, e aolorisada pelo respcitavel
despacho do lllm. Sr. Dr.juiz de orpmios, vende
os seguintes bens: um silio na rua Imperial n.
120 A, um sobrado de um andar na mesma rna n.
100, urna casa terrea tambera na mesma roa n. 98.
um terreno contiguo a mesma casa, e orna eesa ter-
rea na rua do Bom-Fim n. .12, em Oiinda, os pre-
lendenles dirijtm-se a rua Imperial n. 120, segun-
da casa depois da fabrica do ssbao.
Seuhorinha Solera d' Albuquerque Campello.
Carlos Claudio Tresse, fa-
bricante de orgose re-
alejos, ua rua das Flo-
res 11. I9
Avisa ao respeilavel publico, qne concerla orgaos
e realejos, pite marchus modernas deste paiz, concer-
la piauos, seraphinas, caixas da msicas, acordeOes e
qualquer ioslrorueiilo que appareca, lambem faz
obras novas. Na mesma casa fabricam-se caitas para
jolas, retratos, faqueiros, ctrteiras homeopalliicas,
ele. ele, as mais ricas e elegantes possivel,
Sala de dansa.
.Manoel Francisco de Souza Magalhaes ptrlicipa
ao respeilavel publico, que a sua sala de eosino de
densa se achu aberta na rua das Aguas-Verdes n. 6i:
quem de teu prestiino te quier utilitar, dirija-tea
mesma sala das (i s 9 horas da manha e de
meio da as :t da larde. O mesmo dar licOes as ca-
sas dos prelendenless horas conveocionadas, tam-
bem dar nos collegios pelo preco qae os meemos ti-
verent marcadas.
Antonio ferreira Piulo, lem justo e Irtctado
sociedade com o seu caiieiro Maneel Jos Lopes Gui-
mares em perceber melade dos lacros livres de des-
peras que houverem, segundo o tracto feile, na sua
tabernil 11. 3, no largo do I.ivrameuto, e por isso
na qualidade de socio gerente, aolorisado a vender
e comprar todo quanlo necessario for para a dila ta-
berna, debaito da firma de Pinto ^Goiroaraes, li-
cando o annuncianle incumbido de fater os paga-
mentos debaixo da mesma firma de Pinto & ui-
mares, e por isso faz o presente aununcio.
Kecife 1 de junho de 1850.
Os abaixo assignados fazem seienle ao respei-
lavel corpo de commercio, que team dissolvido emi-
gavelmenle a sociedaae que liuham ne loja de sir-
sueiro sila na rua larga do Rosario n. 24, cuja loja
girava com e firma de Cosa i Paoasco, ficando o
socio Antonio Joaquim Pauasco respoosavel pelo
aclivo e passivo da exlincla firma. Recife 30 de
maio de ISot.Jos Kibeiro da CosUAntonio
Joaquim Pauasco.
O abaixo assignado faz ver a quem convier,
qoe ninguem faja negocio com a laborea sila na
t.apuuga e um bilhar e|mesmo com oulros quaes
quer bens perlencentes a Francisco Joaquim Doarte,
por eslarem sugeilos ao pagamento de urna letra que
ja se ocha em jaizo, e consta qae o dilo Duarte os
quer vender e tytirar-se, para nao pagar a quem
deve.Procurador, Anlonio Francisco da Costa
Braga.
Ollerece-se um escravo crioulo para servir de
criado a alguma casa eslrangeira, o mesmo be babil
om Iralameulo de cavados, pois sempre servio de
criado, lambem pode ser boheiro ou copeiro por
2.)^ rs. mcusaes: quem o pretender dirija-se ao ter-
ceiro andar do sobrado da rua da Aurora u. 56, on-
de foi o hotel d'Europa, ou aununcie para ser pro-
curado.
Caixa lilial do Banco do
Brasil em Pernambuco.
A_directora da caixa faz publico, que
os cliscontos da semana que decorre de 2
a 1 do corrate, serao feitos sob a ta\a
do!( por ceulo ao auno. Recife 2 de ju-
nho de l S.'tfi.Antonio Marques de Amo-
nm, secretario.
Francitco Gomes Castellao, e Jos Goncalvet
> 1011,1, iazem seienle ao publico, o particularmente
eo corpo de commercio, que dissulveraut |amigavel-
ineitte a sociedade que girava sob a firma de Cas-
tellao & Vieira, ficando lodo o aclivo, e passivo des-
la essa a cargo do socio Francisco Gomes Castellao
desde o|dia primeiro do correte mez de junho.
O senhor que lem um penhor em poder do
abaixo assignado, e que mora ou morn em Oiinda,
baja de o ir tirar : se o nao liter, sera' publicado
seu nomo por extenso.
Jos Jacinlho de Carvalho.
I'recisa-se de um menino para cai-
veit o de uma taberna e d fiador a sua
conducta : a tratar na rua do Collegio n. 5.
0 abaixo assignado roga a todas as
pessoas que lite estuosa dever, oobseqnio
de lliemandarem pairar at o dia 15 do
con ente, por cajo obsequio lites lcara'
milito penhorado. Recite 2 de junho de
IS.tfj.|)r. l0|)0 Mosco/.o.
Precisa-serie nina ama de leite, pa-
Ia"**! generosamenl-i : na esquina do
becco do Serigado p.ll, segundo andar.
-.'-^^s.- s..- ^ .'*rsy\i^*r<
t) Dr. Joao da Silva darnos, lendo re-
gressade a esla cidade, 'contina a residir
na rua do Cabuit n. 16, onde recebe as
pessoas que o quirerem consultar, das 8 s
i III da manida, e das 3 as i da larde; bem
romo se presta a ir vitiai rom prompti-
1 dao os doentes em seos domicilios.
Jos Antonio Moreira Dias & C, fa-
zem seienle ao respeitavel publico, que
leem o seu escriptorio na ruadas Laran-
geiras n. 14.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundijao da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempro um grande sonimentu de taixas, tanto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezss.
precos sao os mais commodos.


Os
ILEGIVEL


DIHIO Pi|B>MBBCO QU'nTn FiHA 6 H JUHHO jj 1856
Terceira edi?ao.
Preservativo e curativo
DO CHOLERfi-MORBUS,
PELOS DRS.
povoparase podercurarlesta eufenmdade, Hminlstrendeos remedios mais Bureases
piratalha-l8,emquantosercorreaomedico,ouinesmoparacura-lniidi>eudeDledesieMiosIagaret
fllli nU na Ka
"""'"traduzido EM POUTCUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estosdoosopusculosconlmasindisacesmaisclarase precisas,epela suasimpleseconcisa evposi-
c.4oeat;iaoaleancedelodasasiutelligencias,naoo pelo que diz respeilo aos meioscuralivos.comoprin-
cipalmenle aos preservativos que lemdado os nais satisfacloriosiesullados em (oda a parle em que
* PKDKAS PHECIOSAS-jg
I I
'- Adereces de brilhaules, *
J diamntese perolas, pul- '.
ti ceiras, allinetes, brincos M
jjj e rozela, holoes e anueis *
de differenles goslos e de *.;
* diversas pcdras de valor. ti

i Compram, vendem ou *
S troeam prala, ooro, bri- '^
1! Ihanles.diainantesepero- >
n las, e oulras quaesqoer *
J| joiasde valor, a dinheiro J;
ai ou por obras.
mmusBBmfsiaBe s .? n
MREIR DDARTE.
LOJA DI (iIlRiVn
Ra do Gabuga' n. 7.
Kecebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras domis
moderno gosto, tan-
to de Franca como
t
j. OURO E PHA I A- ?
!*i __ B
Adercros completo* de *
<8 ouro, meiosdilos, pulcci- >;
^ ras, alliuetes, brincos e
|gj roze(as, cordiies, trance-
i lins. medallias, correules i
3 e enleiles para relosio, e i*
. oulros mullos objeclos de 5
ouro. Z
Apparelhos completos, *
j de prala, para cha, ban- *
._.; dejas, salvas, caslicaes, ...
>; collieresdesopaedecliii, gj
* e muitos oulros objectos
de Lisboa, asquaesse vendem por
preco commodo como eostumam.
I 40 PUBLICO. 1
XfiPE&TORlO DO IEB1C
HQMEOPTHA.
EXTRAHIDO 1)E RUOFF E BOEX-
NINGUAUSEN E OUTROS,
n posto em ordein alphabetica, cun a descriprao ;
abreviada de todas as molestias, a iudicajao physio- I
lgica e therapeulica de (odos os medicameo(os ho-
mcopalhicos, seu lempo do achilo e concordancia, i
seguido de um diccionario da significac.aOodeic(odosg. nara lodos; ^
Jj- No arraazom He fazendas baratas, ra do
Collegio n. 2,
iBf vende-se um completo sortimenioade la- \ i
j$ zondas linas e rossas, por mair barato M
presos do que em ouira qualquer parle, M
3 tanto em porcocs como a rcuHho, aflian- g|
I cando-se aos compradores um s prego 3
os termos de medicina e cirurgia,
das pessoas do povo, pelo
DR. Ll. DE MELLO MORAES.
Os Srs. asignantes podem mandar buscaros seo
eiemplares, assim como quem quizer comprar.
t J. JANE, DENTISTA.
D continua a residir na ra Nova u. 19, primei- fi)
fi) ro andar. O
-Ni loja do sobrado n. 15 do paleo da rila-ira de
S. Jos, lava-se e engomma-se com muila perfeiro
eaceio, e com a rcaior brevidade possivel.
Paloo Nash & Companhia declaram que Joio
Pedro Jess de Malla deiiou de ser seu caixeirn de-I
dehonlem 14 do correle mez. Becife 15 de abri-
del856.
Massa adaman-
tina
Krancico Pinlo Ozorio chamba denles com a ver-
dadaira masa adamantina applica ventosas pela
alracrao do ar : pode sor procurado confronte ;io
Rosario de Sanio Antonio n. 3.
PUBLICAgAO' LITTERABIA.
Repertorio jurdico.
Ksla publicara i aera sem du vida de utilidad,- aos
principiantes que se quizerem dedicar ao ejercicio .
do foro, pois Delln encontrarlo por ordein alpliabe-
tica as principaes mais frequentes oceurreocias ci-
via, orphanologicas, eommerciaea eecelesiaslicasdo
nosso foro, com as remissoes das ordenacoes, leis,
avisos e re^alarneulos por qoe se rege o Brasil, e
bera assim resoluces dos Praaislas anligos e moder-
nos em que so firmam. Contm semelhaulemenle
as deeis6es das quesles sobre sizas, sellos, vellios e
nuvus direilos e decimas, sem o (rabalho de recorrer
i collecro de uossas leis a avisos avulsos. Consta-
r de doua volumea em oilavo, grande francez, e o
primeirosabio lua asli venda por 89 na loja de
livrosn. 6 a 8 da praja da Independencia. Os se-
nbores subscriptores desla publicado eiislentes em
Peruambuco, podem prucuiar o primeiro volme
a loja de livros cima mencionada : uo Kio de Ja-
neiro, oa livraria do Sr. Paula Brilo, prac.a da
CoDsliluQ.10; no Slaranhn, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; e uo Cear, caa do Sr. J. Jo-
ec de Oliveira.
Deposito de pia-
nos

J. P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
miidou o seu deposito de pianos do primeiro audarda
ruaNovau.il, para o armazein ir. 27 da inesma
ra, esqoiira da ra da Camboa do Carmo, onde se
encontram os mais ricos e os meiores pianos ale
agora apparecidos ne-la piara, sendo elles feilos so-
mante por cnco'mmenda, e pelos mais acreditados fa-
bricantes romo de Kacbals, Trauuiann, llamburgn e
W. Sassenliott" de Bremcu, c oulros muitos fabrican-
te* da 'Europa ; os qoaes se vendem por mdicos
prero- e uaraulidos. O eslabelechnenlo eslani aberlo
toa* horas da noile para a commodidade das fa-
milias ele, que quizcreiu ver e experimentaros ins-
trumentos.
Claudio'tibcuv ni iidou o|reuescrip-
rio para a roa da Cadeia de Santo Anto-
nio n. i .
Preeisa-se alugar uru prclo, para ser-rico de si-
lio, como aeja corlar capim e carregar agu.i : em ca-
sa de Paln Nash Ck'^Coiupauliia, na ra do Trapiche
Novo, n. 10.
Precisa-se de um eilor para um sitio perlo da
praca : no aterro da Boa-Vista, numero i'l, segundo
andar.
Preeisa-se de um hornero urasileiro oa eslran-
awro, que saiba bem moniar e tralar de cavallos,
para servir de pagem a um senhor de nngenho, da-se
boa paga : qoem esliver neslas cireomslancias e qui-
zer, pode dingir-seao largo da maftiz de Sanio An-
tonio, casa de om andar u. >, qoe achira com quem
tratar.
* de combinara.' com a maior parle das ca- ^k
^ sas commerriaes inglezas, francezas, alie- |S
jjgg maos e suissas, para -vender fazendas mais |?
^ em conla do que se tem vendido, e por isto ^
M ollerecem elle maiores vanlagctis do que $1
*l oulro qualquer; o proprielario deste im- SI
g portante esiabelecimenlo convida todos
& os seus patricios, e ao publico em geral, \.'J
| para que venham (a bem dos seus inte- fc
S resses) comprar fazendas baratas: no ar ;J
jg mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- i|g
J^ tonio Luiz dos Santos & Rolim.
Itu.n Nova n. 1.S loja de M. A. Caj & C. con-
tinua sempre a ler um grande sortimento da
I obras feilas de alfaiate, lano superior, como mais
inferior, camisasfraneeza*. brancas e de cores, sra-
valas, colaiinhos, chapeos francezes, dilosdesol.de
seda e pannioho,suspensorios de borracha.mcias para
senhoras, homens, meninos, fazendas para fazir-se
qaalqoer obra de encommenda com a maior prcsle-
za e bon leseinpenho ; emlim qualquer pessoa que
vier a esla loja, tirar um falo completo e por pre-
ro mais commodo do que en) ouira Iqulquer parle.
$ &-.$-@@@@&
i A HOHEOPATHIA E 0 I
8 CHOLERA.
r nico tratamiento preservativo
curativo do cholera-morbus,
PEI.O DOL'TOK
jej)Sabino OlegarioLudgero Pinho. C
Segunda edicrSo. 2!
W A benevolencia com que foi acollada pe- Wl
(A lo publico a primeira ediccao desle opus- (&
ZZ culo, espolada no curto esparo de dona me- zZ
<#> zes nos iudiizio a reimpressan' (gf
^k Cusi de cada ejemplar......IsOOO (A
j** Carteiras completas para o trala-
(^ menlo do cholera e de moilas ou- ($
tras molestia?, a..........309000
Jleias carleiras..........I.3OOO
(A Os medicinemos so os melhores possiveis.
^a. Consultorio central homcopalhico, ra
Wf de Santo Amaro Mundo-Novo n. (i.

i
I
#
Precisa-se de urna ama para cozinhar: na ra
do Kaugel 11: 11, primeiro andar.
Aviso.
ESTRADA.DE FERRO
do Uecife ao S. Francisco.
Oadirectores da companliia da estrada
de ferro do Uecife ao San-Francisco, tem
feto a chamada da segunda prestaeo de
duas libras esterlinas sobre cada accSo na
dita companhia, a quai deve ser paga at
o dia 6dejulhode 1856: no Rio d Ja-
neiro, em casa dos Sis. Maua* Me. Gre-
goriC.,; naBahia, em casa dos Srs. S.
avenportc5 C, e em Peruambuco, no
escriptorio da companhia. O accionista
que nao realigar o pagamento dentro do
termo indicado, podera" perder todo di-
reito as acci.es. sobre as quaes o dito pa-
gamento nao tiver sido ellect uado e em '' P*'0 valor de .wis uepois da
todo casn .... J "V""IU"- c L'" Sr. Dr.jinz municipal da sesuud
tono caso tera de pagar juros pelo lempo dia 7 do crreme. b
mt,r^,ir,er0n,,'e d,'U adCad0 Pra ~ *****> "a prela cscrava, que saiba
l>agaiuenio e a sua realisaro. Uecife 14 tratar de meninos e cuidar dasua roupa : quem a li-
demaiode 185____Por ordem tlns Hiiw ver d'fiia-e ao sobrado n. S da ra de S. Francisco,
tore,._S. P. Vercker, thesourei.V
iriStril(!C;iO IllOrsl P rol' Anda ,a'-'^ *crav prclo de uome Mauoel,
* *'" de narao, eslatura baila, cor pela, pouca barba,
IO8B 1 l'cmas arqueadas ; levou camisa de madapolo, cal-
,. lea de Ganga amarella : ro:a-se a qualquer aulorida-
tsuj compendio de historia sagrada, qne foi ap- de policial ou capilao de campo de o apprchender c
provado para instrucco primaria, lendo'-se vend- leva"10 a rua do v'Sario 11. 5,. ou na ra da Penha
do antes da approvaeao a 19600 rs., paau a ser' "" ''' vendido a 11*000 : na livraria ns. 6 e 8 dam-aca' Eaz-se lodo e qualquer negocio com um val
da Indeoendaneia I Pa8,,do Pl0 Sr- Antonio Borges da I;onseca: a quem
convier annuncie para te lite fallar.
Os ai>ai\o assignados '.idininislradoies
nomeados pela maioria dos credores da
massa fallida de Nano Mariade Sei\a, na
reunio que leve lugar em 2 do corren-
te, em presenca do E\m. Sr. Dr. juiz do
commetcio, por ordein do mesmo, eem
conformidade com o art. S.'iil do cod.
cotaic., cojividam OS credores da mencio-
nada masa a apresentar-lhet os respecti-
vos ttulos, no pra/.o deoilo dias a contar
desta dala, na rua do Trapiche 11. 54, pri-
meiro andar. UectleO de mato de ISli.
Novaes iV C.Aureliano de Almeida
Rodrigues Isaac
Arrenda-se una nlaria no lugar dos Remedios,
com barro para loda a qualidade de obras, urna ca-
noa do serviro da uiesraa olaria, dous excellenles for-
nos, e todas as proporroes para lm se Irabalhar : a
tratar no caes do Ramos, sobiado de dous andares,no
primeiro.
f M 0\SIJLT0RI0 HOMO
8 PATUCO. i
Rua das Cruzes n 28. v>
W Conlinua-se a vender os mais acreditados
A medicamentos dos Srs. Caslellan e Weber,
y2 cm tinturas e em glbulos, carleiras de to-
ry dos os t.imanilo, minio em conla.
Tubos avulsos a oOO, 800 e 13OO0.
1 0115a de tintura......5OOO
(At Tubos e frascos vazios, rolhas de corlira S
(j> para tubos, e tudo quanlo he uecessario pa- 2
tjWra o uso da homii'opathia. v)
Precisa-se de um leilor para um silio perlo
desla cidade : quem se quizer nislo oceupar, va a
rua de Sania Thereza, sobrado n. % que achar com
quem tratar.
Precisa-se de um amassador, conheredor des
punios ibi massa, e forueiro, para lomar conla de urna
p olaria em poni oequcuo, nos arrabaldes desta
praca, paga-se bom Ordenado : aquclle que se adiar
ueslas ricaum.launa., dirija-sea Liberna da rua lar-
ga do Uosaiio n. 46.
BKIEMEKICO IIITZMAN.N.
Avisa ao respeilavel publico, que eslabelcceu-se
com sua luida de ferreiro, que foi perleiicenle Mr.
Alberto, na rua da Soledmle n. 11, raga aos donos
de carros que quizerem fazer obras, dar-lhe prefe-
rencia, que sero servidos rom a maior perfeirilo c
promplidau que he possivel assim como ferrar
os cavalloj c qualquer ol-jeclo perleueenic a lerreiro.
Alberto, ferreiro, |na rua da Sole.lade 11. II.
avisa ao respeilavel publico, e rommercio em geral,
quevendeu a sua leuda ao Sr. friederico Bulzmaiiu.
Francisco da Costa Amaral est justo a vender
a sua taberna da rua do Corredor do liispo n. 20 ao
Sr. Antonio Jos Barbosa, por isso roga aos seus cie-
dores que Ihe aprcsenlem suas conlas at o dia li do
prsenle mez.
Va i 1 praca a casa sila na roa das Calcadas n.
Ja audiencia do lllm.
a vara docivel, no
i
l'recisa-se de um bom cozinheiro para bordo
da barca hrasileira nAmizaden: quem se arhar ha-
bilitado para isso apparera a bordo da mesma barca,
que se acha fundeada em frente do trapiche do algo-
ddo, a fallar com o capilao.
&0Wpt%.
Compra-sc toda e qualquer poreo
de prata velha de lei sem feitio: quem
ver para vender, dirija-se a rua do Col-
legio n. l, agencia de leudes.
Coinpram-se para urna encommenda eseravoa
de ambos os sexos : na rua da Cadeia do Uecife, ar-
mazem n. lili, ou na rua do Queimado u^ JS, segun-
do andar.
Compra-se una carrora para cavado, em bom
uso : em Santo Amaro, ao pe da lundirAo, taberna
de Jos Jaciulho de CarvalhA.
Compra-se um bom jogo de pistolas
com sua competente caixa : quem tiver
annuncie,
Compra-se urna morada de casa terrea qoe seja
nasseguiiiles ras : Mondcgo, Sania Cruz, S. Hn-
ralo ou Arasiio, que lenha enmmodos para familia :
a ira lar 110 Mondego n. 115,
Na roa de Apollo n. 1 A, primeiro and.fr da
casa do Sr. Delphino, compra-se mus escrava mora,
de boa conducta, e que minla du coziuha c en-
."II 111.1 I", paga-se bem.
ScntaS.
]\a Uniao
IIIA DA mi N. 40,
ha para vender, ehegado ltimamente de
llamliurgo, urna porcao de prc/.unlos,
rpieijos de nata, ditos de Limlmrgo. di-
tos verdes suissos, carne fumarada, con-
servas linas em latas e de diversas quali-
dades, harenques c sardinhas eill sal :
que se vende jior mdico iircro.
SAI. DO ASSL'
a bordo do hiale uCorreio do Norte, vende-se por
preeo commodo : a tratar com Caetano Cvriacoda
C. M.. ao lado do Corpa Sanio n. 25.
Vende-se urna escrava crioola do servico de
campo, e lamuem sabe cozinhar o diario do urna ca-
sa e lavar roupa : para ver, na rua Bella, casa n. 35
Vende-se cafe de primeira qualida-
de vindo do Uio de Janeiro, e por mdi-
co preco : no Passeio Publico loja 11. II.
Vcnde-c a obra de Jahr em 2 volumea, de
medicina homeopalhira em porlusoez com o com-
plenle dic^ionsrio, ja' bem conhecido, e urna car-
leira de W tobos, ludo 110 melhor estado possivel, e
por prego commodo : no primeiro andar do ultimo
sobrado da rua do Hosario da Boa-Visla, junio a fa-
brica de rharulos.
Cachetina ada-
mascada de Jindas cores
a OOO rs. o covado.
Vende-ce na loja n. 21 A da rua do Uueimado, es-
la fazenda. a qual he ptima para forrar carros, col-
\as, e para (lannos de mesa, e assim como para 00-
tras minia, cousas, c dao-se amostras.
oamaseo largo
de algodao a 720 rs.
o covado.
Vende-sc na rua do Queimado II. 21 A, damasco
larco de lindas cores, lazenda propria para pannos
de mesa, cuberas, assim como para outras mullas
cousas, e du-se amostras com peohor.
l\Ta Uniao
RUA DA CRUZ X >0,
ha para vender :
Vinlio do Porto a I5JJ000 a du/.ia.
Dito Madeira de ptima qualidade, a
I SjjeOO a duzia.
Dito Bordeaux a l."i,s000 a du/.in.
Itlium da Jamaica, a mdico preco.
Arrac, a I~>,s0i)0 a du/.ia.
Agurdente de Franca a I$500 agarrafa.
Vende-se rap princeza de Lisboa, vindo pela
barca CratidAo, o melhor que lem vindo desle ge-
nero a este mercado : no pateo do Carmo, taberna da
quina n. 2, e na taberna da quina quem volla para
Camboa do Carmo n. cm libras e mcias libras.
U.eii;ao.
VS6 urna famosa negra crioula, saliendo co-
zinhar o diario de urna casa, vender na rua, e pro-
pria para lodo serviro por ser minio robusla e esper-
ta, e barata pelo preco, para quem nao quer arriscar
iiiuin iinheno : qaeui .i pretender dirija-sea rua
dosMarlyrios n. 1 i.
Vende-se urna escrava de bonita figura, dado
40 annos, boa vendedora : na rua das Cinco Ponas
n. 51.
Que pechiucha.
Vende-se um palauquim da Babia c urna ca.'eiri-
nha de vidrara, ludo em muito bom estado, e por
prejo commodo : na rua do Hospicio n. JO.
Vcnde-se um bonito escravo, cabra, com 20an-
nos de idade : na rua das Cruzes n. 28, segundo
andar.
Vendem-se casaesde paies, e tambem pavas
smenle : quem prelender dirija-se a rua do Crespo
i. I ti, esquina.
Vendc-se urna casa terrea na rua Imperial n.
!)(>, no aterro dos Afogado, com :i talas c i quarlos,
coziuha fura, quintal grande, com cacimba su ; e
urna canoa aberla, grande : a Iratar na rua Direila
n. 120, loja de barbeiro.
Vende-se um grande oratorio lodo dourado,
com 8 imagens com seus rcsplendores, e todas cm
muilo bom eslado : qoem o prelender dirija-se a
travesa da Trempe n. 9.
. Vcndem-se caisas com vidros para vidrias,
vidros'de bocea larga com rolhas do mesmo, o maior
mu lmenlo possivel : em casa de Barlholomeu fran-
cisco de Sooza, rua frga do Itosario n. ."ll.
Vende-se parle do silio da rua do Hospicio li.
2, dada na partidla para pagamento das dividas jus-
tificadas no inventario a que se prnredeu por falle-
cimenlo do sargento mor francisco Joaquim Percira
dcCarvalho, na rua do Hospicio, primeira casa tor-
rea a Direila passando o quarlel.
Vendem-se escravas moras de bonita figura
com varias habilidades : na rua Direila n. 3,
Vende-sc una escrava a qual coziuha o diario
de urna casa, lava de labio e vende na roa : quem
pretender dirija-se a rua do Eiiranlameuto n. 3, ar-
mazem, que achara com quem tratar.
Vendc-se milho muilo novo em saccas de bom
lamaoho a 30800, e arroz pilado a :t5 a arroba : na
rua do Vigario n. .
Aviso,
Vende-se urna armarilo de amarello, envernisada,
loda envidraeada, propria para qualquer eslabelcci-
menlo, he quasi novae lem balcito de volla, 2 camas
de ferro, sendo I de armar.m e ouira Jsem ella, 1 ex-
cedente piano de armario quasi novo e de muilo
boas vozes : na rua do Collegio n. 1, cm ca^a de J.
Falque.
Em casa de M.Calinont &C, praca do
Corpo Santo n. II, ha para veiulcr o
seguinte:
Tiiboado de
Suecia
Alcti-o de carvap.
Lunas de algodao.
Ditas de linho.
Tintas em latas.
Esponjas de superior qualidade.
Cabos de linho e de .Manilha.
ludo muilo commodo.
aS haulos i.ucllio, rua do Queimado n. 19, 3$
S vende madapolo muilo lino peras de 12 jar- %
das, a 39500, cambraia franceza" muilo lina 4$
3 a 21U o covailo, ditas prclas com pintas iirau- t
cas a .120 o covado, la de quadros adamasca-
S dos do ullimo goslo, peto baralissimo prero fi
aj) de lso o covado, gangas mescladas para pul- &"
? los e caira a (iO o cavado. cg
<->>vfl
de pinho, aicatrao e pixe d
Vndese oopermuta-sc por casas terreas, e
tambem se arreuda, um grande sitio na estrada no-
va, com boa casa de viven Ja, jardn) na frente, co-
i lima, eslribaria, quarlos para prclos, poro corn
agua potavel* (anque para banho, :i baivas com ca-
pim ja plantado, sa|iotizeiros, niangueiras. enndecei-
ras, bastantes cajue|ros, com perio de 200 ,is de
larangeiras e mais diversas arvores de fruclo, com
terreno devoluto para plantarse ou faier um oulro
silio, lodo terreno com frente para dila estrada, pas-
sando a primeira bomba, o primeiro porliio de ferro,
chaos foreiros: a tratar na rua da Cadeia Vellia u. G.
Vende-so organdiz prela a 1120 o covado, laa
de quadros para vestido a (KKI rs. o covado, palitos
de alpaca a >>: na rua da Cadria du Uecife n. Ti,
loja de Manocl l-'erreira de S. Na mesma loja ven-
de-se um candjeirode II bicos para quilquer eslabe-
leci ment.
Ka taberna da rua das Cruzas n. 22, vendem-
se as fazendas seguinles : mealeiga insleza boa a
HOO rs., dita franceza a tiiO, familia de aramia a
-s". gomma do MarauliMo a K). arroz do Mara-
nho bom a I ill a libra, cafe a 200 rs., feijao nmla-
liulio a .I0 rs. a cuia, banha de posto a 480, vinho
branco a 500ra. a garrafa, dito linio a 500 rs., azei-
le doce de Lisboa bom a tiiO, farinha do reino a ItiO
a libra.
\ endem-se os livros seguinles, cm porluguez, a
maior parle novo*, m mullo boa eucaderuarao e
racia dita.
O Panorama desde seu principio at 181
em II volumes
l.niverso Pitorescn, 11 volumes
Ijaleria das ordens religiosa" com eslampas,
lano em collondo como em fumo, ti v.
Masan Piloresco, I volume
Panorama em 7 volumes por nao ser col-
lerrito seguida
Calera da Historia Porlusueza, I volume
Fabulista da Mocidadc
Tbealre Ecclesiaslico, 2 vnlomes
Biugraphia de varios hroes porluauezes, 1 v. iaOOO
Historia de Porlucal em :l crossos volumes 4-9UOO
Archivo Popular, 7 volumes
As obras completas de l.uiz de Carnees,
ediccao de 1700, i volumes
Descriprao da cid.de do Porto, com urna
grande eslampa apresenlaudn a vista da
mesma, cm 1 volunte
Colleclion des Poletypagei, junto com os
costumes de .ilgumas ordens, o mais ulna
collecrilo de estampas de diversos homeus
Ilustres, fi volumes
Toda as estampas do jornal llluslraro, 1 v.
Monumento sacro do real baslica e c'onveu-
to de Marra, imprento de 1751,1 v.
Retratos dos prepsitos geraesda companhia
de Jess, impresso em liorna em 1731, I V. .'1000
O tiuarda do l.ivros Moderno, ;l volumes lijOOO
Historia de lodos os soberanos mahometa-
nos at 1828, imprtssa pela academia real
de Lisboa, 1 volume i;OII0
Arle de rurtar,pelo padre Antonio Vieira, 1 v. 15000
Memoria e descriprao do Bom Jess do Mon-
te, em Ib .i ja, com eslampas, I volume
Director ecclesiaslico das ceremouiasdacin-
za e ramos, 1 volme
Jardim sasrado. impresiao de 1735, I v.
Vida de Santo Antonio, 1 volume
Dihido padre Antonio Vieira em um gran-
de volume, impressao de 1712
Dila de Santo Aoslinho,2 grandes volumes,
impressao de IT'.t
Dita de S. Vicente de Paulo, impressao de
:l:l/lMMI
219000
139000
39000
169000
23IKH)
teoou
5000
143000
88000
39000
73000
39000
.'rooo
3000
1.3000
lijOOO
23000
89000
89000
IflSOOO
i7;w
Providencias que se deram no tcrr.imoto de
Lisboa, um grande volume, impressao de
.. *758 .^ooo
>o beccu do Carioca u. 7.
i'aliis francezes.
endem-se palitos e sobrecasacos de pauoo lino
prelo e de cores a lli, 18 e 203000, dilos de alpaca
a 830C0, ditos do briiu ilc linlm .1 .'.- o 3-3J00 : na
rua .Nova 11. i.
Camisas francezas.
Vendem-se camisas francezas, brancas c piladas,
pelo barato prero de 213 e 2*3 a duzia : na rua No-
va, loja n. .
Vende-ce um evcellente carro de l
rodas cuma das melhores parrillas de ca-
vallos de carro que existe nesta cidade:
na cocheira do Sr. Adolplio, rua Nova
I11. 61.
Vendem-se chapeos de palha de Italia, dobra-
dos e singelos, de pbanlasia aberlos a rendados para
liomiMii, e por preros commodos : em tasa de Basto
t\ Lemos, rua do 'trapiche n. 17.
i\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramenlo.
Nubreza prela para vestidos de senhora e meninas
a 10 luslOes o corado, clialv de serta lisu de ludas as
cores para vestido a 2 cruzados o covado, e 11 patacas
0 de quadros, faada de oslo, chales de merino de
ludas as cores a mil e VIO cada um, chales de cam-
braia adaniasrad.'S a 2 palacas, ditos de gausa encar-
nados a 2 palacas, ditoa de gorgurao a ,"> luslOes, pro -
prios para agasalliar do fno na eslavo presente, go-
linhas pera senhora a pataca cada oma, canteas para
senhora a ."> patacas, e para meninas a 10 tusloes,
sajas di cambraia bordadas a :| mil rs., para acabar :
a loja al aberla desde as li horas da* maobaa ale as
9 da noile.
Attencao.

Fazendas muito baratas.
Cortes de lAaziuba de cores escuras para
vcslidos -JJ.VK,
Ditos de cambraia brancos bordados dcasullia -iSOOO
1 la/iiiha- escur.s para vestid-s,o covado
l.enros do seda de rores gnndes
Meias de atoodo prelo com pouco toque de
mofo, o par
Damasco de pura laa com fi palmos de lar-
gura, o covado
Panno da Coala francez, superior qualida-
de, o covado
Corles >le collctes de casemira bordados de cor I9."i00
Ditos de fuslilo de barra cores linas
Dilos de casemia para caira linos decores
Dilos de meia casemiracscura, cores lisas
com loque de mofo
Ditos de lirim de linho de cores trancado
Brim de linho trancado fino, cor de ganga,
a vara
Dilo de linho branco trancado entrelio, a
vara
Dilo de dito pardo de quadros. lino, o covado
Selim branco de Macao, superior qualidade,
o covado
Dilo prelo de Matie muilo fino, o covado
Selim de diversas cores com pouco loque de
mufo, o covado
Chapeos prelos francezes para menino
Ditos para bomem muilu mudemos
Algodao americano largo com loque de
averia, peca
tem como maltas outras fazendas de goslo por pre-
ros muilo baratos : 110 armazem de fazendas de Gou-
veia e Lala, na rua do (.lueimado n. 27.
15ara
o,
\ endem-sc chitas finas de cores fisasa lo, IliOe
180 u covado, cassas fraueczas muilo largas a 200 rs.
o covado ; dao-se amostras com peuliur : na rua Jio-
va, toja n. 4.
Attencao.
Vcudem-se loalhas c guardanapos de panno de li-
nho do Porto : na loja de fia (Manoel na ruada Ca-
deia do Uecife 11. 47.
Vendem-se ladrilhos de marmore de 12, 10 e
8 pollegadas ero qoadre, 10 estamos muito lindas e
iu/1 cliafariz de marmore, obra delicada, para adorno
de jardim, assim como lapides morluarias, pias para
agua lienta, prqpras para orejas ou capellas, e 2
podras redondas de marmore, ludo por presos com-
modos : em casa de Basto & Lemos, rua do Trapi-
che n. 17.
I OH? 0E PEGHINCHA. 1
Na ruado Queimado n. I!
* vende-se madapolo lino com um pequeo lo- 9
* quede avaria, a 39600 a peca, chitas finas i
m ile padrSee modernos para chambre a 200 rs. ti
9 o covado, $-f.
&*5$3iai4a -fj8g@@
Loja da pobreza
Na rua do Passeio, loja n. !), vendem-se ricos cor-
les de calcas escoras imilaodo a casemira a 13, ditos
de brim escuros de linho a 800 re., dilos de brim
Iranrado braceo a 800 rs., chales brancos de cassa a
(iiO, ditos de la o seda a 39500, meias prelas para
senhora a 300 rs. o par, chapeos de sol com baleia
a 23210. dilos com junco a 1?t00, chitas finas a 180,
200, 220 rs. e covado. corles de cassa chila finos a
23, ricos cortes de cambraia brancos e de cores a
.'19300, madapoln fino, a peca 33800 a .(8200, e ou-
ras m uilas fazendas baratas."
i s@@ @-$@#&@
B Rua do Queimado n. 19.
^ Grande sortimento do sedas de quadros es- ^
^ cossezes, novos dezenhns, chegadas pelo ul- i^
w limo vapor viudo da Europa'; estas sedas *S
^jl lano pela qualidade como pelos padres igj
& sao as mais bonitas que tem viudo ao iner- ^
^ cado, lapeles de laa de lindos desenhos, W
gS ricos corles de collele de velludo, romeiras V>
g de relroz, Icnrns de dilo, los prelos de se- ffj
g\ da, mantas brancas de blond, chales de e^
? merino de loda as cores, c outras imillas 5
BB fazendas degusto. @
@@@o USS^
Ko escriptorio de Domingos Alves Slalheus, na
roa de Apollo o. 23, ha para vender por preros m-
dicos o aegaiale :
Ricos e elegantes pianos.
Salitre retinado em barris.
Salsa parrilha muilo superior.
Saceos de muito superior farinha de mandioca.
t.ovins de linho para montana.
Cobertores de slgodlo muilo encorpadus.
loalhas de linhu para ro.lo.
Itaetilha branca de algodao.
Camisolas de 13a.
Algodilu Iranrado da fabrica da Babia.
Sement de llnhara.
Dila de moslarda."
Flor de lilis.
VISO
os capit&es de navios.
Ha para vender, na rua
da Cruz li. 26, os se-
"uiiites objectos.
Uma bajafroa.
Um latino grande c novo.
Dpus cuteos.
Dous ^aftofes..
Tres latinos.
Dous bolaxos novos.
Uma polaca orando de
proa,
Um joa lete.
Um traqnete redondo.
Duas varredoras.
lima volla do estaos.
Uma batnbinel.a de tolda.
Sete pordos.
Tudo por muito barato
prego.
Vende-se loucas ricas
de meta], imitando a pra-
ta, e outros objectos, tudo
baratissimo na rua da
Cruz n. *i6.
Noa qualro cantos da roa do Oueimado, lea
de razendas n. SO, vendem-se corles de laa de qua-
dros ,le superior qualidade. e de muilo bom goslo,
pelo .,mono!,, p,ero de 28800 O corle, panno lino
f^"S8%**00"*WO -covado, dilo azula
Kew,a9o iBolXI, corles de ca-emira prela muito
lina a .>?, panno de algodAo da Ierra de boa quali-
dade, sendo esla lanada a melhor que se lem rles-
coborlo para escravos, cassas liraaceHH muito linas, c
delicados padres, e oulras moitas fazendas de diver-
sas qualidade, epor precos lao baratos, que sa
visla deltas se podem admirar.
220
19000
200
IjliOO
700
ISOOO
sgooo
MK10
l;00
19000
mu
3t0
19500
2SJ00
.VX)
J-3J00
"3000
23<)00
-^a ru' do (.(Ini^i, loja de mindezas n. i, ven-
dem-se per baralissimo prero a soguiutes fazendas :
pacolcs ile papel de cores com 20 caderno a 1120 rs.,
boloes de oteo linos para caira, pregados em papel, a
groza 200 rs., franjas com balotas brancas e de cores
a pera 3|300.
Na rua do Cabiiui, loja de miudezas n. ven-
de-se um cmplelo sortimento de hallado do Porto,
lano aberlo como lavrado, e de todas as largara,
principiando por 3 dedos e acabando eqi 1 palmo re-
forrado, o qual se vende mais barato do que em ou-
tra qualquer parle, por se querer mandar o mais
breve possivel aconta de venda ao fabricante.
Vcndem-se pianos verlicaes ingleses, de elezanles
modellos e excellenles vozes. fabricados por um dos
mais acreditados autores. prerr,iado na e\posicao de
Londres: no armazem de Koslron Kooker & Com-
panhia, praca do Corpo Santo.
Vende-sena rua do Collegio n. 21, lerceiro
andar, uma bonita escrava crioula, do idade 18 ali-
os, e urna mulaliuha de 10, muilu linda.
Sumen tes.
Vendem-se sementes de hortaliras e llores de to-
das as qualidades cliegadas pelo ullimo navio de Lie-
boa : na rae da Cadeia rt.. Kerife. loja de ir,, .._, ,,,
n. 66, de Francisco Custodio de Sampaio.
Vende-se rape Rteuron&C, muito
fresco, :i ivlallio e em oitavas: na loja
do Sr. Domingos TeLveira Bastos, na rua
da Cadeia n. 17.
Relogos
coberlos e deseobcrlos, pequeos e grandes, de ouro
e prata, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ullimo paquete in-
gles! em casa de Suulhall Mcllor A; Cumpanhia, rua
do forros n. 38.
Jos Joaquim Concalves da Silva, eslabelecido no
aterro da lloa-Visla n. 8, defronle da boneca, avisa
ao respeilavel publico, e particularmente aos seus
freguezes, amantes dos bons gneros e baratos, que
sua casa de negocio se acha sorlida dos melhores g-
neros de moldados, e vende mais barato do que em
outra qualquer parle, chegados ltimamente de di-
versos portos da Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de urna fabrica nova, as melhores que
lem viudo a ele mercado, bolachinha da soda em
lalasgrandes e pequeas, biscoilos linos inslezesdo
Indas as qualidades, em latas, queijos londrinos, di-
losdo reino de todas as qualidades, conservas ingle-
zas. presuntos de l.amesn, ditos para fiambre de pri-
meira qualidade, leles com bolachinha de aramia de
Uio, vinho do Porto velho engarrafado !de todas as
qualidades, dilo Bordeaos, dilo moscatel deSelubal,
e muitos oulros violtos de superior qualidade, bola-
cinha de llallimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o melhor que lem vindo a esle mercado, dilo
Cliim, chocolale baunilha alienta*, dilo de Lisboa,
dilo francez, massas finas para sopa de ludas as qua-
lidades, manleiga inglesa e franceza, nova, de supe-
rior qualidade, cevadinha, cevada, sag, ervilhas,
marmelada de Lisboa muito superior, sal refinado
para celada, azeile doce refinado de primeira quali-
dade, champagne raimante em garrafas e meias, h-
lalas inizlezas, e muitos outros gneros de primeira
qualidade, que sii ,i vista dos compradores acliarao
verdade o quanlo se di/, ueste annuncio.
Ron l.'Afiecleur, Vermfugo iugle, salsa de
Brisiol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros em casa de Barlholo-
meo francisco de Sooza, na rua larga do Itosario
n. 30.
Cobei tores de la hespa*
nhes muito encorpa-
dos o grandes.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Cal virgem de
Lisboa e potassada
Russia.
Veode-ee na rua do Trapiche n. !l e 11, cal virsera
de Lisboa, nova a 39000 o barril, vellia a 500 re. a
arroba, e polassa da Kussia a 300 rs. a libra.
Relogios do patente
inglczesdeouro, desabnete edevidrol:
vendem-se a preco razoavel,em casa de
AugustoC. de Alircti, na rua da Cadeia
do Kecife, armazem n. 00.
LI VA lili TOBCAL.
Vendem-se Invas prelas de lorcel, chegadas ulii-
mamenlcde Lisboa, peto baralissimo prero de 19000
o par : na rua do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires vcn-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porr/ies trala-se com Mauoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. i.
Attencao
Biscado escuro e muilo largo, premio para roupa
de escravos a ltillo covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo bou) goslo a .>, atoalhado adamasca-
do rom 7 palmos de largura a IsOOO a vara, loalhas
de panno de linho alcovoadas e lisas para rosto, las
mus superiores qua lem viudo ao mercado, ditas
para mesa, guardauapus adamascados e oulras muia
las fazendas por preco commodo : vendem-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volla para a rua da
Cadeia.
Vende-se a muilo ncredilada padaria do Man-
guinho, sita na casa do Sr. cirorgiao Teiseira, com
multas freguezias na Capunga, Allliclose Boa-Via-
la, aloni da da porta, a qual lem todos ns perlences
a Irabalhar, e na mesma tem um cavado para eo-
trega de pao na freguezia : para tratar, na rna da
Snledade n. 17, ou na mesma.
Moinhos de vento
com bombas de repuso para regarhortas e bal-
sa de capim : na rundir,-,,, de D. W. Bowmao,
na roa do llrum ns. C, 8e 10.
A boa fama
19100
13280
13000
13280
210
560
200
280
240
300
ItiO
00
280
120
.MI
60
M
bu
M
Sil
500
M'll
40
300
100
soo
300
320
ill
20
10
29600
320
10
560
120
20
IHI
SO
ill
itl
320
oOO
140
100
YENDE BARATO.
Libras de linbasbrancas n. 50, IiO, 70, mi a
Hilas de dilasns. 100 e 120
Dalles de Ihesouras para costura
lluzias de ditas mais finas e maiores
Maros de cm l.iu para vestido, alcuma cousa
encardidus com 40, O e l>0 palmos,
Feces com 10 varas de biroeslreilo(
Caisinhas com agulhas francezas
Caisas ,on, li> nvelos de linbas ile marcar
I'ulceiras encarnadas para meninas e seuhoras
l'ares de meias finas paia senhora a 210 e
Miadas de liuhas mnito linas para bordar I un e
Crozas de holtrs muilo linos de madreperola
Ditas de dilos muito linos para cairas
Fivellas domadas para cairas e coleles.
Penlesdeverdadeiro bfalo para alizar^ 300 o 500
Peras de fita de linho brancas com li e meia
varas
Caisascom cohetes grossos francezes
Carriteis de linhas de 200jardas de muilo boa
qualidade c de lodos os nmeros
Macinhos com 10 grampas, e de boa qualidade
l'ares de suspensorios de bonitos padres
Trridas para candieiro, duzia
Tinleiros e areeiros de porcelania, par
Carleiras de marroquim para aluibeira
Canelas muilu boas de melal e pao 20 e
Caivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para liomem, 160, 2 I ranciulia de laa de caracol e de (odas ascres
palmo
lluziade nenies dechilre para alizar, bons
lirossi de boloes de loura piulados
Peras de fitas de coz 240 e
Carreleis de linhas de 100 jardas, alor Ale-
sandre
Linhas prelas de mcdinha muilo boas
Carlas de allineles da boa qualidade
Duzia de peutes aberlos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, braucas e
de cores, fazenda minio boa 240 e
Kivelas de ago com loque.de ferrugem para
caiga
Ijrusasdc fivelas para sapa tos
Caisinhas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Caisinhas de pao com palitos de fogo bons
Caixas com M caisinhas de phosphoros para
charoles
Charuleiras de vidro 60 e
Castes para bensalas muilo bonitos
Atacadores prelos para casaca
Sapaliubos de laa para Criancas, o par
Camisas de meia para crianzas de peilo
Tmncelinspara relogio, fazenda boa
Escovinhas para denles
Atesn de todas estas miudezas, vendem-se pairas
muitissimas, qoe a vista de suas boas qualidades e
baratos preros,causa admiraran aos proprios com-
pradores na rua do Uueimado, na bem condecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
Gal de Lisboa.
Vende-sc uma porcao de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, e relalho a :i-3 o barril i na roa da
Cadeia do Kecife u. 0,
Vinlioflo Porto superior.
O bem conhecido vinho do Porto superior, em
barris de oilavo ; nu armazem de Barroca tV Castro,
roa da Cadeia do Kecife n. 4, onde enconlrarao tam-
bem regular, cm barris de quinto, por prero com-
modo.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
roa da Cruz do Kecife n. (12, taberna de Antonio
Francisco Merlina as sesuiultssementesdehortali-
ces, coma sejam : erv .Ihastnrla, senoveza, e de An-
gelo, reijac arrpelo, roso, pintacilgo, e amarello.
alfarerepolhuda e allemila, salsa, lmales grandes,
rbanos, rabanales brancos( encamados, nabos ro-
so ebrauco, aenoires brancas e amarellas, couves
Irinchuda, lombarda, esaboiu, sebola de Selubal,
segorelha.coeulrode tuoceira. repolhoe pimpinela,
e oma craude porrao de diflerentes semenles, das
mais bonitos llores parajardins.
Reoslos
ing ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: em asa de
llenry Gibson : rua da Cadeia do Recife n. 32.
AGENCIA
Da fundido Low-Moor, rua daSenzala-No-
va n. 42.
Neslo eslabclecimenio contina a liaver um com-
pleto sorlimento de moendas e meias moendas
para eogeBUO, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de todos os tamanhos para
dito.
A3$500
Vende-secal de Lisboaultimamenlechegada,as-
sim como polassa da Kossiaverdadiira : naprarado
Corpo Sanio n.11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Lerreinlinsde relroz de todas as cores para pescoco
de seuliora e meninas a I9U0O, baralhos de carias li-
nissnnas para voltereta a 300 rs., loucas'de laa para
seuhoras e meninas a bOOrs., luvas de lio da Escocia
brancas e de cores para bomem e seuhoras a 400,
jOO e 600 rs. o par. camisas de meia muilo linas a
I?, ricas Invas de seda de todas as cores e bordadas
com auarniees e borlas a 3a e :tj500, ricas eboloa-
duras de madreperola e melal para colleles e palitos
a 900 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a 29500, meias brancas mnilissimo lina, pa-
ra senhora a 500 rs. o par, linissimas navalhas em
eslojos para barba a 25, ricas caisas para guardar
joias a 800 e 19500, eaisas muilo ricas com reparli-
meiilos nicamente propriaa para costuras, pelo ba-
rato prero de 2J.J00. 3e 3s,'i00, papel proprio para
os nainorados a 40, 00, 80 e 100 rs. a fulha, candiei-
ros americanos muito elegantes, proprios para eslua
dantos 011 mesmo qualquer estabelecimenlo pela boa
luz que d3o a 5;. Iravcssas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, peto barato prero de I, pastas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
maeiio dourada --^
13O0, escovas mu. v^fi
ricos toques com plumas et c pinturas linis-
simas a 2.? e 39, charuleiras linas a2?, ricas galhelei-
ras para azeile e vinagre a 2S, ricas e linissimas cai-
sas para rap a 29500 c 39, penles de bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs., dilos
de marfim muilo bons a 400, OO e (>0 rs.. resmas
de 20 quadenius de papel de todas as cures de folhas
pequeas a 720, riqusimos frascos coro estrados
muitissimo linos a 19200, 1>500, 2o e 2s500, jarros
de porcellana delicados e de moderaos goslos, com
banha franceza muilo fina a 2?, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
sgne de Colonia de Pivcr a 480 e 1?, saboneles linos
e de diversas qualidades, piis para denles o mais lino
que pode haver, agua propria para lavar a bocea e
onservar os denles, e oulras maltas perfumaras,
udo de muilo goslo e que se vendem barato, lesouras
n.tiilissimn liuas, proprias para papel, para cortar ca-
bello, para tinlia?, para costuras, trencas de sedas de
bonitos padres e diversasalarguras c cores, rices titas
de seda lisas e layradas de todas as larguras e cores,
blcos de linho linissimos de lindos padres e todas as
larguras, ricas franjas de algodao brancas e decores,
proprias para cortinados, c oulras muitissimas cousas
que ludose vende por loo barato preco, que nos pro-
prios compradores causa admiracao: na rua do (Raci-
mado, na bem contienda loja de miudezas da boa
fama 11. 33.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundifo de ferro de D. W. Bowmann ua
ruadoBrum, passando o cliafariz, contina ha-
ver um completo sorlimento de laixes de ferro fun-
dido e balido de Z a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-6e a venda, por preco commodo e com
promptidao: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Johnslon & C.,
rua da Senzala->ova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de moniaria, candieiros e casiicaes
bronceados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas da ferro,
rio de vela, chumbo de munico, arreios para car-
jo, lonas inglezas.
I'm completo sorlimento de bordados como se-
jam, camisetas com mansas, collarinhos, poiblhos,
romeiras, camisiis, coifinhas e pelerinas.; tambem
lein um completo sorlimento de ricas dores, enfeiles
pira caliera, filas e os verdadeiros e modernos bicos
de linho : ua roa da Cadeia-Vclha n. 21, primeiro
indar.
Vendem-se madapoldes finos e de outros, con,
um pequeo loque de avaria, por precos muilo har
tos: n. rua d. Cadeia-Velha u. 24, primeiro sudar
fcm casa de Henry Brunn & C., rua da Cruz
11.10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Rspelhos coro molduras.
Globos para jardins.
Cadeirasesofs parajardins.
Oleados para mesas.
Vistas da Pernambueo. .
Cemento romano.
Gomma lacea.
XAROPE
DO
BOSQUE
Koi Iransferido o deposito desle sarope para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova 11. 53,
garrafas .i;.VHi. e meias 39000, seudo falso todo
aquelle qae n.lo for vendido ueste deposito, pelo
que se tu o prsenle aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlysica em lodos os seus difieren-
es graos, quer inolivada por constiparles, toase,
asthma, pleuriz. escarros de saogue, dr de cos-
tados e peilo, palpilarao no corarSo, coqueluche,
bronchile, dr na garganta, e todas as molestias
uosorgaos pulmonares.
$$ Uetal amarello para Torro. &
% Cabos da Kussia e de .Manilha. @
B Lonas, brin/iio e brim de vela. ^
%& Pixe da Suecia. ^jj
i Cemento amarello. fS
(>~ Vinho de Champagne e do Klieno. p
-:;;- AgturdeMe de Frailea. ^
Pianos de armario de modelos no- fe
% vos. Z
O Armamento de todas as qualida- ij
% des. Z
Alvaiadelino em p, oca e tintas S
^i em oleo. 0
;; Pedias de marmore para mesase 9
j consolos. S
^ Papel de peso)ingle/.. g
9 Chicotes para carros. S
gj Ferro embarra, verguinliae chapa. S
^3 Couros de lustre. .V.
(Q \ endem-se no armazem de C. J. fe
i^j Astlev & C. :;
Salitre superior.
Vende-se e muilo barato, na loja de ferragens da
rua do ijoeiniado u. 35, em porres e a relalho
CKNE DO SERTAO'.
Vende-se na roa eslreila do Hosario n. 16, e auei-
jos do reino a lSJO. ~ w
No atorro da Boa-Visla n, 80, vndese sag e
cevadinha de tranca a 320 rs. a libra, tapioca 160,
ervilhas de liollanda a 120, grao de bico a 80 rs
espermacele'americann a (iiO, azejte doce de Lisboa
a j60 a.garrafa,|latas com sardiobas de Naolesa 700
rs. e til) oma, vinho engarrafado do Porlo, de 1850
a l>280, de 32 a 15100, de 53 a 13000, vinho da Ma-
deira secco a le, cognac a 15, chocolale a 400 rs. i
libra.
Vendem-se loalhas grandes e'ptquenas para
mesa, de linho e algodao, fronhaspara Iravesseiros,
cortinas para camarotes, espingardas de 2 cannos :
na rus da Sensata Velha n. 70, segando andar.
Vende-se um jogo de diccionarios porluguezes
por Foiiseca e Roquete, novos. cucadernadus. por 4s
rs. : na rua du Oueimado n. 18.
Vende-se urna armaco nova, de looro, pro-
pria para qnalqoer eslabeieciineulo. sila na ro Di-
reila n. 13 qoem a prelender djnja-se a mesma
rua ii. 11; que achara com quem tratar.
Vende-se um lindo moleqoinho da anno e
meio de idade : no lim da rua da Aurora, passando
a rundirao, defroule do phsrol, conjunto a taberna-
Al tonrao.
Na rita Direila, loja de miudezas o. I, vendem-se
bous charutos da Babia por mod, preco, llegados
pelo ullimo vapor.
Lindos cortes de
vestidos de se-
da a OSOOO.
Veudem-se curtes le vestidos de seda de cores pe-
lo barato prero de 20?, para acabar.
Sarja prela lavrada muito encorpada, o co-
vado
Grosdenaple prelo liso com i palmos de
largara
Corles de colleles de velludo de cores
POMO prelo e de cores lino, prova de iim.io.
o covado
Casemira prela selim elstica, o corle
Corles de casemira de cores muilo .linos, o
crls Sjj
Maulas de bionde prelas para senhora
Na rua do (Jueimado n. 10, em frente do becco da
Coogregarao, pastando a botica, a| seguod- loja de
fazendas, de llcnrique \ Santos.
Vende-se a casa da praja da Boa-Vists, do
fallecido i a.laull : os pretendeutes fallem na rqa
Nora n. II.
Em casa de B.^chmettftQ
& O,, rua d.t Cadeia n.
57, vemie-se
Lm grande sortimento de vidros de es-
pelho-
Itelogios linos de (miente inglez.
Cornos de lustre, marca caslello.
Couros de graxa.
Ervilhas sectas em garrahies.
Vinho ludo por prero commodo.
Em casa de Henry Bruno & C., ua rua da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorliiaen-
10 de ouro do melbor gosto, assim como relocjios
de ouro patente.
25:1011
23200
95000
49000
79000
59000
DSOOO
l'ugio no dia 1 ) do mez passado uma
preta crioula de nome Isabel, de idade;
trinla e tantos annos, baixa, magra, ca-
raolha, tem os dedos dos pe's e maos mui-
to cabecudos e estes com falta de urdas,
tambem tem as costas com marees de sica-
tiizes, he muito ladina e regrista : quem
a pegar leve-a a rua da Cadeia-Velha do
Recife n. ->-2, loja de Joao Pereira Motil i-
nho, que sera' recompensado.
Fugio do engenbo Muribequinba no di 2-">
para amanhecer o dia 2(1 de maio, o escravo pardo
por nome Vicente, o qual foi eorbprado ao Sr. Es-
tovan Jos I'aes Brrelo no engenho Campo-Alegre,
cujo escravo lem os signaes seguinles ; baixo, secco.
principiando a barbar.com muitasespinhas na cara ;
roga-se as autoridades que hajam de o appreltcnder
e levar an engenho Muribequinlia oo em casa lo Sr.
Manocl hleuleno do Rete Barros no paleo do Ter-
co n. i : o senhor do dito escravo protesta cintra
quem o tiver occullo.
No dia 7 re abril do correle anno desapp.re-
ecu a seu senhor Jos Bandeira de arias, morador
na Barra do ltm-1 orninso, o escravo Boque, de or
cabra, de IS anuos de idade, estelare baia, corpo
regular, peruas um pouco arqueadas, ps largos, de-
dos cuuos.cabellos um pouco corridos.denles perfei-
los, sem barba, e com alguns cabellos nos peitos ;
presume-seque dilo escravo intitulado forro, seabri-
sasse na companhia de pessoa, que de boa f o ace-
lou cm qualidade de Irabalbador: sendo assim, pede
o senhor dellc, a quem quer que o peses ler, o obse-
quio de faze-lo prender e remelter, qoe satisfar
promptamenle as despezas : aos capilSes de campo a
pessoas rio povo recomnienda ua caplura, o promet-
i paga generosa por sua eutrega, tambem recom-
pensa a quem der noticia cerla. Confie das autorida-
des policiaes toda a vigilancia, mnrmenle intilolan-
do-seclle lorro.lo que infallivelmenle praticara.
Ausenlou se de casa de sen senhor rj prelo Jo-
vencio. idade de 20 anuos, estatura regu'inr,cr mui-
to prela, be cozinheiro: quem o appiet.iender e le car
a casa de l.uir. Comes I rmira, no Mondego, aeru
bem recompensado.
Coulina andar fgida a prela Merapcia, cri-
oula, idade i 28 a 30 annos, p uco mais ou menos
com os signaes seguinles : falt, de denles na frente ,
urna dis orelhas rasgada prr.veniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua J0 rom, armazem de
assucar u. 12, qoe ser be-.n graliHcedo.
PERN. TYP. DE M. F: H FABIaT^- 18".
MUTTOT*T
ILEGIVEl


Full Text
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