Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07397


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Full Text
ANNO XXXll N. 128
Por 5 mezes adiantailos ...sOOO.
Por 3 meses vencidos 4/fOO.
SEXTA FEIRA 30 DE 1.410 DE 1S56.
Por anno adiantado 15<000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARRILADOS DA SL'BSCKINaVO'NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervazio V. da Natividade: Natal, o Sr. Joa-
quim I. Percira Jnior; Atacaij. o Sr. A. da Lemoi Braga
Cmrk, o8r. J. Jos ds Oliveira; Maranbo, o 8r. Joaquim Mar-
el Rodrigues ; Pwubv, o Sr. Domingo Herculano A. Peuoa
retuve; Part.obr. JuitinianoJ. Ramoi, Amazonai, o Sr. Jer-
nimo da Coala.
PARTIDA DOS COKIIEIOS.
Unida : loria.....I..1-. ..-. ,..;., l,,.-..a.i iHa.
l-ai n....... '. ii i mi.i l'.ii.ilitln : n.i. -rtfinila t .1 \'.i- -|.ir >.
s. talan, tem mi*. Imk.ii .(.iiii.tiii. Vlmiliii r tarantean : na terca-frira.
-. I.iinn-iii-... I'......I Mil... Vi/.i.i-tIi. I .11......ni, lli. |... IV-.|ii...... IK-
ira, I |..t,-. \ illa-Helia, Ilua I l-l*. Ounrnn pF,n: ......|i.n..- ;.n...
l'-al... I|........1. Srttnk.......11..- 1... 1........ Una. Ilirt.no-, Igaa-Prrta,
I...]...
.1 .

l"
- I

AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio quarlait sabbadoi.
Relapo : tercas-fcirai esabbadoi.
Fazenda : quartai a sabbadoi ai 10 horas.
Juizo do commercio : aegunda aa 10 horas e quintas ao meio-dia.
iuizo deorphaos .- segundas e quintas aa 10 horas.
Prirneira vara do civel .- segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartai a sabbados ao meio-dia.
EPIIE.MEUIDES DO Mi:/. DE MAIO
4 La ora aoa 21 minutos. 48 segundos da tarde.
11 Quarto crescente ai fl horas, 37 minutos a 48 segundos da t.
30 La cheia aos 22 mininos e 48 segundos da manhaa.
27 Quarlo minguanta as3 horas, 15 minutse 48 segundos da tar.
1'ltKAMAlt DE IIOJE.
Prirneira a I ora e 18 minutos da tarde.
Segunda a 1 hora e 12 minutos da manhaa.
DAS da semana.
2fi Sagunda S. Filipc Nery fundador da congregacao do Oratorio.
27 Terca. 8. Joao |>. m. ; S. Ranulfo ni. : S. Kutropio.
28 Ouarta. Ss. Senador, Podio e Justo bb.: S. Pnemo m.
2U Quinta. S. Maximian i b.; Si. Maxmu e Restiluto mm.
.til Sena. Fesla do SS. Corceo de Jess. S. Fumando ra.
31 Sabbado S. Petruiiill.i v. m.: 8. Lupicino b.
t Domingo 3. depois do Espirito Santo.Ss. Firmo e Filmo.
ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO NO SEL.
Alagoas, o Sr. laudino Falcao Dias i Baha o Sr. D. Duprat:
Bio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Mirtina.
EM PEBXAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na su
livraria, praea da Independencia os. 6e 8.
PARTB OFFICI AL
RELATORIO (*)
rom que o l'.tm. Sr. ronselhetro Dr. Jos Denlo da
C'NisAd e -'igueiredo passoa a admini'lraran da
prorinriti h..rm. Sr. conselheiro Dr. Sergio
Tei.reira de Maredo, a 2S de mato de 1856.
lili, e E\in. Sr. Tenho h mais completa salis-
f.ioo de passar is mAos de V. Exr. a adinini-lraci,
achando-se a proviucia no Miado quillidade, e ja desassombrada do il ig< II*1. que a lem
perseguido ha mais de (res mezes.
O apecto da mesma provincia, be neeeassrie di-
/-lo 1 qur pelo lado polilico. quer pelo lado dos
melhoramrotos materiaes e maraes, me parece au-
gurar um fuhii > liaongeiro. Devutu sincero da pol-
tica tolrame, procure modelar por ella o meus ac-
to administrativos. Nao sei se acertei; mas he dejus-
lica ronfessar que nenliuma hoslilidade euconlre
uos homeus salientes que pertenceraui ao partido
adverso ao que e acha no poder. Nem devo qualili-
car de antagonismo poltico as animosidades de um
ou oulro individuo, que, contrariado em seus inte-
resara pessuaes, e lalvez reprovados, procuran) alcum
de-abalo, bem que Irislissimo, na irresponsabilida*
de cl.ssica da iuiprensa, contando de mais a mais
com a minha longanimidade, c com a paciencia da
polica, que todava, a nflo andar mili viaaule
precavida, nao podera ass.s proteger e garantir a
tendencia benrlica que actualmente moslram os es
pirilos, de trocaren) a melaph)sicas e especulaces
poltica pelos beneficios reaes e positivos da indus-
tria e honesto Irahalhu. lie pelo que f-tco os iims
ardentes votos. E V. Exc. que n.io po.le ser aver-
bado de suspeitj, he felizmente, por otitros lilulos,
o mais prnprio para couso.idar nesta provincia tao
uperans'sa tendencia, que he rertamente adasin-
nhas mu toligai sympathias. A poca, Exm. Sr.
cooselheiro, ainda he de rei-cneracao ; e por isso
lamiiem a dos maiores sacrificios para aquclle que
iiAo poierem sua mira Moaa no bem aeral do paiz.
No relalorio que h< pauco li na abertura da ses-
-io nrdinaria da assembla provincial, encoiilrar.i
V. En. noticia especificada dos negocios da provin-
cia ; e pinico terei de accresccntar.
As obras do melhoramento do porto continan) era
regular andamento, assim como as do arsenal de
marinha, cojo inspector lem-se mostrado incaosavel.
O aiseoal de guerra vai apreseniaudo una nova vi-
da, que promelte regular duraran, se V. Bic. ro-
mo eu creio, ajudar os bons desejos e aclividade do
respectivo director.
Av reparticOes ceraes de (azenda, a coja frente
tem o overoo collocado bons ebefes, nao apresen-
tam desvos na sua marcha. Acliei a lliesouraria
provincial no niaior alrazodeescripturara. e loma-
da de antigs cuntas. Ilojc os seus trabaihos se a-
rhain em dia, e bem servida de empreados.
A secretaria do governo da provincia possue ser-
vidores iiitelligi'iiii- e de reconhecida lidelidade ; e
bem que o* numerosos Irabalhos desta repartir
eijam actualmente forjas dobradas, todava nao -c
acham alrazados. l'.-l o, porui, mi i i corto de que
V. Exc. sentir a necessiilade de acrrescenlar-llie as
proporroes, visto que o seu actual ilumnenlo, era
eonsequencia de novas emergencias, lein-se torna-
do improbo e espantoso.
A forra de prirneira linli.i, lant de mor, como de
Ierra, lem coiilirmado cou-lanlcmeiito as suas hon-
rosas tradicrocs. Ni suard i nacional da provincia
e noineadamcnte ni da capital, o laii)b;-in uo coipo
de polica, tem \ Exc. un grande elemento de
orden*.
A polica em geral aelia-se enlrecua nasmnosdo
riil.nl,i .- p.n-aii'1-aj ollii:i.i'>-inilti'.re- de nao des-
mentida probida te/seaundo juiza que dclles fai;.
r. do que mi' lia sempre informad honrado chefe I
de poliria.
Na riise por que pausamos inuil.is de-pezas foram 1
fela, e ainda se continan) a fazer, posto que em
menor escala. Eiiipenhei todos os liten- esforcos pa-
ra aliviar um pouco ns cofres pblicos, excitando
por lodos os nielo- a caridad* particular ; porque so-
bre os particulares he que hao de linalaaente pesar
novas contribuiroes para sufiprir o delicit do urca
ment. Alcancei alguma vaiitagcm, c creio que no
lim da lula llagellanle nlo sera a provincia de l'er-
ambuco a que ha de aprcseuUr maiur nortandads.
As pessoas candosasque se dislinguiain em qoa Ira
tao calamilosa eslo noineadas no apndice a ineu
relalorio; assim como miudanienle classilicatla a
despeza fela com o cholera at esta dala. As mi-
uhas aotorisacoes para ella constan dos regislros of-
liciaes.
A cotnniitsAo interina de hygiene publico, coad-
jovando-me com heroica de.iicacao, carregou, na
quadra epidmica, com Irabalhos moito aleui de
soas obriiiHce-, e merece porlanlo as lienraos de V.
Exc. e do ttoverno Imperial.
Sendo mu deploravel o estado de desampare a
que ficaram redtizidos muitos menores, rojos pais
succoinbiram aos golpes da epidemia, trntei propor-
rionar-'.hes algum abrigo,convidando o Exm. Pre-
lado Diocesano para que, por mcio dos reverendos
vigarios e prelador das ordens religiosas, ahris-c una
subscripta voluntaria, e formaste um monle-pio
capaz de sustentar um cslalielecimenlo qoe livesse
por m receber esses infelizes, ale que se ibes possa
dar algom desduo. C.omo a estreiteza do teinp nao
me permettia esperar pelo resultado iinmedialo da
minha tentativa, mandei preparar nos ar-eiues de
marinha e guerra, e nos collegios dos orpbus a das
iTptri i- os cniomudos possiveis para receber os
meninos mais desamparados, cujos alimentos corre-
rlo por cuita do resto dos donativos e das esioulas
que se forein arrecadautu, e lamhem pelos cofres
pblicos, tanto acral, como provincial, at que n en-
verno e a assembla provincial provejain como til-
gareni em sua sabedoria.
i >i ilcnei a thesouraria de faienda que mandasse,
por a ni empregado de coDliaii(a, inventariar tolos
os olensis dos hospilaes dos cholericos, para em uc
do apogeo do cholera morbos epidmico neala cida- preteneoes do Piemonte, e ataca ra lorma mais h.-ii-1 Kinhurii e oulros poi
de, quaii lo a adminislraro de V. E\c. se resuma
loda em cuidar rom tanta dedicaran no serios ne-
gocios da saude publica, que lile absorviara todo o
lempo, orna hora houve em que V. Exc. arhon-se
sem o apoi daqnelles queotllcialmeiilc deviain aju-
da-|o nrsta ardua (arefa : e fui noss.i hora que V.
Exc. chainou-nus, e dignoii-se confiar a nossa dimi-
nua illuslrarao e iracas forras os Irabalhos da cora-
miatfia de bvgiene publica ; ao que annuimos fran-
camente, rnlo de que V. Exr. roucorrrria rom
nual franqip/a ein ajudar-nos a sabir bem desta
larefa. que V. Exc. realisou de um mo I a dei-
xar-nos postaidot do mais sincero leconhecimeftlo.
t'ainbciu e-tara' V. Exc. ccrlo de que ainteiidoque
nesaa orcasiao maoilealamos a V. Exr. fora o acer-
do em que e-lavamos de servir a palria emquanto dar
hi'.no-i fosse o seu estado, ou emquanto fossem
a^Toveilaveis os uossos serviros, sendo Y. Exc. ad-
ministra lor .lo! i provincia ; ou que os nossos coile-
gas, a qui'iu substituamos, vollassein .is suas po-i-
roes, para o q ip. de maneira algaras devia servir de
embararo a actual interina roimnissa. Pois bem,
visto que a provincia esta' socegada e que os nnssos
serviros est;)o fcitos, he justo que fechemos o estri*
lo enrulo que comprehende em um tao curio
esparo oe lempo negocios pblicos de lauta mag-
iilode, e qual o verdadeiro carcter da classe medi-
ca. Se u;lo satislizcuioa a expectativa de V. Exc.
podemos allirmarque nao o lizeinos inlencioualmen-
le: a-siiu como que n.io poupamoa sacrilicios quo nos
parecerant proprlos ao hom desempcnbo de nossa
inis-.'io.
Se junto a V. Exc. a classe medica leve quem
mais reclamasse os direitos devidns a sua digiiidade
e aos seas intereses, perleuce i V. Exc. inanifesta-
la a quem a esr respeilo o consultar. O lugar que
ocenpamos, e que nos deu tanta ascendencia junto
a adniinislracao de V. Exr..jamis deu-nos alguma
occasi.lo de locarinus olleiisivameute ua rcpularAo
de rllelas que se cnisliluirain nossos desalleiroa
tos gratuito.; assim como que, (V. Exc. bem sabe'
este valimeiilo fui sempre mudo para as nossas as-
pirarnos e as dos nossos iutimos amigos.
t'ortaulo.lioje que se conlam tres mez.es completos
d nosso trahalho como membros da commissao de
liysieuc publica; estando exlincla a epidemia, e es-
tanilo V. Exc. preste a deixar a adminUliar.io; be
de nossa honra ilcix^rmos franco o caminho para to-
ta. A Turqua he admillida
tal a diplomacia austraca, como poudn obstculos a 1 no concert eoropeu e collocadasob a garanta ^ r.tl.
realtsaro dos seus planos. E-ta quesillo italiana,' O Mar Negro lira neutralizado, interdicto as navios
complicada pelas loucuras furiosas dosdemagogos, ido guerrade lodasas potenriasa'aberlo aorouimrrcio
vai tornar-se urna das mais serias preoccuparcs da livre : a Rassa o a Turqua nao conservarA ah na-
Etirupa, mas o congiesso ja tinlia mu graves dilli- ( vio algum de i'uerra, a' excepto de cerlo numero
cuidados que resolver, e por isso nao se poda orcu- de pequen. navios, destinados a* polica das cosas;
par com esta. a navegaran do |)auu!:io he declarada livre e a Rus-
N'uma palavra, posto que ludo se lenha conserva | aia cansante c- Cavallos, Durante lodo o dia, que foi maanilico.esla l propostas tinanceiras, al que na sessiio de >, jul-
frota, cminia no esparo de algumas leguas, fez evo- | gando-sc disruli.las as propostas de adiameulo
luees iliaule da ranilla e de loda acorte, diante dos do projeclo n. 12 A, a requerimento do depulado
uieinbros das du.is cmaras, e dianle de um publico Das e Sonsa foram votadas, c em seguida receita-
de mullas centenas de mil individuos chegldet de das por 72. votos contra .Vi, em votara nominal,
loilos os pontos da Inglaterra, e aleda Franra, da i Comernu eulAo na ganeralidade a discussao sobre os
Blgica e da 11.11 ni 11. A raiulia se acbava em seu I duus projectos de fazenda, e do accordo com os
steamer o /toial-Alber, c um gr.iude numero de j credores iuglezes, e u doempreslimo.
esprcladores se arbavam lamben) sobre vapores del S na se*so de ) de main, 'depois da mais am-
do em grande segredo nos aclos e as dcliberaces do liando s1 Moldavia a porcao da Bessarahia circuinvi- ^ coinmercio, o re-lo se acbava c-palhadu sobre todos pa discussao de que lalvez baja memoria nos nossos
congresm. dentro em pouco saliremos circumslauci- zinha do Danubio. As provincias danubianas des- os pontos da costa. A imite se leriniuou l>or un|a
admenle ludo i(oaulo se fez e se disse, pois que foi ligadas do protectorado da Russia, licain sol a suze-
ollicialmeuta annunciado que assim que as ratilira- : rania da Porla ; a org.misac.ao interior sera' ullerior-
(,'ues fossem trocadas, se publicara o texto do tratado,! mente regulada : a Knssia se oliriga a na fortificar
asun romo todo os protocolos. A minha prxima as ilhas d'Aland no Bltico. Em lim urna delf era-
carta que partir provavelmeule com esta llie podera r.l anuexad.i ao tratad proclaia a adhe-ao de
-obre este ponto asmis ampias parliculaii- todas as pniencias representadas nocongresso a eites
dades. qualro principios do direilo marilimo : I-,a pirataria
As lestas se tem succedido em Paria, uestes ulliinos esta' e lira abolida ; 2*. o pavilliit neutro cobre a
lempos ; lodos os ministros lulo lid a honra de re- ; mercadoiia ; 3*, a mercadura neolra no pode ser
ceber explendiilameule os plenipotenciarios,e a cida- : lomada sob pavilhao iuimigo ; t", os bloqueius para
de ile Pars, representada pelo seu preleilo, deu-lhes i erem obrigalorios.dcveni ser clleclivos.E-tas ulllmil
urna lesia como rostuma dar. Em ollimo lugar, o I diapoai{Cea, expre-.a de ama civilisac;io mui libe-
imperador o reuni em um banquete, an qual a-sis- ral, constituirn a honra eterna do cong'csso de
lir.nn lodos os ministros e lodos altos finccionarios: l'aris.
um nico brinde se fez. nesle banqoete, e o proprio \ \'era' nos protocolos que debates sublevaran) lo-
imperador foi quem o fez : eis aqu a suas palavras
que foram accolhidas por aritos unnimes de viva o
imperador :
l'aro u*n brinde uniao tao felizmente restahe-
lecida entre os soberanos. Possa ella ser duradou-
ra, e se-lo-ha, se repousar sempre sobre o dirri-
o to, sobre a juslica, sobre os verdadeiro e lepili-
o mos interesses dos povos.a
Antes de se separar dos primeiros plenipolenria-
rins, o imperador deu a lodos orna recordaran de ri-
co* prsenles proveniente, da manufactura de Sevres
c urna magnifica obra sabida da imprenti imperial e
que lem DOI ti lulo Iconoijraphi'L grega e romana.
Todas estas personageus j.i c acbavain condecoradas
com a grao-cruz da lecid de honra, a exccpcAo do
harao de Manleulfel, que recebeu das mAos do im-
perador esla condecorarlo.
Assim, a paz he cerla, mas se se poiesse suppor
que a Russia coixerva pensaineuto ucrullos e que
ada, sem renunciar, os planos de Pedro (irande e da
tirante Calharina, o repouso que he restituido a Eu-
ropa seria mu precario. Felizmente, todos os actos,
todas as palavras do imperador Alexandre annnn-
ilos os nossos collega* aspiraren) um lugar honroso, ', Ciam a firme resolacgo de seguir una poltica uilei-
e ueste sentido em sati-faran da nossa primcir.i In-
lenrao, vimos rouar a V. Exc. que nos desoner* dos
lugares de membros da coiumis-ao de b)giene pu-
blica. Desculpe V. Exe. as no-sas Mjvs.e dimie-se
nesla occasio receber(um lealemumaf da alta esli-
ma e ami-ade quesiucerameule consagramos a V.
Exc.
Dos fiuarde a V. V.\c. Saladas sccs de hv-
giene publica 22 de mala de 18)!. lllm. e Evui.
Sr. Jos Bento da Cunha e Figueiredo, presidente
da provincia. Dr. Cosme de S> l'ereira Dr.
Ignacio Firmo Xavier, secretario interino aervindo
de presidente l)i..lo Jos Innocencin l'crgg,
judante.
Acenso recebido o cilicio em que a commissao de
hygiene publico interina, rccordando-ine o nobre
motivo que a obrigOU a aceitar encargo de aoxili-
ar-ie na penosa e l.iinentavel coojuiirtiira em que
me acbei por oecasiao dos estragos que na provincia
e especialmente na capital eslava fazendo o cholera
niorbus, provoca a Bala cxoiierac.o agora ipie se
considera estancia a dita epidemia.
l'.iii resposta cumpro-me dlier que mui comvenej-
do dos relevauiMimoa servifoa feitos pela commis-
mo na quadra infausta porque acabamos do pastar
o ^nvrriiii da nrovlm
la, e bem dizer o seu
nunca para ezoneru-la ;
scj.i privar o aeu digne
leni motivos para i
patriotismo e dedica*
lano inoi- qiiant na
surces-or dos minio-
raineute dilTerente da que seguiam os seus prede-
cessores, publica qoe he evidentemente mais appro-
priada aos verdadeiros inleres'cs da Russia. O ma-
nifest que o o.r acaba de dirigir aos seus povos,
uo racsm dia tar que soube |a assignalura do trata-
do de l'aris da a prova inroiitcstavet deslas leaes in-
leuccs. Depois de 1er expo-lo a seu modo as causas
que originaram a guerra, e de se ler esforcado para
eslabelccer qoe a honra das armas ru-sas e-lo salva,
o czar explicou a sua nova politica.
Fisle manifest do imperador foi promptamenle se-
guid.' de factos coja influencia ja se vai experimen-
tando. Por una convenci concluida entre os ple-
nipolenciarios, foi decidido que o armisticio se es-
leudesse ao mar, e que o bloqucio das costas rusias
fosse immedialamente levantado. I ni ukase do im-
perapur Alexandre abri inconlinenle os porloa do
Mar Negro c do Uallicoao coinmercio europeo, e pos-
to que as Iranaacrnes commriciaes ainda na tivrs-
sem lempo para recobrar a sua aclividade, esta sim-
ples medida foi suflirieute para fazer bailar em lo-
dos os mercados o prero do trigo, a-siin romo o pre-
r.i do caoliamn, do sebo c das unirs material de que
Europa occidental lem necessidade.
Urna daseonsequencias da paz, na lu-lalrrra. foi
do-
lios
pio-
sci vicos que a rommis-ao pode ainda prestar
vincis al que o goveru imperial resolv que u jul-
gar melllorem sua sabedoria.
I'revaleccndo-me desta oecasiSo.dirjjq a commissAo
de liv-iene os meas sinceros e pessoaes agradeci-
meiilos pela cdilicaute caridade com que ella me
auxiliou.
Dos guaule a \ mes. Palacio do governn de l'er-
iiamburii 21 de m.io de 1836Jos fenlo da Cu-
nha e l-'igueiredo.Srs. presidente e membros da
commissao de higiene publica.
lllm. e Exm. Sr.Desejando servir ao meu paiz.
e obedecer as ordens do governo imperial.Li sete an-
uos lenbo eslado na administracAa successiva das
provincias das Alagos e Peruanibuco. Agora po-
rem qua o novo processo elei'.oral por crculos me
inhibe de ser volado nesla provincia para depulado
geral, honra que ainda ambiciono ; vuu submissa-
menle rogar a V. Exc. baja de propor S. M. o Im-
perador a mull i exoneracAo, que me parece lauto
mais convenienle qiiantu nao desejo, que, cin vir-
lude das icl.ires que lenbo na provincia, se me
aiti'ihua, nao ob-taule as provas que em contraro
lenbo sempre dad, a mais lignira iulenrao do mes-
ciar a sinreridade e pureza do vol, que o governo
lem em vista inauler as prximas eleiroesgeraes.
Dos guarde a V. Exc.Palacio do governo de
Peniamliuro, II de ilezerobru de 1835.lllm. e
Exm. Sr. I.uiz l'edreia doCoul Ferraz, ministro e
secretario de eslado dos negocios \\^ imperio. Jone
Denlo da Cunha r l'igiitircdo.
SITERIDR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAHBDCO.
PARS
20 de abril.
A miiilia ulliuii caria Ihe annuiiciava a conclusao
da paz : allava apenas eonhecar-sa a accilacAo pelos
soberanos da obra rnnsumuiada pelos seus pleuipo-
tenriarios e a Irora das ralilcacnes. A prirneira par-
le desla larefa esla preciichida ueste tnomcutn : sa-
aaUa opportuna, serem rerulhidus ao arsenal de j hemos buje que o tratado asugnadoem Pars a 311 de
marinha, alim de se Ihe dar a conveniente appli-
earao.
i)- trabaihos da estrada de ferro, para cuja realisa-
rSo V. Exc. tanto me coadjuvou, continan) a dar
esperanzas de que, no espado de tres anuos, eslarao
promptas as vinte le-ii.i- contratadas. Para n.'i fal-
lar operarios Itavia eu recomineudadoa viuda de 300
a tW) Indios da jl le.i de Cimbres. A mnrte do res
Ctivo director embararou o meu designio, que I-
ia podera ser salisfeilo a um simples aceuo de
V. Exc. ; visto que aquelles Indios moslram excel-
lentes disposirOca para o Irabalh.
Teoho d.do euinpriment as urdens ,1 governo
romo me ha sido possivel, e sati'feit > a toda as au*
torisar,es, que honrosamente me foram concedidas
pela a-seinlila provincial. De lodos os meos acto
encontrar V. Exc. documentos na secretaria, visto
rom nada obrei sem deixar lestemuiiho escriptn.
Desejra que V. Exc. instiluisse sobre elle urna ri-
gorosa aynlicaneia, nao s para reparar as minhas
fallas, como para rccoiibecer a inleur.lo que o- dic-
tara.
Como eslou convencido de que os destacamentos
volantes hao prestado relevantes serviros, os tenho
conservad, senlindo muilo nao os poder mais refor-
jar. Talvez -a experiencia aconselbc a V. Exc. o
contrario..
I'ermilla-nie V. E\r, que eu ouzc, antes de ter-
minar o presente relalorio, recommendar A na es-
pecial prolecc.i i o nasceule Cymnaziu Pernambuca-
no. com que a illustrada assembla provincial dolnu
a nossa rnocidade, digna de urna sorle mui feliz. T'Ao
grande importancia ligo a este eslabelecimcuto, e
pelo qual ncommodei a V. Exc. qnaudo minislro
em Londres, que mulo me prza- de o nao deixar
completamente radicado : consola-me, porcm, a cs-
peranra de que ns-meus successores Ihe eslenderAo
soas vistas b*mfazeja.
Depois de render os meus imii sentidos agraderi-
menlns so governo dcS. M. Imperial pela grara de
coueeder-me a cxoncra^Ao que opportuna e impor-
tunamente solicilei. don anlecipadamente a V. Exr.
os meus sinceros parabens pela brilhaule adiDiiiis-
trarloqae o aguarda, cerlo como eslou, de que u
brioso povo pernambucano, cuiado pelas luzes. pa-
triotismo c recuda de V. Exc. ha de continuar a
desmentir os vclhos preconceilos de ingovern ivel,
qoe os delirios de oulros lempos, e a imprudencia
de algans iterara acreditar aos que naoeslndsm uf-
Hcentemente a sua ndole, alliva -un, mas sempre
generosa.
Dos guarde a V. Exe. muilus atinm. Palacio do
governo de Pernamburo, 28 de maio do IK'iti.
Jote Denlo da Cunha e lujueireio.
lllm. e Exm. sr. Os abaixo assignados, lucm-
broa da commissAo de bvgienc publica vem respei-
losameole lembrar V. Exc. que ainda persislcm
na rnndic.lo com que se eiirarregaram dos traba-
Ihoa relativos a saude publica desta provinria. c
Prcodendo desla maneira, jnlgam salisfaz.er um de-
ver qoe tcitamente conlrahiram para com V. Exc,
para com a sua classe, quando assomiram ditas
faoeces ofliciaeai. lAo inesperadamente interrompi-
da. V. Exc. estar certo de que na epora rrilira
() Por ler sabido com algnos erros, repetimos
este reUtorio.
marro, recebeu a alta approvacAo p a assignalura do
imperadirda Rusaia, do imperador da Austria, do
sulldo, da rainhade lnglatrrra.de el-rei do Piemon-
te e de el-rei da Piussia. Assim, as raliiic.ic.oes esto
dadas e lalta urna formahdade. he a trora dasrars-
mas ralilicaroe. Esla formahdade exige corla di-
lac.lo, especialmente por cansa da distancia de
Censlanlioopts e S. Petersburgo.
Esperam-se os correios, portadores dos tratados,
asignados por suas magestades russa e turca, autes
de *2.> desle mez, e he entro que lera lugar urna ul-
tima sessAn do eongresso de Paris, em que cada ple-
nipotenciario di-triliuira aos plenipotenciarios das
-eis potencUs seis exemplares, revestidos da assigna-
lura ir. seu soberano. Como islo nAo paass de um
negocio do pura forma, os primeiros plenipotencia-
rios da Russia, da Inglaterra, da Austria, da Prus-
sia, da Turqua e do Piemonte nao assislira prove-
velmenlo a e-la sessAo de encerramento, para a qual
os sesnndos plenipolencaros sao perfeilamenle suf-
lici entes.
Assim, o conde Buol, o barAo de ManteulTel, o
conde de Claremlou, u conde deCavour ja partiram :
Ali-Pacba se esla preparando para voltar para a Tur-
quia, c o ciniilc Orlol pretende ir fazer una viagcm
a Piza, na Italia, nmle esta seu filho, quo foi grave-
mente ferido na Crimea e a quem os mediros pres-
creveram um rlima mais quenle para se reslabelecer.
O conde de Orlolf vollar a Paris, depois da Iroca
das ralificaroes, para preeneber urna formahdade
que a guerra tinhasuspendido, istohe, para notificar
a corle das Tuilerias a asecncao ao trono do impera-
dor Alexandre II. O ronde ira depois ;i Londres on-
de [ircpnrher.i o mesmo ceremnnial.
Posto que todas as questcs da guerra se achem re-
solvidas pelo tratado de 30 de marco, o coigressu
prolonsnu lodsvia as suas sessoes al 30 de abril, e
disrnlio muitas quesles secundarias : esla ultima
parle das suas deliberarles permanere secreta romo
a prirneira, e a imprensa se acha reduzida a conjee-
turas sobre o que se pas-ou. O que parece certo he
que, afora das eonsequencias do negocio do Oriente,
que deviam ser reguladas nestaa cnferencias, a Ita-
lia necupou muito a altelo dos plenipotenciarios.
lie evidente que ludo quanlo s passa na (leiiiu-
sula itlica nem su quer se refere indirectamente as
desintelligencias do czar com o sullao.
Assim, a Austria qu julga ler inleresse em man-
ler n lats quo italiano, recusou prreinptoriamenle,
pelo nrgao d" M. de lluol, tomar parle em urna de-
liberacao qur livraae ns negocios da Italia por objec-
I, o ludo se liinitou a nina conversarn entre os
plenipotenciarios. A personagem que mais cner-
gicamente insisti sobre a necessidade de lomar em
coiiitniin cenas medidas, foi o conde deCavour que,
segundo djzem. leu a seus eollegas una memoria so-
bre a silnarao mizeravel da Italia, especialmente so-
bre a anarchia que reina nos Estados romanos, o so-
bre a lyrannla que,opprmc o reino do aples,
l'.m urna queslo desle genero, Mr. do Cavoor he
um pouco siispeitu, pois que a rasa de Saboia que
elle representa tem a ambirAo iiianifesla de eslender
pouco a pnuro o seu imperio sobre loda a Pennsu-
la : rom ludo o plenipotenciario sardo foi mui viva-
mente apniad por lord t'.larendoo e mais modera-
damente pela Franca.
Moje, a impreusa ingleza se pronunria cnmplela-
nieifle e rom urna violencia sxlrema.'em favor das
nva-t despertar as qoesldeade parii i. Duraole a guerra,
i, e os lories na ousiv.un alocar lord PaimersToo, por
que se tomariao' impopularea, coiitiariamt '^cr-
no, inteiramenle ah-urvid nos cuidados da guerra.
Mas boje que estas preoccuparcs desappareceraui, as
lula- parlamentares han recommecado con) cerla vi-
vacidade.e vanas volares provocadas pela opposicari,
hao sido desfavoraveis a lord Palmersloo e a seus col-
legas. N'uma occasiAo recente, sobre ludo, a pro-
posito do subsidio votado animalmente para u semi-
nario imMiiiIi-m de Maynooth, manifeslou se a mu
volitado da maioria. lia muilus aunes que STr R.
Perl, para acalmar os calholicos da Irlanda, lizera
accolher a proposhjao para subvencionar o seminario
de Mavnoolb : em cada sessBO, este artigo do orna-
mento era atacado por alguns protestantes fervoroso
que pediam a respectiva suppres-.io, e a cmara dos
coininuns, depois ale ter uuvido os seu devotos ora-
dores,sustentava iuvariavelmenle a obra iiilelligcntc
de Mr R. Pecl.
Este anuo, com grande espanto do toda a gente,
se encotftrou una maioria (bastante forte para au-
lorisar a prirneira leitura de una proposirao tenden-
te a suppressao da subvenrao .de Maynooth. O voto
caii-aui mui grande seusarao, porque da a enleuiler
que os lories sejulgam em eslado de tomar o poder.
Mas lord Palmerslon nAo r.eder.i fcilmente ; todos
o jomaos de l.onlres as-eguram que, longo de es-
lar resignado a abandonar o campo de balalha, n
prirneira ministro e.l decidido a so fazer aulorsat
pela rainha a defender parlamento.
Iloje que a qucsi j do Oriente ja n.io absorve toda
a allcnrao da F^uropa, o espinlos se comi-ram a
preoecupar Com u que se passa na infeliz Despalilla,
sempre siigeila as faeces. lina nova sublevara
arrebenlou em Valenja, ua oecasiao que se proceilia
ao sorleamcnlo para o recrulamenlo do exerciln. O
general Villalonga que commanda a provincia tinha
a|ienas um punhad de soldados para oppor-se aos
facciosos, o apezardo sen carcter resoluto, foi obri-
gado, depois de ler lutado algumas horase dado urna
descarga de artilharia sobre ellcs, a retirar-se para
a eidadella, em.consequeiicia da promessa que Ihe
lizeram ,os ebefes da guarda nacional, {de manter a
ordein na cidade. O governo besp.inhol que lauca vo-
luntariamente um v sobre as desordena deste ge-
nero, com ludo se julgon abalado desta vez : mau-
dou Valeiira o general /.abala, ministro dos nego-
cios estiaugeiros, que. bem ou mal, transigi rom os
rebeldes e restabeleeea urna Iranquillidadc appa-
reule. A desgrara da llespa'iha he que os homeus
que a governam bao sido levados ao poder par urna
insiirreir.i, e que, quer queiram, quer nao, sao
obrigados a apoiar-se sjbre principios e sobre ho-
meus mais ou menos hoslisa monarchia.
O livrosobre o zVrasi em que Ihe fallei, eausou
mu srande sensacAo na Europa : lodos os jornaes
da Allcmanha copiaram-no. e aqu as grandes folhas
da capital, o Comlitucionel, o I'ag, o Jonrnai det
Debat lallam nelle com muitos elogios. A vanla-
seui desle livro, he que elle faz. conhecer e amar o
Brasil ; sobre esta relarAo e-pero que ronlribuira'
para eteuder as relacoes coiiimcrciaes cutre os duus
paizes c lalvez para provocar a colonisacAo, embola
os nossos Francezesjoao go-tem de emigrar. Os jor-
naes dos nossos porto de mar tamben) hAo fallado
muilo sobre esla ubra.
lia cousa de um anuo que o Brasil tem aqu unidos
seu- homens mais eminentes, o visconde de Lruuuav
que he encarregadu pelu governo imperial a seguir
em l'aris as ucgoeiarftes relalivas a' demarcacao das
fronleira, enlre o imperio -ni americano e a colonia
francesa de Caynos. Segundo parece, o negocio
aprsenla mu grandes dilliculdades, pois que a resi-
dencia do illoslre visconde se prolonga mais do que
elle julgava.Mas o lempo que passa em Pars uto ser
perdido para o imperio, pois que posso alliimar-lhe
que as maneiras corlez.Aas do Sr. visconde do l'ru-
guav.a sua vasla e solida inslrucco.a sua iotellgcn-
cia elevada c oseu carcter proh'o.dao a lodos aquel-
les que lem a honra de conhece-lo a mais alta idea
do Brasil e dos seus homens de Estado.
5 de maio.
O paquete qoe vai partir do Havre levar-lhe-ba o
texto do Ira lado de paz concluido em Paris o publi-
cado a' 2H do abril, com os protocolos era que eslao
resumidas as deliberares dos plenipolenriarios.
Suppooho que o iinmenso inleresse que se liga a
esles documentos o abrigara' a publica-los, ou no
lodo, ou em parle, e me tbstenno de os reproduzir
aqm por que a sua cxIcnsAu absorveria dez vcz.es o
lugar quo pode ser consagrado a nina correspon-
dencia.
Todava para s.ili-lazer a aquellos dos sena leitores
que desejam conlierrr, por um resumo rpido, a
obra do eongresso de l'aris. vou esborar cm largos
lr.u;s, as principaes disposicocs do tratado c os in-
cidentes mais curioso- as-ignaladns pelos protocolos.
Far-ine-ba a juslica de
lano da roncliisoo da paz, e a minha ronvicr er:i
fundada sobre este simples laclo, que as du.is perso-
llSgens mais inleressadaa, os dons grandes belliae-
raulc-, o impeadnr dos Franeezcsc imperador da
Russia, a qiicriaiu firme e sinceramente. Para rlu-
gar a entenderlo, a Russia tinha que (az.err.oiie.es-
ses, e ella eslava decidida a ilo na inediJa que Ihe
impiiulia a sua honra. Era preciso impedir que as
preteneoes dos alhajo- sa nao tornasen) mui exor-
bitantes, e foi esle papel que a Franra preencheu
de una maneira mui maravilhosa. Assim, por um
ladu sincera hoa-f dus plenipotenciarios russos,
por nutro, a moderaran conciliadora dos plenipo-
tenciarios franrezes separan) todas as dilliculdades.
O miado e compon de 3 migo*. Os territorios
ocrupado- de parte i parle -erao reriprocamonle
evacuados. A Russia restitue kars ; os alliados res-
Ijtuem Sebastopol, Balaelava, Kamissck, Eupatorio,
las as qne-oies resolvidas pelo tratado, e cuja ana-
li-e acah de dar-lhe. Mas o que leve sobreludo
mui grande importancia, sAo as deliberoc/ics que
seguirain a propria assiguatura ilo iiistruiuento de
paz e que est-lo consignadas no protocolo de s de
abril. Os objeelos que foram tratados nesta sesslo
sAo lora do factos que occasionaram a guerra, mas
elles leem para o futuro da Europa un. Inleresse
imuiensu, e pen*o que na escolba qoe provavel-
meule sera' obrigado a fazer enlre Iodos os nume-
rosos documenlo- que leva-lbe este paquete, ha de
olerecer aos seus leitores o protocolo de u. 32. Foi
o conde Walewski que almo o debate ehiamou a al-
lcnrao do seus collegas sobre a situarAo da Grecia,
da Italia c da Blgica. O conde de Liaren Ion,
em nome da Inglaterra, o conde de Buol em uome
da Austria, Csvour cm nome da Sardenha. M.in-
teudel cm nome da Prussia, tomaram successiva-
mente a palavra para exprimir a opima dos seus
governossohre os diversos pontos indieidos pelo
plenipotenciario franco'. Istu nlo pas simples conversarlo que nAo poda acabar por urna
votacAo. mas em ronsequeucia da propria natureza
do a-sumpto, pelo fact, cujns orgos sA os plcnipo-
lendarios, e*ia convertactlo causou na Ivimp a
mais profunda seusarao.
A qurslaoda Greria nao era de alguma sirle se-
un' urna entrada cm materia, c por outro lado se li-
gava indirectamente ao objeclo do congress de l'a-
ris. A Grecia mui imprudente e mui loiinmenle
se intromeltea na guerra oriental, c os latrocinios
que os seus bandido-, pa^os pela Russia, rommel-
nain nas fronleira larcas, obrUaram os govemos
de Franca e de Inglaterra a occopar militarmente
n portod Pvreo, na VbinhaMI de Alhenas. O
conde Walcvs ski declarou, c lord Clarcnduu se as-
sociou a', suas palavras, que as duas potencias esla-
vam promplas a pr termo a* sus OCCOpoQao, assim
que a ordem lusse reslabelecidA naquelle infeliz
paiz.
Mas o incidenle mais curioso da sos-do de 8 de
abril for.un as explici^oesque hao silo Iraradas en-
lre o memliros do eongresso acerca da Italia. O
conde WaleWaki, o conde Claren ton, M. M. de
BiiiiI e deCavour, tomaram laiubein a palavra sobre
este ponto, e cada un desles diplmalas se expri-
mi segundo a siluacn respectiva quo os seu- go-
vemos lem lomado na Pennsula. O plenipotencia-
rio ingle/, censaron, sem etceprto alguma, ludas a*
oceuparoes c-lran^eiras, que .. Italia esi BOgOlla,
re|ieilando a i niesin lempo mui cort'-zmeiile as
susceptibilidades da Franra, r|ueJlein ums guarni-
r em Roma para proteger o papa cintraos revolu-
cionarios. Foi muito menos reservad acerca da
Austria : mas especialmente alacou com extrema
vivacidade o governo dcsp .tico de aples. O ple-
nipotenciario 1'raiic.ez.declarando primeirameule que
o exercilo francez eslava prompto a deixar llama,
desde o momento em que a sua iiilervencAo ja nAo
fosse uecessaria, lambem censaron enrgicamente o
iutoleravel regimen de governo das Duas Cecilias, e
desejava que por urna alia luanifeslarA dos seus vo-
los, o eongresso convidas*c ete governo a admillir
medidas mai iiberaes. M. de Cavour, em nome d
Picmonle, fsllou no mesmo seinido. O reprcseulan-
(e d'Austria se acbava muilo mais emhararado de
que os seus collegas, pois que as sellas que se dispa-
ravam coulra osvstema seguido cm aples, caliiam
a prumo contra o syslcma seguido era Milao, que
he qoasi o mesmo. Assim, era mposfivel qoe a
unaiiiuiidadc se eslabelecesse no scio do eongresso,
e a discussao nAo poda acabar-so por urna ru-
tarlo.
Alas a repcrcussAo deste debate foi grande na Eu-
ropa, e be provavel que lomo um puuco mclhor a
situarAo dos povos da Italia rcalmcnfc opprimidos :
por oolr lado he capaz de excitar os revoluciona-
rio*, que sAo o maior flagcllo da Ilala, c he este o
verdadeiro perigo. Como quer que seja, a queslo
e-la agilada. c vai ser de novo dettatida nos paizes,
que lem urna tribuna ; em Phglalerra primeira-
meole, onde negocio da Dalia encentrara lugar na
grande di*russAo, que boje -c abre sobre o tratado
de paz, depois cm Turiin onde se deven) fazer ama-
nb.la, na cmara dus depulados, inlerpellaecs a es-
le respeilo a M. de Cavour.
Menriouei a Blgica, como lendo ministrado lam-
bem materia a um debate importante no eongresso.
Nao he rertamente por ser destituid de instituicoes
hberacs, quu se poderia atacar o governo belga.
Pelo contrario, seo conde Walewski fallou a esle
respeilo, se cbamou a allenrAo dos seus collejas so-
bre o que se possa ua Blgica, foi nicamente em
ra/.Ao do* monstruosos abusos que ah se prafcam
acerca da hberdade da impreusa. Cun ell'eto a Itel-
gira lornou-se o reino, ea praea forte dos dema-
gogos expeltidos dos grandes Estados ala Eurupa,
que se vingam do seu exilio accumulando as antea-
ras, e ns ullrages contra os governos, que os pros-
rreveram. la cm Bruxella*, em tisnd, em Antuer-
pia, alguns jornaes, em pequeo numero, que ser-
ven! de orgAus furibundos a demagogia, que pre-
gam o regicidio, vomitando injurias a bocea clteia
contra os soberanos, glorificando o assassinalo, c as
ignobcis sociedades secretas, que prelendom fundar
imperio da- m8SMS sobre a expoliarAo e a guilbo-
liua. He esla impreusa abomnate! que o plenipo-
tenciario da I' ram; i denunciou a Eurupa como um
perigo publico ; deixou de fallar no* diatribas diri-
gidas contra o imperador dos F'rancezes, mas insisti
sobre as predicas communislas e lerrori-las delas
folhas, que sAo urna amcara dirigida contra todos
os Estados civilisados. Os representantes da Prussia
e| i'Austria adherirn) vivamentejas observares da
franca. O conde Orloll Dio se explicou, porque
nu tinha instruecoes a este respeilo. ijuautu a
lord Clarendon, recouheceu c coudcmiiou os odio-
sos excessos da impreusa belga ; mas declaran, que a
Inclalerra, onde a libetdade da impreusa era urna
instituir publica, au poda lomar parte em me-
didas, que lendcssem a restringir a Hberdade em
oulro paiz.
A di*cussao a esle respeilo licou neste nonio, e
nAo poda ir mais longc ; mas as cmaras belgas se
aguarean, e algumas InterpellacMs foram innnnda-
daspara quarla feira prxima. Nada ha mais difli-
cil a responder, do que esla questAo. A Franca sn
pede urna ousa, rerlamenle mu legitima, he que
i impreusa belga nAo possa impunemente ultrajar os
soberanos da Europa, e pregar o traiislurno da or-
dem eslabelecida. O governo de Brnxellat na dc-
fende a impreusa demaggica, rnconhecc o mal, mas
lem as rallos aladas pela constiluic. que defere
snincnle ao jurv os jiilgameutos dos deUctos de im-
preusa. Ora o jar) belga tema louc.i inania de
sempre absolver os jornaes, sobreludo, quando os
seus ataques sAo dirigidos ronlra a Franca. Eis ah a
Irisle complicaran, que aprsenla esta questAo, e
n.io si romo o enverno belga se saldr lilla : quan-
lo a Franra, estou convencido que che-na ao seu
alvo, pois que o imperador nio renuncia fcil-
mente a nm designio que nina vez tenha manifes-
tado.
Ja' llie fallei com alguma particularidades a'cer-
ca du grande fado de que loda a Europa anda se
acha preoccopada, isto he, do tratado *lc paz e da
publcacao dos protocolo*. Serei breve sobre osou-
pie nao duvidei um.ln- 'ros lacios da qainzenu, que apenas lem uiua im-
portancia secondaria.
A paz lu proclamada na Inglaterra com uramle
soleinnidade, e com n apparalo leudal a que es-e po-
vo, amigo das Iradicces, uil s decide a renaneiar.
Mas no inumeulo em que a guerra se acaba, o go-
verno inglez quiz fazer aos olhns do mundo, a iuiiu-
merarAo e exhibirn dsssuas forras gigantescas.
I .n i revista m ni!una leve lugar no ancoradouro
de Spillicad, onde se acbaram reunidos, romo por
encanlo, lodos os navios, que deviamcompr a fru-
a destinada a fazer urna lerceira expedir no Bel-
lico : era, segondo dizem os expectadores, o mais
magnifico espectculo, que se possa imaginar.
imagine urna frola do duzeutos e quareula navios
de toda a grandeza e de Inda a lorma, desde a hu-
milde canhoueira at a ptenle nao, lodos, sem ex-
ceprAo, munidos de machinas a vapor, ronlendo
ludos 31102 peras, e fornecendo urna forra de 3I>7I
illiiiiiinarao geral de Ierra, que pareca associar u
mar as alegras da trra.
Entretanto a Inglaterra para nestss demoustra-
^es: o jogo das suas inslitiiires ronlinua, e os
partidos recol am o seu papel no parlameulo. A
conclusao da paz deu ceila loica ao miuislerio pal-
merslon, e rile ja rcpelli por grande maioria um
ataque dirigido contra si a respeitu da entrega de
kars, n que faz suppor que salura viclurios do de-
bale que se vai abrir sobieu tratado de paz.
Na Crimea os gencraes em ebefe lizeram urna Iro-
ca mulla de aclos de civilidad?.
O manchal Pelissier passou revista a's tropas rns-
sas: o general l.udcrs veio lambem ao nosso acam-
pamento passar revista aos exercitos de Franca e de
Inglaterra.
O embarque das nos-as (ropas ja romeroii, e
aunaos parlamentares, beque foram volados os pro-
jectos de le que apprnvam o arcordo celebrado
com os portadores da divida externa, e que auto-
rizara o guverno a enntrahir um emprestimo de 3
milbes de libras esterlinas, pela emissao de bonds
de 3 por cenlo nas praras estrangeiras.
t) partido progrcssisla dissidcule, lem-se pronun-
ciado pelo a llmenlo da solucAo, nppellando para
as novas eleiroes. O pnmeiro projeclo foi appro-
vado tna generalidade por "li votos contra 2*J. O
segundo, do emprestimo, foi lambem approvado
por 70 vol contra 37.
Na scs-Ao de lcomerou a discossAo na especiali-
daile do projeclo sobreo accordo de Londres. F'al-
laram os depulados Vellez Caldeara e D. Rodrigo
de Ueneaes.
Os joruaes que defendem o prnjeclns linanceirns,
sAo lleio\ue'i> de Setembro. Saeonal,l.idador. Ver-
continua com aclividade. Era lempo de deixar ilade, Contmbrireiitee l'harol do Minho.Os que
esla Ierra gloriosa e ao me-in > lempo amaldi-
oada, porque o Ijpbo causava enormes devastaces
em nos-as lucirs.
Fazem-se no meio dia da Franca immcnos pre-
parativos para recebsr as nos-as tropas em acampa-
mentos de observacA), onde o-doenls serao pensa-
dos sem quo se os psoha em conlaclo com a popu-
la A imperalriz ji se acha reslabelecida. Annuncia-se
que a ceremonia do baplismo imperial lera' lugar no
meado du mez de junho. O principe Napoleao
partir' para ir em Stokolmo procurar a madriuha,
a rainha da Suecia. Assevoram lambem que o pipa,
que he o cali iiilui, vira'em pessoa a' Paris.
LISBOA
13 Verificou el-rei II. Fernando, cnuio na minha ul-
tima vos noliciava, a sua viagem a Sevilba. A rai-
nha Isabel mandn convidar S. M. para ir visitar
acorte bespanbola, oque el-rei viuvo aceitou. t>
Sr. I). Fernando sahira daqui no vapor Mindillo
para Cdiz, sendo acoiupanbado at a barra pelu
Sr. I). Pedro V, e por seus irmaos, c pelas grandes
dputaces da cmara dos pares c dos depulados.
A' volla condecoren el-rei D. Pedro V a sala do ris-
co d arsenal de uiarinlia, em prooanca da ollicia-
lidadc do regiment de artilharia, e do cortejo que
duba acoinpauha'.lo S. M. o anspecada JoAo Jos
Lonreuro, do mesmo regiment, por ler praliralo
a valerosa acca de se lanrar ao mar para levar um
cabo a escuna iugleza l'rimorosc, que uaiifragou
prximo iV torre de S. lu: I i da Barra.
O agraeiado parti para o Porto, onde o cba-
mou a sociedade humanitaria para Ihe conferir a
raedalha com que co*luma premiar as acees de
grande valor. S. M. pagou a despezas da jumada.
Na se-sAo da sociedade humanitaria, em que se pro-
cedeu a dislribuieao d
coui|iareceu o bravo arldbeiro, esliveram presentes
SOO pessoas. Dizem que fu) um acto hrillianle.
Na capclli das Nece-sidades condecorou el-rei
o duque de SalJanha com o collar do TosAo de Do-
ro, com que a rainha de llespanha ltimamente
sgraciou o nurorlial. A ceremonia foi celebrada
com toda a fomialidaile e apparalo, sendo para ella
convidados o* grAd-cruz de todas as ordens mili-
cnmbalem sao l'atria, Commercio de Litboa, Im-
prenta e Let, Santo. Progreuo, l'^rlugnez. liceo
ilas Provincias, Peridico dos Pobres, Portugal,
Porto e Carla, lian Vapular, Urararense, Mode-
rado, Imparcial, Campeao do l'ouga,l'iriato,
/turara do \.itna. e Ra:u,Neutros, Leineiuc, e
Seiubaieute. o Draz 'tisana lem publicado o que
ha de mais nolavel pin e coulra.
O Commercio do Porln publica correspondencias
a favor|dos projecloi. O LaMCetUt e Voze de .Igot-
I nao se moslram verdaderamente pronunciados.
Na cunara hereditaria nomeou-se urna commiiiAo
para inspeccionar os Irabalhos felos no caminho de
ferro c informar das despezas feilas. do material
existente, e dos fundos que aindaseriam necessarios
para se concluir.
Foi eleilo para presidir o conde de Tltomar, os-
oulros membros sao os viscondes de Castro, de S, e
de ddenles c o par do reino J. F. da Silva
Costa.
Na cmara do depulados a commissAo de obras
publicas apresentou o seu parecer a cerca das pro-
postas para se nouiear urna commissAo de inquerilo
ao caminho de ferro de leste.
A commissAo aconselbou a cmara que nomeasse
urna commissAo de sele membros, investida dos mais
ampios poderes para examinar ludo quanlo respai-
lar ao mesmo caminho de ferro.. Foi elTeclivamci)-
te Humeada, lendo sido apresenlados pela maioria
os nomes dos Ires proponenles da commissao.Srs.
Chamico, Carlos liento e Jos EstcvA. A esles
nomes oddicionaram-se os dos Sr.*, J. M. Abreu,
Santos Monteiro, Amarante, Marlins FerrAo. Acom-
mi-sao acba-se inslallada. ,
O minislro da fazenda, no lim do seu discurso da
sessAo de 10 de abril deu urna imporlaiitissima no-
ticia acamara, lie estarem entabuladas as negocia-
c,es entre o nosso governo e o heepanhol para re-
entrxaiicamen-
uedalli is cvicas, e a que ; s:'vr todas e* que-tes t-n.lrules ao
1 lo da no*si lilil.i frrea do snl com a hulla bespa-
nbola de Badajoz. Esias neuociarOcs, para maior
brevidade, Iralain-se em Lisboa,sendo parle uellas,
pela llespanha, o minislro daquclla narao, e pur
Portugal o visconde Caslro.
Numerosas represenlaroes lem subido a cantara
sobre o projerto dos cercaes, mas corre por cerlo,
qoe o govornoo retirara do corp legislativo,
lares de llespanha o l'o.Ugal, que se achassem eml Eulrou ja cm discuwA parecer da rammissao
ro hespanhol, que vem tratar da orgaoisacao da so-
ciedade de credilo, de combioacAo com Mr. Prosl,
qoe lambem he esperado brevemente.
Publicou o Sr. E. A. Figueira & Companhia o
programma ou projeclo de estatutos para a socieda-
de Caleconcert, O capital he de iconios di-
vidido em acees de ."iii-niKi cada urna. O lim desta
sociedade he edificar sales para dar cunearlos de
msica vocal e instrumeufal, bailes de mascaras o
oulros, e 'er diversos jogos denlre os que a lei nao
prohibe.
Segundu o resumo do activo e patsivo dolban-
co ciiiiimerci.il do Porlo, tinha este eslabelecimenlo
em cofre no dia 31 de marco ultimo em moeda, no-
tas du liaucu de Lisboa e papel moeda, 568:7999717
res descootou durante o mez letlras e scripcos do
vinbo no valor de M "r.l i 'i-i'iI2 e empreslnii sobre
penbores ittStili^WO res, sendo o activo e paasivo
:>:3i;7:3I093:>I res.
Por decreto de 17 de marco ullimo, foi anlori-
sado pelo governo francez Mr. Thomas de Colmer,
director geral ta rompaulna do Sol, em Paris, a ae-
ceilar a eommeuda de ordem de Christo qoe elle re-
cebera do goveroo de Portugal, em teslemuoho da
publica estima pelo merecimenlo scienliftco da in-
venalo do arithmomelro (machina de calcular'.
A companhia das aguas prosegae nos nicesssrios
estudos para levantar a plas e fazer orcamento das
obras. Ouvimos que o Sr. Jos Victorino Domain
acceila o convite que Ihe era feilo para membro da
diieccao. e que acaba de participar de Paria que o
eogenheiro francez Marie se decidi a vir dirigir
superiormente us trabaihos.
O corpo rommercial da prara do Porto, resol-
veu dirigir ao governo una representaba que ja
c.ma um subido numero de asignaturas,pedindo di-
versas pruvidencias conlra os verdadeiros fabricado-
res de moeda falsa, cuja >ede foi nilimamenledesco-
berla aquella cidade.lie justo em todo digno esle
empenho dos signatarios.
Reuniram-se os accionistas do banco industrial,
na sala do cciilru promotor, para acordarem nas ba-
se definitivo- de sua organisaeAo. Esle banco foi
fundado pelo centro promotor, o pensamenlo be do
Sr. Sonza Branda, para auxiliar os indnstriaes o
operario* ; he urna especie de monle pi.
As acres sao de I -ih) rs., pagas em prcsIarAo de
100 r-., em prazos nouca menores de 30dias. Tem
havido bastante concorrencia a lomar as acres. He
urna iastltoi(as que pode ser ulilissima.
O cenlru promotor dos melhoramenlos lem con-
vocado os seus membros para disculirem sobre a
conveniencia do Irabalbo.
Asociedadc agrcola dudislriclo daliuirda no seo
relalorio annunl declara ao guverno, qoe a reforma
de legislaco sobre prnzos e morgados he urna provi-
dencia de eqiiidadc, que facilita a remissao de foros,
cen*os o pensues, sAo no entender desta sociedade
motivos reaes e impulsivos do augmento de agricul-
tura.
Esla prximo de conclusao n trabadlo a que foi
necea-ario proceder para ser posto em pratica o no-
Vo sxstema de pesos e mcJ>das.
A alfandcga grande de Lisboa renden no mez
de abril ullimo 22il:7iil-iss rs., a municipal......
6:S852S rs.. e a do Porln 172:'3t>1s770 rs.O ren-
diinemo da alfandega grande deLisboa linha sido em
em marco ullimo de 19:.138369, o da alfandega
municipal de 03:173.^971 rs., o o da do Porlo de
1353849796 rs,
COMMERCIO.
Prara de Lisboa em 12.
Assenlamento -i2 Vi3.
Lisboa.
O collar que recebeu lem a reiebridade de haver
ornado o peil do imperador \icolao, por ler sido
restituido llespanha, quando aqoclle mouarcha
falleceu. Abslraindo dus principes de san^ue, pa-
rece que antes do duque, apenas linham sido entre
mis cavalleiros da dislinclissima ordem. que foi crea-
da por Filppe, o Bom, |iara celebrar osen casamen-
to com a lilha de Joo I de Portugal, o maraes
de branles Kudrgio Aunes de S, o lerreiro mar-
quez de l.ounral D. Bodrigu de Mene/.as, o duque
de Paltnclla, e u marquez de Vallada, pas dos ac-
une*.
Para solemnisar o agradecimeuto do collar dn'fo-
so de Ouro, deu o duque um jaular au ministra
hespanhol junto i nossa corle.
Assisliram tambem ao banquete alguns membros
do corpo diplomtico, u pe.*soal da legaco bespa-
nbola, u duque e a duqueza da lerceira, e varias
pessoas da amizade do marcchal.
O imperador da Russia enviuu ao duque de Sal-
daulia urna condecoracAo da ordem imperial da
Aguia-brauca.
No dia S do correnle deu o Sr. I). Pedro V um
janlar, a qoe assisliram us ministros cstrangeirus,
par solemnisar a celebrarlo da paz.
Trazan as folhas franeeiu o decreto de 30 de
abril, em que o imperador fez algumas nomeares
diplomticas, enlre ellas a transferencia de Mr. de
llourquenev, secretario da legaraoemDrcsda.no
mesmo cargo para a corle de Lisboa, e a do caval-
leiro Saiul-ltubert, secretario da legaran em Lis-
boa, para Cupciihague na mesilla calhegena.
S. M. continua a visitar os eslabelecimenlos lil-
lerarios, seienlilicos c indostriaes, revelando sempre
a s h.la iuslriicrAo de que he dolado. I tlimamente
visilou cora o infante D. I.uiz o instituto industrial
de Lisboa, analysando disliuclamcnle as diversas
oflicina*. inonelos, machinas laboratorio e aulas.
Publica o Diario vario decretos, pelos quaes sao
agraciados os membros das diversis classes do jurv
internacional d F.xpusicao Universal de Paris, sen-
do 7 com a coinuiemla da l'.oiiceicao, com a de
Christo, i com o grao de ollicial da Turre e Espada,
S cun o grao de cavallcir da I. m -oc.o, 7 com o
grao de cavallelro de Christo, c o barau James de
Kolschild com a eommeuda da Torree Espada.
Ua Indostriaes portugueses premiados na Exposi- I""10 uo l,rasl1 o terceiro I
rAo Universal de Paris derain um janlar aos mem- (,[e."^>_nel0 *lemPj-
broa da commissAo que rcprescnlaram Portugal na
mesma Expnsi^Ao.
Diz-se que acrvela de guerra Porlo be a des-
uada para ir estacionar nas aguas do Rio de Janei-
ro, e quo ser commaudada pelo Sr. infante 1).
I.uiz, levando por seu iinmedialo o Sr. Cecilia
hol.
Diz-se que o Dr. Jos Feliciano de Caslilho, que
actualmente reside na corte do imperio brasileiro,
vai para l'aris substituir o fallecido visconde de Ssu-
larcni, ua coiniuiasAu ollicial em que o governo par-
tuguez all o conserva va.
O beija-mAo do dia 29 de abril, pelo anniversario
da oulorga da caria conslilucional, esleve muilu
concurrido.
Durante o prsenle reinado, he esle o primeiro an-
niversario. Bemetlo-vos os discursos dos presiden-
te! das duas cmaras e a resposta de S. M.
Vai el-rei D. Pedro V. Cumiar junio dus seos pa-
ro nina escola de inslrurcao primaria, devemln o
rejo! miento delta ser cm ludo semelbanle aquelle,
porque se rege a escola de Mafra, que el re inau-
gurou ha pouco lempo.
A aula lera um professor, um ajudanle, e um
ecclesiaslico eucarregado de doulriuar os educandos
nos preceilos religiosos. Esla noroeado professor
daquella escola o Sr. E. Napoleao Silva, medico ci-
rnrgian, e que ha puuco publicou os seus Princi-
pios de elassifieacio geral. lie um furnioso exem-
plo. A consideracAo que merece a inslrucrao po-
pular parto de bem allu. lie de esperar que a
escola em si lamben) o venha a ser de aperfeiroa-
mentos didartiros e pedaggicos.
El-rci leudo cm consderacao as urgeurias do es-
lado, cedeu da aoa dolarn a quaulia de 01:2Y).?,
a beneficio do tbesouru publico. O Sr. I). Fernan-
do pelos mesinos motivos cedeu tambem a quantia
de lliOOll-.
Continua na cmara electiva a discussao dos pro-
jecl' s liuaiiceiros, e fura delia coiilinuam a as*ig-
nar-so em lodos os ngulos do paiz representaces
coulra elle. Pa-sar,i' na cmara dos pares'.' Faia
el rn una nova prumoco t Ser verdade qoe ja
inaiiifi'stou ao gabinete a resoluco em que eslava
de a nao fazer '.' Sera' corto que o- |uoladosque lem
SsscnlO na cmara alia, tac- como os bispos de Ls-
mego, Vizeu, Coiinbra, Porlo e Brsganra, foram
le administrarn imblica approvando o projeclo de
lei da cmara eleclica sobre as obras da canalisaco
do Mondego e melboraincnlos dos campos de Coim-
bra.
Na ramara dos pare* moslrou o marquez de Val-
lado a necessidade de se restabelecerem as orden*
religiosas nas posseesoes ultramarinas. Andam os
o-ro-- assignando urna represenlaco as corles para
o restabelecimenlo de .-ligninas urdens religiusas no
continente do reino, havendo ja celebrado para esse
lim algumas reuuies na capital.
O ministro da marinha apresentou na cmara
una proposla abolindo a escravatura era alguns dis-
Iriclos da provincia de Angola.
O minislro das obras publicas lambem apresentou
os seguiiles :
I. Para ser api>rovado um eslabelecimenlo de
credilo no Porlo com o tilulo de Banco mercantil
porlnenre.
. 2. Para que a tolalidade do imposto cobrado na
alfandega do Purtu, para ,' conslrucrAo da bolsa,
sej loda entregue a associaco comtuercial daquel-
la cidade para Ihe dar a applicaro que esla' deter-
minada por lei.
Foi approvado na cmara dos pares, o projecto de
lei aulorisando o governo para mandar cuuliar at
a quantia de 1:000:000;} da nova moeda.
Na sesslo de 19 foi elcita por escrutinio secreto a
commissao que deve oceupar-se da lei vincular. O*
nove membro- que a eompOe su u marquez de Val-
lada, condes de Thomar c l'enamacor, viscondes de
Halsemao, Saborun e da Granja, baro de Porto de
Moz, e Srs. Fero e J. M. E. de Almeja.
O depuladu Silva Maia apresenlou um projeclo de
lei e-ialit lecend os incios para se construir um por-
lo aililicial, doca e Caes na cidade de Pona Del-
gada.
O jornal opposicio::i*ta O Progrcsso interrorapeu
a sua publcacao. A l'iiiii interrompida est tam-
bem.
O emprez.irio deste ultimo jornal, o Sr. Antonio
Joaquini de Figueiredo,- publicou um programma o
qual prope a emisso de iD:tWK)? de arene- de .">03
cada una para poder su-leular a empreza do mc-uio
jornal. O seu lim segundo o programma, bepri-
meiroa uniao sincera de lodos os porluguezesse-
gundo representar os porluguezes residentes no iin-
moralisacAo da im-
arece que se imprimiram
l'rugrammas em (odas as linguas da Eumpa, us
quaes furam ou sero enviados as principaes cidades
cslrangeiras.
A empreza do jornal obriga todos os seus bens
movis e imraoveis, direitos e valores, ao fiel cum-
primento de todas as clausulas contidas no pro-
irramma. As acues serao rcsgalaveis e vencem o
juro deS por cenlo.
Kesgalado tambem foi o prelo Jos Mara, que ha
lempo fusio do navio brasileiro Iris, ancorado uo
Douiu o de que taulu se tem falladu. Assiguou-se
no dia 12 no consulado brasileiro o termo pelo qual
fui comprada pelo ministro do reino Sr. Fonseca
MagalhAes, a liberdade do escravo. Termiuou-se
assim esla pendencia em que andava envolvida a
dignidade do paiz cm que ainda se conseolem leis
que toleram a escravidAo em cerlos casos. O mi-
nistro resaatou-o por (SO;), reivindicando por tao
ponco prero o desaire que resollara para Portu-
gal, vendo parlir desta Ierra livre, e no lempo da
sua adiniiiisir.ic.io, um escravu. Toda a imprensa
indislinclameiite clogiou esta accAo. O preto foi
para rasa do Sr. Fonseca MagalhAes, onde Ihe agra-
decen dejoelbosa liberdade que Ihe dora. Dlsse
que quera servir u seu senbnr, por isso que o linha
resgalado. Declarou-lbe o Sr. Rodrigo da l-'onscca
MagalhAes. que cuulasse com a sua proleccA i e com
a sua casi, masque eia livre e que podia ir para
onde qniesse.
No Diario do Corerno vem um rezulamenlo em
3'} artigas, para a administrarlo das obras publicas
ronlabilidade, pagamento da despezas e sua fsca-
lisaro.
Diz-se que a prcleic,.io dos convencionados em
F^vora Monte nao coin|irebeiiitidos no decreto de 29
de uutiibra de ISjl esta ja aliena ao ronsellude
ministros, onde parece ler provavel decisAo.
O redactor da .VorSo Dr. Antonio Joaquim Ri-
beiro Gomes de Abren, tenli-n iemla que liu devia
comprir as disposi^oes do decreto de de marca, que
obriga lodos os lunccionarioi pblicos a prestar
joramenlo de lidelidade ao rei e ao cdigo fuudanien-
lal d Eslado, acaba de demitlir-se de lente substi-
tuto da faciild.ule de medicina da universidade de
Coimbra. O pasan do Dr. Gomes de Abreu, he co-
herenle com os seus principios.
Oiiinla-foira sahira o primeiro numero de um
intimados pelo gdveruo para compaiecerem em Lis- jornal poltico, cujos (principaes redactores sao, se
bnr. ,quando se Iralar da votarn daqnelles jirojec-
uxs .' Fin presenes de tudas e-tas vozes, cumpre dar
ronla du que val acoiilcrcndo, e deixar aos polti-
cos seu prognosticos.
O nuincrn dos signatarios das rcprcscnlacocs
contra ns prujerlos linanceiros do minislro de lazen-
da, j sobe a 30 e tantos mil, e todos os dias vo
elidiendo as columnas dos jornaes uovos rrforcos.
Os signatarios Tormam tres grupos, compostos dos
partidos migoelista, cabralisla e progressisia dissi-
denle. Verdade seja que algumas das ssignalucas
sao depois engeiladas pelos seus prnprielarios que
lem x mi 1 i declarar aos jornaes nAo Ufas h.nerein
pedidu |ireviamente etc. Cumtudo, nem mesmo
a um cenln clu'gara o numero desta rerlainares,
e a quesijo vai-se lomando rada vet mais seria.
Mais de Irinla disrursos precedern) na ramara
dos depulados a volaeAo sobre, u adiamento das
?
'
Rundo se diz, os dcjmlads Casal Hibeiru e Latino
Cnelhu ; lambem sr diz. qu i far parle da rclarrn
o Srs.. Silva falli. RicardoGuimar8es,Corvo,LeiIe
e Caldas Aulelle. Inlilular-S'-ha a CivilisarAo.
Parece que o alerm de Sacavem. que be o nico
ob-laculo que retarda a abertura du ramiuho de for-
ro ale a Carregado, comer a solidilicar-se, tendo a-
balido pouco, ha alguns da para ca.
A commissao de inquerilo da cmara dos pares,
lem-se preocupado mais do exame do contrato c das
de-pezas feitas do que dos progressos da obra.
A Cflinpaiibia organisada por Mr. I.ucolle para
edilicaees na villa de Cintra,ja tem em om-lrucr"
20 rasas ein que se orrupam mais de 100 operarios ;
os Irabalhns vo muilo adiautados. A rompauhia
prnjerta edilir.ir ainda nnlros 2il predios, para o pie
ja lem o- terrenos necessarios.
Arha-se em Lisboa o barAo de Asol, cavallei-
Trcs por rento....
7|8.
Acres do banco
(Coupons 12 '. 42 '
Divida dilirida 21 hj22 l|i.
l'De Portugal ,97!>500C.
Do Porlo 237;;210$.
Notas do banco do Lisboa 4s"8o1-5795.
N. B. As inscripres sao o juro do 1 de Janei-
ro de iSjti.
Prara de Paris em 73 por cenlo a 7V fr. e 90
por cenlo do 1 e meio por cenlo a 94 francos 25
cen.
Praea de Londres cm (iOs consolidados iuglezes
de 92 7|S a 93. Os fnudos porlugneirs de 3por ren-
to, de i-'i a 4(>.
/..
IMTERIOH.
CORBESPOXDEXCIAS DO DIARIO DE
PERXAMIlt'DCO-
PARA'.
Bellem t de maio.
Ha pouco dea a barra o Jiro, signa! de vapor, e
para que me nao acntela como pelo Tocanlini,
que pela sua chegada inesperada, e cuja demora nos
porlos he, para assim dizer, igual a velocidade da
sua marcha, deisei de Ihe dar noticias desla boa Ier-
ra, vou ja aitnharar eslas duas linhas para Ihe con-
tar o que de mais notavel por c lem oceurrido ; o
ahi vai, sem mais prembulo uo exordio.
Ha de estar lerohrado de que na minha ullimo
Ihe diste, que este anno era de eleires para esta pro-
vincia, puis que nao menos de Ires linham de haver,
que eram paradepulados provincaesvereadores
e juizes de paze depulados geraes.
Pois bem : as prirneira*, islo he, para depulados
provincaes, ja liveram lugar no dia ti do passado,
c foram bastante disputadas, porque eram de cida
e morle para os dous lados, hojo denominados aW-
reito,e esguerdo, que na legislatura passada cons-
tituirn) a assembla provincial, e eram de vida e
morle, porque o procedimento iilegal, e inslito do
lado esaue>'do, deu occasiAo a -cenas bem desagra-
daveis.e tristes, que teriam funestas eonsequencias se
nao fossem a pradeucia do lado direilo, e o lino o
forra moral do Sr. Reg Barros.
Mas como o digno procedimenlo do lado direilo,
foi desvirtuado,e adullu pelo laduesquerdo de misler
se lornou appcdar para umjuiz recio, imparcial, e
coii-cienrin-o para decidir qnem tinha razAo.
Esle juiz n.io poda ser oulto senAo a upiuiAu pu-
blica da provincia. E como bavia ella |de proferir
a sua sentenca '.' pela urna que de novo se ia abrir
para designar os novos representantes da provin-
cia. *
Com effeito assim succedeu. Os dous lados apre-
senlaram-se em campo, cada qual advogando a sua
causa, com a ditferenc.a, que um, o direilo, conscio
da sua juslica s empregou meios para faze-Ia valer,
e o ooiro o esquerdodesconfiando dus seus mere-
cimenlos fez como o litiganfe qoe, nao lendo razo,
procura Iludir ujuiz ; e to trovada foi a lula, que,
cousa singular!... s appareceram em campo as
duas lisias, cada urna das quaes representava um
daqnelles dous ladns; nenhnn oulro cidadao que
i'"'i fizesse parte de orna dolas, se apresentou can-
didalo, porque era voz geral-vrjamos, qual sera a
sentenca da opiniAu publica, nu ponbamos obstcu-
lo algom aos contendores.
Chegou finalmente o dia (i de abril, designado pa-
ra ser proferida a senlein;a, ahrio-se a urna em toda
a provinria, c os juizes ella depositaram us seus vo-
tos, hilos os quaes, verilicou-se que a sentenca era
inicuamente lavoravcl ao lado direilo, pois que mo
sai foram reeleilos todos os da legislatura passada,
como mais nove da lisia por aquelle apresentada,
ao passo que do lado esquerdo apenas dous foram
eleiios.
Iloje.pois, ja lodos eslAo desengaados de qual dos
.Ion- lados leve razo na sua conducta na assembla
passada, ja lodos fazem a devida juslica ao lado di-
reiloo reprovam o procedimenlo do lado esquer-
doque arrependido do que fez, chora os seus pec-
cados.
Em selcmbro temos segundas cleices para varea-
dores e juizes de pazveremos o resultado ; por
agora sn Ihe posso dizer, que o lado esquerdo ja tra-
halha noile e dia, e espera recuperar um pouco da
Torca moral que perdeu. e ser mais feliz com o seu
i Iriurapbose assim acontecer, nao ha nada
mais natural, pois lambem deve ler o sea prazersi-
iiln> ao menos na capital.
E*lc vapor trooxe-nos a noticia de eslar nomeado
presidente)desla provincia o Sr. Henrique Besuri-
paire Roban, e que vira pelo seguinle paquete. Diz-
se que he rxcellenle pessoa, e com mnilas habilila-
cajes administrativas.
Se asim for, como sa dfcve crer, (eremos de ver o
nosso Para continuar no florescimenlo c progresso,
em que o rollocou, e soube conservar o imparcial e
jusliceiroSr. Reg Barros, cuja ausenria deus sau-
dosos a lodos us Paraenses, com excepeo de mcia
ilu/ia de polilieoes da moda, que nao podendo con-
seguir, que elle allerasse o seu programma Tle im-
parcialidade e juslica a quem a livcr, para osapoiar
cm seus desmandos,' e exigencias, lornnram-se des-
contentes, c o aggrediam airas das portas, e prefe-
rindo os seus inleresses polticos ao bem geral, pe-
diam a Dos, que elle os deixasse quanlo anles. Po-
rem o Sr. Barros deve ir muilo salisfeilo com a cons-
cienca de ter feilo ao Para lodo bem que ponde, o
com a cerleza de que o seu nome tica gravado nos
corarnos da maioria dos Paraenses.
Em fimdomez passado deu-se um caso muilo de-
sastroso, eque lem commovido a lodos. Ei-lo :
O Sr. Jos do O' de Alenla mandou engejar no
Ceara colonos para o seu eslabelecimenlo na ilha
das Oncas, denominadocolouia de Nossa seul'or>
do O'o encarregado desla commissAo foi o r. Ve-

ILEGIVEL



DII8I0 GI Pf?- .ftBCI SIXTA FEHU 30 DE IflAlO ***A
ras, o qo.il poude iciilij.it o engrqamento de cenla
e lana* pessoas, e as trouxe |u>r coala do Sr. Jos
do O*. Chegando aqu o Sr. Veras fez eiisencias
lio despropositadas, qoe impnssivel era aoSr. Jos
do (>', conrede-las. I -"11 resullou*. que aquelle
tentn so luzr todas as pessoas que cum elle vieran,
para qne abandenassem a colonia de Nossa Senliora
doO'e c.in cI,i 11-..:'ii. para o encenliu Mucajulia,
oode se Ihe ollereria minores vaiilagen?, ; ni?a ape-
llas coniegu.o sedaiir qualro familias, (que ao lo lo
imporlavam cm dozo pessoasi porque os oulros mais
l'rin avisadas nao o qulzeratu seguir.
Estas doze pessoa, e o Sr. Veras eom lodos os
sea escruvos abandonaran) coro t licito u eslabelecl-
meiilo dn Sr. Jos do O', e transportaram-se para o
engenh.) Mucujub.i, foi nesla TiageB, que se deu o
Inste .icniMf ciuj. iiin. que Ihe quero conlur, porque
sendo ella feta cm uina noite escura e tcmpistuoss,
ao entrar no Igarape, em que est o engenho, a ca-
noa baleu ero um pao, e sossobrou. motrendo oito
liessoav, acudo cinco esrravos do Sr. Veras, e tres
pessoas livres, e a b-tgagcm de lodos os passageiros
desappareceu assim como a canoa.
Huirs duas occurreucias tambera nolaveis te de-
ram, mas sito de oulro genero,
A primeira M suinir-se no corrcio uina caria en-
tregue felo cominandanta de um navio ao empre-
ado daquella reparlicao, que fui a bordo buscar as
malas, dentro da qual vitiham algons objeclos de
brilhantes estimados em alio prero. I.ogo que se den
pela falta eslava fazendo as ve/.es do administrador por estar
este doeute. deu todas as providencias proprial pa-
ra salvar a sua reputadlo, c a da repatlic.io a que
pi'tleni-c, e chegou em iim a descubrir a carta no
meio do liso entre oulros papis velboff, porem ju
obetl. As suspeitos recahiratn sobre um dos cartei-
to-, o qual se arh.i preso, e te estoo fazcodo as pre-
cisas iudagacoes, porque o contador de ludo deu
parte ao presidente.
A segunda occurrcncia leve lugar na alfandega, e
foi .1 seguinte:
Loa dos guardas eslava assisliudo a descarga de
um navio francez, cujo capilo, nu tim de dous ou
tres dias quenou-se que aquelle llie liavia levadu
urna duza de camisas, cm uro da em que Ihe lluvia
-pedido pe n.i-vM para repousar em seu camarote, e
eut.io iii/.ia que nessa occasiao o guarda vestir to-
das as 12 camisas, urnas por cima das outras, e as le-
van para a Ierra, e que de oulro modo nao podia ser,
porque o .guarda seropre desembarcava em sua coui-
paubia, no seu escaler.
O guarda-mr,sem inais averiguarlo deu-ie pressa
em participar ao presidente. S. Etc. demiltiu mi-
medialaroeiile o guarda, e in.in.lou que o chefe de
polica lomasae conhecimeolo do occorrido. O chefe
de polica fe ludo quanto eslava ao seu alcance, al
fee muco vestir 12 camisas ao mesmo lempo, para
Yer e era possivel o que dizia o capitao, e o resul-
. lado foi reconbecer, que o guarda eslava innocente,
e (ora victima de orna negra e atroz calumnia do
capitao do navio, tal vez por nao querer aquelle
concordar com algoma tratada delle. Mas entretanto,
a sua rep0la5.il> soflreu, poslo que lodos Ihe fazem
a merecida Justina de crer que elle nao seria capaz
de pralicar urna accao daquellas, porque a sua con-
duela he illibada.
Diz-se que S. Exc. qaiz reenlregar-lhe o seu lu-
garde guarda, rcconheccndo iaa inoocencia, mas
que elle nao o quiz niats, no que fez rauito bem, e
obrou como homem de senluneulos e bros.
Tambem ouvi dizer, que elle se apauonara a
ponto de adoecer gravemente em consequencia dn
qoe acabo de referir ; acho-lhe mulla rallo... e ca-
da um que sabe o que lie pundonor e honra, po-
oha-ae em sea lugar, e veja o que Ihe acontecera.
Tem liavido felizmente abundancia de carne ver-
de, gritas s acertadas providencias lomadas pelo Sr.
Hego Barros, eulre as quaei tigura como primeira
o contrato que fez com oSr. llellcrx para importar
do Cetra 200 bois todos os mezes, os quaes reunidos
aos que possam vir de Marej, e do Serbio darao suf-
ficieulemente para o consumo desla cidade.
Os oulros gneros alimenticio tambem (em alin-
dado no mercado, e estilo por preco rasoavcl, mo-
no a l'aniiha, que pelo motivo expendido na ininha
ullrima, esta a Ires e qualro mil ris o alqueire,
e nao ha com tanta abundancia como ero oulros
anuos.
encohrir o furto das joias. A polica liaba oliriga-
ca de o descobrir, o;V> para ser punido de lodos os
scus crimes.purque sendoentre CM o incendio apenas
um circumstaiici.i agtravanle do damno por elle
causado, sendo esto criine particular, bem como o de
furto, nein a m.li nem o prenle de certu se tipre-
senliiiiaiii un uizo a aecusa lo, nas para ser punido
flacamente com as penas de pecolalo pelo erime
Sr. Itr. llerculaiio, ja algamn cousa podemos dizer a
respailo desie.
Ja linliiini.is anticipado um juizo quau.lo ao prin-
cipio dimitios que da*, eminenles qualidades de S.
ElC. muilo poda a provincia esperar, c agora j:i le-
iiios nlgons dados para affinear que por cerlo nao
nos engaamos. S. E\c. marcha com ama comuma-
da prudencia nos negocios, que a exigen), e ao nies-
liani.axel rommellidu centra o ll.csouro. e para ver me lempo eom aclividade n'aqaellei que devem ser
M com u 1nda2ac1.es e interrogatorios policiaes se deipachadoa de prompto. Tem continuada a lomar
descubra mais algum coreo dos deliclos que lica-e
conhecido, cj-'alim de que lado o homem hones-
to evilasse lio perigoao conlaclo.uniea ulilidadeque
a policia ncslc caso podia |>retar, alienta a dispro-
porcalo e ineficacia das penas cnlre mu decrela-
daa, "-* O criminoso he incmhro de urna familia
numerosa, tem prenles abastados e de represenla-
580 ; o sangna, a rompaixao, o recursos da familia,
e lalvez o intcresse de algum nutro de se nao ver
declaiado co-rco erara olistaculos com que desde lo-
go coiitci...............
Jos Mariani.
Exprima-me agora, romo se emende cssa I101110-
geneidade poltica,011 antes, de extrema annsade eu-
lre ewn dous individuos, ao ponto de se Ihe confiar
a direccilu do um partido !
promplo. lem continuada alomar
as providencias preventivas qoe exige a qu.idra ac-
tual, quanto a saude publica, aecudindo ao reclamo
das autoridades dos dillerenlcs pontos da provincia :
e o sen carcter dcil,e o seu coracSo humano e bem
formado nos dito unta garanta de que ha de ser o pai
dos Cearenses, e por ventura o terrivel llagellt. non
acrnmmeller. Ja dividi a cidade em tres dislriclos
nomcou cominisses de soccorros para cada mu, e a
sua principal orctipnco be a:..leit de montar os hns-
l'itaes o enfermarlas de soccorros. Mondn para u
Jardim promptamenloo medico, que Ihe foi recla-
mado, poique a popula., io d'al'.i esia rom o credo na
bocea, vendo a hora que o cholera sobe a serra do
Araripe, que divide esta com a provincia de Per-
riaiiil.iu-.....n.le reina aquella. .\o eiilrclanlo he
preciso declarar que ale esta ultima data mo consta
que ponto iilguiii da provincia se uebe nccomnielli-
| do do llagello.
A felire amiirellii em Sobral Uta' fazendo victimas
c iiiesino ,i--iiii
vingaiit-a ique tal que nao foi o autor do roobo I bem romo lias pri.uis do Uacatx
da piala do conselhe.ro \ icira, enero o incendiario len.os de registrar desta vez dous assa.snalos, um
o sei la porque ra.ucs, e linal- rummellido 110 distiiclo de Traliirv do termo desta
dase.
mente, que o Mari.ini boje i>e que est esclarecido
da imi'n-enria >aquelle hroe, que por oolro lado.a-
chaudo-sc convenido |em levado nina vnlinlia
de santo, que de modo algum era digna de ligurar
como priinciio actor no processo que se instaurar
por oecaiiio do euveiiciiamenlo do infeliz Pai va.
O que Ihe posso aOancar para maior celeliridade
do Eduardo, he que o numera do l'ublHiiilor em
que vein a pnbicne,1o daquelle ollicio. foi procurado
com fervor, a pumo de se fazer nina segunda publi-
eacSe do tal documento.
Para maior desaponlameuto do l)r. Kapado, o
Eim. r. Cruz Machado araba de fulmina-lo no sc-
ciiinlo ollicio.
Bulara' a sua leilura.
Ei-lo:
.i Palacio da presidencia da provincia do Mara-
nhio. 17 de abril de IR"*.
Illm. Sr. N.o tendo Eduardo de Frailas,
capital, o met pastado, e oulro agora ha pouco 110
de Aquiraz. Nao se comentan) estas feras eom lau-
tos llagello que nos ||ierseguem.
Ilonlein quinta-fcii.i deu S. Exc. o Sr. commeu-
dador Mondes um explondnlo econcorrido soiree em
seu palacete, lalxez em obsequio ao Exin. Sr. I)r.
Ilerculano.
Agoia aquella poetisa, de qncm a principio Ihe
Miel re persuadir qne is.o foi devidoa esforcos do
seu espirito, mas cu que me levo mais pelo positivo,
enlendo que S. Exc. esta' de accordo ueste negocio,
e o lempo me dcscobrira' se por ventura me acho
em erro. Se o peso dos anuos ja n.io me livesse
Mto, e embolado o goslo do bello para apreciar,
como compre, o apurado perfume que ethalam enes
saldes em dias lacs, e o matiz de tatitos ornamentos,
qne inspiran) gaz c din vida, fi.zendo mover machi-
nas ja alqucbradas como esta, que mal pode langer a
penna para exprimir um 011 oulro pensamenlo desses
co que venh.i mais a esta pobre trra em face de ticia, de que os circuios j eslavam divididos, n3o a
lae exemplos!
Do mappa junio vera' Vine, o movimenlo do hos-
pital desta cidade.
Saude e veiiluras Ihedespjo, etc., ele.
MAI'l'A gcral do hospital provisorio do primeiro
districlo de maio de 1K."yii.'
Sexos.
Iloinens.
Mullieres
Total.
a
Stthidos.
I3(i lia
:l
H
i:n
OOtertafet.
1'iriim .'1 doenles anda araves.osinais convalecen).
Hospital 28 de maio de l">li.
paHABsaca.
---- -1-------------------------------------' |iiiiii wniu 1 lilil (I
V le.l"?n0 l,lesoUT".Pro*''"'il> requerido a' ] da jUVt,ulle. que mal aponlam to anliquarlo logo
tOSESAXSfSS?'- '"i"";".!-"" e"' rt0 escapam, cune faria cargo de .preciar es.........ras
amo ^,r Y""" 'l0 'ffil **"" rapidM,queaUihonlemwpananm... aaasOquemaa
auint i>-n;.ii parri atirir *"
nauneioa pelas follia.. ..
- > --.-, ~w------------- ..>i-i.Ii.,;iii:,ini.......-ni .( i:,|[
ulor.sacao para abrir aula cm que leccin.., como nial e deixo cssa larefa para quem ror com plenle
",'lT.U,-,:e.l.aS:ro!!!'',.|,ubl.,?s "t1" c.i,ml"''.e ,e"- e P-M"* 'e uro polo a oulro bcm.spherio..
lve-
do scmelhante individuo sido condemnado por
crime de furto aos cofres pblicos por scnlenra pas-
sada cm julgadoe cumprido a pena, o e nao se de-
ven.io, paranlo, conceder .1 referida licenca, anda
que a peta, por eslar coniprehendido em um dos
rasos expresstn no arl. I.-, cumprc|que V. S. se in-
forme do fado a Iim de que em observancia do arl.
7ri se Ihe faca ellecliva a multa ue|le proscripta, e
mande fechar a aula.
ti Dos guarde a V.S.Antonio Candido da Cruz
Machado.Sr. desembargador Dr. francisco Baila-
zar da Silveira, inspector interino da iusliiiccjo pu-
blica, a
Os /-.'/re/lndos morderam callado) esa, para elles
a Mrenla laucada por S. Exc. ao homem que elles
la' para certos fins, mais prezam. Mas, como sa-
ben), o quanlo Ihes custa a completa malquereora
d'uma admn:racao,|e mesmo poique Ibes falla es-e
bro quo sti possoem pessoas de cert moralidade.en-
leuderam que deviam sacrificar o pobrn diabo : e
de faci, soffreram o golpe sem lucir uem mugir.
Eslou com multa pressa; c por istu nao vou maij
longe sobre lio importante assump o.
Devn di.-er-lhe, qne 110 dia 20 lo mez prximo
pastado leve lugar a eslrea da nosst romptnhia ly-
rica, levando-se a' cena soperaliemma d ler-
ijft1 qual lem sido para o emprezario una verdu-
deira oxa de oito gemas.
Pelo seguinte vapor Ihe narrare! a maneira por-
que tem sido applaudido entre mis, o viveiro cau-
tanlc do Kaiiiumla.
Tenlio imilla cousa a dizer-lbe, rra> ficara' para a
primeira
MARANHAO-.
San-I.uiz 20 de maio.
Comeeart'i felicilando-o pelas nolicias que
mns da quasi exlinccao do cholera nessa bella pro-
viucia, anude fez eslragos, que por muilo lempo se
farao sentir os seos lerriveis effeilos, principalmente
aos bracos escravos, essa bem triste, mas quasi que
nuica fonte da nossa industria agrcola. A julgar-
mos pela marcha ascendente do lal lbo de Jessote,
dentro em breve Iransposto o Ceari, leremos u ini-
inigti as perlas desla provincia. O que, porcm, nos
valle, he a lembrancu do pulo que dea elle do l'aru
a Kaliia, saltando assim por cima de nos, muilo em-
liora na ilha do Modo, a bordo da crvela Paradme,
se demorasse um pouco, aUligindo a respectiva tri-
iiidac.io, nlita de un> qoarenla c tantos das.
O aceio da nossa capital c as coudires natoracs,
a exigencias hygienicas que ella aprsenla, n.io dei-
xam de concorrer bastantemente pura cssa repugnan-
cia da vizita do lat abulrc, do que Dos assim o de-
lenha nesse bom proposito.
Agora que a Inbulaco j.i passou, he lempo de
cuidar em reparar os estragos, he lempo de galar-
donr a1 todos aquelles que nao especularam com a
ralamidade pin lica, he lempo, emlini, de premiar
os mdicos, que compenetrados do seu alto dever,
11.10 tleram as cosas a epidemia, impellidos pela
maior das cobardas, negaDdo-te ats chamados dos
doentes, da humanidad': solTredora, ulo praticaraiu
romo aquelles que su se apresenlaram exgindo pelo
seu Irabalho pagas exhorbitautes, fabulosas, aprego-
andn ao mesmo lempo o infallivel contagio da mo-
lestia, dando dewe modo maior jmportancia a nier-
cadoria, como o faria qualquer outro desalmado es-
peculador.
Eu nio os conllevo pessoalmenle, mas pela leilura
do seu Diario, v-se perlitnmenle que eulre oulros
facultativos, sohresahiram alguos que dignos tle
maores elogios, tornuram-se desse modo verdudei-
ros benemritos da humtnidade.
Do seu jornal tic 2i do mez prximo passado, se
v uro ollicio que nelle vem Iranscripto, docirnrgiao
I rancisen Jos ti Silva, que cm pratica foi lam-
bem incaosavel no camprimeoto'de seu elevado mis-
ler, tanto nos cuidados empregados cm varias enfer-
maras a seu cargo, como em aecudir promplameule
aos particulares que u cbamavam ; parece que em
seu candse zeln pela bumanidade, elle como que se
reproduzia, e nao he sem grande augmenlo de sua
gloria medica que oblevc a felicidade de contar um
n.1o pequeo numero de individuos salvos, sendo os
que fallecern) l.io poucos que na verdade ad-
mira.
Esse pratico, ver nilriro f.impe.io da sublime arle
que professa, no eampti da balalha, qae Iravou con-
tra o terrivel rliolera, nunca poder deixar de con-
tar rom urna recompensa digna de tamaita dedi-
cacao.
Pela leilura da Pagina Arul iguaes elogios os cirurgiOes Teixeira e Leal.
Sinlo nao haver lido niqaelle 1 iji'iin'c do sen 1-
lustrado jornal, os nomes dos mdicos indignos tlcsse
nomo, verdadeiros renegados do velho Esculapio, ou
anles da sania raridade, purque enlo por miuha vez
repruduzi-los-hia, sem a menor ceremonia, invucau-
do contra elles todo o estigma de quo sao merece-
dores.
Desculpe-me, se sobre tal assumpto me alarguei
de mais. Isso prova quo pouea cousa lenho de" ca-
sa, com qae posta preparar o pralinbo do est)lu,que
desla vez procurarei que san alguma cousa mais sal-
gadinho, vslo que o ultimo que Ihe lemelii, foi a-
chado um pouco insolo ao paladnr do /estan-
darte.
Desde que o r. Braga se relrou para o Amazo-
nas, entregando-te a sua nova r.irreira, como que
eessaram de se Ihe dar a palernidade deslas linhas ;
boje pois renasecm mil conjecluras sobre quem seja
a minha trsle individualidade. Se os que laiiram
verdea para culher maduras forem bon fareja-
dores, devem conhecer que o eslylo de boje be o
mesmo que aempre leve etle modesto Irabalho.
Assim, pois, guardando-mc Vmc. essesegredo que
tanto honra urna pessoa de sua profissao, pode con-
tar com a minha dedicarao, e aos que procuram a
incgnita do meu eu, que deixem de laucar prc-
Mimproes sobre esle ou aquelle ndivdoo, na cerle-
xa'de que pouco me importa que em qualquer eja
eu queimado como que em eslalua, as fogueiras
eachofradas dn Estandarte ou do Progrestn.
fiio bei de ser l.io lolo como Pommenard que ap-
larera a reclamar sobre a semelhauca da esta-
tua-
A grei estrellada icaba tle sollre terrivel cheque
no chefe visivel, e ao mesmo lempo colloburadnr
mais importante do seu jorualismo.
O celebre Eduardo de l-'reilas, que em virlude da
aasencia do J. Mari.ini c do bem conhecido J. I'as-
so, acaba de se collocar no directorio d.iqoclla gen-
I'.pasou pelo dissabor dever transcripto no Publica-
dor-Maraiihense um oflirio do J. Mariani, quando
chefe de polica desla provincia,dando conla tle suas
peeqaitas em ordem a prender o saqueador do llic-
waro provincial. Essa pablicac.io foi geralmento
aceita e nao sei que resultado harroonioso pnder
-presentar entre as duas parles que.cnl, o juz e reo,
hoje sao eordialisiimot amigos.
Amito llrenles irlalibus, etc.
Duramos um trecho daquelle oflicio, c medirlo
enl.10 em que calhegorta se ptide qualilicar o carac-
ler do chele iavisivel dos estrellados do J. Ma-
riani.
Tenha paciencia com esla pequea Iranscrip-
Ei-la :
e Illm. e Eim. Sr. l)sesforCos que a poiicia
lea para prisio do Ibcsoiireiro Eduardo 1-relas, -
pesar de protegidos por V. Exc, com aquella aclivi-
dade que caraclensou sua administraran, nao pro-
duzH-am o dssejado elleilo. '
tiTrUva-se de prender um empregado publico
que eom o maior despejo, abusando da conlianca do
averno abno o cofre seu ctrgo.lirou qnasi de" pu-
blico (oda a quanln nelle existente em sedulas c oc-
rultoai-se na cidade ; esse homem, em cuja rasa se
t.csceueio urna por^ao de prala lavrada do conselhci-
ro Joaqaim Vie.ra da Silva e Souza, quo se supiiu-
nha existir sem leilio as ruinas das casas tle D. An-
ua i.ertrudes de Freilas que foram devoradas por
ais violentos incendios que raras vezes tem
. CEAKV.
Fortaleza 1i de maio.
Pelo vapor Tocanl\ns ultimo, que sahio deste por-
to para os to sul a !(> do mez passi do, ha dias dc-
pois da passagera do Paran, nao Ihe pude escrever
nao tanto por occapado como porque havendo-lhe
bu loo poneos das noticiada o que riavia tle mais in-
leressanl, lam eahr em demasiado laconismo.
De que servia por exemplo tlizer(-lhe : 1 Principio
esla, porque nao lenho o que fazer, e acabo por lulo
ler o que diier-lhe '! a Chamar-si -hia isso nina
epstola ilenciosa, porque equival 1 um tal laconis-
mo ao proprio silencio.
Agora sim temos materia ou
pimo para man-
gas, porem romo o que est mais 1 a ordem do dia
foi um impurrSo que levaram tu xice-presidentes
desla provincia, descendj cada um delles am grao,
priocipisrei por ahi.
Na minha ullimn commoniquei- Ihe que pela sa-
bida do Exm. Sr. Dr. Paes Barre! 1, liaba lirado no
exerciciu ta Hdminitracan da pro' incia o Sr. coin-
mendiidor Joaquim Mcndes da Cri 1 (iuimaraes, se-
gundo vice-prcsidenle, de cujo pal iolismo e aclivi-
dade linba a provincia razio de e
ils'.racao fructifera. Nao nos eng
cus das que S. Exc. dirigi o< des
que o vio nascer, fez mais em ben
oolro que Ihe fosse eslrauho em I
Sr. Mendos loman a presidencia m
enlrcgou aoseu succe-sor a 10 da
successor fui a Exm. Sr. Dr.
Perer.i da Cimba, que 10 achavai
gar de chefe de pulicia desta provii ria, ora nomea lo
prnneijo vire presidente ti
Exm. Sr. senador Francisco de I
passou segundo. Temos algum
e\cclleiilesqu.(lidadcst|ue oruam a
o Sr. l)r. Ilerculano, as quaes ims aftianram urna
O rendimento da alfandega no mez paseado
seguiule :
Direiloa de imporlarao.
Despacho martimo,
rixporlac.lo.
foi
Interior.
Exporlaco para fora
33:1519580
105*500
77*9317
1.0539223
27 7-29125
Algodao.
VMt.
Cera de carnauba.
Dita em velas.
Chifres.
t^ouros salgados.
Dilos de cabra curtidos.
Queijoa.
Sebo.
Sola,
ialiijub.i.
Vilele.
do imperio em valores of-
liciaes.
9:0389530
4:i22l*IK)
1509000
:IIHj271
700020
l:i9:l92tH)
189720
56)960
5:ili; I2O5OO11
1:8909000
315(000
9:3013621
perar urna admi-
tamos : nos pou-
iii'- ta provincia
tdicio della do que
mezes. U Exm.
da de abril e
c irenif. O seu
1 srculano Antonio
occupatulo o lu-
mesr ia em lugar do
ula Pessoa, que
Coiiht'cimcnlti das
pessoa tle S. Exc.
fiuciifera ; mas
^omo homem pra-
mentos patrioli-
xime 1111 crisc da
porta. Tem fei-
lo de estado que
t iil.tnii cima do
cuja sessilo foi
Omecon no dia 7
[arte pelo Sr. Dr.
drte pelo Sr. Dr.
udminislraco activa, imparcial
be geral opinSe que o Sr. Mendes
(ico, iiminainente activo e de sent
eos nao Ihe liavia licar a quem, m
epidemia cholenca, qoe nos hale a
to -ri-iii ir i imilla geute qual a ra;
arousclbou enllocar o Sr. Dr. lie
Sr. senador Paula Pessoa, que tico 1 em segundo lu-
gar, emporrando assim o Sr. Men les para lerreiro,
este ao Sr. coronel Machado para 1 |uarlo, e-te ao Sr.
visitador Pinto |para quinlo, e ete finalmente ao
Sr. Dr. Miguel I -man I", para sexlo ; mas no nos
rompetindo como simples noliri.dr apreciar raines
tle estado, que naturalmente bao de ler muilo peso,
porque empurraram um grao para baixo a 5 rida-
daos disliiutos de diversas classes, credos e pensares
nao fazemns mais do que couUi o pasa, como o ca;o
foi c lira cxposlo.
Fuiecn.iou o jury desla eapitl
um jubileo completo. A sessiio 1
do mez passado, foi presidida em
Miguel Fernaniles Vieira, e em f
Vicente Alve de Paul.) Pessoa, nu impedimento d'a-
quclle. Nao obstante a presidrincia desles dous
mamstralos inlelligenles, c preslidiosos o jury drs-
carreou-sc quasi sempre da senda to seu dever !
Home lal decisiio que absolveu i reo confesso de
ciime de furto, dizeudo ojnry quj o ladrla liuha
commettitloo crime no exercicio tle um acto licito,
qual o tle rucar veadns, porque o lldraoallegava que
liuha un rio. e comido um bu alhaio ^pensando que
era um veatlo !...
Ao contrario do jury desla capital o de Quivcra-
mobim acaba da porla'r-se inaravihhnsamcule, cou-
demnairtlo a D. Alaria Francisca de Paula l.cssa, ac-
cusada pela mnrle de sea marido i coronel Domin-
gos de Abreu, nao obstante a bullanle defeza, que
Ihe Dieran Dr. Acanan, e a influencia dos prenles
da r, a 20 anuos de prisao, e an co-ro Sinhorl-
nho a i annos; dizendo-se finalmente em abono
o'aquelle tribunal que nao inenoi acertadas foram
ai decises proferidas em oulros c sos. Note-se que
o Senhorinho de quem fallamos ac
bilnienlo defendido pelo r. II
pelacousriciicia estrela dos jurad
gado cmplice da moric do cq/on
dizcm que nos autos 11.1.1 haxia prcjva algania 'eontra
elle.
O jury do lermo de Canindu, que tambem acaba
de fiincciunar, condemnou a pena
Ignacio, chamado por anl-phras
assassino de Manoel Mendes da C
eleico de 1852, e tlit-se que alen] desla proferi ou-
Iras decises com muilo discernienlo e jaslica.
Esquecia-ine commuuicar-lhc un apndice ta ad-
mnislracao do Sr. Mendes, qae eleva mo licar no
olvido. Dava S. Exc. s quinta- feiras suas partidas
as quaes reuni mo pequeo lamero de amigos,
com suas familias.
No dia em que se revelen a ni liciu dn eiiipurro
vi muitos corat;Oeszinbos, oulr'uia lentos, subrema-
neira irritados por perderem ass m de chofre o nico
enlrelenineulo, que 15o carinlioin e rordealmenle se
Ibes o'erecia nata os dislrahir di npproximiirao da
tempestad* cITiilerica, que nesla uadra de lulo para
Kesla-me agora concluir esla felicitando a Vine,
e a lodos os seas l'cruainbucauos tle ambos os sexos,
por se verein 'ixrcs da terrivel epidemia, que se-
gundo os jornaes esta'quasi exmela. Vmc. ja pu-
de: dizer que esla' escapo, e pira mim que vejo ca-
iniiih.ir com agigantados passos a negra sombra des-
se facanhodo hospede, sempre terrivel coma a lava
do Vesuvio '.' o futuro.... e Dos....
KIU CHANDE DO NORTE.
Natal 27 de maio.
A passagem para o norle do vapor "San Salva-
doro intcrceplou toda a communicaciio daqui para o
sul. c ha lodo esse lempo, pois, qoe he nao dou no-
ticias desla desventurada Ierra!
Meu amigo, o bicho he leio, e mais fcio do que o
pintara.,. Quero dizer, qae o cholera he o diabu em
palle, osso e caroro: c como elle he, como diz um
aullo daqui, do scoxo, so Dos com sea poder po-
der salvar o tloeule !
la dous mezes completos que esa fera invisivel,
se be admissivel a expressao, se abarracun ne;ta cida-
de, e comquanlo eu creia que nao somos dos que
mais lemos solfrido, -.orque pouco excede o numero
dasviclimas de l.">0 >na capital] todava ja lemos vis-
lo desappareccr pessoas consiueraveis, e que muilo
en-iv el iim he sua ralla, e entre esses lamentamos a
viuva do linado Dr. Passos B.plistu, o nosso coadju-
tor u padre Joaqun] francisco de Vasconcelos, e
urna sua irm.ia, e o tierno continua em una certa
proporeao tle M e i por da, c dahi nao qoer ceder.
lemos -1 lo|-occumilus de baslaulcs mediros, po-
rem he preciso dizer que anda mo silo os ba-lanle-,
sena 1 para a cidade e seos suburbios, ao menus para
o interior d'oule ja lemos noticias de estar grassan-
do a epidemia. Nao posso deixar em silencio urna
peca que nos pregn um i/uis u e/ni da Babia, que
aqu aportando em urna pingada se iulilulou de me-
dico e fui contratado pelo governo para tioianuinha
pela multara de I:o0u9 mcusaes; all chegando foi
lal a sua ignorancia, que contra elle se revullou lo-
do o povo, c enlao coofessou o nosso Dr. sangrado
que nilo era lilho do Esculapio, fcli/meiil- para os
cofre) provinciaes, vollando d'alti resliluio 1005 quo
havia rerebido a.liantado ; masas vidas que se lina-
ram por ana cauta quem as restituir'.' Tome para
si esla lirjlo, que no meio das alribulaces cm que
nos adiamos, pelo justo castigo de nessos peccados,
anda ha almas iiij damnadas que dcsconherendo o
dedo de Dos, veem aggravar sua juslira e nossa n-
leliz situac.io E porque n.io llovemos de ser l.io ler-
rive mente castigados, se os cxemplos nao couven-
rem, os humens estilo sempre se revoltando contra
Dos, seu Creador?
1.Iiegai.im us soccorros t|ue esperavamos dasAla-
goas, e que creo foram mandados com a melhor voli-
ta le do mui digno presidente d'all o Exm. Sr. Sa e
Albuquerquc, mas conven) dizer, quo quasi toda a
bolacha que vcio foi complelamente podre; isso po-
rem que he claro ler sido urna Iralicancia dos eucar-
regadus da remessa desses gneros, nao pode em cou-
sa alguma prejudicar as boas inlcuroes deS. Exr., a
quem rendemos os mais sinceros" agradecimenlos.
I amb"ni vieram faUificados quasi todos os medica
mentas que chegiiram do Rio, ficando nullincadus
esses recursos cum que conlavamos; felizmenle S.
Exc. oSr. piesidenle a pedido do Dr. Vital, havia
tomado a precauraode mandar vr de Pernambuco
oulrajrcmessa que nos lem aprovelado.
Nese ullimo vapor chegaram mais qualro medi-
co, que foram coulralados pelo governo, e ja segui-
rn* para o serbio.
raa, e que fui ha-
alisbona, somente
s, be quo ioi jul-
'I Abren, porque
tillima a um tal
de Cliristo, como
uz liuimaraes, na
A epidemia est extincta em tioi 11111 mli.i. Nova
Cruz, Extremoz e Cear-Merm, pon'-tn seu acuite
em San ConrarD fui c est sendo terrivel, pois que a
morlalidado tem subido a 12 por da dentro da pe-
quena villa. Para aili linba S. Exc. mandado um
bomeopalha, c ltimamente para all mandn ao Dr.
francisco de Souia Olivcira, que com quanlo todos
o repulen, hbil medico, todava nadalero feilo. por-
que se liega a visitar os doentes e receila por infor-
uiaots, o que bem v pouco pude aproveilar em
lao terrivel molestia.
1 a non viada u pensa-
atinas que S. Exc.
ouvi a urna poetisa
cuino aquelles gln-
de S. Exc. o Sr.
esenlo he cxcellen-
lavia temos rapado
lezerupeilo neste uu
also,di/enilo-se que
lesenxolviuieiilo de
onoa urnas lli vir-
il" di-lricio em pal-
de carreira ia dizen-
appatecido nesla cidade, o que fez dispertar oulros
ndicios de que todas as joias que o dilo con.elheiro 1 le passagem para esla.
liuha dada a guardar sappondo-as mais seguras,
quando foi para llapucur foram furladas, esse ho-
mem Imalmente, contra quem recaha a luspeiu de
ter de proposito incendiado as casas de sua mai para
0 1--11. irmlos e vmohos oes Ira
inenlo. Eranx l.io fortts as sx m
linha creado no bello sexo, qne
dizer que ira cantar pormuilu
riosos dn dias ta atlininistrara
commendador Mendes.
A nossa saude publira al o p
te, em to boa hora o diga ; to
nao pequeos anatas, porque tolos os dias nos 'rhe-
g.im nolicias de que .1 epidemia
uaquelle ponto desla provincia.
lia pouco iixuiiiiis um rebate
ella se linha manifestada mis p aias da Mulanibaido
termo do Aracalx.
Com elleilo houve al um
emanaces mephilicas, que occ;
limas, pondo lugo o subdelesadi
vorosa o qual por onde passava
dofojam,qoeo 'o/or/m ja rkt Bal praias !...
A roinmisso sauilariu do xr ealy mandou para
all um medico, que riesassuuil ron a popularao, de -
pois do que eessaram logo as mbrles. O Sr. Mendes
1 m.ceibal ament mandou oulro] medico tos qne rhe-
g.riun ha pouro da Babia, assiai como nm pbamta-
ceuiico, dinheito e raedicamcnlos.
Da comarca do leti tambero vfarias autoridades lem
ollriado pedindo providencias pelos serios reccins
He que dos limites da provincia do Rio (irande rom
esla' onde reina a epidemia, (ara ella repenlinamen-
Para all mandou tambem
S. Exc. por dous mdicos em qispouibilidade.
:>.
Tendo-se demorado o vapor e estando hoje a pro-
vincia com 14 dias da adminiatrarao de S. Exc. o
Em Macao a morlalidiidc orrou por (OU e lautas
victimas, entre ellas o vigario Joao Ignacio.
No Serillo o mal lem sido um poucu benigno.
M 11 un la i". Pao dos Ferros anda nao haviam sof-
fritlo, segundo as noticias que d'ahi nos da o alferes
Cicero, que de la sahio autes de lionlem.
Em San Jos o mal vai declinando.
Agora voltarei a tratar desta cidade : alguus dos
membros da commissiio de beneficencia tem chama-
do sobre si a odiosidad* da popularan, de forma qae
muitos pobres, e dos qae mais precisan), preferem
nao recorrer a ella ; ltimamente ale na Ihesoura-
ria se descobrio um 1 mo roa' Iralicancia, e foi, fa-
llas de Irabiilliadores.que ja haviam mnrrido ha 2 e3
semanas, contemplados cumo vivos, jsto muilo dea
que fallar, quizeram substituir as toldas, mas mi
sel em que licou ; nos fornecimenlos das dietas, 11,10
poucas melgueiras lem liavido; e sabe Vmc. o que
por essa razilo aconlecuu'.' Certameulc que mi, ou-
ra, pois, c pasme !
I) Dr. Francisco Antonio "Vital de Oliveira, que
aqu ala', e que sem a menor dnvida, a ello deve-
nios nai s a boa orden) e precisan eom que ro Ira-
lados os linete, to hospital ilu primeiro tlislriclo,
de que he director, romo que grande numero de
oulros doentes que por elle tratados se lem salvado,
anda no lerceiin periodo, pois que sem o menor
meti de errar posso dizer-lhe que be o medico mais
hbil e diligente que temos, vai deixar-nos Eil ah
esta' oque Ihe lenho dito por minias vezes, eja Ihe
disse ltimamente a rcspeiloilu Dr. Ribeiro, quan-
do daqui reliroii-se, ha um mao fado que nao riin-
senle um medien por multo lempo no Kio tirando
do Norte. A reeonliecida capacidade medica to Dr
Vital, ua dedicarn por scus doenles, c a grande
felicidade que lem no tratamento do cholera, ludo
isla nao foi bstanle pura conquistar da parte tos
meus patricios um reconlirciinenlu, uina gralldAa !
Nao pudendo o Dr. parluar cum os eslravio dos
gneros qae havia da parte de algum incmhro da
coinmis-ao, e uegaudu-se alo a suti-l./erem as die-
tas por elle prescriptas aos doenles pobres 011 salisla-
"|| 1.....em parle, e licuinlo m tullirles em poder da
cotuiuis.no com maior quaalidade de gneros do que
a ^distribuida, cunlra isso reclamou pois o Dr. a S.
Ble. pedindo urna providencia : houveram, pois.
neste sentido repelidas reclamatea, e sabe Vmc.
qual o tlesfechc disto".' Na imit-J :.i dia do concil-
le, de 11 horas para meij noilc, leudo de subir da
Itibeiru o esenvo da alfandega Jos .lo.iqiiim de
Freitai lUIra, trajamlo as mesmas roupa rom que
braja o Dr., e em cavallo da mesma cor, foi aggredi-
do por diuis individuos que laucando mito tas re-
deas do cavallo Ihe pergnntaram:"V. be o ttouiot.'
repclindo una e muilas vezes as manue insolencias,
protestando assassina-lo : as mesmas horas loda a
cidade sabia que essa emboscada era ama ameaca ao
Dr. Vital, e esle nao querendo baratear sua vida,
procura acabar com o contrato que fuera com a
provincia, e relira-se para o Para, Qual ser o piedi-
1
I
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO
vintciAia.
Sesaa'o ordln .ra de 28 de malo do l.s.'p..
Presidencia dn Sr. Jos l'eiro da Silva.
As He meia feila a chamada e ha vendo numero
legal de Srs. depuladns
" Sr. Presidente declara aberla a scsiai).
0 Sr. 2" secretario procede a leilura da acia du
sessiio antecedente, que be appruvada.
USr. 1. serrelario d conla do segunle
EXPEDIENTE.
fin ollicio do secretaria do goxerno, participando
quo hoje ao meio-tlia em punto o Exm. Sr. cousc-
Iheiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente no-
iiic.nio para esla provincia, vira prestar juramento
peanle esla assenibla.Intcirada.
1 m 1 pi'lic.io de Paulo I.aciano de Albuquerquc,
pedindo que se designe qaela para ser embolsado
pela (hesouraria da azemia provincial da quanlia
de 12:2:l'J*)7.'t3, a que tem direilo pelas seutenCjaa
que obleve no tribunal da rela^o e no supremo
tribunal de juslira.A' commissao de azenda e orna-
mento.
Oolra dos Drs. Nabor Bezerra Cavalranli e Anlo-
uio Vicente do Nascimenlo l;eilosa, ullerecendo grn-
lis os terrenos de suas propriedades. que forem ne-
ceasarioa para orna estrada de Smita Amaro a Be-
benbe, c pedindo providencias para que se leve a
elleilo a dila estrada.A' coniinissao de cummercio
e obras publicas.
He lido e adiada por ler pedido ,1 pal 1x1.1 o Sr.
Theodoro, o seguinte parecer ;
A coiumiss.10 de negocios ecclesiasticos, a quem
lu submellido o compromisso da irinandade da Mi-
sericordia, que se pretende crear nesfa cidade, e
tendo em vista as informadles dadas pelo ihesoo-
reiru da admiuislraeao doseslabelecimeulos de can-
dado, he de parecer, que nao pude ser approvado
dito compromisso por esta assembla : primeiro,
porque a commissao duvida, que possa ser approva-
do um compromisso de urna rmandade, cuja ins-
tullae.io legal aluda se nao deu ; segundo, parque
anda quando labore a commissao em erro, quanlu a
primeira parle de seu parecer, cuten le que nao po-
den) ser approvados os arls. 27, .'ln, 31, e :ii, do cap.
.'i.0, todos os ai ligo do cap. 6., os arts. 53, ">,
j e (i do cap. 9.". e mais os arts IK), til, ti2, 63
e 6S do cap. 10, finalmente ; os arls.72. 71, 76 e 77
das disposieties geraes, por se opporeru as disposi-
res legislativas geraes e provinciaes.
Sala das commiises da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco 28 de maio de 1856.O vi-
gario, Antonio Francisco Conralvcs Guimaracs.
li ni Fraucisco da Silva Braga.
He lido c adiado por conler vol em separado o
seguinte parecer : .
tt As commisses reunidas de petiees e de fa-
zeuda, e orcamenlo provincial, a quem foi prcseule
a pelic.iu junla de Antonio .1.1 Silxa Gusm.io, arre-
malante da actaal illuminacao publica, com quin-
to cunsidernu, que o pelicionario nao tem direilo
algum ao que pede, nem indemnisneo de qualquer
ualureza que seja, pelo faci de mi preeucher o
maior prazo do seu cuulratu, em raz.io da empre-
za da illuiiiinac,m a gaz ler apparccnlo antes de cura
pelo esse maior prazo : rorotudo, movidas por asp
rito de equidade, nao desprezam u allegado pelo pe-
ticouariu, uem aquella ultima consideraco ; e por
tuda isla sao de parecer que as disposiroes geraes
do orramento se consigue u seguinte :
tt fica o presidente ta provincia autorizado a atli-
antar an coiiltalador da illuminaeao actual a quau
lia de .10:000/ rs. no caso que este adiantamento
nao obste as ditlercntes despezas contempladas 110
orcainento, nein a regularidade das operarties da
(hesouraria. Esla repartirao em lal casu exigir as
garandas que julgar ronvrnienlcs, e far um des-
conlo em rada mez* a partir do da do referido a-
dianlameiilo. de modo que no prazo tle dous annos
a fazenda fique paga, nunca excetlendo, porin, esse
pagamento ao le ow do referido contrate.
tt Sala das cornmissties 2S de maio de 1856. J.
de Barros Palele.Souza Carvalho.J. J. de Sou-
za la "..1.
Nao annuiiios a prelenriio do peticionario. N.
Poriella.J. Pedro da Silva.A. Cavalcanti.
Em seguida o Sr. presidente numeia para a com-
missao que lem de receber a S. Exc. aos Srs. Cle-
mentino, Silvino e Leal.
Entra em discuasao o parecer adiado da commis-
sao de instraecao publica sobre a preleii;au de Jos
M.irinlio 1 alelo, profeisor de laiiin da cidade de
Naiarelh.
O Sr. Silvino : Sr. presidente, mi me poden-
do couformar no lodo com o parecer do meu nubre
collega, o Sr. Sa Prreira, vi-ine na necessidade de
assigna-lo curo rcslricres; cabe-me agora, jusli-
fica-las.
O parecer manda dar an profesor de ltiro da ci-
dade de Nazarelh o ordenado dos mezes de maio e
junho do anuo de 1853, que elle n.io percebera, dei-
xantlo de coneeder-lhe o ordenado do mez de setem-
bro du anno de 1852.
U professor tle I a Iim da comarca de Nazarelh,
aprescuiaudo ou mandando .presentar ua thesnn-
raria provincial o atlestado de frequepcia no mez
de setembro do anno referido, n.io Ihe fui paga o
ordenado desse mez sob fnutlamculo de que tendo a
cmara municipal de Nazarelh fetu uina represen-,
laro cunlra esse professor, por uo ter elle, ao que
diz a cuminissiio, avequenlado |a aula no mez de se-
tembro, o presdeme dera urdem ibesouraria para
que se nao lizetse cllecluo o pagameulu deste mez.
Consta dos documentos juntos, que o professor de
laiim de Nazarelh apresenlra o altesladn de fre-
quencia dado pela rfessoa competente, segundo a
Ici que rege a ius!ruec,ao publica, isto he, pelo de-
legado do circulo Iliterario de Nazarelh ; mas como
quer que o presidente zeloso, como era, no le-em-
peulio de seus deveres, emendesse que devia mandar
suhineller a processo o prufessor, em virlude dessa
reprcsenlaciiu dacamiira, o supplicanle nu mez de
maio obleve pronuncia nu processo ; mas dessa pro-
nuncia fui elle absolvido em lautos de junho de
1853.
Eu nao nolarei, Sr. presidente, o lempo que d-
correu durante u confecciotiamenlo do processo tle
responsabildado, porque de certo a occasio nao be
propria, uem he materia que se deva discutir nesla
casa ; mas alteuderei nicamente para us motivos
que levaram o presidente a ftzer a prohibico da
perceptilo do ordena lo do mez de seleinbi a por
parle do professor de laiiiu de Nazarelh.
regulameulo de 12 de maio de 1851 marca em
um dos seus arligos, que luda a vez, que houver Boa-
pensao de emprego o funecionario publico deixata
tle perceber parle dos seus ordenado, suspende- -e
lambein a perceprao de parle dus scus ordenados,
mas n.io tendo sido o proles.ot de Nazarelh suspen-
so em virlude de determiuacao do presidente da pro-
vincia, mas sim suspense em maio de 1853 em vir-
lude de rnienc 1 de ptonuucia, enlendo, que uu ha
razan uenhuina pan qae se Ihe nao rouceda a per-
ceprao do ordenado du mez de selembro. Se acaso
a sentenra de pronuncia prevalecesse e nao houvesse
uina sentenra de absolvir,iio no processo de respon-
sabildado, entao de cerlo o peticionario nem deveria
receber o ordenada du mez de setembro, nem l.io
pouco dos mezes de maio e junho, mas se a base da
responsabilidade cahiu pela absulveao dosupplicau-
le, cojno pode prevalecer o elleilo ta seutenra Se
o principio da aecusarao fui falso, como pode dar-se
que o elleilo dessa accusar.io que deve ser nenhum
prevalececonlra o funecionario publico'.' Assim, Sr.
presideule eu enlendo, que esl.i mesmo na lellra.re-
gulamento de 12 de maio de 1851, que esla de con-
lutlindado com o arligu 265 do cdigo de prucesso,
determinar esla eaaamblea nao s a percepcao do or-
denado dos mezes de maio e junho, como o tle soieiu-
liru de 1852, c foram estes os motivos que me leva-
ram a assiguar com reslriccors o parecer, que se
discute. Pero pois licenca a casa para mandar a
mesa urna emenda ueste sentido.
Annuncia-se a chegada do Exm Sr. ergio Tei-
xeira de Macedo, presidente nomeado por esla pro-
vincia.
^ A commissao uomeada inlroduz a S. Exc. no sal-
I in, e lida a carta imperial de nomeacao.o mesmo
Sr. presidente presta Juraiuenlu.e relira-se com as
formalidades do cslxlo.
contento, que est ludo enfadadinho : ouvimns di-
zer que candidatos ha, que j compraram 10 res-
mas de papel transparrnte, 10 caixas de encelopes
de paisugens, 5 .iva- de pennas d'.-.c n. 36, e que
j tedign am em b rt.i a copia das cartas eleilo-
raes. Parece-nis que cada um dos circuios vai dar
mais que Irabalhar, do que loda provincia. Olhem,
que te apparenchs nao fallara, ha de haver tmple-
la libet.i.de de voto, e tambem muilas pasmacei-
rai...
Anles de honlctn noite, das 10 para 11 linraa,
dous prelos accommelleram orna prcla por nome
Mara II.luana, para mu a-la, o que fanam a seu
salvo, se um homem que enlao paasava au a soc-
corresse: os ladrties pozeram-se ao fresco a seu sal-
vo, em que ao menos houvesse o menor signal de
vida pur paite da policia. A polica he tima enli-
tladr, que ha cerlo lempu para ca, uilo respira os
seus empregados pela maior pane esliio pussuitlos
d ptimos deaejna, mas eslao sera azas: passcia-se
urna noile inteira pelas ras desla citlade, c como
que por ilesenfsdii la se cnconlra cochilando n'uma
calcada meiapalrelhinka, ese porveutura urna ou-
Ira apila pedindo soecuiro, a t|ue dnrme nein signal
d de vida. Assim, lie quasi impossivel dar-se ca-
bo da companhia do TIRO, que com a maior ousa-
dia vai atacando a quem pode por os gadauhos; em-
hora, us iremossubsliluuido, ao menos em pala-
vras, o que a pulicia deveria fazer em cumplimen-
to de seus develes.
Cousta-nos que o Sr. rommandanle superior,
eom um cortejo de offictaea da guarda nacional, vie-
ram cuinptiinenlar em cesa'de sua residencia, o Sr.
conselheiro Jos liento. Felizmenle en* nossa Ierra
grande he o numero dusque adoran) o sul em seu
leilo da mandas, e diininulissiinn o numero dusque
o apedrejam ao dormir.
Temosj clamado, que he muilo improprio es-
larem certos artistas a trnhalhar ns da cintura para
cima, mui principalmente de dia. e confronte a cer-
tas casas habitadas por familias honestas ; masenlen-
dein. que esta nossa advertencia he urna baualldade,
e iiu-eg'i nif n.eii'e [ 1 ".e.-iiem com a mina liter-
dade. Fazcm muilo bem, porque policia he s pa-
ra prendere n3o para rorrigir...
Que moco engraradn, meu Dos Anda pela
tua Augusta um moro milite faceto, mullo jocoso,
um eslfi.ln mesmo desses de guisos, que nao lendo
em que se OCCUpar, vive escrevendo pelas paredes
das casas disticosinnocentes: e euiao nao he
liio csperliuho o na nem ln o Pois olhe, que se suu-
bermos que continua,o apresentaremos na prara para
que lodus o coiihecain como o roaior vadio de toda a
freguezia, e enlao n.io diga Saoto Antonio me euga-
nou !
Certo sujeilo que nao he nenhum basbaqac,
lendu em algum,1 casas dos orphaos o lelreiroH.
dos srphtoaperguulou mu iugenuanienle a um
cunara !a :
Homem, quanlos professorrs lem os orphaos'!
O oulro, como era natural, respondeu, que no
collcgio tos orphiiosem Olinda havia uns poucos...
F.m I Huida ".' Heliuqiiin.
it Sun, em Olinda, responden o oulro.
tt E como morara no liecife'.'
Indagada a causa souhe-se que elle liaP. de Or-
phaospor professores dos orphaos. Podemos ga-
rantir a veracidade do laclo, mal uem rodea dn de
rogo, diremos o autor do engao.
O Sr. Dr. Pereirado Carino esla tratando rari-
dostmente de duas miseras creaturas, moradoras na
roa de S. Gonrallo u. 15, que alein de serem ima-
gens liis da mciulicidade, padecem ambas de plhv-
sica pulmonar. Eis um acto de beneficencia, que
nao deix.iremos era esqueciraenlo.
Na ra dos Pires, defronle do muro que vai pa-
ra o corredor do hispo, ha um lago, laga ou pan-
tano, que cria cunar.a-, piabas, pilu's, kagados, sa-
pos, jacars, curimaes, pialas, lodo, Inimundicies,
que j nao se pode anpportar o roo cheiro que ex-
hala, e o peixe que se pesca ; porm os habitante
dispensara o proveito que Ibes podera dar taes pi-
lu's, comanlo que... nada, nata ; deixemos que o
lago seqoe, que o peives roorram. que as paslas
muicheni.
la alicatado. Atiesto que be Verdadero
que A Sopilicanle Alega I).... V. S. Solo espelore
de..... ciilerao da Fresia de.... 15 de Maio de I85li
Eis uina pera, que faz honra ao corpo dos inspec-
tores de quarteirao ; porem nada nos sorprende
tanto, romo nm subdelegado se deixar assim Iludir,
Horneando laes bichos para cargos de polica. A
causa de ludo he a guarda nacional, porque certos
malandros, que mal saliera dizer duas palavras
juntas, empeuliam-se, pedem, choram por u*m lu-
garziuho de inspector, comanlo que vejain-se livres
da fard.i. Entendamos, que devia haver cscolha
nesses empregados, por que um subdelegado nao po-
dera' nunca ilesempenhar bem suas funeces, senao
liver activos e inlciligeulcs inspectores.
O caixeiro ramella anda conlinna ajobar ; Sr.
inspector, compra o seu dever, meu lenhor, e nao
espere que Ihe apuntemos rom o dedo, o que Vmc.
estii vendo cora seus dous olhos.
. Vue de cousas v3o por esse assouguc grande da
riheira de S. Jos. E que de eonsinbaa pela praja
da fiiriiiha Sr. fiscal, por quem he... Nao deixe,
nao consista, nao permuta, que se deem, comonus
consta, tanta prevaricactie ; de longo ao menos, Sr'
fiscal, olhe para lodo isso. Porventura estaremos
no reinado das esperlezas '.' Com effeilo '. 11c por lo-'.
da parte...
Na ra de Horlas ha um fuco de immundicias,
que lao pessirao cheiro exhala, que niuguem se
atreve a palear pela porla de ura major das taber-
nas, que por ah ha, qne tem esse cano na porta,
que... Nada, nada, deixemos que o cano fique cuino
esla porque o dinheiro nao rhega para os canos.
jr-0 cavalleiro de industria dos passeios tle la'
para c. de ca para la est agora bordejando : cui-
dado com os abrtilhos.
_ Ha dous dias, um moro que passava pela rus
Velba cora sua calca) bem reluzenle, e branca como
urna assurena ao relilo da madrugada, enlame-
ou-se complelamente ao sallar tic ura lijollo para
oulro, que enllocados na lama, servem de poulc.
O pobreziuho ficou lao desapuntado, que deixou es-
rapar esla exclamacao :
o Miuha calcinha da semana !
A ponte do Recite est avisando, que nao pas-
sem mais por ella os carros ; quem avisa, amigo
he !
Temo-nos esquecidu de dizer, que o ex-nspec-
lor da roa Direila, he o actual da ra do Queimado,
e que ja raoslrou ocorte do fumofazendo urna
diligencia a' Cova da tinca.
Hospital de f 11 id 1 le, 28 to correnle.Exis-
Uam78 doentes, enlranm 3. sahram 2, e existen)
t9.No dia 2!1 raorreraui 2 e enlrou igual numero,
anda ha 7! doentes.
-fe' amanhaa.
chegou o vapor ttlmpcrador Irazendo-nus jornaes
al 7 do Amazonas, Para al 16, e do Cear c Mara-
nlio al 26 do correnle.
as carias dos no-so rorrespondentes do Pai,
Maranhao, Cenr e Rio Grande do Norle encon-
Iraro us ieilures u que de mais impurtante ha.
Foi adiada para 6 de julho ful uro a abertura da
assembla pruvincial do Amazonas.
O Ama/.na e o Para' anda sofftiam o a;oule da
felire umateil 1, que um s dia nao deixa de fazer
victimas.
I.-se na /Cstrelia do Amazonas :
o D urna correspondencia de Lima, impressa no
i.'incio du Ultramar de 7 de fevereiro do correnle
anno, assiguad por Q. B. S. M. e Filippe Macias,
exlrahimus o seguinte pedaco :
it Oulro projeelo iroportalile em vesperas de rea-
lisar-ie he a estrada, que mais tarde ser conveni-
da eraferro-carril,desde a cosa al s margens
do rio Maranhao ; esla estrada, que ha de ser a pri-
meira parte do nosso caminho para a Europa, ali-
se que pode ser feila com mulla aeUMada, do pe-
queo porlo de Pacarmaxo 110 departamento de la
Libertad al a cidade tle Cajamarca, e d'ahi .1 pe-
quea povoaro tle Balsas situad* na tnargem es-
querda do Maranhao. Neste punto o viajante pode-
r embarcar nos vapores da linha, que por ventura
abi se estahelecer, e descendu o uAmazouas al
oham para determinar seu juizo senao os ditos va-
ros, infundados e inpersliciosos daquellas mesaias
teslemonhas ; disse qoe o fado de oovirem duas
mullieres as vozes aSr. Miguel, nao me maleo
constitua indicio muilo fraco e fallivel, ja pela fa-
cilidade dos equivocoi a que os sentido noa exaoe
ja porque om individuo de nome Manoel fora valo
patear para o lugar do delicio, e qne de mais ama
daquellas mullieres era a amasia do morlo, obaer-
vou mais que o corpo do delicio fallava de um fer-
menlo encontrado na perna do morlo, entretanto
que o insiromenlo visto em roSos doaccuiado tora
um ccele, no que ainda assim havia conlradiecao
da parle das Icsleuiuoha, pois urnas o vram passar
com um ccele, e uutras loleraroente desarmado;
conlelou aagravanle, reparando qoe nao po-
dendo o Dr. prumolor afiirmar qual o motivo do
upposlo crime do aecusado, apresentasse o motivo
frivolo como circuraslancia par aggravar sua cou-
dica.0 ; e finalmente narrando o celebro facto acon-
tecido com Magdalena I.egere c, que consta dos ao-
naes de crimiualidade francezes, coocluo demons-
trando que nao haviam senao indicios, fazendo sen-
tir qoanto De pegosu o julgar por estes, e invocan-
do o artigo 36 do cdigo penal em favor do reo.
O Dr. promotor replicando Iralon de mostrar qoe
iienhuma falta essencial se dera no processo, cuja
base he o corpo de delicio ; costenlou a applicacau
o Para, d'aqui poder dirigir-se a qualqurr porto!Ido rtico 36 do Cdigo peo., bslinpuiiido 'por"es"ia
da Inglaterra ou da Franca. A tempn que se pode gastar nesta Iravessia de Lima I di^n ; suslenlou que a prova resultante tle indicios
a Europa n3o exceder de 30 das ; nao podemos de- j bem prununciados e bem verificados conslitue prova
cidir se esla asserrao he curapletamenle exacta, po- rapaz de aulorisar ama conderonaco ; raoslrou que
rcm, como quer que seja, aberla a estrada eestabe-
lecida a linba do vapores, lera dado o Per' ora
grande passo para aproximar-se da Europa.
Sabemos tamhem que se esla concertando em
Calhao um dos nossos vapore* de guerra,o ttl'caxali
para dirigir-se ao Brasil, e entrar no Araazouas, a-
lim de verificar se he uu nao possivel a navegaran
to rio por embarcarles do porta do Lcaxali, aleo
mencionado poni de balsas. Se o resultadu for sa-
tisfactorio'como parece que o sen,por ter nesla par-
le o Maranhao mais de duzenliis loesas de largura
e urna grande profandidade he tora de dnvida que
a linha se eslabelecera'.
I |tt Em rclacio com este imporlantissimo projeelo
esla o da emigraran. Renovoo-se o ronlrato que o
aoverno do general Echenique liavia relebradu cora
llatniau Shulz (para a nnporl.ic.io de colonos 00
Amazonas. Modificou-se o ronlrato primitivo,
quanlo aos lugares em que os colunos se haviam de
estahelecer. Nem lodus oceuparao as planicies re-
gadas pelo Amazonas, havtudo grande parte del-
les de ir povoar as ferlilissim.ii trras da monlanha
de Chanchamaxo a leste de Janja, a Iim de que
pondo-seesta colonia era nimm.....c.in cora as mi-
nas de Pasto, e com o valle de Jauja, fique ao cabo
de pouco lempo em contado com Lima, para onde
pode enviar os magnficos producios dessa frtil re-
gan. Asseguram-nus qae emquanto Sbutz vai bus-
car os colonos, o governu Iralara' de premonir-se
de ferramenlas e animaes de lavoura, e de fazer
provisor nos lugares era que lem de fundar-se as
novas povoaces, a Iim de qae enconlrem os colonos
a' sua chegada todos os auxilios de que lio de ne-
ccssilar na Ierra eslranba que vem habitar, a
liavia chegado ao l'iaubv o chefe de policia dalli,
o nosso palticio o Sr. Dr. Calanho ; foi bem recebi-
do por loda a popularao, que anciosa, aeuardavn
sua chegada.
Nada mais conlra os jornaes digno de menelo.
No dia 3 do correnle enlrou a barra to Maranhau
o patacho brasileiro uSanta Cruz. e no dia 1U o
hiato o Venus, n ambos elles com carregamenlo de
diversos gneros, procedentes desta provincia.
Achavam-se a carga, para esle parlo.
No Maranhao : o patacho uSantaCruz e hiale
ttVenus.
Nu dia 25 do passado sahio do Maranhao a barca
norueguense Esk em lastro com destina a este
porto.
Sommttntca&?.
REVISTA JUD1CIAR1A.
Jury do ftcrffe.
IV.
1 .ameramos hoje por um pequeo cacaco. Consla-
nus que algumas censuras se nos tem feilo, j em
virlude da exlensao e iniuuciosidade lalvez eofado-
nhas de nossos arligos, ja pela crilica directa que te-
mos dirigido a algumas pessoas. Pensamos que em
trahalhos como aquelle tle que nos oceupamos, a
mmuciosdade era condic.ao uidispensavel ; todava
recouhecemos que os arligos longos nao sao os mais
lidos, principalmente quaudu escriplus por penua
como a nossa; e por islo, respeilando muilo a opi-
niao dos Ieilures, cuja benevolencia suramamenle
apreciamos, ptocutareraos ser concisos, sem deixar
oiudispensavel.morraente escreveudo nos para quem
nao assiste aos debales e a leilura do prucesso.e d'ora
em diaute publicaremos apreciadlo de cadajal-
gameuto de per si.para que saiaro nossos arligos me-
uos extensus.
Quanlo, porcm, segunda censura, tenhara pa-
cieucia os Ieilures que n-la fazem ; sem iujuriar-
inos o carcter de algo, m, sem enlrarmos no tner^-
ciraeuiu de suas 1nienc.1t. nao nos he possivel pres-
cindir de locar no procedimenlo dos que bouverera
inlervido nos processos sujeilos a julgemento ; pois,
a nao ser assim, jamis alliugiriamos n nosso lira
que he matar os abusas, expondo ao publica os fac-
as e sobre elles cmillindo nossa humildes rrllexes.
Isto posto, demos coula do que se passou. no tri-
bunal 110 dia I i do crrenle.
Se todo e qualquer |ulgainenlo, por mais insigni-
ficante que seja o crime de que se trata,merece sem-
pre imporlaucia, senao para lodus, ao menos para
aquelle qoe he arrastadu ao banco dos reos, a que
j iivemo- uceasio de chamar banco ae dor, o jnl-
garaenlo que leve lugar no dia cima mencionado
uao podia deixar de luloressar juitira publica e a
todos aquelles, para quem a segaranca'individaat he
um do melhures beneficios que asociedade nos con-
cede.
Tralava-se anda de um homicidio, e de um ho-
micidio proveniente, nao de motivos qae podestem
111.11- ou menos desculpar o procedimento du seu an-
lor, mas de propendes criminosas, tle inslinctos per-
versos, pois se as circumstaocias constantes dos au-
tos nao eram coincidencias falaes, mis indicios de
ura fado verdadeiro, o aecusado .torea era confes-
sa-lo) tinha una alma ba-lanieineiite pervertida.
Miguel Francisco dos Anjea, semi-branco, de 10
annos pouco mais ou menos, era aecusado de haver
assassinado a Vicente Ferreira dos Alijos. O fado
passara-se margem do rio Jordn, no lugar deno-
minado Balalha, freguezia de Muribeca, onde o mor-
lo e o aecusado eram moradores.
us autos nao exista una s lesterounba de visla,
mas diversas circumslancias eoneorriam para fazer
crer que o aecusado f^ra o perpetrador daquelle cri-
me. Na formarao da culpa depozeram oilo teslemu-
nhas, de cujos depoimeulos conslavam os seguinles
tactos:
1.* Que o aecusadu Uvera urna desavenc com o
morlo, em v mude desle censurar-lhe seu procedi-
mento, deiiaudo qae os animaes qne possuia eslrs-
gassem a lavoura aos viziuhos.
2.* Qae leuda o aecusado ido presenciar a inolher
de .Manoel Flix do Sacramento banhar-se no J01-
d3o, o infeliz Vicente particularmente criticara des-
le aclo, o que chegaudu aus ouvidos do aecusado, es-
te deixara escapar a anteara terrivel que encerrara
rslas palavrashei-de tira-lo do bando.
i.- Que o aecusadu passara armado de um ccele
para o lugar onde o homicidio se consumara, acom-
pauhado do dilo Manoel Flix que levava urna fuu-
ce, nao lendu sido visto de Yulla.
4.' One duas mullieres moradoras prximo a
aquelle lugar uuvraui pancadas c as vozes Sr.
Miguel, mo me mate.
.">. Que o aecusado era casa de Manoel Flix fora
visto entregue a uotsvel tristeza, o que para urna
das le-loiuu nha foi mais ura motivo pata crer que o
aecusado perpetrara o assassiualo. Do corpo de de-
licio cunslava que a inorle tora resultado de ca-
ccladas.
A estas circumslancias viuha reunir-se a voz pu-
blica, a que as lesletnunhas reerium-se, notndo-
se o dito tle uina que tleclarou eslar convencida de
que o aecusado fura u perpetrador to delicio, tt por-
que vira o cadver deilar sangue qoaudo o aecusa-
do chegara-se a elle para o observar, o que no con-
ceiio dessa leslemunlia he phenoraeno infallivel pa-
ra se descubrir a verdade.
O aecusado tiuba mais contra si uao s urna phy-
sionumia sombra e erregada, que nao he de cello
o melhor espelho de urna alma innocente, como o
lerrivel precedente de haver puxado de una faca
para seu proprio pai.
O Dr. promotor uterino comecou lendo o libello
e o arl. 11 u do cod. pcu. era que julgava o reo ba-
tano, e pedio a pena uo grao mximo por se torero,
dado as aggravaules mencionadas dos .$ i, 8 e 12 do
arl. 16, ola he, a sorpreza que levava a especie pa-
ra o citado arl. 1(.)2, e a premeditar.* e o motivo
frivolo que esiaheleciam o mximo. Entrando de-
pois nu uesenvulxiinenlu da acrusaciio, apreciou ca-
da urna das circumslancias cima referidas; tratou
lotlos os indicios acliavaro se bem provades e li-
uham telacao directo com a verdade que se inda-
pava ; quanto as laes vozes ouvidas pelas mullie-
res. ttisse que era om indicio imporlante, pois urna
daquellas mulheres era velha, tomento a Dos, e
que por velha poda ouvir tem, por quanto com a
idade algum de nossos sentidos se apora, nao
sendo crivel qoe a oulra fosse amasia do morlo, pois
conslava que naquella casa morava oulro homem 5
respondeu quanlo a pretendida cootradiecaio. que o
aecuzado podia ler laucado mao do ccele de certa al-
lura de caminho, deixando por isto de ser visto
aquelie instrumento por algumas das lesletnunhas,
sdslenlou as aggravantes e terminou pedindo a iro-
posrao da pena mencionada no libello.
O Dr. Moraes Carvalho, a quera coubc a (repli-
ca, disse que o Dr. promotor au liuha lazo na di-
lu. 1... que fez entre indicios e preinmpc^u, pois es-
ta mi lie senao o fado suhjeclivo a que aquelle cor-
respomle cumo o faci objectivo; qae toda a appli-
Carao linha o arl. 36 do cdigo penal, qoe o mor-
lo tinha mais inimisades; que as leslemuhhas eram
pessoas de nenhum crilerio, e deponham sobre fac-
los vagos, de que se nao podia deduzir cora proba-
bilidade ao meuos a crimiualidade du aecusado, sen-
do urna dellas aro ebrio.que vive dormir sobre a
estrada, explicou diversas circnmslsncias constantes
dos aatos.que no conceilu do mesmo advogado re-
duziam-se a meras coincidencias; fallando deslas
trouxe odlro exemplo do crlebre fado da Sra. de
Maineau; observou, que nao era crivel que o aeeusa-
do.dsposlo a assassinar o infeliz Vicente,escolhesse
uro ccele, c nao oulto instrumento mais expedito
em tirar a vida; iusislio sobre a fallibilidade do
echo em que se lirmavarp os depoimenlus de daas
das leslemunhas, e depois de oulras comideracaes
concluio pedindo a absulveao de seu cliente, de coja
crimiualidade os autos nao convencan).
Findos os debates e dando-se o conselho por sufli-
ciciiiemeide esclarecido, foram Ihe apreseolados os
qaesilos na forma da lei, e recolheu-se o mas rao
sala secreto, donde vollara depois reconhecenflo por
seis votos, e negando por igual numero delles. a cri-
miualidade do aecusado, em virlude do qae u Dr.ju-
iz de direilo leve de absolve-lo, mas appelloo por
entender qae fora a decisao proferida conlra a evi-
dencia dos autos.
Os seis votos porque o reo vio proclmala sua in-
nocencia foram um triurapho dos illastres advgados:
em nossa opiuiao haviam elementos em qoe o con-
selho firmasse seu juizo, para nao deixar impune o
brbaro assassiualo de que acabamos de tratar; en-
tretanto respeitaremoi sempre a consciencia dos .srs.
jurados, e por iienlium modo queremos aggravar a
sorle do aecusado Miguel, que he provavel tenha
de enlrar em novo julgamento
JURY DO RECIPE.
2 de maio.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco de .Issis de Oli-
veira Maciel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr.Candido Au-
Iran da Malla Albuquerque.
Eserivilo, o Sr. Joaquim Fraucisco de Paula Esle-
ves Clemeiile.
Advogado do reo, o Sr. Dr. Joo Francisco Tei-
xeira.
F'eila a chamada s 1(1 horas da maullan, acharani-
se presentes :17 Srs. jurados.
Anerta a sessao pelo loque de campanilla, fui con-
duzido barra do 1hbnn.1l do jury, para ser julga-
do, o reo preso Jos Callos lavares, aecusadu por
rrirae de 'chnenlos Bravea, feilos na pessoa de Fi-
lippe Santiago tle Albuquerquc, lendo o mesmo reo
por seu defensor ao Sr. Dr. cima referido.
Foram sorteados para o con.cilio do jury de sen-
tenra os seguinles senhores :
Jote Joaquim Bulclho.
Joaquim Antonio Carneiro.
ITvsses Cockles Cavalcanti tic Mello.
Nicolao lolcnlin de Carvalho.
Angelo Cuslodio Rodrigues franca.
Marcelino Gont-alves da Silva.
Francisco tle Paula Cornil de Arauju.
Caelano Silverio da Silva.
I.uiz da Valga Pessoa.
Joao Carneiro Rodrigues Campello.
Joaquim Alvcs da Silva.
Alvaro Fragoso de Albuquerque.
Os quaes presiaram o juramento em voz alta sobre
o livro tos Santos Eviingellios, c depois l niatam as-
sento nos scus respectivos lugares, separados do pu-
blico.
Depois de prestado o dito juramento, lo o reo in-
terrogado, e em seu inlerrogalonu disse, que nao ti-
nha feilo lio olleudidu us le miento constantes to
corpo tle delicio, e que nao sabia, nem por ouvir di-
zer, quera linha sido o autor de laes ferimenlos.
Depois do interrogatorio, fez se a leitara de lodo
o prucesso, e, depois dola, o Sr. juiz tle direilo
inleriuo presidente to tribunal do jury, deu a pala-
vra ao Sr. promotor inleiiiio para fazer a aecusiro,
e este a fez. mostrando as provaa que nos autos exis-
tala cientr,i o reo, e petlintla a condemuaro do
mesmo no grao medio to artigo 21)5 do cdigo cri-
mina!.
O Sr. advogado ileduzio a defeza do tro, dizendo c'.e dar-Ibes lodo o valor : ino-lron que cada urna por
qoe o mesmo'eslava innocente, que mi linha sido o 6' *" cousliluia um indicio poderos > ; fez sentir 11
autor do delicio, e que nos aulas mi existan) pro- dilllculdade de se provarrm certos laclus com leste-
vas para ser u reo condemnado a pena do grao me- munhas de vista, que alias nao sin o mel de pro-
dio do artigo 205, pois devia ser absolvido, ou enlo ,a mais seguro ; chonou a alienla dos juizes para
condemnado no grao mnimo do arligj 201 do codi-
Prosegniodo a diKaetfla 11 Sr. Silvino oflerece a 8o "'>;> '"> > 'le ser o mennonado reo o au
leguiute emenda ao parecer
lie a commissao de parecer que se conceda ao pe-
ticionario os seus ordenados tos mezes de setembro
de 1852 e maio c junho de 1S53.S. Cavabcanti de
Albuquerque.
Verifica-te uu haver casa.
O Sr, Presidente levanto a sessiio designando a
ni le o do dia para a sess.io seguiute:
ERRATA.
No discurso do Sr. A. Cavalcanti, na sessao de 26
em am aparte do Sr. Leal, na columna segrala li-
nhas IH'.l.cm lugar de ler-se os soldados casados rece-
ben) o soldu em dinheiro,-deve lr-seos soldados
casados recebem o sold e elape cm dinlieijo quaudu
sao de lina conducs.
Na sessao publicada honlcni, segunda columna da
segunda parle, onde dizo Sr. Leal os soldados ca-
sados, recebera o sold em dinheiro,diga-te a ela-
pe em dinheiro.
pagia^avlsa.
I2!)-' HS3 s
lerrel oputl Esla' ludo muilo enfadadinho, moi-
to zangadiubo, porque uau sabemos quem deu uo-

ILEGIVEL
lor '> feriuiento
l-'milu- o* lidate-, propnz o Sr. juz de direilo ao
consellio do jui\ de semen.;a os quesilos da Ui, e
sendo cslcs entregues ao Oilo cnn^elho, Ioi elle con-
dolido i ula firrela das conlcrcncii i* :t hor.is da
da larde, donde vollon .is .1 '. com snas respnslas,
que tor.ini ln! i-, em YO! alia, pelo presdanle do ju-
r\ de senlenca, etn visla de cuja dflcitBo o Sr. )r.
juiz de direilo, presideule do tribunal do jur\, pu-
blicou sua senlertra, i'nnileini.nndi) o reo a pena de
um mez de prisao e multa corre*>poiidenlc mel.ide
do lempo, grao ininimo do artigo -'-I do cihI^o cri-
minal e as rustas ; o levanlon a MWfto, adi.ind-a
para o dia -JO do corrente iis 10 horas da manhaa.
diario ot ^crnamlittrOa
A assembla provincial ainda necupou-so na ses-
sao de Inmt. ni com a discusso sobre a retlacc.au ta
lei de fui cu policial, licanilu adiada pela hora.
A ordem dn dia de hoje he a conlinoacilo da pre-
cedente.
i"ntmM
Depois de estarmos mais de um mea sem tormos
noticia alguma do norle, eis que linalmenle aqu
o precedeule terrivel a qae acuna nos referimos, e
concluio a analvse dos Batee,demonstrando que todos
aquelles indicias constituan! prova cabal de ler sido
o acensado o autor do ciime, que por sua gravida-
dc exiga severa punicao.
A posir.ic do acensado era tliflicil; mas acbava-
sc sab o patrocinio de dous advgados habis, os
llrs. Leonardo A. K. I.ima c .Moraes Carvalho. O
primeiro que foi quem eslreou a defe/., oceupou-
se com as ineguliridades do processo, onde fallava
a queixa, denuncia, ou portara ollirial, que segun-
do disse o mesniu advogado u artigo I il) do cdi-
go do processo comidera como una das bar.es do
processo, observou que se a gravidade do crime
exiga severa punico, reelamava lamben) todo o
escruplo da parte dos juies, alim de que nao con-
demnassem um innocente ; indagando a origen) do
processo, moslrou que o dlio supersticioso de uina
das leslemunhas a que cima noa referirao
tlcra lugar s inda2aces da polica, e que la-
dos os depoimenlos referindo-se a esse dilo, resen-
tan) se da fraqueza de sua orgem. quanlo ao pre-
III.
AGRICULTURA.
I'romellemus em nosso primeiro artigo dizer tam-
bem alguma cousa a respeilo da agricnllora desla
pruvincia, e em cumprimenlo deste dever qae nos
imputemos, vamos publicar nossas Tracas ideas, na
esperanca ce que alguma se possa aproveilar a bem
do paiz.
A agricultura, fonte da riqaeta desla provincia,
au tero por cerlo sido too favorecida, como devia
esperar de seus representantes. Vemos infeliimente
que ella concorre para as despezas do estado coro
a excessiva coalribuicilo de 8 ou 10 por cenlo : 5
cobrados no consulado geral, e oolro tanlo no pro-
vincial^ com exciprao do assucar que paga 3 por
cenlo. Esla pesada coutribuic,a~u, toncada nao somente
sobre o producto do solo, como tambera sobre o fa-
brico, touduccao emais despezas aecrescidas, al ao
mmenla do embarque do genero para a exporlaco,
torna-se ainda de maior grvame em um paiz novo,
como o nosso, onde o Irabalho he cirissimo, e da
mesraa orle os transportes, pela tolla que sentimos
de estradas e canaes. Grvame tanlo mais notavel,
quando vemos que as naceesmais adianladas cobrara
apenas um insignificante direilo de exporlaco ; n3o
como meio de receita, e sim meramente fiscal.
i.iuando aiem dilo observamos que em alguna casos
essas mesmas nac.de* conceden) al premios para a
exporlaco dos productos, coja cultora ou industria
querem animar.
Os poderes geraes, recoohecendo a necessidade de
aliviar a nossa agricultura de o pesada contrihui-
cao, h/eram ja urna reducalo de 7 para por cenlo,
e prometieran! cenlnua-la at exliognr esses direi-
los, logo que as circumslancias financeiras do Impe-
rio o permiltir. Tem a nossa assembla provinciil
feitoalguma cousa nesle sentido?
At agora, nao. '
Lembramo-nos, que em 180 a AssociacSo Com-
mercial desla pracu reptcseiilou assembla provin-
cial daquelle lempo, fazendo ver que a cuitara do
algodao delinhava, e por isso necessilando do alguma
proleccao era ao menos preciso que o direilo pro-
vinciaes laucados sobre este genera, foisero redon-
dos de para 3 por cenlo, ficandu desla sorle igua-
lados aos qoe se cobravam sobre o assucar, como o pe-
diam a jaslica e equidade. E que resultado leve ta-
sa represenl.cao ? Sabemos que durante sua leilura
algtins dignos membros Ihe deram apoiados;mas
sendo depois remedida commiua'o de orramento,
Ioi pela mesma asphixi.ida e jaz sepultada ero sna
pasta. No auno segoinle houve quem propozesse na-
quella associico enderessar-se um requerirnento
raesma assembla, pedindo que a respectiva cornmis-
so se dignasseapresenlar o seu parecer i respeilo
daquella representarlo ; porm nao foi approvada
esta proposta, para evilar maior dezar a associa-
co ; lano mais quando os impostas de exportarlo
nada absolutamente prejadicam au commercio.
K a cultura do algodao conlinuava a definhur ; e
os Srs. representantes da provincia mostrando--c in-
dillereutes a esle laslimoso estado, sem que nin-
-u-Miuni uusasse disperto-los 1
Esle deliiihameniu lein passado desapercebido i
porque os nossos representante, n5o sabem lalvez
que a exporlaco do algodilo desla provincia, esta
boje reduzida a uro lerQo, do que n antes era, islo
he, de 60 a 80 mil sacras que a provincia exparla va
aunualraenle, esla agora redunda a 20 mil, pouco
mais ou menos ; c se a esla quanldade accrescen-
larraos i ou ti mil saccas, de producc.au do norle e
sul da provincia que, segundo consto, (em sido ex-
portado nos ulliraos annos para a Europa, por via
da l'araiubi e Maceit, ainda assim verificamos qua
a prn lurc.io actual, he meuos de metade do que fo-
ra anteriurroente.
Os mol vi do desvia de nossos agricultores do al-
godao, e preferencia que estao dando aos mercados
das provincias vi labes, sao por cerlo os maiores di-
reilos que nesla sao cabrados, e oulros gravantes qne
nao mencionamos, pira deixar aos Srs. represen-
tantes da provincia o cuidado de invesliga-los, afim
de com mais perfeilo conheclmento prover o compe-
tente reme 11 i ; nao so a bem desla cuHura, como a
bem das rendas pruviociaes, que lem sido levadas a
lal ponto, que nu anno prximo passado apenas co-
lono as Alagoas a ridicula quanlia de 25179 rs. de
direiloe, c nada pela Parahiba !
Confiando nos mereciroenlos c boas inlences da
maioria dos artuaes membros da assembla provin-
cial, he que nos estamos dando au irabalho de escre-
ver e publicar estos nossas rellexe ; bem persuadi-
dusque asuculheriio cora benignidade. Nesta persaa-
s3o esperamos que o objectode represeutacSo da As-
sociacilo Coramercial sera agora lomado emeonside-
rarao, e alguma medida apparecera capaz de evitar
0 progresso do mal qoe lemos aponlado, e reanimar
a cultura de urna too importante producc.io da nossa
provincia.
He preciso ter muilo em vistas, que a callara do
algodao brasileiro u3o pode competir vaulajosa-
roente, apetar tle sua melhor qoalidade (exceptuan-
do o da GeorgiaSea lilamd.) com a dos Eslados-
1 nidos, cuja produccao he boje 30 vezes maior do
que a de lodo o Rrasil. Prcgress'o espanto.n I
Em 1791 os listados-Luidos exportaran) pela pri-
meira vez 9900 arrobas de algodao. Era 18211 ja sua
exporlaclo para Inglaterra era o duplo do llrasil.
Actualmente a sua produccao annual excede a ;1 nii-
Ihtes de saccas,que regulando a 100 libras cida urna,
equivale a 10 niilluics de arrobas de uosso peso, e
estas a .>*>000, sube imporlautc sotont de 200 mil
contos de ris de nossa moeda Com Un forinida-
vel concorrente a cultora de alco.lan era nosso
paiz, ser por cerlo aniquilada, se os poderes do es-
lado nao olharem para ella cum mais atlencao, con
eedtii'.lo-llie uina ellicaz protec^ao, au menos ero
quanto ella lular cora tantos obstculos ; como se-
jam : falla de estradas e mellioraroenlo de cultora
ele. ele.
I'ar.i esle Oro tmanos liberdade de lembrar
mais aos nossos dignos representantes a necessidade
de representar assembla geral, solicitando a fa-
vor da cultura desle genero um reduccao nos di-
teiin de exporlaco, igqal que houver sido conce-
dida pela mesma aeaemila provincial, a quid nu
<|ue deixar de ser devidamenle altendida, visla dos
ponderosos e evidentes motivos que temos mencio-
nado.
Quanlo i cultura eindnslra sacharina, penco po-
cedeule que te atlribnia ao aecusado, disse que nu demos notar, porque limos observado que nossos
atilll I llillli liliilaniaiili mu.^.-ln ___ I ..i. _
estova sullii louleineule provado, e quando o esti-
veaaa nao an desse fado que se Iralava enlao, no-
tou que se as tcslemuuhas declaravam que apezar
da voz pnblica a que e referiam nao podiam ju-
rar que fora o aecusado o autor do crime, mais
raelindroza era a posijao dos jurados que nao li-
represenlanles ihe lem prestado algoma alienen!).
I'uiiavia j que ousamu apresenlar algumas ideas
sobre a cultura do algodao, faremos tambem algu-
mas rellexes respeilo do assocar.
Parece que os precos desle genero nos ltimos 2
annos tem sido remueradorea, e esliramos que ou-





X
i
J

i
f


DIARIO DE EPRIBCUO SEXTA FtISA 30 DE lA-0t 1856
I

Ir* lilo sneeeda por mais algn*. A peite qua nos
tltgellon, leudo roubldo grande quanlidade de bra-
ca dedicados a esia cultura, (er ella de soffrer al-
gn) desfalqoe na prodcelo, em quanto csses bra-
cos nSo forern convenientemente substituidos. Esle
desfalque porm nio pode influir lano no mercado,
como o* noasos agricultores poderlo imaginar *. por
que produceao do aiiucar do Brasil nio checa
aimla a oilava parle da producto lolal de lodos os
paiies exportadores deate genero. Todava as oossas
combinare nos levam a crer que coro a par qoe
a acaba de celebrar ni Europa, os depsitos
a eacoaro com o sapprimenlo de algnns pai-
aet manos prvidos; porm ilevendo por es )etma razao os cereaes baixarem entrar de novo as dislithcoes, dimiuuindo o
cousomo do assucar na mesma proporc,lo d'a-
qoella sapprimenlo, nao be prnvavel mi or alia
nos precos d'aqoelle genero. Alm disto lamn m
nio podemos confiar na sustentarlo de Lo altos pre-
cos por muito lempo; parque, nio s esses mesmos
levados precos, e baixa no dos cereaes, induzirlo
de novo aos agricultores do Norte da Europa a tor-
naren a faaer avulladas plantactsde Marraba,co-
mo induzirlo da mesma sorle aos itrieulleres da
Cuba, West indias, Louiziana, Java, Mauricias ,\ a
redobrarem seus esforcos na plantario da caniia e
fabrico de .usucar colonial, para aproveitar os bons
pretjos. Nao devemos pois contar com vaulagem
deste* precos para supprir a importancia do desfalque
na prodcelo.
He preciso antes coidarnoaperfaicoamenra.la in-
dustria agrcola, a sobre ludo no meio de supprir os
bracos que (altara.
Ser isto objecto para oalro artigo.
C.B.
12 de raaio de 1856.
(ommcccio.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por 1;
Patria, 36 rs. por f.
a Lilboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Aceces do Banco, 35 0|0 de premio.
Accrtts da companhia de Beberibe.
Acedes da companhia Perombucana
a a Ulilidade Publica, 1)0 porcenloda premio.
a Indemuisadora.sem vendas.
lliscouto de letlras, de 10 a 12 por 0|-0
METAES.
duro.(Jocas hespanholas. 289 2R3."iOO
548000
ao par
Moedat de 69100 velbas
a 69100 novas
a 4S000. .
Pralt.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios. ,
meiicain. ,
161000
165000
9900(1
29000
2|000
19860
Antones do Oliveira a 1 atetara, Qoiriaa Joaquim
Madeira, Antonio Pedro, Romualdo Pereira l.ima,
Joo Joaquim, Augusto Adolphn /.acaria* de C ir-
valho, I esrravo a entregar. Seguem para o Mil,
D. Carolina Borges Hall, I Blho e 1 criado, lenen-
tes-coroneis Antonio Pinto de MugalhAes, 1 sobii-
nho e 1 criada, e Antonio de Soma Mondes el
escravo. lente Clarindo Carneiro de Oliveira,
alteres Francisco Marliulio de Campos, l)r. Jos
Ascenco da Coala Kerreira e I esciavo, llr. Ruy -
mundo Ferreira de Araujo l.ima el e.crav.1, Jos
Joaquim Rodrigues dos Santo*, Jaime Candido de
Freitas, Andr Corsino Benjamn, Jos de Sonza
Ribeiro, 1>. Francisco Mechile Rosas, Jlo Ma-
noel de Freitas Jnior, l)r. Abdon Felinto Mila-
ne/. e I eravo, Dr. Fausto Nominando Meira de
Vasconcellos e 1 eacravo, Dr. Francisco Antonio
Fernandes e 1 criado, |)r. Jos Ignacio de Olivei-
ra, l>r. Ildefonso .Wanio de Azevedo a t escravo,
Dr. Olavo Adelio Carn'eiro da Cunta e I escravo,
llr. Flix Rodrigues de Freitas, Manoel Rufino
de Oliveira, Antonio Vieira, Manoel Flix, Jos
Chaves, Claudino Dantas, Paulo Jos da Silva, 1
cadete, 26 pracas para o exerciln, l ei-praea, 7
pra<;aial>ara a marinha, 69 escravos a entregar.
Liverpool28 das, barca ingiera Medora, de 597
toneladas, eapille F. Scotl, equipagem 16, carga
fazendas e mas gencros ; a Fox Brothers.
New-Orlean19 das, brgue americano Nancy,
de 219 tonelada-, capillo E. Moses, equipagem
II, carga 1,78,'t barricas com fariidia de trino e
mais gneros ; a Ko-lron Rooker & Companhia.
Ranisgathe:19 das, brgue jnglez oKanavala, de
152 toneladas, eapitito John F. Le Sueur, equipa-
gem 9, carga fazendas e mas gneros ; a Rollie
ai Bidoalac.
Parlo32 das, brgue porluguez (Trovador, de
265 tonelada, capitao Antonio Theodoro da Sil-
va, equipagem 11, carga vinho e mas gencros ; a
Harroca & Castro. Passageiros, Mara Jos de
Jess e sua familia, Jos Luz Teixeira c sua fa-
milia. Jos Joaquim, Victoria Mara de Jess,
Jos Conslautiuo da Costa Ribeiro, Dionizio Das
Moreira, Vicente Mario Coelho Magalhes, Anto-
nio Fernandes Pereira, Manoel da Figoeiredo,
Antonio Agostinho de Seixas, Joao de Figueiredo,
Jos do Reg.
.Varo sahido no amate dia.
(iothembourgoPatacho sueco Julia, capitao N.
('. Mi'lem, carga a mesma qua Irouie do Ro
Grande do Sol.
O lllm. Sr inspector da thesonrara de fazenda
manda fazet publico.quo nos diis8,15 e 22 de junho
protimo futuro estar cin praca pnale a mesma
Ihesouraria para ser arrematado i venda a quem
alfandega, e em presenca de uin seu empregado, por
inlervenc,ao do agenta Oliveira, e por conta a risco
de quem perlencer, dos objeclos salvados da mesma
galera, na occasiilo de seu incendio no larneirao des-
maior praca olTererer, um sitio no lugar da Ibura, ce porto, na noile de 26 do correnlc, consiitludo em
Pitaes.
Al.FANDKliA.
Hanihmenlado dia 1 a 28.....392:268910:1
Idam do dia 29........:)l:300a958
193:5691081
De/carre/am hoje 30 de mato.
Galera porlugaezaUratidilodiversos gneros,
(alera inglezaIfermioncbacal bao.
Galera inglezaJohn lianarroz.
Brgue inglezMelinabacalhao.
Brigue inglez/fm. Kdwardo resto.
UUfiSULAtHJ l.KKAL.
Rendimantodo da 1 a 28 1i:!9995U
Idam do dia 29....... 1:5639036
16:062551
DIVERSAS PROVINCIAS.
eudinienlo do dia 1 a 28..... 2:272387
dem do da 29........ 9
2725875
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
29 DE MAIO DE 1856.
PurloBrgue porluguez aS. Juc, diversos carre-
teadores, 600 saceos assucar branco a mascavado,
55 barris mel.
PortoBrgue porluguez oS. Manoel I, diversos
carregadores, 50 saceos assucar branco, 30 couros
de refugo.
Buenos-A yresBarca brasileira i Amizade. Viova
Amonio Ov Filho, 50 pipas agurdente.
Liverpool Barca ingleza al. Thuriel, James Ry-
der & Companhia, 45 aaccas algodio.
HavreCalera aOlinda, F. Souvage & Companhia,
2 barris caf.
LisboaPatacho porluguez Liberdade, Visconde
de Louras,*200 barricas assucar branco a masca-
vado.
Lisboa Brigue porluguez uRelmpago, Tliomaz
de Aquino Fooseca & Filho, 600 saceos assucar
branco.
LisboaBrigue porluguez nViajaute, Tliomaz de
Aquino Fouseca & Filho, 50 saceos assucar branco
CONSULADO PROVINCIAL.
Roudiraenlo dodia,! a 28. is:m.i',;I v
Idam do dia 29?...... 1:33635
40:2109783
MARANHAO 12 A 17 DE MAIO.
Agurdenle, cavica..... pipa. IO0JOO0
reslillo .... IIO3O0O
hquira .... frascos 480
Algodau amarillo algodohj). . O 2f900
lio ni. voragica . 69OOO
a machina. . 11 attoo
Arroz em casca. Y . alqoeire 29500
a descascado, grnale. . 1 29800
Assucar Uraiico primeira qualid. 1 9800
a segunda . H300
a 39500
d refinado...... (iSOOO
Alauados......... i 100
Boia vivos........ ora 309000
Cavallos de carga. . 11 309000
Cateo.......... a tfOOO
Caf em casca bom..... MI K, 7/IKK)
a pilado bom...... < 6J0OO
Carne seCOa....... 49000
Cascos abatidos, barricas . orna 400
a a pipas . ii IO9OOO
Charutos......... milbeiro 10300
Cintres inteiros....... cenlo 53000
ponas....... 400
Cobre manufacturado..... B. 800
Cravc do Para'...... '$ 59000
a girte ....... ti 500
Hace sacco ou da calda. . li 320
Farinlia de mandioca d'agua. . alqueire 39000
secca . 13600
n de .iroriila . 200
Fava.......... alqueire 59000
Feij.io........ 59000
Fogo artificial, logeles . dozias 29W0
Fumo de molho, bom. . D 69100
> corda, bom. . IO3OOO
a em folha...... o 69000
Cenebra em garrafas ou botija. duzia 59000
i em pipa ...... . urna II83OOO
Gomma de mandioca. . alqueire 19000
a de peixe..... , y 229000
a elstica em bruto. @ I.59OOO
Ipecacuanha em p . . % 53000
a em raiz...... 490O0
Jalapa......... :$9000
I.enha de mangue, achas. . . cenlo 19000
Licores em garrafas ou boinas. . duzia 39800
Milliu........ . alqueire IsOOU
Oleo de eopahiba..... . t 28(J
Papagaio........ um 39000
l'orcos grandes...... u 209OOO
a. pequenos...... IO9OOO
Sabio de audrroha .... . g> :I9400
a denominado inglez . . 39000
Sal em paneiros...... . alqueire 320
Salsa parrilha .:-... ts 189000
Sapalos de cooro branco. . p'ar 400
Tabocas para logeles . . cenlo 50C
Tapioca eo Para..... . alqueire 19200
Tartaruga em rama .... 1800C
Velas de carnauba..... 35(1
Vaquetas ou meios de sola. . . 2X001
(.Mario do Maranhao.)
Manoel Joaquim Ribeiro, fiscal da freguezia de San-
to Aolouio, etc., etc., etc.
Continuando com o manir escndalo o abuso de
loques, dobres e repiques as grejas, devdn ao que
(enho fci(o lavrar ferinos de adiadas, de novo cha-
mo a attencSo dos Srs. chefes das corporacoe9 religio-
sas, sncrisiaes, e a quem mas perlencer para as
disposc,es seguidles:
l'osluras municipales de 30 de junho de 1819.
TITILO 6.
Ar(. 7.Ficam prohibidos os loques c dobrea dos
sinos desde as 7 horas da noile at as 5 da manliSa,
escoplo as matrizes para administrarao dos Sacra-
mentos : antes da missa do Natal, e nos casos de in-
cendio ou rebate : os sacristaes, ou befes de cor-
porales religiosas que infringirem este artigo paga-
rao 129OOO de multa.
Arl. 8. Nenhuma igreja dar mais de Ires repi-
ques de cada vez na vespea de qualquer solemnida-
de, e estes s terao lugar do meio dia, as 3 horas da
larde, e as Ave Mara, nao devendo cada um durar
mais de cinco minutos: os sacristaes e chefes de
corporacOes religiosas, que infringirem este artigo,
tanto no que diz respeo ao numero dos repiques,
como ao tempo que devem durar, serao muilados
em IO9OOO rs.
Art. 9. Nenhuma igreja dar mais de dons do-
bres de cada vez por cada fiel que inorrer, e esses
dobres dados ao receber a noticia da mono a na oc-
casiao do enterro, os quaes durar.10 smenle dez
minutos : os sacristaes ou chefes da corporacOes re-
ligiosas que infringirem as disposires deste artigo
sern multados em IO9OOO rs.
Arl. 10. Nenhuma igreja dar mais de quatro
dobres por occasiao de oflicio de corpo presente, e
dous as visitaees de cova, deven lo durar smente
dez minutos : os sacristaes ou chefes do corporacOes
religiosas que infringirem as dsposic.oes deste arti-
go ser.lo multados em 105000 rs.
E para que nao appareca ignorancia da parle da-
quelles a quem semelbantes disposieOes Ihcs cabe fi-
elmente execular, logo que forern multados pela e-
mi-..i >, lavrei o presente que sera publicado pelo
Diario.
Fiscalisaro da fresoezia de Santo Antonio do Re-
cife 26 do maio de IK16. O fiscal, Manoel Joa-
quim da Silva Ribeiro.
Olllin. Sr. contador, servindo do inspector da
thesouraria provincial, em^cumprimento da resolu
eo da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no da 26 de junho prximo vindouro val uovameiile
a prac,a para ser arrematado a quera por menos li-
zer, a conservarlo permanente da estrada do sul,
norle e P.10 d'Alho, por tempo de dez niezes, a enti-
lar lo I." de jullio do correute auno, e pelos pre;osJ
abaixo declarados. .
Estrada do norle........l:20lg~2rj
Dilado sol...........VWOaOOO
Dita de Pao d'Alho.......1:0009000
As arrematares serao feitaa na forma da le pro-
vincial n. 313 de 15 de maio de 1851.
E para conslar se mandou aflkar o prsenlo c
publicar pelo < Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 20 de maio de 1856.
9 O secretario,
A. F. da Annuncacao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da the-
souraria provincial, em cumprimenlo da resolucao
da junta da fazenda, manda fazer publico, que nos
das 17, 18 e 19 uc junho prximo vindouro, peranle
ajmesma junta se hade arrematar a quem maisder,
o rendinieiilo do pedagio da Barreira do Giquia, ava-
llado em 9:1809000 res por anuo.
A arrematarao ser feila por lempo de 3 annos, a
contar do 1.- dejulbo do crrenle anno.ao lim de ju-
nho de 1809. B
E para constar, se mandou anisar o presente, e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 20 de maio de 1856.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annanciaco.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimeulo da resolu-
cAo da junta da fazenda, manda fazer publicar, que
uo dia 26 de junho prximo vindouro, vai novameu-
le a praea para ser arrematado a quera por menos
fizer.os empedramenlos dos I9.- 20.- 21." e 22.- lan-
os da estrada da Victoria, c pelos preros abaixo de-
clarados :
19.- lanco por.........slOSPlOO
20.- a.........5:2119000
81." 1 .........7:6729500
2.- .........9:6779250
As arrematares ser.in feitas na forma da le pro-
vincial n. 313, de 15 de maio da 1851.
E para coostar se mandou allixar o presente, c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonrara provincial de Pernam-
b'K-o. 20 de maio de 1856.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciaeao.
que pertenec! ao baeliarel Pedro Gandiauo Ralis c
Silva, e que foi adjudicad!) a fazeuda 110 valor de
6009000 : os preludenles deverao comparecer na
casa da mesma Ihesouraria, nos referidos das ao
meio dia. Secretaria da thesouraria de fazeuda de
Pernambuco 28 de maio de 1856 O ollical maior,
Emilio Xavier Sohreira de Mello.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que nos das 3, 10 e 17 de
junho prximo futuro, ir.lo a praea peranle k mesma
thesouraria para eeretn arrematados a quem maior
preco olTerecer, a renda animal das casas abaixo
mencionadas, perteneentea ans proprios narionaes '
os pretendeules devem comparecer na casa da mesma
reparlrao nos referidos das ao meio dia, com seus
fiadores i urna casa terrea n. 19, na ra de Santa
Thereza, urna dita dila 11. 20, dila dita, um sobrado
de dous andares n. 11, na ra Direita. Sccrelaria
da thesouraria de fazenda de Pernambuco 28 de
maio de 1856.O ollcial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
O conselbo administrativo do patrimonio ley
orphaos, lem de levar i praca publica, na sala dr
soas tetases, em os das 23, "27 e 30 do correnla
mez, a renda animal das casas e sitios abaixo decla-
rados, a romecar do I.-de julho prximo futuro, a
30 de junho de 1857. Os licitantes com seus fiado-
res hajam da comparecer na sala do mesmo con-
selbo. as II horas do mencionado dia, e de accordo
liquem os aeluaes inquilinos que, a nao cstarem qui-
tes para com o mesmo patrimonio, nao pnderao li-
cuar.
1 Sala da casa do conselbo, com Create para a roa
do Queimado.
I Loja grande da mesma casa, dem dem.
10 casa terrea, ra de S. Gmalo.
16 casa de sobraJu, ra da Cadeia do Recifc.
17 idem dem.
18 idem idem.
21 idem idem.
26 casa terrea, ra da Madre de Dos.
27 idem idem.
31 dem dem.
33 Idem idem.
31 dem idem.
36 dem dem.
39 Casa le sobrado, ra das Bnias.
18 Casa terrea, ra do Amoriin.
49 dem idem.
51 dem idem.
55 dem idem.
56 Idem dem.
57 Casa terrea, ra do A/.eile de Peixe.
59 Casa de sobrado, dem.
61 Casa terrea, idem.
62 Casa de sobrado, idem. *
63 dem iden.
61 Casa terrea, idem.
65 Casa de sobrado, ra da Cacimba.
66 Casa (errea, idem.
67 Idem dem.
2 boles e remos, enlamas, palarrazes, lampean, al- i
Rom pos a oulras objectos miudos : segunda-fera _'
de joiibo, ao meio dia em ponto, no eslaleiro de Ja-
eiullio KIc-Imo, no I-..re do Mallos. Em seguida
continuar por conta e risco do quem perlencer, 1
vemla publica de rodas e arcos de pao para barricas,
rodas de vimes, caiiaslras e saceos com albos, lom-
le preparos para coclieira, I caixolc rnzelas para es-
poras : no armazem do Dantas, dcfionte do trapiche
do algodao.
O agente Borja, por autorsacao do lllm. Sr.
Dr. juiz especial do coinmcrrio, segundo o seu des-
pacho proferido em requerimculo do curador fiscal
da massa fallida de Joao Cbrisoslomo da Silva, fura
leiln das dividas activas da dita massa, cuja som-
ma monta 5:6169160 rs'. Os documentos das refe-
ridas dividas se aeliam em poder do agente annunei-
anle, uosen armazem tilo na ra do Collegio n. 15,
anude lera* lugar o leilao, segunda-feira 2 de ju-
nho ao meio da em ponto.
gft>i00 .Dtt>cfS0$.
(i8 Casa terrea, ra do Burgos.
69 dem idem.
71 Casa de sobrado, ra do Vgaro.
72 Idem dem.
73 dem idem.
71 Casa (errea, ra do Encantamento.
75 dem idem.
76 Casa de sobrado, idem.
76 idem, loja do dito sobrado, idem.
77 Casa de sobrado, idem.
78 dem, ra da Senzala Velba.
79 dem idem. .
80 Idem idem.
81 Casa (errea, idem.
82 dem idem.
83 dem, rna da Guia.
81 dem idem.
85 Casa de sobrado, ra do Trapiche.
86 dem, becco da Linguela.
87 dem, ra da Cruz.
88 dem idem.
89 dem dem.
90 dem idem.
91 Casa terrea, ra de Pora de Portas.
92 dem idem.
93 dem idem.
91 dem idem.
95 dem idem.
96 dem idem.
97 dem idem.
98 dem idem.
99 dem dem.
100 dem idem.
101 dem idem.
102 dem ideru.
103 dem idem.
101 dem idem.
105 dem idem.
1 Sitio grande do lugar de Parnaineirim.
2 Sitio pequeo, dem.
3 Sitio grande no logar do Rosarinliu.
4 Idem no lugar da Mirocira.
5 dem 1I0 I orno da Cal rm Olinda.
Thesouraria do consellio administrativo do patri-
monio dos orphaos, 21 de maio de 1856.
O (hesoureiro,
Joaquim Francisco Duarlo.
LOTERA Di PROVINCIA.
O lllm. Sr. tliesoitieito manda fazer
publico, que scacliam a' vendaos bilbe-
tes, raeios e quartuf da <|uarla parte da
cano, cujas rodas andam impreterivel-
tnenle no da 7 de junho prximo futu-
ro, no suido do convento de Nona Senlio-
ra ilo Carmo. Thesouraria das loteras
29 de maio de 1856.O eterivao, Anto-
nio Jos Duartc.
Veneravel irmaiidade de
Santa Rila de Cssia.
Domingo l-dcjuiiho, lera'lugar na igreja de
Santa Rila, um.i fesla a Nossa Senhora da l'iedadc,
exposta a devocao dos fiis desde oulubro do anuo
o o I", em ,o:r,io degraeas pela cxlinc^o do chole-
ra : scrao oradores os Rvma. prgadores da capella
imperial padrc-meslre Joao Capislrano de Meudon-
;a e Fr. Joaquim do Espirito-Santo, seudo esle do
E\angclbo, e aquello do TE-DEUM.
PARAHIBA.
Preros dos gneros da praea da Parahiba, em 27
da maio oe 1856.
Algodaoti.oon a 6,350.
Assucar1,800a t,tumo mascavado.
3.000 a 3,200 o branco.
Coaros a 180 rcisa libra.
,33ccl.raiks.
jjjtjgigtegitg i>o potto.
navios entrados no dia 29.
Para e portos intermedios12 dias, vapor brasileiro
Imperadora, commandante o I. lenle Ione-
zSo. Passageiros para esta provincia, D. Carolina
Ilalpialia da Costa el criada, D. Idalina l.eonilla,
D. Aona Carolina Peiiotn de Miranda, Antonio
Joaquim Seve, sua senhora, 2 irmflos o 1 criada,
Antonio Pinlo de Mendonca, Joao Pedro Ribeiro,
Laurimlu Jote Alves de Oliveira, Levino Banlo
Brandao e escravo, Manoei Antonio Alves Ribei-
ro, Antonio de Moura Holln, Jos Ferreira dos
Sanios Caminha, Alvaro Loiz Piolo e Silva, l'ran-
eiscoCardaso da Rocha Campello, Marcolinn An-
tonio Pereira Jnior, Saluslino Efigpnio Carneiro
da Csaaha, Antonio Joaquim Marques dos San-
las, Manoel Jos Joaquim, Josc l-'elix do Reg,
FranciscD Felii do Rago, Manoel Ribeiro Moreira
de (Miveira, Joaquim Francisco de Paula c I cria
do, JJr Lindolplio JoscCorreia das Neves e 1 cria-
do, Dr. Manoel Marlins dos Santos Peuna e 2
criados, Dr. Jos da Costa Machado Jnior al
criado, LuUitgarde Aureliano de Figueiredo, Jos
de Sonta Vieira a 1 criado, Amare.Oomcs Corroa
Cesare 1 ciiado, Manoel da Coala Lima, Exm.
Sr. Antonio da Cunhi Yasetncellos e 1 escravo,
alferes Amallo Maioe 1 soldado. Dr. Luz Pinh-i-
re de Ctrqoera, Dr. J(,ao f.olo Vitnna, Joaquim
Marques Damazie. Manoel Marques Camaebo,
Ijji Leapardoda Franca e Mello, Anlonio Joa-
quim Teixeira, Jos Matia Pestaa, Joao Pereira
Rabello Braea, Dr. Chriapm ^ntono de Miranda
Heariquet, Mara Thereza de Jasns e 1 menina,
IaeM Thereza da Silva e 1 filho, Dr. Antonio Pe-
reira de Seuza, leuto Lato Saraiva, Anselmo Joa
qaiaa Barbosa Tinoee, Pedro Jos de Carvalho,
Gemioiino Anlooio Vilal de OUveira, Joaquim
A mala que lem de cunduzir u vapor Impera-
dor para os portos do sul, principia-se a fechar boje
(30) a I l|2 hora da lardee dahi as 2, quaudo frailara
o recebimenlo, pagar-se-ha o porle duplo.
Correio eral.
Kelacao da carias seguras vindas do mirle pelu va-
por ulmperadori), para os senhores abaixo decla-
rados :
Alevn Ir Americo Caldas Brandao.
Joao Jos de Gouveia.
Pedro de Alcntara Paria Abren e Lima.
Jos Manuel de Freilas Jerumculia.
Firmino de Souza Marlins.
Luiz Rodrigues Selle.
Joao Alves Guerra.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Joao Quirino Rodrigues da Silva.
Olindina Perpetua da Silvcira.
Francisco Gomes Araujo Pereira. (2)
Jos Anlonio dos Santos l.csaa.
Altmo Lellis de Moraes Reg Jnior.
Pela subdelegacia da freuuezia da lina-Vista se
faz publico, que lora apprehcndido na noile de....do
curreiKc, urna pequea porr-ao de fumo : quem se
julgar com direito a mesma, comparece nesta sub-
delegacia. Subdelegacia da Boa-Vista 26 do maio
de 1856.A. F. Marlins Ribeiro.
Pela mesa do consuladu provincial se U/"pu-
blicoaos propriclarios dos predios urbanos das fre-
gueiias desla cidade e da dos Afogados, que os 30
dias u(eis para o pagamento a bocea do coliedo 2."
semestre da decima do anno linanceiro de 185) a
1856, se principiara a contar do dia priraciro de ju-
nho : todos os que deixarem do pagar, durante esle
prazo, incorrerao na molla de 3 ', sobre seus d-
bitos.
Directora erai da instru-
co publica.
Pela respecva secretaria se faz publico, que pelo
conselbo direclor em sessao de "26 do corrento se de-
lili 'ron marrar o prazo do Ires inezes as professoras
publicas, e de seis me/es aos professores pblicos de
ii'-lrii -o.i elementar do primeiro grao da provincia,
para se habililarem, ua forma do art. 26 da lei pro-
vincial n. 369 de I i de maio do anuo prximo pas-
tado. E para que chegoe ao eonhecimenlo daqoel-
les a quem conver e inleressar, se mandn publicar
n prsenle. Secretaria da directora geral da ins-
Irure.iu primaria e secundaria da provincia em 28
de niaio de 1856.O secretario,
Francisco Pereira Freir.
Pela secretaria da (hesouraria de fazenda se faz
publico, de ordem do lllm. Sr. inspector, que os ex-
ames dos concorrenles as vagas de pralicantes exis-
len(es na atesma (hesouraria, eameenrao no dia l de
junho prximo fuiuro, e que porlanto os mesmos
concorrenles deverao apresenttr-se na referida re-
partirlo as 9 horas da manliaa do mencionado dia.
Secretaria da thesouraria da fazenda de Pernambuco
em 28 de mtio de 1856.O ollical maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Para o ^.io de
Janeiro
segu com muita brexidade, por 1er
parle da caiga prompta, o brigue nacio-
nal FIRMA, capitao Manoel de Freitas
Vctor : pata o resto, passageiros e
cscravos 1 fete, para os quaes tem e\-
cellentes commodos, trata-se com os con-
signatarios Noyaes & C, na ra do Tra-
piche n. i, primeiro andar.
PARA O RIO GRANDE DO SCL.
Segne com brevidade por 1er parle da carga enga-
jada o brigue Coaeei{lo, capiulo Joaquim Fer-
reira dos Santos; para u restante trata-se com Ma-
noel Alves Guerra, na ra do Tapiche n. 11.
Para o Porto.
O patacho portugiuv. S. JOS' se-
gu ate o dia lo de junlio vindouro, tem
ja' dous tercos da carga prompta : para
o resto trata-se com JtovatcJi C, na ra
do Trapiche n. i,
Maranhao e
Para.
Nestes seis dias segu
aos portos indicados o pa-
Uiabote LINDO PAQUE-
TE, capitao Jos Pinto
_ Nunes, pode anda rece-
ber alguns voluntes miudos, para osipiaes
trala-se com o consignatario Antonio de
Almeida (ornes, na ra do Trapiche 11.
II), segundo andar-
Para o Rio de Janeiro
sahe com muita brevidade o brigue SA-
GITARIO, o qua] ten a maior parte do
carregamento promplo: para o restante
e passageiros, trata-se com Manoel Fran-
cisco da Silva Carneo, na ra do Colle-
gio ti. I", segundo andar, 011 a bordo com
o capitao Manoel Jos Ribeiro.
fara o forto,
a nova e veleira barca Santa Claran, segu com
brevidade : para o resto la carga e passageiros, para
o que lem excedentes romiouilos, Irala-secom Bar-
roca ixj Catiro, ra da Cadeia do Recife n. i, 00 com
o capitao na praea.
Para o Cear aAetraeo' segu rom toda a bre-
vidade o patacho Emulaeaon : qocm no mesmo
qoizer carregar ou ir do passagem, dirija-sc ao es-
criptorio de Manoel Goucalvcs da Silva, ou aocapi-
llo bordo do mesmo.
&tl0Z.
O agente llorja fara leilao em sen armazem na
ra do l^ollegio n. 15, de Ires ptimas mobilias de
Jacaranda, 2 ricos pianos novos de armario, 3 ditos
com algum uso, 2 exeellcnlcs camas francezas de ja-
caranda, um nquissimo santuario, urna secretaria,
nm guarda vestidos, um guarda roupa de mogno, va-
rias commodas, cadeiras, consollos, solas, mesas de
amarello e de Jacaranda, cadeiras linissimas genove-
s.is, ditas de junco hollandez, urna grande quanlida-
de de vasos, ealungas.enl'eiles etc. de porcelaua para
sallas, diversas obras de ouru de lei ditas de prala,
urna porcao inmensa de louea vnlros linos e ordi-
narios para servieo de mesa, relogins c algibeira,
dilos de parede. quinquilharias, diversas e muitos
uniros objectos ele. assim como 1000 Islas de sardi-
nhas de Sanies, chegadas h> ponen ; c varios escra-
vos mocos de meia idade de ambos os sexos, qne se
adiarlo presentes no referido armazem as 11 horas
do dia sexla-feira 30 do correnle.
Agencia de leiloes,.na ra da Madre de Dos
n. 32, de Vieira da Silva; sabbadn I de junho, as
10 horas da mnnha, serao arremalados muilos e
diversos arligos de uso e commodo r mnitas pejis fi-
nas e de mobilia, o qoe ludo esl patenta e ser
vendido a conteni dos freguezes.
O capillo da galera americana aGolden Gatea,
Samuel F. DcwJDg (ar. leilao, por autorisasio da
1U l'W.10. RQ D4 CRUZ R. U,
ha para vender : Rhum d Jamaica verdadeiro, de
ptima qualidade, em caixas de urna duzia, por
mdico preco.
Aviso iiuportantissiuio ao
resneitavel publico.
Saiustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeitavel jmblico, que os Srs.
Jos Fortunato dos Sanios Porto, estibe
Iccitlo na rita da Cadeia n. 45, e Antonio
Augusto dos Santos Porto, estabeleeido
na praea da Independencia ns. 57 e ")!),
eslao encarregados a pagar todos e quacs-
quer premios que saliirem em seus bi-
Ihetes, n-.eiosequartosdas loteras da pro-
vincia, nao obstante serem vendidos por
outtos, Ira/.endo a rubrica de Salustiano
de Aquino Ferreira, sendo os premios
grandes sem o disconto de 8 por cento
do imposl} geral.
Pernambuco () de maio de 183.Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
Aviso.
Os abaixo assignados administradores
nomeados pela maioria dos rredores da
massa Fallida de Nuno Marta de Sei\as, na
reuniao que teve lugar em2 do correu-
te, em presenta do E\m. Sr. Dr. juiz do
eoinnicrcto, por ordem do mesmo, cera
COnformidade com o art. S!) do cod.
comm-, couvidam oscredoresda mencio-
nada massa aapresentar-lbes os respecti-
vos ttulos, no pra/.odeoilo dias a contar
desta data, na ra do Trapiche 11. 7t\, pri-
meiroaiidar. UecieoO de maio de 185G.
Novaes & C.Aureliano de Almeida
Rodrigues Isaar.
(ratilica-se generosamente a quem
levar na ra do Collegio n. 15, arma-
zem, ou na ra das Cruzes n. 11, segun-
do andar, urna anta de leite que tenlta
boas qualidades.
Jos Bernardo Gonralves Vieira, declara pelo
prsenle annuucio que nada deve Desta praea, mas
se alguem se julgar seu cre.lor aprsenle suas conlas
no praso de oilo dias a contar da iola deste para
serem iinmedialaTneiile pasas: ua ra Mova n. 30.
Recife 8 de iuaio.de 18)0.
Jos Bernardo Gonralves Vieira faz publico
pelu prsenle annuucio, que desde o da I' de junho
prximo fuiuro c n diaule s se Essignara' por
Jos Goncalves Vieira.
Us Srs. Antonio de Anuda Cmara, Manuel
Dias Tollo, Francisco RajmunJo Canillo tem
cartas, na ra das Cruzes o. 10.
Precisa-se alugar urna prcla quilandeira, que
seja da boa conducta : ua ra do Caldereiro n. 78,
c na mesma casa se vende doce de guiaba.
Henrtque .losada Cunha relira-se desta provin-
cia para Europa.
Preeisa-se de um silio, que leuda boa baixa
para rapim, arvores de fruclo, pasto para '; ou (i
vaccas. casa de viveuda, e sensala, e que oceupe ti
a 8 tr.ili tinadores : quem liver queira aununciar por
esle Diario para ser procurado.
David liolhmaiin, subdito Americano, retira-
se para os Esladost'nidos America do Norle.
.Vi audiencia de buje (30 do correnle) do Dr.
juiz municipal supplente da primeira vara, escrivao
llaptisla, ser a ultima praea dos bens seguintcs:I
sobrado de 2 andares na ra do Codorniz n. (i, sendo
o solo proprio, avaliado i vis(a do es(adu em que se
aeha em .m >,i- ; I casa terrea em armazem na ra
da Senzala Velba 11. 1. a qual lem sot.io, avahada
em ->:.j09 ; I solo na travessa do porto das canoas
da freguezia do Kecife, em o qual lem um pequeo
sobrado 11. 9, Joaquim Francisco do Azevedo, ava-
liado por 100.; ; 1 dilo no beceo das Miudinhas na
un -mu freguezia, em o qual tem urna casa terrea n.
I, Lucinda Ferreira Ramos, avahado em 50? ; pe-
nlinrados Jos Rodrigues do Passo e sua inullier,
por execucSo dos herdeiros do finado Amonio Mar-
lins Ribeiro.
O Sr. Joaquim l.uiz da Silva lem urna Cari
vinda do Pinuhy, na rua do Crespo n. 10.
Ausentou se de casa de seu senhur o prelo Jo-
venrio, idade de *20 anuos, estatura regular,ciir mui-
tu prela, be cozinheiru : quem o appiehemler e le.ar
a casa de l.uiz Gomes Ferreira, no Moudego, sera
bom rerompeiisado.
Na praca do commercio, escriplorio n". 0 de-
seja-se fallar ao Sr. Jos Xavier Carneiro Rodrigues
Campello, a negucio de eu interess1.
Precisa-se de urna ama |> m casa de pouca fa-
milia : a Iralar na rua do Queimado, sobrado 11. 18,
primeiro andar, esquina que volta para a roa eslreita
do Rosario.
GRAT1FICACO.
Fogio na noile do dia quinla-feira -22 do correnle.
um molequa de nenie losmo, de idade '-i BDBot,
pouco mais ou menos, do sillo do Toque, no lugar da
Turre ; esle moleque foi comprado em Garanliuns a
Joaquim Jos'do Veras, cujos sinaes sao os seguin-
tcs : estatura recular, pos multo apalhelados, lem
falta de altuns denles na frente ; levou camisa de
algodilozinho branco c calca de algodilo mescladn, be
mullo diligente em lodo ervijo que faz ; quem o
apprebcnder 011 dellc der noticia certa 110 referido
silio cima, 00 na rua do I.ivramento n. 16 a seu se-
nbor Francisco Cavalcanli de Albuquerque. sera ge-
nerosnmente recompensado.
Precisa-se de um caixeiro com pratie.a de ta-
berna, que d ronhecirneuto de sua conducta ; na
rua da Cruz do Reeifj 11. 31, se dir quem prensa.
I'iccisa-se alugar una negra ou negro captivo
que taibt cozinhar, para casa de pouca familia, pa-
ga-c bem : na rua eslreita do Rosario n, 17, segun-
do andar.
Da-sc ale 16? por una casa terrea as segra-
les ras: Cruzes, Camhna do Carmo, nuil., pateo
do Hospital, dilo de S. Pedro, rua de S. Francisco :
qnem n liver e quizer alugar, procure na rua eslrei-
ta do Rosario 11. 17, segundo andar.
m mo^o portocuez Bateado ha pouco a esta
cidade, precisa arranjar se n'uma casa particular
para o servido de copciro.de qoe lem bastante prati-
ca, labe 1er e escrever, ou mesmo para criado de um
moco solteiro : quem do seu prestimo se quizer uti-
lisar, deixe ueste escriplorio o escripto com as ini-
ciiei A. M.
\a Uniao
RUA DA GMJZ \ 41.
lia para disposi^ao do publico, os seguinles pe-
tiscos:
(.lucios de rala.
Ditos de l.imburgo.
Dito verde suisso.
Salames.
Pre/.Unlo.
Sardinltas nn sal.
Harenques.
SalmSo fumacado.
Caviar (ovasde peixe.)
Conservas de diversas qualidades.
Assira como os sesuinlcs vinhos.
BordeaUA linio e branco.
Porto.
Madeira.
Sherrv.
Ooe o mesmo achara todos os dias de maubaa ale a
noile: uas segundas a quiutas-feiras llavera'sallada
de llarenqucs.
Alnga-se urna grande casa leirea cora sitio na
rua da Soledade : a Iralar na roa da Aurora n. 26,
Quem se eonsiderar credor do finado Manoel
Anlonio Dias, do engeuho Jundia, dirija-se a Iraves
sa do Queimado n. I, no prazo de 3 das.
Desappareceu no dia '23 do correnle do aterro
da Roa-Vista u. 36, um cavallo alasilo, grande, com
a frente aborta, auda Ion, tem dous siguaes, bran-
cos de um e oulro lado do espnili.ien. provenientes
de cangalha, urna cicatriz sobre o espinha;o, a
qoaodo anda sacode urna das pernas : quem o pegar
pode leva-lo ao lugar supradilo, que se recompensa-
ra, e pagara qualquer despeza.
Pede-se ao Sr. Joaquim da Cosa He-
zerra, lenha a bondad i de comparecer
no armazem de leiloe, na rua da .Madre
de Dos n. 7r, a negocio que Ihe dizres-
peito.
Na rua das Trincheiras n. O, no seaUndo an-
dar, ha urna caria vinda da cidade do Porto para o
Sr. Jos Justino de Souza, morador ua freguezia dos
Afogados, e lilho de um porluguez do mesmo uoma
ja fallecido ; o negocio be.de seu interesse. a>
Claudio Uubeux taz sciente que sa-
hiram de sua casa os seus dous caixeiros
Jos Antonio Moreira Dias e Antonio Ce-
zario Moreira Das, e por isso dispensa-
dos de qualquer servieo seu.
Auda fgido o prclo cimillo, de nomo Eduar-
do, iillici.il de tdiioeiro, escravo do padre Fr. Galdi-
no de Sania Iguez, he de cor fula, baixo, grosso, com
os deules pela maior parle podres, de 22 annos de
idade, e com priucipio de barba, anda calcado e traz
u cabello corlado rente e cercilhado principalmente
alraz no pescocu, he sollrivel cozinheiru e padeiru
aprendeu o ollicio na rua dos Tauoeiros, na leuda do
meslre l.eaudro Jos Ribeiro, o Irnbalhava pelo oOi-
cio no caes do Hamos, no armazem da viuva Gaspar:
quem o pegar leve a Gamboa do Carmo, casa n. 18,
a Silverio Joaquim Marlius dos Sanios, que sera ge-
nerosamente recompensado, assim como quem der
noticia dclle.
Jos Joaquim da Costa Figuciroa Taz sciente
ao respeitavel publico, que pessua algama l'aea ne-
gocio com a parle do engenho S. Jos na freuuczia
de Santo Amaro de labeaUo, com seu mano Manoel
Joaquim da Cosa Figueiroa, porque embora seja
seu dilo mano coberdairo do mesmo engenho, o nao
pode fazer sera primeiro nao ser ouvido o annuuci-
iiiile, visto liover um papel de trato entre ambos em
que di preferencia um a oulro no caso de querer-se
um dos dous desfazer-sc da parle que lhe compele.
Na Cidade Nova ha urna casa para alugar, com
commodos para urna grande lo mili : quem preten-
der dirija-se a administrarao do correio, a fallar com
Antonio Jos Gomes do Correio.
O abaixo assignado cora loja de trastes na rua
Nova n. aluga irasles para lodo, e qualquer acto
festivo, fnebre e baile meusalmenle, dando tiadur
ao objeclo recebido.l.oureneo Puggi.
Urna granue ca*a.
Sexla-feira 30 do correte vai a praca depois da
audiencia do Sr. Dr. juiz da primeira vara ili civel,
urna grande casa acabada de novo, com 4 qoartoa, 2
salas adiaute e alraz graudes, cozinha lora, um gran-
de copiar alraz, pintada e prompta, toda a moderna,
com um terreno sulTicienle para se formar om pe-
queo sitio, tendo 100 palmos de frente e 600 de
fundo, editicada no lugar da Capunga, pelo commo-
do valor de 2:4009, por exerueao de Manoel Joa-
quim Ferreira Esleves, contra Maria da AsceorJo Ca-
valcanli de Albnqoerqne.
no novo deposito, no ater-
ro da Boa-Vista n. 5JJ,
Mobilias le alugnel.
Alugam-se mobilias completas, ou qualquer traste
casa na melhor ordem possiv'el, declara' e pede, que I separado, e tambera se alugaaa cadeiras em grande
se ha alguem com direito de ser por qualquer forma I porcao para bailea ou odelos, e por prer,o commodo:
no armazem de trastes do Pinlo, na rua Nova de-
fronte da rua de Santo Amaro.
A QUEM INTERESSAR,
Joaquina Jeronyma de Jess, viuva de Julin
l'urlella da Silva, tendo de por os negocios de -ua
seu credor, por litulos vencidos ou a vencerem-se,
haja de, no prazo de 8 dias, contados da dala desla,
entender-se com a annunciante em sua rasa, na rna
do 1.1\ romelo, sobrado de um andar n. 37.
O abaixo assignado, Inlor do pardinho menor
de uomc Anlonio, idade de 12 annos, cabellos um
pouco sollos, secco do corpo, tem urna pequea feri-
da quasi em cicatriz no peilo do pe direito procuran-
do o dedo mnimo, vestido com calca de brim liso e
camisa de algodaozinho, chapeo de palhinha, faz cer-
lo que lendj-se-lhedesencaminbadu, vindo da ribei-
i.i de S. Jos para ca do
crrenle, consla agora que se acha homisiado em
casa de urna pessoa, cunlra a qual protesta u abaixo
assignado proceder criminalmente, se dentro em 3
dias o nao aprcsenlar ao infra assignado. Recite 27
de maio de 1836.
Francisco Foligonio de Soma Magalhes.
Precisa-se alugar om prelo, para servieo de si-
tio, como seja corlar capim e carregar agua : em ca-
sa de Paln Nash &Companhia, na rua do Trapiche
Novo, n. 10.
Aluga-se nina ama que seja sadia e
lenlia bom e abundante leite: a tratar
na rua do Collegio n. 21, segundo andar.
Aluga-se a loja do sobrado de 3 audares ua rua
da Cadeia de Sonto Antonio, esquina do becco do
Duvidor : a tratar com l.uiz Gomes Ferreira, uo
Mondego.
Jos da Maia continua com a sua classe de in-
glez, e poda ser procurado em cata dos Srs. Gouveia
& Leile.
Precisa-se de urna ama para o servieo inlernu
de urna casa de pouca familia : quem quizer e esli-
ver uestes circumslaucias, dirija-se a praca da Boa-
Vista, sobrado n. 12, que achara com quem tratar.
Os senhores accionistas do vapor a
reboque, sao convidados para entrar com
a terceira prestacao, at o dia 12 de junho
do corrente anno : na rua do Trapiche
n. 8, escriptoro dellenry Foster&C.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da mesma manda convo-
car pela terceira ve/.os Srs. accionistas para
sereuniremem assemble'a geral, no dia 50
do corrente, a's 10 horas da manliSa, no
respectivoescriptorio, alitn de decretar-se
opagamento do l dividendo, edeliberar-
se sobre o orcamento da recata e des-
peza do semestre corrente, e proceder-se
a's eleiries conforme o 1. do art. 19
dos estatutos, tendo nessa terceira reu-
niao de volar-se com o numero de vo-
tos presentes, segundo dispoe o artigo ad-
ditivo ao l(i dos estatutos. Escriptorio
da Companhia de Bcberibe 27 de maio
de 185(i.O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
Precisa-se' fallar ao Sr. Marcellino
dos Santos, que morn no bairro do Re-
cife : na livraria ns. 6 e S da praca da
Independencia.
O Dr. Filippe Lopes Nelto, tendo de
ir ao Rio de Janeiro onde pretende de-
morar-se at o ftm do mez de junho,
deixa o Sr. Dr. Rulino Augusto de Al-
meida, com quem seus constituintes de-
verao entender-se em sua ausencia, in-
cumbido das causas que foram confiadas
ao annunciante. Recife 27 de maio de
183G.
tiutruc^ao moral v. reli-
giosa.
Este compendio de historia sagrada, qne foi ap-
provado para instruogao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvae.aoa 19600 rs., passa a ser
vendido a l9l)00: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
REPERTORIO DO IEDICI
HOMEOPATH.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordem alpliabelica, com a descripeo
abreviada de (odas as molestias, a iodicajao physio-
logica e (berapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopathicos, seu tempo de accSo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicaro de todos
os termos de medicina e c ir urga, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DH. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. aseigoautes podem mandar bascar os tea
templares, assim como quem quizar comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar crianzas na
casa dos ei pos tos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habililar-oes ntcessaras, dirija-tea
mesma, no pateo do I'araiio, qoe thi achara com
quem tratar.
Eogomma-se e cose-se para fracom muita per-
feieilo : a tratar no sotan da casa da roa Bella o. 2.
Precisa-se de canoeiros forros ou eaerarot pira
tirar ara na cora, pagando-se-lhe 1J000 .por canoa
de caiga de 800 a 1,000 lijlos, assim como tomaaa-
se por aloguel algnns prelos, dando-se o sustento e
pagando-e meusal uu scm^iialmeiite o ordenado em
que se convenciooar, ludo para o meamo lim, garan-
tiodo-te-lbe a duraeao do Irabtlbo por algum tempo,
se tanto for preciso : quem para tal fin te jalear
habilitado, appareca na rna da Aurora, pastando a
fundieao, primeiro porlo.
Arrenda-te o engenho Camaebo, distante des-
ta praca tres legoas, perto do mangue o distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello Ires quartos da
legoas,.freguezia de Maranguape : quera quitar ar-
rendar dirija-se ao engenho Paulisla, assavtrando
que pode safrejar de 1,500 p>s para cima, a lem
ierras emulas e frescas qoe se pude plantar ne verlo,
e muito maneiro.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na rua do Trapiche n. 40, segundo andar.
Precisa-se de um horneo brasileiro ou ettrtn-
gciro, que saiba bem moniar e Iralar de cavallos,
para servir de pagem a um seohor de engenho, da-se
boa paga : qoem esliver nestas circomstancias e qoi-
zer, pode dirigir-se ao largo da mafriz de Santo An-
lonio, cata de om andar u. 2, qoe achara com quem
tratar.
Na fabrica de calcado
francez do aterro da Boa-Vista precisa-se de offlciaet
de sapateiro para obras finas, paga-te bem.
Na rua do Hospicio em casa de
Tliomaz de Aquino Fonseca, precisa-se
de urna ama que s saiba cozinhar bem :
qnem estiver nestas cit cumstancias com-
pareea a qualquer hora para tratar" do
ajuste. '
Odontor Olegario Cesar Caboss, formado' em
medicina pela i-'acnldade da Bahia, avisa ao respeita-
vel publico deila capital e especialmente aoe po-
bres, qne queserem ulilisar-se do ten presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sita na rua do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
I J. JASE, DENTISTA, |
contina a residir na rua Nova n. 19, primei- #
9 ro andar. m
**S33SS*0 (
No loja do sobrado n. 15 do paleo da ribeira de
S. Jet, lava-se e en:omma-se com muita perfeieu
e aceio, e com a rcaior brevidade possivel.
Paln Nash & Companhia declaran) queaatfe
Pedro Jess de Malla deiiou de ser seu caiiein
de hnnlem I i do correnle mez. Recife 15 de
de 1856.
Massa adaman-
tina.
existe um completo sortimenlo dos mclhures charo-
Ios da Babia, como sejam, I homo l'inlo, Principe
Alberto, nova regala, suspiros do liavana, lancei-
ros, vrelas, distra;ao da mocidade, regala, grande
loui, e mitras moitas qualidales. No mtsinn depo-
sito precisa-se alugar um piano forte com pouco
uso : quem liver annuncie para ser procurado, ou
dirija-se ao dilo deposito.
Alugam-se dnas escravas, que saibam lavar c
engommar com perfeieo : quem as liver, dirija-se
a' rua da matriz da 1! -N i-i i n. -(i, segundo andar,
sobrado junio so do Eim. Sr. barao de Capibaribe.
Aluga-se una boa casa c silio na Passagem da
Magdalena, propria para residencia annual, ou du
lempo da testa : a Iralar na rua do Vigario n. 7.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da l'enli i com fundos para a roa Direila n. 9 ; a
Iralar no mesmo.
Precisa-so de urna ama para cozinhar, engom-
mar e ensaboar, para orna casa de pouca familia :
quem quizer, dirija-se a loja de cera do Sr. Angelo
Custodio dos Santos ; na ruado Ctbug.i.
No dia "27 do corrente, ausentou-se Ha casa
do Sr. Sania Rosa, o eseravo Silverio do mosteiro
qe San liento, que se arbava apreudendo o ollicio de
pedreiru, suppoe-se ler levado comsigo urna crian-
ea de 12 anuos, serai-branca de neme Ignacio, por
ser desla amigo, e ler-se tamben) ausentado da sua
casa honlem a noite, 9 dizem que turnara a direc de Pedras de Fogo; os siguaes do Silverio s3o os se;
guite-:.cabra-negro, allu, secco do rurpo, marca-
de bexiga pelo rosto e corpo, lesta grande c carnu-
da, sem barba, nariz afilado, de 18 annos de idade;
levando loda a roupa, coustaudo de calcas e cami-
sas zoes e brancas, ejaquelas de titeado, e chapeo
de palha amarello, as vezes anda de spalos: julsa-
se andar tanibcm de compauhia com o lio, e;cravo
do mesmo ino-leim, de nome Brgido, por ter es-
te se ausentado do mesmo mosteiro no dia 21 do
correnle; os siguaes deste sao o seguinles: secco do
corpo, altura regular, de meia idade, pouca barba
e pintada, olhos pequeos, ppisisla e muito regria-
la, fnge-sc doente por balda; levando calcjs e ca-
misas zoes c brancas e chapeo de palha grossa: por
tanto roga-se a's autoridades policiaes c capitaes de
campo a appreheueaodos dilos csjravos, e levein-no
ao referido mosteiro de San liento de Ulipda, ou ao
engenho Mossuiepe, que sera generosameule recom-
pensado.
1'recis.i-so de Om sacerdole para capellao de um
euseiibo, pagando-sc um bom ordenado, quem pre-
tender, dirija-se a rua Augusli, n. 3. sobrado.
Precisa-se de um nm.mador que saiba bem
desempcnliar o leu lugar : no aterro da Boa-Vista,
padaria n. 50.
Qualquer pessoa que lenha de fazer uegocio
com o eii-enlio da liba, lernio do Cabo, qua foi do
fallecido Joao Francisco Paca Brrelo, e mesmo com
a propriedade da Ponte dos Carvalhos, por perlen-
cer ao mesmo engenho, aniel de o fazer, se datera'
entender nesta praea com Anlonio Pinto de Azeve-
do. com armazem de carne secca. na ruada Praia,
peto dito l'.u's Barreto lhe fcar devendo por letra,
e se acha ja a concesao feila sobre o uicsino debi-
to com o Sr. Fioriano Dezere l'orlhicr, para entrar
ja em letigio.
Tem de serem arrematados terrenos no lugar
de Santo Amaro, pcrtenccules ao tinado Joao Anto-
nio da Veiga, para pasamente dos credorea do mes-
mo, pelo jallo de orphaot, escrivao Facundo, na pri-
meira audicucia que haja do mesmo juizu ; acha-se
o escripto em poder do porleiro
D3u-sc iOO.? premio sobre li\ polher.i em una
casa uesla praea, ou lirmas a contento : na rua Ve-
lba n. 105.
Precisa-se de urna ama para o servieo interno
de rasa de liomein solleiro : na rua da Concordia
n. S.
Ausentoa-se do deposito geral desde2de cor-
renle o prelo Anlonio, de nacao, idade maior de 10
anuos, alliua recular, secco do corpu, descorado,
com principio de frieldade, com falla da melada de
una das orelhas qoe o faz bem conliecido, lendo vin-
do da casa de delenco, on oulro em lude fevereiro deste anno, por sequeslro
do juizo da segunda vara municipal c residuos, es-
crivao Itlldino, como bens do evento. Recife S7 de
maio de Isl.O depositario geral,
.Manoel Uoncaltat Ferreira Silva.
Precisa-sc de um menino de 19 a I i anuos,
que tenhe pralica de taberna : na rua du Bangel
n. I.
No dia l!l do correnle mez fogio um escravo
mualo de nome l.niz, Idade que representa 40 au-
nos.baiio, magro.cor clara, pouca baiba, uzando as
vezes de bisle, (ornozelos juntos de ambos osps,
e o esquerdo mais grosso, que o faz andar cono,
cabello um tanto sollo, levou vestido camisa e cal-
sapretsa, be sanhadorde rua, (rabalha de caiador e
sapateiro ; fui eseravo de Domingos Jos e arrema-
tado em praca pelo abaiio assignado, que, gratifi-
ca qocm o agarrar, e lho entregar.
Manoel Joaquim Baplista.
EXIWAO UNIVERSAL DE i 8I'l
EM TARIS.
Joo Vignes, rua larga dn lio-ario n. 28, alcrri das
inveneoes novas, fez mclhoramcntos importantes nos
seus pianos, apropriados para o clima deste paiz, que
acabam de ser premiados na eiposieao de 1855 em
Paris.
A'.nliaivi assignada, tendo estabclecidn um'col-
legio de educaco para o sa\o femenino, na casa de
sua residencia, na praca da Boa-Vista, sobrado n.
'12, segundo andar, avisa aos senhores pais de fami-
lias que queiram recolher suas Pulas em dito csla-
lielecinicnlo, onde ensinar-se-ha as materias tenden-
tes nstrucro primaria c secundaria, como tam-
ben) artes, frnncez, msica, desenho. clan-a, etc.;
assim como avisa aos pais de suas alumoas, que sua
aula existe aborta desde o l.- de abril proiimo pas
s.i.io. o que nao fez antes por causa da epidemia rei-
nante. Os estatutos deste cstabelecimeulo scrao
publicados com a nuior brevidade qoe pussivcl for
a abaixo assignada.
Thereza (uilhermina de Carvalho.
COMPANHIA
'crnaiubuciia.
Agencia, Foi te do Mattos n. 10.
Os Srs. consignatarios dos gneros abai-
xo declarados, salvados do vapor MR-
QUEZ DE OLINDA, queirain compare-
cet uo escriptorio da companhia, de hoje
"28 ate "2 do provimo mez, para recbe-
los ; advertindo-se que deprJSs do prazo
marcado serao vendidos aquelles que li-
carem por entregar, para do producto
deduzir-se as despezas (citas com o salva-
mento.
SWV. 0701 caixa.
TWN. 7151 dita.
DC. 167l1
Francisco l'inlo Ozorio chamba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e applica ventosas pela
atraccao do ar : pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Na rua dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do^que em outra qualquer parte.
Olerece-se urna ama para casa de um liomein
solteiro, ou de pouca familia : quem quizer dirija-
sc a roa do Padre F'loriauo n. 45.
<0m/?ra3.
1*191
I
US.
PAC.
Compram-se cm segunda mao um ou doas II-
leiros de pos de botar amostras na porta, e om ar-
mario de guardar roupa : quem liver annnncie.
Comprase effeclivamenle, la!3o, brome e cobre
vclho : no deposito da fundieao da Aurora, na ru-
do Brum, logo na entrada n. 28, e ua mesma fund-
cao, em Saoto Amaro.
Compram-se notas do Banco do Brasil : o
rua do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se cma duzia de colheres de pral pa-
ra sopa e orna salva para 3 copos com agaa, tam-
hein de prata, tudo ara bom uso e sem feitio : no pa-
co de S. Pedro n. 22.
Compra-se toda e qualquer porcao
de prata velba de lei sem feitio: quem
ttver para vender; dirija-se a rua do Col-
legio n. 15, agencia de lciloes.
Compram se pare urna encommendt escravos
de ambos os sexos : na rua da Cadeia do Recife, ar-
mazem n. 3b, ou na rua do ijucimadu n. 28, segan-
do andar.
Compra-so nma carta geographica da provin-
cia de Peroamlmco : qoem a liver e qoizer vender
dirija-se a roa Nova, sobrado n. 14, segundo andar.
Compra-se Ires caixSes para deposito de bolacha
com vidr.icas ou sera ellas : ua rna da Florentina
n. 6.
ScnU&.
I olliiulias
PARA 0 CORRENTE AMO,
Folhinhas de algibeira coniendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dosdireitos paroefaiaes, resumo dos im-
postes geraes, provinciaes e raunicipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrado, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentes e exportarlo da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas eclesisticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia-
Vendc-se um rico candieiro proprio
para loja e por preco commodo : na rua
de Apollo n. 12.
Vende-te urna parte do engenho
Piudobal, termo de Pa'o d'Alho, por pre-
co commodo : a tratar na rua do Crespo,
loja n. l.
.YSoeud'is superiores.
Na ttndicaodcC. Starr&C, cm San-
ia O proprielano administrador do trapiche $ Am..,, ...'.Ka i(, nal., vender mnendas
$ denominadoCUMIAfaz cerlo a todos os i l, Amdl '"-"a-se Ddta vtnact moenuas
X senhores .le engeuho, lavradorcs e negocian- de canil a todas de ferro, de um modelo e
5 lea, Unlo desla provincia como fura della, S constrnccao muito Superiores.
2T que ale hoje anda mo altern c nem altera ? --'
Cemento
2 I
11 paneiros com larinha
do Maranhao.
B travessao e C.Voluntes com car-
nauba, 2 banicascom
calcado e outtos pe-
queos objectos.
Pernambuco 2 de maio de 1856.
Precisa-se de urna ama de boa con-
duela para conliar e mais servieo in-
terno de tuna casa de ."> pessoas de fami-
lia : na rua de Apollo n. l, primeiro
andar.
Aluga se urna sala e um quarto do primeiro
andar do sobrado de rua de Apollo n. (i; a tratar na
mesma. un no armazem da rua do Trapicha n. 40.
Na rua do Brum no Recife n. '22. precisa-se
de una ama livre ou escrava, que lenha bom leilc,
c mo len.'ia lilho ; no se duvida pagar bemou mais
le que qualquer outra pessoa, por se precisar muito,
ia senhora na i poder criar.
Na roa Imperial, taberna n. 179, precita'te de
iim rapaz queja lenha pralica de balco, e que d
couhecliueuto ale sua conduele.
TRAPICHE l)l> CUMIA. p
os precos dos saceos d assucar desembarca-
"!

rom i no.
Vende-te ao preco deS&jOO por barrica decemen-
armazem da roa da
dos e armazenados no aeu dito trapiche, e
q.iii anda continua a pagar 80 w. cada v j lo de imcir,n qualidade: no,
sarco, conforme as circulares que lia lempos Cadeja' de Santo Antonio n. 17.
cj distriluiio. lrapicbc du Cunha 21 de maio as .
deiso. > queas !ii ,&98*&-&%>&$-1$]-99i
Vendem-sc vaquetas inglczss para carro, da me-
I Ihor qualidade, e por preco muilb commodo: no de-
11 psito do aterro da Boa-Visl d. 78, e sola de lustre
ESCRAVOS.
No hotel inglez lia una pessua rbegads do sul,que \ p,
detajt comprar alauns escravos e nAo duvida pa- ; a l.'cOOO o meio.
ua-lus bem,uina vez que sej.iin mdcotn boas liguras, | Vende-se-um excellenle terreno na rna Impe-
l ira o qne pude ser procurada a qualquer hora do rial, rom os fundos baixo mar da Cabanga, o qual
dia. j tem 17'i palmos de larsora e mais de 2,000 diloa de
- Precsa-.se de una preta cc.ava, que taina W*> 2*l22l ^SlJu^eJ^.
tratar de meninos e cuidar da sna roupa : quem a ti- : de fruc, e '" 'eodelros "" m"n' lo^.f da f8b?0-
ver dir.a-se ao sobrado n. 8 da rua de S. ir.ncisco, ns luaes ^""'ZZ u, T -m* a
como q'uemvai para a rua Bella, para tratar do j S^U^SJ.^^
ajuste.
Claudio Dubeux inudoit o seu escrip-
rio para a rua da Cadeia de Santo Anto-
tonio n. 15.
Precisa-te de um feilor para um filio perlo da
praca: no aterro da Boa-Vista, numero 41!, segundo
andar.
Alugam-se carrosas para conduzir trastes oo
malcran, por preco moilo em conta : na rua da
Alegra na Boa-Vista u. 42.
excedente proporr,ao para salgadeira, por Picar ao
pe da malanea e ler urna vasta campia: quem o
pretender dirija-te a Antonio da Costa Ribeiro e
Mello, na roa do Jasmira, casa de frente tmtrellt.
ViuliO do Porto superior.
O bem conhecido vinho do Porto superior, em
barris de oitavo ; no armazem de Barroca & Catiro,
roa da Cadeia du Recife n. 4, onde enconirarao lam-
ben) regular, em barris de quinto, por preso com-
modo.

ILEGIVEL


Vendem-se dous puos fortes de Jacaranda
consiruccao vertical ecom todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
AttCllco. ^alojadas seis
pimo ?c pimwBtco um Hm 30 ai im n isse
Fazendas
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuosde todas as oacOes podetu
trstcraunhara virtudesdesteremedio iucomparavel
.. ..t.uu.,,,, a> ru luucsiieMeremcuiu iikuiij|rUidvci unos ue can-mira para calca lios decore
e provarem casonecessario.que, pelo uso que dclle Ditos de meia, easemirataieori.,cores lisas
tizeram, tem son corno e membros inteirameule rom tnnn.ammo(
liieram, tem seo corpo e membros inteiramente
sAos, depois de haver|erupregado intilmente outros
Iratamenlas. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas caras maravilhosas pela leitura dos peridicos
que lh'as relatam lodos os das ha muilos anuos; e
in.iior parte dellas sao lito sorprendentes que admi-
ram os mdicos mais celebres. Quanlas pessoas re-
cobraran com este soberano remedio o oto de seus
bracos e nemas, depois de ter permanecido longo
tempo nos hospitaes, onde deviam soflrer a amputa-
cao 1 Dellas ha mu tas, que liavendo deixado es3es
asylosdepadecimenlo, para se nao sobmellerem a
essa operacao dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
samas dastaei pessoas, na efuso de seu reconheci-
menlo, decUraram estes resultados benficos dianle
do lord corregedor, e outros magistrados, afim de
mais autenticaren) sua aflirmaliva.
Niuguem desesperara, do estado de sua saude es-
tiveste bstanle confianza para ensaiaresle remedio
constantemente, seguiudo algum lempo fl Irala-
meutoque necessitasse a na ture/a do mal, cujo re-
sultado seria provar iucoosteslavelmente : Que tu-
coral
O ungentle til ma$ particularmente
seguales casos.
matriz.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores decabeja.
das costas.
_ dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Enfermidades do anus.
Erupces escorbticas.
Fistolas no abdomeu.
Fnaldade od falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
(engiras escaldadas.
I n chceles.
luflammac.ao do figado.
Lepra.
Males daspernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras dereptis.
Picadura de mosquitos.
PulmOes.
Queimadelii.
Sarna.
Supurarles pntridas.
Tinha, emqualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularnos.
Veas torcidas, ou noda-
das as pernas.
da bexiga.
\eode-se esteunguenlo'no estabelecimcnlogera
de Londres.n. 2U,Strand,e na lojade todos osbo-
licarios, droguistas eoulras pessoas encarregadasda
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
Hespauha.
Vende-se a 800 riscada|bocelinha,conlcm urna Uonrm
instruccflo em portugnez para esplicar o modo de .,
faier uso deste ungento. Krvilhas seccas em garraioes.
O deposito gera '. he em casa do Sr. Soum, phar- '
macenlico, na rutda Cruz n. 22, em Pernaro-
buco.
TAHAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
umbem no DEPOSITO na ra do Brum,
na entrada, e defronte do arsenal demarinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fondas; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gac eanas ou carros, Hvres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
Vende-se urna casa terrea tila na ra do Jar-
dim n. 34 : os pretendentes poderao examina-la, e
para tratar em Fura de Portas, ra do Pilar n. 92.
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
F.spelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo.
Cemento romano;
Gomma lacea.
muito
cores escuras
baratas.
para
Corles de laazinha de
vestidos 3|500
tilos de cambraia brancas bordados de agullia 4)000
l.aizinhai escuras para vestidos, o covado
Lencos de seda de cores grandes
Meias de algodao preto com pouco loque de
moro, o par
Damasco de pura laa com 6 palmos de lar-
gura, o covado
Panno da Costa francez, superior qualida-
de, o covado
220
19000
200
10300
700
portas.
Em /'rente do Livrmenlo.
i"!'," prcla para vestidos de senhora e ineniuas
a 10 lustoaa o covado, chaly de seda liso de todas as
cores para vestido a 2 cruzados o covado, e 3 patacas
o e quadros, fazenda de gosto, chales de merino de
oda a cores a i mil c 500cada um, chales de can-
mata adamascados a 2 patacas, ditos de ganga encar-
< ."res de col I otes de cssemira bordados de cor 49500
Ditos de fu-l.lo de barra cores tinas
Ditos de casemlra para calca linos de cores
19000
52000
29000
IjSOO
19000
00
360
19500
29500
500
59500
"3000
25000
Cacherina ada-
mascada de lin-
das cores a
600 J*S. O COVADO.
Vende-se na loja n. 21 A da ra do Queimado es-
ta lazenda, a qoal he ptima para forrar carros, col-
za, e paia pannos de mesa, e assim como para ou-
tras nimias cousas, e diio-se amostras?
com toqui mofo
pilos de brim Je linho de cores trancado
Brim de liuho trancado fino, cor de ganga,
a vara ,
Dito de linho branco trancado entrefino, a
vara
Dito de dilo pardo de quadros, fino, o covado
Set.m branco de Maco, superior qualidade,
o covado
Dito preto de Maco muito fino, o covado
Sclim de diversas cores com pouco loque de
mofo, o covado
Chapeos prelos francezes para menino
Ditos para homem muito modernos
Algodao americano largo com toque de
avaria, peca
Him como minias oulras fazendas He goslo por pre- uual lie recolhiiU (en. China.T'
Cos muito baratos: no armazem de fazendasdeCou- 1,Th5J~"* !EL"?"*"" c *
vea & Leite, na ra do Queimado n. 27.
------ hmumm a iimacas, .mus ue gnuua enca
nados a 2 patacas, ditos de gorgoraoa 5 tustoes, pro-
prios para asasalhar do fro na estacan presente, go- I
ondas para senhora a pataca cada orna, cnmisui para L """ aI*"" Boa-Vi-la n. SO, vende-se saga' c
enliora a 5 patacas, o para mcuinas a 10 tuslOes, i '",,."""! del-ranea a 321) rs, a libra, tapioca a KM),
ajas de cambraia bordadas a 3 mil rs., para acabar : ervllnas de Hollando a 120, grao de hico a 80 rs.,
a toja cata aberla desde as 6 horas da manhaa at as """"acete americano a tO, azeile doce de l.isb
Francisco Jos Leite, na ra do Collegio, tem
para vender os seguiutes gneros, chegados no ulti-
mo navio de Liverpool :
Presunlos para fiambre.
Bolachinha soda em latas grandes e pequeas.
Dita finissimacaptaiu.
Lalas pequeas e grandes com biscoilos.
Lraluiell.
Queen.
Fanci.
Mixed.
Picnic.
Frascos de conservas sor tidas.
Potes de sal refinado.
E ontros muilos ganaros qae ludo vende a precos
commodos, e garante a qualidade.
RAP DE LISBOA
a .10 rs. a oua\a : na na da Cadeia do Kecife u. 15.
Em casa de Habe clie-
mettau & C.,rua du Ca-
deia n. 59 vende-se
Um grnele sortimento de vidtosdees-
pellio.
Relogios finos de patente inglez.
Couros de lustre, marca castello.
Couros de gnxa
Vinlio do Rlieno superior,
Tudo por pret;o commodo.
ARADOS DE FERRO.
Na fundiro de C. Starr & 6., em Santo
- --.. iuuui^.iu uo vi. ,J.1II tt Vi., CIU oaulC
8 Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
a perior qualidade.
XAROPE
DO
BOSQUE
F'oi transferido o deposito desle xarope rara a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53,
garrafas- 5js500, e meias :i;000, sendo falso lodo
aquelle que nao for vendido nesle deposito, ptio
que se l'sz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phhsica em todos os seus difieren-
tes graos, quer motivada por constipares, losse,
asthma, pleuriz. escarros de sangue, dor de cos-
lados e peito, palpilacao no coracao, coqueluche,
broncliite, dorna garganta, e tollas as molestias
dos argaos pulmonares.
No trapiche denominadoPelourinho ha
certa quanlidade do caro para vender-se a quem
mais chegar : saranle-se a ptima qualidade : na
praca da Boa-\ isla, sobrado n. 2, por cima do Sr.
tiainciro.
Vende-se eijao molatinho muito novo, deste
anuo, a jOO rs. a cuia, manteisa franceza a a libra, louciriho de Sanios a 210 rs. arroz do Ma-
raahio, erando e alvo a 180 rs. carias de traques a
a II. fannha do Maranl.So a ICO rs. a libra,
queijos doseriao, conforme os lamanhos, ditos do
Reino a 13h00, 1/920 e a 23000 : na ra das Cru-
zes, laberua n. 20.
Vende-se urna escrava crioula, de 16 ranos,
15000 cada
de feicfus : na roa Nova n. }.
HABMELADA.
\endem-so lalas com marmelada,
tima: na roa do yueimado n. ).
Na roa do Vigario, casa n. 7. vende-su una
prcta, de naeao Mocambiqne, boa cozinheira.
Vendem-se 4 escravos mocos, bonilaslliguras,
com varias habilidades : na ra Direila n. 3.
. Vende-se caf de primeir. qualidade do Rio de
Jauetro, e mais em conla do qoe em oulra qoalauer
parte : no armazem do Sr. Antonio Aunes Jarome
I i re.
Vendem-se linhas de algodao em novello, pa-
ra costura, de superior qualidade. bolachinha ingle-
zasorlida.,le superior qualidade: em casa de Sou-
thall Mellor & Companlua, ra do Torres n. 38.
Vende-se urna roulalinha de bonila figura, de
a i annosde idade : na roa da SenziU Nova n. 22.
Vende-se urna boa casa de pedra e cal envidra-
cada, com qualro quarlos, cozinha fora, e evcellen-
Ic quintal, sita na Vanea : a tralar no mes.no lugar
com l.uiz Francisco de Carvalhu pacs de Audrade
ou no trapiche do Ramos.
Na taberna da ra das Cruzes n. 22, vende-se
ruanleiga franceza a 640 e incleza a 720 e 80(1 rs
banha de porco a 480, fannha do reino a 160. C
mais outros gneros.
PALITOS FRANCEZES.
\eudem-se palitos e sohrecasacas de panno lino
preto c de cores, a 1 ..->, 185 i 30*000 re., dilos de al-
paca, prelos e de cores, B e 88000 rs., dilos de
brim de lioho a 33 e 38000 rs. : na ra Nova, loja
CAMISAS FRANCEZAS.
^"SS^tSaSS^ fi5aS'- branca' Pintadas, a
-jj>, JW e JttSOOO rs. a duza : na na Nova, loja
Velas Acaba de chegar do Aracaly tima por-
rio de excedentes velas de cera lc car*
naubr, simples e de composiro, as tiuaet
se vendein por menos prero' do que em
outra qualquer parte: no ntigo deposi-
to de D. R. Andrade&C, ra da Cruz.
n, 15.
Aos fabricantes de velas.
Domingos B. Andrade & C, com ar-
mazem na ra da Cruz n. 15, continuam
a vender superior cera de carnauba em
porenoe aretallio, assim como sebo reti-
nado, vindo ltimamente do Rio-Grande,
c tudo por commodo preco.
(VARANDIS E GRADES.
Lm indo e vanado sortimento de modellos para
varaiidase gradaras de costo modernsimo : na
fundicao da Aurora, em Sauto Amaro.e no deposi-
lo_da mesma, na ra do Bruro.
a 560 a carrafa, lalas de sardinhas de Nantes, gran-
des a TOO rs., pequeas a lio, viulios engarrafados do
Porto de 1800 a 1280, dilo 02 a 181o. dito 03 a 1S,
moscatel de ntlubal a 13280, dilo a 900 rs.. vinho
madeira secca 18 a garrafa.
Vendem-seti
dous moleques na roa da Aurora n. 18 : os preten-
denles dirijam-e a mesma, que acharao com queiu
tralar, das',) horas da inanli.la as ,1a tarde.
\ende-se am carneiro com sellim e'arreios,
proprio para menino andar montado por ser muito
manso : no aterro da Boa-Vista, sobrado por cima
da loja da boueca de cera.
\ ende-se prala brasileira em moeda a um por
cenlo : na ra do llrum, armazem 11. 28.
Vendcm-se charutos varetas /;r,ind,io, ja conhe-
cidos, em caiiinhas de 00 por 2?100, e de 2". por
13200, assimeomo regala imperial, novo fabricante
c qualidade superior por 3? a taisa com 100 charo-
i : io' pra!a da ,ndePeudencia, loja de calgado na.
o e 3.'.
Vende-se um citante prompto para o observa-
dor fazer o seu Irabalho de lystema Tholroo, por
prejo commodo : na n>a da Praia n. 17.
Vendem-se cathecismos romanos,
tradu/.idos pelo padre Domingos Lopes da
Costa e Cruz : na ra do Encantamento
n. 76 A.
Pedras para obras.
Vendem-se superiores pedras da ter-
ne de Lisboa, sacadas, vergas, cordf.es e
outras mais : na ra do Collegio 11. "i,
teiceiro andar.
Vende-sena ra do Collegio 11. 21, lerceiro
andar, urna bonita escrava crioula, de idade 18 an-
nos, e urna mulatinha de 10, muito linda.
Na ra do Cabug, loja de miudezas n. 4, ven-
dem-se por baralissuno preco as soguinles fazendas:
pacotes de papel de cores com 20 cadernos a 020 rs.,
Doloes do osso linos para calca, pregados em papel, a
groza 9001*., franjas com bololas braucas e de cores
a peja SfSOO.
Na ra do Cabuga", loja de miudezas n. 4, ven-
de-se um completo sortimeulo de babado do Porlo,
lano aberto como lavrado, c de todas as larguras,
principiando por 3 dedos e acabando em 1 palmo re-
forjado, o qualse vende mais barato do que cm ou-
tra qualquer parte, por se querer mandar o mais
breve possivel a conla de venda ao fabricante.
Pianos,
Vendem-se pianos vcrlicaei inglezes, de elegantes
modellos e ezcelleotes vozes, fabricados por um dos
mais acreditados autores, preciado na exposicao de
Londres: no armazem de Roslron Rooker &Com-
panhia, praja do Corpo Santo.
Vende-se saccas grandes com feri-
aba de mandioca : no largo do Corpo
Santo 11. t, armazem de Palrueira iv
Beltrao.
CHITAS BARATAS.
Vendem-se chitas linas, padrfles e-cocezesa 14(1 e
lOrs. o covado, dio-seamostras com penhor : na
rua Nova, ioja n. 4.
Queijos do
sertao
No deposilo das bichas, rua eslreila do Rosario n.
II, existem queijos do serlao e favas de Lisboa, e bo-
lachinlias viudas de fra, de todas as qualidades, e
oulras milita- cousas.
Bichas de Ham-
burgo.
Na rua eslreila do Rosario n. II, deposito das bi-
chas de Hamburgo, existem os centos a 30?, e alu-
gain-se a 320 cada urna.
Fariulia de S. Hatbriis.
Acaba de chegar o hiale oS. Pedro com um bo-
nito carregamento de farinha de S. Malheus, nova e
hem torrada, a qual se vende por commodo preco;
para relalho a bordo dilo hiale fondeada ao p do
caes do Ramos, epara porfa a tratar na rua da Cruz
n. 1, escriplorio de Antonio I.uiz de Olivcira Asa-
Vedo.
Vinco vK psito (lo rap
arca pretil da Baha,
Acalmo de chegar algmnas libras deste mnilo
acreditado rape,o qual rivalisa como princeza de Lis-
boa : \^ende-se no deposito da roa da Cruz n. 1, es-
criplorio de Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo.
Sement*.
Vendem-se sement de hortalizas e llores de lo-
dai as qualid,.des chegadas pelo ultimo navio de Lis-
boa : na rua d. Cadeia do Recife, loja de ferrasen*
n. .)G, de Frinciiro Custodio de Sampaio.
Vende-se 800 saccas com farinba de
mandioca cliegada ltimamente, a reta-
II10 ou em porcio, a 5$000 a sacca : no
becco lo Carioca n. 7 e 9, e rua da Praia
:|tteires pela medida do
Vio
ao.
Na rua .lo Trapiche Novo n. lt, se-
gundo andar, se dir' quem vende um
violaoeni muit bom estado.
n. 27, lendo i
Rio.
FARINHA E Mil.un.
Vendem-se saccas com farinha e milho, porbaralo
preco : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 23.
Em casa de Tiram .Momsen & Vinas-
ja, na praca do Corpo Santo n. 13, ha para vender
livros para copiar, por preco commodo.
Vende-se rape Meuion v\ C, muito
I rosco, a retalho e cm oitavas: na loja
do Sr. Domingos Teiveira Bastos, na rua
da Cadeia n. 17.
Rclogios
coberlos e descoberlos, pecuenos e grandes, de ouro
e prata, patente inglez, de um dos melhures fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez: em casa de Soulhall Mellor & Compaohia, rua
do forros n. 38.
Cortes de seda
para vestidos de
sen horas. |
Na loja n. 17 da rna do (Jueimado ao p da boti-
ca, ha um grande snrlimenlo de sedas modernas de
novos deseuhos e cores muito delicadas, ltimamente
despachada?, as quaes se vendem por muilo barato
preco para se apurar dinheiro; dao-se as amostras
com penhor.
Vendem-se velas de carnauba pora por menos
do que em oulra qualquer parle : na rua de liortas,
reliiur.ii 11. ".
Vende-se um escravo moco, boa ligara : na
rua da Cadeia do Recife. loja u. SI, de Jo3o da Cu-
nta Magalhaes.
Moinhos de vento
com bombas derepuxopara regarhortas e bai-
la de capim : na fundicao de D. W. Bowman,
na rua do Brum ns.6, 8e10.
A boa fama
1&I0O
18280
18000
18280
20
.Mu)
200
aso
240
300
1*10
000
280
120
300
SO
60
80
OS
10
80
500
IUI
40
200"
2t0
100
soo
300
320
40
20
10
2.*00
390
WMs-
Dos premios da primeira parte da printeira lotera a beneficio do convento de flfassa Seithnr fin farmn ,i
Recife extrahida a 29 de Majo de 1856. aenflora o taimo do
KS. l'KLMS. RS. PREMS. NS. PREMS. NS. PRE MS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PUVUc .... ____
li 20 272 48 591 49 900 3 1195. 43 1199 i 3 178 49 2052 49 2280 1-3 2558 19 1-3 9 1-3 "a. rasis.
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49 49 33 49 41 49 50 43 33 49 10 49 17 49 83 19 II 19 20 711
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58 49 48 49 58 49 58 49 45 i; 63 49 .33 43 91 49 23 43 23 49
62 49 56 49 62 49 '60 49 46 1-3 65 49 35 43 . 96 49 30 43 26 19 83
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85 49 85 49 95 49 79 43 83 49 90 49 68 43 19 1-3 .36 1-3 35 49
88 49 90 49 97 49 82 49 94 1-3 91 1-3 75 19 23 1- 58 13 56 13 22
89 49 93 49 98 49 81 49 !)8 43 96 4-3 77 4-3 21 19 67 103 57 203 28
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13
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49
43
49
49
49
13
Jos Joaquim (loncalves da Silva, estabelecido no
aterro da Boa-Villa u. 8, defronle da bornea, avisa
ao respeila\el publico, e particulannenle aos seus
freguezes, amantes dos bous gneros e baratos, que
sua casa de uezocio se acba sorlida dos melbores g-
neros de inolhados, e vende inaia barato do que em
outra qualquer parte, chegados ltimamente de di-
versos portos do Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de urna fabrica nova, as melbores que
tem vindo a esle mercado, bolachinha de soda em
latasgrande< e pequenas, biscoilos linos Ingieres do
lo-las as qualidades, cm latas, queijos londnnos, di-
losdo reino de todas as qualidades, conservas ingle-
sas, presunlos de l.amcgo, dilos para fiambre de pri-
meira qualidade, lalas com bolachinha do araruta de
Rio, vinho do Porto vellio engarrafado |de lodas as
qualidades, dilo Brdelas, dito moscatel deSetubal,
e muitos outros vinhos .le superior qualidade, bola-
cinlia de Ballimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o melhor que tem vindo a esle mercado, dilo
Ctiim, chocolate baunilha allemilo, dilo de Lisboa,
dilo francez, inassas finas para sopa de lodas as qua-
lidades, manteiga ingleza e franceza, nova, de supe-
rior qualidade, cevadiuha, cevada, sag, ervillus,
marmelada de Lisboa muito superior, sal refinado
para celada, azeile doce refinado de primeira qoali-
dade, champagne calmante em garrafas e meias, b-
talas inalezas, e muitos oulros ge/ieros de primeira
qualidade, que s a visla dos compradores acharao
verdade o quantn se diz uesla annuncio.
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que existe uo mercado, vende-se por preco razoa-
vel: no arraazam do Cazuza, caes da "alfande'-a
n. 7.
Rob I.Afleclcur, Vermfugo inglez, salsa de
Bristol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros, em casa de Bartholo-
meu l-raneisco deSooza, na rua larga do Rosario
n. 36.
Cobei tures tfe la hespa*
nhis muito encorpa*
dos e g-ra ndes.
VeuJem-se na rua .lo Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
( amhraias de seda a 240
o covado.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se cambraias com
llores de seda a 210 o covado, ditas mais finas a 320.
A 8.S000 o forte de vestido pata senhora.
Para bailes, saraos, Iheilros, visitas, ele, ele,
vendem-se na rua do Crespo n. II. riquissimos cor-
les de urna fazenda de seda c i.i.i denominadaPri-
mavera ; esla fazenda ton.a-se recommendavel pela
qualidade, gostose preco, c por iso ho intil qual-
quer elogio. Na mesma casa vendem-se sedas esco-
cezas de novos padrn a 19 o covado.
Cal virgem de
Lisboa e potassada
Russia.
Vende-se na rna do Trapiche n. 9 e II, cal vir"em
de Lisboa, nova a 53000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Russia a 300 rs. a libra.
Kelogios de patente
inglezes de ouro, ele su bonete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto C. de Abreu, na na da Cadeia
do Kecife, armazem n. ."C.
Vende-se a muito acreditada padaria do Man-
gainho, sita na casa do Sr. eirargiio Tei\cira, com
militas fregoezias na Capunga, Allliclose Boa-Vis-
ta, alen da da porla. a qual (em lodos os pertenec
.1 (rabalhar, c na mcsiim lem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para tratar, na rua da
Soledadc n. 17, ou na mesma.
Ll VAS DE TORCAI..
Vendem-se luvas prelas de lorcal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baralissimo preca de I90OO
o par : na rua do Queimadu, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacume Pires vcn-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porees tratarle com Manuel Alves Guer-
ra, ua rua do Trapiche n. 14.
fENDE BARATO.
Libras de linhas brancas n. 50, 60, 70, 80, a
Ditas de (lilas ns. 100 e 120
Duzias de Ihesouras para costura
Duzias de ditas mais finas e maioris
Macos de cordao para vestido, alguma cousa
encardidos com 40, 50 e 60 palmos,
Pecas com 10 varas de bicoeslreito,
Camodas 1.0111 guillas francezas *
Caixa* com 16 nvelos de linhas de marcar
Pulceiras encarnadas para meninas c senhora9
Pares de meias finas para senhora a 210 e
Miadas de linhas mnilo finas para bordar 100 e
(rozas de boles muilo finos de madreperola
Uilas de dilos muilo linos para calcas
l'ivellas douradas par. calcas e coleles
Penlesdeyerdadeiro bfalo'para alizar,a 300 e
Pecas de lila de linho braucas com 6 e rucia
vara
Caitas com colxetes grosos francezes
Carriteis de linhas de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de lodos os nmeros
Macinhos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de benitos padrei
Torcidas para candieiro, duzia
Tinleiros e areeiro. de porcelania, par
Carteiras de marroquim para algibeira
Canelas muilo boas de melal epuo20e
Caivetes de aparar peonas
Meias brancas e cruas para homem, 160,200 e
Tranciuha de la de caracol e de loda as cores
palmo
Duzia de pentes .le chilre para alizar, bous
(rosas de holoes de lou.a piulados
Pecas de lilas de cm 210 e
Carreteis de linhas de 100 jardas, aulor Ale-
xandre
Linhas prelas de medioha muilo boas
Carlas de allineles di boa qualidade
Duzia de penles ahertos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda muilo boa 210 e
Hm'I.i- de arn rom (oque de ferrugem para
calca t()
(rusas de fivclas para tpalo! QQ
Caiiinhas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas 10(1
Caisinhai de po com palitos de fogo bons 0
Clisas com 30 caixinhas de phosphoros para
cliarulos ^(K)
Charuteiras de vidro 60 e so
Casles para bengalas muilo bonitos jo
Atacadores prelos para casaca 40
Sapaliuhos de laa para criancas, o par 320
Camisas de meia para criancas de peito .",00
Tranceln* para relogio, fazenda boa 1()
Escovinhas para denles khj
Atem de todas eslas miudezas, vendem-se oulras
muitissimas, qne vista de suas boas qualidades e
baratos precus, causa admirarlo aos proprios com-
pradores na rua do Queimado, na bem condecida
loja de uiidezas da boa fama 11. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-se orna porcao debarris com cal de Lisboa,
por barato preco, e retalho a 39 o barril t i,a roa da
Cadeia do Recife 11. 30
Livros Csicos
Veodem-se os seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : Hislory of Rome 33000, Thompson 2*,
Poal el \ trgiuie 2-jOOO ; na praja da Independencia
ns. 6 e 8. .
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se 1 venda na
rua da Craz do Recife n. 62, laberua de Antonio
Francisco Marlini as eguinlessemenlesde horlali-
ces, coma sejam : ervilhash-rla, genoveza, e de An-
gola, fcijso carrapalo, roxo, pintacilgo, e amarello,
alfacererolhudae allnala, uta, tomates grandes,
rbanos, rahuneles branros encarnados, nabos r-
xo e branco, cnoiras branca? e amarellas, couves
trinchuda, lombarda, esaheii. sedla de Selobal,
segurelha.coenlro de louceirs, rcpolhoe pimpinela,
euma grande porcao de dillercnles semenles, das
mais boi.ilas flores para jardins.
Relorios
a
a
IVa loja das seis
PORTAS EM FRENTE DO I.IVRAMENTO
hlores de relroz para enhiles de venidos para me-
ninos a me.a pataca cada orna, vestidos feiloa de se-
lla para meiiino.de3 al 6 annos a 59,saiaS de cam-
braia lisa bordad,, para ,,., |re, mi| rej C(.r_
le, de vestido de cambraia com 3 barra, einen
placas e dous mil re,, ch,u. escuras que nao dei-
bolarr. meia pataca, ru n,0 |aVrado, lenco, nin-
tado. para memnoia seis vinlen> cUt]e, "^'"
encarnados flor amarella a doas palacat ; dinheiro a
visla para acabar. uo a
S VIMIO E OPIATO AwfSGf J
LERICO
DO
DR ANTUNES "
fi Estes dous medicamentos conhecido, or 9
aa cu.uTnV resu,"ddos' 'ine.la'.io
CHOLERA, vendem-se, companhado. di Z
X Neves, roa da Cruz o. 30. a>
(> Preco de 2 vidros e 1 tldelo :te000, de m
1 cana 759OOO.
sasaeairas-eaaaattS
OTASSA E CAL TIRGEI.
^0 amigo c ja bem conhecido deposito da rua da
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal ,irgem de Lisboa em ^ra> tudo
a precos muilo favoraveis, com os quaes ficarao
os compradores satisfeitos.
Vendem-se mada|.loe, finos e de outros. com
um pequeo loque de avaria, por preco, moito bara-
los: n. rua d. Cade.a-Velha ...21, primeiro indar
C. STARR & C,
&
'
Atteneo
Riscado escuro e muilo largo, proprio para roup-
de escravos a 160 o covado, colchas brancas adam.is-
cadasde muito bom goslo a 69, aloaldado adamasca-
do com 7 palmos de largura a 1 -non a vara, loallia*
de panno de liaba slenoada e lisas parroslo, as
mais superiores que tem viudo ao mercado, ditas
para mesa, guardampos adamascados e oulras mua
las fazendas por preco commodo vendem-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volla para a rua da
Cadeia.
ing ezes de pa-
tente,
os melbores fabricados em Inglaterra: em easa de
Henry C-ibson : rua da Cadeia do Recife o. 52.
AGENCIA.
Da fundicao Low-.Moor, rua da Scnzala-No-
va n. 42.
Neste estabelecimenio coniina a haver um com-
pleto sortimento de moendas e meias moendas
para enpenho, machinas do vapor e taixas de
ferro balido e coado de lodos os tamanhos nara
dito. F
13$500
Vendc-secal de Lisboa ullimameniecdegada.as-
lim como po(assa da Russiaverdadsira : na praca do
Corpo Santo o. 11. l
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhos de retroz da todas as cores para pescoco
de sendora e meninas a I3OOO, baraldos de cartas l-
nissnnas para vollarete a SOO rs., toncas de La pira
senhoras e meninas a 601) rs., lavas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhoras a 100,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
19, ricas luvas de seda de (odas as cores e bordadas
com gairnifAea e borlas a 39 e 3-3300, ricas aboloa-
duras de madreperola e melal para rlleles e palitos
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora .1 23500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, finissimas navaldas em
eslojos para barba a 29, ricas caixas para guardar
jolas a 800 e 19500, eaiaa muito ricas com reparli-
menlos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2;5O0. 39e 33300, papel proprio para
os oamondosa 10, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo elegantes, proprios para eslua
liantes ou mes mu qualquer e-tahelecimenlo pela boa
luz que d3o a 03. Inverna de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo barato preco de 9, pastas para
guardar papis a 80(1 rs., espedios de parede com ar-
mario dourada e sem ser dourada a SOO, 70O.*1/ e
19500, escovas muilissimo finas para denles a SOO rs.,
ricos lequw com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 29 e 39, charuteiras finas a29, ricas galhelei-
ras para azeite e viniere a 23, ricas e fioissimas cai-
xas para rape a 23500 e 39. pentes de bfalo, fizeo-
da muito superior, para tirar piolhos a 500 ri., dilos
de marino muilo dous a 400, 500 e 640 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de foldas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com exlractos
muilissimo liuos .1 1320(1, 13.300, 23 e 29500, jarros
de porcellana delicados e de moderos gostos, com
danlia franceza moito fina a 23, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
asna de Colonia de Piver a 180 e 13, sabonetas finos
e de diversas qualidades, pos para denles u mais fino
qne pode daver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras militas perfumaras
ludo de muilo goslo e que se vendem baralo, tesouras
muilissimo linas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para cosieras, Iranias de sedas de
bonilos padroes e diversaaJarguras e cores, ricas filas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras e cores"
blcos de lindo dnissimos de lindos padroes e lodas as
larguras, ricos franjas de algodao brancas e decores'
proprias para cortinados, e oulras muitissimas rouas
que ludo se vende por lao barato preco, que aos pro-
prios compradores causa admiraran: na rua do Ouei-
mado, na hem condecida loja de miudezas da boa
fama 11. 33.
respetosamente mnunciam qoe uo seu extenso tf
labclecimenlo em Santo Amaro.contiuuam a fabrica1
com a maior perfeirao e promptidao. toda a qoaii-
.lade de macbinismo para o uso da agiicullura
naregaeso e manufactura ; e que para maior com-
modo de seus numerosos reguezes e do publico
cm geial, teem aberto em um do, grandes arma-
zens do Sr. Mesquila na rua do Brum, atraz du
arsenal de niarinha um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
All acharao os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canna, com lodo, os melho-
rameulos ,algans delles novos e originaes) de oua
a experiencia de muilos annos tem mostrado a ne-
cessidadc. Machinas de vapor de baixa e alta pres-
s.10, taixas de lodo tamanho, tanto batidas como
rundidas, corros de mao e ditos para condozir for-
mas de assucar. machinas para moer mandioca
prensas para dilo, fornos de ferro balido para firi-
nha, arados de ferro da mais approvada constrac-
c"o, fundos para alambiques, crivos e porla, para
fornalhas, e una inlinidade de obras de ferro que
seria enfailonho enumerar. No mesmo deposilo
existe urna pessoa iolellicenle e habilitada para
recebar todas as encommendas, etc., etc., que os
amiuiicianles comando com a capacidade de suis
ollicmas e macbinismo e pericia de seus ofliciaes
se comproroellem a fazer executar com a maior
presteza, perfeicao, e exacta confotmidade com 01
modellos ou desenhos, e inlrnccoes qne Ibe forem
ornectdas. 'm
1ECHAHISI0 PARA EIGfi-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
MIE1RO DAVID W. BOWMAN HA
RUA DO BRUM, PASSANDO O oIA-
FAR1Z,
lia sempre ara grande sormento dos segoiolei ob-
jeclos de mechanismos proprios para en^enhos a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
consiruccao ; taixas de ferro fundido e balido de
superior qualidade e de lodosos lamanhos: rodas
dentadas para agua ouaoimaes, de todas as propor-
Ces ; cnvoseboccasdefornalhae regislros de bo-
eiro, aguilliocs, bronzes, paraos ec-ivilhOes, moi-
nhos de mandioca, etc. etc. J
NA MESMA FlIcA o.
le'execalam todas as encomiriHsVcon) a superior
ndade ja couhecida, e com a devida 01 estezae eam-
modidade en. preco.
Salitre superior.
Vende-se e muilo baralo, na loja de ferragens da
rua do (acunado n. 35, em porroes e a retalho.
A boa fama
VENDE BARATO.
Ricos nenies de larlarug para cabera .l95oo
)ilosde alisar tamben, de tartaruga -ooo
Lindas meias de sed. decores para criancas Isxoo
audejaiaraudes e da Dinluras finas 39, 1 e 59000
Pape, ^o e almeno melhorqo. pode
i I
haver
.v-sdea.o.bicjrlf^ome.horque
Idlas muilissimo finallaief de lanra
iculns de armario de iftMom graducfics
Mnela, com a. n.arao dourada
Dilas rom armarao de lirlaruga
Ditas com armara de bfalo
Uilas de 2 vidros com armacao de tartaruga
I oucadores de Jacaranda com bons espelhos
unos sem ser de Jacaranda I9SOO e
Meias prelas compridas de laia
Bengalas de junco com bonilos castoes
Ricos chicles para cavallos grandes e ne-
quenos a 800 rs. a *^
Gravalai de seda de lodas as cores a 19 *_
Atacadores de cornalina para casaca
.Suspensorios finos de borracha a 100, 500 a
lentes muilo finos para suissa,
Escovas mnilo finas para cabello
Capachos piulados compridos
59OOO
I92OO
610
. 800
I90OO
19000
500
:!9000
35000
29OOO
13600
500
.19200
320
600
500
610
700
,--------,......,...., ,,,,,,,, ,rj,, 70o
80
19500
300
29OOO
600
640
29000
29OOO
1JOOO
200
800
SOO
39000
---------------------------- v 1 v.i..i.( sur a r
Quadernos de papel paquete muilo fino
Bonitos sap.linho de merino para crianca
Ricas canelas para pennas de ac a 120 e
Kieos porla rrlogios a I38OO e
Ricas caixas lina, de melal para rap a 500 e
tscovas muilo finas para unhas a 320 e
Ditai finissimas para cabello 15500 e
Uilas ditas para roupa 15,19200 e
Papel de linho proprio para carlurios, resma
i'inceis linos para barba
Uuzia de lapis muilo finos para desenlio
Lapis finissimos para riscar', duzia
Duzias do facas e garfos finos
Uilas de facas e garfos de balaoco moito linas 690,i
Uilas rutas muilissimo linas, cabode marliro ISaOOO
Can.veles de aparar pennas mullo linos S0n
na rna do Queimado, nos Quatro Cantos, na loja de
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendas da boa fe.
Navrtlhasa contento.
i ^m"cnU3hSe a Ve"der f8"000 P" 'Pre O) as
ja bem conhecidas navalliai de barba, feilas pelo h-
bil rabr.ranle que ha sido premiado em diversis ex-
?.";e.S :/'ndem"se com *i le nao agra-
dando poder o comprador devolvc-lu al 30 das
depois da compra, reslitninilo-se a importancia em
riec,?,6^^':5'0 C- de AbrCU "a ra a C,dei- d
~Em casa de Henrv Brunn &C., na rua da
Lruzn. 10, ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor gosto, assim como reoslos
de ouro patente.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundipo de ferro da D. W. Bowmann ua
rua do Brum, pastando o chafariz, contina ha-
ver um completo sortimento do laixss de forro fun-
dido c batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e cora
promptidao: embarcam-se ou carregam-se em aer-
eo sem despea ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. ,lohnslon& C,
rua da Senzala-Nova n. -12, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, candieiros e casticaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n*. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de municao, arreios para car-
jo, lonas inglezas.
l'm completo sortimento de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collsrinhos, peililhos,
romeiras, camisus, coifindas e pelerinas ; lanahem
lem um completo sortimento de ricas dores, enfettei
fura clice.1, filas e os verdadeiros a modernos hicos
de linho : ua roa da Cadeia-Velha n. 24, primeirn
jndar.
. T Pu}>oa andar fgida a pnla Menneia. cr-
enla, idade da 28 a 30 annos. pouco mais 0.1 smm
com os signaes seguinles : falU de denles na frente
urna d.s orelhas rasgada proveniente dos briocos
quem a pegar Ievr-a a rua do Rrom, irmazem de
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
(iralilica-se com IOOjOOO a qoem pegar o es-
cravo cabra, de mue Paulo, fgido no dia 1.'de
maio do crreme anuo, lendo os signaes seguintei :
alio, grosso do corpo, sem barba, picado das bexigis,
com um laido junio ao nariz no lado direilo ; larca
bstanla roupa, sendo calcas de brim. um palil de
alpaca prcta etc. e borzeguins : jolsa-se ter ido pa-
ra a provincia de Pernambueo, ou.le lem prenles
no Limoeiro, 011 para a Aligoi Nova uesta provin-
cia, poilendo couduzi-lo a esla cidide a mu Sr. Jos
Amonio Pereira Vinagre, oo a Pernambueo a entre-
gar so Sr. Antonio l'rancisco Pereira com toja na
rua do Crespo. Parahiba do Norte 2 de maio de
1836.
GRATIKICACACV. DE CEM MIL RS.
I'ligio no da 10 do mez prximo pastado deste
annoo prelo Antonio, por antonomazia Canario,
escravo do lenenle-coronel Ilenrique Mrquez Lins,
morador no seu engonho Matapiruma na freguezia
d* Estada. Este escravo lem ps sienaes seguinles :
media.....1;. allura do corpo e proporcionado na
srossura, olhos avermclbados, queiso poutagudo,
niara do rosto proemniente, denles limados, perais
liuas, e mostr ler idade de 30 a 35 anuos. Ha sns-
peita elle andar*Jkra asparles da comarca de'Carua-
ru 011 (larauhun, e quem entrega-lo a seu men-
cionado Sr. receber. .iquaolia de cem mil rs.
ORATffi)T-A|(VO' DE CEM MIL RS.
(I lenco(e-coroMl|kurir|ue Marques Lins, mo-
rador no seu engeano Malapirnma na fregole da
Escada, dar ceastl rs. a qsjam Ihe levar o seu
escravo l'eln, fi.giJo desde novembro do anta* pr-
ximo passado, e cojos signaes s50 us segualas : lem
a cor de mallo acnboclado, cabello! coirrai, odos
Iransversucs, falla rjescancada, corpo alto.mai recu-
larmenle grosso, sonca barba, cicatrit de um laido
no buco superior, e represen!, ter 55 a 60 amaos
di idade. liouve ha pone* noticia dn que elle e
acha oa aldea de Urob, onde si diz ler o pai oca-
bocio Antonio Jos.
4
t*
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1

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H
...

ILEGIVEL


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