Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07396


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Full Text
ANNO XXXII N. 127
V FE1RA 29 DE MAIO DE 1856.
Por. 3 mozos adiaututlos $000.
Por 3 mczcs vencidos 4.">00.
Por anno adiantado 15$0O0.
Porte franco para o subscriptor.
fiNCARUEGADOS DA'SUItSCRIPC AO' NO NORTE.
Pirahiba, o Sr. Cervario V. da Nstividade : Natal, o 8r. Joa-
Km L Pereira Jnior; Aractty. o Sr. A. de Lemos Braga ;
re, o8r. J. Jos de Oliveira ; ftliranhao. o6r. Joaquim Mar-
Si Rodrigues; Piauby, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
rense ; Para, oSr. JiulinianoJ. .amos; Amazonas, o r. Jero-
jmo da CoaU.
<>lil,.l.1 : Ir.. * ... ,i M
su, II, 11.
&. Ant n< l w u,
-. lo, ir-', 1 1 rrnri . 1 ..... \
t .,'.... tiiK-nii I1"! V S- mili lal : ...
> ... 1. .- . ir .-I... "
PARTIDA DOSAORREIOS.
ii i!i.'m : .......ansias r rxlas-frif*.
til i.l.'tti.nn, XliinltK I.a-.nitiuii'. : ii.i iTi;.i-l.'
i, Nruriii. l.i'iiM.-trii, Rnjo, IN^immu, U
i;,,,-\ M ,, Uiiih i,i v l.\u ; n.i- .ii..ni,i--l.n
ni Mu-I1'.....i -. i n.i. li.iiu'ii"-. Agu-I*n
,.-Ir
lubon
.j m.i
AUDIENCIAS DOS TRIHf XAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartaae sabbados.
Kelaco : tercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quarlaa e sabbados i 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas e quintas ao mcio-dia.
Juizo de orphos .- segundas e quintas as 10 horas.
Primeira varado civel : segundas e sextas no meio-da.
Segunda vari do civel: quartai e sabbados ao meio-dia.
BPBEUEBJDES DO JUEZ DE MAIO
4 La nova ios 24. minutos. 48 segundos da tarde.
11 Quarto creteeate as 5 horas, 37 minutos e 48 seguudos da t.
20 La cheia aos 22 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quarto minguante as3 horas, 15 minutse 48 segundos da tar.
'REAMAR DE IIO.IE.
Primeira II e 80 minutos da Urde.
Segunda U e 54 miuulos da manha.
DAS da semana.
-Vi Sagunda S. t'ilipc Nery lundador da rongregacao do Oratorio
"27 Tarca. 8. Joo |>- m. ; S. Kanulfo ni.; S. F.ulropio.
M "uarla, Ss. Senador, Podio c Justo bb. : S. Priamo m.
2!) Quinta. S. Mnumuii b..- Ss. Mximo c Itestitulo nim.
30 Sexta. Festa do SS. Coraco de Jeiis. S. Fumando ra.
31 Sabbado S. Pclronill.i v. m. S. Lupcino b.
1 Domingo 3. depois do Espirito Santo. Ss. Firmo e Filino.
ENCARREGADOS DA SOBSCBJPCAO NO SUL.
Alagoas.o Sr. Claudino Falcao Das ; Bahii o Sr. D. Duprat:
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martins.
EM rERXAMKLCO. / .
O proprieurio do DIARIO Hanoel Figueiroa de Faris, ni sua
livraria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
PARTS QFFK.IAL
con pelos cauaes competentes a representacao cita i rpidamente
da no mencionado aviso.
I) mesmo mareebal de campo faz cerlo para os
fins convenientes, que hnnlem nomeou o consellio
RELATOKIO
rom que o llini. Sr. conselheiro Dr. fose lenlo da \ de guerra, que lem de julgar o soldado do 9. hata-
C miliar Fujueircdo passou a administraran gI'Mo de lofaolari Manuel Antonio, reo de desercAo
pruinria ao Exm. Sr. rviitclheiro Dr. Sergio \ Pralieads cm lempo de guerra, na provincia de S.
Tei.reira di .1/acedo, a :S de Mato de ISO Pedro do Sal, sendo do dito conselho :
lllui. e Exm. Sr. Tenho a mais rompida satis-' Presidente,
faca do passar as roaos do V. E\c. a admin-lraclo, *> Sr. major l'edro Nicolao Kteucistim.
achando-se a provincia no estado .lo perfila Irn- ; Auditor.
quillidade, c ja desassorobiada tem perseguido ha mais de tres metes, i ... Interrogante,
O aspecto da mesma provincia. | lio necessario di-|u *r- pil.o Joaquim, l-raiicisco de livcira.
ic-lo ) qoer pelo lado poltico, qur pelo lalo dos
inelUorameolos matariaes e moraes, mo parece au-
gurar iin falnro lisonceiro. Devoto ineero da poli-
tica loleranlc.fHKurci modelar por ella'os meus ac-
losadmrmMrattvos.Nao sei se acerlci; mas he dejus-
iiim ronfessar que nenhiima lioslilid.ide eiicontiei
nos homens salientes que perlcnreiam ao partido
Vogaes,
Os Srs. enle Vicente de Paula Rioi de Oliveira.
Alferes Joaquim Anlnnio de Moraes.
Anlonio dos Saulos Carias.
- Joaquim Jos Iludes.
AVISO.
Kio d J:tnciro. Minislerio dos negocios da suer-
adverso ao que se ach* no.poder. Nem devo qualili-, ra cm 1 i de niaio de 1836.
car de antagonismo poltico as animosidades de um | illin. c Ev.ui. Sr.Levaado prcsenc.i .' I- S. M.
ou millo iudividuo, que, conlranado em sem inte- i o Impera lur, com o lMcio de V. E\c. sol n. I N.
rcssescoisticos, e lalvez reprovailos, piocurain algum ; dalado de S de abril do prximo passido, o que
desabalo, bem que Irislissimo, tu irresponsabilnl.i-
de classica da iiupren.a, ciuilaudo de mais a mais
mu a iiiinli i loDgaoimidadr, e com a paciencia da
polica, que todava, a mo andar mu vtcilanlc eipre-
cav; l.i, na po.lera assas prolegcr e garantir a leu-
V. Evc. dirigi cm dala de 7 dn nie-ino mez o ge-
neral coii'iiiiiulaiile das armas desla provincia, c
bem a-siiu, a represenlar.lo a elle enlercfada-pelo
priiueiro cirurgi.lo delegado do ciruriiao-ror do
asercilo Dr. Manorl Adriano da Silva Pontea, ver-
la costa .* foi o signal de ataque das
caiihoneiras. N'um instante ama linia de mais de
una le'^oa se cubre de lago e de tumo ; mas o li.iru-
lliu dos burras, das rodas dos vapares e zumbido
que se ouve deslcs quiulieiilos mi sciscentns navios
unpedem quasi ouvir-se o eslronuo d< artilharia.
I.oyo que parou o hiale real acaliou R Ciihonada,
c depois entrn no porto. A sua parlida foi sau-
d.iii.i ii'iim.i maneira lo brlliamecomoa sua che-
gada.
A brisa que se levanlou dissipou insensivelineiile
as iiuveni de tumo: ciil.iu vio-se esla quanlulade
iinineiisa de vapores de lodos os lamanlios que se
|.n-iii em niovimento para regressarein ao porto.
.Nao podemoscompreheuder como se nao abalroa-
r.iin. Einliiu, pouco a pouco a confu-.io diminue e
desi'obre-se a mu serie. Durante lodo esle lempu
continua a desfilada da esquadra, c eraiu oilo ho-
ras quand'i as ultimas corvetas retomaram o seu
aticoradouro ; smenle se mudou a ordem da aucu-
ragem.
ils navios licaram em duas linlias. mas a< fraga-
las vierain laucar ancora a Ierra, igualmente in
duas linlias. Em qnanlO diiruo o festejo o Da-
cbavla fui coherlo de saudacoes, foi um.i verdadeira
ovacao ; e lie impossivel mostrar miis corlezia e
figurar no dia da, re-| duque de Nemours, liando conla disto a um de seos, os dous termos, lie que me animo a olferecer o pro-| e o servigo he como lis-e isolado t Acontecer,
serem mais as deserces
le ralribaidoi'.' Se nao par
preseiilac/ies olliciaes? | amigos de Pars, termiuava a sua orla da m.meira jeclo de dfsligag.lo da fregue/ia do Salgueiro du
Seftanda o costume das pessoas a quero ludo suc- seguiule : o senao somos mais que principes, esla vi- i termo de Ouncurv para o de Calirobo. na conliaii-
cede liein, Napoleu val sollrendo, de renos em me-! sila nos provou que o conde de Cambord eia verdi-
nos, algamas coutradiedes. Depois da 1er reduzido deiraineiilc o rci.
os jnrnalislas franceses ao papel de maiios, rcvulla-' Na revista naval de Spilhcad. os nossos olliriacs
se contra as cril.cas da impreusa eslrantaira, e espe-
cialmente dos jornaes belgas. O governo ingle/. j
eiiviou, ueste sentido, algumas notas bastante azedas
a el-rel Leopoldo. Esle respondeu qae a libcrdadc
da impreusa na ilclgica, era inherente s>iuslituices
coiisiiiiicionacs. Mas o governo francez nao se con-
tena com isto.e no protocolo da sesso de S de abril,
houvoram "'3-ri- rI" r" graves do eyaudaiio Wa-
lewi-ki que deram mullo que relleclir a el-ic Leo-
poldo.
A imperatriz j foi igreja no primeiro de maio,
dia da Assenc.lo, dar gracas a Daos pelo s? botn
successo ; no'dia segunde recebeu as pessoas da sua
casa e os inembros do corpo diplomtico. Com ludo
aiu la lie preciso muilo.!euipu para que se aclic com-
plelameute rcslabclecida ; be de un i fraqueza ex-
trema, e pas-a quasi seropre os d'as em uina poltro-
na de balance.
Quanto ao principe imperial, parece go/.ar de uixia
briliantc saudc ; se os retratos que se bao publica-
cordcalidade que nos le-lcniunharam os inglczes. do sao semlliantes, pude gabar-se de ser. para a sua
O c iiiiiiMini.iuie do l'orc-Epic, vapof do almi-! i late, um famoso rapaz ; mas receio mullo que el-
cirurgiilo para s* incuniliir de iiin bospila! rgimen-
lal na oeeaaiao do cholera, ha o mesmo auguslo tc-
iilmr por boro mandar declarar a V. Etc., que ap-
prova o procedimenlo do general as circumslancias
exlraoriliiiarias que Ticssa poca occorreram, mas
que. lvenlo ellas cessado, por ler dcsapparecido
a ciusa, deve aquello cirurgijo ser di lal semen, que por de ceno Iba nao curresponde.
qoe roinmonicq a V. Etc. para seu coi.becimen-
lo c cxecuc.o.
Dos guarde a V. Etc.Marques i Casia*.
Sr. presidente da provincia Je l'eiuainbuco.
Jo*c Joiquim Coi'lho.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Sesaojudiriaria em J8 de maio de I8.>(i.
Presidencia do Exm. Sr. descinbargador Souza.
Filloa com causa participada o Sr. depulado Si-
queira.
Diilribairo.
Appellaolc, t'redcrico Kern na pessoa de seu pro-
carador Carlas l.ui/. I'ilippe Rocha ;
Appellados, os administradores da
de Riciu-ilo Roxle.
AoSr. desembargador Lelo.
Julgamenlo.
Appellanlc, J..io Jos do Reg ;
Appellado, Antonio Jos de Oliveira.
Relator o Sr. des*mbargador Cilirana.
Adiado a requesiro dos senliores depul.ijossor-
teados.
Yattanem.
Appellanle'. os ailininislradorcs da massa fallida
de Ricardo Roxle ;
Appellado, I'. Coulon.
Do Sr. desembargador Gitirana-M Sr. de-embar-
gador Villares.
fcSJg^Sa ^i^orrelpo-nde,.- ^ ^ ^ """- *
^ i'Cumolth 23, ios da noitc. A manhaa grande janlar e grande baile, e
sleve l.io bella como -e desejava,
um ar ameno era urna verdadei-
dencia beuelica que aclu.denle moslram os espi- sando^ obre liaver o mesmo geni-ral noineado este
ritos, de trocarcra as inetapln sicas e cspeculaccs ~
p.diiicas pelos beneficios reaes e poailivM da indas,
tria e honesto Irabalho. lie pelo que faro os mala
rlenles votos. E V. Etc., que nao poje ser
averbado de su tilulos, o mais proprio para consolidar nesla provin-
cia lo esperaucosa tendencia, que Ira cerlauenlc a
das minhas mu antigs sv,mpalliias. A poca, Exm.
Sr. eouselheiro, ainda lio do regeneragao ; e por isso
tambera a dos ui.iores sacrificios para aquelles que
n.ni pozerem sua mira senao no bem geral do paiz.
No lel.ilorio que ha pouco li na abertura da sos-
sao ordiuaria da assembla provincial, encontrar
V. Ele. noticia especificada dos negocios da provin-
cia ; e pouco lerei de accresceutar.
As obras do melliorameulo do porto continan!
em regular audainsnlo, assim como as do arsenal de
marinha, cojo inspector tem-se tornado ineansavel.
O arsenal de guerra vai presentando urna nova vi-
da, que promclle regular duracao, se V. Etc. co-
mo eu creio, ajadar os bous desejos e acvidade do
respectivo director.
As reparliges geraes de fazendas, a cuja frenlc
lem o governo callocado bons chefe.-, nAo aprccii-
lam desvos na sua marcha. Aciiei a lli'suuraria pro-
vincial no maior atrazo de escriplurarao, e lomada
le antigs cuntas. Iloje os seas trabadlos se acham
em dia, e bem servida de empregados.
A secretara do governo da provincia potsne ser-
vidores intelligentes c de reconhecida lidelidadc ; c
bem que us numerosos (rabalhos desla reparlico
exijam aclualmcnte forcas dobladas, todava nio'se
acham alrazados. Eslou, porm, mu cerlu de que V.
Etc. sentir a necessidade de arcrescentar-llie as
proporeftes, m-Io que o sen aclual o minenlo, em
ennsequencia de novas emergencias, tem-sc tornado
improbo c espantoso.
A torca de primeira linha, lano de mar, como de
Ierra, lem confirmado constantemente as suas hon-
rosas IradierOes. Na guarda nacional da provincia,
e aomeadament na da capital, e lambem no corpo
de polica, lem V. Exc. um grande elemento de
ordem.
A polica em geral acha-sc enlrrsue uas malos de
cidadaos pais.iuo'olliciaes milil.,rcsde n.io desmenJ
lida nmilatl*.. secando o ]oi;o que ilelles faco, e do'
que me lia sempre informado o honrado chele de
polica.
Na crise por que passame* mudas despezas foram
feilas, e ainda -e coiilinuam a lazar, posto que em
menor escala. Empenhei lodos o* meus esfarejos pa-
ra aliviar um pouco os cofres pblicos, esculido
|>or lodos ^s meios a eardade particular ; porque so-
bre os particulares he que bao de finalmente pesar
novas roulrihuicocs psra suppnr o ib-ficil to orca-
i auioiito. Alcancei alguma vantagem, e creio que
np lim da Iota llagelianle n.lo ser a provincia .le
Pernambuco a que ha deapresenlar maior morlau-
dade. As pessoas csridosas que se dislinguiram cm
quadra lo calamitosa eslao Hornearlas no appendice
ao meu relalorio ; assim como liudamente classili-
cada a despez feila com o chulera al c.la data. As
inmhas autorisaces para ella cjn-lam dos regislros
ofliciacs.
A comroissao interina de hxsiene publica, coad-
juvando-me com heroica dedicacao, carregou, na
qkadra epidmica, com Irahalhos mudo alem de
Mas obrigacf.es, e merece portanlo as heneaos de V.
Exc. c do (joverno Imperial.
Sendo mu deploravel o estado de desamparo a quo
lie.iran reduzdos mudos menores, cujos pais suc*
combiram aos golpes da epidemia leulci proporcio-
n ir llies algum abrigo, convidauJo o Etm. pre-
lado Diocesano para que pir meio dos Rvds. vigarios
e prelados das ordens religiosai, nbrste nina subs-
cripc.lo voluutaria, e formasse um moolc-pio capaz de
sustentar um eslabelecimenio quetivesse por lim re-
ceber esses infelizc*, al que se Ibes possa daralgum
destino. Como a eslreiteza do lempo nao me pennil-
lia esperar pelo resallado immediato da ininlia ten-
tativa, iimii'I-i preparar nos arseuacs de marinha e
guerra, e oos codegnis dos orphiins c das orpltias, os
eommodos possiveis para receber os meninos mais
desamparados, cojos alimenlos corrern por conl i lo
resto dos donativos, e das esmotas que se forem ar-
recadando, e lambem pelos cofres pblicos lano ge-
ral como provincial, al que o governo e a assem-
bla provincial provejam como julgarcm em sua sa-
bedoria.
Ordenei a Ihesouraria de f izenda que maadatSP,
por um empregadode conlianca, inventariar lodosos
ulensis dos hospilacs doscholeri6os, para em occi-i.'io
opportuna serem recnlhidos ao arsenal de marinha,
alm de se lhe< dar a conveniente applicac,ao.
Os irahalhos da estrada de ferro, para cuja rcalisa-
rao V. Etc. lano me coadjuvou, conlinuam a dar
esperancas de que no espaco de tres aunos eslarUo
promptas as vnle leguas contratadas. Para nlu fal-
lar operarios havia eu recoinincudado a vinda de 3U0
a tOt indios da aldeia de Cimbres. A morle do res-
pectiva director embaracou o meu designo, que toda-
va poder ser salisfco a um simples aceno de V.
Etc.; visto que aquelles indios moslram etcellenles
dispusiees para o Irabalho.
Tenho dado essaaprtsnenlo as ordens do governo
romo me ha sido posiivel, e satisfedo a todas as an-
lorisacoes, que honrosamente me foram concedidas
pela assembla provincial. De todos os meus aclos
encontrar V. Etc. documentos na secretaria, vislo
romo nada lirei sem deixar leslemuiiho escriplo.
Desejara que V. Etc. insltuisse sobre ellos uina ri-
gorosa svndicancia, nio s para rcpar.sr as muihas
fallat, como para recouhecer a intenr.io que os dic-
tar.
Como eslnu convencido de que os destacameoios
volantes h,lo prestado relevantes servicos, os (enho
conservarlo, sentindo mudo nao os p^der mais refor-
car. Talvez a experiencia aconselhe a V. Etc. o
conlrario.
Permilla-me V. Ev% que eu ouse, antes de Icrmi-
nar o prsenle relalorio, recommendar sua especial
prolecc.io onascenle (jymnazio Pernambucano, com
qae a illuslrada assembla provincial dotou a nossa
nocidade, digna de urna snrle moi foliz. To gran-
de importancia ligo a esle eslaheleciinento. e pelo
qu.il incommodei .i V. Exc. quaudo minislru cm
Londres, que muilo me peza de o nao deixar comple-
tamente radicado ; cousola-me, porm, a esperanza
de qae os meas successores Ihe eslenderfio suas vis-
las bemlazejas.
Depois de render os meus mais sentidos agradeci-
menlos ao governo ile S. M. I. pela grara de coii-
ceder-me a etoueracao que opi.ortuna e imporluna-
menla solicile, dou anlccipadamenle a V. Etc. os
meas sinceros parabens pea brilhaule aliiiinislrac.lo
qoa o aguarda, cerlo como e-lou, de que o brioso
povo Pernambucano, guiado pelas luze, patriotismo
e reclidao de V. r.tc. lia de continuar a desmentir
os velhos preconceilos de ingovcrnavel. que os deli-
rios de oulros lempos, e a imprudencia de algunsli-
zeram acreditar aos que nao esludam siinicieiilemen-
le a sua ndole alliva sim, mas semnre generosa
Heos guarde a V. Etc. modos annos.
rantado, posto a' disposicao do almirante e dos olli-
ciaes l'rance/.es, bem como os olliciacs de bordo,
eram mu civis, e notou-se no eslado-maior fran-
cc/. com que rara halnlid.ide u comiiiaiiilaulo mano-
inava o seu pequeo vapor.
As S horas o almirante Jurien lornou para bordo
do n Du-chaxla.
lleinutd dizer que acrvela franceza se linha
empavesado e tiuha seguido as manobras da sauda-
rao da esquadra ngleza.
Esle magnifico diverlmenlo detara' grandes
MOdadea aquellos que o puderam admirar.
He una verdadeira naca inariliina, que pode
crear quasi como por encamo urna escuadra a vapor
lao respedavcl.
O almirante Jurien era o nico ollicial edrangei-
ro a bordo do hiale da raiulia aonde geralmeule os
almirantes em chefe nglczcs, c as primeiras pessoas
da comitiva de S. '.I. sAo os nicos adinillidos.
Dous vapores eram destinado*, um a cmara dos
Lords, o oulro a dos coinmuiis, niarchavam ua freu-
le do cortejo real.
As !l horas da noitc no momento de terminar a
minba caria, um foguele pnrlido do navio almirante,
servio de sigoal a urna illuminarao mgica na esqoa-
inassa fallida : llr'' '"t'*** as vcrgas, guarnecidas de fogos dclten-
I cala, illiimiuarain subiamente a atmosphera, c ao
j mesmo lempo os logeles dos navios semeavam as
Mas eslrellas por toda a paite.
A msica e os burras xinham lambem augmen-
tar o hrilho desla scena.
Os nossos inarinbeirns habiluam-se aos horras e
comcc.io a responder lorlemenle, por causa do seu
pequeo numero. Sentimos a nossa inferioridalc
esla manhaa, e era dillicil lular com a energa vocal
de nossos adiados, anexar de toda a no'sa vontide;
mas esla node sahimo-nos mclhor, c ainda alguns
das mais o seria admiravel.
O sarau lerininou pela ctecncao da aria da rainha
lloilense, locada por ludas as muzicas da esquadra
e seguida de Ires huirs, aos quaes o Duc'tai/ta
respondeu o inelbor posivel.
Depois o sigual de relirada foi dado pelo navio
Almirante ; eolio os nossos marinheiros caular.im o
niellior que saban), por falla de msica, a aria na-
cora-
le j lenha sens aduladores. N'uma palavra, Ira-
lam-no comu se elle livesse sabido da coua de Jup-
ilc inariiiha licaram mu comovidos ao ver o princi-
pe de Joinville : Irocou algumas palavras com etlcs
c Ibes di.se, que lament.iva muito nao poder dar-Ules
hospitalidadc ; masque nao quera prejudicar-lhes o
accesso.
7 de maio.
Eis-aqui alguns promm nc> inlerei^aules c mu
exacto*, acercada qistsUo ilaliauo, que preoccn.ci
nesse momciiln com ju-la r.iziio o mundo diplo-
inalico.
El-rei do Picmunlc que se lancara na allianca
oecidenlal com a esperanza de tornar-sc um dia rei
ca de-que a casa, sem olhar para o pequeo vulto
do sen aulor nao apoiados tomar oa devida consi-
deracao a sua utilidade.
Vai a mesa, apoia-se e julga-se o obejecto i|e deli-
bcracao c manda-se imprimir o seguale projeclo.
A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co resolve :
Alt. nico. Fica desmembrada a freguezia do
Salgueiro do termo de Ouricury, e ligada ao termo
de Cabrob, revogadas as disposiees em con-
trario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco -Jli de malo de Ih'iti.Padre Marcal Lo-
pes de Siqueira.
Entra em discusso o parecer da commissu de
da Italia, incommndou-se muito com esla paz im- negocios de cmaras pedindo que sejam onvidasa
prevista, que Iranstoraa os seus prajeelds. Desde o j commisso de Ingxenc publica e a cmara muoici-
principio das conferencias elle se uni com a Ingla- i pal de Olinda sobre o requerimenlo da mesa regedo-
lerra, que v em nina revolurio italiana o meio de
apoderar-sc da Sicilia, qoa ella cobica desde muilo
lempo.
Durauc a sna residencia em Paris, lord Claren-
don leve longos conferencias com o imperador sobre
a Italia, mas IS'apoleao declaren sempre que a ques-
illo era intolnvel em qii.udu o Papa csiivesse em
Roma, que, quanto a elle, sua posicAo com o cle-
ro li.iucez nao Ihe permdtia resolver neslc momento
ler. lambem lem a sua* casa civil e nao lardar esta diculdadc delicada, que em lodo o caso pedia
que lenha a sua casa inililar. Na auti-camara que ao governo ingles que nada emprciicndcse sales do
vai dar nos seus aposentos, prnianecem p rteiros e
seis grandres lacaios ; no sabio da aia e da vice-aia
na cmara de dormir, a ama de lede, una excellen-
baptisino do principe imperial etc etc.
Assim o gabinete de Londres addiou os seuspro-
jectos ; mis como est ameacado na sua existen-
te ingleza, urna criada e dous lacaios. (asado sa- i cia, lord P.ilinerslou ovila quatqner discusso que u
hir, receiiera as mesmas honras mddares que o, seus comprometa no parlamento, oiim de passar ao c
augustos pae-, islo he, a guardas tomaiAo as armas
e os lainhores rufaro a preilo.
%- i i.ii. 'i' i iiini i |. i.--, wiaa uoiiiii-uiv aaia s i n i ni t wih.i i
Alguns bonaparlislas dainasiadamenlc zelosos leu- nos concertados com o Picmontc
lam ueste monienlo, renovar em favor do principe
imperial, a adular) que os realistas da reslanrac.io
iuventaram na occasiao do nascimeulo do duque de
alvo os inezes de jiinho e julho. Eotao provocara
um mnviinenlo na Italia e pora em execucao os pla-
O parecer dos homens ue estado de lnglalerra.de
he que Napole.lo sera arraslado coul'a a sua vonla-
em una estrada cheia de perigos. Tocar no Papa he
Rordeos, comprando, por meio de urna suliscripcao um tacto grave cm um pai calholico, e por nutro
nacional, o caslellu de Chamhurd, o para o lilhu do lado a sep irac.io do poder! emporal do pnder e*pir-
milagre, n como enlao chamavain o lilho da duque- tual heuina cxec.ucAo quelii parecida al o presente
vii-U
as uoss,. eapetaa-^ ^"co'alVa"';^*
(ioverno de Pernambuco !X de maio de 1836.
tni Henl da Ctma e ligueired:
GOJWIW ANDO DAS ARMAS.
Qaartel geaeral do commaodo das armas da
Parmambaco ta cld.de do Recite esa J7 de
malo de 1856
ORDEM DO DIA N. 207.
O marechal de campo coinmandante das armas
dando publicidade ao aviso do ministerio dos nego-
cios da guerra de \\ do andante mez, julga conse-
qoeote declarar que o Sr. primeiro eirurgiAo ca-
pilo do corpo de saude Dr. Manoel Adriano da
Silva Ponte, delegado cirargio-mr nesla provin-
cia, ja se achara exhonc a.lo da iiacumbenria que pe-
la lei imperiosa da uecessidade se Ihe ueu do
hospital regimenldl dos cholenco, quaodo endere-
lllallli.ia
llOUVO caimana
ra iiianhAa de estio.
Ce bria-se desde pela inaohAa a enseada de vapo-
res de visitantes, de rpidos avisos, il elegantes lta-
les a vapor e de vela, e de nina mullidao de pe-
queas emb ircires de todas as l'.irinas.
A praia de PorltmoHlh assemelh.iva-sc a ura ver-
dadero formigueiro, c dcsapparecia sol a intensa
qu inlidade de curioso amoniuados sobro as mar-
ges da enseada,
Via-se uo borisnnle do lado de Sjulhainplon ilmi
los vapores apresaiido-se a ganhar o thcatro da re-
vista.
Todos estes navios inglezes que pasavam parlo do
Duf/iayla o saadavam do numerosos e vigorosos
liurr.is, aos quaes a equipagem apenas nodia rosiion-
der.
A s S horas lo los os navios, fragatas, cocvelas,
canil uieira-, ele, coine;avam a accender : as 10
luras esUvam lulos com os vapores promplos a appa-
rclhar.
Durante unte e pela uianha cedo, a linha dos
navios, bem como a da e,quadra, foram postas em
ordem; em toda a parle as lieiras e.-lavam aladas as
versase as drh-as de pavea a postot.
Emljin, lallava quasi um quarto para o meio dia
qo.iuilo se virara os nia.lros da Victoria and-.llbeerl,
com as suas haudeiras reaes pt'ir-se em inovimento,
e em breve o iiiesiu> navio appareceu ao oesie do
aerto.
Eis nesle momento a colocaba > da esquadra in-
gleza : mais a Ierra c dircila sihindo .1 > porlo
qualro bateras llucluantes, depois n'uma linha lu-
das as bombardas, e da parlo de lora dallaba das
bombardas, e quasi duzcnias ou trezenlas bracas
mai.< ao laigo una dupla linha de caiilmneiras gran-
des e pequeas ; emliiii, a linha dupla dos navios
c fragatas ; na rectagoards mais de duzenlas ou Ire-
zcnlas embarcac.s de lodos os lamanhos, tanto bia-
les como vapores, de dilTerentes companhias ,'in-
glezas.
Adiaida-se migestosamen'.e o hiale da rainha c
ven) sobre esle bordo para passar em frenle da li-
nha das cauhoueiras.
."Veste momento, e como por um mvvimento ma-
gico.todas as erabarcac'S se empavesramos homens
stibiain as vergas e retiniam as alvas da arlilliaria.
Seria bem ditlicil descrever seiiiclbautc espectculo.
Por alguns instantes os navios mais af.islados li-
cam encoberlos com o fumo, em quanto que os da
primeira e segunda plana tomam figuras vaporosas
a lloaradas ; o sol allumiava toda islo; finalmente
os burras se confundiam com oeslrondo da arlilha-
ria : comerou a revista.
O hiale da rainha marcha primeiro, seguido de
perto, pelos dous Inrdos, por tlous oulros pequeos
vapores reaes a hlice Fairj a Elfen, n o pri-
meiro a eslebordo, o segundo a bnmbor lo. Todos
tres sin piulados de prelo com duplo lislo dourado,
as ehamins pintadas de prelo ; islingue-se na
vasta cubera do biala real a rainha. o principe Al-
berto, alguns olliciacs de sua comitiva, bem como
o almirante Junen de Lagraviere.
l.m hiale inglez do almiranta lo foi posto dispo-
sicTio dos olliciaes fraucezes ; linha a bandeira trico-
lor no niaslro grande e segua lodos os movimeulos
da ijo i mi ha real, na rectaguardalda qaal manobra
urna ni ai, grande quanlidade de hiatos a vapor fer-
ina mo o cortejo real.
A / i'loria-and-.lllierl he o Mae pial ultra do
brilbantismo, debaixo do ponto de vista da cons-
Irnccao e da elegancia. He um txpo aparte: seu
movimenlo bode lal forma superior, que os oulros
navios ii nr-iii ancorados pcrlo dclle.
Na occasUo em que a rainha passa, as equipa-
gens se apresenlam na rectaguarda sobre as vergas
OH pelo flanco solidando do burras e aguando os
chapeos na passagem de S. M.
Depois de ler desfilado dianle das canltoneiras, o
l'vtoriaaiid-.llUerl vem rpidamente para bom-
bordo e entra no canal formado pela dupla linha
de corvetas, Tragadas c navios.
Cbegado altara dos dous navios de Ires ponles,
i a/en lo frenle de columna o Dnc fellingtoneo
Itoijul Georq, o hiale para, e slo os almirantes in-
glezes Seymouri c Dundas i|ae se aprescnldin para
'cumprimeiilar a rainha.
Alguns minlos depois, toda esM magniQca es-
quadra se pin em moviniento. Primeiro de-lam
as canhoneiras para irem tomar perlo de trra o seu
posto de combate para a pequea guerra que deve
s-gnir-se .i revisla.
Em brevo avancam mageslosamcide os navios por
seu tumo; o Virltria-ani-Albert marcha na fren-
le, pelo meio da linha intermediaria dos navios e
Palacio do algumas bracas na vaagaarda. Principalmente na
mi.llenriqu tlamoal.
[Peridico dos l'ohres no Porlo.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNAMBDCO.
PARS
(i de maio.
A Iroca das ralificaccs do tratado de paz leve lu-
gar em Paris a g*7 de abril, segundo as formas ordi-
narias, e sem que nenhuin dos governos inleressa los
lenha levantado obstculos. Assim, a paz he boje
um fado consumado. O oMoinleur puhlicou o tal-
le do lr.iti.li. que alia! nao acresceulou nada no
vo; e os protocolos revistos, corregidos e considera-
velmenle modificados. O proloc lo da sesso de K
de abril, por exemplo, em que o plenipotenciarios
agitaran! a grave quesillo da Italia, solTreu enoriiK's
molifiraces. Teve por pretexto a intervcncAo da
Austria no ducado .te l'arm e a occupiicao da cida-
dellade Ponlreinoli, na fruiitcira do l'iemonle. Lord
laClarendan, o conde de Cavour e Mr. de Ruol loma-
ram urna parle mu apaixuuada no debate. I.irl
Clarendon al chegou a qualilicar a poltica da Aus-
tria na Italia de poUtica infernal. Diga poltica
de necessidade, replicou Mr. de llunl.uO remo de
aple, e os estados romanos foram lambem (razi-
aos a discus-.io. Deu-se a entender a necessidade de
separar o poder temporal do poder espiritual, e da
dar snlisfacao s nocessldafiles legitimas dos povus,
se nao se quera Irabalhar em prjveilo das revol-
coes Os plenipotenciarios aii ueste dbale umi energia de oppasicAo, que prova
claramente qae he all o lagar onde a albaca os tere,
e ale depois da ses-aa a conversac.io coiitinuou com
grande azedume enire .Mr. de diol a Mr. de Ca-
vour, hlcniiniienci.il io sardo. Assim, boje a paz se
acha eila, as pasaaaa superficiaes consi icram-na as-
sentada em bases solidas c duradoura*. mas no inun-
do poltico, lodos eslao persuadidos que ames de pou-
co lempo a queslo italiana ha de baralhar as cartas
e que a Austria he destinada a pagar as despezas da
guerra do Oriente.
A' exccpcAo dos homens dominados pelo espirito
de partido, todos os que lem um real valor governa-
incnlal, como Napoleaa III. obedecer sempre a um
eviterna, e os escriplores dolados de cerlo sean po-
ltico, padem seguir a marcha, apezar do maulo de
di-siniiilarao como se envolve a prudencia delira,
Assim. a maneira repentina porque Mapolean con-
cluio a guerra do O.icule, eslava de lal sorle alas-
(ada das teiilencias do seu espirdo, que aecessaria-
menlc espanlon os homens quo se gibara de ser mais
perspicazes. Pela miaba parle tenho procurado a
chave deste enigma, e subiudo s moles, eis-aqai a
applicacAo bastante verosimel que cncontrei.
za de Rerry
Os bonaparlislas acabara de organisar urna subs-
cripcAo sob o lilulo de o llomeuagem iinpenslria e
ao principe imperial, n Dizem que o pro<|^icto desla
subscriprAo deve servir para comprar o o Dominio
de Marengo, situado perlo de Alexan Irla l'iemonlc)
Consistindo em um palacio monuracntal levantado
sobre o campo de balalha de Marengo, com paleo
de honra, jardim, eslilla, chafariz, etc., conuem
geiras de Ierra pouco mais ou menos, vinhas, bos-
ques e prados, etc., ele.
impratiravcl. O embarace causado por eslecovemo
anormal linha preoccnpadolanibcm a .Napoleao I, le
tuna maneira mu viva. Em um despacho que nAo foi
publicado,elle apressava esta questAo delicada, eiul-
gava ler vencido, a difliculdadc mandando o Papa
para .lenisalem. Assevcram que a idea de Napo-
leAo I ;fora estudada por Napoleao III, e que elle
nilj rslaria longo de a p.'.r em exeiurao, em lempo
convenieule. Mas, dar-Se-ha caso que esto lempo
chegua'.'
lionlem a noitc teve lugar no thealro imperial do
O preco desle dominio que deve ser vendido por o Odeon a primeira rcprcsenlacao da Rolca ,
adju liearo. em Paris, no I.- de'juuh prximo, he
de (110,01)1) francos.
Por mais modesto que seja este algaiisino, para
ama sohscripcAa nacional, encontrara' grande rjifli-
caldada para ser conseguido. Em demais, o pouco
acoitameiiio manifeslado al o presente pelo publi-
co, nao agoura bem to resudado. Na mor parle
das ollicinas. os operarios recusaram subsriever. A
polica se agitou e tomn o negocio a pcilo ; seme-
Ihanles projeclos, nina'vez emprehendidos, nunca
devem naufragar. Lisias de suhn'ripcocs impressas
bAo sido depositadas pelo cuidado dos comini-sarios
comadla nova em ."i aclos o era verso, de Ponsard
o aulor da o Honra e do Dinheiro n. A assembla
era das mais brdliaiues. [Vo proecno da esquerda
se ochava o imperador com el-rei de Wnrlembreg
e no proscenio da direila o velho Jcroiivmn romo
sen liho u principa Napoleao. Em um eanurola de
fmilc va-se o conde OrlolT ornado coma gr.la-
cruz da legi.io de honra, depois as stinniiidadcs do
mondo poltico, lttemrio e Bnaneoiro. A nova co-
media agellava um dos grandes victos da apota, a
mama da/ agiolagem ; heeheio de versos brilhan-
tes e de hoin cuulio. O imperador, qoc pareca nes-
de polica, cm todas as oflicinas, armazens. rcparli- (a node de um humor agradavel, applaudio, como
cries c entradas das casas particulares, com o convite se fosse um amigo do aul ir. O velho rei de Wur-
para que assignem. Como a modicidade da offer-1 lembarg se diverta mediocremente. Depois qae bai-
(a quasi que nao admits ebjeccjiej, u recusa de suhs- i xou o panno, o publico enthusiaamado chamoii com
crever he neccssanamenie ^sonsioerada como nma I grande gritos a Ponsard : mas o autor que hn mni
opposic.iu ao governo. lie nina forma bstanle cu-1 temido se suilrahio a semelhant orr.cao.
riosa .le verificar a opinio publira.
ra da ordem lerceira de S. Francisco de Olinda,
adiado na sessAo de l'i por ler pedido a palavra o
Sr. Castro l.eao.
O Sr. Catiro Lea '.Pedia palavra, Sr. presi-
dente, sobre eslo parecer porque tenho deapresen-
lar una emenda suppre.siva da parle que mauda
ouvir a cmara municipal de Olinda. Todos nos
sabemos, que a mumcipalidado he incompetente
para dar sua ophiiao sobre o local melhor para o
esUbelecimcnlo de um cemiterio, lano que a lei de
7 de maio de IK| I, qae creou o cemiterio do Recite,
inandou ouvir a rorainissao de hygieue publica ; e
quau.lo nAo seja bastante islo, temos aiuda a porta-
ra de IV de maio de ISi2, que manduu por em
ctecuc.ao a lei qus creou o cennterio publico desla
ci.lade, na qual o Sr. presidente da provincia baro
da Boa-Vista manlou ouvir urna commissAo de m-
dicos, e nao fez caso da cmara municipal.
t'tn ir. Diputado :Nao apoiado, ludo se fez com
audiencia da cmara municipal.
O Sr. Catiro Lco :O nobre depulado conlesla
esla portara '.'...
Im Sr. Dt.mi'ilo :Nao contesto, tligo que sAo
fados pblicos, c aJmira-me, que o nobre depulado
os ignore.
O Sr. Castro Lno :A portara nao mandou
ouvir a cmara, e enlendn que a cmara nao he a
competente para emitlir juizo sobre o melhor local
para eslabelecimenln de um cennterio...
< i Sr. Depulado :Consalle a lei do primeiro
de ouluhro de SiS.
O s>r. Castro Leao:Eu nao neg as cmaras a
competencia de eslabelecer cern ler ios e dar-Ibes
rcsulameiilos. o que digo he que a cmara nAo he
competente para designar o local, em que o ccmile-
no deve ser eslahelecido ; tenha a cmara toda a
ingerencia no estahelcciraemo de cciaiterios, he isso
sua allrihuicao ; mas uo na esculla do local. Esta
opiniAo no lio minha somenle, porqae nlm deda
portarla, que ja cilei. Ionios a le de tS.il no arl. 3,
que determine, que o governo nao podera mandar
fa/er o cemilerio sem que ouca umncuminis.ua me-
dica : e por cerlo no caso veilentc tiiDguein mais
habilitada para dar sua npinilo a respeito do que a
eommjssSo de hygiene publica...
Cm Sr. Depulado :Nao ha inconveniente nisso,
mas seja a cmara municipal ouvida lambem.
O Sr. CaHro Leo :Sr. presidente pergunla
ici cu, he legal o ceiuilcrio que existe cm Olinda,
que ala foi creado por le e sim por exigencia da
salvarlo publica'.'...
Cm Sr. Drptil'iilo ilie, porque a aulorisaco
do governo vale em taes ca-os.
O Sr. Castro Leo:Has n.io eda elle legal-
menlo cstabelecido e a cmara nao lem meios para
O tnedo d. polica fez que muda genio eabscre-
vesse. Cheles de cslabeleciiiieolos (i/.er.tm reservas
sobre o pagainenlo dos seus Irabslhadorcs e sobre os
ordenados dos seus empregados recalcitrantes alim
de nao licarem mal-vislos pela polica. Em samma
o efleito prodiizido por osle imposto de > cente'i-
mo* ha sido dos mais deploraveis, laido no povo co-
mo as classeselevadas. A sabscripcSo pira Ctiain-
bod, no lempo da reslauracio, agilou iniiilas lem-
pselndea, provocou o celebre pamphlelo .le. Paulo
Lniz Coorrier,cojo processo causou grande bulla
O governo iiapolcoiiiuo, menos liberal que o da res-
taurarlo sull'oca lodas as maiiilcstaroes da impreu-
sa, mas o espirdo francez, sol) lodos os regimens,
sob lodas as policas, sabe mostrar a pona do nariz
galhofeiro.
Km a noilede 'JO para 21 de abril, aflixaram an<
muros de Pars pasquitis em que se lia que : como
a mendit'idadc era interdicta, era prjUilrlo inen-
d'n/ar anida mesmo para u imperatriz e o princi-
pe imperial. Eis ahi o resulla lo a que expe os
seus dolos corlezaos imprudentes !
O ronde de Mornv traa de liquidar a sua posi-
cAo llnsnceira e de relirar-sc das grandes empresas
industriaos, as quaes adquiri urna forluna de Na-
babo. O ex-labricaiito de assucar se acha bailante
rico .g/ira pura gozar o papel de principe. O impe-
rador, com booi irmflo que he, vai crear para o
conde de Morny urna posicm excepcional eulre o
llirono e os ministros.
Recebera o Idulo de Prncipe li) Imperio, e no
I caso de algum successo, ser de direilo presidente
I do coiiseliio de regencia c lutor to pnucipe impe-
rial. Esle fado prova mu claramente qual he o
grao de conlianca do imperador para com o seu no-
bie primo, o principe Napoleao.
Dizem que o conde de Mornv ser enrarregado
de representar o imperador na ceremonia da coroa-
cio ile Alctandie da Russia. O principo Napoleao
linha desojado esla missao extraordinaria, o ex-rei
Jernnymo soliclara-a vivamente para seu lilho, mas
imperador rerusou. O conde de Mornv recebar
(itll).lKK) f. para despezas da reproseutacAo.
O hiplisino do principe imperial lera lugar no
mez ds jiinho. mas OaSftapa nao assislir. Ser re-
pri'-cnta lo por um cacical legado. A chegada des-
le legado dan lugar a urna ceremonia religiosa
que Paris ja nao esta' acoslninado. Todos os car-
diaes, hispos, arceluspos de 1'rauca, seguidos de um
numeroso Clero viraO a Paris para esperar a viuda
do lega lo e acompanha-lo al as Tuilerias. Depois
de ler vislo desfilar os soldados do imperador, Paris
vera desfilar os soldados do papa.
V-so etposlo em casa de Girn* ura desenlio de
pholographia. representando todos os menihros to
,,..... congresso de Paris. O baro de lrunow, o seguc-
Ouando a Austria, inquie a com os gigantescos i ,.?,.,, ,..,. ,.,,.,, ?,,
, } ,,,-,- do plempotenciario nisso lem, no seu retrato, urna
reparalivos da campaiiha de ISob, se deu pressa a ..,...,-
____.__.___._. __.__. expresess
sua derrota, .ao frenticos os burras e mil msicas
lazem reteir o /r com o C.od sotas Ihe "Juan .' (or-
na-se imposivel descrever o moviincnlo e a aui-
macAo.
No mei.) de lo los esles navios, a visla pode ape-
nas seguir a magnifica linha dos invios que desli-
lani.
Cbegado aos dona navios da vanguarda, ancora-
dos a cinco ou seis militas de Porlsmoulh, c solire
os i|uacs goverua rada linha da esquadra, o hiale
real pira um pouco na sua frenle," o os iiavos vem
virando pela contra-marcha de cslibordo e bm-
benlo. Esle moviinenlo executoii-se admiravelmen-
le : cada navio que pissa dianle tlu hiale real man-
da a sua tripularan aos nvens e o sauda com bur-
ras. Como a destilada durou muilissimo lempo, lo-
go que os navios e ss primeiras fragatas viraram, o
biale real dirige-e para Porlsmoulh, e se aproxima
P
renovar-.-, suas propo.ic.ies do auno precedente, os
gabinetes de Loo tres e Paris, ao principio, apcuas
deram a isto nina mediocre iinporlancia. E.lavara
persuadidos que a Russia os repelleria. mas esla po-
lencia que se achava era uina siluacAo mais critica
do que enl.io se pensava, se deu press a aceitar as
proposlas da Auslria. Todava, a franca c a Ingla-
trra eslavam pe.feil.imcnle decididas a continuar a
guerra a lo lo o transe, e a quinta garanda que dei-
xava a porta aborta a qualquer especie de inlerpre-
laca,), Ihes permitlia fazer tal pedido que a Rsala
nAo quereria de maneira algum i, sollrcr a humilia-
cAo ; mas enl.io era uina guerra cruel, urna guerra
cujas con-eqiieucias erara incalrulavcis. Antes de
(ornar este partido extremo, Napoleao disse ao ga-
binete brilannico : A campanil do Radico nos in-
dispon' inevilavclincule com a Allemanha, o peso
de tima guerra cnitiueiil.il cahira' lodo sobre mis.
Ale o presente a Franca derramou o sen sanguc e o
sen ouro rnni raro desnteresse; mal nao Iba poseo
mpor graluilainente novos o crueis sacrificios. As.
sim, exijo que no lira da guerra os tratados de ISI.i
sejam revistos e que se reslitnam Franca as suas
frontcias do Rliciio.o O gabinete de Londres recu-
sou lomar com Napoleao semclhaiile rompromisso.
Esla rerusa mudou as ideas dn imperador, c desde
esle raimiento, elle disse : cu fare a paz, e fe-la.
A constituirn imperial deixou poucas prerogali-
vas ao senado c ao corpo legislativo; com ludo Na-
poloAo ainda nao esla satisfed > cora o pouco que Ihe
deixou, e se aproveita.do descauso da piz, alim do
lirar para si lodas as garantas que perlcncom a es-
las duas corporaeftea. Sh todos os regimeus, os bens
ta coroa eram Innlieeaveis, e o soberano era consi-
derado como asofrnidor. O imperador quer ser um
verdadeira proprielarlo, c, como lal, poder ufi el
abuti. I m tnalus-roiisulliis foi aprcseulado ao se-
nado, ueste intuito. |s|o den lugar a discussies
lempcsliiosas, mas peranlc a enmara reunida, com
as pinas fechadas, o tei-ustli! consulta* loi unaui-
memenle votado. D'ora avanle, o imperador, por
va de um simples decreto emanado delle, poder
vender, trocar, dividir, etc., sua vontade os domi-
nios da coroa. Ja se falla em aformoscamonlos que
se prqjectam no bosipie de Vinccnnes e na floresta
de I nnl.iiiielileau, alormose.imenlns que servil.io
cm parle para satisfazer aos .i7 milboes de dividas,
de que a lisia civil c acha nherad.i neslo inoincnlo.
O corpo legislativo se acha occopadn com um pro-
jeclo de lei quo confero ao imperador u direilo de
conceder aos allos funecionarios ou as saas viuvas
penses, cujo algarisrao nao apodera' exceder a :>0
mil francos.
Esle projeclo de lej experimenta corla npposicao
as coinmisses, o que nio impedir' que seja vota-
do, como sempre, por grande maioria. Ora pergau-
lo-lhe eu, para que esla comedia parlamentar? De
que servem esles brilhautes comparsas Uto largamen-
expresala de mo humor que improssiona a primei-
ra visla.
Eis aqui a explicico. Quanto os rocrnbros do
congres.o se rcuniraiii no jirdiin do ministerio dos
negocios cslrangeirospara collocar-se collcclivamen-
Ic dianle to pholograplio, M. de Rrunow ni- que
eslava itoanle, o que nAo podio vir. O conde Or-
lolT, meio faceto c meio serio, inanilou-lhe tlizer
que se nAo viesse mmclialamenle, mauda-lo-hia
buscar o torca. M. de Hruuow obedeceu e npre-
sentou ao pintor o semblante da mo humor que lo-
dos nelam. Na ultima sesso do Congresso, o eon-
de Walenski pedio aos seus collegas que assignas-
sem Ires excmplares desta pholographia, um pira a
imperatriz, o segundo para a comlessa Walenski e
o (erceiro paia lad> llolland. A haronezi James
de R thschild possue lambem um cseinpl.tr assigua-
do por todos os membros .lo congresso, mas este
exeniplar foi asignado em casa dalla pelos plenipo-
tenciarios que Ihe foram dizer o adeos la despedida e
agradecer-lheg as brilhanles rerepees com que os
obsequiara.
O conde Orion*inda continua a adular a apo-
lefio : manifest em lilas ss occasii.es para cora elle
uina adiniracAo, tim ciilhiisiasino demasiadamente
exagerado que jase (orna um pouco suspelo. De-
pois de nina conversaran cm que o imperador tra-
tara com elle acerca de varios assiimplus de n.dure-
za mu opposta, conde OrlolV Ihe disse com um
espanto admirativo : o Onde vossa mageslade aii-
preudeu lana causa ?Na iiuiversid.i.lo de Mam,
respondeu o imperador rinlo-se. O conde Orloll
munio-se de li exemplares das obras de NapoleSo
III, c nao he somonte por adiilacAo que lem alfaca-
do o imperador, ha ainda um pouco de vaidade do
cscriptor soba purpura imperial. O conde Orlor
eleva o zelo ao poido de fazer, nos sahies, a propa-
ganda napoloonina. Ha poneos dias, conversara
ello com nina senhora respeilavel do faubourg S.
(iermain, que se conserva fiel aos boorbons, e
se admira va de que ella uo frcquenlasse as I u-
lerias, e que a nubreza franceza pode anda con-
servar esperance acerca da volts da anlig monar-
chia. Oh! Sr. onde, respondeu a illnslre dama
rindo-se, vejo qno V. Exc. esta mais den otado do
quo niis.
Os lacos se aportara rada vez mais, entre os dous
: r,unos da l.nnilia de lourhon...\'o mez pas-ado, ocon
de de Chamhurd foi visitara viuva ,Jo l.uiz l'ehppe.
A ex-raiiiha linha a seu lado u duque c .i duquesa
de Nemours, o duque c a duqueza de Sate-Cobourg
eseus lilhos. Depuis das eppresenlacoes, o conde
de Chambord se incerrou com o duque do Nemours
al o momento do janlar. Domingo a rainha diri-
C.iu-se a i ,en i\ i com lodos os seus nellos, e ahi leve
lugar um almoQo em familia. No dia segninla, o
condo de Chambord vollou para Nervi, onde passuu
o dia. Eslas entrevistas foram mu rordeaes, e o
IIESPAMIA.
Lisboa 1:1 de abril.
Temos follias de Madrid al S do corrcnlc. Con-
linoa ni congresso a di-cussAo das bases da lei para
aliberdade de impreusa, e nos intervalloi oceu-
pa-se das quesloes secundarias. Diz a gaztla dos
caiiiiuhos de ferro que a companhia geral do-ere-
dito empresten ao governo a somma de -Jl uiilhOes.
Carccem de fundamenlo os haalos que uestes dias
vagaran, acerca de despachos de grave importancia
chegidos do eslrangeiro. O ministro do reino as-
segurou as corles que nunca foram lAo corilcacs e
satisfactorias como actualmente as relaces cutre a
llespauha e as principaes corles da Europ.. Pela
nossa parle escreve a Nacin, cnn-iderainos sxinplu-
ina evidentes deste fado, o melhorainenlo do preco
dos fundos hespaiihoes em Pars, Londres e Madrid...
_Os lies por cento consolidados licaram a S a i I e
ii ; os da divida delTerida a i e .i.
No dia l(i chegou as i c meia da raanhaa baha
de Cadx el re viuvo de Porlng.il. Apezar de S.
M. desojar guardar rigoroso incgnito, tlesembarcou
cora as honras devidas a sua calhegori, permauc-
cemlo pouco lempo as hsbilacoes que Ihe eslavam
preparadas. S. M. passou ao porlo de Santa Mara
a Snmlncar e a Sevilha, leudo reeabida felicilacSes
de lo las as tnloridades, lauto civs como militares.
V recepcAo em Sevilha foi muilo concurrida. De
Madrid sahiram o viscon lo de Azinhaga e o barAn
d'Orlega. em ilireccao a Sevilha, a euconlrar-so com
o Sr. I). tornando.
O conde de Real general Prim) he um dos can-
didatos a embalsada hespanbola na corle da Rosna.
O duque da Victoria, continuando tas ceremonias
da inaagoragao do caininlio de ferro as provincias
linha cbegado a Rurgos no da .) de alud e loi re-
celo lo com grandes festejos, que da mesma forma se
Ihe preparava brilhante em Saragora.
As sediees de Valencia Iinhain-s9 accommodadij;
a cidade permaneca tranquilla ; a commisso mi i-
tar instaurada para coiihrccr do deudos corainel-
lidos prosegua cm sua tarefa.
Publicou-se o bando para o desarmamciito de
parle da milicia nacional.
Em Valenca houvc urna grande parada dos cor-
pos da guarnicAo no dia ;, qual presidio o gene-
ral /.avala ministro da guerra, que dentro de S dias
voliaria ao seu ministerio, deitando cncarregado do
eommando militar D. Diogo da los Ros.
Terminou-se o recrulamcnlo em loJa a Hespanha
e denlro de Li dias os corpos recebero os I i mil
homens do sorleio destinado a preencher as vaca-
turas.
A prioeexa das Austria* arha-sc reslabelecida de
um sarampo que leve, e que ao principio deu serios
cuidados.
AllIrmaHW que o cabecilhl lacioso Marianno
Hierro fallecer as 7 horas da noitc do dia 2, n'uma
cosa de campo do partido de Iteinosa, ua provincia
de Santander.
Publicou a Cai-cla a convenci sobre (elcgraphos
ajuslada entre a Hespanha, a Relgica, a tranca, a
Sardeiiha, e a Suisii que loi assiguada em Paris.
Diz 8 Ccela que o. general /avala recusou duas
gr.la-rruzes que Ihe foram concedidas por Porlugal e
l'russia.
/.. ?>
O servico da polica, lie o de rondas quasi sempre
de um e dous soldados; ora, sendo os soldados re-
crujidos, o <|ne succeder he quando forera rondar
ir-se-ho erobora prejudicaudo a provincia em far-
dameutos e arwamenlos, muito conseeocioso sera
aquelle que deixar o armamento e fardamenlo.
Sr. presidente, o qae levou o autor da emenda a
apresenla-la, fui o en ter dito aqui, que o irabalho
particular o jornal do trabalbador era maior duque
o que vencan) os soldados de polica, e enlao o qae
saccederia era nAo haver quem quiz esse servir cu-
ino soldado tle polica ; entlo disse o nobre depula-
do issohe verdadeos joruaes sao 1aOOO,pois sa nao
houver quem queira servir no corpo tle polica ty>r
tilH) ris, voluntariamente, recrule-se, sirvara por
forca.
Sr. presidente ns|temos em oulras pocas mais
atrasados, conhecido, que o servico forjado, nao be
hora, mas agora en(ende-se o contrario, aenhorea
os etercitos compostos de genle levada all por for-
ca,nao he dos melhores, com ludo ainda no exesci-
lo da-se a circunstancia que eu ha pouco citei a
anda um premio que tamben) senao d ao solda-
do de polica.
Aiuda ha outra cousa ; pergunto, o soldado do
corpo de polica, reeditado, lira dispensada de
servir no esercito depois, n4 pode ser recnitado
duas vezes '.' He urna queslAo que convem escla-
recer.
fin Sr. depulado.Esses recrulas, sao dos des-
tinados para o etercito.
O sr. Florencio.Rem, enlAo deve liaver um
regulamento especial para isso Ora, a assenibla
lixa o uuraero, paga e oulro poder da' os regulatnen-
lus. A emeuda diz, que se preencher,i o corpo com
recrulas, mas uo d o direilo de se admitlirem vo-
luntarios com as condicoes dos da tropa de linha.
Oh! seuhores, islo nao se eolende, quer-se recrulas
para o corpo de polica, mas nao se Ibes dio as van-
lagens que lem no exercilo...
Umi- Sr. Depulado:Os cofres provincia-. nAo
comportan) essas liberalidades.
O Sr. Flore/icio :Mas comportan) o recrula-
menlo '.'...
Cm Sr. Depulado :Isso est na leltra da lei
gera I.
O Sr. Florencio :Isso esl na ledra da lei ge-
ral. Logo, tudo quanto esliver na ledra da lei
geral deve ser aceito pela assembla proviucial, ain-
da quando a experiencia mostr, que nao con-
vem.
Seuhores, no anno futuro, se eu aqui esliver, hei
de mostrar aos nobres depulados, comquanlo ,in
prejudicados os cofres provinciaes, pelas desercoes
dos soldados rccrulados.
Repito, o s)ldado de tropa de linha, Irabalha em
massa, debaixo da direccao de ura ollicial e o solda-
do do corpo de polica Irabalha isoladaraenle de
dous' a tlous, e as leis rcgulamcniarcs do exercilo,
sAo mais fortes, ha mais risco de correr as penas....
Cm Sr. Depulado ; Faca-ie om regnlameolo
mais forte.
(lat o Sr. Depulado : A assembla, nao pode
impor penas.
O Sr. Florencio : liizlaqui o nobre depntado,
cuja opiniAo lie mudo importante, que a assembla
nao lem o direilo do fazer esses rcgulamentos, mas
lem o direilo de lixar o numero, e dar dinheiro....
/ '/.o .Sr. Depulado : |Ie o poder competente.
O Sr. Florencio : Nao fiaamos, ns'damos di-
nheiro, mas oulro he o poder competente para dar
regutamentos....
i Ha om aparte ).
i) Sr. Fltrencio ; Isso he ontra consa, he una
levar a etfollo e-iecemilerio ; c tanto he verdadeira ciime, que em todo o Brasil he jolgado da mesma
ASSEMBLA LEGISLATIVA P3Q-
VI14 Gl AL.
Sesso' ordinaria em -J(i de maio de 1856.
'residencia do Si: barao de Camaragibe.
iConclasao.)
" Sr. Marcal :Peco a palavra cm lempo.
') .SV. 'residente :Tem a palavra.
OSr. .Morral:Sr. presidente, ped a palavra
para oll'erecer algumas consideracoes cm apoio de
um projeclo, que tenho a honra tle suhmeller a ap-
prcciarAo da rasa, cm que peco a desmembrarte da
freguezia do Salgueiro do Ierran de Ourrurv para
licar ligada ao termo tle C.inrolm. Essa idea de tli-
vi-o. seuhores, he bailante para laucar-me nos en
lelofi de perturbacAo para iuspirar-me recelos, que
os nio vencera se una necessidade publica me nao
obrigasse a fazer sobro.miin un esforen, que me fal-
lece : he lauta a minha fraqueza que nao obstante
a importancia do projeclo,suppouho naufragar an-
tes d-, veneendo a repugnancia que esta casa lem
para as diviscs tic terrenos, chegar ao lim o que me
dirijo, que he mostrar a su necessi lado. A idea
he justa e licarei (ronquillo qualquer tpie seja a sor-
le do projeclo.
tolo mundo sabe, Sr. presidenta, que a comarca
da Roa-Visla espi dividida em ires lermos, mas o
que lalvez se ignore he a maneira porque foi feila
essa diviso. O termo de Cabrobn coinpe-se da
nica freguezia de Cahroh, i,o passo que o do Ou-
ricurv, alem de compreliender Ires fregoeaias, Sal-
gueiro, Evn* e Ojricurv lem mais a vanlagam de
so a fieguezia do Ouncurv ser muilissimo maior, ib.
que a de Calimb tunca tle que se compite aquelle
termo. Oucn nAo v a inconveniencia desla di vi-
sao, c a desproporc-to que ha enlre os dous termos '.'
I na ontra razAo Sr. prcsitlenle, ha anda cm
apoio do meu projeclo, que julgo valiosissima o he
alem da desproporrjo que exisle entre os tlous ter-
mos, licar o Salgueiro na distancia de Iriuta leguas
para o Ouricurx, a quem prrlence e par Cabrob
apena doze.
O Sr. Florencio ". Esla razan he forte.
O Sr. Manai.Porlanlo para prevenir os incon-
venientes deste dislaucia,e para fazer coulrabalanjar
a minha epiniSo, que o Sr. bario da Boa-Vista e o
Sr. Honorio, mandaran! ouvir commisses medicas,
quando tralaram do csialieleciraenlo do cennterio do
lceife ".'o oSr.J. se Rcuio ale na confeceao to regu-
lameulo man.iuu ouvir nina commisso medica, e,
Sr. preatdenle, nem por isso se pode dizer. que a
cmara lica privada do seu direilo. no que uo que-
ro, he que ella lenha voto sobre o local ; porque
Considerando o caso, como se ach, podem desap-
pareoeraa vanlagens, que eflorece a ordem lerceira
de S. francisco.
Sr. prcsidcnle, a ordem lerceira de S. Francisco
oflerece um terreno ja murado, ollcrece-se para ad-
ministrar o cemderio gratuitamente e oflerece a
igreja para se celebraren! os cilicios religiosos. De-
vem despresar-se islo, para se gasliirem l ou 12
rodos de ris sem se siber se o loeal he o melhor '!
A cmara rounicipalja pe lio l:(K)03 para a compra
do terreno, ja pedio empregados, sendo ura com
(itlfl.J para esse cemderio alora domis :i que de no-
vo pedio, o que dar em resallado nAo dar a rccela
para a despeza, quaudo, se o local que oflerece a er-
iMn lerceira liver proporeo para um'boin cemde-
rio, tud i sso se pode evilar. Porlanlo, digo cu,
acho inconveniente que se ouca a cmara, e por
urna razio, c he, que leudo a cmara ja um cemi-
lerio deve suppor que he o melhor... fallo to cemi-
lerm, que loi creado pela n-cessidade uo lempo do
cholera.
Cm Sr. Depulado:Isso he irrogar urna injuria
a cmara.
O Se. Casero Leo :i'elo contrario eslju defen-
dendo a cmara, leudo eslahelecido all o cemderio
necemriamenla Oslara convencida, tle que o local
he o melhor, taco pois juslica a Cmara nesla parle
mas como a commisso de livgicno publica pode
n.io entender assim ser bom que o aneamos pri-
meiro, adiui tle que nao se gasle dinheiro intilmen-
te ao mesmo lempo se conslrua um cemderio alim
de que au seenieireip os cadveres uasjigrejas, co-
mo boje ja so esl lazando.
Se presidente, vou pois mandar a mesa a rainha
emenda no sentido que acabo de expressar. Emlim
digo ao nobre depulado queeu uo ignoro o que ha
em legislacflo sobre o aparle que em principio me
den fallo to Sr. Oliveira, e para prova cito as por-
taras de I tle maio de 1S2 assignada pelo Sr.
harn da Roa-Visla, cilo o arl. :! da le de 7 de maio
de IKfl.cito mais a portara do Sr. visconde tle
Paran, quando presidente, a qnal he de II de mar-
co de IS.il), c at sobie a reforma do reguTamer.lo
do cemderio foi ouvida urna commissAo medica por
portara de 17 de junhn de Is2, reforma que foi
aulorisada pela le n. lHID.e o actual presidente fez
a mesma cousa : porlanlo nAo se admire o uohrc de-
pulado, porquena"o estoe hospede nesta materia.
Ahi vai a emenda, Sr. presidente, a casa que de-
cida.
Vai a mesa c apoia-se a seguinle emenda :
Siippriinam-sc as palavrav do parecer na parle
que manda ouvir a cmara miiincip.il de Olinda.
S. R.Caslro Leo.
O Sr. (Hiceira :( Nao restlloie o seu discurso..
Julgada a materia discutido he o parecer submel-
(ido volacAo capprovado com a emenda do Sr.
Caslro l.eo.
ORDEM DO DIA.
Primeira discussAo do ornamento provincial.
He approvado sem dbale.
OSr. l.uiz /Vlip/iarequer dispensa de intersticio
para ser dado para a ordem do dia de amanhaa.
A casa convem.
Primeira discusso do projeclo, autorisando o
conselho administrativo do patrimonio dos orphiins
a aforar medanle certas condicoes os silios perteti-
cenes ao niesino patrimonio.
Vai a mesa e he apoiada a seguinte emenda.
Iteq.ieiro que setollicie a presidencia para que ou-
vimlo o conselho administrativo da patrimonio dos
orphAos, informe sobren conveniencia de se adoptar
o projeclo em discussAo.Oliveira.
Encerrada a discussou, ho a emenda approvada,
tirando adiado o projeclo.
lerceira diMUSSSo do projeclo tle lixacao de forca
policial para o auno finniceirn tle ISoti a IS|7,
cora as emendas Spprovadas em segauda discussAo.
N ai a mesa e he apoiada a seguinte emenda :
Siipprini3m-e as emendas que consignan) aug-
raenlo do sold.S. R.A. Cavalcanli.
0 Sr. Florenri :Sr. presidente, vejo que foi
approvada em segunda discussAo urna emenda que
diz o seguinle J1.
Ora, se esla autorisacAo existe por urna lei geral,
para que a assembla provincial a decretar'!...
1 m Sr. Depulado :Porque essa aulorisaco be
facultativa.
O Sr. Florencio : NAo peusei que Tosse faculla-
lva : bem, mas a assembla provincial quer, por-
que creio ja passou.
Om Sr. Depulado : Ouer, qoc duvida.
O Sr. Florenri) :Vamos a ver. Eu enleudo,
que a issembloa provincial se quer, quer mal e vou
demonstrar, liu ja nAo me cancarei mais em de-
monstrar que o corpo de polica be geral, porque
he ni jli i,ir cm ferro fro, mas agora vou embicar
com esla emenda e mostrar a inconveniencia
lidia.
Seuhores, o recrulmenlo he sempre forcado ; os
corpos de nrimeira liuha quando nceessilam* recru-
lain para as suas lideiras o Isso nAo Ihe he lAo pre-
judicial, porque o servico lie fedo era masss, mas
recrular para o corpo da polica em que o servico
he solado he um absurdo. No exercilo o soldado esl
sugeilo a regulamenlos minio lories e assim me-ino
maneira c tem a mesma pena logo nAo lem parida-
de o argoineuto do nobre depntado, nAo foi pois fe-
iz no seo aparte. Masconlinao. Oh. Srs., uAo ve-
lera que l'i 10 jsto he ama atiarchia '.' Pois a assem-
bla lixa, pas-,, mas nao pode dar regulamenlos, e
e quera he qe os pode dar ?...
lim S--. Depntado : O presidente da provin-
cia.
O Sr. Florencio : Dar regulamenlos, impou-
do penas".' Isso, he urna Iheuria nova, eu nao
poaso dar-lhe resposla, mas lembra-me da opiniAo
muilo respeilavel de um homem do nosso paiz, que
sendo presidente da provincia mi disse, que no re-
--I unen i i .i., a'la n lega n.io po lia o inspector de-
terminar delcncAo ouprisAo de um homem, porqae
era ubjeclo de imposicao de penas, as quaes s po-
diam ser impostas pelo cdigo criminal....
Cm Sr. Depulado : Quem Ihe disse isso I
O Sr. Florencio: Foi o Sr. de Paran..,.
Cm Sr. Depulado : O inspector da al laude-a,
nAo pode, mas o presidenle da provincia etreo essa
allriln icni por delegaran do poder execulivo.
O Sr' Florencio : O que se segu, he, qoc
islo he um* anarchia, que uinguem eolende.
Srs., nAo seria mais prudente, qae esla assembla
representasse aos poderes geraes pedindo esclareci-
meides. En uAo quero tienr a quota para o corpo
de polica,porque seria um desperdiciona autaalidade,
nao, nao quero isso, porque desejo muda ordena, mas
que a assembla dissesse, ns ainda fazemo- islo,
queriaporque cm'.iui, lera sidofeilo sempre, mas re-
pro sentemos, pecamos esclarccimenlos a assembla
geral.
Sr. presidente, he preciso que se acabe com esla a-
narchia, c eu declaro a casa, que he minha convic-
en-, que os individuos que forera recrulados para o
corpo de polica, no momento cm que sahirem para
o servico decididamente desertan), declara isto com
o conliecirachto pratico que tenho deslas materias.
Cm Sr. Depntado :Sendo recrulados para o
corpo de polica, qual he o regulamento a que eslo
sujeilos'.'
O Sr. Florencio : He verdade .seuhores. isto
he un erabroglio, he m n, quo com a espada de
A le van.he podem corlar, mas que nao pode nio desa-
tar, he o n gordio, que podem cortar, mas desatar,
nunca. Recrutar individuos para o corpo de poli-
ca, dos deslinados para o exercit > qae lem ui.i ser-
vico dulciente desle, nAo pode convir.
Sr. presidente, lodo o mando sabe, que sta me-
dida nao lera scu.io peso para os cofres provinciaes
e nenhum beneficio para o servico publico. Peco
aos nobres deputados, que tenham era altencAo es-
las tlemonslracao que voa fazer. SAo recrulados
para primeira linha lautos individuos, vao para o
qusrtel, e ahi cst.io po.r (rez ou qualro mezes pelo
menos, depois que ellos ja lem algaraa inslrucc.lo,
helquese Ihe cnlrcga.a farda e armamento,ruasa em-
raenda quer que se entregue lugo ao recrula isso,
e que logo v fazer servico. Ora, isso nAo convem,
enlao o que se segu'.' Segoe-se que o indivdOo
rccrulado e-lar sera fazer servico Ires ou qntlro
mezes, ea provincia pagando-lhe e a nao ser assim
o iudividuo asseuta prsra.jura haudeiras, se ha que
l se jurara bandeiras c amanhaa desena. Nao he
posiivel que >e sostente lal ideia, nAo be possivtl
que sej.io recrulados homens para um corpo, cujo
ervica he fedo isoladamente.
m Si. Depulado: Ja houve.
') Sr. Florencio : No meu tempo, nao, mas o
nobre depulado he mais velho do que eu....
1. ni Sr. Depulado : J houve tempo que se re-
crutou para ser erapregado publico.
O Sr. Fioriiirio : Eu acho, senhores, que esla
emenda deve ser eliminada, deve cahir, nao preen-
che o lim para qne foi feila, be inconveniente, uo
he por seraelhante meio que se complelari o corpo
de polica. Alem disto, senhores, nAo ser urna in-
juslica e injuslica flagrante coagir homens i forca
para, um servico qne na realidade se deve pagar,
como he o servico de polica, c islo porque nAo se
Ihe quer dar 800 ou I? rs. que do os parlieulares,
e so se Ihe quer dar (VIH) Ora, senhores, islo nao
lera geilo, esl i fora da poca.
O Sr. Theodoro : Sr. presidenle, em urna das
sesses passadas, quando se tralou do projeclo de fl-
xacAo de Torra policial, foi apresenlada orna emenda
pouco anlcs'de encerrar-sc a discusso, na qaal o
seu aulor, o meu nobre amigo e collega o Sr. A. _
Cavalcanti, consignava a seguinle idea : (ley
A' primeira visla parece-me razoavel scmelhanle
disposicAo, porque nAo he justo, sem davida, que o
ollicial que he destacado do corpo de polica, alim
de prestar enrieos mais ou menos importantes em
alguma das localidades da provincia, deiie de re-
ceber os venciraentes que receberia se porveolnra
estivesse no servico do mesmo corpo.
Mas, pergunlo, ao hnralo roembro que offerecen
aquella emenda : essas gr.ililicaces, que os olliciaes
do corpo de polica perdem pelo fado do serem des-
tacados, passam actualmente a ser percebidas por
aquelles que os subslilucm nos postos que ocenpa-
vara'.'
O Sr. ./. Cavalcanti : Sem duvida.
0 Sr. Theodoro : Enlao declaro que vol con-
tra a sna emenda.
1 ni Sr. Depulado : Se houvesse disposicAo a
esse respeito era de9oecessaria a emenda.
O Sr. Theodoro ; Dizia eu que a emenda do
nobre memhro prima facie me pareceu razoayel;
mas depois rellectindo sobre ella, veio-me ao espirito
seguinle davidaa gralificacAo que o official des-
gado do corpo deita de perceber por estar comman-

_





ha muilas desercoes,o que succeder pois nri corpo I dando algum destacamento, mas qoe o honrado
de policia,em que'oa regulamenlos nlts&o uo fortes membro quer que perecea, lambem a pereeDe cu-
i
MUTILADO

ILEGIVEL


DIM.0 I prW5BCl OUiNTA FEHI 29 Df fflUO ?i US 6
mulalivamente o ofllrial que o subslilue no corpu '.'
O Sr. A. Caratcanti : Sem dnsi.ta.
OSr. Theoiora:-------EulAo, repilo, vol con-
tra a emenda do nnbre depulado, porque ella vai-se
lomar onerosa aos cofres previnciaes....
O Sr. A. C'iiiiloinii : NAo chesa a 30(1? por
anno.
O Sr. Theodoro : ...... porque vai occasionar
despicas em duplcala. O official do corpo de poli-
ca qne deixa de perceber a respectiva gratificarlo,
porque he desonerado, por exemplo do commaudo
de -n.i companhia, em consequeucia de (er sido des-
tacado para o interior da provincia......
OSr. Florencio da nm aparte.
O Sr. Theodoro : Kepetirci o que disse. O ca-
pitao, por exemplo, que dola o commando de sua
companhia em consequencia de ser desligado do
corpo para ir prestar servidos no interior da pro-
vincia, perde anualmente a gratificarn que perce-
bia, como commandanle do coinpanliia ; porm
quer o honrado memhro que elle continu a perce-
be-la 'l, entretaulo que aquellc que o sobstilue no
corpo tambero a percebe. Ahi temos pois augmento
de despeza, ou despeza em duplcala, pira a qual
nao i--hni disposlo a votar.
O Sr. A. Giralcnn'i d uiu aparte.
O ir. 'theodoro : Nao creio que esteja juitili-
cado semelhaute augmento de detpeza. Anda ser-
v r*me-liei d'um exemplo.
O capitAo de pulira que he destacado para algu-
ma das comarcas das provincias deia de ler sobre si
o o iin< mu i l,i pesado do commando de ana compa-
nhia, em censequencia do qual percebe urna grali-
licacAo : logo, cessando a causa, deve cessar igual-
mente o effeilu ; nao deve perceber tal gralificacSo :
liavendo por couseguinle razao para que continu a
perceber aquella jt.itiiicaeau.
rila um aparte.)
Todava, se o honrado membro me convencer de
que esae augmento de despea nao he consideravcl,
e que he alm disso juslifravel, como presumo, vo-
tarei pela sua emenda ; de\eudodiier-lhe entretan-
to que por ora nao eslou disposlo a faze-lo.
Agora, Sr. presidente, direi alguma cousa em res-
posta ao honrado membro que acabou de fallar,
.iliiu de ver se consigo mostrar casa que elle nao
leve muita raiao declamido-se Uto intenso emenda
ofierecida por um de nossos collegas que nao est
presente.
Messa emenda se consigna a idea d que, se o
presidente da provincia entender conveuienle e ne-
cessario, use do direito que conlere urna das leis ge-
raes de 1854.
Em 1854 luscitoo-se Da assembla geral a ques-
l.io, se seria conveniente cooceder-se as provincias
para completartm us seos corpos policiaes, urna
parle do* recrulas feilos para o eiercilo. A queslo
oi resolvida aflirroativamente, adoptando-so urna
le geral que autorisouo goveruo a ceder aos presi-
dente* de provincias o numero de reerulas necesa-
rios para completarem-se oa corpos policiaes das
respectivas provincias, se ponentina fosse isso o-
dispeusavel.
O Sr. Florencio : Nao se tem feito islo.
O Sr. Theodoro ; Note, porm, qne a le que
lia de IS-t, he muilo recente, nao admirando, por-
tanlo, que as provincias aiuda nao lenham procuradu
gozar do direilo que ella Ibes coofere.
Porconsegninle as vistas da assembla cera I fo-
iam benficas para cun as provincias, poique he
um faci que em quasi todas ellas os corpos poli-
ciaes esli incompletos, em consequeucia da repug-
nancia que ha de ser-se soldado.....
O Sr. Florear,o : Porque se Ibes nao pasa.
OSr. Tkeoaoro : Tdlvez, mas entretanto he ne-
cessaro que os corpos eslejam completos...
O St.,Florencio : Pague-se-lhes.
O Sr. Theodoro : Nao ha diuheiro para s Ibes
pagar muile bem, e por uso a assembla geral, cora
penetrando-se dessa uecessidade das provincias, lo-
mou a deliberarlo de conceder-lhes algum dos re-
crulas do eiercilo, quaodo fosse necessaro, afim de
completarem-se os corpos policiaes.
Entretanto, dissa-nos o nobre depufado que eisa
medida era inconveniente, e qoe tendendo a pro-
duzir roaos resultados, a assembla nao devia apro-
veitar-se della. Peco ao nobre depulado atienda
que a meada que se refere, consigna umadisposi-
ejo facultativa e que alcm disso tem por fim apenas
habilitar o presidente da provincia coro um recurso
subsidiario, que pode vir a ser necessaro. O nobre
deputado autor dessa emenda quando a ollereceu
considerarlo de casa, disse que, nao estando o corpo
de polica completo, e sendo porventura necessaro
que elle se completaste, o que lalvez ao lossc fcil
ile couseguir-se, nao augmenlando-se o sold s
pracas de pret, seria por cerlo conveniente, qoe pa-
ra satisfacen de alguma neceisidade urgente, podes-
semos aproveilar-oos do meio que os poderes geraes
ronrederam as proviucias, .iutori.caod-nos o presi-
dente a que, sendo necessaro, pedisse ao goveruo
geral um eerlo numero de recaulas para completar-
se o corpo de polica.
O Sr. Florencio : Se ja esla concedido, nao he
Decessario pedir-te.
V Sr. Theodtrc : lie necessaro, porque sem
urna disposicao expessa da le provincial o presi-
dente de Peruambuco nao podi aproveilar-se da al-
Iribuicio ou direilo que confere a lei geral, por-
quanlo ella claramente determina,que as co
ressoes do recrulas do ejercito para os corpos poli-
ciaes so poisam ler lugar ijuando as respectivas leis
provincia se llies nao opponham.
Logo, se o regulamenlo aclual dp corpo de polica
determinava que o engajamenlo para o mesmo cor-
po seja lodo voluntario ; se esse regulamenlo forma
parle das nc- leis he claro qoe o presidente da
provincia nao poda asar do direito que a assembla
geral eonferio a provincia, tem que fosse previa-
mente reformada a lei orgauca do corpo de poli-
ca...
O Sr. Florencio : Mas lia-de-se convencer que
he islo urna anarchia completa
O Sr. Theodoro : Pe ranlo, ja ve o nobre de-
potado e a casa que era uecessaria a emenda, e que
sendo ella facultativa e subsidiaria, como he.uao po
de trazeros graves inconvenientes qne o nobre de-
puladp descobre.
Se por ventura a emenda determinasse que o pre-
sidente reformaste totalmente o corpo de polica,
que o organisasse simiente com recrulas felot para
o exerclo laucando fora e pondo u margem repenti-
namente lodos os voluntarios...
OSr. Florencio : NJo he possivel adiar |geule
para o corpo de polica, porque seistustdes nao sao
Iguaes a dez.
O Sr. TAodoro : ... Se tal fosse a disposicao
da emenda, enlao anda poderia resultar della al-
gum inconveniente ; mas como meio facultativo e
subsidiario, nao o emergo...
O Sr. Florencio da om parle nao oavimos.
O Sr. Tlieodoro : Nao se assuste o nobre de-
pulado....
O .Sr. Florencio : Eu assuslo-me, porque o
cofre provincial nao lera' diuheiro para pagar arma-
mento necessaro.
O Sr. Theodoro : Entretanto, senhores, o hon-
rado membro expondo a razAo porque entenda que
nao devia ser approvada em lerceira discussAo a
emenda de que trato, disse qoe ella Irazm grave
on is aos cofres provincaes, porque se as deserees
actualmente sAo frequentes no corpo de polica, sen-
do entretanto assuas pracas voluntaras, com mani-
ra de razAo devia se temer que sendo adoptada
aquella emenda, nao se lornassem mais freqoenies
as deserees, sendo o mesmo corpo composto de sol-
dados recrolados, para o exercito o que consecuiu-
lemente Iraria um augmento de despezas...
O Sr. Florencio: Islo he lgico.
O Sr. Theodoro ; Eo senhores, poderia exami-
nar qoal a razio das desercoes quer no corpo poli-
cial, qier no exercito.
O Sr. Florencio : lie o servido atropellado. .
O Sr. Theodoro : ... E se o lizesse lalvez che-
cas** demonstrar que ueste em parte silo ellas de-
vida* ao rigor da disciplina militar.
A razao porque no nosso'exercito sao mais fre-
quentes as desercoes que no corpo de polica, omlc
alia* ha desercoes he porque o soldado infelizmente
anda esla sojeilo ao celebrrimo regiment do Conde
de Lippe, lie porque
que com o servico de recrulas uo corpo policial as
desercoes nioieriam mais frequentes doquelctual-
meule sao....
(' Sr. Florencio;Allegou.
O .Sr. Theodor:Prove, a.i menos a meu ver; e
se uAo pude acabar a argumentars), de que
eolio me serv, foi porque d'clla me dislrahiraiii
com iulerrupcijes.
Note o honrado lembro, que o retrata que for
servir no corpo policial nao sernlo atropellado,ncni
abr sujeito a rigorosos castigos, como uo exercito;
e que por conaeguinle, ni* sendo sua posirAo peior
que das de mais pracas voluntarias que seivem sa-
rjadla corpo na se deve sappor que o numero das
de^erees do mesmo corpa se augmente.
O Sr. FUrencio : O soldado de polica Irabalha
mais.
O .Sr. Theodnro : Mas ainda que as deserjes
lodaMCm ser inaislrrquenles.iiireiqie nada defera-
" o* receitr, porque sendo a emenda facultativa e
subsidiaria, romo he, e au podeudo couseguinte-
menleo presidenta usar da autorisarAo, que Helia se
Iho d. se nao em mu pequea escala, e em dimi-
nua proporco, as desercoes de que lano se arre-
ceia o nobre deputado por amor dos cofres provin-
cia**, seriam lamben) em mu pequeua escala, por
que diminuto deveria ser o numero de recrulas, que
subsidiariamente r loria o goveruo geral de ceder a
provincia para cnmpletar-se o sen corpo policial,
visto ser e*lc o sentido daquella emenda.
O Sr. Florencio : Boin, aceilo.
O Sr. 1lieodtro, continan,lo a impugnar os argu-
mentos do Sr.iiepulado Florciicio.olleriTeaiinla a con.
eiderafto da casa ligninas observaces ; e depois de
declarar que vola pela;emcmda que tero sustentado,
ron, loe do seguidle modo :
Poda aiuda dizer alguma cousa a respeito do nu-
tra na qual se propde aogmenlo de sold aoa olli-
ciaes do corpo de polica, porem nao o faro porque
a casa deve estar leinbrada das razoes que expuz a
na ropsidcracAo e que mo forcaran! a discordar dos
meus nobres collesas da commissAo de lixacao de
forra policial relativamente a esse augmento. Eu
os reproduzo, porlanto. referiudo-iue a elles; e
limilar-mc-hei a dizer-vos senhores, aindamis nina
vez que pensae bem uo que idea fazer ; porque se
conliniiarmos coro o prurido lie augmentar despezas
lalvez... talvezlciihamos urna !. nic rroou apuiudos.)
O Sr. FUrencio : He a sua apprehensAo.
O Sr. I. Cataltanli:Sr. presidenle.pedi a pala-
vra nAo su para jostilicar a minha emenda que pe-
de a suppressao de i-lgiimasoulras querniisigiiaraiii a
idea do augmento de sold para os olliciaes e pracas
do corpo de polica, como para justilicar oiira
minha emenda passada em segunda discussAo o qoe
foi ltimamente empugnada pelo meu nobre amigo,
que acabou de fallar.
QnantO a esta Sr. presidenle,cu direi, que o pen-
sameuto que me levou a apresenla-la a casa, nAo foi
senAo o de eslabelecer min equidade entre os diver-
sos ofliciaes do corpo de polica empregados em ser-
vidos exlranhos, mas iuherentes comludu ao ser-
vico do corpo.
Ohserva-se. Sr. presidente, que cominandanles de
companbKS nimias vezes siio destacados comman-
dando ulna forra que se nao compe dos soldados
de sua companhia, perdeudo por isso a gralilicaco
que leriam se|estivesscm elfectivamenleno|commande
desta ; resultando daqui, que este ollicial, que he
destacado e vai-se encarregar de um, servico mulo
mais pesado fora da capital...
l'm Sr. Deputado :As vezes.
U Sr. A. Cacalcanli :... Ohserva-se, Sr. prc-
sidente, como di/.ia, que este oflicial perde esta gra-
lilicacAo, que iassa para seu immedialo, cncarre-
gando-se alias aquelle de um servico superior.
Eu entend, Sr. presidente, peala* circumsiaucias,
que devia apresenlar urna emenda, nao que consig-
na sse a idea de dar-so urna gralilicarao por esse
servicia, masque eslabeleresse idea dereceber elle
urna igual gratificarlo a que receberia, se estivesse
aqu, sem prejuizo do seu immedialo. Eulcndo,
como disse, que he mais pesado o servico prestado
pelo commandante de destacamento, do que o pres-
tado pelo conimandaut de companhia no excrcicio
eflectivo desse commando, julgo, que este nAo deve
ter maiores vantsgens do que ooulro ; e neslas cir-
cumsiaucias euleudo, que n3o tendo elle direilo
a recebar urna parte de seus vencimenlos, deve
assembla provincial g.irai.tir-lhe as mesmas vanta-
gens, que teria aqu a titulo de gratificaran nova,
uuicamente com o lim de eslabelecer a equidade
enlrc os diversos servicos do corpo. Este foi o lim
da emenda, e as razes apreseutadas pelo honrado
membro, que me precedeu, nao sAo sullicieules pa-
ra me desonerarem do proposito de volar por ella, e
e\n roen entender nao satisl'azeiii, nem na palle que
diz respeito a deipeza, que be ridicula, nem na que
diz respeito a dilVerenra do servico, porque este, to-
mo prove, lie igual senao maior. despeza be mu diminuto,.porque raros sAo os ca-
sos, como muilo bem disse um nobre depulado. em
que elles nao vAo commandando a sua companhia,
e he enlao que eu Ibes don a gralilicarAo, para que
Dio liquem de peior coedi(ao do que os seus immc-
dialos, e esse augmento nao pode montar lalvez a
1:0003 por anuo, no peior caso.
Sustentando a emenda que aprescnlei de sup-
pressAo das despezas, direi, que os meo- recelos
apresenladcs em um discurso pronunciado em urna
O Sr. Florentto :Sr. presidente, en ainda insis-
, inda julgo que esla emenda he lio aiiarchiea, que
n,1o pode passar ; e osuobres depulados que fallaram
procurando suslinlar a dita emenda nao provaram a
uhlidado della, pelo contrario, perdem-mc a cx-
pnssao, nio Dieran mais de que arreigat a convic-
cao de que essa emenda nao deve passar.
Diz a emenda, ou quer a emenda, quo exista um
corpo rom ilillercules jerarchias, que lean as mesmas
oliriiiarors, e qoe vive no mesmo quarlel c que tem
? ,ni,s......i'uulamenli.. Ira, islo he ama niustica,
stao he tima narclna mi dem-llie os nobres depula-
dos o nome que quizeiein.
Dizem porem, os nobres depulados quo islo he da
le geral, quo cslcs i temas, >,, ,|us qufl \em ,)e ir
para o exercito e quo o presidente destinara para o
corpo de polica, cmlim sAo individuos que van ser-
vir em ri'iiimissio uo corpo de polica. Mas d-se
por exeoplo o caso de ir Antonio rondar na compa-
nhia de Manuel esle.he voluntario, aquelle he recru-
tado, chcg.-im na ra da Concordia, eonde dizem que
passeia a eompankla do tiro, eneonlram-M com- os
ladmes, balein se, c lcain ambos fendos. O que suc-
cede enlao Sucede que o recrulado tem una re-
forma, tem um meio de vida, e o de polica volunla-
Mo, tem a mi/.eiia e a fotnc.
Ora, como se pude conceller que homens innuli-
liladoa.em consequeucia do mesmn|serviro. sejaum
recompensado, outro i.Ao '. Sera isio conveuienle,
estar de accordo com a boa ordem '.'
( mesmo corpo, rom o meante servico, rom di-
versos rcgiilamenlos Nao firo aqu, von adiante.
rorma.o corpo de polica, para execurAo de um ser-
vido, os qnoyemdo exercito, diam, nos devemos
formar a direila, porque temos esse direilo ; nao ser*
islo anarchia ? Se os nobres depulados medissescro,
que conviuha formar-se a I. companhia debaixo do
regulamenlo de primeira linli.i, como he a de per-
manentes da curie, devendu ierat um fardamenlo
diverso, para onde fs..em mandados os soldados das
oulras ompaiiluas, que nao procedessem bem, isso
entendera cu, c lalvez que por espirito de juslica os
aruinpanliasse, djs |,0r espirito de juslira e naii por
convicrAo, porque a iniuha convicio li, que esse
corpo he geral.
He assim, Sr. presdeme, que o corpo de perma-
nentes da corle, tem a presentado (aulas vaiilagens
sobre os corpos de polica ds provincias, he sim, pelo
seu regiilamcnto muilo especial, mas misturar indi-
viduos de dill'treulc especie, quero dizer, individuos
em diversa cundieran, isso nAo pode ser, e por isso
emendo, que a emenda nao deve passar, visto que
ella nAo remdela o mal eeslahelece ale corlo poni
um principio inconveniente e al nerigeto c immo-
ral, lalvez que islo parcra forte, porcm eu com toda
a calma digo que he perigosa, porque pateando a
emenda nao haveria senAo anarchia ; immoral por-
que a emenda nao leve outro fim senAo obrigar a
fazer um serviro, que enAo quer pagar, porque de-
pois de demonstrado que os salarios em Pernanibuco
sAo de I9OO0 reis, nao se querendu pagar ao soldado
de policia igual salario, a emenda determina, que se
obrigue. Uai isio nAo he justo, nAohe islo o que fez
o nobre ministro da justir o Sr. Ensebio, com o cor-
po de permanentes da corle ; nao, elle foi a cmara
a dissecom o sold quo actualmente existe, nao se
pode preeneber o corpo de policia, porque o salario
do traballiadur esla superior a es*c sold, uo ha pois
remedio seno igualar este a aquelle. Isto euleudo
eu, e por venlura poderemos dizer que he um mal o
jornal estar caro ?
NAo, senhores, lie urna prova de llorescenra, e nAo
a dcroouslracc.an de que ha maior somma de Iraba-
Iho, islo he claro, augmentan! os salarios, porque ha
procura de Irabalhadorcs, he porque existe mais tra-
ballio. Sr. presideute, lomara eu poder pagar mais
caro aos trabalhadores.
'M Sr. Deputado :Esta he a reara geral.
(' Sr. Florencio :E cu argumento com a regra
geral, as exceptes, nAo s trago para a argumen-
lacAo....
I ni Sr. Deputado :Se o Bobea depulado alien
der a que a provincia rcssenle-se actualmente de fal-
la de bracee, rerouhcccr.i que essa he a causa do
augmento do salario.
O Sr. Ylorencio :Senhores, eu vendo hoje o meu
lijlo a l'.i> icis (piando anida a ponen o vcudia a 13
e 10 e porque i Porque ha maisi|uanlidadede obras.
Porque esta desgrasado o capim I Porque ha muito,
porque lie que o-veudianios a -Jll res '.' Porque llu-
via pouco, isto he claro. Vamos questao. A emen-
da he anrchica c im1110r.1l. Mas disse-se os cofres
provincaes nao podem com maior despeza, bem,
concedo, masque fazer para quem nio podo'.' Ter
100 pracas, mas pagar-Ihe bem. Sr. presidenie, co
eslou sendo lestemuiiha, de faclos, que posso apre-
senlar. que me levam a esta ConviecSo, se se lio de
ler ICO soldados mal pagos, he mellior ler UMI bem
pasee.
I)is policia, podem viver com o sold aclual, porque as
horas vagas eierciam seus|oflicios. Islo he a assercAo
mais exlraord.naria de que se pode apresenlar, o sol-
dado de policia leudo horas vagas. Senhores, pa-
aucm-se lll soldados, paguein-se 2110, mas paguem-
Ihe bem, nao queiram ler luxo de forra, sem llie po-
der pagar, esta lie a verdade. Nao he possivel, Sr.
presidente, ler coio 60(1 reis, quena sirva na polica,
apreseniauos em um discurso nroouoclaile em urna :......,. ,.,___ ,. ', ,_ r ,
das sestnes anterior de falla da receila, rereios que ?", ,, a' M t"? f ? iV^T
se ruudam muilo principalmente lias palevras do 5^! "b '''l,:"ll'1 ils ''""^ '[? 'raballiando
10 huras por da e leudo noites para descanrar.a nao
principalmeule uas palavras do
nobre inspector da ihesourarin...
I "111 Sr. Deputado :E que sao rcaes.
Sr. A. Cacalcanli :E que sao reaes, sAo bs-
tanles para me convencer de que se 11A0 deve aug-
mentar despeza alguma, senao nos casos absoluta-
mente urgentes ; eu procure! provar em orna das
sessoes anteriores, que esse augmenta nao era urna
uecessidade urgenle, e que aiem ih-o a dillereuea
para os soldados de polica que he de lsKOO men-
se, e para os offiriaes de I(X?, pooco avultava pa-
ra estes, enli el,mo, que para os cofres provincaes
era urna difiieura de mais de 10:000?, e sendo as-
sim, apezar de ler entendido na segunda discussAo,
que devia volar pelo augmento aos soldados, dimi-
nuiudo comtudo metade da quanlia indicada pela
commissAo, lioje eulendo, qoe essas razes por miru
apresenladas, e que justificavam o augmento de liO
ri., nAo salisfazem, e nppoe-se um pouco as que
apresenlei, no sentido de demonstrar os rereios da
receila provincial, e assim peimanecendo un minha
primeira idea de se nAo dever augmentar desrTeza
alguma a nAo ser nos casos absolutamente urgentes,
levou-me isso a apresenlar a emenda que se acabou
de ler, porque emendo, que se deve votar contra
esses augmentos, assim como contra todos os outros,
que as mesmas circumsiaucias se apreseDlarem.
Assim e-I.1 justificada a minha emenda ; deixci de
enlrar no desenvolvimenlo das razoes, que Ihe sei-
vem de fundamento para votar contra o augmento
de despezas, por isso que ja foram apresenladas em
oulras sessoes, e tem sido muilo bem desenvolvida
e elucidada a questao pelos nobres oradores que me
tem precedido
Quaoto ao recrulamenlo, eu direi, que nAo par-
tillio da mesilla npiniao que a do nobre depulado,
que se a--,oiia defronle de mim, e direi, que assim
como 00 corpo de permanentes, como elle mesmo
disse, a primeira companhia. he recrulada, e as en-
tras nao, o regulameuto para o corpo de policia da
provincia pode eslabelecer o mesmo.
Os recrolamentos sao todos geraes, a altribuirAo
portante, dada ao goveruo nessa emenda limila-se'ao
cnnsenlimenln da assembla provincial, a urna dis-
posicAo geral, que depende toda desse consenti-
mento : o isso nao concurre para a desorgauisacAo
ou anarchia do corpo policial, como quiz suppo'r o
honrado meinlii o. mas pelo contrario serve unica-
menle para preencher a> fallas, porque os volunta-
rla* nio sAo bastantes para completar o corpo. E,
e os recrolados o sao em virlude da lei geral, ellcs
participam das mesmas vanlasens e dos meamos onus,
que os outros soldados de liaba, ao passo que os en-
gajados do corpo de polica, qne nada teem com a
lei geral, participam das vnnlagens e onus estable-
cidos pela assembla provincial: nislo nao ha anar-
chia nenliuma. porque a respeito de uns a assem-
bla provincial fixa a forra, marca-lhe a sold, etc.,
e a respeito dos outnn que sAo recrolados em vir-
que o verdideiro he deixar as cousas como eram an-
tigamente.
Agora eilrarei na materia da emenda relativa ao
arliuo -J.- .prsenla,lo pelo Si. Augusto de Oll^ena'
a qual diz I ( l .
lio verdide, que urna lei geral, den allriboieao
as assemblM provincaes de us^r do recrulamenlu pa-
ra a (.ompocAo dos corpos do policia, segundo que
as ncccssidadcs do serviro fi/.crem sentir que o en-
uajamente nAo he sullieiculc, sem o recrulamenlo.
Mas novenos nos admiltir o reerolamenle ".' Eulen-
do, que nao devemos admilli-lo. Vos governos li-
heraea do-etbree semprc orna tendencia muilo pro-
nunciada pra livrar-se s cidadAos de lodo o cons-
Irangimenli da toda a coactas, quando se trata do
sel viro poli leo.
Ora, queo reeriilameiiln he una violencia feila
a liberdadedo cidadao em proveilo do servico pu-
blico niatera o contentan, e ser conveniente
quando os {ovarnos ten,tem a iluminar dasauas leis
C dos seus (odigos o recrulamenlo toreado, que mis
vamos na raissa lei de lixacAo de forra incluir um
principio que tende a Ii/.ei-no< relrogadar junla-
n.eiile por iquelles lempos, ou por aqoelles governos
que srinprc lzeram timbre da lorca |iara esniagar
iiilemaineu e a liberdade dos cidados c externa-
nenie a a i idepeudeiicia das uaces.
O recrulamenlo Irai por forra laes e laea cidados,
ao serviro do exercito ou mais especialmente ao
corpo de polica. O .serviro forrado ser lAo
bem feito como o servico hvre llavera a mesma
garanta de eslabilidade no ell. elp ,, dos corpos,
quando se der o recrulamenlo como quando se der
o engajainesto ".' Eu direi como disse um nobre de-
putado, a piatii a nos mostrara que os soldados que
viercm para o corpo constranuidamente, que vic-
rem fazer um servico obrigado, bao-de logo que
podeicm, desembararar-sc deile, e laido mais hade
ser assim, i|uaudo o regulamenlo do corpo de polica
nAo pode conter aquellas disposices rigorosas que
inanlein pela forjada discidlina os soldados dos cor-
do exercito.
Os soldados dos corpos do exercito, sao como todos
vos sabis, dirigidos pela espada sanguinolenta do
conde de lppc, ao contrario, os soldados do corpo
de policia, leudo um regulamenlo Modo provin-
cial, lodo emanado desta assembla ou do presiden-
te provincia, 11A0 podo .conter essas disposices
rigorosas que se veeni com assombro da rivilisaeaii, e
que rxislem pala os soldados do exercito. Assim,
pois, se nao lia esse aguilliAo para os conler no seu
|nislo,>eno lia vis esse aguilhao para os conler no
rumprioieulu dos seus deveres, como so [iodo espe-
rar dalles que penuaneram ah forcadamente, que
scjain liis ao juramento que nao sei mesmo, se elles
prestan*?
Ha urna oulra queslao anda, e vem a ser. O go-
veruo geral, fixa em urna tabella o numero de'c-
dad.ios que devem ser recamados as rtiflrentes pro-
viucias. pergunto en, dcverAolrazcr-se para o corpo
de polica os recrutados rnmprclieiididos nessa ta-
bella, ou serao outros 1 Se se tiraren] dessa tabella,
acontecen justamente que os corpos do exercito nao
se preencherao. E se nao for assim, se os soldados
de polica nao forero lirados desse nuaicro, ter de
fazer-se um recrulsmeulo a parle, e enlo leremos
em lugar de uin* duas violencias.
(Ira, creio, que esla consequeucia tambem nao po-
de convir aos espinlos por demais rectos e illuslra-
dos dos nobres depulados.
\ olanla a primeira quesillo, digo, que devemos
conservar o sold s pracas de polica como era d'an-
se diga que lie por falla de bracos no paiz; nAo, isto he, ilcs. Il0r riue n* se pode diminuir o numero das
V^V; = -y- infezment. nAo, fe.izmen- -? !^ZoTZ^r^ "'"
^ h nL,ei"r, de ordm- O .Sr. Floren d um aparie.
O Sr. Theodoro : ... lie porque o serviro que
tem he muilo mais pesado ; he porque einlim vive
Mibremaneira atropellado. Eis a razao porque a
mor parte das vezes nAo tem elle outro recurso que
a deserrao, expondo-se forcadamente a penas gra-
vsimas.. Mas o corpo de policia mi esta' em idn-
ticas circumsiaucias...
O .Sr. florsnefo : 3 annos de prisAo.
. O Sr. Theodoro:O regulamenlo porque se regem
as anas pravas nAo he 18o forte, e netVi tAo pesado o
seu servi(0 ; accrescendo que no exercito, o que
nao acontece no corpo de policia, o pebre soldado
e*l, a tem do mais sujeito ao infamante castigo da
chbala.
O Sr. Florencio : Se falla com o Conde de
l.ippe veja que he espada e nu chbala.
O Sr. Theodoro : Pois bem subsliiua o nolnc
depulado a chbala pela, espada de prancha qne o
resultado lie o mesmo.
O nobre deputado, no proposito de combater a
emenda, exclamou que anarchia se nao vai im-
plantar!... leremos o que'.' soldados recrolados para
o cxercito.e nelleserv indo.masque gozam de mullas
cuncesse-; laes comojcralificaroes e dalas de trras,
qosndo sao reengajsdos, entretaulo que o recruta,
que for servir nos corpos policiaes, nao gozar das
mesmas vantagens. Perdoe o honrado membro ;
parece-me, que ueste po.ilo labora n'om engao,
porque se ajtei de ls."ii concede as provincias om
cerlo nomero de recrulas para o servico dos corpos
policiaes, em dovida alguma esses recrulas conti-
noam a ser considerados como recrulas do exercito
servinrlo provisoriamente nos corpos policiaes e go-
sando por conaeguinle das mesma* vanlsgens que os
que servem naquellc.
Assim ja v o nobre depulado qhe nAo he verda-
deiro o panllelo que fez comparando os reerotas do
corpo policial tora os do exercito, querendo tirar a
conclusao de que aquel les licsvam de peior condcAo
qne e*le, o que por cerlo seria urna extravagancia
e anomala.
O Sr. Florencio d oro aparte que nAo oovroos.
O Sr. l/ierV,r 1 : 4 notar3 deputado porem ain-
da foi a diante...
O Sr. Florencio : E ainda hei de ir mais.
o Sr. Theodoro : Elle nos disse que era in-
conveniente que adoptemos a emenda, que se discu-
te.porqae ella ira produzir onus gravusimcs aos co-
fres, em consequeoria das desercoes frequentes e em
maior escala que teriam de dar-se com a sua adop-
jSo no eorpo de policia.
P*rdoe-me o nobra deputado ; parece-me qoe es-
ta sua eesercle nio procede, porque en ja prove,
O Sr. A. Cacalcanli:Nao tem nada disso, o
corpo deve ser de 400 pravas, se se poderem obter
ilXI voluntarios, est preeuchida a lei, essa antori-
sarSo nao servir de nada, porque he nicamente
para a livpolhese de nAo ser possivel obter-se a Tor-
ca por meio de engajamenlo ; de outro modo, nem
que o nobre depulado augmente o sold para I ou
3, er possivel complclar-se o cerno...
O Sr. Florencio da um aparte.
O .Sr. A. Cacalcanli : Eu nao Icuho entrado
na compararan das vantagens dos soldados de poli-
cia e as dos do exercito, porque nAoqucroenlrarem
qoesles odiosas, porem direi nicamente sem me
encare jar de provar, que de fap lu os soldados de
policia recebem mais diuheiro do qoe os do excer-
cilo.
O S.. Florencio : Nao appoiado.
OSr. Leal d nutro aparte
O Sr. .(. Cacalcanli: Os soldados do exercito
ufio recebem ludo em diuheiro, recebem o sold c
aelapc, que Ihe he dada pele preco que se estipu-
la...
O Sr. \.eal:Os soldadas casados recebem o sol-
do en, dnheiro.
O Sr. .1. Caiitt'anti : Isso he negocio de execu-
cao, he nm ou nutro que recebe em dnheiro, os
mais recebem em gneros pelo preco que conven),
mas o que observo, he que os soldados de policia
rerbem mais diuheiro do que os do exercito e per-
gunlc o nobre depulado a um por i-m dos soldados,
que todos elles Ihe dirao que os de polica estilo
mais hem aqainhoados...
Portanto, direi, que a nica considcracAo que (le-
vemos ler em visla lie, que he prenso ou dar de sol-
do aos soldados de policia mais de l-'iini para
que e-so serviro seja preferido aos outros ou
enlAo nAo se Ibes d nada absolutamente...
O Sr. F'lcrtneio : Panue o cofre geral.
O .Sr. A. Cacalcanli:Isso he qoeslAo diversa,
nAo mistaremos as quest&es.
Mas, dizia eu, que ou augmenle-sc o suido para
mais de 1-TOfKI ou nAo se augmente nada, porque iiO
rs. nAo val de cousa nenhuma para o soldado, entre-
tanto queso vai onerar o mfre provincial com urna
despeza de S a 10 conloa de re* sem se conseguir
nada, porque o aucmento de I5800 mensaes, nAo
he nm incentivo para se procurar o'engajamenlo.
Voto contra o aogmenlo pedido ; assim como con-
tra nutro fljualqirtr pelas razoes queja ile em ou-
lra orcasiAo, e porque eslou convencido que elle
nao ha urgenle, quanlo aos otTiciaes, ,. ,,,1 pode
o cofre provincial carrejar com um augmento sa-
tisfactorio para os soldados.
ser,que se queiram soldados.sem que lenham a missAo
que o soldado deve ter, e que o regulamenlo Ihe 1111 -
pe. Se a a-semblea nAo quer 1 islo, enlao pode
adiar quem sirva de graca alo, mas se o soldado tem
a missAo de policiar, nAo he possivel, que ache sol-
dados dcsla n iiu 1 e/a por seinelhanlediuheiro,quando
o salario de (rabal hadur he ineior; agora se lie para
elles p.ieiiiarein cun os ladrcs, enlAo isso he oulra
cousa....
l'm Sr. Depulado :Isso he verdade, mas nao ha
dnheiro.
0 Sr. Florencio:Peca-se ao goveruo geral, por-
que (alvez sejamos allcndidos, boje ha tolerancia, as
cousas vao camiuhando para os seus cixos, uAo he o
lempo aoligo, em que o Tallar-se em certas cousas,
poda al ser motivo para sermos fuzilado* ; peca-se
ao guvemo gem, que pague esla torea, porque o
aclo addicionil 11A0 uosobrisa a isso....
1 111 Sr. Deputado :E se o governo geral, nao an-
nuir.
O .Sr. Florencio :Continuemos a pagar-lhe....
l'm Sr: Deputado :Essa palacoada, lio que nAo
devemos dar.
0 Sr. Florencio :Palacoada '.! Enlo o direilo
de pelirAo esla mouopolisado '.' NAo, lodos podem
pedir, e nos pediudo, usamos de um direito, e quem
excrce um direito fundado na lei, nao faz palacoa-
da*....
1 111 Sr. Diputado :A manira da casa, reronhe-
ce que uo ha duvida 11a queslo.
0 Sr. Florenccio :A maior ia, tem a convircAo
que eu teuho, o mais que se diz, he que a queslAo'hc
muito intrincada....
1 111 Sr. Depulado :A qursIAo he clara.
O Sr. Horencio :Tambern os coadjutores ser em
pagos pela provincia, he claro?...
I'ozes :Tambem.
OSr. Florencio :He que o nobre depulado tem
nina razio tan vasla, como o universo. Nada mais
fcil do que dizer-sc, que uuia quaslso he clara,
mas he muilo lea.
Voto contra a emenda, porque he anrchica e im-
moral e porque nao preeuche o fim, c ale he peri-
gosa.
O .Sr. Silcino : Sr. presidente, principio de-
clarando, que voto pela emenda aprcseolada pelo
nobre Collega, que se asenla l'ronleiro a inim.Eu sou
pela redcele do sold dos soldados c olliciaes do
corpo de pulira. redaecSo para que se equipare o
sold de boje exactamente aodos exercicios linaiicei-
ros dos anuos anteriores.
He cerlo, como muito bem'disse o meu nobre col-
lega, que me precedeu, que o corpo de policia nao
he pago com aquella liberalidade que conviuha ao
servir,, arduo que le.o a seu cargo, mas, genitores,
coiisiderarips evi-teni que nao se podem deixar de
allender, que alo podem deixar de pesar mui-
lo no inimo dos senhores. depulados, c que la-
zem curo quo cu me pronuncie contra todo e qual-
quer auzmeuto de sold que se quena lazer ao cor-
po do polica.
Os nossos recursos perunians, sAo como se sabe,
multo limitados, as despezas se augmentaui conti-
nuadamente pelos dilfereules ramos do servico pu-
blico ; nao oli-lanle, lalvez l'o-so conveniente une
nessa disliibuie.io, nesse aucmento, u corpo de po-
licia fosse allendido, mas quamlo nos sabemos mena
senhores, .que o corpo de policia faz (o seu -cvi-
co promiscuamente com os diflrentes corpos do ex-
errilo, quando mis sabemos que sera de iuconlesla-
vel vantagem para a provincia, a maior limilarAu
possivel no numero das proras do corpo de polica,
aiigmeutarmns lodos os annos o pessoal e soldoda-
quelle corpo he avanlajarmos cada vez mais as des-
pezas redHClivas do cofie da provincia, e desl'arle
iramos dando ao goveruo geral urna prova da pon-
ca neeessida.de que temos da forra de linha ; quando
no meu eutender devemos desde a ir tomando me-
didas senao ['ara arbannos com o corpo de polica,
e lberlaimos desta modo a provincia desle grande
onus, ao menos para limnai mol-o o mais que lor
possivel.
Eu i|ui/.era que su fizesse urna redurrau as pra-
cas do corpo de polica, mais como todas as vezes
que se falla em 1 e un ,a,, un numero de pracas, Iraz-
se urna queslo que serve de chave mv-terisa para
abrir e (echar ludas as quesloesque podem ler, an-
da que mullo Indirectamente referencia com o pre-
sdeme da provincia, eu pois, uo avenlurarei paseo
algum a es-e respeito.
Sr. presidenie, e a chave mvateiiusa de que tallei e
que lodos couhecem he a cimlianra que se deve ter
na admin-IracAo. Nos sabemos que, urna adminis-
Iracao esi a liodar-se e que urna oulra vai comerar,
reduzir a forra nesla OCCasiiO, faiiacomquc esses
que s.lo muito suscepliveise muilo devolados em de-
fender a causa d* aoverno, disseasem que fallamos
desde j a ennfianra ao administrador qire ainda nao
chegou.
Nao qnero, Sr. presidenie, que nem de leve se me
allribua falla de eonlianca a esle 011 aquelle a.lmnis-
dor por que se essa falta de conliaiira ehegar a cs-
labelecer-se no meu espirito, cu serei o primeiro,
nao obstante as miuhas Iracas forras, a manisfeslar
0 meu pensamento, sem allender "ao que me pode
vir de mal do ressentimenlo do goveruo.
1111 Sr .Deputdio : He mellior diminuir a forra
do que deixar de ausmemar o vcncimeiilo.
O Sr. Siicino : Mas a diminuirlo, seria com-
batida pela considerarAo da confiane.i no governo..
Um Sr. Deptuadn : Creio que ningnem jnl-
gara isso como falla de eonSanca no governo.
OSr. Si/iino : Ora, 11,1,1 podendo os.cofres
provincaes compoitar grandes despeas, eiilemlu,
pracas, porque se vina logo com a queslo da con-
liaiira, com 11 duende queallligea todos os corpos de
polica, porque as economas que dahi resultarem,
poderAu ser applicadas com maior proveilo publico.
Senhores, focamos alguma COUSa ero bem da liber-
dade de no-sos romproviciaiios, proscrevamos o re-
crutaueulo de nossa lei delixarAo da torea policial,
e nao consintamos de modo algum, que horneus. que
nasceram debaixo da iullucncia do mesmo sol, sejam
constrangidos a prestar um servico que si'i devenios
esperar de homcus que peusam e devem obrar livre-
roeule. Apoiados, muilo bem, minio bem.)
O .Sr. Manoel de llarro-- disse qoe pedio a pala-
vra para fazer algumas observaroes sobie a idea con-
signada na emenda apresentada peloSr. Augusto do
Oliveira relativas a inlcrprelaco que se devia dar
aulorisacAn dada pelo governo geral quando concede
que se preeuclia o numero |dus soldados do corpo de
polica por meio do lecrulamento ; ques.Ao esta a
seu ver, de suiunfa gravidade, por quaiito, ou esta
eonesaito se tornara por sua iialure/a iuipruficua,
uu serialgravrmeute vexaloria concorrendo direcla-
ineule para o augmento do (errivel imposto de sau-
guc, que infelizmente pesa sobre a parle da popula-
dlo menos favorecida pela fortona ; visto como, 110
caso de que tome o governo provincial a dclibera-
cao de usar da concess.lo, e de sercm lirados para
policia urna fiarle do numero dos recrulas desliuados
para o exercilo, cujo numero he anuualmenlc mar-
cado pelo ministro da guerra, necessariameule lera
de haver un: desfalque no exercito, e ver-se-ha o
governo mpossibililado de rcalisar a concessAo au-
tor i-.,, la ; e nestey o.,-,, lica pr ovad a a ineficacia das
medidas, e se pelo contrario para o preeuchimeulo
do numero das pracas do corpo de polica se houver
de proceder em maior escala o recrulamenlo, enlo
evideute se torna oue recorremos a nm meio por de-
mais onerosu para > povo, como ja havia dito.
Observen mais, que a idea da emenda na devia
ser approvada, por entender que os soldados forra-
dos a fazer 1 polica, de nenhuma eonlianca se lor-
narian merecedores, o que sendo indispen-avel a
boa polica, a dedicara 1 da paite dos subalternos, e
a eonlianca ncllcs depositada pelos superiores, islo
se nAo pode dar em pc-soas coustrangidas ao serviro.
E finalmente, que adop(ar-se semelhante medida,
a assembla nada menos fana doqueaulorisar o que
se conslrangesse ao servico policial, perneas a quero
os colres pblicos nao podem salisl'aloriamenle re-
compensar os servicos, como disse um dos roembros
desla casa, e que nada mais acresceularia por issu
que o seu nobre coilega o Sr. Silvino, que o havia
precedido, mu satisfaloriaruenle acahava de tratar
da queslo.
Encerrada a dscossao. he o projeclo approvadn
em lerceira discussAo, na forma emendada em se-
gunda, sendo regeiladaa emenda do Sr. Aulonio Ca-
valcanli.
Dada a hora, o Sr. presideute designa a ordem do
da e levauta a sessao.
minados, t Si o podem ser em visla desses docu-
mentos, ha ncllcs minia cousa que couvem seja ana-
Ivsada devnlameule.
" l'm tcnhnr Deputado:Eslo-sa imprimindo.
( Sr. <;ofaires (-'iini/res:EslAo-se imprimin-
do ha um me/, e oito das! Ora, 11 chamo a isto
urna embaeadella, os nobres depulados dm-lhe o
nome que quizerem; roas eu chamu-lhe enibara-
della....
I.msciilior Depulado:Por parte de quero ".'
U Sr. Com alce.' Cuunariie.i : (Juis potesi ca-
pare capia! >i va' a quem loear.
Uisse um nobre depulado, que se liouvessc aecu-
sarues haveria defezi'S, c eu digo que ha arcusa-
res que au tem defeza.
Um unhor Uepiilada: Nao ha cansa nenhuma,
que nAo so possa defender.
OSr. Gonralce Guimaret: Defesa, quecon-
venra, he que, eu quero dizer; defesa qne eonvenca,
porque ha delesas que nao justifican! ao arcusado,
Mas, senhores, a minha nilenco nu fui arrengar,
se o fosse eu o declarara,mas nao he essa minha iu-
Icnrao, o que'lesejo beque se lenlia mais alleliro
para com a administradlo, mandan lo-sc-llic esses
documentos que para ella sao necessarios, mesmo
porque creio que i-so aqu nunca se deu.
Pelo aspecto da casa, reconhero que fui importu-
no, iiAo apoiados) mas vendo que bu decorrulo um
inez e uilo dias, e que esses documentos nao tem
viudo, e que sao neces-arios, porque podemos ca-
recer de providenciar rm consequeucia delles, e qoe
o nao podemos fazer depois da rasa se fechar, razao
porque me atrev a fazer rsla rcclamacAo, que tanto
dcsa^radou rasa.
OSr. />l :Tenha um pouco de paciencia.
O Sr. Coni-alcet Guimariien:A paciencia tem
limiles. Sr. presidente, cu desejo ver a historia do
cholera, desejo saber quem foram os benemritos da
provincia, quero roiibece-los.
U Sr. Florencio :Poram lodos.
0 Sr. Concalce' Gulmarc* :Bem, quero saber
isso pelos documentos...
1 m lenhor Depulado : E lambem anda quero
examinar o negocio .las obras publicas.
O Sr. Convalce* (uiinarae* : Bem, quero rn-
nhecer esses cidados, e por isso pcc,o casa descul-
pe minha audacia, e a importonidade do meu re-
querinieuto, filha da neressidade em que eslou de
me esclarecer, e uesse sentido mando a mesa o sc-
guinte requei iineiilo :
Vai a mesa e he appoiado o seguinle requeri-
mento.
Hequeiro que sejam presentes a esla assembia os
apndices c documento- do relatorio do presidente
Goncalves duimares,
lie approvadu depois de algumas observaroes do
Sr. Florencio.
lio bem he lido e aprovado o seguiule requeri-
mento :
Itequeiro que se peca ao goveruo da provincia
com a possivel brevidade a remess* da plaa c or-
camenlo da cadea de Nazarelh.Mello Cavaleanl,
Kocha Bastos.
He hdo e entra em discussao a redarao do pro-
jeclo da fixacAo de forca policial.
O Sr. N. I'orlella : Sr. presidente, per junio a
\ Exc. se por ventura esle projeclo nao tem di
passar por urna quarla discussAo.
O Sr. /'residente : N'Ao seuhor, porque na ler-
ceira discussAo nAo passou emenda alguma.
O Sr. N. Portilla : Por coasequencia nAo pre-
cisa de oolra discussAo ? Eu nAo o sabia e por isso
quando boje se fez a leitura da arta, 11A0 Bl a re-
clamarlo que devia fazer, mas como agora sou in-
formado que essa nova discussAo nAo (em lugar,
enlao nao ten] logar a minha reclamacao. Pero po-
is a v. Exc, urna vez que 11A0 he occasiAo op-
portuna para me manifestar contra urna dapeeicjh
deste projeclo, se declare na acta, que volei contra a
parle do mesmo projecto que aulurisa o recruta-
incuto.
Um Sr. Deputado : Devia fazer essa reclaroa-
c,Ao em lempo.
O Sr, A. I'orlella : EnlAo eslou fazendo a re-
clamacao lora de lempo .'
lim Sr. Denutadn : Creio que sm.
O .Sr. zV. I'orlella : lina vez, que se emen-
de que nao he esla a occasio para declaracAo, sir-
va ao menos esta maiiile-taeio para Iranquilidade
de miulia consciencia.
O Sr. Manoel de narros : Ped a palav ra para
fazer igual declararn a que acaba de Tazcr o Sr.
i'orlella.
>io,ve-se mna discussAo de ordem, cm qne lomo
parle varios Srs. depulados e vai a meza e he ap-
poiado o segunde requerimenle.
Bequeiro que a discussAo da redaco, fique
adiada por -J1 horas,Florencio.
Finda a discussiio vai a meza e fte apoiado o
seguinte requerinicnto:
Kequeiro quo continua a discussAo de redacao
do projecto de forra policial.B. I.acerda.
Fallando acerca des(e requerimeuto os Srs. Epa-
minondas, Silvino e Florencio.
Ficaa discussAo adiada pela hora.
O Sr. /'residente : ilesigua a ordem do da e
levanta a sesso.
PAGINA AVULSA.
menos temos esperance, e de eapennea* tambero se
vive.
Dizem que tem de baquear o projectolo rc-
crulamento para a policana discussao da redacro
que he a ultima de mo : as diseossoea a respeito
teem sido calurosas.
Pedimos a alguem, que cosluma a collorar-se
adianto da igreja da Penda rom 0 chapeo na rabe-
ri, quando se celebra o inez Marianno. que alislc-
uha-se dessa impiedade, porque o rosso povo ito
esta acoslomsdo com lanas franquezas em objeelo
de religiAo.
Igual pedido lazamos aos que fumam na porta
da igreja da Santa Cruz, quando da moma sorlc se
celebra essa devoi-ao.
Trala-se de fazer renasCOr a socieiladeBecreio
Militar.Olivamos fallar em diversos bailes e janta-
res : esln as excellentissimas como querem, e as
modistas lavando-so cm agua de rosa.
Ale' amanha.
tlli-
JI.BV DO RECIPE.
22de maio.
Hrcsidcnria do Sr. I)r. Francisco de Atsit di
% cara Mmiel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido Au-
Iran da Malla Albuquerque.
EscrivAo, o Sr. Joaqun! Francisco de Paula Este-
ves I .leu, Ule.
Feila a chamada s lo horas da manh.ia, acharam-
ss presentes H Srs. jurados.
Foram multados em mais -.I/NMI rs. os Srs. jura-
dos ja multados nos anteriores das de sessao, e mais
os seguinles senhores :
Jos Joaqun! Lopes de Almeida.
J0A0 Alhanazin las.
Brigadeirn Aleixo Jos de Oliveira.
Amonio Jos de Figueiredo.
Andr liiiilhcrine Brekeufeld.
Joo Ignacio do Kego.
Joo Jos de Moraes.
Joo l.eile de Azevedn.
Jnaquim Amonio Camero.
J0A0 I. ,1 muro Bodrigues Campelln.
Ulvsses Corkles.
Francisco Xavier de Moraes.
Angelo Custodie Bodrigues Franca. ,
Caetano Silverio da Silva.
Manoel Coclho Cintra.
Joo da Silva l.oureim.
lieraldo Henriqoc de Mira.
Alvaro Fragoso de Albuquerque.
Carlos Joo de Sonta Correa.
Francisco Ignaciu da Ciuz e Mello.
Declarou o Sr. juiz de direilo interino, presidente
do tribunal do jurj, que s tendo comparecido 8
Srs. jurados, e sendo o numero Ilegal para haver
casa, adiava os trabadlos, suspendendn a sessao a
Urna hora da tarde, a adiando-a para o da seguinte
as IIIhoras da maufi.11.
23
/residencia do Sr. Di. Francisco de AWa de OU-
ceira Maciet.
Promotor publicu interino, o Sr. Dr. Candido An-
ia da Matta Albuquerque.
EscrivAo, o Sr. .1,,,,pino Francisco de Paula Esle-
ves Clemente.
Advogado, o Sr. Dr. Filippe. Lopes Nello.
Feila a chamada as 1(1 horas da roanha, acharam-
se prsenles O Srs jurados.
Foram multados em mais \!0S rs. os Srs. jurados
ja multado- nos anteriores das de sessao.
Aberla a acssAo pelo loque de campaiuha, foi con-
duzido a barra do tribunal do jury, para ser julga-
do, o reo iuglez Charles Lucas, aecusadu por crime
de offensas physicas, feitas na pessoa do menor For-
tunato Francisco Pereira Campos, leudo o mesmo reo
por seu advogado o Sr. Dr. cima referido.
I or.ui, sorteados para o eouselho do jury de sen-
lenra os seguinles senhores :
Caelano Silvuriu da Silva.
Joaqoiui Alves da Silva.
J0A0 Alhanazio Bolelho.
Dr. .1 u.i 1 Jos Pinto.
Dr. Pedro Caudiano de Bats c Silva.
Francisco Xavier de Moraes.
Jos Marcelliuo da Rosa.
Itnino Antonio da Silva Alcntara,
liento llorges l.eal.
Vicente Antonio do Espirito Santo.
Capitau Manuel .1.1 (iiiin Paes Sannanlo.
Manoel Joaquim Muniz Baranda.
Os quaes preslaram o jurameiilo em voz alta sobre
existe entre nos ; c concluiram-se oulras obras da
mesmo genero que ollerccem ao transito publico umo
exlencAo de vinle seis mil cenlo e trila e urna bra-
cas. Alm de seis acudes quo se conslruiram em
unironles comarcas, comec,aram-se mais tres. Gran-
de parle dos caes que ja cingem esla cidade em oran-
de cteoslo, tambem foram execuladoi neste lemno
assim como o ca|ramcni0 de varios paleos. ruas
traveseas.
Entre as obras publicas promovidas ua administra-
r!, do >r. conselheiro Juae lenlo da C unha e Figuei-
redo. ha urna qoe nos merece especial meuiao pelas
vantagens que deve proporcionar a nossa riqueza e
civilisaro, he a estrada de ferro. Nincuem igno-
ra as dilliruldadesque esta empreza encontrn ; com
ludo S. Exc. iriiimphou de todas ellas, cooperando
grandemente paran encorporacao da respectiva com-
panhia, e leve a fortuna de presenciar nos ultimo
das do seu governo u principio de execucao desla
ubra graudiosa.
Alm destes trabalhns, anda poderiamos mencionar
oulros, bem como o canal de juncrAodo rio Scriuha-
em ao Bio l'ormoso, obra de urna ulilidade incon-
le'lavel, e o vatio edificio que se esta conslroindona
ruada Aurora para otivmnasio Provincial; mas,
pensamos que os diversos monumentos que temos
apuntado sao sullicientes para perpetuar a adminii-
iracAo de S. Exc, e grarigear-lhe a eslima e grali-
do da provincia.
Todava, esle ramo de servico publico nao absor-
veu as (tenida,le- o Sr. conselheiro. Na esphera
moral, S. Exc. tambem pralicou actos, dignos de
jrande anreeo Kefurniou e organigou a instruccAo
primaria e secundaria, conforme as necessidades da
poca, lomando por modello o que se pratica a este
respeito nos paizos cultos ; coofeccionoo os regula-
mciilns do ceimlerio, do collegio dos orphos e da
casa de delenro, de maueira que estes eslabeleci-
meulos funcciooam boje com mula regnlaridade e
proveilo ; emlim adaptan a providente medido dos
destacamentos volantes quedesarmaram os malfeito-
res do interior da provincia, e fez perseguir os cri-
minosos, muitos dos quaes passeavain impunemente
nos prnprins lugares dos delirios, sob a proteceAo dos
potentados, 00 com o consentiinenlo tcito delles ; e
se esta medida nAo deu lodo o resaltado qoe se espe-
rava, foi porque 11,10 havia tropa softicieule que per-
corresse loda a exlencAo da provincia.
Delegado de um governo que tomou a conilciaran
dos p ir tules como a divisa da sua handeira, oSr.
Jos Bento procuron realisar esta idea, chamando
para osempregos lucrativos ou meramente honorfi-
co-, e al.- de conliaiira, individuos do differenles cre-
dos polticos.
Emlim, para coroar as ladigas de S. Exc, per-
mittio a Pruvidencia qoe o rhulera se manilesta-se
entre us, nos ltimos dias da sua administrado.
lodos sabein quaes foram as medidas e providencias
que o Sr. conselheiro adoptou para combater o fla-
gello, nosla cidade e em loda a provincia, por isso
nada diremos a esle respeito.
Apezar das diflicoldades com qoe loton o Sr. con-
selheiro Jos liento, c das contrariedades qoe o cer-
caran!, durante o espaco de tres annos, com ludo, se
o sen governo nAo he puro de faltas, sob urna rela-
co particular, foi benfico e proveitoso debaixo de
nm aspecto geral ; e, segando a nossa opioiao, he
este o lado pelo qual se deve julgar urna adminislra-
co, quer seja geral, quer seja provincial. Assim, he
pelo lado das vantagens que elle legou provincia,
que avaliamos a sua presidencia.
Se S. Exc. uAo realisou ludo quanlo se poda es-
perar da sua inlelligencia e pralica dos negocios p-
blicos, Tez o que eslava ao seu alcance e Ihe permil-
tiam as circuinstancias. Entretanto, esperamos que
a hora da Justina chesue tambem para elle, e prolira
o verbo de bem ou de mal sobre a sua adminis-
tracao.
Agora, vai abrir-se para o Exm. Sr. Sergio Te-
xeira de atacado urna carreira de Irabalhos e dilli-
cudales. Dolado de urna inlelligencia soperior,
leudo vivido por esparo de tinte annos na Europa,
onde vio o progresso das maravlhas da industria,
nu possuindo aqui essas rela^oes de amizade, qoe
as mais das vezes sao lo prrjudiciaes marcha regu-
lar de una administrarlo, e, em virlude da ortica'
que tem dos negocios pblicos, conhecendo o que
convm a ama provincia, como a de Peruambuco,
presumimos que S. Exc. pode proporcionar-llie gran-
des beneficios.
O Sr. conselheiro Teixeira de Macedo, residi por
algum lempo nos Eslados-Unidns, nesse paiz mode-
lo em materia de cnlonisacAo, por isso estamos cer-
los, que ha de promover todos os melhoramentos
que faciliten! a emigrarn do estrangeiro para a nos-
i&sssiufsssssrsz k^v^s^"-** *
blico
Depois de prestado o dito juramento, foi o reo in-
terrogado.
Fcz-se a leitora de todo o processo, c, depois del
12. faecus^r::0,^-, promc";r ir,,, ^1=-^^^^:
dosao Tne-'.Ar ."' mo."ra.adc "P"" d.giosa, comamos que esta uecessidade insta
Sessa' ornlnaria de de malo le 185(i.
Presidencia do Sr. Jos l'eiro da Sitca.
Ao meio-dia feila a chamada e havendo numero
legal de Srs. depulados
O Sr. /'residente declara aberla a sosi3o.
O Sr. 'eccelario procede a lcilura da acia da
scsso anlecedeuie, que he approvada.
OSr. 1". secretario da conla do seguinlc
EXPEDIENTE.
I.m ollicio do secretaria do goveruo, lemcllcndo
o mappa diinon-li.ilivo da exporlaco para u iulerior
e exterior do imperio.A' quem fez. a nquisieJto.
Lina petic.iu de Ignacio T'olenliuo de F'igueiredo
Lima, escrvAo interino do jury da comarca do Ca-
bo, p.-dindo que na lei do ornamento municipal se
marque anota para pagamento do supplicanle, e as
cusas de pruetssos decabidos quo a mesilla cmara
Ihe esla a dever. A' commissAo de on. uiieni, mu-
nicipal.
Oulra da irmandade de SajtFrancisco do Paula da
puv nae.iu de Cacliaug, imploraudu o auxilio para a
recousirucro da respectiva igreja, que est pruxiroa
a desniurouar-se.A' coinmissju de pcliroe-.
lio lido o approvado o seguinlc parecer :
A commissAo de instruccAo publica necessita para
dar uscu parecer sobre o requerimenlo do Bvni. J-
se Joaquim Cimillo de Andradc, vicc-director e
professor do onsiuu primario do collegio dos orphaos,
que pelos canaes competentes seja ouvido o director
geral da inslrurrAo publica.
Sala das couimissoes, Ti de maio de I8J6.S.
Cavaleanl de Albuquerque.S Pe tira.
He tambero lido c adiado por ler pedidos palavra
o Sr. Epaminondas de Mello, o seguiule parecer :
A coinmisAo de pelicoes examinando o requeri-
meuto de Francisco das Chagas Salguciro,que recla-
ma a exccui;Ao do ai ligo da le do orrainento de
IS."r0, que se refere a sua aposentadoria, ob-ervou
quo este negocio depende da apreciaran da citada
le c do rectinheciinenlo do vigor de semelliaulc dis-
posirAo alm do respeclivo auno ; c por isso declina
de seu juizo para o da commissAo de legislaco como
mais competente.
Sala di.s coinmsscs, Ti de maio do ISSO.A.
Cavaleanl.V. Porlella.I. J. Sou/a Leo.
O Sr. A. CacaUanli eutende, que o parecer
que acaba de ser lido, importa um rcquciiineulo
acerca do simples espediente e economa do Irabalho,
e enlo que nao deve ser adiado.
O Sr. /'rldenle considera, que o regiment
determina diversamente du que emende o nobre de-
putado, c sustenta a deliberarAo lomada pola mesa,
de licor o parecer adiado.
O Sr. A. Cacalcanli reqiier, quo na acta se rara
meucao de sua upiniAo.
O Sr. a. duimares :Peco,a palavra cm lempo.
O Sr. /'resiliente :l'em a palavra.
O Sr. <;. Cuimariies: Sr. presidente.pedi a pala-
vra para laz>r urna redamaran, e quando necessa-
ro seja um requerimento.
Abrio-se a sessao desta assembla no da -Jl de abril,
c uando gri lida pelo presidente da provincia o sen
relatorio, ja elle eslava tmpresso; entretanto, pas-
tado*. lo ou t das, |ie qlle elle foi distribuido na
casa, mas sem que o fossem igualmente us docu-
mentos annesos ao mesmo, eheganao a dizer-se, que
esses documentos su seriam distribuidos, qoando S.
L\c. cinbarcas.se para o Bio de Janeiro. Reqnere-
ram-se esses documculos e responden-so que eslavam
imprimindo-se, mas sao passados I me/ e 7 ,|jdS je.
pois da aborlura desla assembla, e ainda laes docu-
ineiilus nao sAo chegados...
m tenhor Deputado:Parece una imporliinaco
pedir-se isso, quando o presidenie est a sair
(laico tenhor Deputado:Os pre-identes 11A0
niorrem.
O Sr. concalces Cuimares: He verdade. os
presidentes nao morrein, sae um, lica nutro, B he
mesmo porque elle se vai embora, que nos devenios
teros documentos da adminislracAo passada.
Nao se entenda, que eu rom ist quero fa/.er op-
posicaj 00 deresa a administra;, nao, a minha
alta de talentos, ,1 minha inopia, nAo m'o permit-
lina ; e quando o fizesse, os nobres depulados em
que reeoiiheco tale.....1 muilo superiores, tomaran
a defesa da presidencia...
Cinscnlior Deputado : Os tlenlos de V. Exc.
prevaleceran! a qualquer deles, que se luize-se fa-
zer. '
OSr. Cnncalces Cuimares :Sr. presidente, ha
coutratos mullo importantes, que rnnvein sejam exa-
Levados nicamente pelo espirito de curiosida-
de, tomos dar un passeio ao Hospicio, e ah quize-
mos visitar o (iyrouasio ; para la nos ciicaminhamos,
e com muila (acilidade o porleiro, qoe nos pareceu
ler mesmo um carcter de chaveiro, nos conceden
permissAo desubirmos: procuramos [aliar ao diano
Sr. padre regedor, e pedimos-lhe que nos fizesse o
lavor moslrar o que havia de mais curioso nesse ps-
tabelecmeulo scientilico. Becebidoscom muila ur-
banidade e pulidez, pelu rhefe do Gymnasio, vimos
o que de mellior ah havia : sala) de recepro, lo-
cutorio, domiloiio, capella, sala das aulas, sala de
esludo, refeiiorio, ele, ele. Principiando pelo seu
pessoal,a sua escolha fui digna de um eslalebecinien-
lo da ordem do (iyinuasio : sacerdotes respeilaveis e
illuslrados, lentes de um crdito luterano, e reco-
uhecido nesla, como em outras provincias, empre-
gados de multa moralidad- f.izem o mais bello or-
namento Se, hem qoe o edificio uAo seja o delermiuado pa-
ra ntlle ser pereune o (iymnasio, com ludo elle of
l'erece excellcutes eommodidades adaptadas ao rgi-
men da casa. A economa, a decencia, a ordem e a
discipliua ahi se observam inalleravelmeute.e de um
modo a fazer cinulacAo ao mais bem constituido
mosteiro ; e nem outra cousa poder-se-hi.i esperar,
quando a frente de todo rgimen da casa est o
muilo couhecidn Sr. padre meslre Joaquim Kaphael,
esse mesmo que, ha vial* e lanos anuos tem passado
lecciouando, a educando urna grande parle da moci-
dade pernainbucana.
Consta-nos, porm, que o novo edificio destina-
do para o liyrunasiu, cujo plano agora principia a
ser execulado,precisa de uAo pequea alterarn,
Ouando nos restar lempo, iremos percorrendo os
nossos edificios pblicos mais notaveis, e delles da-
remos urna succinta noticia aos nossos leilores; por
agora entremos nos myslerios da cidade.
Pregn hontem na Peuha o Bvin. prefeito, so-
bre a precipitacAo dos casamcutos, e nessa Ihese
alias vaslissima para um orador de uitssoes, o Sr.
pieleilo deu largas a sua cloquencia c erudicr.io:
us que somos devotos do mez Marianno, e que"11.10
teuius perdido urna s pratica, seuipre que podemos
oovi-la, apreciavamus a maneira franca coro que era
upovo reprehendido por aquelle apostlico sacerdo-
te : junto a nos eslava um bello rapagao, que pelos
higodes, c por curias palavras destacadas, que nos
dirijia pareca um doulor ,1o borla c rirpu: : depois
da misso, que em abono da verdade foi eminente-
mente edificante, viramu-nos para o compauheiro, e
Ihe pergeniamos:
Enlo doulor, gostou ?
O pobre hornera querendo allcctar rapidez iulelli-
givcl na pronuncia, nos respondeu estpidamente :
Oh se goslei '.... c gosle muito lo bem da liu-
gua do frade....
Consla-nos que o protestar de ltiro dli villa do
laniiuaro -,, tem um alumno, c que se acha vaga a
cadena da mesma lingua de Iguarassii : aconsclha-
vamus a commissAo de inslrucro publica da assem-
bla provincial, que supprima aquella cadeira du
Limoeiru, porqne nao lia quem a frequeiilc, e seu
proprietario l'rue nu mais deleilavcl dolce famienle
os seiscenlcs bagus, e o nomeie para a de Iguaras-
sii, e crie era l.unoeiro....., cadeira de primeiras le-
tras para o sexo reminino, que sendo una populosa
villa, n.io ha iuslrucro para meninas do lugar.
Mais de cenlo e urna vez temos clamado contra
o monopolio das medidas no mercado das 1 il.ru i-:
ha duas mil punturas muuicipacs, ad rcm, ha seis
ceios liscaes, e um milhao de suardas muuicipacs,
e nesse nterin),na ribetea de S. Josconline a aven-
der-sc feriaba |ior medidas, que nao sAo aquella
determinadas pela cmara municipal.
A cheia no Capibaribe tem feilo seus sustos nao
pequeos pelos arrabaldes; com effeito, ella sempre
faz me,I,,; algumas familias habilantes em suas mar
gcus l.'-ui nvndado-sc: deslruio todos osandaimrs da
ponte da Magdalena all preparados para o concer-
t da mesma. OSr. Peixoto tem sido cuid.uloso em
evitar maiores esiragus.
Os Srs. olliciaes da giiamirao com seus coni-
mandanles foram cm corporaro visilar o recem-
chegado Sr. presidente.
O Exm. ministro da juslira, em leu relatorio
da romo appreheuso dos afrlcaace do palhabote.que
aporton a Seiinhaem ao Sr coronel Lh-ammond/S
Exc. rtisse oeste ponto verdado nu 1 e crua ; uo
se pode escurecer, sera mesma urna perfidia dizer-se
o contrario.
Nu domingo deu-sc um laclo escandaloso e re-
sidanle na ra Imperial, confronte a fabrica de sa-
bao, que j nao depe contra os eitcarregados da
seguranra publica, mas sim conlra a nossa ndole
loda de paz. : dous homens esp,iucar.im-se por mais
de una hua, cercados de immeosa mullida.., que
applaudia, o mata*>se-hiam. se dnus mancebos co-
rajosos invadindo ocirculo olv mpicon.io os fossem
arrancar ,le nina indubilavel asphvxia, porqoauto
ambos tralavam do afogar um ao ouiro com as ataos,
lie incrivel, que ainda se reproduzam em nossa Ier-
ra Tactos da ordem deste; lo prximo a cidade.
adianto de um concurse inmenso de espectadores,
cun um inspector .l" quarteirgo na ra, c esla una
das mais publicas Nao he a primeira vez que
nesse lujar reproduzeni se scenas cuno a que aca-
bamos de narrar. Pedimos ao Sr. subdelegado que
lance suas vislas para 11111 lugar lo assignalado
por disturbios.
Consta-nos quooSr.Dr. Netlo fura no Kio de Ja-
neiro tratar dos negocios tendentes ao inellinrainen-
lu do nosso porle. Dos qneira, porque a realisar-
se. esla cidade dar finas a larlaruga : g.lz, porto,
' passeio, perleiu-cm SO l'uluro, he verdade, mais ao
NAo podemos negar as vanlageus que para o futo-
ro mis deve dar a va frrea ; mas como ainda nao
nos he permitir,lo cobrir o solo pernambueano com
r,et^^t^t,:rr^^e:.: sk
eza pro-
instante me-
,1 de des-
envolver as estradas ordinarias, nAo com o luxo com
que sj feitas entre mis, mas segundo o svslema
" adoptado oa America do Norte, lendo por lim s-
11 le favorecer a agrirullura, no transporte dos
de trocas.
eoaeelho do JUrv de smnca o qnesitos da lei, e loi 1 .""'''"'""" ""Tr'a \" "* de comn>u">'-
o dito eouselho cunduzido a sal. secreta das cone- I :" '."*llc"'" e *''ura ,le "ovs eondfeflM
renci..al hora e :.,, da larde, donde voltou as 3 "S^ ^'s,'"" prosperid.de, nto
com suas respostas, que foram lidas, em voz al- a" K^"J"'i^SL* "m* P."J ehvida-
ide iiidisena, que actualmente se pode reputar per-
O Sr. advogado ,le lo/. 1 o a defeza do reo, dizendo
qoe o mesmo eslava innocente, e qoe
solvido, e m ,-11 o,, que Mo eaisliaiu provas nos au-
para elle ser roiidcmn.i.lo
msetho do jurv de semen,., qUe,,los da lei, e lo. : ..J ,'^1 *',"'* 1a'
dito cunselho conduz.do "a sal.' secreta das cone- | Z*~***~ e l*S*g?, ue ","s
incia.al horae:l|da larde, donde voltou a i "?f "Th, indo Ln2!21* V"
,, suas respostas, que foram lidas, em voz al* -".KHj^^^SJ^V puri
la, pelo presdeme interine do jurs' de senleuca. \%J, %?'?.ue c,'"'e < P"e repular per-
ero vis.a de cuja decido O Sr. Dr. juiz de direilo, *^L\ZeMutn\VSSL* "" -"""'" "K"
f^ideatodoTbun,, dojarv. pobleon sua ,sen- Je-TnttSSr',q"" "Ka,nm ^
lenca, al.-nlvendo ,, reo c coudemnando a munipali
dade as cusas ; e levaiiiuu a sessao, adiandu-a pa-
ra as I0 huras da inaiiha do da seguinte.
REPAKTigAO DA POI.ICIA.
Secretaria da policia de Peruambuco :27 de maio
de I8."(i.
Illm. eExm.SrLevo ao conliecimentn de V.
Exc,que das .lilirenle- parliciparoes hoje receidas
nesla reparlirao, consla que se deram as seguinles
oceurreucias :
Foram presos : pela delegada do | distrelo deste
termo, o purtuguez Jos de Arruda, por haver sido
encontrado fora de horas em casa do fraucez Euge-
nio, sem conscntimenlo desle.
Pela subdelegada da freguezia do Rerife, Ja-
cintbn Domingos da Silva, por espancamento, e Ma-
noel Borges, por desordem.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, I
parda escrava Emilia, por briga.
E pela subdelegara da trejiiezia ilos Afogados.o
prelo escravo Ricardo, por fgido.
Em ollicio dcsla dala refere" .1 delegado do pri-
meiro dislriclo deste termo, que tendo noticia ao
,1111 mlieeer de hontem, que se eslava incendiando
uin navio que se achava fundeado no lameirAo, se
dirigir ao bairro do Recfe c procedendo as preci-
sas iodagacoes soubera que esse navio era a galera
e em empregar-se.
Verdade he que S. Exc. vero administrar a pro-
vincia em urna quadra perigosa, na quadra de
eleicnes, e que demais a mais enconlra mui arrei-
gad* entre nos o funesto syslema das complacencias;
porem lemas, que procurando dominar a situado,
lendo diante de si a imagem da joslica e da im-
pnrcialidade, ha de sabir Iriumplianle da diflicil
empreza. l-elizmeii(e parece que as animosidades e
a intolerancia dos partidos es'Ao acabadas, e que to-
dos so tem urna aspiraco, a prosperidade do paiz,
o dominio da ordem e da juslica.
if-otzcponbmcia.
Srs. redactores.Xo intuito de restabelecer a
verdade das occorrencias, que se deram na orcaziao
do passamenlo do meu muilo presado amigo oSr. l-
enle coronel llerculano Francisco Bandeira de
.Mello, 1 oj,,-1fie. a inserco das Carlas juntas, das
quaes se colhe qoe he menos exacta a informai-Ao
que o senli,.r cominunicador do seu Diario o. 103,
dea quando deuiwciou que durante a estada do mes-
mo finado em minha casa linha elle recelo lo um
choque que motivara a sua retirada pira ontra h-
bil .cao.
Tambem demoostram as mesmas carias a solieito-
, rIe- a"* Pee. mim e outros amigos do mesmo finado
americana doblen atc>. que ten lo sabido de New- lul Pfodigalisada_duranle toda a sua enlermidsde, o
\ ork com destino a Bombas, arribara a Parahiba de-
samorada e d'alli seguir para aqu com oulras asa-
ras o I11n.le.ua no dito ancora louro do lameirAo no
dia H deste mez, onde se arhava procedendo a al-
gum reparos, quaudo a meia uoilodo dia-Jl> se de-
clarou o incendio a horJo conservando pela cmara
e p ,-ando iininc llmenle a lodo o uavio, sendo que
aiuda nAo pode descubrir a causa occisin ,1 do mes-
mo incendio, que prodiizio a morle de dous indivi-
duos da raarinliagein. Apenas o incendio foi ob-
servado de Ierra immedialamrntc a rapilauia do
porto deu as mais activas providencias para salvar
11 uavio c a Iripolara.j, mas so pede conseguir por
fora do peng 1 a-j; individuos da eqoipagein, que
foram ron.lindos a casa de detencAo pela subdelega-
ra do K-cife requisiro do cnsul dos Estados-
Luidos para avenguares.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. con-
selheiro Jos lenlo da Cimba e l'igueiredo, presi-
dente da provincia.O ehefe de polica, /,h>; Car-
los Ue l'aica Teixeira.
StatU >>e peruambuco.
A assembla na sessao de hontem discuti um pa-
recer da rommis-suo de in-lrurco publica sobre a
prcleiiro do professor de latim da cidade de Naza-
relh. Con fe rio o juramento ao Exm. residente da deliberaran concorreu. Tercio, se em quanlo que el-
provincia, e levantou-se a -.essao por nao haver no- le esteve cm minha casase deu alguma tetas que
nos seus derradeiros instantes.
Expon.lo a considerarlo do publico laes documen-
tos longe esla de minha inlenro abrir, ou entreter
polmicas sobre um assumplo de dr anda lo viva,
e recente, mas sim apenas arredar de sobre mim. e
de lodos os bous Nazarenos as insinuares menos
bem pensadas, e merecidas, que foram atiradas 110
referido comiiiunicado. e que contrastara inleira-
ineiile com j sentimento geral de saudade de todos
os habitantes desle Uigar pela perda de lo ulil cida-
dao, e de lo bom amigo.
A iuserrAo destas poucas lnlias, muito penhora-
ra ao seu constante leilor, e obrigado.
/asi Maa Hoscoso da i'eiga Pessom,
Nazarelh, l(i de maio de 186.
Illm. Sr'. I). Anna Joaquina Cavaleanl Bandei-
ra de Mello.Tenho a rogar a V. S. que em consi-
derarAo somenle a verdade se digne V. S., de res-
ponder-me ao p desta sobre os ponlos secuintes,
consentlndo-me uzardcsua resposla: Primo,se quan-
do estove em minha casa o meu muito estimado ami-
go c seu presado consorte o Sr. lenle coronel ller-
culano Francisco Bandeira de.Mello.boje finado, qne
nella linda sido accommeitido infelizmente do cho-
lera, qual durante a sua infermidade o tralamento
prestado por mim, e oulros amigos seos. Secundo
se lendo ao depois siJo retirado o mesmo de minha
casa para una ou'ra, qnal o motivo quo para essa
mero sullicienle para cumplir a casa.
A ordem do da de hoje he a continuarn da an-
tecedente.
Ilonlem lomen posse da administrarn ,|a pro-
vincia, em presenra de um grande nuincru de cir-
cumslanles u Exm. Sr. cunselheiro Sergio Teixeira
de Macedo. Assisliram ao acto os Exms. hispo dio-
kecsano, cnmmanda'ile das armas, cheles de reparli-
res publicas, muilo- esnnregados, olliciaes de 1.a
linha e da guarda nacional ele. : poneos actos desla
ordem, lAo concorridos, lem lido lugar no salAo do
palacio do governo. Iloui batalhoes de Iropa de li-
nha iiezei,1111 as honras da ceremonia.
*mm*r~
O nosso papel de jornahsla nolicrso na lem s-
menle una trela p.i-iva. nao ..e limita exclusiva-
mente as luncroes de echo dos aconlecimenlos es-
tranhos ou de tactos pralicados por outrem ; tambem
tem una nnsso acliva, que nos impue o dever de
rhegando ao conhccimenlo do finado pode magoa lo
011 mesmo lendo sido dada foiIhe occullada. Sinto
ler de pertubar os momentos que V. S.con-agra'a sen
praiil.i, e rjor, seiilimcutn esle que compartilhando
me leva a respeila-la, mas sou a islo forrado no in-
tuito de restabelecer a verdade de faclos, que sao
adultera,ios de urna maneira qne me nAo he dado
qnalilicar.ero um rnmmunicado inserto no Diario tic
/'criumliiicode it de abril prximamente findo, em
que se revela o mao proposito de fazer recahir o odio-
so sobre os amibos do mesmo finado. Concluindo
rahe-me agradecer desde ja a V. S. a resposta que
haja .1 dar-me qual quer qne ella seja.
Continuo a permanecer cora (oda a considcracAo,
c estima.De V. S. muilo allenciozo respeilador e
aflecluoso criado.
Jos Mura Mostosa da I eiga Pessoa.
Nn/.arelh, 8 de maio de 1836.
Lim. Sr. Dr. Jos Mara Moceozo da Veiga Pes-
soa.Respoiidendo a caria de V. S. tenho a decla-
rar, qoanlo ao primeiro ponto, que nada lenho r|_
manifestar as nosaas aprcciacoes intimas, os no-s?s 1 zer senao cm Inuvor do Iralanienln que por V, -
dor eslu.U-los runiprc colloc.ir-se cm corla distan-
cia : nem se deve alaslar nem approsimar-se muilo
delles. Entretanto, a juslira exige que diffamos al-
gumas palavras sobre os dous smce-sos que hontem
tiveram lugar entre nos.
Deixou a adunuislraro da provincia o Sr. conse-
lheiro Jos Bruto da Cunlia o Fi^ueiredo, e subsli-
luio-o nesta ardua empreza .1 Sr. conselheiro Sergio
Teixeira de Macedo. lie mais una carreira que se
fecha e oulra que se obre.
Eolendendo o Sr. Jos Bento, queu dcsenvols-
inenln dos progressos reaes he o pensamento domi-
nante e caracterstico do secuto, preneennou-ee deste
pensaii.enlo, e, durante us Ires anuos da sua admi-
nistraran, segundo os recursos de qoe pudia dispor,
procuron realisa-lo nesla provincia.
As vas de eoiiimuiiicir.i nceb"ram grande im-
pulso. Encelaram-se varios laucos e oulras obras
uas diversas estradas ,1a pros inria, rujo Irabalho exe-
culado al hoje he calculado em vinle sele mil e tan-
tas braca*, notando-se com mpeetelidede .1 estrada
de Apipucos, primeira no svslema de Macadam, que
ap-
prnmplar enm anlccedencia. Qoaato ao lerceiro
que nenlium desgosto leve meo marido durante a
sua estada na casa de V. S. e nem 1,1o pouco acon-
leceu, quo podease servir a Irazc-lo. Esla he a ver-
dade qne sei e sinlo.
Aoradeco, e relribuo a \ .*S. as soas expressoes de
considerarAo, por ser de \ S. respeiladora e obri-
gadissma criada.
/finia Joaquina Cacalcanli Handeira de Mello.
1. iv ale,mil. 10 de maio de ls",i,.
Illm. e Rvm. Sr. padre/.eferino deOrnellas ('.ama-
ra.Em obsequio simiente a verdade rogo a V. S.
sn digne de.ao pe desla, aulorsando roe a servir-me
de sua : esposla, da-la sobre os ponlos seguinles: Pri-
mo,se oi V. Rvm. quem admuiislrou os ltimos sa-
cramentos de cousoli-ces religiosas ao finado leneo-
le coronel llerculano Francisco Bandeira de Me.'lo ;
se.-nndo, quaes as, pessoa qne aiiam a-sisleneia ao
mesmo finado dorante ee derradeiros instantes desse
transe fatal.
Aproyeilo esla opprirlOnidade para triboiar a \.
1


MUTIDvFT
ILEGIVEL


DliRiQ DE EPB1HBCU0 QUiWT.1 Fflll 29 DE M'OHE 1856

r
Kvm.in meas rrspeilos c estima.DeV. Rvm. res-
peilador e arTeeluom obrigsdo.
Jote Mana Mutcozo da l'eiga PettOd.
Nazarelh, 9 ile maio da 1856.
Illm. Sr. Dr. Jos Macla Moacozo da Vciga Pos-
sos.Era resposla a carli supra de V. S. lenho a
(clarar ; qoanlo ao primeiro quesilo que fui eu
quem administre! os sacramentos e consolares reli-
giosas ao finado lenente coronel llerculano F'ran-
cisco Bandeira de Mello ; e quanlo ao segundo que-
silo lenho a declarar que fui scmpre grande o con-
curso de pessnas que se achava junto ao tinado em
todas as occusioe* em que me approximnva para ad-
ministraran dos sacramentos e consolantes religiosas,
sendo que nos drrradeiros instantes da agona do fi-
nado junio a elle se achava V. S., o Sr. alferes Ca-
pistrano o Sr. cadete Simies o Sr. Ilcnriqup, o Sr.
Campillo filho apunto tslea por seren aquelles de
que lenho maior lembranca pela razao de lerem fe-
to assislenria permanente ao finado nos leni derrn-
deiros momentos de existencia, devendo obiervar que
algn* uniros havia de que nao me record bem.
Pode V. s. fazer desla iniulia resposla o uso que
Ihe convicr.
Agradcro c relribun a V. S. os seut comprimen-
tot,Me V. S. amigo respeitador c capellao.
Padre /.efnino de Oritetla* Cmara.
Engenhi* Terra Nova, lJde maio de 1S.">1.
Eslavam reconhecidos.
^ ubi teaefloapc i p g,
UBEKAIM.
Em 29 de dezembro de IH.>>.
No camero do scalo \l\ alguns aveiilureiros.on.
qeandn menos, lumen- vidos da Mea que se lor-
nava pouco vulgar no restante da provincia, inter-
naran se para as parle do sudoeste, onde n solo,
como que sabido das mAos do Creador, olTerecia-
Ihes loda a surte de dislrarces que "
veualoros cosluinam
na.
vossos intentos, assim o Exm. enverno vos propnr-1 torro de dito
ruine os meios de firmar este sanio edificio, e tica
cerlos de que o mundo faro justira a vosso mrito, c
de que teruis eterna morada uos coraroes dos llbcra-
beuses.
F. B. Ha Mello.
ilornal dn ('ominen o do Rio.)
&tamttci0.
CAMBIOS.
Sobre Londres, -T d. por 19
o Lisboa, 1IH> por KM.
a Kio de Janeiro, ao par.
Ae(es do Banco, 35 <>|l> de premio.
Actes da oimpanhia do Beberiba. .
Actes da companhia Prruambucana
Ulilidade Publica, :in purcenloda
(i (i Imleimiisadora.sem vendas.
Hiscunlo de lellras, de 10 a \-> poi Ot 11
METAES.
(uro.lluras bespaiibulas. .
Moeda de li-jllMI velhas
300 uovas
45000. .
Prata.Pa taces brasileirns. .
Pesos columuarios. .
mexicanos. ,
5151 KM)
ao par.
pieniio.
-M9 a 285O0
. Mi-jOOH
. I69OOU
. JIKMIi
. 2&000
. -JjMMKI
. I986O
O.LFANDEUA.
KeudimcDlodo dia I a S .
Idtm do dia S. "
385:39970
ii:8lir:ts:l
(.oslado de louro.........
Costadinbo de dito........
Soalbn de dito...........
Porro de dilo...........
1 cedro..........
loros de latajulia.........
Varas "de pnrreira...... .
11 aguilhadas........
a quiris..........
Era obras rodos de sicupira para c.
11 cixos 11 11 11 o
Melado...............
Milli...............
Pedia de amolar.........
ii filtrar..........
11 roblos.........
Puntas de I101...........
, Piassava..............
1 Sola 011 vaqueta..........
Sebo em rama...........
Pclles de carneiro.........
Salsa parrilba...........
Tapioca ............
I nbas de boi...........
Salino............ .
Vinagre pipa ...........
392:266*103
Desrarregam hoje 9 de maio.
(alera ingleztlltrmionebaralbao.
Brigue inglezMalinabacalhao.
a V f IBnsue charos apauonadosde Dia- Galera porlagnefav-CralMSo-diveraM.....leros
tro consequei.c.a das re.leradas escursoes des- 1 Brigue nglcz-ir,. /Jauard-TJ^Z
_ bravo. Nemrods. em constante lula e porfiada IMPftnTtr n
carnificina com as (eras bravias, de que enfilo a- u mrUnlAliAO .
buniava o paiz, e com os miseros indigenas, pa-1 rC'Rue inslez .< .Molina, viudo de Icrra-Nova,
ra quero, inais ferozes eram do que para com as 1 cosignado a Me. Culmonl A, Companhia, maniles-
proprias fr.s, nllrahidos pela belleza natural do I lol """nfe :
K179 barricas e 39 metas dilas bacalliao ; aos mo-
mos.
Vapor ioglez Tay, 11 viudo de Soolliamplon. con-
sumado a agencia, manifeslou o sesuinle :
2 caixas joias ; a Rabe S.'li.nnelt.iu & 0.
I dila dilas, 1 dita roanas, 1 embrullio amostiai ;
a I. Morsen Vinassa.
I cana leridos ; a ordem.
2 dilas amostras: a Fox Brothers,
1 cmbrullio livros; a (i. B. do Livre.
1 dito amostras ; a Me. Calinout j C.
1 dito ditas; a J. keller.
I dito ditas ; a Soullial Mellors.
1 dilo dilas; a II. I,non.
I dito dilas ; a (".. J. Asllev ; (..
1 dito ditas ; a Barroca & Castro.
1 caixa djtas ; a Keidel Pinto i\ C.
1 dita livros, I embralho amostras; a N. <
Bieber.
1 dita peridicos ; a Arkwreoht.
1 dita amostras ; a Rostros) Koockcr.
I caixa dinbeiro ; a M. t. de Oliveira.
1 dila joias ; a 9. Souvage J (!.
1 dita amostras ; a llemesse Leelerse.
i dilas 'lili ; a L. A. de Siqueira.
1 dida ditas e I embrollm dilas ; a II. Uranio.
1 eiiilirullio espritus ; a M. Au-tin >\ C.
t embrulbo amostras; a Adamsou Ilowic i\- Com-
panhia.
I caixi Mfelles ; a Schalheillen.
I embrulbo livros ; a Vencer.
I caix amostras ; a J. H. Winter.
1 embrulbo papis ; a Baslo & Lentos,
1 dito peridicos ; a A. M. L. Soare>.
CONSULADO UKRAL.
Itendimenlo dn da 1 a 27..... KfcO'tatEff
dem do dia 28....... I:8>ST.-,
lo, pelo clima o mais benfico, pelas pistagens
as raais pingues, emprelienderam domar as rieras,
o solo e os naluraes. Uesae lempo dalam, pouco
mais ou menos, as creares do Aracli, Patroci-
nio, a oalras povoatoos, cxislindo ja o Desembo-
qse como un sapato velho perdido por nosao pai
Ado, ou como palmeira infructfera abandonada
uo deserto. Aracht, Patrocinio ele ; quaes mc-
leorosap sensitivas, brilharam por algum lempo,
mis prematuramente se aniquilaram. O l)eem-
boqnc pai avii), que ja em 183T> se eloriava de
contar 97 anuos de julsado, qual a sement do
Evaugelbo laucado em Ierra estril, cons(ipou-se
no naseedouro, e sua decadencia e ioferioridade
M serve para dar maior realce a Ubcraba, de
queni particularmente me occapo.
Baldo de dados positivos, e cingindo-me onica-
mentc a inlonnaroe- que me fomeceram alguns
antiqaarios do logar, ioformstes cuja cxaclid.lo nflo
sera lalvez sem conle-lai;a,.. puda naber que em
lempos mais remolo, c quando ainda ism perlenciu
capitana de Goyaz, dous padres creio) Jesutas,
enlraodu por esles serles, e pousando em unt cor-
jego, ou por prevideocia para o regresto, ou por
Ihes (altar couducrao, ah deixaram om sacco ile a-
rinha, a qual em sua volta foi adiada podre, e co-
mo para se recordarcm do luear denominaram-o
rariuha Podre, nome que bem depressa recebeu
lodo o paiz que boje consluue o termo de l.'beraba.
Consta-me igualmeule que o nomeLbcraba,que
quar significar Ierro frtil, fura lembranca dos mes-
mos padres. O terreno onde se sella iluda a villa
foi ocropado pelos Indios, a quein II. Joo'VI liana
concedido raeia legua de cada lado, e em loda a ex-
lcn.,'10 comprchendidd entre o rio Parmbyba c Pa-
ran, da umea estrada ou picada qac cuiiimanicava
S. Paulo a (oyes. (I* Indios foratn desapossados
por I). Manoel, e se viram confinados entre o rio
das Velhas e Paraualiyba, lornando-se este (eireno
propriedadeprimo eapieiilis. Ja em (80K inultos in-
vasores se (inliam eslabelecido na Familia Podre, e
entre esles TrisUo de Castro Guimar:les, que em
1812, guiado pelo espirito de piedade, doou a S.
Anlouio e S. SebasliAo urna leeua quadrada que
cnisliluio o patrimonio do arraial de l'beraba, que
Nacha M laliludede 19 10', e na lonzitude de 1
20' contad 1 do meridiauo do Rio de Janeiro. Qaalru
ribeirus de arjrslaliaas aguas cofrendo a porlia de
risuiihos uuleiros vem serpeando dar se sculos em
um ba-xiu oulr'ora sombreado por annosos truncos
liospilaleiros dos cervos, amas, etc.
Anda hoje existen; muilosdos que de denlro de
suas choupanas primitivas, dcstrelando suas nume-
rosas nialilhas, e sem arredar pe, aziaui repercu-
tiros cebos e sxibresalla-Ios em suas erma gruas pe-
lo inaudito troar dos liros precursores da mnrle em
desharmonia com es aueosli'udos eemidos dos cervos
seculares e dos inofensivos veados, que anhelanles,
entre a batida dos ealgos e as victoriosas exrlama-
Ce deseus perseguidores, vinbam exhalar o min-
goado alelo, o Herradeiro sopro da vi.la ls portal
do seas encarnizados inimigcs Destruidores, o
que vos resta uui|ainrnle nina lusiliva lembranca,!
Saasl ao vosllfo que deixou o viajor que pisuu as
inuvedica aras do deserlo. E\termiuarain-se os j
cervos, abateram-se os troncos ; mas em compen-!
sac.'io. Mirlo nova creacao ; as fras e o* bosques
abatidos symbolisavam os denles do draeo sernea-
dos por Cadimis, as prdras de lleuraliao e l'xrrhu
eram o presagio da futura prosperidade do lugar que
laes scenas presencian.. Fiel aos designios de Dos,
a liberaba surgi do nada, elevou-se mageslosa, e
tanto se elevou que a sua sombra esinoreceram to-
das as nutras povoators.quc, semclbanlcs a la que
brilha da luz rrlleclida do sol abaixo do horisoulc,
a-.un hrilhavam ellas com 03 esplendorrs oe L'bera-
ba anda em incubac.lo, i&as ao nppareciinenlo da
credora desse brilhaulismo eclipsaram-sequaes gra-
Ihas corridas ao aspecto da ave de Juno. J em 18:10
a 1 beraha se achava I3n importante pelo seu vaslo
commercio de porcos. sal e gado, ele, que coiisli-
toe sua riqueza exportanva, pelo consumo de lodos
os generas eslrangeiros, por sua posicilo geogra-
phica, centro de qoalro provincias, emlim por "sua
populado, que mereceo ser elevada a villa.
Era entre o imporio dos sertes, ludo ah prospe-
rava a passos de giganle: excepto a moralidade !!
Pobre paiz, que leudo em leu teio lodus os elemen-
tos de felicidade, nu podesle sublrahir-le ao funes-
to presente de satanaz, ao jesuitismo : .' lie por isao
que vosso nome horrori avahados como canibaes; que vosso nome queria
dizermorie!! Eu le lamento nesses lempos de
horror, do corrupcaoe de immoralidade. Analbema.
malditao sobre c-ses bracos do inferna sobre
esie Alias nelindo. que vos cerceava o germen
da virtude, moralidade e bondade, que lantu dis-
tiiiguem a vossos tullios, e sem cuja perniciosa
influencia leis chegailo ao grao de esplendor
correspoudenle ao voiso mrito ; lalvez que se
nao (osseis presidida por esse mao genio, visseis vos-
sos ouleiros pejados do productiva Vinas, lalvez o
Rio Grande, gigante que dorme, em vez de estorvar
vosso commercio, se houv%Me convertido em inanan-
cial de perenne riqueza, vossas vossas mala- em
pingues invernadas, lalvez vos.a riqueza testa du-
plicada, vossa populacho centuplicada, mas assim
nao quiz a maldade. c vos supporlasles com resig-
najao evanglica o llagello que sobre vos pesava al
n auna de I8.">, anuo que deveis festejar como os
Israelitas a sabida do Egx po, como os mahometanos
sua Egyra, como Tobas a restiluirao da vila Com
eflilo he desse fauloso auno que data vossa reee-
nerarAo moral, fonle de loda a prosperdade. Gloria
a Ueos, louvore ao goveruo imperial, que apreciana
do devidamenle a importancia deste paiz, e com-
penelrando-se de seus soflrimenlos. como inslru-
meglo ceg de Dos dispersou os jesutas, e fez-nos
o mais estimavel dom, nomeando-nos don- magis-
trados ntegros e humanos, capazos de cicatrizar ai
cliagas anligas.
Esle paiz, que pela superabundancia de vilalida-
de pide sobreviver a lo damnioha Torta coercitiva,
e anda extirpar de seu scio o cancro que u raa, a-
peoas bafejado por benigna aura, offerece hoje re-
lativamente o fercet opu's da antiga Cartlago, acir-
colacito de Tyro e a alegra de Veneza. Alen das
conslrucces projecladas^oaac sio thcalro publico
e casa de caridade, rujos fundos cilao em parle
promptos, compe-se o carpo da povoacAo de 337 ca_
sas boase decentes; qualro templos zelados com a
devida decencia, c um outro a que se ai dar come-
co; urna elegante casa de cmara, conlendo por bai-
lo seguras prisoes, e um rolleeio de inslruccao pri-
maria, secondaria e superior, regido com regulari-
dade. A popolarao he de 192.1 almas; deltasSO
livre* 1391 e captivas 532. Nao einprebendo o qua-
drodelalhado da riqueza e populacao do municipio;
mas sendo as rendas o tbermomelro da riqueza de
um paiz bem regido, basta saber-se que ella foi em
1855 de 31:8139.
Progride, porlanlo, o vosso paiz.l'bcrabenses, e se
vos viales lyranniaados, e a concordia, a boa fe c a
juslica se viram expatriadas d'entre vos por domina-
dores sem fe, desliiuidus de honra, baldos ele prohi-
dade .salvas as pnuquissimas exceptes', boje risoubo
resurge o paiz dessa luctuosa tumba, oslenlaudo a
maior salisfaeco. Dous hroes escoraodo-M mu-
liamenle e esteiades por lodo o povo, im ansaveis
firmara os abeerces da bonanra do lugar. Ja podis
loda e qualquer hora Iranzilar por estas ouliora
lgubres roas sem temer ver a cada esquina sobre
vos precipilar-se o pufibal assassino ; ja leudes a se-
iuranca de que no templo do juslica nao l'ormigam
Iraficantes da lagrimas dos orphaos, de que o direi-
to, a aeguranra individual nao sao barateados !
Vinde, povos de oulros paizes, lesleniiinbar nossa
ventura, nosso bem-eslar ; vinde mis lodos em cojo
favor Dos, em sua infinita misericordia c sabe loria,
nao se dignou operar essa sublime regenerarao, vin-
de parlilhar uos.a ventora, e nos vos mostraremos
88 d?as columnas hercleas Manuel Jos Piulo
de \ asconcellos e Constantino Jos da Silva Braaa,
prestantes ciJadSos,*" que do povo nio diflcrcm, com
elle se congrasiam para conhecer suas necessidades e
de promplo remedalas. Veris a -aula iusliluirdo
do jury fuuecionar com regularidade que acerarla
ao Areopago dos Athenienscs ; presenciareis una
correitao modelo, notareis o exterminio dos crimi-
nosos, urna polica excmplar, a expanso de um
commercio aemprc crescenlc, um rerrtilainenlo vin-
oiela em mitos cobardes, pralcado eom o maior dis-
cernimenio, emlini um mcrivel augmento na po-
Reeebei, honens eenero.os, este Icnoe (eslemu-
nho de vos*, ment, que oflerlam tberaben-
ses; persist e leva aleireito a aloriosa obra que ha-
veis emprehendido, fazei a r.licidade do povo que
vos he confiado, assim Otos vos Mimas em lodos os
quintal
duzia
par
u
caada
alqueire
una
n
11
rento
1110II111
iiieio
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39500
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6)000
39200
29OOO
39000
I $280
1*K>0
18820
19280
119000
209000
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9800
i 9000
9320
39OOO
S000
9320
ICHMHI
39300
9210
0120
303039
,-&i>AHtaieut0 do \>t&.
.-vacos entrados no dia 28.
Pbiladelphia13 da-, brigue americano EairYB,
de 237 toneladas, capilo Samuel Willehv, eqin-
pagem S. carea 1,390 barricas com farinha de Iri-
eo e 111 ais gneros ; 11 Malhens Austin A Compa-
nhia.
Havre21 dias, vapor francr/. ul'ranr Comtois*,
commandanle P. Koornier. Condal par o sul 13
passageirof. Seguio para a Babia c Kio, condu-
zindo desla pruvincia os |iassaeeiros Manoel Fran-
cisco Teixeira, Narciso llarlins de Hoz.
Lisboa21 dias, barca porlugueza Carila o Ame-
lia, de 230 toneladas, capilas Manoel da Costa e
Silva, equipagem l, carga mil..... mais gneros;
a Francisco Severiano Rabello A. Fillio. Passa-
eeiro, Antonio Pedro.
' Rio Grande do NorteLancha hrasileira sS. Jo.io,
no -lie Ambrozio Antonio Procopia, carea farinha
de mandioca e milho.
Porlos do NorteBrigue inele/. Ileraldn, em las-
tro. Suspenden do lamcirao.
$*ttttt$.
Secretaria da lliesour.iria de resenda de Pernambuco, ___Claudio Dn
em 28 de maio de 1856.O oflleial maior, ,
Emilio Xavier Sobrara de Mello. i hii'am di: sua casa
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria de azenda I Jost- Allldlli .Mt>ll'iia Dias
manda fazei pnlilico.quo nos das 8,15 e 22 de junh'i | .,....:,, \lii.ii-i
prxima loluro c-lara em prata permite a inesma
Ib.
curara para ser arrematado venda a quem
maior preto offerecer, um silio no lugar da Ibura,
que pertenec! ao b.ichatel Pedro Gaudiauo Ralis c
Silva, e qne foi adjudicado a (alenda no valor de
fiOil-MUMI: os pi'-l'ai iimiI"- deverao comparecer na
casa da mesilla Ibes jurara, ins referidos dias ao
iin-io dia. Secretaria da tliesnuraria de fazeuda de
Pernaiiihuco 28 de mam de 1836.O oflic.ial maior,
Emilio \avier Sobreira de Mello.
TRIBUNAL l><> COMMERCIO.
He ordem do ineietissiim tribunal do cominerrio
desla provincia se faz lublico, que se arha vago o
Iiiin.i de corretor e-ral desla prar;a por lalleeimenlo
do corretor Joao Claudio Mauveinay : outro sim,
que o mesmo tribunal marca o prazo do 6 mczes pa-
ra Ihe serein presentes quaesquer reclamaces que
possam liaver contra o referido corretor, aliin de ti-r
execucau 1. que determina o arl. 15 du decrelu 11.
800 de 26 de junho de 1831. Secretaria do tribunal
do commercio da provincia de Periiauburo 20 de
maio de 1856.O olilcial maior,
Aprigio Justinisoo da Silva Gumaraes.
O film. Sr. inspector da llicsouraria ue (sien-
da manda f.zer publico, que mis dias 3, 10 e 17 de
junho prximo foluro, inlo a praca pranle a rnesnia
the-ouraria para seren arrematados a quem manir
preco offerecer, a renda animal das casas abaixo
mencionadas, perteiicenles aos proprios narionjos '
ns pretndeme*devemcomparecer na casa da mesma
repailit.io nos referidos das ao meio da, com seus
fiadores : una casa larrea n. 19, na ra de Santa
I hereza, nina dita dila II. 20, dita dila, um sobrado
de dous andares 11. II, na ra llireila. Scrretaria
da Ihesouraria de lazenda de Pernambuco 28 de
maio de 1850.O olUcial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Helio.
>eu\ la/, scicnliiquc sa-
os seus dous cai\cifos
6 Anlonio Cc-
Dias, e por isso dispensa-
11:199^.512
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 27..... 0753392
dem do dia 28........ 1979183
2.272-875
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESIA CIDADE NO DIA
28 DE MAIO DE 185(1.
Lisboa Brigue portogoez Relmpago, diversos
carregadores, 200 taceos assucar branco c masca-
vado.
PortoGalera porlugueza oFInr do Porlo, diversos
carregadores, .50 sarcos c 9 barris assucar branco
c mascavado.
LiverpoolBarca inglesa al. Thariel, Barroca &
Castro, 708 saceos assucar mascavado.
PorloBrigue portogoez eS Manuel I, diversos
earrega .ores, 3 barricas 200 saceos assucar bran
co c mascavado, 2 barricas farinha de mandioca.
Boenos-AyreaBrigue escuna brasileiro Rpido.
Caelano Cyriaco da Costa Moreira, ItM sarcos
assucar branco. *}
PortoPatacho porlaguea aUbcrdade, Bailar fi
Ohveira, 150 barricas assucar branco.
Liverpool Barea inglesa al. Thariel, Ichaalon
Paler t\- Companhia, (MMI saceos assucar mascavado
e 51 saccas algodo.
CONSOLADO PROVINCIAL.
Itendimenlo do da I a 27..... 37:6909553
dem do da 28....... I:I75;555
:l8:8(ilicll8
PALIA
dos preeos correales do assucar, ttlaodao, e mais
teneros do paiz, que fe despuiham na mesa do
consulado de l'ernamburo, na semana de 20
a 31 de maio 1850.
Assucar cm ca xas branco l.< qualidade
3
II II 2.'1 11 II 5
o mase......... y)
bar. esac. branco....... :-u 1
11 11 mascavado..... 2-51)0
refinado.......... ,.-80
Algodee em pluma de 1.a qualidade 0-20u
11 11 2.a i> 51800
ii 3.a 11 n 59100
i) cm earoco......... 1-550
Espirilo de agurdenle......caada 9600
Aguardciilu cachaca........ -I1111
o de calina....... 11 >80
1 rcslilada......... .-s|80
du reiuo........ w 96OO
Genehra ............. ranada 9580
............... botija 5210
Licor...............caada 9580
............... garrafa 9240
Arroz pilado duas arrobas um alqueire 8.-0IKI
cm rasca........... a l-imn
Azeilc de mamona ........caada S880
i) 11 mcndohim........ 1-5289
n de pcixe......... I96OO
Cacau............... i!, 59OOO
Aves araras.........una 109000
11 papagaios.........um 350110
Bolachas.............. .a ,5o7l>0
Biscoilos.............. o 89960
Caf bom.............. 59300
u resslolho........... s i- NM)
o om casca........... u 5500tMl
o muido............. tigiNMl
Carne seeea............ o .5-5500
Cocos com casca..........cenia 2-50011
Chaml-* bous........... 1-57IMI
i) ordinal ios........ ?700
11 regala e primor .... 2->5oo
Cera de carnauba......... it ln-.ui
em velas........... I25INM)
Cobre novo mao d'ohra...... 5I00
Couros de boi salgados...... 9190
verdes..............1 9100
o espixados......... o >210
o de ouca.......... I.55IKM)
i) 1 cabra corlidus..... 9320
Caachimbo.......,.....milheiru 1-50IMJ
Esleirs de preperi.........urna 9:
Doce de calda........... 92
i) guiaba.......... 11 52IMI
?) PBCCO..........
>i jalea ,......
Eslopa nacional........
i> eslrnugcira, mao d'ohni
Espauadores grandes.....
n peqiicuiis....
Familia de mandioca.....
11 n milho......,
i> > ararula.....
Fcjao.............
Fu.1; hnm ........,
n ordinario..... .
0 cm folha linin......
1 urdinario ....
11 reslolho .....
Ipecacuanha .........
Gomma ............
Geneihre...........
Lenha n pei|uenas.....
Han loros....... a
Pranchas de amarcllo de 2 cosidos urna
louro......... o
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c e 2 \ a 3 de I.....
i de dilo usuaes.......
C'osladnho de dito........ .
Soatao de dilo........... -
Manoel Joaquina Ribeiro, lical da fregue/.ia de San-
to Antoinu, etc., ele*, etc.
Continuando com o maior escndalo o abuso de
loques, dobres e repiques as IgrejaS, devidn ao que
teuho fcilu lacrar lermos de adiadas, de novo cha-
mo a attencto dos Srs. cheles daa corporaroes religio-
sas, sacrisliles, e a quem mais perleucer para as
disposires seguiules :
l'osturat municipaet di1 3!) de junho de 181;).
TITULO 0.
Art. 7.l'icam prohibidas os loques e dobrea dos
sinos desde as 7 horas da noilc ale as 5 da manhA.i,
excepta as malrizes para admiuislracao dos Sacra-
mentes : antes da mis-a da Natal, e nos casos de in-
cendio ou rebate : os gcrisUiec, ou chefes de cor-
porares religiosas qne iufriogirem esle arlieu paga-
rao I-hih de mulla.
Arl. 8. Neuhuma igreja dar mai de Ires repi-
ques de cada ve/, na caspera de qualquer solemnida-
de, e estes so terAu luear do meio da, as 3 lunas da
larde, e as Ave Mara, nao devendo cada um durar
mais de cinco minuto- : os sacn-laes e chefes de
corporaces religiosas, que infringirem esle artigo,
lauto no que diz respcilo ao numero dos repiques,
como ao lempo que devem durar, scrao multados
em IO9OOO rs.
Arl. 9, Ncnhuma igreja dar mala de dous do-
hres de cada vez por cada fiel que inorrer, o etes
dobres dados ao receher a noticia da morie e 11.1 oc-
casiao do enterro, os quaes duraiao somonte dez
niatos : os sacrislaes ou chefea de corporaces re-
ligiOWS que infringiiem as dlsposiCAes deste artigo
serta multados em IO9OUO rs.
Arl. 10. Neuhuma igreja dar mais de qualro
ilobres por occasiao de olQcio de corpo presente, e
dous as visitaces de coca, deveudu durar smenle
de/, minutos : os sacrislaes ou chefes de corporaces
religiosas que infriugircm a- disposwoes deste arli-
go serao multados cm l-Oim r-.
E |iara que u.u appareca ignorancia da parle da-
quelles a quem semelhaules disposices Ibes cabe li-
elmcule executar, logu que bren] muliad.is pela o-
mis-fio, lavrei o presento que sera publicada |ielo
Diario.
Fiscali-acao da freeue/.ia de Sanio Antonio do lie-
dle 2(i de maio de 1S56. O fiscal, Manuel Joa-
quim da Silva Ribeiro.
Olllm. Si. contador, wrvindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm rnniprniieuto da resolu-
c.'io da Junta da Calenda, manda fa/.cr publico, que
no da 26 de jando prximo vindauro \ai novameule
a praca para ser arrematado a quem por menos fi-
zar, a conservatao pennaucnle da estrada do sul,
nurle e P.10 d'Alho, por lempo de dez me/es, a con-
tar do I.- de julho do correnle auno, c pelos preces
abaixo declarados.
Estrada do nurle........1:201-728
Hila do sul..........5:4009000
Hila de Pao d'Alho.......f 4:000^000
As arremalates serao (Vitas na forma da Ui [iro-
vlncial n. 343 de 15 de maio de 185.
E paia constar se mandn allixar o presento e
publicar pelo D1ano.11
Secretarla da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco', 21) de maio de 1856.
O secretario.
A. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr. contadorsercindo derinspector da Ihe-
souraria provincial, em cumplimento da resolf.lo
da junta da lateada, manda fazer publico, que nos
das 17, 18 e 19 de junho prximo vindauro, perante
a mesma junta se hade arrematar a quem msisder,
o rendimenlo do pedagio da liarreirs do Giquia, ava-
hado em 9:180-900 ruis por auna.
A arrematadlo ser feita por lempo de 3 anuos, a
contar do I.- dejullio do correle auno,ao lim de ju-
nho de 1859.
E para comlar, ,e mandou aflixai o piesentc, e
publicar pilo ario.
Secretaria da llicsouraria provincial do Pernam-
buco, 20 de limo de 1850.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Aunoiiciacan.
O Illm. Sr. contador lervindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo dn resolu-
cao da junta da raleada, manda fazer publicar, que
no da 20 de junho prximo vindouro, vai novaincn-
le a praca para ser arrematado a quem por menos
lizer.os empedrainentos dos 19.- 20.- 21.' e 22.* lau-
cos da estrada da Victoria, c pelos preeos abaixo de-
clarados :
19.' lanco por.......
20.- ......' .
21.- .. .......
dos de qualquerservico seu.
Gratiiica-ge generosamente i quem
levar na ra lo Coliegio n. 15, ou na
ra das Cruzes n. 12, 2- andar, arjna-
/.em, urna aiau de leite que benita boas
qualidades.
Anda rugido o prclo crioulo, de nome Eduar-
do, oflleial de lauoeiro. escravo do padre Fr. Galdi-
iin de Santa Ignei, bode ri'ir lula, bailo, erusso, rom
o-denles pela maior parle paires, de 22 aiiims de
ulade, e com principio de barba, anda calcado c Irai
n cabello cortado rente e cercilhado principalmente
alraz no pescoi;o. he sollrivel roznheiro e padeiro,
aprenden o oflicio na roa dos Tanoeirn., na leuda do
msslre Leandro Jo ltibeiro, c Ir.ilialliava pelo offi-
cio no raes do Ramos, no armazem da viuva Gaspar:
quem o pegar leve a Gamboa do Carino, casa u. 18,
a Silvcrio Joaquim Marlins dos Sanios, que -era ge-
nerosamente reenmitensado, assim como quem der
noticia delle.
los Joaquim da Costa Fieueiroa faz setenta
ao respeiluvel publico, que pessua algoma faca ne-
gocio com a parle do sngenho S. Jos na freeuc/ia
de Santo Arnaco dcJaboala, com seu mano Manuel
Joaquim da Costa Pgaeiroa, inirque embora leja
sen dilo mano coberleiro do metalo eneenho, o nao
pule fazer sem primeiro nao ser nuvido o aunuiici-
nle, visto liaver um papel de Irato entre ambos em
que di preferencia um a nutro no caso de querer-se
um dos dous desfazer-se da parte que Ihe compele.
A Sra. D. Harta Constancia Vieira Pcreira lem
urna carta no poder do administrador do corrcio.
Na 1.1.la le Nova ha ama casa para aluear, com
comraodos para urna grande famili i: quem preten-
der dirija-se a sdminisiraclo do correio, a fallar com
Anlonio Jos Gomes do Correio.
Quem Ihe faltar o 3. e i." volumes da ilislon
of England per Macaulays, dirija-se ao escrlplorin
de Soothall Mellor A; C uapanhia, ra do Torres n.
-18, que Ibes serao entregues.
_ O abaixo assienado com bija de trastes na ra
Nova n. 15. aluga trastes para lodo e qualquer aclo
festivo, fnebre e baile mensalmenle, dando fiador
ao objeclo recebido.Lourenco Puggi.
Um gran o cisi.
Sevta-reira 30 do correle vai n praea depois da
audiencia do Sr. Dr. jnll da primeira vara una grande casa acabada de novo, com quarlos, 2
salas a I Mulo e aira/, erandes, co/iuha lora, um eran-
de copiar alraz, pintada c prompta, loda a moderna,
com um lerieno suftiriciite para se formar um pe-
queo silio. tend ItM) palmos de frente e 600 de
fundo, o lili i la no lugar da C'punga, pelncommo-
do valor de 2:1(109, por ezecui;iio de Manoel Joa-
quim Ferreira Esleves, contra Maria da AscenraoCa-
valcauti de Alboquerque.
no novo (lepsito, no ater-
. ro da Boa-Vista n. 5!,
exisle um complclo sorlimanto dos melhores charu-
los da Babia, como sejam, Thoaa Pinto, Principe
Alberto, nova reealia, suspiros do Havana, lancei-
ros, vrelas, distraan da raoeidade, regala, grande
lom, eoutras muilas qaalida les. No mesmo depD-
si(o precisa-se alagar um piano forte com pouco
uso: quem liver aniiuncic pira sr procurado, ou
dirija-se ao dito deposito.
ML11A ATTENCAO*.
O abaixo assignado, morador na Aia da Alegra
da cidade do llccife, roga as autoridades policiaes c
mais pesso.s de appreheudercni o seu escravo criou-
, lo, Galdido, p.-dreiro. bailo e gros-o, cara redonda,
ciliado, llla-llic mu tur- olhos vivos, nariz afilado, anda ve-lido com calcas
$fi>i90jL* %latitlmo$.
PAISA O Kio GRANDE DO SUL,
Segu em poucos das o brigue Argonauta a por
ja se adiar com quasi lodo o carregaineuto promp-
10, para o restante : lmla-se eom Manoel Alves
Guerra, na ra do Trapiche n. 11.
Para o Rio de
Janeiro
segu com muita brevidade, por ter
parte da carga prompia, o brigue nacio-
nal l'IK.MA, capitao Manoel de Freitai
Vctor : para o resto, paisageiros e
escravu a fele, para o.s uuaes lem e\-
cellentes commodos, trata-se cora os cou-
signatiinos Novaos & C, na ra do Tra-
piche n. 54, primeiro andar.
Maranhao e
Para.
O palhabote LINDO
PAQUETE, capitao Jos
PintoNunes, segu com
irevidade aos portos n-
co do seu carregamento, para o <|tial
trata-se com o consignatario Antonio de
Aducida (ornes, na ra do Trapiclie n.
I (i, segundo andar.
Para Lisboa sreuc imprelcrivelmenle no din
I* de junho o brigue ponueuez lielampaguo tfe
primeira marcha, anida recebe alguma carga a fre-
le e nassageiros, para o que lem aceiados commodos :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passageo
dirija-se aos consignatarios Tboma/. de Aquino Fon-
seca ,\ Filho, na ra do Vieario u. 10 primeiro an-
dar, ou ao capitao do mesmo.
PARA 0 KIO GRANDE DO SUL.
S-'gue com brevidade por ter parle da carea enea-
jad o biigue Conceiraoij, capillo Joaquim Fer-
reira dos Sanios; mu o restante trata-se com Ma-
noel Alves Guerra, na ra do Tapiche u. l.
Para o Porto.
O patacho portugus S. JSE' se-
gu ate o dia 1 ."i de juulio vindouro, tein
ja dous trros la cargaqWompta: pan
o resto trata-se com Novats&C, na ra
lo Trapiche n. -,-
.......5:1039100
....... .">:2l1;jl>00
.......7:b72i00
22.- .........9:6773250
As arrcmalarci serlo l'eilas na forma da lei pro-
vincial n. :li.I, de 15 de maio de 1851.
E para constar se mandou aflivar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria proviucial de Pernam-
buco, 20 de maio de 1856.
O so irtarui,
Aiilunio Ferreira d'Aununclacao.
fUffit.
ren-
de vo-
O agente llorja far:i leilso ern sen arma/em na
ra do Collegio n. 15, de ires ptimas mnbilias de
Jacaranda, 2 ricos pianos novos de armario, .'! ditos
comaleum uso, 2 excedentes camas francesas de Ja-
caranda, um rtquissimu santuario, una secretaria,
mu euarda vc-lulos, um euarda roopa de moeno, va-
rias comnwdas, eadeiras, consollos, solas, mesas de
amarello e de jacarando, cadeima linissimas genove-1 "- No dia 2
le qua Irinho azota e hnm pardo, jaqueta dos mes
moa quadriuiios e liranca, camisa de madapolAo,
chapeos de seda prela e pello branco, salos, he mo-
co, algumas ve7.es anda calcado, e din que he forro,
costuma Irabalhar nos arranaldes da cidade, e mes-
mo dentro da cidade; penlenccii ao engenho d'Agua
du finado Ilenrique Poppc Gir.lo do termo de Igvia-
rassu': quem o appreheuder sera graldicado.
Marcelino Jos Lopes.
Alueam-se duas escravas, que saibam lavar e
eneoiumar com perfeicao : quem as liver. dirija-sc
a' ra da matriz da Boa-Vista n. 96, segundo andar,
sobrado junio ao do Exm. Sr. Inr.io de Capibaribe.
Aluea-se urna boa casa c litio na Passagem da
Magdalena, propra para residencia annnal, ou do
lempo da lesla : a tratar na ra do Vieario n. 7.
Aluea-se o primeiro andar do sobrado da ra
da Penda com fundos para a ra Direita n. 9 ; a
tratar no mesmo.
Precisa-se alagar dous pretos robustos para o
servicode enxada ; a Iralar no silio do Sr. major
Nascimenlo, em Sanio Amaro, esquina que volla
para a estrada de llellcm.
Precisa-se de urna ama para co/uliar, eneom-
niai c ensalmar, cara urna tasa de poura familia :
quem quizer. dirija-se a luja de cera do Sr. Angela
Custodio dos Santos ; na rua do Calmea. '
PKOCISSAO'DO SENHORBOM JESL'S DOS DE-
ZAMPA KA DOS.
() secretario da Irmandade de N. S. do terco faz
scienle, que nao pode ler lugar no dia 25 do corren-
le a procissap, em razao da muita chova, a qual li-
cou transferida para quinla-feia 99 do crrenle,
conforme eslava determinado.
sas, ditas de junco liullandet, un i grande quantida-
da de visos, calungas.enfeiles ele. de porcelana para
sallas, diversas obras de ouru de lei ditas de prala,
una porcio Inmensa de loucu vnlrns linos e ordi-
narios para servico do mesa, reloeios c algihfira,
ditos de parede. quinqoilharias, diversas e muilus
oulros ob|eclus etc. as-un como 1000 latas de sardi-
n'.ias de Nantes, ebegadas ha pouco,; e varios escra-
vos mocos de lacia idade de ambos os sexos, qne se
acharao prsenles no referido armazem as 11 horas
do dia sexla-feira ;10 do correnle.
O agente Oliveira faro Icilao a rcquerimcnlu
do Illm. Sr. cnsul de S. M. F. com aulorisacao do I de palha amarella, ns ver.es anda de sapalos: juga-
Illm. Sr. Dr. juir. dos ausentes, e em preseaca dos I M andar lambem de companhia com o lio, escravo
meamos, dos espolio!dos uados Luiz da Immaeus do mesmo mosleiro, donme llrigido, por ler es-
te se ausentado do mesmo mosleiro no dia 2
Tasto Irmaos compraran] por conla do Sr. An-
lonio Lopes da Sil/eir, da Parahibl, os bilhetei m-
leiros da primeira parle da primeira loleria do con-
venio de N. S. do Carmo do llccife : ns. Wlti, 979,
3881, 2333,774, 1669,2026.
do correnle, au-enlou-se da "casa
do Sr. Santa llosa, o escravo Silveriu fio mosleiro
qe San lenlo, que se achava aprendendo o oflicio de
pedreiro, luppoe-se ler levado comsigo urna enan-
ca de 12 anuos, semi-braora de nome Ignacio, por
ser desl.i amigo, e ler-se tambern aumentado da sua
casa hoiilcm a noile, e dizem que lomara a direccao
de Pcdras ile Fog; os signaos do Silverio slo os te;
guinlcs; cabra-negro, alio, secco do rnrpo, marca-
de bexiga pelo roslo c corpo, lesUi grande c carnu-
da, sem barba, nariz afilado, de 18 anuos de idade;
levando loda a roupa, consl.iudo de calcase cami-
sas azucsc brancas, ejaquelas de titeado, c chapeo
O abaixo sssignado, tutor do pardinho menor
de nome Antonio, idade de 12 annos, cabellos um
pouco sollos, secco do corpo, tem urna pequea feri-
da qaati em cicatriz, no paito do pe direita procuran-
do o dedo mnimo, vestido com calca de brim liso e
camisa de algodaoiioho, chapn de palhinha, faz cer-
lo que tendo-se-lbe desencaminhado, viril., I i ribei-
ra de S. Jo^e para ca-a do annunciante no dia 25 do
correnle, consta agora que se acha homisiado em
casa de urna pessoa, contra a qual protesta o abaixo
assignado proceder criminaloienle, se dentro em II
dias o nao apresenlar ao iul'ra assignado. lente 27
de maio de 1856.
Francisco Foligonio de Souza Magalhaes.
Precisa-se de urna ama para o trrica interno
de una casa de pones familia : quem quizer e esli-
ver iislas cirrumslancias, dirija-sc a praca da Boa-
Vista, sobrado n. 12, que achara com quem Iralar.
Rogo pela segunda vez ao Illm. Sr. coronel
Ilenrique Lu/, da Cunha e Mello, scnlior do enge-
iilio Miranda do termo de Goianna, digne-sc nua-
dar-me resposla das cartas que Ihe lenho dirigido,
pois uessas cartas nenhiima esmola Ihe mandei pe-
dir. Kecife 27 de maio de 1850.
M. Jos Lopes.
Os seiidores accionistas do vapor a
reboque, sao convidados para cntiarcoru
a ten eir prestaio, ale O dia I de junlio
do corronte anuo : na rua do Trapiche
n. S, escriplorio dellenry Foster&C.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da mesma manda convo-
car pela terceirave/.os Sis. accionistas para
se reuniremem assemblea geral, no da 30
docorrente, as 10 horas da manltaa, no
respectivoescriptorio, alim de decretar-se
opajjamenlo do I li-dividendo, edeliderar-
se sobre o orcamento da receita e des-
pe/.a rio semestre correnle, e proceder-se
a's eleics roiilin-ine o L do art. lil
aos estatutos, bando nessa terceira
niiio de votar-se com o numero
los presentes, segando dispe o artigo ad
ditivo ao I (i dos estatutos. Escrijitorio
da Companhia de Beberibe 27 de maio
de 18.")li.O secretario, Luiz da Costa
l'ortocarrciro.
Precisa-se fallar no Sr. Marcellino
dos Santos, que morn no bairro do Ke-
cie : na vraria ns. (i e S da praca da
Independencia.
O Dr. Filippc Lopes Nelto, tendode
ir ao Rio de Janeiro onde pretende de-
nior.ir-se ate o lim do mer. de jiindo,
deixaoSr. Dr. Rufino Augusto de Al-
meida, com quera seus constituintes de-
vcraoentendei-se em sua ausencia, in-
cumbido das causas que foram confiadas
ao annunciante. Recife 27 de maio de
IS.'ili.
Instsueca moral e reli-
giosa .
Esle compendio de historia sagrarla, qne foi ap-
provado para inslruccao primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvacoa 19600 rs., passa a ser
vendido a'19000 : na vraria ns. 6 e S, da praca
da Independencia.
Lotera
do convento de Nossa Se-
nhora Aos 4:000*. 2 000 e 1000 000
0 abaixo assignado tcm resolvido ven-
der seus hillieles, meios e (juartos (com
sua rubrica i com um ahalmiento em seus
preeos con li irme se v abaixo declarado,
os qnaes nao sao sujeitos ao disconto dos S
por cenio da le, as sortes grandes, islo
lie, o possuidor recebe nao so sen piemio
conforme a lei, mas lambem os ditos S poi
cento do abaixo assignado, que pela/, a
sorte por nteiro, cujos bilhetsc, meios e
(piarlos se acham a vetilla as tojas da
praca da Independencia ns. l.">, 15 c 40,
ritas da Praia n. 30, do Livramento n.
i, largo do Terco n. 1 8, aterro da Boa-
Vista ns, ~>H e 4i, cuja lotera tcm o an-
damento de suas rodas em o da quinta-
l'eira 29 do crlenle, em o salao do con-
vento de Nossa Senhora do Carmo desta
cidade.
Bilheles 3700 Keeebe por inleiro. l:0OOS0OO
Meios >(Ki i) 2KI009000
Quartos 1*300 t VAWOgOOO
Recife 2i de maio de 1856.Anlonio
Jos Rodrigues de Souza Jnior.
l'recisa-sc do um feilor para Macano, nao
muilo .lisiante desla capital: quem estiver ncslas
circumslaiicias procure tjuslar-te com oSiqueira, na
roa Nova n. l, segundo andar.
T>etlut0xot&.
um 7IHIII
II 15000
alqueire 4100
2-s'llKI
n 64000
ah|iieirc -iaiKi
iT- insooo
M JOOO
II lU-sOOO
B GaOOO
11 .5SHX)
alq.
. cenlo
Directora geral da inslruccao publica
l'cla respectiva secretaria se (faz. publico, para
constar a quem inleressar, que se icha vasa a ca'lci
ra de lalim da villa de Ignarasatt1 ; e convindo [iro-
ve-la -. : 11 [ eii-ui-iiienii1. Oca marcado da data deste
o prazo de ill dias para a inscrpeo e piocesso de
liablilaea.o dos undidalot, depois do que proceder-
se-ha peranle a mesma direclnria ao concurso para
o proviinento da tobredita-csaaira. Secretaria da
direcioria scral la msiiurr.in primaria a secundaria
da provincia em JO de maio de 1856.O secretario,
Francisco Pereira Freir.
Pela mesa do consulado provincial so Taz pu-
blico aos proprielariot dos predios urbanos das fre-
cueiias desla cidade c da dos Alagados, <|ue os 30
dias uleis para o pagamento a bocea do cnlredo 2."
Semestre da drrima IS5(i, se principiam a contar do dia primeiro de ju-
nho : lodos os que dcixarem de pasar, durante esle
>StK) i pra/.o, incorrerao na mulla de I ;, sobre seus de
i hilos.
Pela (subdelegada da frecnesia de S. Jos do
19600 Racife se taz publico, qne foi appreliendido Hiran-
190001 dar vagando pelas roas desla cidade, e aeha-sc em
deposito, um i-avallo ruro com eangalha, e una car-
ga do rarue serca. eouros e uniros ohjcrlos : i|uem
or seu dono, juslilicanilo, lln-s sera enlregue. Suh-
delegacia da resuella de 6. Jos do Recife :i de
maio de IHHt.ti subdelegado,
K mili Frederico ilank.
Directori.! g-ora! (;i instni-
cao pubiicH.
Pela respectiva secretaria se Ui. publico, que pelo
coiielho director em sts<;io de li do crranle se de-
lii-r.m marcar o prazo de Ires meses na prolosaonu
publicas, c de seis meses aos professnrcs pblicos de
:)X- 100 InstraejSo elementar do primeiro grao da provincia,
para se habilitaren), na forma do art. 26 dn lei pro-
vincial n. :lti! de I i de maio do auno prximo pat-
sado. E jiara que chegue ao couheciii.cnlo daquel-
les a quem convier e inleressar, se mm Ion publicar
o prsenle. Secretaria da direclnria geral da ius-
iriicc-ni primaria e secundaria da provincia em J8
de maio de 185(1.O secretario,
Kraucisco Pereira freir.
Pela secretaria da Ihesouraria de fa/enda ss faz
publico, de ordem do Illm. Sr. inspector, que os ex-
ames dos concorrenles as vagas do pralicanlcs exis-
tentes na mesma Ihesouraria, comee.trao no dia 'i de
juibii prximo fuluro, e que porlaato os memos
concurrentes devero apresenlar-se na referida re-
particao as 9 horas da maana do' mencionado dia.
I.ida Conceigfio l.iinac oulros subditos porluguezcs-
eansistindo em camas de ferro, mangas de vidro, c-
mara ptica, (mirador, presepe em una caixa de vi-
dro, celia de S. Antonio, sof e pertenece, badas c
jarros, espelliu bonicos de loura,bandejas e taboleiros,
quadrus de Santos e|irofa nos. habus, ca xas de pa peino,
barias de rame, candelabro, lauleriias c candieiro,
estante de am.'irclln com livros, commoda, lalheres e
facas de prata, colheres,clices, bandeja com espevi-
lador e salvas lambem de prala, bengallas, chapeos
de sol, roupas e calcado, loalhas c guardanapos, ha-
bito de princesa, gam.lo, eadeiras, imagens de San-
ios de marflm e de barro, crucilixos de prala sendo
um com calvario de bano, redomas, copos, compo-
leiras, facas c uarfos, e-lojos para barba, frasquei-
ra, cscrvianiiha, cofre iic madeira, preuras de
aparar papel e livros, diversidade de livros impres-
sos e em branco, colxa e bolsas de damasco,carlei-
ras de viagem, guarda Inora, caixas com typos, mar-
qoe/.is, eaixas para rap sendo de prala, tartaruga,
marflm, uculu de ver ao longo, relogio de prala
galvaiusadt, relogio de ouio patente com correle.
aurl de ouru, bolOej e brollas de ouio e de prata,
urna sc mesa de janlar elashra, caulcLabiu de i globos c lo
breeillenle && : quinta feira, -2W do crrente as
II) hor.is d.i in.inhaj, no palacete amarello na ro.i da
Praia, onde foi ltimamente o escriptorio dos hi
heles das loteras.
Agencia de leiloes. na rua da Madre de Heos
n. :l-J, de Vieira-la Silva; sabbado ldejuuho, .i-
10 huras da inanhaa, scr.lo arrematado! mullos e
diversos artigos de uso ociiminudoe muilas pecas li-
nas e de mubilia, o quo ludo est patente e sera
vendido a contento dus freuc/.es.
:i>mio
lyOO
39000
>!HJ
119000
21-31HIO
l,-H):IO
:liirOtMI
liSSKK)
8J000
6J000
Desappareceu no dia 23 do correnle do olerro
da Boa-Vista b. :l(i, um cavado atasRo, grande, com
a frente aberbt, anda bsito, lem riouatignaes, bran-
os de um c outro lado dn espiuhaco, provenienlcs
de eangalha, uu,a cicalri/ sobre o espiuhaco, e
quando anda sacude una das pernas : quem o pesar
pede leva-lo ao losar tnpradito, que se recompensa-
r, e pagara qualquer despeas.
-''sis;-'"- '-:' ..' :':^':-:':y\^-'^:'-. ';.'%'.
<> abaixo assignado iiininaincnle grato ao ."'j
Sr. Claudio Dubeux c sua familia, pelo Ira- 7
lamento qne Ihe prodlgalisaram mediante '-.''
ni anuos incoinpleloa que esleve em sua -
casa, bojeqae dola so despedio, prevalece- **.
cc-ss deste DIARIO para publicamente ".-"
i'i-i.idecer-lliL-. e ollerecer-lbe u seu dimi- -' ;
.-'. unto prestimo em quslqaerposi^Ao que a .'-
JjT sorlc o caduque.Josc .Inloiuo Morena *'
.,.- Hias. ^J
^r-;'^.;Ov .':;.!;:>'..-' :%.'::.'.-:.'.?00O
O Iliesoitii'iro d i irmandade do San-
tissuno Sacramento da teguezia de San
Josc do Uccil'e, convida e roga a lodosos
seus charissiinos irmaos, para compare-
cerem hoje, pelas horas da tarde, na
igreja de Nossa SCuhora do Terco, que
serve de matriz, par
rem encorporados a nrocitso
Hom-Jesusdos Desamparados;
. do
correnle; os signaos deste sao os sesuinlcs: secco do
corpo, altura regular, de meia idade, pouca barba
e piulada, olhos pequenos, prosista e mallo regri-
ln, Bnge-se duento por balda: levando calcas c ca-
misas azucs c brancas e chapeo de palha grosta: por
lano roga-se a's auluridades pnliciaes c capibles de
campo a uppreheiu.au dos ditos esjravos, e levem-no
ao referido mosleiro de San Beato de Olinda, ou no
cngoiilio Mussuiepe, que sera generosamente recom-
pensado.
Precisa-se de fim sacerdote para CJpellao de um
engenho, paiando-se um bom urdenado, quem pre-
lender, dirija-sea rua Angust, n. ;. sobrado.
Preeisa-se de um amasador que atiba bem
ilosempenhar o seu lugar: no aterro da Boa-Visla
nadara n, 50.
i.iu.il pmr pessoa que lenha de fazer uesocio
eom o enseiihn da liba, termo do Cabo, qua foi do
fallecido Jo3o Fruneweo Paea Dan co, e meaoav vem
a pr..|ine l.i.le da Punte dos Corvadlos, por perleu-
cer ao mesmo engenho, antes de o fazer, se devera'
entender nesla praca com Antonio Pinto de A/.eve-
do. rom n-inii/em de carne secca, na rua da Praia,
pelo dito Paes Brrelo loe licar devendo por leira,
e se acba ia a conce'so feila sobre o mesmo debi-
to eom o Sr. Floriano Dexere Porthier, para entrar
ja em letlgio.
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO

Tendo a irmandade de ?. S. do Terco transferido
para o dia -J'1 do correnle a procts3o do Senhor Rom
Jess dos Desamparados, a mesa regadora dn irman-
dade do limito Espirita Sanio lem a honra de con-
vidar lodus ns Nosirmaos a comparecer m sua igre-
ja as ai horas da tarde do referido dia, para, encor-
porados, ircm acompanhar a dila prorisslo.
lem -le srrem arrematados 1 leirenos no lugar
de Santo Amaro, pertencentes ao liudo .lo.lo Anlo-
'u?
um da \ cisa, para pagamento dos erodorea do mes- j pelo suveroo.
EVPOSljAOUNIVERSAL DE.8
Eli PARS.
Joao \ isnes, rua larga dn Rosario n. ->8, alrm das
inveneoei novas, fez mclhoramcntos impurlanles nos
seus pianos, apropriados para o clima deslc paiz, qu<
scabam de ser premiados na eipesico de 18.55 em
Paris.
ESCOLA FILIAL 00 METIlODo CASTILHO.
FrancMCe da Freilas Uamboa, em virlnde \la lei
regulamentar da inslruccao publica desla provincia
ari. S8, vai no dia 1 de junho instala! urnaescola
filial pelo methoilb Caslilhouo bairro do lecife,
rua da Cadeia n. 'J sob a directo do Sr. Bernardo
I o n.iii ir- Vianua. Esle diguu Sr. prafesmr, aulo-
risado pelo Exm. goveruo desta provincia, exerceu
o magisterio no mesmo bairro por esparo de 17 an-
nos, ah exislem muitos de seus discpulos que abo-
nan) a sua capacidade : exerceu u lugar de prufessor
publico na provincia do Alio Amazonas, dorante a
presidencia do Exm. Sr. llerculano Ferreira Penna,
e regressando a esta capital, vai prestar os seus dis-
vellos e fadisas a prol da inslruccao primaria pelo
metilo lo pirluguez del.eilura repentina.O abai-
in assiguadu como instituidor do methodo nesla bella
fu-<>inra. ia r,.,,i,iin.i p oauwfl do Exm. Sr. Dr.
conselheiro Anlonio Feliciano de Casullio lodos os
objeclos conccrueules ao e^tahelecimenlo de laes es-
colas para (odas as fresueziasdesla capital, afim de
que em nada sejam inferiores a escola central do
b.lirio do Sanio Anlonio. Corre-lhe portante a obri-
gacjle de ceder lodos os seus alumnos, que sao 31,
moradoies un Kecife o dila escola lial. Uesla ma-
nean evita aos meninos ,-. transito da ponte, exposlos
ai intemperies da almosphera, e prnmelte em todos
os sabbados, que sao feriados na escola central, ir
coadjuvar as escolas filiaos, cujos feriados serao as
quiulas-feiras; c porque para ulilidade dos seus
alumnos, devenios que morareio do Kecife, l'requen-
lar esla escola flial, por isso pede, roga e obsecra
a lodos as pas das seas alumnos daquella parle da
cidade, que do dia -2 de junho, inclusive, os man-
dem a esla escola, na rua da Cadtia n. 19, e para
esta instalaran se deem por convidados, cojo prefes-
sor por taa idade, pralira e moral a loda a prova, se
torna digno de loda a nossa consideradlo e estima.
Francisco de Freilas Uamboa, nrnftiiiul particular
da escola central do methodo Caslilho, autorisado
mo, pelo jui/o de ornhaoB, tscrivAo Facundo, na pri-
meira audiencia que baja do mesmo juizo ; acha-se
o escrlplo em poder do poileiro
Il.lo-se 3003 a premio sobre liypolher em una
casa nesla praca, ou firmas a conteni : na rua Ve-
Ih-i n- 1115-
Prccisa-se de iimi ama para o lervico interne
de casa de linmem -11 c i. i : na rn.i da Concordia
ii. S.
Permuta-se unta boa rasa terrea na rua de
Aguas-Verdes, rom funds p.ira a rua de Hurtas,
por nutra na lln.i-\ isla, que lenha bem quintal 00
meio sitio, irto sendo em losar exquisito : a fallar
na roa Velba n. 123.
Aii-enliin-se do deposito geral desde 5 do cor-
renle n prelo Anlonio, de DarS.0, id.ule maior de 10
tnnos, allttra resular, secco do corpo, deserfrado,
com principio de frieldade, com falta da melnde de
urna datarellias que o faz bem condecido, leudo vin-
do da casa de delencn. un ie se achava prese m.iis
nutro em Flde feverpiro dette .mno, por sequeslro
dn jiii/n da sesunda vara municipul e residuos, es-
Rccife ^7 de
tlaln acomnanha-1 erivio baldino, como bous do evenli
rio Senlini-1 nlJ' ^c IS-'it.O depositario geral,
Manoel (encalves Ferreira Silva.
Precisa-se de um menino de l_ a I i
I'ede-se ao Sr. Joaquim da Costa lie- 1ue lcllllc pralica de taberna: na rua
/.erra, ten ha a bondad-! de comparecer
l nu armazem de leudes, na rua da Madre
de
anuos,
Itangcl
I,
de l)eos,j]'.
licito.
'ri, a negocio tiue Ihe diz. res-1
A QUEM INTERESSAR,
Joaquina Jeronyma de Jess, viuva de Juliao
Porlella da Silva, leudo do por os negocios de sua
casa na uielhoi ordem posstvel, declara e pede, que
Na rua das Tririeheiraa n. 50, no segando n- se ha algnem camdlrelto de ser por rfualqucr forma
dar, ha urna caria viuda da cidada do Porto para o I seo eredor, por litlos vencidos ou a vencerera-se,
Josc Justino do Soasa, morador na freguezia dos baja de, no prazo da 8 das, ronlados da dala desle,
Afosados, e filho de um portugus do mesmo nome
ja fallecido ; o negocio he de seu atarease.
eiilcn Iit-.o com a anniinrianle em sua casa, na rua
do Livramento, sobrado de um andar u. 37.
llerculano Fcnjeira Peona do conselho de S. II. o
Imperador, commeii lador da urdem da Kosa, se-
nadoi do imperio, director geral das rendas pu-
blicas, menino do tribunal du (hesouru publico
nacional, presidente da provincia do Amazo-
nas ele.
lacn saber aos que esla provisSa virem, que usan-
do da nltriliuic.ni que me confere o arl. 5. da lei
provincial n. 15 de 18 de novcinlirn de 1853, no-
incei Bernardo Fernandes Vianua para reger inlen-
namenle a cadeira du en-iuo primario, coaservada
nesla Capital pclo.arl. 2. da citada lei, nercebeudo
o ordenada e gralincae&ss que Ihe compelirem; Dean-
do obrigado ao pagamento dos novos diicttos, na lor-
m.i das lois coi visor, e dcfcriii.lo-se o juramento do
estvl'i antes de couiccar aservir. Em firmeza do
que, Ihe inanjfi pastar a presento, que vai por mira
assignsdl e sellada rom o sello das armas do impe-
rio, registrando-so onde locar. Ilicardo Jos Coi-
reia de Miramlna fez uesla Cidade da Barra do Kio
Negro aos 15 das do inrz de abril de 18.51, Irisesi-
iiin lercelre da independencia e du imperio. O se-
crelario da provincia Jalo Wilkens de Mallos, a fez
cscrever c subscrceu-
llerculano Ferreira Penna.
Ix'o da l'.l do correnle mez fogio um escravo
mualo de nome l.niz. i.lade que representa ll aa-
noa,baiSO, magro.cor claia, punca barba, uzando as
vezas de bigote, tornozelos juntos de ambos os pos,
c o esquerdo mais gro'so, que o faz andar Coto,
cabello um lano sollo, levou vestido camisa e cal-
sa prelsa, he ganhaoar de rua, trabdha de caiador e
sapaleiro ; foi escravo de Dominsos Josc e arrema-
lado em praca pelo abaixo assignado. que, gratifi-
ca a quem o agarrar, c lbo entregar.
Manoel Joaquim Bnplista.
Precisa-se alugar om prelo, para servico de si-
tio, como seja corlar capim e carresar asna : em ca-
sa de Paln Nash &Coinpanhia, na rua do Trapiche
Novo, n. 10.
Lotera
do convento de Nossa .Se-
nliora do Carino.
Corre indubitavelmente quinta-teira 2!l
de maio.
Aos 4:000 \ 2:000s e 1:000.,000
Salustiano de Aquino Ferreira avisa ao
respeitavel publico que o billietes, meios
e i|iiartos da acuna mencionada lotera,
rubricados com seu nome, nao estao su-
jeitos ao disconto de 8 por cento do im-
posto geral sobre os tres primeiros pre-
mios acuna referidos, os quaes esto ex-
poslos a venda naslojas ja' conliecidas.
Bilheles 15800 Keeebe por inleiro 4:000*1000
Meios 23100 o *()008000
Quarlos 11300 na 1:1)009000
Pernambuco 20 de maio de 1856,Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se tima ama que seja sadia c
tcnlia liom e abundante leite: a tratar
na rua doCollejjio n. 21, segundo andar.
Na rua das Cruzes n. 35, precisa-se de urna
ama que cozinhc c eugomme para poura familia.
Aluga-se a loja do sobrado de 3 andares na rua
da Cadeia de Sania Antonio, esquina do becco do
Ouvidor : a tratar cuui Luis Gomes Ferreira, uo
Moudego.
Precisa-se alugar um prelo para fazer o ser-
vico da casa de familia ; paga-se bem: na rua es-
trella do Bosario n, 17, segundo andar.
Jos da Maia contina com a sua ciaste de io-
glez, e pude ser procurado em casa dos Srs. Gouveia
& Leite.
AJabaixo assgnada, lendo eslabelecido um col-
legio de eduraro para o saxo femenino, na casa de
sua residencia, na praca da Boa-Visla, sobrado n.
3-2. segundo andar, avisa aos senhores pait de fami-
lias qae queiram rccolher soas filhas em dito esla-
elecimenlo, onde ensinar-se-haas materias leden-
les in.irucco primaria e secundaria, como lam-
bem arles, francez, msica, desenho, dansa, etc.;
assim como avisa aos pas de suas alumnas, que soa
aula exisle abena desde o 1.* de abril prximo pas-
sado, o que na.i fez antes por causa da epidemia rei-
nante. Os estatutos desle eslabelecimento serio
publicados com a maior brevidade que possivel frir
a abaixo assgnada.
Tbereza Guilbermina de Carvalho.
C^"Bichas de lamburgo.
Em frente a matriz da Boa-Vista alugam-se bi-
chas das mais superiores que ha no mercado a 240 a
320, e vao-se applicar a qoalquer hora, assim como
se amla loda c qualquer ferramenla de corle, ap-
plicara-se ventosas, limpam-se denles e chumbam-
se a prala e a ouro ; quem precisar pude procurar,
que promplamenle ser servido.
COMPANHIA
Pcrnambucana.
Agencia, Forte do Mattos n. 10.
Os Srs. consignatarios dos gneros abai-
xo declarados, salvados do vapor MR-
QUEZ DE OLINDA, queiram compare-
cei no escriptorio da companhia, de boje
28 atii 2 do prximo mez, para recbe-
los ; advertindo-se que depois do praio
marcado serao vendidos aquelles que -
carem por entregar, para do producto
dedu/.ir-seasdespezasleitas com o salva-
mento.
S \V V. 0701 caixa.
TWN. 7151 dita.
DC. 107(i1
lil)_l
1 n
11S. 2
Pcv C. 1
22 paneiros com (arinlia
do Maranho.
B travessao o C.Volumes com car-
nauba, 2 barricas com
, calcado e outros pc-
qnenos objectos.
Pernambuco 26 de maio de 1856.
O encadernador particular que le-
vou 50 lnstrucco Moral para encader-
nar: queira traze-tas a esta typogra-
pbia, alia's se annunciara' seu nome.
Precisa-se de urna ama de boa con-
ducta para cozinliar e mais servico in-
terno de urna casa de 5 pessoas de fami-
lia : na rua de Apollo n. 19, primeiro
andar.
Aluga se una sala e um quarlo do primeiro
andar do sobrado de roa de Apollo n. fi; a tratar na
mesma, ou nu armazem da rua do Trapicho n. 40.
Na rua do Brum no Recife n. 22, preeisa-se
de una ama livre ou eserava, que lenha bom leile,
c nao teoba filho ; nSa se duvida pagar bem ou mais
le que qualquer oulra pessoa, por se precisar mnilo,
ia senhora nao poder criar.
Quem precisar cemprnr 2 carrocas com bois ou
sem elles, procure no principio da estrada nova, si-
do do liiiadu Jusliniauo ; assim como conlrala-se
oom qualquer repartieo publica ou mesmo particu-
lar, o semen de 4 carrocas dialio, por menos de que
quaesquer oulras carrosas : qoem pretender, procu-
re nu sitio cima.
Traspassa-ne urna hx polheca de um sobrado em
Olinda, pela quanlia de 4009, veocendo dous por
cenlo ao mez : quem quizer dirija-se a roa da Ca-
deia do Kecife u. o,
Na rua Imperial, taberna n. 179, precisa-se de
um rapaz queja lenha pralica de balco, e que d
conhecimeuto de sua conduela.
Afora-se um terreno com 50 palmos de fenle
e oulros tantos de fondo, e com 500 a 600 da fren-
te ao fundo, situado na estrada Nova, do sitio do
Jacobina : quem o pretender dirija-se a roa Nova
n. 13 qne ah achara com quem tratar.
ESCKAVOS.
No Imle inglez ha urna pessoa chegada do sol,que
deseja comprar alguns escravos e nao duvida pa-
ga-Ios he,una vez que sejam mocos e boas ligaras,
para o qne pode ser procurada a qualquer hora du
dia.
Px.ua.sc de oro r-*-"- ms, on capva,
que seja fiel, coziuhe bem c faca as compras, para
casa de bnmom ..ilion-,, di rua do Queimido n. 53.
Quem annunciou comprar um balco osado o
(aboas proprias para taberna : dirija-se a roa da
Gloria n. 87, segundo audar.
Precisa-se de urna prela eserava, qne taiba
Iralar de meninos e cuidar da sua roopa : quem a li-
ver dirija-se ao sobrado n. 8 da rua de S. Francisco,
como qoem vai para a rua Bella, para tratar do
ajaste.
Claudio Dubeuxmudou oseuescrip-
rio para a rua da Cadeia de Santo A ito-
tonio n. 15.
GKATIFICAC.YO' DE CEM MIL RS.
O lencule-coronel Ilenrique Marques Lin?, mo-
rador no seu engenho Malapiruma na freguezia da
Etcada, dar eem mil rs. a quem Ihe levar o seu
escravo Flix, disido desde novembro do anno pr-
ximo passado, e cujos sigoaes sao os seguales : lem
a cor de mulato araboclado, cabellos corridos, olhos
Iransversaes, falla descancada, corpo alio, mas regu-
larmente grosso, pouca barba, cicalrii de um Ulho
no buco superioi, e reprsenla ler 55 a 60 annos
de idade, llouve ha pouco nolicia de que elle se
acba na a Licia de L'ruba, onde se diz ler o pai o ca-
boclo Antonio Jos.
GKATIFICAC 0' DE CEM MIL RS.
l:i-,o no da 10 do mez prximo passado desle
anno o prelo Antonio, por anlonomazia Canario.
| escravo do lenenle-roroiiel Ilenrique Mrquez Lin,
moradur.no seu engeaho Malapiruma na freguezia
da Estada. VMe escravo lem os signaes seguiules :
mediano na altura dn corpo c proporcionado na
grossura, ollms avermelliados, queixo poutagudo,
maca do rosto proemuienle, denles limados, persas
: Tinas, e musir ler idade de 30 a 35 anuos, ra sns-
peita elle andar pra as parles da comarca de Carua-
n'i nu Garanhuns, e quem entrega-lo a seu men-
cionado Sr. receberi a quantia de cem mil rs.
M*MnM#-*a\xfkaMMM.
TRAPICIlr; DOCLNHA.
}p l) proprielarin administrador do trapiche %
\ denominadoU MAfaz certo a todos os t
A senhores Je engenho. lavradores e negocian- *
es, (anto desla provincia como l'nr.i della, 5
qoe al hoje ainda uo altern e nem altera 2
os preeos dos saceos de assucar desembarca- 5
dos c arinazenadus no seu dilo trapiche, e tJ
, que simia continua a pagar SO rt. cada ,
St sacco, conforme as circulares qoe ha lempos 0
>t dislribuio. Trapiche do Cuoha i\ de maio &
de 1851. ;-:?
3.v3.:vT-8-fS*SSS-S*s
Mobtlias de uluuel.
Alugam-se mobilias completas, ou qoalquer (rasle
separado, e lambem se alugam eadeiras eco Brande
porco para bailes ou ollicios, e por preco commodo.'
no armazem de rosles do Pinto, na rua Nova de-
fronte da rua de Sanio Amaro.
9

ILEGIVEL


BUWIO HHAMBCCO QUINTA F8A 29 SI EilO 55 1856
Terceira edi^ao.
TR4TEIT0 HOIGPATHICO.
Preservativo e curativo .
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
_ [* JL R 3*53 f3E3 JT/Sk. m a & Km
e iusfriicc.a'o aopovuparasapodcrcurardeslaentcrmidade, administrndoos remedios mais eflicazes
naraatalha-la.emquauto serecorreaoinedico.ou mesmo paracura-Uiudapeudeutedestc mi os lugares
id que nao 09 ha.
TKADUZIDO EM PORTGUEZ PELO DR. P. A. LOBO M0SC070.
Eslesdoosoposculosconlmasindi.araesmaisclarase precisas,e pela suasimpleseconcisa exposl-
{a"oeilaoalcance de todas asiotelgeucias.niUii pelo que diz rcspeilo aos meioscuralivos.comoprin-
cipalmente aos preservativos que tcmdadoos mais salisracloriosrcsullados em toda a parte eni que
elles tem sido postos cm pratic.
Sendo o Iratam.nlo'iomeopaihieoo anicoque lem dado grande-resultado-nocuralivodeslalioru-
velanfermidade, j Digamos a proposito Iraduiir restes dousimporlanlos opsculos em I i ligua vernaci-
la, para desl'arte facilitar a sua lcilura a quem ignore o franccr.
Vende-s. nicamente no Consulloriodo traductor, roa Nov n.52, por 25000.. Vendcm-se lamben
os medicamentos precisos e boticas de 12 tuboscom ara frasco de lindura 159, urna dita de :i0 tubos com
quatro e 2 frascos de tintara rs. 255000.
I0REIRA & DD1RTE.
I,.IA DI OliltlVES
Ra do Cabuga' n.
Recebem por
7.
^H^w-^iawca aM ?
* PEORAS PRECIOSAS- jg
i I
jjjj Aderemos de brilhanles, jjj
"^ diamntese perolas, pul- Jj
S ceir.is, alfineles, brincos ,
$ e rozetas, hotes e aunis *
S de differeotes gostos e de #
S diversas podras de valor.
1 ~~ i dos os vaporeada Eu
Compram, vendem ou *
^ trocamprala, ooro, bri- *
lhanles.diamanles enero- *
* las, e mitras quaesqner '?'
* joiasde valor, a dioheiro $
X uu por obras. V
mm mu
*?*=-***:
Ol.UO E PRATA.
>"
Compra-s om cavallo que seja novo e sem
t llT'm?ndo,0,n *"*' de baixo a meio : na
leja n. JO da ra do Oue.mado se dir quem precisa.
Compra-so urna carta geograpbica da provin-
cia de Pernambuco : quera a tiver e buhar vender
dirija-so a ra Nova, sobrado n. 14, segundo andar.
Compra-so un suaida-louca era segunda mio
qne estoja era bom estado : na rua Direita n. 17. '
BettfttS.
|ir.ii; i
to-
ropa us obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
'# Aderecos completos de *.
s-: ouro, meiosditos, pulcei- '
* ras, alfincles, brincos e S
i^j rozetas, cordes, trance- *
<: lins, medalbas, correnlcs +
jjj e enfeiles para retante, c *
S outros muitos objerlosdc 5.
' ouro.
*j Apparelhos completos, jj
jjj de prala, para cha, han- *
> dejas, salvas, caslicaes, &
colheresde sopaedech, *
* e muitos outros ohjeclos &
# de prala. J
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre IEERTORIO DO MEDIO!
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordena alphabetica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicado physic-
logica e therapentica de todos os medicamentos ho-
meopalbicos, seu lempo de jrrin e concordancia,
seguido de um diccionario da significaran de lodos
o* termos de medicina e cirurgia, i posto ao alcance
das pesaoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORIS.
Os Srs. assignaules podem mandar buscaros seu
templares, assim como quem quizer comprar.
ICASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para araamentar crianras na
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as habililacoes nicessarias, dirija-sc a
mcsina, no paleo do l'araizo, que ahi acharo coro
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armizem da casa n. 55 da rua da Cadcia
SOCME em comandita.
Fabrica de fiar e tecer algodao.
a goal oceupa diariamente para mais de
OO apreodizes ou obreiroa nacionaes,
da idade de IO a I annos para cima, e
com preferencia orplmos.
CAPITAL SOCIAL 500i000#000.
Socios em rime collec(\o, gerentes tcs-
ponsaveis,
Os Srs. : Antonio Marques de Atno-
im.
Justino Pereira de l'arias.
Hanoel Al ves Guerra.
Firma social: Amoum, Farias, Guer-
ra & C.
As pessnas assignanles das primeiras listas, que
desejain contribuir a prompta realisarao da fabri-
ca, sao convidadas a nao demorar suas respectivas
assigualuras. A soeiedarie anda admitte assigna-
luras de KSO5OOO ate 5:0009000, aflu de generalisar
cupada, e arrenda-se para qualqucr est&beleciminto
em ponto grande, para o qual tem commndos sufli-
cienla* : os prelendeutes entender-so-hrio com JoAo
Nipomuceuo Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na raesma roa.
Massa adaman-
tina.
Fraocisco Pialo Ozorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina a applira ventosas pela
atraern do ar : podo sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Na loja do sobrado n. 15 do paleo da riheira de
S. Jos, lava-se e eneomma-se com multa perfeicao
e aceio, e com i rcaior brevidade po^sivel.
Patn Nash & Companhia ileclaram que Iota
Pedro Jess de Malta deiiou de ser seu caixeiro desl
le bou lem I do crreme raez.
da 1856.
do Recife junio ao arco da Conceirio, acha-se desoc- a lodos as vanlancns desta ulil e lucrativa empreza,
e coiilribuir ao desenvolvimento do espirito di a<-
socia^ao. nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguns ramos de industria, indispcnsaveis pa-
ra auxilio e tugmenlo da deliuada e rolincira agri-
cultura.
A facilidade dis entradas, que nunca serSo de
mais de 30 por cenlo do capital subscripto, permita
a todas asjiessoas que podereni dispor do urna eco-
noma de 5;<)oo por niet, entrar como socios de
I OOfOOO.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pagamen-
tos esparados de pouro mais ou menos '2 me/es.
Serilo precisos IK a Jil mezes para o inleiro pga-
mentu de cada subscripro.
Os scnliores de cnscaho, plantadores de alodo
011 nutras pessoas, que rezidem fora da capital, que
quizerem entrar nesta ulil soriedade. pdenlo diri-
gir suas carias de pedidos, a qualqoer desles socios
gerentes, ou ao socio de industria 1'. M. Donrat,
que lera em seu peder o livro das subscripcOes, c da
a lodos as informaes que poesam desejar" sobre as
\.inl,ui'ii- que resultarao da fabrica.
Elles declararlo os seos nomes por extenso, domi-
Recife 15 de abri- cilio e nonie do correspondente nesta capital, en-
carregado de eflecluar o pagimento das entradas das
preslacoes quaudo forera reclamadas.
Dentro de puucos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o aunuucio, convidando os subscriptores a
sdectuar o pagamento da primeira entrada, que se-
ra de 10 por cento do capital subscripto ; os reci-
PBLICAfAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta pubiirac.lo aera sem duvida de utilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio 1
do foro, pois nella enconlrarao por ordem alphabe- bor !er'lu Pas^ l'or qualqucr dos tres socos, com
uriasci. u '' ,"cial Amonm' I arias, (.uerra cV C. Na
l'D.lu 1 \r.- ,.i", \ cari inlrnn.n I .... j-~___l_.
tica as principar-, a mais freqaenles occurre_
v, orphanologieas, commerciaes eecclcsiaslicas do
nosso foro, com as remissOes das ordenaroes, leis,
avisos e reeolameutos por que se rege o'Urasil, e
bem assim resolmfles dos Praxislas anligos e moder-
nos em que se lirmara. Contm scmelhautemenle
as deCisOes das puestees sobre sizas, sellos, velhose
novoa direitos e decimas, sem o traballio de recorrer
a collecro de nossas leis a avisos avulsos. Consta-
ra de dous voluntes cm oilavo, grande france/.. eo
primeiro sabio laza esta venda por 83 na loja de
livrosn. 6 a 8 da praja da Independencia. Os se-
"hores subscriptores desla poblicajAo exislcnles em
lcriiambucn, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brito, prara da
Cooslitui?ao; no Maranho, casa do Sr. Joaqun)
Marques Rodrigues; e no Cear, caa do Sr. J. Jo-
0 de Oliveira.
Na rua dos'Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, a armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco doaque em outra qualquer parle.
l mi DENTISTA, Z
continua a residir na rua Novan. 19, primal-
9 ro audar.
Na fabrica de calcado
francet do aterro da Boa-Vista precisase de ofliciaes
de sapalairo para obras linas, pagase bem.
O abano assigoado roga encaressidamenlc a
lorias as pessoas que coulrahiram dbitos em sua ta-
berna ala no Monleiro,n,osannos de 18j:i,lK5,el855
a realisacao de dilos dbitos nn praio de 30 dias da
publicayao desle, do contrario asar dos meios
que as leis lhe racullam.Nccolo Machado Frei-
rts.
Na
mesma occasiao sera entregue a cada um dos socios
urna copia impressa da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socios Ge-
rentes e socio da industria, para reconhecimento
da firma social, os 3 gerentes responsaveis assiana-
ro as mesmas copias.
F. M. Dttprat.
l'ernambuco (i de maio de 185<.
Arrenda-se o engcnbo Camacho, dislante des-
ta praca tres legoas, perlo do mangue c distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello tres quarlos de
leaoas, freguezia de, Maranguape : quem quizer ar-
rendar dirija-se ao engcnbo Paulisla, asseverando
que pode safrejar de 1,500 p;les para cima, e lem
Ierras enxulas e frescas que se pode plantar no vario.
e muilo raanciro.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na rua do Trapiche n. 40, segundo andar.
0
i
de
rua do Hospicio em casa
tIiuum<. 4 Asnino Fonseca, nrori o
de urna ama rtue s saiba cozinhar l>em
quem eativcr nestas citeumstancias com-i
pareca a qualquer hora para tratar
ajuste.
8-MS9M*
A IIOiEOPATHlA E 0
,. CHOLERA.
X nico tratamento preservativo
curativo do cholera-morl)us,
W PEI.O DOL'TOK
jt^ Sabino OlegarioLudgero Pinho. *j
/A Segunda etlieruo.
W A benevolencia com qu foi aeolliida pe- {
fA lo publico a primeira edicto desle opus- (A
?2 calo, esgolada no curio esparo de dous me- J2
U) zes nos induzio a reimpressa'o' Wi
Cusi de cada exeraplar......IjjOOO (A
W Carteiras completas para o Irata- W?
u^ ment do cholera e de moitas ou- S
Iras molestias, a..........309000 L
Meias carteiras..........169000 W>
IA s medicamenlus sao os melbores possiveis. A
.... 1 l.....o.,.|l.^.
Mundo-Novo
de Santo Amaro
de
Previ
tne-se a quem interessar
a ama que saiba cozinhar e
de casa : na rua Direila
nao faca negocio algum com o
raitorai do ausente Sr.
I Precisa-se
do fazer todo o mais servico
o. si., aeguodo andar.
- Precisase de um hornera brasileiro asTcatS-
que geiro, que saiba bem moniar e tratar de cavados,
n com os qoe se dizem proco-1 para servir de pagem a um senhor de encenbo, da-se
Antonio Joaquim de Souza boa paga : quem cstiver neslas circunstancias c qui-
Kibairo sobre os escravos Antonia, parda d
2?&iw!lf'*' de 4 annos- r"l,os (la ": ,0,,i0"' casa dVm ndsr"Kl>,"q,;e"c.'ara c'om'quem
crava berla Benedicta, perlencenles ao casal da h- "
niaa U. Anglica Joaquina dos Anjos, do cojos bens
loi inventarame o mesmo Sr. Ribeiro, vislo adiar-
se pendente por appellaco no Tribunal d
annos **r, pode dirigir-sc ao largo da mafriz de Sanio u-
casa de um and .r i
tratar.
wmm da Itrlar.ln
respect.vo inyenUrio por nullidades insanaveis q'ue :
houv. na parl.lha ; eo mesmo e previne comne-
Engomma-se e cose-se para fracom muita per-
feirao : a tratar uo sotan da casi da rua Bella n. 2.
I l'recisa-sc de canoeios forros ou escravos para
. .o previne corone- '" ?aZ''. P^'ndo-M-H.e 1*000 por canoa
tente aotondade policial, para que nao Ihes conceda de caiSa de 800 a 1,000 lijlos, assim como lomam-
panaporle para embarcaren! os ditos escravos aue i Pr,alo8uel allsons prelos, dando-se o sustento e
esli em litigio. s pagando-se meusal ou seinanalmente o ordenado em
._ que se convenriouar, ludo para o inesmn liin nn.
^pT&Bal^:at/~^^
acha-e
que!
- .Iio-sij formado
medicina pela .acoldade da Babia, avisa au respeila- I se lauto for preciso": quem
ublico desla capital e especialmente aos po- habilitado, apparera na rua
qae queserem ut.lisar-se do seu presumo, que fond.ro, primeiro'porlo.
.JSfS!t!S.J!5. P"mV"> "dar da casa n. 8
Deposito de pia-
nos
j. p.
Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
raudou o tea deposito de pianos do primeiro andar da
SI"*J, Par" ,rBnin.a7 da mesma
nrkr""03 d" ra da Umb0 >" Carmo. onde se
r'or. "' -m*IS nC0S m'hores pianos al
.i-ora pparecidos nesla praca, sendo elles fcitns s- (.ao' eui Sanl Amaro.
* por encommenda. e pelos mais acreditado, fa-1
Compram-sc em segunda mao um ou dous li-
leiros de pes de botar amostras na porta, e um ar-
mario de guardar roupa : quem tiver annnncie.
Compra-se pennas de ama, na roa do I m-
menlo, n. 13.
Compra-te as Insliluicos de direilo erclcsias-
ico de Havv-er l.meuio em porloguez ; na Praca do
Coinmercio, escriptorio n. .
Comprase efTeclivamente, lalao, bronze e cobre
vclio: no deposito da lundirao da Aurora, na ru-
do Bruoi, loso na entrada n. S,e na mesma fuudi-
*S22r^ Banco do Brasil
tes' 2V** Bremea. c outros muitos fabrican- irua do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
!_.5-2!r TZZSl 5USSI -^?st-.**de -d p- ra-
**^*wfa'*\el'Z,m'ldM,ta das fa"| bera de Prala, ludo ,m"L"o
trumeatos. qu,ierelu ver e penmenlar os ins-| eo de S. Pedro u. 21
ra sopa e urna salva para 3 copos com agua, lam-
n uso e sem leilio : no pa"
arroda Boa-Vista, numero (.|, segundo de prata Velha de lei tem leitio : <(u
praca
andar.
noj
i e qualquer porcao
ei
tiver para vender, diiija-su a rua do Col-
,,,"*i,,.,. W ma caria para lel10 '>. agencia de leiles.
Portogal.
^W.dordeKa,.doCoUh,o0,d;l^?a7^n1o8de ^ZSSS^JF^ encommenda e
CAaa_V lolk i. l i
Alesna na Boa-Vista n. 42.
na roa da
l1'^ "'sesos : <>"** d-Cadeia do Kecife, arl
lo andar." "" '"" "" uei,Daao segan-
n^r\J:'!m['"m'Se ** ou m P6 de ^qaeiros pe-
i quenoi. uo rmatela da roa Nova o. 67.
PAB10 CORRERTE ANUO.
Folhinhas de algibeira conlendo o almanak ad-
mtnisiralivo, mercanlil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiacs, resumo dos im-
poslosgeraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella de feriados!
resumo dos rendimentos e exportaco da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
dilas ecclesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tilo a 400 ris : na livraria ns. 6 c 8, da
da Independencia.
Va loja das seis
portas.
Em frente, do Livramenlo.
Nobreza prela para vestidos de senhora e meninas
enr.. c.oya,i> cll'''> de seda liso de ludas as
.n? P a VeS,,d" a cr""'l0' covado, e 3 patacas
de quadros, fazenda de aoslo, chales .le merino do
h otoV. a>ma!cados Pa,acas- dilos <" "'= enrar-
uanos a _' palaca, dilos de sorgorao a S lustoes, pro-
pr os para au-as.ll,ar do Trio na estacao presente, go-
e ,',,Ularn-e,'l'or' a Pl,''"'', ra " ,''!,- i,al:.'c>*- e P meninas a 10 luslcs,
-a as de canibraia bordadas a 3 mil ra., para acabar :
.' a' ,* aberla desde as <; '""as da mantilla alo as
.' Utt ii.i; |f.
J^ Ko l,r:'Pii:lle denominado Pelourinho ha
m ,2a"1,dade ,le cafe Para 'er.dcr-se a quem
n, ,r, \ u : =ara,,le-se ptima qualidade : na
Ganiciro 'Sla' SObra(l "' "' ,,or C'ma do Sr-
,Z A e-".uf'50 le'JSo molalinhn muito novo, desle
ai no. a 500 rs. a cuia, manleisa franceza a (itl rs.
a libra, loucinho de Santos a 210 rs. arroz do Ha-
rannao, graudo e alvo a 180 rs. carias de traque* a
aWW. rarniha do Maranho a 160 rs. a libra,
queijos do serian, conforme os (amaiibos, ditos do
Iteino a l.ssoo, IM*) e a 2nm : na rua das Cru-
zt*, taberna n. 20.
Vende-se urna escrava crioula, de 16 anooa, a
qual he recolhida, lem habilidades c he raui linda
oe leirujs : na rua Nova n. .
,. UABMELADA.
>endem-se latea com mannelada, a 19000 cada
urna : na rua do (Juciinado n. !l.
Na rua do Visarlo, casa n. 7, vende-sc urna
pret, de naeao Morambiqne, boa cozinbeira.
\ endem-se escravos moros, bonita'lliguias.
com vanas habilrUades : na rua Direila n. 3.
- \ ende-se^afede primeira qualidade do Itio de
Cacheriua ada-
maseada de lin-
das cores a
600 HS. OGOVADo.
Vende-se na loja ii. ^1 A da rua do (Mimado eS-
ra lazcmla, a qual he ptima para forrar carro- col-
xa, e paia panuosde mesa, e assim como para nu-
tras mullas cousas, e diio-se amostra**
,iN?a,!rr!"la "-Vlih ii. 80, veade-seaago'e
reya,buhado 1.anCa a 3*1 rs, a libra, lapioca a 60,
millas de Hollando a 1r, grao de luco a 80 rs.
espcrinacola americano a 640, azeile doce de Lisboa
a >iiOa garraf, latas de sardinhai de Nautas, gran-
des a ,00 rj., pequeas a O. vinhos engarralados do
I orlo de IN.,0 a 9280, dito 52a 19120, dito VI a 1
muscatel de Selubal a 19280, dito a !I00 rs., viniw
niaiiena secca 19 a ganan.
Vendem-se
dous moleques na roa da Aurora n. 18 : os prelen-
denies dirijan,-.* a mesma. que achara com quem
tratar, das !l hoias da inanliaa ai i da tarde.
\cnde-se um carneiro rom sellin, e arreios,
propno para incniuo andar moudo por ser moito
manso : no aterro da Bca-Vista, sainado por cima
da loja da boueca de cera.
Vende-se prala brasileira cm moeda a um por
ceuto : na rua do llrum, armazein n. 28.
Vendem-se charutos varetas /ran'dao, j.i coulic-
w*tncalnbM de 50 por 29(00, c de s, por
t&an, ass.mcomo regala imperial, novo fabricante
c qualidade superior porte a caixa rom IINI chara-
loa : na praja da Indepcudeiicia, loja do calcado u.
3/ e i'J.
Vende-se ama escrava rrionla de 20 a I an-
nos de idade : ua rua do Sol u. 13.
Vende-se urna escrava, a qual co/.iuba o dia-
rio de urna casa, lava de labio e vende na rua : quem
pretender dirij.-se a rua do Enranlameul. n. 3, ar-
mazn,, que achara com quem tratar.
Vende-se urna preta crioula de lodo o servico
de casa e rua, anida mora, e principalmente muito
caiinlioia para criar e tratar de meninos em lodo
conceilo ; faz-se negocio por o dono estar precisado
para certo negocio : a fallar c amatar, na rua do
nangel n. 21, de manliaa alo as S horas, e de larde
do trien da em diante.
\ende-se um oitanle promplo para o observa-
dor fazer o sen trabalho de svsleraa Tliotron, por
preco commodo : na roa da Praia n. 17.
Vendem-ce catliecisuioa romanos,
Vendo-sc urna miilalinha cum Irinla annos de
idade, e de poucas habilidades : na rua eslreila do
Itosano, n. "), primeiro andar.
GOM1IA.
Apenas existe um pequeo numero de saceos com
somuia do Aracalv, que si> vende muilo em ronla
para acabar : na rua da Cadeia do Kecife n. .77, cs-
criplorio de loRo l'ernaudes Prenle Viaiina.
Vendcm-se velas de carnauba para por menos
do que em outra qualquer parle : na rua de Dorias,
reliiiarilo n. 7.
Vende-ce 800 sacras rom lamilla de
mandioca dictada ltimamente, a reta-
mo ou em porcao, aoS'OOOa sacca : no
becco lo Carioca n. 7 e 9, e rua da Praia
n. 7, tendu 2 aliiueircs pela medida do
Rio.
FAB1MIA E Mil.IIO.
Vendem-se sacras rom farinho e milho, por barato
preco : na rua da Cadeia do Kecife, luja n. 23.
. Vendc-se um cscravo robusto e de bonita figu-
ra : na prara da Boa'Vista, taberna n. i.
Vendem-se 2110 cocos seceos com casca, proprio
para embarcar : na rua Nova n. IN.
Vende-se um escravo moo. boa figura : na
rua da Cadeia do lenle, loja n. 5!, de Jo3o da Cu-
nha Macalhaes.
Vende-se a taberna n. 12 da rua do Corredor
do Hispo confronte ao quartel, com poucos fondos ;
c tratar na "mesma.
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regarhorlas e bai-
la de capim : na lundicode W. Bowman,
na rua do Brum ns.6, 8e 10.
Sioii fama
VENDE BARATO.
Na loja das seis
R"J FRENTE DO LIVRAMENTO.
urei'??.Par nfeilM ae vellidos par. me-
da Sr. meninPna.,aCa,Cada oma' ves,id" e-
te. de ve.tid.de L",. f!J BU***"
15100
13280 ;
19000
19980
,------------- r.....w.a <|iiiiiiinrii: uu HU lie
Jaueiro, e mais em coma do que em outra qualquer
pane: no armazem do Sr. Antonio Aunes Jacome
\enJemse linhas de algedto em novellos, pa-
ra costura, de superior qualidade. bolachinha ingle-
zasorljda.de superior quaiidade : em rasa deoo-
Ihall Mellor \ Companbia, rua do Torres n. 38.
Vende-se urna molalinha de bonita lisura, de"
a i anuos do idade : na roa da Senz.l Nova n 22
TAIXAS DE FERRO.
Nafundico da Aurora em Santo Amaro, c
tambera no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e dofronte do arsenal demarinha, lia
sempre um grande sortimento de taixas, unto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para earre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
Em casa de Henry;Brunn & C, rua da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Insirumenlos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano;
Gomma lacea.
Emcasa de Henry Brunn & C, na rua da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorli mon-
to de ouro do mellior gosto, assim como relogios
de ouro patente, j
\ ende-se uina boa casa de pedra e cal envidra-
rada, cora qualro quartos, cozinha fora, c excellen-
le quintal, sita na Varzea : a tratar no mesmo lugar
cora l.uiz l-rancisco de'Carvalho l'aes de Audrade,
ou no trapiche do llamos.
Na taberna da rua das Cruzes n. 22, vendc-se
mantetga franceza a 40 e mgleza a 720 e 800 rs.,
banna de porco a i80, farinha do reino a lO, e
mais oolros gneros.
PALITOS FRAf.CE/.ES.
> endera-se pililos e sohrecasacas de panno fino
prclo e de cores, a I s, 1S5 .. 209000 rs., dilos de al-
paca, prelos e de cores, a ($ e 8JO0O rs., dilos de
bnm de liuho a 39 e 35500 rs. : ua roa Nova, loja
CAMISAS FKANCE7.AS.
vendem-se camisas linas, brancas e pintadas, a
225^, 969 e -U)Vm rs. a duna : na rua Nova, loja
CHITAS BARATAS.
cndem-se chilas linas, padres cscocezesa ItOe
111 rs. o covado, dfio-se araoslras com penbor : na
rua Nova, ioja n. ,.
W Melai amarello pura lorio. %
" Cabos da Russia e de Manilba. Q
Lonas, hrin/.ao e hrim de vela.
Pi\ da Suecia. g
Cemento amai ello. r;'.'j
Vinhodc Champagne e do Blieno. @
Agurdente de Franca. Q
Pianos de armario de modelos no- Q
vos. f:
Armamento de todas as qualida- Q
de. 1
Alvaiadelino
em oleo.
Pedias de marmorc para mesas e
consolos.
traduzido pelo padre Domingo* Lopes d;
na rua do Encantamento
obras.
1x.1l1.1s da
II.
Ici-


.-.
Q
O
cm Do, oca o tintas
m
o
V Papel de peso ingles
B Chicles para carros
pana canos. ^
tt Ferro embarra, verguinhae chapa.
n Cotilos deluslrc. -q
$ Vendem-se no armazem de C. J. 3
Astley&C. S
Violo.
Na rua do Trapiche Novo
gundo andar, se dir' quem
violaoem muito bom estado.
n. l, se-
vende um
Attencao.
Fazendas
s
ito
muito baratas.
(.orles de l.iazmba do cores escuras para
vestidos
pilos decambraia brancos bordados deagulh
-aazinhas escuras para vestidos, o covado
Unco, da seda de cores grandes
Meias de algodao prelo com pouco loque de
mofo, o par
Damasco de pura laa com 6 palmos de lar-
gura, o covado
Panno da Costa francez, superior qualida-
. de, o covado
Cortes de colletes do casemira bordados de cor MSOO
Ditos de fuslao do barra cores linas
Oitos de casemira para calca tinos decores
Ditos de nina casemira.escura, cores lisas
com toque de mofo
29-VMI
1I9OOO
220
11000
200
19300
(10
19000
"?000
29000
ICMOO
1-000
litM>
30
Ditos de brirade linbo de cores trancado
Bnm de liuho Iranrado 'M\o, cor de" sansa
a vara
Dito de linbo branco trancado entrelio, ,1
vara
Dilo de dito pardo de quadros, liuo. o covado
Setiin branco de Macao, superior qualidade,
o covado
Dilo prelo de Macao muito lino, o covado
Selim de diversas cores com pouco loque do
mofo, o covado
Chapeos prelos francezes para menino
Ditos para hornera muito modernos
Alodao americano largo com toque de
avaria, peca
Bem como militas oulras fazendas de gosto por* pre-
sos muilo baratos : no armazem de fazendas da C-oa-
vea & Leile, na roa do Queimado d. 27. \
V
19500
29300
.VIO
55500
25000
Cosa e Cruz
n. 7lj A.
Pedias para
Vendem-se superiores
rae de Lisboa, sacadas, vergas, conlese
oulras mais : na rua do CoTlegio n. 25,
terceiro andar.
Vende-se urna negra de boa lisura rom 16 a 18
anuos: na rua da cadeia do Kecife, u. 40,
Vendc-se na rua do Collegio 11. 21, terceiro
andar, urna bonita escrava crioula, do idade 18 an-
uos, e una mulatiuha de 10, muilo linda.
Na rua do <'.abusa, loja de miudezas n. i, ven-
dem-se por baratiss:mo preco as sosuinles fazendas :
paclcs de papel de cores rom 20 (aderaos a (20 rs.,
boloes de osso linos para calca, presados em papel, a
sroza 200 rs., franjas com bolotes brancas e de cores
a .pera 39500.
Na rua do Cabana, loja de miudezas n. i,-ven-
de-se um completo sortimento de hahado do Porto,
tanto abeito como lavrado, e de todas as larsuras,
principiando por 3 dedos e acabando cm I palmo re-
forjado, o qual se vende mais barato do que em ou-
tra qualqucr parle, por se querer mandar o mais
breve possnel a conla de venda ao tabricanle.
l\a loja das seis
portas
Fm fente do Livramento.
Chitas a seis viulens o covado, algodaozinbo com
loque de avaria as ourellas a seis vinlens a vara,
r.assas a meia palaca o covado, riscadinhos Irancezes
a meia pataca o covado, a dinheiro a vista para
acabar.
Em casa de Timm Morasen & Vinas*
sa, na prara do Corpn Santo n. 13, ha para vender
livros para copiar, por preco commodo.
Vende-se rape Meurondt C, muito
Iresco, a retallio e cm oitavas: na loja
do Sr. Domingos Teixeira Bastos, na rua
da Cadeia n. 17.
Relogios
cohcrlos e descolarlos, pec,ueiios e crandes. de ouro
c prala. patente inglex, de um dos melbores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
slez : em casa de Soutball MeHor iV Companbia. rua
do Iorrus n. 38.
Cortes de seda
pai'a vestidos de
senhoras.
240
500
200
ano
2U>
300
1I0
IKK)
280
120
500
Na toja n. 17 da rua do (Jueimado ao pu da boti-
ca, ha um grande sortimento de sedas modernas de
novos desenbos c cores muilo delicadas, ltimamente
despachadas, as quars se vendem por muito barato
prero para se apurar dinheiro ; dao-sc as amostras
com penbor.
WS^
Vendem-se pianos verliracs nslezcs, de desames
modellns e excellenles vozes, Tahricados por u dos
mais acreditados autores, premiado na expasicSo de
Londres: 110 armazem de Koslruu liookei .VCom-
panhia, prara do Corjiu Santo.
Vendc-se suecas grandes com fari-
nha de mandioca : no largo do Corpo
Santo 11. (j, armazem de Palmeira cv
Beltrao.
Vende-se uui silio cm Beberihc de bajo, jun-
io i.s Ierras do Sr. liybson, com casa de hipa, alsuus
p de larangeiraa e cxccllcntcs jaqueiras, por preco
commodo: a tratar no largo do l'araizo, sobrado
11. 21.
francisco .los Leile, na rua do Collegio, tem
para vender ns sesuinles generus, ebesados no ulti-
mo navio de Liverpool :
l'resuulos para fiambre.
Bolachinha soda cm latas grandes e pequeas.
Dita linissimacaplain.
Latas pequeas e grandes com biscoilos.
Craknell.
(lucen.
Kanci.
Mixed.
Picnic.
Frascos de conservas sorlidas.
Potes de sal refinado.
E outros muitos gneros que ludo vende a procos
commodos, e garante a qualidade.
RAP DE LISBOA
a .10 rs. a oilava : na rua da Cadeia do Kecife n. 15.
Velas iie carnauba.
Acaba dechegar do Aracaty uma por-
cao de excellenles velas de cera de car-
naubr, simples e de coraposicao, as ciuaes
se vendem por menos preco do que cm
outra qualquer parte: no antigo deposi-
to de D. 15. Andrade&C, rua da Cruz
n. 13.
Aos fabricantes ile velas.
Domingas U. Andrude & C, com ar-
niazein na rua da Cruz n. I., continuam
a vender superior cera de carnauba em
porcao e a reta 1110, assim como sebo refi-
nado, viudo ltimamente do Rio-Grande.
e tudo por commodo preco.
ueijos do
sertao
No deposito das bichas, rua eslreila do Rotarlo 11.
II, existen, queijos do sertao c lavas de Lisboa, e bo-
lachinhas viudas de Iota, de (odas as qualidades, o
oulras muilas cousas.
Bichas de I San-
rgo.
Na rua eslreila do Rosario n. II, deposito das bi-
chas de llambuiso, existem os ceios a 30*. c alu-
am-sc a 320 cada uma.
i
riiilia de. S. Matheus.
Acaba de chesar o hiale S. Pedrea com u.n bo-
nito carregamcnlo de farinha de S. Malheus, nova e
Iiciii torrada, a qual se vende por commodo preco:
para relalhu abordo dilo hiato fondeado ao pii do
caes do amos, e para porcio a tratar na rua da Cruz
n. 1, escriptorio Unico deposito do rap
rea preta da Babia.
.,;VCaa',T 'le C>"!^r ''lls"ma, llbrM *I0 muilo
acreditado rape,. qual rivalisa como princeza de Lis-
boa : vende-se uo deposito da rua da Cruz 11. I es-
criptorio de Antonio l.uiz de Oliveira Aze.cdo.
Sementcs.
Vendem-se ..ementes de horlilieai e llnres-dc to-
das as qualidades chesadas pelo ultimo navio de Lis-
n "-,K "IT tF**7t '' Recife- ferragens
n. -in, de i rancheo Custodio do Sampaio.
Vendem-se saceos com milho muito novo e
grandes a 3600 d,.,s grande, de alqaeire deZao
a >-, arroz pilado em saccas a 3.%>U0 n arroba
rua do \ igario n. 5.
Jos Joaquim (ionr
calves da Silva, eslahelecido no
aterro da lloa-\ isla 11. X, defronle da boneca, avisa
ao respeilavel publico, e particularmente aos seus
treguezes, amantes dos bons gneros e baralos, que
sua casa de nesocio se acba sorlida dos melbores -c-
ncros de inolbados, e vende mais barato do que n. -
outra qualquer parte, chegados ullimamcule de di- I Francisco Marti,,.
Libras de linhas brancas n. 50. (O 70 mi
Ditas de ditas ns. 100 e lio 8* *
lluzias de Ibesuuras para costura
Puzias de dilas mais finas e maiores
Alaros de cordao para vestido, alsuma coua
encardidos com 40, 50 e m palmos,
Tecas com I i varal de hiro eslreilo
Caiiinha.com igolhai francezas
Caiaa com 10nvelos de linhas de marcar
l'ulceiras encamadas para meninas e senhoras
Parea de meias finas para senhora a 2(0 e
Miadas de linhas milito linas para bordar 100 e
drozas de hotes muilo finos de madrepcrola
Dilas de ditos muito linos para calcas
Fivellis douradas par calcas c coltes
Penlesdeverdadeiro bfalo" para alizar.a 300 c
Pecas de lita de linbo brancas com G e meia
varas
Caitas com coheles gros-os francezes
Carrileis de linhas de 200jarda, de muilo boa
qualidade e de lodos os nmeros
Macinhos com iO grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padrci
torcidas para candieiro, duzia
I inleiros e arceiro- de porcelania, par
(jarleirasderaarroquim para alsibeira
Caetasmnilo boas de metal e pao^Oe
Caivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, 160, 200 e
Irancinha de laa de caracol e de todas as cures
palmo
Duzia de peales decidir para alizar, bons
(rosas de boloes de louca piulados
l'ecasde lilas de COI 2i\) e
Carreteisde linhas de 100 jarda-, autor Ale-
landre
Linhas prclas de mcadinha muilo boas
Carlas de allineles de boa qualidade
Duzia de penles aberlus para atar cabello
.Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda muito boa 21(1 e
livelasde ac.ocom loque.de ferrugem para
cala
(rosas de fivclas para sapalos
Caijuihas enveriiisadas cora palitos de fogo
de velinhas
Caitiuhasde pao com palitos de foso bous
Caitas cora SO caixinhas de phosphoros para
charutos
Cliaruleiras de vidro 60 e
Casles para bengalas muito bonitos
Atacadores prelos para casaca
Sapaliuhos de laa para criancas, o par
Camisas de meia para criancas de paito
I rancelins para relocio, fazenda boa
Escovinhas para denles
Atem de todas estas miudezas, vendera-se oat'ras
muitissimas, qne a vista de suas boas qualidades e
baratos preco,, cansa admirarlo aos proprios com-
pradores na rua do Oueimado. na bem condecida
loja de lindezas da boa-fama n. 33.
Cl (le Lisboa.
Vendc-se uma porco debarris com cal de Lisboa
por barato preco, e relalho a 3) o barril t na rua da
Cadeia do Kecife n. 50.
Livros Csicos
\ endem-se os sesuinles livros para as aulas prc-
paralonas ||is(or> of Kjme ^.i,,^ lhom|1S01, j
I ual el \ .r-s.nie 2-;O00 ; na praca da ludepeudenc.a
ns. o c o.
SF.M ENTES.
Mi chesadas de Lisboa, e acham-se
50
i.(i
80
60
10
so
500
UH)
40
200
210
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800
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320
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320
10
500
120
20
400
MI
10
10
320
.">(KI
11(1
1(1(1

versos porlos da Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de uma fabrica nova, as melbores que
em vindo a esle mercado, bolachinha de soda cm
alas crandes e pequeas, biscoilos finos inslezesdo
las as Dualidades, cm latas, queijos londrinos, di-
losdo reino de toda, as qualidades, conserva' nej-
las, presuntos de Lameeo, dilos para fiambre de pri-
meira qualidade, lala. com bolachinha de ararul de
Rio. vinhodo Porlo velho engarrafado qualidades. dito Hordeaov, dilo inusralel deSetuhal
e mullos ouiros vinhos de superior qualidade, bola-
cinha de llallimorc redonda c quadrada, cha da In-
dia o mellior que lem vindo a esle mercado, dito
Chim, chocolate baunilha allemao, dilo de Lisboa,
dito francez, masas linas para sopa de todas as qua-
lidades, inanleisa iuKleza e franceza, nova, do supe-
rior qualidade, cevadinha, cevada, sag'i, arvilha.
mannelada de Lisboa muilo superior, sal refinado
para celada, azeile doce refinado de primeira quali-
dade, champagne calmante em garrafa, c meias, b-
tala*inslezas, muitos outros seeros de primeira
qualidade, que s.i i visla dos compradores acharto
verdade o quanlo se di/, ueste annuiicio.
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que existe 110 mercado, vende-se por preco raiOa-
vel: no armazam do Cazuza, caes da 'alfandc-a
n. 1.
> ~. Kou'-'--"'c|C"'-, \ ermifugo inglcz. salsa de
llnsiol, pillas vesclaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios .crdadeirns, cm casa de Harlholo-
meo l-ranctsco de Souza, na rua larga do Rosarlo
II. 3(>.
Col
>eitores de laa liespa-
nhes muito encorpa-
(lo.s e grandes*
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia. '
Cambraias de seda a 240
o covado.
Na roa do Crespo n. 5. vendem-se camhraias rom
llores de seda a 210 o covado, ditas mais linas a 320.
A 8.S000 o corle de vestido para senhora.
Para bailes, saraos, Diedros, visitas, etc., etc.,
vendem-se na rua ,1 Crespo n. II. riquissimos cor-
tes de una fazanda de seda e Ha denominada-Pri-
mavera; esta fazenda lon.a-sc reconimcndavel pela
qualidade, gostose preco; e por isso he intil qual-
quer eloaio. Na mesma casa vendem-se sedas esco-
cezas de novos padres a 1; o covado.
lina da Praia, natravessa
"7,
vendem-se mais barato do que em outra qualquer
parte saccas de aiqueire, medida velha, com farinha
de Sania Cathanna, a mais nova e man fina que
existe no mercado,
farinha de Sania Catharina, sacca de al-
qoeire i^tOO
Dita de S. Malheus, dita dito -vm
Dita de A Iridiara, a sacca 3j e 3?! Arroz pilado muilo superior, a arroba 1)300 e 5"i00
Dito de casca, saccas grandes 4?500
Milho, sacras srandes e muilo novo 2-*SOO a:l7t00
Cal virgem de
Lisboa e potassada
Russia.
Vendc-se na rua do trapiche n. !l e 11, cal vir-cm
de Lisboa, nova a 59000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e pataaaa da Russia a 300 r. a libra.
lieioios de patente
ingleses de duro, desabnete c de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
na rua da Cadeia
."i.
ruada Cruz do Recife n. 63, taberna de Antonio
francisco Martin, as sesuiuiessemenlesde horlali-
ces, com.. sejam : crvilhaslcrla, uenoveza, e de An-
sola,fcijilc.carr.-,palo. r,Wo, pinlacilco, c amarello,
airacerepolhodae allemaa, Mlaa,lmate, srandes,
rbanos, rebnele, branco. enearnadot, nabos ro-
o e branco, renoirai bramar e amarellas. couves
trinchada,lombarda, esabeh. .chola de Selubal
sesurelha.coenlrode toorcir;- repolho e pimpinela,
euma grande porcao de ditlerentes semcntei, das
mais bonitas flores parajardin*.
Og'lOS
ing
ezes de pa-
tente,
para
de
Augusto C. de Ahren,
Recite, urma/.cm n.
na
PELLES DE CARRA.
.Na rua da Cadeia do Recife n. 57. vendcni-sc pel-
las de cabra por commodo preco, para acabar.
v ,V{:II'AS I,K CARNAI HA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 57, vendem-se sa-
perioras velas de carnauba pura ltimamente ebesa-
quer iaVleaCaly' '"a'S *""* "" n"e e'" *"" ''ua|-
Vender uma Cadeirinhl a moderna e rica-
menle doorarta/com o competente caivao era que se
gurda a libre para os negros : qoem a pretender,
dmj.i-se ao aterro da Boa-Vist, 2, primeiro au
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
gaiiiho, sila na casa do Sr. cirurgia Teixeira, com
muilas freguezias na Caponga, Allliclose Boa-Va-
te, alcm da da porta, a qual lem lodos os perlences
a Irabalbar, e na mesma tem mn cavallo para en-
tresa de pao na freguexia : para tratar, na rua da
Soledade n. 1., ou ua mc-ma.
LUVAS DE IOUCAL.
Vendcm-se lavas preta. de lorcal, ehegada lti-
mamente de Lisboa, pelo baralis>:imo preco de I.nnki
0 par : na rua do Queimado, I,.ja do miadas., da
1 ".i fama n. o.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jaiorae Pires ven-
dc-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para purees tratase cora jlanoel Alves Guer-
ra, na rua do trapiche n. ti.
Alteneao
Riscado escuro a muito largo, proprio para roup-
de escravos a 160 o covado,' colchas brancas adamas-
cadas de moito bom gusto a 5?, atoalhad adamasca-
do com I palmos de larsura a 19600 a vara, loalha.
le panno de lindo alcoioada e lisas para roslo, as
mais superiores que lem viudo ao mercado, ditas
paramea, suardauapos adamascados e oulras muia
las fazendas por prejo commodo : vendem-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
1 Cadeia.
os melbores fabricados em Inslalcrra : cm casa de
Henry Cibsou : rua da Cadeia do Recite n. 52.
AGENCIA
Da fundico Low-.Moor, rua da Scnzala-No-
va n. 42.
Ncsie estabeleciniento contina a haver um com-
pleto sortimento de moendas e meias moendas
para enfjenho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de lodos os tamanhos
dito.
131500
Vendc-sccaldel.isboaullimameiitecliegada.as
Jim como potassa da Russiaverdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinbo.de retro de todas as cores para pescoco
de senhora e meniuas a IjjOOO, baralbos de carias l-
inssiinas para voltarele a 500 rs., toncas de lila pira
senhoras e meninas a (OOrs., lavas de lio da Escocia
.n;'I'c'!r<\deoorcs P"* humera c senhoras a 400.
aw e (>00 rs. o par. camisas de meia muilo linas a
1?. ricas lavas de seda de todas as cores e bordadas
com guarnieses c borlas a 3 e 39500, ricas aboloa-
duras de madreperola e metal para colletes e paliis
a aOO e (00 rs., superiores meias de seda prclas para
senhora a 2>500. meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a aOO rs. o par, linissimas navalbas em
eslojos para barba a 2?. ricas caixas para guardar
joias a SOO e 19500, canas muilo ricas com reparli-
menlos unicamenle propriai para costuras, pelo ba-
rate preco de 2--.00. Se 39500, papel proprio para
os ua morados a iO. 60, SO e 100 rs. a folha, c.andiei-
ros americanos muilo elegantes, proprios par. estua
danles ou mesmo qualquer eslahelerimento pela boa
luz que dilo a .jj, travessas de verdadeiro hualo par-
prender cabello, pelo barato preco de I.;, paste.para
guardar papis a son rs., espelhos de parede com ar-
niacao dourada e sem ser dourada a 500, 700, 1/ e
6500, escovas muitissiroo finas para denles a 5(Hlrs.,
ricos leques com plumas e espelhos e piuluras finis-
simas a 2* e :i>, charuteiras finas a 25, ricas galheiei-
ras para azeile e vinagre a 2c, ricas e linissimas cai-
tas para rape a 39a00 e 39, pete- de bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs., dilos
de marlim muito bous a -100, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cores de folhas
pequeas a .20, riqui-simos Irascos com Mirados
miiitissimo luios a 19200, 1J.500, 29 e 2s500, jarros
de porcellana delirados e de moderaos gostos, com
banlM franceza muilo lina a 2?, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muilo boa a
11 ai rs,, irascos pequeos e srandes da verdadeira
asna de Colonia de l'iver a 180 e t>, saboneles linos
c de diversas qualidades, pos para denles u mais fino
que pode haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumarlas
ludo de muito gostn e que se vendem barato, lesouras
n.uilissimo linas, propriai para papel, para cortar ca-
bello, para unhas, para cosloras, llancas de sedas de
born... padres e diversasJarguras e cores, ricas litas
de seda lisas e layada! do lodas as larsuras e cores,
blcos de linbo liinssimos de lindos padres c todas a-
larsuras, ricas franjas de algodao brancas e decore-
propnas para cortinado, c oulrai muilissimas cou-as
que ludo se vende por tilo baralo pre^o, que aos pro-
prios compradores rausa admiraco: na rua do Ouei-
mado, na bem conheeida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fiindifSo de ferro de I). W. Bowmann ua
rua do Brum, passando o cliafariz, contina ha-
ver um completo sortimento de taixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de lincea, as quaes
acham-e a venda, por preco commodo e com
promplidao: cmliarcam-sc ou carregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-so em rasa de S. P. Johnslon & C.
rua da Senzala->ova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, candieiros e castijaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
ta n. 97, viiiho C.herry em barris, ramas de ferro,
lio da vela, chumbo de munido, arreios para car-
jo, lonas inglezas.
l"m completo sortimento de bordados como se-
jam, camisetas com mansas, collarinhos, peililbos
romearas, camisas, coifinh.is e pelerinas ; lamben!
tem um completo sortimento de ricas flores enfeiles
para caliera, lilas e os verdadeiros a modernos bicos
de inbu : ua roa da Cadeia-Vclha u. 2, primeiro
palaca, e dou, mi. TEt*!Z2&L!~
bolarn a meia pataca. V% hTwSTnw tn*'
lado, para meninos a seis vinlens chales rt P
encarnados flor amarella a doa, p,t! dhB-nga
visla para acabar. pataca dinheiro i
S VIMIO E OPIATO ASTkK
I I1RIC0
a do
t DR. ANTUNES.
fe Esle dous medicamenlos ccnhecidoi por *
S FUIS'S*? resu.1,ddos' n 'ralamenlo do a
CHOLERA, veii.lem-se, acompanbado da
un, folhelo, na pliarmacia de l.uiz Pedro da.
X Neves, roa da Cruz o. 50. m
Preco de 2 vidros e I folhelo 39000, de m
I caixa 759000. J
POTASSA CAL YIRGEI.
-No amigo ej bem conhecido deposito da rua da
cadeia do Ilec.re, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a procos muilo favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores satisfeiios.
Vendem-se sellins com perlences,
patente inglez e da melhor qualida-
de que lem vindo a este mercado
no armazem de Adamson Howie
i! C, rua do Trapiche n. 42.
Vendem-se madapoles finos e de outros, com
um pequeo toque de avaria, por precos moito bara-
tos: n. rua da Cadeia-Velha n. 2i, rimeiro andar
C. STARR & C,
respetosamente annunciam que no seo extenso es
(abelecimenloem Santo Amaro.contiiiuamafabrica
cora a maior perfeicao e promptidao. toda a quali-
dade de machiuisino para o uso da aaricullora
navcsaeao e manufactura ; e que para maior cora-
modo de seus numerosos fresuezes e do publico
cm gcral, leem aberlo em un, dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquita na rua do Brum, alraz do
arsenal do mariuha um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito sea eslabelecimeulo.
Alli Mharao os compradores um complete sorti-
mento de moendas de canna, com lodos os raelho-
ramentos (alguns deiles novos e originaos) de que
a experiencia de muitos annos tem mostrado a lie-
eewidade. Machinas de vapor de baixa e alia pres-
sao, taixas de todo tamanho, lano batidas como
fundidas, carros de mo e dilos para conduzir for-
mas de assucar machinas para moer mandioca,
prensas para dilo, temos de ferro balido para fari
nlia, arados de ferro da mais approvada cooslrur-
clo, fundos para alambiques, envos e pqrlas para
fornalhas e uma mlinidadede obras de terro, qui
seria enfadonho enumerar. No mesmo deposito
existe uma pessoa intelligenle e habilitada para
receber lodas as encommendas, ele, etc., que os
annuiicianles comando com a capacidade de suas
olhcinas e machinismo e pericia de seos ofliciaes
se comprometiera a faier execolar com a maior
presteza, perfeicao, e exocla conformidade com os
modellos ou desenbos, e intrneces que lhe forero
orneadas.
MECH1RIS10 PARA EHG2-
110.
XA FUNDICO DE FERRO DO ENGE-
MIEIKO DAVID \V. BOWMAN. ,\A
RUA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre om grande soriioiente dos scguinles ob-
jectos de mechanismos proprios para cn|,eiibos, a sa-
ber : moendas e meias moendas "da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos: roda
dentadas para agua ou animaes. de lodas as propor-
coes ; envos c boceas de fornalhae registros de bc~
eiro, apailhes, bronzes, paratesos ecavilboes, moi-
nhos de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICO.
eexecotam todas as encommendas com a superior
indadiaj. conhec.da, ecom a deridapresleziie com-
modidade em preco.
Salitre superior.
. J'in'l,e,""'-e "l"'10 'l""0- Da lpJa ,le fragens da
rua do Oueimado n. 3o, em porees e a retalho.
A boa.fama
VENDE BARATO.
ticos penles de tartaruga para cabera
llilosde alisar lamben, de tartaruga '
4gSQ0
j'-**y-We'Mj* C(t" decores'pn"racriancas
3.-000
Bandeja.grandes e de pinturas finas 32."s a 5000
Papel de peso e almaco o melhor que
haver 4NHJ0 e
que pude
Pennas de ac, bico de lauca, o melhor que
ha, a sroza
Ditas muilissimo finas sem ser de lama
Oculos de armario de aro com sraduroes
.uetas con, aunacao dourada"
Dilas rom armaran de tartaruga
Dilas rom armaciTo de bfalo"
pilas de 2 vidros com armaco de larlaruga
loucadores de Jacaranda com bons espelhos
Ditos sem ser de jacarando 15.100 e
Meias prel*. compridas de laia
tnsalas de junco com bonitos casles
Iticos chicotes para cavados grandes e nt-
quenos a 800 rs. e '
Grvalas de seda de lodas as cores a 1s o
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios linos de borracha a 400, 500 e
I enles muito linos para suissaa
Escovas muilo linas para cabello
Capachos pmiaaos compridos
BotSa linissimos de madreperola para camia
Ouadernos de papel paquete muito fino
Bonito! sapaliuhos de merino pira criancas
Kicas canelas para penna de aro a 120 e'
Iticos porta relocius a IgOOO e "
ticas caixas lina, de metal para rap a 500 e
fcseovas muilo linas para unhas a 320 e
Ditas linissimas para cal ello 1J500 e
Ditas dilas para roupa 1?, 15200 e
Papel de linlio proprio para Varinos, resma
Pincel! linos para baiha
Dula de lipis moilo huos para desenlio
Capis linissimos para riscar, a duzia
Duzas de facas e garios linos
rwIf.!' lf**i* DalanCo muito Tinas 5jjj
Dilas das muilissimo Tinas, cabo de marfim 15j00
.aniveles de aparar pennas muito linos Son
na rua .lo Qoeiinado, do Oualro Canlos, na loja de
iS a val has a contento.
Conlinna-se a vender a88000 0 par (prero IM. as
M, bem conhec.das navalbas de barba. fei.asVoha!
b.l fabricante qoe ha sido premiado em diversas ex-
n,,.;oes: vendem-se cora a condicau de nao agr.I
dando poder o comprador devolve-las al 30 da.
depois da compra, restitaindo-se
casa de Aucuslo C. de Abrcu
Reciten. 3(1. '
5J00O
1J200
i.Ki
800
100O
1CO00
500
:tooo
390OO
25000
1-5800
500
18000
19800
320
(iOO
500
10
700
19300
80
15500
200
25000
coo
640
99000
25000
45(100
200
800
500
39000
a importancia: em
ia rua da Cadeia do
fe*crt>oS filfas.
Contina andar fucida a prela Meranri.
SJ5! "* M a an?'- pS2 mais o,,
o
com os
cri-
J menos
om os sisnaes seauntes : fall de denle na fren.
Quera a*Drl".aS r****Al' ,roniene dos b teco, S
ELT 'ZV'T doBrom- "m de
.issucar n. 12, que ser bem graliTicado.
dralilica-se con
m 100>0(io a nnem nenar n e.
rayo cabra, de neme Paulo, fu
malo do correnle anuo, teodo
ido no dia 1.' d.
os signaes seguinlrs :
mull 7' SCm barba- Picad" das bex.gw.
haln^e '",,,0J1,I,,010 "arl ,ado dire" "
l.santeronpa sendo calcas de bnm, um pililo de
opaca preta rlc e borzeguins : julsa-se ter ido pa-
ra ..provincia de Pernambuco, onde lem parenle
no l.imoeiro, 011 para a Alasoa Nova nesla provin-
cia, podando CondarJ-lo a esta cidade a sen Sr. Jos
Amonio Pereira Vinagre, ou a Pernambuco a entre-
sarso.sr. Antonio Francisco Pereira com toja na
1856. **pt" Parah'ba do .Norte 2 de maio de
Fusio do Rio l-'ormoso de casa do Sr. Jos
liento de Miranda o escravo crioulo de nome Filip-
pe, idade 30 anuos pouco mais ou menos, cor prela,
cabellos bera eapinhos, boa eslalora, srusso barbado,
alsumas ve/es rapa e oulras deixa ficar poa-
ca barba, he desdentado, lem uma marca de la-
Ibo ulica na testa, odios pequeos e vermelhos,
roslo descarnado, andar pesado, nagedas levantadas
com cicalrizes de chicote ; gosta de I. tuque e bebe
muito, trabadla de incslre de assucar. Esle es-
cravo pcrlenrcu ao Sr. Joaquim Cavalcanli, Sr. do
ensenbo Paolisla. loi vendido ha cinco anuos ao Sr.
.Manuel Concalves Braga, e hoja perlence ao Sr,
Domingos Sorianr. de Oliveira, Sr. do engenho On-
ca, do lermo do Kio Formnso, e arbava-se em casa
do dito Sr. Jos Benlo de Miranda, para 1er ven-
dido ; consta ter sido vislo nesta cidade : por' isso
rosa-se as autoridades policiaes cea pitaes decam-
po a captura do mesmo, levando-o a rua da Cadeia
11. (O primeiro audar que, se recompensara gene-
rosamente.
PERN. : TYP. DB M. F. DE FARfA. 1856

r
r.
*
.
1
K

4
}
*.
* 1

ILEGIVEL


Full Text
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