Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07391


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Full Text
ANNO XXXll N. 122
Por 5 mezes adiantados 4$000.
Por mezes vencidos 4j>500.

SEXTA FEIRV 23 DE 1AI0 DE i8o6.
Por anno adiantado 15#000.
Porte franco para o subscriptor.
KN;AHUECADOS 0\ SUBSCRIPTA' NO NORTE
*rthlbi. oSr. Ger.izio V. da Natividad ; Natal, o 8r. Joa-
qmm I. Perda Jnior Aracstj. o Sr. A. de Lemos Braja ;
Ceara, tt. J. Jos de Oliveira; Maranhao. o Sr.Joaquim Mar-
aa Bodriauei; Fiauhv. o Sr. Domingo Herculano 4. Pessoa
Cearonoa; Part.oSr. JustioianoJ. Ramos; Amazonas, o Sr. Jer-
nimo da Ceau.
PAUTIDA DOS CORREIOS.
Oliaila : loden m da, as n c nria hora- Jo !*
IgMWM. (u.........fananba : n......ama aesua-feii*.
-s. Ah.,.., Bnma, II.....lo,Caraar,Allal.....Uaraahuu : "< li-rca-Tein.
S. I.oiit.-n.;.., l-a.IVIh... SaiarMh, l.imi'.iu. Ilr.-j,.. l'.-|.....i, /*
>ira, H......, Villa-n.-tli, noa-Vt-la, Oarran r Kw : a* qaarta*-feira.
Ijifco, i,...|n,.i, SiriniLiin,. iii.i-i.........,., baa, tlarrain, agu-Pntt,
iiii.iii. ira- N.ii.l: i|.....lu-lriru.
Tudun u- enn......i..iit.-iii .i- Htlior.i- da aunUa.
AUDIENCIAS DOS TRIKL'NAES DA CAri'l AL.
Tribunal do commercio quarta.; labbadoi.
Kelac.io : tercas-fciras e sabbados.
Faienda : quarlas atabbados aa 10 horai.
Juio do commerjo : segundas ai 10 boras e quintas ao meio-du.
Juizo de orphos .- segundas e quintas as 10 boras.
Primeira varado civel segundas e seitaa eo mcio-dia.
Segunda vara do civel: quartas a sabbados ao meio-dia.
EPHEMEHIDES DO MEZ DE I Alo
4 Loa nova aos 24 minutos. 48 segundos da tarde.
11 Quarlo crescente as 5 boras, 37 minutos e 48 scguudoi da t
20 La cheia aes 22 minutos e 48 segundos da manhaa.
37 Quarlo minguante as 3 horas, 15 minutse 48 segundos da lar,
PRKAMAK DE HO.IE.
Primeira as 7 horas e 42 minutos damanhaa.
Segunda as 8 boras e ti minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
tfl Sagunda S. Pedro Celestino p. S. lvo f. S. Dunstano b. ,
20 Terca. S. Ilernardino de Sena I'., S. Pantclla viu. S. Columba
21 Quarta. Ss. Marcos. Theoiiompo e Valente bb., S. Hospicio.
22 Quinta. H< Solcmnidade do SS. Corp* de Christo. S. Rita de C.
23 Sena. 8. Ilaiilio are., S. Deziderio D. m., S. Kpitacio b. m.
2 SabbadoS. Vicente dr Lerins. ,S. Manahem profeta.
25 Domingo 2. depois do Espirito Santo. S. Gregorio7. p. ,S. M.
ENCA IIP, LOADOS DA SUBSCRIPCAO MO. SUL.
Alagoas.o Sr. Claudino Falcso Das ; Babia o Sr. D. Duprat;
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBL'CO<
Oproprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns.Se 8.

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*
PARTE QFFICIAL
HOVT.RNO DA PROVINCIA.
Exped" al* da 17 de maio.
Oflicio Ao Em. eomraandanle das armas, di-
zendo qoe peale mandar substituir ni praca. do de
taraasaiiln de Po do Albo, e niesmo reclu ir o seu
peatMl como Ihe parecer raais cnnvenicnlc, rom lan-
o qae leca conservar all uin.i foro suflicienic para
guardar a cadeia e accttdir as uecessidades do ser-
vico.
Dito Ao mesmo, Iransmillindo por copia o avi-
la de 9 do crrenle, oo qual o Evrn. Sr. ministro da
guerra, eommunicando liaver se concedido troca en-
tro si de corpas, aos lenles Alcvand e Miguel Tel-
ia e Caroillo Xavier de Mello ; este da 10. bata-
Ihao do infantina o aquello do I'.!.', declara an mes-
sato lempo, que os graciados deven) fa/.er as despezas
da viacem sua cusa. Coinmuueou-se a thcsou-
raria de fazenda.
hilo Ao mesmo, coramonirando que o Dr. Jo-
s Au.iislo de Souta l'ilau_,i Reharta dispeino da
commisaao medica de que esteve cncarregado.
Dito Ao mesmo. remetiendo por copia o aviso
do ministerio da guerra de S do correnle, do qual
consta que se roucedeu passageni para a companliia
fi\.i da prminci.i de Sergipe, an segumio cadete do
aV balalliao de mlaolaria Jo.lo Moreira Marques de
Vaseoneellos.
Dito Ao mesmo, para maudar recollier ao arse-
nal de marinlia, os alricanos livres que se fornece-
ram para o servio do hospital do Hospicio. Com-
ronnicoo-se ao inspector daquelle arsenal.
Dito Ao rnesmo, Iransmillindo por copia, n3o
a o aviso do ministerio da guerra do S mas tambero o decreto n. 1095 de -li de etemhro
do anno passado, fue eslalielece no po de igual for-
".a. tollosos balalhes de (uzilairos do eiercilo.
Dito Ao mesmo, iuleiraodo-o de liaver conce-
dido 91 diaa de licenra na forma da lei, ao capcllo
da repartirlo ecclesiastica Fr. David da N>iliviilade
de Nossa Senhora, para ir a provincia da Parahiba.
Igual comfminicar.ii se fez a tliesour.iria de fa-
zenda.
DitoAo mesmo, dtrcndn que pela leiluja do
avisoqneremelle por copia, licara' S. E\c. inte nulo
do qoese conceden passagem para o t.* balalli.io de
infaolaria a o cabo de esquadra do 13. da mesma al-
ma Jlo Baplista de Monra.
Dito Ao inspector da Ihesiuraria de fa/.enda,
reeommendaodoquc maode pagar an juiz municipal
e delearado de Cimbres a quanlia He 11k-sivi ij, que
elto despeodeu coro alogacl de ravallos para con-
dncc.lo do cirurgio que d'alli segu'.o para a com-
rnarca de Flores. Communicoo-se ao mencionado
jaiz.
Dito Ao mesmo, declarando que com aviso do
ministerio da fazenda de 29 de abril ultimo, foram
aviados os derrelos pelos quaes se aomeou para l."
eseriptarario daquella thesonraria, o pralicanie da
mesma. Manoel da Cosa Itibeirn, e para porleiro, a
Antonio Jos Riheiro de Moraes.
Dito Ao presidente do conselho administrati-
va, para promover a compra das fazendas menciona-
das na rrlariio que remelle, as quae sflo necessarias
aro arsenal de guerra. lizeram-sc as ctnivenieu-
les eammiioicares.
Dito Ao juiz relator ila jimia de ju mitrinilopara ser relatado em *esllo da mesma junta,
proees'o verbal ilo soldado da companhia de artili-
res Manoel Francisco dos Santos. I'articipou-se ao
m.nrechal comicandanle da armas.
Dito Ao curador dos alriennort livres, remelten-
do por copia para seu conlierimenl..... trecho de uiri
ollicio em que o itispector doarsenal de marinlia deSsj
clara, qoe dos arcanos livres ei>tcnlcs nn mesmo
arsenal, fatleceram em diversas >ocns os de nnines
Alfonso, Joao.".- l-'rancisco I.-, Joaquim e Jos i.-.
Dilo Ao jui/ de direilu do Bonito.Scienle do
ronteodo do seu ollicio de 21 de abril ultimo, a' que
vieram anne\os os documentos comprobalorios das
despezas por Yinr. feilascoui a quanlia de 1: rs. que llie fora loruecida para soccorros pblicos,
tenho a dizer-llie em resposla, que louvo n zelo c ac-
lividade eom qut Vmc. se portara em aecudir as pes-
soas iodigenles accommellidas do cholera, durante a
calamitosa quadra por que passou cssa comarca, e
bens assim a hoa economa que empregara na dislri-
buic^o dos referidos soccorrus.
Nesta dala e\peco ordem a thesouraria para que
receba do procurador de Ymc. nesla pra^a Jos
Maria Ferreira da (.unlia, conforme Vmc. indica em
o citado oflicio, nilo s a quanlia de 'i.i~Tsn rs.
sobra do referido cont de res, mas tarobem ili*. rs.
producto de algumas cargas de farinha, que sendo
enviadas da Victoria para a comarca deCarauhons.
Imam vendidas nesse termo i' requisirao do jui/ de
direilu daquella comarca ; o que ludo somma a
quanlia de ."Mki>7x Quanto aos medicamentos, reraella-os Vmc. a
remmisOo de livgieiine publica. niliciou-sc a
respeilo a mencionada lliesouraris.
Dilo Ao Dr. Thomaz Anlunes de Abreo.Ac-
rusaii-io receido o seu ollicio era que me participa
achar-se ja extinta a epidemia em tllimla, Iguirsas
e Goianua ; compre-me loovar o zelo e arlividade,
com qoe Vmc. desempeohou naquotles lugares a
cummissao medica quo Ihe foi eonliada, cuinprindo
de nata manen a satisfactoria as instruc^oes desle go-
verno.
Fico scienle de haverem sido dispensadoslos servidos
ilo acadmico .vrcelino Josc de Almeida Pcrnambu-
en, do enfartnciro Deodalu Virira Comes. Nesla da-
la me dirijo ao acadmico Jaime .Comes Kobinson
dando por terminada a sua commissao.
As duas eaixas de desinfectantes, asstin como os
medicamentos que Vmc. diz ter em seu poder, deve-
rao ser enlregues a commissao de hvgiene publica, a
qvtsjaa nesla dala ollicio.
nanlo aos uleocilins, maude-os recollier ao arse-
nul de marinha. Olliciou-se a i-ommiss]o de h> -
giene.
Dito An Dr. Manoel Adriano da Silva Ponles,
dizendo licar inleirado de liaver Smc. remellido a
commissao de hvgiene publica, 'o resto dos medica-
mentos que faziam parle da ambulancia que Ihe foi
furnecida;e declarandnque a presidencia louva o zelo
actividade com que Smc. desempeohou a sua
commissao.
Dilo Ao Dr. Caelano Xavier Pereira de Itrilo,
para l.i/.er recollier com nruencia ao arsenal de ma-
iinha, os alricanos iivres Joao, Vasco e Manoel, que
foram fornecidos ao hospital de que esleve Smc. cn-
carregado ua freguezia da Boa-visla, durante a epi-
demia. Igual an Dr. Jos Joaqoim Das Fernan-
des acerca dos africanos, liento e Tingo, que eslive-
ram serviodo no hospital de S. Jos, ecommunicou-
seao inspeclor do referido arseual.
Dilo An presidente do conselho administrativo
do patrimonio dos orphiTos, dizendo licar inleirado
de liaver o respectivo secretario Manoel Antonio Vie-
gas, renunciado a Mccnca que oblcvc para tratar de
sua saude.
Dilo An thesoureiro das loteras da provincia,
recommendando, em vista de ma informacao, que
fa^a correr o m.us breve possivel qualro parles da
lotera coucedida a favor do convento do Carmo dcs-
ta cidade.
Dilo Ao agente da companhia das liareis a va-
por, recommendando a expedicito de suas ordens pa-
ra que o coiumandaute do vapor que acaba de che-
gar do sol, receba a seu bordo e conduza para o Rio
(raudo do .Norte, a' dispoMcao do Kvm. presidente
daquella provincia, oilo caixotes com encotnmendas,
que sern mandadas para bordo do mesmo vapor,
por parle de Jos Joaquim de Lima, agenle da re-
ferida provincia. Communicou-se a este.
Dilo Ao cousellio da a Imiui-IracSo naval, ap-
provando os contrato- celebrados com ditlerenles
pena-, para fornecerem os geueros meocionados oa
rclaeo que remelle. t.ommunicou-su thesoura-
ria de fazenda.
POBRE DflLUI.ES.
Poi Fernn Caballero.
i.
Entre San-I.ucar de Barrameda, mide o Belis a-
handona as trras de llespanha, e a risonha Cdiz,
qoe lanca--e ao meio das aguas romo para ir ao en-
contr de suas frotas, esta situada, sobre urna eleva-
cao, urna aldeia tranquilla e modesla. Chama-se Ko-
la. A historia e um caslello magnifico, qoe perlen-
re aos duques de Arcos, alleslam que essa aldeia he
ds origen) antiga e nobre.
Ao sudoeste, isto he, do lado Ho Ocano Atlntico,
o terrapleno, sobre que esleude-se a aldeia, he cor-
tado yerticalraenle ; embaixo lica a praia. Esta apr-
senla o aspecto uniforme, que n mar da as mar-
gena que banha ; suas areias esteris silo alternativa-
mente invadidas e abandonadas pelas ondas. Em
vio se procurara ahi como algures os segredos que
o Ocano deixa escapar de seu seio, ou os tristes ves-
tigios de um naufragio ignorado e solitario ; smen-
le se eneonlra na praia de Kola conchas marinhas ;
as estrellas do mar, que com a vida nerdem a luz, os
Trocas de espuma que, sendo deiados pelas vagas,
vem desapparecer seu brilho e abaterem-se suas
formas levisnas ; o pobre polvo, que n ngiiein sabe
se esta morto ou vivo, pois a vida he nelle 13o iner-
te como a morle ; o carangueio mal geloso, que le-
vanta-se sobre seas ps disformes, e corre com os es-
forcos e o desaso do aleijado que se apoia as mule-
tas ; o samuro ,|UP a- ondas laiicasa desdenhosamen-
le para, a Ierra ; os pedacos de corda ou de madei-
ra, restos das barcas de pescara, e s lindos arabes-
cos que forman) na superficie unida da areia as le-
ves pegadas das gaivolas. Eis ludo o que aprsenla a
costa solitaria da llespanha, campo ueulrn entre a
trra a as aguas, solo sem flors, praia sem perolas.
A esquerdi da aldeia o mar entra pela Ierra, e
forma orna baha, que sera bom porlo.se livesse mais
profundidad?, e se as aguas, quando reliram-se,
nao descobrissem vasla eilensao de lodo semeado de
pedias. A eochente da mar ehesa al as habilares,
protegidas por urna muralha nalural de roche'dos.
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartel general do comisando das armas de
Pemambaco na cidade do Recite em >{ de
malo de'I 856.
ORDEM DO DA N. 263.
O marcrhil de campo, commandanlc das armas,
tu publico, para ronhecimenlo da guarnido o devi-
do efleito, que, segundo cunslou do aviso do minis-
terio dos negocios da guerra de S de maio correnle,
o goveruo de S. M. o Imperador houve por bem.
por decreto de 2 do mesmo mez, conceder passagem
para a lerceira companhia do segundo balalhao de
inTaotaria ao Sr. capilla do quinto da dila arma,
Joao do Kego Barros l'alcao, que se acha nesla pro-
vincia.
O mesmo marechal de campo determina, que se
faca elTecliva a disposicao do aviso do sobredilo mi-
nisterio de K de fevereiro ultimo, parmillindo que
osse dispensado do servico, afim de estudar na es-
cola militar da corle o corso da referida arma, o Sr.
aUcres do dcimo hatalh.M de infanl.iria, Manoel
Joaquim do Souza, visto como esle Sr. ollicial ten de
seguir sen deslino no vapor procedente do norle.
Josc Joaquim Coelho.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Sessojudiaaria em 21 de maio de 1856.
Presidencia do Exm. Sr. desemhargador Souza.
Estiveram prsenles todos os Miembros do Iri-
biinal.
Diligencia,
Appellanle, Hanoe) lado, Antonio l-'erroira dos Santos Catuinha.
Mandoa-sc averiar o impo-lo da cliancellaril
correspondente a quanlia pedida.
Julgamtulns. '
Aggravante, Jos Peres Campello ; a^gravado, o
jui/o de diieito da segunda vara.
Den-se nrovment.
Agravantes, Francisco Xavier do Oliveira e Jos
Antonio de Araujo ; aggravado, o juizo especial do
commercio.
Negoo-se provimcnlo.
Appellanle, Antontn (Jumes l'essoa ; appellados,
Marcelino Concalves da Silva e outros.
Mandou-se revalidar o sello.
Distribttiriies.
Appellanle, Andr llenriqiie Wilmer ; appella-
da. Anua Sophia Klisabelh Wolllhopp.
Ao Sr. desemhargador Villares.
Escrivao Martins Pereira.
Appellanles, os administradores da massa fallida
de Oliveira Inr.aos & Companhia ; appeltados, Kus-
sell Meiior & Companhia.
AoSr. desemhargador Leao.
Eserivaa Martin- Pereira.
ApperbOleS, os administradores da massa fallida
de Ricardo Kovle; appellado, Fredctico Coulon.
Ao Sr. ile Escrivao Albuqucrque.
Passagem.
Appellanle. Joao Jos do Reg ; appellado, An-
Ionio Jos de Oliveira.
Do Sr. desemhargador Gilirana ao Sr. desemhar-
gador Villares.
ilTERIQR.
( ) A autora desla novella dehaldc procurou nc-
rullar-se debauo de um pseudoiivino saaseutioo.
t'jii passo, na leilura do sua obra, de-robre esse se-
gredo mal disfarcado.
A raullier trahe-se por urna miilliilo de pensa-
menlos graciosos, por un sonsibilidade profunda, c
ao mesmo lempo por orna feliz inexperiencia dos ef-
fetos, por ama frequenlc tendencia para philosophia
iieuevola. por urna negligencia involuntaria c feliz-
mente rara, e para oolro sentimento, que chamare)
graca esludads. temendo dizer affecla^o.
Os Hespinhoes vivamente inleressados por escrip-
tos de roerccimenlo lao novo, quizeram saber quem
e oecullava debaixo do pseudonyrno. O segredo foi
fielmente guardado durante minio lempo ; a m pren-
sa n3o pnblicoa o nome de Dona Cecilia... Imitare-
mos esse respeiloso recalo.
(Atod da traducrao frunceca./
COniXESPOIUDEJCIA DO DIARIO DE
PDENAMBlCO,
PARAHIBA
1(i de maio de I>- >i.
O promellido he devido, dizem aquelles que re-
clamam de utiera o cumprimenlo de sua pslavra ;
eu que nao ignoro esse lifao, niio quero esperar que
CM(n os quaes halem e agilam-se ondas como o co-
raeJo opprimido.
Na pona do triangulo, qtle forma a aldeia, fica o
mnlhe, a que esli amarradas com as falas deslina-
das a levar lodos os das cidade os froclos e os le-
gnmes, as barcas dos pillos, que vao ao encontr
dos ricos hospedes da baha de Cdiz para gafa-Ios
seguramente al o porlo.
A distancia em que se acha Rola de todas as es-
tradas frequentadas, a falla de rommunicac.in com
os oolros povoados, seu papal humilde e sem pre-
surapcfin do-lhe um cunho de Iranqoillidade pa-
Iriarchal, que uo tem geralmenle os porlos do mar.
De ordinario o ideal do campestre nao se repre-
senta assim ao nosso espirito. Nao he cssa aldeia mo-
desla situada i margen) do mar, aturdida pelo sea
lumullo incessanle, provocada pela sua agilacao con-
tinua, semeihanle a do seclo em qoe vivemos : as
barcas intrpidas ahi chegam cada nma com sua
llammola dillerenle, urnas impellidas, onlras con-
trariadas pelas ondas c pela correnle, bem como os
homens que agilam-se uo meio da poca prsenle.
Soiihaii.os de preferencia a fazenda que lem por ho-
risonte campos de trigo e plantacoe. de oliveiras,
por lumullo o canto dos passaros. o grito dos gallos,
o susurro das arvors, por vizinhanca oulra fazenda
que perlence ao compadre. Aqu o mar e a Ierra es-
tiloso lado um do oulro como cl3o a paz e a agi-
lacao, a eslabilidade e o movimenlo, a seguranza c
o perigo, como eslao o que prodoz e o que deslroc.
Cnmtuilo seria dillicil achar logar mais paciheo do
qoe Rola, e habitantes mais laboriosos e mais habis
em agricultura ; porquanto a agricultura he a indOs-
Iria propria desse paiz. Cada Bolese lem seu peda-
ro de Ierra que cultiva, e ha pooros que pratiqoem
a cullura em grande escala. A videira, o melflo, a
melancia e toda a especia de legumes sempre preco-
ces e sempre excedentes, conslilucm os principaes
productos desse solo. Entre os ltimos dislinguem-
se pelo volume, pela quanlidade e pela qualidade as
abohoras e os lmales, i'or cuja abundancia foram os
Kolcnses appellidados de lomaleiros. O que mo he
menos curioso he a enorme quanlidade de cestos de
vime empregados no transporte da lodos esses pro-
ductos.
Os Andaluzes, que zomham deludo sem excep-
tuar cousa era pessoa, e que invenan) para esse
fim um numero infinito de eonlos, de alcunhas, de
chistes e de canres lem um repertorio abundante a
respeilo dos Koleuses.
Citaremos alguns, nao so porque nos parecem jo-
cosos, mas tamhcm porque darao urna idea exacta
das facecias desse povo jovial e cspiiidioso.
Os Un en.o- quizeram em cerla circomslancia ce-
lebrar seu digno padroeiro San Boque. Convidaran)
para esse fim ii um pregador do fama e a dous clri-
gos, os quaes foram alojados na casa do alcaide.
F.-i" sahendo que scus hospedes desejavam lomar
chocolate na ceia, rhamou acozinheira, c recommen-
nou-lhe que o prepsMSM.
Mas, disse a cozinheira embaracada, como he
que se faz isso'.'
Com agua, responden o amo.
A cozinheira pooco salisfeila dessa resposla, dir
ge-sc a una viiinha, que p3a pela mulher mais
hbil do lugar, e pergunla-lhe como se faz o cho-
colate.
E que le disse leu amo i*
Que o fizesse com agua.
m'o cile, e Ihe remello, conforme minha promessa, i
os documenlos mais aulheolicos possiveis. pelos |
quaes se prova, a convencer o mais incrdulo, a per-
-o, ni ir o mais leimoso, que : I.", que para esla pro-.
vincia, durante a fatal epidemia que nos assolou no
da III de marro; vieram, dessa, :I00 barricas de ba-
calhao na lancha nacional Sora lisperam-a, cent re-
medidas por TASSO 'rmioi, como carregadores na
pr.ica do Kecife, A Jos Januario Aranha ;|cduzen-|
| las remeltid.is por Manoel da Silva Santos a Victori-
no Pereira Maia ; 2., que, no dia 12 do mesmo
mez, chesaram m.us dessa provincia, na escuna na-
cional y.elo'a, setenla barricas do mesmo genero,
cincuenta rcmetlidas pelo mesmo Manoel da Silva
Sanios a Joaquim Marques Damasio desla pra<;a, c
vinle por Filippc da Cosa Antonio Francisco Ra-
mos ; :i.. que essas 1)70 barricis de bacalho foram
conderonadas por podres e laucadas ao mar, no dia
27 de marco do anno da graca de I85t ; i.", que, nu
dia 1 i de abril, chegou a este porlo o hiate nacional
Caiimes, vindo dessa provincia, e (razendo seis bar-
rica de bolacha eslrangeiras, rcraeltidas por TAS-
SO Irmiios a .loan de Albuquerque Candra ; .>.<>,
linalmenle, que essas bolachas | e lamben) as barri-
cas loram condemnadas por podres a 28 de abril, e
lambem por fabricadas com pessiraa farinha.
Em vista desles cinco arligos, provados com osdo-
comenlos que Ihe remello, e cuja insereno Ihe peco,
assim como que os ponha di.po-ieo do Sr. TAS-
SO, afim Me contraria-los, se poder ; cntendo que
uenhuma oll'ensa fiz aquelle senhor cm queixar-ine
dos bellos petiscos, que para ca nos mandn, qoan-
do alguem nos suppunha famlico, e cm urna ter-
rivel quadra da epidemia. O publico avaliar o pro-
cedimenlo do Sr. TASSO, assim como a coragem
com que elle pretende responsabilisar a quem se
queixa, fallando a verdade.
Se a imprensa nao servir para denunciar taes lac-
ios, nenhum presumo tem ; e quem nao quer sofl'rer
censuras lem muilo cuidado em seu proceder.
Esla peona nunca asseverou falsidadei, nunca ca-
lumuiou alguem ; e quando referir um fado, ou
ten) provas delle, oo certeza de obl-las, oao pode,
porlantn, temer a responsabilidade ; c se o Sr.
TASSO quer dirija-se a esla provincia, annuncie.
que vem chamar a responsabilidade o correspon-
dente da Parahiba, e en me aptesenlarei tomando a
responsabilidade de ludo quanto hei escriplo. Va-
le a pena experimentar, Sr. TASSO.
Previno-ode que nao lenho taberna, que nao
compro motilados, que Ihe nao devo nada ; e que,
finalmente, passo a ler o olho vivo, e penna apa-
rada.
Nao quizemns comer o lnc.ilhao e bolacha; podres,
estamos em nosso direilo, quer eolito por isso fa/.er-
nos caretas
Aqui, aqui, meo senhor, he que deve lomar-nos
essas contas.
A epidemia, felizmente, deixon-nos ; e se nos li-
vramos dos espordicos, estamos bem. Passam-sc
dias sem que tenhamos um *o caso do cholera. As
onlras molestias, linda andam um pouco assanha-
das, especialmcule as sezoes, hvdropisias, delluxes,
e ophlajmias.
A alhmosphera como que ficou impregnada de res-
tos miasmalicos prejadiciaes a saude.
0 invern continua soflrivel, apezar de estar no
Mantelo de maio. Temos bstanles legumes, o o
anuo seria de nma fertilidadc cspanlpsa, se nao fora
o cholera que nao deixou Irabalhar.
A safras eran) extraordinarias ; mas por nm lado
a superabundancia d'agoa. e por outro a falla de
limpa ou monda, as diminuirn! duzentus por cen-
lo. Poucos engenhos lerao um Icreo do que deviam
ler.
Nofsa cidade lem estado suflicienlcrnenle abas
jcida de vveres, e ha muilo que nilo vejo tanta a-
liuudancia. leos no-la queira conservar.
S. Exc. que esleve bastante incommodado do um
envido, onde se arrancou um pequeo polypo, ja es-
ta quasi restabelecdo. Depois que chegou a esla
provincia lem sollrido bastante em sua saude. Seus
incommodos mais mortificante-, qoe graves se suc
ceden com pequea demora. Dos Ihe d um
proraplo e completo rcslabelecimento.
A seguranca individuai nada lera soffrdo ne'tes
ullimos dias, e as attenccs v.io-se prendendo raais e
oais s futuras eleieOes.
Surgen) cada vez mais candidatos e nao, anda
arranjando dez em um circulo, os podemos ac-
commodar.
Os nossos dopulados Drs. Co-la Machado c Correa
das Neves, descantados pela saude de suas familias,
seguem para a corle nn primeiro vapor. O Dr. Assis,
porem, por motivos porJerozissimos, smenle o pode
fazer em junho.
L'roa correspondencia desla provincia, insera no
iiMerranliln da corle, diz que ha duvidas naquclles
de|iiilados deixarem de seguir em lempo por inoli-
vos eleiloraes ou por qnerercm comparlilhar com
seus patricios seus solfrirnentos. t;om o respeilo de-
vido aquelle correspondeole dirci, que nunca nesta
provincia entraran) em duvida os molivos de suas
demoras; assim como he certo que nenhum delles
dene nem poda dar, o menor passo eleiloral.
O amor a'soas familias, os cuidados que os acom-
panhariam e deixariam a sortc de seus amigos, os
desejos de assistir aos ncommodos e prestar soccorro
as pessoas de sua eslima, foram os motivos que os
obngaram a no dcixar a provincia durante a crsc.
Nenhum delles he parazila, e todos lem maor ou
menor numero de pessoas que lhes interessem.
O corresponden le, sem duvida, quiz dzer quinto
diziam, afieroados e desalTetoados daquelles depu-
lados; eu porm digo smente o que foi, que en-
lendo cnche-los de honra.
lia poucos dias appareccu boiando as aguas do
Varadouro o cadver de um preto. Os romancistas
lomaran) o mesmo para seus romances eternos ; e a
polica entrou em aclividade. Conheceu-se, porm,
que o prelo lora escravo do Sr. Camacho, c que en-
trando ebrio em urna canoa cahira ao mar, onde
solTrera os resultados de seu vicio e imprudencia.
Finou-sc nesta provincia o negociante Miguel An-
tonio, de um ponche de maracoja' que lomou. Eco-
nmico c rearado deixou una fortuna superior a :I0
eonlos de res.
I'assava aqui por solleiro, e linha em sua rompa-
uhia urna mulher, que honrada enlregou ao Dr. jaiz
municipal lodo o dinheiro qoe havia em casa, pe-
dindo ao depois alguma cousa pan sua sustentaran,
al que lomasse deslino. Foi um aclo de probidade
que nao Ihe rendeu com que comer oilo dias. .
O finado fez testamento deixaudo sua forluoa, se-
gundo me dizem, a unas rmas eni Portugal.
Dizem qne elle era rasado, e que a mulher existe
nessa provincia. Ss assim he elle -o begou em testa-
mento, lalvez para priva-la da meac.o de um espolio.
Quanlo ao mais nada occorre.
Saude e quanto he hom Ihe detejo, hein como a
mim, ape/ar da boa vonladeque ene teem por audar
coulando historias de bacalho podre.
lllm. Sr. Dr. inspeclor da alfaadega.Diz Fran-
cisco Antonio de Oliveira, que faz a bem da sen di-
reilo que V. S. se digne de declarar por sen de-pa-
cho, ou por quem competente for quaes os nomes
dos carregadores no porlo do Kecife de 300 barricas
com bacalho, que vieram a bordo da laucha na-
cional Noca lisperunra entrada nesle porto em
10 de mareo do correnle anno, pora seren entre-
gues duzenlas a Victorino l'ereict Maia e cem a
.lo-e Januario Aranha ; e na mesma conformidade
quaes os corregadores, de 75 barricas do mesmo ge-
noro, vindas daquelle porlo aborto da escuna na-
cional '/.tilosa entrada neste porta em U do dilo
mez, a entregar MI a Joaqun) Marques Damasio e
'l| a Antonio Francisco llamos ; o que destino li-
veram essas 370 barricas rom bacalho.
Pede a V. S. assim Ihe delira. E K. M.
Francisco Antonio de Oliveira.
Informe o Sr. escrivao. Alfandega da Pa-
rahiba 10 de maio de 18-)ti. Costa Machado.
lllm. Sr. uspeclor. Informando sobre o que
requer o supplicante em sua peUcao em virtude do
despacho de V. S. datado i\i boje, .d$io declarar o
seguinle :que a lancha \ova iperama entrada
ueste porto em Klde marco do correnle anno.epro-
cedente do de Pernarabuco, trouxe a seu bordo 300
barricas de bacalho, sendo lOOremettidas por Tas-
-o Irna,-, como c,\rregidnre- r,a prur.i do Recife,
a Jos Januario Aranha e 200 lemeltidas por Ma-
noel da Silva Sanios a Viclnrino Pereira Maia, se-
gundo consta do respcclivo manifest; ssim como a
bordo da escuna nacionalXelosa quevieram lambem
le Pernarabuco setenta barricas.do mesmo genero,
sendo 50 remedidas pelo mesmo Manoel da Silva
Sanios a Joaquim Marques Damasio desla prara, e
21) por Joaquim FilippcdaCosla a Antonio Francisco
llanms, como se v do manifest da mesma escuna.
Finalmente, que todas essas harriras cm numero de
370 foram laucadas ao mar por conJemnacio desla
alfandega, o que consta do referido tocino, que se
acha no livro competente.
Alfandega da Parahiba 10 de maio de IS5G O
escrivao Joilo Jo= Henriques.
Deferido mm a informacao do escrivao. Al-
fandega da Parahiba era 10 da maio de 1856.
Cosa Marh*du.
lllm. Sr. Dr. inspector da alfandega. Diz Fran-
cisco Anlonio de Oliveira que Ihe convem, que V.
S, Ihe declare por.seu despacho, oo por qnem com-
petente for quem foi o carregador no porlo do Ke-
cife del) barricas com bolacha, qoe xieram a bor-
do do hiale nacional Candes entrado nesle potlo
em I i de abril lindo, a entregar a Joao Baplisla de
Albuquerque, c qual o destino que. tjvcrarn essas bo-
lachas. -
Jede a V. S. assim Ihe delira. E R. M.
Francisco Antonio do Oliveira.
Informe o Sr. escrivao. Alfandega da Parahiba
10 de maio de 1856. Casia .Machado.
lllm.Sr. inspector. Em -alisl.icao ao despacho
de V. S. de boje, no qual mo ordena qoe informe
sobre oque requer u supplicante em sua peti^ao,
cumpre-me declarar a V. S. que do manifest nu-
mero ~2~i'.\, do carregamenlo do hiate nacional Ca-
loes, entrado nesle porlo em qualorze de abril pro
limo lindo, procedente do de Pernambuco, consta
li barricas com bolachas eslrangeiras ja despachadas
para consumo, rcmetlidas por Tasso Irmaos, como
carregadores na praca do Recife, a Jo.io Baplisla de
Albuquerque, as quaes foram laucadas ao mar por
coodcinnarao desla alfandega, segundo se v do
termo laucado uo livro complante a falla- 175.
Alfamlesa da Parahiba 10 de maio de IH.Vti. O
escrivao, Joao Jos Henriques.
Deferido com a informacao do escrivao. Alfan-
dega da Parahiba em 10 de maio de isvi. Cosa
Machado.
lllm. Sr. inipeclor.Diz Joaquim da Silva Coe-
Mio, que Ihe convem a bem seu, que V. S. Ihe man-
de passar por coi 11.lio o Iheor de dous termos, que
nesla alfandega se lavrarara por occasiao de se dar
consumo, a urna porra i ue bacalho podre que veio
abordo da lancha \oca lispcranai, e a 17 barricas,
quevieram no hiate ('amie% conlendo bolacha.
Pede a V. S. assim o mande.E. R. M.Joa-
quim da Silva Coelho.
Passe. Alfandega de I'ernambnco, 1:2 de maio].le
1S50.Henriques.
Certifico que a lolhas 173, o 175 do livro compe-
tente conslao os termos de qae Irala o supplicante,
enjo Iheor he o seguinle :
Aos Ti dias do mez de marco de 1856, nesla alfan-
dega da Parahiba do Norte, pcranle o inspeclor da
mesma, o Dr. Jos da Cosa Machado Jnior, man-
dou o mesmo lavrar o prsenle termo de consumo
de 370 barricas de bacalho, existentes no annazem
de estiva, fazendo declarar o seguinle: que, lendu
suspeitas, que o referido bacalho nao se achava cm
perfeilo estado, podendo a sua venda no mercado
I
Com agua smenle'.' Jess! nao sabes, mu-
lher, que nilc ha bom chocolate sera lmale'.'
Eis-aqui oolro :
Os Retenaos intentaran) um dia escalar oco com
seuscabazes. Arrumaram-uos, pois, uus sobre ou-
Iros, de sorteque chegarain mais alio que a la e
que as estrella-. Smente faltava um eeslo para al-
c.'inr irein o eco, e este nOo achava-se em parle al-
guma. .Vio querendo por 1,1o pequeo obstculo re-
nunciar -ua empreza, liraram debaixo do edificio o
primeiro cabaz qoe linham enllocado, e todo o res-
to cahlo.
Ostra vez ama velha de Rola eneonlrou a um in-
dividoo do porlo de Sania Maria, que cantava o ro-
mance do graude capil.lo. Quando chegaram faco
face o hornera do porlo eslava nesles versos :
Essa espada formidavel
Oue os barbaros dispersoo...
O" l! mendigo! bradou a velha furiosa, os
barbaros sao a genle do porlo, ouves?
Quanlo as caones, sao pouco mais ou menos do
mesmo calibre.
II.
Nada he mais agradavel aos olhos e ao coradlo do
que ver de larde vollarcm do campo os lavradores.
Cada um vem montado em sua burra, airas da
qoal muilas vez.es corre e salla nm burrinho, que
apressa-se em gozar de sua rpida infancia, como se
algum iuslinclo prophetico Ihe fizesseadeviuhar que
cssa alegria, cssa liherdade, esses arrojos sao os pri-
meiros e os ltimos de sua vida de trabalho e de
miseria.
O lavrador (raz reslos carregailos de Inicios e de
legumes ; a colheita do dia he completada por bel-
las espigas de milho destinadas ceia. A mulher es-
pera no lumiar da casa, e enva os meninos ao en-
contr do pai ; escolla reone-se um pobre cilo feo
e maltratado, mas bom e fiel, que faz parte da fa-
milia e que nao deixaria o pedacn de pAo que Ihe da
o senhor por lodos os sobejos de um palacio. Alguns
pas toman, nos bracos e assentam dianle de si o li-
Iho menor, emquanlo os maiores afagam o burrinho
e rorrem com elle. Outros apeam-se, fazem montar
os filhos maiores, tendo os menores nos bracos, e ca-
da grupo dirige-se assim para a casa, onde os aguar-
da a boa mili c a feliz esposa.
Quanlas vezes lemos contemplado com prolundo
enlernecimenlo esses quadros de felicidade Intima e
pura, qoe nao procura o segredo nem a oslcn(ac,ao,
que nao lem brilho nem obscuridade, scmelhantc
branda elaridadeda loa! Mullas vezeos temos por-
gunlado a nos mesmo com mu senlimcnln de amar-
ga melancola, porque a vida material rom sua am-
birAo insaciavcl, seu refiuaiiieulo de gostos, e sua es-
tupida elegancia de formas poz cm lugar des9es pra-
aerea sanioso puros uniros, que (Aopouco salisfazem
ocoracAo, a poesa di alma e a consciencia ".' Por-
que, desprezando cssa felicidade que Daos nos en-
silla c nos prodgalisa, concebeu a idea de urna exis-
tencia facticia, que, pelo seu arrojo para o impossi-
vel, ousa hincar o desdem sobre a felicidade que nos
assignaiam nosso deslino, Dos e a razAo'.' Quando
comprehenderemos que o ideal nfio se procura nos
ares, em um hallan cheia de vento, impedido pelo
sopro das paixes sem direccAo a sam fim ; eque
aquello que mais nos convem est collocado nos9a
mo, dianle de nos, como ts llores que Dos semeou
pela estrada que nos tracou'.' Quando oa poetas,
rouxinoes que nos alegrara nos dias serenos, que nos
consolara as noiles sombras de que compe-se nos-
sa existencia, couheccrAo que, em vez de exaliar,
exarcrar, idealisar as paixoes do homem, podem
guia-las, esclarece-las, conlribniudo assim para lor-
na-lo uielhor e mais diloso? As paixoes uo estado
moral, como as febres no eslado phvsico, sao doen-
eas da humanidade, as quaes oAoconscguem vencer
nem os esforc.03 dos moralistas, nem as tentativas da
medicina; e seria dillicil ( salvo so.escrevesse um
idyllio ) piular -cena-da vida humane sem qne cedo
ou larde as paixes ahi se viesseni miHIer. Mas, na
oossa opima.i, he urna tendencia m e absurda qua-
lilicar de bello, de nobre e de inleressanle o eslado
em que ellas nos pe ; he nm erro perigoso pnta-
las como proprias das almas superiores. As almas su-
periores dirigen) suas paixes quando sAo boas, o as
dominara quando sAo ms.
Em urna bella (arde de verao, um vcllio enlrava
em Rola asseotado sobre sua burra. Era seguido por
dous bellos rapazes, morenos e vigorosos que Ira-
ziam a enxada ao hombro. A pouca distancia da ca-
sa viran) vir ao seu encontr um menino de cinco
anuos, trazendo a reboque unja* menina menor, ver-
inelha pelos estreos que elle fazia para aprestar o
pssso ainda varillante da irmAaziuha. A burra pa-
rou ; o primognito dos dous rapazes levaulou os
dous meninos, collocou nm ilireil i, oulro i es-
querda do velho, e a burra, sem nutra advertencia,
onitlinuou Iranquillanieute sen caminho ah a casa,
dianle da qual paro sera que fosse necessario ouvir
o s!
Antea de entrar nessa casa, que perlence ao ve-
lho, convem descrcv-la, e dar a conheccr seus ha-
bitantes.
Depois de passar a porta principal, enlrava-sc un
nm grande paleo calcada ; direila eslendia-sc um
algrele, onde apiuhavam-se lanas llores e lanos
arbustos, que pareca um congresso de plantas ; a
esqoerda corra larga lalada cubera do magnificas
uvas. No fundo ficava a habitarn, urna cazinha,
urna sala, um gallinheiro c urna escada ma-sica ex-
terior, sera coberlura, que conduzia a urna mansar-
da. A' direila da porta da ra a casa rompreheuda
urna sala pequea c urna alcova. A mesma disposi-
co exislia esqoerda, e depois achavam-se peque-
nos aposentos com sabida para o paleo. I':n quarlo
tranquillo c iudependenle ficava ao lado da cozinha
com visla para o gallinheiro.
O dono da casa, o lio Mateo l.npez, orcupava to-
da a parle esqoerda com sua lamila, inclusivamen-
te sua lilha Calharina, casada rom um yegero (*)o
mai dos dous meninos que vimos sabir ao encontr
do av. A mansarda eslava aluga.la a seis rcaes por
mez i vuva de um infeliz inarinhciio, que marrara
afogado, e deixra a mulher docule rom dnus filhos,
A pobre viuvu uo pagava o aluguel, nem o lio
Maleo Ih'o pedia ; fazia a esle respeilo esl.i simples
ejudiciosaretoslo: Collada! Se allanada lem,
como pagara '/
O quarlo junio da cozinha fura cedido graluila
menle a um pobre Irado depois qoe se fecharam os
convenios. O aposento direila eslava alugado a om
caraliiueiro e sua mulher, os uniros que pagavam.
O carabineiro ora um homem excellente, ehamado
C1 Chama-sc yeguada um lote de jumentas ou de
egoas destinadas reproduccAo, e deixadas lodo o
anno solas nos pastos. O yegero he o guarda desse
lote.
proiliizir grave dimuo a saude publica, nao quizc-
ra dar despacho ao mesmo sem que procedesse um
cxaine feilo por pessoas idneas, e rompeleules, as-
sim porque era islo ama medida de prudencia cm
pre-enc i da epidemia reinanle, que assola esla capi-
tal, e a provincia inlcira ; como mesmo por que es-
le exarae he expressameule determinado pelo arl.
283 do regulamenlo de _'-' de junho de t8.lt>, e arl.
10 do regulamenlo que baixou com o decreto nume-
ro 500 do 27 de fevereiro de 1810 ; nesla conformi-
dade fez participante ao doulor chefe de polica de
suas suspeilas, e requisilou ao mesmo para que pela
polica manda--e proceder ao competente exanie.
E mais fez declarar, que aprescnlando-se no referi-
do armazem uo dia 10 do correnle mez, o subdele-
gado desla freguezia, accompanhado de dous mdi-
cos, Ibes maullara o mesmo inspector facilitar todo
para que se procedesse ao requisitado exame; o
qual feilo com toda a franqueza, c amplitude, foi
pelo mesmo subdelegado e mdicos reduzido a ter-
mo, que he o seguinle, o qual veio incluso em olli-
cio do doulor chefe de polica de _ii do correnle.
Auno do Nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1850 ; aos 10 dias do me/, de marco do dito
anno nesla cidade da Parahiba do Norte na alfande-
ga desla cidade, onde foi viodo o subdelegado de po-
lica desla capital o capitn Jos Marcos Ferreira de
Moura, commigo escrivao de seu cargo ao dianle
declarado, ahi era cumprimenlo ao oflicio do senhor
doulor chefe de polica desla provincia, fez o mesmo
subdelegado proceder a exame em porcao de baca-
lho, que ah se achava ; estando prsenles os donlo-
res Fortnalo Augusto da Silva, e l.ourencn Anlonio
da Cosa Rirardrao, defirio-lhes o dito subdelegado
o juramento de suas arles, eiicarregando-lhes, que
bem e tielraenle examioassem, e vistoriassem o dilo
bacalho; declararan) que toda a pore,Ao do baca-
lho enKonlrada sol) as tres dilferenles marcas as
barricas eslava em perfeilo eslado de ruina o pulre-
i accan.n io devendo por isso ser vendido o mesmo ba-
calho ao publico, anda niesmo em oulra poca
quanlo mais na presenle.e nada mais declararam. E
por esla forma houve o referido subdelegado o exa-
me por fio lo, ni ni Jan I i lavrar o preseulo aulo era
que assignou com os ditos facullativos,
Eu Antonio Conealvos da Cosa Bciris, escrvAo o
escrevi.Jos Marcos Ferreira de Moura.Dr.
l-'orlunalo Augusto da Silva.Lourenc,o Anlonio da
Cosa Ricardino.Aulonio Connives da Costa
Beiriz.
Em visla do que e allemlendo as dsposseoes dos
recula nclitos citados, manda-o mesmo inspeclor,que
as referidas 370 barricas de bacalho sejao lineadas
ao mar, podendo ser despachados os respectivos
cascos, sendo o presente intimado aos donos ou con-
signatarioa para que dculro de 2 horas apresentem
a gente precisa, e embarcacao para que possa reali-
sar-se o mencionado consumo, correado por suaeon-
la todas as despezas, que se fizercm, romo se acha
declarado na porlaria numero 74 de 15 de marco de
1852, e devendo o mesmo bacalho ser laucado fura
da barra.
E para constar se lavron esle termo que assignou.
e que eu JoAo Jos Henriques escrvAo o escrevi.
Jos da Costa Machado Jnior.
Na mesma data foram intimados Viclnrino Perei-
ra Maia. Jos Januario Aranha, Joaquim Marques
han. i/io, e Antonio Francisco Bamos para o dispos-
lo no termo retro.Henriques.
Aos 28 do mez de abril do anno de 1856 nesla al-
fandega da Parahiba do Norle. presento o inspeclor
da mesma o bacharel Jos da Cosa Machado Jnior.
m inlou o mesmo lavrar o prsenle termo de consu-
mo de 17 barricas com bolachas, existentes no arma-
zn) deesliua, lazendo declarar o seguinle: qoe leu-
do denuncia, quo o referido genero so achava em
urande parte ein eslado d avara, dclerniinava por
porlaria de !<> do correnle aes feitores coufereules,
que sobre ello procedessem a um minucioso eioinc
emtii indo o sen parecer acerca do eslado em que en
sonlrassem; oque cumpriodo os inesraos feilores,
declararam, que as referidas bolachas linhAo avaria
intrnseca'; mas que ignorando al que ponto ellas
poderiam prejudicar a saude publica, sendo exposlas
a venda no eslado em que se achavam ; por islo
reclamavam assslencia de pessoas idneas; que para
salisfacao desle pedido inteiramenle regular, requi-
silava o mesmo inspector no relcrido dialliao doulor
chefe de polica a preseuca de algunsmedicos;osquaes
elloctjv,iinenle se apresentarara no ja mencionado
armazem acompanhados do delegado do termo, e ah
procedern) a um exame sobre as bolachas contendas
as referidas 17 barricas, tirando manifest, qoe to-
das ellas.alem de ser fabricadas com pessima farinha
achavAo-se em tal estado de ruina, e avaria. qoe se-
rian) inteiramenle damnosas a saude publica, sendo
exposlas a venda.
Em visla do que, e allendeudo as disposires do
arl. 283 do regulamenlo de 22 de junho de 1830, c
arl. 10 do regulamenlo, que haixou con) o decreto
n. 500 de 27 de fevereiro ISO, manda o mesmo ins-
peclor que as referidas 17 barricas com bolachas se-
jao lato; ola- ao mar, podendo ser despachados os res-
peclivos cascos, sendo o prsenle intimado an dono,
ou consignatario JoAo Baplisla dc.VIbuquerque iian-
dra para que, dentro de 21 horas, aprsenlo a genle
precisa, c embarcacao para qoe posa realisar-se o
mencionado consumo, correndn por sua conla lodas
as despezas que se fizerem, como se arh declarado
na portara n. 71 de 15 de marro de 1856.
Finalmente,fez o mesmo inspector declarar que a
demora que houve em lavrar-se o presente termo
foi proveniente da espera, que julgou dever guar-
dar, pelo que devia ser feilo pelo delegado e mdi-
cos, o qual smente em dala de 26 do correle foi
Iransmitlido com ollicio do chefe de polica, e cm
estado de irregalaridado tal, que enlendeu o mes-
rro inspeclor nao ser conveniente inseri-lo no pre-
sente tormo, devolvemlo-o por esla razao ao mes-
mo chefe de polica.
E para constar se lavron esle termo, qne assignou,
('.anulo. Esle nomo que se deriva de cana, nunca
fui dado a individuo m.us longo, mais recio, e mais
ouen. O carabineiro fura soldado grave, sisudo, e
sobrio de palavras ; c depois que lornara-se carabi-
neiro, islo he, homem de conanra do governo, essa
gri.Mdade converlera-se na impossibilidadede um
Clao de marmore.
O senhor Canato, que desden seu nascimento nun-
ca livera vonlade propria, era o homem menos zelo-
so de sua auturidade ; nao mudava um rollete sem
perguntara mulher qual devia vestir. Tora cinco-
euta annos alvo e louro, mas esse lempo c as fadigas
do ollicio nalo Ihe linham deixado outros vesligios
dessas duas vantagens senAo enormes bigodes seme-
Ihantes a escovas. Com ludo a mulher duda que elle
fora mais alvo do que una acucena, mais lauro que
o cnamo, e que anda podia-se cscrever-lhe sobre as
e3|iaduas, como sobre urna (olha de papel.
Pepa, assim chamava-se sua companheira, era
mais moca do que elle. Era una das mulheres ex-
cmplares que possuem em simesmas o dote mais pre-
cioso, e que consagram-no ao marido mais por amor
que por dever, ou antes pela fuso do amor o do
dever, fusao que he tAo doce e santa quanlo sabia e
admiravel.
Taes mulheres tem o dum de dirigir seus maridos,
de dislarrar as fallas que elles commetlem, de per-
suadir lauto a elles como aos outros como' a si mes-
mas de que eslao no hora camiuho. Tem a pru leo-
na que os modera sera que elles adevinhem a inlen-
cAo, assim como as mAis lem cantos para distrahir
embalar os filhos ; tem a resignacao para infundir-
Ih'a pela palavra c pelo exeraplo ; lem a ordem e o
asseio para que elles Iralem-se com cuidado ; a con-
descendencia a ponto de dissimularem seus proprios
sacrificios para nAo deixarem crusar de exigencia
aquellos quo os impem ; esobre ludo a dodirarAo,
a abnegacao, -entntenlos que chegariam a ser ridicu-
los, quando o marido oo he digno, se nAo livesse
origen) 13o respeilavel.
O senhor Canuto quasi nunca abra a bocea, e fa-
zia bem ; mas quando isso aconlecia-lhe, fallava la-
cnicamente, por senlencas, com firmeza e desem-
barazo, persuadido de quo lodos os ouvidos erara be-
nvolos como os da mulher. He verdade que o nos-
so bom carabineiro nao enganavoiae muilo, ao me-
nos quanlo aos habitantes dessa casa.
III.
O pobre frade que a excellente familia Lpez re-
colhcra c que chainava-sc fre Nolasco, era bom ho-
mem. Nao inventara a plvora nem a imprenta ; nao
era collaborador de neo I mina eucvclopedia ; massa-
bia o que devia saber para o desempenho de soas
funcenes. So fallava-lhe um pouco de dignidade, li-
iih om compensaran mudo zelo. conheei.i o povo, I
seus costones o sua linguagcn quanto era necessario
para .iilralii-h' ao caminho do bem. O povo cora suas
perspicacia inslincliva sabia que o Irado eslava no
cammho recio ; por isso amava-o c venerava-o, rin-
do todava delle de quando em quando.
Seja-me permitila a esse respeilo uina ohservacAo.
Ha duas especie de risos iiiui disuadas, nu para mc-
Ihor dizer apposUM : o riso benvolo, c o riso escar-
necedor. O primeiro he brando, alegre e inofiensivo ;
o segundo ho amargo, pouco alegre, e mordaz. I m
vem do eoracAo honesto e asscmelha-se ao horhot.lo
de urr>a fonte pura, o outro nasco de roracAo duro e
cruel ; penetra como os licores corrosivos que quei-
in.im e denigren) ludo o que locara ; aquelle he co-
e que eu Francisco Anlonio tjonr'alves de Medeiros,
no impedimeulo do escrivao escrevi.Jos da Costa
Machado looior.Foi intimado Joao Baplisla de
Albuquerque (i.indra para o disposlo no presente
termo.Pelo cscrivAo,Conralvesde Medeiros.
Nada m.os se conlinha em dilos termos a que me
reporto. E para constar passou-se a preseule em
virtude do despacho retro, aos 13 do maio de 1850
nesta alfaudega, e mesa de rendas da cidado da Pa-
rahiba do Norle. Subicrevi e asaignei no impe-
dimento do escrivao o primeiro escriplarario
Antonio Ferreira Serrano.
Loiz
PMIAMHUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PHQ-
VIxlGlAL.
Sessa'a ordinaria de 16 de malo do 1856.
/'residencia do Sr. Jo,i Pedro da Silva.
\- II horas da roanhAa 17/-- a chamada, e adia-
se prsenle numero lezaldeSrs. depulados.
O Sr. Presidente abre a sessAo.
O Sr. segundo secretario taz leitnra da acta da
sessAo antecedente, que he approvada.
EXPEDIENTE :
O Sr. primeiro secretario declara n.io liaver ex-
pediente.
O Sr. Sou:a ("arralAo : (Nao devolveo seu dis-
curso.)
Esla em discossao o parecer da commissao de pc-
liCes, adiado na sessao antecedente acerca da peli-
rAo dos olliciaes de juslica da fazenda provincial,
por liaver pedido a palavra o Sr. Lola Filippe.
O .Sr. Presidente: Tem a palavra o Sr.
Filippe.
O Sr. Lu; Filippe : Cedo da palavra.
Poslo a votos o parecer he approvado. Val re-
medido commissAo de ornamento.
ORDEM DO DIA.
3.' discussan do rirojeclo n... que altera os limi-
tes do termo de Flores. Approva-se sem discossAo.
I.s discussAo do projeclo n... que concede diver-
sas loteras a' irmandade do Espirito Sanio desla
cidade.
2.1 discussao do projeclo n. 7 que crea ama ca-
deira de instroccao elementar em Ilapissuma.
O Sr. (ionrn\iti CuimarSes : A nao ser a ne-
cessidade que tenho de justificar urna emenda, que
julgo do molla utilidade, jamis eofadaria a casa
conhecsiido a minha inhabilidade para fallar paran-
te lanljs illustraces; porm confiado na b m la de
dos meas illuslres collegas, eu passarei a juslificar
essa emenda, quo ollereeo ao projeclo que se discu-
te, creando urna cadeira de primeiras letlras do se-
xo masculino, na freguezu de Taquarilinga, co-
marca do Limoeiro.
Ha muilos dias queeu (enciouava apresentar um
projeclo nesle sentido, mas alguns dos nobres colle-
gas me asseveraram que eaaa medida devia parlir
da presidencia, ou do director ueral da instriiccAo
publica : com quanto eu conhecesse que eslava esla
aulorisarAo conferida ao director geral e a presiden-
cia, todava cuten.li que a casa nAo demillia de si
o poder de legislar sobre lacs creaees, ouvi ler o
projeclo n. 7, e aguardei o pronuuci'amenlo da casa
para minha direccAo ; vi passar em primeira dii-
COMo, entilo julguei appropriada a discussAo para
olTerecer emenda que passo a justificar.
A povoacAo do 'Taquarilinga, sede da matriz e
e freguezia do mesmo nome, esli situada n'um bre-
o ferlilissimo distante do Limoeiro 18 leguas ; he
habitada por pouco menos de 200 casas, c por isse
reclama a creaeao de u.na cadeira,- aoode possa a
mocidade daquelle lujar illuslrar-se. poden lo eu
lliaiicar por informarnos de pessoas fidedignas que
i; referida aula nAo ser frcquenlada por menos de
30 a (O alumnos, porque so a novoarAo pode dar
10, e os povoados de Grvala e Verteutes, distantes
nma legua_ c legua e meia da mesma povoacao, po-
den) dar 25 alumnos ; porque exisiindo algumas au-
las particulares, regidas naturalmente por analpha-
helose charlales, frequcnladas por 12 a l alum-
nos, pagos pelos paos abe 15280, segue-seque os
pobres que nao podem pagar essa mensalidade, fi-
eam privados da nstruccao, e que sendo gratuita
eoncorrerao. Parecc-me qoe leudo ja paseado o
projeclo era primeira discussAo, he qussi intil cu
provar a utilidade, porque o derramamiento da ins-
IrucrAo publica nAo merece conleslacao, e lano
mais que estando Taquarilinga enlre Brejo da Ma-
dre de Dos e Limoeiro IS leguas dislaole do Li-
moeiro e li do Brejo, nao ha urna cadeira em que
possam ser educados os meninos daquelle lugar.
Entend", pois, ler anda que mal provado a utili-
dade e necessidade de orna cadeira na freguezia de
Taquarilinga. Ouanlo, porm, despeza que pode
acarrelar essa creacao, liedla lao insignificante que
se nao oppc a nina medida de lana ulilida le.
O Sr. Machado Portclia : Esla' no caso; bas-
la ser freguezia para estar comprehendida no espiri-
to da lei.
O .Sr. (ionratces (Uiimnrocs : Eslmo molo
que o nobre depulado, que he direclor da inslruc-
rAo publica, me coadjuve nesle intento : assim,
pois, julgo que merecer a emenda que aprsenlo
a approvaeAo desla assembla.
Vao a' mesa e apoiam-se as seguinles emendas :
Acrcscente-se e oulra na povoacSe de Taqoa-
rilinga, comarca do Limoeiro. Gonealves titiinia-
mares.
E lambem na povoarAo de Moribeca. N. Por-
tclia.
F orna onlra na villa de Barreiros para o sexo
fcmuiino.l.uiz Filippe. llarros l.acerda.
T. mus urna cadeira para o sexo femnino na villa
de Seriiihaem. Machado da Silva.l.uiz Filippe.
E lambem nma na freguezia do Poro para o sexo
feminino. E. de Mello. Sebasli l.acerda.
l.uiz. Filippe.
rondo de llores, esle roberto de espinhos. He inulil
acerescenlar que o riso inspirado pelos fados e pelos
gosles desse religioso era o riso benvolo.
Trei Nolasco era om lano snrdn ; dahi rcsullava
que entenda s vezes mal o que tire diziam, e que
suas exhorlaeoes no ronfissionario serviam para dous
fins, ao acaso para o penitente, e a Ululo do -orinaa
para as circumslanrias futuras. NAo se poda achar
om homem que livesse tAo pooco fel; tinha porem
boa dose de malicia, e n.io prestava-se fcilmente a
quem o quera engaar. Tambem nAo se contie-
na em nenhuma parle homem mais franco, e'mais
verdico, e sem nanea lomar o lom da superioridada
sabia mostrar a todos o que Ihe pareca mao ou repre-
hnsivcl sem ninguein se offeoder.
Kxi-rinrinenti' fre Nolasco assemelhava-se a urna
figorinha de gomma elaslca molo estirada. Sua ca-
bera era longa e eslreila, seu nariz longo, seu qoeixo
longo, seus denles longos, seos braco- e suas mAos
longas, suas pernas e seus ps longos. Depois que
sahira do convenio c grabas geerosidade da um
protector vindo da America, e chamado Dom Mar-
celino Toro, linha una jaqueta. um collelc, e calcas
prclas, o qual vestuario torea de servir e de ser s-
covado pela boa caseira adquirir nm jslre, que Ihe
dava a appareucia de panno encarnado.
Poslo que fre Nolasco livesse mais de sessenla an-
nos, era gil e excepcio de algumas llilulencias
que combata com o cha, gozava de boa saude, gra-
tas sem duvida friigalidadc e simplicidade de seus
alimentos. A irniAa de seu protector. Dona Braulia
Toro dava-lhe lodos os mezes duas libras de choco-
late de 7 a 8 reaes ; esse chocolate e algumas lorra-
das compunham seu almoro. Seo abastado compa-
dre o to Gil Piones ccdia-lhe chcharos porque
elle! en.ni n i seus filhos a ,-ijudar a mssa, esses
chcharos, o algumas oncea de carne e de loucinho
que Ihe envlavam aquelles cujas carias escrevia, en-
chiam a marmita que aliraenlava-o trezenlos e ses-
senla e cinco das no auno, Ellereservava urna pe-
quea porcAo de ealdo para sua ceia, e dava o resto
a pobre viuva que morava na mansarda.
Fre Nolasco tralava por tu a todos os que tinham
nascido nesle seculo das luzes. L'm da um medico
moco e dado a importancia pondcrou-lhe que essa
liherdade era contraria dignidade do hornera.
A dignidade do homem I responden fre Nolas-
co, euida-se nisso agora ah dignidade as pala-
vras, indiguidade nos actos Assim he quo trato
ao meii pai espiritual San-Francisco, e ira dar a um
rapazots como tu Merc e Senlioria Vai curar a fe-
bre maligna, edcix.i-me tranquillo ; pouco so mo d
de pr-me ni uso do dia ; essas codeas alo mui duras
para os mena velhos denle, i loviste'.'
O antagonista mais obstinado de fre Nolasco era o
filho da pobre viuva. Era nm rapazinho de doze
auno-, gracioso, vivo, gentil o svinpalhico que que-
ra ser ni o i nimio contra a vonlade da mai. Esla que
perder o marido em um naufragio tremi ao pensa-
inenlo de ver sen lilho embarcar-se ; pedir a fre
Nolasco que aju lsaao-0 a dissuadir o menino de lal
projeclo ; mas ludo fora inulil. Ouanto mais o fra-
de celcbrava as vantagens da Ierra firme, e as dora-
ras da vida tranquilla, mais o menino avenlureiro n-
Ihusiasmava-se pelos riscos do mar, e pelas longas
viagens sobre as ondas inconstantes. Frei Nolasco
para vingar-se o appellidara Monteridto, e sabemos
que para cerla genle loda a vagera longa por mar
enteude-se pela da America, e Monlevido he o I i-
nisterra.
Firam tamhem creadas nma cadeira na Psito i
Carvalhos, e mitra na villa do Gol : aprime
para o sexo masculino e segunda para o fenetaioo.
Barros l.acerda.Luiz Filippe.Bento da Cosa.
Fica creada lambem urna cadeira do seno femiui-
no na villa do Limoeiro. Silvino Cavalcenli.
lica tambera creada una cadeira do sexo aaas-
culino na freguezia de Ipojuca. S. RJ. J. Re-
o Barros.
Todas as frsgoezias oa pajVjMc^es teiiham unto es-
deira do sexo masculino salo do feminino.S.
R.A. Cavaleanll.
O Sr. Epaminondai : Sr. presidente, as diver-
sas emendas apresentadas ao projeclo qoe esto'' em
discussao trazem um augmento de despeza Dio pe-
queo, e eu uo terii duvida de fechar os olhos a
esse augmento de despeza, se por ventura estivesse
ja convencido da utilidade de todas essas oreactSe*.
Cm Sr. depulado:En acho gao aiodaossim ora
rouito. >
O .Sr. fipaniinondas :I'ma ou oulra, cuja loeaH-
dade conheco perleitamente, e coja necessidade tam-
bem eo se qoe he evidente, me paraca, qoe esta oo
caso de passar. mas quanlo s ontras olo.eslou escla-
recido : pode ser que hajam muilo boae razos que
as fundamenlem, e por isso quero e poeoexplieaefies.
Cm Sr. Depulado : Acho que'todas esto em
deoticas crcumslaocias.
O Sr. Epaminondis:Todava eu nao lenho per-
feto couhecimenlo dellas ; e assis Sr. presidente,
ped a palavra somenle para conseguir dos illuslres
autores das emendas apresentadas otgons esclareci-
menlos a respeilo das cadeiras que|prelndom crear.
Nada direi a respeilo da emenda qne mande) a
mesa, porque esta localidade quanto a min tem a
seu favor as condiccOes precisas para possuir orna
cadeira de primeiras letlras do sexo feminino; se
honver porem quem se mostr ignorante dellas, e as
queira impugnar, enlAo eu com o amor proprio de
pai procurare! sustentar mea Olho, a defende-lo
dos golpes qae Ihe atirem.
Cm Sr. Depulado :Ninguem explica, porque
uo houve impugnarlo.
O Sr. Silt'ino: Eu convido o nobre depotado
para justificar a sua emenda.
O Sr. lipaminonat:Os apartes dos nobres de-
potsdos e o conhecimenlo que tenho de algumas lo-
calidades, fazem que eu nAo teuha duvida de votar
por algomas das cadeiras creadas ; quanto s oulras,
porm, lenho duvidss, e por isso desejaria ouvir os
seos autores.
O Sr. Siitino : Ser bom indicar qoas sao es-
tas para se dar a explicacAo exigida.
0 Sr. /pamiiundas : Eu enunciarei as de qae
(enlu couhecimenlo. Tenho a respeilo da emenda
que crea nma cadeira no Po;o, porque esla be a
minha ; e jolgn que ningurm contentar qoe esla
localidade em relaro a algumas das apresentadas
nada lem a desejar. Creio que urna cadeira de pri-
meiras letlras nesse lugar para o sexo feminino, he
de remn I mo 11 la utilidade* publica. A respeilo da ca-
deira de Taquarilinga ja houve explicacAo, e por
isso nada digo.
1 ni Sr. Diputado : E a esplicaro quadrou-
Ihe, produzio efleiln ?
O Sr. Epaminonda : Eu sai... desejo ouvir al-
guma cousa a respeilo da cadeira de primeiras let-
lras em Seriiihaein ; nada se dessa localidade, o
por isso peco ao se uilluslre autor que me diga doas
palavras.
O .Sr. Theodoro da' um aparte.
O hr. Epaminondas : A' visla da explicacAo
que da' o nobre merabro, pode ser qoe eo vete, o
alo tenho loda a boa vonlade. Tambera peco es-
clarecimentos a respeilo da cadeira que se refera a
M unlieca. porque nAo lenho ronhecimenlo dessa lo-
calidade, nao sei se ella esla' as eoudicties qoe ja
apresenlei. A respeilo de Barreiros a mesma cousa,
pouco sei desse lugar, e desejo ouvir os nobres au-
tores da emenda, e bem assim quanto a da Ponte
dos Carvalhos, porque nAo conheco. Tambem a
Ponle.dos Carvalhos He ulil all o ensino t Pelo
do Cabo nAo lenho duvida nenhuma, vol.
O Sr. Theodoro : A villa de SerinhAem essa'
em ron lie.', s seno mclhores ao menos iguaas as da
villa do Cabo.
O Sr. Epaminondai : Tenho poucas ioforma-
coes a respeilo do Limoeiro, e assim para volar pe-
la cadeira do sexo feminino, desejo algumas expli-
caees.
O Sr. Gonralees Cuimaraes : Ha de l-las.
O Sr. Epaminondas Eslon que o nobre autor
dela emenda ha de ler muilo boas razoes para fon-
damenls-las. Vetemos.
l.nnheco. Sr. presidente, qne a despeza qoese
crea com eslas cadeiras, he bstanle grande, e por
isso uem todas poderlo passaf; volarei pelas que
forem mais neeessarias, e por isso irei dando a pre-
ferencia, segoodo o coslume sempre adoptado,
iiiian loas? legisla sobre esla materia. Seohores,
compre alleudor ao uosso eslado finauceiro, nao de -
vemos onerar os cofres provinciaes com despezas
superiores s que elles podem comporlar.
O Sr. Lu: Eilippe, satisfazendo ao pedido do
nobre depotado, qoe se mostrou desejoso de escla-
recimento, entra na joslificarAo das emendas qoe
leve a honra de ollerercr a consideraran da casa,
creando urna cadeira para o ensino primario do sexo
feminino na freguezia de Barreiros, oulra na de
Serinhaem, nutra na do Cabo, e ama para o sexo
ni i-r u Uno na Ponle dos Carvalhos, e eooeloe pe-
dindo a approvaeAo dellas que julga de toda a con-
veniencia.
O .Sr. Jos Pedro combale as emendas.
O Sr. Souza Carcalho : (NAo davolveu o sen dis-
curso.)
0 Sr. Sihino : (NAo restiloio seu discurso.)
O Sr. Florencio prononcia-se a favor das emen-
das que creara cadeiras a primeira na villa de Bar-
reiros, a segunda na freguezia de Muribeca e a ler-
ceira na villa do Limoeiro e cmbale as demais.
NAo irs ao mar, dizia o frade.
E porque'.' responda Tomasillo eom om sor-
riso particular a elle e irmAa, e no qual se liam a
alegria e a braudura, assim como onem-se no sol o
calor e o brilho.
Porque o mar h inimigo do homem, ten pai
la morreo,e nAo sei, leimoso, como tenso corarn
de querer embarcar-te.
E seo pai, fre Nolasco, onde morrea 1 per-
guutou Tomasillo.
Essa he boa !'em seu Islo, muilo traoquilla-
mcnle. respoodeu o frade.
Eolito como he que Vossa Reverencia tem o
confie de deilar-se em om leilo *
Deixa las malicias de fraogo inglez, Tama-
sillo ; bem sabes qoe de dez qoe vAo ao mar, nove
perecen) na flor da idade e sem confissAo. E a li
que es peior do quo qualquer oulro, lal coosa nAo
tardara em acontecer, be deixares a Ierra pelo
mar lano peior para li, porque os oulros nada" tem
a perder nisso. Digo para t, e tambem para toa
pobre mai, que deve amar-te porque te deu a luz,
e a qual deves sustentar.
Que qoer cttIAo Vossa Reverencia, frei No-
lasco '.' que eu ande como fiz no coinero da estacao
pela lavoora do to Maleo com om chicote na mo
para afugenlar os pasiarinhos'.'
E que perigo haveria nisso ?
Eu amo o perigo, fre Nolasco.
Cala-le, pexe voador. Quem ama o perigo
perece nelle. Falles ao man amigo o tio Gil Pio-
nes, c elle promclteu-me tomar-te para seu por-
queiro.
NAo voo la Porque guardara eu porcos'! Seu
dono bem pode guarda-Ios.
Enlo nAo queres Irabalhar ? NAo qeres ser
homem de bem, e ajudar la pobre mai : dize, li-
bertino ?
Sm, senhor, sim, senhor ; mas quero la que-
brar torree, nem passar a vida em casa como om
caracol ; Erabora me arrisque a morrer, nAo qoero
ser chamado tomaleiro, oh nAo !
Ha melhor que le charaem Monlevido ? Ve-
remos se nAo iras a fazenda do compadre Gil Pio-
nes. Hei de conduzr-le pessoalmenle, e se res-
pingares levar-le-hei pela nrelha. Tenho dado
muito. passos e lido muilo trabalho Crs, palifinho,
qoe terias conseguido fcilmente ser o porqueiro do
compadre Gil Piones He preciso que vas ja para
comecares amanhAa a percoirer os campos.
Na manhaa seguinle o menino cscapali, refu-
giou-sc em uma barca, c niugoom ponde tira-lo
dahi. Como era alegre, hem disposto, e sympalhico
agradoo ao palrao, o qoal conservoo-o, e em poo-
co lempo clevou-se a dignidade de guarieron (*).
Montevideo, disse-lhe frei Nolasco quando
elle veio v-lo, es como as pinhas da Repita ; ba-
tc-se cm cima durante sele annos para tirar dellas
alguma cousa, e a primeira amendoa qoe sahe fo-
ra-nos um olho.
Frei Nolasco, responden Tomasillo, Ires cou-
sas lormo um humera : a sciencia, o mar, e a casa
do re.
(Continuar-se-ha.)
') Chamam-se assim os meninos que acabaui da
aprender, e que ganham a quarta parlo do qoe ga-
ulia om homem.

"
\
MUTlaE*T
ILEGIVEL



Dlia E PClUaiKI S XTA FUIA 23 DI IRftlO |1 l|I6
O Sr. II. de laceria explica um seu aparte dado
;io precedeule orador.
O Sr. A. Coi alcanti: Sr. presidente, eo pres-
cindo de todas as quesles que tem sido suscitadas
na casa e que nlo tem relacao intima cum a ques-
Ido do instiucc. o publica.
Entendo Sr. presidente, que o meu pensamcnlo
manifestado na emenda que olTereci .1 eoosiderac.10
da casa, est perfeilaiitrnie de accordo com o peo-
samenlo desta sseradica, quanlo confeccionen a l*i
relativa a iuslrurrlo publica em cujo regulameuto
se v no artigo ."il o seguinle : (W).
'm Sr. Depulado : l'ara que a emenda '.'
O Sr. A. Cavalcant'i : Nao sabia deste artigo,
mas a minha emenda tradu/.ia perteilameute o pen-
samcnlo da casa.
Uizeudo itto cumprc-me fazer atauntas considera-
rues relativa a necessidade, a ulilidade memo do
augmento ele eadeiras de primeira Icllras na pro-
v lucia, asslm como da comparadlo dos mclboramcn-
los inoraes e materiaes, quesillo cta que loi asilada
na can e que nao dcixa de ter aig ma celarlo com
tae* creaodes.
Sr. presidente, eu entendo que os melhoramonlo*
materiaes devem marchar upan pas-uui coiu omiif-
lliuramentet mi rae, que Indos as vezes, que se al-
canzara 4o asesino lempo os melhoranieulos moraes
e materiaes, o paiz allinge necesariamente ao lim
que se leu em isla, a civilisac,ao.
Se assim he, eu euleudu, que se marcando na lei
do ornamento urna cola para os iiielhorameiilos mo-
raes eoutra para os maleriaei, deve-se ter em atin-
talo BOiciaMinte as necessidades mais 011 menos pal-
pitante* desses melhorameittos que relativamenle
eiisleot : enlendo que a distribuirlo da inslrucrao
publica por fregoetias be a melhor que se pode dar,
por isso que he de soppor que a assemdl divida-
se as reguetias de orna maneira tal. que bouvesse
pouco mais od menos urna igualriade de popularlo.
Iralaudo-se de uinas relativamente aa oulras ; sen-
do assim a divislo de freguezias ou a distribuirlo
da* Metras pelas freguezias deve sei n melhor, de-
ve comprir perfeitameate o nosso pensamenlo.
Eo desejo Sr. prndenla, os melhoramentos ma-
teriae*, do meu paiz, da mesma maneira que de-
sejo os moraes, e direi que a inslrucrao publica
mallo bem camiuhara', ou a iustrucr.au preencbtra'
senipre os seus lias todas as vezes que se procurar
rtunir ao interesse das localidades, o interesse geral.
Todas as vezes que adiviso lor feila por frtgue-
lias como disse e quer o regulBraento, parece que
ha uro* ignaldade para lodos, ou por oulra se con-
segae levar a tnstrucrp a todos pontos da provin-
cia porque eu entendo que ueulium ponto riere ter
mais direitoa intruecan do que uotro, por isso, que
nos somos deputados eleiles pela provincia e os in-
teresse* que representamos, san os iuleresses da pro-
vincia em geral; portanto devemos altender tanto
aos intereses desta ou daquella freguezia, como ao
de todas as ostras, as quaes tem igual direito a per-
cepco de insirurrlo publica.
Un Sr. Deputado : Ha freguezias que lem
mais popularlo do que oulra.
0 or. A. Cavalcanli: Mas npezar disso, nao
posso deiiar de recouhecer que logares ha que lem
crescido em popularlo e que tero necessidade de
ama oo oulra cad eir de prioteiras lellras, e nesse
caso a quero incumbe recouhecer a necessidade da
crearlo dessa* eadeiras '.' He sem duvida ao direc-
tor geral da iaatrucij.io publica, e fot justamente is-
lo que o rcsolamcuio provideuciou.
1 111 Sr. Dpntado : E a nos tambem.
O Sr. A. Cavalcanli:au contesto,m,h direi,que
o director geral da inslrucrao publica especialmente
vela sobre esle negocio.examina a necessidade oessas
eadeiras e reclama aua crearon. Nem urna dssss ea-
deiras foi reclamada pelo direilor geral da inslrucrao
publica e fazendo eu mnito bom conceilo tanto 'do
director actual como do passado, me pareee, que es-
tas eadeiras nao sao de necessidade; nao fallando da de
l'aquarilingu, que est na regra geral,mas das dessas
localidades que nao conslituem parochjas, essa ne-
cessidade nao esta suflicientemciile provada e eu
voto eoutra semelhanles crtaciies.porquchavendoum
empregado especialmente eocarregado de entrar no
coohecimenlo e apreciarlo desse negocio, este emen-
den que tal oecessidade nao exista, por isso que no
seu relalorio ojo reclama. Sendo assim Sr. presiden-
te o enlendendo que se deve guardar orna proporclo
entre todos os pontos da provincia, derei, que a lis
posirso do arl. "il do regulamento combinado com
as oulras disposices que dao ao presidente da pro-
vincia sob ircposla do director geral da inslrucrao
publica a altribuic.au de crear eadeiras, sao muilo
rasoaveis conforuiain-se infeiramente com as minhai
ideas e por isso retiro a minha emenda visto estar
ella comprehendida noregulamentoc voto contra to-
das as emendas, nao s porque entendo que esse
augmento de inslrucrao co he necessario visto Bao
ter sido reclamado, como mesmo em alinelo ai cir-
cunstaucias pouco favoraveisdos cofres provinciacs.
Enteodo portanto, Sr. presidente, que na deslri-
buirio dos melhoramentos moraes e materiaes da
provincia se deve tambem ter em vista o dinheiro
de que se pode dispor porque qnanlo a mim o svste-
ma dos empreslimos he pernicioso elle traz quasi
sempra como consequencia o discredilo do paiz.
Assim, naoreeonhecendoa necessidade c ulilidade
das cranles proposlas, nao leudo ellas sido recla-
madas por quem competa, estando convencido da
oecessidade de nao se crear despezas que nao pos-
sam ser satisfeilas. eu estou disposto a votar contra
todo e qoalquer augmento de despeza, que nao so-
la reclamada por urna necessidade absoluta e ur-
gente.
leirho explicado n minha opinin e pero liccitri
a casa para retirar minha emenda, por iss que ela
n&o Ira mais do que um pensameDlo que ja existe
na lei.
Consultada a casa consenle esta na retirada da
eroeuda do honrado merobro.
Encerrada a discusso e posto a votos o projeclo
ha approvado; bem como todas as emendas a eiccp-
rio das que creara eadeiras na fre^oezia do Poco e
Ponte dos Carvalhos.
Dada hora,
O Sr. l'resiienlcdesigna aordem do diae levanta
a sesso.
e. materia' ecr ti c,^" cn,,n01das "-' | "* S rpo de polica he incumbido de velar
IrVd nadas'- aun u1.JS V? T* '"" ?"'," M ,e*ara0< *>* midieres ao lodos
2S22V LH^' llC ,',lc"1" as "P""?"< S""- egue-so que o corpo de polica he geral.
".,!!!": S 8 ""'"'"'''I e 'loria do [ l, Stnhor Diputado -Nlose secue.
Florencio :Kulflo o principio nao he ver-
Ja sei que aiegaraoca publica nao he
Sessa'o de. 17 de naaio de 1856.
Prasidenciu do Sr. ftario de CamarogiOe.
As II horas da raauhaa faz-se chamada, e lia-
vendo nomero legsl de Srs. deputados
O Sr. Pmldente abre a -es-ao.
( Sr. se. mulo teertiario le a acta da aestlo anlc-
cedente, que he approvada.
0 Sr. n ni aro secretario apresmla o arguinle
EXPEDIENTE.
1 raa pelic.in ,li Jnaquini Josc de Carrallio Si-
i|ueira VarejAo, profestor de desenlio no 4ivmnaio
Provincial, pldindo ser o seo ordenado igualado aos
demais professores do mesmo tjymnasio,A' com-
miiso de ordenados.
OSr. Marques rie Amor ji: Estranho, Sr. pre-
sdeme, aos debates parlamentares, pouco acostuma-
do a diftculir, nao pusso vencer o acauhamenlo que
de mim se apodera ao fallar pela primeira vez nests
assembla.
A posirao honrosa, porem especial,que uella oc-
cupo por ter sido o nico negociante, sem duvida o
menos habilitado, para quem as urnas eleiloraes se
nioslraram generosas, me faz sentir ludo o peso da
respcosabilidade que assami.
Nunca mais do que boje lamculei a falta de babili-
lac,es necessarias para que me fosse possivtl corros-
poudcr a coufanca dos meus commitleules.
Son porem senslvel honra que me fi7.crani, e,o3o
desejo que o mandato que recebi dene de ser re-
tribuido pelos serviros que devo prestar uesta casa
a classe commercial.
Urna das primeiras meessidades da vida he sem
devida, Sr. pjesidenle, a inslrucrao ; mas nina ins-
Iruccao adaptada i carreira que o cidadAo tem de
seguir na sociedade. Entre mis. Sr. presidente, soc-
cede o mesmo qoc em aleuns pazes : a mocidade s
busca as Academia de ireilo e Medicina, djespre-
tando moitas vezes a profisso que foi com liorna e
proveilo hor seus paisexercida.
Esta preferencia dada aos esludos classicos, nao
provem so da esperance de qne segoindo-se a magis-
tratura ou a medicina se sej mais feliz do que na
carreira commercial e oulras prolissoes ; nao, a meu
ver oulros tem sido os motivor. At certn lempo
olhava -se para o negociante como inferior aoadvo^ado
ou ao medico, porqoe de ordinario estes possuiam
urna inslrucrao que aquello nao havia tido boje
porm que o rommercio e a industria sao as fcices
caractersticas do no-so secuto, hoje que a rcgulari-
iac,tn dos imposto, as machinas, as emprezas e lodo
quauto materialmente desenvolve a riqueza e a ci-
vili da, compre que aquellos que se dedi.'am a vida
commercial na nossa patria recebam urna educarao
aproprada, educarao que na phrase do Sr. Cuvilier
Fleury possa fazer com que essa classe nunca fia
sacrificada a nenhuma oulra, que todas se eslimem
um da aprecindose mutuamente as rela^iics da
vida apenados; muitobem).
_Na Inglaterra, por cxemplo, os primeiros cida-
daos couhecem as machinas, as manufacturas, a
teographia e a coDlabilidade commercial, a i|ual faz
parle da inslrucrao primaria e he por isso que entre
elles nanea ha a menor hesilarSo para preslar os
seos eapii.e as grandes emprezas; fazem-no e
sempre com melhor resultado e com mais proveilo
do qoeem oulros paize, aoode o charlatanismo he
que altrahe mullas vezes os rapilaes. Urna idea uli
na Inglaterra acha sempre quem se preste a favorc-
ce-la, e como comprchendem a sua marcha e todas
as su pitases, sao capazes de apreciar os seus le-
sollados; preslam-llie lodo o apoio dos seus recursos
e forlona.
A provincia de Pernambuco, Sr. presidente, lera
um lulum bnlhanli-simn ; a sua posieflo tonogra-
phica, a superioridade do productos do seu" solo,
ludo (ende a desenvolver c augmentar cada da
mais o seu commercio : desejo portanto que meus
concidadaos possam aqu roestno convenientemente
iiabililar-se para lao dislincta carreira ; convini re-
mediar o mal, qne he boje por lodos reconhecido,
preparar urna mocidade que possa servir para os di-
versos estabelecimenlos commerciaes, o que se nao
pode encontrar agora, atienta a falla de urna es-
cola de commercio : Eis, Sr. presidenle, o motivo
por que Uve o arrojo de erguer a minha del.il voz
oesta assembla, mi para aprcseular o projeclo one
crea urna escola de commercio.
Sei e sou o primeiro a confessar, que inen trabalho
deve ser imperfeito, mas offereVo a esta assembla
para que o corrija, fa/.endo com que elle possa apro-
veilar em sua execnc,ao.
I.cjulsa-se objeclo de deliberar-aoc mandase
imprimir o segointe projeclo :
A assembla legislativa provincial de I'crnam-
baeo decreta :
t Art. I. O pretideota da providei neo aoloti-
eommerclo
.i Art, Cada um dos professores dessas inolc-
rias lera o ordenado animal de I:(MJB).
o Arl. .1. Ningucn poder.. matrieular-M as di-
las aulas sem ser approvado por examinadores no-
aaeados |^|a presidencia em caligrapi.ia, lingua
e lilleralura nacional, c em arilhinclica e alge-
bra, i
o Arl. 1. Os csliiilantes que enrsarem as dila'i
aulas e forem approvados nos spiis esludos serio
dispenHdoa do concurso que se exige dos pretenden-
tes aos lugares da lliesoararia provincial.
" Arl. 5. Os que, alein dos referidos exames
presentaren) altesladoa de frequencia dasjuilas de
Direito Commercial, e Economa poltica, e furem
"Pprovfldos por cxaminadoies nomeadoa pelo go-
lerna da provincia neslas materias c em fallar e
Iradnzii francet e inglez, ter.lo um diploma de ha-
billladoa em esludos commerciaes, seaO preferidos
para os lagares da thesoararia provincial.
- Arl. I. t) presidenle da provincia dar os rc-
uaiaenloa neceasarioa para a execoclo dota lei, c
licam revogadas as disposiroes em contrario.
o Paos da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, 17 de maio de 1836.Antonio Mar-
ques de Amoriin.
lie li lo e approvado o segoinle parecer :
A eomroissao erclesiasjica, lira de poder dar o
sen parecer sobre a preleucfto dos moradores da
freguezia da ltoa-\'ila, qoc pedem a dhrisSa da mis-
ma, requer que pelos canaes competente seja so-
bre este assurapto uuvido o Exm. prelado dioce-
sano.
Sala das comroisses I" de maio de 1836.A.
A. Sorna Csrvalbo.Mello Cavalcanti.Abillo la-
vares.
Vai mesa e approvi-sa o secuinte requeri-
menlo :
Hequeiro que por intermedio do Exm. presi-
dente da provincia peru-se ao consulado geni 11111
mappa demoiislrativn da eiporlarSo para o inlerior
e exterior do imperio, do assncr, agurdente, nl-
cool, mol, llgodlo, sola, vaqoelas c couros; que
ese mappa declare quaes desses gneros exportados
su de producto das oulras provincias; que por
elle se yejam separadamente asqtiautidades e as im-
portancias dos valores de cada um dos referido se-
eros em caria auno lina nceiro, a partir de tstl a
iS.il ato IS.ii a 1853 ; e finalmente que ee mappa
nao aprsenle mucar enalohariamenle, mas desen-
mine o branro rio mascavado c do retinado.
Iteq.ieiro inai que e-se mappa seja apresentado
qnanlo antes na presente se.slo.Ignacio de Uarros
Brrelo.
OKDEM DODIA.l
(."i1iin11.15.io da 2.a disenssao do artigo -2 do pro-
jeclo 11. S. que lixa a forra policial para o auno de
18.. a 1S37.
Vai a mesa e npoia-se a segoinle entend:
O augmento do sold para os capiiaes, inajor e
commanilaute, sera de 10? mensaes, e para os l-
enles e alferes de .V? meusaes.barra de l.a-
cerda.
O Sr. Florencio : Sr. presidente, lendn cu pe-
dido explicaces a uobre commisslo de flxaeju da
forja policial, dignou-se um de seus membros nao de
explicar-me as duvidas que cu linha cucontrado,
masdizero que vou ler, pediudc-lhe des ie ja, que
se acaso nao forem exaclas as notas que tomei, ari-
virla-1110 para que nao lome trabalho de o con-
testar.
O nobre depulado mcmbro.la commissao, a quem
pedi explica51.es acerca na inlelligeucia do S -1 do
artigo II do acto addicional, respondeu, dizendo,
que qutin creava despezas linbl o dever de as satis-
fazer, e que este artigo nao devia somente ser atleu-
dido pela sua disposirao e sm pelo seo espirito :
disse mais. que havia paridade entre o corpo de po-
lica e a casa de delenrao, e concloio Multado pelos
comprim--o- a que eslavara obrigados os cofres pro-
vinciaes.
O Sr. Tbcoioro : Foi islo pouco mais ou me-
nos.
O Sr. Florencio : Tendo tido a felicidade de lo-
mar fielmente o que disse o nobre deputado, vou ver
se posso destruir a sua argumentaran.
Eu ditia,Sr. presideute, que o arliao II era claro,
era explcito, era terminante e entenda assim, por-
que obseryuva 110 mesmo artigo, apenas impoila a
casa a obtigacao de fixar a furr.a snb proposla do pre-
sidente da provincia l.; Se o nobre meml.ro da
commissao livesse de seu lado raz.es de vanl^em
social,razoes fundadas na jurisprudencia, sesuramen-
le nao as leria desprezado, Irazendo urna argumen-
taco de dedocOes, urna argunienlatao de paridade.
O uobre depulado a quem mi falla talento e ma-
neiras do convencer, securaineole nao ira nesse
campo procurar razn para fixar a sua opjniao, se
as achasse nos principios da jurisprudencia e da or-
dem ; porm nada disse a esle respeito e contcntou-
se com a dedueao de que quem crea despezas. deve-
a pagar.
O nobre depulado Irouse lamben) como argumen-
to eiu apoio rie na opiniao exemptos rie paridade.
Convui, que en demonstre casa e ao nobre depu-
lado, a quem me dirijo, que nao he pos*ivel lirarem-
se deduccOes de objeclos trio serios, e se elle me des-
se licenca, cu llie Iraria opinics mui respeilaveis os
um fuuccionario que a ello mais do que a mim com-
pre acatar e respeilar, e assim provarIlie-liia que
em qoesICestao melindrosas, quando se tem de exer-
cer urna altiibuir.i.clla nao pude ser exercida scuo
em virludc de le expressa.
Creio, Sr. presidente, que urna despeza de 150 a
:U0 contos de rcis he um negocio de importancia, e
que nenhum poder a deve decretar sem que a lei
imponlia es-c dever, assim romo me parece impor-
tante, me parece pouco regular, que se considere
que a assembla em virtnde de dar dinheiro, tenha
direito de dar regulamenlos. E sinto, sr. presideute,
que atguem que se moslra lao celoso do cdigo, me
mi tenha ja dadoalgum aparte.
O Sr. A. Cavalcanti: Ja proleslci n,lo Ihc dar
uparles.
O Sr. Florencio: Pois pode da-los, porque es-
tou disposto a camiuhar com luda a calma nesla dis-
cossao, porque ella precisa de calma.
A consequencia que lem-se litado de que as as-
sembla* provinciacs em razao de fixar urna funja
policial, a paguem, tem levado tambem ao absurdo
de se consideraren) ai assomblas provinciacs habili-
ladas a dar-llie regulamenlos e impor-lhe penas, no
quo a meu ver tem exorbilado, tem invadido as at-
tribuircs dos poderes seraes, porque eu enlendo
que as assomblas provinciaes nao podem dar seme-
lhanles regulamenlos.
I'arccc-me, porlanlo, Sr. presidente, que lenlin
domonstrado, que seguramente se nao pi.de entender
do acto addicional, que quem crea despezas deve pa-
sa-las,c assim o nobre depala lo ha de concordar co-
ntigo, que 111 Jcvidamente csrregam os cofres provin-
ciaes com essa despeza.
\ crearao dos juizes de direito pcrlence iudulula-
velmentc as jsseniblcas provinciacs, porque sSo ellas
quem crcam as comarcas, entretanto aos cofres ge-
raes corre a obrigac,iio de pagar essa despeza, logo, a
razao nica que o nobre depulado tem nao procede,
porqtc ueste caso ve o nobre depulado que as assem*
blas provinciaes crcam utnadesjeza, que lie paga
pelos cofres geraes.
Agora quanio a paridade, eu jolgo-me despensado
de aprcseular urna argumeutacao, porque ollcreccrci
ao nobre depulado opiuii.es de pessuas muilo mais ha-
bilitadas do que eu, e a quem onobre depotado tri-
buta seiia consideraran e respeito. Veja o nobre de-
pulado que disse o ministerio da justira no relalorio
de 1831 .1 1852, e segura mente su convencer de que
as casas de correcsao e dclenc,3.> sao provinciaes.
Essa opiniao he seguida por humen- lao dislinclos,
por tonccionatios de 1,1o alta callicgnria, de lio reco-
cidos tlenlos, que eu nada acresceularei ao quo,diz
o Sr. Euzebio 110 relalorio de 1831 J.)
Note bem, que elle alo quer que se cslbelecam
no centro da provincia cadeias pagas pelos cofras
provinciaes c anda vai mais lunge 110 relalorio de
IsiJ"quan ,0 diz : ..la"-;
Parece pois que esl reconhecido por esses dislinc-
los funecionaros, cujus (alelos e lluslrarao nao po-
dem ser contestados, que as casa de correceSo e
detentan sao objeclos provinciacs; todava permita
o nobre deputado que cu anda de minha piopril
lavra llie faca urna pequeua observaj.iu, alim de rie-
monslrar-lhe que a discuss.lo inc fui muilo salisfalo-
ria, lano mais quanlo lenho de responder ao nobro
deputado, que por suas maneira delicadas quasi que
me despensava de o fazer.
Atienda o nobre depulado para o artigo 10do acto
adpiccional que diz: j e veja que cootiooa anda so-
bre casas de soccorros pblicos, ele, ele, mas no t
U, q 11. mo trata da uxaetto da forja, o que diz?
K Tambem rmpele as assemldas provinciaes fi-
xar sobre propoala dogoverno a forra policial.
Pois lera o legislador cornmetlirio um erro desle,
quando tratando das casas rie delenrilo, da soa cons-
tiucto e rgimen se exprime COU oda a clareza, c
mo diria tratando da forja policial que as assem-
blas provinciaes compela lixa-la e decretar a res-
pectiva de-pe/a.
I'm Sr. Depulado: i comproliendidu em
legislar.
O Sr. Florencio: Mas nao diz qoc lambem
compele lesislar. diz smenlc nuc compete fixar.
OSr.Oliteira: Mas como fixar tenao legis-
lando.
O Sr. Florencio : Tambem a assembla prnvin-.
cial lun commctlido um abuso, tem excedido as suas!
allribuicoes, porque lenho ouvido uer.ilmenlc as
Des*oas entendidas, que m assemldas provinciacs
nao podem dar rcgulaincnlos impondo penas de pri-
sSo, entrelanto qne no corpo de polica ha penas de
:', I e i anuos de piisao; a consequencia da allri-
boirao de dar dinheiro, levuu :i dar regulamenlos
impondo penas de prisSo, resollado da na inlelligcii-
cia que se tem dado ao acto addirinnal.
I^Eu mo lenho contiecimciilo oxaclo, nao achci e
lulo sou dos mais curiosos para andar procurando,
mas me parece que lugamente quem indicava as
necessidade da provincia, cram os couselhos seraes,
essa itlribuiCSo passou as asseinblas provinciaes, e
me parece que as assomblas provinciaes, prceiichcm
halmenle a sua minio, lixaudo qual u numero da
forra precita 300, 800 prosas, etc., lixa-se a forra
uuicamcule, mas pagar-llieV'Oh .' senhores.' marcar-
Ihequola no oreameiilo, donde se collige esse dever/
Eu estou persuadido qne o nobre deputado gpezar
de sua lialiilnl.iile nao podera' approvar islo, alm
disto o nobre depolado deve alleudcr a que o corpo
de polica he lanto geral quanlo assuas allribuiroes
sao todas geraes.
f) Sr
dadeiro
geral.
HJmSenlfr Depulado:lie, sem duvida.
II Se. Florencio : O ItrviCO do corpo de polica
be pira garantir leguranfi publica".'
( inSenhiir Deputado : E mi deve a provincia
manler a sesiiranra publica?
O Sr. Florencio : Parece-me, lenhor presiden-
le, que o corno de pulira he geral, porque elle he
incumbido de velar n eeguranra geral e a polica
municipal lie|aqucll,i que he incumbida da segoranc
publica no que loca a execoco das posturas niun'i-
cipaes.
Elanlo he assim,senhor |ircsidenle,que eu vejo lo-
dos ni nohrrs deputados veem a i-amara municipal
crear empresarios seus, a quem pasa soldados chama-
dos guardas monicipaes ; c porque a cmara creou
Csscs empregldos ? Purqne o corpo de polica n,lo
se prevtava a essas fnneer,.' municipae, de maneira
que hoje a polica municipal he execolada por e.s
individuos a qoem a cmara pasa, chamados guar-
das monicipaes e o corpo de polica he incumbido
doetercicio de objeclos seraes.
Depois, senhor presidente, se querem considerar a
polica como provincial he preciso attender-se a um
eerlosxsienta : eu vejo por exempl... que no Ido rie
Janeiro ha pooco foram aili relimados dooscapilaes
do corpo ri polica com o sold por inleiro, cntre-
linto que o pobre ollirialde pulicia de Pernambuco,
se no desempeiiho un seus deveres licar motilado,
licar inabililado para o servieo, ir morrer rie fume.
O Sr. Theottoro : Lamento de coricio estas
cousas.
O Sr. Florencio : Se o nobre deputado lamenta
de corarao estas eousas qual he o remedio ? O reme-
dio he lomar seral o corpo rie polica como esl por
asiim riizer indicado na consliliilcio e eu peen ao
nobre depulado, que lea o art. 65$ 10 da constitui-
rlo, rie maneira que assim us nao lercmus sent
soldados rie polica mal pacos, oOieiae* de policio
mal pagos, ofliciaes de polica mal recompensado e
o resollido d'isto he que mi leremos a melhor po-
licia, porque os cofres provinciaes nao podem ir alm.
Me parece, que o dinheiro da pruvniria se deve
Sastar nicamente miquillo que u acto kddicional ex
pressamente declaroo, que se gastas, e se liraiinos
urna porcia de dinheiro para pasar ao corpo de poli
ca, o resultado he que elle ha de ser mal paso, que
nao ha rie cumprir seus deveres, porque Dio pode ;
porque quando o oliicial de polica livor de marchar
para urna deligencia arriscada, elle exilar ante o
cunipnineuto de seus devens. porque lem a certeza
de que se Bear inulilisado, no oulro dia vai morrer
de lome, visto que o regulamento nao Ihe da segu-
ranca nenhnraa. .
Assim. se o nobre depulado insiste anda em que
o corpa de polica he provincial, est na obrisaro
de dar a es les (uiiccionarius lorias as garanMil neces-
sarias em oiriein, que elles possam bem cumprir a
missao de que se acham encarregados.
Srs., eu liojo fallo coa um pouco mais de pralra,
fallo com ocoracSo nal mos, diga a verdade, como
sempre disse, mas hoje com mais experiencia, pode-
rei dizer inconveniencia, fallando, mas nao delxode
dzcr a verdade.Eu hoje avista do lugarquoexcrjo.le-
nho vislu que, o corpode polica cuinpre com os* seus
deve.es, faz sacrificios, e se os nobres deputados fos-
semlestemunhascomo eu son, coiicorriariam que esse*
filados merecem ser mais bem tratados, merecem
tar em uielhorcs conriires, avista do continuo
marche marche, permilta-ar-me assim dizer, em que
an.lam conduzimlo presos do cenlro paia a cidade e
da cidade para o centro, Irazein-tios sempre eincon-
linuo exerc.cio.exercirio esle que as vezes causa mor
le; entretanto esse corpo lem om sold muito esca-
50, muilo menor do que salario de qualquer Iraba-
IhadOT de campo 011 da cidade.
Um Senhor Deputado :Esta justificando o artiso
nao he isso ?
II Sr. Florencio : Se eu entendesse que o corpo
de polica era provincial, dou a minha palavra ao no-
bre depulado, que havia de coneoner o meu voto
para que se desse mais dinheiro aos olliciacs e solda-
do?, c tambem para que delles se exisise inaior sem-
ina de responsahilida le, porque he urna verdade re-
conhecida, que os olliciaes de polica da provincia de
Pernambuco, nao tem iienliuma das garanta!, que
lem os olliciaes de polica na corle, aonde sao refor-
mados com o sol lo por inleiro.
O Sr. Olicelra : A aMembla provincial pode
fazer oulro tanto.
O Sr. Foaminondas .Ja ha
islo.
O Sr. 1. Secretario faz a leilura da acta da ses-
so antecedente, que he approvada.
L-se e appruva-se o sesuinte parecer;
Sendo presente a commissao de conslituicao e po-
deres o diploma do Sr. depulado Isuacio Joaquim
rie Souza Lelo, achou-o esta conforiiiej com a acta
geral da apararlo, o assim lie rie parecer que o mes-
mo senhor seja admitlido a preslar juramento e to-
mar aliento.
Sala la commisaoM M di Mato da I83ti. tis
F ilippe.Augusto de Souza Leio.A. Cawalcanti.
leo senhor depfltadii iiitrodu/.ido na sala com as
formalidades do eslvlo, presta juramento c loma al-
iento.
O Sr. I.- Secretario declara nao haver expediente.
Lose e a|iprova-se a redacjlu do projeclo n..j des-
te anuo.
L-sc tambem e appruva-se a redaccao das postu-
ras do l.imoeiro.
OHIIEM 110 DI4.
Continua a discosele acerca do art. -J.- do projeclo
que lixa a forra policial para o amm linanceiru de
I8II a |s.",7.
O Sr. .lose l'edra oppe-sc ao artigo.
v ai i. n.esa apoia-se a sesuinte emenda
a invaso do cholera nao houve engerido que mo
sollresse, mais 00 menos, era coutqueocia da perda
de escravus, fcando alguns ate de fogo niorio, co-
mo vulgarmente se diz, e diminuindo-se em lodos
os proiiuclos, que rieveram colder no lim do cor-
rei.le auno, quando ja lem comeciido o anuo linan-
ceiro vindouro ; do que ludo resulta, que 1 receita
da provincia ne^se auno deve ser realmente muito
pequea. Me parece, pois, que os Clculos prova-
veis do Sr. inspector talvez lendam de faldar, nao
podenito esta assembla dispor de mais de23::28:9590
para as obras publicas.
OSr. Florencio :Afliaiira?
O Sr. Tlicodnro :Logo rhcsare a opiniao que
bellamente suslenlou o nobic deputado.
Esses foram, pois, os motivos, senhor presidenle,
que levaram, com pesar, a discordar de meus nobres
COllegas de eommissau. Nao querendo, porem, ser
oblliotdo, c nem podando occultar a verdade, reco-
nheci com elles, que lodo o corpo delpolicia e espe-
eialmenle as suas praras de prel eslo. com cuello,
muilo mal pagas; c que por isso era necessario aus-
mealar ao menos o deltas, .le qualquer forma possi-
vel. Propuz enllo aos meu nobres collegas, um al-
vilre, que tenda 11 harraonirat o augmenlu de sol-
xrliso aildilivo.Os olliciaes destacados, lerao as (', qual o desejavam, com o estado dos cofres pro-
mesmaa vanlagem, que teriam, se eslivessem reco-
lliidus ao corno.
O Sr. Machado da S'ilca:(Nlo reslluio seu dis-
curso.)
Da la a hora o Sr. I'rcdenlc desista a ordem do
dia e levanta a sessao.
um projeclo para
O Sr. Florencio :Mas, a qneslao esta em que
o carpo de Doliera he geral, porem se essa idea uao
passar a assembla provincial tem esse direito.
Eo vou ler o arl. 15 16 da conslituicao e pero
a .ilteneo da casa, espeeialmeufe a do nobre incin-
bro d, commissao, que me parece se ha de conven-
cer com esle argumento.
OSr. Machado da Silva ; Se me convencer,
vol.
0 Sr. .1. Cavalcanti :E eu lambem.
' 1 Sr. Florencio :Eu ritssc c me parece que dis-
se bem. que osJ do arl. 11 do acto addicional, diz
su /Lear 1 forra policial e dalu deduz o uobre de-
putado a obrigarao de se pasar essa forra, eu porem
enlendo o coutrarlo e vou mostrar 110 nobre deputa-
do com a consliluicao, que essa redoslo nao he re-
gular, direi como disse um vclho senador em algum
lempoQuando se falla com a conslituicao na ms,
todos se devciu convencer.
Diz o arl. 13 S til da ronstituirao : [Id] Pois ca-
bio mo he claro desta disposirao, que nem sempre
ha obrigaetu de pagar as despezas creadas ? O aclo
addicional usou da phraselixar a forrae nao im-
poz o preceito de pasar.
(m Sr. Dcpalado :Crear empregos provinciaes
e marrar-lhe os ordenados.
O Sr. Florencio :Aonde esl islo ?
O Sr. Machado da Silca :Esl aqui (le).
_ Sr. Florencio ;No lem applicirao a questio.
Eu ja disse ao nobre depulado que o arl. 10 e os
seus de la 10 se iprimem por orna forma, mas
o 5 11 nao diz legislar, phrase empresada em todos
Os oulros g do art. 10. Eu vejo, Sr. presidente,
que o acto addicional diztambem compele as as-
sembla* pruvinriaes islo, nqullo, aquillo oulro, c
fixar a furfa policial, mas nao dizlegislar.
O Sr. Olneira :E como ha de lixar se nlo le-
gislando?
O Sr. Florencio :A onde Ht a obrigajo de
legislar ? O aclo addicional nao impoz, s se o no-
bre depulado quizer anda par dedo(jao chegar a es-
se resultado, mas eu enlendo que por deduces se
n.lo podem tomar semelhanles einpenlios.
Um Sr. Dejiulado :Urna vez que sejam lgicas
e jusidicas de um excclienlc raeio de argumentar.
O .s'r. More/icio :He verdade que quando fu
rcm losicas e jurdicas he um excellente meiu de
argumentar, porem onobre depulado nilo se preva-
lecen dislo e ninguein dir que he lgica, que he
jurdica a dedcelo do nobre depulado e se no riei-
xarmos levar por dediicces enllo iremos ao infinito
Eu enlcn lo, que se ri urna verriadeira anarchia to-
das a vcze que se quer excrcer ama allribiiicAo.
que nao est expressa na lei, quer se encare pelo la-
do d cxercieio ricsla atlriboicaa, quer se encare pe-
lo lado da exccucAo, porque lo so eousas rie mili-
ta importancia, que senao podem decidir por riediic
res; qu.-iudo c 1-ui de exercer urna atlribuirlo de-
ve ella estar expressa c definitivamente outorgada
pela le : isto os nobres deputados cora a Icaldade
que os caraclerisu nao me podem neg^r.
Nos poderemos chegar a um iccordo e eu estarei
O Sr. Iheoilaro :Sr. presidente, crcia V. Exc-
e a casa, que he com profundo pezar que lomo par-
le na riiscussao, porque vejo-nic obrigado a discor-
dar da opitiae dos meus nobres collesas, membros
da commissao de Diario de fotea policial, na parle
relativa ao augmenta desold que propoetn s pra-
eas e olliciaes do corpo de polica ; ausmei.to com
quo me nao rouformei, etn consequencia do que
fui obrigado a asssnar-ma vencido em parle 110
projeclo que se discute. Entretanto, nlo supnonha
\ Exc, c nem a casa, que fosse por desejos de nlo
lavorerer e melhorar al circunxlaiicias das pracas
du corno de polica e de seus olliciaes, que lome-
me dissidente do meus indires collesas de commis-
sao, mas sin, porque entend, que em razio da de-
ficiencia dos recursos pecuniarios da provincia, nao
devia concorrer cora 0 tiisu vol, alim de que se
augmentante o sold dessas pracas e olliciaess na ra-
zan proposla.
fsr. presidenle, parece com elleilo que a provin-
cia de Pernambuco vai em caminho rie prosperi-
dad!! : ao menos ninsocm dir, que Pernambuco
de hoje seja Pernambuco de eras passadas.
' 1 Sr. Diputado :Nao obstante as calamida-
des que sobre elle tem pesado.
O Sr. Tlieodoro :He verdade, mas confessemos
que esa sua praiperidlde he devlla em parle ao
zelo daquelles que tem estado incumbidos da admi-
nistrarlo desta provincia, c em parle aos esforcos
desla patritica assembla, que lem sido solicita etn
promover o seu dcsenvulvimento material e oro-
gresso. *
O Sr. Oliceira :E ao bom senso dos l'ernani-
bucanos. Apoiados.l
<> Sr. Theodomt:Diz muilo bem o nobre de-
pulado. E igualmente ae, bom sonso dos Pernam-
bucauos que, recoiihecendo que nada podem lucrar
com ledlcOei e raovimenlos revolucionarios, tem-se
coaservado na tranquillidade, na paz.
Diza eu, Sr. presidente, que a provincia de Per-
nambuco pareco felizmente, que vi em boto ca-
ininlio. A prova disso temo-la nesses edificios m-
purtaules, que se ersueni oesta cidade, construidos
com auxilio dos cofres prov nciaes nessas diversas es-
tradas, qua wn ditrerenles rumos e por mais da \>
leguas oil'erecem coinmodo Irausilo ; na corapa-
nhia da uavegasa.) cosleira, cojo principal lim he
lavorecer .1 asricullura ; as obras de caiialisacao
qua ella, auxiliada pela provincia, emprebcu-Je e
actualmente oxenla ; e finalmente, senhores, no
grandioso mcllioramenlo que tanto ambiciouava-
mos,na estrada de ferro, que com grandes esfor-
cos e nao meos sacrificio, brevemente seri umi
realriade para ufa.
O Sr. Florencio :E por ludo islo vola contra o
augmento.
O Sr. TheoJoro :Tenha a bondade de ouvir-
e, e vera se leudo ou nao razao para faze-lo. Se-
ria eu, por cerlo, sohreroaneira iuconsequenle, se,
descrevendo, como o hei feilo, o estado apparenle
da provincia, pretendesse chegar a couclusao de que
o sold das pracas e dos olliciaes do corpo de poli-
ca nao se devia augmentar : portanto, o nobre de-
pulado, o que deve suppor be, que a minha
arsumetilaeiio nao esl completa.
O Sr. Florencio :Estou ancioso por ouvi-io.
O Sr. Theodoro:.Mas, senhores, o que revela
lodo aquelle estado de prosperidade, a que deno-
mine de apparenle ? llvela, que a provincia ha
leilo ura Morco extremo para consegui-lo ; revela,
quo no proposito de promover os seus melhorameii-
los materiaes, tem ella coutraliide obrs^coes mui
gravo, a poni talvez de carcm compro'mcilidos
seu recursos.
Conven), pois, que em lacs circunstancias sejamos
mu caulclo-os, alim rie que possamos dar realisa-
j-ao, e cumprir fiel e relisios.mente lodos o cora-
promissos que havemos conlrahido.
Abr, senhores, a noss Mlleetlo de les, c veris
que, as do anuo de 1854, l esta a de 11. 354, au-
torisando presidencia a coulrahir um emprestimo
de UO contos de rea para fazer toce as despezas re-
sultanles dos inelboramentos materiaes. He urna
divida, nlo nos illudamo, senhores, que pesa sobre
a provincia, e que cotivcm e deve ser amorlisada
dentro em breve. O que vemos mais ? Vemos que
a lei n. 3)3, daquella mesmo anno, aulorisou an-
da a garanta do juro addicional de 2 por cento ao
de 5 por cenlo, garantido pelo governo seral, pira a
conslrucjao da estrada de ferro. Temos porlanlo,
comprouiissos e compromissos mui oneroso, e por
consesuinle convem, que nos liabllemos desde ja
a podc-los aaUIatef uppirlun inienle. porque do
riitilr.or.il o nosso crdito ser abalado, e sutlrer.i
consideravelraenle. Imitemos nesse ponto ao go-
verno seral, que ion ponlualmenle da sali-feilo os
seus compromissos conlradidos com os estrangeirns.
Digo, pois, Sr. presidente, que em conequencia
da divida passiva da proviucia, c do onus prove-
niente da garanta do juro para a conslrucrlo da
linda frrea, dovemos u3o comprometler o fuluru,
cumprindo-nos ser cautelosos e prudentes, quando
houvermns de decretar despezas.
Mas nao he somente por isso qoc convem, que o
sejamos. Se por um lado a provincia pelo de-cn-
volvimcnlo material que lem tido, edeqoejavos
fallei, senhores, parece cimiuhar para a sua pros-
peridade, posto que esse desenvolvimcnlo material
encubra ossacrificiosj qae para coiisegui-lo tem el-
la feilo ; por oulro lado vemos, que ainda mui-
lo resta a fazer, porque muilas de MM neces-
sidades reclamara prompla salisfarao. Anla por
isso, pois, deveraos ser prudlntes e cautelosos na
dcrrclarao de despezas.
A falta do bracus, por cxemplo, de que ja se res-
senlia a provincia e o imperio, em consequencia da
exlincrao do vergonboso trafico de Africanos ; a
falla de bracos, que cresccu senslvclmente com a
appariglu da epidemia, que acabamos de solfter ;
a falla de bracos, que vai matando a agricultura
exige a nosa mais seria ttciic,!o. para qae esta
lo perera de todo, e dahi a necessidade de pro-
moyer-se a colonisaerio, sem perda de lempo.
Eis, porlanlo, provada a existencia de urna ne-
cessidade importante e imperion, que reclama ser
1; necessidade que ? poder selo por meio
inierprelai a le, poiq
quero anarchia, eu nao quero desorden, eu quero
ludo quauto for justo, possivid e razoavcl, quero que
respailemos sempre o aclo addicional, que be a lei
que nos serve de norma. Portanto eu estou proinp-
lo a aceitar qualquer emenda ueste sentido, mesmo
porque ardo melhor que sigamos essa marcha acon-
acldada pela prodencia e pela independencia que de-
ve earaelerisat a assembla provincial, porque eo
direi, que um poder lie indcpendeiile quando obra
na espiten de suas altribuljOes, Digo, que nos nao
devenios ler o menor recelo de seguir o alvilre, que
acaba de propor porque eslou convencido de quo os
poderes geraes dio de dar os noas repreenlaro8s
odevido acalatncnto e coiisegunlemeale hilo de de-
clarar que essa despeza he seral, hilo do fazer islo,
tanto mais quanlo eu vejo com enldusiasmo que ja
a provincia de Peroambiicu n.lo he Iralada como
oulr'ora, como lilha bastarda.
Senhores, os elemento rie ordem devem ser di-
seminados por toda a provincia e mis venios, que as
emprezas que vio apparecendo, sao urna prova dos
benficos resultados desse elementos de ordem ;
urna nova era, urna era de prosperidade se acha
.iberia anle nossos odos e porlanlo nlo devemos ler
0 menor receio de que o governo geral deixe de nos
atleniler, quando rcprcsenlarmos rom jusliea lauto
mais quanlo cu tendo consriencia deque a anarchia
e a patriolagem perdern) seus asvlos na pro-
vincia de 'Pernambuco ; a anarchia' e a patrio-
(acem que por umitas vezes lem arrallado a nossa
provincia, nao pode subsistir com a Irabaldo, com
as emprezas uleis, que vio apparerend. eulre no,
rom ellas rirs.ipparecerao os Imbuidlo-. Asara de-
ve haver de nona parle calma, llevemos exercer as
nonas attribuijdes, cumprir os nossos devores, e ze-
1 lar 05 nosso dire'los.
Finalizo, Sr. presidente, esperando quo o illulre
memoro da eomminlo a quem me dirijo especial-
mente, se disnc provar-me que seguranja publica
he objeclo provincial, que rio -2 rio art. II do acto
addicional c pone deduxir o direito rie dar regala-
nclitos o de pasar essa forra; cmlini cu espero nina
rerposta em orriem, ou que elle me denn.va do
meu proposito, da mitiha couviccio ou que enllo ve-
nda ser mais um defensor ria minha idea, que real-
mente lia verriadeira, lio o que se podo dcduzir das
disposiroes c do acto addicional,
O Sr. Machado da Silva :Era alinelo ao no-
bre depulado pero s palavra.
OSr. Oliceira .;Nao devolveu seu discurso.
Dada a hora
" Sr. 'residente designa a ordem do dia e levan-
ta a sp-sao.
Por ventura a seguranra publica nao he geral J
Ilesesarmeole, eo.qoefazo corpode polica? Cuin-
pre (odas as obriga^Oes tendentes a segurancia, pu-
E nntai, senhores, qoe nlo foram si. estas as ra-
zos, que me levaram a n.lo assenlir no ansmento
do soldn das pracas o dos ollk-iaes de polica, na
conformidad! do artigo que se discute ; nao ; foi
lambem a diminuirlo provavrl da receila futura
da provincia ; foi o relalorio do Sr. inspector da
(desouraria.
/ m Sr. Deputado :Islo de sempre o mesmo.
O Sr. Theodoro :Perdoe-me o nobre depulado.
Eu suppondo, que as circumstancias actuaes a
provincia nlo pode cerlanicnle com tantos empe-
nlios que sodre si pesam...
(' Sr. Florencio :Tem o remedio em si.
OSr. lAcoi'oro:Nlo podera salisfazer esse em-
pendos seus e totalmente suas neeessi lades...
( Sr. Florencio*Teta dinheiro.
O Sr. l7iiodt.ro :Eu lambem desejo, tanto como
o nobre dcpalado, que a provincia disponda de
recursos beitaotea para as suas necessidades, para
desouerar-se de seus compromissos ; mas em face
do relalorio do Sr. inspector da tdesouraria, no qual
elle nfllcialmenle declara, que em grande parle a
receila futura, que de exista, esta compromcltida
rcctio ante a responsabilidade ^e concordar com os
meus nobres Collesas da commissao no augmento de
sold, que propoem.
fin Sr. Depulado :O Sr. inspector anteara sem-
pre o mesmo em seus relatnos.
O Sr. TVieodoro :Porem osle anno de m modo
bem grave : diz elle : (l
Somente 23:2828590 n. para as obras publicas :
O que quer .;i*er islo, senhores?quer dizer, que
depois de satisfeitoi ludas as despezas, todas as mais
urgentes necessidades da proviucia, as de qoe se nao
pode prescindir, resta apeaos para as obras publicas
23P2825390 rs....
O Sr. Florencio :Eu dou-lltc cetn.
'.' Sr. IVifooro :...Etitrelanto, qua nos anuos
patSiidoi tal ora a receila da proviucia, que, salis-
r,izenilo-sc lodos aquellas necessidades, empregava-
se quasi que a melade da mesilla receila naqneile
rama desrtico publico. Eo pono prova-io. Aqui
esli a lei do urramenlo vigente, e suinmaudo-sc as
vittciaes, e cunetilia elle em qoe por esle anno me-
lliorassemos apenas o sold das prai;as de prel, aus-
inenlando-o, a cada urna dcll.s, com 00 ruis, e nao
com liHI ruis diarios, cuinos e me propuoda ; lican-
do assim adiado para pocas mais felize, e circums-
tancias mais lisonseiras, o ausmenlo do sold dos
olliciaes ; mas os tueus nobres mllegas, que eslava
era maiorii, rcspuiideram-meou ludo, ou nada.
Porlanlo, nao mudando cu de opiniao, vi-me na n-
l'orosa necessidade de assijiiar-ine vencido em parle
no projeclo oircrecido pela maioria da commissao, e
por ese motivo he que agora me explico.
Eu, senhor presidente, insistiudo no alvilre, qus
lembrei aos meus nobres rollegas da commissao, vou
propo-lo, como emenda, ao arl. 2.- que se discule ;
e, devendo a casa escolher entre 1 muida emenda e
esle artigo, permillir-me-da que faja ama simples e
ligeira coufronlaelo acerca de amdos.
A' passar o arl. 2.-, (al qual foi adoptado pela
commissao, ve:n a provincia a ter mais de despeza
do que al enllo a quintil de l:fi00sOO rcis.
O Sr. Jos l'edro :10:000.- c lautos mil res.
O Sr. I'heodoro :Agora vejo que assim deve ser,
porque nao inclu no calculo a ratificaran aos olli-
ciacs. Entretanto que, lal qual esta concedida a 1111-
uha emenda, teru os cofres provinciaes da despen-
der de mais apenas a quautia de 8:(KKIS00)re tantos
mil res.
A minha emenda deve, por cnnscguinle, ser pre-
ferida, porque a provincia nlo pode supporlar des-
peza maior que esta. Sei bem que se me pode pedir
a razao porque, no concurso das necessidades das
pracas de prel, c dos olliciaes do corpo de polica,
entendo que devera as daquelles merecer-nos mi
alteiii.-ao, e ser preferidos as desles ; mas em respos-
la direi, que presumo n.lo haver pessoa alsuma que
ponha em duvida, que as pracas de prel do corpo
de polcia esto de peior condtro, e prtporcional-
inenle menos bem pasas que o seus ofliciaes, reco-
nhecendo todava, que estes lambem nao o eslo sa-
Usfcctoriimente.
O soldado de polica, que lem actualmente um
sold exiguo, esla sujeito servieo arduo e pesad-
simo, de modo que nao pode dislrabir-se delle para
outras oceupacoes lucrativas: entretanto, que os olli-
cines, que alias nao esblo bem pasos, tem ludavia,
por compensarlo, servieo menos arduo, maior im-
portancia, mais saraulias e mais sozos finalmente.
'm senhor Depulado:Isto he peior.
O Sr. Theodoro : E tanto assim he, tanto ha
maior necessidade de qae se augmente de preferen-
cia o sold as piaros de prct que aos ofliciaes do
corpo de polica, que, se lanearmos as Vistas para o
quadro desse mesmo corpo, observaremos que um si.
lugar de oliicial de polica iiao|csl vago,o que indica
que com os vencimenlos, que percebem, podem vi-
Ver.....
t'm senhor Deputado : Nao da losar, por mais
usigoificautc, que nlo teulia pretendentes.
O Sr. Theodoro :.....tanlo que os procuran) e
solicitara.
lia um aparle.
Mas, e procede o sen argumento, direi enl,lo,que
da necessidade de que augmentemos as vencimenlos
de todos os l'uuccionarios pblicos, porque lodos es-
lo pessima e miseravelmenle retribuido-. ;N3o
apoados'
Portanto, sendor presidente, oflereco a considera-
rlo da casa a sesuinte emendatsnbstitliva ao arl. 2.'
do projeclo. (\i;
Suppondo que fica explicada a razao porque ds-
cordei dos nobres collesas da commi-saV.; e qae
igualmente justiliquei, como permittiram as miulias
forras, a emenda que acabo de ollerecer, na qual
proponho augmento de sold somente para as pracas
de prel do corpo de polica, c na razao apenas de
til) res diario.
O Sr. /.cal:Mas se nao ha quola, porque aus-
menia 1
O Sr. Theodoro:O nobre depulado nlu me en-
lendeu. O que eu disse foi que, en) vista do relalo-
rio rio Sr. inspector ria Ihesouraria, depuis de salis-
failai as necessidades as mais urgente! da provincia,
reslava apena!, da recolta nara o anuo linancer
futuro, a quautia de 22:2<3'.I0 rcis ; e que portat
lo nlo couvinlta que neatai circumstancias autor!
sanemos despezas avaltarias, como a que propoz a
commissao, mesmo perqu muilas oulras necessida-
des mais importantes, que a do ausmenlo de sold
ao corno de polica, rectamavam imperiosamente ser
salisfeilas; porem oque eu nlo disse foi, que se
nlo augmcnlasse em menor proporc.lodo que propoz
a commissao, o mesmo sold das pracas de prel desse
corpo.
Ja v, porlanlo, o nobre diputado dirigindo-se
10 Sr. Leal que no meu proceder nao ha incouse-
queni'ij ; e devo eclarar-lhe, que u3o volando pelo
augmento de sold aos olliciaes do corpo de polica,
vol lambem contra essa emenda
Supponho ler justificado a razio porque discordei
dos meu nobres collegas da commissao,c bem assim
o voto que pretendo dar na materia qoe se discute
Agora ilitisir-rne-hei ao nobre depatado ; fo Sr.
Florencio mas devo confessar, que nao lenho a vai-
ilosa presumpeo de que possa convence-Io de qoe
uo he verdadeira a sua opiniao, porque o nobre
depulado j dccUirou que 13o intima e profuuda era
essa opiniao sua
0 Sr. Florencio : Isso nao inhibe, que o oobre
deputado tenha urna con.vicc.5o mais profuuda, que
destrua a minha profunda opiniao.
O Sr. Theodoro :Nao lenho, repito, a presump-
co de que possa convencar ao nobro depulado de
que, assim como temos o direito de fixar a forca po-
licial, em viilude do S 2." do arl. II do aclo*addi-
cioual, curre-nos igualuenlc a obrigarao de subven-
cionada.
O Sr. tos Vedui: A consequencia he forrada
OSr. Theodoro :Eu anda nlo deduzi a minha
argumentarlo ; como dizer-se que a consequencia
de forjada ?
O Sr. Florencio d um aparle
O Sr. Theodoro: Dizia eu que nlo podia de-
moiistrar ao nobre depulado de que era verdadeira
a opinilo que sustenta; porque o nobre depulado
declarou que delta ninguem dctnove-lo-hia, por
mais esforcos que Rcese.
O Sr. Florencio:Conveneo-me, ie apresenlar
melhores raies
OSr. Theodoro: A qneslao, se compele asas-
semdlas provinciaes aulorisarem a despezas para
a mlnotenrio da forra policial as respectivas pro
vincias, ja lem sido asilada na casa p^r diversas ve-
zes. Lembro-me mesmo, que fora deste rccinto.mas
nesla casa, da anuos, eu ouvi o uobre deputado pro-
nunciar-- pela negativa e sustenta-la ; sendo enllo
impugnado por dill'erenles oradores. A qaesto por-
tanto, tilo de nova ; a casa se da pronunciado a res-
peito dola, e al julg.ido inadoplavcl a opiniao do
nobre deputado, sempre que lem sido trazida 1 sua
considerarlo.
OSr. Cacaleanli:Muitobem.
O Sr. Florencio:Muito mal.
O Sr. Theodoro : N20 seja lio soffrego ; tenha
paciencia.
A opinilo do nobre depulado, como ja dise, nao
de nova, e a eaia, por mais de um vez, se lem pro-
nunciado conlia ella ; de modo que bem se pode
quatifica-la de materia vclha discutida, e memo
desprezada; mas enlrclanln nlo me quero prevalecer
disso, c nem (ao pouco da circuinslancia de j eslar
a questio resolvida com 05precedentes da casa. Nlo,
senhores; procurarei ver se cora o mesmo acto ad-
dicional, 110 qual se baseiao honrado membro, posso
convenc-lo rie que, a nos sement rumprc salir.i-
zer os empenhos, que rcsul'.am da tixaeo da forra
policial da provincia.
O Sr. Florencio :Filo ipoiado.
O Sr. Theodoro : Senhor presidenle, anda ha
bem poucos das, leudo urna primorosa e excellente
obra, sobre o Brasil, em que se laz exacta e justa
api criaron do nosso estado...
0 Sr. Sonsa Carvalho : O Brasil esla muilo
em moda ?
O Sr. Theodoro : Tenha a bondade de mivir-
me ; e se porvenlura Ihc desasrado. pode dexar fa-
ze-lo, porque 0 1 criiro Hl em suas prnprias mos.
Dizia cu que anda ha bem poneos dia-, leudo aquel-
la obra, en) qoe se aprecia rieviriamcnlc o impeli
brasileiro, j 1 pelo desenvolvimcnlo que lem lirio, e
ja pela excellencia rie sua lesislacao ; nena obra
que he escripia por Carlos Ribaud,diz elle. Ira-
lando das provincias, e du modo por que eslo or-
ganisadasque as assembla provinciaes compele
legillar sobre a Rxac|o .la Corea poltica e decretarlo
da repecliva de-peza. lie um pul.licisla de nota,
he um eslransciro illnslrado quem assim Lilla em
face ria Icgislacao rio Biasil. O seu juizo, porlanlo,
he desprevenido e illnslrado,
ti Sr. Florencio ria um aparte.
paga-la e estipendiada ; o que s se poderia allir-
mar se porvenlura a semeldante afirmativa nao se
oppozesse o espirito do citado S i do arl. 11 do ac-
to addicimtal.
Senltorcs. quem lem direlos, tem ignalmente de-
veres.... apoiarios.
O sr. Florencio : Nlo apoiado.
O Sr. Theoioro : Apoladissimo..., Quem lem
direlos, repilo, lem igualmente deveres, por ama
compensarlo, porque nao da direito sem obrigarao
correlativa.
O Sr. A. Cm-alcoAfi : Muilo bem.
') Sr. Florencio : .Muilo mal.
OSr. Theodoro : Sempre que um individuo
oa cor 1 oiae.oi lem diieilus, eiamiiiai que sobre si pe-
sam lambem obtisaces e deveres correlativos, por-
que a Ihooria da re iprncidade dos direilos e deve-
res he verdadeira em loria a sua amplitode. Por-
lanlo, digo eu, se assembla provincial lem o direito
de fixar a for5a rie polica, em viilude do aclo addi-
cional lem implcitamente o dever de subveucio-
na-la.
O Sr. Jos l'edro da um aparle.
O Sr. Florencio d oulro aparle.
O .Sr. Iheodoro : Para que insiste, pois, o no-
bre depulado em interpretar o aclo addiciooal so-
mente pela sua letlra ?
Nao descobre os iaconvenicnles que disso resulta-
ran) Pois bem ; atienda para a disposirao do 2
do arl. 10 do mesmo aclo addicional
humana a. .r ------.- ,- i ....ti ,-- *-\( uisnus n-
c ,"lo "'l04 cm mulheiei de limSo. A po-
Chesnu rS' qoe (",cm porr" ca.
n, ._ e s'ri"hlem o Sr. coronel Hpiiozk
Drummonri e seu Blho Dr. Gaspar. S T T
grande preiuizo que soffreu, e do desaost'ole o con-
on.c por ver .um, prirtu,* seu fllho o Sr?Dr Al-
lomo deV. SI. de Urummond, nlo parece que
dece; saberesignar-se. que P*
-lloulent leve lugar na matriz de Santo Antonio
a fela de Corpo de Dos, oraRo da freguezia A ,n
lemnidade foi briltanlec muilo concorrida A* lar
de percorreram em procissiio algumas ras desla ci-
dade as iinasens de San Sebastian e de Nossa Se-
nhora da Soledade, que, durante a epidemia eslive-
ram evposlas na mesma matriz, a' venerrJo dos
liis, e ao recolherem-se foram collocadas nos seus
respectivos nichos.
Houve limiten) na ra Velha um janlar solem-
ne, e cum lorias as formalidades do eslvlo, e reirs
culiuarias, dado por diversos acadmicos e olliciaes
da guarniro. Os leos, o. riras foram solemnissi-
itios, porem cora ordem e enthusiasmo, pelo que
- mliemos.
Duis el.!--- de .i-piraco -... felizmenle esses fes-
tn slo particulares.
0 siueiro da matriz de Sanio Antonio me-
rece spr considerado pelo fiscal respectivo, porqoe
sabbadn regaln suberbamenle os ouvidos dos mo-
radores da freguezia, desde o meio dia al as Ave-
Maria, em ires repiques, cada um dos quaes durou
.,dcdoTcoaf=ari^
oV&J+rZJSSre&ZJ*^ ao.satisteito. ^ U^Z^Z doT '
'urlu-.io de que as assembloas legislativas provin-
ciaes nao leem o dever de fazer despeza alguma com
a inslrucrao publica as rc-peclivas provincias'
porque, embora sej.iincompelenles para legislar so-
bre ella, noo declarou ludavia a lei que tivessera a-
quelle dever. Entretanto, o contrario se lem enleu-
dido sempre. e sem contestan.
O Sr. floreado : Nlo da paridade.
OSr. Theodoro : Repito que leudo razao assim
argumentando com o aclo addicional.
< Is nobre- deputados coutestarim, porvenlura, que
is aweradluas provinciaes corra lamben) o dever de
autorisar despezas com o pessoal dosempregados das
casaa de crretelo e delenrao ?
O Sr. Florencio : Porque a lei de expressa
uislo.
O Sr. Theodoro: Perdoe-me o nodre deputado
e pero a sua alinelo. Diz o aclo addicional, no
5 '.I do mesmo arl. 10. fi)
Ora, o que se deduz desse 5 9, altendcndo se a
sna letlra -rnenle '.' Deduz-se que as assemldas
provinciaes leem o direito de fazer construir casas de
correc53o, nao, e dahi a obrigarlo de salisfazer
as despezas com o pessoal dos emoregados dolas.
porque negis qae baja direilos sem deveres corre-
lativos ; entretanto que nlo se pe era duvida qae
aquelle dever dimane do cil. $ il do art. 10 do acl.
add., no qual ltalo legislador nao o rapozexpressa-
menle s assemldas provinciaes, como nlo o impoz
quando Ibes deu a allriduirao de fixar a forca po-
licial.
O Sr. Florencio : Se forraos por deducroes, nao
uos entendemos.
O Sr. Theodoro : Eu nlo contesto qne do di-
reito que confere aquelle S as assemblas provin-
ciaes, de fazer construir casas de correceo, dimane
o dever, que Ide he correlativo, de decretar despe-
zas com os empresarios dos mesmos. K-lou uos
meus principios, da reciprocidade dos direilos e de-
veres, qae sao aalorisados pelo aviso de :K) de se-
teuibro du auno prximo passado, qne determina
que as despezas com o pessoal das casas de corree-
cao corram por coota das provincias ; mas o que
digo he que mo procedis lgicamente, reconhe-
cendo que aquelle dever dimana explcita e tacila-
menterio tido art. 10 do aclo addicional, que
alias nao falla em despezas, e negando ao mesmo
lempo, cm ideulicas circumancias, isual dever s
assemblas proviuciaes acerca tJu 5 2 do arl. 11 du
mesmo acto addicional, que traa ria xa53o da forra
policial, s porque nelle uto se emprega a palavra
despea.
O Sr. Florencio da um aparte.
O Sr. Theodoro : Do aviso da noticia o relato-
rio da presidencia, na parle que vou ler. l
Agora pe5o ao nobre depulado que acredite qoe
Iruxe o excinplo da casa de delenrao por amor da
argumentarlo somente, e para eslabelecer um j-
inil entre us 55 S du arl. 10 e 2 do art. II do aclo
addicional.
0 Sr. Florencio : I'ar;o jusliea ao nobre depu-
tado.
O Sr. Theodoro Em vista, pois, do que le-
nho dilo. julgo ter demonstrado que pela interpre-
tarlo lgica se coohece que as assemblas provin-
ciaes leem o direilo de fixar a forja policial, leem
igualmente o dever de subvenciona-la.
Supponho ler justificado a opiniao que sustento,
mas nao impugnado valiosaraenlc a do nobre depu-
lado.
Vou terminar, Sr. presidenle, declarando, cm
concluslo, que voto pela efconda que olfereci. e po *
conseguiile contra o artigo que se discute e a emen
da do Sr. Leal.
llgun Srs.: Muito bem, muito bem.
PAGINA AVULSA.
Alheen l'ernambucano No sabbado (17 fonc-
cionou extraordinariamente esta associac.lo ; dizem-
nos, que o motivo, que levoii o presidente a convo-
car os socios cm sesslo extraordinaria, foi a necessi-
dade urgente de se crear um jornal, do qual rauilu
leni-se.fallado. lie para lastimar, que o. ilheneu sen-
do uraa sociedade 13o impoitanle e condecida, con-
lando quasi dous minos de existencia gloriosa, e vida
regular, nao tenha ainda sellado o seu vivar as
bellas paginas de um bem elaborado jornal.
He a nosa opiniao, que cmquanlo o Alheen nlo
possuir um jornal vivera egosticamente, vegetar no
circulo em qoe esl plantado, ser* s de si, por isso
qoe nao tr.n.-mitie suas ideas as grandes roda', aos
focos de Ilustrar,.!.. : a imprensa exporta, c importa
e muito desprevenida be de recursos proprios a pra-
ca. que n importa.
Nao se diga, porem, que no Alheen nlo tem quem
esteja habilitado para redigir, collaborar am jornal;
elle lem ja em seu gremio moros de inlelligeucia
mui desenvolvidos, e se bem que nao condecimos
a todos pessoalmente. nem por tradlccao, rom" ludo
alguns conheceinos. que delles formamos o melhor
conceilo possivel. quer a respeito de tlenlo, qaer a
respeito oe estudo serio, c nao pouea somma de co-
uheciraentos, e he por esta razio, que o Itheneu do-
ja tem assumido um carcter sisudo.
lie preciso, que saibam, que nao he no grande nu-
mero de periodicozinhos que est o interesse. que
pode tirar do jornalimo as sociedades nasrentes,
pelo contrario, desenvolve-se a intriga (por falla de
discusses serias; e dahi a oflensil sratuilas, a re-
presalias, a vida intima deste ou daquelle, c objec-
lo principal que deve-se ventilar em csquecimetilo
pcrfeilo.
Somos apostlos do jornalismo, quando elle su
leude a lius, que possam Irazer o progresso da so-
ciedade, c quando se trata de um projeclo de lana
m otila, |qual o da crearlo de um jornal scicnti-
ficojurdico. Iliterario e histricopor urna so-
ciedade de mocos de aspira5es e talentos, compre
nlo descoroeoar, invocar o genio da emprezas, e
dar exrnelo : sabido tima vez, que ha quem tenha
as habilitac/us precisas para escrever, o mais ludo
be vcncivcl.
lia no grande hospital da caridade S2doenlcs:
homens2S, miilheres 28. por caridade : os que pa-
sara casa, homens '.), tundieres >.- corpo policial,
18 praras : primeira lipha t. A fallado urna casa
de alienados nesla provincia, lem causado nao pott-
cns 'incor.ver.ienles. e -lado ao graude hosptlal um
incommorio iraaginavel, por falla de casas segu-
ras e de commodos. lia all nicamente seis aliena-
das mansas, c uraa furiosa.
Oh qae esla nona liscalisaslo da limpeza das
ras, vai a vapor Consta-iins, que ja ha da jal
fallan.lo-lhe o aqui am senrieiro na prail confron-
te ao Hospicio. 0.10:11 sera o encarresado de litar
dalli aquelle bichinho? Hade ser o sainsiao da S..
A ra dos Pires ja faz tonteara cabera a quem
por l transita !
Pela crise mais doloroso da epidemia, quando
geralmente (odoaieenpscolavim, e nao se expunbara
aos miasmas delclerios, nos por amur mesmo de to-
dos, iamns onde se nos rienunriava que haviaiit focos
de infecalo, para como propria leslcmuiiha, chamar
a alinelo dos encarregados do aceio das cuas, e era-
mos ouvidos, e porque doje nao faro o mesmo ?
Pois nos nao invenamos ; frisamos 01 lusares pa-
ra onde devem ser dirigidas as altenres dos senlio-
res, que nlo poneos sommas perccdeiii dos cofres. A
ra ros Pires, confronte ao muro rio corredor do His-
po : os fundos das casas da roa Velha, que deilam
para urna campina da me da Alegra, a p'raia da
ra do Sol, do Hospicio etc! ele. ele. precisara ser
tratada*. Nos nao censuramos a quem compel! Ira
lar da limpeza das ras, pedimos tao somenle
q
lando Ires quarlo's de"hoV'no'roesmo'e"rciriS'. *""
Al amomttSa.
Jt'KY 1)0 KECIFE.
Kirie maio.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco de Astil U Oli-
ceira Maciel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido
Autran da Malta e Alt.uquerque.
Eserivlo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Piui
ves Clemente.
Advosados, os Srs. Drs. Jlo Francisco Teixeira e
ledro i, indiano de Ralis e Silva.
Pella a chamada 10 horas da manda, acharam.
se presentes 88 Sr. juradas.
lorarn multados em mais 20J rs. os Srs. jurados ja
multados nos anteriores dias de se3o t
Abcrla a sesslo. comparecen o Sr. Dr. juir moni-
cipal supplente da segunda vara, preparador dos oro-
cessos, e apresentou qoalro processos devidamenle
preparados, para serem julgados na prestle ses^u
os quaes sao os seguinles : '
1 Autora a justiC, reo preso Germano Lopes Frailo.
2 dem, dem, reo preso Jos Maria Cardoso de
1 Ide
I lie..., "iron
Mein, idem, reo afansado o Inslez Charles Locas
dem, dem, reo alianrado Dominga! Caldas Pires
I erreira.
Dos quaes se fez a respectiva chamada.
Foram conduzidos abarra do tribunal doiorv
para serem jolgado, os reos &.nclo Gome* de
Abren, Angelo Custodio de Abren e Jos Silvestre
i.ezerra, condecida por Jo- Baraldad, lodos accosa-
Jos pelo cr.me de Tensas physicas, f,|as na pessoa
de Candida Marta d'Annai.ctaclo. tendo os mesmos
rKVn^LT\ deensorei os s- ima referido,:
Foram sorteados para o couselho do jury de sen-
leDta os seguinles senhores : XD
Carlos Jlo de Souza Correa.
Bento Borges Leal.
I.uiz da Veiga Pesoa. *
Amaro Franilliu Barbosa.
Joao Carneiro Rodrigues Campcilo.
Ignacio Jos da Silva.
Jlo Alhanasio Boleldo.
Joao da Silva l.oureiro.
Francisco Xavier de Moraes.
Joaquim Alves da Silva.
Alvaro Fragoso de Albuqoerque.
Marcolino 1 mnrahu- da Silva.
Os quaes prestaran) o juramento em voz alta sobre
o livro dos Santos Evanselhos, e depois loraaram as-
senlo us seus respectivos logares.
I-indos os debates, foi condnzido o couselho do ju-
ry de senlenra i sala das conferencias s 4 '.' horas
da tarde, donde vollou s o cora suas resposs, qoe
foram lidas, em voz alta, pelo presidente do ju-
ry de semenca, em vista de cuja decislo o Sr. Dr.
juizde direito, presidente do tribunal dojory in-
terino, publicou suas senlecras, absolvendo 01 reos
econdemnando a tnanicipalidado as casias; o le-
vo 1H011 a sesslo, adiando-a para as 10 horas da ma-
nira do dia seguinte.
REPARTQAO DA FOX.ICIA
Secretaria da polica de Pernambuco 21 de maio
de 1836.
IM111. e Exm. Sr.Levo ao conlieciinenlo de* V.
Exc,que das dilTereiiles participaces doje recebidas
tiesta reparlirao, consta que se derara as seguinles
orcurreucias :
lorain preos : pela subdelest -i a da freguezia do
K.fe, Manuel Francisco, e o prilo escravo AkosI-
nho, ambos por desorden). "
Pela subilelegacia da freguezia da B,.a-Visli, 0
pardo Josc Uaodtno, para reernta, e a parda Maria
Joaquina do Espirito Saolo, por brisa.
Pela sobdelesacia da freguezia d"o Poco da Pa-
nella, Manuel Fraocisco, por suspeilo de ter de-
sertor.
E pela subdelegada da reguezia da Moribeca, o
pardo Manoel Francisco Flix, por desorden).
Dos guarde a \. Exc. Illm. e Exm. Sr. coii-
selheiro Jos Benlo da Cunha e Figaeiredo, presi-
rienleda provincia._o chee de polica, Lu>z Car-
los de Paita Teixeira.
0tnmnnieiib9.
L.M TKIBL'TO DE f.RATIDA*0,
I arito para a Europa o Illm. Sr. Dr. Jos de
Almeida Soares de Lima Bastos! Foi procurar em
sua patria a saude perdida em estraohos climas-
oi no seto de sua tamilia afosar as saudades, qoe
decontiuoo o assallavant ; foi tahez buscar aovas
luzes para difundidas entre aqaelles, que nasceram
como elle cm Portugal.masque como elle nlo podem
ir respirar os ares patrios.
Sementantes a esses meteoros rpidos qae operan-
do-e na atmosphera deixlo op si um saleo la-
minoso que atiesta o seu apparecimeolo, o cario
periodo de lempo qne o Sr. Dr. Almeida se den,o-
rou enlre os seos patricios nesla provincia foi lao
fecundo em obras meritorias, que jamis pode o seo
nomc ser esquecdo.
O variados conhecimenlos que rene aos da sci-
encia medica, em que he doulorado, Ihe mereceram
des le loso, que Ide fosse confiada a direrro do ga-
dinele portugus de leilura, ao qual presloa servi-
ros, de que ninguem contesta o mrito. Mas> o ver-
dadeiro monumento de gloria do Sr. Dr. Almeida
he o hospital porlusucz, cuja fundaco de cerlo tao
cedo se nao realizara, se por ventura aquellos qae
a projectaram, nao tivessera a sua frente um corarlo
tao philaulropo, am carcter filo elevado, ama vou-
lade l.lo enrgica. Todos os portuguez residen-
tes em Pernambuco confessma, que a nlo ser o es-
forro poderoso e as simpalhias geraes qoe mereca
o Sr. Dr. Almeida, ainda doje o seas compatriotas
desvalidos nao teriam um asvlo oudo fessera reco-
drar a perdida saude, recebeodo da caridade de seo
irmaos aquellos oflicios que Ites nao pode dar a fa-
milia, que deixaram alem-mer.
Receba pois o Sr.jDr. Almeida |os sinceros agra-
dectnienlos de um seu dedicado patricio e'amiga e
por intermedia drlle os de lodos os poi Itigaezrs que
poderam apreciar a siiasexccllenles qualidades, as
suas maneiras eavollelrosnt, e sucre ludo os beneli-
eios 1.clavis que propnrriunou sous compatriotas.
Os ventos Ihe sejam propricios.
possa elle era breve recobrar a saude que perdeu,
c voltar a continuar em'IPernambuco a serie de 0-
bras meritorias, que lao eogenhosamenle sabe con-
prehender e realisar.

ERRATA.
No Communicado inserido no Diario de doolem,
sobre a nacionalisacilo do commercio, se encontrara
M scsu.nles erros lypographicos : pagina i.', co-
lumna (.., Mnha I .a, em lugar de sadrosleia-se
i; na mesma columna, lidas 11, em lugar de
leia-se oilo mil cotilos.
oilo contos de si<
^orre^ou&enda^
Senhores redactores\ ,,1,, a, car(3 do ,cn,e
do proprtclariu do Diario de Pernambuco, e da ros-
tosla do delegado do polica de Nazareld sobre a
entrega de dona maros unicamenle do mesmo Dia-
r,o .aquella cidade, quando daqui haviam sido rc-
r niel idos seis maros como consta da gui que acom-
- panno* o mala, que desla capital sabio no da 7 do
......-------- (I Sr. Theodoro : I) que quero dizer he que
alversas verbos de despezas cora as obras publicas, esse escripia* loinprehenrieu usa e perfeiianientc u
ha. que a assembla nu auno pas- espirito do^ 2 do arl. II du aclo addicional. quan-
do disse que as assemblas provinciaes compete le-
gislar sobre a lixaeao ria bnra policial, e beiu assim
sobre a decretarlo da despeza piovenieule dessa
Sessao'ordinaria em 151 de mato de ISS6.
Presidencia du Sr, bardo de Cainuragibe. Kcon-
tinuada pelos Srs. Litis Filppe e Josc Pedro da
Silva.) \
As II horas da manhaa feila a chamada e- arhan-
do-se presente numero legal de Srs. deputapios
O Sr. Presidente abre a ses>lo.
sado volou 3tt$:2i9
lie verdade, que o nobre inspector da Ihesoura-
ria, depois de ler allirmado etn seu relalorio. que
(ao exigua era a receila para o anuo liuauceiro fu- mcina lixarlo
turo, que su haviam 2I:28J-V.HI pata as obra pu-! Mas. "'i me qnero tambem prevalecer dessa opi-
Iriico-, diz lolavia que poderia essa consignarlo nl']" ll,'r'1 c'"" resolver a qucsl.io ; vamos ,10
elevat-se a |.MI:IKMl, por calculas provavels que I c' oddirional.
luz ; mas en ciufmo a alinelo da casa pan o se- Sendores, ensnaram-inc que, quando se trola de
guite : que o relalorio .lo Sr. inspector lie de i inlerprelar una lei nlo se doto enlende-la male-
a de I rie fevereiro prximo passado, poca era riahnenle, crie conformidadeapenas com a sua let-
lio. mas tambem cora a sua razao e espirito, por-
que he axioma d direiloque a leltra mala eo es-
pirito vivifica ; resellando riahi o seguinte principio
jurdico : riree legos, non hor. ( t-croa eurum le-
ero, fi rim, acproleslniem.
Sendo assim. permita o nobre depulado
que o cholera ainda nao davia arariido toda a pro-
vincia, e nao linda feilo graiides*eslragos...
m Sr. Depulado :Nao faz dillercnea.
O Sr. lAeodoro :Pois bem ; eu estou conven-
cido de que no anuo linanceiro de IH.16 as rendas
da provincia dio de diminuir consideravelraenle,
porque, aiuda que outras cousas nao liouvesse, com
hespibea existentes da caridade
\Milagre Cerla auloridade policial de la....
muilo longo, lem comprado a suas quatro 011 tinco
cabacinhaa de escravos, e querendo, romo que ar-
rolar o poder de sendorio.... traa de maltratar MU
violencia a lodos, que como elie nlo lera cabera .li-
gnina era cata : inlior-sim !... esse senhor esl aos
poucos se ronsliliiindo um tacad desses mesmo,
que o opio nao pode com a sua vida delle: pois, tilhe,
a imprenta ludo desculpara, menos despotismos de
autoridades : o lempo que ludo era permilbdo, cora
tanto que el-rci nosso senhor goslasse, ja la vai : a-o-
ra impera o remado da lei, e qualquer homnculo
por se julgar a frcnle de meia duiil de toldados, nlo
pretenda insultar coro o poder, rio que talvez ininie-
reciri.iinenleseaclia revestido os culada s pacficos, e
nem alear comarca*, que sempre gozaran) de Ira'o-
quillidade : nos o vigiaremos.
Consta-nos que o sujeito de quera o Sr. len-
le coronel Coriolano Velloso da Silvcira. recebera
as sedulas falsas ja declarara que ellas Ihe perlen-
. *- i'mt"- ri.i'iiwj cut uidlltu ion" wv" |."-.w
qui me diga qne a interpretarlo do s 2 do art. II Iciatn, c que de oulro havu recebido. F.lizroenie o estas,linhaspodendo assegurar que ninguem mais do
Vazarrth e l.imoeiro,forbados cm maros 011 volutne
separados,com sultiesrripln docorrcio seral aos dele-
sarios respectivos, l'ara >'azerelh foram dous yolu-
mes ronlenln un maros grandes do Diario de
Pernambuco c outro > macse ollicios. por isso que
erara valumosos foram divididos. He de sappor
fjoe os postillies su adrissem em Nazareld nm sac-
co, e entresassem por isso um s volume, e que ou-
lro sesuisse para Villa Bella donde deve regressar
para Nazareld, o que se verificara sem dnvida tol-
la rio poslelqlo. Da incuria, deleixo ou pouco cui-
dado do posl illi.lo nilo pode esta administrarlo >er
responsavel, principalmente uao havendo etn Naza-
reld um senle inmediato delta, qae pudesso res-
ponder por semeldanle falta, s lia volla do posli-
iliao he que esle negocio pode ser cabalmente exa-
minado ; entretanto o que posso asseverar a f do
meu cargo de, que os seis macos do Diario de Per-
namhuco foram religiosemenle remellidos para Na-
zareld no da 7 do rorrele, seanndo consta da copia
da guia, que licou nesla ailiiiinislracao.
Pfcollies eolrclanlo o favordedarem publicidade a
t

s
MUTILADO
ILEGIVEL



le en teta interesse em que esle negocio se etcla-
rec,.a,eotno convem a honra de administrado do que
eo chefe. ,
Antonio Jote Gome-: io Correia.
Kecife 22 de roaio de 1856.
DIARIO DEBEPRNAIBUCO SEXTA FEIM 23 DE WA'011 1856
Su. redactare.Cumprindo ora dever que flete
penar lodo hornera probo, cabe-me revelar que da-
------- -----------"IU*V'V I IOI1VIJVU
nata tiuimiriies, encarregado pela presidencit do
desluci medico da freguezii da H.i.i-\ i-i.i. por-
lase de modo mallo louvavel.preslandosc coin lo-
do caidado e abnegarlo a lodos quaolos liveram a
nfelicidadc de ser atacados do mal, e incluzive
pessoas de minha casa, com s quacs moslrou
nao s vivo interesse, de reslituir-lhes a saude, se
naeqae reaesoa aceitar a devida gratificado dosseus
boas seivicos, que Me offereci, actos e s'emelhaules
Ues imoilo qualilicam o Sr. Pinto, e srvete, de
exemplo ao execrando egosmo.
Pede aos Srs. redactores a impressao deslas lindas
em sea jornal, o seu alleicoado e sempre leitor.
Boa-Vista 21 de maio rte 1856.
Jos Cavalcanli de Albuquerque.
Srs. redactores.Conslando-me que em Naiareth
corre o bt>alo, de ler sido cu o autor de iun annuii-
ero, inserto em seu Diario de 20 do prximo pas-
uda sob a epigraphel.a val mais estareguilando
de taimente a paternilade, e querendo am leslernunho ao* habitantes de Nazarelh, rogo-
Ihes qae se diguem declarar ao pe de'ts, se fui eu
eom efleiiii o autor de tal .innuncio. Com o ruin-
prhaento Je meu pedido muilo obriganlo an]de Vms.
alenlM venerador e criado. Aritlides da Rocha
Bastos.
Nao he o Sr. Arislides da Rocn Bastos, o autor
do aonuncio que menciona.
___ Os II. It.
-------- anana.--------
Srs.redactores.Nao leudo sido ciada acopia
de roen oflicio, dirigido a coinmissao dos estabele-
cimeots. de caridade, que sabio impresso na Pagina
Acuita do Diario de hoje. apresso me em reparar
e*M UIU, fllha sem duvtda do descuido'de quem u-
rea, remetiendo oalra copia, cuja fidclidudc garan-
to, e cuja inserto no seu estimavel Diario rogo a
Com esa publicarlo jalgo-me dispensado de discu-
tir us fundamentos do ollieio, a que respond, sendo
notorio que nao tenho, como dis fallecida O. Mana da Assuniprlo.nem sou responsa-
vel pcloqae se declarou, sem sciencu minha, a re<-
peit de saa lih.io.io, no asiento do hospital dos la-
zaro>.taiuliem publicado no Diario de boje.
Sou atiento veuerador e criado.
Joo Evangelista da Costa e Silra.
Sua rasa 21 de maio de I85ti.
lillas. Srs.Veodo presente o ollieio de -21 de
abril prximo pretrito, no qual Vv. Si. me pedem
o pagamento da quanlia de 2:2111000 rs.em que im-
portaram as dspotas (citas com o tratamento de I).
Mara da Assurapco, considerada por Vv. Ss. como
minha Klln.e fallecida al do dito mez no hospital
dos lazaros, onde fora recolhida em 30 de oulubro
de 1851.
Em res) osla cOroprc-me declarar Vv. Ss.,quc nao
teodo a dila senhora parentesco de qualidaJe al-
gaba comigo, nao soa respoasavel pelas despezas,
*e que Vv. Ss. fizeram mencSie no seu rilado oflicio,
caja base he inleirameutef. leruidade eiipposla por Vv. Ss., sem duvida em vir-
lude de informaces menos exactas.
Dos guarde a Vv. Ss.Recife. 13 de maio de
185b.Hlms. Srs. presidente e mais membros da
esromissao dos estabelecimenlos de caridade do Re-
cife. V
Joao Evangelista da Costa e Silra.
aceitando logo lal usmcaco, por forra de obedien-
cia.
Tornando ios escrevenles, estes, exoneran lo os
vigarios do trabalho mili ii.il, nao os evoueram da
responsabilidade peranle a le polas fallas, que el-
les .escrevenles) commelt'rem adrede oa por des-
cuido. Abi est o arl. 105, que n-io so impfie aos
vizarios a parda dos emolumentos recebidos, ou sua
re*litn:-.."i.>. como tambera os lineara com multas
QJublicacpcG a pedido.
Maceio :t() de abril.
Srt. redactare*Keiirando-se de-la provincia pa-
ra a corta de Rio de Janeiro o Delegado da directora
(eral da repartirn da- trras, sem responder-me so-
bre a duvi i que Ihe propuz, \ tendo-me alia- auto-
risada em wa ultima circular para assim o fazer, por ventura alguma enconlrasse 1 sou levado a infe-
rir qae S. S. nao adiando digna de urna olucao
qualquer a lumia proposla, riilendeu que dorara
rerar-se deixando-me indeciso, como quem dizia
l eom sigo*e qaizer aceitar o emprego, aceite;
-a nao quiziT. l se avenha com oo governo; abi esta
eoTatlo coercitivo da le para Ihe tirar r.s duvidas
Isto rno-nio dito oflirialiiienle seria una resposla re-
-otutiva, e leria o memo de urna franqueza, queme
"ecvtSH de governo : pelo contrario, am silencio que
paa\BK)rspiezador, s pro luz aUMrgura. e augmen-
ta aapti-ismo. Talvez i|ue Im Conslaniiuopln
mesBMja nao esleja muitnem pralica este proceder.
Nao me convmJo puis ficar assim, cuten I > dever
provocar pela imprensa a opinio do publico il-
lustrado, .no menos o juzo das miabas classe, a
qaem mono respcito. A elle me submctlerci com
ocilidade. na iolerpellacao que assim julgo devpr
E para que d'--uc ao mea lira, seiihore>rcilac(o-
** ito lie. fj^a que o-, joruaes ecclrsiaslicos, e
qoaetqu?r eauC iuc quizerem lomar paite na ques-
Uo qae me oceupa, se orienlem e couheram as ra-
lbes, em que me fundo para duvidar da obrigacao
oa dever gistrador dos ttulos de pusse de terrenos, peco-llies
o favor de publicar com esta em seu luminoso jor-
nal, o ollieio que dirig ao delegado do director ge-
ral Berta provincia, o qoal, nao sei porque l'alalidu-
de, deixaudo de responder-me, condemnuu-inc de
certa modo reluctar sosiuho com a duvida, de que
tanto ilmejo desembarazarme, como de um pesai
d-lo. tazando me, pois, esle favor, ficar-lhes-he-
sommamente obrigadn.
Tenho ,i lula ;ao de ser am dos seus asignantes
e constante leitor. Joo Barbosa Cordeiro.
P. S. Eii o oflicio a que me retiro.
Illm. Sr. Acenso a recepro do ollieio de V.
S. firmado a i de marro prximo passado, Irazendu
incluso o regulamenlo de :) de Janeiro de 1831, pa-
ra execurao da lei dn 18 de setembro de 1850 ; e
cumprindo assim o que V. S. de mim exige, passo
a aprovrilar-inu do oderecimenlo de V. S. no final
do mesmo oflicio, para propor-lhe a duvida em que
laboro, desdt que acabei de ler o citado recula-
atento.
Sim, Illm. Sr., nao sei se soo cslridimecie obri-
gsdo a aceitar o emprego, que esse regulamenlo me
confere; porqae.embora os arls.7, 98, (), loi, llt-
l, 101, jI0> e 107, do cap. 9. se reliram expres-
sameute aos vigarios, niio vejo todava que algum
desles arts. os ponha na estricta obrigacao h, cuino laz o artigo III do cap. :i, 'em referencia
aos juizalMummissarios das medicos de Ierras.
Parece-me. pois, que o governo de Sua Magcsla-
de Imperial, contemplando em dilo regohimeulo os
vigarios, para encarrega-los dos regStlros que podia
empregar nisto o< secretarios das cmaras muoici-
|>aes, oa quaesquer o a I ros individuos expeditos cm
escrever nao fez mais do que considea los como
elemento de pai, couciliacao e ordem para captar di
adivinos, subte qaem a lei tem rte fazer sentir sua
acfaa smmediala, docilidade em obedecer, o que na
varda ie ( se assim he ) muila honra faz aos vigarios-
mas oem por isso mostra o governo querer oliriga'
Im bo rigor dapalavra ; do contrario emprcaaiia a
phrasa sao obrlga los tSo usada e eomesiulu em
dHposicej semelhautes ; entrctanlo nao he isto o
qaeaili se vi>, ncm podia absolutamente ver-se, urna
vai qae, alem de oulras razOes mais fortes que pas-
aare a expender, podem taver vigarios cego=, leija-
dos, oa meamos decrpitos a ponto de nao podercm
mais escrever.
Embora dig o arl. 97, que os vigarios podem fa-
xe-lo por si oa por escrevenles, que poderao Hornear
e ler sob soa responsabilidade : embora o arl. 103
reprt a mesma antorisacao, e llies dO por compensa-
rlo dense trabalho i reacs porcada letra, compensa-
cia de que alo pretendo orcupar-me, para que nao
rediga, qae o espirito de.imbir.lo beque me su-
gro esta davida, e dirige minha arguinenla^ao:
ao; a compensaran he boa e digna de um escrvao
Irabalhailor, que qoizer fazer fortuna pela penna ; o
emprego porem he que me parece bom e digno de
am vigario, sobre quem pezao deieres exclusivos
entre os seas mais sagrados deveres e cada um delles
muito mais honroso, que essa automtica ocroparao
de registrar ttulos de posse de terreos: digo q'oe
nao me parece bom c digno de um vigario prescin-
dindo mesmo de lodo o orgulhu e vaidade; porque
qualquer des-es deveres.longe de oeuvergonliar, da-
me, sem esse srdido iolerresc, mais huura e gloria.
> dever, por exemplo, de aceudir de promplo e gra-
tuitamente com a< ultimas consolac,es a um preso
miseravcl, que desfalece abandonado no fundo de
um carcere, ou de levar a cxlrema-unc,ao, o baptis-
BM. oa a absolvilo, a um escravo que eel espiran-
mi na coioha de seu senlior, posto qae pareja aos
olhos do mando corrompido um aclo humilli>ute e
bailo, be certamenle para um vigario, que compre-
hende bem os seus deveres e sabe apreciar a subli-
mid.de do sua missao sobre a Ierra, urna ubrigarHo
muito mais nobre, honrosa e digna que aqoella'de
registrar ltalos, ohrigar,ao lal, que n*o admitle pre-
lerencia de oalra qualquer para ser pospo.la. Em-
bora se diga finalmente que nu be preciso qne os
vigarios se dislraiam de suas piincipaes obricacc,
visto que seus escrevenles podem oxonera-lus desse
raJoaillia material: sim ; mas nao podem resalvalos
da odiosidade de maisins, em que neorrem para
com saus rregaezes. pelos arla. 95 a 96. que os
maodam mollar em 5, .50 e lOrWOrs., aos que
ao lizerem as declaracics por cscrilo nos prazos es-
abelecidns, e commumear eslas mulls aos inspec-
tores da thesouraria para serem cobradas excctiliva-
nienu, o que por certo nao lie, nunca foi, nem ser
jamis etnprego bom e digno de vigarios ; aijida a-
vanro a mais de qualquer clenao i/i sacru ;
que malsun he uoine 13o ignomiuioso, que
com delator. '
la aaSS obr'saf o vigarios a acceitar emprego de-
n,ei i ni, Joefer-se 'Icsmoralisar completa
nicnie a classe, e lorna-la odiosa ealesprezivel \|,'
MH e actual governo de S. II. I. lem-nos dado
devIda:sC,J'l"r0- St- >"">1"' Pe" ol'e"i"^
U, p. i"0',Ue vi8r'04 ,levem -
! n ,.. 8 '''l'osirocs do rigulamanlo oes-
artaW "rer^nf"""0 co,no i""'1. ''ve ser
HmVul 11 eonh"r 1e a obeuienci. tem seus
tado norria u "'" nenlum ministro de es-
UdaaaaarUJaatri. dar SBa demi.sao, quinto o Po-
guem po dir em seo p.rfei.ojuizo, que governo
aomeiudo, por exemplo, para preboste" ou hesmo
par. general, om sacerdote, s,e deva ob,~
ii Ulilidade Pablicu, 30 porcenlo da premio.
Indcmnisadora.sem vendas.
Il/sconlo de letlras, de 10 a 12 por 0|.o
METAES.
Ouro.i Incas liespanhutas. 283 i
Moedas de SOO ralbas ....
ii i> lisiOO novas ....
u 49000.......
l'rata.l'.iaces brasileiros......
Pesos columoarios.....\
i> mexicanos.....
Al.FANUEtiA.
Rendimenlodo dia 1 a 90 .
Idim do dia 21......
Detearregam hoje 21 de maio.
Galera francesa Ultndamercadorias.
Ilriguo ingle/.Odem dem.
Brigue inalezIt'm. b'dumrdidein.
Barca brasileiri,tmizaJr~familia e pipas vasias.
UUNSULAUU tilRAL.
Rendimeiitu do da 1 a 20..... 32:2324374
dem do dia 21
i-MVElisAS
Rendinieulo do <|ia I a
dem do dia 21. .
ESA
IDA
DESPACHOS DE -APORTACAO PEI.A M
DO Cl)NSi;i.\HO DESTA 01 DA DE NO
21 UE MAIO DE 1836.
FalinoulliBrigue inglez nCamillai, James Crablree
i\ Compauliia, 1,700 saceos assucar miacavado.
LisboaBrigue porluguez oKelampago, diversos
cirregadores, 1,130 saceos assurar mascavado, 307
barris e I mcia pipa com mel.
PorloGalera porlugueza Flor do Porto, diversos
carregadores, 30 saceos issucar someno c 10 cou-
ros salgados.
Plnjadelpliial'alaclio americano iScolia, llcury
Forsler o; t;ompanhia, 333 couros saleados.
PorloBrigue portaguez cS. Manoel 1, Jos l'e-
reira da Conlia, 50 saceos assucar mascavado.
l.islioa-jPalaclio porluguez aLiberdade, Manoel
I i.mrTsr I'edroso, pipas com agurdenle.
xoortacao .
Valpiruizo, brigue hamliuiguez Maio*, de 363
toneladas, condoli o segainle : 3,600 saceos co.u
30,230 arrollas de assucar, I caixa lanudas.
Parallibi do Norte, hiato brasileiro Conceirao de
Manan, de 27 toneladas, conduzio o seguinlc :281
s cslrangeiros, 2i laboai de limo,
, .550 ditas charutos, 7 fardos e 5 ro-
los fumo, I eaisa lamneos.
Cans, galera inglesa -Bonita, de 582 Intioladas,
conduzio o loguinte :3,2.50 saceos com ,250 ar-
robas de assucar.
Liverpool com escala pela Paraniba, barca inglc-
zi Spriogboka, do 320 toneladas, conduzio o se-
guinle :320 saceos com 1,600 arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimento do dial a 20..... 31:6091123
dem do dia 21....... 1:193:808
33:102:931
SKdi; i ;s:euto bo peo.
por extravos de qualquer declaradlo, por falla de
registros, emfim. por qualquer erro, quo altere ou
torne iniilelligiveis os iioines, designarles ele, de
quelaz memao oarl.JDO. E nesle caso, de'que
serve aos vigarios o recurso da nomearao dos escre-
venles 1 Por ventura supei.iliundam M socicdale
induviduos habis em escrever, que rcumlo probi-
dade, bom senso e ilamoiilo a sua habilida le, nos
quacs possam os vigarios coiili.iijlraquillos, cerlos de
que nao serio coraproraelii los por ellei E os
poocos, que ha, doixarao de procurar ou de aceitar
empregos mais reudosos para serem escrevenles de
2reaes por letra, quando uem que nessa mesma re-
partitau das trras os mais Insignificantes empregos
renden centenas e centenas de mil reacs, exigindo
talvez menos habilitar,Oes, emeins liaballio *
lodas eslas considerarles, pois, e oulras muilas,
que por brevidade omillo, nao s me assustam e
fazm recuar a v.sla de tanta responsabilidade, co-
mo toruam-iue cala vez mais iluvidosi a obrigacao
deaceilaro emprego de registrador, queoregoa-
menlo me confere. E parece-meque I uio envol-
ver a lei urna violencia, urna iniquidado acinlo'a,
leve-me deixar livre a cscolba dciaceilarou nao acci-
laroempregoemqucstao ; ea dar-sc-meesta liberda-
de, que me persuado ser dejnslica, declaro desdo
ja, que optarei a nao accilarao. Isto nao he de-
sobedecer, hejusar de raen direito ; he reflexionare ra-
ciocinar ; he propr filialmente a V. S. aduvida,
que eucootro no regulamenlo, pelo quemedtzres-
peilo. Entretanto espero que V. S. fiel a sua pala-
vra, resclva por ti, se pode, ou srvate levar ao co-
ohecimento de quero competir para resolver. Quan-
10 a mim declaro que por milis (ralos, que hci dado
a minha razan, para me convencer da ohrigarao de
aceitar o emprego, mo posso chegar a comieran, a-
inda mesmo recorreiulo ao principio de queos car-
aos sao acompaiihados de encargos.
Sim, i cconliero que o cargo de vigario he ICompi-
nhsdo de encargos, que Itie sao inhereutes, islo lie,
de encargos considerados acluaes, e de encargas su-
pervenientes, porque nao ha gozo sem obrigaroes ;
mas tambera uao se me pido negar, que eases en-
crgos e obrigaroes devcn ser d-> natureza anloga
aos cargos a que se ligara, para podercm obrigar.
Ora, esla analoga he que n.io possa descobrlr catre
o cargo que oceupo, e 0 encargo que se me impe :
entro o gozo de um beneficio espiritual c pacifico,
lodo baseado era exercicos do caridade, e a obriga- ,
co de um trabalho inteirameiite temporal, que nao voluntes gneros cslran-eiros
so me .orrira a interrom|>er mullas vezes estes exer- 130 caixas sala
cicios, como me levara, ex vi offirii, a escrever s-
menle por amor do geuho, a mollar por amor do
odio, a malsiuar por amor da ving.mcs, a malqois-
lar-me eralim com os meas freguezes por amor de
rnuilas causas occasionalas por lal emprego ou olli-
eio. Empregos, pois, dcsla ordem por cerlo que Dio
esiao ncm podem eslar en harmona com os deve-
res de um sacerdole.uiaxime, sendo este um parodio,
um pastor.
Se quando procurei ser parodio, ja pesasse sobre
os vigarios esle encargo, ou antes esle onus para op-
pressao e vergonha da illustre classe', a que me ufa-
no de pertencer, razan nenhuuM leria eu hoje para
assim fallar; escusar-me, seria urna desobediencia
formal, porque condeci ja a natureza do encargo
annexo ao cargo, que livreiiienlc abracara ; mas fe-
lizmente anda nao estavam elles curvados sh o ju-
go, que boje se Ibes quer impor, e lie islo urna ra-
llo de mais que (enho pira duvidar da obrigarao de
aceita-lo ; pois a querer, era lodo o caso o governo,
que 10 os vigarios c nao oulros sejem os encarrega-
dos do registro, parece-me de justira, que Dtto obs-
tanle este empenho, devu-se pelo menos deixtir livre
aos vigarios acluaes a escolh*, licandn nicamente
obrigados os fuluros, visto que nao sendo o novo
emprego da classe dos encargos inherentes ao cargo
de cura d'nlma*, como me persuado ter suflicienle-
nienle demonstrado, e nao deveudo a lei ler efTeio
retroactivo, segue-se que so os futuros vsanos pode-
rao ser por ella obrigados e nao os acluaes. Nada
mais lgico.
Em concluso, Illm. Sr., ou o emprego de regis-
trador, que se me quer dar, he um bem que o go-
verno era sua alia sahedoria eulendeu dever fazer
ios pobres vigarios para dcsaiiiesquinliar-lhes os par-
cos ion lmenlo., de que subsisten! ; du he um mero
onos, um verdadeira mal: se he um bem eu o reru-
e ralo se me pode obrigar a aceitarfocftia non
datar bentfirtum ; se he utn mal, por ser om me-
ro onos, sem nutra relribuicao fura dos dous reaes
por letra, com ronioria de razao o recuso.
Se. pnrein, a ilespeo deili recusa, que vai loda
fundada na duvida que lenho eiposlo, eu for eoaii-
do a suhmetler-me, sem ser previamente convencido
de que laboro cm erro, curvare a cabera io poder,
rederei forra, protestando todava em raiulu fra-
queza individual conlra esse aclo de violencia, que
rei enMo abrigado a considerar capricho nqjialifl-
cavcl. mais proprio pata desmor.lis.ir e rcbaixar de
ndo. do qae pira inoralisar e exaltar urna classe j;
ilo abatida nesle imperio, sendo alias .ligua de me
Ihor orle. Dos guarde a V. S. Macelo 15 de abril
de I8.16.Illm. Sr. Jos Correa da Silva Titara, de-
legado do director geral. O vigario, Joo Harbuta
Cordeiro.
O Tcmpo.
s Scnhor.Era qualidadedo empregado de repar-
lirao exlincla, eu leulio de balde requerido apo-
senladoria ao governo de V. M. I., porque meus
raquerimenlos jazem em suas secretarias, no pude
esquecimenlo, tu quasi vtale anuos, e debalde re-
corrido ao poder legislativo, porque a cmara des
Srs. depuiailus icni guardado rigoroso silencio acer-
ca desta preleur.io, sem embargo de reileiradas sop-
pltcas. Permita, pois. V. H. I. que eu ante o pa-
it reclame contra ipeco venia para dize-lo) 13o in-
justo proceder, no qu..l, sem violentar o meu tra-
co rulen lmenlo, nao posso deixar de ver um ver-
dadeiro esbiillio de dircitos legilimsmenle adqueri-
dos e garantidos pela lei fundamental, e que era
ultimo recurso appclle do governo e da referida
cmara para a consciencia de V. M. I. Os funda-
mentos de meu humilde pensara respeilo, sao as
dispostees seg nuiles.
Senhor a lei de 22 de oulubro de 1810 no arl.
17 assim se exprime :O governo aposentara, se-
gundo o disposlo no arl. 91 da lei de i de oulubro
de 1811, os empregados das repartieres exlinclas
que nao podereiu servir oas que ora exislem, n3o
podendo accumularos vencimenlos da aposentado-
ria com a- de qualquer novu emprci;ii. E o aviso
de 3 de novembro de 1842, e impedido pelo nusle-
rio ria fazinila de ronfermidade com o regiment de
11 de abril de 1661, declarou que os emprega-
dos prvidos com a causula em quauto se nao
mandar o contrario clausula com que foi prvido
leem direito a perpeluidade, sao vitalicios.
Sendo, pois, genrica a lei de 1836, leneo o go-
verno julgidu a impossibilidadea meu respeilo, em
relar,lo ao serviro as reparlires que existiam, pelo
fado de me nao ler mandado servir nellas, parece
289500
119000
16;*HM>
99000
23000
28000
19860
300:7791092
13:828f068
314:6089060
7198964
34:932f338
PROVINCIAS.
20.....
1.6329389
59J676
1:712)1073
nato* sahiiot no dia 21.
Parahiballiate brasileiro nConceicao de Mara,
mestre Sevenano da Costa e Silva^ carga familia
de trigo e mais gneros. Pjssjgeiro, Antonio Das
^ de Freitas Guimarles.
CanalGalera ingleza cillouilan, capilao llenrv ti.
Slurmey, carga issocar.
Liverpool pela Parahiba--Barca ingleza cSpriogboku,
capitn A. Frazer, carga assucar.
Bostonltale americano ohinglislierii, capilao J.
F. Rogers, carga assucar. unpendeu do lameiro
houtein.
navios entrados no din 22.
Rio de Janeiro 12 das, patacho porluguez aS.
Jos, de 226 toneladas, capilao Manoel Uoncilvet
Fraila, equipagem 12, em lastro ; a Tlmmaz de
Aqnino l'onseca Filho.
New /elaiid61 das, galera americana Slralogla,
de 512 lonel.idas. capitn E. Ilarding, equipagem
2S, carga 3,400 barris rom azeilc de peixe ; ao
capilao. Veio refrescar c segu para Ncw-lfed-
ford.
Xaotoi sabidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroVapor de guerra inglez Sharp
ftooler, coininandanlc Pars.
CanalBrsiie inglez iCarolIne Scheuku, capilao
James la Messurter, carga atracar.
capilao
riieodo-
qae he preciso negar essa lei, ou este fado, para nc-
gar-se-me direilo aposentadoria, o qual he consa-
grado e issegnrado pela con-lituic,5o, que no artigo
$ 8 Raranle as recompensas conlcridas pelos
servicos feilos 00 estado, assim como o direilo a el-
las adquir do na forma das lets, sera tallar do di-
reilo a perpeluidade que nao se pode comprehender
sem emprego e sem ordenado, porque nao se pode
conreber perpeluidade sem os elementos que a cons-
liluem.
Crein, portante, haver domoiitirado, Senhor! que
a tacita deupga(,1o da aposcnlaria requerid, he in-
justa, destruidora de dircitos legilinnnieutc adqueri-
dos,e incompalivel ecora a rcilulaileda censliluicAo,
com o rgimen representativo coja base lie a ju-
li<;a.
iTu^irTreds a sagrada pessoa de V. M. I. com
vida, sude, c lelicidade que os Brastloiros have-
mos misler.
De V. M. 1., humilde subdito.
Antouio de Souza K .
Pernambueo 2 de maio de 1836,
igel.
por
roca-te
IM VOTO DE KECOMIECIMEN (I.
Commeniorar as virtudes dos que se finaran!, que
nao lem recompensas a dsilribuir, gracas 1 repartir,
be satisfazer um trbulo, que uo he" imposto pelo
servilismo, 011 calculado pelo interesse egostico.
Vindo hoje render resprilos, e homenagens sobre a
Ira loura. que cobre os restos da Exma. Sra. D.
Mana Scbaslianna Teixera do Mello, diguajconsorie
do Illm. Sr. Flix da Citnlia Tcixetra.niis nada mais
razemo, que pagar divida que o respeile a virluds
impoe a todo o coracao nobre. Nao be prelencao
nossa e.crcvcr largos p-negiricos ; mis sim em bre-
ve quadro resumir todos osmalizes desse carkder lao
respeitavel, quanto anglico. Filba extremosa c
obediente, esposa amante, mili cariiiliosa.irmila affec-
Inosa, e amiga, chrisUi clicia de caridade, ella
consltluto-se por si 1 verdadeira mai de familia rujo
intrnalo por ella derigdo simbolisa a aula das vir-
tudes civi.,e religiosas. Peni. 11 noli.1 o seU esposo
ora coi ario quo responderse ao sea, seus lillios s
caricias da nialcruidadc. os cousellios de amiga,
seus nnaos lima rmil.i iflecluosi ; os pobres urna
protectora iucansavel, seos amigos o Irado de um
genio ainavel, obsequiador e sincero. Mas X Cees
ganliaram mais um cnle anglico, que de entre nos
sumio-se c se fui par la, onde a chamaran suas
virtudes. F'oi voutade de Dos, resigoeinonos lo-
dos a elle.
Puj um devoto respeilador.
ValparaizoBrigue hamburgiiez (Haya,
II. Schmidl, carga assucar. Passigetro,
ro Riclilen.
iliraliarEscuna sueca irOlcllon. capitao C.
Wiiuaii, carga assucar.
Babia Brigue brmense Dorolhea, capilio
Fangmeyer, carga parle da que Irouxe.
demCurvla franceza aThlsbas, roininandantc
llenrv.
I Leja grande di mesma casa, idera idm.
10 casa terrea, ra de S. (oncalo.
16 rasa de sobrado, ra da Cadeia do Recife.
17 dem dem,
18 iiiem idem.
-I dem dem.
26 rasa terrea, ra da Madre de Dios.
27 dem dem.
31 dem idem.
33 Idem idem.
31 Idem idem.
36 Idem idem.
39 Casa de sobrado, ra das Bajas.
4S Cita Ierren, ra du Atnurim.
49 dem idem.
51 dem dem.
33 Idem dem.
56 Idem idem.
57 Casa terrea, ra do Afeite de Pene.
ill Caa de sobrado, idem.
61 Casa terrea, idem.
62 Cata de sobrado, idem.
63 Idem dem.
61 Casa terrea, dem.
65 Casa de sobrado, ra da Carimba.
66 Casa terrea, idem.
67 Idera idem.
lis Casa terrea, ra do Burgos.
*69 Idera dem.
71 Casa de sobrado, ra do Vigario.
72 Idem idem.
73 Idem idem.
71 Casa terrea, ra do Encantamento.
75 Idem dem.
76 Casa de sobrado, idem.
76 idem, loja do dilo sobrado, dem.
77 Casa de sobrado, idem.
78 Idem, ra da Sosala Vellta.
79 Idem dem.
50 Idem idem.
81 Casa terrea, dem.
82 dem 1 lera.
8.1 Idem, rua da Una.
Ni Idem idem.
8 1 Casa de sobrado, rua do Trapiche.
86 dem, hecco da Litigela.
87 Idem, rua da Cruz.
88 Idera dem..
89 dem dem.
90 Idem dem.
91 Casa lerrea, rua do lora do Perlas.
92 dem idem.
93 dem dem.
91 dem dem.
95 Idem idem.
96 dem idem.
9, Idem dem.
9S Idem dem.
93 Idem dem.
100 Idem dem.
101 Idem idem.
102 Idem idem.
103 Idem idem.
104 Idem idem.
105 Idem idem.
1 Sitio grande do lug.11 de l'.iriiajneiiiiii.
2 Sitio pequeo, Idem.
3 Sitio graude no lugar do Rosariuho.
i Idem no lugar da Mirocira.
5 dem do I-orno da Cal un Olindi.
Thesouraria do consellio administrativo do patri-
monio dosurphaot, 21 de maio de 1856.
O Ihesoureirn,
Joaquim Francisco Uarle.
"
*{$<> matittmvx
Para o Rio de Janeiro
O veleiro patacho brasileiro Amazonas pretendo
sesoir ale o dia 28 do crreme, por ler quasi todo o
sen carregameuto a bordo ; para o resto e escravos a
frele, para os quaes lem exccllenles commodos, Ira-
la-se com o seu consigniUrio Antonio Luiz de 011-
vefra Azevedo, rua da Croz n. 1.
iSOltttS.
O Illm. Sr. conlador, serrindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumpriineulo da resolu-
rao da junta da fazenda, inauda fazer publico, que
no da 26 de juubo prximo vindouro val novameiitc
a prara para ser arrematado a quem por menos li-
zer, a conservarao permanente da estrada do sal,
norie e Pao d'Alho, por lempo de dez meus, a con-
tar do I.- de jullin do correle anuo, e pelos preros
abaixu declarados.
Estrada do njrte........1:2018728
,'1'1 d" ul..........5:4009000
Dita de Pao d'Alho....... i:O0O^KJ0
As arremataras senlo fetas na forma da le pro-
vincial n. 313 de 15 do maio de 1854.
E para conslar se mandoa aflixar o presento c
publicar pelo "Diario.
Secretaria da Iliesouraria provincial de Pernam-
bueo, 20 de maio de 1856.
O secretario,
. A. F, da Anniini un ,10.
O Ur. Anselmo I rancisco Perelli, commeudador da
imperial ordem da Rosa o juiz de direilo especial
do commetcio nesla cidado do Recife e provincia
de Pernambueo, por S. Magostado o Imperador
que Dos guarde, ele.
Faro saber aos que a prsenle carta virem cm co-
mo Joaquim Lobato Ferrcira me dirigi a peliclo do
theor scguinle :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do cnmmcrcio. Diz
Joaquim Lobato lerreira, que a seu rcquenmenlo c
por despacho de V. Etc. de 5 do levereiro du 101-
rente auno lora avocada pin este juito c entregue
no respectivu carlorio hoje 19 do corrale a execu-
ao que pelo juizo municipal de Dunda, mova a
Antonio Joaquim Perfiln da Silva, a qual e os pre-
gos roram interrompidii cora embargos do lilho do
lecutado do me-ni., neme, os quaes sendo dcsalien-
dldos por accordaos da relarilu, parece que deve-se
proseguir nos ulteriores termos da arrematarlo inter-
ceptada ; e porque nao s he fallecido o cxeculado,
como seu hlho o embargante lercciro.e nao haja cer-
teza quem sejam seus herdeires, requer o supplican-
ll a V.Ele. se sirva mandar passar e chamar por
editil no termo da le os que sejulgarrm comdireilu
a heranca dos ditos fallecidos.iBm ae e habilil.ircm
e contra elles proseguir nos ulteriores termos da sr-
rematacHo ou contra a fnzenda no caso inverso ; o
documento junio prova o posto, e uestes termos
pede a \. Exc. se sirva mandar passar o escripia
edilal requerido.E B. MJoaquim Lobato Fer-
rcira.
Nada majs continha dila pelicao aqui llelmentc
Iranscripta na qual dei o meu despacho do llicor sc-
guinle :
Sim, e o csrrivao passe cdilacs para o tira reque-
rido rom o prazo do 30 dias.
Recife 19 de maio de 1836.A. F. I'crelti.
E mais so nao continha cm dilo meu despacho
aqu bem e fielmente transcripto ; em virtude do
qual o escrivo que esla ha de siihscrcver mandn
passar a prsenle caria de edilns, com o prazo de 30
dias, pelo llieor da qual se chama c intima e hci por
inlimado aaquellcs que se julgarem com direilo a
heraiic,a dos fallecidos Antonio Joaquim Perera da
Silva e seu lilho, pira que 110 dilo prazo de 30 dias
conparecam iflm de se habilitaren) na execuero que
contra elles vai proseguir Joaquim Lobato Ferrcira.
Epan que cliegueaoconhecimenlo de lodos man
dei pastar a presento que ser publicado pela im-
prensa e aullado nos luuarcs do cosame.
Dada e pealada nesta cid.de do Recito aos 20 de
maio de 1856.Eu Maximiano Francisca Duarte,cs-
crivae o suliscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
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a-r?
re 1
O
5
S
3*
Precisa-se de um amassador: noMoudego, pa-
daria n. 95, do Saraiva.
Uma mulher parda, com idi le de 10 e lanos
amuis, se ollerece para servir era uma casa de portas
i dentro, eoiiebl, lava e engomma cora perfeicao :
quem precisar dirija-se a taberna da esquina que vai
pan I casa de dclenrao, que dir onde a mesma esl.
Antonio Jos da Costa Cabial, elabclecido com
taberna na rua Direila 11. 27, declara pelo prsenle,
que nao existe fura val 011 latir firmada por elle,
que lodos os vales que assignar erflo com declararan
da pessoa a quera perlencem, aliin de evilar que se
reproduza o ser abrigado a pagar o que nao dever.
O Sr. Antonio Francisco Arrias lem uma carta
e urna eiimmineuda vindas do Porto: na rua da Cruz
n. 21, armazem.
O abaixu asignado, com loja de Irasles na rua
Nova n. i.,, nluga Irasles para lo lo c qualquer acto
festivo fnebree baile, mensalmcnle, liando fiador
110 objeclo recebido.
I.ourenco Pogi.
Precisa se linear um sitio que seje hura e que
lenhl boa casa de \tienda, porcm prefere-se no lu-
gnr dos A faga ios. un na PlSiagem da Magdalena : a
tratar no Forte do Mallos, armazem de Joo Pires
acarea.
Ollcrccc-se um raixeiro para hiberna, com bas-
tante pralira, informado por o Sr. Narciso do paleo
ido I.armo : na rua de Hurlas n. 19.
Thomai Soaresde Abergaria relira-se para fu-
ra do Imperio.
11U.AMADE DO DIVINO ESPIRITO
SARTO.
Parece que a Divina Providencia se enmpraz em
I izer regressar aos primitivos altares as santas ima-
gens outr'ora veneradas na igreja dos nuncios jesu-
tas, a exemplo da nohreresnlafao da irmnndade do
Sanlissimo Sacramento desta freguczU. acaba de ser
nllercoi 11 pelo Illm. Sr Josi- Ctetsno Vieira da Silva
a nnagem de N. S. da Soledad., c a mesa regedora
da Irmandade du Divino Espirito Sanio aceilando-a
rom indizivel prazer, convida todos os seas irmaova
comparcrerem no dia 2! do corren!*, as 6 horas da
larde, para em procissfln a reno receber c cnnduiir.
Oulrosun os convida a ronjptrecer no dia 25 la-..hem
do correnle, as 2 horas da larde, para acompanha-
reni a proeissao du Senhor Bom Jess dos Desampa-
rados, em salislacau ao convite S. do Ierro.
Companhia
de uavegac&o a vapor Lu-
so-Brasi!eira.
leudo a cominissao pe manenie desta companhia
tiistiloida no Rio de Janeiro, comrauiicado as deli-
herardes lomadas pelos accioilislas all residentes,
sobre as necurrencias iillimameiile succedidas, as
quaes ruin pequea allcr.eilo se publicaran! neste
tDtuma. 117 de 16 do presente mez ; a mesma
commissao recommcuda que, a merecerem ellas a
approvarau dos Srs. acciouistas desta, remettam suas
procuraees para a cidade du Porto, aliin le serem
representados cm assembli eral que all vai ler
logar, convocada pola Exma. direcro. que tambero
ordenou o envi de laes procurar-oes". .Nesta ceufor-
mtdade, c para melhor de ludo se orientaren!, con-
vida o abaixo assignado a estes senhores ii dirigirem-
M a sua casa, na rua do Trapiche 11. 26, onde Indo
Ihe sera prsenle, bem cun-i a copia da procuradlo
remellida pela referida commissao.
Manoel Duarle Rodrigues.
Precisa-se de uma ama qe saiba cozinhar e
User lodo o mais serviro de casa : na rua Direila
n. 86, segundo andar.
MATRIZ. DE SANTO ANTONIO DO
RECIFE.
lendo de se proceder a continuaran da eleicaa no
da S5 do coi rente, silo pelo prsenle convidados os
raos da mesma a comparecer e r ao nosso cou-
stslorio.O escrwilo, Jos Estoves Vianna.
Francisco lavares Correia vai a Europa, c dei-
xa nesla cidade enrarregados dos seus negocios du-
rante a sua ausencia os Sis Bernardin Comes de
Carvalbo, JolO Jos doCarvalho Jnior e Manoel
Jos de Jess Americo.
l-'ugio no dia 13 do correnle o preto da Costa,
do nome Joaquim, idade 30 in'noS, mais ou menos,
estelara alia, rosto coinprido. pouca barba, falla
muilo grosso e depressa, (em muilas mrcasele feri-
das pelas pemas, muilo cabello e com feridas lam-
hem na cabera, costnmava levar carne verde lodos
os mas a dilTerentcs sitios em um labolciro, e pela
estrada da ponte de 1,'choa, e um pequeo balaio no
braco com litros perlcncenles a diversas rasas onde
enlregava cariia; levou camisa de iilgodi'iozinho azul
m.va com marca J. C. c calca de estopa: porlanlo
roga-se as autoridades policiaes e eantles decampo
a apprehensao do dito uegro, e leva-lo a casa de seu
senh jt, na ruada Uaia n. 33, queserao recompen
sados.
Aluga-se para quem quizer cstabelccer-se cora
darla, a casa n. 151 no principio da rua Imperial,
em 3 piulas na frente, boa sala grande para o neg-
pa
de novo 1
a li.it 11
ara.
^cdarai-oti*.
Directora ;i;r;il
Pela
da
(&0tutmtti0.
t'RACA DO RECIFE 21 DE MAIO AS 3
UORAS DA TARDE.
Colaces olliriaes.
Couros seceos salgados190 rs. por libra.
Assucar mascavado2C0 e 8(430 por arroba com
sarco.
DescomeII) a 11 ao anuo.
i-'rederico ItobUUard, presidente.
/'. foraef, secretorio.
c. CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por 15
Paris, 353 rs. por f.
Lisboa, 100 por 100.
" Rio de Jauciro, ao par.
Accoes do Banco, 35 0|0 de premio.
Acones ta companhia de Beberibe.
AcsSes da compauhia Pemambucana
*\
518000
ao par.
mstruirtio piililitii
respectiva secretaria se faz' publico, para
constar 1 quem tuleiessir, que se acha vaga a cadei-
ra de latim dj villa de Ignaras' ; e convndo firo-
ve-la compelcnlcinenio. fica marcado da dala nesle
o prazo de 10 das para a iuscriprao e processo de
liabiliiac.ao dos candidatos, depois do que proeeder-
se-ha peranle a mesma directora ao concurso para
o provimenln da sobredita cadeira. Secretara da
directora geral da ii.slrurrao primara e mondarla
da provincia em 20 de maio de 1856O secretario,
I 'r.iiici-ru Pereira l'reire.
(MREIO GERAL.
A. administrarlo engaja homens camU
nlieiros para conducidlo tic malas, o pagao
jornal diario de I.SOIIO.
O conselhn adminslralivo do patrimonio dos
orphaoa, lera de levar piara publica, ua sala de
suas sesses, em os dias 23, '27 c 10 do rorrcnle
mez, a renda auuual das casas c sitios abaixo decla-
rados, a ennieeir do |. de jiillio prximo futuro, a
:t0 de juubo de 1857. Os licitantes com seus fiado-
res hajam di comparecer na sala do mesmo con-
selho, as 11 horas do menciunado dia, e de accordo
n pa ni os actuaei inqnilinos que, a nao etlarem qui-
tes para com o mesmo patrimonio, olo poderao li-
citar.
1 Sala da casa do conselho, eom frente para a rua
do Queimado.
O palliabote LINDO
PAQUETE, capitao Jos
PintoXuncs, segu com
,btevidade aos portos in-
' dicados, nlla-llie um ter-
co ilo seu carrejjami'iilo, para o qual
tiatit-sc com o consignatario Antonio de
Almeida Gomes, na rua do Trapiche n.
I (i, segundo andar.
Para o Aracalv segu cm 'poucos dias o bem
coulicrulo ltale Capibaribe para o resto da car-
ga c passageiros : Irata-se na rua do Vigario n. 5.
S. MICCELECRAiJTJSA.
O veleiro e bem construido patacho porluguez
Lilicr lade o seguir em poucos dias pan as libas
de S. Miguel e Craciosa, recebe smenle passageiros,
aos quaes nflcrece eiaelleolii oommodos : Irala-se
no esc.riplorio de Bailar Oliveira.na ral da Cideta
do Recife 11. 12.
Para Lisboa sogue iniprctcrivelmentc no dia
I-dcjuiiho o brigue porluguez Relampagon de
priraeira marcha, anda recebe alguma carga a fre-
le e pastageirus, para o quo lem Mtodos commodos :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passaccm
dirija-se aos consignatarios Thomaz da Aqtiiuo Fon-
seca & Filho, na rua do Vigario n. 19 prtmeiro an-
dar, ou au capilao do mesmo.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu em poneos dias o [brigue Copccr.io
por ler parle de seu carregantcnlo promptu, para o
resto, e escravos a frele, para o quo lem exctente*
commodos ; Irala-se com Manoel Al ves Guerra na
rua do l'apiclie 11. 11.
'AVISO MARTIMO.
tara o Aracalv o hiato 1 Invencivel n com muila
breviilade para carga e prtwujsoiroi a tratar com
Harlina <\- Irmao, na rua da Madre de Dos n. >.
&W&.
AGENCIA DELEILO'ES.
Na ma da Madre de Dos 11. 32, de Vieira da
Silva.
ca, coiicerladajcaiada e piulada
lia rua Direila n. til!.
Precisn-se de um linroen brasileiro ou estran-
gciro, que saiba liera moniar e tratar de cavallos,
para servir de pagera a um senhor de cn?euho. da-se
boa paga : quem estiver aellas circumslancias e qui-
zer, pniledirigir-icao largo da marriz de Sanio An-
tonio, casa de om andar u. 2, que achara com quem
tratar. "
lia poucos iliasappareeen cm umengenho bas-
tante distante desta praja urna escrava de liaran,
procurando senhor para compra-la, a qual nao s'abe
dizer o nomc de seu senhor, dizendo smente que
mi ,'in mulada cm prara ha pouco dias : a qnem
rallar c quizer informarnos sobre a mesma escrava,
dirija-se a travesa do yueimado n. 3, a Gabriel An-
touio de Cuslro Ountaes.
TRAPICHE DOCLNHA?
-i O proprelario adminislrador do trapiche
Vi denominadoCUMIAfu cedo a todos os
jjj senhores Je engenho, lavradores e negocian-
jjj los, lano desta provincia como fora della, *?
Aluga-se um silio no boceo do Kspinheiro com
muilas fruteiras, boa agoa de beber, baia para ca-
pim, Ierra para planlacao, e casa para morada;
quem o pretender a fallar com Fredcrico Chaves, no
aterro da Boa-Vista, n. 17.
Precisa-se de una ama para todo o servido de
ama casa de familia : na rua .Nova, sobrado 11. 23,
segundo anoar.
Ordem terceira
do Carino.
O abauo assignado, secretario da veneravel ordem
il?!." l. \S" do Carmo do Recife faz scienle as
Precisa-se de uma ama forra 00 captiva, para
casa de pouca familia, no Colho, sobiado junto ao
hospital novo,
Aluua-se uma prela moca, que engorme com
perfeiclo, cose e lazos mais arranjos de uma casa, a
rallar 110 largo do Corpo Sanio, n. 13.
Precisa-se de um menino de 10 ou 12 annos,
que tenha pralica de rateiro de taberna, na loja de
cera, n. 1, rua do Rangel.
Domingos Francisco de Souza Lele, "rendeim
do engenho Jurissaja, faz sceule a esla prara e em
particular ao Illm. Sr. coronel Benlo Jos ISamenha
Litis, que nada mais deve dos ,'iii conlos a que se
ohriou pelo dilo senhor, sendo 18 conlos pela renda
do dilo enaenho, e 8 pela compra da salra, o que
faz publico para sciencia do mesmo Sr. Larnenha. e
das mais pessoas a quem possa inleressar o conheci-
racnloda linalisacaodeste negocio. Recife 17 de
maio de 18.56.
Desappareceu no dia li do correnle o mualo
Hilario, estatura baixa. cor clara, idade 10 annos, 1 ja-se em Fra de Portos 5! 35.
retenes regulares, bem fallante c pronostico, levou
diversas roupas que nao se sabe de que asar ; ro-
ga-se as autoridades ou a qualquer pessoa o prendam
e levema sua Sr.' viuva do finado Scbastiao An-
tonio Paes Brrelo,em seu engenho Rodizio ou nes-
la iraca na rua das Cruzes n. 40.
pessoM. me devem toros mesma ordem, que se
ponham em da ale 30 do correnle, quando naoserSo
immedialamente ezeculadas. Secretaria da venera-
vel ordem terceira de N. S. do Cirmo do Recife 13
de maio de 18.it>. -
JoaquVManoel Ferrcira de Azevado.
Quem perdeu um embrulho com urna peqoeoa
quantidade de fazenda de valor, dirija-se a esto lv-
pographia, que se dir qaem o ichoa.
Precisa-se de ama ama para o servico interno
de ama casa de pouca familia : a tratar ni rua Di-
reila 11. 91. primeiro andar,
Precisa-se de orna ama que saibs cozinhar,
para uma casa de pooca familia : qaem qaizer dlri-
1 ja-se a Fra de Portas n. 35.
I Precisa-se de uma mulher de meii tdsde, qne
strv para coser costuras grossas : qaem qaizer diri-
Na rua da Palma u. 5, lia ama pessoa que se
ollerece cozinhar, dando smente almojo e jinlar,
por (ireco commodo.
Jo.lo Osorio de Caslro Maciel Moaleiro res-
pondendo aos annaneos de Joaquim
CasteUlo& Vieira Inem publicu que o Sr.
Agostinho Ferrcira Jnior, deixou de ser seu cai-
leiro.
Um homem de meia idade se oITcrece para ser
criado de casa de homem solleiro, sabe ler e escrever,
tarobcm para tratar de cavallos e do mandados para
fura da cidade : quem quizer annuncie.
Lotera
DO SENHOR BOIJESS DAS
DORES.,
Os felizes bilhetes ru-
bricados pelos abaixo as-
signados, obtiveram os pre-
mios seguiutes:
202 2:000|000 em 1 (|uarto
1807 l:000.s-000 em 1 dito.
123! 500.S000 em I meio.
2098 200.S000 em hilhete inteiv'o.
"tl lO.sOOemi meio.
Os possuidores de ditos
Humeros podem vir rece-
ber o competente premio
apenas sabir ; lista geral,
em seu escriptorio na rua
d Cadeia do Recife n.iSO.
Oliveira Jnior % C
Lotera.

qe ale boje anda nao allerou c nem altera
os prejos dos saceos de assucar desembarca-
f dos e annazenados no seu dilo trapiche, e 9
T qo anida continua a pagar SO rs. cada W
a sueco, conforme as circulares que In lempos f
:t dislribuio. Trapiche do Cunha l de maio S
@ de 1856. S
"Mi
ttft
E\POS;\0 IMVER^AL DE iHoo,
,. v Eli PARS.
Joao \ tsnes, rua larja do Un.,un, D. 8, alrm das
invenrOes novas, fez mellin.uumi .. mporlaoUs nos
seus pianos, apropriados para o clima desle paiz, que
ncabam de ser premiados na expesiciio de 1855 em
Pars.
DO TERCO.
deslu irmandade,
re/redora
A mes:
faz aciente t|ue tem de solemnisar, rom
loda ajpoinpa, nodomin;jo2 do corren-
te, fesla, proeissao, c TE-DEUH, em ac-
r9o degrarasa' Divina Providencia, pela
extincrao da epidemia, em loiivor a mila-
grosa imagem do Senhor Bom Jess dos
Desamparados, sendo de manluia (esta, e
prega o Rv. padre mestre pregador
dacapella imperial, Fr. I.ino do Monte
Garmello; a's ~> horas em ponto sera'ex-
posta a" vista dos fiis a sacrosanta ima-
gem com o ti lulo de Bom Jess dos Des-
amparados, percorreudo as ruassegnin-
tes: Ciaco-Pontas. Viveiro, Augusta, Di-
que, pateo do,Tetro, Direita, Livramen-
to, Qaeimado, Collegio, Crespo. Praci-
nha. Gilmga', Nova, l'lores. Camboa,
do Carino, pateo do mesmo, lloilas, Di-
que, a i ecollier-se, dando iim a esle
taosttmplitoso ario coni um solemne TE-
DEUM LAUDA MUS, sendo o orador
o Kv. padre mestre pregador da capella
imperial Joao Capistrano de Hendouea;
roya-se a todos os moradores per onde
tem de passar o nosso Bedemptor, hajam
de limpar suas testadas : assim como a
mesa rejjedora'pede a todos os moradores
das nas Direita e Ctnco-Pontas, de illu-
mioarera as frentesdesuas casas, em re-
cosijo a tito solemne acto, < em lonvor ao
mesmo Itom Jess, por attender as nossas
No da terta-feira,-J7 do correnle, as 10 horas da Sl,|,l''"'as' c nos livrar do teirivel lla-
mauhls.serao arrematados mnitos e diversos ar(i.
de uso c commodo, havtrao mudos bons pianos" e
bous charutos, t muilos de mobil a, o que ludo esla
ra patente e sera vendido a comento dos freguezes.
&*i$0 &itt&0$.
arianuo.
O hvro do mez. Marianno augmentado de varias
orar,6cs, tnico usado polos devotos da PENDA :
vende-se smente na linaria ns. Ge 8, da
da Independeaaia, a dez instos.
Aluga-se iiiuneijiopara sei vir cm al-
guma casa estrangeira : quem o preten-
der, dirija-se a rua Bella n. 5. que achara'
com quem tratar.
prafii
. ello.
Claudio Diil)eu\inudoii osettcsiiip-
rio para a rua da Cadeiti de Sanio Anto-
lonio n. I "i.
LOTERA D4 provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que seacbam-a' vendaos bilhe-
tes, meios equa>-tostJa primeira parte da
primelra lotera concedida ao comento
de Nossa Senhora do Carmo, cujas rodas
audiim impreterivelmente no da 2!i do
rorrcnle me/, as 8 emeia horas da manhaa
no saino do mesmo convenio. Thesouraria
das loteras 20 de maio de 1850.O es-
crivo, Antonio Jos Duarte.
I'usio de bordo da sumaca nacional norteada,
oo dia -JO o csrravo Agostinho, de nar;ao I\ago, le-
vando vestido caifa azul e camisa azul,' rarapuca de
lila; he ba-lanie alto e reforcado,com algans talhos
no rosto : quem o pecar, leve burdo do dito barco,
oo na rua da Cruz, n. 1, escriptorio de Antonio
Luic d Olivera Azevedo.
/
_. Pinheire Jaco-
li -'! i saber se nesta provincia eiiste Mano- me 9obre a venda, que esle pertende fuer do lerre-
l'crnandes dos Campos, natural da pruvncia do no de mar'nl,a n-"*<) por intermedio do eerrelor
Minbo em Portnsal, consta que andava mascatiando Oliveira, diz que do auto di arrematarlo e da li-
por S. AnlSo, Goianna,Porto de Podras, Camarasihe ,al" de mariuha ja por si annsnciado, eoosta ro
hospedava-se cm casa de um tal Reg, natural das P'imeiro ser arrematado 27 palmos de frente do ter-
Iihas : roga-se a quem souber o favor de informar! reno allagado com 126 de fuodo, principiando dos
na taberna n. 1 da travessa do Rosario. I fundos do armazem da rasa n. 110 na roa di Sen-
Oflerece-se para ama de casa de homem sollei sala Velha, e do seguodeaar concedido a mesma
ro ou pouca familia uma crioula que faz o serviro 'rente com l.'i bracas de fondo, e como dos fandos
nlarno a externo da casa regularmente, menos en- do armazem a praca projeetada pouco ou nada ei-
gommar na rua estrella do Rosario n. 15, sobrado. ce(,a, faz a prsenle advertencia em guarda de seu
Na rua liireit.i n. :l(i, segundo andar compra- se uma boa esrrava moca,que snba cozinhar, eogom- compra annunciada pelo referido Pioheiro.
mar e lavar, e nao tenha dtfeilo al.um. Recre 19 de maio de 1856.
Joao Osorio de Caslro Maciel Mooleiro.
No da 1!) do correnle mez fogio um escravo
mulato de nome Loiz, idade que reprsenla 4o *o-
nos,bailo, magro.cor clara, pooca barba, oxeado as
vezes de biste, lornozelos juntos de imbos 01 pea,
eo esquerdo mais grosso, que, o faz andar coso,
cabello um lano sollo, levon vestido camisa e cal-
sa pretsa, he gaohador de rua, trabalha de caiador e
sapaleiro ; foi escravo de Domingos Jos e arrema-
lado em praja pelo abaUo aasiguado, qne, gralifl-
ca a quem o agarrar, e lho entregar.
Manoel Joaquim B.iplisla.
Como ha dous anuos S>m o Sr. Manoel Pereira
Brandan na qualidade de meu procurador, nao te-
nha aparecido em minha casa pan me prestir con-
las (como nao igoorr) he o motivo qae obrgoo a
abixolassigoada ,1 lancar mao deste meto, para que
uestesqualro dias venha prestir contat ao sen genro
l.uureiic 1 Pereira da Silva Pimental, pois.se acha
cora todo os pu teres para assim o farer.
Mara Rosa de Souza Magilhaes.
O abaiso assignado pede a todas as pessoas qae
se consideraren] credures de Joaquim de Almeida e
Silva, ni itidem a ilravessa do Qoeimado o. 1 ama
nota de seu crdito no prazo de oito dias.
Albioo Jos Ferreiri da Cunha.
DINHEIRO.
Conlinna-se a dar a jorot uzoaveit, com penho-
res, qiiantias de 50 aWUSOOO rs. ni raa estrella do
Rosario n. 7, e das Calcadas n. 10 no segundo an-
dar.
Roa da Soledade n. 70, si aluga om cozioheiro
que lem servido casas eitraogeiris, sen patrio se
embarcou este mez no vapor Pedro II.
Na rua do Collegio, o Sr. Cypriano Luiz da
Paz, aterro da Boa-Visia, o Sr. Joo Ferrcira da
Luz, na padaria do Sr. Beiriz dirSo qaem da quan-
tas de 200, 300, 400, 500 e 600 mil ris com hypo-
tlteca em casas terreas.
-^r*af)ua do Raogel n. II, vende-se um sof e
duas mesas redondas de Jacaranda, orna cama de
angico. uma mesa pequea e oulra maior para eozi-
nba, dous bancos grannes e mais cinco pequeos,
muilo proprios para collegio-.
Precisa-se de uma moja honesta, qne silba
coser bem : casa da modista brasileira, rua Nova
o. .ti.
Na noite de quarla para quiola-fcirn 5 do cor-
rente fugio da povoarao do Mnnleiro, uma preti de
nome Yheodora, de cor fula, cheia do corpo, e lem
defelos, falla baixo edescansada, levando vestido de
cilla de cor clara, panuo da Cotta de lislrss encar-
nadas, e conduz uro trouia em qoe leva soa roopa ;
desconfia-se ler lomado a estrada de Podras de Fogo,
lugar do seu uascmenlo, e aoode residi por muito
lempo ; a pessos que a apprehender pode levar a roa
do Queimado n. 7, on no Monteiro as abeiao assig-
nado, que ser generosamente recompensado.
Antonio de Paula Fernaodes Eiras.
Precisa-se alugar om prelo, para servico. de si-
tio, como se ja corlar capim e carregar agu : em ei-
sa de Patn Nash &Companbia, na roa do Trapiche
Novo, n. 10.
Precisa-se alegar uma casa lerrea que tenha
commodos para familia, sendo em boa roa no bairro
de Santo Antonio, nao se ollia a prero e paga-so adi-
aotado : quem tiver e quizer alugar, procure na rae
eslreita do Rosario 11.17, segando andar, qoe adiara
com quem tratar, ou annuocie para ser procurado.
Bernardo Fernandes Vianna contina com soa
escola particular de primeiras letlras por provisto do
ex-presidente dcsla provincia o Eim. Sr. Vctor de
Oliveira de 17 de jonho de 1851. Ensina pelo me-
Ihodo CaslilhoLeilura Repentinaassim como en-
sillar tambero as pessoas adultas que anda quize-
rem approteitar-se deste melhodo: e para mais
commodidade dos mesmos, das 7 horas da noite as
9, na rua da Cadea do Recift n. 47.
A abaixo assignada, lendo cslabelecido am col-
legio de edttcaclo para o saxo femenino, na casa de
sua residencia, na praca da Boa-Vista, sobrado n.
112, segundo andar, avisa aos senhores pas de fami-
lias qoe queiram recolher suas ulnas em dito esla-
iielecimeulo. onde eusinar-se-ha as materias tenden-
tes i in-iriircao primara e secundaria, como tim-
bero artes, fraucez, msica, desenlio, dinas, etc.;
assim como ivisa aos pas de suas alumnas, que soa
aula existe aberta desde o 1.- de abril prximo pas-
sado, o que nao fez antes por causa da epidemia rei-
nante. Oj estatutos desle estabelecimeoto serao
publicados com a maior brevidade qne possivel for
a abaixo assiguada.
Thcreza (juilhermina de Carvalho.
Aluga-se a casa terrea da rua do Aragao n. 10,
propria para qualquer eslabelecimenlo por estar em
armazem, e por preco commodo ; lambem se alugam
1^ casas da rua Real, prximas ao Mangoinho de ns.
27 e 39, sendo a primeira propria pera padaria por
ler grandes commodos e forno muito bem construi-
do, e serventa para a mar, ludo por precos mnito
commodos: a Iralar na mesma roa Reil com seu
propietario Manoel Pereira Teixeira, sobrado n. 6.
Precisa-se alugar uma casa espacosa
sem se escolher rua ou bairro, para um
magistrado que esta' a' chegar a' esta
cidade, e que desoja oceupar toda a casa
sem outros moradores : quem a tiver c
assim a quizer alugar, procure a casan.
2,110 paleo da matriz de SaDto Antonio,
|ue encontrara' com quem tratar.
Antonio da Silva (iuinnraes, vendeu
os seguiutes premios da primeira parte
da primeira lotera do Senhor
sus das Dores, emS. Goncalo.
n. 202 2:000$000 I dito
1:000s000.Os possuidores,
sili'u-ailislii podem vir recebci
da Hoa-Vista n. 48.
SILVA GLIMAKA'ES.
Bom Je-
2 quarlos
n. 1 SO-
logo que
no aterro
ANTONIO DA
Lotera.
Foram vendidos na rita do Rangel 11.
1S osseguintes premios da primeira par-
te da lotera do Senhor Bom Jess das Do-
res, emS. Goncalo:Bilhete inteiro ga-
rantido por Sou/.a Jnior n. 1371
1:000^000quartos garantidos por An-
tonio da Silva Gtiiniaraes ns. 202
2:000.s0001807 l:00(>s000. Acham-
se a' venda os novos bilhetes da lotera do
convento de Nossa Senhora do Carmo do
Recife.
^J Uaia Irmftos, com i-slahelecimento de *a
1 chapeos na rua do Crespo, receberam iill- 1
;3 mameule de Paris, om completo sortimcnto "|
A de chapos de seda pnra senhora, ricamen- js
V te eufeilados d'ultima moda; aesim como 'i'
.; *i de palha aberla e fechada para meninas, e 'A
.\ de seda proprios para haplisado*, lano para ^?
>-" meninas como para meninos ; e appare- "?
..; cendo em uma caixa, alguns chapeos da sa- A^
"..; veiidem por precos muilo limita In-, \'
-Vi ~u,.- -. 1 -.;. _.... ;>. w> OV KP 00' -.!>' -..."xv ^ x*. j' nJ ifc. x^v '^rJv3
Iternardino Jos da Silva vendeii a soa pada-
ria da rua Direila o. 2li, livre o desembarcela com
o commercio, ao Sr. Antouio Jos da Silva Guima-
raes.
Precisa-se de uma ama que faca todo o serviro
de uma casa de mu pequea familia : na rua do
Hospicio 11. :.
Berniirdino Joaquim Rosa, porlogusz, retira-
se para a capital do imperio.
Precisa-se de urna ama que tenha bom leite,
forra ou captiva, agradando paga-se com generosida-
dc : a Iralar ua rua do Oueimado, loja n. 52.
Precisa-se da quantia de 3008 a uros com hy-
potheca em um ou dous escravos : quem esliver as
circomstancias de o fazer, dirija-se a rua Imperial
n. .'l, ou annuncie para ser procurado.
Aluga-sco seguniln andar da casi da Iravessa
do mi.i|i iicl n. 2, com commodos para grande fami-
lia : a tratar na Camboa do Carmo n. 18.
Precisa-se de canoeiros forros ou escravos para
tirar arca na corda, pagando-se-lhe 19000 por canoa
de caiga de 800 a 1,000 lijlos, assim como lomam-
se pur aluguel alguns pre'.os, dando-se o sostento e
pagando-se mcnsal ou scmanalmenle o ordenado em
que se convenciouar, ludo para o mesmo fim, garan-
lindo-se-lhe aduraro do trabalho por algum lempo,
se Imito for preciso : quem para lal Iim se Jalgar
habilitado, apparera na rua da Aurora, passaudoa
fundiro, primeiro portao.
Koga-se 1 pessoa a quem foi entregue umacar-
la para l>. I.mbelina Julia Bnndeira de Mello, e um
maro He Jornal do Commercio, para Joao Capis-
Irano Bnndeira de Mello filho. o favor de mandar le-
va-Ios 110 alerro da Boa-Vsla u. 15, segundo andar.
l'm moco morador cm Olinda, qu ollerece om
esaravo com 1l> anuos, pouco mais 00 menos, ua rua
da Senzala Velha n. 70, segundo andar, por 1:200.->,
dizendo queja tiuha ollera de 1:100, tenha a hon-
dada apparecer na mesma casa para recitar o nego-
cio.
Rogx-se a lodos os devedores, lano da Capun-
ga como do Recife, que devem a taberna de Duarte,
na mesan Capnnga, .te jogo de btlliar, bolla e gne-
ros, que venham pagar quanto antes, do contrario
serao publicados seus nomes, pois seu dono pretende
retirar-se do lagar.
Precisa-se de 2 aprendiies para marcioeiro,
cum a condirao de rezldirem na ollicina ; o dono da
mesma se obriga a dar o sustento : a Iralar com o do-
1111 ua rua da Cadcia de Sanio Antonio u. 18.
_ Da-se 1:200,1 a juros sobre hvnotheca ou boas
Urinal I na rua eslreita do llosario," travessa para o
Ojaeiraado, loja de miudezas n. 18 C, se dir quem da.
Barliiolomeu lavares de Oliveira faz publico,
que desde a dala de 20 de oulubro rieiiou de ser of-
licial de jmtiea da primeira c segoada vara do civel
por ler pedido demis-ao do oflicio, do que obteve
por despacho dos juizes respectivos; anda mais de-
clara o npplieanle, liroo provisSo para servir em
dilo ollieio por um anuo em 2 de abril de 1835, t
em 2 de abril de 1856 lindou o lempo de sua pro-
visao.
A pessoa qneannuncioii vender uma casa ter-
rea na Boa Vista, dirija-se a rua do Kosario do mes-
mo bairro n. II, que achara' com quem tratar.
Manoel Noguoira dos Santos, brasileiro, vai i
Europa Iralar de sua saude.
Na rua de Santa Rila n. 1",, primeiro audar,
se dir qurm compra uma taberna rin bom lugar.
Acna-se no silio da rua dos Pires de Manoel
Joaquim Canieiro Leal, um cavallo alasfln, magro,
uma vacca deleite solleirae uma cabra bicho : quem
for seu dono apparera. que pagando as despezas, Ihe
ser entregue.
tenha
fita do Rangel n, V8, ou
Vista n. 48, loja de billieti
Da-se ate 12x000 rs. por mez, a
uma ama de leite, forra ou captiva, que
tato e bastante, e sem filho : na
aterro da Boa-
lhetes.
Prerisa-se de ama ama prela, forra ou captiva,
para o servico interno e externo de uma casa de pou-
ca familia : a Iralar na rua de Hurlas n. 2, segando
andar.
.I.'-,. Joaquim t;,ir,r-he- da Silva declara pe-
lo prsenle que, na qualidade de socio liqoidilario
da etliocla firma de Pereira A Silva.jolga nida de-
ver de suas transacroes sociaes, mas se al-
gnem se julgar credorda mesma exliocta firm, na-
jara de apresenlar suas cuntas uo prasp de dez dia, a
contar desta dala ; e convida a lodos os devedores
da exlincla firma social, a satisfazer seus dbitos
com a possivel brevidade : no aterro da Boa-Vis-
ta 11.8. Recife 15 de maio ds 1856.Jos Joa-
quim (lonralvefcda Silva.
Precisa-se alugar nm prelo livre on captivo
para o serviro externo e inlerno,de ama casa : na
roa da Gloria n. 87, segundo andar.
Aviso.

He che jado a este mercado o rap Prin-
ceza, que continuara' a ser vendido a re-
talho nicamente na loja n. 51, da rua
da Cadeia, de Joao da Cunha Magalhaes.
A fabrica de Lisboa lem i-eslvido fazer a
reducrao de 800 rs, em cadi libra, epor
isso o custo sera' de 2.S400 rs. que nao se-
ra alterado em dito deposito ; os direc-
tores da mesma promettem empregar di-
ligencias para que o deposito esteja sem-
pre supprido de dito rap ; o genuino da
i'abriea he o melhor da Europa, e como
lal alcanroiios primeiros premios nase.\-
posirOes de Londres e l'yis, tornando-se
desnecessario recommejana-lo aos senho-
res quesabem apreciar uma boa pitada.
D-se dinlieiro sobre penbores de prata e ouro:
ni ro estreila do Rosario, loja de oorives n. 18.
MUTTCEFT
ILEGIVEL


PIMO tt ffcjIMIBtqi SEXTA* FURA 23 SI fetlQ DI 1856
Terceira edipio.
TRitilEITO HOISOFITHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MQRBUS,
PELOS DRS.
9C3WM ^tk. :f-aaE3 jera jtabdr .
* raslroeoo aopovoparasc poderniraidesta esilermidade, administrndoos raiiiediot mais efiirazes
paraalalba-le.emquanlo ser- urreaomedico.ou mesmoparacura-laindapcndeutedesleinoslugares
"'""SaDUZIDO EM PORTr.UEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Eslesdoosopusculosconlmasiiiditacoesmaisclarase precisas,e pela sua simpleseconcisa ciposi-
CaoeeUaoaleancedetodasasiolelligencias.naoso pelo que diz respoito aos meioscuralivos.comoprin-
cipalmenie aus preservativo* 1De lemdai10 9 mais sa(israc(oriosrcsallados em (oda a parte cm qoe
elles lem iidn posto cm pratic.
Sendo o tratamenlobomeepallticoo "'"loe lem ladngrandcsresultadosnocurativodeslahoru-
lenfermidade, julgamosa proposito Iraduzirresles dous imporlaules opsculos em lingua vernaci-
la, pardl-arle facilitar a sua leil'ira a qucm ignore o frauce*.
VMhteBnicainei>' no Consulloriodo traductor, roa Nov ii..V2, por 2>O00. Vendcm-se lambem
os medica Ktos precisen e boticas de 12 tubos com um frasco Je lindura I >-, urna dita de :10 tubos c. m
qualro e % Irascos o"* Untura rs. 25aOO0.

I MU j
[>EDRAS PRECIOSAS-
Aderecns de brillantes. *
.'diamantes a perolas,'pul- $
_' cetras, allineles, brincos :*:
W a rozetas, holes e anneis **
da diflerentes gostos e de ^
I diversas pedras de valor
Compran), venden) ou
Irocam prata, ouro, bri-
lhanles.diamanles ener- i
las, e outras quaesquer j
I joras do valor, a diobeiro ."
jj ou por obras. .
I0REIRA DARTE.
loja di mriin
Ra do Cabuga n. 7.
Receben! por to-
1 dos os Vapores da En-
ropa as obras domis
| moderno gosto, tan-
N lo de Franca como
OURO E PRATA- ?
i
ES Aderec.os completos de Q
-* ouro, meiosditos, pulcci- -...
* ras, allinctes, briucos e |
jS rozetas, rordes, trance- *
lins, medalbas, correntes S
* eenfeiles para relogio, c
3 oulros muilos objeelos de *
c- ouro. <.
2 Apparclhos completos, *
2 de prata, para cha, ban- *
M dejas, salvas, caslicaes, y
B colheresdesopa edecha, *
e maitos oulrut objeelos
| de prata.
* V 58 SSHSSf V f JESIBaW
omitas.
de Lisboa, asquaesse vendem por
j>re REPERTORIO DO IEBICI
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e patio em ordem alpliabelica, com a descripcJio,
abreviada de lodas as molestias, a indicarao physio-
logica a therapeulica de todos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de acc,ao e concordancia,
seguido de am diccionario da siguilicaro de todos
o termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das peasoas do poyo, pelo
Hit. A. .1. DE MELLO 10RAES.
Os Sis. asaignantes podein mandar buscar os seu
templares, assimeomo qucm quizer comprar.
: CASA DOS EXPOSTOS.
I'recisa-se de amas para amamenlar enancas na
casa dos expostos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, lendo as babililacoes necessarias, dirija-se a
mesma, no palco do Paraizo, que adi achara com
quern tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armtzem da casa n. 55 da ra da Cadtia
do Recife juno ao arco da Conceicao, aclia-se deaoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimcnlo
*m poni grande, para o qual lem eommodos sufli-
cientas : os pretndanles eulonder-se-hao com Joo
Ntpomuceuo Barroso, uo segundo andar iej)ca-a n.
57, na mesma roa.
Massa adaman-
tina.
Francisco Piolo Oiorio chumba denles com a ver-
dadeira nia-s.. adamantina a upplica ventosas pela i
SOCIEDVDE EM COMMANDITA.
Fabrica de fiar e lecer algodao,
i qual (M-cupa diariamente para mais de
00 aprendizet ou olneiios nacioraes,
da idadede 10a 12 annos para cima, e
com preferencia orplmos.
CAPITAL SOCIAL OOrOOO.sOOO.
Socios cm nomo colloctivo, gerentes ics-
ponsaveis.
Os Srs. :Antonio Marques di Amo-
rim.
Justino Pereira de Farias.
Hanoel Alves Guerra]
Firma social: Amoiim, Farias, Guer-
ra & C.
As pessoas assiguanle* das primoras lisias, que
desejam contribuir a prompta re.ili-,i.;.io da ratifi-
ca, -(io convidadas a nao demorar suas respectivas
assignaluras. A soriedade anda ndmitle assgna-
turas de IOOjOO alo .'ciXIOtoOO, ahm de generalisar
a lodos as vanlageus dcsla uiil e lucrativa erpprcza,
a contribuir ao desenvolvimento do espirito'da as-
sociacao. nico mcio de salvar a acricultura o de
crear alguna ramos de industria, indispcnsav^is pa-
r auxilio e susmenlo da dcliuada e rotineira agri-
cultura.
A facilidade das entradas, que nunca serho de
mais de I por cento do capital subscripto, permute
a lodas as pessoas que poderem dispor de urna eco-
noma de .yOo(> por mcz, cutrar como socios de
100SO0O.
Sendo as entradas de 10 por cento e os pagamen-
tos esparados de ponen mais ou menos 2 ruezes.
SerSo precisos 18 a -JU mezes pari o inleiro paga-
mento de cada subscripcSo.
Os senhores de engenio, plantadores de altodao
atraccao do ar : pode sor procurado confronte ao ou outras pessoas, que rczidem fora da capital, que
Rosario da Sanio Antonio n. 2. j quizerem entrar nesta til sociedade, podcrSo diri-
Na loja do sobrado n. 15 do paleo da ribeira de K'r suas car,as de Pedidos, a qualquer desles socios
S. Jos, lava-se c engomma-sc com muila perfeicao SereD,e. an socio de industria 1'. M. Duprat,
eaceio, a com a reaior brevidade possivcl. i ''u0 lem em teu peder o livro das subscriptes, e d
......,,,,,, .. 1 ldos as idiannaeDM que possam desejar sobre as
latn Nan i Lompanlua declaram que Joao vaotagens que resullnro da fabrica.
Compra-so nm cavallo que esleja carnudo, e
que ande bailo, que sirva para vi.gens, assim como
um scllim, com lodos os arreios.inda mesmo usados,
na roa Nova, loja de fazendas, n. 12.
CoBpra-M urna armac.ao de labem com os
competentes ulensis, comoseja, batanea, pesos, me-
didas e alguns cascos vasios ; quem liver annuncia
para ser procurado.
Compra--e urna cscrava sem vicios nem acha-
qnes, de bonita figura, boa cnsommadeira, e cozi-
nhcira, e chega-se a um bom proco : na llha dos
lalos, defronte do .'I casas que eslao'a lazer-se.
Compram-se notas do|Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-s para um presente urna negrinlia d
- a .1 anous, ou mesrao urna mulatinba que nDo te-
lilla molestias : quem liver e quizer vender, anuuu-
cic por este jornal ou dirja-sn ao pateo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. -J, que
adiara com quem iralar.
Compra-se um balcao usado e algumas labnas
que sirvam para t.iberua : quem liver aunuucie.
Compra-se urna dada de colliercs de prata pa-
ra sopa e urna salva para 3 copos rom icoa, tm-
bem de prata, luilo em bom uso e sem feilio ; no p>-
eo de S. l'cdro n. >.
Compra-se toda e qualquer porcSo
do prata velha de le sem fetio: quem
liver para vender, dirija-se a rita do Col-
legio ii. 15, agencia de leilSes.
Compra-te urna escrava que engommc e cozi-
nhc o diario de urna casa : na roa do Cabuga, loja
Compra-se urna porta de ferro para bocea de
ionio de padana, que estoja em bom estado, c una
rotula para porta, de 5 palmos de laigura c 1 de
comprida : na ra da l.ingoela n. 3,
Compra-se una carleira de urna si. face, cm
oso, que toja cm bom estado : na ra larga do Ro-
sario, esquina delronte da botica do Sr. Barlbolo-
meu, taberna n. 9.
7 CoD1Pram-se frascos de bocea larca para bis-
cotlos na nadara do aterro da Boa-Visia n. l(.
i7\':1mpra"se Ulna ''Sl-rava que sailia perfeitamen-
ivs n lV ,,^""nar :, "a ''o Crespo, loja de
nyos ||. va lncsma ,0Ja ,,^.,.,,8.^, ,le llma ama
na famiU-r0ZI' en,!ommar> rara casa de P*l-
Aviso
l PARA ()S LAVRADORES.
Compra-sc constantemente semen- ^|
le de ca rpalo: na fabrica de g
oleo de ricino, ra dos atara- jjjj
rapes, em Fora de Portas.
Vendem-ie madapoles finos e de oulros, com
um pequeo toque de ayaria, por presos muilo bara-
tos: na ra da Cadeia-Velliu .S, prinuiro andar.
ARADOS DE HERR.
Na fundicao de C. Surr & C, cm Sanio
Amaro, arham-se para vender arados de ferro de su-
perior iiualidade.
POTASSA E GAL VIRGEE
No amigo e j bem conliecnlo deposito da ra da
Cadeia do Tiecife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der multo superior potassa da Russia, dita do l!io
de Janeiro e cal virgem de Lisboa cm podra, ludo
a prejos muilo favoraveis, rom os quacs lirarao
os compradores satisfeitos.
-~Em casa de Henry Bruno & C., na ra da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorlimcn-
todeomo dumelhor gosto, assim romo relogios
de ouro patente.
Vendem-sc dous pianos fortes de jararand,
consirucsao vertical ecom todos o mclhoramentos
mais modernos, lendo vindo no ultimo navio
ilamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
Vendem-se velas de carnauba pura por menos
do que em oulra qualquer parle : na ra de ilortas,
rcliiiac.ao n. 7.
Vende-ae urna bonita negrinba muilo habilido-
sa, com anuos de idade : quem pretender, dirija-
se a estrada de Joao l-ernandcs Vieira, casa cinzen-
la, detronle do becco do Boi, que adiar
tratar.
ra com quem
Vendem se rucias de borracha : na ra da Ca-
deia do Recite, loja n. 51, de Jo.io da Cunha Masa-
InAes.
Ventle-se 800 Saccas com larinlia de
mandioca ebegada ltimamente, a reta-
llio ou em porcao, a SiOOO a sacca : no
becco do Carioca n. 7 e i, n. 27, tendo 2 alqueires pela medidado
Rio.
Vende-w urna
primeira barriga
v&cca parida, e de
encruzilliada dcBel-
ein, taberna do Andrc.
m
m
m
m
i&aia*.
Elles declararao os seus nomes por exlcnso, domi-
cilio e nonie do correspondente nesta capital, en-
carregado de ell'ecluar o pagamento das entradas das
preslaes quando forem reclamadas.
Dentro de poucos das sera fcilo pelos socios ge-
rentes o aununcio, convidando os subscriptores a
allecluar o pagamento da primeira entrada, que se-
ra de 10 por cento do capital subscripto ; os reci-
Pedro Jeans de Malla deiiou de ser seu caixeiro desl
de honlem 14 do correle mez. Recife 15 de abri-
del856.
PBLICAQAO' LITTEUARIA.
Repertorio jurdico.
Esla pabtieaejo ser sem dovida de nlilidade ao
principiantes que se quizerem dedicar ao ejercicio ,
do loro, pois nella encoolrarao por ordem alphabe- "osr scrlu Psaoo8 por qualquer dos tres socios, com
nles occurrenciasci-!3 nrma soc,al Amorim, lanas, l.uerra A C. >a
mesma occasiao sera entregue a cada um dos socio
urna copia impresia da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaturas particulares, dos socios ge-
rentes e socio da industria, para rcconhccunento
da firma social, os 3 gerentes responsaveis assigha-
ro as mesmas copias.
F. .17. Duprat.
I'ernambuco G de maio de 1856.
I'recisa-se de urna prela escrava, que saiba
Iralar de meuinos e cuidar da sua napa : quem a li-
ver dirija-aeao sobrado n. S da ra de S. Fraucisco,
como qucm vai para a ra Bella, para Iralar do
ajuste.
tira as principaes e mais frcquenles
vis, orphanologicas, commerciaes e ecclesiasticas do
Maso foro, com as remisses das ordenaeoes, tais,
avisos e re;ulamenIck por que se rege O Brasil, e
bem assim reso!u(es dos Praxislas anlicos e jnoder-
nos em que se firmam. Contm semelhautemenle
as decises das jueiles sobre sizas, sellos, velhose
novo direitos e dcimas, sem o Irabalho de recorrer
i collecro de nossas leisa avisos avulsos. Consla-
r de dous volumesem oitavo, grande fraocez, eo
primeiro sahio :i Inz est venda por 83 na loja de
livrosn. nhores subscriptores desla publicasSo existentes em
Pcruamburo, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
ueiro, oa livraria do Sr. Paula Brilo, prara da
.onstiluirilo; no Marauho. casa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
ee de tllivcira.
Na ra dos'.Copiares n. 20, lava-se, en-
gomraa-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preso do que em outra qualquer parte.
Instiuecao moral e reli-
giosa.
Esla compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslrucsao primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvasao a lfJO0 rs., passa a ser
vendido a 1&000: na livraria ns. 6 e 8, da prasa
da Independencia.
J, JA\P l.r\TKT4
,, ,* *WD| u.
t continua a residir na ra Novan. 19, primei- m
*J> ro andar.
A taberna de Girjan de Cima recebcu novo
sortimento da bolachinhas finas para cha, !em pao
lodos os das assim como lem bom sorlimenlo de
larinha de trigo para pao e bolachinhas.
Na fabrica de calca do
francei do aterro da Boa-Visla precia-se de odiciaes
de sapaUro para obras finas, paga-se bom.
Grattlica-sc renerosamente a quem
levar na ra do Collegio n. 13, arma-
zem, urna ama de leite que tenha boas
qualtdades.
Na ra do Hospicio cm casa de
Tliomaz. de Aquino Fonseca, precisa-se
de urna ama que s saiba cozinbar bem :
quem estiver nestas ciicumstancias com-
parece a qualquer hora para tratar do
ajuste.
Previne-se a quem interessar riue
Rtt! .h. ^ S''- An,0"0 i0af"m 'le OUZH
? m,l rs *""?An,o,,ia- i,"da-iie a"o
rr, i K e,Sah'no-Pa'-do, de i annos, l.ll.os da es-
nada A^ Blene"c"'.Per!f"les ao casal da fi-
nada I). Ansel ca Joaquina dos Anjos, do cojos bens
Trfr.^ 0Pr "PPei,a^0 Tribnnal la Helado
non I .-Inh"'11"0 P"r uullidao*s -'anaveis que
SKfS cm"arca"m os di,os csc^:
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
pva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-se*bem :
u. 26, sobrado.
Noatcrto da Boa-Vista .80 taberna,
dei\ou de vender toda e qualquer agur-
dente manufacturada no Brasil, desde o
dia 17 do cor rente maio.
JOIAj
no paleo do Hospital
medir?? .0r)le'v'.r"? Cesar Caboss. 'ormado :em
Xuhl,rPn !'fal,lade da l,al"a.avisaaorcspeila-
braal e'U C"pl ?' e esPa'mente aos po-
Sm<,ZefTm "llsar-'e do seu prestlmo, que
qu1|nqu.,rUhor0aU,ltS,0 ""^ ^ 8" *<
scT;,^on,o:^oa %?T i" deSa"P""ce 5
mnernadn f.i '"'*' '""10 e Rrosso, bem
TlZltVlnZZTc0Z,ntt'reprtsen,i'ter
signaes mai, notav' K f* ,De,,0S ura *
pai e irmao forrw p?,'" "1,i"iPi,!'v ^ : "",
comprado a Jos l.uiz PereV rom Y VmKV foi
_ '"" rereira com loja na roa Piova.
Alegra na Boa-Vista n. 42. na d"
Os ahaixo assignados, com loja de onrives na ra
do Cabuga u. 11, confronte ao paleo da matriz o roa
>ova, azem pnblico, que eslo recebendo conlinua-
damente muilo ricas obras de ouro dos melhores
goslos, lano para senhoras como para homens c me-
ninos ; os preros conliuuam mesmo baratos, c pas-
sam-se conias com responsabilidade, esperilicando a
qualidade do ouro de 11 ou 18 quilates, (cando as-
sim sujeiios os mesmns por qualquer duvida.
Scraphim & Irmao.
Arrenda-se o engenho Camacho, distante des"
la praca Ires legoas, perto do mangue c distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello Ires quartos de
legoas, fregnezia de Maranguape : quem quizer ar-
rendar dinjn-se ao engenho Paolista, asseverando
que pode safrejar do 1..500 p.les para cima, c lem
trras enxulas e frescas que se pode plantar no verao.
e muito maueiro.
GOHPANHIA DE 6EBERIBE.
O Sr. director da Companhta de Be-
beribe convoca os senhores accionistas
para se reunirem cm assemblea geral, no
da 2."> do correntc, no escriptot oda mes-
Da coniparihia, ra Nova n. 7, para de-
cretal -se o 16- dividendo, e proceder-se a
eleicao daadministracSo, na forma do
Idoart. 19 dos respectivos estatutos.
Recife i3 de maio de 1856.O secreta-
rio, Luiz da Costa Portocarreiro.
Trocam-sc notas do Banco do Brasil por se-
dlas : na ra do Trapiche n. 40, .segundo andar.
Carneiras
para encadernaco.
Jos Nogueira de Sooza acaba de recebar urna
poreno de carneiras de cores, de superior qualidade,
propnas para cncadernai.es, as quacs vende por
precos eommodos : na livraria defronlc do arco de
santo Antonio.
SalustianodeAqiiino Fer-
reira,eautelista das
loteras corridas, avisa as pessoas que liverem cau-
telas premiadas, qucirain por obsequio dirigirem-so
a ra do trapiche n. :i, segundo andar, ou as lo-
M Ja condecidas, para seren promplamenle embol-
sadas, marcando o prazo de (id dias que se ha de es-
pirar no da 2(i do junl.o do corrcule auno, l'crnam-
bueo 6 de abril de 1856.
Salustiano de AquiDo I'erreira,
NO COMTOBIO HOMO
PATIIICO.
Ra das Cruzes n. 28.
Conliniia-se a vender os mais arredilados
medicamentos dos Srs. Castellao e Webcr,
em Unturas e em glbulos, carleiras de lo-
dos os lamanhos muito em conla.
I ubos avulsos a ,j()0, 800 e ffOOO.
1 on^a dclinlura......g
suoo
lobos c frascos vaziof.'roli.as*de corlica
(para luhos, e ludoquanlo he necessario pa-
ra o uso da lm micopalhia.
folliiuliai
PARA 0 CORRERTE AUNO,
Folbinhasde algibcira contendo o almanak ad-
ministralivo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postas geraes, provinciaes e mtinicipaes, exiraclo
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras.'cemilorio, tabella de foliados,
resumo dos rendimentos e exporiaro da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas ecciesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 4G0 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Em Santo Amaro ao p da fundicao, taberna
de Jos Jaciulho de Carvalho, se dir "quem vende
un balcao usado, alguns cascos vasios para deposito
de mel e agurdenle, caixes bons, e mais ulenci-
lincs, ele. ele.
ucijos (lo
sertao
No deposito das bichas, ra estrella do Kosario n.
II, evislem qiipijosdoserlao e favas de Lisboa, c bo-
lacliiuli.is vi mas de frira, de lodas as qualidades, e
oulras muilss cousas.
Bichas de Ham-
burgo.
Na ra eslreila do Rosario n. II, deposito das bi-
chas .te Ilamburgo, eiislem os ceios a :I0J, c alu-
gam-se a :i:(l cada nina.
Farinha de S. Watheus.
Acaba de chegnr o hiate S. Pedro com um bo-
lillo carreaamcnlo de fariuha de S. Mathcus, nova e
l>em torrada, a qual se vende por commodo prero:
para ralalbu abordo dilo hiate fondeado ao pido
caes do liamos, c para porcao a tratar na ra da Cruz
n. 1, escnplorio de Antonio l.uiz de Oliveira Aze-
vedo.
nico deposito do rap
arca preta da Babia.
Acabam de chegar algumas libras dcslc mnilo
acreditado rape.o qual rivalisa comoprinceza de Lis-
boa : vende-se no deposito da ra da Cruz n. 1, es-
cnplorio de Antonio l.uiz de Oliveira Atetado.
Casacas nas francezas.
Vendem-sc n.i ra Nova n. 1, leja de M. A Com-
panhia, as mu linas c mais bem acabadas casacas
que lem viudo a esle mercado, por preco commodo.
Sementes.
Vendcni-sc sementes dt hortalicas e flores de to-
das as qualidades chegadas pelo ultimo navio de Lis-
boai : na ra da Cadeia do Kecife, loja de fcrrag
n. .ib, de irsneisco Custodio de Sampaio.
\ anda-fe um sitio na roa da Capunga dcfronle
da casa do Sr. (iamboa, com !MX) palmos de frente e
.i" de rundo, todo coberto de varios arvoredos de
rructo de muilo boa qualidade, lendo a casa > salas
alcova e 1 quarto, cozinha c quarlo para negros, uni
cacimba com agua das melhores : a Iratar no mesmo
sitio, ou com Antonio Huberto na ra Nova.
Vendem-se saccas com milho muito novo
grandes a 3*XW, ditas grandes de abiueire de Mis
a .)->. arroz pilado em saccas a 38800 a arroba : na
ra do Vigario n. ."i.
PEM.ES lE CABRA.
Ri ra da Cadeia do Recife n. 57, vendem-se ncl
les de cabra por commodo preco, parajeabar.
Vendem-se para Ialada7 forqoinSas de ferro
na casa n. i>t, roa do Cotovello. na lloa-Visla.
VEI.LAS UE CARNAUBA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 07, vendem-sc su-
periores velas de carnauba para ltimamente chega-
das do Aracaly, mais barato do que em oulra nual-
quer parte. H
, Veudem-si: rnlhecismos romanos, Iraduzidos
pelo padre Domingos Lopes da Costa e Cruz : na
roa do Encantamento n. 7<; A.
Veudc-se urna cadeirinha a moderna e rica-
mente dourada, com o compleme caixao em que se
guarda a libre para os negros : quera a pretender,
dirija-se ao aterro da Boa-Visla u. 2, primeiro an-
JVa loja das seis
PORTAS EM FRENTE DO MVRAME.MO.
! lores de rclroz para enhiles de vestidos para me-
ninos a meia pataca cada urna, vestidos feitos de se-
da para meninos de :t ale (i anuos a S,satas de cam-
praia lisa bordadas para sendera a Ires mil reis, cor-
les de vestido de cambraia com :i barras a cinco
patacas c dous mil reis, chitas escuras que nao des-
hojara a meia pataca, filo liso e lavrado, lencos pin-
tados para meninos a seis viulens, chales de fina
encarnados flor amarclla a duas patacas ; dinlieiro a
vista para acabar.
C-OMMA.
Apenas existe um pequeo numero de saceos com
gomma do Aracaly, que se vende muito em conla
para acabar : na ra da Cadeia do Recie n. :,7, es-
criplono de Joao 1 ernandes Prenle Vianna.
Vende-se superior doce de goiaba e arar, ,la
padana da ra llireila, n. dfl. '
Vendcm-ie dmisescravosda Cnsla.proprios para
^o^serv.co: na ra Nova, casa n. 'm, primeiro
Aos fabricantes de velas.
Domingas B. AnA-adc i C, com ai-
ma/.cinnaruadaCrii/. n. 1.1, continuara
a vender superior cera de carnauba cm
porcaoc arelallio, assim como sebo refi-
nado, vindo ltimamente do Hio-Crande,
ctudo por commodo prero.
Vendem-sn sellis com porumees,
paicnte inglez e di melhor qualida-
de que lem vindo a este mercado :
no armazem de Adamson llowie
*C, ra do Trapichen. -12. '
I ende-sc um ptimo cscravo
Rosario n. 18, segundo andar.
na ra larga do
Veode-SS ou troca-se por oulra que seja de me-
nos valor, a casa lerrca da ra do Nogueira u. i2 :
Irala-se na mesma casa.-
twT .Veilde_se "ma """a escrava da Costa com nm
lidio de mezes o mais bonito c gordo que ic pode
encontrar, a qual parece crioula por Icr vindo pe-
quea da sua Ierra, nem o menor signal do necio,
sadia e sem o menor defeilo ou vicios, sabe engm-
mar, co/inbar, e lava bem rnupa ; oulra dila de na-
cao para lodoo servico, c qnilandeira : na ra da
seale V elhe n. 70, segundo andar.
Bichas de Hamburgo.
Em frente a matriz da Boa-Visla alusam-se bi-
chas das mais superiores que ha no mercado a :2il>e
320, e vao-se applicar a qualquer hora, assim como
se amla toda c qualquer ferramenla de corle, ap-
plicam-se ventosas, limpam-ie denles c chumbam-
se a prata e a ouro ; quem precisar p.ide .procurar,
que promplamenle sera servido.
Meias de horradla.
Na ra da Cadeia do Recite n. I",, vendem-se su-
periores meias de borracha chegadas ltimamente,
assim como rolSo hamburguez em garrafas.
Vende-so I casa no Cocllio na ra dos Presa-
re n. 10 ; rom > salas e:quarlos,cozinha e dispen-
sa fura, rom bom quintal que lem l.V) palmos de
largo e 100 de fundo com 2 laladas de parreira e
varms arvoredos de frulo, porlao para a ra do
Jasmim, quarto para escravos, emlim mais colisas
que o pretndeme ver: a tratar otras da matriz
da lloa-\ ista n. 13.
Ossas pretas
a 280 rs. o cenado.
Vende-se cassas francezas .lo pinlinbas linas a 280
rs.. alpaca preta fina cora mais de vara de largura a
do Oueimado n. 21 A,
Jos Joaquim (iongalves da Silva, estabelecido no
aterro da Boa-Visla n. 8, defronle da boneca, avisa
ao respeitavtl publico, e particularmente aos seus
freguezes, amantes dos bous gneros e baratos, que
sua casa de negocio se echa sorlida dos melhores g-
neros de moldado-, e vende mais baralo do que em
outra qualquer parte, chegados ltimamente de di-
versos porlos da Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de urna fabrica nova, as melhores que
lem viudo a este mercado, bolacbiiiba de suda em
latasgraniles e pequeas, biscoilos linos iudezesdo
todas as qualidades, em latas, queijos londnnos, di-
tos do reino da todas as qualidades, conservas ingle-
zas, pre.....los de l.amego, ditos para hambre de pri-
meira qoalidede, latas com bolachinha de aramia de
Rio, viudo do Porto veldo engarrafado le lodas as
qualidades, dilo Bordcauv, dilo luuscatel deSelulial,
e mallos ouiros viudos de superior qualidade, hota-
cinha deBallimorc redouda e quadrada, cha da In-
dia o mellior que lem viudo a este mercado, dilo
Chira, chocolate baunilha allemao, dito de Lisboa,
dilo franco/, massas linas para sopa de lodas as qua-
lidades, manteiga iuglcza e franceza, nova, de supe-
rior qualidade, cevadinha, cevada, sag, arrullas,
mermelada de Lisboa muilo superior, sal refinado
para celada, azeile doce refinado de primeira quali-
dade, champagne calmante em garrafas e meias, ba-
tatas inglczas, e muitos oulros gneros de primeira
qualidade, que s.i .i vista dos compradores acharo
verdade o quanlu se diz oeste aununciu.
Cascmiras bara-
tas.
Na luja n. 17 da ra do (Jueimado ao p da botica,
vendem-se corles de easemlra escura, pelo barato
preea de 39300, 1; c .V?. para liquidar contas.
aiie,\(.:ao'.
Vende-so urna escrava parda de idade de 36 a 38
anuos, viuda ha pou.....lo sertao e com algumas ha-
bilidades, ja livre do cholera e das beslgas : quem
pretender dirija-se a ra do Nogueira n. 26, primei-
ro andar.
Cortes .le chita a 2$000.
Conlinua-se a vender curtes de chilas largas de co-
res das a 23 cada corle : na loja de i portas na roa
do Queimado n. t.
Chales de touqnim e merino.
Venden) se ricos chales de louquim bordados, e
dilos de merino de cores, ludo por preco commodo:
na loja de I portas na rna do Queimad n. 10.
Sedas de cores c brancas.
Vendem-se curtes de vestido de seda branca e de
cores, sendo estes por commodo preco para acabar :
na mja de portas na ra do Qneimado n. 10.
Milho.
Vendem-se sacras com milbo
do Recito, loja n. 23.
Monhos de vento
com bombas derepnxopara regarhorlas ebal-
sadecapim:na fundicao de W. Bowman,
na roa do Brum as. 6, 8 e 10.
A boa lama
VENDE BARATO.
Libras do Imbasbrancas n. O, 60, 70, 80, a
Ollas de ditas ns. KM) e 120
tluzias de Ihesouras para costura
Duzias de ditas mais finas e mainras
Macos de ConUe para vestido, alcuma colisa
encardidos com 40, SO e IM palmos
Pecas com 10 varas de bico eslreilo
Can i n ha- i-.ni agulhas francezas
Cahcas com 1( nvelos de linbas de marrar
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras
Pares de meias linas para scnlinra a 210 e
Miadas de lionas mnito linas para bordar too e
Crozas de botes muilo liuos de madreperola
Ditas de ditos minio linos para calcas
Kivcll.is douradas para calcas c coltes
Feutcsdeverdadeiio bfalo" para alizar,a 300 e
Pecas de fita de liuho brancas cora ti e meia
varas
Caitas com releles grossos francezes
Carrileis de lindas de 200 jardas de muilo boa
qualidade c de lodos os nmeros
Marindos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonilos padr.ies
Torcidas para raudiciro, duzia
i inteiros e arceiros de porcelania, par
Carleiras de man oquiui para algibeira
Caetas muilo boas de metal e pao 20 e
Cauivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem. 160,200 e
I rancinha de la de caracol e de lodas as cures
palmo
Ouziade pentes de chilre para alizar, bons
Crosas de botes de looca piulados
Pecas de filas de cz 210 e
Carreleis de lindas de 100 jardas, autor Ale-
xandre
Linbas prelas de medinha muilo boas
Cartas de allineles di boa qualidade
lluz.i .le pentes abortos para atar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda mnito boa SfO e
Fivelas de aru com toque de ferrugem para
calca '
Crusas de fivelas para sapatos
Caiiinbas envernisadas eom palitos de fogo
de velinhas
Caisinhas de pao com palitos de fogo bons
Caixas com .",0 caixinhas de pliospdros para
charutos
Cdaruteiras de vidro 60 e
Castoes para bengalas muito bonilos
Atacadores prelos para casaca
lOlOO
19280
t,1(KH)
19280
210
560
200
280
210
300
160
600
280
120
500
SO
(Jl
80
(.11
M
80
500
din
Id
2(M1
210
100
800
300
320
M
90
110
8600
320
10
560
120
30
."aii.iiiuh.is de la para criaucas, o par
Camisas de meia para criancas de peito
Irancelinspara relogio, fazenda boa
la
800 rs. o covado : na ra
d;lo-se as amostras.
Vendcm-se 1 escravas crioulas e mocas, entre
ellas urna ptima mulalinha de 18 annos, cose e en-
goinma bem : na ra Direila n. 3.
,, ~ N! r"a Jaiva A i.uiinaracs n. fii, da para vender redeas
Irancezas para carro de um e dous ravallos.
Anda reslam jara vender algumas saccas de
hom mudo a 3SOO0 rs. para concluir ; no armazem
do caes da alfandega de 3. J. Pereira de Mello.
Vende-se um sitio na Torre, denominado Ledo,
com boa casa devivenda, contendo 2 boas,salas, i
quartos, dispensa e cozinha fora, terreno na freule,
c copiar graude da parle de delras : quarto para
hospedes, 2 dilos para escravos, estribara para 3 ca-
vallos. cocheira para carro, cacimba da melhor agua
que lem no luear, todo cobcrlu de arvoredos, leu-
do 200 palmos de frente e 600 de fundo, cercado
em roda de liraio : por prero commodo .- a tratar a-
Iras da matriz da Boa-Visla n. 13.
Vende-se urna escrava, a qual cozinha o diario
de una casa, lava e vende na ra : na ra do En-
cantamento n. 3.
Vende-se urna carleira de 2 faces. I dila pe-
quena, I mesa redonda de mcio do sala, 2 eadeiraa
de braco, 2 portas cora vidros para alcova ou ar-
macao de loja, com 1(1 palmos de altura e i de lar-
gura cada una, tildo de amarcllo, urna cancclla de
looro de 10 palmos de altura c '., de largo, 1
barril com mel, e3 a de papel para "embrulho de
jornaes : os perlendenles dirijam-searuado Vigario
n. 17 primeiro andar.
l\a loja das seis
* portas
ITm Trente do Livratiiento.
Chilas a seis vinleus o covado, algudrinzinho com
loque de avena as enrolles a seis vnicos a vara,
cassas a meia pataca o covado, riscadinhos francezes
a meia pataca o covado, a dinbeiro vista para
acabar. '
. w Cl"l'sc por Pfcetoo Dm cscr.ivo pardo, qne
lem 2( a 28 anuos de idade, he ollicial de taimeiro
n.io tem vico nem achaque algum : na ra do Han-
gel n. 2b, toja.
Vende-se em casa de Joo Kalqne na ra do Col-
legio n. os seguinles objeclos : I cama de ferro
.meramente nova, t consolo de Jacaranda com pedra
marmore, e 1 piano vertical com pouco uso. Na
mesma casa cima compra-se nm pparadar buQel)
com 10 palmos puuco mais ou menos de largura, oa
doos de i palmos de largara cada um.
Vende-te odlt ferramenla completa para qual-
doeRm vzrmn F*": ,ra,ar
Cortes de seda
para vestidos de
senhoras.
Na loja n. 17 da roa do Oueimado ao p da holi-
,7c iZT asotlimen, de das modernas de
novos desenhos e cores muilo delicadas, ltimamente
,J : "S ST! ,8 vendcm P" "'''o barato
mPen,or.eaPUrard,",Cro; d''U-sc as a'05"as
Em casa de Timm MomsenA Vinas-
ja, na praca do Corpo Santo n. 13, da para vender
nvros para copiar, por preco commodo.
Vende-se ra
fresco, a
pe Meticn \ fj., mnilo
rctallio e em oitavas: na loja
o Sr. Domingos Telveira Bastos, na ra
da Cadeia n. 17.
Rclogios
coderlos e descobertos, pequeos o grandes, do ouro
e prata patele ingles, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
-t^Sra So,""a"Mcllor *,:omiJ,,ia' r"a
lln-!/01"1?"'6 ?? Iar2 do (:'lrmo- 'l'iina da rna de
Mora,,,. 2 cafo muido poro a 320. em croco a
-1H rs., cevada muida a 2*0, cm caroru a |-i() arroz
11160, gomma bem alva a 160, manteiga e boiachi-
nlias de dilTtrentes qualidades, isso j,, os tre-uezes
abem, e o bom cha forte, c prelo lambem.
Ra do Quei.na-
do, loja ii. 17.
Os denos dcsla loja, nucrendo liqoidar e acabar
com certas fazendas, eslo resolvidos 1 vende-las or
barato preco, a dinbeiro vista, como sejam, cassas
irancezas de cores lixas, o novos padrees a 200 rs e
r "da covado, chitas francesas miodinhas fina's e
masa 'ido covado, e mnilo linas a 280, lita escocc-
u ue i palmos de largara para vestidos a 700 rs. o
--' de ca'*mir.i adamascados de cores a
wou, e oulras fazeudas por birato prejo.
Cobertores d
\ endem-sn coherlures de lia de cores escuras, pro-
prios para fabrica a 15280: na rna do Crespo n. 23.
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que eviste 110 mercado, vende-se por preco razoa-
vel: uo arinazam do Cazuza, caes da 'alfandega
n. 7.
Itod L'Auedear, Vermfugo inglez, salsa de
Bnstol, pillas vegelaes, salsa de Senda : vendem-
se estes remedios verdadeiros^ em casa de Itartliolo-
men Kraucsco de Souza, na ra larga do Kosario
n. Jb.
Cobeitores de iaa hespa.
nhes muito encorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volia para a ra da Cadeia.
Cambraias de seda a 240
o covado.
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se cambraias com
llores de seda a 210 o covado, dilasmais linas a 320.
[\a loja das seis
portas.
Em frente do Linramcnlo.]
Pecas de algodaoxinho com loque de avaria a mil
rs., quatro patacas, cinco e dous mil rs., cortes de
calca de dnrn (raneado de puro lindo a mil rs. o cor-
te, chales de gurgurao proprios para casa a cinco
lujtoes cada um.
A S.sOOO o corle de vestido para sen I tora.
Tara dailes, saraos, tlicilros, visilas, etc., etc.,
vendem-se na ra do Crespo n. It, riqusimos cor-
les de urna blenda de seda c la denominadaPri-
mavera ; esta fazenda tnri.a-sc recommcndavel pela
qualidade, goslos e preco, e por isso lie intil ijual-
qner elogio. Na mesma casi vendem-se sedas esco-
cesas de novos padmes a 1;j o covado.
Vendem-se caixas con velas neearMnbaliqni-
da e de compoaicao, arroz pilado em saccas. fcijao
muito bom era saccas de alqueire a 8-3000, milho
a granel muilo novo na ra do Vigario n.j.
lina da Praia, na travessa
do Carioca, armazem
n. 7,
vendem-se mais barato do que cm outra qualquer
parle saccas de aiqueire, medida velha, com farinha
de Sania Catharina, a mais nova e mais fina que
existe no mercado.
Farinha de Santa Catharina, sacca de al-
queire i-i,mi
Dila de S. Matdeus, dita dilo 18500
Dita de Alcobaca, a sacca 35 e 3J800
Arroz pilado muilo superior, a arroba ISlOOe 18500
Dito de rasca, saccas grandes j.VX)
Milho, saccas grandes e muilo novo 25800 e3f600
Cal virgem de
Lisboa e potassa da
Rnssia.
Vende-se na rua-do Trapiche n. 9 e 11, cal virgem
de Lisboa, nova a 59000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Kussia a 300 rs. a libra.
Relogios de patente
inglezes de ouro, de saboncte e de vidro :
vendem-se a preco razoave!, em casa de
AugustoC. de Abrcu, uarua da Cadeia
do Reci le, arma/.cm n. .")6.
Vende-se a muilo acreditada padana do Han-
gambo, Ha na casa do Sr. crurgian T'eivcra, cura
muitas freguezias na Capunga, Aducios e Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual (em todos os perlenccs
a Iralialli.n-, e na mesma lem ura cavallo para en-
trega de pao na fregueza : para tratar, na ra da
> 'k'-I,idii n. 17, ou oa mesma.
I I V.\S DE TOBCAL.
Vendcm-se loras pretas de lorcal, edegadas nlli-
mamente de Lisboa, pelo daratiss'imo preco de IJMKX)
o par : na rna do Qneimado, loja de mudezas da
boa lama n. 3.1.
Fazendas de bom gosto
por limitados precos.
Alpacas de Iaa c seda de qoadriudos miados a 280
o cavado, curtes de htazinhas de cor a 3? u curie,
cambraias lisas linas de diversas cores a 3J a peca,
cassas de cores para vestidos aiOO rs. avara, diias
de qudros para babados a 2?200 a peca, cambraias
brancas bordadas a 100rs. a vara, ditas brancas com
salpcos de cores a 00 rs. a vara, chales de Iaa e
seda de cores a 1-tKl cada um, ditos de cassa bron-
cos adamascados a 800 rs. cada um, alpaca preta
lina com (i palmos de largura a 800 rs. o covado.
grvalas de mola prelas e de cores a 13 cada urna,
goardaoapos adamascados a 2$00 a duzia. (oalhas
de rosto de lindo a 50* rs., c outras muitas fazendas
baratas: na rm do Qneimado u. 27, armazem de
fazendas de Convela i\- Leite.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. AanesJscoaM Pires ven-
do-s superior farinha de mandioca em saceos cran-
des; para porc.ies irala-se com Mauoel Alves Cuer-
ra, ua ra do Trapiche n. 1 i.
Attciieo
Kiscado escuro c muilo largo, proprio para roaos
de escravos a 160 o covado, colchas brancas adamas-
cadas de mailo bom gesto a Sfc alnalhadu adamasca-
do com 7 palmos de largura a 1-1100 a vara, loalhas
de panno de linho alcoioadas e lisas para roslo, as
mais superiores que lem viudo ao mercado, ditas
para meia, guardanapes adamascados c outras mui-
tas fazendas por preco commodo : vendem-sc na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para ra da
Cadeia.
400
NI I
M
W
320
500
110
bscovinhas para denles |IHI
Alem de todas eslas miudezas, vendem-se outras
muilissimas, qne vista de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admirado aos proprios com-
pradores oa ra do Oueimado, na bem condecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-se ama porcao de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, c retallio a 35 o barril t na ra da
Cadeia do Recite n. 50.
. I'ABIMIA DE SANTA CATIIARNA,
mnilo nova c de superior qualidade, a bordo do br-
:;ue escuna Rpido, tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com lactario lyriacojda l. M., no largo do Corno
Sanio n. 25.
Livros Csicos
Vendcm-se os sesuinles livros para as aulas pre-
paratorias : llislorv of Borne 35000, Thompson 28,
l oal el \ irsmie 5OOO ; na praca da Independencia
ns. 6 e 8.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se venda na
ra da Croz do Kecife n. 62, laberna de Antonio
1 rancisco Marlini as sesuinl es sementes de horlali-
ces, como sejam : ervilbaslorla, genoveza, e de An-
gola, fejo carrapato. r.ito, pintacilgo, eamarello,
airacerepoldudae allemila, Isa, tomates grandes,
rbanos, rebneles bramos r eucarnados, nabos ro-
zo e hraiico, senoiras braucer e amarellas, couves
Innrliuda, lombarda, esaboif, sebola de Selubal,
segurelha, ooeotro de tonecira, repolho e pimpinela,
e ama grande porcao de diflereutes sementes, das
mais bonitas flores para jardins.
Ilelogios
ingezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inslalerra : tm easa de
Henry Gibson : rna da Cadeia do Recife o. 52.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ra daScnzala-No-
va n. 42. .
Ncste esiabelcciment conlina a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias moendas
para cn/;enho, machinas du vapor e taixas de
ferro balido e coado do todos os tamanhos
dilo.
para
A3$500
Vendc-secal de l.isboaullrmamentechegada.as-
sim comn potassa da Russaverdadsira : ua praca do
Corpo Santo 11. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhos de retroz de lodas as cores para pescoro
de sendora c meninas a I9OOO, baraldos de carias fi-
mssims para vollarele a :>00 rs., loucas de Iaa para
jenbnras e meninas a 600 rs., I uvas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e sendoras a (00,
oOO e 600 rs. o par. camisas de meia mailo linas a
15, ricas lavas de seda de lodas as cores e bordadas
com gaarnicoea c borlas a 3 e 35500, ricas ahuma-
duras de madreperola e metal para colleles e palitos
a .100 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
sendera a 2>.i00, meias brancas muilis-imo finas pa-
ra senhora a .A*) rs. o par, finissimas navalhas em
eslojos para barba a 25, ricas caixas para guardar
joias a 800 e tjuno, canas mnito ricas com rcparli-
menlos nicamente propnas para costuras, pelo ba-
ralo prero de 2?500. ;ij e 38500, papel proprio para
os namoradosa 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiej-
ros americanos mnilo elegantes, proprios para esloa
dantes ou mesmo qualqaer estabeleciraenlo pela boa
luz que daoa v5. travessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo baralu preso de 18. pailas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parada com ar-
macao dourada e sem ser dourada a 500, 700. 1/ e
15500, escovas mailissimu finas para dente-,-. :.ini r-.,
ricos leqnes com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 23 e 35, charnleiras finas a 28, ricas galhelei-
ras para azeile e vinagre a 25, ricas e finissimas cai-
xas para rape a 2?500 e 35, pentes de bfalo, fazen-
da muito superior, para lirar pininos a 500 rs., di'os
de marfim muilo bons a 400, 500 o 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cores de roldas
pequeas a 720, riqusimos Irascos com extractos
muitissimo finos a i;200, 15500, 29 e 2*500, jarros
de porcellaua delicados e de moderaos goslos, com
danda franceza moilo lina a 2?, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frascos peqacnos e srandes da verdadeira
agua de Colonia de l'iver a 180 e 15, sabontlcs finos
e de diversas qaalidades, pus para denles o mais fino
que p.ide daver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muitas perfumaras,
ludo de muito gosloe que se vendem baralo, lesouras
muitissimo finas, proprias para papel, para cortar ra-
bello, para anhas, para costaras, trancas de sedas de
bonilos padres e diversasjarguras e cores, ricas fitas
de seda lisas c lavradas de lodas as larguras e cores,
blcos de lindo tinissimos de lindos padr.ies e todas as
larguras, ricas franjas de algodao brancas e decores,
propnas para cortinados, e oulrai mnilissimas cousas
que tudose vende por lao baralo preco, que aos pro-
prios compradores causa admirarao: na ra do Ouei-
mado, na bem condecida loja de miudezas da boa
fama 11. 33.
MECHARISMO PARA EHGE-
IHO.
"^SPS-O DE FERRO DO ENGE-
N1IEIRO DAVID W. BOWMAN Ju
ak? BRUM' passa*do o7<
ccrde'mis^S';
bcr : raoendase raeia.PmoPenua.P da ma!, SL'*
conslruccao : la xas de ferm rwafj moderna
superior'qna'lidadee de dosof a,^*' d"
dentadas para agua ou animan d.^ '' roda*
roes ; cros e bocea, de S,,?! [&%*"-
eiro, aguildfles, bronzes, paraf" !^ff**-
nhus de mandioca, ele. etc. W e eav,Ul9. "oi.
NA MESMA FUNDICAO.
se execnlam lodas as encommend.. .__
rdadejaconhecida.ecomadevidar f '"P""*
modidade em preco. """"epresleae com-
Vende-se saccas graades com mtho a f.r..h,.
ua roa do Santa Rila laberna n. 5. '"".
>a ra do Queimado ri. 1
conliuna-se a vender aloalliado limpo por 2S ?J
pequeo loque de avaria a 1*400 rs. a vara, c'dale, d
i%iv^SnE
Para cobr.r cd.peos de sol a 320 o covado. P P -
KffiraalRuns "i??^^
porcao deca de caiar : na dVe^tV"'
oalitre superior.
-m casa de Henry^Brunn & C, roa da Cruz
n. 10, vendcm-se. ^^
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras o sotas para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo.
Cemento romano-.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amero, o
lambem no DEPOSITO na ra do Brom, logo
na entrada, e defronte do arsenal demarinha, fia
sernpreum grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fondas : c em
ambos os lugares exisiem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres do desposas. Os
precos sao os mais eommodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
loi transferido o deposito deslecharope pera e bo-
tica de Jos da Cruz Sanios, na ra Nova n 53
garrafas 5*500, e meias 30O0, sendo falso todo'
aquelle qne nao for vendido nesle deposito. mU>
que se faz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para curade phlysica cm lodosos seus difireme
graos,qucrmotivada porconsliparoes, leseiujsUi-
ma, pleuriz. escaros le sangue, d.ir de rliioa e
Peito, palpitacalio corarao, coquelucheJvrearhile
dur nagarganla.elodasasmolestiasdosorirleinul-
monares. oF VARANDAS GRADES.
lm lindo e variado sorlimenlo de modellos para
varan.las e gradaras de gusto modernsimo : ua
fundicao da Aurora, em Sanio Aroaro,e no d.-no-i-
Io.de mesma, na ra do Brum.'
- Superior caf de primeira sortc, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. 11,
A boa
VENDE BAKAT
ticos pentes de larlaruga para cabera
llilosde alisar lambem de tartaruga
15500
:isooo
158IKI
e 55000
59000
18200
640
800
15X100
lOOOO
500
.'13000
3MM
'J8000
I3H00
500
1*000
1#J00
320
na
500
6)0
700
19200
80
-indas meias de seda decores para criancas
andejas grandes e de pinturas finas 35,*ia
I apel de peso e almaco o melhor que pude
haver CfOOO e
l'cnnas de ac, bico de lanca, o melhor que
ha,a groza
pilas muilissimo finas sem ser de lanca
culos de armaran de ac com gradn.Ses
1 uncas com aimor.io dourada
tilas com armara.) de larlaruga
Dilas com armarn de bfalo
Ditas de 2 vidros'com irmacSo de larUruga
louca.lores de Jacaranda com bons espelhos
Unos sem ser,de Jacaranda 11600 e
Meias prelas compridas de lua
tngalas d junco com bonitas casb.es
Kicos chicotes para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Grvalas de seda de lodas as cores alas
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 100, 500e
lentes minio finos para snissas
Escovas muilo fiuas para cabello
(.apaches piulados compridos
Botes finissmos de madreperola para camisa
Cuadernos de papel paquete muilo lino
Bonitos sapalinlios de merino para criancas 15500
Kicascanelas para pennas de aro a 1i>0 e 200
Kicos porta relogios a 15800 e gaj|M
ticas caixas linas de metal para rap a 500 e 00
bscovas muilo finas para nudas a 320 e 640
Uilas hnissimas para cabello 15500 e -'tono
Uilas ditas para roupa 18, IjOO e 2*000
apel de hubo proprio para carlorios, ruma 4X000
I'inceis finos para barba n
Duzia de lapis moilo linos para desenlio on
.apis hmssimos para riscar, a duzia 500
Duzias de facas e garfos finos MBM
Dilas de facas e garfos de balanro moilo fina* 6800,.
pitas ditas muilissimo linas, cabo de marfim 15B000
(.aniveles le aparar pennas muilo linos 80n
na ra do Qneimado, nos Qnalro Cantos, na loja de
uUdtZda boa"" f3ma X>' def"""e d> **-
Navalhas a contento.
_ Conlinua-se a vender a 85OOO o par (preco r0) as
ja bem conheerdas navalhas de barba, feilas pelo ba-
dil fabricante que ha sido premiado em diversas ex-
posirues : vendem-se com a eondc*o de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 das
depois da compra, reslitundo-se a importancia : em
Ken'fe n 3b',S, 'de AbreU' "a ^ Cadeia do
mct*t>o$ fugtto
ua
ha.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundicao de ferro de I). W. Bowmann
ruadoHrum, passando o chafariz, conlina
ver um completo sortimento de laixes de ferro fun-
dido c batido de 3 a 8 palmos de bucea, as quaes
acham-e a venda, por prero commodo o- com
promptidao: embarcam-se ou carregam-so em acr-
ro sem despez ao comprador.
Vende-se em rasa do S. P. Johnslon & C
rna da Senzala-Nova n. \2, sellins nglezes, chi-
rotes do carro o de montara, camlieiros e caslicaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinlto t'.hcrry cm barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de raunicao, arreios para car-
J0, lonas inglezas.
l."m completo sortimento de bordados como se-
jam, camisoles com mangas, collarinhos, peililhoa,
ronieiras, camiss, coilinbas e pelerinas ; lambem
lem um completo sorlimenlo de ricas llores, enfciles
para caliera, lilas e os verdadeiros e modernos bicos
delinho: na rna da Cadeia-Velba 11. i'i, primeiro
audar.
Conlina andar fgida a prela Merencia rri.
oula, idade d. 28. Pannos, p'oaco mais o. marl
com os srgoacs seguinles : falla de denles na frente
urna d.,relhas rasgada provenienle dos b neos ':
quem a pegar leve-a a rna do Brom, armazem de
assucar n. li, ,|Be ser bem gratificado!
(iratidca-se com 1005000 quem pegar o es-
cravo cebra, de nume Paulo, fogido no d.a 1 de
malo do crreme anuo, lendo os signaes seguinles :
alio, groase do corpo, sem barba, picado das bnig,
com urn laido junto ao nariz no lado direilo ; levou
haslante roupa, sendo calcas de brim, um plil de
alpaca prela etc. e borzeguins : jalga-se ter ido pa-
ra a provincia de I'ernambuco, onde lem prenles
no Limoeiro, ou para a Alagoa -Nova nesta provin-
cia, podando conduzi-lo a esta rdade a sea Sr. Jos
Antonio I ereirs Vinagre, ou a rernarobnco a entre-
gar jo Sr. Antonio Francisco Pereira com loja na
18-Ki p"' Para'iiba do Norte 2 de maio de
Fugio do Rio t'ormoso de casa do Sr. Jos
liento de Miranda o escravo croulo de oomeFilip-
pe, idade 30 annos pouco mais oa menos, cor prele,
cabellos bem capinhos, boa estatura, grosso barbado,
algumas ve/es rapa c oolras deixa ficar pon-
ca barba, he desdenlado, lem urna marca de la-
Iho anlisa ua testa, olhos pequeos o vermeldos,
roslo descarnado, audar pesado, nagedas levantadas
eom cicalrizrs de chicle ; gosla de batuque e bebe
muito, Irabalha de meslre de assucar. Esle es-
cravo perleuceu ao Sr. Joaqun) Cavalranti, Sr. do
engeuho Puulisla. I01 veudido da cinco airaos ao Sr.
Manoel (ioncalves llraga. e deje perlence ao Sr,
Dumiugos Soriano de Oliveira, Sr. do engenho Oq-
ra. do (crino do Itio I orinr-o, e achava-se em casa
do dito Sr. Jos lenlo de Miranda, para ser ven-
dido : consta ler sido visto nesta cidade : por isso
roga-se as autoridades policiar.s ecapilaes decam-
po a captura do mesmo, levaudo-o a ra da Cadeia
n. 60 primeiro andar que, se recompensara gene-
rosamente.

t


f
I
j

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PRUf, ; TYP, DB M. F. D& VARIA. 1856
ivtutcs
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ILEGIVEL


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