Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07390


This item is only available as the following downloads:


Full Text
\\\0 \\\II N. 121
OtARTA FE1RV 21 DE HA10 DE 1856,

Por 3 man adiantados IjOOO.
Por 3 mezet vencidos 4,s300.
Por anuo adiantado 15|000.
Porte franco para o subscriptor.
'
i.ai viuu.i.ADos DA 80BSCRIPCAO' NO NORTE
Parahib*. o Sr. Gervasio V. d Nitividade : KaUl, o Sr. Joa-
quim I. pin Jnior: Aracaiy. o Sr. A. da Lemo Braga ;
Caar, o8r. J. Jos de OMteira ; Maraobo, o -r. Joaquim Mar-
inea Rodrigue! .' Piauhj. o Sr. Domingos neroniano A. Prssoa
Caareeiie ; Par*, o Sr. Jutliniano J. Kamos; Amaiuaai, o Sr. Jero-
Jio da Coila.
PARTIDA DOS CORREIOS.
.s. Ulati,lt.-...,,..-. i;.....1...1......'.,, |ii
S. I.....!....... l'.,-a va,,.. Y,,.,,,ii|. i.ii
.1. .lo
nula,
iImi ,
i-, Villa-ll.- ... i:...i-1 '.i ,. ci
i,-.,. S.t,'..'h,. l;,..-l'.m..
' Vllal : .|llli,l.i~lrll.,-.
<....."- IHIIU..... Id Mrajl ,la manilla.
.....vla~l.ir.i-.
...i......Mis : n.i l.-1-.i-l.ii
lir.-f, l'i'..|urii.i. /iik'<
l\ii : H.i. .|ti.iiii--t.ii.i
. Harnlro, AjaM-Pretj
AUDIENCIAS DOS Htll'.l \Al s DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio quarlas'e sabbados.
Ileljf,i0 : ter(as-feiras e sabbados.
Fazenda : quartaa e sabbados as 10 horas.
Juizo do commer.io : segundas as 10 horas e quintas lo meio-dia.
Juizo de orphos .- segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel i segundas e titas ao meio-dia.
(Segunda vara do civel: quarlas e sabbados ao meio-dia.
KPIIEMKitlIlES DO ME/ DE MAIO
4 La nova aos 34 minutos. 48 segundusda Urde.
11 (Juno crcente as 5 horas, 37 minutos e 48 seguudoi da t.
30 La cheia aos 22 minutos e 48 segundos da manh.ia.
37 Quartominguante as3 horas. 15 minutse 48 segundos da tar.
PREMIAR UK IIOJE.
Primeira as t horas e H minutos damanhaa.
Segunda as 6 hora e 3o minutos da Urde.
DAS DA semana.
I! Sagunda S. I'edro Celestino p. S. Ivo f. S. Dunslano b. .
2 Terca. 8. Ilernardino de Sena I., S. Panlclla viu. S. Columba
21 Quarta. 8s. Manos. Thcupoiiipo e Valrnle bb. S. Hospicio.
32 (Jrala. >J< Solrinuidade doSS. Corno de Chrisio. S. Rila deC.
2.1 Sena. 8. Ilazilio are. S. Dczidcrio I). m. S. Epilacio b. m.
21 SabbadoS. Vicente de Lcrins. S. Maiiahein profeta.
25 Domingo 2. depois do Espirito Santo. S. Gregorio 7. p., S. M.
.D. Wpm;

ENCARREGADOS DA SL'IISCIUPt.AO NO
A lapos j, n Sr. C.liudno' Falcoo Dial ;Baha o Sr.
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Perein Mirtini.
IM l'l.li\ XlIUI 1(1.
O proprieurio do DIABIO Manoel Figueiroa de Farii, na su*
lirraria, praca da Independencia ns. 6e 8.
PARTS OPFICIAL
tJOVERNO DA PROVINCIA.
Expedito" do illa 1b de maio.
OflieioAo Exm. coinmaiidanle superior da guar-
da aaciniMl do municipio do Recife. para mandil
postar em frente da igreja matrii da Boa-Vista, no los a S. me. tornenlos. < Mliciou- -e a respeito a
da 18 do enrrente as '.I huras da nianli.ia. una guar- i mencionada Ihesooraria.
la,Agradecendo e loavando ns impurtantes servidos
que Vine, prestara com n cuidoso e espontaneo eiu-
penlio de minorar os sollrimentos da gente desvalida
de Campo Grande, ttelem e /umln, durante a lasti-
mosa quo Ira porque pa-sou esla capital, 6 declaran-
do que tica expedida a conveniente ordem a tlicsou-
raria de fazenda. para pagar ao pharmaceulico Joa-
qun! Ignacio Kibeiro a importancia dos medcame n-
ila de honra, atim de assislir a un Tt-Deum que
tasa de cvlehrar-se uaquella matriz.
DitoAo Exm. niareclial commandanle das ar-
mas, transmiltindo por copia o aviso circular da re-
parlicau da ooerra de 5 do ron ente, mandando ex-
Iralnr cerlidoes dos assenlamenlos de lodos os ofli-
ciaes do quadro do exercilo existentes nesta prnviu-
cia, para com urgencia seren remettidas aquella
repartir, *o.
Dito Ao mesmo, recommendandu que mande
exlrahir rerlidan dos a.senlamciitn. do alteres do 13.'
halailiio de infanlarta Vicente Ferreira l.nna, que
nuli'oia perlenceu ao i.* Mala I han de artilharia a
pe, alim de ser enviad* ao Exm. ministro da guerra
que a elisio etn aviso de 2 do correnle.
DloAo mesmo, remetiendo por copia o aviso do
ministro da guerra de 28 de abril ullimo, no qual se
declara que ensilado nesta provincia corpos de li-
ara alem da coiupanhias de arlilices e de esvallaria,
pjde-.e anuuir ao augmento de lona pedido pelo
commandanle do presidio de Fernando.
DiloAo mesmo, para mandar passar escusa ao
rerrula Antonio da Molla Motlleiro, vislo Icr apre-
.-e 11 la rio cura legal.
DiloAo mesmo, dizendo que pela Icitura do avi-
so que remelle por copia, expedido pela repartirdo
da ruerra em .n de abril ullimo. Meara S. Etc. m-
leirado de que fura iodeferido o requerimenlo, etn
que o capilao do i.' ImI.iIIi.1h dn artilharia a p,
Jos Angelo de Moraes Heno, pedia passagem para
urna das compauhia* de artilharia do corpo proviso-
rio da provincia do Amazonas.
Dito Ao mesmo, remetiendo em solueao ao
seo oflicio n. :ln;t, copia do aviso do ministerio da
gnerra de 30 de abril ultimo, no qual se declara que
nao obstante as irregularidades encontradas pelo
commandanle do I.* balalliao de iufaularta no res-
pectivo livrn-i ii -tre, deve continuar a escriplurac..io
no mesmo livro ale que se conelua, corrigindo-se no
aovo as faltas que se encontraran! naquelle.
DitoAo Em. director geral interino da ins-
iruceao pablica, dizendo tic.ir inteirado de haver
S. Exc. inanilci lo por a concurso algtiinas cadena
de inslrucc.io elementar, que se achara vagas, e de-
clarando que a do Bom Jareim ja esta prvida rom
a remoc.au do professor Jos Felisberto da Costa Ca-
ma da de C.iliru.ui para ella.
Dilo Ao cliefe de polica, dei .ii.hi lo que Irans-
nnllio.i Ihesouraria provincial para ser paa eslaudo
nos termos legaes, a conta que S. S remelteu'it,i des-
pea feila uos mezes de marco e abril ultimo*, com
0 sustento dos proos pobres da cadeia de Coianna.
Dilo Ao insperlor da Ihesouraria de fazenda,
transniilliudo por copia o aviso da repartieo da uia-
rinh* de Ido corsenle, do qual consta que fura ap-
provada a aulorisacao que a presidencia conceden a
9. S. para despeuiler. alem do crdito marcado por
aquella reparlicao. a quantia de 8Htl> rs. com o pa-
gamento das despezas da verha luteudencia e ac-
rai unos ne crrenle ciercicio.
Dilo Ao mesmo, commimicando que em visla
de soa informaban da la a cerca do requerimenlo em
qne Ladislao Jos Ferreira e oulros, pedem liceui;a
p*(a vetiderem a Joo llaplista Fragoso, pela quan-
ii.i de -OtUrj rs a rasa terrea n. 8(1 da na do Pilar
cas Fot de PnrUs. cilifUaJ.i era terreno da rauninru j
l.mri.e em dil i "queruneiilo o despacho seguinte. i
Sim; pagos < ttiieito naciuaaes,
Dilo Ao inesino, devolvendo os requerimenlos I
em qne Eduatd.i Frederico Bancks pede se ihe pane
titulo de atorameiil > de um terreno de que se edil
de posse na ra da praia de Sauta Hita, e liem ; i r 11
do alagado que f.ca nos liindns do mesmo terreno,
alim deque mande passar u Ululo de que se tata de
ronf.irnnd.ide com a infotmaro doseguado lente
Aalonio Egtdiuda Silva.|e parecer doproenrador lis-
cal daquella Ihesouraria, ron-:.inte, da copia que
remelle.
Dilo Ao mesmo, enviando por copia nao su o
aviso da reparticio da guerra de 'i do crrenle, mas
1 initiein a tabella a que elle se refere,da distribuirn
do crdito concedido a e zas da mestua repartirlo no excrcicio de 18ili a 18.Y7.
Dilo Ao mesmo, Irausmiltindo por copia o avi-
sa circular de 2 do correnle. no qual o Exm. Sr.
ministro d* guerra declara em addilamenlo a tabel-
la aonexa circular de 21 de agoslo ultimo, que li-
eam estipulados mil e quitihentus rcis para a mao
de obra e 20 rs. par* o corle dos bonetes dus mu-i-
eos. Igual copia remetteu-se ao director do ar-
senal dn guerra.
DitoAo commandanle da elac,.lo naval, rt-
conimendaudo que mande desembarcar com guia o
remita de marinha Joan de Heos de Castro vislo ler
a presenl.nl o i se ni; ,1o legal.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, com-
monicaudo haver o Exm. ministro da guerra parti-
cipado eru aviso de ido correnle que expedir or-
dem para screm enviados a esse arsenal SO pran-
choes de madeira aroola c.ivallos que estando
destinados para aqui fnram remetlidos do Ido Crau-
de do Sul para a corle.
Dilo Ao comraeiidador Luiz Comes Ferreira
Ihesuureiro da cnmiiii--.ni central beuelicente, di-
zendo que vislo o delegado de Olinda ler recosido
receber os 4831656 n. producto da venda dis 20
saccas de arroz de que traa o ofliciu de S. S., pode
fazer entrega dessa quanlia ao reitor do seminario
daquella cidade.
DiloAo mesmo, dizendo que mande depositar
no arsenal de marinha, a bala, cobertores e Icn-
Dilo A cominissao heneficenle da Irrguezia de
San Jos, acensando recebla a conta resumida de
toda a despeza feila com o hospital*daquella freaue-
zia, durante a sua existencia, e declarando que deve
reinellcr para o arsenal de marinha, onde duvem (i-
car depositados os objecloi pertenceotes ao goveroo,
que serviram no referido hospital.
Porlaria > Ao diteclor do arsenal de guerra, pa-
ra mandar foruecer a John Donnell), medanle a
compleme iudemoisaean, cinco harris de plvora,
.iliin de poder elle exlrahir n.i ilha do Santo Aleixo
a redra necessaria para o calramento das ru.i- desla
cidade.
Dita No-meando de conformidade com a f.ro-
p i-i i do rliete de polica, para u lugar vago de sub-
delegado da freguezia da Varzea.ao terceiru supplen-
le do mesmo subdelegado Francisco Sotler de Fi-
gueiredo Castro Coiuinunicou-se ao referido chefe.
lilla Mandando adiuiltir ao servido do exerrito
como voluntario, por lempo de seis annos, o pasmo
Jos Joaquim de Sania Aim.i.Igual acerca de Joao
Francisco de Barros, e lizcram-sc ai tiecessarias
communieacei.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a subida honra, e o
maior prazerde participar a V. Flxc. que a epidemia
do cholera, depois de haver arrancado nove mil vi-
das, se acha cxliucla nos termos de Olinda, Iguaras-
sti e Coianua, cujo servicode saude V. Exc. se dig-
nou confiar ltimamente a miuha ih-|h'ci;"'h e direc-
jilo : BMin como de ter inteira convieco de nao ha-
ver poupado sacrificio algum de miulia parle, senAo
pata preencher as vistas de V. Exc. ao menos pira
fazer quanto minhas foreas o permitliam, sempre a-
judado dos de-ejos de liem servir. E nao |>odia dei-
xar de preslar-me dedicado ao serviro da humanida-
de, ISoacolhida e pensada por V. Exc, quo anda
pouco ajudadu, nao desanimou uo polo de houra
em que S. M. o Imperador sabiamente o collocou,
de sorle que s se deve a alia inlellig.eiicia, energa
e instante solicilude de V. Exc. nao lercm sido em
manir escala os estragos do lerrivel mal, alienta a
forra com que elle assallou osla provincia, e levados
em conta os obstculos com que teve V. Exc. de ta-
lar : entretanto me congratulu cum V. Exc. por ver
seus esforeos coroados.
Os soccorros que por primeira e segunda vez, e
de ordem de V. Exc. levei de*ta cidade. foram lodos
distribuidos nos termos sob miuha inspecro, com
os quacs mu lo- desvalidos foram arrancados dos hor-
rores da fomn e de suas consequencias. Elles Mein
dizem a V. Exc.
Fiz recolher a esta cidade duas caixas com desin-
fectantes, alguns poneos medicainenlos e ulencilios
qoe julguei ocioso distribuir, e, pois, V. Exc. ordeua
r seus destinos.
De ordem de V. Exc. dispensei nesla dala dos ser-
viros em que se achavam. o acadmico Arceliuo Jo-
s de Almera l'eruamhuco e o enfermeiro Oeodalo
\ iiera Comes ; Meando anda em serviro em l'arali-
be alu o da 15 do correnle, o eii'ermelro Francisco
de Paula Mello Brrelo. A acadmico Jaime Comes
Uoliin.,in se recolher.i a esla cidade na presente se-
maiie. alim deque V. Exc. Ihe dr o destino conve-
niente. -
He quanto leutbo a honra de levar ao alto conhoci-n I
nienlo de V. Exc., solicitando iillenor approvaro I
ridadaos em llapa. rcrebendo alm disso desde
1S2I cnsules e ate um encarregado de negocios que
o governo imperial acrediton junto delle.
A motle de Francia, depois de um curio interreg-
no de anarehia, elevoii ao poder o actual presidente
do Paraguav Dr, Lpez, que inieion seu governo
por una poliliea liberal, e modilicou"( sistema de
isolamenlo absoluto tilo enrgica e porfiadamente se-
guido por sen anleressor.
I.egalisar o faci da independencia do l'aragu.ii,
fazeudo-a remanecer pelas potencias da Europa e
da America, e completar e firmar esta independen-
cia pela livre navegaeo dos rios afllueules do Prala,
foram os doos grandes empenhos do novo presidente,
e a liase de seu poder e de sua popularidade. Esla
poliliea tinlu eulretaulo no governo da coufedera-
eilo, concentrado eni.in as mitos do general Bosas,
um inllexivel e poderoso adversario. Amigas ten-
dencias, que algumns vezes sua man de ferro escre
ven no compendio de geographia das escoias, des
perladas pela unirte do Dr. Francia, tiuliam-lhe fei-
to conreber a esperanca de reunir a confederacao o
valioso estado do Paraguav, e ludos sabem com que
tenacidade o encarregado das relares exleriore-s da
repul n-a, susleulon suas pretentcs.
Aproveilando a grande importancia que Ihe li
nli.im dado seus facistriomplios sobreseus inimigos
donie-lieo-, e o prestigio adquirido pela reeislencia
opposta as preleurnsa dos governos de Franca e de
Inglaterra, solireludo depois dos inconcebiveis er-
ro- e tnrrivel baixeza da diplomacia destes dous pii-
zs, conseguio elle uo sii embarazar o reconheci-
menlo da independencu de Paraguay por aquellas
potencias, cujo exemplo -e-unaiii algumas uutras,
mas lamben) estipular uo tratado de 24 de no-
vemhro de 18i'J, celebrado com o governo inglez,
que a navegaeo do Paran era exclusiva da con-
federacao argentina, a'sim como a do l'roguay
Ihe perlencia em commum com o Estado Ori-
ental.
Cootra estas vaulagens ohlidas pelo dicladur argn
tiuo, o presdanle do Paraguay procurou e oblevo o
apoto do governo imperial.
A diplomacia brasilcira teve ordem de empenhar
todos os seus esforros para obler dos governos da
Europa e da Amrica o recoohecimenluda indepen-
dencia do Paraguav, e o marquez de branles Toi
maudado a varias corles em missao especial, com
o lim de obler aquelle recunhectnienlo ; o que ellec-
liiamente conseguio demuitos governos, apezar do
grande peso que tinha o exemplo da Inglaterra e dos
esforros do governo argentino, que fazta declarar a
(odas s corles que a coufederarao considrala o
recouhceimeiilo da independencia do Paraguay co-
mu mu acto de aggrcssau.
Os serviros do Brasil em favor do Paraguay tifio
param aqu. Sargento* e ofliciacs lirasileiro de to-
das as armas foram ao Paraguay disciplinar as tro-
pas e orgmiisar lauto o enerlo como a majinha.
Pelo Bio-Crande se lizeram grande* remessas de
armas e munires de que careca o Paraguay e
engenheiros do Brasil Irararam os planos e esco-
iheram o terreno dessas mestnas baleras com que os
Paraguayos pretendetn hoje impedir-lhes a passagem
da rio. A protecejo clara r aherlamenlc dispensada
pelo Brasil em favor do Paraguav. rhamoo sobre
elle a indignaran do goveruador de Biienos-Ajri's c
o general Cuido, domo ageulc diploinalico no Kio
de Janeiro, teve ordem de protestar contra o proce-
dimento do governo imperial, seguindo-se a islo ou-
lros actos de m vonlade, que o ioduziram por lima
tomar urna atliludo qne acabasse para sempre com
as exigeheias do seu visinho.
llevemos lodos Icr prsenle essa poca, em que o
poder do dictador argentino, cimentado ao que
cia por urna inlloxivel poltica externa, hevia
sla parle cliegado a' maior altura que poda
de ineii actos, te V. Exc. os jolgar acertados. f, alraiirar a" vista dos meios c recursos do paiz.
Aproxeilo a opportuuidade de reiterar a V. rixe.
os meus prolasli sd mais alia considerarao, eslima,
respailo e dedicarao.
Heos guarde a V. Exc. Becife 13 de niaio de
1856. Illm. e Exm. Sr. consellieiro Dr. Jos len-
lo da Caoba e Figneiredo, presidente desla provin-
cia. Dr. Tliumaz .mtines de Abren, medico em
comoiissAu do goveino.
conxiANDO das armas,
Qnartel general do consolando das armas de
Pernacabuco na cidade do Recite em 1S de
malo de'1856
ORDEM O DA N. 962.
O marechal de campo, commandaule das armas,
faz cerlo, para conhccimenlo da guarnirn e litis
convenientes, que o governo de S.'M. o Imperador
houvc por hem, por aviso dn ministerio dos negocios
da guerra de 9 do mez em andamento, conceder que
trucassem, entre si, de corpos os Srs. leiieules Ale-
xandre Miguel I elle- e Cantillo Xavier de Mello,
este do dcimo li llalli.io de iafaularia, e aquelle do
decimo-lerceiro da mesma arma, com declararan de
que os agraciados devem fazer as despezas da via-
gem sua coala ; e delermina, por aviso circular de
."> do referido mez, que com urgencia sejam exlrahi-
das, e remedidas ao sobredito ministerio rertides
de assentameulos de lodus os olliciaes do quadru do
exercilu existentes nesta provincia.
O mesmo marechal de campo, recommendando aos
Srs. rommuudantes de corpos e companhias lixas a
pon nal execu^ao do citado aviso circular, faz igual-
mente cerlo que a presidencia fui servida, por por-
tara ,)e 27 de fevereiro ullimo, conceder 20 dias de
licenca, na forma da lei, para ir a provincia da Pa-
rahiha, ao reverendissimo eapellao da reparlic.au ec-
clesiaslica do exvreito, Fr. David da Nalividade de
Noasa Senhura, o qual entrou hontem no gozo de
seinelhaule lirenr.i.
Declara, filialmente, que, no da 17 do correnle,
se apresenlaiara no quarlel-gencral, com o desliuo
de se reunircm ao halalhao dcimo de infanlaria a
roe de brim e algodao, de que laz ntowaao seu of-' 1ue perlenrcm, os Srs. major Pedro Nicolao Fi-
icio de lli do correnle. guerolui e alferes Jos F'rancisco Machado, o pri-
DitoAo capitn do porto, transiiiillindo com co-
pia do aviso do ministerio .1* marinha de 28 de abril
ullimo. para lerem necessaria publicidade, etern-
izare- das traducen" de avisos do almiranlado bri-
tnico, respeito de diversos pharoes.
DiloAo mesmo, dizendo que, pela leilura do
aviso qoe remelle por copia, ficar* Smc. inleiradn
do modo por que fui approvada pelo Exm. Sr. mi-
nistro da marinha. a deliberacao qoe Smc. luosou
acerca di falla de reinadores para si serviro da prali-
cgem.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, re-
metiendo por copia o aviso de 2 do crrenle, em
que o Exm. Sr. ministro da marinha determina,que
por essa reparii^ao se tornera os objectos mencio-
nados na rel.ir.io qoe tambem remelle por copia, os
qoaes silo precisos par* a alvarenga de soccorros da
proviuci* da Paraliiba.
DiloAo juiz de direilo do Kio-l-'ormoso, aecu-
sandn recehid* a copia que Smc. remelteu, das ins-
irncces que receben do Exm. presideule das Ala-
goas.
Dilo Ao presideule dn cominis-.io de hygiene
publica, dizeodo que aquella commissao deve con-
servir em deposito at que desappareca o receio de
recrudescer epidemia, os mcdicamenlos|e mais ob-
jectos qne se acham sub soa guarda.
Dito Ao cninuiaiidaiilo do corpo de policio, re-
commendando que nao mande retirar praca alguma
do destacamento de Serinhaem.sem que preceda or-
dem da presidencia, comprindu que lie* seguir pa-
ra lili .i- qne Smc. houver mandado regresar pira
esta capital ou oulras em lugar dellas. Communi-
cou-se *o chefe de polica.
Dilo Ao dirctor das obras publicas, para que
em salisfirao exigencia da assembla legislativa
provincial, ministre todos os esclarecmentos e in-
formariies que cxi-liren acercado urna cadeia ua
povuar.ln de Sanio Amaro de Jaboalao.
Dilo Ao delegado de Olinda. AchandO-ee
felizmente exlincla a epidemia no termo de (Hinda,
e terminados os I rabalhus de que Vmc. por causa
dell fora encarregado por este goveruo, cu fallara
om dever de juslira setnlo agradecesse e louvasse a
solicilade com que Vmc. tanto se prestou era qiiadra
lao calamitosa, nao su elistribuindo com a maior eco*
nomia os soccorros miuistrados pelo governo, como
lambem icudindo a muid genle pobre do termo de
sua jiirisdiei i, com medicamentos, alimentos e me-
dico a cusa de seu bnlsiculo. O que ludu levarei
o conheeimeulo do governo imperial.
Dito Ao delegado de Seriiiliaem. dizendo que
distribua o reslo dos soccorros alimenticios e medi-
camentos que existen] em sen poder com a gente ne-
cesitada daquelle termo.
Dito Ao inspector d.i lliesouraii.i provincial,
para informar qaanto se lom gallo ale u presente
rim a abertura do canal de reuniao da camhoa da
Mangabeira, cum o Passo, na comarca do Itio For-
miKO.
Dilo Aocirurgiao Miguel Felicin da Silva, de-
clarando quo aprecia os valiosos serviros por Sine.
presddoa no distncto que lora conliad aos seus cui-
dados mdicos.
Dilo Aocirurgiao Joaquim Jote Alvesde AI-
boquerque, dizendo que louva ns bous serviros por
Smc. prestados na enfermarla de marinha, durante
* lastimosa'qua.ii a por que passou esta capital.
Dilo Ao cidudio RuDuo Jos Correa de Altnei-
nie.ru viudo do Ido Crande do Sul e o segundo da
provincia da Baha.
Jote Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
O PARACL'AY E O BRASIL.
De ha algam lempo a esta parle que a aliene lo
se lem lixado no aspecto cada da mais issuslador,
que lomam estas duas naQoes visinhas, ligadas am-
bas por vinculus de amizade, e credorasporlanlo de
ftosMi svmpathins.
He possivcl, e ale mesmo provavel que as difli-
coldadts que actualmente subsislem entre ellas, nao
a Imiil.im, complicndose para o futuro, oulra su-
hirilo senau a guerra. Os aprestos militares, que em
maior ou menor escala sefazcm n'um e n'oulro paiz,
sao ii m -\ mi!.un.i que indica a pouca eonlianea
que leem um e oulro de chegarem a um aecurdo
pacifico de suas quesloes.
Descjando dar a nossos leilores una ligeira idea
dessas quesloes. que os habilite a julgar cora mais
ou menos exclidao us successos qoe para dame pos-
sao dar-se, procuramos nos diversos arligos, que so-
bre o Paraguay e o Brasil leem publicado os jornaes
de Montevideo c Bueuos-Ayres, urna relar^ab suceiu-
la dos fados, um quadru mais ou menos complolo
das quesloes pendentes.
Por n.io o termos encontrado cm ludo que a esle
respeilo se ha escripto, resolvemos fazer a breve re-
senha que se segu.
Nao queremos ingerir-nos as queslcs alhcias ;
para nos a melhor, a nica poltica do governo do
domo paiz, he abstinencia absoluta de toda a inler-
vencao armada, e anda mesmo diplomtica.
Se algum dia, como o esperamos, o pova desle
paiz liver urna influencia poderosa nos destinos des-
la parle do mundo, nao deve ella oascer da inler-
vencao as quesloes dus oulrus povos, 13o indepeu-
deutes como nos,
O futuro da repblica grande e mnense, como
he, nan depende da istucia uem da previsao de nos-
sos diplmalas.
Kecuperaudo o lempo estrilmente perdido em
guerras o desordens Internas, adoptando urna polti-
ca liberal, que desenvolva rpidamente os elemen-
tos de prnsperidade que eneerra o paiz, chamando
com o atlralivo das vaulagens combinidas do selo
em que Dos nos fez nascer, e das leis c ordens que
podemos cimentar,a popularanexhuherante do velho
mundo, chegaremos por urna senda recia a prospe-
ridade e poder de que mis afaslaremos, desviando-
nos um s momento della.
A-sim pois, liinitar-nos-heinns a dar nina resenta
dos successos, som que as apreeiarnes que nos pos-
sio escapar, imporlem um juizo definitivo sobre
quesloes cm que apenas lucimos com o inleresse de
tuna novidade de peridico.
As rplaces de araisado entre a repblica do Pari-
gual e o imperio do Brasil sao anligas e quasi coe-
vas da independencia de ambos os paizes.
O Dr. Francia cultivan com esmero a ami/ade do
monarcha braleiro Pedro 1, rom quem perticular-
mente se corresponda : e ipezar da cslrauha Ivran-
nia, que caraelerisoo sua louga dictadura, fez urna
extraordinaria uxcep^ilo ao syslema do isulamenlu
absolulo.quc formara a base de sua poliliea externa,
ptrtuilliudu em favor du Brasil o comuiercio da seus
orcm, esse inesms poder, que exlerionueiilo cles-
lumbrava, apenas era tundido na rentralisaeao de
luda vida e forra da repblica em favor de una ni-
ca cidade, que por sua vez era tambera sacrificada ao
dominio pessoal le seu goveruador.
Este estado era mui condecido, assim como
crain tambem os desgoslos que Rozas dava todos os
lias ao general Uiquiza.ao lado das brilhantes pa-
IriolicasdisposieOesdeste ullimo .para um aecurdo
que d**e em resultado a organisarao da couredera-
e,lo do Paraguay, a o livre transito dos rios. Tralou-
se, pulanlo, de urna allianra entre o general L'rqui-
za e o Brasil, alim de se obter esle desidertum com
mais proraplidao e menossacrilicios.
Celebrou o governo imperial com o do Paraguav
o tratado de 2"> de dezembrode 1850, em cujo artigo
lereeiro se eslipulou que os con Ira la ules, eraprega-
riam todos os' meios e se auxiliariam mutuamente
al conseguir que a navegaran dos rius fosse liirc
para os subdilos de ambas as nares.
O Brasil, fiel as obriga<;escon(raliidas, presluu-sc
pres-uro-o a' cooclusaO dos cmiveuins eutsbolados
com o general Urquiza, que pur sua vez tanlo se
empeuhoii por sua parle, que cm fevereiro de 1851
o lim di allianra eslava rcalisado.
A balalha de Cazeros derribou a Ivrannia de Bo-
zas, que pesava sobre a repblica iuleira ; abri a
navegara dos rios e proporcicuou parto alrmenle
ao Paraguay o rccoiihccimciilo completo de soa in-
dependencia. Em nada se delrahe a gloria do ven-
cedor de Cazeros, uenImni.i miiigua recebem os he-
roicos eforros cmpregjdos por elle al obler a li-
berdadeda palria huinilliad.i sob a mao de ferro de
um despotismo sauguinariu e brbaro, confejeau-
du-sc o faci inconlcslavei de que na rapi.
da do dictador de Buenos-Ayres, leve gran
le a intervcticao do Brasil, que miui-li'uu7~para
consegui-la, seu ouro, sua esquadra e seu exer-
cito.
He l.imliem indubilavcl que o Paraguav, que de-
fea ao Iriumpho lia grande all.mea o recuuheei-
menlo oe sua independencia por parto de uossa re-
pblica, como tambem o pa le eulabular rellenes
com o reslo du mundo, de que u liana segere"ado
pi imeiro a politica de Francia, depois a de Hozas,
nan concurren com um s hornera, uem gaslou um
s peso em liem de urna empreza, na qual era se-
na o u primeiro, ao menos um dos maiures nter.
sados.
Livro a navegaeo, o Paraguav desfructou della
ampia ecompletamente, c fez tratados com varas
n.iei'iLs cmicedcndo-lhes as mesillas v.inlagen- lias
parles em que usros sao de seu exclusivo dominio,
excluindu cumlndudeslc beneficio o Brasil, apezar
de ser lihcirinho, c nao obstante o direito perfeito
adquirido pela convenci de 2:1 de dezembro de
1850,
O faci de ser ribeirinho dos rios do Paraguav e
Paran, lando grande exlenso de territorio em am-
bas as margeos driles, os sacrificios feitosem ravor
do Paraguav, e o ler este coueedido a lirre navega-
cao a varias naces da Europa, alguma das quaes
nao linham anles, por consideraran ao eucarregado
das relaces exteriores da coufederacao, reconheci-
do sua independencia, davam j, segundo parece i
primeira vista, algum direilo ao Brasil para preten-
der que esta navegaeo lhc fosse igualmeule conce-
dida ; poreui u tratado de 2i de dezembro Ihe tinha
ja dado antecedentemente um dreilu perfeilo, que,
eguudo os principios de jurisprudencia iulcrnaciu-
nal, au pode ser runtesladu.
A excepcSo que o Paraguay oppe as exigencias
do Brasil, busca fundar-se uu art. l.'i do meuciuna-
do tratado, cm que se diz : Logo que as circuns-
tancias o permitiam, os dous goveruos uuracarao
plenipotenciarios, que regulem o eommercio e nave-
gaeo, e determinen! os limites de ambos os paite*.*
.Notaremos que uem ueste, uem em ncnlium ou-
lro artigo daquelle tratado, se dou tal impoitaucia a
esse futuro accordu, que delle se faca depender o
excrcicio e pratica do direilo de navegaran por elle
concedido ; mas cuntinucraos.
QDe accordo com o estipulado no artigo 15 do Ira-
lado, deu o Brasil a seu encarregado de negocios nu
Paraguav, Bellcgarde, os poderes competente para
proceder de accordo com o governo paraguav o, alim
de regular a navegaeo dos rios, e celebrar as cou
venenes de eommercio e limites.
O Paraguay exigi entao que se cumerasse pela
coiiveucao de limites, repelliu depois o projeclo que
Ihe fui apreseuladu pelo plenipotenciario imperial,
lundadu na base du titiposudelis, c apresenluu por
sua parle a exigencia de un augmento de terri-
tnrin, que o Brasil lhc deceno ceder; pretendo que
nao era, aoque parece. Tundada na posse. nm uos
antigos tratados entre Itespanha e Portugal, que li-
xavam os limites de suas respectivas colonias.
Em tal estado o plenipotenciario brasileiru protmz
.pie,la i do limites, que apresealava ja
aquellas difiiculdades, nhriga.ido-se primeiro a ce-
lebrar as convenres que dcviam resWafKavega-
rao e o eommercio, proposd que fui ig^rSlmenle re-
geitad.i, semqueparaUlrejeiraoseallegisso moti-
vo algum plausivel.
Nesta* rirciimslanri.is fui Bellcgarde retirado e
substiluido por Leal quo ullereceu immedialanicnle
ao goveruo paraguav o tres projeclos do Halados,
cnucedeodo-llie rconliecer-llie por limites, a liona
do fronleir.i ale o rio Apa. quasi Ires graos mais
alem do que a Despalilla pelo tratado de 1777 cun-
: siderava perteneer-lhe.
O presidente do Paraguav empregou enl.io o sys-
lema de projcralinares, procurando cnlrcler o
lempo e alheiar a discussao a respeitu das priucipacs
ad
quesloes,que foram substituidas pelas ridiculas eti-
quetas pessoaes com o encarregado dos negocios do
Brasil, e como este inslasse pur uina suluc/io ca-
tegrica, rompen pur hu a negociaran, mandan-
do-Ule seus passapurtes aeomp.inlialn de urna nula,
que he na realidade un dus ducumcnlos mais origi-
naos, que pode aprescutar a historia da diplomacia.
Segundo esla nota, datada de 15 de agoslo de
Ministro plenipotenciario uhor na corle de San I Cuito, disse eu, que por incominodos de saude nao
Petersburgo paca assislie I coroar.lo do imperador linda podido apresentar o re-.ullado do examc a que
Alexandre, o encarregado de negocios naquella cor-i me propuz acerca desse ronlr.il i, mas que o faria
le Josii Kibeiro da Silva. I hoje, e he justamente desle negocio, que hoje ve-
Secrelario de legaran para a missaodo Per, oad- i ndo dar cunta ; vendo apresenUr a casa a miuha
dido de primeira elasse da legaran de Loudres lien- { upinnio no seulido da resciso do cntralo Lacci, a
rique Cavalcauti de Albuquerque.
Addido de primeira elasse para a legarao de Mon-
I8VI, os crimes de Leal, que molivaram tal proced- levtdu, u Dr. Iguaciu de Avellai Birbosa da Silva,
nienlo, que s piide desculpar-se por causas graves,
eram caruar as suas couversacoos privadas e famili-
ares de S. Fix. o presidente do Paraguav, assim co-
mo ler Hilo em sua propna casa em presenea, entra
oulras pessoasde um eidadao Boliviano, certo artigo
de um peridico de Corrientes,!!* qual o presideule
Lpez era atrozmente ridicularisado, aggravadu
este crime cum o de ler acotopauliado aquella leilu-
ra rom gargalhadas.
Belirado este, o governo imperial sospendco.por
muilo lempo toda a negociarao diplomtica, sera du-
vida, como sua posterior conducta u demonstra,
porque acredilou que no ponto a que linham choga-
do as quesloes, nao podia mandar outro ministro
que nlo fosse acompanhadn de urna lurea elfocliv*,
capaz de prolege-lo deiusullos i;uaes |*oa quesoiTre-
ra o encarregado de negocios Leal, al que Pedro
Ferreira de Olivcira, ao commaudo de una esqua-
dra do que era chefe, foi maudado ao Paraguay,
rccominendondo-se-lhe a negociaran e accordo nos
pontos seguinte:
Kestabelccer as anligas relares inlerrompidas
pela excluMO de Leal, .lev en tu exigir previamente
a salisfaeo de estilo pelo insulto que naquelle acto
acreditava ler recebido o governo imperi.l.
Kegular por convenres o eommercio e navegicto
dos rios, completando assim as estipulaees dos an-
teriores Irat ido-, que haviam adiado estes accordos.
Celebrar por lim u tratado de limites que putera
lermo a atropellada serie dcreclamarj's.quc podiara
surgir a cada passo dos autigos convenios entre as
respectivas melropoles.
A salisfaeo, seguodo as inslituices do Brasil,
llena ser pr\a, e smenle depois de odte-la de um
modo suflicienle devia o ; apreseular suas credenciaes e iniciar a nognciacao.
No caso extremo de que esla salisfaeo fosse ne-
gada, devia o chefe brasileiro, segundo as racimas
empregar a forra ale obte-la.
O presidente Lpez se preslou a dar e deu elTec-
livameiilc a salisfarilj pedida do modo mais com-
pleto. Em uota publicada no Diario ollicial decla-
ron que ao mandar seus pa ca leve em mele rilen.ler o Brasil, e que ao con-
traria eslava e continuava a estar sempre promplo a
receber qualquer individuo que o governo impeiial
honvesse por hem acreditar juulo delle.
No dia da publicacao desla nota a baudeira do
Imperio foi arvorada ua capital do Paraguav e lau-
dad* rom 20 tiros pela artilharia desla repblica,
-au.lacio que foi em seguida respundida por um dol
navio, da esquadra brasileira.
Depois deslcs antecedentes, o plenipotenciario do
Brasil, conforme os desejosde sua corte, apresenloo
suas credenciaes, e celebrou rom o Paraguay as coo-
vences que devem regular a navegaran c eommer-
cio de ambos os paizes ; porcm antes de lirma-las
declarou Lpez que ellas s leriam elleito depois de
firmado o tratado do limites, c ao eslipular-se esle,
insisti em suas preieiiee-, de um augmento de
territorio, que lie iiidubiiavelmeiile em prejuiza do
Brasil.
Como devia suppor-sc, esle pouco hbil proced-
memo, encontrou seria repruvacao no governo im-
perial, a quem declarou com ludo que as coiivcu-
ces celebradas para regular o comuiercio c oove-
gacio eram aceitavei-, porem que nunca cousenliria
em fazer depender a navegasfao dos rins, quo foi
concedida pelo artigo 3* da tratado de de marro
das condices que o Paraguav quizera inipor.
tal he o resumo dos fados alo o momento actual.
O Brasil, segundo todas as prababilidades, e apezar
dus factos que ja se iniuifeslam, repetir' pro forma
o mandado de um novo plenipotenciario, encarre-
gado de aplanar lodos os obstculos. Porem se,
como ludo leva a crer, o presideule do Paraguav
au ceder da linda de poliliea adoptada o* ultima
negoeiacao, o resultado iinal ser a guerra, para a
qual desde muilu que ambas as potencias se pre-
parara.
I".sl.i cxposieo dos fados Ira/, de si mesmo as se-
suiulcs reflexes : Que o direilo reclamado pelo
Brasil para a navegara i he fundado na convenci
de 2,"i de dezembro de 1850, pelo qual o Paraguay
lli'o conceden a Irono de certas condic/ies onerosas
para aquelle, que foram belmente cmpridas. Qu*
a ii.iv eg.ir.io do Paraguay, a lar cumprimcnlo ao
estipulado u'uma convedc.au solemne exigindo no-
vas vanlagens para executar aquillo a que leanle-
ii,ao se iiliiigon, de. primeira visla, um acto de
prepotencia que levar o Brasil ao caso extremo de
empregar a forja para obter o que se llie nega.
Por lim o proeedimeuto do Brasil em lodo este
uegocio nilo pode, depois de quatru aturas p.-rdidos
em imitis negociaces. ser aecusado de abusivo e
prepotente, sendo ao contrario uolavel por sua mo-
derado e extrema prudencia.
(lingarcinl de Cordova.1
t'orreio Mercantil do Rio.;
IITERIQR.
RIO DE JANEIRO
12 de maio.
Por decretos de 28 de abril
F'oi removido o juiz municipal e de orphaus Fran-
cisco l.eite da Costa cllcra do termo de Pilaugui
para o de Sabara, por assim o haver pedido.
Foi uomeado juiz municipal e de orphao dos ler-
mos reunidos de Baependy eAvuruoca o baclurel
Joaquim Heanles da Cuuda.
Por letelos de .'> de maio correnle, foram apre-
sentados as freguezias de :
S. Jos desla corle, o padre Joo Procopio da Na-
tividade.
S. Pedro c S. Paulo da Paraliiba do sul, o padre
Joao Jorge Bruzzi.
Sanio Antonio da Encruzilliada,ullimamente crea-
da na provincia do Kio de Janeiro, o padre Aurc-
liano Jos de Carvaldu Andrade.
S. Fidelis de Sigmaringa. d* dila pruviucia, o pa-
dre Joaqaira Francisco da Cruz Paula.
Espirito Saplo, da BarraMansa, o padre .Manuel
das Dores Brasil.
Por decretos de li do mesmo mez, foram Humea-
dos :
Ollicial-maior da secretaria do Iribuual do eom-
mercio da provincia do Mirunho, Pedro Wenescop
Calanhedc.
Escripturarios da mesma secretaria Agostinho
Baplisla da Fonseca e Amonio Carlos de AImei-
meida.
I'orieiio da dita secretaria, Mauoel Joaquim la-
vares.
Pur decretos de 7 do mesmo mez, foram Hornea-
dos :
Cominandante superior da guarda nacional da
comarca da Crauja, no Cean, Jos Rumao da
Motta.
I cuento-coronel chefe do cslado-maior da dila
giianla, Zefenno Gil Pires da Molla.
Pur decreto de O do dito mez, foi uomeado lencn-
tc-coronel commandanle do 2.- balalMao de artilha-
ria da guarda uacioual do ir.unicioio de Macapa, no
Pari, o capilao do mesmo balalho Emvgdio Anto-
nio Kola.
Someanto. Por decretos tambem de 10 do
correnle foram Horneados : Hilarle J'.lan Im ||uel
Baccllar Pinto Cuedes para lancador da rerebeilorin
do municipio da corle ; o ajudaiile do coiilercnlc da
alfandcga de Sania Calharina Eli-eu Anliincs Pilan-
gueira para escrivao da entrada e descarga da mes-
ma ilfandega ; e o imanneose da leertlarla da tde-
sourana do Paran Joao Jos Auselmo lavares para
terceiru esrnpturario da lo Par.
Demismo.Foi demillido Simao Lopes "llaves
do einprego de qiiarlo escriplurario da lliesourari*
do Rio Cunde do Sol.
li-
li vapor de guerra brasileiro llerifr., culrailo bon-
lem, traz folhas lo Bio Crande ale 7 do correnle.
O Sr. couselbeiro Jernimo Francisco Coelho to-
moa posseda presidencia da provincia no dia 28 do
mez passado. O Sr. baro de Muritiba, apenasen-
Ircgou o governo ao Sr. couselbeiro Coelho, seguio
para o Kio Crande, donde veio para a corle no va-
por Rxci/e. Ciiegaram no mesmo vapor os Srs. de-
notados Menduin a e Livramento.
O 7. bal,Iban de infanlaria. cm mareda dn acam-
pamento do Pirady para o Kio Crande, chegou a
Pellas no da do correnle. Aguardara o vapor
(i'uauu'idra alim de embarcar para esle porlo.
Na Iriiutcira reiuava a maior Iranquillidadc.
15
Consta-nos que uo corno diplomtico brasileiro se
lizeram as seguidles nomeaees:
Minislro residente m co"rle de Vicua, o aclual
encarregado de nrgocios da mesma corle Autonio Jo-
s Lisboa.
S. PEDRO DO SUL.
Cidade do Kio Crande I de maio.
'leudo lechado a minha calla anterior as 8 da ina-
nli.la do lia 2. lo mez que acaba de passar, rea*
lar-lhe-hei os passo* que por aqui deu u novo presi-
dente liiranle o resto desse da.
Desembarcou as 11 horas da niaiiha, do vapor
de guerra .Imetiu para onde se passara du Ittcife,
Tundeado no porlo da villa de S. Jos do Norte, e ao
desembarque foi recebido pela cmara municipal,
commandanle da guafepirao o brigadeiro Lopo, e
graude numero de olliciaes de linha e da guarda na-
cional, delega l i e subdelegado de policia, c mais
um numeruso concurso de pussoas de lilas as classes.
l)ihgio--c a visitar a matriz, a cuja perspectiva,
que dcnula o maior abandono possivel pelo sen es-
tado de ruina e pouco asseio, S. Exc. prefixou loda
a sua atlenrHo ; inoslraiido-se sorprendido, retirou-
se logo, e foi fazer orarlo na capaila de S. Fran-
cisco le Assis, e recollicu-se i residencia dn coin-
niaiidanle da guamieao. Foi ahi cumprimenlado
por urna commissao da Praca do Coinmerrio, o ins-
pector da alf.indega, o administrador da mesa e ren-
das proviiiciaes, o colleetor das rendas geraes e miii-
tos e conspicuos eidadao*.
A' tarde S. Exc. uionlou a cavallo, com o com-
mandanle da guarnieao, presidente da cmara mu-
nicipal, o delegado de polica, e seus ajundanles
d'urdens, e foi percorrer as Inncdeiras acompanhado
lo coronel le engenheiros Sepolveda, encarregado
das obras que all progridem ; foi ao hospital mili-
lar, c recoldeu-se a noite Tediada. No dia 96 em-
barcou no mcs.no vapor Amelia, acompanhado at
a ponte do extincto arseml pelo luzido concurso que
0 M i va recebido, e seguu para a capital as '.' horas
da inanhaa.
Hoje esperamos o Sr. harao de Muritiba. a quem
se farao as honras de despedida, senilo com as mes-
raas demonslraces feilas no sen antecessor, ao me-
nos com o respeito e considcraees para com um dos
mais distinctos estadistas qee tem occupailo a eadei-
ra presidencial desla importante provincia, e de
quem diremos, como um dos redactores dos peri-
dicos que su publica nesta cidade : < O.Sr. Muritiba
fez milito ; nao e-banjou os dinheiros publicas e
lien) leixuii faze-lo ; econinnisou quaulo pode, ad-
minislruu juslira a todos, mo preslou azas c apoio a
nenhuina parcialidade poliliea, u3o qniz campear de ]
popularidade, e deixa meios para seu uccessor, que
vera em urna quadra mais feliz, fazer o que for
mais conveniente ao paiz ; c depois, lodos sabem
que a posico desle cavalheiro, o seu carcter de
urna rara integridade, inimigo de lisonjas e adiila-
Ces, independcnlc pela sua posicao social e rique-
za, o lomam pouco proprio a gsiihar opiniao cutre
a gencralidade do povo ; para conhecc-lo he mister
estoda-lo, he las homeus a que perlenee a ola de
Plutarco sobre a justira.
Segu tambem ueste vapor general Caldvvel.
Esle senhor resudo aqui muitos anuo-. Verdadeiro
militar, cuidou so do desempenho de seus leveres,
e leva da provincia om nome limpo de mancha de
injii'ticis uu despotismos, e muilo raspeitado entre
os deua elasse, e mesmo em loda a provincia. Alu-
da hem que o nono magnnimo monarcha o chama
para o alto cargo do cumulando das armas da corle,
pois se v qoe o seu governo nao so esquece do
homeiti de liem cm qualejiier parle que elle demous
tic ) seo nienlo no serviro publico.
E ja que assim nos pronunciamos otilaramos, se
pudessemos, lembrar ao governo do Imperador o no-
me de um veterano do uosso exercilo, o brigadeiro
Lopo de Aducida llcnriques Botelho c Mello, cujo
Corpo crvado de ricalrizes, e suas cans precoces e
venerandas dividas no serviro da patria, pedem
iguaes allenees de um governo justo e raorigerador.
Vai laiiibeiii cora o barilo do Muriiibi e o ge-
neral Caldvvel, o depulado Jaciuldo de Menlonea.
Este nosso amigo e muilo digno representante da
provincia acaba de praticar urna aefao digna de seu
earacter nobre e cavaldeiruso. Sendo indigitado, e
com todas as prodabilidados de sua reelei;iio por es-
le circulo, elle cedeu sem a menor repugnancia a
sua candidatura, aventurndose aapreseutar-se pelo
circulo do Kio Pardo, s para que livesse lugar a
apresentacao inleirameiile espontanea do 1mi.1i de
Maun, que de doje suminamenle applaudida por le-
dos, quer aqui nesta ciilade, quer na de l'elol.i-.mier
na villa do .Norte, lie purtaoto muilo popular a
candidatura lo bario do Mau.i, e quer S. S. aceite
quer rejeilc, ja nao de possivel que deixe de ser o
mais vutado.
Falleceu dotilem 30 de abril o meo prelado
migo Jos Antonio Leiie Cuimaraes, um dos mais
arredilados e circumspeclos negociantes desla praca.
1 ma apoplexia fulminante roubou a vida prematu-
ramente na manila i de liontem, davendo o nosso
amigo percorrido a cidade no da aulerior uo arran-
jo de seus negocios, sem Icr o meuor signal de in-
commodo : o que somos nos'.'...
No /lio liraaienie de aiilc-doulem l-se o se-
guinte :
O Sr. inspector da alfandega julguu doje proce-
dente a appredensau da pulaca desp loberas, e de loda a carga que nao fra despaeda-
da, mandando entregar toda a que davia pago os di-
reilos de exporta;.'o. Foram multados, em virtude
Jo art. 111 lo cdigo criminal, o capilao da polaca
ni meladcdo valor dos 1,300 courus appredeudidos
e os commer.:ianles Salgues e Thcule na melade du
valor das 123 arrobas de garras; sendo aquella mul-
ta de 1:8750)00, cesla de 64)156.
Temos mais um peridico que, impvido, ap-
pareccu na arena do jornalismo com o titulo de Cr-
relo da Tarde. O seu programma de a panacea
Commum a todos que sao atacados da comiedao de
"- rrv indar pira o publico, n.mido se approxima
urna poca qualquer de eleicoes nao da que admirar
a apparicao desses pyrilainpos ; lodos sabemos que,
quaudo a almospderase turna carregada.annunciau-
flu,lade de insectos epdemeros.
Espera-se portanln o ap|iarecimeii(o le um oulro
papelorio com o titulo O i ormigao ; seu program-
ma ao menos nao engallara a entes Icsprevemdos e
circumspeclos ; a sua tpigraphe sera' : a O abuso da
imprensa lem o seu correctivo na mesma impreusa.u
Discurso do fallecido Sr. scuador Vasconcellos em
oppiiMClo ao derrelo do ls de juldo do minislro da
juslira na regencia (ria, o sempre memoravel padre
Sr. Diogo Antonio Feij,
He natural que aps o Pormigo appareca mais
algum liofarinheiro para lesinoralisar mais a uossl
ja bailante pervertida mocidade, pois que eolcmlcm
elles que a obediencia aos mais velhos uu a' auton-
dade publica lieum sel vilisrao inlolcravel para u du-
mem lirre.
As eduvas lo raez passado prognoslicam uina
grande encdenlo como a de 18.13. As noticias que
temos de Jaguarao e Pelotas do as mais ajustado-
ras ideas de um diluvio,que arruinara a muitas fa-
milias cstabelocidas uss margetis do Jaguarao c S.
Comalo.
A-iio-sa barra vai lomando a dirccrtlo de S. E.
por oude boje o banco oll'erece mais profuudidade, e
com a cochele que uus esla ilumnenle, ou ella
aprofunlara uessa dirorr.io, ou volver' mais (lara o
sul. Ouizcramos ler ca' o Sr. Dr. coroucl Jardim
para observar .pie mu.laura exlraordiuaria vai ope-
rar a correnle violeula das aguas do monte, para mais
se convencer das ideas qne possue com o estudo que
la barra desla pruviucia ja leni.
i de maio. a' ultima hora.
O li.ir.io de Muriliba entregou a presidencia no lia
28 lo passado, e chegou a esla cidade a 2 ; desem-
barcando ao moio dia percorreu as ras priucipacs,
fez oracao na eapclla do Carmo.e recolheu-sc as 2
horas da larde a bordo do vapor r'i/iWa,que u li oli-
ve da capital, e erabarcou no llecifc,c|uo anda oes-
la hora esta na barra, com lodus us aprestos de sabir
boje mesmo,
Nao temos novidade que inereca communicar-lhc.
Caria particular.)
(Joritai do Commeicio.)
ASSEMBI.EA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
>essa'o ordinaria de 15 de mato de l85t.
/'residenciado Sr. llar o de Camurai/ibe.
Conelusao.
O Sr. /fnilio:Sr. presideule, honlem disculin-
dnse na casa una pelirito de Kiphael l.ucci, na
qual p"dia elle a esta t*sevblt, por empresliinn,
30 contos de reis, para maiiter o rontralo por elle
celebrado com o presidente da provincia o anuo pas-
sado, vislo que, sem esta cifra, jamis pnderia rea-
lisar o contrato a que se obrigou, veio a proposito
Iralar-se do contrato por elle celebradu. e ne--a oc-

i
I
bem do'publico e das garaulias da Ihesouraria pro-
vincial.
Por occasiau da discussao, disse o nobre i, se-
cretario, que era preciso, que a casa livesse roiiMan-
;a no contralador e lefereucia para cum us actos da
casa o anuo pealado, quando por ventura livesse de
ni ir ii-.ii um contrato celebrado por esse mesmo ad-
ministrador,em virtude da autorisacao da assembla.
Eu uo pens com o nobre depulado nesla par-
le, eutendo mesmo, .pie se nao deve ter em visla
mera delicadesa e corlczias, quaudo se Irat.i lo
hem publico, que (eraos o lever, e de promo-
ver, assim como enlendo igualmente, que se nao
deve trazer para a discussao da materia, a questao de
conlianQa ou nao cumian; i no conlralador, que foi
o presidente da provincia, porque, direi urna vez
por todas, fui, c son luelcoado ao presidente da
provincia como hornera, o como adminislrador, e
em luda a sua a l:nini-i relo i,ao chegou ao meu co-
nhecimenlo um s acto seu, que pudesse merecer
censura desla casa. Sirva-me de escudo esla prolis-
-li de iic no terreno das odiosidades polticas, a que
por ventura, algum nobre depulado leve .1 dis-
cussao.
O Sr. f.aeerda :Eo aceito iarnbem a mesma pro-
lissao de f.
Vui sen/ior Depulado :EnUo he ociosa a discus-
sao neslo terreno.
O Sr. I.aeerda :Mas podando haver essa delica-
za, be bom que ella se d.
O Si'. AbiUo :Eu eutendo que nao, porque islo,
na Mvpi idese, trana prejulzo a proviuca ; e enlao
deyo edegar ao|resullado seguinte.e de, que a assem-
bla provincial esla no seu direito, rescindindo o
contrato celebrado pelo presidente da provincia em
virtude da delegacio della, apesar de nessa delegar io
nao ter ido expressa a clausula de ulterior approva-
rilo sua, sem que todava se falte a esses principios
de comisura para cora o governo, e delicadesa para
com aa assembla passada.
Os principios geraes que regulara os contratos, se
forem chamados cm socorro da opiniao que susten-
to, dellcs se deduzem os enrllanos seguinte*: ce-
Icbratlo um contrato pelos proprio- contratantes, se
desle contrato resulta lesao enorme para algum del-
les, provada esla ante Sjaslicas, um semelhaole
coolrato (era rescindido; se, poror, os contratan-
tes sao representados por iuterposla pessoa, quem
conliaran poderes para islo. resultando do contrato,
depo's mesmo de eflcluado, lesfio enorme, succede
que oprjudicado por seu procurador, que se descui-
dou dos interesses de sene onstiluinle, lem ac;u
contra elle, subsistindo, nao obslaulc o contrato.
Tratando dos negocios pblicos, qualqoer particu-
lar que cnnltalar com a fazenda, ou com o governo.
dexando de preencher qualquer das clausulas do
seu contrato pelo qual se obrigou,soffre a resciso lo
mesmo, alm le oulras penas que se tenha obrisado.
E, senhor presidente, se por ventura se verificar,
que a c-ta ;a i publica, enearregada da administradlo
da fazenda, ou o adminislrador singularmente, fora
sorprendido, e desl'arte, victima de um engao, e
al de um erro, 'apoiados; porque o erro be parli-
lha|dos homeus ; se desle erro resultar grave prc-
juizo fazenda, he visto que o poder competente,
bem dos interesses pblicos, que sao mais importan-
tes do que os interesses particulares, lem a altribui-
r ni conferida |iela sua lei orgnica, entre nos pelo
acto ,'iddicional, de rescindir por lesivo um tal con-
Irat'i.
a So estes principios, mcu ver, verdadetroi raga-
mcu ver,
un o materia, se esta al(nbuic.ao nos compete, en
(einlo, que a casa est no sen direito, rescindindo
nin contrato donde s pode resultar prejuizos a fa-
zenda c ao publico ; e, pms, se o presidente li pro-
vincia tem a facudla.le de asswn pruceder cm taes
casos, porque nao havemos mis licar oorao raaniela-
ds,iivislrde um contrato leouiuo.no qual Toram sem
duvida 111 u'lnl i- as boas iulenees da casa, e sor-
prendida a perspicacia u zelo do presidente da pro-
vincia, por um liMiicni ardiloso, que nos preleude
ravslilicar a lodos '.'
Im senhor Depulado:Ol! seudores, um do-
mem que mo val nada, fazer uina iin-lmcicio
dessas'.'
o Sr. .Ibilio: He para que elle nao logre sua
prelencJo. .
OSr. Silii/io:A mim nao me mvslilica, e nao
me julgo inlelligenle.
O Sr. ./Hilio :Eu recondeeo a intelligencia su-
perior do nobre de|iulado, e lie" por isso que...
.lia ura aparte.i
O Sr. Alalio:Cutan a priori a nobre depulado
concorda comigo, que esse liuincm nao tem a precisa
boa fe, nao lera a lisura que leve caraclerisar sobre
ludo a quem contraa com o governo? Esle indivi-
duo quiz illu.lir-nos, quando, oblendo o atino passa-
do da assembla provincial a concessao de, com el-
le se contratar a empreza do iheatro nos termos de
sua pelir.o, ou como mais conveniente fosse aos in-
teresses do publico, depois de realisado o contrato
lo qual se evidencia obriga;esda parte do governo
lao -.menlo e U3m urna si da parte delle. Depois
de rcpellir as condices vll'erecidas pelo presidente
da provincia, a que elle respondeu com outras con-
dices, lao absurilas cumo as pnineira- de sua peti-
cao. ci-lo que aliual chega a assignar o contrato......
O Sr. Silcino : E o presidente contralou com
(.Milus absurdos '.'
O Sr. idilio : Foi por sua vez victima, assim
Como esla rasa.
O Sr. Sicuio:(("nobre depulado recua perante
as consequencias de seus principies.
(' Sr. AUilio : O nobre depulado n.lo esla ha-
bilitado para aquilatar us meus sentimeutus de co-
ra geni ;saiba que eu nao recuo peranle a respon-
-.iiiIi la Ir le meus aclos como heraem particular,
a muilo menos como hoinein publico, no desempo-
nho dos meus deveres cono depulado provincial. E
i que me faz pensar o aparte lo nobre depulado,
Sr. presidente, he que he preciso eslar-se possuido
de muid auimadversao contra um administrador,
para que so se niar.li-ein seus aclos de um modo
pouro airoso para elle ; he preciso eslar uestas con-
denes para, em negocios da ordem desse que se dis-
cule, nao cunee,ler-lhe a menor boa f, n.io admil-
lir senao erro de vonlade e nao de intelligencia.
O Sr. Ututo : Estou resolv lo a lirar as con-
sequencias lo dizer do oobre depulado.
O Sr. Alnlio: As que qui/.er, urna vez que se-
jam lgicas.
Cuino dizia, Sr. presidente, n contrato celebrado
he desventajoso a proviuca, a populado desta cida-
de e. aos cofres pblicos, cumprindo aqui advertir,
que ns mutivus pelos qoaes o presidente foi levado a
coulradr cora Kaphaei l.ucci, elle os disse no seu re-
lalorio, que esle anuo leu i casa ; e, de feilo, sao el-
les lio razoaveis, tao inlclligeutes. 13o plausiveis,
quanto o principiede cconomia dos dinheiros p-
blicos, para o fin de seren mais utilmente appli-
cadus, nao sendo todava privada a popularan da ci-
dade da nica ili-traccl j do que goza, o llieatro pu-
blico : elle diz assim : ( le 1.
Por ventura pensamenlo que o Montado presi-
dente la provincia teve em vista quaudo cuntratou
com Rapdael l.ucci, do mo.lo porque o fez, teve, ou
comerou sequer a ter realidade/ Demonstra o con-
Irario a pelijao le Raphael l.ucci, que illudio a ad-
n,inislrac,,lo quando assevcrou que sua empreza au
a |iesar sobre us cofres pblicos ; e lera hoje a sem-
ceremonia, para nao dizer oulra consa, de aprsen-
la, -se cutre nos o dizer : Dai-me a subvenido,
que jamis o Iheatru Sania Isabel teve30 colos
de reis!
Esse dinbeiro nan vira para minha mao, mas pa-
r i do leposilario que vos indicardes, e que, de
commum accordo comigo. o possa empregar como
rae approuver.
Im Sr. Depulado : He subveaego ou empres-
1 i mo '.'
O Sr. Abilio : lie com osla di,linelo, q0e eu
edamei sublil que o peticionario pretende il-
laqucar a nossa boa f, o he para que sto nao acn-
tela, que cu uceupo a atlencau la casa, demonstran-
do pie he preciso n.lo nos 'deixarmos embar cora
trac-.s lao ridiculas.
Mas, como dizia, Sr. presidente, este hornera, que
como que fascinen ao goveruo com a dea de eco-
noma dos cofres pblicos, vera hoje
das suhvenees, a pretexto de empresliinn, a maior,
ligo, porque nunca se den para o llieatro 30 contus
ile reis, e para nuter seus lilis serve-se da idea ma-
cliiavelic* de que esse empresmo nao ir para sua
mao, mas de quem a asseiiibd'a determinar, que, de
Comninm cun elle, Ihe dar deslino a bem da mes-
illa eni|irc/.a. Veja, porlanlo, a casa se esle honiem
lera a litara, a boa id que devem caraclerisar ura
conlralador lo governo .' E se o presideule, por mais
puras qne fossem suas intonrOes, por mais perspica-
ses que fossem suas vistas, podia prever tal resul-
tado.
/ ni Sr. Depulado V cnnclus.ni he que a as-
sembla nao dar empresliinn.
O Sr. Abilio : A conelusao que eu Uro destes
principios be, que a contrato naoVoi realisado as
condices mais vantajosa, nos termos da lei, e se
I! rcii'.s.i.lo, im i'nmteuua. le ciecueau.
O Sr. Souza Carvalho: O contrato foi reali-
sado de modo perfeilimenle lgico com a aulorisa-
cao dada, porque empreza sem subsidio, quer dicar
o mesmo qoe fez o presidente*
O Sr. Abilio : Nao poseo convir nisto, e peco
ao nobre depulado que me convenga do erro em que
laboro, porque eul.lo nao duvidarei volar cora o no-
bre depulado.
Eu presciodirei do carcter da lei annni, em qne
foi consignada semelhante disposic.io, e prescindo
desla circomslancia. porque bem poda demonstrar,
que nao era ua lei do orraiiieuto que devia con-
signar dspoai-des par* a rl*iiii;a de ara eoatralo,
que tem de vigonr por oito nao*.
m .Sr. Depulado : Veja a reforma do regi-
ment, ^ei*,.
O Sr. Abilio: En lerei a lei, e he fondado
oella, que peco a casa que naocoosinU, queaoni-
co eslabelecimento publico de Uislraccjo e recteio
desta provincia, e que lh* easlou a avuldda qaan-
Iii de DDMMHiiOmj rs., seje) ifietamorpboseadn em
espelunca, em um verdadeiro garito, ou cas* de es-
talagem. (L.'
Enlendo, Sr. presidente, ana, .esta assembla nao
quiz, nem leve em vistas, e qiira o presidente tam-
bein nao quiz, e nao o poda qnerer, que M realr-
sasseura contrato, que nao fora* o fnais vantajoso
aos interesses do publico. E he por riso, Sr. presi-
dente, qoe viudo esle anno essa o presidente da
provincia dar conta da ad ministra c.ao da mesma e
das commisses de qOe fura encarregado, e tratando
desse contrato, deixa ver que elle carece de confirma-
ran desta casa. { Nao apoiados. ) Se a roissio da as- .
scmbla expiroo desde o dia em qoe ella autorisou o
presidente a contratar com l.ucci nos termos da sua
prtirio, uu cumo jolgasse mais conveniente, por sem
duviila que he br.osa sla par* do relitorio.
Um Sr. Depulado : O relalorio conlem todo
quanto occorreu durante o anno.
O Sr. Abilio : lie a relacao das medidas uteis,
que o presidente tomou sob so* responsab.lidide,
das que tomou em virtude das decises desla casa, e
das que compre que est* casa tome, em virtude da
experiencia, que elle adquiri das necessidides pu-
blicas que occorreram durante o anno. O presidente
veni, pois, nesta parte dar conta de %ua commissao,
e se a assembla entender que o contrato nao foi
feilo nos termos de sua aulorisacao, est no sen di-
reilo rescindindo-o.
1.m nobre depulado disse, qoe o presidente fez
um contrato mais vantajoso du qoe foi. autorisado
por esla casa. Eu quizera qu o nobre depulado me
dissesse se a vaotagem he a que prima facie se me
oflerece ( le ;.
O pre-i.lente contralando com Loeci sem dar-
Ihe esses 12 contos de rs. f-lo do modo mais van-
tajoso ; se a conveniencia he esta, eu nao me demo-
rarei em respouder ao aparte.
O Sr. Souza Carcalho : Est fazeodo nm bem
ao emnrezario, quer livra-lo da molla.
O Sr. Abilio : O nobre depulado est perfeila-
iiiente engaado, e seu engao provm de nao ter o
nobre depulado I i lo o contrato, se o livesse feilo, ve-
ra que s ha urna hvpolhese de mull ni empreza
Lucci, e he no caso Je, se no fim de um anno, a con-
tar de maio de 1857, elle nao liver dado a primeira
representarao ; neslas circunstancial lmenle paga-
ra seu fiador tres cintos de ris de mulla.
O Sr. I.aeerda d ura aparte.
O Sr. Abilio : Assim, j v a casa o engao do
nobre depulado, quando peusa que ha nu contra tu
mais de una mulla em nutra hv polhese que nao se-
ja esla, e porlanlo, he falsa a proposito de que eu
quero afeiar semelhante contrato, para qoe ssj* res-
cinildo, ahsoltviilo Lucci da molla.
l'm Sr. Depulado : N3o quer, mas o resultado
he este. *
O Sr. Abilio : Nao pode pezar sobre Itapluel
Lucci mulla alguma, senilo em maio de tH, se
al essa data elle nao liver dado urna representarao
sequer.
l'm Sr. Depulado: Basta isso.
O .Sr. Abilio : Mas he preciso demonstrar an-
da se elle, danilo espedaculos, lem latisfeito as vis-
las desla casa e da proviuca, que he o que eu po-
nho em duvida.
F.u enlendo, Sr. presidente, que anda que Ra-
phael Lucci compra as condices a quo se sujeitou,
o contrato nao est no caao de ser por esta casa acei-
to, ^porque elle estar no seu direilo dando represen-
lares incompletas, e aquera das nossas necessidades e
cmlisaclo, metamorphnseando entretanto nosso Idea-
do em casa de labolagem, em escola de immorali-
dade.
O Sr. A. Caialcanli : J nao de dvperbolica
a commissao T
O Sr. AbWio :O nobre depulado vio que ea
li ,iitrm justifiquei de algum modo a commiaso.
O Sr. A. Cacalcanti : Desculpou, descalpa
que a commissao nao aceila.
O Sr. Florencio : lsto he urna censura casa.
0 Sr. bilio : As corporates, bem como os in-
dividuos de per si, sao suscepliveis de engaos, e he
menos digno do homem, conhecendo o erro, persis-
tir Helio, corno sera de nossa parle um procedimeu-
lo absurdo, irregular e al diguo de censura, se con-
siderarnes de mera cortesana e delicadeza, levis-
sem-nos saneciunar tal contrato.
1 m Sr. Depulado : Resta provar qne a assem-
bla passada errou.
O Sr. .foilio : A decis.lo da assembla passada,
pelo contrario, foi lillia da mais madura reflexao ;
este cuntralo foi resultado dos bons desejos da assem-
bla quando commetleu ao presidente a analvse e
apreciadlo desla quesillo : portanto, nao ha censura
a assembla p.issaila, sou seu defensor nesla parle.
Agora, perguoto eo. o piesidenle foi fiel interpre-
te das inlcnres da assembla'.' Digo que o foi, na
inlenrAo de pon par aos cofres pblicos a quanlia le
12 cotilos de ris ; mas deslumbrou-se com a pro-
me i le Lucci, de que dispensava a subvengo,
, apoiados ) e nesle intuito celebrou om contrato,
por oulro lado desvantajoso i provincia. O que h*
nisto de poucu commum em negocios de adminis-
Iracao'.'
O Si". S/lrino : Ue muilo lino administrativo
fascinar-se por dote contos de ris !
O Sr. Abilio : O presideule da provincia, por-
lanlo, contraan lo com l.ucci foi fiel interprete das
vistas da assembla, teve as melhores inlenjues ;
mas infelizmente assiguoo um contrato, do qual re-
sultara ludas as v.iitagens para o conlralador e para
os cofres publico, s vantageos apparenles, e de-
monslra islo o prifcediinenio ulterior de l.ucci, rin-
do esle auno pedir um empresmo cas* de trila
contos ds ris para a reilisasao de sua eraprezi.
i Ha um aparte. J
leudo requerido Locci a assembla provincial o
uso e fruto do thealro do Santa Isabel cam os seus
uleucis, guarda-roupa e objectos de toilette, sem
subvenan de nalureta alguma, a assembla delibe-
rou que o presidente da provincia coolradsse com
ello, nos termos de sua pencan, ou como mirs ven-
tajoso Ihe pareces.e, deliberaran esla que nao obri-
gava de modo algum contratar com Lucci senao
sob rondir.io de melhores vanlagens para o. bem pu-
blico.
Vai Sr. Depulado : Eslava autorisado.
O Sr. Abilio : Mas, eslar aolorisado nao he es-
tar adslricto aulonsacio por tal forma, que nao
seja licito dexar de usar della.
0 presidente, a bem dos interesses pblicos, jol-
gou dever cumprir essa aulorisacao, qoe por muilo
boas razoes Ihe Mana concedido esla casa : porlanlo,
a aiiloiisarao nao he olirigacin de contralor.
Mas, como dizia, tanto o 'presidente foi sorprendi-
do por Locci...
O Sr. Laceria : Enlao lambem a assembla,
foi.
ImSr. Deputado : Ja deraonslrou qoe nao.
O .Sr. A'ulio : Vou mostrar ao nobre deputado,
que o deleito est no meio pralico de realisar o con-
trato. 1,1 .laudo o anno passado a assembla mandou
que se conlratasse com l.ucci, seguodo as melhores
condi;es, o governo mandou ouvir, como era de ra-
zan, a directora do thealro, e esta forrauluu um con-
trato modello, permitla-se-rae a expre-sao, islo he
um projeclo de contrato, que apresentouao presi-
dente, e no qual se l nu artigo 17 (l). Ha ainda
mullas, pela deteriorarao material do edificio, alm
provenientes do extravio de objectos e utencis do
thealro, guarda roupa ele, arl. 18 l).
\ -se, portanto, que era preciso que Lucci desse,
no caso de aceitar esse contrato, garantas nio so
pedir a maior pelos utencis que ihe eram confiados, como pelaron-
' pagera, etc., ele. ; mas enlretanlo, no contrato que
celebrou apenas da elle fiador para mulla de 3 con-
tos de res, no caso de, no lim do primeiro auno oo
ler dado o pr|raeiro espectculo, porem, a respeito
do edificio, ulencis, guarda roupa, etc.. nao d fi-
ador.
O .Sr. I.aeerda :Se elle nada recebe.
l'm Sr. Depulado:Pera-te lianza lo mais.
Oulro Sr. Depulado:De que, se nada receben'.'
" Sr. Abilio :Entao o nobredcpuladu est con-
vencido le que Lucci, quando conlratou com o go-
verno iniMa oso mente o projeclo de vir esle anno pe-
dir n.odificanies ao contrato '.'
Ei aqu, Sr. presidente, o arlgo lt do contrato
de que se trata, em o qual se devera fallar dos ulen-
cis, do guarda roupa e oulros objeclos, diz islu .l .
\ --se, porlanlo, que Lucci, que tem de tomar con-
i j. do ediiicio d um liador pela uiuiu de 3 contos de
MUTILADO
ILEGIVEL


re" cano nao di fiador pelo edificio, guarda roupa, e mali
uleucis, lendo de-dar apenri nansa ao administrador
do Ihealro, quanlo ao toilette, donde se vi" que da-
lii resulta ijinii inconveniencia, nm perigo.
I m Sr. Deputado : Nao precisa dar fiador pe!
guarda roupa.
O Sr. Abilw : poii nao ser digna de aprero
c-la clausula ? nao vale alguraa cousa o guarda rou-
l'a do Ihealro ?
Sr. Soii;a Carvalho : Esla a cargo do admi-
nistrador, que leio om senle tao.
O Sr. Abilio :Como, se lem ludo de ser confiado
ao empreiario ?
Cmiiinuaude, en me proponho demonstrar, que o
con I ralo mo pode ef por esta casa approvado, por
que Riphael ncri obrigando-se aule a assemblea
provincial a minter urna companhia dramtica e ou-
Ira lyriea alternadamente ; o que lem ln>je sobre lu-
do ero vista, dar por exemplo, no esparo He S anuos
una so representado It rica, apreseulando 5 caulo-
ret a 2 cantoras, sera que se lenlia consignado no
contrato o esracli r e seero de cada artstica ; o que
Loeci lem em vista principalmente be melamorpho-
aeiro Iheilro de Santa-Isabel rm casa de labolagem.
em casa de jogo r dissemiuar cstabeleeimcnlos deca
orden por toda a provincia.
Um Sr. Deputado : A policia prefinir.
O Sr. Atibo : O mnito digno chele le policia,
n Jiflicul i.i.ii- de eoniprehender a nigromancia do
lal jogo, que l.ucci denomina vispoVa, quino ou lo-
I lio, que i u >> mi ii i mu, lanrando mao das posturas
munieipaet, e vendo.'qoe o Jquino e lolho ou vispora
io ahi prohibidos como jogos de azar, le u. 3.11 de
31 maio de I8i, art. 3 que dir. : ,l) islo he, jogos
condecidos pela denominado do jogos de parada em
cojo numero le cenia o vispora, o chele de policia.
digo, reservou-se a faculdade do poder prohibir esse
jogo tm lempo compleme, como ollensivo das pos-
tura municipaes.
Mas, como dizia, senbor presidente, l.ucci o que
pre ende he converler o Ihealro n'uma casa de jogos
prohibidos verdadeiru g.ril, e por isso, explicando
0 il jago lo se goijo, com 0 fraseado que s
le cooheoemuf, proceden de lal forma que o chele
ue polica, recuando ante tai ennressao, recuando an-
,.* rP0DMbli'dide de commetler una falla, in-
rnngmdo urna lei, reserveo-.e para ver esse jogo p-
ticamente, afim de poder enliln decidir, f. quer ver
nobre deputadocomo Lucci preleude illudir ;. to-
r.V* ?Uf*ta do io*0' W ** eu "' '"-
E 5 ewe D'?oc'0 ? tn lh9 voa ler o*
"J57 d" ""dicOes geraes por elle apresenlados ao
PJtdal da provincia ib-.
(He nm parle.)
Isto tao condiroes geraes ; estes papis couslam :
da pesao de l.ucci, da informarso da directora,
daa condiSoes genes do governo e das condic,es ce-
raes de l.ucci, e finalmente do contrato actual. Na
condicOede Lucci, elle Iraz sempre o jogo como
cend.cao une qua non, e diz, que se reserva para
qnando o coate de polica se resolver pralicamenle a
permlttir, n joga po. nao ser prohibidn.obler auh.ri-
atao por escripto-para usar desle |ogo,Jdurante lodos
os 8 inooi da empreza, pensando, que por essa aulo-
rlncio, ficir o chefe de policia inhibido de Ihe ir
ii raaos! Eis aqui o qae elle disse no atl. _>. das
uas condiroes geraes lit).
R^.'.*-iPi3rla,,> deniol"lfado o que eu disse. que
Raphael Lacei tem a louca preleurao de nos querer
mt.lilicar, de no> querer illudir.
O ir. Epamnonttat:He um Caglioslro !
na '"ff"" :Vamos ao contrato.
J2. SSf :-Ja dtoMl 1oe chefe de Pocia
hl- Bn Parccer- a dilliculdade de com-
ILKSIi J0g0' aSaarda-se para quando o liver
vuto pralicamenle.
V'Zh0r 'Prfidcnl. he peettvel, poder esla
gfl*lltt^.*". a precio de emprzario
?.,. i "" nodecno de8 anuos urna repre-
lenlacao Ivrici, porque, fezendo-o, compre o con-
"rato.q.e diz, que no decurso de 8 aunos Lucci apre-
sentara urna companhia Ivrica (l
Cm Sr.Deputaio :Se he de graca.
var.Mutp :_ aja, quaodo aMemLia ,eve em
n. nZ i, coa,1Luct' emprea do llieatro, foi
JPP no? -1"" representacoes ora Ivr.cas,
ora draroalicas, de cerla ordem, eotrelanlo que elle
guante Ml rePreematOes dram.ticas ose-
^^fftfc^wWa desla cndilo, elle poder of-
ferecer aos art.slas ordenados mnito diminuios, or-
HT V, '"e9 n3u P0SSi"n "'"" dr depoi,
queos.ri,s,sliai) se querem contralar. (Juanlo a
companhia lyriea, diz o arl. 3 do contrato .
.... .,.. rb,l':ario '-0"' o seu direilo, se
mi ultimo mez do oilavo auno nos apresenlar urna
comp.nhia Ivnca de du.is cantoras sem ment, de,",
. aniores lambem sem merilo. e ainda assim apreaen-
.rnrV"", u!"mos dias de 9ua eu,Pza "
pri'lo o contrato !
'Ha um aparte.) ,
nn^dMvPOrqoe elle ,e obri8a no decurso dos S an-
,to"',M '" Uma ^mP'nl'ia Ivnca. mas nao
diz quando, nem que qualdade . 221221 "m '\U"T,0i :l ,nes -'o oilavo auaoapre-
n.m !nCf C40lor. A" "lo lenham e.nprego,
nem no Ihealro do mais insignificante do Brasil, oir,
vos nao me disse.les de que carcter seriam esses
caulores, nem o numero de representar,,-,*., l, ricas a
que eu eslava obrigado. i""
K ner um contrato concebido desle modo, que
nos estaremos ronriemnadot a aceitar ? X'eremo-
amm perdido, lalve/., o melhor de nossos edificios
poblicos 7
Por constguinle. senhor presidenle, scosronlra-
los civu em que so da lesao enorme se uodem res-
cindir, a assemblea provincial a nieu ver, esli noieu
irailo reicindindo este contrato e aprovaudo o
projecto que tenho a honra de oDererer a sua con-
id^raciio a he o tegainle : (l).
He julgado objeclo de deliberar.lo e mandado im-
primir o teguinle prejeclo :
A assemblea legislativa provincial de Pero.im-
buco resolve :
," -V" 1- ?'C!i re*cin'lido o contrato sobre o Ihe-
alro Santa Isabel, celebrado pela pre.idencia da
provincia com Kaphacl l.ucci, em virlude da lei
!iTidoloc' "" """ "s2, d an" Proximo
Arl. a. Pica o presidente da provincia aulon-
sado a contral.r a empreza do mesmo Ihealro com
qoem mais vantagens offerecer ao publico c a' fa-
zenda provincial.
i Art. 3. Ficam revogadas as disposirOo em con-
Pato di issembla legislativa provincial de
1 ernambaco IS de maio de 1S.V.Abilio lavares..,
ORDEM DO DA.
2. dKtissSo do projecto n. 8. que ti\a a forra po-
licial para o anuo de 1836 a 1857.
-a "t^'J' '*j fora p' ''cial l,ara anno bnanceiro
He I8ob a 18j7 constara' de quatro cenias praras
com a organisacflo prescripla pelo reaulameuto'de
- de dezembro de 183 : pudendo em circumsUn-
cias extraordinarias ser elevado a seiscenlis.
O r. floreii'-w : Esl eui discussao o arl. I.
Se cu nao tivesse a intima comieran de que per-
da o meu lempo, perda o esforz que livessc de
fazer e meimo a demonilrato chra do que a forra
policial de Permrohnco fioje nao pode preencher s
vistas daseguranja publica com 600 praca, eu a-
presenlacii orna emenda, mas el tenho quasi cerle-
za malhematica e phvsica de qut por mais esforcos
que empregue para demonstrar due a forja be poo-
c, do numero actual nao passir, i minha arsu-
ra'n,aao- ">eu Irabalho, os meus esforcos seria
lodo baldado, e por isso nao apresento a emenda,
mesmo porque tenho certeza de que o nobre inspec-
tor da !hsoorara, grtar-noi-hia logo : os cores
nao podem, os principios da sciencia, a taita de di-
nheiro se oppoem a esse augmento, etc.. etc. Para
wo lenho guardado eicellenles re as don_ agora, porque nao esl isso em discussao.
finiendo qoe, vista do acto addicional a assem-
t>lea provincial esl.i juitameute uas suas allribui'es
blando a forra e nada mais.
Deiio com todo de mandar a emenda porque ob-
servo que ser Irabalho perdido, sei que he mais
ni Herrla que vou levar...
'/Sr. l:pai,iiHoida* : Experimente.
o .sr. Florencio : He mais uma derrota qoe
levo, apezar de nao ser ver^onhosa. porque em re-
gra as derrotas nao sao versonbos.is ai vezes alo sild
gloriosas, as vezes he uma boa rorluna...
< mf,r..Diputado: Eslou com o nobre dcpula-
do qoe as vezes as derrolas aproveitam.
O Sr. Florencio : Eu ja lenho sido derrotado
aigumas vezes, mas o nobre deputado, que he mais
novo, deve agora solfrer as derrotas...
/("I-i>r-PePu"*l<> Experimente sempre.
i> sr. Florencio Ja me estou animando mais.
'.'nem vota ?...
O Sr. kpaminondas : I oda a casa.
u ""i Florencio Eniao; venha papel.
m atobres deputado aabeni muilo beui. que ilKI
rr* A P(",8m cl,e?ar P"ra serv'CO publico...
Q sr. A. Cacaicanfi I Nunca fui possivel com-
pleUr-ie os Huj mesmo.
<> Sr. Florencio :-t>t conlinuarem a pagar
como actualmente, nao s nao teremos i(K. como
iiem mesmo duzenlas, porque querer pagar aos sol-
laaos menor jornal do que se pasa ao trabalbador
S 5 M,r,e ,le "' l,c ""eirmenle nao querer
soldados de polica.
Por hoje uao quero entrar na quesillo, o arl. 1.
, '" e cu 1aero en,rar "e1" discussao
com oruem, porem lixem-se mil homens, se Ibes
nao Befaran nio ns ha.
^l-m Sr. epu/arfo :-''ara que essa sopsrlVui
ila-
he,
icos
ajar
nao
O Sr. ./. CataUci/i da um aparte.
O Sr. Florencio : Ja sei que o nobre depulado
cntemle, que quanlo maior he o numero de popola-
jao, menor deve ser a loica publica.
Vm Sr. Deputado: A forra publica em Ingla-
terra he mnito diminuta, e nem por isso a ordem se
Slh'r.
O Sr. Jtorenco ; o Mbra depulado s Iraza
SoMum P*W eJWBP|0' P"r'l"c M Imperam os
O Sr. Sonsa ClarralAo : .\#s o corpo de poli-
ca la nao lem pouca gente.
n Sr. Florencio : Sa a popnlacao esta' aug-
nicnlaila, se a cid.ule lem creando, necessarianieu-
le a rorea pUi,t,M deve ser aogmanlada lambem.
fin, sr. presdante, ja na,, proponho a emenda.
' r. depulado : l'ruponh.i, sempre he boni
cohinr no bomaanso da casa.
I) Sr. r loreiK-i., Poli nao, va' eu fazer a ex-
periencia e vera' o tombo que levo \ f.zem muilo
empenho em que um Collega seja aHin derrotado .'
Uor. /. raralronli:Nsq.
O Sr. Florencio : E o nobre depulado vola pc-
aii-iiiento da torca ? '
<> Sr. /. ,i,'l,,,n| :_\.|U.
" Sr. Florencio : Eolio para que pede que
mande a emenda. H
0 Sr. Barro, laceria : Para lazcr-lbe um fu-
neral pomposo.
Un Sr. Deputado :_p,,ra esclarecer a caaa.
.sr. Florencio :Muilo bem, islo esla cxcellen-
te. Bntao querem que cu faca a emenda para ser
derrota'a ?
?i S-r' "i-,Caralcali-Pode convencer-uos.
l'Sr. Florencio :Nao, he a cousa mais dillicil
que cu cuiheco boje, islo he, para niim, para a sua
pessoa nao contesto, mas em eral ha rerlos princi-
pios lao arraigados, que he moilo dillicil lira-Ios, ha
cerlos prejuizos que se nao perdein I.mmenle.
1 m Sr. depulado :.\ verdade esla lao clara em
cerlos pnn;ipios, que dillicilroeule o homem se po-
de desviar delles.
0 .S'r. Florencio :As vc/.es a verdade, oulras
vezes o simulacro da verdade.
" '!""" '?'''''"" :Virare humaiium esl.
O Sr. Florencio :Pois eu declaro positivamente,
que toda a vez que alguem liver o poder de me con-
vencer, eu vol por essa idea, deixo-me desses prc-
111/o.'.
Eu nao proponho a emenda, porque os nobres de-
putados querem me dar mais uma derrota ; cu ja
nao son calouro para me zangar com essas colisas,
pelo contrario, mas nao mando a emenda porque os
nobres depulades sao capazes de ver pouco mais
ou menos os votos que Ihe podem dar com quanlo
que ella nao passe por um ou dona, e dcrrolarem-me
sempre; porem com quanlo cntenda que a forra de-
PIMO gl rtlMlIBCI QUiRTl Fllll 21 DE MAIO II 1116
^tr' lloren"" i Nao voa adianle, mas digo
ue sera augmento desold, querer ter soldados .le
> lina. I,e uraa bulla, decretal a tora, islo "
d7. .l,omens- qooMe prestara para os serv
eol.? P|eU1PSaluel. lao he'um mal,
'pede ter boa lorca publica...
Sr. tocha l!a,ios :_ ,), 8aSsill0s 0 ,lre,.
do a ni',, ';,' J1'"1'""" ;~ Concordo quauto ao sol-
ao a nao quanlo ao augmento.
ua?,2r'hl0uT'\: ~ Va,D05 ;' issn- O "oofo de-
Z,T, la lemrl,rar-se "e que ha .nuiles anuos
bou ve e-la ,e,ma forca, M) elll ejtmlejl.
"Z?TiL L?" C'" ""i" <-
P1J1T* k "Sa i0rC-*< "e "o!ire ''.pula-
"de que ha raza,, ,te mais para diminu.-la,
eu enlendo que ha razao para augmenla-la. O no-
bre deputado ha de concordar necessariamente que
a ctdade tem lugmentado em populacao, e por con-
eguiole ha necenidade de maior lote, pqblica.
O sr. a. Caca\Canli: mo admiti a conse-
qaencia.
.O Sr. Florencio : Pois a mea ver islo he lo-
J1CO.
va ser augmentada nao me proponho a proi.or esse
augmente.
Vm Sr. depulado :Enlao vola coulra o orti-
go.
0 Sr. Florencio :Vol por elle, porque se nao
derem 600, ao menos deein IlKI, comanlo que se vo-
l terca, porque he priucipio meu que a lodo o o-
verno se deve dar forca, e ale ao proprio Chicl.orro
eu a dara.
O Sr. i. Carulcanli:Sulliciente.
O Sr. Florencio :Mas lerei a franqueza de o
censurar quando elle nao cumprir com os seos de-
veres.
", *r" ''. Crcii/i:Esl as minhas ideas.
O Sr. Florencio :O nobre depulado so diz que
estou nas suas Meas, mas nao vola pelo augmento.
OSr.A.Catakana :Nao, porque nao satis-
O Sr. Florencio -. Enlao nao est nas minhas
ideas.
Nao posso por lauto impugnar o artigo I., por-
que me persuado que elle esl confeccionado de con-
lormidade com a althbuic'io dada a esla assemblea,c
nesle caso reservir-me-hei paraafazer algutnas relle-
xoes, quando se tratar dos oulros arligee, dciiaudo
de fazer as que podiain ser cabiveis agora, porque os
nobres deputados nao me derain os apartes, que en
esperava para poder enlrar alceilo nonio no desen-
volvimenlo da queslao.
Poste a votos o artigo he approvado.
Arl. 1 As referidas pracasterao inais.as depret
cem res cada uma sobre o sold, que actualmente
percebem, e os olliciaes uma gratificado addicional,
que ser de vinle rail res para o cmmaudanle e
major, deiz mil res para os subalternos.
OSr. Leal :Sr.|presidenle, podi a palavra para
dar alguus esclarccimentos casa, acerca do arligo
1. do projecln, que esl em discussao ; a antes que
0 Uca, drei.que a nobre cominissao de forja poli-
cial obrou com justica augmenlaiiilo o sold das pe-
tas do corpo de policia: porque so huuve ratilo, para
se augineiitarem os vencimeutos das praras da pri-
meira linha. igualmente a deve liaver para as do
corpo de polica. Se a casa nao saii.e qual foi esse
smenlo eu Ihe direi.
Vm Sr. Deputado :Diga.
OSr. Leal-Anligameute Sr. presidente, aelape
concedida as praras de primeira lnha.era de lili reis
diarios, depois passou a (>, foi anda elevada a 80,
e actualmente he de Otl res, e isso he muilo uol^vel.
I'ruicipiarei porcomparar os veneimenlos das pra-
ras de prel do primen.i buba com as do corpo de
polica.
\ .'-se, Sr.prcsidenle.que un srcenlo ajudante ue
primeira Imlia vanee diariamente ISI20(nplea casa
que fui procurara arma que menos aoldopercrbe.que
lie a de infamara ; entretanto que o sargento aju-
dante do corpo de policia lem Io bre depulado luspeclor da ll.esouraria, qu quando
eu me engaar a respeilo dos encmenlos das praras
do corpo de policia, meadvula.
Osargeolo quartel-meslre de primeira linha tem
l~UM'. eo de policia I5OO, o primeiro sargento de
primeira liona lem '.Ifitl, c o de policia '.HO.pequenas
dillerencas ha para mais nos vcncimenlos do restan-
te das pracas de prel do corpo do policia, mas se al-
lendermosa onlrai vantagena que lem as pracas d,-
primeira linha, como sajan qae os paisanos que as-
9enlam prija velnnlaria tem sold o meiu.queos pai-
sauo que ss'rngajam lem alein gralinetf^ao de 3OU:i(H)0 res, o que o soldado que ten-
do completado osen lempo contralle novo enaaja-
mento lem dous sidos, alem da gralilicacao de 4US
res, acharemos que sao vantagens superiores as que
tem as pracas de prel do curpo de polica : alem des-
las vaniagens.Sr. presidente,o suldado voluntario de
primeira linha, que conclu o seu lempo de servico,
tem orna dala de Ierras de 22:300 bracas quadrad'.s;
e assm aguarda elle um futuro.
Passare agora a comparar os vencimenlos dos olli-
ciaes. I m alteres de primeira liulii vence mcnsal-
mente .">S.N()U reis, e o do policia tem .VIsOIK) reis.
1 111 teneute de primeira liuba tem liiNHKI reis, a o
de polica 601000 reis.I m caniao de primeira li-
nha lem 92*000 reis, c o de polica tem KOllOt) reis:
he bem nolavel a d.llerenra. Eu nao faco m w;iu
das forragena que os olliciaes de policia *perrebem,
por serem ellas destinadas para suslcolo das respec-
tivas cavalgaduras. e assim lambem nao iucluo nos
vencimenlos dos olliciaes de primeira linha aquanti.
concedida para casas, como seja o capilao IO3OOO
res, e aos subalternos HHMX) reis, sondo casados, e
pouco meuos sendo solleiros, por ser ella destinada
para alu.'iieis de casas.
Tralarei agora dos olliciaes superiores.
major de um corpo de primeira buba percebe
mensalmenls a quantia de 1579100 ,0 do corpo de
polica lem 1131000 reis.O lente coronel com-
inand.inle de um corpo de primeira linha percebe
l!iss800 reis, e o de policia 569000 reis : sem duvi-
da alguma, ha um dilterenca extraordinaria para
mais nos ^encmenles dos olficiaes superiores de
primeira linha quando os servicos dos de policia nao
sao inferiores, nem 110 commando, nem em escriptu-
rarao, e nem em responsabilidade.
A vista de todas oslas coiisideraci.es eu tenho de
apresenlar orna emenda em suhsituicao ao artigo
Para que a augmento de 10*000 aos subalternos, e
20.7000 aos olliciaes superiores qoe a commiss'u
marca como gratificaba, iddicional, soja considerado
como sold ; e darei a razao diste : e be que estan-
do doeule nao a percebor e como em laes occasioes
he quando o oflicial mais neeessidadM lem, nao he
de Justina que seja privado de perceber o augmento
de que ora se lala: concluo mandando a mesa urna
emenda ueste sentido.
ai a mesa c apoia-se a seguinle emenda :
As pracas de prel, lerao o augmento de 100 reis
diarios, sobre o sold, que actualmente precebem;
os olliciaes de alteres al capillo inclusive o de I0>
,reis, o mejore o cotmaandanla de -i)-oiK) mensal-
menlc.Leal.
O Sr. Florencio : L o arligo % Me parece
de muila juslira, Sr. presidente, que o sold das
pracas do corpa de policia seja augmentado, porque
se a assemblea quer om corpo de policia em ordem
a preencher os seus lias, he ndispensavel augmen-
tar o sold.
Ha muilo lempo que existe grande dilliculdade
em se angajamn bons sol,lados, porque os indivi-
duos pue eslo uas circumslancias de servir prefe-
rem o Irabalho particular que Ihe da mais inlercsse,
visto que acliialmenta oa Irabalhadores sao pagos a
80(1 e a I9OOO rs.a issim mesmo ha toda dillicul-
dade de ot'ter bracos, muilo msis dilliculdade exis.
te para que o corpo de licia ache quem se queira
engajar com o sol lo actual.
Eu enlendo que a forra publica deve ser mulle
bem pana, que deve ler molla responsabilidade, de-
ve representar um elemento de ordem. o qnes se
poder conseguir com soldados bem pagos ; pagar-
se mal e nao os respon-abilisar.he fazer rom que nao
repreaenlem um elemento de Ordem, e islo he abso-
lutamente o que eu nao qnero, para que se nao di
oque anualmente se esla vendo e se hade ver era-
quauto se pagar mal. \ vista destes meus bons de-
sojo-', eu deveria volar pelo augmente, era esse o
meu desejo, mas mi posso.
Eu quizer.i que a nobre cominissio a que me di-
rijo agora com especialnlade, me dese a razao em
que se iindou, para confeccionar o arligo i do pro-
jecto, isto he, quitara que me moslrauem toado es-
t a aribuira-, qoe lem a assemblea provincial de
pagar ,is pracas do corpo de policia. Ouando a coin-
mis'ai. me mostrar uma s disposiflo na constitu-
rao que nao leja esla que vou ler, declaro-lhe que,
absolutamente voto 110 sentido da commissao. Diz o
arl. II 5 '2 i\* coi.slituicao fi)
Nao vejo mais cousa nenhumaj a este respeilo, e
nosRi que livar a forca seja dar regulamenlos o pa-
gar-lbe.
Vm Sr. Depulado : Assim se lem entendido..
O Sr. Flarencie : O que disse cu ha poucos
raeus Mohoreit que logo baviam de apparecer essa,
resposlas, assim como a que rae den o E\m. Sr. Ma-
ciel Monleiro que absolutamente me n.lo con-
venceu.
Seobores, de duas uma, on a W. deve ser obaaf-
vada, ou o aelo addicional, ha U: ser cumplido e a
assemblea provincial s pode lixar a forca, mas alo
pagar-lae, nem dar-lbe regulameulos, porquo iara
perlunce ao governo geral, 00 a prevalecer a opi-
niac los nobres dcpulados, eutao o acto addicional
nao sera comprido.
Senhores, a policia he forra publica, a terca pu-
blica be ral. A policia esla s ordena do chefe de
polica e de lodoi aquellos empregados, que lem a
seu cargo a segoranca publica, e sendo a securanca
publica objeclo geral, esla claro que ao governo ge-
ral compele pagar-lite. E sena,,, senhores, digan-
me. qual he o servir,, proviucial qae pre-la o tor-
pe de polica '.'
Vm Sr. Depulado : Enlao porque he geral,
nao pretil beneficios a provincia *
O Sr. FlotenHo : Eu agora me dirijo aos no-
bres memoro! da eommitrjo com quem queiu entrar
em discanto, lano mais quanlo lenho cooscieacit
de que alies bao de fazer esforcos para me conven-
cer.
O Sr. Theodoro: Duvido muilo que o nobre
depulado se convanea.
O Sr. Fioreneio :' Eu son muilo dcil, tenho
minhas opinii.es s \PICs especiaos, mas respeilo
I muilo a razao e a illuslraca.i que raraclei isa ao no-
bre depolado, e quando me;conveneo, eslou sempre
promplo a di/.er, eslava ensaado', errei, e assim
direi uma vez por todas, que sempre que o nobre
depulado ou oulro qualquer me convencerem, eu
eslou promplo n volar com cites, mas desde ja dj-
ciaroque o nobredeputado apelar de saa litbilidtde
e dos esforcos que empregar, nao poder convencer-
me, e digo que me nao convencer, nao porque eu
nao seja dcil, mes porque duvido que o'nobre de-
| pul,do possa apresenlar argomeutaco lal que des-
Irua .1 minha opnnao fundada no icio addicional,
! porque eslou, qye com esle livro iberio mo.tra o
I arlo addicional nao ha iulerprelacao possivel, a nao
I ser a que Ihe don, porquo islo he claro, he Icrmi-
nanlc. l
0 Sr. 1 te, he ser queslao velh.i ej decidida.
1 <> Sr. Florencio : lie verdade que he um de-
j teilo ser queslao velha, mas be por que essa quest&a
1 velha -e nao resolve lacilmenle, e comquanlo eu ja
I lenha experiencia, eslou vendo boje que os moros
se ettaa tornando peinres do que os velhos ; o iiolire
depulado mesmo que he lo moco, que acha que
be um deteiln ser queslao velha. njo a resolve. 11,10
diz que a minha opiniao nao he legal, njo he ra-
zoavel.
1 to mullo bem.
l> Sr. Florencio : 11 l|ue en quero he litar a
forra, porque he essa a altribuirao que nos temos, c
se assim he, a a-semblca lem pralicado o que esta
fora de suas aUrihricSet. lem leilo um'lavor, como
qualibco o seu priaccdimeulo, dando dinheiro que
nao deve dar.
Esla na casa o Sr. primeiro secretario e eu lenho
occasio de Ihe dizer que eslou nos rueus princi-
pios...
(' Sr. Luiz F'ilippi primoiro secrelario : Sem-
pre conbeci como coherente.
" Sr.rFlorcnrio : .. e espero que o nobre de-
puladnmeajiide com o seu voto maniendo assim o
acto addicional, que so aulorisa a assemblea pro-
vincial a litar a forc,c nao a paga-la.
0 Sr. Lu: Fitippe : Qaem quer os Boj, qoer
1 meios.
O Sr. Florencio : Vssenlo-mc, esperando pela
nrgomentaraodo nobre depulado.
O Sr. Theodoro : .Daremos em oulro nu-
mero.'
Val mesa e apoia-se a tesointe emenda .
k As reteridas pracas de pret tero mais 1,0 rs. so-
bre o sold que actualmente vencem ; sja illimi-
nadoo restante do arligo. S. K. Machado da
Silva.
Dada a hora o Sr. presidente designa a ordem do
da c levanta a sessXo.
ot
AIA AVULSA.
isjdsi ieij s
Os ladrees disfarrados em mulheres, de limite ja
se trrojim a rondarem os porbies; um ha dous dias
accommclteu om prelo com um puahal para teri-lo
o que foi pastado pelos fundos da casa do Sr. Ire-
derko Chaves : a policia redobre de aclividsde, ve-
ja so loma o lio que essa Ira sera facilmeule desen-
redada.
1111 cerlo cavalleiro de industria lego que a
ra lomase silenciosa principia a jogar pedral pe-
los lelbados na rila da Alegra, anoviar ca pralicar
oulras gentilezas, que su a policia compele tomar
conla.
Os malandros que 110 becco Largo de horade
lorlascostumavainreuuir-se para dilacerarem das
ramillas visinhas, consta, que ainda l eslo, ou es-
liyeram ha poucos das. Sr. Salusliano, Cunde de
l.ippe em cima desses traanles.
Dizem que a agua do aqocdulo do palco do
t.anno lem lulo um pessimo aoslo proveniente de
luo, ou lama, quecircula-o : nao faz mal, he bom,
he moilo optissimo !
Dizem, que um irmao qoe ha nave annos esta'
recolhido ao hospilal da ordem lereeira de San-
Irancisco perearidide absoluta, igort lira-se-lbe
de um i.equeno ordenado, que recebe um qctjntila-
livo para romedoria... para i|us acoalomam a gente
e depois pregam rom um oulro cslume o principal-
mente com Braca! de dinheiro A ordem terceira
esla'.10caso de nao precisar desse dinneirinho do
pobre \elbo irmao : agora acaba de ofierecer ao go-
verno para autillo daa obras de beneficencia 300?
e franquenu as suas enfermarits iara reculher os
cholencos ele. Emlim mais sabe o loto no seu,
que o avisado 110 alheio.diz o adagio.o cerlo he que
essa quimba val fazer grande falla uma recolhida
da I,loria a quera esse pobre velbo ampara. Si fos-
H possivel pediramos nuil respeilosamente ao Illm.
Sr. ministro, que fi/esse mais ele aclo de earidide
d'enlre lautos enroque S. S. tem-se distinguido nas
diversas ordena onde he chefe, ou representante de
inlluencia.
A policia deve acabar com um ajunlamento
de vadioi, que se rene era cerla luja no becco do
Sarapalel ; nao ha quem passa por esse lugar, sem
lapar os ouvidos !
Acha-se a disposicao do Sr. Dr. juiz munici-
pal supplcnle, o Sr. Icnciilc-corouel Coriolano
Velloso da Silveira, rccolhidoa forlalez das t'.inco-
Pontas. Nada diremos a esle respeilo, e nem da
supposla culpabilidade do Sr. Coriolano, mas pelo
que existe ja olhcialmente aulo.ido, fcil ser a um
juiz proseguir na pesquiza da verdade. Em nossa
cnusciencia, hdmens como o Sr. Coriolano, nao se
nodoam cora criraes desse genero, a menos, que nao
hajam perdido totalmente o juizo ; o lempo c as
provas detcobriro o verdadeiro culpadode pu-
lidor de seJulas falsas.
-Team batido em diversas igrejas repelidos
Te-Dctni' laudamos, em aceao de sracas.
~.Na l'enha fez uma pra'lica ua segunda-fcira o
Kv. Sr. Fr. Caetano, em que censurau e com muilo
acert a essas mulheres, cuja devocao encerra-se
nuin alio promontorio de litros de rosas, que carre-
gara para a igreja. Den por penitencia resar-sc cin-
co Ave .M ni.-.
Conste, qae continua no caes do Ramee, em
corla c bem conheddi lasca, o maldito negocio de
garapas picadas. A policia n.lo deixe esse homem
usurario estar tambando assim de seu poder.
lina cocheira de cavallos de aluguel do Sr.
Paulino esl sendo reedificada com muilo asseio, a
detallo das condieeot htgienicis, o qoe inulto ne-
cessano se faz em todas, ja que he incxequivel a
sua retirada para lora da cilade.
Ouvimos dizer, que cerlo Sr. padre indo lian
litar um prvulo in articulo mortis, dispensara a
materia, com receio deque o doenlinho naosu--
enmbissehe um casi, que precisa ser reaolvido
por quem bem lem compulsado os mais subtis ca-
suquisias de moral.
Acha-se extincta a cote pela auembla, deter-
minada para is obras do hospital Pedro II. E as
loterias V
au nos engaamos, qnando djetemos, que o
Sr. tbesoureiro .la adminislrarao de Caridade nao
mandara liaver de alguem essa cunta de que falla-
mos a respeilo da illmenlaclo de uma enferma, que
fallecer 110 hospilal dos lazaros, seno eslivesse ba-
leado em algum documenlo. Eis o que a lal res-
jielo ha.
Illm. Sr.Tonda fallecido no hospilal dos laza-
ros, no da 15 do mez proximnlpassado, a Sr.' sua
lima, II. Maria it'AitompcIa,qoe bata sido all re-
colhida no da :ll de oulubro de 1815, incluso re-
mellemos a coma da despeza, que a incsma Sr." fez
naquellc hospilal, na importancia de 2113000,
Illm de que V.s. sirva-se da a mandar pagar ao
Ihesoureiro desla Adminislracao.
Dos _a ir 1 a V. S. admiuisirarao geral dos ct-
labelecimenlos de caridade, -Jl de" abril de 1856.
Illm. Sr. Joan Evangeliala da Costa a SilvaMon-
arahot r'rincitco Hnoiz lavares, presidenteAn-
tonio Jos Comes do Crrelo, cscruaoJos Pires
l'eneira, IhesoureiroJlo Pinte de Lemos Jnior
vosal.
lllms. Srs.Tcndo presente oollieio de 21 de a-
bril prximo pretorio, no qoil Vv. Ss. me pedem
o pagamemlo da quantia de 2:2119000 rt. em que
imporlou as despezas fe.las com o Iralamenlo de
l>. .Mana dAtsumprlo, considerados por Vv. Ss i
como minha lilha, e fallecida a 15 do dito mez no I
hospital dos lazaros, onde fora reculhi la a :I0 del
oulubro de I85. Em rcspo.la cunipremedecla-
ra a Vv. Ss. que nao lendo a dita Sr.. parentesco :
(le quatnlade alguma comiso, n.lo son responsavel
I pelas desperas, de que Vv. Ss. Dtcram meneflo nol
1 teu citado oilicio, cuja base he ioteiramente falsa, I
1 sem diitia cni virlude de nrorinarcs meuos etac-1
, las.
i ''eos S***l a V. Si. Uecilc l;i de maio de
lUb.iiiim. Srt. presidente e mais membros da
commissao dos etlinelecimentos de earidada'do Ite-
, nieJoao Evaogelitla da Costa e Silva.
i .-.lleveuilo o litro .los astenlot das miradas dos
1 .lenles d, >le hospilaj, nobei na (billa vinle c seis o
; assenlo seguinle.Eutriiu ueste hospital 110 di 1 30
I de ouluuro de IHU, pelas 6 horas da tarde, Mana
Krinciica .1 Aesumpto, natural do Recite, lilha de
I Joao Evangelista da Costa o Silva, idada 10 annos:
j por ordem do Sr. presidente da adminislracao de
cHMddde. sendo na occ.isio da entrada regente.
; In-uio riaociKO Torres.
: Hospital dos la-aros 15 de malo de 1856.Joao
Francisco de Oliveira, regente.
Me' amanhita.
COMARCA DE NAZARETH
11) de maio.
I A snliibrid.ule eonlinua salisfncioriamente c nao
1M recetes Ue qae, por ora, possa ter alterada,!sendo
que por issi, vio todo, cada um a seu turno, vol-
vendo as aitigas e habituaos oceupacoes, a tratan lo
do reparar miquillo que he possivel,"os eslmeos dei-
xados pelo rholer.i.
A teir.i ji se achu 110 mesmo p que d'aulcs ; e
ajalgar-se icio numero de individuos que a ella con-
corre, toptor-se-hi quo a epidemia fui eomnosco
o mais benajno possivel; mas seria este nm engao,
de que a ciara obluaria nos coovenceria fcilmente:
10,000 moitos em toda a comarca be o calculo mais
geral!
S a justiij e a instruccao publica nao poderam
ainda reastonir o seu curso natural.
Quanlo yiella, dizem s ler havido, ate boje,
uma audiencia, nao sei la para que; o Uo alrapa-
Ihada lem cslido que ainda u3o foram alllxados os
edilaes pelo llenos ningucni ha que os visse para
o concurso do lugar vaco de segundo labelliao e cs-
envao do civel nlo obstante di/.eni-me que o dilo
lugar aeha-se.1 rancurso, c que alguem qae o pre-
tende ja lizera o seu eiame de habilitarle nessa au-
diencia de que fallei.
E quanlo a esta, isto he, quanlo a instruidlo pu-
blica, si. urna aula particular de priniriraa leltras
den primipie aos seus exerecins com .', ou Ii apren-
dl/es.
Muilo lem dado que fallir por aqui o cvnisma, se
IMim se pode dizer, .le quatro llvmd. qiie, de orna
villa visiuha, vieram issislir a um offlcio solemne,
que leve lugar na capella do engenho Prado a dias
pastadM : esses Kvmis. na occatiSo de fazer-sc a
corita dos benesses. u ie legiliniamento Ihes poderiam
mear, imperligaram-N todos, Irararam a bilina, ba-
lancaram a cabera e disieram que nao receberitm
ramo de 50*000 cada um !
O parocbo Ua frezuezia onde se eelcl.rou o ollicio
ove bom Irabalho em limbrtr-lhei, que segundo a
labella dos direilos paroebiaes, Ihcs nao poderia ca-
ber mais de 17j.
. ~, '""!," "dlla disseram alies, e nao nos impor-
te a labella nem meia labella I!
A' isla de uma lal insistencia, o encarregado do
oiiicio jolgou qae os ato deveria deitar mal sabsfei-
los. e cab ,-lhcs com os cumquibus.
Destes sao os que realisam o pensamenlo de cerlo
Iliterato francs nesles bellos versos:
..-un MU trjfMI dVi
:,'ni .-i. hnnaeiB h.....e,
.-,-i ,,-ul au v.....,. ,..-
-...- lal i,,i,-, ,1
I an Malte i.K.lil,-
>'>? !......1,-r.il ,
Mas, por fim de conla a nao liaver algum correc-
tivo, teremos de ver ajustarem-so os acloi religiosos,
como quem ajusta om pir de bolas, sab pena de nao
o razando, pagar-te o duplo, o triplo, e al o qua-
druplo daquillo, que juslamcnle deveria pasar-se !
Quando fallo assim eslou bem longe de referir-me
ao clero em geral, pois reconhec.o que por fortuna
nossa, anida cnnlamoi um bom numero de ministros
do aliar, eclarios liis do Evangelho, que despre-
zam inleiramcnlc o srdido iui"i,......
O inspector de quarteirao de quem fallei na mi-
nha precedente, acha-se ja deslituidn do can:o por
um dossapplcnle do subdelegado do dislriclo 1 que
pertencia.
Sabbado livcinos abundante feira, vendendosc os
gneros por prero razoavel.
Agora duas palavras sobre a quetUiRama.
ts-a queslao interessou vivamente a todos por aqui
c mais anda inleressou o Iragi-comico destecho que
leve : lodos concordam em que o ediclor do Diario
da responsabilidade do que um responsavel merce-
nario, sobre salvar o rredilo do seu jornal, deu um
.templo de nobreza d'alma a cavalheirismo pouco
commum ; receba pois o .Ilustre cavalheiro nimbas
humilde! tehcilacoespor lo nobres senlimenlos.
Eu sena injusto te nao livesse tambera uma pal-
vra de telicilaro para o Sr. Dr. I'eiloza, pelo modo
como se conduzo oeste negocio: acceite o Sr. Dr.
reilosaa eipressodo meu recouhecimento portal
tete. r
E lano o illuilre edilor do Diario de l'ertiam-
buco, ,, comooSr. Dr. liloza, queiram perdoar-
m a enguidade oe iniuhas expresses : cada um
da o que lem. \_
{Carta particular.'
Jl KV DO KECIl^E.
l-'.de maio.
I remitencia do Sr. Dr. Francisco de Auit de tlli-
veira Maciel.
Iroraolor publico interino, o Sr. Dr. Caudido
Aulran da Malla o Albuquerque.
tscrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
Advogado, o Sr. Dr. Antonio Jos da Costa lti-
oetro.
Pella a chamada as 10 horas da manhaa, acharam-
se preseules 12 Srs. jurados.
I oram multados em mais 203 rs. os Srs. jurados ja
mullados nos anteriores dias do tetsao.
Aberla a teatto, foi conduzido i barra dolribuual
do jurt o reo Jos Pedro de Alcntara, para ser jul-
gado, aecusado pelo crime de lerimenlus graves per-
pelra.los na pessoa de um soldado do cor|w de poli-
ca, leudo dilo ro para seu defensor o Sr. Dr. ci-
ma referido.
Koran, sorleados para o cousclho do jurt de sen-
tenra 01 caoinles senhores :
UOralda llcuiiqoc ,ie lira.
Joao Albanazio Dias.
liento Uorges Leal.
Francisco Xavier de Moraes.
Joao Alheado iiotelho.
l'hemolheo Pinto Leal.
Komao Antonio da Silva Alcanlara.
UtssesCockles Cavalcanli de Mello.
Joaquim Alves da Silva.
Joao l.eile de Azevedo.
Alvaro Fragoso da Albuquerque.
Amaro Frankliu Barbosa.
lindos os debates, [ai conduzido o conselho do ju-
rt de senteuca a sala das cootereociass i }. horas
da larde, donde vollou as :, < com suas resposlas,
que foram lidas, em voz alta, pelo presidente do ju-
ry de tenteuea, em vista de cuja decisao o Sr. Dr.
juiz de direilo, presidente do tribunal dojnrv, pu-
blicuu sua senlenea, absolveudo o rea, e coudeinnau-
do a inunicipalidade nas onslas ; e levaiilou a ses-
s.u, adiaudo-a para as 10 horas da manhaa do dia
teguinle.
Si*?* ht ^etnambuco
Diario, mi, sobsrriptos aotupplicanlc agente ueste
cidade, do proprielario da Itpographia do Diario de
l'ernambuco.
Delegara de polci. do termo de Nizarelh t7 de
maio da 1856, j0H. .\iaria siafco:o da leiga
l'eisoa.
Avista, pois desle documento, pedimos ao Sr.
administrador do rorreio desla cilade, sa digue lo-
mar era consider.irao este negocio, para que nao
appare;am mais recamac,esdaste ordem.
0 vapor inslez Ihamar, vimte dos porlos do sul,
apezar de Irazer-nos datas mais mude.nas, do Kio
alo I-, e da Babia al 17 do correnle.quasi nada adi-
ala de noticias.
1 raa caria particular, escripia do Kio a pessoa
desla cidade, diz que o Exm. Sr. Dr. Sergio T. de
Macedo devia n'alli partir no dia 17 110 vapor de
guerra I"anio.
Mais nm caso de lungevidade, diz o Comi Mer-
cantil do Kio :
" Juliana Mirada Conrcirao, prela crioula, mo-
radora 11,1 ra do I.ivranienlo, que obteva caria de
alfi.rria em ISO, dada por seus senhores Ignacio
Paitlo de Vlbaqnerqoe Siod) D. Joiquiua Maria
de Oliveira, pela razio de ler lido 25 lilbos Cunta
de idade 11*, anuos, e de loda a sua prale apenas
cxislem um bisnelo e algum Iriuelos. Ainda ha
liouco lempo enlava a linha maia lina na agulha
mail delicada. Passeia muitu seubora de si, a come
desesperadamente. Sua caria de liberdade foi lauca-
da a II. I;I5 v. do livro do notes do labelliao Assis nu
auno de Imi'i.
No da li dn coi rente abrio-se, na Haba, a as-
semblea legislativa, proviucial.
0 bricue brasdeiro Ltao sabido desle porte para o
do Kio Gran le do Sul.arribuii ao Kio de Janeiro por
falla d'aguada e pelo mo lempo.
Achavam-se carga para este porlo. no Kio, a po-
tad nacional Thtrest /, e a escuna ZeUoza; na Ba-
bia o hiale Amelia a a garopeira Lfrrafo.
A assemblea approvoa na ttale de hontem, em
pruner discussao, os projectos ns. 12 e 16, e dis-
pensoua requerimenlo do Sr. Oliveir. o intersticio,
a lira de que entre hoje em segunda discussao o de
ns. Iti ; conlinuou asegunda discus'o do projeclo
que hxa a terca policial ; fallaram sobre a materia
os srs. A. Cavalcaatl e Ignacio de Barros, licando
a discosae adiada pela hora. A ordem do dia de
b"j h]:a primeira discussao do projecto n. 11 re-
lativamente a reforma dos olliciaes e pravas do cor-
po de polica, e a segunda do da n. Iti approvando
0 ,,unp. 1 mi 1 da irmandade de Nossa Senhora do
Desterro de Pao d'Alho.
Kecebemos nolicias de aranhuus com dala de :i
do crrante. Ni villa apenas se liuhain dado dous
casos da epidemia na semana em que nos escrevem.
Assim, ja se pode repula la exlincla nao si. all, co-
mo em.S. ente, Crrenle, Canholinho, Papacara,
a por conscqueucia em loda a comarca. O numero
das pessoas accommellidas na villa, desde dezembro I
iwssa lo, he de 20(1, e destas so onze pereceam.
1 or este facte, podemos fazer ideia da grande dose
de exagerado, que entra no llgarismo des morios
em oulros lugares.
A nossa caria de Caranliuns refere qne as noli-
cas de Pajeu sao bllanle tristes, t) mal se Hulla
desenvolvido com um carcter mu assuslador, co
numero das victimas ja era crescido.
As cominuncacoei de Nizarelh cora dte del
do correnle aniiunciain. que o estado da salubrida
de em loda a comarca he mu salisfalorio, e que
ascousasvao entrando no seu estado normal. En-
irclanlo o curso da justica e da inslrncrau primaria
anulase acha lulerrcnipido. A teira de sabbado
passad,. lo. abuudante, o que pennillio queos g-
neros tessem vendidos por prcrs rasnaveis.
Kecebemos gazelas da l'arabtba, coja ultima dala
cliega a I / do correnle. U mal csl.va qulsi exme-
lo ua capilal.e em muilos pontos da provineia, anual
gosava de plena Iranquillidade. As tranzaeoes cora-
nierciaes te i.irn recobrando a aclividade ordinaria.
Desde odia 10ale l desle mez, enlrarain no mer-
tlrl, r-?-Cna* "e alf-'uJ'10. 1uo foram vendidas de
69250 a 69350 por arroba, t) assucar branco goza-
va do pre!u J.,J00 por arroba, e o bruto a 19800 ; os
courusdavain IHO por libra.
Kcconhccendo mu a necestidade do habililacea,
especiacs para a pralica do co.nmercio, nao nos* po-
demos eximir de chamar aaUanciu publica para 1,
arligo coin.nunicadu sol, a epigraphe de-Escola de
comiue.eio,-em que o respectivo autor Iralou des-
Id niiiloiia.
Era con.equencia das nossat reclaraaces acerca
dos extravos de nmeros de.jornaes daqui enviados
para lora, o uosso agente en, Naiarelh reerreu ao
respectivo delegado alim de providenciar sobre a
alta que em oulro 11. dele jornal revelamos ao pu-
blico, e o Sr. delegado den-lno a ro.posta seguinte :
. Illm. sr. delegado do polica.O abaixo aarigna-
do, como agentado proprielario do Diario de i'cr-
numhuiv ntsls cidade, querendo mostrar o eslravio
que sollrcraiu lia lepaitieao do torreio publico di Ca-
pitel, qualro macos couleudo cada um > nu-'
roeros do Diano. com endonen ao mesmo abaixo
assignadu. vera .licitar uma declararao de quintos
maros do Diario, na lorma cima referid, foram por
intermedio de V. S. enlreituet ao abaixo assignado
era dala de 11 do preseule mez, viudos pelo correio
poblico.
I O abaixo assignado espera que V. S.*,lttendendo
ao comproincllituenlo que para o publicu tem con-
trahido o proprielario do Diario de Pernumtmco
asseverando e giranlindo aos subscriplores do mes-
mo a maior regulnridade em ma dlribuirae, nao se
negara a fazer a declararlo ora exigida.
I Cidade de Nazarclh 17 de maio de 1850.
Jote Faustino Marinh., F:atc:
< Salislazenlo a solicilac.lo, a qc s, re(ew a |ll5.
sante nota, declaro em al.......a verdade, que oeste
W.f!C'''. '.P.ol,,c'a for"'.ig*peio correio pu-
blico no da 11 do correnle, somente dous misos do
1.
ESCOLA DE COMMEKCIO.
lendo viudo ao nono conbecimentoque um digno
representante da provincia, eslava preparando um
projeclo para a rreacao de uma escola de commercio
no tiymnasie Provincial, nao podemos resistir ao de-
sejo de .I.izermos pela imprensa algumos humil-
drs refloxoes a esle respeilo, ja que nao lendoa hon-
ra de oceupar orna cadeira na assemblea provincial,
nao as podemos all apresenlar.
lie sabido que da civilismo do genero humano
vem o commercio do mundo. Desde que os homens
c-s 11,1111 de preparar cada u>a para si, os objcrlos
de seu proprio uso, eslebeleceu-se enlre elles rela-
roet coinmerciaes. Comccou-se por Irocir o exees-
so dos productos dcada um pelo superOuo dos ou-
lros. F. quando essas Iroeas e tornaran! encommo-
las pela mulliplicaco dos h imenl e das necessida-
des, e pete .'.illiculdade a inconveniencia da ronser-
vacso dosol.jecios Irocadot, Invenloo-se a meada pa-
ra substituir e*sa troca, que desde entilo se denomi-
nou compra e venda. Serviram-se para esle lim as
naeoes dos ruelaes preciosos, e os maudaram confiar.
O commercio, porem, que lomando cada vez maior
Incremento, se cslendia de urnas a oulras nares, e
alravessando os mares chegava as mais remotas re-
gies, achou-se embarae.nlo era suas operaces, nao
s<. pelo encoramodo da conduccao da moed'a, como
principalmente por que mo bavia mais uo mundo
moeda ou melae* preciosos era qiianlidade sullicien-
te, para pagar lio hmiII.i1.i- transaeeoes. Invenla-
ram enlao os negociantes as ledras de cambio para
stibsliluir a moeda. Descoberla maravilhosa a qoal
se deve a sraude exlensao do commercio actual, e a
riqueza e prusperidade das narea Sem as letlras
de cambio, diz Ferreira Borges, seria impossivel exis-
tir o commercio que boje se faz.
Ninguem duvida que a riqueza das nares esl na
sua agricultura c commercio. Sao as duas classes
que alimenten) 1 todas as oulras de qoe se compe
a socedade, e estas por consequencia purlicipam da
prosperidade (fiqueUas, como de seo defiuhamenlo
e anniqollasao. Um paz sem auricullura e sem
coiuniercio nao pode ler senao mizeraveis ou selva-
gens habilanlet
Em outra occasiao diremos alguma cousa respei-
lo da agricultura, tente da riqueza deslt proviucia.
Por hoje limitemos-nos au objeclo qae nos soggerio
esle artigoas escolas de commercio.
Todos os dignos represntenles da provincia saliera
que o commercio de boje nao be a profissao vil de
alguna pables da idade media, pelo contrario be nma
protisso nobre e privilegiada : Ass. de -2:1 de novem-
bro de 17b, e lei de 110 de agoste de 17711.
Anligamentc at operarocs do commercio limila-
vam-se pouco mais ou menos s dos acluucs msca-
les, para cujo etercicio nao he preciso ler algum co-
uhecimenlo scienlilico : baste fazer a diligencia pa-
ra comprar barato, ler habilidade e e-perte/a para
vender caro : mas hoje que o commercio tem tema-
do to agigantadas proporcoos, he preciso para exer-
cer esla nroOssao, senao alguus estados scientitk s,
ao menos nina lougs pralica, limilldaa cerlos ramos
de negocio ; nlo sendo punis esla pralica indicien.
10 para bem oxercer o .le gro-so tralo e Ionio cuco .
0 gerente de uma casa de commercio desla or-
dem dcvesnlirr alem dos primeiro! rudimentos, ari-
tlinjelica, algebra, geographia, fraucez e in.g ez, cou-
labclidadeca escriptiiraeao mcrcanlil, economa pu-
blica, t direilo cuiumercial. Deve ter practicado por
Ii 011 111 lis annos, era algum cscriplorio de casas da
mesillalindera : deve conlieccr os usos, produrcao,
necessidade e|recursos de todos os psizes, e a lingoa
o solo, e eslalistiea daquelles cora quem eiilrctiter
relares. As opernres de comincrcio marilimo,
as alias especularoes sao quasi sempre cheias de lan-
as difliculdldes, que n.'i.i podem ser resolvidas, se-
nao por um pcrleilo eonheeimento do terreno em
que se opera : calculo, combiuaraoe plano. NettaS
a arte ite comprar a vender he iiiteirameute diversa
da que se pralica nas tejas e armazens, como diz
Mr. lilanqui Ain': he uraa arle que lem bailante
analoga com da guerra. O gerente de uraa casa
destas he verdaileiraiiicnle ura general.
lie a reunan dos roiihccimeutos suprameuriona-
dos que conslitue a sciencia do commercio, cujo en-
tino mclhudico he de origem frauceza e baslaule
recente.
Segundo a F.ncijilopedie dn Commercanl
foi no anuo de 1820, que os negociantes e sabios de
Franca, frente dos quaes e-lavara os Srs. Casimir
Perrier, Fernaux, Jacques Lalillc eCaptal, concebe-
ram e realitaram a idea de om grande eslabeleci-
inenlo de-tinado ao ensillo do commercio. Foram
creadas ueste eslabeleciniento tres grandes divises
chamadas escriptorios e as materias de cusiuo
divididas entre estesde uma maneira regular. No
primeiro se eusinata, anlhinctica, geograpbia, ma-
terias primas, lingual vivas e usos geraes do com-
mercio. No segundo conlabclidade e cscripturas mercantil, direilo comraercial e economa poltica.
No leiceno finalmente, os alumnos applicavam a 0-
perasOes pralicas licliciis os coiihrcimentos adquiri-
dos nos c-criptorios precedentes. Um mueu de a-
mostras de ludas as materias primas Ihes faciblava o
meio de reconherer t variedade de cada producto,
suas alterarOes, dtenos a falsilicacoes. Ainda mais
um curso de chimica applicada as artes, c um curso
de desenlio de machina:' facililavam aos jovent com-
merciaules os meios de montar e dirigir uma fabrica.
Fuialmenle importantes conferencias lobre a juris-
prudencia commercial, e processos pendentes do jul-
gameulo da magiilratura ou ficticios, exercilavam os
alumnos 110 estado desses negocios e dom da pala-
vra. Esle eslal.clecimeute achi-te elevado a um
tito grao de prosperidade. Alumnos de 20 ixasoes
difTerentes, all estilo reunido! debaixo dus auspicios
do commercio e da paz. Exames pblicos assigmlam
animalmente ete progresso adrairatel e a uiilidade
de um ensillo, do qual militares de pessoas dislinclas
no mundo commercial. alleslam hoje a importancia
e alcance econmico e polit.ro : e acresccula o Sr.
Manqui-ain no meio do en.bararo geral de todas
as prossoes, a caneira commercial eflorece hojelo
futuro certo aos que para ella sao preparados por es-
lodos methodicos.
II.
NACIONALISACAO DO COMMERCld.
A' vista ,1o que havemus expeu lido uo nosso pri-
meiro arligo sobre a uiilidade ,las escolas de commer
ci, poik'i emos nos l'ei n iinliiieanu.. permanecer im-
pastiveis, quando a fortuna 1109 musir a unir estrada
pela qual podemos chegar'a nacionalisacao do com-
mercio Nao cerlamenle. Se al agora nada se fez
para esle lim, tem sido principalmente, porque os
que se lem leiubrado de prvpof alguma censa a esle
respeilo, sendo eslranhos prelado, nao podem co-
nhecer canutillo a seauir, apezar de indicado as
obras esteaugeiras que poderiam consultar. Hoje
porem, que a nobre elasse de commercio nacional,
conla ja ura representante na assembleu provincial,
podemos lenlar um meio para a iulroducrao de al-
gum ir.elhoramenlo, alim de nacionalisar o commer-
cio. Em no-so eulender, o meio inait fcil he, pre-
parar nossos lilhos com nma eluc.15,10 t inslrucrao
adequada prolsste commercial.
Sabemos que nao temos forras para sustentar, nem
mesmo necestilamoi uma Academia de commercio,
como as de Paris e Leipzig, ele, porem ja que lulo
podemos fazer tanto faramos ao menos tlgama cou-
sa. lie de absoluta necessidade o ensino daronla-
belidade e escriplartcie mercantildireilo commer-
cial c economa notilfea.Sao 2 cadeir-.s que se po-
deriilo crear mais no !i_t innazio Provincial, com dous
011 trez conlos do reis anniialmeiile.despeza esla bem
insignificante, comparada com a grande uiilidade
que a patria lem de colher. Faculle-se a nossos jo-
ven* eoncidadjos mais um modo de vida tao nobr
como aquellos que ettao rendo aclualmcnle preteri-
dos. Evitamus mesmo que a maior parte desla 1110-
cidade se prepare lmenle para os empregos pbli-
cos, abrindu-lhes uma nova caneira mais lucrativa
c iiidepeudeiile Ineainos-lhes ver que um caxciro
de inslrucrao ou pralica em qualquer casa de rom-
inercio ganha tanto nu mais ordenado, do que um
juiz municipal 011 promotor, c um guarda litros
lano como um juiz de direilo. I.embrcmos Ibes
que a maior parle dos senhores das principaes casas
de commercio, que hoje vivem na abastanea e gran-
deza, nesla provincia como em lodo a Brasil come
caram por ser simplices apreudizes de caixeiros ; e
por isso procedeiido elles, depoi* de competentemen-
te instruidos, da inesma sorle salvas as excepsoes)
com aclividade e economa, devem lambem esperar
um igual luluro.
E quanlo a vos lenhoret representantes da Diego,
lembrai-vos que na falla de caixeiros nacionaes "de-
vidainenlc in-lruidos naprolistao commercial, as ra-
zas trslrangeiras principalmente csISo sendu obriga-
dai a mandar engajar na Europa eaiieirosestrangei-
ros Umbem, que no correr de alguus annos d bom
prucediinenlo se lornao interessados, depois tadios,
e mais lar.le befes di mesma ou nutra nova raza.
Destes a maior parle como he natural nao troca ai
dOQuras do patrio lar, os gozos, e clima da Europa,
pelo nosso Brazil: e por i*so ao cabo de alguns an-
nos, vio te retirando, c com elles pouco pouco os
seos capilacs. F^ sabis vos a quanlo montad esses
capilaes adquiridos no Brasil e d'alu retirados an-
riualmente'.' De cerlo que n.lo : e nem nos o sabe-
mos tambera, porem parece-nos que n.io erraremos
se os rali-ul -r mos em olio conlos de reis animal-
mente, coulribuindn a nom provincii He i'eruam-
bucu rom a oilava parle ou cerc de mil conlos era
cada anno. Todava demos que seja rnelnde desla
quantia, e veremos que a rouliuuarem as coosasdes-
la sorle, no lira de 50 anuos lera shido somenle do
Pernamburo em proveilo da Europa 25 mil conlos
de reis. Somma inmensa, com a qual se poderia
quasi duplicar at propriedades. popolacjo, e produc-
Sjlo di provincia. Attendei bem a este circunstan-
cia, senhores represeulanles, e imaginai o que seria
o nosso l'ernambuco anualmente, se aqui se livei-
sem conservado os capilacs retirados de 2. annos a
esta parte.
Di ludo quanlo levamos dilo a respeilo da naci-
111!'- ir 1 1 do commeicii, nao se enlenda que preten-
demos hn-lilisar aos negociantes estrangeiro-, aqui
eslabelccidiis, nao : pelo conlrariu, nos Ihes presta-
mos a melhor considerae-io e estima ; e dezejamos
que elles aqui se relacionem cada vez mais, con-
Iraindoe lorlilicando o mais que for possivel lasos
que os prenda a um paiz a quem devem elles a
sua riqueza e pos^ao social.
Alem da serem estas as ideas do secute Cosmopo-
lila be uiiicauen'e desla sorle que poderemos evitar
a retirada eonlinua do lanos capilacs, que aqui Pi-
cando engraudccerian esle nosso caro lorro e por
consequencia a riqueza di seus habtenle- e seus
gozos.
V. II.
I'rosseguiremos.
16 de maio de I8,">(;.
RELIGIA O.
') mysterio da Trindadc tjanlissima.
u Tres suil, qui lesliraoniuin danl
11 io rudo, Paler, Ver bu 111. el Spi-
,1 rilus Sanctus, et bi Ires uuura
,. sunl.
S. Joao, episl. 1.', cap. v. 7.
A santa igreja, esposa airarla de Jess Chrislo,
depois de commemorar a viuda do Espirito Parcli-
to, terceira pessoa da l'riudade beatifica, o qual
descendo sobre os apostlos enche-os de luzes, com-
municou-lheiardentetamor de Dos, deu-lhes forta-
leza, coragero, virlude e sabedoria ; consagra com
parlicularidade a testa e adoracao da Santissima
Trindade, mt-lerio grande, altee sublime, o pri-
meiro objeclo da nos.a f.
Keconheceraos mili bem quanlo a nossa esphera
he circumscripla, para fallarmos com precitao de
un mysterio asss profuudo e insondatel ; mys-
terio que o Espirite humano, vacilla, nao pude al-
lingir a sua celsilude, e apenas abrasa o que a reve-
laeao nos entina e a le nos faz crcr. Entretanto,
blando uosso pensamenlo nette magno rotstario, e
folheaiido o sagrado cdigo da humanidade, reper-
lorio das verdades eternas, diremos somente o que
nos refere o Evangelho, disseram os Ibeologos, es-
clarceme os cathecismos, e o rhrislianismo ibrara
sem indagar a razao. porque sujei(a-se a razao aii-
loridade suprema de um Dos miquillo que se uao
pode e nem he permillido saber.
O mysterio da Santissima Trindade be um mt sie-
rra soberano, o primeiro de todos os mtsterios', c o
fundamento de lodos; he o mysterio" dos mtste-
rios, e o aby berb a nossa peqoenhez diz uo grande homem
chala de chrislianismo, e autor do genio delle,
atega-nos os sentidos com a sua gloria, e de puro
aniquilados Ihe refugimos. 1
Seria, efleclivamente ama loocura, uma temeri-
dade requintada querer o homem fraco, que nao
alcanc.1 rotsmo o penetrar ot seres que lem ante
seus olhos, sondar o abysmos de Dos, investigar
os arcanos divinos,e medir com pequea vara o im-
menso-!
Dos, qoe he a sumraa verdade, que nao se pode
engaar, e nem enganar-nos, nos lem elle mesmo
revelado lao sublime mytlerio. A crenra delle he
o broqoel forte, que espontneamente lo'do o chris-
13o deve abrasar, visto couio o eonheeimento de
n.tslerios encerr t impossibilidade absoluta de co-
nhece-los.
Suspenda-se o prembulo, e entremos no assump-
10 ; (rilemos do mtsteriu .la Tnu-ia le, com a dou-
Inni do cathecismu, que lemot era graude apreco e
eslima. 2
.0 mytterio da Saulissima Trindade consiste, em
que Dos he nm s e sinipli-simo ser, e Ires pessoas
di-tinclas ; consiste era que Dos nao he senao uma
so cssencia, uma s nalureza, e nao obstante ha
Ires pessoas realmente dislinclas, que sa o Padre,
o F1II10 e o spirilo Santo ; consiste em que, sendo
eternas estas tres pessoas, porque todas Ires tem
uun-me-iui essencii e natureza, sem embargo pro-
cedem amas das oulras. ., Alia esl euim persona
11 1'alris. alia Filii. alia Spirilnt Sanctus; diz o svm-
bulo de S. tinliroin ,.
lie verdade que o Padre de ninguem procede,
porem o filbo proceda do cuten lmenlo do Padre',
e o Espirito Sanio do amor do Padre e do Filbo ;
,1 Paler a nullo esl factus, nec cralos, nec geni-
11 lus. > O Padre conlemplando-se eternamente a
si mesmo, gara eternamente ao Filbo. que be a sin
eterna substancia, e perteilissima imaaem. resplan-
dor da sua gloria, e figura da sua substancia, a |-i-
11 luis a Paires.lo esl, nec fados, nec crealus, sed
genilus. O Padre c o Filbo amanlo-se eterna-
mente, produzem eternamente ao Espirito Santo,
que he o termo elerno do seu amor, a SpirilusSanc-
0 lus a Paire el Filio, non factus, nec genilu-, sed
.< proceden*, diz o mesmo prelado de Mihlo. 11
Hat ainda que oFilho proceda do Pai, eo Es-
pirito Sanio do Pai e do Filbo, nem o Pai he pri-
meiro que o Fi'ho. nem o Filho he depois do Pai,
nem o Pai e o Filho sao primeiro que o E'pirilo
Sanio, nem o Espirito Sanio he depois do Pai e do
I-ilho, porque todas tres pessoas ao eternas, e posto
que baja eulre ellas prioridade de origro. nao a ha
de lempo, porque 110 elerno nao ha lempo. Et
in bac Trioilale, nihil prios, aut posterius, nilnl
majus aut minus, sed Iota tres persona' cuclern.r
sibi sunt, et roaqualis.
Em Dcos pois lu 10 he igual, ludo he cierno, to-
do be um, excepto as pessoat. Urna essencia, nma
nalurezi, uma substancia, um enlendimenlo, uma
vonlade, um ser, um Dos em tres pessoas dislinc-
las. Padre, Filbo c E-pinto Santo.
A igreja sania iuvoca, e incessaulemenle glorifi-
ca esle mysterio insondavel, ja em suas orases e
sacramentos, e ja em seos sacrificios e em todas as
oulras pralicas piedoas, ludD se termina com a
gloria do Padre, do Filho e do Espirite Santo. Se
bapbsa, se centena, se absolve, se ordena, ludo tez
em nome da Trindade Santissima. Se reza, sa en-
loa hymnns, se cante psalmos. ludo conclue, invo-
cando e louvaodo Trindade beatifica.
O mysterio da Trindade, por islo mesmo que be
nma daqncllis verdadas transcendentes que a raUo
nao pode detcobrir, e at se perdera, se acaso ou-
sasse penetrar como havia em Dcos uma unida le de
ser. e Irin lade de pessoas ; he o mtslerio que tea-
mos claramente expresso em di Itrenle! paginas do
Cdigo Sagrado.
Em loda ,1 creacao do mundo falla uma voz im-
periosa e omnipotente, u fat lu ; lili lirmamentum
creavit Deus nmnem annam viventem ; et tecit
Deus beslias larra....* Em loda esla creasSo se de-
para o seu aolor supremo fallando no singular, in-
dicando que urna s pessoa, uma s potencia, um
sn mando imperioso dispuuha ludo e ludo app>recia
teito ; mas quando o homem deve apparecer, quan-
do essa obra prima deve contar existencia para go-
zar os beus que Ihe eslavam predisposlos. v-se cla-
ramente occullads a palavra Ral, e surgir a ex-
1 i---.ni 11 f.ciaraua ;n mostrando aqui queja nao he
uraa peiaua que ordena que crea ; mas Ires tonladu.
eum so qiTSrer ; islo he uma unidadedo ser, e trin-
dade da pessoa, que forma o humera ; tesamos o ho-
mem a nossa imagem e semelhinsa, faciamns ho-
minein ad imaginera et semililuilinem nostram (.1
Emnutros muilos lugares do anligo lestamenlo,
ethuberam as provas da Trindade bealilica. O pro-
phela rei emanas estivas, enebriado de jubilo, vi-
brando as cardas de sonora harpa, exprimi a idea
da trindade das pessoas divinas.quando disse mi-
sericordia Domini plena esl de Ierra ; verbo Domi-
ni cu'li firmal! suul; el Spirilus oris eju! omnisvir-
tus eorum. ,, 'i)
Se o mysterio da Trindade Sinlissiina obscuramen-
te se roiilein ne-ta. palavras do p-almo, como diz
Cazzaniga em sua tbeologia dogmalira, significan-
do a palavra u Dominioo Padre ; < Verbo,o Fi-
lhoa el Spirilus o Parclito Etpirlocom mais
evidencia e clareza fallara ot Evangelhus, annun-
ciain as epislolas do novo testamente.
De teilo o mesmo Dos qoiz nos revelar esle pro-
fundo mysterio de um modo sensivel no baplismo
do seu L'uiceuilo : uma voz se outio 1 al, alio, em
occasiao que o llaplisla merecen exercilar esse su-
blime ministerio nas margens do Jordn uma mi
repito, se nnvio do Pai qoe fazia solemnemente pu-
blico que aquelle era seu lilho moit,, amado ; a logo
o Espirite Sanio baixou da celestial esfera a presidir
esle aclo de lauta magniuile c divindade. 1 Des-
cendil Spirilus Sundn corporali specie sicut co-
lumba in ipsnm, el tox de cirio tecla esl : Tu es li-
lius ineus dileclus in le cmnplacni mihi. .",,
O mesmo Jess Cbrislu lambem o declarou iber-
iamente quando ordenando aos apostlos que bap
lisas-em tedas as nucoes, disse que o li/.essein em 00-
me do Pai do lillm o do Espirite Santo. 11 Bapti-
sanles eos in nomine Patria el Filii i Spirilus
Sancli. o ti
Com eslas irrefrtgavel provas, se conclu qunndo
Dcos se dignou de revelar-nos, o fazer conlieccr
te um mtslerio augusto, a que o espirito humano
nao Ihe era possivel attingir.
.Nada lao foslo como o homem crr sobre a auto-
rilado suprema da palav a divina, nada lao sanio
como mgflar a sua ra/ao, captivar o seu eutendi-
meiilo naquillo que Dcos manda crer e seguir.
lisie mysteiio tilo sublime se vai adiar mesmo na
co..sciencia dos potos. Os homens eminentes em
saber, os pliilosopbos esclarecidos, e al ot de curia
inlelliaenei.i linbam uma idea da Trindade ; mas
na> labiam bem exprlmi-la. Os Chneles, os In-
dios, enlre os Peruvianos, Celias, Scandinatot
servam-se algons vislumbres da Trindade.' ""
Ibas de Oreani. nos paizei meridiooiei da Enroca
ni A-ia sedeparava em alguui livrot da tradicei
judaica; uma designa{ao formal da Trindade, e em
i.ulros muilos paizes a indicavam por diverioi sx ro-
blos, por dillerentei formas. (7)
Pela prolixidade que vai lomando o nosso escria-
10 he misler suspende-lo. e nao dar mais expanso
ao nosso anhelo, visl, com a inb lligencia humana,
netlas miteriai lao sublimas, e nssaz profundit, em
vez de esclarecer e explicar, s pude escurecer a ds-
uir. hej portento o oliimalum do nosso Iraba-
lho o pensamenlo de Tertuliano no seu Apologeti-
;,., \Deos creou mundo com a palavra,
SreZSfS ',a'' "e".C ha- ""0 P1"10
rao crl r.em qae U*"'- vb> < **
euil 7. rtol'llVerS0- "^'Tisiaoi sriacret-
e te a,5 i* i1"6 3 ,'^.pri', su>anci. do verbo
be anirilo om."*'1 t*' *"* P">da" ludo
seV ontcladaTor tt^V., Zt
U a gerou, que prtenlo he" fil.nTi?DT&:
em razao da unidad, da substancia. 82Sm, 01.
prolonga ara ralo, nao separa de si a sua u, ,an
c,a, se nao que a attoBde ; assim o verbo he e lrbo
de um espirito, a Dos da um Deo, como TmTfSZ
de c-uln luz. O que de Dos procede he Dos 1
09 dous e o seu espirite n.1o sommara se na-0 mmatt.
rente em propriedade nao em numero, em crZ.1
KT om"osa"io p-ctpra
A te catbolici nos ensina que ha Ires pessoas em
um so Dos. O padre que nos. creou por seu poder
rimo que nos remio por sua sabedoria, a o Espirito
Jsanlo que nos saiiiilir.ui por sua graca. A ratn
humana, fraca como he nao poda cump-rehenoer"
lao alio mysterio, abata-se o pensamenlo a ,- ,|
canrara idmire-se, d,z S. Bernardo, os elTeilos da
Omnipotencia e se nao queira perceber a razao del-
les : adrese um Dos era Irindade, e a trindade
na unidade. L'num Deum in Triuilate el Tr
nilale in unilate veneremur.
Fre Uno do Atonte Carmelh.
V si-iiiiii.i iii.ii, do ii.sig,,- artiii ,
.li.c:ol..ppeM,u,0,0 Sp "SbJ
Diet mei laamierunt, cogitalione, meu:
dmipate sunt loruuenles cor meum.
A inexoravel parca, fiel execulon dos decrete, de
Dos, acab.de roul.ar do. laroiconjuga,, a um lio!
rae probo, pres,a,el bemquislo ptu,ganarlo o
Sr. Marcelino da Coste. jaman o
Ouando esle anrio recommendovel por suu roa.
neiras doces estimado por luasexcellenTe, qualhla-
de, frua anda mesmo no le.lo do. s..ff.ime,.los, os
fruclos, os mimos que soe prodigali.ar uma consorte
querida e desvelada ; quando resignado com este
eslado alllic.ivo de acerbos padecimen.os seiuia vivo
prazer o ver-se assislidu por sua prole, sobre quero
tenravaqual oulro Jacob a paternal bencao ; eis
que a ampulhela da vida se Ule represente quasi
exnaurida. e pouco a pouco orino falal da morte Ihe
annuucia eslar prestes o sea pensamenlo.
Chega o oia, e o dia 13 de maio, tei o em que sea
repinta desateudo-se do envoliorio corropto, esvoa-
eou placido c sinuro, e locou desi'arle os umbraes
da elernidade.
Nao he por cerlo a bajulasao vil e nem o agra-
deciraen slllCero de sui tem.li. honeila, que ,ms
1., r.ai S0hre lmoime''to do respeito,o finido
--i%samiade ,useuua e de :s
O Sr. Marcelino da Cotia foi um desses prololvnos
de l'onraoez e probidade, um desses assomo, de pr^!
d.galidade para cora iquelles que alrnejavam beber
os preceilos da arte musical, desla disciplina tao do-
ce e amena, desla lingnagem melodiosa dos injes e
dea cherobins. donde sem erro se poder dizer ter
ella sua ongem.
O Sr. Cesta soube por suas maneiras allaveis, por
suasqualidades bondadosas conquislar grande es-
lima e plantar a gralidau not corisoes daquelles
que se iiislrniram com elle nts regras de uma arte
que boje forma urna parle da inslrucrao datocieda-
ue. .Nunca fez de seus conhecimenlos" msicos mo-
nopulio ; nunca mercadejou as lisdei que minitrtva
aos seus concidados. Com vivo desejo. sempre com
benevolencia, sempre com caricia, sempre com
destete se-moslrava promplo para derramar gratui-
tamente na mocidade esperansosa, os preceitos d'ar-
le, cuja elevacao sobremaneira comprehe'ndi, e 00
desempenho da qual sempre se dislioguit com
honra entre seus compaohviroi.
O pouco que sei de msica a elle devu ; e mesmo
.lepois qucabracei a vida claustral, com elle initroi-
mc nas regras do canto-gregoriano, sem exigir 10-
leresse pecuniario, e sem outra recompensa querer
qoe a de amizade com qoe sempre me honrou, e de
13 mpalbia que sempre me consagrou.
Nao t eu fui o que merec lana liberalidade do
honrado Sr. Losla ; tellem os claustros franciscanos
fallem os claustros carmelitanos ; tellem o. sacerde'
les seculares ; fallem muilos liomeus hoje migistra-
dos, emprstito! pblicos e militares : teileo aindt
algumat nialrouas re-peilaveis ; tvdos coro vm
umsoua nao se lurtarae d dm, que delle sra-
luilameiite beberam os regras os .preceilot de mu-
O Sr. Cosa s deixou de exercer o seu nobre ma.
Eisteno quando se conheceu privado inleiramen>
da vista, ee,le ,-a.eparavel esgoslu fui 2S
nhando pouco a pouco, de lal .orle que, o,osu,Z
note.lo das dores, com a paciencia de um Job
ludo resignado sollria, porque quanlo a dor ha
grande, so ua dor se enoonlr ao seu conforto
O homem nao adquira um jut a estima a conside-'
icau da seus eoncidadao.. senao pelas senlimentos
Ibes te"'' qUe '"" Pa,e'"f'a' "' ''encm qui
O Sr. Cotli gozou sempre grande estima do, ho-
mous grandes, nao so pelas suas bellas qualidades
.^ra::oau.''ro"cu""l,9 que desea *-!.
Coberlo pois de merecidos loaros baixou a campa
sepulcral ; levando comsigo os honrosas lilnlos de
christeoverdade.ro. de esposo desvelado, de paTci!
nuboso, de amigo presbmoso. de ailisi. iMigne, da
homem probo, honeste e desinleressado.
Choremos pois sobre a tous. qne ancerra es restes
inanimados do tocUo honrado ; espalhemos sobre
fnrnPrtos?S?S "/' a'!',ade' imP'''do antes de
'^"^""Orbet, para elle 1 fruirao
bematcnturada. *
llenuiescat in pa:c.
Fr. Lino do Monte Carmello. '
Srs. redarorej.-.Nao me lendo possivel manifestar
o meu sentimenlo de graliiUo para com o Sr. nru-
tessor de ialim Manoel Alvares Pereira, de uma
maneira que Ihe revellasse lodo o grao de profonde-
za que OIMtigail la, aomaios vou pedlr-lhes que
me consintam resislrar em um canto do ien jornal
alguns actos aqu pralicado pelo Sr. Mauoei Vi-
vare! durante o dominio do cholera.
No principio da invisto da epidemia, o delegado
dai comarca! do Limueiro e Pao d'Alho o Sr. eapi-
tao Aulomo de Souza Camido. aulorisou o Sr.
professor pira cuadjuvar o Dr. Wanderlev no eu-
ralivo das pessoas duenles na villa. Em conse-
quencia do medico ter sido aceummellido do mal e
relirar-se para o seu engenho. o delegado incum-
bi aos cuidados do Sr. Manoel Altares nao so a ge-
rencia do hospilal, c .mo o Iralamenlo dos enterraos
da villa, ludo isln foi communicado ao Exui. Sr
presidente da proviucia. Aisim, o prcslimoto pro-
fesor lave de combaler e aOrootaf sosinho a pMie,
duranle o seu maior furor, pois qne qnando chegon
o oulro medico, ja se achata quasi concluida na
O Sj-. Manoel Alvares foi ineancavel, nunca se reo
ihuu ,iquelles que o procuravaui, a qu.lqner Dor.
lo da ou da noite.servindo igualmente de eutermei-
ro, e dando rriesoes com as suas proprias maos -
mas islo nao sorpreudeu a ningnem, lodoi couli-
vaiucom a sua dedicas.te.pois qiic,ua qua ira calami-
tosa da febre amarella. fui elle o nico telcullalivo
que h.ute na villa ; e desde e.la occasiao motrou
uma tendencia muilo pronunciada paia a meJicina.
Parece qae a vocaeflo para medicina qoe -e note
em alguus lilhos de Iguarass, Ihes be insprala pe-
lo orago delles ; S. S. Coso.e c Damulo. '
Quando a epidemia comesava a declinar, o juiz
de direilo o Sr. Aragao.mandouo para oulros pontos
da comarca que estovara sollrcndo crueis deva.la-
Soes, eenbte coadjuvado pela experiencia qae i
pustuia, praticou curas admiraseis. Nao perdeo
um 10 doenie llvre, de muilos que Iralou, conse-
gmndo resumir vi la a alguns qua cabiram ful-
minados : e quanlo a csrravos. apena, morreram
Ihe cinco ou seis. A pessoa que Iraca eslas liohi-
e vanas oulras de sua temilia, devem a existencia ao
Sr. Maooel Alvares ; e, como nito lenha ootro meio
Pra tgradecer-lhe esle beneficio, teeorre aa prelo
alim de recommendar i csiima publica mait um De-
merite dos desvalidos.
I i habitante da comarca do Limoeire
ftetm&trtio.
CAMBIOS.
Sobre Londres, Ti d. por lg
1 Faris,:;.",., rs. por f.
1 Lisboa, 101) por 100.
llio de Janeiro, an par.
Arenes do Banco, :l 0,0 de premio.
Acses da companhia de Beberibe. .450OO
Acsocs da rompanliia Perouraboeina ao pai.
I.'lilidade Publica, :ill porcenlode premio',
ludcmnisadora.sem vendas.
Disconlo de leltras, de 10 a l por |.o
METAES.
Ouro.Duras hespanhidas. 89 a 283.00
Moedat de bslOO velhas .... 16JOO0
(jiOO I10V3S .... |6a000
.. IsOOO......_ ljfKlO
Prala.PtlacSe brasileiros.....] ihjO
Pesos, coluninaros, ...,'. 21000
. mexiemos. ....,' lAntio
11 Chateaubriand ; licnio do Clirislianismo
ij Cathecismo de Aslete, por Garca .Mazo.
(3, Genit cap. 1 v. 96.
t.1) Psl 32 v. .
(.4) S. Lucas ctp. 3 v. -2 : S. Math. cip. 3 v. 17
S- Mar. cip. 1.
t,fi) Malh. cap. 28 v. 19.
Al.I'ANDEC.A.
Rendimcnlododia | a 19 e #
dem do dia 20. ... ,
2K3:8HS2i9
1 300:779{(H2
(7) Vida a obraJeut Chri'lo pcraole o lecolo
cap. 8.Trindade.
MUTILADO
ILEGIVEL


DIARIO DE EPRNAHBUCO QUARTI FEIM 21 DE MMOII 1856
*
t
I
omcarrefam hoir 21 ir maio.
(i.iira franceaOlindamercadorias.
B-njue inglesIfm. Eiwardiilem.
Jrrigoe inglezOdsm lanas >' ferro.
Boque p.irluuezl'iajantidiversos gneros.
Brigne brasileiro Conceiraopipas v.isi is.
IMPORTAC\0
Brizne inglez n W>lliaro Bdward, vindo de Li-
verpool, consignado a Koslron Rocker & C, mani-
fe>inu o segunde !
9 calas pannos, I fardo cobertores de lila, t caita
pinturas, t dita roupas, 37 calas e 78 fardos Iccidos
de algodao ; aos consignatarios.
2 caias lucidos de algodo, 1 dita ditos de dito e
Ua;a J. Keller & C.
11 canas e I fardo teci.los de algodSo, t caita um
par de batios, I tonelada e 15 qoiulaes arcos de fer-
ro ; a C. J. Asile).
1 caita lu as de montara, 10 ditas e 17 fardas le-
cidat de algod.io ; a M. li. da Silva Juoior.
4 fardo tecidos de algod.lo ; a J. C. A)res.
2 dito- lio de linho, 2 ditos cobertores ; a Tiinni
M. ti Vinassa.
10 barricas ferragens, i caitas miudetas, 21 ditas
linhas de algodAo ; ajames II dllitlat <5 C.
29 fardos tecidos do algodAo ; a J. Crabtree A
Companhia.
1 Urdo pedacos de lila ; a A. J. V. do Miranda.
caitas drogjs, instrumentos cirurgicos e etc. ; a
W. May.
1 barrica vidros, 1 fcclie camas de ferro, 1 caita
ferrasen-, 12 barras de Ierro ; a I). W. Bow-
man.
6 fardos e 10 caitas tecidos de algodao ; a Fox
Brothers.
t calta midezas ; a Feidei Pinto \ C.
100 chapia para Togao, 2 barricas lampos, 2 dilas
estelaria, 50 ditas cerveja ; a Paln Nash S Cumpa-
hia.
15 barricas dobradicas, 2 ditas ferragens, I dita
catenaria, 1 farda cobertores de I .la : a E. 11.
Wyatt.
100 caitas chumbo era tenrol ; J. F. Prente Vi-
anna.
50 barricas mauleiga, 2 feche chumbo, 3 tonella-
das, 9 qulntaes, 2 arrobas e 3 libras ; a Barroca &
Castro.
13 fardos e tti caitas fazendas de algodao, > ditas
linhas, 2 ditas chapeos de sol, Ib fardos baetas, I
dito mantas para cavallo ; a Soulhall Mellor k\
Companhia.
15 caitas linhas de alsodao ; a Adamsou Honie
&C.
iOO foguareiros. 1 dita grades para ditos ; a
ordera.
20 fardos fatendas de alcodflo : a N. O. Biebcr
& C.
5 caitas merrearias ; a Rosa* Brasa & (..
83 volumes fazendas da algodAo, 2 fardos panno*,
27 fardos e *J caitas, 2 barricas loara, i ca'.ta pin-
turas ; a Menry Gibson.
1 fardo fio, 100 barris manleiga ; a Me. Calmoul
& C.
1 glgo passas, 7 ditos presuntos, 2 barricas cer-
veja, 8 barris agurdente, 6 ditos rlui, lOdilasquei-
jos, 85 gigos e 2 caitas alcap iras, 3 barricas fructas,
i caitas queridos e conservas, I caita e 1 sacco araos-
tras ; a J olnitoo Paler & C.
10 caitas tecidos de algodao ; a James Kvder \
Companbia.
Barca nacional i Amizade, r> vinda do Kio de Ja-
neiro, consignado a viuva Amorim & Filho, raani-
festnu o srguinle :
250 barricas familia de trigo, 50 pipas vaziai. 100
barris abatidos, 37 meias barricas polassa, 1 fardo
fio de algodao, l caixao boloes, 8 ditos chapeos, 11ti
saceos caf, 800 ditos familia de mandioca ; a or-
dem.
1 caixao chapeos ; a Christiani & IrmSo.
1 caita cha
vedo.
Brigue nacional a Firma, a vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Novaes >\ C, maoifcstou o se-
gointe :
2 caitoes cha, 1 caitote couros ; aos consignata-
rios.
I caixa pregos; a Souza i lrmo.
i barris ferro ; a Joao Fernandes Prente V-
anna.
300 caitas fogo da China ; a C. A. S. da Molla.
100 barricas (arinha de trigo, 100 sata** bolachi-
nli.i, V raixoles cha, :Wjacazes lOL--iuho, 10 candes
mercadura-. 5 ditos chapeos. 3 dil>j cha. 30 rollos
fumo, 592 saceos caf ; a ordem.
JO.NSUI.AOO GEKAL.
Reudimentodo dial a 19..... 29:65ti609
dem do dia 20....... 2:.V7557(>">
Vinho de Calalonha. 320 pi| a- foram vendida
a prero que nAo transpiroo.
CAMBIOS.
Londres 27 1|2 a 90 dias.
Pars 352 rcis a 90 das.
Lisboa 97 a 90 Dio nominal.
Ilamburgo 630 a 90 dia.
METAKS E Fl NUOS PFI1LICOS.
METAES. (Incas da patria. 29>>00 a 29sa(i
> hespanholas 295000 292250
n Pejas de t'cOO xolhas. Id-imn
Moedas de 5>. .
ii Soberanos.....
i, Pesos he-panhucs .
u 'la patria .
a Pataces.....
Apolieesde &%........
provinciaes......
FRETES.
Antuerpia S0| 55|. Liverpool i0| a 5|.
Canal ..... 5il| a 5.l( Londres lili a *5|.
hstados-l nidos 70 a 90 c. Marselha 33i.
Ilamburgo S0| Mediterrneo 50| a 55i
Hxm (iOf. Trieste .-.5|.
{Jornal ilo Commen-ta do Rio. I
9>O0()
rvjSIHl 99O00
19910 ii 25000
19030 0 lOtill
19920 19960
105 l| i
101 a 10: t
Mfiimcuto b potto.
Xacio* entrados no dia 20.
Rio de Janeiro e Bahia5 dias, vapor inglez Tha-
marn, commandanle '!'. A. Bevis. Seguio para os
porlos do norte, levando desla provincia os passa-
aeiros seguintes : J0A0 Uzorio de Castro Maciel
Monlciro. .Manuel Pinto de Azevedo Vianna, Ma-
noel Francisco dos Santos, Benlo C. B. de Azeve-
d, Loureuco de Si e Altiuquerque, I. C.'Loppa-
rher, GsIdisM dos Sanios Uliveira, Jos dos Santos
Nunes deOliveira, Victorino Jos Correia da Sil-
va e -na senliora, madama Mariami e 1 filha, Ma-
noel Mendes da Cunha Azevedo.
Rio de Jaoeiro31 dias, corveta franceza iTUsbea,
coramaudante Henry.
-Varo. . Bahalliate lirasileiro "Castrn, meslre Francisco
de Castro, carga azele de carrapalo e mais gene-
ro.
Aracatyllale brasileiro Duvdoso, meslre Es-
lacio Mcudes da Silva, carga assucar e mais gne-
ros. Passageiros, Gustavo Furtado de Meodonca
a 1 criado, Joo Agoslioho de Si Pereira, *lsma'el
Gaudeucio Furtado de M'ndonra. Joo Ribtiro
Pe milia e 1 escravo a entresar.
Rio de JaneiroPatacho brasileiro Itom Jesu-,
meslre Joo tionealves dos Rei, carga astucar e
mais gneros. Passageiros, AQoiko Cavalcanti de
Oliveira Maciel, Antouio Leal de Barros, Custodio
Jo-e Marlius.
liba de Fernando de NoronhaPatacho brasileiro
"Legalidadeu, commamlanle Braz Jos dos Reis.
baeta para forro, envados, 51 ; clcheles grandes pa-
ra poncho, pares, 9.
Meio balalliAn de caradores do Cear.
Reles 192 ; panno azul p,ra sobrreasacas c cal-
cas, covados 6iO ; aniagrm, varas 12 ; boloes de
metal grandes com ledra C. I I7li ; ditos da dito pe-
queos enm lellra C. 810 ; casemiri verde para vi-
vos, covados II ; dita amarella para ditos de dito H ;
clcheles, pares 81 ; hullanda, covados 313 ; oleado
para delirum de dito dito 1 ; briin para frdelas e
calcas, varas 1008 ; Igodioiinllo para carnizas dilas
533 ; panno prelo para polaina, aovado* 11 ; liote-
gralides de osso.grozas 22'. ; ditos pequeos de dilo
ditas 20 : ditos preto*de dito, ditas i.
Proviinenlos de arma/en^,
tllliciuas de l. e 2.a elasse.
Arcos de ferro di; 2'; palleg.idas, arrobas 10 ; di-
tos da ditos de I dita, ditas II); costado de pao de
oleo .
3." classe.
Ferro suiro qoadrado de I '. pollegada de sro*su-
ra. quintaos 2 ; tornos para blDClda de 10 libras
cada um 1 ; ferro inslez em barra de 1 3|8 pollega-
das, i|uinlaes 20 ; dito sueco quadrado de 2 dilas de
grossura, ditos 2 ; dilo dito de I dita de grossur.i,
ditas J.
1." classe.
Folha do flandres, caitas marca urna cruz 3 ; len-
; dito muilo grosso para ganchos arrobas 3 ; teO(ei
de cobre de 5 a (i libras cada um 27.
5.-1 clas-c.
Sola curtida superior, mrios 300.
Fornerimenlo de luzes as estaces militares.
Azeitc de carrapalo, caadas 500 ; fio de algodao,
libras VI.
Quem qoizer vender efles objectos aprsenle as
6uas proposlas em carta fechada na secretaria do con-
selho As |n horas do dia 26 do corrente roez.
Secretaria do coinelbo administrativo para forne-
rimenlo do arsenal de guerra 19 de maio de 1836.
Benlo Jos l.amenha [.ios, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
$rt0t? martimos.
etott.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria da la-
znnda desla provincia, em virlude da ordem de .-.
Etc. o Sr. marquez do Paran, presidente do tribu-
nal do thesouro nacional, de 28 de marco prximo
passsdo, manda fazer publico que desla dala a 30
dias lem de baver concurso para se preeocher as va-
gas de pralicantes etistentes na.....-iin thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Perna al-
buco 21 de abril de 1836.
No impedimento do oflicial-maior,
Luiz Francisco de Sampaio a Silva.
EDITaL.
O illm. Sr. contadorservindo de inspector da the-
souraria provincial, em cumprimento da resolusAo
a Antonio Luiz de Oliveira Aze- ^a Jun_,a "Ia fazenda, manda fazer publico, que nos
das 17, 18 e 19 de juulio prximo viudouro, peranlc
a mesma junta se lude arrematar a quem mnisdcr,
o rendimenlo do pedauio da Barreira do Giqui.i, ava-
hado em 9:180.3000 reis por anno.
A aneinatarAo sera folla por lempo de 3 annos, a
contar do I.- dejulho do corrente anno.ao lim deja-
olio de 18)9.
E para constar, se mandn atlixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesuuraria provincial de Pernam-
buco, 20 de uni de 1856.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annaiiciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo ds resolu-
rAo da junta da fazenda, manda fazer publicar, que
110 dia 26 de junho protimo xiu-louro. vaj novamen-
te a praea para ser arrematado a quem por menos
32:232937 1. filer.s erapedramenlos dos 19." 20.- 21.- e 32.' lan-
{osda estrada da \ictoria, c pelos preros abaixo de-
' 'arados :
19.- ;.,i.ro p t.........5:1059100
20.- u ,< ........5:2113000
2t.- ........7:0729500
22.- ......... 9:677.32.*iO
As arremataroes scrao feilas na forma da lei pro-
vincial 11. 313, de 15 de mam de 1851.
E para constar se mandou atlixar o prsenle, e pu-
bliear pelo Ditiriu.
Secretaria da thesnnrarU provincial do Pernam-
buco, 20 de luaio de 1856. 1
O secretario,
Antonio Ferreira i'Aunnr-:,dc,ao.
i-MVKRSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 19.....
dem do dit 20........
1:5199965
1329131
1.652939
'"
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSUUDO DESTA CIDADE NO DIA
0 DE MAIO DE 1856.
rorlBrigue virluguez S. Manoel I, diversos
carregadores, 9)2 couros salgados, pipas mel, 1
barrica assuc.r brinco.
FaliuouihBriaue inglez iCamilla*, James Crabtree
Ox Couipantua, 1,100 saceos assucar ma-cavado.
Gibrallar Pauclio sueco Otellon, Schramm ^
Companbia, 672 saceos assucar bronco.
BO'nos-AyresLri.no escuna "V.apiuon, i,eian
Cxnaco da Costa Morena. 50 saceos assucar branco
Ilha de S. MiguelPancho porluguez oLiberdadcii,
Francisco Jos da Costa'Ribciro, 51 duzias a meia
de varas para cavias.
CanalCalera ingleza Bonita", Patn, Nash A;
Companbia, 5.250 saceos assucar miscavado.
orloGalera port .gueza Flor do Porto, Rezende,
0\ Campanhia, 172 saceos assucar mascavado.
Pluladelpliial'atach > americano Scolian, Ueury
Forster & Companhia, 1,500 couros salgados.
Exoortacao .
Aracaly, biaba brasileiro uDuvidosou, de 37 tone-,
ladas, couduzio o sesuiole : 182 volumes gneros
esliangeiros, 67 barris assucar. 2 saceos arroz, 6 bar-
ricas bolacha, 1 lata oleo de ricino, 208 caitas doce,
2 ditas salan, 2 garraf s espirito, 200 caitas cha-
rotos, 12 barricas, 6 Lilas e saceos bolacha.
CONSULADO PROVINCIAL.
Maranhao e
Para.
O palliabote LINDO
PAQUETE, cnpit.io Jos(
PntoNunes, segu com
.brevidade aos pollos ti-
dicados, filla-llic tim let-
cp do-sen carregamento, para o <|ual
ttata-su com o consignatario Antonio de
Almeida Gomes, na ra do Trapiche n.
10, segundo andar-
Para o Aracaly sesue em 'poneos riias o Iicn
conhccidn odala Capibaribc para o resto da car-
ga e passjgeiros : Irala-se na ra do Vigario n. 5.
Para o Porto
segu com toda a brexidade o brigue nacional eS,
Josoo ; para o reslo da carga mi passaeros, trata-
se com os consignatarios Francisco Alxes da Cunha
iV CompaDbia, ra do Vicario 11. II.
S. MIGFEL E GRACIOSA.
O veleiro e bem construido patacho porluguez
a Liberdade a segoiri em poucos dias para as de S. Miguel e Graciosa, recebe smenle passageiros,
aos quaes otTereci etcellenles commodos : Irata-se
no escriplorio de Bailar A; 01ixeira,na ra da Cadeia
do Recife 11. 12.
Para Lisboa se:ue imprclerivelmenle no dia
1* de junho o brigue porluguez oRelampagoo de
primeira marcha, linda recebe aUuma carca a fe-
te a passageiros, para o que tem aceiados commodos :
quem no mesnio quizer carrejar ou ir de passacem
dirija-te aos consignatarios Thomaz d Aqoino Fon-
sera & Filho, na ra do Vigario n. 19 primeiro an-
dar. 011 no capitn do mesmo.
a
c u
;;
0
s

V
-
w
- 3
s
-
C3
xn -..

a 0
Rendimenlo do dia 1 a 19. .
dem do dia 20, .
29:210:936
2:398I87
31:0099123
RIO DE JANEIRO 14 DE MAIO.
Cotacoet officiaes da una dos correctores.
Cambios.Londres : 27 3|8 .1 60 e 90 d.
a ilamburgol 658 a 90 d.
George lludson, presidente.
Judo Secrrino da Sitia, secretario.
I'assaram-se boje quantias moderadas s colaries
cima. Nao nos consta ler-se feito iran-aci.no algu-
ma ero cafe. Ilouve alguro movimenlu no mercado
de freles, e consta que duas embarcares foram to-
madas, nAo transpirando porm os destinos uem os
preces.
REVISTA DO MERCADO
de 1 a 13 de maio.
Tem havido pone 1 animacao no mercado, tanto
em gneros de importado como nos de portarlo.
Em freles houve mais ir.n-accOes. Ero acce- pouco
sa faz. Em cambios os negocios foram importantes.
IinpurtarAo.
Aieile de Portugal. Enli arara 316 barris. Ven-
deram-se 300 barris, a maior parle a 300?, e o resto
a 29lis por pipa.
Do Mediterrneo vemleram-se 200 quartolas a
preco que nAo Iranspirou : iulga-se que foi de 23200
a2J300.
Breu. Entraram 1,000 barris, que se venderam
a 3,3500 a bordo.
Cabos. Enlraram 72 volumes de Cairo ; OAo
nos COilstH_ler-se vendido serfAo um pequeo lote Ja
Kussia a 373500, sendo esie de superior qualidade.
( inhaiinoo.Enlraram 2,500 pecas, e vende-
rani-se 2,000 de 280 a 270 r. algum a chegar, do
superior, e de 270 a 265 r*. o inferior por jarda.
Carne-secca. Enlraram 11,591 arrobas; este ge-
nero cota-se de 43800 a 59, sendo as etislenciai do
Rio Grande 19,000 arrobas, e do Rio da Prala 10
mil.
CarvAo. NAo liouve entradas. Venderam-se
351 toneladas a 199.
Cha'. Enlraram 93 meils caitas, vendidas a
chegar.
Familia.Nao liouve entradas ; venderam-se 500
barricas da Europa acerca de 179 por barrica.
Em ser. 500 barricas em I.' raAo.
24,500 o 2.-
I nial. 25,000 em Indas as maoc.
Genebra. As venias foram 1,000 garrames a
litOO, e 100 caitas a 53200.
Manleiga. Enlraram 790 barris. Venderam-se
600 birris a 700 rs.; este genero sendo de boa qua-
lidiide he procurado e subir em prero.
Manas.Venderam-se 300 caitas a preco que nAo
Iranspirou, devendo ser de 73 a 73500.
Pass-s.280 caitas foram vendidas a preco que
nAo Iranspirou. Colamos o genero de 69 a 69*00.
Pinho. Entrou urna carga pequea de 197 dil-
ziat, que se venden a 289. Colamos o do resina le
28 a 39. e do Ballico de 26? a 28.3.
Pite da Suena. Vmderain-sa 50 barris a 173.
Queijos. Enlraram pelo paquete inglez 305 cai-
tas II,menso-, al.-iun por eucomineuda. Vende-
r.iin-f 110 caitas a 13900.
Sal. Enlraram 13.800 alqucires ; venderam-se
a lo rs.
Velas de cumposicAo. Enlraram 200 caitas ; as
vendas foram de 110 a 700 rs.
Vinagre.Enlraram 12 pipas que foram retalla-
das : liouve vendas de 703 a 20O3. O da llollanda
vendeu-sc acerca de 163 por barril, por ser de infe-
rior qualidade.
Vinho de Lisboa. Enlraram do linio 2'J pipas, 100
barris e 189 ancoretas, e 20 hariis c 60 ancoretas do
branco. Os preros tem declinado um tanto, apezar
das poucas entradas, e ai vendas ori;am poi 150 pi-
pas de 3109. 315-3 a 3103, de algum branco ordina-
rio cerca de 2659 a 2703.
Vioho do Porto.As vendas tem sido pequenas'a
varios presos, conforme a qualidade, sendo de 2703
a 213o inferior,3MOs a 1003 o regul-r e .5003 .1 5203
superior. O prec.0 do vinho desta procedencia esla
im baita. '
Vioho da Malaga. Venderam-se 1,100 barris a
preco qoe nao Iranspirou : dizero ser 195$.
W inho de Porl-Vendr. Vsndeu-se urna carga
de 281 pipas a preco inferior a 270?.
Correia eral.
RelaeAo da cartas securas vvndaa do sul pelo vapor
iuslez oThamarn para os genitoresabaiso declarados.
Antonio Josa Ridngues de Souza Jnior.
Dr. Carvalho.
Correia A IrmAo.
Si!v 1110 Lxale,mu de Albuquerque ,2J
Siu-plicio Jos de Mello.
Carlas seguras etislcntes na administradlo do
cmreio desla cidade para os scoliures abaito decla-
rados.
Francisco Gonralves Velloso de Albuquerque Lins.
J. Valenlim Vilella.
Luiz de Carvalho Branda i.
Antonio Gonralves Ferieira.
Caelano de Castro.
Joaquim Antonio Ribeiro.
JoAo Antonio da Piedade.
Jo-e Joaquim Tiberio Lobo.
Josepba Joaqjina de Vascoacellos.
Jos de S Cavalcanli Lins.
Man da AssomprAo.
Manoel Joaquim de Maduieir.i.
M. Domincos Januario.
Manoel Jos Ribeiro Cavalcanli Luna.
Manuel Thomaz dos Sanios.
Directora geral da nstruccao publica
Pela respectiva secretaria se faz publico, para
constara quem interessar, que se ada vaca a cadei-
ra de lalim da villa de lguarassu' ; e couvindo pro-
ve-la competentemente, fica marcado da data deste
o prazo de 40 dias para a iawrlpfio e processo de
li linlilac.io dos candidatos, depois do que proceder-
so-ha peranle a mesma directora au concurso para
o provimento da tobredita cadeira. Secretaria da
directora geral da instruccAo primaria e secundaria
da provincia em 20 de maio de 1856 O secretario,
Francisco Pereira Freir.
CORREIO (ERAL.
A adminislrarao engaja liomcns cami-
nlieiros para condiiceao dmalas, e paga o
jornal diario de l.SUOO.
O Eira. Sr. Dr.juiz dedireilo especial do com-
roercio manda fazer publico quem para cunlieciinenlo
oe i niere-. r posta que no da 21 do corrente pelas 10
lloras da manhaa tei lugar na casa de sua n--i Ini-
cia a reunan dos ere Im .-- do fallido Jnao Moreira
Lopes, lln d'ahi proceder-se a-numevrcAoda depo-
sitario, vi-lo nao ler reunido o numero legal de ere-
dores uo dia 15 desle mez, que Tora designado para
semelbaulc fim,Escriplorio do jbjizo especial do
coinmerrio na cidade do Recife, 19 ue maio de 1856.
O escrivAo Francisco Isnario de Torres Bandeira.
COMbELIIO ADMINISTRATIVO.
O conseibo administrativo lem de comprar o se-
guinle :
Para diversos balallies.
Mantas de 15a, 910 ; hollanda de forro, covados
2,000.
1.' li.ilalh.ij de arlilharia a p.
Brim branco liso para cairas, varas 968 ; algodfio-
zioho para esmisas, varas 968 ; panno preto para
polainas, covados 96 ; hollanda para forro, covados
18 spalos, pans 12T ; grvalas 15 ; manas de
laa i i ; esleirs 426 ; botoes grandes de osso, gro-
zas21 l|- ; ditos pequeos de dito, dilas 2 ; boloes
prelos de dilo, gru/.ns 27.
2." lulalliAu de infantaria de linha.
Brim branco liso, para calcis, varas 1.261 ; algo-
dAozinho para camisas, varas 1.263; panno prelo
para polainas, covados 127 ; hullanda de forro, co-
vados 61 ; sapalos 505 ; boloes grandes de osso, grn-
zas28 l|2; dilos pequeos, grozas 11 1|2 ; dilos
pretus de dilo, gratas 35 l|2 ; esleirs 505.
9." balalhlo de inCanUrla de linha.
Bonels 106 ; grvalas 91 ; mantas de 111 zt) :
panno verde para subrecasacas, covados 135 ; ania-
cem. varas 21 : boles grandes convexos de metal
broiizeado com o numero 9, de metal amaicllo, 610;
ditos pequenus dito de dilo dito com o mesmo nu-
mero, de dilo dilo, 10> ; casemira encarnada para
xisl.is. cavados 3 ; coidAo de loa prp| para vivos,
varas 180 ; clcheles prelos, pares 15 ; hullanda pa-
ra forro, covados 231 ; brim branco, liso, para fr-
delas c calcas, varas 1,638; alcoilAozinho para ca-
misas, varas 1,453 ; panno prolo para polainas, co-
vados 146 ; sapatns, pares .581 ; esleirs .581 ; bo-
loes grandes do osso para lrdelas e Calcas, grozas
36 112 ; dilos pequeos de dilo para dita o camisas,
crozas 28 ; ditos prelos de dito para polainas, grozas
10 I|2.
Companhia do arlifiees.
Brim branco, liso, para frdelas e calcas, varas
465 ; algodAuzii.ho para camisas, varas 255 ; panno
prelo para polainas, covados 26 ; hollanda para for-
ro, covados 13 ; sapatos, pares 102 ; esleirs 102 ;
boloes grandes de osso, grozas 10 1)2 ; dilos peque-
oos, grozas, II) ; butes prelos de dilo, gro-
zas, 7.
Companhia de cavallaria de linha.
Brim branco, li diozinbn para camisas, varas, 150 ; esleirs, 60 ;
botr.es gran les de nssn. grozas, 4 ; dilos pequeos
de osso, grozas, 2 ; panno a:nl paro poncho, covl-
dos, 55 ; boloes pequeos do metal amarello, 30 ;

C5
nta
m
5
CCS
ST^-
O
^1 3 O
Pn
i
a.
a _
S*lj
|f-l
o'So
-yo
= ^ -
C = X -
.13 -^ I* I"
-J 's
I- O
P 1=
ti -Ti
o
- a
2 =
i/5
o
3 OI i- i
e> f o
a
s
lo.'
~ = ?
o-G |
t3 S '-Z
? =
-3
ir. .
<. a
Oj:
PARA O RIO DE JANEIRO.
Secue cin poneos dias o migue Conccirao a
por ler palle de seo caire.amento promplo, para o
reslo, e escraxos a frele, para oque lem etelleules
commodos irala-se com Manoel Alves Guerra na
ra do Tapiche n. I .
'AVISO MARTIMO.
Para o Aracatx o luale a Invenrivcl o cam mnila
brevidade; para caria e passageiros a tratar com
Marlius & IrmAo, na roa da Madre de Dos n. 2.
ti(feg.
O ageule Barja lora
leilo, era sen arma-
/ein, na ra du Colle-
gio n. 15, de um gran-
de e variado sorlimcn-
lo de obras de niarci-
ncria novas e usadas,
de oillercntfs qualida-
_ des. como bem: mohi-
lias completas de Jacaranda c de amarello, vanos
pianos novos e em bom uso, secretarias, guarda-roo-
pas, romniodas, Sofhs, canslos, mesas redondas,
cadeiras, macqirczas o oulras umitas obras avulsas,
varios objectos de ouro e prala, relogios de algibeira
e de parede e cima de mesa, ricos vasos e eiifeiles
de porcelana para sala, diversos candelabros e n-
tenlas de vidro, carniceros francezes e inglezes de
differeotes modelas, laucas linas e vidros para ser-
1 xirode mesa, quinqiiilharias e mais objectos, ele,
os quaes se adiarlo paleles no ni asma armazem,
c se eulregarAo a quem maior preco ollerecer, as-
sim romo tambera irao a IcilAo 2 escravos pardos,
moros, proprloa para lodo o serviro, e urna cscrava
preta de bonita lisura, mura, ptima cozinheira,
engoramadeira, ele. sein achaques de qualidade
Iguma : quarla-feira 21 do correlo, as II horas
da mam.a.
LEILA'O.
O agente Vieira da Silva faz leilao, Iio-
je 21 do crtenle, |)Or conta e risco de
ipiem pertencer, de 170 saccaa1 cora
iariol a de mandioca de superior'tpiali-
dade, ao mcio-dia em ponto, do armazem
do Sr. Paula Lopes.
W)i&0& MC$0H.
lfJ
&j
at'iaimo.
O livro do mez Marianno augmentado de varias
oracoes, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smente na livraria ns. 6 e 8, da prar,a
da Independencia, a dez lustes.
Teodo-M mudado do Monlciro o Sr. Dr. An-
tonio Gudherme de l-'igueiredo, e sendo a-sisnanlc
desle Diario, den sua mudanra ao distribuidor, o
qual lendo-a perdido, den lunar a se desejar saber a
madanca, para a envega da folha, que eslava paga.
Precisa-se de um aroassador: noMondego, na-
dara n. 95, do Sariiva.
Aluga-seumnefjropara servir em al-
guma casa ejtrangeira : quem o preten-
der, dirija-se a ra Bella n. ."i. irueachara'
com quem tratar.
I ni lioi.iem de meia idado se nlfcrercpara ser
criado de rasa de liomem aolleiro, sabe ler o escrever,
lambem para tratar de ravalins o iln mandados para
lora da cidade : quem qmzer annunrie.
Lotera
DO SEHHOR BOM JESS DAS
DORES.
Os felizes biliiees ru-
bricad s pelos abaixo as-
signados, obtiveram os pre-
mios seguiitea:
21)2 2:0O0.S00 em 1 quarto
1807 l.OOD.sOOO em i dito.
12.jl oOO.sdOO cm I meio.
20!)S 200.SOO em liillicte inicuo.
"Ifjli lsOOO.eml meio.
Os possuidores de ditos
ulimeros podem vir rece-
ber o competente premio
apenas sabir a liste?, geral,
em seu escriptorio na ru
da Cade i i. doRteifen.oO
Oliveira Jnior C.
Lotera.
Antonio da Silva (juimarae*, venden
os seguintes premios da piimeira parle
da primeira loteria do Senlior Bom Je-
ss das Dores, em S. Hnralo. 2 (piarlos
n. 2(12 2:000$00 I 'dito n. 1S07
1:000x000.Os possuidores, .logo pie
sabir ajusta podem vir recebci no aterro
da Boa-Vista n. S. ANTONIO DA
SILVA GUIMABA'ES.
Lotera.
Foram vendidos na ra do Rangeln.
18 os seguintes premios da primeira par-
te da loteria do Senlior Bom Jess das Do-
res, eniS. (lOncalo:Rilhctc inteiro ga-
rantido por Sou/.a Jnior n. 157i
-:000.S'000(piarlos garantidos por An-
tonio da Silva Guimaraes ns. 202
2:00040001807 1:000^000. Acltam--
se a' venda os novos bilhcles da loteria do
convento de Nossa Senliora doCarmodo
Recife.
A sociedade nio ililga naodever
apessoaalgumu; coiriiudo, se alguem si-
jtugar sua credora, aprsente suateontas
ao respectivo tliesourciro ate Odo cor-
rente mez, para serem loijo salisfeita*.
Recife 21 de maio de 18">.
fiBj AI.na Irmaos, com eslabeiectmenlo de -''.
'i chapeos na roa do Crespo, receberam ulli- "i*
?5 mmente de Caris, um completo sorlimcnlb ij
..f>, de-chapeos de seda Mira senliora, riramen- *|i
^*" le cnfeitados d'ullima moda: assim como ^j
S'A de pailita aberla e> fechada para meninas, e >:i
',.,, de te<\t pioprios para baplisados, lano para ..I
' meninas como para meninos ; e appare- W
y*, cendo em urna caixa, llcnm chapeos d se- J*
y* nhara com um pequeo loque de mofo, os ^'?
r.? vendm por preros muilo limitados. SO
i.'S ..... :-..--j.--i y-::^--; -\r-.--::-::\
Mir '*. *k* .* '.- -.r it> xtf i*y .* ur s yu* xi?
Bernardino Jos la Silva venden a soa poda-
ra da roa llireita n. -Jt, livru e desembararada com
0 commcrcio, ao Sr. Antonio Jos da Silva Uoima-
raes.
t*reci te urna rasa de mu pequea familia : na ru.i do
llospirio n. :t.
Keruard no Joaquim llosa, porlogaez, retira-
re para a capital do imperio.
Precisarse de um.i ama que lenha bom Icilc,
forra ou captiva, agasajando pega-se com generosida-
de : a tratar na ra dj Oueimadn. loja n. ~>2.
Precisa-seda quaulia de 3005 a juros rom hy-
podieca em um ou dous escravos : quem esliver as
circumslaucias de o fazer, dirjase a ra Imperial
11. .V, ou anmin.no p.ra ser procurado.
Defronle da cadeia vcllia, na casa onde esleve
aguarda da mesma, ha lodos ostias a superior car-
ne de bol, e as quinlas-feiras e domingos carne de
carneiro, ludo da primeira qualidade.
-- Aln:; 1o o seiuiiilo andar da casa da do Sarapatel n. com commodos para grande fami-
lia : a tralar na Camboa do Carino B. 18.
_ Precisa-se de canoeiros forros ou o lirar ari'a na cora, pagando-se-llie IJOtHI por canoa
de carga de80(1 a 1.11 ni lijlos, aes-m como lomam-
se por alosucl alguns praioa, dando-so o sosleolo e
pasando-se ineusal nu.seinanalmenle o ordenado em
que se coiivenrionar. ludo para o mesmo lim, garau-
lindo-se-lhe a duracSo do Irabalho por algum lempo,
so lano for preciso : quem para lal fim se julgar
babihlado. apparera na ra da Aurora, passndo a
fundicilo, primeiro porto.
Koga-se a pes la para D. llmbehua Julia Ilnndeira de Mello, e um
maro de -Jornal -do Commcrcio, para J0J0 Capis-
trano Bandeira de Mello lillio, o favor de mandar le*
va:los 110 alerro da loa-Visla 11. 15, segundo andar.
L'm moro morador em Olinda, que olferece um
esaravo rom lt> anuos, poneo mais ou menos, 11.1 ra
da Sen/ i 1 Vcllia n. 70, segundo andar, por l:003,
dizcndo queja linlia ollera de l:iO0f, lenha a bon-
dade apparecer na mesma casa para fechar o nego-
cio.
Roga-M a lodos os devedores, lauto da Capnn-
ga como do Kecife, que devem 1 taberna de Uarle,
na mesma Capooga, de jogo de bilhar, bolla e gene-
ros, que vculiam pagar quanlo antes, do contrario
serao publicados seus nomes, pois seu dono pretende
relirar-se do lugar.
Precisa-se de -2 aprendizes para marcineirn.
enm a condirao de rezidirem na ollirina : o dono da
mesma se obriga a dar o susl nlo : a tratar com o do-
no na ra da Cadeia de Sanio Antonio n. 18.
D-se 1:300} a juros sobre bvnnlbeca ou boas
firmal : na ra eslreila do Kosario, Iravessa para o
IJuei vado, loja de miiidezas n. l8C,sedir quem d.
Ilnrlhulumeu lavares de Oliveira faz publico,
que desde a dala de 2'J de ootoliio deivoa de ser of-
licial de justira da primeira ejegunda vara do rive
por ter pedido demis-ao do nflicio, do que obleve
por despacho dos julzes respeclivos ; ainda mais de-
clara o SDpplieanle, lirau provi-ilo para servir em
dito ollicio por mn nniio em -2 de abril de 1855, e
em -2 de abril de 1Xj! lindou o lempo de sua pro
visflo.
i en lo .1 maior 1.1 da sociedadeLnioconcor-
dado na sua exliucr.lo, roga aos deved.jres da m<"s-
ma, que mandem remir ns seus dbitos ale :l() do
crrente mez, aliui de evilarem quesloes judici.es.
entendendo-se para es-e firn com o respectivo Ihc-
soureiro ; assim romo roga-se lambem aos senlmres
socios que se acharn atrasados no pagamento de suas
mensalidades, queiroin mandar satisfaze-las ale
aquella data, para que pdss.im ter parle no dividen-
do dos possuidos da dita sociedade,, e islo de confor-
midade com o convenio assignado pela maiuria dos
socios.
(I Illm. Sr. Iliesoureiro manda fazer publico,
qoo se acham i venda os bilhcles, meios c quarlos
da primeira |-r 11- da primeira lotera concedida ao
convento de N. S. d Carmo, cujas rodas andam im-
preleuvelmenle no da 2\) do crrenlo mez as 8 l|
horas da maullan, no salao do mesmo convento. Tlie-
Booraria das loteras (I de maio de I85C.O escri-
viio, Antonio Jo- Una'le.
Precita-se do urna ama que Itibl rozinhar,
para 1:111 casa de pouca familia : quem qilizer diri-
ja-se a l'ra de Portas n. 35,
Piccisa-se de nina inullier de meia i lade, que
sirva para coser cn-lur.n groosai: quem quizer diri-
ja-se em l-'ora dr Portas n. :;.").
Na roa da Palma n. 5, ha urna pessoa queso
ollerece cozinhar, dando smenle almo^o ejaular,
por picro comiuudo.
Joo Osorio de Castro Maciel Monleiro res-
pondendo aos aiinuncios de Joaquim Pinheiro Jaco-
nic obre a venda, que este perlcnde lazar do torre-
no ilc marinha n, IS'.l por intermedio do corretor
Oliveira; diiqoe do auto ,le arremalaro e do li-
tlo de marinha 11 por si annunciado," consta do
1 primeiro ser arrematado 27 palmos de frente do ler-
: reno allanado rom I2 de rundo, principiando das
rundo* do orniazein a ca-a 11. 11(1 na ra da Sen-
sala Velha, n do segundo ser concedido a mesma
frente com 15 bracas de fundo, ecnmo dos fundos
do armazem a prnr.i projeclada |ionro ou nada ex-
ceda, faz a pre'cnie advertencia em guarda de seu
direilo, c do que por ventora liouver de cll'ecloar a
rumpra anniineiada pelo referido Pinheiro.
Becil'e 19 de maio de 1856.
Joao Osorio do Castro Maciel Monlriro.
i\o dia 17 do correle, fui por um cadele do
10HaUlhao de infantaria, extraviada nina caria re-
mellada do Kio de Janeiro para o coronel Manoel
Muniz Tavares ; roga-so a quem a liver aciado o
favor de a mandar entregar na casa, do mesmo co-
ronel, roa do Seve.
Ka dia l'J do correle mez fogio um escravo.
mualo de nomo Ion/, idade que reprsenla 1(1 an^j
nos,baixo, magro.cor clara, pouca barba, u/ando as
VCMi de bicole, lurnozelos junios de ambos os ps,.
e o esquerdo 111.us grosso, que o faz andar coto, I
Cabello um tanto sollo, levon vestido camisa e cal-!
sa 1 i el 1, he goiiliai.vi de ra, |rab:*l!ia de caia-lor e
sapaleiro ; fui escravo de Domingos Jos e arrema- ;
lado em prara pelo abaixo assignado, que, gralill-
ca a quem o agarrar, e Ihn entregar.
Manoel Joaquim llaplisla.
Como lia dous anuos que o Sr. Manoel Pereira
llran loo na qualidide de meii irornr.ldor. n.lo le-
nha aparecido em minlia rasa p ira me prestar rou- I
Im roma nao igaorr/ he o motivo qoe vabrigou a;
alii \n|as-iguada a laurar 111.10 desle meio, para que
neslcsqualro dias venlia prestar coulas ao seu cenro
l.oureneo Pereira da Silva Pimeulcl, pois se acha
com lodo os poderes para assim o fazer.
Maria llosa de Souza Mdgalhe--.
O abaixo assignado pede a ludas as pessoasque
se ronsiderarem credoies de Joaquim de Almeida e
Silva, mandem a Iravessa du Oueimado n. 1 urna
nula de seu crdito no prazo de oito dias.
Albino Jse ferreira da Cunlia.
Aluga-se un escravo que cuzinba o diario, <
faz lodo o serviro de ra : na roa Nova 11. \2 luja.
' DINIIEIRO.
Conlinna-se a dar a joros razoaveis, com penho-
res, quautins de 50 a HHMJOO rs. na ra eslrcita do
Kosario n. 7, c das Calradas u III no segondo an-
dar.
Precisa-se fallar ao Sr. Dr. Anlonin duillier-
me de li;ueiredo, que residi no Muuleiro, e mo
se sabe para onde se mudou.
Kua da Soledade 11. 70, se aluga um cozinheiro
que lem servido casas eslrangeiras, e seu paliao se
embarcou este mez no vapor l't' Na ra do Collcgio, o Sr. Cypriano l.uiz da
Paz, alerro da Boa-Viaia, o Sr. Joo Ferreira da
Luz, na nadara do Sr. Ueiriz diro quem d quan-
tias de 2W, 300, 100, 500 e X) mil ruis com hypo-
ili'.ca em casas terreas.
Na ra do Kangel 11. II, vende se um sof e
duas mesas redondas de Jacaranda, urna cama r!c
angico, nina mesa pequea e oulra maior para cozi-
uha, dous bancos grandes c mais cinco pequeos,
muilo proprios para collegios.
Precisa-se de urna moca boneata, que saiba
coser bem : casa da modista brasileira, roa Nova
a. 34.
Manoel Nogaera dos Sanios, brasileiro, vai
Europa Ir,dar de sua saude.
Na ra de Sania Hila n. 15, primeiro andar,
se dir quem compra urna labeiua ein bom lugar.
Per leu-so no dia sabba.lo 17 do corrente, da
ra Augusta ate a do Crespo Iros varas de cambraia
de linho, que condola um prelo com nutras fazen-
das ; roga-se a pessoa que a liver adiado o obsequio
de levar a loja de liuilherme da Silva Goimares,
que ser recompensado.
Arha-se no sitio da ra dos Pires de Manoel
Joaquim Carneiro Leal, um cavallo ala-.10. magro,
urna vacos de leite sollcirac urna cabra bicho : quem
for seu dono apparera, que pagando as despezas, lhe
ser entregue.
Evposir.io universal de 1S.V>, em Paris.
Joao Vigiles, ra larga do Kosario 11. 2S, alm Oias
invences novas, fez mellnramcntos importantes nos
seos pianos, apropriados para o clima deste paiz, qu<
acalum de ser premiados na expcsirio de lS->i em
Paris.
Ordeiii terceira
do Carino.
O aballo assignado, secretario da venerovcl ordem
terceira de N. S. do Carmo do Kecife faz tlenle as
pes-aoas que devem foros n mesma ordem, que se
ponham em dia ale :Odo rorreute, quando naoserlo
immedialameiile exectiladas. Secretaria da venera-
vel ordem terceira de N. S. do Carmo do Kecife \2
de maio de I8.1G.
Joaquim Manoel Ferreira de Azevedo.
(Juem perdeu um cmbrullio cam urna pequea
quanlidade de fazenda de valor, dirija-se a esla ly-
pographia. que se dir quem o acbuu.
Precisa-se de urna ama para o serviro interno
de urna casa do pouca familia : a tratar oa ra Di-
reila n. DI, primeiro andar.
Antonio Nunes, porluguez, .ai para o Kio de
Janeiro.
Precisa-se ali-gar urna casa terrea que leu ha
commodos para familia, sendo cm boa ra no baiiro
de Santo Anlonin, nao se odia a precu e paga-se adi-
aulado : quem liver e quizer alugar, procure na ra
estrella do Kosario 11. 17, segundo andar, que achara
coni quem tratar, ou anr.uucie para sei procurado.
Precisa-se alugar um ireto para fazer o servi-
ro do casa de familia, paga-sc bem ; lia ra eslreila
do Kosario n. 17, segundo andar.
11HIi\M)l O UIYft ESIMH1I0
Precisa-se alugar urna casa espacosa
sein se escollier ra ou bairro, para um
magistrado pie esta' a' chegar a' esta
cidade, c que deseja oceupar toda a casa
sem uniros moradores: quem a tiver e
assim a quizer alugar, procure a casan.
2,no pateo da malriz.de Sanio Antonio,
que encontrar' com pieit) tratar.
I)a'-se ate 12x000 rs. por mez, a
urna ama de leite, forra ou captiva, que
lenha bom e bstanle, e sein lilho : na
ra do Itaiigel D, 8, ou aterro da Boa-
Vista 11. K, loja ile bilhetes.
O Dr. Albuquerque avisa aorespeilavel publi-
co desla capital, e especialmente aos pobre qoe qui-
zerem nlilisar-se do seu presumo, que acha-se resi-
diudo na Soledade, sobrado do caminho novo, onde
podo ser procurado a qualqucr hora.
Precita-se de urna ama prela, forra ou captiva,
para o serviro inlerno e externo de urna casa de pou-
ca familia : a tratar na ra de llortas 11. 2, segando
andar.
Jos Joaquim Gonralves da Silva declara pe-
lo presente que, na qualidade de sucio bqoidalario
da esliorta firma de Pereira ,\ Silva.julga nada de-
ver de suas Iransacroes sociaes, mas se al-
guem se julgar credorda mesma exlincta firma, ba-
jara de npresentar suas emitas no praso de dez dias a
contar desta rala ; e convida a lodos os devedores
da extincla firma social, a satisfazer seus debilos
com a possivel brevidade : no alerro da Boa-Vis-
la 11.8. Kecife 15 de maio do 1K5.Jos Joa-
quim (iouealvesda Silva.
Precisa-se alugar nm prelo livre un captivo
para o servido externo c ioterno de urna casa : oa
ra da Gloria n. 87, seguudo aodar.
Aviso.
He cheyado aeste mercado o rape Prin-
cesa, que continuara' a ser vendido a re-
talho nicamente na loja n. 51, da ra
da Cadeia, de Joao da Cuuha Magalhaes-
A fabrica de Lisboa lem resolvido fazer a
reduceSo de 800 rs, em cadi libra, epor
isso o custo sera'de 2.S-00 rs. que nao se-
ra' alterado ca dito deposito ; os direc-
tores da mesma prometiera empregar di-
ligencias para que o deposito esteja sem-
pre supprido de dilo rape ; o genuino da
fabrica he o mellior da Europa, e como
lal alcancouosprmeiros premios nasex-
posieocs de Londres e Paris, tornando-se
desnecessario recommenda-lo aos senho-
res ptesabem apreciar urna boa pitada.
Joo Ozorio de Castro Maciel Monlciro, filho e
berdeiro universal do fallecido desembargador Tho-
maz Ani inio Maciel Monlciro, titulado Baro de
Ilamnrac. faz publico, que a O de abril de Is'di
foi concedido ao dilo seu pai pelo aoverno da pro-
vincia de foro perpetuo o lerreno de marinha n.
1811, conlendo 27 palmos de frenle rom os fundos
respeclivos al a baixa-mar da compreheusao de sua
casa 11. 110 na ra da Senzala Velha, lugar hoje de-
nominado Prara nova do caes de Apollo, ou ra no-
va do Ltriim, cojo lerreno ja d'anles pertencia ao pai
do aniiunciaiite pela arrematarlo que fez seo ante-
cessor e lio o padre Joo Francisco Maciel Monlciro
na cmara municipal de Olinda, ao I." de abril de
ls.iiI. cujos foros se acham pagos, e para qoe alguem
n;lo se ciame a ignorancia no leil.lo, que pretende
fazer o agente Oliveira as 1(1 horas do dia 19 do cr-
ranle, em protesto faz o presente annuncio. Kecife
I de maio de 185i,
Depos to de pia-
nos
Manoel Joaquim da Silva Figueiredo, subdito
porluguez, pelo presente annnneio faz publico, qoe
vai a Enrona tratar de seu negocio, e que nada devo
nesla cidade ncm fura della a pessoa alguma, porm
no raso que alguem se julgue ser seu credor, apr-
senle suas conlas para serem legalisadas e pagas no
prazo de 1 dias, a contar da dala da poblicaro desle
em dianle, o deita nesla cidade por seos bastantes
procuradores o. Srs. Francisco Jos da Cosa Ribei-
ro, Joaquim Jacinlbo e Ponciano l.oureneo da Silva.
A pessoa queannunciou vender orna casa ter-
rea na Boa Vista, dirija-se a ra do Kosario do mes-
mo bairro n. II, que achara' com quem tratar.
SOCIEDADE EM MISMITA.
Fabrica de fiar e lecer olgoda o.
a qual oceupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou obreiros nacionaes,
da idade de 10 a 12 annos para cima, e
com preferencia orphos.
CAPITAL SOCIAL 300:000|000.
Socios em nome collcctivo, gerente res-
ponsaveis.
Os Srs. : Antonio Marques de Amo-
rim.
Justino Pereira de Farias.
Manoel Alves Guerra.
Firma social: Amorim, Farias, Guer-
ra & C.
As pessoas assignanles das primeras listas, que
desejam contribuir a proropla realisaclo da fabri-
ca, -no convidadas a mo demorar rafe* respectivas
assignaluras. A sociedade anda admilte assigna-
luras de 1U09000 al 1.' liOJsiOOrafim da generallsar
a lodos as vanlagens desla otil e lucrativa empresa,
e contribuir ao desenvolvimeoto do espirito da ai-
-ncwe.io. nico meio de salvar a agricultura a de
crear alguus ramos de indoslria, indispeosaveis pa-
ra auxilio a ugmenlo da definada o rotineira agri-
cultura.
A facilidade dss entradas, que nunca serio de
mais de 20 por cenlo do capital subscripto, permiti
a todas as pessoas qne poderem dispor de uaaa aco-
nomia de 03OOO por raes, entrar como socios de
UOOO.
Sendo as entradas de 10 por cunto o os pa|amen-
los esparados de pouco mais ou menos 2 roezes.
Serilo precisos 18 a 20 mezes para o iuteiro paga-
meulo de cada subscripr^ao.
Os genitores de engeoho, plantadores do algodao
ou uulras pessoas, que rezidem fora da capital, qne
quizerem entrar nesta otil sociedade, podero diri-
gir suas caitas de pedidos, a qualquer desles socios
gecentes, un ao socio de industria F, H. oprat,
que lem cm seu peder u livro das subscripces, e d
a lodos as inlormares que possaa. desejar sobro as
vantageus que resultario da fabrica.
Elles dci.larar.io os seus nomes por extenso, domi-
cilio e nome do correspondente nesta capital, en-
carregado de effecluar o pagamento das entradas das
preslaces quando forem reclamadas.
Dentro de poucos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o aununcio, convidando os subscriptores a
allecluar o pagamento da primeira eatrada, qoe se-
ra de 10 por cenlo do capilal subscripto ; os reci-
bos serao ptssados por qualquer dos Ires socios, com
a firma social Amorim, I-arias, Guerra A C. Na
mesma occasiSo sera entregue a cada um dos socios
urna copia impresia da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socio* ge-
renles e sucio da industria, para reconhecimento
da firma social, os 3 gerentas reiponsavcis asiigoa-
r,lo as mesmas copias.
F. M. Duprat. '
l'eruambuco 6 de maio de 1856.
Precisa-se de urna preta escrava, qoe aaiba
tratar de meuinos e cuidar da sua roopa : quem a ti-
ver dinja-seao sobrado n. 8 da roa de S. Francisco,
como quem vai para a roa Bella, para tralar do
ajuste.
Xoaterro da Boa-Vista n. 80 taberna,
deixou de vender toda e qualquer agur-
denle manulacturada no Brasil, desde o
dia 17 do corrente raaio-
Oh que pechin-
A mesa regedora convida lodos os cus rharissimos
irm 1 js a cumparecerem na uussa igreja no dia 22 do
corrente, as :', horas do tarde, para eucorporados.
ircm .icompanliar a procissu do glorioso S. Sebas-
l'.in. cm sali>r,icao ao convite que a esla mesa diri-
gi a da V. 1 mandado do Saulissimo Sacramento
desla freguezia.
Ouem livor um menino de 12 a li annos, par-
do 011 prelo, que queira alugar, para fazer al^um
serviro leve em casa de familia, Comprar 0 il a al-
guns, mandados, dirija-se a ra do aol, sobraJo u.
23, primeiro andar, confronte ao pullo das canoas,
l-'icando cerlo que o maior servieu be o de rno.coino
cima fica dito, c promelte-se bom Iralameulo.
Bernardo Fernandes Vianna contina cora sua
escola par neniar de primeiras lellras por provisto do
ex-pie-i,Ionio desla provincia o Eim. Sr. Vctor de
Oliveira de 17 de junho de IS5I. Entina pelo me-
Ihodo CastilbeLeilura Repentio'aassim como en-
sillara lambem as pessoas adultas que anda quize-
rem appro>eilar-se desle melhodo: c para mais
commodidade dos ine-1110-, das 7 huras da uoito as
'.1, na roa da Cadeia do Kecife n. 17.
Urna familia eslrangeira quer alugar urna pre-
la escrava que seja fiel c limpa : no alerro da Boa-
Vista, laja 11. 9.
Precisa-se de um sitio, nao sendo muilo longe
da prara, que possa criar 10 ou 12 animaes aunua-
mente, e lenha casa, mesmo pequeua serve.
0 l-ugiram do engenho San-Joao. da ilha ;j
t^ de llamarac, no da II de abril do corrente
3 auno, Ires escravos com os signaes seguintes : g
i Castao, crionh) e meslre oe assucar, tem :!0 9
' annos de idade, rosto nm pouco tirado e al- g
g) -mn 1 rousa ramudo, ollios ordinarios e si- 54
) inuladus, barba ponleira, lodos OS dantos in- ,J
^ cisores, estatura mediana, corpo cheio. per- c}
g) as grossas, ps proporcionados, cor fula, o a dedo mnimo de umadas mflos aleijadue lor- q
ijg cendo para cima do vizinho, e falla desem- j*
naneada. 31
9 l'ione 1 lo, rriuul, serrador, apellidado lia- 5
5 rapto, pur ler sido de um sitio desle nome. .;_
SI nu llrrja da Madre de lieos, tem 35 annos *
>) de idade, estatura alia, enrpo cheio, roslo um a
j^J pouco lirado, falto de denles na frente, suis-
^j sas ralis, cor bastante negra ; he um pouco p
} zarcillo, e lem crneos caroOiOl nos peitos e
a una costas, pernaa apalheladas, pes cheios de ^
3? bichos, falla grossa o por alleclarao como a e*t
,":} de Africano. 1
jj l.uiz, ci i.mino, e apelillado eulrc os par- ^
' cairos por Macota, lem 20 anoos de idade. '\l
estatura menos que ordinaria, roslo icdon- o
") do e sem barba, denles da fre te perfeilos, S
o los ordinarios, corpo cheio, pes rurlos c Ca>
6 largos, talla grossa imitando a de Africano, @
39 o cor negra. Foi cada um armado de um ba- $
i cumailt-, e be minio presumivel que tstejam ns
junios, porque dona dos fgidos arrombaram Cl
O a priso cm que eslava o lercoirr. sem du- 38
r" vida por combiuaro : roga-se. porlanlo, as (59
^ aatoridadea policiaca, capilSes de campo ou $
9 qualquer pessoa que possa Ciplurar os men- -?
3j nonadas escravos, levarem-nus a sen senlior 0
s abaixo assignado, iiocngeulio San-Jjao. que '-5
;S recompensar gneros,mele lado o traba- f
a lim do quem os prender. g$
0 Francisco Honorio llc.erra de Menees $
^ San-Juilo 12 de maio de IS.'ili.
No dia 17 do correnle, pelas horas da madru-
gada,fni alocado em sua lalierna no palco do Paraizo
n. Is, Manuel Jos l-'ernaudcs Eiras, por um indivi-
duo com um.-i f.ica empunnada, oqoal llio furlon om
diuheiro KHl^, pouco mai> ou menos, dous relogios
de prala, Sendo 11111 grande de pouco valor, c diver-
sas obras do ouro, que se achavsm empenhadas ao
dilo Eirai : porlanlo qom desle reubo dor noticia,
era generosamente recompensa lo.
A abaixo aasignada, Ionio ostabelecido um col-
Icgio de educarlo para o sso fomenino, nn raso de
sua resldeneia, na prara da l'oa-Vista, snlua-l-a n.
:I2 segundo andar, avisa aos leuhores pais -le fami-
lias qoequeirain rccolher suas filhas em dilo esia-
lielacimenlo, onde eusinar se-l:a at materias lenden-
Irs inslrucro primaria e secundaria, como lam-
bem arles, franeez, musir, desenlio, dan-a, ele.:
assim romo avisa aos pais de suas alumnos, quo sua
aula asiste aborta desda o I.* Je abril prximo pas-
tado, o que nao i%t ante* por causa da epidemia rei-
nante. Os estatutos desle ettabelecimento sarao
publicados com a maior brevidade que pus-ivel for
a abaixo assiguada.
i'bereza liuilherniina de Carvalho.
Aluga-se a rasa terrea da rus do Aragao 11. K,
propria para qualquer cslalielerimcnlo por eslar em
armazem, e por prero eommodo ; lambem s^ alugam
-s casas da ra Iteal prximas ao Manguinlio de ns.
27 e 29, sendo .1 primeiro propria pera padaria por
ler grandes commodos o torno muilo bem conslrui-
do, e serventa para a inare, ludo por precns muilo
commodos : a tratar na mesma ra Real rom sen
proprielario Manoel Pereira leixeira, sobrado n. 0.
J. P. Vogelev avisa aorespeilavel publico, que
mudou o seu deposito de pianos do primeiro andar da
ra Nova 11. II, para o armazem 11. 27 da mesma
ra, esquiua da ra da Camboa do Carmo, onde se
enconlram os miis ricos e os melliores pianos al
agora apparecidos nesla praca, seudo elles feilos s-
inenle por cnronimenda, e pelos mais acreditados fa-
bricantes como de Hachis, Traiimann, Ilamburgo e
W. Sasseidioff de Bromen, e oulros muilos fabrican-
es da Europa ; os quaes se veudem por mdicos
preros c garantidos. O esiahelecimenlo estar aberto
ale as N horas da noile para a commodidade das fa-
milias ele, que quiznreui xer c experimentaros ins-
trumentos.
Il.i-se diuheiro sobre penhores de prala e ouro:
na ra cstreita do Kosario, loja de onrives n. IS.
Irmaudade di* Santissimo
Sacramento, do bairro
de Atttoiaio do iecife.
A mesa actual desla irmandade Caz
setente, |ue tem de solemnisar o seu ora-
jjOiK dia 22 do corrente, com aquella
pompa que lhe he possivel, e ueste mes-
mo dia, as 4 horas da larde, pretende
apresentar aos liis cm solemne procis-
sao, .o glorioso martvr San-Sebastiao e a
.Mai Santissima Senliora da Soledade, e
ao recolher-se lindar-se-ha a solemnida-
deeom um TE-UFL.M latidamus, distri-
buindo-se no lim deste oraces das mes-
mas imagens : para estes actos convida
aos seus irmaos a eOmparecerem, alimde
assistir e acompanbar a procissiio deTri-
ttmplio no mencionado dia, assim como
pede aos paroebianos das ras Nova e
Crespo Iluminaras frentes de suas casas,
na \espora e dia a' noite, como he cost-
me, e aos moradores das ras abaixo de-
claradas, paca que limptin as testadas de
sitas moradas, para poder Irnsitar a pro-
cissiio : ao sabir seguir' pelas ras Nova.
Plores, camboa do Carino, pateo do mes-
mo, Hurlas, Martxrios, travesa do Ma-
risco, Terco, Direita, Livraraento, praca
do mesmo, pateo do Collegio e ra do
mesmo, San-i'rancisco, ao virar a ra
das Cru/.es, Oiteimado. larga do Kosario,
Cabuga' ao recolherse.O cscrivao, Jos
Esteves Vianna.
Precisa-se de um feilor para cugenho, mo
muilo distante desla capilal: quem esliver nesla*
circumstancias procure aju-lar-so com oSiqueira, na
ra Nova n. II, segundo andar.
(.luein annunciou ler um moleqoe para alugar,
dirja-se a ra da Cadeia do Kecife, Iota de cambio
n.
Precisa-se de urna ama para o serviro interno
de urna casa de portea Familia : confronte ao oilAo
do Corpo Sanio, loja de calrado u. 29.
Precisa-se alugar urna prela oo prelo sem vi-
cia, tuesmo couvindo compra-se : na ra do yuci-
mado n. 7.
Oilerecc-se um rapaz brasileiro para caiseiro
fura da provincia : quem precisar aunando.
Na noile de quarla para qoinla-fsira !.> do cr-
reme rogio da povoafao do Monlciro, una prela de
nome Tlicodora, de cor fula, cheia do corpo, e lem
defeilos, falla Iiaixo edescaocada, levando vestido de
cuta de edr clara, panno da" Costa de listras encar-
nadas, e conduz una Irona em que leva sua roupa ;
desconfia-oe ter lomado a estrada de Pedras de Fogo,
lugar da seu nascimcnlo, e non le residi por muilo
lempo ; a pasma que a apprehender pode levar a ra
do Oueimado n. 7, 00 no Muuleiro ao abaixo assig-
uado, que sera generosamente recompensado.
Antonio de l'.uilj l'eruuudes Eiras.
Manoel Coelho de Moraes o Silva declara, que
estando emancipado, a na poseo dos mosbena, tem
ronslilnido por seu bastante procurador, incumbido
de lodoso* seus negocios, a seu primo Jos Joaquim
da Silva Gnimaries, sendo valido Uto simiente ludo
quanto for por elle feilo em nome do anuunciaule.
Kecife 17 do maio do 1S*i(i.
Joaquim 1-olnlo l-'errera faz publico, que a
casa a. 7 da roa do Caliral na cidade da Olinda, se
acha por elle penln rada na exeruro que promove
contra os fallecidos Antonio Joaquiiu Pereira da Sil-
va e til lio do mesmo nome.
Precisa se alugar um prelo, para serviro de si-
lio, romo seja corlar capim e carregar agua : em ca-
sa de Paln Nash Companhia, na ra do Trapiche
Novo, o. 10.
cha.
Na ra do Passe Publico, loja n. 9, de Albino Jos
Leite, xeu,lem-se lindos corles de c<.lcas de meia ca-
semira de algodao muilo encorpados a la cada om,
ditos de brim de linho escuro a 800 rs., rico* cortes
do cassa chita muito fina a 2?, chitas muilo finas a
20 o covado, meias prelas para senliora a 300 rs. o
par, panno lino azul grosso, proprio para capoles
a 2.-s o covado. madapolilo fino a :1530o. 49 e 49500,
chapeos de sol com barra a -, chales branco* de
cassa a Gil!, lindos corles de fuslOes de cores para
coi le les aSOOrs. cada um, e oulras moilas fazendas
baratas.
JOIAS
Os abaixo assignados, com loja de ourives os ra
do Caboga o. 11, confronte ao paleo da matriz o roa
Nova, fazem publico, qoe csiao recebeodo continua-
damente inulto ricas obras de ouro dos melliores
gosios, lano para senhoras como para homens e me-
ninos ; os preros continuara mesmo baratos, e pas-
sam-se conias com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, ficaode as-
sim -ljenos os mesmas por qoalqaer din ida.
Scraphim & IrmSo.
Arrenda-se engenho Camacho, dislanle des-
la praca tres legoas, perlo do mangue e distante da
praia da fortaleza de Pto Amarello (res quarlos de
legoas, freguezia de Maranguape : quem quiser ar-
rendar dirija-se ao engenho Ptolista, asseveraodo '
que pude-alrejar de 1,500 p3s para cima, o tem
ierras emulas e frescas que se pode plantar no vero.
e muilo maneiro.
Alugam-se carroras para condoiir trastes oa
materaes, por prero "rojilo em coola : na roa da
Alegra na IJoa-Visla'n. 42.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da Companhia de Be-
ber i be convoca os senhores accionistas
para se reunirem em assembla geral, no
dia 2-"i do corrente, no escriplorio da mes-
ma companhia, ra Xova n. 7, para de-
cretal-se o l dividendo, e proceder-se a
eleicao daadrninistracao, na forma do
ldoait. 19 dos respectivos estatutos-
Recite I de maio de 1856.O secreta-
rio, Lui/. da Costa l'ortocarreiro.
Trocam-sc notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Carneiras
para encaderna^do.
Jos Nogueira de Souza acaba de receber urna
porc.to de carneiras de cores, de superior qoalidade,
proprias para encadei nares, as quaes veode por
preros commodos : na livraria defronle do arco de
Santo Anlonin.
Precisa-se de um feilor para umsilio perto da
prora : uo aterro da Boa-Vista, numero 1:1, segundo
andar.
&alus!iaii>de Aquino Fer-
reira, cautelista das
loteras ja corridos, avisa as pessoas que liverem cao-
lelas premiadas, queiram por obsequio dirigirem-se
a ra do Trapiche n. :iii. segundo audar, ou na* to-
jas ja condecidas, para serem promptamenla embol-
sadas, marcando o prazo de 60 dias que se ha de es-
pirar no dia 2i de junho do correnle anno. Peroam-
buco gil de abril de 1836.
Salu9liauo de Aquino Ferreira.
Precisa-se de uma ama de leila forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que lenha
boa condula, paga-se bem : no paleo do Hospital
u. 2',!. sobrado.
O doutor Olegario Cesar Caboss, formado 'em
medicina pela Vacoldadc da Bahia, avisa ao respeila-
i-l publico desla capilal c especialmente aos po-
bres, que queserem ulilisar-se do seu presumo, qoe
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sita na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
Do silio da Estancia do Ciqoi desappareceu o
escravo motilo, Januario, fula, liaixoe grosso, bem
I empernado, lalla por entre os denles, representa ter
; a idade de 2i annos, pouco mais ou menos ; um dos
signaes mais notavel lie ler uma das ps secca ; lem
pai e iranio forros para as partes da Varees ; foi
comprado a Jos l.uiz Pereira com loja oa roa Nova.
Aos fabricantes de velas.
Domingus R. Andrade & C, com ar-
uiazem na rita da Cruz u. 15, eontinuam
a vender superior cera de carnauba em
porcaoe a retallio, assim como sebo refi-
nado, vindo ltimamente do Rio-tirande,
e tudo por eommodo preco.
Velas Acaba dechejjar do Aracaty uma por-
ciio de excedentes velas de cera de car-
imnlir. simples e de composiejao, as quaes
se venden] por menos preco do que em
outra qualquer liarte: no antigo deposi-
to de D. R. Andrade&C, ra da Cruz
n, 15.
MUTIC
ILEGIVEL


Tercetra edi^ao.
TR1TA1EIT0 H0I0PATH1C0.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS
Mgjj I PUMWBifCO QUAWT FIHA 21 II 10 6 18b6
..-*k.ac^.CBUED WEB ^r^Sk.M--
loslruc-jo aopovopara-e podercurardesla enrermidadc, .. dmini-l. .m.!.....lemedioi, mais eflirazes
paraatalha-la.emquaiito serecorreaoraedico.ou mesmo paracura-laiudepeudenlcdesle moslugares
m que nao os ha.
P. A. LOBO MOsdOZO.
precisase pela sua simplese concisa eiposi-
I H .1 II r .*>_ l\ .-' i I l L -. I I I 1" I 1 aaa___ -____________I_
i nao os ha.
TRADUZ1DO EM PORTUGUEZ PELO DR.
lfctesdtsopusculoscoiilcmasiniliaacoesmaisclarase pre
^oeeUaoaleancedelodasasintelliscncias.naos pelo quediz respailo ana meiuscui
cipalmeole aos preservativos que lemdadoos mais salisfacloriosrcsullados em (oda a parle ein que
elles (em sido pastos em pralica.
Sendoolralamtnlohomeopalliicoo umeoque (em dadograndcsresulladosnocuralivodeslahoru-
Telenfermiilaile, julBamosa propusilo Iraduzir cestos dous imporlanles opsculos em I i ugua vernaci-
ra, para destele facilitar a sua leilura a queni ignoic o franec.
Vende-se nicamente no Consultorio do (raduclor, ra Nov n.52, por 23000. V'endcm-sc (ambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 lubos enm um frasco de lindura 15B, urna dita de :t(t lubos coin
qnalre 2 frascos de tintora rs. 255000.________ __________ 1
Bichas de llambiii-rro.
Km frenle a matriz da Boa-Visla alu^-ara-se hi-
chasdasmaissupenortsquehano mercado a2iOe
.1-0. e Vlo-M applioar qualquer hora, assim como
seamolalodaequalquerferrame.ua de enre, ap-
pl.cam-se ventosas, limpam-se denles e chumbain-
se a prata e a ouro ; qem precisar pode procurar,
que prumptamcnlo sera servido.
Molas de borracha.
Na ru.. da Cadci.. do Kecife n. 11, vendem se su-
periores meias de borracha cicadas ullimamcnle.
.-un como roiaohamhurgoez em garrafas.
Vende-se 1 rasa no Colho na ra dus Pra/e-
res n. 10 ; com 2 salas e 3 quarlos.cozinlia e dispen-
sa fura, com bom quinlal que (em 130 palmus de
largoe 100 de luudo com 2 hiladas de parreira e
varios arvoredos de friilo, port.lo para a rua do
Jasmim, quarlo para escravos, eralim mais cusas
que o preleudeoie vera : a (.alar airas da matriz
da lua-\ 1-1 1 11. 1;|.
Cassas pretas
PUDRAS TRECIOSAS
i
MOREIRA & DUARTE.
L0JA DI 0LR1VES
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
I n
Aderezo) da brilhanles, *
diamantase parolas, pul- ,,
I ceiras, aISnetes, Brincos tu
| a rozetas, boloes.e arjneis "
j de diflereiites gos(os e de 2
I diversas podras de valor. *
1 -#*$
Compran), vendan au *
I trocan prala, ouro, bri- Jj
! lhantea,diamanlesepero- j
J las, e oulras quaesqoer jj
3 joiasde valor, a dinheiro j. '" O- ~ -
l2gmmmm*s* ,0 de Tranca como
JaaBoaV bH
tos os vapores da Eu-
ropaas obras do mais
moderno gosto, tan-
'r*'*"W-BttK * &
2 OURO i: I'KA'I'A. ffl
*"
i Aderccos completos de *
>, ouro, meiosdilos, piilcei- '>.
;' ras, alfioetes, briucos e ?
o rozetas, cordoes, trance- *
- lins, medalbas, correules *
t eenfeiles para relogo, e <
9 oulros muitos objeclos de 5
m ouro.
i Apparelhos completos, .*
^ de prata, para cha, ban-
fii dejas, salvas, casticaea, ..
1 coll.ere de sdpae .lecha, i*
e muitos oulros objeclos ffi
$ de prala.
gjeastgaBaanTiOTWii ii'ii nhijug
covado.
de piilinhas linas
280
dXiisboa, asquaesse vendem por
pre^o commodo como costuniam.
a280rs. o
Vci.de-se cassas francezas
rs., alpaca prcla
Sl)' rs. o covado : na ru
do-se as amostras.
Veodcm-se I escravas crioulas e mocas, entre
ella urna ptima mulalmha de 18 annos, cose e en-
-0111111,1 iiem : na ra llireila 11. 3.
i ~ '""? '."* ,la Craz no Uerir loa de selleiro, de
Jaiva t t.uimaraes n. 61, ha para vender redeas
iraucezas para carro de um e dous cavallos.
Aindareslampara vender al-umas saccas de
bom milho a.^000 rs. para concluir ; no arn.azem
do caes da alfaiidesa de J. J. 1'ereiia de Mello.
Prendada.
Vendo-se urna aterava prcla, prendada, boa eti-J
vommadeira, e bella conduela, e urna mulalinha de
17 BUHOS, uaii linda, e com principios de costura e
i'iipimiiui n ruadasTriuclieiras junto ao uicho
11. 29.
Saccas com milho:
na loja 11. -21 da rua da Cadeia do Kecife,
esquina do Becco-Lai j;o.
Vende-se milho a granel muilo novo a 5o o
ulqueire, medida velha : a bordo da barcaja Dili-
gencia, junto ao trapiche do algodio.
Casemiras bara-
tas.
Jos Joaquim lionralves da Silva, eslabelecidu 110
alerro da llua-V'isla u. 8, dclronle da boneca, avisa
ao respeitavel publico, e parlicularnienle aos scus
fregueies amantes dos bous gneros e baratos, que
sua casa de negocio se acha soilid dos nielhores ge-
nera de molhados, e vende mais barato do que em
......... :........." """s a asu oalr-i qualquer parte, chegadus iiKimamenle de di-
tom mais de vara de laraora a versos porlos da Europa: conservas alimenticias vin-
ua do ouemiado n. 21 A, lasdol'orlo de urna fabrica nova, as melhores que
lem viudo a este mercido, bolacbinba de swla em
alas grandes e pequeas, biscoilos linos iuslezes do
todas as qualidades, em latas, queijos londrinos, di-
tos do reino de todas as qualidades, conservas ingle-
zas. presuntos de l.amego, ditos para Hambre de pri-
meira qu-lidade, lalas com bolacbinba de aramia de
Itio, vinlio do Porlo velho ensarrafado |de todas as
qualidades, dito Itordcaui, dito muscatel deSelubal,
e mullos ouiros vinhos de superior qualidade, l.ola-
cinha de llallimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o melhor que lem vindo a esle mercado, dito
Uiim, chocolate baanilha allemilo, dita de Lisboa,
]Sa loja1 u. 17 da rua do Oiieimado ao pe da bolica,
vVudem-se curies de rafcmira escura, pelo barato
preco de.bjOn, b e 30, para liquidar conlas.
ATTENCAO7.
Vende-sn una escrava parda de idade de 36 a :1S
annos, viuda ha pouco do serijo c com algumas ha-
bilidades, ja livre do cholera c das beiiaas : quem
prelender dirijj-se a rua do Nosueira 11. -ti, primei-
ro andar.
Comprar*.
Compra-se um violAo em seuunda man, qu
ja bom e tenha caixa. assim como o inethedo de
Miguel Jos Vieira : a.tratar na roa Direits n. 19.
Compra-se urna armacao de tabeina com os
competentes utensis, eomoseja, balanca, pesos, me-
didas e alguns cascos vasios ; quem tiver anuuucio
para ser procurado.
Compra se orna escrava sem vicios nem acha-
ques, de bonita figura, boa eugommadeira, e cu/.i-
nheira, e chega-se a um bom preco : na liba dos
Ratos, defroule de 3 casas que eslao a lazer-se.
Compram-se notas do Banco do Brasil : n
na do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Gaaipra-se para um presente urna nesriuha de
2*3 aanos, ou mesmo urna mulalinha que nao le-
nha molestias : qaem tiver e quizer vender, .mnini-
cie por cate jornal ou dirija-se ao pateo da matriz
de Santo Antouio, sobrado de um andar n. 2, que
adiar com quem iralar.
Compra-ie um baldo usado e algumas taboas
que sirvam para taberna : quem tiver aonuucie.
Compra-se orna duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e urna salva para .1 copos com agua, tam-
bera de prata, todo em bom uso e sem feitio : no pa-
co de S. Pedro n. 22.
Compra-se toda c qualquer porro
de prata velha de le seru feitio: <|iiem
liver para vender, dirija-se a rita do Col-
lerjio n. 15, agencia de leiloes.
Compra-se a legislacao brasileira da impressao
de Ouro Preto e da Ivpoeraphia nacional: Ba praej
la Independencia loja de livros ns. 6 e 8 se dir
com quem se trata a respeilo.
Compram-se 2 venesianas: quem tiver annuu-
eie, ou dirija-se a rua do Crespo 11. 10.
Compra-se urna escrava que engorme e cozi-
obe o diario de urna casa : na rua do Cabuga. loja
n. II.
Compra-sa urna porta de ferro para bocea de
Ionio de nadara, que esteja em bom estado, c urna
rotura para porta, de ."> palmos de largura c ti de
comprida : na rua da Lingoeta n. 3,
-r Coropra-se orna carteira de urna so face, em
uso, qae esteja em bom estado : 11a rua larua do Ro-
sario, esquina de fronte da bolica do Sr. Ilarlholo-
ineu, taberna.n. 9.
Compram-se frascos de bocea larga para bis-
coilos: na padaria do alerro da Boa-Visla n. 66.
Compra-se urna escrava que saiba perfeitamen-
le eoziubar e engommar : na roa do Crespo, loja de
livros n. 11. Na mesma loja precisa-se de urna ama
que saiba cuziuhar e engommar, para casa de peque-
a familia.
cnoaS.
Vende-se um ptimo cscravo : ni rua larga do
Rosario u. 18, segundo andar.
Vende-se ou Iroca-se por oulra que seja de me-
nos valor, casa terrea da rua do Nosueira 11. Irata-se na mesma casa.
Vende-se urna prela crioula com 30 annos de
idade, quilandeira, lavadeira, lano de ablo como
de barrella, cozinha o diario de urna casa e mais. e
muilo carinhosa para meninos ; vende-se por preci-
sao : na rua do Kaugel n. 21.
Veiide-se urna bonita escrava da Costa com um
filho de 7 mezes o mais honilo e gordo que te pode
eucoulrar, a qoal parece crioula por ter vindo pe-
quena da sua trra, sem o meuor signal do oaco,
sadia o sem o menor defeilo ou vicios, sabe engom-
mar, co/inlur, e lava bem roupa ; oulra dila de na-
tao para lodo o servico, c quilandeira : na rua da
Seuzala Velha n. 70, segundo andar.
Vendem-se velas de carnauba pura por menos
do que em oulra qualquer parle : na rua de Dorias,
iciiii. i.-.'in 1 7.
Vende-se urna bonita negrinha muilo habilido-
sa, com 8 anuos de idade : quem preiendei, dirja-
se a estrada de Joao I'ernandes Vieira, casa rinzeu-
la, defroule do becco do Boi, que achara com quem
Iralar.
Vendem se mciasde borracha : na rua da Ca-
deia do Recite, luja n. 51, de Joao da Cuoba Maga-
Ihaes.
Vende-se 8(10 saccas com farinha de
mandioca chegada ltimamente, a reta-
mo oti em porciio, a oxOOO a sueca : no
becco lo Carioca n. 1 e !l, e rua da Praia
n. 27, tendo 2 alqueire pela medida do
Rio.
Vende-se urna vacca parida, e de
primeira barriga: naencrunlbada deBel-
lem, taberna do Andr.
Vend a .,.i ... i ;-. '-,""u""'! naornina aiiemao, dito de Lisboa,
m bo cas, doTiv. 1 '. Jenominad.. l.eao.' dito frai.ee/., massa, finas para sopa de todas as qua-1
' l.dades, manleig. iugleza e france/.a, nova, de supe-
rior qualidade, eevadinha, cevada, sag, ervilhai.
marmelada de Lisboa muilo superior, sal refinado'
para celada, azelta doce rclinado de primeira quali-
dade, champagne calmante em garrafas e melar, U>-
t*las ...piezas, e muitos outrns gneros de primeira
qualidade, que so vista dos compradores acl.arao
verdade o quantn se diz neste annuucio.
Cortes de seda
para vestidos de
senhoras.
Na loja n. 17 da roa do (Jueimado ao o da boli-
ca, iiauuigiaudesorlimeiilo de sedas modernas de
iiovos desenlio e cores muilo delicadas, ltimamente
uespacliadas, as quites se vendem por muilo barato
preco para se apurar dinheiro ; dao-sc as amoslias
com petihor.
Km casa de Timm Mom-en & Vinas-
'a, na prac.a do Corpo Santo n. 13, ha para veuder
livros para copiar, por preco commodo.
Vende-se rape Meuron i\ C, muilo
fresco, a retalbo e em oitavas; na loja
do Sr. Domingos Tei\cira Bastos, na rita
da Cadeia 11. 17.
com boa casa de vivenda, eoiitedo 2 boas'sa'liis, i
quailos, dispensa e cozinha fura, lerretto na' fieule,
e copiar grande da parle de detras: quarto para
Hospedes, 2 ditos para escravos, estribarla para 3 ca-
vallos, cocheira para carro, carimbada melhor agua
que lem no luear, lodo coberto de arvoredos, ten-
do 300 palmos de frenle e 600 de fuudo, cercado
em .oda de lim.o ; por preco commodo : a lidiar a-
tras da matriz da Boa-Vista 11. 13.
Vende-se nina escrava. a qoal cozinha o diario
ue urna casa, lava e vende na rua : na rua do En-
cantamento n. 3.
Vende-se doce da goiaba de superior qualidade
cmrauoesde qualro libras aldea mil res, arroba
11a taberna da rua Direila 11. 106.
Vende-se urna carteira de 2 faces. 1 dita ne-
quena, 1 mesa redonda de meio de sala, 2 cadeiras
de braco, 2 portas cora vidros para alcova ou ar-
macao de loja. com 10 palmos de altura e i de lar-
gura cada urna, ludo de amarello, urna cancella de
fourode 10 '.. palmos de altura el '.de larco, I
barril com mel, e3 a de papel para "embrulho de
jornaes : os perleudeutes dirijam-searuado Vicario
u. I. prime.ro andar.
]\a loja das seis
portas
Fm IVcnte do Livramento.
Cintas a seis vintens o covado, algodozinho com
loque de avar.a as ourellas a seis vinleos a vara
cassas a raea palaca o covado, r.scadinlios francezes
a meia pataca o covado, a dinheiro i visla para
. ~ ,yel"8"e Pr PrecUao m cscravo pardo, que
lera 21 a 28 anuos de idade, he olucial do tauoeiro
nao lem vicio nem achaque algum : na rua do Kau-
gel n. 2b, loja.
Vende-se em casa de Joao 1-alqoe na rua do Col-
tegio n. os seguimos objeclos : I cama de ferro
inle.ramenle nova, 1 consolo do Jacaranda com pedra
marmore, e I piano vertical com pouco uso. \a
mesma casa cima compra-se um apparador bulTel)
com 10 palmos pouco mais ou menos de largura, ou
dous de.', palmos de largura cada um.
Queijos do sert&o.
No deposilo das bichas, rua eslreila do Rosario n.
11. exislcm queijos do serlAo e Tavas de Lisboa, a bo-
lacluuhas viudas de fiira, de lodas as qualidades, e
oulras muilas colisas.
Vendem-se duas canoas, una maior oulra mais
pequea, muilo bem construidas, proprias pira con-
duz.r agua para os Afogados ou quaesquer arrabal-
des desta praQa, aonde nao baja chafarizes; vendem-
se por seu dono ler de relirar-se : era Oliuda, a Ira-
lar com \ ceule h'erreira de Barros.
%endc-se urna fcrramenla completa para qual-
quer ollicial de fumlciro trabalhar : a tratar uu caes
do Ramos n. 26.
Relo
coberlos e descobcrlos, pequeos e srandes, de ouro
e prata, palete inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete iu-
gle/i: era casa de Soulhall Mellor & Compaubia, rua
do lorrus n. :18.
Vende-se no largo do Carmu, quina da rua de
lionas u. 2. calo muido puro a 320, em caruco a
200 rs., cevada muid a 210, em carneo a 120, arroz
a 160, gomma bem alva a 160, nianleiga e hoiachi-
nhas de diHarciiles qualidades, issnj.i os Ireguezcs
abem, e o bom cha forte, e prclo lambem.
Rua do Queima-
do, loja 11. 1J.
Os douos desla loja, quereudo liquidar e acabar
com corlas blendas, esli resolvidos a vende-las por
barato prec,o, a dinheiro i vista, como sejam, cassas
trance/as de cores filas, e novus padres a 200 rs e
240 cada covado, chitas francezas miodinhas linas e
lisas a 2i0o covado, e muilo linas a 280. lia escoce-
za rte 1 palmos de largura para vestidos a 700 rs. o
covado, chales de cawnnira adamascados de cores a
49000, e oulras faxenai por barato preco.
Dos premios da primeira parte da primeira lotera a beneficio da Irmaodade do Sr. Bom Jess das Dores
erecta ein_gLGoiiyalo> extrahida a 20 de Majo do t856.
i 4., 300 4. 611 4, 103 1362 i, 1638 4, 1033 4, 32 i, 2.0 2770 Jgu W S t SV 5E ^
3 10 3 4 ti 19 5 < *t 39 I* 34 49 39 i, 32 b ffl i! S *2 'J' ? iJ
nsTTEESsT
i *t
1-
>t
i
i?
I-
i;
i
u
u
i?
1?
i?
u
*
n
b
Ni
U
3
?
n
*
If
I?

i?
1-5
l.;
9
n
i;

u
4,
M
ti
16
20
a
5
26
39
ki
49
is
49
52
5}
62
63
72
83
84
85
86
K7
93
97
98
99
100
I
3
8
17
30
35
33
35
36
37
38
41
43
51
53
55
56
68
75
83
XI
85
2tr2
7
to
16
30
32
23
25
27
29
33
34
36
39
41
4
55
58
59
71
73
74
75
77
83
86
89
90
94
96
u
49

1
4*
49
MM|
U
48
40
49
49
49
40
49
4
49
49
48
49
49
49
40
49
49
48
49
49
4
49
49
49
48
49
49
49
RS l
300
3
7
9
10
16
30
22
23
39
43
45
19
57
58
61
66
6K
83
84
86
91
92
93
403
8
13
19
22
4i
45
46
50
53
. 56
32
66
69
78
83
86
88
89
93
95
500
I
9
12
16
22
28
30
:!2
:t9
4J*
50
51
51
57
59
61
62
69
73
75
80
82
K,
87
88
89
90
91
98
602
6
s.
49
4
9
40
40
19
4o
i-
49
49
4o
48
49
40
40
49
49
49
49
49
49
4
49
49
48
48
49
49
49
49
4o
49
49
49
40
49
40
40
19
108
48
49
48
40
4-0
40
49
48
10
48
49
48
4o
40
40
to
49
9
19
9
49
49
49
48
8
40
10
4
19
49
u
19
lo
49
49
49
49
4
611
11
19
21
26
27
33
48
50
53
55
56
59
63
67
72
71
76
81
'97
700
7
11
12
19
34
29
33
38
16
48
49
54.
61
65
79
80
81
92
93
M
98
801
10
16
17
32
31
35
13
46
51
61
62
72
87
89
96
99
902
5
8
13
17
21
26
57
3.1
37
41
45
18
49
57
59
86
87
1001
4>
lo
lo
40
40
lo
lo
49
49
40
49
49
lo
48
i|
49
4C
0
48
D
10
4!
4o
49
19
40
40
49
49
M
49
4o
4o
48
49
19
49
49
48
49
4o
4
40
40
41
40
49
49
10
49
49
i
10
49
lo
1
1
105
49
49
4
4
i9
49
49
4o
49
lo
49
lo
49
lo
lo
48
19
49
4,0
43
4
10
11
12
ti
21
25
80
32
31
14
16
47
50
52
53
58
59
64
68
76
77
80
87
96
98
1102
5
6
X
12
17
18
36
13
19
54
00
63
61
67
80
1201
o
10
11
II
16
18
23
21
28
32
33
37
39
17
51
63
66
71
71
80
82
92
95
96
97
1300
10
23
28
37
40
41
57
58
ltfc
40
lo
lo
49
lo
109
48
10
49
b
19
40
19
4-:
10
lo
49
209
lo
lo
lo
40
lo
lo
10
49
lo
49
49
49
49
40
49
49
48
40
48
4;
i-
4
II
40
10
lo
lo
40
lo
lo
200
49
1;
5009
lo
10
4o
18
1-
10
49
1-
4o
lo
lo
10
49
19
49
48
49
49
49
40
49
48
4ft
iS. I
362
68
70
73
71
76
83
92
91
1102
4
6
7
8
10
18
21
28
30
31
36
:I8
10
12
15
52
54
60
6',
72
71
76
77
79
82
85
91
9.-.
96
98
1502
6
8
10
12
13
t
IX
20
25
27
36
10
45
49
52
51
67
73
7i
76
77
81
X3
90
93
;ik
1603
4
x
9
II)
11
12
17
21
2",
29
37
4?ra?
1;
4o
lo
49
1:000?
lo
lo
lo
lo
'-
4?
4--
205
too
10
lo
4o
lo
9
19
43
lo
lo
lo
10
lo
49
4
19
lo
49
49
48
40
lo
19
40|
lo
40
*9
50?
4-:
lo
lo
100
:
109
lo
4o
lo
209
19
lo
too
lo
19
9
19
10
10
19
lo
lo
1-
ia
18
40
48
lo
49
1-0
49
lo
1638
39
15
16
55
63
67
68
71
72
73
75
82
X",
86
87
92
95
96
97
1717
26
38
42
51
52
51
56
71
7
75
78
79
80
*8I
82
83
87
88
92
94
1801
3
7
15
IX
19
23
2X
30
32
33
36
40
I
12
13
.VI
53
57
60
6
68
70
Hl
82
85
88
92
96
1901
2
II
12
17
20
21
23
27
lo
19
lo
lo
lo
19
lo
10
49
lo
1
lo
49
1-
1.
49
49
lo
lo
lo
19
II
.49
lo
4,0
lo
49
40
19
lo
lo
lo
lo
4-0
49
1-
0
lo
U
4o
10
i
1:0009
lo
lo
19
loo
40
1-0
lo
49
49
lo
lo
19
4
i-
1-
19
lo
lo
200
19
i-
49
200
lo
40
49
49
033
34
38
13
50
52
61
65
69
70
71
73
7i
77
81
88
92
93
91
95
2001
12
17
22
29
30
32
33
31
36
17
19
53
5
55
56
64
66
70
26
79
81
89
93
98
2100
i
7
X
II)
15
16
29
32
36
38
48
19
50
53
55
63
66
70
71
81
Xi
90
93
94
98
2201
7
12
11
21
23
26
40
lo
lo
lo
19
4o
lo
40
lo
lo
10
9
4o
lo
lo
lo
lo
lo
100
10?
19
19
lo
lo
19
lo
lo
lo
lo
lo
49
19
lo
lo
49
1
lo
1;
ii
4;
19
4:
900]
-
lo
lo
lo
lo
4
i
10
19
lo
49
48
4i
I:
1;
i:
lo
4o
lo
19
lo
lo
lo
lo
40
lo
lo
lo
40
40
49
200
10
40
48
9
b
lo
19
lo
49
9
i?
lo
lo
19
48
i)
49
49
19
lo
lo
lo
1
lo
2228
29
30
33
M
13
58
'.i
711
71
Ti
79
-
8">
X8
89
2:101
10
12
13
2''
34
26
30
35
36
.18
12
44
18
50
51
56
63
65
70
73
7
76
80
81
82
XI
89
91
93
96
99
2102
8
9
lo
14
15
16
23
25
27
99
36
37
39
16
18
55
58
71
71
xi
88
90
93
96
09
2501
4
5
7
9
I-
t>
lo
lo
lo
1?
1-
lo
lo
lo
10
lo
la
lo
1.-
*J
i;
I?
49
19
lo
10.
lo
lo
1-
to
19
1-
lo
19
19
19
lo
lo
lo
o
ti
i 5
lo
lo
la
la
22
27
28
29
32
II
12
17
SI
.".2
53
51
55
59
62
63
61
68
70
71
80
SI
82
8
88
90
93
2601
6
8
18
19
23
25
28
29
36
37
39
10
18
50
53
56
57
63
67
68
70
72
73
7")
82
83
87
99
2701
6
12
1.1
Ii
16
20
-J
32
.11
36
37
40
13
5o
58
59
60
63
19
lo
49
i
19
9
i?
lo
lo
lo
lo
19
lo
48
lo
lo
49
lo
l-J
is
49
lo
19
lg
lo
lo
19
lo
4o
lo
19
i-
0
19
lo
lo
te
te
4
..o-
lo
lo
1-
lo
lo
19
lo
lo
lo
lo
19
18
1-
i-
19
19
lo
lg
lo
19
1-
-
1-
o
19
I-
19
19
2770
78
XO
83
88
95
96
98
2804
10
14
26
27
28
35
36
39
10
52
i.)
51
.56
57
58
65
73
81
86
87
89
90
92
2901
6
til
15
25
26
28
" 34
35
36
37
3X
1(1
II
12
13
i i
15
16
19
52
51
55
59
61
70
7X
8.1
XT>
93
97
3001
3
6
9
16
17
IX
90
22
25
27
28
30
lo
lo
lo
lo
4o
lo
'49
lo
4
49
;
'o
i:/
lo
lo
lo
19
"ii
34
II
12
I!
16
19
51
58
59
00
63
61
69
75
4;
lo
o
49
4.3
lg
lo
to
1-
ia
lo
lo
9
10
19
40
10
13
49
40
18
lo
lo
lo
1-
to
o
lo
43
lo
lo
lo
I

4
lo
1-
4j
1
19
lo
19
1;
I
4
19
18
'O
49
lo
H
9
76
79
XO
81
85
XX
90
93
98
99
3100
3
12
13
16
17
19
20
27
30
38
II
12

15
.y
53
59
60
61
66
67
70
72
73
78
80
83
86
91
08
3201

8
9
II
12
II
15
22
23
26
27
28
20
31
35
39
43
15
16
19
1-0
19
lo
40
10
19
lo
lo
lo
49
o
40
lo
19
to
1
10
!.<
lo
49
o
lo
o
9
lo
lo
I?
lo
lo
40
i
lo
o
19
i-
l-
19
lo
lo
i-
o
1009
19
o
IS
I!
lo
10
lo
10
lo
48
l
lo
lo
lo
19
10
lo
40
lo
lo
lo
lo
49
19
lo
lo
lo
lo
51
56
61
69
70
72
77
80
8",
87
89
95
99
3.300
I
17
19
20
21
21
25
29
31
32
33
38
39
II
12
13
II
05
58
60
2
69
70
73
76
77
78
80
81
82
87
89
97
99
lo I
3
7
13
15
16
36
33
35
37
48
50
52
53
57
58
61
63
73
81
81
8!.
88
8:1
95
96
3503
7
It
O.
lg
19
o
i
19
lo
lo
lo
10
19
10-0
4
lo
1-
19
o
lo
49
i>
44
i
lo
J
I
4o
ig
lo
lo
lo
49
49
19
O 3601
48-
O
1-0
19
4|
I
i|
lo
>
lo
i"
i:
4fi
lo
lg
lo
loo
to
lo
lo
4-0
I;
to
19
I)
1:
i
I;
lg
lg
'..?
lg
19
ig
-
la
19
la
-
19
20
23
2
Si
27
30
32
31
35
39
41
13
19
52
58
64
ti"
68
70
76
77
79
80
82
87
93
94
98
99
100
lo
lo
lo
49!
19
lo
lo
lo
I
lo
19
lo
9
109
ti
lo
lo
lo
4;
1 ~>
16
17
8
12
19
21.
31
36
39
II
H
18
51
59
53
57
61
70
"7
78
80
XI
&>
86
80
93
97
'.IX
99
1701
>
8
12
Is
19
20
91
23
21
26
99
33
37
10
II
11
10-0
i-
Ig
lo
lo
49
lo
lo
lo
I;
4.-
19
lo
lo
19
lo
'"O
lo
lo
19
i
o
49
lo
lo
1-
lo
lo
lg
lo
43
ig
<-
SO
4
i
309
te
4o
51
lo
4a
l
fsj
lg
lg
EERN. TlfP. DE M.F. DE FARIa- 1860
60
63
72
76
81
X8
90
97
99
3804
7
8
II
12
II
20
22
26
28
29
32
33
ati
10
15
16
52
55
56
62
63
66
67
70
81
8
87
90
93
97
98
3900
1
9
12
15
17
21
2
26
30
33
31
38
13
l
17
18
50
57
59
62
63
67
73
7S
79
80
83
81
90
91
93
95
98
49
0
4g
'13
o
lo
lo
o
lo
to
io
lo
lo
ig
lo
te
o
to
lo
lo
Hi-
lo
lo
ig
lo
13
lo
te
40
49
lo
O
'o
lo
19
to
1.3
49
49
lo
lo
lo
100
lo
13
503
lo
lo
lo
O
103
te
lo
lo
lo
19
13
lo
lo
lo "
49 "
Cortes tie chita ;i 2.s<)()().
Continuare a vender corlea de chitas largas de co-
res litas a 23 cada corte : na loja de 1 portas na rua
do (Jueimado 11. 10.
Cliulcs de toii(|n'un e uterino.
Vendem se ricos chales de touquim bordados, e
ditos de merino de cores, ludo por pre commodo :
na loja de i portas na rua do Queimado n. 10.
Salas de cores e brancas.
Vendem-se corles de vestido de seda branca c de
cores, sendo estes por commodo preco para acabar :
na loja d i portas na rua do Oueimado 11. 10.
Vende-se urna armacao de amarello. nova en-
vidracada e envernisada, propria para qualquer loja
de la/enilas linas ou 1 11 Ir., qualquer mercadoria ele
por preco coininodo, a qual armacao foi da evli.irla
toia do llaar l'ernambucano : a ptMM qae preten-
der, podara se entender na rua Nova n. 27, arma-
aein, esquina da rua da Camboa do Carmo.
Na rua do Cabaga, loja de roiudezas ... 4, ven-
dem-se por baralissimo preco as seguinles fazendas :
paroles de papel de cores com 20 cadernos a 620,
boh.es de osso linos para calca pregados em papel,
trozas a -200 r., iranjas com bololas brancas e de
cores, pecas 39500.
Na roa do Cabaga, 'oja .le miudcias n. veu-
cle-se om completo sorlimculo de babado do Porto,
tanto alierlo como lavrado, e de lodas as larguras,
principiando por 3 dedos o acabando em um palmo
leforcado, o qual se vende mais barato do que em
nutra qualquer parle, por se querer mandar ornis
breve possivel a conla de venda ao fabricante,
Milho.
Vendem-se saccas com milho : na rua da Cadeia
do Recifo, leja n. 21.
Cobertores de la.
Vcndem-so cobertores de la de cores escuras, pro-
pnos para fabrica a 1928)1: na rua do Crespo n. 23.
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que existe 110 mercado, vende-se por preco raioa-
vel: uo armazam do Caula, caes da atfandeca
11. 7.
Kob l.'Aflctcur, Vermfugo inslez, salsa de
Hrisiol, pilulas veselaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios vcrdadeirosJ cu. casa de Barlholo-
meu 1-rauciscodeSouza, na rua larga do Itosario
Cobeitores de laa hespa-
nhes muito encorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na rua do Cres110, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Cambraias de seda a 240
o covado.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se cambraias com
llores de seda a 210 o covado, ditas mais linas a 320.
i\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramento.
IVras de algodozinho com loque de avaria a mil
rs., qualro patacas, cinco c dous mil rs., corles de
caica de bnm trancado de puro liubo a mil rs. o cor-
le, chales de gurgurao proprios para casa a cinco
lusloes cada um.
X 84000 o corte de vestido para senhora.
I ara baile?, saraos, Ibetlros, visitas, etc., etc.,
vendem-se na rua ies de urna raleada de seda c lia denominadaPri-
mavera ; esta fazcuda lori.a-se recommcndavel pela
qualidade, gostose preco, e por laso he inulil qual-
quer elogio. Na mesma cas vendem-se sedas esco-
cezas de hoyos padres a 19 o covado.
> endem-se caixas com velas decarnauba liqui-
da e de composicao, arroz pilado em saccas. fcijAo
muilo bom em saccas do alqueire a 83IHK), milho
a granel muilo uovo na rua do Vigario u.5.
Uua da Praia, natravessa
do Carioca, armazem
n. 7,
vendem-se mais barato do que em oolra qualquer
parle saccas de aiqueire, medida velha, com farinha
de Santa Calharina, a mais nova e mais fina que
existe no mercado.
Farinha de Sania Calharina, sacca de al-
, 9ueire I96OO
Dita de S. Malbeiis, dita dito 19500
ila de Alcobaca, a sacca 33 c 30800
Arroz pilado muilo superior, a arroba 19300 e OOO
Olio de casca, saccas grandes 4-9500
Milho, saccas grandes e muilo novo 20800 e:l600
Moinhos de vento
com bombas de reputo para regar borlas e bai-
ia dceapim : na fundicao de I). W. Bowman,
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10.
A boa fama
VENDE BARATO.
IJIIK)
13280
1o000
10280
210
560
200
280
210
300
160
600
280
120
500
50
90
80
60
10
MI
500
600
10
200
240
too
800
300
11
90
10
2S600
320
II)
560
!;i.raad8.l,i"hasb.ranc;,s M. 69, 70, 80, a
Ditas de ditas ns. 100 e 120
Duzias de lliesouras para costura
Dantas de ditas mais linas e maiores
Macos do cordao par., veslido, algun.a cousa
encard.dos com 40. SO e 60 pal10s,
rejas com 11) varas de hico estreilo
Caixinlias com agulhas francezas
Caixa) com 16 nvelos de linbas de marcar
1 ulceiras encarnadas para meninas e senhoras
I ares de meias linas para senhora a 210 e
Miadas de liabas mallo linas para bordar 100 e
brozas de boles muito linos de madrcnerola
Ditas de ditos muilo linos para calcas
l'i\ellas douradas par calcas e coleles
Fenlesdeverdadeiio batis para alizar,a 300 e
Pecas de lila de hubo brancas com 6 e meia
varas
Caixas com colxcies grossos francezes
Carr.leis de liabas de 200 jardas de muilo boa
qualidade c de lodos os nmeros
Macinhos com 10 grampas, e de boa qualidade
raras de suspensorios de bouilos padres
Torcidas para randieiro, duzia
linleiros e areeiros de porcelania, par
Carleiras de uiarruquiui para algibeira
Canelas muilo boas de melal epao20e
Caivetes de aparar peonas
Meias brancas e cruas para homem, 160, 200 e
Iraucinha de la de caracol e de todas as cores
palmo
Duzia de peales de chilre para alizar, bons
(irosas de boles de loura piolados
l'ecas de lilas de coz 2) e
Csrreleia de liabas de l(H) jardas, alor Ale-
xandre
l.inhasprclasde medinha muito boas
l-arlas de alQnelea da boa qualidade
Oaaia 'te peatea abortos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, lazenda muito boa 240 e
livclas de ajo com loque.de ferrusem para
calca
''.rusas de fivclas para sapalos
Caixinhas envernisada: com palitos de fogo
de veljnhas
Caixinhas de pao com palitos de fogo bons
Caixas com 50 caixinhas de phosphoros para
charutos
Cbaruleiras de vidro 60 e
Casles para bengala muilo bonitos
Atacadores prelos para casaca
Sapaliuhos de la para enancas, o par
Camisas de meia para crianzas de peitu
Irancelinspara relozio, tascada boa
Eacoviaoas para denles
Alen, de lodas eslas miudezas, vendem-se oulras
mu.l.ss.mas, que visla de suas boas qualidadese
baratos preco., causa admiracao aos proprios com-
pradores na rua do yen,ado, na bem couhecida
loja de uiidezas da boa-fama 11. 33.
Cal de Lisboa.
Venilo-se orna porcao de barra com cal de Lisboa
por barato preco, c relalho a 3o o barril t na ruada
ladea do Kecife 11. 50.
I AKIMIA DE SANTA CATIIARNA,
moilo nova e de superior qualidade. a bordo do bri-
gaa escuna Rpido, tundeado em frente do arseual
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
comCaelanoC>riaco|daC. M., no largo do Corpo
Oaulo n. 2j.
Livros C'assicos
\ endem-se os seguimos livros para as aulas pre-
paratorias : Hislory of Rome 39000, Thompson 2o,
nsa6 e 8 lrS""e 250'J "* P'aia da IndePendeD,:|a
SEMEMES.
Saochagadas de Lisboa, eacham-se i yenda na
ruada. Cruz do Kecife n. 62, taberna de Antonio
rranciscoMarlins as seauinlessementesde horlali-
ces, coma sejam : ervilbasL.ita, senoveza, e de An-
gala.reljaoearrapato, rxo.pinlacilyo, e amarello,
anace repolhudae allemAa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabaneles brames t encarnados, nabos po-
ro e branco, senoiras brancar e amartIVas, couves
trinchuda, lombarda, esaboii, sebola de Selubal,
segurellia,coentro de Inaroira, rcpolho c pimpinela,
e nma grande pon;jo de dillcrenles sementes, das
mais boi.ilas flor- s para jardn).
Bichas de Hamburg:o.
Na rua ettreila do Rosario n. 11, deposilo das ,_
chas de llambuigo, exislem os ceios a 30, e aW.
gam-se a 320 cada urna.
~ ,VS0 11a rua de Santa Rita taberna n. 5.
i olhiuiiiM
PiBiOCOBBEITEilIO.
Folh.nhasde algibeira eontendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e aduanal desla provin-
cia, tabella dos direilos parDchaes> resurao d im.
postosgeracs, provinciaes.. municipaes, extracto
de algumas posturas, pro^dencias sobre incendios,
entrudo mascaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendtmentos e exportado da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas ccciesiasticas ou de padre, com a reza de s'
Tilo a 400 res: na livraria ns. 6 e 8, da atan
da Independencia.
Na rua do Quemado n. f,
continaase a vender atoalhado limpo por 2o. e com
touqu.n, bordados matiz por 15, cassas francezas
decora'C"' leDclnnos.de "ssa com cercadura
' ,}'.. peta, de bretanha de puro lint.
Sanli.l,ana.ea Recreata. A"$2%
dro, 2 ensarnes com 36 palmos, 1 "porta notaTroto
I. da postora, urna pedr.s que podem s.rv, pa
soleira, e com 10 palmos qoe serve para hombrei-
ra, 1 sacada, 1 harnea com arca de fingir, e urna
poreflo de cal de caiar : na raa do Rangel 21.
balitre su erior.
\endc-see muilo barato, Ba loja de ferasesada
ru. do Qoeimado n. 35, em porci e I rVlahT
-Em casa de Henry.Brunn & C, rua da Cruz
10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.


120
20
too
MI
II
O
320
."i
lo
I mi
Hig
elogios
ezes de pa-
tente,
rs. o co-
Albaneza a 900
vado-
_ Anda ha dessa econmica rascada jai bem couhe-
cida, de cor prela, luslrozas, com 6 a 7 palmos de
largura, propria para vestidos, manlilhas c oulros
ralos: na rua da Quemado, loja n. 21.
Cal virgem de
Lisboa e potassa da
Russia.
Vende-se na ruado trapiche n. ',) e II, cal vir-em
de Lisboa, nova a 59000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Russia a 300 rs. a libra.
Reiogios de patente
iijjiczes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razotivel, em casa de
Augusto C de Abren, na rua da Cadeia
do Recite, armazem u. .10.
Vende-se a muilo aerrditada padaria do Man-
goinbo, sita ua casa do Sr. cirurgan Teixeira, com
muitas fregoezias na Capaaga, Allliclose Roa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual tem todos os perlences
a trabalhar, e na mesma lem um cavallo para en-
Ireca de pao na reguezia : para tratar, na rua da
Snledade n. 17, ou ua mesma.
Guaran.
Na rua da Cadeia n. 17, loja de miude/.as, vende-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco commodo.
IXV.\S de torcal.
Vendem-se lavaa prcias de torcal, chegadas nlli-
mamentede Lisboa, pelo baralissimo preco de ISOOO
o par : na rua boa fama ... 33.
Fazendas de bom gosto
per limitados prec-os.
Alpacas de laa e seda de qaadri.ibos roiudos a 2S0
o covado, enres de Hallabas de cr a 3,-> o corle,
cambraias lisas linas de diversas cores a 39 a peca,
cassas de cores para vestidos a (H) rs. a vara, ditas
de anadeas para babados a 2;2tKI a peca, cambraias
brancas bordadas a OO rs. a vara, ditas brancas cora
salpicos de cores a 100 rs. a vara, chales de laa e
seda de cores a l?i(H) cada um, ditos de cassa bran-
c.is adamascados a 00 rs. cada um, alpaca prcla
fina com 6 palmos de laraora a SOI) rs. o covado.
grvalas de mola prelas e de cores a I.? cada nina,
guardauapos adamascados a 2>S00 a duzia. loalhas
31 de rosto de lu.ho a 500 rs., c outras muilas fazendaa
1> baratas : na rua do Quemado n. 27, armazem de
lazendasde t.ouvcia $ Leite.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jarome Tires ven-
de-se superior ftirinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porroes irala-se com Mauoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. ti.
20a
49
-i
19
205
15
19
1005

i 5
19
i-
iv
17
i-
Aeneao
..-----w ^.-^...w ta .......o ...i_.., |i,,.|iiiu | na inuim
do esclavos a 160 o covado, colchas brancas adamas*
. cadasdcjnuito bom goslo a 5>, atoalhado adamasca-
jdo com 7 palmas de largura a 1-600 a vara, loalhas
de panno de liubo eteoxoadaa e lisas para rosto, as
mais superiores ipio lem vindo ao mercado, dilas
para meia, guardauapos adamascados e outras mui-
las fazendas por preco commodo : vendem-se na rua
I do i .ropo, loja da esquina que volla para a rua da
Ladeia.
os melhores fabricados em Inslalcrra: em casada
Ucnry Oibson : rua da Cadeia do Kecife n. 52.
AGENCIA
Da fundicao Low-.Moor, rua da Senzala-No-
va n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um com-
pleto soriimento de moendas e meias moendas
para cn,r;enho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de todos os tamanhos para
* 13S500
Vendc-secal de Lisboaullimamentechegada,as-
sim como potassa da Russiaverdadsira : na prara do
Corpo Santo n. 11. *
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhosde relrozde todas as cores para pescoro
de seuliora e meninas a ljOOO, baralbos de cartas B-
Bissiraas para vollarele a 500 rs., loucas de laa para
senhoras e meninas a 600 rs., lavas de lio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhoras a OO,
>00 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo linas a'
I?, ricas lavas de seda de lodas as cores e bordadas
com guaruicf.es e borlas a 3a e 39500, rica) abotoa-
duras de n.adreperola e metal para colleles e palitos
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a -9500, meias brancas muiliss.mo finas pa-
ra senhora a oOO rs. o par, floiisissas navalhas em
ealojoa para barba a 2a, ricas caixas para guardar
joias a 00 e 19500, e.ixas muilo ricas com repart-
meato) nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2>i00, 3e 3&500, papel proprio para
os namoradosa 10. 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo elegantes, proprios para eslua
danles ou mesmo qualquer estabelecimento pela boa
luz que dao a 5,5, Iravessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo barato preco de la. pastas para
n.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos parajardins.
Cadeiras e sofs parajardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Ns fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambera no DEPOSITO na rua. do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha. fis
sempreum grande sortimento de taixas, Unto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas era
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de dospezas. Os
preeps sao os mais commodos.
b .d,P >.., E, J, '" p*"** ',ara / a"*s mu"'nio linas, cabo de mar
guardar pape s a 00 rs., espelhos de parede com ar- Univeles de aparar penoas muito lino-
macaodouradaese.il ser dourada a .Vio. tisi. i*, na rna ,in n. m,aH-..;L .". V. .
CHAROPE
DO
BOSQUE
Koi transferido o deposito desle charape para abo-
tica de Josc la Cruz Sanios, na rua Nova n "l
garrafas 53500, e meias 39000, sendo falso' todo
aquello qae nao tor vendido ueste deposilo, pelo
que se faz o prsenle aviso. "i^
iWfRAIIII PARA 0 PUBLICO.
l'ara curade phlvsica era lodososseusdiBereaia
graos,quer motivada porconslipacOes, losse, aeth-
SS'i ""; es-i,rros de sansuc-dr de C>'ad
peilo, palpitado no coracao, coqueluche.broncliiie
d<.r nasarganla.e todas asmolesliasdos oreaos pul-
monares. y
TIRaNDIS E GRADES,
Uro lindo e vanado sortimento de modellospara
varandase gradaras de goslo iodcrnissimo Vna
undicao .la Aurora, em Santo AWo.e no deposi-
to.da mesma. na ruado Brum. F
Superior cafe de primeira sorte, vin.
do do R.o de Janeiro : no Passeio Publico
loja a. 11,
A boa- fama
VENDE BARATO.
Ricos penles de tartaruga para cabeCa laOO
U.losde alisar lambem de larlaroga 3Mal
Lindas meias de seda decores para enancas '#m
audejas grandes e de pinturas linas 59,91 e 58000
Papel de peso e almajo o melhor qoe nde
haver 49000 e
Penosa de aSo, bico de laoca, o melhor que
ha, agraza H
l)ilas mnilissimo finas sem ser delanra
culos de armacao de acocora graduroes
Lunetas com aunaran dourada
Ditas com armacao de tartaruga
Dilas com armacao de bfalo
Dilai de 2 vidros com armacao de lartaruga
loucadores de jacarando com bons espelhos
unos sem ser de Jacaranda 1a500 e
Meias pretas compridas de lata
Bengalas de junco com bonitos casloes
Ricos chicles para cavallos grandes e os-
quenos a 800 rs. e
Grvalas de seda de todas as cores a la e
Atacadores de cornalina para casaca
suspeusonos linos de borracha a 100, 500
Pentes muito linos para suissa
tscovas moilo linas para caballo
Lapachos piulados compridos
Boles hn.ssimos de madreperola para camisa 19998
yuadernos de papel paquele muito fino 80
on.ius sspsliobsa de merino para crianca) 1*500
Kicas canelas para pennas de ac a 120 e 200
Ricos porta reiogios a 1a800 e i00t
ticas caisasf.ua. de melal para rape a 500 e ""oOO
fcscovas muilo linas para unhas a 320 a
lillas finissimas para cabello laOO e
lilas .hias para roopa la, 1*200 e
Papel de linho proprio para carlorios, resma
Pinceis linos para barba
Dosis de lapisraoito finos paradesenho
Lapis finiss.mos para riscar, a duzia
Dalias de facas e garios finos
ilas de Tacas e garto) de balaoco moilo finas JOO,,
i.!".?!!"*mu""5,ni0 f,nas.cabo de marflm 1500O
55000
15-200
6*0
800
000
JOOO
500
35000
taooo
28000
15S00
500
15000
16200
320
600
500
640
7Ctt
640
25000
2*000
4at)00
200
800
500
36000
macao dourada e sen. ser dourada a oOO, 700, l/"e
l.-vOO, escovas moilissimu finas para-dentesa500rs., .. >..
ricos leques com plumas e espelhos e pintoras fins- seodaida boa fe.
simas a 2* e 3a, cbaruleiras fi------* ---
., .mas a2*, ricas galbelei-
ras para azeite e vinagre a 2*, ricas e linissimas cal-
as para rap a 2*500 e :t*, penles de bfalo, fazen-
da mu.to superior, para tirar piolhos a 500 d., ditos
de niarlim muilo bous a 400, 500 e 60 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de folhas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com extractos
mu.lissimo liuos a 1*200, t*50, 2* e 2*500, jarros
de porcellnna delicados e de moderos goslos, com
banha franrea muilo fina a 2*, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muito boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Culonia de Piver a i0e 15, sabonelcs linos
e de diversas qoalidades, pus para denles o mais fino
qne pode haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumaras,
ludo de muilo goslo e que se vendem barato, tesouras
n.uilissimo linas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para costuras, trancas de sedas de
bonitos padres e diversasJarguras e cores, ricas filas
de seda lisas e lavradas de lodas as largaras e cores,
bicos de liubo linissimos de lindos padres c lodas as
larguras, ricas franjas de algodao brancas e decores,
proprias para cortinados, e outra muitissimas consas
que ludo se vende por to barato preco, queaos'pro-
pros compradores causa admirarlo: i.a rua do Qaei-
mado, na bem couhecida leja de miudezas da boa
fama 11. 33.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundicao de ferro do I). W. Bowmann ua
rua do liritin, passando o rliafam, contina ha-
ver um completo sortimento de taixes de ferro fun-
dido e balido do ."> a 8 palmos de bocea, as quaes
arham-M' a venda, por preco commodo e com
proraptidao: einharcam-se ou rarregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Johnslon&C,
rua da Senzala->ova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, randieiros e caslicaes
bronzeados, reiogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinlio Oierry em barris, ranas de ferro,
' *< < ii'ii1' ., 1 1 ., 1 i '11 iii', .i.ii.i.- 111; 1 (_ 1 til-
Riscado escuro c moilo largo, proprio para roupa fio de vela, chumbo de munico, arreios para car-
J2f2T"?.^i^2?0J -r"lcl:a",',ra."Ms.a.dam''s- JO. lonas inslezas.
lonas inglezas.
I'm completo sorl.mento de bordados como se-
jam, camisetas com maogss, collarinhos, peitilhos,
romeiras, ramisus, cofinhas e pelerinas ; lambem
ten. um completo sortimento de ricas flores, enlejes
para cabeca, filas c os verdaderos e modernos bicos
de linho : ua rua da Cadeia-Vclha n. 2, priraeiro
audur.
- __.., ,.,,. ,,,,,,., uni WfT
na rua do ijueimado, nos Qualro Cantos, na loja de
i.udeza dd Imm ra,n 33, defronte da loja de a-
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a8*000 o par preco (o) as
ja bem conhecidas navalhas de barba, feitas pelo tu-
bii fabricante que ha sido premiado em diversas ej-
pnsicoes : vendem-se com .1 condico de n3o agra-
dando poder o comprador devoive-lss ale 30 das
depois da compra, testiluindo-se a importancia : em
casa de Augusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do
Recife n. 36.
i$- $cva0O fgidos.
Contina andar fogida a prala Merencia, cri-
oula, idade de 28 a 30 annos, ponco mais ou merina
com os signaes scguinles : falta de denles na frente ,
urna das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua do Rroro, armazem de
assucar n. 12, qoe ser >jem gratificado.
(iratilica-se com 100*000 a quem pegar o es-
cravo cabra, de nome. Paulo, fgido no da 1." de
maio do correute anr.o, tendo os signaes se&oinles :
alto, grosso do corpo, sem barba, picado das beiigas,
com um talhojunlc. ao nariz no lado dir.lo : levou
bastante roupa, sendo calcas de brim, nm paul de
alpaca prela ele. e oorzeguins : jolga-se ter ido pa-
ra a provincia de Vernambuco, onde tero prenles
no Limoeiro, ou para a Alagoa Nova uesta provin-
cia, podendo ru.i'tuzi-lo a esta cidade a seu Sr. Jote
Antonio Pereir.i Vioagrt, ou a Pernambueo a entre-
gar )o Sr. Auto..i.. Francisco Pereira com toja na
rua do Crespo. Parahiba do Norte 2 de maio de
I8.J6.
Fusio do Kio Formoso de casa do Sr. Jos
Beiito de Miranda o escravo crioulo de nome Filip-
pe, idde 30 annos pouco mais ou menos, cor prela,
cabellos bem capinhos, boa estatura, grosso barbado,
algnmas vetea rapa c oolras deixa ficar pou-
ca barba, he de-.lenl.ido. tem urna marca de fa-
lli enliga ua testa, cilios pequeo- e vermelhos,
rosto descarnado, andar pesado, nagedas levantadas
com cicalrizes de chicote ; gosla de batuque e bebe
muilo, Irabalha de mestre de assucar. Esle es-
cravo pcrlenccu ao Sr. .loaquim Cavalcanl, Sr. do
e..-enlin Paulista. lu vendido ha cinco annos ao Sr.
Manuel (ioncalves llraga. e boje prrtencc ao Sr,
Domingos Soriauc. de Ol.veira, Sr. do eugeoho On-
ea, do termo do Rio Formoso, e acbava-se em casa
do dito Sr. Jos liento de Miranda, para ser ven-
dido ; consta ter sido visto nesla cidade : por isso
roga-sc as autoridades policiaes e capules decam-
po a cap...a do mesmo, levaudo-o a rua da Cadeia
n. 60 primeiro audar que, le recompensar gene-
rosamente.
'..
MUTILADO
ILEGIVEL


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ESGM1VBOD_TF3ANI INGEST_TIME 2013-04-24T19:09:28Z PACKAGE AA00011611_07390
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES