Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07389


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Full Text
ANNO XXXII N. 120

Por 3 mczcs udiantados f|QOO.
Por o meses vencidos 4$500.
TER{\ FEIRA 20 DE MAIO DE 1856.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCAKREGADOS DA SUTiSCniPCAO' no muite
Parahibe, o Sr. Gervaiio Y. di Natividad* ; Naial, o Sr. Joa-
Sm 1. Pereira Jnior; Araeatj. o Sr. A. de Limos Braga :
r, o Sr. i. ote de Oliveira ,- Maranhao, o Sr. Joaqun] Mar-
Si Rodrigues ; Piaubj, o Sr. Domingo! Uerculano A. Pessoa
ruase ; Para, oSr. Juitiniano J. Ramo; Amaionas.o Sr. Jer-
nimo da Cosa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
iiiimli : iofa ,.. .la-. ,i. n, saeta horas iln efe.
Ignara*, (mmmi < I'.ii.iIhI>j : ius e*nda p sottais^Mffas.
v Aula '. i;-'.-no.. H.d.itM.Cmwtii, Alintl.....Garaalniu : h lifca-lelri
S. I...ui..;, Mao-U MI,... Nararrlh, Uaoriro, Kn-jii, IV-,|U.ir.., loga
ura. Flotea, iilla-IMIa, ROa-Yhlii, Oarinn r F.ia na. n/aania-frira,
l'-abii, lawjwra, SeriaiaVaa, Kio-Fon....... Dea, Daneiroa, Agaa-Fresa
'iimoit, ir.i. < YiUI : qalntaa-lclrw.
Todo* v* a-raa |..,n,'m j> lo lioi.i- Ja maulia.
Audiencias dos tribunaes da capital.
Tribunal do commerrio I quartai> sabbados.
Rrl.ic.io : lercas-feiraa e sabbados.
Fazenda : quartaa e sabbadoi ai 10 horas.
Juizo do commerjo : segundas ai 10 boras e quintas ao meio-dia.
I uno de orphaos .- ir cundas a quintas aa 10 horaa.
Primeira rara do civel.- segundas e antas ao meio-dia.
Segunda rara do civel: quartaa e aabbadoi ao meio-dia.
ii'in y lililes DO JUEZ DE MAJO
4 La ora aos 34 minutos, 48 segundos da tarde.
11 Quarlo creseente as 5 boras, 37 minutos e 48 segundos d
20 La eheia aos 22 minutos e 48 segundos da manba.
27 Quarto mioguante as3 boras, 1S minutse 48 segundos da tar
. I'REAMAR DKIIOJE.
Frimeira as o horas e 18 minutos damanhaa.
Segunda as 4 boras e 42 minutos di larde.
PARTE OFFICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta al* da 15 4a maio.
OflieioAo K\m. cmnmandanlc superior da guar-
rla nacional do municipio do Recita, autorisando-o
a mandar addir a n ni dos eorpos da reserva o le-
neole qaartel-meslre do primeiro balalhao de in-
fantaria, Aolonio Joaquim de Vasconcellos, cujo re-
qnerimenln devolve, al qae o conselho de qualifica-
r\o contemple o supplieanle na lisia da mesma re-
aerea.
I "*?" ~* ^ ""poi0. declarando qae Joo Francisco
Saraiva de Menezes nao I >i compreliendido na por-
, tara a qae se refere o oflieio da presidencia desta
dala, por ja ler patente do posto de altares da se-
gunda corapaDhia do quinto balalhao de infantaria.
Dito Ao mesmo, acensando recebidas as copias
autlienlieas, que S. Exc. remetteu, das listas da guar-
da nacional activa e de reserva da qualro fregu
as desta capital ero o anno passado.
Dito Ao niesnio, dizendo que, visto ter S. Exc.
de rclirar-se para a corle, soda passar o commando
superior da mema guarda nacional ao oflicial a
qaem por Ici competir aubstitoi-lo.
Dilo Ao Exro. murechal coimnandante das ar-
ista, remetiendo, para ter o conveniente destino, a
f de oflieio do lenle do dcimo balalhao de infan-
taria, Jos Hermenegildo Leal Ferreira.
Dito Ao inspector da (hesouraria de fazenda,
declarando qoe, era visla de sua informadlo dada
acerca do lequerimento em que o vigano Feliciano
Pereira de Lira, pede licenc.i para vender a terrea
parte da casa terrea n. 1, sita na ra do Hospicio,
linrnii em dito reqaerimento o despacho seguinle :
Sim, pagos o direilos nacionaes.
Dito Ao momo, para que, de conformidade
om a portaria de .'10 de abril ultimo, mande pagar
ao Dr. Manoel Huirle de Farias o que Ihe compe-
le como medico do quinto dislriclo da freguezia de
Sanio Antonio. Tambero maodon-se pagar ao ci-
rargiaO Jos Antonio Marques, encarrejado do pri-
jeiro dislriclo medico da freguezia de San-Jos.
Dilo Ao mesmo, recommendando qoe mande
Mgar ao acadmico de medicina, Jaime Gomes Ro-
.linsou, a importancia de um mez de gralificaro, na
azXo de :M)3 rs. por da, a contar de 17 de marco,
deduzindo-se da referida importancia o que por con-
la desse vencimenlo ja se tiver abonado ao mesmo
ieademieo.
Dilo Ao mesmo, mandando pagar ao doulor
Francisco Cooralves de Moraes, oa forma da porta-
ria de 30 de abril ultimo, dous mezes de encimen-
tos como medico encarregado de districlo. .
Uilo Ao mesmo, para mandar pagar ao l)r. Fir-
mino Jos Doria, que esleve em commissao medica
no Limoeiro, a gratificado diaria de 10o rs., a con-
tar do dia 17 de marro at 11 do correnle, adver-
tindo-lhe que ao mesmo Dr. fura abonada a quanlia
de :I005 rs. na Babia por conla de seus vencimenlos.
lanihem mandou-se pagar ao doulorando lieu-
venuto Pereira do Lago, que j receben a quanlia
de :W0J> r.
IMIo Ao inspector do arsenal de marinha, di-
zendo licar inleirado de haver S. mr. enviado para
o Ceara, no liiate .Voco Olinda, a plvora viuda do
arsenal da guerra da curie com deslino aquella pro-
vincia ; e declarando que solicilou do Eim. presi-
dente daquella provincia a etpedic.o das conveni-
entes ordens, para aer paga all a importancia do
rale por que foi contratada a conrtac,ao da dita pol-
*"> Ofliciou-se a respeito ao mencionado pre-
sidente.
Dilo Ao juiz de direilo do llouiln. Accusau-
4o recebido o oltlcio em que Vmc. mo participa que,,
por estar a epidemia enlincta ness.i comarca, remet-
ara aojult le Oircilo de Flores, onde ella arlo l-
menle grnssa, al^uns soecurros alimenticios que res-
tavain dos que foram enviados pclosoverno, alim de
lerem distribuidos pelas pessoas miscraveis, lenlio
a declarar que,' nito s approvo, como julgo mui
acertada i medida que Vmc. tornara.
Dilo Ao director das obras publicas, aulorisan-
do-o a mandar fazer com urgencia os reparos de que
precisa o primeiro andar da casa que servio de ca-
deia oesta cidade, afimile nella funecinnar o tribu-
nal do jury, con osquaes poder-sn-ha gastar a quan-
lia de 5:500$ rs. segundo S. me, declarou. Com-
inunicou-se i thesouraria provincial.
Dilo Ao coromandaole do corpo de polica, di-
zendo que pode passar escusa ao soldado daquelle
corpo, Jos Alves Camello, visto nAo querer elle con-
tinuar no servido do mesmo corpo.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, re-
commendando que, de conformidade com o parecer
da contadoria daquella thesouraria, loca levar a can-
aieoaco do artigo t-> da lei do orcaMento vingeole.
para ser incluida nos pagamentos das prestaedes do
contrato de Antonio Victorino Pacheco, arrematan-
te do quarto lanco da rarailicacAo da villa do Cabo,
a quanlia de ti::l27/i8(i rs. i que tem direilo o men-
cionado arrematante. Communicou-se ao direc-
tor das obras publicas.
Portara Ao agente da compaohia das barras dj
vapor, para mandar dar passazcm ale a Baha, por
coala do governo, no vapor que te espera uo noria,
a* acadmico Leandro Carlos de So.
Dita Normando, de. conformidade com a prq-
posla do lenente-coronel commandante do qoinlo
batathao de intanlaria da guarda nacional do muni-
cipio do Recita, para ofliciaes do mesmo balalhao,
aos ridadaos se,guintes :
Eslado-maior.
Tenenle qoarlel-mestre, Manoel Jacinlho Pereira.
Altares secretario, (iervasio Elvsio Bezerra Caval-
canli.
Dilo porla-bandcira, Joaquim Riheiro de Brilo.
Primeira companliia.
Capitn, Jos Francisco de Barros Kego.
Tenenle, Joo Lins Cavaleanti ile Albuquerque,
Terceira companhia.
Capilo, Manoel Cavalcanli de Albuquerque.
Tenenle. Joo Gil Paes Brrelo.
IJuarla companhia.
Capilao, Francisco de Paula Cavaleanti da Silveira.
Tenenle, Francisco Jacinlho Pereira.
Qainla companhia.
Alteres, Antonio Carlos da Silva I- r.uo-u.
Sella companhia.
Capilao, Benjamim Peres de Albuquerque Ma-
ranlio.
Tenenle, Jos Bernardo da Rocha Falco.
Stima companhia.
Capilo, Francisco Rufino Correa de Castro.
Tenenle, Joo Carneiro da Cunha e Albuquerque.
Oilava companhia.
Capilo, Jos Filippe Correa de Caslro.
Tenenle, Joo Carneiro Leilo de Mello,
l'arlictpou-se ao respetivo commandante superior.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel general 4o commando das armas 4a
Pemaoabnco na cidnde 4o Reclfe aa 17 4a
malo 4a'1856.
ORDEM DO DIA N. 961.
O mareclial de campo commandante das armas,
faz certo para sciencia da guarnicao, que o governo
de S M. o Imperador houve por bem indeferir o re-
qiieriinenlo em que o Sr. capilao do 4.- balalhao de
arlilharia ap, J Angelo de Moraes Reg pedio pas-
sagem para uina dascoinpanhias de arlilharia do cor-
po provisorio da provincia do Amazonas, segundo
cousla do aviso do ministerio dos negocios da guerra
de .'1(1 de abril iillimo, que por copia Ihe foi Iraus-
miltiilo pela presidencia com o oflieio datado de hon-
lem.
Faz cualmenle certo para os linsnecescarios, que
o mesmo governo foi servido declarar por aviso de
igual dala i .'Mide abril ) que n.lo obstante as irregu-
laridades encontradas pelo actual Sr. tenenle coronel
commanilaiiledo 1(1 balalhao de infantaria na es-
eriploraco do respectivo livro meslre, deve o refe-
rido Sr. c : i n in. ni .I.i ii le escriptura-lo al que se con-
cilla, rorrigindo-se no novo livro as fallas que se en-
conlram no que ora subsiste.
Previne-se aos senhores enmmandantes de eorpos
ecompanhias fixas, que esla designado o dia 1!) do
correnle para a sabida do Iranspurle Legalidade cora
destino ao presidio de} Fernando, c que a urna
hora da tarde desse dia deverao estar no arsenal de
marinha, afim do serem remedidos para bordo, nem
so as sentenciados mililares eos volumes contando
fardamentn para o destacamento all "existente, co-
mo as pracas que huuverem de destacar para aquel-
le presidio.
Jo' Joaquim Coelho.
DAS da semana.
Sagunda S. Pedro Celestino p. S. lio f. s. Dunstano b. ,
JO Tarca. S. Bernardino de Sena I., S. Pantella viu. S. Columba
-l Quarta. 8s. Marcos, Tbeopompo e Valente bb. S. Hospicio
22 uinu. 9 Solemnidade do SS. C.rjio de Christo. S. Riu lie C.'
?. o f ? ? B",l, arc" s- lc' 14 Sabbados. Vicente de Lerins., S. Manahem proleta.
25 Domingo 2. deimis do Espirito Santo. S. Gregorio 7. p. ,8, SI.
IITERIQR.
RIO DE JANEIRO
SEWDO.
SESSAO EM 9 DE MAIO DE 1858.
/'residencia do Sr. Manoel /guaci Cavaleanti de
/Atcerda.
A's II horas da maiiha, reunido 20 Srs. senado-
res, abrio-se a iesso, e passou-se ao seguinte epe-
dieole :
Um oflieio do presidente da provincia do Para re-
metiendo dous evemplares da falla coro que no dia
Jt> do oulubro prximo passado abri segunda ses-
sao ordinaria da 9.a legislatura da assemblca daquel-
la provincia. A secretaria.
Dos presidentes das provincias da Parshiba, S.
Paulo, lin\ az e S. Pedro do Rio Urande do Sul, en-
viando copias aulhenlicas dos actos legislativos pro-
mulsados pelas respectivas assenildeas provinciaes
as sessocs ordinarias do anno passado. A' com-
nii.-.i i de asscmbleas provinciaes.
Do presidente da provincia de Minas Geraes, la-
zando igual remessa, acoinpanhada de varios rcgula-
mentos expedidos por aquella presidencia no mesmo
anno. II mesmo destino.
Do lee-presidente da provincia do Para, acompa-ii
libando Hous e.cmplares do relalorio com que no
de jullio de 1835 passou a adminisiraco
correnle, sobre o requerimenlo em que o Sr. sena-
dor Manoel Felizardo de Souza e Mello, pedio licen-
c,a para ir a Europa tratar de sua saude pelo lempo
da actual sesso.
Foi opinada, e cnlrou conjnudamente em discus-
s3o a sesuinle emenda que licara sobre a mesa em 7
do crrenle:
o I'roponho que se faja extensiva ao Sr. senador
Almeida e Albuquerque, o qual se acha actualmente
em Franjea por igual motivo, o favor que o senado
acaba de conceder ao Sr. senador Manorl Feli/.ardo
de Souza e Mello, relativamente ao vencimenlo do
subsidio na presente sesso.
a Paco ilo senado 7 de maio de IHVi. BapliHa
de Oliceira. Vhcondc de Maranguape.
Discutida a materia foi approvado o parecer, e
regeilada a emenda.
Veio .1 mesa a aeguinte declaradlo de voto:
ir Declaro que vulei pelo parecer da commisso
nice leudo o subsidio ao Sr. senador Manoel Feli-
zardo, e pela emenda que tornou extensiva os.a ron-
cesso ao Sr. Almeida e Albuquerque___BtWfafla
de Olireia.
Entran em terceira discussao a proposico da c-
mara dos depulados approvando o contrato celebra-
do a 1! de jaueiro de 1855, pelo governo imperial com
o gerenle da companhia de paquetes a vapor.
A discussao licou adiada por nao haver casa.
O Sr. /'residente deu para ordem do dia a conli-
nuacao da discussSo adiada, e levantou-se a sesso
1 boca a 23 minutos da larde. |
No dia S nao houve ses-o, a na cmara dos depu-
lados nao houve a S nem a !).
din:ll
PERMAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Seaaa'o or4lBara 4a 15 4e malo 4a 183(i.
Presidencia do Sr. Baro de Camaragibe.
As 11 horas da roanha faz-se a chamada, e adia-
se prsenle numero legal de Srs. depulados.
0 Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. segundo secretario faz leitora da acia da
sesso antecedente, que he approvada.
0 Sr. primeiro secretario le o seguale
EXPEDIENTE :
1 ma pelico da irrnandade de Nossa Senhora do
Desierro em Pao d'Atho, pedindo a approvacao de
seu compromisso.A commissao de negocios "eccle-
iasticos,
He Itdo e approvado o seguinle parecer.
A commissao de ordenados para inlerpor o seo
parecer sobre o requeiimenlo do professor Manoel
Francisco Coelho, preciza que pelos cauacs compe-
tentes seja ouvido o presidente da provincia, acerca
da prelenraa do supplieanle.
Sala das commissoes, 15 de maio de 185(1.Theo-
doroM. I reir Pereira da Silva.Siqueira Caval-
eanti.
lleudo e julgada objecto de deliberacao e manda-
da imprimir a seguinle resoluto.
o A commissao de eslalisliea examinou as recia-
macGesdos hibitanle de Pripiri, e da cmara mu-
nicipal do Bonito, relativas a conlcnda que existe
entre o vigario do Allinhoe de Bonito sobre limites
de suas respectivas freguezias; e tendo obtido a
commissao da nuloridade competente os esclareci-
mentos e informaeoes que pedio o anno passado, he
de parecer que se adopte a opiniao do visitador, re-
conhecida pelo excellenlissimo diocesano como a
mais acerlada ; para islo olTerece a commissao a se-
giiiuta resoluco.
A assemblca legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Vrt. 1. Os limites da fresuezia do llnnilo sero
trihue para que se Ihes conserve mais alguns mo-
mento* de vida, dos quaes possa lalvez resallar a
miiilanca 011 reforma das opinics.
O Sr. l.arcrda : Ven a reacio.
O Sr. Sabino Olegario : Anlevejo o resollado
desfavoravel da votajao ; mas nem por isso devo
cruzar os braco, ; e antes me cumpre fazer o que
fazeni os mdicos que, empresam os ltimos estar-
nos d'arte quando vem os seus enfermos lulando
braco a braco com a morte.
Nao era miuha intencao, Sr. presidente, lavara
discussao para o ladoque acaba de a levar o mcu no-
bre collega; |iorque eu entendo que esla assem-
blca ou as asa'emblcas polticas, nao sao losares com-
petentes em que se possa discutir os principios da
sciencia ; eulendia que as assemblas provinciaes,
esse eorpos polilicos to smenle cumpria etami-
nar-se os projeclos que Ihe eran apresentadoa l-
nham utilid.ide publica e se feriara a eonsliluico.
O Sr. S'i Pereira : Apenas citei os fados, qae
moslravatn os absurdos, as inconseqoencias dessa^
svstema, guardando para oulra occasiao entrar na
parle scicntilica, se nella enlrasse o nobre collega.
O Sr. Sn/'i'/io Olegario : O nobre deputado
para mostrar <{iie a homeopatbia nao lein sido adop-
tada nos diflcrcnles paizes, trouxe coran prova a
ENCARREGADOS DA SCItSCRJdPCAO NO SCC
Alagoas.oSr. Cltudino Falcio Diai ; Babia o Sr.D Dob,,.-
Rio de Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martina. ""P"".
EM PERNAMBUCO.
Oproprieurio do DIARIO Manoel rigueiroa de Faria, na sua
Itvraria, praja da Independencia ni. Oe 8.
O nobre depulado ha de concordar comigo que
todas as substancias empregadas em medicina, alem
das propriedades medicinaes patentes no estado bru-
to, encerrara propriedades latentes, occulla-, des-
conhecidas, as quaes podem a seu lana lornarem-
se palentes mediante os processes mechanicos. Pois
hem ; silo dessas propriedades desenvolvidas pelos
processos mechanicos que os homeopalhas liram re-
sultados no tralamento das molestias. Estes proces-
sos sao : a Iriluracao a a vascolejaeo, que eslao
comprchendidos na palavra genrico dvnamisaeo.
A Iriluracao e a vascolejaeo tem por lim redu/'ir o
corpo medicamentoso i mulcculas e tornar paten-
tes as propriedades laleules ou occullas, ora, ad-
mitlidaa b> ptese que esseslpiocessos dvnamicoi ef-
tactivameiile hiera desenvolver as propriedades ou
a forra medicamentosa das substancias, uo se pode
negar que quaoto mais eslas substancias forem sub-
mellidas a novas processos lano mais palentes fica-
rtto suas propriedades l.ainite-, lano mais se ale-
senvolvcra sua tarca dynamica ou medicamentosa.
Supponha-se que se lama ralo de um erao de um
remedio qualquer, se mistura com um corpo inerte
para augmentar o volume, e se sobmclta a Irilura-
cao para licar reduzido a po impalpavcl ; ah temos
um corpo subdividido, reduzido .1 molculas, e cora
da provincia ao (piarlo viee-presideule. A' secre-! "u*ra*oa da inaneira seguinle : do lugar Alaga dos
lana. dalos ao sul se dividir a freeueiia ,lo Bonilo pelo
A MACOfRIA DAS MI LUFRES,
Pok Carlos Monselet.
*
Do primeiro secretario da assemblea legislaliva da
provincia Je S. Pedro do Rio Grande do Sul, remet-
iendo a terceira via da rcprescnlaro qne a incsma
assemblea dirigi assemblea geral em 18 de novem-
bro do 1831 e :tl de oulubro de 1853, pedindo que
houvcssede marear novoprazo para a liquidaco das
dividas dos credores do estado na referida provincia.
A" eomuiis-o de fazenda.
Kequerimeuto de Theophilo Fenelon de Almeida
Fortuna, esludanle da Faculdade de Direilo do Re-
cita, pedindo que se Ihe conceda matricular no 5.
anno da mesma Faculdade. A' commissao de ins-
trure.i publica.
De Joaquim Barbosa Lima, esludanle da mesma
Faculdade, pedindo igualconcesso para o 2. anno.
O mesmu desliuo.
Do Dr. Joaquim Fructuoso Pereira Guimaraes,
provedor da santa casa da Misericordia da provincia
do Para, pedindo que pelos cofres pblicos seja ap-
plicada a quanlia de U:0U0S annuaes para auxilio da
reccila do hospital, e mais 10:iKi- para a coustruc-
co do novo, pagos em prestaces rneosacs no prazo
de dous anuos. A' commissao de fazenda.
Adtaodo-M na anle-camara o Sr. Joo Mauricio
Waaderlay, proclamado senapor do imperio pelo
provincia da Babia, procedeu-se ao sortearaenlo da
rteputac oue dcvia rccU:-lo,e forameleilos oa Srs.
Jequiliiiboiilia.Araujo Uihein. e l'imenla
ido o Sr. senador com as formalidades
restou juramento e lomou aslenlo no se-
pprovou-se sem debate o seguinle pa-
viscondc
Boene.
Introi
do eslyii
nado.
Lea-as
recer :
a .V en nisso de leji-ljc.v, foi prsenle a indi-
cacoilo Sr. senador BapUsla de Oliveira, propoudo
a creacao de mais urna commissao com a deoomina-
eao de emprezas privilegiadas e obras publicas, e
reconbeceudn a commissao que da subdiviso das
imporlanlcs materias a cargo das commissoes existen-
tes alguma vanlagem pode resultar para o cisme
dellas, he de parecer que a indicaco seja discutida e
approvada. |
Sala das commissoes do senado, 8 de maio de
1856. Surtir da Molla V. de Maranguape.
/larao de Oaaraim.
. ORDEM DO DIA.
Foi approvada sem debate a redaccao da proposi-
co do senado sobre a encorporac,o de rompanhias
para a pesca, salga e secca do peixe no litoral e rios
do imperio.
Entrn em segunda e ultima discussao o parecer
da romraisso de constituico, approvado em 7 do
nacho denominado do Fragzo, 011 do tiato acuna
alo a sua naseenra, e d'abi a Barra da Jansada era
Pirangi, servinJo o mesmo riacho de diviso des-
la freguezia, com a do Allinlio, a qual perlenccro
os lugares Pripiri, Kiacho ilo Corrcia, e todas as si-
liiacots, que lico ao norte c quera do riacho in-
dicado.
Arl. 2. I'icatn revogadas quaesqoer disposices
em contrario. I
- Paco d nsscmbla legislaliva provincial de Per-
nambuco, 11 de maio do 1856.Abilio Jos Tavares
da Silva.Antonio Alves de Souza Carvalho.Mel-
lo Cavalcanli.
He lido.julgado objeclo de deliberacao e mandado
imprimir o seguinle projeclo :
A assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
o Arl. |. A dispqsieao do artigo 88 do regulamcn-
to de -2 de ciezembfo de 1853, fica ampliada pela
forma seguinle-:
S I- leto lambem direilo a urna indemuisa-
Co nos termos declarados 110 artigo cima referido,
o oilieial ou praca de prel, que depois de 20 anuos de
servico, se mostrar impossibilitado por molestia de
contiuuar a servir.
<( No lempo de 2(1 annos nao sero eoulados o
lempo da licsnea, qualquer que seja o motivo, nem
lambem o lempo que exercerem outra qualquer
fllIlCC.IO.
S 2. As viuvas ou lilhas dosdilos ofliciaes, eda-
quelles que morrerem em combate defendendo a'cau-
sa publica, percebero por sua morle, pelo espaeo
de culo annos.uma gratilicacao mensal que o governo
arbitrar, dependente da approvacao da assem-
blea.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposicoes em coo-
Irano. *
o Pajo do assemblea legislativa provincial de Per-
nambuco, 15 de maio de 1856.Antonio Epaminon-
das de Mello.
Epamino
f'oiKinua.)
persesuicao de llabnemann e a rcgeico das facol- oulras propriedades, que nao liaba 110 estado bruto,
visto que o processo mecbanico porque passou Ihe
lez desenvolver propriedades novas, e lalvez aug-
mentadas por elleilo do calrico e da electricidade
desenvolvidas pelo atiricio.
Bem v o nobre depotado que cada partcula da
substancia as.im preparada ou dvnamisada cncerra
as mesraas propriedades medicadnras, que foi possi-
val desenvolver por meio do primeiro processo.
Supponha-se que se lauca mo de um grao d'esta
preparaco, se misture com assucar de leilo para an-
da lorna-lo mais volumoso e poder ser fcilmente
triturado ; ninguem duvidar que, segundo a hvpo-
Ihese admitlida, esta segunda operaco determinar
anida mais o desenvolvimento das propriedades tor-
nadas patentes pela preparaco anterior, e o desen-
volvimeolo de oulras que nao poderam lornar-se pa-
tentes quaudo a substancia tai triturada pela primei-
ra vez.
Bem v o nobre depulado que isso pode ser levado
ao infinito, porque a malcra pode ser dividida al
nm poni que nem o pensamento pode comprehen-
der ; nao he o poni malheraatico, porque este nao
existe realmente, he convencional; e ninguem isnora
qoe as malhemalicas bem como todas as sciencias,
parten, de li> potheses para poderera cheizar ver-
dade.
Por mais infinita que seja a molcula, ainda ora-
dades.
O Sr. Sii Pereira : Disse que nao foi ilevida
aos mdicos, mas ao povo illudido por llahne-
mann.
0 .Sr. Sabino Olegario : Cumpre-me dizer
alguma coua a rfsle respeito.
Ilahnemann desenrofoado de que nada poderia
lirar de proveilo na medicina que havia aprendida,
embora livesse ja adquirido bastante reputscao co-
mo medico, tommi a resoluco prudente de retirar-
se ao silencio e rallo estudar somenle em seu gabi-
nete. L"m pensamento o acompanhava sempre ; era
n meio certo de curar as enfermidades ; elle per-
gunlava a si mesmo : ser possivel que nao exisla
esse meio ?
1 radu/10 um dia Ilahuemann a materia medica
de Callea; eahieamioando as dillerenles opinies
dos mdicos quanlo a aCfSa da quina, cunbeceu qae
havia um vicio aparte teraputica dessa substancia;
pois que todos os escriptos, todas as opiniSes dos
autores a tal respeiio erara contradictorios. Traloo
de levar o genio philosophico al ao amago dessa
queslo ; vio que todos o* antores sendo concordas
na anteada da quina 110 curativo das tabres inler-
miltentes divergiara e se contradiziam acerca de aua
verdadeira aeco ou maneira de obrar no orsanis-
mo. Islo denolava que a ciencia nao linha bases
solidas ; e que era necessario investigar a natoreza cionio nos diz que he susceptivel de divisao Por
alim dcsedcscobriromeiocerlode curar as eu- lano se as substancias submellidas aos processos dv-
rerrnidades. namteos desenvolvem urna tarca, que nao linha antes
I ensando elle qoe lalvez :sse victo dependesse d isso. si cssa tarca augmenta a medida que a sbs-
c os resultados incertos, que so oblam do empresa lancia vai sendo mais subdividida etr razio dos nu-
dos remedios no homem doenfe, em previo conhe- merosos processos porque passa, e cimento de suas .,-"'.--. !... ..j- .* :-----* ,
nao bastara que Ilahnemann as-m pensasse c dis-
O Sr.
Sabino Olegario: (Juem nega islo'.' A rac-
csse era misler levar iso ao .calimbo da pratica ; dida qoe a m.teria vai sollrendo a Iriloracan.olla vai
e cora eflcito o levou coraecando' a azer suas expe- se tornando cada vez mais tenue, e conse"iiintemeii-
riencias em si; c abandonando os seus comiendo, le desenvolveudo as propriedades dvnamicas islo
OS SeilS nro/ern- n -.. ....un Irllni, il. I,.....- 'lo aa---------* .. .
SEGUNDA PARTE.
XXXI.
Mr. Blandan! uvera lempo de semiar-se.
Faca relirar csse hornera, disse elle com emo-
en, promello mnd.;rar-me.
I^igo qoe o entarmeiro sihio, Mr. Blaocharp disse
ao medico.
Senbor, lenho-o por homem honesto, e, com-
quaulo esteja fatigado de reclamaces scmelhantes
mullas, deve ter fibras que se podem vibrar. A des-
peilo da certeza apparenle de suas iiiformacoes, sup-
ponha que lenli;.' sido possivel sorprender sua boa fe.
Consinlo n*?ssa supposico, senhor ; mas a que
vem issof
Vossa senlioria he casado. Pois bem, se eu Ihe
aRirniasse sobre m/nba honra ter visto sua nilher
nessa assemblea, que me objeclaria ?
O medico pare cu recolher-se um instante ;
dapoiV: 4
. En Ihe respond ?ria primeiramenlc, senhor, que
sto naneme imporl.i, porque letiho ronhanc.i illi-
milada em minlia mu lber, e em segundo lugar que
sao nada importa su a causa. Mulhercs reunemsc
ero um logar solitario ; porque arroga-se o senhor o
direilo de ir perturba-las ? O que ellas ahi fazem
rahcdehaixodesuajui-isliec.il.' Vossa senlioria he
um magistrado, ou sim pies particular.' E qual ou-
Iro inleresse seno o de urna curiosidade pueril gui-
*" ,n" P'rlendiilas dcseoberlas.'
Mr. Blanchard (ic00 pasmado.
O medico conlinunu ;
Falla-rae da urna Maconaria das Miilhcres ;
mas, senhor, nunca ignorei," e a justica tambm
nunca iguorou existaaieia dessa ma.-onaria. Suas
revelaces sao inuteis. |t|e Como se tiessa denunciar-
nos com grande mysterio as sociedades de benefi-
cencia e o Moole de Piedade.
Mr. Blanchard filava com 'espanto osollios sobre
o medico.
Permilte qoe eu Uie do um conselho lornou
este.
Cam reconhecimento, senhor.
Renancie idea extraordinaria, qne o induz a
() VMa Otario crer que descohrio um mvslerin de Paris. Nao quei-
ra fazer as vetea da justica. Deixe rcuuiremse tri-
la, cincnenla muflieres sempre que Ibes apprnover.
Em urna palavra, afogente essa lemhranca, que tem
abarcado at agora craude porcao de sua inlelligen-
cia, repula urna preoecupaen que pode lornar-se
exclusiva ; volts para o circulo dos liabilos e das
ideas osuaes. Esqucca ; dabi depende sua liber-
dade.
Ditas eslas pal.ivras, o medico levanlra-ie ; era
urna maneira polida de despedir a Mr. Blanchard.
Mas este nao se deu por salisfeilo, e accrescentou :
Com o risco de parecer rompidamente aliena-
do, resta-me appellar para a soa lealdade. Nao creio
eslar doodo ; he um fado adquirido por mira. De
outra parte, soa omnipotencia nesla casa nao pode
ser posta em duvida. Diante desles dous fados meo
embaraco he grande ; peL.minha familia, por mira
mesmo, pela minha riquez' tenho conservado am-
zades de influencia, que n.4me seria lalvez impos-
sivel por emjogo. Lina CL0ideraro me delem :
nao quero opnr minha resistencia a conviejao de
vossa senlioria. Nestaconjunclura seja o juiz, en
trego-me em suas maos com confianca ; obre se-
gundo sen coracoo e sua honra.
Agradcco-lhc essesignal de eslima, disse o me-
dico ; espero que nao se ha de arrepender.
Separaram-se.
A Maconaria das Mulhercs triurnphra al em
Cuarentn. Isso nao era duvidoso para Mr. Blan-
chard. Julgou prudente deixar passar a tempestado
que excitara.
Mas, nessa iotervallo, dedarou-se ndle um phe-
nomeuo tan excepcional que nossa penna, aliiis ver-
sada era todas as anahscs, hesita dcscrever-lhe as
phasos. O mellior he lalvez encarar a difllculdade, e
dizer siraplesmenle : Mr. Blanchard habiluou-se
P
d
pois ,ie naver meniauo lazer cscanas ae corda com
os leneoes, arrumbar um subterrneo com um pre-
:o, houve em seu etpirilj una reaeco exlravagan-
Ic. File descubri um dia que gozavaexcellcnlc sa-
de. que convinba-lhc mnlo n ar desse canlo, que
entadava-se menos do que no club, e que, emlim,
Charenton.valia Esux Bonacs, ou mesmo urna tiifa
florentina.
Discurso do Sr. Dr. Sabino, proferido na sesso
de 12 do correnle.
O Sr. Sabino Olegario : Sr. presidente, como
autor do projeclo que se disculo cabe-me anda urna
veza palsivra segundo as dispu.sces do uosso re-
giment.
O Sr. Presidente : Como aulor do vol em se-
parado.
O Sr. Sabino Olegario : Pois bem. Conside-
ro essa disposico do regiment como um santelmo
dos projectos mal amparados que sem dnvida con-
elle s. I'm esplritualismo particular iuvadio-o, e
lornou-se iusensivclmeiite o nico elemento possivel
de sua lelicida le.
Observador incancavel, onde leria adiado objedos
de cstudps mais variados, tantas de sensac/ies m?is
fecundas 7 S havia urna dilfercnca entre o mondo e
Charenton, c cssa dille-reina redundava em vanla-
gem do segundo : era que ao meuos ah os detailos,
os vicios caminhavara de rosio descoberlo, a quasi
uanos de lerem aniquilado a razao que os incom-
modava.
Quando senta germinar em si um grao de sace-
dade, Mr. Blanchard solicitava e obtinha fcilmente
urna mudenca de diviso. Vendo chegar om novo
pensionista, sentia particularmente urna satisfaco
mu viva. Aflirma-se que, afim de povoar sua re-
sidencia, segundo seus desejos a seus goslos, elle ti-
vera algumas conferencias com um dos caixeiros
viajantes de que cima fallei, o qoe Ihe prometiera
um premio nao pequeo por cada novo doudo nue
dirigisse para (di aren Ion.
Esse amor da vida na margem da sociedade tara
evado a tal poni que, no lim de algm lempo, Mr.
lilanchard nao cuidou mais em reclamar sua libcr-
dade. Releva confessar que ninguem cuidou em of-
ferec-l.i. Todava alguns amigos conseguram des-
cobrir seu retiro, e einprehenderam vista-Io ; mas
foi-lhcs respondido que Mr. Blanchard nao espera-
va, nem queria recebar a ninguem. Isso era ver-
dade.
Mr. Blanchard perder a razao, e achara era tro-
ca a fehcidadc. que desde tanto lempo procarava J
Bruma dina : Sim. Nos conlenlamo-nos de di-
zer : ralvez como Montaigne.
Iralon de tomar be : as propriedades que s se podiarn desenvolver
e apanhar os difleron-les syinplomas que mediante os processos, de que teiho fallado. Ora
bem v o nobre deputado, que a malcra diminu
quando se prepara o.medicamento para o uso da I10-
meopalhia. mas a tarca dvnamica augmenta.
O Sr. Pereira de Brilo :E como se chama cs Torea :
O Sr. Sa./i;io Olegario ;Cbama-sc tarca medica-
mcnlosa da substancia un dvnamismo medicamen-
toso, que faz desenvolver a for,-a mcdicadora da M-
lureza ou dynnmismo vital.
(Ha um aparte.:
lie por IssoajaM cu qoeria Ira/era queslo para
este lado, porque lalvez me nao faca bem comprc-
fteuder ; e parece quo o nobre depulado. que me
deuo aparle, nao me est comprehendeudu muito
Mein,
Pelos raciocinios que lenho felo, se concilio que
quauto mais dimioue a materia, lano mais augmen-
ta a torca medicadora.
O Sr. Siil'ereira :A parle mais diminuta cncer-
ra maior tarca que o todo I
O Sr. Sabino Oltgario :Sim, fallo d'cssa forca
lteme, que anda nao exista no corpo em estado
Brillo, mas que depois se desenvolveu.
r, ''ore"'<>:Diminuida a parle augmenta a
tarca, he extraordinario !
0 Sr. Sabino Olegario:Saba o nobre depulado,
que ate hoje nao se sabe como se fazem as curas em
medicina.
O Sr. S< Pereira :En provo.
(' br. Sabino Olegario: E que de todas as tlieo-
[;' a 1f .se aproxima mais da certeza he a Iheoria
liomeopalbica.
Disse o nobre depulado, que he um absurdo ser
mais lorie o medicamento no estado atmico, do que
era substancia, porque seria o mesmo que ser a parte
maior que o lodo. Dilo assiin, ole ha duvida que
parece ; mas alloodendo-se ao rigor da lgica, ver-
se-ha qoe 080 se Irala das subslancias brutas, nem de
suas propriedades conhecidas. mas sim do suas pro-
priedades desconhecidas 011 luientes, as quaes se setivolycm a medida que as mesraas substancias sao
submellidas aos processos dynamicos
O Sr. Ignacio de Barros :Se passar-se um pe-
l7 "i r Vluleu,a,e'e sobre oulro, anparccem
scenlclhas.que sao a comhinaco los fragmeulos cora
o oxigento.!
.0,'ur" Sa'"'"".(O'roario :Nao haveriam essas
sceiilelhas se iiJo houvessem essas condicroes ; lie
preciso que o ferro se subdivda por meio "do cho-
OSr.'ereira de Brilo :-E que se combine cora
o oxigenm.
palma' V'resiienU '~ Sr- s,l,ia0 llc I"" lem a
O Sr. Salino Olegario :Assim como a loz que
se desenvolvc do contado do suas pedias nao se
apreseularia a nossos olhos, seno houve.se um cho-
que vilenlo ,- assim como o tago que se Idesenvol-
ve dojconlaclo de dous pedaros de madeira nao ap-
parecerta, seno fora o allricto ; assim como a agua
vascolepada em um voso, marca um groo do calor
maior .lo que liuha antes d'esse Irabalbo; assim lam-
bem as propriedades latentes das substancias medi-
os seus prazeres, o seu repouso..
qoina e d
ndle prodnzissc. Depois do e mprego'desse medi-l
carnelo no estado de suade seialio Ilahnemann al-
guns arripianientos seraelhanles aos das tabres i.
lermitlciiles.uma reaeco febril os mais incnmmo
dos que cnslumam apparecer pk*so que os medico,
chamara lebres iutermillenles-yio povoa>es. |)e.
pois de alsiins dias dexperieiie'iajJsVi.., osllc^u-
modos dea|ipareccrain por si nesmos.e pile tiroJ
a^conduso de que esses symploinas ces-vam
porque tambera eeuiv a necuda quina nc ganismo. Nao era urna molestia natural .lue es-
ses symplomas represenlavam, mas sin urna
molcstie aililcial, que desnpparecci; lego que
se exlinsuisse a acc3o do aaeute que a prjvocava.
I'oiescrcveuilo todos os phenomenos ora a maior
paciencia, alim de ver se em oulras iissaas se re-
produziriam esses fados, o que com Afilo conse-
guio ; sua mollier, sua familia, a alpns discpulos
e amigos se subtnelterara a isso que le cliamou
experiencias puras, e os mesmos resultados co-
lare. As experiencias nao deverai ser limitad-asa
quina to smente ; elle eslcndeu-s ao inercnrio,
ao arsnico e muilas oulrassuli'aciaicmpre.gadas
na velha medieina ; e observoi ru .todos firodu-
ziam mudanras mais ou menosmlavis no or ganis-
mo sao, anlogas a aquellos coira que e c ostuma-
va em presar esses remedios, 'or esse lempo an-
nnnciou o sabio observador : 'escobri un 1 principio
novo que nao pode deixar de er a base da Ihcra-
peulica. As molestias s poim ser c uradas por
substancias capazes de prluzir no I lomem sao
symplomas semelhantcs aoidessas m< ileslias. A
annunciaco desse principio iusoii grande adniira-
c.io aos medicas da Allemanl. Eis aqu descober-
lo o principio da simililude eis aqu d nn.'e vem o
conhecimento priori que homeopalhas tem do
1 esulia io dos medicamentosio homem doent'e ; is-
lo he : tal medicamento prluz laes e lie- symp-
lomas no homem sao ; logoquando era um 1 lenle
se dercra esses symplomas, cura he infalliv al. Is-
so porem nao bastara ; eranecessario ir ai liante.
Pensando elle que a iacco provocada pelas
subslancias em grandes rio* era muilo forlr,(mili-
to mais consideravel do qi se devia quere _, Ira-
(ou de diminuir as doses aedida que a experien-
cia ia justificando suas apihensOes. Vio que com
a pequeiihez das doses n. acarava as i'uilestias
laluraes, como at provoeva as artificiaes 110 ho-
mem sao.
Da experiencia portantoie que nascem ds doses
mnimas.
Assimfoilraballiando po espaeo de lii.un-. exu-
dando os effeilos dos simpl:cs,al que em IHlOapre-
senloo ao mundo esse clere cdigo 'das lepda me-
dicina como bdnlcm chann que causou rfpaiilo c
idinirae.io no mundo scicrtfico, porque na crdade.
senhores, nao existe livro nem mais plnlophico.
nem mais bello do que o drganon de llaluemanii I
lem-se querido Sr. preidente, ie o nobr depu-
lado araba de faze-lo) chaar o ridiculo soKe a ho-
meopathia era geral, e miilo parlicularmele sobre
as doses mnimas ; iras e-'.ou convencido que nao
ha razao para isso.
cinaes precisam dos processos dvnamicos para se lor-
narem patentes, capazes de excrcer aeco no or-
ganismo.
lia um aparte.
O nobre deputado sabe como se desenvolve a elcc-
irtciilade as machinas clcclricas ; pegando-se em
um dos conductores isoladamcnle nada se senle em-
bora a maquina esteja carrejada, mas a eledricida-
de ah existe, nao po leudo mauifestar-se porquelhe
ralla a condieco para isso, islo he : que eslejam os
dous conductores em contacto com o mesmo meio.
O Sr. Pereira de Brilo :D um aparle.
OSr. Sabino Olegaiio :Sao duas tarcas urna
positiva, outra negativa, que exislcm realmente nos
conductores, mas qUB so nao manifestara seuo pelo
oque em ambos os conductores. O loque de am-
bos os conductores he a cundieran indispcnsavcl para
que as electricidades positiva de um conductor, e
negativa de oulro se lornem patentes pioduzindo o
choque, o qual nao poder ler lugar sem a existencia
d essa condiccao.
Fazendo appNea(So d'e-le argumento a prepara-
Cao dos medicamentos homcopalbicos, dirci que sera
as condicees da Iriluracao e vascolejaeo, ja mais se
desenvolveriam as propriedades lalenle'suu forra me-
dicadora das subslancias. N.,o sao as propriedades
do corpo no estado bruto que aproveilam no Irala-
menlo homeopalhico ; sao as propriedades latentes
que se tornaram patentes medanle os processos dv-
namicos.
Nao he a quanlidade de materia que obra no or-
ganismo, be a forca desenvolvida d'essa materia, que
se torna capa/, de actuar. Uuanlo menor tar a quan-
lidade de maleri.t-a que se reduza o corpo pela Iri-
luracao e vascolejaeo, tanto maior ser o desenvol -
Tmenlo de sua tarca dynamica.
Creio ler provado cora o raciocinio que nenhum
absurdo se d na homeopalhia. Pelo lado da experi-
encia esla Iheoria enconlra loda a confirmacao. As-
sim pois o que ba de ridiculo na homeopalhia ? O
que ha de ridiculo as doses infinilesimaes ?
illa um aparle.)
Atienda o nobre depulado; qual he a potencia ma-
terial que obra no organismo quando recebemos urna
noticia triste Quantas vezes una aflerro moral
Iranslorna consideravelmenle o organismo", de modo
que os agentes medicamentosos sao iropolenles para
colloco-lo oulra vez no eslado normar.* A lou-
cura que he devida a um grande prejuizo nao he
promplamcnlc curada quando o individuo readquire
aquillo que deu causa a essa alienarito ? Estes casos
existem 7
O Sr. Pereira de Brilo :Exislem.
O Sr. So-orno Olegario :Pois dig-me,qual tai a
lorca material, qual a tarea medicamentosa, que
tez semelhanle cura?
O Sr. Pereira de Brilo :A mesma sensaco.
o Sr. sabino Olegario:Ora, mcu colleja, e
sensaco be material "
1 {>, V.r' '\ere'ra de "rito : Ouahlos casos aprsen-
la desles .' '
O Sr. Sabino Olegario :Milhoes. lia pouco
acaba de apparecer um exempln. |.m colleja nos-
so, o Sr. Dr. Amazonas, leve de ir succorrer aos ha-
i.ilanies de l.araiihens, por occasiao da invaso do
cholera, e all infelizmente morreo fora .los bracos
de ".a r,,i. a ____. .
moa Miiipiesiiieme : .vir. nianciiaru nautuou-se rn,
muco a pouco a Charcnloii. Depois de ter revolv- I. sn,
lo na clice 1 toda a sorle de planos de evaso, de- Cpnr,
os de haver me iilado fazer cscadas de corda com -,rl'
A monotona, que elle tanto tema, evlou de ala-
ca-Io nessa hatulacn entregue aos sobresaltos, c s
em ''. da vida phvsica e moral. Nao e passava
hora sem que um pensionista viesse narrar-llie um
episodio digno do inleresse em minios ponlos de vis-
ta, ou fazer-lhc urna pergunla, cujo alcance philo-
snphico nao deixava de disfarcar-se debalxo de urna
forma desusada. Seu cerebro eucbeu-se pouco pou-
co de novas celias, as quaes estabeleceram-se com
o lempo ideas de ordem ioaccessivel a oulrem seo jo
I ma manh.la, um homem vestido de prclo, Iris-
vero, e cuja pallidez aecusava tanga convales-
aprescnlott-se em casa de madama de Pres-
Slgnv.
Era Filippe lie le.
Ella cstendeii-lio a m3o sem fallar ; mas elle li-
cou em pe e nao parcecu ver o movimeulo da mar-
queza.
Qae lem, Filippe ? pcrjunloti-lhe ella ; as la-
grimas que tamos derramado pelo anjo que nao exis-
te mais, nao cimentaran) entre nos os lieos da fami-
lia ?
As lagrimas qne temos derramado, senhora,
linhain differente lonle. As suas sahiam sem duvida
do arrependimcnlo.
Do arrepcndimenlo, Filippe-.' nao comprchen-
do suas palavras.
. "7 "Hf r<;' a senl"1r a primeira aalora da morle
de Amelia I
Eu 1 exclamou a marquezi estupefacta.
Se nao tai a lia, ao menos foi a Grao Meslra.
<
Silenci, Filippe.' samelhaule pd.iv- em sua
bocea he iiiprudculc.
tile sorrio cora desdem.
Nao temo oda, euhora, e digd-lhejmenle
que foi a maconaria que matou minha mu r.
Oh! cale-se, do conlrario duvidarei tilm de
sua razao.
todava nao deve ser a primeira vez/ie se Ihe
disperta o remorso. A imigem de Ameli deve ler-
Ihe appareeido para acusa-la, seno amalcoa-la.
De que me uccusarU ella murm >u a mar-
queza.
Nao tai a senhora que abusando sua aulo-
ridade altrahio-a ao antro ignomiuosc onde ella
achou a morle?
Filippe, voss esquece-se de que "a no mou
salo. 1
E que nome quer que dv lugar em que em
deleslavel confusao de ideas c dinlerefses os aojos
do lar domestico encontram-se c* as laivas da ra !
Qoe cuidar sem terror que a-das horas as mu-
flieres mais inlelligenles e inaiJdicadas, as divin-
dades da familia, as musas das avena, es amaveis
e elevadas, abandonam o lar dreslir e lornam-sc
em urna communidadodcsoutiiftlps uacs as crea-
turas, cujo nome he urna macula vi|ta be 11ra
escanilalo! Ei-a, seuhora, nao .1 defender um
lugar lo vergonhoso.
llei de tentar sempre. repon, a raarqueza ;
quem entra no lugar de nossas reani<>aixa de ser
urna individiialidade. Vosss prohihei1 entrada dos
seus templos as Magdalenas, is NiJS? Julgam
suas muflieres e suas irraas deshonra, porque a'
porta de urna capella a ajua boma |ter sido of-
ferecida por urna peccadora tamos nito; pois
bem, as Oblas igoe fazemos ni nossa )enl s'""> assaz
meritorias para purificar-nos de lod> contado im-
muudo.
Dcixe de equivoco, seuhora: qn nao he com
a sociedade he contra ella.
>omos cora os Traeos conlra tartos; somos
com a victima contra os oppressorcs
Orgulliu c mentira! disse. l-'iflc, a justica es-
la com o direilo 110 liuleiro do ptifador, a forca
esla com a le mi braco do juiz ; .m invoca una
ou outra lem cerleza de ser envido, ora desses po-
deres s ha forca na arma do criiiie ba juslie t as
associacoei tenebrosas: a espada Maiiaona c as
senlencas da Maconaria das Mullir I
O senhor vai mui longc, dir* raarqueza de
Prcssgnv.
tis-ah sua forca e sua jailie Ambas sao ad-
miraveis. i senhora que loinoi parle raais alta
dessa lerrivel responsabilidade ebern defendida
contra sua consciencia? Nu se olla ella jamis
contra os tramas que a senhora orisa, contra os
Maconaria, de cerlo he bello titulo ; he poua que es-
teja manchado de sanguc.
Hasta, Filippe .' disse ella.
A Maconaria das Mullidos s< lem juizes; fal-
lam-lha esbirros c algozes; be um graude corpo or-
gautsado ; talicilo-a por isso.
S o senhor be culpado era ludo islo, o senhor
qoe careceu sempre de generosidade e de grandeza,
que arrancn de-apiodadmenle a pobre Amelia a
confissao de um juramento, em que ella s couscit-
lra para prolege-lo.
Para proteger-me .'
OSr. bem o sabe, leve em sua mocidade um
dos lacos que a sociedade desculpa quando desfaz-se
lealmeule: poda deixar pezares de urna parle, mas
nao deva deixar odio. Porque foi que Marianna
odtou a vossa senlioria Porque nao leve piedade
para com ella.
Eu era moco, senhora, eisahi minha nica es-
cusa, responden Filippe Bey le.
E quando he enfilo que deve-se ser bom e leal
seuo n.i mocidade ?
Filippe caln --e.
Foi para prcscrva-lo desse justo odio, lornou a
marqueza de Presigny, que sua mulher cntrou em
urna sociodado, da qual provavclmciile nonca teria
tallo parle sera essa circuraslancia. Se he um critne
de minha parle l-la induzido a isso, consinlo que
soja o senhor quera me acenso.
E para que nn deixoa-me exposlo ao odio do
Marianna tu leria preferido isso. Nos matts dias
de minha vida lenho encontrado muilas vezes diau-
te de raini o canno de urna pdola, lenho vislo mui-
las ciladas armarem-se no meu caminho, lenho sol-
firido muilas Iraices; a todava ainda estou vivo
A vinganca de Marianna eu le-la-hia esperado a
pe firme entre e amor de minha mulher e minha pro-
pna dijnidade. E anda quando tivessesuecurabido
nessa lula, leria morridn feliz c honrado !
Um silencio seguio eslas palavras.
A marqueza foi quem rompeu-o.
Emlim, senhor, mininas mclhorcs inleurcs fo-
ram-me dupliradamenle funestas.
Como'.'
sua familia. Ao receher essa dolorosa noticia
sua mai licou do lal modo incommodada, que anda
ate naje se conserva doente ; a cura para csse mal
sem duvida nao est nos agentes exteriores, nos
asentes matenaes ; ma., se bouvesse a possibilida-
de de rehaver seu rilho, ella recuperara saude.
lo.lss as vezes que urna afleeco moral existe
por urna causa moral, nao saoosraeios maleriaes
nue podem executar a cura.
(> Sr. Pereira de Brilo :A maior prtelas vc-
aj-s so ohlem o riiiativn.
O Sr. Sabino Olegario :podo-so minorar jran-
ne numero .le symplomas, mas nunca curar es-
sa grande improiso ; lio preciso lempo, lie
preciso urna meditaeao philosopbica, he preciso que
a pessoa arrede de si lodos oa pezares para conseguir
a cura do mal. Se o medico n*o sublralur a sen
lente dai causas, que .leram nasc.iiienlo .1 sua mo-
lestia, nao podera conseguir o lira que deseja, a cuta
da molestia nioial.
L"i Sr. Depulado :Isso he verdade.
OSr. Sabino Olegario :O nobre deputado que-
reade tirar da pcrseguicao, que se lez a llabne-
mann na Europa, argumento contra a homeopalhia,
disse que llalinemanu andou perseguido de cidade
ira cidade, e que nao foram os mdicos que lizeram
essa perseguieu. Eu devo dizer ao nobre depula-
do. que aisim romo elle le pela sua carlilha, cu
ambera le.o pela minha ; esse argumento he dos
taes que rerem por dous lados ; porque, pcrgunlo
eu, o nobre depulado a quem lenho ouvido, por
quem tem lulo a hisloria da homeopalhia t
O Si-. Si Pereira da um aparle.
O Sr. Sabino Olegario :Se he homeopalha, nao
ne comiendo, pelo menos nao lenho delta uolicia,
e-nem o vejo como autor nos calhalagos homeopa-
A historia da homeopalhia seguida por lodos os
homeopalhas he composla pelo Dr. Rapno.....m jo-
ven medico, que sustenlou a verdade' do svstema
lomeopalluco perante a Faculdade de Parts." Esse
homem, que com lana imparcialidadc parece cs-
crever, diz que essa persejoico nao foi devida ao
povo, nao tai devida a vontade dos governo, tai
lim dovida a medicina oflicial, foi devida aos m-
dicos, que vendo, que as populares se iam tornan-
do milito r.ivoraveis ,is ideas de llabnemann, trata-
rara de preparar a perseguic/io que se fez ao grande
homem : islo be o que dizera os mdicos bomeopa-
llias, e he preciso quo eu diga ao nobre depulado
que tanto esta hisloria. como as outras, eu lotee
parnaes. b
O que cu sei, Sr. presidente, he, que depois de
perseguido de cidade em cidade, leve Ilahnemann
de alcancar a prolecr-ao do duque de Antialt-Koten,
pequeo ducado, que exisle na Allcraanha ; a pro-
leccaodesle homem deve elle o seu proselMisrao,
porque, estando em contado com o soberano de
un Estado, parece que isto de alguma sorle dava-
llie um cerlo brilbaniisino, e por causa dessas rela-
cues os homens grandes e o povo Iralaram de pres-
lar-llie consideraco.
Cosltimava llabnemann reunir seus discpulos c
amigos para um jantar no da do atiniveriario do
seu douloramcnlo ; por occasiao de um desses jan-
lares o duque Ihe mandou una caixa do rap toda
cravada de brilhantes. e urna caria autographa, di-
zendo que, no .lia anniversario do seu doutoramento
1 He ou com prudencia.
Dentis a morte de Amelia lornon-me quasi
insensivel. "*~
Ento posso conlar com sua diselo? pergun-
tou a marqueza observando-o.
Com a minha discricao smente.
(loe quer dizer?
Qae ela visita he a ulimque Ihe faro.
vai viajar sem duvida?
N.lo senhora. disse Filippe Bejle, naosou da-
quelles a quem um passeio pela Halla pelas mar-
jens.dolRhcnoc.catrisa as feridas. Fico em Paris.Mas
permilla-me que nao torne a passar o liminar desse
palacio quo me recordara dolorosas lembran5as.Ten-
do entrado por accasoc quasi violentamente era sua
ramiha, saio por urna calaslrophe que deve fazer-
nos de novo estranhos nm ao oulro. A marqueza de
Irestgny recebeu minha deipedida. Tornando a
ve-la eu recelara nao lembrar-me assaz da lia de
Amelia, e lembrar-ma muilo da grao-meslra da Ma-
conaria das Muflieres.
Depois lomou seu chapeo coberfo de crep c saho.
elle o quena honrar, mandando aqnelle prsenle.
Eis aqui pois om fado, que prova o grande apreco
em que era lido por um soberano.
O argomen'o do nobre deputado, de que a ho-
meopalhia nao presla, porque llahnemam foi perse-
1 guido, nao prevalece porque enfilo nao prestara a
celebre descoberta de Jenner, que as ras de Lon-
dres foi enlameado. Aquellos que tem escriplo a
historiada vaccina com muila imparcialidade, dizem
que este ultraje tailo a este grande homem foi man-
dado fazer pelos mdicos : nao pense o nobre depu-
lado, que cu dou muito crdito a isso, mas entretan-
to he o que diz a historia.
Sabe o nobre deputado que Harcey descobrio
a circulacao do sangue que ainda nao era co-
ntienda da medicina naquelie lempo. Essa descober-
ta >e elle rrovou com toda a evidencia, nao s tai
rcpellida pelas academias, como al chamou sobre
seu aotor o cscarneo dos mdicos ; de modo que,
quando passava Ilarvey pelas ras, ouvia a cada
passo esla voz de mofa : l ra o circulador
O Sr. S Pereira :Mas depois receahecou-se a
verdade do seu syslema, e quando morrea, tai tido
por ora grande hornera.
O Sr. Sabino Oltgario :Assim acontecen com
llabnemann ; porque nao ha sciencia em seu prin-
cipio, que nao sodra guerra.
O uobre depulado sabe, que se exisle oeste mun-
do cousa, que nos mereca maior respeilo e altencao,
nada que seja raais justo e santo, he a religao chris-
iaa ; entretanto, appareceu Jess Christo pregando
asiiadoutrina, foi perseguido, e ;morrea no ca-
oaraiso e, porque, senhores ? porque preca-
va o evangelho, porque pregava a regeneradlo
da humamdode, pregava o clirislianismo "base
de toda a civilisacao, porque daqui para dian-
le nao podera haver civilisacao, que nao lenha por
cunho a religin chrisiaa. (Apoiados.) ,
Disse o pobre depulado, qoe as academias em
consequencta de conhecerem a falsidade dos prin-
cipios da medicina homeopathica, nao a admittio
em sen gremio, e disso lirava urna prova de qoe
ella nao era boa. '
Sabe o nobre depulado da hisloria da pplicacao
do vapor ? Eu Ihe cont isso, segdndo me record
nesle momelo. Eslava Napolea era urna de suas
guerras, quando chegou nm celebre Americano, um
homem digno de lodos os respeilos (Falln,) e Ihe
diz:Vos queris conquistar a Inglaterra ? Pois
en lenho um meio de vos fazer realisar essa idea ;
qual be esse meio, pergunlou NapoleSo, he a des-
coberla que acabo de fazer do vapor como motor,
que vos pfie ao abrigo das lempestades e de todas
as eventualidades do mar e dos ventos.
Pois bem. disse Napolea, eu verei a vossa idea,
mas nada posso fazer sem oovir a Academia de
1 ranea, que na verdade he o corpo cientfico mais
respeiiavel do mundo.) Foi pois este projeclo re-
melltdo a Academia ; ella o examinon : e aual tai
a sua decisio ?
O Sr. S Pereira :Apresentou o vapor tailo t
O Sr. S. Olegario : Apresentou o seu svstema,
e mosiroo a pralicabilidade delta, era nm meio que
se ollerecia a NapoleSo para salisfazer o seu capri-
cho ou aml.ieao : esla idea tai remeltida i Acade-
mia de 1 ranea, e esla disse : Isto ha orna utopia,
nao pode ser admittido.NapoleSo responden ao
Americano que nao podia adoptara sua idea, por-
que a academia foi conlra ella ; entretanto vollan-
do elle para os Estados Unidos com o concuo da
alguns homens organisou um vapor, c la desee por
.om dos rios da L'niao, oflereceodo o seu navio pa-
ra quera quizesse \ir de passagem de greca, e cha-
ln ao lermo de sua viaeem, Irazendo apenas dous
pasageiro. V, poi, o nnbra deputado que cata
poderoso auxiliar da civilisarjjo actual foi repellidn
pela Academia Franceza, pelo corjio mais scienlifico
do universo.
I'allou lambem o nobre depulado que os gover-
nos baviam mandado fazer experiencias sobre a ho-
menpailna em dillerenles Estados, e disse que em
aples foi mandado abrir um estaheleciraeolo pa-
ra que all se lizessem as experiencias. Eu beque
rae cuvecgonho, Sr. presidente, do faci que vou
relatar, he um fado horroroso, que nao parece de
ura amen em seu perfeito juzo, porque eu digo
que quera o praticou foi um louco, esse homem foi.
o Dr. Albanesi, que veudo que o resultado da cl-
nica de aples, sob a direccao do Dr. lioraliis ia
demoiisianda a vanlagem da homeopalhia obre o
oulro svstema, levou figos seceos envenenados em
soa algibeira, c os foi dividindo pelos doenles, que
eilavam destinados para a homeopalhia. Se o nobre
deputado quizer, eu Ihe moslrarei urna peca oflicial
que prova que o governo mandn proceder om iu-
querilo, e esse malvado leve de soflrer ama pena a-
mda que mui diminua para o seu crime.
Um Sr. Depulado : Nao obstante fecharan, os
hospilaes.
O .Sr. 47. Olegario: Nem poda deixar de ser
assim.
O Sr. Pereira de Brilo : Porque ?
O Sr. S. Olesar'O : Porqne se Iralava de um
homem que perteoca a um svstema oflicial, parten-
cia allupalhia, e por isso os mdicos seus compa-
nheiros se empenharam tarlemeule para que aquello
cslabelecimenlu fosse fechado.
O Sr. S Pereira : Razao demais para se pro-
legero s\ alhema homeopalhico.
O Sr. Sabino Olegario : Mas o governo nao
pode deixar de acceder esses empenhos.
O Sr. Pereira de Brilo : Quem diz isso ?
0 Sr. Sabino Olegario :A historia. E demas,
o governo vendo que havia appareeido esse malvado,
nao quiz que conlinuasse esse estabelecimenlo, por-
que podiam apparecer outros.
1 'ni Sr. Depulado : Isso Alo he razao.
o Sr. Sabino Olegario : Pois se nao Ihe satis-
faz, ha de salislazer-lhe o que Ihe vou agora dizer.
Foram lo proficuos os resultados da clnica homco-
palhica do luispiial de aples que deram causa
converso de alguus mdicos Ilustres, de entre el-
les o conde Des liuji.
Sr. presidente, ha bem poucos annos um sabio
medico de aples, o Dr. Ruceo, membro da Fa-
culdade de .Medicina, que bastaule havia escriplo
conlra a homeopalhia e homeopalhas, publicoa
urna obra de grande merecimcnlo intitulada Es-
pirito da medicina anliga e moderna na qual faz
a apreciacu philosopbica de todos os systemas da
medicina, e colloca a homeopalhia no mais alto grao
de fastigio. Nessa obra o sabio Napolitano exhorta
aos guvernos para que protejam a homeopalhia, di-
zeodo que a o estado aclual da medicina e a boa ra-
liOM vez aconleceu-lhe urna aventura assaz origi-
nal. Era em um dos bailes de mascaras que anda
da va algum lempo aolcs da queda de Luiz Filippe,
ajprincezaC... Fatigado da orchestra Filippe Beyle
achara refugio em urna sala, cujas j.mellas davam
para o Sena. L-ia\a ahi desde algum lempo indo-
leulemeule assenlado em nm sof; senlia-se em urna
das disposicoes de espirito que participam do sonho,
sem. todava perleucercm ao somno. Por muilas ve-
zes vio chegarem e passarem junto delta com om ar
de mysterio muilas raulherescom dminos cor de ro-
sa e de velludo, lima dellas depois de ler hesitado,
incoo -Ihe no hombro com a pona do dedo, em quan-
lo'por um gesto pareceu tecoramendar s outras mu-
flieres que nao se retiras-em.
Que queres, bello domin ? disse Filippe Bey-
le levanlaudo-se um pouco. .
neis indopendente, e apraz -oa altivez.
Nao ornou alver Marianna, a qual depois da
te de Amelia dcixou a Franca, sendo protesid
lina rugida pelo poder invisivel da Maconarii
Muflieres.
I'erdi minha sobrinha, c idiei um inimigo,
I m desapprnvador.
actos que se fazem em seu nometo-Metra da I Beyle.
Se comprebcndi bem, a Maconaria das Muflie-
res lem d ora era dianle em vossa senlioria um ad-
versario implacavcl, disse ella com inquielaeo.
De fado, meu primeiro peussmento tai invo-
car a le.
A marqoeza estremeceu.
Mas a rellexo foz-mo rmnnciar ao mcu pro-
jeclo. I royocar um processo era enlresar aos Iribu-
uaes urna lisia de nomei, enlre os quaes eu nao po-
da esquecer-ine de que se acharta o de madama
mor-
da em
..-Conaria das
Jle imposstvel que seu odio uo esteja
ciado; ao menos Filippe Bevle nao sente-lhc mais
os diodo,.
Seraeflianle a oulro Atlas, elle nao dssimula que
carreja pesado fardo. O menor tropero pode pro-
duzr a queda do globo maromeo, e esmaja-lo ao
mesmo lempo deberlo das ruinas. Foram-lhe arma-
das riladas de diversas nalurezas, algumas das quaes
erara roberas das llores mais embriagadoras. At o
presente elle tem sabido sempre viclorioso dessas oro
vacos. r
A su. jt.ivida.le nataral acrescenlou-se una levo
Cor de niel ancolia ; alie lornou-se um dos Hroes
5>slerioei que lodos deaiguam nos saines dizendo :
lie elle. cora grande lonoenlo dos curiosos, os quaes
leudo sorprendido o nome pronunciado em voz bai-
xa, porjuniain a si meamos qual seja a razo da fama
-auna por csse nome.
lie intil acrescenlar qne elle deixou de detrahir
das muflieres, c s falla dellas com circumspecro.
Se zumba ainda por ura resto de habito, seos pi-
grammas lera lodo o perfume dos madrijacs. Sobre
o brazeiro que devorou seus ardores, suas esperau-
Cas, sua alegra, adeja urna fumaca rara como a que
sahe do foglo da geule pobre ; essa fumaca he a ex-
perieucia.
Cuidado respondeu-lhe a mulher; desde al-
guns dias tens dado passos para visitares a Mr. Blan-
chard. Em leu inleresse, cr-nie, renuncia esse de-
sijnio.
No mcu inleresse... ou no leu? disse elle fican-
do serio. p
Til possues dosso segredo, mas os podemos
perder-le.
Nao, disse elle recostando-se no sof.
Tens muila confianca, lornou o domin corda
rosa, entretanto devias lembrir-la de que tudo nos
helpossivel.
Essa he boa responden Filippe em tom Isvi-
ano, nao seriis filo audazes, nem lo imprudentes
que me perdesses inteirameule. De que poderieis a-
uieacar-ine '.' do perfume de urna luva envenenada
011 da queda de urna pedra '.' O segredo que sor-
prend he pelo conlrario urna garautia de minha se-
jarae.!. Com essa armadura ando sem receio ; es-
lou meen cerlo de que a Maconaria das Muflieres
procura afastar de meu- passos al os mais vulga-
res accidentes ; pois quem te aflianca, bello domino,
que no dia seguinle ao do racu lira deploravel, nao
c o-.ai 1.1 a justica urna memoria ? Esse meio te pa-
rece ja muilo usado depois da scena de Vluridan ;
mas anda pode servir, lenhoamonload/j Ihesouros
do precauees. Toinai a meller na bainlia vossa es-
pada de Daraoclcs. queridas alliadas. IVrsejuir-rae
ate em um baile, he alem disto de ro.io josto.
o on\ uno de dminos cor de rosa dispersou-se
pouco a pouco.
Cinco ou seis somenle ficarapj em torno de Filip-
pe, o qual acresceulou :
Perdoai-me, eu linha--me quasi esquecido da
vossa associacSo. Mas qur. queris t Habituei-me
a n.lo considerar mais a enconara das Mulheres se-
no como sojuranra pava a vida.... Bello domin,
queres valsar comigo*
FIM.

MUTILADO
ILEGIVEL


D'MIO SI P|S;*IB| TERCA Ffl|t 20 Di ffl.lO |. lt.6
lio exigera a fundarlo do urna cadeira de homeo-
palhia ti todas as escolas medicas do uiuudo civi-
lisado. i)
O Sr. S Pereira : Cunverleu-se como oulro
qualquer.
O Sr. Pereira de Brilo : lie um dos bastardos.
como chama o iiobrc depulado.
O Sr. Sabino Olegario : Eu explicar ao de-
pois o que quer dizcr baslaido.
Creou-ie em aples a expensas particulares urna
sociedade de medicina bomeopathica ; e algn- an-
uos depoil vendo o govern<> os proveilos que se li-
ravira da homeopalhia, co.ixerteu por um decreto
essa sociedade em Academia Real de Medicina II-
meopalhica.
O Sr. S P$retra : He moderno isso '.'
O Sr. Sabino Olegario : lie moderno ; nao
llie posso diier a dala, mas sei que he mudemo.
Uonlem tive occasiao de dizer-vos, senhores, que
nos difTerentrs estados, onde tem spparecido a ho-
meopalhia, e onde mesrao tem ella solTrido lerr-
ve.s perseguioes, os governos tem passado a dar-
Ihe apoio.
Vos queris que para jalear a homeopalhia sejam
competentes as Faculdades de Medicina ; mas en vos
digo que as Facilidades sao lio p.irciaes para julga-
rem a homeopdlhia, como as sociedades homeopa-
Ihieas para julgarem]a velha medicina. Em ulnas
e outras predominara a prevene.. o sarcasco c li-
dio. Se as l-aculdides de .Medicina quizessem cs-
tudar sem pi oveucuo a homeopalhia, ellas por certo
nio a repelliriam ; porque a homeopalhia, seubo-
res, he a medicina por excellencia.
O Sr. Vcrara de Brilo : Eu tenho lido, mai
anda me nao convenc.
O Sr. Sabino Olegario : Porque nao tem que-
rido.
Era lim de perseguirlo nao podemos lirar argu-
mentos conlra a homeopalhia, porqoe a prevalecer
esse principio a relilo chrislaaera cousa uenhuma.
ise ao nobre deputadoem a parte que Ihe expli-
cara o qne quera dizer bastardo; e vou cnmprir a
roinha promess.i. < >- homeopathas tem dividido os
seus sectarios em duas classes : unta que lie dus ho-
raeopithas puros 011 aquelles que seguem exclosiva-
menle as doutrinas do Hahuemaun, aquelles que
nao admiltem a reunan, ocruzamenlo das duas me-
dicinas ou que seguem as doulriuas do rotstre sem
modificado alguma, salvo no que lie uecessario pa-
ra o aperfeic,oameuto e facilidade da doutrina ; os
oatros (bastardos) sao individuos n.lo bem converti-
dos, so aquelles que a par da homeopalhia emprc-
gam tarabem os remedios allopalbicos.
O Sr. S Pereira : Nesse caso eslava llalinc-
roanu.
O Sr. Sfloino Olegario : Assim foi a principio,
e nem poda llenar de ser. Mas esses bastardos sito
os qae empregam um* purgante quando enlendem
que devem determinar as evacucaes, entre tanto
que dito o aconitum para combaler a febro ; porm
essa bandeira est quasi nullificada, e s os adep-
tos recenlemente convertidos, he que anda empre-
gam estes meios ; esla pralica pao se Tunda em prin-
cipio algum, e della s pode resultar a desorden].
l'oderia dizcr anda muito ; mas, Sr. presidente,
me acho fatigado, e creio tambera ler sommamente
fatigado a casa (nao poiado- espero que os nobres
depalados deeiu o devido aprcro s minhas boas
intenrdes.
Nao tocarei mais na questan constitucional, por-
que por duas vezes ja a sustentei como pude.
Resti-me agora, Sr. presidente, agradecer mais
urna vez aos nobres deputados a benevolencia cora
que se tem dignado de ouvir-me.
AIjhiis senhores : Muito bcni
Discurso do Sr. Dr. Ignacio de Barros, pronun-
ciado na sessao de 12 do corrale.
O Sr. Ignacio de Barros:Sr. presidente, vista
da face que tem tomado a presente discusso, eu me
escusaria de ler parte nella, se o parecer da commis-
sao nao se fuodasse sobre ludo na ineonslituciona-
lidade do projecto do Sr. Dr. Sabino.
He por esta raijo que animo-me anda a fazer al-
gumas ponderales a casa em addilamento ao que
ja disse em ouira sesso.
Em meu humilde entender, quatro argumentos
de maior vulto foram aqu expendidos, sustentando
a inconslilucionalidade do projecto o primeiro apre-
sentudo pelo Sr. Epaminondas, o segundo pelo Sr.
Antonio Cavalcanli, o lerceiro pelo Sr. Leal, e o
quarto nao me record por quera.
Disse o Sr. Epaminondas, que a prohibicito do S
2.-do art. 10 do acto addicional envolva'todos os
estabelecimenlos de inslrucrao publica, urna vez que
o governo geral livesse nslituicoes de qualquer dcs-
ses graos as provincias do imperio.
Eu digo, que semelhantc principio n.lo se pode
admillir, porque de corlo aniquillaria inteirameiUe
urna das mais bellas altribuiooesdas assemblas pro-
vinciaes, qual a de promover a inslrucclo publica ;
sementante interpretadlo viria sem duvida contra-
riar o art. 81 da constituidlo, combinado com o art.
9 do acto addicional.
O art. 9 do acto addicional estatu que compete
as assemblas provinciacs legislaren! de confonuida-
de com o arl. 81 da constituidlo. Ora, se .este ar-
tigo esta concebido nestes termos ',10:1
a Estes conselhos terna por principal olijecto dis-
cutir e deliberar sobre os negocios mais inters-
sanies das suas provincias, etc. i>
He claro que, a menos que o nobre deputado
considere a inslrucrao como cousa de um inleresse
moi secundario, he claro, digo, qne a sua inlerprc-
laeSn offende mu posilivaroeote a esse art. 81 da
constituirlo do estado, pois, a prevalecer semelhan-
te interpretarlo, as assemblas proviociaes licar.io
imposibilitadas de eiercer urna de suas mais bellas
prerogalivas.
Disse o nobre deputado que nao se podia admillir
o principio opposto, porque seria eslabelecer una
auarchia... Conlra islo ja protcslei, e continuo a
faze-lo, dizendo que se nao poder euiittir semelhan-
le proposirao, sem ir-se completamente de encon-
tr ao que se acha consagrado em nossas leis funda -
inenlaes.
O nobre depotado que assim discorre, o que me
dir em face dos S 8 e 15 dq art. 11 do aclo addi-
cional? Nao v o nobre depulado, que por essespa-
rgraphos se concede aos poderes provinciacs a in-
terferencia em negocios de maior monta, como spja
o de suspeosao de garantas'.' Seodo assim, podera
ser lachadade anarchlca aconc urrencia dos poderes
proviociaes |n caso verleule, urna vez que ella he
eipressamente eslabelecida nos casos os mais graves,
nos casos em que a ordem publica est em perigo
eminente'.'
Semelhantc concurrencia sera ludo por tanto,me-
nos elemento de annrehia.
O Sr. Epaminondas:Nao disse anarchia quan-
to aos poderes, disse quanto aoensiuo c transmisso
da instTuco;lo ao povo.
O Sr. Ignacio dt Burros:O nobre deputado
consideran a coocurrencia dos poderes provinciaes
como anarchica.
O Sr. Epaminondas:Disse que esse concurso
produziria anarchia no ensino.
O Sr. Ignacio de Barros:Logo be sempre anar-
chica a concurrencia dos poderes provinciaes, a islo
he que me retiro, e digo que se nao pode admillir
semelhante proposirao sem desconhecer-se o espirito
da nossa lei fundamental.
Senhores, o espirito da nossa constituirn nao
consagra o principio da 13o preconizada ceniralsa-
rSo dos poderes do estado, c o nosso legislador assim
obrando fe-lo com toda a sabedoria. De cello, a
centralizarlo convm as potencias militares, e
o Brasil nao deve aspirar a ser potencis militar, pnr-
qoo he isto contra o espirito da civilisaco mudetna
qne tende cada vez mais a barmonisdi-se com o
ehristianismo, com essa relissao de paz, de liberda-
de e de vida. E de mais, senhores, a centralisacao
he um principio iuteiramentc anli-liberal, traz p'e-
lo menos urna consequencia perniciosissiraa, qual
da capital dominar todo o paiz, a tal ponto que
at suas revolures anda que sejam os mais chime-
neas, lornam-se quasi sempre revolures de lodo o
estado.
Em paizes assim organisados i a caneca lera vid,
ludo o mais he um aggregado de aothomalos!
O Sr. Epamtnondos:Est anlecipando a dis-
cusso do seu projecto.
O Sr. Ignacio de.Barros:Nao posso, pois, roa-
dunar-me com as ideas do nobre deputado.
O argumento doSr. A. Cavalcanti pareceu-mc ci-
frar-sc nislo,que sendo a iuslrucgao superior de
interesse geral da nacao, e nao podendo as assem-
bla provinciaes legislar sobre laes interesses, claro
he que nao podem legislar sobre a inslrnccao supe-
rior, e por isso a prohibirao do -S 2." do arl. 10 s se
refere a inslrucrao superior.
Foi justameale esta, se uo me engao, a argu-
mcntacAo do nobre deputado.
Se assim foi, permitta-me desde ja o nobre depu-
tado que Ihe diga, que nao concedo que s a ins-
truecao superior seja' do inleresse geral da nai.au.
Eu enlcndo, qne a ioslruc;,lo publica em qual,
quer de seus graos he do inleresse geral da nacao, c
podedclxar de s-lo em rertos casos.
Pelo que respeila a inslrucrao primaria, vemos
que pela conslitnicoo do imperio nos foi ella garan-
nda. mas se a instrucc.5o primaria nao fosse do inle-
resse peral da narao, seria ella por ventura garanti-
da pela nossa coiistluic,ao'.'
J v o nobre depulado, que al a inslruccfio pri-
maria pode ser de inleresse geral.
Sr. /(. Caralcanti: De inleresse i;eral he
toda.
O Sr. Ignacio de Barros:Uisc o nobre depu-
lado, quo a inslrucrao do :{.' grao, ou superior, po-
dia deixar de ser considerada de inleresae peculiar
das provincias ; pois a lano importa a assercao de
que a inslrucc.lo de semelhante grao tem por carar-
ter distiuclivo o affectar os interesses aeraes. Enlre-
taulo, senhor presidente, podcin-sc dar moilos casos
em que a inslrucrao superior nao seja de inleresse
geral da nacao, c loque muito de perlo ao inleresse
desia ou daquclla provincia. Lis um dcstes casosa
nos sabemos, que se promove em grande escala :
i olonisar ni do imperio, ni sabemos que grande
parladas colonias eiistenles nao professam a religiao
raiholica apostlica de romn, admitamos urna h\-
polhese, aumiltamos que urna das provincias do sol
lenha grande numero de protestantes, que esses
llamen-, nao querendo renegar de sua religiao, pre-
cisem de cull>.-|a, c por sso ,je ler uma faco|jade
de theologia proleslanu:.
I m .Sr, Depuljdo : He conlra os preceilos da
constituirlo.
O Sr. /. de Barros: He umn hvpothese lal-
w gratuita, para muilos, masque pan. mim he pon-
derosa e que se pode porventura realisar ; sendo
assim pergunlo eu, nao perlencer a theologia
instrnecao superior? creio que o nobce deputido nao
pode deixar de reconhece-lo
tence a um grao de inslrueran mais elevado que o
da secundaria ; em lal caso nao \
lado que um dos principaes ramos da iustrucra.. .
perior pode ser de inleresse peculiar de alguma pro-
vincia, e deixar de ser do inleresse geral da nacao,
como no caaofigotado, em que alguma provincia
precise de cultivar uma f que nao he a prolessada
pelo F.slado'! ,
"Sr. .i. Caraleauli: lio do inleresse geral, e
esta especificado nu acto addicional.
O Sr. /. de Barros ;(lulro exeinplo, supponha
o nobre depulado que a provincia de Minas pradal
do um curso completo de mineraloga. (Ira, es-e
curso dependendo de varios ramos das (ciencias po-
sitivas, e nao podendo ser classilicadn senao como
perlenceiilc a instiucr.lo professional, he pelo me-
nos um curso de um grao mais elevado que o da se-
cundaria. Eisahi mais oulro caso em que a inslruc-
rao de um grao mais subido que o da secundaria,vai
locar especialmente no inleresse de nma provin-
cia, sem que seja com ludo do inleresse ueral da
nacao.
Um S;-. Depulado : Refera-te e muito.
O Sr. /. de fnrroi : Enlao tambera posso di-
zcr que ludo mieressa aliacn em geral, ale o inle-
resse de uma comarca.
Ha um aparte..
Mas a provincia de l'ernambuco nao tem nocessi-
dades a esse respeito, como tem a de .Minas.
Pois o nobre deputado que me inlerrompc, nao
conrrhe que se d uma necessidade era algnma
provincia sem que se esleuda por lodo o im-
perio
I Sr. .1. Cavalcanti : Isso nao ronlcslo cu.
O .Sr. /. de Barros : \ ar^umentarJo do nobre
depulado bascou-se no principio de que a inslrucc.lo
em grao .-uperior pertencendo aos iutereises geres
da nacao, e nao nos compclimln legislar sobre inle-
resses de i-.i ordem, por isso a prohibica imposta
pelo aclo addicional s refere-se a iustrucr.lo supe-
rior.
Mas, Sr. presdanle, como fcilmente eoncebe-se,
e como mnstrei, podosurceder por um lado que at
a inslruccao primaria seja de inleresse geral da na-
rao, c por oulro lado que a inslrucrao de um grao
superior, em cerlos casos seja so do inleresse pecu-
liar de alguma provincia sem interessar ao todo da
narao. julgo que cahe por suas bases a argumentarao
do nobre deputado.
Tralarel agora do argumento do Sr. Leal.
O Sr. Sonsa Carralln : Foi o mesmo argu-
mento do Dr. Epaminondas turnado praUeo.
0$r. I. ilc Barros : O Sr. I.eal aproenlou
nesta casa um aviso do ministerio da guerra, pelo
qual se infera, que os svlemas de mcdiciuj so po-
diam ser indicados pelo governo geral.
<> Sr. I.eal : Nao foi islo o que eu disse.
O Sr. Ignacio de Barros : He esla a conse-
quencia.
O Sr. Suuza Carvalho : A consequencia he
que o enverno geral bania a homeopalhia.
O Sr. Ignacio de Barros : Perdoe-inc o nobre
depulado, esse fado beque serve de base aargiimcn-
t.irao lo Sr. tenenle-coronel Leal, mas nao he a con-
sequencia della.
O Sr. Sansa Carvalho : E por consequencia
havena uin.i anarchia se a assembleo provincialadop-
tasse o ensino da homeopalhia.
0 Sr. Satino Olegario : Nao apoiado.
O Sr. I. de Barros : Seja qual or o espirito da
argumentadlo do nobro depuiado, o certo he quo ba-
seou-se sobre o aviso do ministro da guerra, e por
isto digo que u;lo posso admillir semelhante princi-
pio, porque esla casa he m corpo legislativo sobre
o qual nao lem ingerencia o Sr. miuistro.
O .Sr. Sonsa CarcuUio : Esta Irausloroaudo a
argumentai.-ao.
O Sr. /. dt Barros : Tralando-se de sabermos
se a assembla pode ou nao legislar sobre a inslruc-
rao superior c em consequencia sobre medicina,
nao sei a que viria a apresenlnrao do aviso se nao
fosse este julgado por quem oapreseutou, uma au-
loridadc de vulto para esta casa !
Alorados nobres depulados antagonistas quem
tenho tido a honra de responder, hoove mais quem
dissesse que a prohibirao do S i do arl. 10 do acto
addicional alo pode versar someule solue a inge-
rencia da provincia nos eslabelecimculos fondados
pelo governo geral, porque, semclliantc disposir.lo
seria etcnsada, uma vez quo he|currenle que as pro-
vincias nao teeni que engerir-sc em cousas de iule-
resse geral ou e-Utuidas pelo governo geral. Seme-
lhante assercao lambem n.lo podemos admillir. Sr.
presidente, nao s porque temos o 7 do art. 10 e
SS ti c" do arl. II ilo arlo addicional que a contra-
ria, como timbera porque ella nos conduz a incohe-
rencia do principio apresenlado pelo Sr. Epaminon-
das, de nao poderem as assemblas provinciacs legis-
lar absolutamente sobre instruecu publica.
O Sr. .-/. Cacalcanti: Nao apoiado, cu referi-
mc s a instriiecao superior.
O Sr. /. de Horros: O argum:nlo do nobre de-
pillado importa o mesmo que o do Sr. Epaminon-
das. porque nina ve/, que o governo estabelcccsse um
curso do inslrorcao secundara ou primaria, ficaria a
provincia inhibida de legislar nesse sentido. S nao
ser assim, se o nobre deputado por um lado pro-
vasco-que o poder ueral qutria demillir de si o di-
reilo de legislar sobre a instrueco primaria e se-
cundaria, o que contesto ; c por outro lado se o
nobre depulado admiUisse o principio, que propu. -
no, de que embora o governo seral tenlia fundado
em alsiima provincia ostebeleciinentos de instrueco
do qualquer grao que seja, essa provincia nao lca
inhibida de Ic.i-lar sobre estabelecimeutos ItUne-
Ihanes.
O Sr. ./. Cactcanti: Legislar sobre a inslruc-
rao secundaria e primaria he privativo das assem-
blas provinciaes.
O sr. Sabino Olegario : Em quearligo /
<> Sr. .1. Cacalcanti : Esta no aclo addicional
legislar sobre inslrucrao publica.
O Sr. I. de Barros : Diz o nobre deputado
que s refere-se a iustrucrao superior, e que por
eonsequencia a prohibirn n;lo seeslende a primaria
e secunearia, mas o nobre deputado confessa quo se
o governo geral estabelecesse essa inslrucrao, fica-
ziam as issemblai provinciaes inhibidas de fa-
z-lo.
O Sr. A. Cacalcanti: Esse argumenlo contes-
to eu.
O Sr. /. ile \Urros: Mas sendo assim, o nobre
depulado devena ser da opinia.i daqucllcs que en
(eiidem que podemos legislar sobre o ensillo da me-
dicina ; mas seja o que for, a 6pnSo do nobre de-
pulado finna-se na arguraentacao que eu mostrei,
que n.lo podia prevalecer por se considerar nella
instrueco superior de inleresse geral, c as oulras de
iulcresses difjcrenles.
I'orui.to, Sr. presidente, julgando que as razes
dadas a favor do parecer sobre a inconslilucionalida-
de do projecto nao podera prevalecer,discord desse
parecer ucs contra o projecto dt) nobre deputado, a cujo lado
me acho.
exhibilo. E se por ventura algum depulado o Unha
o nobre depu- em seu podar, enlao devera ler eligido dclle. aqu,
i in-lrucrau su- ou parliculernicule o contrato, ou n resultado de seu
exame e pesqui/.as : porque M assim podia ella es-
clarecerle, etclarecendo-nos.
Por lauto, cu divirjo n.lo s do parecer da com-
niissao que indefere a pelicao. divirjo tambera da
emenda do nobre depulado quo so assenla a ininha
esquerda, quanto ao adiamanto, e ltimamente di-
virjo da nutra emenda do nobre 2/ secretario, e cn-
tlo olereco a consideiarao da casa o nico expedien-
te, que a meu ver, presentemente cumpre adoptar.
\ olo conlra o parecer, porque so a nobre com-
miMo, como eu supponho, esta asss esclarecida,
sendo oflicial, ao menos parlicularmenle; no enlaii-
to, que toda a casa n.io se acha as mesinas circums-
lanclas.
O Sr. ./. Coealeanti:Trala-sc da pelicio.
O Sr. Abilin :Nao lie hacanle, era preciso que
i cummi-ao iizci.se um exame rigoroso do conlralo,
para poder apreciar deviilaineule as modilicacoes
pedidas boje por l.urci. Portelo, se a commissio,
como eu creio, eslava asss esclarecida, a cesa nao
0 esta, porquo os documentos quo foram pedidos,
estilo em man de um depulado, que aluda nao deu
canta do resultadu lo seu evame.
A priineira emenda oll'crecid. ao paccrer da com-
missao, creio que lambem mo pooe ser adoptada
pela casa, porque, se a casa linda nao resolveu se
o conlralo celebrado pelo presidente da provincia
merece a sua approvac.io, como so hade esperar que
a eoraffliasao da orraiuenlo consigue ipiota, para n
maiiulenrao desee mesmo contrato? lie visto por
tanto, que a questao piincipal, c que deve ser apre-
ciada previamente, he a da approvaeao ou rcscia.io
do conlralo por esla casa; depoi- do. que, com-
missju de ornamento lera de, uu competente verba
e consignar quota, cotn referencia ao raesino con-
trato.
Voto contra o adiamento para a discussuo do or-
(amento.
A emenda do nobre segundo secretario pedindo
Informacei n directora de Ihealro de Sania Isabel,
e reronsiderac.lo da materia, a meu ver tambera nao
pode srr adoptada ; porque a directora do Iheatro
nao pode dicr, sen.lo solue a economa desse c-labe-
lecime:ilo, e nierecimenlo lilterario das peras, que
nelle se lem de representar, dislribuirao de papis,
desemplio dclles ele. ele.
I'm Sr. Depniailo :E nao foi ouvida pelo presi-
dente na confecrao do contrato"!
O !>r. Abilio :Foi ouvida na parle artstica, por
assim dizer. ti nobre depulado sabe que a directoral
do Iheatro cmitle o seu juizo critico a respeito dos
dramas e candelille, que all s.lo representados ;
c como qiier que Kaphael l.ucci livesse de
corrido o primeiro baile dos cincoenta esle anno,
dado no salan do Sania Isabel, nosabbado. Se bou-
ve ranilla, he favor nao a aeclamarcm cni versos,
porque be de presumir, que S. M. se arrependa de
de ter lao solidas honras: as poesas ueste genero
icarrelam o ridiculo, bastara as ovaces da uoile,
excederam ; he massada.
O paleo da ribeira de S. Jos esla que mais
parece uma estribarla, do que uns praca publica,
cun > estada all dos cavallus, que coud/.ein fari- -
iba aquelle mercado.
lom chegado a Isl ponto a desmoralisarao d e
certa genio, que esta intransitavel a passagein nijr
junio do muro da Penha ; chega a sull'ocar otu r-
luiu:;i amoniaco, que exhala esse deposito de
immiiiidicias.
O Sr. Dr. Sabino logo que foi accomm ottido
do ataque, que nosabbado, na assembla foi cora
solicilude tratado por quasi todos m seus co llegas,
que "disputaran! qpem mais cuidadoso se ino stra-e
pelo resiabelecimcnto dos seus sentidos.
Ne sabbado algum devotos foram celebr ar na
igreja de Santa Rila uma ladainha solemne, mac-
cni de graciis a Nossa Senhora da Piedade alli em-
posta.
ar piara
var piara ser examinada, he falsa, c. igual a ouira
que'nesta data ja devolv a V. S. ~
Tleus guarde a V. S. Tliosouraria de fazenda de
Pe roambuco 17 de maig de 1850. Illm. Sr. lelo
onealvesdi Silva, inspector desta Ihnnuiailj.__o
thesoureii) Domingos Affonso Nery Ferreira.Con-
forrae.0 primeiro amanuense, Jos \avier Fausti-
no llame-.
EHRATA.
No nlcio do Sr. inspector interino da thesoora-
ria provincial, publicado no Diario de'honlem, no
penullimu paragrapho, em ve/, desejam quaes fo-
rem mes motivos cu os respeito, e devo >uppo-lns
olliciosos... I.ca-sesejam quaes forcm esses moti-
vos, eu os respeito e devo suppo-los eflicazes.
SDmdo te $ttnambnc0
A assembla provincial oceupou-se lionlcm com a
rouliniiarao da segunda discusso do projecto que
lixa a torca policial; lomaram parle nos debales os
senhores Jos Pedro e Machado da Silva, lirando a
discusso adiada pela hora.
------.------jnga lam-
nrui amosca,mas he.preciso que essa u.iosca, se
he varegeira nao pouse em alguma ulcera.
i) segundo baialbao de inhalara lejndo arru-
mado no sabbado a larde, depois de (azi >r o manejo
d armas e exercicio de fogo, execntou abrumas evo-
lucocs, ludo em presenca do Exm. Sr. 'general Se-
ra, inspector das tropas. Ouvimos ; araphrasear,
que o general nao consenlio, em tal conjunclura,
que se relachassein as regras prescripla s, assim con-
cernentes s manobras, corno os mais Jxercicios.
S. Exc. deu evidentes demonslrar es de apreciar
a actividad* c desembirafo do Sr. mavior do mesmo
balalhao Feruaudo Hachado de Sou/.a.
O balalhao arrumen com o segundo uniforme, es-
lava limpo e na (forma conservava firmeza, e ser
devo assim, 'pois que o seu digno chcfij he o Sr. co-
ronelMuniz lavares.
Sabbado boiivc grande disturbio, no bairro do
Kccife entre .Iguns niarujos ingleses', e pessoas do
[>ai/, c lendo os primeiros lornadv.-sc insolentes,
...j do ollereicr ( acudi o >.-. sub!elegadn, e os fez coaler uiinlin-
bases para a empreza de uma eoinpanhia rica e| do recoll.er a priso os turliuleluo. dizem q.e
?.I. 'i "T IS.'l'"!-i1 0,reflOT' d,?f- *S bordo de navios da mcsn.a nado
se u.na coupanli.a dramtica nao pode prescindir leras com gente armada para v.'rc lirr disforra
de Untos actores, sendo tantos de primer, ordem, assjm como que erara esperados 0 ,m afn 'mas e
(|uantos de segunda etc. etc.; e quando se|lralassc de' polica acudi a lempo, e indo se au uieou
uma companhia lyriei era lambem iiidispcusavel,
queaauloridado compclenlc, que he a mcsina direc-
tora dissesse, una eompanhie" Iv rica para ser regu-
lar, para poder ser suporlavelmenle ouvida, deve ler
tantas primas-donas, tantos tenores, tantos baryto-
nos : ele. assim ja v o nobre depulado que quando
o presidente ouvioa directora, oaviu-a devidaracn-
tc na parle arlislica, mas n.lo na parte politiro-ad-
minaslraliva, jiorque est de modo algum pmlia per-
lencer a directora. Por lauto, quando um individuo
aprsenla bases de um contrato cora o coverno era
Ale' amanlitia.
II'HV 1)0 KECIFIC.
1 i de maio.
Presidencia do Sr. Dr, Franeeo, de Attit de oi-
ccira Maciel. ,
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido
Aulran da Malta e Alhuquerquc..
Escrivao, oSr. Joaquim I-'raucrsco de Paula Este-
ves Clemente.
Advogados, usSrs. Drs.
que so esto lem obrigaces, esse individuo que d,/ ro'r-, V I.., 'll **, ^'"l"[l Augusto l;er-
porexcmplo: faroi islose.for mais conveniente, re- ", "tiLlJ1 "\nk!Iv,ru 'c Mor.ac!' Carvalll-
rei squillo quando me aprouver.etc. etc.. com rel- L. ,,'.?, .. 2a ". I0 l,""'a4 ,a 'aa"UA*< aebaram-
reucia ao thealro publico, a directora no podia ser I"7'.".!'"''':',' Srs" Juradjs- ,
ouvida sobre este ponto, porque esta apreciado cabe V^J^S^ eclarou aberla a sessao.
ao governo e a nos. ,'.?"."' niullados_cin mais j(l8 rs. os Srs. jurados ja
OSr. l.wda:-Oi .obra deputado leu o | 3. ""illaiim ".os ?''ores dii-, de sessao.
das mcdilicares '.'
Foi couduzido abarra -Jo tribunal dojurv, para
r julgado, o reo .Miguel Francisco dos Anjos, ac-
Romao Antonio da Silv.a Alcantari.
loan All ina/io Dias.
Manoel Pereira Caldrjs.
lose Joaquim Lepe <,|e Almeida.
ranciscode Paula Carrea de Araujo.
Ilr. Joao Irancisco eixeira.
I alvilreque a meu ver convem ser adoptado pela
casa, he o que se conten no requerimenlo que vou
ler a casa l. A casa, decidindo com a llluslraclo,
que a caracterial, dir ainauh.la se o conlralo d'eve
ser rescindido ou approvedo, e islo servir de illus-
cX8 n"e'i;,"lil I'eli':'"'u ,,S ucci(luo ""i" 5C ,lis- Ignacio Jos da Silvia!'
/.'Sr. Deputado :-E conlralo esl dependen- fc^u'^i;
te da decisau da assembla 1 i, t *?*
OSr.WHo:-Eono.enlro agora nes. quea- Ko^a-^S^rS'I': ,
lio, aguarde-rae para imanliSi, como ja disse. SCcre a da, conferei'f'" ^"se co^"' ,' m. a
___________' secreta das conferencias as 0 '.. horas da tarde, donde
v., .... v.ollou IS 8 da noilia cun suas resposlas, que foram
\ --. a. ... iJ\ \ j ., e voz Ma' pelo presidente interino dojurv
A sessao de houlcm tem a dala de 1'. e nao \1, de Malenca, era vis
como saino. _____ _________ ,ie direilo, presidente do tribunal do jury, publicou
a sentenca. absolvcn,do o reo, e condemnaudo a mu-
PrxfiVJfs Alflll CB nicipalulade as cui,tas ; e nos termos do SI." do
rrilS AsUEdfl. arSoT9daleidende.lezembrode 18I, appellou
.-7- .. rmT senteora para o? superior tribunal da rclarao, e
u"/ J~~ 8 ievantou I sessaoj adiando-a |iara as 10 horas da
-"-r.! a moral uma das bases mais solidas da so- "oMIua do da segiiime.
ciedade chrislll, ou nao Devera ella respirar em ------------------
RBFAS&tQAO DA POIalCIA.
lodos noasM aclos, em lodos nones hbitos,'em nos-,^
-a vida publica e particular, em no-sos trajes, em
nosaas mais domesticas conversarcs, ou nao V liu-
vidara quem livcr sobre os olhos da razie essa rede
misteriosa, que s se
Ihe Iguilhoa, quando a
nao be por ella embarar
onde ha corhmumeiilc de todos os costumes, on,de
so v os mais estravagantcs modos de trajar, onLlc
a mais rcmauda loucura he definida por liueza, on-u
de algoem julga, que pode a seu bel prazer escar L
necer do senso coininum.
-ecrelaria da Vpol.cia de Pernambuco 17 de maio
de 1856.
ment de V
boje recebidas
ni as seguiutes
os olhos da razio essa rede J w, r- ^ ,8'"-
rasga, quando a conscieneia, |^"^:?m-a?L^:,Le" V C0"I,CC',"
mefsma consciencia lauibe, ^Zj '"""','* 'lar,lc,'w,'-"cs ''
cada. Estamos ba^ ^SSSk?* '^ "" "
loi irest: a minha ordem e recolliido ao estado
maior dt qitrtel do corpo de polica, o tenenle-co-
ronel da euaiia nacional Coriolauo Vellozo da Sil-
veira, porestr indiciado em crime de moeda falsa,
Daawereo do Sr. AMUo .lose Tacares da Silca,
pronunciado na sessao de I do crrente.
O Sr. Abilio:Sr. presidente, anda snb lina-
presso do pasmo que de mim se apoderou, ao ver
a face seria, que vai lomaudo a discuss3a do parecer
da cominissilo de pelires sobre queslao, quanto a
mim insignificante, porque diz respeito aos iulcres-
ses de um individuo, levanlo-mo simptesmeiite pa-
ra fundamentar o meo voto, aprescnlando a casa o
alvedrio, que a meu ver, cumpre por ora adop-
lar-se.
O Sr. Laceria :Eu nao represento os interesses
de l.ucci; vol conlra o requerimenlo delle.
(Ha varios apartes.)
Sr. Abilio:A queciao, dizia eu, he em si as-
Siis insignificante, para tomar ae dimensoes de ques-
lao seria, Irazcudo-se para ella a adiniuislracao da
provincia.
OSr. Silcino:O que he mais de admirar, he
ser trazida a resolurao da assembla do anno pas-
udo.
O Sr. Abilio : Senhor presidente, por agora
(rala-se .-imple-mente de apreciar a prelenrio exa-
gerada, a prelenrao, drei mesmo, irrisoria de Ra-
phael l.ucci. A commissao de petices quem foi
submeltido lal negocio, potsuida por sem duvidar
dos senlimeulos de dignidade, que devera presidir
seus aclos, usou com elleilo no seu parecer de e\-
pressoea hyperbolicas; mas a eoinmissao, senhor
presideute, tem ,i"> cerlo ponto toda jusliticacilo,por-
que leu oa pelic.lo de Raphael l.ucci, phrases menos
deliradas, menos respeilosas da dignidade desta casa,
apoiados,) lie falta de alinelo, he desresptilo pa-
ra com quem se acha superiormente collocado, da
parle daquelle, que Ihe pede um aclo de juslica....
um favor, o nao requercr em termos decentes e co-
medidos.
Entretanto, diz Kaphael l.ucci no seu requeri-
mento dirigido a assembla provincial, cnlre outros,
o seguinle :Senhores, o inleresse he o movel das
acees humanas.
Um senhor Depulado :Isso he opiniao muilo se-
guida, he de Bentham.
O .Sr. amo:Heopinoseguida por Benlhent,
e por outros muilos, he verdade ; mas quem nao v
a inopporlunidadc, a talla de conveniencia, o des-
propsito da citarao do principio de Bentham no re-
querimenlo de Raphael l.ucci, pedindo a assembla
30:000$? Que importa lembrar a casa a iheoria de
Bentham em moral e jurisprudencia, a proposito da
nrctencan l.ucci".'! Pela minha parte, senhor presi-
dente, nao enxergo nessas expressfles sanio desres-
peilo a casa, c por lauto a commissao teve de cerlo
modo razSo en. qualificar de exagerada a prclcncao
do pelicionario.
Vollando questo, direi, acha-so a casa suilicicn-
lenienlc exelarerida para decidir sobro a pretendo
de Kaphael l.ucci'.' Considera-se ella habilitada pa-
ra apreciar o contrato atTecluudo pela iiresitleucia
com esse licmem, e alo inoditica-lo, como elle pre-
tende, sera l-lo debaixo dos olhos, sera cxaiuina-lo
previamenlu'.'
Ha dias, tendo cu a honra de apresenlar lira re-
querimenlo a ras, porque desejava eniittir a niiiiha
opiniao acerca dcsle negocio, ped que fossera ob-
lidas da secretaria do governo, copias do contrato
celebrado cora l.ucci sobre o lliealro de Sania Isa-
bel. Incominodos de saude impo-sihiliiaram-me at
boje de dar o resultado do meu exame; mas ama-
nlula espero traze-lo casa, e he ncsla occasulo, que
me parece conveniente tratar-se do objeclo que ago-
ra se discule.
O lim principal da pelicao l.ucci, boje subinel-
lida a cuu-ider.ielo da casa, nao he oulro senao ob-
ter o assentimento della ao contrato, que com elle
celebrou o presidente.
En creio, senhor prcsideule, que a casa nao esta-
r sulcienlemenle habilitada pira apreciar as con-
pelo menos o nobre dires do conlralo,emquanln esle Ihe nilo f..r conhe-
r t-------- ......i-.- ^ o-'ii. i -ti' -v ..... ~... vtutt. a>a>]auu>u fc->-w ... ii,i>' i>-i 1 ."11"
nepulaoo ha de conceder-me que a theologia .per-1 cido, e por isso a commiiso detera ler exigido a sua
el
q.
Urna moca, que adianle do seu npelbo lem para
si, que lie um abv sino de belleza, nao secouteuta
com esse favor da ualureza ; nao se contenta s
com esse delirio da vaidade : ella quer-se fazer no-
tavel, oa as onilulares voluptuosas de sen cami-
nhar, ou nos requebros eslndados de seu llexivel
trunco, ou(oque ha mais) no escndalo do molde
de seu vestido. Sabe de sua toilette maravilhada
do si propria ; o ruido das sedas, o linii das pcrolas
e brilhanles, o perfume das esscncias, na la a com-
move tonto, nada a orna lio vaidosa,como quando
curvando a brilhanlc cabera v, que vai ser exposta
s vistas de liomen- delodas as linguasseu eolio,
que despido, quasi lodo, pelo dccolado do Idilio do
seu vestido esta romo que em cxhibicilo, contras-
tando com o pudor, que Ihe devera asso'minar as fa-
ces, yondo-se assim espoeta a censura das senhoras
judiciosas e dos homens sensatos,
ilh he muilo fcio !
au se diga, que be rao la, porque so ella appro-
xima-se i depravadlo, mlu be moda, be um chama-
riz da sensualidade, he um escndalo parisiense.
No eiilrelanlo, uma moca assim lem minia vez pas
que. nao nao sendo cegos, c observando mesmo a
reprovarin de mis, o os applausos phaniltcos de ou-
Iros, cncl.e-se de Venlo, surri glorioso, quando Ihe
dizem por coinpaixao ou pur escameo : sua peque-
a est iin la romo um aujo :
Essa moca he a rainha : lem nessa noile humildes
vassalles, he admirad i em lodcs os sentidos, a como
a nene de um baile depressa passa, no oulro da
passou de rainha a ura poste, onde o seu nomo est
estampado para os malvolos cotpirem sobre elle..-
Pen-ein bem !
Se n'um baile esse proceder he censuravel, o que
nao diremos era um templo, onde s devem res-
pirarediticarao t.Mas nao : anda ah ella mira-
se, conlrahe os hombros para se lomar mais salien-
te, o .que a pudicicia recummenda recalo : anida
ah ella se slenla vaidosa, e seu peusaraeiito era
vez de estar elevado a altura do c), est cin quem
a podera admirar; seus olhos pregados as paginas
desuasdouradaslloras Mariannasnao veem mais
do que negias listas de lellras, que para ella nao
lera signilicacilo, cinquaulo que os circumslaiites
cuinenlam cutre si, e que a uus desala asco, a ou-
Irospoesa e bom gosto.
Paremos.
I.arauliuus.Esta comarca esl pcrfeilamcii-
le 11 i-c.iinliradi da cruel epidemia ; seus habitan-
tes nao acoslumados a esses ataques iuvisiveis aier-
raram-se a principio, mas depois cobraram uma
coragem desmedida. Nao se diga que tiaranhuiis,
Aguas-Bellas, .Buique, ele,, pouco sollrerain ; as
pegadas do monslro li se divulgara; aiuda oque
porem concurren para que esses ataques fossera sem-
pre repellidos, foi a coragem das autoridades, e vi-
garius de meiloscidadaos, como os Srs. Leonardo,
Jos de Carvalho, leixeira, Ignacio de l'aiva, Vic-
lor, Furlado, l.ivcuerc c muilos onlros de lotll co-
marca, que nao lomaram o exeinplo desses oulras de
outras localidades, que sacrificaran] aos seuscoinmo-
dos e as cifras de seus cofres a vida de lanos mise-
raveis. Agora, porem, que 0 repouso he o be n mais
desojado por esse povo dedicado a Dos e a huma-
nidada,uma ave agourcira,que idejl em der-
rolor desse bello torran, parece querer pousar nelle.
riesmanclia-lo, espalha-lo, e afinal reduzi-lo a mil
granitos ; nao o far por cerlo, porque cima de
anuos carvalhos esla Dos, de quem ludo o deve
esperar, c de um mutlenlo para oulro pode-os re-
du/ir a mesquiulias parsitas... hoii.c rerrot'*.
E-leve soberbo em lodos os sentidos o Te-
Dcuin, que no domingo foi celebrado un raitrl da
Boa-Vista, era accao de gracis ludo esleve subli-
me, orarao, msica c adornos ; a concurrencia foi,
como nao seesperoo. Mil louvoresrespeilososao
E\m. diocesano, ao Sr. vigario e snceidoles, que
tilo benignamente so prestaran!.
Existe entre nos uma nossa distincla patricia,
a Exina. Sra. D. Diindina, inn.ia do tallecido Sr. es-
pitan Pedro Ivo : esla senhora infelizmente perdeu
a luz dos seus olhos desde mili (cura idade, lempo
em que foi ser educada em Paris, lrequenl-n lo o
mais celebre collegio dos cegos ; dcdilha com urna
execuc.lo e presteza lacs o piano, que dirieis, ipie
ella nao sii v, como fa/ desse instrumento um ins-
trumento novo ; cania adniiiavelinenle as mais bel-
las arias de diversos maestros nolaveis ; sua \oi he
pura, suas notas s m firmes, seus transportes so
cheios de docura. e respirara una concentrada me-
lancola : he o corae.lo que gome o a ualureza que
lamenta. A l.xm.i. Sra. I). Oliudinu escreve por
um proceeso especial, c pelo mesmo l ; sabe per-
feilamculea msica, e sua cunversaco he repassidl
de inuila gravidadc e espirito. He digna de moitl
considerarao.
O defluxo alacando romo alacou de repeule a
qnasi toda populara, quer-se parecer com o rabo-
leva do choiera...
Consta-no, que estova brhauto amuilu con-
i
I
um.i a Antonio Xudioo Alves Comes, com luja na
ruaJ argl do Rouio, ot quaes sendo interrogados,
eoare naram havt-is recebido do dilo Coriolano e
me apresenlaram .ditas notas ; a respeitodeste fac-
i conlnuo a proder as convenientes diligencias.
Pela u'clegacia dd- dislriclodeste termo, o pardo
Jaciniho Jos Soan, por uso de armas defezas.
ftl ela su.bdclegaci da freguezia do Kecife, os nia-
rujos Char les l.ucasinglez, John Screedcr, ameri-
cano, e G iiistaiitinoos Carlos, porluguez, lodos
a requisir lo dos restclizoscousules, os marrajos 10-
gtezes \\ itliam Alm, Ino Irs Smith. William
U.oin, e. Manoella Aria Francisca da Cenccirao,
lodos p ur desordem.
Pe!-, sabdelegaciada freguezia do S. Antonio,
Diogo Manoel do Naiincnto, e Francisco Manoel,
ambos por briga.
E i iela subdelegad da freguezia da Boa-Vista, o
parde, Jos Ferreira achodo.-por lurlo.
De. guarde a V. kclilm. e Exm. Sr. conse-
ll.ein, jUJU ue|0 ,)a BDna e i.jQejreilo, presiden-
te da .provincia0 c;fe de polica, l.uiz Carlos
de !' iita Tci.reira.
... 19
'"" c.Exin. Seevo ao conbccimcnlo de V.
bxc. i ue das dinerales partieipaeSej lionleni e
nojo ncebidas nesla rparlirao, cousla que se dc-
rain seguinles ucccreucias :
WB m presos : polasuidelegacia da freguezia do
Kecire oinarujnjose larii: Ferreira, a requisicilo
aoeei ut mglez, Joau os do Araujo e Jos ja-
cinliioicrreira, por supcitos era crime do furto,
os matujoa ingiejes jira Francas Boncnx, John
binau',el liilnvan, imba por desordem.
I eu subdelegacia ih freguezia de S.Antonio,
aianoc Anlonio da Sihi, M.uo.l Joso do Nasci-
meiuo.llernardo Francico Cnines'.Carlos Jos da
silva, .lexandriua Mari da Conericao, Maria Jos
ua <-onci,;ao,JoadaCisl.i Meira tiuiraar.les, e o
marujoinglez James Itoier, todos por desordem.
1 ola ubdelegaria da fieguezia de S. los, lleni-
nque Jse llibeiro, e Loureiico Jii-liniano da Cosl
i oMMeao ,ie li.ipi-iiuia urna cadeira de primeiras
lellras pin o sexo feminino.
Recebemos noticias do Kio Crande do Norle. A'
e\. epe.io da capital. Iodos os oulrns ionios da pro-
vincia eslavara sendo devastados pelo cholera : c em
consequencia desse estado calamitoso, a capital lu-
lava com uma grande lome. Ha seis dias que nao
appareca alli um grao de familia, e uma pequea
quantidade, que entrn depois deste periodo, nao
chegou para inngueni. e era tal o acodaraenlo dos
consumidores, que fui misler a inlervencuo da poli-
ca para eviiar-se algum conllictodesagradavel. Mes-
mo na capital dava-se falta de recursos para comba-
ler o mal, no cato de verilicar-se a sua falal invasiio.
Entretanto llnham chegado d Babia um medico e
um bolicario. Comerava a efiecluar-se a emigranio
para dentro da ci.lade. (I capilao Antonio de Gcs
de Vasconcellos. delegado de policia do termo do
Cear-Merm, lora assassinado njs proximidades do
seu eugenho.
yon-c-.-'VOH)CHcra,
Srs. reda/lores.No Echo l'ernambwano n. il
de do corrente maio ven. transcripta uma corres-
pondencia de Bananeirat, da provincia da Parahiba,
em aqual seu aulor Argos llananeiremc descreyen-
do as vicissitudes lerriveis porquepassouaquelle dis-
triclo na alllicliva quadra porque lem p.issado lo-
dos os pontos das provincias do impeli, invadidas
pelo cholera-inorbus, lagello com que a Provi-
dencia Divina nos quiz punir, morde o goveruu de
Exm. Sr. Dr. Anlonio da Cosa Pinto e Silva, que
tao benemrito s ha tornado, lacbando-o de imb-
cil pela falta diz elle correspondente! de soccorros
aquelle lugar, quando antes reconhece que o mes-
mo Exm. Sr. ha goveruado hem a provincia, como
confesad na sna correspondencia, pelo que, esta
pilhadu em contradir >o manifesla .'
O Exm. presidente da Parahiba nao he fraco, co-
mo o diasestes, elle volou di e noile para salvar
a provincia, sendo coadjuvado pelo benemrito se-
cretario, e mais notabilidades, nao so da capital co-
mo de muilos pontos da provincia, e algn- arris-
caram sna existencia para salvarcm a de seus com-
provincianos prestando-se a um serv ico continuo ao
lado de S. Exc. uiuda mal convalecido: ambulan-
cias, mdicos, e miis soccorros foram para Ba-
naneias como foram para oulras localidades, por
tanlo, se o |.ovo morreu na miseria como dizeis,
nao he disse culpado o governo que curaprio o seu
deyer tanto e quinto Ihe foi humanamente pos-
svel,
IJuc mais devia fazer o presidente'.' Certanienle
nada mais ; se mais era misler como vos parece,
Sr. correspondente, dependa dos cidadaus dessa vil-
la,era a clles mais que ao governo,que corra o dever
de nao deixar perecer na miseria que descrevesles'
a seus conci ladilos, praticaudo con. ellos a caridade,
prcslaudo-lhes dietas, por cuja falla certamen le mui-
lo sollreram Qucixui-xos pois desse egosmo,e re-
conhece queaiinberilidade, de qne arguis o gover-
no, reverle sobro oulrcra que nao elle.
Conheceis, Sr. conespondente, a estaliliea do cho-
lera-mnrbus depois que esta molestia afectou a Eu-
ropa e Ame.ica, leudes lido a deccripcilo de seus
lerrivciscslragos por loda a parte? Acredito que
sim, porque vos reconheco lluslrado : entao haveis
de ler sabido que cidadts, villas, povoados, bairros
inteiros finalmente, bao sido completamente devo
rados pelo lagello na presenca mesrao dos mais po-
derosos recursos, a punto de nada fallar ; ootros,
serei"..coumes, e nada soflrcrem quasi a vista i i
quelles, que apresenlavam uma perda de NO por
cenlo a despeilo de todos seus recursos.
Como pois. vos admiris que urna villa de nossa
provincia solfresse mais que outras, se sabis disto'.'
Para que vos queixais do governo, que Ut quan-
to pode em voseo favor".' Nao soes justo, recou-
siderai voseo juizo e acharis que oulras foram as
caucas da inleiisidade do pesie, nessa lugar, e en-
lao fareis juslica aos esforros do Exm. "Sr. Costa
Pinto. Bananeiras sollreu como todas as villas d*
provincia, e como todas foi soecorrida muito a
lempo.
ti mais que occorreu, certamentc, he derivado de
causas que carecem de invasligac.o, e de terapo pa-
ra o fazer, depois do que, se vos poder responder
categricamente no entretanto, allirmo-vos que
| a provincia da Parahiba est muilo salisfeila com
I a iidmini-traelo do Sr. Costa Pinto, a quem he
grata porque ja muilo Ihe deve, embora o pequeo
lapso de sua assaz prudente admraislracao.sde con-
sentanco, sede justo, Sr. correspondente, e tereis
lambem a aura publica em voseo favor, e os res-
peilos desle tomo criado.
Recite \-2 de maio de I85G.
O....
oi pro Simao de Souza, por insultes.
l clakbdclegacia da freguezia dos Afogados, o
poi'ugl; M.noel Antonio da Silva, para averigua-
rles bd i furlo.
E.ptluu,lelS'ca da freguezia da Varzea, o
panoMial leixeira de Sanl'Anna, c o prelo An-
tonio (.vaga, por briga.
se ieircf"11 o" V- ElC- ~ """ e Elm- Mn-
illWt, :e llei" ,la C""l,a Pwaeiredo, presi-
denle da,(,v,c._o chefe de policia, l.uiz Car-
(os i/t i, a leixeira.
JS^Z&b&F'4*a v-s-a no,;i Jo d mi|
.1 a T\;'9erie 6.932qae acompanba
lfi d 6 ^cumpre-me declarar-lhe que be
r., i..?.. "" l*l""ebende do ollicio do II esou-
'C'I>V\"}.ei0U.T"- i "l" vai junto.
Lista das pessoas que atleslarara em abono do cora-
portamcnlo moral e civil de Antonio Carlos Pe-
reira do Burgos Pmice de Len, especialmente co-
mo flllto, pai e MARIDO.
Entre mensas pessoas qualificadas que allir-
mam o bom comporlamcnto do Burgos, em sua vi-
da publica e particular se disliuguem S_j" sena-
dor, vice presidente da provincia, depulados as-
sembla, pregador imperial, vigario geral, vigarios,
couego, sacerdotes, juizes de direilo, municipaes e
de paz, presidente da cmara municipal, enraman-
danles superiores, chefes delegiao e maisotliciaes
da guarda nacional, brigadeiro e mais ofliciaes do
exercilo, chefes de rcpartires publicas, e mais era-
pregados pblicos, cnsules, doulores, comraan-
danle de fortaleza, condecorados, inspector da al-
fandega, delegados, subdelegados, labclliaes, es-
criviles, uegocianles, ricos proprietarios, senhores
de engeaho, lavradores, ele., elc.-rjj
Exmas. Sras.
I D. Clara Francisca Pessoa de Mello.
i D. Francisca da Oraba llandeira de Mello.
'i D. Ignicia da Cunha llandeira de Mello.
Exius. Srs.
i Dr. Anselmo Francisco Perelli.
"> llaro da lloa-Visla.
ti liaran de Ipujuca.
Senhores.
7 Anlonio dos Sanios de Souza Le3o.
S Alexandre da Molla Canto.
II Antonio de Paola Souza l.eao.
10 Andr Dias de Araujo.
11 Anlonio /eferino Poncc de Len.
IU Antonio Comes de Figuciredu (padre.
LI Adriano Rabello da Silva.
l Anlonio Placido Ferreira.
1") Anlonio Ferreira da Cunha.
Il> Anaslacio Alexaudrino de Salles Dulra.
I" lira/. Cirneiro l.eao.
IS Bernardo Kav mondo de Souza ltandeira.couego.
I!l Candido Jos Lopes de Miranda.
JO Carlos Eugenio Duarck Mavignier iDr.)
21 Evaristo Velloso da Silveira.
2a Francisco de Souza Orne Lima llr.l
jl Francisco Xavier des Santos (vigario.,
21 Francisco Paulino Comes de .Mello.
21 Fortunato Jos de Souza padre.i
j.ij Francisco Filias do Reg Dautas Dr.'
Illm. Sr.A ii,)|a jllci>a ,|c lo^OOO rs. de. papel
me i,, V i" Claw e ""la d"hep decor vir-
cti^ LN*?", .".'-'M. assignada por Fran-
cisco Josc .Vf,ra de Carvalho, que V. S. rae en-
exZh,adT?',''ioSrcl,erc de P-liria P" s"
,' M' muito se dist,guc das verda-
a^a^iieaPCla l,aPel'n,,e ,,ed'! pnorqualidade e
om ,,,.,.' '0"", Pela *""" le era ludas as
suas parus.inleiraineiite grosseira.
lieos goal y. s. Ihesuuraria da hienda de
oncTves d'V,C ,nai 'l0 'fc-ffl-!fc JS
liaiTMe^teiie^ *** < tbc.oi.raria.-O
Ibaaoureirolaning,, An-ono Nerv FerTeir,._Con.
lino Ramos* amaBnen. Ju" Xivier Faus-
de!l","lhe,cm^1'1 inorin'-t*l "claja do Ibesoiireiro
r n, c V sr'''|Ue Mi c"llri1' "ola de lll-IMMI
oJuirii;"!"' -0l,ki" e,n ".lamento
iva lc.xc.ra. chele de policia desla
'.r"Vnc,,,i "jpeclor Joao Couralves da Silva.
Conforme.O-meiro
laustino Ba n
amanuense, Jos Xavier
V'^i.,.^'"dusu olade IBaOOOde I., serie
... (.1,8'IJ com ,ej je tt ,, t a B
da chapa hein,rmei|ia, ,. com a a rranelsco Jose,reisa de Carvalho, qne a reqoiii-
cao do t. clw. noUcia y. s. me acaba de eu-
t:l Francisco Antonio de .Mello l.uua.
t Ceraldo de Barros (".ocllio.
35 Courallo Joro le Mello,
ili llcurique Marques Lint.
17 llcurique da raneara Coolinho.
;I8 Jos Le.lo Pereira de Mello.
III Jos Francisco da Silva,
id Jos de S. Domingos de Cusmao Fr.)
i I Iguacio Francisco Vicira do l.aceida.
^ Jos alendes Carneiro Lego.
i:t Ignacio Joaquim Rabello Dr.;
i i Joao francisca de Araujo.
.'i Jiiilo Dias da Silva,
ii Jos .leriinxino Fernandas Coelho.
17 Jos Xavier Lias de Albuquerque.
is Jos Cavalcanti de Albuquerque Wandeilev.
19 .los Cavalcanti Ierra/, de Azevcdo.
30 Jos Miguel da Cunha Soulo-Maior.
51 Joo liapii-l i da Silva.
ol Joaquim Ferreira de Sou/.i.
53 Jos da Silva Cavalcanti I ino Ur,
51 lo,lo da Kocha de llollanda Cavalcanli vDr.
>i Ignacio ,le Barros Brrelo.
Mi .linio Cavalcanli de Souza Lelo,
57 Josc do Coulo e Silva.
jK Jos Severino Cavalcanli de Albuqnerqiie.
VI Joto Cavalcanli de Almiqucrquc Mello,
titl Jos Al ira de Dliveira.
til Jos Ignacio de Barros.
til Jos ppdro de Oliveira.
<"> Jo.lo Evangelista de Mello Brrelo.
(ili Jos Theodoro Conleiro (Dr.)
ti7 Jos Alexandre Cavalcanli d'Albuquerquc Kego.
(is Jos d* l;onseca o Silva.
6!l Jo-e Flix Pereira de Burgos l'once de Len.
7 Joo Rufino Ferreira Padilla.
71 Jos Marcelino Ferreira de Mello.
-1 Joao Filippe da Cunha llandeira de Mello.
7l Jusu Ribeiro de Vasconcellos.
7 Lino do Monte (. une lio (Fr.)
75 Lucas Evangelista Soares de Brilo.
70 l.ourenro Jos de Carvalho.
77 Martnho da Silva Costa.
7* Manoel Antonio de Anuda.
7'J Manoel da Silva I. mlu.
50 Manuel da Souza l.eo.
51 Manoel Cavalcanti de Albuqueique e Sa.
SJ Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
B) Manoel Mnidcs Carneiro Le.lo.
S Miguel Filippe de Souza l.eao :Dr.)
85 Manoel Thom de Jess (capitan-nnir.,
Sli Manoel Jos de Sania Anua Araujo.
S7 Manoel Antonio da Silva.
ss Manoel Ignacio de Meira l'errao.
Sil Manoel Alloil-o Cnvalc-nli.
Mi Pedro de Alhavde Lobo Moscozo.
111 Itegencraldo Coelho Cavalcanti Caujjia.
'.i- Tburtiito Pinto de Almeida.
Jf Virginio Rodrigues Canipello.
Exmas. Sras.
Di I). Freir Joaquina de Luua.
95 D. Mara Francisca de Luna.
'.Ili Marcellina Antonia Bandeira de Mello.
97 I). Maria Magdalena Itebello.
!IS 1). I.'mbeliua Coelho da S Iva.
Senhores.
99 Alexandre de Souza Pereira do Carmo Dr.)
KM) Anlonio Kangel de Torres Bandeira Dr.!
lili Antonio da Cunha Figueiredo padre Dr.)
102 Anlonio da Cuuba SoaresCuimaraes.
Ill Anlonio da Costa llego Mouleiro.
tul Albino da Silva Leal.
IU5 Antonio Epaminondas de Mello (Dr.)
I'". Antonio Jos Barbosa.
1(17 Anlonio Carneiro de Ireilac.
U1S Antonio l.ourei.eu Rodrigues de Luna.
lil Anlonio Ferreira de Mello.
III) Antou.o Aniceto da Silva.
III Anlonio de Souza l.eao coraraendador.)
II-2 Anlonio Baplista Bibeiro de Farias.
Ill Alexandre de Barros e Albuquerque.
Ili Antonio de Sania Rila [Fre.]
I1S Antonio de Albuquerque Mello.
lili Antonio de Paula Cavalcanli de Almeida.
117 Anlonio Joaquim de Mello.
1IS Anlonio huarte de Oliveira llego.
11!' Anlonio de Sa Cavalcanli Jnior.
120 Antonio Muuiz de Almeida.
I -I Augusto Xavier de Souza Fonseca.
12 Antonio de Wascouccllos Meuezes de Drum-
moud Dr.)
12.1 liento Jos Fernn.les Barros.
121 Bcrnardino Correa de Rezende Reg.
125 Benigno Jos Correa do Reg.
120 Bernardo da Silva Franco.
127 Claudino Benicio Machado.
I2S Caetaoo da Kocha Pereira.
12!* Cezario Claudiauo de Oliveira Araujo (vigario.]
LIO David Alves Falcao 'laques.
iii Emilio Xavier Sonreir de Mello.
I!2 Elias Jos dos Sanios Andrade.
Ll.'l Filippe Lopes Nello Dr. i
lu I rauri-eo Alexau limo de Wasconcellos Calaca.
135 Francisco Anlonio de Almeida.
I.'IO Franci-co Antonio das Chagas.
137 Francisco Ferreira da Cunha.
LIS Firmino Jos de Oliveira.
I !'t Firnando Alfonso de Mello Dr )
liO Francisco da Costa Anula Mello.
111 Francisco Ferr.lo Meira.
IV2 F'rancisco Jos Morcira.
1 i.'l Francisco Correa Sarment I.mu/ -
li Flix Pereira da Silva Cavalcanti.
145 Francisco Severino Marques da Cruz.
HO Francisco Xavier de Salles Cavalcanli de Al-
meida.
117 Francisco Antonio de Albuquerque Mello.
US Francisco Alves de Pinho.
' *"-> Flix Cavalcanli de Albuquerque Mello.
150 Cuilhermc Augusto Kodrigues Selle.
1M Cuilhermino Paes Brrelo.
152 Caspar de Menezes Wasconcellos de Drra-
mond ;l)r..
153 Cervazio Campello Pires Ferreira (Dr.)
I5 II.dn.doio F'ernandes ila Cruz.
155 Hemelerio Maciel da Silva.
L>0 Ignacio Firmo Xavier (Dr.)
157 Ignacio da Silva Couliuno.
15 Ignacio de Souza l.eilo.
159 Izidro Das da Silva.
100 Jos Narcizo Camello Dr.l
101 Jos Antonio Alves Bastos.
102 Joaquim Speridiao da Silva Cuimaraes.
In 1 Joaquim l.uiz \ leira.
161 Jos Maria Conralves \ icira Cuimaraes.
I0"i Jos Pereira Cezar.
l'iO Dom Jorge de Sanl'Anna Locio fre.)
167 Joaquim Maria de Carvalho.
IOS Joao Xavier Carneiro da Cunha.
Ili!) Jos Bernardo S.ilgueiro.
170 Jos Victorino de Lemoc.
1"
I
I7 Jos Iligiuo de Miranda.
171 Joaquim da Silva Reg.
I7."> Joaquim Ferreira de Sa.
170 Joao Baplista Vieira Kibcirn.
177 Jos Candido de Carvalho Mcdciros.
I7S Jos Murena Lopes.
I7!l Julio da Cosa Bibeiro.
iso Joao c.irdozo Ayres,
1 SI Jo,lo Moreira Lupes.
182 Joao Chrisoslumo de Lim Jnior.
ls:t Joaquim Ignacio Bibeiro Juniur.
IS Jos Maria da Cruz.
185 Jos Ignacio de Horaes Passos.
tsti Joaquim Nuues de Oliveira .padie.)
IS7 Joaquim Candido dos Sanios.
188 Joao Cascmiro da Silva Medeiros.
180 Joaquim Josc Ferreira da Cama.
130 Joao de Medeiros Arruda.
191 Jos Joaquim de Mello.
19-2 Jos Thomaz Concalves do Rosario.
193 Joaquim Eslevao da Silva Costa.
19i Jo.lu do Mnura Florencio.
195 -lose Marcelino de Mello.
190 Jo3o \ nenie de Brilo GalvJo.
197 Jos Paulino Pereira da Costa.
198 Joaquim Francisco Marlins.
199 Jos Cavalcanli Bneerra-Bodes.
200 Jos Vieira de Mello.
201 Jos Sera pilo de Mello.
202 Zoilo Pinto Regis de Souza.
203 Josc Comes da Silva.
201 Jos Pereira de (oes.
20."> Joaquim Duarle Pinheiro l.eile.
2iKi -Iii.-.,uiin Bernardo de Figueiredo
207 Joao Ferreira da Silva. Dr.)
208 Jo.lo Chrysostomo Smoes do Am I,
2(19 Jou Baplista de S.
210 Jos Claudino i.eite.
211 Jos Joaquim Alves Carlaxo.
212 Jos dos Sautos Neves.
213 Joaquim Francisco de Paula Clemeute Esleve5.
21 i Jos liuiliierrae Iinim.-ii.le-.
215 Jo.lo de Freilas llarboza.
216 Luil de Franca da Cruz Ferreira.
217 l.oureuro Francisco de Almeida Cilanbo. (Dr.
218 Luiz l'ires Ferreira.
219 l.uiz Filippe de Souza Lele. Ur.'
220 Manoel Pereira l.amego.
221 Manoel Ferreira Ramos.
222 Melquades Amanee do Almeida.
223 Manoel Elias de Moura.
22'i Mximo Jo-e dos Santos Andrade.
22") .Manoel de Amorim Lima.
22U .Manoel Duarte Ierran.
227 Mai.oel Alves Concalves Ferreira.
22S Manoel Anlonio da Silva Mello.
229 Manoel Jacob de Mello.
230 Mauoel Ferreira de Mello Luna.
231 Manuel Antonio Vieira de Mello.
232 Manoel Ignacio de Barros.
233 Manoel Alexandre de Almeida.
23i Miguel Ferreira Velho de Albuquerque.
23") Manoel Juc Antunes Cuimaraes.
230 .Manuel Fernandes da Cruz.
237 Manoel Cavalcanti de albuquerque Litis.
218 Manuel Joaquim da Cosa.
239 Manoel Caetaoo de Medeiros.
21(1 Mauoel Jos Conralves.
211 Manoel Joaquim'de .Miranda Lobo. Dr. pa-
dre!
212 Manoel Joaquim da Kocha.
213 Paulino da Silva Min.lello.
21i Pedro Alexaudrino Kodrigues Lins.
21") Pedro Jos Nunes. Dr. padre.
216 Pedro Jos Nunes,
27 Pedro Ferreira Lima.
218 Pascual Corbv. padre)
29 Kav mundo Antonio da Cnnlia.
2."i0 Sebasliilo Jos da Silva Bra"a.
251 Tliumaz Carneiro da Cunha.
252 Lmbelino de Paula Souza l.eo.
253 Victorino de Castro .Moura.
2}i Vicente Ferreira de Siqueira Varei.o.
2 m Cacharlas Rodrigues de Souza.
Os senhores que juraram.
Kecife :
2.i0 Caaemiro dos Ileic Cuines.
2">7 Jos Piulo da Cosa.
258 h. ('.andida Rosa do Espirito Santo.
2)9 D. Cetharina l'hcodora de Sande.
Eugenho Aguas Claras.
200 Antonio de Mello Luna.
201 Francisco Amonio .le Mello Luna Jnior (l-
enle.)
202 Simao Jos de Santa Anua.
203 Margando l'aes de Souza.
20 Jalo Cavalcanli le l.acerda.
20.") Joo Francisco de Araujo. (Uajor..
Engenho I na.
266 Aniceto Elias Soares de .Mello.
207 Lourenco Kodrigues de Luna icapilao seuhor
de eugenho'.
208 Manuel Innocencia Ferreira de Mello.
209 Manoel Ignacio Maranlulo.
270 Miguel Joaquim Carlos Cardozo.
271 Anlonio Lopes Doiningues de Freilas.
272 llermes l'linif de Borba Cavalcauli.
lo quanto ao priucipio ; islo he, antes de seren ex-
plicadas, em tal caso consideramos aquelle axioma
uiidameulal da scitncia, ou o seu principiu carac-
terstico, de sorte que longe de ficarmos saitfe,t05
cora o que disseram (a lal respeilo) moilos escrito-
res nolaveis, pP|0 contrario em parte desapparectu
a nossa forte e inabalavel convicio ; e he mesmo
por isso que vamos hoje oceupar a attenrao publica,
desenvolvendo aquella epigraphe : alguem nos cha-
mara usado, principalmente palo modo porque ci-
ma nos exprimimos, ma, romo ,eja permiltido a
qualquer expender, ,,, deas, urna vez que estas
au ouendam as le.s do paiz, 0 vamos fszer,
bem convencidos de que jamis pederemos agradar
Visto que ralo nos asuste a presumpcao de lermusenl
centrado a quadratura do circulo, licando livre o
campo para quera quizer o1"aier melhor.
Oue a buuieopalhia existe, c que he uma sciencia
que cura sera dores e tormentos,!. om fac,0 |4o ave-
riguado, que o duvidar-se de 80. ersleucia seria
luv darinos do que vemos e apa|pamos. que eI|il
lia teilo os raaiores progressos em lodas as calamida-
des por que havemus passado ; ja na febre amarel-
11, e ulliinnracnleiio cholera-morbus e em (odas as
outras euferuiidudes que allligein a especie humana,
lio urna verdade iuconcussa, e por lodos aabda e
boje Uo gravada em o espirilo te, que para esses a homeopalhia he o nico re-
medio capaz de curar ; he a verdade por excel-
lencla.
he-las noca- refleses se ve que nao osamos de
hiprboles; muito pelo contrario) nos comedimos,
sendo u mais lacnicos possivel. Pois bem, aquelle
laclo e e>ia verdade ..inda estao entregues a si mes-
mus ; queremus dizer, que a homeopalhia vive de si
propria, e mal i fosse s isso, sem que o governo
, Dras" ">leuha dado o menor impulso, rodean-
no-a ao menos d'algumas garantas. Darse-ha ac-
caso. que elle anida nao se lenha convencido de sua
probcuidade Poder-sc-ha luppor que elle nao le-
nha .precisa illusl.acao, para o conseguir ? Nao
concedemos, porque temos uma convicio contraria.
Alguem diro, mas o governo vive muilo atarefado :
cuida da publica interna c externa, a do engrande-
cimenlo moral e material do paiz.'e por isso lempo
algum I he sobra, para proteger a sciencia do im-
morlal II i huera mu : uma semelhante objeccao sr
servo de pruvar anda mais o que temos dito ; islo
he, que o governo lempo lem de se oceupar' com
oulras cousas, e nao com a homeopalhia, que lem
iiiedo de errar, anda ha de ser uma das glorias do
nosso seculu, e por conseguinte do Brasil, onde a
tanto costo lem sido plantada, e lano ja vai prodii-
zindo. JJeixe 0 governo certas queslOcs pequeuinas
que tanlo lempo Ihe consom, e nos Ihe damos a nos-
sa palana de honra, que ha de poder proleeer e
sciencu de 1:1o benficos resellados, para si e os
seus subordinados ; para cuja felicidade elle deve
de oceupar-se, a cada posee, nunca se devendo per-
suadir, queja lera feito ludo c que nada mais Ihe
resta lazer, para a completa realisaro daquella
Estos nossas rellexes sao de lano maior peso,
quanto vemos, que nenhuma sciencia uo imperio do
lrasil esta lao falla de proteccilo, hitando semrre
com as maiores desvanlagens, como a homeopalhia,
desde o seu apparecimenlo al agora : pois que os
srs. allopalhas nao perdem lempo e occasiao de abo-
cauha-la, assoalhando muilo de proposito as mais
tristesudcas*conlra ella, e foi o que anda ha pouco
observamos_aqui em Coianna, onde a sociedade ho-
ineopalha beneficeole, a qual sera duvida presliu
rplevaiilissinios serviros a' pobreza, sofTreu uma crts-
cida guerra, chegando o escndalo dos adeplos 4o
vslema contrario a ponto al de andar em a ca-
vallo pelo inlenor da comarca, apregoaudo que a
homeopalhia naocurava o cholera, e as autoridades
neiilium passo deram, para a repressao d'um seme-
lliaule procedimenlo.
Xudo se tem visto e se v para o descrdito ia
homeopalhia, e raulo poder anda apparecer, e o
governo mudo e quedo, dcixa que ella soffra, poueo
se importando por couseguinle cora os beneficios n-
coubacidos, que ella ha preslado a humanidade ; de
serte que u goveruo faz timbre em despiezar tudoo
que pode a olhos vistos engrandecer o paiz : oulw
lauto nao se pode dizer que acontece na Europ,
ja de hajnuito, d'onde nos lem viudo livros e boti-
cas em quanlidudc, sendo que o governo eorope
tem-se mostradu protector da sciencia e ella vai fa-
zendo os mais rpidos progressos.
A homeopalhia hoje be um fado lodo humanita-
rio, que inleressa toda a especie humana. A sea ex-
linccilo pois he um impossivel. O que cumpre fazo-
era visla do seu engrandecmenlo para socego s
hem-cstar da nossa sociedade '.' Rodea-la de iramo-
uidades, de garantas ; torna-la legitima, como to-
dos us outros svslemas ; uma verdadeira scienci.-
com lodos os seus corollarios proveilosos, abrigan-
do-a assim dos denles viperinos dos especuladores.
A vs, Srs. legisladores.cumpre tomar a peilo e-ti
nobre e iinporlanlc tarefa : engrandecei a vossa p--
tria: moslrai que sois dignos filhos della: eleva.i-a ali
o mais subido ponto : Irgislai de modo a ler o scien-
cia ura escudo, um reducto era vossas sabias disposi-
coes, e he d'esla sorle que lennos tranquillos e cer-
los de que ella locar ao seu complemento, e um da
far l felicidade do paiz.
Lancemos as vislas |iara ludo o que nos rada ,
-? Jose Vlclori"o de Lomos. -jarte, eeiencias, agricultura, coiiraereio, ele. ele:
^1 Jos Maria lldellon-o Jacome da Valga Pessoa. todo lem uma prolecra de maioi ou menor impor-
- 'crollvmo. Cezar Marinho l'atcao. lancia. pouco Importa : lodas as proti-soes o ao-
A IIOMEOPATIIIA.
Caridade sem limites !
Sciencia sem privilegios
prou-soes o go-
verno lem atlendido, principalmente para as mate-
rias scicnlilicds; oslas eslao lie protegidas, emar-
cbam cora tanta facilidade que encanta ; de sorte
que todo o hornera que cultiva o seu espirito neste,
ou naquelle ramo dos couheciincnlos humanos, alera
de illu-trar-se, lem urna conviccao profunda de ler
ura incio honesto de subsistencia ; porque o gover-
no Ihe da uma cadeira e um ordenado correspon-
dente, i-o.ice Ic-lhe nina jubilarlo no lim de cerlo nu-
mero de alios, enche-o de i-.n'ire-, arredando-o ali
do serviro publico ele. ele; porem o que acontece
ao que se entrega dia e uoite ao cstudo da homeo-
palhia ".' ser descumposlo e insultado a cada passo,
logo que se aprescula curando ; e anda mais, se faz
una profisstO, um meio de vida do svstema, logo
gritara he um charlatao, nao lem una caria, for.i c
pedante etc. ele: entretanto que se esquecem, que
o horneo [.a Iba cura pelos svmplomas nicamente,
sendo que o melhor homeopalha he aquelle que
uunca esludqei a allopalhia, como se lem observado,
e diz um nulavel cscriplor.
Islo que enunciamos he a pura verdade ; nao le-
memos a contestadlo, porque estamos della convic-
tos, c pretendemos suslenla-la a todo o cusi. E
pode-se conceber, que estes que estudam a homeo-
palhia. levem a sua pachorra al o herosmo, ven-
do-se insultados cada passo, sera lerera ao mecos
urea consolar m, un conforlo, que os anime cada
vez mais. llavera quera diga que o homeopalha
lem eslimulos, cerlo de que Icoi uma recompensa
da parto do goveruo, como lem os outros, que estu-
dam as demais sciencias '.' Cerlo que nao : e como
he que apezar de ludo isso a homeopalhia tem feilo
progrescos, e he hoje um grande esleio da humani-
dade alllicla T Porque razao ja ha tanta genteque
pelo svstema leva a sua credulidade al o fanatismo'.'
Como he que se explica semelhante phenomeoo '.'
A explicarlo ja est dada ; ella consiste no valor
intrnseco da sciencia.era sua irameusa vanlagem,no
meio das mais renhidas lulas, porque ba passado, e
est passando; a explicaran em lim esta nos fados
coaira os quaes nunca huuve e nem ha do haver
um desmenlido. Nao queremos levar mais longe a
nossa demonstrarao, porque ella nos parece suftiei-
ente. e capaz de oxinvencer.
STalVH qui mais larde, se Dos nos der vida e
saudc. tenl.amos de dizer anda alguma cousa so-
bre o mesrao assumpto ; entretanto licamos ua ex-
pectativa, se o governo da algum -lenal Je vida em
re .cao as nossas observarnos.
Entraremos agora no desenvolxment da segun-
da parle do nosso prograrama ; islo he, vamos mos-
trar, que a homeopalhia he a caridade sem limites.
Sabemos que a caridade he um termo sem cquiva-
lenle, he um dora celeste, que em si resume ludo
qii.uilo lia do mais sublime e importanle, e que por
isso est cima de todas as ootrac virtudes, as quaes
muilo lazcado em ptol da homanidade ; tudavia es-
lao muito a quem da caridade, porque esta lem as
suas raizes no ceu, e aquellas na Ierra. O exerci-
cio por lano da caridade ja he uma qualidade que
extraordinariamente eiinobrece ao hornera, que o
eleva cima de si mesmo, mas esse exercicio be sem-
pre limitado, c he appHeado na razio das forras de
cada qual : oulro tanto n.lo se da na homeopalhia
pois que ella nunca cessa de prodigalisar os seus
favores, nao cscolhendo lempo, nem occasiao e o
lugar para o pralicar, e seja qual fur a condirdo do
necesitado, ella se Ihe presta com a melhor vonla-
de, e despe-se de lodas as consideraroes. Eslas nos-
sas ideas nao sao vaas allegarles, e sim a realidade,
san) reburo.c nem l.io pouco se nos queira tachar de
egostas, porque somos homeopithas, n3o ; porque
se nos fara nina injusllra. Alli esl o imraenso ca-
talogo dos fado-, para levara mais profunda convic-
cao ao espirilo de lodos sobre o que dizeraos ; e a
historia da creaco do svstema, e de suas posteriores
observares bem o confirman); ou isto se tenba da-
do no intimo de.se p.ler bem verificar a proficuida-
dc da sciencia, ou seja pelo seu mrito intrnseco
e real ; o cerlo beque da parte dos homeopathas
est a cxrld.idc sem limilles, nunca o homeopalha a
n siringe. Seja qual for a hora do dia o da uoite em
que elle he chamado, para curar, vt, corre, e nun-
ca lera una duvida a apremiar para se fu.lar de
lar o remedio : em qualquer parte, no meio do
maior riivcrlimenloe occupac.lj ah elle abre a car-
tera e fornece o remedio seguro para o enfermo, e
islo cora o maior goslo e promplido, e quanlas ve-
zes o homeopalha caminha leguas para ser ulil ao
seu semelhante ".' c quaulas vezes elle oto faz al
0 sacrificio de sua bolsa as \eut bem pequenina)
para a diela do doenle'.' (Jornias vigilias elle nao
pa*a ao pe do eurermo com o mais serio cuidado,
applii-audo-lhe es suas dase, o acompanhando a
molestia nos seus variados svmplomas al que ap-
pareca a melhora '.'
ludo islo he i pura verdade, c podemos asseve-
rai, que em nosso deseovolvimenlo, lem presidido
a maior sinrer.lade.
Inslaloi na cidade de Coianna unta sociedade ho-
ineopatilica henclicenle, convidei para ella, as pes-
soas que rae pareccram aplas ; presid essa asso-
cineio, inimei-a como pude ; dci-lhe as nores
precisas para o curativo do cholera; prevenime dos
remedios inJispeusavcis e vi com o mais indisivel
prazer que esca porcjn do povo goianneuse desein-
penliou com loda a fidclidade os seus deveres. Ca-
da um socio foi um baluarte inexpugnavel na iuxa-
-ilodo cholera : lo.lcs raoslraram u.ua coragem dig-
na de inveja. e lodos se prestaram a pobreza do mo-
do o mais heroico ; a porfa arodiam ao doeole, e
f
*
r
i
c
I
,
-
\

.
s
.1
lia cousas que mais se enlendem do que e expli- al dispulavam a preferencia, fosse qoai fosse a soa
ara, e que sendu explicadas, quando nao se tornem habitacao e cndilo,
confusas, pelo menos deixam de noi convencer Un-1 E por esla occasiao Dio posso deixar de moito
MUTILADO
ILEGIVEL



DIARIO DE EPRNAHIBUCO TcRCl FEIM 20 DE MMO 1856
agradecer aos Srs. hcmeopalhas beneliceutei da ci-
dade de i oi.iihi i. pelo zelo e promplidjo com quo
se prestirn) na lerrif el quadra purqae passamos, e
especialmente ao Sr. Henrques, homrm quasi ce-
g e valetudinario, cojos servir"* prestados aos des-
validos locsm ao herosmo. Quantas vezes nao o
encontramos alta noile, com nin oa, atravessando
lugares cheios de lama, e sollreitdo chova para acu-
dir to enfermo ?
ou.iiii i dadicacfl i da parte de oro homem 13o
pobre e eheio de molestias E quem procedera
auim, sena i mu honnopalha '.' E tenilo diga-nos
alguem qual foi o allopalha em idnticas cireums-
taiirias, que livss um proccdimenlo igual, nao sa-
bemos.
E n.lo sera' por todas essas nuzoes, que ahomco-
palhia bem fez emtomar parasi a caridade sem li-
mites "? E nao sera' por ludo isso que ella interessa
a homanidade e deve ser protegida pelo governo ?
Entendemos que sim, e por isso paramos aqu.
Goianna (i de mareo de 1856.
Cimillo Henrique* da Stlveira Totora indgena.
&ommtttto.
i'KACA 1)0 RECIPE t9 DE MAIO AS 3
non AS DA TARDE,
Colarnos ofticiaes.
Lambo sobre 1.emires27 e l|l a dr.liciro KO div.
IHsconloI ng ao mez.
Dito10 *. ao anno.
freierico llobliard, presidente.
/'. Bornes, secretario.
549000
ao par
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por 19
Pars, 35.5 rs. por f.
" Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acedes do Banco, 35 0(0 de premio.
Acedes da companhia de Beberibe.
Accftes da companhia Peroambucaua
l Utilidade Publica, 30 porcenturia premio.
Indemnisadora.sem vendas.
Disconto de lettras, de 10 a 12 por Oi.n.
o t METAES.
Ouro.Oneas hespanhulas. ,
Moedas de 69100 vellias .
u 6c 00 novas .
45000. ,
Prata.Palaces brasileiros. ,
PesosJ columnarios. .
meiicaoos. ,
283 981300
. 168000
. 163000
. 9B000
. 25000
. 28000
. 18860
laes, 1 dita boiaes de seda, 1 dita clcheles e pentes-
I dita re juifes, 5 ditas ignora-se ; a J. 11. Dencher.
9 caixss cristaes, I dita porcelana, 2 volumes cal-
fados, 2 dilos chapcoi d sol do algodao, 1 dilofa-
zendas para chapeos; a E. Ddier iV C.
2 ranas vitriolo, 1 dita queijos e carnes, 2 ditas
alcool.l ilila drogas, livros e perfumaras, 1 dita pa-
pel, tinta etc., I fardo roldas, 1 dilo e I barrica
moslarda, 1 dita colla, 1 dita altea, 2 fardos tilia, e
sabugo, 2 ditos .pellicas em aparas, 1 barrica cam-
pbora, 2 barricas e 12 caixas drogas, 1 dita etlier
sulfrico, I dita acido ntrico, I dita drogas o ins-
trumentos cirurgicos, 2 volumes pi carupachc, I
caita nosinuscada ; a i. Soiimm A; C
Brigue nacional Conceiraon, Mndudo Rio de Ja-
neiro, consignado Manoel Alves Guerra; mani-
festou seguinle :
12 eaixas viulio; a I.. Kernn A; C.
2 barricas caf ; a P. t Bellroa.
jO pipas vasias, I caixjo chapeos; ao consigna-
tario.
1 caitfo vidros ; a Siqueira A Pereira.
2 barris louciiilio ; a l). K. da Msia.
2 tercinhos erva-mate; a A. E. de Lato.
1 barril azeite, ItMI caitas fogo la China, 15 pi-
pas yazias, I caixote ignora-se ; a V. J. de lirito.
96 saceos arroz, 106 ditos cafe, 16 jacazes loucinlio,
I barrica vidros, 38 latas fumo, 10 caxas e 26 volu-
mes cha ; a ordem.
Al.rANDEGA.
Rendiroenlododia I 17.....276:801 Jal9
dem do da 19........7:0I0;0;I0
283:8118219
Detearregam hoje 20 de mato.
Uriguc brmenseDorolheagenebra.
Brigue inglez(dem mercadonas.
Galera francezaOUndadem.
Brigue inglezlloberl finteecarvo.
Brigue portuguezViqjantdiversos gneros.
UNSULADO GEHAL.
Rendimentodndial a 17..... 26:4821667
dem do da 19....... 3:173*922
39:656*609
l-MVERSAS PROVINCIAS.
Rendinienio do da I a 17..... L.X-sM'.'J
dem .!o dii 19........ 1518773
1:5198965
IMPORTACAO.
Iliatc uacional Sergipano viudo de Coliugiiiba,
consignado a Jos Texeira Bastos $ C, uiawfeslou
o seguinle :
650 saceos com assucar branco, 50 dilos dito mas-
cavado ; a Bastos |Irmilos A; 0.
Patacho portuguez Liberdnde viudo do ltio de
Janeiro, consignado a Bastos A; Oliveira, mauifeslou
o seguinle :
13 pipas vasias. 18 barris de quarto c 12 ditos sem
fondo ; aos mesmos c lastro de areia.
Vapor brasileiro o Paran procedente dos portos
doSul, consignado a agencia, manifcstou o seguiute :
2 barricas ignora-se ; a Manoel Piulo L. W.
1 cana dito ; a Joaquim I'erreira Mendes Ga-
maraes. -
2 caixes dilo ; a Isaac Curio & C.
1 rana dilo ; a Viova |Amorim & l'ilho.
2 ditas dito ; a caixa filial do Banco.
i sacco dilo ; a ordem.
1 caixote dito ; a Joso Pires Fcrreira.
1 encapado dito ; a Jo3o Feruandes Prente Vi-
anoa.
2 caixote dilo ; ao Dr. Pedro d'Alhavde Lobo
Moscoio.
1 oncapado dito ; a Adolpho d'Barros Cavalcanli
Lacerda.
1 lata dilo ; a Duarle Jos de Mello rilada.
1 boceta dito ; a Joo Travasso da Costa.
1 embrulho dito ; a Jos Cardoso Ayres.
I caixote dilo ; a J. I. d'Oliveira & Silva.
1 dilo dito ; a J. d'Aquino Gaspar.
1 embrulho dito ; a Lima Juuior A; C.
Barca franceza Olinda vinda do Havre, consig-
nada a agencia manifestou o seguinle :
50 barris e 50 meios ditos mauleiga, 1 caixa cha-
peos de palha ; a Johuslon P.iler & C.
115 barris, 215 meios dilos mauleiga ; a Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
, 3 caixas sedss, 3 dilas pannos, 1 .lilas pelles de
carneiro, .1 ditas dilas de dito e calcados, 25 meios
mauleiga ; a N. O. Bicbcr & C
50 gigos champagne ; a Me. Calmonl.
1 caira canos, 2 dilas lencos, 2 dilas filas de seda,
2 ditas dita de dita e algodao, 2 dilas fazendas de
seda e algodao, 3 caixas chiles de algodao, 1 dita fa-
zendas de seda, 1 dila fazendas seda e algodao, 6 di-
tas fazendas dcjalgodao ; a Timm Momsen A. Com-
panhia.
I barril vinho ; a C. J. Astlej & C.
95 barris a 25 ineias dilos nianlciga, 2 barricas
queijos, l dilas vinho, 2 volumes fazendas de laa, 9
calas e 4 fardos fazendas do algodao, 2 caixas fazen-
das millas, 2 dilas fazendas de seda, I dita fazeudaj^
de dila e obras e algodao, 3 canas roupa feita, 1
dila chale- rte M. e seda, 2 caixas c 2 fardos pannos ;
a J. Rallar &C
8 meios barris vinho, 1 fardo rolhas, 1 caixa espe-
Ihos, ,1 dila mcrciaria, I |dita requifes de scJj e
algodao, 1 dila orgos i dila filas de velado e algo-
dao ; a ordem.
1 caita fazendas de sena, I dila papel ; a J. Lar-
doso Ayres.
3 caixas drogas, 1 dita vidros, 1 dita remedios, 1
dita obras de couro, 1 barrica salitre; a J. F. P.
Vianna.
50 barris e .50 meios manleiga, 25 caitas queijoV;
a V. A. G. Souza Carvalho.
9 caixas fazendas de algodao, 1 dila chapeos para
liomem, 1 caixa calcado, I dila livros ; a 1-'. ,\
Lasne.
t barricas oca, 2 dilas ignora-se. 1 dila salitre, i
dilas e 2 caixas drogas, 1 caixa escovas; a Moreira
Si Fragozo.
3 caitas obras de rame, livros, laulernas.espelhns
e esponja ; a Miguel Jos Alves.
1 barrica vinho, 1 volunte sedas, 3 dilos porcela-
na, 2 eaixas fazendas de linho e algodao, 4 dilas fa-
zendas de laa e seda, 1 volunte leudos de algodao, 2
dilos fazendas da algodao, 3 dilos arrdes, e ohjeclos
para selleiro,! dito chapeos de fellro e carines, 1 di-
to castieaes de zinco, 2 ditos couros para selleiros, 1
dito vidros, 7 ditos calcados. I dilo chapeos para ho-
mem, I dilo couro de lustre.
1 caita piano ; a Vignesaine.
25 gigos champanhe, I caita fazendas de seda e
aUgodau, 2 dilas chales de algodao, 7 dilas fazendas
Je algodao, t fardo pannos, 4 caixas mercearias e
hzendas, 3 dilas fazendas mixtas ; a Schafeillem A;
tompauhia.
2 caitas quinquilharia, 1 dita objeclosde chapelei-
ro, 7 ditas mercearias, 5 dilas requifes, 2 ditas br-
reles, 2 dilas conleilos, 2 dilas pliarmacia, 1 dila bo-
netes, 1 fsrdo rolhas ; a Feidel Piolo Si C. '
50 barris e 50 meios manteiga, 1 caixa fazendas de
algodao ; a Isaac Curio 6c C.
1 cana.chrpcos para homem ; a Saporili.
20 barris salitre, 1 caita urna bomba, 1 dila quin-
quillera, 1 dila coherlores de algodao, 1 dila meias
de algodao, 1 dila obras de chumbo, 1 dila carlees 2
dilas chapeos para liomem, 1 dita chapeos de sol de
algodao, 1 dila cartas de jogar, 1 dita mercearias, 1
volme trastes, 3 caixas drogas, 2 dilas roupa leu .
2 caixas roupa feita, 2 dilas lazeudas de laa, 1 dits
e 1 fardo calcado ; Burle 0\ Souza.
70 barrise 10 meios dito mauleiga ; Schramm fi
Companhia.
468 barris cimento, 25 caitas sardinhas, 30 dilas
queijos, 4 barris vinho, 381 dilos e 371 meios dilos
me lema ; a I.. : Tissel-frers.
2> barris e 25 meios ditos manleiga ; a Bastos &
Lemos. .
1 caixa fellro, 1 ilita fazenda* de la, 7 dilas por-
relaiu, ln hi.is eairiMns, 1 dila* trastes, 1 dila obras
de landres, 2 ditas pelle*. 7 ditas livros, 8 dilas cha-
peo-, 1 dita moldes, 2 ditas objectos de escriplorio, 2
dilas dilas para chapeleiro, 1 dita calcado, 1 dila ins-
trumentos de msica,! dila candelabros, 1 dila obras
de landres 3 dilas trastes e calcados, 2 ditas cartes,
I dila urna bomba, 2 harria rame ; a J. P. Adour.
1 caixa jujuha, 5 ditas drogas; a A. L. de Oli-
veira A/.evi ,lu.
i dita papal. 3 volumes vidros ; a A. Robrrl.
1 dila requifes e modas ; a Buessard Millo-
cha u.
1 dila papel e linla ; a Garnier.
60 barr e 20 meios mauleiga ; a Brander
Brandis.
25 gigos champagne ; a Fremonl & Lune.
25 baTria e 25 meios manleiga ; a Fox Brothers.
1 caita fazendas de laa, I dila linla e oleo, I dila
obras de chumbo, 1 dita calcados, II dilas papel, 2
ditas carlOes para chapeos, 1 dila chapeos para ho-
mem, 8 eaixas vidros, 3 ditas loara, 1 dila castiraes
de composiro, 4 dilas calcados :' a Lecomte Fe'ron
iC.
1 caixa chapeos para homem, 1 dila carias para
jogar ; a Siqueira A; Pereira.
120 Larris manleiga ; alano A. Irmaos.
Lio ditos dila, 30 caitasqueijos. \ dilas fitas de se-
da, 1 dita cassas, 8 caitas e 18 volumes fazendas de
algodao, 2 dilos e 1 caita fazendas de seda e algodao,
1 volumeobjectns para chapeos, II) ditos seda--, 1 di-
to fazendas de algodao e laa, 1 dl roupa feita ; a
H. Brunn A; L.
1 caixa livros ; a J. A. Fonceca.
7 caitas drogas, 5 dilas productos chimicos, 1 di-
ta vidros, 2 fardos plaas ; a Berlholomeu Francis-
co de Souza.
15 barris r-15 meios dilos manleiga ; Cslso-
freres.
6 caixas, carines, chapcos.couros para chapeos ele
a Lhrisliani-frcres.
I caita fazendas de laa e seda, 3 dilas chapeos de
da, 2 ditas fazendas de alRod,lo, 1 dita modas, 1
ditas chapeos para senhora e fazendas diversas : a L.
A. Siqueira.
3 caixas obieelos de ferro, cobre etc. : Barros
Brrelo.
1 dita chapeos para liomem ; a Manoel Jos Car-
neiro.
1 fardo cobertores, 1 dito rolhas, 2 barris viulio ;
a Menron at L.
2 dilos e 2 caitas pelles preparadas ; a llemesse
l.ecleta & L.
I caita planos, 1 dila ronpa e livron ; a Feidel.
1 dila drogas. 1 dila verniz, 5dilas oca, 1 dila can-
dieirof, I dila drogas e caitas para rap, 1 dila per-
ramarias, 8 barris verdete, 1 caita pentes de chifre,
1 diU i'auapiorasm po, Ifdita drogas bot,,e* fivellas,
neta te., i dita tinta camppora, 3 ditas cris-
DESPACHOS DE EXPOR1ACAO PELA MESA
DO CO.NSri.4DD DESTA CIDADE NO DA
19 DE IfAIO DE 1856.
MarselhaBarca franceza Ernetta, Latstrn iCom-
panhia, 200 saceos assucar mascavado, 1 quarlola
agurdenle.
FtmoulhBrigue inglez (tCaroline Schenk, Paln
.Nash & Compduhia, t,500 saceos assucar masca-
vado.
Lisboa Patacho porluguez nLiberdaile, diversos
carregadores, 5 harris com mel, 10 pipas agur-
denle. 6 pranchiies de amarelto.
Hjenos-AwesBrizne escuna oRapido, ('.aciano
Cyriaco da Costa Moreira, 200 barricas assucar
branco e mascavado.
LiverpoolBarca ingle,, iSpring Bokjs, James Ry-
der A; Companhia, 320 saceos assucar mascavado.
ValparaizoBrigue hainliurguezu.Mainn, Viuva A-
inoriin & l'ilho, 490 saceos asucar branco.
F.ilmouthBrigue inglez Camilla, James|Crablree
0\ Companhia, 800 saceos assucar mascavado.
PorloGalera porlugueza Flor do Porlo, Dellinn
dos Anjos leiteira, 50 saceos assucar branco e
mascavado.
Gihrallar Patacho sueco Olello, Schramm iS:
Companhia, 600 saceos assucar branco.
Exoortacao .
Baha, hiale brasileiro Castro, de 33 toneladas,
conduzio o seguinle :211 voluntes gneros estran-
geiros, 50 caitas velas de carnauba, 170 (lites c I
eaitote doce, 100 caixas sabao, 6 barris, 9 pipas e
i loneleles azeile de carrapalo.
Rio de Janeiro, patacho brasileiro Bom Jess,
de 170 toneladas, conduzio o seguinle :288 saccas
feijan, 1 caita peras de chita, I fardo cobertores de
laa, 7 pipas agurdenle. 140 saceos com 5,201 arro-
bas de assucar, 5 couhcles doce de goiaba, 11 rolos
salsa, 81 caixas velas de carnauba.
Lisboa, patacho portuguez ullrilhanle, de 15G to-
neladas, conduzio o seguiute : 1,511 saceos com
7,720 arrobas de assucar, 181 barris melaro,200 cou-
ros salgados, 6 vaquetas.
CONSOLADO PROVINCIAL.
Hendimento do dial a 17..... 2R:892;58I
dem do da 19....... 2:318-355
29:210-936
S&otmmt b pvviv.
Hostal entrados no din 19.
Colinguiba7dia, hiale americano Knglishcr,
de 112 toneladas, capitao J. F. Ilogcrs, equipa-
gem 5, carga assucar ; a llenry Ponte* A Com-
p.iuhia. Veloreceber orden* "e segne para lio*
Ion. 1
Rio de Janeiro13 dias, brigoo brasileiro Firma!
da 172 toneladas, capilo Manoel de Vreitas Vc-
tor, equipagem 12, rarga caf e mais gneros ; a
>avaes & Companhia. Couduz 2 e-craves a en-
tregar.
dem33 dias, barca brasileira Amizade, de 251
toneladas, capilao Jacinlho de Farias Jnior, equi-
pagem 12, carga 800 saceos com familia de man-
dioca c mais gneros; ao capilao.
dem20 dias, brigue portuguez Relmpago, de
301 toneladas, capilao Rodrigo Joaquim Correa,
equipagem 13, em lastro ; a lltomaz de Aquino
Fonseca & Filhos.
Rio Grands do -al12 das, patacho sueco Julia,
de 200 louelada*, capilao N. J. Meleu, equipa-
gem 8, carga rouros e mais gneros ; ao capilao.
Vco arribado a este porlo flor ler arrebentado o
lerae ; scu deslino he para Golhembourgo.
O Etm.-Sr. Dr. juiz de direlo especial do eom-
mercio manda fazer publico quem para ronliecimenlc
de inlere*s lloras da manhaa lei lugar na casa de sua residen-
cia a reaniao dos credores do fallido JoAo Moreira
Lopes, afim de ah proceder-se a nomearao de depo-
sitario, visto nao ler reunido o nuineio legal de ere-
dore* no din 15 dcsle niez, que tora designado para
seinclhanle fin.Escriplorio do juizo especial do
coinmerrio na cidade do Recite, 19 de inaio do 1856.
O cscrivao Francisco Ignacio de Torres llandcira.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselhi adiinnisliativo tenido comprar o se-
guiute. :
Para diversos balalhcs.
Maulas de laa, 910 ; hollanda de forro, covados
2,000.
!. batalhao de irlilharia a p.
Ilrim branco liso para calcas, varas 968 ; algodao-
zinho para omisas, varas 968 ; panno prelo para
polainas, cuvados 96 ; hollanda para forro, covados
18 ; sapalos, pares 127 ; 'grvalas 15 ; maulas de
l.la I, ; esleirs 426 ; bolees grandes de osso, gro-
USZl l|2 ; dilos pequeos de dito, dilas 2 ; botocs
pretos de dito, gro/.as 27.
2.- batalhao de infantaria de linlia.
Brim branco liso, para calcas, varas 1.263 ; algo-
daozinho para camisas, varas 1,263: panno prelo i
para polainas, covados 127 ; hollanda de forro, co-
vados 61 ; sapalos 505 ; botes grandes de osso, gro-
zas2K l|2; ditos pequeos, grozas 14 1|2 ; dilos |
pretos d dilo, groiaa 35 1|2 ; esleirs 505.
9.- batalhao de infantaria de liuha.
Bonels 108 ; grvalas 91 ; maulas de laa 20 :
panno verde para sobrecasseas, covados 135 ; ania-
gem. varas 21 ; bolOes grandes convexos do metal
bronzeado com o numero 9, de inelal amarello, 630;
dilos pequeos dilo de dilo dilo com o mesino nu-
mero, de dilo dilo, 405 ; casemira encarnada para
vislas, covados 3 ; coidao de l.la prela para vivos,
varas 180 ; clcheles prelos, pares 15 ; hollanda pa-
ra forro, covados 231 ; brim branco, liso, para fr-
delas e cairas, varas 1,638; algodaoziiiho para ca-
misas, varas 1.153 ; panno prelo para polainas, ca-
vados 116 ; sapalos, pares 581 ; esleirs 581 ; bo-
tos grandes do OSSO para frdelas e cairas, grozas
36 l|2 ; dilos pequeos de dilo para dita *e camisas,
grozas 28 ; dilos pretos de dilo para polainas, grozas
M) 1)2.
Companhia de artfices.
Brim branco, liso, para frdelas e cairas, varas
465 ; algodaozihho para camisas, varas 255 ; panno
prelo para polainas, covados 26 ; hollanda para for-
ro, covados 13 ; sapalos, pares 102 ; esleirs 102 ;
boles grandes de osso, grozas lo 1)2 ; dilos peque-
os, i grozas, 10 ; boles prelos de dilo, cro-
zas, 7.
Companhia de cavallaria de linha.
Brim branco, liso, para cairas, varas, 150 ; algo-
dozinho para camisas, varas, 150 ; esleirs, 60 ;
boles grandes de osso, grozas,! ; ditos pequeos
de osso, grotas. 2 ; panno azul para poncho, cova-
dos, 51 ; boles pequeos de metal amarello, 36 ;
baelu para forro, covados, 51; clcheles grandes pa-
ra poncho, pares, 9.
Meio batalhao de caladores do Ce.ir.
Bonetes 192 ; panno azul p>ra sobrecasacas c cal-
ras, covados 610 ; aniagera, varas 42 ; boles de
inelal grandes com lellra C. 1176 ; ditos de dito pe-
queos com lellra C. 810 ; casemira verde para vi-
vos, covados 11 ; dila amarella para dilos de dito 6 ;
clcheles, pares S ; hollanda, covados 313 ; oleado
para ilebrurn de dito dilo 1 ; brim para frdelas e
calcas, varas 10U8 ; algodozmho para carnizas dilas
533 ; panno prelo para polaina, covados 11 ; boles
grandes de osso.grozas 22;; ; dilos pequeos do dilo
dilas 20 ; dilos pretos de dito, dilas 1.2',.
Provimentos de armazen*.
Oflicinas de I.' e 2.* rlinxi
Arcos de ferro d 2', pollegadas, arrobas 10 ; di-
los da ditos de I ,' dila, dilas 10 ; costado de pao de
oleo 6.
3." classe.
Ferro sueco quadrado de I ,'j pollegada de grossu-
ra. quintaos 2 ; lomos para heneadas de 40 libras
cada nin i ; ferro inglez em barra de 1 3|8 pollega-
das, quinlacs 20 ; dilo sueco quadrado de 2 dilas de
grossura, dilos 2 ; dilo dito de 1 dita de grossur.i,
ditas 2.
1.a classe.
Folha do landres, caitas marca una cruz 3 ; Icn-
res de latao do 11 a libras rada um 10 ; rame de
dilo muilo grosso para ganchos arrobas 3 ; leiiruj*
de cobre do 5 a 6 libras cada um 27.
5. classe.
Sda curlida superior, meios 300.
Fornecimento de luzes as cstares militares.
Azeile de carrapalo, canadas 500 ; fio de algodao,
libras 12.
Quem quizer vender estes objectos aprsenle as
suas proposlas ciu caria fechada na secrelaria do con-
selho ;is lo horas do din 26 do corrcnle mez.
Secretaria do cuuselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 19 de inaio de 1856.
lenlo Jos Lameulia Litis, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
DIRECTORA GERAI. DE INSTRt ('.CAO PU-
BLICA.
Pela respeeliv serrelaria se faz constar a quem n-
leres.ar, que por portara do Etm. Sr. con*elheiro
presidente da provincia de lodo correnle, communi-
cada directora lia dala de hoja (II, foi removido
da cadeira de Calimb para a de Bom-Jardim o pro-
fessur publico de inslrucrao primara Jos Fclisber-
lo da Costa Gama; a por iiso continua o annuoeio
para o concurso as cadeiras vagas, inclnindo aquella
de Calimbo, pela remoro do dilo professnr. E para
constar se mandn publicar o prsenle. Secrelaria
da directora geral M de maio de 1856O secreta-
rio, Francisco Pereira Freir.
Ueal companhia de pa-
quetes de ^(inthnmptoii.
Espera-sc
do sul no da
20 oo 2l,dcs-
te mez o va-
por Thamar,
o qual de-
pois da de-
mora do cos-
lumcseguir
para os por-
lo* de San-
Virenle, Te-
nera", Ma-
Soulhaiuplon : para passageiros
frele, ele, Irata-se com os agentes Adamsou Ho-
vvo Si l^> ra dn Trapiche-Novo n.42.
N. B.Os embrulhos que prelenderem mandar
para Soulliamplou, devem oslar na agencia 2 horas
inte) de se lerhaivni a* malas, e dopou desla hora
nao se recebe embrulho algum.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o [brigue CouccirSo
por ler parle de scu carregamenlo promptu, para o
reslo, c escravos a frele, para o que lem etellcnles
commodos ; trala-se com Manoel Alves Guerra na
ra do Japiche n. 11.
AVISO .MARTIMO.
Para o Aracalv o ltale lnvencivel com muila
brevidade; para rarga e p;i*ageiros a tratar com
Marlins ; Irinao, na ra da Madre de Dos n. 2.
deira, Lisboa
gtttik*.
O agente Borja fara
leilao, ciu seu arma-
zem, na ra do Colle-
gio u. 15, de um gran-
\])bsirio universal de 1835, em Pars.
Joao Vignes, ra larga do Ro-arin n. 28, alm das
nvenres novas, fez melhorainenlos importantes nos
seos pianos, apropriados para o clima deste paiz. que
acabam de ser premiados ua expesiro de 1855 em
Pars.
Ortleiri terceira
.armo.
O ibaixo assignado, ecralario da vener.ivel ordem
lerreira de N. S. do Carmo do Rccifc faz scienle as
pessoas que devem furos a mesnia ordem, que se
ponbam em dia al 30 do correnle, nuaiido nao serao
immedialamenle exeeuladas.fSecrlaria da venera-
vel ordem terceira de N. S. do Carmo do Recife 12
de inaio de 1856.
Joaquim Manoel Ferreira de Azevedo.
Queso perdeu umeuibiulho com urna nequena
quanlidade de fazenda de valor, dirija-se a esla ly-
pographia, que se dru quem o achon.
Prccisa-se de urna ama para o serviro inlcrno
do urna casa de pooca familia : a tratar u ra D-
reita. n. 91, primeiro andar.
A mesa regedora da irmandade do Glorioso S.
Ilenedicto, erecta no convenio dos religiosos de San-
io Antonio desta cidade do Recite, participa ao res-
peilavel publico, que traosferio a fesla do seu pa-
droeiro para o dia 15 de junho, por motivos que oc*
correram para isso.
Antonio N unos, portuguez, vai para o Rio de
Janeiro.
A pesson que tem annunciado por esle jornal
ler um moleque para alagar, dirija-se a esla lypo-
graphia que se Ihe dir.i quem precisa.
Precisa-se sirgar urna casa terrea que tenlia
commodos para familia, sendo em boa ra no bairro
de Santo Antonio, nao se ollia a prcro e pagase adi-
autado : quem liver e quizer alugarj procure na ra
mitt*.
lo de obras de marci-
neria novas e usadas,
de dill'crenles qualidn-
_ des. como liem: mobi-
lias complelas de jacarando e de amarello, varios
pianos novos e em bom uso, secretarias, guarda-rou-
pas, commodas, sof.is, canslos, mesas redondas,
cadeiras, marquezas e oulras muilas obras avulsas,
varios objectos do ouro c prata, relogios de algibeira
e de parcile c cima de mesa, ricos vasos e enfeiles
de porcelana para sala, diversos caudclabros e lau-
lernas de vidro, c.indcci:os rancezes e inglezes de
diffcrcnles modelos, louras fiuas e vidros para ser-
virode mesa, quiuquilliarias e mais objectos, ele,
os qoacs se acharo paleles no inesmo armnzem,
c se eulregarao a quem maior prcro offerecer, as-
im como lambem irao a leilao 2 escravos pardos,
moros, proprios para lodo o servir, e urna cscrava
prela do bonita ligara, mora, ptima coziuhcira,
engoinmadeira, ele, sem achaques de qualidade
algasia: quarla-Icira21 do correle, as II horas
da manhaa.
AGENCIA DE LEILO'ES.
Na ra da Madre de Dos n. 32, de Vicira da
Silva.
No dia terea-feira, 20 do correnle, as 10 horas da
manhaa, ser.io arrcmalado* rouilos c diversos arligos
de uso e commodo ; haverlo uns ricos pianos, bous
charutos da Baha, c muiles arligos de mobilia, o
que ludo estar patente, e *cra vendido a contento
dos freguezes, e principiar as 10 horas era ponto.
HOJE 20 DE MAIO
I" o transferido para hoje ao meio-dia
o leilao dq casco, machina e os mais oh-
jectos (|iie se acho a bordo do vapor
MRQUEZ DE OLTNDA, naufragado em
tioianna, os (jiiaes serao vendidos por coti-
la e risco de quem pertencer, pelo maior
preco (pie se ollerccu-no ; arma/.em da
Companhia Pernambiicana, no Forte do
Mattos.
wmo it>ct$o$.
de e variado sorlnnen- es,rei,il do Rosario u. 17, segundo andar, que achara
com quom tratar, ou annuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar um preto para fazer o servi-
?o .le casa de familia, paga-se bem ; na ra estrella
do Rosario u. 17, segundo andar.
Preci-a-se de una ama para urna rasa de pou-
ca familia : na ra Nova n. 43.
IMANDADE DO DIVINO ESPIUIO
?i"pii5^ ^UdrUimo.
O lllin. Sr. inspector da thesouraria da fa-
zenda desla provincia, em virlude da ordem de S.
Ese. o Sr. marquez de I',iran, presidente do tribu-
nal do lliesouro uacioual, de 28 de ruarlo prximo
passado, manda fazer publico que de-la dala a 30
dias lem de haver concurso para se preencher as va-
gas de praticantes eiistemes na mesma thesouraria.
Secrelaria da Ihesuuraria de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1H5U.
No impedimento do ollicial-maior,
l.uiz Francisco de Sarciiaio e Silva.
O I Um. Sr. contador servindo do inspector da
thesouraria proviucial.cm cumpriraenlo ila resoluro
da nula da fazeuda, manda fazer publico, que no
dia 29 do correnle vai uovamenle a prara para ser
arrematada a quera por menos lizer, a obra do ein-
iiedimenlo preciso no alerro dos Afogados, avaha-
da em 25:3009000 rs.
A arrematarao ser feila na forma di lei proviu-
cial numero 313 de 15 do talo de 1834.
l; para constar se maudou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
bnco13 de maio de IKti.Oseoictario, Antonio Fer-
reira da Annuiiciarao.
O lllin. Sr. aullador servindo de inspector da
Ihesouratia provincial, em cumprimenln da resolu-
go da junla da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 29 do correnle vai uuvamenlc a prara, para
ser arrematada a quem por menos (izer.a obra doscon-
ccrlos necessahos no empedramento das arcas do
Giquia ^estrada da Victoria;, avahados em ttilflOO
res.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial nomcro 313 de 15 de maio de 1851:
i' para eofjsur se niaiidou^ajjixar o -prsenle e pu-
blicar pelo lii i, ai.
Secrelaria da thesouraria provincial de Parnambn-
co 13 de maio de 185ti.
* > secretaria.
A. I''.d'Anuunciaco
O lllm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria proviucial, em cumprimenlo da reso-
Inro da junla da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 do correnle vai uovamenle a prara para
ser arrematadas a quem psr menos lizer.as obrasdos
reparos de que precisam a cadeia c a casa da cma-
ra da cidade de Olinda, avahadas em 2:6409000
res.
A arremalaco ser feila na forma da lei provin-
cialI n. 313 de 15 de maio de 1854.
K para constar se maudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria praviucial de Pernnm-
buco-13 de maio de 1850.
O secretario.
A. F. d'Annunciarao. .
nhao e
ara.
)cciuwte&.
Anlonio l.uiz
Francisco GsMJ
Joaquim da Silv
Joan Coclho 'i
J. Valcnlim
CORREi S-KRAL.
A adni'mistracao engaja homens cami-
iiheiros para coiidiiccao dmalas, e pagao
jornal diario de l.sOO.
Correio geral.
Relarao da cartas seguras vindns do sul pelo vapor
Paran pnra ^s senhores abaixo declarados,
i Sanios.
Ivs Velloso de Albuquerqus Lilis.
Lopes.
s Jnior.
lia.
l.uiz de Carvalho llrando.
I.. de Carvalho Paes de Audrade.
Carjas seguras existentes na adminislrarao do
correin para o* senhores abaixo declarados.
Anlonio Goncalves Ferreira.
l.ap\.iiio de tiaslro.
Izidora Senhorinha Lopes.
Joaquim Antonio Ribeiro.
Joao Antonio da Picdade.
Jos Joaquim Tiberio Lobo.
Josepha Jsaqaina de Vasconcellos.
Jos de SiCsvalcanli l.ins.
Hara da Assompcao.
Manoel Joaquim de Madureira.
M. Domingun Jannario.
Manoel Jos Ribeiro Cavalr.nnli l.in.
Manoel Thomaz dos Santos.
O palliabole LINDO
PAQUETE, capitao Jos
PintoNiincs, segu com
,brevidade aos portos in-
dicados, falla-lhc um ter-
co do sen carregamenlo, para o ipial
trata-se com o consignatario Antonio de
Almeida (lomes, na ra do Trapiche n.
lli, segundo andar.
Os C/
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Para o Aracalv segne em fpoucos dias o bem
conhecido "Hiale t^apibaribe para o reslo da car-
ga e passageiros : (rala-se na ra do Vigario n. 5.
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segu com toda a brevidade o brigue nacional <
Jote; para o reslo da caria ou passageiros, Ira
se rom os consignatarios Francisco Alves da Cunha
,\. Companhia, roa do Vigario n. II.
8. MIGUEL E GRACIOSA.
O veleiro e bem construido patacho portngoez
i l.ibcrdade ssguira em poucos dias para as ilhas
de S. Miguel e Graciosa, recebe smenle passageiro
aos quacs aderece etcellcntes commodos : lrata-s
no escriplorio de Rallar Ov Oliveira,na roa da Cadeia
do Recife ti. 12.
Para Lisboa segu imprelcrivelmenlc no dia
I- de junho o brigue portuguez irRelampago de
primeira marcha, ainda recebe algoma carga a fro-
te passageiros, para o que tem aceiados commodos :
quem nomesmo quizer carregar ou ir de passagem
dirija-r- aos eonsinnlarios Thomaz de Aqnino Fon-
seca A Filho, na roa do Vigario n, 19 primeiro an-
dar, ou uo capitao do iiiesniu.
No dia 17 do correnle, pela Choras da madru-
gada,foi atacado em'sua taberna no palco do Paraizo
ii. IX. Manoel Jos Fernanda Eiras, por um indivi-
duo com urna faca empuiihada, o qual Ihe furtou em
dinheiro 1005. pouco mu- ou menos, doos relogios
de prala, sendo um grande de pouco valor, e diver-
sas obras de ouro, que se achavam empenhadas ao
tlilo Kiras : porlanto quem deste reulu dr nolicia,
sera generosamente recompensado.
iniercce-se um rapaz brasileiro para caiieiro
fura da provincia : quem precissr annuncie.
Na noile de qusrla para quinla-feira 15 do cor-
renle rugi da povoarao do Monlciro, urna preta de
nome Theudora. de cor fula, clieia do corpo, e (em
LOTERA Di PROVINCIA.
Aos 4:000.,, 2000s e lOOOsOOO rs.
Corre indubitavelmentn terca-feira
20 de maio.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeitavel publico que estao a
venda hilhetes, meios e quartos, da pri-
meira parte da primeira lotera concedi-
da ao Sr. Hom-Jesus das Dores, da igre-
nome inconora. ne cor lula, cheia oo corpo, e (em j o r-_. l^ i
defeilos, falla baivo edrscancada, levando vestido de J; dl' 'Oncalo, as lojas ia COllheCl-
c.lita de cor clara, p ,nn da t^otla de lislras encar-
nadas, e conduz urna Irouxa em que leva sua roupa ;
de?confia-se ler lomado a estrada de Pedras de Fogo,
lugar do seu nascimenlo, e aotido residi por muilo
lempo ; a pessos que a appreheoder pode levar a roa 1 Clonados, por estarem oom sua rubrica.
do Oueimado n. 7, ou uo Monleiro ao abaixo assig- .,, u_
nado, que ser zencrosainenle recompensado.
Antonio de Paula Feruandes Eiras.
das, os quacs nao soll'rem o disconto de 8
por cento do imposto geral sobre os tres
primeiros premios grandes cima men-
O Dr. Francisco de Paula Batispta
perdeu obilhele inteiro n. 20."> da lote-
ra do Senhor Bom Jess das Dores, de S.
Goncalo, que ha de correr hoje "20 do
coirente, e oi comprado por seu ilho
na piara da Independencia, loja do Sr.
Sou/.a. Pede-se por tanto ao Sr. thesourei-
roeaos Sis. cautelistas nao paguem o
premio, queporsorte sabir aodito bilhe-
tcaenSo aoar>aixoiMgriado, ou o teiiho
em sua guarda ate quel.se ventile qual-
quer rutestao, que por ventora apparecer:
o mellior sera' deposita-lo.Dr. Fian-
cisco de Paula Baptista.
HEZ -
Marianno.
O livro do mez Marianno augmentado de varias
oracoes, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smenio na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia, a dez tustoes.
Aluga-semn negro para servir em al-
guma casa estrangeira : quem o preten-
der, dirija-se a ra Bella n. pie achara'
com epiem tr alar.
A mesa regedora convida todos os seus cbarissimos
irmloa a comparecerem n.i Bosta igreja no dia 2 do
correle, as H horas da larde, para encorporados,
irem acompanhar a procisslo do glorioso S. Sebas-
tiio, em salisfarao ao convite que a esta mesa dirj-
gio i da V. irmandade do Saulissimo Sacramento
dcsta freguezia.
Quem tiver um menino de 1:2 a 14 anuos, par-
do ou prelo, que queira alugar, para fazer algum
serviro leve em casa de familia, comprar e ir a al-
guna mandados, dirija-se a ra do Sol, sobrado n.
J:, primeiro andar, confronte ao porlo das canoa:.
Ficando cerlo que o maior serviro he o de ra,como
cima tica dilo, o promelte-se bom tratamento.
Roga-se a pessoa que achon um saque de reis
1055000 contra o Sr. Manoel Goncalves da Silva a
favor de Anlonio Jos Silva do Brasil, que lenlia a
boodade de mandar entregar no arma/.em n. 2t, na
travessa da Madre de Dos, que muilo Ihe agradece-
rAnlonio Jos Silva do Brasil.
D-se dinheiro sobre penliores de prala e ouro:
na ra eslreila do Rosario, loja de ourives n. 18
LOTERA da provincia.
Teia-feira 'iO do coi-
rente, he a extraccao d
primeira parte da primei*
ra lotera,ein beneficio da
igreja do Sr. Bom-Jesus
das Dores: os biii.etes,
meios e quartos com a
uossft rubrica, sao pagos
sem disconto apenas sahir
a lista geral. em nosso es-
criptorio, na ra da Ca-
deia do Recife n. SO.
Oliveira Jnior $ C.
Auna Jo.iquina dos Prur Costa agradece
mu cordca'.menle as veneraveis commonida-
des dos religiosos Carmelitas, Franciscano se Pe-
nda, bem como aos Srs. sacerdotes o todas as
pessoas que a-sisliram ao funeral de seu falle-
cido mariilo Marrellino da Osla.
Quem precisar de um compositor e impres-
sor ; dirjase a ruada MocJa, casa u. *) primeiro
andar.
No dia 17 do correnle, foi por am cadete do
10batalhao de infantaria, extraviada urna carta re-
uielli.la do Rio do Janeiro para o coronel Manoel
Muniz Tavares ; roga-se a quem a liver achado o
favor de a miudar eulregar ua casa do inesmo co-
ronel, ra do Sevc.
O abaixo assignado pede a todas ai pessoas que
seronsiderarcm credores de Joaquim de Almeida e
Silva, in.inddi a travessa do Quciinado u. 1 urna
nota de seu credilo no prazo de oilo dias.
Albino Jos Ferreira da Cunha.
Aluga-se um cscravo quo cuzinha o diario, e
faz lodo c serviro de ra : ua ra Nova n. VI loja.
Fusio do Rio Formoso de casa do Sr. Jos
lenlo de Miran Ja o escravo crioulo de nome Filip-
pe, i-iade :i aunos pouco mais ou menos, cor prela,
cabellos bem espinos, boa estatura, grosso barbado,
algumas ve/es rapa c oulras dcixa licar pou-
ca harbi, lio desdentado, tem urna marca de la-
Iho auliga na testa, ulhos pequeos o vermelhos,
IXWlodescarnado, andar pesado, nagedas levantadas
com cjcalrites de chicote ; gosla de batuque e bebe
muilii, Irabalhi de mc*lre de asnear. Esle es-
rravo pcrlenceu ao Sr. Joaquim Civalcanli, Sr. do
engenho l'.mli-i.i. loi vendido ha cinco anuos ao Sr.
Manoel Gonralves Braga, e hoje perlcnce ao Sr,
Domingos Soriano de Oliveira, Sr. do engenho ()n-
ra, do lermo do Rio Formoso, e acbava-se cm casa
do dilo Sr. Jos Rento de Miranda, para ser ven-
dido : consta ler sido visln nesla cidade : por isso
roga-se as autoridades polieiaes e capules de cam-
po a captura do inesmo, l>vando-o a ra da Cadeia
n. (O primeiro andar que, se recompensara gene-
rosamente.
DINHEIRO.
Conlinna-se a dar joro razaaveis, com penlio-
res, quantias de 50 a lOOgOOO "a roa etlreita do
Rinano n. ,,c das Calcadas u. 10 uo segundo an-
dar.
I'rocisa-se fallar ao Sr. Ilr. Anlonio Guilher-
me de liguciredo, que residi no Monlciro, e uno
se sabe para onde se niudou.
Ra da Soledade u. 70, se nluga um cozinheiro
que lem servido casal eslrnngeiras, e seu palro se
embarrou esle me/, no vapor Pedro ir.
Na roa do Collwrio, o Sr. Cypriano l.uiz da
az, aterro da Boa-Visia, o Sr. j'uo Ferreira da
l.nz, na pad.ina do Sr. Beirla diriio quem dn qiian-
IM de JOO, 300, 100, .500 e (00 mil reis com hypo-
Ihfca em casas terreas.
Na ra do Rangel n. ||, vende se um sof e
doas mesas redondas de Jacaranda, urna cama de
angico, nina mesa pequea c outra maior para cozi-
nna, dous bancos grandes e mais cinco pequeos,
muilo proprios para collegios.
I'rccisa-se de urna mora honesta, que siiba
coser bem : casa da modista brasileira, ra Nova
ii. 3*.
Man :cl Nogoeira dos Sanios, brasileiro, vai
Europa tratar de sua saude.
I'ede-se ao Sr. Francisco Jos dr Araojo \ an-
ua e Almeida o favor de apparecer na botica da na
do.Rangel n. 6*, para recebsr una rarla vinda do
sul.
Na ra de Sania Rila n. 15, primeiro andar,
se dir quem compra urna taberna cm bom logar.
I'erdeu-sc no da sabbadu 17 dn correnle, da
ra Angosta al a do Crespo Iros varas de camhraia
de linho, que condozia um prelo com oulras fazen-
das ; roga-se a pessoa que a liver adiado o obsequio
de levar a loja de Guill-.errae da Silva Guimaraes,
que ser recompensado.
Acha-se no silio da ra dos Pires de Manoel
Joaquim Carneiro Leal, um civallo alasao, magro,
urna vacc. de leite snlieira e urna cabra bicho: quem
for sen dono appareca, que pagando as despezas, Ihe
ser entregne.
Manoel Coelho de Moraes e Silva declara, que
estando emancipado, e na posse dos seos bens, lem
constituido por seu baslaule procurador, incumbido
de lodos os seus negocios, a sen primo Jos Joaqoim
da Silva Guimaraes, sendo valido tao simiente Indo
quanto fdr por elle feilo em nome do annuncianle.
Recife 17 de maio de 1850.
Joaquim f.obilo I'erreira faz publico, que a
casa n. 7 da roa do Cabral na cidade de nimia, se
acha por elle penhorada na execuga que promove
contra os fallecidos Antonio Joaquim Pereira da Sil-
va e lilho do inesmo nome.
Manoel Joaquim da Silva Figueiredo, subdito
portusuez, pelo prsenle annoncio faz publico, que
vai a Europa tratar de seu negocio, e que nada deve
nesla cidae nem foro della a pessoa alguma, porcm
uocaso que alguem se julgue ser seu credor. apr-
senle suas contas para serem legalisadas e pagas no
prazo de 1 dias, a contar da data da publicarao deste
em diante, e deiva nesta cidade por seos bstanles
procuradores o Srs. Francisco Jos da Cosa Ribei-
ro, Joaqoim Jacinlho e Ponciano Lourenro da Silva.
A |icssoa queannunciou vender urna casa ter-
rea ua Boa Visla, dirija-se a ra do Rosario do ines-
mo bairro n. 41, que achara' com quem ira lar.
SOEDVDE EM CMVMMTA.
Fabrica de fiar e lecer algodao,
a qual oceupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou ohreiros nacior.aes,
da idadede 10 a 12 annos para cima, e
com preferencia orplntos.
CAPITAL SOCIAL 500:000^000.
Socios em nome collectivo, gerentes res-
ponsaveis.
Os Srs. :Antonio Marques de Amo-
j-im.
Justino Pereira de Farias.
Manoel Alves Guerra.
Firma social: Amoiim, Farias, Guer-
ra & C.
As pessoas assignantes das primeiras listas, que
desejam contribuir a prompla realisacao da fabri-
ca, silo convidadas a nao demorar suas respectivas
assignaluras. A sociedade anda admilte assigna-
luras de tmidilio al 5:0009000, afim de generalisar
a todos as vanlagens desla ulil e lacrativa empreza,
e contribuir ao desenvolvimenlo do espirito da as-
sociacjlo, nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguus ramos de industria, indispensaveis pn-
4:000. 2:000000
1:000$000
Irmandade do Santissimo
Sacramento, de S. Antonio do Recife.
A mesa actual desla irmandade faz
sciente, que tem de solemnisar o seu ora-
gono dia 22 do corrate, com aquella
pompa que Ihe be possivel, c neste mes-
mo dia, as horas da larde, pretende
apresentar aos liis em solemne procis-
sao, o glorioso martyr San-Sehastiao ea
Mai Santissima Senhora da Soledade, e
ao recolher-se lindar-se-ha a solemnida-
decom um TE-DEUM laudamus, distri-
huindo-se no lim deste oracoes das mes-
illas imagen* ; para estes actos convida
aos seus irmaos a comparecerem, afim de
asentir < acompanhar a pracisso dcTri-
uinpho no mencionado dia, assim como
pede aos parochianoa das mas Nova e
Crespo Iluminaras renlcs de suas casas,
na vespora e dia a' noile, como he oostu-
me, e aos moradores das ras abaixo de-
claradas, para que limpcm as testadas de
suas moradas, para poder trnsitar a pro-
CISSSo: ao sahir seguir' pelas ras Nova,
Flores, camboa do Carmo- paleo dd mes-
tno, Ilorlas, Martyrios, travessa do Ma-
risco, Terco, Direita, Livramento, praca
do inesmo, paleo do Collegio e ra do
mesmo, San-Francisco, ao virar a rita
dsCruzes, Praca, Cabuga' ao recolher-
se.0 escrivo, Josi- Lsteves Vianna.
Ilcniardo Fcrnandes Vianna eonlina ama sua
escola particular de primeiras ledras por provisao do
ex-preiidenle ila,-la provincia o Esm. Sr. Vctor de
Uliveira do 17 de junho de 1831. Ensilla pelo me-
Ihodo Castilbol.eilura Kepenlinaassim como en-
-mar.i tambem as pessoas adultas que anda quize-
rem approveilar-se desle melliodo: e para mais
commodidade dos mesmos, das 7 horas da noile as
!), na ra da Cadeia do Itccif* n. 17.
l'ma familia eslrangeira quer alugar urna pre-
la escrava que seja fiel e limpa : no alerro da Baa-
Visla, loja u. '.).
O descinbargador Jeronymo Marliniaao Yi-
gucira de Mello nao seapodendo despedir de seus ami-
gos pela inesperada chegada do vapor ingle/, c rapi-
dez do sua vagcni, o faz pelo prsenle, nfferecendo
scu limitado presumo na corte, aonle aguarda suas
orcns.
I'rcrisn-se de urna ama para lodo o servico de
nma casa de familia : na ra .Nova, sobrado n. 2:1,
segundo andar.
l'recisa-se do um silio, n.lo sen lo muilo longe
da prara, que peasa criar 10 ou 12 animaos anuual-
iuenle,'e leona casa, mesmo pequeua serve.
l'recisa-se de nin feilor para engenho, mo
muilo distante desla capital: quem cstiver neslas
circunislancias prorare ajoslar-se com o Siqueira, na
ra Nova n. II, segundo andar.
Quem aannncloa ler nm moleque para alugar,
dirija-se a ra da Cadeia do llccife, ioja de cambio
n.3S.
I'rccisa-se de nma ama para o servido interno
de urna casa de ponca familia : confronte' uo oitao
do Corpo Santo, loja de ralrado n. 20.
Pesr.pparereu da ra do ijueimailo, uo dia 32
de abril prximo pesado, um ravallo com os signaes
seguintes: capado, rodado, com os 1 cascos brauens,
caula aparada, pescoro fino, rlina romprida, do fo-
rinho para o licito um sigual branco, ferro a margem
na p esqnerda, com eaogallia albarda com capa de
panno velho, duas cordal !e iuquirideira : pede-se
as auloridoilcs polieiaes ou qualqucr pessoa que delle
liver noticia, leva-lo a ra do (lueimadn n. -20, ou
Capivara, comarca de Bonilo, a Francisco Mnniz
l'onles, que sera gralihcado.
Na ra das Cruzes, no segundo andar do so-
brado n. 22, prccisa-se fallar a negocio de interesse
com o Sr. acadmico Jos Bclizario, natural da pro-
viucia do Mar.iiili.il>.
Precisa-so alugar nina prela nn prelo sem vi-
cio, mesmo couvindn coinpra-ie : ni ra do Qoi-
uiado n. 7.
ra auxilio e ugmeoto da delnada e rolneira agri-
cultura.
A faclidade das entradas, que nunca serao de
mais de 20 por ceulo do capital subscriplo, permille
a todas as pessoas qne podercm dispor de urna eco-
noma de -iioo por mez, entrar como socios de
100)000.
Sendo as entradas de 10 por ccnlo e os pagamen-
tos esparados de pouco mais ou menos 2 mezes.
Serflo precisos 18 a 20 mezes para o inleiro paga-
mento de rada subseriprao.
Us senhores de engenho, plantadores de algodao
ou oulras pessoas, que rezidcm fura da capital, que
quizerem entrar uesla ulil sociedade, poderao diri-
gir suas cartas de pedidos, a qualquer desles socios
gerentes, ou ao socio de industria l', M. Duprat,
quo tem em scu peder o livro das subscriptes, e di
a lodos as nforniacoes que possam desejar sobre as
vaulaueus que rcsultaro da fabrica.
Elles declararlo os seus nomes por extenso, domi-
cilio e nome do correspondente nesla capital, cn-
carregado de effecluar o pagamento das entradas das
preslares quando forein reclamadlas.
Denlro de poucos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o aunonco, convidando os subscriptores a
allccluar o pagamento da primeira entrada, que M>
t i.< de 10 por cento do capital subscripto ; os reci-
bos serao passados por qualqucr dos Ires socios, com'
a firma social Aniorim, Parias, (iuerra cV C. N.
mesma occasiao sera enlregue a cada um dos socios
urna copia irapressa da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaturas particulares, dos socios gc-
reules e socio da industria, para rcconhecimenlo
da lirma social, os 3 gerentes responsaveis assigna-
rao as mesmas copias.
/'. ii, Duprat.
l'ernambuco C de maio de 1856.
ii tugiram do engenho San-JoDo, da illi.i .j
9 de Ilamarac, o da ti de abril do correnle
anuo, Ires escravos com os signaes seguintes: (*.
* Caetano, crioulo e meslre de assucar, tem 110 9
aunos de idade, rosto um pouco tirado e al- 9
;.; goma cousa carnudo, ulhos ordinarios e si- ;
,-; inulado-, barba pooleira, todos os dentes io- O
@ csores, estatura mediana, corpo elisio, per- %
fj uas grossas, ps proporcionados, cor fula, o 9
Q dedo mnimo de urna das maos alejado e lor- 9
ccodo para cima do vizioho, e falla desem- ;*
i,? barajada. f|
(5 i'iour 1I0, crioul, serrador, apellidado Ga- s
0 1 apa", por ter sido de um silio desle nome, ej
j 110 Brejo da Madre de Heos, lem .15 anuos v
;.$ de idade, estatura alia, corpo cheio, roslo um ;
$.$ pouco lirado, falto de dentes na frente, suis- at
j sas ralis, cor bstanle negra ; he um pouco ^
j) zarolho, eu-in carolos carnosos nos pcilos e 3
1 nos costas, pernas ;,ipallieladas, ps cheios de ;
,3, bichos, falla grossa o por afteclar.lo como a j?
31 de Africano. 1
j l.uiz, criouloo, e apelidado entre os par- '<
1 ceiros por Macota, tem 20 annos de idade.
t estatura menos que ordinaria, roslo redon- w
.'5 di e sem barba, denles da frcnle perfaitos, Q
& oihos ordiuarios, corpo cheio, pos curios e 9
3> largos, falta grossa imilando a de Africano, 9
i' c cor negia. I-'oi cada um armado de um ba- 9
i camarle, e he muilo prcsumivel que eslejam 9
i' junios, porque dous dos fgidos arrombaram @
-iS a prisao em que eslava o terceiro. sem do- JI
vida por combinac/10 : roga-se. porlanto, is '."
f9 autoridades polieiaes, capiliies de campo ou @
S qualqucr pessoa que possa capturar os nien- v-i
;'i clonados escravos, levarem-nos a scu senhor C'i
@ abaixo assiguado, no engenho San-JoSo, que ;-
;>$ recompensara geiierosaiuente todo o traba- '.'.
9 liii de quem os preuder. $)
O h'rancitco Honorio ezerra de Mentzcs $
-gl San-JoSo 12 de maio de 1850. &
Hilhetes. A.800
Meios. 2.S400
Quartos. ljj.100
Pernambuco 16 de maio de 186.
Salustiano deA(|uino Ferreira.
11 ralilica-se com 1001000 a quem pegar o es-
cravo cabra, de nome Paulo, fgido no dia 1.- de
maio do correnle anno, tendo os signaes seguintes:
alio, grosso do corpo, sem barba, picado das bexigas,
com um talho junto ao nariz no lado direilo ; levon
bastante ronpa, sendo cairas de brim, am palito de
alpaca preta etc. e borzeguins : julgs-se ter ido pa-
ra a provincia de Pernambuco, onde tem prenles
no Limoeiro, ou para a Alagoa Nova nesla provin-
cia, podendo couduzi-lo a esla cidade a sen Sr. Jos
Antonio Pereira Vinagre, ou a Pernambuco a entre-
gar so Sr. Anlonio Francisco Pereira com toja na
ra do Crespo. Parahiba do Norte 2demaio.de
1850.
Joo Jos da Costa retira-se para a Babia com
sua mulher Otilios Mara da Ceuceicjo e dous fi-
lhos menores levando em sda companhia Luiza da
Costa : lodos libertos.
Butino Paulo, relira-se para a Baha com sua
mulher i'homazia Francisca de Paula, e daos fllhos
menores, levando em sua companhia a prela Miqui-
lina Mara da Conceirao e seu, lilho menor Antonio;
lodos libertos. 4
Gostavo lienrique Filippe, relira-se para a Ba-
ha com sua mulher Jacinlha e cinco lilhoi menores
levando em sua companhia Miqoiliua Joaquina de
Amorim c Florn la Domingas e Isabel da Cos com
seu filho Ju-c, il 1 Cosa menor ; todos libertos.
O escriplorio de liquidarlo dos herdeiros de
viuva Cosa filhos, rezide hoje na freguezia de
Sanio Antonio desla cidade, na roa Nova, sobrado
11. 2 primeiro andar : os devedores mesma liqni-
dac3o se dirigirSo aquella logar, a liquidaren
seus dbitos com o liqoidatario.
' Joaqoim Jos Dias Pereira, e Jos Joaqoim
(.onrnlves da Silva, fazem publico pelo presente,
que no dia f de Janeiro prximo paseado dissolve-
ram amigavelmenle a sociedade que linham na ven-
da n. 8 do aterro da Boa-Viils, qne girara soba fir-
ma de Pereira & Silva, ficando a liquidarlo do ac-
tivo e passivo da mesma firma a cargo do tocio Joe
Joaquim Gonralves da Silva. Kecife 15 de maio
de 1856.Joaquim Jos Dias Pereira, Jos Joa-
qun 1 lonralves da gilva.
Jos Joaqoim Goncalves da Silva declara pe-
lo presente que, na qualidade de Isocio liqoidatario
da extincla firma de Pereira (t Silva.jolga nada de-
ver de suas transaecfies sociaes, mas se al-
guem se julgar credor da mesnia extincla firma, lu-
jara de apresentar suas contas no praso de dez dias a
contar desla dala ; e convida a todos os devedores
da exlincla firma social, a salisfazer seos dbitos
com a possivel brevidade : no aterro da Boa-Vis-
ta n.8. Kecife 15 de maio de 1856*Jos Joa-
quim 1 juuraives da Silva.
Koga-se ao Sr. acadmico Bernardo Antonio
de Moura.que fa;a o favor de ir a pidaria do paleo
da Santa Couz n. t a negocio de sen ioteresse.
Precisa-se alugar nm prelo livre on captivo
para o servido externo e interno de nma casa : na
ra da Gloria n. 87, seguu'do andar.
Roga-se a pessoa que achoo um taque de.......
I. r,-11.ni. rs. contra o Sr. Manoel Goncalves da Sil-
va, a favor de Anlonio Jos da Silva do Brasil, qoe
lenlia a boudade da mandar entregar no armazem
n. 21 na travessa da Madre de fieos, qoe muilo
Ihe agradecer.
Quem annuncioo precisar de 200* a juros com
seguranza em um escrave pedreiro 1 procure na ra
da Praia serrara n. 55, que se dir quem faz este
negocio.
Aviso.
He chegado a este mercado o rape Prin-
ceza, (fue continuara' a ser vendido a re-
talho nicamente na loja n. 51, da ra
da Cadeia, do Joo da Cunha Magalhes-
A fabrica de Lisboa tem resolvido fazer a
reduccao de 800 rs, em cada libra, epor
isso o custo sera' de 25400 rs. que nao se-
ra' alterado em dito deposito; os direc-
tores da mesma promettem empregar di-
ligencias para que o deposito esteja sem-
pre supprido de dito rap ; o genuino da
i'abrica lie o melhor da Europa, e como
tal alcancou os primeiros premios nasex-
posicoes de Londres e Paris, tornandcsc
desnecessario recommenda-lo aos senho-
res quesabem apreciar urna boa pitada.
Joao Ozoro de Castro Ma'ciel Monleiro, filho o
herdeiro universal do fallecido desembargador Tho-
maz Anlanio Maciel Monleiro, titulado Bario de
Itamurac, faz publica, qoe a 20 de abril da 1839
foi concedido ao dilo seu pai pelo governo da pro-
vincia de foro perpetuo o terreno de marinha n.
180, conleudo 27 palmos de frenle com os fundos
respectivos at a baixa-mar da compreheusao de sua
casa n. 110 na ra da Senzala Velha, lugar hoje de-
nominado Piara nova do caes de Apollo, ou roa no-
va do Bruro, cojo terreno ja d'antes perlencia ao pai
do annuncianle pela arrematarlo qoe fez sen ante-
cessor e lio o padre Joao Francisco Maciel Monleiro
na cmara municipal de Olinda, ao 1.* de abril de
1820, cujos foros se acham pagos,e para qoe alguem
uilo se chame a ignorancia no leilao, qne pretende
fazer o agente Oliveira as 10 horas do dia 19 do cor-
rente, em protesto faz o presente annoncio. Hecife
14 de maio de 185g,
^s^Q
CHILES DE MEW PRETO.
Chales de merino de cores bordados a seda 119000
Ditos de dilo tranrado, fino, de cor, com
um pequeo defeito na franja de seda 4-^500
Cortes de vestidos de seda com loqne de mofo 243000
Sedas deqoadros de lindos padrdes, o covado 19000
128000
79000
700
210
280

A abaixo assignada, (endo i-slabclecido um col-
legio de educaran para o saxo femenino, na casa de
sua residencia, na prara da Boa-Visla, sobrado n.
.'12, segundo andar, avisa aos senhores pas de fami-
lias que queiram rccolher suas (lillas cm dilo esla-
iielccimenlo. onde ensiuar-sc-ha as materias tenden-
tes iii-irurr.lo primaria c secundaria, como tam-
bem artes, francez, msica, desenlio, dansa, etc.;
assim como avisa aos pas de suas alumnas, que sua
aula existe aberta desde o 1.' de abril prximo pas-
sado, o que nao fez antes por causa da epidemia rei-
nante. Os estatutos deste estahelecimeolo serio
publicados com a maior brevidade que possivel for
a abaixo assigqada.
Tuereza Guilhermoa de Carvalho.
l'recisa-se alugar urna casa espacosa
sem se escolher ra ou bairro, para um
magistrado que esta' a' chegar a' esla
cidade, e que doseja oceupar toda a casa
sem outros moradores : quem a tiver e
assim a quizer alugar, procure a casa n.
2,no pateo da matriz, de Santo Antonio,
que encontrara' com quem tratar.
I)a'-se at 12.S000 rs. por me/., a
tima ama de leite, forra ou captiva, que
tenha bom e bastante, e sem ilho : na
rita do Rangel n, S, ou aterro da Boa-
Vista n.'48, loja de hilhetes.
O Dr. Albuqucrque avisa aorcspeilavel publi-
co desla capital, c especialmente aos pobres que qui-
zerem ntilisar-se do seu presumo, que acha-se resi-
dindo na Soledade, sobrado do caminho novo, onde
pode ser procurado a qualquer hora.
Existe cm ajoslo urna casa do laipa na ra da
Amizade, na l'.apunga, perlenceute a Vicente Alves
Serta ; se alzuem so liver de nppr a esla venda,
queira annuuciar no prazo de II das.
Joao Antonio Carpinteiro da Silva, nao leudo
lempo de se despedir dos solas amigos c pessoas a
quem he nhrigado, o faz pelo prsenle, pe lindo des-
culpa de nao ir pcssoalmcnle, e oltcreceo seu pies-
timo na cidade de Lisboa.
Precisa-se le nma ama prela, forra ou captiva,
para o servico interno e externo de nma casa de pou-
ca familia : a tratar na ra de IIorlas n. 2, segundo
andar. Aluga-se a casa terrea da rus do Aragao n. 10,
Joao Jos Ribeiro, filho de Jos/.acarias Ri- O^^^^SSS*&S^
beiro, por ter encontrado esle jornal um nome ,, ca!as da ra Real" proxiroas a'o Menguioho de ns.
igual ao seu, e para avilar qualquer duv.da que pos- 09 d a pr roe", propria per. pa" P"
sa apparecer, faz sciente ao publico que de boje em r commodoTe frno muilo bem constroi-
diante se assgnar.V por Joao Jos Ribeiro de Moraes. J J2~gJ" ra,re" ludo por preco, muilo
Jos Antonio dos Sanios relira-se para Por- commodos : a tratar na mesma ra Real com en
tugal a traiar de ma saude. I propietario Manoel Pereira Tetxeira, sonraao n. o.
Corles de frondelina de seda
Cortes de cambraia de seda
I.aa de quadros de lindo goslo, o covado
Cassas francezas de cores finas, o covado
Chitas francezas de cores, o covado
Rscados francezes com 5 palmos de largu-
ra, o covado
Alpaca prela lina muilo larga, 'o covado
Palitos prelos de alpaca lina
Curtes de casemira preta lina
Ditos de dila de cores
Lencos do seda de cor, grandes
Ditos de dila de dila para grvala
Kusles de cores finos pnra collele
Camisolas e meias de laa.
I'e'los para camisa de cor e brancos
Collariuhos hrancos feilos
Madapolao lino de jarda, a pera
Coberlores de alsoJao
Km frenle do becco da Cougregarao, paitando a bo-
tica a segunda loja de fazendas.
I \IMI0 E OPIATO AMI-CHO- :
n LEIUCO
DR. ANTUNES
.a) Kslcsdoiis medicamentos conhecidos por
6 seus grandes resultados, no tratamento do ()
O CHOLERA, veudem-se, acompanhados de aa.
u ,11 folhelo, na pliarmacia de l.uiz Pedro das
Neves, ra da Cruz u. 50.
^ Preco de 2 vidros e 1 folhelo 3a000, de
1 caixa 75SOO0. _#
240
000
49500
19.500
4.3OOO
15600
600
800
400
240
29.5OO
750

5
MUTOa"
ILEGIVEL


DIARIO riS Terceira edipo.
TRATilElTO HOltOPiTHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLERA-NiORBUS.
PELOS DRS.
^3jMEy=*k.n3*3 ara -"r^h_M*HR.W.^
* instruccJO %e*ovuparasc poden-iirar testa enlermidade, a.liuii.isiranduos remedios mais ellicazes
paraalalha-le.ainquanlo ser e cor re jnf df". o u niesmo paracura-laiudapciideulc.desle.- nos lugares
""'"'KaSu/IDO F.M POBTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Este* dousopuscoloscontmasindieaooes mais claras e precisas, e pela sua simplese concisa evposi-
caoeUoalcancedelodasasiutclli;c'icias.nao cipalraenle aos preservativos 1ae tcradado os mais satisfactorios! esullados em toda a parle emque
ellos tem sido posto em pral'c*-
Seodoelrataraentohonieopatbiooo ameoqaa (em dadogranilcsresulladosnocuralivodestadoru-
valeofermidade, iulcamosa proposito traduzr restes dous imporlanlos opsculos em lingaa vernaci-
la, para desfarle facilitar a sua leilnra a quem ignore o franecr.
Vende-s nicamente no Consulloriodo traductor, ra Nov n.52, por 2SO00. Vendem-se lamben
os medicamentos preciso e bocas de 12 tubos com nm frasco de liuclura 155, urna dita de :10 tubos com
quitro a 2 frascos de tintura rs. 2->> I0REIRA & DU1RTE.
MJA DI IRIVrS
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
PEORAS PRECIOSAS- '
*
Aderece, de brilhanto. ji
diamantes a parolas, pul- j
reirs, alfineles, briucos w
e roietas, lioloes e anueis *;
de diflerentcs gostos ede ,
diversas pedras de valor. *
_
Compram, vendem ou
troeam prata, ooro, bri- ^
lhanles,diamanlesepru- >
las, o ootras qoae.quer | 1,10(161*1.0 COSt.O, ta II-
joias de valor, dinheiro f

.*
2> OIRO E PIIATA- *
8
^ Aderocos completos de 3
i ouro, meiosditos, pulcei-
* ras, alfineles, brincos a '?-
S rozelas, cordes, trance- J
: lins, medalhas, correntesje
:' e enfeiles para relogio, c *
3 uniros muitos objeclos de J
- ouro.
gj Apparelhos completos, a
S! 'le prata, para cha, ban- *
H dejas, salvas, cas(ic,aes,
gi colberesdesopaedecdii, *
g e muitos outrus objeclos
S de prata.
fe*:s^$S3B^SESrTS5'Sfl83Ei
Is^^WsaJlo de Fran^ como
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o eommodo como costuniam.
PUBLlCACAO' LITTEKAHIA.
Repertorio jurdico.
Ella poblicarao ser sem duvida do ulilidade aos
prDcipiaDtes que sa quizerem dedicar ao ejercicio
do foro, pois nella encontrarao por ordem alphabc-
tica as priucipaes a mais frequeDtes occurrcncias ci-
vis, orpbanologicas, commerciaes eecelesiasticas do
nossofro, com as remissoes das ordenaces, leis,
avisos a reglamentos por qae se rege o Brasil, e
bem assim resolures dos Praiislas amigos e moder-
nos em que se firmara. Conlm semclliautemenle
as decitoes das qaesloes sobre sizas, sellos, vellios e
novos direilos e decimal, sem o traballio de recorrer
collecrao de nnssas leis a avisos avulsos. Consta-
r da dous voluntes cm oilavo, grande francez, eo
primeiro sabio loza esta venda por 89 Da loja de
livros n. 6 a 8 da praca da Independencia. Os se-
Salustianode Aqaino Fer-
reira,cautelista das
loteras ja corridas, avisa as pessoas que liverem cau-
telas premiadas, qneiram por obsequio diriirem-se
a ra do Trapiche n. :tti, segundo audar, ou as lo-
jas ja conhecidas, para serein promplamente embol-
sadas, marcando o prazo de fiO dias que se lia de es-
pirar no dia 26 dc'junho do correle auno, i'crnam-
bueo 2( de abril de 1856.
Salustiaoo de Aquino l'errcira.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa conduta, paga-se bem : no pateo do Hospital
u. 26, sobrado.
Odontor Olegario Cesar Caboss, lormado
Lotera
doSr. Boiu-.Jesusdas Do
res, da igreja do S. on-
fallo.
Aos 4 000 \ 2 OOOs e 1000 000 rs.
O abai.vo atsicnado tem resolvido de
oa era diantc vender os seus bilhetes c
t|uartot com um almtimento em seus
precos, conforme se v alai\o, cojos bi-
ihetes, quartot e meios se acham a \en as loja* da praca da Independencia ns.
lo. I.") e -0. ra da Prain n. 50, ruado
Livramenton. 54, alerto da Boa-Vista
ns. .)Se i-, cuja lotera tem o andamento
desuas rodas no dia terca-feiaOdocor-
rente, em o saliio do convento de NossaSe-
nhora do Carino. Omesmoabaisoassigna-
do se responsabilisa a pagar por inteiro
toda equaiquer sorte que porventura oI>-
tenlinm ns seus bilhetes vendidos coma
sua rubrica.
Bilhetes 4?700 recebe por intoiro Meios -J-~ 11111 ,, 2:0005000
Quartos 1200 1:0000000
Declara mais que paga ndistinctamen-
te toda equalquer sorte, lopoqnc sahira
lista geral, em o sen escriptorio, na roa
doCoilegio n. 21, primeiro andar, das
9 horas da manhSa as 3 da larde, dos
dias uteis.Antonio Jos Rodrigues de
Sou/.a Jnior.
iihores subscriptores desta puhlicacAo existentes em medicina pela Pacoldadc da Bahia, avisa ao respeita-
rernamhiirn. nndem nriirnr:ir o nrimnirn vnliinm ,.l n.,Kl;n ,-..- usb.i ._____ i___..
1'emambuco, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula tirito, praca da
<". nisliiuicaii; no Maranhn, casa do Sr. Joaquim .
Marques Rodrigues; e no Cear, caa do Sr. J. Jo- qualquer hora.
t de Oliveira.
val publico desta capital e especialmente aos po
bres, que queserem ulilisar-se do seu presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. S
sita na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
REPERTORIO DO IEDICI
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NlNGHAl'SEN E OUTROS,
Do sitio da Estancia do Giquia desappareceu o
. escravo enfilo, Januario, fula, liaivoc grosso, bem
i empernado, falla por entre os denles, representa ter
j a idade de annos, pouco mais ofi menos ; um dos
j signaes mais notavel he ter urna das p.is secca ; tem
, pai e innao forros para as parles da Varzea ; foi
comprado a Jos Luiz l'crcira com loja na ra Nova.
Aos fabricantes de velas.
Domingos R. Andrade & C, com ar-
mazem na ra da Cruz n. 15, continuare
a vender superior ceta de carnauba em
c posto em ordem alphabetica, com a descriprao
abreviada de todas as molestias, a iodicacaophvsio-
logica a Iberapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de aeran, e concordancia,
seguido de um diccionario da significa;ao de lodos
slennos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance porcaoe a i -falli, assim como sebo leu-
das pessoas do povo, pelo .' ... _. ,. ,
DR.. A..J. DE MELLO 10RAES. tt"**'*"-*,
* Os Sis. assignantes podem mandar buscaros seu
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
I CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamentar crianras na
casa dos eiposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, lando as habilitaefies ntcessarias, dirija-se a
mesma, no pateo do Paraizo, qnc ah achara com
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da casa n. 5 da ra da Cadtia
do Recife juno ao arco da Conceirao, acha-se desoc-
cupada. e arieoda-se para qualquer estabelecimcnto
em ponto grande, para o qual tem commodos sulli-
eientes : os preleodentcs enteuder-se-hno com Jo.io
Nepomoceno Barroso, no segundo andar da casa o.
"i", na mesma roa.
Na ra doVCopiares n. 20, lava-se, cn-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do que era outra qualquer parte.
ltistruccat) moral e reli-
ctudo por eommodo preco.
Trocam-so notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Carneiras
para encadernac&o.
Jos Nogueira de Souza acaba de receber urna
poreflo de carneiras de cores, de superior qoalidade,
proprias para encadei naces, as quacs vende por
procos commodos: na livraria defronte do arco de
Santo Antonio.
Precisa-se alagar um preto, para aerrico de si-
lio, como teja cortar capim e carregar agua : em ca-
sa de l'aton Nash &*Coinpauhia, na ra do Trapiche
Novo, n. 10.
Precisa-se de ura feilor para um sitio perlo da
praca: no aterro da Boa-Vista, numero 43, segundo
andar.
Deposito de pia-
nos
J. 1*. Vogeley avisa ao respcilavel publico, qne
mudou o seu deposito de pianos do primeiro audar da
nuaiSovan.il, para o armazem n. 27 da mesma
ra, esquina da ra da Cambo* do Carmo. onde se
euconiram os miis ricos e os melhores pianos ale
agora apparecidos nesla praca, sendo elles feilos s-
menle por encommenda.e pelos mais acredilados la-
ficantes como de Radiis, Traumann, llamhurgn e
W SassenliolT de Bromen, c outros muilos fabrican-
tes da Europa ; os quaes se vendem por mdicos
preros c saranlidos. O eslabelecimenlo estara aberlo
ale as K horas da noile para a commodidade das fa-
milias etc., que quizerem ver c experimentaros ins-
trumentos.
Precisa-se de urna prcta cicrava, que saiha
tratar de meninos e cuidar da sua roupa : quem a li-
ver dirija-eao sobrado n. 8 da ra de S. Francisco,
como quem vai para a ra Bella, para tratar do
ajuste.
owpva$.
Noaterro da Boa-Vista n.80 taberna,
deKou de vender toda e qualquer agur-
dente mannfacturada noBrasil, desde o
dia 17 do crtente maio.
Aviso
g PARA OS LAVRADORES.
, Coinpra-seconstanlementesemcn-
te de ca rpalo : na fabrica de
rjj oleo de ricino, ra dos Guara-
S rapes, emFora de Portas.
Vende-so 1 casa no Coellio na ra dos Praze
res ii. 10 ; com 2 salas e :l quarlos.cozinha e dispen-
sa fura, rom bnm quintal que tem 150 palmos de
largo c I mi de fundo com -2 taladas de parreira
varios arvoredos de fruto, portan para a ra do
Jasmim, quarlo para escravos, emfim mais cousas
que o preleudente ver : a tratar airas da matriz
da Boa-Vista n. 1:1.
Vcnde-se saccas graudcs com milho e fariuha :
na ra de Suata Rila taberna n. ..
Cassas pretas
a 280 rs. o ero vado.
Vende-M cassas liancezas de pinlinhas linas a 280
rs., alpaca prela fiua cora m.iis de vara de largora a
KtK) rs. o rovado : na ra do (Jocimadn n. SI A,
d,"io-se as amostras.
Vcndom-se i esrravas crioulas c mocas, entre
ellas uma ptima imilalinli.i do 1S annos, cn-c e en-
aomma bem : na na Direila u. 3.
"" '>a rol da Cruz no Recife hija de selleiro, de
I'aiva \ tiuimaraes n. til, ha para vender redeas
fraoeezaa para carro de um e dous ravallos.
Atilda restam para vender algumassaeeaa de
bom milho a 3)000 rs. para concluir ; ni armazem
do caes da alfaiidcga de J. J. l'ereira de Mello.
\ ende-se um sitio na Torre, denominado Lato,
com boa casa de vitanda, contendo > boas.salas,
quarlos, dispensa e cozinha fora, terreno na frente,
e copiar grande da parte de detrs: quarlo para
hospedes, ditos para escravos, estribara para:! ca-
vsllos. cocheira para carro, cacimba da melhoragi.a
que lem no luuar, todo coherto de arvoredos, ten-
do -JIM palmos de frente a em roda de limao ; por preco eommodo : a tratar a-
Iras da matriz da Boa-Vista n. 13.
\endc-se um moleque rrinulo, dozeseis annos,
hbil para lodo e qualquer servido : os prelcnden-
les dirijam-se a n,a da Praia, loja "de fa/.enda n. 31.
Vndese uma escrava, a qaal cozinha o diario
de uma casa, lava e vende na ra : na ra do En-
cantamento n. 3.
Vende-sc doce do goiaba de superior qualidade
em eaixes de qualro libras idei mil reis, arroba:
na taberna da ra Direila p. loti.
Vende-sc urna earleira de faces, t dita pe-
quea, I mesa redonda de mcio de sala, 2 cadeiras
de braco, > portas com vidros para alcova ou ar-
mario de loja, com 10 palmos de altara e i de lar-
gura cada uma, tudo de amarello, nina c.incella de
ooro de 1(1 palmos de altura e i '. de largo, 1
barril com mel, o3 .( de papel pira "embrulho de
jornacs : os perlendeutes|dirijam-searuado Vicario
n. Ii primeiro andar.
i\a loja das seis
ni
portas
lie ufe do
Livrameiuo.
Chilas a seis vinlens o covado, aJgodaoxinho com
loque de avaria as onrellas a seis vinlens a vara,
eataaa a meia paiaca o covado, nscadiiihos rancezes
a meia pataca o covado, a dinheiro i vista
acabar.
para

s..--.*<.....,...,. ._,-.,. \.-\.^.;-..:\.;--J-.y \
---------,-_ _, ............."-l. .il' i.iin-iri.i GVIII ti
competentes ulensis, comoseja, balanca, pesos, me
didas e alguns cascos vasios ; quem liver aniiunci
ginniMiiKaift
fl,sa* i i, AO PUBLICO.
Esto compendio de historia sagrada, qne foi ap- g No armazem de fazendas baratas, ra do
provado para inslruccao primaria, lendo-se vend- IB Collegio n." 2
do antes da approvaco a 1J600 rs., passa a ser [g vende-se um completo sortmento de fa-
veodido a 18000: na livraria
da Independencia.
ns. 6 e 8, da praca
Massa adaman-
tina,*
Francisco Pinto Ozorio chamba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e applica ventosas pela
atrarcao do ar : podo sor procurado confronte ao 52 ii"r^~"i*I!1."."" j "" -,u
Roiario de Santo Antonio n! 2. P oulro qa"Ior; o proprietano deste tm-
zendas finas e grossas, por mais barato M
preijos do que em outra qualquer parte, JSj
tanto em porces como a retalho, afiian- 8
cando-se aos compradores um s preco S
para todos: este estabelecimento abrio-se
de combinar;; o rom a maior parle das ca-
sas commerciaes inglezas, francezas, allo-
maos e suissas, para vender fazendas mais g|
em eonla do que se tem vendido, e por isto j^
ollcrecem ello maiores vantagens do que 3!
. Ka loja do sobrado n. 13 do pateo da ribeira de X
S. Jos, lava-se e engomma-se com milita perfeicao 5
o aceio, e com a maior brevidade possivel. ^
Paln Nash & Companhia dcclaram que Jo3o w
Pedro Jess de Malla deixou de ser seu caiieiro desl *
de hoolem li do correle mez. Recife 15 de abri-
de!836.
Velas portante estabelecimento convida lodos
os seus patricios, e ao publico em geral,
para que venham (a bem dos seus inte-
resses) comprar fazendas baratas: no ar-
mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
tonio Luiz dos Santos & Rolim.
Aluea-se
Acaba dechegar do Aracaty uma por- can e estribarla, margem do Rio Capibari-.
sitio no lugar da Torre com boa
rio de excel lentes velas de cera de car-
naubr, simples e de composirao, as quaes
se vendem por menos preco do que em
outra qualquer parte : no antigo deposi-
todeD. R. Andrade&C, roa da Cruz
n, I "i.

Spathico. i
Ra das Cruzes n 28 '*
Conlinua-se a vender os mais acredilados 3>
(A medicamentos dos Srs. Castellao e Weber,
2 em tinturas e em glbulos, carteiras de to-
*if dos os lmannos minio em conta.
y Tobo* avulsos a 500, 800 a 19000.
W 1 onf a de Untura......23000
fk Tobos e frascos vuioa, roldas de cortina
J para tobos, e tudo quaoto he necessario pa-
fpPra o uso da Uo ra S J. JANE, DENTISTA, 2
SJ> contina a residir naruaNova o. 19, primei- fjt
ro andar. aa
#
Na ra do Hospicio cm casa de
Tboma/. de Aquino Fonseca, precisa-se
de uma ama que s saiba cozinbar bem :
quem estiver nestas ciicumsfancias cora-
na reca a (|iial(|ucr Iiora para tratar do
ajuste.
Previne-se a quem interessar riue
nao faca negocio algum com os qoe se dizem protu-
Sm-Z d ,osen,e Sr- Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro sobre os eacravos Antonia, parda.de 7 anuos
de idade, e Sabino, pardo, de i annos, lilhos da es-
crava liberta Benedicta, pertencentes ao casal da fi-
nada t. Anglica Joaqoina dos Anjos, do cujos bens
fronte aos fundos do de llenriqoe (ijbson tratar
no caes do Ramos, segundo audar.
Oh que pechin-
cha.
Ka ra do Fasse Publico, loja n. 9, de Albino Jos
l.eilc, vendem-se lindos curtes de cijcas de meia ca-
Jemira de algodo moilo eneorpados a 11 cada um,
ditos de linm de linho escuro a 800 rs., ricos corles
de casia chita muilo lina a 2?, chitas muito finas a
2-20 o covado, meias prelas para senhora a 300 rs. o
par, panno lino azul grosso, proprio para capotes
a 5 o covado. madapolAo fino a .15500, (8 e iollO,
chapeos deso com barra .0 99, chales brincos de
cassa a tO. lindos corles de fusloes de cores para
cufiles a800rs. cada um, e oulrasmuitos fazendas
baratas.
I'.ompra-se um violao em secunda man, que
seja bom e lenha caia. assim como o inclhedo de
MignelJose \ leira : a Iralar na roa Direila n. 19.
Compra-sc uma arroaoRo de taberna com os
e-
annuncia
para ser procurado.
Compra se uma escrava sem vicios nem acha-
ques, de bonita figura, boa engommadeira, e cozi-
nhcira, t chega-se a um bom preco : na llha dos
Ralos, defronte de :i casas que estoa later-se.
Compram-se .notas do Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um presente uma neurinha de
2 a .'i anuos, ou memo uma mulatinha que nao te-
nha molestias : quem livor e quizer vender, annun-
cie por este jornal ou dirija-se ao pateo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com quem iralar.
Compra-se orna dosis de colheres de prata pa-
ra sopa e uma salva para :t copos com acua, tam-
bem de prata, tudo em bom uso esem feitio : no pa-
eo de S. Pedro n. 2*2.
Compra-se toda e qualquer porrio
de prata velba de lci sem feitio: quem
tiver para vender, dirija-se a ra do Col-
lej;io n. 15, agencia de leiloes.
Compram-se duas moradas de casas terreas,que
sejao uo haiiro da Boa-Vista: a tratar na ra da Au-
rora n. :tf).
Compram-se fi ou 8 moradas de casas terreas,
em boas ras nesla cidade, para encommanda : no
armazem da ra Nova n. 67.
Compra-se a legislacSo hrasilcira da impressao
de Ouro Prclo e da typographii nacional: na praca
da Independencia loja de livros ns. fi e 8 so dir
com quem se trata a respeito.
Compram-se 2 venesianas : quem liver annun-
cic, ou dirija-se a ra do Crespo n. 10.
Compra-se ama escrava que cngnmmc e cozi-
nhe o diario de uma casa : na ra do Cabuga, loja
n.1l.
Sen^aS.
Os abaiio assigoados, com loja de ourives na ra
do Cabuga u. 11, confronte ao pateo da matriz e ra
Nova, fazem pnbto, que estilo recebendo continua-
damente muito ricas obras de ouro dos melhores
gestos, tanto para senhoras como para homens e me-
ninos ; os procos continuara mesmo baratos, e pas-
sam-sc cou-as com rcsponsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 1 ou 18 quilates, (cando as-
sim sujeitos os mesmns por qualquer duvida.
Scraphim <\ Irmo.
Arrcnda-se o engenho Camacho, distante Has-
ta praca tres legoas, perto do mangue c distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello (res quartos de
legoas, freguezia de Maranguape : quem quizer ar-
rendar dirij.i-sc ao engenho Paulista, asseverando
que pode safrejar de 1,900 piles para cima, e lem
Ierras emulas e frescas que se pode plantar no verle.
e muito maneiro.
Alugam-se carrocas para conduzir Irasles ou
maleriaes, por preco mnilo em conta : na roa da
Alegra na Boa-Vista' n. 42.
I ni liram do armazem da ra do Amorini n.
venlananle o mesmo Sr. Ribeiro, visto adiar-, "'O, um barril com raanleiga ingleza n. 33 com a
ao pe denle por appellacSo no Tribunal da Relacao marca B & L e peso riseado, sabe-se onde elle est,
orespeetivo inventario por nullidades insanaveis que e para evitar quesloes baja de o mandar entregar no
lonve na partilha ; e o mesmo se previne couipe- mesmo armazem, que se pagar todas as despezas
teme aolondade policial, para qoe nao Ihes conceda que liverem feilo.
e para emharcarem os ditos escravos, que _-_.___ __ __._
COMPANHIA DE BEBERI6E.
O Sr. director da Companhia de Be-
beribe convoca os senbores accionistas
para sereunrem em assemblc'a geral, no
dia 2-~ do corrente, no escriplorioda mes-
ma companhia, rita Nova n. 7, para de-
cretal -se o IG- dividendo, e proceder-se a
elcirao daadministraco, na Forma do
i'doart. 19 dos respectivos estatutos.
Reciie 15 de maio de 1856.O secreta-
rio, Luiz da Costa Portocarreiro.
est* em litigio.
A taberna de Cirjao de Cima receben novo
oiiinieuto de bolachuihas linas para cha, lem pao
Iodos os das ii.-nn como lem bom sortmento do
farinha de trigo para pao e bolachinhas.
Na fabrica de caJgado
francei do aterro da Boa-Vista precisa-se de ofliciaes
de sapalairo para obras finas, paga-se bem.
Gratilica-se generosamente a quem
levar na ra do Collegio n. 15, arma-
'-em, uma ama de leite que tenha Iroas
qualidades.
i*. 0 CORRENTE ANNO.
Folhinhas de algibeira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direilos parodiiaes, resumo dos im-
posiosgeraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas rfcsluras, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentos a exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, duas de porta a 160,
ditas ecclesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. I e 8, da praca
da Independencia.
Na ra do Queimado n. I,
conlinoi-sc a vender atoalhadn limpo por 2>, e com
pequeo toque de avaria a 18400 rs. a vara, chales de
louquim bordados a matiz por 155, cassas francezas
a 110 rs. a vara, lencinhos de cassa com cercadura
de cor a 100 rs., pecas de brelanha de puro linho
com fi 1|i varas a SSJ800 cada una, panno proprio
para cobrir chapeos de sol a 1120 o covado.
Vende-se um oitantc o ninas laboas de callaes,
ludo em bom estado : na ra do Rangel n. 21. Na
mesma casa se vendem alguns livros de leis e lam-
ben espiriluae", assim como a obra de Gil Brai de
Sanlilhana,e a HCercaeto do llomem; Philosophico.
Vcnde-se 1 travo de muito boa mudeira com
:! palmos de compriilo e palmo c pollegada em qoa-
dro, 2 ensarnes com :tf palmos, 1 porta nova c rola-
la da postura, urnas pedrs que podem servir para
oleira, o I com 10 palmos que serve para hombrei-
ra, 1 sacada, 1 barrica com arca de fingir, e omi
porcao de cal de caiar : na roa do Rangel n. 21.
Ainda est para se alugar urna casa na cidade
deOIinda n. 12. naladeira da Misericordia: a fal-
lar na ra do Rangel n. 2\, e para se informar da
casa, na mesma cidade, ra de Malhias I'erreira
o. 28.
Queijos do serto.
.No deposito das bichas, ra eslrcila do Rosario n.
II, exislcm queijos do serlao c favas de Lisboa, a bo-
lachinhas viudas de fura, de todas as qualidades, e
oulras niuiUs cousas.
Bichas de Ilamburgo.
Na ra eslrcila do Rosario n. 1!, deposito das bi-
chas de llamboigo, enistem os ceios a Mf, c alu-
gam-se a 330 cada uma.
luchas de llamburgo.
Km frente a matriz da Boa-Vista aluuam-sc bi-
chas ibis mais superiores que ha no mercado a 210 e
:!20, e vfio-se applicar a qualquer hora, assim como
se amla toda equalquer ferramcnla de corle, ap-
plicam-se ventosas, limpam-se denles c chuinbani-
se a praia e a ouro ; quem precisar pode procurar,
que promplamente sera servido.
Meias de borracha.
Na ra da Cadcia do Recife n. 15, vendem-se su-
periores meias de borracha chegadas ltimamente,
asiin) como roUo hamburguez em garrafas.
\endese por prcebno um escravo pardo, que
lem 2i a 28 anuos de idade, he ollicial de tauoeiro,
uao tem vicio nem achaque algum : na ra do Ran-
gel n. 20, loja.
Vcnde-se em casa de Joao Falqu na roa do Col-
legio n. i os seguinles objeclos : I cama de ferro
inteiramenle nova, 1 consolo de Jacaranda com pedra
marinore, e 1 piano vcrlical com pouco uso. Na
mesma casa cima coiupra-se um apparador bulle!
com 10 palmos pouco mais ou menos de largura, ou
dous de 5 palmos de largura cada um.
Vende-se urna ferramenla completa para qual-
quer ollicial .le funileiro Irabalhar : a tratar no caes
do Hamos u. 26.
Vende-se um ptimo escravo : ni ra larga do
Rosario n. 18, segando andar.
\ endem-se dua canoas, uma maior oulra mais
pequea, muilo bem construidas, proprias para con-
duzir agua para os Afosados ou quaesquer arrabal-
des desl. praca, aonde nao baja chafarizes; vendem-
se por seu dono ler de retirar-se : em Olinda, a tra-
tar com \ cente Ferreira de Barros.
Salitre su erior.
Vende-sc e muito barato, na loja de ferragens da
ra do Uueimado n. :)5, em porees e a retalho.
Prendada.
Veade-w ama escrava preta, prendada, boa en-
gommadeira, e bella conduela, e uma mulatinha de
I. anuos, iiiui linda, c rom principio! de costura e
eugommar na ra dasTrincheiras junio ao nicho
Saccas com milho:
na loja n. -21 dama da Cadcia do Kecil'e,
esquina do Becco-Largo.
Jos Joaquim (one,alves da Silva, eslabclecido no
aterro da Boa-Vista u. 8, defronle da boneca, avisa
ao respeitavel publico, e particularmente aos seus
freguezes, amantes dos bous gneros e baratos, que
sua casa de negocio se acha soilida dos melhores g-
neros de inolhados, e vende mais barato do que em
outra qualquer parte, chegados ltimamente de di-
versos porlos da Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de uma fabrica nova, as melhores que
tem vindo a este mercado, bolachiuha de soda em
latas grandes e pequeas, biscoitos linos insler.es de
lodas as qualidades, cm Islas, queijos londrinos, di-
tos do reino de todas as qualidades, conservas ingle-
zas, presuntos de l.amego, dilos para fiambre de pri-
meiro qualidade, latas com bolachinha deararuta do
Rio, vinho do Porlo velho engarrafado de todas as
qualidades, dito Bordeaos, dilo moscatel deSetubal,
e muilos ouiros vinhos cinha de Ballimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o melhor que lem vindo a este mercado, dito
Chim, chocolate baunilha allemao, dito de Lisboa,
dilo francez, massas finas para sopa de lodas as qua-
lidades, mauleiga ingleza e franceza, nova, de supe-
rior qualidade, cevadinha, cevada, sag, ervllhas,
marmolada de Lisboa muilo superior, sal refinado
para celada, azeila doce refinado de primeira quali-
dade, champagno calmante em garrafas c meia-, ha-
latas inglezas, c muitos outros gneros de primeira
qualidade, que so vista dos compradores achato
verdade o quanln se diz ueste anuuncio.
Cortes de seda
para vestidos de
senhoras.
Na loja n. 17 da ra do fjueimado ao p da boti-
ca, ha um grande sortimento dt sedas modernas de
novos descuhos c cores muilo delicadas, ltimamente
despachadas, as quaes se vendem por muito barato
preco para so apurar diuheiro ; dao-sc as amustias
com penhor.
\ ende-se uma rica estolla branca, por prejo
eommodo : na ra larga do Rosario, loja de Antonio
Joaquim l'anasco.
Na ra do Pilar cm Fon de Portas n. 53, ha
para vender duas grandes rotulas novas, orna soleira
le pedra de !l palmos de comprimenlo e um encl-
lenle oculo de ver ao longo.
I'.m casa de Timm Homsen & Vinas-
sa, na praca do Corpo Santo n. 13, ha rara vender
livros para copiar, por preco eommodo.
Vende-se rape McuroinV C., milito
I rosco, a retalho e em oitavas: na loja
do Sr; Domingos Te.xe.ra Bastos, na ra
da Ci
ndea n. 17.
Vende-se milho a granel muilo novo a 55 o
alqueire, medida velba : a bordo da barco, i Dili-
gencia, junio ao trapiche do algodo.
Cascmiras bara-
tas.
Na loja n. 17 la ra do l.lucimado ao po da botica,
vendem-se corles de rasemira escura, pelo barato
prc;o de 3J300, 18 e 5>, para liquidar cuntas.
ATTENCl'.
Vende-so uma escftva nuda de idade de :l(i a 3K
annos, vinda ha pouco do sertao c com algumas ha-
bilidades, ja livre do cholera edasbexigas: quem
pretender dirija-se a ra do Nogneia n. 36, primei-
ro andar.
Cortes de chita a2j000.
t^onlinua-sc a vender corles de chitas larga de co-
res litas a 2; cada corle : na loja de i portas na ra
do Queimado n. 10.
Chales de touqnim e merino.
Vendem so ricos chales de touquim bordados, e
dilos de merino de cores, tudo por preco eommodo :
na loja de i portas na ra do Queimado n. 10.
Sedas de cores e brancas.
Vendem-se corles de vestido de seda branca c de
cores, sendo estes por eommodo preco para acabar :
na ioja de portas na ra do Queimado n. 10.
Vende-se una armarao de amarello, nova, en-
vidraeoda e envernUada, propria para qualquer loja
de atoada* linas mi outra qualquer mercadoria etc.,
por preco eommodo, a qual armacao foi da lUncla
loja do Bazar Pernanihucano : a peatoa que preten-
der, podera se entender na ra Nova n. 27, arma-
zem, esquina da ra da Gamboa do Carmo.
Na ra do Cantiga, loja de miudezas n. 4, ven-
dem-se por haratissimo preco as seguinles fazendas :
pacnles de papel de cores com 20 cadernos a 620,
notos de osso finos para calca pregados em papel,
roza, a 200 r... franjas com bololas brancas e de
cores, pecas 39300.
Na ra do Cabog, 'oja de miudezas n. I, veu-
dc-sc um cmplelo sortimento de babado do Porto,
tanto aberlo como lavrado, e de lodas as larguras,
principiando por :l dedos c acabando em um palmo
reforjad., o qual se vende mais barato do que em
outra qualquer parle, por se querer mandar o mais
breve possivel a couta de venda ao fabricante,
Milho.
Vendem-se saccas com milho : na ra da Cadeia
do Recito, loja n. 23.
Cobertores de la.
Vendem-so cobertores de Lia de cores escuras, pio-
prios para fabrica a 19280: na ra do Crespo u. 23.
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que existe uo mercado, vende-se por preco razoa-
TCl; no armazam do Cazuza, caes da "alfandega
n. 7.
Rob I/Affeclcur, Vermfugo inglez, salsa de
Brislol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeirosj em casa de Barlholo-
meu Francisco de Souza, na ra larga do Rosario
n. 3ti.
Cobeitorea de Jaa Iiespa>
nhes muito eneorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na ra lo Crespo, loja da esquina que
Milla para a ra da Cadcia.
Cambra as de seda a 240
o covado.
Na roa do Crespo n. 5, vendem-se camhraias com
llores de seda a 210 o covado, ditas mais linas a 320.
Va loja das seis
portas.
Em frente do Liviamento.
Pecas de algodozinho com loque de avaria a mil
rs., qualro patacas, cinco c dous rail rs.. cortes de
calca de brim trancado de puro linho a rail rs. o cor-
te, diales de garanti proprios para casa a cinco
lusti.es cada um.
A S.sOOO o lorie de veslido para senhora.
Para bailes, saraos, (hcitros, visitas, etc., etc.,
vendem-se na ra do Crespo n. 11. riquissimos cor-
leada uma rotonda de seda c la denominadaPri-
mavera ; csln f.izenda lori.a-se recommendavcl pela
qualidade, gostose preco, c por isso he intil quil-
quer elogio. Na mesma casa veudem-se sedas esco-
cezasde novos padres a 1.J o covado.
\cndein-so caixns com velas decarnanba liqui-
da e de composicno, arroz pilado em saccas. Calilo
muito bom era saccas de alqueire a K-IKH), milho
a granel muilo novo na ra do Vigario n.5.
Roa da Praia, natravessa
do Carioca, armazem
n. 7,
vendem-se mais barato do que cm ootra qualquer
parle saccas de alqueire, medida velba, com farinha
de Sania Calharina, a mais nova e mais fina que
existe no mercado.
Farinha de Sania Calharina, sacca de al-
queire !g600
Dita de S. Malhcus, dita dito i,-;500
Dita de Alcnkira, a sacca :l? e 3;O0
Arroz pilado muilo superior, a arroba IfOO o 18500
Hilo de casca, saccas grandes Milho, saccas grandes e muilo novo 25800 alijfiOO
Moinhos de vento
com bombas derepusopara regarhortas abal-
la de capim : na fundiclode I), W. Bowman,
na ra do Bru ns. 6, 8 e 10.
A boa fama
VENDE BARATO.
Libras de linhasbrancas n. 50, 60, 70, 80, a
Hitas de das ns. 100 e 120
l'uzias de thesouras para costura
l'uzias de ditas mais linas e maiorts
Macos de cordao para vestido, alsuma coua
encardidos com 40, 50 e 0 palmos,
'ecos cu"i 10 varas de bicoeslreito
Caisinhas ruin agulhas francezas
Caias com 16 nvelos de liobas de marcar
Palestra* encarnadas para meninas e senhoras
Pares de meias finas para senhora a 2() e
Miadas de linhas mnilo linas para bordar 100 e
'rozas de botes muilo linos de madreperola
Hilas de ditos muilo linos para calcas
livellas douradas para calcas e colles
Penlesdeverdadeiio bfalo'para alizar.a 300 e
Pecas de lila de linho brancas cora fi e meia
varas
Caitas com coUeles grossos francezes
Carriteis de linhas de 200 jardas de muito boa
qualidade e de todos os nmeros
Mar olios com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padrea
Torcidas para randieiro, duzia
Tinleiros e areeiros de porcelania, par
Carteiras de marroquim para alsibeira
Canelas muilo boas de metal e pao 20 e
Caivetes de aparar pennas
-Meias brancas e cruas para homem, 160,200 e
Irancinha de la de caracol e de lodas as cores
palmo
Duzia de pealas de chitre para alizar, bons
1*100
18280
1;O00
18280
210
500
200
280
210
.100
100
cm
280
lao
500
50
80
.Sil
fio
ii
80
500
000
40
200
240
100
800
300
320
Albaneza a
va i
.00 rs.
lo-
o co-
Ainda ha dessa econmica fa/.enda j bem cotille-
ada, de cor prela, lastrlas, com fi a 7 palmos de
lar-ura, propria para vestidos, mantilhas e oulros
ralos: na ra da (.lueimado, loja n. 21.
Cal virgeto de
Lisboa e pofassada
Russa.
Venrle-se na ruado Trapiche n. '.) a II, cal virsem
de Lisboa, nova a 58000 o barril, vclha a 500 rs.
arroba, e polassa da Russia a aiu rs. a libra.
Relogios de patente
inglezes de otiro, de saboneta e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto C. de Abren, na rita da Cadeia
do Recife, armazem u. 38.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guind, sila na casa do Sr. cirurgian Teucira, com
muilas fregnezias na Capunga, Alllictose Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual lem lodos os perlenccs
a Irabalhar, e na mesma tem um cavallo para en-
trena de pao na freguezia : para tratar, na ra da
Snlcdade n. 17, ou na mesma.
Guaran.
Na ra da Cadcia n. 17, loja de miudezas, vnde-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco eommodo.
UVAS l)F. TORCAI..
Vendem-se lovaa prctas de torcol, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baraliss'imo preco de 18000
o par : na ra do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
gosto
Relogios
cuberas e desrobcrlos, pequeos e grandes, de ouro
c praia. patente inglez, de ura dos moldures fabri-
cinte-jle Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Soulhall Mellor & Companhia, ra
do I orros n. 38.
Vcnde-se no largo do Carmo, quina da ra de
Norias n. 2, calo muido poro a 320, cm caroro a
200 rs,, cevada muida a 240, cm soroco a 120, arroz !
a 160, gomma bem alva a KiO, maoleiga e I
nhas de differciiles qualidades, io jo os (re
sabem, e o bom cha forte, c preto tambera.
Vende-se un bonito mulalinho de tli annos
nom para pacem : na ra dosQuaileis n. 2.
Vende-se uta escrava de bonil.i figura c com
habilidades : na ra da Cruz, sobrado n. lti.
Fazendas de bom
por limitados precos.
Alpacas de 13a c seda de qaadrinhos miudosa 280
0 covado, corles de blazinhas de cor a 35 o corle,
carabraias lisas linas do dixersas cores a 3>apeca,
cass3s de cores para vestidos a 100 rs. a vara, ditas
de qii'dros para babados a 29200 a peca, camhraias
brancas bordadas a iOOra. a vara, ditas brancas cun
lpicos de coics a 100 rs. a vara, chales de l.ia e
seda de cores a IViOO cada ura, ditos de cassa brin-
cos adamascados a 800 rs. cada nm, alpaca prela
lina com ti palmos de largura a 800 rs. o covado.
grvalas de mola prelas e de cores a 1> cada nina,
giiardiiuapos adam -rados a 2.-800 a duzia. loalhas
de rosto do linho a 500 rs., c oulras muilas fazendas
baratas : na rus do Queimado n. 27, armazem de
fuenda de (ouvcia ,.V Leite.
Farinha de mandioca.
No jrmazem do Sr. A. Aunes .la. mne Pires vcn-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porroes iralase com Manuel Alvos Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 11.
ua ao ondina-
do, loja i. Y'.
Os donos desla loja, qucrctulo liquidar > acabar
com certas faiendns, eslo resolvidos a vende-las por
barato preco, a diuheiro vista, como sejam, cassas
Irancezas de cores fivas, e novos padrOes a 200 rs. e
210 cada covado, chitas francezas miodinhas linas e
Dim a 210 o covado, e muito finas a 2*0, l.la escocc-
za de i palmos de largura para vestidos a 700 rs. o
covado, chales de casemira adamascados de cores a
j-3000, o oulras fazendas por birato preco.
Attenco
Riseado escuio o muilo largo, proprio para roupa
de escravos a lili) o covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo bomgoslo a 5$, atoalbado adamasca-
do cora 7 palmos de largura a I -(un a vara, toallias
de panno de lindo alcoioadas e lisas para rosto, as
mais superiores que lem vindo ao mercado, ditas
para mesa, guardauapos adamascados e oulras mui-
las fazendas por preco eommodo : vendem-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volla para a run da
Cadeia.
lo
90
no
20600
320
N
5!0
120
ao
100
80
10
10
320
500
lio
100
(irosas de botes de loura pintados
Pe^as de fitas de coz 210 e
Carreleis de lindas de 100 jardas, autor Ale-
xandre
Linhas prelas de racadinba muilo boas
l.arlas de allineles d boa qualidade
l'uzia de pentes abertos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, braucas e
de core, lazenda muilo boa 210 e
Fivelas de ac,o com toque ,de ferrusem para
calca
Grusas de fivelas para sapatos
Carnudas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Carnudas de pao com palitos de fogo bons
Caixas com 50 caisinhas de phosphoros para
charutos
t'.haruteiras de\idro (0 e
Cosios para bengalas muilo bonitos
Atacadores pretos para casaca
Sapaliuhos delaa para criancas, o par
Camisas de meia para crianzas de peito
I rancclins para relogio, fazeuda boa
Lscovinhas para denles
Alem de lodas estas miudezas, vendem-se ontr.-is
muilissimas, que a vista de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiracao aos proprios com-
pradores na ra do Queimado, na bem condecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
Gal de Lisboa.
Vende-se ama porcao de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, e retalho a 35 o barril t ua roa da
Cadeia do Recife n. 50.
FARINHA DE SANTA CATHARNA,
moilo nova c de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna Rpido, Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco eommodo : a Iralaj
com Caetano Cyriaco|da C. M", no largo do Corpo
Santo n. 25.
Livros Csicos
Vendem-se os seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : Hislory of Rome 3g000, Thompson 23,
Poal et \ irginie 2j000 ; na praca da Independencia
ns. 0 e 8.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se venda na
ruada Croz do Recife n. (12, taberna da Antonio
francisco Marlim as seguinles semenles de horlali-
ces, como sejam : ervilbastorta, cenoveza, e de An-
gola, feijao carrapato. n'uo, pintacilgo, e amarello,
alracerepollmdao alenla, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabnnslM brincos e encarnados, nabos r-
o e branco, cnoiras briactr e amarellas, couves
trinchada, lombardo, enboii, sebola de Seiuhal,
scgurelha.coenlro de (ouceiro. repolhoe pimpinela,
e ama grande porcao de dittcrenles semenles, das
mais bo-.utas flores parajardins.
Lelog-ios
ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados cm Inglaterra: em casa de
Ilcnry Cibson : ra da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundo Low-.Moor, ra da Senzala-No-
va n. 42.
Keste estabelecimento contina a haver um com-
pleto sortimento de moendas e meias moendas
para engenho, machinas de vapor e taixas de
ferro batido e coado de todos os tamanhos para
dito. r
A3$500
lg
\ende-secal de Lisboaultimamenteehegada, as-
sim como potassa da Rassiaverdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Lencinhos de retroz de todas as cores para pescoeo
de senhora e meninas a 1;<)00, baralhos de carias li-
nissimas para vollarete a 500 rs., toncas de laa pira
senhoras e meninas a tioo rs., lavas de fio da Escocia
brancas e de cores paia homem e senderas a 100
..00 e tiOO rs. o par, camisas de meia mu lo finas a'
IS, ricas lavas de seda de todas as cores e bordadas
com guarnices e borlas a 35 e 3-5500, ricas abotoa-
duras de madreperola e melal para colleles e palilos
a .ilHI e tM)0 rs., superiores meias de seda prelas para
sendora a 20MKI, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, linissimas navalhas era
cstojos para barba a 25, ricas caixns para guardar
joias a 800 c 1J500, eaixas muilo ricas com puli-
mentos nicamente proprias para costura; pelo ba-
rato preco de 2>5O0, :>e :to.5O0, papel proprio para
os naraoradosa 10. 60, 80 e 100 rs. a folha, caudiei-
ros americanos muito elegantes, proprios para c-lua
dantas ou mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que dilo a 59, Iravessas de \ordadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo barato preco de l,-\ pastas para
guardar papis a 00 rs., espelhos de parede com ar-
maclo dourada e sem ser dvurada a 500, 700, 1/e
l>500, escovas muilissmio finas para den;esa500is.,
ricos leques com plumas c espelhos e pinturas fins-
simas a 2j e 3>, charoleiras finas a2S, ricas galhelei-
ras para azeite e vinagre a 2?, ricas e linissimas cai-
vas para rap a 28500 e 3;, pentes de bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar pinlhos a 500 rs., dilos
de marlim muilo bous a 400, 500 e filo rs., resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cores de Toldas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com estrados
muilissimo liuus a l?200, 1)500, 23 e 2c500, jarros
de porcellana delicados e de moderaos goslos, com
liaulij franceza muito fina a2?, frascos com essencia
de rosa a 320, paus de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Colonia de Piver a 180 e IS, sabonetes finos
e de diversas qualidades, pus para denles o mais fino
qne pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumarlas,
ludo de muito gosto e que se vendem barato, tesouras
muilissimo linas, proprias para papel, para cortar ca-
bello, para onhas, para costaras, trancas de sedas da
bonitos padrea e diversasJarguras e ceros, ricas filas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras e cores,
bicos de linho linissimos de lindos padroes e lodas as
larguras, ricas franjas de algodilo brancas e de cores,
proprias para corliuados, e oulras muilissimas couas
que ludose vende por lAo barato preco, que aos pro-
prios compradores causa admiracao: ua ra do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na ftimlipao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Briitti, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sonimcnlo de taixas de ferro fun-
dido c balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
ar.ham-oe a venda, por prero eommodo e com
promptido: etnliarcam-sc ou carregam-se cm acr-
ro sem despeza an comprador.
Vende-sc cm casa de S. P. Johnslon & C,,
ra da Scnzala-INova n. 2, sellins inglezes, chi-
cotes do carro e de montara, candieiros e castice',
bronzeados, relogios patente inglez, barris de p-,a.
xa n. 97, vinho Cherry era barris, ramas de f err0
fio de vela, chumbo de municao, arreios pard carI
jo, lonas inglezas.
L'm completo sortimento de bordado? j como se
jara, camisetas com mangas, collarinhoi nsinihat
romeiras, camisus, coifinhas e pelerin:,, Umbem
tem um complelo sortimento de ricas fi 0res enfeiles
para cabeca, filas e os verdadeiros e, Modernos bicos
de inho : na roa da Cjdea-Velha u. 2i, primeiro
andar.
lienebra em frasqueiras.
Cabos da Russia e de Manilha.
Lonas, brinzao o brim de vela.
Pise da sueria.
Cemento amarello.
Vinho de Champagne e do Rheno.
Agurdenle de Franca.
Pianos de armario, d"e modelos nove*.
Armamento de todas as qualidades.
Alva.ade lino em p, ,inlfU em ,,
Pedra,i do marmare para mezas e cousolos.
Papel de peso inglez.
Papel de embrulho.
Chicotes para carros. *
Ferro em barra, verginha echapi.
Couros de taslre.
Vaennhiam"Se n "*" lle C" Aslley & Com.
' POTASSA E CAL VIBGEI.
No amigo e ja bem conhecido dopeoiio da ra da
Ladeta do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muito favoraveis, com os quaes tcaro
os compradores salisfeilos.
Emcasa de Henry Bruno & C., na rita da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor gosto, assim como relogios
de ouro patente.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construnjao vertical e com todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
1ECH1HISI0 PAR EIGE
HHO
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN tTk
RA DO BRUM, PASSANDO O EL
FARIZ,
b.SnCmilrumsrandesoriio,enl0 d0 sesointes ob-
jeclos de inecbausmos proprios para enuenhos. as
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construcco ; .i,,, 09 ferro fundido ebJdo So
superior qualidade e de todos os lmannos- roda,
dentadas para agua ouanimaes, de toda, a, pro^
coes ; crivos e boceas de fornalbao registro, de bo^
etro. agu.ll.6es, bronzes, parafusos e caviles mot
BOM de mandioca, ele. ele. ""oes, moi-
NA 31ESMA FUNDICAO
e-exceulam todas aa encommendas com a superior
modi,aJ;eCera prto! ^ *?*+ ""-^5'-
Em casa de HenryjBrunn & C, ra da Cruz
ti. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos parajmusica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardinsj
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo.
Cemento romano.
Gomma lacea,.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambera no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto do
rabrtca nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas efundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito daslc charope para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53,
garrafas 58500, e meias :ia000, sendo falso todo
aquello que nSo for vendido neste deposito, nclo
que se faz o presente aviso.
JMITAIR PARA 0 PUBLICO.
Para curado phiyaiea em lodsosseusdiOeron-i
graos que r motivada poreonslipicoes, losse, .Vlhi
raa. pieiin, escarros de saugue, dr de costados e
peito, palptlacilo no coracilo, coqueluche,broi.chite
uur nagarganla.e todas asmolesliasdos oreaos oul-
moi.ares. K
VRAND1S GRADES.
Um lindo e variado sortimento de modellos paro
varandase gradaras de gosto modernissimo : na
tundtcao da Aurora, em Santo Amaro.e no deposi-
to.da mesma, ua ra do Brum.
Superior cafe de primeira sorte, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. II,
A boa faina
VENDE BARATO.
Ricos pentes da tartaruga para cabeja 41S00
Hilos de alisar lambem de tarliroga 3000
.indas meias de seda de cores para criancas 1M00
Bandejas grandes e de pinturas finas 3, 4 e iOOO
Iapel de peso e almaco o melhor que pode
daver i-000 e
Pennas de ac, bico de lanca, o meldor qae
lia, a groza
Ditas muilissimo finas sem ser de lanca
Ocales de armacao de aro com grado'acoes
I.uncas com amUfio dourada
Dilas com armacao de tartaruga
Ditas com armacito de bfalo
Dilas de _' vidros com armacao de tartaruga
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos
Kilos sem ser de Jacaranda lf>St}0 o
.Meias prelas compridas de laia
Bengalas de junco com bonitos casles
Rices chicotes para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Grvate, de seda de lodas as cores algo
Atacad >rrs de cornalina pan casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 o
lentes muito finos para soissas
Escovas muito finas para cabello
Capachos pintados compridos
Holes linissimos de madreperola para camisa "ly-fX)
Cuadernos de papel paquete muito fino 80
Bonitos sapatinhos de merino pira criancas 15500
Kicas canelas para pennas de ac a 120 e 200
ticos porla relosios a 1J800 e 2J000
Kicas canas linas de metal para rap a 50\) e 600
tscovas muilo finas para unbas a 330 o 610
lias linissimas para^obello I$500 e 2S000
Ditas ditas para roupa 1, 100 e V 250011
I apel de lindo proprio para carlorios, rasca
Pinceis finos para barba
Diia de lapis muito finos para desenlio
Lapu finissimos para riscar, a duzia
Uozas de facas e garios finos
.as de facas e garfos de bataneo muito finas 65OO0
Ollas ditas muit.ssimo finas, cabo de marlim 15J000
.nueies de apamr peonas mu ito finos 80n
na ra do Queimado, nos Qualro Cantos, na loja de
? "f t* '',a fanla 33' defronte da loja de fa-
zendas da boa fe '
Navalhas n contento.
Continaa-se a vender ag&OOO o par (proco fixo) as
ja bem condecidas navr.iha. de barba, feilas pelo h-
bil fabr.cai.le qoe da sido premiado em diversas ei-
posu-oes : vendem-sr, com a eoBdic^o de nao agra-
dando poder o comr.rador devolve-las at : dias
depois da compra, resiitaindo-se a importancia : em
tecife 7" *e Abreu' na rua da C,deia d0
55000
I52OO
640
800
lO0O
I5OOO
500
:i500O
:t5O00
25001"
15S00
500
13000
15-200
320
600
500
40
700
4JO0O
200
800
500
35000
f^crat)oftt0ido8.
J2 'Ia" 'ia corrcnle fugio o men escravo Mi-
.uei, cuios signa,., Sll0 os sc(,ujn|cs aDr3 reforra-
do, de estafara < fei,:oes regulares, com falta de um
denle no queu?., ae |llix0i cara de.carD,(la, coslnmi
rapara barba, pernas arqueadas e pes grandes, ida-
de :..> anuos ; f cscravo j0 fnllecido lliomai qoe
moroulem S-lo Anlao, he filho de Filippe, irmo
\\ 1 i- <"'*< morador em Cariri, dislricto da
villa de l./,mpina e fazenda denominadaTres Ir-
iii.los ooI Jaciiiiba?; suppoe-se o escravo Icr procara-
do 1 aje. 1 de |.|0rcs,por ler sido no dia 8 encontrado
em Re'pon a procura de dous moradores dessa co-
inarc'j, para onde era de coslume viajar com cargas
(,e f .izendas : rogo as autoridades dessa comarca dig-
na' 11-se de dar suas ordens, afim de couseguir-se
c' plura do escravo, se por venlura all esliver, e aos
'.apiles de campo recommendo-o, eerlos de que se-
rao cenerommente cratilicados. L'ngenho Tapera
freguezia de Jaboalao 12 de maio de 1856.
Mi-tiel 1. de Sooza l.eao.
__Conlina andar fogida a preta Merencia, cri-
ot.'a, idade do 2S a 30 annos, punco mais ou menos
cora os signues seguinles: falta de denles na frente ,
uma das orelhas rasgada proveniente dos brinco. :
quem a pegar leve-a a rua do Bram, armazem de
assucar n. 12, qoe ser bem gratificado.
PERfi. : TYP. DB M. F. DB FARIA. 18
.
- 1
I.
I
ILEGIVEL
'


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