Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07388


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Full Text
-
ANNO XXXII H 119
*.
i
i
Por 5 mezcs adiantwJos 4.^000.
Por o mczcs vencidos 4$300.
segim mu ni de maio de i8S6.
Por anno adiantado 15#000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' NO NORTB
Parahiba, o Sr. Getrno V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
quina I, Pereira Jnior ; Aracaty. o Sr. A. da Limos Braga ;
Cear, o8r. 1. Jos de Oliveira ; Maranhao, o Sr. Joaqiiim Mar-
taca Rodrigues ; Piaakj, o Sr. Domingos Hcrculano 'A. Pessoa
CeareoM ; Par, o8r. Justmi.ino J. Ramos; Amazonas, o sr. Jer-
nimo da Coala.
PARTIDA DOS GOKREIOS.
(Il.n.lj
I......
.V A.....i
,!i."
II
ir,......i :
horv 'lo da.
. --lOlhil.i-. .- >PM.i-f,
. ajMu,< invi, Mmii.....i;ir.,itiM,i<-
"......i'-.e-a \o.... \,.....ii,. Ui.......ro, frj... iv
urea, Vllla-llrlla, ltoa-Vl.la. Oarararv r I mi : n.i-
't...... '. S-ii,iIi.'..'ii.. Kin-I ,,.,., tal,,. IWr.'ii.i
r.i. .V.i.,l : .,......, i,.,,.,..
. ,- ..i,, i... pareen aa Id l.o-.i. da manli.ia.
iTr.i-h-
ii.i. ;in
AUDIENCIAS DOS TRIBL'KAS DA CAPITAL.
Tribunal do commerrio quartas e aabbados.
Kel.it;.io : tercas-feiras c aabbados.
Fazenda : quartaa e aabbados aa 10 horas.
Juizo do commer io: segundas aa 10 horas c quintas ao mcio-dia.
Ji;i/o de orphaos .- segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel .- segundas c sotas ao mcio-dia.
Segunda vara do civel : quartaa aabbadoi as meio-dia.
F.PIIEMF.RIDCS do MI 7. DE MAIO
i La ora aos 14 minutos. 48 segundos da larde.
II Quario CKtccntc as 8 boras, 37 minutos e 48 segundos da t.
10 l.ua cheia aos 22 mininos e 48 segundos da manhaa.
17 Quarto minguantc as3 horas. 15 minutse 48 segundos da lar.
... ,, PREAMAR DE IIO.IE.
Primeira as i horas c 3(1 minutos da tarde.
Begunda as i llorase SI minutos da minina.
DAS DA SEMANA.
10 Sagunda 8. Pedro Celestino p. S. Ivo f. S. Iiun-i.ino b. .
20 Terca. 8. Rernardino de Sena I*., S. Panlclla viu. S. Columba
21 Quarta. 8s. Marcos Theopompo e Valente bb.. S. Hospicio.
22 Quinta. >J< Solemnidade do SS. Corno de Chrisio. S. Rita de C.
23 Seita. 8. Bazilio are.. S. Desiderio b. ni. S. Epitacio b. m.
2 Sabbado S. Vircnie de Lerins. S. Manahem profeta.
25 Domingo 2. depois do Espirito Santo. 8. Gregorio 7. p., S. M.
CXCARREGADOS DA SI7BSCJUPCAO NO SUL.
Alagoas.o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia o Sr.D. Duorali
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
ESI PERNAMU
PABTE OFHQIAL
GOVERNO DA .PROVINCIA.
Expediento do dU l'< do iwo.
OflicioAo Enn. conaMsWro presidente da rela-
jao, mli'irando-o de liaver o promolor publico da
i'niimca ilo lioiiito, hacliarel Lu* de Alhuquerque
Marlins Pereira, enlrado no da ."> do cnrruute no
rverricio do seu cargo.Fizcram-seas oulras coni-
municajes.
DiloAo mesmo, participando ler concedido doos
mezes da licearra cora ordenado ao juiz de dirrilo d,i
comarca do Cilio, bacliarel Francisco Elias do llego
Dantas, paira tratar de sua saude.Igual communi-
cajao se (ez a thesouraria de fazenda.
HitoAo Emii. inarerh i I commaodunte das armas,
para mandar postar em fenle da igreja de Nossa Se-
ntara da Penha, amauhaa as nove horas do dia, urna
guarda de honra para assislir ao Te Dettmque se lem
de celebrar naqaella igreja.
DitoAo raesrao, recommendandoque mande pis-
tar escasa do servir> ao recruta Francisco Antonio
Scveriaono. visto ler apresentado isenjao legal.
Dito Ao
rs.. incluida para a obra da casa de delcncao no pe-
dido quo fe* aquella reparticSo no crrenle raez.
Comiminicou-se ao respectivo director.
DitoAo inspector da alfandega, declarando que,
nao receben rommtinicaran da impartirlo rompalc-
tenle, acerca da nomeaefle dn piloto Joa Vicente da
Maia. para servir na csciin.i,i l.indoya equeomes-
ino piloto leve ser conservado na predita escuna al
que chegue da corle senielhantc rommunicacao.
DitoAo Ihesoiirciro las loteras, recommendan-
do que. depon- de lerem corrido as loteras do que
trata o cilicio da presidencia de ->'i de abril ultimo,
faca Smc. exfrahir rom preferencia dnas partes da
que foi concedida em favor da rmandade do Senhor
Bom Jess da Va-Sacra, na igreja da Santa-Croz.
DiloAo delegado da Ecada, declarando liaver
nesla dala, dispensado o acadmico Mannel Francis-
co Teixeira, da commissao medica de que so acliava
encarregado naquellc termo. Communicou-se ao
referido acadmico.
Dito,\ junta de qtialifiracao da freguezia de l'e-
dras de Fugo, aecusando recebidn .-. lisia dos cidadaos
'l-.i>'i(i.--i !>- votantes naquella freguetia. rnmprindo
porcra que remella copia da acta dos Irabalhos da
inesma junta, conforme declara o aviso de I j de mar-
te qaalifcario de Ilui-
0 propietario do DIARIO Manu_-
livrana, praca da Independencia ns. gag.
MUIjfcO.
od+giaroa de
Faria, na la
mesmo, declarando que a sabida do i 0 je 18(7. Igual i juul
transporte \LegalidaUe, com dcstiu ao presidio de; que.
Fernando, devera ler lugar nodia I! do correnle. PortaraO presidente da provincia, lendo em
I neram-se as oolfas communicai;oes. vista o que Ihe ejpoi o cliefe de polica, acerca do
HiloAo inspector da thesouraria do fazenda, di- engao que se den na proposta para subdelegado e
Mi.do qncarespeilodosrequerimentos que devolve 3.. su|l|l|eiile do 1.- dslriclo da freauezia de Cira-
*t*flj'|,*ya Irmao, pedein se Mies pasc titulo, |ireSj qu11| deveria ser para o !. dslriclo da fre-
Koezii do lirejo ; resilvc ordenar que, na portara
de aforamenlo dos terrenos de maruha n. -I el29
na na da Peala de Sanla-Kita, proceda S. S." de
conformidade com os pareceres do procurador fiscal
daquella Ihosouraria, os quaes, bem como as infor-
maees do 2. leocnte Antonio Egidio da Silva, cons-
tan! das copias que remelle.
DitoAo mesmo, para qoe avista dos documentos
que remulle, mande S. S.J abonar a Caelano l.uiz
Collaro, urna gratificarlo na razao de2lt?000 diarios
contar desde o dia K de Janeiro, ale ,1 de abril ulti-
mo, nao so como paga dos medicamentos que elle
foruecea de soa botica para Iralamcnlu das pessoas
pobres qae foram accommellidas do cholera na (re-
gue/.ia do Bom Jardim, mas (ambem pelos serviros
que preslou como encarregado do hospital que elle
eslabeleceu Daquella fregueiia.
Dilo*Ao nii'.ruo. declarando qnes em vista de sua
informaran dada acercado requerimento de Anlonio
da Cosa llego Monleiro, relativo ao terreno de im-
rioha n. 20i na ra de Santa-Rita, qoe Ihe fora ad-
jodicado por ciecurSo contra Francisco l.udgero da
Paz, lasar.oaMm dito rei|ueriroenlo o despacho seguin*
le :Sitn, pagos os direilos uacionacs.
DiloAo mesmo. rernmmendando qiie mande pa-
par ao rinirgia< Juliao Pereira Mattoso.que fora en-
gajado peaujaiiz oe direilo do Olio, para pregar os
seo servicios mdicos naquclla comarca, a quautia de
l:2U9U00, impirlancia de seus vencimentoa de dous
roetes e meio a razao de .lOU-jOOO raensaes.Commu-
niotu-se ao referido juiz.
DiloAo mesmo, declarando que a gratificaran di-
aria de MfOOO rs., que se mauduu abonar 00 arade-
mico Leandro Carlos de S,i, dever ser contada do
uia 3 de marro ate 7 do corrente, sendo certo que o
mesmo acadmico j recebea na Babia a quanlia de
JfKrjOOO rs.
DiloAo mesmo, para que. de conformidade com
a portara de :in de abril ultimo, mande pagar ao
doulor Joao Pedro Maduro da Foaccca o que I he
competir como medico do dslriclo.
Dito Ao mesmo, dizendo que, para poder dar
cumprmenlo ao disposlo no aviso que remelle por
copia, cobriudo o rcquvrimcnlo de t. Antonia Joa-
quina Lopes F'ranro. ai.-q iiecessarin qae S. S.-1 in-
fontHt aoares ft>(lc\( r ao libado alfer.s
do 2.a balalh?-! de infanlara .lose Carlos de Oliveira
Franco. f
Dilo Ao presidente do conselho adminittrrtivo,
para promover a compra das fazeudas e mais objec-
I* mencionados na relacio que remelle, os qnacs
si iiecessano ao arsenal de guerra.Fizeram-seas
neceaaarias commumcaccs.
DitoAo thesoureiro da commissao central de be-
neficencia, recommendando que mande entregar ao
juiz de direilo de Caranhuns, a quautia de Irl.YIStOO
rs., para ser apphrda em beneficio do collegio do
Bom Conselho, em Papacara.
DitoAo commandante do presidio de Fernando.
declarando que, no transporle nacional \.egaliiade,
Ja foram embarcados os gneros e maisohjcclos men-
cinnados nos pedidos que Smc remetleu, menos a
.uva de instrumentos de obstrelicia.
DiloAo director das obras publicas, inlcirandoo
de haver, em vista de sua proposta, elevado a qualro
mil ri diarios somenie nos dias uleis o salario que
ora percebe o mestre rarpina daquella repartirlo,
Francisco Marlins dos Alijos Paula, e approvando o
augmento que Smc. mandn fazer nos jornaes dos
llicives que trabalhain na obra da casa de detenrao.
Communicou-se a thesouraria provincial.
DiloAo juiz do orphaos do termo desla cidade,
inleiraodo-ode haver espedido ordens para serem re-
cebidos nos collegios de orphaos, na casa dos eipos-
tos, e nu arsenal de guerra, conforme Smc. propoz,
os orphaos mencionados na relie.10 que remellen,
rumprin.io que os faca apresenlar com urgencia na-
quclls eslabelecimenlos. Deram-se as ordens de
que se Ira la.
DitoAo Dr. Joao Mara Seve.Acenso recebido
o oflicio era qae Vrac. participa achar-sc cxlincta a
epidemia 110 i.* districto confiado aos seus cuidados,
assim como no :i.-, de que Vmc. fora ambcm en-
carregado a pedido do doolor Silva llamos, quan
esle se relirou da capital. Pelas informares que le-
11I10 recebido, sei que Vine, prestara hons serviros, c
se mostrara sempre animado de inuilo zelo no desem-
prnho de sua commissa'o.
ihi.inii) ambulancia que recebeu por parle do
Soverno para soccorros dos desvalidos, deve ella ser
entregue a commissao de hvgene publica.
DiloAo presidente do conselho administrativo
lo patrimonio dos orphaos, para mandar recebar do
Sliesuureiro da commissilo central de beneficencia,
qualro contos de res, alim de ser applicda cin be-
neficio dos orplios de ambos os sexos.
DitoAo commandanto docorpo de polica, devol-
vrinln o conselho de inve-lgario a que se proceden
coulra v soldado daquetle corpo, Joao Anlonio dos
Sanios, alim de que providencie no sentido de ser
quautu antes o referido soldado sugeito ao julgamen-
to do constdho criminal.
DitoAo inspector da Ihesooraria provincial, re-
commendando qoe, depois de prestada Cianea idnea,
mande Smc. eulregar ao vigario da freguezia de S.
Jos, desta cidade, pela verba evouluaes, a qaanlia
de t:iO%00ll rs., para a coiitinuacao da obra da
rnalrizda mencionada freguezia.
DiloAo mesmo, dizendo que, nao obstante n que
expoz, mande entregar ao thesoureiro pagador da
reparlie.io ilai obras publicas a quanlia de iii.i-'NKi
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
1S DK MAIO DE 185(>.
de Itl do correte se emenda feila a referida altor j-
rao.Commonicou-se ao mencionado chefe.
UitaAlterando, de conformidade com a proposla
do chefe de polica, a divisAo dos jdistriclcs das
subdelegacias das frrgueziass de Caranhuns e San-
Beuln, pela forma seguinlc : o dslriclo de paz do
Jup> que ate agora fazia parle do dslriclo da sub-
delegada da primeira das mencionadas fregoezias,
passa a pertencer ao dslriclo da suhelegaria da se-
gunda. lnteir m-se ao referido chefe.
Dila.Nomeando dp conformidade com a proposta
do commandante do (!. hatalhao de infaularia da
guarda nacional do Kecife, para ofliciaes do mesmo
balalho aos cidadaos seguinles :
2.a companhia.
Para alferes Alcxandre Amcrico de Caldas
Brandao.
5.a companhia.
TenenleAntonio de Souza Barroso.
Communicou-se ao respectivo coinmandantesu-
perior.
DitaO presidente da provincia, cnnslandn-lhe
qne os ofliciaes do .",."> halalhao de infanlara da
guarda nacional do municipio do Kecife. menciona-
dos na relarao junta,estao residiodo na fresuezia da
Luz. restaurada pela lei provincial n. 336 de 12 de
maio de 1834, aqual faz parle do municipio do Pao
d'Alho, resolve deslia-los i\-> predito halalhao, alim
de servirem romo .ggregadns .1 um dos rorpos do se-
gundo dos referidos municipios.
Helaco a quo so refere a portara supra.
Alferes secretarioJola DiasCarneiro de Albuquer-
qne Jnior.
CapitSo da 3." companhiaJos F'erraz Dltro,
Tenenle da inesmaManocl Izldro da Rocha Falcio.
Capitoda i. companhia. Joao de Azevedo de
Araujo l'iriheiro.
Fizcrm-se as nocessarias communicares.
Dila.Nomeando de conformidade com a proposta
do lenle coronel cominaiiiaule do batath.lo n.
de infanlara da guarda nacional do municipio do
lliu l'"orinoi.o,para ofciae.|do mesmo balalhaosao ci-
iaJaos seguinles :
Estadn-miior. W
Tenenle qinrlel-me-'rrAnlonio Francisco MarliiK.i
Alferes ecr- lorioKoOno Rfadrlcues da Silva. 1
llilo pnrla-bandeira.lerouymo Itaireros Kangcl.
Cirurgiao lenleManoel Francisco Pereira.
1.a companhia.
CommandanteO niajor da aatigt guarda nacional
l'humaz l.ins Caldas.
TenenleManoel Marcellino Paca Brrelo.
AlferesChrisloao de llolland.i Cavalcanli.
Dilo.Manoel Jor doCouto.
24 cpmpanha.
CapilaoJos Filippe de Barros Cavalranl
TenenleAlipio Camerino dos Sanios.
AlferesManoel Vicente Coala Pereira.
DitoLeoncio Kiheiro Campos de Vasconcellos.
1." companhia.
CapilaoManoel Vicente de IIolan la Cavalcanli.
TenenleAlfonso Cavalcanli de Alhuquerque Ma-
ranhao.
AlferesAnloniode llollanda Wanderlev Cavalcanli,
DiloAnlonio Satyro Cavalcanli de Lima.
i." companhia.
Capilao Manoel Thodorn Pereira l.ins.
TenanteSrbasliao l.ins WanJerlev.
AlferesJoso Anlonio de Leao Jnior.
DiloFrancisco de Borja Machado Jnior.
5." companhia.
CapilaoJoaquini Elvira Alvesda Silva.
Tenenle laciulho AITonn de Mello.
AlferesFabin Rozeudo Psoa de Mello.
DiloBernardina) de Sena Wanderlev.
!>.' companhia.
CapilaoFrancisco do Rege llarros oiabira.
reuenteAntonio Francisco Cezar de Vasconcellos
Campo*.
AlferesJos llenriques'de Barros Wanderlev.
DitoJos Norberlo deCouvein.
Ciniiiiunicou-se ao respectivo commandante su-
perior.
RIO DE JANEIRO
SESSA'O EM 7 DE .MAIO BE 1836.
/'residencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de
l.acertiu.
A*sll horas da nianha, reunido 98 Srs.senado-
res, a brio-sc a sessao, e passou-se ao seguinlc expe-
diente :
Un ollico do Sr. ministro da fazenda, remetiendo
as ijiformares exigidas acerca do eslado da questao
enlre a fazenda publica e as massas fallidas doscom-
merciaoles Duton ( do Itiode Janeiro 1, Deane Yon-
Id & C. ( de Pernambuco j, e Domingos na Silva
Porto .lo Maranho e quacs as medidas ipje o go-
verno lem tomado. A quem fez a requisicao.
Do mesmo ministro, euviaodo um dos aulogra-
pbos nu'. mii 1,1,1- do ilecrelo da assemblea geral le-
gislaliva, lixando a despeza e orrando a recen,1 pa-
ra o exercicio de 1836 a I8.">7. Ficou o senado in-
l'e-Dtum l.'VtdamiK '. Surgi a paz e lerminoa-
se a guerra, que durante Ircs anuos cslendcu o seo
immenso crep de dor sobre mhares de familias
europeas.
Cessou o duelo sngrenlo enlre ai cinco nicei da
Europa, duelo supremo, cruel, trgico, que, du-
rante o seu longo periolo, paralvsra o deseuvolvi-
raenlo e o progresso da prosperidado de urna parle
do velho mundo.
Anda nao sabemos, com cerlcza. cjOal seja o re-
sollado sabido das conferencias do Pal is ; anda nao
abemos quaes sejam os beneficios que a humaoida-
de colher dessa dolorosa provarao ; mas o que
se poda assevtrar he que, em virlude 00 tralad->, a
lula j; cessou e ccsssr definilivamente, puis que a
paz be a aspiraran, o desejo, o voto de loo'o o mundo.
Os inilliarc* de hecatombes humanas, o sangue
derramado em Sinnpe, Silislria, Alma, Likerman,; nhalava.
a Italia ficar motilada, mirndose 110 crvslal dos
versos de Danle, de Petrarca, de Tasso.
Mas, se a hora da ressurreirao deslas nacionalida-
des extinctas anda est longe, he natural que nao
larde milito, em consequenca do grande abalo que
a sociedade sotlreu, desde a chegada de Menschikolf
Comtanlinopla. at o momento em que se des-
moronou o suherbo colossn moscovita no Mar-Negro.
Os prujectosflc Alexandre II, concedendo algomas
garandas polticas aos Polacos ; as tentativas de re-
formas na Italia, inspiradas por Bat, membro do
conselho de ministro de Francisco Jos, o as ron-
cesses quej foram feilas aos Maggiars, sao symp-
lomas nao equivoco de urna brevo transfiji-marao
poltica na carta da Europa.
Deus, na sua Divina Providencia, mi podo per-
mitlir que o dominio da Ivrannia seja de longa dura-
rao, c a |> iruamria ilos povos lem nm limile, que nAo
pode ser Irarntpnslo impilnemenle.
Te~F)cnm l.audnmus O tlirono de Franca lem
mais um novo pretendcnle, e a purpura real mais
um novo consumidor.
Ilnnlem, viva a repblica Moje, viva n imperio !
Ilonlem. viva o povo soberano! Iloje, viva apo-
lelo III!
Caprichos ordinarios da historia e da vnlobilidade
humana Casar cnlra um dia Iriumpbanle no sena-
do romano, c 110 oulro cabe assassiuado, cobriudo o
rosto com a toga, para nao ver a mao que o apu-
(eirado e mandou-sc participar'a cmara dos depu-
ta dos.
Tres otlcios do Sr. ministro da jnslica, enviando
as copias dos ollicios dos preidenles das provincias
das Alagoas, Hio tirande oo Sul c Cear, que acom-
pauham os quadros das distancias entre os diversos
municipios e paroebias das mesmas provincias. A
quem fez a requsir.lo.
Do mesmo ministro, remetiendo um dos aulogra-
phos sauccionados da resolucao da assemhlea ^eral,
autorisuindo Roverno a conceder um auno de liren-
ra com os seus veucimontos ao jui/. de direilo Joro
Antonio de Sampaio N'ianna. i'icou o senado 111-
teirado, e maiiduu-se participar .1 cmara dos dipu-
tados.
Tres ollicios do Sr. ministro ilo imperio, acompa-
nhaiido uniros tantos aulograplios sanecionados : l.,
da resolucao da assemblc.i geral, aulorisandu o go-
vernnpara admiltiroesiudautc Antonio JoscdcSiqiei
ra e Silva, a fazer arlo das materias do terceiro anuo
da Faciildadcd Direilo de S. Paulo : 2.", da reso-
lucao da assemhlea geral, auturisandu o goveruo a
garantir companhia que se organisar para a enns-
truccao e cu-Icio de urna estrada de carros de Pelro-
polis a margem do rio Parahiba, um mnimo de piro
de 2 por rento al Ini n il a'garanta concedida pe-
la lei provincial do Itio de Janeiro n. il de de
ouliibro de IK."i ; 3.*, da resola;,"io da assembtea ge-
ral, aiitorisando o governo a conceder favores com-
panhia que no inlervallo das sessoes do corpo legis-
lativo tomar por empreza urna estrada de ferro en-
tre a i-1 ile? de Santos e S. Joao do Rio Claro, na
pruvincio de S. Paulo. Ficou o senado inteirado.
e mandou-se communicar .1 cmara dos depula lo-,
Do mesmo ministro, declarando que o numero dos
eleilores da provincia do Cear, segundo as ulti-
mas eleiroes geraes, he de 8'J.i. A quem fez a rc-
quisifo.
Dous ollico- do Sr. mioislro da guerra, acomp.i-
nhando a tabella dos empregadoj da escola militar,
com as inf tnuarns exigidas pelo senado, e envian-
do os esclarecimentos pedidas acerca do lenle re-
formado Jos Xavier Pereira de llrilo. A quem fez
a rei|iiiseao.
Do primeiro secretario da cmara dos depulados,
participando que aquella cmara adoptara e dirigir
lancrjla imperial a resolucao do senado alterando
a lei de 19 de agoslo.de ISli. Ficou o senado
inteirado.
Do mesmo, participando a eleir.io los membros
que compoe a mesa daquella cmara no correnle
mez. F'con o senado inteirado.
I.'m requerimento do bar.ao da Parahiba. psdindo
um aclo legislalivo para que sen lilho Joao *iomes
liiliciror de Avallar, e-iu lan'o do curso jurdico da
S. Paulo, seja admillido a fazer evame das mate-
rias do segundo auno. A commissao de nslrurrao
putdira.
Oulro de Candido Jos de Araujo Vianna, ollicial
da secrelaria do senado, pedindo iicenca para poder
relirar-se da corle alim de tratar de sua saude. A
commissao da mesa.
( Sr. PrttidenU : Com o mais vivo pezar le-
nho de annunciar ao senado o fallecimenlo do seo
digno membro oSr. visconde do l.bcraba. Vai-se
cleger a depularan que lem de assislir ao sen enter-
ro liojc pelas i boras da larde, no cemilcrio de S.
l''rancico de Paula.
Sao eleitMa sorle para enmpor a referida depuia-
eo os Srs.: marque* deOlinda, viscomles de Sapu-
rahv, Abaele Maranguape, Araujo Itibeiro, c l'l-
menla Boeuo.
F'oi li lo o sequinle parercr :
a A commissao do conslilniro foi remeltido o re-
querimento em que o Sr. senador Manoel Felzardo
flaj 8a>OM Malla), illesnni., nnsome neressolada de
1' i Kurnp 1 tratar de sua saude, pede licenra p?lo
lempo da actual leeaSO.
11A commissa 1. alteuo'cnilo a" justa causa que nliri-
ga o Sr. senador a aiiscntar-se da rasa, e de accor-
do com as precedentes deri*es do senado em casos
semclhanles, be de parecer que se conceda a licenra
pedida, continuando a abonarse o subsidio na pr-
senle sessao, como se praticou com os Srs. Almeida
e Albuquerqne, c lioncalves .Martin-, pir delibera-
res de30 dejunbo de 1851, e :l de junlio de IS",2, e
1(1 de julho de IX...
Paro do senado, em li de maio de 1836.Viscon-
de de Sapucaliy. I'isconde de Abade.
O Sr. /'residente declara qae o parecer lica sobre
a mesa para entrar na or lem dos Irabalhos.
OSr. Mafra : Sr. presidente, o navio em qae
deve seguir o nnhre senador de que Irala o parecer
que acaba de lr-se, lera de sabir amaobaa ; pa-
recc-me convenicule e ju>lo qae alguma decisao ba-
ja sobre esle negocio aules da parlida do nobre se-
nador.
Requeiro porlaolo a urgencia para que o parecer
seja discutido boje ao menos em primeira discussao.
A urgencia loi apoiada c approvada acra dbale, e
entrando o parecer em disebssao, foi igualmente ap-
provado.
OSr. /'resllenle declaran que na conformidade
do regiment leria esle parecer a 2.- discussao na
la* sessao.
O Sr. llanlisia de Olireira : ( pela ordem ) :
\ isla a approvarao que o senado acaba de dar ao pa-
recer da Ilustre commissao, aprnveito a opporluui-
dade para impetrara sua benevolencia para com um
de nossos collegas que esta em Franca, oSr. Almei-
da e Alhuquerque.
Todos mis sallemos as circunstancias pouco favo-
raveis em qoe existe o Sr. senador Almeida e Albo-
querqua ; lalvez mesmo elle nao possa prescindir
deata auxilio para regressar ao Brasil e resliluir-se
ao seio do senado.
I'roponho porlanlo que se. tome urna deliberaran
da maneira por que o senado entender sobre o'rc-
querimenlo que vnu ler. (le .
O Sr. /'residente declara que considera o reque-
rimento como urna emenda ao parecer que acaba de
pprovar-se, e que como lal o lobmetter ao apoia-
mcnlo quando esse parecer entrar em segunda dis-
cussao, para ser conjunctamente discutido com elle
Futren em discussaoe foi approvadoscm dbale o
seguinlc parecer :
A commissao do constiloicao examinou os pa-
pis que Ihe foram remedidos com as cartas imperi-
aes pelas quacs sao nomeados seuadares do imperio
ns Sis. cousellieiros Joao Mauricio VA'andcley e An-
gelo Munizda Silva Ferraz. para cncherem as vagas
abcrlas pelo fallecimenlo dos Sr. visconde da l'edra
Branca e de Caravcllas.
Consistem esses papis as actas dos collegios
eleiloraes, na geral da apurarao, lista trplice, e um
ollico do juiz de paz mais volado de Maragogipe,
quo reprsenla roulra a eleir,ao primaria da freaue-
zia de S. F'ittppe. Nao foram prsenles commissao
s acias dos collesios do Conde. Nossa Seuhora do
Livramenlo, de Minas, do Rio das Conlas eTaperoa.
A* cmara municipal apuradora nao fo'am remedi-
das as actas dos collegi < Do exime dos referidos papis, e da sua cou-
frnolacao com a le, manifesla-se que a ciernan de
que se trata, fu regularmente feila, e que a lisia tr-
plice apresentada ao poder moderador he o genuino
resultado delta. Oque nao obstante, a commissao
za e orra a receita regal do imperio para o exerci-
cio de IS.>li c IS.,7, e a resolnrao qae aulorisa o go-
verno a garantir a companhia que se houver de or-
ganisar para a construcrao c cosleio de urna estrada
de carros de Petropolis a margem do rio Penhybe,
um mnimo de juro al >", ; c a qoe concede um
tem-sc por obrigada a dar conta a esta augusta ca- auno de lirciica ao juiz de derelo Jo.lo Antonio de
mar de ludo quanti) Ihe revclou a aecurado examc Sampaio Vianna :
que fez. L-ce e approva-se o seguinlc parecer da commis-
(if)colleglo da capital admillio qoalro eleilores que sao de consliluicalo e poderes.
lio lilil,un sido qualdicados volantes, com o funda- Por fallecimenlo do Dr. Jos I liorna* dos San-
iiicnlo dequenelles se divem as comlres da le. | lose Almeida. depulado pala provincia do Mara-
ile aclo parece a commisJJO menos regular. A lei nhao, a cmara municipal da respectiva capital e\-
csiahcleci lo os meiof d-upprir as omissoes e pedio o oflicio diploma, que foram presentes a
da qualilicacao. Csses cominisao ile consliluir.aoe poderes, ao desembar-
gador Manoel Cerqoeira Pinto, para vir nesla c-
mara tirecncher aquella vaga ; e como a mesma
lo m
emendar es erros da jan
qualro volos romludn iiidCinfiaein no resullado da
i'leie io. c a altura em que se acba o periodo da le-
gislatura, qoasi locando o ajeo termo, dispensa a lxa-
r.lo dos eleilores que dovam figurar em qoalquer e-
leirao quo por ventura puesso anda occorrer den-
tro do mesmo periodo.
11 O collegio deAlagoinlns tomn em separado os
votos de onze eleilores, p excederem ao numero
que poda dar respectiva freguezia. O de Jacobina
proeedeu da mesma forma a leapeilo dd Iraca eleilo-
res da freguezia do Kiacho, porqne a eleirao fora
all feila em dia diverso do marcado pelo presidente
da provincia. O de Cetele lambem separou os vo-
los dos eleilores dessa fregoazia por haver duplcala
de eleicao. O de Santo Amaro obrou do mesmo
modo rom os eleilores da fregoezia de N. Senhora
da Oliveira, por igual motivo.
* A commissao nao pode devidamenle apreciar o
procedimeulo desles collegios, porque fallam-lhe as
necessarias informares Nao vieraui as aclaa da elei-
rao primaria das freguezias era que se dero os de-
filus argidos pelos collegios, nem de nenhuma
oulra, ejeeepcao das cinco que formam o collegio da
l'iirilicaciii dos campos de Irara ; fosse porem qual
fosse o juizo da commissao, anda o mais desfavoravel
aos actos dos collegios, em nada prejudicaria elle a e-
leicio. A volaran segregad!da apuracao geral Ion-
ge de empecer, reforjara a lisia trplice : nao a al-
terara, nem anda na collocarao e ordem em que es-
tiio oaaeU cidadaos que a cwnslitucm.|
Em Maragogipe, quando so Iralava de organi-
sar o collegio as casas da cmara municipal, houve
orna sciso operada pelos eleilores da fregoezia de S.
Filippe, qoe o jui de paz presidente, por conside-
ra-los menos leclimos, nao qubz admiltir aos actos
preparatorios. Eses eleilores e mais alguns de nulra
freguezia foram rcunir-se na matriz soh a presiden-
cia do segundo juiz de paz, e alii formarara oulro
collegio.
i A cmara municipal apuradora, usando do arbi-
trio que Ihe da' a lei, levouem conla os votos do col-
legio presidido pelo juiz de paz compeltnle, e tomou
em separado os do collegio da matriz.
A commissao acha-se pouco habilitada para a
apreciarlo .Ic-ie objcclo. porque fallam-lhe inrorma-
roesCAs que se cnlhera da represenlarao do iniz de
[iaz contra a eleirao da freguezia de S. Filippe nao
sao complelas. Seja porem qual for a soile desse
collegio, a sua eliminarlo nao altera em nada a
eleirao.
A' vista do expnslo he a enmmissao de parecer :
!. OucosSrs. Wanderlev o Ferraz sejam de-
clarados senadores d6 imperio, e convidados para lo-
maren! anelo na casa ; 2.- que a representarlo do
juiz de paz de.Maragogipe scia remedida ao "gover-
no para mandar procedora'sneccssarias informares
c enva-las ao senado.
"Pajo do senado I! de maio de IRVi. l'iseonde
de Sapucalty. I isconie d .iliaetr.
O Sr. 'residente declara senadores pela provincia
da Bahiaaos Sr. Joao Maurieto Wanderlev e Anec-
io Manta da Silva Perras, e <'i* que so val oftleiar
aosmesmos senhores para virem lomar asseutu no
senario.
OKDEM DO DIA.
Entrn em discussao e foi approvada sem dbale ,1
re,lacean da proposito do senado autorisando o go-
verno por lempo de um anuo a transferir de uns
para oulros corpos e armas do excrcito os ofliciaes su-
balternos.
O Sr. /'residente declara espolada a ordem do dia
e da para a da sessao scgunle :
Discussao da redaccao da proposirao do senado so-
bre a pesca, salga e secca do peixe" no litoral c eos-
las do imperio; segonda e ultima discussao do pare-
cer da commissao deconstitoicao sobre a brenca pe-
dida pelo Sr. senador Manoel Felzardo de Souza e
Mello : toreen a discussao da propositan da ramara
dos depulados, approvando o contrato celebrado pe-
lo governo em 2 de Janeiro do anno passado com o
gerente da companhia do paquetea a vapor.
Levanlou-se a sessao ao meio dia.
No dia ( nao houve sessao.
Balaclava, Sebastopol, j devem ler farladn os sen-
Septos de odio e vingaiiea do tobrinba do prisio-
ro de Santa-Melena, da neta de Delinque VIH,
do descendente de Calhariua I, do sucressor de Ua-
homoud II e do filhode Carlos Albcilo.
Toda cssa pleiada de conleiidores soberanos j de-
ve estar canea 11, e por isso ha de subscrever o pro-
jeclo de paz proclamado a 10 de marco.
Se a llieoria do liel successor de Koyer-Co.'lard e
interprete eloqucule de Plalo. sobre a guerra, he
urna verdade ; se as diversas liadas que as gei ares
pa- sodas hao collocado soccessivamenle sobre as 'pa-
rejea do templo da eivilisae.lo, (em o sangue hu.ma-
no cimo cemento..he minio provavel que a socieda-
de d<> mais um patea,- e realise ama conquista sobre
o fulero. ^j-.
O can'avcr da l'olouia.iiao recobrara vida, a llun--
aria coniuuari a nutrirse com as rerordaer.es glo-
rious do* seas doze seculos de existencia passada, e
I m povo nao he una abslracr.o, nem urna linha
inalhemalira. he o complexo de mullos homeiis, islo
he, a inconstancia, a mobilidade, a iuconsequenca
viva.
ouanio 10 engaa va o sublimd canlor dos .Marty-
res, qoando, as suas aspiracoes de (lorvir, suppu-
nlia que o c inde de Cliainbord seria o ulliino rci do
I lanceros!
Com elleilo, Clialcaubriand liaba para si que a
afio france/.a jii eslava madura para receber a for-
ma democrtica ; e esta ecinvicr.ao era lao profunda
na sua alma pura e iminaculada. que trarou o dis-
curso segunde, com que o nelo de Callos X devia
abdicar o Ihrono dos seus antepassados :
k iraiicezcs, a vnssa educarao conrluio-se com a
minha.
O mea primeiro ftv, Huberto Forle, morreu
por vos, e meu pai pedio perdao para o bomem que
Ihe arraucou a vida.
Os meus anlepassados elevaram e formnram a
Franca alravez da barbaria ; agora, a marcha dos
seculos, o progresso da civilisarao,j* nao permitiera
que lenhais um tutor.
Deseo do Ihrono ; confirmo todos os beneficios
de meus pas, desligando-vos dos vossos juramentos
monarchia. -
Palavras magnificas Echo sonoro da voz do ge-
nio Aspirarao magnnima d'alma de poela !
Entretanto nao podemos escurecer que, na ordem
sorial, Napoleao III lem feilo alguns beneficios i so-
ciedade franceza.
Em virlude do prestigio que o cerca, dolou-a rom
insliluicocs que, nem u poder mouarchico, nem o
poder republicano, podam rcalisa-las.
O banco territorial, os saines de aiylo para os ope-
rarios valiludinarios, a organisacao le um corpo de
mdicos, cucarregados de visitar e receitar os doen-
les pobres em suas proprias babilaroes, as grandes
obras publicas emprehendidas para" dar Irabalho as
cianea desvalidas, senao juslilicam as violencias cini-
tra as liherdades publicas, alleniiam, peraule os cs-
pirilos rclleclidos, os abusos do seu poder.
O philosopho, quo abraca com um lauro d'olhos
o peiisamento, que originou a revolurao de 1793 em
Franra, BSO pode negar que, ae Napoleao 1 reali-"
son a primeira parle da revolurao, l.uiz llonaparlc
inrelOM a segunda pbase desse grande movimento.
Assim devia ser ; a natureza nao da saltos, cami-
nha gradualmente.
Napoleao I, segundo o autor do denlo do Chris-
tianismo, reilitou as refrinas polticas para que a
Franra eslava habilitada,
Bde nao he grande pelas suas palavras, pelos seus
discursos, pelos seus cscriptos, pelo amor da liberda-
de. que nunca leve, e nunca preleudcu eslabeleccr.
lie grande por ler creado um governo regular e
poderoso, um cdigo do leis adoptado em todos os
paizes, Irihunaes, escolas, urna .idnnnislraeao forle,
activa, intelligenle, e sobre que anda vivem os
Francesa!,
lie grande por ler ressuscilado, esclarecido, e go-
vernado a Kalia de urna maneira superior.
He grande por ler feilo nascer em Franra a or-
dem do scio du chaos, por ler de novo levaidado al-
tares, por ter subjugado demagogos furiosos, sabios
orgulhosos, lilleratos anarcbslas, adieos volterianos,
oradores de incruzilhadas, eslranguladores de prises
e de ras, parladores do tribunas, de clubs e de ca-
CAVARA DOS SRS. DEPITADOS.
SESSAO DO DIA 7 DE MAIO DE is:*.
Presidencia d Sr. visconde de llacpendij.
A's lll horas da manilla, feila a chamada, e ve-
rilicando-se haver numero sollicienle, passa-se ao se-
guinlc expediente :
I.'m ollico iloSr. minislro do imperio, transmil-
lindoo aulosrapho da resolucao da assemhlea geral
legislativa, alterando a lei de 19 de igoalo de ISti,
na qual Sua Magestade o imperador comele. A
arclnvar-se, communicando-se ao senado.
Oolro do mesmo senriur, remetiendo o requeri-
meuto dos encarregados do hospital de Macelo, pe-
dindo permissao para quo o mesmo hospital possa
possuir urna casa que Ihe foi dada por D. Joaquina
Mara Pereira Vianna, 110 valor de l:l:00trV__A"
comniissode fazenda.
Outro do mesmo senhor, remetiendo copia do de-
creto de 3 desetembro do anno passado, pelo qoal S.
M. houve por bem conceder a l>. Mara dos Santos
Lucas, viuva do lente do halalhao n. 12 de infau-
laria do e\ 1 eii.i Ignacio Mariuho da Silva, a pensao
.1111111,1 correspondente anmeio sold de sen marido
sem prejuizo do que por le Ihe possa competir, de-
pendendo esla concessao da approvarao da cmara
dos Srs. depulados. A' commissao* de penses c
ordenados.
Outro do mesmo senhor, datado de 18 de ouluhro
do anno passado, Irausmillindo copia do decreto de
21 de selembro do mesmo anno, pei qual S. M.
houve por hom conceder a psala nnnual de I.(kh*i
rs. repart .lamento a' viuva e lilhos do Dr. Cypriano
Barbosa Belami, dependendo essa concessao da ap-
prnvacao da assemblea geralA commissao de pen-
siles c ordenados.
Uraodele do Sr. 1." 'secrelario do senado, datado
de boje, remllenlo a resolucao do senado lomada
sobre oulra de cmara dos Srs. depulados, relativa
a fabrica de lecidos de algodao de Jnaquim Diogo
llarlley. Oulro-im que o senado adoploa c vai di-
rigir a sanecao imperial o decrelo que fixa a despe-
dafalsos, por 10-los reduzidos a servir debaixo das
suas ordens.
lie grande por ler sabjagado ama lurba anarchis-
la, por ler feilo cessar as famiiaridades de urna for-
tuna commum, por lerobrigaJo soldados seus iguaes,
rapil.irs seus che fe-, 00 seus rivaes, a submeiter-se
i sua vontade.
lie grande por ler na-riln e-i s, por ler sabi-
do, sem oulra auloridade, que a de seu genio, facer-
se obedecer por trila inilhoe de subditos na poca
em que nenhuma amhirao cirra os Mirnos.
lie grande por ler abalidolodos os res, seus op-
posilorcs, por ler desharaiadolodos 01 exerclos, por
maior que tenha sido a dill'ennea da sua disciplina
e do seu valor, por ler encinaie a seu neme aos po-
vos selvagens eaos povos civusadoa, por ter excedi-
do a todos os vencedores, que o precedern!, por ler
cnchido dez anuos con, laes picdigios, que boje leiuos
d 111 i ul.I a. le de comprehender.
Segundo a bella eipreaaao I: um cnnlemporaneo
Ilustre, Napoleao D&o foi un hoincm de Plutarco,
mas de Machiavel.
0 seu motel foi o poder e oreneme. o echo, que
se contina na posleridade e ue se chama gloria,
foi o seu meio c 11 seu alvo.
1 111a das mais vastas creaes de Dees, elle se
collocou, com tola a forri. Mire a estrada das re-
volucoos e al dos melhoraraeilos do espirito huma-
no, como para embargar as idas c interceptar o ca-
minho is verdades.
Mas, deiiemoj o morlo, c ios orriipemos com o
vivo. Nao be aqui o logar de ulgar este grande vul-
to do noso scalo, c laucar tora elle o tve ciciis do
hisloriador.
Na etpliera polilica, Lata Npolelo, alo boje, nao
lem pralicado feilo algum, qu Ihe griDgcl a adini-
racao universal.
Agrilhoou a liberdade, paodiou o feudalismo,
proscreveu a philosophia, aninou os preconecilos,
concentroii a inslrucrae nassr>ncias exartas, desna-
laruu a representaran naciona aboli a eleirao.
Mas, na eaphera social, lem ado passos, que dei-
nrlo visligios indeleveis na hisuia.
Imperador do acaso e da andeia, depois de una
revolurao que, por um aclo soimne, hanira ,1 sua
rai;a da Ierra de F'ranra, e 11 .u, do livro das di-
quelas re.ies o seu titulo de sol-rauo. devia croar
urna nova geranio, que perpelosse a sua memoria
de prodigios.
commissao, examinando a materia, encontrn se
o referido desemhargador o inmediato em volos, a
quem boje por direilo compete fazer parte da rc-
p.esenlacfio daquella provincia, he de parecer que
seja reconhecido depulado a assemblea geral legis-
lativa, e como lal se d asscnlo ao Sr. desemharga-
dor Manoel de Cerqueira Pinlo. Sala das eommis-
ses, < de maio de 1856.T. de M'acedo.Flguei-
ra de Mello.Cues de l'asconcellos.
O Sr. /'residente proclama depulado pela pro-
vincia do Maranhao ao Sr. desembargador Manoel
de Cerqueira Pinlo.
Achindo-se na anlc-camara o mesmo senhor, be
inlroduzidn com as formalidades do eslvlo, presta
jrame.,t,1 e loma assento :
Vai a mesa a seguinlc indicarlo :
Adiando se Incompleta a depulaco dcS. Pau-
lo, e estando nesla corle o aupplcnte o Dr. Joao
Damhy de Avelar Brulero.mdicamos que seja o mes-
mo convidado a lomar assenlo nesla cmara. Kio li
de maio de 1856.I. J. Pacheco.M. F. Itibeiro
de .indrada.
lie remedida a commissao de rjOMlilateSo e po-
deres.
Um oflicio do Sr. marque* de Paran, ministro
da fazenda, pedindo dia c hora para apresenlar a
proposta do poder execulivo, e o relaloro da repar-
tidlo a seu cargo.
Foi disignado o dia de amanbaa ao meio dia.
ORDEM DO DIA.
/llcicao de rommissnes.
I." commissao de orcamenlo (j'.l cdalas.)
Os Srs. Cinieir.i de Campos .">:! volos, Paula San-
ios li. Delinque .19.
2._' commissao de orramcnlo (50 cdulas).
Os Srs. Fausto de Aginar M volos, Taques 19,
Cansansoo deSinimb i.
3.' commissao de orramcnlo {.VJ cdula* .
Os Srs. Lima e Silva Sebrinho 50 volus. Candi-
do Mondes 48, J. J. da Cunha i8.
Ao lucia dia, achando-se na antesala o Sr. mi-
nistril da guerra que vera apresenlar a proposla
que lixa as forra de trra, o Sr. presidente uomea
aos Srs. Sinimb, Oclaviano, Candido Borges, Car-
neiro de Campos. Luiz Carlos, e Teixeira de Mace-
do ; inlroduzido o ine-u.o senhor com as formali-
dades do eslylo, l o seguinlc :
Augustos e dignsimos Srs. reprcsenlaulcs da
nacao.
to pela lei, venbo apresenlar-vos de ordem de S. M.
Imperador a legoiate.
Proposta.
o Arl. 1.- As forras de Ierra para o anno finan-
reiro de 1837 a ISjK conelarao :
0 ^ I-' ",IS ofliciaes dos corpos movis c de guar-
nic.io, da reparlicao ecclesiaatica e dos corpos do
aada, de ealadi) aaaior de primeira o segunda clas-
se, de angenheiroe, edoeatado-tnaior-aeneral.
1 S 2." De 18,5011 pracaa de prel de linha em cir-
rum laurl.i- ordinarias, ,. Je 36,000 em circumslau-
caj estraordinarias.
3.-De 1,010 pracas de pret em companhias
de pcdeslres.
e S i.- O qoadro dos corpos arregimentados hr
inalleravel em quslquer das circamstancias ; a al-
terarlo que as forras lixadas houverem de solTrer
em relafio a essas rircomslancias, lera lugar por
augmento ou dimiouirao das praras de prel aas
companhias dos roesmos corpos.
Arl. 2.'As forras lixadas no arligo antecedente
lerlo completadas por engajamenlo voluntario ; c
na insufliciencia desle meio pelo recrulamenlo, nos
termos das disposicoes vigenles.
ir Os individuos que assentarem praca voluntaria-
mente servirao por 6 anuos, e os que'forem recru-
lados por 9 anuos.
u Os volumlarios.alem da gratificarn diaria igual
so sold inleiro, ou ao meio sold de primeira pra-
ra, cmquanlo forem praras de prel, conforme live-
rem ou nao servido no exordio o lempo marcado
na lei, perreberao como premio de engajamenlo,
urna graliliraro que n3o exceda a OIMMKI; e quan-
do coucluirem tea lempo de servir.o c foiem escusos,
terao urna dala de Ierra de 22,5(0 bracas quadra-
das.
" A quanlia que exime o recrutado du serviro
continua a ser de IHXI-OOO.
O ronligentc necessarin para completar as ditas
forjas sera distribuido em circamstancias ordinarias
pelo municipio d> cortee pelas provincias
Arl. 3." O governo lira aulorisado para desta-
car ale 1,000 praras da guarda nacional em cir-
cumslancias extraordinarias.
" Arl. 4.- Fien derogado o arl. 8.- da lein.648 de
18 de agoslo de 1852, smenle no quo diz respaila a
mandaraagmentardaquarla parte,lanlopara reforma
como para accesso, nos ternius do art. 4.-da lei n.
383 de (i do setcmbio de 1850, o lempo que os ofli-
ciaes do exercito servirem nas proviurias de Malo-
lirossoe do Amazonas.
1 Palacio do Hio de Janeiro, em 6 de maio de
1856.Maiquez de Cavias.
o Sr. I'resieenle declara que a proposla ha de
ser lomada na divida considerarao.He remedida .1
commissao de marinha c guerra.
Belirando-seoSr. ministro da guerra com as for-
malidades com que cntrou, be inlroduzido o Sr.
niiiislor da niariuha com as mesmas formalidades,c
le o seguinle :
Augustos e dignissimo Srs. representantes da
uai-ao.
a De ordem de S. M. o Imperador venho apre-
senlar-vos a seguinle proposla lixando a forra na-
val do imperio para o auno uauceiro de 4857
lo-ld.
Proposla.
Arl.1.' A forra naval para o anno fiuanreiro
que ha de correr do I.- de julho de 1857 ao ultimo
de junho de 1858 conslar :
S !. Dos ofliciaes da armada e das demais clas-
sesqoe Tor preciso embarcar, conforme as lolares
dos navios c eslado-maior das divisOes navaes. "
S 2.- Em circumslancias ordinarias, de Ires mi
praras de marinlKem e ile prel dos corpos de ma-
rinha embarcados em navios armados e transportes,
e cinco mil em circumslancias extraordinarias.
n 83." Docorpo de iraperiaes marinheiros, das
companhias de aprendizes marinheirus creadas pelas
leis anteriores, do halalhao naval e da companhia
de imperiaes marinheiros da provincia de Mato-
Groato, cnuiiniiando a autorisarao para elvalos ao
seu estado completo.
o Arl. 2.- A forja cima mencionada ser pre-
enelu la pelos meios auloris 1 los no arl. i.- da lei
n. 613 de 21 de agoslo de 1831.
" Art. 3.- Fica revugado o arl. 3.- da lei 11. 616
de :!1 de julho de 18.">2, na parle em que manda
computar em mais una quarla parte para a refor-
ma 11 lempo do serviro militar aos olllriaes que cr-
virem lias provincias do Amazonas e Mato-tirosso.
Art. 4.' F'icam revogadas qnaesquerldisposijnes
era ronlrario.
a Palacio do Kio de Janeiro, em 5 do maio de
1856.Joao Mauricio Wanderlev.
(I Sr. Presidente declara que "a proposla vai ser
lomada na devida consideracao.
He remedid a commissao de marinha eguerra.
O Sr. ministro relira-se com as formalidades
com que entrn.
Continua a eleirao das commissOcs.
1.* commissao de conlas (58 cdulas,.
Bar.ao de Caropy 51 votos, Theophilo 50, Ferrei-
ra de Agujar 50.
2." commissao de emitas ,.58 cedolas).
Belisariu 51 volos, Barbosa da Cunha 50, Sarai-
va i.
i).' commissao de conlas js cdulas'.
Brasque 51 volos. Brandan 50, Luiz Carlos 33.
Commissao de peuses c ordenados (58 cdulas'.
Sayao Lobato Jnior 47 volos, Ijomes.Kibeiro 47,
Baltazar da Silvcira 40.
Deven.In passar-se a eleirao da commissao de fa-
zenda, venlicou-se nao haver casa ; o Sr. presiden-
te manda proceder a chamada, da' para ordem
do dia a mesma de hoje, c levanta a sessao as 2 ho-
ras.
No dia 6 nao houve sessao.
Desprezado c rcpellidu por lodos os represcnlan-
les da monarchia golhica, escolheu urna raulher na
classe obscura da sociedade, e, protegido pela fortu-
na, ccrcou-a com o prestigio mais facinador qae os
annaes dos principes referen! nesle genero.
Diaiua onilo rom urna filha vuigar da palria ro-
")> do Cid. nasceu-lhe um lilho, cujo de-Uno
s arxpvideucia P"dc saber.
Talvez traje a purpura dos Cesares, 011 acabe co-
mo o rei de Boma, comendo o p-o do eslrangeiro.
Sincera ou conslrangidamentc, esle successo exci-
lou grandes regosijos em loda a Franra, em varias
capilaes da Europa, e al na crle de San-Pelcrs-
burgo ; c, Iranspondo n Atlntico, enconlraram nm
echo sMiipalici no corarao do cnsul dance/, resi-
dente nesia cidade.
Segundo uns, o Te-I>eum que o Sr. conde L-
mont mandn celebrar, no da I.", do correnle, no
templo da Senhora da Peona, foi pura e limpies-
mente em aeran de grecas pelo nasetmanlo do lilho
de Napoleao lll ; cosque pensara assim, allegara
que no podia ser pela paz, porque aimla se nao
conliecem as rendirnos do tratado de .10 de marro.
Alas, segundo o animncio de convite ledo pelo Sr.
ronsul a lodos os cidadaos francezes aqui residentes
ou de passagem, a solemnidade leve um lim dupli-
ca : festejar o nascimcnlo do novo principe c a con-
clus.ao da pal europea.
Soja como for, o acto celebron-se com toda a pom-
pa e esplendor, que as circumslancias permilliam,
na igreja dos missionarios Capochinhos.
Mus, pergunta alenem, porque rallo a solemni-
dade leve lugar na Penha '.' Porque razio o Sr. cn-
sul re Franja nao procurou oulro templo*.'
Al certo pontea pergunta herazoavel, e por isso
vamos dizer o que sabemos a este respeito.
Em conscqiiencia de urna concrdala celebrada
entre a Franra e o papa Gregorio XVI, lodos os va-
pores qae sainara de Ancona e de Cirila Vecina para
o Oriente eram obrigados a conduzir gratuitamente,
para as missoes daquella parle do mondo, dous mis-
sionarios apostlicos.
Como urna compensajSo desle santo serviro pres-
tado a causa do rhristianismo e da eivUisacIO por
esses apostlos da palavra evanglica, o governo
Trancez deve dcfend-los em qoalquer perigo, e lo-
ma-Ios sb a sua prulccj.ao, onde quer que clles se
achara.
Esla medida era acouseihad pela propria philo-
!) de maio.
O paquete inglez Caniflla, enlrado bonlem do
Un1 da Prala, adianta Ires dias s dalas que tulla-
mos de Montevideo c de Buenos-Ay res.
Em Montevideo nada occorrera de inleresse. 0
nosso correspondente diz em dala de i do cor-
renle :
11 Surcede ncslc me/, esaclamenle o mesmo que
succedeu no prximo lindo, isto he, o familia sahe
daqui com o inlervallo apenas de Ires dias depois
da partida de um vapor de guerra brasilciro. Esta-
mos porlanlo hoje, romo eonao, dispensado de es-
crever urna correspondencia em forma, vislo que
.pezar de ser Monlevi lea o paz onde as nnvidadei
formigem, nao lem neles tres dias occorrido lanas
que fornejam materia sullirieute para isso. Besa-
miremos pois em iluas linhaso pouco que ha digno
da altenrao dos leilores.
A policia da capital acaba de ser informada da
existencia de um rnme, em cuja indagajau bem po-
de mostrar loda .1 sua liabilidade c perspicacia. Tra-
la-se de um brbaro e horroroso drama de sangue
representado no armazem de comesliveis denomina-
do del Vapor, que se acho situado era urna das
principesa mas da cidade.'
o No sobrado desse armazem viviam doos socios
donos delle. um dos quacs era rasado com a prima
1I0 oulro. Em nina das primeiras noiles desla se-
mana iravon-se entre clles disputa 1,1o forle, qoe
1 e taeirai ata: mados sul.ir.11n para verificar o que
nata. Fof-lhoa poran vedada a mirada pela mu-
Iher, qneeajegorofl -, ur r,)US., j, importancia ;
retlalxlerendo-se em seguida a ordem c o si-
lencio.
No dia nnmelialo sou!ie-=e que os dou> socios
haviam desapparerido, achando-se sii na rasa a mu-
llier. Presa esla, c con.lu/.ida a policia, declarou
que lendo-se travado urna lula enlre seu marido e
seu primo, ella desmaiara de susto, ignorando por
coiiscguinle o que depois se passou !...
.r Ou fosse calculada esperlcza ou admiravcl in-
genuidade, o que he corlo he que a policia pare-eu
conlentar-sc com estas declarares, e maudou por
a mulher em liberdaila.
o Na manbaa de quarla-feira, porm ao enlra-
rem no armazem, com as formalidades do eslvlo,
alguns credores para fazer o inventario dos bens
uelle ; existentes, um dos individuos que lomava
parle nesse Irabalho eocoolruu, por acaso, um colle-
le com qualro sgneos de punhaladas e algumas
manchas de sangue. Despertadas assim vehemen-
les suspeitas da existencia de ura crime, prosegui-
rn! aa.petqaiUf, e pooco depois achou-se urna cai-
ra corlada em pelaros, e em seguida, na solea da
casa, um barril hermticamente fechado.
Nolando-sc que conlinha pem. c que estenio
era liquido, resolyeu-se que fosse inmediatamente
aberto. Denlro eslava um corpo esquarlejado, que
se suppe ser o do socio solleiro !...
A policia remelleo o barril com, os restos da
victima para o hospital da caridade, para all fozer-
se o compclenlc exame medico, e Bandea de novo
prender a mulhei e mais os Ires caixeiros do ar-
mazem.
o He o que parara nos consia a respeito de He
espantosa alrocidade. Nao deixaremos em lempo
dedar conta aos leilores do resullado 'dos exames e
avenguaroesqiie a auloridade sem dolida tara para
o inleiro desruhrimeuloda verdade.
a No dia 27 do passado chegou a Boenns-Avres
o vapor de guerra paraguayo Tacuari. Nesse'va-
pnr deviam seguir para o Paraguav no dia primei-
ro do crrenle os Srs. \ erges e Borges, com o Ira-
lado novissnno celebrado rom o imperio, qoe vai
receber a ralilicajaodo chefe daquella repblica.
O Tacuari Irnuxe a Buenos-Axres dalasde
As-umpro al 17 deabril. Dellas eoutU quena
noiic de.fondeara no porto de llumaila o vapor
Kio Negro. procedenle de Buenos-Avres. com det
das de viagem. O general Guido, que fora de pas-
sagem naquelle vapor, litara no Paran, prelendeo-
do esperar all o regresso do Tacuari para subir.
O Nacional., de 17 copia do Semanario o se-
gainlc:
Sabemos por pessoa respeilavel que o general
Lrquiza pretende levar os limitas da Confederado
alea Baha Negra; e por consequenca nao he'ja
objeclododuvidaquesejacslo o motivo da missao
du Sr. Guido.
Os agentes do Brasil dizcm que o seu tratado
com o general lrquiza he nicamente de amizade,
commeicio, navegarao e limites ; porm islo mes-
mo explica ludo.
Se Urquiza exige por limites a Bahia-Negra,
lica perreitamente comprelundido o casos fo'deris
do seu datado com o Brasil.
Esse tratado he perpetuamente millo, como om
aclo celebrado contra insuditam parlem. Bem
fizerara em nao convidar ao nosso governo, como
deviam sendo, como he, limitrophe a repblica eom
os ditos Estados contratantes.
He fura de duvida que o Brasil pretende tirar a
braza com man alheia.
O Semanario qoizdesponlar de milito agudo em
negocios diplomticos ; mas, infeliz do contempe-
ra neo. a experiencia lera demonstrado qoe nao he
dos melhnres prophelus, e qoesoai lllienji e
recelos, a que elle di ares de 'admiratear nrevses
diplomticas, fazem rir a qaem o le Coa da As-
sumpeau.
Eip meios de lirar a braza cora mo alheia he
de certo mudo Iraquejado o Semanario ; mas aera
asstm que agora hade lirar aquella qoe o atiusta t
Estamos que nesse caminho o conlemporaneo escal-
da as mili.s.
0 resullado das negociajues do governo imperial
rumo plenipotenciario do Paraguav, foi geralmeo-
leapplaudido em Montevideo e Bueoos-Ayres. A
Tribuna desta ultima cidade, que nem sempre se
lem mostrado benvola para comnosco, diz no sea
numero de 21 do passado :
A missao enviada pelo governo do Parageiy
junio da corte do Brasil para tratar das qoesles
pendentes entre ambos os paizes, obteve o mais
prospero resallado. O tratado definitivo qae poe
termo as diflerenjas existentes enlre o imperio e a
repblica do Paraguay foi assignado em 6 de abril
e ratificado pelo imperador do dia 8.
O Sr. Dr. D. Loreno Torres, chegado bonlem,
e que foi encarregado desla missao, est inleira-
menle salistailo de seu exilo, tendo encontrado os
melhores, desejos da parle do governo imperial para
salvar as diflicoldsdes existente! e chegar a um
ajuste pacifico e conveniente para os ioleresses de
ambos os paizes.
No dia 1. do correnle abriram-se as sessoes da as-
semblea geral legislativa. Lida a meusagem do go-
vernador da provincia, dava a soa demissao e Sr.
Alsina do cargo de mioislrodos negocios estraogeiros
e interiores. Ignorava-se quero seria o seo sneces-
sor. O Sr. Alsina relira-ae do ministerio para tra-
tar da sua deteriorada saude.
A questao das fronteiras apreseolava um aspecto
pacifico. O governo aceitara as propostal de paz
dos caciques sublevados.
Das provincias confederadas Dada ha que offere-
ja inleresse.
De Valparaso temos dalas al 31 de marco. An-
nunciam as folhas que na cidade da Paz, em Bolivia,
se descobrra urna cAnspirajao contra o governo.
O Per' conlinoava em grande agitajao e receta-
va-se urna revolujao contra o general Castilla.
10
lindel 1 m do cholera. Fallecen no di*8 do cor-
renta nm hnraem livre e nm escravo.
Mnrtalidade total dos cholericos al anta-honlem
i,8!H), sendo :
''".....2,:144; homens 1,467. raulheres877
Escravos .... 2,523; 1,825, > 698
Cundirn incerla :I2; 30, a -8
i,S1l!l 3,322 1577
I 'ornal do Commerrio do Rio.)
PRABBBCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA FBQ-
VINC1AL.
Sessa'o de 12 de amado do 1sG.
Vrcdeiwia do Sr. barita de Camaragibc.
(ConclusSo.)
> fr. Pnr/alla : /Nao devolveu seu discurso'.
I.:.! 1 a.1.1 a discussao he o paree>-r approvado.
, Boira em discussao o parecer da commissao de
pelijoes adiado na sessao antecedente por ter pedido
a palavra o Sr. Lacerda, acerca da pretenejo do
Baph.el Lucci, emprezario do Ihealro de Santa
Isabel.
Vai a mesa e he apoado o seguinle reqoeri- ,
ment :
Bequeiro o adiamento al que se discuta lei
do orcamenlo.E. de Mello.
O Sr. Barras l.acarda : Sr. presidenta, Ka-
pbael Lucci requeren a esta assemblea o anno pas-
sado, que Ihe enneedesse sera subsidio algum, n
Ihealro de Santa Isabel, dando-Da a perraissao para
estabelccer um jogo ou diverlimenlo de quino ou
vispora : este requerimeulo foi desprezado por todos
oiisn principio, mas depois o nosso amigo quej
u3n lem assenlo na casa.
"m Sr. Depulado : Nao foja um histrico
disso.
O Sr. Lacerda: Peis bem. O certo be que a
assemblea o anno passado lomando em alguma con-
siderajao o requerimeulo de Kaphael Lucci, aotori-
sun o presidente da provincia a contratar segando o
seu requerimeulo o Ihealro de Santa Isabel.
t m Sr. Depulado ; Ou como melhor Ihe con-
viesse.
O Sr. /.arerda : Ou como melhor ihe conriesse.
I-, Paseandoeaaa autorisae|e, S. Exc. o Sr. presi-
denlc acaba ha pouco de fazer o contrato e appa-
rece Baphael Lucci 11,1 segunda-frira com esto reque-
1 uiieiiio, i-io In-, .mies de bonlem e honlem den a
commissao o parecer que acabo de ler, indefinndo
a prelenrao do pelicionario : alguns dias passados,
um dos nossos nobres collegas pedio .informajiYes ao
governo sobre esse contrato enlre o governo e Lucci,
esses documentos foram fornecidos e at hoje
nao livemos a honra de saber quaes elles foram, mas
o certo he qae foram pedidos, chegaram s roaos
desse nohrc depulado e he de esperar delle alguma
cousa.
OSr. Abilio : Eu me comprotnello a alguma
cousa apresenlar.
Cni Sr. Depulado : Algum parlo.
O Sr. Lurtrda : Sim, e creio que nao sajr o
ilion parturiens.
O Sr. presidente diz no seu relslorio. (l) Eu s
quero tornar saliente as vanlageus que o Sr. presi-
deule da provincia suppe que podem resultar desse
conlraio, entretanto que honlem a nobre commis-
sao de peliroes com a manir preripilarao indeBrio-
0 requerimento de Lucci, porque pedia 30:0008000
emprestados. Mas, Sr. presideute, o que estrecho he
que pedindu tambera Lucci modiGcajoes no contra-
ta, a commissao abslrabisse de ludo e desse o sen
parecer.
O Sr. A. Caralcanti: O parecer da commissao
falla das modificajoes.
O Sr. lacerda : Mas a commissao sbslrahio
do contrato feilo cora Lucci, nem mesmo sabe
delle.
0 Sr. A. Cavalcnli: Se ja est feito.
O Sr. Lacerda : Mas donde consta isso ? em
sophia, era urna consecuencia lgica da civilisajuo
moderna. "^
Com effeilo, desde os fins do secnlo \VI, que se
clama em lavnr da.liberdade do cousciencia e da to-
lerancia religiosa.
Fisle principio tao altamente proclamado, caneara
atinal o indeferenlismo religioso, que, cm verdade,
no um grande mal para as nares.
Boma, emquunlo leve cenra", anda mesmo su-
persl.ciosa, dominou o mundo ; mas, assim que a
laial donlrina da indiflerenca em materias de reli-
giao penelrou nas suas provincias, Boma paaaa, al
hoje, he nada.
Enlre oulras nares, a Franca enlendeu que a F-
oerdada de eonscieoeia c"a tolerancia religiosa, de-
viam ser principios pralicos, reacs, c nao phantasli-
cos c chiinericos.
Se, em consequencia da dnolrina de liberdade de
pens'imcnln, os callos insliluidos |>or l.iilbero e (al-
vino lem direilo a ser tolerados, a religi.lo cathoira
lambem deve ser respeilada e aralada nos (aas do"-
ma-, em qualqocr paragem onde for adoptada.
Ningaem ignora que a guerra do Oriente comc-
rou por urna dispula relativa aos Santos Lugares
Ora, leudo este conflicto inlerrompido. naquelle
lado do mundo, os Irabalhos da propagarlo di fe,
he natoral que a paz d lugar a conlinaacao desta
obra evanglica.
Assim. por um lado, a convenci celebrada entre
_. 1 pilr OtlIrO, i'ii/. <.* i 1 '-' 1111'- 11 11 un M11111 in mi iiii) v a i,vuaU
,'"I'U,..li1.*^'" ?"" ?"! '1,ilr ?Ii" nuebrado das larao de se lerem prestado, os pagade ledo o tra-
badlo.
Alas, dir alguem, o pantgyrico, esse perfume
esseneial com que se cosluina embalsamar, entre dos,
o objeclu das solemnidades desla especie/
.Yin houve panegyrico. O Sr. cnsul n.io quiz,
porque nao he coslume em I'ranja fazer-se panegj -
rico por occasiao deslas ceremonias.
Com effeilo, de quo servem essas acclamajes of-
liciaes, esses elogios, essa adnlajao, epbemera como
o incens, para deificar nm ente, que nasce. cujo
occaso pode ser sepultado nas lagrimas e no arre-
pen.lmenlo, ou glorificar um aclo, cujo alcance
ainda se nao conhece?
A historia nao he smente nm drama, hejoitiji.
Assim, a posleridade, que he a historia, julgne o
da de coro as tres figuras que represenlam a F, a
Esperanja c a Caridade.
o cealro do arco do cruzeiro penda o pavlh.io
franco*, para denotar que a baodeira franceza pro-
tege os missionarios apostlicos em qualqner parle
do mundo.
io palpito, do lado direilo, se observavam ai bin-
deiras franceza e brasileira, indicando u respeito dos
Capuchinhos para com as dnas naces, e em signal
da amizade qae liga a Franja ao Brasil.
L'ma li.iiuleir.1 collocada sozinha no arco mor do
cruzeiro denotava que a fesla partencia i nacao
franceza.
Do Ihrono, dos aliares, das tribunas, despren-
diam-sc ondas de luzea, que inundavam todo o tem-
plo, o qual s respirava grandeza, devoras e res-
pedo.
Bispo, presidente da provincia, commandante das
armas, cnsules, grande numero dcotliciaes da guar-
da nacional e de primeira linha, desembargadores,
negociantes, etc., enchiam o edificio sagrado.
L'ma orcheslra de cincoenla artistas, sob a direc-
c.lo do meslre da capclla imperial, o Sr. Marcellino
da Cosa, eveculou primorosamente a msica do ac-
ia, composijao de ara artista brasileiro.
Os missionarios Capachinhos, qae dirigir.im a so-
lemnidade, renunciaram a loda e qualquer recom-
pensa qae Ibes houvessem de dar : s aspiravam es-
ta occasiao para manifestar as suas sympathias pela
paz e pelo nascimento do novo principe, e a conso-
missf.es apostlicas no Oriente, lizcrain que o Sr
conde de l.mont escolberae .1 igreja da Penha, e qu
os l.cverendos missionarios Capachinhos se prestas-
sem com grande dedicaran e zc-lo na solemnidade
que leve lugar no dil I.. do correnle.
O templo eslava decorado com um goslo severo e
veneravel, que inspiran prufundo recolhimenlo aos
espectadores.
Nao se observava csses adornos chamojantes, (ao
usados enlre mis. Era urna armaj.lo simples e mo-
desta, como a idea que desperta o lugar divino, on-
de se celebrava a solemnidade.
Sobredore elevadas columnas, simtricamente col-
loradas em a nave do templo, crguam-se os smbo-
los dos doze Apstalos.
Sobre as doze sanefas dis tribunas estavam oulros I honiem peo que foi, o^aclo peo que produzio.
tantos Anjoj da altura de ura hornera ; e na varan-1 (Abdalah-el-hralil.



ILEGIVEL


DIAS10 SE PSBAgfcl SEGUNDA FII8A 19 O ITUIO I 11(6
particular posso saber do conlralo, mas cu depulado
ada sei.
UmSr. Depulado : Basta o que diz o relalo-
rio, comliinaiin rom o que se diz presentemente.
U Sr. La-fra : O relalorio refrete ao docu-
mento n. II, que aimla nao existe na casa, porem
a commissao com a maior precipitarao abslrahio de
ludo, indeferindo o requenmcnlo scm mesmo saber
dai modiflcaroes que se pediara do cntralo, porque
tu creio que esta casa nao pode avaliar das modifi-
cantes, ignorando o que diz o contrato.
f.'m Sr. Diputado : ero, anda (oi publicado
nos jornaes.
O Sr. Lacerda : S; algum esclarerimsntos exi-
tem eslo na nulo do Sr. Abilio. no cnlrelanto que
a commissao jolgou-sc habilitada para dar oseu pa-
recer.
OSr. Scfito : E abslrahio tambera da audien-
cia da comtniMo de ornamento.
O Sr. l.acta: Como o nobre depulado d es-
te aparte, atjr^ilrei, que inda agora quiz ver se
achara alguDM coherencia com o que % irnos ha
pooco, mas se ella indefere o reqoerimeiilo, nao
commetleu iocoherencia alguma.
l'm Sr. Depuiadi : Era preciso alleuder ao es-
lado doe cofres.
O Sr. Lacerda : Nao, porque ella desprezou
iii liminc o requerimento.
Se. presidente, a precipilacao da commissao foi
anda adiante, ella alo foi somenle precipitada em
dar s seo parecer em t horas, scm querer ouvir
cousa alguma.
O Sr. Florencio : Isto he accusaclo muito
forte. .
O Sr. Laceria : Nao ho muilo forte, porque a
comuiis9.lo prescindi de ludo, prescindi das modi-
ficaces que se pedem do contrato, prescindi do
eiame do conlralo existente.
O Sr. A. Cacalcanti: Nao precisava mais do
qoe sabia.
O Sr. Lcenla : Mas como pode a commissao
avallar das modilicaces de um ce nimio, sem saber
quaes sejam as soas cundirnos'.'
O |Sr. < Laceria : O uobre depulado nao leu
O Sr. ftgo Barroa d. um aparte,
a pe tirito de Kaphael Lucci porque nao he s o
emprestimo que elle pede, elle qutr permissao para
estabelecer theatros filiaes, elle pede modilicares no
teu contrato.
O Sr. neg Barros: Ainda nao enlrou na eni-
prea, este anuo ja pede modificarn.
O Sr. Lacerdu : lato o que prova he que o no-
bre depulado nao leve razao em dar o aparte que ha
pouco deu. Mas a nobre commissao nao so foi preci-
pitada em dar o seu parecer em -Jj horas, como em
prescindir de ludo e nicamente pelo noroc do cm-
prezario, qoe en nao conhero e utm posso avaliar as
suisqualidadee.
O Sr. A. Cacalcanti:A commissao conhece-o
perfeitamenle.
O Sr. Lacerda :Sei que nao he dos mais im-
portantes, mas o que me parece, he, que a com-
missSo n3o examinou o requerimento devidamente.
O Sr. A. Cacalcanti: Examinou-o rnuito
bem.
O Sr. Lacerda :A commissao diz no sea pare-
cer, qoe Kaphael Lucci pede por emprestimo
0:0009, quedeve sereffccluado dentro de um anno,
en relo que n'uma das modificacoes do requeri-
mento diz justamente o contrario, diz q'oe o em-
prestimo sera salisfeilo.
O Sr. A. Cacalcanti:lie sso mesmo,que he
salisfeilo.
O Sr. Lacerda:He o pagamento do empres-
timo 1
O Sr. A. CaraUanlt:He a satisfacao.
O Sr. Lacerda ;Donde deduz islo !
O Sr. A. Cacalcanti :Do requerimento.
O Sr. Laceria :Mas o qoe he emprestimo sa-
tsimo ?
O Sr. A. Cacalcanti :Satisfarn de empresti-
mo be o pagamento do que se "recebeu empres-
tado.
O Sr. Lacerda :Por qnem".'
O Sr. A. Oicalcant\ :Por elle.
O Sr. Lacerda .-Dentro de umanno : lie islo o
que eu depreheodi do requerimento, mas nao sei
se he isto o qoe diz a commissao. Le.) Pois bem,
estamos concordes ueste ponto, e fajo abstracto
dessa modificarlo, porque estamos concordes.
Sr. presidente, o requerimento de Lucci, se bem
qoe nao nos merecesse muila imporlaocia, como de
fado vimos no anno pasudo, todava semprc nos
merecea alguma, porque deu lucar a qoe esta casa
autoriusse ao presidente a contratar com elle.
f m Sr. Depulado :Nao mereceu nada, e at he
bom nao fallar nislo.
O Sr. S.acerda :Eo nao quero passar por alto
esle faci da assemblea, porq'ie o naojolgo 13o in-
decoroso. Tanto nos mereceu ahuma confianra es-
so requerimento, que autorisamos o preside'nle a
contratar.
O Sr. llego Barros :Foi urna declinatoria da
assemblea.
O Sr. Lacera :Nao foi declinatoria, foi auto-
iis.iro, salvo se o nobre depotado olo quer conlie-
car a signilicac.au do termo declinatoria. O cerlo
he, que esse requerimento nos merecea o que foi
sutlicienle para darmus aulorisac.au ao presidente :
eis abi portanlo um tacto que prova, que essaVpro-
posla tioha algum fundamento, e julganriu o presi-
dente da provincia conveniente aproveit.ir-se da
aulorisarao da* assemblea para o contracto Lucci,
diz no sea relatorio, que acha vanlajoso esse con-
trato, se o emprezario o realisar, que o julga de in-
tertsse para a provincia, entretanto a commis sea parecer com a maior precipitaran diz, que esse
contrato he inexequivel desde as soas primeiras ba-
ses, e que cada vez mais se convence da sua inexe-
quibilidade.
O Sr. figo Barros :A prova he, que elle ja vai
mostrando o que quer.
O Sr. Ijxcerda :Eu nao digo, que a commissao
deixnsse de dar este parecer, mas quizera, que a
commissao livesie feito um esludo, e que ella nao
pudia prescindir da anahsi do contrato, porque o
peticionario alem de pedir os 30:0009, pede muitas
oulras cousas, e a commissao nao pudia iudeferir o
pedido dos 30:000/ sem dizer nada sobre o mais.
O Sr. A. OstraIfemfi:Indelirio-a em ludo.
O Sr. Lucero1" :Se indeferio em ludo, nao foi
coherente comsigo ; se a commissao entende que
este contrato nao merece alinelo alguma, o sen
parecer nao devia ser esle, nao devia reduzir-se a
islo.
O Sr. A. Crunlrunfi:Agora nao se traa de ou-
Ira cousa.
O Sr. Lacerd'i:Se a commissao entende, que o
cimbrado nao merece consideraran, nao devia > iu-
deferir a pretenrilo, devia dizer mais algoma cousa,
, devia dizera commissao he de parecer que o con-
trato seja rescindido ;porem a commissao referi-
se so ao* 30:0005 (nao apoiados porque a commis-
sao nao examinoo as oulras modilicares.
O Sr. A. Gietilcan/i:Porque s'ao exageradas.
O Sr. L'irertf" :Pois he exagerada a modifica-
r.io de abrir Ihealros tm qualquer parle da pro-
vincia ?
I'm Sr. Depulado:Era mais um focodejogo
aulorisado pelo goveroo.
O Sr. Lflcerda :T.-x vol contra o requerimento
de Locci, mas devo dizer que ojogo foi perinillido
pela assemblea para se estabelecer no Iheatro do
Itecife. Ser.i pois a coudirao do jogo do mallo que
conslilue essa immoralidade ? Se o jogo he perigu-
so, como eu confcs50, eutao o perico vem de mais
de longe.
O Sr. A. OiMlcniili : Quem o contesta '!
O Sr. Lacerda :Eniao se o contesta, nao devia
cifrar-le nislo, devia dizer mais alguma cousa.
O que eu porem quero lomar saliente, he a preci-
pilario da commissao prescindindo da anal- -o do
conlralo, visto qoe ella ignora completamente qual
he a contrato de Kaphael Lucci.
O Sr. llego Burros?:Trala-se he do adianla-
mento.
O ir. Lacerda :O nobre depulado est phanali-
co pelo emprestimo. Qoer que eu lea o requeri-
mento *? mas creio, que he desnecessario, porque
loesi-.o a commissan confessa que se nao trata lo-
mete do empicsiinio.
O Sr. Hcgo Burros d um aparte.
O Sr. Lcenla :Naolenho a bmua de responder,
porque nao pnsso enteuder os apartes do nobre de-
pulado.
Uvque quero tornar salienlc, bem saliente, he
a precipilaran da commissao neste ponto : a com-
missao prescindi de ludo, dispeosou a informarao
da directora do Iheatro, que parece-me, devia ser
oovida para que a commissao desse um parecer bem
blseado.
lia um apirlc.,
L'm indeferimento desles n3o podo estar bem ba-
seado, e ainda qoaulo a mim existe a precipitai;ao
mais uolavcl, que he a falta de delicadeza ou allen-
r.io par com a casa do anno passado, qoe permitlio
esse jogo, ou pelo menos permitlio a possibilidade
delle.
O Sr. A. Caralcanli:Nao lem nada com a cau.
O Sr. L'icerda :Tem, porque ella permiltio a
possibilidade do jogo do quino ou vispora.
lia linda orna falla de atlcnrao ou delicadeza pa-
ra com o administrador da provincia, se bem que
eu nao seja defensor do lodos os seu* actos, vejo
comludo que he nm homcm, que esta a sabir da pro-
vincia, esta a largar a presidencia.
I'm Sr. Depulado : Nao se Irata disso.
O Sr. Sitiino :lalla-se do contrato e nao dos
CMtMadara.
O Sr. Lacerda : O que he que se quer dizer
sqaando se diz : o contrato be inexequivel desde as
suas bases.
. br-Xa'rtmento PorUlla : Em consequencia
das modilicares que elle quer.
O Sr. Lacerda :Diz a commissao fi), que
quer islo duer, Sr. presidente
O Sr. a. Cacalcanti:Continu.
<> Sr. Lacerda (continua a ler.)
Im Sr. Depulado :Esta em perfeita conlradi-
cao enm o oolro contrato.
OSr. /Mcerda. :-E o que he modificaejo se nao
urna eontradicflo s,,i gfl,crh 1 Eslcs midificarfies
nao as pode avaliar a cnminisiao, por que nao sabe
qual o contrato, elle nao consta i casa.
O Sr. A. Cacalcanti:Consta a essencia do ion-
trato.
cer, porm eu vejo que o nobre depulado nao se as-
ignou com reslriccao ; se o nobre depulado peusas-
se desle modo, devia dizer, eu coucedo o empresti-
mo ; porque apezar dislo nao se d a subveurao e o
Iheatro fuuccionara, mas Cxigisse as giranltM. A
vanlagem do coulralo, segundo diz o Sr. presidente
no seu relatorio, be nao dar-se o subsidio, essa sub-
veurao nao se d, apezar do einpreslimu, logo, o pe-
ticionario n3o he conlradilorio, como diz o parecer
da commissao. Diz mais que he desarrazoado, islo
cu nlo sei como se prev- l!. A commissao admit-
i a inexequibilidade do conlralo primordial, e islo
sem que a commissao leuha visto esse contrato, po-
rem ainda abstrahiudo dcsla circnmslaucia, eu vejo
que se d mm falla de delicadeza e de atlcnrao pa-
ra com a casa do anno passado, que admitir pelo
menos a possibilidade do couiralo com l.ucci.e d-se
falla de delicadeza e alinelo para com a presiden-
cia da provincia, que confercionou esse conlralo e
que declarou adiar conveniencia nellc, e islo quan-
do esl a retirar-se da provincia ; a commissao jujga
inexequivel o coulralo desde seu principio.
O Sr. A. Cacalcanti:A commissao nao ofleu-
deu o melindre de niugucui.
illa um aparlc.]
O Sr. Lacerda : Porque o nobre depulado nao
fallou na questo de lpojuca '.' Eu sei que talvez
por detercucia a minlia pessoa, deferencia DIO me-
recida, os nobres depulados nao se opp^zeram ou a-
ccilaram o projeclo que apresenlei sobre lpojuca:
era queslAo de alguma importancia para mim, e de
toda utilidade publica ; por bondade da casa passou
fcilmente : mas creiam os nobres depotados que
se me pedissein explieares eu as daria.
O Sr. Silrino : Eu pedi explieares o o nobre
depulado deu ms.
0 Sr. Lacerda :So nos quizessemos ler atten-
roes para com o presidente da provincia, a conse-
quencia era revogar-se a lei, porque S. Exc. inslava
com todas as forjas para a revoga$ao dessa lei, por-
que ella se liulia feilo um pouco irrclleclidatnenlc o
anno passado.
1 m Sr. Depulado:Acaba de fazer tambem nina
censura ao presidente, dizendo que elle nao execu-
tou a lei quo marcava os limilesdc Seriiili.iein e lpo-
juca.
O Sr. Pns'ient* :Nao he islo que esl em dis-
cuss.lo.
O Sr. Lacerda :.Mas tornando saliente essa pre-
cipitado, essa falla de delicadeza c alleni-ao, eu te-
nhoa honra de propor a emenda seguinte (Id :
Sao estes os canaes competentes porque devia pas-
sar esta queslao ; eu desde j declaro que inclin-
me i volar contra o requerimento de Lucci ; mas
desde que a commissao reconheceu mexcquibilida-
dedo contrato, a falta de merecimenlo delle, a cou-
sequencia, Sr. presidenle,era propor a rescisao desse
contrato.
O Sr../. Cacalcanti: Exhorbiliva de suas at-
(ribuices.
OSr. Ijxcerda : Como '.' Se um depotado qual
quer pode apresentar um projeclo.seja sobre qoe ob-
jeclo for, como he que a commissao exhorbi-
tava '.'
O Sr. A. Cavalcunli : Nao igo que nao
possa.
O Sr. Lacerda :Se o contrato n3o merece refor-
ma alguma, se nao merece allenrao, por isso que re-
conhecem a sua inexequibilidadedesde snas bascs.se-
jam cohereules, peram a rescisao do contrato e nao
estejamoecupando a altenriio da casa com um ob-
jeclo inexequivel que so merece desprezo.
l'm Sr. Depulado : t) que admira he o no-
bre depulado qocrer esclarccinientos e ter o seu jui-
zo feilo.
O Sr. Y.acerda : J decorreram 18 horas o en
nao fui quem deu o parecer ; esludei a queslao.sof-
fri hoje urna grande massaJa do peticciouario, nao
saliendo alinal o que foi que elle quiz,live lodo esse
lempo, Uve informaees parciaes que a commissAo
nao leve nem podia ler.
O Sr. A. Caca\cant\: Tive mais do que isso,
porque romo promotor publico tive occasiao de ta-
ludara questao a respeilo do jogo.
O Sr. Lacerda : Nao sei como he, Sr. presi-
dente, que a casa admiltio pelo menos a possibilida-
de desse jogo do quino na cidade do Kecife.e no cu-
tan lo acha-se urna immoralidade u'outro qualquer
Iheatro que se eslabelera.
O Sr. A. Cacalcanti: Eu acbo em toda a par-
le.
O Sr. Lacerda : Pois enlao acabemos com elle
absolutamente.
O Sr. Florencio : lie o mesmo que as lote-
ras.
O Sr. Lacerda :Tenho concluido.
inexequivel, e rclilivamenle pessoa do mesmo Luc-
ci, jamis elle podia ler lugar.Eolio Irauqiiilisci-me
acerca da reclamado que prelen.tia faz*, como pro-
motor publico, ,e este jogo se eslabeieresse, o con-
venci-me que isto jamis leria lugar, que o contrato
nunca lena evecuro, quo as vistas do governo nao
su scriam realisadas, quan.lu elle pretenda poupar
aos cofres pblicos a lobveneao dada ao Iheatro, co-
mo que scriam estas vistas excedidas por Lucci, por
isso que nao so dos cofres nao sahiria dinheiro, como
entreva com a multa resultante da falla de cumpri-
iiii-ul i do cnnlralo.
Um Sr. Depulado: Bullo o contrato era Ilu-
sorio. .
U Sr. ./. Caoalcanll: Era Ilusorio, nao valia
nada absolutamente.
Sr. presidente, o contrato apparecia coin coudi-
cues ventajosas para a provincia, nicamente com
a cundiriio do jogo exigida por Lucci; pareca a pri-
Dieira villa que elle devia ser permilli lo, c que nao
eslava compreliendido as especies marradas pela c-
mara municipal, esse contrato pareceu que devia me-
recer a alinelo do governo, por Isso qoe .-i iiiforma-
ces que elle linh, nao eram contrarias ao jogo, e
por isso o presideute foi completamente Iludido aca-
ta questao.
O Sr. Laceria : Nao apoiado. O contrato he de
pourus das, e elle aluda o jolga conveniente.
O Sr. A. Cacalcanti : Sr. presidente, o admi-
nistrador da provincia leve em vista nicamente
poupar essa despeza aos cofres pblicos, leve em vis-
la as vantagens que podiam resultar provincia do
contracto primitivo, o presidente fui Iludido nesse
poni, por isso que desdo que cu lirei cssas infor-
m a roes, perfeitamenle me convenc, qoe a peliclo
que hoje se aprsenla nesl.i casa devia ser scm duvi-
da a consequencia do cnnlralo ; o contrato foi apre-
unlado com condit/ies iotciramcnle Vaolajosas, por
isso que, para que Lucci conseguisse a emprea era
Decenario, que assim se apresentasse, viudo asre-
clamares posleriorincnlc, o allegando entlo qual-
quer pretexto que inostrasse a imponibilldade de
cumprir o coulralo que se da va alias em virlude da
pessoa. O contrato primitivo parcre bom por si, mal
he inexequivel, porque coin aquellas condires nin-
guem se injeitl a ser emprezario do Iheatro': se pois
o conlralo he inexequivel, as vistas do governo fu-
ram ainda lien do que elle desejava, porque nao
obslaute os cofres pblicos nao despondercm dinhei-
ro, etitrava aoles a mulla.
Ha um aparte.)
Jadisse, Sr. presidente, que o conlralo he nc\e-
quivel por sua Dataren, porque pude conbecer na
occasiao cm que lomei essas iiilurniarcs, que Lucci
nao liona crdito algum, alem de que ninguem se
sujeilava a faze-lo com as eondicMl por elle apre-
sentidas, a ulo ser pelo inlercsse que poda tirar-se
em consequencia desse jogo ; mas ou enlondo que o
inlercsse resultante desse jogo nao he o que se deve
ler em vista.
he a natureza
O Sr. iMcerda :Cojo principal firn
erojogo do lotho ou quino, e dar i
he cilabele-
.. rcpreientarcs
sem reecbcr snbvenrao alloma.
Vm Sr. Depulado :Mas nao esta determinada
a rorma porque o emprestimo seja reembolsado.
.. Sr. Sasnmenlo Porlella :Nao ha garantas
nenhomai.
O Sr. Lacerda :Enllo se a qi eslilo he de caran-
) a deetsao da commissao devijr ser outra.
O Sr. A. Cacalcanti :Sr. presidente, infeliz-
mente para poder sustentar o parecer da commissao
de petiees, lereide entrar talvez cm materia de que
eu desejavn bem arredar-me.
OSr. Theodoro :Prescinda della.
O Sr. A. Cacalcanti:Tauto quanlo me for poa-
sivel. Antes de ludo, antes de entrar na questao, he
precizo semprc dizer a casa quceu son um dosalhle-
tas do presidente da provincia, sou um daquelles
que muito louvam seus artos em geral,
Vm Sr. Depulado:Isso nao est em discus-
sao.
O Sr. A. Cacalcanti:Mas tralou-se dislo, disse-
se que se uftendiaao melindre da assemblea edo pro
sidente.digo pois que apezar de louvar em geral os,
actos do presidente d& provincia, todava qnando os
julgar marrs.nao mejulgo inhibido de os censurar em
toda a qualquer parle.
O Sr. Silcino:Todos ns fazemos isso.
O Sr. A. Cacalcanti:Eu desejava nao locar
nesle ponto, e desejava lio somenle me referir ao
parecer, maso nobre depulado que o impugnou pro-
vocou-mc para o terreno odioso, para um terreno
cm que eu nao desejava entrar.
Sr. presidente, esl em discoasio a queslao desse
requerimento de Kaphael Lucci,a respeilo do qual a
ooiumissao cutendeu, que liavendo poucas garantas
da parle dessa cmpc/j devia dar o parecer da forma
que deu, sem que por isso cnlrasse em seus plauos
ofTender o melindre da casa, uein loo pouco o do
presidenteda provincia.
Ha um aparte.}
nanlo a assemblea provincial,eu direi, que essa
allribuiroo dada ao presidente da provincia nao era
positiva, essa aulorisarao nao obrigava.era por assim
dizer o mesmo que se a assemblea dissesseo pre-
sidente da provincia lar.i o quelite convier a assem-
blea provincial n3o enlrou no conneeimentoda ques-
lao, deixoo ao presidente melhor examinar as cir-
cunstancias que se davam a respeilo della, o quo
revclla scm dnvida qoe na dtteoaalo nao se enlrou
do exatne ila conveniencia do coulralo, do crdito
que mereca a empreza.
f'ni Sr. Depulado :A aplorisarao he lal, que o
presidente s poda contratar com Lucci.
OSr. ./. faralcanti:Jio apoiado, ou como Ihe
couviesse, de leaneira quej deixou ao presidcnle o
arbitrio de examinar couvenicntemeule te essas coo-
dires deviam ler lugar, a assemblea den a permis-
sao at para contratar com 4ulro nao apoiados.)
OSr. ./. furalrr.'ifl:rju vou pruvar islo com
outra !ei da mesma assemlilca. Nos nao podemos
ser contradictorios: o anqo passado volaram-se
1:2:000-3 para a subvengao ,lo Ibealro, e no cnlanto
ja exista o reqoenmento de Locci que rcnunciava a
Inda a subvencao: ura, se a assemblea eutendesse,
qoe o presidente nao podia 'contratar com oulro que
nao fo.-se Lucci, jamis consignara na lei do orra-
menlo essa verba.
Vm Sr. Depulado :Poda entregar a administra-
rlo do Iheatro.
OSr. .(. Caculcanti:Tratava-se do conlralo de
Lucci, esse individuo nao quera subvengo, logo, se
o presidente eslivesse a distrjctn a contratar com el-
le, escusada, seria essa subvencao.
l m Sr. Depulado:llavi -JO mezes para come-
tar o coulralo.
O Sr. Machado Portilla dli um aparle.
OSr. .1. CaiaUanli:Isso be justamente o que
eu quero fazer ver: que elle;podia deixar de contra-
tar, por isso que a lei era facultativa.
tCruzam-sc varios aparles.O
Os apartes dos nobres depdtados vlo-mo corlando
o fio do discurso, e talvez que eu nao possa fazer-me
bem cemprchender.
A commissao de pclires examinou coin tuda a at-
lcnrao c ininuciosidade as cundires que vem con-
signadas na pelirao, e aprovdilo a occasiao para de-
clarar que apenas galli revotou-sc-me o espirilo,
vendo a maneira porque so eede a urna assemblea
que deve ser composta de linmcns illustrados.scme-
Ihantes cousas, revolla-me,Sr. presidente, ver a ma-
neira porque individuos quels lem por (im aprovei-
tar-se dos dinheiros pblicos para satisfazer seus in-
teresses individuacs, vem aqju dizer cm sua pelirao
que o movel do nossas accoes he o interesse.
l'm Sr. Depulado :Isso he nosso, nao he delle.
O Sr. ./. Caca\can\i :M'S examinemos bem
cada nina das condiroes, a quanlia do emprestimo
e a conclusao que rcsulla de um pedido (lestes, len-
do o peticionario quaudo se proroz a contratar feilo
valer a economa qoe resallara para os cofres de nao
receber elle subveurao, condico esta que o levava
ler preferencia a lodos os oulros cuiprczarios, que se
apresentassem em concurrencia com elle.
Vm ir. Depulado:He isso que est em di-cus-
sao ;
O Sr. ./. (aiakanti:Eo quero musitar a con-
Ir.idirc.io no pedido dos 30:0009, quaudo elle dava
como razao para a preferencia que devia ler relali-
varrreule aos nutros concurrentes, o nao exigir sub-
vengo alguma.
Sr. presidente quando se presenten o anuo passa-
do nesla casa o pedido de Lucci,eu tive occasiao de o
examinar, nao como mernbro della, que entao nao
linli i essa honra, mas romo promotor publico : tive
occasiao de examinar o questao relativa a esse jogo,
assim como para chegar a esse lim, eu tivo lamhein
de indagar qual o credilo que mereca a empreza cm
questo. Nessa occasiao pude conhecer, Sr. presi-
dente, que esse joco qualquer qoe fosse a sua deno-
minaran, leria corqo conseqoeucia allerar a ordem
publica no Ihealro, que he sustentado com o lim de
moralisar.
O Sr. Machado J'oriella: l'ui per.nillido pelo
chefe de polica.
O Sr. .1. Cacalcanti: Era nm joco, Sr. presi-
dente,de parada, um jogo que devia le como resul-
ta lo exacerbar os espiilos.
t) Sr Machado Porlella : Nao pense que eu
u lento ojogo, eu voto pelo parecer.
O Sr. A. Cacalcanti: En digo que a idea do
jago no Iheatro s por si he urna ininioralidade, seja
ella qual for. Mas, Sr. presidente, tive occasiao de {tracto
examinar o crdito que devia merecer Lucci, c entao
luudando-mc cm informaces muilo positivas, pude
conhecer que Lucci nao, tinha dinheiro, nem liulia
credilo para fazer vir artistas de oulras provincias,
quaesqoer que elles fossem, sem que fiz?se grandes
f.'m cr. Depulado : Sabe qual
desse jogo ?
O Sr. A. Cacalcanti: Sei que so exige que no
Iheatro se eslabelera ojogo do quino.
/ m Sr. Depulado : N,1u he isso.
O Sr. A. Cacalcanti: O lim principal he lucrar
por esse modo, e nao pel-s rcpreseulares, porque
esta reconhecidu que su pelo lado das representares
nao se pode sustentar um ihcalrn scm subvengo, e
para isso temos a experiencia de todas as emprezas
transadas, que tcm perdido. Se prtenlo o empreza-
riu Lucci nao quer semellianle subvencao, o empre-
zario Lucci nao lem cm vista u ganlm que vem des-
sas representares, mas o gando que resulta do jogo
que elle quer estabelecer com consentimento do go-
verno, eesse jogo qualquer que elle seja lem como
consequencia perturbara socego publico.
O Sr. Florewio: Esl admillido.
O Sr. A. Cacalcanti : A polica nao consenlio
cxpressamenlc; avista das informares dadas por
Lucci, acerca do jogo que elle quena apresentar, o
chefe de polica disse nicamente, qoe parecia nao
eslar coniprchendido as especies prohibidas pela
cmara municipal, fui isto nicamente de que so Ira-
tou; mas o que cu digo he, que em geral lodo e
qualquer jo^o n'uma casa do governo, be urna ini-
moralidade; porcui como esse conlralo era qoanto
a mim inexequivel a' vista da pessoa, porque Lucci
n,lo o podia realisar, porque nao tioha dinheiro pa-
ra controlar csses artistas, a commissao disse muito
bem, que (l Alem disso, como*ja disse, na occasiao
em que procurc obler essas informares, pude saber
que esla pelirao seria posteriormente apresentada
como consequencia do prlmeiro contrato, e se elle
uao fez es grara de contratar, foi porque lemia c rom razao
que se lli'a negasse; mas eu ja esperava pelo reque-
rimento, nao foi para mim novidade.
Agora tralarei de justificar cada nma das razGcs
que leve a commissao para dar o parecer em dis-
russ3o.
Senhor presidcnle, a commissao qoando leve por
lim iudeferir a prelenrao que se apresentava, nao
podia de forma alguma apresentar urna resolur.lo
nova ; com quanlo a cada um de ns seja permitlido
apresentar projeelos, commissao compela nica-
mente deferir ou iudeferir a prelenrao, dando as ra-
zoes que constitu a segunda parte do parecer, sendo
que a primcira lie um hisl iriro resumo do pedido
,IC,. E>ta taita Uc fundamento basta para convencer
que a empreza nao lem crdito, e que o que ella diz
ler hoje perdido, jamis o leve. A epidemia nao
pode aer razao suficiente para que um hornera que
nunca levo casa de negocio, perca o credito que de
anles tinha : se pois boje se dao as mesmas circuns-
tancias que se davam, quaudo o emprezario conlra-
lou, essa razao dada por elle sprve para que a com-
missao se possa convencer deque Kaphael Lucci nao
s nao lem credilo hoje, como nao o levo nunca,
lio exagerado o pedido de :(0:00t).-;'JiJO.
lia um aparte.
A compararlo dessa circunstancia com o pedido
de lomar conlj do Iheatro j coin lodos os seus per-
tenec, bem como, do guarda roupa, para pagar o di-
nheiro no primeiro armo do sen contrato, que pode-
r comerar quando elle quizer. (Nan apoiados.i
Elle pede isto. o requerimento diz que quando Ihe
convier sejam comeradas as representares.
O Sr. Lacerda :Aonde est isso '.'"
O Sr. A. Cacalcanti: as condicoes do con-
trato.
o Sr. Lacerda :Como, se elle he obrigado a co-
merar dentro de 20 mezes".'
O Sr.A. Cacalcanti :He uina das modilicarei
que elle pede fi). J se xi: que elle nao precisa o
lempo em que essas representares devem comerar,
isso he, a sua vonlade. Ja disse, senhor presidente,
o fado de pedir Lucci boje dinheiro para pagar
no primeiro auno da sua empreza, que enmerara
quaudo llie convier, be um verdadeiro absurdu* he
suppor muito pouco zelo da parte desla assemblea.
O Sr. Florencio:he amito forte.
O Sr../. Cacalcanti :Mais que fosse era pouco,
avista de urna pelirao de-la-.
Eu ja disse, senhor presidente, que he necessario,
que te oonveacam de que esta assemblea zela bastan-
te 119 interesses pblicos, e que ella jamis pode de-
ferir a prelenres desla ordem.
Senhor presidente, he verdade que Lucci pede
311:0005000 rs. por emprcsliiro, mas he preciso ad-
vertir que a fazenda provincial nao he banqueiro,
nao deve fazer emprestimos, scnSo quando esles tra-
zem utilidade real ao paiz.
O Sr. fipaminonJas: Isso serve para muita
cousa.
O Sr. A. Cacalcanti:Se pelo que tenho dilo, he
claro, que o contrato nao se pode realizar, que elle
he por sua natureza inexequivel, he claro tambem
que a provincia nao pode tazer semelhanles empres-
timos, e a commissao cntendeu muilo bem quando
disseque por forma alguma devo ler deferimenlo
;ima pelirao desla ordem. So se comparar, senhor
presidente, as mudilirares apresentadas pelo peticio-
nario rom as condires do sen premilivn contrato,
ve-se que esse pedido he absurdo, e eu vou mostrar
que o pedido de crear reprcsenlares filiaes, com a
permissao de estabelecer o jogo em ditern pontos
da provincia, s por ti he urna vergonlia.
O Sr. Lacerda :Nao apoiado.
O Sr. Silcino :A polica pode melhor cxcrccr a
sua acrao aqu do que no millo.
O Sr. .1. Cacalcanti :Admillo a idea do nobre
deputada, mas ndcpcndenlemesmo disso, ahsoluia-
mcnlc fallando o pedido da crearo de representa-
res filiaes, em que se tenha por im prinripal tirar
inlcresscs do jogo, he urna verdadeira immorali-
dade.
O Sr. Lcenla:Em loda a parle.
O Sr. Florencio : Assim como as loteras.
O Sr. A. Cacalcanti:He cousa diversa e cu nao
entro agora nesla quesillo.
I) Sr. Florencio : Poique uao ha immoralidade
lambem uas loteras .' ,-,.
O Sr. A. Cacalcanti :Eu nao digo que admit-
a perfeilamente as loteras, ao menos ellas nao Ira-
zem pertorharao dos nimos, mas digo que ha una
diHercnr-i, cuja demonstrarao aguardo para occasiao
opporluna ; por ora nao se trata dena qoesllo, Ira.
la-so da ininioralidade do jogo nu Iheatro que he
real.
Moslrei, Sr. presidente, como me cinnprin que a
eommiMlo nao leve por lim censurar os actos da as-
semblea passada, e antes digo, que ella fui levado
por esse senlinjenlo de economa, que laimVn fsci-
iioii a presidencia, nu antes que ella entendeu que
devia deixar a appreciarao da conveniencia desse
contrato presidencia, como nina prava dessa ron-
liinra illimitada, que no entender de muitos. deve
haver da assemblea para com a idininistrarao, pen-
samenlo que j me dominou por algum lempo,' mas
que hoje me nao domina, pois pens boje que deve-
mns ser o mais restricto* possivel.
O Sr. Florencio : Tao joven ji tem tanta expe-
riencia !
O Si: A. Cacalcanti :nanlo ao governo ja dis-
se que faro limito bom conceilo delle, enlendu que
foi antes illudido ; c quanlo au pedido he um desar-
rasoamento levado ao maisallo grao, e que a idea do
jogo he urna immoralidade.
O Sr. Ahilio Nao devolveu o seu discorso.
Vai a mesa e he apoiado o seguinte requeri-
mento :
licqueiro o ailiamento da discusin do parecer
por -l' lluras. S. R. Abilio. u
ti Sr. lipaimnonda* : Sr. presidente, me limi-
tarei a tratar somenle do adiamento que he a ques-
to que deve ser tratada ; nao enlrarei na an.lise
ilo conlralo, nem na refutaran dos argumenten que
se apresentaram na casa para prnvar qoa esse con-
de inexequivel, he ridiculo, que ninguem
O honrado membro que se assenl a minha direila
quer o adiamento 13o aumente por i'i horas, para
que elle tenha lempo de propor a rescisao do
conlralo, ou outra qualquer medida que elle julgar
conveniente apresentar casa a esse respeilo. En que
prejudira o meu adiamento as inlrures do nobre
depulado '.' Pelo contrario,o meu adiamento facili-
la as suas nleoc/ftei, e Ihe da mais lempo para apre-
senUr essa medida, liem romo para ser ella aprecia-
da pela casa e approvada ou rcigeilada.
E como quer o nobre depulado amanha discutir
esta prelenrao, c que amanhaa mesmo ns rescinda-
mos esse coulralo c tratemos da peticlo de Lucci '.'
creio, que no intuito de facilitar o pensamenlo que
o uobre depulado arabuu de apresentar, elle deve
antes votar pelo adiamento mais prolongado, do que
mais restrictivo.
' ni Sr. Depulado : Pode ser intil.
0 Sr. Fpaminondas : Dentro de 2 horas a as-
semblea nao pode lomar urna resnlurao sobreaideia,
que o nobre depulado se digna apresenlar.
Eis apenas o pontos da provincia que nos envia- sua (Ida : o homem pe e Dos dispoe: o seu pai-
rara noticias esta semana ; c fazemos votos para que smenlo lem sido geralmenle.ientido.
nao tendamos occasiao do mencionar mais fados lu-
(uosos, semelliantes aos que nos tcm oceupado lia
perto de qualro mezes.
As dalas da Paradiba cliesam a V> do correnlc. A
epidemia parece estar exlincla na capital. A silua-
(lo ia mclliorando em lodo o senldo ; o mercado e
ardava prvido de ludo; e a eguratira ndividoal
nao linda suirridoufleiisa alguma.
Tivemos dous vipures do sul: o porluguez Pedro
/', e o Porand. Os leilores ja sadem que, no da 3
de maio, leve lagar a abertura da assemblea geral,
mas o que ignorara be que este acto esleve era ves-
pera de naorealisar-se por falla de nomero sufli-
cienle na cmara temporaria. Felizmente nao acou-
leceuassini, c no da designado, a I dora .la tarde,
celebrou-se a ceremonia, pronunciando S. M. o Im-
perador o discurso do esljlo.
Esla per,a nao pode deixar de merecer a conside-
racao easscniimeiito geral do paiz. Parece queja
"Sr. .fhilio : Discute-se amanha, mas nao vai chegandu ahora de te fazer joslira a
se sabe quanlos das levara. |occuparoes polticas destituidas de interesse real. A
U Sr. Epaminondas : Entretanto o meu adia-' opiniio publica s tcm um desejo, um alvo, urna as
inciilo nao preju tica por forma alguma aos intentos
do nobre depulado.
Sr. presidente, arespeilo da diiCDMlo que lem
havido sobre o parecer em questao, cu fare appli-
nirar.in :. promover n prosperidade da narao ; c esse
voto da commundao-bra-ileira se acha expr.'sso no
documento imperial nos tpicas, em quo se refere
aos elementos constitutivos da nossa grandeza, ao
cacalo do pensamenlo do poeta latino, latine iric in | problema da sulliluje|o dos bracos escravos pelos
anliniscelestibus'. lano faror, tanto calor O anima- [ bracos livre, a queslao di coloiisarao, e as nossas
rao no espirito dos illtusres membros da commissao, relatei internacionaes com as repblicas do sul no
em nina questao dcsta ordem .' A casa vio qite eu continente americano.
ped a palavra quaudo se tratou dedisculir o lequc- \ Ale as ultimas dalas, que recebemos da curte, ne-
runeulo do Sr. Husma, requerimeuto em que se nhiima iniciativa importante havia apnrecidu nas
pede o ..:- j- -> --.
amentos, sem se levantar esla eeleuiiia, que nao Alm das medidas que se devem tomar para altrabir
veio inu>lo a proposito,e que parece envolver apenas j a emigrarao eslrangeira para o nosso paiz, una lei,
censuras a assemblea pasuda, c ao governo. qne regule os develes recprocos enlre o plantador
Sr. presidente, as razes com que o honrado re- | da canoa e o dono do cosenho, he de summa im-
lalor da commissao de ptices fundamenlou o porlancia.
adiametito que aprcsenlou suba a prelenrao do Sr.
Ousino, forain taes que moveram a casa a'vular por
esse adiamenlo : essas razes eu as oll'ereeo em sus-
_Segundo a nossa opiniao, a applicai;ao do princi-
pio fecundo da divisan do trabalho no labnro do
assucar, he um dos meios principaes para con>eguir-
tenlacao do meu adiamento, eu as oflerero cm sus-1 se a subsliluirao dos braros escravos pelos bracos li-
WDIaejIo do adiamento que propondo sobre o pare- vres. He provavel que esle camindn se encontr,
ccr l.ucci ; e ollerero lambem as mesmas razes, os i no comero, a resislenria dos preconceilos do passa-
mesniosargumentos.que lem lucidamente aprescula-
do o uobre primeiro secretario iulerino,oSr. Lacerda,
porque me parece que enlre urna e outra petir.o
nao da a menor divergencia, ha idenlidade de pedi-
dos, ba idenlidade de circamstancias.
O Sr. A. Canlcanti:Nao apoiado.
O S'. Fpaminondas:Sr. prrsulenlc.u que de,que
cdeuou ao nosso eonliceiraeiito'.' sao dous contrata-
dores cun o governo, dous domens quo prometieran!
fazer taes e laes costas, que tomaran) taes c laes
obrigares, c que as lem de cumprir : dous bomens
que quando foram contralor essas mesmas obriga-
Qes, oto pedirn adlanlamenlos, nao pediram em-
prestimos. O Sr. Husmo fez um contrato para a il-
lumiuac.io, o Sr. HusmAo hoje vem a casa, e diz:
eu me ocho em circamstancias de nao poder satis-
fazer o meu conlralo, taes e laes fados me tem oju-
piimido nolavelmente. a epidemia sobre ludo rae
tem perseguido de lal forma, que he irapossivel que
eu resisla s mas circumstancias em que me acho ;
eu quero um emprestimo de .">0 conlos para cumprir
as obrigaces do meu contrato, quero um empresti-
mo para pagar em anuos; islo he.quandoji existir
I illuminaro a gaz, quando elle talvez ja nao le-
nha mais direito a cssas preslares anuuaes com que
pretende pagar.
O Sr. A. (Vaealcaiii;A commissao nao cniiltio
o seujuizo.
O Sr. lipaminondoi:O Sr. Locci vem a esta ca-
sa com o mesmo carcter cun que veio o Sr. Gus-
mao, uao apoiados) islo he, coulralador do governo.
Kaphael Lucci, he como acabo de dizer, um cou-
lralador com o governo ; contrahio com elle certas
obrigares, e Lucci vem cau como o primeiro e
diz: eu boje nao posso cumprir cssas obrigaces, as
circumslancias sao tristes ; a epidemia pesou sobre
inim borrivelmenlc, ou sobre as pessoas que linliam
de ajudar-me na realisarao deste contrato, peco-vos
que me emprestis 30 contos para vos pagar no pri-
meiro anno de ininhas represenlaces, e nao quan-
do Ihe convier, como disse o nobre relator da com-
missao, mas no primeiro anno, que se hade vencer
iufallivelmente dentro do prazo que Ihe coucedeii
o governo. Senhores, anude esla a difleren^a de ura
e oulro peUdonariol ambus contrataran! com a fa-
zenda, ambos dizem que nao podera cumprir suas
obrigares, que a epidemia pesou sobre elles....
illa um aparle.)
Se essas circumstancias sao as mesmas, se sao
iguacs, parece, que se no primeiro caso houve ra-
zan para se mandar consultar os cofres pblicos pro-
vinciacs, se houve razio para se pedir o concurso e
auxilio das Inzes, ea commissao do nrramenlo, tam-
bem havia razao e razao sullicieule para que ueste
segundo caso se mandassem consultar os cofres pro-
vinciaes, para que ueste secundo caso se pednse o
concurso e auxilio das luzes da commissao do orea-
monto.
He lal a idenlidade das pretenees, Sr. presiden-
te, que, pareco-me que se polo estabelecci sc-
*egumle proporrao. I'rinta coulos esl para cincoen-
la, assim cnino a prctencao de Kaphael Lucci esla
liara a prelcnrau de (iusmao.
Ha reclamacttes.)
Se os nobres depntados nao querern os (ermos, eu
os invertere: 30 conlos, est para o direito, a jus-
Uca, a equidade do prelenrao do Kaphaol Lucci, co-
mo cincoenla conlos esl para o direlio, a juslc,a,
e equidade da prelenrao do Sr. Antonio da Silva
fjoamlo.
O Sr. A. Cacalcanti .Nesla questao nao entro
agora.
O Sr. Fpaminondas :Sr. presidente, aprsenlo
estas consideraret, porque com eiroilo, nem a pe-
lirao de uro, nem a peticao de outro se funda em
direito provado, nem Kaphael, n-m (iusmao se fun-
dara emjustica; ambos elles invoeam a equidade,
ambos procurara antes coimnover us nossos corares
do que arrancar de nossas caberas urna decisao
acertada.
l'm senhor Depulado:Ira pedeuinadiantamentn
do que ha do receber, c outro pede um desprop-
sito.
O Si. Fpaminondas:A uoica diilcrcnra, dizcm
os nobres denotados era aparte, consiste em que um
pede um adiantamcnlo, e oulro pede um empresti-
mo. Eu realmente cusi a coraprchender a dilTe-
renra notada pelos honrados membros. Pergunto,
por ventura as preslares nao sao somenle devidas
depois que os contraladores compren) as suas tbri-
gares'.' Por tanlo, pedir essas prestares sem esta-
rcm cumpridas essas obriaaroes, de "o mesmo que
pedir um emprestimo, um favor casa.
Vm senhor Depulado:Ha .lilferenija.
Vm senhor Depulado:A diflereura he contra o
Sr. tiusmae.
OSr. /-.'oii/iizoiias:Se ha dilTcreura, he como
diz o honrado membro, a favor do primeiro e nao
do segundo, porque o primeiro nada lem a receber
da thesnuraiia, e o segundo s pode receber essas
prestares se cumprir de.idamente as obrigasoes do
seu contracto: por lano, se ha dillerenra. s pode
ser a das peuoil, c nao de pretenees.
IIi um aparte.}
Eu cstou justificando o adiamento. Se ha dile-
reiira, est em que um possa pagar, conforme a
garanta que ollerecer, e o outro se achara em uilli-
culdade para o fater, se por veulura se realisar o
conlralo da illuminacao a gaz, slo he, elle nao ter
essas preslares aoooacs, ellas cessarao no momento
cm que se confeccionar o routrado gaz.
OSr. Machado Porlella:Esse asidlo fica in-
tacto para o destruir.
O Sr. I.pannondas :Eu nao duvido que io Ic-
vanle raslello, <- por mam de urna vez lenho cou-
ressado nesla casa, que nao sei discutir heni, nem
estou par da illuslrarao dos honrados membros.
i nao apoiados,) Se levanto caslellos he movido pela
forra de minhas convicres, he movido pela forja
do raciocinio, raciocinio que talvez os nobres de-
pulados nao podero destruir.
l'm senhor Depulado:La'se vai a modestia..,
OSr. fi/iaminondM:Sr. presidente, tenho dilo
qu ii.'.o he bastante, quanlo he suflicienlc para mo-
ver a casa a votar pelo meo adiamento. quer consi-
derando os fundamentos que j leve para adiar a pri-
mcira prelenrao, qoer considerando os fundamen-
tos, que apresentou o honrado membro para adiar
esle negocio cm consequencia de medidas que elle
lem de oQcrccer em relar,ao ao conlraclo. Vol pelo
adiamenlo.
Encerrada a cliscuiso he o requcrimenlo do Sr.
Epaminondas, apprcvado sendo rrjeilados os de-
mais.
Segonda discusso lo projedo n. que lxa a forca
policial.
Arl. I. A forra lolicial para o annu (iuaneciro
de ISj1> a 18)7 coistara' de quatrocenlas pracas
cora a organisarao (rescripta pelo regulamcnl *dc
2 de U dedezembro re 1853: po.lcndu cm circums-
lancias extraordinaria) ser elevada a leiaeontas.
Dad a llora, o saibor presidente designa a or-
dem do dio e levanlaa sessa.
Fallecen igualmente cm um da da semana
passada, emSennhaem, a sanhora do nosso distinclu
patricio e medico, lir. Joan da Silva Ramos, pouco
mais de nm anno sobreviven a seu pai, -qui igual-
regulares, viciadas, e revelando desfalques de di-
nhoiros, senao lambem que nao podiam ser exami-
nadas, por nao ler ainda o ex-colleclor Joaquina
Jote de Lana Freir, a quem taes coulas diziara rei-
peilo, recolbido at entao as conlas e livros do extr-
cicio seguinle de ISi a 1855 que se lornavam ne-
nenle fallecidu, logo que ebegou da Europa: que cessarins para certasconfronlaroes, e conferencias
d Dos a sua alma o descauso eterno, c ao seo in- sem as quaes nao se poderia proceder um exame re-
consolavel esposo resignaclo.
Const-nos que fallecer no hospital dos Laxa-
ros, no da 15 de abril, u,a enferma para all en-
trada em .10 de oulubn, ris48i5, e que alguem, cu-
jo nome fura encontrado no turo dos a-seulos, co-
mo prximo prente da fallecida, pe duvida em
satisfazer a coma, que Ihe mandara a alminislra-
cio, das despezas fulas com ella. Estamos persua-
didos que se atase o Ihesoorelro deu esse passo, em
alguma base eslaria firmado ; comtoito, se essa pew-
soi a quem fui remedida a couta nao leve ingeren-
cia alguma na entrado dessa enferma, alguem sen o
responsavcl por seu pagamento.
He voz publica, que na Cambes do Carmo em
ii i ii cerln eslabeleeimenlo, se v constantemente o
espectculo mais lastimoso crevoltaulc possivel, do
ser urna virtuosa sendera borrivelmenlc empalicada
a ponto de urna vez tirar como morta e
neniada! Irra! Queja deram na fina
guiar como ludo consta das copias ns. I ei Ncitas
circumstancias cuderecei ao Sr. inspector etTecttvo
ns referidas comas, sobre as quies dei a informarao
musanle da copia n. 3, pedindo a reiponeabilidde
do ex-colleclor, qoe posto ja estivesse sendo proces-
sado por alcance verificado na collecloria no exerci-
cio correte, nao devia com ludo deixar de respon-
der por es-e oulro crime, al porque era de misler
um exemplo aos exactores da fazenda, que por ven-
tura podeasem cahir em iguaes fallas.
Cnm es-a minha opiniao concordou em t de abril
lindo, o Dr. procurador fiscal,como se v da mesma
copia n. 3. Entretanto na sessao da junta de 17 do
mesmo abril, que foi a ultima presidida pelo Sr.
inspector etlectiv, foram laes cuntas consideradas
anprovndasnos termos da informarao da contado-
riaque alias Ibes havia negado exame) sem qoe fos-
do, mas a final a verdade Iriumpharu.
i orno a medida nao obri&a a ningoem, e as difli-
culdades vAo crescendo todos os das, a pressao das
cousas forjar a respectiva adoprao. Com edcilo,
em quanln o Sr. de engenho poder por si so exeeo-
(ar lodo o trabalho para fazer o assucar, elle nao se
resolver ao simples papel de fabricante, com-
prando a canna ao plantador; ir as quaudo Ihe forera
faltando os recursos proprios para ^ireencher es-
la funcr.o duplico, se sujeilar ao deslino qoe a si
uacao e a necessidade Ihe impozerem. Enlrelan
'o, he quasi certo que'aquelle que nao dispozer de
'randes recursos, promplamenle abracara e meio
reposto.
Ora, islo nao he urna inovarao, nem urna Iheoria
impralicavel, be um fado que" se verifica na Europa
a respeilo da cultura da berterraha. I. o fabrican-
te do assucar desla substancia limita-se somenle a
ter as machinas aprepriadas, e nada mais. Entao,
no lempo da safra, compra a beterraba ao plantador,
que lli'a vem vender em sua propriedade, e a reduz
a assucar ; e desla cspecialisac.au ueste ramo de in-
dustria nao resulta depredarao alguma nem para om
nem para oulro. Ambos lera un lacro, mas um lu-
cro proporcional ao trabalho e capital empregado.
Em um dos nossos nmeros passados publicamos
um artigo do Daihj A'stet, qoe nos seus promenores
he mu lisongeiro ao nosso eslado presente. Kefc-
re-se a urna commissao enviada pela associac,o com-
mercial de Maucdesler a lord Palmerslon, para rc-
presenlar-lde a convenieucia da revogacito do bil
Adcrdeen, que no parecer da associarao he urna of-
fensa ao governo brasileiro.
Este bil foi promulgado em 181. em substituirn
a lei do direito de visita que expirava a qual autori-
sava o almiranlado ingloz a julgar os nossos navios
que se oceupassem nn trafico de escravos.
O, em consequencia desta medida adoptada pelo
governo inglez, o Krasil nao quiz celebrar novo tra-
tado de commercio com a (jrao-Uretanha ; tendo
cessado o trafico, e sendo o nosso mercado o quarlo
que a Inglaterra conta no mundo, este eslado he
considerado pouco satisfactorio para o seu commer-
cio ; e foi isto que diclou o passo que deu a associa-
C3o coinmerci.il de Manchester.
Al hoje ainda nao he chegado o presidente que
foi Horneado para administrar esta provincia. Nada
se sabe ollicialmentea este respeito, por meio dos
jornaes que nos chegaram da corle. Eulretaulo
consta por cartas viudas no ultimo vapor, que o Sr.
Sergio nao pailiria mais no Yamao, em consequen-
cia de ler de fazer alguus concerlos, mas sim no
Amazonas, o qual devia ahir do Rio de Janeiro al
n da 13, de sorte que he provavel que a :il se ade
uo lugar do seu destino.
Segundo um oflicio, com data de IJ. dirigido a
commissao central de beneficencia, sua excellencia
tomou a rovolncio de dividir o l::1535O0O rs, que
restavam clasaes pnbri>s dcia pr.ivincia, coin ti populacho des-
valida de diversos lugares, dando a cada um a quan-
lia de .jOOOOXI ; i coulos ao collegio dos orphloa .
2 contusas quatro fregueziasi da capital; e 1:153800
rs., ao collegio do Bom Conselho em Papacara. He
presumivel qoe estas esruolas tcnbam a devida ap-
plicacjo, e que Ules nao acontecer o mesmo que a-
couleceu com alguns succoiros que o governo enviara
para certos lugares durante a edidcinia.
Entretanto temos para ns que o donativo feito ao
collegio do liara Conselho he de grande utilidade. Es-
ta modesta iuslituicao, alm das recolhidas, que
conliva era seu gremio, recebeu ltimamente .'ai
meninas, que ficaram orpbaas pela peste. Seria con-
veuienle que o governo tomasse o collegio sb a sua
protecrao ; pois que o palrimouio que possoe consta
apenas de900 caberas de gado, adquiridas como es-
mula pelo seu lundador.o prefeitoda Penha, e de \1
pequeas moradas de casas levantadas no pateo do
mesm collegio por esle digno missiouario apost-
lico.
A assemblea provincial, depois de um longo dba-
le, que durou vatios das, rejeitou o projecto que
ereava urna cadeira de homeopalhia no Gvmnasio
Provincial ; ipprovdu algumas postoras de cmaras
muuicipac-, varios parece-es de commissao, um pro-
jedo cm segunda discusso, que crea urna cadeira
de primeiras letras em llapissuma, apreciou varios
projeelos apresenlados nesla sessao, e adoplou cm
segunda discusso, o que eslabeleceu a forra policial
para o anno fiuanceiro futuro.
Nan temos recelado noticias da Europa, e as nota
que nos bao chegado, depois do ultimo paquete in-
glez, s.lo anlcriorcsas que lindamos; entretanto cs-
pera-sc brevemente a chegada do vapor do Havre,
que devia'ter partido no dia 10 desle mez.
O eslado sauilario desla cidade lie plenamente sa-
tisfactorio. Custa a crer que, em lc pouco lempo,
ficasseraos livres do flagello, quo fez derramar lan-
as lagrimas. He inconteslavel que as providencias
hvgienicas muito contribuirn! para este prospero
resultado, sendo urna das condices, segundo a con-
li-sao do Sr. r. Aducci, o aceio das nossas ras,
pracas e outros lagares. Eulrclanto, ser convenien-
te que esse servido, nu outro mais aperfeicoado que
d os mesmos beneficios, seja sempre man da.
Falleceram durante a seniaua 36 pessuas, sendo :
I linmcns, 15 mulderese X prvulos, livres; e 1 do-
men-, 'i mulhercs e J prvulos, escravos.
IOI1IOI
PAGINA AVULSA.
lina vellia de sceulo e meio.Ko.db 15 :1o
correnlc fui recolhida (jerlrudes F'ilippa Isabel da
Conceico, t|ue diz ler a idade de 151) aunes, n..to-
ral desta citado, e filha natural de Francisco de
Soma 't'eixeira de Mendoura, tambem ja fallecido :
diz ter sido seu pai casado na familia dos Moutci-
ros, moradores na preciaba lo l.ivramenlo.
A ser exseto o que diz essa inullier, he ella um
abvsmode existencia; mas uao nos rcspousabilisa-
mos pelo anucbroiiismo, que porventura possa da-
ver; mas ella estas informares deu ao regente to
hospital. Cora cll'eito, o seu physieo indica urna
decrepilude espantosa, mas as suas faculdades pare-
ce que nao sollreranijallcrarao ; conversa e ate com
espirilo! A ser evado, tornamos a repetir, porque
crises nao tcm ella passado desde o seu nasctmenlo'.'
I.oge em seus piimeiros das o motim dos moradores
de Olinda por querer Sebasliao de i aslroe Caldas, cn-
lo governador, que os habitante- do Itecife lize-sem
parle da cmara de Olinda, e em consequencia o
tiro que sollrera, cm virtude to qual rctirou-se
para a Radia: ao depois diversas sedices das guar-
nires dos presitlios por falla de nianlimciilos: vio
faUT-se as iiu i-, ponles da Boa-Visla e Afosados:
vio enforcar-sc diversos presos que tentaram por
duas vezes arrombar a cadeia : vio prender-se no
lempo de D. Marcos de Horooha alguns empregados
pudlicos concussionarios: vio serem banidos do Bra-
sil os Jesuilas nu lempn em que govcrnou I.uiz Dio-
go da Silva: vio ser preso por esse meimu lempo,
ura ouvidor da comarca da l'.iralnlia. chamado Col-
ilaco: vio ioslituir-ss o eompanhia do commercio
,\. x.av.iiinu publicado no ; de Pernamburo e Paradiba ; vio prender-se o viga-
S?..l: t-.55.'.' :'r- P**i,,'.i | rio de Una c mais oulros sncerdoles da provincia no
lempo de D. Uanoel da Cunha de Menczes, conde
de Villa-Flor : vio prender-se o juiz de fura dcsta
cidade no governo da Jos Cczar de Menczes : pas-
snu por esse Blasmo lempo por ama tenivel peste
de btxigas que diiimoo urna grande parle tos ha-
bitantes: Aio fundarem-'oos htispilaes dos exposlos
c dos lazaros por D. Tkomix Jos de Mello: vio
por esse mesmo lempo alerrarcm-se as lagas co-
ser sacra, sem submellidas a discossao, para que os membros
Irra. Oue ja deram na lina.... Pobres da juula suslenlasscm sua opiniao, fazendo as pre-
munieres E ainda assim so fallara cm casamento: I cisas declaraees na acta, ou representaron a preci-
se esliverem sempre rom seus pas, poderlo levar do delicia se assim entendesseni dn seu dever.
qoandn cm vez la seu pclclecoziuhn, mas assim... Lavrado o despacho da junta, copia n. 4 que foi
sorras de matar, he preciso que venha I nao sabe- dictado pelo seu presideute, e assiguado por elle
o mesmo fizerara us oulros membros, queau dentis
nao temadmittido o cosame de averiguar despachos
asim dictados, em razao da confianca c drfferencia
que votama diguidade do Sr. inspector ffeclivo, o
qual mandn depois por oulro despacho cumprir o
do junta, copia u. 5. Estando eu, porem, ainda no
exercicio de contador, e passando a e v-corao dessa
decisao ao empresa do competente, que he o primei-
ro escriplurno da f. secro, Barros Cavalcaoti, es-
te vendo-se embarazado uo acto de lavrar o termo
de approvarao dasconlas, veio reprcsenlar-me ver-
il. I monte (pouco antea de entrar eu em exercicio in-
terino desla inspectora) acerca da iaeieqoibilidade
dos despachos, cujo cumprimentn Ihe foi ordenado,
por isso que nao leudo hav ido eiame das comas a
apprnvarau dcllas era anmala, seoo illegal, e 'co-
mo lal impedia aescriplurarao do respectivo lerrrj>.
Acceitando a representacio do referido empregad
e rae pareceudo que s por engao poderia ter aido
ditado o despacho de approva;ao, recebias conta- e
cuido inspector submetti-as nnvamente a coosidera-
t;3o da junta, em sess?o de ->H ainda de abril, ex-
poudo as razes que para isso linda, copia n. 6. O
Dr. procurador fiscal e o contador interino convie-
ram enlo na rerogar^io do despacho, e esle foi la-
vrado, como consla das copias us. 7 e 8.
Exposta assim a oireccao que levou o negocio de
quo pede esclarecimentos a assemblea legislativa pro-
vincial, c que n3o ha oulro senao o de qoe cima
me orcupo, relativamente as conlas do ex-colleclor
do B io Formti-o, Luna Freir, passarei a tratar dos
quizitos que consliluem a exigencia que me ordena
V. Exc. que satisfar.
I.* A junta desta thesoornria be segando minha
opiniao, muilo competente para lomar ronheclmen-
to de suas decises, e refoma-las quando entender
que, cm interesse da fazenda e direito das parles, o
deve fazer. Nenhuma lei ou regulamento existe que
Ihe cnarcle essa allnbuiro ; ella porlanto como pri-
meira fiscal dos interesses da mesma fazenda, exerce
pleno e inconteslavel direilo, sempre qoe eolende
que os interesses, que zela, exigen) revis.lo do suas
decises, quaudo illegalmenle lomadas como a de
que se trata.
Senao ha lei que expressamente Ihe d esse arbi-
trio, tambero he certo que neubuma o prohibe ; sen-
do que o silencio ueste ponto nao pode deixarde ser
tomado como umafaculdadeouliberdade de proceder
sempre pelo modo qoe for mais conducente aoi ule-
reases e exigeucias do fisco.
Pelo que me diz respeito em qualidade de inspec-
tor interino, enlendo que enlre este e o effeclivo ne-
iiduin.i diliereura ha no exercicio das funcres res-
pectivas, visto como he ao cargo e nao ao individuo
que a lei coofere as regalas e altribuices de direc-
cao, ni.nulo, inspeccao etc., e que ulo podem ser se-
paradas ta cniidade inspector, qoer esle elleclivo oo
interino, quer permanente ou provisorio. O ios-
peclor interino, pois, gozando as atlriboires do ef-
feclivo, eicrccudo-as dentro dos liinitejJrarados pe-
las onveniencias doserviro publico darpelos inte-
resses da fa/.euda, nao planta a desordem, a des-
moralisacaoc aanarchia.que aliaspoderiam dar-se se
o substituto legitimo devesse forrosamente perma-
necer adstriclo ao |-rocedlmenlo" erabora irregular
do substituido.
E me parece essa doulrina 13o clara e correnlc,
que al me julgo dispensado, para a sustentar, de re-
correr ao disposto no aviso de 22 de novembro de
1853, firmando a plenilode dos dreilos que passam
do elleclivo inspector ao interino.
Assim com o qoe fica dilo, e com a copia n. 10 da
resposla do Dr. procurador fiscal ao meu oflicio co-
pia n. 9, creio ler salisfeilo ao quizilo.
2.' i.)o.mo ao motivo de interesse publico que me
levou a propor a revogar to do despacho do Sr. ins-
pector elleclivo, nenbiim oulro fui senao reconhecer
rans de onde, um lildotle Adao com seus costumes
depravados, sua criacao de estribara para dar-lho sem
to raa especie tao pessimos conscllios Mirem-se
nesse cspelbo, minhas senhoras. cscolhaui muilo
primeiro, fdc,am bochecha, e nu se levem por me-
lurias!
A eompanhia dos salteadores doTIROosla
se desesperando ; nao se podo mais transitar s por
certas ras da cidade; ba puucos das constoii-nos,
que urna pobre mulher fura atacada na ra do Ro-
sario estreila para Ihe lirarcm uns brinquinhos, mas
a mulher baleu moa linguaqoe poz cm deban-
dada os malfeilores; esla audaria he nascida pela
falta de polica rondante. O cerlo he que desaper-
cebidamenle esses malfcilures vao zombando da jus-
tira publica. Dos queira que Dio fechen] as por-
tas depois de roubados.Dens queira.
Casou no sabbado urna liada gui na travessa
da ra de Santa Thereza para a ta Palma: felizmente
sempre armaran) o alta,- com um,' cubera deshela-
da, mas para compensar havia ua porta ura tambo-
rel com dousrapazes trepados balendo palmas.
Aus nossos correspondeules dos Remedios e
Iguarass.Recebemos as vossas correspondencias
em resposla aos defensores do Sr. Avila e Manoel
de Araujo Cavalcaoli Lias, e a seu lempo daremos
publicidade.
Este mundo tem cousas... Chega... encosla-ie...
conversa... entra... sabe... atravessa... passeia... e
vai-se! Adevinhem E se forera bomens coluqueru
com ocolovello.
A pobreza de S. tionralo eslurrica de sede, pe-
dem um chafariz, que a nao podem com a especu-
lado das vendedoras d'agua.
Xico Carleira, chefe dotiroacba-seameara-
do, consta, que ha quem queira ajuslar conlas com
elle nada, deixem-se de loucuras, cuinpre a polica
ajuslar suas conlas ; nao queiram acabar com um
ladrao,fazendo-ie assassinos : dcixam elle.que Dos
Ihe dar o pago.
Mu concorrida lem sido a igreja da Sania
Cruz, por occasiao da devora do Mez Marianuo,
e he all guardada a melhor ordem possivel.
Coiisla-nos que no sabbado nao leve lugar a ses-
sao do jurv, liavendo nomero sofficienle para casa.
Dizem, que pelo lempo da pesie houve aqu
um estudanle, de um s preparatorio, que se ucul-
cava de acadmico do teguudo anno de medicina,
e curou '.' Agora resolveu-se a viajar como eufer-
meiro.
Os habitantes da Cabanga pedem pelo amor de
Dos um chafariz, que niorrem la a sede, e na
podem com a caresta d*agu e esla un boa. Que se
delira.
Juizes ha de irmaadades que eutendem cm sua
alia inlelligencia, que devem calcar aos pes nscom-
promissos, com lano que certos atildados sejam ar-
raujadinhos : esle mundo he assim mesmo, lis de
quera mais esperto lie.
Dizem que a organisac,ao (Jos crculos esla de
desapuntar; ser uina decepcao para os caudidales
que conlam com o passarinho na inao.
lem tie fazer comidios
As eleirocs.
II ,.t'. .
As conlssoes.
Os pedinches.
As peliroe.
Amarrares.
Os palavies.
As n irracii?-.
Os servires.
Os papeles.
Eslupides.
Malcreaces.
Requisiroes.
As saudares.
As suspeire:..
Al confuses.
" Os lubares. o
Ab meus amigos do uiatto, olbo vivo, brevo vos-
sas gavetas licarao prenbes do cartas c ontio veris
se vivis esquecidos ; fepaiai, que laudadas que
lindas melifluas, que carias circuladas do cousas bo-
nitas, de palavrcs, de promessas, c au botis fura
os ttulos que vos bao de dar, guardai-os dem, para
a vossa veldico : passada a eircoU(lo, veris, que
quaudo se Iralar no parlamento de voseas matrizos,
de vossos acudes,.de vossa lavoura, de vossos inte-
resses l'malinente bao de gritar volos votos
e ainda bem, que as pastas das corainisses lera as
boceas bem escaocarudas, engolem ludo, mas nao
digerem.
Consla-Dos que sabbado appireccram qualro
olas falsas de 10?, da estampa azul, as quaes foram
dadas em pagamento de compras feilas em duas lo-
jas, sendo urna na ra do Crespo c oulra na ra lar-
ga do Rosario. A pessoa que as deu se aeda em cus-
todia.
O Sr. Manoel Jos r'eruandes Eiras, morador
era urna casa do paleo do Paraizo, onde tcm sua ta-
berna, com esquina para a ra da Florentina, foi
roubado em sua propria bal.iiaro pelas i horas da
mandria do da 18. Esle roubn fui commetlido da
maneira seguinle : leudo os caiseiros sabido, esup-
pondo o dono da casa que as purlas eslavam fecha-
das, eonservou-se na cama qem descansado. En-
tretanto, depois de alguns minutos descubri em ca-
sa um sugeito de estatura e corpo regular, de calca
e jaquela, chapeo prelo.com unta vela acesa na mo,
como quem procurav os lugares onde se acbavam
alguns objectos guardados, e como o individuo se ap-
proximassedo lugar em que eslava o Sr. Eiras, esle
levant ui-se, e, quaudo Iralava tic procurar urna ar-
ma paca defender', o desconhecido puxa de om
ponbai.e fugio. Enlao o dono da casa, examinan-
do cerlo- lagares, ve que Ihe linliam rouludo qua-
lro ccnluse tantos mil res era dinheiro. dous rclo-
gios de prala, e diversas obras de ouro que se acba-
vam empeuhadas em seu poder; se suppe que o la-
dr,1o se iulroduzio em casa cora chave falsa ou
gazua.
Em acrao de grajas pela extiucro da peile
nesta cidade, crlebrou-se humera nn matriz do bair-
ro da Boa Vista um solemne Te Deum .audamus.
Concorreram ao acto grande numero de pesioas, o
Exm. presidente da provincia, S. Exc. Kvm.,oExm.
Sr. commaudante das armas, etc., etc. Assislio ao
acto urna guarda de honra da guarda nacional.
Ale' amanhaa.
2RRATA.
Vn discurso do
uDiarhmJdc I
alm tic que. ele. deve ler-se : ssim, Sr.
presidcnle, convmtcr sciencia desle negocio, alm
de que, ele.
RECIPE 7 DEMA.IODE1856.
AS ti IORAS DA TARDE.
RTROmrO SEIANAL.
De poucos tugara da provincia recebemos com- "decidas por Afosados: as roas areneras do Recite
miiinc.ires duranka semana ; mas suppomc-s, cnm lornarem-se calcadas, vio edirar-se os arcos das
toda i certeza, que t cousas nos oulrus caminham Pon'** a PrS* 1'"16 : Passou pelo lempo desse
legiilariiieiiie. ] mesmo governo por time secca de Ircs anuos: vio
Entretanto as notiias que chegaram ao nosso eo-1 gowrnar diversas regencias: passou pela rcvolurao
nheciiiento sao mu salisUtorias, sob lodos os as- *
JI RV
DO KEC1FE.
13 de maio.
Presidencia do Sr. Dr. Francisi o de Assis de Uli-
ceira Maciel.
Promotor publico interino, o Sr. Hr. Candido
Aulian da Malla o Alhuqucrque.
Esrrivao, oSr. Juaquini Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
.Advocado, o Sr. Dr. Pedro liaudiano de Ralis e
Silva.
Feila a chamada as 10 horas da raanh.'ta, acharara-
se prsenles 13 Srs. juradas.
I-oran) multados era mais 209 rs. o Srs. jurados ja
mulla I"- nos auleripres dias tle sessao.
A berta a sessao, foi condolido i barra do tribunal
dejar) o reo Jacob tle Mendunca Ribeiro, acensado
por crime de roubn feito a Baira'o & Fernandes, sen-
do seu defeusor o Sr. Dr. ja referido.
Foram sorteados para o conselho do jurv de sed-
ienta os teguinles senhores:
Amaro Franklin Barbosa.
Marcolino Gunralves da Silva.
Juo Alhanazio Dias.
Antonio Muniz Tavaro.
L'Ilysses Coekles Cavalcanli de Mello.
Fraucisco Xavier de Uoraet*
Caclano Silverio da Silva.
Jo' Joaqun) Bolelho.
Alselo Custodio Rodrigues Irania.
Julo Ignacio do K'go.
Manuel Pereira Caldas.
Joaquim Jos tle Ahreu.
Findus os deliales, lei o conselho ooodu/ido a sala
secreta das ronrereuciass 2 '. horas ila tarde,donde
vollnu is 3 com suas respostas, que foram lidas pelo ...
presidente do jurv de aentonea, cm vista de cuja de- ligio.
e reparar urna irregulatidade evitando a exeeocao
de um tlespacho, excntrico de lodos es direitos lis
calisadores.qoe niauda%approvar inlas que nao es-
lavam examinadas, operaran sem \qti-.t nao he re-
gular a approvac..lo de nenhuma clnla, pois que o
exame be a liquidaran completa de ludo qoanto se
despendeu o airccadou, eslabelecendo os saldos e or-
ganisando a conla correnle. De loda as copiax 'i-
las se v que esse trabilho nao eslava feilo poi .al-
iaren as cuutas do exercicio seguinte, pelo que uao
podia ler lugar o despacho dado pela junla em 17
de abril ultimo.
E com quanlo o arl. til do .rcgulamenlo interno
mande Botar no lermo de approvacao as irregula-
ridades encontradas nos eximes, d'ahi se nao segoo
e nem o mesmo artigo estatu, que sem exame se
possa approvar conlas.
Taes foram os motivos quo me levaran) ao proce-
dimento que Uve e que sao sem duvida de interesse
publico, porque tendem a conservar a uniforme re-
gularidade das decisei da junla, a velar na satisfa-
r.! de deveres de agentes desla Ihesouraria.e a zelar
linalmetite os dinheiros sublrahidos, coja cobraora
cuinprta promover por meio da responsablidade d'o
referido ex-collector. E lano foi de inliresse pu-
blico essa ultima decido da junta, que 3 dias depnls
-e achavam recollndos a esta Ihesouraria os livros e
cuntas do exercicio de 1851 a 1855, por falta das
quaes nao podiam ser liquidadas as conlas do mesmo
ex-colleclor.
O 3- e ultimo quizilo fica salisfeilo com algumas
das copias juntas.
Ministrados por esla forma os esclarecimentos que
me cumpria dar, julgo nao dever concluir sem aflir-
mar a \ Exc, que se algum o lim particular fos-
se o motivo que me deliberou a esse passo, Dio to-
mara o alvilre de revogar q despacho doSr. inspec-
tor elleclivo eni junla desla'ihesouraria, e sim o de
submelle-lo a decisao de V. Exc, dando ao negocio
proporces e vullo que,considerado nicamente den-
tro desta repartirlo, elle nao podia ler. O meu
procedimeuto foi apenas filho do desejo de zelar os
interesses da fazenda, scm encarecer o fado que eu
reputavaengano.
E a miuha asscversc,ao neste ponto, Exm. senhor,
esta tanto mais no caso de ser acreditada, quanlo he
exaclo que 33 annos de seiviros nao iolenrompidos
em diversas reparlice, e sob diversos abates, de-
vem pr-me ao abrigo de qualquer suspeila, e an-
da menos de ser considerado como dominado por
paixes mis, que me possam arra-l.tr a (ns oceultos
o anarchisadores, mirando a vinganca e o patro-
nato !
Quem considerar qne as conlas em queslao do ex-
colleclor Luna Freir, foram at discutidas oo auno
passado na assemblea provincial, e lachadas de irre-
gulares, fcilmente comprehendera' com qoanto es-
crpulo nao deveiia proceder a junta ou a inspecto-
ra, c nao podera deixar de admillir que s por um
engao poderiam ditas conlas ser approvadas, do
que resulta que o desmancho tle lal -Bgano era
urna necessidade oiporiora, um dever sagrado a que
collocado na pcsir.io cm que me acho, cu lamis po-
deria subtrahir-ine.
Entretanto, com pezar vejo que o Sr. inspector
effeclivo, coja inlelligencia c idoneidade lenho sa-
bido acalar devidamente, achuu no meu proceder
nma rregularidade offensiva de seus dreilos e de
sua probidad! principalmente, que nunca pretend
por cm duvida, c fez conhecer que nao houve o en-
gao que eu presum, certamente porque leve em
vistas outros meios de fiscalisar e zelar os dinheiros
di Tazenda e punir os criminosos.
Sejam quies forera esses meios eu os respeilo, e
devosuppo-loi ofliciosos, sem que todava renon-ie
a opiniao em qno roe acho. V. Exc. e a Mostrada
corporajao, a cujo scio fui levado este negocio, de-
eidirlo se obre bem ou mal, e se a junta levada
pelos mohvos que tenho exposlo. e procendo como
he dilo, merece estigma ou approvarao.
Por minha parle, agnardando com "a screnidade
c conlianra, que pode inspirar a consciencia do de-
ver, urna lal decisao, dcscanro tranquillo que esli
sera semprc justa, e ancioso a espero para norma
to mea procedunenlo futuro, cmqaanto peco a V.
Lxu. que se digne aulorisar-me a rcmelter para a
assemblea provincial os livros do referido cx-col-
lcclor e cm original as informares e despachos
que ll.es sao relativos, para que a vista delles posia
devidaraenle ser avallada a conduela desla repar-
noore depotado nao devia concordar com esse pare-1 adianlamehtos; conbeci enlloque o coulralo era
pecios.
As datas de (arahons, qive chezam a 1 do cor-
rente, annuuciain ic o eslado sanitario da comarca
continua a mclhurr.
No Bonito o choira eslava pcrfeilainente extinc-
tle ISI7: vio diversas conspirantes contra I.uiz do
Reg; foi govemada por urna junla provisoria de-
pois ta retirada daquelle governador; observou ns
conllictns dos liberaos com a junta, e alinal a inde-
pendencia, e dos-1 poca ale o dia 15 de maio de
IK5(i fui ella lestcmnnha tle ludo qoaulo lem havido
lo. As beiigas ContaUvam, mas sem fazer grandes l c,n "ssa Ierra, e dejludo porque lem ella passado,
dragos. O iiivrrn era mu regulare creador o Jo I Olreveoiendo alinal o chulera-morbus, e passantlo
havia anuiitlanciale (utlo. Lltiinamenle foram t re- aiem disto pela tlissahor de se Ihe tomar no hesp-
sos Ires individuo por finios de cavallos. lal de Caridade a sua inseparavcl Onece, nica falla,
Era ltim .lardti a epidemia se achava completa- e"''" 'lue s" I|PJ8 sf'e: ''
mente exlincla. O hospital tle caridade he oulro: sua ordem,
O estado sanilrio da comarca de Nazarcth era sua economa, seu asseio, dcnolam que seu governo
mili iisongeiro, cesta agradavel circumstancia sug- he outro,
era capaz de o fazer a cvrepran da assemblea que o
autorisou e to presidente que o fez:
K.lo posso avista do que acabo de ouvir, deixar
de votar pelo adiamenl-. qne proptrz, e farei tudolgeriraa idea de una prnciss.-.,ie Ti Deu, Lauaamw Fallecen ne sabbado 171 o Sr. Antonio l.iits collecloria do Rio Formo..., relativas m
qtinr.to esliver a meo alcance para |que CU emjaeolede gra* pelo deStpparecImeBlO toUI da IGatdH, proprielnrio do en.renho Dous-lrmaos 1853 a 184, noluo a seceflo encaneM.la desse exa-
WW. leploeniii. i fallecen no dil |otlamenle em que preleudia casar i me, rjue nao su se achavam ellas completamente ir-
cisao o Sr. Dr. juiz de direito, presidente do jurv,
publicou sua senlenra. absolvendu o reo, econdem-
nando a muiiicipalidudc nas costas, elcvanlou a ses-
sao, atliaudu-a para as 10 huras da manbaa do da
seguinte.
TIIESOI RAKIA PROVINCIAL.
Expediento lo dia 15 de maio.
Ao lilui. c Exm. Sr. presidente da provincia.
Tendo a assemblea legislativa provincial, a requeri-
mento tle um de seus membros, resolvido que tle
mim fusse e\i-tlo : I." a declaraco da disp-sirao
de lei ou rcgulamcnlii que me aulorisou a revogar
decises do Sr. inspector elleclivo, dadas era sessao
ila junta desta Ihesouiario: 2 que motivo tle inlercs-
se publico roe levou a nullilicar essa decisao e suhs-
lilui-la por outra : 3." as copias du meu despachu.
que fez esta declaradlo c do revocado do mrsmn Sr.
inspector elleclivo, e da informadle da contadura
a que se icfere este despacho : c me ordenando V.
Exc. a satisfarn de seinelhante exigencia, cumpri-
la-bci fazendo urna fiel exposijao de tolo o occorri-
do para que me I bu rien le possam ser completos os
meus f.-sclarecimcntos.
Otando foram suhmcltidas a exame as conlas d
Dos goarde a V. S. Tbesouraria provincial de
I eritarobuco 15 to mam de 185b.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos lenlo da Cunha e Figueiredo, dig-
no presidente tiesta provincia.Oronlador servindo
de inspector, .lose .Varia da Cruz.
DOCUMENTO N. 10.
Illm. Sr.Em resposla ao oflicio de V.S. datado
ilc hoje que acabo de receber, sou a dizer-lbe que a
razao que tive para eogoaf como membro da jaula
da Ihesouraria provincial o despacho pelo qual em
sessao de 17 de abril do correnle anuo o Sr. Inspec-
tor .lose Pedro da Silva, maiulou abonar s conlas do
ex-roilcclor do Rio Formse Joaquim Jos de Lona
Freir, e islo sem observarlo ou protesto algum,
apezar de ser esse despacho contrario ao meo pare-
cer escripia, fo estar co ns persnaro de que todos
us despachos que nesse da se lavraram, e esle eolre
nutres, eslavam conformes aos pareceres escriptos,
nan pudendo por forma aUumn soppor, que o Sr.
inspector Jos Pedro da Silva.qqe presidia a junla,
se cquivocasse em mandar ahorna por despacho que
elle tlitou ao secretario, cuntas que o nao podiam
ser em vista dos pareceres esellplos, meo e da coe-
ladoria, e nem me era permitlido, scm offeoder a
dignidade do Sr. inspector, que he quem dWa os
despachos ao secretario, examinar se elles eslavam
oo nao conformes aos pareceres, por isso qoe nessa
) pediese, apeztr dv vol deliberativo |do S. ios-
1
ILEGIVEL


DIARIO DE EPRNAHIBUCO SiGUNil FEIM 19 DE IMOIE 1856
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peclor nao manda este lavrar o despacho contrario i
opinio escripia dos oulros doosmembros da junta
Mm ntcilar discossae, era a qoal cada uin justifica
livre e amplaraenle o sen parecer, para que qual-
qner do* referidos membros possa protestar contra
a decisao, c recorrer delta ao Eim. presidente da
provincia.
Na ses'o seguinlede t> do dito mez, ja presi-
dida por V. S. eomo inspector interino, nao hesilei
em votar pela revogicio daquelle despacho, que co-
iihcci nao estar conforme, nem poder ser cumprido,
concordando com as razoes entilo expendidas, e que
foram mencionadas na acta da sessAo daquelle da
as quaei me reporto.
E volando por esta forma entend queconeorri
para regularisar aquillo que eu logo considerei ir-
regular quando V. S. levon o negocio ao conheci-
niento da jonla, como inspector inleriuo e presiden-
te delta, e que proced lamben) do modo inais con-
conforme aot interesses da fazenda.
ic Nao eonhec.0 le que inhiba a jaula da fazenda
anda que presidida por inspector interino de recon-
siderar seas deciies, e reforma-las quando entenda
que nao foram bem ponderadas ; e quando a jaula
assim procede por iutercsse da fazenda, nilo duvidi
de sua competencia por fazerem parte delta em-
preados effeclvos ou interinos, e nem este tem
menos allnbuices do que aquellos no evercicio das
nesmas tuneces. E se, porlanto.o Sr. inspector cf-
fectivo nao noria duvidano exercicio deste direilo,
e meamo desle dever ; ( direilo qne ja lem ejercido
deverque ja lem pralicado, segundo creio,) nao po-
da V. S. no exercicio de iguacs fuicces julgar-se
incompetente para tal, na qualdade de presidente da
jnnt, e de peclor inleriuo, que lem eomo disse
lodas as attribiiic,Oes do effeotivo, inclusive esta de
que lanrou mao V. S. que eu coosiderci euta legal
que em geral a julgo conveniente aos inleresses da
fazenda, a por modo uenhom contrario a le.
Naotendodovida, porlanlo, da competencia de
V. S. e da junta dei o meo segundo voto mu trsn-
qnillimenle sem me poder nunca persuadir que tal
despacho olTendesse direitos, que o Sr. Jos Pedro
da Silva nao pude ler na qualdade de inspector ef-
reclivo.
Julgo ter assim salisfeito o pedido de V. S.
Dea* guarde a V. S. Ilecite !l de raaio de IK.Mi.
Illra. Sr. Jos Maria da Cruz, inspector inte-
rino, da Ihesouraria provincial.O procurador lis-
cal, CyprUuio Fcnelon (ittedes .fleoforado.
Dito sobre dito27 1|8 a dinheiro 60 d|V.
Frederico fabtUiard, preaidenle.
/'. Bornes, secretario.
..isooo
ao par
CAMBIOS.
Sobre Londres, SI d. por 19
a Pars, 355 rs. por f.
Lisboa, 1(10 por 1(K).
Kio de Janeiro, ao por.
Acc/ies do Banco, 35 0|0 de premio.
Acces da companhia de Beberibe.
Acqocs da companhia l'ernnmhucaiia
ir u tllilidadc Publica, !t( pur cenlo do premio.
Indemnisadora.sem vendas.
Hisconto de lellras, de 10 a 12 por 0|.q
, META ES.
lluro.<>m;as liespanliulae. ,
Moedas de 6#106 velhas
1,-uii novas
i) faoo. .
Prata.Palaccs brasileiros. .
Pesos columoarios. .
i> mexicanos. .
-':-?
28*500
Iti^HK)
169000
90O0
29000
23000
1j8bl>
Al.KANUEGA.
Kendimeutododia I a lti .
dem do dia 17......
238:6759060
I8:l2u3l5'.l
27li:80l2l!l
Detcarregam hoje 1(1 de maio.
Ilrigue porluguezI ajantediversos gneros.
Brigue bremeuseDorolheageuebra.
Brigue nglczOdemmercadorias.
Galera fruncezaOUndaidem.
Galera iuslezaJohn l.innarroz.
iXJ.NSULAIIU iiKKAI..
Rendimenlododia 1 a 16..... 25:5799539
dem do dia 17....... '"'i-lis
26:482968'.
UlVKtSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 16.
dem do dia 17
1:3323>777
359115
aun pequeas .
toros.....
l'ranclias de amarello de 2 costados urna
n louro .........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
r. c 9 I 3 de I.....
de dilo usuaes.......
Cosladinho de dilo........
So,illiii de dito...........
Forro de dilo...........
Costado de louro.........
Cosladinho de dito........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
redro.........,
Toros ile latajuha.........
Varos de porreira.........
ae.iiilliadas........
o quiris..........
Em obras rodos de sicupira para r. par
f cixos 11 u
Mclaco............
Ililbo............
Pedra de amolar......
') lillrar.......
relilos......
Ponas de hoi........
Pissava...........
Sola on vaqueta..........meio
Sebo em rama........
Pelles de carneiro......
Salsa parrilha........
Tapioca ...........
1'nlias de boi........
Sabio ............
Vinagre pipa ........
1:3689162
CONSULADO PROVINCIAL.
Diario fce tytuMtmbuto-.
A assembla provincial discolio na sessao de 17 o
projecto que fu a fur$a policial para o auno fioan-
ceiro seguate. I'omar.uii parte nos debates os senho*
re Florencio eOliveira. A discussao ficou adiada
pela hora. A ordera do dia de hoje he a continuaran
da anlecedonte.
Pelo vapor Paran, recebemos jornies do l'.io al
10, da 11 iln.i al I i e de Macei desta ultima data.
Por decreto de 8 do correte fui nomeado Jos
Celestino de Oliveira para amauuciis: da alfaudega
de Paranagaa.
Palleceram na curte os Exms. Srs. Jos Ce/ario de
Miranda Bibeiro, vucoude de liberaba* O senador
por S. Paulo, e mareciial de campo FraaeiagQ Oor-
dtiroda Silva Torres, viscoude de JeruiusHiu e con-
sellieiro de citado. '
Foi escolhido senador pela Panaliiba o paralaba no
actual presidente do Piauhy, commendadur Fredcri-
co deAlmeida eAlboquerqoe.
S'gue ueste vapor a lomar cijnta da presidencia
do Para o Exm.Sr. Beaorepaire Houan, presidente
para ella nomeado. O Exin. Sr. cooselheiro Sergio,
presidente desta provincia, licavaa partir na fragata
a vapor Amazonas.
Aimrlou a esla provincia ncsle vapor o Sr. I)r.
Jos Bmifaciode Andrade e Silva, lente sobstilolo
da Faculdade de Direilo desta provincia. Nos Ihe
desejamos seja feliz na sua navacarreira.
No dia 10 do correnle fcomerou a funecionar,
na Baha, a companhia dt Chafarizes & Ouei-
mado.
De Macei nada dao os (oriucs digno de nien-
C,So.
Parti no dia 9 do correnta do Rio para e o patacho porluguez S. Jo<4, com carregamento de
lastro. w
ILivi.nn chtgado liahia procedentes desle porlo
os bngues inglezes Neroli e l'anlon, e Inale .Imelia
no dia II do correle. _.,
Ficava carregaudo a garopeira nacional Urrafo.
Rendiireuto do dial a 10.
dem do da 17. ,
2j:878SIS0
1:0149(01
26-^939561
I) J900
113000
urna 215*100
I63OO
n 3O*4K)0
o I29OOO
a S3OOO
0 69000
39500
o 89000
> 69000
i) 3y>00
l 29OOO
V 39OOO
qoinlal 19380
dil/.iu 19600
I992O
19280
par i I9OOO
a 209OOO
eaiiada 9280
alqaera Jnmh
UII1U 9640
(3000
9800
cenlo (9000
mol lio 9320
IIICIO 29OOO
QP 6S00O
nina 3320
@ 169000
i) 39500
ceiUo 3210
3120
B 309000
leressar, que por portara do Eim. Sr. conselheiro t n0 mestno arnia/.cm do Sr. Annes, de-
presiden le da provincia de 10 do cnrrenle, coinmuni-
cada directora na data de boje li;, foi removido
da cadeira de Cabrob para a do Bom-Jardim o pro-
fessor publico de iiislrucrAo primaria Jos Felisber-
lo da Costa Gama ; e por i-no continua o annuocio
para o concurso as cadeiras vasa, incliiindo aquella
de Cabrob, pela renincHo do dilo professor. E para
constar se mandn publicar o presente. Secretaria
da directora geral 1S de maio de 1856 O secreta-
rio, Francisco Pereira Freir.
3ft>i$o3 mwim>$.
aranhao e
ifar.
ottt$pwbtnd Sr. redactores.Tendo eu sido despedido pelo
Sr. Dr. Ignacio Firmo Xavier, presidente e secro-
lario interino da comnfissao de h)^ene publica, dos
trahalhos de escripia da mesma coinmissao, cumpre*
me declarai para conhecimenlo de, publico, que le-
udo convicc.lo de ter sempre cumprlUu com ininhas
obrigac/)es, o que tudo confia pelos altemwos que
esislem na Ihesouraria de fazenda e deve ser i-eco-
nhecido pelo Sr. Dr. Firmo e mais membros da
c.iinini-oo ile hvijieii publicbanlo mais quauto O
mesmos Srs. me"ltorisava(lf a currigir os seus sem-|
pre errados escrvptos, apezar de minha insulticien-
cia.
Do Sr. Dr. Firmo tenho documento em que pro-
vo o que digo, e do Sr. Dr. Cosme o lestemuuho d'i
iv-Vlciro e de seus compauheiros em urna das
sesses.
itecifo 19 de maio de 1S.56.
Dedo d'Aquino Foneeca.
UM SIGNAL DE RECOM ECTMENTO.
lie coi este litlo, Srs. redactores, que pela pri-
meira vet oceupo esse curio espado das coturno as do
.-eu acrediladissimo uDiario, |iara pubiicavnenle
agradecer a lodos os reverendissimos senhores pa-
dres, qoe por sua almas bem formadas se presta-
ran, ja com suas assislencias. j com os servii/os do
seo sagrado ministerio, ao ollicio que mandou cele-
brar o meu cordeal amigo padre Mauoel Ignacio
Soares Jnior em suffragio i alma do seu prezado
amigo collega, o meo chorado mano padre Guilhcr-
me Jos dos Sanios Pereira. Em verdade, Sr. re-
dactores, eu devo ser reconhecido a lodos que me
penhoraram porum acto lao deminslrativo da esti-
ma que consagravam ao meu querido mano, po.rm
deve com especialidade considerar-se mais credor do
meu reconhecimAUto, aquello que, ciimprehendeiido
os verdadetm Lieos de vtnizade, c nao con leu le cum
as iuoumei as pravas que disto lem dado, promoveu
aluda om meio, pelo qual acaba de dar a mais publi-
ca e solemne prava de seus altos sentimentos, que
smente parlcm de corai;es sinceros siuaes o do re-
verendo padre Manuel Ignacio o de saa Etiua. fa-
milia. Tendo elle sabidu na capital da provincia
da Baha, donde he lilho c residente, da perda de
seu amigo e meu estimavel mano, victima do chole-
ra fulminante lia villa de ltaporanga em Sergipe,
quiz, levado pela amizade, celebrar uin ollicio e mis-
sa pelo de-canco eterno daquelle, que sempre admi-
rava e procurava imitar as suas bas qualidades, e
qaerendo lamben) que alguns dos aeus amigos parli-
Ihassem e presenciassem semelhaule acto, convi-
dou-us, ao que promplamente annuiram, e reunidos
oo dia 2 do correle mez na matriz de S. Pedro, ce-
lebraran) este acto, rogando ao Altissimo pelo cierno
repouso do infeliz meu mano. Bem cotillero que as
minhas eipressoes, Srs. redactores, por de mais sig-
nificativas que fossem. sempre ficariam muilo aquem
do que eu pretendo dizer sobro essemoro, o reve-
rendo padre Mainel Ignacio, que sem receio de er-
rar, podem lodos qoe o conliccem concidera-lo como
om veriadeiro typo de amizade e modcllo de virtu-
des. Mas ao menos tico ealisfeilo por ler chamado a
Vrocs. e aos Srs. assicnanles de soa folha para tesle-
rnonharem o meu puro c sincero vol de cierna gra-
lidAo para com esse amigo e para com as de mais
pessoas quede ISo bom grado lomaram parle nease
acia, sendo dignos de menrao os Rvms. Srs. vigaros
Jos Joaquimda Fonseca Lima e Jos Joaquimde
Vasconcellos, padres Braulio Lodaero do llego Mun-
leiro, Joao Bapli'la de Caivalho li.iliin, .Manuel de
Souza Pereira,Cassianot^ofiolano dos untos Colonia,
Jos Carlos de Figoeiredo, Fr. Sepulveda Meira e o
mni digno pregador da capella imperial Fr. Rav-
mundu Nonato da Madre de Dos Pontea. Recebam,
pois, todos esles ministros de Jesos Chrslo e-ie fra-
co signal de minha gralidao, que ser ella immor-
redora em meucoracao, ese a son algum dia me for
ilitosa, plenamente saiisfin 1 a divida que para com
elles acabo de coolrahir. Queiram,Srs. redactores,
publicar eslas linhas em seu conceluado jornal, que
muilo obligarla ao seo nttencioso e criado
Manoel de Araujo dos Santos Pereira.
Recite 21 de abril de 1856.
S. M. Fidelissima a rainha nossa senhora, diri-
gi ao vice-rei do Rio de Janeiro em 2(i de maio de
178(i a favor dos aosiliares o segoinle : Logo qoe
la minha caria receberdes, mandareis chamar aos
desembargadores dessa religo e em meu real nome
os reprehenderis speramente do atlenlado que
commelleram, querendo disputar preferencia aos
meo* militares, e mui rigoroamenle reprehenderis
aos desembargadores Manoel Francisco da Silva Vei-
ga a Jo8o Francisco Alvos, que petulantes responde-
rn) a vossa caria de ollicio, 11a qual muito vos lou-
vo o vosso comporiamento ueste caso, e aos dous de-
simbargadores nao mando riscar do meu real servido
por minha clemencia,vislo spu alrevimcnlq, e daqui
em dianle lica cnlendido c fareis saber aos mesmos
desemhargadores.que fura da relar.io nao lem gradua-
co alguma, e se devem reputar como humens parli-
culare-, e qoe os militares gozam de loda a dislinc-
cja e hooraa qoe Ihcs lenho concedido, e meus an-
siareis pas e avs pelo effectivo evercicio e presumo,
sobre coja fldelidade descanro no Ihrono, cinjo a co-
ros e gozo a posse de meus reinos e estado*.
Ilainlia.
PRACA DO RECIFE 17 DE MAIO DE I85<
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilert'ta semanal.
Cambios Os saques da semana variaran) de
27 l|8, 27 li( a 27 1|2 d. por mil
rs. dinheiro decontado, e 27 com
prazo.
Algodao Eulrararo 333 saccas, c as vendas
rcgularam de l>3 a 3IOO por ar-
roba.
Assucar- Os brancos susleularain os presos
antecedentes de 33 a -3200 por
arroba : os inascavados foram mui
procurados, vendendose os supe-
riores de 2o750 a 23*5o,o da Ame-
rica de 23550 a 29650, e os do Ca-
nal de 23:WO a 295OO. Entraran
smenle ti.OOO saceos, o deposito lie
pequeo e os preros eslao firmes.
Courus ----------Continuaran a 200 rs. por libra
dos seceos salgados.
Aguardeulc-------dem de 839 a 809 por pipa.
Azcile-duce- Veudeu-se de L3SOO a 23 por ga-
I o. do do Mediterrneo, c de 23 a
23100 do de Portugal.
Bacalhao "m Tivemos 111c navio que seguo pa-
ra o sol. Relalhou-se de lur a II3
poi barrica, exisliudo cerca de seis
mil barricas.
Carne secca- O consumo rcgulnu por 1,IKK) ar-
robas aos presos de 53 a 59400 por
arroba, lie,ni lo em ser nicamen-
te (.000 arrobas do Rio Grande
do Sul.
Chumbo- Vendeu-sc de 199300 a 209, por
quintal em Icneol.
Farinha de trigo- .Vio houve entrada, c o consumo
loi pequeo, o que se atribue a
rolhcila dos seeros do paiz. Ven-
deu-s< a_ 2(i3 a de Philadelphia,
de 23S a* 259 a de Genova, 323
a de Trieste Ipiimeira qualdade,
e 353da de marca SSSF. na em
ser 1,400 barricas da primeira,
(100 da segunda, 1,400 da tercei-
ra e 200 da quarla, total 3,600
barricas. Ha esperanzas de baixa.
Dita de mandioca-Continua enjoada, c as vendas da
1 i m 11 regnlaramdc (9 49500
por sacca.
Folha de i-landres-Vendeo-se de 203 a 229 a caixa.
Gcucbra-------- dem de 20 a 1401. a botija da
de 11 .''. ni 11.
Alanleiga- A in^lcza resulou de 70*1 a 750 rs.
a libra, a fraucrznile ,ill :i ,V, rs.
c a de poico de30O a 320 rs. 1 u;*
libra. I
Massas------- Uelalhou-se de 7-3 a 79500 por ar-
roba.
Vioagre- O de Parlusal veudeu-se de I0O3
a 1059 por pipa.
Descont Kcbateram-ie letras a S, 10 c 12
por cen > ao anno.
Frelcs ----- Para Liverpool 15, Canal 27-(,
Mediterrneo 37-0, pelo assucar ;
. do algodao para Liverpool a 3{K, c
de couros a 30.
locarain no porlo: 1 navio com bacalhao, e 2va-
pores.
Enlraram : I cm lastro, 3 com gneros eslraogei-
ros e 5 de cabolagcm.
Sahiram: i em gneros dn paiz para porlos es-
liaii-eirus, 5 de cabolagcm c 3 em ladro.
Ficaram no ancoradouro 55 embarcaees; a saber:
2 americanas, 26 brasileiras, 1 bremeuse, 2 frase-
las, I hamburgueza, 2 licspanholas, 11 inglczas, (
portuguezas e1 sueca.
RIO DE JANEIRO ti DE MAIO.
t'olaciiet o[/iciac* da unta dos correctores.
Cambios.Londres: 27 3|8 a 00 e 90 d.; 27 1|2 a
90 d.
b Pari: :I50 rs. a 90 d. e 352 a 60 d.
11 Marselha por Pars: 350 rs. a 90 d.
Desconlos.S l|2, 10 l|2 e 12 0|0.
AetOei de cuiupauhias.Banco do Brasil: lln-.ii ai
premio.
Segaros marilimos e terres-
Ires: 9(h premio.
Frelcs.Canal: 50| lionlem.
licor ge liudson. presidente.
J01J0 Secerino da Silca, secretario.
CAMBIOS.
Londres 27 1)2 a 90 das,
Pars 352 ris a 90 das.
Lisboa '.17 a 90 Oto nominal.
Il.imliiii _o 050 a tIO das.
FRETES.
O palliabolc LINDO
PAQUETE, a.pilio Jote
l'intoNiiiics, segu com
brevidade aos porlos in-
_ dicados, falla-llic uin tet-
ro do sen carregamento, para o qual
trata-se com o contignatario Antonio de
Almeida Gomet, na rua do Trapiche n.
I'i, segundo andar.
Para o Aracalv Mgoe cm poneos dias o bcni
conhccido "Hule Cnpibaribe para o
ga c passageiros : Irata-se na rua do
fronte da al landcga, de al;uns barrit di^
manteiga in;le/.a superior : lioje, as 10
horas da eiouhaa.
QM&0& iit>ero.
resto da car-
Vigario n. 5.
Para o Porto
Antuerpia 5 Canal.....5tl| a 55[
F^stados-I'uidos 70 a 90 c.
Hamburgo 50|
Havre 00 f.
METAES E FUNDOS
METAES. Oneas da patria.
.ivcrpool 0| a 5|.
Londres 'i0| a 15|.
Marselha 55|.
Medilcrraneo 50| a 53|
Trieste 55|.
PIBI.ICOS.
293.500 a 298600
Perai
lic-panholas 293000 299250
de 6*400 velhas. I6S000
II .Moedas de i -. . . 9|000
Suberanus...... . B5SIH .1 99OOO
II Pesos hespaiihues . . 13911 11 23000
11 ii da patria . . 19930 i) 19960
n Palaces...... . 19920 1.3960
s plice ile 6',..... . . 1051|2',.


PALTA
dos precos correales tto assucar, algodao, c mais
gneros do paiz, que se despachan! M meta do
consulado de l'crnambuto, na semana de 19
a 21 de maio 1850.
Assucar cmcaixasbranco l. qualdade
;li
una
un
11
ommeuiQ.
. PKACA DO RECIFE 17 DE MAIO AS 3
HORAS DATARDE.
Cotac/ics ofliciaes.
F/ele para Liverpooll| para assucar.
Dilo dilo3|S para algodao.
Dito dito30j para couros.
Descont de lellras por pouco lempo10 ao anno.
Assucar mascavado2>iOO e 2jj00 por arroba com
sacco.
Cambio iWe I.0Ddres-27 d. com prazo 60 d|v.
n u 11 2.'
i, 11 mase......... o
11 bar. e sac. branco.......
11 11 mascavado -^
11 refinado..........
Algodao ciu pluma de I." qualdade
11 A 11 11 2."
u 11 11 o 3.1' o
d cm cunen.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdente cachaca........
11 de calina.......
u rcslilada......... i
do reino........
Gencbra;.............ranada
1, ...............botija
Licor...............caada
11 ............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca...........
Azeile de mamona........cauada
n 11 mendobim........
u i> de pcixc......... "
Cocau .............
Aves araras .......
11 papagaos.......
Bolachas............
Bscnitos............
Cafe bum............
a resslolho.......
com casca.........
11 muido...........
Carne secca ..........
Cocos com casca........
Charulus bons.........
ordinarios ......
11 regala e primor .
Cera de carnauba.......
11 em velas.........
Cobre novo 111,10 d'obra ....
Couros de boi salgados.....
11 verdes...........
a espixados .......
11 de ouea........
n cabra corlidos .
Caachimbo......., .
Esleirs de preperi.......
Doce de calda.........
11 goiaba ........
11 -i-i tu..........
11 jalea ,......
Estopa nacional........
11 eslraugeia, inao d'obra
Espanadures grandes......
pequeos .....
familia de mandioca.....
11 milito.......
n aramia......
Fcijao.............
Fumo, boai .........
11 ordinario..... .
i) em folha bum......'
ordinario .....
reslollio......
Ipccacuanlia.........
Gomma ............
Gengibre...........
Lenha dotchM granrieo......cenio
3

9
396OO
295OO
49480
69300
5.3SIK
99400
19550
9800
S'HH
3180
9480
9600
9580
320
9580
3210
83OOO
19600
5880
19280
IjOOO
59OOO
10-IKK)
31000
59760
89960
53500
49OOO
59OOO
83000
599OO
23OOO
13700
7(K
29500
1(3"KK)
12*100
9160
3200
3110
32(0
1530IM)
3320
59OOO
3200
3210
9200
11 -NOO
11 9 00
ai I96OO
11 I9OOO
un 23OOO
I9OOO
alqueirc 99400
t> 23500
11 69000
alqueirc 59OOO
. i> 103IKK)
63OUO
IO9OOO
o O.7OOO
. n 59OOO
. 383000
alq. 33OOO
15500
2*X)l|
(Jornal do Commerci'i do Rio.)
irados entrados no dia 17.
Rio de Janeiro e putos intermedios0 dias e 12 ho-
ras, vapor brasileiro Paran, comrcandaiilc F.
F. Bordes. Passageiros paro esta provincia, llr*
Jos louifacio de Audrada c Silva, Amonio Car-
los Bihciro de Andrada, nwjor Pedro Nieoio Fi-
guerolein, J i-e Nuiles de Mello, Adulphu I. ilonllc,
alteres Jos Francisco Machado, Manoel Jos Fer-
nandes Ribeiro, Emi^dio Francisco de Souza Mu-
galhacs, Jos Augusto Barbota de Oliveira, Tilo-
maz do Bomlim Espiudola, l.ui Jos de Brito,
E, Adof Henri, commendador Lourenco Cae-
taoo de Albuquerquc Maranhilo, 1 lilho c 2 es*
cravos, Manoel Jos Machado, Francisco l.audi-
lino c Silva, Antonio Jos .Vives do Britn, l!i ,1/
lliogo de Sou/.a, Manoel Juaquim da Silva l.eao,
Fernando Pereira du Carrnn, 1 lilliu e 7 escravos,
Vicente de Paula Tellcs Cascaos, Im Gonealvaa
Jardini, 1 |irae 1 de prel e varias praras. Seguem
para o norte, o Eim. presidente do l'ara Ucnrique
de lleaurcpere ltoliau,sua senhora, 5 fllios o 3 es-
cravos, Anselmo Tcrreira Con le, rapitao o mar
e guerra Jiiaqiiiin .Manoel do Oliveira Figueiredo
c I criaito. Joo Ko ii'-.1.1,10 I1i;.|i-i,i da Fonseca, 17 recrotas para o
exercito. Joo l.in/. de Oliveira, .Miguel Loger,
Dr. Carlos Agostiulio de La Forle Lapumine, l.uii
Corroa de Mello.
Rio de Janeiro16 das briuue brasileiro Concci-
e.lo, de 192 toneladas, eapliao Juaquim Ferrcira
dos Saolo<, eiiuipagem 14, carga cafo c mais sene-
ros ; a Manoel Alvos Guerra. Passageiro, Vale-
riano lleuriquej Jorge.
Macei3 dias. iHgii" de guerra brasileiro Capi-
barilie, coininaUaiile o capilao-tencule Herme-
negildo Antonio Oarbo-ia de Almeida.
.-vorio entrado no dia 1S.
Babia13 dial, lancha brasilcira S. Pedroo, de 17
toneladas, mcslrc Joaquiui Fernandos de Sooza,
equipauein 7, carga farinha de mandioca; a An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Sabios saliidos no mesmo dia.
ParalabaPolaca hespanhola Industria, de 207
tundidas, cipilin Jos Marislany, equipagem II,
em lastro. Passageiros, Antonio Rodrigues Mar-
(ins Ferrcira eo pralico da costa David.
LisboaPatacho porluguez Brilhanle, meslre An-
tonio Braz Pereira, carga assocar c mais gneros.
Passageiro, Antonio Manoel.
Para e porlos intermediosVapor brasileiro Para-
n, cominan.lniil) F. F. Borgcs. Passagcirus des-
la provincia, Francisco Rodrigues da Cosa Licer-
da, alferes Aliliba Duarte Godinlio e sua senho-
ra, Nicolao Bruno, .loo Pinlo Bodrigues de Paiva,
M.mocil.1 Mara da Conceicio, Fr. David de N.
S. da Nalividade, Firinino Jos Dora, Benvc-
niilo Pereira do Lago.
sesue com loda a brevidade o brigue nacional iS.
Jle; para o reslo da carga ou pasageiros, traa-
se rom os consignatarios Francisco Alves da Cuuha
\ Companhia, rua do Vgario n. II.
S. MIGLEI.E GRACIOSA.
Oveleiro e bem construido patacho portagnez
l.iberdade segoir em poucos dias para as ilhas
de S. Miguel e Graciosa, recebe smenle passageiros,
aos quaes otferecs excellentes commodos : (rala-se
noescriptorio de Bailar & Oliveira,na rua da Cadea
do Recil'e 11. 12.
Vende-se a barca americana Smi-
tlilield 11, de 160 toneladas americanas,
forrada c pregada de cobre novo, com
os austros, \ellas,cabos, concilles e an-
coras tal craal acha-ce fundeada no an-
cot adouro da descaiga : a tratar com o
proiirietario, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Real companhia de
(juetes de southaniptoi.
Eapera-se
do sul no dia
20 00 21 .des-
le mez o va-
por Tkaaurr,
o qual dc-
pois da de-
mura do eos-
turne seguir
para os por-
los de San-
Vicenta, Te-
nerill, Ma-
deira, Lisbja e Soulhainptou : para passageiros,
frele, ele, tratase com os agentes Adamson 11o-
wie v\- C, rua do Trapiche-Novo n. 12.
N. B.Os embrulbus que prcleuderem mandar
para Suulhamplon, devem e-lar na agencia 2 horas
.mies de se fecharen as malas, e depois desla hora
nao se recebe cinbrulbo algum.
arianno.
O livro do mez Marianno augmentado de varias
orac/ics, nico usado pelos devotos da PENUA :
vende-se smcnlo na livraria ns. 6 o 81 da prara
da Independencia, a dez lustoes.
Pii'cisa-sc de nina ama para o ser-
j vico interno de una casa de pouca l'ami-
Ilia, agradando paga-sc bem: na rua
Bella n. ."i.
Oucrn livor un menino de 12 a I i anuos, par-
do 011 prelo. que quena alagar, para fazer algom
servieo leve em cusa de familia, comprar e ir a li-
gos mandados, dirija-so. a rua dn Sol, sobrado 11.
23, primeiro andar, confronte ao porlo das canoas.
Ficaudo certo que o nuor servieo he o de ro,como
cima lira dito, e promelle-se bum Iratamento.
Roga-40 a pessoa que achou nm saque de reis
1059000 contra o Sr. Manoel Gonralves da Silva a
lavor de Antonio .los Silva do Brasil, qoe leuha a
bandada demandar entregar no armazem n. 21, na
travessa da Madre de Dos, que muilo Ihe agradece-
rAntonio Jos Silva do Brasil.
A pessoa que lem aununciado por esle jornal
ter uin molequc para aluu'ar, dirija-so a Cata typo-
grapbia, que se ihe dir qneni precisa.
Il-se dinheiro sobre penhores do prala e ouro:
na rua eslreita do Rosario, luja de ourives n. 18.
pe-
lotera DA PROVINCIA.
Ter$a-feira *iO do cor-
rente, he a extracccXo di
primeira parte da primei-
ra lotera,em beneficio da
igreja do Sr. Bom-Jesus
das Dores: os bietes,
meios e quartos com a
tiossa rubrica, sao pagos
sem discouto apenas sabir
a lista geral. csri nosso es-
criptorio, na rua da Ca-
dea do Recife n. 50.
Oliveira Jnior Sf C.
O i;
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se-:
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Sil -( -j;
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2 s
:
L =

-
^
Irmandade do eantissimo
Sacramento, do bairro
de'S. Antonio do Recife.
A mesa actual dcsla innanJade fa/.
teicnte, | ne lem de solemnisar o seu ora-
jo no dia 22 do corrente, com aquella
pompa pie llie lie passivel, c ueste mes-
mo dia, a's 4 horas da lai'de, pretende
apreseutar aos liis etn solemne proeis-
so, o gloi'iosn mai-lyi S.m-Soliasliao e al
Ma Santissima Senhora da Soledade, ci.erl, por 1:tXll3, a Joaquim
cando este obn^adu aos IViros,
peas, l'oi l.niii. ele. ele.
o
3 8-
&ti&a.
cenlu
11
milbciro
urna
11
u
O Illro. Sr. inspector da lliesouraria da fa-
zenda desla provincia, em virtude da ordem de.-.
Etc. o Sr. marquc do l'aran. presidente do tribu-
nal do Ibesouro nacional, de :S de mareo prximo
passado, manda facr publico que desta dala a !I0
dias lem de liavcr concurso para se precncher as va-
gas de pralicanles ciistcntes na ine-ini lliesouraria.
Secretaria da lliesuuraria de fazenda de l'ernaro-
buco -Jl de abril de 18,'iti.
No impedimento do ofllcial-maior,
l.uiz francisco de Sampaio e Silva.
O lllm. Sr. cnnlador servndo de iuspeelor da
lliesouraria provincial,cm eumpnmculo da resolucau
da junta da fazenda, manda fazer publico, que nu
dia du corrente val novamento a praea para ser
arremata la a quem por menos fizar, a obra do rm-
pedramcnlo preciso no aterro dos Afogados, avalla-
da cm 25:300000 rs.
A arremalaeao ser feila na forma da le provin-
cial numero :ii:t de I'i de maio de 1851,
E para constar se uiaudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da lliesouraria provincial de l'ornain-
loiro 1.1 de maio de ISjli.Usecretario,Aolouiolxr-
reira da Aununciaeao.
O lllm. Sr. contador servndo de inspector da
lliesouraria provincial, era cumprimcnlo da resolu-
e ni da junta da fazenda, manda fazer publico, qoe
110 dia J'.i do correlo vai mn,miente a praea, para
ser arrematada a quem por menos lzcr,a obra doscon-
ccrlos necessarios no empedrameuto das arcas do
tiiquia '.estrada da Victoria), avahados em t:1lfl00
reis.
A arreinatailo ser feila na forma da le provin-
cial numero 343 do lo de maio de IS'il.
E para constar se mandou allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria proviucial de rernambu-
co 13 de maio de 18'Ki.
') sccrelaria.
A. !'. d'Aniiiinciacan
O lllm. Sr. contador servndo de inspector
da lliesouraria provincial, cm cump iinento da rco-
luean da juntada hunda, manda fazer publico, que
no dia -Si du corrente vai novainenle a praca para
ser arrematadas a quem por menos lizer.as obleados
reparos de que precisan! a cadeia c a casa da canta-
ra da cidade de OUnda, avalladas em 3:6109000
reis.
A arremalaeao sera feila na forma da le provin-
cial n. ;l:l de I'i de maio de I85.
E para constar se inauduii allitar o plsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria rta lliesoui aria praviucial de l'crn.im-
buco l;l de maio do 1856.
() secretario,
A. 1''. d'Aiinunciaeo.
&cclaraci>e$.
O agenle (lliveira far Icilao, sem reserva em
presos, das seguintes propriedades : nina casa de
sobrado no I orle do Malos, rua do Cosa n. IJ, com
id palmos de frente, em chaos proprios ; urna dila
lerrca, com 6"i palmos de frenle, quinlal e raes no
tundo, na Boa-Visla, rua do Mndese 11.111, em
chaos proprios; un lerreno de niarinba na praea
nova do caes de Apollo n. 189 A, com 45 palmos
de frenle, 7,"i de fundoe mais 7> de largo pela par-
ledcdelras ; emeladc do opliroosilio na ilha dal'as-
sa?em da Magdalena, passando a ponte grande e
pcrlo da eslrada, o qual lem bella casa, tenala,
uin viveiro, bailantes coqueiros e muilos oulros ar-
voredos fruliferos ; e assim mais alguns escravos pe-
ras ilc ambos os seos : secunda-feira, I'. do crren-
le, s III horas da mandila, 00 seu cscriplorio, rua
da cadeia do lenle.
O agente lljrja tara
leilao, em seu arina-
zem, na rua du Collc-
go n. I'i, de um guil-
de e variado sorlimcn-
to de obras de niarci-
ncria novas e usadas,
do ditVcrcntes qualida-
des. romo bem: nobi-
lins completas de acarando e de amarello, varios
piauos novos e ca bom uso, serrelarias, guarda-rou-
pas, commodaa, suts, canslos, mesas redondas,
radeiras, manpic/.is e oatraimuilai obras avulsas,
\arios objectos da ouro c prala, relogioa de algibeira
c de parede e cima de mesa, ricos vasos o enfeiles
de porcelana para sala, diversos candelabros o lan-
leriiiis de vidro, ca:ideci:os francezes e inglezes de
differeoles modelos, lourns linas e vidros para ser-
vieodc mesa, quiuquilharias e mais objeclos, ele,
os quaes se aebarao pllenles no inesnin armazem,
c se culrcgarao a quem uiainr -prceu olVerecer, as-
sim como lamben) ir.lo a leililo -J escravos pardo-',
morn, proprios para lodo o servido, e una escrava
prcta de bonita igura, moca, ptima cozinbcira,
engummadeira, etc.. sem achaques de qualidadc
alguma: quarla-fcira31 do corren!'), as II horas
da luauhaa.
AGENCIA IIKI.KILOES.
Na rua da Madre de lcos 11. :)>. de Vicira da
Silva.
No dia lerca-reira, 30 do corrcnle, as 10 horas da
manhia, scnlo aircimitados muilos e diversos arligos
de uso c coinmndii; haverto mis riros pianos, bons
charutos da Babia, e mailoi artigoi de mobilia, o
que ludo oslara patente, e ser vendido a conteni
dos fresuezes.
Uomingns Alves Matlicus f.ir leilao, porinter-
veneilo do agenlc Vieira da Silva, ile una partida
de qiieijus flamen:.''*, viudos de Hamburgo no navio
iurulhc,ii>, cm lotes a vonlade do cumpradur : se-
gunda-leira 11) do corrente, uo arina.'ein do Sr. Au-
nes, delronle da alfaudega.
CORRE10 GERAI,.
A mala que lem de ser conduzida pelo hialc |)u-
vdoson com destino ao Aracalv, fecba-se buje (19)
ao meio dia.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria di fazen-
da manda fazer publico para conhecimenlo daqut Mes
a quem inlercssar, qae o concurso annunciadu para
preenchimciiln das vagas de pralicanles exilenles:
na mesma lliesouraria, lica prorogado al o dia de
junho proiimotuluro.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de r.ori.i-
huco 17 de maio de ISti.O ofliciat inaior, Emilio
Xavier Sobreira de Mello.
DIRECTORA l.ERAI. de instruccao pu-
blica.
I'ela respectiva secretaria se la/constar a quem n-
lioje, a s
machina
a liordn
i) DE MAIO.
O agente Robert i na' leilao,
11 horas da manlnia, do asco,
e inais objectoa, qoe se acliam
do
1
d
cer, pelo maor privo pie se ollerecer :
no armazem da Companhia Pemambu-
cana, no Forte do Miltos.
LEILAO.
ao recolliei-se linclai-se-lia a solemnida-
ile com um TE-DEUM laudamus, distri-
Ijuindo-se 110 ni deste oraces das ices-
mas marrens ; para estes actos convida
aos seus irmios a compareeerem, alimde
assistir eacompanhar a ppocissao deTri-
umpho no mencionado dia, assim como
pede aos parochianos das ras Nova e
Crespo Iluminaras frentes de suas casas,
na vespoia e da a' noile, como he COStu-
mc, e aos mocadores das ras abaixo de-
claradas, para ([lie limpem as testadas de
suas motadas, para poder trnsitar a pro-
cissao: ao sabir seguir' pelas ras Nova,
l'loces, camboa do Carmo. pateo do mes-
mo, Hortas, .Marlyrios, travessa do Ma-
risco, Terco, Direita, Lnramcnto, praca
do mesmo, pateo do Collegio e rua do
incsino, San-Erancisco, ao virar a rua
dasCru7.es, Prara, Cabuga' ao recolher-
se.O cscrivao, Jos Esteves Vianna.
Bernardo Kernandes Vianna conlimia coco sua
escola particular de primeiras lellras por provis3o do
e\-|irc>idenle dosta provincia o Esm. Sr. Vielor de
(lliveira de 17 de junho de 1831. Ensna pelo me-
(hodo (,:i-ii!li;il.eilura Repontoaassim como en-
sinar lambein as pessoas adultas que anda quize-
rem approieilar-se desle melhodu: e para mais
commodidade dos mesmos, das 7 horas da noile as
0, na rua da Cadeia do Recfa 11.17.
I.'ma familia eslrangeira quer alagar urna pre-
la escrava que seja fiel c limpa : no aterro da lioa-
Visla, loa n. 9.
O dcscmbargalor Jeronymo Marliuiano Fi-
gueira de Mello nao se podendo despedir de seus ami-
gos pela inesperada clrgada do vapor inglcz, e rapi-
dez de sua viagem, o faz pelo presente, oll'erecendo
seo limitado presumo 11a corte, aonla aguarda suas
ordena,
I'recisa-se de urna ama para todo o servido de
urna cisa de familia : na rua Nova, sobrado n. 3:!,
segundo andar.
l'recisa-sc do um sitio, nao sendo muilo longe
da praea, que pussa criar II ou 12 animaos animal-
mente, o lenha casa, mesmo pequea serve.
l'recisa-sc de uin feilor para ensenho, nao
muilo distante desla capital: quem cstiver instas
circiiinslancias procure aju-lar-se com oSiqueira, na
rua Nova 11. 1i, segundo andar.
i.iiiein annunciuu ter um moleqii" para alosar,
dirija-se a rua da Cadeia do Recite, luja de cambio
n. :is.
l'recisa-sc do una ama para o servieo inlerno
de urna casa de pouca familia : confronte ao oita
do Corpo Sanio, loja do calcado 11. 3:1.
Iiesappareceu da rua do Queimado, no dia 22
de abril prnvimo pessadu, um cavado cun ossignaes
seguiutes : capado, rodado, com os i rseos brancos,
cauda aparada, pescoeo lino, clina comprida, do fo-
einhu para u beir^u um signal brinco, ferro a margen)
na p esquerda, com cangalha albarda com capa de
panno velho, duas cordas de inquirideira : pede-se
as autoridades policiaesou qualqocr pessoa que delle
liver nolicia, leva-lo a rus do Ijueimado n. 30, ou
Capivara, comarca de ailo, a francisco Muniz
Ponles, que sera raticado.
Na rua das C.ruzes, no segundo andar do so-
brado 11. 23. preri-n-fe fallar a negucio deinleresse
com o Sr. acadmico Jos liclizarin, natural da pro-
vincia do Maranbao.
No dia 17 dn corrcnle, pelas horas da madru-
gada,foi atacado em'siia taberna lio pateo do l'araizu
11. is, Manoel .lose remandes Eiras, porum indivi-
1I110 com urna faca empunhada, o qual lite furtou em
dinheiro 4009, pouco mala ou menos, dous relogioa
ile prata, sendo un grande de punco valor, e diver-
sas obras de ouro, que se aelnvam einpenhadas ao
dilo Eiras : portanlo quem iir-ie reuba der uolicia,
sera generosamente recompensado.
Antonio de Paula Fernandos Eiras.
llerece-sc um rapaz braileiro para caiieiro
fra da provincia : quem precisar aniiuiice.
i'rccisa-c .-.lugar una prcta ou prelo sem vi-
cio, uiesmo coiivido coaipra-se : na rua do inado n. 7.
Na noile de quarla para quinla-feia !3 do cor-
rente fugio da poviiaeilu du Monteiro, 1101:1 prcla de
nomo Tbeodora, de cor fula, cheia do corpo, e lem
detritos, falla baixo c descaneada, levando vestido de
calila de cor clara, panno oa Co-la de lisiras encar-
Badae, e eonduz urna Irona cm que leva'sua roupa :
descnnia-se ler temad. a estrada te l'cdras de Fogo,
lugar do seu nascimento, o aonde residi T'or muiln
lempo ; a pessoa quo a apprehender pude levar a rua
do i.iueiiioi lo o. 7, ou no Mnuleiro ao abaixo assig-
nado, que ser generosamente recompensado*
Manoel Coelho de Moracs e Silva declara, que
l'cde-se ao Sr. Francisco Jos de Araujo Van-,
na e Almeida o favor de apparecer ua bolca da rua
do Hangel n. til.
Manoel Joaquim da Silva Figuciredo, subdito
porluguez, pelo prsenle annuucio faz publico, que
vai a Europa tratar de seu negocio, e que nada deve
tiesta eidade nem fura delta a pessoa alguma, porcm
un caso que alzuein sejulgue ser seu credor, apr-
senle suas conla* para serem legalisadas e pagas 110
prazo de '1 dias, a conlar da dala da publicaeo desle
em diante, c deija nesta cidade por seus bstanles
procuradores o< Srs. Irancisco Jos da Cosa Ribti
ro, Joaquim Jacinlho e Policiano l.oureneo da Silva.
A pessoa que lirn do correin desla eidade urna
caria viada du sul pelo vapur al). Pedro II para
Joaqatm liuartc Campos, querendo reslilui-la pode
dirigir-se a rua do Crespo 11. 13.
Antonio Nones la Oliveira lem comprado pata
Joaquim Rodrigues Maia de Oliveira, residente na
Ilha de Fernando. dnu< meios billietes da latera do
Seuhor Rom Jess das I) res de ns. 117.j e 2SSb>
V abaixo assignida, lendo cslabelecido um col-
legio decducaeao para o savo rcmeniio, na casa de
sua residencia, na praea da Uoa-Vista, sobrado 11.
.'2 segundo andar, avisa aos senhores pas de fami-
lias que queiram recolher suas lilhas em dilo esta-
iielecimeuto, onde ensinar-se-lia as malerias tenden-
tes instruccao primaria c secundaria, como lam-
bem arles, francez, mostea, desenlio, dana, ele;
assim como avisa aos pas de suas alumnas, que sua
aula existe abcrla desde o !. de abril protimo pas-
sado, o que lia" Ic ante* por causa da epidemia rei-
nante. Os estatutos desle estabelecmento serto
publicados com a maior brevidade que possivcl for
a abaixo assignada.
Iherca 1.11 iiher ii i i sia de Carvalhn.
l'recisa-sc alugar urna casa esparosa
sem se escolher rya ou bairro, para um
magistrado pie esta' 0*' cliegar a'esta
cidade, e cpie deseja oceupar toda a casa
sem outros moradores : ([uem a tiver e
assim a quizer alugar, procure a casa 11.
i, 110 pateo da matriz, de Santo Antonio,
que encontrara1 com quem tratar.
lia-se al 12.S000 rs. por me/., a
urna ama de leitc, forra 011 captiva, que
tenha bom e bastante, e sem lilho : na
rua do Bangel r>, "iS", 011 aterro da Boa-
Vista n. 48, loja de bilhetes.
0 Dr. Albuquerque avisa ao respsilavel publi-
co desla capital, e especialmente aos pobres que qoi-
zerem ulilisar-se do seu preslimo, que acha-se resi-
diinlo na Soledade, sobrado do camuiho novo, onde
pude ser procurado a qualqucr hora.
Existe em ajaste urna casa de taipa na roa da
Amizade, na Capuuga, pertenceulc a Vicente Alves
Serra ; se alguem se liver de oppr a esla venda,
queira annuucar no prazo de 1 dias.
Joao Antonio Carpinteiro da Silva, nSo leudo
lempo de se despedir dos seus amigos e pessoas a
quem he obrigao, o faz pelo prsenle, pedindo des-
culpa de nflo ir pessualmenle, e ollereceo seu pres-
limo na cidade de Lisboa.
l'recsa-se de nina ama prela, forra ou captiva,
para o servieo interno e externo de orna casa de pou-
ca familia : a tratar na rua de Hurlas 11. 2, segundo
andar.
Joaquim Pinheiro Jacome em resposla ao pro-
testo que lez Jeito Ozorio de Castro Maciel Monteiro
no 1 ionio de l'ernambucoa n. lili de 1,i do corre-
le, relativamente a posse do responderle no terreno
de mariiiha n. 189 A da rua da Seuzala Velha, boje
praca nova do caes de Apollo, e islo em consequeu-
cia da transferencia que competentemente delle fez-
llie Joaquim Ju-e Morcira em 30 de oolubro de 1851
por escrplura celebrada as olas do labelliao Loiz
la Cosa l'orlocarreiro, e que o respondenle fez an-
nunciar a venda por intermedio do corretor Oliveira
no leilao que lem de fazer no dia 19 do corrente pe-
las 10 horas da manbaa ; declara que o terreno de
marjnhl silo na rua da Senzala Velha n. 189 da pos-
se do dilo Sr. Ozorio nao he o mesmo n. 189 A da
posse do respondenle, c que esse senlior labora em
erro ; parque o terreno cuja pone he annuuciada a
venda, e que perlence, ao rc-pondenle, he o conslan-
le ds p,'tii;,ei e despacho abaixo copiadus.cuja peticito
e mais lilulos do respondenle relativamente ao ter-
reno aununciado scrai apresenlados ao mesmo Sr.
Ozorio, e prelendentes prlo dilo correlor 110 dia au-
nunciado para a venda.
Joaquim Jos Mureira, lendo oblido por aforamen-
tn perpetuo o lerreno alagado de marinha 11. 189 A
silo na rua da Sen/ala Velha do bairro deS. Fr. Pe-
dro (joncalves de*la cidade em frente do lerreno de
ni orino.1 n. 189 de que se acha de posse Joao Ozorio
de Carlro Maciel Monleiro : e como o siipplicanle
tenha aterrado o mencionado alagado em estado de
nelle edifiear-se, o supplicanle respeilosameule roca
a V. Exc. digne-se eonceder-lhe odireito de Irnspas*
sar a posse do diln terreno, mino consla do Ululo
junio que Ihe loi dado pela lliesouraria de fazenda
'.ol 1:1,1 1 .: 0110, l-
au'lemio e mais des-
InformeO iuspeelor da Ihesouraria
Despacho.
da lazenda.
Palacio do governo da provincia de Pernambuco 7
de oiitubro de I8.I.Visueiredo.
Despacho n. 449,Sim, pana os direitos nacio-
naes. Palacio do governo de Pernambuco 26 de ou-
lubro de 1854.Figoeiredo.
C-ralihca-se com 100>li>0 a qnem pegar o es-
cravo cabra, de nome Paulo, fgido no dia 1.-de
maio do corrente anuo, leudu os signaes segunda* :
alto, grusso do corpo, sem barba, picado das bexigas,
com um lalho junto ao nariz no lado direilo ; levou
bastante roupa, sendo calcas de bnm, um paul de
alpaca prcta ele. c l-orzeguins : jolsa-se ter ido pa-
ra a provincia de Pernamburo, onde lem prenles
na Limoeiro, 011 para a Alagoa Nova nesta provin-
cia, polen lo conduzi-lu a esta cidade a seu Sr. Jos
Antonio Pereira Vinagre, ou a Pernambnco a entre-
gar so Sr. Antonio Francisco Pereira com loja na
rua do Crespo. Paralaba do .Nuria 3 de maio de
1856.
Joao Jos da Co'la relira-se para a Rahia com
sua mulher Uellina Maria da Couceic.ao edous fi-
Ihos menores levando em siia companhia I.uiza da
Cosa : lodos libertos.
Rufino Paulo, relira-se para a Rabia com sua
mulher Ihomazia Francisca de Paula, e dous filhos
menores, levando em sua cumpanhia a prela Miqui-
tiua Mara da Conceieilo e seu lilho menor Anlouio;
lodos tiberios.
Gwteve llenrique Filippe, relira-se para a Ra-
bia com saa mulher Jacintha e cinco lilho- menores
levando em sua companhia Miqoilina Joaquina de
Ainorim c Floriuda Domingas e Isabel da Cosa com
seu lilho Jos da Cusa menor ; lodos libertos.
o e-criilorin de liquidado dos herdeiros de
viuva Cosa & filhos, rezide boje na freguezia de
Sanio Antonio desta cidade, na rua Nova, sobrado
n. 3 primeiro andar : os devedores mesma liqui-
darlo se dirigiro aquelle lugar, a liquidarem
seus dbitos com o liquidalario.
Joaquim Jos Dias Pereira, e Jos Joaquim
Concalves da Silva, fazem publico pelo presente,
que no dia (i de Janeiro prximo passado dis-nlve-
ram amigavelmentea sociedade que lnham na ven-
da 11. 8 do aterro da Uoa-Vista, que cirava sob a fir-
ma de Pereira iV Silva, ficaudo a liquidadlo do ac-
tivo e pasdvo da mesma firma a cargo do socio Jos
Joaquim Cuncalves da Silva. Recife 15 de maio
de IS.~i(.Joaquim Jos Dias Pereira, Jos Joa-
quina (ioncalves da gilva.
Jos Joaquim Gouc.al\es da Silva declara pe-
lo prsenle que, na qualdade de socio liquidalario
da cxliucla firma de Pereira t\ Silva.julga nada de-
ver de suas Iratisacees sociaes. mas se !-
gera se julgar crcdura mesma cxliucla firma, lia
jan) de apresenlar suas cuntas uo praso de dez dias a
conlar desla data ; e convida a todos os devedores
da exmela firma social, a salisfazer seus dbitos,
com a possivcl brevidade : no aterro da Roa-Vis- lerreno i
la 11.8. Rerife 15 de maio do 1836.Jos Joa- *???
quim Ijonealves da Silva.
O abaixo assiguado faz idate, que de boje
em dianle, assigna-se por Jos llouoralo de Medei-
ros.
Jos Honorato de Mello.
Aviso.
He chegado a este mercado o rape Prin-
ceza, i pie continuara' a ser vendido a re-
talho nicamente na loja n. 51, Oa rua
da Cadeia, de Joao da Cunda .M a galhacs.
A abnca de Lisboa tem resolvido fazer a
reduccfio de 800 rs, em cada libra, epor
isso o CUIlO sera' de 2'40O rs. que nao se- .
ra' alterado em dito deposito ; os direc-
tores da mesma promettem empregar di-
ligencias para que o deposito esteja sem-
pre supprido de dito rap ; o genuino da
fabrica he o melhor da Europa, e tomo
lal alcancemos primeiros premios natex-
posiiesde Londres e Paris, tornande-se
desnecessario recommenda-lo aos senho-
res quesabem apreciar urna boa pitada.
A pessoa qaeannunciou vender urna casa ter-
rea ua Roa Viste, dirija-se a roa do Rosario do mes-
mo bairro n. 11, qoe achara' com quem tratar.
sociedvde ni cowiw.ir. A.
Fabrica de fiar e tecer algodao,
: qual oceupa diariamente para mais de
OO aprendizes ou obreiros nacionaes,
daidadede I0al2 annos para cima, e
com preferencia orplmos.
CAPITAL SOCIAL 300:000^000.
Socios em nome collectivo, gerentes res-
ponsaveis.
Os Srs. :Antonio Marques de Arao-
rim.
Justino Pereira de Farias.
Manoel Alves Guerra.
Firma social: Amorim, Farias, Guer-
ra & C.
As pessoas assignantes das primeiras listas, qne
desejam contribuir a prompla realisaeo da fabri-
ca, -,o convidadas a nao demorar suas respectivas
assigbaluras. A sociedade ainda admitte asigna-
tura, de liteOOO al j:i'00aii00, aflm de generalisar
a lodosas vanlagcns desla til e lucrativa empresa,
e contribuir ao desenvolvimenlo do espirito da as-
sociasao, nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguns ramos de industria, indispensayeis pa-
ra auxilio e r.iigmeuto da defioada e rotioeira agri-
cultura.
A facilidade das entradas, que nunca serao de
mais de "JO por ceolo do capital subscripto, permiti
a todas as pessoas qoe poderem dispor de urna eco-
noma de ,>'iii por mez, entrar eomo socios de
10051)00.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pagamen-
tos espadados de pouco mais ou menos 2 roezes.
Serao precisos 18 a "20 mezes par o inleiro paga-
mento de cada subacrip^ao.
Os senhores de engenho, plantadores de algodao
ou oulras pessoas, que rezidcm fora da capital, que
quzerem entrar nesla ulil sociedade, podero diri-
gir suas carias de pedidos, a qualquer destes socios
gerentes, ou ao socio de industria F. M. Duprat,
que lem em seu peder o livro des subscripr/ies, e d
a lodos as informa.;jos que possam desejar sobre as
vanlagens que resultarlo da fabrica.
Elles de. arar jo os seus uomes por extenso, domi-
cilio e nome do Correspondente nesla capital, en-
carregado de eflecluar o pagamento das entradas das
prcslaces quando forcm reclamadas.
Dentro de poneos dias era feilo pelos socios ge-
rentes o aunuocio, convidando os sobscriptores a
aflecluar o pagamento da primeira entrada, qae se-
r de 10 por cenlo do capital subscripto; os reci-
bos serio pjssados por qualquer dos Ires socios, com
a firma social Amorim, Farias, Guerra & C. Na
mesma occasiao ser entregue a cada um dos socios
urna copia impressa da escriptura da sociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socios ge-
rentes e socio da industria, para reconhecirnento
da firma social, os:! gerentes responsaveis asaigoa-
ro as meslas copias.
F. .V. Duprat.
Pernambuco ( de maio de IXMi.
Joao Ozorio de Castro Maciel Monteiro, filho e
herdeiro universal da tallecido desembargador Tilo-
ma/. Anlanio Maciel Monleiro, titulado BarSo de
llamara, a, faz publico, que a 30 de abril de 1839
fui concedido ao dilo seu pai pelo governo da pro-
vincia de foro perpetuo u terreno de marinha n.
189, couleiido -11 palmos de frenle com os fundos
respectivos al a baia-mar da comprehensao de sua
casa n. 110 na rua da Senzala Velha, lugar Hoje de-
Humillado l'rac.a nova do caea de Apollo, oo roa no-
va do llru ii, cujo le leo ja d'aoles perleucia ao pai
do annuncianle pela arremalaeao qoe fez seu ante-
cessor e lio o padre Juo Francisco Maciel Monleiro
na cmara municipal de Olinda, ao 1." de abril de
lS2t, cujos foros se acham pagos,e para qoe alguem
uo se chame ignorancia no leilao, que pretende
fazer o agente Oliveira as 10 horas do dia 19 do cor-
rele, em protesto taz o prsenle annuucio. Recife
I i de maio de Isq,
Fugiram du engenho San-Joao. da ilha QP
3 de Itamarac, no da II de abril do corrente 9
L.j anuo, Ires escravos com os siguaes srguntes: (B
tf Caeiauo, crioulo e meslre .ie assocar, tem 30
'.i annos de dade, roslo um pouco lirado e al- 9
;} guma cousa carnudo, olhos ordinarios e si- 9
;; mulados, barba ponteira, todos os denles iu- %
;.: cisores, cslalura mediana, corpo cheio, per- %
?. as grossas, pea proporcionados, cor fula, o 9
;:; dedo minirao de urna das maos aleijadoe tor- 9
ceudo para cima do vizinho, e falla desem- @
SS bar,o;,ola. A
p lione.iio, crioul, serrador, apellidado Ga- 0
v3 rapo, por ter sido de um sitio desle nome, |p
9 no Rrejoda Madre de Dos, lem 35 anuos S4
de idade, estatura alia, corpo cheio, roslo nm 9
@ puuco lirado, fallo de denles na frente, sois- ej|
j sas ralas, rr bstenle negra ; he um pouco (a)
9 zarolhu, c lem careros carnosos nos pcilos e aj
9 as cosas, pernas apalheladas, ps cheius de (g)
ij-.; bichos, falla grossa e por aflectacao como a g^
Q de Africano.
jj l.uiz, criouloo, "e apelidado enUe os par-
1 ceirus por Macota, lem 20 annos de idade,
estatura menos que ordinaria, rosto redon-
& do e sem barl, denles da frente perfeilos,
'-' olhos ordinarios, corpo ebeo, ps curios e S
& largos, falla grossa imilando a de Africano, 9
i e cor negra. Foi cada um armado de um ba-
5-C camarle, e he muilo presumivel que eslejam 0
i junios, porque dous dos fgidos arrombaram O
O a prisao em que eslava o icrcciro. sem da- 9
j vida por couibinaco : roga-se. portanlo, as V
> autoridades policues, capilaes de campo ou @
Vi qualquer pessoa que possa capturar os meu-
^ Clonados escravos, levarem-nos a seu senlior i'-S
(3 abaixo assigaado, noengeuho San-Joao, que 9
;;3 recompensar generosmnente lodo o Iraba- 9
:~ llio de quem os prender. 0
0 Francisco Honorio Bezerra de Afeitases 0
San-Joao 12 de maiu de 1S36.
s
0
O Sr. Judo Aeuuslo lianleira de Mello, .1 ne-
gocio de seu particular iulercsse, dirija-se a rua da
Cruz n. 7 primeiro andar.
Roga-se au Sr. acadmico Rernardo Anlonio
de Moura.que faca u favor de ir a padaria do palco
da Santa Cuuz o. 6 a negocio de seu inlercsse.
Prccisa-sc alugur nm prelo livro on caplivo
para o servieo externo c interno de urna casa : na
rua da Gloria 11. 87, segundo andar.
Roga-so a pessoa que achou 11111 saque de.......
li'-'Mil, rs. contra o Sr. Manoel Ijonealves da Sil-
va, a tevurde Antonio Jos da Silva du Brasil, que
Iculia a blindado de mandar entregar uo arn-a/.em
n.21 na travesa da Madre de Dos, que muilo
Ule agradecer.
Joao Jos Ribeiro, lillio de los Zacaras Ri-
beiro. por ter enconlrado ueste jornal um nome
igual ao seu, e para evitar qualquer duvida que pos-
sa apparecer, faz scienle ,10 puhlicn que de boje cm
dianle se assignarn' por Joao Jos Ribeiro de Moiaes.
Fugio na lerra-leira, 13 do corrcnle,' da obra
que se esla fazendo ua rua da Cadeia junio ao arco
de Sanio Antonio, um prelo por nome Migocl. na-
ci Angola, idade 30 anuos, pouco mais 011 ineims,
com os -limo, seuiules : estatura regular, pouca
barba, roslo picado de bexigas, iMgueja algoma cou-
s. quando lem susto levou ralea de algodao da Ba-
ha, camisa de algodao a/.ul de lislras, grosso, o cha-
peo de huela cor de cal : roga-se as autoridades de
polica que delle liver nolicia, ou a qualquer pessoa,
lo vaporMarque/, de Olinda, au- estando emancipado, o na posse dos seos bens, lem : bajam de o apprehender e conduzi-).> a rua da Con-
l'ii"ado em Goiauna OS UUaCS SCt'O ven- ro"fIR"ilo llor scu bastante procurador, incumbido I cordia a casa de Jos Antonio de Masalhiies Raslo,
..',''' ,1 de todos os leus negocios, a seu primo Jos Joaquim ou obra em que cite Irabalhava. que serlo bem
lulos por COnta e riSCO de IJUCm perten- da Silva Guimarac<, endo valido tilo sement ludo gratificados.
qiianlo for por elle feilo em nome do annuncianle,
Recite 17 de maio de 18'iii.
Joaquim l.obito Ferrcira faz publico, que a
Casa 11. 7 da roa duCahral na cidade de Olinda, se
acha por elle penhorada ua eseeucaj que promov
colina fallecidos Anlonio Joaquim Pereira da Sil
O agente Van, da Silva tara leilao, filhe do mesmo omm.
Joaqoim I.olalo Ferrcira por fallecimenlo de
sua primeira mulher procedeu inventario de seus
bens, o parlilhaudo-os entre elle e os de mais her-
deiros, dividir o lerreno de marinha n. 207, que
.Muera por titulo de al'jramentu perpeloo, silo por
detrs da rua da Concordia da freguezia de S. Jos,
na rua Nova do caes projeclado, a beira do rio Ca-
piharihe ; em cousequencia viera a caber ao annun-
cianle o lerreno do mesmo numero com a serie
Acoolcudo 108 palmos de frenle 101 bracas e
8 palmos e meio de fondo, confinando ao uorle
com parle dos terrenos ns. 191, e 191 A, ao sul com
lerreno destinado para a travessa projecteda da roa
usta ao rio Cnpibaribe, a leste com o terreno n.
207 11. concedido ao herdeiro Manoel de Almeida
Lopes, ao esle com o rio Capibaribe, como tudu
consla do termo de niedir.lu, demarcacao, avalia-
c.io e lilulo datado de 28 de fevereiro de 1851, re-
gistrado 110 respectivo livro da lliesouraria de fazen-
da,cujos furos se acliam pagosjatc o presen te,e releva
notar, que alera das beinfeitorias pelo aonunciante
i'eilas em dilo terreno, edilicoa nelle varias casas
110 quarleirao a niara mu do rio, que contem 600
palmos de fundo e 168 do freule, cojo quarleirao e
casas veiitleu a Jos (ioncalves Curado a 4 de se-
temliro de 1855, tabelliao Almeida, e nao o mais do
terreno, que Ihe foi cencedido ; e porque alguem
pretenda requerer ao governo esle reslo, a pretexto
ese acher devolulo, a exemplo de oulros, em que
fora rallada a verdade, faz o presente annuocio
n.lo sii liara advertencia desle Sr. prelendente, ins-
pector da Ihesouraria, e engenheirocordeador, como
cm guarda de sed direilo, que desde ja protesta,
e declara, que neslc sentido lem requerido ao go-
verno. Recife de maio de 1856.
LOTERA Di PROVINCIA.
Aos 4:000s, 2:000, e 1:000.9000 rs.
Corre indubitaveluieiiln Icica-feira
20 de maio.
Salustiano de Aquino Ferrera
avisa ao respcitavel publico que estao a
venda bilhetes, meios e quartos, da pri-
meira parte da primeira lotera concedi-
da ao Sr. Bom-Jesus das Dores, da igre-
ja de S. (fOiicalo, as lojas ja' conheci-
das. os quaes nao sollrem o disconto de 8
por rento do imposto geral sobre os tres
primeiros premios grandes cima men-
cionados, por estarem com sua rubrica.
Jos Anlonio dos Santos rttira-se para l'or-
lugal a tratar de sua saude.
IJuem annunroo precisar de -JOS ajeros com
seguranza eni um escravu pedreiro : procure na rua
da i'r.iia serrara n. 55) que se dir quem faz esle
negocio.
Bilhetes,
Meios.
Quartos.
Pernambuco
i800
25406
IsHOO
*:0Mf000
2:000$000
1:000s000
16 de maio de 1856.
Salustiano de Aquino Ferrera.
IvITIU
ILEGIVEL



WAHiO PIRIIMBCO S-GUNJA HM 19 Si 1110 02 I85G
Tereeira edicao.
TRATAIEITO HQIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS.
e inslrueeo aopovoparase podercurardesla enTermidade, administrndoos remedio mais eflieazes
paraalalha-ia.emquanto sereeorreaoroedico.ou mesmo paracura-l'i "dependente desle nos lagares
,m q"" XRAIMJZ1DO EM POttTUGUEZ PELO Dll. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doasopusculosconlmasinditarOes mais clarase precisas, c pela sua simplese concisa expsi-
to eatao alcance de todas asi ntelliencias.naoo pelo que diz respeito aos meios curativos,comoprin-
cipalgknto aos preservativos qoe teradado os mais salisfacloriosresultados em toda a parle eiu que
ellesjem sido postoscm pratic. ...
Rendo o iratamantohomeopatluro o umeoque tem dadosrandesresalladosnocuralivodeslahoru-
veltnfermiilaile, julKaroosa proposito traduzirrestes dous importantes opsculos em lingua vernaci-
la, par* desl'arte facilitar a sua leitnra a quem icnore o francez.
VcMe-se nnicamenle no Consultonodo traductor, ra Nov n.52. por 2*000. Vendem-se tamliem
medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com nm frasco de lindura 1 jj, urna dita de 30 tubos com
qualro e 2 frascos de untura rs. 258000.________
Lotera
doSr. Bom-Jesusdas Do-
res, da igreja de S. Gon-
callo.
Aos 4:000*, 2:000.-, c 1000000 is.
Oabaixo assignado tem i-esolvido de
ota em diante vender osseui bilhetes e
(juartot rom uta aliatimcnto em seus
rojos, conforme se v al>a\o, etijoi bi-
lletes, quartose meios teachama venda
insj. *'
S*"*f!-.
5PEDRAS PRECIOSAS-
| Aderemos de brilhanles,
diamantes e perolas, pul-
I ceiras, alfineles, brincos
| e rozetas, botoes e anueis
de diflerentes gostos e de
diversas pedras de valor.
Compram, vendem ou *
trocam prala, ouro, bri- gj
Ihantes.diamaolesepero- ?
las, e mitins quaesquer !*j
10REIRA k D1RTE.
L6JA DI 011R1YE8
Ra do Cabuga n. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Bu-
ropa as obras do na is
. moderno ost.o, tan-
joiasdo valor, a dinlieiro o '
SS!SSmmmm& to de Fran?a como
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre<50 commodo como eostumara.
* *
Ol KO K PRATA-
--*i ___ :?'
gj Adereces completos da &
M ouro, meios ditos, pulcci- &
ras, allinetes, brincos e ?
J; rozetas, conloes, trance-
[<- Im-, medallias, corrcnles -
- e enfeites para rcloeio, e &>
j oulros muilos objeclosde *
: ouro.
gj Apparelhos complelos, S
j de prata, para cha, ban-
3 dejas, salva, caslicaes, fe
S colheresdesopa edechn, .
gj e muilos oulrus objeclos \
S de prata. tg
. : R3e3S3R3e*^^!ElB383
PUBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarlo ser sem duvida de atilidade aos
principiaoles que se quizercm dedicar ao excrcicio
lo foro, pois Helia encontrarlo por ordem alphabe-
lica as principaes mais frequenles ocenrrencias ci-
vil, orphanologicas, commerriaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remissoes das ordenaces, leis,
avisos e regulamentos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resoloces dos Praiislas anliaos e moder-
nos em que se frmam. Cootm semelbautemenle
as decisoes das Desloes sobre sizas, sellos, vellios e
novos direilos e decimas, sem o trabalho de recorrer
i colleccio de nossas leis a avisos avulsos. Consta-
r de dous volantes em oitavo, grande francez, eo
primeiro sabio luz est i venda por s- Da loja de
livrosn. (i e S da prara da Independencia. Os se-
SalustianodeAquino Fer-
reira,eautelista das
loteras corridas, avisa as pesso.is que liverem cn-
telas premiadas, queiram por obsequio dirigirem-se
a ra do Trapiche n. IMi, segundo audar, ou as lo-
jas ja conhecidas, para seren promptamenle embol-
sadas, marcando o prazo de 60 dias que se lia de es-
pirar no dia 26 de junlio do corrente anno. i'crnam-
bueo aS de abril de 185t.
Salustiaoo de Aquioo Ferreira.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-se bem : no pateo do Hospital
u. 26, sobrado.
Odoulor Olegario Cesar Cabossii. lormado
nhorea subscriptores desta publicac,o existentes em medicina pela ^acaldado da Babia, avisa ao rcpeila-
Pernambuco, podem procurar o primeiro volume vel publico desta capital e especialmente aos po-
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja- bres, que queterem ulilisar-se do seu presumo, que
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praca da acha-se residindo no primeiro andar da can n 8
Constiluic.lo; no Maranhan, casa do Sr. Joaquim sita un ra do Collegio, onde pode ser procurado a
Marques Rodrigues; e no Cear, casa 8e Oliveira. ,_ ,..- i-. ,.....
no sino da bstancia do Ciquia desappareccu o
escravo cnonlo, Januario, fula, haixo c grosso, bem
i empernado, falla por enlre os denles, reprsenla ler
a idade de 21 auoos. pouco mais ou menos ; um dos
sisnats mais notavel lie ler uina das p.is secca ; lem
pai e irmlo forros para as parles da Vanea : foi
comprado a Jos I.uiz Pcrcira com loja na roa Nova.
REPERTORIO DO iEBCt
homeopatha.
EXTRAHIDO DE RUOFF E UOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto em ordem alphabelica, com a dcscripro
abreviada de todas as molestias, a indicarlo phjsio-
logica e therapeutica de todos os medicamentos ho-
meopathicos, seu lempo de acco e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das petacas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Oa Srs. assignantes podem mandar buscaros seu
eieroplares, assim como quem quizer compror.
CASA DOS EXPOSTOS.
Pracisa-se deamas para amameutar crianras na
caja dos cipostos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as liahililac.oes Dtcessarias, dirija-se a
mi-sola, no pateo do Paraizo, que alii achara com
quem tratar.
ARRENDAMIENTO.
A loja e armazem da casa n. .Vi da ra da Cadcia
do Recife jun'e ao arco da Conceirao, acha-se desoc-
copada, e arrenda-se para qoalqaer eslabelecimenlo
em ponto grande, para o qual tem eoramodos sufli-
cienles: os pretndanles enlender-se-hno comJo.lo
Nepomureno Barroso, no segando aud.ir da aasa n.
57, na mesma roa.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte.
Instrucco moral e reli-
giosa .
Esta compendio de historia sagrada, qnefoi ap-
provado para instrucco primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvarjo a 13G00 rs., passa a ser
vendido a l90: na linaria ns. 6 e 8, da prara
da Independencia.
Afassa adaman-
tina.

Francisco Pinto Otorio chumba denles com a ver-
dadera massa adamantina e applicyi ventosas pela
atraccao do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Na loja do sobrado n. 15 do pateo da ribeira de
S. Jos, lava-se e engomma-se com muila pcrfeirilo
e.iceio, e com a autor brevidade possivel.
Paln Naili & Companhia declaram que JoDo
Pedro Jess de Malla deixou de ser seu caixeiro desl
dehonlem 1* do correle mez. Recife 15 de abri-
de!856.
Velas de carnauba.
Acaba dechegar do Aracatv tima por-
<;ao de excellentes velas de "cera de car-
nauhr, simples e de composirao, as (iitaes
se vendem por menos prcro do que em
outra qualquer j>arte : no antigo deposi-
to de D. R. Andrade&C, ra da Cruz
n, 15.
nas lo-aa da praca da Independencia ns.
13. I.") e U). na da Praia n- 50, ra do
Livramento n. ."'i, aterro da Boa-Vista
ns. .18 e i, cuja lotera tem o andamento
desuas rodas no dia terca-feira 20 do cor-
rente, em o salao do convento de Nona Se-
nhoradoCarmo. Omesmoaliaixoassigna-
do se responsabilia 11 pagar por inteiro
todaequalquersorte (|ue porventuraob>
tenliam o seus bilhetes vendidos coma
sua rubrica.
BhetM 45700 recebe por inioiro 4:0005000
Meios 2-5400 a 2:0005000
(Jtiarlos 19200 1:0005000
Declara mais que paga indisnctamn-
te toda equalquer sorte, logo que sabir a
lista gcial, em o seu escriptorio, na ra
do Collegio 11. 21, primeiro andar, das
9 horas da manhaa aso da larde, dos
das uteis.Antonio Jos Rodrigues de
Sou/.a Jnior.
Saceas com millio:
na loja n. 1\ da ruada Gadeia do Recife,
esquina do Beccc-Laigo.
Vondom-sc sallins com periences,
patente ingles eda mclhor qualida-
(lc que lem rindo I le mercado :
no armasen] o Adamson ilowiu
4 C, ra do Trapiche n. 42.
i Aos fabricantes de velas.
Domingos R. Andrade C, com ar-
mazem na ra da Cruz 11. 15, continuam
a vender superior ceta de carnauba em
porcSoe aretallio, assim como sebo ren-
iado, viudo ltimamente do Rio-Grande,
6 tudo por commodo preco.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Carneiras
para encadernac&o.
Jote Nusueira de Soan acaba de recebe* urna
porr.lo de curneiras de cores, de superior qoalidadc,
proprias para encadernaces, as quaes vende por
preros commodos : na livraria defronte do ,rco de
Sanio Antonio.
Precisa-se alujar um prelo, para serviro de si-
lio, como seja corlar rapim e carregar aqua : em ca-
sa de Patn Nash &CompaDhia, na roa do Trapiche
Novo, n. 10.
Precisa-se de um feilor para um sitio perlo da
praca: no aterro da Boa-Vista, numero i.'i, segando
andar.
2 NO CONSULTORIO HOMO
2 ^PATHICO. I
Ra das Cruzes n 28.
W Continua-se a vender os mais acreditados ()
(A medicamentos dos Sti. Castellao e Weber, gK
7 em linun-as e em globolos, carteiras de lo- 'V
^9 dos os (amanho- milito en emita. (A
Tobos avalaos a 500, 800 e 19000.
1 ooca de tintura......291100 w
Tobos e frascos>vazio, rolbas de curtir
'para lobos, e todo quauto lie necessario pa- 2
n o aso da lio mojopathia.
Na taberna de urjan de cima, distante desta
praja 6 a 8 legoas, precisa-se de um rapaz de 12 a
14 annos, lilho do Porto ou das libas, para caiieiro ;
a dita taberna faz bstanle negocio, e por isso pde-
se dar bom ordenado, urna vez que o caiieiro faca
por merecc-lo : a tratar com Narciso Josc da Coila
Pereira, no largo do Carmo d. 2.
Lotera.
Corre tetra-feira 20 de maio.
Na ra do Rangel n. 48 aterro da l>oa-
Vista 11. 48, acham-sc u venda bilhetes in-
teiros, meios e iiiartos, da primeira par-
le da primeira lotera do Sr. Bom lesus
das Dores, erecto em j. Goncalo, pagam-
se os premios por inteiro, sem o descon-
t. ANTONIO DA SILVA CLIMA-
RAES.
maESBssmMM
AO P
No armazem de fazendas_ baratas, ra do
Collegio n. 2,
M vende-se um completo sortimento de fa- f$
zendas finas e grossas, por mais barato S
jg precos do que em outra qualquer parte, |
?5 tanto em porces como a retalho, aflian- |g
^ rando-se aos compradores um srj prero S
gg para todos: este estabelecimento abrio-so
J de combinaran com a maior parte das ca-
g| sas commerciaes inglezas, francezas, alie-
Si maos e suissas, para vender fazendas mais er
^ em conla do que se tem vendido, e por isto fgj
M ollerecem elle raaiores vantagens do que JS?
j'| oulro qualquer; o proprietario desto m- S
a* portante estabelecimento convida todos t<|
S os seus patricios, e ao publico em geral, e|
H para que venham (a bem dos seus inte- 0.
wg resses) comprar fazendas baratas: no ar- 'O
^ mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
X tonio Luis dos Santos & ltolim.
Precisa-se de urna preta cscrava. qoe saiba
tratar de meninos e cuidar >l.\ sua roiipa : quem a li-
ver dirija-seao sobrado n. S da ra de S. Francisco,
como quem vai para a ra Helia, para Iralar do
ajuste.
Jos Vieira dos Sanio avisa a quem ronvier,
que rjelxa de vender espirilos nacionaes em suas ta-
bernas da rna do osario 11. I(i, e ra do Caldeirciro
l'revine-sc a quem intressar que
nao rara negocio algum com os qoe se dizem procu-
radores do ausente Sr. Antonio Jonquim de Souza
ttibeiro sobre os escr.ivos Anlonia, parda.de 7 annos
de idade, c Sabino, pardo, de anuos, lilhos da es-
cr,va 'i""' Benedicta, pertencentes ao casal da Ti-
llada l). Anglica Joaquina dos Anjos, do cujos bens
foi invenlariante o mesmo Sr. Ribeira, visto adiar-
se pendente por appdlacao no Tribunal da Itelacao
o respectivo inventario por nollidades insanaveis que
bouvena parlilha ; c o mesmo se previne comp-
leme aulondade policial, para que nao Ibes conceda
passaporle para embarcaren! os ditos escravos, que
estilo em litigio.
Deposito de pia-
nos

J. P. Vogeley avisa ao rcspeilavcl publico, que
mudou o sen deposito de pianos do primeiro andar da
ruaNovan.l, para o armazem 11. 7 da mesma
ra, esquina da ra da Camboa do Carmo, onde se
euconlram os mais ricos e os melhores pianos al
agora apparecidos nesla praca, sendo clles feilns s-
menle por encommenda, c pelos mais acreditados fj-
lincanles como de Hachis, Traunanii. llamburgo e
vV. Sassenhoff de llremcu. e oulros muilos fabrican-
tes da Europa ; os quaes se vendem por mdicos
preces c garantidos. O eslabelecimenlo eslora abcrlo
ale as S horas da uoilc para a commodidade das fa-
milias etc., que quizcrcui ver c experimentaros ins-
tiuincnlus.
Precisa-H de orna ama de leile. lorra ou cap-
tiva e sem nilio, que lenba bom e bstanlo leile :
a Iralar no armazem da ra da Cruz n. 19.
No paleo do 1 erro n. IS segundo andar se di-
r qoem da' nlinheiro a juros sobro penliorcs 1
dous por cento.
A taberna de Girjao de Cima receben novo
sortimento de bolachuihas linas para cha, lem pao
lodos os dias assjm como lem bom sorliinculo do
farinha de trigo para pto e bolacbiolias.
Na fabrica de calcado
francez do aterro da Boa-Vista precisa-se de ofticiaes
de sapateiro para obras linas, paga-se bem.
Aluga-se a casa terrea da ra do Aragao n. (0,
propria para qualquer eslahelerimento por estar em
armazem, e por prero commodo; tambem se alugam
aa casas da ra Keal prximas ao Manguind de ns.
:! c 9, sendo a primeira propria pera padaria por
ter grandes commodos e forno milito bem construi-
do, e serventa para a maro, ludo por preros muito
commodos : a tralar na mesma ra Real "com seu
proprietario Manoel Pereira Teiieira, sobrado 11. (1.
' Deseja-se saber so cvisle nesla praca n Sr. An-
tonio Flix da Costa Dias, que csteve n Rio de Ja-
neiro alguiis anuos no coramercio, e foi a Portugal,
embarcando par esla em III de selcmbro de lsi :
quem souber pode informar Da ra da Cadeia do Re-
cite, escriptorio de Manoel da Silva Santo*.
Precisa-se de urna pessoa que Mina lalim e
francez para ensinar a um menino distante desla
praca ti legoas, em um engenho ; da-sc toda prefe-
rencia a um homam solleiro e de idade : quem se
julgar habilitado, dirija-se a ra Imperial defronte
do viveiro do Muniz, segundo andar, 00 no Forte do
Mallos, prensa de algodao de Mauocl Caelano de
Medciros.
i-i
Alaga-sc nm sitio no lugar da Torre com boa
casa c estribara, margem do Rio Capibaribe, con-
fronte aos fundos do de delinque (iylson : a tralar
110 caes do Ramos, segundo andar.
Oh que peehin-
cha.
Na rna do Passe Publico, loja n. !>, de Albino Jos
l.eitc, vendem-se lindos cortes de cidras de meia ca-
semira de algodao muilo encorpadoa a 13 cada om,
ditos de brim de linho escuro a 800 rs., ricos corles
de cassa cinta muilo fina a 2?, chitas muilo finas a
2-iO o covado. metas pretas para scnbora a 300 rs. o
par. panno fino azul grosso, prnprio para capotes
a o covado. madapoln fino 31500, 45 e4jl)0,
chapeos de sol com barra a 2>, chales brancos de
cassa a 610, lindos cortes de fusloes de cores para
rlleles a800 rs. cada um, e oulrasmoitas fazeudas
baratas.
Os abaiio assignadns, com loja de oarives na ra
do Cabuga o. 11, confronte ao paleo da matriz e roa
Nova, fazem publico, que estilo recehendo continua-
damente muilo ricas obras de ouro dos melhores
goslos, lanto para senboras como para homens e me-
ninos ; os preros continuam mesmo baratas, c pas-
sam-se conjas com rcsponsabiliilade, especificando a
qualidade do ouro de l ou 18 quilates, ficando as-
sim sujeiios os mesmos por qualquer duvida.
Scraphim Ov IrmHo.
Arrenda-se o engenho Camacho, distante des-
la praca tres legoas, perlo do mangue c distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello tres quartos de
legoas, freguezia de Maranguape : quem quizer ar-
rendar dirija-so ao engenho PaulisU, asseverando
que pode safrejar do 1..V10 pfles para cima, e tem
Ierras emulas e frescas que se piidc plantar no verao.
c muilo maueiro.
Alugam-se carrocas para conduzir Irasles ou
maleriaes, por prero muilo em conta : na rna da
Alegra na Boa-Vista" n. 42.
_ i urlaram do armazem da ra do Amorim n.
50, um barril com manlciga ingleza n. 3o com a
marca B & I. e peso ciscado, sabe-se onde elle esl,
e para evitar questes baja de o mandar entregar no
mesmo armazem, que se pagara todas as despezas
90xM9xMaf)t9J65l:S|99|&x&'39A ''ue llvorcl"re""-
j. jane, mrm, 8 companhia de beberibe
*eonlinuaaresidirnaruaNovau.l9,p,;:Dei-#l ""*"" *l UUUUlUUb,
mandar. O br. director da Companhia de Be-
)>## bef'be convoca os senhores accionistas
a do Hospicio em casa de|para se cu^'^ni em assemlilea geral, no
dia 2."i do corrente, ::<> cscriploi ioda mes-
ma companhia, ra Novan. 7, Oarade-
cietar-seo 1 u- dividendo, eprocedef-sc2
eleicao daadministracao, na forma do
1-doart. 19 dos respectivos estatutos.
Recite 15 de maio de 1836.O secreta-
rio, Luiz da Costa Portocaxreiro.
1homa/.de Aqutno Fonseca, a-se
de urna ama que so saiba cozinhar hem :
quem estiver nestas citeumstancias com-
pareca a qualquer hora para tratar do
ajuste.
lH~ii.*KT7e de mc.iaes de cl"'oleiro: na ra
Uireila n. 3, terceiro andar.
E OPIATO .WTKSIO-
II lili II
DO fg
1 DR. ANTNES
Eilcs dous medicamentos conhecidos por
t seus grandes resultados, no tralamento do @
9 CHOLERA, vendem-se, acompanbados de m
um folbelo, na pharmariade l.ui/. Pedro das **
@ Noves, ra da Cruz n. 50.
Preco de 2 vidros e I folbelo 3*000, da @
0 1 caixa T.j.^OOO.
(iratilica-se generosamente a ipiem
levar na rita do Collegio n. 15, arma-
zem, tima ama de leite que tenha boas
qualidades.
Jos Joaquim i'ninr.ilves da Silva, eslaliclecido no
aterro da Boa-Villa n. 8, defronte da boneca, avisa
ao respeilavel publico, e particularmente aos seus
freguezc, amantes dos bous teneros c baratos, que
sua casa de negocio so aclia soilida dos melhores g-
neros de molliados, e vende mais barato do que em
oulro qualquer parle, ebegados ltimamente de di-
versos porlos da Europa: conservas alimenticias viu-
das do Porto de una fabrica nova, as melhores que
lem viudo a esle mercado, liolachinha de soda em
lalasgrandes c pequeas, bi-coitos finos inslezesde
lodas as qualidades, em latas, qneijos londnnos, di-
tosdo reino de todds as qualidades, conservas ingle-
zas, presantes de I,mego, ditos para fiambre de pri-
meira qualidade, lalas com hulachinha de aramia do
lim, \ mi;,) d0 l'ur|0 velho engarrafado de todas as
qualidades, dilo Bordeaux, dito inuscalel deSeluhal,
e muilos ouiros \inhos de superior qualidade, bola-
einha de Baltimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o mellior que lem viudo a esle mercado, dilo
Chim, chocolate bauhilha allemao, dito de Lisboa,
dito francez, maesa* finas para sopa de lodas as qua-
lidades, manleiga ingleza e france/.a, nova, de supe-
rior qualidade, cevadinha, cevado, sag, emitas,
marmelada de Lisboa muilo superior, sal refinado
para celada, azeite doce refinado de primeira quali-
dade, champagne calmante cm garrafas e meia-, ba-
tatas inglezas, o muilos oulros gneros de primeira
qualidade, que su vista dos compradores acharao
verdade o quanlo se diz uesle annuiicio.
Cortes de seda
para vestidos de
senhoras.

Na loja n. 17 da ra do Oueimadn jo no da boti-
ca, ha um grande sortimento de sedas asedarais de
novos desenhos c cores muilo delicadas, ltimamente
despachadas, as quaes se vendem por muilo barato
prero para se apurar dinheiro ; dao-sc as amoslias
com penhor.
Vende-se urna rica eslnlla branca, por prero
commodo : na ra larga do Rosario, loja de Antonio
Joaquim Panasco.
Na rna do Pilar em Fura de Portas n. 53, ha
para vender duas grandes rotulas novas, una soleira
de pedra de '.) palmos de comprimento e um en ol-
iente oculo de ver ao longe.
Km casa de Timm Motnsen Vinas*
a, na praca do Corpo Santo n. 13, ha para vender
livros para copiar, por preco commodo.
Vende-se a taberna da Capunqa com dous jo-
ros de bola, qoe s estes dilo rendimcnlos para se
pagar o aluguel da casa, e se o comprador for casa-
do paga as duas casas (morada! ; a taberna nilo lem
alcaides : a tratar com sen dono, nas casas da Sr.
Joao Simflo do Almeida, na mesma Capunga.
Na esquina da ra larga do Rosario que volla
para a rna e o mellior fumo ,da Ierra possivel, vindo de (ara-
nhuns.
Doce de goiaba muilo lino o m elbor nesle ge-
nero : na ra do l.i\mnenlo n. 96.
Vende-se rape' MeuionOv C, muito
fresco, a retalho e em oitavas: na loja
do Sr. Domingos Teixeira Bastos, na rita
da Cadeia n. 17.
A mellior farinha de man-
dioca em saccas
que exislc no mercado, vende-se por orejo razoa-
vel: no armazam do Cazuza, caes (la alfandcga
Koli l.'Afleilcur, Vermfugo inglez, salsa de
Itrislol, pilulas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros,, em casa de Barlholo-
mea Frauciico de Souza, na ra larga do Rosario
n. 3.
l\a loja das seis
portas
Fm Frente do Livramento.
Corles de rambraia bordados a dous mil rs., dous
mil e quindenios e iros mil rs. o corle, lila prela pa-
ra saias e mantos a dous lustcs o covado, panno
fino azul para farda e sohrc-rasacos militares a dous
e qnatro mil rs. o covado, luvas brancas para mon-
tar a cavallo a meia pataca.
Cobei torea de laa hespa-
filles muito encorpa-
dos c grandes.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da csqoiua que
volta para a ra da Cadeia.
Cambraas de seda a 240
o covado.
Na ra do Crespo n. .">, cndeni-se cambraias rom
flores de seda a id o covado, ditos mais linas a 320.
Bichas de Hamburgo.
No deposiln das bichas, ra eslreila do Rosario n.
II, junio ao becco, vcndcm-se bichas de llambur'o
o cento a 338, e alugam-sc a 320 cada nina. Tam-
ben) se vendem queijo
Moinhos de vento
com bombas derepusopara regarbortas e bai-
la de capim: na fundicaode 1). W. Bowman
na ra d Brum ns. 6, H e 10.
A boa faina
YENDE BARATO.
Libras de linhasbrancas n. o, 60 70 80 a
Hitas de dilas ns. 100 e 1:20
Duzias de Ihesouras para costura
I iii/.ias de ditas mais finas e maiores
Macos de cordao para vestido, alguma cousa
encardidos com 40, SO e 60 palmos
l'eras com 10 varas de bico eslreilo
1I00
15-280
15000
15280
I .
C.mulla- coro agulhas francezas
Caias com 16 nvelos de liubas de marcar
Palestras encarnadas para meninas e senhoras
Pares de roeias linas para senbora a 210 p
Miadas de liulias mnilo linas para bordar 100 e
(jrozas de boles muilo linos de madreperola
Dilas de dilos muilo linos para calcas
livell.is dourados para calcase coltes
Penlesdeverdadeiro bfalo*para alizar,a 300 e
Pecas de lita de linho braocas com 6 e maia
varas
Caitas com coheles grossos francezes
Carrileis de liabas de '200 jardas de muito boa
qualidade c de todos os nmeros
Mai inhos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padroes
Torcidas para candieiro, duzia
l'inleiros e areeiios de porcelania, par
Carteiras de marroquim para algibeira
Canelas muilo boas de metal e pao 20 e
Caivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, ICO, 200 e
franriiiha de la de caracol e de todas as cores
palmo
Duzia de pentes de rhilre para alizar, bons
i irosas de boloes de louca piolados
l'eras de lilas de diz 20 e
Carreleis de linhas de KM) jardas, atilor Alc-
xandre
210
iiti
200
2K0
210
300
160
600
980
120
500
50
60
KO-
60
10
80
500
600
10
200
210
100
800
300
320
tienebr em frasqueiras.
C.abos da Kussia e de Manilha.
Lonas, brinzo e brim de ela.
Pne da Suecia.
Cemento amarello.
Vinho de Champagne e do Rheno.
Agurdeme de Tranca.
I lanos de armario, d'e modelos novos.
Armamento de todas as qualidades.
Alvaiaile fino em
P, oca e tintas em oleo.
eiofiios
cobcrlos e deseobcrtos, pequeuos e grandes, deonro
e prala. patente inglez, de am dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ullimo paquete in-
sJet: cm casa de Soolhell Mellur k\: Companhia, ra
do Turros n. 38.
Vende-se no laren do t'.armo, quina da ra de
llnrlas n. 2, caf muido puro a 320), cm caroco a
900 rs., cevada muida a 210, cm caroco a 120, arroz
a 160, gomma bem alva a 160, manleiga e boiachi-
nhas de difltrcnles qualidades, issnj.i os (reguezes
sabem, e o bom cha fono, o prelo lamhem.
a .' o
Dili-
Vende-se milho a granel muito novo .
alqueire, medida velha : a bordo da barcara
gencian, junio an trapiche do algodao.
Vende-se um boi.iln mnlalinho do 16 annos,
bom para pagem : na ra dosQuarleis n. 2J.
Vende-se orna escrava de bonita ligura e com
habilidades : oa ra da Cruz, sobrado n. 16.
Ra do Queima-
do, Soja n. \J.
Os donos desla loja, querendo liquidar e acabar
com certas fazendas, eslao resolvidos a venle-las por
barato prero, i dinheiro i visla, como sejam, cassas
francezas de cores fi\as c novos padracs a 200 r.. c
210 rada covado, chitas franre/as miadinhas tinas e
Oas a 210 o covado. e muilo finas a 2S0, laa escoc-
is de i palmos de largura para vestidos a'700 rs. o
covado, chales de casemira adamascados de cores a
.15000, e oulras fazendas por biralo preco.
Gasemiras bara-
tas.
Na loja n. 17 da rna do ijucimado .10 p da botica,
vendem-se corles de casemira escura, pelo baralo
prero de 30300, 1J e 55. para liquidar coritas.
ATTENCAO'.
Vende-so urna escrava parda de idade de 36 a :18
annos, vinda ha pouco do serijo e com algumas ha-
bilidades, ja livre do cholera e das blicas : quem
I\a toja das seis
PORTAS EM TRENTE DO LIVRAMENTO.
Cassa ciiita a meia pataca o covado, riscado fran-
cez a meia pataca o covado, saias para enteile de se-
nhoras a dez lusles, manguilosde cambraia borda-
dos a dez lusles, comisionas para senhora a cinco
tustoes, camisas para menina a mil rs., e para se-
nhora a dous mil rs., collarinhos para senbora a pa-
taca. ienc.os brancos pintados para menina a meia
palaca, meias para meninas a iioze vinlens, meias
prelas para scnbora a palaca, dinheiro vista para
acabar.
i\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramento.
Peras de algodaoznho com toque de avaria a mil
rs., qualro patacas, cinco e dous mil rs.. cortes de
calca de brim trancado de puro linho a mil rs. o cor-
e, chales de gurgucio proprios para casa a cinco
tuitoes cada um.
Superiores capas de
panno,
lino .forrados de borragana e de damasco: na rna
do i.lucimado n. is, loja.
tenrao.
Vende-se arroz do UaranhSo do allimo chegado,
da primeira qualidade que ha no mercado, por preco
commodo, tanto cm saccas como a retalho : na ra
de Ilorlas n. 15.
A S.s-OOO o corle Para bailes, sanios. Diestros, visitas, ele, ele,
vendem-se na rna do Crespo 11. 11. riquissimos cor-
les de urna ranada deseda e laa denominadaPri-
mavera; esla razenda ton.a-se recommcndavcl pela
qualidade, goslos e preco, e por isso he intil qual-
quer elogio. Na mesma casa ven cezas de novos padroes a 15 o covado.
Ncndeni-secaixns com velas decarnauba liqui-
da e do composirao, arroz pilad,, Pln saccas. fejao
muito bom em saccas de alqueire a 85OOO, milho
a granel muilo novo na ra do Vigario n.5.
Esleirs, velas ele carnauba c sapatos de
borracha.
L111 completo sortimento de calcados de todas as
qualidades, tanto para homem como para senhora,
meninos e meninas, tudo por preco commodo, a tro-
co de sedulas velhas : no aterro da Boa-Vista, de-
fronto da boneca, loja 11. 14.
Hita da Praia, na travessa
do Carioca, armazem
n,7,
vendem-so mais baralo do que em oolra qualquer
parle saccas de aiqueire, medida Vfiha, com farinha
de Sania Calharina, a mais nova e mais fina que
existe no mercado.
Farinha de Santa Calharina, sacca de al-
queire V5IOO
Hila de S. Mallieai, dita dilo i.-'nui
Dita de Alcobaca, a sacca 33 c 3-3800
Arroz pilado muilo superior, a arroba 19300 e 19500
Dito de casca, saccas grandes 13500
Milho, saccas grandes e muilo novo 258OO 83.J600
I11
ao
110
25600
Linhas prelas de medinha muilo boas
do serUo c favas de Lisboa rliw ,le allinetes da boa qualidade
lliiia do Motes alierlos para atar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de core?, fazenda muilo boa 210 e
l'ivelas de aro com toque de ferrugero para
caira
irosas de fivelas para sapatos
Caiiinbas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Caiiinhas de pao com palitos de fogo bons
Caixas com 50 caixinhas de phosphoros para
charutos
Charoteiras de vidro 60 e
Casloes para bengalas muilo honilos
Atacadores prelos para casaca
Sapaliuhns de laa para crianras, o par
Camisas de meia para crianca* de peilo
I rancolins para relogio, fazenda boa
Escovinhas para denles
Atem de todas eslas miadezas, vendem-se iralViis
muitissimas, qne a vista de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiracao aos proprios *om-
pradores na ra do Oueimado, na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33.
320
10
560
120
90
'0
80
10
10
320
500
110
100
Albanez
a 900
vado-
rs. o co-
Compra se elTeclivamenle, labio, bronze e cobre
velho : no deposito da tundirn da Aurora, na ru-
do Brum. logo na entrada n. 28, e na mesma fuudi-
i;So, em Santo Amaro.
Compram-se notas doVBanco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um prsenle urna negrinha de
2 a 3 annos, ou mesmo urna mulalinha que n3o te-
nha molestias : quem ti ver e quizer vender, annun-
cie por este jornal ou dirija-se ao paleo da malriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com quem iralar.
Compra-se nma duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e urna salva para 3 copos com asna, tam-
bera de prala, ludo sm bom uso e sem feitio : no pa-
co de S. Pedro n. 22.
Compra-se toda c qualquer porcao
de prata velha de lci sem feitio: quem
Itver para vender, dirija-se a ra do Col-
le;io n. 15, agencia de Icilcs.
Compram-se duas moradas de casas lerreas.que
sejao no haitro da Boa-Visla: a lialar na ra da Au-
roia u.36.
Compram-se 6 on S moradas de casas lerreas,
em boas mas nesla cidade. para encommenda : no
armazem da ra Nova o. 07.
Compra-se a legislaran brasilcira da mpresso
de Ouro l'rclo c da typoeraphia nacional: na praca
da Independencia loja de livros ns. 6 c K se dir
com quem se treta a respeilo.
Compram-se 2 reoesianss : quem livor annun-
cie, 011 dinja-se a ra do Crespo 11. 10.
Compra-se urna escrava que engomrae e co/i-
nhcu diario de urna casa : na ra do Cabuga. loja
Anda ha dessa econmica fazenda j bem conhe-
cida, do cr prela, lstrelas, com 6a 7 palmos de
largura, propria para vestidos, niaiitillias c oulros
falos.: naraada (Jueimado, loja n. 21.
Cal virgem de
Lisboa e potassa.da
Russii.
Vende-se na ra do Trapiche n. !) o 11, cal vir"em
de Lisboa, nova a 5.3OUO o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e polassa da Kussia a 300 rs. a libra.
Retogios do patente
iiigtezes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a prero ra/.oavel, em casa de
Cadeia
pretender dirija-so a ra do Nogueira n. 26, nriinci-, lil,s, lle -*r|-eil, na rna da
ro andar.
Vendem-se travs de 50 palmos : a fallar na
roa Direita n. 137.
Cortes de chita a 2j>000.
Conlinua-se a vender corles de chilas largas de co-
res fizas a 25 cada corle : na loja de I portas na roa
do Queimado n. 10.
Chales de touqnim e merino.
Vendem se ricos chales de louquim bordados, e
ditos de merinii de cores, ludo por precio commodo:
na loja de i portas na ra doQueimado u. 10.
Sedas de cores c brancas.
Vendem-se corles de vestido de seda branca c de
cores, sendo estas por commodo prero para acabar :
na ioja de 1 portas na ra do Oueimado n. 10.
ARMAZEM
Ra da Cruz n. 27.
Ha chegado a este armazem gigos de
12 garrafas, ditas de 24, meia ditas de
vinliu Champagne da mni acreditada
marcaB& E PERRIER, qualidade mui
conhecida no mercadopor sua escellen-
te (iualidade: o preco he muito ra-
zoavel.
S$eni>ti^
PARA 0 CORRERTE A9S0.
. Folhinhasde algilicira conlcndo o alinanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direilos parochiacs, resumo dos im-
postes geraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella do feriados,
relimo dos rendimenios e exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, duas de porta a 160,
ditas ecciesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Vende-se una armacao de amarello, nova, on-
vidracada e envernisada, propria para qualquer loja
de fazendas linas ou outra qualquer mercadura etc.,
por prero commodo, i qual arm=rao.fni da exlincla
loja do lla/ar l'ernamliurano : a pessoa que preten-
der, ponera se entender na rna Nova n. -^7, arma-
nm, esquina da ra da Camboa du Carmo.
Na ra do Cabuga, loja de mindeaa n. 1, ven-
dem-se por banilissimo prero as sesuinlcs fa/endas :
paroles de papel de cores com 20 endernos a (120,
holes de osso linos para caira presarlos em papel,
(rozas a 200 rs., tranjas com bullas brancas c de
cores, pecas .15500.
Na ra do CabagA, i0ja de miadezas o. i. ven-
de-se om completo sorlimenlo de babado do l'orlo,
lano aberlo como lavrado, c de lodas as largaras,
principiando por 3 dedos e acabando cm um palmo
reforrado, o qual se vende mais baralo do que em
oulra qualquer parle, por i.e querer nitndar ornis
breve possivel a conla de venda ao fabricante,
Vende-se a prazo ou a dinheiro 50 pipas com
muilo boa agurdenle, a cascara bem acondicio-
nada, por prero mdico, e embarque ralis : ni ra
da Praia de .Sania Hila, armazem n. 17.
Millio.
Vendem-so sacras com milho : na ra da Cadeia
do Recito, loja n. 23.
Cobertores de la.
Vendem-so cobertores de laa de cores escuras, pro-
prios para fabrica a 1)1990: na ra do Crespo n. 23.
do Recite, armazem u. 56.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
sumlio, sila na casa do Sr. ciruraio Teixeira, com
rauitas fregoezias na Capunga, Afilelos a Boa-Vis-
ta, alen da da porta, a qual lem todos os perlenecs
trabalbar, o na mesma tem um cavallo para cn-
Irega de pao na fresuezia : para Iralar, na ra da
Solcdade n. 17, ou na mesma.
Guaran.
Na ra da Cadeia O. 17, loja de miudezas, vende-
se goaraoa, as libras que o comprador quizer, por
prero commodo.
I.IV.S DE TORCAL.
Vcndcm-se luvas prelos de torcal, chesadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baralissimo prego de 150(10
o par : na rna do Queimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
afe' lo Rio.
vende-se por baixo preco : na ra do Oueimadn
n. 27, loja de Couveia i\|Lcile.
Sazendas de bom gosto
por limitados,precos.
Alpacas de laa c seda de quadrinhos miudos a 280
o covado, corles de laa/inhas de cor a 35 o ciirle,
cambraias lisas linas de diversas cores a :5 a pera,
cassas de cores para vestidos a 100 rs. a vara, diias
de qu'drns para hallados a 252110 a pera, cambraias
brancas bordadas a iOOrs. a vara, ditas brancas com
salpicos ile cores a lll rs. a vara, chales de laa e
seda de cores a I-100 cada um, dilos de cassa bran-
cos adamascados a 800 rs. cada um, alpaca prela
lina com (i palmos de largura a S1H) rs. o covado.
gravlas de mola prelas e de cores a i> cada nma,
miardanapos adamascados a 25SOO duzia. loalbsa
de rosto ds linho 1 500 rs., e oulras muilas fazendas
baratas : na rus do Oueimado 11. 27, armazem de
fazendas de liouvcia & Leile.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pirca ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porres irala-se com .Manoel Alves Guer-
ra, oa rna do Trapiche n. ti.
Attcncao
liiscado escuro e mallo largo, proprio para roupa
de escravos a ItiO o covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo bom gesto a 55, atoalhado adamasca-
do com 7 palmos de largura a I5OOO a vara, loalhas
de panno de linho alcoxoadas e lisas para rosto, as
mais superiores que tem viudo ao mercado, ditas
para mesa, guardauapos adamascados e oulras mui-
las fazendas por prero commodo : vendem-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a ra da
Cadeia.
Gal de Lisboa.
Vende-M urna porcao de barris com cal de Lisboa
por baralo preco, c retalho a 33 o barril t na roa da
Cadeia do Becife n. 50.
FAKIMIA DE SANTA CATIIARNA,
muilo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
!ue escuna /lapido, Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com Caelano Cyriacojda C. M., no largo do Corpo
Sanio n. 25.
Livros (]lasscos
Vendem-so os sc^uinles livros para as aulas pre-
paratorias : llislorv of Home 3*000, Thompson 25,
I sel et \ irginie 25OOO ; na praca da Independencia
ns. ti e 8.
SEMEN ES.
Sao chocadas de Lisboa, eacham-sc ,i venda na
roa da Cruz do Recite n: (2, taberna de Antonio
francisco Marlini as sesiiinltssemenlesde horlali-
ces, como sejam : ervilhaalorta, cenoveza, e de An-
ela, fejao (arrpalo, nixo, pintacilgo, e amarello,
airacerepolhndae allemaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabaneles brancos a encarnados, Dabos r,i-
10 e iraiico, senoiras brancf? e amarcllas, couves
trnichuda, lombarda, esaboit, sebola de Selubal,
sesurelha, coeolro de Inoren;, repolho e pimpinela,
e nma grande porcao de diflerentes sementes, das
mais bonilas flores parajardins.
ing
elogios
ezes de pa-
tente,
Papel de peso inglez.
Papel de embrulho.
Chicotes para carros.
Ferro em barra, verginha echana
Couros de loslre. "
Sa?1"6 "'"aim C" fc As"^ & C"n-
P0T1SSA E CAL YIRGEM.
Ao anugo e ja bem conbecido deposo da ra da
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior polassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muito favoraveis, com os quaes Ccarao
os compradores satisfeitos.
Emcasa de HenryBrunn& C, na ra da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do mellior gosto, assim como relogios
de ouro patente.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
consirueco venical ecom todos o melborementos
mais modernos, tendo vindo ng ultimo navio de
llamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
IEGHAJVISHO PARA EIGE-
IHO.
NA FUND1CAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAX rS
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ, A
ha semprc um grande soriimenlo dos segninles ob-
jeclos de mechanismos proprios para cngebos T-
moendase meias moendas' da muTSUmm
balido, de
bar
!2S22l!*&&.ti+lmB*7'
superior qualidade e de lodosos lamanhos roda.
dentadas para agua onanimaes d i,i.l '
roes : crivos e bocea. .1. r" "".'..?e Mu as P'00""
eiro
nhos
os melhores fabricados em .Inglalerra : am easa de
Hcnry Gibsou : roa da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundirlo Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. 42.
Neste estabelecimenlo conlina a haver um com-
pleto sortimento de moendas e meias moendas
para engenho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de todos os tamanhos nara
dito. v
131500
i ; crivos e boceas de fornalhal ,.rc* debo"
, aguilboes, bronzes,parafu.osec!v'l1e, moil
s de mandioca, etc. ele. iniiaaaaB, moi-
NA MESMA FNDICA'O
seexcculamlodasasencommendascom a snnerior
mloteer^o: 8 Cm 3 -"- ^=
-Em casa de Henry Brunn C, ra da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos paralmusica.
Fspelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro,
tambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de raarinh, fia
sempreum grande sortimento de taixas, tanto de
rabnca nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Toi transferido o deposito desle charope para a b-
lica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n vi
narraras S500. meias 33000, sendo falso lado'
aquello que nao for vendido nesle deposito, pelo
que i jmmnn paba o plblico
ma. pleur.z. escarros de sanBueV dor de cosdos
VABANDAS E GRADES.
lmlindo e variado sortimento de modellospare
yarandaseffradarias de gosio modernissiwo : ta
fundicao da Aurora, em Santo Amaro.e no deposi-
lo.ila mesma. na ruado Brum. wr ,
Veode-secal de Lisboaullimamenlechecada,as-
sim como polassa da Kussiaverdadsira : na prara do
Corpo Sanio n. II.
A boa fama
*
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhos de relroz de lodas as cores para pescoco
de seuhora e meninas a I^KX), baralhos de carias li-
nissimas para voltarete a 300 rs., loucas de lila para
senboras e meninas a 600 rs., luvas de lio da Escocia
brancas c de cores para homem e senboras a iOO,
>00 e (00 rs. o par, camisas de meia muilo tinas a
15. ricas luvas de seda de lodas as cores e bordadas
rom guaroiCOes e borlas a 3o e 39300, ricas abotoa-
duras de madreperula e metal para collclcs e palitos
a 900 e 000 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a 39300, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, linissimns navalhas em
eslojos para barba a -Js, ricas caixas para gnardar
joias a 800 e 19300, eaisas muilo ricas com repirli-
mentos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
ralo prero de 29500, 3 e 3>50l>, papel proprio para
os uamoradosa 40, 00, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo ciclantes, proprios pura eslua
danlesou mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que d.1o a 5$, Iravessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo baralo pieco de I?, pastas para
guardar papis a 800 rs., espeihos de parode com ar-
macilo dourada e sem ser dourada a 500, TOO. 1/ e
19300, escovas moilissimu finas para denles a 500 rs.
ricos leques com plumas c espeihos e pinturas finis-
simas a 4) e :lo, charuleiras linas a 25, ricas galhelei-
ras para azeite e vinagre a 25, ricas e finissimas cai-
xas para rape a 2-500 e 39, pentes de bfalo, fazen-
da muito superior, para tirar piolhos a 300 rs., ditos
de marfim muilo bous a 400, 300 e tiiO rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de folhas
pequeas a 720, riqusimos Irascos com exlractos
muilissimo liuos a 19200, 19500, 29 e 29500, jarros
de porcellana delicados e de modernos gostos, com
banha franreza muito fina a 29, frascos com esseocia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muito boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
amia de Colonia de l'iver a IHOe 19, sabonelcs finos
c de diversas qualidades, pos para denles o mais lino
qne pode haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumaras
ludo ele muito fioslo c que se vendem barato, tesouras
muilissimo linas, proprias para papel, para corlar ra- 1
bello, para unhas, para coeloras, trancas de sedas de l P, cumPrador devolve-la
bonitos padroes e diversasdarguras e cores, ricas lilas
de seda lisas c lanadas de todas as largaras c cores
bicos de linho linissimos de lindos padroes e todas as
largaras, ricas franjas-de algodao brancas c decores,
proprias para coriinados, e oulras muilssimas rouas
que tudo se vende por lao baralo preco, que aos pro-
prios compradores causa admiracao: na ra do Ouei-
madn, na bem conhecida luja de miudezas da boa
fama 11. 33.
Superior cafe de primeira soi te, viir
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja 11. II,
i boa fama
VENDE BARATO.
RJcos peales de tartarusa para cabera Vco
Ditos de alisar tambem de tartaruga T^XiO
Lindas meias de seda de.rKpawrcrianca, |M0 0
Bandejas grandes e de pinufas tinas^r^ 5)000
1 apel de peso c almaco o melhorquc pode
haver 4.9OOO e H '
Peanas de ac.o, bico de lanca, o melhor que
ha,a groza
Dilas muilissimo finas sem ser de lanca
Oculos de armarao de ajo com gradu'aces
Lunetas com aimaj.,0 dourada
Dilas com armarno de (arlaruga
Dilas com armario de bfalo
Dilas de 2 vidros com armacao de tartaruga
roncadores de Jacaranda com bons espeihos
unos sem ser de Jacaranda l$50O e
.Meias prelas eompridas de laia
Bengalas de junco com bonitos eastOes
Ricos chicles para cavallos grandes e pe-
. quenos a 800 rs. e "^
Grvalas de seda de todas as cores a la e
Alacaflores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400,500 o
I enles muito linos para suissas
Escovas muilo linas para cabella
Capachos pintadlos compridos
Botoes finissimos de madreperola para camisa IjaKr
Quadernos de papel paquete muilo lino M)
Bonitos sapatmhos de merina p,ra criancas 195110
Ricas canelas para pennas de ac a 120 e 200
ticos porla reloftios a I98OV) e -ijOtUl
Kiras caixas_linas de metr.l para rap a 500 e H>
.scovas muilo linas para, unhas a .120 e 640
u; as finissimas para cabello 19500 e 2WKIO
L1*? r.at rouP 1. 19200 e 25000
1 apel de linho proprio para carlorios, resma 4|OI)0
Pinceis finos para barlia 2)0
Duzia de lanto moito linos para desenho (oo
.apis finissimos para riscar, a duzia 50(1
Duzias de facas e garfea fios > 3.-W10
W'll i6,?"5 ?.S5rto* de b8lanC<> m-ito Tinas 6900,,
(anivfl "'5Slm ""as-cab0 dc ,Dar"' 159000
"X mado. no, Quatro Cantos, na loja d
SSS boa'fe. fa,Da 33' defn,n,e di di f"
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a SOOO o par (preco f,) as
j. bem conhecidas navalhas de barba, feilas iielo ha-
POSioerseaveCnre "a S" Pre,Did0 ~*m -
,ufi a dem"secom ondieso de nao agra-
dando poder o comprador devolv-las al 30 oa,
tSStSSEi! r'rt,,i""- a importancia : em
l8.d.e.A'!5usl0t-deAl're. a ruada Cadeia do
55000
I92OO
640
800
1JO0O
19000
5Q0
39OIO
390qi0
290c 0
19SCO
3CK)
1 SOCIO
192CO
3fl
Kl
500
ao
700
Recife n. 3(i.
mtw** f*stoo$.
No da 1 do corrente logia o meo escravo Mf-
-uel, cu|oS sisnaes sao os seguinles : cabra, reforca--
.0. de estatura e feirdea rcsulares, com falla de um
lente no que.xal de b.ixo, cara descarnada, costuma
rapar a barba, pernas arqueadas e pes crand
de2. anuos; foi escravo do fallecido Thon
es, ida-
liomaz que
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundipao de ferro de i). VV. Bowmann
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha- j llnor..a Sanl Anio," be" fii'ho de FiHppe,"irrn3cl
ver um completo sorlimenlo do taixes de ferro fun-' '.mi i .r.nomaz' morador cm Cariri, districto da
dijo 0 hado da3 a 8 palmos de hocca, es quaes j ^mSEXJgSm tSStSST ^
acham-so a venda, por proco commodo
por proco commodo e com
prompiidao: cinliarcam-se ou carregam-se em acr-
ro som despera ao comprador.
Vende-se cm casa de S. P. Johnston & C.,
ra da Senzala->ova n. \i, sellins inglezes, chi-
cotes do carro e de montara, candieiros e caslicaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
sa n. 97, vinho Cherry em larris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de municao, arraios para car-
jo, lonas inglezas.
Um completo sorlimenlo de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhos, peitllbos
rorneiras, camiss, coifinhas e pelerinas ; tambem
tem nm completo sortimento de ricas llores, enfeites
para rabera, Illas e os verdadeiros e modernos bicos
de linho: na roa da Cadeia-Velha n. 2!, primeiro
andar.
-----, ppoe-se o escravo ler procura-
do Paje de ITores.por ter sido no dia 8 encontrado
em Raposa a procura de dous moradores dessa co-
marca, para onde era de costme viajar com carga s
de fazendas : rogo as autoridades dessa comarca dig -
nem-se de dar suas ordens, alim de consegulr-se a
captura do escravo, se por ventura alli esliver, e ars
capilaes de campo rerommendo-o, certoi de que r e-
r;1o cenerosamenle ratificados. L'ngerfho Tapera
freguezia de Jaboalao 12 de msio de 1850.
Miguel T. de Sooza Uno.
Contina andar fngida a preta Merencia, cri-
onla, idade de 28 a 30 annos, poneo mais ou rr,nos
com os sigoaes seguinles : falla de denles na fr ente .
urna das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a roa do Brom, arma: assucar n. 12, qne ser bem gratificado.
PERN. : XYP, DB ai. F. DB FAJ JA.
18
MUTI^
*..
ILEGIVEL


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