Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07387


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Full Text
ANNO XXXII N. 118.
SAMADO i 7 DE MAIO DE 1856.
Por 3 inczcs adiantados 4$000.
Por metes vencidos 4$500.
.
Por auno adiantado 150000.
Porte franco para o subscriptor.
RNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO1 NO NORTE
Finhibt. o Sr. Gervazio Y. da Natiridade ; Natal, o 8r. Jua-
m 1. Pereira Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lamoe Braga ;
rt, eSr. J. Joae de Oliteira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
Si Rodrigue! Piauhr, o Sr. Domingos Hereulano A. Pesaoo
ronaa; Para.oSr. Jusliniano J. Hamos ; Amiunii,o Sr. Jre-
ojmo da Coita.
PARTIDA DOS COHHE10S.
oliinU : l nIm o* lias, as o i sarta hora* da.
Iar....... In.ia.aa Paralaba : Ha ariraad........m
s. sali, BeaemM, lun*i<..*:..ru.irn, \liini.....(araan
S. I............. I-....-.I \1H... Kaanlk, l.im....ru. Ilrrj...
iia, Flores, Villa-Bella. lloa-Yl-'a, (Inri, n.y K
ii. : na l.ti.t-fi-ira.
l'iv-iHii'i'.i. /nia-
.|iiar:a--rir,
ni
I..I.... I|..jura. Sania.:..-... Rlo-ttirOhiSV, i'iiiyllari.-iiu', A|H Nuil
'lili ira. <* Vilal : |iM,ila.-lrii.i!>.
...I. ... cuffORM Milciii H III botan 'la Manbaa.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNA ES DA CAPITAL.
Tribunal do eoinmercio quartat e tabbadoi.
Kclag.io : lercas-feiras e sabbadoi.
Faztoda : quarlaa e tabbadoi aa 10 horaa.
Juizo do commercio : aegundaa aa 10 horaa e quintas ao meio-dia.
Juizo deorphaoa .- aegundaa e quintas aa 10 boraa.
Primeira ara do civel : aegundaa e aeilaa ao meio-dia.
Segunda var* do civel: quarua aabbados ao meio-dia.
i.'Mi:mi,|',iiii;s DOMEZDE UAIO
4 La nova aoa 2-1 minutos. 48 segundos da larde.
11 Ojiarlo crcsceole aa 5 horaa, 37 minutos o 48 seguudos da t.
SO La eheia aos 22 minutoa e 48 aegundos da manhaa.
17 Quarto niiuguante as3 borai, 15 minutle 48tegUDdoi da lar.
i'iiiwiaii ni; iin.ii;.
Primeiri as 2 horas e 54 minutoa da urde.
Segunda aa 3 horas e 18 minutoa da maosa.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. 8. Joanna princeza v.; Ss. wereoe Aqulleo irs. mm.
13 Terca. 8. l'edio Regalado f. : Ss. Giyceria e Servato mm.
1 i Quarta.8. Gil : Ss. Bonifacio. Enedina e Poncio mm.
15 Quinta. 8. Iziduri Lavrador.; S. Djmpna priccza.; S. Toralo
16 Sexta. 8. Joao Nepomuceno cuuego ni. S. Aquilino ni.
17 Babbado. S. Pedro. S. Pascboal Bajlao 1.. S. Potsidonio m
18 Domingo 2 depois do Espirito Santo. 8. Gregorio 7. P.,
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO NO SUL.
Alagoai, o Sr. Claudico Falcao Diaa i Baha o Sr. D. Duprai-
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereiri Martina.
EM PERNAMBUCO-
O proprietario do DIARIO Manoel Figotiroa de Farii, na sua
livraria, prava da Independencia ro.K)8.
PARTE 0F7ICI AL
Illro. e Eim. Sr.Aioda imprecionailo dos hor-
riveis estragos occasiooados pela terrivel, epidemia
qnc a loda provincia assolou e de que foi Ihealro
esta comarca ; hilando ainda rom o mal, se bem
aja*es muilo menor acalla, por a 'se adiar nos
qlUmoa paroiiirjo* da vida ; nao tenho por sao lem-
po satlicieufe e preciso, uem l.in pouco aiml.i me
ajudam s faculiladet inlellecluaes que se acliam
.nuda como que emboladas e obscuras em visla dos
f actos,e pelas noticias que senipre bem tristes e exa-
geradas ehegavam-me eje todos os lugares, e pelas
emories repelidas que diariamente provava e (inha
para com (oda a minuciosidadeposiivel e sem a me-
nor discrepancia levar ao conliecimcnlo de V. Etc.
ludo quanlo aqui pasiou-se durante os dous mezes
pausados de lagrimas, dores e lucio ; mas erafim
enlendendo ser de mea rigoroso dever quaolo antes
descrever o estado da comarca e relatar secundo a
lerabrauc.a que presentemente tenho, as providen-
cia qoe em razao das circumslancias crilicas c ex-
' cepcionaes dei, o (el cumpriraenlo e bom xito
das por y. Eic. dadas ; resomirei o mais qu for
possivel esta noticia pediudo para todos os meus
actos e orden-, que todas foram dadas em favor da
liumanidade a sanecau de V. E\c.
Quaudo o mal ja laborava e ceifava preciosas vi-
das em outros tugare* da provincia, e quando anda
ueste comarca havia rumor c receio de seo oc-
rommeltimeulo a cmara mootcipil reunio-te alim
de (ornar providencias comn Ihe compela, resollan-
do de sua reuuijo a nonieac.au de diversas pessoas
para em eomrniss.io se encanegarem de loccorrer as
pcaoeas desvalidas que por ventora lossem accom-
mettidaa do cholera e a medida de se designar un
lerteno que mais conveniente fosse para ccinilrio ;
mas vendo eu que ludo ia com graude raorosidade e
que lalvex nao passasse lodos os bons dcsejos, de
Ihaorias, tanto que ja liaviam deccorrido Distantes
dias sem que a ine-nia cmara lomasse outras pro-
videncias que me pareciam de graude urgencia, e
ncm (3o pouco poicase em eiecuc.io o que se liavia
deliberado acerca do preparo e bcar-ao do cemiterio
lomei a iniciativa de 13o serio quanto humauu 1ra-
balho, para o que fiz reunir do da '.> de fevereiro
em casa de minha residencia as primeiras pessoas
rlesta cidade em numero de 60 e tantas, todas as au-
toridades e lodos os membros da mesma cmara e o
respectivo presidente. Foi enlao nessa reunido que
lembrei a^iecessidade de se criar urna companliia
de doze horoeus/com antecedencia pagando-se-lhes
nm quanlilativo rasoavel por dia, para que na oc-
casiao crilica e do horror prcslissem os servidos
arriscadoa dos enlerramentos; da compra de carrosas
cavallos e outros objectos para prompta cxccucao de
(3o importante trabalho ; neaia occasiao promov a
obscriprao ja comecada rateado logo todas as pes-
soas presentes assignarem tanto quanlo permillisscrn
suas forjas : lembrei rnas que se immoassem corn-
asnitiia aaaiirijf p--^ diversos mvsteree, o que ludo
sendo pela reur|BW- af ,.li., diseuli.ln e acolhido se
redozto a prescri|!Vues ; com prazer o digo nessa uc-
casolia no semblante de lodos a acquiesceneia e sa-
(isfarJo pelas medidas adoptadas que acabavam de
ser anonni-iaila-, e que sem inuil.i demora seriam
realisadas. e como de feito dabi a ciuco dias ja se
acliavam (odas, jostamente quando nos baten a por-
ta o maldito viajante.
No dia 14 do referido mez de fevereiro deu-se o
primeiro caso fatal, seudo vie(ma um prelo que re-
pentiuaineule fallecea as K boraa da noite desse dia ;
na mesma occasiao levando esse fado ao conheci-
roento de V. Eic. dignou-se com a maior brevida-
de possivel enviar o acadmico Pedro Antonio Ce-
sar, e chegando este no dia -J vasa algarts cholencos no hospital : immediatamen-
( lomom cunta do me-mo. e desde eniao priuci-
' piou elle a lidar, prestando os serviros mais valiosos
que imaginar se pude ; pelo que tornou-se digno da
estima e afTeic^o de lodos os (joiannenses, a nada se
poupou a (odos se presin dia e noite, chava ou sol
nada obstava a soccorrer os pobres, ainda que fosse
chamado para meia ou mais leguas distantes .' lodos
,e admiravam da forlale/.a de seu espirito, e como
que pareca visionario, porque eudando s a caval-
lo e a galope corra como vento, semclliaote ao ge-
neral que na ooca-i.io de avanzada no momento
que mais reuhido se torna o combale, visita a todos
os flancos exposto as balas e melhalbas : he digno
de lodos os elogios.
No dia '2i do rnez assima ja o mal se tinha desen-
volvido, e moitas victimas bavia feito : de todas as
partes da comarca recebia pedidos de soccorros,
i dia ja o eslado das povoacjjes de N. S. do O'
e l.appa era bastante aterrador. Balda; de oulros
recorto- coiilralei para a primeira o carioso Fran-
cisco Jos Braudao, fazendo no mc-ino momento
partir comambulancis e iuslrucc/ies medicas dadas
pelo acadmico Pedro Cesar, e para a segunda An-
tonio Jorje da Silva com us mesmos ineios a sua
disposicjlo, os quaes chegando a es'es pontos viram-
se na rigorosa neeessidade de vollarem no lim de
dous dia, em razlo dos haliitantes daquelles luga-
res, anle quererem fugtr, moitas vezes raorrer a fal-
la de soccorros pelos dezerlos, do que esperarcm
pelo resallado da medicina ein parle Ihes dou razo
nao (iterara miis do que seguirem o fatal aietnplo
qae deram as priucipaes pessoas desses lugares, qae
foram os primeiros a abandonar seus engenhos e fa-
zeorlas, resultando de semelliante fraqueza a espan-
tosa niiirt.iliil.tile que bouve ncsses lugsres.
Para Punta de Pedras enviei a principio urna ain-
bnlaueia com prescripres medicas, e logo depois
urna pe-o.1 habilitada foi mandada pelo delegado de
polica para tratar da pessoas pobres accommelti-
das i|o mal. ruja pessoa foi Hilario L'rbauo da
Silva.
Logo que o mal se desenvolvea na povoarAo de
Pedras de Fugo a pedido d respectivo subJelega-
iln remclti urna ambulancia acompaoliada do me-
tliodoquc se devia seguir no tralameDlo ; com essa
ambulancia e rom nutra que para all remetteu V.
Exc. foram soccorridos seus habitante', ajudados
pelo zelo e liumanidade dos curiosos Joaquim de
Franca Cmara, e Jos Ignacio l.uiz Kerrer, que
tambem curavam homeopalliicamenle : essa povoa-
c.io sofl'reu grandes estragos, porm peior seria se
nao fosse a dedicaran de lao preslimosos ciiladaos,
e zelo do digno subdelegado daqaella locali-
dade.
Em (odos os lagares houve sna dflicoldade nos
eo(erramen(os ; em N. S. d'(V, e oulros lugares do
dislricto de Coiauninba foi feito esse servifo pelo
corajoso alteres Manoel Azevedo do Nascimeuto,
coinmandanle do destacamento e subdelegado all :
esse bravo militar que em todos os lempos tem dado
provas de sua intrepidez e valor, mostroo-se ainda
agora na crise aterradora e lamenlavel que lodos a-
cabamos de passar como um verdadeiro filho de
Marle e di.lindo Pornambucano ; (joianninha e N.
S. do O* dislricto de sua jurisdirao sao teslemunhas
oculares do que levo dito, elle foi quem tratou cun
suas proprias inus de umita- pessoas accommellidas
do mal, sendo levado por sua dedicar.to ao governo
e hnmauidaile a poni de fazer encinerar com sua
assistencia a mais de nove cadveres que se acliavam
insepultos em casas fechadas da povoac,.io de N. S.
do O' na occasiao em quese prncedeua sua desiufec-
(|o,
Ue continuo emviava-llie d'aqui oflicios assiin co-
mo aos de mais subdelegados, para de acord com a5
piincipars pessoas dos lugares animaren) a popula-
5.I0 o mo abandonaren! seus postos de honra, e lor-
uecia-lhes lodos osmeiosque cslavamao meu alcan-
ce para o Bel disompcntio de suas obrigct>ocji
ludo eslou cerlo que se lano fez n.lo foi petas mi
uliascoutiiiuaiiascirrciicias, mas sim por compre-
bender perfeilaineule o que lite compela fazer, j
como auloridade e ji como liomcm, sendo que a fal-
la de regul.u i la le dos culerrameiitus em N. S. do
O' lu a perda que logo no principio da epidemia le-
ve aquello alteres de qualro soldados e um ca-
dete.
As boticas dos pliarmacenlicos Leocadio Jos de
Figueiredo e lenlo Pinto Crespo forneccram cons-
tantemente medicamentos aos pobres segundo a de-
liberarlo de V. F.nc. em oflicio de 13 de fevereiro
prosimo passado ; ordeoei aos memo, que conservas-
s m alterna lamen I.; a berta as boticas dorante a
noile, para que nao sollressem os enfermos falla de
medicamentos, o que Ibes poderia trazer a raorle.
A esse lempo pedia o coadjuctor da fregue/.ia de
Ilamb.e reelamava o subdelegado de Timb.tuba pro-
videncias para aquella povoar^lo, enviei alcm de ou-
tros medicamentos urna carlcira hoineepalbica que
por me desengaar dessa capital nao viria, recorri ao
cidadHo Camillo Henriqae da Silveira Tavora Ind-
gena, pedindo a venda de urna, o qual com (oda
presteza possivel eedcu urna gratis, dizendo que se
mais na occasiao livesse mais daria. Esse lillio de
llabiieinann prestou-se com toda urbauidade possivel
assim como seus compaulieiros homeopathis membros
de urna sociedade aqui insultada em soccorro das
pessoas miseraveis, honra seja-lhes feita.
Para a mesma povoaeo mandei a requisiraodo rrs-
pcclivj subdelegado de enfermeirn a um pobre lio-
mera pai de numerosa familia chamado Silvestre
Jos da Silva quepoucos dias depois de all ehegar,
sendo atacado domalsoccumbiodeivando na desgra-
A MALARIA DAS NL'LIIERES. *
Poe Celos Monselet.
SEGUNDA PARTE. *
XXIK.
Pouco pouco os hospedes da casa real de Cbaren-
tna afastaram-se de sua reserva para com Mr. Blan-
rhard. Algn aolicitaram 3 honra de serlhe apre-
Motados, e o mesmo Itomem se (ez graciosainenle
MU niedianeirii.
Mr. Blanchard vio assim muilas variedades de
oenles, e lypos que dillicilmenle pde deixar de
erar, escapados das legendas allemas. Eram pessoas
qae conversavam com o vento, que prediziam a rui-
a do pontificado, ou que se diziam dotados da so-
aoridade da harmnica ','). Um, depois de dez mi-
notoa de ama conversac.lo rnui sensata, dei\ou-n re-
pentinamente, annunciaodo-lhe qoe era a hora em
ajaa parlia habitaalmente para os antpodas por mcio
de ora rombo, qae imaginava ler feilo no jardim.
Vio o deudo immovcl, especie de faquir, ( qae
Dio fazia nenhnm movimenlo, porque dizia que o
lampo parara.
Espero que elle continu a andar para eu fa-
ro* o mesmo.
Taas eram a< imitas p.ilavras qae se poda lirar
desse maoiaco, homem robusto, que era mister ves-
tir, transportar, ajudar a comer e deitar.
Vio o dnudo arithmetico, o imisinsupporlavel dos
loados, algarismo vivo que refera ludo aos algaris-
PBOS, e somonte obrava por elles ; substituir as lel-
tras do alfabeto por vinte e qualro nmeros corres-
pondentes. Saodando a Mr. Blanchard, elle dis-
ao-llie :
2, 15,13 ; t, 9, 1. .
O qoe sigoiricava : Bom dia.
Coucebe-se quanlo devia ser fatigante nma con-
versado com tal ente. Todava elle pareca nao per-
eeber uso; sua volubilidade era cicesiva ; mane-
java os algansmos assim como um peloliqueiro ma-
neja as balas doaradas.
Mr. Blanchard dou se pressa em deiiar essa co-
lumna de addieco.
Vio tambem inventores fulminados pela sua in-
vencjto, qoe tracavam machinalmeiite sobre as pare-
des lindas mysterio.as ; ewes nao fr.quen(avain a
ainguem seu olhar fuo, e sua alttude mostravam
a uoidade de sna dassrai-a. Mr. Blanchard passon
com respeito diaule dessas Victimas da idea
O homem que se instituir seu cicerone 'indu/.io o
o entrar na sala de reuni .
Croa partida de bilhar eslava bravada ; a galera
apinhava-se a urna dislancia respeitosa dos joga-
dorea. "
Oualquer lena julgado estar em um bulequim do
Pilis Royal.
Um homem idoso de movimentos quasi aulomati-
() VidalJtorio n. 1|(.
() Instrumento mosico composlo de campainlias
oa copinbos de vidro, que se faz soar passando o de-
do motilado sobre as bordas, e que da sous quasi se-
melhaoles aos da voz humana.
() Monje mahometano.
ca e orpliandade mulher e fllhos. Naquella povoa-
eo eslava a lesta dos uesocios o eoadjuelor da fre-
guezia Padre Francisco Rodrigoes Machado e o Dr.
Domingos Loureiifo Vas Curado, ellas se enrarresa-
ram de medicar e soccorrer os habitantes daquelle
lagar.que Lio infelizes foram por (er fallecido o 1- e
o 2" adoecido.e por 1--0 forjado a vir para esla ci-
dade onde ainda se acha em comvaleseenc.a: lodos
as pessoas desanimaran! a poni de fazerera urna
emuia'-.10 espantosa nao s para (ioiauuiuhi como
para Pedras de Fugo e outros lugares.
A pinoacao de Cruangi sollreu cousidcravelmeule,
eoiuquarifo tiveaso V. Ese. logo bu principio da epi-
demia para all mandado nina ambulancia Lpm sor-
tida, e temado nutras providencias, nada obslou a
que aquellos habitantes se vissem 00 mais triste e
deploravel estado, ponto de morrerem em seu pe-
queo povuado "ai e ful pessoas por dia, e baver
graode numero de cadveres insepultos.
Sendo eu de ludo informado por um oflicio, que
recebi do padre Joao Comes de Santa Anna Marre-
ea, estollrr da capaila daquelle lugar, fiz partir as
mesmas horas o curioso Tibuirio Valeriano Feneira
de Mello, encarregado do tralameiilo das pessoas po-
bres daquelle lugar, c com especialidade dos enler-
ramentos ; sua chegada aquella povoacao foi como
que um balsamo, que suavisou (odas as almas, elle
de arcordo cora o me-mo padre Marreca, a quem
muito e muilo se deve, fez sepultar aquelles que
eslavam ja em pnlrefaccao, e empregou os medica-
mento--, que ja all liavia com muito proveito ; da
data de sua chegada, a ouze dias, o estado da po-
voaeo ja era satisfactorio, e apenas morriam 3 e i
pessoas por dia.
Sendo informado pelo mesmo padre, que o sub-
delegado daquelle lugar. Ruliuiano Sergio de Mello
bavia emigrado par Tiuma, daas leguas distante
da povoacao, Ihe dirig nm oflicio ealraohando se-
melhante proccdiraenlo, recommendando-lhe que
sem perda de lempo, volfasse para seu poslo de hon-
ra, e all prestasse lodo n auxilio qoe fosse possivel
a pessoa, que naquella occasiao fazia seguir ; com
oili'iin, com a receprao de meu oflicio leve logo de
vollar e da preslar-se a ludo, saliendo depois que o
motivo de sua retirada fura a perda que sofftera de
sua couiorte.
Para todos os pontos da comarca, sem ascepcaa
de una s, enviei soccorros, mandando al vveres
para ai povoaces, da Lapa e Tejucupapo, nesla ul-
tima a requiscilo do subdelegado, e de accordo com
o me-mo, eucarregnoi do tralamenlo dos pobres ao
alfere Lucio Mariobu Falcao, mediante a graliflca-
cao que V. Exc. approvasse, a quem rcinctli ama
ambulancia e por diversas vezes medicamentos : a
esse mesmo lempo recebia de Pona de Pedras, de
que ja falle, pedidos de soccorros, e com toda a ce-
leridadc rumetli ao cidadao Gervasio Soares de Me-
deiros, membro da coromissao de beneficencia da-
quelle lagar, me dicamenlos e prescripees m-
lica-.
Para a povoacao de tjoianniilia contrarcio curioso
Manoel Izidro do Nascimcnlo, que ajudado, cuino
ja li:a dito pelo digno subdelegado, salvoa numero-
sas vidas sao t com o empregu da tiomeopathia,
como com o de remedios allopatico1, que remetti
antes de ehegar a ambulancia que foi para all en-
viada por V. Eic. : esse povoado foi urn dos nuis
lelizes da comarca, apezar de ler all sido o ponto
de abrigo .le todos os emigrados de diversas locali-
dades, era por isso foi e nem se experimoiilou o desanimo fatal de muito-
lugares, t ido devido a coragem desse digno subde-
legado, de quem por mais de urna vez tenho filia-
do, como ao zelo e pericia do carioso cima dito.
Tendo-se exbaurido ai boticas, pedi com antece-
dencia providenciasfa V. Exc, immedialamente fui
alten loto com a remessa de duas ambulancias aqui
chegadas em dala de 13 de marco ultimo : veudo,
porem, que bavia grande numero de doentes oa ci-
dade, eque se as eslrangulassem para diversas par-
tes donde linda pedidos, veria a cidade muilo sof-
Irer, e lambem vendo, que era impossivel mesmo
aos facultativos aviarem as suas reeeilas, lomei a
resoliicao de chamar n pharmaceu(ico approvado
Fraucelino Ferreira Crespo, que aqui se ochava em
disponibilidade, por ler ha pooco vendido o cslabe-
lecimeulo, que tinha nessa cidade, pessoa esta bem
conbecid. por sua pericia e probidade, e com elle
conlratei fazer o receiluario, e aviar lodos os pedi-
dos, fornecendo elle o que fosse necessario alem dos
medicamentos para manipulae.io destes, mediante a
paga de S> : em virtude de (al contrato Ihe eutre-
guei as ambulancias por inventario, como ja levei
ao coiibecimeiilo de V. Exc, por ollicio de 13 do
sopradito mez.
eos, e queobslinava-se em conservar duas dragonas
sobre sua casaca preta, tocou brand.imente uo hom-
bro de Mr. Blanchard. Este vollou-se, e pensou rc-
conhecer o coronel, cujo retalo Ihe fra feilo pelo
eufermeiro.
Perdoe-me a extrema liberdade que lomo, da-
se o uovo excntrico em tom mu pulido.
Nao ha nenbuma, senhor.
Vosea senboria parece-me homem de bom gos-
(0, a (enho o mais vivo desejo de consulla-lo.
A que respeito '! pergonfou Mr. Blanchard.
Eslou previamente convencido de |que o se-
nhor nao vera as miohas palavras um (ello para
zombaria... como os oolros.
Ccrtameute nao.
Actia-me bem eiupalhado'.'
Mas... oa. mal.
Pois bem nao eslou aaliifeilo, disse o ruruuel
com profunda cfrenlo de tristeza.
Talvez seja vossa sanhoria muito exigente.
He o que lodos me allirmam; mas infeliz-
mente sei o que digo. Outr'ora empalhava-se muilo
ineldor. .Nao durarei dei aonos.
Oh!
Nao ; houve sovinaria sobre ss materias priu-
cipaes. Tenho sido j muitas vezes obrigado a re-
mendar-me a ir un mesmo. Alera dislo resla-me
ebeiro.
O senhor ensana-se, disse Mr. Hlanehard.
Tem alguma palha nos seus bolsos?
Palha? Nao.
lauto peior ; vossa senboria me leria tipado
os ouvidos. I ac.t-ine o favor de apandar palha por
loda a parte em que achir. Vou pedir na enferma-
ra urna anullia e linda. Ah ainlo que me descoso
lodos os dias!
Ditas estas palavras, o coronel relirou-se com ar
melanclico.
Donde Ihe vem essa idea extravagante? per-
gunlun Mr. Blanchard ao seu cicerone ; suppe-se
elle mn passaro ou um quadrupede?
NSo ; mas sua iiuica ambicao he figurar no mu-
sen de arlilbaria.
Mr. Blanchard nao eslranbava mais ; ludo come-
rava a parecer-llie natural.
Se vossa sendnria deseja conbecer um pensiouista
completamente persuadido de sua animalidade, dis-
se o cicerone, olhe para esse lado. V aquella in-
(ividiio. que dilecta altilude ameac.adora e exaspe-
rada? Eslou certo de que neslc momento elle er
representar o drago de San-Miguel. He um doudo
como o senhor e eu.
Sou-lhe obrigado, disse Mr. Blanchard tran-
quillamenle.
Ellejulga ter o mnnopolio de personificar os
animare celebres. Monten) acordou alurdlndo-nus
com um roatror forte como o som de urna trombe-
la : imaginava ser o gallo de San-Pedro. Na vespera
lora o boi de San-Lucas, e mugir bellamente. Nao
he todos os dias lao piedoso, e suas excurses my-
tdulogia silo ass.is frrquentes. Tenho mesmo miiitns
motivos para rrer que foi meltido aqui por se ter
julcado muilo indiscretamente o cvsue de alguma
Leda moderna. Mas isso nao me inlercssa. Ora elle
rinrda como l'.ueepbalo, ora anda de rojo cuino a
aranba de Pelisson. Outras vezes prope urna par-
lida de dminos como Munito. Um dia destes s*>i-
tou-ine i garcanla tnmaudn-me pelo cavalleiro Ma-
cario, e fazendo as vezes do rao de Monlargis ; .rnas,
no dia seguinte, arrependeu-se grandemente.' cho-
rando cuino a coi c.i de Genoveva de BrabaoleJ.
Nessa mesma data aqui ebegou o acadmico Fran-
cisco Julio de Fteilai e Al.buquerque, e tomn im-
medialamente a se 1 cargo o hospital eslabelecido
na Sania Casa da Misericordia, devendo dizer a V.
Exc, em abono da vtrdade, que esse moco por suas
in.iiieir.i- urbanas e (.eticadas, e por sua dedicado
ao serviro de que f.u encarregado, nada deixou a
desejar, e bem assim, na commissao de que o en-
carrrguei de presidir a desineceao de Nossa Senho-
ra do O' ; em urna palavra. desempeuliou a r.iun-
mis-lo de qoe o encarregou V. Exc. de maueira
bem digna.
O Dr. Jos Juaquim Fiataiau, por V. Esc. convi-
dado para curar 09 pobres iccoraroettidos do chole-
ra, satisfez s vistas de V. Exc, esse hbil medico
portoo-se, como semprc oostama, forte, assiduo e
earidoso, cruzando ai ruasjdesla cidade rom a \eluci-
da de do raio sempre a cavallo, nao bouve casebic de
pobre e ncm casa de rico, que por elle dcixassc de
ser visitada, logo que seos douos o cbamavam ; o
seu poite sempre risonho e sempre animador mui-
to coucorreu para dispertar a coragem e valor desle
povo, a qual devemos a felicidade desla cidade, qoe
por encanto nao sollrea graudes estragos, como to-
des espera^im
O Dr. Francisco lavares da Cuuha c Mello, por
V. Exc. tambem convidado, nao pode prestar seus
servidos nesla cidade, como talvez o desrjasse, por
so adiar doente ; eulrelanto que, 110 lugar de sua
murada, e por toda aquella circumvisinhanra, nao
s receilon, como prestou oulrui soccorros dignos de
sua pessoa c carcter.
O eirurgiao Joao Domingues da Silva preslou-se
ao chamado dos pobres com promptidao, leve a seu
cargo o curativo dos presos, e fez o qoe |iode, como
facultativo que era da municipalidsde.
O acadmico Uellarmino Corre! de Oliveira eAo-
drade, aquello mesmo que oflereceu ao governo
stus servidos nesta comarca, nao se qu>z prestar a
ir para Pedras de Fogo, donde se me pedia com lo-
da instancia um facultativo, por dizer, nao aban-
donar o eugeuho de seu pai, onde linha a seus cui-
dados o tralamenlo doi escravos, dos quaes tirava
os ineios de subsistencia ; entretanto, consla-me que
all mesmo receitou al^ans pobres, c visiluu oulros
lia vi-iolianca.
Em data do H. do correute foi que recebi a am-
bulancia por V. Exc. remeltida em 2I do mez pr-
ximo linde, cigualmcnte os desinfectantes reqaisi-
lados para esla cidade, leudo antes recebido tres
pecas de baela : os desinfectantes foram consumi-
dos com a desinfecto da cidade, que lionlem foi
terminada, (icaiido apenas um garrafao rom agua de
abarraque ; a ambulancia ainda se couserva in-
tacta.
Os eiilciramcnlos nesla cidado foram feilos com
loda Kgabridade, devido isso, nao s as provideiw-
cias que rom antecedencia se tomaram, como ao ze-
lo e adividade do Dono digno delegado o com-
mendador Antonio Francisco Pereira, que sendo
inraiicuv. I 11a i|i.atra purqi I todos acabamos de
passar, be merecedor de sol mes pomposos elo-
gios de outra penna, que nao ca miuba, que a con-
sidero fraca u bem pobre para lao liebre assumpto.
Muilo leria que dizer em bem da BOMO Dr. pro-
motor publico Manuel Izidro de Miranda, mas ain-
da pela exiguidade de miuba peona, calo-mc, dei-
xando que outras mais bem aparadas fa^am-lhe
a devida justiea, sem que possa ser ..yerbada de sus-
peita.
Diversas pessoas nesta cidade, em virtude de sua
dedicarao, caridade e zelo, que mostraram pelo seu
prximo, merecem que dellas aqui faca iiienc.io.
palenteando desla mancira o mea reconhecimenlo,
P levaudo ao conheeimcnlo de V. Exc caraclere8
t.lo distinclos ; eis as pessoas de quem acabo de fal-
lar : O commendador Antonio Alves Vianna, padre
l.uiz Jos de Figueiredo, major Jos Joaquim Ro-
cha Farias, capitao Antonio Manoel de Oliveira
Bolas, lenle Manoel Aranha da Fooseea, profei-
sor Joao Jos Barroso da Silva Juveuis, lente
Manoel Moreira da Cosa Pasaos, lente Francisco
de Paula Cabral, Antonio Vieira Teixeira, qae fal-
leceu prestando valiosoa serviros no hospital que
fui confiado aos seus cuidados, Fraueisco de Paula
Bodrigues, e o iuspeclor Joao Escorel da Silva, nao
esquecendo as pessoas de quem ja tenho feilo
mencao.
Os subdelegados Jeranvrao Freir de Farias l'e-
drosa, lenenle-corouel Marianoo Ramos de Men-
cionen, e lenente-coronel Jos de S e Albuquerque
Mello Gadelha, le portaran) de um modo todo dig-
no, e sao merecedores de lodos os elogios.
Ouando viram-se homens ioteirameute particula-
res durante a quadra alllictiva prestarem-sc nao s
Todos esses doudos s3o muilo engenhosos! ob-
servou Mr. Blaucbard.
Nao tem outra eaoaa em que se oceupem. ac-
crescciitou modestamente o hornera de cabellos
negros.
He verdade ; mas vejo alguna lendo o que cha-
ma-se as grandes gazetax. Nao se teme dispertar
nelles as susceptibilidades polticas?
Oh! nao. Primeramente os doudos polticos
san elasaifleados em oulra diviso, a qual oceupam
toda. Os doudos da nossa divisao, da divisao n. 10,
s lem curiosidade, e nao paiauo. lie-Ibes permitti-
do s'iLscrever por sua conla para todas as follias pe-
ridicas. Ouaniu a mira, meus mdicos recursos
proliihem-ine lal felicidade.
Essa primeira manhaa nao pareceu a Mr. Blan-
chard longa nem enfadouha ; pelo contrario seu es-
pirito accoinmodou-se com esse meiu phanlastieo,
em que movia-se o ensarne dos sondas personifica-
dos. Nao (quena elle ir a Turqua? nao exprimir
precedentemente o de-ojo de visitar os paizes, em
que as muflieres andam cobertas de veo c os ho-
rneas armados ? Peosamos que elle devia estar sa-
tisfeilo. Cbarenlon dava-llie um goslo aulecipado de
Cooslontinupla.
No janlar elle achou-se enllocado eolre o coronol
eo personagein, que lodos cbamavam o romancista.
Era grande honra janlar i mesa do direclor, e essa
honra era concedida alternativamente quetles que
a tiuham merecido por urna conducta a urna docili-
dade exemplares. Nessa dia linbam sido convidados
uos nula pensionistas. O diredor reconhecou de
longe a Mr. Blanchard, e acenou-lhe amigavelmeu-
le com a m.'ia.
Apeuas Mr. Blanchard assenlou-se, o romancisla
incliiiou-serllie ao ouvido, e comec,ou:
ce Era urna bella manhaa do mez de jonho, um
cavalleiro segua lentamente a marsem do Escalda ;
sua physionoinia respirava um ar de franqueza o de
valor ; seu pjennachu ondeava merec do venlo... 1
Jli.j lisso! interrompen Mr. Blanchard.
He pena, miirmurou o romancista ; mas tenho
oulros. O' miuba Joanna, jura-me que nunca per-
lenceras a otitro sen.lo ao lea Pablo! Assim expri-
mia-se em una serra de Araglo um mancebo, no
qual, pelo seu ar marcial e resoluto, pela sua vesta
bordada, era /acil reconhecer-se um arrien o... m
Tambera j (r isso.
O senhor he diflicil de contentar.
Nesse niomcnlo iijSi doudo levanlou-se com vive-
za, e vcici derramar um pouquinho de po uo prato
de Mr. Blanchard.
Oue be isso/? que he isso exclaroou este com
iuquielaeao. /
Prove a'ora sua sopa, disse-llie o doudo, o
qual vollara Ao seu lagar.
Oh! Mr. 1; ji Imbu, disse o director seve-
ramente. ,'
Que/hotou aqui ? perguntou Mr. Blanchard ao
sen \ i/i'nbu coronel.
,'"Nada que fac;a mal. lie um original que ima-
gina ler adiado a rcrcita da ambrosia.
, Vai repetir a grac;a em lodos os pralos ?
, Nao.
/ a Na roa da (rosseEcriloire, cm Reiras, o ob-
servador leria uolado, ha triiita anuos, nma casa de
apparencia obscura, couslruida no eslylo lombardo.
Em urna das eslrclns jane.la-, que escrupulosamen-
te liaviam conservado suas vidraoas com caixilhos de
chumbo, apparecia por iuteival,s urna rapariga mui
linda... u
Era o romancista que incfiura-se novamenle pa-
ra Mr. Blaucbard.
l.i esse principio ainda aate-honlem, disse es-
te logo.
Enlao foi-me (arlado.
Provavelmenle.
Durante esse colloquio um doudo, collocado era
face de Mr. Blaucbard, tirara-lhe furliv menle cos-
tella do prato.
Mr. Blanchard quiz reclamar ; mas o doudo dis-
se-lhe :
Nao falie ; sou iuvisivel.
Bofe! viva Dos, meo* cavalleiros, juro que
licarao ao meaos qualro de vos estornudos aqui no
chao exclamou o gordo Amaurv levantando lenta-
mente sua laca lavrada...
Basla basta, por favor! disse Mr. Blanchard,
ao qoal o mo humor comecara. a ganhar. '--
lie ora episodio da guerra dos Albigenses,
murmuran o romancista confuso.
Desde alguns minutos Mr. Blanchard applicava o
ouvido a um rumor que lite dava cuidado, urna es-
pecie de raspameolo que vinda do lado do coronel.
Ouve? perguotoa-lha Mr. Blanchard.
Nao, talle.
Entilo he o senhor?
Sim, respondeu o coronel ; faca o mesmo ; ar-
ranco da cadeira quanla palha posso.
Mas ella (cari arrorabada.
Tranqullise-se.
O general de Mocange nao era um dos ho-
mens ordinarios, que depois de terem afrontado o
fogo das h.italhas. v.io pacificamente rebrados ao
fundo de um caslello manejar o fuso do Hercules
aos ps de urna Omphale de subprefeitura. Era urna
alma de bronze...
Ah Vine, (orna-sc faliganto, meu charo! ex-
clamou Mr. Blanchard irritado.
Coiilinuar-sc-ha no numero segunte, disse o
doudo abaixaodo a cabera.
XXX.
Nenhum oulro incidciKe assignalou o janlar. Era
impossivel que a conversaran se goneralisasse. Ter-
minada a sobremesa, os pensionistas foram reconda-
zidos as suas respectiva divises, onde, depois de
nma sessao asas animada na sala da reunan, cada
um relirou-se, conforme seu gran de riqueza, ao
dormitorio coinmum ou a alcova quo Ihe era parti-
cular.
Privado de sua carroagem pela primeira vez, des-
de um anno, Mr. lilanchard deiluu-se cum despei-
lo real no quarto que Ihe fra dado. Descobrindo o
leito vio urna Tolda da papel, que ah fra sem dun-
da mellla durante sua ausencia. Abrio-a e leu esle
fragmento escriploseaeloinventado de fresco :
Piedadc para Amanda'. Se illa foi culpada,
sua falta lecaia sobre mim s I Eu era (eu amiuo,
esqueci-me disso ; sem .divida mea crime he man-
de ; mas talve/. lonba desculpa. Amanda era lao bel-
la, e tu eras Uo imprudente | Cuantos passeios de-
liciosos damos ella e eu hora ero que o sol recu-
ihe-se entre iiuvcns de purpura lio verdade que
(ua lenilirane.-i passava muilas vezes cnlre nos comu
um remorso ; mas era logo repellida. Pobre amigo,
nao animei-me a sustentar tua vista ; mas temo
por Amanda : s grande, s generoso, s magnaui-
mo ; pi... la ie para rila! piedade t 1
Nao foi dillirt a Mr. Blaucharl recondeeei nesse
eslylo trivial 0 sen vizinho de mesa, n romancista.
Dobrou o fragmento sem acabar de lelo, e depois
adormeceu meditando oa sua. extravriliuiuU aven-
i
com seus serviros pessoaes, diuheiro e ludo mais
que podiain dispr era favor da liumanidade. quan-
do todos, digo, linham banido de si o egosmo, e s
se lembravam da terrivel e enexhoravel morle, o nos-
so presidente da cmara municipal indeferio urna
mirilla roquisicno .le seis saccas de lanuda para dis-
tribuir com a pobreza desla cidade, que eakva mnr-
reii'lo fome, e quando nao havia no mercado a
menor qaaulidade a venda, se bem que a cmara li-
vesse em deposito .V) saccas, respondeudo-me que
so cedera se a comprasso pelo proco que me dira
o fiscal ; Uve de respoader-lbe, que reunase a c-
mara para resolver acerca do miuba rea.nwic.io, na
certeza de que, me ronformaria com qualquer que
fosse sua rcsposla ; 11.10 reuni a cmara, mas dias
depois foi de opiniao quese desse a fariuba gratis,
a qual sendo-mo enviada, mandei enlrega-ia ao
professor Joflo Jos Barroso da S:lva Juveuis, para
distribuidla com a pobreza.
No dia 3 de mareo prximo findo appareceu um
grande desanimo em loda popularan devido a ra-
pidez com que adueceram muilos Irabalhadores cn-
carregados do enterrameulo, que cum fundamento
se altribuio ao mo cheiro que exhalava urna cala-
cumba, que se fez por conceuso do presidente da
cmara, para ser sepultado seu cunbado o lenenle-
corouel Jos Correa de, Oliveira e AuJrade, eaex-
emplo desta foi feita outra sobre a primeira, para
sepultura de Jeronymo da Veiga Cabral, do que re-
sullou fallecercm seis pedreiros, e os srvenles que
(rabalharam em sua conslruccjlo, immedialamente
e de accordo cora o delegado mandei cobri-ias de
leuda e tocar logo al que desapparecesse 1,1o perni-
cioso ftido com esla providencia e com a eleva-
dlo dos salarios dos Irabalhadores de dous para qua-
lro mil ris, pude consrguir a reanimaras da popu-
laban, prohibindo desde logo o fazimenlo de maii
catacumbas.
No da K do mez cima dito quando a epidemia
eslava 00 maior grao de iulensidade se deu ua ca-
deia urna oceurreucia bstanle desagradavel ; ani-
mados os presos pelo desfalque do destacamento que
a esse lempo alera de contar muilas praras enfer-
mas, tinha perdido oito, projectaram os presos fu-
girem e como de feilo nesse dia, n'occasio cm que
se abra una das pnsoes para se fazer a faxiua do
coslume, arrojaram sobre a guarda que por falla de
genlc era incompleta, e depois de ferirem ao car-
cereiro e a um soldado pozeram-se nove era fu
leudo sciencia incontinente de -cinrlb.mle fado o
disno e brioso coinmandanle do destacamento o ca-
pitn Joaquim Antonio Pieutzuaner aecudio ao cun-
dido, e ajudado pela polica c o povo pode conseguir
a caplura de dous d'enlre ellos : a esse lempo ja o
digno delegado de polica havia dadu orden- para
ser relorc.i la a cadeia diariamente por palanos),
mas eram lacs as occnrrcncias que cssaordema iuda
nao cstavam cm execucao ; em face porm do oc-
corrido fora logo executadas,(c assim se conservoo
o destacamento al que foi rumprida a ordem de
V. Exc. para destacar vinte praeao da guarda na-
cional, que alies prestaran) muilo CnsTervIcos, llo-
vido ao zelo e rigorosa disciplina do rammaudanle
cima dito.
Para o hospital entraran). 137 deeutes, e sahiram
curados 16,
Arrecadou-se pelas diversas pessoas que rabeen-
Taran a quantia de 3:257J660 rcis, a qual junta a
de um I:J08 manda ia por V. Ex.-, dar pelo com-
mendador Antonio Francisco Pereira, p re fez :i quan-
tia de 1:io798ti0 ris, rom esla verba se fizeram to-
das as despezas, e soccorreu-se a pobreza como foi
possivel, muilo he verdade se deveodo ao zelo e pro-
bidade de bem escolbido Ihtsoureiro o major Bocha
Farias, cima ja referido.
Eslaudo exhaorida a caixa e nao le, I > uestes l-
timos dias morridoDngnem, desped boje a compa-
ubiu de enterradores, temi antes ofliciado a cma-
ra municipal para providencier cerca dos enlerra-
mentos, e o delegado para faze-los no cemiterio
como raelhor entendesse al que a cmara o lomas-
se a seu cargo.
Em consecuencia do oflicio de V. Exc. de 17 do
correute desped no dia 19 ao acadmico Pedro Ce-
sar ; e lendo se hontein ultimado a desiufeccaoda
culada boje desped o acadmico Freitas.
Em razSo de ainda estar ludo em destroQO e per
ainda nao me terem chegado as informaces que
lenho solicitado, nao posso dar ao cerlo o numero
de morios pelo cholera uesla comarca, mas segundo
o men pensar o o de muilas pessoas calculo em seis
mil, sendo destes, uunca menos de mil e duzenlos
escravos, so no cemiterio desla cidade sepullarara-se
oito cenias e oilenta e nove pessoas.
Teuho relatado a V. Excsuccinlamenle ludo
tura, cujo desenlace esperava, am deseja-lo ncm le-
me-lo, como diz o poeta.
O segundo dia nao olfereceu cousa mais uolavel
a Mr. Blanchard do que um baile de doudos. Costu-
ma-se em Cbarenlon reunir em certas pocas do an-
no os pensionistas dos dous sexos para um sarao.
Mr. Blanchard leve a felicidade, 'desde sua chega-
da, de poder assislir a urna dessas festaa verdadei-
ramenle originaes ; (ravou conhecinieuto com al-
uus doudos de outras divises, e as opresenlares
foram fcitas com loda a gravidade. O Irsge prelo
era obrigatorio, e nao havia que censurar no goslo
dos vestuarios seuao urna exabeeancia moi seosivel
de condecorar oes illusorias. Paado de parle esses
(es(emuubos de innocente vaidado, a physiooornia
do baile nada deixava a desejar a rearicito di docen-
cia e da elegaucia.
Era sobre ludo a parle ferainina da aasembla que
allrabia a alleucao de Mr. Blaochard : ah havia mu-
flieres mocas graciosas, cuja atlilude e cujas pala-
vras leriain feilo illusao em todos os sales ; algumas
canlavam romances da moda ; todava parecia-lhe
que primeira claridade do dia a uola se esvaeceria
repentinamente e ellas mesmas se reduziriara em va-
por, e que as mais tardas vollariam a passo vacil-
.'ante para a fabrica de bouccas de Nuremberg, don-
de linbam sabido. Porem nao aconlcceu assim. O
baile de Chareotnn terminou-se to prosaicamente
romo os bailes da Chausse d'Aulin e da burguezia.
Os doudos inclinaram-se respeilosamenle dianle das
doudas ; algumas desla- eram esperadas fra pelas
suas camaristas, asqaaes laucaran) Ihe sobre os hom-
bros caponbos de selim forrado de pellica, c ajuda-
daram-nas a allravessar rpidamente o espaeo que as
srparava de sea edificio reservado.
O dia da visita de medico encnnlrou a Mr. Blan-
chard em leve eslado de n 1 ataran. Como para agsra-
var esse eslado, quiz o acaso qae visita fosse feita
pelo medico adjuucto, porque o titular eslava impe-
dido. Por esse medico adjunclo era|bomem de na-
neiras bonestas.e receben a Mr.Blanchard curaatlen-
ccs particulares.
Tenho ouvido fallar muilo a seu respeito, se-
nhor, disse-lbe elle, e folgo do enconlrar-me com
um homem, cojas originalidades foram sempre mar-
cadas com o cundo do espirito.
Originalidades originalidades murmurou Mr.
Blanchard, cujo dqsconlenlumeuto augmentou-se por
essas palavras ; nunca procurei uem merec o titulo
de original.
Enlendo original se mancira de Branras,deAI-
cibiadrs ; engcuhoso e prefere oolro termo.
licitemos minha originalidadc, e permita que
eu Ihe laca urna perganta, que provavelmenle vossa
sendnria esta caucado (|e oovir ; mas que nao posso
poupar-lhe. Porque eslou detido aqui ?
il senlior he daqcllrs rom quem o subterfu-
gio seria intil c indigno, respondeu o medico ; sua
po-i.-ao social, e sobre a sua prefeila lucidez cm que
agora o vejo.tudo iiiipoeme o dever de respondcr-lhe
rom franqueza. Mr. Blanchard, alguns de seus lti-
mos actos l- apar.un absolutamente sua propria
consciencia ; lenho o pezar de Id'o dizer.
Pode cii ir-me esses actos ?
Seu niara he um tanlo volumoso, disse o medi-
co folheando nos papis que achavam-se sobre a es-
tante.
Ah mu 1......ni Mr. Blanchard, ao qual eslas
palavras causaran) imprcalo desagradavel.
.-.abre ludo uestes quinze dias o diario de sua
existencia trabado por uum mao amiga aprsenla epi-
quanto se passou durante a calamitosa quadra da
epidemia, qae desejo esquecer ; posso assegurar
a V. Exc. que nao poupei esforros para cumprir o
meu dever e fazer todo bam que desejava aos habi-
tantes desla comarca ; se mais nao fiz. foi porque
rae faltaran) os meios e nao por falla de vonlade e
desvelos.
Dos guarde a V. Exc. muilos annos. Cidade de
Goianna 1 de abril de I8K.Illm. e Exro. Sr.
conselheiro Jos liento da Cuuha e Figueiredu, dig-
nissimo presideute da provincia.Caelsno Eslellila
Cavalcaod Pessoa, juiz de direilo interino da co-
marca.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra d em mime
dos habitantes desle dislrdoagradecer V. Exc. os
promplos soccorros de que V. Exc se dignou soc-
correr-nos durante a epidemia, que lanas vidas
reifou, cujo numero passa de quindenio- pessoas c
muilas vidas V. Etc. salvou, com os mencionados
soccorros ; Dos queira preparar para V. Exc.
um llirouo de gloria, e os habitantes desle lugar
desejam a V. Exc loda a sorle de prosperidades:
ciaras Divina Provideocia, nos adiamosdesassmo-
brados de 1.10 terrivel llagedlo.
Dos guarden V. Esc por muilos anuos. Sub-
delegada do -2.' dislricto da freguezia de Bezer-
ros. ti de maio de I8ii.--lllm. c Exm. Sr. conse-
lheiro Dr. .losarliento da Cunaa e Figueiredo, muilo
digno presidente da provincia de Pcruarobaco.
Joao ( api-irano Torre* <.'a'(imio, subdelegado sup-
pleole.
I5TBHI0R.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
SESSA'O EM i DE MAIO DE 1856.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cacalcanti de
Ijtccrdu.
A's 10 horas e meia da manhaa, reunido numero
-uuirieii Lale Srs. senadores, abrise a se.10 e apro-
varam-se as actas de 31 de agosto, 1 e 3 de setem-
bro do auno passado, e J de maio do prsenle anno.
(> Sr. 1. secretario lea as cartas imperiaes que
norneam seuadores do imperio os Srs. conselheiros
Joao Mauricio Waodcrley e Aogelo Muuiz da Silva
Fcrraz.
Foram remetlidas commissao de con-liluicao pa-
ra dar o seu parecer com urgencia.
O Sr. vucone de Jei/uitinhanha ( pela Ordem
Sr. presidente, seudo presidente do Banco do
llrasil o Sr. coiiielheiro Serra, a cmara dos depula-
dosdeliberoo que nao era iucompativel o exercicio
daquelle cargo com o exercicio de representante da
nacao. Acontece agora que o presidente do Banco
do Brasil he senador : eu perji ao senado que haja de
enviar esta indicarlo 1 commissao de roustiluirao
para dar sobre ella o seu parecer: Indico que o se-
nado delibere se o exercicio de presidente do Banco
do Brasil esla incluido na disposirao doarl. 32 da
consliluicao.
Foi appoivada c reniellida commissao do cns-
ul 11 icjto.
. O Sr. Jlapthla de Olvetra : [ pela ordem ):
lenho que mandar mesa um requerimento cujo
objecto he coiiuexo com a materia de que nos deve-
nios oecupar boje. *
O senado sabe que ha poneos annos comer a des-
saliroebar entre nos o espritu de associarao, e dahi
lem resultado a iormac_.ii. de numerosas emprezas,
militas das quaes teem em seu favor privilegios am-
plissimos. V. Exc. eo senado nao ignoran) que es-
ses privilegios, leudo de afl'eclar profundamente in-
leresses particulares, e mesmo os do esludo, devem
ser objecto muito particular do estado e da vigilan-
cia da assemblea geial.
He tal a importancia desses objectos que em Ingla-
terra, oac.io ine-ii.i em materia de adm,111-I1 aran, a
cmara dos communs tem creado para os negocios,
cujo objeclo especial sao os caminhos de ferro, Ires
commisses qne especialmente se oceupam dos nego-
cios que Ibes sao concernenles, e sao commisses per-
manentes ; sendo o mais numerosa destas commis-
ses coraposla de quarenla e dous membros. A c-
mara dos lords tem urna comraissao semelhante, e
destinada para o mesmo lira.
Eu proporci era consequencia, quo no senado se
addicioneas commisses queja exislem na casa, islo
he, as permanentes, mais urna nova cora incumben-
cia anloga.
Bequeiro (lendo ) qoe s commisses perma-
nentes, nulorisadas pelo regiment do senado, se ad-
dicione oulra cora a deoominaejao de commissao
de emprezas privilegiadas e de obras publicas, n
Consideradu*esta morao como indicaran, foi re-
meltida, depois de apoiaa, commissao de legis-
laran.
Foi enviado commissao de con-liluirao o segu li-
le requerimento :
u 1 en.io urgente neeessidade de ir Europa tratar
da minha saude, requeiro ao senado a uecessaria li-
cenc.a.
l'.ico do senado, 30 de abril de 1eV5(i. Souza c
Mello.
Procedendo-se a eleiceda mesa, foram eleitos:
Presidente, o Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de
Lcenla, com a inaioria absoluta de 29 votos.
Vice-presidente, o Sr. Cassino SpiridiAo de Mello
Mallos, com a maioria absoluta de 2i votos.
Primeiro secretario, o Sr. Jos do Silve Mafra
com 't.
Terceiro secretario, e Sr. Jos Martina da Cruz Jo-
bim ruin 29. o
Obtiveram maioria de votos para 2. e 4." secreta-
rios, os Srs. Manoel dos Santos Marlini Vallasrjaes
30, c Jos Joaquim Fernaudes Torrea 30. a foram
designados pela sorle para 2., o Sr. Vallasque, e
para .- a Sr. FernanJes Torres.
Firaram snpplentes os Srs. Silveira da Molla com
4 votos e Araujo Ribeiro com l.por desempate com
os Srs. Inri 1 de Quaraira, Souza Franco, Vianna,
Alencar c D. Manoel. --*"^-~ .
Seguio-se a nomearao das commissea, a sahiram
eleitos, para a da
Resposta i falla do throno.
Os Srs. marqnea de branles com 29 votos, vis-
conde de Abaeio 22, o Miranda 18.
Constituirlo e diplomacia.
Os Srs. marque/de (Unida 3(1 votos, 'visrnnde de
Sapucahy 28, visconde de Abael 23.
Fazenda.
(IsSrs.visconde de Itaborahy 30 voto*, mirqaaz
da branles 28, Vianna 26. .
Legislacao.
Os Srs. visconde de Maranguape 25 votos, Silveira
da Multa 22. Iiar.m de Quaraim I .
Marinha e guerra.
Os Srs. visconde de Albuquerque 27 votos, baro
de Muritiba 2(i, Miranda 20.
(Commercio, agricultura, industria e arles.
Os Srs. Vergueiro 28 votos, marque/ do Moni'Ale-
gre 22, Moniz 13.
111-lruceo publica o negocios ecclesiaslicns.
Os Srs. Araujo Ribeiro 25 votos, Baplista de Oli-
veira 25, Ferreira Penna 10.
Saude publica.
Os Srs. Viveiros 22 votos, visconde de Jequiti-
linhonha 22, Jobim G por desempate com o Sr. D.
Manoel.
Kedaccao de leis.
Os Srs. Sooza Ramos 23 volos, Pimenta Bueno 14,
viscondede l'beraba 12 por desempate com oSr. vis-
conde de Jequilinhonha.
Estatislica, cathechese e colonisajo.
Os Srs. marquez de branlos 24 volos, Araujo Ri-
beiro 22, e Cuuha Vasconceflos 19.
Assembleas proviuciaes-
Os Srs. visconde de L'beraba 20, D. Manoel 16,
Souza Franco 14.
O Sr. Pretidente declaroa que eslava Goda a erei-
c.io das commisses, den para a ordem do dia a
discussao da re.laeco da proposico do senado aolo-
risaudo o goveruo por lempo de um anno, a trans-
ferir de uns para oulros corpos e armas do exercilo oa
otliciaes subalternos, e levanlou a sessao s 2 horas e
um quarto.
sodios que parece diflicil explicar de oulra maueira
seuao por um desarranjo momentneo das (acuida-
des celebraes.
Couliuue, senhor, eu Ihe rogo.
Por exemplo, vossa ,-endoria esleve sobre arvo-
res... disfarcoii-se em houieu. 1I0 povo... faligoucom
suas instancias indiscretas a lodos os habitantes de
um quarteii.in... deleve em sua casa durante minios
dias a um jardiueiro depois de le-lo embriagado...
laes arene- pertencem a una ordem mi romntica
para serem admitlidas na vida real.
Mr. Blanchard ouvia em silencio. <
Eraflm, toruno o medico vollando soa poltrona
para elle, isso poderia em rigor nao justificar com-
>lelaiueule a medida de que o senhor so queixa ; mas
ambro-se de que vossa enhoria foi sorprendido de
noite em urna casa, na qual entrara por escalaroenln.
Seu uome e sua riqueza o poteram ao abrigo de urna
deacoufioura desbourosa, mas a sanidade de seu jui-
zo foi gravemente atacada. Ilavia duas resoluces
a tomar : a primeira era enlrega-lo a justiea, ,1 se-
gunda era coufia-lo medicina ; foi a segunda que
se escolheu.
Enlao, vossa senheria er que eslou doudo ?
Nao posso era quero responder boje a urna
perguola de (anta importancia. He mui pouco -u
una conversaban. O que Ihe posso soiuente dizer
cora toda a com icraa he que se o senhor nao est
doudo obrou como tal.
Nao admita que motivos raysteriosos e alias
razoaveis tenham podido ser a causa de raiuha con-
duela durante estes ulliraos quiuze dias ?
Declare esses motivos ; meu dever he apreca-
los, e se elles depoem a favor de seu juizo ninguem
est mais do que cu disposlo a fazer-liie ju-lira.
Mr. Blanchard experimentoa 1 >-1.1 primeira vez
serios emharacos. Nao Ihe era difli:il recouhecer a
\ Migan...1 da Maronaria das Muflieres no golpe qne
recebia ; mas era-lita impossivel aparar esse golpe
immedialamente ; pois seulia-se ligado pela pro-
messa que lizera a Filippe Bev le qoando o encon-
trara no passeio dos Invlidos : 11 D-me sna pala-
vra de honra, dissera Filippe, de que nao revelar a
ninguem o qae livor visto antes do le-lo revelado a
mira.11 Mr. Blanchard dera sua palavra. Ora, para
sabir de Cbarenlon, islo be, para dar ao medico ex-
plicres satisfactorias sobro saa aventura, cra-lhe
indispensavcl deserapenhar-se para com Filippe
Bev le.
Antes de confiar a sua lealdadc om segredo,
cuja revclacao acarralar a restituirao de minha li-
berdade he mister que eu escreva para Paris, disse
Mr. lilanchard.
.u sonhnr sabe sem duvida os cnslumcs da casa ?
respoudcu o medico ; sua caria deve ser-nie sub-
mellida antes de ehegar ao -cu desuno. Mas se bao
quer perder lempo, escrova-a a minha vista.
Pois bem, disse Mr. Blanchard.
Trarou as lindas segrales :
u Casa real de Cliarenlon.
Vejo-o daqui, meu charo Mr. Ilevle. abrir os
olhos de espanto leudo as primeiras palavras deste
bilhele. Meu Dos 1 sim, eslou na casa dor orues,
como diziam nossos pas ; ludo o que pude imaginar
no meu horror dos usos e roslumes serve agora para
minha confusao. Smente ignoro quem foi o autor
desla llagan imprevista, quera pagoit os guias: des-
confio que se coraprou a autoi isa;ao do roeu sobri-
nho, roeu nico prenle. Eis quanlo ao lado prali-
co desle rapto digno do bello lempo das prisoes de
eslado. Mas quando lembro-me de procurar na som-
CAHiRA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO DO DIA 5 DE MAR) DE 1856.
Paesidencia do Sr. visconde de Baependy
A's 10 horas da manhaa, feita a ehamada, e ve-
rificado haver casa passa-se 10 seguale expedienle.
Um oflicio do Sr. depulado Nebias, participando
que por era quanto nao pode comparecer as sesses.
l-'iea a cmara inteirada.
Acha-se sobre a mesa n diploma do Sr. depulado
Manoel de Siqueira Piolo.
Vai a commuso de roustiluirao e poderes.
/.Irir/o da mesa e conunisses.
Corrcn.lo o escrutinio para a.eleic,ao de presidente,
sao reeolbidas 63 cdulas, esendo aporadas, he elei-
lo o Sr. vil^aaaee-vte'tTaapenHv cora .7) votos.
Passando-se id(fc di vice-presidente, e aertan-
do-se til) cdulas, he eleito o Sr. l.uiz Antonio Bar-
bosa com 4!) votos.
Para I.- secretario; era 59 cdalas, he eleito o Sr.
Paula Candido com 49 volos.
Para 2.- secretario, era 60 cdulas, he eleito o Sr.
Wilkens de Mallos com 31 votos.
Para.').-secretario, em 60 cdulas, he eleito o Sr.
Heanle, de Gouvea com 28 volos.
Para i.- secretario, em 60 cdalas, he eleito oSr.
Me mies da Cosa com 25 volos : (cando primeiro
supplente o Sr. conego Leal com 4 volos, segando,
Candido Mondes com 3 volos, que foi preferida pe-
la sorle em que entrou com o Sr.'.Pereira da Silva,
que obleve i-ua. numero de volos.
Commissao de resposta 'Jalla do throno. (64 c-
dulas. )
Os Srs. Taques 52 volos, Barbosa 51, Bandeira de
Mello 44.
U Sr. I.* secretario ( pela ordem ) le o seguale :
I ni oflicio do Sr. I.- secretario do senado, remel-
len lo a copia autlienjiea da falla com qoe Soa Ma-
gestade abri a quarta sessao da nona legislatura da
assemblea geral.
Vai commissao respectiva.
Um oflicio do Sr. ministro da gaerra, pedindo dia
e hora, para apresentar a prnposta para GvarJo de
forras de Ierra no anuo liuaiiceiro de 1857 a 1858.
Foi designado o dia de amauliaa aa mera dia. ,
Um oflicio do Sr. ministro da marinha, pedindo
dia e hora para apresentar a proposla para a fixacau
das forras de mar no mesmo anuo linineeiro.
Foi designado odia de araanhaa meia hora de-
pois do meio dia.
Continua a elei^ao das commisses.
Commitst de coiistituirao e poderes.
O Sr. /.aeaiaas l votos, Teixeira de Maeedo 45 ;
Fisueira de Mello 44.
lndo-se proceder r elei.-ao da primeira commissao
de orcamenlo, veriiicou-se nao haver casa ; o Sr.
presidende manda proceder chamada, da para or-
dem do da a cinlinuarao da eleirao das commisses,
e levanta a sessao a 1 hora e 20 minutos.
bra a indo que (re I mu-me ai portas da sociedade qoe
incaica -por sensata, vejo-a pequea, alva, e mi-
mosa...
Veoha logo, meo charo diplmala ; hei de ex-
plicar-ldo como vossa seohoria lie o>principal obst-
culo ao meu livraroenlo. Em noaae de Salorcon de
Caux, de Tasso, de Latude, e de tantos oulros meus
predecessores, venha, se nao quer que en accresceu-
te brevemente a esse marlyrologio illuslre.o nurae
seu desafortunado servo
fliancaarri.
Esta carta fui enviada immediatamente ; mas Fi-
lippe Hev le nao poude l-la, porque depois da eataa-
trophe que terminara os dias da malher adoecera de
nma febre perigosa.
Sorprezo por nao receber nenbuma resposta, Mr.
Blanchard escreveu segunda carta, depois terceira.
k Eu Ihe fiz urna prnmessa qae incommoda-me hor-
rivelmcnle, dizia-lhe elle ; a situarn he seria para
mim : trata-se de saber se eslou ou nao doodo. Es-
perare! ainda urna semana ; mas ae depois desse pra-
zo vossa seohoria n'ao tiver viudo desempenhar-me
dotnioha palavra, terei obrigado a passar alem e a
fazer recelaces, como se diz em eslylo de jurados.
(Indo esta? Ter-lhe-ha acontecido alguma cousa ano-
loga ao meu accidente ? Estendo os bracos para o
senhor como ouiro Malesherbes >
O mesmo silencio lendo acolhido essa missiva Mr.
Blanchard decidio-se a pedir urna "audiencia secreta
e solcmoeao medico em ctete de Charenton.
Nessa audiencia conlou ininuriosamenle anal ex-
plorar-ajes e suas descobertus em lorno da Casa dos
Invlidos: assislira occullo a urna reuniao de mu
Hieres, reconhecera Amelia, Mariauna, a marqueta,
e muitas oulras, ouvira segredos capates de pertur-
bar a Iranquillidade de muitas familias. Termiuou
acciiaando altamente esse synhcdrim feminino de
ler-llie lirado a liberdade para prevenir suas indis-
cricOes.
O medico ouvio-osorrindo com o ar de um ama-
dor que ouve urna aria pela centesima vez.
Quando Mr. III nirhard lerminou suas conlisses,
elle procuro no maro urna folha de papel numera-
do, e disse :
V esla folha ?
Sim, respondeu Mr. Blanchard.
Pois bem, ludo o que o senhor acaba de con-
tar-mc aqui eslava escripto antecipadamenle,
Oue prova isso?
Prova que sua mana he condecida, queeape-
rava-se a exploso, e que a explosao acaba de ler
lugar.
Mr. Blaucbard empallideceu.
Enlao nao er o quo Ihe revclci'! perguntou
elle.
Absolutamente nao, disse o medico.
Essa liga de muflieres?. .
11c pura illusao !
Mas minha aflirmarao, meas olhos, meus sen-
tidos!. .
Aherraco delirio passageiro !
Seuhor !... exclamou Mr. Blanchard, no qoal
a colera manifeslou-sc emlini.
0 medico agilou o cordo de urna sinela qoe Irou-
xe um eufermeiro.
Chavet, eipere aqui mindas oidens, disse o me-
dico framente.
yContimiar'Se-ha.)
WUTTO

ILEGIVEL


DMRiO DE EPRNAIBUCO SftBiao 17 DE MA'OiE 1856
rM^AHBHCQ.
ASSEMS.EA LEGISI^ATIVA FRQ-
VISC1AZ..
Snuo do II Je maio da 1850.
'residencia do Sr. baro de Cqmaragibe.
l.onoln-ao. )
Cuuliiiaac.io da discussao adiada do [un cor ilas
cniiiuisnes i cinii 1,1- i respeilo do projeclo do Sr.
I)r. Sabino.
o Sr. l'ndMe : lora a palavra o Sr. Su Pe-
reira.
U Sr. S l'ereira: Sr. presidente, perteuren-
lo a urna bandeira oppcsld aquella pur que el u
nobre collcga autor uo projecto quo se disoii-
le. e como mernhro di commissflo de h.vge-
ne publica, lenJo de turnar subre lueus debis
Ilumino, a defeza da le que prrinille a classe
medica o exercicio de sua prolissflo e cuiuu una
obrigacao oltici.il, e leudo .....l.i mais, Si. pres-
danle, visto que a casa cede a aquellrs que ?.'>< pru-
Ictsiouaes, o encargo do melbor couhecereui Ja uli-
lidade du projecto quo ora e discute, lie ranilla i i-
gorosa ohrigac_Ao en peiihar-nie tanibein nesla da*
cu-san. Mas, autos quo lomeesleempeiiho, permuta
> nnbro collega autor do projecto, que desde ja I lio
pm;a mil desculpas se uo correr da discussflo ahuma
cousa houver que o possa ollend r, e por isso venlia
minorar os laces 'aquella l.io estrella ami/ade
que eu adquir riuNu OaraeAo do-Je que Irequen-
........ji 'iiln r m i Iriijat 11 Un ocutMi medico
da Baha, e da qual imiou sumuiamente agradec-
ala. Nao era, Sr. prefideute, isto devido aos meu.
oo-cji. e sim lalvez a maleria cm queslao que nos
ha collocado em poulos bem dilVereules, e que
talvez cun loda a certeza se nau postan* liariuu-
uitar.
Sr. presidente, o projecto ao qual me redro apre-
senlou a di-ci:s-ao duas faces, urna aqueperlence
cuusliluioAo do imperio, a uutra a que diz respeilo a
ua utilidade publica.
A quesillo Ja incoiistilucionalidade lem sidu lo-
mada pelos nohres collegai que melbor do que eu
sabem conhecer as leis e melbor iiitorprela-las .uflo
apelados e pela discussao havida vio-se que, nao so
pelo sentido genuino e grammalical, comu tambera
pelo espirilo do artillo de acto addicional que traa
desla especie, lem aidn esta quesillo cabalmente re-
solvida : parece-mc potiaiilu que nada uais redo a
dizer sobre ella, todava, anida que cu pense cuino
oa liebres deputadoa que esle projecto be ioeonsli-
lucional, sua principal queslao emquanlo a lei, di-
rei eom ludo ainda adunia cousa, cousiderando-o
constitucional, o diIo so occupaiei a allenrflu da
casa por algn* instantes.
Concedamos por momento que as assemblcas pro-
vinciaes possam estabelecer cursos de medicioa e
da jurisprudencia, faculdade dada a loda c qualquer
proviucia, teja ella rica ou pobre, instruida 011 nao,
quer esleja no eaminho do progresso, quer na est-
Sao ou no regresso : c o que resultara dessa permis-
sao ? Certamenle graves abusos, graves prejuizus.
nao s coniuiunliAo social como a propriedade de
cada individuo, e a sua vida. Vos sabis, senderes,
que cada provincia lem suos atlrihuices ou lem
en poderes, e que esses nflo podem marchar fura
da orbila que he marcada as leis geraes, que nos
regem, emquanlo perlencn a roesma cominunhao,
porem se porvenlura uina dessas provincias, cujo ge-
nin ha lodo particular, amolar de crear um curso
jurdico, cojos lentes seus lillios partilliaudo desle
mesmo geniose dispoubain a interpretar a consli-
luico, a as le do imperio de urna maneira dilf/e-
renle aquella que eoteitdem os poderes geraes do
estado, quaes serflo as cousequencias ".'
OSr. Lu; Fuippe : Os lenles nao inlerpretam
as lei*. (nao apoiados.)
O Sr. S Vertir : Pois os lenles nao explicara
as leis, nao as interpretan!, Bao dizem qual o seu
verdadeim sentido ?
OSr. Lu; rnlipoe '. Debaixo deste poni de
vista, sim.
O Sr. Carvalho : Disse minia bem.
O Sr. S l'ereira : Portante, Sr. presidente,
se uina provincia estabelecer um curso de jurispru-
dencia onde se va educando urna mucidade com
principios contrarios aos que estabeleceram as leis
conaliiucionaes do imperio, que graves inconveuien-
Ica deveiu ae^uir-se dabi, visto que os direilos dos
ridado, poden sor baseados subre principios oppos-
los, e vir a acontecer que o cdigo e a consliluirflo
nflo sejam xceulados como um piiucipio gera'l e
igual |iara lodos, e que as obriguees dos cidadAos
para com o Eclado sejam inui uillerentes : e leudo
cada provincia igual direilo, nau sera isto um ele-
mento poderosissimo de desurdem*.'
>e a respeilo dos cursis de medicina dermos as
mesmas li> polheses, em provincias pobres ou ricas
em inslruccau ou dinliciru, segoir-se-bo lamben os
mesmus iiirouveiiienles ca vida ou a saude dos ci-
djdos licar sujeila a estes mltiplos sysieaai de
curar, fundados sobre 13o e-lrcilas bases c recur-
sos.
E sera conforma a ralla que o Enlado devendo
garantir aoscidadans sem dillerenrit alguma 3o s
os seus direilos sobre sociacs e policus, como os di-
reilos de propriedade, de liberdade individual, e
laiubem sobre a sua vida e a saude, permillisse que
cada provincia entenderse como quiMsse e provi-
cnciasse como podesse a eonsliluirao do Eslado e
suas leis, a scieucia medicaeseus diOereiiles sjsle-
mas nao de cerlo, porque a base nica geral ein
que sedevem tundarlaes obrigaceshe o direilo de
cidaddo, he a sua existencia.
Assim, pois, Sr. presideute, parece-me que alcm
da luconslilucionalidade do projecto, Ac demons-
trado vs grates lucouvenieules que resultaran! se
baM permiltido a cada provincia crear cursos de
medicina ou de juiisprudencia : e por i-o alm das
raidesapresenladas lenlaram a inconsliluciuualidade do projecto, consi-
derando sua approvicao como urna iutraccito ao acto
d licioiial, ou coosiderando-o pelo lado da' desordem
que tal permissao acarralara se fosso concedido es-
le direilo ai assemblcas provinciaes, uno meu voto
aos delles para oppor-me ao piojelo que uos oc-
cupa.
Agora pauarei a Iralar da sua utilidade.
Se me fosse possivel, senderes, abrir diante de
vos as paginas da billoria da medicina rm que se
acham escupios mouluesdetrabadlos mdicos, desde
que o homeni chiikjou a curar-se alo boje, de
cerlo, seohurcs.vcis vos admrarieis de ver essa ultra
de paciencia de tantos secuto;, que os medicus inli-
lulados allopathas tcm feilo,venis mais como aquel-
Ics que se dtsviaram da senda marcada pelo pri-
meiro medico condecido nesta era Ulo remota, erra-
ran, inlo obstante a aura com que foram applaudi-
dos. eso etsa observaejo vos fana duvidar da im-
portancia prsenle do syslema homeopalhico, nflo
so porque, desconhecido despreza os conhecimeutos
adquiridos anteriormente, como porque nao quer se-
guir u eaminho ja Iracado, e que a experiencia lem
mostrado ser o verdadeiro.
Esta medicina allopalhica, quo no parecer de
Matinemann deve ser despiezada ; nao obstante ter
sido nella que elle achou as bases de seu svslcma ;
lem allravessado lanos seculos, lanos svslemas,
lautas opioioes ; e se acha bseada sobre "lanas e
Uo variadas observac.oes que lem merecido o nume
ticas dosejam laucar por Ierra Debalde, porem,
sera esse estreo, porque assim como ella lem alra-
vessado lanos seculos e l'riumphado sempre de lo-
daa as opinies, que pareciam desmorona-la, e de
lodos os golpes que lite lem sido dirigidos, por ob-
servadores presumpc,osos e vidos de urna aura po-
pular: assiio Iriompbara'tamhem do svslcma ho-
"leojialhico.
Sr. presidenta, le se dsse o caso de que esse svs-
lema que apenas data de M a m aunes reconhe-
cesse como absurdos e incoherentea, lodo esse mon-
Uo da eonhecimentos e obseivarocs que os mdicos
allopathas-ho por lanos seculos adquirido, nflo se-
ria isto um prodigio? porquecuslaria crer-se que
um s homem ou que as ideas de um horaem e de
alguna adeptos mais podessem fazer tancar por
Ierra essa .ciencia, que se lem homogaaeado com
lodos os povos, com ludes os goveuioj, com lodas as
institoin.est eque ha marcado com osignal deseos
preceilos, a maior paite dos deveres do homem :
quer em sua rcligiao, quer cm seus governo's ;
assim como em sua vida, em sens Irabalhos, cm seus
pezares e em seus go/.es e lanos erros nao dariam
lugar a_arrcdilar.se em um erro universal'.' e cria
pos-ivcl que uiuguem al boje descobrisse esse er-
ro ".' sendo soineule verdadeiro o que agora se pro-
clama '.'
Mas, Sr. presidente, no mesmo seculo em que prin-
cipiou a existir essa medicina, fe-z-se-lhe a devida
juslija ; oi ella logo desprezada per incolit rente, e
como absurda.
Nao podendo eu, senliores, abrir-vos as paginas da
sciepcia e moslrar-vos todos esses Irabalhos fetos de-
baixo das vislas de lodos os guvernos, e segundo, to-
das as coustiluiies dos poves e em presenca de lan-
as sabias sociedades ; devo com ludo, senliores, lo-
mar alguns pontos que vus mostram de alguma ma-
neira o que vem a str esse vslema, encarado pelo
lado da historia para poder en l.io dilini-lo no que
elle boje parece ser.
Ilvpocrales, scuhores, para estabelecer as bases
da medicina, observou tudu quanlo era possivel ob-
servar ; ludo que pedia ler influencia sobre o ho-
mem ; a sua inlelligpncia, asna compteheusao. a
sua inilrurr.io e os seus liabalhes foram laes que no
acal* actual, so peo-ia que tal nomc nao seja o de
um o homem : Elle Iraloa de tu.io, de r,., da Ier-
ra, da habilai.ao, da alimenlacao, das bebidas, da in-
nueucia social desgovcinos, sobre a saude dos povos,
da inlluencia social das religies, dos gneros de vi-
da, edas consliliiices de rada individuo observan-
do cuidadosamente que influencia poderiam ter lo-
dos estes agentes Subie sua saude, e hoscosos de mo-
lestias qual soa causa, ra marcha, sua laminarlo
e Manda benfica, on malfica de varios outros
asentes. Depois do que, fapdariu em lanas ub^erva-
"e, eslabeleceu as leis pelas quats os mdicos ic
ilevem guiar no Irilamento das moleslias, llie pare-
cendo que era inliluilivo o principio geral coulra-
rn ronirnrui rurantur, por isso que, lodos os fac-
m observados, o conlirmavam mesmo os mais im-
ples.e os man bem nbservados.iim bomcm que sollre
carregadn de om grande pezo deixa de sollrer, tirado
elle; um.he-i-em Reari livro do incommodo, de urna
da*, lirando-se a causa della, om homem moircndo
de oine. ou de sede voltaria si, so Iba derrm o
que comer ou beber ; isle parece de simples inlui-
rio.
O Sr. Sabino Olegario :-Sa eslivesso morrendo
aOogadu. seo enterrara mala n'agua para escapar.
Vm Sr. Depulado :Isa parece antes qae perten-
ea ao sysleraa homeopalhico.
O Sr. Sabino Olegario :Ho a consenuencia do
qae diese o nobr* depulado.
O. S.i Pereira :lie a coinequencia das leis
de II,limen:.um.
Todos esles fados quasi que inluiiiv,miente obser-
vados, e accessiveu a lodas as capacidades fazerflo
rrer que o principio de Ilvpocrales era verdadeiro e
ambara se_c-icc.nj.re aliimas excepees.
Elle principio caminhou, e alraveaaoa a poca do
celebre alleno.e ehegooa poca deuulro medico nflo
menos celebre que pez em duvidd, quero fallar
do jactancioso l'aracelso, que acbava gloria em des-
Iruir o melhodo de lljpocrales.e de (ialleue; se jul-
gava enviado do co para ser reformador da medici-
na. Esle medico descebiio inuilns remedios, os
quaes anida boje sflo de grande imporlancia na Ibe-
rapeulliica, viajou mulle, e foi um hbil chimico, eo
resinado de sua |iralica o levou a estabelecer um
principie opposlo a aquelleque seguiam os mdicos
de seu lempo, principio abracado por llahiiemanii
Irccnlos/annos depois, < qual serve boje de iuscrip
c.io a baudeira dos hoineopailiasiim/ia timilibus
ci viuieulu : e o elevam a lilo alio que poem os dous
reformadores quasi no uicsnio nivel, por suas eslra-
vaganciaa, c atisurdos.
A doulmi' dos seinelbanlcs penca accilacflo Uve-
ra ciilao, porque nflo eram aciliiienle coiiiprehen-
didas naquelle lempo as alleraces que podiam fazer
no orgmismo todos es agentes que nelle podiam ac-
tuar, o que so buje pode ir demonstrando a chnnica
orgnica e a dsiulegia esperiineiital, e lal vez que
nelle se nflo lallasse mais se a influencia do philoso-
pliismo levando a Allemanlia, ende se aca-lcllaram
es plnloseplies espiritualistas, nflo llie desse a possi-
bihdade de ser suslenlada, pela opnnes des celebres
philowpboi Dcicartes, e l.eibuilz as lurbildes da-
qucllo, o inhlamenie pequeo desle. nflo podiam dei-
xar de influir no genio de llahuemaun, allemao como
l.eibnilez.
He sabido, senliores, que a Allemauha nflo s he
a patria do espirilualisino, como do marav illiose. e
nos ides ver que as ideas de llaliuemauu partici-
pan! dejima e de outra cousa.
Em 1790, o celebre llahucmann, Iraduzindo o Ira-
lado de maleria medica de CuleD.e vendo que a ex-
pucatOa* dadas sobre es ruellos da quina e que eram
mu variadas o nflo salisfaziam, pareceu-lhe que,
aquello principio 300 anuos antes eslabelecido por
I aracelso-similia 'imilibat rtiranlur, daria melhor
ex|i|icacflo a queslflo dos efleilos de quina : e esla
idea na lemhranca de um homem, applicado e estu-
dioso, e Btlerrado aos seus principios, como elle o
era uflo poda ser fcilmente despresada e como de
fado deste ir-lo da comecarain soas experiencias
leuladas em si mesmo. mas nolai bem com os dados
'pie Ido liana Ioncenle a anima medicina, com as
doses que a medicina allopalhica empregava c as jul-
geu preveilo-a em 17117... carava elle ainda um Ij-
pographo atacado de urna clica uervosa dando-lhe
elboro brnco nadse de i graos para lomar um pa-
pel por da,mas esse iudividuo uau cumpreheudeudu
bem a applicarflo que llie hava felo llahuemaun,
ou qiiereudo licar melbor mais depressa, achou que
devia lomar duas deses desse remedio,isto he 8 graos,
e llaliiieinaiiu inda ve-lo segunda vez aebou que os
padeciineiilos desse homem se liuhaiii exacebado a
BU ponto exlraordinaiio : e entao vendo que a cuia
tanta poda dar com essa dose.julgon que redimilo-
a avilarla aggravacao da molestia, e dabi nasccu a
sua idea da dimiuuicao das de-es.que elle mesmo le-
vou a um punte maravilhoso, e quep* seus succes-
sores ou contemporaoeos nao lem deixadodc tena-
la fabulosa.
Ja por esse lempo tratara elle a escarlatina epid-
mica, eom doses milionesimasde opio, sendo por isso
que llesflande llie preguntara qne effcito puderi-
produzir no organismo um milsimo de grao da
um remedio assim diminuido, diminuic,ao que llahe
ncmaiiii, a principio fez com reccio da acgravac,ao da
molestia,porem mais larde pelo fundamento maravi-
lhoso da pregressao da forea mrbida du medicamen-
to, dividido em doses inliiiilisemae, a qual se des-
prende com a IriluracAo ou vascolejaucnlo. ao que
cliamon espinlualisai;ao da potencia medicinal ; e
sob estas bases publicou elle cm 1810 o seu primei-
ro Irabalhe sobre a hoineopathia.
U Sr. Saii/io Olegario :t) mais bello cdigo das
leis de medicina, o Orgauon.
(' .Sr. .Vii Pereira :Justamente ; nao como o uo-
tre depulado diz, o mais bello cdigo das leis da
mediciua, mas lim o mais bello cdigo fildo de sua
pnanlasia, porque diminuir a qnaatldide de um re-
medio para que a larga com quo elle onre uAo ag-
grave uina muleslia, e dizer logo que esle remedio
diminuido nao perdeu da forja cun que abra, e an-
Ifs a tcm augmculadu pela liituracflo e vascoleja-
menln, le o quanlu se pode ser demais conlraJilorio
ou imaginarioe para sustentar tanto absurdo, he
precise lornar-se absurdsimoo levar a queslao a
um poulo inrrivel, inadmissivcl mesmo para as seus
propnos adeplcs ; tal be o que se pode cuncluir da
virludc medicamentosa de um glbulo de assucar em-
bebido em sulphur na j'O dynamiBBfae, e remechido
depois com I.'i.jUU globulos.iuerles communicaiido a
todos esles glbulos, a mesma virtude, o que os he-
meepallias de boje ja dizem que islu he levar dvna-
misaeflo aos ntimos limites do impossiveltai he
ainda levar as dileic.de* de decimos, cenlesimos, mi-
lsimos de grao cv. a lli.dOO vascolejainenlos sendo
loda esla aberraeflo da razie admiltida por liahue-
maiin, pois que recommeuda elle aus mdicos de lo-
niarein cuidado com as dilun;es mu elevadas, vislo
quedrosesa 30, vascolejadasvinte vezes pozeram em
pengo a vida de u>o meuino : e qual seria a Torca
de drosera .iiMi vascolejada (Ki.tKJO ;' Se a estas i-
novaco.' maravillosas ajuntardes urna crilica pican-
le, e desalame, lercis e motivo do proselilisino de
Malinemann. que Ide ia cuslando caro : porque o
povo a quem elle chamava para dir, ou vender os
seus remedies, mesmo era sua patria natal l.eipsik,
depois de-algum lempo de esperiencias, descii-'.ana-
do, Iratou-u como impuslor.iiido a sua para apedre-
ja-lo.
O Sr. Sabino Olegario : Assim como aliraram
lama no pobre descobridor da vaccina.
O Sr. S l'ereira : Enl.lo o facto he verda-
deiro.
O Sr. Sabino Olegario : Infelizmente o lie.
O Sr. .Vii l'ereira : HahanemanD vio-se Uo
perseguido pela populacflo a qoem elle Iludir, que
foi abrigada a soccerrer-se dos hons oflicios de um
poderoso iinmcni daquella cidade que o levo em sua
casa por mallo lempo, e donde sabio para outros
panas, como honlem disse, qual oulro judeu erran-
te eslabeleceodo em cada poni o seu svslcine, se-
guido nao s por mdicos como mesmo por curiosos
quasi sempre de poneos conhecimeiilos, e nao pou-
cas vezes mal intencionados : e ludo isto era feilo
debata de urna crilica Iflo forle que lornava irriso-
ria a medicina velha, e perseguida a nova medicioa ;
desaliando desl'arlo a prolcccflu publica para o seu
svstenia.pelo qual demoustra'va que nao era preciso
para curar, seno o conhecimenlo dea s)mplomas da
molestia que se qoeria curar e os elTeitos que pro-
duziam os medicamentos experimentados no homem
sao : desaliando qualquer medico para o campo das
experiencias ; porem illudira-se porque todas as
vezes que o seu svslema de curar se sujeilou a urna
experiencia publica, ella leve urna retirada lea ;
ii,ia e deu isto em um sojpaiz, foi em lodos em.quc
ella lem sido experiinenlada. Em S. Petersburgo o
collegio de saude...
O Sr. Sabino Olegario : De mdicos allopa-
thas.
O Sr. Sii l'ereira: Enlao qoem qoeiia que
fosse '.'
O collegio de saude pedio ao soveruo aulorisac.Ao
para absentar nos hospilaes osvilcma homeopalhico
c Ihe foi esla concedida em loaos os hospilaes da-
quella cidade, alim de que fosse rsludada a eflica-
cia deste novo s.slema ; mas, poucos dias depois o
governo leve necessidade de mandar fechar a chuica
dos mediros expeiiinentadores do novo svstema.
O Sr. Salino Olegario d um iparte."
O Sr. Florencio Me turto islo !
O Sr. Sabino Olegario : Infelizmente he esta
a venlade ; eu nilo a neg a ninguem.
O .Sr. S l'trefea : Era Paris lambem foi elle
experimentado por mdicos de um carcter a loda
prova. e de reconhecida inslruccao, empregando em
suas experiencias os proprios remedios mandados vir
de urna pharmaeia de llahnemaim eslabelecida na
Allemauha, Apdral foi um deslcs observadores que
experimentara os remedios homcopalhicos nflo s
nos hospilaes como em homens saos, mas nao se ti-
raran] deltas as vanlagena que llaluiemaiiii tanle
apregeava e o icsullado da commisao medir cncar-
rcgsda desle examc fui levado a academia, e esla re-
conliccendn a sua cxaclidAo o.lo pdde aceitar a dou-
IrinK de llahnemanu.
Em aples o governo aotorisoa os mdicos ho-
meopatas ,i mostraren a vantagem do seu systema,
as experiencias foram feilas durante 15 dial e por
mdicos homeopathas em presenca de mdicos allo-
pathas, esses45dias de experiencias foram falaes
a esse sjslemade llalincmaiin.
O Sr. So//f,io Olegario : Tenho um documen-
to que prova o contrario.
O Sr. S l'ereira : Foram fataes ao svstema
seguido pelo iiubredepnlado e o medico encarregado
das experiencias homcopalhicas leve de retirar-.e
vergonliosamcnlc. lie verdade que se coula urna
historia, que inda nao vi comprovada por docu-
mento ollicial algum, diz-se que um medico allopa-
tha lomou a seu cuidado envenenar os doenlcs por
mciode ana ticos que com sigo levava.
O Sr. Sabino Olegario ; Apei.idissim, isto
esla provado.
O Sr. S l'ereira : Para inim, nao : porque o
governo nao fez a josliea divida e publica cerno
mereca esle medico, entretanto que fez a injo-lica
se assim fe i de mandar fechar o hospital concedido
as experiencias homcopalhicas.
I) Sr. Sabino Olegario : Foi rondemnado.
O sr. S l'ereira : -I Alcm dtttai experiencias
laligas, oulras existen mais modernas, fataes a es-
le systema : em 1854 lendo a cholera invadido a ci-
dade de .Marselha c os > homeopalria9 (bem como
aqu lendo publicado os prodigios du seu sjslcina,
o Roverno jolgnu prndeulc indagar a verdadee en-
carregou ao Dr. homeopalhico Chsrg de urna en-
fermara para as experiencias do sen systema, lendo
cm fenle oulra para a allopathia entraran) os (len-
les em dias allomado- para nina e para oulra enfer-
inari.i ; e o resultado foi que de -Hi 'doeules da cl-
nica hoineopalbica morre'ain l.
O Sr. Sabino OUgar n : Podiam morrer lo-
dos --!<.
(I Sr. Su l'ereira : E dos St doenlcs da
enfermara allopalhica liiorreram II. (s mdi-
cos de Marselha que segujam esle sistema enviaram
una memoiia a esse respe|loa academia imperial de
medicina desla cidade; i qual foi examinada por
orna commissao, o resultarlo foi approvar a acade-
mia unnimemente o parecer de commissao que re-
geilava por mentirosas as quermes conlida em dila
rerooria determinando rrlais .que o relatorio, e as
competentes concluses fossni lancadas na acia da
eao publicada no relaloro annual, e nos dille-
rentes jornaes scienlilicos, Uo grande era o escnda-
lo com que se menta.
') Sr. Saeteo Olegario : Oue escndalo !
OSr. Florencio i isio ha forte.
O Sr. Sabino litigarh : lie horroroso !
O Sr. S Pereira : \ vista pois, Sr. presidente
di'slas provas aulheniicase oflicialmciito garantidas,
c das esperiencias feitasem diDerentes paiies, com
diferentes governos en loda a parle que a liomeo-
palbia lem levantado o seu estandarte, lodos os gu-
Vernoi. todos os homens de vasla illuslrac.lo prolis-
sional, todos os coraces mdicos tem recouliecido
a improlicuidade desse svsleina e por isso admira,
Sr. presidente, que o nobre collega que nflo liega
esles fados, diga aqu pecante o publico que os
membnis da academia imperial de Pars sAo car-
rascos da scieneia.
OSr. Saltmo Oligario : Fui levarlo a isso pc-
lu aparte do Sr. Urilo.
O Sr. S< Pereira: Carrascos perianto sjo lodos
os governos, todos os mdicos, ledas as academias
peranle as quaes, ou por orJem das quae- se tem
tentado experiencias domeopallicas sem vantagem
que a possa acreditar.
V pois a casa que as provas perqu lem passado
e-te-\-lema nao Ihe lem sido favoraveis etr.bora o
nobie collega diga, que he isso devido a Influencia
de individuos rpposlos a ese systema ; mas nao
tem sidu so as academias que o tem repellido, a po-
pulacflo da patria de llaliiieiuann erepeilio, os ge-
venios os repellen! depois de experiencias e per lan-
o nao he lera de razflo que a academia imperial de
medicina de Paris nao queira consentir em sen scio
nina cadeira para ensinar e.-tc svslcma. Sr. presi-
dente, parecer anda por esses Tactos, que as cor-
poraees que tem regeitado esle svslcma o lenham
leito per divergencia de opinide* s.mente \' na de
cerlo, Sr. presidente, ellas Bao o lem aceitado, nao
so porque os fados como moslrei de-mcnleni a sua
ellicacia, como porque astenia elleem principios m-
comprehinsiveis que so liuiiiens tocados da Divina
Providencia [laderflo cunlicce-lus, iras que a com-
prebeasao humana nao pode cemprebende-los.
O Sr. Florencio:le mediciua de le.
O Sr. S Vertir :He medicina de fc,como diz
o nobre depulado, e cu vou mostrar alcm disto, Sr.
presdeme, qne ueste svstema asenroulra cousas que
exuberantemente provam qnauto elle he absurdo on
ridiculo. Ja demonslei que llahuemaun reconhe-
cendo que os remedios allopalhicos aggravavam as
mole-ha- que elle Iralava. segundo o seu svstema,
Uvera logo a dea de diminuir a dose desses" reme-
dios ; a divisao a principio per elle eslabelecida
fui nina, depois oulra, mais larde ainda uutra e
seus discpulos chegaram a uina exageradlo impossi-
vel de admitlir-se na maleria, e queiienhuma expe-
riencia hsica o conhrma:lacs foram as dimnamisa-
c&es de Korsakofl a as diluices de Jenichem.
O Sr. Florencio :E acibarara por nada.
OSr. S Pereira:A ponto de dizer llahne-
mann que nesta ultimas divises ja nflo ha maleria,
ou ha una maleria espirilualisada, cuja furca foi de-
senvolvida pelo alritoou vascolejameiito.
<' Sr. S. Olegario :Oue se desenvolve.
O Sr. S Pereira :A qual se desenvolve ou se
manifesta cora loda a franqueza quando encontr
um organismo apto a recebe-la. Mas Sr. presidente
come conceber esla divisao enuiila da maleria.ees-
le augmento do sua forja'.' o espirito humano nflo
o pode compreliender.
O .Sr. S. Olearo d um aparte.
O Sr. ; ,j Pereira :Se o uobre collega concede
que maleria seja iulinitanieiile divisivel...
O Sr. S. Olegario:A maleria he divisivel ao
minuto.
O Sr. S Vertir :Tem lermo a divisao da ma-
leria, de bem que este lermo seja indefinido : e es-
la a opmiflo seguida pelos mais illuslradus|,philoso-
pnos, os quaes positivamente negara a proposicao
contraria
O Sr. S. Olegario :De que, da divisibilidade ao
inhmlo i
O Sr. S l'ereira :Sim.Sr.
O Sr. S. Olegario :Isso he de pliisica.ns a es-
ludamos.
* Sr. S l'ereira:Eslimarei que o nobre depu-
lado me demonstre com a phisiea esla proposieflo,
mas csloii que o nao demonstrar ; estou que cora
loda a sua inlelHgencia nao peder ebegar a provar-
me isto plusicainciile. Porlanloessa divisflo infini-
ta da malcra chamada para o svstema homeopalhi-
co fez com que alguns mdicos, que o seguiam, dis-
sesem que a forra do seu remedio nao era cousa
nenhuma que enlrasse na cabera de um homem que
sabe pensar.
Q Sr S. Olegario :Qoem disso isso, os disc-
pulos do llahnemanu?
(I Sr. S Pereira :Os seus mais Ilustrados dis-
cpulos.
O Sr. S. Olegario :Falla dos bastardo.
O Sr. l'ereira de Arito:Eu nflu ici quaes sao os
bastardos.
O Sr. S. Olegario :Eu direi ao nobre depulado.
O Sr. Sn l'erera ; lie manifest por tauteos abs-
ordos, consoqnancia desle melhodo de curar.
Sr. presidente, anida encontramos outros graves
inconvenientes nes-e svstema, que fez com que Of
homens de scieneia os despreassem. A observacao
mostrea aus Jiomeopalha que haviain molestias
qoe se coravam com o producto de oulras molestias,
e alguns dos discpulos de llahnemaiui aproveilan-
do-se destas observaeocs,concluiram que a inscripcAo
de sua bandeira nAo era a verdadeira.e qoe segundo
estas observacoes se devia esludar o principio, ei/ua-
lia i/ualibnt: curanlur, deixandose o similia s
para oa casos cm que falhassem esse iguaMa, queren-
do por esta forma deltar por trra o svstema de llah-
nemann. ou o dos homeopalhas puros.
Esse oulru svstema, Sr. presidente, linda bous
exemplus lirados mesmo das obras de ilahtiemann.c
do outros mdicos para qoe se podesse sustentar, e
laucara por Ierra o similia de llahuemaun se nao
houvesse urna fusAo dos dous partidos. Vio-se por
cxeroplo que a bexigavaccinacuravaa bexiga
pesieque em abromas parles do mundo em que
exista a peste, o podes ossoj do individuo que mor-
riam de peste,os livrava desla molestia eque os cros-
teas seceos dos hubes pestilenciaes os preservava
delles.de ondelconcloiram esses mdicos homeopalhi-
cos que uestes e em outros easos a molestia remeca
um producto que dinamisado, segn lo llahiiemanil,
poda curar : e cntflo arvoraram o svstema do igua-
lia. Sr. presidente, esse novo svsle'ma lambem se-
guido pelos disripoloi de llabnemann o com orna
orca de conviceflo que admira, moslrar aos impar-
ciacs o ridiculo de suas ida. Tomavam por exem-
plo urna goda de sangue, dvnamisavsin-a e levaudo
esla golla de saugue a orna potencia alta, diziam el-
lei ser elle um remedio ellicaz as congesloes que he
urna mole-lia devida ao saogue. Diziam, que a vac-
cina dvnamisada prnduza lambem nos individuos
que a lomavam os efleilos da bexiga, que o pus do
aulhrrzdvnamisadoera remedio poderoso nessa mo-
lestia.
O Sr. S. ()lejario:-Ouando os svmplumas o indi-
car.
O Sr. S Pereira :O mesmo se diz. do pus do
cancro.
OSr. S. Olcjario :De todas as ulceros mr-
bidas.
O Sr. S l'ereira:Assim lambem o suor dos
cholencos, o vomito prelo, sao remedios poderosos
contra estes males, e conforme as suas ridicuals ob-
servacoes acharara que asunhas, as lagrimas, o suor
dos pes dvnainisados eram remedios poderosissmos
para a Iherapeutica no sv tierna que segu o nobre
collega, o suor dos pcs'rivnamisado, dado a beber,
pelo bomeopalha. eu me evergonhn de dize-lo.
O Sr. S. Olegario Tem vergonha de dizer ato*'
nflo sabe que u suor dos ps he urna sfecre^a'.'
O Sr. Sci Pereira :Sim, eu me envergonho, e a
lenho ainda mais de que euvergonhar-mc ; e peco
a casa liccnca para fallar com toda a liherdade.para
provar al que ponto lem chegado etla oberracao
da Intellioaneia o excremento humano lem sido di-
namisado !
Ha varios apartes.
...Dcbaixo desles absurdos, destas incoherencias,
nflo ha cipacidide humana, por mais acaudada que
seja. que nao roinprehond.i o ridiculo deste systema
e em geral o despreze e lenba razAo para concluir
Sr. presidente,: que lodos os argumentos que o uu-
bre depulado apresenlar a favor de sua scieneia,nao
poderAo faze-la prevalecer, quando essa scieneia em
si conlcm objeclos iflo ridiculos, iflo incapazes de oc-
cupar a altencAo do homem que peusa,
O Sr. Marcal:allilea foi perseguido, por que
descohrio o inovimeiilo da Ierra.
O Sr. S l'ereira: O exemplo nao lem paridade<
Sr. presidenle, se liallileo fui perseguido, he porque
o moviineiilo da Ierra ou essa descoberta ia de encon-
tr aos interesaos religiosos, porque islo nao convi-
nlia a sania hiquisc,Ao. foram os padres, c nao os sa-
bios que e perseguirn!.
Um fenhor Depulado: A anta inquisieflo:'
OSr. Sii Pereira:Oue auloridade publica,pois
enhor prosidenle, querera aceitar um svstema quo
foi rcpcllhlo sempre em loda a parle do inundo, que
nao se juslihcou peranle a experiencia,iiem cm pu-
blico, porque os principios em que se funda exec-
dem a comprehensao humana, c lem ale sobre si
allrahiilo o ridiculo com as suas dwniiaiinsardes de
suor, do pea, de vomitas, de saogne podre, d enera
desama; de materia podre do anlraz, da pstula
maligna, ele, etc., e al do ecrcmcnto humano:
rom a deiu.......arSe pomposa de herciilina, psorina,
anlracina, buinaiiiiia.
o Sr. Sabino Olegario : E o Jasnii n de ca-
chorro
O Sr. St't l'ereira:Jasmin do cachorro nAo vem
na scieneia: o povo d o neme de p de jasmin ao
produelo excretorio desse animal, einpregado.
No seculo das trovas, quando a medicina anda es-
lava mullo alrazada. mas deje, qoe a medicina se-
gu oulra mareda, depois que ella tomen di-envol-
vimenlo, nao, sendor collega, nao enconlra nos an-
uaesda setenis moderna, cxemplosque me demons-
Irem, que se d pos de jasmin...,
A vista, pois, de que lenho dilo, sendo a homeo-
palhia um systema quo nao lem lirado vanlagens
nenliuma-, um systema queem loda a parle do iiiun.
do Icni sido repellido,mesmo no paix aonde elle at-
ean, me parece, que em Pernamliuco o projecto do
nobre depulado,nflo pode passar.a casa nAo Ihe pode
dar o seu velo, porque lera bem comprebendido es-
te poni da quesillo. Direi ainda que esle svslcma
nao tem um so principio scicnlilice que o justifique,
o pelo resollado que lera dado na pratict, lera sido
sempre mal (accedido: nflo qoeira, pois, o nohre
collega fazer prevalecer a utilidade do seu projecto
rondando-so no proselvlismo; quando eu alias em mi-
uh.i consciencia eslon htm cerlo do couirario, e fosse posivel Invocar a minhn opiniao, eu dira ao
nobre collega, que caminhando ambos pelo mesmo
eaminho, despido o nobre deputadt de prevengo,
lalvez que mudasse um pouco de peisar.
A'vista, pois, dislo, eu vol conPa o parecer do
nobre collega, e aguardar-me-hei pira urna discus-
sflo scienlilica, se elle quiz-r susterlar seu syslema
nesta ponto, onde moslrar-llie-hci, ruco que ha de
verdadeiro no-te systema he iilho las obserraeoaa
dos vellios mdicos allupalhas, e qu- s quando'seu
svslcma dcixar o maravilhoso, e fue aijeitado ao ca-
diiiho da experiencia destes velhos nodicos.he que
oblera uma bate real, he isso o que est fazeudo a
geracao medica allopalha actual.
tlgun* tenkoret :Milito bem.
O Sr. .Saio Oleaorio :;Ddrimos em oolro
n limero.)
OS
mere.
Ignacio de llarro* daremoi em oulro nu-
Dada a "lora o Sr. presidente designa a ordera co
da c levanta a tessao.
Sesia'o ordinaria de 13 de malo de 1856,
Presidencia do Sr. Hamo de Camaragibe.
\sll doras da mandaa lat-se a chamada, c veri-
hca-se baveriiiimeni legal ce Sn. dcpulados.
" -S"r. Presdeme abre a sessao.
" .Sr. segundo secrctarif l a acia da scss/io
antecedente, que be approvala.
Me lido o seguiule parecer:
A coniinissflo ile coiisliliiiio c poderes a qoem
foi presento a diploma do Sr. cpulado Manoel Jo-
s da Silva Neiva, achaudo-o conforme com a acia
da aparacia geral, he de partcer qoe u mesmo Sr.
depulado preste juramento e lime assenlo.
Sala das comn.issoes 13 demiio de 1S56.A. ("a-
valcanli. Lait Filippe.
Sendo o parecer approvade. ae o Musir membro
lulroduzdo na sala eom as formalidades do eslvlo,
c presiaudo juramento loma ?ssenio.
O Sr. priiueiro secretario aprsenla o seguiule
EXPEDIENTO :
l.m ollieio do secretario ds governo, remelteudo
copia do ollicio da cmara de Oluida, ponderando
a necessidade de haver no csmilerio daquella cida-
de um administrador e mais empreRsdos. A' com-
missflo de orcamenle inuulcipil.
Oulro do Sr. depulado Antonia Jos de Oliveira,
participando que deixava de comparecer pur esles
3 das pur achar-se anejado.Inleirada, mandou-se
dcsanojar.
lie lido o segointo parecer :
A commissflo de pellones a mam foi rcmettido o
rcquerimenlo de Manoel dos Santo l.eal, Manuel
do Nascimenlo Rodrigues Franca, ofliciaes de jus-
Uea da fazeuda provincial, he de parecer que seja
ello dirigido a commiso de legislacflo por ser a
compleme para aprecia-lo.
Sala das commisses 13 de maio de I8*(ti.Nasci-
menlo l'orlella. A. Cavalcuili.J. J, Kego Bar-
ros.
O Sr. Lili-: Fdippe .-Pero a palavra.
O Sr. Vrendente : Esla adiado.
Vai mesa e apoia-tt o seguinte requerimento :
Itequeiro a urgencia.A. Cavalcauli,
He o requerimenlo regeitado.
Me lambem lijo o seguinle projecto :
A commissao de|petii;es a quem foi prsenle o re-
querimenlo de Antonio da Silva Uosmau, que quer
em adiautaraeuto da quula relativa ao contrato da
illiiir.inae.iii com elle feilo, lendo necessidade para
bem apreciar esla qocslflo, de conhecer u estado dos
cofres pblicos, he de parecer que seja com ella cu-
mulativamente uuvida a commissao de orcameulo
provincial.
_ Sala das coramisaocs 13 de maio de 1856.A.
Uvalcanli..Nascimento l'orlella.Kego Barros.
V ai a mesa c apoia-se o seguinle requerimenlo :
Itequeiro a urgeucia.S. a K. Nascimenlo
Portclla.
Poslo a volos o requerimenlo he rejeilado o pa-
recer.
He lido e adiado, por ler pedido a palavra o Sr.
It. de l.arcrda, o seguinle parecer :
Kaphael l.ucci, einprezatiu du tdealro do Sania
Isabel, pede a esla asserabla um cmprcslimo de 30
contos, que era satisfeiio no prazo re um anuo,
contado do da em que mmecarein as represenla-
ces a seu cargo, e erfr-_ naces a* sua voiitadc, a
lim de abreviar a realisa.jflo d seu cuntale ; assim
como que se lacam algamai modilicacees e addila-
raeiilts as condiees do mesmo, em cuja proposla
se nolam pilncipalracule : I., a permissao de crear
rcpresenlacoes tilines em diversos pontos da provin-
cia, eslabeleceudn ah o jugo do quino, que Ihe he
permutlo pelo contrato actual ; -2.", a prelencflo
de tomar inmediatamente possa do Ihealro publicu
desla cidade e de lodos os seus perlences, que co-
mecar desde ja a usufrulr : e 3., a durarlo do
conlralo por 8 aunus, quo comecarao da dala que
llie convierencelar us Ir a da Idos Iheatracs.
A commissao de peticoes atleudendo ao pouco cr-
dito que merece esla empieza, e a falla de funda-
mento que recuuliece no pretexto allegado do apa-
relmenlo da epidemia para aulorisar esle pedido ;
que he alias exagerado, conlradiclorio e desarrazo-
ado, revelando cada vez mais a iuexequihilidade do
mencionado conlralo, observando alm dislo, que
parece lerem sido as vislas do governu, quando ce-
lebrou esle conlralo, poupar aos cofres pblicos a
importancia da sul enrao volada para o referido
Ihealro, he de pat* r qae seja indeferida a preieu-
c.'ie do pelicionario
Sala das commisses 1:1 de mai,. de 1856. An-
tonio Cavalranli. J. J. llego llanos. .N. l'or-
lella.
0 Sr. Sabino Olegario : (pela ordem.) Pedi
a palavra Uo smente para fazer alsumas rer.latna-
toes acerca dos debates qoe hoje foram publicados
da so-s.n, do dia !).
Ouando fallava o Sr. Pereira de llrilo, aseveran-
do haver o Sr. Muraes Sarment propesto na cma-
ra dos depulados a creacAo de orna escola homopa-
thica no Ido de Janeiro, eu dei um aparte que nao
he o que vem no jornal, islo he, que vem cora algu-
ma alleracflo : eu disse Nao propoz a creac.au de
urna escola, prqpozque 9e creasse um hospital, aon-
de se curassera os doeules da febre amarella n ; mas
no jornal vem aonde s curassera as praraj da ar-
mada ; islo he urna iuexaclidao e eu nao quero
que ella passe.
A outra reclamado he, quando fallava o Sr. Flo-
rencio, dizendo qoe durante a epidemia uflo encon-
Irou um so medico horoopallia, eu dei um aparle,
mas os Srs. lachigraphos nau ouviram.e por isso vem
qui : n o Sr. Sabino d ura aparte. E como eu
nao livesse tido occasiflo de responder a islo, me pa-
rece que posso agora dar alguma explicacao e he,
qoe sendo os mdicos bomopalhas pouco numero-
sos na capital, e uiuito grande o numero dos que os
iirocuravain em casa, nao podiam estar eucontradi-
ros em qualquer lugar aonde suachasse o uobre de-
pulado.u dalo nao podia elle tirar argumento coulra
a lioiin opailu i, porque pela miaba parle posso de-
clarar (e disso sabem alguns nobres depulados.que a-
qui eslAo, e me lizeram a honra de frcqoenlar du-
rante essa quadra calamitosa;, quo na minha casa
coiislaulemriile mlravam e sahiam portadores de
enfermos prucuraode remedios, e era lal o numero
que eu nem nulas pude lomar ; pur lano a asseve-
racao do nobre depulado nao prova que a homcopa-
llna na* livesse voga durante a epidemia, por que
de minha parle assim arouleceu, e posso afliancar
que da parte do Sr. Moscozo, tambem aconleceu
oulro lauto. Durante a epidemia os mdicos nao
linham lempo senflo de ver e receilar os seus doen-
les.e as notas nflo eram'faeeis de se lomar qoando
al fallava lempo para comer e dormir ; por lano
nAo Ihe posso dizer ao cerlo,o numero dos que Ira-
Irci, nem dos que curei.nem dus que morrorain.quc
alias foram mu pooco numerosos. Esloo que este
meu modo franco de fallar servir como explicacao
ao uchre depulado.
Val a mesa e lie approvade o seguinte requeri-
menlo :
Itequeiro que sejam torneados lodos os esclare-
cimenlos e informajes que exislcm na repartido
das obras publicas, sobre uma cadeira na povoacflo
de Sanlo-Amaro de Jaboalflo.11. de l.acerda.Liz
Filippe.
ORDEM DO DA.
Segunda d'scussflo d* urujeclo u. 5, que altera os
limites da treguezia de Flores.
lio approvado sem dbale.
1 i'niieir.i disciisse do projecto II. !).
He approvado sem dbale.
O Sr. /ipaminonias pede e oblem a dispensa do
intersticio.
Primeara disentsaodo projedo n. lo.
lie approvado sem debate.
Coulinuacflo da discussflo adiada do parecer das
commisses reunidas, acerca do projecto do Sr. Sa-
bino, que crea nesla cidade uma cadeira de homeo-
palliia.
O Sr. Florencio : Eu cedo da palavra uma vez
que se vol. Honlem linda pedido a palavra movi-
do poralgumas propesieesdo Sr. Dr. Sabino, porem
como a discussflo ficou adiada eu cedo da palavra.
O Sr. Si/tino : Seria hora que sempre desse al-
guns csclarcciinentos sobre esle ponto.
O Sr. Florencio:Eu poda dar os esclatccimen-
los, porem respeilo lano os meiis collcgjs...
O Sr. Sa-iio Olegario : Creio que ah nada ha
que me possa oflender.
O Si: Florencio : O nobre depulado zaugava-se
quai.de eu Ule dava algum aparle.
OSr. Sabino Olegario : Nao apelado.
O Sr. Floreneio : Alfligia-se, Eu disse em apar-
to! qae respailando as concurrencias a sasceplihili-
dade ilo liebre depulado, nAo lata mais ilo que prc-
panr-lhe um bello campo para a rtiscussao dundo Ihe
resullnria sem duvi.la mulla gloria ; todava 0 nobre
depulado nao rerebeu islo come eu esperava, deu-lhe
oulra mli-rprelarao, c por isso eu pedi a palavra para
me explicar cabalmenlr, mas fleando a .liscussflo
adiada, e lendo dado esla peqoena explicacflo, me
parece ler salisfeito ao nobre depulado o Sr. Sil-
vino.
Encerrada a diseussAo e poslo a volos o parecerda
commissao, he approvado.
" Sr. Sd Pereira (pela ordem'> : Na occasiflo de
encerrar-se a discussflo desle parecer eu e o meu col-
lega o Sr. Pereira de Urilo, tomamos a deliberaro
de relirarmo-nos da casa, alim de qne nflo pesa'ssc
sobre esle projecto, a menor iuflueucia de r.ossas vo-
lacoes.
Um Sr. Depulado : E a iiilluentia do discurso
de liontem '.'
O Sr. .Sa' Pereira : Posso eu expender a minha
opiniao como mrllior a cnleuder, para esclarecer
uma queslao, perlencc a casa dar-lhe o apreco que
quizer.eoque nflo obstante aattnleidever retlrr-me,
lano mais quanlo o nobre.depulado disse, que emum
paiz nflo me lembra qual, em que se jpresciitou um
projeriu sobre a homeopalhia, o uneo que volon
contra elle.foiiini medico que mais larde so soiihe ser
allopalha eu por lano quiz evitar ainda essa occa-
siflo de que o nobre depulado para o futuro se possa
prevalecer para dizer oulro lano.
Peco que se escreva esta minha declararlo na
acta.
|Sr. Presidente :O regiment nflo permit-
i setiiellianles declaracoes, apenas conesde a decla-
raeflo do vol.
OSr, Sa' Pereira :Fco com islosalisfelo.
O Sr. Sabino Olegario pela ordem :Eu nflo
eslou mullo pralioo no que diz o regiment, o por
isso me sujeilo sempre benignamente as deeises
da mesa, mas como ella acaba de decidir que posso
explicrmeos nobres depulado perruiliam que eu ex-
pelida alguma coiisj. Virara os nobres deputadas,que
na ocrasiiida vataclo, eu quiz relirar-uie.nia- -o me
dizendo quo ai* havera casa, e que em nada podia
prejudicar a nimba dignidade, o votar no prsjeeto,
por isso que nflo era uma discussflo pessoal, mas uma
queslao de scicnria, uma queslao de utilidade pu-
blica, por isso vollei e bem se v, que como aulor
do projecto nflo poda levaular-ine a favor do pare-
cer que Ihe contrario.
O meu velo, por tanto, considrese mleii. mente
nullo, lano mais quanlo elle nao ped de modo al-
guna mil i r na dscisao da casa, que com lanta ante-
cedencia ja se baria manifestado contra o projecto.
O que o uobre depulado disse acerca da oceunco-
cia liada o um esladoda Allemauhaa...
O Sr. Presidente : O nobre depulado nao pode
mais fallar sobre a maleria.
O Sr. Sabino Olegario : Mas V. Exc. permil-
lio que o out.-o nobre depulado fallasse.
O Sr. Presidale : IJuiz explicar a ua retirada
e eu ja coosenli au nohre depulado que lambem te
ai pilcaste.
O Sr. Sabino Olegario :Eu snmenlc quera dizer
que na Allemauha houve com ellelto esla discussflo
e que na volacflo se verilicou que u nico deputado
que linda volado contra hava sido om allopalha ;
mas apreseulei isto to someule romo um documento
c nunca em referencia aos meu- nobres collegas.
Creio, que o nobre depulado se dar por salisfeito
com esla explicacao, e peco dcsculpa a casa por ha-
ver anda oceupado a -na allencflo.
Conliuuacflo da 2. discussflo" das posloras de Ca-
ruaru.
Arl. -2.- Toda a pessoa que de dia for achula
nua, ou lomando banho com o corpo descoberlo sem
a devida decencia junio a villa e povoac_cs do mu-
nicipio, sera multada em dous mil res, sendo paga
a dos escravos por seus senderes.
He approvado, bem como osarligos :!. e .
n Arl. 3." loda a pcssua que der asvlo a escravos
fugidos.e a criminoso de qualquer nalureza.alm da
responsabilidade ser multada cm vinte mil res, e
.nitrera qualro das de prisflo.e na reincidencia alm
da mulla, sollrer.i oito dias de pn-.io.
Arl. .- Ficam prohibidas as larca* publicas em
que se apreseutem individuos ornados com insignias
ecclesiaslicas, arremedando as runcees do sagrado
ministerio; os infractores serlo multados em Irinla
mil ris, e se forera cscravoi sotTrerao qualro duiias
de palmaloadas.
Sao a|iprovadus os arls: I, 2, 11, i, .*,, 7, 8, 9,10
e 11 do til. 7.
TITILO XII.
(i Arl. !. Sao designados para agricultura ueste
municipio, os lugares dos brrjos que liverem pal-
meiras, nos quaes nflo se poder ter animaes sollos
sem que sejam em cercado; os infractores pagarn a
mulla de duos mil ris por cada um, e soflrerflo qua-
lro dias de prisflu.
Arl. >. As pessoas que fizerein plantajes fora
dos logares designados no artigo antecedente deve-
rflo usar de cercas feries, e so ferirem e espantron-
os gados sob pretexto de deslruicflo de lavouras, pa-
garo a mulla de Ires mil ris', alm de sollrerem
oilo das de pristo ; e sarao responsaveis pela dai-
no causado para coui os douos doa animan..
Arl. :!. Todes os agricullcres que liverem plan-
taces nos brejos cima designados, sAo obrigados a
embaracar com cercas fortes as eolradas dos gados
para as lavouras; sob pena de oito mil ris de mul-
ta,e na mesma pena iiicorrerAo os criadores dos luga-
res contiguos aos sobreditos brejos, se nao se presta-
ren] a' rcquisic Au dus agricultores para os andar no
levanlamento das cerras.
Arl. i.- Os agricultores que mallralarem com
tiros, caes bravos, pancadas, ou de oulro qualquer
modo, os gados que forera adiados em suas lavouras,
pagarflo seis rail ris de mulla, alm da ndemuisacAo
do damuo causado aos criadores.
Art. 5/ O agricultor que adiar gados dentro
de suas lavouras lomara duasou mais (eslemiinhas.e
denunciara ao Fiscal respectivo, para esle impAr aos
donos dos ditos gados as penas do artigo primeiro
desle titulo, e pagaren- o damuo causado, se forem
avisa dos e nAo qoiierem lirar.
o Art. O.- Fica designado para lurar de criar-se
cabras e ovelhas ueste municipio, o terreno de um e
oulro lado do rio Ipojura em distancia de lucia le-
gua, c lambem do rio Una, onde houverem prupor-
cocs para isu; os infractores pagarflo a malta de
quindenios ris por caheca, alm de pagarcm o dam-
no causado aos agricullores, licando esles sujeilos a's
mesmas penas se malarem as criaces.
Art. 7. Fica 'prohibido derribar arvores de an-
gico, alim de evitar a morle do gado vaceum, sob
pena de cinco mil ruis de mulla, o de pagaren) o
daino causado aos criadores-
Arl. 8.- Os criadores quanlo pozeram rogo cm
missflo de pelices enlendeu e acho que muilo bem,
que precisava do auxilio das luzesda commissao de
orcameulo para bem entrar no conhecimenlo desta
materia, c lambem para poder regular o direilo qoe
de algum modo podesse haver da parle do pelicioua-
rio a semelhanle adianlamento.
OSr. lipaminondas :Elle mesmo confessa que
nflo lera direilo.
OSr. A. Cavalranli:1'0^ bem/cencedo, ser
de juslica, sera mesmo...
Um Sr. Depulado :Equidad.
Oulro Sr. Deputado :_lle 0 ,ermo proprio para
designar esses pedidos. v
O Sr. A. Cacalcanli :-Ku emendo que nao, por-
que chamo equidade a juttiei distributiva.
Um Sr. Deputado :le um favor.
O Sr. ,i. Caialcanli : pois ser' um favor ra-
zoavcl.
Nesla casa, Sr. presideule, como sesabasflo 'divi-
didos os Irabalhosm diveisas cemmissi.es,eos raera-
bros de cada uma dellas se applicam aos irabalhos
epeciaes de suas commisses, nAo podendo ler tem-
pe de examinar lodos os oulrus que cumpetem as de
mais rummisses a_cargo dos uulros depulados *,'
cnmmissflo de orcaineato be que compele examinar
positivamente o estado dos cofres ; os halamos o o
orcameulo em que se deve basear u projecto 'das de-
pttat provinciaes deveui ler sido dudado. UIU-
cienlemeote pela comuiissflo de orcameulo.ella deve
saber quaes as despezasque se deveiu augmentar ou
diminuir,a visla dos balances apresculados palas re-
partieres compelenles ; essa commissao sem duvida
deve saber o estado dos cofre, e pode esclarecer a
commissao de pelices a respeilo da quaulia que de-
ve ser dada para a iiluroinac.ao de que se trata no
pedidu, assim cumo tambera deve esclarecer sulli-
cienlemenle o juizo da commissflo de pelices que
nAo lera lempo de examinar esses orcaraenfos a res-
peilo dos diuheijrus, que possam haver de mais nesses
inesmos orcameotos.e qoe se possam dislrahir nesies
adiantameotos.
O Sr. Jos Pedro :A commissao tambera nflo
lem lempo para Isso.
O Sr. a. Cacalcanti:Deve ler mais do que a
commissao de pelices, que nflo deve carregar so
com um peso desles.a visla de seus grandes afosares,
que nflo deve encarregar-st de Irabalhos respectivos
a oulras commisses. Exisle como -e sabe um con-
lralo de illiimu ac.io a gaz, he necessano saber quaes
as contlioiie desse contrato, e qual a maneira porque
sera realisada a rescisie du conlralo actual lego
-------....,., que
se i cali-' a de gaz ; a commissao de orc_auieiilo deve
ler cuuhecimeulo de.-sc< negocios, deve* ler lulo em
visti esses contratos o que uflo pode succeder a com-
missao de pelices que e-la encarregada do oolros
negocios. A coinraissao de ornamento porlanto po-
de esclarecer sullicienleinente a queslao, vislo versar
sobre um adiaolameolo, para a coucessao do qual se
deve ler cm visla o estado dos cofres.
Um Sr. Depulado:A aueslflo nflo he essa.
OSr. .1. Cocatcanli : A qucst'o de adiaula-
raenlo referindo-se a quaulia que se deve receder
dentro do um aneo paia a illuminacflo publica, nao
deve ser e-lranda a' commissflo de orramenlo, por-
que esta deve sem duvida saber qual" a quaulia vo-
lada para semelhaule illaminaoSo e o orramento
apresenUdo na casa nao pode servir de esclarecer
a materia sem as explicaces da respectiva coinmis-
sflo. Assim. Sr. presidente, alam de que a commis-
sflo de pelices precisa e precisa muilo (ao menos
de minlia parle o allianco) do concurso das luzes da
commissflo de orcameulo, concurso eslo que estou
convencido que a casa approvara', porque elle tcm
por lim nicamente ohler os necessarios esclarcc-
neotos para ebegar ao lim que se deseja.
( Continuarse-ha.)
PAGINA AVULSA.
Alheneu Pernambucano. No dia I. do
correle fuuccionoii esla associacflo cm caa do seu
respectivo presidente, com o numero siilliciente e
legal.
Foram inlroduzidos na sala das sesses com as for-
malidades do eslvlo, e lomaran- assenlo romo mein-
bros i llectivos os Srs. : padre Joaquim liraciano de
Araujo e llaymundo Augusto de S, ambos acad-
micos do quarlo anuo, propostos e approvadosdesde
o auno passado. O urgao do alheneu, conforme a
clausula dos eslalutos, dirigio-lhe em norae da so-
ciedade uma succinla allocucflo, a qual foi corres-
pondida com palavras cheias de reconheciineiilo e
animado. Depois do que eulrou em discussflo a
reforma dos estatutos designada para a ordem do dia
da referida sessao : foi approv.ido o artigo I." da te-
lerma, uxaudo o numero de oilenla socios depois de
grande fercet opas. Segoio-se a discuss'o do oulro
arligo em que se dispunh, que so haveria durante o
anuo ama sessao magna que devera ler lugar uo dia
II de agosto, anniversario da fundacao dos cursos
jurdicos, e que na mesma occasiflo lea lugar a fes-
tividade do anniversario da inaugurarn do Alhe-
neu : esle artigo re appresenlado de "sorle qoe s
lerflo os socios de ouvir msica no edificio da fa-
culdade uma vez no aono.
Ha quem diga que nflo seria moque nesse da se
convidassem sendoras......rapazas querem
mettsar ludo.e o cerlo he que elle, paroccm ler car-
eus pastos, e os agricultores em seus rocados deve- ""f* de razflo !
r.lo lomar lodas as cautelas, alim de que o incen-i "isculio-se outro artigo da reforma que originou
dio se nAo cemmiiniquc as lazeudase trras viiinhas. un discussflo calorosa, ir i est : o presidente ho.io-
ecuinrauiicaudu-se, pagarflo viole rail ris de mol- rario uflo ser vitalicio, prodiizirnm-se
cravo do ustavo Jos do Reg, aecusadu cor crime
de homicidio, sendo nomeado para seu curador
defensor o Sr. Dr. ja referido.
Koran, sorleados para o coiiselhn do juiy de sen.
lenca os seguinles senliores :
Loia Amonio Rodrigues de Almeida.
I.llvtata Cedas,
Henlo Borges l.eal.
Francisco de Paula Correa de Araujo.
Manoel Pereira Caldas.
Angelo Custodio Rodrigoes Franca.
Joaquim Jos de .Uncu.
Lata da Veiga Pessua.
Ilrigadeiro Aleixo Jos de Oliveira.
Joflo Allianasio Dolelho.
Joaquim Antonio Carneiro.
Joflo Ignacio do Reg.
lindos os debales, foi o jur> dasenlenra sala se-
creta das conferencias as t horas da larde, donde
volloit as 8 com suas respuslas, que foram lidas pelo
presidente do jury de senlenca, em visla de cuja de-
asa o Sr. Dr. juiz de direilu pubhcou soa senlenca,
condemnando o reo a pena de gales perpetuas am-
pollando da senlenca para o Irihuoal da relacao e
levanten a sessao, adiaudo-a para as 10 horas' da
inaiiliaa do dia seguiule.
HEPAHTigAO DA POLICA
Scrrelaria drf rpolicia de Pernambuco 1( de malo
de I8<.
Illm. e Exm. Sr.I.evo ao coubecimenlo de V.
Exc..que das diflerenles parlicipates hoje recebidas
nesla reparlijao, consto que se deram as seguinles
ocurrencia-
Foram presos : pela subdelegada da freguezia
.?ecre Antonio Francisco Menezes, por briga.
b pela subdelegara da fregue/ia de S. Antonio,
o pardo Francisco de Paula Macario, por insultos, o
porluguez ho eeiro Joflo de Rezeode, por iu'racc>
de postaras miinicipaes.e o prelo escravo Joaquim,
a requerimenlo do senhor.
Em ollicio do 1. do correnl* refere o delegado
do termo do Buiqoe.que fr. all s.sassiiad. Silva-
na de tal, por cu proprio marido Manoel Joaquim,
que ro preso c esla' sendo procesado, nao declaran-
do o molivo que occanonara a perpelracao do de-
licio.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. conse-
Iheiro Joso Betilo da Cunta e Figueirede, presiden-
te da provincia.O obele de polica, Lu*z Carlat
de Paira Teireira.
A assemblca provincial approvou honlem em pri-
meira discussflo, o projecto que coucede varias lo-
leria, cm terceira o que altera os limites do tormo
le Mores ; eem segunda o que crea uma cadeira
de pnmeiras lellrasem Ilapissuraa.com emendas cre-
ando oulras emdiversus lugares. A ordem do dia he
a mesma de honlem.
Recebemos nolicias.da Parahiba com dala de M
do correte. A epidemia parece estar extincla na
capital, lia cousa de dous dias uflo se lioha dado ca-
so algum novo. A siloaeflo ia nielliorando em lodo o
sentido. Havia abundancia de milho, feijao. carne
ele. A segu anca individual nflo linda soffrido of-
fensa algarra. Nao havia nolicia naqaella cidad*
acerca do estado da provincia do Rio Grande do
Xorle. o qie caussva coidados, a' visla das pooca
providencias que all se liaviam tomado para comba-
ter a epidemia.
omiuunici%>o.
REVISTA JLDICIARIA.
Jurg do Iteci/e.
Continuando na empreza qoe desilea ultima sei-
sao do jurv desla cidade lomamos sobre uossos de-
bis hombros, encelamos boje a apreciarlo dos jol-
aamenlos, que na presente sessao deven ler logar.
Semelhanle apreciacao resenlir-se-ha sem duvida
de nossa pouca illuslracflo e experiencia, cousas
lao necessarias a ludo quaolo lem visos de crilica ;
entretanto suppomos que esla publ'cacao nflo sera
inicuamente mulil ; puis, segundo dil um illustra-
do escriplor, a pubbcacao em materia crimioal
exerce uma misso severa e benfica sobre os junes
e advogados, garaute ao povo, u carcter verda-
la, alm do damuo causado.
i< Arl. 9.' IViuguem poder tirar o ceuro de ani-
maos que se o diarera morios, senao com lietaca de
seus legtimos donos : sob pena de Ires mil ris de
mulla, e na falla dous dias de pristo.
Arl. 10. As cabras e ovelhas que se diarera nes-
la villa e povoaci.ics do lermo, tara* recolbidas cm
seus apriscos das seis a' oilo bocas da tarde, e solas
a's oito do dia; sob pena de pagarein os douos a
multa de quinhenlos ris por cabera, alem do dam-
uo causado aos propietarios por ditos animaes.
i Arl. II. Ninguem podera' fazer cacada as fa-
zeiidas libelas sem expresso consenlimeulo de seus
donos; sob pena de cinco mil ris de molla, e sof-
frerem qualro dias de pri-do.
Arl. V2. Fica prohibido lirar madeiras e ou-
tros quaesquer gneros de produceflo das mallase pro-
priedade* albo a-, sem licenca dos donos; sob pena
de de/ mil ris de molla.
O Sr. Reg lanos juslilica c manda a' mesa o se-
guinte requerimenlo:
Snpprima-se o artigo.Pego Barros. .
He approv.nl.i a emenda e supprimidno arligo.
Arl. 13." Todo o proprielurio he obrigado a
recar no me/, de limbo e julbo de cada auno, as
estradas e caminhos'de sua propriedade, por onde
houver transito publico : os infractores scro anilla-
dos em dez mil ris, c a cmara o mandara' fazer a
cusa delles.
He rejeilado.
SAo approvados os arligos 1, >,.'! e i do titulo 9.
TITULO. '.).
Arl. |. Ninguem peder exercer a arto de curar
dentro do municipio, sem que lenba feilo registrar
na cmara municipal seu titulo, por oude|moslre ta-
lar habilitado para isso: os inri adores serflo mulla-
dos em dez mil ris. e solTrerflo oito dias de prisao.
ii Arl. U. Ninguem poder vender {medicamento
de qualquer nalureza que seja, sem licenca da c-
mara municipal, sob pena de ser multado em viole
mil rcis.
ubArl. 3. Aquoclle que vender um medicamento.
augmentar ou diminuir a dose sem consenlimeulo
do lacullalivo que liver receilado. ou vender me-
dicamento corrupto, sera, multado sm viole mil rs.,
alem das penas cm que mcorrer pelo mal que re-
sollar.
Arl. i. Ninguem podera' abrir aula de primei-
ratlellrat nesla villa e povoaces do municipio, on-
de houver aula pnblica. sem licenca da cmara ; os
miradores serflo multado.era viola mil rcis.
Sao approvados osarligos I, 2, :l, i a5, do lit-
lo 10.
TITILO 10.
(< Arl. 1- Todis as mllase penas, serflo duplica-
das as reincidencias, quando nao forcm prevenidas
00 respectivo artigo.
Art. ". Os liso,es alem das correices que devem
fazer nesla villa e as povoaces do municipio em
cumprimenlo do artigo sexto do titulo lercoiro, e
outros destas posturas, serflo obrigados a correr as
estradas c caminhos dos seus di-lnclns no me/, de a-
goslo de cada anuo, alim de multar os infractores,
ua Taita de odservancia das disposicOes respeclivas,
cuntida, notailigof anlecedeiiles-
_ o Arl. .'1. Os termos- de multas serflo escriplos
circumslanciadamento pelos escrivfles dos liscaes as-
signados pelos dito- Pscaos, remedidos ao procura-
dor da cmara para promover a dila rubranra.
Arl. i. Todos os liscaes do municipio sao obriga-
dos a dar cotilas a cmara, s<-meslralmenle e sempre
que forem pur ella chamados, do modo porque lem
dcsempciibailo as fuicres de sen cargo.
i Arl. .">. Se algum fiscal por laburno, palronalo,
ou oulro qualquer motivo nao juslifiravel dallar de
impc as mullas, e se iuipozer condirees ou ouus, a
qualquer habitante do muiiicipiNsob*qualquer pre-
lexle, depois de ser oiivulo pela carlara sera' iinme-
ili.llmente demillido alcm da respoisahilidadc pelo
damno ou prejubco qoe causar mesma cmara.
Dando a hora o Sr. presdanla designa a ordem do
dia para a se.sao seguinle, c levaanla sjcssflo.
Sessao' ordinaria eos I i de malo de 1856.
Prcsidenc.il do Sr. baro de Camaragibe.
As 11 huras da mandaa l'eita a chamada e aedau-
do-se prsenle iiuuicru legal de Srs. depulados
O Sr. Presidente abre a scsiflo.
O Sr. 1." Secretario faz a .'eitura da acta da ses-
sao antecedente, que he approvada.
0 Sr. 1." Secretario apre.eui.i o seguinle
EYPEUIBKra
l'ma pelirAo de Manoel Elias de .Moiira.solinlan-
do desla assemblc.i a revos*>oSo do Arl- I titulo II
das posturas, intinicipaes desla cidade ."I" 'M) de jiinho
de IH'i'.l, ha paile que exige, que pai abrir casa de
drogas seja necessario ter caria de |ir>armacia.A
commissao de postura'.
lina rcpresentacAo de varios moradores*, da fro-
giie/.ni da Boa-Visla.pedindo a esla ai*e-*ble*M crea
eflo de mais uma freguezia.A' "commissflo di' csla-
lislica. x
Parecer da commis-ao de pelices adiado na iscs-
s"o antecedente por ler pedido a' palavra o Sr. l'f.-.i-
O Sr. Vresidettle :Tem a palavra o Sr. Epa-
minondas.
O Sr. Fpaniitintillas :Cedo da palavr.i.
i) Sr. Jatt Pedro impugna o parecer.
O Sr. ./. Cacalcanti:Sr. presideule, a com-
Iguraas ra-
zoes pro e conlra, e o arligo baqueou no nudo de
uma opposicflo dignamente prenuu.iada. Final-
mente o arligo que suscilou oulras rellexes foi o
ultimo em que se exige a quantia de ,">oOO( rs.' de
joia dos socios n namento admillidos ; esta discus-
so depois de uma emenda que cabio, foi corlada
por um requerimenlo, leudo por fundamento a com-
missflo reformadora dos estatutos, o projecto que ha
e a necessidade de crear um jornal jurdico c Ilite-
rario com propoiccs dignas do Alheneu. Os mais
arligos foram approvados ni tintine. Na sessflo do
da X comecaram as proposlas para novos socios e
cm seguida enlrou em discussflo a seguinle Ihese of-
ferecida pelo presidenle :
Nao poder ser senador o estrangeiro n.itnrali-
sa-io '. i> (islo quera o gato.....| .No meio de
grande celeuma disscraui uns d'aqui pois nflo !
oulros dalli nunca Decida agora quem qui-
zer, que os pobres dos eslrangeiros natura usados lem
como rabrion o maldito g. do arl. 45 desse Flos
Sandorum couslilacionorum, aul paclorum funda-
mentorum impeiiorum, e solum pertenriorum aos
hraiileirioribus Ac per ronsequens n digam em-
bora o que quizerero, que nos diremos em nossa
meia lingua que (secando jure' consliluloi o natura-
Usado nflo pode ser senador um !.....nao
pode, nflo !
Foram approvados em sessflo poslerior, para so-
cios honorarios, os Exms. presidenle da relacao, do
Iribunal do commercio, e o desembargador Antonio
I! ipli-ia Gilirana.
Tambem foi proposto pelos Srs. Correa de Olivei-
ra, Handeira de Mello e terrena Correa, o padre
Francisco l'eixolo Dnarle, e para socios elleclivos
alguns senliores mais.
Pedimos a omaaeohora que he lulora de unas
pobres meninas orphas, lilhas de uma peregrina
viova, que se compadeca do estado lastimoso dessas
iufelizes, que lendo alguma cousinha, audam quasi
expostas a vistas curiosas ; he alm de uma obra de
caridade, um acto de moralidade.
Senhoi sargento, pergoole a aquelle guarda na-
cional, que diabo de calcas sao essas. que elle anda
com ellas'.' Ira elle dansar seinpi e|no labiado do q*ar-
lel'.' Parece que esla lodo le parliudo...quesordadi-
nhogamenhn um soldado nem como Daguberlo,
nem como uma rapariga : he ridiculo Irajar essas
calcas, he deshonesto, e deve- ser prohibido o gosto
de lal lorfefe.
Somos informado-, que om amigo generoso tra-
lou de dissuadir ao ultimo noivo de uma orpbaa,cu-
jo casamento iioliciaiuos.para que nao casasse.e cons-
ta que o noivo oscillou cutre a infamia, e a genero-
sidade. e al'uial decidi-- por esla.
Na ponlc do lenle, logo que apparece na
mar qualquer objeclo, que excite a curiosidade,
nilo lica nm passageire, que nao chegoe a' guarn-
cao para ver, lodos querem ver, lodos se agglome-
ram, c as guaruicoes da ponte anda nflo precipila-
i.iin--o cora espectadores, e ludo porque'.'
Ao illuslre collega do licito.Fazei-nos injus-
tica quando honlem disseslcis, que imiuerecida-
inenle censuravanios a companhia de Itibeiriuhos;
nos, se bero, que nflo conhecamos pessoalmenle o
seu administrador, com ludo" o respeilamos, como
homem socalenle mohecido de bem, mas pare-
ca-nos, quo a' vista do que lemos observado, nflo
eram as qualidades pessoaes de chele da companhia
de Itibeiriuhos que nos irapoha silencio. I'ensava-
mos, qoe a limpeza das ritas compela aos liscaes,
disseraio-nosquenao-c sim a' companhia de Itibei-
riuhos ; temos apoalade quaes as ras a praias im-
muudas, e nao se lem dado a menor providencia, he
que ou o administrador da companhia de Ribeirinhos,
mu de propiilo nflo leva era conla paginas ou
os seus cumplidores d,. orden sao essenrialineiilc
remissos: fcil nos sera, porem, deixar de Tallar nes-
sa companhia; depende sn de um proposito, como
mullos que temos feilo e cumprido, porem enten-
demos, que o illuslre collcga nos tara juslica sup-
p.ni.lo.que nunca "atemos censura a fiinrciunario al-
gum. senflu .piando pela evidencia reroiihccemos
que he digno della.
Continua a venda da garapa as Cinc- fontal;
essa casa he uiuilu coiirernda alo por genlc de ca-
saca, c consta, que quando os soldados de polica
sahem de l sao Iflo hraiidinhos
dcir.menlo civil de seus direilos, e faz o direilo e
a lei penetral era sob formas vivas na sociedade.
Ouaodo porem de nos.se Irabalho nenliuma utilida-
de resulto, ao meuos servir para teslemoubar os
desejos que nutrimos de coocorfer com iiosso fos-
co contingente para que nao caa em completo abau-
dono e iiidiflerentisuio uma iosliluicao qoe mnilv
apreciamos.
Foi no di,, 10 do correle que leve lugar a abertu-
ra da presento sessflo, a primeira desle anoo, ha-
vendo o tribunal deixado de fonecionar por om pe-
riodo de quasi oilo mezes. I ma sessao fora convo-
cada em dias de novembro prximo passado ; mas
nflo el-ia ule os qualro tartalea suplemeolares a qoe
foi preciso recorrer e nos quaes mais 99 jurad,..
foram chamados, apenas no i dia reuniram-se -23,
o quo nflo pemiiiiio haver sessflo, vislo estar esgota-
jf a uroa geral ; assim dr ', sorteados so 23
promptos se poderam ot.tci realmente para
estranliar que era nossa cidade, viapilal de uma das
primciias provincias do imperio, se desse essafaelo'
lor aq*uella occasiflo deixaram de ser notificados por
se nflo eucoulrarem 17 jurados, foram dispensas por
molestia i,e por motivo de servico publico o inspec-
torde i he-e urna de fazeuda.othesoureiroda mesma
o inspector da alfandcga, o presidente d commissao'
delivgiene, dous lenles da faculdade de direilo, o
administrador docorreio, o ollicial archivista da se-
cretaria do goverooe dous ofliciaes da guarda oacio-
ual oceupados com us Irabalhos da qualiflcac-ao do
stimo batalhao deste municipio.
Desle modo conservoo-se o Iribonal fechado du-
rante aquelle longo esparo ; enlrelanlo ojio folla
infelizmente assumplo para os julgamenlos, nflo fal-
lan- criminosos sobre quem cumpre descarrecar a
espada dajustica. *e
He verdade que uestes uliimos mezes nflo lem si-
do muilo frequenles os erimes perpelrados no mu-
nicipio do Recito, comu em oulras occasioes ha suc-
edido ; lodavia, segundo nos consta, exisle grande
numero de individuos processa-los, presos ou afiao-
cados ; destes pnacipalmenle avulla o uomero ; e
alo eremos que dos delinquciiles que lem a fortuna
ds prestar liaura mi compaiecem i barra do jurv
aquelles que se empeoham para islo, que procu-
rara mirar emjulg.mente na csperana de oblerem
absolv.cflo, esperanca fundada ou na consciencia
da propna iiiuoreocia hem poucos estarSo nesle ca-
sol ou as promessas e recommeudacoes de amigos
e na bonhomia dos jurados socleiados para a sessflo'
Islo certamenle cousliluc um grande mal que nao
deve continuar, pois se poucos sao os innocentes
que sorrerao eom a demora do grande peso de uma
pronuncia sobre as costos, muilos sao os verdade-
ros criminosos que conseguindo a pre-enpefle de
seus erimes, irao por esle modo escapando puni-
r,Ao da lei.
i.iuanie as causas que concorrein para as dilicul-
dades da reuuio do jury, notaremos cm primei-
ro lugar a repugnancia de quasi lodos em servirem
coruo jurados, repugnancia lano maior quaulo mais
dislincla e iudependeote he a posirao em qoe cada
um se julga collocado. Clamaremos' conslautemeiite
contra semelhaule di3posic.flo de nossos coucidadaoa,
cumpre que elles se compeoelrem de que a iosli-
luicao dojurv tiflohe um ruejo onus, um simples
encargo, mas uma garanta muilo preciosa que Ibes
da a lei fundamenlal do paiz, om dos direilos man
importantes, uma das atlribuic,oej mais bellas de
que pode gozac om cidadaoque lem a fortuna de vi-
ver sob a forma do goveruo representativo. A n-
ditrerenra para cora o exercicio dessa bella allribui-
eflo, odesprezodessa importante garanta, da indi-
cios de um egosmo generalisado, de orna ignoran-
cia deplora v el do que roiislilue o verdadeiro palrio-
lisrno, o pumo desmiele--.,.lo aun,r do benvpublie.
tvos paizes em que a causa pubtiv-e. senao tornar
causa comrauro.dU Ancillou, em que as lamalas da
administrado e da legislacflo nao produzirem o feliz
resudado de considerar-se cada um obrigado a con-
sagrar graluilamenlc parte de seo lempo ao eslado,
os cididaos carecern da capacidade ou da vonlade
necessarias para preeucherem as funcroes de jura-
dos, e lalvez mesmo carenara de arnlias! a
A nisliluicflo do jury por um lado lendo a inlrros-
sar a lodos ua represso dos deudos, qoe ou ollen-
deado a sociedade diredainenle, ou indireclamente
em algum de seus membros atacara a exislencia
coinmum ; c por uulro lado chamando para o exer-
cicio das alias fuicc/ies de juiz a lodos os eidadflos
que ollerecem ron li._-.ie- de di-rernimeiito e inde-
pendencia previne que o poder de julgar os erimes
seconverla em instrumento da (vrannia. He por
esle lado priocipalmcole que devenios ler em se-
billo apreco aquella inslituicflo. Se hoje parece qoe
se nao devem recelar Ijraniiiea usurpaces conlra
aquelle poder, amanlifla, gra.sando como vai esse
iiidillerentisino, ess folal despreso, tacilmenle se
pederio dar tam osarpartoea, e enilo, quando cada
um experimentar cm si os funestos cuellos deia-
lerveurao desptica na adminitlracia da juslica, la-
nieotar., porem larde, aquella criminosa negligen-
cia, aquello reprehensivcl egosmo ; entao o reme-
dio distara sacrificios.
A essa mu vontade de servir como jurado lera
viudo juitar-se o procedimeuto dos que, devendo
proporcionar au Iribonal, ja aM diremos <> meios
iiciii un i.i -..II* l.m iir,i i iililni-. | -.. .......-i j" > uncniva --- *
No Campo-Verde existo mu oulro eslabeleci-! '". I'"'lcni,n| grangear o respeilo e a veneraeflo,
ment desses,quem a dirige bo uma inulher, que ',,,"' '",n-"lo""'l'*peuaves,n.lo o leero feilo. Pe
: r-. r__,___ .__.., ......" 1,1 i ue es-,I liprllii:ieei i,... p.. ----------^ ..... ...
ja fez fortuna com lal venda,
energa
A polica l c com
Ale' amaniata.
.11 RV DO RECIPE.
I-di' maio.
Presidtnria do Sr. Dr. t'rawisro de .ls veira Maricl.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido
\ulian da Malla n Alluiqiierque.
ra qoe esta pertinacia em conservar o jory na casa
Advogado. o Sr. Dr. .Inflo Francisco Teixeira,
Feila a chamada as I horas da manila, acharam-
sc prsenles i Srs. jurados.
a -XJ JZ Z't^rVt^ZiZ^ j,'rad0S
N .. Ah
em que actualmente funcrona impropria a todos os
respailo* 7... Lm corredor eslreito, quenle como
unta estufa, sem s divisesjndispensaveis.e sobre a
inrernalvoseiiade uma alfandega, era certamenle
o peior lugar que se podara eseolber para aquelle
misler. Para que esa immnndicia, esaa porcaria,
que eiijnara a qualquer que visiteo tribunal Por
que ledos quanlus fazeo palle delle se uflo appre-
senlaiflo com as vestes pioprias de seus cargos.' Es-
las exlcrioridades valem alguma cousa, lano assim
F.senvflo. o "sr. Joaquim Francisco de Paula Esle- q>' ha lei que com ellas se oecapa. Os conmiodos
lllc- o acein toriiariam menos pesadas as ohrigaroes dos
jurados ; o apparata de ordem. essas exlcriori-
dades de respeilo fan.un a insliluic'u irais venera-
da, mais imp, ranle.
Oulra causa cvi-le no pouco zelo de uns ena ma-
|t
I

erla a ses-flo comparecen o Sr. Dr. juiz niuni-
ctyal da segunda vara, preparador dos preressos, e
api.esenlou o de Belchier dos Reis Cnvaleanli, com-
peto nlemenle preparado para ser lgida na presen-
t* -e,'..,.
Foi cotiduzido .i barra do tribunal o io l.uiz, es-
liria de oulro--, quando so Irata de apurar os jora-
dos. As lisias de qualilicacao dos jurados al a or-
ganisacao da lisia geral, leem de passar por uroaa
pouca* de lilaos, e enlo, ao passo qae ons julgam-
se com dileilo de faz.cr eu favoi/inlie -upoi inundo
algum uome, a uniros falla o zelo necessario para
rever essas lisias, e uellas incluir aquelles deseo ce-
MUTILAHO
ILEGIVEL


OIIIIO BE PEIIMMCI SIBliO 17 DE IRUO il UI6
nhecimsoto, que eillo do caso de servir, e que oa
pelo favor ou pela negligencia roraro excluidos. Ha
nomei que a sorte por mais que procure nunca en -
conlrara na orna.
Aponlareinos (ambem como causa que vem em
simio das precedentes, a fachJ.ide com que al
5mis stnhores juizes de direito aUendem a allesla-
ot de molestias, e cenceJera dispensas por roolivo
le aervirj publico. Todos reconhecerilo coranoico
que aquellos ollcstados sao muilas vezes ilocuinen-
los graciosas que se obleem em murta dilllcul lade,
mxime parecendo a alguns bem simples e iuuocen-
la o tim para que sao pa-sados. Quaoto ao motivo
lautas vetes allegado de serviro publico, nao serao
tamberr. os jurados chamados para aclo de trrico
publico e de ordem superior'.' Se, dado qualquor im-
pedimento, teeiu os empreca.los das^diversas rlasses
e repartieses quem ns subslilua em seas empregos;
se, quando se trata de qualquer rommissao que agra-
da, como por exemplo, urna dcputtra, lia lanos
magistrados fora de seus lugares, tantos proles>-
res abandonando suas cadeiras, taatos rlielV- de re-
parlices e empregados de primeira ordem, deiviu-
do teas empregos., porque sincnle se bao de allega r
neeendades do servir., publico quaudo ell-j sao
chamados para servirein no jury'.'
Nlo' importar isto urna iujuslira, fuzendu reca-
hir exclusivamente o onns sobre a oulra parte
dos
Pois os ad\ogados, os cominerciaiilc, o> ai lis-
tas, os propricCKjos lambein nao solTrcm etn seus
iuleretses, esla ndoN(tcu pidos na tessa.i do jury?
Uto serlo lae* e-sceajas illegae raesmo, pois que
a lei especifica os empreados que devem ser eiclui-
des daqualificna;an '.'
Pois se a le quanto a 6*se* oalr3 ropregadosre-
couhecesse a conveniencia publica de nao distraa-
los de aeu emprego para) sertirem no jury, manda-
ra inclui-los na qaalildaf,u '.'
Finalmente, a peoa eelabelecida na lei. para os
jurados que deixam de cVmparecer a sesses, raras
vezes tem ellectiva ciecurao. Parece que alguma
boHdaie existe da pa/fTe,os encarregados de promo-
ver a arrecadac^r, as muTH-jiu dos juizes, peraute
quero essa arraadacao se laz. "" auno passado o
Sr. miaiststT da Justina fallando do jury, irivfl^ejj
eu relatorio : em geral as sesses se nao nbrem
no da Marcado, porm muitos das depois, com
grande/esforcri, porque nao cnmpareceni os jora-
des sorteados: os mollas s3o impotente. Respai-
lamos; rouito as lu/es e experiencia daquelle miuis-
tr, principalmente no ramo deadmiui'trarJo a seo
-targo ; mas para nos aquelle mal provenanles de
se nio encolar a pena, do que da incln acia d*s-
ta; poderiamos aflirmar que as multas eram impo-
tentes, se nao obstante sua ellectiva npplicarao o
mal conlinuasse ; be isto, porm, o que se nao v;
quasi sempre a applicacao das mullas nao pissa do
papel. A multa nao he lao insignificante para o
geral dos jurados que nao castigasse sutlicienlemen-
te toa negligencia, que Ibes nao despertasse o zelo,
se tivesse realidade; esta, porm, he que quasi
sempre falha. Como nao avultaria a rcceila das
municipalidades se as multas litessem ellectiva ap-
plica cao?
Par exemplo, so nos das de novembro, a que
cima nos referimos, as multas impostas urcaram em
mais de qunze contos de rcis ; mas semelhante
qaantia entrara elTeclivainenle para os cofres da
manicipalidade'.' Sollreriain os jurados remissos que
eam seu procedimento concorreram par iburarar
a administracSo da juslica, a pena que a lei Ibes ha
commioadu?
Por isto he que diteinos que as multas mo sao por
si mesmas impotentes, mas deixam de produzir
effeito porque se no execulam. Se a este respeito
houvesse o necessario vigor, a municipalidade so-
brara dirJieiro para proporcionar ao tribunal os
precisos commodos e aceio, e alinal os juizes seriam
mais promplos.
Ciemos que lemos indicado, senao tudas, ao me-
nos as principaescausas que diilicultam a reunan
do jory, causas que nao sendo removidas tem dado
lurar infraccao do arl. 316 doCod. do Prne., que
prescrevendo seis sessoes annoaes, a regra seguida
tem sido fasercm-se qoatro.
Se damos alguma importancia a isto, he porque
por osa lado parece-nos urna iniquidade, que indi-
viduos pai a cujo crime a lei marca un ou |>ourns
mezes de priso, existan) presos por lempo rouito
mais longo, como ha succedido, e por oulro lado
nao convm aos grandes interes a* criinus d.iqurlles que por eslarem alliancados ja-
zem no esqoeeiineulo, deivem de ser puuidos.
M pois, aberla a primeira sessao desle anuo, no
da 10 do correte, como cima dissemes ; nos dous
das precedentes houve sorleio para substituir os
que faltaram at preeucher o numero legal. Presi-
dindo ao tribunal o l)r. Oliveira Maciel, substituto
da primeira vara criminal, e servindo de promotor
o Dr. Candido Autrao, no impedimento do Dr.
Antonio Loiz. foram apreseutadi,< pelo l>r. Rufino
Augusto de Alroeida, juiz municipal supplenle da
secunda vara, -7 procesaos preparados para entrar
em julzaineiiin. leve depois lugar a ehamada dos
processos, na forma do arl. 210 do t'.oil. do l'roc. ;
e nisto s resumiram ns Iraballios ateso dia.
Nao cencluiremos estas linhas sem ponderarmos a
necessidade, a que em nossa (arefa seremos levados,
de oceupar-oos com os actos dos juizes, esenvaes,
advogsdos, promiBBHBuloTlade- c todos qunntof
maisnu menos hiyBnuJayin lid > alloma mtl.irnc i mis
causas qu livermusofl apreciar; desdo j pedimos
licenca a estes senhores para sermos francos; s nina
cousa temos em vista, que he a imparcialidade ; lou-
varemes e censuraremos a quem o merecer; e por-
lanlo, nao sera mesmo de cslraiihar, que alguma
vez elogiemos a quem livermos censurado, ou cen-
suremos a qoem nossos loiiMircs lenba merecido.
eicarregam hoje 17 de maio.
(alera iiilezaJohn Linnarroz.
Brigue iuglczQdem raercadorias.
Brisue bremenseDorolheagenebra.
Brigue porluguezl'iajanlediversos gneros.
Brigue brasileiro Mara Luizapipas vasias
toucinho.
UUNSOLADO (EHAL.
Remlimeiilii do da I a 1 ">. .
dem do dia l......
22$86>i8<
2^93*355
2,5:3799,5:
tflVEKSAS PROVINCIAS."
Keiidiinenlo do da I a 11..... 1i2689.ll I
dem do dia l......... "il-lon
dem do di> Iti,
1I90M
1:332447
D?2fS2 "K BXPORTAC.VO PEI.A MESA
U() CON! I.4D0 DESIA CIDADE .NO DIA
16 DE MAIO DE 1856.
Falrooolh Galera iugleu Bonita, Paln Nash
i\ i. unpauiia. ;).">o saceos assucar mascavado.
Hartclha Batea [raneeia sBroetU, l,seire.\;Com-
panhia, Mf saceos assucar mascavado.
ValparaizoBrigue hamburguez Mau, Viuva A-
murim i riilio, (Ij saceos assucar branco.
PortoPatacho brasileiro S. Jos, Viuva Mnreira
& I' ilho, 100 saceos asaurar braucu e mascavado.
ralmonihBrigue inglez Caroline Scbeuko, Patn
Nash Compaiiliia, 1,-J00 saceos assucar masca-
vado.
lailii--all.tr Patacho sueco Olelloo, Schramm 4
Companhia, 600 saceos assucar branco.
Porto Bn^ue brasileiro uS. Jos, Francisco Alves
da Cuuha, 3SO saceos assucar branco e mascavado.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimeuto do dia I a 15..... -.'1:28397(11
dem do da 16....... -:.VJi9il!l
":878;180
ttMmento do pvtto.
navio entrado no dia Iti.
Ierra Nova31 dias, brigue inglez uKiiiinvmedeii,
de 0(1 toueladas, capitao Samuel Prowse, equi-
pagem 13, carga 3.550 barricas com bacalho ; a
James Crablree aSt Companbia. Seguio pira a
Babia.
i\'acio tahido no mesmo dia.
KalmoulhBrigue inglez "Titania, capit.io llenry
Pearcc, carga assucar.
coras tal qual aclia-se fundeaila no an-
cotadouio da descaiga : a tratar com o
proprietario, na ra lo Trapiche n. t,
I ni mi'i ni andar.
PARA LISBOA,
o patacho porluguez uBilibante, sahira no domingo
IK do mrenle me*.
Real compaiihia de j>a-
qnetes de Sotitiumpton.
Espera-se
do sul no dia
Uoul.des-
lo inez o va-
por YViamir,
o qual de-
pois da di'-
mora do cos-
HlainesaBgnir
para os por.
tos de San
Vicente, Te-
IIIMill. Mi
deira, Lisboa e Soulbamplon : para passageiros,
l'rele, ele, IraU-M com os agentes Adamson Ilo-
wie iV C, ra do Trapiche-Novo n. 12.
N. B.Os embrullios que prctenderem mandar
para Suulbainptou, devem eslar na ngeueia lloras
anteante se fecharem as malas, e depois desla hora
na se recebe embrulbo algum.
&m&.
&itiw$.
tyublicacoc apcbio.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da ta-
ada desta provincia, em virtude da ordem de S.
Exe. oSr. marqoez de Paran, presidente do Iribu-
oal do Ihesouro nacional, de 28 de muro prximo
passado, manda fazer publicu que desla data a 30
dias tem de haver concurso para se pree>icber as va-
gas de pralicautes existentes na mesma thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Peroam-
buco I de abril de is.'iii.
No intpediinenlo do oflicial-maior,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria proviucial.em cumprimento da resolucao
da junta da fazenda, manda fazer publico, que no
da "J do curente ai uovamenle a praca para ser
arrematada a quem por menos tizer, a obra do ein-
pcdramenlo preciso no aterro dos Afogados, avalla-
da em .V30JO00 rs.
A jnem.il.nJo ser eila na forma di lei provin-
cial numero 311 de 13 de maio de 18.it.
E para constar se maudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de maio de 18o.O secretario. Antonio 1 cr-
reira da Annunciai;,'io.
O lllm. Sr. contador serviudode inspector da
Ihesuuraria proviucial, em cumpriinenlu da resolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 2*J do crrenle vai iiovamciilc a prara-, para
ser arrmala la a quem por menos fizer,a obra doscon-
ccrlos necessarios no einpedranieuto das reas do
(iiquid .estrada da Victoria;, avahados em i:ll5fl00
reis.
A arteinal-iroo ser feila ua forma da lei proviu-
cial numero 313 de I.) de maio de 1854.
E para constar su maudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesuuraria proviucial de Pernambu-
co 13 rio uiaio de 1856.
O secretaria.
A. I-. d'AiiiincKii.i.i
O lllm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumplimento da reso-
lucao da juntada fazenda, manda fazer publico, que
no dia 7 do cutiente val liovameiile a prara para
ser arrematadas i quem por meuos tizer. as obras dos
reparos ale i|uc precisan! a cadeia e a casa da cma-
ra da eidaale de Olinda, avahadas em 2:6409000
reis.
A arrematar,.! sera feila na forma da lei provin-
cial ii. 343 de t."> de maio de 1854.
E para constar se maudou allixar o preseutu e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria pravincial de Pernam-
buco 13 de maio de 18ti.
O secretario.
A. F. d'Aiiiiunciacau.
O agente Oliveira far leil.io, sem reserva em
proco', das seguinlcs propriedades : nma casa de
sobrado no F'orle do Malos, ra du Costa n. I, com
lll palillo- de frente, em chaos proprius ; urna alila
terrea, com ti") palmos de fenle, quintal e caes no
tundo, na Boa-Vista, ra do Moudei:o n. 01, em
chaos proprius ; uin terreno de marinlia na praca
nova ilo caes ale Apollo |i. 18!* A. eom i."> palmos
ale freute, 7.'i de tundo e mais 7"i de largo pela par-
le ale delras ; e metaile do ptimo sitio na ilba da Pas-
sagem da Magdalena, passaudo a ponte grande e
pcrlo da estrada,' o qual tem bella cara, Rntala,
un viveiro, lia'lautes cnqueiros e muitos millos ar-
voredos frutiferos ; e assiin mais alguns eseravus p.--
(as de ambos os sexos : segunda-feira, Iti alo crren-
le, as lll lioras da mauliAa, no seu cscriptorio, ra
ala cadeia do Recife.
O agente Oliveira tem de levar iiovamnnle a
prisa, em presentado lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
e do seu esruvio, as lazcndas e armaajo da luja do
finado Joso lanacio Ferreira da Silva, s'ila na ra do
(Jueimado n. 43, servindo de base o preco utlerecido
no leilao de I i do corrente : sahliado, 17 do corren-
te ao ineio dia em ponto, na indicada leja.
O agente Borja far
leilao, em seu arma-
zem, ua ra do Colle-
gio n. 15, de un gran-
de e vanado sortimeu-
tn de obras de niarci-
neria novas e usadas,
de dillrentrs qoalida-
des. como bem: mobi-
lias completas He Jacaranda e ale amarello, varios
pianos Doto) c em bom uso, secretarias, goarda-roo-
pas, commodas, sofs, canslos, mesas redondas,
cadeiras, marquezas e outras muilas obras avulsas,
varios objerlos de ouro e prata. relu^ios .de algibeira
e de parale e cima de mesa, ricos vasos c enfeites
de porcelana para sala, diversos candelabros e lao-
ternas de vidro. candeeiros fraucezes e iu^lczes ale
dilTerenles modelos, laucas linas e vidros para aar-
via;ode mesa, qaiinqiiilharias c mais objeclus, etc.,
os quaes se acharan patente no mesmo aruiizcm,
e se entregarlo a quem manir preco oflerecer, as-
si m como lamliem irlo a leilao 2 Ocravos pardos,
moajos, proprios para lodo o servico. e urna escrava
prcia de tionila 'mura, mora, oplim i co/.iuhcira,
ensommadeira. etc., sem achaques de qualidade
alguma : quarla-feira 21 do corrento, as II horas
da mauhaa.
\
w*>;
CONTINUADO.
IIOE, >abbado 17 di
iiaio, s i O horas da ma-
l haa, coirrinuaro agente
Roberts o leilao dos sal-
vados do ?apor Mrquez
de Olinda- no armazeiii
do tSr. Aranje, enes de
Apolio.
Joaquim Pinheiro Jacome em resposla ao pro-, ___(latilica-sc Fcnerns-im.Mile niipm
slo que (ez Joao Ozorio de Castro Maciel Monteiro ''"""-B S(, ;c iciosaincull. a (|uem
levar na rita do Lollcrrio ti. 15,
i sua coinpanliia Luiza da
*
>tclatacoi&.
Chatada.
Desde o mea comeado iufausto
I- 01 a' cousa boa oppoila ;
De ludo que tem tal nome
(ieralmenlo uiuguem gosla.
Fui a r.ieanh a de um (irego,
Por arte jamis desfeito,
As avessas assim faz ,
Ouera sabio quer ser [erfeilo.
Se das laudas da gramiuatica,
I mj de cor te licu.
N'clla me veras mostrando
Este lugar oude eslou.
Nos exereitos de Pirro
Fielmente militei,
E depois de Tarenfinos,
t'.om prudencia guverue.
Vonccito.
Esle nome. que por parles
Taikla graudeza encerra.
Ja a facanha d'um (jrego,
Ja um grande bure oa guerra
O seu lodo 6 exprime
Um enle do pn sabido,
Semelhante em cor e forma
Ao mendigo desvalido.
Tem a figura humana.
Ouasi na guela llie cresceiu
Cabellos que com o pincel
De certa ave se parcein.
UMA LAGRIM 4
t>ohi'<- o Iiiiiuilo ilo lllm Sr leucn-
e Fia ii (i-cu rigueira lsi Silva.
ufrcreeldn ji> amiguis, teueutc coronrl ,liut
Citrdeil'O Falcan- msosi'o Mii um!
Clan liii Bezerru Ah !o tmulo......o tmulo.............
nau.sahem de sen seio paciheo senao
lerna* audades a doces recordacOes.
'i o ./un.//oi y.)
Mais urna vida preciosa se sumi da grande scena
desle mundo, mais um triumplio alcanzado pela
terrivel parca !,.,.
Morreu o nosso migo Francisco Fizuira da
Silva....
O pai de familia honrado, o amigo dedicado, o
patriota eximio ja nao existe !....
E hojeo que oos cabe a mis, que tanto conde-
camos o esse protoupo de virtudes t a n< que
presenciamos urna familia virtuosa perder o seu
ehefe quando talvez mais precisasse delle quaudo
seos dous innocentes'lilhinhos nlhavain-no como
sorriso nos labios como leu verdadeiro protector ?..,
lagrimas... que na phrase de cerlo escriptor. sao a
liaguagem muda da dor.....
Reguemos pois com ellas a seu Inmolo, a aleixe-
mos que a sua alma, como todas as almas justas,
descanse na bemavenluranea eterna. Assim eja.
Al. II.
mmeri0.~
i'RACA DO RECIFE 10 l)E M VIO \S3
HORAS DATARDE.
.. .. Cotatfics offlciacs.
Cambiu sobre Londres37 d. 60 div. a p.azn.
freierico llobUliard, presidenle.
P. tiorges, secretario.
CAMBIOS,
seore Londres, 2i d. por ls
Pars, 355 rs. por f.
c Lisboa. 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Accfies do Banco, 35 0|0 de premio.
Aecet da rompanhia de Beberibe.
Acces da companbia Peroambocana
Utjlidade Publica, 30 por cen,, de premio.
Indemnisadora.sem vendas.
Diseonla de lettris, de 10 a 12 por Ot.n
Ouro.Onras hesptnholas. -jm ,
Moedas de 6MK) velhas .
69100 nnvas ..'.'.
41(000. .
Prala.Palaces brasileiro*. ....'.
Pesos columnarios,
mexicanos. .
1*000
ao par
28)500
1I5O00
lli-OOO
ll^KM
30011
5000
108(0
ALKANDECA.
Readimeniodoilia 1 a 1', ,
Id** de dia 16......
244:170*878
14:.VHj182
58:0759060
Correio era!.
A mala qae tem de conduzir o biale brasileiro
Castrn i oui destino 4 provincia da Babia, fecba-se
hoje .17 ao meie dia.
DIRECTORA (iERAI. DE I.N5TRICCAO PU-
BLICA.
Pela respectiva secretaria se faz constar a quem in-
teresar, que por portaiia do Exm. Sr. couselheiro
presidente da proviucia de 10 do correle, communi-
cada a dirceloria na data de hoje .11 faii removido
da cadeira de Caluob para a de Baun-Jardim o pro-
fessor publico de instruccao primaria Jos Fclisher-
to da Costa tiama ; e por isto continua o aunnncio
para o concurso as cadeiras vagas, incluindo aquella
de Cabroba, pela remoldo do dito professor. E tiara
constar se manriou publicar o presente. Secretaria
da directora geral 14 de maio de 1850 O secreta-
rio, Francisco Pereira Freir.
A cmara municipal do Recife arremata o- ma-
ten i. velbiK, provenienles da deuiolirao da casa
meia-agua, sita na ra do Caes, projeclado au norte
da ponte vclha alo Recife, desappropnada m culada.
Antonio Jos de Magalbaes Bastos, encarregando-se
quem os arrematar da referida demolieao : os pre-
tendenles dirijam-se por pelillo a mesma cmara,
ollereceudo o pre^o por que Ibes couvier arrematar.
Secretaria da cmara municipal alo Recife 8 de mam
de 1806.O secretario, Manoel Ferreira Accioli.
VtmZ matlntos.
AGENCIA DE LEILO'ES.
Na ra da Madre de Dos n. J, de Vieira da
Silva.
No alia terra-feira, -O alo concille, as 10 lloras da
manlna, serao arrematados muitos c diversos rticos
de uso e comiiioalo ; llavero.i mis ricos pianos, bous
charutos da Babia, e muitos rticos ale mobilia, o
que ludo estar patente, e ser vendido a contento
dos tregeles.
Dominios Alves Milheus fara leilao, por iuler-
venc^o do agente Vieira da Silva, de urna partida
de queijos II uiieuius, viudos ale llaniliurgo no navio
iiDorolhcaii, em lotes a vontade do comprador: se-
i3unda-feira I!l do corrente, no armazem do Sr. A-
iles, delronle da all'andega.
$ftrt$0 SiDero.
Maraiihao e
Para.
O palliabole l-INO
PAQUETE, capilao. Jos
PinloNuiius, sejjtte "com
. I)i cMiliiilr aos pot/tos liT-
dicados, falla-llic tim ter-
co lo seu carreamciito, para o qual
tiata-se com o consignatario Antonio de
Almeida (ornes, na ra do'Trapiclic n.
I (i, segundo andar.
para Lisboa
sahira com loda a brevidade o palacho porluguez
Brilhanlen, capitao Antonio Braz Pereira-, para
carga trala-se com o mesmo capil.lo, ou com o con-
signatario Domingos Jos Fctreira (uimanles, na
ra alo Oiicimado n. 35.
Para o Rio de Janeiro
0 veleiro e bem conhecido patacho nacional A-
mazOBas, pretende seguir com muita brevidade por
ter deas terjos de seu carregamenlo promplo ; para
o resto da carga e escravo a fretc, para o que tem
exccllcnles eoir.modos, Irata-se rom o seu consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz
a. i.
Para o Aracatx segu em poneos dias o bem
cotilleado Multe Capibariben pira o resto da car-
ga c passageiros : Irata-se na ra do Vigario o. 5.
Para a tallia,
pretende sabir com muita brevidade a velcira e bem
conhcriala sumaca nacional llorleBCia, por ter j
mais ale meia carga a bordo ; para o resto Irata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira A-
zevedo. ra da Cruz n. |,
ftd
ara o Porto
segu com loda I brevialade o brigue nacional iS.
Jote* ; para o res lo ala carga am pas'ageiros, trata-
se com m consignatarios Francisco Alves da Cunli.i
i\ Companbia, ra do Vigario n. II.
S. MIGUEL E GRACIOSA.
O veleirn e bem construido palacho porlusnez
at Liberdad segeini em poneos dias para as ilhas
ile S. Miguel e liracios.i, recebe Mmenle passageiros,
os quaes onecer* excellentei commodos : Irata-se
uoescriplorhi at Rallar A
do Recite n. 1,
MEZ
Mara uno.
O livro do raez Marianno au;;ineiitado de varias
oratjoes, nico usado pelos devotos da PENIIA:
vende-se sraente na livraria ns. 6 e 8, da praga
da Independencia, a dez lusloes.
JPreca-IC de urna ama para o ser-
viro interno de urna casa de pouc.i fami-
lia, agradando paga-se lieni : na rita
Bella n. o.
A ahaixo assignada, Icndo eslaheleci leaio deodiicaa;ao para o saxo femenino, na rasa de
sua residencia, na prai;a da Boa-Vista, sobrado 0.
33, sesundo ailar, avisa aos senhores pas de fami-
lias que queiram recolhcr suas Dinas em dito esta-
lielccimciito, onde en-inar-se-ha as materias tenden-
tes instruccao primaria e secundaria, como lam-
bem arle, francez, msica, desenlio, ilau.a. etc.;
assim como avisa aos pais de suas alumnas, que sua
aula existe aberta desde o 1.- de abril prximo pas-
sado, o que nao fez ante por causa da epidemia rci-
nanle. Oa estatutos dosle eslabelecimenlo sern
publicados com a maior brevidade que possivcl f.ir
a ahaixo assignada.
Thereza Goilhermiua ale Carvalho.
I'recisa-sc a lugar urna casa esparosa
sem se escollier ra ou bairro, para um
magistrado que esta' a' cliegar a' esla
cidade. e que dtseja occupui' toda a casa
sem outros inoraalores: quem a liver e
issim a quizer alugar, procure a casa n.
2,no pateo damalri/. de Santo Antonio,
que encontrara' com quem tratar.
:Da'-se ate 12|000 rs. por me/., a
lima ama de leite, forra ou captiva, que
tenha bom e bastante, u sem lillto : na
na do Kangel n, 18, ott aterro da Boa-
Vista n. 8, loja de bilhetet.
;''i:''5-ri.<*,5;-*,j."'--^.'*v ;"'- '- -;- er\/Bk
...--..;.,.-'.;.-..,'... ..",--...- -..: ...'...-...-...-...v..^-.,
O AiTHENE pernambucano. .;-
Sjabliado, 17 do crtente me/., ^3
liavyra' sessao extraordinaria, na .]':
casa'-s^liiavisoriamefilc destinada S
para es t
i
o
I
es
cretario
vedo.
Iiiii.O primeiro se-
J. I. Alvares de A/e-
' a\ l)liveira,iu ra ala t;
--Vende-fe a barca americana a< S
tltlield, de 166 lonelaJas america
forrada e prenda de cobre novo, icn
os maslms, vellas, cabo*, currante! /an-
r2>l.^.'....'. .".."-'''-''''.'-'"--'-''-."-
Precisa-si de Orna ama prala ou parala, forra
nu captiva, pai a o servico de min rasa de pequea
familia, i|iie en-omine alguma cousa, c saiba riun-
prar ; prefere- e preta : na roa do Sol, confronte ao
porlo das eaooi sobrado n. -J:i, primeiro andar.
O Dr. Aljniquerque avisa ao respeilavel publi-
co ilesta ca|iitalf, e especialmente aos pobres que qui-
zerem ulilisar-sje do seu presumo, ipie acha-sere>i-
dindo na Suledjid.'. sobrado do cammlio novo, onde
poda ser procurado a qualquer hora.
Ouem anJiunciou vender una casa no bairro ala
Boa-Villa, <1irilja-se a ra da Cadeia do Becife 0.25.
Existe epi ajaete uina casa de leipa na ra da
Atnizade, na Serra ; se al-sunn se liver de oppnr a esta venda,
qneira au'-fnnriir no pra/n He :t das.
Jura o Anl nio Carprnleiro da Silva, nao temi
leinpii/le se ala-pedu dos seis amigos e pessoas a
tpia/fn be obrigado, o faz pelo presente" pedindo ales-
pa de mo ir pessoiiluienle, e nll'crcceo sen pies-
no na eidaale .le Lisboa.
l'rccisa-se alo orna ama pela, forra ou captiva,
para o servalo interno e externo de uina casa de pou-
ra familia : a tratar ua ra de Hurtas n. i, segundo
andar.
Amanilla nloiningo) em dianle. haveni carne
ale boi e de rarreiro, tudo da primeira qualidade, e
por preco milito cnminodo: iltfroiileda cadeia velha
oude esleve a gjarda da mesma.
te
no Diario de Pernambucua n. lili de 15 do corren-
te, relativamente a POaM do respondenlj no terreno
ale marinha n. I8!l A da roa da Senzala Velha, hoje
prafa nova do caes de Apollo, o islo em conseqoen-
i ii da Irai.slerenea que compelentemtulc delle fez-
llie Joaquim Jos Moreira em 30 de outubro de 1K5J
por escriptura celebrada as nulas do labelliao Luiz
da Cusa Portocarreiro, e que o respouJeute fez an-
noaelar a venda por intermedio do correlor Oliveira
no leilao que tem de fazer no dia I!) do corrente pe-
las 10 horas da manhila ; declara que o le reno ale
marinha silo na ra da Senzala Velha n. IK'.) ala pos
se alo dito Sr. Ozorio nilo he o mesmo n. IS'J A da
posee do respoiidcnle, c que esse senlior labora em
erro ; parque o terreno cuja pose he anuunciada a
venda, e que pcrlence ao respondenle, he o constan-
te da pca.-ao e despacho abano copiados.cuja peinan
a mais ttulos do re-pondenle rel.ilivainenle an lr-
reuoaiiiiunciadosei.ii apresenladus ao mesmo Sr.
Ozorio, e prelendenles pelo dito correlor no da an-
liuuciail.i para a venda.
Joaquim Jos Moreira, lelo oblido por aforamou-
lo perpetuo o terreno llagado de marinha n. ls;i A
silo ua ra da Senzala Velha do bairro deS. Fr. Pe-
dro (joncalves desla cidade em (rente do terreno de
marinha o. ISO do qoe se arha de posse Joao Ozorio
de Castro Maciel Monleiro ; c citmu o supplicanle
loaba aterrado o mencionado alagado em estado de
nelle ediliear-se, o supplicanle respetosamente roga
a V. Exc. diane-se couceder-lbe oilireilo de Iraspas-
sar a posse do dito terreno, como consta dti titulo
junto que Ihe fui daalo pola thesouraria de fazenda
geral, por 1:0009, a Joaquim Pinheiro Jacome, li-
i-au lo este obrigado aos rros, lamlemiu c mais des-
pezas. Portanto, etc. ele.
Despacho. InformeO inspector da thesouraria
da i,i/en l.i.
Palacio do coverno da provincia de Peruainbuco 7
de outubro ale IK.'i.Fisueiredo.
Despacho n. 449.Sim, paaus os ilireilos uacio-
naes. Palacio do governo de Peruambuco -JO de ou-
lubro ale 1851.Figucircdn.
(iralilica-se com KRIsOOO a quem pegar o es-
cravo cabra, ale nome Paulo, fgido no dia 1.-de
maio do correnle anuo, leudo os signaes segoinles :
alio, grosso do eorpo, sem barba, picailo alas bexigas,
com um la.bu junto ao nariz no lado direito ; levou
bastante roupa, senda cairas de luint, um palito de
alpaca prela etc. e l.urzeguins : julga-se ler ido pa-
ra a provincia de Peruambuco, onde lem prenles
no Limoeiro, ou para a Alagoa Nova nesla provin-
cia, pudendo condu/i-lo a esla cidade a seu Sr. Jos
Antonio Pereira Vinagre, ou a Peruambuco a entre-
gar so Sr. Antonio Francisco Pereira cora toja na
roa alo Crespo, l'arahiba do Norle i de maio de
1856.
Joao Josa- ala Costa retirase para a Babia com
sua mulhei Dellina Mana da Conceic.io e dous li-
llios menores levan i., en
Costa : todos libertos.
Rufino Paulo, retira-sc para a Babia com sua
inulber Thomazia Francisca de Paula, e dous lilhos
menores, levando em sua coinpauhia a prela Miqui-
liua Maria da (".onecilo e seu lilho menor Antonio ;
tojos libertos.
(i (loslavo llenrique lilippe, rciira-se para a Ba-
bia com sua mulher Jacinlha e cinco lilhos menores
levando em sua companbia Miquiliua Joaquina de
Amorim e Floriuda Dpmingas e l.abel da Cosa cum
sen lilho Ju. da Cosa menor ; lalos libertos.
Oetcriploriu de liquidaran dos herdeiros de
viuva Costa & lillios. rezide hoje na freguezia de
Santo Antonio desla cidade, na ra Nova, sobrado
n. -2 primeiro andar : os devedores mesma liqui-
dac,lo se dirigirao aquella lugar, a liquidarem
seus dbitos com o liquidalario.
Candida Kosa Maria da Costa tendn-se rclira-
alo no vapor Pedro II para a cidade de Lisboa, alim
de lita all sua resialeucia, nao leudo lempo de
cun.prir o sagrado de fazer suas despedidas e agra-
aleeer o benigno a cnlbiinenlo e preval de amizade
que receben nesla cidade, das familias, e pessoas
gradas com quem ajante** rclacoes, pelo presente
nimpro eise dever, e ollerece seus tenues serviros o
dedicacao naquella cidade para aisim lestemunbar
o seu reconhecimeuto.
A pessoaque annonciou no Diario n. lli a ven-
da ale ama morada alo casa no bairro ala Boa-Visla
i|iierendn-a negociar ; dirija-sc ao armazem do sal
da mesma que achara com quem tratar.
Joaquim Jos Dias Pereira. c Jos Joaquim
lioncalves da Silva, tazem publico pelo presente,
que no dia 6 de Janeiro prximo passado dissnlvc-
ram amigavehnentca sociedadc que liuliam na ven-
da n. S do alerro ala Boa-Visla, que girava soba lir-
ma de Pereira & Silva, ficando a liqaidacltodo ac-
livo c pas.ivo da mesma firma a cargo do socio Jos
Joaquim (.onr.ilves da Silva. Ilecifo 15 de maio
de 1656.Joaquim loso Dias Pereira, Jos Joa-
quina lionralves da Silva.
Jos Joaquim GoBcalvn da Silva declara pe-
lo presente que, na qualidade ale Isocio liquidalario
da cxtincla Orina de Pereira & Silva.julga uada de-
ver de suas transacra'ies suciacs. mas se al-
guein se julgar credorda mesma cxtincla firma, ba-
jan, ao .iprescnar suas coaitas u ur'o ile dtz dias a
contar desla data ; e convida acedos os devealores
da exlincta Orma social, .- satisfnzer seus dbitos
com a possivel brevidade : no aterro da Boa-Vis-
la n. S. Keofa 15 de maio alo 1856.Jos Joa-
quim Uongalvesda Silva.
0 abati asignado faz scienle, que de hoje
em diante, assigna-se por Jos llouorato de Mcalci-
ros.
Jos Honorato de Mello.
O Sr. Joan Augusto Bandeira de Mello, a no-
gocio de sen Darlisular ialeresw, dirija-so a ra da
Cruz u. 7 primeiro andar.
Roga-se ao Sr. acaal-mico Bernardo Antonio
de Moura.qne fai;a o favor de ir a pulan.i do paleo
da Santa Couz ti. ti a negocio de seu interesse.
Prccisa-sc alugar um preto iivre on captivo
para o servico eilcrnai o interno aje urna casa : na
ra da Gloria u. 87, segundo andar.
Francisco Jos Regalo Braga, nao podendo
pessoalmeule dwpedir-te de algum de seus amigos,
faz por este meio. e Ibes nirerece seu prestini)' na
capital de Lisboa para onde segu nu vapor porlu-
guez ii D. Pedro II. n
Roga-se a pessoa que achou um saque de.......
1069000, rs. contra o Sr. Manoel Concalves da Sil-
va, a favor de Antonia Joso da Silva do Brasil, qoe
tenha a bonda.de de mandar entregar no aroiazem
n. Jl na travesea da Madro de Otos, que muito
Ihc agradecer.
Joao Jos Ribeiro. lilho ale Jos Zacaras Ri-
beiro, por (er encontrado ueste jornal um nome
igual ao seu, e para evitar qualquer duvida que pos-
as apparecer, faz tjente ao publico que de hoje em
dianle se atsignaru' por Joao Jos Ribeirn de Moi.ies.
A pessoa queannunciouveiiiltr urna casa ter-
rea na Boa Vista, dirija-so a ra do Rosario do mes-
mo bairro n. 41, que achara' cum quem Iralar.
Jos Antonio dos Santos retira-so para Por-
tugal a tratar de sua saude.
(aera annunciou precisar de -00? a juros com
segoraoea em um escrava pedreira : procure na ra
da Praia serrara n. 55, que se dir quem fax este
negocio.
0 lllm. Sr. tliesotireiro manda a-
aer publico, que se achair. a' venda na
thesouraria das loteras, ra da Aurora,
casa ii. 2(i, das 9 a's lloras da, tarde, os
bilhetes, meios e (piarlos da primeira
parte da primeira lotera concedida ao
Senlior ISoin Jesit3 das Dor -s na greja de
S- Goncalo, cujas rodas andan imprete-
rivelmenle no dia 20 do correnle me/.,
as Se meia lioras di maulia, nosalao
do convento de Nona Senliora do Ca nio :
outrosim, cine as lisias serao distribuidas
gratis aos compradoiesdebillii-lcs no pri-
meiro dia titilas (i lioras da manliaa, e
pie no da -2~> principiar&o os pagamen-
tos da referida lotera das 10 horas do dia
a'sSda tarde, na ra'da Atuoia n. 2(i.
Thesouraria das loteras 10 de maio de
IS.ili. escrivao, Aiitonio Jos Duarle-
Fngio na lerra-fcira, 1:1 do correnle, da obra
qoe se est razando na ra da Cadeia junio ao arcu
de Santo Antonio, um prclo por nome Miguel, lia-
ran Angola, idade :10 anuos, pouco mais ou menos,
roiii ns aguaos seguinlcs : estatura regular, pouca
barba, rosto picado de nexigef, gagueja alguma cou-
sa apiaudn lem susto levuu cala;a de algodao da Ba-
bia, camisa de algodao azul do lislras, grosse, e cha-
peo de baetl cor de cafo i rogase as autoridades de
policia que delle liver noticia, oa a qualquer pessoa,
le o apprel.....le e eoliduzi-lo a ra da Con-
i casa de Jo-e Antonio de -Magalbaes Baslo,
que elle (ralialhava. que serao bem
ii. 10, arma-
zem, tuna ama de leite cidc tenha lioas
qualidades.
Ferrag-cns, miudezas e
mol hados.
O ahaixo assifnado la/, publico, pie a-
hrio novo estabekciineiilode motilados,
miudezase ferragen, na Laga do Barro,
casa da esquina de 5 portas de lenle, no
qual as pessoas pie neceisitarem com-
prar serao mui bem servidas c a preros
commodos. A bondade dos objectos a'
venda, o preco e a boa-fe, nada dei\arao
a desejar as pessoaj que o qui/.erem
honrar com sua regtr./.ia. Cidade da
Victoria 17 de maio de ISli..Manoel
Antonio Goncalvesde Lima.
LOTERA da proyingia.
Aos 4:000.-. 2000- e I OOOsOOO rs.
Corre indubitavelmenln terca-leira
20 de maio.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeilavel publico pie eslao a
venda bilhetes, mcios e (piarlos, da pri-
meira parte da primeira lotera concedi-
da ao Sr. Bom-Jesus das Dores, da gre-
ja de S. Goncalo, as tojas ja' coulieci-
das, os quaes nao solliem o disconto de S
por cesto do imposto geral sobre os tres
priniciros premios grandes cima men-
cionados, por eslarem com sua rubrica.
BdJieles. i.sSIKI i:l)00.<.000
Meios. 2j*00 2:0(10,s00
Ouartos. I $300 1:000.^000
Peruambuco l(i de maio de 185 Salustiano de A(|uino Ferreira.
Joaquim Lobato Ferreira por rallccimcnlo de
sua primeira mulher prncedeu a inventara de seas
bens, c parlilhaiido-us entre elle e os de mais lier-
deiros, dividir n terreno de marinha n. 307, que
ohtivera por titulo de al'.u .ini-nt.i perpetuo, sito por
detras da ra da Concordia ala freguezia de S. Josc,
na ra Nova do caes projeclado, a beira do rio Ca-
pibarihe ; em conscqucucia viera a caber ao annun-
ciante o terreno do mesmo numero com a serie
Aconlendn KiN palmos de frente Itil bracas e
S palmse meio de fundo, confinando ao norte
com parle dos terrenos ns. 101, e 101 A, ao sul com
terreno destinado para a travesa projectada da ra
Augusta ao rio Capibarihe, a leste com o terreno n.
:U7 B. concedido ao heraleiro Manuel de Almeida
Lopes, ao este com o rio Capibaribc, como tudu
consta do termo de medicao, demarcacao, avalia-
iio e Ululo datado de JS "de fevereiro "de 1854, re-
gistrado no respectivo hvro ala Ibesourara de fazen-
da.cujos furos se acham pagusjal o presente,e releva
notar, que alem das hemfoitorias pelo aununriante
leitasem dito terreno, edilicou nelle varias casas
uo quarteirao a margem do rio, que coutem tiOO
palmos de ondo e itifS de frente, cujo quarteirao e
casas vendeu ajse Concalves Curado a 4 de e-
lemhro de 1Y>, labelliao Almeida, e lulo o mais do
terreno, que Ihe foi cencedido ; e porque alguem
pretenda requerer ao governo este resto, a pretexto
dse adiar dtvoluto, a exemplo deoulros, em que
fora callada a verdade, faz o presente annuncio
nao s para advertencia deste Sr. prctcndenlc, ins-
pector da thesouraria, c engeuheirocurdeador, como
em guarda de seu direito, que alcsdc ja protesta,
e declara, que neslc sentido (em requerido ao go-
verno. Recife 15 de maio do 1856.
ItMUililM
rugirn do cugeuho San-Joan, da Iba c.?
9 'le llamarac, uo dia I i de abril alo correnle {i}
r.s anuo, ires escravos com os signaos seguales : $}
sT* t.aciano, crioulo e ine-tre de assucar, lem :lll 5s
i$ aniius ale idade, roslo uin pouco lirado e al- *}
guma cousa carnudo, olhos ordinarios e si- ;
Ululados, barba pouteira, lodos os denles in- ;;
cisores, estatura mediana, carpo cbeo. per- jj
^ as grossas, pea proporcionados, cor fula, o @
59 dedo mnimo de urna das maos aleijadoe tor- ^
ceudo para cima do vizinho, e falla desasa- vij)
tt barajada.
;) tioncalo, rrioul, serrador, apellidado (a-
jj rapao, por ler sido de nm sitio deste nome,
3 no llrejo da Madre de Dos, tem 33 anuos
ti 'le idade, estatura alta, oorpoebejo, roslo um
pouco lirado, fallo de denles na frente, suis-
JS sas ralas, ciir bastante negra ; lie um pouco
$f /arolbo, c lem careros a-arnosos nos pcilos e
jj lias costas, pernas apalhetadaa, ps chelos de _
5 lucho., falla grossa o por allectarao como a ag.
1S de Africana. i
9 l.uiz, criouloo, e apelidado entre os par- -9
I cciros por Macota, tem t) anoos de idade, 9
* estatura menos que ordinaria, roslo redon-
do e sem barba, denles da frente perfeiios, <3>
** olhos ordinarios, corpo cheio, ps rurlos c "
largos, falla grossa imitando a de Africano, s
*t ccr negra. Foi rada um armado de um ba- }|
camarte, e he muilo presumivel que estejam
W juntos, porque dous dos fgidos nrrombaram @
W a prisao em que eslava o lercciro. sem du- OS
vida por combinacao : roga-se. portanto, s
autoridades polciaes, capilaes de campo ou <&
Si qualquer pessoa que possa capturar os inen-
^ donados escravos, levarem-nos a seu senlior ;-
30 ahaixo assignado, uo cugeuho San-Jtiilo, que %
& recompensara generosHiiienle ludo o traba-
} lito de quem os prender. %
dj) l'ranci/co Honorio llezerra de Maust* @
# Sao-Joto l de maio de i.S5ti.
I'recisa-se de urna ama de leite, torra nu cap-
tiva e sem lilho. que lenba bain e bastante leite :
a tratar no armu/.ein du ra da Cruz til.
I
m
se

3
Retratos.
O abaixo assignado tendo transiendo
sua oflicina do lstabelecimento IMioto-
graphico para a ra Nova n. 21, nova-
mente avisa ao respeilavel publico e aos
seus amigo* efreguezes, ijue tendo con-
cluido a galera de vidro acha-se presen-
temente habilitado a tirar retratos com
toda per'eirfio, e do publico, e sua concurrencia p&ra'vi-
/.itareniMiii exposicao, queprovisora ip -
te contina no antigo local, oiidenzjjdJi-o
dirirpr-se para apreciar o^^^Trabalho,
e no caso que queiram ,CIV 0 retrato na ,il1 alcancoitos pnmeuos premios nasex-
posi;0es de Londres e l'aris, tornando-se
desnei:essaiio recommenda-lo aos senho-
res quesabem apreciar urna boa pitada.
__ l.ava-se e engomma-se por preco commodo :
no paleo do Hospital n. l'^ftu
Kurtaiam do armazaBl di rus do Amorim n.
Atso.
He abogado a este mercado o rape Prin-
cezari que continuara' a ser vendido a re-
C.a'iio nicamente na loja n. 51, da ra
du Cadeia, de Joao da Cunha Magalhes-
A fabrica de Lisboa tem resoWido fazer a
n:duccao de 800 rs, em cada libra, epor
is o custo sera' de 2,?400 rs. que nao se-
i-i. alterado em dito deposito ; os direc-
tfj^jsalVmesma promettem empregar di-
).:igencias>iTrCa que o deposito esteja sem-
pre supprido lubrica he o melbor da Luropa, e como
mesma exposicao acha.se constantemente
urna pessoa habilita para tomar os no-
mese dar um ca rtao miU.cando as horas
pie as pessoas rjevem comparecer, para!
com preferen ,.a s,.rcm servidas sem n-
terrupcSo aos, seus afazeies. Gatera
Photographica M de ma0 jc is5(i.
Augusto Stahl.
is Santos avisa a quem convier,
_ espirito) nscionaes em suas ta-
bernas da na Je*iTol.iar|0 n. iG) e ra do Caldeireiro
-^-Domingos A. tviji; Matheus [mudou
seu escriptorio para a rua de Apollo, ca-
sa n. 17), tpie iica em vljente d capelli-
nha da Santa Cruz, no ai -itigo porto das
canoas.
Jos Vieira d
que deixa de vendei
Piecisa-se fallar com o Sr. .Manuel Ignacio de
Avilla : na loja da rua do (laciniado n, 10.
No paleo do Terio n. IS segundo andar se di-
r' quem da' dinheiro a juros sobre peuhores a
'Un- por cento.
MATRIZ 012 SAMO ANTONIO.
Tendo de se fazer. a beiu.-ao alo glorioso San Sebas-
tian cm o dia IS do correnle pelas nove lioras da ma-
uhaa, vem pelo prsenle esla mesa pealir aos encar-
regados das igrejas desla cidade, para que deem suas
orden- para dar um repique an signal de fogo do ar,
que ser o aviso desle acto. t) escrivao, Jos Es-
toves \ ..iiiii.i.
I'recisa-sc de urna lavadora ale barrellai: na
rua da Cadeia de Saiito Antonio u. I i, primeiro an-
dar.
SOCIEDVDE E)I CO MWITV.
Fabrica de Oar e leca algodao,
a qual oceupa diariament ,?*ara mais de
200 aprendizes ou obraros * da idade de 10 a I 2 annos para ciiNn.
com preferencia orphaos.
CAPITAL SOCIAL 300-.000.s000.
Socios em nome collcctivo, gerentes ics-
ponsaveis,
OsSrS. :Antonio Marques de Amo-
rim.
Justino Pereira de Farias.
Manoel Alves Guerra.
Pinna social: Amorim, Farias, Guer-
ra & C.
As pessoas assignaoles das primeiras lisias, que
desejanusontribuir a prompla realisacao da fabri-
ca, sao ronvidaalas a nao demorar suas respectivas
assiguaturas. A sociedade anda aalmitte assigna-
turas de KHi-iimi al ."i.a ni'-sioil, alim de generalisar
a ledos as vantauens desla ulil e lucrativa empreza,
e contribuir ao deseuvolviinenlo do espirito da as-
sociaco, nico meio de salvar a aaricullura e de
crear alguns ramos de industria, indispensaveis pa-
ra auxilio e augmento da defmada e rutineira agri-
cultura.
A I icilid.ule das entradas, que nunca serao de
mais de :'n por cenlo do capital subscripie, perraitle
a lodas as pessoas que poderem dispor de urna eco-
noma de 59000 por atea, entrar como socios de
1009000.
Sendo as entradas de 10 por cento e os pagamen-
tos e-p.iradi de pouco mais ou menos '2 mezes.
Serao precisos IS a :0 meze para o inleiru paga-
mento de cada subsrrpcao.
Os senhores de enscuho, plantadores de algodao
ou ontras pessoas, que rezidem fora da capital, que
quizerem entrar nesla til sociedade, poderao diri-
zir suas carias de pedidos, a qualquer desles socios
arenles, ou ao socio de industria I-'- M. Duprat,
que lem em sen peder o livro das subscripces, e d
a lodos as informacries que possain desejar sobre as
\anl.ucns que resoltars da fabrica.
Elles declararao os seus nomes por extenso, domi-
cilio e nome do correspondente nesla capital, cn-
carregaalo de effecluar o p.igameiilo das entradas das
preslaaaics quaudu furein reclamadas.
Dentro de poneos dias sera feo pelos socios ge-
rentes o annuncio, convidando os subscriptores a
ollcctuar o pagamento da primeira entrada, que se-
ra de 10 por cenlo alo capital subscripto ; os reci-
bos serao passados por qualquer dos tres socios, com
a lirma social Amorim, Parlas, Guerra & C. Na
mesma occasiao sera entregue a cada um dos socios
urna copia impressa da escriptura da sociedade, re-
vestida das assicnaliiras perticularai, aloe socios ne-
renles e socio da industria, para recoribecimenio
.da Jimia social, os 'I renles responsaveis assigna-
r.lo as mesrnas copias.
/'. .1/. Duprat.
l'ernambuco 0 de maio de 1S56.
Abacaxis.
Acha-se na conl'eitaria da rua da Cruz
n. 17, urna poYcaode anana/es abac'\is,
(igualmente tima grande porcao de doce
de todas as qualidades, tudo por preco
mais barato do que em outra qualquer
parte.
Previne-se a quem interessar que|
nao fara negocio algum cornos que se dizem procu-
radores do ausente Sr. Antonio Joaquim de Seuza
Ribeiro sobre os escravos Antonia, parda,.le 7 annos
de idade, e Sabino, pardo, de I anuos, lilhos da es-
crava liberta licnedicla, perteucentes ao casal da fi-
nada l). Anglica Joaquina dos Alijos, do cojos bens
foi inveniariante o mesmo Sr. Itibeiro, visto adiar-
se pendente por appc.larao no Tribunal da Relcelo
o respectivo inventario por nullidades iiisanaveis que
houve ua partidla ; c o mesmo se previne compe-
tente anl..i i.le.de policial, pera que au Ihes cuuceda
passaporle para cmliarcaretn os ditos escravos, que
eslao em litigio. "
Precisa-se de olhciaes re sapalciro : ua tenda
da rua da Cruz u. 35.
I'recisa-se de i ofiiciaes de cbaruleiro : na rua
lliieila n. II, iii. -ti c andar.
Mauoel Antonio, porluguez, retirase para Por-
tugal.
l-'elix l-'erreira de l.ima, proprietario da casa
terrea n. 13 na rua dos Pires, faz scienle a inquilina
da referida casa, queso a elle deve pasar osalugueis
e nao a pessoa que di/, ler arrematado, como pro-
priedade dos orphaos. ,
50, um barril enm inanleaa rOgleza n. 35 com a
marca B A- I. e peso riscado, sabe-se onde elle esl,
e para evitar queildes haja de o mandar entregar no
mesmo armazem, que se pagar todas as despezas
que liverem feilo.
__Acha-se desde o 1.do corrente extinclaa so-
ciedade qoe gvrava sob a firma de Silva Quintarais
& Bastos, na loja da rua do Livranftnlo n. 18; con-
tinuando na mesma casa como administrador o Sr.
Bento Carvalho Bastos. A mesma exlincta Orma jul-
ga nada djver, mas se algoem se julgar seu credor
aprsenle suas conlas ao abaixo assignado no prszo
de S das para seren pagas. Recife 14 de maio de
1856.Jos Das, da Silva (iuimaraes.
COMPANHIla DE BEBERIBE.
O Sr. director da Companbia de Be-
beribe convoca os ymhi^ a^.3sts** -
para se reunirem enJassembh ^ eral, n0
id:i ?W|iiiii invj"nf> rsrriptr aTtiT^istrit
ma companbia, rua Nova n. 7, para de-
crelar-se o 10- dividendo, e proceder-se a
eleirao daadmi 'racao, na forma do
do art. 19 ectivos estatutos-
I
Recife 17, de maio 356. O secreta-
rio, Luiz da Costa Portocarreiro.
f A II01HE0PAT11IA E 0
| CHOLERA.
r nico Iratamento preservativo e
jg curativo do cholera-morbus,
& PELO I" ti 1 (lli
^SabinoOlegarioLudgero Pinho.
Segunda edicrao.
ajar A benevolencia com que foi acolhida pe-
(A 'o publico a primeira diccSo deste opns-
7 culo, escotada no curto espado de dous me-
^ tes nos iuduzio a reimpressao*
Cusi de cada exemplar......19000
Carteiras comple(as-pa>a o Irala-
Sk ment do cholera e de muilas on
tras molestias, a..........309000
Meias carteiras..........168000
(A Os medicamentos sto os melhores possiveis.
Consultorio central Im -eopathiro, roa
deSauto Amaro (fdundo-Nuvo) n. 6.
C. STARR &C,
respeilosamenleannunciam que no seu extenso es-
tabclecimenlo em Santo Amaro,conliiiuam afabricar
com a maior perfeicao e promptidao, toda a quali-
dade de machiiiismo para o uso da apicultura,
i..iM'-aa;.in e manufactura : e que para maior com-
modo de seus numerosos freguezes e do publicu
em geral, teem alieno em nm dos grandes arrua-
zeus arsenal ale marinha um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlo.
All acharan os compradores um completo sorli-
ineiitii de nioeudaa de canna, com todos os melho-
rameulos (alguns dclles novos e originaos) de que
a experiencia de muitos annos lem mostrado a ne-
cessidade. Machinas de vapor de baixa e alia pres-
silo, taixas de todo tamaoho, tanto batidas como
fundidas, carros de 111.I11 e ditos para conduzir for-
mas de asiiu-ar. machinas para moer mandioca,
prensas para dilo, tornos de reno balido para lari-
i.lia, arados de ferro da mais approvada conslruc-
r.lo, fundos para alambiques, crivos e portas para
1 nm.ilhas. e uina inlinidade de obras de ferro, que
seria enfadouho enumerar. No mesmo deposito
existe urna pessoa iotelligenle e habilitada para
recebor todas as encommendas, etc., etc., que os
aniiunciaiiles contando com a capacidade de suas
oflicinas c machinismo e pericia de seas olciaes,
se compromcltem a fazer execnlar com a maior
presteza, perfeicao, e exacta conformidade com os
modellos ou desenhos, e inlrucces qoe Ihe forem
fornecidas.
m9*m&-z91fti2-9&Bm999
mm E OPIATO AHTH0-
LERICO
0
O abaixo assignado, proprietario da casa ler-
Iieseja-se conlralar os servico de uina cscra- rea n. 13 na rua dos Pires, roga ao Sr. Ihesoureiro
va por b anuos pela qu.mli. de 5lia-s00O r. adianta- Uo patrimonio dos orphaos haja ale declarar por esle
dos, i qual sabe euguminar, coser, rozinhar e lem
boa rouducla : tratase na rua da Cadeia do Kecife
n. 3'.) segundo andar.
A taberna de Girjan ale Cima recebeii novo
sortimento de holarhinlitis linas para cha, lem pao
lodos os dlii assim C01119 lem bom sorlimenlo do
farinha de Irigo para pao o h. I iclunli .-.
Iiajain
cordia
nu a obra em
gratificados.
Aluga-sa a easa tenca da rua alo Aragao n. 10,
pmpiia para qualquer eslabelecimenlo por eslar cm
armazem, c por preco commodo; lamben) se alugam
as casas da rua Keal prximas so Manguinhn de ns.
S e 29, sendo a primeira propria pura paiiaria por
ler granates commodos e fornu milito bem nuislrui-
do, e serventa para amare, ludo por preros muilo
commodos : ,t tratar na mesma rua Keal 'com seu
proprietario Manoel Pereira Teiseira, sobrado n. (i.
O Sr. .Manuel Juaqiiiui ferreira ale Souza pude
procurar uina carta queveio do |{io de Janeiro, na
rua da l'raia de Sonta Rila, armazem 11. 17.
I'escja-c saber se evisle nesla prar-a o Sr. An-
tonio FeliX da Cosa llias. que esleve no Kio de Ja-
neiro algons anuos no commercio, o foi a Portugal,
embarcando para esla em 10 de selcmhio de IS'i
quem soiiber podo informar ua rua da Cadeia do lic-
cife, escriptorio de Manoel da Silva Sanios.
Precisa-sc de urna pessoa que saibi lalim e
trances para entinar a um menino dudante desta
prara (1 legoas, em um enReubo du-se lala prefe-
rencia a uin homem SOlleiro o de idade : quem se
jolear habilitado, dirija-se a roa Imperial defronle
do viveirodo HuniZ, secundo andar, ou no Porte ilo
Mallos, prensa de algodao de Manoel Caetano de
Me.lero*. '
deira
Preetu 1
ua rua
e alugar urna escrava lina eHgommn-
do Coliegio u. 25, primeiro audir.
Nii fabrica de c l;idin
i
francs du aterro da Boa-Vista |recfia-se -le olliruies
le s-ipdlfji 1 para obraa linas, paga-Sfl l>um.
Lotera
dti i. Bom-lestiHtfa8 !>(
es,da igiej d S. UxOn-
9a Uo.
Aoa 4:000.s-, 2 000- e l:O0O.sO0O rs.
O aliaixo assignado U;in resolvido di"
01a om diante vender os seus bilhetes e
<|liarlos com ittn aliatimeuto em seus,
jitcros, conlbrme se v abaivo, ciijoi lii-
IItetes, (litarlos e meios se acliaina venda
mis tojas da prara da Independencia ns.
13. l"i e 10. rua da Praia n. ruado
I,Mmenlo n. o, aterro da Boa-Vistil
ns. S e ii, cuja loleria tem o andamento
desuas rodas no dia lerea-leira 20 do cor-
rente, em o salo do convento de Nossa Se-
nliora do Carmo. Omcsinoal>axoassigna-
do se responsablisa u tiagar |xir inteiro
toda e quakiuer sorte uue porventura ob-
tenham os seus bilhetes vendidos coma
sua rubrica.
liilhetes "'TOO recebe por inteiro 1:000-^0011
Meius 'O400 i:0005MOO
Ouartos 19-200 l:000?u00
Declara mais que paga iuditinctamen-
le loda e qualquer sorte, logo que sahir a
lista geral, em o seu escriptono, na rua
doCollegio n.21, primeiro andar, das
A lioras da manhfia as da larde, dos
dias nleis.Antonio Jos
Son/a Jtinior.
Rod
ng
ues de
Precisa-se ale uina prela cseiava, i|ue saiba
tratar ale meninos e cuidar ala sua ra.upa : (|uem a ti-
ver dirija-te an sobrado 11. S da rua de S. Braneijco,
romo ijucm vai para a rua Helia, pira tratar do
ijusle.
jorual qual seja a easa pertencenle ao dito patrimo-
nio nai|uella rua rom 11. II), alim de evitar duvidas
e incoiuinodos.1'. Iiv Perreira de 1,1111,1.
Desappareeeu do In^ir dos coqueiros no letro
dos Afolados, um cavallo ruco, nu.jrn : quem o
adiar leve ao cortitmc das (anco Poutas it. 13, que
sera gratificado.
Deii iran, na rua do Crespo, loja n. 1(1, urna
rarla para ser entregue au Sr. francisco Serapio
Pereira.
Alaga-te; o lerceiro andar c solao da caa ti.
:17 da rua do Amorim : a Iralar ua rua da Cadeia
do Kerife, loja de ferragens 11. 56 A, com Antonio
Joaquim Vidal.
Deposi to ele pia-
nos

J. P. Vogelej avisa ao respeilavel poltico, que
mudou o seu depusilo de pisaos alo primeiro andar da
rua Novan. 41, para o ar atasen a. 27 da mesma
na, esquina da rua da Camboa do Carmo, onde se
encentran) os mais ricos e os melhores pianos at
agora apparecidos nesla praca, seuo elles feilos s-
ineule por cncomnienila, e pelos mais arredilados fa-
btieanles romo de Hachis, Traumann, 11 ui.1.11,-u e
W. Sassenboif de Bramen, o ouinn muitos fsbriean-
les da Europa; os quaes se venden: por mdicos
preros e garantidos. () eslabelecimenlo estar aluno
ale as S horas da noilc para a conimodnlaale dos fa-
milia ele., que quizcrciu ver c experimentar os ins-
(ruiuciilns.
JoSo llzorio ale Castro Mariel Monleiro, filho e
benleiro universal .lo fallecido desembargador Tho-
maz Anl.111111 Mariel Mnnleiro, titlalo ii.ii.ln de
Itaniaraia. faz publico, que a ti de abril de IrCtU
foi concedido ao dilo san pai pelo governo ala pro-
vincia de foro perpetuo o terreno de marinha n.
S'.I, culendo 'S palmos de frente rom os l'uudos
respectivos at a baUa-luar da compiebeiisilo de sua
casa 11. 110 ua rua da Senzala Velha, lugar boje de-
nominado Praca nova do ces ale Apollo, 00 rua no-
va do Bruna, cojo terrena j.i d'enles perlencia ao pai
do annuiH'ianle pela aireinalarao qoe fez seu ante-
cessor e lio o padre Joao l'rancisco Maeiel Monleiro
na cmara municipal de Olinda, ao I." de abril de
IS(i, cujos foros se acham pagos.e para qoe alguem
nao se chame a igiioraneia no leililo, que pretende
fazer o agente Oliveira as 1(1 lioras do dia 19 do cor-
renle, em protesto faz o pr:seule annuncio. Kecife
I i de maio de I85j>, "
l.ima a\ Nevos compraran a pedera da rua ale
Domingos Pires n. ii.: quem se adiar com direilo
a' mesina prc-eiite-sc no niazo ale Ires dias.
iraspassa-se uina loja milito boa, em muilo
bom lunar, ua ru 1 .Nova, propria para qualquer es-
labelcciuientu : a tratar na mesma rua n. -> ou :m.
Antonio Pereira de Oliveira Hamos declara a
todos us roinmSrriantes. que nao se responsahilisa
por qualquer debito que seus eseravot ronlraiam
em seu nome, sem ser por ordem sua por enchuto.
DO
OR. ANTUNES.
Esles dous medicamentos mohecidos por
seus grandes resultados, no Iratamento do (
f CIIOI.EHA, vendem-se, acompanhados de
um folhelo, na pharmacia de Lniz Pedro das r
49 Nevos, roa ila Cruz n. 50. 9
jj Preco de 3 vidros e 1 folheto 39000, de
3G I csixa 709OOO. 55
S $g-3 m& ^9S-SS-ggSttt
KOB LAFFECTEL'K.
O nico autorisado por decisao do comedio real e
decreto imperial.
Os medico dos hospitaes recommendam o A.-robe
de l.allecteur. como sendo o nico autorisado pele
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um costo agradavcl, e fcil a tomar
em secreto, eslaem uso na marinha real desde mais
de (iti .intus; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despoza, sera mercurio, as atTecres da
pella', iinpingcus, asconsequeneias das sarnas, ulce-
ras, e os arcideutes dos partos, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
calarrhos, a beaiga, as contraccoes, e fraqueza
dos urgaos, procedida do abuso das injecres ou de
sondas. Como auti-sv philitico, o arrobe cura em
pouco lempo os flunos rcenles ou rebeldes, que vol-
veu incessanles em consequencia do emprego da
copahiba, da rubeba, ou das iujeaa-es qne repre-
seulem o virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laf-
feeteur he especialmente recommendado contra as
doenras iuveteradas ou rebeldes M mercurio e ao
iodureto de potassio.Lisboa.Vende-sc na boti-
ca de Barral e de Antonio Feliciano Alves de Aze-
vedo, prara de 1>. Pedro n. MIS, onde acaba de clie-
gar urna erando porrao de garrafas grandes e pe-
queas viudas dircrlamenle de Pars, de casa do
dito Bnvveau-I.aectcur i'2, rua Bicheo Pars.
Os formularios dao-se gsatis cm casa do agente Sil-
va, na prai*a de II. Pedio 11. SJ. Porto, Joaquim
Araujo ; Babia, l.ima & Iranios ; Pernambueo,
Soasa; Kio de Janeiro, Hucha & Filhos ; e Morei-
ra, loja de drogas; Villa Nova, Jlo Pereira do
Magates l.ele ; Kio C.raude, Francisco de Paula
Coulo & C.
-n.. Ao.
CIIVLES DE ,IERI\0 PRETO.
Chales de merino de cores bordados a seda 118000
Hilis de dilo traorado, linn, de crir, com
nm pequeo defeilai na franja de seda 49501'
Cortes de vestidais ale seda com (oque de mofo 243O0O
Scilas de qnadros de lindos padrees, o covado I3OOO
('orles de froiulelina de seda
Corles de camhraia de seda
l.aa de nuadrns de iindo gusto, o covado
Cassas fiancezas de cores lina*, o covado
Chitas francezas ale core?, o covado
Kiseados fraucezes cun S palmos de largu-
ra, o covado
Alpaca prela lina muilo larga, o covado
Palitos prelos de alpaca fina
Cortes de rasemira prela lina
Hilos de dita de cores
Lencos de seda de cor, grandes
hilos de dila de dita para grvala
Fnstdes de cores finos para rollete
Camisolas e meias de lila.
Peilos pira camisa de cor e brancos
Collarinhos branco feilos
Madapulilo fino de jarda, a peta
Coberlores de alcodao
Em frente do becco da Cougresaro,
tica a segunda loja de fazendas
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. larr & C, em
Amaro, acliam-se para vender arados de ferro dosu- '
poriur qualidade.
121000
79000
700
210
280
240
600
49.500
49500
49000
11080
600
800
400
240
29.500
750
passaudo a bo-
Santo
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO
ILEGIVEL


I

01**10 IC NlMMB.CO SlB O 17 li MI L| I8S6
Terce-ra eilifao.
tunmn mmnmm.
Preservativo e curativo
90 CHOLRAfOBBUS.
PEL OS DRS.
p mslruccao aopovoparase poJercuranlesla 'lernndade. administrndoos iciuiiis mais tOleaza
earaalalha-ia.amquaulo suecurreaoiuedico, -" '"esmoparacura-liudependenlcdosleinoslugares
di que nao os ha. .*.....
TBADliZlDO EM POKTUGUEZi PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Es(^_*Jnusculosronlniasindisarues mais cl^t,a > precisas,e pela sua simplescconcisa exposi-
cAoeatapoi jfcdeloda- asinteiligciicias.naosu pelo i.:'t diz respeito aos meios curativos,comoprin-
ripalmente |peservativos que lemdado os mais satisracloiY.qsiesulladus ero toda a parle cmquc
elles tem sido|Mtos en pratic... V^
Sendo o IrTUmeotohoineopaihir.i o unicoque lera dadograndesres^lladosnucurativodeslahoru-
velitrernii'l-xle, julgamoaa proposito Iraduzir restes dous iraporlanles opiusculos em lingua veruaci-
ll, para dest'arle facililar a sua leiiura a quem ignore o francez. %.
Veode-se anicameute no Consultorio do traductor, roa Noy n. 52, por 2500b\ Vemlcm-se tambem
os rnedicamenlos preciso! e boticas de 12 tubos cora un frasco de lindura lj, urna dita de 30 tubos com
0mptGi
quatro e 2 frascos daliutura rs. 255000.
7T

a- * m4tn
* PtDRAS
PRECIOSAS- *
i*
i Aderemos de brilhautes,
* diamaoles e perolas, pul- I
m ceiraa, alfinetes, brincos *
rozlas, boloes e auueis
de diflerent es goslos o de ,
* diversas pedraa de valor. *
s i
* Compram, Tendem ou
5 Iroeam prala, ooro, bri- ;,;
Ibantes.diainaulcse pero- *
M las, e outras quaesquer *
5 joiatde valorea dinheiro J;
;* uu jv>r obra*.
86aft886qtSg6*'**'*'.''*.*
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4; Adere epa completos de ;",
4J ouro, ini'ic-" ditos, pulcei- %
4
Wat W*f ffi
OUlitO E PKAI A- *
__ s?
ras, .liiin, 11'-, f.r.iiii n- e *,
I0REIRA L DARTE.
LIJA DI III HI\ES
Rua do Cabuga' n. 7.
;?; rufetas, cordoes, trance- ,
t*i /ios, medallias, correin? :
Keceueiii po. io-S/eenfeile5i>ararelu,!i,'-ct
i si >S oulrosmuilos objeclosde ,,
dos os vapores da JfliK 1 oro. -
! Apparelhos completos, *
rO|)a aS OIH'S dO maig $ je.prata, para cha, ban-
moderno gosto, tai*
lo iii Franca cor
A dejas, salvas, caslicaes,
a colheres de sopa e decha, ;*
.^ e muilos oulrot ubjeclos
B de prata.
l^isboaT^stftiat^se vendem por
pre$ocor modo como eostumam.
PUF-ICA$ LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarlo irr.i sem duvida ile nlilnl.de aoi
principiantes que se quizerem dedicar ao exereirio
do fdro, pois Della encontraran por ordem alphabe-
tica as priucipaes a mais frequentes occiirreneias ci-
vis, orphanologicas, coinmcrriaes e -eclesisticas do
nossofro, com as remissues das ordeuaces, leis,
avisos e regulainenln por qae se rege o Brasil, e
bem assim resoluc/Des dos l'raiistas anlisos e moder-
nos em que se firmam. Coiitm semelhaulemente
as deeises das quesles sobre sitas, sellos, velhose
novos direilos e decimas, sem o Iraballio de recorrer
colleccao de uossas leis a avisos avulsos. Consta-
r de dous voluroes em olavo. grande fraucez, eo
pnmeiro sahio a lua asta i venda por 89 na loja de
livros n. 6 a 8 da praja da Independencia. Os se-
nhores subscriptores desla publicaro existentes em]
Pernambuco, podera procurar o pnmeiro volume
na loja de livros cima mencionada : uo Kio d Ja- |
neiro, na hvraria do Sr. Paula brilo, prara da
Couslituic.1o; no Marauhjn, caJI oV-Sr. Joaquim j
Marques Rodrigues; e oCeata, casa do Sr. J. Jo-i
dcOliveira. .
IEPERT0RI0 DO lEDICfi
HQMEQP&TH.
UXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordem alphabelica, com a doscripeo
abreviada de todas as molestias, a indica;ao physio-
logica e therapeutica de lodos os medicamentos ho-
raeopathicos, seu lempo de accJo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
Aiuga-M urna e\-
ccllcnle casa a mar-
gena )u, na estrada de Pon-
te d'L'cha, con fron-
te ao sitio i!n lu.icio
Beberibc : a tratar na rita
Sr. l>arao de
da Aurora n. 23.
rSalustiauodcAquiio Fer-
reira,cautelista das
loteras ja corridas, avisa as pessoas que tiverem cau-
telas premiadas, queiraro por obsequio diiinirem-se
a ra do Trapiche n. !tf>, seuuodo andar, ou nas lu-
jas j conhecidas, para seren promptaineDte embol-
sadas, marcando o prazo de tul das que se ha de es-
pirar no dia -{> de junho do correle auuo. Pcruam-
bueo ^li de abril de I8t>.
Salusliano de Aquino Kerrcira.
Precisa-se de urna ama de le te forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa conclua, paga-se bem : no paleo do Hospital
u. 26, sobrado.
U doulor Olegario Cesar Gaboaaui lormado em
medicina pela r-aculdadc da Itahia, avisa ao respeila-
vel publico desta capital c especialmcule aos po-
bres, que queserem ulilisar-se do seu presumo, que
acha-se residiudo no primeiro andar da casa u. 8
i sita na ra do Collcgio, onde pude ser procurado a
qualquer hora.
Do sitio da Estancia do Giquia dcsappareccu o
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance escravo rnonlo, Januario, fula, haiio c grosso, bem
das pesaoas do povo, pelo empernado, falla por eulie os denles, representa Icr
a iilaiic de -\ anuos, pouco mais on menos ; mn dos
signaos mais nolavel nc ter nina das pa secca ; lem
pai c irmao forros para as partes da Varzea ; foi
comprado a Josc l.uiz l'ereira com loja na ra Mova.
Aos fabricantes de velas.
DomragQf K. Andrade & C, com ai-
nia'/.cni na ua da Cru/. n. 15, continan]
a vender superior cera jJe carnauba em
porciioc aretallio, assim como seboreft-
nado, viudo ltimamente do Rio-Grande,
e tudo por commodo preco.
Trocam-sc notas do Banco do Brasil por s-
dalas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Carnearas
para eiic.adeinacao.
Josc Nogueira de Souza acaba de recebar una
prela de carueiras de cores, de superior qoalidade,
proprias para encadeinares, as quaes vende por
preros commodos: na livraria defronlc do arco de
Saulo AntoDio.
Precisa-se alugar um prclo, para serviro de si-
lio, como saja corlar capim e carregar agua : em ca-
sa de Paln Nash &Compauhia, na ra do Trapiche
Novo, n. 10.
Precisa-se de um feitor para um sitio porto da
praca : uo aterro da Boa-Vista, numero i I, segundo
andar.
DR. A. J. DE MELLO HORAES.
Oa Srs. iissignaulea podem mandar buscar o seu
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Preeisa-se de amas para amameutar cri.incas na
casa dos exposlos : a pessoa que a isso Se queira de-
dicar, lendo as hahilitacoes naces"'", diriia-sa a
metma. no pateo do I'araizo. que Bill achara com
quem tratar.
ARRENDAMIENTO.
A loja e armazein da casa n. 55 da rua da Cadaia
do Recita jun'o ao arco da ConceirAo, acha-se desoc-
cupada, e arreoda-se para qoalqur eslabelecimanlo
em poolo grande, para o qual lem commodos sufli-
cienles : os pretendentes enteiider-se-hAo com Joao
Napomaceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma roa.
Na rua dos Copiares n. 20, lava-se, on-
gomraa-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos prego do que era outra qualquer parte.
Instruccau mor;;! c reli-
giosa.
Esle compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslruccao primaria, lendu-se vendi-
do antes da approvaco a 19600 rs., pagsa a ser
vendido a 15000: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Massa adaman-
tina
francisco Pinto Oaorio chumba denles cora a ver-
dadaira massa adamantina a applira ventosas pela
atraer,io do ar : pode sor procurado confronte ao
Rosario de Saulo Antonio n. 2>
Alosa-se um moleqne para o serviro le casa :
quem o pretender iniiuocie para ser procurado.
Na loja do sobrado n. 15 do pateo da riheira de
S. Jos, lava-se e encomma-se com minia pe fen.-ao
a aceio, e com a maior brevidade possivel.
Paln Nash & Corapanhia declaram que Jolo
Pedro Jess de Malta deinou de ser seu caixeiro desl
de hontem O do correula mez. Recita la de abri-
da 1856.
Velas de carnauba.
Acaba dechegar do Aracaly urna por-
caode excellentes velas de cera de car-
naubr, simples c de composicio, as quaes
se vendem por menos preco do tpie em
outra qualquer parte : no 'antigo deposi-
to de D. R. Andrade* C, rua da Cruz
n, 15.
NO CONSILTORIO HOKE0
PATHICO. i
Rua das Cruzes n. 28. W
Continua-se a vender os mais acreditados tt
medicamentos dos Srs. Castellao e Weber, tt*.
em tintura e em lbulos, carteiras de lo- W
dos os lamanhosmullo em ennta. (S)
> Tubos avulsos a .500, 800 e IJJOOO. 2
I unca de Imlura......OOO
i Tubos e frascos vazios, rolhas de corlara
. para tubos, e tudo quanto he uecessario pa-
ira o uso da lio ma-opathia.
i\.i taberna de t,urja de cima, distante desta
praca b a 8 leKoas, precisa-se de um rapaz de 12 a
1 i anuos, lilho do l'orlo ou das libas, para caiseiro ;
a dita taberna faz bastante uegocio, e por isso pde-
se dar bom ordenado, urna vez que o caiseiro faca
por merece-lo : a tratar com Narciso Josc da Cosa
Pereira, no largo do t.armo o. 2.
Lotera.
Corre tetva-feira 20 de malo.
Na rua do tange) n. 48 aterro da Boa-
Vista n. 48, acham-se a venda bilhete* in-|
tetros, rucios c quartos, da prmeira par-
te da prmeira lotera do Sr. Rom Jcsi.s
das Dores, erecto em S. Goncalo, pagam-
se os premios por inteiro, sem o descon-
t. ANTOMO DA SILVA CLIMA-
RAES.
| J. JA!\E, DENTISTA, S
9 contina a residir naraaNova n. 19, primei- at
% ro andar. gj
*' *ia*
Na rua do Hospicio em casa de
Thotnay. de Aquino Fonseca, precisa-se
de urna ama que s saiba cosinhar bem :
quem estiver nestas ciicumstancias com-
pareca a qualquer bora para tratar do
ajuste.
AO PUBLICO.
No armazera de fazendas_ baratas, rua do |g
Collcgio n." 2,
vende-se um completo sortimento de fa- ^
/cinlas linas e yrossas, por mais barato $
precos do que em outra qualquer parle, W
tanto cm porces como a rclalho, aflian H
cando-so aos compradores um s precn ra
para lodos: este eslabelecimento abrio-so S
de combinar com a maior parte das ca- i
sas commerciacs ingle/as, francozas, alie- g
mos e suissas, para vender fazendas mais ^j
em eonla do qne se tem Vendido, e por isio -|
ollerecem elle maiores vanlagcns do que 5S
outro qualquer; o propietario dest0 m- ft
porlante eslabeler.iinenlo convida todos ^
os seus patricios, e ao publico em geral, |
S para que venham (a bem dos seus inte- 8
ffi resses) comprar fazendas baralas: no ar- ?v
P mazcm da rua do Collegio n. 2, doAn- M
j< ionio Luiz dos Santos & Rolim.
Alu^a-se um lio no lugar da Torre com boa
casa e estriharia, margem do Kio Capbaribe, con-
froule ao* rundosdo de llenrique (jybeon : a IraUr
no caes do Kamo, seguudo aud.tr.
Qhquc pechin-
cha.
Na rua do Passo Publico, loja n.!), de Albino Jos
l.eile, vendem-se lindos corles de cicas de meia ra-
semira de algodao muilo eucorpados a lo cada om,
ditos de brim de linho escuro a 800 rs., ricos corles
de cassa chita muilo fina a i-, chitas muito finas a
220 o covadn, meias prclas para seuhora a 300 rs. o
par, panno lino azul srosso, proprio para capoles
a 39 o covado. madapolao fino a ;1jj5O0, lo e IfOO,
chapeos de sol com barra a -j, chales brancos de
cassa a iin. lindos cortes de fuslcs de cores para
collcles a 800 rs. cada um, e unirs mmlas fazeudas
baralas.
Os abaiio assignados, com loja de ourives na rua
do Cabuga u. 11, confronte ao paleo da matriz e rua
Nova, fazem publico, que eslito recebendo continua-
damente muilo ricas obras de ouro dos melliores
aostos, tanlo para senhoms como para liomens o me-
ninos ; os precos conliiiumn incsino baratos, e pas-
.iiu-m; conp-is com respousabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 1 i ou 18 quilates, licaudo as-
sim tujciius os inesmns por qualquer duvida.
Scraphira & Irmao.
Arrcnda-se o cnscnlio ('.amacho, dislanlc des-
ta praca tres lunas, perlo do mangue c distante da
l>raia da fortaleza de Pao Amarello tres quartos de
legoas, lie^ne/ia de Maran^uape : quem quizer ar-
rendar dirija-se ao eugcohn l'aulista, asseveraudo
que |inde safrejar de I.jOO pies para cima, e lem
Ierras euxulas e frescas que se pode plantar no verao.
e nauilo maneiro.
Alugam-se carrocas para conduzir trastes ou
matenaes, por preco muilo em eonla : na rua da
Alegra ua Boa-Vista' u. 42.
I iijiii no dia 0 do correle da rua da Aurora,
casa de Joao P. deLemos Jnior o escravo mulato,de
idade de 28 aunos.foi veslido\com calca e jaquela
de algodo riscado americano, lie barbado e lem ca-
bello corlado rente, e he basta mte sonso ; quemo
pegar e o levar a dita casa ser recompensado.
Ua-se a joros rasoaveis com1I>|,l||>res doouro
ou prala, a quanlia de 00 a 5000Y- : na rua da
Ultada n. 10. A
Compram-se olas do"Banco do Brasil : n
rua do Trapiche-Novo n. -10, segundo andar.
Conipra-se para um prsenle urna negriaba de
2 a .'1 anuos, ou mesmo una mulaluili i que n.lo le-
ulia molcslias : quem liver e quizer vender, auiiuu-
cie por esle jornal ou dirija-so ao paleo da matriz
de Sanio Autonio, sobrado de um audar n. 2,
achara com quem iralar.
que
Coinpra-se ama duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e una salva para 3 copos rom agaa, um-
bem de prala, tudo em bom uso e sem feilio ; lio pa-
eo de S. Pedro n. 22.
Compra-se loda e quakmer porrao
de piala villia de le sem fetio: quem
liverpara vender, clrja-se a rua doCol-
lepio n. I"), agencia de leiloet.
Coinpram-se duas minada de ranas terreas,que
sejo no baiiro da Boa-Vala: a tialar na rua da Au-
rora n. 36.
Compram-se ti ou 8 moradas de casas larreas,
em boas mas nesta ridade. para curommtnda : uo
armazem da rua Nova n. (7.
. Compra-se um sobrado de dous andares, que
seja novo, leudo quintal e cacimba, nas priucipaes
ras do bairro de Santo Aulouio : quem liver annuii-
cie ou dirija-se a rua llijeila u. 135.
Compra-se urna carrora com boi ou com caval-
o : na rua Velha u. t.
I
Compram- nia : ua rua da Vlraefo n. .'19.
para agua da Col-
SettbtUa
loliuiaN
PARA 0 CBRENTE AMO.
Folhinhas de algil.cira contendo o almanak ad-
mimstrativo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postes geraes, provinciaes e municipacs, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mascaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentos e exportarlo da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas eclesisticas ou de padre, com a reza de S.
Tilo a -O0 ris ; na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Corles de seda
para vestidos de
senhoras.
Na loja n. 7 da roa do Queiroado ao p da holi-
ca. lia um grande sorlimenlo de sedas modernas dt
novos deseuhos c cores muilo delicadas, ullimanieule
uespacliadas, as quaes se vendem por muilo barato
prero para se apurar dinheiro ; dao-se as amustias
com i ni,.,r.
Vende-seuma rica eslolla branca, por preco
commodo : ua rua larga do Basarlo, toja de Antonio
Joaquim Panasco.
Na rua do Pilar em l-'ra de Portas n. ,V, ha
para vender duas grandes rotulas novas, unib soleira
de padre de y palmos de comprmanlo e um .cl-
iente oculo de >er ao longe.
Em casa de Tiram Momsen & Vinas-
ja, na praca do Carpo Santo a. 13, ha para vender
livros paia copiar, por preco commodo.
Josc Joaquim Concalves da Silva, eslabeleeido no
aterro da Boa-Vista u. 8, dcfronle da boaeca, avisa
ao respeilavel publico, e parlicolarmaole aos seus
ireguezc-, amantes dos bous gneros e baratos, que
sua casa de negocio se acha so.tida dos melliores g-
neros de motilados, e vendo mais barato do que i-m
outra qaalquer parle, chegadus ltimamente de da-
tenes poilos da Europa: conservas aliniciilicias viu-
das do I orto de una fabrica nova, as melliores que
lem viudo a ote merc.do. bolacliinlia de soda era
atagrandes e pequeas, biscoilos linos inalezes de
todas as uuahdades, em latas, queijus loudriiios, di-
tos do reino de todas as quahdades, conserva ingle-
sas, presuntos de l.amego, ditos para hambre de pr-
meira qualidade, latas com holacliinha de ararula do
Rio, vinho do l'orlo vclho engarrafado de lodas as
quahdades. dito Borduaox, dito muscalel deSetubal,
e mullos ouiros viaboe de superior qualidade, bnla-
cinlia de llallimore redonda e quadrada, cha da In-
dia o mellior que lem vindo a esle mercado, dilo
tliim, chocolale baunilha allemao, dito de Lisboa,
di o francez, massas finas para sopa de lodas as qua-
hdades, iiianle.ga iugleza e frauceza, nuva, de supe-
rior qualidade, cevadinha, cevada, sag, ervillus
raarmelada do Lisboa muilo superior, sal retinado
para celada, azeile doce retinado de prmeira qoal;
ctade, champagne raimante em garrafas c meias, ba-
tatas inglezas, e minios uulros generus de prmeira
qualidade, que so avista dos compradores arharao
ardida o quanto se diz ueste annuncio.
Vendem-sc sellins com perumecs,
patente inglez e da mclhor qualida-
de que lem vindo a este mercado :
no armazem de Adamsou ilowio
4 C, rua do Trapicho n. 42.
MOEM)AS SUPERIORES.
Na fundijao de C. Starr & C, cm Sanio
Amaro, acham-se para vender moendas de cannas
todas de ferro, do um modelo e conslrucr,o muilo
superior.
Vende-se a taberna da Capimga rom dous jo-
ros de bola, que suestes dao remlimenlos para se
pagar o alomiel da casa, e se o comprador for casa-
do paua as duas casas morada ; a taberna nao lem
alcaides : a tratar com seu dono, nas casas da Sr.
Joao Simao de Almeida, ua mesma Capunga.
Na esquina da rua larga du Kosario que volta
para a rua estrella do Rosario, cxisle para vender
o mellior fumo da Ierra possivel, viudo de tiara-
nliuiis.
Veode-se urna negra da Costa com idade de
28 anuos, sem vicios nem achaques, e com abilidj-
des, por preco commodo : na rua do Collegio no se-
gqndo andar do sobrado n. 10.
Dure do goiaba muilo fino n mellior ncsle ge-
nero : na rua do l.ivrarnento n. 26.
Vende-se rape Meuron& C, muilo
fresco, a rctallio c cm oitavas: na loja
do Sr. Domingos Teixera Bastos, na rua
da Cadeia n. 17.
Kelogios
coberlos e dcscohcrlos, pequeos e grandes, de ouro
e prata, patente inglez, de um dos melliores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquele in-
clez: em casa de Southall Mcllor A Comi)auliia, rua
do Torra n. 38.
Vende-se no largo do Carmo, quina da rua de
llortas n. 2. caf muido puro a 320, em caruro a
2IHI rs., cevada muida a 2i0. em caroco a 120, arroz
a 160, gomma bem alva a 160, manteiga e h .aclii-
nhas de dilfereules quahdades, isso j.i os Ireguczcs
sabem, e o bom ch forte, e prelo (ambem.
Vende-se milho a granel muito novo a ."iS o
alqueire, medida velha : a bordo da barcaca ..Dili-
gencia, junio ao trapiche do algodo.
Vende-se um bonita mulaliuho de 1( annos,
bom para paiten : na rua dosQoarteis n. 21.
7~ yemlese om" scrava de bonita figura e com
habilidades : na rua da Cruz, sobrado n. 16.
Rua do Qiicima-
do, loja n. ]J.
Os dono) desta loja, quenado liquidar e acabar
com certas fazendas, esUoresolvidosa vende-las por
barato preco, a dinheiro vista, como sejam, casaos
francezas de corea (ivas, o novos padres a 200 ri c
atO cada covado, chitas francezas iinu.liiih.is linas e
hxasa 2i0o covadn, e muito linas a 280, laa escoce-
ia de i palmos de largura para vestidos a 7IHI r*. o
covado, chales de casemira adamasrados de cores a
jgOOO, e outras fazendas por barato preco.
Casemiras bara-
tas.

Na loja u. 17 da rua do (jueimadu ao pe da holica,
veiideiu->e corles de casemira escura, pelo barato
proco de .l&iOl), 4 e :>5, para liquidar coutas.
AXTENCAO7.
Vende-so urna escrava parda de idade de 36 a 3S
anuos, \iiida ha pouco do serijo e com algumas ha-
bilidades, ja hvre do cholera c das bexigas quem
pretender dirija-se a rua du Nogueira n. 26, primer-
Vendem-se travs de SO palmos : a fallar na
roa Direila n. 137.
Cortes de chita aiJOOO.
Cnnlinua-so a vender cortos de chitas largas de co-
res litas a 2a cada corle : na loja de i portas ua rua
do (Juciniado u. 10.
Chales de touqnim e merino.
Vendem se ricos chales do louquim bordados, e
ditos de merino de cores, tudo por preco commodo :
na loja de 1 porlas na rua do Qucimad u. 10.
Sedas decores c broncas.
Vendem-se c.iilcs de vestido de seda branca e de
cores, sendo estes por eommoda preco para acabar :
na ioja de i portas na rua do IJiicimdo u. 10.
Virginia.
N'a rua da Cadeia do lenle n. I.",, cxisle um pe-
queo reala de superior fumo para cachimbos e ci-
garros, denominado Virginia, o qual se vende em
pequcuus iiiaciuhus.
I'.ARA BAILES.
Lindos babados de Monde para vestidos, culeilcs
para cabeca, capellase flores linas, lina, de pellica,
ricas litas largas etc.: na loja de ndame Millocheau
Bues.ard, aterro da Hoa-Visla n. 1.
. AUMAZEM
liua da Cruz n. 27.
lia chejjado a este armazem {;i;os de
12 'arralas, ditas de 21, meias ditas de
vinho Champagne da mu acreditada
marcaB& E PERRlEft, qualidade mi
conhecida no mercado por sua expelien-
te qualidade: o preco he muilo ra-
zoavcl.
Vende. SO urna armacao de amarello, nava, en-
idracada e eovernisada, propna para qualquer loja
de fazendas linas ou caira qualquer mercadura etc..
por preco commodo, a qual armacao foi da exlincta
roja do Btttt Perimiatiueuiiu n pwao quo pretew
Attei.c&O.
Veode-se arroz do Maranho do ultimo chegado,
da prmeira qualidade que ha no mercado, por preco
commodo, lauto cm saccas como a relalho : na ra
ir-T
der, podera se entender na rua Nova n. St7, arma-
zem, esquina rua da- Cainhoa do Carino.
Na rua do Calinga, loja de miudezas n. 4, ven-
dem-se por harali-simo preco as seguinles fazendas :
pceles de papel de cores com 20 cadmios a 620,
boloes de oseo tinos para calca pregados em papel,
grozas a 200 r*., iranjas com bullas brancas c de
cores, pacas 39500.
Na rua do Cabug, 'aja de miudezas n. veu-
dc-se um completo sortimento de habado dn Porto,
tamo aherto como letrado, c de indas as largaras,
principiando por 3 dedos e acabando em um palmo
reforcado, o qual se vende mais barato do que em
oulra qualquer parle, por se querer in.ndar o mais
breve possivel a eonla de venda ao fabricante,
No aterio da Hoa-Visla n. SO, veiidc-e ceva-
dinha de Franca e sag a 320 a libra, tapioca a ItiO,
crvilhas de llollanda a 120. aran de Meo a SO rs.,
espermacete americano de compusiere a tifio, choco-
lale, macarao e lalharm a 400 rs., azci'.e doce de
Lisboa a .ViO a garrafa, latas de sardinhas de Nantes
ltimamente chegadas a 700 rs. e 10 urna.
Vende-se urna escrava para fra da provincia :
no paleo da l'enha n. S.
N'a roa da Cadeia do Recife n. 47, primeiro
audar, vende-se doce de goiaba superior.
Vende-se urna eabrinha com 17 annos de ida-
de, cose, eugomma, cozinha e lava, e tambem faz s-
palos de seuhora, ludo com muila perfeicao : na rua
Direita u. 19, se dir quem vende.
Vende-se a prazo ou a dinheiro 50 pipas com
muilo boa agurdenle, e a cascara bem acondicio-
nada, por preco mdico, e embarque gratis: na rua
da l'raia de Sauta Hila, armazem n. 17.
t asnbraias de seda a '240
o covado
Na rua do Creso n. 5, vendem-se camhraias rom
llores de seda a 210 o covado, ditas mais linas a 320.
i>!jllO.
Vendem-se sacras com milho : na rua da Cadeia
du Recito, loja u. 23.
Vendese um quarlo pro] rio para caneatba
ou carroca, por preco commodo : na rua Nova u. (>l.
Vende-se gomma liua para engomar,a 1tO,sagii,
gomma de aramia, bichas hamburguezas em por^o
e a relalho, e (ambem se alugam, e mais gneros por
preco commodo : na taberna nova n. 2S, na rua da
Cadeia, ilefronle da casa da RelacAo.
Vende-sc urna prcla anda moca, de 35 annos,
com habilidade-, nao lem vicios nem achaques : na
rua da Roda a.53.
Ven.le-se u;i easa Ierren na rae do Cabral.na
ri.la.le de (Miada, Con) 2 salas, 2 quartos, cozinha
f.ira e quintal: o. pretndanles di.ijam se a rua Au-
gusta desla cidade, casa de um andar e solao n. 0.
CHARUTOS.
Na rua da Cadeia n. 2t, ha charutos para Se, 10?
e 125 o milheiro. Na mesma taberna ha para vender
um bisco de balance Romao, c palha para tecer ca-
deiras, apparelhada.
A 4r?000.
Vendem-se saccas grandes com arinha:
na rua do Amorim n. o(, para se lechar
nina conta.
Vendem-se superiores pedrasde Lis-
boa ou saccadas da mesma pecha, contras
niuilas : na rita do Collegio n. 25, ler-
Ceiro andar. /
CHARUTOS 1)E S. FLIX.
No becco do CamarAo, ca-a n. 3, ha bous charutos
de S. Feliz, e pr proco commodo.
A mellior tarn.la de man-
di
oca eii si ceas
y
que existe no mercado, vende-se por preco razoa-
vel: no armaztm do Cazuza, caes da 'alfandega
n. 7.
Vende-se por precsalo um excellente terreno
proprio para se edificar urna ptima casa, com 3(
palmos de frente e cento e tantos de fundo : na rua
da Concordia, quina que faz frente para a cadeia
nova : quem pretender, dirjase a rua do Ilangel n,
00.sobrado.
Roh l.'AStetenr, Vermfugo iuglcz, salsa de
lirisiol, pilulas vegetaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedies verdader.^ em casa de Rarlli.do-
r.icu l'raucisco de Souza, ua rua larga do Rosario
n. 36.
Na loja das seis
porlas
Fm lente do Livrameiito.
Corles de cambraia bordados a dous mil rs., dona
mil e quiihentos a Ires mil rs. o c.irlc, lila preta pa-
ra saias e mantos a dous tustoes o covado, panno
lino azul para farda e sobre-casacos militares a dous
e quatro mil rs. o covado, luvas brancas para mon-
tar a ca vatios meia pataca.
Cobei lores de laa hespa*
nht-s muito eucorpa-
dos e grandes.
Vendem-se na rui do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Cobertores de laa.
Vcndem-se cobertores de lia de cores escuras, pro-
prios para fabrica a 19280: na rua do Crespo n. 23.
Bichas de Hamburgo.
No deposito das bichas, rua estrella do Ro-ario n.
II, junio ao becco, vendem-se bichas de llamburgo,
oceuto a 3, e alugam-se a 320 cada urna. Tara-
ban) se vendem nueijos do Berilo e taras de Lisboa.
J\a loja das seis
i, PORTAS EM FRENTE DO I.IVTIAMEMO.
Cassa chita a meia pataco o covado, riscado fran-
cez a meia pataca o covado, saias para enlate de se-
nhoras a dez tostos, manguitos de cambraia borda
Basados lusloes, caiuisiiihas para senhora a cinco
lOStoes, camisus para menina a mil rs., c para se-
nhora a dous mil rs., collaiiulio-. para senhora a pa-
taca, teneos blancos piulados para menina a meia
pataca, nicias para meninas a dose vinlen-, meias
pula, para scnhuia a pataca, dinheiro a vista para
acabar.
I\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramenlo.
1 ecas de algodaozinho com toque de ovara a mil
rs., quatro patacas, cinco e dous mil rs., corles de
catea de brim trancado de puro linho a mil rs. o cor-
le, chales de gurguriio proprioi para casa a cinco
luilts cada um.
Superiores capas de
pasmo,
fino, forrados de horragaua e de damasco : ua rua
do Qucunadu n. 18, loja.
de Moras n. 15.
A S,s l'ara bailes, saraos, theatros, visitas, etc., etc.,
vcndem-se na rua do Crespo n. 11, riquissimos cor-
tes de urna fazen.la de seda c Ua denominadaPri-
mavera ; esla faienda lon.a-se recommendavel pela
qualidade, goslose preso, c por iiso he inuhl qusl-
quer elogio. Na mesma cas vendem-se sedas esco-
cezas de novos padrees alio covado.
Na California.
loja nova ao p do arco de Sanio Anlonio, pecas de
cambraia branca bordada de 8 \\-> varas para baba-
dos, cortinados e vestidos a 1*600, 25, 25400, e69
de 13 varas adamascada, cines de vestidos de ca.-sa
de cores empapelados de 61|9 varan a tjiOO e 1<>00,
e de 8 112 varas muilo linos a 2f4O0, ditos de risca-
do francez cm 13 Iri corados a 29itM), riscado
rrauceza 200 rs. o covado, ebilas francezas escuras
para lulo a 2(0, pecas de < lula escura que nao des-
bola a 45800, e de cores claras muilo bonitas a to,
pecas de ndanoslo de 2f500, 296O0, :fc, 38400,
3*800, 4f, '.5200, e muito lino a 59, lencos de cam-
braia lisos e bordados com bien a 200 re., lencos de
seda prelos a b'O e 800 rs., meias de algodao prelas
para senhora a 00 rs., ditas para homem a :tOO rs ,
ditas de c.ir para menino de i a 8 naos a 80 rs. o
par, e duzia 800 rs., alpaca preta lavrada para luti
a 200 rs. o covado, chales de larlalana muito gran-
des a 560, ditos escocezes a 5f0, panno prclo lino a
- ><"i, 39, :>9l00 e 4s o covadn, crtts de casemira
de core de 39, 19 e 5.5, c.irles de casemira preta a
i?, ditos de algodao a IgHO, chales de merino es-
curosa 59, merino prclo fino a 29500 o covado, dito
com pequeo defeilo a 10600, e muilas onlra- fa-
zendas por barato preco. e sendo que queiram com-
prar em grande porcao faz-se algum abale dos pre-
sos marcados.
\ .mi.Icin-c .-.iix.i. com velas decarnauba liqui-
da e de compolrao, arroz pilado em saccas. fejao
.uVjnlo lionyem saccas de alqueire a 8ySM), milho
S granel minio novo na rua do Vicario n.5.
Na rua do Crespo loja 11, Kiainda resla alguna
eicmplaics do resumu da historia do Brasil por
Salvador, adoptado pelo collesio das arles: que se
veude pelo diminuto preco de I3OOO.
Vendem-sc as mais superiores loalhasde poro
linho, que lem viudo a este merend,lisas e adamas-
cadas ; a 19600 e 11*500 a duzia, assim como co-
chins de Imlio, os quaes se vendem por menos do
que em oulra qualquer parle ; na loja da roa do
Crespo n. 111.
Esleirs, velas de carnauba e sapalos de
borracha.
Om completo sorlimenlo de calcado de lodas as
quahdades, lano para homem conio paia senhora,
menino, e menina', ludo por prero commodo, a tro-
co de sedulas velha : no aterro da Boa-Vista, da-
fronte da boneca, loja 11. U.
Parz.
Cortes de chita frauceza
a 4,000 rs.
Com esle titulo vendem-se curies de chita frauce-
za do ultimo gosio com 12 covados cada ci.rte : ua
rua do (Jueimado n. 21 A.

Rua da Pfaia, natravessa
do Carioca, armazem
I!. 7,
vendem-se mais barato do que em oulra qualquer
parle sacra de alqueire, medida velha, com familia
de Santa Calharina, a mais nova e mais fina que
asiste no mercado.
familia de Sania Calharina, sacca de al-
queire ',.^00
Dita de S. Malhcus, dila dito .-500
Dita de Alcobaca. a sacra 39 c 39800
Arroz pilado muito superior, a arroba 4*300 e i-9500
Hito de casca, saccas grandes 4*300
Milho, saccas grandes e muilo novo 2*600 03*600
Albaiiezi a 000 rs. o co-
vado
Anda ha dessa econmica fa/cn.la j bem conlic-
cida, de cor preta, lastrles, com (a 7 palmos de
largura, propria para vesli.los, manlillias e uulros
falos : na rua da Queimodo, luja n. 21.
Moinhos de vento
com bombas de repaso para regar hortas e bai-
la de capim : na fundisode D. W. Buwmaii,
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10.
A boa fama
VENDE BARATO.
Libras de linhasbrancas n. .50, 60, 70, 80, a 1*100
Dilas de .lilas ns. IIK) e 120 1*280
lluzias de llieiouras para cosfura 1*000
Huiias de dila mais finas e maioras 19280
Maros de cordao para vestido, aluuma coua
encardidos com 40, 50 e ful palmos, 210
Peces com 10 varas de bicoeslreilo 560
Camodas com agulhas francezas 200
Caivas cum 16 noveles de linhas de marcar 280
Pilleen .i- encamadas para meninas e senhoras 2(0
l'ares de meias linas para senhora a 210 e .'100
Miadas de linhas innilo finas para bordar 100 e 160
Crozas de boloes muilo linos de madreperola 600
lillas de ditos muito linos para calca 280
i Tivcllas doura.las par raleas e colotes loo
Peutcsdeverdadeiio bfalo para alizar,a 300 e 500
W'i.as de lila de linhn brancas com 6 e meia
varas m
Caizas com coketes aremos francezes u\
Carrileis de linhas de 200 jarda de muilo boa
qualidade c de lodos os nmeros 80
Macinhos com 0 grampas, e de boa qualidade to
Pares de suspensorios de bonitos padrees 40
Torcidas para candieiro, duzia 80
linteiros e areeiro de porcelauia, par 500
Carteiras de marroquim para algibeira 600
Canelas muilo boas de metal e pao 20 e 40
Cauiveles de aparar pennas 200
Meias brancas e cruas para homem, 160, 200 e 2i0
l'raiicinlia de laa de car-rol e de lodas as cores
pala: ioo
iluziade penles de cJiilre para alizar, bous 800
lirusa de boloes de laaea pintados :100
Pecas de filas de coz 210 e m
Carreleis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
jandre 4o
l.inhas pretas de meadiuha muilo boas 20
Carias de alfinetes d boa qualidade 1 n
Duzia de penles atierlos para atar rabell j-iam
Meias d* lio Escocia para menino, braucas e
de core., fazenda.muito boa 210 e 3o
I-1 velas de aro com toque du lerrugem para
, 10
(irosas de fivelas para sapatos joo
Caiiinhas enveruisadas eoin palitos de fogo
de velinhas |Ojq
Caisinhas de po com palitos de fogo bous 20
Ceisas com 50 caisinhas de phospburos para
charutos m
Charuleiras de vidro 60 e su
CastOes para bengala muilo bonitos 40
Atacadores pretos para casaca JO
Sapatiuhos de laa para c.riancas, o par 320
Camisas de meia para criansas de peito 500
l'rancehnspara reloaio, raieuda boa lili
Escnvinhas para denles im
Alem de lodas estas miudeza, vendem-se uutr.is
muilissimas, qne vista de suas ba quahdades c
baratos preco, cau-a admu ar.io aos prophos com-
pradores na rua do Oueimado. na bem 1 oiihec.jn
toja de undeza da boa-fama 11. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-se orna porcao de barris com cal de l.isbua,
por baralo |weso, e relalho a 3* o barril 1 na rua da
Cadeia do Kecife 11. 50.
FARIMIA DE SAMA CATIiAKNA,
rnoilo nova e de superior qualidade, a bordo do bii-
iiue escuua /lapido, fuudeado em frenle du arseual
de guerra, vende-sc por preso commodo : a tralaj
com Caetano Cyriacojda C. M., no largo do Corpo
Santo n. 25.
Livros Qassicos
Vendem-se os aegoinles livro para os aula, pre-
paratorias : Hislory of Rome :l90O0, Thompson 2*,
l'oal el \ irginie 2*000 ; na praca da Independencia
ns. 6 e 8.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
rua da Cruz do Recife n. 62. taberna de Antonio
francisco Marlini as seguinles sement de horlali-
ces, cuno tejare : crvilhastoia, genoveza, e de An-
gola, feijao c.arrapalo. roso, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhu.lae alenla, salsa, lmales grandes,
rbanos, rabanales brancos encarnados, nabos ro-
loebranco, tenoiras braoesr c amarellas, couves
Irinchiida, lombarda, esaboii, sebola de Setuhal,
segurelha, coeniro de looceiio repolim e pimpinela,
e urna grande porcao de diflerenles semeutes, das
mais bonitas flores parajardins.
Goma do Ara-
etv.
0/
Na roa da Cadeia lio Recife n. 57, escriplorio de
Joao l'cruaudc Trenle Viauua, \ende-se superior
gomma ulliiuamenle cliegada do Aracaly.
Cenebr em frasqueiras.
Cabos da Rnssia e de Manilha.
I.ouas, brinzo e brim do vela.
Pise da Suecia.
Cemento amarello.
Vinho de Champagne e do Kheno.
Agurdenle de I-ranea.
Pianos de armario, d'e modelos novos.
Armamento de todas as qualidade.
Alvaiade fino em.p, ocie tintas em oleo.
Pedras de marinare para mezas e conselos.
Papel de peto inglez.
Papel de embrulho.
Chicles para carros.
Ferro em barra, verginha echapi.
Couros de lostre.
Vendem-se no armazem di c. I. Atlley 6t Com-
' POTASSA E CAL YIRGEI.
No antigo e ja bem conhecido deposito da rua da
Cadeia do Kecife, escriplorio n. 12, baSpar ven-
der muilo superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muilo favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores salisfeitos.
Emcasa de Henry Brunn & G., na rua da
Cruz n. 10, ha para vender uta grande sorlimen-
lo de ouro do melhor goslo, ssim como rologios
de ouro patente. f
Vendem-se dous pisaos fortes de Jacaranda,
cons'ruccao vertical e com todos o melhoramenlos
nais modernos, tendo vindo no ullimd navio da
llamburgo: na rua daCad,ia armazem n. 8.
liECHAJISMCiBjju Eifi.
<
Cera nmarclla.
Vendc-se cera amarclla : na na da Cadeia do Re-
cife 11. 57, escriplorio de Joto Pernandes Prenle
\ launa.
Vendc-se um casal de cscravos, urna muala
que cozinha e engomma com perfeicao, e um negro
ganha.lor : a Ir.tar na rua da Prai de Sania Rita,
casa 11.25, segundo andar.
Vende-se para se fechar orna cunta, saccas de
alqueire de feijao misturado 79 : no caes da alfan-
dega, armazem n. 5, de Antonio Aunes Jacoiue
Pires.
Cal virgem de
Lisboa e potassa da
Russia.
Ven.lc-sc na rua do Trapiche n. 9 e ti, Cal virgem
de Lisboa, nova a 5*000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Russia a 300 rs. a libra.
lielogios de patente
jlezes do ouro, de saboneta e Jo vidro s
vcnduin-sc a pirro ra/.oavel, em casa de
AugustoC. de Abren, na rua da Cadeia
do Kecife, armazem n. 56.
Vende-M a muito arredilada pa.laria do Man-
guind, sila na casa do Sr. cirurgia Teivcira, com
muilas fregoslas na Capunga, Allliclos e Boa-Vis-
ta, alem da da porta, a qual lem lodos ns pcrlences I
a trabalhar, c ua mesma tem um cavallo para en- !
Irosa de pao na freguezia : para tratar, na rua da
Snledade n. 17, ou na mesma.
Guaran.
Na rua da Cadeia 11. 17, loja de miudezas, vend-
se guaran, a librao que o comprador quizer, por
preco commodo.
LUVAS DE TORCAI..
Vendem-se luv*s prelas de toiral, chegada lti-
mamente de Lisboa, pelo baratissimo preco de 1*00fj
o par : na rua do tjueimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
Cafe' co w.
vende-sc por baixo proco : na rua do Quei'nado
n. 27, loja de Convea cMLeile.
O agento Oliveira vende cm seu escriplorio as
superlativas lunas imperiacs lindezas, n-qn......,,
vem a sste mercado para o comintrcio, c u nicas de
que se usa ua mariuba britnica de guerra.
Fazendas de hom r/oeto
por limitadas predas.
Alpacas de laa e s.Va de quailrtnhus mj.mlos a 2K0
o covado, enres de laaziuhas do c.r d i^ 0 C(tric
canibraias lisas fui de diversas cor es a 3~*apeca
cassas de cores para vestidos a 100 r vara diias
de qusdros para babados a 29-tHl a pera, cambraia
brancas bordadas a IKIrs. a vara, i. ias brancas com
lpicos de cores .1 100 rs. a vara chales de laa e
seda de cores a I9IOO cada um, dil as de cassa bron-
cos adamascados a 800 rs. cada .11 a|pilca ,,rela
lina com ti palmos de largara a SO o rt, ,, covado.
grvalas de mola prelas e de cores lirada urna,
guardosnosladamascadosa 3)000 a duiia. loalhas
do rosto de linho a .illn rs., c oulra; muilas fazendas
baratas: na rua do Queimado n.-!7, armazem de
fazendas de louvcia c\ Leile.
Farinha de mandil .-a.
No armazem do Sr. A. Aunes Jar ,lnle p,res vcn_
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para parese Irala-se com Mar oel Alves Guer-
ra, ua rua do Trapiche n. 1 i. V
Attenc
Riscado escuro c muito largo, pmprio para ro. upa
de cscravos a ItiO o covado, colcha brancas adam. ,s.
cadas de muito bom gesto a 5>, atoilhado adamasca^
do com 7 palmos de largura a I -em a vara, loalhas
do panno de linho alcoxnadas e Ibas para roslo, as
mnis superiores que tem viudo ai mercado, ditas
para mesa, guardauapns adamscalos e outras mui-
las fazeudas pur precn commodo : vendem'-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
Cadeia. .

.elogios
ing ezes de pa-
tente,
o melhores fabricados em Inglaterra : m casa de
lienry Gibsou : rua da Cadeia do Reciten. 52.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, rua daScnzala-No-
va n. 42.
Neste eslabelecimento contina a haver um com-
pleto sortimonio de moendas e meias moendas
para enjjenho, machinas de vapor e laixas de
ferro balido e coado de lodos os tamanhos para
dilo.
A3$500
Vendc-secal de Lisboaullimamenleehegada, as-
sim como potassa da Kussiaverdadsira : oapraca do
Corpo Saulo u. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
l.eueinhosde relrozde lodas as cores para pescoro
de senhora c meninas a ljOOO, baralhos de carias 6-
nissimas para voltarete a 500 rs., toucas de lila pira
senboras e meninas a 600 rs., luvas de fio da Escocia
branca c de cores para homem e senhoras a 400,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
i?, ricas luvas de seda de lodas diwin e bordadas
com uuariiires e borlas a 33 6 3-3500, ricasabotoa-
duras de madreperola e metal para colleles e paliui
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda preta para
senhora a 29500, meias brancas muilissimo Boas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, huissiinas navalhas em
estojo* para barba a :, ricas caivas para guardar
joias a 800 e 19500,- eaias muito rica com repul-
meulos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2>"i00, 39 e 35500, papel proprio para
os nainoridosa iO, 60, 80 e 100 rs. a fulha, candiei-
ros americanos muito elegantes, proprios para eslua
danles iJU mesmo qualquer eslabelecimento pela boa
luz que dilo a 59 lravesas de verdadeiro bfalo par-
prendar cabello, pelo barato preco de IJ, paitas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
" .'.can dourada e sem ser dourajia a 500, 700. 1/ e
I550O, escovas moilissimo finas (tara denlesa500rs.,
ricos leques com plumas e espelhos e piuluras fins-
simas olidoB, cliaruteiVas finas a28, ricis galhelei-
ras para azeile e vinagre a >, ricas e huissiinas cai-
sas para rap a 23500 e 3j, pentesde bfalo, fazen-
da muilo supetior, para tirar jiiollios a 500 re., ditos
de marlini muito bous a 400, 500 c 610 rs., resmas
de 20 quaderuus de papel de todas as cores de folhas
pequeas a 720, riquissimos Iraseoa com extractos
muilissimo linos 1 I200, l>500, 2s e 25500, jarros
de porcellana delicados e de moderaos gostos, com
banha franceza muilo fina a 2j, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada frauceza muilo boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Colonia de Piver a 480 e 15, sabonetcs finos
e de diversas quahdades, pos para denles o mais fino
qne pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumaras,
tudo de muilo goslo e que se vendem baralo, tesouras
u.uilissinio linas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para costuras, trancas de sedas de
bonilos padrees e diversasdarguras e cores, ricas litas
de seda lisas o lavradas de lodas as larguras e cores,
bicos de linho linissimus de lindo padroese todas as
larguras, ricas franjas de algodao brancas e decores,
proprias para cortinados, e oulrai mailissimas cousas
que ludose vende por tilo barato preco, que aos pro-
prios compradores causa admiracau: na rua do Ouei-
mado. na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama o. 33.
TAI VAS PARA ENGEM10.
Na fundicao de ferro do I). W. Bowmann ua
rua do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de taixes de ferro fun-
dido c latido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-so a venda, por preco eommodo o com
pro-.nplidao: embarcam-se 011 rarregam-sc cm acr-
ro sem despea ao comprador.
Vende-se cm casa de S. P. Jolinslon& C,
rua da Senzala-iVova n. Ai, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montaria, candieiros e casticaes
bronzeados, rologios patente ingle/., barris de gra-
xa n. 97, vinho Chorre em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de munirao, arreios para car-
ao, lonas inglezas. o
Vm completo -01 lmenlo de bordados como se-
jVim, camisetas com mangas, collarinho, peililhos,
ru\ciieiras, camiiis, coilinhas e pelerinas ; tambem
leiii um completo sorlimenlo de ricas llores,enfeiles
',r,\ cabeca, litas e os verdadeiro e modernos bicos
de linVho
A'A-tVflTOAO DE FERRO lito ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWM\n A
RUA DO BRUM, PASSANDO 6\ltt\-
FAKIZ. XV
ha SMunro um grande sorlimenlo dos sesoiolki
jeclos de mechaoismos proprios para engenhos, >s*.
ber: moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao 5 lanas de ferro fundido e batida'di
superior qualidade e de lodos e* lamanho, roda?
dentadas para agua 00 animees, de toda. propo!
coes ; crivose boceas de foroalhae regiitro de bc-
e.ro, agu.lhoes, brouzes, parafusos ec'vilhdes. mo
nhos de mandioca, etc. etc. '
NA MESMA FUNDICAO.
seeveculamlodasasencomroondascom a su peno,
ridade ja conheeda, ecom a devida prestezae cem-
modidade em preco.
Em casa de Henry Brunn & C, rua da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para'musica.
Espelhos com molduras.
Globos parajardins. .Jf
Cadeiras e sotas parajardins.
Oleados para mesas.
Vislas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gumma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora,om Santo Amaro, o
tambem no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sorlimenlo de lautas, lamo da
fabrica nacional como cstrangeira, balidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar candas ou carros, Hvres do despezas. Os
precos sao os mais commodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
I ui trausfeiido o deposho'desle champe para abo-
tica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova o 53
garrafas 5)500, e meias 39000, sendo farse ledo
aquello qne au for vendido ueste deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
nirORTii\TE^PARA .0 PUBLICO
Para cura de pblysica> osos seu difireme
grao, quer motivada por c .. .1iac.6es, losse, eslb-
ma. pleuriz. escarros de sangue. dor de costados
peito, palpitaran no cora;ao, coqueloche.bronc/iite
dor nagarganla.e todas aimolestiasdos oreaos pul-
monares.
VARAND1S GRADES.
I ni lindo e variado sorlimenlo de modellospare
varandas e gradarlas de goslo modernissimo : na
fundicao da Aurora, em Sanio Amaro,e no deposi-
lo.da mesma, na ruado Brum.
Superior cale de prmeira sorte, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loju 11. 11,
A boa fama
VENDE BAKATO.
Kicos penles de tartaruga para cabeca 49500
Ditos de alisar tambem de tarlarega 33O0O
Lindas meiai de -na decores para criaocM 1J800
llarrflaiasgriodeass.de pinturas lina 3j>. 4J o 5O0O
Papel de peso e almacia-o melhor qne pode
haver SjOOO e 5)000
Pennas de ac.o, bico de lanja, o melhor que
ha,a groza IjdO
DilaS muilissimo finas sem ser de lae a 40
Onilo. de armacao de ac com graduantes 800
Lunetas com aimarao dourada 15000
Ollas com armacao de tartaruga 11000
Ditas com armacao de bufalu 500
Ditas de i! m Ir- ce ni armacao de tartaruga 3)000
I miradores de Jacaranda com bons espelhos 38000
Ditos sem ser de Jacaranda IsSOO e 25000
Meia pretas compridas de laia 15S00
Bengalas de junco com bonitos easloes 500'
Micos chirotes para cavaos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Grvala de seda de todas as cores a lj e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
Penles muito finos para soissai
Escovas muilo finas para cabello
Capachos pintados compridos
BolOes finissimos de madreperola para camisa lsOO
(Juadernos de papel paquete muilo fino 80
Bonilos sapatiuhos de merino para eriaoca 1(500
Ricas canela para pennas de ajo a 120 e 200
Kicos porta relogius a 15800 e 25000
Kiras caitas linas de metal para rap a 500 e 600
Estova* muilo linas para unhas a 320 e 640
Dilai finissimas para cabello 15500 e 25000
Ditas ditas para roupa 1;, 19200 e 25000
Papel de linho proprio para carlorios, resma 4)000
Pinceis finos para barba 200
Duzia de lipis muilo finos para desenlio 800
Lapis finissimos para riscar, a dnzia 500
Dunas de facas e -arios linos 39OJJ0
Ditas de facas e garfos de balando moilo finas b"fll.
Ditas ditas muilissimo finas, cabo de marlim 15)000
Caivetes de aparar pennas moilo finos 80o
na rua do Queimado, nos Quatro Cantos, na loja de
miudezas da boa. fama n. 33, defronle da loja do fa-
zendas da boa le.
Navalhas a contento.
Continua-se a vender a 89OOO o par (prero fixo) as
ja bem conhecidas navalhas de barba, feitas pelo h-
bil lahricanic qne ha sido premiado em diversas ei-
pnsices : vendem-se com a condi;u de nao agra-
dando poder o comprador devolvc-las at 30 dias
depois da rompra. restilnindo-se a importancia : em
casa de Augusto C. de Abrcu, na rua da Cadeia do
Recife n. 36.
15000
15200
320
600
500
640
700
(*$crni>0 fngtoo*.
andar..
v
ua rua da Cadeia-Velha u. 2i, primeiro
No dia 7 do corrente fugio o meo escravo Mi-
guel, cujos sianaes sao os seguinles : cabra, reforca-
do, de estatura e Meta regulares, com ralla de um
denle n queital de baixo, cara descaroada, rosluma
rapar a barba, pernas arqueadas e ps grandes, ida-
de 25 anuos ; fui escravo do fallecido Thomai que
morn em Santo Antao, he filho de Filippe, irmo
do dilo I liorna/, morador em Cariri, dislriclo de
villa de Campia e fazenda denominadaTres Ir-
ni,ios ou Cacimbas; suppe-se o escravo ter procura-
do Paje de l'lores.por Itr sido no dia 8 encontrado
em K.p:i,\ a procura de dous moradores dessa co-
marca, para oude era de costume viajar com carias
de fazendas : rogo as autoridades desta comarca dig-
nem-se de dar suas ordens, alim de couseguir-se a
captura do escravo, se por ventura all estiver, e aos
canites de campo recommendo-o, certo de que se-
rao generosamente gratificados, l'ngenho Tapera
freguezia de Jaboatao 12 de maio de 1856.
Miguel 1". de Souza l.eao.
Contina andar fogida a preta Mereoeia, crl-
oola, idade de 28 a 30 annos, poaeo mais oa menos
com os signaos seguinles : falla de denles na freda ,
urna ds orelhas rasgada proveniente dos brincos -
quem a pegar leve-a a rua do firom, armazem de
assucar o. 12, qoe ser bem gratificado.
PE UN. : TYP, DB M. F. DB FARU, 18
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO MUTILADO
ILEGIVEl


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