Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07386


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Full Text
ANNO XXX11 N. 117.
Por 3 meses adiantados AfjOOO.
Por 5 mezes vencidos 4500.
SEXTA IEIRA l( DE MAIO DE 1856,
Por anuo adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
EMCARREGJVDOS DA' SUBSC.U1PCAO' NO XORTE.
Parahiba, oSr. Gmaiio V. d Nitividade ; Natal, o 8r. Jo..
qunn 1. Pereira Jnior; A.raeatv. o Sr. A. da Lemoi Braga ;
Jeera, o 8r. J. Jote de Oliveir ; Maranho. o Sr. Joaqun Mar-
quee Rodrigues ; Piauh;, o Sr. Domingo! Herculaoo A. Peaaoa
Caareate ; Para, o Sr. JuitinianoJ. Ramo; Amazonas, o Sr. Jaro-
njmo da Coila.
PARTIDA DOS CORREIOS.
ol.nria : loM 01 >1.j-.
I-'M..... I.mi.,11...... I'.ir.il.l|i
S. Ah.. 11......... Una
l'.i.-.l'Uli
.i'^Ull.l.l
.Ciu.iru, Vil........
Naiit.-ih.
(.,
. I......., Villa-H.Hi., lloa-YMa, Outi
... I|...|ii
ilrira > >.ii.i
> -
,!.-.
. .- -,-\i.,s-f.->M-.
. (.ar.ini.iiii. : n.i larca-frlra.
ir... Ilr.jo. IVs.|...ii i. Iiim-
r Km : i.."- <|>iarl.i.-tr ;.., narrara*, Agva-PrcU,
uUl.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commeVcio quartas a sabbadoi.
Kelacao lercas-feirai a sabbadoa.
Fazenda : quarlai a s.ibbado ai 10 horas.
Juizo do commarcio : aegunda ai 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo.de orpboi.- segundas a quintas as 10 boraa.
Primeira vara do civel i segundas a sextas ao meio-dia.
Segunda Tara do cirel: quartas a sabbadoi ao meio-dia.
EPIIEMERIUF.S DO HEZ DE MAIO
4 Lu nova aoi 24 mioutos, 48 segundos da tarde.
11 Quino crescente as 5 horas, 37 minutos a 48 scguudos da t.
2o La cheia aaa 22 minutos a 48 segundos da manha.
27 Quarto minguante as3 horas. 1S minutse 48segundos da lar.
I'HKA.MAK DE IKl.li:.
Primeira as 2 horas e Bminutos da tarde.
Segunda as 2 oras e 3o mioutos da ni.inli.ia.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. 8. Joanna princesa v.; Ss. :ereo e Aqullco irs. mm.
13 Terca. B. Pedio Begalado f.: Ss. Glvceria c Servaco mm.
14 Quarta.8. i.i .: Ss. Bonifacio. Enedina e Poncio mm.
15 Quinta. S. Iridor i Lavrador.: S. Dympna priceza. ; S. Toralo
16 Sexta. 8. Joao Nepomuceno ci.ucgo m. S. Aquilino ra.
17 Sabbado. S. Pedro. S. Pascboal Bavdo f.. S. Possidonio ni
18 Domingo 2" depois do Espirito Santo. S. Gregorio 7. P.,
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha o Sr. D. Dupral;
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMIIECO
O propietario do DIARIO Manoel Figmiroa
livraria, praca da Independencia ns. ge 8.
da Firia, na sua
PARTE OPFICIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 7 de abril.
Circular. O marquez de Paran, presidente do
tribaual do tbesouro nacional, leudo eni visla as
dispoaicOei do regnlamento de :1 de marro de I*">">.
que augmentaran! os emolumentos dos oflicios e eni-
pregw de juslira. ordena ao Srs. inspectores das
thesourarias de fazenda que espetara sera demora as
providencias necessarias pura em juizo compelenle
se proceder i hitarn dos ollicio* e empregos de Jus-
tina loe a direilos ; devendo-se observar o que dispoes a
circular de 31 de dezembro de (SVI, depois de fei-
l.is as referidas lotacjcs, mas cobrando desde logo
pelo raapcctivo arbitramento o referidos direilos.
A' IlMsouraria do Para.O marquez de Paran,
presidente do tribunal do tnesouro nacional, res-
pondendo ao oflicio o. Si i que era 11 de dezembro
do anoo passado Ihe dirigi o Sr. inspector da Ihe-
souraria do Para, tem a declarar-lhe que nao pude
eligir doe empreados Horneados para servir interi-
namente os lugares vagos por demissao un apusen-
ladoria, ou cojos servenluarios effeclivos se acham
iaapedidos por licenee ou em consequencia de com-
misso aotorisada pur lei, sean os direilos de .V;
relativo ao lempo du exercicio que liverem, visto
como ojo se acha revogada pelo ari. 15 da le de 1.'
deselembro de IK Vi. como suppeo Sr. inspector, a
advertencia 2.' da tabella annexa a de 30 de novem-
liro de 1811. segundo ja Ihe foi explicado na onlem
n.102 de 20 de novembro ultimo ; 2. que, declara u-
do adecisao n. 213 de 18 de noveml.ro de 18.51 <|iae
desemelhanles direilos s esiao isenlos aquelles eru-
pregados publico qoe exercem lugares mennos na
qualidnde de substitutos nulo* em virlude de deter-
mioacao legal, loroa-se evidente que a esse paga-
naenlo esli sojeiles todos os oulros que se acliarem
em condices differenles, anida qoando o seu exer-
cicio ngo se esteuda ao periodo de uro auno, porque
nesle caso os direilos sao cobrados, como ja se disse,
a rallo do lempo desse exercicio ; 3.a, finalmente
qoe os empreado- dessa lliesouraria nella promo-
vidos estilo aero duvida spolo, ao pagaineulo dos
referidos direilos pela difieren dos novos venci-
menlos. como lie expresso na adverlencia lerceira
da tabella citada ; por isso compre que o Sr. ins-
pector ou exija Dio su daquelles que ns tem deixado
da pagar por ocdsio de accessn, senao I aro bem do
chafe de ecco das Alagoaa, para alii removido na
qoalidade de 1. escripturero.
A' mesa do consulado.Declaro ao Sr. adminis-
trador da mesa do consulado, em resposta ultima
parle de seu oflicio de 2 de marro ultimo, ti. 21,
que deve fazer distribuir metade do valor dos dia-
mante*) appreliendidos a Ilenrique l'nn-, repartid.i-
menle pelos denuncianles, leudo em visla, nao sil a
proridade, como os esclarecimentos prestados por
cada uro delles, edecluando-se a entrega das quan-
tias por ordem reservada ao Ihesoureiro da dita re-
partico pessoa que pranle o Sr. administrador
fr autorisada pelos denunciantes para receber o
premio ; devendo ser esla autorisarao por escriplo, e
ficar reservado em seu poder ; convindo que para ns
casos futuros se observe como regra, que a recom-
pensa eslabelecida na lei para a denuncia compele
integralmente a quera leve prioridad em d-la aos
rseles das repartirnos liscaes, excepto se aquelles
que a derem em segando, lerceiro, ou qaarlo logar
ajaiitarein esrlarecunenlos, sem os quaes nrm seria
provavel a effeclividade da apprehemdo, porque
nesle caso lera urna parlo proporcionada importan-
cia de suas revelares. .
A' de Mfcas. -" O marque/, de Paran, prc-i -
denle do tribunal do lb.esou.ro nacional, respnndeii-
do ao olTIcio do Sr. inspector da Ihesouraria de Mi-
nas, n. 72, de 2*4 de seUmbro do auno passado, no
qual pergunla se est Jnaquim llenriqae da Silva
obrigado ao pagamento de sisas, que delle exigi o
colleclor da villa do Mar de llespanlia, correspon-
dentes s fazendas de cultura, que llie sahiram por
aorle em urna rifa annexa lotera gcral que correu
na corle em 2S de abril do dito anuo, apezar de ter
allegado o mesmo Ilenrique no eslarem taes fazen-
das sujeitas quelle imposto por nao poder elle, que
havia promovido semelhanle rifa, pnssar escriplura
de venda a si mesmo, declara ao sobredilo Sr. ins-
pector, que Ihe rumpre revogar a ordem que expe-
dio em 20 dejanlio ultimo ao colleclor do Mar de
Hespaoha na parle em qne manda cobrar a sisa das
referidas fazendas, e proceder execulivamenle, se nao
fr ella paga amigavelmenle, porque nao pode com-
liluir elemento legitimo de renda um acto Ilegal,
como he a rifa de qoe se trata, i vista do artigo 52
da lei de 18 de setembro de ls"..
Nao esiao, porcm, da mesma son isenlas do pa-
samento de sisa as escriptur.s que se liverem lavra-
do de compra e venda das fazendas qoe sahiram a
oulros individuos na referida rifa ; e deve porlanlo
proceder-se conlra quem de djreilo for, se n.1o a li-
tar paso, nos termos do $ 9. do alvarn de 3le ju-
nto de 1809, porque o fado de provirem ellas de
urna rifa Ilegal nao pode eximir de lal pagamento,
visto como nao compele as autoridades liscaes apre-
ciar ueslas circumslancias a sua validade.
17
A' directora geral do contencioso. llavendo-sc
dignados. M. o Imperador ouvira seceso de fazeu-
da do cooselbo de estado sobre a nacionalidade da
finada D. Rila Constanza, Portuguesa de nascimcnlo,
viuva du capitn do exercito Joaquim Jos Bonilla,
a respeilo da qual susctoo-se duvida no lliesourn
nacional por occasiao de pedir o cnsul portuguez
jicenca para alienar um terreno nacional da l.agoa
de Rodrigo de Frailas perlenrenle ao espolio que ar-
recadara da mesma I). Rila ; foi a dila secrao de pa-
recer que u3o compela a arrecadario desse espolio
ao mencionado cnsul, pnrquanlo a viuva de um ci-
d.idao braileiro nao pode ser considerada eslran-
geira, sendo ioconlestavel, que pelas disposiroes do
nosso diieilo patrio a mulher segu a sorle do ma-
rido, adquiindo a que he eslranzeira a nacionali-
dade desle pelo fado do casamento ; e accrcscendo
que debalde se invocara contra taes disposiroes o
prin-ipio da reciprocidade ofTerecida pelo regula-
rnenlo de 8 de novembro de 18.il, e aceita pelo go-
verno de S. M. Fidelissiraa, visto que all i vigora,
qaaoto materia aujeita, a mesma legislarlo que
prevalece eirtfe-Jrir Tiafldo o mesmo augusto se-
liiior se coutormado com c^J>ec.pa imperial
los em ser, daudo-se logo por cobrados os que (al-
lorein.
.").' Iramedialamente depois da entrega do pro-
duelo da cobranza dos imposto- realisados nos domi-
cilios, e da tomada de cuotas dos recebedores, os
empreados encarregados dos livros do lancnenlo
faro nellcs as referencias dos nmeros dos couheci-
menlos cobrados, e assenlarlo as dalas dos paga-
mentos.
11.' Todas as olas qne se houverem de fazer nos
livros de lancameiito, devem ser escripias as fallas
em branco, que para esse efleilo se reservarao no
fim de caita um dos dilos livros, fazendo-se na co-
lumna das observares nicamente a chamada por
meio de nomern<. Eslas notas deverao ser datadas
e assignadas pelo empregado que as lanrar ; e lud-
ia- se mencionara em re. ira ludo o que for essen-
cial para esclarecer ou justificar a alteraran feila
no l.inramenl... como despachos, ordens e docu-
mentos.
7. llavera um lira mappa, conforme o modelo
n. 6., em que se escrever a rereila diaria de cada
urna di. coutriboiroes direclas e indirectas, cuja
arrecadarao est a cargo da recebedoria.
8. No livro da receila c despeza geral somente
se lanraro. no que diz respeilo a primeira, as sotu-
rnas tolaes da cobranca diaria sem classifca^ao das
rendas, mas com referencia ao folio do livro mappa
(modelo n. 7.
9." As relares de que Irala o arl. ."i." do decreto
n. |.l de II de abril de 1812, deverao ser numera-
da-, rubricadas e encerradas com a assignalura do
admioisirador, a medida que entrarem na repar-
lirao ; e logo que linde o prazo da matricula sarao
reunidas e encadernadas. Os livros de matriculas
serao escriplurados serondo o modelo n. 8.
Thesooro nacional era 28 de abril de I8t.Mr-
quez'de Parar.
v
OOVERNO DA PROVINCIA
Espediente do da 12 da man.
OflicioAo Exm. commandanle superior, duen-
do ler-se expedido ordem aos juizei de paz raais vo-
tados dos primeiros dislriclos das freguezias deste
municipio, para que remellam quanlo antes ao pre-
sidente do consellio de qualiticacao da guarda nacio-
ual das meslas freguezias as relares de que Irala
S. Exc. em seu ollicie, de 9 do crrenle.Expedi-
ram-se as ordens cima mencionadas.
DiloAn chefe de polica, coinraunicando ler ex-
pedido ordem ao ajenie dos vapores para fazer trans-
portar para a Parahyba no primero vapor, o crimi-
noso Amonio Barros da Silva, e ao commandanle do
corpo de polica para preslar duas praras que devem
escoltar aquclle criiniuoso.Deram-se as ordens do
que se Irala.
Porlaria O presidente da provincia, conformn-
dole com a propo-ia do teuente-coronel comman-
danle do balalh.lo n..|2 da guarda nacional de Seri-
nli .fin, datada de 1 de abril ultimo, ; que se refere
o ollicio do respectivo commandanle superior de 23
do mesmn mez, resolve nos termos do arl. i8 da lei
u. 02, de 19 de selembro de t&'iO.nomear para olli-
ciaes do rclerido balalhao os ctdados aeguinles;
Eslado-maior.
Tenenle qiiartcl mcslre, Joao Manoel de Barios
Wauderlev l.ios.
Ciriirgiao-leuenle, Ailtonio Monlero de Mello.
Alfercs-secrelaro, Jos Ovidio Regoeira Piulo de
Souza.
l)ilo porla-bandeira, Miguel Joaquim dos Sanios.
l. compauhia.
Capil.lo, LniX Panino. Cavalcaoli de Alliuquer
qo.
Tenenle, Jos Vcnccsla'o AOonio llcgueira Perei-
ra de Baslos.
Alferes, Joao Carneiro l.ins Barradas.
Dito, Joaquim Mailluiauo aos lieU.
2.a eoropanhia.
Capilao, I)r. Antonio Hermano Begucira Minio do
Souza.
lenle, Joao Florentino Cavalcanli de Albuquer-
qoe.
Alferes, Domingos Theodoro Itecueira Pinto de
Souza.
IMo, Emilio de Vasconcellos Memlonra.
3.a companhia.
Capilao, liento Cavalcanti de Alhnquerque Mello
Tenenle, Alvaro Barbalho lichoa Cavalcanli.
'Alferes, Manuel Cavalcanli de Sa' Albuquerque.
tillo, Mermes Jacorn de A.-aujo.
4.a companhia.
Capilao, Sebasliao do Reg Brrelo.
Tenenle, Siimao Pinto Ribeiro.
Alfares, Francisco Luiz (oncalves Chaves.
Dilo, Fraucisco Manoel de Souza Oliveira.
'}.* compauhia.
Capilao, Francisco Manoel Wanderley l.ins.
Tenenle,Pedro Cavalcanli de Albuquerque L'cltoa.
Alferes, fhom Joaquim de Oliveira.
Dilo, Manoel da Gama Ribeiro Jnior.
6.a companhia.
Capilao, Joo Cavalcanli de Albuquerque I cima.
Tenenle, Francisco Firmino (Rodrigues da Silva.
Alferes, Flix Jos de Mello.
Dilo, Manoel Rodrigues Pereira.
13
OflicioAo Exm. commandanle superior da star-
da nacional do municipio do lente, ioleirando-o
de haver aulnrisado ao marechal commandaulo das
armas a dispens?r do serviro do aqoartelamenlo 120
praras de prel do 3. balalhao de iufanlaria da mes-
ma guarda nacional.Ofliciou-se nesle sentido ao
referido marechal.
DitoAo Exm. commandanle das armas, remet-
iendo por copia um ollicio do commaudanle do pre-
sidio de Fernando, alim de qoo dv as necessar!as
providencias, que entender necessarias a respeilo da
suh-liiuir.ui das praras de arlilhara, ora destacadas
no mesmo presidio.
DiloAo iuspeclor da Ihesouraria de fazenda,
Iransmillindo para o fim convenieuls, o aviso de le-
tra n. it na importancia de 1:0003000 reis, saccada
pela Ihesouraria de fazenda da provincia do Rio
Grande do Norle, sobre a desla.e a favor de Jos Joa-
quim de Lima.Parlicipou-se au Exm. presideule
d'aqnella provincia.
DiloAo mesmo, recommendando qoe mande pa-
gar ao Dr. Jos Joaquim de Souza, ta razio de 509
reis diarios, o lempo em qoe elle esleve em cotnmis-
gniole: A1 vista da informara.., como requer; sen-
do esle apresenlado ao Sr. inspector da lliesuuraria
provincial para seu couhecimenlo.
Dilo Ao mesmo, approvando a deliberarn que
tomou de aulorisar oengenheiroMilel, a mandar fa-
zer o promplo reparo de que precisa a casa da bar-
reira da Ponte dos Carvallios. Communicou-se a
Ihesouraria provincial.
Dito Ao Dr. Possdonio de Mello Accioli, di-
lando ficar inleiradode haver S. me. entrado no ex-
ercicio do lugar de provedor da anude do porlo dei-
la cidade.
Dito Ao cirurgio Francisco J.....da Silva, lou-
vaudo a iiransavel soliclude de que S. me. dera
sempre as mais valiosas p.rovas durante a quadra ca-
lamitosa porque passamos.
Dilo Ao Dr. Francisco Gonralves de Moraes,
louvando os serviros por S. me. prestados aos doen-
les pobres confiados aos seus cuidados mdicos.
Dilo Ao Dr. Pedro Dornellas Pessoa, dizendo
queo governo aprecia o zel? bous serviros quo S.
me. prestara no desempenho de sua comn..,o. me-
dica ; e recommendando que mande entregar a coni-
iii "i i de hvgieoe pubhra os medicamentos c uten-
silios que existcm em seu poder.
Dilo Ao cirurgio Andr Ferr'ira de Almeida,
dizendo licar inleirado de haver S. me. remedido a
rotnmi-.iii de hygiene publica o resto dos remedios
que Ihe forara fornecidos para o curativo da pobreza
accoinmettida da epidemia, e declarando que aprecia
os bous serviro por S. me. prestados no desempenho
de sua rommissao medica.
DiloAo presideule do coniclho administrativo
ilo patrimonio dos orphaos, approvando a nomearao,
que fez aquello cooselbo, do Dr. Antonio Aunes
Jacomc Pires para servir interinamente o lugar de
seu secretario em quanto durar o impedimento do
respectivo propietario.
DiloA commisso central de beneficencia.
(Juerendo satisfazer as vistas palernaes de S. M. o
Imperador, tazando distribuir pelas f.milios que (i-
caram indigentes e desamparadas por occasiao do
cholera a quanlia de 11:000? rs. que elle se digoou
por a minha disposirao ; e juntando a esta somma
os 6:153? rs. qoe para o mesmo tira me Tora remet-
lido pelo Dr. Filippe Lopes Nello, do reilo do do-
nativo feilo ao hospital do I.ivramenlo, jolgo conve-
niente que as mencionadas quanlias fiquem deposi-
tadas na mo do actual Ihesoureiro da commisso
central de beneficencia para serem repartidas do
modo seguinte
Collegio dos orphaos.......4:0003^100
i freguezias da capital......2:000?O00
Collegio do Bom Couselho em Papa-
cara........... 1:133(000
(Rinda............ 5OO3O00
Iguarassii........... 500?000
Goiaiina........... 5003000
Pnod'Allio.......... .'1OO3OOO
Nazarelh........... 500NI00
Bonito. 1........... 5003000
Brejo............ 50O?900
l.imoeiro........... 5009000
Santo Anio. '........ 5003000
Garanhuns.......... 5003000
K como nos lugares cima indicados devam haver
pessoa- que com maior conheciineulo de causa pos-
sam fazer a dislribuirao de um modo conforme as
vistas dos bemfeitores, lenho nesta dala ..Minado aos
juizes de direilo e municipaes e vigarios respectivos
para, de comraum accordo, mandarcm receber do
Ihesoureiro da commisso central a quota respecliva,
alim de ser convenientemente distribuida, devendo
a das qoalro fresuezias da capital ser feila pelo mes-
nio Ihesoureiro da commisso ouvindo os respecti-
vos parochos.Fez-se o expediente de quo se Irita.
DiloA mesma.Podendo-se cousiderar exliucla
tiesta capital a epidemia que lano nos llatellou, e
parcreudo cheado o termo dos Irabalhos da cm
missao central de beneficencia, eu falfaria a oni de-
ver de justir i e grati.iao se Ihe nao dirigisse, como
agora o faco, os meus aradecimenlos e merecido
louvor pela mu valiosa coadjuvacao que ella pres-
tou administraimo ca huiuanidadc solfredora, em
cujo bcueficio nao poupou, nem Irabalho, nem fa-
diaa e nem sacrificios. O que ludo levarei ao co-
nhecimenlo do governo imperial.Iguaes as com-
missoes parochiaes de beneficencia desla cidade, e ai
das freguezias dos Afogados, Varzea e P050 da Pa-
nella.
PorlariaBeformando nos mesmos poslos o len-
le Antonio Joaquim de Oliveira Baduetn e os alfe-
res Antonio Baplisla Ribeiro de Farias e Jos Bar-
bosa de Miranda Santiago, lodos da anliga guarda
nacional do municipio do Recife.Paiiicipon-se ao
respectivo commandanle superior.
sao medica na cidade da Victoria, a contar do dia 8
resolocao de 29 do mez lindo, asura o commonicirT-7jfeverf al fc-de marco deste anno, assim como
V. S. para sua iolelligeocia, e alim de que expera
ni providencias para qoe se proceda a arremataran
do espolio da referida D. Rila Constanra nos lermos
da legislaran em vigor, a respeilo das herancas qne
nao esiao sujeitas ao rgimen especial do citado
regulamenlo.
18-
A' presidencia do Cear, declarando quo he in-
suilenlavel a inlelhgencia qoe den segunda parle
do aviso o. 88 do 1. de abril de 1851, em virlude
da qual mandara pagar ao cofre provincial o dizimo
e imposto de quatro rezes da fazenda nacional do
Arary, visto como a douirina no dito aviso esiabe-
lecida he qne a fazenda geral nao pode ser sujeila
aos impostoa proviociaes 00 municipaes, doutrina
que a dita segunda parle do aviso em quesiao nem
destroe, nem modifica, por isso que refere-se a des-
peza e nao a imposlos; cumprindo porlanlo que
leja revogada a ordem que a semelhanle respeilo se
expedio a Ihesouraria em 12deoutubro ultimo.
Commoicou-se Ihesouraria da provincia.
28
O marquez de Paran, presdeme do tribunal do
Ihesouro nacional, ordena que 110 expediente da
contabilidade dos impollos arrecadados pela recebe-
doria do municipio, sejam observadas as scguinles
disposieves do I." de julho em djante.
1.1 o* livros de laur.amenlo dos imposlos direc-
tos serio inscriptas as dalas dos pagamentos e os
nameros dos mohec melos de labio que se ex-
trahirem, na forma dos modelos annexos ne ns.
1 a 5.
Esta inscripr.lo sera feila em presenca do conec-
tado ou do seii preposto, e em aclo consecutivo ao
da expedirlo do conhecimenlo, qu nido o imposlo
tiver de ser salisfeito i bocea do cofre.
2.a Ne.te caso os conhecimenlos. medida que
forem exlrahidos, deverao ser remedidos por inter-
medio dos continuos da reparlic,ao ao Ihesoureiro, o
qoal fara por elles e na ordem chmnologca do seu
recebimcuto a chamada doscolleclados a quem per-
leneerem, para viren) cffectuar o pagamento.
3. Acontecen i rclirar-se ocolleclado sem es-
perar a chamada, o Ihesooreiro, antes de lido o ex-
pediente do dia, entregara por intermedio do cscri-
vao o conlieeimedlo nao pago ao empreado que o
extrado, e esle laucara inmediatamente na dupl-
cala do taUo, e no lugar compelenle do livro do
lanraniBiito, a uola de se nao ter realisado a re-
colta.
i. llavcrao livros de cor.la correnle, numera-
dos, aBerlos, robricados c encerradosjpelo adminis-
trador, para se fazer a escrpioracao da entrega dos
valores dados aos recebedores.
So ultimo dia ulil de cada semana serio esles
ohngados a fazer a entrega dos dnbeiros rerebi-
dos, e apreaentarao oetie ido iodos os conliecimeu-
os vencimenlos qoe h'aorma da portara de 30 de
abril, Ihe compclirein coiRP medico de dislriclo des-
de o 1." al7 de fevereiro, e de 13 al o ultimo da
marro.
DitoAo mesmo. mandando p?gar ao acadmico
Leandro Carlos de S, que esleve em commisso na
comarca de Pao d'Alho, o que se Ihe esli^er adever
do dia 3 de mareo a 7 do correule na raza "" Os
reis diarios, discoulando se-loe nessa occasiaeX que occ<"'*' immedialamenle ao
elle ja tiver recebido por conta de seus iemiBgb. ^viS^i^^SS^mSSi'.
"loAo mesmo, recommendando que com ur-
gencia d as necessarias providencias, alim de qoe o
fornecino.oto il'agua ao forte do Buraco seja feilo
pelo modo iudicado era sea oflicio n. 191.Parlici-
pou-se ao marochal commandanle da armas.
DiloAo mesmo, inleirando-o de haver o juiz de
direlo da comarca de Goianna, Dr. I'olv carpo LopM
de l.e.lo, participado que no dia 2(1 de a'bril ultimo,
entnra no exercicio ile seu cargo.I-nal cuinmu-
nirar -o e fez ao couselheiro presidente da relarao.
DiloAo chefe de polica, declarando que expe-
dir ordem ao iuspeclor da Ihesouraria provincial,
para qne estando nos lermos legaes a conta queS. S.
remellen, da despeza feila com os presos pobres da ca-
deia de Garanhuns durante o me/, de abril, mande
pagar a sua importancia a Jos Francisco da Silva.
Dilo Ao juiz relator da junta de juslica. Irans-
milliudo para ser relatado em sessao da mesma jun-
ta ,0 processo verbal do soldado particular do segun-
do balalhao de iufanlaria Ce le., de Souza \ cilio.__
Parlicipou-se ao marechal commandanle das armas.
DiloAo inspector do arsenal de marii.ha.ru-
commendando que com urgencia ponha a disposi;ao
do commandanle da estarn naval a barcaca Despi-
que, devendo ella estar armada e equipada pelo
modo porque o foi a barcada Primavera quaudo es-
leve empreaada 00 servico do cruzeiro.Communi-
cou-se ao mencionado commandanle.
Dilo Ao juiz dedireitodo Brejo, dizendo que o
promotor publico daquclla comarca, o bacharcl Aris-
lidesdi Bocha Bastos, leudo lomado asiento na as-
sembla le-islativa provincial, deixa por isso de se-
guir para ah, alim d| entrar no exercicio do seu
cargo.
Dilo Ao diredor uterino da repartidlo das
obras publicas, declarando que de ronformidade com
a sua informarlo dada acerca do rcqaerimenlo em
que o commandaulo superior Joaquim Cavalcanli
de Albuquerque pede nao seja descontado ao arre-
mtame do sexlo lauro da estrada do norle o valor
da bomba que lera de ser supprimida no mesmo lan-
co .1.....11 .nl,i, visto como elle se obriga nao s a fa-
zer as obras indicarlas na rilada iuf.irmac.ao, mas
com zrlo, docura e piomptdio, proprios de humen-.
verdadeirameule caridoso.
Alm desle hospital rteoohecendo V. Exc. a ne-
cessidade de um oulro na freguezia deS. Jos, em
ra/ao da loDgilude em que aquelle licava de seus ha-
bilanles, inandou que se fizaste o do nome .I > -1 a fre-
guezia, provendo-o V. Exc. de todo o ueeetsario pa-
ra que os parechiauo se nao ressentissem de falta
alguma. Esse hospital era bem organisado, e o seu
-erviro prudente e regularmente exercido. Os es-
forjos porcm de V. Exc, nfledeixaram de ser apre-
ciados pelos particulares, qua inundo--.- c pedindo
em nome dacaridade evanglicaaqullo que fot-
se coropalivel com as circumslancias de cada um,
estabelecerain o hospital do I.ivramenlo, na igreja
do mesmo nome, e que reHfvanles serviros pres-
tuu.
O hospital da freguezia da Boa-Vista, que foi es
labelecido em um masmlico eSifcio, propnedade do
Sr. Joao Viera da Cunha, e aoi elle offerecido a V.
Exc, magesloso por sua archllectura, bello pelo seu
asscioque exceda as necessidades da crise e ameno
por sua localidade prehencheu complelameule o fin
desejado. Alera desles honvaram oulros muilos
hospilaes, como fossem o da ra dos PiresCapunga
Afogados ele. etc., que Igualmente raoilos ser-
viros preslaram.
Ouera poder negar que um servido sauitario tao
bem distribuido foi um inmensabaluarte para
combaler e debellar o loimigo eommum ff! Nao foi
peqiu.no o numero da morlalidde em relarao a po-
pulare desla capllal'.'! Contraren! embora osmal-
d7.enles, eu porem na qualidade de eslrangeiru, e
iraparcial relavamenle aos negocios desle priz, nao
posso deixar de dizer qoe em nenhuma parle da Eu-
ropa se leria feilo mais. Em os hospilaes que vizi-
lei, sempre enconlre os mais escrupulosos servidos
mdicos, admiraveis adminilrarncs e lodo que as
circumslancias exigiam.
Nao me he possivel neslas poucas liabas fallar dai
localidades de lodos os hospilaes, digo porem fran-
cmeiiie que o hospital do Carrao,de qoe sou um de
sen, mdicos inlernos, acha-se muilo bem montado,
dispe de boas enfermarlas, enelleos servidos lodos
ao execulados com minia poblualidade.
O mesmo posso dizer do hospital da ra da Auro-
ra, que lambem, assim como um das mdicos, c digo
mais que nenhuin eslrangeiro poJera' dizer qoe ja
vio na Europa, um t.lo bello hospital cholenco.
As coinpaohias de desiofecrao, e aterradoras das
ras, foi urna rrear.lo de efue dependen pela maior
parle a pouca inlensidade do mal, e a esperanra de
ueuhuma recrudescencia, merecendo por esla for-
ma V. Exc. os npplausos desla provincia poriao fe-
liz passo.
O cemilerio desla cidade dtsempenhou perfeila-
menle as ordens de V. Exc, pas qne os enlerra-
iiienlo- eram feilos com a maior brevidade possi-
vel.
Morreram Ires mil Irezeulas e dez pessoas, nume-
ro muilo pequeo para a grandeza da popular.10,
devendo-se islo smenle as providencias tomadas
por V. Exc. e a constancia das pessoas que o aju-
daram no desempenho de lo sublime trela.
Tudo quanlo lenho dito he filho da juslira e 1111-
parcialidade ; pois qoe como eslrangeiro nao lenho
prelenroes c nem me desejo envolver no Inrbilhao
da poltica.
Se alguma falta se den, nao se a pode nllrihuir a
V. Exc, purera a aquelles que, ou nao corapreheu-
rara, ou deixaram de cumprir as ordens de V. Exc
No comprmanlo de meu deveres, ignoro se ba-
vera comraellido alguma falla, porem o que posso
ailianrar a V. Exc, lie qoe nao poupe sacrificios
para a boa excneJo das orlcnsde V. Exc, eide-
sempenho da minha missao nesta previnci, e poslo
que |.. epidemia hoosrafW ilcrliiiado, achei com (rulo
em que Irabalhar, corno poderfatteslar os hospilaes
da roa da Aurora, e do Carino.
Resla-me agradecer a V. F.\e. a estima com qoe
me penhorou, e o bom conceilo que de n.im fez,
coiiuaudo-me diversas conimisses medicas, e espe-
ro opporlunidadc para demonstrar a V. Eie., e ao
povo pernambucauo, o alleclo e consideraran que
ihes Iribulo, por ser.De V. Exc muilo ltenlo ve-
uerador obricado.
Illm. e Exm. Sr. couselheiro Dr, Jos Benlo da
Cunha e Fisueiredo. dgnissimo presideule desla
provincia.Dr. Fio Adur.ci.
Recife, 13 de maio de 1856.
Illm. e Exm. Sr.Anles de acabara minha com-
misso nesta provincia, e ir combaler ocholera
em nutras parles do imperio ; visto que sua [urca
epidmica ja se acha exmela nesla cidade, nao
posso deixar de em poucas palavras mencionar a
V. Exc, que extremamente roe|impressionoo a ma-
neira purque V. Exc. se houve n'uma quadra lao
horrivel, era favor da humanidade sofiredora. Com
suramasalisfacao allianco a V. Exc. que em a crise
aclual, a raais civilis.da parle da Europa, nao poda
fazer, e nem fez raais do que V. Exc. em beneficio
desla provincia, : especialmente de sua bella ca-
pilal.
Foram bem felizes os Peroambucanos por lerem
em ana 1 1 e-iMtui-ia um liumeui iao philanlropico
corao V. Exc, que raelhor do queninguem, compre-
heudendo os meios de arranca-Ios das agujadas
unhas de seu tremendo hospede, era cuja passagem
deixou sempre crep, orphandade e miserias, nc-
nhum sacrificio poopou para alcanzar o immeuso
fim a que se propoz.
Esla magnifica cidade, apropriadamenle chama-
daa V ene/a llrasileirapor sua posirao lopogra-
phica se pode dizer, sem meutir, dividida em Ires
grandes e liera povoadas cidades, ora as quaes res-
Mllavam as necessidades de soccorros, e de vislas
qoe de si alcaurasscm lodos os seus recnditos, o
V. Exc. se compenetrando deltas, anlecipadaraeule
se preparuu d'uma maneira a mais solida para en-
trar em combale cora lo temido adversario, alcan-
zando apus a lula os lomos da mais gloriosa vic-
toria.
Que V. Exc. cousa alguma poupou c nem esque-
ceu nesta phase epidmica e calamitosa para soc-
correr aos pobres uo mais horrivel solTrimento, he
urna venale iuconlestavel, e oblido o lira desejado,
cabe a V. Exc a mais completa salisfarao. Dividi-
da como he esla capital em Ires cidades, islo he no-
bairros do Recife, Sanio Antonio e Boa-Vista, era
cada ura delles se esforrou V. Exc em assislir cora
o necessario para a ,salvacao de lautas preciosas vi-
das, por um modo verdaderamente caritativo.
Subdividiodo o bairro do Recife era Ires dislric-
los, o de Santo Aolouio em doze, e o da Boa-Vista
tambera em doze, maudou V. Exc. para cada um
delles um medico munido de urna ambulancia pa-
ra occorrer immedialameole aos chamados dos po-
u-es, que fossem accommetlido.
fajol esles verda.leiros lillios de Esculapio, so es-
forcar?"! '"la desigual a que se propozeram, e
em aboo-A.1 verdade sou obrigado a confessar que
0 Inste e ma9 conceilo que de meus collegas e ir-
111.10. de Pernaia'lluco havia cu feilo na provincia
da Babia, era viH'Kle de iujuslos e calumniadores
escriplos publicados^ dilferenles joruaes, foi con-
vertido cora a mu!ialieeVaua a esla Prov',,c'* em
admirarn e eslima ; pois' m vez de l'omena cobar-
des e ..vrenlos, como ""' ,e dicos iutelligcnlcse geuer040s> inleirumeule dedica-
dos i causa da human1,030"-
A cobarda he, seg Jnu0 M historia desle paz,
r.-iaiivmenle pa^le 'luc ''"- respeilo a esla pro-
v nina, descoohecid?' Por esle Povo cuberlo de lou-
ros, por tantas -victorias alcanrada em lodos os
lempos com imrr"0-80' sacrificios de resignatao e de
vida ; e, pois, "'l0. *e admirar ninguera au saber
que houverara niuilos d'enlre esses dialinclos filhos
da sciencia, qe neuhum descaDro dcsfruclarara.
V. Exc. porer" u'10 ,e limitando a esla sabia dii-
iribinrai. dos- soccorros mdicos por dislriclos, creon
em cada o- -oezi-i um hospilal desliuado ao Irala-
menlo dos r>obres, em qoe eram ministrados o mais
caridosame^le os soccorros corporaes e espiriluaes.
Examinani'o esles eslabeleciraenlos pios, nao pusso
occullar JhA* intima salisfarao ao presenciar lan-
o asscio regularidado que nellcs havia, e assim
admirar o ,uo solcito de V. Exc. O hospital do
Recife, eslabe'00'1'0 Cl" diversas salas do arsenal de
mantilla, has' Para servir de monumento a glo-
riosa dedicac,.*"0 ue V- l^'e. pelo bem da huma-
nidade.
Sua gran-'es al*' asscadanienlc preparadas con-
lavain iuai.'os loilos bem dis|ioslos c salisfarloria-
menle enr upados. Um medico interno prcslava
promplo soccorros aos desvalidos nellc recolbidos,
nao aci'l"'io desparte liada a desejar-se.
O hospilal eslabelecido uo convenio do ('.armo,
nao tem o aspecto de luxo; nelle se eucaulra o ca-
ral.:ler simples e respeiloso de Din verdadeiro liosp-
1 .1 chrislao. Offerecida esla parte do convento pe-
i lo reverenilissimos religiosos carmelilas, levados so-
lambem .1 reparar no esparo de dousannos, qual.- menle do seulimenlo de piedade que os caraclerisa,
quer dainno que eausarem as aguas do acude que ,B ella salisfaz parfeilamente as villas ilos que Ihe (ra-
tera de construir em tubstiluirao da mencionad8 r.iran seu desliun. Nesle hospilal se euconlraui us
bomba, lanrou en dilo requeriuiiulu o dspachr- se- I soccorros para o corpo e para o espirito, distribuidos
i 1
COJHMANDO DAS ARMAS.
Quariel general do cooamando ala* ama da
Pernambuco na cidade d* Rtclfe en 1 1 de
malo de 1866.
ORDEM DO DIA N. 260.
O marechal de campo, commandanle das armas,
em nome da presidencia, em salisfarao ao pedido do
Sr. cnsul do imperio de Franca, convida aos Srs.
ofliciaes do exercilo e da- guarda uacional em desla-
camenlo, existentes nesla cidade, a asiislirem ao Te-
Deum, que, s 9 horas da manha do dia 15 do cor-
renle, lem de celebrar-so na Igreja de os Senho-
ra da Penha, em acrito de graras pelo nascimenlo de
sua alteza o principe imperial herdeiro da cora da-
qu.-lla narao.
O inesino marechal de campo, em cumprimenlo
da deliberarlo da referida presidencia, commuuica-
da em oflicio de hoolem datado, determina ao Sr.
leiienle-coronel commandanle do lerceiro balalhao
da guarda nacional desle municipio, que uesla data
considere dispensadas do aquartelamenlo cenlo e
vinle pracas de prel, devendo oesse numero incluir
as que sao contempladas doenles no quariel, e os
inferiores que menos falla possam fazer aoserxiro
da guarnir.lo : das dispensadas enviar au quarle'l-
general urna relarao nominal.
Declara, para os fins convenientes, qoe hnnlem se
aprcsenlaram, viudos da provincia das Alagas, os
Srs. capilao aagresado d'arraa de iufanlaria, Antonio
Maria de Castro Delgado, qoe, por aviso dojminisle-
rio da guerra de 30 de Janeiro ultimo, obleve per-
missao do govemo para residir nesla provincia, e
lenle Jos Hermenegildo I.eal Ferreira, que, por
Iroca, passou do oilavo para o dcimo balalhao de
infaularia.
Jos Joaquim Coelho.
EITEHIQR.
O BRASIL
l'or Mr. Charles feibaud,
(Conlinuacilo.)
O syslema reprcsenlalivo se acha em pleno vigor
no Brasil em lodo os graos da gerarchia dos conse-
Ihos dcliberaules. A communa, a provincia lem os
seus representantes eleilos assim como a geralidade
do imperio. He no que diz respeilo i representarlo
provincial, que a constituirn de D. Pedro I foi gra-
vemente modificada em 183i. Ella liaba eslabe-
lecido 11 conselbos provinciaes a cujas resolures s
podiara ler forra de lei depois da sancrao da assem-
blea geral ; o Aclo addicioual C m-liluirao,
promulgado a 1 deagoslodel83i, subslilue a esles
conselbos, assembleas provinciaes que lem a autori-
dad legislaliva em lodas as materias que inleressam
s linanras e adminislraro da provincia. Esla re-
forma, a que supprimia o consclho de eslado, e
urna lerreira que eslabeleceu urna regeuei nica,
foram consideradas,na poca em qoe a lei loi volada,
corno urna vicloria alcanrada pelo partido deraocra-
lico sobre o partido conservador. Mas, boje que a
ell'ervcscencia das paiies, se acha applacada e o de-
creto de 1831 ja funeciouo ha vinle e um annos,
nao ha no Brasil quem seja leulado a dispertar essa
velha coulcnda e nao creia na exlensjo dada ao po-
der provincial, sema de perigo para com a uuidade
do imperio e infinilarnenle vantajosa boa gesiao
dos negocios locaes.
Causa nolavel Esto decreto de 1834, obra dos
ullra-liberacs, eque pareca consolidar o dominio
delles, foi o ponto de parirla de urna reacrao con-
servadora, que, al rave/. de alguus obstculos passa-
geiros, de algum lempo de pausa de curia durarn,
se lem desenvolvido ale hojede urna maneira capaz de
salvar definitivamente a inonarchia brasilea con-
lra qualquer theoria subversiva. Una obra diclada
talvez por um peusameuto de deslocacao e de Irn--
lorno, lia sido, em definitiva, urna obra de couser-
vaciJo e de progresso reflerlido. Smenle os conser-
vadores iulelligeoles qoe o joven imperador chamou
para os seus conselbos, inspirando-se com o eleva-
do peusameuto do principe, bao rectificado, por meio
de medidas plenas de seuso pratieo, o que navia
arriscadoe exagerado as disposiroes do decreto. A
lei de 23 de novembro de I8il reslabelereu o cou-
selho de estado, deseuvoivendo-llie anula mais as
aiiribuirocs, e elevando o numero dos raembros de
dez a doze. Mais larde, una lei interpretativa de
\i de maio de ISl!) defini as altribuires das assem-
bleas provinciaes de maneira capaz de impedir
qualquer ronlliclo com o poder central, maniendo
ao mesmo lempo o svstenia de descenlralisaro cuja
experiencia demonstrara os bous cffeilos.
Em una obra rece til emente publicada na Blgica,
c que se distingue por nm eslado consciencioso dos
fados, o conde Slrallen-Poutlioz, critica enrgica-
mente asle syslema, no inleresse da prerogaliva
ini.ii irchira. que elle representa como diminuida
em ludo quanto o decrclo de 1831 concedeu ini-
ciativas locaes. Na minha couvicc^ao profunda, o i I-
luslre escriptor se engaa, e por mais dominado que
seja por orna opiniao aolecipada, nao appreciou
suflicienlcmente os fados que alias observou lao cui-
dadosamente. Era por ventura possivel, em um
paiz de lio immensa evlenso como o Brasil, e qne
s possoe popularAo agglomerada era alguns pon-
tos do liltoral, era por ventura possivel iinpr as
provincias o jugo de urna cenlralisarao adminis-
trativa. qoe-ftecessariaineule leria deixado lodas a
cousas emsoffriinenlo ".' Enlre eslas provincias, al-
guma tao grandes como reinos, ha algumas, cuja
distancia da capital e a imperfeirao das vias decom-
muniraro as collocam inteiramenle fora da acc.lo
direcU do poder central. O nico meio de fazer cir-
cular entre ellas o ar e a vida,era precisamente dar-
Ihesuma vida propria : era esle lambem o nico
meio de atfaslar deltas as ideas de separarlo que sao
o verdadeiro perigo desse inmensos territorios de
inleresse lo diversos. O meio he excellenle, e
tem dado bom xito. Havia no Brasil, nos primei-
ros annos da independencia, partidos separislas: ja
nao exislem.
A forra vital da conslluc,3o brasileira, nao resi-
da someole no seu esclarecido mecanismo e na en-
geuhosa combinaca.. das suas rodas; reside sobre-
ludo na sua propria base,a soberana nacional.
Tudo se faz no brasil por meio da eleic.io, e qual-
quer cdadao brasileiru, indgena ou uaturalisado
he eleilor, emtanlo que lenha vinle cinco annos.
Ha simiente exceprao para criados assalariados,
para os clrigos | regulares e para os indivi-
duos que nao guzam de urna renda animal de
30(1 francos, por meio de qualquer industria que
seja, anda mesmo por va de ura trabalbo ma-
nual quolidiano. He sera duvd.i o suflragio uni-
versal, com urna regra de dade que d seriascin-
vejaveis garantas de socego em bom Maco.
Desl'arle se conslilue o primeiro grao da eleirao ;
mas os eleilores de parochia nao 1........mi os depu-
lados, escolheiu soraeulc os eleilores de provincia,
qoe conslituem o seguudo grao clciloral, e aos
quaes he confiado o direiio de prover a lodas as
funcres electivas.
Todos os cidadaos brasilciros podem ser Horneados
eleilores provinciaes, com lanto que (enham urna
renda qualquer de 600 (rancos. Da-se somenle ex-
clusa acerca dos libertos o do individuos que aofv
liem processo criminal. \
A cscravdao 110 Brasil ho mu loleravel, e as ai-,
forrias saouurnerusa. Talvez nao baja paiz era que
o preronceilo da pelle lenha menos poder. Se a
consliluic,ao julgou dever recusar ao liberln o dire-
lo de influir direclameule cora o seu vol sobro a
ceslao dos negocios pblicos, a precauc lo nao se es-
leude alera do proprio liberto, o o lilho do li-
berto goza na sua plenilude, dos seus direilos de c-
dadao.
Vio-se, anda ha pouco.qual he a condicaode cen-
so imposlo aos deputados ; duas oolras exclusOes de
um valor conleslavel, limila m o direito de lomar
assenlo na cmara electiva. Applicam-se aos eslran-
geiros naluralisados, o aos individuos que nao pro-
le--.un a religiao do eslado ( a religiao calholica. )
nuando a independencia foi proclamada, rcinava
no Brasil cerla desconfianza conlra os estrangeiros,
islo he, onlra os Porluguezes, anligos senhores Jo
paiz, e que, por meio de tentativas indiscretas, li-
aban demasiadamente provado que nao queiiam
renunciar a esperanza de enllocar novamcnlc o nas-
ceiile imperio sob o jugo da metropole. Foi sob es-
las impresses qoe se fez a cmislituirlo, e he islo o
que explica a medida que veda a depulacao aos es-
trangeiros naluralisados. Hoje, eslas desconfiaras
nao eslilo talvez inleirameule dssipadas, c alguns
Incidente! nal recentes povam que as raassas
anda se acham dominadas por prevenroes de
ora era vanle sem motivo ; mas o governo e as
classes esclarecidas do Brasil, sabera sob esla
relarao qual lie a verdade, e, em vez de desconfiar
dos eslrangeiro, chamam-os com grandes gritos na
lirmeconviccaode que os bracos eoscapitaes da Eu-
ropa, sao os nicos que podem supprir i insuflicen-
cia da popularao, e dar valor ao imraenso territorio
do imperio. Ora, para faier que a colonisario lenha
bom xito, para fazer que as populares asglome-
radas da Europa, acceilem a dea de urna expatria-
rlo longinqua, nao sera ulil, at indispensave!, of-
ferecer aos estrangeiros que o Brasil quer chamar a
si, urna hospitalidado isenla de reslru-res ede des-
cooanras lujuriosas '! Nao ser necessario refor-
mar, refundir em um seulidu mais benvolo, as leis
que regem a condic,ao dos estrangeiros, e que lem
tantas vezes provocado queixas '.' Se houvesse so-
mente entre estes novos lilhos da trra americana,
um pequeo numero de (minen- de merecimenlo,
naosciid bom perinillir aos proprios Brasilciros es-
colhe-los para representantes, quando preencheram
todas as ron.11 roe- de cidadaos, e depois de cerlo nu-
mero de aunos passados 00 Brasil.
Pode-se objertar sobre este poni, qua s urna ge-
railo he prejudcada, e qoe o lilho do eslrangeiro
ualiiralsado lie cidadao indgena, apto por conse-
quencia para lodas as fuucroes c para lodos os man-
datos. Mas aqu se encoulra, como um invcncivel
obstculo, a segunda exceprao constitucional : para
ser cleilo depulado, be preciso profeisar a religiao
calholica.
Assim, os colonos eslranseros que seguem a re-
ligiao reformada, sao elles e sua rara, excluidos da
honra de oceupar um lugar na cmara dos depu-
lado. Ora,de que se compe, nesle momento, o pes-
soal da emigraco para o Brasil 1 Ha sem duvida
colonos de Portugal, dos Acarea, das Canarias, que
a excluso nao prejudicaria ; mas esles apenas ode-
reccm a colnnsac,ao do vasto imperio, ura recurso
limitado. A mina que se leve explorar para a co-
lom-.ir i,., mina que o llrasil lem apenas enlre-aber-
to, c que parece inexuolavcl, pois que he a ella que
a America do Norle deve sol.reludo o descnvolvi-
mento da sua riqueza agrcola, he a populosa Alie-
manila. He esla raca de pacientes, honestos e vi-
gorosos trataliadorcs, que irnporla sohreludo ael-
mar as provincias do sul do imperio ; e, para que
veuha abuiidantcmenle, para que la permaue;a, nao
deve ser fulminada com um eleruo interdicto polti-
co. OsAllemaes perlencem na maioria ao cullo
reformado, c 11.10 sera urna poltica jusla c hbil
ar|iiella que os collocasse para sempre eulrc urna
especie de ilotismo consliliicional 011 urna abjuraran,
que um eslado tolerante nao po leria exigir s cous-
rieudas.
Sobre alguns oulros pontos anda, a legislarn re-
lativa aos estrangeiros leria, em minha opnido, ne-
cessdade de ser revisla. e de ceno nao he a benevo-
lencia das inlences que. esle respeilo, fallar ao
governo do Brasil. Para que a liherdadc dos rol-
los que se concede aos rolnos prolestaule nao seja
lellro-inorla, cuuipre modificar, no que Ihes diz res-
pcilo,,i regia qae abandona aos miuislros da religiao
catliolica a guarda dos regislrns dn eslado civil, e
aulorisar, ou os ministros do culto reformado, oa ai
autoridades municipaes, d verificar os nascimentos
e validar os casamento das familias qoe nao pro-
fesain a religiao do esta lo.
O melh o meio de enflaquecer, ntreos emigra-
dos da Ex 1 pa, o oipi'il'.i de voliar para a patria,
e precisamente nao oppr obstculo algum at as-
pirares para o solo natal. Independente dos-. <-
nos chamados a fecundar a Ierra, lia no Brasil gran-
de numero de estrangeiros que levara para as cida-
des os seus capilaes c a sna industria, sem ter inten-
cional menle renunciado a idea de tornar ,1 tomar.
em ana dia dado.o camiiiho da patria. As le que
regem esles eslrangeiro e a suas familias, sao des-
de varios annos, o objeclo de vivas reclamares, no
que diz respei lo naluralisaro loteada dos filhos de
estrangeiros nascidos no Brasil, c a administraran
das heraucas. lina reforma desla- lesem um sen-
tido liberal seria, em minha opiniao, nm aclo in-
lelligeule e prudenle. Anda que resultasse alguns
abusos de umsvslema mais ampio e mais benvolo,
o Brasil, em summa, ganharia com islo. As precau-
res qoe loma, os encargos e as reslnrces que im-
pe, prova somenle qne elle nao tem suflicietite con-
fianra em si proprio.
Para altrahir os estrangeiros, para conserva los,
para assimila-losj promplameule sua popularlo
indgena, compre que conle nicamente, ecom m-
teira fe com a segurauc,a e liberdade que da a lodos
a sua consliluirao, com a abundancia dos seus re-
curso, com as riquezas inexgotaveis do seu 10I0,
com as magnificencias e a -hbrida le do seu clima.
O rgimen das reslricr-oes nao convem a este novo e
vigoroso imperio ; abandone-o elle a velha Europa,
presa s suas Iradicces. Em economa poltica, o
nico rgimen que convem, he o rgimen do a lais-
sez passer e do a laissez faire Pode haver ex-
ceptes necessarias a esla regra ; ha algumas, que
assignalarei; mas sao rara, devem ser temporarias e
evidenlemenle naohe aqu o lugar de applica-las.
Acabo de aoalysar lio summariameule quanto he
possivel os pontos priucipaes da consliluirao brasi-
leira I Para o que ella vale, basta ver como lem
fuuccionado, e sob esle aspecto, ha al.urna- palavras
que dizer acerca dos homens. Instiluires anda
excellenle, s lem valor era quanlo sao hahilmenle
applicapas. Aqui, assim como era ludas as cousas
humanas, ha urna queslao de proceder, urna queslao
que toma urna importancia principal.M>eera-se a'.
repblicas da America do Sul boas constluic,oes
{ algumas ha que sao llieoricameule quasi irrepre-
heusives), e se pode aposlar dez conlra um, em co-
mo estas constitu res fiuiccionurao mal, islo he, nao
evitarn nem as competencia- do poder, nem a dis-
scnroei intestinas e nem os Iransloruos', que sao as
suas consequencias. e que nao garantirSo, por con-
seguiole aos cidadaos,a liberdade e a seguraura sem
las quaes as sociedades nao poderiam viver nem pros-
perar.
A forme mouarchca do governo do Brasil eviloo
as competencias do poder supremo, e be esle o seu
mais cmiueuio mrito. O elemento rio poder mode-
rador, felizmente mlroduzi o na cousltoirao, aog-
menlou as garaiilias de estabclidade, restringindu a
esphera ministerial em proveilo da prerogaliva im-
perial. Mas cumprc dizer, a acrao prudente, leal,
previ.lente dos homens de Eslado de todos os parti-
dos, que se lem aaeeedido nos negocios, ha sabido
fazer sahir dessas excedentes insliluicf.es todo o
bem c todas as vantageus que o Brasil linha direiio
a esperar.
O regiment parlamentar be inslituido p3ra go-
vernar no meio dos partidos : crearia-o, se nao
exislitsera ; assim he necessario. He no circulo dos
partidos que eslabelece e rcgularisa as competencias
e a lula, lula reslriogida que, fora e abaixu da es-
phera respailada cni que paira o poder monarchi-
co, prosegoe na conquista do poder ministerial".
Houve 00 llrasil, depois da poca era que a consli-
luirao foi proclamada, rauilas deslas lulas, algumas
vezes moi violentas. Os partidos oceuparam succes-
sivamente o poder, e o governo esleve as maos ora
daquelles que se reputavam mais exclusivamente li
beraes, ora daquelles que se prcoecupavam lobrclu-
do dos inlce-es de cou-ei vari., e de progresso gra-
dual. Pois bem, no meio desles conflictos apaixona-
dos, equaodo durante a meuoridade do Imperador
o poder se ochava na maos de regentes mais ou me-
nos contestados, e algumas vezes impopulares, quan-
do a dignidade imperial nao tinlia lodo o seo pres-
tigio, e as provincia se achavain abaladas era lodos
os sentidos pelo espirito de sedirao, a acrao do go-
verno ha sido geralmenie prudenle, imparcial, pre-
videnle, de maneira que pode resistir a desorden
passageiras e preservar o imperio de qualquer abalo
grave, de qualquer revolueao. Cada partido, to-
mando a dnecro dos negocios, leve a cousciencia
da sua respousabilidade. Os mais liberaes corapre-
heoderamimmedialamenle quaes eram os interesses
csseuciaes que deviara Iralar : os mais conservado-
res procuraram ardeolcmcule todos os mellionmeu-
los praticos, e os seas esferros successivos alcaura-
ram consolidar o Ihrono, cuja manulenco e gran-
deza Iodos quer em, sem exceprao, a popularisar as
instituirles, eacollocar o iinqerio na estrada do
progresso em que se deve desenvelver cada vez mai
a sua prosperidade.
A historia guarda urna pagiua gloriosa para esla
pleiada d'homens de Eslado patriotas, que concorre-
ram para a fundara > econsolidacao do novo imperio,
J lenho nomeado alguns daquelles queja nao exis-
lem ; nao menciunarci aquelles que vivem e que,
ministrus da vespera du dia ou do dia seguidle, an-
da lem urna parle influente nos negocios do paiz.
Se o meu livro chegar al o Brasil, nao quero que
se exponba a censura de esquecimenlo ou de adula-
ropara com quem quer que seja.
As cmaras ruereccrara lambem a sua parle de
elogios. Terapesluosas.iapaixouadas por momentos,
as suas dcliberaroes foram todava dominadas pelo
senlimeuto do dever monarchico e do inleresse pu-
blico. Os embate parlamentares entro as provincias
bao sido frequenles ; mas ueste conflicto de interes-
ses diverso, a maioria, sempre guiada pela consli-
luirao, soubc geralmenie distinguir a solucao justa
c pralica. 0 senado, sobretodo, composio de ho-
mens experimentados, amadurecidos pela idade e
pelo habito dos negocios hahilmenle escoltados pelo
chefe do Eslado, sem accepraode partido, o senado
lem prestado immcnsos serviros, repellindo lodas as
proposites irreflectidas, e lomando em caso de ne-
cessidade ama iniciativa inlelligenle.
Mas he sobre ludo acrao suprema do poder im-
perial, que o Brasil deve ser o que lie.
Dom Pedro I, oaulorda consliluirao de 18Ji, leve
que lular, dentro e fora, co.ilra difticuldadcs Insupc-
raveis. Os seus sele annos de reinado, depois da
proclaraar.lo da consliluirao, foram tristemente as-
signalados por aguardes e desordens interiores, rc-
percussao das revolures visinhas, e consequencias
Balaran da eflcrvcscencia que a lula pela cmauci-
pardo provocara. A guerra desasada contra liueno8-
Ayres augnienlava aiuda :i confusao, oncraudo o
paiz com um encargo enorme, e enfraquecendo 01
meios de acrao do governo corara a anarchia. O af-
feilo desla siluarao perturbada, que algumas lacu-
nas uessa brilhaole ualureza de mitigo cavalleiro a
de artista i ainda mais aggravavaa), se proloogou
durante todo n reinado do primeiro iaparadorcons-
titucional, e nao deixou ao julgamialo dos con-
lemporaucos a calma e reclidao eca-sirias par
apreciar o racrito do principe, que fea o Brasil nde-
pendente e livie, e que, pala prudencia das insti-
luires com que o doloo, Ihe abri Uru (acau-
la, estrada 'lo raais nia-^riaaiaaaa^VfPM
Mas a hora da juslija he chegda parir o Ilustre
imperador ; as paixoes de 18.11 esta axlinclas. e o
imperio, em plena posse dpa beneficios da obra,
cerca hoje o immortal operario cora os lestemonbos
da sua admirar lo e do seu reeonliecimeulo. O Rio
de Janeiro, a nobre capital, deu o ligoal desla les.
gilima o patritica reacrao ; pela iniciativa da sua
cmara municipal, foi aberla nina subscripcio para
erigir uina e,lalua equeslre a D. Pedro I, sobre a
propria prara em que a couslituirao foi acclamada.
As olleras atfluiram de lodas as parles, e dentro em
pouco um monumento imperescivel altestar o cul-
lo que o Brasil lem votado ao autor da sua consli-
luirao. ao chefe da sua gloriosa dynaslia.
Os mesmos senlimenlos, raais temos e aiuda mais
locaules, ligam a populacao brasileira ao herdeiro
de D. Pedro I, ao imperador D. Pedro II! He o fi-
lho do Brasil, nascido no meio das crises de urna
transformarlo laboriosa, e o amor da nardio prote-
gen Ihe o berro! Cresceu para ella e debaixo dos
seus olhos; e, amadurecido anles da idade por ama
experiencia precoce, se achou hornera, quando, ha
quioze annos, tonino o poder supremo.
Como lem osado desle poder, com que hbil pru-
dencia ha sabido servir-a dos homens de mrito
chamados pur elle para junio do Ihrono, como ha
conseguido pacificar os espiritos, e, sem supprimir
os partidos, modera-fos, adoca-los, contar esiricta-
raenle a sua acrao nos limites constitaeionaa*; he o
que a historia dir, e o que ninguera poderla dizer
hoje sem ser suspeilo de adularlo ; mas o qne se
pode ja asseverar, he a inlellicente pralica qoe o jo-
ven imperador lem sabido fazer da constituirlo,
maniendo ao mesrpo lempo a plenilude dos direilos
parlamentares e os prerogalivas tutelares da cora.
Verdadeiro imperador conslitucion.il, D. Pedro II,
(em sabido elevar cima de todos os clculos, de
todas as paixoes, de lodos os interesses de partido ; e
domina da altura do sea papel supremo os homens
eminentes, que lomara successivamenle lagar nos
seus conselbos.
(Fim do segundo capitulo.)
I1TERIQR.
(I) No ultims titulo, consagrado a's disposiroes
geraes, se enconlra indicada a marcha qne se deve
seguir para revisaoda couslituirao. (I mesmo lita*
lo se terminal arl. 17!)) por urna declararlo dos
direilos, em nula c cinco paragrapho. a tois
Coptela, a menos inelapliv-ica e a mais pralica
querouhero. I na assemblea deliberante, entregue
a's eventualidades do vol, de cerlo uuura leria ex-
eculado lao excelleule trela.
BIO DE JANElRfjV
SESSIO IMPERIAL DA WTIJRa
DA
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
EM 3 DE MAIO DE 183S.
/'residencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de
Lacerda.
Ao meio dia, reunidos os Srs. depulados e senado-
res oa sala da sesses do senado, foram eleilos para
a depuiarao que devia receber S. M. o Imperador, os
Srs. depulados:Ileuriques, FeroandesVieira, Bres-
que, Paranauu, (aspar de Oliveira, Salles, barao
de i.urupv, Zacaras, Pereira GoimarSes, Candido
Meioles, Ferreira Brelas, Macedo, conego Leal,Beli-
zario. Siqueira Oueiroz, Bornes Monleiro, Ribeiro de
Andrada. Pacheco, Bocha, Dutra Bocha, t.eilo da
Cunha, Wilkeos ; e o Srs. senadores Mrquez de
Olinda, marquez de branles, marquez de Monf Ale-
gre, Muuiz, viscoude de Albuquerque, Vvenos, Sil-
veira da Molla, visconde de Jequilinhonba, visconde
de L'beraba, visconde de Sapucaby, Banlas e Bap-
lisla de Oliveira ; e para a depulacao que linha de
receber a S. M. a Iraperalriz, os Srs. depulados r'cr-
raz, barao de Maroim, I. u 1 /. Carlos e Barbosa, e os
Srs. senadores visconde de Abaele visconde de Ita-
horaliv.
A' ama hora da Urde, annonciando-se a ehegada
de SS. MM. 11., sahiram ai depulacoes a espera-Ios
porta do edificio.
Entrando S. M. o Imperador na sala, foi ah rece-
bido pelos Src. presidente e secretario, os quaes unin-
do-se depulacao, acompanharam ao mesmo augus-
to seuhor al ao Ihrono, no qoal tomando assenlo,
mandou asseular-se os Srs. dipatados e senado-
res, e pronuuciou a seguale :
FALLA.
i( Augustos e dignissimos Srs. representantes da
uarao.
Congralulo-me coiuvosco pela prsenle reuniSo
da assemblea geral.
a A epidemia que no decorso do anno paseado in-
vadir algumas piovlucias do imperio e esta corte,
lem successivamenle accommellido a maior parle
das oulras.
a Os males causados por esse lerrvel flasello con-
tinuara a magoar profundamente o meu coraran.
Confio porem ua Divina Providencia que, por ina in-
finita misericordia, ouviudo uossas fervorosas preces,
o arredar para sempre do Brasil.
11 O meu governo nlo poupou estoicos, nem cessa
de emprega-los para aecudir as povoaras atacadas.
Em geral deram ellas prova- de resiguarao e co-
ragem, e numerosos actos de caridade e dedicado
tornaram-se dignos de meu especial loavor e do pu-
blico reconbecimenlo.
o A nos-a lavoura lem soflrido consideravel perda
de bracos, e lorna-se por lano cada vez mais argen-
te a acquisirao de colonos industrilos e morigera-
dos, que uianienlia.ii e desenYolvam a prodocele do
nosso frtil solo.
Esla empreza, porem, nao depende sdoi pode-
res do Eslado, exise principalmente o concurso es-
pontaneo de lodos os nossos proprielarios agrcolas,
e conlo com o seu patriotismo, que 01 far lecouhe-
cer esla verdade.
>< Velo com a maior solicitude sobre a ulisfacao
deile inleresse nacional, e a confian;! que deposi-
lardes 00 meu governo, auxiliando-o, como cipero,
com os meios necessarios para rcalisar um beneficio
de lana transcendencia, ser correspondida por urna
evenir,10 decisiva c perseverante.
a A renda publica, apezar das circumslancias des-
favoraveis dos dous ltimos annos, tem sido superior
as previsf.es do governo. A sua tendencia progressi-
va se manifesla de tal sorle, que no orfameoto que
vos ha de ser apresenlado.appareceria um excedente
de receila se nao fora o crescimento natural das des-
pezas publica,e ai diflerenras resallantes da eleva-
rn geral dos precoi.
Contend, a nova pauta das alfandegas algumas
notaveis redueles de direilos, nao ser prudente
execula-la sem lia bil lardes o mea governo pija evi-
tar desequilibrio da receila,que todava ha razao para
suppor que seja pasiageiro.
A despeito das providencias tomadas para a re-
pressao do abominavel Irafico de escravos, algous
avenlurciros ousaram tentar novas especularse; mas
a vigilancia do meu goveruo, aoxibada| pela opiniao
publica, conseguio mallogra-las, como espero que
sehipre acontecer.
A admiuistrarao da juslira, o exercito e a arma-
da reclamara anda de vossa sabedoria as medidas
que em outra occasiao vos recommendei.
o A paz com as demais naces, objeclo incestante
dos meus deivellos, subsisle inalterada.
a De accordo cora o governo da Bepublica Ori-
enlal do l'ruguay, delerminei a cessacao do auxilio
mililar que preslavamos aquelle Eslado.
n Vi com prazer que o procedmcnlo da divisan
brasileira foi sempre o mais louvavel, e que a sua
disciplina e inralo!.ule foram publica o solemnemen-
te reronbecidas pelo governo e pelo povo oriental.
As eslipulacoes que desdo braga dala nos liga-
vam a Confederadlo Argentina, foram confirmadas e
desenvolvidas por meio de um tratado de amizade,
conimercio e navegacao, que assenla sobre baes so-
lidas e duradoura.
Entre o meu governo c o da Bepublica do Pa-
raguay foi lambem celebrado um Iralado de amiza-
de, commercio e navegacao pelo qual se riaawi a
queslao de navegacao e Iransilo fluvial, ficando adia-
da a de limites para poca mais opportaoa,
do prazo desse mesmo Iralado.
denlro
Ci) 1. Pedro I cullivava as ailes: o Brasil Ihe de-
ve a msica mui popular do seu hvmno nacio-
nal.
1
*
MUTIOx
r
ILEGIVEL


Au_i: -ii.-. e dignissimus Srs. represenlanlcs da
oaejh).
m A paz e urden) interna se consolidan) cada vez
mais pela calma dos espiritas e pelas lendeucias do
puvo para o Irabalho e para os melhoramcntos do
paiz.
Este resultado, devido em grande parle pol-
tica al agora seguida, justifica a euulinnac.ui do
apoio francoe decidido que sempre vos teni mereci-
do. Espero pois que, atuudendo as ueccstidades in-
dicadas pelo meu govemo, votare;s as medidas que
ollas reclaman), piomovendo assun a felicidade e o
eugraadecimeulo da naro.
. Esla aherla a sessao.
Terminado esle aclo, reliraram-sc SS. MM. II.
com o nu'-iiio ceremouial com que liaviam sirio re-
ceidos, e iiinueJi.iUii.enle o Sr. presidente levautou
a sessao.
1. de maio.
O paquete a vapor I iuanabara a entrado dos mir-
los do Sul, lia/, dalas de Porto-Alegro ate 20, do (lio
Grande al 21, e Sauta Catharina ote 27 do paseado,
A carta do nosso correspomlpnlc do Itio Grande
resume quasi ludo quanto lia de iulercsse rolalivu-
meole a provincia de S. Pedro.
A aiserabtea provincial fui convocada para o da
1.' de outubro.
OSr. conselheiro Jeromroo Francisco Coelhoche-
gou a Kio Graudo no da 2:! do pastado, e seguio
para l'orto Alegre no dia 21.
O vapor Recife, qu i couduzio o Sr. Cocilio. dc-
via largar de volta para o Rio no dia 28. Regre..s.i
nesse vapor oSr. barao de Muritiha.
Segundo refere o domo correspondente do Kio
Grande, havia all noticias de Montevideo al I!' de
de abril. Parece que se lizera mua lonlaliva para
assassiuar o general Oribe na villa da Uolao.
I.emo na Retista Commercial de Sautos, de 28
do pastado:
No dia ti do concille chegoa a esla ndade, a
bordo do vapor de guerra liamao, o Evm. Sr. Dr.
Francisco Diogo Pereira de Vascoucellos, presidente
desta provincia. S. Exc. seguio no dia 26 para a c-
pital.
A conimissAo de fazeuda da assembla provin-
cial approvou a laxa inuual de 103 por cada escravo
dos convenios nesla proviucia.
Somos informados que o tralamento ignominioso
Ilegal, praticado por ora fazendeiro do Jan, no
dislriclo de Brota*, chamado Francisco Gomes Itolao,
coulra os colonos porluguezesque, consta, Ihe foram
llegalmeulo transferidos por oulro lazendeiro, clie-
gou a lal poni que elles, em ennsequencia das vio-
lencias e barbaridades mais revollanles e escandalo-
sas, desesperados te levantaran). Felizmente acha-
rara essts pebres colonos dous homeus generosos,
estabelecidos no inesmo dislriclo, os Srs. Jos Au-
tooio de Oliveira Marques, Brasilciro, e Joao Ama-
nes da Silva Castro, Portuguez, que os protegern)
contra as cevicias deatsj Itomcm brbaro e coulra o
procedmenlo illegal de uin despota subdelegado.
Consla-nos que estes dous teuhores, tendo requerido
providencias ao vice-consul de Portugal, v,lo agora
recorrer s auloridades do paiz, e levar urna repre-
sentarlo ao Exm. Sr. presidente da provincia a fa-
vor dos infelizes colonos. Honra Ihes seja feila !
Breve teremot de noticiar minuciosamente o oc-
corrido; limitaino-iios por boje a chamar a especial
altenrao da primeara auteridade da provincia sobre
esse negocio, que lie iniportanlissimo e pode ter con-
sequeucias foneslissimas. Pois se fados desla natu-
reza, que nao deixarao de vulgarisar-.o, nos paizes
doude .devem vir os colonos, toruarem a reprodu-
zir-se, que esperan.;a llavera' de ver uin da prospe-
rar a colonisao.io oesla provincia Y
Instituto Episcopal fel-gioso.Por occasio de
tomar poste a nova directora desla associa^ao-, cele-
brou-se na igreja do Hospicio uui solemne Te-Deum,
qae loi presidido pelo Sr. bispo diocesano, e pelo
nuncio apostlico, presidentes honorarios, e ao qual
assisliram muilos cliefes das orden- religiosas, e
muilas pessoas qu.ilificadas. A msica loi de carc-
ter e espirito religioso, e o todo da solemnidade es-
i?"h "' (>S S"' colre- Pai>a, presideme, e
r. M. Raposo de Almeida, secretario, recilaram dous
discursos por occasio da posse no consistorio da
mesilla igreja.
O Sr. bispo diocesano, presidente honorario, pro-
clamou a S. M. a Imperatriz do Brasil protectora
do Instituto F.piscopal Religioso, e para colicuar o
beneplcito da mesma augusta senhora nomeou em
deputarao lodos os memhros dadirecloria, o Sr. Dr.
Carlos Honorio de Figueiredo, e o Sr. visconde de
-sapucahy, relator.
O Instituto publica nma follia de assumplos reli-
giosos, cujo primeiro numero foi distribuido no aclo
da posse ; e pelo seu estatuto vulgsrisara escriplos
religicnns, como os discursos e raeriilaces do conse-
lheiro Bastos, a EducarSo das mais de familia por
Aime Martn, e as Homilas do padre Ventura.
C de maio.
CORPq DIPLOMTICO I)U BRASIL.
Consta que sa> transferidos os Srs.primeiros adn:-
oos iaulino Jos Soares de Souza e Leonel Marlinia-!
no de Alencar, o 1.- da legaran de Vienna para a'
le Londres, o o 2.- da legacJo de Montevideo para a
de vienua. i
llullclim do cholera
do rorrente nm pserav
Morlalidade total
i.S!>!, sendo :
DIRIO DE EPRNAMBUCO SHT* Fil|l 16 DE UWfl 1.56

8
Fallecen do cholera no dia ti
Condicao inrerla
os cliolericos ale anle-lionlcm
niiilhercss
- I ,tfc,
3Sk 30,
:'vres.....,:ii; homens I,i6t;, i
Eternos .... 2,2|; |,sj:t, ,. 098
.v.i-i
3,319
I ,".75
COMPAKHIA LUSO-BRASILE1RA.
A' orna hora e meia da tarde de liontcm, aehan-
do-se reunidos na salan da Prac do Commercio 213
accionistas da coinpauhia Luso-Brasileira de nave-
garlo a vapor, representando 2,321 aeces, abrio-se
a sessao em-couiiuuac'o da da 2 do corrente
Continuando em Miscussao os quesilo* apresenta-
dos pela aoaninbeao peroiaoente, e mais propostas
mandada! a,mesa por artos accionistas, juk-ou-se
os 3 12 Iwdf a maleria susVaenlemente discutida ;
e resolvendo por unanimidado que nao houvesse fu-
slo da compinhi* eum a dos Acores e cosa d'Africa,
que alo se dissolvesse e liquidasse a companhia, e
que fossem modificados os corollaros acedos na ses-
sao da 15 de Janeiro prximo pretrito, apprnvaram-
se em seguida, qaati todas por unanimidade, as se-
guinles praposi(fies:
l. A direcjjlo da companhia l.uso-Urasileira
de ntvegasao a vapor constara de um ronselho liscal
e nm garante, tendo a sus sede em Lisboa.
" 2. O conselho fiscal ser gratuito, iriennal, c
compoito de tras membrns, e (res supplentes que
tervirao na (alta o Impedimento dos pnmeiros.
3. O gerenta sera estipendiado.
** A asterobla aYal dos accionistas ser no
Rio de Janeiro, euande para futuro louver maior
numero de actes.
'.. A assembla garal minear o -en presidente
um primeiro secretarlo, e um segn o srcrclaiio,
que serriro graluiUnnenle por tres anuos.
6. A assembla ger.il nomeara o demillir.i ocon-
selho_ fiscal.
7. A assembla geral nbmear edemitlir o ge-
renta e marcar o seu ordenado, gralificaco, on
emolumentos
8. A assembla geral reunir-sc-ha ordinaria-
mente ama vez cada auno no mezde maio.e extraor-
dinariamente qnant.s vezes for requerido pelo ge-
rente, pelo conselho liscal, ou a pedido de 2t) accio-
nistas, on determinadlo do sen presidente.
r 9." O presidente da assembla ieral represen-
ta-la-ha em suas relac/ies com o gerente e conselho
liscal em Lisboa, indicando-lhes quaesquer medidas
que julgar convenientes.
o 10." O presidente da assembla geral confirmara
oa reieilara a nomeajao do primeiro eommindanle
de cada um dos vipores da companhia.
Vetaram-se a final agradecimenlos s commissfies
encarregadat da pastagem das accOes, e rommissilo
persajuiaote.determinando^e que esta continuaste no
hoda tarefa que Ihe foi incumbida.
..-./de guerra Amazonas trazdatas de Mon-
levido at 30 c de Bueuos-Avres at 29 do nas-
sado. r
Sao Iflo minuciosas as noticias que acerca do Es-
tado Onentnl nos d o nosso corre'pondcntr, que
nada temos a acrescent.r caria que publicamos.
lvao se confirma a noticia \ inda pelo Rio Grande
da tentativa de assassinato na pessoa do general
Oribe.
Buenos-Av res eslava (ranquilln e o covenio linha
fondadas esperanras de estabclecer urna paz solida
com ot indios das suas fronteiras.
Das provincias do interior nada ha de importan-
te. Reiuava a ordem cm toda a confederado. Em
Mendoza descnbriram-c minas de ouro, prata e co-
bre, que segundse alrma, sao de riqueza inexgo-
lavel.
O Comercio del Piala diz a respeito o legoinla :
A falta de etpace priva-nos de Iranscrcver unta
correspondencia de Mendoza, escripia em 7 le mar-
ee, e publicada na Confederado, e nma carta de
I). Juan de Dios Videla ao general Urquiza, dando
noticia da descoherta de minas de ouro, prala ejto-
bre, em Pallen 65 leguas ao sul do forte de San-Ra-
phael, em territorio nnl-f......contra os indios. A
lescoberla havia excitado as mais brillianlcs espe-
ranzas, e faz exclamar ao correspondente a qucni
not referimos : Dormimos sobre um mundo de
uro !
Urna sociedade desprovida de recursos e guiada
pela IradirAoalirou-sc a esta aventura, cujo xito
lie nma rcalidade que se assemclha a um matnilico
sonho.
O mineral esla situado nos montes que se es-
lendem pela fralda oriental do Pallen, dcfronle da
connuencia dos rios Grande e Barrancas.
hoa extcnsilo he i inmensa e abundante de ri-
qusimos e innumeraveis veios.
" Ha Rila, pastos e madeira em abundancia, e
anta diu, bandos numerosos de aves c manadas
e quadrupedes de varias especies. Tudo sorri a
.^'^osqueiplorames-a nova fonle de
+L\i!S!*i r*ila em ,,3llen ii so|,ir" ""i
Mdi a '""Portancia da provincia de
r>,, 3Vn ,clivar "inmercio transandino'.
.. .?! 71 i ,,uenos-Ayres ha noticias do Valparai-
enubl c. da"p'S'n Exreplnando o Chile, lodaaaa
repblica, do Pacifico estovara mais ou menos agi-
lada. por qaesloes de partidos pol.licos. No Peni
;? *con,v?' con3>"'o m lula aben
Z rir, ,eT (""""a- nu K1"adr "ceiava-se
ea,^ d, ? S'",amC",e 3 ot P"blica Pr
Un ai"** P,,nl. Nova Grana-
^rXn .0aSMS,","|m",,a 'mcoaccao todo o
partido opposlo ao govsrno. ~
Em Valparaizo rabio um temporal ,,e ransou
prejoizos quin irrcparaveis. '
S. PEDRO DO SUI-
Cidda do Kio Graode, 20 de abril
Anida estamos Iflo Imae da i'pora das eleicns, e
ja por toda a pruviiiua se in.Hiilesla a agitacfle doa
espritus. Vitan) alguns qoe dos arcanos da poltica
sdrgira a medida preventiva de nina dissolucao da
cmara dos depulados, romo coiisequencia da ulli-
ma reforma eleiloral. Seja romo for, o que lie cario
lie que, a|ieuas conherida a divisao provisoria dos
circuios, proposla ao auverao geral pelo nobre pre-
sidente harn de Murilib.i, fervein as cabalas, eja
se apontam os candidatos e seas sapplentes.
Segundo esta proposla. [ se allirma mo 1er
anida sido confirmada pelo governo, sao os circuios
em que loi dividida a provincia os segundes :
Porta-Alegre com 7i cleilores.
Ilio Grande. ,> (i,"> ,,
Itio Pardo. > |f
I'.ara pava. ). ;,o
Algrele. (;-,
Jasuargo. tiy
Ao lodo. 377 cleilores.
I co circulo de Porto-Alegre sao candidatos ,|,,
minora, que com r.izm classifieo < partido da Liga
o l>r. Israel Rodrigues llarctllos anexar de ter iles-
prezado a honra da eleiciio qne letn lilu em duas
legislaturas ), e o Dr. SaySo Loiato Jnior.
lela maiorin ditem-me queso apresenlam o Dr.
Luiz da Silva llores, e supplenlc o Dr. I.uiz de
Frenas u Castro.
Circulo tto Kio GrandeDa minora, o Dr. An-
tonio Rodrigues Fernando Braga ; da maiona, o
barao de Man.
Circulo do Ra Pardo.Da minora, o Dr. Joao
Das de Castro ; da maiona, o Dr. Jo.lo Jaciutho de
Mendoiira.
Circulo de Cacapava.Da |minora. o Dr. Jos
Alfonso Pereira ; da malaria, o Dr. Fidcncio Nepo-
muceno Pratei.
Circulo de Alegrte.na minora, o Dr. Francis-
co de Araujo Bruaquc ;di maiona, o Di. I.uiz Al-
ves Leite de Oliveira Bello.
Circulo do Jagaarlo.Ba minora, o Dr. Mauncl
Jos de Frailas Travassos ; da maiona, o Dr. .loa-
quim Vieira da Ciinha.
Devo dizer-lhc que sao lanos os candidalos, que
dillicil seria designar aquelles que leuuem mais
probabilidade de serem aceitos pelos diversos circo-
Ios ; por iso deixo de os mencionar.
De ha mullo que nao Ihe lenlio locado na mi-
nha moliiia, que ja sabe ser os negocios da barra
desla provincia.
Continua a ser ella impraticavcl pelas ililliculda-
des naluraes que encerra ; porqoaolo I sua adini-
nislrarao nao leiu pnnpado esrorros para salisfazer
todas as exigencias da navegar.lo e commercio da
provincia. O auxilio do rebocador Camacuan lem
sido proficuo cm qualquer pomo de vista que se
encare o servico que all presta.
Como sabe, nesies ltimos nezea (cm estado Iflo
baiva a barra que o vapor liumiahara esleve o me/,
pastado cinco das fui.letdn foca sein poder entrar
por este iiuiivo, c anda agora permanecen dous
das para o poder l'azer.
Levanlam-sej alguns qneixomet contra o go-
verno por se nao ter da lo |ircssa de por em aecSo
ai lea do consellieiro Candido Baptitta, e a qu o
lenle coronel Jardim aponloa para raelhoramento
possivel da barra. Sibe-se aqu que a causa de nao
ler viudo o raspador iivdraulird para ser applieado
a aprolundar o canal foi o ler informado o almiran-
te (irenfell, nosso cnsul geral em Liverpool, que
ipiiliuma Dtilldade se poderia tirar com algami
arranhadnras que era possivel fazer-sc com e*sa
grade. F^ntrelanln cao se sabe qu.c< as providen-
cias com que ser possivel melimrar o estado da
noss.i barra.
IJuanlo ao nosso fraco pensar contestamos essa
OpiniSo que nos dizem ler sido emillida pelo almi-
rante Greufell, pirquanlo a profundando o canal
junio aos bancos de aroa que s^ formam a entrada
da liana so poder oble que o canal se li\e e nao
se torne mudavel com lauta rreqaencin. So esle
melliorameiilo, que por mrio da grade he possivel
e milito possivel realisar-se, pode considerar-se
vanlajosoooestado actual da barra, pois que nao
sera fcil contestar que teremos, em resultado
deesa Irahalho repetido em cortos o determinados
periodos, o cncanamenlo das correntes em um lu-
ear o diricrao determinada, pois que as aguas pro-
curara sempre o uivclaiucnlo do solo.
Se fur.unos.compeleiile, responderamos ao roli-
neirosquo ludo esperara da Divina Providencia,
que se ha um seculo airas houvesse um hornero que
dissessc que com o calor que expede a agua forrea-
do taria com que um carro Iranspozessa o esparo com
i celeridade do raio. e urna embarcarlo sera velas
cortasse;u ocano a drspcilo das ondas e dos venios
neceesariamtnte loma-lo-hiam, qoando menos, por
um grande idiota, qnando esso homem.longe de ser
jm visionario, por so aparlar da rolin, era um en-
te dolado de sublil engenho queo levan a penetrar
os arcanos da industria humana.
Nesta cidade poneos factos se lem dado que
merecam noticiar-lhe. Eulre estes, um lera oceu-
pado muilo a atteneao de todos, priucipa'.mente dos
commerriantcs.
O Inspector da alfandega Si Brilo tendo denuncia
de que a polaca hespanhola Marta lobera', despa-
chada e prompta a sabir com deslino a Tarragona,
levava mais de mil couros embarcados por contra-
bando, tratou inunedialamente no dia 31 do mez
passadode assegurar-sede mais algumas rrovas de
exaclidao da denuncia, para proceder coulra a pola-
ca, considerando a gravidade que envolva o aclo da
detenr.io e spprebensao de urna embrcatelo que,
com o seu carregamenlo, mnntava ao valor da perto
de KO coiiIim de rcis, c lendo assim procedido man-
dn apprchende-la e verificar o carregamento, que
com elleil i constava de mais de 1,300 cooros alcm
dos que liuhaiii sido despachados, BSsim como mais
cent a lantaajirrobas de garras que foram encon-
tradas nos 1 fardos do que constava |o carrega-
mento.
Man ton lavrar termo de apprcliciiso a despeito
da gran le oppoaieSo que. para a realisagao do cum-
primento dos seus deveres oppuubain amigos ofli-
uiosos na ioleressadot na impuuidadc do contraban-
do. Espera-se a sua decisao, e muitos saoosjuizos
temerarios daquelles sceplicos que nao acreditan)
que baja um empregado incapaz de modificar saa
conducta publica, sejam qaaes foreni as censidera-
efles que para isso se anleponhara.
Ja que Ihe fallamos em negocios doaneirns, c
a alfandega tem sido aqu sempre objoclo de largas
cominenlaces para aquelles que ociosos nao lem em
que dislrahir-ae, dir-lhe-hei mais que a ordem
do dia he a suspens.lo do piincipal redactor e colabo-
rador do papelucho O Poro, o segundo cscriplurario
Abel Pires ile Oliveira.
Esle moco, que goztva Iqni algumas svnipallias
pelo arjesutlico com que attrahia urna roda de al-
guns oulros para sua casa, licoo Iflo lauatico pelas
ideas de um liberalismo exaltado, que se er o pii-
meiro homem do povo e o sen mais perseverante
advogado, tomando por thema de suas deelamares a
pessoas a quera deve favores c alia protocola.
Tendo sido por vezes aconselhado e advertido de
que se nao envolvesse em una poltica tao mlsera-
vel, qne muilo o compremelteria na qualidade de
empregado publico ; lendo sido mesmo designado
pelo Sa Brilo, que era seu omiao, para ama com-
inissAo importante na cidade de Jagaarlo, alim de
o tirar do mo caminho em que Se achava, elle sur-
do o* conselhos e advertencias do seu diere, per-
sistindo na intenso de celebrisar-se como jon/alista
ou antes periodiquero mesquinho. nao se conlenla-
va de cscrever necedades para O Poro ; oceupava-
se dentro da reparlicao nao a fizer ot seus arli-
guinlios, mas tambera, moilas vezes, na correerao
das provas do lal papelucho, ale que o S Brilo
vendo entrar na alfandega u compositor dalvpoera-
phia, procurando no gabinete onde elle se achava,
o foi apanhar em flagrante ; e anda foi summameii-
le benigno, suspendendo-o s por olio das, qnando
elle, estando necupado em orgaoisar nm mappa
para o thesouro, pelas suas distracSes nao o linha
acabado, c por issodcixava o inspector de os reinet-
ler com a brevidade que convinhi. Enlrelanlo foi
snsp-nso ; e como tem a lypograpbia as moa de
om desdes patrilas esturrados, necessariamenteha
de procurar um desforro digno delal gente.
Tivemos a noticia de ler sido Horneado o feilnr
Porto-Alegre para o lugar de escrivao da alfandega
desta cidade. lie este nm dos acios de justica dos
mallos qoe tem praticado o g.veriio. Oxda qtw o
Sr. ministro da fa/.enda nao perca de vista o estado
em que se acha e-la alfandega. Ella nunca pdera
marchar hem oslando alguns empregados em oppo-
seflo ao sen chote, que ja lem suspendido a dous dos
pnmeiros empregados della ; mas nos parece que a
medida nao ha aoflloiente.
No da 10 do corrente, depoisde muilos e suc-
ressivos das de chnva que haviam impedido, leve
lugar urna solemne fesla as sagradas iinagens a que
se havia recorrida nos dias de Iributacflo, qnando
a epidemia maiores estragos fez nesla colado, e em
piocitaflo, com grande concurso de povo, foram estas
levadas em Irinmpho par suas igrejas.
.No dia 17 leve lugar na malriz desta cidade nina
inissa canladj e Ti Drum, eniNacro de gracas pela
exlinecio do cholera-morbos. Est Coalividade, de
queja Ihe dei noticia na miada anterior, foi manda-
da celebrar a expensasd.i soeiedado bailante Eoler-
pina. O coro, composta das bellas e anglicas joveas
Blhaadasprioeipoes familias, havia sido ensaiado pe-
lo eximio artista Beiina.
O templo achava-se (lecenlcmenla decorado, p es-
lava apiihado' de om brilhiinte concurso de liis.
Noaca vimos lano silencio, lana veaeraeflo c res-
peito no templo do Senhor.
2i de abril.
onlem mais feliz que e Gwmabara entrn o va>
por llenfi, tra/.endo a seo bordo o Sr. Jcruuvmo
Franciaeo Coelhn, presidente eunimaiidanle das
armas nomeado para esta provincia.
Apenas den fundo o Rtrife no neoradoaro do
.Norte, S. Exc. salloo Ierra e vmtoo aquella villa,
vollando para bordo ao aooiteeer, onde pernoilou
aindi com a intenclo de lioje as nove da manhSa
desembarcar para visitar a esla cidade, de onde
parlir para a capital no vapor Amelia, que ha dias
viera com um .ijudauln d'nrdtiis da presidencia es-
perar a S. E\r.
O Sr. barao de Muriliba, qne, dijimos de paesa-
gem, se nao fez coosas que recommendassem a sua
adnnnisfrarao, lamhein nao fez males, e se houve
com inulta circOBMpeccSo na qoadra de allribula-
OMi cm que a governou durante a epidemia, de-
lara a provincia nos ltimos das desto mez, com
destino a esa crle, DO mesmo vapor que trouxe o
sen successor.
Chegoa lambem lionlem da capital no vapor
Commercio o Dr. Mondones, que ira lalvex no
Itecife para lomar astala na cunara electiva, de
que be um dos mais dignos memhros. A' nnilo apor-
Ion em S. Jos do Norte o vapor Fluminense com
as malas, c os dignos representantes o senador barao
deQuaraim, e o* depatadas Travassos, Savflo Lo-
bato Jnior, e Brasque, que devem hoje seguir para
essa corle.
Soobemea com o maior pozar qoe o nosso esli-
mavel amigo o barao de Pollo-Alegre, eslivera no
da 1:1 do crrenle tin perigo de vida com um for-
' midavel ataque do chotera bein piununciado po-
' rui felizaeate esle havia cedido^c ja sua cvislen-
ria neulium perigo corrin, apezar de sua grande
proslracao.
rambem livemo9 lionlem noticias frescas de
Honlevidoo jornaes at ti. Aborlon, segundo >'s.
las, um allentado contra a vida do general Oribe,
que cscapou emboscada que Ihe .armavam por
bailo de suas janellas cinco assassinos. Disseram-iins
qoe todos haviara sido reeolhidos ao carcere, onde
Ircs ja all mesmo hiviain sido degollados Cusa-
nos a dar crdito que na opil.il de urna repblica
seja laa suuiinario o proeessu de pena capital.
Afllrmaram-nos, ese deprebendedoqueasseveram
as folhas de Buenos-Avres, que oSr. president Pe-
reira rslava cm roaceao, ja porque n seo gOVeruo c
va a bracos com a falla de dinbeiro, c o descomen
i.iuii nio I ivrava por baver redolido os pagamenlos
dos fdnecionarios pblicos n metade de seus venci-
mentos, ficando oalra matada em divida interna para
a redueco da divida externa, j finalmente porque
Oribo c Flores erara os queg ivernavam sob suares-
ponsabilidade.
Qoe a ordem e seguranca publica nao est segura,
vr-se as depnrlaces dos mais conspicuos Orieulaes,
bem como O/.ar Dias, coronel Tajes c oulros. \ si-
Inacflo daqaella uialfadada repblica lio deplorare!, a
sua Iranqollidade he apparente, come u brazas por
balso da cinza, que ao menor sopru ala-se a lana-
reda.
_ O nosso respeitavel amigo e septuagenario ba-
rao de Cacapava seguio, e acha-se i lesla dos Iraba-
Ihos da eommfssSo do limites da linha divisoria,
quasi a terminar tao importante quesllo. Lamen-
tamos que ell-se conserve na campanil i estando tao
arreinada a sua laode, pois que j daos ataques de
parahsia o deviam |)or do toara aviso para no ulti-
mo quarlel da vida poopar-se mais p.ir.i si esua fa-
milia.
Nada temos de aoticlar-lhe sobre a nesta divisao
de Obeervaeflo, sean que desligado della marcha para
esla cidade, e diteaa com destiuo as provincias do
Norte, o 7. batalhflo do infaniaria : mas a esla dats
nao consta que lenha chegado a Jagoarao do onde
deve vir ambareado.
Tivemos noticias de a havercm fcitn novas com-
bmaces de candidalos por part da minora, e pelo
que onvi nad i esti definitivamente raaolvido em con-
seqoencia de detintelliaencias entre u Dr. Sayflo Lo-
bato Jnior, e Jos AfloOSO, pois qae aqneile liega
sua cnadjuvacao eleico dote pelo circulo de Ca-
capava, o recusa como desairse a supplencn pelo
circulo de Porto-Alegre ; emfim, ja esiou arrepea-
dido de me ler sccupado Beata caria de adianlar al-
guma cousa sobre as prximas futuras eleicoes.
Tambem se falla de desintelligeneias entre os
memhros prneminenles da maioiia, e que sao tantos
os exigentes de uin e oulro partido que dilcil se-
ra um acord unnime entre si, resultando atiual
cada qual turnar seu caminho.
Esla provado que a mina decarvo de pedra
suppre aos vapores de guerra da carreira de Porte-
Alegre lodo o combustivel para a navegarao interior.
Nao sera possivel organisar-sc aessa corte nma rm-
preza para a sua extraern ein ponto grande '.' O Sr.
barao de .Mau.i.o hiuneni do procrelo e prosperidado
material riesle nosso rico Brasil, se nao animar a
felicitar comos seus vastos recursos e avultado crdi-
to a provincia de sen nascimento: O governo nao
lomar a iniciativa em Iflo poderoso elemeolo de nos-
sa nascenl" industria, como para descobri-lo, tanto
se esmerou o ex-presidenie Sr. Cansoslo do Sinim-
b '.' Valia mais atleoder a esta que mina de ferro
de Vpanema.
Consta-nos que o Dr. Bello ir no vapor de maio
(ornar asnela na samara de qae he memoro, aqua
o Dr. Bareellos lar o que ale aqu tem felo. Nflo
vai, nciu quer que v o primeiro supplenlc o Dr.
Secco.
(Carla particular.)
SANTA CATHARINA.
Desterro 27 de abril de 1856.
Anda nflo posto dizer-lhe qae est aqoiexlincto
o llagello doi.holera ; aiu laso d.lo alguns rasos, pou-
cos os fnlacs, os mais benignos, e pela maior parle
nao se podein caracterisar aenflo do cliolerinas, pro-
viudo mis c oulros, quasi lodos, da inobservancia
ilos preceilos hygienicos e dndespre/.o era que se lem
ou por incuria ou por furca da necessidade, os pri-
meiros aymplomas do mal. a que mallos anda tei-
inam em chimar aivlaro. Todava, mnilo devemoa
boudade divina, que vsivelniente no* favorecen,
pois desde a invas.lo do mal, ha quasi 60 das, o nu-
mero das victimas n,1o chega a 50, se Sun bem infor-
mado.
Por desgraca, no conlinente frnnteirn, i berra-
mar, desdo o dislricto da villa de S Miguel at os
Gamos, se se nao lera desenvolvido o cholera, lem-
se dado bastantes casos de febres biliosas, c alguna
fataes, de febra amarclla e de tvpho, que parece se-
rem em Inda a parte o cortejo nbrigado do maldito
Judeu. Esla pois anida viciado o ar, que respira-
mos, nins ao menos ronsola-nos ver que as calami-
tosas rirciimstaneas cm qoe temos estado c ainda nos
adiamos nao somos abandonados.
Os homeus da arte teem-se mostrado activos, zo-
Iikos c denodados ; neiilium deixou anda osea pos-
jo, nem recuou anle o perigo. Esle digno exemplo
he seguido pelas auloridades, que se nao descuidara
de preaerever, e de fazer observar ineios preventivos
O presdeme sempre solicito e dedicado, se tera fete
econmico e discreto no empreg das sommas que
pelo governo geral esta aolons ido a despender com
taude publica ; viga aliento em que nada falta ;
(em l'eito com acert adistriboicSO dos medicamcnlos
mandados foruerer pelo mesmo governo, e fez esta-
cionar na fortaleza da Sanli-Cruz, em [nhatomcrim
o Dr. Saraiva, para aqu ullmamenlc mandado tam-
bem |ielo governo geral, por ser central aquel le pon-
i, havendo all a disposicao do dootor nao s os me-
dicamentos precisos, como emhjrcaccs em que pos-
sa ir acudir de prompto aos que na ierra firme focem
atacados das doencas da quadra. Nao pense que tu-
do isto agrada a lodos ; nao, senhor ; nao Miara
praguenlos, que pragas nao faltara ; mas por fortu-
na sem que factos llegadas s desculpem ; diremos
por esperar que ajudados de Dos e dos exTorcns dos
homens, em breve tenham termo os males que nos
allligem.
A ni molnia quo de ordinario aqu reina veiofa-
zer grata diversa* a chegada a esle porto do Sr. con-
selheiro Jeronvmn Francisco Coelho, em sua passa-
gera para a provincia do Rio Grande. Nao fallaran)
a S. Exc. ss honres ollicaes devidas ao sen elevado
posto, e a recopeao a elle (eita pelos seos patricios,
o nao foi pomposa e brilhante em ostentacoes ap-
paralosas, foi rica em ni inifesiacues de sincero e cor-
llal allecto, elalvez por issn nuil bem aceita i rc-
ronhecida modestia de S. Exc, e i singeleza com
quo olaa de ser tratado. Elle pode ir ver o lugar
do seu nascimento. a cidade da Laguna, e all subi
de ponto o enlhiisiasmo que sua v'sila deperlou ; a
popularao de lodo o dislriclo balou-se para o ir ver,
e todos laslimavam que lo breves-horas se demo-
rase com eiles. S. Exc. deve estar salisfeito ; deve
ler recoohecido que os seus comprovincianos lem uo
devido aproe i um palricio que se Ihes faz honra pe-
las suas entnenles qualidades pessoaes.e pelo seu in-
conlestavel mrito como militar, como legislador e
como administrador e ettidlstl ; nenltom se esquece
de que ao seu amor ao paiz e ao seu espirito recio
e philanlropicodeve a provincia, em quanto elle foi
sea eleilo, nm auxilio de 60 conloa de reis pelos co-
fres geraes para reparar os estragos causados pelo
temporal de mareo de 1839 as obras publicas da
provincia ; n concessao de um valioso predio, pela
sua posicao, para licar pertencamfO .ios proprios pro-
vinriaes ; ,i de 7 loteras. :| para a conslruccao do
vasto e cuinmodo hospital das Caldas da Imnratriz,
ha muilo concluido, e 'i para as obras do"hospilal
deCandada da capital, c reeonstroecSo da igreja
malriz da villa dcS. Jos, pira cujas obras pas alta-
mente reclamadas SS. MM. II. se dignaram concor-
rer com avallado! donativos; e emfim (o reeonheci-
menlo como eslradas geraes das que commanicam
esla provincia com as de S. Paulo, P.irahiha e Rio
brande do Sul, ten !., nbtido que para a que guia a
Coriliba nelo dislriclo de 8. Francisco se consigna**
logo a quantia de 30:0008, eoasignaeflo que o gover-
no gral lem eonliiiaado para osla apara as outras. |
>. Exc. seguio daqui ao sen deslino em 21 da cor- I
rento. Os nossos mais ardeoles e fervorosos votos o
aeompaoham i>ara que o Independenle, imparcial c
juslicenn presidente do Para, faca prosper.r o en-
grandecer sob sua adaainiatraeflo, a provincia nossa I
bella vizinha. qae confiamos o receben romo um
precioso presente do governo Imperial, que, a nosso
ver, aseim a quiz distinguir. O Sr. conselheiro Coe-
lho deve de ter g.inho). muilas sMiipathias na pro-
vincia que vai administrar.
De corlo que os Rio-Grandenses nao se lerao es-
'!"!'r.'J'^'l'.Vl"l' 'i ^forros, e ao acert das meiii-
seciin-
leguas desla capital, oficio escndalos e lamenla-
vel de urna tenlaliva lera pronunciada de homicidio
na pessoa do lente coronel da guarda nacional o
Sr. Raiiialho, sobro qiiuu de noilu e a' trado so
disparos um (iro de basamarte, 'le que rcsulLram
reniemos graves que eem em ri-c.i de vida o pa-
ciente. Por seren raras, como sao, gesta quieta c
moralisada provincia felos laos, lera esle cansado
horror geral, e grandeeonsleroacflo. Ainda nao lie
Mohecido o malva.lo ailor do enrae ; fazem-ta pes-
quizas; dizciii-iue queja ha um indiciado; mais lar-
de on mais cedo sera' lie desroberlo e entregue as
jvsticas. Qoaodo ileUaremoi d> observar lanos ata-
ques a seguranca individual .' (liiaudo, segundo
pens, livermos jurados iudependenles e conscien-
Clu' SAN PAULO.
29 de abril.
Com (oda a pompa e formalidades do cslxlo lomou
MOJO posse da presidencia o Exm. Sr. Dr. Francisco
Pingo Pereira de Vascoucellos. S. F;xc. havia chc-
: i lo a Santos no dia 2 ; subi a serra e pernoilou
manila le, porque esla nao poder reunir-sc. senao
quando aprouver Ilustre commisso dos negocios
ecclesiaslicos dar o seu parecer, e a assembla le-
gislaliva provincial o aprvar entao reanir-se-hao
todos, que se liverem inscriptos para irmos da Mi-
aerieordia ; cleger-se-ha urna meia.ie'a esla prsen-
les todos os irmfloa, sera lidn o com[iromisso. Se
porem algura dos irraaos u.io agradar este ou
aquello artigo, lica-lhe o dircilo salvo de, on reli-
rar-se querendo, ou de reclamar, c propor a refor-
ma do compromisso ilepois de om anuo, era oulra
eleicao da mea. O que resla taber he : o com-
promisso que se acha alleclo commisso dos ne-
gocios ecclesiaslicos, pode ou nao concorrer para o
ciigranderimeulo da futura irmandade da miseri-
cordia '.' lie ou nao de minia ulilidade para o des-
cinpenho das funcciaes dessa irmandade".' Filie foi
aprovado pelo L\m. hispo diocesano, que segundo
elle mesmo, ser.i o provedor perpetuo da irmanda-
de. E, pois, o que iulluera as ussiguaturas doscon-
fecciuuadures do compromisso no parecer da illus-
Ire commisso dos negocios ecclesiaslicos".' Serao
de pessoas sospeilas, que n.ln leuhain prestado rele-
lonlo Alto no dia _36 ; e fez a sua entrada solcm- vantes serviros i caridade, e que agora acabara de
prnvar, que anhelan) a mais perleita nrganisarao era
seus eslabeleciinenlos '.' Nao poderlo Ires ou qualro
homens dislinclos por seu saber, independencia e
virtudes rcuuir-se, e confeccionar esses estatuios
para urna socicdade humanitaria, e pedir a appro-
vaeo ao poder execulivo ? B lie o que fa/em os
abaixo tssiguados do comprumisso d.i fulura irman-
dade da Misericordia, alleclo commisso dos nego-
cios ecclesiaslicos da assembla provincial.
Passa por cerlo a existencia de urna quadrilha
de ladros para os lados da Soledade : a polica da
Boa-Vista lem sido acliva em descobri-la, o pare-
ce, que alguma cousa ja ha feito. Antes de hontem
foi preso all um sujeilo, que sobre elle petara ara-
ves suspeilas de ser nm dos taes ; ja ha dias dous
descouhecidos foram pedir agazalho ao palacio do
Sr. bispo. Eslas e oulras, com as taes muflieres de
limao deixam ver, que ladros de eslradas exis-
lem acoitados sob a guarda e garanta de alguem.
Senle-se grande falta de soldados para as rondas ;
as frogueziss, pode-a*dizer, eslao sem garantas; u
corpo de polica esla expirando, porque asprsras que
lindara) o seu eugajamenln nao se querem reenga-
jar, porque prel'erem ganhar mais e com mais des-
canco, lina medida purlanlo que podesse orevinir
esse inconveniente, a qual s pode ser firmada no
ugmenlu do .odo las pracaa de polica, era de pal-
pitante liecessdtde, e agora que funeciona o ror-
po legislativo a occasio era a mais asada p s-
sivel. '
O senhor cnrrcspondenle de Seriuhem nao nos
faz jusilla, quando diz que mis o temos escotado :
om e-pana.|.ir nao incoininoda, lira a pocira do ob-
jeclo para que elle appareca bello como he, e se s-
sun nao be. que diga o D....
Em ara segundo andar de cerlo sobrado da
roa que o tinhoso lem medo, lado do nascenlo, ha
ura mojo caixeiro, que deixa os seus alazeres para
se enllocar no meio da sala, e dirigir para alguem.
momices, lolices ele. ele: ou he tolo ou come angu'.
OSr. liscal .le Sanio Antonio nao tera consenlido
qae se venda dpois das seis horas da larde as car-
nes verdes, e por isso tem sido inulilisadas pa-
ra mais de :lll arrobas.
Nao sabemos como se permlle que obreiros tra-
balliem na conslruccao de certas casas depois das
Ave-Maras...
Chamamos aallenco do Sr. subdelegado de S.
Jos. Na ra Imperial, casa, prxima era um lam-
pean, consta que ha uoclurnainnle as mais depra-
vadas tlameos em detrimento da trauquillidade
publica. Nossa casa reune-se una porraode genleque
parecem mais cavallos na cocheira a escocear, do
que marujos na lasca a beber; o escndalo e depra-
varles das moradtr.is dessa casa sobe de ponto, que
um abaixo assignado acaba d< nos representar que
ha necessidade de se mudar essa genio para onde
possam a seu gosto orgiarisar-ie.
Ja urna vez latamos sobro o pessimo estedo dos
corpos das guardas, e anda continan) alguns a per-
manecer immundos.
Os habitantes de S. Goor.allo aspirara por nm
cbarariz, a pobreza all solTre demasiadamente, por
nao ter perto onde sacie a sede, sugeila aos capri-
chos das vendedoras d'agua.
Hontem s 6 huras da tarde parti para a Eu-
ropa o vanor portuguez PEDRO II, levando a seo
bordo perlo de :100 passageiros, denlre os que vie-
ran) da curie. Desta provincia contam-te viole e
tamos passageiros, entre ellesns Srs. Dr. Seve, Dr.
Antonio da Paula Souza Leo e sua senhora,
coronel Chabj e sua senhora, Manoel Ignacio de
<'liveira, sua senhora e urna lidia, e dous filhos
menores do Sr. Dr. Lobo Moscozo, que foram ser
educados em Lisboa.
A agencia dos vapores porluguezes no Rio,
cai-uou completamente rom o Sr. Manoel Ignacio
de Oliveira ; este negociante mandando pagar a
sua passagem no Rio, e marcando daqui o beliche,
qne quena na primeira ordem do PEDRO II, foi-
Ibe negado u beliche c receblo o dinheirn! Isto
mesmo faz qaem quer acreditar nina, empreza !
Ale' amanhita.
JURY DO RECIFE.
10 do maio.
Presidencia do Sr. Dr. l-ramisro de Assis de Oli-
ra Mariel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido
Auli.ui oa Malla e Alluiquerque.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esteves
Ctemenle.
Feila a chamada s lo horas da raanhita, acharam-
se presentes i:i Srs. jurados.
Foram multados em man 20? rs. cada om dos
srs. jurados ja mullados, e mais os seguales Srs. :
Hom.i.i Antonio da Silva Alcntara.
Joaquim Francisco Duarte.
Coronel Trajano Cezar Burlamaquc.
Hermenegildo Monleiro de Andradc.
Ignacio Jos da Silva.
Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Carlos Joao de Souza Correa.
Joao Jos de Faria.
Aborta a sessao, foi admittido o Sr. Dr. juiz mu-
nicipal preparador dos prncessos para apresenlar os
processos preparados, o qual apresenlou 27, os quacs
sao os seguintes:
1 Autora a juslica, reo preso o pralo esrravo do
major Gustavo Jos do Reg.
2 Autora a justira, reo preso Jacob de Mcndonca
Ribeiro.
3 Autora a juilica, reo preso Miguel Francisco
A njos.
i Autora a juslica, reo preso Jos Pedro de Al-
cntara.
5 Autora i justica, reos presos Goncalo Gomes de
Abren e oulros.
6 Aulora a juslica, roo puso Bellarmino AI ves de
Carvalho Cextr.
7 Aulora a juslica, r presa Candida Mirla d'An-
nu ociaran.
S Aulora a juslica, r.i preso Jos Carlos lavares.
9 Aulora a jastira, reo preso liento Jos da Silva.
10 Aulora a justica, reo preso Cosme Damiao Bar-
bosa.
11 Aulora a juslica, reos presos Cirnanle Jos de
Nml Auna c oulro9.
12 Autora a juslica, reo preso Pedro Alves dos
Santos.
VAPPA demonslralivo dos doenles cholencos qne
estiveram cm Iralamenlo no hospital da
santa Casa da Misericordia, a cargo do
quarto balalhao de arlilharia a p, du-
ranle o mez de abril de 1856.
uo nesla cidade anle-hunlem, 27.
A assembla provincial, anda reunida em virlude
de lerceira prorogacao, mandn rumprimenlar a S.
'Por nina commisso, de quo fueran) parle ot
Sea. barao do Tirle, Nebias, Clh.i, Cinlra, Correa
Coelho.lQueiroz Telina e Harcondes.
Seja bem viudo o Sr. Vascoucellos, e oxal.i eja a
soa adminisl.acao como foi a de Minas, tranquilla,
jnsliccira e fecunda em resultados eivilisadores. E
Dos Ihe d o compuso para Iracar os circuios com
a exaclidao geomtrica que he de misler, e para que
n.iogritem os que pela primeira vez vo fazer andar
as taes rodas ; nao sao das loteras; queria dizer cir-
cuios. )
Pede a juslira que. hoje que o Sr. Dr. A. R. de
Aluieida deixou a vice-presidencia, se faca um joizo
sobre a sua admiuislraro.
I m grupo extremo do partido conservador descon-
lenlnu-se do seu svslema de gnvernar ; una folha
de sanioso lera guerreado, c talvez quo outros des-
contentes lenham apparecido ; mas o publico impar-
cial faz juslica a S. Exc, louvando-o pela firmeza
com que souhe resistir s preteuroes de todos os par-
tidos a de (odas as influencias, collocindo sempre
acuna delles e dolas a le e as conveniencias de or-
dem publica. Nao tefodia esperar muilo mais de
urna iolerinidadc; portaolo S. Exc. hem merecen da
provincia.
I.orena. Bragance, Piracicaba e Frauca, sao
cidade!. Assira odecreta ama nova le da assem-
bla provincial. S. Sebastian lamben) leve as hon-
ras de entrar na propoeta ; anda nao paaaoa ; mas
he provavcl que paste ; e Reara enl.io esla provineia
com vinlo e urna cidades.
Fin ISIS havia urna ; e a provincia comprehendia
a comarca de Coriliba boje piovincia do Paran,
que tarabem canta hoje suas tres cidades.
Est a delegacia da polica processando aos es-
tudanles que foram indgilados pelo presidente da
assembla provincial como autores da aunada que
se diz ler sido levantada coulra um depulado que
orava. Me provavel que lal proresso d em nada,
pagas as cusas pela municipalidade ; porque, como
Ja disse em oulra carta, nao houve a menor inteneio
de lazer um desacato. Houve susurro pela retirada
ile alguns especia.lores, mas de modo neulium pude
allegar-se que esses mocos, coulra quera se procede,
quizessem manifestar menosnrezo ao corpo legislali-
yo provincial. Sendo um delles recommendado do
Dr. Rodrigues dos Santos, apresautoii-so este como
seu advogado e olfereceu Donlem a defeza.
Foi restabelecido o imposto de 5 por cenlo so-
bre o ron lmenlo aunua! dos predios urbanos silos
nesta capital, lendo este imposto |applicaro exclu-
siva para as calcadas da mesma cidade. He a ami-
ga decima urbana quo nesta proviucia fura ha anuos
abolida.
A cmara municipal dc<(a cidade, vendo seus co-
rres em absoluta penuria, as ras sem calcadas e os
chafanzes sem agua, lemhrou-sa de propor urna pos-
tara, eslahelecendo esta iniposirao, cujo producto de-
vera servir para azer calcadas e Iralar de molhorar
o abastecimentode agua. A assembla, porem, a-
doplou o imposto, deu-lhe a mesma applicacio para
calcadas, mas lirou cmara toda a ingerencia so-
bre a arrecadaco ; ficuu sendo um imposto provin-
cial, e nao municipal.
Parece qae vai esta capital ler o seu lliealro
com a precisa magnificencia. Al agora apparecia
um obslaculo, e era a deliberara.) que tomara oSr.
Saraiva, e fura sustentada pelo S'r.Almeida.pela qual
se resolver que iienhum dinheiro se doria do cofre
provincial ao empresario do lliealro senao depois que
preslasse contal de 9:000, o lauto que ja recebera
para a sua eonalraccflo, em virtode do um primeiro
contraclo que foi modificado por le do anuo passado.
O emprezario reldclou.i preslarao de conlas. alle-
gando nao ser obrigado a issoeaqoanto nao estivos-
se a obra acabada. Persislln.lo a vico-presidencia na
sua opinido, mandn proceder judiciariamenle para
coinpelir no emprezario ( capildo A. B. Quarlin ) a
I.....lar coillas.
Esta quesiao acaba de ser decidida por um aclo le-
gislativa, sendo approvado em artigo addilivu ao or-
...menlo o seguinle :
Arl. t> emprezario da conslruccao de um novo
lliealro nesta capital, o capillo A. II. Ouartiu, nao
esla obligado a presi.rao e liquid.icaoda conlas com
a Ihesonraria pelas quanlias della recebidas, ea
qualquer resliluirao, salvo ocaso de resrisao judicial
ou amigavel do contrato que celebrou com o gover-
no para a dita conslruccao. tirando assim explicada
a le n. li de 9 de abril de 1855. e reconhecido fir-
me e em seu pleno vigor para a devida execuco na
forma por elle disposla, o contraa de que trata essa
le ; sendo celebrado uin novo contrato unicamenla
sobre o lempo das prcslaces de que trata o seu ar-
tigo i. S 3.
Este artigo addilivo foi oflerecido pelos Sr. Bara-
ta, Correa, barao do lete. Taques, Ribas, Rosas e
outros. Deu lugar a ura rendido e longo dbale que
oceupou Ires sesses.
Os Srs. Carrao, R. de Andrade, e o grupo dos ami-
gos do Sr. Qaeiroz Telles. nppozeram-se com todas
as forcea sua odoprdto; foi sustentado especialmen-
te pelos Srs. Mendonea o Nebias, que insistirn) cm
que, embora a cousa nao fosse convenienlc. devia
respeilar-se a l' de nm contrato, que implcitamen-
te exnnerava ao emprezario de prestar conlas al dar
bm a obra.
Foi final approvado o artigo.
He chegado a esla cidade o Sr. tenonte Rufino
lincas t.alvao. inspector geral da medilo das Ierras
devralas nesla provincia. Consta quo vai partir
brcvemenle para Igoape, para comerar a demarca-
cao era terrenos adjacentes ao importante rio deno-
minado miilo impropriamente Ribeira delguape.
Esle rio oflerree coiiimodid oles para ser navegado
ale 30 leguas;,ltanlo da sua foz, os terrenos laleraes
sao ptimos de ccrla altura era dianle, e exislem ain-
da muilas Ierras devallas.
Dlzemque o Dr. Ralh, engenheiro alleran, qae
auleriorraeule explorara eslas regies, tem muilo
obsequiosamcnle subministrado preciosas informa-
coes ao Sr. Galvao.
Pessoa que hontem passou pela ponle do Cas-
quero, afiance que ella esta concerlada de maneira
a dar transito, mas com grande perigo.
Deve encerrar-se a sessao da assembla provin-
cial a :t de maio.
( Carla particular. )
( Jornal do Commercio do Rio.)
?SRtfAfiBSCQ.
las de S. Exc, qiian lo miuistra da aaorra
dadas pelo prestigio, gloria militar. dW.r.r i'n e zelo
patritico do nobre o Ulitalre inarquez do Cavias |.
que se deven a cess.e;,,, da lula fr.ilricida qu por
lanos .,:,* ilesolou a rica c illustrada proviucia do
lliodranle, que se muslmu digne, cuinpre eonfet-
sa-Io, de tamanho beneficio dando ao mundo o
eiemplo. talvez nico, de urna prompta e comidela
extinceeo das rivalidades e odios que de Un lanicn-
laveis orcurrencias sempre resoltan), a. provincia
do Rio tacando est em via de progresaus.o entre es-
leslcra a peilo a eolanitacijo eslrangeira, de que ia
leu) rolhilolao sazonados fruclos, e BO seu novo ad-
ministrador, que em H7 obl.-ve que s- maudassem
pira Sania Catharina colonos ademas-, cora ...
quaes sC fundoo a colonia Sania Isabel na estrada
de Lagos, uma das mais prosperas da provincia ;
que fazendo a medic.lo, nunca contestada, das Ier-
ras paia complementa do dol de S. A. It. a Sra.
I). Francisca, mostr.....ule podiam fundar se colo-
nias em v.ialn escala, que de faci j se fundaram
lem o hornera, alem dos seos onlros mritos, mais
propenso a empiezas desla ordem, e mais rapaz de
Ihes dar impulso, e do dirigi-laa c.om bom xito.
Deo-se ha poucos diai, na villa de S. Miguel, a i
PAGINA AVULSA.
IS-i. SHA s
A commisso dos negocios ecclesiaslicos da as-
sembla legislativa provincial, a quem foi prsenle o
compromisso da futura irmandade da Misericordia
desta cidade, para emillir o sea parecer, requeren,
que pelos canaea competentes, secxigissem os excla-
reriraenlos seguiutes: primo, se a dita irmandade
ja se acha eAeclivameiile insultada.
Secundo, se o referido compromisso. foi por ella
organisado, visto que se acha smente assignado pe-
los memhros da adminislracao dos eslabelecimentos
de caridade, Sem qutrerrons anlecipar as infor-
aefiet, que por veotura se deem a illuslre commis-
so diremos, que. emquanlo ao primeiro quisito se
deprehende perfeilameuledo art. 1} do cap. .1., que
traa da eleicao da mesa-que so no,ha II de agos-
to,vigilia da Assnmnc.aodtVirgem Mario Santissima,
a quem os confeccionadores do compromisso preten-
den) invocar como padroeira da irmandade, he que
lera lugar a inaugurarlo da irmandade da Miseri-
cordia ; pelo que aclualmenle o que existe he um
pronclo era andamento de so erigir urna irmandade
da Misericordia, para o que ha ja inscriptos IS a-
deptns a irmandade, numero esle, que nao prelaz o
dos irmaos da Misericordia, por que em virlude do
arl. 2. combinado cora o :l. do cap. I. ,|0 compro-
misso, o numero dos irmaos da Misericordia he inda-
Roldo.
Em quanlo ao segundo quisito diremos, 00 nao
estando atractivamente insinuada a irmandade da
Misericordia, romo ,a Otemos sentir, o comprominso
nao poda ser por ella organisado. por q p,ra islo
E a icqui'icao do deposilario geral, o prelo es-
cravo Alexandre,
Deosaguarde a V. Exc. I|lm. e Exm; Sr. con-
scllieiro Josc Benlo da Cunha e Figueiredo, presi-
dente da provincia.O chele depolicia, I.uiz Car-
los de Paiva l'e'xxeira.
I
sena preciso, que houvesse um.i eleiean de mesa e
es a elegesse uma com.ni.isau que confeedooaaae 'os
cslatulns. ou compromisso da irmandade.
A adminiitracfo doa eslabelecimentos de caridade
conliccendo. que o antigo regiilamenlo pulo qual el-
la se rege, lem defeitos em sua organisaeao, que obt-
Iflo, como a experiencia lera denionsliado, o sen de-
senvolviinenloiios negocios de sua ingerencia non-
derando inesrao a necessidade, que ha, de se organi-
zar sobre solidos fundamentos uma irmandade, alim
le que baja uma reforma lal, consignada cm seo
coiiipromiso, que nao sejam embancados por defei-
tos do antigo reoolamento os exercicios cuntanles
das obras de caridade : tegoindo o exemplo .le mu-
las provincias, onde a organisagao de irmandades da
-Hisencordia lem feito um bem iiicalculavel rom or-
dem e econoniia a luimaiiidade dcsvallida, resnlveu
de combinaeflo cora a admioistracio da provincia a
quera esla sujeila, organisar urna irmandade, que ti-
ves-o tior base |irmiaria-a maior gloria de lieos, a
?lS!S!n? |,el c,,:rci(o eonrtante das obras
de randade. Ouem mais habilitada para ronhecer
do rgimen interno, c externo dessa Caluro irman-
uaiie, das reformas que deve tr o actual eslado de
cousas na ntanotra de administrar os ettabelecimea-
.l o?m,e'd0 1ue e" Ma1 Onem poi,
ma habilitado, para organisar o oompromltao dess,
ulura irmandade, do que e.s,.s homens, sobre cujos
liombros |pMa 0 onna nnlmdrnso da admioislra-
o ea^r^SfJSf8!.^?" '" I"? sxpendemos, Pela sabdelewica da frenue/.ia ,1. Varzea. -> prelo
u compromiso nao poda ser organisado pela ir- Manuel do Sanliago, por furto.
II Autora a juslica, reo preso Joaquim Dias dos
Santos.
li Autora a justica, reo preo Joao Antonio Correa.
I> Aulora a juslira, reo preso Antonio Francisco de
souza.
16 Autor o Inglez Andreiv Sonquesl, reo preso o
_llespanhol .lose Casales.
17 Aulora a jostica, reo proso Jos P*es.
18 Aulora a juslira, reo preso Alexandre Joao.
19 Aulora a |uslica, r aliancada Manoella Mara da
Conceicao.
20 Autora a justica, reo afiancado Cosme Damiao
da Silva.
21 Aulora a jaslira, reo aliancado Antonio da Costa
Uorera.
22 Aulora a jflstica, reo afianr.ado o Africano livre
Pompeo.
2:1 Anlora a joslica, reo afiancado Olvmpo Joa-
quim de SanrAnna.
2 Autor Joaquim Paes Pereira da Silva, reo afian-
zado Juvinn Alves l.ins.
25 Aulora a justica, reo afiaacado o pardo Custo-
dio, escravo de Francisco do Prado.
2li Aulora a juslica, reo aliancado Firmino Floren-
cio de Mello.
27 Autora a juslira, reo afiancado Antonio Joaq'fm
d'Anuunciarao. \z*
Dos qwea ae proceden a respeclivi^,mil(1lli
maiidandoo Sr. Dr.nnz de direito, qlresideole do
Iribiinal, fazer uma (..bella, na .,11^ sao designados
os das em que rada um .los reos !., ,|e ser jolgado,
e levantou eeasflo a liberas da ,ar,|c adlal;lo_a
pm o dio 12 do rorrenlr, as lOWat da manbaa.
REPABTigAO tXA POLICA
Secretaria da polica de l'ernamhuco ti de maio
de IS56.
"Im. elxm.Sr.Lcvoao conl.ecimenlo de V.
Exc.qoe dasdilferenles parlic,.,C(,es |10JC recebidas
nesta repariir.io, consta qae su-deram as seguintes
orcurrencias:
Foram presos: pola delr-gacil do|- dislriclo desle
lermo, Ignacio da Silva, por suipeilo cm crime de
eslellionat.
Pela suhdelegacia da fregoezia do Kerife o par-
do Joaquim Josc de Stut'Anna, por sospeilu em cri-
me de lurlo.
Pela suhdelegacia da fieguezia de s. Antonio
o prelo Satyro Francisco de Silva, por .lesoheJien-
cia c insultos, e o portuguez Jote Pinto Jnior por
furto
Pela subdelegacia rio Iregnazia dos Afolados, Joao
Gualberto da Silva, por uso de aunas dc'/ezas.
E pela suhdelegai ia da freguczia de -t|urihcra o
|iaido Ignacio da Cimba Callado, por i'iesnrdein '
lieos guarde a V. ExcIllrn. e Exm. Sr. conse-
lheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presiden-
te da provincia.O diere de polica, /.i; Carlos
dr Paira Tci.reira.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao coiihecimenlo de V.
Exc. que .las .iillerenles participar/es oje rece-
bidas nesla repartirlo, consta que se deraaq as se-
guintes occurrcucias :
Foram presos : pela subdelegacia da fregoezia
do Recife, o preto escravo Joo, por briga.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Anlnnro.
p porioguez Jos Domingueada Coala, por ebrio. .
Pela subdelegacia da fregoezia da Boa-Visla, o
pardo Malinas Antonio deOllvein, por nspeilo era
ei iuie de furto.
Jl ARTEL NA CIDADE DE
OI.INDA, I.- DE MAIO
DE 1856.
16
i.' balalhao de arlilharia a pe.
g I Homens.
Z I Mnlheres .
Total.
ra o Sr. Cousseiro com ama de miohas filhas, levou-
me com o reslo da familia para tua casa, onde not
Iralou como se fizessemos parle integrante da delle
e que o Sr. padre Agostinho.juslificaodo o bom con-
cello que todos fazem de seu carcter, e dando maii
nm lesieraaoho de qae be verdadeiro ungido do
senhor, jamis deixou de levar-me ao leilo de dores
palavrat de oaelo e misericordia, qualquer que ros-
se a hora em que o adverlisse de que eu careca ou-
Eis o que tive ainda de dzcr, n3n 10 a remello
uestes homens que com tanta bondade me trataran)
110 meu leilo de dores e amarguras, como a respeito
de um dos mais trales epsodiot da minha vida.
I ero, senhores redaclores, qae nao Ihes sendo pe-
noso, queirara em soa mu lida e aullara folha in-
serir esias linbas tracadas com o mais sabido reco-
uhecmento.
Sou, ele.
_ ..... Francisco Jos de Veras.
Recife la de maio.
. I IM III 21 3
OBSEHVACAO
Dos fallecidos um foi de Cebra tjphoide, perten-
ceute ao quurlo balalhao, oulro uma mulner de
gangrena em todu o merabro inferior direilo.
Esta mulher que tambem soffriu de lourura, foi
posta occultamenle a noite r.a porta da enfermara,
e pereceu tres dias depois do sua ntrala.
Dr. Francisca Goncalves de Moraes,
2.' .-iriirgiao eocarregado.
MAPPA ineiistl do hospital regimenlal dos chole-
ncos. 1 cargo do segando batalha.i de in-
faniaria, do I." a 2i de abril de 1856.
HOSPITAL NA RA
DOS PIRES 25 DE
ABRIL DE 1856.
I 1
I
^ I
$ I
i." balalhao de artilha- |
ra a p.......
u I I
H
:< ll
2. batalhao de infju-
taria .........
31 :t| 61 1
9.0 balalhao de infau- | |
"ri;l.........I :I ^ I
10. balalnao de ufan-1 I I I I
I -M I *l
laria
Compaulua de cavalla- | ria..........1 1 -' 0
Companhia de arlilices. | 1 1 1 1 1
Recruias em deposito. | 1 1 1 1 1 1
Balalhao de guarda na- | | | | cional destacada | 2 | 2 |
Lorpo de polica. | | 1 | 1 |
Africanos Irma | 1 | | 1 |
somma.....| 10 17 | 27 | |
OBSERVACO'ES.
Passou para o hospital regimenlal da Soledade
em convalescenca nm soldado da companhia de ca-
vallaria.
Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas,
2.- cirurgi'i i-lenenie encarregado.
A assemba provincial, na sessao .le hontem, ap-
precioa em segunda discuisao o prajeclo que tita a
forra policial para o anuo nanceuo segrate, fi-
candna materia adiada por ler dado a hora. A
ordem do dia de hoje he a mesma de hontem, e a
segunda discussao do projeclo n. 5 desle auno.
Celebrou-se hontem no templo dos capuchinl.os
desla cidade um Te-Deum f.audamus, era accio
de gracas pelo nascimento do novo herdeiro "do
tltrouo de i-ansa. O aclo esteve brilhante e mu
concurrido. Eulre os assistenles notavam-se o pre-
sidenta da provincia, o Exm. bispo diocesano, o
cumraandantt das armas, varios cnsules, muilos of-
liciaes da guarda nacional, e alguns do exercilo.
Em conseqoenca Has rellexOes que fizemos em o
nosso numeto de honlem, acerca dos extravos que
se tem dado mis rrraessas dos nmeros do Diario
para differenles pontos desla provincia, e de oulras
do norte, o Sr. administrador do correio desta cida-
de nos apresenlou duas relacoes, ama das carias e
jornaes remedidos para Ntzareln em dota de 7 do
corrente, na qaal se achavam meiiciuua.los os seis
macos em que hontem fallamos, e oulra de 9, em
que eslavara relacimados os uumeros que haramos
nviado aos nossos assignanles de Iguarasso'.
Assim, a vista da prova que nos mioistrou o Sr.
administrador,estamos persuadidus que as faltas n3o
partem da repartirlo a seu cargo ; mas, como por
oulro lado, ella he uma realidad.-, regamos-lhe que
se digne dar as providencias que julgar necesarias,
abra de que se nao reprodaza mais sementante abu-
so, e sejam punidos os deliquenles.
O vapor luso-brasileiro D. Pedro II, viudo dos
P ortos do sul, foi portador de jornaet do Kio al 8 e
Baha al 12 do corrente.
leve lugar no dia :l do corrente a abertura da as-
sembla geral legislativa, lendo S. M. o Impers-
dor poresla occasio, a falla que em oulro lugar en-
contraran os leitores.
Foi aqpreheodida.uo dia 27 do passado, om ma-
rmlieiro de bordo da barca portugueza Meudonra e
Julia, urna barrica prende de sedulas amaiellas do
thesouro do valor de I0.3 rs ; tralava-se de averi-
guar o fado.
Por decreto de i do passado coocedeu-se a mer-
co do foro de fidalgo cavalleiro da casa imperial aos
Srs. senador llerculaiio Ferreira Penna e cooego
Joao Rodrigues de Araujo.
As cartas imperiaes de 18 e 21 do passado deram
o habito da ordem da Rosa aos Srs. 1. Gaudet e Ed-
mond Beauiz, subditos francezes, residentes em
I- r 11 ca.
No dia 30 do passado S. M. o Imperador esco-
Iheu para senadores pela provincia da Babia aos Srs.
conselheiros Joo Mauricio Wanderlcv ministro da
marinha e Angelo atante da Silva Ferraz, depula-
do 1 assembla geral pela mesma provincia.
loi conferida a Graa-Cruz honoraria da imperial
ordem da Rosa ao conselheiro privado Seniawioe,
senador e adjuolo do minislerio dos negocios estran-
geiros da Kassia, por carta imperial de 25 do pas-
sado.
O Sr. David, socio gerenta c chefe da casa l.oquax
David & C. da praja do commercio da corle fui Ho-
rneado cnsul geral da Soissa na capital e provin-
cias do Kio de Janeiro, Minas Geraes. S. Paulo,
Govaz, Cuvaba', Rio Grande do Sul, Santa Cama-
rina.
Por decretos de 28 do passado foram agraciados
com o habito do ordem de S. Bento de Aviz os Srs.:
major do 11 balalhao de intanlaria Jos Ignacio
Teixeira da Fonseca, e o 1 teuenle Manoel Benicio
l- orlado de Mendonea. E por decreto de 21 do
mesmo concedeu-se a mesma graca ao Sr. asnillo do
11 balalhao de infaniaria Constantino Jos da Costa.
S. M. o Imperador conferio a Graa-Cruz da or-
den) do Crozeiro ao Exm. Sr. general I). Justo Jos
de I rqui/a. presidenta da Coufederar,ao Argentina.
No dia 10 do corrente cumecaram na liahia, as
sesses preparatorias da assembla provamcjaC
O Jornal da Baha,Va que Ji*AreVSaTrTlil
os restos do trapiche Ouirin dissemos arder, e avaha-a parda em 770:000a da
rorma seguinle i aaMoajf 3,890 caixas e I0.W0 sac-
eos ; algodao 2,92naaccas ; fumo 9,072 fardos e 7
rolos ; jacarando, j duzias e 11 toros.
\ alor do assijear ao preco do mercado 509,000*
mto de ataioio a 7imki
Dito do Jumo I77.IHMI-
Dilojt Jacaranda a 5,000)
Senhores redactores : Pansei que .1 minha pro-
posla para illurainar esla cidade com gaz de carvflo
de pedra, que eu fiz ao governo ha quasi dez annos,
ja eslava completamente esquecida, poroi sendo de
novo Irazida a' luz de puhlicidade pelo sen corres-
pondente no c Diario de sabbtdo 10, e por elle pos-
la era desfavoravel comparado a respeito de preto,
com o cootrato reeeiite.n*nte celebrado com os se-
nhores Dr. Lopes .Vello, Manoel de Barros Brrelo e
Menry Gitana, peco hcenea para corrigir algumat
mexaclidOes que o seu correspondente inadvertida-
mente comroetleu,
O preco que a minha propona exiga nao era 210
rs. por nuil, porm oilo libras esterlinas por anop.
fcsta quanlia ao cambio acloal de 27 1|2 hi equi.a-
lenle a 181, rs. por noite.
A condicao que marean a lempo em que os lam-
peoes deviam eslar acesos era o seguinle :
a Os lampeues deverao acender-se meia hora de-
pois do sol posto, c eur cesos at meia hora antes
que elle nasra. excepta durante o periodo em que a
la se acha elecada cima do horisonte, nao se io-
cluindo todava neste periodo'o, qoatr(, priraeiros
das da la nova, nem os quatro ltimos do qnarto
rainguante em que ella nao ollerece bastante clari-
dade.
O lempo medio por. noiie, resallando desta clausu-
la de eslarem os lampeues acesos, nao deve ser cal-
calado era menos que sete horas, e talvez de oilo, ae
contarmos o terapo uecessariopara accendera apagar
lodos os lampeoes.
Pelo contrato recentemenle celebrado, parece que
o governo tere do pagar pelo lempo medio de 7 ho-
ra a quantia de 210 rs. e pela de 8 horas 2t0 rs.
Sou de Vmcs. multo respeitador e" atteneioto cria-
do. David II'. Boxcman. ,
Recife 12 de maio de 1856.
'4?uMicac<>e apebibo.
Conta da subscriprao tirada na illa do
Cabo, pelojuiz de direito, para soccor-
rer os desvalidos accommettidos da epi-
demia, desde (i de fevereiro at 30 de
abril d<; 1856.
Dere.
Recebidu dns memhros da commisso.
Dos Srs.. Dr. juiz de direkn Francisco
Elias do Reg Dantas.....
Dr. juiz municipal Ernesto de A-
quiuo l-.n.eea........
Tenente coronel Jos de Moraes
Gomes Ferreira.......
Dr. promotor Luiz de Cerqueira
Luna...........
Rev. vigario Jos I.uiz Pereira d
Qaeiroz.........
Do escrivSo de orphaos Manoel Jos d
Sanl'Aona e Araujo......
fecebido de oulras pessoas.
Do Exm. barao de Ipojuca ....
Do Sr. Manoel da Vera-Croz l.ins de
Mello..........
Da Exm..' Sr. I). Anua Dellina Paes
Brrelo..........
Dos Srs., Dr. IznaeiodeBarrosBarreto.
Joaquim de Souza LeSo. .
Dr. Sehasliao d Rtgo Barros
I.acerda..........
Francisco Soares da Silva Re
tumba...........
o Manoel Cavalcanti da Cosa. .
o Manoel Joaquim do Reg Br-
relo ...........
o Advogado Jos Paulo do Reg
Barreta..........
b Joo Rufino Ferreira ....
Ignacio Jos Machado. .
Amonio Jos Vaz Salgado .
Dr. AH'on-.. do Albuquerqoe e
Mallo..........
o Manoel Ferreira Gncdes Alcanfo-
rado .......' ,
JoOo Jos Pinto de Oliveira .
llim. Pasclmal Corby ....
' Ignacio Jos da Silva a, .
n Manuel Sabino da Tra3fladaYl0.
i> Joao da Silva Salgado. .
Escrivao I guacia Tolentioo de
Figueiredo l.ima.......
Manoel Faustino......
i. Francisco Mariano Ribeiro .
Francisco Verissimo de Albu-
queique Padilha.......
Joao Rodrisues da Cmara .
u Pedro Fernandes da Silva. .
Jos Antonio de Oliveira .
AudrcAvelino do Espirita Santo
KlOaOOO
1 (atrio
lOOlOr
3oavjoti
r^Kio
258000
1008000
100900(1
.509000
.501000
50*900
259000
253000
20000
109000
109000
109000
109060
109000
59000
59000
.5S80O
59000
5901
:WK
tsooo
29000
29000
29000
29900
21000
25000
2901
2901
Hacer.
Por concertada casa que servio de hos-
pital, camas, roupas e mais ulenci-
lios ; alimentas para os doenles nel-
le reeolhidos e mais despezns ata o
final.....* .
Por cutidnccSo das ambulancias dos re-
medios da cidade do Recife para es-
ta villa..........
Gratificarlo de todos os euferraeiros .
Com o cemiterio cercado de madeira e
mais ulencilios para o mesrao. .
Com nove doenles .le-vali.los desla
villa qae foram medicados e soccor-
ridos em suas rasase falleceram.
Com sessenla e seis doenles desvalidos
e moradores desla villa qae foram
soccorridos e curados em saat catas.
Com vinle e ura doenles desvalidos
do lermo desla villa que foram soc-
corridos a saber : da puvoaco do
Paiva e das trras dos eugenhus Bar-
balho, Pirapama, S. Caetano, Pi-
timin', Rosario, Algodoaes, Serra-
ria.Garapu'. Pava, Ilha das Cobras,
e Sanio lgoacio.......
Entregue a Jos Marques, inspector
de quarleir.lo da Ponle dosCarvalbos
para alimento dos doenles all des-
validos e pagamento- do aluguel da
casa onde foram reeolhidos e cura-
dos ...........
Remellido a Gregorio Jos Barbosa',
inspector de quarleirao da povoacao
de Nazaretb, para alunemos dos
doenles desvalidos dalh.....
8973000
1119750
229180
2209000
1159660
279820
275920
5;isto
2-3000
119120
8979250
Observarao.
Os nnmes das pessoas soccorndas se adiara decla-
radas em urna relacao que foi afBxada na porta da
igreja malriz desta villa. Ca'uo J-'AJTiti^jie 1856.
""l!^ *T *11B"lf'fl ",l Araujo, thesofirff"
770,0005
Parti do Rio para esle porta o brigue brasileiro
Firma cora carregamento de varios gneros, no dia
i ilo correle.
I'icam a carga as escunas Linda e '/.elosa e o pa-
tacho .Thereza II'.
O vapor brasileiro Paran devia seguir a 10 as :l
horas da larde.o vapor ingle/. Tliomara 15 e o vapor
nance/ l.yonnais 18 as 8 horas da manliaa.
Nada mais ha.
&*m&pimtencto*.
.Senhores redactores. \um d V0NH arijxo>
lecesles vos merecidos eloios ao Sr. Francisco An-
tonio Cavalcauti Cousseiro. peto modo lodo caridoao,
cora que se elle preslou para comiso durante a cnse
calamitosa por que acaba de passar esla cidade, e na
qual perdi minha mulher e uma tilha.
Pcrrailti, pois, que arouipauhando-vos nossculi-
mcnlos que eulao manifestaste e que, por assim di-
zer. foram a liel lra.luec.lo dos meus, me prevaleca
da bondade com que me (raais, para addici.uiar ao
nome daquclle meu nobre protector o de oulros a
quera lambem muilo devo, a saber : ot Srs., Dr.
subdelegado da freguezia da Boa-Visla, Antonio
Ferreira Martin- Ribeiro. cirurgiio Jos Francisco
Piulo Goimaraes, Drs. Jos Unaiz CordeiroCithay,
Prxedes Comes de Souza Pilauga, Pedro Dornclfas
Pessoa, Rufino Jos Correa de Almeida, Patricio Jo-
s Borgcs, Jos l.ops Viaona, I.uiz Francisco de
Araujo Mello, Pedro los Cardoso. Jo.io Matheos,
padre Agostinho de Lima Cavalcanli de I.acerda
llionio Carlos Perctti.
A cada om desses senhores devo en elcrna grali-
dio, j pelo cuidado qae me liberalisaram. ja pela
promplidao com que me seccorreram na'qnadra
mais alllicliva de minha vida, j.i finalmente lela
caridade evanglica cora que Indos cuidaram para
loruar-me menos amarsos os inslantea que lenho
passado desde que, livre das garras do mouslro gan-
gelico, vira a saber que perder minha dedicada con-
sprle e iniulia amadissima lillm sendo que, se a to-
lis estes devo reconheciineuio, como declaro frau-
'au-iente, enmpre qua nao deixa de nienriooar qoe
u =r< Juse Lopes ViauDa, a exemplo du que praltca-
suTscriprao, rncarregado da adminislracao do
hospital.
UMA LAGRIMA
* striiliilis.s.iMia ni..i-i, Jo pntrioln l'ptm-
<.(.. It.nlio/;, \o-cucirii Paa, i.licii-, i
iln no sen primo e nuio,, ,i,,i iiln.,
i;< im unto a.,", r;, |az e aaHjaasjcu-
li(lissiiu;i I iniili.i
He preciso que oueas, Barboza
A voz raneo.a
Do trovador, que proclama
Bem ali com voz afana
Os leus padres de alta fama.
Eras lu c na Ierra, Barboza
A flor vicosa
Mais brilhante do vergel,
Eras a flor dos amores
Perfume das ootras llores,
Eras a essencia do mel.
Eraa o astro brilhante
Scinlillaiite.
0 planeta mais fugaz
Eras cunsco na uuerra,
Eras o terror na ierra
Km lim eras dos da paz !..
Fosle hore de mil balalhas,
E em migalhas
rondo, sempre os leus rivaes ;
Como as lavas d'um vulcao
Faz gravar no proprio chao
Eternamente os signaos I !
Amante da patria, c della amado.
Praguejado
Da sorle dura embora fosses
1 ao audaz, que aflraolava a propria mor le,
E na sorte cm desriera sollava couces.
1 .'uan.lo em llores iuimigos le cercavaru
E lancavam
Fogoem canos, qual do raio o claran,
O chuveiro de bailas astas lambiain
Kespeilosas de 11 somenlc a tnao'.'. <
F.iil.lo tu ainda as axial lambidas
E temidas.
Dcilavas rom imperio no vulcao,
l.'ue 111:11 de.linear a amigos de qucnl Mlllian
i .omo pedra para o ar que volta ao chao.
Porta grande em paz, maior em guerra,
E de lioniein r.i da Ierra nao vencido,
Porem sim, la' dos cos que a ludo alerra.
De Dos, somanta Dos, foslcs vencido,
Pois so Dos poderia la' dos cos
Vir buscar-le ca' na Ierra embravecido.
Recebe la' do co, da tafia mancan.
Da consone, que deixasle, una saudade,
I-. lio lilbo inda enanca ultima henean.
Aulnuin Allieo Arabiauo.
i Huida U de maio de 1856.
MUTILADO
ILEGIVEl


0I1IIQ BE PCRURIUCI SXiTA FIIM fl DI ffllO l ltS6
/
DEDICADO A S. A. IMPERIAL < PRINCIPE NaPO-
leao, FILHO DE FRANCA e re d'akgel,
por Antonio Mara O'Cossell Jersey.
transa, Ierra d'heroes, ixulla ufana !
Se na guerra mait que outn es valerosa,
Es na paz sobre lodas generosa ;
A loa estrella, Gallia, he soberana.
Esse filho, que ha leu, que exprime ludo,
Que brilha, que ennobrece e Ilustra as gentes,
FILHO DE FRANCA, nelo de valenles!
Tea nome d'aquem-mar eu ja sado.
Teu dia marcar em loda a Franja
A era do progreso e da raiao;
Na Eiropa avivar grata lembrauci.
i precursor da pat! eis teu brato :
A paz que, da victoria na pujan;,
Ao mundo impoz FELIZ NAPOI.KO.
Publicado distribuido por occasido do Te-Deum
que, para salemuisar o felu nascimenl" dril-Re
ri'Argtl, mandoa cantar no Hospicio da l'enlia o
Sr. Viscoode E. de Lmont, cnsul de Franja em
1'erBimbuco, no dia l de maio, de I86.
Urna lagiima.
He sob impressilo da mais profunda nuju que
venho Iracar estas linhas, para tributar memoria
do meo querido mestre e amigo, o Sr. Marcelliuo da
Costa,o ultimo leslemuoho da sincera eslima,conside-
rar.n e respeilo que Ihc votava. Cumpro dest'arte um
dever e satisface, a um \ivo desejo do meu coracao :
porque se no tmulo so extingui para sempre urna
existencia que me era chara, deixou-me todava re-
eordacoes que nao bao de lindar jamis, lembran-
cai de orna lio estrella quanto preciosa umizade.
O Sr. Marcellino da Costa durante todo o decurso
de sua vida fui um desses liomens para quaiu a hon-
ra e a probidade sao as pnmeiras normas do proce-
der oa sociedade : a sua pulida educacao, as suas
exeellenles qualidades couquistaram-lhe bem cedo
o conceilo publico, augmentando cada vez mais o
circulo de suas apreciaveis relac,cs. Activo, labo-
rioso, elle soobe deserapenhar pontualmenle as o-
brigacoes da profissao que adoptara por vocacao pro-
pria : e se como pai e esposo era digno de respeilo.
se era um cidadao honesto, na quatidade de msico
era um artista insigne, profundo, que nada 1111:1,1
que iuvejar ios melhores de sua patria, a por ven-
tura, de outros paizes.
Nao soo hyperbolico : seus lilhos, toda a sua fa-
milia mostram por si, pelo seu procedimenlo, se el-
le soube ou nao compreiieoder o que he um bom pai,
um hornero probo; e todos recoohccem que elle nao
s cvnseguto distinguir-so sempre entre os seus ir-
ruos de classe, como lambem que, sem fazer mono-
polio dea seas coiiheciinenlos por esse lado, concor-
rea para a illuslrajao de muilos dos nossos patricios'
etisinaurie-lhes do raellior modo, cam a mais pro-
nunciada oaiieilude e desvello, as regras e o svslema
des*a arte, que tanto honren, c cojos segredos cora-
prehendia al a sua maior elev.ic.So.
Aioda nos ultimo, seis anuos de sua existencia,
privado da vista, e lutando com o desgosto insepara-
vel de lio grande falta, o que elle senta mais era
nao poder continuar nessa uobre trela do magiste-
rio que Tazia as suas delicias; e por isto seu nico
desejo era o de recuperar a vista, para consagrar-se
de lodo exclusivamente ao ensino.
He nntavel, entretanto, o desiuteretse com que el-
le proceda neata parte: nunca receben gratilicac,So pe-
cuniaria deseos,alumnosaos quaes miuistrava a ins-
truccao deaua arte, ( pelo prazer que linha de Ibes
ser til. Podem allesta-lo muilas pessoas que de
perto o conheccram : posso cerlifica-lo u mesmo
qoe, alm das provas de intima amisade com que
tale hoarou, devo-lbe o que sei de msica, liberali-
sado sempre com a maior salisticJo e esmero. Fui o
seu ultimo discpulo, ja' quaudo elle comejava a so-
l rerjura pouco desses tucommodos que tanto o oppri-
miram ; e anda pude aprenciarovivissimo interesse
que tomava pelo ensino de sua arte, na qual desen-
volva o maior tlenlo e pericia.
Hoje que elle ja' nao vive, boje que seus bons fi-
lan, prenles e amigos o pranleam, nao suri o disc-
pulo agradecido, que lambein era seu especial amigo,
o mais iodilferente a sua morte : nunca o furia :
-e se nao lenbo com quu patenlear anda os sent
meatos que por elle me ajilam, be-me permttido,
ao menos, derramar sobre sna sepultura urna lar/ri-
ma de saudade, 13o do fundo d'alina, como o motivo
que 1 excitou.
Honrado na vida, elle foi e sera' sempre honrado
em sua memoria epois de morto: era um homem
probo, um Pernambucauo dislinclo, um pai excel-
leule. um msico insigne, e um perfeilo amigo.
Que esta miaba bomenagein seja rerobida por lo-
dos que o estimavam, como um transumpto bel do
que sinto no corarlo.
Joo l 'cente de Torres Bandeira
Recife I i de reaio d4kJjtl>fi.
k son ai.tesse impriai.e i.e PRINCB Napolen,
ENFANT DE FRANCE, ro d'alcer, par
O'Connell Jersey (Antoine-Marie)
(Tradticlion en rirose.)
O" Franec paya de unt de bros! exulte, enorgucillis-loi:
Si dans la guerre lu es pluf vaillaote qu'une aulre nation,
Daos la paii lu es gnieuse^plus qu'aucun autre peuple.
Ion etoile, (iaule, esl (oule-puissanle.
Cel enfant qui cst lo, qui resume tant de granos taii
Oui brille deja, qui ennoblit le monde,
Je le saine, moi, au-deca des mers.
etcsalue, fils di U ibame, petit-lils des vallants-
Lejourdelanaissance marquera dans ton pavs
L'cre du progres et de la raison :
II ravvera en Europc de bien doux souvcnirs.
precurseur de la paix 1 vnici Ion honneur J
La pax, que l.'IIEUREUX NAPOLEN
A impos au monde, ayanl la vicloire en main.
l'ubli et rpandu l'ncrasion snlennello du Te-
Deum que Mr. le Vicomte E. de l.cmont, cnsul de
I-ranee .i Fernambouc, a fait ehanter l'Eglise
des Capuxius taliens, en rccevanl l'heurcuse nou-
velle de la naissance du ro il'Alger, le 15 mai, IS,"il.
de l'olhas tO, iloprehendendo-se Lil cessarSo de pa-
gamentos do fado do ler o mesmo Lopes dexado de
pagar as qualro latirs, de folbas i a foihas 7, nos
respectivos viMirimeutus, seodo que no dia 1S do
crrenle,foi requerido a este juizo que mandasse citar
o indiciado Lopes para ser judicialmente eompellidu
ao pagamento de oulra letra que 11S0 foi satisfeita
no dia em que se vencen, declaro o referido com-
mercianle eslabelecidn com loja de fazendas na ra
do Crespo desla cidade 11. 11, entestado ile quehra,
e lixo o termo legal da existencia desta a coutar do
da ;tl de marro ullimo.
Nomeio para curadores liscaes os credores. I'aton
Nash & Compinhla, e prestado por estes o juramen-
to determinada no artigo SII9 do cdigo camine 1-
cial, ordeno que se poiihain sellos em lodos os bens,
livrase papis do fallido, e bem assirn que se proce-
da a diligencia proscripta pelo artigo HI2 do citado
cdigo.
Fedo o que serao dadas as sobsequenles providen-
cias dr termina.I.i. pelo cdigo em questSo, e pelo re-
giilamenlo n. 7:18 e 111.1,1..
Recite 2:1 de abril de IS."i(:. Anselmo Francisco
l'erelti.
E mais senao rontuha em dita ininba senlenca,
5 fardo, 18 saceos salitre ; a Barllioir.cu Francisco
de Souza.
1 2 barris paios e I caixole ; a .Moreira & Huarle.
8 barris vinho, 1 ditos lineare, I dito dito, -ditos
carnes, 1 cana batatas. I dita ceblas e alhos ; a
Francisco (jomes de Oliveira.
1 barril vinho ; ao llr. W. May.
CONSULADO tiEKAL.
Kendimento do da 1 a II. ...
dem do dia 15 ... .
20:7069393
1:9798591
8t3ls
l VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 1 a li.....
dem do da 15. .
I:i>(*.;:lil
531S5O
1.3219711
DESPACHOS DE EMPORTACAO PELA MESA
DO CONSI I.AI>1> DESTA CIDADE NO DA
15 DE MAIO DE 1856,
PortoGalera porlugueza Flor do Porto, Manuel
Joaquim Ramos e Sil/a, :l() cascos com mel.
Gibrallar Patacho sueco Olellu, Schramm A;
Companhia, 700 saceos assucar bianco.
MarselliaBarra franceza uErnesta, diversos carre-
gadores, 7ll saceos assucar masravado.
PorloBriguc porluguez S. Manoel lo, diversos
carregadores, 100 saceos assuc.r bramo e masca-
vado.
Lisboa Patacho porluguez aBrilhante. diversos
carregadores, 21) barris com mel, e 6 meios de va-
quetas.
Falraootb Galera ingleza oUonila. Paln Nash
Exoortacao .
lalmoutli, brgue inglez uTilania, de :tll tone-
ladas, condozo o seguinte : i,()l:> saceos com
'JO,0,)0 arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimento do da I .1 1 i..... 20:7931603
dem do dia 15....... 3<491I58
J.l:8:ij7til
Comhios
Gvmmcttto*
t'KACA DO RECIFE 15 DE MAIO AS 3
HORAS DATARDE.
CotajCes olllciaes.
Cambio sobre LondresUO d|v. -27 l|i a dinbero.
Dito sobre dito00 d|v. 37 a prazo.
Frete para o Canal7|6 e 5 "1 por tonelada de as-
socar.
Frcderico fobUliard, presidente.
/*. Borges, secretario.
RIO DE JANEIRO 7 DE MAIO.
Cotacet officiats da junta di rorreclorcs.
biosLoudies : 27 :l|g a 90 das.
Marselha: :Mx a 90 das.
Disconlos8 l|2e I2 0|q.
Apolices de 6 0|0 : 105 5|8.
PlatelCanal 45|.
1 (i0| para carregar em um porto do sl.
> New-York : 75 cenls.
Ceorge ludaon, presidente.
Joo Seierino da Silta, secretario.
Cambios.
Londres 27 1[2 a 90 das.
Pars 353 res a 90 dias.
Lisboa 97 a !K) 0|0 nominal.
HambuTso 650 a 90 dia=.
METAES E FUNDOS
MEI'AES. Oneas dapalria. .
Iiespanbolas
PBLICOS.
. 299500 a 299 39h00 i> 2952.50
Pecas de (I5OO vellias. II3OOO
.Moeda- de I.;..... 9.j(KI0
Soberanos....... )vj80tl
Pesos liespanlmes 1;9iO
da patria .... 1>920
Pataces....... 1^920 a
A plices de 0'!........... 1051|3.
proviuciaes........ m| a 012
95000
25IKI0
19960
I996O
(Jornal do Commen-io do Rio.) i >
de Janeiro
Para o Kio
<> veleiro c bem conhecido palarho nacional a\-
mazoiasn, pretende seguir rom milita brevidade pnr
ter dous lerros do seu rarregamenlo prompto ; para
o resto da carga e escravos a frete, para o que lem
exeellenles commodos, trata-se com o sen censigna-
torio Antonio l.uiz de Oliveira Azevcdo. ra da Cruz
n. 1.
Para o Aracatv segu cin poneos dias o bem
conhecido lliate Capibaribeu para o resto da car-
ga e paasageiroa : trata-so na ra do Vigaria 11. 5.
Pvh a ahin,
prclcndc sabir eom inuita brevidade a veleira e bem
conliecida sumaca nacional (illorlenciaa, por ter ja
mais de meia carga abordo; para o resto Irata-se
com o seu consignatario Antonio l.uiz de Oliveiri A-
zevedo. ra da Cruz 11. I.
Para o J'orto
segu com (oda a brevdado o briguc nacional
em consequeiifii da qual os curadores liscaes por!Jo>c*; para o resto da carga ou pissageiroi, traa
mim Horneados, me ondoressaram a pelirSo do llieor
seguinte :
lllin. e Exm. Sr. llr. iuil do commereio.Dizem
os curadores liscaes do fallido Joao Moreira Lopes,
que lcndo-s.e procedido ao inventario com os depo-
itarios interinos que V. Exc. se dignou nnnicar,
Ibes parece ser necessario convocar todos os credores
do fallido para ser salisfeita a disposicSo do artigo
812 do cdigo do commereio, em face da segunda
parte do artigo 1 i7 do decreto n. 7:iS de 25 de 110-
vembro de 1850; por tanto requcrcni a V. Exc.
digne-se dilirn-lhes cuino foi de diroilo, marcando
dia e hora para ler limar a referida reuniao. Pede
a V. Exc. delirimento.E H. M..loaquiui de Al-
boquerque Mello.
E mais se nSo centinha em dita peticao, que sen-
do-me apresenlada profer o despacho ilo Ibeor se-
guale :
O da 15 do correute, as dez horas da manbaa. e
na casa de mioha residencia.
Ilecife 10 de maio de 1856. A. Francisco l'e-
relli.
E mais se nao coulinha em dlo despacbo.em vir-
tude do qual o escrivao desle mea juizo Francisco
Ignacio de Torres Bandeira fez passar a presente
carta de convocarlo de credores do fallido JoSo Mo-
reira Lopes, pelo llieor da qual convoco, chamo e
convido a todos que sao credores rio referido fallido,
para que comparecam e se rennam na casa de minha
residencia, no dia i5 do crrenle, as dez horas da
manbaa, para o conlendo na pelillo dos supplican-
les curadores liscaes cima Iranscripla.
E para quu eheguc a noticia de lodos os ditos cu-
radores, mandei passar a prsenle que sera publica-
da pela imprensa e alxaJa nos lugares do cos-
tme.
Dado c passado nesta cidade do Recife, ans 12 de
maio de I85t>.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira, escrivao
o (ir escrever.
Anselmo Francisco Pereiti.
^ectittracdeS.
se eom os consignatarios Francisco Alves da Cimba
i\ Companhia, ra do \ iaario n. II.
S. MIGUEL L GRACIOSA.
l) veleiro o bem cunslruido patacho portuguet
l.iberdade 11 seguir em poneos dias para as ilhas
de S. Miguel e Graciosa, recebe somenle passageiras,
nos quacs ollerece exeellenles coiniuodos : Irata-se
110 es, rioluno da Bailar 0\ Oliveira,na roa da Cadea
do Recite 11. 12.
Vcnde-se a barca amertcana Smi-
thiield do I liD toneladas americanas,
loriada e pregada do cobre novo, com
os mastros, venus, cabos, correntet e an-
coras tal qual aclia-se tundeada no an-
coradouro da descarga: a tratar como
propietario, na ra do TrapicRe n. i,
primeiro andar.
SeiweS,
DIRECTORA GERAI. DE INSTHUCCAO PU-
BLICA.
Pela respectiva secretaria se faz constar a quem 11-
(eressar, que por portada do Exm. Sr. consellieiro
presiden te da provincia de 10 do coi rente, commum-
cada a directora na dala de boje IV, foi removido
da cadena de Cabrob para a de Boin-Jardiiu o pro-
fessor publico de ustruc^ao primaria Jos Felislier-
lo da Costa Cama ; e por Uso continua o anuuueio
parado concurso as cadeiras vagas, incluindo aquella
de Cabrob, pela rcinocao do dilo professor. E para
constar se uiaudou publicar o presente. Secretaria
da directora geral I i de maio de 1856 O secreta-
rio, Francisco Pereira Freir.
A ornara municipal do Ilecife arremata osma-
leriaes velhos, provenientes da demoliro da casa | voredosfruliferns ; e assim mais algons escravos pe-
uieia-agua, sila na ra do Caes, projecldo ao norte
' O agento Oliveira Tari billo de porcao de mo-
bilia de Jacaranda e de oulras madeiras, eonsislindo
em sof.is, consolos, baucas de meio de sala com pedr
o sem ella, cadeiras usuae<, ditas de balau(o e de
bracos, piano, um rico lustro de 8 luzes, arandellas
de ;( ditas, um magnifico espclho, cortinados noval
para janellas, candelabro, laiilernas, candiciros de
globo, jarros e figuras de porcellana, dourados. qua-
dros, relogio para mesa, bancas para jogo, guarda-
louca, guarda-veslidoa, commodas, louradores, lava-
torios, urna carleira nova, baucos coiu assento de
palhiuha.rabides para chapeos, mesas le j.nlar. ap-
parclhos de porcellaua para mesa, sobre-mesa e para
almo^o, colhcres de metal lino para cha, fructeiras
de vidro, compoteiras, porta-licor, garrafas de c/vs-
lal. copos para agua e vinho, porcao de mangas "de
vidro, urna bomba para cacimba, banheiro e bacas
de folba, um rico faqueiro moderno de prala, do
qual anda se nao fez uso, um ptimo escravo e ou-
tros muitos objectos : sexta-feira 1t> do correute, as
10 lloras da manala, na ra do Vigario 11. 25, se-
gundo andar.
O agente Oliveira far lcilio, em reserva em
precos, das segiiinles propriedades : urna casa de
sobrado no Forte do Matos, ra do Costa n. 12, com
So palmos de frente, em chaos proprios ; un, 1 dita
lerrea, com <>5 palmos de fenle, quintal e caes no
fundo, na Boa-Vista, ra do Mondego 11. 91, em
chaos proprios ; um terreno de 1n.11111I1.1 na placa
nova do caes de Apollo n. 189 A, com i5 palm-
de frente, 75 de fundo c mais 75 de largo pela par-
te de delras ; e melaile do ptimo sitio na ilba da l'.is-
sagem da Magdalena, paliando a ponte grande e
perto da estrada, o qual (em bella casa, senzala,
am viveiro, bastantes coqoeirt c muilos outros ar-
Na ra eslreila do Rosario 11. II, terreno an-
dar, casa de familia cstiaageira, precisa-se de urna
ama secca.
Precisa-se de nma possoa que siilu latim e
franco/, para enrinar a um menino distante desla
praea (i leguas, em um eiieenho ; da-se loda prefe-
rencia a mu homem aolteiro c de iriarie : quem se
julgar babililado, duija-ae a ra Imperial defronle
do viveiro do .Mull/, segundo andar, ou no Forte do
Mallos, prensa de algodao de Manuel Caelauo de
-Medeiio".
A pessoa qae anniincioii (er um moleque para
alugar, dinja-se a ra rio Arago n. 25.
i'SCKfes**'.;;
i hugiram do engenbo San-Joao. da ilba C3
tfl de llamarac, 110 dia I i de abril do correute $
auno, lies escravos eom OS signaos KgaiOtM : .5
tjf Caetano. crioulo e metlre ne assucar. lem 30 9
p anuos deJdade. rosto um pouco lirado e al- 135
3 guia eoirla carnudo, olhoi ordinarios e si- -
rj ululados, barba ponleira, lodos os denles in- fjs}
risores, eatatura mediana, carpo rheio, per- Q,
5 as urossits. pea proporcionados, cor fula, o 3$
aj dedo mnimo de ornadas infloi aleij.idoe lor- ,-.5
j rendo para cima do viziuho, e falla riesera- 09
6b haraeada. t
} Guucalo, crionl. serrador, apellidado Ga- 2
B rapan, por ler sido de am sido desle lime, $)
.13 lio Brejo da Madre de Dos, lem 35 anuos
;*-j de idade. eslalura alia, eorpocheio, rosto 11111 ;$
jj pouco lirado, fallo de denles na frente, suis- ^3
j sas ral is, cor bastante negra ; he um pouco j
,,j zarolbo, e lem carocos carnosos nos pcilos e <|
,j) nas cosas, pernal apalheladas, ps eneius de et
j bichos, falla grossa c por alleclaeilo coroo a ^
,^1 rtc Africano. 1
jg l.uiz, criouloo, e Ipeldado entre os par- jjl
1 ceiros por Marola, tem 21) annos de idade,
eslalura menos que ordinaria, rosto ledon-
** do e sem barba, denles da fre le perfeilos, <(6
Ti olbos ordinarios, corpo cheio, pus curios e
g largos, falla grossa imitando a de Africano, S
5 e cor negra. Foi caria un armado de um ba- 9
l' camarle, e he muilo prcsumivel que ste)am U
junios, porque dous dos fgidos arrombaram
*'i a prisao em que eslava o (ereciro, sem lu-
5 xida por roiiibinaco : roga-se. portanlo, as i3
B auloridades polielaea, capilaes de campo oa 5S
3 qaalqaer possoa que possa capturar os inen- *4
J3 clonados escravos. levarem-nos a seu senlior ;;
O ab.iixo assiauodo, nociigeiibo San-Joao, que <3
E recompensara gneros,mente lodo o .traba-
gl II111 de quem os prender. <
9 Francisco Honorio Bezerra de Menezes {J
t," San-Joao 12 de maio de 18.50.
&
Deseja-se contratar os servieos de una cscra-
va por ti anuos pela quanlia de SOOfOOO rs. adianla-
dos, a qual sabe engommar, coser, rozinliar e tem
boa conduela : balase na ra da Caricia do Recife
n. ."19 segundo andar.
1
VISO.
*mot>imeuto Do .porto.
CAMBIOS.
Sabr Londres, 27 d. por lj
Pars, 1155 rs. por f.
Lisboa, 100 por 100.
1 Rio de Janeiro, ao par.
Acc.8ej do Banco, 350|Q,de premio.
Acedes da companhia de Beberibe. YijOOO
Arenes da companhia Peroambucana ao par.
a Ulilidade Pablica, 30 purcento da premio,
o Indemuisadora.sem vendas.
Disconto de le llr as, de 10 a 12 por Opo
METAE8.
Oaro.Oneas hespaobulas. 288 28t500
Moedn de fiSiOO velbas .... TooOOO
i) 63100 novas .... 169000
11 48000.......99OOO
Prata.Palacoes brasileiros......28000
Pesos columoarios......-j.-.iiiii
> meiicenos.......18800
ALFANDEGA.
Heudiroentododia 1 a li .
dem do dia 15. .....
221:302S9:i
22:8085085
21L170J878
Oeicarrtgam hoie 10 de maio.
(alera in;le/a.loh.n 11111arroz.
Ilrigue ingle/.O-icmmercaduras.
Brigue inglezBofter Brucecarvao.
Krigoe brmenseDotolheamercadorias.
Brigoe porluguezViajantediversos gneros.
Brigue brasileiroMara Luizabarricas vasias e
loncinho.
IMPORTACAO
Brigue porluguez a Viajante vindo de Lisboa,
consignado a T. d'Aquino & Filhos, manifeslou o
seguinte :
I caiiolinho remedios para o cholera ; ao !>r.
Jote d'Almeida S. de L. II.
2 barris azeile doce aproveilado de derramneo de
oalros da carga do mesmo brigue.
1 laceo com moedas de ooro no valor de s: 21 ti-- f.
3 gaiolas com 3 covizos ; ingora-se a eonsignac^o.
3 pipas e 100 barris vinho, 110 barricas fariuha de
trigo, 100 saceos cerneas, I-Jim molhos, 5 eaixoles bo-
lacha, 20 pipas e 12 meias vinagre, 90 barra azeile,
50 pipas abatida!, 63 barris peiie ; aos consigua-
la rios.
15 barris e 6 meias pipat vinagro ; a l.uiz Jos de
S Araojo.
2 barris azeile doce, 1 dito vinho, 1 lito vinagre,
2 barricas, 2 caitas e i fardos drogas inediciuaes e
objeclos de bolica ; a Joao da Conceieto Bravo.
1 barril azeile ; a S.|P. Johnston. '
40 barricas fariuha de trigo, 10 surroes alpista, 20
eaixoles velas de cera, 9 pipas, i meias e 18 barris
vinho ; a Manoel Joaqoim Hamos e Silva.
30 pipas, 14 meias e 33 barris vinho, i- pipas c (i
barril vinagre ; a Francisco S. R. & Filho.
15 harria carnes, 20 barricas cevada ; a A. C. de
Abren. N
1 barril vinho, 1 dito vinagre, 1 dilo azeile, I cai-
lote liyros, 1 dito mercurio ; a Lino Ferreira Pinto.
I cana roopas finas para senhora ; a t. Luiza Ma-
rta Bandeira de Mello.
5 barris azeile ; a Palmeira Bellrao.
.1 barricas a 3 caias drogas ; a Jos Alezandre
Ribeiro.
1 caixole ; a Francisco Custodio de Sampaio.
1 caiza drogas, 1 cailole livros ; a Siqueira & Ve-
1 raizte tapetes, 3 barris vinho ; a Domingos Al
ves Malhcus. *
30 barrilib 5 meia. vinagre ; a Candido Alberto
SodredaM. .
i barricas e I caita drogas medicinaes : a Joan
Soum i\* C.
1 caitole rap ; a Josa Velloso Soares.
barril aile ; a Antonio Jos Sctubal.
1 ?i'M dro8" ; Joaquim de Almeida Pinto.
< ditas, 2 barricas e 1 sacro drogas diversas ; a Vi-
cente Josc de Brilo.
60 caitas velas de cera ; a Barroca iV Castro.
^saceos farello ; a Jos Pereira da Cunlia.
ivu pipai, too meias ditas e 300 barris cascos aba-
lldoi, ti pipas vinho ; a NovaesA; C.
6 barris vinho, 1 dito vinagre. 1 calite livros im-
pressos ; a Manoel Nunos da Silva.
.1 caitas e 1 barril drogas e medicamentos ; a Ig-
nacio Jos de C.
6 ditas rap, 1 eaituta drogas ; a Amorim A
Irmaos.
emoles drogas ; a Marcolino Ludgero da Fon-
8 caltas, 11 barril,25 fardos drog.s, med.eamm-
In, tintas objecl. de botica, 2 barris salitre. I cai-
ti livros ca.ii, vidro vasios a Antonio l.uiz de
oliveira Azevedb.
13 caiiu e 1 barril droga* e tnedicamqtos e maii
'i'avios entrado* no dia 15.
Havre28dias, galera Tranceza nOlioda, de 317
loueladas, capitao Durrulx, equipagem 17, caiga
fazendas e mais gneros ; a J. K. Lassene A;
Companhia. Passageiro, Antonio Jus de Maga-
Ibaes Baslos.
De cruzarBrigue escuna de guerra inglez aSpy.
commaiidaule Lockraft.
Bio de Janeiro e Babia (i dias, vapor porluguez
D. Pedro II, command.nlc Joaqoim Viegasdo
O'. Seguio para os porlos do norle, levando des-
ta provincia alguus passageiros.
Colinguiba ti das, Mata brasileiro uSergipano,
de 5t toneladas, meslre lleurique Jos Vieira da
Silva, equipagem 8, carga assucar; a Basto rSi
Limos.
^oitac^.
O I Um. Sr. inspector da lliesouraria da fa-
ada desla provincia, em virlude da ordem de ;*.
Exc. oSr. marquez de Paran, presideute do tribu-
nal do Ihesonro nacional, de 28 de marco protimo
passado, manda fazer publico que desta" dala a 30
dias tem de haver concurso para se preencher as va-
gas do pralicanles existentes na ineima Ihesouraria.
Secretaria da Ihesouraria de l'a/en la de Pernam-
buco 21 de abril de 1850.
da ponle velha do Recife. dcsappropriada ancidadn
Antonio Jos Je .Magalbacs Bastos, enearregaudo-se
quem os arrematar da referida demolieao : os pre-
leinlentes dirijam-se por pelieAo a uiesina cmara,
ollerecendn o preco por que Ibes couxier arrematar.
Secretaria da cmara municipal do Itecifc 8 de maio
de 1850.O secrela/io, Manuel Ferreira Accioli.
De ordem do litio. Sr. inspector da Ihesouraria
de flenla se tai iciente ao publico, que nos das
20 e 27 rio cor ionio eslario em praca peraute a re-
parlicilo.para seren arrematadas a quem por menos
lizer, as obras do trapiche da mesa do consulado.se-
gundo o plano o orcameoto que serio franqueados
nestl secretaria a quem os quizer consultar. Os
pretendentes comparecam no lugar do rostuine com
seus fiadores as 12 horas dos referidos dias. Secreta-
ria da Ihesouraria de fazenda de Pernambuco 13
de maio de 1856,
O ollicia! maior.
Emilio Xavier Sobrelra de Mello.
Correio g-ernl.
Rclac.io das carias seguras, viudas do sol pelo va-
por porluguez nI). Pedro lia, para os seuhoics abal-
lo declarado..
Antonio da Silva Dallro.
Gabriel AUVinso Regueira.
Izidora Seuhoriiiha Lopes.
Joaquim de Oliveira .Vlaia.
Caitas seguras existenlcs na adminisliaeao do
correio desla cidade pira os senhnre abaixo decla-
rados.
Amonio Goticalves Ferreira.
Caetano da Piedade.
Joaquim Antonio Ribciro.
Joao Anloiiio da Piedade.
Jos Joaquim Tiberio Lobo.
Josepha Joaquina de Va-ooncellus.
Jos de S.i Cavalcanti Lins.
Maria d'AaanmpcSo.
Manoel Joaquim de Madureira.
Manoel Domingos Januario.
Manoel Josc Ribeiro Cavalcanti Lima.
Manoel Tbomaz dos Santos.
O patacho Bom Jesusn recebe 1 mala para o
Rio de Janeiro amanlula as 10 horas do dia.
Gratifiea-se generotameate 1 <(uem
levar na rua do Collffjio n. 15, arnta-
/.em, urna ama de leite t|tic tenlia lx>as
qualidades.
Ferfagens, mitidezas e
inolhadr>s.
O abaixo auignadofaz publico, quea-
brio novo estabcli cnenlo di- molliados.
miudezase ferrageng, na Laga do Barro,
casa da esquina do 7, portas de trente, no
qual as pessoas que necessitarem com-
prar sero mui bem servidas e a procos
comiuodos. A bondade dos objectos a'
\enda, o proco e a boa-fe, nada dcixarao
a desejar as pessoas que o tinizerem
honrar com sua treguesia. Cidade da
Vidtoria 17 de maio de 1856.Manoel
Antonio (ionealves de Lima.
JOIAS
O abaixo assignados, com loja de oorives ni rua
do Cabuga a. 11, confronte ao pateo da matriz e roa
J^ova, 1 i/eiu pnblico, que estao recebendo continua-
damente muilo ricas obras de ouro dos melhores
goslos, tanto para senhoras como para liomens e me-
ninos ; os precos contiuaam mesmo barato, e pai-
-im-se conias com responsabilidade, especificando a
quatidade do ouro de I i ou 18 quilates, ficando as-
sim sujeiios os mesmo por qaalqaer duvida.
Srraphim fSt Irm3o.
Ate ;>osooo.
Da-se dinhriro a (iremio em pequenai sommas,
al a quantia de .Vi-on:i, i,|0 obie penhores de ooro
ou prala : na rua da Concordia, paitando a travesa
da cadeia, na seguuda casa rio lado esquerdo.
a' alterado em dito deposito ; os direc- Necessita-so de um sacerdote para dizer miisa
,. .m..I.. 1 .... -a fta aanlu laaa O I-------- .1
lores da mesilla promellem empregar dt-
igencias para que o deposito esteja sem-
rape ; o genuino da
da Europa, c como
lie chegado a este mercado o rape' Prin-
cesa, que continuara'a ser vendido 11 re-
lallm nicamente na loja n. 51, da rua
da Cadeia, de Joan da Cunha Hagalhaes.
A fabrica de Lisboa iem resolvido fazer .1
reduccBode SOO rs, em cada libra, e por
issoocusto sera'de25j400 rs. que naose-
pre supprido de dito
labrica lie o inelltor
lal
einuodos os domiugos e das santos ai 8 horas do
dia na igreja de H. S. da Soledade : qoera pretin-
der, dinja-c ao juiz da irmaudade, morador na So-
ledade.
IO Prccisa-sc de um caizeiro para taberna, qae
; seja capaz de tomar coola di roesma por bataneo,
afralennos 1 rimaros premios nas ex- da'Dd'fiador a;Sua conducta : na rua da Cruz
pstenos de Londres o l'aris, tornando-sel n. 28.
tiesnecessario recouimenda-lo aos senbo-
res quesabem apreciar urna boa pilada.
Abacaxts.
Acba-se 11a confeitaria da rua da Cruz
n. 17, urna porcao de mana/es abac>\is,
e igualmente urna grande porcao do doce
de todas as qualidades, ludo por preco
mais barato do que etn oulra qualquer
parte.
I'revine-se 1 (tem interessar que
nao faca negocio algiim oomos que se dizem procu-
radores rio ausente Sr. Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro sobre os escravos Antonia, parda.rio 7 abuus
de idade, e Sabino, pardo, de '1 anuos, lilhos da es-
crava liberta Benedicta, perlenccnle ao casal da fi-
nada D. Anglica Joaquina dos Alijos, do cujos bens
foi inveiilariaiite o mesmo Sr. Ribeiro, jislo adiar-
se pendeute pur arpe bu;.io no Tribunal da Relacao
o respectivo inventario por uullidades insanaveis que
bouve na partilha ; co mesmo se previne corape-
tenle aoloridade policial, para que 1010 Ihes conceda
passaporle para embarcaron os dilos escravos, que
cstio em liligio.
Precisa-se de um amassador : na padaria do
Forte do Mallos,rua 'lo Burgos n. 31.
Precisa-se de olliciaes de sapaleiro : na lenda
da rua da Cruz u. 35.
Precisa-se do l olliciaes de charuteiro : na rua
Direila n. 3, lerceiro andar.
Aluga-so urna casa lerrea na Paisagem da Mag-
dalena junio a poulc grande, com ptimoscommo-
dns para nina grande familia : na rua Direita 11. II.
Manoel Antonio.
local.
porluguez, relira-sc para l'or-
No
Luiz
cas rie ambos os sexos : segunda-feira, ll rio corren
te, as 10 horas da inaabAa, no eu escnplorio, rua
da cadeia do Recife.
AGENCIA DE LlilLO'ES.
Na rua da Madre de Dos n. :i, de Vieira da
Silva, no dia scxla-feira, 1l> rio correle, as 10 horas
da manbaa : serio arrematarlos muilos e diversos
arligos de uso e commodo ; haverao tres pianos, sen-
do I novo e outros 2 em inoio uso ; lams charutos
ra Baha, c -JO latas com superior chocolate de
Lisboa, muilos arliuos de loobilia, o que ludo os-
lara' patente, e sera' veudido a contenlo'dos fregue-
zes.
O ajenie Oliveira tem re levar novamunlc a
prar;a, eru presenca do Illni. Sr. Dr. juiz de orphaos
e ib? seu escrivao, as fazendas e armaro da loja do
finado Jos Ignacio Ferreira da Silva, sita na rua do
Oueimado n. W, servindo rie baso o preco ollorecido
110 leilao de 1 i do correle : sabhario, 17 do corren-
te ao meio dia em ponto, na indicada loja.
HOJE Ib DK MAIO.
Maciel Jnior, commaudaiilc do vapor brasileiro
nMarquez re Olinda, faro leibio por ordem riosdi-
reclores da Cempanbia 1' -i o v.11 m- rio vapores
costenos, e com licenca do Exmv St. Dr. juiz priva-
tivo do commereio, e ros Illius. Srs. adminisirarior
lo consulado ueral e inspeelor ra alfanrlesa, por in-
lervencao rio agenle Roberls, e por conta e risco de
rpiem perlenerr, em diversos loles, rie todos os ob-
jeclos, incluindo casco de ferro, machina de vapor
nova c completa mastros, inaslarcos Iraqueles,
cabos, gurupes, pao de biijarrona, retranca, guicho
patente bomba correntes, virador, caderuaes,
moiles c cabos solloiros do diversas qualidades,
esealeres grandes com mastros, velas e remos,
filtro com pedra, caixa c tubos, bancos tic palbi-
nba com ps de ferro, dilos ditos do marieira. tri
pos. pipas e o mais que se adiar no dilo vapor na
barra de Coianna, onde naufragoii de volla re sua
primeira viagein aos porlos do norle, e em continua-
ran serao vendidos lambem em dillereiiles lotes os
mais objeclos salvados c conduzidos para esta ci-
dade, c que seria enfailonho enumerar-so, mas que
estarn paleles na necasiao do leilao. que deve ser
boj sexla-feira lli do correle, as 11 horas da ma-
nbaa no trapiche da companhia no Forte do
Mallos.
Maranhao
Para.
e
impedimento do oflieial-maior,
Francisco de Sampaio e Silva.
O lllm. Sr. contador servimln rie inspector da
Ihesouraria provincial,em cumprimenlo da resolucau
da jimia ra fazenda, manda fazer publico, que "110
dia 2il do correute al novameiile a praca para ser
arrematada a quem por menos fizer, a obra do era-
periramento preciso no aterro dos Alegados, avalla-
da emi>::itJO>(IOO n.
A arrematarlo ser fcila na forma di lei provin-
cial numero :ti:l de 15 de maio de IH.">.
E para constar se uiaudou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial <1 l'crnain-
bucoLtde maio de 1856.O secretario, Antonio Fer-
reira da Annuiiciai.ao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da Cl a
lliesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu- '
can da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 29 do correle vai novamcnle a prara, para
serarrematada a qaem por menos fizer.a obra 'doscon-
certos necessarios no empedrameuto das arcas do
Oiqnia (estrada da Victoria;, avahados em 1:1151100
UajjL
A arrematac.ir) sori feila na forma da lei provin-
cial numero :li:t de 15 re maio rie 1S.i!.
E para constar se mandn ailixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Sectaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 13 de maio de 18ti.
O secretaria.
A. F. d'Aoiiunciacao
-" O lllm. Sr. contador servindo de inspeelor
da lliesooraria proviucial, em cumprimenlo da reso-
luc.ao da juntada fazenda, m-mda fazer publico,que !
uo dia Ti do correle vai novamenle a praea para '
ser arrematarlas a quem por menos lizer,as obras dos I
reparos de que precisam a cadeia c a casa da cama- !
rada cidade de Olinda, avahadas em 6105000
res.
A arrematarlo sera feila na forma da lei prvin- .
ci.il111. :H.t de 15 rie maio de 185*.
E |iara constar so mandn alujar o presente e pu- 1
bbear pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria nravincial de l'ernam-
bnco 1.1 de maio de 183t.
)secretario,
A. F. d Aiiniiuciacao.
O'Dr. Ansclnin Francisco Pereiti, coinmendador da
imperial onlein da Rosa e juiz He direilo especial:
docommeicio uesla cidade do I ecife e provincia
de Pernambuco, por S. Magostado o Imperador
que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que a prsenle carta de convoca-
cao do credores virem, ein como os negociantes Ros-
Iron Hookcr Companhia e Adanuon lloxvie r!v
Companhia, r redores de Joao Mu. ir 1 l.opes.eslabo-
lecido com loja de fazendas na rua rio Crespo desla
cidade, o qual lendo cessadoos seoslpagamentos, in-
curra na disposiciio do artigo 7'.l!l do cdigo do
commereio e nu caso do artigo s_'i ib mesmo corli-
go, em coiisequencia do quee do mais rpie expende-
ram, rcquereram-ine para i|ue ein riuiliuenle man-
ria.se passar mandado muir o siipplicailo para ser
posto etn eusiodia, rom aalorisaejbi nc se darcm as
buscas necessarias, e mandado para'ser lechada a
loja e depositadas as chaves no deposito ceral, al
que pndessem ser arlmillirfos 11 jushficae;lo legal para
ser declarada aborta a fallencia, cuja policio sendo
defirida por meo despacho de 18 de abril prozimo
lindo,|.a--ai.un os snpplieanles a (oslilicar que o sup-
plieado halla cessario os seus pagamentos, e nao se
haver aprcsenlario para se declarar a fallen-
cia.
O palliabole LINDO
PAQUETE, capilo Jos
PinloNunes, segu com
mbrevidade aos porlos in-
dicados, Inlla-lbe um ter-
sen carregamento, para o qual
trata-se Com O consignatario Antonio de
Almeida Gomes, na rua do Trapiche n.
10, segundo andar.

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Anlonio Ricardo do Rogo, lilhos e geu-
ro da Sra. D. Maria Francisca do Reg, agra-
decen) mui cordealmcutu as veneraveis 10111-
muniilades dos religiosos Carmelita! e Fran-
ciscanos, bem comu a todas as pmoai que as-
sisliram ao funeral da mesilla senhora, c
aquellos similores que no podendo compare-
cer, manriaram srns carros para o ,-icompa-
iihamcnlo.-Jusr Ignacio de M. llego Mon-
leiro.
Recife l. de main de 1856.
fon-
r^maBCT
Wt>tos5 &er*i>9.
10
-
3- 'Si

para Lisboa
Mhirri com loda a brevirlarle o palacho porluguez
ultriMliaiile, capilflo Anlonio Braz Pereira; para
caiga Irata-se com o mesmo capilo, ou com o con-
urgnaUra Domingos .los Fereira Guimaraes, na
E subindo o-- autos a minha conelusjo profer aj'rua do Oueimado 11. :!."..
RI D JAMURO
seaue no rlia lli do rorrele me/ o palacho Rom
Jesusn, para o reslo da carga, passageiros e esrravos
a frete Irata-ae com Caelano l'.\riar.o da C. M. .10
lado do Corpo Saolo n. 25.
senlenca do Ibeorseguinle :
Sendo publica e notoria a emwic.'io re pagam*nlVis
do commercianle Joao Moreira Lopes, e ioderaen-
dente rlisso p da uslifirarao de folhas \> a qij e
procedeu para a expediciio do mandado de doUmcuo
MEZ
Maranno.
O livro do mez Marianno au;nienlado do varias
oracoes, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smenle na livraria ns. 6 e 8, da praea
da Independencia, a dez tustoes.
Prccisa-sc de tuna ama para o ser-
vico interno de urna casa de potici fami-
lia, agradando paga-se bem : na rua
Bella n. 5.
O lllm. Sr. tbesoureiro manda fa-
zer publico, que se adiare a' venda na
lliesouraria das loteras, rua da Aurora,
casa 11. 2(i, das i) a's3 lloras da larde, os
bilhetes, meios e quartoj da primeira
paite da primeira lotera concedida ao
Senlior Bom Jess das lloras na igreja de
S. lioncalo, cujas rodas andain imprete-
rivelmenle no dia 20 do crtenle mez,
a's S e meia boras du manbaa, nosalao
lo convento do Nossa Senhora do Carino :
o'uirosim, qneas lisias serao distribuidas
gratis aos compradores debilteles no pri-
meiro dia titilas boras da manliia, e
que no dia 2." principiaran os pagamen-
tos da referida luteria das 10 horas do dia
a's 3da tarde, na rua da Aurora n. 2(i.
Thesouraria das loteras 10 le maio de
IS.'ili.O escrivao, Antonio .lose Duarle-
Fugio na lerca-feira, C! do correle, di obra
qoe se esl 1 tazando na roa da Cadeia judo ao arco
re Sanio Anlonio, un prelo por nomo Miguel, na-
cfyj Angola, irladp :io anuos, pouco mais 011 menos,
com ns lignaei se^uinles : eslalura regular, poitca
barba, rosto picado rie bexi^as. gigaeja alguma eou-
s- 'o nulo lem ansio ; tevou calca re algodSo da l!,i-
hia. camisa de algorlo azul rio listras, grosso, e cha-
peo de baela cor rie caf : roga-se as autoridades de
polir'i-i qne rlclle livor noticia, ou a qualquer pessoa,
haj.mi re o apprehender e conduzi-lo a rua da Con-
cordia ,1 rasa de Jos Antonio de MlgalhAes llaslo,
011 olio em que elle Irabalhava. que serao bem
eratiliearlos.
No dia 13 pira 11 rio crrenle foi roiihada a
i.il -i o i ra roa ra Senzala Nova, que faz quina para
11 beceo Cargo, e,,m chave falsa, levando Irinla e lan-
os mil rs. em robre e 10 queijos, e aluns penhores,
julgindo-se ser de Sil a 100,-}.
Aluga-se a casa lerrea da rna rio Aragao n. 10,
propina para qualquer estahelecmipntn por estar em
irina/.eui, c por pirco conunorio ; lambahl se aliigam
aseaias da roa Keal prximas io Manguinho de ns.
li c JJ. sendo a primeira proprja pera padaria por
ter grandes coiiiniodose foi 111......ilo bem construi-
do, e sei venlia para a man-, ludo por procos moito
commiidos a tratar na mesma rua Keal com sen
propriclai 10 Manoel Pereira Tciieira, sobrado n. (i.
O Sr. Manoel Joaquim Ferreira rie Ronza pule
procurar nina caria queveio rio Rio re Janeiro, na
rua da Praia de Santa Rila, ormazein 11. I".
Descja-sc saber se existe nesta praea o Sr. An-
lonio Flix da Cosa Das, que esleve no Rio re Ja-
neiro alguus anuos 110 commereio, e foi a l'orlugal.
embarcando para esta em 10 re setembro de IS.V,
quem snuber podo informar ua rua da Cadeia do Re-
cite, escriplorio de Manoel ra Silva Santos.
A pessoa que lem aiiiiunciado por este jornal
ler um moleque pira alugar, dirija-se a rua das Cin-
co Pomas n. 62, de manhaa ale horas, o a tarde
da3 3 em dianle.
LOTERA da provincia.
Aos 4:000,, 2:000.s e l:OOO.sOOO rs.
Corre iiidtibitavelmenln lerca-leira
20 de maio.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respcitavel publico que oslan a
venda bilhetes, meios e quartos, da pri-
meira parle da ao Sr. Bom-Jesus das Dores, da "re-
ja de S. (oncalo, nas ljas ja' conheci-
das, os quaes nao solliem o disconto de- S
por rento do mposlo geral sobre os lies
primeiros premios grandes cima men-
cionados, por estarem com sua rubrica.
Bilhetes. ,s.S00 i:000.s(00
Meios. 254OO 2:000$000
(litarlos. I.SoOO 1:000,s000
Pernambuco lli.de maio de 1836.
Salustiano de Aquino Ferreira.
ATI
Precisa-se alugar urna esclava boa engomma-
deira : na rua do Collegio 11. 25, primeiro andar.
Flix Ferreira de l.ima, proprietario da casa
lerrea 11. 1:1 na ro dos Pires, faz iciente a aquilina
da referida casa, quesri a elle rleve pagar o-Muguis
e nao a pessoa qoe diz ler arrematado, como pro-
priedade dos orphSos.
O abaixo assignado, proprietario da casa ler-
rea n. Cl na rua dos "ires, roga ao Sr. (hesoureiro
do patrimonio dos orphaos baja de declarar por esle
jornal qual seja a casa pertenceuto ao dito patrimo-
nio naquella rua com 11. 13, alini de evitar duvirias
e incommodos.Flix Ferreira de Lima.
Precisa-se de mna prcta cscrava, que saiba
tratar de meninos e cuidar da sua roupa : quem a li-
ver dirija-scao sobrado n. S da rua de S. Francisco,
como quem vai para a rua Bella, para tratar do
ajuste.
Desapparcceu do lugar ros coqueiros no aterro
dos Afosado*, um ravallu ruco, ma-.-ro : quem o
adiar leve ao corliimc das Cinco Ponas n. Cl, que
ser gratificado.
Deixaram, na rua do Crespo, loja n. 1l. urna
caria para ser entregue ao Sr. Francisco erapblo
Pereira.
Aluga-se o lerceiro andar e sotao da casa n.
37da rua rio Amorim : a tratar na rua da Cadeia
rio Recife, loja de lerragens 11. ti A, com Antonio
Joaquim Vidal.
Deposito de pia-
nos
J. P. Vogcley avisa ao respeilavcl publico, que
muriou o seu deposito do pianos do primeiro andar da
rua Nova 11. it, para o armazem 11. Ti da mesma
rua, esquina da rua da Camboa do Carmo, oude se
euconlraui os mus ricos e os mejliores pianos at
agora apparecidos nesla praca, sendo clles feilos s-
mente por cncommcmla, e pelos mais acreditados fa-
biicaples como de Hachis, Traumaon, Ilamburgo e
W. Sassenboll de Bramen, o olros iiiuilus fabrican-
les da Europa: os quaes se vendem por mdicos
precos e garantidos. O eslabelecimenlo eslara abcrlo
ate as S horas da nnilc para a rommodidade das fa-
milias etc., que quizereui ver e experimentar os ins-
imlenlos.
Arrenda-se o engenbo Camacho, distante du-
la praea tres leguas, peno do mangue e distante da
praia da fortaleza ue Pao Amarillo tres quarloi de
legoas, freguezia de Maranguape : qaem quizer ar-
rendar dirija-te ao eugenho Paulista, asseverandu
que pode safrejar de 1,500 pan para cima, a lem
ierras eaxulas e frescas que se pode plantar anverso,
e muito maueiro.
Arrenda-se o engenbo Buranhaem, silo na fre-
guesia de Serinriaem,moente e correle, a margein
do rio do mesmo nome, com embarque a porta, com
boas Ierras de plaolac,es, lano de canoas como de
rocas : qoem pretender dirija-ae ao seo proprieta-
rio 110 engenbo Kosario, adverlido-se queja no cor-
rele mez pode quem o arrendar principiar a plantar
roe 1- &c.; por itM que o actoal rendeiro 10 Um de
collier a safra que >e acha uo campo.
ATTENCA'O.
Precisa-se de -21108 a juros eom Wiurauc,a em
um escravo pedreiro, pagando-e 01 jaro* nmosal,
ou lambem sujeita-se os serviros do mesmo esclavo
para pagamento do principal e juro,faz-sa este ne-
gocio mesmo com alguma pessoa de fora da cidade,
que precise de um pedreiro,e caiador : a qoem con-
vier aonuncie para ser procurador. *
Deseja-se saber onde reside o Sr. Joao Jos
Ribeiro,ha pouco chegado do Para, parale tratar de
negocio de seu interesse.
Alugam-se carrocas para conduzir trastes ou
maleriaes, por preco muito em conta : Da rna da
Alegra oa Boa-Yisla d. 42.
Na rua do Hospicio em casa, de
Tlioma/. tle Aquino Fonseca, precisa-se
de una ama que s saiba coziunar bem:
quem estiver nestas ciicumstancias com-
pareca a qualquer hora para tratar do
ajuste.
_ D. Rita Zeferina C. da S. Llile, vima da Jos
Cordelro de Carvalho leite convida a todos os cre-
dores de seu casal a Ihe apreseularem seos ttulos,
uo aterro dos Afogados, defronte do viveiro do Mu-
niz, sobrado de dous andares n,.., onde se tratar a
respeilo dos pagamentos. Igualmente pede qoe a
apresentacao dos litlos seja al o dia 20 do crtenle
mez. Ilecife 10 de maio de 1856.
Fugio no dia ; do corren le da rua da Aurora,
casa de Joao P. deLemos Jnior o escravo mualo,da
idade de 28 annos, foi vestido com calja e jaqueta
de algoriao riscado americano, he barbado e ten ca-
bello corlado rente, e he bastante sonso ; qoem o
pegar e o levar a dita casa sera recompensado.
A taberna de Girjan de Cima recebeu novo
sorlimenlo de bolachiuhas finas para cha, lem pSo
todos os dias assim como lem bom* sortimeuto de
fariuha de trigo para ptto e bolachiohas.
Prectsi-se de um por!u2nez para caiieiro de
um dos melhores engenhos da villa de Pao d'Alho,
que saiba ler, escrever e contar ale conta de repar-
tir, pagando-se bem : a tratar na rua da Praia, ar-
mazem n. 18.
Precisa-se de urna tnulher de boa conduela pa-
ra ama de dous meninos : na rua da Cadeia Velha
n. 45.
Precisa-sc re Iraballiadores de enxada ; na rna
da Cadea Velha 11. 45.
Precisa-se de urna ama di leite, paga-se bem:
na rua das Cruzes n. 32.
Na fabrica de calcado
francez do aterro da Boa-Vista precisa-se de olliciaes
de sapaleiro para obras finas, paga-se bem.
Da-se a joros rasoaveis com piadores do ouro
ou prala, a quantia de 50 a 500$ rs. : na rua da
1 aleadj n. 10.
Ollerece-se ura mojo de boa conduela e bulan-
te habilitado para ensiuar por casas particulares, e
mesmo em qualquer eugenho, primereas lettras,
grammalica nacional, latim, francez, etc. O mesmo
se compromelte a ensinar a Tallar e escrever esta ul-
tima liugua, tem pralica de ensino, e d Dador a sna
conduela : na rua da Cruz, loja de livro n. 52, se
dir quem be.
Lotera
lENt.AI).
Pede-so ao auclor do innuncJo publicado no Fcho
de 9 desle mez, rccommendaudo a prisao do Chico
fuuileiro, por haver fgido da cadeia do l.imoeiro
de Lisboa, que declare, se o en.euio em que eslu
o tal Chico, he o mesmo, em que se quiz acontar,
linda n'um cauliiiho da sauzala, o famoso tratan-
te, que se inculca prenle de S. Tliereza, e descen-
dente da casa de Braganr,*, e so foi o fuuileiro, 011
esse inculcado herdeiro do niorgario de Miraiulella,
o que quiz pagar o quo devia a ccrlo vendtlhao,
maudandoilous capangas.oin liuginJo.quereruma li-
bra de sabao einqiiaulo o uulro o enviava dos|a
para melhor vida, o que fez anillar o proprietario
de Jussara por quatro sicarios armados do baeainar-
tes.e racoea ; e o qu? nlo contente de a.sassinar um
prelo sexagenario, leulou rular i,ajuslando o mata-
dor i um meslre de assucar, que Ihe nao quiz traba-
Ihar, recciati.lo ler 1 sorle du oleiro que lora es-
pancaito por ler cobrado dual vez.s seu antigo sala-
rio. Nao precisa, que oaulor do annunrio cont a
historia do fomeini ilas Igolllll gro-sas eom que
esse tarlufo fazia papis vcllios, e recibos rio capini,
da compra das obreias velhas de Santo nUo, e das
cartas imitando a letra, e siunal do vendelhfio ci-
ma, e de um Dr. ein medicina, servindo esla para
comprar a um compadre por cera mil rs. um mule-
que, que venden pnr um cont cenlo e del mil rs.,
por que isto porier contar o compadre dos pus de
mala formiga, c quem servio de padrinbo a esse
grolha, qnindu riepois de infamar a mai, c irm.lo,
ede Ihe sucando a propriedade. e siihslrahir escra-
vos, quiz. ir para a companhia della.
leo fuuil rio ponche.
Joaquim Lobato Ferreira por fallccuncnto de
sua primeira miilher procedeu i inventario de seus
bens, c p irlilb iinln-os enlre elle e os de mais her-
deiros, dividir o terreno de marinha n. -21)', que
oblivera por lilulo re afaramenlo perpetuo, silo por
delras da ra du Concordia da freguezia de S. Jos,
na rua .Nova rio raes projecldo, a beira ri rio Ca-
pibarihe ; em consequeucia viera a caber ao anoun-
ciante o terreno rio mesmo numero eom a serie
Aeonlendo I lis palmos de frente llil hraeas o
8 palmos e meio de fundo, conlinaiido au orle
com parle ros terrenos ns. lili, e 11)1 A, ao sul com
terreno destina lo para a travessa projoctaria ra rua
Augusta ao rio Capibaribe, a lesie com o terreno n. ciedade que j rava 'soba li
21)7 B. concedido ao herdeiro Manoel .te Almeida A; Bastos, na loja da rua rio
Lopes, 10 este com o rio Capibaribe, como ludo
consta do termo re meriic/io, riemarraiMo, avalia-
cAo e. lilulo datado de 2S de fevereiro de. 1854, re-
uislrado no respectivo livro ,1a Ihesouraria rie fazen-
da,cujos foros se aeham pagos al o prsenle, e releva
notar, quo alem ras bemfeltoriai pelo annnaciante
follasen)dito terreno, edilicoa nelle varias casas
uo i|jarlciro a margem rio rio, que conten lili)
palmos de fundo e tliS de frente, cojo quarteiruo e ,
casas vciiilen a .lose lioncalve' tirado a i deie-
tcnibru de 1855, lalielliao Almeida, e nao o mais rio
terreno, que ihe foi concedido ; e porque alguein
pretenda requerer ao governo este rosto, a pretrxlo
difse aehar iL'Voluto, a cxemplo rlc uniros, em que
fora callada a vordade, faz o prsenle anniiiicio
Hilo sii para advarteiiCia ile>le Sr. prelemlenlc, ins-
peelor da.thesouraria. e engeiiheirocorriearior, como
em guarda rlc sen direilo. quo desde ja protesta,
e declara, que neto sentida lem requerirlo ao en-
verno. Recife 15 de maio de 1856.
Fui larain no lugar da Casa- Forte no rita 12 do
crrante, 2 cavallos castanhos, I grande e antro
mais pequeo, o primeiro be rpido, lem um p
calcado o as riuas maos, no quarto pela parte rie (ras
ternura S., nu direilo lambem ura signal qoe ignoro,
e nina estrella na testa lisnal riebaixo : o segundo
tamben) lem os dOOl pr;s cale-irlos lambem capado
barbudo. MOCO passo lem, o primeiro li anuos o o
secundo S para II: pci!c-se p os as autoridades 011
outr.i qualquer pessoa du povo, aprebensao dos raes-
mos, o leva los ao inr'.ino lutiar ;ro sen ilonoJos
l'aes Brrelo que gratificara' generosamente.
Precisa-se re tuna ama re leite, lorra 011 cap.
liva e siMii liliio, que lenba bjn c bstanle leile
a tratar no ariiiazem da rua da Cruz 11. 111.
I\ ecisa-se fallar com o Sr. Manuel Ignacio de
Avilla : na loja da rua do (Jueim ido 11. 10.
.No pateo do lere,o n. IX segonda andar se di-
r' qoem ra' dinheiro a juros sobre penhores a
dous por canto.
MATRIZ DE SANTO ANTONIO.
Tendo rio se fazer a bencAo do glorioso San Sebas-
tian em o dia 18 do correute pelas nove boras da ma-
uh.la. x em pelo presente esla mesa pedir aos encar-
roa los das igrejas desla cidade, para ,.....Ierra suas
nrdens para dar um repique ao anal de fono do r,
que ser o aviso desle acto. O escrivao, Josd Bi-
leves Vianna.
Precisa-se de una lavadeira de barrellji: na
rua da Cadeia de Sanio Antonio n. II, primeiro an-
dar.
Jo.lo Ozorio rie Castro Maciel Monleiro, filh'e
herriciro universal rio fallecido dtsembargador Tbo-
maz Antonio Maciel Monleiro, Ululado Bario de
lumaraca, fax publico, que a 2tl de abril de lb.t'.l
foi concedido ao dilo seu pai pelo goveruo da pro-
vincia de friro perpetuo o terreno de marinha n.
IS'.I, eouteiido 27 palmos rie frente rom os fundos
respectivos at a baixa-mar da cnmpreheusAo de sua
casa n. 110 na rua da Senzala Velha, lugar hoje de-
nominado Praca nova do caes de Apollo, ou rua no-
va rio Bruiu, cojo terreno ja d'aiitcs partencia ao pai
do aniiuncianlc pela arrcmalacAo que fez seu ante-
cessor e lio o parir Joo Francisco Maciel Monleiro
lia cmara municipal de Diinda, ao I." rie abril rio
I82t>, cujos foros se achara pagos, e para que algucm
ralo se chame a ignorancia no leilao, que pretende
fazer o agenle Oliveira as 1!) horas do da It) do cor-
rale, era protesto faz o preseulc anuuncio. Recife
I de maio de I8j<),
Lima cV Neves eoinpraram a padaria da rua de
Dominad Pires n. i : quem se adiar com direilo
a' mesma apreseule-se no prazo de Ircs dias.
Traspassa-se urna loja muilo boa, em moiln
bom lugar, ua rua Nova, propria para qualqoer es-
lahelecinienlu : Iralar na mesma rua 11. i ou 30.
Calillarme Jos Pereira leudo de partir para a
ilha re S. Miguel, deixnu por islo a administradlo
do ariiinzem ria assucar do Sr. Joao Ignacio de file-
deiros Reg.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos declara a
Indos o rommerciantcs, que nao se responsahilisa
por qualquer debito quo sem escravos contraiam
em seu nome, sem ser por ordem sua por escriplo.
Lsva-sc e cngoiuraa-se por prec,o commodo :
no paleo do Hospital n. 17.
lurlnain do armazem da rua do Amorim n.
50, um barril eom mantoiga ingleza n. Vi roma
marea B A. L e peso riscado. sabe-so onde elle esl,
e pira evitar quesles haja do o mandar en I regar no
mesmo armazem, que se pagar lodas as rie-pozas
rpie tiverom feilo.
Achl-M desde o |. lo rorrenlc erliucta a so-
rma de Silva Guimarnes
l.ivramenl.....18 ; con-
tinuando na mesma casa como administrador o Sr.
B-iilo Carvalho Baslos A mesma exmela firma jul-
ga nada dever, mas se algucm se julgar seu crerior
aprsente nua emitas ao abaixo assignado no prazo
re 8 rlias pira seren pagas. Recife I de maio rlc
I85li.Jos Dias da Silva tioimares.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
(I Sr. director da Companhia de Be-
beribe eonvoea os senhores accionistas
para se reiinirein etn assemhlea geral, no
dia "2"i do correute, no escriptorioda tnes-
ina companhia, rua Nova n. 7, para de-
cretar-seo lli- dividendo, e proceder-se.1
eleirao da administraran, na liirma do
do arl. I!) dos res)ectivos estatutos-
ib
doSr. Iiom-.lesasdas D-
resela igreja de -S. Gon-
98 tiO a
Aos 4:000:. 2:000$ e 1 OOOsOOO n.
O abaixo assignado tem resolvido de
01a em diante vender os sen bilhetes e
([liarlos com um abatimiento em seus
preeos, con forme se v abaixo, cujos bi-
ibetes, ((uartose meios se acham a venda
nas loas ila praca da Independencia ns.
lo. 1) e Kl. rua da Praia-n. 30, ruado
l.ivramento n. ._)'i, aterro da Boa-Vista
ns. .18 c cuja lolcria tem 'o andamento
desnas rodas no dia Icrea-feira20docor-
rente, em o saliio do convento de Nossa Se-
nhora do Carmo. O mesmo abaixo assigna-
do so responsahilisa a pagar' por inteiro
loda e qualquer sorte (|ue porventura ob-
tenham os seus bilhetes vendidos coma
sua rubrica.
Bilhetes 43700 recebe por inteiro 4:0008000
Meios 29400 2:0009000
Qaartoa 1200 l:0009O0O
Declara mais que paga indistinctamen-
te toda e qualquer sorte, logo, que sahii a
lista geral, em o seu escriptono na rua
do Collegio n. 21, primeiro andar, das
horas da manha a's da tarde, dos
dias uteis.Antonio Jos Rodrigues de
Sou/.a Jnior.
Domingos Alves Matheus muriou
seu escriptono para a rua de Apollo, ca-
sa n. 23, que lica em lente da capelli-
nha da Sania Cruz, no antigo porto das
canoas.
Retratos.
O abaixo assignado tendo transferido
sua ollieina do Estabelecimento Photo-
graphico para a rua Nova n. 21, nova-
iiiente avisa ao respcitavel publico e aos
seus amigos elregue/es, que tendo con-
cluido a galera de vidro acba-se presen-
tcmenle habilitado a tirar retratos eom
toda perfeicao, e pie espera a protecijo
do publico, e sua concurrencia para vi-
.,..,,., .s luiiiiu. un ptiiiiico, e sua concurrencia para vi-
is.il). -O secreta- xitaremaua exposicao, quejirovisoriamen-
I- do arl. 10
Recife 13 de maio
rio, Lu./. da Cosa Portocarroiro. i le contina noantigo local', orde poderao
Precisa-se de orna ama farra nu eaptr?a, prc- dlllgiixe para apreciar o seu trabalho,
eno caso tiuequeiram tirar o retrato, na
fire- a familia, rjje engmate alsnma musa, p saiba
comprar : na rua do Sol, confronte ao porto das ca-
noas, sobrado n. :t, primeiro ailar.
Kar-M negocio rom nielarle rio bem conlieeijo
silio 11.1 estrada rie Henifica n. 10, ilefroule ,1o sitio
da \iuva do Sr. DeIDno Gonealve Pereira l.ima
com urna boa casa decampo a.-solirariaria passein e'ni
rola, com Instantes commodo, rom anuda para
pretal, eslrib.ria para qoatlo cavallos, carral pa-
ra vareas, cocheira, casa para IcUor, galineir
e um qnarto pequeo ijunlo, cacimba rie beber
e lauque junto, com basl.uilc terreno, e bs-
tanles pes de coqueiros c inaiigueiras, e uniros arvo-
rerios, i- terreno a margem rio rio, urna grande bai-
la para capim, aJ\erle-se que n terreno he proprio,
liinbem se fat BHtueio com uina parle do gnnde si-
tio ni estrada de Hebin. cun dus casas terreas, e um
obrarlo, ns. I, :!, 5, com bastante* arvorerios, e urna
grande baila re capim. em terreno
mesma e\posrao acba-se constantemente
uma pessoa habilitada para tomar os no-
mese dar um eartao mareando as horas
que as pessoas deven; comparecer, para
eom preferencia seren servidas sem in-
lerrupcao aos seus alazere*. Galera
Photographica 12 de maio de 1856.
Augusto Stahl.
' O Dr. Antonio da Silva Daltro,
i
O Dr. Anlonio da Silva Daltro, medico
pela Faculdade da B diia, tem eslabeleeido
o seu consullorio na rua do Crespo caa n.
_ ...... .. _,. uv \>,ue" voo
gi 11, primeiro andar, onde pode ser procurado sb
W a qualquer hora por quem de seus servieos *g
'..? ^e quirer ulilisar. as
MUTIL
proprio, o qual .
silm rol da Tallecida I). Maria Francisca de Almeida ; 1 ab'*i\".S 'i."";-' com qualquer um desles silins nao s se faz negocio a ^''''>"^?'<"'si- W".r xVsuV.. ''< 7->
dinheiro, como perinola se pnr casas trras, a pessoa
que perlen ler|qiialqiier um riestes, rlirija-sea rna rio
Vigario.armazem de Brito t.lueirz & C, que se dir
com quem se hade tratar.
Jos Vieira dos Santos avisa a quem conviir,
que deia de vender espritus orcionaes em sub li-
bernas da rna do Rosario n. It>, e rua do Caldeireiro
n. 94.
ILEGIVEL


DIMIOtE nUMB.CO SIXTA FEIKA 19 II IklO |] i3bB
Terceira edi^ao.
TIATilUIO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLCR&iORBUS.
PELOS DRS.
p iuslrucc.ao aupuvoparase podiTcurar.leslaeuiermidade, administrndoos remedios mais ellieazcs
Kiatalha-la.emquanto sirecorreaomedico.ou auesmoparacura-laiudapeaadenle desle nos lugares
ta qua nao os ha.
TRADUZIDO EM POHTUGUEZ PELO DR. P- A. LOBO MOSCOZO.
Estes oesopuscuioscotatcmasindieacoes mais clarase precisas, e pela loa limpate concisa exposi-
Cioeaiaaoaleance de lodas asiutelligeiicias.iiaos pelo que diz respeilo aos neioicurativos,comoprin-
rip.ilmcnte aus preservativos que leradado os mais salisfactoriosresullados em toda a parle eaaanuc
llestem lido poslosem pralica.
Sendo o iralamanloriomeopaihico o unicoque lera dadograndcsresulladosnocuralivodestahoni-
veliiifermiibide, julcamosa proposito traduzir restes dous importantes opsculos em I i usua vernaci-
la, para desi'artc facilitar a sua leilura a queni ignore o franecr.
Veode-s* nicamente no Consulloriodo traductor, roa No n.52, por 23000. Vendcm-se lambem
os medicamento* precisos e boticas de 1-2 tubos coni um frasco de lindura 15J, urna dita de 30 tubos coin
quatro e 2 frascos de tintura rs. 259000.
1 PEORAS PRECIOSAS-1
fAderee.ni de brilhanlcs, *
diamantes perolas, pul- jj-
5 ceiras, allneles, brincos gj
e roietas, hotes e anueis *
2 de dilTerenles gostos ede J
? diversai pedral de valor. *
I i
5 Compram, vendeni ou *
Irocamprala, onro, bri- ^
Ihaotee.diamanlesepero- ..
M las, e outras a/iaesqoer *
joias de valor, i dinheiro J
ou por obras. SE
I0REIRA DDARTE.
LA DI MIRITO
Ra do Cabuga n. 7.
Receben por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gusto, tan-
to de Franca como
ww wn
I
* OURO E l'KAT.V
Aderccos completos de 5
?, ouro, nieiosditos, pulcei- e>
2 ras, alfneles, brincos e j*
ja,- rozelas, cordoes, trance- J
M lins, medalbas, correutei
J e enfeiles para relogio, e
.;. oulros muitos objeclos de .'
A ooro. <<.
*> Apparelhos completos, $
$ i dejas, salvas, casliraes, $
?j colheres desopaedecb, s>j
, e muitos outrus objeclos S
8 de prata.
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre$o eonimodo como costumam.
PUBL1CAQ/VO' LITTERA1UA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarlo srr.i sem duvida de ulilid.de aus
priucipiaoles que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nelia encontrarn por ordem alpliabe-
lica as principaes e mais frequentes oceurreucias ci-
vil, orphanologica, commcrciaes e ccclesiaslicas do
Dossoforo, com as remisses das ordenarles, leis,
avisos e reejulameaalos por que-serene o Itrasil, e
bem assim resoiucftes dos Praxislas anlisos e moder-
nos em que se lirmam. Conlem semelliautemenle
as deeisoes das queslGes sobre sizas, sellos, velliose
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
collecrao de nossas leis avisos avulsos. Consta-
r de doui voluntes em oilavn, grande fraucez, eo
primeiro sahio luz a est venda por 83 na loja de
livrosn. 6 e 8 da praja da Independencia. Os se-
nliores subscriptores desla pohlicarao existentes em
Peroamboco, podm procurar o primeiro volurae
a loja de livros cima mencionad.> : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praca da
Constituido; no Maranhin, asa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
de Oliveira.
IfiPERTORIO DO IEBICI
H0ME0PTH&.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
e pulo em ordem alpliabelica, com a ile-cripeao
abreviada de todas as molestias, a indicaeao physio-
logica e Iherapeutica de lodos os medicamentos lio-
roeopathiros, sea lempo de ac3o e concordancia,
seguido de um diccionario da significaro de lodos
os termos de medicina ecirurgia, apost ao alcance; I'a/.er, serio cobradas judicialmente.
das pessoas do povo, pelo
DR, A. J. DE MELLO I0IAES.
Os Srs. assignantes podem mandar buscar os seu
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
Alu;;a-se tima e\-
cellente casa a mar-
gena do rio Capibari-
' e, na estrada de Pon-
te d'Ucha, conlroii-
le ao sitio do (inado
Sr. harao de Beberibe : a tratar na ra
da Aurora n. 23.
Salustianode Aqu no Fer-
reira,cautelista das
loteras ja corridas, avisa as pessoas qoe tiverem cau-
telas premiadas, queiram por obsequio dirisirem-se
a ra do Trapiche n. 3G, segundo audar, ou as lo-
jas j conliccidas, para serem promptainente embol-
sadas, marcando o prazo de iu das que se lia de es-
pirar uo da 26 de lunlio do correle auno. Pernam-
bueo 2t de. abril de 1856.
Salusliano de Aqoino Ferrcira.
Pracisa-se de urna ama de leite forra ou
. captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa conclua, paga-se bem : no pateo do Hospital
u. 26, sobrado.
T. Beker, tendo de fa/.er tima vi-
gema Europa, pede encarecidamente aos
seus devedores, de vir ou mandar saldar
suas contal ate o melado deste me/, de
maio, assim como adverte aos se.is deve-
dores antigos,(|iie no caso de as nao satis-
CASA l)OS EXPOSTOS.
Precisa-se de amai para amamantar crian; na
casa dos eipostos : a pessoa que a isso se quei'ra de-
dicar, leudo as iMliiliiaces oacessarias, dirija-se a
mesma, uo paleo do Paraso, que iii acbara com
quem tratar.
ARRENDASfETO.
A loja e armazem da rasa n. 55 da ra da Cadcia
do Recife juno ao arco da Conceiro, aclia-se desoc-
cupada, e arreoda-se para qaalquer eslabelecmcnto
em ponto grande, para o qual lem commodos sufli-
centes: os pretenden!* entender-se-hao com Joao
Napomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma ra.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos precn do que era outra qualquer parte.
lnstrucean moral e reli-
giosa .
Esle compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslrucco primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvaco a 18600 rs., passa a ser
vendido a lj>000: na livraria ns. 6 e 8, da praja
ila Independencia.
Massa adaman-
tina.
Franciieo Pinlo Ozorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e applica ventosas pela
atrcelo do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Sanio Antonio o. >.
Aloga-se um moleqne para o serviro do casa :
quem o pretender annuucie para ser procurado.
Na loja do sobrado n. 15 do paleo da ribeira de
S. Joie, lava-te e engomma-sc com muita perfeirao
aceio, e com a rsaior brevidade possivel.
Aloga-se um sitio uo lugar da Torre com boa
casa e estribara, mar^ein do Rio Capbaribe, con-
fronte aos fundos do de llenrique Gybson : a Irutir
uo caes do Ramos, segundo andar.
A taberna da ra dos Maris rio- n. lio' acha-se
de novo surtida dos nimio afamados queijos do ser-
l*o i lugar Salido) que se vendem em conla.
Patn Nashi& Companhia declaram queJoo
Pedro Jess de Malla deizou de ser seu caiieiro dfsl
de hontem 14 do correle mez. Recife 15 de abri-
del856.
Velas e carnauba.
Acaba dechegar do Aracaty urna por-
cao de excellentes velas de cera de car-
naubr, simples e de composirao, as quaes
se vendem por menos preco do que em
outra qualquer parte : no antigo deposi-
to de D. R. AndradeiC, ra da Cruz
n, 15.
\0 CONSULTORIO HOllItO G
PATHICO. 1
Ra das Cruzes n 28. w
Conlinua-se a vender os mais acreditados tft
medicamentos dos Srs. Caslellan e W eber, a*
em tinturas e em glbulos, carteiras de tu- W
dos os lamanhnsmuilo em conta. Sl
Tobos avulsos a 500, 800 e I9OUO.
1 mica de Im I ora......23000
Tobos o frascos vazios, rolhas de cortina
para tubos, e ludo quaolo he necessano pa
7TB o uso da lio miropalhia.
Odnulor Olegario Cesar Caboss, lormado em
medicina pela '''aculdadc da Baha, avisa ao respeila-
vel publico desta capital e especialmente aos po-
bres, que queserem ulilisar-se do seu presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sita na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
Do sitio da Eslaucia do (iiqui.i desappareceu o
escravo crionlo, Januario, fula, m\oe grosso, bem
empernado, falla por enlre os denles, representa ter
a idade de -i anuos, pouco mais ou menos ; um do>
signis mais nolavel lie ler urna das pas secca ; (em
pal e iim.io forros para as parles da Vanea ; loi
comprado a Jos l.uiz Pcreira com loja na ra Nova.
Aos fabricantes Domingos R. Andrade & C, com ar-
mazem na ra da Cruz n. 15, continuam
a vender superior cera de carnauba em
porroc a rctallio, assim como sebo rei-
nado, viudo ltimamente do Ro-(irande,
e tudo por commodo preco.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. -iO, segundo andar.
Carneiras
para eneadernacao.
Jos Nogueira de Souza acaba de receber urna
por;* de carneiras de cores, de superior qualidade,
proprias para encadernaces. as quaes vende por
precos commodos : na livraria defrontc do arco de
Sanio Antonio.
Precisa-se alugar um preto, para servido de si-
tio, como seja corlar capim e carregar agua : em Ca-
sa de Paln Nash Companhia, na ra do Trapiche
Novo, n. 10.
Precsa-se de um feilor para um sitio perto da
prara : no aterro da Boa-Vista, numero segundo
andar.
SOCIEDVDE m COANDITA.
Fabrica de fiar e lecer algoda'o,
a qual oceupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou olneiros nadonaes,
da idade de 10a 12 anuos para cima, e
com preferencia orpbaot.
CAPITAL SOCIAL 500:000|000.
Socios em nome colleclivo, gerentesres-
ponsaveis.
Os Sis. :Antonio Marques de Amo*
1 iiu.
Justino Pereira de Paras.
Manoel Alves (iSfria.
Firma social: Arnoiim, Farias, Guer-
ra di C.
As pessoas aasignanlM das priineras listas, quo
desejam contribuir a prompta realisarao da fabri-
ca, silo convidadas a nao demorar suas respectivas
assigualuras. A sociedade anda admilte assigna-
turas de lOOsOOOal 5:01105000, aliin de generaOnt
a lodos as yanlagens desla ulil c lucrativa empreza,
e contribuir ao desenvolvimenlo do espirito da as-
sociarao, nico meo de salvar a agricultura e de
crear atgaM ramos de industria, iudispensaveis pa-
ra autiho e cugmenlo da deliuada e rolineira agri-
cullura.
A facilidade dis entradas, que nunca serao de
mais de 0 por cenlo do capital subscripto, permiti
a todas as pessoas qne poderem dispor de urna eco-
noma de 5b00O por mor, entrar como socios de
IO0900O.
Sendo as entradas de 10 por ecuto e os pagamen-
tos espadados de pouen mais ou menos mezes.
Serao precisos 18 a 20 mezes pr o inlero paga-
mento de cada subscripto.
Os senhores de engenho, plantadores de algodo
ou oulras pessoas, que rezidcm fora da capital, que
quizerem enlrar nesla ulil sociedade, podero diri-
gir suas carias do pedidos, a qualquer desles socios
gerentes, 011 ao socio de induslria F, M. Duprat,
que tem em seu peder o livro das subscripc,oes, e da
a lodos as iiiforinaeoes que possam desejar aobre as
vantagens que resultarlo da fabrica.
Elles declararan os seos nomes por extenso, domi-
cilio c nome do correspondente nesla capital, en-
carregado de cll'ecluar o pagamento das entradas das
preslae.es quando forem reclamadas.
Dentro de poucos das sera fcilo pelos socios ge-
rentes o .111 miiu-10. convidando os subscriptores a
allectuar o pagamento da primeira entrada, que se-
ra de 10 por cenlo do capital subicripto ; os reci-
bos scr*o passados por qualquer dos tres socios, com
a firma social Amorim, lanas, Cuerra & C.
mesma occasiao ser entregue a cada um dos socios
urna copia impresia da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socios ge-
rentes e socio da industria, para reconhecimeulo
da firma social, os :t gerentes responsaveis assigna-
r,1o as mesmas copias.
F. M. Duprat.
Pemambuco (i de maio de 1850.
Roga-se ao Srs. Jos Nunes de Mello,passageiro
do vapor Imperador, que se dicne aununciar a soa
morada para se llie procurar uns livros que recebeu
dos Sr. Carvalho A Rocha no Rio de Janeiro, para
entregar aqui a Manoel Ignacio de Uliveira, na
praca do Corpo Santo, escriplorio n.ti.
<$ompra.
^3
Compram-se notas do]* Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. -10, segundo andar;
Compra-se para um prsenle urna nesrinha de
2 a 3 annos, ou raesroo urna mulaliuha que nao le-
uda molestias : quem livor e quizer vender, annuu-
cie por esle jornal ou dirija-se ao pateo da matriz
de Sanio Antonio, sobrado de um andar o. % que
achara com quem iralar.
Compra-se urna duzia de colheres de prata pa-
ra sopa e orna salva para :l copos com IgM, lam-
beta de prata, ludo em bom uso esem feitio : no pa-
co de S. Pedro n. -22.
Compra-se toda e qualquer porcSo
de prata vellia de lei sem l'eitio: quem
tiver para vender, dirija-se a rita do Col-
legio n. 15, agencia de leiles.
Compram-se duna moradas de casas terreas,que
sejflo no hairro da lioa-Visla: a tratar na ra da Au-
rora 11. :lli.
Compram-se ti ou 8 moradas de casas terreas,
em boas ras nesla cidade. para encommenda : uo
armazem da ra Nova 11.07.
Compra-se um sobrado de dous andares, que
seja novo, lendo quintal e cacimba, as principaes
ras do hairro de Sanio Anlouio : quem liver annun-
cie ou dirija-se a ra Dijeila 11. 135.
Compra-se una earroca com boi ou com caval-
lo : na ra Velha n. M,
Compram-se frascos vacos
nia : na ra da Virfcto n. 39.
para agua da Coto-
*$eit*od.
Na taberna do Curja de cima, distante desla
praca 6 a 8 legoas, precisa-se de um rapaz de l a
11 anuos, filho do Porto ou das llhas, para caixeiro ;
a dila taberna faz bastante negocio, e por isso pde-
se dar bom ordenado, urna vez que o caiieiro faca
por merece-lo : a tratar com Narciso Jos da Cosa
Pereira, no largo do Carmo n. 2.
Lotera.
Corre tetra-feir'a 20 de maio.
Na ra do Rangel n. 48 aterro da Boa-
Vista n. 18, iclum-se a venda billietes in-
terna, mcios e quartos, da primeira par-
te da primeira lotera do Sr. Bom Jest.s
das Dores, erecto em S. Goncalo, pagam-
se os premios por inteiro, sem o descon-
t. ANTONIO DA SILVA GLIMA-
RAES.
I J. JA\E, DENTISTA, l
m continua a rendir naruaNova n. 19, primei- S
ro andar. 'r \
s
CHALES E 1EIIN0 PRETO.
Chales de merino de coren bordados a seda II9OO
llos de dito trancado, fino, de cr, com
um pequeo defeito na franja de seda 45500
Corles de vestidos de seda com loque de mofo iJOOO
Sedas dequadros de lidos padrOes, o covado 190(10
Cortes de frondelina de seda 123000
Cortes de cambraia de seda 7J000
l.aa de quadros de lindo goslo, o covado 700
Cassas francezss de cores finas, o covado 2SO
Chitas trance/as de cores, o covado 280
Kiscados francezes com 5 palmos de largu-
ra, o covado '\[\
Alpaca prela fina moilo larga, o covado 600
Palitos prelos de alpaca fina 49500
Corles de casemira prela fina 19500
Hitos de dila de coras -inm
Lentos de seda de cor, grandes I96OO
Ditos de dita de dila para grvala liOO
Fustes de cores tiuos para collele 800
Camisolas e meias de l.ia.
Peitos para camisa de cor e brancos ilKl
Collarinhos brancos fcitos 210
Madapolao lino de jarda, a pera 2.V1IH1
Cobertores de algojao -,-^\
Em frenle do becco da Cougregacao, passando a bo-
tica a segunda loja de fazendas. *
AO PUBLICO.
No armazem do fazendas baratas, ra do
Collegio n. 2,
vende-sc um completo sortimento de fa-
zendas Dnas e grossas, por mais barato
precos do que em outra qualquer parte,
tanto cm porc,es como a relalho, aflian-
cando-se aos compradores um s preco
para lodos: esle esialielecimento abrio-so
do combinado com a maior parle das ca-
sas commerciaes ingjezas, francezas, alle-
maos e suissas, para vender fa/.endas mais
em conla do quo so lem vendido, o por isto
ollurecem ello maiores vanlageits dv que
oulro qualquor; o pro prieta ro deste im-
portante estabelecimento convida lodos
os seus patricios, e ao publico em geral,
para que venham (a bem dos se'us inie-
resses) comprar fazendas baratas: no ar-
mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
tonio Luiz dos Santos & Rolim.
PolbiukaK
PARA 0 CORRERTE AUNO.
Folhiohas de algibeira contendo o almanak ad-
minisiralivo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postas geraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentos e exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, duas de porta a 160,
ditas ccclesiaslicas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 res : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia. >
Vende-se a taberna da Caponga com dous jo-
ros de bola, que sesles dito rendimentos para se
pagar o aluguel da casa, e se o comprador for casa-
do paeaas duas casas (morada) ; a taberna nao lem
alcaides : a tratar com seu dono, as casas da Sr.
Joio SimAo de Alenla, na mesma Capunga. 11
Na esquina da ra larga do Rosario que volla
para a ra eslrcila do Rosario, existe para vendei
o melhor fumo da Ierra possivel, viudo de tiara-
iihuns.
Veudc-se urna casa no bairro da Boa-Yisla ;
quem quizer aununcie.
Vende-sc una negra da Costa com idade de
28 annos, sem vicios nem achaques, e com abilida-
des, por preso commodo : na roa do Collegio no se-
gundo andar do sobrado n. 19.
Doce do goiaba muilo lino o melhor nesle ge-
nero : na ra do l.ivramenlo n. 20.
Vende-se rape Meuronc\ C, muilo
fresco, a retalho e em oitavas: na loja
do Sr. Domingos Teixeira Bastos, na ra
da Cadeia n. 17.
lielog'ios
coberlos e descobcrlos, pequeos e grandes, de onro
prata, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Soolhall Mellor cS; Companhia, ra
do Torrea n. 38.
Vende-se no largo do Carmo, quina da ra de
lorias n. 2, cafo muido puro a 1120, em carolo a
200 rs., cevada muida a 250, em carcho a 120, arroz
a 160, gomma bem alva a 160, maoteiga e boiachi-
nhas de dillareutes qualidades, isso j os Ircgurzes
sabem. e o bom cha forte, e prelo lambem.
Vendem-se iraves de 50 palmos: a fallar na
roa Direila n. 137.
Cortes de chita a 2000.
Continua-se a vender cortes de chitas largas de co-
res fitas a 29 cada corle : na loja de i portas ua ra
do Queimado n. 10.
Chales de touqnim e merino.
Vendem se ricos chales de touquim bordados, .
dilos de meriu de cores, ludo por preco commodo:
ua loja de i portas na ra do Queimado n. 10.
Sedas de cores c brancas.
Vcpdem-se corles de vestido de seda branca e de
cores, sendo estes por commodo preco para acabar :
na loja de 4 portas na ra do Queimado n. 10.
Vende-se um bom escravo crioulo, de idade 25
annos, ptimo para o campo, do que lem haslaule
pralica ; o preco be razoavel : na ra da Cadeia Ve-
lha n. 33.
Virii n la.
>'a ra da Cadeia do Recife u. 15. exisle um pe-
queo resto ile superior Tumo para cachimbos e ci-
garrus, denominado Virginia, o qual se vende'em
pequeos macinlnis.
RARA BAILES.
Lindos babados de blonde para vestidos, enfeiles
para calera, capelina c llores finas, luvas de pellica,
ricas lilas largas ele.: na loja de madamu Millocheau
lint -ard, aterro da Uoa-Visla u. 1.
ARMAZEM
lina da Cruz n. 27.
lia chegado a este armazem {;;os de
12 aralas, ditas de 2i, meias ditas de
vinho Champagne da mui acreditada
marcaBOvE PERR1ER, qualidade mu
conhecida no mercado por sua excellen-
te qualidade: o preco he muito ra-
zoavel.
#Vende-se urna armacodcaniarello, nova, en-
vidracada e envernisada, propria para qualquer loja
de fazendas finas ou tutra qualquer mercadoha etc.
por preco commodo, a qual armucilo foi da extinela
loja do Bazar Pernamhocauo : a pes der, poder se entender na ra Nova n. 27, arioa-
zem, esquina da ra da Camboa do Carino.
Na ra do Cabuga, loja de iniudezas n. 4, ven-
dem-se por baratsimo prejoas seguinles fazendas :
pacotes de papel de cores com 20 caderuos a 620,
holf.es de osso finos para calca pregados cm papel,
grozas a 200 rs.. irania- com bololas brancas e de
cores, pecas 39500.
Na ra do Cabuaa. 'ja de miudezas n. 4, veu-
de-sc um completo sorlimeulo de babado dn PotIo,
lamo aberlo como lavraclu, c de (odas as largnrai,
principiando por 3 dedos c acabando em um palmo
reforcado, o qui.1 se vende mais liarato do que em
outra qualquer parle, por se querer intndar ornis
breve possivel a conla de venda ao fabricante,
No aterro da Boa-Villa n. 80, vende-se ceva-
dmlia de Franca e sag a 320 a libra, tapioca a 160,
ervilhas de llollanda a 120, cr.ao de bico a 80 rs.,
espermacele americano de composicao a (00, choco-
late, m.ic.iir.ii. e lalharim a 100 rsj, azci'.e doce de
Lisboa a 560 a garrafa, latas desardinhas de Nanles
ulliiii,iiiii-iile chegadas a TOO rs. e 110 urna.
Vende-sc urna escrava para fra da provincia :
no paleo da Penha n. 8.
Na ra da Cadeia do Recife n. 47,
andar, vende-se doce de goiaba superior.
Vende-se urna cabrinha com 17 annos de ida-
de, cose, tngomma, cozinhae lava.e lambem faz s-
nalos de senhora, ludo com umita perfeicao : na ra
liireila b. 19, se dir quem vende.
Vende-se a praio ou a dinheiro SO pipas com
muilo boa agurdenle, e a cascara bem acondicio-
nada, por prejo mdico, e embarque gralis : na ra
da Praia de Sania Rila, armazem n. 17.
< uibraias de seda a 240
o cavado
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se cambraias com
llores de seda a 2li> o covado, ditas mais linas a 320.
3iiiho.
Vendem-se saccas com millio : na ra da Cadeia
do Recito, loja u. 23.
Vende-se um quarlo proprio para canealba
ou carrosa, por preco commodo : na ra Novan. 61.
Vende-se gomma fina para cngomar.a 100,sagii,
gomma de aramia, bichas hamburgiiczas em porcao
e a relalho. e tamben) se alugam, e mais gneros por
preco commodo : ua taberna nova n. 28, na ra da
Cadeia, defroDla da casa da Relacao.
primeiro
Vende-se urna prela anda mora, de 35 annos,
com lialiiinla.ii- nao tem vicios neni achaques : na
ra da Roda n.52.
Vndese una casa larrea na ruaWo Cabr.il.na
cidade de (Huida, com 2 salas, 2 quartos, cozinha
Tura a quintal: os pretndeme:, dirijan se a ra Au-
gusta desla cidade, casa de um andar e solao n. 'J.
CHARUTOS.
Na ra da Cadeia n. 20, ha charulos para K;, 10;
e 128 o milheiro. Na mesma taberna ha para vender
um brac,o debalanca Itonio. e palha para lecer ca-
deiras, apparelhada.
A 4000.
Vendem-se saccas glandes com farinha:
na ruado Amorim n. 3(i, para se lechar
urna conta.
Vendem-se superiores pedias de Lis-
boa ou saccadasda mesma pedia, c outras
militas : na ra do Coll
ceiro andar.
egio n. '!>, ler-
CIIARITOS UE S. PELIX.
No becco doCaniarao, casa n. 3, ha bous charulos
de S. Kclii, c por preco commodo.
A meiliOT familia de man-
dioca em s i ceas
que evislc no mercado, vende-se por preco razoa-
vel : uo armazam do Cazuza, caes da 'alfandcga
n. 7.
Vende-se urna prela de nacao Osla, com ida-
de de 28 anuos, boa quilaudeira e lavadeira, sem vi-
cios neta achaques : ua ra do Collegio, segundo
andar n. 19.
Vende-se urna carteira de duas faces, 1 dila do
urna face para escriplorio, 1 mesa redonda do ineio
desala, 2 cadeiras le bracos, 2 portas com vidros
para alcova ou armacao de loja, com 10 palmos de
altura e i de largura cada urna, tudo de amartllo, e
urna cancclla de louro com 10 l|_' palmos le altura
ei l|2 de largura: os pretendiles procuren! na
rea do Vicario n. 17, primeiro andar.
- Vende-le por prccislo um excellenle terreno
proprio para se edificar urna oplima casa, com 34
palmos de frente e cenlo e lanos de fundo : na ra
da Concordia, quina que faz trente para a cadeia
nova : quem pretender, dirija-se a ra do Rangel n.
60, sobrado.
Rob I.'AlIecleur, Vermfugo iuglez, salsa de
llristol, pilula- vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se esles remedios verdadeiros,, em casa de llarlholo-
meu Francisco de Souza, na ra larga do Rosario
u. 36.
Na loja das seis
portas
Um trente do Livraniento.
Corles de cambraia bordados a dous mil rs., dous
mil e quinhenlos a tres mil rs. o corle, lila prela pa-
ra saias e maulos a dous luslAes o covado, panno
lino azul para farda e sobre-casacos militares a dous
e qnalro mil rs. o covado, luvas brancas para mou-
lar a cavallo a raeia pataca.
Veude-se urna bonita negrinha de 8 a !) annos
de idade : quam a pretender dirija-se a estrada de
.lo.io Kcrn.uides Viera, casa cinzenta defrontc do
becco do Boi, que achara com quem Iralar.
Cobeitores de laa lies pa-
tinos muito eneorpa-
dose grandes.
Vendem-se na ra do Crispo, loja da esquiua que
volla para a ra da Cadeia.
Cobertores de laa.
Vendem-se cobertores de laa de cores escuras, pro-
prios para fabrica 19280: ua ra do Crespo n. 23.
.(ras de llaml)iiri>-6.
No deposito das bichas, ra eslreila do Rosario n.
11, junio ao becco, vendcm-se bichas de llaiuburuo,
o cenlo a 35?. e alagain-se a 320 cada urna, lam-
bem se vcudem queijos do seriao e favas de Lisboa.
J\a loja das seis
PORTAS EM FUENTE DO I.1VRAMENTO.
Cassa chita a meia pataca o covado, riscado ti an-
co/, meia pataca a covado, saias para enlate de se-
ulions a dez lusltes, manguitos de cambraia borda-
dos a dez lusloes, cauisinhas para senhora a ciuco
lusles, camisus para menina a mil rs., e para se-
nhora u dous mil rs,, collarinhos para senhora a pa-
taca, encos brancos pintados para menina a meia
pataca, meias para meninas a doze viutens, meias
prelas para senhora a pataca, diuheiro a vista para
acabar.
Na loja das seis
portas.
Em frente do Livramenlo.
Prcas de algodaozuiho com loque de asara a mil
rs., qualro patacas, cinco e dous mil rs., corles de
calca de brim trancado de puro ludio a mil rs. o cor-
le, chales de gurgureo proprios para casa a ciuco
tibioi- cada um.
Superiores capas de
panno,
lino, torrados de borragana e de damuscu : ua ra
do Oucimadu n. 1S, loja.
Admiraco.
Quem provar ha de gustar do uovo sorlimeulo de
bolachinhas de Sebastopol, soda, aramia, alliadas,
bolaehinha de Lisboa, biscoiloi. fallas e bolacha lina
1U o 20 c outras quaeiquer massas que sao proprias
para cha : assim como lambem so veudem as gran-
des bichas de liamburgo, e so alugain por menos
preco do que em entra parle, pois o palrao o que
quer.be dinheiro, e recebe sedulas vclhas, pois ja
deu ordem ao caiieiro : na ra eslreila do Rosario
u. 13, padaria que loi do Cunlia.
Attem;o.
Vende-se arroz do Maranho do ultimo chegado,
da primeira qualidade que ha no mercado, por preco
commodo, lauto em saccas comu a relalho : n. ra
de Ilorlas n. 15.
A 8.S0 o erte de vestido para senhora.
Para bailes, saraos, Iheilros, visitas, ele., etc.,
vendem-se na ra do Crespo n. 11, iquissimos cor-
les de urna fazeuda de seda e laa denominadaPri-
mavera ; esta fatenda torLa-se reeommeudavel pela
qualidade, gostose preco, c por isso be intil qual-
quer elogio. Na mesma cas* vendem-se sedas esco-
cezas de novos padroes a 1 o covado.
Na California,
loja nova ao pe do arco de Sanio Anlouio, pec,as de
cambraia branca bordada de X l|2 varas para haba-
nos, cortinados e vestidos a 1S600, 2, 29400, e6jj
*>e 13 varas adamascada, corles de veslidos de cassa
de cores empapelados de 61|2 varasa 1J400 el960O,
8 de 8 112 varas muilo finos a 2JI00, ditos de risca-
do francez cm 13 l|2 cavados a 2st00, riscado
francez a 200 rs. o covado, chilas fraucezas escoras
para luto a 240, pecas de chiu escura que nao des-
bota a J800, e de cores claras mullo bonitas a 68,
pecas de madapolao de 2*500, 29600, 3f, 35100,
9800, 9, <9200, e muilo fino a 9, leoc-os de cam-
braia lisos e bordados com bico a 200 rs.", lencos de
seda prelos a 640 e 800 rs., meias de algodao prelas
para senhora a 100 rs., (lilas para homem a 300 rs ,
dilas de cor para menino de i a 8 .nuos a 80 rs. o
par, e duzia SOO rs., alpaca prela lavrada para luto
a 201) rs. u covado, chales de tarlatana muito ara-
iles a 560, ditos cscocezes a .Vio, panno preto lino a
-j ii ii i. :ic, 35UII e i> o covado, corlea de casemira
de cores de 3f, i* e 3, corles de casemira prela a
9, ditos de algodao a I3UU, chales de merino es-
curosa J9, merino prelo lino a 29300 o covado, dito
com pequeno defeilu a I96OO, e muilas oulras fa-
zendas por barato preco. e sendo que queiram coin-
prar em grande porfo faz-sa algum abale dos or-
eos marcados.
Vendem-se caixas com velas decarnauba liqui-
da e de composirao, arroz pilado em saccas. fenao
muilo bom em saccas de alqueire a 89HOO, milho
a granel muilo novo ua ra do \ igano 11.3.
Na ra do Crespo |oa n, 16 anda resta alcuns
ejemplares do resumo da historia do Brasil or
Salvador, adoptado pelo collegio das arles : que se
vende pelo diminuto preco de 19000.
\ endem-se as mais superiores toalhat de puro
nono, que lem viudo a este mercado.lisas c adamas-
cadas ; a 96OO e 11s300 a duzia, assim como co-
chins de buho, os quaes se vendem por menos do
que em oulra qualquer parle ; ua loja da ra do
Crespo 11. 16.
Esteiras, velas de carnauba e sapa tos de
bi irradia.
I m completo sortimento de calcados de todas as
qualidades, lano para liomein como para senhora,
meninos e meninas ludo por preco commodo, a Iro-
co de sedulas velhas: no alerro da Boa-Vista, de-
fronte da boneca, loja 11. H.
, (BOUS E LISBOA.
Chegadas uo ullimo navio, por prec,o muilo commo-
do : na travessa da Madre de Dos n. 16.
Partz.
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regar borlas e bai-
*a de capim: na fundido de D. W. Bowman,
na ra do Brum ns. 6,8 e 10.
A boa fama
Cortes de ehita franceza
a 4,000 rs.
Com esle tilulo vendem-se corlea de ch
za do ullimo goslo com 12 covados cad
ra do (Jueimado n. 21 A.
lula france-
crle : ua
Ra da Praia, na travessa
do i arioca, armazem
n. 7,
ven-lem-se mais barato do que cm nutra qualquer
parle saccas de aiqueire, modula velha, com farinha
de Sania Calharina, a mais nova e mais lina que
exisle no mercado.
Farinha de Sania Calharina, saoca de al-
queire i-IIIKI
Dila de S. Malheus, dila dilo I300
Dila de A I col otea, a - Arroz pilado muilo superior, a arroba (9300 e 9.1OO
Dito de casca, saccas grandes 18300
Milho, saccas grandes e muilo novo 29800 9396OO
rs. o co-
Albaneza a 000
vado
Anda ha dessa econmica fa/.cuda ji bem couhe-
cida, de cor prela, lustrozas, com 6 a 7 palmos de
largura, propria para veslidos, manlilhas e oulros
falos : na ra da Oueimado, loja n. 21.
Gouia do Ara-
ctv.
Na ra da Cadeia
Joao l em in.ic- Pai
lo Recife n. .", escriplorio de
ente Viaiiua, vende-sc superior
gopinia ni 11 mmenle chegada do Aracalj.
Cera amarella.
Vende-se cera amarella : na na da Cadeia do lle-
cifc ti. 37, escnptoiio de Joao l-'ernandes Prenle
\iauua.
Vende-se mu casal de eseravos, urna muala
que cozinha c ensomma com perfeicao, e um negro
ganhador : a Irslar na ra da Prai de Sania Rila,
casa n. 2.1. segundo andar.
Vende-se para se fechar nina conla, saccas de
alqueire de feijAo misturado 7-1: no caes da alfan-
dega, armazem n. 3, de Anlonio Annes Jacome
Pires.
Cal virgem de
Lisboa o. potassada
Rnssa.
Vende-se na ruado Trapiche n. Hall, cal virgem
de Lisboa, nova a 39000 o barril, velha a 300 rs. a
arroba, e polassa da Russia a 3(10 rs. a libr.
Uelogios de patente
ingleses de onro, de sabonete c de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto C. de Abren, na na da Cadeia
do Kecie, armazem n. 36.
A 00 rs\ o covado
de gi sdenaples de seda furta-cres para
vestidos : na ra do Crespo n. II.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guinho, sila na casa do Sr. cirursio Teixeira, com
muilas fregoezias na Capunga, Afilelos e Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual lem lodos os perlences
a Irabalhar, c na mesma lem um cavallo para cn-
Iresa de pao na tregueiia : para tratar, na ra da
8nledade n. 17, ou ni mesma.
Vende-sc na ra das Cruzes n. 99, um escravo
muilo baralo : quem precisar, dirija-se ao numero
cima.
Guaran,
Na ruada Cadeia n. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco commodo.
LUVAS DE TOB.CAL.
\endcm-se luvas prelas de torzal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo naratissimo precio de 19000
o par : na ra do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Cafe' do Ifcio.
19100
19-280
19000
19280
210
560
200
280
240
300
160
600
280
1211
500
oO
80
NI
60
M
MI
500
(illO
40
200
240
100
800
300
320
M
20
lio
29600
320
ll
560
120
20
100
su
Ul
40
320
300
140
100
lllg
a ra do Queimado
vende-se por bailo prec : n
n. 27, loja de Couvei* (fLeile.
O agente Oliveira vende cm seu escriplorio as
superlativas lonas InjperiaM malezas, as quaes nao
vem a sle mercado para o commercio, e nicas de
que se usa na nariun* britnica de guerra.
Fazendas de bom ^ofcto
por limitados prei^os.
Alpacas de laa e seda de quadrinhos miudos a 280
o covado, corles de laazinr,as de cor a 39 o corle,
cambraias lisas linas de diversas cores a 39 a peca
cassas do cores para veslidos a mi rs vara, diias
de quadros para babados a 2320o a peca, cambraias
brancas bordadas a 100rs. a vara, ditas brancas com
salpicos de cores a 400 rs. a vara, chales de laa e
seda de cores a l9il)0 cada um, dilus de cassa bran-
cos adamascados a 803 rs. cada um, alpaca prela
fina com 6 palmos de largura a 8110 rs. o covado,
grvalas de mola prelas e de cores a 19 cada urna,
guardaiiapos.adaiuwsrados a 29800 a duzia. loalhas
de rnslo de lindo 1 30u rs., e outras muilas fazendas
baratas: na ra do Queimado n. 27 armazem de
fazendas de touvcia ,\ Leile.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jarome Pires ven-
de-se superior farinha de mandio em saceos gran-
des ; para porces traase com M oel Alves (iuer-
ra, ua ra do Trapiche n. 14.
Alteiieo
Riscado escuro c muilo largo, proprio para roupa
de eseravos a 160 o covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo bom gasto a 5$, aloalhado adamasca-
do com 7 palmos de largura a I96OO a vara, loalll.ts
de panno de India alcotoadas e lisas para roslo, as
i mais superiores que tem viudo ao mercado, ditas'
para mesa, guardauapos adamascado! e outras mui-
las fazendas por preco commodo : vendem-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volla para a ra da
Cadeia.
VENDE BARATO.
Libras de luibas brancas 11. 50, 60 70, o, a
Ditas de ditas ns. 100 e 120
Duzias de Ihesouras para costura
Duziai de dilas mais linas e maioras
Maros de cordao para vestido, alauma cousa
encardidos com 40, 30 e 60 palmos,
Payas cum 1 (I vara* de bico eslreilo
Caiiinhas com agulhas francezas
Caiai com 16 nvelos de hutas de marcar
Pulceiras encarnadas para meninas e seuhoras
Pares de meias liuns para senhora a 210 e
Miadas de linhns mnilo finas para bordar 100 e
(rozas de holoes muito linos de inadreperola
Ditas de ditos muilo linos para calcas
I-ivellas douradas par. calcas e colles
Penlesdeverdadeiio bufalu para alizar,a 300 e
Pecas de lila de linho brancas com 6 e meia
varas
Clisas com cokeies grosnos francezes
Carrileis de I i 11 lias de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de todos os nmeros
Macinhos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padrei
Torcidas para caudieiro, duzia
I inleiros e areeiros de porcelania, par
Carleirasdc marroquim para algibeira
Canelas muito boas de metal e pao 20 e
t .aniveles de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, 160, 200 e
Irancinha de laa de caracol e de todas as cores
palmo
Duzia de peales de claifre para alizar, bous
drusas de holoes de loura piulados
Pecas de lilas de coz 240 e
Carreieisdelinhasde.'lOO jardas, aulor Ale-
xandre
Lindas prelas de meadiuha muilo boas
Carlas de allincles da boa qualidade
Duzia de nenies aberlos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, lazenda muilo boa 240 e
l-'ivelas de ajo com loque de ferrugem para
calja
rusas de (velas para sapalos
Carnudas envernisadas eom palitos de fogo
de veliohas
CaiiiohH de pao com palitos de fogo bous
Caixas com 30 caisinhas de phospboros para
charutos
Charuteiras de vidro 60 e
Casloes para bengalas muilo bonitos
Atacadores prelos para casaca
Sapatiuhos de laa para enancas, o par
Camisas de meia para criauc/s de peilo
i'rancelins para reloeio, fazeuda boa
Escovinhas para denles
Alem de lodas eslas miudezas, vendem-se nutras
intilsimas, qne visla de suas boas qualidades c
baratos preco, causa admiraco aos proprios com-
pradores na ra do Queimado. na bum conhecida
loja de uiidezas da boa-fama u. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-sc urna porcao de barris com cal de Lisboa
por barato preco, e relalho a 39 o barril t na roa da
Cadeia do Recite n. 30.
FARIMIA DE SANTA CATUARNA,
mullo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
^ue escuna /tapido. Tundeado em frenle do arsenal
de guerra, veude-se por preco commodo : a tralaj
com Caelano Cyriacojda C. M", no largo do Corpo
Sanio 11. 25. y
Livros Classicos
Vendcm-se os segundes livros para as aulas pre-
paratorias : llistory of Rome 39000, Thompson 29,
I oal el \ irgiuie 29000 ; na praca da Independencia
ns. 0 e 8.
, SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se i venda na
ruada Cruz do Recife n. 62, taberna de Anlonio
Francisco Marlini as seauinlessemenlesde horlali-
ces, coma sejam : ervilhastorla, aenoveza, e de An-
gola, fejao carrapato, rolo, pintacilgo, e amarello,
airare repolhudae alleroila, salsa, lmales grandes,
rbanos, rabaneles brancos r encarnados, nabos ro-
so e brailco, senoiras brancrr e antarellas, cooves
Irinchiida, lombarda, esabo-, sebula de Selubal,
segurelba, eoeatro de looccira., repolho e pimpinela,
e urna grande porr.ln de ditlcreotes sementes, das
mais bomlas llores par jardn!.
Aelogios
ezes de pa-
tente,
os melhores fabricado! em Inglaterra : im casa d
Heury Gibsou : ra da Cadeia do Recifen. 52.
AGENCIA
Da fundido Low-.Moor, ra da Scnzala-No-
va n. 42.
Neste estabelecimento coniina a haver um com-
pleto sorlimento da moendas e meias moendas
para engenho, machinas de vapor e laixas de
ferro batido e coado de todos os tamanhos
dito.
A3$500
Vende-secal de Lisboaullimamentechegada,as-
sim como potaisa da Russiaverdadaira : napraca do
Corpo Santo n. 11.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
I.eneinhos de relroz de todas as cores para pescoco
de senhora e meninas a I9OOO, baralhos de cartas fi-
nissimas para vollarele a 300 rs., loucas de l.ia para
senhoras e meninas a 600 rs., luvas de lio da Escocia
brancas c de cores para homem c senhoras a 400,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muito finas a
19. ricas luvas de seda de todas as cores e bordadas
com guarnicies c borlas a 39 e 39500, ricas abolla-
duras de inadreperola e melal para adeles e palitos
a 300 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a 29-300, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 300 rs. o par, linissimas navalhas em
cslojos para barba a 2, ricas caixas para guardar
joias a 800 e I9.1OO, eaixas muilo ricas com reparli-
inenlos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
ralo preco de 29500, 39 e 39.300, papel proprio para
os oamoradosa 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo elegantes, proprios para eslua
dantes 011 mesmo qualquer estabelecimeolo pela boa
luz que dan a 59, Iravessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo barato preco de 19. paslaspara
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
macao dourada e sem ser tu' i i 'iQQ 7taJii#
19-300, escovas muilissimo l'uws-pradenesa 500 rs
ricos leques com plumas e espelhos e pinturas linis-
simas a 29 e 39, chajHieiras finas a 2, ricas galhelei-
ras para azeite e vinagre a 29, ricas e linissimas cai-
xas para rap a 29-300 e 3g, penlesde bfalo, fazen-
ua muri superior, para tirar piolhos a 300 n., dilos
de marfim muilo bous a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quademos de papel de todas as cores de folhas
pequeas a 720, riquissimos Irascos cora extractos
muilissimo liuos a 19200, 19300, 29 e 29500, jarros
de porcellana delicados e de moderos goslos, com
ban lia franceza muilo fina a 29, frascos cora essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frascos pequcuos e grandes da verdadeira
agua de Colunia de Piver a 480 e 19, saboualcs linos
e de diversas qualidades, pi'is para denles o mais fino
qne pode haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumarlas,
ludo de muito goslo c que se vendem baralo, tesouras
muilissimo finas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unlias, para castoras, trancas de sedas da
blidos padroes e diversaalargoras e cores, ricas fitas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras e cores,
Meua de linho linissimos de lindos padroes e lodas as
largara*, ricas franjas de algodao brancas e de cores,
proprias para cortinados, e outras muilissimas cousas
que tudo se vende por tao baralo prec.o, que aos pro-
prios compradores causa admiraco: ua ra do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
TAIXAS PAHA ENGENHO.
Na fundido de ferro de I). W. Bowmann
ra do Brum, passando o claafariz, contina
ver um completo sortimento de taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promptidao: cinliarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-sc em casa de S. P. Johnslon& C.,
ra da Senzala-Nova n. i2, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de monlaria, candieiros e caslicaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de munir;o, arreios para car-
jo, lonas inglezas.
L'm completo sortimenlo de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhos, peililhos,
romearas, camiss, fpinhas e pelerinas ; lambem
acra um completo sorlimeulo de ricas flores, enfeiles
p*ra (aboga, litas e os verdadeiros e modernos bicos
'le -inho : ua ra da Cadeia-Velha ta. 2i, primeiro
aaaddr. r
2 VINHO E OPIATO ANTI-CHO- 5

para
ua
ha-
EKE

d
29000
13600
500
19000
19200
320
600
500
640
700
;
LERICO
DO
R. ANTUNES.
5 Estes dous medicamentos conhecado. por
*i rluuTui" resa"-,ds. 'ramenlo do
ata i.iiut.tHA, vendem-se, acompanhados da m
i MVefreu,a,d.aCrdzrrS,8de H ^^ l
1 ca",%5e8.mdr0,e r0l"e"* 3500' dlf
POTASSA E CAL YIRGEI.
No antigo e j bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do Recife, escriplorio n. 12, ba para ven-
der muilo superior potassa da Russia, dita do Ri
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muito favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores salisfeilos.
Em casi de Henry Brunn & C., na ra da
Cruz n. 10, ha para vender um graode sortimen-
lo de ouro do melhor goslo, assim como relogios
de ouro patento.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
conslruccao vertical ecom todos o melhoramentos
mais modernos, lendo vindo no ullimo navio de
Hamburgo: na ra da Cadeia armazn n. 8.
__ \endean-se ruada poles finos e de ou tro*, com
um pequeo toque de avaha, p0r preco, muilo bara
los: ruad.Cad.ia-V.lhaV.24, pTameio andar.
1ECHARISI0 PARA
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN? WA
RA DO BRUM, PASSANDO O Ik-
FAR1Z,
ul.TS "1srandc sotimlo do* seRuinte ob-
jeclos de mechanasmos proprios para entibos a sa
ber : moendas e meias moendas^ da ma, moderna
construcao ; laixas de ferro fundido efcSSTS
superior qualidade e de lodos os Umauhos La
dentadas para agua ou animaes, de lodai a, rontr
Ces ; cravos e boceas de fornalhae reg ro, Pde hr-"
earo, agu.lbScs. bronze,, par.fusosVc.l*EZ
nhos de mandioca, ele. etc. "" Bwl
NA MESMA FUNDICAO.
eexecuiam todas as encommendas com a 8DD.r
ndade ja condecida, e com a devida mmSXl
modadade em prejo. presiezae com-
Em casa de Henry Brunn & C, ra da Crui
fi. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
instrumentos para'musica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras esofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pemambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na ra do Brnm, logo
na entrada, e defronte do arsenal demarraba, fia
sempre um grande sortimento de laixas, tanto do
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fdndas; e em
ambos os lugares existem guindastes para caro-
gar canoas ou carros, livres de despeza*. Os
precos sao os mais commodos.
CH AROPE
DO
BOSQUE
l-'oi transferido o deposito deste charope para a bo-
Ika de Jos da Cruz Santos, na ra Nova o. 53
sarrafa* .58500, e meias 39000, aendo falso todo
aquello qoe nao for vendido nesle deposito, pelo
qoe se faz o prsenle aviso.
MPOtm&TE EUI4 0 PUBLICO
Para cura de phtytica en lodosos seus difireme
graos, quer motivada por conslipaces, losse, asin-
ina, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados a
pealo, palptlacao no coracao. coqueluche.broochile
dor nasarganta.e todas asmolestiasdos orgos nul-
mona ros. r
VARANDAS E GRADES.
L'm lindo e variado sortimenlo de modellospart
varandas e gradaras de goslo modernissimo : na
fundicao da Aurora, em sanio Amaro.e no deposi-
to.da mesma. na ruado Brum.
Superior caf de primeira sorte, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. 11,
A boa tama
VENDE BARATO.
"icos penles de tartaruga para cabera 1500
Iblusde alisar lambem de tartaruga 3s0D0
I.ninas meias de eda decores para crian;.; IjjflOO
Bandejasgr.ode* e de pinturas linas 3, tf e 5000
l'apel de peo e alraaco o melhor que pode
haver 1JOO0 e 5^,000
l'ennas de aro, bico de lanja, o melhor que
ha, a groia l&M
Dilas muilissimo finas sem 1er de lancea 6*0
Oculos de armacao de ajo com gradacSe SOO
Lunetas com aunarn dourada IcOOO
Dilas com armacao de larlaruga IjOOO
Ditas com armarn de bfalo
Dilas do 2 vidros com armarn de larlaruga
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos
Dilos sem ser de Jacaranda lsOO e
Meias pretas compridas de laia
llensalas de junco com bonitos casles
Kicos chicotes para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Cravalas de seda de lodas as corea a 1} e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
Peales muilo finos para suissas
Escovas muilo linas para cabello
Capachos pintadoa compridos
lloioes finissimos de madreperola para camisa 1t200
Quademos de papel paquete muito lino flO
Bonitos sapslinhos de merino para enancas 4j586-r',<-^*""
Kicas canelas para penua- de ac a 120* 200
BaBoo portajgWJJaa a IS800 e 25000
''"naiffiri Boa* de melal para rap a 500 e 600
jcovas muilo finas para imitas a 320 640
Dita linissimas para cabello I f.'iOO e 2$000
Dilas dilas para roupa 1;, i5200 e 2J000
Papel de linho proprio para carinos, resma 48000
Pinceis linos para barba 200
Dotia de lapis moilo finos para desenlio 800
Lapis linissimos para risrar, a duzia 500
Duzias de facas e garfas linos 35000
Dilas de facas e garfas de bataneo muito fina* 6000(1
Dilas dilas muilissimo finas, cabo de marfim J5J000
Caivetes de aparar pumas muito linos 80o
na ra do Queimado, nos Qualro Cantos, na loja do
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendas da boa fe.
Navalhas a contento.
Continua-se a vender aSSOOO o par .preco fiio) ai
j bem conhecidas navalhas de barba, feitas pelo h-
bil fabrcame que ha sido premiado em diversas -
pusiies : vtndera-se com a com i cao de nSo agra-
dando poder o comprador devol ve-las al 30 da*
depois da compra, reslituindo-se a importancia : em
casa de Aususlo C. de Abren, na ra da Cadeia do
Hecafe n. 36.
'.
&rat>0* fusDoS.
No dia 7 do correte futi o meu Mcravo Mi-
guel, cujos signaes sao os se guinles : cabra, reforja-
do, de estatura e feiroes regulares, com falta de um
denle no qoeixal de baixo, cara descarnada, cosluma
rapar a barba, perna.s arqueadas e ps grande!, ida-
de 25 anuos ; foi escravo d o fallecido Thomai qoe
morn em Sanio Anlo, h t faino de Filippe, irmao
do dito Thomaz, morador em Cariri, dislriclo da
villa de Campia e fazemla denominadaTres Ir-
maos ou Cacimbas; suppoe--se o escravo ter procura-
do Vaje de Flores.por ler sido no dia 8 encontrado
em K'poza a procura de lous moradores dtssa co-
marca, .para onde era de f wslume viajar com cargas
de fazendas : rogo as auloiridadcs desta comarca dig-
nem-se de dar suas orde os, alim de couseguir-se a
captura do escravo, se por ventura a'.li esliver, e aos
capites de campo recomnendo-o, cerloa de que se-
rao gcnerosimeole gralilicados. lingenho Tapera
freguezia de Jaboaiao 12 de maio ele 856.
Miguel K. da Sooza Leao.
Contina andar fgida a pral a Merancia, cri-
oula, idade de 28 a 30 annos, pouc o mais ou me nos
com os signaes seguiaates : falta de lenta* na frente ,
urna d.s urelhas rasgada proveniente dos brincos :
queaai a pegar leve-a a ra do llru m,. armazem de
assucar n. 12, que ser bem gratifi cado.

HHN. : TYF, DB M. F. DK FAMA.
DATA INCORRETA
MUTILADO
ILEGIVEL


Full Text
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