Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07384


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Full Text

ANNO XXXII N. Wo.
Por 5 mezcs adiantados 4.s000.
Por 3 meset vencidos 4$500.
OIVRTA FEIRA H DE MAIO DE 1856.
Por anno adiantado 15jJ000.
Porte franco para o subscriptor.


l..\<:ARREC.ADOS DA SITKSCIllPt/.Aq' NO NORTE.
ParihiU, o Sr. Gcrmio V. da Natirdade ; Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior ; Aracatv. o Sr. A. de Lentos Braga ;
Cear, o Sr. J. Jote de Oliveira i Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
que* Rodrigue* ; Piauhj, o Sr. Domingo* Hereulano A. Pessoa
Catre* ; Par, o Sr. Juiiiniano J. Ramo*; Ama zunas, o Sr. Jero-
jmo da Cosa.
PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda : todos os dial.
l-aruaru, Bonito e Garanhum : nos das 1 elS.
Villa-Bella, Boa-Vista, Km' e Ouricurj : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba segunda* e teitat-feira*.
Victoria e Natal.- as quintts-feiras.
AUDIENCIAS DOS TIUltL'XAES D.V CAPITAL.
Tribunal do commercio quarlai e sabbados.
Itel.ic.-io : lergas-fcirjs t sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas au meio-dia.
Juizo de orphaos : segundas e quintas a* 10 hora*.
Primeira vara do civel i segundas e sellas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quarta* e tabbadoi ao meio-dia.
I CFIIEMEItlDES DO JUEZ DE MAIH
i La nova aot 21 minutos. 48 segundos di tarde.
11 Quarlo cretcentc as 5 horas, 37 minutos e 48 segundos da t
20 La cheit aos i minutos e 48 segundos da manhai.
27 Quarlo minguanle as3 horas, 1S minutse 48 segundos da tar
l'lir VMAIl DE HOJE.
Primeira as 10 horas e 84 minutos da manhaa.
Segunda as II horas e 18 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. loanna princezav.; Ss. rsereoe Aqulleo ir*, rom.
13 Terca. 8. Pedjo Regalado f.; Ss. Glycera e Servato nim.
1 i Quarta. 8. (iil ,; Ss. Bonifacio. Enedint c Poncio mm.
15 Quinta. S. lzidorj Lavrador.; S. Dympna priceza. ; S. Toralo
16 Seit*. 8. Joao Nepomucino cunego m. S. Aquilino m.
17 Babbado. S. Pedro. S. Paschual Baylo t., S. Possidonio m
18 Domingo -' depois do Espirito Saulo. S. Gregorio 7. P.,
ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Fileao Dial Bahi* o Sr. D. Duprat;
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martins.
EH PERNAMBL'CO.
O proprieurio do DIARIO Manoel Figneiroa de Ftria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. Se 8.
Achtndo-se regularisadas as agencias dns cr-
relos de Bezerros, Bonilo, Garuara', Allinho, Oara-
nhuns, S. I.oarenco, Pio-d'Alho, Limoeiro, rsnza-
relh, Brejo, Pesqueira, Ingazeira, Villa-Bella, Boa-
Vista, Oaricory. Exu", Cabo, lpojuca, Serinhaem,
Kio-F'orraoso, lu, Barreiros, Agua-Prela c Pimen-
tiirat, o proprielario desta Diario declara a lodos
os senhores qnc quizerem subscrever para o memo,
que a reme-sa ser feita com a maior regularidad,
pagando somenle -~ por quarlel, e ficando por conla
da lypographia o porte.
PARTE QfflCiAL
Illm. e Exm. Sr.A oilo do frrenlo mez parli
como V. Exc. me ordenoo. em commissao ciclarle da Victoria, pela estrada do mesmo nomo; e, se-
cundo o que observei em mcu Iransilo desde o cn-
genlioMoreno-, que dista cerca de tres leguas
('aquella cidade, principie) a ajuizar do estado em que
tria acha-la ; pois que por diversas vezes tive de
p.irar, ora, para receilar a infelizes doeules do cho-
lera e dar-Ibes estrilas, e ora para conter as pravas
ilocorpu de polica,que espavoridas lentavam deser-
tar para a capital. A's dez e meia huras da manhaa
do .ii.i seguate, enlrei na cidade que, oulr'ora lAo
cheia de vida e animada cAm seus cinco mil ha-
bitantes, hoje, reduzida a cerca de seiscenlos, me
pareca deserla; pois Unto era o furor do citole-
ra que a havta arrastrado a esse laminlavcl es-
lado.
O cholera saltindo do cncebhoCaeirsitasduas
leguas distante ila cidade percorrido algons lugares da provincia, prodoziado
maiores ott menores devaslac,es, invadi a mesma
cidade eniao desprevenida d'aquelles meios que po-
deriam conte-lo ou refrea-lo no seu impelo ; c
achando ah sitio azado para estibelecer-semimen -
sos fue os de infeerjog-nteja predisposta para ou-
tros solTrimentoie amonloada em pequen** casas
de taipa, enfuroceu-se de tal modo que, com horri-
veis symptomas. amearava de levar a sepultara at
a ultimidesuas victimas.
Mis ah|! nem mesmo ama humilde sepultura al-
cancavam todos os morios Extenuados de torra, e
reduiido* a pequeo numero, os vivos ja Ihos nAo
podiam prestar este ultimo, caridoso esalularoffico:
pelas estradas, as casas e margens do rio jaziam
cadayere* como lindara cabido ou haviam sido .aira-
dos, oflerecendo o roais triste espectculo a vista,
contaminando o ar, e ministrando novos elementos
de destruirlo ao mal.
Entre estes padectmenlos assgnalaram-se medi-
das administrativase actos de caridade verdadera-
mente chrislAa : o governn man Ion soccorros de to-
das as qaalidades ; o Sr. coronel Tihurlinc desen-
v.tlveu a maior actividad, no exercicio de suas
fuicfues de delegado ; o rcvenendissiuiu r.irniohia
tt. Hereulano, revestido d'easa inlrepidez, que ca-
raclerist os verdadeiros ministros do Evangclho, po-
de conseguir a luhumario dos cadveres. Ao lado
desles se achavam os reveremli-simos padres Branco
e Fortnalo, e a carroctilas l'r. Manoel de Santa
Clara, e Fre Luir, o qual veto a inurrer nesla ci-
dade por lana dedicarAo que havia niauifeslado a
bem da humauidade.
Sem fallar na irregularidad!- dos meios Iherapeu-
licoi imprecados pelos facultativos, porque os sjs-
temas racional e homeopalha se achavam em campo,
o que demandava de inini nimia prudencia para
evitar quabiuer conflicto, Irale de forlaleccr-me '
com o tpnio dos'que ifYolessavam u*pnneiro, aliui
de providenciarle hem nos infelizes que se achavam
bracos com tiagetlo '. crain e-tes os Srs. Costa
Nana* e Albuquerque Cavalcinli, e aquellos ho-
meopathas os Srs. Rodrigues, Theuurio e Romu-
aldo.
A administraran do cemiterio e a desinfefraa da
cidade eram os objeclo* que mais cuidado nos ira-
vam ; porque as ethalacoes mcphilicas de o.idavc-
res insepullns, c o ar corrompido, que se rc-pirava
na* casas infecas, eram as duas causas que mais
augmenlavam a recrudescencia da epidemia.
Indagamos ou antes (raamos de verificar, se doos
lagares nm ao .V E., oulro ao N. O. da cidade, so-
bre qoe esvoaeavam corvos, eram nsem qaesepul-
lavam-se o* cadveres : e com effeilo, dous cemile-
rios ahi eslivam estabelecidos.
Mas quera eslabeleceu o cemiterio ao N. E. contra
todos os prereitos hygicnicos Pouco importa saber:
basta que sai liamos que supina ignorancia presidio a
semelhaale escolha de lagar.
Para o estabelecimenlo de cemiterios, as regras a
seguirem-se silo :a consulla dos ventos reinantes, e
nvrsligacao da nalareza do terreno, a distancia del-
les as aguas de consumo pahlico.Pois bem, Eim.
Sr., foi a primeira condieilo menosprezada, por-
que, sendo ao renos uestes inezes.o vento reinan-
te ao .V E. durante o dia, por oulras lanas horas
recebe a cidade os resallados da decomposi^Ao pu-
Irida dos cadveres sepultados no ccmilerio ao N.
E.To pouco se cumprio a segunda e'lerceira cn-
dilo; porque, comquanlo disledo no o cemilerin
ao N. E cerca do trezenla* bracas, se livormos em
vista ser o terreno bstanle arenoso, tal que nao
ctnnporla sam o apnarecimenln d'agua urna escava-
no de seis palmos, convicios hcaremos de nlo ser
i-I lugtr o mais proprio para un ettniterio ; por
isso que, em virlude da nalureza do lerreuo, tcm os
producios da decomposicao cadavrica loda facili-
dade de dilTundir-se na itinosphcr.i, bem como de
ioBUrar-se as aguas : dahi tres vi* de IntoiicafiO
retultam para a populadloa 'ircumfuza, a ingesta,
9 a applicataAlcm de que, E\m. Sr., para que
tal lugar nao fosse escolludo para o cemilerio. has-
lava considerar-se, que as covas para os cholencos
nao devem 1er menos de dez palmos de profuodi-
dade; entretanto que nesse sitio aos seis pal-
mos d'exeavji-a.i apparece agua como j;i se di'so.
Para remediar a laes inconvenientes, de inlelli-
gencia com o Sr. delegado, lizemos com que fossem
os cadveres circumdados de cal e enterrados isola-
damcnle, mediando o inlervallode dous e meio pal-
mos de urna sepultura a oulra, e guardando-se a
mesma distancia dos cadveres entre si,quando eram
inhumados em urna mesma valla.
Corria-nus o de ver de mudar para oulro lugar o
cemilerio mal siluado ; porm liuh,irnos lambem vi-
vos i tratar,/: o lempo nos mlochegava : impossi-
vel nos era levar a ell'eito todos os nossos desejos
pela superabundancia de (raballios relativa ao nu-
mero dos coimnissionados em acf.To. e a ddliculdade
se aggravava ainda pelo modo de proceder dos habi-
tantes dos arredores, que em qualquer parle depo-
silavam cadveres : lodavia n.i-i nos olvidamos de
ponderar ao. digno delegado e a alguos vereadores,
que essa (rausferencia do ccmilerio poderia se ellec-
tuar convenientemente para o lugar denominado
Sitio do Jos Pedroao nascente da cidade, que
segando nos os esludos e observarles, tinha em seu
favor as condires msis recoinmendadas pela sci-
encia.
Informaram-me ao chegar a aquella cidade, da
asistencia de ura hospital para o lado do l.ivramen-
to ; dizendo-se-me porm que medico algum nimia l
dhavia pisado lo que esUm lonze de crer, e al por
^peSft SJedig??- foi informado do contrario.) De-
pois de argomas horas quo erapreguei em medicar a
A MACONARU DAS MILIIERES. *
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
XXVI.
( Continuarao. )
A porl de um sabio eslava enlro-nherla. Filippc
Beyle impellio-a, e achou-sc rlianle de Marianna.
Decididamente as circumstancias o favoreciain.
Marianna deu um grito, t reciinu vendo-o.
O senhor em minha casa o senhor !
Deiie de crilos, seuhora ; lie inulil, e poderia
ser perigoso. Creia-mc, nao faeaj tumor. Fiqocmos
sos. Sbe porque vendo aqui".'
O senhor esqoece...
Oh nao peeainos lompo! o momelo nSo lie
proprio para recriiuinares.
Oae quer. emfim"!
Oaero minha mulle r!
Marianna contemplou -o da alio a baijo, e cslen-
deu o brtco para urna campainha que estiva ao seu
alcance.
Mas antes que esta soasse o braco de Marianna
eslava preso na m.io de Filifipe.
11 a verdade, mormarou ella ; esquecia-me de
sn.i- maneiras.
() Vida DUtria n. 114.
a\ uli.id.i iinmern.le docntes. queme buscavam.para
l.i me enraminhei a esamioar o estado do refe-
rido hospital. Era antes urna casa mortuaria, que
ara as\ lo proficuo aos miseros atacados do cho-
lera 1
i.iiiem escolheu semelhanle edificio para o hospi-
tal, ou descoiihecia os principios scieulicos que re-
gem a materia, ou menosprez.uu-os, porque sua col-
locaban prxima de algumas brabas do cemilerio pa-
ra o N. E.. e ainda mais a mnima capacidade c
pessimo ri'parlimentn. o lornavain inconvenieule e
alo pernicioso .ios enfermos.
De dous andaros eoiislava a casa, mn terreo e o-
tro superior, naquelle eslavam em iinniuiidos, es-
euros e acaudados qu.irtos as mulderes, e ueste em
um espac/>so salo despido de quaesquer movis e
coberlo com um lelliado crivado de linracos, esla-
vam os lemeos ; e esses infelizes tanto de um ca-
rao de oulro seto, jaziam sobre iinmundas al-
birdas !
Tralavamos de melhnrar a sorle daquellcs infeli-
zes, mas n.io h.iviam Icitos ; o edificio eslava infec-
tado, anda os desinfectantes nao haviam chegado, e
quando mesino delles podeesemos dispor, era de mis-
ter una casa para onde transferisseinos por algum
lempo os cholencos, para oj na expor a respirarem
u'm ambiente ar chlururado, solirecarregado de acido
solphuroso ele. etc.
Fui a requisic;lo minha qae vieran os Icitos, e qie
esse recinto de inorlc e desespero, (ransforraou-se
em soffrivel hospital, onJe podia str soccorrida a
humauidade alllicla.
Ol pequeos servicos que prestamos nao se limi-
l.ir,un a cidade da Victoria : para diflerenles luga-
res dos arredores euviavamos medicamentos, acom-
pandados de uistrucces tara o tralaiueolo dus cho-
lencos, qoe a pressa escreviamos.
Ou ja declinasse naturalmente a epidemia, ou
porque d'alum m menlo fossem as medidas que lo-
mamos ; a mortalidade que a sele do mez prximo
lindo fora ainda de oitenti e tantas pessoas, foi pro-
gresivamente daixando nos diasseguinles.a setenta e
seis, a sessenla e lanas, quarenta c (antas, trila e
lautas, vinle e tantas, dezeseis, dezoilo, (houve en-
Ua augmento de duas) onze, seis, cinco, etc. etc.
al que a :l de fevereiro ja lindamos lempo dis-
ponivel, c principiamos a desinfecto da cidade.
NAo foi esla levada a eQeiln sem repugnancia de
bom numen i de habitantes, que chegaram a occullar
o lerem lido doenles ou morios em casa, so para
suhlradirem-sc aos incommodos inherentes as fumi-
ga roes.
Peza-me sobremodo nAo poder juntar ao prsenle
relnlono um mappa circumslanciado de morlalidade
diaria durante aquella quadra : fiz alias diligencias
para oble lo ; mas n.io o pude conseguir, nem lAo
poucu o poderia organisar,sem dados exactos; por-
quanlo, como V. Exc. nao ignora,nAo acompaoliei a
epidemia na Victoria desde sua ufosla invasAo, que
se descubri a ludo mez de Janeiro do correle an-
uo em Cacimbas, distante, como ja dissr, duas leguas
d'essa cidade. por occasio de ahi suecumbirem en-
lAo dous individuos de al-ques bem caraclcrisidos
ilo cholera.
Tenho cntrelanlo a salisfacao de podar submetter
a coiisi lerarao de V. Exc. o mappa junio, do qaal
poder V. Exc. condecer o uuniero de clndencos
que para o hospital enlr .r.tm desde -2H de Janeiro a
211 do fovereiro pretrito; os que sahiram curados,
us que niorreran e os que ainda exisliam no hospi-
tal, accretcendo que desles que reslavam nculium
ficava em perigo de vida.
tjuaulo ao que he foncerncnlc a cslalisliea mor-
tuaria, su p sso informar a V. F^\c. que, secundo
o que eolligi das Ionios mais puras ilu lu^ar, laes
como dos f.ilfulos d<> eximio Dr. joi/. .le direitOf
dos mullo dignns'delrgado c tobdelegado, moi rtrain
na comare da V'icloria cerca de qualru mil pes-
sons. sendo da eiladc do mesmo nome pouco menos
de inetade.
Poc esle calculo aproximado ereio que. apenas
qualrocentas e eiaeoenla pessoas furam viclimas du-
rante minha cidada, sondo para notar que en c meus
colicas j inimciouados visitamos e receilainos se-
guramente a duas mil e seisceutas pessoas, compre*
lleuden.lo-se ueste numero as de diflerealea lugares
do termo, laes como Braco, Alto-da, etc., para on-
de enviamos medicamentos, que, secundo boas n-
formaees, foram em geral de proveilo.
Vejamos agora as razes porque, invadindo o cho-
lera a cidade da Victoria, ceifou ahi (aulas vic-
timas.
Como he sabido, est a cidade situada a 12 le-
guas O. E. S. E do Kecife, sobre o riacho Tapa-
cura.
Seu terreno designal. baixo e hmido, em conse-
qaencia das aguas estasnadas, que nAo acham livre
esgolo, he de mais a mais sujeilo a innundac/ies c
seccas.
Charcos formados al no leito do riacho abundam
em plantas e animaes aquaticos, principalmente da
classe dos batracios. Apenas expira a eslac/io in-
vernosa, e os ardores do sol do verAo vAo desseccau-
do essas aguas imparas,plaas c animaes que fcam
as margens, privados do elemento que Ibes dava
vida, enlram em rpida decomposifAo, facilitada
pela inlensidade .lo calor e humidade do terreno em
que ja/.om ; c para augmentar as causas mrbidas
accuminuladas nesses mesmos charcos, que bem se
poderiam denominar arsenaes da pesie melle-
se lavain roupas malerias alimenticiase al
servem de esterquilinio aos habilanlcs do tusar, que
se Iralam com menos accio Eis, pois, raananciaes
fecundos de mephilismoj que em um largo periodo
do anno carregam a almosphera de miasmas pesti-
lenciales.
lato podo aedando-se a cidade as circumslancias
as mais insalubres, pela exislencia desses charcos,
sao se us habitantes anjeiloa as epidemias da varila,
fehre inlerinittente, c desinteria, qoe soem reinar
no oiiiono ou primavera, bem como hn oulras mul-
tas enfermidades que minam pouco a pouco a fonle
da vida, e os lornam ineptos para o Iraliallio, e qoe
sendo seus afleittM rpidos, os svmplomas graves, e
as viclimas numerosas, foi por essa razSo que o cho-
lera lAo veloz se lornou na sua marcha, fulminando
a nimio, dos que accommellia, e matando a oulras
em poucas horas.
Acliou pois esse formidavel inimigo o habitantes
da cidade da Victoria predisposlos a seus golpes.
o En general, di/o Sr. Crisolle no cu tratado de
palhnlogia iulerna, lomo 1" pag. 713 :>> edirAoi
le cholera n'a pas envahi hrusquement um pryi ;
mais il y a ele le plus snuvenl precede dedivers la-
Is mnrhides regnanl epidemiquement, lels que fie-
vres iulcmittenles, dvsenterius, diarrhc, embarras
sastriques. u
Pelo quo tenho colhido dos tratados de Ingicne
publica sobre as vanlagens de modanca* de povoa-
ces, nao duvidaria aconsclliur a transferencia dessa
cidade para um posicao mais elevada ao norte,
transferencia que, em meu humilde entender, se
poderia conseguir com a mu l.me.i da feira, tanto
mais fcil quanlo sAu de taipa a maior parte das ca-
sis, de que consta a edificarlo all ; mas seja ou
nAo aceilo esle alvilre, cumpre qoe a cmara muni-
cipal, a quem incumbe providenciar sobro laes ma-
lerias, adople com brevidade quaesquer medidas
tendentes a extirpar, ou ao menos a diminuir as
causas morbidss, que dei assignalado.
He na presenta de urna epidemia emormenle
quando da causas que a entreten!,que a estricta exe-
Elle snllou-.ie o braco, e ella foi assenlar-se com
appareocia de tranq-iillidade em um sof.
Oovio-me'.' diss elle.
Sim.
Onde est ella t
Ainda!' disse Marianna nenondo os hombro-.
Nio ilissimnle ; sei ludo.
lina phrase para intimidar.
Para punir !
Senhor!
Pouco me importa offender sua dignidade; nAo
he de sua dijnidade que Irala-se agora. Huero A-
melia.
Oue da de commnra enlresua mulder c eu?
Ella cadio na cilada quo Vmc. armou-ldc.
Uma cilada '.'
Cuidado! Vmc. joga um jogo que pude vira
ser-Um funesto. Se.yjm aqui primeiro, agradeea-mc,
pois cu poderia siniplesmenlc dirigir-me ijuslira.
NAo o ii/ por um resto de allcuco.
(.inania clemencia! disso Marianna irnica-
mente.
NAo, he piedade, he aquillo que se leve as m-
sentalas, as mulderes alacadas de vertigein.
Ad! o senhor he imprudente, lailn I" me a
sim exclainou ella com os odos clieiM de sombro
rogo.
E-a, erg-, se Daive esse Irage do impostora,
que nAo Idc assenta Para um olio como o eu nao
servem os meios mesquindos. Vejase uso deardis?
Nao me dou a esse liadaldo. Nao ande mais de roju
como as vboras, salle e lira como as leias!
Ilei de leuibrar-me do rousellio quando for
lempo.
Filippe enii-uiiou o relogio, e dsse :
Cumpre que dentro de duas horas miiihu mj.
lher esleja em minha casa.
Em quem confia para isso?
i cufio de lodos os precedo* hygienicns se torna de
uma necessidade peremploria ; pnrsso a cmara
municipal deveria tratar com o maior empenho
d'etlingir, ou aleonar essa influencia perniciosa
dirigindn os mais constantes esforfjos para esse objec-
to. Cada locallidade, e cada epidemia, como diz
um autor do polica medica, pode reclamar medi-
das esppciaes impossiveis de prever e determinar de
anle-niAo ; porem a palenlas ordinarias regras hy-
gieoicas sera senipre um bom recursopor isso a
camsra deveria cuidar sem demora das medidas inu-
nicipaes sobro dessedcamenlos das aguas eslagnadas
>lo esladeleciinenlo do cemilerio ele, ele., sendo em
ludo isln ajudada pelas luzes de um a dous faculta-
tivos, que ella deveria ter roolralad'i porque para
esse lina us seus rendimeiilos nAo sAo mesquindos, e
com esla* providencias o cholera nAo teria causado
estragos lAo dorrorosos.
ieralmcnlc entre mis os indcenles camponezes
se achata sem recursos, quando qualquer epidemia
os aitalla ; porque o cuidado de um medico Idos
falla, e a solicilude acliva das inslituices bcnefi-
cenles, e das associacies livres de caridade Ibes nao
sAo couhecidas ; dcsle modo fallando aos indigentes
do campo os soccorros prineipaes, nao do de sor-
prender que fossem amplamenle devaslados por
urna molestia lao mortfera como de o citolera mor-
bus.
Eis explicada a morlalidade da cidade da Victo-
ria. Devo em nome da humauidade agradecer a
V. Exc. como medico, a solicilude, com qae provi-
denciou ao aupprimcnto de medicamentos e desiu-
fcf lanles em lal quanlidade que apezar de numero
cousideravcl de doenles porque foram distribuidos
ainda houveram sobras.
l'allava-me avisar a V. Exc. de que o tratamenlo
pelo sumo de liuiAo t>o preconisado no Para, na ci-
dade da Victoria foi improficuo. E apezar de que
a Iherapeolica dessa epidemia tl boje nada leuda
de dem daseado e seguro, todava pusso allrmar a
V. F^xc. que corlas applicaces me foram de alguma
vanlagem, por exemplo, em o primeiro periodo fa-
zia suspender os vomilos e diarrdea pelo emprego
do opio em clvsleres ou em porgues, auxiliado com
oulros excitanles anli pasmodicos, como o eider,
cimpliora e canella : em o segundo periodo usava
dos excilaules as extremidades nfim de provocar a
rearea.i e oulras vezes do caustico em a regAo do
eslomago, friccionando primeiro a parle com im-
moniaco quido para desenvolvimento de mais r-
pida aceto ; usava internamente dos meios pertur-
badores como a ipecacuanda s ou misturada com
o rduibarbo, e vim a conveucer-me pelo grande nu-
mero de casos felizes que Uve, ser esle um dosmeios
com que mais poderia contar ; e do lerceiro periodo
se era o de reaeco, os anhphlogislicos ; seo de
proslracAo onde adwiamia, os Inicos internamente
e externamente os custicos volantes.
Tenho exposlo i V. Exc. com a maior li leudado
xaclido a manen.! porque cumpri a (arefa que V.
Exc. se dignoit de conliar-me em lAo ardua coni-
missAo. (luiros, com maior cabed*! de lazes, ganha-
riam louros mais gloriosos para a srieucia, e com
mais seguranza abroquelarim os infelizes Victoricn-
ses dos golpes mortaes da epidemrf, que os ameaea-
va de uma geral assolaeao ; mas posso assegarar i V.
Exc, o nfano-me em dizc-lu, qnc ningaem levara
aquelle campo de morlicinio mais devotamente pela
lum.mol.ule-nllredora, desejos mais ardeutes de ser
til ao paiz, doque aquellos que se abrigavam em
meu coracAo. Nesle intuito fiz o que caba em mi-
nha* fnreas ; e qualquer que lenlia sido o etilo de
niinhas diligencias e fadigas empregadas em benefi-
cio dos Iristes habitantes daquella comarca,Iranquil-
lisi-me a consfieiicla do que eiu lao afaruoso enipe-
nlio nAo perd do vala o uiiiii.-ao dos deveria contra-
siidos para com o govcriio, cujas urden* ciiniprio
rieni olvidei a* obrigafoes creadas pelo senlimento
.'a caridade, quo me prende a meus somclhanles
(>s ceosconced.ini a V. Exc. dilaladoiannos.Re-
cite 10 deabril de 1836.Illm. e E\m. Sr. conse-
llieiro Jos Beulo da Conha c Figueiredo.
Dr. Jo*- louqu'u, le Sonsa.
Conha e Figueiredo.Illm. e Exm. Sr. marerha
commandanle das armas.
Jos Joaquim Codito.
EXTERIOR.
MAPPAilos ilociili.-silo !ios|iiial proviso*
rio da cidade da Victoria, instal-
lado a 2i dejaneiro de 185G.
HEZES.
Janeiro,......
Fevereiro......
Total.......,
Ed
5H
99
157
di
18
OBSEKVACO'ES.
Em o numero dns morios do mez do fcveieiro
dous foram de di llrenle, molestias; sendo um de
plhisica larngea, e oulro de syphilea constitucional.
Dos que exislein no mesmo mez ; nendum fica em
perigo de vida.
Victoria 29 de fevereiro de 186.
Dr. Sonsa,
Encarregado da commissao na Victoria.
COBKMANDO DAS ARMAS.
Quarlel general do conaznando das amias di
Pernimbuco na cidade do Recite em 12 de
malo de 1856.
ORDEM DO DIA N. 257.
lie sobre modo lisongeiro para o marechal de
campo, eliminan lano das armas, a occasiAii que se
Ihe proporciona de Iranscrever na prsenle ordem
do dia o ollcio que, em dala de 10 do corrente, re-
cebera da presidencia, relativamente a maneira por-
que o Sr. leneute-coronel Joao Nepomoceno da Sil-
va l'nriell.i desempenhou, na comarca do Kio-For-
iiio-ii, a commissao de que fura encarregado.
O marechal de campo condecendo bem de perto a
este Sr. ollicial, e estando por isso na razao de bem
ajuizar do sen prestimo, e de avadar os seus servi-
dos, aos louvores da presidencia junta de sua parle
aquelle que de devido ao mercf tinento.
OFFICIO.
Primeira fccAo.Illm. e Exm. Sr.Tendo o le-
nenle-coronel, JoAo Nepomoceno da Silva Portille,
sido exonerado da commissao deque se aedava en-
carregado na comarca do Kio-Vormoso, cumpre-me
scienlificar a V. Exc. que esse brioso oflicial se com-
portara all com o mesmo zelo, li leudado e donra-
dez, que sempre tem empregado as oulras com-
niissii-, turnaudo-se por isso cada vez mais digno de
attencAo. O que V. Exc. servir-se-da de Ide fazer
cunslar.
A proveilo a necasio para dizer .i V. Etc. que o
mesmo tenenle-coronel est desembarazado para se-
guir o deslino a que o chama o governn imperial.
Dios guarde V. Exc. Palacio do governo de Per-
namduco, em 10 de maio de lSjti.Jos Beato dj
Em Vmc., c na sua falla...
Na minda falla, no procurador do rei, nao de o
que quer dizer 1
NAo. -en lior.i ; sei que pelas suas relacoes Vmc.
pode al cerlo poni escapar a um processo.
Pelas minda* relacoes? repeli Marianna.
Od joguemos com as carias sobre a mesa.
Existe no meio de Pars, no lempo em que vivemos,
uma associaeAo de mulderes Uto loucas, que pem
sua vonlade, ou antes suas phaulasias em opposicao
com a le. Amelia he doje uma das victimas de'ssc
tribunal iniquo.
Mas...
Supponliamos que conto-lde um sondo. Pois
bem digb.|hc : he por sua insligacao que Amelia
esla presa ' que deve ser-ljte restituida a liberdade.
Marianna calou-se como fatigada por essa con-
versaran.
Eu quz appellar para sua razao, lornou Fi-
lippe ; agor., as desgranas que v.lo arnnteccr caiam
sobre sua calnca Nao de snmeulc a Vmc. que vou
alacar, de loda Maconaria das Mulderes.
A Macorferia das Mulderes! repeli ella eon-
(endo diflicil-nenie a alegra que Ide causava lal
foulissao. ,
Sun,pifiar.!,,ii Filippc, islo de uma liga cri-
mnosa.^jma derisao, uma monslruosidade! NAo
crea a/p, ameacn em vAo. Vmc. me condece : exe-
culoa.,. o lim os meus projeetos. ||ei de denunciar
a Mgppnaria das Mulderes. N.'ni a donuuciarei a um
Ptcurador do rei ; re mais alto. I'm secrclario ge-
/al do ministro dos negocios edrangeiros nao de
qualquer pessoa ; serei nuvido. Moslr.irei os mais
altos mimes compromettdos com os nome* do virio
e da miseria. Tendo a lisia de lodos ellas. Meu pla-
no de campanhi est feito : mando cercar o lugar
de suas reuoies clandestinas, e as qualro roas que
PORTUGAL.
Publicamos aseguinte caita do Si.
Airxarul'. i H cu I uno.
Amiso e collega. Na RttoUtfaO de IS do cr-
reme, que me edega as mos agora, vera mn longo
artigo assignado pelo Sr. Sampaiu, acerca da ultima
sessao da reuniAo agrcola, lia ahi allu-o-s a muitas
pessoas, mas principalmeulo a mira. Jomaos da-
veria ilosquaes eu evigisse a pablcarjAo das reclifi-
caees que enlendo ilevor fazrT aquelle artigo.
IvtiflB jornal, porem, que perlence ao meu amigo,
nem um momento duvido de que e-sn- reclificaecs
sejam iminedialainenle publicadas; por que conlieco
o carcter do proprielario.
Pela iniulia parle dei de saber respcilar a dospe-
dagem, e nAo abusar com a linguagem violenta da
benevolencia do dono da casa.
I.endo nos jornaes o convile que so fez para se
discutir na reuniAo agrirola om projeclo do governo
que me importava como agricultor que sou, fui as-
sislr primeira sessao daquella assemblea, para me
esclarecer, e saber se devia assignar nm requeriincn-
lo que geralraente se dizil quererem dirigir as cor-
les algiius lavradores. A minda tencao era ouvir e
nAo fallar obre o assumplo.
O Sr. Sampaio quo eslava presente, c que fallou
nesse dia, invocou o meu nome, pedindn-me que
fallasse lambem, nao pelo que elle diz, mas porque
algum lempo anles, cu escrevera um arligo no jor-
nal a Patria, sobre a livre exporlacAo dos crcaos,
arligo. a que rhamnu uma voz amiga que viera
em seu auxilio. A assemblea apoiou o pedido do Sr.
Sampaio, c eu nao podia deixar de acceilar a pala-
vra que se rae mpunha, sem corresponder com
uma grosseria i benevolencia da assemblea.
Na sessAo mime li il i tocou-me fallar, e a substan-
cia do qoe disse resume-se em pouco. Creio que pro-
ve com as paulas na mao que muilos productos a-
gricola* eslavam ja sem protecc,3o; que oulros, como
o azeile eram apenas protegidos pela escala movel,
que impede o lavrador de vender caro quando com
as mesmas despezis de fabrico, colheu a melado, o
lerco ou o oilavo do que devia eolher.
Concordei liualmeule com o relatorio do projeclo
do governo n'om facto; islo he, em qae a pcohibiclo
absoluta da culrada do* cereaes, era inellicaz e in-
til em relacAo aos de llespanha.e dahi conclui logi-
ii.i-iit -. pens eu, que nAo havia proleccAo para a-
cullura dos cereaes, vislo que a prohibir.i nao a
protege.
O Sr. Sampaio, qae nos seus artigas sobre este M-
sumpto lem visto na prodibicao uma proleccAo an-
da mais alia que a das industrias faliris, comlialer,
por cerlo. Iriunipdanlementena cmara dos deputa-
dos o ei: i em que comigo, o Sr. ministro da fazen-
da esla a este respeito, visto que se esqu^eu ele o
fazer na sessoei da reuniAo agrcola.
Dos faetos que suppuz ler provado, delu/.i que o
Dleresse da agricullura se ligava, miilsdo quo mui-
los acreditavam, com a liberdade do comnicrcio:
masque paia se realisar essa vautagein.eumpria que
a liberdade fosse um s\stema geral .ipplicavcl a to-
das as industrias. Tamdeui me peisuado ler de-
monstrado que os agricultores nAo podiam preparar-
se pira os combates da livre concurrencia, sem que
um imprtanle factor do costo da prodoccSO o sa-
lario, fo-se nniilerado, o sem qiie o impresariu agr-
cola deixasse de precisar .le un. auolii lo liquido
lAo avallada coma hoja precisa para viver.
liecorreinlo igualmente as paulas, julgo que liz
sentir qoao caros o empretario e* o irabalhader ru-
ral (em de obler maitos dos principies objerlo* da
vida, em virlu.lc do syslema de protecciio applicado
a industria fabril, e que dadi resultava a uecessda-
des de rcslabelecer o equbrio; islo he, de que o s\s-
lema de proleccAo em quanlo doraste, fo-se o mes-
mo para ambas as classes do productores, e que am-
bas camindassem depois a par para o svsletua de li-
berdade. So era um desojo justo e honesto, os lei-
lores da Rciolurao quo o di. un.
Na seguinle sessao maudci para a mesa ama pro-
posta em que furmiilava pralicamenle as conclosoes
a que chegara depois do que havia expendido. NAo
a (ranscrevo aqu, porque nAo leudo copia della.
Mas o Sr. Sampaio poda l-la oblido da mesa, e pu-
dlicando-a, provarque naquella reuniAo os lavrado-
res nao queriam seno proleccAo exagerada, e que
para elle- ludo era cr uma queslAo de barriga.
0Sr. Sampaio, obtendo oulra vez a palavra, relu-
loii-mo. He natural que ofizesse perfeilamenle;por-
que eu neslas malerias, sou apenas um curioso, e
elle sendo um auligo jornalista poltico de necessida-
de he um hbil economista. NAo atlingindo sempre
altura das suas reflcxoes, dislrahia-me s vezes de
o escular, do qae Ihe peco desculpa. Yuma destas
distraccoes alguem me fez notar que elle alludira a
opinoes que eu lvera ha dezeseis anuos, seudo de-
pulado em Isi 1. Tomei nota disso, como oulras
colisas que Ihe ouvi e qae nao me pareceram ex-
artas.
Permi(la-me aqui, o mcu amigo, que Ihe repila o
que disso quando aprcscnlei a minha proposla. Foi
que arepresenlacAo deque se Iralava contra o pro-
jeclo de le dos cereaes,fosse primeiramenle dirigida
ao governo; porque ea acredilava que este governo,
como qualquer oulro, desejava acertar e nao tinha
inleresse algum em fazer mal aos agricultores. Digo
islo para que possa avallar, se pela minha parlo eu
quera desviar a queslao das suas tendencias econ-
micas paraba coiivertcr n'uun queslAo poltica.
QoaBdo me locou responder ao Sr. Sampaio, fi-lo
romo soube. Provavelmenrc mal. Tanto meldor pa-
ra a gloria de S.S. Acdei entre as rniohai nulas
ler dilo S. S. que n.io sabia se era ri prodibicionisla,
proteccionista ou livre-exdangista.
Obscrvei-lheque como humera polilico havia ne-
cessariamenlc de perlcncer a uma destas tres escola*,
mi crear uma quarla, porque pela sua posicao era
chamado a dar vol sobre quesloes dessa ordem, e
que e nAo tinha opiniAo determinada sobre os mais
graves negocios que podetn agilar un paiz, era me*
Ihor fazer o que eu linha felo ha muito, rc(irar-se
vida privada.
Observei-lhe lambem que conlradizendo a sua
primeira profissAo de scepticismo, se declarara de-
pois adversario das opinioes econmicas do Sr. mi-
nislrn da fazenda, islo he, proteccionista. Eslas ob-
servaees podiam ser dcsairosas para a sua inlelli-
genciae para a sua logice, mas do nenhum modo
para o seu carcter, e portanto nao podiam fser-lhe
ofl'ensivas. S. S. conlentou-se de roa responder nes-
se dia, que cu proprio me cncarregra de o absol-
ver, mostrando que era conlradilorio. NSo sei como
isso importe uma absolvicao ; mas agora de cerlo o
absolvo, porque o crime nao he grande. Assim o
Sr. Sampaiu me absolvesse da contradi;Ao entre as
utinlias ideas protectoras de 1 Sil e as (de liberdade
de commercio que tenho hoje.
A nica differenca que lia enlre mis, he que eu
contradisse-me no lim de dezeseis anuos, e o Sr.
Sampaio no lim de dezeseis minutos. Porque nAo
mere cen ou a sua indulgencia?
No meio do meu dimano diste ao Sr. Sam-
paio,qae ignora va para qae citara a minha qualida-
o roileiam. Uma estufa epadoz sala das sesscs;
adi se adiar provas, insignias, llavera estrondo ;
advirlo-lde, porque e-loo determinado a ludo. Sup-
pondo mesmo qoe os magistrados a quem eu me di-
rigir, qne o prefeilo de polica, qUe o ministro da
jusliea recusem provocar um escndalo ; adniillo
que sua insliluicfio aede proleccoes al nos degraos
do 1 lirnno; appellarei para o publico. Para chegar a
elle lodos o* meios me sao bons : a gazela, a memo-
ria, o annancio, o livro. Tenho numerosas ami/.a-
des, lio i de inlercssa-las i minha causa. Minha voz
sera ouvida, desalio saas mordacas. Ilei de revelar
seus ignobei* misterios, suas ridiculas ceremonias;
dei de arruina-la*.
O senhor delira...
NAO, porque Vmc. Ubi pallida e Ireme.
Eu !
Bullirla bem. I ma sequcslraean de pessoa he
severamente ponida ; ao mesmo lempo sua vingan-
ea arruinara sua associaeAo.
Marianna levauluu-se, c pergunlou fiiameiila ;
lie sii o que lem a di/er-mo'.'
Nao, resla-me afcrescenlar uma eousa.
<) acculo com que a sea turna Filippe pronun-
cian eslas palavras, assuslou quasi|a Marianna.
Elle edegou-sc a ella, c disse abra/aiido-a cun
o olhar :
Vmc. alreveu-s a locar em Amelia. Eu leria
esqoecido ludo, exceplo'.isso. A ronversarAo queaca-
bamos de ler ser provavelinent a ultima ; grave-a
na memoria. Sobrelndo leuibre-se disto : dcnlro de
duas horas Amelia oslara em minha rasa, dnronlra-
rio o sesredo da Maconaria das Mulhercs teta di-
vulgado em Paria.
Filippe Bevln sabio depois dessa declaracAo.
Emdaixo da oseada acdou o cunde de Ingrande
que o esperava.
yoaado cerlilicou-se bem Je que a porta fecbn-
de de depulado em ISil : que nesse lempo n.io es-
lava na cmara o porque s" assisliraia uma sessao
daquella legislatura. A assemblea inliraouvio islo:
invoco o seu lestemundo, porque de o de liomeus de
dem.
F.ngiii.iv i -me ; mas n meu erro era apenas rhrn-
nologifn, c as palavras textuaes que vAe em itli-
co provam a nalureza do erro. Eslava equivocado,
e persuadido de que a primeira sessao daquella le-
gislatura fura em 1810. A nao ser islo, como e pa-
ra que havia denegar om fado lo fcil de demons-
trar'.' O Sr. Sampaio pode suppor ludo da minha
iocaparnlade ; mas nao me persuadoqu me repule
demento.
Examinando dopois o faelo, afhei que ess;a nuica
sessAo a quo assisli, labiado da ramara pouco depois
de aberla a seguinle, fura em ISil. Na reuuiao a-
gricola de domingo paitado, leudo a palavra sobre a
ordem apressei-me a dar uma satisfagan ao Sr.
Sampain, rectificando o mcu erro. Era um pruce-
duneulo de Icaldade e corteiza, creio eu. One me
importava ler astado na cmara em ill ou 4S. F, s-
se n'uiua ou n'outra poca, nAo trouxe de la nem
remnos, nem provenios, nem fsvores, nem cousa
algueiniiH de qiie possa envergonbar-me. As opi-
nioes que ahi segui nao me rcuderam nada, nem
para mbu, nem para os meus prenles o amigos.
Algumas calumnias e dimaboret couslitucm loda e
malalotagem com que de l sahi.
A esla declaracAo corresponden o Sr. Sampaio
pondo-rae em discussao, e leudo varios arligos de
paula alteradosem ISil. Accusou-me por nao ler
volado contra ellcs, por nao ler eslado prsenle
qunulo se votaran!, e por nao fazer derlarares de
vol. A'iual eslabeleceu uma singular llieuria de
responsabilidade moral para os ausentes. N'a verda-
de o Sr. Sampaio defendeu irrefagavelraeute cora
islo o projeclo de de fe"vereiro de I8j(>.
Procurei responder com placidez, mas fiz-lhe
sentir o perigo da Ideoria, da responsabilidade moral
dos ausente*. F'iz-ld'o sentir al onde entend que
o devia fazer. NAo foi a assemblea qae me impedio
de ir mais longe : a assemblea guardava silencio.
Bem sabia que o aggiedido linha dircito ao dcsag-
gravo.
Parei porque eslava salisfeito. Depois contenlei-
mc de Ihe lembrar que o maior hnmem de oslado de
Inglaterra, o fundador da liberdade commercial,
Peel, foi proteccionista : era-o nessa me-m i dala em
queco o era. Pode-sc perdoar a um horaem obs-
curo, alheio sciencia do governo ler nessa poca
as ideas que ain-la nAo linha podido abandonar a-
quclla oguia dos esladistas.
Seo Sr. Sampaio remonlava ja os seus voo* mais
Alio, o'- gine.is a Dos pela superioridade da soa iu-
lelligeucia. e esleja cerlo da jusliea da posteridad.
O Sr. Sampaio, que na i cumio agrcola nao pedio
a palavra para me replicar, veio replicar-me na i,m-
prensa. He um syslema cotin qualquer oulro. En-
tretanto be evidente que elle esl ainda irritado, e
que a colora o fez esquecer do habitual tlente c ar-
dileza com que sabe singrar uestes pareis da iin-
prensa peridica. Pretende que se nAo eslive em
algumis scssies devia estar, que se nAovotei, devia
volar..que grardei silencio devia fazer declaracoes
do vol ; porque a nacao pigava-me para defender
osseus.iuleressrs. Mas quaes atareases? Pois se
eu culo era proleccionisia, como o proprio Sr.
Sampaio ..ilirin i, c se se vol.iv.un leis de proleccao,
que queria ello que en preseuciasse, que eu votasse,
que eu declaraste ? Os inleresses da naeAo corriam
as mil m n.iv illi.is segundo as musas ideas proteccio-
nistas daquella lempo, queo Sr. Sampaio diz seren
boje as suas.
O Sr. Sampaio perd1*!! foteiramenle o trabalho dos
periodosi com quo me rolmlnoa. I'ois de pena, que
osla i bem eseriptos. Ol quanla species cere-
brnm non habel.
Evigir niim que nunca fallasse cmara be
urna lyranu.a, a 1141 oproprlo Sr. Simpaio, apos-
to eo, sean lem sujeita lo na sua carroira da depa-
lado. Depois, aquilea diplomas da ISil nao eram
demasiado legtimos. Tullamos pela maior parle,
como se diz ralgirmente, sabido do chapen do mi-
nistro do reino. Sio faelus osses que feli/nteule j
boje se 11A0 repetem. Se o Sr. Sampaio quer saber
islo a fundo,consulte a A'ecoluriloplessa poca. Di-
go o, e digo-o sinceramente, porque nao fui eu qae
me miro lu/i 110 ch.ipeu ministerial, nem pedi a
ninguemque me mettesse all. Ao meu amigo An-
tonio l,ui/ de Seabra pedi nma e rauilas vezes que
aMaslasse de mim a donra de ser representante da
nacSn. Sempre live pouco geilo para as cousas
grandes; por isso sou doje n mesmo ciladAo obscu-
ro, que era ha vinle'aunos.Ouaudo vi que a maioria
da cmara era, politicamente, uma maioria faccio-
sa c incorrigivel, que nAo queria remir o vicio da
sua origen! com a liberalidade e cordura dos seus
aclos, fui-me embota, como m.iis alguem fez. Natu-
ralmente o Sr. Sampaio acha que fiz mal : cu acho
que li/ bem. Cada qual soverna-se pelas suas ideas.
A verdade de qus eu nao era nesse lempo lAo ma
pessoa como o Sr. Sampain diz. Elle mesmo quan-
do Ihe pi--,n n despeilo da deconfessa-lo. VerAo.
OSr. Sampaio arcusa-me de ler feilo nAo sei
em que sessAu da reuniAo agrcola allnscs a varios
indu.liaes prsenles, o especialmente aos donos da
fabrica de papel de Alemqner. Se he allusAo pts-
soal mostrar que a proleccAo a tal ou lal induslria
Iraz um vetante, uma expoliaelo para os comsu-
midores, ns meus discurso, encerraran) muilas al -
lusoes. Mas a culpa lie de ignorancia : por que eu
nao sabia que a evposicAo de lacios que serviam aos
meus argumentos, poderiam qualilicar-so assim.
Tralei di proleccAo du papel, que he unijdos maio-
res absurdos do nossn syslema puntal, c creio que
fallei exemplilicativamenle das fabricas da Abelhci-
ra' c de Alemquer. Mas como conclui eu '.' a Con-
clui dizendo: Fazem muilo bem em tirar parti-
do da lei o Allusiu pessoal aos fabricantes de pa-
Vel de Alemquer Diuaminda palavra de donra
ao mcu amigo ( e don nisso alguma cousa ) de que
ignoran quem elles fossem. Sn depois de ler os
dcsproposilos do Sr. Sampaio sobre esle assumplo,
pergunlei por isso, c sonde que um desses iabri-
caules era o Sr. ministro da fazenda. Ini irae.
J.-i vejo que no que disse acerca do papel, offeudi
um ministro vivo o om ministro morlo. Taes sAo os
meus diablicos in-linclos de anliminislerialismn:
Devia talvez parar aqui. Se lodosos leilorcs da
Revolaran livessem assistido s sessoes da reuuiao
agrcola, nem islo mesmo escreveria ; porque acre-
dito na sinceridade, com qne a conscieocia falla a
lodos os domen-, iucluindo o Sr. Sampaio. O que
all li/. o di-so esla provavelmenle na memoria dos
que l estiveram. lie para osoulios que eslas rec-
lilicaces sAo precisas, emdora o Sr. Sampaio me
aecuse al de ser ponlual em vindicar o mcu ra-
rarler moral como liomcm, e a minda Icaldade co-
mo escriplor, e edegue a ponto de inventar por isso
a c.ilumm.i conlia a minda intelligencia de que eu
me defend das aggresses do padre Becreio. Nislo
cada qual tem as snas opnies. O Sr. Sampaio po-
de desprezar a propria repulajAo c a propria digni-
dade por amor da patria, lie um sacrificio heroico.
Eu pens de onlro modo. Nem ; patria nem a cou-
sa nendumi sacrifico a minda. Tanto variara aso-
piuies dumanasl
Devia talvez parar aqui ; porque o mais que o Sr.
Sampaio me diz nao sAo seuo injurias, huelo do
tea ardor mioisleriil. Esle ardor de grande : nAo
devo eslrauda-las. Ainda da pouco, acceso na-
se apns delles, Marianna foi levantar orna cortina,
airas da qual eslavam qualro malheres.
K-sa- qualro imilheres perlenciam maconaria.
Eram a condessa Darcel, madama tiuiilermy, mada-
ma Flacha! e madama Ferrand.
I iuli un assisldu scena que acabamos de referir.
Batial disse Marianna encarando-as alleroa-
livamenlc.
Madama Beyle nos trabio, murraurou a con-
dessa Darcel.
Agora deseamos aonde ella esta, lornou Ma-
rianna, cujos odos lanravam relmpagos de Iri-
umpho.
XXVII.
O leilor comprehendeu que Amelia cahira elfec-
livanienle as redes de Marianna.
Devenios revelar lodos os meios empregados por
esla t la nAo dissemos quAo numerosas inlclligen-
ciat a Mj'.-onai 11 das Mulderes lem em ludo o lu-
gar'.' lie preciso declarar, por mentlo, que a nar-
raf.io ile Mr. Beclieox era cousa prevista e orde-
nada '.'
(.llegando .1 quinta de lioulaiuvilliers, Amelia fu-
ra introdozida em ama sala do pavimento terreo,
onde achira-so dianle de madama limllerim, da
condessa Darcel, de madama Flacha! c de madama
Ferrand.
Berondeceu-as immcdialamenle. c o rereio tlra-
vessuu-ld o espirito.
Senlioras, diguem-sc de di/.er-me onde e-Ion,
pergunlou ella.
Esla sol nossa guarda, responden-Ido .1 con-
des-a Darcel.
Mas, meu marido... a queda '...
Foi preciso tniipregar-se esse raein para con-
ilu/i-la aqui.
Er.tAo, nao eslou em case do ministro'! disse
Amelia com e-pauto.
quelle ardor, o Sr. Sampaio provou ale onde os seas
bros 1 ni lem chegar. irritado com um digno por-
que aggredira o ministerio, o Sr. Sampaio soube
fallar claramente ao publico de cousas que nAo tem
nume. Nesse dia a revoluto transpunha alrai;oa-
d un ule a porta dos seus assiguaules, e ia ao seio
de familias doucslas levar ideas, e suscitar explica-
rles que os prostbulos regeilariam com asco. Nunca
o ministerialismo subi lAo alio : nunca, desde o
poela venesiano Baffo, a imprensa desceu tao fundo.
Depois disto, a injuria que vem da mesma peno.
nao injuria. Me um murmurio van que passa.
Devia lalvez parar aqoi, se nAo fosse preciso re-
baler peremploriamenle urna idea absurda com que
o Sr. Sampaio julga fulminaros seus adversarios, e
com que 11A0 de a plimoira vez que a mim mesmo
me aggride.
O Sr. Sampaio nao admille que nm cidadan qual-
quer que sade pegar u'uma penna ou discutir n'uma
assemblea Irale, de nina queslAo publica, que Ihe
inleresse 011 qne lenha esludado, ou de que por ou-
lro motivo se qncira socapar. Para islo he necessa-
rio obler licenca do Sr. Sampaio. e elle nAo a di
senao a quem tiver tralado na imprensa ou as as-
semhlas todas as quesloes publicas. Elle enlende
assim a liberdade d mauileslarmos as nossas opi-
.....- A liberdade he no seu diccionario synommo
de obrigacao c dever. (Jual he a razAo t le o seu
exerapto. Elle esl sempre na brecha. Paga de
continuo Iribulo i patria em torrentes de luz. Pude*
11 n.io O Sr. Sampaio he jornalista : lio essa a sua
profissAo : vive disso. Se eu vivesse de pagar tri-
butos patria, tambera eslava em pagamento conti-
nuo. Asscgure o Sr. Sampaio aos coutrihuinles
que sem trabalharem u'nulra cousa bao de viver da
-eliieei dos novos imposlos que propoe o Sr. minis-
tro da fazenda, e vera como o paiz os aceita no meio
dos mais vivos applusos.
Mas nos osque lecemos a lia, balemos o ferro,
charruamos a Ierra, ou fazeraos livros sobre aquillo
de que emendemos, nAo temos lempo para estar de
continuo a caheceira da patria. Pagamos-lhe tribu-
ios em dindeircr e Irabalho para que ella nos d o
que nem sempre nosd, a jusliea, a seguranca eas
nossa* Idierdades, entre as quaes se conla a de f.il-
larmos ou estarmus callados. A nossa obrigaeAo aca-
ba all. Aqu i-.miera o nosso dircito, de que usa-
mos como nos apraz.
Uma cerla dose de tolerancia nAo fazia mal a im-
mensa capacidade do Sr. Sampaio. O jugo do seu
ministenalismo podia ser, para nos humildes, iu-
comparavelmentemais suave.
Marco l) de 1856.A. Hereulano.
Sinto que a forle intelligencia do Sr. Alexandre
Hereulano seja alraicoada pela sua memoria, e que
da coufissSo dos seus erros queira concluir que as
suas opinioes sAo dogmas immalavcis.
Tenho em muilo as opiuuies do Sr. Hereulano,
rcspeilu o seu vol na esphera dascieucia pora,mas
nem por isso addico a minda razAo ; c quando S. S.
desee a esle mundo real c lerreuo. a este grande la-
boratorio dos faetos, nao posso negar a evjdenria
dos sentidos, nem julgar falsos lodos os lestemunhos
dos domen-,
O Sr. Hereulano argue-me da Dio padir na reu-
uiao agrcola a palavra para Ihe responder.
He assirnque s escreve a historie Pois nao pedi
logo a palavra ? Tive eu culpa de nao me chegar '.'
Para quo focharam a discussao, e para que desappa-
receram depois, indo celebrar as sesses fora das
vistas do publico ".' pois negam-me a faruldade de
fallar, e arguem-me depms pelo silencio ".' Vede
quo tolerancia e que liberdade He esla a exaclidAo
da historia '.' lio esla a juslifa que se faz aos adver-
sarios
Arguc-me ainda o Sr. llTculano de me ler es-
queci.lis as s'iie- da reunan agiicol.v de responder
tt suas ponderaes deque a pruiiibeAo absoluta
nio proteger em nada a agricultura, porque o con-
trallando a inulilisava.
Oue en uAo respoadatte hem, pode ser ; que nao
respondesse segundo a vonlade do Sr. Hereulano
he cerlo ; qnc S. >. nAo atlendc-so lio provavel,
vislo q:ie desaliento como diz qu eslava, s quando
alguem o adverta he que lomava as suas olas. E
isso de natural. S. S. 11A0 precisava de ouvir. pre-
cisava de ser eseulado. De mim nada linda que a-
prcuder, ecu delle, mis todos aprendamos muilo.
He por isso que nao me cscapavain as suas palavras
em quanto elle 11A0 fazia caso das minhas.
Mas desse mesmo desdem pela minda pessoa c opi-
uies, provieram os erros de faci em qne o Sr. Her-
eulano cadio. A conlcmplaco de si mesmo se o fez
indiffercnle as mindas asserr/es, nAo o livrou de me
imputar depois aclos que eu nao linha commellido,
ou omisses de que nAo fra culpado.
Aespondi pois aoSr. Hereulano, qaando me coube
.1 palavra, que -e a prohibir Ao era iuutil nao valia a
pena de combalor por ella, e que o contrabando nAo
era argumento que mililasse somenle contra a a-
griculliira, porque se podia applicar do mesmo modo
industria, havendo exemplo do contrabando da a-
guardeute. o qucixando-se alguem ainda agora d do
assucar. Pode ser que esles argumentos nAo fossem
convenientes, pode ser que o contrabando s aclue
contra a agricultura, e nAo contra a industria; mas
pelo monos da minha parle nAo houve esqnecimen-
lo. O que cu nao ouvi foi a rtsposla lalvez, porque
nao a merecia, que ora a espada com que o Sr.
Hereulano. que lambem he Alexandre, corlava .as
suas ililliful lado-. '
A verdade he que eu fui condemnado pelo Sr.
Herralanu por nAo perlcncer nenhuma das Ires
escolas, proleccionista, prohibicionisla, e livre-
cchaugista. e fui-o ao mesmo lempo por ser prolec-
cionisla. Eu, na minha ignorancia, podia nAo saber
o qoe era, mas o meo juiz devia cora o doulo sup-
plemenlo remediar a minha falla. Querer que eu
criaste uma qaarla escola, era exigir mnilo de mim,
F.11 quena seguir os mcslrcs, mas nAo os apanhava.
Procurava o proteccionista, c achava-o transformado
em livre-echangbU. Procurava o partidario da li-
berdade do commercio, c_achava-o a proclamara
proleccAo. Via argir o governo por se inclinar pa-
ra a liberdade, e por concluir pela prdtecrAo; ouvia
esles grandes dialcticos, e qtiaodo apresentavara
as suas concluses, notava que ospartidario* da li-
berdade deduziam a necessidade da proleccAo.
E na minha Ignorancia dizla :como ser possi-
vel que o governo commctla 0111 grande alleittado
contra o senso commum, contra a razao e contra a
lgica, declarando que a liberdade he o principio, e
a proleccAo a excepcAo qne devo reger em quanto o
principio o 10 poder ser amplamenle applicado, e
como poderAo os economistas da opposic,Ao procla-
mar a liberdade, e pedir proleccAo semeabirem no
erre que coudemnam.
E a resposla era que a contradicrAo dos economis-
tas nascia d'um principio de dumauidade, que de-
claravam ser deleso ao governo 1
Fiquei assim hamildadoc confundido, enlenden-
do cada vez menos, ceg pelos raios da luz despedi-
dos daquelle* grandes luminares. NAo soube nem o
que deffendi, nem o que sustentei ; o anda hoje nAo
conbeco os partidarios nem os adversarios. Sei qoe
me combateram porque eu qoeria a liberdade, que
cuinhalerain a proposta porque com a liberdade a
que ella aspirava se arruinava a agricultura, e sei
que me condemnaram depois por proteccionista, por-
que a liberdade era a lei universal. Sei que os meus
juizes proclamando a liberdade proteslavam contra
Esla em casa de uma de nossas irmAas.
(.ual!
Brevemenle o saberii.
Senlioras, senlioias, que significa isio'.' Porque
ni engaaran! .' He gracejo-.' Por favor dissipem
minda inquietacAn.
No meio de niis a senhora nAo deve temer na-
da, disse madama tiuiilermy.
Comludo! usou-se de menlira para allrahir-
ine a esla casa ; nAo posso, n.io devo licor aqui.
Querida filha, disse a condessa Darcel, sua von-
lade deixa de ser individual, ao menos por alguns
instanles ; pois obramos em nome da maconaria.
Esla palavra gelou o sangue uas veias da mora.
Da mar-mana! murmurou ella.
Poslo que seja nova na nossa ordem, a senho-
ra n.io ignora a prudencia de nossos decretos nem a
sadedoria que preside s nossas acc/ics. Assuslar-sc
he, pois. fazer-nos injuria.
Mas. para que urds, para qae a violencia 1
Nao loria cu viudo de boa vonlade logo quo fosse
chamada pela nossa sociedade '.'
Tudo Ihe ser.1 explicado, di-se madama Fer-
rand com blandura.
Appello para a tiran Meslra.
Sua aulorisarao aqu he intil, toda a irmaa
tem o dircilo do requerer-ues cni numero de qua-
lru, sem empenhar por isso nossa responsabilidade.
Ouem as requercu .' pergunlou Amelia.
As qualro mulhercs guardaran! o silencio.
De sorle que eslou sua prisioneira'.' lornou
ella.
Por pouco lempo.
Me marido pode eslraohar minda ausencia.
Cuidamos em ludo ; essa consideraran nAo Ihe
d cuidado.
Pois bem, disse Amelia, eslou em seu poder,
esperarei meu livramenlo de seu bel prazer.
ella, e que eslabeleciam a proleccAo por homanida-
de. Sei qae aggredindo o governo concluiam como
elle.
O Sr. Hereulano argoe-me anda de lbe imputar
a responsabilidade dos votos que nAo dera, porque
nega ter assistido discussAo das le. de lsiO e 1H 1
em que se elevaram os dilos da paula.
As actas di/cu o contrario, dizem-no todos os re-
gistros de S. Benlo. Quando o vi edeiu de entlmsi-
asmu, que eu louvo e nao censuro, bridar contra o
direilo no papel, quando o vi clamar contra a roan-
coraiuuu.ic-j de duas fabricas, quando o vi declarar
que os maocomrauo.idos faziam bem, porque quan-
do .1 lei era absurda, os eaperUlhes textual; usa-
vaui do seu direilo vivendo cusa dos tolos, cabi no
erro de ir examinar a lei, e os seus autores. Fiz mal.
Deviavaber que este exime nada conclua. Achei
que a lei de 1HI impunha SO res, em cada arralel
de papel que fosse importado, e qae actual Ihe
impunha 8 res. NAossbia contra quera eram dirigi-
das as aposlrophes. NAo poda perceber quem eram
os tolos, qoem os "iiperlilhoes.ne qual era a lei ab-
surda. Mas pii-eceu-mc qae pelas inepcia* que se li-
uham notado no relatorio da proposla dos cereaes,
a* censuras eram dirigida* lodu contra o ministro
da* obras publicas, que tinha commellido o horroro-
so alenla i" de diminuir os di re tos no papel qaando
o srguiam de os elevar !
Conheeo que fiz mal em notar e.- qae era cerlamenle em defeza do ministro, esqueci-
me que 11A0 linha licenca para dell'euder o acensado
ausente. O que aconteca com o papel aconlecia com
oulros arligos da pauta ; e para qoem os linha eli-
minado, como o Sr. Alexandre Hereulano, esla pe-
quea conlrariedade era uma odensa.
Tinha eu notado que em 18*0 e IHil ae linha ele-
vado 3 nroleccao das pautas, que essa protecciio era
geral, e mais fui le a favor da agricultura que da in-
dustria, que era aquella a tendencia e as ideas da
poca. Glei o nome do Sr. Jos Mara Grande, o do
Sr. Derramado, e podia citar o do Sr. Jos Eilevao
em alguns nonios. NAo eitava para censurar, eitava
para louvar, e para dell'euder o governo, que all era
olic ido. Moslrsva, e nAo fui contrariado, que a re-
generacio principiara 1 diminuir a proleccAo as indus-
tria*, romo moslrei pela diminuicAo nos direitos do
ferro e do papel ; c daqui conclua qoe ai censuras
do Sr. Alexandre Hereulano se cabiam ao ministe-
rio actual, cabiam com mais forte razao a S. S. mes-
mo, que foro muilo mais proteccionista qoe aquellos
que censura como taes.
O argumento mais forle do Sr. Hercolaoo foi ne-
gar o seu proprio fado. Mas a negacao s pode dorar
oilo das, e depois confessou o *eo erro. Mas como .'
Primeiroque eslivera na cmara. Segundoqae
nao votara. Nao enlendo. Estar e nAo votar de con-
tra o regiment. Se qoeria dizer qae era diputado,
mas que nAn ia cmara, responderei que nao ho
assim. I esl o seu nome uas chamadas, a uas vo-
taces. lie d'iqu d'onde deduzi a sua responsabili-
dade. E se n'unii 00 ii'oulra sessAo nio compare-
cen, se no meu rigor histrico tomei nota de algu-
mas suas fallas, para fazer sobre-sabir n'ilgumaa vo-
lares a sua comparencia, nAo esperava eu que se
conclusse d'ahi que, porque S. S. faltn ama vez ou
oulra, nao pode ser responsavel pelo voto qne profe-
rio. Pois he nem mais nem meuos como o Sr. Iler-
culand parece por a queslAo, ou pelo menos embrn-
Iha-la.
1.1 ... era o Sr. Hereulano negir que eslivera pr-
seme na sessAo de K de agosto, e 19 de outubro de
ISiO quando se discutio grande parte da lei das pau-
las, e principalmente a sua generalidade ?
Como he pois que mo arge de o querer tornar
responsavel pelas ses-ocs a que nAo assistira ?
I amdeni eu loret taitas na cmara, mas espero
em Dos que nao virei aggrcdir ningucm por uma lei
quceu volar, ou por ter pastado alguma contra a
qual eu nao quizesse ir rombater.
.Mas o que ha de mais original he que o Sr. Her-
eulano vio as muidas consideretoes ora grande m-
nislerialisino, e no la maior por ser iudepeodente.
O Sr. Hereulano vio na fabrica de Alemquer, como
fabricante de papel, o Sr. ministro da fazenda. Po-
dia suppor-se que foi por esta illusAo ptica qoe S. S.
'ollou qualro vaias contra as paulas, esquecendo-se
de indar que esse miuistru fabricante, (se o fosse,
como nAo era ) liaba diminuido 1 reis da proleccao
dos .50 res com que o Sr. Hereulano o linha tribu-
lado. Era uma esperteza, ou urna lotice qae nem
lodos seriara capazas de praticar. Vio o Sr. Hereu-
lano na prohibico da saluda do Irapo a giria dos
" esperlalhes ; e a iniciativa dessa prohibico par-
lira do Sr. Carlos Benlo, desse espertalhgo mi-
nisterial, que eslava feilo com o ministro fabricante)
Como a cegueira perde os espirilos mais Ilustrado* !
O fado porem nAo he exacto. O Sr. Hercolano
soube que o miuisiro da fazenda era fabricante, e
soube uma calumnia, que s tem o mrito d'estar
ha muilo desmentida. Argida ja pelo Sr. conde de
Thomar, respondida pelo Sr. Fontes, alteslada como
tal por caracteres insuspeilos que o sibem, o Sr.
Fontes nAo tem ha muilu uma so arcao das dnas ni-
cas que possuio. uuerein levantar a calumnia, qoe
eslava ha mnil sufTocada. Parece que Dos quer
confundir assim oorgulho dos homens.
Acabo aqui, porque devo acabar onde a calumnia
mora se queria erguer ; mas nAo pode. He roais
uma prova de Icaldade. Itespeito o direito que todos
tem de fallar ou de estar ciliados,mas julgav qoe o
depulado linha obrigacao de volar, e que o joraa-
lista linha a liberdade de ir viajar, assim coma nAo
sabia que a proposta do ministro era m por en ler
idn em IK50 ao Miuho.ou por ler ha pouco recordado
o faci que um digno par havia narrado pela impren-
sa, c que oSr. Hereulano receia qne possa fxer sus-
citar explicaces que envergonheui. Tal sera* 1 pes-
soa que as d ; mas nesse caso o mil nao esla em
quem screveu, mas em quem nao soober explicar.
Aceeito sempre com prazer as correccSes do Sr.
Hereulano ; mas ao mesmo lempo que elle tere, pe-
ro-lhe que mira. Preliro esla liberdade a dizer des-
propositos a' ivraunia dme sujeitar a'auloridade
que uAo se peja da calumnia,
A. n. Sampaio.
iieooiurao de Setembro.)
PIRMAUBCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PHQ
VINCIAL,
Soasa ordinaria de 10 de ntaia da 1856.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
As 11 hnras da manhaa faz-te a chamada, e veri-
ficando-se haver numero legal de Sn. depolados.
O .Sr. Presidente abre a sessAo.
O Sr. segundo secretario procede a leilura da
acta da sessAo antecedente, que li approvaoa-
U Sr. priauiro secretario le o seguinle
EXPEDIENTE :
lim ollicio do secretario do governo, remetiendo
0 regiment da aferii-ao dos pesos 1 medida* pan o
municipio de Diinda.A' commissao da negocias de
cmaras.
Oulro do mesmo senhor, participando qne foi
Iransmittida a Idesoortria, para o conveniente lim,
1 relacAo nominal dos Srs. diputados qoe coropare-
ceram i presente sessAo desta assemblea, desde o dia
21 a 30 de abril ultimo.Iateirada.
Quando vio-se s, Amelia tenlou pendrar o mys-
tero que n rodeava. Seu primeiro pentamenlo foi
eite : Filippe j linha tradido osegredo que ella lbe
confiara': No mesmo instante em que ella soflrii por
elle mil combales e mil remorsos, ao mesmo lempo
que para talva-lo perjurava sna f chrislAa, elle in-
discreto e desdenhoso deixira sorprender soa im-
prudencia ou seu sceplicismo J
Ouem sabe se agora uAo Ide armam o mesmo
laro que a mim dzia ella comsigo ; e se elle ca-
lor que conta nAo me pedir a maconaria de minha
folla 1
Essa medilaeao abiorveu-a durante mail de uma
dora.
A sala ero qnc Amelia se acbava fechada era, co-
mo dissemos, no pavimenlo terreo. Uma janella re-
cenlemenle gnarnecida de varoes de ferro dava pa-
ra om pateo interior. A mobilia era simples: de
um lado ama bbliotheca, de onlro uma armadura
completa.
Essa armadura na casa de uma mulder era parti-
ciilandadc asss significativa para allrahir a allen-
rao de Amelia.
I'ma desconfianza apoderou-se della ao aspecto
dessas armas.
Eslava com efleilo em casa de uma malher1
Mas, essa desanidan, a desvanecen-se u lembran-
ca da honradez de madama Ferraud c das outras
tres mulheres, que se tinham constituido suas
guardas.
Todivia ella examinou altentamente a armadura,
a qual era um verdadero primor da arle.
Parou repentinamente admirada dianle de um es-
codo di armas, que recoolieceu pelo da familia de
l'remeleu.
I'm ponhal que pude arrancar opresenlou-lhe
igualmente a firma de Ireneo.
" Esse nome qae se lbe representava lobiamenla
'
>
MUTILADO


Oalro di cmara do Rrejo, remetiendo assuas
posturas para seren submeilidas a consideradlo des-
la assembla.A1 comroissAo de posturas.
He lido o seguale parecer :
A commissao de ordenados, a quem foi presente
' o requerimeolo dos .undantes de engenheiros, no
qual pedem augmento de seas ordenados, precisa
para emillir o seu parecer, que se ouja o governo
da provincia acerca do mrito ou preleujao dos pe-
ticionarios.
Sala das coramiMes da atsembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco 7 de miio de ISTiti.Augus-
to de Souza Leio.Si queira Cavalcanti.
He >pprovado o parecer.
He lido e approvado o seguidle parecer:
A commissao de negocioseccleiiaslicos, paraemt-
tir u sea parecer sobre o compromisso que Me foi
aprsentado da irmamUde da Misericordia desta ci-
dade, requer, que pelos cauaes competentes se exi-
jan) os esclarecimenlos segrales :
Primo, se a dita irm&ndade ja se acha effecliva-
inente installada.
Secundo, se o referido compromisso foi por ella
c-rgaoisado, visto que se ada somente assiguado pe-
los membros da auiuinislraro dos estabelecimenlos
de caridade.
Sil das commissoe. 10 de maio de 1856.(lon-
calves (inuil iraes.Padre Marjal.
He lido, julgado objeclo de delberajao, e man-
dado imprimir, o seguiute projeclo :
O compromisso da rroandade de Nossa Seuhora
da AssumpjAo das Frouleiras. erecta na imperial
capaila da tstancia, approvado na parte religiosa
pelo Exm. prelado diocesano, lie merecedor da ap-
provacao desta assembla ; e por isso a comnusso
dos negocios ecclesiaslicos, a qoem foi dirigido, lie
de parecer que se adopte a resolucao segolate:
A aiterablea legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Art. nico. Fica approvado o compromisso da ir-
rnaodade de Nossa Seuliora da Assumpjao das Fron-
leira, erecta na imperial capella da Estancia da ci-
dade do Kecife, e revogadas as disposijoes em con-
trario.
Pito da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 10 de maio de 1856.Visarlo Coujalves
Oaimaraes.Padre Marjal.
DURIQ DE EPRWAWBUCO OUaKTA FSi 14 DE MAIO II 1856
ORDEM DO DA.
Primeira disenssao do projecto d. 8.. qoe (xa a
forja policial.
A commissao da forja policial lem a honra de
abraetler i consideraran da assembla legislativa
previncial o seguiute projecio de lei :
A assembla gelislativa provincial de Pernambu-
co decreta :
Atl.l. A forja policial para o anno flnanceiro
da 1856 a 1857 constar de quatrocentas prajas,
om a orgauisajao proscripta pelo regulamento de
2.de dezembro de 1853, pudendo em circumslaucias
extraordinarias ser elevado a seiscentas.
Arl. 2. As referidas prajas torito rnais as de prel
castris cada urna, sobre o sold, que actualmente
parebalo, e os ofliciaes urna graficajao addicional,
que ser da vinle mil reis, para o commauJanle e
major, dez miareis para os subalterno".
Art. 3. Ficam sopprimidos os lugares de capellao
e cirurgiao ajudanto.
Art. 4. Para o curativo das prajas enfermas se
observara o dispostu no arl. 6, da lei provincial n.
aW de 11 de jando de 1850.
Art. 5. Ficam revogadas todas as leis e disposi-
joes em contrario.
Sala das coraraissoes 7 de maio de 1856.Anto-
nio Jos da Oliveira.Jos Quinlino de Castro
Leao.Tbeodoro Machado Freir Pereira da Silva
Jniorvencido em parle.
He approvado sem discussao.
Continoarao da discussao adiada do parecer das
cummissfles reunidas sobre o projeclo que crea nes-
ti eapitil urna cadeira de homeopalliia.
O Sr. Presidente:Tem a palavra o Sr. Luiz
Filippe.
OSr. Luiz Filippe :Sr. presidente, o debate a
que tem dado lugar o projeclo do mea nobre colle-
ga o Sr. Dr. Sabino, tem issumido um carcter tao
luminoso, que eu desconfiando dos meus recursos
qaasi que me nao animava a pedir a palavra sobre
elle ; mas nao devendu consentir, que o vol que
por occasiao delle Uve de dar no parecer das com-
missoes, e com que concorda perfeilaraenle o oulro
meu nobre collega da commissao de constituirn,
pasaasse sem serconhecido, sou forjado a dizer ai-
Ramas palavras, procurando todava poopar a cma-
ra enfado que deve inspirar-lhe o meu tosco phra-
seado. (Nao apoiados.)
Sr. presidente, o parecer das commisses eomha-
le o projeclo, e diz que elle deve ser regeilado por
tres motivos : primo, incompetencia desta assem-
bla ; secundo, inconveniencia publica ; tercio,
iuconslituciooalidade : eu acoropanharei e Iralarei
de cada um dosles pontos, refulando tambem al-
guus argumentos qoe foram aprescnlados em oppo-
mjAo io projeclo, aquelles de que liver lembraoja,
porque a mioha reminiscencia he muilo fraca, e eu
can luraei pootamentos hontem.
Principalmente se foudam os nobres opposilores
do projeclo no $ 2. do art. 10 do acto addicional,
que diz: (le.)
Eo pojo aos meus alustres calleen", que atten-
ilam para o ultimo membro do paragraphoque pi-
ra o futuro forem creados por lei geraldaqui
dedizo eu, Sr. presidente, ama cousequeucia para
mun incouleslavel, e he, que a probibijao eipressa
que o acto aJdicional creou As assemblas prov.u-
ciociaes de legislaren) sobre as academias de medi-
cina e de direilo, a sobre os mais eslabelecimenios
de inslrucjao que fossem creados por lei geral, nao
poda referir-se enAo aquelles eslabelecimenlos
que ja eslavam creados ou o fossem por aquella lei.
Na mioha opioia aquella probibijao nasce do fac-
i da creajo dos eslabelecimenlos de inslrucjao ter
sido establecida por urna lei que nao podemos re-
vogar, e em frente daquella lei he dado fazer
parar a competencia dessas assemblas.
O meu nobrr.smiso e collega, que se.assenla de-
fronle de mim, hoolem leve occasiao, do sea bri-
llunto discurso, de se propr a fazer a inlerpretajao
do acto addicciooal, e apresenlou-a pelo lado gram-
matical e pelo lado lgico. Eu pejo licenja ao meu
nobre collega, pera discordar de sua opiuiAo, que
nos levarla um absurdo, como demonstrare!.
O acto addicional nao poda querer, que as pro-
vincias, essas entidades polticas que foram cercadas
de tantos privilegios, a quem concedeu tantas ga-
rantas e prerogativas fossem privadas do direilo de
legislar sobre urna desuas uecessidades mais vilaes,
a imliucjao publica.
O Sr. sileino :Mas nao a superior.
O Sr. Lui: Filippe :Se o nobre depulado me
mostrar ama disposijao na conslituijao, que lire as
assemblas provinciaes o direilo de legislarem sobre
inslrucjao superior, eo digo ao nobre depulado,
qoe erit nuhi magma .poli: Mas eu nao vejo
ntnhumi disposijao na conslilaijao, qoe diga
compele assemblt geral legislar sobre ioslrucjao
superior, e as provinciaes sobre a inferiornao ve-
jo urna disposijao nesse sentido, e portanlo, estou
persuado, que as assemblas provinciaes lem o di-
re'? de legislar sabr qualquer ramo de insIrucrAo
publica, primaria, secundaria e superior. (Apo'ia-
doa.) r
O Sr. A. Cavalcanti:RamoApoiado.
O sr. Lui; Filippe :Se a lei nao faz esla dis-
luicjAo, nao nos he licito fazermo-la por nos, e lem-
bremo-oos de que oestes materias devenios ter em
grande itlenjo os fados jolgados, qoe sao em fe-
Yor .'-IB,nna 0P'Dao' como demoostrarei. A as-
sembla de Pernambuco podia crear no territorio
da sua junsdicjao ama Academia de Direilo, por-
que eu nao vejo prohibijo nenhuma na lei. A as-
sembla provincial podia enlao dizeros individuos
qoe sahirem dessas Academias oo Cursos de Diroilo
titulados, poderao>er admitlidos aos empregos pro-
vinciaes, ou por ootra, oao poderAo ser admillidos
em laes ou toes empregos, senao os iodividoos que
liverem taes e taes habiliiajoes, laes e laes ttulos
concedido* pelo Corso Provincial de Direilo ;es-
lou na|persuasiio de que obrava muilo coostilocio-
nalmeote. (Nao apoiados.) Desejo ver contestado
isto.
0nobre dePO'9do,'portanlo, me permtla.Jque
Ihe diga que ligo foi procedente 1 sua argumenta-
jao. Vanos aos felos. Nos temos exemplos aqu
mesmo, nos nao devemos querer, como disse hon-
tom ara aparte, alambicar o espirito da lei, e nao
ha lei cerlamente, que nao possa ser interpretada
neetooQ naquelle seolido.
O Sr. Abilio :Neg.
O Sr. mz bippe :Pode com razao oo sem
ella : eu eatoa combatendo a inlerpretajao que se
den hontem, e que julgo errnea.
O Sr. Sifrino :Bem difficolloso Ihe ha de ser
illa.
O Sr. Lu: filippe :O nobre deputado queren-
do que prevalecesse o seu priocipio, devia comi-
nera nena de loconstocionalidade aos estabeleci-
ern tal logar, e em taes circumstancias iospiron-lhe
refleioes melanclicas.
Era o esposo que minha m3i me deslinava,
disse Amelia a si mesma ; era da mesma classe que
eo. Lora elle mioha vida se teria passado silenciosa
e digna, sem ardores, mas sem remreos. Desprezei
' 5K mMe"* ; Dos me casliga.
O da arabou-se sem trazer o livramento de Ame-
na, a qpal passoo a noile em urna alcovu aunea
Ha. fora-lhe dada urna camarista, ou antes urna
Ao meio-dia sogointe, no momento em qoe suas
inqo.ciajoes comejavam a lomar urna cor ra.us som-
bra, ella ouvio um rumor de passos.
Cinco mulheres eniraram.
r.^nhr"'" |)srec: a.n,e'"" commovida ; Amelia
reconhecea-a : era Marianna.
Ambas Irocaram nm olhar lento e proiuodo.
A seohora es!;, livre, dsse Marianna.
r.1rt.l'!tCJ,a0-na0iri"0,na,Ja "ailongas e madu-
I,.L i -C"CS- 'arRu.me"'os de Filippe Be>le,
f, d?ri SUa e"erg,a bem "hecd, ludo is-
ec os de u P*to Cm 0PP"!3o com os pro-
jectosde Marianna. Seu plano de vinganca Uvera
fhert, d'a,Ue d ln,eresl* da Majon,gria'CLslMu-
ve^rmoPiodVercaL;:ne3Peradas Ame1"' ~-
ra"haSnor!ri" fW '.i"'' Prane "'"a pri.lonei-
SifuSL?"** -*" respondeMh.,
ei^ni.Vm nU"e P"a aton,T""""l'eS. asqaaes
~ E TOi.sMh.oras, seris maia explicilas ?
menlos de inslrucjju secundaria, que nos temos aqu
mesmo na ridade.
O Sr. S/rio :N3o ha superior.
O Sr. I.iil; FiUppe :Eu ja disse que nao rcoo-
ohejo disiincjao, e esses eslabclecuuenlos eslaocoin-
prelicnilidus ni lei, quaodo dizutiaesiiuer outros
estabeleciinenlus de inslrucjao.
O Sr. So;a Carealho f lodos os autores que
trilam da materia distiugaem.
" Sr. |.,; fuippe: [\ doutrina dos autores
inlo pode ser aceita cun uflensa de disposires do
nosso pacto fundamental. I Eiilcodo, que se ilevesse
prevalecer o principio eslWbelerido hontem pelo meu
nobre amigo, elle devia ser o primeiro e eslou que
o seria zelosocoruo he dos intere-ses publicus, om di-
zer que esses eslabelecimenlos de iuslrucjao secun-
daria pelo qual eu e o nobre depulido se n3o eslou
engaado, volamos, he inconstitucional, porque lo-
mos aqu meimo na provincia um esiabelecimenlo de
inslrucjao secundario, que forma com o Gymuasio
Provincial um imite perfeilo.he oCullegiodas Arles.
OSr. .Soura Carealho :Enl.io tem oulio argu-
mento, he que eiislem aulas de primeiras letras crea-
das por lei geral.
I Sr. Lu: t'ilppe: E esse argumento pro-
va tambem, alein de que ja foi apresenl.ido pelo
Sr. l)r. Sabino, mas o illuslrc relator da commissilo
rejeilou-o, uto qoiz aceitar o simile por nao julga-lo
importante, uao se oceupoo delle. Os apartes vao
me desviando do meu fim, do forma que ja rulo pos-
so ligar as ideas. Dizia cu que o Cullegio das Arles
foi creado por lei geral, que oo Cullegio das Arles
se ensiuam preparatorios julgados indispeusaveis
para a admissao a o curso jurdico e uo livinuasio
Provincial se ensinam lanlbem esses preparatorios.
Se mis devemos deprelieuder das disposires do acto
addicional, que uao podemos legislar sobre eslabeli-
ciraeotos iguaes aquellas que esiao creados por lei
geral, enlu nos u,io podiamos crear o Gymuasio
Provincial, por que a lei geral ja linha creado um
esiabelecimenlo em que a inslrucjao que be dada
uo (imiiiijsio tambem era concedida.
O Sr. Sabino Olegario IE al mais porque es-
labelece rursos de historia natural.
OSr. Luis Filippa:A> cousequeneia por tanlo
lie, que a inlerpretajao dada pelo nobre depulado,
nao be a genuius, leva-nos ti absurdo. O acto addi-
cional, como ja disse, repito, e nunca canjarei de
repetir, que cercou a enlidada provincial d tantas
prerogalivas e garantias cerlamente nao quereria
tirar um dos principios vilaes de sua existencia, que
he a iuslrujao publica : devenios por tanto enten-
der o aclo addicional qoaudo disseas assemblas
provinciaes n.io podem legisliir sobre os cursos jur-
dicos, sobre as academias de medicina oo eslabeleci-
menlosique forem creados por le geralo que quiz
foi, que as assemblas provinciaes n3o podessem
alterar a orgsnisajao deases eslabelecimenlos.
(Apoiados e uao apoiados.l I
O Sr. Sileino :Donde Una essa interpretarlo '.'
O Sr. Lu; FiUppe :Do faciocinio, assim como
o nobre deputado tirou lionlem.
O Sr. Silnnn : Uaciocinei dillerenleiueiile.
O Sr. l.ui: t'iWppe :Sim,lporque as nossas opi-
oioes sao opposlas.
O Sr. Sifrino:Fallo na furnia do raciocinio.
O Sr. Lu; FMppe :Isso podo ser devido a dif-
fereuja de nossas inlelligenciasL
O Sr. Sileino :O que eu iquero he provocar o
oobre depalido a cora mais clareza aprcseiilar o sen
argumento, para eo poder combrehende-lu.
O Sr. l.ui: Filippe :Creio! que fui aproseutado
com clareza, c para rae nao tornar eufadoulio, pejo
ao meu nobra amigo para nao rfpelir o que ja disse.
Fallei, Sr. presidente, da interpretara > lgica que
o nobre depotado deu, mostrei que era absurda,
agora_ passarei a iuterprelajo srammalical : (l.)
Eu nao sei mesmo grainraalicaljneute, eocaraodo a
diiposirAo que acabei de ler.icomo se possa tirar
ama oulra illajao dilleredtc da que eu ja .ipresen-
tei, islo he, coioo se queira das palavras da lei in-
duzir que i assemblas provinciaes tenham outra
prolnbicilo alem da de legislaren) sobre a orgauisa-
rao interna a ystema de estudios adoptados uesses
eslabelecimenlos ; nao qoiz, por exemplo, o aclo
addicional, que a assembla de Pernambuco disses
efica eitiucla a cadeira de direilo ecclesiaslico da
Academia de Direiloo aclo addicional uao qoiz
que a assembla de PernambucoSissesscfica cre-
ada no Curso Jurdico urna cadiira de analliomia.
O Sr. Sonsa Carealho :Para isso n.lo era pre-
ciso declarajo.
() Sr. Lu; FiUppe:Oh se elra, depois do aclo
addicional, sobre cuja intcrprelsrau versa uossa dis-
cordancia, he que nos ficamos sabendo o que faz ob-
jeclo das altribuicoesdaasseiublca geral e Ja proviD-
Podcria citar anda o exemplo|ila cadeira eecle-
siastica creada no l.vceu desla ridade.
Um Sr. Drpuiad:Isso lie urna excepjao.
O Sr. Luis Filippe :Mas ser una exeepjao in-
coiislituciunal I posso eo a dimitir que o poder ge-
ral que considera os nossos actos, pudesse convir na
infraejo da conslituijao'.1 Nao admiti islo, por-
lanlo, rae permutara que cu cons dere procedente
o exemplo da cadeira de obstrectici; i; nessa cadeira
se ensuiavam materias, que cstavaii compreliendi-
das ua Academia de Medicina, log se fosse valio-
sa a arguineulajao do meu nnbn a:nl^o, essa lei
devia estar prejudicada.
O Sr. Sileino :Que eisa creaj io foi um .abuso,
ne resla duvida.
O Sr. Lu; Filippe:He o oobre depulado que o
diz, e eu u3o aceito a sua opini.lo. Ai ida poderia citar
a cadeira de economa poltica, |ue se creou no
Lyceu. mas nao preciso disto.
O Sr. Stlt'iuo :Acaba de dizer im honrado col-
lega, qoe a cadeira de obstrecticia foi creada antes
do acto addicional.
O Sr. Sabino Olegario :Se fo creada pela as-
sembla provincial, como podia sei isso '.'
O Sr. Sileino :Eu declaro, que me oppuuha in-
leiraraeute a creaj.lo, se vesse'asseulo na casa,
nessa poca, votiva contra, por cookidera-la incons-
titucional, e eslou convencido, que se o governo ge-
ral consentid nisso, foi de muilo m.io grao, u talvez
s por deferencia proviocia.
O Sr. ui; Filippe :A cadeira! de obstrecticia
foi creada em 18. Nao se v, |Sr. presidente,
que se o aclo addicional quizesse \ e Jar as assem-
blas provinciaes o direilo de lecislkr soLro as ma-
terias que se ensinam nos eslabelecimenlos de que
faz menjao. erapregam a expressa inslrucjao
islo as de que se serve".' E sejassm fosse.o quesig-
niiicariam as palavras oe oulros estabelecimenlcs de
inslrucjao publica visto que a probibijao ja esla-
va determinada pela disposijao que se refere aos
cursosjde Direilo e Faculdades dejMedicina? Se-
riam perfuilamenle ucciosas, e est defeito nao se
pode suppor na lei, principalmente1 se contra essa
|.re te nra o ha a lgica dos fados jul ;ados por tribu-
nal compleme, como ja Uve i honra de de-
monstrar.
Creio que sobre este poni nada mais devo dizer.
Eu uao posso, nem eslou habilitad > para enlrar na
i|ue-l.ni qoe o projeclo suggere pel lado cientfico
d'onda resultara o couhecimeuto da ulilidade oo
inulilidade delle.
Se eu quizesse ser o echo das tninhas primeiras
iiupresses dirao projeclo be inconveniente, niio
o aceitemos porque o projeclo crea urna cadeira de
homeopathia ; a homeopalhia, coio lodos sabemos,
nao hese nao a Iherapculica de medicina o que es-
tabelece regras para sua applirajlo.
O Sr. Pereira de Blo da um aparto.
O Sr. Lu; Filippe :Creio, que nao eslou dio
zcodo absurdo algum em medicina. A applicajo-
suppe conhecimenloe medico, auleriores, essesca-
nheciraenlos he que o projeclo nao d, elle por ej-
emplo o.io eslabelece cadeiras de analomia, de (tii
siologia e oulros conliccimenles indispeusaveis para
se conhecer o organismo humano.
O Sr. Sabino Olegario >--Issi he objeclo de um
regulamento
Cru/ani-e varios apartes.) I
O Sr. Lu; Fitippi:Por est lado digo cu, julgo,
que he inconveniente o projeclu.
* Mas, Sr. presidente, te o nobre depulado foi le-
vado a apreseular o seu projecto nicamente pelo
seo amor a humauidade, se o nabre deputado o que
quiz foi prohibir, que homens analpliabelos. igno-
rautes dos primeros rodimucoios da horacopilhia
anilas-em por ahi dando doses, inlinitesimaes enlao
eu o 1oovo e loovo moilo. e digo que se fosse per-
millido, (e he o que molivou i restricjAo com que
assignei o parecer que se fosSe permittido ao curso
qoe o oobre depulado estabelece, dar molos,ou cer-
tificados de habilitaran para Curar, euuajudaria e
votara pelo seu projeclo.
O Sr. Florencio :E eu nao.
O Sr. Lu: Filippe :Porque o julgava de con-
veniencia, porque o que se nao pode negar, lie que
apezar da prohibirilo do arl. 13 da lei de !l de ou-
luhro do 18:l, mis vemos espalhados por esses ser-
les e mesmo aqu na cidade do lenle homens sera
Ululo nenlium medico dando remedios homeopa-
Ihicos.
apezar da
O Sr. Sadiio Olegario :E allopalhcos.
O Sr. anicci ramalflo di om aparte.
O'.Sr. Lu; Filippe :Eu dsse, que
proliibijau dessa le vejo isso ; nao quero razar O-
creparues a dinguera, nA.i sei me>mo se eslava lias
miii.s da roininissan de higyene evitar estes ro,.le.
O Sr. SOMSO Carealho :Eslava, devia reprimir
o charlatriiiisino.
"Sr; Lu': P'lippe : Sim, mas disse que ella
nao foi habilitada rom os muios para isso ; eu nAo
quero interpor o meu juizo a reapeilo, mas o cei lo
he, qoe a commissao .le hygiene tem sido iinpotenle
al a^ora, nao lera podido previ.ir esses abusos,
que silo comraelldus de una maueira baslanle cen-
suravel.
OSf. Sonsa Carealho: A commissao passada
representou sempre contra os abusos.
0 Sr. Lu; FHippe :En sou o primeiro a fazer
os devidos elogios ao digno presidente da rommis-
s3o passada, e reconhejo, que a presente leu) romo
presidente um membro nao menos digno, nAo me-
nos Mustiado, mas eu creio que os bous deeejos do
nobre depulado bao de naufragar, romo naufraga-
ran) os do oulro. se nao encontrar effleai prolerrjo
da parle de quem tem o dever de fazer eiecularas
leis.
1 ni Sr. depulado :Isso he ama discussao pes-
soal.
OSr. /.i; FiUppe: NAo lie, eu nao fallei no
nomo de niugucni.
Agora, Sr. prcsidcnle, eu enlro na apreciara > dos
moliyos que me fizeram assigiur o parecer com res-
Iricjes, e que me fazem ainda negar o meu vol ao
projeclo.
A lei da creajo das Faculdades de Medicina diz
no $ 1,1 ( l ).
Aqu encontr eu probibijao ao projecto do nobre
depulado. A disposijao do artigo 8." do projrrlo
vem enr de morle esla disposijAo de lei geral ;
ora, as assemblas provinciaes nflo podem revogar
leis geraes ; contra suas disposires s lem o recur-
so das represeiilajes, e assim anteado eu, que mis
nao podemos adoplar um projecto que fere lao de
Trcnle o artigo que Uve a honra de ler.
Julgo, Sr. presidente, ter dado os motivos, que
me levaram a mira e ao meu nobro collega da com-
missao de ronstiliiirao, que comjgo assiguou o pare-
cer com roslrirjoes, a divergirraos da opiniAo da
maiora dos membros das commisses reunidas.
( Mullo bem.)
(ConiHiiar-.-e-Aa.)
PAGINA AVULSA.
1S2)--' SUA S
Anda diremos algumas palavras sobre a mag-
nnima instiluirAo do Monte Po Acadmico. O Li-
beral de :>l do mez prxima passado em um artigo
com aepigraphe Alheneo Pcrnamliucanoassig-
iiado o Espectador, apresenlou algumas medi-
das que ao nosso ver he justo e sobremaueira tonve-
nenlo, que o lllm. Sr. Dr. Lourenjo Trigo de Lou-
reiro, como presdeme c thesoureiro, de accordo
com os membros da nova commis-Ao directora, lo-
mera em con-iderarao e ponliamcm plena Meeaeko,
para qoe o monto pise eleve a maior altura de glo-
ria c prosperi.lade. TresmcdiJas uleis para essa ns-
lituirao all se prope, o que. deu lalvez lugar, a que
o Sr. F. 1". Correia, socio director pelo quarlo anno,
nesle Diarion de -J do correiite mez, se apre-
senlasse em campo a defender pelo modo o mais
pronunciado a bella insliluijao do Monte Po, e a
convidar em nome da caridade os acadmicos dos dif-
ferentos anuos, afim de coadjuvarera aos ilotas da in-
lelligeucia com verdadeiroamor, e sincera dedicajao.
O lirado pungente do desvalido, a voz locante da be-
neficencia, a espressao eloqueutc do evangelho, e a
Iraducjo liel do chrislianismo, ludo elle chamou
era soccorro dos necessilados c indigentes, qoe por
meio do pergaminho procuran) para o futuro urna
posijao social, urna vida honesta e decente. O Sr. O.
C L.,socio director pelo lerceiro auno, apparecepela
segunda vez, .sem duvida acudindo ao chamado do
Sr. Correia' e por esle mesmo jornal de 8 do andan-
te, com o talento e me.litarlo, que ja o tornan) noia-
vel entre os do seu anuo lectivo, uoe as suas vozei
as daquelle, e tambem se nllamraa por amor da ca-
ridadp. lie que em lodos estes rasgos de beneficen-
cia,-a palavra egoismoj) he desprezivelmenle bani-
da d'cnlre esses mancebos, que nao s aspirar para
si urna posijao para o futuro, como para lodos aquel-
les, que curvados pelo peso das privares Dio podem
lazer sobresahir os talentos que Deo's Ibes deu. A
iraprensa nAo pode e era deve emudecer. quandn
se Irala de levar a efleito peusamentos de tanta lon-
ganimidade, de tanto alcance poltico e social romo
esses que animara a humanitaria associajAo do Mon-
to Po, e, pois. louvamos os generosos seiilimentns
desses dous joveiisdislinclos, escolhidos para fazereni
parle da nova commisslp directora : os sufragios
portanlo que receberam dos seus collegas, sAo uina
prova nao equivoca de salisfajao e agradecimeulo,
que ihe. devimn inlispulavelmenle os socios uiais
dedicadus do Monto Pi.
Dizein-nos que o Sr. Dr. presidenlenoracara para
primeiro secretario o Sr. Francisco Ferreira Correa,
e para segundo ao Sr. JoAo (1. Ferreira Velloso.
Com milito rusto podemos conseguir um cxeraplar
dos estatutos do Mniile-Pio-Ac.xlen)iro, fa/emos esta
declarajAo por nos parecer indispeusavel. Como
iamos .Hiendo, algumas medidas deve tomar a com-
iin.....directora.para que essa sociedade medre e nao
tenha a sorlc de mullas nutra-, que n'u.o momento
de eulhusiasrao creadas, duram tanto lempo, quinto
elle : morrein como raorre loda e qualquer mani-
festajao a que nao lem o caobo da prudencia, per-
severanra c coragem : eis porque dissemos que a
commissao directora ludo deve envidar para que es-
ta associacAo progrida, poslo que os estatuios teaham
o grande inconveniente de seren molleras eis dor.iu-
le o primeiro quinqueonio e ainda mais cerlos res-
peilos em quanto durar a mencionada associarao.
Ora, urna tal disposijao parece-aos que nao merece
muilo peso, por quinto he sabido que quasi todos
os confeccionadores de estatuios mal e indevidamen-
te arrogara a si semelhanle direilo; conseguinto-
raente he um mal que ao nosso ver curapre sanar,
he urna a lacuna que para a ulilidade do Monto
Po deve ser preenebida, ou um defeilo que convm
ser extirpado. Comer por tanto a reforma dos es-
tatuios pelo artigo nico do capitulo 7.- onde se de-
termina a irrevocabilida.le dos mesmos estatutos.
N3o precisa urna a Constituiotc, a basta a medita-
rlo e p .od-raran sobre a necessidade que ha em
nAo ficar essa associajAo com o direilo salvo de po-
der revogar esse capitulo dos estatuios, que de slgu-
mi sorle a roaniela em seu desenvolvimento. Dos
queira que estas nossas linhas proiuzam o ehTeito
.tosejado ; esludamos, e por consequencia, ainda que
nao sejamos acadmico, somos esludante, a menos
que se nao queira conhecer por esludante senao o
rapazinho de preparalorios.qoe trz enlre as folhas
da Selecta oo do Telemaco, os nauseabundos signifi-
cados.
Temos f por lano que os predilectos da omni-
potente mi de Neptuuo, despertem em seus cora-
jes ossenlimenlos de philanlropia e liberalidade,
ja lo pronunciadamente desenvolvidos na mor parle
da illustre muciilaae brasilcira, a qual (he de con-
fiar) eslender cheia de bond.ide a mAo caritativa
para amparar o Monte Pi. Nao basta que a im-
prensa mostr louvavel inleresse para com associa-
jes desse genero ; he necessarin o concurso das
vuuta lo-, a uniao, o inleresse louvavel, o zelo, o es-
tudo, a meditar'io e no meio de ludo islo......
I'argenl para proteger os ricos de espirito e
pobres de fortuna malerial (nico movel, nao para
nos, das sobo.amas das altenjes, do prestigio c al
do renome !;, que muilas vezesse dissipa com oso-
nho horrendo na lusaodo somno.
A I a mi lado de Direilo conla em seu gremio para
mais de 300 alumnos, entretanto que, o Monto Pi
he cnadjuvado por 1-28 socios.como consto do rea lorio
estampado na imprensa: concurren) com lijOOO
ru annuaes em duas prestajes, c nao sabemos co
mo o Monte Pi presentemente auiilia a qualro es-
ludanles_arom mensalidadede 9fJfO0O ris,ma(ricu-
las I02970 ris, para cada um por anno, e OjOOO
reis, para os livros, que sAo indispeusaveis ; alem de
urna subscripjao annual do ("mhinele Portuguez da
l.eitora : na vcr.ladc o bolo do talento, que o Mon-
te Pi ollerece para os subsidiados, he um favor .s-
signalado. que presta s intelligencias desvallidas|;
a visla do que nao podemos crer que um esludante
mesmo em boas circumstancias, consullando as suas
circumslaucias, deite de contribuir. No art. 5.o, do
cap. H.- vemos, que a imprtame concessao dos sab-
sidios do bolo do tlenlo perlencc .1 commissao di-
rectora, bem como iuterprelar e eiecular o qne
mandam os estatuios.
Por Unto, da escolha escrupulosa dos requerenles
ao bolo do talento depende vida, e a morle do
Monto Po, e he claro, que a ella cumpre arrancar
o buido [.unluil, que a olhos vistos esla gravado no
magnnimo corajao de tao benfica insliluijao!
Mas como depois achar-ie o balsamo, que cicalrise
a ulcera uulrjonie .' Domo salvar o Monto Pin, que
chora, suspirando, que geme, debaleudo-sc, arque-
jando no delirio da aguda dor, ou ainda mais deplu-
r.ivel as vascas da morle '.' Quem lbe daru o pao,
que ella prodigameuie reparto com os desfavorecidos
da fortuna ?
A caridade! s.i a caridade !
_E, donde devo parr o eiemplo'.' A su inslilui-
jao o diz: da briosa mocidade da Faculdade: a
ello cnrr<-lhc o dever (ao menos moral) de abrir o
eu bnlsiiiho, ollerece lo em humanitario holocaus-
o ao Monto Pi, que saber agradecer-lhe em no-
na e honra dos subsidiados o rasgo de generosidade
Ir mina.la do co: sim, que justa e infallivel re-
toinpensa deve esperar de Dos, vislo, que amar a
crcalura he amar a Dos sobre (odas as cuusas. Deut
eharias em, gui manet, in rharilale in Deo mhiiel,
el Deu* in eo. Nao serla ma'o, que o Moule Pi ad-
raillisse socios honorarios, que nao fossem acadmi-
cos, eotao sim, desporia de grandes fundos.
i in eicanulo.AM posturas manidpaei prohi-
iiem a venda das carnes alera das B horas da larde,
no enianlo consta que na sesla, ou quinta feira no
ajougue da iloa-Vista vendeu-se carnes al as 8 ho-
ras da imite, do luzes acezas, e de vellas de carnau-
ba Consto mais, que estove presente um agento, o
mesmo que man.lou .. virar u a carue.
Agora he com voso, Sr. fiscal, mas nAo, pode ser,
que nos enganassemos, e como do engao comea
lusliju pague o Sr. agente as cusas.
Meu Dos que cusas.
Meo Dos que gente,
i.i o carne liedle.
Que bom agente I
Agora a vs, Srs. do ribeirinho, qoe immudi-
cias, que fedr.que trastos velhos nao ha nessa praia
da ra do Sol, que faiem nausear aos estmagos mais
confortables do mais guila Bernardo!
Esse cstouvado, esse insolente, que atirou urna
pedraua era certa casa ua ra da (loria, tome tent
em si, lerabrc-se, que cantar niio he crime, sera om
incommodo, porem Iralanlar por cerlo, que he mais
no que incoraiiiodar...
Consta-nos, que conlra as delerminajoes, e or-
densdolllra. Sr. capiao do porto, as jangadas vAo
aportando em oulros logares, que Uo aquelles por
S. h. determinados: ja por atorros, estacadas, e por
oulras obras, que fazem no littoral, alem de servi-
rem de agasalho a cerlas embujas elaboradas por du-
plcala: nAo sei se nos eulcnderAo.
FicarAo no eterno ciqueciraenlo os religiosos
do Carino, que se cubriram de louros em Saulo An-
J, ., S"I" r,or'luc o reonum meuiii non esl hoe mun-
do : Pode ser...
No domingo liouve na igreja do Carmo ama
manifeslajao ao Senhor em acjAo de grajas, que
nunca taulo povo se reuni naquelle mgeslosn lera-
No da 12 liouve > baile masqu em comple-
to liberto. Andar assira.
Cabio o projeclo que crea uraa cadeira de ho-
meopalhia no tjymuazi provincial a cida.lella do
Sr. Ur. Sabino. Unta forja de IB votos contra 8, to-
mou-ade assallo e foram prisioneiros o. habis ga-
neraes senhores Sabino, l.uiz Filippe e Braga com
o resto de seu valenlc cicrcilo, que queiraou o ulti-
mo cartuso. Os contrarios portaram-se com denodo:
c enlre estes e aquelles nanea vimos tanta pericia.
Os senhores Drs. Cosme, Brilo, Silvino, Epami-
oondas, A. Cavalcanti, Ignacio de Barros e Floren-
cio discutirn) a nao mais desejar.
A paz vai ser restablecida.
O estindarte allopalhico trmula gracioso.
A homeopalhia continua.
Exiilera ou nao posturas'.' Porque razao nao
.ao ellas cumplidas extclameule? Senhores liscaes,
alerta ; nem sempre convem dormir. Ha ama pos-
tura qoe prohibe os dobres por mais de ciuco miuu-
tos, e constantemente he ella garroteada pelos toca-
dores de sinos, que quando se agarran) a um badato,
he difhcil faze-los largar. Cinco minutos de dobres
lie bastante para perturbar o mais quieto espirito,
quanlo mus duas horas de badal,idas em umsino
rouquenho e montono. Aeer pete de n oreilles,
meisxeurs de la municipalite.
Al amanhaa.
que nao for precedido desla circomstancia, nao sao
adoptados pelo Piar io de Pernambuco.
O Sr. Dr. Feiloza, em um communicado que pu-
blicou hontem no liberal Pernambueano, com bas-
lanle dignidade recusou solemnemente o direilo
que Ihe cabia de prosseguir conlra o proprielariu des-
te jornal, e esto aclo nos penhorou summamente.nAo
pelo lemor daresponsabilidade.porque eslavamos re-
solvidos a sollrer as suas consequencias, mas pela
convicjAo que manifeslou de que jamis seriamos
capazes de praticar um aclo indigno, aceitando ou-
tro responsavcl era lugar do verdadeiro.
^orrcsrjjoitfttciHa
Madama Bey le trahio nossa sociedade, murmu-
rou madama Ferrnnd.
He no teslemunliodesla senhora qoe confiis '.'
disse Amelia designando Marianna com um gesto de
desprezo.
Nao.
EntAo quaes sAo as provas e vossa accusajAo.'
Seu marido sahio agora daqui.
Filippe ciclamou ella cora angustia.
Elle fallou, c suas palavras foram ouvidas por
us.
lie iropossivel!
Senhora, nossa dor iguala a sua.
He nova cilada. He irapossivel que Filippe
lenha fallado. Demais, que teria podido dizer ?
Marianna sorrio framente e respondeu :
Para que inqniela-aa lauto, se he Minrenlo '.'
Nao fallemos mais disso. A liherdadc Ihe he resti-
tuida ; porque nao aproveita-a ?
Tem razAo, disse Amena depois de um silencio ;
hei de desculpar-mn peraule a Macollara das Mu-
lheres ; mas primeirainento he inisler que eu Ihe
falle em particular, agora mesmo. As seohoras per-
muten) t
Nosso papel esl lermiuado, disse a c.m.lessa
Darcel retirando se acompanhadn de suas amigas si-
lenciosas.
Depois Amelia vollou-se para Marianna, e pergon-
lou-lhe:
He a vida de Filippe, ou a minha que Vmc.
quer .'
Nao quero a vida de uiDguem, respondeu Ma-
rianna.
Entretanto he preciso que seu odio se decida, e
escolha entre elle e eo. Esloo canjada a meu lomo
de encontra-la incessanlemenle.Sua obstinajio nao
tem mal nome, e quaudu cuido que Vmc. conser-
REFABTIQAO DA POLICA
Secretoria da polica de Pernambuco 13 de maio
.le 185B.
Illin. eExm.Sr.Levo ao conhecimeiilo de V.
t*c.,que das diflerenles parlicipajes hoje recebidas
nesta reparliro, cousla qoe federara asseguinles
orcurreiicas:
Foram preso! : pela suh.tolegacia da freguezia
do Recito, o marujo inglez Thoraaz John, a requisi-
ja do respectivo captao, e o preto cscruvo Jacob,
por desobediencia.
Pela subdelegada da freguezia do Pojo da Panel-
la, o preto Silvestre Candido, por desorden).
E pela sobdelegacia da freguezia de S. Lourenro
da Malta, o prelo Archanjo Komo de Jess, por f-
rimenlos.
Dos guard a V. E\clllm. e Eim. Sr. ronse-
llieiro Josu liento..! Confia e l-'igueiredo. presiden-
te da provincia.,) chefe de polica, Lut; Carlos
de Palea Teixeira.
diario i>e pernambuco
A assembla provincial na sessao de lionlem adiou
diversos pareceres de coramissoes; e | a,-and a or-
dem do dia, approvou em primeira discussao os pro-
jeclos na.9 c II desle anno, em segunda o que mo-
ga a le ii. 866 do anno passado. Continuando a dis-
cu-o do parecer sobre o projecto do Sr. Sabino, foi
approvado elle, havendo o Sr. Florencio cedi-
do da palavra; e approvou tambera cm segunda
dlscussio as posturas de Cargan),
A ur Jera do dia de hoje he a conlinuarao da anle-
cedente, e a segunda discussao dos projctos ns. 7 e
O desle anno.
, ) Em o nosso uumero de 3 do corrento relato-
mos o qoe occorrera enlre o proprielario desle jor-
nal e o Sr. general Abreo e Lima. Enlo a nossa
e\posij3o limilou-se ao tocto da appresentarao dos
aotographos escriptos e assignados pelo mesmo se-
nhor general. Ora, sendo elle notificado para ir ao
tribotial competente confirmar a sua responsabilida-
de, nao compareceu, a pelo juiz foi julgado nao res-
ponsavel.
Da falla decomparcciraenlodo Sr. Abreu e Lima,
uns tirara a cooclusao de acqoiescencia da sua parle,
e outros, como o julgador, concluem pela negativa.
Assim, para maior esdarecimenlo do fado, compre
que revelemos algumas circumslancias, que ento
omiUimos.
Notificado o proprielario desla jornal para apre-
sentar a re>pnsabilidade, convidou ao autor dos ar-
ligos para que Irocasse os originaes por outros tam-
ben) do seu punho, em consequencia dos primeiros
se acharcm Irajados e com algumas ioterlinlias, e
elle respondeu o segoinle pela sua propria lellra :
Pejo-lhe qoe nao insisto mais. Amanhaa as 9
horas do dia eslar habilitado em regra. Sebe que
nao falto i minha palavra. n
Em cousequeucia de nova solilajao, respondeu
tambem por escripto :
a Ora supponha que eu nao quero assumir a res-
ponsabilidade, e que Ihe offerejo um respoosavel em
regra; para que esto iusislencia Parece que o seu
fim he soraento a minha pessoa, o nao urna respon-
sabilidad!. Se eu morresse eslava tudo acabado, por
consequencia a minha vida de que de cerlo nao sou
senhor, nao o pode compromcller. Tudo se fara,
que mais quer .'
A' visla desles bilhetes, lie evidenl* que os arligos
foram publicados, pura a siraplesmenle, sob a res-
ponsabilidade do Sr. Abreu e Lima. De mais, ha-
vendo lautos peridicos ucsta cidade, porque nAo
recorreu a algum dclles para protestar contra a sua
firma que se le por bailo dos arligos em qucsIJo 1
Porque uao compareceu em juizo para negar a sua
responsabilidade ".' A opiniao publica julgue este ne-
gocio como entender.
Quera couhece os principios que regalara o jorna-
lismo, sabe que o jornal que nao lera um fim polti-
co, nao comparlilha as ideas dos arligos que trans-
creve cm suas paginas, todas as vezes que os nao
acompanlia com arligos cdictoriaes. Assim, nem os
arligos do Sr. Abreu e Lima, nem qualquer oulro
vou-me presa aqu em sua casa, acho-lhe urna ousa-
dia capaz de merecer lodos os rasligos!
Essa aposlrophe assoviou como urna correia aos
ouvidos de Marianna.
Acabemos com isso, tornou Amelia. E rrimeira-
menle quanto Majonaria das Mulheres, e minha
Irairan saiba que Vmc. esta lao perdida como en.
Qual de oda duas trahio seu juramento ?
Il-i de provar sua complicidade. Ilc ito mos-
trar as ra tas annnv mas que Vrar. enviou a Filippe.
Foram essas carias que Ihe infundirn) as primeiras
desconlianras, e que o inducirn! a esprcilar minina
sabidas. Procure, c aeliei o I......cm qnecsrrcveuas.
Vmc linb.i-o pago ; i'u enriquecio-o. Elle Icstc-
n.uiili ir conlra Vmc.
luvenjes niurmnrou Mariauna, a qoal nao pon-
da detonder-sc do alguma perluibarao.
Como lie Vmc. elleclivanicnle mulhcr de Ihea-
Iro, disse Amelia ercuendo os hombros, e a que mi-
seraveis raeios nu deia de recorrer Admiro que
leudo rae em seu poder n.io lbe lenha vindo a idea
de fazer-me desapparecer wn um alrapAo. Teria
sido uina acjAo digan de Vmc.
Marianna quiz responder ; mas Amelia n.lo linha
acabado ; a indignara lornava-a forte.
Nunca odici a iiinguem aleo presento; mas
parece-uie que em semelhanle ras* eu me leria por-
tado de urna maueira difierente, e sobre ludo mais
alto. O odio i..mhcm lem sua nobreza. Vmc. nAo
o -uspoit.ua, nao he ver.lade ? Ah Vmc. uao era
digna de ser araadi por Filippe !
Estos ultimas palavras erara o golpe mortal.
Recebendo-as, os labios de Marianna ficarum l-
vidos.
Ea nSo... mereca... sea amor'.' balbuciou ella
dividida entre a colera e a dor.
Nao, disse Amelia.
.., porque.'
() Tendo sabido com algumas inezactidoes esto
artigo repelimo-lo hoje.
Os Hit.
Porque nao suube morrer-lho aos ps ou mta-
lo aos seus.
Marianna atwixoi a cabera, e disse como se fallassu
a si mesma :
He verdade, lenho sido barbara, nao podendo
ser furto. Donde provem isso Ah de minha in-
lancia sem duvida. Fui muilo atormentada e bati-
da para nao ficar-mc mn somenle. Nao he assira que
educase a genle rica. Onde podemos mis aprender
o que he vicio c virlude? Desde que sahimos do
berru lmenle sabemos solelrar duas rlalavras tra-
balho c temor. Depon se lornamo-uos mas, lodos
eslrauham, irrilam-se ; nao querera que o saugue
grosseiro de nossos pais disporte por inlervallos as
nossas veias. lenho pozar, senhora ; mas nao esli-
jra na escola das vinganjas refinadas ou soberbas.
\ ingo-n.e comu posso o como sei ; nao lenho nissa
amor proprio. De mais, que eu lenha oo nao me-
recido ser amada da sen marido, he urna quesiao que
a senhora nao pode decidir. Mas o que de cerlo nAo
merec f..i ser tratada por elle com desdem e infamia ;
foi serjogada como um cavado, e batida como uraa
escrava. Filha do povo oo lilha da mibreza s ha
uraa maueira de sentir scnielhaiitos ullragcs.
Vmc. engana-se, replicn Amelia, o que seria
um crime para contorna inuller liu'iliraa n, he mul-
tas vezes mais do que urna ptini.Ao exeraplar para
nina mulher collocada tora da lei.c dorespcilo. Sede
honeslas.se queris ser tratadas como mulheres ho-
neslas. Porque lerieis os mesmos privilegios qoe
nos: Nao sois mais .1 que brinque.l.u u.is mAos dos
homens, bem o sabis, acceilaisessa siloajAo, e nao
queris que algum dia clles vos lancen) como brin-
quedos, anda que teuham do quebrar-vos lanrando-
vos! O orgulho nAo reegala a desgraja. Se Filippe
baleu-a em um instante de esquccimenlo, foi porque
orna colera soperor sua precipilava-lhe o braco.
Vmc. devia ler-se inclinado; mas nao, antes quiz a
Serinhaem i. de maio de I8"B.
Senhores redactores.Encelando buje, mea ami-
go, a minha raissiva, julgo dever dirigir in primo
loco duas palavras ao meu collega da Pagina Acul-
sa, eiplicaudo-me relativamente ao que a raen res-
peilo referi na sua Pagina de 16 do mez prxima-
mente lindo.
Oue a minha alln-.i i aos religiosos carmelitas so-
bre a apprehensao dos africanos livres em un euge-
nho pertoiicente ao convenio do Carmo, que se acha
arrendado, disse elle, he senao alroz e injuriosa,
injuita.
Acredite o meu nobre collega, que a minha allu-
s3o a eisa religiosa corporaja, nao foi nem atroz,
nem injoriost, por isso que nAo teve ella por alvo,
nem cerlamente foram minhas inlenres, deprimir
o crdito, marear a reputajo de ama'commuuidade
tao respeitavel, e mxime depreciar n mrito de que
goza o seu digno provincial, cujos virtuosos senli-
raenlos, em geral, reconhecijos c respeilados, uin-
guem, por cerlo, ousara couleslar: nem finalmente
fui injusta a minha allu-jo, por isso qoe baseou se
ella ua mesma razao, que apresenlou o provincial,
quando, explicando-se por este Diario acerca da la I
apprehensao u tal engeuho arrendado, assim eipri-
raio-se no seu anuuncio:
O provincial do Carmo desla cidade, a bem do
crdito de sua ordera,declara ao respeitavel publico,
que o eligenli iS. Elias, de que trato o corresponden-
te de Serinhaem em o Diario de dO do corrente,
perlence ao conveulo, porem existe fora da admi-"
nistrarao dos religiosos, vislo eslar arrendado ao Sr.
Jos Carlos de Mendonja Vasconcellos.
Carmo do Recito de fevereiro, etc., ele.
Evideutemente dever-se-ha concluir desle aunun-
co, que os religiosos jamis poderAo ser aecusados
de responsavais por aquelles africanos encou-
Irados no seu engeuho, por estar arrendado ao Sr.
Jos Carlos, que deve nicamente se-lo ; por adiar-
se o mesmo eogenho sob sua adminisIrajAo.
Ora, assim como oSr. Jos Carlos deve nicamen-
te ser o responsavel.como venho de dizer, por aquel-
les africanos, pelo motivo que fica referido, qoere-
rei ai;ora saber quem he, e deve ser unicamenle o
responsavcl pelos africanos adiados uo eugeubo
Lbaca l
O meu collega, sem duvida, por urna deduejao
lgica, responder, dizendo que devem ser aquelles
religiosos que o administrara.
Foi este, por certo, o espirito da minha titano,
fundada, como ja' disse, na mesma razAo, que alle-
gou o provincial.
Sei, e perfeilaraeale comprehendo, que os religio-
sos carmelitas,nem porpeusamento iulervieram nes-
se negucio de africanos, como lamhem o Sr. Jos
Carlos: exprimi-me por aquelle modo, nao s para
arredar o Sr. Jos Carlos dessa alhada, como para
provar de uina maoeira ibem significativa ao digoo
provincial,que nem sempre devem-se responsabil'isar
os administradores ou senhores de engeDhos por to-
do aquillo que nellcs possa acontecer, como deixa-
va colrever-sc uas palavras do seu aonuucio.
Julgo haver desl'arle cabalraenle respondido ao
meo disliuclo collega da Pagina Aculsa.
O gigante invisivel parece de nos afasentar-se. Na
villa e barra .te Serinhaem desapparece inteiraroen-
le, apenas vai fazendo suas morosas despedidas por
algumas localidades desle termo.
Que se vi p"ra sua patria,
E p'ra aqu nao volle mais,
Que nao nos deia saudades,
Pois antes fivor nos faz.
Com pesar noliciamos, que relirou-se desle termo
0 Sr. tenentc-coronel Porlella.
Esto distiucto patricio nosso. que to relevantes
servijos preslou ueste termo, na qoalidade de seo
digno delegado, os quaes, por vezes, temos levado a
apreciara do publico, he por cerlo, digoo de que
era nossos corceos rebentem perennes saudades por
sua ausencia.
Crea o Sr. Portella. que em Serinhaem soube S.
S. giaugearas sympalhias dos seus habitantes, por
suas delicadas e urbanas maneiras, por seu caval-
leirismo a toda prova, finalmente or sua dedica-
jao na infeliz quadra que atrave'ssamos, a qual
sempre osleuloo em beneficio de todos aquelles op-
primidos pela cruel epidemia.
Fica subsliluiudo| no referido cargo de delegado o
capiao Jos dos Santos Nanee Lima, qoe parece ser
bom cidadao, e dotado da aclividade que demanda
um tal emprego. Por ora nada ihe posso dizer a seo
respeilo.
Prpara-se urna grande feslividade para doming-
do lemecosles, soba direejao do encyclopedico Sau-
1 Auna.
Dizem haverlprocissao a' larde.
Disse-me o Daraascenn que o religioso carmelita
que administra o engeuho libaca, ha rauitos domin-
gos qoe deixa de celebrar, por estar desprevenido
de viuho. cera e hostias.
NAoallirmo a veracidade deste fado, e antes me
parece inveroiiml ; porquaulo qualquer falla de vi-
nho que tivesse esse religioso, puderia ser remediada,
recorrendo elle ao Tertuliano, que no seu esiabele-
cimenlo nesla villa lem vinho bem soffrivel: qual-
quer falla de cera que tivesse, poderia ser remedia-
da, recorrendo elle ao llenrique, que tambem pen-
s ainda lera alguma cera, e pela negativa empres-
la-la-hia o Cama festono: qualquer lalla, finalmen-
te, de hostias, que livesse, poderia ser remediada,
recorrendo elle ao reverendo vigario desta freguezia,
que nAo se negara a um tal pedida.
Meu collega da Pagina Aeulsa, poupe-me por ca-
ridade desla vez, ou ao menos seja para comigo mais
benvolo, mais iudulgeule; lerabre-se, e lembre-se
bem que aquellas palavras atroz, injuriosa e injusto
ainda magoam-me profundamente.
Atienda, que eu ola allirmo, digo o quo me disse
o Damasceno, que conforme a fama apregoa, nasceu
depois de morio, o celebre Eparcinoudas.
Disseram-me (nao me lembra quem) que existe
um certo padre no engenbo Antas deste termo, que
tantos lilhos lem, quanlos engeita.
Ha bem poaco lempo recusou um religioso ad-
ministrar os soceorros espiriluaes i um seu vizinho,
atacado da epidemia, e ja as portas da morle, por
ler de acompanhar a urna proeissAo. Que (al o pa-
drecoV... E sabe cumprir religiosamente os deveres
de seu miuislerio.
O Damasceno entregoa-se com corpo, e alma a
homeopalhia : diz elle que lem feilo curativos ma-
ravilhosos, havendo salvado a um cholerico ja no pe-
riodo lgido com urna duse de belladona : nao larga
a sua orieira homeopathica, Ira-la sempre corasigo,
qual o nosso escrivao de orphos, com o seu estirado
Irasco de espirito de caraphora, poslo qoe ja livesse
della perdido a colheriuha e nm tubo, como me dis-
seram. E de feilo, assim deve-o fazer; porquaulo
do emprego da tal homeopaUia, tiraram-se ptimos
resultados nesle lugar.
O escrivao de orphaos deo a vida a um seu escra-
vo (alm de oulros), para o qual havia ja preparado
a cova.
O meu amigo padre Anlouio, esse insigne cantor
do modinhas, que tambem he homeopalha, lera ap-
plicado essa medicina ptimamente, quero dizer, ne-
nlium dos .lenle, qoe Ihe foram confiados, sucuui-
bio aos golpes da epidemia; e por ultimo apostou
com oulro horaeopalb.i a perda ou gaoho una cai-
xa de charutos se por ventura salvasse a um in-
dividuo gravemente enfermo, ji mesmo sem esperao-
jas de ser-lhe restituida a vida, e com tanta felici-
dade erapregou o nosso padre o seu curativo, esgo-
lando ludo quanlo sabia e Ihe occorreu a medicina
homeopalhica, que ganhou a aposta que muilo e
njuilo desejava. Nao se sabe, porin, se foi smenle
o estimulo da caridade, que o levou a' esse louvavel
empeuho, ou se da alguma maneira lambem para
isso influio a lilanja da caixa de charutos do seu col-
lega, porque, segando diz o Damasceno, nada ha
mais delicioso do que fumar-sc um charuto filado.
Saiba, meu amigo, que quem roe conla estos e ou-
lras cousas he o Joo e o Damasceno. Valha a ver-
dade : elles la que -e venino com aquelle padre.
Terminaram-se finalmente os trabalhos do Joo
Ferreira ; fallo relativamente ao cholera, porquaulo
os senhores de eugenhos ainda precisan) de lijlos e
telhas.
O nosso Rvm. viaario he digno dos maiores elo-
gios, elouvores pelos hons servijosque preslou nes-
Idta, a lula obscura, vil, mascarada ; a lula com a
delacAo e a calumnia. Nao esla mais no seu poder
nem no meu i m pe.l ir-1 he agora os effeilos : cahiremos
juntas no abismo cavado por Vine
Pois bem lana melhor esclumou Marian-
na ; pois odio a seiiho.a linde mais lalvez do que a
elle Odio-apor toda a felicidadeque Ihe lem dado!
Odio-a por sua belleza pura e serena, rival da mi-
nha belleza inquieta e sombra ; pela sua infancia
abenjnada, euvolta de rendas, robera de lie i jos
pela sua mocidade alliva e estudiosa ; pela sua Cuis.
se, pelo sen nome, por todas as vanlageiis que Ihe
den o acaso! Odio-a pela ina superioridadu que
rae opprirac O.lio-a enilim, porque anda o amo !
Ah exclamou Amelia crgucuda-secomo a es-
tatua do Pudor indignado.
Comprcheiide agora porque meu odio lera duas
garras e porque na p so aucanrar a elle, sera a se-
nhora, a senhora sem elle '.' Amo-o, amo-o mais do
que nunca !
Oh !...
A senhora quiz fallar-mc era narlicnUr, con-
linuou Marianoa ; ouvi-a, dcixei-a dizer ludo a sua
vontade. Deixv-me tambera dizer. Agora sei que
en nao era mais du quo um grao de poeira, a menor
das crcaluras. a presa da desgraja. O qoe a senhora
niio accresceni.ni eu adevi.Jio :" admira-ihe que cu
nao lenha procurado refugio na reliro. Quo quer'.'
Nem ao menos rae ensiiiaram um Padre Nossoqaaa-
do eu era pequea. Mas seja qual for a seven.lade
daquelle que ha de julgar-me, nao ver na minha
vida mais ,1o que um amor, nina falla. Nunca eaaei
sena a Filippe, e nunca amares senao a elle ; mas a
meu modo, brutalmente, com egosmo, sera razAo.
Sei que isso he incompreheusivel ; mas nao quero
que elle seja feliz por nutren), prefiro que sotlra por
mim. Ah se elle me fosse entregue doenle, aban-
donado, sem recursos eu o adorara mais do que uuu-
le termo na quadra epidmica, foi sempre prompto
em soccorrer os enfermos que necessitavam dos
confortos espiriluaes, administrando-os em qualquer
occasiao que en chamado, ao passo qne o Jo3o Fer-
reira, o Lapa, o Santa Auna, e o Damasceno por
oulro lado se esfurjavam pel bom resultado dos cu-
rativos, e bem assira oulros muilos qoe deixam de
ser mencionados, porque smenle limilavam-se ao
vinagre cora albo, clvsteres de arucira, friccao de
mussarnbi- e malvaisco com oleo de carrapalo, etc.,
ele, ele. '
Esla sendo processado pelo subdelegado do pri-
metra dislricto, por tentativa de morle, Jos Clarn-
do, ja re, dllndo u cadeia.
Tambem esla sendo processado, por oflensas phy-
sicas, Lulz Dujarque, ciclada Suisso, na., reco-
llmlo.
dem, per dem Jeto Cabral da Silva, dem
dem.
Bem disse o Gamioha : a A polica nao passa ca-
mar.io pela inalha. u '
Pergunlciao Damasceno, que lei aulorisava aos
tutores u assiguarem mnales de aggr.vos as causas
dos orphaos?
Respondeo-me, que no lempo das armadas reaes
do re I). Joau VI velho, lalvez isso livesse luar -
porin hoje nos cdigos e htstt novas do mrterto u
Ihe constava haver artigo algum que lal aiilorisasse
e nem mesmo as ordenajcs do livro quinto.
Fiz tal consulta, porque, leudo as raines do advo-
cado da m,li da orphaa Carolina nnt autos do impe-
dimento do casamento .. favor .tolla, vi que rile di-
zia que Antonio Monleiro de Mella lulor daquella
orphaa, havia assiguado ama minuta de aggravo pa-
ra a lelara i na causa por ella atontada, para obler
supprimenlo do consenso do seu lulor para o casa-
mento, cujos autos ainda nao chegaram aquelle tri-
bunal, nao obstaule ser j tonga a viagem, pois ja la
vao seis mezes que partirn) do c.irtorio,segundo me
informou o respectivo escrivao.
Antes qoe me esqueja, parlicipo-lhe que o Dr.
Frederico Relave, durante o pouco lempo que este-
ve tiesta villa, reparti bem o seu Irabalho ; pur
quanto, havendo-se demorado lmenle tres das,
dizem matoua tres cholencos de que Iralou.cada um
cholerico em cada um dia, depois do que arooltou as
gambas e foi-se.
Que se v p'ra sua patria,
K p'ra aqu uao volle mais,
Que nao nos deia saudades
Pois antes favor nos faz.
Nao concluirei a minha (arela, sem que enderesse
duas palavras de agradecimenlo ao meu eolle-
ga do Km Formoso, o padre Francez, por haver-me
encarregado da ddicil empreza de rabiscar estos li-
nhas para o publico, empenhando para esse fim to-
dos os seus esforjos, como empenhou '; por quanlo
ja eslou recebendo o pagameuto da minha ousadia,
ja vou sendo escovado, e bem escovado pelo meu
collega da Pagina Aeulsa : ua verdade Ihe digo que
a letlura daquellas palavras alroz injoriosa a
iujusla causou-me lal abalo que
Todo ioleiro, ossos, carne, Iremi a
Adeos, al oulra vez
Que sera' no primeiro do mez.
O carador de orphaos.
V S.Depois de prompto esto, inandou-me o
Lele a segrate nota das priucipaes raridades desle
tormo, as quaes pejo-lhe de dar publicajAo.
Ei-las :
Silencio no llama.
Verdade no Damasceno.
A casaca do Kaymundo Cuedps.
A cabeleira do escrivao de orphaos.
A habilidade do Sant'Anna'.
A bibliolheca do Damasceno.
As orelhas do Pajo-Rico.
Jancjla de casa de frade sem coero de menino.
Sesso de cmara municipal, sem finja dos ac-
luaes vereadores.
. Hablajao de mulher honesto no lagar deno-
minado Cavoco.
Vjricirttitro.
ual I ,r V?"^0m.'> B",'""". er um. racio-
do 32 Va i,?tr,CU!"lra ? '"Mhel. Deste mo-
do perdemos cultivadores, perde o estado, perde em
esto1'TJ\- l0d P;'Z- Se '" auem R'-he coS
.raficam r T*, to "1"* boa, alma, que
anard. l,a^",0, COm coe. com m
jao la8SC Dla,s u,il e miis graende da na-
Conhecemos que a inslrucjo he rooi necessaria
mas nao Ihe cede era coosa algoro, 5 de
bancos ruraes.que elles ,, pela sua beneesZta
ge. poderara levantar a cabeja a agricul.ra da
Prussia poslnda pela guerra de seto anuos. Fnal-
menle, cntondimo-no. bem, isso que se condemoa
porca eaqu.ese,chamiro/i,la, em grande parto
de EetaT "em ""'"* qUe ">aiti0 "SB
Mas vollaudo ao nosso assumpto, a Inglaterra,
pa.zdas grandes pree, preciso da orolecjo d
governo. Roberto Peel fez com qoe o eslado em-
preslasse uns poucos de milhes de libras esterlinas
a il propriolanos para que eflectoassemo cnxugn
rTn N<"0S e1mP'*u'oi succede-
ram, e o governo inglez chegou a fazer sacrificio*.
Os resultados foram coroados por mai brii,an.
te culo
Por bons processos, por om eacellente systema de
enxugos, as Ierras que nada produziam chegaram a
ler umi renda ; as que davam pooco inleresse a-
amentaram de valor ; e desde modo a Inglaterra
reconbeceu, pelas suas estolislicas, que a produejao
aercola do seu lerrilorio havia augmentado mais do
dooro
Ka he menos pigna de menciuar-se a acjAo quo
o enxugo exerceu sobre o eslado sauilario. Mnilos
'ZIHH'l' f|ieram por ordem do governo a fim de
n-m,e?u"e90a AW' hySlcoe da irainage
ginaveis r !mP.r'a,CadO Cm l0i" as caalel" ""
Udani,.^ oda,M ?" d fidelidade, aiac-
i uermilentos, desappanjao qUa*i comotoi d.K
rheumatisraos, .Ao freqaento, no, paize" hmido "
e finalmente, um melhoramento Solavel aTTaU
geral das populajoes ruraes.
i. ae*e i8" que em FranSa ""Pai seriaroen.
ante, dZUZSl! """"'P'oref agrarios muilo
"'i?11' opoM "K'n.ava.n fervrosamente i
prolecjao do governo, apregoavnm com enlhosias.
moassuas v.olageas, demon.lr.vim compleUmen-
te a necessidade do enxugo dos paolanos. """aBO
O ministro de agricultura, Domas, comprehen-
dendo a saa ulihdade, promolgoo medidatenden-
tes a propagajao da drainne,." como o melhor pVo-
eesso de enxugo ; roandou esloda-la IoglaletraiDor
pessoas competentes ; volou somma. para SSZ
de lustruinenlos etc. K compras
Ha mais de vinle annos, qoe U fra se lraia do
anxogo dos terrenos pantanosos, porem nos ainda
nada lizemos. Nao censuramos, por emquanto o so-
verno ; estamos cerlos que toojar as suas vistas so-
bre esle tao importante o"bjecto.
De ludo quaulo temos dito se concloe, que os
panlauos sao uns focos de infecjAo, que roobaro ama
grande porjao da terrenos s culturas, que he mis-
ler enxagar promplaiueule. Mas, como observamos
o euxug*ji.lo pode ser feilo pelos proprielario. das
Ierras encharcadas, ao menos pela maior parte, e
que he de lodi i necessidade que o governo tome
a peilo esta empreza, ou fazendo-a eiecular por saa
propria conla, ou comraettendo-a a urna com-
p3lilll3.
Entramos moi tarde, he verdade. na va dos prc-
gressos agrcolas ; mas se islo lem s do om mal, res-
la-uos a consolajao de pdennos eimiuh.r segoros
e sera rece.o. A' nossa trente vao as najoe. mais
Htuslrad.s, indicando-nos a estrada que devemos
Nur. O erro oa acert gniarto o nossos passos.
r\o nos desconsolemos porque podemos tirar ara
grande partido do nosso atraso.
Ficamos hoje por aqui; o artigo ja vai longo, e
nao queremos cancar por mais lempo a allnela
do. leilores. *^
D.Jote' ie llar cao.
(Jornal io Commercio de Lisboa.)
ENXUCO DE PANTANOS. ()
A humidade lao necessari, t.io all a vegelajSo,
quando se ollerece em um grao conveniente, he
raui nociva e prejodical se se aprsenla em exces-
so. Determinar qual o grao que convem. qoal o
que prejudtea, he urna cousa que se nao pode tozer
de um modo absoluto, porque, como todos sabera,
augmenta com a .dov.ir.ii de temperatura, diminue
com o abaixamenlo desta, com imperraeabilidade
dos terrenos e com a natureza das plantos.
O que he certo, porem, he que tantos crabarajos
Iraz aolavrador a tolla de hmida le, como ama
grande abundancia. Todava os erabararos produ-
zidos pela segunda causa, sAu da maior gra'vidade ; e
Bar estos quasi que sao inellicazs lodos os seus es-
forcos, porque excedern as suas faculdades e as suas
forfas ordioarias.
Queremos fallar do enxugo dos pantanos e lagoas
-operaran importantissima em agricultura, digna,
uas medilajes dos publicistas e dos representantes1
da naja, dos cuidados do governo, dos esforros dos
particulares, finalmente dos votos dos philantrupos e
de todos os amigos da humanla le.
Is pantanos roubaudii uraa grande parte do terre-
no ao cultiva, diminuem a produejao agrcola n'um
paiz, quando ha ni aclualidade todo o inleresse em
augmeula-la. E, principalmente, os pantanos sao
uns focos de insalnbridade. urna causa de deaenera-
j3o physicae moral para todas as provas limirophes.
Eis as razOes porque o enxogo de pantanos (em
merecido aos governos dos paizes mais Ilustrados da
Europa ama seria considerajao, e lem sido um ob-
jeclo de estudos profundos e dB um sem numero de
medidas. Ato agora nada leem feilo os nossos go-
vernos, mas he de esperar que o actual, que mais
lem olhado pelos inleresse. da agricultura porlu-
gueza, se oecupe de tozer enxugar os terrenos palu-
dosos, com especialidadeos do Alemtejo Algarve,
n.lo somente pelo seu numero, llorera, ainda mais,
por causa da sua posijao geographica.
Quem liver percorndo as duas provincias mais
meridionaes do nosso Portugal, concordara couinos-
co era que enormes extonsSes d terreno all existen)
perdidas paran agricultura, das quaes nem os part-
colare., nem o esl.do liram o mais pequeo provei-
lo, antes servem de fl'gell aos habitantes daqaellas
insalubres localidades, cujos roslos se uos a presentara
lvidos, paludos, a cujo todo exterior denuncia logo
um continuado snflriniento.
Se o enxugo dos pantanos nAq trouxesse mais do
que o efleito simples da salubr.oTade, alias 13o allen-
divel e recommendavel, sem pr^duzir inleresses de
oatra ordem, por consequencia lem pagar as despe-
zas com elle feilas,era isto sneaento mais que suf-
hciento moiivo para que o govirn se empenlusse
em ellecloa-lo.
Mas o enxugo Iraz aind a riqueza a par da saude;
que nome, pois, se deveria dr ao governo que se ne-
gasse a prestar a sua prolecjao, es suas forras e os
seus meios. Para levar ao cabo urna empreza de ta-
maita magnitude pelos seus resultados?
A Lombardia, a Blgica, a Frauja e a Ilollanda,
sao paizes h pos de urna ..-incultura exemplar e mo-
delo. Os seus lavradores na geralidade, sao homens
abastados, mas nao obstante foi mister que os seus
respectivos governos lomassem a iniciativa no eoiu-
go das Ierras.
Que poderiam fazer os nossos (avradores, solados,
sem meios a maior parla delle- para bem cultivar as
suas torras'.' Cousa alguma. He Ibes rapossvel em-
prehender obras que demandara enormes fuudos e
grandis empales. S o governq ou alguma compa-
nhia podem com eraprezas desla ordem.
Nao fallara desejos aos nossos lavradores de enso-
gar as suas torras paulouosas de levar pelas irrigares
a humidade de Ierras seccas.de seguir um melhor pro-
cesso de cultura com que elles e o paiz lurrassero
mais ; porem, devemos dize-lo, o qoe Ibes falto he
nm cpilal suflicieote para operar melhoramen-
los.
O capital he tilo necessario para a prodacjAo agr-
cola, como he a trra, o Irabalho e o talento do ho-
mem. A sua falto faz com que muilos lavradores
vendam os seos gneros de produejao por um preco,
senao inferior ao menos igual a.> cusi, tem quelites
seja possivel esperar um momento favoravel,por-
que necessitara realisar de prompto o numerario pa-
ra o custeio da lavoura.
A'visto disto nao he para admirar que a agricul-
tura nAo faja proizressos no noss paiz. Como dar
avanjo, ao solo '.'Como fazer a acqoisijo de bons
instrumentos/Como eslabelecer melhores svste-
t*1 Bem que rscriplo em Portugal o presente ar-
tigo he elle applicavel ao nosso paiz, por se darem
quasi as mesmas particularidades.
Os lili.
yubiicqcao a pebibo.
ea edorei-o ; lodos os meus mirlos seriara paradle
ao. Nio sei como a seuhora arna-o ; mas duvido que
seja tonto e melhor do que'eu.
Amelia nunca ouvira nada semelhanle. A reve-
lajao jlessapaixao extraordinaria a encina de pasmo.
Ha urna cousa que de quando era quando me
cinsola, accrescenlou Marianna. a qual desforrava-
sc : he uina lembranja que he para mim o que a go-
ta uagoa he para o rondeinuailo : durante lies me-
zes elle amou-me.
Basla, seuliora disse Amelia.
. Se a senhora soubesse os juramentos que elle
lez-me de noito quandn apoava a cabera sobre o
meu hombro ; como era ciilhueiasto e bello o meu
lilippe !
Oh cale-se exclamou Amelia.
Porque 'i
Porque eu Ih'nrilcno.
A senhora disse Mariauna, rom um .urriso
de esrarneo.
Oh miseravcl I niurinuroo Amelia dirigindo-
seaella: lilha do lodo, que td sabe apanbar lodo
para iii~uli.il-: mulher que mancha-se para manchar!
Marianna leve um ranmeiilo de rellexao.
Vejamos, disse ella a Amelia. senhora que
perlence a uobreza assim cora cu perlenru a Ibea-
tro, que leria imaginado contra uina mulher oue
odiasse romo eu > odio .' '
Nao adeviuha '?
NAosou assaz engenhosa para inventar : mas
sou assaz corajosa para nao recuir.
De veras ?
Experimento.
Amelia dirgio-so a porto, e correa o ferrollw
Que faz, pergonlou Marianna admirada.
\ me. ver.
Dupois dirigindo-se armadura tirou duas espa-
das que Itnhaui bambas de couro. '
lllm. e Exro. Sr.Desejoso de prestar-me em be-
neficio da pobreza desvalida do lermo de Iguiraes
OBde Ufe uascimenlo, apresso-me em remetter
aqu inclusas duas olas de ft) rs. para qoe V. Exc
faja dellas dislnbuijAo pelos habitantes d'aquella
villa, que pelas suas cundiejoes esliverem as cir-
cumstaucias de merecer este beneficio ; esperando
de V. fcxc. que proceda a esto opera ja com a sua
eoslumada eqaidade. Fajo votos para que V. Exc.
fique a salvo do flagelloque nos persigue.
Dos guarde a V. Exc. Cidade de Nazarelh 15
de raarjo de 186.lllm. e Exm. Sr. bargo do Rio
Formn, dignissimo membro da commissao bend-
ceme do Isuarass.llerculano Francisco Banda-
ra de Mello. ,
A esmola que menciona a caria cima foi distri-
buida do seguale modo :
\"li-ade,ras An'" fia da Conceico,
viuva de rheraoleo Baptisla, eom i filhos meooTe
sem ler bem mais que um avallo magro, dei a'esta
viuva o* ; Aleaaoarina Mara d Espirito Sanio,
v.uva de Mauoel das Neves, com li filhas, lendo um
mais velho de lOaoooi 5-3; a viuva d eserivo
Adolpho Maooel Camello de Mello e Araojo, 20 a
Anua Mana da ConceijAo, viuva do psdeiro Claud'io
v mira da Cunha com Ires filhos sem bes alguns,mo-
radura no engenbo Campina de Baixo 55 ; IOS pira
o inspector de Pasmado dividir coro os indigentes
em conyalescenja pela epidemia ; a Francisco Bor-
ges da s.lva 20 para serem dislribaidos da mesma
maneira em Ilapissum.) ; com os pobres de Pasma-
?.f *?*; V ',r- Joo Anlonio C ae Albuqoer-
que JXIjiJW lambem para serem dislribuidos com
os pobres do contorno d seu eogenho : para a Chin
do bslevao 105, dislribaidos da mesma maneira.
(Commercio.
HACA DO RECIFE 13 DE MAIO AS3
UOHAS DATARDE.
Cotajfies ofliciaes.
Cambio sobre Loudres>7 d. 60 div. a prazo.
frederico fobilliard, presidente.
- P. Bornes, secretorio.
a i ~ CAMBIOS.
Sobre Londre., 27 d. por 19
Pars, 355 rs. por f.
Rio de Janeiro, ao par.
Acjes do Banco, .'15 0,0 de premio.
AcjOes da companhia de Beberibe.
Acjoes da compauhia Pernumbucana
Ulilidade Publica, 30 por ceo
Indemnisadora.sem vendas
Disconto do ledras, de 10 a 12 por 0]
" METAES.
Ouro.Onjas hespanhulas. .
Moedas de ftJiOO velhas .
|> b 65IOO novas .
45000. .
Prata.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios. .
" mexicanos. .
AI.KANDEUA.
Rendiroenledodia 1 a 12 ,
dem do dia \i. .
5i000
ao par.
to de premio.
0
28>a28S00
. 161000
. 165OOO
. 95000
2000
. 29000
. 19660
l85:166S.Mi,,
2l:0i7jl59
206:2l3724
Descarregam hoje U de maio.
(jalera inglezaJohn Linnarroz.
Barra inglezaSpring Hnkferro.
Brigue inglezRoben lirucecu\3o.
Barca inglezaI.Thurieldem.
Brigue iug'ezCarolinebacalho.
Brigue bremenseDorotheamercadorias.
I alacho nacionalFmularogneros do paiz.
IMPORTA$AO'.
Patacho nacional /muar.Io.vinilo do Aeerae,cao-
signado a Manuel Coujalves da Silva, manifeslou e
3 Ca.ll I 1 II*.
V,7? m'io* de sola I ao consignatario,
raes 5 Ja J'0 de CarTalho Mo-
lo ditos de dito e 510 couros de cebra ; a Anto-
nio Coujalves Pereira. '^
16 couros salgados ; a Coova & Leile.
(1) He o nome que se, a-, ftm ttnWtC^Bii------,n
Adevinha agora ?
Um .mello '! munnurou Marianna.
Somos mulheres...
con;,(home0n,s:,,OS Cm ''0,DenS' P-J^os ba.r-DW
Sem Icslemunhas J
7" .Va ." lma de ""* efevcra algumas palavras
que alleslarao a reeldade do nosso combato. Uso
oaorl'l' quella l,ue obreviver aniquilar o seu
Mas...
Hesito Disso estova en certa, accrescentou
Amena cora inexprimivel desdem, e laucando ases,
padas sobre urna mesa.
Aceito exclamou Marianna.
Enlao esernvamos.
Ira Instante depois se leria podido ver um espec-
tculo cslranho nessa sala Iluminada pela clari.lade
lacerta de ora da chuvoso. Duas molheres joven,
e bellas corabaliam a espada. Tendo os olhos cha-
mejanlcs, as faces paludas, e a resprajao sosp-osa
rspreilavam-se, c procuravam ferir-se nocorai-ao.
-Nunca houvera rmbale mais sobrio de movimen'tos.
A arle ah era talvez desprezada, ao menos da parte
de .Marianna, mas o inHinclo do perigo a protega
melhor do qne teriam podido faze-lo suas vigas lem-
branjas de esgrima. Amelia justamente porqne re-
rebera as liji.es dos profesores mais famosos ixpn-
nha-se muilo mais do que sua adversaria. Invoca-
va recursos de melhodo, no inslnnle.em que a oulra
levando toda a sua forra|uniciiroenle no braco, lan-
jou o ferro adianto cenconlrou o alvo.
Amelia na deu.um grito ; cabio mora.
Marianna prometiera a Filippe Bevle enviar-lhee
mulher antes de duas horas ; cumprio a palavra.
(Cpn.iiwer-JC-Aa.)
MUTILADO
ILEGIVEL


OIIIIO i PEIIfelO^ QUARTA FURA 14 DE fflft OliE 1116

14 dilos de ditos, 2.780 meios de sola, 2 allanados,
13 muro de couro miados*, 6 saceos cera de carnau-
ba. I dito omina ; a Jos Rodrigues Ferreira.
1,899 meios de sola, 2 courot salgados, 8 ditos de
caitolu, 6 dito de eapneira, 1 dito de ouca, 12 al-
tauadot; a F. de P. Figueira Seabra.
1,603 meiot de sola, 221 couros miudos ; a o -
dem.
Brigue nacional Maria Luiza, vimla do Hio de
Janeiro, consigosd oa Antonio de Almeida Gomes,
rasoifeatou o segointe.
i cana- cha ; a GuimarSei & Valeute.
100 barricas farinha de trigo, 198 barris tocinho,
-VI volumes de pipas abatidas, 160 ditas astas, 2
caiiea cha, 3ditos rap, 3 dilos chapeos ; a ordem.
O.NSULAOO litMIAL.
Rendimenlododial a 12..... r>:ii7.1-7l
dem do dia 13....... 1:8413999
16:9155710
IMVKHSAS PROVINCIAS.
Kendimenlo do dia 1 a 12..... 1i50367
dem do dia 13........ 12j}91
1:268-?:111
DESPACHOS DE EXPOKTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO UIA
13 DE MAIO DE 18.56.
Lisboa Patacho portuguez aBrilhante, diversos
carregadores, 568 saceos assucar branco e masca-
vado, 31 coaros salgados e 68 cascos rom mel.
Porto Brigue porlugaez aS. Manoel Id, diversos
carregadores, 200 saceos anacer branco e masca -
vado.
PhiladelphiaPatacho americano Scotiao, Ilenry
Fortter 4 Compahhia, 1,100 saceos assucar mas-
cavado.
PortoGalera portagueza Flor do Porto, Rezeude
S Companhia, 20 saceos assucar mascavado.
FdloniutliBrigue iaglez Titanias, James Crablree
& Compaohia, 600 saceos assucar mascavado.
Exportacao.
RioGraodedo Sol,brigue brasileiro Bom Jess,
de 127 toneladas, conduzio o seguiule :870 barri-
cas com 6.327 arrobas e 31 libras de assucar.
Cear, hiale brasileiro Novo Olindau, de 85 to-
neladas, cooduzio o seguiule: 25 volumes gneros
nacionaes. '
Canal pela Parabiba, brigue inglez Bell, de 378
ioaeladas, conduzio o seguinle :4,310 couros sec-
eos salgados.
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimento do dia I a 12.
dem do dia 13. .
15:0949083
691*727
17:785j790
PALTA
dos presos correnles do assucar, algodao, e mais
teneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernamburo, na semana de 12
a 17 de malo 1856.
Assucar emcaixas brauco l. qualidade
2."
mase.......x~
i> bar. e sac. braveo.......
mascavado.....
retinado..........
Algodao ein pluma de I. qualidade
2.a
1 o 3.a
em carneo.........
Espirito de agurdente......canada
Agurdente cachara........
v de i'aiin.i.......
resillada.........
do reiuo........
Geuobra].............canada
...............botija
Licor...............canada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas, uto alqueire
em casca...........
Azeite de mamona ........canada
mendobim........
c de peixe.........
Cacan............... tai
Aves araras .........una
> papagaios.........um
Bolachas ...\.......... ou
Biscoilos..............
Caf bun..............
i resstolho............
com casca...........
muido.............
Carne secca .........
Coco6 com casejk .T.......cento
Charutos bou ..........
ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba......... taj
em velas...........
Cobre uovo mao d'obra ...... <
Coaros do boi salgados...... u
verdes.............
espixados.........
de nuca.......... a
cabra corlidos.....
Caachinibo............*. milheiro
Esleirs de preperi.........urna
Doce de calda...........
goiaba..........
kcco............ B
jalea.............
Estopa nacional.......... ctO
wlrangeira, mo d'obra
Espanadores grandes........um
ii pequeos........
Farinlia de mandioca .......alqueire
ii milho......... (ji
aramia........
ali|.
(U
cento
D
Feijao..........
Fumo; bom ......
ordinario .....
em follia bora. .
a ordinario .
reslolho ; .
Iperacuauha......
Gomma .........
Gengibre.........
Lecha de adas grandes .
. ii ii pequeas.....
ii ii n toros....... i>
Praucha de amarello de 2 costados urna
B lomo......... 11
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e y a I de I.....
de dito usuaes....... >
Cosladiuho de dito........ s
Soallio de dilo...........
Forro de dilo...........
Costado de louro......... n
Costadinho de dit ..'..."...
Soalho de dito........... u
Forro de dito...........
cedro..........
Toros de (atajuba
Varas de parreira
aguilhadas........
qniris.......... ,.
Em obras rodas de sicupira para c. par
civos a d
Melaco. .....
nio......
Pedr de amolar
ii fillrar .
rebolos
Ponas de boi .
Piassava.....
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pclles de ca iien o
Salsa parrilh i .
Tapioca.....
I'nlijs de boi .
Sabao ......
Vinagre pipa .
9
9

teGtio
2)500
48180
63200
."MU)
5-in'i
15550
tOo
-'iii
5180
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9600
8.580
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8.580
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18600
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IOjOOO
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59760
88960
58500
1*000
59000
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29000
18700
9700
28500
108000
1281100
8160
9300
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158000
8320
58000
5200
8280
8200
8800
9400
18600
18000
28000
18000
28100
28500
I8000
.58000
108000
63000
IO9OOO
68000
58000
388000
38000
1*500
28000
8900
118000
2*9000
168000
308000
128000
88000
63000
.18500
83000
69OOO
33200
28000
3f000
13280
1960a
13920
13280
118000
2O9OOO
canada 9280
alqueire 28000
utna

zenda dssta provincia, em virtode da ordem de S,
Etc. o Sr. marqoez de Paran, presidente do tribu-
nal do Ihesouro nacional, passado, manda fazer publico que desla data a 30
dias lem de haver concurso para se preenrher as va-
gas de pralicantes existentes na meima Ihesouraria.
Secretaria da ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 18"*.
No impedimeulo do ollicial-maior,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Recife,
declara, para conhecimeulo de quein competir, qua
cin viriude mara, acompauhada da relario reiuettida pela od-
miiimlracao do cemilerio, tein de receber das pessoas
a quein perleuciam H cadveres de cholenco-, in-
humados no mesino cemileiio, uos mezei de feve-
reiroc marco ltimos, a importancia das respectivas
sepulturas,que nlo foram ainda pagas, qoer relativas
i pessoas livres, quer a escravas ; e para o referido
rercbimenlo marca o prazo de um mez, contado di
data desla, Mudo o qual se proceder a cobranza ju-
dicialmente.
Procuradora da cmara municipal du Recife, 2
da abril de 1856,
O procarador.
Jorge Victof Ferreira Lopes.
O Dr. Francisco Gomes Vellozo de Albuquerque
l.ius, juiz municipal da segunda vara, ucsla ci-
dade do Recife de Pemambuco.
Faro saber aos que a presente caria de edilos vi-
ren) 011 della milicia liverem, em como por este jul-
io se procedeu juslificarAo entre partes o bacharel
Luiz Rodrigues Villares e sua uiulher, e D. Joa-
quina Maria Pereira Viannu, e seguindo a dita jus-
lilicacao foi julgada como se v das se 11 leu cas do
(beor seguiule :
Vistos estes autos e allcudendo que em face dos
documentos de I1-. 32, 38 e 12, e dos depoimeulos
de fls. 49, 51, 53 e 57, est suflicienlemente proba-
do, alm da noloriedade publica, que a justificada
viuva l>. Joaquina Maria Pervira Vianua, malicio-
samente ou sam ra/ o, lem desbaratado 011 allieiauu
seus beus em prejuizo dos justificantes, seussucces-
sores legilimos :
Julgo provada a juslificacaio de lis 3, e bei a dita
justificada a viuva D. Joaquina Maria Pereira Viau-
111 por privada da administrado dos seos bens, que
tica a cargo do administrador que nomeio Antonio
Jos Gomes do Correio, que prestar juramento na
forma da lei, depois do que se providenciar e que
sejam arbitrados mantimculos, seguudo a pessoa
da justificada e os encargos que ti ver, sendo a pre-
sente seiiieura publicada por edilaes, c nos jornaes,
e pague a mesma justificada as cusas.
Recife 10 de selembro de 1855.Custodio Ma-
noel da Silva Guimares.
E mai- seiian conlinha emdila sentenc.a aqu co-
piada, depois do que seguia-se a sentencia do theor
seguiule.
Seni embargu dos embargos sustouto por scus fun-
damentos jurdicos a sen lenca lis 60 v., fls. 61,
na parte que que privou dajadinini.lraraq d seus
beusja viuva D. Joaquina Maria Pereira Vianua,
reformando-a, porm, quanto a numeac,no de admi-
m-irailor dos ditos beus a Autonio Jos 1. une-, do
* Correio, para nomear como nomeio para adminis-
Ira-Ios ao majar Miuoel do N'ascimeulo da Costa
Monteiro. c pague a embargante as cusas.
Recife 6 de dezembro de 1855.Francisco Gomes
Vellozo de Albuquerque Lilis.
Nada inais se contiuha em dilas sentencias, emvr-
tude da qual niandei passar a prsenle caria de edi-
los pelo theor das mesmas, hei por prodiga a dita
justificada 1). Joaquiua Mario Pereira Vianna, co-
ntse acjia declarado ludo as referidas miubasseu-
lenras.
E pelo que todae qualqaer pessoa ou pessoas que
a prsenle caria de edilos virem ficarao ecienles do
que vai aqu transcripto, a qual sera publicada e f-
vaila pelo respeclixo porleiro no* lugares do eos-
lume, c publicada pelo Diario de Pernambuco.
Dado e passado nesla eidade do Rerife, aos 12 de
maio de 1856. Eu Pedro Tertuliano da Cuuba, es-
criv3o subscrevi.
Francisco Gomes l 'tllozo de Albuquerque l.ins.
O lllru. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial.em euinunmenlo da resolucao
da junta da fazeuda, manda fazer publico, que no
dia 29 do correte vai uovaineule a prara para ser
arrematada a quem por menos flzer, a obra do em-
pe liMnenlo preciso no ale 10 dos Afogados, avalla-
da em 25:3003000 rs.
A ai reinalacan ser feila oa forma da lei provin-
cial numero 313 de 15 de maio de 1851.
E para constar se maudou ailar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provi reial de Pernam-
buco 13 de maio de 1856.Oncr itario, Antonio Fer-
reira da AuuuuciarAo.
u liiui. m. contador servil do de iospector da
Ihesouraria provincial, em cun>| '
ci da junta da fazeuda, manda
no dia 29 do corrente vai novamenlea
60 Casa terrea idem idem.
Ihesouraria do ronselho administrativo do patri-
monio dos orphAos, 10 de maio de 1856.
O thesoureiro,
Joaqaim Francisco Duarlc.
CONSULAT DE FRANCE.
Le Cnsul de I ranee a 1'lionueur d'invilerses coiii-
palrinles resiilanls ou de passage Pernamburo,
nn TE-DEL'M d'aclions ilc grlces, qoi sera ehaDle
jeudi prorbain 15 du cooraot, a 9 l|2 cl<> maliu. en
l'EgliM de la Penha, .1 l'nccasioii de la naissanec du
PRINCE IMPERIAL el dla conclusin de I.A
l'AIV. Le Cnsul de Franco, sur du patriotismo de
a* rompalrinlcs, a cru, par la relebralion de ce TE-
DEI'.M, devancer leurs inlenlions ; li ne iloule done
pas de l'empressenient qu'ils mellronl lous a se ren-
dre 1'iiivitalion qu'ii riionneur de leur adresser
et a eelcbrer dans une fle de famille. le double
bieufail qui vient d'ire arrorde a la France por la
Diviue Providence. Pernambuco 12 de maio de
1856.
g Por ordem do Erm. Sr. Dr. juiz pecial do commercio Anselmo Francisco Perelli,
convoco a todos os credores do fallido Nuno JUaria
ile Sena, e ao Hilador fiscal da massa do mesmo
fallido, para que no dia 23 do cnenle mez as 10
horas da niaubAa.comparecain em casa da residencia
do dilo Sr. juiz no largo da Sania Cru. bairro da
iioa-\ isla, a fim de ler lugar a nomeac,Ao de admi-
nistrador, ou administradores, qoc bao de receber,
e administrar a casa fallida do mesmo Senas ; visto
nao ler havido a reuni.io no dia 9 como fura deter-
minado, por ter fallado o curador fiscal, o quai deve-
ra comparecer munido das procurares bastantes e
inais papis que (endercm a referida lallencia. Re-
cife 10 de maio de 1856.O escrivao, Matimiano
Francisco Duarle.
A cmara municipal do Recife arremata osma"
leriaes velhos, provenientes da demolilo da rasa
meia-agua, sita na ra de; Caes, projeclado 110 norte
da ponte vcllia da Recife, desappropriada aocidado
Antonio .los du MagalhAcs lla-to-, encarregando-se
queiu os arrematar da rele ida demol, ,1.1: o) pre-
len.lente, dirijain-se por pelican a mesuia cmara,
ollereceudo o prejo por que Ibes couvier arrematar.
Secretaria da cmara municipal do Recife 8 de maio
de 1856.O secretario, Manoel Ferreira Accioli.
t**-*B.3Wft*!C.li|3:-5
2 COSTURAS 1)0 VIOTVL |
A De ordem do lllin. Sr. lenenle-roroncl ?
."S lireclor desle arseual se faz publico, que no CJ
vi dia 15 do crranle, as l| horas do dia, se pa- 9
9 gam no mesmo arsenal os bilheles seguinle-, 2
( de cortes oa de us. 32 a 35, e de feilios, os de 3$
* ns. 167, 178, 222, 232, 236, 215, 250, 252, fin
#.2,55, 257, 258, 261. 270. 275, 278. 279. 287, 33
;* 288, 292, 298, 299,301, de 305 a 307. de $
0 310a 312, 311, 318, 322, 328, de 331 a 331, r
9 338. 341, 346,336 e 36*.
9 Dirccloria do arsenal de guerra de Per- oa
) nauliiicii 13 de maio de 1856.O escriplu- j*j
gf rario interino, Antonio Francisco de Souza jb
Magalhes Jnior. &.
a 9f-a:ii-r-; -:?)!!) 3-:k 8 rii
De ordem do Ulro. Sr. inspector da Ihesouraria
de fazenla se faz scienle ao publico, que nos dias
20 e 27 do correle eslarao em prara peranle a re-
particao.para screm arrematadas a quem por menos
tizer, as obras do trapiche da mesa do cousulado.se-
gundo o plaun e orcamento que scrao franqueados
uesla secretaria a quem os qaizer consultar. Os
pretendcnles comparecain no lugar do coslume com
seus fiadores as 12 horas dos referidos dias. Secrela-
ria da Ihesouraria de fazenda de Pernambuco 13
de maio de 1856,
O oflici! maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Para a ftialiia,
pretende sabir com muita brevidade a veleira e bem
condecida sumaca nacional llortenciae, por ter ja
inais de meia carga a bordo ; parS o resto Iraia-se
com o seu eunsicnalario Anlonio Luiz de Olivcira A-
zevedo, na da Cruz 11. 1.
Precisa-se de marina brasileira para a barca
nacional ((Saudade e brigue nacional aMalIra :
quem se jalgac habililado, dirija-se a bordo dos re-
feridos navios.
gdfc
rimento da resolu-
azer publico, que
praca. para
ser arrematada a qnem por menos izer.a obra do- cim-
ento das reas do
a Jos em :li ,-HKl
alqueire 5
cortos necessarios no empedranl
liopila .estrada da Victoria), aval
res.
A ,-u 1.miao; 10 sera feila ua tirina da lei proviV
cial numero 343 de 15 de maio d 1851.
E para constar se maudou alUsir o preseulc e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria dalliesomaria proviucial de Pernambu-
co 13 de maio de 1856.
O secretaria.
A. F. d'Aunuuciacao
O lllm. Sr. contador serviudo de inspector
da Ihesouraria provincial, em cuqiprimento da reso-
luto da junta da fazenda, manda fazer poblico, que
no dia 27 do correte vai uovainenle a prara para
ser arrematadas a quem por menos lizer.as ob'rasdos
reparos de que precisan) a cadeia e a casa da cma-
ra da eidade de Oliuda, avahadas em 2:6108000
reis.
A arreen atacan sera feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 185).
E para constar se maudou afliiur o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria praviucial de Pernaru-
buco 13 de maio de 1856.
O secretario,
A. F. oAnnunciacao.
O ccronel Domingos Alionen Nery Ferreira, presi-
dente do conselho de qualificaso da freguezia de
Sanio Anlonio. .
F saber a quem couvier,que o mesmo conselho
(em de reunir-se no consistorio da! igreja matriz des-
la freguezia no dia 18 do corrente nie.pelas horas
da manila 1. para comecar os seusltrabalhos, em vir-
iude do decreto n. 1130 de 2 de mareo de 1853.
Convida por Unto todas as pessoa's, que lenham
reclamares a fazer, liaj.lo de comparecer para alle-
gar o seu direilo, juslilicando-o na forma da lei
n. 1602, de 19 de selembro de 1850, e uslrucces
respectivas.
Freauezia de Santo Anlonio do Recife 10 de maio
de 1856.
Domingos A//onso -Vin/ Ferreira.
9ft>t$<> mt*tm**o$.
Maranhao e
Para.
O palhabote LINDO
PAQUETE, capitSo Jos
PmtoNunes, legue com
^brevidade aos portxw in-
dicados, falla-llic nm ter-
co do sen carregamento, para o qual
tratare com o consignatario Antonio de
Almeida (ornes, na rita do Trapiche 11.
l(i, segundo andar.
para Lisboa
sabir.i com toda a brevidade o patacho poetogoet
"Brilliaule, capilao Antonio llraz Pereira; pura
carga Irala-s com o uie-inn capilao, ou com o con-
signatario Domingo! Jos Fereira Guimares, na
ra do Queimado n. ,35.
Consulado de Franca em Pernambuco.
O capillo Moulon, comman lanle do brigue fian-
cez ((Ernestu, tendo solicitado e obllo a aulorisacao
de contratar um emprestiiuo de 8,000 francos a risco
martimo sobre o casco, apparclhos o sobresalenles
do dito navio, na sua presente viagem desle porlo
para o de Marselha ; o cnsul de Franca tcm a
honra de prevenir as pessoas que quizerem" arrema-
lar esle Irato, para comparecer sahbado, 17 do cor-
renle mez de maio, as 11 horas da iiianhaa, na chan-
cellarla do consulado de Franca, aonde sera proce-
dida a adjudiracilo da dita quaulia de 8,000 francos
sol propasta lacradas, a aquella que for inais favo-
ravel.
O agente Oliveira far leilo. por aulorisacao
e em preseuea do lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
das-fazendos e aruiacn da loja, que foi do finado
Jos Ittuacio herrn a da Silva, sila ua roa do Quei-
mado, 11. 43, e adverte, que o respectivo iuveulario,
s avaliarOes feitas por penlos logiiiu, se acha em
eu poder para esame auteripado dos prelen-
deules, assim como, que se mirante o arrendamenlo
da loja ao arrematante : quarla-feira, Hdocorren-
le, as 10 horas da manha, na indicada loja.
O ageute Oliveira far leilao de poroto de mo-
bilia de Jacaranda e de oulras madeiras, coiisisliiido
em sofs, coiisolos, bancas de meio de sala com pedra
e sem ella, cadeiras usuaes, ditas de balando e de
bracos, piano, um rico luslro de 8 luzes, araudellas
de .1 dilas, um magnifico espelho, cortinados novos
para japellas, candelabro, lanternas, candiuiros de
globo, jarros e figuras de porcellana, dourados, qua-
dros, relogio para mesa, baucas para jogo, guarda-
louea, guaida-veslidos, commodas, loucadores, lava-
torios, nina carleara nova, bancos oom assento de
p.ilhinhd, cumies para chapeos, mesas dejaiilar, ap-
parelhos de porcellaua para mesa, sobre-mesa e para
alnioco, colhcres de melal fino para cha, frucleiras
de vidro, compoteiras, porta-licor, garrafas de crjs-
lal, copos part agua e violto, porrao de maugas de
vidro, urna bomba para cacimba, banheiro e bacas
do folha, um rico faqueiro moderno de prala, do
qual ainda se d3o fez uso, e ouiros muitos objeclos :
sevla-feira 16 do correle, as 10 horas da manh.ia,
na ra do Vigario u. 25, segondo andar.
O agente Oliveira far leilau, sem reserva em
prec,os, das seguintes propriedades : nma casa de
obrado no Forte do Malos, ra do Costa ti. 12, com
i" pa I mj. de frente, em chaos proprios ; urna dita
terrea, com 65 palmos de fenle, quintal e caes no
fundo, na lloa-Visla. ra do Moudego u. Di, em
chaos proprios; um terreno de mariuba na praca
nova do caes de Apollo 11. 18!) A, com 15 palmos
de frente, 75 de fundo c mais 75 de largo pela par-
le de detrs ; e inelade do ptimo sitio na ilha da Pas-
sagem da Magdalena, passando a punte grande e
perto da estrada, o qual lem bella casa, seuzala,
um viveiro, bstanles coqaeiros e nimios uniros ar-
voredos frutiferos ; e assim inais alguns escravos pe-
cas de ambos os senos : segunda-feira, 1*1 do corren-
te, as 10 horas da m.i.ih.'ia, no seu cscriptotio, ra
da cadeia do Recife.
O agente llorja, far
leilao era seu armazetn
na ra do Collegio o. 15,
de um completo sorti-
inenlo ile obras de mar-
riueria, como bem di-
versas inubili ,s de Jaca-
randa novas e uzadas
dilas de amarello, 2 p-
timos pianos novos de Jacaranda, 2 ditos em bom uso,
um rico santuario, vasos e enfeitesde porcelana para
sala, toma, e vidro finos para servieo de mesa, ei-
cellentes lavatorios francezes de nova uivencao e seus
pertenecs, relogios pera algibeira, obras de ouro" e
prala, diversas pecas avulsas de marceneria de todas
as quididades e oulros muitos objectos que s com
a vista se podem apreciar, os quaes se acliam patn-
tenles no referido armazera. e se entregarlo pelo
maior prer;o olTerecido, vislo que nao ha limite de
qualidade alguma : quinta-fe ira 15 do correule as
II lloras da raauhaa. c ao meio-dia em poni ir
I imliem a leilao urna excellenle mebilia de jacarau-
d para sala, urna riquissimn cama franceza lamhem
de jacarando, urna mobilia de amarello para sala de
fuudo, um grande guarda-vestidos, um guarda-rou-
pa, varias commodas, aparadores, lavatorios, e
niais utensilios de casa, ele, de um uobre eslrau-
geiro que se retira para fiira do imperio 12 cairas
com sapatos do Ar.ical> c urna grande porcao de
chapeos de palliinhada Italia.
O coinmaiiddiile Macicl Jnior, do vapor bra-
sileiro (i Mrquez detllinda Cara leilao por ordem
dos directores da companhia Pernambucana de va-
pores eosleiros, com Henea ,lo Exin. Sr. Dr. juiz
do comnicrcio desta cidade,por interveucao do agen-
te Itoberlos, e por conla e nuco do quem perlcncei,
em diversos lotes, dos objeclos seguintes : casco de
ferro, machina de vapor uova e completa maslros,
maslareos.lraqueles, cabos, gurups, pn'o de bujarro-
na, retranca, gunicho patente, bomba, correnles, vi-
rador, radernaes, moiles c cabos solleiros de diver-
sas qualidades, escalcres grandes com maslros, vel
las a remos, filtro rom pedra, caira c Ibuos, bancos
de palbiiiba com pes de ierro,di1.- ditos de madeira.
Iripos, pipas e o raais que se a-'tar no dilo vapor na
barra de Gnianna mide naufr^jou de volts
quintal
duzia
cento
molho
meio
!U)
urna
e

cento
8610
68000
8800
48000
8320
asooo
UsWOO
8320
16?OOo
38.VH)
CT2I0
8120
30)000
9Btot>imento 2>o pnio.
navios entrados no dia 13.
Rio de Janeiro21 dias, brigue brasileiro Maiia
Luza, de 203 tonelada, capujo Joao da Silva
Moraes, eqaipagem 13, carga pipas vasias ; a An-
tonio de Almeida Guimarae?. Paisigeiros, Joao
Antonio do Amaral e Anna Rosa.
oSti-27 d'M' Dril",e po'li'r!"''* "Viajante, de
2i8 toneladas, capilao Manoel dos Sanios, equipa-
rte, a, carga vinho e mais gneros: a Thoraaz
de Aqumo Foiueca & Ftlho.
y"t*os sahidos no mesmo dia.
BahaBarca ingleza oSnoudon, capil.10 John Ro-
binson, em lastro.
demPatacho brasileiro Esperanra, capilao Joao
Pinto de Campos, carga farinha d'e trigo e mais ge-
ueros. Passageiro, Filippe Custodio de Faria.
Coliogoiballiate brasileiro Santa Lnzia, mestre
bilovao Kibeiro, carga carne secca e mais gneros.
(SMtatb.
"O
, Sr. ioepeetor di ihesouraria da la-
't(larace&
CORREIO (KRVL.
Aadministracio precisa de homens cami-
nlieiros para oooduarmalas: quem qn-
er comparetJB na referida i idministraro.
Parte boje o correio da Victoria, Be-
zetros, Bonito,Caruar, Altinho e Gara*
nluius,
Directora g-eral da ins-
fruccao publica (la pro-
vincia.
Pela respectiva secretaria so fa publico quo se
acliam vagas as cadeiras de instru c,ao elementar do
1grao do seno masculino da villa de Iguarass.Bom
Jardim, Garanhuns, Panellas, Cruangy e Barreiros;
e do segundo grao da freguezia de S. Pedro Marlvr
de Oliuda ; e mais cadeira do seso femenino do
Curato da So da sobrcdila cidade.e qoe Rea marcado
o|prazo de 60 dias a contar da dala desle,para a ins-
criprao a processo de habililarao dos candidatos, na
forma do art. 21 da lei provincial n. 369 de 11 de
maio do aono pronimo passado, pela qual se regula
nao s o processo de habililacao como' o concurso
para provimeuto.das sobredi'tas cadeira. E para
Cooslar se mandn publicar o preseote pela im-
prensa. SecreUriada dirccloria geral 12 de maio
de I806.O secretario, Francisco Pereira Freir.
Nos dias 13, 16 e 20 do correte mez de maio,
o conselho administrativo do patrimonio dos orphaos,
tem de levar a praca publica a renda animal dos
predios abano declarados, a cniucrar do primeiro de
julhu prximo vindouro, a 30 de juuho da 18,"i7.
Os licitantes com seus fiadores, haj.iu de comparecer
na sala das sessi'e da mesmo conselho, as II horas
dos mencionados dias ; e de accordo liquem os I
actas inquiliuos que esli/ereni 1 dever alugucres '
atrasados, uilo poderao laajar, sem que se moslrcui
quites para com o mesmo patrimonio.
31 Cesa terrea ra da Madre de i>eos.
32 Dita dita idem idem idem.
33 Hila dita idem idem idem.
31 Hila illa idem idem idem.
35 Pila dita idem idem idem.
36 Hii 1 dila idem idem idem.
37 Sobrado ra d>- iloias.
38 Dilo idem idem.
30 Uilo idem idem.
10 1. i-a terrea roa da Lapa.
11 Dila dila idem idem.
42 Dila dila ra do Codorniz.
43 Dita dila idem idem.
44 Dila dita ra da Moeda.
4~> Dila dila idem idem.
46 Dila dila idem idem.
47 Dila dila idem idem.
48 Dila dita ra do Amorn.
10 Dila dita idem idem.
*>0 Dila dila idem idem.
31 Dita dila idem idem.
53 Dila dita idem idem,
53 Dita dila idem idem.
51 Dila dita idem idem.
Vi Dila dila idem idem,
36 Dita dita idem idem,
57 Dilta dita ra do Azeite de Peiie.
58 Dita dila idem idem-
9 Sobrado idem idem,
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Os aliai\o assiguados, com loja de ourives ni ra
do Ceboga u. II, confronte an paleo da matriz e roa
Nova, fazem pnblico, que estilo recebendo coiilinua-
dainente muilo ricas obras de ouro dos melhores
goslos, lano para senhoras como para homens e me-
ninos ; os preeos contiuuain mesmo baratos, e pas-
sam-se contas com respoiisabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou IH quates, licaudo as-
sim sujeilos os mesmos por qualquer duvida.
Seraphim i\ li mo.
Ollerece-se um rapa/, crioulo, de boa conduela,
o qual pode dar fiador, par servir de criado 011 mes-
mo de copeiro para alguma casa eslrangeira ou lira-
sileir* : quem pretender pode procura-lo oa Gam-
boa do Carino 11.16, casa de ourives.
Ale ."O.SOOO.
Da-se dinheiro a premio era pequeas sommas,
al a quanlia de 5X19000, islo sobie penhores de ouro
011 prala : 1111 ra da Concordia, passando a Iravessa
da cadeia, na teguoda casa do lado esquerdo.
Necessila-se de um sacerdote para dizer missa
em lodos os domingos e das santos as S horas do
dia ua igreja de N. S. da Soledade : quem preten-
der, dirija-se ao juiz da irmandade, morador ua So-
ledade.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
sej.i capaz de lomar cunta da mesma por balance,
(laudo fiador a.'sui conduela : ua ra da Cruz
n. 28.
Firmino Ferreira Leal, subdito porluguez, vai
a Portugal.
Arrenda-se o eiigenho Camacho, dislanle des-
la praca tres legoas, perto d t mangue o distante da
praia da fortaleza de Pao Amarello Ires quarlos de
legoas, freguezia de Maranguape : quem quizer ar-
reudar dirija-se ao engeiibo Paulisla, asseverando
que piide safrejar de 1,500 p.les para cima, e lem
Ierras enjutas c frescas quo se pude plantar no v era a.
c muilo maneiro.
Victorino Jos Correia de S.'i Duarle na sua
ausencia deia por seus bstanles procuradores nes-
la eidade. em primeiro logar an Sr. Joo Kodrigues
Ferreira, em segundo lugar o Sr. Juau Baplista Ito-
drigues c em tereciro ao Sr. Joaquun Pereira da
Cosa Lorangeira.
Arrenda-se o engenho Uuranhaem, silo na fre-
gaesia de Serinhaem.moente e corrente, a ruargem
do rio'do mesmo nome. cora embarque a porta, com
boas trras de planlacfies, tanto de cannascomo de
roras : qoem pretender dirija-se ao seu propieta-
rio 110 engenho Uosario, adverlido-se queja no cor-
rente mez pode quem o arrendar principiar a plantar
rocas A;c. i por isso que o actual rendeiro s lem de
cnliier a safra que se acha 110 campo.
ATTKNCA'O.
Precisa-se de 2803 a juros com segurauea em
um escravo pedreiro, pagaodo-M os juros mensal,
cu tambera suje.ta-se os serviros do mesmo esclavo
para pagamento do principal c juros.fazse este ne-
gocio mesmo com alguma pessoa de fora da eidade,
que precise de um pedreiro.e raiador : a quem cou-
vier annuucie para ser procurador.
Deseja-se saber onde reside o Sr. Joilo Jos
Ribeiro.ha porteo (bogado do Par, parase tratar de
negocio de seu iuleresse.
Perdeu-se honlem das i as',6 horas da larde,
da Patsagemal o IVecife.oma carleira com 1451000
em seduias diversas ; um Ululo de residencia, urna
lellra paseada no Rio Graudc do Norte de 25">?720
e mais diversos papis, ludo pertencente a A. Ro-
drigues de Meirelles : quem a achou o liver cora-
rao generoso far o favor de restituir na travessa da
Madre de Dos 11. 10 que se gratificar.
Fugio no dia 9 do corrente da ra da Aurora,
casa de Jo3o P. deLeraos Jnior o escravo mulato,de
idade de 28 anuos, foi vestido com cale,a e jaqueta
de algodao riscado americano, he barbado e lem ca-
bello cortado rente, e he bstanlo sonso : quem o
pegar e o levar a dila casa ser recompensado.
No becco do Camarao casa n. 3, lia bons cha-
rutos de S. Felis, e por preco coinmodo.
A taberna de Girjau de tama recebcu novo
- 11 iimeni., de bolachiiilias finas para cha, lem pie
lodos os dias assim como tem bom sorlimento de
farinha de trigo para pilo e bolachinhas.
No dia 7 do correule fugio o meu escravo Mi-
guel, cujos signaos silo os seguintes : cabra, reforra-
do, de estatura e feires regukres, com falta de im
deute no queital de bailo, cara descarnada, cosluma
rapar a barba, peruas arqueadas e ps grandes, ida-
de 25 anuos; foi escravo do fallecido Thomaz que
morou em Sanio Anlao, he filho de Filippe, irniao
do dilo Thomaz, morador em Cariri, dislricto da
villa de Campia e fazenda denominadaTres Ir-
maosou Cacimbas; suppe-se o escravo ler procura-
do Paje de Flores.por ter silo no dia 8 encontrado
em Kip id a procura de dous moradores dessa co-
marca, para onde era de coslume viajar com cargas
de fazendas : rogo as autoridades dessa comarca dig-
nein-s de dar suas ordens, alim de couseguir-se a
captura do escravo, se por ventura all estiver, e aos
capilaes do campo recoinmendo-u, cerlos de que se-
r.lo generosamente gratificados. L'tisenho Tapera,
freguezia de JaboaUlo 12 de nulo de 1850.
Miguel I', de Santa Leo.
Precisa-se de um porluguez para andar conr
primeira viagem aos portos do norte, e em continua- "'"'' carri"."''.: quem quizer dirija-so ao corredor do
cl(> sor.lo vendidos tambem era dillercntes loles os
objeclos salvados e conduzidos para esta eidade, e
que eslarao patentes no aclo di leilao, scxla-feira 16
do corrente as 11 horas da raai.haa no For le do
Mallos.
yM%& :^ii)cr^eJ3.
!\Saraiihao o i>ar.
Segu em poneos dias o brigue escuna brasileiro
Graciosa ; recebe carga c passageiros : trala-sc
com o consignatario Jos llaplisla da Fonseca Ju-
-nior, na ra do Virarlo n. ).
RIO DE JANEIRO
segu 110 dia 16 do correule mez o patacho Unni
Jess, para o resto da carca, passageiros c escravos
a frele Iraia-sc com Caelano Cvriaco da C. M. ao
lado do Carpo Santo n. 25.
Companhia
do uavegacao a vapor Lu-
s.i-Bras.Ieira.
Kspcra-se, viudo dos portos do sul al !5 do cor-
reule o vapor (l>. Pedro llu, coinaudaule o Iciienle
Viegasdo O': e depoisda comptenle demora seguir
pin Lisboa pelas escalas : para passageiros, eneoiu-
mend.es e cartas, dtrijara-sc ao agente Manoel Duarle
Itodrigues. ra de Trapiche 11. 26.
Para o itio de Janeiro
O veleire- b-m couhecido patacho nacional A-
mazonas, pretende seguir com muita brevidade por
ler doos tercos de seu carregameuto promplo ; pan
o resto da carga e escravos a frete, para o que lem
cxceller,.es cociinodos, Irala-se com o seu consigna-
tario /.nlonio Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz
11. \J
- ParaoAracalj segu cm poneos dias o bem
c/nilieci lo nlliale Capibaribeo para o resto da car-
/
ga e passageiros : trata-sena ruado Vigario n. j,
/< Precisa-se de um pillo com carta para o bri-
gue-escuua brasileiro Knpidj i>, que segu viagem
para o Rio da Prala : a tratar com Caeikoe Cvriaco
i da C. M. ao lado do Corpo Sanio, n. 25.
I Precisa-se de marujos braseiros : a bo.rdo do
I brigue-escuna Rpido > tundeado em frente do
1 arseual de guerra.
MEZ
Ifariaimo.
O livro do mez Mananto augmentado de varias
orajes, nico usado pelos devotos da PENHA:
vende-se smen(e na livraria ns. 6 e 8, da prsca
da Independencia, a dez lustoes.
>Precua*C de una ama para o ser-
viro inlecno de urna casa de pouca fami-
lia, agradando paga-se bem : na ra
Bella n. 57^~
O lllm. Sr. tliesotireiro manda a-
/.er publico, que se achare a' venda na
tliesouratia das loteras, ra da Aurora,
casa 11. (i, das!) a'$3 horas da tarde, os
bilheles, meio e rpiartos da primeira
pane da primeira loteria concedida ao
Senhor Bom lesas das Doi -s na igreja de
8. GoncaJo, cujas rodas andana imprete-
nveliente no dia 20 do corrente me/.,
as8e meia horas di manhaa, nosalo
do convenio de Nossa Senhora do Carino :
outro sim, qne as listas serao distribuidas
gratis aos compradores de bilheles no pri-
meiro dia til as lioras da manhaa, e
que no dia 3 pnneipiarao os pagamen-
tos da referida lotera das 10 horas do dia
a soda tarde, na ra da Auroia 11. 2(.
Tuesourarja das loteras 10 de maio de
18,)li.O escrivao, Antonio Jos Uuarte-
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da Companhia de Be
beribe convoca' o.s senhores accionistas
para se rcunirein em asserablea geral, no
da 2.1 do corrente, 110 escriploriojia mes-
ma companhia, ra Nova n. 7, para de-
cretar-ge o l(j dividendo, e proceder-s a
eleicao daadminislrariio, na forma do
I'do art. 19 dos respectivos estatutos.
Recife ldem.iio de 1830.O secreta-
rio, Luiz da Costa l'ortocarreiro.
lispo, no primeiro sitio.
Precisa-se de um porluguez para cancho de
um dos melhores SBgenbos da villa de Pao d'Alho,
que saiba ler, eserever e contar ale cania de repar-
tir, pagaudo-se bem : a tratar na ra da Praia, ar-
mazem n. s.
I'ersunla-se a direcro da companhia de Bebe-
ribe so ainda oio lie lempo de taier-se a eonvoraeilo
de accionistas para que tcnba lunar o dividendo, p'ois
que estamos a til de maio e aiuda islo se nao fez.
1 ni accionista.
Precisa-se de urna innllier de boa conduela pa-
ra ama de dous meninos : na ra da Cadeia Velha
ii. j.
Precisa-se de Irabalhadores de envida ; na ra
da Cadeia Velha u. 15.
Precisa-se do urna ama de leilc, paga-se bem :
na ra das Cruzes n. 33,
Na fabrica <5e enf^ado
francezdo aterro da Boa-Vista precisa-sc de officnies
de sapaleiro para obras finas, paga-se bem.
Attenco
Biscado escuro e muilo largo, proprio para roupa
de escraros a 160 o covado, colchas brancas adamas-
cadas de muilo bonigoslo a "i-, atoalhado adamasca-
do com 7 palmus de largura a I56UO a vara, toalbas
de panno de linho alcoxoadas t> lisas para rosto, as
mais superiores que lem viudo ao mercado, ditas
para mesa, t:oardauapos adamascados e oulras mui-
tas fazendas por preco comtnodo : vendem-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volla para a ra da
Cadeia.
Pariz.
Cortes de -liitfi
a 4,000
franceza
rs.
Com esle ululo vendem-se corics de edita france-
za do ultimo oslo com 12 covados cada corle : na
ra do Oueunado 11. '21 A.
Jos Das da Silva Uuimariea pelo presente
aar.dece cordialmenle aquellas pessoas que
no dia S do correule se dignaran) assistir na
igreja da Consrcgaeao as exequias de seu Goa-
do amigo, Manoel de Sju/.a liuimares.
rnmva**,*'srmiim&fwm 11 iimihi
lena 211 do correule. na matriz da
na
eidade de Nazarelb, celebra-so um nflieio pela
almado Uado leneule-roraiucl llerculano Fran-
cisco Bandeira de Mello, e para o qual silo
couvidados os amigos do mesmo fiuado.
Dase 3 juros rasoaveis com pinliores do ouro
011 prala, a quanlia de 50 a jOOj rs. : na ra da
Calcada n. 10.
Honlem 11 de maio pela nma hora da larde,
fugio um carneiro do siliode Joao Evangelista da
Cosa c Silva,no lugar da Capunga.cujo carneiro ho
lodo branco, grande, mo\o, c do meio para a cauda
o pello corlo, tomou para o lugar do Mauguinlio
Soledade : quem do mesmo der nolieias 011 o levar
ao rac-mo sitio, ou na ra da Cruz do Becife 11. 21,
ser gratificado.
Precisa-se de ama forra ou rapliva que saiba
cozinhar.e fazer os mais serviros de una casa de fami-
lia ; a Iratar na rna da Cadeia do Becife loja de ftr-
ragem 11. 11.
Na ra do Mndese n. 99 precisa-se alugar
2 ou 3 negras todas s lardes para vender azeite .le
carrapalo, paga-se-lb.es bem e o azeilo vende-se por
menos do que outro qual quer. g
Ha-se lil-iMNl por mdicos jnros a quem os
garantir com pennores de ouro : na ra cslreila do
Bosaiio 11. '1 se dir.
ATiENlVU.
I.ava-se eengomma-sc com loda pcrfeieao na ra das
Calcadas pegada a casa do delegado no primeiro an-
dar, e na mesma casa | recisa-se de una boa engom-
madcira.
<)lleiecc-sc um moco porluguez, saliendo muilo
ampo assobradada passeio cm ] bem ler. eserever, e eontar.para r.izer a cscriplurarao
roda, com baslaules commodos, com sanzalu para '
prelos, estribara para qualro cavallos, curra] pa-
ra vaccas. corbeira, casa para felor, galloetro,
AtteneSo.
Hesapparecea da ra da Cadeia, esquina do becco
doOavidor, um mulalinho de mime Movss, idade
de .'1 anuos, claro, cabello corrido e lou'ro, veslido
com orna camisola de chita encarnada, c calcado :
quem o adiar, ou quem o tiver em seu poder, quei-
ra entretai-lo na mesma casa cima declarada, 011
no Hospicio, silio do finado Arcn o Forlonaloda
Silva, que sera gratificado, potado contrario proce-
der-se-ia com o rigor da lei contra quem o deliver.
-Moga-se ama ama forra oa captiva de meia
nlade, que saiba cozinhar, para duas pessoas: na
ra das Cruzes n.a20, taberna, se dir quein quer.
Precisa-se de ama ama forra ou captiva, pre-
ferc-se prcla, para o servieo de nina casa de peque-
a familia, que engomle alguma rousa. c saiba
comprar : na ra do Sol, runfronte ao porlo das ca-
noas, sobrado n. 2!, primeiro andar.
rsz-se negocio com melada do bem eoohecido
silio na estrada de Henifica 11. 10, defroule do sitio
da viuva do Sr. Uelfino *Jolir.alvcs Pereira Lima
com urna boa casa de c
e um quarlo pequeo junio, cacimba de beber,
e tanque junto, rom bastante terreno, e bas-
tantes pea de coqueiros e manguciras, c oulros arvo-
redos, o terreno a margem do rio, nma grande bai-
U para r.ipim, adverle-se que o terreno he proprio,
tambem se faz nesoeio com una parte do grande si-
tio na estrada de Belem.com duas casas terreas, c um
sobrad., ns. I, :1, ;,, com bastan!,9 arvoredos, e urna
grande baixa de capim. em terreno proprio, o qual
silio foi da fallecida I). Maria Francisca de Almeida:
com qualquer um desles sitios nao s se Taz negocio a
ilinlieiru. como permuta se por casa Ierras, a pesoa
qoe perlen.ler'qiialqiier um desles, dirija-sea ra' do
> igario.armazem de Brilo Queirz A C, que se dir
com quem se hade tr.lar.
dequalquer casa n.icionalou eslrangeira.e fazer tam-
bera as compras por atacado 011 por miado da mes-
111a casa, como tambem cobrar dividas, como lambem
midera ensignar as primeiras lcllras a meninas ou
meninas do mesmo senhor, se os livcr.e haveinlo lu-
gar para isso, para o que se neressario for dar bl-
anca ao seu bomjcomporlamento e elaldadc : tquem
do incsnio precisar annuucie a sua morada para ser
procurado e Iralar-se.
En abaixo assignado declaro ao respeilavcl pu-
blico que deixei de ser caixeiro da botica dos Srs.
Mu iv r a & Fragozo desde'* dia 10 do correle'mez.
Jos Francisco Bilaucourl.
Precisa-se de una eserava fiel para o servieo
de unir casa de familia : quem tiver e quizer singar
dirija-sai a ra da Cruz, sobrado 11. 23, que achara
com qfetu tratar.
Oh que pechin-
cha.
Na ruado Passe Publico, loja n. 9, de Albino Jos
l.eite, vendem-se lindos corles de Coicas de meia ca-
semira de algodao muilo eucorpados a lo cada um,
dilos de brim de linho escuro a NOO rs., ricos corles
de cassa cinta muilo fina a 2?, cintas milito finas a
220 o covado, meias prelas para senhora a :100 rs. o
par. panno lino azul grosso, proprio'para capoles
a 2>o covado. madapoln fino a :l500, 4* e 1.i00,
chapeos de sol com barra a 2J, chales braneos de
cassa a 610, lindos corles de fusloes de cores para
colletes a800 rs. cada um, e oulras mudas fazendas
baratas.
Alugam-se carracas para conduzir trastes ou
maleriaes, por preso muilo em conla : na ra da
Alegra na Boa-Visla 11. 42.
Precisa-se de um criado de 11 a 90 anuos de
idade. para urna casa de pouca familia : a tratar na
ra Nova n. 20, segundo andar.
Precisa-se de dous lavradores para u engenho
Bella-Bosa na freguezia da Lu2, e que lenham escra-
vos, fazendn o rendeiro alguns inleresses aos lavra-
dores relativamente ao mel, e dando boas casas e
ptimas Ierras para plaulac,ao da canna : trala-se uo
lito cugeuho.
Ollerece-se um moro de boa rondada c bstan-
le habilitado para ensinar por casas particulares, e
mesmo em qualquer engenho, primeiras lellras,
grammalica nacional, lalim, francez, etc. II mesmo
se comprometi a ensinar a fallar e eserever esta ul-
tima liugua, lem pralica de eusino, da fiador a sua
conduela : ua ra da Cruz, loja de livros o. 52, se
dir quem he.
Manoel Ignacio de Oliveira, ein viriude de se
retirar para a Eurupa, lem eulregado ao Sr. Jos
Joao de Ainorim a gerencia dos negocios do Sr. Elias
Baplisla da Silva, da que estave enrarregado al 10
do correule, Becife 12 de maio de ISjfi.
No dia 10 de maio fugio urna eserava crioula,
de nome Mereocia, idade 19 aonos, pouco mais ou
menos, altura regular, cor fula, no meio da testa
lem urna cicatriz," c tem mais duas, urna junto,
e oulrs cima do olho, nao se explica de qoe lado
he por nao se ler feilo reparo, he a primeira vez que
foge, ps seceos bstanle compridos, nariz chalo.
heieas grossos e anelei ein-. cabeca redonda, refor*
cada do corpo, falla uin lano 1'anhosa, lie muilo va-
dla ; levou veslido de chita cor de rosa, ataca atrs,
he frauzido adiante, nbcrlo ale o meio do peilo, le-
vou panno da Cusa de lislras largas azues e verdes,
desbolado, be natural do brejo de Bonaneira, lem
um conhecimeulo na eidade de 1 Unida, foi vista no
paleo do Hospital, na rna das Cruzes e no paleo do
Ierro, de primeiro vendia arroz doce n'um labolei-
ro encarnado, lambem vendeu cangica alguns lem-
pos, agora prximo vendia augii de inilho em chica-
ras c pires,e maeacheira de tarde,he muilo conhecida
por|loda a parte : portante roga-se as autoridades
policiaes e capilaes de campo, ou qualquer pessoa
que a apprehender, levem-a ra de Sania Bita n.
72, que lera a gratificarlo de 30JO00.
Alusa-se urna mulata de bous coslumes propria
para o servido iuterno da urna casa, sabe coser o en-
gommar com perfeic,ao : na ra Direila 11. 32, se-
gundo andar.
Attenco.

Faz-se lodo c qualquer negocio com um airoazem
de azeite silo oa ra das Cruzes, ruailo bem afregue-
zado, e se acha bem montado de todos os oteocilios
para o mesmo negocio ; lambem se permuta por al-
gum silio qiie lenha proporroes para dar muilo ca-
pim novero, voltando-se o excedeute. poisomesraa
armazem conten presentemente para mais de H00
ranadas de azeite : quem quizer fazer algum negocio
appareca na mesma ra das Crazes o. 20, seguirdo
andar.
O deposito de caldeiraria silo na ra Nova n.
27. mudou-se para s mesma roa n. .'13, aonde conti-
na a comprar moldes velhos, como seja, cobre,
brouze, labio, ele.
Lotera
do Sr. iiu-Jesi.sdas Do-
res, da igtej de ^'. Uoil-
callo.
Aoj 4:000,. 2:000s e l:000s'000 rs.
O abaixo assignado tem resolvido de
ota em diante vender os seus bilheles e
i|iiirtos com um abatimento em seus
|)iucos, cohlbrme se v abaixo; cujos l>i-
llietes, (jiiartos e meios se acliam a venda
as lojas da (iraca da Independencia ns.
lo. 15 e 40. ra da Praia n. 30,'ruado
Livramento n. i, aterro da Boa-Vista
ns. os e W, cuja lotera tein o andamento
desuas rodas 110 dia terca-feira 20jdo cor-
rente, em o salo lo convento de Nossa Se-
nhora do Carino. O mesmo abaixo assigna-
do se respoBSabilisa a pagar por inteiro
todaequaUjuersorfe <|ue porventuraob-
tenham os seus billie'es vendidos com 8
sua rubrica.
Billietes 43700 recebe por inteiro 4:0005000
Meios 23400 2:000>000
Quartos 1J|200 1:0003000
Declara inais que paga iudistinctamen-
te toda e qualquer sorte, logo que sabir ;
lista geral, em o seu escriptorio, na ra
do Collegio n. 21, primeiro andar, das
! horas da manba a's ."i da tarde, dos
das uteis.Antonio Jos Rodrigues de
Sou/.a Jnior.
Retratos.
O abaixo assignado tendo transferido
sua ollicna do Estabeleciment Plioto-
graphico para a ra Nova n. 21, nova-
mente avisa ao respeitavel publico e aos
seus amigos elregue/es, que tendo con-
cluido a galena de vidro acha-se presen-
temente habilitado a tirar retratos com
toda perfeiQo, c que espera a proteccao
do publico, e sua concurrencia para vi
y.itarem sua exposicio, que provisoriamen-
te contina no anti jo local, onde poderao
dirgir-se para apreciar o seu trabalbo,
e no caso que queiram tirar o retrato, na
mesma exposicao acha-se constantemente
urna pessoa habilitada para tomar os no-
mese dar um cartao mareando as horas
que as pessoas devem comparecer, para
com piolet cuchi serena servida sen: in-
teriupcao aos seus afazeres. Galera
Photogtaphica 12 de maio de 1856.
Augusto Stahl.
(i. Adolphc Bourgeois, tendo do fa-
zer uma viagem a Europa para tratar de
sua saude, pede encarecidamente aos seus
devedores de vir ou mandar saldar suas
tontas uestes seis dias, da mesma forma
acuelles aquem elle lica devendo, de pre-
sentar suas contas para ser saldas.
Nos qualro cantos da Bou-Vista n. 1, precisa-
se de um pequeo para caixeiro de taberna, prefe-
re-se com alguma pralica.
Jos Vieira dos Sanios avisa a quem convier,
que detxa de vender espiritas narionaes em suas ta-
bernas da ma do Rosario n. 16, e ra do Caldeirciro
n. 9t.
Quem precisar de um caixeiro para loja de fer-
rasens ou de fazendas, tendo pralica, dirija-se a ra
de Dorias n. 19.
Na ra Oireila 11. 33, taberna, precisa-se de
um caixeiro, que seja capaz de lomar conla da mes-
ma por balando, d.mdo fiador a sua conduela : lam-
bem vende-se a mesma nao se adiando o caixeiro
com as qualidades exigidas,
l'reeisa-se de um prclo ou prela, escravos, pa-
ra canezar un taholeiro em companhia de uma pes-
soa : na rna do Hospicio n. 34.
Na taberna de Gaijs dcima, distante desla
prara ti a S legoas, precisa-se de um rapaz de 12 11
11 anuos, Olho do l'orlo 011 das Unas, para caixeiro
a dila taberna faz bastante negocio, e por isso pde-
se dar bom ordenado, urna vez que o caixeiro faca
por merece-lo : a Iratar com Narciso Jos da Cosa
Pereira, 110 largo do Carino 11. 2.
Qualquer pessoa que quizer um
bom piano horizontal em peiieilo estado
e exivllenles vo/.es, que se da' por meta-
de do seu valor, pode v-lo na ra da
Cadeia do Recife n. 4, primeiro andar,
escriptorio do Sr. Barroca, e saber o
preco, na ra estreita do Kosario n. 15,
sobrado, do meio-dia a's 5 da tarde.
Para ama de nm homem solteiio, se oficroce
una senhora viuva, branca e de bons coslumes ; na
Mil Itall) 11 '
Lotera.
Corre terca-feW 20 de maio.
Na ruado Kangel n. aterro da Boa-
Vista 11. i8, acham-se a vetda bilheles n-
teiros, meios e riuartos, da-mera par.
te da primeira loteria do S. b^ jus
das Dores, erecto em 8. C,onij0> paam_
se os premios por inteiro, sen0' SSrw!
to. ANTONIO DA SILVA aZT
BAES.
Ba Nova 11. 33, deposito de caldeir lu 1,1 a ler dilTerenles obras de cobre, ass,'
alambiques para dislilardediflerentes dimen
con-
como
syslemu moderno e antic;o, machinas conlf.' !
as, o
no mesmo deposito recebe-se qualquer bdco. '
da ; assim como na fabrica da ra Imperial nao
, -en-
penal n^o a
1211 acharan pessoas habilitadas para receber
encomuieudas.
-
Mora na ra do Caldeireiro uma viclima d,
-rae 1 i.i da epidemia, sem pai, sem mi, sem mai
do, e com uma Tilha de 3 aonos, ficando grvida. To
dos os sens morreram da epidemia, e ella mora na
casa 11. 11 de esmolla : eis uma victima digna de
compaixav; Srs. da beneficencia, amparai essa mu-
Iher, que se horrorisa do seu futoro...
LOTERA Di PROVINCIA.
Oliveira .Jnnior ?.$
Companhia vender ni to-
da* as tres sortes grandes,
como abaixo vai notado;
os possaidores de ditos
nmeros pudetu *vir rece-
ber o premio apenas sahir
a lista geral; nouossu es-
crptorio da ra da Ga-
deia do Recife, n. 50, pri-
meira andar.
2,754.i:00ft5000 em quartos
2,701.2:000-5000
3211-.OO0SOO meio
2,SI I.------5009000 em quartos
5,296.------200SO0O meio
2,836.------100:3000 em quartos
Oliveira Jnior $ C.
Domingos Alvcs Matheus mudou
seu eseriptorio para a ra de Apollo, ca-
sa n. -Ti, que lica em frente da capelli-
nha da Santa Cruz, no antigo porto das
canoas.
a pela l-aculdade da Baha, tem eslabeleeido
Y o seu consuiiorio na ra do Crespo casa n. w
A| l, primeiro andar, onde pode ser procurado ,
^ a qualquer hora por qnem de seas serviros 9
ff se quizer ulilisur. ^
$&&&#&-# @5@
_ D. Rila Zeferina C. da S. Leile, vinva de Jos
Cordciro dt Carvalho leilc convida a todos os ere-
dores de seu casal a lhe apresenlarem seos litlos,
uo aterro dos Afosados, defronte do viveiro do Mu-
nix, sobrado de dous andares n..., onde se tratara a
respejlo dos pagamentos. Igualmente pede qoe a
apresenlarao dos lilulos seja al o dia 20 do crtenle
i. Recife 10 de maio de 1856.
Na rita do Hospicio em casa de
Tlioma/. de Aquino Fonseca, precisa-sc
de uma ama que s saiba cozinhar bem:
quem estiver tiestas ciicumstancias com-
prela a qualquer hora para tratar do
ajuste.
L. I.ci niiie Fron c5 C, participam a esta pra-
Ca que estando acabada sociedade e estabelecida
para l'eruambiico entre entre elles e o Sr. I.alonelle
por contracto do 2 de julho de 180, o nico liqnt-
danle da mesma aociadade he P. i. Laaste, alias
seu procurador bstanle.
SOCIEDADE H CWASHTA.
Fabrica de Bar e lecer algodao,
a qual oecupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou obreiros naciocaes,
da idade de 10a 12 annos para cima, e
com preferencia orpbos.
CAPITAL SOCIAL 500:0003000.
Socios cm nome collectivo, gerentes res-
ponsaveis,
OsS. :Antonro Marques de Amo-
rim.
Justino Pereira de Parias.
Manoel Alves Guerra.
Firma social: Amorim, Fartas, Guer-
ra & C.
A. pessoas assiguantes das primeiras lisias, que
desejam contribuir a prompta realisaeo da fabri-
ca, sao convidadas a no demorar suas respectivas
assignaturas. A sociedade aiuda admits asigna-
turas de IOO5OOO at 5:0009000, alim de generalnar
a lodos as vaulageus desta til e lucrativa empreza,
e contribuir ao desenvolvimcnlo do espirito da as-
-iici.ic.ui, nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguns ramos de industria, iadispeosaveis pa-
ra auxilio e aigmenlo da delioada e rolineira agri-
cultura.
A facilidade das entradas, que nunca serao de
mais de 20 por cento do capital subscripto, permiti
a ludas as pessoas qne poderem dispor de uma eco-
noma de '>"'C'i 1 por me&, entrar como socios de
lOOjOOO.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pagamen-
tos espadados de pouco mais ou menos 2 mezes.
Serao precisos 18 a 20 mezes par o inlero paga-
mento de rada subserlpcSo.
Os senhores de engenho, plantadores de algodao
ou oulras pessoas, qoe rezidem fora da capital, que
quizerem entrar nesta til sociedade, poderao diri-
gir suas carias de pedidos, a qualquer desles socios
gerentes, ou ao socio de industria F. M. Uuprat,
quo tem em .eu peder o livro das subscripofies, e da
a todos as infrmameles que possam. desejar sobre as
vautagens que resultar jo da fabrica.
Elles declararo os seus mimes por extenso, domi-
cilio e nome do correspondente nesla capital, eu-
carregado de efferluar o pagamento das entradas das
prestacoes quando forem reclamadas.
Dentro de poucos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o aununcio, convidando os subscriptores a
aflecluar o pagamento da primeira entrada, qoe se-
ra de 10 por cenlo do capilsl subscripto ; os reci-
bos eeru pausados por qnalqner dos res socios, com
a tirina social Amorim, Varias, Guerra & C. -Na
mesma occasiilo ser entregue a cada.un) dos socios
uma copia impressa da escriplura da sociedade, re-
vestida das assignaturas particulares, dos socios ge-
icnlcs e socio da industria, para reconheeimenlo
da firma social, os M serenes responsaveis ajefgua-
1 10 as mesmas copias.
F. M. Ditpral.
I'ernambjco & de maio de llSJli.
rud bella n, 2,
VINHO E OPIATO ANIKHO I
LENCO 8
DU
DR. ANTUNES
Ksles dous medicamentos conhecides por -s
seus grandes resultados, no iratameulo do &
CHOLERA, vendem-se, acompanliados de j
um folhelo, na pharmacia de Laiz Pedro das
?5 Neves, ra da Cru/. n. 50. W
Pre^o de 9 vidros e 1 folhelo a>000, de
9 1 caixa 753000. 9
C. STAKK respeitosamenle anuunciam que no seu extenso es-
lahelcrinieuto em Santo Amaro.i'unlii.iiam a fabricar
com a maior perfeicao e promplulao, toda a quali-
dade de iiachinisino para o uso da agricultura,
uavesacao e mauuforlura ; e que para maior com-
mnil.i de seus numerosos freguezes e do publico
om '.eral, lecm iberio em um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquila na ra do Rrum, alraz do
arsenal de marinhs um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabclccimctilo.
All acharan os compradores um completo sorli-
mento de moendas de canna, com todos os mellio-
rameiitos aUutis dclles novos e origiuaes) de que
a experieucia de muilos anuos tem mostrado a ne-
cessidade. Machinas de vapor de baixa e alia pres-
s.lo. laixas de todo lamanho, tanlo batidas como
fuudidas, carros de inJoe dilos para conduzir for-
mas de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dilo, tornos de ferro balido para fari-
nha, arados de ferro da mais approvada conslruc-
cao, fundos para alambiques, crivos e portas para
oriialhas. e urna infinidade de obras de ferro, que
seria enfadouho enumerar. No mesmo deposito
cziste urna pessoa iutellisenlc e habilitada, para
receber todas as eneommendas, ele, etc., que os
aniiuiiciaiiles contando com a capacidade de suas
oflicinas e machinismo e pericia de seus olliciaes,
s compromettem a Tazer execotar com a maior
presteza, perfeicflo, e exacta conformidade com os
modellos ou desenlias, e iutrncc,es que lhe forem
fyruecidas.



i
MUTILADO
ILEGIVEL



DIMIO F MHMB.CO QUARTA flkh 14 21 10 r 1856
Terceira edi?o.
TIATEEITO H010PTHIC0.
Preservativo e curativo
OQ CHOLERAHOR8US.
PELOS DRS.
oin5lruecSo",PovuPara,el,odcrclirar f- nllJailo'a'lm'"i,,rai",<",s remedios mais eflleaaM
HlSfir """T**""1 serecorreaomedico.ouniesmoparacura-laiiidapeiideiiie ilesle mos I ucares
emqUeTlAlJ/.IDO EM POU1UGUEZ PELO DI. P. A. LOBO WOSCOZO.
i;s|( dous oposrolosconlm as i nditaoOes mais clarase precisas, c pela sua simples e concisa exposi-
cao eSb>oalcance de tudas asintelligencias.naos pelo que di/. espeiloaos meios curativos,comoprin-
cipalnrole aos preservativos que lemdado os mais satisfacloriosresull "
lies t/n sido posto em prattea.
Hados em toda
a parte em que
ndoolrYamtutohomeopatliicoo unicoque lem dadograndcsresnltadosnocuralivodestahoru-
velrffermidade, julgamosa proposito Iradunr cestos dous importantes opsculos em liugus vernaci-
ri dwl'arte facilitar sua leilnra a quem ignoie o francer.
52, por 2SO00. Vendem-se tambem
ira 15), urna dita de 30 tubos com
tro e 2 frascos de tintara rs. 2o000.
i
a MU '
m im
PEDRAS PRECIOSAS
.' WMM *?'
',**--?*iMr*~<
Aderecos de brilhantes, tj
diamantes e perolas, pul- j;
reiras, altinctes. brincos- ?;
e rozelas, bolOes e anneis *j
de diftereules gostos e de
diversas podras de valor. ?
orno i: pra i a-
M0RE1RA 4 DU1RTE.
MU N PiniVES
Rna do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
I dos os vapores da Eih ,
n ou I 7 & Apparelhos completos, *
bri- ropa as obras do mais i *".i,ra,a- y <** .ban- *
pero- iCi dejas, salvas, caslicaes, gg
Comprara, vender
j trocara prata, ooro
8 Ihanles.diamantese,
lias, e nutras quaesqner 8 moderilO IfOStO, t\H-
joiasde valor, a d'oheiro J O *
I ou por obra. | to >\c Franca como
Aderecos completos de *
ouro, meiosditos, pulcci-
J ras, alfiocles, brincos e ?
y rozetas, cordes, trance- i
* luis, medaldas, cnrrculei $
* c enfeiles para rclngio, e *
2 oulros muitos objeclos de
ft ouro.
colheres de sopa edech, *
: e muilo. outrus objeclos j*
9 de prala. ge
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre PUBLICACAO' LITTERAltlA.
Repertorio jurdico.
F.sli publicaba ser sem duvida de nlilidsde aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exorcicio
do foro, pois nella encontrarlo por ordem alphabe-
lica as principaes mais freqoentes oceurrencias ci-
vil, orphanologicas, eommerciaes e ecclesiasticas do
nossofro, com as remisses.das ordenacoes, leis,
avisos e reglamentos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resoluces dos Praxislas antigos e moder-
nos em que se firman). Contm semelhautemente
as decisoes das queslOes sobre sizas, sellos, velhose
novos direilos e decimas, sem o trabalho de recorrer
eotlecco de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
r de dous volumen em oilavo, grande fraucez, eo
primeiro sabio lote est venda por 85 na loja de
livrosn. 6 8 da praca (la Independencia. Os se-
nhores subscriptores desta publicado existentes em
Pernamboco, podem procurar o primeiro volume
a loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja
neiro, na livraria do Sr. Paula tirito, prac,a d;
Constituidlo; no Miranho, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
REPERTORIO DO IEDICI
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N1NGHALSEN E OUTROS,
em do rio Capibari-
>e, na estrada de Pon-
te d'Uclia, confron-
te ao sitio do linado
Sr. barao de Beberibc : a tratar na rna
da Aurora n. 23.
Salustianode Aqitjno Fer-
reira,cautclistu das
loteras corridas, avisa as pessoas que liverem cau-
telas premiadas, queiram por obsequio diriprem-se
a ra do Trapiche n. :i(i, segundo ai lar, ou as lo-
jas ja conhecidas, para scrcm promrlamente cmbol-
" | sadas, marcando o prazo de fiO dias i ue se lia de es-
." I pirar no dia 96 de unlio do correntc anno. iVrmitn-
''' buco 26 de abril de 1856.
Salustiano do Aquino Ferrcira.
Aloga-se mu sobrado com un grande quintal
para o lado do, panlano, proprio para plaiitacao oo
qualquer eslabelecimeulo de fabrica : qoem preten-
der, dirija-se a ver a casa que he no \rrombado, so-
brado n. 1, e para ajuslar no Kecife ra de Apollo,
armazem n. 30.
Precisa-se de urna ama ddj leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa conduta, paga-se bem : no paco do Hospital
26, sobrado.
PARA 0 CORRERTE AUNO.
l'olhinhasde algibcira contundo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direilos parochiaes, resumo dos im-
postos geraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentos e e*portac.o da provin-
Celleote casa a mav-hcia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas ecclesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Ali
u;a-se urna e\-
c posto em ordem alphabetica, com a dcscripro
abreviada de todas as molestias, a iodicacAoph)sio-'|U
lgica e theripeulica de tudos os medicamentos lio- .
raeopalhiros. seu lempo de acc.Ao o concordancia, | 1. leker, ten do de la:.cr lima va-
seguido de um diccionario da siguilicaco de lodos I {jem a Enropa, pede encarecidamente aos
. sens devedores, de
ten do de ia;r.ei
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do pavo, pelo
DR. A. J. DE MELLO M01AF.S.
Os Sis. ossignautes podem mandar buscaros seu
eiemplares, assim como quem quizer comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Preeisa-se de amas para amamenlar crioncas na
vii-ou mandar saldar
suas muas ate o meiado tleste me/, de
niaio, assim como adverte aos seus deve-
dores antigos,que no caso de as nSosatis-
fa/.er, serao cobradas judicisilmente.
O doutor Olegario Cesar Cabofsu, formado en
rasa dos eiposlos : a pessoa que a issn se queira de- ; "'"'dicina pela "-'acaldado da Babia
iivisa ao rcspeila-
dicar, lendo as habilita^es necessanas, dirija-se a
iiicsma, no pateo do Paraizo, que ahi acharo com
quera tratar.
ARRENDAMIENTO.
A loja e armazem da casa n. 55 da ra da Cadtia
do Kecife jonao arco daConceicao, acha-se desoc-
capada, e arrenda-se para qualquer estbelecimento
em pools grande, para o qual tem commodos suili-
cienies : os preteodenlcs entender-se-ho com .lulo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma ra.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos prec/) do que em outra qualquer parle.
iusnicca;; ijioial e reli-
T i osa.
Esas compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslrucco primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvaco a 19600 rs., passa. a ser
vendido a lJSOOO: na livraria ns. 6 e 8, da praja
da Independencia.
Massa adaman-
tina.
Francisco Pinto Ozorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e applira ventosas pela
alracfio do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
ATTFNTIOrf.
Euglisli Colleffiate School
Madeira.
The Rev. Ales. J. D. D'orsey, llie llcad Masler,
receives prvale popils. Terms for Board and Edii-
cation from 1 Ocl. to 1 July, from 6 lo 10 ycars, |j. i
60 ; from 10 lo 12, Ls. 7J) ; from 12 lo li, Ij. 80 ;
from 14 lo 15, Ls. 90 ; from 15 to 16, l.s. 100. Re-
ferente* : Lord John Manners, Visceunl Torrebel-
la, Viscounldn Ponceau. Sir-Arch: Alison, Bar:,
Sir 1. E. Davis, Bar:, Sir W. C. Trevelyan Bart:.
Mr. ll'Orsey will be in Funchul till 1 July, aud iu
l.ondon (54, Baker St. Porlman Square) from 15
Joly lili 15 Sep.
Precisa-se de orna Jim erioula ou parda para
rozinhar e engommsr cm casa de Orna familia pe-
quena : na ra Direita n. 42.
Alaga-se ara raoleqne para o -crviro de casa :
quem o pretender aonanrin par ser procurado.
Gerlrndes Magna do Carmo retira-sc para fra
< ienpefie, levando em sua companhia sua (ilha Au-
na Benedicta da Rocha e Silva e Antonio Augusto
de Sania Pinto.
Ha leja do sobrado n. 15 do paleo da rilieira de
S. Jet, lava-se e engomma-se rom muita perfeicao
e .iceio, e com a reaior brevidade possivel.
Perdeu-se urna corrale de prata con 7 chaves
de commoda: quem liver adiado e queira restitu-
las, pode leva-las ra da Cadeia do Recite n. 51,
qne ser bem recompensado, e se llie dar al o va-
lor da correle.
Aluga-se nm sitio no logar da Torre com boa
casa e estribara, margeni do Rio Capibaribe, con-
fronte aos fundos do de llenrique (iybson : a tratar
no caes do Ramos, segundo andar.
A taberna da ra dos Martyrios n. :1G acha-se
de novo sorlida dos mudo afamados queijos do ser-
ta* (lugar Sendo; que se vendem cm conla.
Pede-se so Sr. Francisco Pereira Pinto Caval-
eanli, que veuba a rus dos Martyrios n, 36 a nego-
cie qne S. S. nao ignora.
Precise-se de umeozioheiro para enfermarla : a
tratar na roa do. Pocinho casa Ierra de vidracas.
> T i,0n "1"'1 ^ Companhia declaram que Jo3o
ledro Jess de Malta deiiou de ser seu caixeiro desl
dehoniem 14 do crranle inez. Recife 15 de abri-
OO lcVX).
Precisa-se alugar nm arelo, para servico de si-
tio, como seja corlar capim e carregar agua : em ra-
sa de I non Nash Companhia, ua ra do Trapiclu
Precisa-se de um feitor para um sitio perlo da
praca : no aterro da Boa-Vista, uumero 43, segundo
andar. "
m;I publico desta capilal e cspeciilrocnlo aos po-
bres, que queserem u(ilisar-se do su presumo, que
acha-se residindu no primeiro andar da casa n. S'
sita na ruado Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
lio sitio da Estancia do Giqui desappareceu o
escravn motilo, Januario, fula. I xo e grosso, bem
empernado, falla por culre os denles, representa ler
a idade de 21 annos. pouco mais ol menos ; um dos
signaea mais notavel be ler urna das p.is secca ; tem
pai e ii nrio forros para as parles da Varzca ; foi
comprado a Jos l.uiz Pereira com loja na ra Nova.
I NORAT & IRHADS,
0
Ba da Aurora n. 58, primeiro andar.
Tem a honra de participar ao respeila- >2
vel publico dasta cidade e com especialida- W
de aos seus freguezes, quopcssuem pre- (^
scnlemente o mais rico e completo sorti- ^
m ment das mais linas e delicadas obras de us
" brilbante, perola e ouro, comr> at o pre- !v
sent nao tem apparecido nesta praca ; c sr"'
afliancam a todos o mais mdico proco por- (fy)
que vender se pode, obras de Bosto o mais 6)
apurado: os mesmosdesnjam irdentcraen- a
te que o respeitavel publico i ao deixe de S
ir tancar as vistas sobre as |suas obras, v)
afim de que seja conhecida I verdade do (v)
que encerram estas poucas palavras. &
Aos fabricantes de velas.
Domingos R. Andrade & C, com ar-
Tliazcm na ra da Cruz n. 1 ~t, continuam
a vender superior cera de carnauba em
porraoe a retallio, assim como sebo reti-
nado, viudo ltimamente do Rio-Grande,
e tudo por commodo preco.j
lo Brasil por se-
segundo andar.
Trocam-se notas do Banco
dulas : na ra do Trapiche n. 40
*is
para encadem^fto.
Jos Nogueira de Souza acaba
porjilo de carneiras de cores, de superior qualidade,
proprias para encadei nacfles, as
precos conimodos : oa livraria de
Santu Antonio.
de receher urna
quaes vende por
ronle do arco de
A cidade elle IPa-
ris.
Fabrica de chapeos de so
de al. FalqueJ ra do
C Recebeu-sc esles dias um completo sorlimenlo des-
le arligos, como seja, chapeos de sol de seda verde
escuro, muilo grandes, cabos de canna, ditos ditos
de dillerentes cores e qualidades, I tanto de armado
de baleia como de ac.o e ferro, ditos de panninho
grandes c pequeos para homem, meninos e meni-
nas, ditos muilo fortes para sensores e feitores de
engenhos, Colicrlos de panno trancado, grande quan-
lidadc de peras de seda e panninho de lodas as cores
para cubrir armacoes servidas, baleias para csparlilho
e vestido para seulioras. Concrta-, quer qualidade de chapos de sul. ludo com aceio e
promplido, e por menos precnique em outra qual-
quer parle.
Compram-se notas do Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um prsenle uina negrinhl d
- a .1 annos, ou mesmo una mulalinha quo into le-
nha molestias : quem Uver e quizer vender, annuii-
cie por este jornal ou dirija-so ao paleo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com quem iratar.
Con>pra-se urna duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e una salva para :) copos com agua, tam-
bem de prata, ludo em bom iisoesem feilio : uo pa-
co de S. Pedro o. 22.
Compra-se toda c qualquer porcSo
de prata velba de le sem l'eilio: quem
liver para vender, dirija-se a rna do Col-
legio n. 15, agencia deleiloes.
Compra-se um balrao devolta, de amarcllo,
obra boa e que lenha 12 palmos de frente e 15 a 16
de comprimenlo.
Compram-se duas moradas de casas de 1:000}
cada urna,pooco mais ou mcnos.que lenham quintal,
cacimba, c commodos para familia, no bairro da Boa
\ isia, lias ras seguinles: Conceir;1o, Rosario, Ara-
gflo e Sania Cruz ; ou no bairro de Sanio Antonio
as segoiules ras : Camboa do Carmo, Cruzes, ou
em onlra qualquer boa ra : quem liver e quizer
vender, dirija-se a Boa-Visla n. :12, botica, que se
dir qoem pretende.
Compram-se duas moradas de casas terreas, que
soja no bairro da Boa-Visla: a tialar na ra da Au-
rora n. 36.
Comprara-se 6 ou 8 inoradas de casas terreas,
em boas ras nesta cidade. para cncommenda : no
arma/.em da ra Nova u. 67.

9$tt0*$.
folbi
Velas ue caniauh .
Acaba decherjar do Aracaty uma por-!JX
.-ao de excellentes velas de cera de car- ]g9
naubr, simples e de composicao, as quaes ^
se vendem por menos preco' do que em
oulra qualquer parte: no ntigo deposi-
to de D. R. Andrade & C, rua da Cruz
n. 15.
Precisa-sd de uma pessoa forra ou
captiva, para trabalhar na cocheira da
rna Nova, de G. AdoIpheBourgeois. .
A IIOMEOIUIIIA E 0
CHOLERA.
nico tratamente preservativo
curativo do cliolera-m'orbus,
PELO DOUTOR ig)
^ Sabino Olegario Ludgero Pinho. (Ot
Segunda cdtcro.
A benevulenria com qne foi acolhida pe- *r
lo publico -
i
'0)
primeira edicr.io deste opus- *
culo, esgotada no curio esparo de dous me- *?
ses nos induzio a reimpeessao- .'y,
Cusi de cada eiempllr......I^MHI '
Carleiras completas pira o trata- W
ment do cholera e de knuilasou- O
tras molestias, a. J......309000
Meias carleiras.. ........168000 *7
Os medicamentos sSo os melhores possivris. ^
Consullorio cenlral Ibomcopalbicu, rua 7L
de Santo Amaro iMuudo-Novo n. li. Vj-'i
Jos Antonio Vieira siibdito portuguez,retira-se
para Portugal a tratar da sua saude.
\ende-so uma mulata de 30 annos, engomma-
deira, coslureira, cozinheira e lavadeira : na rua do
Collegio n. 19, segundo andar.
A melhor familia de man-
dioca etD suecas
que evisle no mercado, vende-se por prero razoa-
vel: no armazam do Cazuza, caes da "alfandcga
n. 7.
Vende-se uma preta de nacao Costa, com ida-
de de 28 annos, boa quilamlcira e lavadeir.i, sem vi-
cios nem achaques: n> rua do Collegio, secundo
andar n. 10.
Vende-se na rua das Cruzes n. 20, inn escravo
muito barato : quem precisar, dirija-se ao numero
cima.
Vende-se fim ptimo moleque de idade de 15
a 16 annos, proprio para pagem, sera vicio algum :
na rua Direita n. 36, segundu andar.
\a loja das seis
portas
'iti frente do Livramento.
Corles de cambraia bordados a dous mil rs., dous
milequiulicnlos e ires mil rs. o corle, lila preta pa-
ra saias e mantos a dous lusloes o covado, panno
Iiuo azul para farda c sobre-casacos mililares a dous
e qualro mil rs. o covado, luyas brancas para mon-
tar a cavallo a mola palaca.
Vende-se uma bonita negrinha de K a aunos
d idade : quem a pretender dirija-se a estrada de
Judo Fernandos Vieira, casa ciuzeiila defrouto do
becen do lloi, que achara com quem tratar.
Vende-se una carteira de duas faces, I dita de
urna r.ico para rscr|>loro, 1 mena redonda de meta
desala, 2 cadeiras de bracos, 2 portas ium vidros
para alcova ou armarao de loja, com 10 palmos de
altora e de largura cada una, ludo de amarello, e
urna cancclla de louro com 10 1|2 palmos de altura
e i 1|2 de largura : os preteudenles procuren! na
rua do Vicario u. 17, primeiro andar.
Ai ten cao.
Vende-se farinha de muribeca muito lina a '23000
a sacca : na rua eslreila do Rosario n. 12, segundo
andar.
\ ende-sc por precisao um excellcnle lerrcno
proprio para se edificar uma eplima casa, com 3i
palmos de frente e ceulo e tantos de fundo : na rua
da Concordia, quina que faz frente para a cadeia
nova : quem pretender, dirija-se a roa do Rangel n.
60, sobrado.
tobei lores de lila hespa-
nhes muito encorpa-
dos e randes.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Cobertores de lu.
\ eodem-se roberlnres de Iaa de cores escuras, pro-
pnos para fabrica a 15280: na rua do Crespo n. -XI.
Bichas de Hamburgn.
No deposito das bichas, rua eslreila do Rosario n.
II, junto aobecco, vendem-se bichas de llamburgo,
o cenlo a 35, e alugam-se a 320 cada uma. Tam-
bera se vendem queijos do sera c tovas de Lisboa.
]\a loja das seis
PORTAS EM FRENTE DO I.IVRAMENTO.
Casta chita a meia palaca o covado, riscado fran-
cez a meia palaca o covado, saias para enfeilc de se-
nhoras a dez Instiles, manguitos de cambraia borda-
dos a dez luslf.es, camisinhas para senhora a cinco
lustes, camisus para menina a mil rs., c para sc-
nliora a dous mil rs., collarinhns para senhora a pa-
laca, lentos brancoj piulados para menina a meia
palaca, meias para meninas a don vileos, mcias
pretas para senhora a pataca, dinheiro visla para
arabar.
a loja das seis
portas.
Em /'rente do Lim-amenio.
Peras de algodaozinho com toque de ovara a mil
"?. ri? Pal*c"' cincoodou. mil rs.. corles de
caica ue orim Iranrado de puro Indio mil r. u cor.
ie, cuales de gurgurao proprios para casa a' cinco
tustoescada uro. .
Superiores capas de
panno,
fino,Jorrados de borragana e de damasco : na rua
do Qociroado n. 18, loja.
Admiracao.
Ooem provar ha de gostar do novo sorlimenlo de
boschinbas de Sebastopol, soda, rarula, alijadas,
holaciiinha de Lisboa, biscoiloi, fatias e bolacha fina
iO e 20 e oulras quaesquer massas que sao proprias
para cha ; assim como tambem se vendem as gran-
des bichas de llamburgo, e so alugam por menos
prero do que em oulra parle, pois o palrao oque
querl he dinheiro, e recebe sedulas velbas, pois ja
deu ordem ao caiiciro : na rua eslreila do Rosario
n. 13, padaria que foi do Cunha.
Na California,
loja nova ao p do arco de Sanio Antonio, peras de
cambraia branca bordada de 8 l|2 varas para baila-
dos, cortinados e vestidos a IsfiUO, 2, 23100, el3
de 13 varas adamascada, corles de vestidos de cassa
de cores empapeladosdc 61|'2 varasa IjMOO c 1600,
e de 8 112 varas muito linos a 23100, ditos de risca-
do francez c..m 13 l|2 corados a 23100, riscado
francez a 200 rs. o covado, chitas francezas escuras
para lulo a 2ll, peras de chita escura que nao des-
bola a ,8800, e de cores claras muilo bouilas a OS,
pecas de madapolao de 2500, 28600, 3j, 3-OI),
i-3800, 13, ',8200, e muilo lino a 59, lencos de cam-
braia lisos c bordados com bien a 200 rs." lonros ile
seda prctos a 610 e 800 rs., mcias de algodao pretas
l'ir.i senhora a 100 rs., dilas para homem a 900 rs ,
ditas de cor para menino de 1 a 8 annos a 80 rs. o
rar, e duda 800 rs., alpaca preta lavrada para luto
a xa rs. o covado, chales de larlalana muilo gran-
des a .)60, ditos csrocezes a 560, panno prelo lino a
|-3->l)0, 3b, 38100 e 43 o covado, cortes de casemira
de cores de :t, 13 c 53. corles de casemira preta a
13. dilos de algodio a 131 0, chales de merino es-
curas a 5J>, merino prcto fiuo a 3500 o covado, dito
com pequeo defeiln a I36OO, c muilas oulras fa-
zenclas por barato prero, e aertdo que queiram com-
prar em graude porrao faz-se alguro abale dos pre-
50S marcados.
Vende-se uma mulalinha de idade de S annos,
e doas negrinhas, uma de 22 mezes e oulro de 16
raezes : oa rua da Madre de Dos d. 36, lo' 4.
MUTILADO
CHALES DE REBINO l'RETO.
(.hales de merino de cores bordados a seda 118001
Hilos de dilo Iranrado, lino, de rr, com
um pequeo defeilo na franja de seda 18500
Cortes de vestidos de seda com loque de mofo 21)000
Sedas de quadros de lindos padrees, u covado 18000
Corles de frondelina de seda
Cortes de cambraia de seda
Lila de quadros de lindo goslo, o covado
Cassas francezas de cores linas, o covado
.lulas francezas de cores, o covado
Riscados franrezes com 5 palmos de largu-
ra, o covado
Alpaca prela lina muilo larga, o covado
Palitos prelos de alpaca fina
Corles de casemira prela fina
Ditos de tita de cores
Lencos de seda de cor, grandes
hitos de dila de dila para grtvala
Kusloes de cores linos para collele
Camisolas e meias de laa.
Peitos para camisa de cor o hrancos
Collarinhns hrancos feitos
.Madapolao lino de jarda, a pera
Cobertores de algojao
Km frente do berco da Congrega
tica a segunda loja de fazendas.
Alraz da matriz da Hoa-Vi-ta, -obrado n. 33,
primeiro audar. vendem-se 3 vacras de leite.
1280011
7801 K>
700
210
280
210
600
1*500
1*500
I9OOO
18*HI
UN
800
100
21II
28500
750
pastando a bo-
Attenca,o.
\ ende-sc arroz do Maranhao do ultimo titeando,
da primeira qualidade que ha 110 mercado, por prero
coniinudo, lauto cm saccas tomo a relalho : na ra
de Moras n. 15.
Atiene o.
Vende-se nina excellente licita erioula, de 35 an-
nos, co/.inha, cnsaba, c he muilo egradavel para
meninos quem pretender dirija-se a rua dos Mar-
lyrioe n. 11.
A 8#000 o '('ule ele vestido para senhora.
Para bailes, saraos, theilros, visitas, etc., etc.
vendem-se ua rua do Crespo 11. II. riqniseimosciar-
les de uma Calenda de seda c Iaa denominadaPri-
mavera ; esla fazciida lon.a-se recommcndavel pela
qualidade, gostose prero, e por i quer elogio. Ka mesma casa vendem-se sedas esco-
cezas de novos padres a 13 o covado.
Relogios
coberlos < dcscobcrlos, pequeo e grandes, de onro
e prala, patente inglez, de um dos melhores fabri-
cantes de Liverpool, vindos pelo ultimo paquete
inglez : em casa de Soulhall Mcllor & Comp.mhia,
na rua do Torres 11. 38.
Vendem-se Misas com velas de carnauba liqui-
da e de composirao, arroz pilado em saccas. fejao
muilo bom em saccas de alqueire a SjtlOO, milho
a granel muilo novo na rua do Vigarin n.5.
Na rua do Crespo loja n, 16 ainda resla alguna
templares do resumo da historia do Brasil por
Salvador, adoptado pelo collegio das arles : que se
vende pelo diminuto preco de 1;<)00.
Vendem-se as mais superiores toalbasde poro
linho, que lem viudo a esle mercado,lisas e adamas-
cadas ; a 9*600 a 11*500 a duzia, assim como co-
clnns de linho, os quaes so vendem por menos do
que cm outra qualquer parle ; na loja da rua do
Crespo n. 16.
lioupa feita de
Pars-
J. Falque participa a seus trsnese) que acaba de
rerelicr um cmplelo sorlimenlo dos objeclos seguin-
les : casacas, sobrc.isacas, cairas de panno e rase-
mira prela do ullim > goslo, palitos c gndolas de
panno o casemira p -ta e de rr, golla de velludo e
oulras, ditos de case, lira mesclada, felio aobrecasaca
e saceos, forrados de seda, ditos ditos le cores escu-
ras de 113 e mais, dilo do merino do China c alpa-
ca preta c mesclada. forrados de seda, gollas de cha-
maloleeseda arolxoada e oulras, dilas de seda de
diverses cpres e qualidades, dilas do Iaa, sobre-
ludo de panno, ditos de borracha de di Itrenles qua-
lidades e precos, perneiras de dila, sapalSes e bor-
zeguins ingleses rom sola grossa para o invern,
grande sorlimenlo .le malas, sarcos e sarcos com ma-
la de lodos os laiiiaulios para viagem ; tudusc veu-
de por prero razoavel : na rua do Collegio n. 1.
Rob L'AflecIcnr, Vermfugo inglez, salsa de
Bristol, punas vegelaes, salsa de Sanos : vendem-
se estes remedios verdadeiros em casa de Barlholo-
meu Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 36.
Caitas com vidros para vidrara, vidros de boc-
ea larga com rolhas do mesmo, o inaior sorlimenlo
possivel : cm casa de llartholomeu rraucicco de Sou-
za, rua larga do Rosario n. 36.
Vendem-se mndapolOes finos c de outros, com
um pequeo loque de asara, por precos|rooito bara-
tos: na rua da Cadcia-Velha 0.34, primeiro andar.
Um completo sorlimenlo de burdados como se-
jam, camisetas coro mangas, collarinhos, peilillios,
romeiras, camisus, coifinhas e pelerinas ; tambem
tem um completo sorlimenlo de ricas llores, enfeiles
pira cabeca, filas e os verdadeiros e modernos bicos
de linho : na rua da Cadeia-Vclha 11. 21, primeiro
andar.
Esleirs, velas de carnauba e sapatos de
borracha.
L'ni completo sorlimenlo de ralrados de lodas as
qualidades, lauto para homem como para senhora,
meninos e meninas, tudo por prero commodo, a tro-
co de sedulas velhas : no aterro da Boa-Visla, de-
fronte da boneca, loja n. 11.
CEIIOS DE LISBOA.
chegadas no ullimn navio, por prero muilo commo-
do : na travessa da Madre de Dos" 11.16.
Cassas de pintas
e flores muidas
a 280 rs. o covatio.
Vondem-se na rua do Ooeimado n. 21 A, cassas
francezas de piolas c llores miudas, de lindos gestos,
o do-se as amostras com penhor.
1 CHAPEOS PAR MORA |
"i? Cbegaram uliimsmenle de Paris os 110- 9
? vos chapos os mais modernos e mais ricos (f
J quo lem viudo a esle mercado, para as se- :j,
jg uhorasde gosloe da moda, chapos todos JJ
4j do seda guarnecidos de fila e flores de vel- ?$
JSJ ludo, da-se amostra c manda-sc levar s ca- t>
ato sas pata as seulioras ver e comprar. .j
w Mussulinas brancas e de cores, ede cores r?
Sy matizadas o mais lino emoderuo, a 600, 700 JS
gS e 8 I*,I Palitos de panno fino prelo c de cores a *"*
W I8* 20*000. i
j3 Jilos de seda sarjada prela e de cores, a S
.sj 35*000. T
V Hilos de selim da China lodos de cor o O
A forrados de seda a 228000.
... Hitos de folar de seda hrancos, forrados
dt seda branca, a 128000.
i-Jjl Casacas de panno liuopreto chegadas ul-
g limamcnledo 1'ranea, a 30*000.
fi? Dilas de rores e gndolas, a 30*000.
'' Solire-casacas di: panno fino prelo, a
&k 28*000.
,.>, Ceroulas do linho de bramante muilo linas
tS1 e liemfoilas, duzia 34*000.
rj? Camisas de morim fraucez, brancas e de
:\'% cores a -'^ o ->^Mmi r-,,r, .,,.,

lamarel-
gl cores a 23 c '23500 cada uma.
g Vendem-se na rua do.Crespo. loja ami
'& la n. de Antonio Francisco Pereira.
Attcneo.
OS SENTIDOS CORPOBAES SAff CINCO.
O I. ver para crer no que he bom.
1) 2." ouvir o prero muilo cm conla.
3." cheirar para applaudir o goslo.
O i." goslar depois de comprar.
O ."1.0 apalpar sem lazer avaria.
Esle nnndamenlos findam-sr c:n se vender os g-
neros abaivo declaradosa dinheiro emais em conla do
que em oulra qualquer parle, a saber : no deposito
das luchas, roa eslreila do Rosario 11. 11, leui rcre-
bido as melhores qualidades de troclas da Europa e
potes de .loro, marmclada em latas, doce de Rolaba
lino, biscoilos de lodas as qualidades, de fra, bola-
cl.mhas para resguardo, pastee, ameias, figos, vi-
nagre lino em garrafas brancas, azeile refinado, mo-
ho para peine, dito para poda, yinlio do Alio
Uooro, e oulras mullas cousas.
Albanez;) ;i 900 rs. o co-
vado
Ainda ha dessa econmica fazenda j bem conhe-
cida, de cor preta, luslrozas, com O a 7 palmos de
largura, propris para vestidos, maulilhas e oulros
falos: na rua da Oueimado, loja n. 21.
Kua da Praia, na travessa
do Carioca, armazem
n. 7,
vendem-se mais barato do que cm oulra qualquer
parle sacras de aiqueirc, medida velba, rom farinha
de Sania Calharina, a mais nova e mais fina que
existe un mercado.
Farinha de Sania Calharina, sacca de al-
queire {(oo
Dita de S. Malheu>, dila dito 1*500
Dila de Alcobara, a sacca 33 e 3381X1
Arroz pilado muilo superior, a arroba 1*300 e 13500
Dito de casra, sarras grandes 13500
Milhp, saccas grandes e muilo novo 29800 3*600
Goma do Ara-
clv.
y
Na rna da Cadeia do ReciTe n. 57, escriplorio de
Joao lernandes Prenle Vianna, vende-se superior
gomma ullimamenle chegada do Aracatv.
Cera aiuarella.
Vende-se cera amarclla.: na rua da Cadeia do Re-
cife n. 57, csrriplorio de Joao Fernandes Prenle
Vianna.
Vende-se um casal de escravos, uma muala
querozinha c eugomma com perfeicao, e um negro
ganhador : a irslar na rua da Prai'a de Sania Rila,
casa n.35, segundo andar.
Vende-se para se fechar orna conla, saccas de
alqueire de feijao mislurado 7^ : no caes da alfan-
dcga, armazem n. 5, de Antonio Annes Jacome
Pires.
Moinhos de vento
com bombas dereputopara regarhortas e bai-
la de capim : na fundiraodc D. W. Bowman,
na rua dn Bruin ns. 6,8 c 10.
Vende-se sacras grandes romf.irinha, .i;1-3000 i
na rua do Amorim n. 36.taberna da esquina'. '
Gal virgem de
Lisboa e potassada
Russia.
Vende-se na rna do Trapiche n. 9 a 11; cal virgem
de Lisboa, nova a 5*000 o barril, vclha a 500 rs. *
arroba, o potasas da Russia 300 rs. a libra.
Vende-se um excellenle moleque com 18 an-
nos de idade, proprio para pagem por ler bellafi-
gura e nao ler vicio nlgom : na cocheira do largo
do arsenal de marinha a qualquer hora.
Vende-se um cavallo easlanlio andrino, carre-
gailor eesquipador, gordo e muilo bonilo : na roa
do Cabug n. 11.
Uelogios de patente
ingleses de ouro, de labonete c de vidio :
vendem-se apceo razoavel, em casa de
Augusto C de Alneu, na rua da Cadeia
do Recife, armazem n. r>G.
A 800 rs. o covado
de grsder-aplcs de seda b uta-cores para
vestidos : na rua do Crespo n. II.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guinho, sila na casa do Sr. cirur^ian Teixcira, com
muilas freguezias na Capunea, Allliclose Roa-Vis-
ta, ilcm da da porta, a qual lem lodos os perlenccs
a Irabalhar, o na mesma lem um cavallo para en-
trega de pao na fregne/ia : para tralar, na rua da
Snledadc n. 17, ou na mesma.
Vende-se farinlia de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velba a 5*000: no armazem
de Antonio Annes Jacorai; Pires.
=Vende-se o verrrfdciro e superior licor ab-
synthe, ullimamenle clicgado e por barato preerj :
na ruadaCrur n. 26, primeiro andar.
TENTOS
para voltarete.
Vendem-so teios muilo lindos para voltarete o
qualquer oulro joj;o, Cttegadosde Franca o por pre-
co baratissimo : na rua ja Cruz n. 26, primeiro
andar.
fcrroz em saccas.
J.i cliegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Jo3o Marlins de Rarros, travessa da Madre
de Dos n. 21, iio armazem de Josu Joaquim Pe-
reira de Mello, no largo da Alfaudega.
Guaran.
Na rua da Cadeia n. 17, loja de miudezas, vnde-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
prero commodo.
Gomma de ara rub.
Vende-se superior gomma de araruta em bairicas
e as arrobas : no armazem de Joao Marlins de Bar-
ros, travessa da Madre de Dos n. 31.
LUYAS DE TORCAL.
Vendem -se luvas pretas de torcal. chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baratissimo pre^o de 1JOO0
o par : na rna do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Cafe' ilo Rio.
vende-se por baiio preco : na rua
ii. 27, loja de Convela k\:,.eile.
do IJueimado
O agenle Oliveira vende em seu escriplorio as
superlativas lonas imperiaes inglezas, as quaes nao
vem a este mercado para o commercio, e uuicas de
que se usa na mariuh.i britnica de guerra.
;] Pereira, vendem-se A
M sedas cscossezas de quadro a 800 rs. cada .''i
S covado. ';:'
ft? Dilas lizas furta-cores muilo superiores, a 'i?
i-A 1*200 o covado. f'A
A boa fama
VENDE BARATO.
Libras de lionas brancas n. 50, 60, 70, 80, a
Dilas de ditas ns. 100 e 120
Iui/[,i" de thesouras para coslura
Duzia) de ditas mais finas e maiorts
Macos de cordao para vestido, alguma cousa
epcardidos com 40, 50 e 60 palmos,
Peras com 10 varas de bico eslreito
Carnudas rom agulhas francezas
Caitas com t6 nvelos de linbas de marcar
Pulceiras encaiuadas para meninas e seulioras
Pares de meias linas paia senhora a 210 e
Miadas de linhas mnilo linas para bordsr 100 e
Crozas de boles muilo linos de madreperola
Dilas de ditos muilo linos para calcas
Fivellas douradas para cairas e coleles
Peulcsdeverdadeiio bfalo para alizar,a 300 e
Peras de lila de linho brancas com 6 e meia
varas
Gstsas com coUeles grossos francezes
Carrilcis de liuhas de 200 jardas de muito boa
qualidade e de todos os uumeros
Maciuhos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padres
Torcidas para candieiro, duzia
Tinteiros e areeiros de porcelania, par
Carleiras de marroquim para algibeira
Canelas muilo boas de melal epao20e
Caivetes de jparar pennas
Meias brancas e cruas par homem, 160,200 e
Trancinha de la de caracol e de todas as cores
palmo
Duzia de peales de rluir para alizar, bons
(irosas de boloes de loura piolados
Peras de fitas de coz 210 e
Carreleis de lindas de 100 jardas, autor Alc-
sandre
Linhas pretas de mcadinha muilo boas
Carlas de aUiuctes d. boa qualidade
Duzia de pentes aberlos para alar cabello
Mei.isde lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda muilo boa 240 e
Fivelasde aro com toqoe.de errugem para
ealca
irosas de fivelas para sapatos
Catsinbas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas
(. 11 v 11111;: de pao com palitos de fogo bons
Caitas com .50 camonas de phosphoros para
charutos
Charuteiras de vidro 60 e
CaslOes para bengalas muilo bonitos
Atacadores pretos para casaca
Sapaliuhos de Iaa para chancas, o par
Camisas de meia para criaocas de peito
Trancelins para relogio, fazenda boa
18100
1*980
18000
18280
210
560
200
280
840
;too
160
600
Superior caf de primeira sorte, vin.
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. 11,
A boa
VENDE BARATO.
Ricos penles de tartaruga nara ribera a%-m\
DUosde alisar lamben, S 5u* 2
Pennas de aro, bico de lanca, o melhor que
la. a nasa Hu
58000
m -. a groza
USO Ditas muitissimo finas sem ser de lanca
120 Oculos de armarao de ac com gradq'aces
i "nclai com aimacao dourada
las com riMoio de tarlaruga
las com armarao de bfalo
tas de 2 vidros com armado de larlsruga
locadores de jacar Ada com bons espelho
Ditos sem ser de Jacaranda 1*500 e
leas pretas comprlas de l.ua
mgalas de junco com bonilos casloes
eos chicles para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
ravalaa de seda de lodas as cores a 1* e
500
50
60
MI
60
40
MI
500
10
Los
Un.
Di
Dila
Too
Dil
M
Reo
Rico
l.r
40 Atacadores de cornalina para casaca
200
210
IIK)
800
:wo Q
M
30
ro
320
ll
560
120
ao
100
80
10
10
320
500
110
El
tscovinhas para denles loo *""" "u '
Atem de lodas estas miudezas, vendem-se uulras "e portas
------------------^, .^.>. ,., yola I.
uadernos de papel paquete muilo fino 80
321) Bonitos sapatinhos de mermo plra crianca 1*500
Ricascantlas para pennas de ac a 120 e 200
icos porla relogios 18800 e 2S000
licas caitas finas de metal para rape a 500 e 600
,, -scovas muilo hnas para unhas a 320 e 640
28600 Ditas finissimas para cabello 18500 e 23000
Dilas dilas para roopa 18,1*200 e 250OO
Papel de linho proprio para carlorios, resma 4*000
Pinceis finos para barba S
Diui.i de lapis moilo finos para desenlio (]<)
l.apis finisiimos para riscar, a duzia ^>- 5pn
Duzias de facas e garfos linos 3*000
Dilas de facas e garfos de balanro muilo finas rJaOOr,
Dilas dilas muitissimo fiuas, cabo de marfim 15*000
.aniveles de aparar pennas muilo finos On
na rua do Queimado, nos yuatro Cantos, na loj do
miodezas da boa fama n. 33, defronte da loja de fa-
zendas da boa fe. T
Vende-se um mele<|ue de 10 a 12 an-
uos e uma negrinha da mesma idade: a
tratar na rua do Cabuga' n. 1B, loja
muilissimas, qne a vista de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admirarlo aos proprios com-
pradores na rua do Oueimado. na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama u. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-se. orna porrao de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, c relalho a 3* o barril l na rua da
Cadeia do Reciic n. 50.
^ endem-se espingardas francezas de dous
mnos, muilo proprias para caca e por muito com-
caodo preco: na rua da Cruz n. 26,.primeiro
andar.
KARIMIA DE SANTA CATBABRA,
muilo nova e de superior qualidade, a bordo do bii-
gue escuna /lapido, fondeado em frenle do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com Caetano Cyriaco|da C. II., no largo do Corpo
Santo n. 25.
Livros Csicos
Vendem-se os seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : History of Rome 33000, Thompson 23,
Poal el \ irginie 28000 ; na praca da Independencia
us. 6 e 8.
SEMENTES.
Sao chegadas de IJsboa, e acham-se ;i vend na
rua da Cruz do Recife n. 62. taberna de Antonio
francisco .Marlins as seguinles semenles dehorlali-
ces, como sej.m : ervilhaslorta, genoveza, e de An-
gola, feijao carrapalo, rolo, pintacilgo, e amarello
alfarcrepolhudae atiricia, .lisa, lmales grandes
rbanos, rabanales brancos encarnado*, nabos r'
so e branco. senoirea brancf e amarellas, couves
Iriiichud.i, lombarda, esaboi,, sebola de Selubal
segurelha, coenlro de louceira, repolho e pimpinela
e uma graude porrao de difireme- semenles, das
inais bouilas flores parajardins
:.
*'i Lindicncc, Inzeuda nova, chegada ullima- m,
Y mnlc de Paris, a 1*000CSda covado : esta *<*
>i fazende he de Iaa e sed, de desenhos mo- 5
^ demos ainda nao visla ueste mercado, tem L
" m tas lisas. g"-,
..% Cortes do casemira matizada de cores JE
\& com barra c babados a 15*000 cada corle. **
.-i Dilos de iaa da Persia.com I5covados, a i-^
ja 108000 cada corte; mandam-sc amostras de S
J5.todas as fazendas, para as senhores *ms
Vi..' comprar. $g
gOfetO
azendits de bom
por limitados preyos.
Alpacas de Ua c seda de quadrinhos miados a 280
o covado, cortes de llasinhaa de cor a 38 o corle,
cambraias lisas finas de diversas cores i 38 a peca,
cassas de cores para vestidos a 400 rs. avara, dilas
de qudros para babados a 28200 a pera, cambraias
brancas bordadas a 100 rs. a vara, ditas brancas com
salpicos de cores a 400 rs. a vara, chales de lAa e
seda de cores a IslOO cada nm, dilos de cassa bran-
cos adamascados a 80o rs. cada um, alpaca preta
lina com 6 palmos de largura a 800 rs. o covado.
grvalas de mola prelas e de cores a 18 cada uma,
guardauapos adamascados a J-sim a duzia. loalhas
de roslo de linho a 500 rs., c oulras muilas fazendas
baratas : na rua do Queimado n. 27, armazem de
fazendas de liouveia A Leilc.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jai orne Pires ven-
dc-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porroes irala-se com Manoel Alves liuer-
ra, na rua do Trapiche n. 14.
Na rua das Cruzes n. lo ha bichas liamburgue-
zas para vender em porres grandes e pequea-,
lainbum so alugam, tudo em conla.
ATTENAO.
Na rna d* Cadeia do Kecife, loja de cal-
cado n. ii, vende-se sapates di coum de
lustre e liotins de bezerro fiainx/- de su-
perior qualidade, por um preces Lio di-
minuto, que faz admirar aos l'reguc'/.es.
Murculina
o covado ;i 320 is.
Vcnde-se.ua rua dotjiieiinailo n. 21 A, murrolina
rom piulas de cores de lindos gostos, da largura de
chita franceza, alpaca prela lina com mais de vara
de largura a 800 rs. o covado, cassas francezas a 320
a vara ; dio-se as amostras com penhor.
HlaO
logios
e/es de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : em casa de
llenry Cfbson : rua da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundc.o Low-Moor, rua da Senzala-No-
va n. 42.
Nesie eslabelecimento continua a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias moendas
A3$500
Vendo-secal de Lisboaullimamentechogada,as-
sim como potassa da Russiaverdadsira :naprarado
Corpo Santo n. 11.
A boa fama
VENDE ML'ITO BARATO.
Lcneinhos de relroz de lodas as cores para pescoco
de seubora e meninas a IcSWO, baralhos de carias li-
nissimas para voltarete a ,'iO is., loucas de iaa psra
scnboras e meninas a 600 rs., luvas de lio da Escoria
brancas e de cores para hornera e senhoras a 400.
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
1*, ricas luvas de seda de lodas as cores e bordadas
com guarnicies e borlas a 3* e ,18500, ricas aboloa-
duras de madreperola e melal para rllele- e paliis
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda prelas pora
senhora a 28500, meias brancas muitissimo fiuas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, linissimas navalhas era
eslojos para barba a 28, ricas cajxas para guardar
joias a 800 e 1*500, e.nas muilo ricas com reparli-
meulos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 8*500, 3*e 3*500, papel proprio para
>s naraor.dosa 40, 60. 80 e 100 rs. a folha, candiel-
Tos americanos muilo elegantes, proorios par. eslua
danles ou mesmo qualquer eslabelec'imenlo pela boa
luz que dao a 53. travessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo barato prego de 18. pailas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
macao dourada e sem ser dourada a 500, 700. 1^ e
18500, escovas moilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricos leques com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 23 e 33, charuleiras finas a28, ricis galhetei-
ras para azeite c.vinagre a 28, ricas e linissimas cal-
as para rap a 28500 e 33, penles de bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a .'iOO rs., ditos
de marfim muilo bous a 4O0, 500 e 610 rs.. resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cores de rolhas
pequeas a 720, riquissimos frascos com estrados
muitissimo linos a 1*200, 1*500, 28 e '8500, jarros
de porcellana delicados e de modernos gostos, com
banda tranceza moilo lina a2*. frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza moilo boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Colonia de Piver a 480 e 13, sabonelcs finos
c de diversas qualidades. pos para denles u mais fino
qne pode baver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras muilas perfumarlas,
ludo de muilo goslo e que se vendem barato, (esouras
muitissimo finas, proprias para papel, para corlar r_a-
bello, para unhas, para cosloras, trancas de seias de
bonitos padres e diversas>!arguras% cores, -.'icas litas
de seda lisas c lavradas de todas as larguras e cores,
blcos de lido linissimos de lindos p'.-.uricse lodas as
larguras, ricas frtnjas da algoda brancas c de cores,
proprias para cortinados, e oaVaa muilissimas cousas
que 111.lo se vende por blo barato preco, que aos pro
prios compradores cao .a admiracao: na rua do Ooei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 1:1.
uspeosorios finos de borracha a 400, 500 e
[entes muito finos para suissas
semas muito finas para cabello
- pachos piulados compridos
1*200
640
800
13000
1*000
500
:1300o
:toooo
2*000
1*00
500
1*000
18200
320
600
500
640
700
Boloes linissimos de madreperole para camisa 1*200
ARADOS DE FERRO:
Na fundido de C. Starr & C., em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
perior quadade.
Genebrt em frasqueiras.
Cubos da Russia e da Manilhn.
Lonas, brinzao e brim de vela.
Pise da Suecia.
Cemento amarello.
Vinho de Champagne e do Rheno.
Agurdenle de Franca.
Pianos de armario, de modelos novos.
Armamenlo de lodas as qualidades.
Alvaiade fino em p, oese tintas em oleo.
Pedras de raarmare para mesas e consolos.
Papel de peso inglez.
Papel de embrolho.
Chicotes para carros.
Ferro em barra, vergioha etapa.
Couros de loslre.
Vendem-se no armazem de C. I. Astlev & Com-
panhia.
mmmwttmt m
mmmmstm
ICO.
3 No armazem de fazendas.baraias, rua do
M Collegio n. 2,
g vende-se um completo sonimento de la-
g zendas tinas e grossas, por mais barato
H precos do que em outra qualquer parte,
B tanto em porcoes como a relalho, afan-
^ cando-se aos compradores um 's proco
g para todos: este eslabelecimento abrio-se
gj de combinarlo com a maior parle das ca-
^ sas eommerciaes inglezas, francezas, alle-
S mos e suissas, para vender fazendas mais
JT| em conla do que se tem vendido, e por isio
M ollerecem elle maiores vanlagens do que
S oulro qualquer; o proprietsrio deste im-
'** portante eslabelecimento convida lodos
^ os seus patricios, e ao ^ubl'uo em geral,
|^ para que venham (a bem dos seus inle-
B resses) comprar fazendas baratas: no ar-
Jg mazem da rua do Collegio- n. 2, deAn-
H tonio Luiz dos Santos & Rolim.
POTASSA E CAL YIRGE1.
So amigo e ja bem conhecido deposito da rua da
Cadeia do Recife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a presos muitojavoraveis, com os quaes ficarao
os compradores satisfeilos.
-Emcasa deHenryBrunn&C., na rus da
para enjjenho, machinas de vapor e laixas de Gnu. 10,ta pamvewterm^tT^StZ
foro batido ecoado de todos os tamanhos para to de ouro do melhor gosto, assim como Serios
de ouro patente.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construyo vertical ecom todos o melhoramentos
mais modernos, tendo viudo no ultimo navio de
Hamburgo: na rua da Cadeia armazem n. 8.
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a8000 o par (preco fijo) as
beta conhecidas navalhas de barba, totas pelo h-
bil rabncanle qne ha sido premiado em diversas ex-
pnsicoes : vendem-se com cndilo de nao aara-
dsndo poder o comprador devolve-lss al 30 dias
depois da compra, reslituindo-se a importancia : em
casa de Augusto C. de Abreu, na roa da Cadeia do
Recite n. 3b.
Rua Nova n. 18 loja de M. A. Caja & C. con
linua serupre a ler um grande sorlimenlo d
obras reilas de alaiale, tanlo superior, como mais
inrenor, camisas Tranceza*, brancas e de cores, "ra-
valas, rolar 11,hos. chapeos france/es, ditos de sol" de
seda c panninho.suspeiisorios de borracha,meias para
senhoras, homens, meninos, fazendas para fazer-se
qualquer obra de encommenda cora a maior preste-
za e hora desempenho ; emlim qualquer pessoa que
vier a esla loja, tirar um lato completo e por pre-
o mais commodo do queem outra qulquer parte.
de C
rnaui) i
Veas
Ni rua do IJaeimado n. lili, vendem-se velas do
carnauba em eslas de 10 a 60 libras, por menos
preco do que em oulra qualquer paite : quem pre-
cisar aproveilc a occasiao.
TA1XAS PAKA ENGENHO.
Na uihlipao de ferro de D. W. Bovunann ua
rua do liriim, passando o rhafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de laixes de ferro fun-
dido e balido de .'5 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por prefo commodo e com
promplidao: cniliarram-sc ou carregam-se em acr-
10 sem despeza ao comprador.
Vende-se em casa de S. P. Johnston & C.
rua da Senzala-Nova n. Ai, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de monlaria, candieiros e eastieaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de.gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio do vela, chumbo de munic.o, arreios para car-
jo, lonas inglezas.
Vendem-se sellins com periences,
patente inglez e da melhor qualida-
de que lem viudo a esle mercado :
no armazem de Adamson Howie
4 C, rua do Trapicho n. 42.
MOENDAS SUPERIORES.
^a fundleao de C. Starr & C., em Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de cannas
todas de ferro, de um model e conslrucco muito
superior.
(*crttl>0$ fgidos.
I mmm.
5^ No dia 2Vdo correnle rofti d marco-m
-...- girara do ,ngeim>1oirinha. 3 escravos cri-
j oulos, Xntonio, Pedro e Francisco, com os
sigues seguinles: Antonio, com nma ore-
- 3 desdentado na frente, Francisco, allu- i
:'j ra regular, grosso do corpo, pos muilo crot- S
> sos parecendo inchados, com uma ferida no W
'. ; tornozelo e uma cicatriz na face. Levaram O
' duas armas de fogo, tres redes emuila roo- X
jJ pa: rogase, porlanlo, as autoridades poW-V
;;-;( ciaes.capiiaesdecaropoonqualquer pessoa, {%.
X. arapiuradesles escravos, qoe sendo enlre- S
-;' gucs e seu senhor no dilo engenho Torri- ^
uha. Joao Jos de Medeiros Correa, co nes- ^
,;. la cidade da Parahiba do Norte, a Jacintho w
:.} Joo de Meleiros Correa, em Pernsmooco, @
%.-. Rovaes & C, no Ceara, a Salgsdo & Ir- A
.;3 raaos, ou na villa de S. Joao do Cariri, ao S
2 ,m3Jor domingos da Costa Ramos, dar-se-ha %3
5,0 boa recompensa pela caplura de cada um S
;"i delles. S^
3? Joo Jote de Medeiros Correa. J
':.? I'aiahiba 2! de abril de IS."il. J
Fugio no dia 27 de abril o escravo Manoel, de
-> anuos de idade, mameluco, alio, corpulento, tem
lalla de um denle na frenle, rosto grande, principia
a bocar, bstanle regrisla e cantador, natural do
l.ralo, provincia do Ceara, e vendido nesta provincia
por ordem de Joiquim Lopes Ka\ mundo do Bilbar:
roga-se as autoridades noliciaes, capilaes de campo e
qualquer pessoa dopovo a captura do mesmo, sendo
conduzido a rua do Collegio u. 16, qoe sera genero-
samente recompensado.
Contina andar fngida a prela Merencia, eri-
oula, idade de 28 s 30 annos, pouco mais ou menos
onm os signaes seguinles: falta de denles na frente ,
uma d.s orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua do Hrum, armazem de
assucar n. 12, qoe ser bem gratificado.
PEKN.: TYP. DB M. F. DB FAJUA. 1856
ILEGIVEL


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