Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07382


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Full Text
amo mu n ..:>.
Por o mczcs adiantados A$000.
Por 3 mezes vencidos 4500.
SEI.llNDA IFIRV 12 DE MAIO DE .856.
Por anno adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
.
KNCAHREGADOS A SUBSCBIPCAO' NO NOKTE-
Parahlba, o Sr. Cervario V. da Natividad* ; Naul, o Sr. Joa-
quim L P*r*ir Jnior; Arar.au. o Sr. A. da Lemos Braga ;
Cetr, o 8r. J. Jote de Oliveira ; Maranhio. o Sr. Joequim Mar-
quea Rodrigues i Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense ; Para, o Sr. J'ustiniano J. Hamos; Amaioaai, o Sr. Jero-
ja* da Coila.
PARTIDA DOS CORKEIOS.
Olinda : todos o das.
'aruaru. Bonito a Garanhuns : nos dias 1 el5.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba .' segundas e seilas-feiras.
Victoria e Natal.- as quinlas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TBIBL'X A ES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e labbados.
Relacao : lercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 19 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas au meio-di.
Juizo de orpbos i segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel: segundas e seitas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao mcio-dia.
EPHEIIERIDES DOMEZDE MAJO
4 La nova aos 21 minutos. 48 segundos da larde.
II Quarto creicente as 5 horas, 37 minutos e 48 segundos da t.
La cheia aos 22 minutos e 48 segundos da manhaa.
Quarto minguanle as3 horas, 15 minutse 48 segundos da lar.
. l'lH.AXIAit DE MOJE.
IPrimeira as 10 horas e 54 minutos da manlia.
(Segunda as 11 horas e 1K minutos da tarde.
DAS da semana.
12 Segunda. 8. loanna princeza v.: Ss. xereo e Aqulleo irs. mm.
13 Terca. S. Pedjo Regalado f. : Ss. Glyceria Servato mm.
11 Quarta.S. '.il .; Ss. Bonifacio, Enedina e Policio mm.
15 Quinta. S. Iiidon Lair.idur. i S. Dympna price/a. ; S. Toralo
l Seita. S. Joao Neponiuceno cnuego ni. S. Aquilino m.
17 Sabbado. S. Pedro. S. Paschoal Bavlo f., S. Possidonio m
1H Domingo 2 depois do Espirito Sanio. S. Gregorio 7. P.
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPTO NO SL'L.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dial ; Babia o Sr. D. Dupral-
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Mnima
EM PERXAMBCCO.
O proprieurio do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6e 8.

I

i
agencias dos cr-
relos de Bezerros, Buoilo, Caruaru', Altinlin, Gara-
nhuns. S. Lourence Po-d'Alho, I.imoeiro, Naca-
relb, Brejo, Pcsquei a, Ingazeira, Villa-Bella, Boa-
Visla, Oarlcury. Ex i', Cabo, Ipojuca, Serinhaem,
Rio-Formoso, Loa, Barreiros, Agua-Preta e Pimen-
leira, o proprielari > deste Diario declara a todos
os senhores qneql tzerem subscrever para o mesmo,
que a remesstrse fea coto a maior regularidad',
pagaaoo somente ) por quartel, e licaudo por coula
da lypographia o orle.
FABTJ6 QFFlCIftL
OrOVEnNO DA PROVINCIA.
O presidente da provincia, liavendo era consequen-
cia da epidemi i medico da cap il diversos facultativos nella mora-
dores, ja nos Iraballios dos hospitaes, e ja nosdis-
Iriclos por icio de visitas domiciliarias, ludo na
forma do plan dado, determina assignar-lbes urna
gratifcalo,qo ainda quando nAo conforme a etpec-
laliva de cada im, seja todava rasoavel, e a mais
isuil que he p< ssivel: e porlaulo considerando reuu-
meravelo lemtode servido desde o 1. de fevereiro,
era que a epidrmia desenvolveu-se, al o ultimo de
marco, em qu 'decnou, consigna para os mdicos
directores dos lospitaes a diaria de Irinta mil rois,
aos internos dos mesmo* hospilaes a de vinle e cinco
mil res, e aos dos divnelos a do viute mil rei-. E
nesle sentido seiexpccAo as orden* favor daquclles,
que taes gralilu cessocilarem, fazendo-se especial
mancho dos qu as quizerem dispensar.
Palacio do governo de Pernanbuco, :10de abril de
jgjfc JtaiBeitto da Cunha e Figueiredo.
COI IMANDO DAS ARMAS.
Osarte! stf leral da conaindo da* araia* da
Pantana neo na cldada do Recita era '.I de
malo da *66.
ORDEM DO DA N. 2.5.
O mareclial de campo cnmmandunle das armas faz
publico, para sciencia dos Srs. commandanles de cor-
pos e campanillas lixas desla guarnicAo, o aviso do
ministerio dos negocios da guerra He 13 de abril pro
ximo lindo, em seguida transcripto, o qoal llie foi
por copia remettido pela presidencia com oflicio de
7dn correnle.
AVISO.
Rio da Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra, em 15 do abril de 1856.Ulna, e Eim. Sr.
Previno i V. Exc. de que nesla data se ordena ao
arsenal de guerra da corle, que remella para o dse
sa provincia alguns correiames completos do novo
niforme, aliui de servirem de mjelo para os que
liverem de ser ah preparados ; cumprindo que V.
Etc. determine que se vAo suhstiluimlo larrnaiiva.
mente, nao s o* correiames do anligo uniforme,
aproveiUndo-se quanto fur pos'ivel as suas pecas pa-
ra o novo, como as motilas antigs, que deverAo ser
renovadas por unirs, conforme o modelo que pelo
mesmo arsenal ja foi para ah enviado.
Dos guarde V. Etc.Marque: de Carias.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Jote Joaquim Coclho.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Sessaojadietara em III de malo de lS'ifi.
Presidencia do Etin. Sr. desemhargador Snuza.
Esliveram prsenles iodos os Miembros ilo tri
biinal. \ *'
Jutgatnenlos.
Appellanles, Barroca 0\ Castro ; appellada a viu-
va Marlius de Carvallio, por si, c romo lulora de
sena lili ios.
Relator o Sr. dezemhargador Villares.
Foi reformada a leuleuca.
Appcllaute, Antonio Gomes Pessoa ; appellados,
M.ircolino (i or 11\ os da Silva e oiilros.
Relator o Sr. desemhargador Villares.
Adiado : maudou-se averbar o imposlo da clian-
callara.
EITERIOR.
REVOGACAO DO BII.I. ABERDEE.N.
A auociaro commercial de Manchesler mandou
no da IH de fevereiro urna commissilo composta dos
Srs. J. II. de Castro,Swinfen Jordn, llardiog, l-'ar-
briJge, Gibb c llugli Fleming eotender-se com
lord Palmerston e represenlar-llie a conveniencia
da revogac^ao do bil Aberdeeu, que no parecer da-
qaetla associacao, he urna offen^a ao governo bra-
sileiro, pelo qual tilo enrgicos e salutares estorbos
leem sido empreados para ai-aliar com o Irafco.
O Daily Xeir<, tratando de semelhanle assumplo
diz o seguinle :
I'ma commissilo da associa^.lo commercial de
Manchesler dirigio-se ha dias ao t'orcign-Of/ice
alim ile procurar lord Palmerslon, substituto inte-
rino de lord Clareudon, para chamar a altencao dos
ministros de S. M. sabr o estado puuco salisfalorio
dlsrelares entre o governo britnico o o governo
brasileiro.
O Brasil, cumpre lembrar aos leilores, he un
dos nossos mellinres freguezes do etlerior. Nossa
etporta^Ao annual para aquello paiz he raras vezes
menor de Ires milhoes rsterliuos. e nossa imporla-
cao deveser avaliada em somraa igoal.
t O nosso commercio annual cora o Brasil he pois
nada menos de seis milhoes esterlinos ; e como no
Brasil { assim como em lodos os paizes uovos ) ven-
dem-se os gneros a longo pra/.o, be mais do que
provavel que oAo sa deva uesse paiz menos de seis
oa sele milhoes eslerlinos aos coinmcrcianlcs iu-
glezes. IS'o Rio de Janeiro, Baha, Pernambuco e
oatros portos brasileiros, o principal commercio do
paii est as m3os das casas in^lczai ou dos residen-
les da mesma nac,3o.
" Na rica provincia do Rio Grande do Sul ha
aatabelecidas pequeas e llorescenles colonias Id
glezaj. Sao navios ioglezes que se empregam no
commercio brasileiro : coutraladores iuglezes illu-
ralnaram a gaz a capital do Brasil, e estilo cous-
Iruindo urna grande estrada de ferro do Kio de Ja-
neiro para o distrelos que produzem caf. Anda
n'oulro da ama compinhia ngleza subscreveu para
cima de um milhilo eslerlino para consIrucQao de
um caminho de ferio do porto de Pernambuco ao
Rio da S. Francisco. Outra companhia ingleza
trata de ligar a mesma grande arteria do commercio
da Baha. Ale nomeio da guerra em que uos ai-lia-
mos, litemos sacrificio do nossas finanzas para mau-
ler ama linha meusal de vapores para o Brasil, e a
coaclaso da paz leremos duas liulias mensaes em
vez de urna. A divida publica do Brasil, conlrahi-
da na Inglaterra, etcede a seis milhoes eslerlinos,
sendo1 que o pagamento dos juros uonca solTreu nem
se quer urna hora de demora de proletario. Mais
de um milhaoda sua divida interna perlence aos
residentes ingiera.
Cumpre observar que lodo esse commercio,
industria e navegacHo, todo esse capital e propieda-
des, esiilo envolvido* no commercio do Krasilsem
seauranca no proleccao de um trtlado de amizade,
commercio ou uavegacAo.
O* nossos commercianlcs e residenles ne*se
paiz n edes ou disposiees internacionacs que os prolejam
a securanea de suas pessoas e bens licam entregues
sulliciencia ou insulliciencia das leis braslleiras
e no enlanlo a celebrarao de Iralados com a hones-
la e respailare! porm iusignilicanle repblica do
Chile o com o inliospilu e deseouliecido imperio do
JapAo foram julgados baslaule importantes pira oc-
cupar um lugar no discurso da rainln ao lirir o
parlamento, nao se di/.endo urna st'i palavra a reo-
pello do Brasil, oquarlo dos notaos melhorcs lregue-
zes eslranceiros, apezar de ser nina obrigacAo pro-
teger o nosso commercio em toda a parle, quqr seja
grande quer seja pequeo.
K He islo de que se queita a associacAo coiomdr-
cial de Manchester, e, em nosso entender, \ com
muila razAo nao quer ella nem deseja ou capera
que o Brasil conceda ao commercio ou commertan-
les ngleief, nrivilegiosespeciaes nos seus porlos ;
ella sabe qu& os inleresses do Brasil sAo idnticos
aos seus. Mas v, em causas dislinclase separadas
do commercio, riscos e pericos para o sen Irafego,
a que seria injusto einqualilicavel sujeila-lo, de-
vendo o governo aproveilar urna opportunidade fa-
voravel de remove las*
ii Essas causas ou dilliculdade* sAo os iris. K. e
il. do hill Aberdeen' Foi promulgado esse liill em
Ix'i'i em soli-tiiiiiel i lei do direilo de visita que
etpirava. Por esse lili ficou o nosso almirantado
aulorisado a julgar os navios brasileiros que se oc-
copasscra no trafico de escravos. EulendeU'se, nAo
obstante, que esla medida era temporaria.
a O conde de Aberdeen, no seu despacho de de
jullio de IHi't ao governo brasileiro, e\|iressamenle
disse queo governo de Sua Mageslade eslava lou-
ge de querer que essa medida durasse. Elle est
proinplo conliniiava lord Aberdeen) a reciinmen lar
ao parlamenlo a revogacAo desle biil logo que o tra-
uco lenlia cessado, ouque o Brasil lenlia concluido
um novo tratado para tal fim.Trala-se agora de
saber se alguma deslas condices foi preenchida.
Ninguem poder conlesta-lo, e o governo liritaiiico
lem a solemne-obrigacAo de propor a revogacAo
dessa lei oflentiva. Vejamos.
0 Brasil nAo celebrou novo tratado conlra o
Irafco, apezar de erem os agentes diplomticos,
como lodos sabem, feilo os maiore* esforco* para
esse lim. Maa o Brasil em 1850 c IS'iI promulsou
as mais severas le- conlra o trafico de nebros : alim
de etecutar essas leis, formulou-se um novo resu-
lameulo de polica e organisou-se otnlcorpo policial,
ao longo das cosa* do imperio urna esquadrilha bra-
sileira imped qualquer tentativa ; seis crvelas
a vapor couslruiram-se na Inglaterra para tal lim ;
os capitalistas porlo^uezes e genovezes, que ante-
riormente se occupavamdesse Irafco, foram manda-
dos sabir do imperio ; consliluio-se um tribunal
especial para julgar os infractores, isloapcsar da n'n-
popularidade polilca que esse fado ucarrelou ao
governo imperial. TAo complclamenle .svmpalhi-
son a opiniao publica do Brasil com esses actos, que
lesile o anuo de 1K.iJ nAo lia una s prova autlien
lca de que um s negro fosse importado da frica
para aquella imperio ; c apezar de terein s salario
comprehensao do inleresse geral ; v fados aon le
a sciencia sci v ideas, v bomens onde a sciencia su
v principios.
A coiisitiuicjo do llrasil lie a obra de n'm prnci-
pe, do homm que proclamou a independencia do
seu primeiro imperador, l>om Pedio I, de cavallei-
rosa memoria. Como ja disse, este principe, no ul-
limo grao de paciencia, fechou as porlas da assem-
blea conslituiutequc elle Riera cleger e que nao li-
nhi produzido nada. Esli larefa para que a assem-
lile.i era impolenle, elle realisou-a com osapplausos
da 11 aran. Keleva conservar a historia os nomes dos
conselliciro* liei* que ajudaram 11 imperador na ela-
boracaodesla obra memoravel,comomembrosdoseu
ministerio ou do seu conselho de estado ; sAo elle* :
JoAo Severiano Maciel da Costa, l.uiz Jos de Car-
vallio e Mello, Clemente Ferreira Franca, Mariano
Jo* Pereira da Fonseca, JoAn Gomes da Silveira
Mendonc,a, Francisco Vilella Barbota, barao de
Sanio Amaro, Antonio l.uiz Pereira da Cunha, Ma-
noel Jacinlbo Nogueira da tierna, Jote Joaquim Cir-
neiro de Campos. Todaaealas personagens ja se a-
cliam boje no lumulo, acciimuladas de honra* e de
ttulos.
A conslitnirao loi publicada a II de dezenibro de
1Kt e oll'erecida a acceilacAo da uacAo bra*ileira.
Tres mezes depoi*, a 11 de marco de 1824, baixou
um decreto imperial, declarando que mu -grande
numero de municipalidades, constiluindo ja a mai-
oria do povo brasileiro, linha unnimemente ap-
prnvado osle projeclo, e pedia com instancia que fos-
se solemnemente proclamado como consliluicAo do
imperio : n considerando, acrescenla o decreto, que
estas instancias do leal povo brasileiro sao justas,
em razAo das inconlestaveis vanlagens que resulta-
rlo para si da posse do sen cdigo constitucional,
resolv, de accordo com o meu conselho, jurar e fa-
zer jurar este projecto como a consliluco do im-
perio, o qual juramento sera prestado nesla capital
no da 2. do correnle mez, e as oulras cdades do
imperio, assim que o meu decreto imperial se adiar
as niaoa das autoridades.
Com elTeilo a ceremonia do juramenlnieve lugar a
j de marco de ISii, e esla dala lornou-se um dos
anniversarios mais memoraveis, e urna das grandes
Testas polilicas do imperio.
Assim, ja l vAo Irinta e dous anuos que fone-
eiona a consliluicao dada ao Brasil pelo imperador
I). Pedro I, e durante esle periodo de um larca de
seclo, solfreu apenas alg'imas modifcaees em que
fallare! mais adianle.
Com elTeilo, hn esle um faci uolavel, nao so
quaudo se compara esla vitalidade da* insliluices
braslleiras com a mobilidade nos linmen* e as coa-
las que parece a lei das repblicas que cercara o im
peo, mais ainda quando he confrontada com a
instabilidad das insliluices monarchicas em a nos-
sa velha Euro|ii. Na hora em que nos adiamos, sal-
vo a Inglaterra, cuja magua caria, incessaulemente
modificada c forlilicada pela pralica,*sempreie con-
serva em pe, nAo etisle na Europa urna couslituicao
que n,1o seja infinitamente menos sanecionada pelo
lempo do que a consliluir,An brasileira. NAo sera
lato a prova de que o Brasil achou desde opriuci-
pio ludo quanlo llie r.onviiiha, e quando as oulras
naces ainda audavam s apalpadelas a este res-
peibr;
Com o lempemnienlo meridional que se presta a
quaesquer mobilidades. o povo brasileiro permanece
com ludo firmemente ligado sua couslituicao ;
presa-a boje mais do que nos primeiros dias, e pa-
rece que medida que elle mais c\perimeuta-a,
reconhece mellior o respectivo mrito. Ilouve na
origen] da independencia, alguna partidos 110 lira-
sil pouco respeuoso* para r un a consliluicAo, ou
porque soiihasseni una volta nnpossivel Uetropo*
ORIGINAL 00 DIARIO DE PERNAMBUCO-
augmentado despropositadamente em r>>incqueacia*|le, ou porque se demsseni illudir pelos utopias
da ecaaacSo do irafieo eda morlalnlade cansada pelo t"lilic.-inos dos estados viiinlios; bojaj nao ha 11a-
ctiolera, nao -o ohsmva a menor tendencia a fazer Ida semelhanle: quer se soja pro ou centra o* no
revivar o Iraflco, cujo maior inimigo, dizi.i.Mr. Uud- I mena de eslado que govcruam.lodo^ querem a cons-
son (quando uiinislro no Rio) escrevendo a lord Pal- Itluicao, nada mais, nada menos.
mentn, he o imperador I). Pedro II.
a Nao pedimos ao publico que aceite estes fados
apenas sol nossa assercao ; eslAo ellos comprovados
pelos despachos dos ministros e cnsules ingiera
no llrasil ; sao sabidos e acreditados pelos ministros
da r,linda ; foram Icmnrados e provados pela ultima
coinmiss3od* cmara dos communs, al parte o Sr. Jspph Hume e Sir Roberto Inglis, e
de que cram mcinbro* Sir I. Pakinglon, Sir Jorge
Grey, Sir Idioma/ Aclaud, lord Slauh Mr. Brisbl
c Mr. IIull. A commissAo disse a cmaraque
o governo do Brasil era sincero, o que o Irafco
de escravos o eslava actualmente abolido no im-
perio.
a Deu-se pois a circumstancia aponlada por lord
Aberdeen em -2 de junbo de I8i">. Elle obrigou-sc
em nome do gnverno britnico, a fazer revogar os
iris. 8 e IIquando o Irafco tivesse inteiramenle
cessado.Este fado esta consumarlo.
u E nao obstaule essa titular mudanc* de ler fe-
litmenie cessaao o Irafco de escravos entre o llra-
sil e a frica, essa lei lia conservada, irritando, of-
fendendo e hnmilhanlo o governo brasileiro e ve-
dando a celebracao de um Iralado para proteger os
capitaes e pessoas dos mercadores inglezes envolvi-
dos no commercio brasileiro.
- Foi isso o que a associacAo commercial de Man-
cliesler pedia a lord Palmerslon que consideraste
e nesse pedido temos certeza que a opiniAo publica
ha de apoia-la com toda a energa. A revogacAo
desse bil he um aclo de justica nAo s para o Bra-
sil ma* para nos luesmos; e se se deve desojar a
celebrando de um novo tratado conlra o Irafco, un
pouco de moderacAo da parle do nosso Foreign-Of-
fiee aplainar mullas dilliculdades. Em lodo o caso
o noaso commercio nAo pode continuar no eslado
actual.
Apezar de algumas inneadides que o lei tur bra-
sileiro lacilmenle reconhece, he justica confessar que
a substancia ra arcumenlac,ao do Dai/ls Seirc rela-
tivamente ao bil lie da mais rigorosa lgica.
Correio Mercantil do Rio.)
O BRASIL
Por Charles Reybaud
CAPITULO 11.
(Coolinaac,.1o.)
Osignal mais casacterisclico das boas consliloi-
ces be a sua propria vilalidade. Tem-se feilo obras
theoricamenle boas, em que os mais habis opera-
rios depozeram lodos os liiesouros e todas as ligues
da sicencia a nossa constituirin do anno III, por
etemplo, e eslas obras nao podiam viver e uso vi-
veram. O nnlimeotd ortico fallavara a esses tra-
ballio* da intelligencia, e esle niecliauismo, appa
renlemente perfeilo, nao funecionava.
Mais vale a obra de um principe, do quo a dos
mais sabios Ihesourciros, em materia de conslluc.ao
monarchica. Em coasequencia da sua propria si-
luaean, lem um principe iustinclivainenle a ampia
11 DE MAIO DE 1851).
A brindo lioje o nosso livro de olas e aponlamen-
(os, encontramos alguns etlraclos que vamos coDliar
aos nossos leilores.
Nao silo confidencias da nossa vida intima, dessa
parte sagrada d'alma a do coradlo, que etporemos
aos olhos do publico ; sao etlraclos sobro a grande
arle na Italia, no lim da idade media, sobre o lado
potico da civilisar.io, e sobre alguns dos seos divi-
nos inlerpretes.
Pernambuco j postile navegacAo costeira a vapor,
empreza para construir caminho de ferro, esla le-
vantando um Patent Slipe, lem contrato para illu-
minacAo git, em breve lera vapor de reboque, e,
oque he mais admiravel e magnifico, a orgatiisacao
de urna companhia para melhorar o seu porto,
empreza lalvez superior a quantas j comamos entre
dos, e que dar resultados maravillosos.
Mas tudo isto, e o mais qoe se possa tenlar nesla
esphera, nAo nassa do deseuvolvinieulo de um dos
lados do progresso, o lado material da vida.
lie com effeilo urna das evolac,es da civilisacAo,
mas o homem lamhem tem necessidades moraes, es-
piritualistas, que s a cultura da arte e do senli-
tnenlo do bello lint podem dar.
J he lempo de cuidar nesla cultura ; e, temos
para nos, que os frudo* nAo sern mesquinhos. 0
reo esplendido da Grecia que produzio Homero c
Phidias, e o da Italia qne creou Miguel Angelo, Ra-
phael, Leonardo de Vinci, Benvenulu Celliui, nao
-.lo superiore ao nosso.
A arehileclura deven poca do /tenascimento o
eooformar-se menos com as conveneoes de urna arle
Iradicciooal do que com as leis da vrdadeira belle-
za. Nio ha duvida que ella lenha perdido sob o pon-
to de vista da etpresso Iheologica.
Em definitiva, foi menos um lyslema novo, do
que um modo de decoradlo. A idade media cons-
truir igrejas golhicas, o Reuascimeolo fez templos
cbrisl.los.
Tralarain de unir etquisita pureza de linhas que
possuiam oiGregosa sublimidade de etpressAo qoe
a f ilava aos artistas anonymos dos seculqa prece-
dentes.
O Florentino Rrunelleschi foi o creador desla ar-
ehileclura nova. Tirn do esquecimento as anliga*
ordens gregas, ogiva siibsliluio a arcada, c s li-
,,t, recia .ou a curva elegante do'zimborio romano,
Osdisr"ipuls desle compatriota dos Mediis con-
servaram a "vo syslema, em presenta da orna-
mcnla(Ao re1uiillada dos artistas venesianos, aso-
briedade severa que Brunelleschi lhe bavia dado.
Ma, eslava reservado a Bramanle, o lio de Ra-
phael, elevar ao in'.''mo grao de perfeieAo a archi-
leclora do Renascimenli.1- palacio da chancella-
ra e o paleo da valicaoo sAu .ydelos nesle ge-
nero.
Foi a Bramanle quo o papa Julio II encari".T.-ou o
desenlio do plano dn templo de S. Pedro em Rom,?.
Roubado pela morlc, leve a gloria de contar como
successor Miguel Angelo, que lomou-lhe a idea da
celebre cpula.
Desde o seculo XIII, Nicolao e Andr de Pisa li-
nham creado a csculptura italiana, l.ourenco Ghi-
bcrli, no XV, se collocou no primeiro lugar, pelas
suas duas portas d 1 baptisterio de Florenca, o dig-
nas de servir para a entrada ,do l'.'raizo, segundo
dizia Miguel Angelo.
Ao lado desle erando artista, Dunalclln, menos
elevado de esly lo, mais enrgico de expressao, fun-
dn a escola florentina deque Andr Vcrocchio e
Aletandre Leopardi foram osilluslres represen-
ianlcs.
A esrulplura d'nrnamculo, ligada tradiceao an-
tes do Kenascimcnlo, tonioii.se, com os Lombardos
e Benvenolo Ccllini, o melhor cinzclador, una arle
admiravel, c ao nie-1110 lempo urna industria llores-
cente.
A superioridade dos Hllanos sobre os Creeos na
esrulplura o na arehileclura lie mu conleslsvel. Na
pintura, com juslo titulo, he umversalmente reco-
nhecida.
Desde o seculo XIII, Giotto, discpulo de Cira'J-
bue, creou um syslema inteiramenle uovu. Nada- de
Assim, qual lie o valor desta obra, qu-ies sao ,ns
seus caracteres orizinaes '.' lie o que vou Iratar de
indicar em umaanalyse lao succiula quaulo for pus-
rival.
A consliluicAo do Brasil se eompe de oilo (lulos
suh ii\ ididos em rento e selenla e nuve arligus. Eis-
aqui a nomenclatura das materias que contera cada
Ululo :
TITIT.O I.
Do imperio do llrasil, do seu lerrilorio, do ico
governo, da sua regio.
TITULO II.
DoscidadAos brasileiros.
TITULO III.
Dos poderes e reprcseulac,Ao nacional.
TITULO IV.
Do poder legislativo,d cmara dos depuladus,
do senado. proposicAo, discussAo, saucedo e pro-
mulgarlo das leis,dos conselhos geraes das provin-
cias e das suas altribuices,das cleices.
TITULO V.
Do imperador, do poder moderador,do poder
eteculivo,da familia imperial e da sua dotacAn,
da successAo do imperio,da regencia em caso de
min o idade ou do impedimento do imperador,do
ministerio,do conselho de Eslado,Ja forca mi-
litar.
, TULLO VI.
Dopcder judiciario,lo* juizes e tribunats.
TITULO VII.
Da a limni-irar.Vj e do syslema econmico das
provincias,das cmaras raunicipaes,das linancas
nacionaes.
TITULO VIH.
Disposiees geraes e garantas dos direilos civise
polilicos dos cidadaos brasileiros.
Gamo se v, a consliluicao imperial abraca lodot
os pontos de que tratara ordinariamente a* consli-
luicoes das inonarchias representativas. Mas ha
nesla obra certas disposiefles que nao se encoulraui
em oulras, c que 11A0 sAo as menos felizes.
Assim, nao conhecemos, as nossas conslilui;Oes
europeas, seo.lo os Irs poderes legislativo, execuli-
vo e judiciario. O Brasil a limite ura quarlo po-
der ; he o poder moderador, allribuido ao impera-
dor, e que elle overee sem o concurso dos seus mi-
nistros, as circumslancias seguinles que enumera o
arl. 101 :
Nomcando os senadores ta forma prescripta pela
consliluicAo ;
Convocando ama asscmbla geral extraordinaria
quaudo assim exigir 11 inleresse do imperio ;
Sanccionando os decretos e resoluces da assem-
blea geral para lhes dar forea de le ;
Approvando ou suspendeiido provisoriamente as re-
soluces dos conselhos proviocies ;
Prorogandoou adiando a|aassemble geral, e dissnl-
vendo a cmara dos depulados quando o exigir
salvaeAo do Eslado ; convocando inmediatamente
urna nova cmara ;
Nomeando e renovando livremente os ministros ;
Perdoando e moderando as penas iulligidas aos
condemnados ;
Suspcndendo os magistrados nos casos previstos
pela consliluicAo ;
Conccdcndo amnista tAcasos urgentes equandn o
aconselba a humanidade o bem do Eslado.
Todos estes aclos, que as moiiarchias parlamen-
tares sao da aijada do poder evecutivo, islo he, do
chefe do estado com o concurso dos seus ministros,
te realisam no imperio do Brasil, pelo imperador >n
em virlude do poder moderador que a cnnsliluic-]o
llie con foro.
Com efleilo, sao allrhaicoes consideraveis que
realcamn prestigio da monarchia, e que he bom dii-
trahir da esphera ministerial, lamprts acfessivel as
paites de partido. Em conseqoencia desla inno-
vacao sensata, nao se poden a ver, no Brasil, o que
se vio em Franca, quando el-rei, qoeieudo mu lar
de gabinete, era abrigada a usar da tua influencia
pessoal sobre um dos mjnislros dispedidos, para
obter mu 1 enntra-assignatnra que em riger se lhe
podia recusar,
Assim, a couslituicao braiileira define nos termos
segrales significativos o novo elemento que inlro-
dnz na mechanlimo poltico do imperio : Arl. 'ts.
O poder moderador he a chava de toda a orga-
rnsacao polilca ; be delegado |eiclusivaroenle an
imperadorj como chele supremo da naeAo e seu pri-
meiro represenlanle, pira que vele incessanlemenle
lobre abnanuleneAo da independencia, e sobre o e-
quilibrio ea liarmonia dos oulros poderes.
Comludo, ainda para o exercicio desle privilegio
qoe lhe perlence como propriedade, o imperador
11A0 he privado de una ceadjuvacAo eflicaz que es-
clarece a s'oa prerogativa sem prejudicavla. A cons-
HtuicAo creou um cnnelho de Eslado compostn de
de/, membros inamoviveis ;o numero foi depois
elevado a doze.) o qual conselho occopt o lugar
mais elevado entre as nslituiciaes do Brasil, for-
mado como se acha dos bomens mais eminentes de
lodos os partidos, todos 011 quasi lodos anligos mi-
nistros, e cujas atlribuices s tem analogas mui
remotas com as dos nosso cousellio de Estado. No
numero deslas allribuicease cncontra o dlreUo de
dar a sua opiniAo em tata* a* oeeat'oet em'ue o
imperador sepropde a exsrctr urna (fas prcrogali-
ras propria* ao poder moderador. O mndalo do
conselho de eslado nAo se limita a islo ; deve ainda
ser ouvido ei lodos os negocios graves, sobre todas
as medidas geraes de vdmiiiislrarao publica, prin-
cipalm'nte sobre as declarantes de guerra, os tra-
tados de paz e as negoeiarbei com as naces eMrnn-
geiras. (Ii
-A rcsponsahilidade atlinge os conselheiros de Es-
lado asssim como os ministros, e he esla, de alguma
sorle, a garanta dada pela consliluicao conlra a sua
inamovilnlidade. () O ar(. li:l diz :
"s conselheiros de Eslado sAo responsaveis pelos
pareceres, que dio em opposicAo iu leis e aos inle-
resses do Estado, ou que sejaiiicvideutemeulc frau-
dulentas, o
O arl. li da a medida da altura que a consli-
tnirao quiz elevar o ciiselho de Balarlo. F.is-aqni
o respectivo (ex(o: a O principe imperial, assim
que lem dozc anuos rompidos, he de direilo inem-
bro do conselho de Eslado. Os oulros principes
da familia imperial s lem as-colo nesle conselho
em virlnde de aclo do uonicaeAo do imperador. Es-
le* e o principe imperial nao culrain no numero
litado pela couslituieao. a
Assignadi. cspecialincutc, na volamos! couslitui-
cao do Brasil, os ponto*pelos quaes ella so aparta
dos dados gcralmcnlc admiliidos na Europa. As
allribuiees |iro|irias ao poder executivo exercido
pelo imperador rom o concurso doyseo ministros
nao offerccein sob esta aspelo d'-smelhanei algu-
ma iliun 1 ,1c iiienro ; iinm'.o-* a cilar m dous
artigo* seguintcs :
Arl loo. O* seus ttulos i 11,1 imperador > *ao :
Imperador lomlUitcional e defensor pcrprtuido
Hrasil: qualiliram-no de migcslade imperial, a
Arl. loi. O imperador nio pode sahir do im-
perio do Brasil sem o consenlmento da a geral ; se o fizer, fita entendido que abjica
coroa. o
Chego ao poder legislativo e sua organisacao :
untemos primeiramcule de pessagem, quo -sobera-
na nacional he a base imulavel das instituirles
brasileira*. O artigo II diz enrgicamente : Os
representantes da .Sanio sao o imperador e a as-
sembla geral. a NAo "ha debate nem preleneAo que
se age, em norae do direilo divino, n'ur paiz
quo faz sabir da mesma fonle popular o imperador
e as cmaras, o poder legislativo e o poder execu-
tivo.
A assembla geral se eompe de ura senado e de
uraa cmara de depulados. Urna e oulra rimara
emanara da clcie.10. Somenle os depulados sao no-
meados directamente por cerlo numero de eleilo-
res provinciaes (3), os quaes sao lamhem designa-
dos pela generalidade dos. cidadaos reunidos em as-
sembla de parochia. Explicarei mai* adianle as
condices mui simples doe dous graos de eleilorado.
Os senadores sAo eleitos da mesma maneira ; mas
nao sAo senadores, sao candidatos ao senado que os
cleitores designan). Para cada logar vago apreseu-
lam Ires uomes, d'enlre os quaes o imperador es-
rullic uro.
Os senadores devem ler pelo menos a idade de
quarenla anno* e pomir pelo menos um rcndiiueii-
lo qualquer de 2,100 francos. Os depulados podem
ser Horneados com viute e cinco anuos de idade, e
basta que leuliam o rendiraenlo de 1,200 francos.
Os senadores sao vitalicios ; os depuladoa cleilos por
qiialro annns.
A sessAo annual ordinaria he de qualro mezes ;
se abre invariavclraeule a il de inaio, alvo se se nao
poderem reunir a melade e mais um dos membros
das duas cmaras, kislacircuinslancia excepcional se
apreseulou pela primeira vez na abertura da icssao
de IS, que foi demorada \mi qualro dias, ale que
houvesse numero sullicienle.
I >* depulados e os senadores recahem lira subsidio
pecuniario que be litado, pel que respaila aos de-
pulados, ao lira de cada legislatura, pela legislatura
seguinle. Nesle raoraen(o a locac,Ao concedida aos
membros da cmara temporaria he de 7.-201 franco".
Da-se-lhes alera disto orna m leinni-.ie.io para as
despea** de viaaem de ida e volta.
O direilo de iniciativa perience ao imperador e
as duas cmaras ; a iuiciativa he exclusivamente a1-
Iribiiida cmara dos depulados sobre as quesies
de imposlo. de recrulamento, da escolha de urna
dvinnaslia nova ejn caso de exIinecAo da dymnaslia
reinante : he tambera ante esla cmara que deve
ser asilada em primeiro lugar a discussAo. das pro-
posices feilas pelo poder execulivo ; em fim, he
ella s que decreta se ha lugar para a aecusa-
clo conlra os rainislros ou os couselheiros de es-
tado.
O senado tem as suas allribuiees exclusivas co-
nhecer dos delicio* individuacs commetlidos pelos
membros da familia imperial, ministros, conselhei-
ros do estado e senadores, assim romo dos rleliclos
coiniuellidos pelos depulados durante a durac,o do
respeclivo mandato ;
Conheecr da responsabilidade dos ministros e
coiwelheiros de eslado ;
Expedir cartas de couvocueAo assembla no caso
em que o imperador nAo o tenha feilo nos dous me-
zes que segucra a poca litada pela consliluicAo.
Para este objeclo o senado st devera reunir extraor-
dinariamente.
Couvocar a assembla pela morle do imperador pa-
ra a clelrao da regencia, se a regencia provisoria uto
cumprir esle dever.
A* formas de paoceder, na* duas cmaras, se asse-
raclhamao que liegeralmeule pralicado, salvo cerlas
regras de diquela iniinciosainenle descriplas, na
propria lei fundamental ou uas disposiees regula-
meulares, c quo lem por alvo e por clleilo atleniiar,
pela sravidade ceremonial da formas, os embales
ntreos poderes, e lalvez tambera acalmar, pela am-
pliilao dasappellacoes honorilicas e pelo syslema de
circoiilocucAo inglesa quo enderessa ao presidente
da cmara os dilos dirigidos contra um adversario,
de acalmar, digo, o ardor o a violencia da palavra,
que se iulroduzria fcilmente no nieio dcses lein-
peramenles Iropicaes. Mas c* aqui era que con-
siste especialmente a originalidad* da cnn-liluicao
brasileira : previo dous casos em que a accao do
legislador he parausada, e pmcurou regula-los.
Ouando ha conllicto enlre a* duas cmaras, quan-
do ama adopta e quando a oulra regeita um pio-
jera de lei, a consliluicao creou um meio de ter-
minar a diflerenca, atilorisando, neslas circums-
lancias, as dua* cunaras a se reunirem em urna s
assembla que decida a queslAj por maioria de
votos.
A oulra dificuldada aiada he mais grave, e leo*
sabequanla liuli ella lem leito gastar, depois de dou
tercos de serillo, aos publicistas da Europa. Trata-
se ile saber a quem deve caber a ultima palavra, ao
gpvnio ou as cmaras, em caso de dissidencia. A
constituirn da llrasil de,-ido a queslAo em lavo
poder parlamentar. Mas releva observar que o im-
perador I). Pedro I lomara precaure* c que a pro-
cess-t que elle prescrevuu da a prerogativa imperial
as mais seguras garanlias e deixi as pn\es lodo o
lempo rlc se acalmar. A recusa de sanecAo he sus-
pensiva : mas para que nina proposicAo emanada das
cmaras possa ler por pleno direilo forca de le, cum-
pre qne seja adoptada por Ires legislaturas sucoessi-
vas, islo he por tres volapis diflereoles, n'un in-
lervallo de qualro annos enlre cada votacao. lie es-
rii-ado acresceular que esta disposic;Ao constitucio-
nal nunca foi applicada, e por oulro lado um* lei
quo livese pastado por laes provaces seria certa-
mente urna lei era verdade etigida pelo inleresse
geral.
(Continuar-se-lia.)
verdado na expressSo e as roupagens, nada de cor-
receao nem de exaclidAo no desenho, nm romero de
modelo, a paixio e a grandeza unidas na composi-
ro graca, laes sAo as qualidades que fizeram de
Gjjollo o maior arthta da Italia antes de Rapbael.
A pintura Giollcsca dominnn al os primeiros
annos do seculo XV. Nesta poca, duas importan-
tes modifcaees nos processos praticos realisaram na
propria arle urna vrdadeira revoluco.
De um lado, applicaram-se os principios da pers-
pectiva linear ; do oulro, os irraaos Van Eyck de
Bruces aperfeiroaram a lal poni os processus da
pintara i oleo que a pintura lampera foi abando-
nada, e o fresco s foi conservado para decorar as
paredes dos grandes monumentos.
A Italia cuutoii enlAo (res grandes escolas : a es-
cola naluralisla de Florenca, fundada por Masaccio ;
a escola religiosa e espiritualista, que leve i sua
frente o Perugino ; emfira, a escola colorista de Ve-
nesa, cojo chefe foi Joao Belino.
Ao mesmo lempo, Maso Finiguerra descobria em
h toreara a gravara a buril. E(a invencAo Imita pa-
ra a pintura a importancia da imprensa para a Itl-
tcf.3tora.
Uesi'arl* as obras dos artistas podiam ser popula-
risadas, maneiras d dillerenles escolas.
Foi nesle m rnenlo que appareceram seis liomens
re engenho evl'aordinario, os maiores pintores da
Dalia e de lodos "s lempos, Leonardo de Vinci, Mi-
guel Angelo, Co"-regio, Giorgiont), Ticiano c o di-
vino a Kaphael--
Miguel ngel Buonarolli nasceu em 1474, parlo
de Arczzo, dcuina illuslro familia patricia, c mos-
Irou, desde ?' mais Icnra idade, nina vocarlo lo
pronunciad^para o desenlio, que Iriuniphou dos pre-
conreilos p.ouilir.ros da Tamilia.
Os hnr"ensdai|iralle lempo abraravam ludo. Elle
foiescuP lorde'Pfiroeira ordem e engenheim erainenle : en-
carr"g'do de fosticar Florenca sitiada, defeodeu-a
Hirante um anno.
. F.ra mni versado em Matomit, e, cora as suas
m.lo* de arlisla. desseccando cadveres, adquiri da
eslruclura interna do eorpo huinaun, do jogo dos
msculos, o conhecimenlo profundo que lhe permit-
lio dar tanto relevo s sua* represenlaces da furnia
(1) A lei de 2:1 de novembro de ISl, que resta-
beleceu oconseilio de eslado, imprudenlemeiilesup-
priraido em 18.14, modilicou era alguns pontos as
allribuiees dadas ao conselho pela consliluicAo de
lS2i. Eis-aqui sobre que ponlos o conselho "de es-
lado he hoja ^specialiucnlc chamado a deliberar :
I." sobre o exercicio das allribuiees do poder mo-
derador ; 2." sobre as declaraces de guerra, os
Iralados e as ncgociare' ; Xo sobre as queslcs de
presas e indemnisaraies ; i." sobre os coulliclos de
ion- lici..vi das autoridades administrativas entre el-
las e eslas com o poder judiciario ; j." sobre os
abusos da aoloridade ecclesiaslica ; ti." sobre os de-
cretos, regualmeulos e oslruce.es para a boa exe-
cuc,ao das leis e sobre as proposiciies que o poder
execulivo deve presentar as cmaras legislativas.
He esla lei de loi I que elevou a 12 o numero dos
conselheiros ordinarios, o autorisou a crearan de
dozc conselheiros de e-lado extraordinarios.
(2) A lei de IKil di uraa garanta de outro ge-
nero contra a ioamovibilidade dos conselheiros de
eslado. Autorisa o imperador a dispensa-Ios das
suas 1 unrr.ii-s por um lempo indefinido.
Ci) A claica dos depnlados se fez al o prsenle
pir um escrutinio geral de lalas, para loda a repre-
sentado de cada provincia. Mas na sessaoqoc acaba
de encerrarse, urna proposicAo emanada da iniciati-
va do senado, a que foi adoptada pela maioria das
duas cmaras, opera graves modifcaees uo syslema
actual o subslilue a eleicAo por distrido a eleie.lo
por provincia : formula, alera dissn, numerosas in-
corapalibilidades enlre as lunrroes publicas e o mn-
dalo de depulado. Esla resolucAo das cmaras foi
sanecionada pelo imperador e convertida em lei.
humana, e enllocar o bello uo verdadeiro, pela alli-
ain.d da arle e da sciencia.
A n iiu 1 e/a. lAo esquecida dos artistas da idade
media, rcrnbrou o seu imperio. A potente origina-
lidade de Miguel Angelo resulla de se enllocar el-
le em frente delta. Soube, lodjs as vezes que quiz,
arremedar o antigu, roas nao deivou domiuar-se por
elle.
Tcve por meslre Dominico Ghislandaiu, naliiral
de Florenca, cuja pintura fra, magra, escolstica
excedeu em pouco lempo.
Prolegido ao principio pelos Mdicis, perdeu esle
apoio, quaudo uraa revolacAo os ctpcllio de Flo-
rencia.
Foi otilan que elle parti para Roma, onde nlio
II o encarregou de construir o seu mausoleo. Tra-
rou ura plano colossal de que smenle algumas fi-
guras foram executadas : urna dalla* he o seu u Moj-
ses sentado e leudo na nio a laboa da lei.
De cosanles austeros, sobrio era cxlremo, estoico
do carador, a mor parle do lempo sosiuho em pre-
senca da ualurcza viva ou mora, e das suas pten-
les medilaees, deixou Boma por orgolho, porque
um dia a porta do pontifico lhe foi fechada, e resis-
ti por minio lempo s supplicas c ameacas.
Todava vollou, c fez de Julio II, conquistador de
Bolonba. a estatua que pareca antes castigar que
abencoar a cidade.
O cuidado de decorar a frasco a abobada da ca-
pella Sixlina llie foi cnlao confiado era um laco de
seus inimigus, sobreludo de llranianle, que, iiiveju-
10, se esfoleava para llie oppor Rapbael, ja enlao
celebre.
Miguel Angelo ignnrava a pintura a Iresco ; man-
dn vir pintores deste genero ; depois nao salisfeilo
com o Irabalho destes arlislas, iiiulisou-o. cncer-
rou-se na capclla Sixlina, cujas chaves Irazia com-
sigo, e evcculou sosiuho, era vnle mezes, as prodi-
giosas figuras de prophelas e de sih\ lias, quo foram
uma^revelarao do grandioso na arle.
Sefio \, 1 dmenie Vil, Paulo III, prolegeram-
no successivameule. As snas obras prncipacs nesle
periodo foram a mausoleo de Julio II, lal como se
V aclualmenle na igreja de S. Pedro ; o* tmulos
de Lonrciici) e de Juliano de Mdicis, em Florenca,
em que fgurava a Noile", sob a forma de uraa
niulber adormecida ; o grande fresco do Juizo fi-
nal em que revive o genio de Danle, Uo digno
t
PSRMAafBUCa.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em 0 de mai o de 1856,
Presidencia do Sr. coinmendador Jos Pedro da
.Silva.
As 11 horas da manhaa faz-sc a chamada, e veri-
fican do-se havernumero legal de Srs. depulados,
t) .Sr. Presidente abre a sessAo.
11 Sr. segundo secretario laz Isilura da acia da
sessao antecdeme, que he approvada.
O Sr. primeiro secretario aprsenla o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do governo, remetiendo
cpia do contrato celebrado com Rapbael Lucc re-
I.divamente ao Ihealro de Santa-Isabel. A' quem
fez a requisicAo.
Oulro do mesmo, remetiendo as propostas a do-
cumeulos, era original, relativos a illuminacao
gaz, os quaes deverAo ser lodos devolvidos aquella
secretaria. A' quem fez a requisicAo.
Oulro do mesmo. Ir insmillindo copia do lermo de
controlo que, era virtud* da le provincial 11. :ll,'i anno passado, loi celebrado cora Henry Gybson c os
llr. Filippe Lopes Nello c Manoel de Barros Br-
relo acerca da illuuiinarAo a gaz nesla cidade. A'
quem fez a requisicAo.
Oulro da cmara municipal desla cidade, submel-
lendn i consideradlo desla assembla a pelirao em
que a mesma cmara pede a habililac,Ao com meios
pecuniarios para a crearan de um campo para ser-
venta publica no lugar de Sanio Amaro, adjacenle
ao cemilerio. A' commissAo de ornamentos mu-
niiipae- e negocios de cmaras.
Urna pelicAo, em que Jos Themoleo da Silva, cor-
neta mor do corpo de polica, pede ser reformado
no referido posto com o sold por inlairo.A' com-
missAo de pelic,es.
Oulro da irroandade re S. Jos de Riba-Mar, em
que pede a concessao de algumas loteras para repa-
ros de sua igreja Instante arruinada.A' commissAo
de peiicn.-.
SAo idos e julgados objeclos de deliheracao e
mandados imprimir os soguintes projectos :
n A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
11 Artigo nico. O subsidio para a legislatura fa-
llir ser de cinco mil res diarios, e aajuda de cu'to
regular-se-ha pela lei 11. i de ;i de nidio de 1833 ;
revocadas as disposiees em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 0 de maio de Isa,.Theodoro Machado
Freirq Pereira da Silva Jnior.
' A assembla legislativa provincial de Peruam-
buco resolve :
Artigo I. O ronselho administrativo do patri-
monio do* nrpbar,*, lica aulorisado a aforar os sitios
a elle perlenccutes, com as condices que mais van-
lajoaat forcm aos inleresse* do mesmo patrimonio,
prcredidas as formalidades lecacs e cora approvacao
do presidente da provincia.
Arl. 2 u Fica revogado o artigo <>. ra raeolneSe
de II de novembro do ls il, soraeule para o lim in-
dicado no artigo anteceder**.
o Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 0 de maio de 1851!. Antonio Jos iic Oli-
veira.
Va i a mesa e aprova-se o seguinle rcquerimenlo :
Requcremos que nos sejain remedidas pelo go-
verno da provincia com a possivel brevidade as pecas
a que se refere o seu rclalurio, eque ainda nao nos
foram Iransmillidas.Barros de LacerdaMachado
da Silva.
Val a mesa e he approvadu o seguinle rcqueri-
menlo :
n Requeiro que pelos ranaes competentes se pe-
c 011 informaees a cmara municipal da cidade de
Olin la, sobre a quola de Oh'iOO rs., que na lei do
orcamento vigente foi consignada para o preparo
da sala das audiencias.S II.Castro Leo.
Entra em discussao o parecer das commisse* reu-
nidas de rouslituicAo e poderes, saude e inslruccao
publica sobre o projecto que crea urna cadeira de hu-
meopalhia no Gymnasio Provincial.
O Sr. Sabino (llegarlo : Peco a palavra.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. Sabino.
O Sr. Sabino Olegario : Sr. presidente, nunca
em uiiuli 1 vida live ocrasiAo de lamentar lano mi-
11I11 inahilidade 'nao npoiados; do que no presente
momento em que lenho de sustentar um projeclo con-
lra o qual com antecedencia vejo,qoe se lem pronun
ciado urna grande parle dos membros desla casa,
nem ao menos vejo nm collega de profissAo em redor
de mira e que possa me ajudar, a levar a irinlia
cruz ao calvario.
O Sr. Pereira de lico :Nao he necessario, bas-
ta o tlenlo do nr-hre deputado.
O Sr. Sabino Olegario: Nao desconhee,o que
mullid* palavra* sAo mais que insuflicientes para le-
var a conviccAo ao espirito dos nohres depulados,
;oAo apoiadoi) mas veiei se da justica da causa que
defendo poderei tirar argameulaces capazes,
quando nao, de convencer, ao menos de arredar de
mira qualquer jui/o desfavoravcl que por acaso se
possa fazer.
NAo fot o interosse inesquinho e vil, senhor presi-
dente, que me levou a apresenlar o projeclo que mo-
ve a prsenle discussao. NAo ; fot o inleresse de
loda a populara 1 da provincia.
( Sr. Pereira de llrito :Fazemos-Ihe justica.
O Sr. Sitcnio :Nem deve encarar a queslao por
esse lado.
" Sr, Sabino Olegario : Foi o inleresse do
rcspcilavel corpo elciloral, que nAo desconhecendo
a minha qualidade, de nao ler nascido ueste torrlo
ahonroadu, uAo hesilou era escollier-me rauilo espou-
lancaraenle para que oceupasse uraa cadeira uesle
recinto. NAo snu o cleiio*de um pirulo publico,
son o eleilo doshomens de lodos os partidos que me
houraram na qualidade de medico Immeopalha, ou
na qualidade de propagador de urna doutriua da qual
1. A lem lodos tirado conlestavcis resultados.
r ,) ^ If Sr. I.nrc.r.tii :S, i,....,J.3t>. '. i.nr car I,ornen.
!
O 5r. Sali/no Olegario :Nao foi por pcrlcucer a
partido poltico.
O Sr. Lacerda: Nem por perlencer i homeopa-
Ihia ou allopalliia. foi por seus raerecinienlos.
O Sr. Sabino Olegario : Agradece muito as bel-
las cvprcsses cora que rae honra o nobre depulado.
Seja-uio permittido nesle momento, Sr. presidente,
aproveilar a occasiAo para dirigir um vol de agra-
decimeuto ao corpo elciloral, aos meus amigos e a
lodos que concorrerara direcladamente? para a mi-
nha eleic.lo. lie no ioteresse de todos que vou fallar,
he uo inleresse de lodos, que vqjd ver se posso com
miiibds tracas forras arraucar da morle vilenla,
que o espera, o meu Minrenle projecto.
liavia eu confeccionado um projeclo em que crea-
va nesla capital urna escola regular de homcopa-
llii.i bascada uo estudo das sciencias accessorias da
anatoma, da plusiologia da hygieue, da medicina
legal, da historia da medicina e doulrtnas homeop-
ticas ; mas lomei a resolucAo de subitilui-los pelo
que foi apreseulado casa por duas razes ; primeira
porque nao queria levar o alarme s lileiras inimigas
c segunda porque queria poupar aos cofres pblicos
o dccrescimo de despezas que esse projeclo Ira/ia ;
substitui-o pelo prsenle, porque as despezai que
elle exige rAo nimiamente pequeas.
Nao he esla occasiAo, Sr. presidenle, de discutir
os principio* lundamenlae. das donlrinas homeopa-
thicas ; eu creio, que esla assembla nao deve de
modo algiim ser transformada de assembla poltica
era urna academia ou sociedade de medicina : por
lano, nao encarare! o projecto seno debaixo de
dous ponlos de vista, quauto a sua ulidade e quan-
lo a sua conslilucionalidade.
O Sr. Pereira de llrito :Logo lem de discutir a
ulidade.
O Sr. Sabino Olegario :Nada lem isso para que
se discutan! os principios lundamenlae- de urna dou-
trina, porque aqui, como ji disse, nao he urna acade-
mia de medicina, nem urna sociedade medica, he
urna assembla polilca onde somenle lem de se tra-
tar da ulidade do projecto.
O Sr. Pereira de Hrito :Tem de provar a uli-
dade da sciencia de que trata o projecto em dis-
cuss.lo.
O Sr. Sabino Olegario ; Eu disse, que devera ser
esludado o projeclo debaito do dous ponlos de vista ;
em primeiro lugar quanlo a sua ulidade e em se-
gundo quanlo sua conslilucionalidade, foi assim
que me exprim no meu voto em separado. Bem,
consideremos o projeclo debiito deslesdoui puntos
de visla ; e lodo caminho oulro que levar a discui-
sao, tende a converter urna assembla poltica em
urna sociedade de medecioa, que he justamente o
qne ou nAo quero.
Ninguem iguora.Sr. presidente, que a liomeopa-
ihia esl hoje espalhada por (oda a provincia.
O Sf. Florencio : Eu ignoro.
(' Sr. Sabino.Olegario : Porque quer ignorar,
porque lem olhos e nao quer ver. Por loda a pro-
vincia diise eu ; e se fosse permillido e eu quizesse
apresenlar a esla casa documenlos irrefragaveis
era numero de mil em mil, eu os apresentaria.
O Sr. Florencio : He a cousa mais fcil que
ha em nossa Ierra.
de inspirar Miguel Angelo ; cmfm, a baslica in-
mortal de S. Pedro que elle concluio, servindo-se
dos planos de Bramanle, mes de lal sorle modifica-
dos, que se lornou um dos seus maiores ttulos de
gloria.
I'oi esla tambera umi das suas ul limas obras. Hor-
ran com ooventa anuos do idade, em I Mil, como
um palriarclia da arle moderna.
Miguel Angelo foi tambera poeta, o grande poela,
como so 11111 tivesse querido doixar parle alguma da
arte em que se nao cucoulrassc visligio seu. Fez
muilos solidos, alguns magnficos.
Slrozzi escrevera o segrale abaixo da sua bella
eslaluaaJa lloite : A Noile que Iu vs dormir em
lao grala atlilude foi esculpida por um anjo nesla
[ledra. Ouando dorme, vive. Duvidas dslo'.' Acor-
da-a ; ella fallar.
Islo linha lugar depois dos grandes desastres da
lialn, a alma patritica de Miginel Angelo eslava
cheia deslas dolorosas recordaces. Elle responden a
Slrozzi, em come da Noile : u apraz-me dormir,
desejaria antes ser de pedra, cniquaulo duraren] os
das de desgrac* e de vergonha. Nao ver, nao seu-
lir, be para mim urna grande vanlagem.
Leonardo de Vinci nasceu era 1i.">2 no caslello de
Vinci perlo de Florenca. O seu goslo particular pe-
la pintura, sem que lho fizesse desprezar os oulros
ramos de coiiheciincntos, decidi a familia a collo-
ca-lo na ollicina de Andr Vcrocchio.
Prolegido por I.udoviro Sforza, foi depois, por
l.uiz XII soberano de Milo, por l.eao X, c emfira
por Francisco 1, que o chainou a Franca, c lie den
para residencia o palacio de S. Cloud, onde morreu
era 1M3.
Assim, pela dala, precede a Miguel Angelo, c esle
comerava quaml-i Leonardo ja ca illluslre. A sua
influencia nao leve seguramente um alcance lo
grande ; nao fez, como o pintor da Capclla Sitlna,
urna revoluran no espirito deluda a arle ; mas ja
abra o caminho a ohscrvarAo da nalureza.
Um dia quo ello linha que piular urna scena ale-
gre, convidou os amigos para um janlar, e, por meio
de historias lcelas, osfe/rira handeira* despregadas,
recolhendo, sem que soubessera, lodos os traeos do
seu ipii lio. A pralica da pintura Ibe deve mnilo.
Um da Leo X o achou oceupadn em inventar
um novo genero de verniz. Elevou a nm alio grao a
arle da ciJraposieao, a sciencia do claro-escuro, a da
O Sr. Sabino Olegario : Isso he quando trata de urna defeza pessoal, mas nao quando se tra-
a de urna acienca de que todos tem tirado retalla-
dos mais 00 menos.
O Sr. Pereira di Brilo: Eu nao.
O Sr.Sabino Olegario : Nao lira o nobre de-
pulado,porque mo ha maior ceg do que aquello que
nAo quer ver.
0 Sr. Pereira de llrito : He cegueira de in-
telgencia.
O Sr. Safcino Olegario : Nao apodado, he por
que o nobre depulado nAo quer ver.
O Sr. Lacerda : He cegueira de olho*.
O Sr. Sabino Olegario : Todas aa familias
possuem medicamenloi para occorer suas primeiras
ueeessidades.
O Sr. Florencio ; Desgracadamenle.
O Sr. Gonralves Ouimariles : > Felizmente.
O Sr. Sabino Olegario : I lavemos de ver .1
prova que aprsenla o nobre depulado para susten-
tar a sua proposicAo, que alies vai de encontr a lu-
do qoe etisle na provincia ; desojo, que o nobre de-
putado prove que a medicina homeopalhca nao esla
espalhada na provincia e terei bastante prazer de
convencer-me da fraqueza de minhasrazes.
o Sr. tloremio : Uede provar-lbe exuberan-
temente.
O Sr. Sabino Olegario : Disse eu, qne todas
as familias ou a maior parle dellas possuiam em
suas casas remedios para occorrer, as suas necessida-
des e que quando a molestia por soas circumslanci-
as leude a seguir a marcha natural, eulAo os doeu.-
les recorren) aos mdicos homeopalhas que exsiein
na capital.
Sabemos,queno inleriorda provincia o numero dos
mdicos allopalhas he diminotissimo, e nao exisla
um s homeopalha, a visla do que os doentes qne
creem na homeopathia quando veem que os remedi-
os applicados por el les nao produsem resultados be-
nficos, o que fazem '.' nao tem remedio te nao con-
sonar as pessoas curiosas, isto he, aquelles qae se
lem dedicado ao estudo e pralica da homeopalbia.
Esses curiosos fazem muto he verdade.
O Sr. Florencio : Curiosos curando gente l
O Sr. Sabino Olegario* Sim gente, liaviam de
ser hielios > 4
O Sr. Florencio : Que medicina, que admit-
te que os curiosos curem.
O Sr. Sabino Olegario : At o nobre depnla-
tado mesmo na sua casa de delencao leva ura ho-
mem curioso, que curou bastante.
O Sr. Floreucio : Nao, senhor, que se Iralou
a si !
O Sr. Sabino Olegario: Tralou a oujros na
casa de detengo e al lahio para Iratar a mais ou-
lros.
O Sr. Florencio: Nao, senhor, mil vezei nao.
O Sr. tocha Bastos : Apresenlon documento
em juizo que o provava.
O Sr. Sabino Olegario : Digo eu islo e da
mais o nobre deputado deve dar crdito a assevera-
eao do nosso Ilustre collega, que diz que esse pre-
so aprescnlou um documento em joizo.
O Sr. Racha Baslot:Consta-me por pessoas fide-
dignas.
O Sr. Sabino Olegario : E en lenho nm doca
metilo legasado.
O Sr. Ffo"-encio : O nobre depotado vio "J
O Sr. Sabino Oler/ario : Ea nAo devo a credi-
1 ir mais a essas pessoas do que ao nobre desalado,
que se acha revestid do carcter de legislador da
provincia,
O Sr. Pereira de llrito : '. Nao argumente com
abusos, argumente com O que he licito.
O Sr. Sabino Oler/ario : Eu quero justamente
um meio licito.
Ili-. ., ,|o n inleriOl d* piirrinoi n3ft tila
um su medico homeopalha, e qae os doentes quaudo
Mam que os medicunieulos por elles applicados nao
prodiiziam os resallarlos descjados,n3o linham reme-
diasseuao soecorrer-se da habilidade dos cariosos
que se haviam dedicado ao estudo e pralica
da medicina homeepathica, disse mas, qae esses
homens faziam moito, mais que nao podiam
fazer ludo quanlo era para desejar por lhes
(altarera as habilitaces ouconliecimentos especiaes :
he por isso que eu propuz a creacAo d* cadeira em
queslao, be por isso que eu julgo de transcendente
ulidade que esta assembla nao deite de crear nma
cadeira em que se eusine essa doulrina, que tem de
servir de grande beneficio a todo o povo, que exilie
no centro da provincia.
Eu nao conhero (oreas bastantes para conter a bo-
meopalhia em sua marcha escendente; a humanida-
de nada ganha com a perseguido dos curiosos; e
antes isso he um meio para angariar a benevolencia
do povo, porque todos nos sabemos que a persegui-
r 1 faz proslitos.
O Sr. Fltrencio:Ja lenho mullo medo qnando
vejo s fallar era povo, povo.
O Sr. Sabino Olegario :Enlao o nobre depula-
do por quem est aqui,he pelos uobres, he pela aris-
tocracia, ou he pelo povo.7
O .Sr. t'.oncalves Guimaraes :Muilo bem.
O Sr. Florencio :Os senhores esiao muilo ho-
meopalhas.
O Sr. Sabino Olegario :Assim compre, Srs.,
que esclarecimos e instruimos o povo alim de que
elle possa preservar a sua propria pessoa, e ser nlil
a lodos aquelles que a elle recorrerem, porque a ou-
sadia dos curiosos depende sem duvida nenhuma da'
sua ignorancia.
O Sr. Florencio :Muilo bem.
O Sr. Sabino Olegario :Eu eslimo bastante-
mente que o nobre deputado me apoie, porque me
parece que.li.nle dar o seu vol em favor do projeclo
que se discute, pelo menos vai caminhando pira
isso. A ousadia dos curiosos, disse eu, depende da
sua ignorancia e por isso he cnvetiienle, qne n*
Ibes facultemos os meios para que eHes aprendan] os
preceitos da doulrina, necessarioi para exercarem
racionalmente a homeopalbia.
O Sr. Florencio da um parle.
O Sr. Sabino Olegario :Mas no inlirior da
provincia aonde eslAo 01 mdicos'! Como he qne
homens qae nAo lem conhecimenlos podem exercr
a profissAo medica'.' Porem nma vez que esses indi-
viduos etislem, eu julgo que esla assembla temo
deslriclo dever de fazer com que o povo seja instrui-
do n'iiiiia sciencia em que elle acredita.
O Sr. Sir Pereira :Enlre os homeopalhas a ho-
meopathia he muilo mais profunda, que a allopa-
(hia.
O Sr. Florencio :Logo nao s* poda aprender
com essa facilidad*.
O Sr. Sabino Olegario :Os nobre depulados
I1A0 de concordar comigo, qoe a inslrac(3o favorece
pro vellosamente a perfeieAo moral e concorre conse-
guiutemenle para a diminuirn dos criraes: be esle
mais nm meio de inslrnccSo qne en proponho.
O Sr. Florencio :A homeopalliia como meio da
instruccau !
O Sr. Sabino Olegario :Apoiado.
cor, escreveu um Iralado de pintura sobre que lo-
dos os grandes pintores bao meditado.
O quadro den S. Joao Cea Sania 11, no
convenio de Sania Maria das Gracas em Milo, a
Jocunda as virgen*, ainda remolas das de Ra-
pbael, mas ja repassadas de nolavel eipressAo, ape-
rar da magrura do desenlio e da falsidadc de cer-
los lons, adianlaram consideravelmenle a arle ; c,
como o seu melhodo leve os defeilos das minuciosi-
dades e da lentid.lo, foi lamhem cheia de liees pra-
licas para os pintores que vieram depois.
Leonardo 11A0 foi smenle pintor, deixou admira-
veis cavallos era relevo, um bello modelo de Jesus-
Chrislo na sua moridade, e emprehendeu a colossal
eslalua equcslrc de Sforza, que nunca foi concluida ;
como engenbeiro. uni o caifal de Marselana ao de
Tessino por Irabalbos notaveis, e forlilicou as pracas
de MilAo ; emiim, applicou a mecbanica com gran-
de fortuna, e. quando l.uiz XII cnlrou na Italia,
se espanlou de ver um le.ii aulomalo, que veio ao
seu encontr, crgueu-se sobre as patas e abri o
petto para dcixar ver as armas de Franca.
itaphael Sauzio nasceu em Urbiuo, era lis;, de
urna familia de pintores. Mauejou o pincel desde
laura idade, e leve por meslre Perugino, que ao
principio irailou com docilidade, que igualou, que
emlim exceden.
o seu cresciinenlo artstico nao leve o ardor do
rrcsciinenlo de Miguel Angelo. Tres pocas e Ires
maneira* dluerentei se ditlinguem scnsivelmcnleuas
sua* obras.
Foi a Florenca em 1303, viven allcrnalivamente
nos'.a rilado c em Perusa. c su se lixou era liorna
en 1308, chamado por Bramante, seu prenle.
A sua virgem u Bella Jardineira com muras
obras, ja o linham Ilustrado. Julio II o encarregou
de decorar as salas do Vaticano ; ah pinlou elle os
magnifico* quadros, de que existen varias copias:
a Disputa do Sanio Sacramento, a Escola de
Alhena*, o 1 Parnaso e a Jurisprudencia.
i'ma grandeza mais placida e mai* tranquilla do
que a de Miguel Angelo indicou -um novo periodo
da pintura.
ludo quanlo se ple imaginar icerca de pureza
de linhas e de cnmposic.9o harmnica, de innocen-
cia virginal e de malernidade casta, respira as saa*
n Virgens e as suas a Santas Familias a qae o*
olhos nao se canraram de contemplar.
O museo de Franca possue delle nma Santa Fa-
milia 11 e um S. Miguel derribando o demonio.
Boma admira alem disso, as logeas do Vaticano,
o que cbamam a sua Biblia n 52 assumplo* do
Anligo Testamento ; e, na sata, chamada de a Gans-
lanlioo o a o VisAo celeste o deste imperador, a
sua o Victoria sobre Maxenro o leu Btptismo
e a I loaran feila por elle de Roma ao papa.
Baphael foi lambem grande arcbiUeto ; em 151*.
-acceden lo a Bramanle, coaslruio o pateo do Vati-
cano, cujas lojas elle decorou.
Encarregado durante pouco lempo de dirigir a
construccAo de S. Pedro, asseveram qoe tracuu um
plano mais bello do que u que linha sido feilo.
Em verdade, he ocioso disputar acerca da supe-
rioridade de Miguel Angelo ou d* Baphael.
Todavia o segaudo ja nAo lem, nem as suas
obras, nem no seu carcter, a grandeza um pouco
feroz, mas lAo altiva do primeiro.
Baphael viveu sempre como rico, lendo nm Ira-
lamento de principe, aspirando o proprio cardinala-
do, emlim, cheio das dadivas de Francisco I, qne
lhe coraprou por alio preso o seu grande S.
Miguel. 11
Possuia a arle, que perlence de alguma sorle ao
corlesAo, de converter os seus quadros histrico* em
adulaces aos grandes da sua poca, por nm ana-
cronismo que dava as feires de Francisco I a Car-
los Magno, c as de Julio II ao grao sacerdote Onias.
Morreu moco era IS80,
Leonardo, pela execurao e carcter, Miguel An-
gelo, pela invencAo e sciencia da forma. Corregi,
pela magia do efleilo, Giorgione e Ticiano pelo po-
der da cor alcaocaram um grao de perfeirAo, que
quasi nAo podia ser excedido, e que, em verdade,
nao foi.
Baphael Kesumio todas eslas qualidades, nao no
mesmo grao de perleicjo, mas n'nma medida que
fez delle o primeiro doi pintores, o pintor nico.
Possuio o incauto inefiavel da grasa, assim como
o enlenderam os Gregos, e o imprimir em lodas as
suas obrai, de lal sorle que foi, por assim diztr, a
sua assignatnra.
(Abialah-tlhratif.)
ILEGIVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO SIGONfiA FUS* 12 DE MMO H 1856
O Sr. Florencio :V.-ii indo hem.
O Sr. Sabino Olegario :EolAo ja vai che-
gando ".'
He um meio de iusIroccSo, e inslruccAo <|ue lude
coneorrer muilo pifa que a homanidade nAo sullra
lano, )ti;iiil<> pode sull'rer por causa da ignorancia
de alguns analphabelos, que so arrogan! o li-
tlo de mestres da doutrina.
Me parece que nao posso por ora dizer mais acerca
da ulilidade que resulla do projcclo; enlre lano lie
provavel que a discussAo cunlinue, e eu lorei cnlao
occasiAo de expender mais algumas mies.
TraUndo agora acerca da consliluciunalidade
do projeclo, siulo bstanle ver-me na dura ne-
ressidade de nao concordar coin a parecer du meiis
Ilustres collagas, quo fizeram parlo das commiss.ies
reunidas de constituya, inslruccAo e, saude pu-
blica.
Eu respeilo muilo as luzes deslcs illuslres collejas
e as toas opiniaes, mas nem por tato deixo tambera
de apresenlar aqui minhai idea*, e foi puresse moti-
vo que dei o parectr em separado.
Quando do arl. 10 S -" ,lu 1C| addicional cu nao
tirasse razoes bastantes para fundaineniar o meu
projeclo, meu favor cxislem precedeules quejus-
tilicam o meu proccdimenlo : esta misma assemblea
j creou aqui urna cadeira de obstrecia; esla mes-
ma assemblea j creon urna cadeira de economia po-
luica e segundo mo informa meo honrado amigo e
rollega o Sr. Qaiolino, a assemlda provincial de
Alinas creou um curso de pen mana.
O Sr. l'ereint ae licito :A cadeira de obslreli-
cia foi creada muilo antes da creaeo das academias.
O Sr. Sabino Olegario:Eu nao fallo da de obs-
Irelicia, mas quaulo a de economia politica foi creada
depois de eu estar em Pernambuco,ha I para 3 anuos.
O Sr. A. Cavalcanti:Isso raesrao oSo lem pa-
ridade.
O Sr. Sabino Olegario :Tem muda, e os nobres
depulartns pensara comigo que as assemblas quo
asaim obraram, o lizeram porque estavam no seo di-
reilo; e en pens queelVeclivamentc o estavam,ptir-
que es-as assemblas podiam iui s legislar sobre
qii.dqner ramo das sciencias que se ensinain nos
eursus e academias creadas por lei geral, como lam-
bem crear academias especiaes taes quaes exislem
presentemente.
O Sr. A. Cavalcanti:Nilo apoiado.
O Sr. Sabino Olegario:O acto addicional quan-
do diz, que as assemblas provinciaes pndem legislar
sobre inslruccAo publica e eslabelecimenlos propiios e
promove-la, ngo comprehendendo as faculdaries de
medicina, os corsos jurdicos, academias existentes
e> oulros estabelecimeutos de nstrueco, que para o
futuro forem creados por leis geraes, o que quiz foi
que as assemblas provinciaes nilo se mvolvessein coin
esses eslabelecimenlos creados; o que o aclo addicio-
nal quiz, foi dar um carcter geral a esses estabele
cnenlos e a prova he o sesuinte exemplq: suppo-
nha-se que a assemblea geral creava urna esrola de
inslruccAo elementar em l'eruambuco; a assemblea
provincial nao pode legislar, nao pode lomar deli-
beraeoes sobre ess escola de inslruccAo primaria,
porque ella foi creada por lei geral, mas isso na
quer diaer, que a assemblea provincial possa deixar
de crear qoaotas escolas quizer.
(lia um aparte.)
\llenda o nobre depulado ; se o acto addicional
quizesse que as assemblas pruvinciaes nao se iulro-
mellesiem com as faculdades de medicina, cursos
jurdicos, academias.etc.,dina muilo expressamenle,
como eu liva occasiAo de dizer em meu voto em se-
parado:- as assemblas piovinciaes nao podem
crear faeoldiides de direilo, nAo podem .crear acade-
mias de medicina; ele, etc., mas nao; nelle se usou
do artigo as.
O Sr. A. Cavalcanti :Nao poda' deixar do o
fazer.
o Sr. Sabino Olegario*Podia, mas ella usou
d artigo o.,e de mais a mais do adverbio actualmen-
li\ donde se segu, que o acto addicional o que
quera he que as assemblas de Pernambuco, de S.
Ibiulo, da Baha e do Kio de Janeiro se nao invol-
vessem com os estabelecimentos que o acto addicio-
nal quiz considerar como pertenrendu ao geral, mas
isso nao prohibe, como eu disse, que crem quanla
academias quizerem. Eu calendo, Sr. presidente,
que a assemblea provincial de Pernambuco esta nos
sen direilo creando urna faculdade < qual a que existe, (nao apoiadosl com a diflerenca,
porem, de que os estudantes por ella graduados nao
lenham direilo de exercer o seu grao ein todo o im-
perio, mas sim em toda a provincia.
O Sr. S O Sr. Sabino Olegario :l.ogo o aclo addicional
nao quiz,que os formados as academias provinciaes
gozassem de prerogalivis geraes.
.'m Sr. Depulado : E de que serve a forma-
lora 1
O Sr. Satino Olegario ;Serve de meio de ins-
IraecAo e de habilitar a esses que estudarem para os
empregos provinciaes.
Sr. laceria: llomeopalliia para empregos
provinciaes ?
O Sr. Sabino Olegario :Ea disse islo referindo-
me as faculdades de direilo c mostrando, que as as-
semblas provinciaes podem legislar sobre acade-
mias em geral e com mais forte razAo acerca de um
ramo desciencias que 11A0 est comprclicndido em Ic-
gislacao alguma.
/> ,v>. cmencio : E nos Tamo -, u >>-
O Sr. Sabino O/egaria i KntAo devenios su
chairar pelo exemplo dos outnis '.' enlendo, que de-
vemos tomar a Iniciativa em lignina cousa.
O Sr. Silvino :Qual lie o resulladoda opiniAo do
nobre depulado a respeilo da sua assercAo de que
complete as assemblas provinciaes legislar sobre
cursos jurdicos e academias de medicina *
V Sr. Sabino Olegario : Eu llie digo, essa con-
i-Iiisho est mesmo comprehendida no S 2" do artigo
10 do aclo addicional,que diz. (le)
O legislador quiz dizer: eu vos don a faculdade
de legislardea sobre>academias, sobre inslrocco pu-
blica, sobre o que quizerdes, com tanto que as vos-
eas deliberacde.s nfu se estendam a essas academias
actualmente existentes.
Eu disse em meu parecer em separado, que o no-
bre depulado lera ja visio, que se houvesse em Per-
nambuco urna faculdade de medicina, a assemblea
nio podia crear urna cadeira de homeopata e faze-
l:i anneta ao curso de medicina,mas podia crear es-
sa cadeira e annexa-la ao seu artigo lyceu, ao Alie-
nen oo Oj nnasio ou em fim crea-la separada-
mente.
Sr. A, Cavalcanti: Essa interpretar,id he su'
genettrU.
O Sr. Sabino Olegario : Est no espirito do
artigo do acto addicional. Asim quando o legisla-
dor usou das expresses nSo podem legislar sobre
as academias ora existentes nao fez mais do que
reservar para os poderes geraes a faculdade de le-
gislar acerca desses eslabelecimenlos ; mas nao
prohibi, (nem o nobre depulado por mais espirito
que lenha na pode provar o contrario) nAo proibio
que as assemblas provinciaes podessem crear quan-
tas academias quizessem.
OSr. Sln'/o : Isso he que eu creio que se lia
de provar.
O Sr. Sabino Olegario : Veremos* e eu ene-
jo licar bastantemente esclarecido na discussAo, por
Jne at poderei.dar. o meu vol em favor da opinio
o oobre depulado.
O Sr. Florencio ; Assim o esperamos.
OSr. Sabino Olegario : Oavido.
l Sr. Florencio : Oh nao acaba de dizer?
Sr. Sabino Olegario : Isso sao pal ivras. Ja
i que estou convencido de qne os nulires de-
sso nrlue emsua disposieAotudoquantose poder com-
preliender na palavra medicinajlodo o curso ou escola
que ti.er por fim ensiuar i sciecia medica; outra uAo
pode ser a inlerprelacAo nem i cspiito du artigo, e
o mesmo se entende a respeilo; dos carral jurdicos,
por isso que *e lleve suppor, que o legislador sem-
prn tem um lim quando estabelcee quae-quer dispo-
siei'ies, e minea devenios crer que as suas palavras
sejam sciosas. cada artigo deve ler sua sinilicaeao
especial, cada palavra sua sinilicaeao muilo res-
nela.
O legislador quando fez essa etcapglo a faculdade
cine lem as assemblas provincial de legislar sobre
instruyo publica, lveselo i uvida em visla evllar
a confusAo, que poderla resultar dos diversos sysle-
in-is, ajsiin como des diversos graos adquiridos lias
academias provinciaes e geraes.
( Sr. Saliiiio Oltaartt Mas he preciso notar
que a licmcopthia he posterior a esse artigo do ac-
lo addicional.
O Sr. a. Varalcauli : Nao importa isso, por-
qaaoloja prove que a liomei
cma mii/cneris, he nina scien
nao pode daiur de cslir niel
1 do arl. 10 do acto addici
muilo genrico, o legislador lev
evitar essa eoufusio que po
patbia lie uina medi-
ta medica, e portauto
ruda na excepeo do ;
mal ; esse artigo he
em visla com elle
dar-se, e para que
i seja a verdadeira, a
o eiileuda de maneira
esse seu pemainenlo lenha inleira execue.io, lia ne-
cessario, que a interpretara
geniiiiu, a liiteral, e que se n.
lal tpie na execueAo liquem s^mlo ociosas suas pa-
lavras ; he ncressario que a le nao seja interpreta-
da nicamente pela sua letlraj sem se procurar sa-
ber qual o sentido, qual o rteusamenlo do legis-
lador. .
A respeilo dos cursos jurdicos direi, que pela
mesma ra/.A porque "ellos se] habilitan! os indivi-
duos para os empregos pblicos geraes, ou por ou-
tra, sendo geraes os empregos que dependem essen-
eialmeutu das sciencias joridieaa, os cursos jurdicos
devem ser lainbem geraes. e esse he sem duyida o
peiisumeuto do legislador.
O Sr. Sabino Oleario: Mas nAo prova que
nAo possam liaver cursos juridil-os provinciaes.
A. Caiakanli:NAo lia emprego iieiihum
u dureza privativo do
OSr
provincial que seja por sua
hachareis lurmados.
Mi um aparte J
A le querendo evitar coullirlos foi que prohibi a
creacAn desses cursos provinciaes, e o fez muilo ra-
soavelmenle.
Sr. presidente. hypothesa it seren prohibidos
esses cursos jurdicos provinciaes nicamente em re-
laeAo aos lugares em que lia eersos juriilicos geraes,
cuja icgra he tambem applieavel s faculdades de
medicina, nAo pode proceder.
OSr. Luis Filippe :Ah divergimos.
OSr. .1. t'acalcanli:A eoiumissAo est quasi
toda de accordo a respeilo da incompetencia da as-
semblea para legislar sobre o assumplo do projeclo,
havendo nicamente divergencias a respeilo de pe-
qaenos pontos, pelo que se ssignaram com restric-
ces ilgnns dos sens memhros,e eu moslrarei que es
ses inesmos pontos nAo lem signilieaeao alguma.
Um Sr. Deputatl :1 lie o que eu quero
ver.
O Sr, A. Caralcanti :--Por ora trato nicamente
da conslitocionalidade-
Sr. presidente, a inscuiislilucioualidade que resul-
ta do laclo de se darem litlos mdicos pioviuciaes
he pallavcl a vista do 5 2. do arl. 10 do aclo ad-
dicional. Ja mostrei qual a razo que levou o le-
gislador a prohibir a instrucean publica meramente
provincial na parle que se" refere as academias e
faculdades exislenles.prohibicAo expressa que se col-
lge hem claramente deste artigo, e de lodas as mais
disposicoe* que tratam dalraaleria, aonde so v mu
determinadamente que aquelies mdicos que uc U-
verem ttulos conferidos por academias do imperio
he defezo curar, resultando solTrer aquelle que o faz
urna multa, por que infringe os regiilamentos res-
pectivos. V-se por tanto, que os ttulos nAo podem
ser conferidos proviiicidluieiile,que os ttulos devem
ser nicamente geraes o se assim nAo fosse, se as as-
semblas provinciaes creas dicas ou legislasscm obre esses oulros estabeleci-
mentos creados por lei geral, evhorbitariain sem du-
vida de suas atlribuieoes. 'Seas assemblas provin-
ciaes devem serzelozasj devem moslrar-se conhecc-
duras de seos deveresjse nao devem demiltir de s
nem urna de suas prerogalivas, ellas lanihem uao de-
vem exborbitar de suas altriliuicues.por sua dignida-
de nao devem jamis exceder os limites que Ibes sao
prescriplos pelo act addicoi'.al que as rege.
Sr. presidente, a queslao de constilucionalidade
esta' clara, esta' palenle, he necessario porem, que
se consideren] as palavras da lei no sentido que ellas
devem realmeute exprimir, porque assim se com-
prehender fcilmente que o ; 2, do art. 10 quando
falla de faculdades delmeJicina, falla muilo em ge-
ral.
O Sr. Sabino Olegifrio:Ollie que tem o arti-
go as.
0 Sr. A, t iirakanH:Essa artigo nao altera om
nada a inlerprelacAo que eu dei, porque diz o i '2.
le Serrilocoiiipreheridesseageiieralidadedir-se-hia,
pie os formados nos cursos ihedicos provinciaes lo-
riaos as mesillas garantas que os oulros; que as fa-
culdades proviiiciaes|leriam as mesillas atlribuieoes
qne as geraes, e enlap e lornavam deinecessanas as
,rrp~'i,< nhi HIMWnMI | I1I.IO O l'-l 1>I'H ipiandO
se expressou daquelU maneira, quando confecc onou
art. 10, ilo acto addifional, quiz uo :t, mostrar qoe
a assemhli geral reservou para si especialmente a
attriliuicAo de legislar sobre in-lnirca publica na
liarte relativa as academias e cursos jurdicos, de qoe
trata.
O Sr. Lu: Filippe :As academias creadas.
O Sr. Salno Olegario :"Eu cilei o exemplo da
escola de primeiras letras, e quizera que o nobre de-
pulado dissesse alguma cousa a respeilo.
OSr. ./. Caralea/jci :Sr. presidente, lio mysler
hem comprehender que quer dizer espirito da lei,
he preciso allcuder. que o espirito da le nAo se deve
confundir com a mpteriakdade della. He verdade
quena leltra da leise vemas palavrasl-'aculdadede
Medicina, cursos jurdicos ele, mas he preciso pro-
corar o pensameoto do legislador, que uo leve ao-
menle em visla o que esli materialmente escripto,
quando confecciono!! aquella diiposirao.
O Sr. luir Fillipe :O espirito lia lei nAo deve
ser muilo alambicado.
OSr. 4. Cavalcanti:Mas he preciso que elle
seja compreendido em termos habis, lie preciso,
que seja comprehendido de maneira que nao deslrua
a dispoico da mesma lei. O acto addicional, como
disse, Sr. presidente, prohibe as assemblas provin-
ciaes no mencionado artigo legislar sobre as Vacui-
dades de Medicinaj.
O Sr. /.uiz Filippe :Creadas por lei geral.
O Sr.A. Caralcanti:tiestas palavras nao pode
deixar de ser continencia, que lodos os systcma da
arle de curar deve n estar coir.prelieudidas como es-
pecies na gencraliilade do mesmo artigo ( apoiados,
muilo bom., Seasiim nao fosse Sr. presidente, as
leis provinciaes se onfuiidiriam com as les geraes, e
marcadas as diversas altrihuices,
poder legislativo provincial e as
oder legislativo geral ; dahi se
sao ternvel, que dara em resul-
blea provincial revogar urna dis-
paUrd** por mais liahelidade que leuham.nao poderS
dar ao arligo do aclo addicional urna interpretara
contraria aquella quo eu Ihc dei.
Sr. Florencio : naja algoem que o faca.
O Sr. Lcenla : -- A evidenciada lgica he mili-
to grande, he como a homeopathia.
O Sr. Saoino Olegario : -, Eu enlendo, Sr. pre-
sidente, que o acto addicional oao poda ser corn-
prehendido de oulro modo, nao pode ser inter-
pretado de maneira diversa daquella que eu live a
honra de na pouco expender, e me parece que as
assemblas provinciaes cuten leu.I de modo diver-
so, demitirlode si urna de suas prerogalivas, porque
so tara contrario a meu ver ao espirito do acto ad-
Espero, qoe os nobres depulados digara alguma
csase, que respndalo alim de ver se me he possi-
vel anda sustentar as proposic,oes, que acabei de
emitlir.
O Sr. Antonio Caralcanti: Sr. presidente,
cense membro relator das commisses reunidas de
cosialiluii;ao e poderes, saudo publica e insliuceAo
pabca cumprc-me defender e sustentar convenien-
temente o parecer quo esl em discusso.
Acabo de ouvir o meu nobre collcga, que apre-
sentoo o seu voto em separado ao parecer, mostrar
as razoes qae fuadamenlavam esse vo.to, c que eram
ere seu entender suflicentes para reconhecer-se a
ulilidade da homeopat'.ua, assim como a constitacio-
nalidadc do projecl. Nao eulrarei no primeira ques-
lao, Sr. presidente, porque alcm de me n5o consi-
derar habilitado para argumentar em materias me-
dicas, enlendo queflla esla prejudicada na forma do
parecer, por isso que se trata de urna queslao de
ronsliluciooalidade, de urna queslao de competen-
cia desta assemblea : liraitar-me-hei portamo, Sr.
presidente, 'e nisso cumpro a minha inissAo como
memhro da commissao de constituir i a examiuar a
queslao pelo lado da competencia ou incompetencia,
que existe da parle desta assemblea para propor,
discutir e deliberar sobre quesloes desla ordera.
Trnla-se, Sr. presidente, de crear um corso ho-
meopalhico annexo ao i, vinua-io Provincial desla
cidaile ; he iuconteslavel.'que esse curso homeopa-
lliico conlm materias medicas, por isso que estou
convencido e niiigucm negar que a homeopslhia
constiluc urna medicina, donde eu collijo, qoe a
ins, ucr.i que se poder adquirir nesse curso nao
serve seuao para habilitar quclles que a elle se de-
licarem, para curar e nao pode ser somenlc para
insiruir o povo, lodas as vezes que o mesmo povo
nao tiver por fim exercer a arte de curar. Se a ho-
meopathia sr. presideule, nAo serve seno para
curar, se ella como tal esl incluida na palavra me-
n,C'lllh k"","1, ",0 >,0,le de'"r de esl" iclui.la
^J ^,1- "P'tMa d0 d0 I" do aclo
addicional que assim se exprime, (l)
i. ji "*"J, *" Pr''lenle, entender como o no-
?I F a q'",M>Ma ,l0 eular-sc. que o ar-
*2LS0-M 0,cu",a"es d medicina-limilava-
nSe'?T"inUl,n ds faculdades ac-
lualmente existentes no imperio ?
Asdisposicescooslituciooaes, Sr. presidenle, nao
tratam do processo.nio tratara da economia interna.el-
laslraUm onieamente das allriboicfies dos diversos
poderes. Ooando o acto addicional no t 2 doart 10 diz
facgJdldes de medicioafalia genericameue por
entilo nao estariam
que competen! ao
que competem ao |
seguira uina confu
lado poder a asien
poii;ao geral.
Eu explico o ni?u pensamenlo. Se assemblea
provincial nAo livetse esia prohibic.lo, nao digo, que
podesse acabar com os estabelcciineulos de inslruc-
c.lo creados pela assemblea geral, mas o que lie cer-
lo he que os poderte tornar imitis : acerca de me-
dicina porexemplo,poderia entao considerarollicial na
sua provincia a luddicina homeopathica, e repsllir
inteirameiite a medicina ollicial, que o goveruo ge-
ral cstabeleceu.
O Sr. Sabino Oleuari :Quando n3o exslia a be-
meopalliia.
O Sr. A. Cacatcqni:Mas o poder geral decla-
ren qual era a medicina ollicial, o goveruo geral es-
labeleceu as academias onde se deviain formar os
mdicos, e se o coverno provincial podesse gozar
des llianlcs ennsas, dar.se-hia sem duvida que poderia
elle determinar quefossem considerados aptos para
curar, e que su seryissem na sua provincia os mdi-
cos formadas pela Ihomeopalliia ; e a cunicquencia
de. e principio, seria que a assemblea proviucial po-
da iiiulilisara disiosic.ao geral, relativamenle a tua
provincia, e entao coarelar as atlribuieoes do poder
legislativo geral, o que lie um absurdo*.
Enlendendo Sr. presidente como enlendo; que
estaaltribuicAo he privativa da assemblea geral, nao
posso deixar de conSidera-la cima dosraias da com-
petencia desla assemblea ; tanto mais quaulo com-
binando a dispasiqao do presente artigo coin os
mais qne se referen! s altrihuir.'es do poder geral,
observo, que estas sao moito diversos das da assem-
bla proviucial, as quaes callo prescriptase extre-
madas; donde se segne, que o poderes que esiao
conferidos especialmente a assemblea geral, deixAo
por isso de perlencer as assemblas provinciaes e
islo a ilion.-1 a con.plenir inconsliluicioual com re-
ferencia a esta casa a ideia que motiva a queslao
\crenle, us termos da 2" do arligo 10 do acto
addicional.
Agora, Sr. presidente, tralarci da diversidade qne
enconlrei as opioiqes dos meus collegas e que deu
lugr. aos votos corp restrires segundo enlendi.
O Sr. Silln : i (jada poda entender, porque
nos nada d'.ssemos.
O Sr. A. Cu.valculX : Nos conferenciamos so-
bre o parecer, foi elle o resiillmlo da discusso, por
consequenca de.o saber as razoes das reslriceoes.
OSr. l.n\z 1 U'ippfi : Deve saber quando fal-
larmos.
O Sr. .1. Caralcanti: Pode ser.
O Sr. Siltino : Declaro o quo o nobre depula-
do nao sabe.
O Sr. A. Caralcanti : Eu devo saber desta
questao.ouvi mesmo alguns dos honrados membros
non asignaran o rdalorio, mas suponhamos que
nao saina qner o prevenir toaos os argumentos, visto
que voto contra o projeclo em discusso ; quero
considralo debaixo de lodosos pontos de vista,
para responder a Indas os argumentas que se possao
apresenlar om defeza do mesmo projeclo.
Sr. presidente, a illegalidade da adoprAo da me-
dida por esla assemblpa nAo se refere "smenle ao
tacto de se cunferirer) os ttulos.
O Sr. Saoino Olegario : t! eu coiiliro litlos ?
eu apenas mando qud sed um certificado de cs-
ludos.
OSr. .1. Caralcanti : He a ni"sma cousa ; se
nAo lem a forma, o ssenriajlie a mesma.
, OSr. /lorcneio illum aparte.
O Sr. Sabino Olegario: Estou habilitado a da-
los pela escola homeopathica do Rio do Janeiro.
O Sr. A. Cavalcanti: Sr. presidente, eu vou
mostrar que o aparte oom que me respooeeu o nobre
depulado nao lem fon lamento, quando eu fallei em
tilulos, entend por isso lulo o que pode dar a hahi-
lilarao ncees.an.i para prnduzir os resultados pra-
licos da nslrucciii oblida, por lano, quer seja tuna
caria de liacharel. com lodas as formalidades, muilo
bonita, quer seja um simples altesUito, ludas as ve-
zes que um artigo djO projeclo entende que os que ti-
verem esses cerllicados podem curar, lenios o incs-
mo resultado.
O Sr. Saftinn Olegario :Esso alleslado sii serve
para mostrar, quo o individuo lem conhccuieiilosda
materia. 9
O Sr. J, Catialcanfi :Eu Icio o arl. S do pro-
jeclo jl'.
A nossa questao refeie-se unicamenlc a homeo-
pallna, sobro ella he que eu fallo, e assim cstabele-
ceudo a lliese ile que a horneo patina lein-se consi-
derado scieucia medica, em quaulo esla lliese nao
fr cootestada, cuucluirei que o ttulo adquerido pa-
ra exercer a homeopathia, lem o mesmo fim. que o
adquerido para exercer a medicina ollicial. Oual
a dillcrcnea que nola o nobre depuladu entro o do-
cumento que aotorita para exerrer a medicina em
geral, e o que aulonsa para exerrer a medicina liu-
meopalhica ludo alo he o mesmo ; o lim, o resul-
ladn he curar, isso he que neis queremos saber, e se
a faenldade de curar he o que lem em vista 0 pro-
jeclo. o que se dedal do aclo addicional, he que es-
sa permissao nao pode ser conferida Benito por aca-
demias creadas em conseqiieucia de lei expressa do
poder geral : a queslao portauto uAo lie de formulas
deve-se atlender.lie a eswncia.ao resultado que pode
Irazer o projeclo do nobre depulado, e se o lim del-
le nao no ente intorlsai a curar, he claro que essa
autorisacao nao pode ser conferida senSo pelo poder
geral, por isso que a lei [uii.laiiieulal assim o exige.
Sr. presidente, afastei-me da queslao de que tra-
lava c lornei a queslao primaria de iiicoustiluciona-
lidade. A diflerenca de coustilucionalidade entre a
Inslriircao uincameiite adquirida as sciencias, c a
acquisicAo dos lilulos lio de que ltimamente me
occopava. Vou mostrar que seria urna inutilidadc
que a assemblea provincial creases estibeleeimcnlos
scieiildicos nicamente para Ilustrar o povo a res-
peilo da bomeopalliia ou das sciencias jurdicas c ou-
tras, sem que com Indo podesse a sociedade gozar
dos resultados deesa inslrucc.lo.
O .s'r. /.ni; Filippe :Essa he a queslao.
O Sr. A. Caralcanli :Vou mostrar que o espi-
rito da constituicAti he aquelle mesmo que por imiii
foi enleudido.
Sr. presidente, he urna inuti'id.ide que ninguem
poilera contestar,o eslabelecmeiltode urna aca que su pode ler por lim Ilustrar lauto quaulo seja
necessario para ler a altribuicAo de curar, todas as
vezes qoe essa aliribuicA nflo fr concedida. Se
islo he una iniililidade, dizia cu, segue-sc que ja-
mis o legislador leria em visla fazer seinclhanle dif-
lerenca, jamis o legislador altenderia nicamente
aos corollarios oo as coosequencias, deixando le o principio de que ellas dimana* ; o principio cs-
labelecido he que a assemblea geral incumbe legis-
lar sobre nistruce.Vi publica c estubeleciineulos pro.
prio a promove-la ; as carias, os tilulos lie corona-
rio, \t a cousequeuci.i necessaria dgss,-, allribuicAo.
Portauto. quando o arlo addicional Iralou das alri-
buiees dos diversos poderes provincial'e geral nao
podia ler em visla nicamente essas academias exis-
tentes : o que o acto addicional leve em vista foi que
a instrurcao na parle medica, que a iiislruce,Ao no
que dizia respeilo aos cursos jurdicos lieasse per-
(encendo ao poder geral ; e luda a vez que os indi-
viduos nao poderem curar sendo mdicos, hem veem
os nobresdepulaJos queso nao pode admiltir, que
preslem ulilidade ao paiz, pelo que nAo he crivel,
que o legislador aulorisasse as assemblas provin-
ciaes a legislar sobre islo.
O Sr. /.ai; / il:u;..- d um aparle.
O Sr. A. Caralcanli :Nao ho possivel como dis-
se, que se ti/essem leis inuleis, nao he po*sivel dar
atlribuieoes de legislar sem resultado : portauto, di-
go eu, s o legislador nan podia ler em vista conce-
der a assemblea provincial urna altribuieAo que nao
livesse resultad, he claro que a pfolnbicAo do Jj U
do arl. 10 nAo se poda referir nicamente s aca-
demias, mas sim as materias ensilladas nesses esta-
beleeiinenti'S.
0 Sr. /.i; Filippe :NAo lem applicacAo ao S '2.
O Sr. Silln :O nobre depulado concebe ms-
truccao intil .'
O Sr. .1. Caralcanti :Eu nao disse que turril
instrucean intil disse sim, que a provincia nAo li-
nha por fim se nAo aproveitar os resultados dos es-
tahelecmontos de iuslroceao rpie crea, e esses resul-
tados se nAo tirariam todas as vezes que essi inslrtic-
eao ou que essa (Ciencia adquerida nao pudesse ser
pralicada como no caso pre-enle.
Todas as vezes que o indivi luo que cursou uina
academia jurdica un de medicina n.io lc:u licenca
para exercer iienhum dos actos das profissoes jurista
ou medica, segu se que o proveilo foi nicamente
individual ; 'nao apoiadosi e nAo compele as assem-
blas provinciaes lcgislarsobre lal onjeclo, porque el-
las olio podem crear insliloiees nicamente para uti
lidade dos individuos, mas sim para ulilidade da so-
ciedade, e a sociedade nao aproveia com a sriencia
adquerida sem que a pratica seja o complemento
della'; a ulilidade do projeclo estara no exercico
das materias que se estudassem.he na pralica que es-
t a vanlagcm c nao as theoriassement,
O Sr. Sabino Olegario d um aparle.
O Sr. ./. Caralcanti :Oue vantagein poder Ira-
ser o projeclo laalin para a seledade '.' Ser ou nao
um eslaliclecimnlo de instrucean sem proveilo re,I
para n paiz, quando se nao podsrem exercer livres
mente as atlribuieoes, que devem ser conferidas como
consequenca da creacao desso eslabelecimenio'.' Islo
lie um absurdo. Apoiados.)
Moslrarei, Sr. presidente, a inulilidade que resul-
tara de legislar esla assemblea sobre nslrurean pu-
blica, tudas as vezes que desla in-trurcao nao podeise,
resultar a pralica na sociedade dos conliecimenlos
Deesas academias, nesses cursos, e mnstrei tamh'm
conforme as ralnhas Iracas forras o perinittiram a
inconslilucionalidade da medida, por isso mesmo que
o acto addicional nao poda ter em vista permillir
que as assemblas provinciaes podessem legislar sobre
ubcelos que nAo trouxessem um proveilo real. Enca-
rando portanlo, por todos os lados a queslau de enns-
llucionaliJade, desenvolv, segundo pude, o pensa-
menlo da commissAo, deixando de entrar as ques-
loes de ulilidade, relativas a instrurcAo e saude pu-
blica, por iiso que, ellas eslAo como j'i disse piejo ti-
enda-, alm de que, me nAo considero habilitado
para urna, e aos membros da commissao de instruc-
cao publica, compele mellior entrar na apreciacao
da outra.
J me nao- [embrava de nina queslao importante.
Senlior presidenle, dos argumentos apresentados
nao se pode deixar de concluir que anda mesmo ti-
rado n arligo N., o projeclo he incnnslilucional. O
arligo 8 trata das hnhililar>-s,mas iudependeiiledis-
so'O projeclo he inconstitucional.avisla da|in(erpreta-
cao genuina que se deve dar ao S ." do arl. 10.
O Sr. Sabino Olegario da om aparte.
O Sr. A. Caralcanli :Mas nao pode aproveitar
a sociedad.
Observnu-se um phenomeno consideravelmenle
admiravel na sede do termo. No dia -21 do passa-
do, pela rolla de 8 horas da noile, um globo lumi-
noso fez-se verporespaeo de de/, minutos na li recro
Y lippois de qualro das lurnou a apparecer, po-
rem menos bullanlo ; a luz era, ora cor de rusa,
ora clara. Occupava um vasllisimo espaeu na abo-
hada celeste.
Nao recebemos eommunicaeoes de varios lugares,
mas este silencio he um signal de quo as cousas ca-
niiiiham regularmente.
As datas de Nazarelh, que rhegam a 9 do corren-
le, dAu a epidemia completamente exmela em to-
lla a i .unan-1 Ja mu apparecendo legumes, oque
diminuir cm grande parle as necessidades que sol-
fra a pop ilac.au. A segu anea individual e de pro-
priedade nao liiiliam recubido damuo algum.
Em Sennliaem o mal liulia desapparecido em
lodo o municipio, c reiuava plena Iranquillidade.
A comarca de tioianna tambem se achava livre,
e em consecuencia desle feliz resultado ja se tinlia
celebrado um Te-Deum laudamut. Os mdicos
que se achatara cm commissao em varios pontos da
comarca, linliam regressado para a cidade, assim
como diversas familias que linliam abandonado as
suas propriedades. vollaram para ellas. Calcula-sc
n numero dos fallecidos em toda a comarca em oilo
mil pessoas. Tinlia cliegado o juiz da direilo elTec-
livo, c entrara no exerekio de suas funecoes. de
surte que cessou o dominio da interinidade. A sa-
fra finura, que prumettia urna bella colheita, lalvez
ncleo de bandidos, alimentado moral e physicamen-
te sem duvida por algum sugeilo de grvala lavada.
l-'oram demillidos os inspectores do oilavo e
nono quaiieires do Itecife, por nao cumprueni com
seus deveres.
Foi preso o predi Ambrozio .Manuel da Silva
por querer assassinar o inspector do 1 quarleirao
no da li pelas S horas da imito, depois de ler feilo
alias diligencias para e*se fim. Admira que o inspec-
tor do 12- quai lona, que era companheiro de renda
do odendido fugisse. cuino nos consta, nessa occasiAo,
eslaudo armado de nma espada, espada de eortie.i
que nao enrtava, un cun guarmcHo de sebo, que po-
dia derreler-se com o Calor da i'nao : he miseria das
miserias Cinge um desses valenles urna espada, a
faz tiiiir pelas oleadas, brande-a enlliusiasmado, e
logo que um pobre pruto, ebrio sem duvida, faz uina
caranloiilia de faca em puuho, desuuha-se como
urnas lebrel gritando :
Sesangue cheira
A descomido
Peguem-mc, gente,
Ou'estou ferid'o.
Foi amia preso no Itecife o Pnrluguez Manoe
da i .indi i Mesquila no dia S as K horas da noile.por
liaver quebrado a rabcea a um marojo com uina a-
cha de lenha.
A ra dos liuararapes acha-se inlransilavel :
islo he velho.
Senbores da companhia de ribeirinhns, o povo
nio d o remllado esperado, pois que uAo se pode- I nao pode transitar pelas ras, os carros estao cslra-
ram limpar as calinas em lempo, e poucos senbores gando; alimpai, varre, cavai essas ras, esses bec-
de cogenhu poderAo trata las, em cuuseqiieucia da eos, esses alagados por Ira/, do Carmo, cssjs praias
falta de bracos. essas roas da Soledade, Trompe, Cotovello, Se-
As noticias de Pedras de PogO cm dala de do : bo.... alimpai, |fazci esgolar essas aguas; se lives-
c 'lenle dio a povoacAo'cm um estado lisougeiro o sernos geito de oalimpa ior de>se-nos o goveruo uus
que em menos de um mez loriamos
Exc. que das dierentes parlicipacAes hoje rece-
bidas nesla repartirlo, consla que se deram asse-
guinles oceurrencias :
Foram presos: pela sulnlelegacia da |freguezia do
Kecife, o pardo .Manuel Francisco da Silva, por in-
sultos, e o preto escravo Antonio, por fgido.
E pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, o
preto escravo Jos, por briga.
Em ollicio de IK de abril lindo, agoia receblo,
refere o delegado do lermu de Nazarelh, qoe uo dia
8 do mesmo mez no lugar do riacho Morojo, fra
assassinado com nma tarada e pauladas Jlo Bor-
ges Alvcs Cabral, sendo qUe recahindu graves sus-
peilas de lerem sido autores ilo rrime, como man-
dantes Joanna Mura de Jess e Francisco Seabaa
de Andrade, sogra e cunliado do fallecido, e como
execulores dous escravas dos primeiros de nomes
Jlo e Joaquim,foram lodos presos menos o escravo
Joaquim, que resislindo a prisAo Conseguio evadir-se
sobre este fado est delegado procedendo ao com-
petente summario.
heos guarde a V. Exclilm. e Exm. Sr. roan
Iheiro Jos lenlo da Cnnha e Figuciredo, presiden-
le da provincia.O chele de polica, /.ufe Cartn
de l'aiva Teixeira.
sitisfactorio. Is-e h is parlicipices da villa de
Campiua.tirandc, perlencenle a provincia da Para-
dina, as quaes se referem apenas a epidemia, que,
depois de ler feilo grandes estragos, se achava qua-
si exlincta cm todo o muuicipio.
As noticias da capital da Parahiba sAo igualmente
inimadoras. He quando em quando suecumbia al-
l urna ou outra pessoa, e o mesmo se poda dizer a-
cercade varios lugares, ondo o mal se lenha mani-
festado.
O vapor Imperador chegado dos porlos do sul do
imperio, apenas Irona a noticia de que se achava
conlos de re
alirapado, esfregado, alunado, penleado, quanta ra,
quaiilu beccu, quaulo alagado, quaulu praia, quanta
Iravessa houvesse nesla cidade.
A sala de dansaHelia llarmouiaabrio-se-no
dia prraeirn.
Ha grande neces-nla le na freguezia do Kecife
de mais rundas do que as que actualmente cochillara
as portas das lojas, breve lcam sem os barreles,
anda hem que os meninos do (Urea ailara por a tu.
Pede-se ao Sr. Miguel armador, cora cocheira
de carros fnebres, que nao consulta um seu engra-
noraeado para administrar esla provincia o Sr.con- rado Irahalhador andar pelas ras envolto em pan-
O Sr. Sabino Olegario :Instruccao sem proveilo
social'.'
O Sr. A. Cavalcanti: O que cu digo he, que a
medicina lioinenpalhica nao pude servir se nao para
curar, a se os individuos habilitados na forma do pro-
jeclo do nobre depulado nao podem enrar, esl cla-
ro, quo essa inslriieeAo nio he de ulilidade geral.
O Sr. Sabino Olegario :Serao para deleite.
O Sr. A. Caralcanli :E qual he o artigo de lei
que conferc as assemblas semelhante atlribnicao?
Qual a parle do mundo aonde so lenham estabeleei-
dif cursos, academias nicamente para deleitar, e
sem que dahi resulte conveniencia publica ?
Nao lia legislador algum. senhor presidense, que
tratando de instrucean publica permuta, que se crm
estabelccimeulos, cuja consequenca nao seja, cuja
pralica nao Iraga um beneficio i sociedade ; eslabe-
lecimenlos cujas llieorias se nao possam pratiesr.
Dizia eu, que anda mesmo sondo supprimido o
arl. 8." do projeclo, nao era isso bastante para dei-
xar de ser elle considerado inconstitucional. O pro-
jeclo traa de nsIruceAn publica e se nem um arligo
liouver.prohibi 1o absolutamente a pralica da scicn-
cia adquirida por essa inslruccfin, ella se dar'a' vis-
ta dos attostadof,porque a assemblea reconheceu com
o facto da crcaeao da escola, que a homeopathia de-
via ser considerada ollicial: nutra nao pode ser a
consequenca, ou entSo a assemblea substituir o
arl. 8." por um oulro, que prohiba a applicacAo
pralica das doulrinas horaenpalhicas, e nesle caso o
projeclo ser intil, ser,fazer e desfazer ao mesmo
lempo.
Creio, senhor presidente, ler assim prnvado a in-
constitucionalidade do projeclo debaixo de qualquer
ponto de visla quo possa ser encarado, sendo qoe
lal incoiistiturioialidade resnlla da incompetencia
desta assemblea, ou da inulilidade do projeclo, cas-
-d la a dispasicAo que couslitue seu fim principal; e
desle modo fie a sustentado o parecer de que live a
honra de ser relator.
(Continitar-xe-ha.)
'niaajniii -------
KECIFE 10 DEMAIODE 1856.
AS (i HORAS DA TARDE.
RETROSFEOTO SEMANAL.'
Airela esta semana nao recebemos cummuncaeocs
comarca da Boa-Vista, e as de Paje sao pouco
da
satisfactorias.
A villa de Flores he o lugar que tem sido mais
llagellado, mas felizmenle linda nao eram mili con-
sideraveis. e osaertanejos se moslravara bstanle ani-
mados. Em Viiia-lii.ua or,raiiisou-se una com-
missAo de beneficencia, que eslava prestando servi-
cos elasse desvalida. Ilavia grande falta de re-
medios, de fazendas proprias ede dinbeiro. En-
tretanto, a esta hora, larrea a sito.ac.Ao a c>le res-
poto ja leuii i sido melhorada pelas remesaos que o
goveruo enviou para aquella comarca. Eslava so
preparando um ccinilerio ; abrjra-se urna subsrrip-
clo, mas pouca cousa se bavill lirdao. Al a dala
em qu e nos cscrevem, apenas, linliam morrido :l
pessoas dentro da Villa-Bella. Na povoacAo de
Moxol, depois de sete victimas, que suecumbi-
ram dentro do povoado, nflo se linha dado mais
caso algum novo; entretanto nos arredores anda
appsrcciam alguns.
Pondo de parle esle pnnln da provincia que ac-
tualmente lula com o agello, as noticias recebidas
de oulras paragens conlnuam a ser lisonjeiras.
A propria comarca de daiaiiliniis que lauto linha
sollrido ja esta quasi livre. Segundo urna carta
que recebemos dahi com d.il. de .'7 do passado, ve-
se que na villa, que comparativamente a oulros lu-
gares da comarca, pouco soUreu, apenas de quando
em quando dava-se um ou oulro caso. |m Papa-
cara, Correle o S. Bento o mal se achava comple-
tamente exlinclo, mas em Buique anda conserva
algum grao de iotensidade.
selbciro Sergio Teixeira de Macedo. Segundo a ga-
lota que dava esta noticia, o presidenta nnmeado
devia partir do Kio de Janeiro a 8 do rorrete no
vapor l'iamo; e como se dirige em dirclura a esla
cidade, suppe-se que estara' aqu at o dia 12 ou
1-1. Fazenios sinceros votos para quo S. Exc. seja
hem siircedido nesla ardua empieza, em que urna
longa serie de administradores transados leem pas-
sado por dolor osas provacOes. A quadra he difficil;
arhamo-nns era vespera de eleces, para o que lem
de applicar-se pela primeira vez um novo e compli-
cado systcma, emhora se diga, que as futuras elei-
ro.'s lerlo de ser feilas segundo a antiga lei. Mas,
n.io he esla a nica rircumstaucia, que lera' de op-
pr Iropecos marcha administrativa. Fim nossa
opinio, o problema miis dill'ml de resolver he a
prnmoeao dos meios para cncher o vacuo que nos
cansn a epidemia, roubando-nos muilns milhares
de bracos escravos, infelizmente para no, urna das
nrinripaei condiees da nossa prosperdade.
Como anniiuciarnes cm uina das noosas revistas
passadas, toram eitabelecidas varias liohas de cor-
reos para dilTerentes punios da provincia, e cujas a-
genciss ja se achara regulansada, e prestando us
servicosaque 3o destinadas. Ha certamenle um
mollwrainon!n nasrelaces da capital com as dill'e-
rentes comarcas, o qua ha de accelerar de alguma
sorlOjJ civilis icio geral da populacAo pernamboca-
na ; mas, para que se consiga este resultado, cum-
pre que haja regularidade e esacefls) na Iraosms-
sAo das noticias, afim de quoem lempo convenien-
te se provejam as necessidades necorridas.
Poblicou-s nesle Diario, em um dos das da se-
mana passada, o relatorio aporesentado pela adini-
nistracAo de caridade, juntamente com oulro rela-
tivo a obra do hospital Pedro II. A vista deste ul-
timn documento. nAo se pode contestar que a obra
esteja sendo evecnlada com extrema economa e per-
feicAo, e que, nao obstante a cxiguidade dos mei-
os, ja se acha bastante adiantada. Consta-nos que,
assim que se adiar concluido o rao do ceulro, se-
ra' enlrcguo as irm.las de caridade, que em breve
aqui devem chegar. l.ntrelanto, fra conveniente
qne o governo geral proporriooasse alguns meios
para a ronclusAo desla bella obra, que para o fuluro,
so tornara' um dos uossos magnficos monumentos
pblicos.
O hospil.il Pedro II, se nao he igual 'aos pri-
meiros estabelecimentos desla ordem do Paris, as-
semelha-se muilo ao plano do hospital de S. Andr
em Brdeos.
Com a exIiuecSo da epidemia reappareceu entre
nos o annuucio acerca da fabrica do fiar e lecer al-
godao, pedindo a primeira prestaran. Consta-nos
qae os Ires socios gerenles, coadjuvados pelo autor
da idea, pretenden! dentro era pouco apresenlar a
fabrica prompla, se os subscriptores e dei em pressa
cm realisar o pagamento das prestaces, que forem
solicitadas. %
Ni- dia 2(i dop;rr*lo celebrou-se o contrato para a
i I uiiii naca i a gaj jrj cidade. Esle negocio tem oc-
enpadoum cauto scolomuas do noss jurnalisrao,
mas o aclo anda osl pendente da approvaeAoda as-
semblea provincial, segundo nma clausula expressa na
lei. que aulorsou o governo a dolar esta cidade com
esle grande mclhoramenlo. Pela nos inos voloi para que a escassa luz do velho azeite de
peixe seja substituida pelos esplendores do gazcom
vantagem para os cofres pblicos, e com penhores
de segiiranea da parte dos emprezarios.
A assemblea provincial, entre os diversos traba-
mos, com que se oceupou durante a semana, adop-
toa urna indirae i para que se represente a assem-
blea geral sobre a concessao le.la pelo arligo lli da
lei de 28 de oulubro de 18l8. Com esla idea o au-
tor da respectiva indicaejo quer que o governo ge-
ral aulorise a demarcacao de um terreno devoluto,
qoe se achar enllocado na zona por onde lem de
passar a nossa futura c-lrada de ferro, alim de se
estabelecer ne-te lugar uina colonia, para empregar-
se no tral'a I lio da lavoura. Julgou tambem objec-
lo de deliberado um projeclo autorisaudo o governo
a_crear um ncleo colenialna comarca detiaranhuns
Estas duas medidas, consideradas sob um aspecto
geral, sao uteis e proveilosas paraodesenvolvimen-
to da agricultura e da populacAo livre e indepen-
denle ; mas, considerada sob asrelaces actuaes, em
vista do desfalque dos bracos que perdemos e das
vias de commuuicacoes da provincia, as vantagens
que podem dar, sero pouco lisougeiras. Como quer
que seja, lie um servicn incontestavel prestado ao
futuro da nossa provincia, e que deve grangearjjoi
respectivos autores sympalhias mu juilas e louva-
veis. ,
Temos debaixo dos olhos urna memoria para o
melhoramenlo do porto, por llenrv l.aw e John
Blounl, engenheiros cvis, publicada em Londres
este anno. Consta-nos que se esl promo vendo na
capital do reino britannco a encosporacao de urna
companhia para levar a etteito esla gigante empre-
sa, pois que algumas pessoas enlendidas na materia
iinli un feilo algum as objecees ao plano trucado
pelos engenheiros iuglezes, comlodo adoplam-no
era geral,? e estamos persuadidos que qualquer dis-
cussAo dar era resultado a harmona de lodas as
opiniOes. SAo inralculaveis os beneficios que Per-
nambuco ha de colher da ecuc.'io desla obra, e a
esle respeilo nada mais taremos do que trasladar
par aaqui o Irexo seguinle da Memoria :
Em conctusao representemos a cidade de Per-
nambuco com o seu porto desobstruido de bancos de
areia. capaz de admitlir livrcmente os maiores na-
vios mercantes ; prvido com urna segura e extensa
baca de flnrluacao e armazens ligado; com o inte-
rior da provincia por suas vias terreas, e collocados
em enmiiiunirac.io tanto com a capi'.al do imperio
como as provincias ao norte pelo tclegrapho elctri-
co, principalmente achando-se situada no ponto T,ais
preeminente do vasto continente ds VT.crca do
Sul no lado da estrada real mantona do mundo,
realise-se este quadro, e podemos com confianza
proditor que nao est distante o dia, cm que Pernam-
buco tomar o primeiro lugar entre as grandes ci-
dades do globo, e os seus rommereanles licarao a
par dos mais opulentos negociantes do mundo. -
Segundo os diversos relalorios publicados ueste
jornal por dillcrenles mdicos, que linham sidocu-
carregados da gerencia das enfermaras eslabcleci-
das nesla cidade pelo governo, v-se que a epide-
mia entro mis se acha exlincta, pois qoe quasi lodos
os asyloi provisorios creados para esse fim estao Te-
chados, lalvez anda apparec.a um ou oulro caso,
mas islo n.i mis ,iu lorisa a dizer quo o mal ainda
aqui se acha epidmicamente.
Oepois do mez de uutubro, o de mao he, cnlre
mis, o mais fecundo em festividades religiosas. Com
cffcilo, esle mez consagrado a Mai ilo Creador
be urna longa e continua snlcmnidade no bispado de
Pernambuco, c particularmente na cidade do ite-
cife, ondo se acha mui desenvolvida ; e em conse-
queucia da calamidad! porque acabamos de passar,
lem sido mui augmentada, de sorla que, alem das
Unjas, apenas ni
gir ardenles votos diariamente a Mai Sanlissima.
As igrejas que costnmam celebrar esla festividade
todos os airaos, leem continuado no presente; mas
os missionario.s cspurhiuhos transferirn! o acto para
a larde, era consequenca do excessvo zeloque mos-
travam os llevlos, coucorrendo s duas horas da
madrugada, quando a ceremonia linha lugar pela
manilla, e dcsl'arlo expustos a algum damno na
saude.
Morlaldnde da semana.
Jcres.
Ilomens 1(1, mullicres 2:1, prvulos 15.
Encrato.
Ilomcns 1:1, molheres 3, prvulos 2.Total li2.
nos iiioiluarios: estar hem esse pequeo para ca-
raclerisar-se em I). JoAuThciiorio uu o Convidado
de Pedra ".' 1 !...
A primeira noliria do iiqnidamii nAo pude ser
publicada por motivos que se explicar em lempo.
Os pateos do Carino e Ssn Pedro tem lixo, lo-
do, pocas, que exhalara um cheirinho mais sauda-
vel que urna boa pilada em bocela de um illus-
Iri.-iuio Ora vejamos se com o elogio da pita-
da l'azeni esse hem a populacAo; que nem seinpre
estar dbposUl a respirar ftidas exalacites. A /'agi-
na nAo he inlromellida, nAo, senbores; a Pa-
gina est junio a vos, vos ajudaodo, aoimaado e
consolando em vosso sacrificios.
A epidemia inaugiirou-se com om baile mas-
qu em noile tempestuosa e medonha ; a epidemia
encerrou-ie com oulro baile masqu em noile pura
e puetica.
He cliegado do Riolde Janeiro o padre Marian-
no Maller, da congregacao da missAo de San Vicente
de Paulo. O que o trouxe foi inforinar-se, a manda-
do do superior geral das irmAas da caridade a res-
peilo da prxima chegada a esla cidade de algumas
daquellas dislnclas e virlaosas molheres. As irm.las
da caridade compAem urna cummunidade, na qual su
fazem votos simplices por um auno, devend ser es-
te ivolo renovado animalmente. Sao sao porlanto
religiosas, propriamente ditas como se pensa. O fim
desla sublime insliluicAo, o sen nome eusina pra-
ticar obras de misericordia, corporaes e espirluaes,
O snperiur geral das irmAas de caridade he o mesmo
que o da cnugregac/io da mi.-o de San Vicente de
Paula, de quem he seu legitimo successor. Alguns
padres da mencionada cuugrcgacao acompanham as
irraaas para a sua direccAo espiritual, procurando
tambem empregar-se as fuucces proprias, nAo i
do seu ministerio, como do sea mstilulo, islo he, Ira-
balhar para a salvarn dos povos, parlicularroenle
dos campos, e para a edm ara i do clero. O Sr. pa-
dre Marianno vai salisfeilissimo pelas maneiras com
que loi rerebido entre mis, e disposlo a informar a
superiora geral em Paris das commodidades que en-
contrn para receber as irmAas de caridade. Cons-
la-nos que serao recolhidas a casa dos exposlos, que
olTercce coramodus precisos, e depois serlo divididas
quando o hospital Pedro II esiiv.t em estado de re-
cebe-las. Na verdade be urna medida curial, porque
assim dcixara a casa dos exposlos de ler um regente
que ao nosso ver nAo um fuucci-jnario muilo proprio
para tratar de menino- e educar mocnhas. Esse es-
labelecimenio deve estar entregue aos cuidados ou
de irmas de caridade, ou de ama mullier qoe lenha
os requisitos necessarios para ser, como que urna pe-
dagoga, alm de que com a admissAo das minas de
caridade a irmandade da Misericordia poupar sem
duvida alguns ordenado, o que nao faz mal uenhum,
visto os exiguos recursos dos cofres da admiiiis-
IracSo.
Esleve magnifica a testa do Divino Espirito
Santo na igreja do convenio dos franciscanos: nelfa
orou o Sr. padre fre Espirito Santo ; e a noile o Sr.
padre Capislrano.
JA tivemos a lembranra, (nao sabemos se infe-
liz) de I a/.crin os ver quAo obeceua esta' a loja da
porta lateral, que sobe para as galeras da assem-
blea provincial. Vivamente tomamos a liberdade de
leuibrar a Ilustro mesa a requiscao de nma senti-
nella para essa porta, afim de obstar, que conlinoem
esses desacatos feilos a nohreza da assemblea, e a
honestidade do publico. Se porem julgar que nao
he objecto de delibei-ae.io,cnlo pediremos a palavra
pela ordem o diremos:
O dilo por nAo dito.
Tm estado importantes os debales da cmara
acerca do projeclo do Sr. I)r. Sabino. Os Ilustres
membros da commissao de eonsliluicao, e poderes
hatera o projeclo como inconstitucional: o Sr.
Dr. f.uiz Fjppe por este ladu defende-o, mos-
trando, que o projeclo nao fere'o acto addicional ,-
o autor defende-o sustentando a sua conveniencia ;
os Srs. lirs. Cosme c linio batem-o, sustentando que
a homeopalhia he 9. Os Srs. Florencio, Atrillo,
Lcenla, Carvalho, Teodoro, em apartes pronun-
iam-se contra, e o Sr. tenenle-coronel Leal domi-
nado por esse inslindn militar, que tanto o distin-
gue, igualmente prometi negar usen voto com um
aviso do roinislru da guerra no qual se funda. O
projeclo esl de cholerina ; se o suuberem tratar nao
passar ao segundo periodo das suciedades, periodo
melindroso, porqua he dclle, que se passs (passou !)
para o eslado lgido. Sr. Dr. Sabino, applique ao
doente nma dse deveralrumalternad com o
arcenico : pode apparecer a reaccAo !
No dia 8, quando j era noile, nAo sesoube co-
mo foram introduzidas no eslabelecimenio dos expos-
tas duas meninas, una de 13 anuos, c outra que re-
prsenla ter 8. A administrar immediatamenle
nlliciou ao Sr. Dr. juiz de urphAos para providen-
ciar a respeilo; ese principiara com taes abusos en-
lao nilo lica mais em casa moca alguma pobre I
Na ultima procissao, quando ella passava por
baixo da casa de uns senbores esladaule na Boa-
\ isla, um delles, que eslava de grra, deixou-se Pi-
car com ella, sem que por deferencia ao menos, se
dignasse lira-la quaudn passava o SS. Sacramento !
Fez mullo hem... eslava era seu direilo, a gorra
nao custou dinbeiro de ninguem, a cabera era sua...
ora viva a grra !
11 on!.mu i larde vollou para a igreja do Collc-
gin em procissao, a imagein de San eronymo, quo
por oeeasilo da epidemia linha sido depositada na
matriz de Sanio Antonio.
At amanha.
No dia 3 do correle mol deixou de exislir a
I-.mn.i. Sra. Francisca Delfiua l'ereira Vianna,
digna consorte do lllm. Sr. leneutc-coronel Francis-
co Antonio Pereira d.i Silva. Dotada das mais su-
blimes e excedentes virtudes ella moito se distin-
gua pelo seu recolhiinento, e pela sua abnegarao !
iodo seu apego, lodo seu alTeelo era sement ludo
quaulo diz respeilo Dos e rcligi, cujoj pre-
ceitos ella sabia cumprr com um zelo admi-
ravel !
Filha de pais abastados, os finados coronel Joa-
quim Pereira Vianna,e sua mullier II. Joanna Igns-
cia Pereira dos Sanios, e sendo lanihem abastado o
seu casal, nao aniava a riqueza seoilo para ler occa-
silo de coneorrer para a decencia e pompa da reli-
gAo, e de soccorrer os necesitados.
basada de urna familia illustre, ella considerava
esla rircumstaucia apenas como um incentivo para
constitu.u na obrigacao de dar o exemplo sempre
que se Iratava de praticar o bem !
Eo momento en, que a Musir finada se resolveu
a fazer as dbpoaicoes ue sua ultima vonlade. seu pri-
meiro cuidado foi dolar os templos, renur os capti-
vos, e distribuir coin esies e com pessoas necessitadas
una parte de sua fortuna.
Nao linha lilhoi ; mas minias vezes ella leve o'-
casiau de desenvolver um amor e um desvelo todo
maternal na eJucacio de filhos alheios.
Depois de urna grave molestia, cheia de resigna-
cao, animada pela t robusta que ella nha na vida
eterna, na qual foi educada e se manlevo sempre
em urna idade maior de anuos, deu sua alma ao
Creador !
Foi uina verdadeira rest!uc,ao '.
lloje seu digno esposo sc'i enconlra consolara na
religi. ; lodos quanlos a ennheccram e cummuui-
earam a chorara coro saudade ; e aquelies de quera
ella jamis deixou de se fazer ouvida nos momentos
em que a caridade se desenvolve, a pranteam e fa-
zem subir at os ecos suas preces pela alma da hm-
feilora.
Sea corpa foi sepultado no cemiterio desla cidade.
depois de, com a devida decencia, se ler feilo uina
eiiciiinmendaeao solemne pela sua alma, segundo os
ritos da igreja, na Ordem Terceira do Carmo, sendo
acompanhadopor algum de seos prenles e diversos
amigos de seu digno esposo.
Kecife 10 de mao de185t>.
II.
por despacho de 85 do mesmo mez e anno, (docu-
mento n. .1 ), concedeu tambem smenlo o dito sub-
sidio das matriculas sobseqoentes, pelo mesmo re-
ferido motivo, ao Sr. Laorenlino Antonio Moreira
de Larval no, entao matriculado no primeiro anno.
A commnsao directora offerece-vos a lista dos se-
nbores aradcmicoi, que no anno prximo passsdose
inscrevcram como socios contribuintes no comp-
leme hvro de sua matricula. Por ella veris qoe
se insrreveraj 1o8> scndo 9 a0 prin,ejr0
25 do segundo, 37 do terceiro, 26 do qoarto, 29
do quinto, 1 externo, e om anonymo.
1 odos el les pagaran, primeira preitaco.mais ce-
do ou mai. larde.Qusnto porm a segunda cstas foi
paga por .>!), tendudeixado de o ser por 7 do primei-
ro anuo. 20 do icguudo, 13 do terceiro, 23 do quar-
lo e 6 do qoinlo. Consequentemenle receben o Ihe-
soureiro do Monte Po Acadmico al a presente
dala a quanlia de 1:1225000 res ; sendo qoe no an-
no correnle, o Ihesoureiro, llendendo exceisiva
rarestia de lodos os gneros, enteuden que-' devi a-
guardar assim para diligencia da cobranza do res-
to da segunda preslarAo do anno passado, e da pri- '
meira do anno correnle, da qoal nada ainda rece-
ben, como para a acquisicao de novoi socios con-
tribintes, a volta de mellior lempo; o qoal a Mages-
lade Divina sem duvida, nos enviar brevemente,
segando nos aulorsa a crer a sua nfallivel clemen-
cia e hondade.
Existe em ser na mo do Ihesoureiro do Monte
fio Acadmico, a quantia de 36S-38W reis, por ter
sati.feto as seguiites despezas do mesmo Monta
Pi, na importancia de 7.">7;160 rs.: a saber:
1. Pela ropressAo e papel de 1,U0O ev-
emplares dos estalotos, e mil exem-
plares de reajilms das preslaces, co-
mo consla do documento n. i. SafHB
2. Pela impressAoe papel de mil carias
de convite como do documento n. 1 ci-i
3 Pelas menslidades pagas ao Sr. Joao
Baplista do Amaral e Mello, des-
de o primeiro de junho de 1896 at
o ultimo de maio de 186, e na ul-
tima malricala de 18S5n primeira
ds 1 Vi, como do documento n ju a
quantia de......... 3*29720
I, Pela ultima matricula de 1 i a *
primeira de 18"di, pagas ao Sr Vn- *
tni .lose de Alcovia, como d do-
cumento n. 7, a qoantia de Itli-TiO
5, Pela ultima matricula de IS" i,
primeira de 1836, pagas ao Sr. I.au-
reutino Antonio Moreira de Carva-
lho, como dos documentos n. 8 e 9, v
a quantia de.......,. 1028720
li. Pela compra de tres apolices da coi i-
panhia de Beber be, como dos dor -
mentos ns. 10 t 11, feila por viril -
de e observancia do artigo nico .o
capitulo dos estatutos, na par g
que foi posiivel ........ 1629000
779160
. Em dinbeiro em man do (hesoorei-
r, a quantia de rs.....".
364W40
1:1228000
O MONTE PI A CA DEMICO,
Na quarla-feira ao inei da reuniram-sc na ter-
ceira sala da Faculdade de Distilo os socios do Mon
te Pi Acadmico, alim de elegerem os membros
para a nova commissao directora na formado arligo
2.", capitulo 4." dos respectivos estatutos.
A eleiro leve lugar, depois que o Sr. secretario
acalmo a leitura do relatorio, e foi eleito pelo .">. an-
no o Sr. Jutlo tjonies Ferraba Velloso pelo 4. o
Sr. Francisco Ferreira Correa ; pelo 3." o Sr. Ovi-
dio da Gama l.obo e pelo 2. o Sr. Francisco Igna-
cio VVerueck.
Osuovosmembros da commissao directora elegeram
por unanimidade o lllm. Sr. Dr. I.ourenco Trigo de
l.ourciro para Ihesoureiro, gozaudo igualmente das
honras de seu presideule honorario.
O 1. anuo em lempo opporluno ser convidado
pela direcr.'u, para se subscrever no livro dos socios,
e entao eleger um membro para a nova commissao
directora.
Aqui Iranscrevemos 0 relatorio circumslaDciado li-
do na referida so-.e :
Senlwret socios do Moute Pi Acadmico.O ar-
tigo 0 do capitulo i.' dos estatuios qoe regen, esta
plulanlropira sociedade, impunha commissao di-
rectora a obrigac.au de vos apresenlar no primeiro
dia feriado, que se seguio abertura das aulas da Fa-
culdade de direilo desta cidade, o relatorio da sua
gerencia, o|qual todava s agora ella van apresenlar
Dedu-zido dos 128 socios que s ioscreveram do
anno prximo passado, os 29 que e formaram no
mesmo annu, c alguns que tallecei m, e oulros que
nao vollaram esle auno para continuaros seus esta-
dos na Faculdade de Direilo desl- ci ladp, a com-
missao directora sent summo pez, ai manifestar-
vos, como Ihe compre, que lalvez nao e possa con-
tar presentemente com mais de 111 a si socios effec-
tivamente contribuintes. Ella, pore: nao tem o
menor temor de que a briosa niunj, \P brssileira
actualmente matriculada, e qoe de' uluro vier a
matricular-se na uossa Faculdade de Direito, deixe
jamis perecer ama lao til quaulo gloriosa insti-
tuir ; e quasi que (em certeza de qne ainda no
anno correnle se inscreveromoitos,logo que lenham
melhorado bastantemente as circunstancias extra-
ordinarias em qne nos temos achado.
Com isso a commissAo directora lem finalisado o
seu relatorio.que suhmelle a vossa approvaclo; para
cujo cil'eitn,pensa ella que a nova commissao direc-
tora, que hoje llevis eleger, compete minear urna
commissao de came de cuntas qoe o redja, e d
sobre elle o seo parecer, pois que os estatutos nada
dispoe a esse respeilo.
Sala das reuoies dos socios do Monte-Ho Acad-
mico em assemblea geral, 7 de maio de 185ti. Dr.
I.ourenco Trigo de l.oureiro. Joo Alfredo Cor-
rea de Oliveira Andrade. Tarquinio Braulio de
Souza Amaranto. Manoel Pereira de MoracsPi-
nheiro. Antonio Americo de Orlado Jnior.
Srs. redactores.Bem que os coric/ies bem for-
mados repeliera os elogios que se Ibes tuca por oe-
easraes de se mamfeslarem em prol da huraanidad,
tedavia he digno de reparo os seus correspondentes
que, cm diversos nmeros do seu jornal, elogisram
JI'RV DO KECIFE.
Dia !t de maio.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco de Assis de 06-
ra Maciel.
Promotor publico interino o Sr. Dr, Candido
Antean da Malla o Alhuquerque.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila a chamada s 11 horas da manliaa, arharam-
se presentes 32 Srs. jurados.
l-'oram multados era mais I.V000 rs. os jurados ja
multados na sessau do dia antecedente, e mais os
seguinles senhnres :
Antjnio l.cite Pilla Orligueira.
Bernardino de Sena Ponlual.
Dr. I.uiz Rodrigues Villares.
Andr Ouilherme Brekcufeld.
Jos Antonio \ i,ora Ue Souza.
Manoel de Oliveira Corrcia l.ima.
Manuel Jos da Silva l.eile.
Manoel Goncalvef F'crreira.
Alvaro Trajino de Alhuquerque.
Joaquim Alvos da Silva.
Manoel Antonio da Silva.
Dr. Ignacio Nerv da Fonseca.
Jos tioncalves lalveira.
Manoel Joaquim Muniz Baranda.
Jos Joaquim da Cuuha.
ima ou outra eaaa deis.a de din- | Antonio tioncalves dos Sanios.
Francisco F'uzebio de Parias.
M iM'iii.uio Francisco Duarlc Itegneirti.
Nao havendo numero legal para haver ses-an, o
Sr. Dr. juiz de direilo proceden o sorteamento de
mais deseaseis jurados sapplenles para completar
o numero de 1S, c sahiram snrleadus os seguinles
senbores:
ItoraAo Antonio ds Silva Alcntara.
liento I lo i ge- Leal.
Joaquim Francisco Duarlc.
Jos Murcellmo da Rosa.
JnAo Ignacio do Reg.
Manoel Coelho Cintra.
Caetaoo Silvero da Silva.
Coronel Trsjaoo Cent Burlamaqiie
Hermenegildo Mnnleiro deAndra.e.
Ignacio Jos da Silva. x
Dr. Alesandrc de Souza Pereira do Carmo.
Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Carlos JoAo de Souza Carvalho.
Jo3o Jos de Faria.
Jou da Silva l.oureiro.
Antouto Muniz lavares.
i'.onrluido u sorteio mandn o Sr. juiz "Je direilo
proceder as nolilicaees, e\pedindu-se par isso us
competentes mandados, e levanto a sessAo a urna
hora da larde, adiando-a para as 10 horas niada-
silij do dia seguinle.
manila! i com que se prster? ,i na juadra epidmi-
ca aos desvalilos desta villa seus suburbiea, dei-
xassera em completo olvido o nomo do digno escri-
vao de orphaos desla comarca, Manoel Jos de San-
Sim, Srs. redactores, nao he
necessario enumerar os servicos prestados tambem
por aquelle Sr., porque elles esto no dominio do
publico ; mas sempre direi de passagem, qoe o Sr.
Araujo, alm de ler dado o seu contingente, por,
occasiAo da subscripto qoe se promovsu para sec-
correr-se aos desvalidos, fez parle da commissaabe-
neficenle e encarregou-se dos trabalbos da eren-o
do hospital e cemiterio ;como caixa da beneficen-
cia, distribua os dinheirose gneros alimenticios aos
enfermos no hospital e era suas casas ;visilava-os,
afim de saber de suas necessidades;c finalmente,
a qualquer hora da noile deixava o leito quaulo se
Ihe balia porla, para dar coberturas aos doentes
accommellidos da molestia reinante, etc.etc.
Se a insereno deslas toscas linhas, Srs. redactores,
liv-.-r um caulinho no seu jornal, muito obrigado Ihe
sera
O Oueriodor.
Villa do Cabo 2 de maio de 1856.
tyublkacifolapeWb^
A morle e a vida sao os dous polos entre os qoaes
gyri a existencia humana, porem nao obstante esla
falalidade que nos acompanha desde o berco, oao
ha lei cojo comprimenlo cusle mais a cada um de
mis.
No dia 10 do correnle exlinguio-se mais nma da
preciosa no termo da Escoda. As 8 horas da ma-
nbaa desse da expiran de um ataque de apoplexia
fulminante u Sr. Manoel Antonio Dias, pai de um
grande numero de filhos preslimosos e eslimaveis,
um dos mais laboriosos agricultores desla provincia.
Todos os seus filhos ficam dolados com meioi se-
guros de subsistencia, e alm di fortona qoe Ihe- le-
ga, deixa-lhes a memoria de urna honrosa repulacAo.
($vntmcxcio.
PAGINA AVULSA.
BJD2G SHA S
O hospital dos cholencos da ra da Aurora des-
penden durante lodo tempo da epidemia, alm do
que se gastn com os ulencilios do mesmo. 1 quanlia
de 2:!ISIte, e consumi !IS garrafas de vinlio d Porto:
parece que nao foram os doentes desse hospital, dos
que mais beberam. ^
Parece-nos que so a freguezia do Kecife nao
livesse boje uina polica lio activa, ter-sc-hia torna-
do um Catuca. O subdelegado respectivo nao pode
fazer mais, humanamente; com ludo he sabido qu
os ,| i,, lia ilion o. do oliio aili se achain relugiado-,
commellcndo ronboi, cuino ainda ha pnnrn aconte-
ceu a um Altemao, qoe fui completamente depenna-
do: seria preciso que se ignorasse a existencia desse
- i bem e merecidamente aos dignos duulores ioizes de
lZ'ml< Plenamente, nao so qne aquelle dos (ljreil0i mu0ci|la|, (|elegadoi oulros, ocio zelolio!
membros, ,que a compie, que lem oceupado nella -
o cargo de Ihesoureiro com as honras da presiden-
cia, eslava enlao na absoluta impossibitidade phv si-
ca e moral de se necupar de outra cousa seria, que
nao fossemos cuidados da conservaban de si mesmo, j""^,,, Araui
c dos membros de sua numerosa familia, seis dos
quaes, denlre dezesele, que dentro da casa de sua
li limar i foram atacados do cholera no esparo que
mediou de 20 de fevereiro a 2 de marco prximo
passado, seudo elle mesmo do numero dos" atacados,
foram prematuramente levados sepultura, culi ni-
do infelizmente ll.nnumeru dele- -cu lila mol- ino-
ro e sua presadissima mira, fallecidos, aquelle no dia
10, e esla no dia 1 s de marco ; mas tambera que ou-
lro dos membros da cumrnissao directora, lendo vol-
lado da sua provincia natural em um dos dias prxi-
mos a' abertura das :iula., fora logo depois tambem
atacado violentamente pela referida epidemia : e as-
sim, se a commissao directora refere esles melancoli
eos successos como causa justificativa da talla invo-
luntaria, em que lem incorrldo, he para se justificar
della peranle o respeitaval tribunal da opiniAo pu-
blica, deque vos sois otna, bem que assas importan-
te, muito pequea traerlo ; e nao peranle viis, que
ella bem sabe que a leudes por justificada pela sci-
encia propria, qoe tendes da realidade dos referidos
melanclicos successos.
Enlraudo agora no relatorio da sua gerencia, ella
principia por vos significar que a sua primeira ses-
sao regular leve lugar no dia 27 de nidio do anno
prximo passado, na qual os Srs. Antonio Marques
Rodrigues e Tarquinio Braulio de Souza Amarante,
seus membros. foram nomeados pelo respectivo pre-
sidenle, aquelle, primeiro secretario, e esle. segun-
do ; e que de enlao por dianle couliuuou ella oexer-
cicio das fuocees da sua gerencia com a regularida-
de, exaclidu e diligencia, que se podiam esperar pe-
quenas torcas. Ella porem foi bem depressa privada
da puderosissima cooperario do seu distinclo mem-
bro e primeiro secretario u ir. Dr. Antonio Mrquez
Rodrigues ;,por quanto, concluida a sua formalura
na Faculdade de Direito em oulubro do anno prxi-
mo passado, cr natural que se retirasse, como com
elleito se relirou, para a sua provincia uatal. Dado
pois esse successo, a commissAo directora faltara ao
cumprimenlo de um dever muito sagrado, se, limi-
tandn-se a sentir interna c secretamente a grandeza
dos tirito- da auzencia de tao presliraoso membro,
deixasse de Ihe dar nesta solemneoecasio um publi-
co lestemooho de recunheciraenlo da valiosissima
coadjuvaelo, que Ihe elle preslou no exercicio das
suas funeces, e de o recuminendar assim vossa
perpetua gratido, como a de seus roucidadAos em
geral, nao su por isso, mas principalmente pela gran-
de parte, qoe elle leve na creacao c formadlo da
phv lantrnpica sociedade Monte Pi Acadmico; con-
Irrr 10 de -en- estatuios, acquisieAu de socios conlri-
buiules, e regulansacao de sua idmiuistrafao em or-
dem a consolidar-se, e perpeluar-se t.l ulil institui-
r, a qual com ra/. m ennubreccu desde logo grande-
mente, o miis hade euuobrerer no fuluro, pela im-
portancia dos fructos da sua conservarn o augmen-
to, dos briosos alumnos da Faculdade ds Direilo do
Itecife.
Satisfeilo esse dever, a commissao directora julga
cumprr outro, signifieando-vos que a sociedade nhi-
losophica desla cidade Iheollicira em dala de 16 de
juulio do anuo prximo passado, commiinicando-lhe
que desejava subvencionar com as sohr.>sdas suas des-
pezas ao Monte Pi Academia); e que assim Ihe ro-
gava, alim de poder resolver-se, que Ihe coinniuni-
casse a sua acceitacAuou renuncia. A commissao di-
rectora, agr,loccndo lao pin e louvavel ollerecimen-
lo, declarou ao mesmo lempo que o ncccilava em no-
me lironte Pi Acadmico.
A commissao directora julga cumprr oulro igual
dever, Irazendo ao vosso couheciinenlo que a direc-
tora do gabinete porlug-nez de leitura em Pernam-
buco, leve a boudade de Ihe ofliciar cm uala de S Je
julho do mesmo anuo prximo passado,parlicipajdu-
Ihe. que pelos acluaes estatutos daquelle .-amuele,
eram considerados memi.ros honorario- delle, os
subsidiados pelo Monte Po laes, podiam ulilisar-se gratuitamente dns livrosc
mais nbjectus perleiicenles ao est.-<>.-iecimento ; e
roiiilinudo por significar a runin-isso directora, a
sua iii-lara por poder ass; auxiliar as benficas
inlenees desla pia le.-iniiicao, roga-lhe ao mesmo
lempo, que, -i- atando ns agraciados a respeilo desse
direito, que os ditos estatutos Ibes contener, Ihe
transmillisse oflicialmente os seus nomes. A com-
missao directora agradereu.como Ihe cuinpria, a di-
rectora do gabinete porliigucz de leitura, e Iraus-
mitiin-lhe os nomes dos agraciados pelo Monte l'io
Acadmico ; c em sessAo le -J de julho, sob pro-
posta de seu primeiro secretaiio o Sr. Dr. Antonio
.Marques Rodrigues, deliberan que se desse pelo
Diario de Pernambuco un publico teslcmunhu de
agradecimcnln.assim ao gabinete porluguez de leitu-
ra, como a sociedade Plnlosophica ; isso mesmo
se fez.
Por despacho da commissAo directora de 2b de
maio do anno prximo passado ( documento n. I ),
foi admit i lo oSr. JoAo Baplista do Amaral e Mel-
lo, entao matriculado no terceiro anuo da Facul-
dade de Direito, a receber do Ihesoureiro do Monte
Pin Acadmico, do primeiro de junho por dianle
a mensalidailc de 20.NHH) reis, e as matriculas sobse-
queules, na forma do artigo :l do capitulo 2 dos es-
tatuto?.
xUaPARTICiAO DA POLICA.
Secretaria da polica de Pernambuco 10 de maio
de 1836,
lllm. c Eun. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Por despacho de8 de julho do mesmo anno (docu-
mento n. 2/ concedeu a conunisso directora ao Sr.
Antonio Jos de Alcovia, tambem matriculado n
:l. annu, somenleo subsidio das matriculas, por fal-
la dos recursos pecum.ii o precisos para poder con-
ctder-lhe inlre alente o bolo do talento defini-
do uo citado arligo .1 do capitulo 2 dos estatutos; e

i
\
.
I
l-RACA DO RECIFE 10 DE MAIO AS 3
HORAS DATARDE.
Cutaeos ofllciacs.
Cambio obre Londres27 1|2 60 d|v. I dinheiro.
Dito sobre dilo27 1 |i 60 d|v. a prazo.
Frederico fobUliari, presidenle.
/'. Borges, secretario,
CAMBIOS.
Sobre Londres. 27 l| a 27 d. por 13
o Paris, 3.V) rs. por f,
a Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Accijes do Banco, :VS OpO de premio.
Accts da companhia de Beberibe. ;,i jtunl
AccOes da companhia Perannibucaiia ao par.
Ulilidade Publica, 30 purcenlode premio.
a Indemnisadora.sem vendas.
Disconlo de ledras, de 10 a 12 por ih.o
METAES.
Ouro.Onras hespanhulas. ,
Moedas de i'.?ioil veUias
i 69(00 novas .
45000. ,
Prala.Pataces brasileiros. .
Pesos nduiiiiiari. -. ,
i> mexicanos. ,

28 a 2SS.TO0
. 16JIH10
. IfiHMIO
. 04OOO
. 2t?0OU
. 25000
. 15860
-Al.FANDEGA.
Rendimeotodo dia I a 9 .
dem do di,. 111......
144:1139579
22:736>-)60
166:8,.2J139
Detcarregam hoje 12 de maio.
Galera inglczafonilacarvAo.
Rarca inglezaSpring /; ,/, mercaduras.
Barca ingleza/. Thuriclidem.
Patacho amencauo'cofiafarinha.
Brigue brmense Dorotheaqueijos e geuebra.
Paladn sueco Olellofarinha de trigo.
Brigue ing'ezCarolinebacalho.
Brigue inglezllobcrt Brucecarvao.
CONSULADO UBRAL.
Rcndimenlodo da 1 a'J.....f0:3368M8
dem do dia Id....... 1:7505-165
12:IOSa.i83
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnto do dia 1 a 9..... 9940126
dem do dit 10........ 1.11
1:125309*
'
l'ESPaCHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
. 10 DE MAIO DE 1856.
Valpai.ii/nBrigue hamburgucz Main, Viuva A-
niurim & l-ilho, 1,000 sarcos assucar brsnco.
Falmoulhlirigue inglez nBell, Timm cv Compa-
nhia, 1,654 couros salgados.
LisboaPatacho porluguez Brilhanle, Domingos
Bodrigucs de Andrade & Companhia, 169 couros
migados.
E.vporlacao .
Boenoe-A] res por Montevideo, polaca hespaohola
oFIoraii, de 313 toneladas, coaduzio a sesuinte.
n 15 barricas[e 150 meias ditas com 6,186 arrobas e

MUTIT^
ILEGIVEL


a

t
r
V
Di*-'o '5 PElIftltfJfl SEGN Ffl! 12 DE IRMO ll 1116
10 libras da ranear, 80 pipai agdardenle, 95 saceos
cara da carnauba.
Montevideo, brigue h.imbnrguez Berlha, de MD
toneladas, conduzlo o segu o le :1,705 barricas com
14,156 arrobas 90 libras de assucar, 1 caixa com
amostras de armas.
Cotinguiba, sumaca brasilira Flor do Augelim,
de 98 toneladas, eonduzio o seguinte :|ihi barricas
farinha de Iriso, 220 lijlos de marmore, 3,(100 sac-
eos *aaios. 30 toneladas carvao de pedra, 1 caixao
eonleodo 8 milheiros de paes de ouro c oulros ob-
jecloa de botica. "
Rio Grande do Norte e Ass, hiale brasileiro An-
gelican, condniio o seguinte :395 volnmes ceneros
aetraniieiros, t giap cocos. 50 caias sabao, IB sacras
arroa, 1 caita rape, 3 ditas e 2 voluntes bolacliinhas,
11 eaixuos charutos, 230 chapeos.1J camas de vento.
Havre pelo Maranhao e Par.i, galera franceza
Pama Malhildea, de 116 toneladas, eonduzio o se-
gal ule :I idOO cooros salgados verdes com 57,378
libras .300 dilos saceos com 60,135 libras.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hatndimeiiln do dia 1 a '.....10:70l;jl2l
dem do dia 10....... 1:5749390
12:2753611
TRACA DO ltr.f.1 II. 10 DE MAIO DE 1856,
AS .3 IIOKAS DA TARDE.
Retala temanal.
Cambios A semana comecou a 28 d. por
19, depois de,ct-u a 27 I |2 e 27 111,
e boje os sacadores reciiam sacar
por mais de 27 i. por IJ ao qual
jase fez algumas Iraiisacres.
Algodao----------Eolraram 20.1 saccas, e o oreos re-
gulou a 60 por arroba.
Assucar-------------A entrada melborou um pnuco.
Os brancos coniervam-se oe 39 a
5200 por arroba. Os mascavado
bons obliveram de 39750 a sXO,
os chamados da America de 2*500
a 29600, e do Canal de 2I80 a
23100; dizein mesrao que houve
venda dn mascavado superior a 39.
Estando saplisfeilos os pedidos do
Rio de Janeiro e Valparaizo, os
pre<;os icrao de bailar, i nao che-
garem mais navios.
Catiros- ---------Venderam-se os seceos salgados a
200 rs. a libra.
Arroz-------------- Era consequencia daaehaudaaaaf
freu dimiuuicao de 200 rs. por ar-
roba, vendendo-se de i# a 19300.
Bacalluo -.- Venderam-se tres c.-irrcgunenlos
que eiisliam da semana aulece-
deule de 89 a 95 por barrica, c o
outro seguio para a Baha. O con-
sumo fui raaior, relalhou-sc de
109 a 103500, e lien,mi em depo-
sito de 8.OU0 a 9,'XXI barricas.
Carne secta- As vendjs auginentaram, regulan-
do os preeps de l JMOO a 5oiOO por
arroba do Rio Grande, e de ijioo
a -'iiiii do Itio da Prata. F.xislera
5,000 arrobas da primeira, e ne-
- nhuina da segunda.
Filiaba de trigo- Os dous carregnmentos que esla-
vam indecisos sabliado pas-ado, se-
guiram para os porlos do sul; po-
rm em compensarlo Ovemos um
do Trieste de primeira qualidade
com 2020 barricas, que tem-se re-
talhado a 329 barrica. A de I'lii-
ladelphta e Genova retalhnu-se a
J9, e a da marca SSSF a 359000.
Eiistem no mercado 1,700 barri-
ca. As vendas foram moderadas,
lano por ter diminuido o consu-
mo, como pela noticia de baixa
nos Estados unidos e na Europa.
Dita de maodioca-EsIn esmorecida por ter entrado
porco do interior da provincia.
Feijio---------- Vendeu-sc de II; a I2?asacca,
mas este pi eco uao se pode susten-
tar por ja apparecer o da nova co-
llieila da provincia.
Ilanleiga----------Vendeu-se a franceza de vacca de
5S0 a 550 rs. por libra, e a de por-
co de 300 a 320 rs. a dita.
Massas ----- A ultima vendeu-se de 6*500 a 1
por arroba c ha falla.
Sabao--------------O nacional (em regulado de 115 a
1 -" ra. por libra.
Descont l)a 10 a J2 por cenlo ao anno.
Frotes ----- Eifocluou-se mu Irclameulo para
o Canal a 27-6, e para Marsellia a
25 fr. e 10 por cenlo.
Tocaram no porlu : 3 vapores, 1 navio com azei(e
do peixe, e outro arribado de Akyab.
Enirarara : 1 com farinlia do trigo, outro com f.i-
zendas c geueros de i 1 aun urjo, de calila geni, I
com carvao e oulro em lastro.
Sahiram : 6 com carregameulo di: assucar c ou-
tro* gneros para porlos eslrangeiros. 5 de cahola-
gem, 1 com bacalluo, e 2 com farinha de trigo.
Ficarara no porlo 62 einbarcio. io-, j saber : i ame-
ricanas, 27 brasileiras, 2 franceza*, 2 hainhurguezas,
4 hespanholas, 16 iaglezas, 5 portuguezas e 2 suecas.
^otowt&tti) >o poeto.
Procuradoria da cama
da abril de*1856,
Jor
a municipal do Recife, 28
0 procarador.
(je Viclor I;erreir Lopes.
&t CORRFJO I.EIUL.
A.i(lmni.stiirio||iccisail(Jioinciiscam-
nlieuos para coiiciu/.ir malas,e paga o
jornal de l.sOO re i
oompareca nareori
danos, cjiem quizer
da adininistracao.
Parte hojeo coneio de [guarauu', (o-
aiina, e Parahiba ai 10 hdiasdodia.
Pelo liscal do Rer.il j
I, 2, 25, 26 e 30 de abril
viduos : Jos Macedo do
quanlia de 5% cada um
2 da postura addicional il
Francisco Augusto F
do art. I- do litlo 9 da
1819 ; Candido Alberlo i
do art. nico da poetan
de 1853 ; l.asserre o Ti
Rodrigues Ferreira em
do art. 22 titulo i e art.
turas de 1849; Justino .
iufraccAo do an. 5 titul
re em 249, Pr iafraae*.
1 titulo I ludo da mes
fiscal da freguezia de S.
dia 8 do crrente na qi
dos Santos no* infraccao
Clonada postura de IH9
nicipal do Recife 10 de i
Manuel Ferreira Accioli
1 na
'onvoco a toilos os credo
foram multados,nos dias
ultimo os seguinies indi-
Amar ii c Manoel Alves na
por infraccao do art. 5 $
e 20 de iiovuinhro de 1855;
i em I89, por infraccao
posturas de 30 de j un lio "de
liudre em 105, por nifrarcio
1 addicional de 30 do mio
sel I Frcre cm 329, e Jos
29,' aquello por infraccao
titulo li das citadas pos-
MonioPinto em I2J, por
3 e l.asserre A; Titaet Fre-
do art. | titulo II e ail.
na postura de 1849. Pelo
Antonio, fni multado no
tulla de 30;, .1..... Vieira
do art. 0 titulo II damen-
Secretaria da cmara inu-
aiode 1856,-0 secretario,
Por ordein do Exm, Sr. Dr. juiz de direilo es-
pecial do commercio Anselmo Francisco Perelti
1 es do fallido Nuno Maria
do
niesmo
de Seisas, e ao ruiador fiscal da inassa
fallido, para que uo dia 23 do rorrele mezas 10
horas da rnaiibaa.comparirjm em casada residencia
do dito Sr. juiz uo largo da Santa Cruz burro da
Boa-Vista, a lim de ter lugar a nomeacao de admi-
nistrador, oo administradores, qoc ha de receber,
e administrar a casa fallida do mesmo Seias ; visto
nao ler liavido a reuniao 10 dia 9 como fra deter-
minado, por ter fallado o curador fiscal, 11 qual deve-
r comparecer inuuilo di s procuraces bastantes e
mais papis que tenderen a referida fallencia. Re-
cife 10 ile maio de 1851.0 MCrWtD, Maximiauo
Francisco Uarle.
A repartir;Ao das oblas imlilicas, precisa com-
prar esleius de emberiba iireta rom ai diniencoes se-
guinies, 10 palmus decoinprimenlo e 12|12 pollega-
das de ariissura. As pes>i as que quizeiem fornecer
dilosesleioscomparecam ra niesma repar(i(o. Secre-
taria das obras publica, 10 de maio de 1856. O se-
cretario, Joaqun} Franci ce de Mello Saulos.
A reparticao das obras publicas contrata para
1 obra da casa do delenr'io, o foroecimeiilo de 72
tradesde ferro para as janellas das priaSea do raio
do sul, com 5 palmos em quadru, e duas ditas gran-
des para as janellas da ex remidade do mesmo raio,
segundo o modelo das enlpregarias 110 raio do norte.
Os pcrleiideiiles'dirijain.se a mesma repartirn cora
suas resposlas 110 dia 15 1I0 correte ao meio dia.
Secretaria da directora das obras publicas 8 de
maio de 1856.O secretario, Joaqun) Francisco de
Mello Saulos.
Xaiios entrados no din 10.
Akyab78 dias, galera ingleza oJohn Liana, de
1,472 toneladas, capilo II. Owen, equipagem 29',
carga arroz e tabaco ; aocapitao. Velo com agua
airarla, segu para Liverpool.
Acarac e Ass28 dias, do ultimo porlo 10, pala-
dio brasileiro Emularlo, de 135 toneladas,
meslre Antouiu Gomes Pereira, equipagem 12,
carga sola e coaros; a Manoel Gooralves da Silva.
.Varios taliidos no mesmo dia.
MontevideoBrgae hambarguez Berlha, capilao
W. Wertha, carga assucar.
CotinguibaSumaca brasileira Flor do Angelim,
mestre Antonio Francisco Ribeiro Padilba, carga
farinha de Iriso e mais gneros. Passageiro, Fir-
mo Constancio Leal.
Em commissaoBrigue de guerra brasileiro Cea-
rensen, cnramandaiite o 1.* lenle LudgeroSalles
de Olivtira.
Em commissaoVapor de guerra brasileiro oltcbe-
ribe, commandante o capitan-tenente Josc Mirla
Rodrigues. Sabio hoiilem as 6 horas da larde.
-vano entrado no dia 11.
Aracaty10 dias, h>a(e brasileiro nlnvencivcl, de
37 toneladas, meslre Antonio Manoel Affouso,
equipagem 4, carga velas de carnauba, sola c cou-
ros ; a Martins & Irmos. Passageiros, Jos da
Silva Porlo, Jos Lulz Fernandcs Jnior.
i'acioi taidos no mesmo dia.
Rio da PralaPolaca bespanhola Flora, capitn
Geraldo Maristan\. carga i asnear e agurdente.
Havre pelo Par Galera franceza Emma Ma-
ihildeu, capilo Duruly, carga assucar e mais g-
neros.
Rio Grande do SulBarca brasilea Santa Maria
Boa Sortea, capitn Manoel Pereia Jardn), carga
assucar. Passageiros, Sebasti.io Anuda de Miran
da, Antonio Rodrigues e 1 escravu a entregar com
passaporle.
Baltimore por CotinauibaHiale americano flota-
monds, meslre A. \V. Reynolds, era lastro.
i^OtttC^.
Alejandre Aagnsto de Friai Villar, ollicial do estado
maior do eiercilo, major commandante interino
do 1- batalho de ai tillen i 1 da guarda nacional do
mnnicipio do Recife, e presdeme do conselho de
qualicarun da freguezia de S. Fre Pedro Gon-
talves, por S. M. I. e C. ele.
Pan saber u quem iuleressar possa, que de con-
formidade com o disposlo nu art. I.* parte segunda
do art. 9 do decreto o. 1130 do 12 de marro de
1853 e instrucees de 25 deoulubro de 1850, se lem
de reunir na lerceira dominsa de maio, o conselho
da qualilicacan para revisiio dos gnardas naciouaes
da referida freguezia, no contislorio da igreja ma-
triz do Gorpo Sanio.
E para que chegue ao conbecimento de todos
mandei passar editars, que sern publicados pela im-
prenta e aflixados nos lugares designados na le.
Dado e paseado nesla cidade do Recife aos 10 de
maio de 1856.
Alexandre Augusto de Fras Villar.
O lente coronel Rodolpbo Joao Barata de Almei-
da, ollicial da imperial ordem da Rosa e cavallei-
ro da de Chrislo, commandante do segundo bata-
lho da guarda nacional do municipio do Recife e
presidente do conselho de qualificacao da fregue-
zia de S. Jos ele.
Fa^o saber aos que o presente edilal virem, e a
quem inleressar possa que o conselho de qualilica-
c,ao da freguezia de S. Jos se achara reunido uo
consistorio da iareja de No.sa Scnhora do Terco nn
domingo 18 do correle pelas 0 horas da inaiihaa,
para dar comeeo aos seus (rabalhos na forma pres-
cript.i pelo decceto n. 1130 de 12 de marco de 1853.
Devendo porlanto todps os cidadAns aprcsenlar suas
reclamar/es na forma era dito decreto declaradas; e
para qua chegue ao couliecimcnlo de todos mandei
lavrar o presente que sera allixado nos lugares do
roatume e publicado pela imprensa.
Fregnezia de S. Josc 9 de maio de 1856. Eu
Joaquim de Alboquerque Mello, capilflo commaii-
danle da primeira rompanhia o escrevi.
Rodolphn J0A0 Barala de ,lmeida.
O lllm. Sr. inspeclor da Ihesouraria da fa-
ltada desla provincia, em virlude da ordem de S.
Exc. oSr. marquez de Parau, presidente do Iribu-
nal do Ihesooro nacional, do 28 de marco prximo
passado, manda fazer publicu que desta* dala a 30
das lem de haver concurso para se preeneber as va-
gas de pralicanles eiislenlrs na mema Ihesouraria.
Secretaria da Ihesoararia de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento do ofticial-mainr,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Recife,
declara, para coiihecimeulu de quem competir, qua
em virtude da urdem que Iheexpedio a mesma c-
mara, acompanhada da relario remellida pela ad-
ministraran do cemilerio, icin de receber das pessoas
a quem |ierlenciam os cadveres de cholencos, in-
humados no mesmo cemilerio, nos mezei de feve-
reiroe marco ollimos, a importancia das respectivas
sepolturas.que nao foram anda paga, qoer ralalivas
i peeaoas llvres, qoer a escravas ; e para o referido
recebimenlo marca o prazo de um mez, ronlado da
data desla, findo o qual se proceder a cobranca jn-
Tara o Porlo com escalla pela illia de S. Mi-
gele Lislwa.segiie viagem a galera pnrlugueza Flor
do /'or/o, 1 ,ip; 1 ,. 1 Antonio Ignacio de Olivera quem na
mesma quizer carregar 011 hir de passagem para o
que lem os nailhorea rnmmndos; dirija-se ao mes-
mo capilo nu a seu cousignutario, Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Para o Porlo segu viagem em poneos dias o
bergaulim portuguez ,S'. Manuel l. rapilau, Carlos
Ferreira Soares, (|uem nclle quizer carregar ou ir
(le passagi'in, para o que lera e\cellenles commodos,
dirijaso ao mesmo capilao ou a sen consignatario
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
O paladn nacional Boin Jess que segu
para o Km de Janeiro preeiaa de niarinlteiros 11a-
cionaes, c paga boas soldadas.
eU6e3.
LeilAode vinhoe queiju^.
Taaao Irroios fazem leilio da vinlios do Batreilo,
e queijos llamengos : segunda-feira 12 do crrente,
em seu erasaiam da na do Auiurim.
Ileurique Brunn & C far3u leilao por inler-
vencao do acanto OHvera,em presenca do Sr. rhan-
celler do coi ulado de Franca, e por conta e risco
de quem petencer, de E ll'ns. 229 a 232, 4 cai-
tas caatendo 200 duzas de lencos, avariado a bor-
ho do linmic fraocel Alma na aa recente va-
geni lloclla e para cs(e porlu : segunda-feira 12 1I0
rorreule as 10 huras da manlia no seu armazcm,
ra da Cruz do Recife.
AGENCIA DE I.LILOKS.
Na ra da Madre de Dos n. 32 nn Reeile
Mi abarlo o ar.nazem do agenlc de leiles Vieira da
Silva, no qual se receben) Indas as qualidades de
mercaduras para taren vemlidascm leil.lo na forma
do que dispoe o cdigo commercial, por se adiar ja
mollas inercadorias a venda ser auiiunciado o da
do leilao : as ordens dosrommctltnle.serao exacta e
|>unliialineiile cumpridas.
O agente Olivera fara leilao. por autorisacao
e cm presenca do lllm. Sr. Dr. juiz de orphAns,
das fazeudas e armaco da loja, quo foi do Uado
Josc 1 .na.-io Ferreiia da Silva, sila na ra do Ouei-
mado, 11. 43, e adverte, que o respeclivo inventario,
s avahaces feitas por peritos logistas, se acha em
eu iioocr para exanie aulecipado dos preleu-
dentus, assim como, que se garante o urrendamculo
da loja ao arrematante : quarla-fcira, H do coiren-
te, as 10 lluras da manliaa, na indicada loja.
O agente llorja, fara
leilao em seu annazetn
na ra do Colle^io 11. 15,
de um cmplelo sorti-
meulo de obras de niar-
riucria, como bem di-
versas mobilias de jaca-
rauda novas e tizadas ;
__dilas de amarello, 2 p-
timos pianos novo* de jacaran-Ja. 2 dilos em bom aso.
um rico santuario, vasos e enfcites de porcelana para
sala, lonca, e video finos para servico de mesa, ex-
cellenles lavatorios francezes de nova inveiico eseus
perleuces, relugios pera algibeira, obras de ouro e
prala, diversas pecas avulsas de marceneria da todas
as 1p1.d1d.de. e oulros muitos objcclns que s com
a visla se pndem apreciar, os quaes se acliam paten-
lentes no referido annazem. e se entregaran pelo
maior prec-o olferecido, visto que nao lia limite de
qualidade alguma : quiula-feira 15 do correnle as
II horas da manh.i.
Maranhao c
Para.
O pall.aholc L1N0
PAQUETE, capilao Jos
PintoNunet, se^iie com
brevidade aos porto) in-
dicados, lalla-IIic uin tec-
ro do sed carrejjamenlo, para o (jiiai
trata-sc com o consignatario Antonio de
Alraeida (ornes, na ra do Trapiche n.
lfi, secundo andar.
Para o Rio de
Janeiro.
Recebo alsuinu cars |(i Rio i) que seyue em |iouct das p- ler proaplal
boa parlo da CSTCT. MHM navi precisa para aj
inpul.ir.Vi marinbeuos nacionae, or qna^s encaja
a -"Matas vanlajosa*. Trala-se psra carga e escra-
vos a reto no escriplorio dos coiiscnalarios, ra da
Crui n. VJ 1." andar.
para Lisboa
snliir.i com (oda a brevidade <> patacho portuguez
uUrilhaiileo, capilao Anlouio lira/, l'ereira ; para
carga Irala-sc com o mesmo capilao, 00 com o con-
signatario Domingos Jos Fercira (iuimares, na
ra do Qucimado B. 35.
Aiiranho e P/T.
Segu cm |ioucos dias n brigue escuna luasileiro
(raciosan ; recebe carga e passageiros : tral.i-se
com o consignatario Josc Itaplisla da Fonseca J-
nior, na ra do Vicario 11. 23.
Segu para o Aracaty, no dia 15 do correnle,
o biate 1 Duvidoso a anda recebe alguma carga :
e tralar na ra da Madre de Dos n. 2.
RIO DE JANEIRO
segu no dia 16 do correnle me/, o patacho iBoaj
Jess, para o resto da carga, passageiros o esrravo*
a frele Irata-se com Caelano Cvriaco da C. M. ao
lado do Corpo Sa nlo n. 25.
Companliia
de vegiuiag&o a vapor Lu-
so-Jiras.leira.
Espera-se. vindo dos porlos do sul al 15 do cor-
renle o vapor I). Pedro II, comandante o lente
Viegasdo O': e depoisda competente demora seguir
para Lisboa pelas escalas : para passageiros, euenm-
mendas e cartas, dirijam-seao agente Manoel Duarle
Rodrigues, ra do Trapiche n. 2(i.
^t'005 tt>tt&0&.
MEZ
a rianiio.
O livro do me/. Marianno aiimanlado re varias
orDiies, nico usado pelos devotos da PENI1A :
vende-so smento na livraria ns. 6 o 8, da praca
da Independencia, a de/, tusloes.
1 AVISO. I
y PIEKRE PECH la/, sciente as $%
0 pessoas ipic licaram adever a so- A
Q ciedade de P1ERBE PUEGB 01 M
i{i BLONOEL, de nao pajjarcm enao Q.
i-> aoabaixoassignado, visto ter com. }}
;j prado a parte pertencente ao socio 1jk
Q lLO.NDLL. em S de abril pro- S
^j vioao pastado.PIERIOS PECH. '?%
'--".-'V", .,..-.. _...'.,...1,^ kS
^.- ,.> VW -..>-V.> <;. ,..- ,,. i:.Xir*S',J-i\.;
Qualquer pessoa que quizer um
bom piano lion/.onlal cm peifoilo estado
: excellentes vozet, que se da' por mcla-
Je do seu valor, pode vc-lo na ra da
Cadeia do Recite D. i, primis andar,
eccriptorio do Se. Barroca, e saber o
preeo, na ra estreita do Rosario 11. l,
sobrado, do meio-dia a's 3 da tarde..
O lllm. Sr. tlicsoureiro manda a-
zer publico, que se acharr. a' venda na
tbesourariu das loteras, ra da Aurora,
casa n. 2(5, das!) a'$3 horas da Lude, os
bilhetes, meios e quartos da primeira
parte da primeira lotera concedida ao
Seohor Bom Jess das Dor -s na igreja de
S. Roncalo, cujas rodas andam imprete-
rivelmente no dia 20 do correte me/.,
a's8e meia horas di manhaa, nosalio
do convenio de Nossa Sen hora do Carmo :
oulro sim, pie as lisias serao distribuidas
gratis aos compradores de bUhetes no pri-
meiro dia iililjis horas da manhaa, e
que no dia io principiarao os pagamen-
tos da referida lotera das lo horas do dia
a's 3da larde, na ra da Auroia n. 2G.
Ihesouraria das loteras 10 de maio de
18.">(i.O esctivao, Antonio Josc Duarle.
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Para a liahia,
prclondc sabir com muita breviilade a veleira e bem
cooherida sumaca nacional 'illnrleocia, por ler ja
mais de meia carga a bordo ; para o reslo Irala-sc
com o seu consignatario Antonio l.uiz de Olivcira A-
zevedo, ra da Cru n. |.
Para# o Rio de .Janeiro
O veleiro e bem conhecido patacho nacional nA-
ma/una.., pretende seguir com muita brevidade por
ler dous tercos de seu carregamento promplo ; para
o resto da carga e esrravos a frete, pira o que trm
etcellenles commodos, trata-se com o sen consigna-
tario Antonio l.uiz deOliveira Azevedo, roa da Cruz
u. 1.
Lotera.
O abaixo assignario vn*
leu Massu isiojSl bilhe-
tes na ra 1<> llaiiflfel 11.
4, e aterro da Boa-Vist \
n. 48 dous quartos ns
'701 coni premio de
2:O0O#0OO, da lotera dos
traballios bio os posstiiiIoKs |)o(lein vir
receber a ^aranti. dos 8
or et uto, logo (jtie sabir
u lisia, no aterro da Boa
Vista, o ra .tt. liecife lOdeinafodc
i 8:56. A a Ion io d Silva
G
ni maraes-.
O abaixo
assig
nado
pede a quem
Achon-se no dia K do correnle na ra do Brum
urna lelra impraasa da quanlia de um couo sele sen-
tos e tantos mil rs., roga-se a pessoa que se jolgar
(.um direito a mesma, gratificando c dando siguaes
ertos Ihe ser enlresoe, dcvcudoannuuciar por esta
olha para ser procurado.
" L. I.ecoute Fron A C, participan! a esta pra-
Tca que estando acallada a socieilade c eslabclecida
para l'eruambucu eulre entre ellos e o Sr. I.alouelte
por ci ni i aciu de 2 de jaiba delsV(, o nico liqui-
dante da mesma tociedade be 1'. J. I.abasle, alias
seu procurador bastante.
Traspalea ae urna hypotheea de um conta de
rcis cm um fcilio no Arraial cun umita vaulagem pa-
ra quem quizer fazer este negocio, poique a pessoa
que iraipasaa, se relira ale ulinidu concillo : a Ira-
lar na ra Nova loja n. 2.
Na ra do Hospicio em casa de
Thomaz de Aipiino Fonseca, precisa-se
de urna ama i|ii<' su saiha cii/.iuhar bem:
quem esbver nestas cheumstancias com-
pareca a qualquer hora para tratar do
ajuste.
Precisa-se de um caixeiro que tenha
pratica de servir em hotel, e ja' tenha ser-
vido no mesmo, dando (anca de sua con-
dutal na i nada Cruz n. iO,
andar.
I. Joann.i Rodrigues da Silveira, viuva do fi-
nado Joao llaplista Paulo da Silveira, faz. sciente ao
respcitavcl publico desla cidade, que vai abrir
primeira
Ionio do Kspirilo Santo Sena no que nicamente lo-
ca a uiliciu i : cm quauto a qualquer transaeco so-
bre es*e eslabeleciinenlo se euleudenlo com a onuu-
ciante.
Pretendere comprar aos herdeiros de Anlouio
l.uiz llezerra e oulros ninas parles do engenbo Be-
lem, na freguezia de P.-io d'.Mho : quem aejalgar
com alguin direito, anuunfie, ou dirija-se por car-
la ao mesmo engenho, islo dentro do prazu de :0
dias, lindos os quaes se (em de edec(uar laes
compras.
(Juem precisar de um caixeiro para taberna, ou
para oulro qualquer cslabclecimentu : dirija-se por
traz da ru de S. Hieran, Iravessa do Falco, casa
terrea n. I, que achara com quem tratar.
Precisa-se de um menino de 12 a 18 anuos, pa-
ra eaiieiro de taberna: quem estiver nestas circums-
lancias, dirija-se a ra Uireila, u. 91, que achata
com quem Iralar.
Jos Cezer de i luiran, ubdilo;porluguez, vai
a Europa.
Precisa-se de um feilor para um silio perlo da
praca: uo aterrada Boa-Vista, numero 3, segundo
andar.
Aluga-se o lercciro andar da casa da ra da
atoeda, no Forte do Malos, u. 7; o qual lem boBS
commodos : trata-se ao lado do Corpo Sanio, n. 2.
. Pre,-isa-se alujar um prclu, para servido de si-
lio, como seja cortar eapim e carregar agua : em ca-
sa de Patn Nash i\;Companhia, na ra do Trapiche
Novo, n. 10.
Ra do Collegio, o Sr. Cvpriano l.uiz da Paz,
e no aterro da Boa-Vista, o Srl Joao Jos da l.uz, na
pedira do Sr. Iteiriz, dirao quem d;i diuheiro em
quantias de 3005, 400>, 5009 e (HXft com hvpolheca
em casas (erreas.
Nojardim publico, na Soledade n. 70, preci-
sa-se de ii m bomem para andar com carracas.
Precisa-se de urna ama prela, forra ou captiva
para o servico de casa e ra. de urna casa de peque-
a familia : quem ti\er e quizer, dirija-se ao pri-
meira andar do sobrado n. 23, defrunle do porto das
canoas, na ra Nova.'
Na ra do Uueimado n. 35, deeja-se fallar enm
o Sr. Jos Antonio Teixeira Barbosa, fllhu do Sr.
Joaquim Anlouio Teixeira Barbosa da cidade de
Coimbra.
Aloga-se um, a dous pianos d'armario em meio
uso ; quem livor aiinuncie por esta mesma follia.
S0C1EDADE EM GOHMANDITA.
I
0 leante-coronel rrai AnTno P-
reira da Silva agradoce cmdialmenle a todos
queso dignaran! assislira ciicoinmenda(Aa so-
lemne ralla na Ordem Tcrceira do Carmo des-
ta cidade. pela alma de sua presada esposa, e
acompanhar n corpo da mesma ale o ceinile-
rin. Ilnrifi- lo de maio de I8.Y7.
'saBBBBBBBnjBSalBainjSC ^ZUaBBBBBBBBBBBBa
s
lotera da provincia.
Olivo ir .Innior ^
i )ontpanilla venderan to-
da: as tres sorfes grandes,
como abaixo vai notado ;
O |)ossn'dores de ditos
nmeros poden, vir rece-
ber o premio apenas fallir
a lista gerl: nouosso es-
criptorio da na da Ga-
deia do Recife,> i>0, pri-
meiro andap.
2,754.-4:000^000 cm quartos
2,701.2:000,s000
Tii.hOOOjjOOQ meio
2.SI I.------5009000 cm quartos
5,296.------200JJOOO meio
2,836.------1OO.s-OUO cm (piarlos
Oliveha Jnior $ C,
Precisa-fd de urna pessoa forra ou
captiva, para traballiar na coebeira da
rna Nova, de G. AdolplieBourgeois.
Domingos Alvcs Mathcus iiiudou
ii eseriptono para a ra de Apollo, ca-
sa n. -i, ,|ne lica em frente da capelli-
nlia da Santa Cruz, uo antigo porlo das
sejulgurseu credor, OObse(|uio deapre- nmslabeleeiaiaalo de Unocria no largo deN.S.
sentar suas contas no prazo de trnta dias!"!".}''}? "".rJ.1:"? f'?. ailm"|'s"'>do pelo >r. Au-
para seren opportunameate pagas, e <'e-
clara que desta dala em diante nao con-
siderara* como valida divi la alguma feita
un seu nomr, a naostr por ordoni sua
por escripto ; c como c< numero de pes-
soas com <|uem costuma fa/.cr transacoies
seja muilo diminuto, sera' fcil reconhe-
cer a sua firma, c nao a aceitarem ((lian-
do nao seja a propria do abaixo assigna-
do. Recife 10 de maio de 1856,Dr.
Pedro de AlhaydcLoho Moscozo.
Arrenda-se o ensenho Camacho, dislanlc desla
praca Ires leguas, perlo do mangue e distante da
Prata da l'nrtaleta de Pao Amarello, Ires quarlos de
legaa, freguezia de Maranguape : quem quizer ar-
rendar, dirija-se ao engenho Paulista. asseverando-
-e que piide fafrejar de 1,500 pues para cima, e lem
Ierras envutas c frescas, que se pode plantar no ve-
rn, e inulto maneiro.
PERDA.
' Perdeu-se hontem dominso do Kspirilo Sanio, da
ra das Plores ao meio da ponte da Boa-Visla, mis
enraes encasloados eui ouro, e entre esles varios eo-
feites : roua-se a pessoa que achou ditos cores,
querendo entregar, va so porlciro do arsenal de 11111-
rinha. que ser gralifcado.
Salusliano de Aquino Ferreira ven-
den dous (piarlos dasorte granden. 27-
da primeira parte da primeira lotera
a beneficio dos tralialhos biographicos, em
quesahio i:OU0.s'O00, dous ditos da*refe-
rida lotera n. 2701 emque saliio2:000,s
e dous ditos da dita lotera n. 2811, em
que sabio 500^000. Os possuidores dellcs
podem vir receber na ra da Cadeia do
Recife, loja de Jo'e Fortunato dos Sanios
l'orlo, na piarada Independencia loja de
calcado de Antonio Augusto dos Sontos
Porlo, ou na na do Trapiche n. 7iti, se-
gundo andar. Kecife 12 di maio de
IS.'iSalustiano de Aquino Ferreira.
Perdeu-se urna correnle de prata co n T chaves
de commoda : quem tiver adiado e queira rcstiUii-
las, pude leva-las ra da Cadeia do Kecife n. .'i,
que ser bem recompensado, e so llie dar ate o va-
lor da correnle.
Precisa-se de urna ama criuula ou parda para
rnzinhar e engommar cm casa de urna familia pe-
quea : na rua Inrcil.i n. i.
Alusa-se om moleqne para o servico de casa :
quem o pretender annuncie para ser procurado.
i nu n mlr- Magna do Carino relira-se para fra
do imperiu, levando pin sua coinpauhia sua lilbaAn-
na llene.lu-ia da Hecha e Silva e Antonio Augusto
de Sou/.a Pinto.
Itoga-se ao Sr. Jorge Viclor Ferreira Lopes,
proruralor da cantara municipal, a vista do seu an-
nuncio publicado por esle ., 'i)i.iii^,-c|iie se sirva de-
clarar [ior este mesmo Diario, sea cobranca judi-
cial da importancia do teuultur dadas cadveres
de cbolericos no ceiniteriu, pi'idi: ler lui;ar as pessoas
que nao forera procuradas por S. S. na casa de sua
residencia, para haver dellas amigivclmeiile o que
devercm por aquello motivo, e contra aquellas que
procurare u a S. S. cm sua casa.e n.To acharem abi a
sua pessoa.Um ohrigado por sepultura.
Na noite do dia 7 para 8 de abril prolimo (Me-
sado, desappareceu do engenho Kebiugudo o escra-
vo Hilario, com os signaos seguinies: alio, cor ver-
mclha, um pouco amarello, falla de denles na cen-
le, bem latanle, (em urna grande marca redonda no
rosto de urna espiada, em um dos bracos urna que-
madura, cabello carapiuho, surrado* as nadegas
e Slgana (albos pelas cosas ; o qual escravo (em 30
anuos, pouco mais ou menos : quem o appreltender,
leve-o o dito engenho quesera generosamente re-
compensado.
Aluga-sc um silio uo lugar da Torre com boa
casa c estribara, marfrem do Kio Capibaribe, con-
fronte aos fundos do de Ileurique (Jyhson : a (ra(ar
no caes do llamos, segundo andar.
. Pede-se pelo amor de lieos a policia de Olinda,
que lance as suas vistas para ns alravessadorcs de fa-
rinha da praca, que o p;vo uAo pode comprar.
Precisa-se alugar um escravo mcusalmenle pa-
ra ir.ih iMi.t em cocheira : na rua Nova n. (I.
Consulado de Franca em Pernambuco.
O capilao Alouton, cnmmaudaiile do brigue fran-
ceziiErnest, leudo solicitado e obtidn aaulorisarao
de conlralar um enipreslimo de 8,000 francos a risso
maiitimo sobre o rasco, apparclhos c sobrcsalentes
do dilo navio, na sua presente viagem deslo porto
para o de Marselba ; o cnsul de Franca lem a
honra de prevenir as pessoas qae quizercm arrema-
lar esle trato, para comparecer sabbadu, 17 do cor-
renle mez de maio, as 11 horas da manida, na chan-
cellara do consulado de Franca, aonde ora proce-
dida a adjudicacAo da dila quanlia de 8,000 francos
sol prnposlss lacradas, a aquella que for mais favo-
ravel.
Na loja do sobrado n. 1-"> do paleo da ribeira de
S. Jos, lava-se e encomma-se com umita perfeirao
eaccio, e com a maior brevidade possivel.
A ELLES QUE DURA POLCO.
N. 17 na rua da Cruz arha-so nina grande por-
cfo de ananazus abacacbis proprios para embarque,
corlados boje vindosde diferentes lugares dos arra-
baldes desla cidado, com a fiad dos illuslrissimos
enhorca que vao psaaelara Fluropa se fara negocio,
e se .M-.iinliclar.in de maneira quo possam chegar
perfeiloaaos nortea dos aeoa deatinoa, e igualmente
so achara doces em barris c cm lalas, c em bocetas
de lodas as qualidade-, na mesma casa.
II. Auna Benedicta da |Kocha c Silva relira-se
para Portugal.
canoas.
5$ <> lr. Anlouio da Silva Deliro, medico 'h
i pela Faculdade da Bahia, lem eslabelecido .'t
W o seu consultorio na rua do Crespo casa n. *?
gk Oiprimeiro andar, onde pode ser procurado k
y? a qgalqner hora por quem de seus serviros >.'
^? se quizer ulilisar. f'j
1). Hila Zeferina C. da S. I.eile, vinva de Jos
Cordciro de Carvalho I cite convida a todos os ere-
dores do seu casal a Ihe acie-eul irem seus tilulos,
no aterro dos Afogados. defroiKe do viveiro do Alu-
niz, sobradode dous andares- n.. onde se Iralar a
respeito dos pasamentos. Igualmente pede que a
apresents5o dos (ilulos seja al o dia 20 do correnle
mez. Recife 10 de maio de 1856.
A cidade de Pa-
rs.
Fabrica de ... FaJque, rua do
CoiJegio n. 4.
| les artigo", como seja, chapeos de sol de seda verde
escuro, muilo grandes, cabos de calina, ditos ditos
de dilleicnles cores c qualidades, lano de ai macan
de baleia como de ac e ferro, dilos de panninho
grandes e pequeos para bomem, meninos meni-
nas, dilos inulto fortes para seuhores e feilores de
eugenhos, cuberto* do panno trancado, grande quan-
lidadc de peras de seda e panninho de lodas as cores
liara cobrir armaees servidas, baleias para esparlilho
e vctliilo para Koborea. Cuncerla-se (oda e qual-
quer qualidade de chapeos do sol, tudo com acata e
promplidao, e per menos preco que em oulra qual-
quer parle.
Carneiras
para en adcniaylo.
Jos Nogueira de Souza acaba de receber una
poican de carneiras de cores, de superior qualidade,
proprias para encadeinares, as quaes vende por
preas commodos : na livraria delimite do arco de
Sanio Antonio.
Aos fabrica ii tes de velas.
Domingos K. Andrade & C, com ai-
mazem na rua da Cruz n. 15, c.onlinuam
a vender superior cera de carnauba em
porcaoe a retallio, assim como sebo reti-
nado, viudo ltimamente do Kio-randc,
e tudo por commodo preco.
Velas .e cani.tui) .
Acaba decliegar do Aracatv urna por-
cio de excellentes velas de cera de car-
naubr, Simples e de composicao, as (piacs
se vendem por menos preco do (|ne em
oulra (pial<|iicr parle: no antigo deposi-
to de D. R. Andrade&C, rua da Cruz
n. 15.
Paln Nash i\ Companhia declaram que Joilo
Pedro Jess de Malla aleiiou de ser seu caixeiro desl
de hontem li do correte mez. Kecife 15 de abri-
de 1856.
NORAT & IRMAOS, |
Rua da Aurora n. 58, primeiroandar. ^
Tem a honra de participar ao respeila- 2
val publico dasia cidade e com especialida- >*v
de aos seus freguezes, que possuem pre- (^
seniemenie o mais rico e completo surt- JS
monto das mais linas e delicadas obras de m
brilhanlc, perola e ouro, como at o pre- "

i
i
i
i
scnle nao lem apparecido nesla praca ; e
afliancam a lodos o mais mdico preco por-
que vender so pode, obras de goslo o mais
apurado: os mesmosdesejam ardentemen-
le que o respeiiavel publico nao deixe de
ir laucar as vistas sobre as suas obras,
afunde'iueseja conliecida a verdade de
que encerram eslas poucas palanas.
'>
de Souza Pinto retira-se
Antonio Augusto
para Portugal.
No dia ( du correle mez, c anuo, fugio urna
escraxa, ci ioula.de uorae Viceucia, eslalura ordina-
ria, pouco cheia do corpo, cor fula, com algumas
marcas de beiigas prelaa de pouco lempo, e quando
jalla be groM e aprestada, e.un pouco espaulada,
andava vendendn na rua fruclas, levando toda
roupa comsigo, donde lem um dos vestido) de chita
branca enm ramagens encarnadas.e anda de panno da
Costa : rogo as .-.utoridades policiaes, ou alguma
peasoa de aprehender e levar na rua rfe S. (lon-
sal lo casa do abajan aaeigoado que gralilleari o tra-
balho.Jos Candido de Carzatho Medeiros.
A taberna da rua dos Marlyrios n. M( acha-se
do novo surtida doa inoilo afamados queijos du ser-
bio i lugar Serid que se vendem cm conla.
Pcde-se ao Sr. Francisco Pereira Piulo Caval-
canli, que. venha a rua dos Jlarlxrios n, ."l(i a nego-
cio que S. S. nao ignora.
Perdeu-se o anuo passado um leen de caaes,
lodo escripia <|e bordado e com renda :* agradecc-se
on grnlilca-se bem a quem queira resliluir o alhcio :
na rua da Praia, armazera n. 20-
PltOCl.KA(..A,0 BASTANTE
perden-se desde a iepar(iAa do sello, a rua do
(ailleuiu, pasuda por Antonio Pereira Mondes a Joan
I Ires de Almeida Lopes c oulros cm 1 r% maio d
I8.5 ; quem a quizer refliluir >e llie Reara abrigado
na rua da Praia annazem n. 30.
-'Vis.i-se co valhaco que da luja do aterrada
llo:i-\ isla levou um par de brincos grandes e um par
de rosetas, haja mandar cnlregar. pois no primeiro
encontr qoc llvormoa alcm da vergunba sera leva-
do ao Sr. delegado.
Joaquim de Souza Maia cnmprnu por ordem
dos Srs. Bernardino Ferreira da Silva, Franci.-o
llomingos ilosSaiiIns, do Maranhao, lulli.-le ii. .l'lio
da primeira loleria concedida para auxilio dos Ira-
balhos luographicos.
Precisase de una ama qne lenha bom leilc :
a Iralar na rua da Seiualla vciha padaria n. 1(1.
Joio Dias, porluguez, relira-se para Porlo.
Os abaixo asignados convidam a lodas aspea-
oasqoete julgarem crednreado r. Pilippe Bello
Maciel de Olinda, a apiescnlaroin sens litlo*, den-
tro do prazo de oilo dias, na rua do Vigario, segun-
do andar, n. 10, pois eaUo legalmenle babiladot
e antnrisados para tralar desles e uniros qnaesquer
negoripa de mesmo Sr. Olinda. Recil (> de maio
de 1S.6.(uilherme dos Sazes CadtIgnacio Pin-
to dos Sanios Sazes.
Fabrica de fiar e tecer algoda'o,
a qual oceupa diariamente para mais de"
200 aprondizes ou obreiros nacionaes,!
da idadede la 12 anuos para cima, e
com preferencia orpbos.
CAPITAL SOCIAL 5l)0:OOO.sOOO.
Socios em nomo coliectivo, gerentes res-
ponsaveis.
Os Srs. :Antonio Marriucs de Amo-
rim.
Justino Pereira de Farias.
Manoel Alvos Guerra.
Firmasocial: Amorim, Farias Guer-
ra & C.
As pessoas as>gnan(es das primeiras lisias, que
desejam conlrihuir a prompla realisacAn da fabri-
ca, sao convidadas a nau demorar suas respectivas
aarignaloraa. A sociedado anida admilte asigna-
turas .le 1009000 al 5:il00))u00, afiui de seneralisar
a lodos as yaulagcns desla uhl c lucrativa empreza,
e contribuir ao deseavolviinentu do espirito da as-
sociacAo, nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguns ramos de iudustria, indispensaveis pa-
ra amibo e augmento da deliuada e rutiueira agri-
cultura.
A facilidadc dss entradas, que nunca serao de
mais de 20 por cento do capital subscripto, permute
a (odas as pessoas que poderein ditpor de urna eco-
noma de 55O0O por mes. entrar romo socios de
IIHI^OOO.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os .pagamen-
tos espacados de pouco mais ou menos 2 niezes.
SerAo precisos 18 a 2U niezes para o uileiro paga-
mento de cada subscriprAo.
Os seuhores de engenho, plantadores de algodao
ou oulras pessoas^ que rezidcm fora da capital, que
quizerem entrar nesla ulil sociedade, poderAo diri-
gir suas cartas de pedidos, a qualquer desles socios
gerentes, 011 ao socio de industria I". M. Duprnl,
que lem cm sen peder o livro das subscripcoes, e d
a todos as inl'ormaccs que possam desejar sobre as
vanlagens que resultaran da fabrica.
Elles dcclararao os seus numes por exlcnso. domi-
cilio c nomc do correspondeule nesla capital, en
carregado de elTectuar o pagamento das entradas das
preslacnes quando forem reclamadas.
Dentro de poneos dias acra feito pelos socios ge-
rentes o annunciu, convidando os subscriptores a
allectuar o pagamento da primeira entrada, que se-
ra de 10 por cenlo do capital subscripto ; os reci-
bos sci Ao passados por qualquer dos Ires socios, com
a firma social Amorim, Farias, Guerra & C. Na
mesma occasiAo sera enirecite a cada um doa socios
urna copia iaipreesa da eteriptura da tociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socios uc-
rcnlcs e socio da industria, para reronhccimento
da firma social, os :l gerentes reqionsaveis assigna-
rAo as mesmas copias.
F. M. Duprat.
Pernambuco 6 de maio de 1850.
que peclun-
cha.
Na rua do Pasta Publico, loja 11. '.I, de Albino Jos
I.eile, veudein-se lindos corles de cicas de meia ca-
semira de algodao muilo encornados a 1-75 cada um,
diloi de brim de ludio escuro a 800 rs., ricos curtes
de cassa chita muilo fina a 2j, chitas mu v linas a
2-20 o covdo, meiaa prelaa para scnhora a .100 rs. o
par, panno lino azul grosso, proprio'para capoles
a jocoxado. madapotto lino a 3J500, l.> e 35U0,
chapeos de sul enm barra a 2-, chales brancos de
cassa a 640, lindos curies de fusloes de cores para
collofes aOOOrs. cada um, e oulras muil.is fazeudas
baralas.
Attcncao.
Arha-so tompre na confeilaria da rua da Cruz n.
17, doces seceos i- de calda de ledas as qualidades,
caju secco o melhor que se pode encontrar prescnle-
menle. NmAo sccro, mangaba secca, laranja, anans,
ridran.goiaha e mais doces lano seceos como de cal-
da, c urna grande porco de licores linos ullima-
mcule cheg..dos de J-'ranra, e rhaiulos os mais li-
nos que se pode encentrar boje no mercado, ludo
por preces razoaveis.
Arrenda-se no|lermo de Igaiarassii o engenho
Pilnmbeira, lmenle e correnle : quem o pretender
cnleuda-sc nessa praca com Flix da Coalla l'ei-
sc'ra c 110 mesmo lerino com Urbano Josc de Mello
no engenho Cumbu de Cima.
ASSOCIAC.VO COMMEIICIAI. IIENEI CENTE.
A direcrAo colivida aos Srs. suhscnplorcs que
i'oncorreraiu para a subscripr.'io que em favor da po-
pnlarao desvallida fui agenciada pela associacAo
commercial duranle a infeliz quadra da epidemia,
para 110 dia 12 do correnle as II horas da manba
no sala da praca, assislirem a ses-Ao da direcrAo a-
lim de se apreciar a dislribiii(ao que as respeclivas
commissoes locaes lizeram dos soccoiros que o corpo
do commercio prcslou as citases indigentes,Heci-
e8de maio de 1858, secrelario Aurelianno d'A
Rodrigues Isaac.
'A'rurain-su notas du Banco du Brasil por sc-
dulas : na rua do Trapiche n. 40, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para o servi-
co interno de urna casa de lioincm soltei-
10, que tenha Iiom compoi lamento e se-
ja asseiada noseu servico, pa;a-se bem:
quem estiver tiestas circiimstancias an-
RuncOi ou dirija-se a rua da Praia na ca-
sa doSr. Jos llygino de Miranda, secun-
do andar, ou na rua'do Crespo, casa do
Sr. Josc dos Santos Noves.
Odoutor Olegario Cesar Caboss, formado em
medicina pela l-aculdaile da liahia, avisa ao respcila-
vrl publico de bres, que queserem ulilisar-se do seu presumo, qu
acha-se residindo 110 primeiro andar da casa 11. 8
sila na rua do Collegio, ondn pode ser procurado a
qualquer hora.
-- lio sillo da Estancia do l,ii;aia desappareceu o
escravo enfilo, Janearlo, fula, baixoe groato, bem
empernado, falla por entre os denles, reprsenla ter
a idade de 21 annos, pouco mus .m menos ; um dos
sgnate mais nnlavel lie ler urna das pas secca ; lem
pai e irraAo forros para as parles da Varzea : foi
comprado a Jos l.uiz Pereira com loja na rua Nova.
T. Beker, leudo de fazer urna via-
gem a Europa, pede enearecidamentcaos
seus devedores, de vir ou mandar saldar
suas contas ale o meiado deste me/, de
maio, assim como adverte aos seus deve-
dores antigos.ijue no caso de as nao satis-
l'a/.er, serao cobradas judicialmente.
Precisa-sede urna ama de leite e ou-
lra secca, para casa de pouca familia:
na rua da Praia 11. 49, primeiro andar.
Alusa-se um sobrado com um grande quintal
para o lado do panlano, proprio para plantaco 00
qualquer eslabelecimenlo de fabrica : quem preten-
der, dirija-asa ver a casa que heno Arrumbado, so-
brado n. 1, e para ajuslar no Kecife, rua de Apollo,
armazem n. iiO.
Precisa-se do urna ama de leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-se bem no pateo do Hospital
u. 26, sobrado.
Aluga-se um silio com capim, 110 logar de A-
pipucos, a marcem do Capibaribe, com urna ejee-
lenle vertenle d'agua, pomar e borla : a Iralar na
rua da Cadeia do Kecife, sobrado n. 5:t. segundo an-
dar.
Salustianode Aquino Fer-
reira, can te lista das
loteras corridas, avisa as pessoas que tivercm cau-
telas premiadas, queiram por obsequio dirigirem-se
a rua do trapiche n. lili, segando sudar, ou as lo-
jas ja conhecidas, para serem promiitameole embol-
sadas, marcando o prazo de 60 dias que se ha de es-r
pirar uo dia G de junho do correte anuo. Pernam-
buco :( de abril de 18(>.
Salusliano de Aquino Pendra.
Precisa-se deumrozinhciro para enfermarla : a
tralar ua rua do Pociuho casa (erra de vidracat.
AJuga-se tima c\-
cellcnte casa a m.-it-
;em do rio Capibari-
>e, na estrada de Pon-
te d I'clia, confron-
te ao silio do tinado
Sr. bario de Behcribc : a tratar na rua
da Aurora n. '27y.
Alugam-se vesluarios para mascaras, c cabellei-
ras de diversos mcdellos : na rua Nova n. :i.
Grande b;ii!e as noites de 10 el i do correnle, na
casa cm que l'oi o Recreio .Militar, pra-
ca da Boa-Vista 11. .~i(.
AsS horas da noile lodo o edificio elari adorna-
do e illuminado cnnxciiientemenle. A msica ser
una das melborci que existe nesla cidade. e llavera
a melhor ordem, pois que os directores sao os mes-
mos dos devcrtiincnlos que cm dila casa liveram lu-
gar pelo enlrudo. As entradas sao : para bomem
-ri" 111, e as scnlioras gratis,
ATTFYF10N.
En^lfyli Colleira((! Schooi
Madeira.
The Itev. Alex. J. II. Il'orsex, (he llead Masler,
receivee prvate popils. Terina for loard and Edo-
calinn from.l Ocl. lu I Jiilx, from li to lOyears. Ls.
(A); from 10 (o l>, la. 70 ; from 12 lo I i", l.s. SO ;
from I! lo 15, l.s. '.lo : from 15 (o 16, l.s. KM). Ile-
fereuces : Lord John Maonars, Viscounl Torrebel-
la, Viseount du Ponceau. Sir 'Arcb: Alison, Bar:,
Sir J. E. Davis, Bar:, Sir W. C. Trevelvau Itart:.
Mr. D/Oraey xvill be in Punchal lili 1 Julv, and in
l.ondon (54, llaker SI. Porlman Square) from 15
July lili 15 Sep.
Massa adaman-
lnstruc9ao moral e reli-
# ^iosa.
Este compendio de historia sagrada, qne foi ap-
provado para insirueco primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvafo a I96OO rs., passa a ser
vendido a 1000: na livraria ns. 6 e 8, da praca.
da Independencia.
PUBLICACAO' LITTERARIA.
Bepertorio j uridico.
Esla pohlicaciio ser sem duvida de olilidade aos
principiaules que se quizerem dedicar ao exercieio
do foro, pois nella enconlraro por ordem alphabe-
lica as priucipaes a mais frequenles oceurreneias ci-
vis, orphauolo^icas, com inercia es e ecclesilslicas do
110, foro, com as remisses das ordeuacoes, leit,
avisos eregolamenlos por qae se rege o Brasil, o
bem assim resoluefies dos Praxislas anligot e moder-
nos em que se firmam. Conlm semelhaulemenle
as decise. das ajuesloes sobre sizas, sellos, velhos e
nuvos direilos c decimas, sem o trabalho de recorrer
eollecro de nossas leis a avisos anises, Consta-
r de dous volumesem oilavo, grande franem, a o
primeiro sahio luz est i renda por 8 na loja de
livrosn. fi e Hda praca da Independencia. Os sa-
lidores subscriptores desla publicarlo existentes em
Pernambuco, podem procurar o primeiro volme
na loja de livros cima mencionada : no Bio de Ja-
neiro, na livraria do*Sr. Paula Brilo, praca da
i.un-l11uic.ln ; no Maranhao, casa do Sr. Joaq-iim
Marques Kodrisoes; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
REPERTORIO DO IEDICI
H0l0PATHA.
EXTRAIIIO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTRS,
e poslo em ordem alphabetica, rom a descripeo
abreviada de lodas as molestias, a indicarlo pnvslo-
logica e iherapentica de lodos os medicamentos ho-
meopalbicos, sen lempo de aco a concordancia,
seguido de um diccionario da sisnilicacao do lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. I DE MELLO M01UES.
11- Srs. .1-1 cnantes podem mandar boscar os teu
eiemplares, assim como quem quizer comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-sc de amas para amamenlar enancas na
casa dos cxposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as h iiniitaces oecessarias, dirija-tea
mesma, no pateo do Paraizo; qne ah achara com
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da casa n. 55 da rua da Cadeia
do Recife juno no arco da Conceicao, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer estabeleciioento
em poni grande, para o qual lem eoramodot tufli-
cienles : os pretendentes enlender-se-hao com Joao
Napomoccno Barroso, 110 segundo andar da cata n.
57, na mesma roa.
REMEDIO MCOMPARVEL.
Francisco Piulo Ozorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e npplira ventosas pela
atrcelo rio ar : podo sor procurado confronto ao
Rosario de Saolo Antonio n. 2.
Na rua dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, armam-sa bandejas de bolos, por me-
nos preco do que em oulra qualquer parle.
PILULAS HOLLOWAY
Esle ineslimavelespecifico, competi ioteiramen-
le de hervas medicinaes, nao conlem mercurio, nem
alguma oulra substancia delecterea. Benigno i mais
lenra infancia, e a cumpleic.lo mais delicada, he
isualmente promplo e seguro para desarraigar o ma-
n compleir.lo mais robusta ; he inleiramente inno-
cente em suas operuces e elleiles ; pois busca e re
move as doen^as de qualquer especie e grao, por
mais ulicas e tenares que sejam.
Entre milhares|de pessoas^curadas com esle re-
medio, muilas que ju estavam as portas 4a morle,
preservando em seu uso, conseguirn! recobrar n
saude e forcas, depois de haver tentado intilmente
lodos os outros remedios.
As mai- all icta- 11,10 devem enli egar-se a desespe-
racao ; fa^am um complanle entaio dos eflicazes
elleilosdesta assorobrosa medicina, e prestes recu-
perarlo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar esle remedio para
qualquer dusseguintesenfermidades:
Iccideiilesepileplicos. Febre toda especie.
Alporcas. Gola.
Ampolas. llemorrhoidas.
Areias.niald'). Hydropisia.
Asllima. Ictericia.
Clicas. lndigesles'.
Convulscs. I nil immnces.
Debilidade ou eslenua- Irregularidade damens-
'1- liu.ii_,io.
Debilidade 011 falla de l.ombrigas de lodaespe-
forcas para qiulquer ci.
cousa. Mal-dc-pedra.
Desinleria. Manchas na culis.
Dor de aaranla. Obslrucco de venlre
de barriga. Phlisicaou consumpcao
11 nos rins. pulmonar.
Dureza im xeulre. I'.eiencao d'ourina.
Enfermidades 110 ligado. Itheumatisnio.
venreas. Symptomas secundarios.
En\aqueca. Temores.
Erxsipela. Ticodoloroso.
Pebres biliosas. Ulceras.
>j intermitientes. Venreo (mal.)
Vendem-so eslas pilulas no eslabelecimulo cerai
de Londres, n.244, Strani, e na loja de lodos os
holicarios, droguistase oulras pessoasencarresadas
de sua venda em toda a America do Sul, Havana a
llespanha.
Vende-se asbocelinhas aSO rs. Cada urna delia
conlem una insirueco em portoguez para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral be cm casa do Sr. Soom phar-
maceotico, na rua da Cruz n. 22, em Pero
buco.
immmmmm mmmmmmi
1 AO PUBLICO.
1^0 armazem da (azendas baratas, rua do
Collegio n. 2,
M vende-se um complet sorlimento de fa-
S| zondas linas e grossas, por mais barato
m presos do que em oura qualquer parto,
S lano em por^es como a retalho, afBan.-
j^ cando-se aos compradores um s prego
para todos: esle eslabelecimeato abrio-se
5J| de combinaQo com a maior parte das ca-
^ sas commerciaes inglc/.a?, francezas, alle-
*:| maos o suissas, para vender fazendss mais
SS em conla do que se lem vendido, e por uo
M ollerecem ello maiores vantagons do que
S outro qualquer; o proprietario deste im-
^ portante esiabeleiimento convida todos
fi os seus patricios, e ao publico em geni,
i para que venhan (a lie ni dos seus inte-
J*f resses) comprar f.nzendas baratas;' DO ar-
^ mazom da rna do Collegio n. %, deAn-
tonio Luiz dos Santos & 1
StWSMBBgSEKmm-
ROB 1.AFFECTEUR.
O nico autonsaiio por ueciso do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dosbospiaesiecommendam o A.Tobp
de l.all'ecleur, como sendo o nico aulorisada pele
goveruo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um cosi agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esla cm uso na maiinha real desde mais
de 60 annos ; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as afleccos da
pello, impingeos, asconsequencias das sarnas,alce-
ras, c os accidentes dos parios, da idado critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; eoavm aos
calarrhos, a bexiga, as contracciics, o a fraqueza
dos urgaos, procedida do abuso das injecroes ou de
sondas. Como anli-sxpbililico, u arrobe cora em
pouco lempo os Ilusos recentes ou rebeldes, qoe vol-
veu incessaules em consequencia do emprego da
copahiba, da cubeba, ou das iojecc,Ses qne repre-
senleni o virus sem nculralisa-lo. O arrobe Laf-
fecteur he cspccialmcule recnmmendsd contra as
doeucas inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao
iodurelo de polassio.Lisboa.Vende-se na boti-
ca de lian al c de Amonio Feliciano Alves de Aze-
xedo, praca de I). Pedro 11. 88. onde acaba de che-
gar urna srande porco de. garrafas grandes e pe-
queas viudas directamente de Paris, de casa do
dilo lloyveaii-l.allcclcur 12, rua Ricbco i Pars,
(ls formularios dao-ae gratis cm casa do agente Sil-
va, na praca de I). Pedro n. 82. Porlo, Joaquim
Araii| 1 ; Rabia, Lima & Irimlos ; Pernambuco,
Soom; Rio de Janeiro, Rocha cV Filhos ; e Horei-
ra, loja de drogas; Villa Nova, Jo.lo Pereira de
Algales I.eile ; Rio (jraude, Francisco de Paula
Coulo ,V C.
MECHNiSMO PAR M6E-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIKIRO* DAVID W. BOWMAN. eik
RUA DO BRUM, PASSANDO O OA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos seguinies ob-
jeclos de inechanismos proprios para cubetillos, .a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
cun-tnicc.io ; (ai.xas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
dentadas para agua on animaes, de todaa as propor-
rOes ; crivot c boceas de foroalhae registros de bo-
eiro, acnilhues. Iirun/e-, parafusos e cavilhSes, inoi-
uhos de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICAO.
le'exeenl.im (odas as encommendas com a superior
ridade jcoohecida, ecom a de vida prstela e com-
modidade em preco.
ILEGIVEL


DIARIO I PIIMMB CO SIGUHfJI flM 12 II 1110 01 1856
Terceira edi^ao.
TRAT1IEIT0 HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLERAMORBUS.
PELOS DRS
p in.lrurr.io aupovoparase podcrcurardesla entermidade, administrndoos remedios*mais edicazes
araalalha-la.emquanlo serecorreaomedico.ouuiesaioparacura-l.iudapeudeiitedesle-nos I usares
mqoaolooiba.
TBADUZIDO EM POUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Es(esdoosopasculotconlmasindiiac,oesmaisclarase precisas,e pela sua simpleseconcisa esposi-
taoeitaaoaleaocedelodasasiulelligencias.naos pelo que dii respailo aos meioscurativos comoprin-
cipalmenle aos preservativos que lemdado os mais salisfacloriosresullados em toda a uarlo emque
etleslemiidopolosempralic.
.Sendo o Iralamenlohomeopathiroo onicoqoe'lem dadorandesresolladosnocuralivodeitahorii-
lenfermidade, julsamosa proposito tradunr restes dous imporlanles opsculos em liueui vernaci-
la, para desl'arte facililar a soa leitora a quem ienore o franccr. B
Veade-M unicamoute no Consultorio do traductor, ra Nov n. 52, por -25000. Vendem-se (ambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de lindara 15, urna dita de O tubos ce-
quatro e 2 frascos de tintura rs. 233)000.
CHAPEOS PAR SENIORA f
A 20#000 rs. ;;
Chccaram ltimamente de Pars os no- @
vos chapos o- inai* modernos e mais ricos flft
que lem viudo a este mercado, para as se- js
,v nliorasde eoslo e da moda, chapos lodos 9
\1? de seda uuarnecidos de fita o llores de vcl-
JJ ludo, da-seamdMra c manda-sc levar as ca- &
gjx sas paia as seiilioras ver e comprar. ,S?
5 Mussulinas brancas ede cores, ede cores Vi?
QP matizadas o mais lino emoderno, a (i(K), 700 ?-3
& e 800 rs. cada covado. 22,
JI Palitos de panno lino prelo c de cores a '*'
V.3 IK-jeaOjOOO. tft
P& Jilos de seda sarjada prela e de cores, a W
253000. T
Ditos de selim da China lodos de cor c '3
forrados de seda a 229000.
Ditos de folar de seda braceos, forrados
de seda branca,a 123000. 2$
Casacas de panno lino prelo enejadas ul- -?3
limameiile de branca, a 303000. 3
V
6
9
O
inMw m
IIVjb^*WjPvv1
PEORAS PRECIOSAS-^
. Aderecos de brilhanles, M
[ diamantes e peroles, pul- *
| ceiras, allineles, brincos ti
| e rozelas, boles e anneis *
I de diflerente* gostos e de 5
I diversai pedral de valor. *
*
Comprara, vendem ou *
[ trocam prata, ouro, bri- g
I Ihanles.diamantesepero- *
jas, e nutras quaesquer Sj
joias de valor, a dinheiro *; w
f^8ee^ae*86asr3E3ES:** "e Franca
MOREIRA L DARTE.
101V O 01-1I7ES
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
c0mo
OL'RO E PRATA- *
3 '*
Aderecos completos de *j
*w ouro, meiosdilos, pulcei- *
Jiras, alflnetes, brincos e *
rn/etas, cordes, trance- *
,-i \lins, medalhas, correles I
* e enfeites para retente, e a
9 ou iros minios objeclos de S
;: ouro.
#j Apparelhos completos, *
J del prata, para cha, ban-
j dejas, salvas, caslicaes,
a colheres de sopa edecha, j
,J e muilos outrus objectos '.
# de prata.
a V
9
9
"a*" vl" y ^ JT- "^ -t- .? jt: ? v .jr.^m,;^
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre-?o eommodo como eostumam
---------------------------'------------------------------------------------------------------------.-----------------------------------------------------------\_________________
(Soutpvas.
Compram-se notas do "Banco do Brasil : n
na d Compra-se para um presente urna ne&rinha de
2 a 3 inuos, ou mesrno urna mulatinha que nao le-
ulia molestias : qaem liver e quier vender, aonun-
cie por este jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com 'qaem iratar.
Compra-se ama duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e ama salva para 3 copos com agua, tam-
bora de prata, ludo em bom uso e sem feilio : no pa-
lio de S. Pedro n. 22.
Compram-se apolices da divida provincial: na
roa das Flores o. 37.
Compra-se para urna encommenfJa
na ra da Cadeia do Recife loja zas n. 7, ummoleque de bonita iigura, \ Ettl frente (lo ll'liinunln
deidade 15 a 20 annos, paga-se bem: i Peca, de a I Zu MiClllO.
,lri.,.,m___ 6 "' <'e a'Sodaoznho com loque de avara a mi
a tratai na mama. ^ZTt," palacas' ci,,co e uou' mil f"r,es "
Compra-se toda c qualquer porrao' l, cbie, "u t! de paro ** *
de prata velha de lei sem leitio: quem SS^taS?"*0 P"i"' P ~
Superiores capas
]\a loja das seis
PORTAS EM FRENTE DO f.IVRAMENTO.
caCassa chita a meia pataca o covado, riscado frau-
cez a meia pataca o covado, saias para enfeite de se-
iihor.s a dez tustSes, mansuilos de cambraia borda-
dos a dez lustoes, camisinhas para senhora a cinco
tusloes, camisas para menina a mil rs., e para se-
nhora a dous mil rs., collarinhos para senhora a pa-
taca, .neos brancos piulados para menina a meia
pataca, meias para meuinas a doze viulens, meias
preias para senhora a palaca, diuheiro a visla nara
acabar. '
Na loja das seis
portas.
le
ru,i
tiver para vender, dirija-se a ra do Col-
legio n. 15, agencia de leiloes.
Compra-se ama ou duas carracas ou alosam- P< H 110,
e, ptraboi, para eooducao de lijlos : na ra da fino,Jorrados de berracana e de damasco i
Cruin. 3t, se dir quem precisa. do Queimado n. 18, loja u*in.co na
Compra-se um prelo mojo para lodo o servido I .
de ama casa, como bem servir mesa : na loja u. 3, I nm enrtc-se urna prela moca, (nac,noi Costa ; cn-
proiima ao arco de Sanio Antonio. ?"'"' lz d?cc\ fUM assucar e vende na ra : a
Compra-seum balcio devolla, de amarello, I r"a da uia- ,aberna D-
obra boa e que leuha 12 palmos de frcnle c 13 a 16 I ~ ^ ende-se um hauco novo, pronrio rara rarni-
' Se 0rnnomacirrre",t' :, ""lo de bom icmn. .") de Capncll : na rua da Pr.ia, arma-
de comprimeoto.
S?ct>a.
CONSULAT DE KKANCE.
aoTj^ b Nova,n- 19 '"J" de st,,ti"> de nm'n-
ta i, ,"'"" l,a"*' ven,le' vaquetas de lus-
Le Cnsul de France a l'honnenr d'ioviler ses com- .,- '' col)rlr ca"os, che?adas pelo ultimo navio
patriles residanls ou de passage Pernambuco, i.,"inta' as melllort,s queaqui lem viudo, lano em
no TE-DEUM d'aclions de Rrices, qui sera chante 1mn""" c em qualidade.
'"''.t-1 IMFtKIAI. el de la conclusin de I.A r 'eita n %m ,-..*________
PAIX. Le Cnsul de France, sur du patriolisme de
ses compatrioles, a ero, par la clbration de ce TE-
DEUM, devaocer leors inlenlios; II ne doute done
pas de l'empressement qo'ils meltront lous i se ren-
dre 1 invilalion qu'il a l'honneur de leur adresser
el A celebrar daos une fute de famille. le double
tneurait qui vient d'etre accord A la France par la
,!V!.M Trovidence. Pernambuco t2 de maio de
1856.
Ditas do cores e comilas, a .'tOjOOO.
yg Sobre-casacas de panno lino preto.
5 28-5000. '
j. Ceroulas do I i n lio de bramante muilo linas
^ e bemfeilas, duzia 3'ijOOO.
(f$ Camisas de morim francez, brancas e de
6 cores a 2 e 29500 cada urna,
g \ eudem-se na rua do.Crcspo. loja amarel-
g? la n. 1, de Antonio Francisco Pereira.
c::.;'.ti.-:;':r.;il\ f.'^ ...x.-i^s. ,-.,..,-^
"as & ,.. t^sajsfc- 5g?v3 ??j!?
Attencao.
o
OS SENTIDOS CORPORAES SAO' CINCO.
U 1 ver paracrer no que be bom.
O 2." ouvir o prejo maito em conla.
O 3. cheirar para applaudir o goslo.
O 4. goslar depois de comprar.
O 5.o apalpar sem lazer avaha.
Esles mandamenlos lindam-se em se vender os g-
neros abaixodeclaradosa diuheiro emais em contado
que ern oulra qualquer parte, a saber : no deposito
das bichas, roa eslreila do Rosario n. 11, Um rece-
bido as melhores qualidades de fruclas da Europa e
polea de doce, marmclada em lata*, uoce de goiaba
lino, biscoilos de todas as qualidades, de tora, liola-
clunhas para resguardo, passas, ameixas, figos, vi-
nagre fino em garrafas brancas, azeile refinado, mo-
Iho para peije, dito para podim, vinho do Alio
Dooro, e outras umitas cousas.
9 Na rua do Crispo loja amarella
9 <* Antonio Francisco
;^ Pereira, vendem-se
9 sedas cscossezas dequadro a 800 rs. cada b
."i. covado. '.ir
^? Ditas lizas furia-cores muo superiores, a @
^ 1-5200 o covado. n
v, Luidicnce, ttiandl nova, chegada ollima- S
Y mente de Paris, a l-500(lcada covado : esta *-
'-i azeiidc he de lila e seda, de desenlio mo- &5
g demos anida Mo vista nesle mercado, lem i
& 2. polegadas Trancezas de largura c de liu- 9
j las luas. f.
S. Cortes de caicmira malizada de cores x>
W com barra e babados a 1"5tXK) cada corlew
115000 cada corte: miimbin. imMi*..'.u ..
m
Q
9
'9
t, 105000 cada corle; mandara-se amostras de
'J* todas as f
Ti? comprar.
Adiniraco.
Qaem prorar ha de gustar do novo sorlimento de
bo achinhas de Sebastopol, soda, ararula, alliadas,
bolachinha de Lisboa, biscoiloj, fatias e bolacha fina
tO 20 e outras quaesquer massas que sao proprias
para cha ; assim como tambero se vendem as gran-
des mchas de llamburgo, e se alugam por menos
preco do que em oulra parte, pois o patrio o que
querlhe dinheiro, e recebe sedulas velhas, pois i
dea ordem ao caiieiro : ni ra eslreila do Rosario
n. 13, padana que foi do Conha.
Na California,
loja nova ao p do arco de Santo Antonio, pecas de
cambraia branca bordada de 8 1|2 varas para habi-
dos, cortinados e vestidos a I5COO, 2, 2b400, e6
ae i varas adamascada, corles de vellidos de cassa
^a5Sf Papeladosde fl lavaras a 19400 e 18600
e de 8 1 y varas mu lo finos a 200, ditos de risca-
do fraocez com 13 l|2 corados a 2O0, riscado
irancez a 200 rs. o covado, chiUs francezas escaras
nl." iU*ir?W!a PeC'S de Chi" escara I n5 d-
a4aoo, ede cores claras muilo bonitas a 68,
pegdemadapolao de 2J.VK), 2600, 35, 3--O0,
-..- 11 T------iT 1"" <|uir morar iicn
rua Direna n. 08 ; a Iralar na mesina casa.
Cassas de pintas
e flores miudas
a 280 rs. o covfttio.
Vendem-se na rua do Queimado n.' 21 A, cassas
francezas de pintas e llores miudas, do lidos gestos,
e dao-se as amostras com.penhor.
3Iureiilina
o covado a 320 rs.
Vende-se na rua do Queimado n. 21 A; tuurrulina
com pintas de cores de lindos goslos. da largura de
chita frauceza, alpaca preta lina com mais de vara
de largara a 800 rs. o covado, cassas francezas a 390
a vara ; dao-se as amoslras com peuhor.
CORTES DE CASSA PARA QUEM ESTA" DE
Vendem-se corles de cassa prela muilo miudi.
por diminuto preso de 2 o corle, ditos de cassa chi-
ta de bom goslo a 2, ditos a 29*00, padrOes france-
zes, alpaca de sedidequadros de todas as qcalida-
ntf r?- ocuvad. "a* Para veslido (ambem de
quadros a 480 o covado; todas eslas fazendas ven-
dem-se na roa do Crespo n. 6.
Vende-so em casa de S. P. Johnston & C
'ts i,,l~. ""*.***" -vam, -, 35i0, renoe-se em casa de S. i\ Joinstom
WA.^^^^^t..^; Zt M-*rn-42, selliDS in*: *
seda prelos a 610 e 800 rs., meias de al=odao relas! f0lcS de1c,rro e de monlarta, randieiros e caslicaes
senhota-a iOO rs., diias pa,a homem a .100 rs I Drotizeados, relogios palenie inglez, barris de cra-
Tt L ^o3 e"\a de a S rnno5 a '" 97' vinh0 Che"y ^ barris, camas de fer o
H^d"^cr,i^cade^rriraa^rg:r- tr rrabo *****> Slt
de_ 3. < escocezes a 500. nannr. nr.i i r0> lonas '"glezas.
ro,
Farinha de mandioca.
No irmazem do Sr. A. Annes Jacome Pires-ven-
w-- *<= = MiMiaiia mutio grau-
^.s m>.CMn>a a' p,aDnopret0,inoa
deSl^U^^;, c"vado- cn'l*> d casemira
curoa.a ferino preto lino a 2^500 o covado dHo d n,,1. ^ de raand,0M saceos gran-
Njleiloa 1600, tZtoZ$t t?lttXX?J?~!! Ma0M' AIGuer-
B-preco e sendo que queiram con.-
T^JT'V^*"^0 fai"M *'8am abalE dos P-
Va marcados. r
-w^f 1* ma,riz da Boa-v'sla. sobrado n. 33.
pnmeiro indar, endem-se 3 vaccas de leile.
noT^*"*'*1" Ca,al dees"'ivos urna mulata
Wi*S^,.e|2Emma cra Perfeirao, e um negro
SSb; SZ a"/"da ,,raia de San,a Ki,a'
along Stpir- se recllar araa cnn,a- as le
Goma do Ara-
cty.
Ni ra da Cadeia do Recife n. 57, escriplorio de
Jrto Fernandes Pareute Viaona, vende-se superior
gomma ullimamente chegada do Aracaly.
Cera amarella.
Vende-se cera amarella : na rna da Cadeia do Re-
Vinni0'' eK"plmo de Joa 'mandes Prenle
Rua da Praia, qatravessa
do Carioca, annizem
n.7,
vendem-se mus barato do que em oulra qualquer
parte saccas de aiqueire, medida velha, com farinha
*e Santa Cathanna, a mais nova e mais fina oue
ensle no mercado. H
Farinha de Santa Calharina, sacca de al-
-?aeire 9600
todas as fazendas, para as senboris ver e
. comprar. fK
@@9-@@@@
No alerro da Boa-Vista n. 80, vende-se cho-
colate, macarrao e lalherim a 00 rs. a libra, ceva-
llollanda a 120 rs., grao de bico a 80 rs. esper-
inacele americana de compnsicao a 700 rs. a libra,
bolachinhi americana quadwda a 100 rs., azeile
doce de Lisboa a oOO rs. a garrafa c tapioca a 160
Sedas branca e do cores.
Vendem-se corles de vestidos de seda branca e de
cores, por preco, commpdos : na loja de ', portas,
na rua do Queimado n. 10. i'"".',.
TAIXAS PAKA ENGENIIO.
Na fundifdo de ferro de D. \V. Bowmann ua
rua do rum, passando o chafariz, contina lia- .
ver um completo soriimcmo de laixcs de ferro fu- ZggSSm S! t
dtdo c bando de 3 a 8 palmos de lwcca, as quaes
acliam-se a venda, por preco eommodo e com
prompndao: embarcando ou carregam-se em acr-
ro sem despera ao comprador, j
Velas de Carnauba.
Na rua do Queimado n. 69, vendem-se velas de
caruaolia un canas de 10 a 60 libras, por menos
preco do quo em oalra qualquer parle : quem pre-
nsar aproveitc a occasiao.
ra, na rua do Trapiche n. 14.
Na rua das Cruzes n. 40 ha bichas hamburgue-
zas para vender em porcoes grandes e pequeas, e
lambnm se alugam, ludo em conla. !
_ ATTEICA'O.
ama da Cadeia dotiecife, loja de cal-
cado n. 9, vende-se sapatoes de como de
lustre e botins de bezerro fraticez de su-
perior qualidade, por um preco tao di-
minuto, que faz admirar aos tregese*.
r/a/endas de bom gosto
por limitados precos.
Alpacas de 13a e seda de qnadrinhos-miudos a 280
o covado, corles de lAizinlus de o>r a, 39 o corle,
cambraias lisas finas de diversas cores a :ia a peca
cassas de cores para vestidos a 400 rs. a vara, dU>
de qu.dros para babados a 25200 a peca, cambraias
brancas bordadas a 400rs. a vara, ditas brancas com
.lpicos de cores a 400 rs. a vara, chales de laa e
seda de cores a IsiOO cada um, ditos de cassa bran-
cos adamascados a 80o rs. cada nm, alpaca prela
fina com (. palmos de largura a 800 rs. o covado,
grvalas de mola preias e de cores a lo cada urna,
guardanapos adamascados a 2J800 a duzia. toaffias
de rosto de linho a 500 rs., e oulras maitas fazendas
baratas : na rus do Queimado n. 27, armazem de
Tazendas de Ooaveia f Lelte,
Cafe' fio Rio.
vende-se por bailo preco : na rua do Queimado
o. 2, loja deCouveia t\ l.eile.
O agenle Oliveira vende em seu escriplorio as
superlativas lonas iraperiaes inglezas, as quaes nao
vem a tsle mercado para o commercio, e uuicas de
que se usa na marinha britnica de guerra.
TAIXAS DE FERRO.
DitVdeS Nafundicao da Aurora em Santo Amaro, e
Di.adeAkobaCa a'sacca^e Sfft *^m m DEPOSITO na rua do Brum, logo
Arroz pilado mnilo superior, a arroba IJ300 e 1X300 "a en,rai)a e defronle do arsenal de marinha, lia
M.ihr!. .l' MCC?" randes HOO fmPrum grande sorlimento de taixas, tanto de
-EnT^Tll,6 T' "Tr3*800 "^S"00 ?br,ca"acionalcomocSlrangeira, batidas, ftmdi-
... 10 veS-se y C" ^ da CrUZ I d8S.' grandeS' ^uenas- c func
Lonas e brins da Rossia.
Instrumentos para musc-
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romane
Gomma lacea.
folltiiiliasi
PARA 0 CORRERTE ANUO.
Folhinhas de algibeira contendo o almanak ad-
minislralivo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postes geracs, provinciaes e municipaes, extracte
do algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiierio, tabella de feriados,
resumo dos rendimentos e exporiacao da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de pona a 160,
ditas ecciesiasiicas ou de padre, com a reza de S.
Tito a dOO ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Relogios
ing ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglalerra : em easa de
Henry Gibson : rua da Cadeia do Recife n. 52.
AGENCIA
Da fundirao Low-Moor, rua da Scnzala-No-
va n. 42.
Nesie esiabelecimento contina a baver um com-
plete sorlimento de moendas e meias moendas
para enf;crio, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado do todos- os tamanhos para
' A3*500
Vendc-secal de Lisboaul limamenlechegada,as-
sim como polassa da Hussiaverdadsira : napraca do
Corpo Sanio n. 11. p
A boa fama
VENDE MUlTO BARATO.
I-eneinhosde relroz de lodas as cores para pescoco
de senhora e meninas a tj nissimas para voltarete a 500 rs., toucas de laa para
senhoras e meninas a 600 rs., luyas de fio da Escocia
-Tu."0',decores P"a homem e senhoras a 00,
-iOO e 600 rs. o par. camisas de meia muilo finas a
1-5. ricas lavas de seda de todas as cores e bordadas
com guarnic.Oes e borlas a 3 e :I9500, ricas aboloa-
?E5 d "\adreP"o|a e metal para colleles e pililo.
a )i"j e WKI rs., superiores meias de seda preias para
seuhora a 3)500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a jOO rs. o par, fiuissimas navalhas em
S^?fi55".S' ricas.cai"s Pm guardar
joias i 800 e l->>00, e.uas muilo ricas com reparli-
mentos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 21500, :t e :is500, papel pronrio para
os nainoradosa 10. 60, 80 e 100 rs. a folha, candiel
ros americanos muilo olcsanles, prora-ios pata estu-
danles oti mesmo qualquer esiabelecimento pela boa
luz que dao a Sf, travess.s de verdadeiro hualo par-
prender cabello, pelo barato preco de I, pastas para
guardar papis a 800 rs.. espelhos de pande con! ar-
roaeao dourada e sem ser dourada a 500. 700 1* e
15500, escovas mailissimu linas para denlesaliors
ricos leques com plumas o espelhos e pinturas fiuis-
simas a 25 e :!?, charuleiras linas a 2J, ricas galhelei-
ras para azeile e vinagre a 2f, ricas e finissimas cai-
saspara rape a 23500 e .15, penlesde Jmfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs., dilns
de marfim muito bous a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de (odas as cores de folhas
pequeas a ,20, nquiisimos Irascos com eilraclos
muilissimo linos a i520O, 1-5500, 25 e 25500, jarros
de porcellaua delicados e de moderaos goslos, com
tumba franceza muilo lina a2j, frascos com essencia
de rosa a :120, paos de pomada franceza muilo boa a
10(1 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
aa.oa de Colonia do l'iyer a 180 e 15, saboneles linos
e de diversas qualidades, pos para denles o mais lino
que podo baver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os .lentes, e oulras muilas perfumaras,
ludo de muilo goslo c que se vendem barato, tesouras
muilissimo linas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para costaras, tramas de sedas de
bonitos padroes e diversasdarguras e cores, ricas litas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras e cores,
blcos de linho finissimos de lindos padroes e lodas as
larguras, ricas franjas de algodAo brancas e de cores
proprias para cortinados, e oulra mailissimas couas
Araba da rh.. r. ... <,Be lado se vende Por la0 baril Pre5o, que aos nro-
brade Hollando ''-'Tt,ns com verdad'ra SW P" compradores causa admira/o: ni rua do Quei-
bradeHoUanda-: vende.noarmm deTasso Ir- .nado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
rama n. o-.
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
procos sao os mais commodos.
Genebra,
Na loja de ferragens? e miudezas da roa Nova
n. 35, vende-se lona de boa qualidade a 20) rs. a
per;a com 36 jardas, e em varas a 800 rs. Na mesma
loja vendem-se msicas para piano e flauta.
Vendcm-se sapatnes de couro de lustre pelo
preco do 3-5200, sapalos virados de dilo para homem
a 2O00, assim como couro de lastre muilo em con-
la : na rua do l.ivramenlo, loja n. 21.
I;i p< de Lisboa.
Vende Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. no seu
seu escriplorio, roa da Cruz n. 1.
Rap de Lisboa.
Vendem Azevedo & Carv.ilho, na sua loja, rua do
Queimado n. 9.
OI.EO DE RICINO.
Vende Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriplorio, rua da Croz n. 1.
Salitre superior
e barato.
Na rua do Queimado n. 35, em barricas de i ar-
robas e em porcoes menores, vende-se superior sa-
litre refinado e muilo barate.
Albanezi a 900 rs. o co-
vado-
Aiuda ha dessa econmica fazenda j bem conhe-
cida, de cr prela, luslrozas, com (i a 7 palmos de
largura, propria pan veslidus, manlilbas e oulros
ratos.: na rua da Queimado, loja n. 21.
Roupa feita de
Psiris,
J. falque participa a saos fresnezes que acaba de
receber um completo lortimenlo dos objectos segaln-
tes : casacas, sobrecasacu, calca de panno e case-
mira prela do ultimo goslo, palils e gndolas de
panno e casemira prela e-de cir, galla de velludo e
oolras, ditos de casemira mesclada, feilio soh'ecasaca
e sacros, forrados de seda, ditos ditos de cores escu-
ras de 14 e mais, ditos de merino de China e alpa-
ca preta c mesclada, forrados de seda, goliat de ch-
matele e seda acohoada e outras, ditas de seda de
diverses cores e qualidades, ditas de Ua. sobre-
ludo de panno, ditos de borracha de dilTerenti-s qua-
lidades e prerus, perneiras de dita, sapatoes e bor-
zecuins inglezes com sola grossa para o invern,
grande sorlimento di mitas, saceos e saceos com ma-
la de todos os tamaitos para viagem ; todo se ven-
de por preco razoavel : na rua do Collegio n. 1.
Vende-se urna prela moca com urna cria de S
mezes, lem muilo e muilo bom leile, que nao s ch-
ga para o filho como pode criar oulro sem a menor
difliculdade, pois j esl a iste acostumada : ua rua
da Sania Cruz n. 38.
Rob l.'Atlecteor, Vermfugo inglez, salsa de
Bristol, ptelas vegetaes, salsa de Sands : vendem-
se estes remedios verdadeiros em casa de liartholo-
meu Francisco de Sonza, rua larga do Rosario n. 36.
Caitas com vidros para vidraca, vidros de boc-
ea larga com rolhas do mesmn, o maior sorlimenlo
possivel: em casa de Bartholoineu Francicco de Sou-
za, rua larga do Rosario n. 36.
Vende-se muilo bomtoucinho de Sanios a 210
a libra, assim como carnes e orelhas, todo do mes-
mo loucinho a 120 a libra : na rua das Cruzes n.20.
Vendem-se madapoles finos e de oulros, com
um pequeo toque de. avaria, por prco|muit > bara-
tes: na roa da Cadeia-Velha o. 21, primeiro andar.
Um completo sorlimenlo de bordados como se-
jam, camiseta- com mangas, collarinho<, peililbos,
rnmeiras, camiss, roifinhas e pelerinas ; lambein
lem um complete sorlimenlo de ricas flores, enfeiles
pira cabec.i, lilas o os verdadeiros e modernos bicos
de linho : na rua da Cadeia-Velha n. 21, primeiro
andar.
Esleirs, velas de carnauba e sapatos de
borracha.
I m complete sorlimenlo de calcados de lodas as
(jii .1 -I .!-.- I.nln ....ni mu .. *-- -.-...
Vende-se saccas grandes com farinha, a IjOOO,
na roa do Amorim n. 36.taberna da esquina.
Vende-se um negro de naro, anda moro, e be
bom ollicial de sapaleiro ; na roa da Cruz u. 29.
fortes de chita.
Vendem-se corles do veslido do ahila franceza,
padroes escuras e cores fitas, pelo barate preco de
25 cada corle ; na loja de 4 portas, ua rua do Quei-
mado n. 10.
Chales do touquim.
Vendem-se chales de touquim bordado, boa fa-
zenda, por preco em conla : na rua do Uueimado,
loja de 4 porlas n. 10.
Vendem-se vela de carneaba da melhor fa-
brica do Aracaly, feijao em saccas de nm alqueire
velho, muilo novo a 8o a sacca : na rua do Visarlo
n. 5.
Vende-se cevada de Lisboa a 25 a arroba, cho-
colate tambem de Lisboa, em lalas de 8 libras a
35200, ditas de i libras a 2f na Iravessa da Madre
de Dos n. -i, armazem.
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regar Mrtai e bai-
la de capim : na fundic,ode D. W. Bowman,
ua rua do Brum ns. 6, 8e 10.
A boa fama
VENDE BARATO.
ualidades. (anlo para homem como para senhora,
iieninos e meninas, ludo por preco comiuodo, a tro-
co de sedulas velhas : no aterro da Boa-Visla, de-
CEBLAS DE LISBOA,
chegadas no ultimo navio, por preco muilo eommo-
do : na Iravessa da Madre de Dos n. 16.
LUVAS DE TORCAL.
Vendem-se tafea preias do torcal, chegadas lti-
mamente de l.i\hoa, pelo baralissimo preco de 15000
o par : na rua ^icimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Cal virgem dfe
Lisboa e potassa da
Russia.
Ven.le-sc na rua do Trapiche n. 9 e 11, cal virgem
de Lisboa, nova a .55000 o barril, velha a 500 rs 1
arroba, e polassa da Russia a 300 rs. a libra.
A melhor farinha de man-
diuca era saccas
que existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel^uo armazem do Caza, uo caes da a'lfand'ega
Para luto.
Corte de veslido de cassa prela com 7 varas cada
um, de bouilos padri.es a 25000: vende-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volt, para a rua da
Cadeia.
Relogios de patente
inglezes de ouro, de sabonete c de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto C. de Abren, na rua da Cadeia
do Recife, arma/.etn n. 36.
A 800 rs. o covado
de gi sclenaples de seda lurla-cres para
vestidos : na rua do Crespo n. II.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
ganilla, sita na casa do Sr. cirurgian Teiseiri, com
minias freguezias na Capanga, Allliclose Boa-Vis-
ta, iilcrh di da porla, a qual lem lodos os pertences
a irabalhar, e na mesma lem um cavallo para en-
trega de pau na regue/ia : para Iralar, na rua da
Soledade 11. 17, ou na mesma.
15100
15280
15000
19280
210
560
200
300
160
600
280
50
60
80
60
N
80
500
600
M
200
210
100
800
300
320
40
20
UO
.5600
320
40
560
120
20
Vende-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a .55000: noirmazem
do Antonio Annes Jacome l'ires.
=Vende-se o verdadeiro e superior licor ab-
synihe, ltimamente chegado e por barato preco :
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
TENTOS
para voltarete.
Vendcm-so lentos muilo lindos para voltarete e
qualquer oulro jogo, rhegados de Franca e por pre-
co baralissimo : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja ebegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Jo,io Marlius de Barros, Iravessa da Madre
de_ Dos 11. 21, no armazem de Jos Joaquim l'i-
reira de Mello, no largo da Alfaudega.
Guaran.
Na rua da Cadeia n. 17, teja de miudezas, venda-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco eommodo.
Gemina dearruta.
Vende-se superior gomma de ar.iruta em harneas ""uanos, ramilletes trancos encar
e as arrobas : no armazem de Joao Marlins de Bar- e branco, senoiras branear e amarell'as ,
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21. \ Irinchuda, lombarda, esaboif, sebola de 'Selubal,
Vende-se muilo hom leile de vacca ; no lamo 1*^^f'^3' c,.,eolro d.e 'ooccirc, repolho e pimpinela,"
o e urna grande porrao de diflercnles seroenles. dat
Libras de linbas brancas n. JO, 60, TO, 80, a
Ditas de ditas ns. 100 e 120
Duzias de Ibesouras para costera
Dazias de ditas mais finas e maiores
Macos de cordao para veslido, alguma cousa
encardidos com 40, 50 e (A) palmos.
I'erii com 10 varas de bicoeslreito
Caiiinhas com agulhas francezas
Canas com 16 nvelos de linbas de marrar
ulceiras encarnadas para meninas e senhoras
Pares de meias linas para senhora a 2l e
Miadas de linbas mnilo finas para bordar 100 e
(rozas de boles maito finos de madreperola
Ditas de ditos muilo linos pira calcas
Fivellas douradas par. calcas e coltes
Peales de verdadeiro bolate para alizar,! 300 e
Peras de fila de linho brancas com 6 e meia
varas
Caias com colieies grossos francezes
Carrileis de hutas de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de todos os nmeros
Macinhoscom 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de booilos padrei
rorciletibmjyndieiro, duzia
Tinleiros e areeiroTde porcelania, par
Carteiras de marroquim para algibeira
Canelas mnilo boas de metal e pao 20 e
Caivetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas pan homem, 160, 200 e
1 rancinha de la de caracol e de lodas as cores
palmo
Duzia de pentes de chifre para alizar, bons
(1 rosas de boles de loura piolados
Pecas de filas de coz 240 e
Carrileis de liabas de 100 jardas, alor Alc-
zandre
Unhas pretas de medinhi muilo boas
Carlas de allineles di boa qualidade
Dalia de penles aherlos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fizendi muilo boa 210 e
l'ivelas de ac com loque de ferrugem para
_ calca
(rusas de (velas para sapatos
Caiiinhas enveroisadas com palitos de fogo
de veliohas
t amulias de po com palitos de fogo bons
Caitas com 50 caitiohas de phosphoros para
charutos Qo
Charoteiras de vdro 60 e so
Casloes para bengalas muilo bouilos m
Atacadores prelos para casaca Jo
Sapaliuhos de lia para enancas, o par 320
Camisas de meia para enancas de peilo 500
Irancelinspara relogio, blenda boa 140
bscovinhas para denles i(jy
Alem de todas eslas miudezas, vendem-se outras
muilissimas, qne vista de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiracao aos proprios com-
pradores na rua do (lueimado, na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama 11. :(;i..
Cal de Lisboa.
Vende-se orna porcao de barris com cal de Lisboa
por barate preco, e relalho a a? o barril t na rua da
Cadeia do Kecife n. 50.
Vendem-se espingardas francezas de dous
ranos, muito proprias para caja e por muito com-
caodo preco; na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
FARINHA DE SANTA CATIIARRA,
muilo nova e de soperior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna Rpido, tendeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco eommodo : a Iralaj
com (.aelano Cyriacojda C. M., no largo do Curpo
Saulo n. 2o.
Livros Csicos
Vendem-se os seguintes livros para as aulas pre-
paratorias : History of Rome 390OO, Thompson 25,
ns" ?8 "* 2l000 : "a PFata da lDdePendenc'
SEMENTES.3
Site chegadas de Lisboa, e arham-se i venda na
ruada Cruz do Kecife n. 62, taberna de Amonio
francisco Marlini as seguinlessemenlesde horlali-
ces, como sejam : omines tarta, genoveza, e de An-
gola, feijao carrapalo, rozo, pintacilgo, e amarello,
airaccrepolhudae allema, salsa, tomates grandes
rbanos, rabaneles brancos encarnados, nabos r
Superior cafe de prmeira aorte, vin.
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
lojan. 11,
A boa lama
VENDE BARATO.
Ricos penles de larUruga para cabeja 4,500
Uilos de alisar tambem de lar (a ruga 35OOO
Lindas meiai de teda decores para criancas tgsoo
Bandejas grandes e de pintuns finai 33, 4 e 58000
1 apel de peso e a I maco o melhor que pode
baver 48000 e
Pennas de ac, bico de lanca, o melhor que
a,, ha, a groza
o}^, Ditas muilissimo finas sem ser de lanca
^.y Ocotes de armacSo de ajo com gridoacSes
900 'ane,a, com armicao dourada
Dilas com armico de tartaruga
Ditas com armario de bfalo
Ditas de 2 vidros com armacao de tartaroga
\-m\ Toacadores de Jacaranda com bons espelhos
ejg Ditos sem ser de Jacaranda 1*500 e
Meias preias compridas de laia
Bengalas de junco com bonitos eastee
Ricos chicotes para cavallos grandes e pe-
_ quenos a 800 ra. e
'ravatas de seda de todas as cores a 1} o
Atacarjores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
1 enies muito finos para suissaa
fcscovas muno finas para cabillo
Capachos pioiadoi compridos
Uoioes finissimos de madreperola para camisa 1a200
( uadernos de papel piiqne,e moilo fino 80
u,l' lsa""nh0' de merin P erianca 1500
Kicos porta relogios 115801, e yg^
Ricas canas finas de metal para rap a 500 e 600
BMWWI moilo finas para unhas a 320 e I 640
Dila finissimas para cabello 18500 e 2S000
Dilas dilas para roupa 1, 18200 e
Papel de linho proprio pira carterios, resma
Pioceis finos para barba
Duzia de lipis mnilo finos pan desenlio
Lipis finissimos para riscar, a duzia
Duzias de facas e garfos finos
Ditas de facas e garfoi de balanco moilo linas
jutas ditas muilissimo finas, cabo de marfim 15
(.niveles de iparar peonas muilo finos
na rua do Queimado, nos guaira Cantes, na lejadS
miudezas da boa fama n. 33, defroole da loja d7fa-
zendas da boa f. J*< im-
. 7..EL^GI0S CODerlos descobrlos, peqneno
e grandes, de ouro e prala, patente ingl z, dTJm
dos melhore. fabricante, de Liverpool, lindo"pito
ultimo paquete inglez : em casa de Soolhall Melkr
S Companhia, ua rua de Torra* n. 38.
da Ribeira, n. 7, das 7 as9 horas do dia
- V-'----------K-" ."" C I : I -
mais bonitas flores para jardins.
58000
18200
640
800
19000
18000
500
39000
39000
29000
19800
500
19000
I9200
320
600
500
640
700
(-scrttDoS fitgtoog.
- l-ugio na da 27 de abril o escravo Manoel, de
1 anuos de idade, mameluco, alte, corpolenlo, tem
, 1?, de. T .e" e a reDte' ro" ?rande. Principia
a bucdr, bastante regrula e canlador, natural do
^iri' Provincl: d0 Caw. ndido nesla provincii
samenie recompensado. 'q 8ra Senero-
Conlina andar fgida a preta Merinei* eri.
oula, idade d. 28 a 30 mnos, poaco m." onVnoi
com ossigoaes seguinte, : faiu de dente, na frTm.
urna das orelhas rasgada proveniente do, brinco.
Sj|<"flaw-aaroa do Brom, irmazem de
assucar n. 12, qne ser bem gratificado.
I KA ANNUNaO.
V No da 21 do crreme mez de marco fn-
iftf gtram do engenho Torrinha, 3 escravos cri-
Q oulos. Anlonio, Pedro e Francisco, com os
fSnaesiecointes: Anlonio. com urna ore-
V lia de menos, Pedro, esUlura baixa, mui-
t,J tu desdentado na frenle, Francisco, allo-
jj fa regular, grosso do corpo, pes moilo aros-
^ sos parecendo mellados, com orna ferida no
S3 tornozelo e urna cicatriz na face. Levarim
L doas armas de fogo, tres redes e muia roo-
r pa: rogase, portante, as autoridades poli-
^ caes.capiiaesdecampooaqolquer pessoa,
5 a rapluradesles escravos, qoe seudo enlre-
Y S>es e seu senbor no dilo engenho Torri-
ea aba Joao Joe de Medeiros Correa, cu Mb
1 ios^ri,adeda,rateb.doNorte,a jacinteo
S lc de Mec1!ros CarrM. *ni Pernambuco,
ni.65 & CV11",Ceari. a Salgado l,'.
^3 raaos, ou na villa de S. Joao do CarirL m
f major Domingos di Cosa R.mos, dar-se-ta
S denesMOn,PeDSa Pe'a apla'a de "da "
Dos premios da priu.eira parte da primeira lotera a beneficio da imnressao dostrabalhos hin cidado Antonio Joaquin, de Mello, extrahida a 10 de Maio de laiT b,ffraP,UCos do
NS. I'REMS.
NS. PREMS.
NS. PREMS.
1 48 .102 48 633 48 927 .49 1198
5 48 3 48 34 4 28 43 99
13 48 6 48 36 48 31 20-3 1201
11 43 i 508 37 4 33 49 i
15 18 17 49 39 48 31 49 8
16 48 19 49 42 1-5 36 49 9
20 48 21 1:0008 51 48 11 49 12
27 48 2 48 52 4 6 49 13
29 48 29 . 48 51 45 47 4-9 26
30 4 30 49 59 49 48 49 31
35 18 36 1-8 63 18 60 49 32
36 48 16 1-5 65 900 62 4 W
40 18 w 48 69 49 61 4,1 49
13 1 54 19 83 *9 71 49 53
18 49 57 49 88 48 82 49 63
53 48 O 49 97 49 85 |y 66
56 u 68 49 99 48 88 45 67
06 *9 74 49 700 48 92 49 72
68 4 86 48 o 49 95 4,1 Ti
71 208 92 49 5 4-5 98 48 79
7K 20 96 48 7 18 1004 49 82
81 4? 97 48 14 48 5 45 85
91 i 402 4-3 21 49 11 49 86
97 *9 10 49 28 48 12 49 90
98 48 39 4 11 48 16 49 95
99 18 26 48 12 49 18 48 1302
100 108 27 48 43 49 21 49 5
7 48 34 49 47 18 22 49 10
9 48 35 4* 53 45 23 49 13
11 *S 37 4| >i 49 25 49 20
19 48 40 49 .58 48 27 48 31
11 49 13 49 60 1s 30 49 31
15 48 46 49 63 49 32 !.-> 37
16 48 48 4a 63 48 33 49 40
29 48 49 48 65 13 36 49 17
30 48 50 48 80 . 1-3 42 4-3 53
33 49 52 48 90 48 43 49 57
10 49 51 48 93 18 46 4 58
12 48 55 48 07 49 50 19 59
51 18 57 49 800 48 51 43 61
Slf 48 61 49 9 48 52 49 62
57 48 63 49 48 10 ios 54 49 68
61 49 67 12 19 58 49 69
68 18 ti ij 13 48 66 4 70
(9 49 79 48 1> 11 4-3 69 45 76
70 49 83 18 43 76 49 78
72 1 81 18 23 49 80 49 82
76 77 48 49 93 18 49 24 :to 48 4-5 81 88 1-5 49 80 91
78 1j> 99 18 31 13 91 45 1101
80 49 505 48 38 'f? 92 43 5
8li 4? 6 48 42 48 95 ll 8
87 48 7 4? 13 49 99 49 9
89 48 8 *H 11 48 IKil 49 15
96 i> 17 45 48 43 4 45 17
99 4- 18 4? .1. 49 2 45 18
202 48 25 19 .56 49 26 109 19
8 49 32 4? 61 43 28 45 26
11 . 4? 33 4-J 66 4> 39 49 30
17 48 31 la 70 49 30 I- 32
20 4| .16 *5 7i> 49 32 49 43
22 '- 40 13 i.i > 40 43 4 4
24 27 4? 4- 41 48 4-5 i 8 70 77 45 13 15 46 1-3 49 17 51
39 19 19 i? 80 43 19 49 56
36 7 19 56 4> 85 1-3 51 1-5 70
19 61 4? 86 49 53 45 74
19 9 61 1- 90 49 o< (9 79
51 i- 69 19 92 '? 59 ' -* 80
.) i9 7! 48 94 43 61 4-5 88
>7 '"i 83 19 97 45 63 3 -n>
67 48 93 18 906 4-3 67 19 93
80 19 96 48 10 8 68 '. 98
81 49 !l!l 18 n 49 70 i5 1500
82 t8 601 49 12 4> 71 '> 1
8.1 3 8 49 13 49 80 " 3
90 91 15 13 48 17 1C09 81 43 5
4? 15 4? 21 49 85 9 10
92 48 16 48 21 48 92 45 4l 14
91 48 19 4 26 l| 91 17
NS.VREMS.
NS. PREMS.
49
48
1-5
49
48
. 13
19
1-3
105
19
4
49
M
1-5
i-
4-3
43
19
4-
18
19
(9
4,5
4-3
13
4-
1-5
48
49
19
Ka
19
49
4-8
19
19
4-5
1-5
49
43
13
49
13
i-
13
19
la
NS. PREMS.
1.519
23
27
29
13
45
46
50
59
66
69
72
75
78
79
80
81
83
86
88
89
1600
8
15
16
21
21
26
31
32
33
35
39
41
45
51
53
57
58
63
71
4?
4-5
13
19
49
45
4-
:
4-3
1;
4?
4
l
4-
4;
30]
43
49
43
49
49
49
43
73
77
80
82
8
86
ss
89
94
95
1701
3
i
II
19
25
26
46
18
52
53
57
58
61
62
63
69
72
80
82
96
1800
I
3
4
fe
I
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\
1
EERN. TYP. DE M, F. DE FARIA I85fi

MUTC
ILEGIVEl


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