Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07381


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Full Text
\
ANNO XXXII N. 112.
Por .5-mczcs adiantados 4,000.
Por 3 mczcs vencidos 4$500.


SABBADO 10 DEBAN DE 1856.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO* NO NORTE
Paralaba, o Sr. Geriazio V. da Natiridade; Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior i Araeaty. o Sr. A. de Lentos Braca ;
Ceari, o Br. J. Joa de Olireira,-Maranhao. o Sr. Joaquim Mar-
quaa Rodrigte; Piauhj. o Sr. Domingo Uerculano A. Pessoa
taarania ; Para, o Sr. J uatinano J. Ramos; Amaiooai, o Sr. Jero-
njmo da Coat.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : lodoi o dial.
1 -aruaru. Bonito a Garanhuna : not diai 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Viiti, Eiu' t Ouricurj : a 1S e 28.
Goianoa e Parahiba .' legunda e lexlai-feirai.
Victoria e Natal j na quintai-feirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartai e labbadoi.
Heladio : lercas-feirai e iabbadoi.
Fazeoda : quartaa e sabbados ai 10 horai.
Juizo do commercio : segundas ai 10 horas e quintal ao meio-dia.
Juzo de orphaoi: segunda! e quintal ai 10 horas.
Primeira vara do civel i aegunda e Kitai ao meio-dia.
Segunda vare do civel: quarUi e aabbadoi ao meio-dia.
EPIIEMERIDES DO HEZ DE MAJO
4 Loa nota aoi !J minutoi. 48 icgundos da larde.
11 Quirto cresceote ai 5 borai, 37 minutoi e 48 teguudoi da I.
20 La cheia aos 22 minutoa e 48 segundos da manhaa.
27 Quarto minguante ai3horai,15 minutse 48 segundos da lar.
PREAMAR l'l lli'.11;.
Primeira as 9 horas e 18 minutoi da manhaa.
Segunda ai horas e 42 minutos da tarde.
DAS da semana.
5 Segunda. 8. Pi V P.; S. Angelo c. m. ; S. Gemeniano m.
h' Tarca. 8. Joaoante-porlaiu latinam ; S. Joao Damareno.
7 Quarta. S. Kslanislan b. ; m. ; Ss. Klavio e Augusto irj. mm.
8 Quinta. Apparicaode S. Miguel no monte Oargano- S. Heladi
0 6>sla. 8. Gregorio Miaziazeno b. doutor da lgreja.
10 Sabbado. Antonino are.: Ss. Blanda e Philadelj.hia.
U Domiogo Pascoe do Espirito Santo. S. Fabio.
ENCARRECADUS DA SCBSCRIPCA& NO SUfc.
Alagoai, o 8r. Claudino Falcao Dial ; Baha o Sr. D. Duprat:
Rio de Janeiro, o 8r. Joao Pereira Martim.
EM PERNAMBL'CO*
O proprietario do DIARIO Manoel Figoeiroa da Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
/
J
Achando-se regolarudas as agencias dos cr-
relos de Beierros, Booilo, Cmaro', Altinhn, Gara-
ntios, S. Laurneo, Po-d'Alho, l.imoeiro, Nnza-
reth. Brrjo, Ptsqutira, Ingazeira, Villa-Bella, Boi-
Visla, Ourieary, Eiu', Cabo, Ipnjuca, Serinhae.n,
Rio-Formoio, Una, Barreiros, Agua-Preta e Pimen-
leiras, o proprietario diste Diario declara a todos
os smfeorta qne quizerem subscrever para o mesmo,
qua a remessa aera feita com a miior regularidade,
pagando jmente 49 por quaflel, e ficando por conta
da typographia o porte.
PABTE QPFICI AL
aovxaufo da provincia.
afc do di 7 do ma>o.
(inicio Ao Eiro. juix especial do commercio,
traoimilUndo por copia o aviso do ministerio da jos-
tica, de ja? de abril ullimo, mandando considerar
exlioeto dtrois da publicarlo do cdigo commercial,
o silicio djKcrivAo de seguros, coororme foi decla-
rado peiaffflperial resoluean de 18 de fevereiro de
1854. igual copia remellcu-se ao presidente do
tribunal do commercio.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda, in-
leirando-o de haver o juiz de direitn da comarca da
Boi-Viila, participado qne nomeara o miad lo Ho-
norato Honorio Ribeiro Granja, para excrcer inle-
riuaineiile o lugir de promotor publico da mesma
comarca, visto ter o bacharel Jos Maria Freir Ge*
meiru Jnior, tomado assento na assemblea legisla-
tiva provincial- Fizerau-se as ootras eommuoica-
SoW.
Dito Ao mesmo, communicando haver o pre-
sidenta interino do coosetho administrativo do pa-
trimonio dos orphSos participado, qoe no dia i do
correle, fallecer o prvulo Julio, fillio da afri-
cana livre Je nome Roza, que eslava ao serviso do
eollegio das orpbaas. Nesle sentido fizerao-se as
ootras commonicac/ies.
Dito Ao mesmo, para mandar entregar ao dou-
tor Pi Adueri, a quanlia de l:5O?rs. por conta
dos vencimentos qne Me competem, pela commis-
sao medica, de que Tora encarroado.
Dito;* Ao, mesmo, devolveudo os papis rol.it i-
vos opagamento qoe pede o plurmaeeutico Ar-
senjro Gostava Borges, a i'un de qoe mande salisfa-
".t i importmeia verificada pela couladoria d'a-
/qoelli thesouraria.
.- Dito Ao mesmo. recommendando qao mande
pagar i llenijqiie Carlos da Costa, o que se Ihe es-
tirar a dever na razio de 505000 rs. meiisaos, pelos
servicos por elle prestados como uiordomo do Laza-
reto do Pina.
Dito Ao mesmo, inlcirando-o de haver o ga-
varno imperial, approvado os crditos que mandou
abrir ero I, e 13, do mez prximo fiado, da quan-
lia de 50:0003 rs. cada um, para occorrer as despe-
na com os soccorros aos enfermos da epidemia rei-
nante.
DitoAo mesmo, mandando pa'sar guia de soc-
cor rmenlo,ao -llores do 10. lul.illi.ao de infinitara,
Manuel Joaquina de Sou/t, que teiu de seguir para
a corte.
Dito Ao chefe de polica, dizendo que pode au-
(orisar ao delegado do termo de Serinhaem, a
mandar construir as dnas guaritas, do que S. S.
trata, remetiendo a cor/'peteule coula, para ser sa-
(isfeiU. *
Dito Ao mesmo, iftclaraudo que expedio or-
dem a thesouraria Aviticiul, paro pagar, estando
eermosletracs, importancia da''despi .1 feiU com o aluguet da casa. subditos, digiiou-aa da normar p'.r a m
que serve de cadeia no termo deTaural. I o-*, na Itiesouraria do fazenda desla capital, a qoan-
iRto Ao director do arsenal de guerra, remet-1 Ha de 6:000?XX) rs. constante da lolr^i junta, para
8
(inicioAo Eim. commandanle das armas, dizen-
do que para poder resolver acerca du pagamento
que pede o alferes do 2. batalllo de infantaria Joao
Baplista do Reg Barros no requerimento que re-
melle, faz-se necessario qne S. Etc. declare em
quantos das poder.i esse ollicial fazer as marchas
e diligencias de que (rata o oflicio de S. Exc. de
15 de abril ultimo.
litoAo inspector da thesouraria de fazenda.
dizendo que, quando mandou pagar a Manoel Jos
Pereira Borges, a quanlia de 8:5il;760 rs., conitan-
U da conta |que devolve, de gneros Tornccidos ao
termu da Victoria, foi por ter elle aprestulado a
mesma conta authenlcada pelo joiz de direilo c
delegado daquella comarca a quem se autorison ira-,
ra fazer as despezas necessarias com a ente pobre
accommellida pelo cholera morbus ; sendo que as
mesmas autoridades verbalmente awecunram a ve-
racidade desta conta, e proenraram alcanc^r do refe-
rido forneoedor o abale de l:l3-2(>l> rs. : entrel.iulo,
se a thesouraria entende |que deve exigir os recibos
a que se refere, pode-o fazer.
DitoAo mesmo, para que, em vista dos docu-
mentos que remelle, mande pagar au pharmaceuti-
co Joaquim Ignacio Ribeiro, a quanlia de 129700
rs., importancia de medicamentos fornecidos a po-
breza na fresuezia da Boa-Vista.Tamben) man-
dou-se pagar a Jo.lo Soum & C. a quanlia de 2S8f( 10
rs., de inedicanientos fornecidos pobreza do lio-
cfe.
DitoAo mesmo, recommendando que pela ver-
basaluhridadc publicamande pasar a Jos Fran-
cisco de Oliveira, a qoantia de 120?, por ter na
qualidade de pratco dirigido o vapor nacional
l'aran, {que loi em commissAo do governo s pro-
vincias da Parahiba e Rio Grande do Norte.I i/.e-
ram-se as necessarias commnnicares.
DitoAn mesmo, communicando, afim de que
o toca constar ao inspector e ao administrador da
mesa do consulado, que approvou a deliberaciio lo-
mada pelo cnsul da Soissa uesta provincia J. J.
l.opacha, de encarregar dos negocios do consu-
lado durante a viagem que vai facer E iropn, a
Anlonio Schlapprir, ficando porem este obrigaito a
apresentar o imperial beneplcito no prar.o de tres
mezes.Kizeram-se as outras commonicac,es.
DilrjAo director do arsenal de guerra, dizendo
ficar entendido de haver fallecido o menor da com-
panhia de Capreudizes daquelle arsenal, llomiugos
l'ereira Freir.
Dilo Ao juiz de direilo do Bonito, duendo fi-
car scientc das iilterares quo se deram.acerea de
alguns agentes pnliciaes daquella comarca.Com-
municou-ie ao chafe de polica.
Dlo Ao tenenle-coronel encarregado dis o-
bras puntares, para mandar fazer com urgencia ni
casa que serve de laboratorio de fogos os reparos e
obras de que trata o director do arsenal de goerra
no oflicio que remete por copia. Fizcramse ai ne-
cessarias commuuicaroes.
Dito Ao impertor da thesouraria provincial,
remetiendo para ofim conveniente a relario dos se-
nsores deputados que comparecern! a prsenle ses-
so ordinaria da assemblea lepislativa provincial,
desde o dia 2\ al 30 de abril ullimo.
Hilo Ao presidente do conselho administrativo
do patrimonio dos orphSos, inteirando-o de haver,
em vista de sua informarlo', delirido o requerimen-
to em que Rosa Mara dos Reis pedia fosse desligada
du eollegio das orphaas sua filha, educanda do mes-
mo eollegio, Alexandrina de Souza Reis.
Dilo A commissAo cenl.-al de beneficencia.
(Juerendo S. M. o Imperador, -i jinlo iw foi de-
clarado cin aviso do ministerio do imperio do 2i de1 d-:ocaroes no material .la Uominaclo, em Con-
abril ultimo, dar mais um lesleinunlij do uuaulo sai ^ >. .-
dosvella o seu paternal coracaa-r,,!ii.'I^"'l^^guenda de trabalhos pblicos, corrcr.u, porcon.a
cal para o eslabelenraenlo das oflicinas, oo gasme-
tros, e collocar,3o de manmetros para indicar a pres-
-,lo sopportada pelo gaz, e o limite entre os quaes
pode ella variar.
Nona.Os emprezarios romecarai) a perceber o
preco da illuminarao na razo do numero de com-
bustores, que scgundolconcordar posteriormente com
o governo acender por dislrcto, quarleirao, ou fre-
guezia.
Dcimo.O proco da|iltuminacao ser regutlado
pelo actual padrilo monetario de quatro mil reis (3
res) por oilava de ouro vnte e dous quilates.
Dcima primeira.Os emprezarios obrigam-se ,i
dar romero aos trabalhos respectivos no pra/.o ile
seis mezes, e a conclui-los no de tres anno, para o
que se sngeitam urna multa de vinte conlos de reis
(-0:0003000 reis ) no caso de falla de qualqner dos
dous prasos. Enlende-se por romero de trabalho a
organisarao da planta da ridade para a indicacao dos
gasmetros c canalisacflo geral.
Derima segunda.Para garantiada condif^So an-
tecedente, os emprezarios ibrigam-se a depositar na
thesouraria provincial a qnantia de cincoenti contos
de reis (50:0009000 reis) entregues no acto de as.
signar o presente contrato, quer em dinheiro, quer
em apoliecs da divida provincial oa ger.il, ou em ae-
ros de oompanhias publicas, tendo-se allenrto ao
valor, que na occasto do deposito liverem. Este de-
posito ser levantedo dous mezes depois de conclui-
dos todos os trabalhos, achando-se os serviros contra-
tados da Iluminarlo em regular e completo anda-
mento.
Decima lerceira.O presente contrato durara por
esporo de trinta annos (30,) que serao contados para
cada districto, quarteirSo, ou freguezia, do dia em
que principiar a Iluminarlo resperliva ; e lindo este
prazo, o governo provincial, caso nao seja renovado
o contrato, pagara' aos emprezarios o valor da. em-
preza, conforme a avaharlo feita por arbitros ; e
quando esta nao possa ser immediata e totalmente
piga, o governo o fara' por annuidades, segundo as
forjas do cofre provincial, pagando om juro da seis
por cento da qoanlia. que restar at a ei(incc,a"o da
divida.
Decima quarta. Os emprezarios obrigam-se
igualmente a Iluminar qualqoer cidade, ou villa
da provincia, garautinde o gorerno em cada orna
quinhentos combustores, sendo uesses lugares o pre-
co da Iluminarlo e entra rondiees antecipada-
menlc convencionadas entre o governo e os empre-
zarios, ficando garantidas a estes as mesmas vanta-
gens concedidas para a Iluminarlo da capital. Os
emprezarios Icr.lo sempre a preferencia a qualquer
outro emprehendedor.
Decima quinta.O governose obriga ; ceder por
aforamento quaesquer terrenos dcvolulos, ot de ma-
rinha, que sejam precisos para o estaheleciicinlo
da ofliciua, gazometros e mais dependencias etc.
Decima seita.As despezas feitas com altcrares
atrtede^ajsfi
n rn^ra^re^.
publico, para si curia da guarnirlo e necessario of-
feilo.
1.' Que o governo de S. M. o Imperador, houve
por bem conceder passagem pira o meio balalhAo
da provincia do Piauhy, o Sr. CapitSo do dcimo ba-
Ulli.io de infantaria Jos Aurelio de Moura ; e para
o nono batalhao da mesma arma, ao Sr. alferes do
stimo Joiio Paulo de Miranda, a este por aviso do
ministerio da goerra de 8, c aquello por aviso de 21
ludo de abril do correnle anno.
'i.- Ouc por aviso do mesmo ministerio de 18 do
sobredito mez, foi approvada a nomeac.uo do Sr. l-
ente do nono balalhAo l.eopoldino da Silva Azeve-
du, para servir como ajudinle de ordeus do Ezm.
Sr. marechal de campu inspector do quarto districto
militar.
:t.- Om por aviso de 11, tanlbem de abril, foi o
governo servido determinar.qoe os ofllciaes do exer-
cito que se acham aggregados por doenles, sejaose-
meslralmenle inspeccionados de saude, e os respecti-
vos termos de inspeccao remet'.idos a secretaria de
estailo dos negocios da guerfa.
Faz publico igualmente que a presidencia consi-
derando ultimado o contrato celebrado pelo Rvd.
Caetauo Jos Ribeiro Maehado.para exercer as fune-
rales de capellao na fortaleza de llamaraca, visto ter
sido aprsenla lo por decreto imperial em urna
[reguezia vaga do bispado, autorisou por oflicio de
5 do correnle a que fosse contratado para a mesma
capellana o Rvd.padre Joo Vicente Guedes Pache-
do, coulralo que hoje se realisou, pendiendo o con-
tratado o veiicimcnto mensal de 40sfl00 rs. nos ter-
mos do aviso de 5 de marro do anno passado.
0 marechal de ompo commandanle das armas
julga conseqoente recommendar aos senhores com-
mandantes de corpos, compaohias fixas, por isso que
se rai aproximando o periodo das remessas ao quar-
lel general, das informacoes lemestraes de conducta
dos olliciaes inferiores e cadetes que na rouferrao de
laca uiInrmaroes jamis percaat de vista n dispnsto
nos arligosO.-, 10.-c 11.-das instrucre* quo bai-
xaram com o aviso de 12-de setembro'ullimo.
Finalmente determina que o Sr. leneute Jos Ma-
ria do Nascimento, em quauto nao regressa do des-
tacamento da comarca do Rn Formoso, e segae a
reunir-ie ao corpo da guarnirlo fu da provincia
da Baha, para o qual fez passagem, fique addido ao
segundo batalhao de infantaria a que perten-
cia.
Josa Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
O CANAL DE SUEZ.
(I.e-se no llandchbad oV Amstcrdam.)
Tem-sc observado varias vezes que as guerras mais
cncarniradas exercem urna influencia menos conti-
nuado que o deslocamento de urna via commercial.
As primeiras mauifestam-se de um modo violento,
porem passageiro, o segundo.felo contrario, de um
modo mais hrando.porem tambem mais conslaute.
lie por isso que consideramos a abertura do islh-
mo de Suez, cojo bom resultado parece estar hoje
assegorado.como o aconterimenlemais importante de
nossa poca... Grandes serao is vantagens que d'ahi
resultar.io para o mundo inteiro, porque lodo o mo-
Ihoramento o toda a abreviarao das vias commer-
ciaes concorrem para o bem estar e para o dcsenvol-
vimento dos povos.
Os Estados, cujo territorio I e^ianhado pelo mar
lar*"1 "" vr..i...>...B mais rom .
Esperamos lodavia, para que as cousas nao che-
guem a esse poni, que o governo e a narao lerao
cuidado, por meio de c-foren. bem dirigidos, de ti-
rar a maior vanlagcm possivel das novas vias com-
merciaes cima menciouadas, as quaes nada pndem
ter que solTrerda nova estrada que se vai estabelecer.
Tudo depender' aqu da applicac,ao, em lempo op-
portuno ou nao, do antigo proverbio de nossa patria:
Qutate a maro se desloca importa dcslocar as ba-
lizas, o
(Preste.)
CORRESPONDENCIA IM> DIARIO DI-'.
PERNAMHLCO.
PARS.
7 de abril.
Em a nossa ultima revista dramtica terminamos,
fallando no duplice triumpho da Panchonncttc, a
opera de Clapisson, l.lo maravilhosamcnte cantada
por Minian Cirvalho : ja l se vai um mez, e esle
triumpho anda se acba no maior enthusiasmo das
sois primeiras horas ; e posto que o Ihcatro se ache
collocado em urna extremidade da cidade parisien-
se, o publico aristocrtico para la corre era mltidao
todos os das de espectculo.
l'anchonncllc he urna cantora, he urna filha do
amor e do acaso. Apaixunada das graciosas canroes
que desde manhaa at a noite Ihe andam nos labios
t- na sua harmonios.-! alesria. he amada c protegida
pela nobreza da corte de Franca durante a mino-
ra de l.uiz XV, pelo propro regente, especialmen-
te por l.isseuay, nm bello mancebo, signal para os
guardas, urna ma cabera, um bom coraran, ara jo-
gador audaciuso, um valenlSo, nm pouco rixoso,
t-V.i pobre qoanto (id.-ilgo, por ler sido desherdado
pelo lio, que he um velho.
O joven louco comedn por soffrer um grande
golpe de espada, e Fanchonnelte o Iratnn como urna
irrua da caridade ; elle perdeu lio lasquinel som-
mas enormes, e F'anclionnctte, como urna pro-
videncia iuvisivel, Ihe en-.ia pelo intermedio de um
intendente myslerioso o dinheiro de que elle (em ne-
cessididc.
Se Fanchonnetle podo dcsl'arte proteger o seu
bello ldalgo ; o velho principe de Lissenai, sen to,
encontrando-a um da, fieou mpressionado d.i soa
formosura, da c.indura, da sua pobreza, e sobretudo
da sua voz encantadora, deu-lhe um luiz, e mais tar-
de, laucado cama|pela velhice, mandou pedir-lhc
que o viesse acalentar com as suas caDces, e, so
morrer, Icgouyhe toda a sua fortuna.
A bella menina quer que a immcnsa fortuna rol-
le para o sobrinho, c para nao ler recasada, imagi-
na crear cum o intendente da casa uma'.tia que nun-
ca existi, a qncm d.i todas as suas feires para aca-
bar de convencer o seu protegido, ao principio um
pouco incrdulo, levo ura bom xito, e a pobre
cantora, apaixonada at o intimo do mrar.'io peto
fidalgo, ^xc ella pretende fazer rico, completa a sua
obra, casando-o com nina mullier que o ingrato
ama. 's
Medil
""" com a
tendo por copia o aviio do ir, do hni ullimo.
que o Eim. Sr. ministro da guerra, preveniudo de
haver expedido ordem para sern enviados a esse
arsenal alguns correa mes completos de novo unifor-
me, alim de lervirem de modelo para os que live-
rem de ser ah preparados, determina ao' mesmo
lempo qoe sa >ao subsliluiudo successivamenle nao
so os correaines do antigo uuiforme, mas tambem as
mochila!.Comiounicon-se ao marechal comman-
danle das armas.
Dito Ao mesmo, Irn.mili indo por copia para
ter a devida eiecucau, nao s o aviso do ministerio
da guerra de M) da abril ultimo, expedido em vista
do rea torio a presen la do por aquella directora em o
correte anno, mas tambem a nota de que lala o
final do citado aviso.
Dito Ao mesmo, enviando copia do aviso da
rrparr.io da guerra de 17 de abril ultimo, do qual
coma haver-se approvado as medidas que a presi-
dencia tomou acerca dos empregados daquelle arse-
nil,rcconhecidos prevaricadores pela commissao eu-
carregada de examinar o estado delle. Commun i-
cou-se a thesouraria de fazenda.
Dilo Ao juiz de direilo da comarca da Boa Vis-
la.Acenso recebido o oflicio de 10 de nurco ulti-
mo, em qoe Vmc. ao pa- yfue me participa' qne
nao obstante seren sali dorias as uoticias quo ha
recabido dos diflereules jntos dessa comar ca, re-
ceta todava que o cholera veoha a Tazer seus larri-
veis estragos nos lugares a inargem do rio de San
Francisco, pede ao mesmo lempo aulorisar^ao para
requziUr an Exm. presidente da Baha, nao so um
acadmico, alim de prestar os seus serviros mdicos
nessa comarca, mas tambem a remera de ambulan-
cias, e em rcsposla tenho a dizer que acabo de of-
ficiar ao mesmo Exm. presidente, afim de que
mande para ah algum medico e preste os soccorros
que tile julgir precisos, a vista das requisioesque
Vmc. Ihe fizar.
Dilo Ao inspector interino da thesouraria pro-
vincial. Teudo a assemhla legislativa provincial,
' requerimento de um de seas inembros resolvido
que se exigisse de Vmc. : 1.- a declaradlo da dis-
pasirao da le 00 regulamento, que o autorisa a re-
vesar as decisoes do inspector ellectivo dadas em -es-
sttn da junta oessa Ihesooraria ; 2.*, que motivos de
interesse publico o levou a nullilicar urna dessa
decisoes o substituida por outra; 3.' as copias de
seu despacho que fez esta alterarlo edo despacho
revogado do mesmo inspector efloetivo.e da informa-
ban da eontadoria a que se refere este despacho; as-
sim o communico a Vmc. para seu conheciraento, e
afim deque satisfar a referida exigencia.
Dito Ao mesmo, dizendo que poda fazer abo-
nar pela verba eveniuaes, conforme S. me. io-
dica, os 10:00113 que se mandou entregar a Barros
i\ Brrelo proprielarios da fabricada retinar assucar
estabelecida oa povnaejo do Monteiro.
Dilo Ao Dr. Joao Maria Seve.Tendo nesta
dala concedido a demisso que Vmc. pede do logar
de provedor da saude do porto, que interinamente
exercia, assim Ih'o communico para soa intelligencia,
prevaleo-me da occisiao^para louvar os boas ser-
vidos que Vmc. prestara durante a crise epidmica,
tantalio exerciciodo referido emprego, como no dis-
tricto medico que fra confiado aos sciis cuidados.
Dito Ao cirargiao Francisco Jos C> rillo l.eal,
louvando os boas servicos por S. me. prestados a
gente desvalida confiada a seus cuidadus. e declaran-
do que pode entregar a commissao de hygiene pu-
blica o reslo da ambulancia que Ihe fora fornecida
para acudir a pobreza accommeltida da epidemia.
Dilo Ao Dr. Joo Nepomuceno Dias Fcrnan-
V des, declarando que pode entregar commissao de
Jiygieie publica o restante da ambulancia, que Ihe
' Va dada para tratamentn dos pobres accommelti-
. os da epidemia.
DitoAoDr. Silvio Tarquinio Villas-Boas, de-
clarando que leudo S. me. desempenhado salisfac-
loriamenle a commissao de que foi encarregado, soc-
correndo com a maior promplidao e solicitude aos
desvalidos do districto confiado a seus cuidados, n.io
pode deixarde louvar os seus bous serviros, e quan-
lo aos remedios que exislem em seu pode'r, pode en-
trega-Ios a commissao de hygiene publica.
Dita A' admimstracao" dos eitabelecimenlos de
caridade, inteirando-a de haver aotorisado a Ihe-
soararia provincial a pagar a importancia do que se
diipenden com o sustento e curativo dos mendigos
remettidos pela polica para o grande hospital de
caridade, desde julho do anno passado at marro ul-
limo.
D*t0 A' cmara municipal do Recife, conec-
dendo a antorisa^o que pedio para continuar a fa-
zer, al o fim do correnle exerciclo, as despezas com
o fornecimento de luz para a casa de delenrao, vii-
toachar-se esgolada a quota para soiiielhaute lim.
Portarla Conce,lendo a demissio qoe pedio Ma-
ria 1 heotonia d Veiga Pessoa do lusar de profemo-
ra de costuras do eollegio das orpblas. Fcz-se a
uecewaria communicarao.
Dita Concedendo an arrematante dj 12." lanro
da estrada do sal, Fraocisco Pereira de Carvallio,
seis mezes de proronacao pira couclnsao das obras
do sea contrato. Expediram se as necesarias com-
muoicacOes.
Dila Concedendo ao Dr. Joao Maria Seve a de-
misdo qoe pedio do lugar de provedor interino da
saude do porto, a nomeando para o mesmo lugar ao
Dr. Possidonio de Mello Accioli. Fez-se a respei-
to o neciaario expediente.
pplicada em aoneorroa s pessoacs iolcirameutc
lesvalidas da lortuna, que Icnham soffrido ou esle-
jam solfrendo da epidemia reinante nesta provincia,
e as familias indigente, daqueHes quej hooverem fal-
lecido victimas da mesma epidemia ou que por cau-
sa delta se achera reduzidos a miseria.
. O qoe levo ao eonhecimenlo dessa commissao afim
de que, mandando receber opportunamenle a refe-
rida quantia, baja de Ihe dar a devida applica{ao
conforme o espirito do citado aviso e de accordo com
este governo.
PortaraConcedendo a demisso que pedio Jos
Jeronymo Correia, do lugar de mordomo do Gym-
nasio Provincial, e nomeando para o mesmo logar a
Avelinn Jos Alves Pimentel.Fizram-se as neces-
sarias conimunicaces.
DilaNomeando a Thomazia de Alhayde de Albn-
querque Mello, para o lugar vago de 'profesfora de
costaras do eollegio das orpbaas. Nesle sentido ex-
pediram-se as nessessarias coramunicac,6es.
DilaReformando no|mesrqo posto o capitao Jos
lionealve- de Miranda eos alferes Pedro Antonio
Teixeira Guimaraes, e Manoel Xaxier Correia l.ima,
esle da antiga guarda nacional deGoianna e aqnelles
da do Itccife.Fizeram-se as necessarias communi-
cacoes.
Termo ilo contrato para a illnminarao gaz da ci-
dade do H"nte,p ir lempo de triuta annoi, celem-
brado em 2t de abril de 18>ti.
Contraanles, o Dr. Filippe Lopes Netlo, Manoel
da Barros Brrelo c Ilenry Gibson.
Aos vinte e seis dias do mez de abril de mil oilo
centos e cincoenta e seis, trigsimo quinto da inde-
pendencia e do imperio nesta thesouraria provincial
de Pernambuco, em sess.lo da junta da fazenda, es-
lando presentes o lllin.Sr. contador Jos Maria da
Cruz, servindo da inspector.eos Srs. primeiro escrip
turario Francisco Antonio Cavalcanli Coussciro, ser-
vindo de contador, o Dr. procurador fiscal Cy-
priano l-'enelon Guedes Alcoforado, compareceram o
Dr. Filippe Lopes Netlo, Manoel de Barros llarreto
e Ilenry Gibson, e foi-lhes declarado pelo mesmo
Illra. Sr. inspector, que o Exm. Sr. presidente da
provincia por oflicio de J do correle, mandou con-
tratar com elles a Iluminaran gaz da cidade do
Recife, sob as condieces seguiules :
Primeira.A illuminarao comprehenderA cidade
do Recife e seos contornos limitados pelo permetro
seguinte : todo o bairro de S. Frei Pedro Gonrilves,
Santo Antonio, S. Jote, Aterro, potile o povoa^ao de
Alfogados al a ponle de Moloeolombii e igreja de S.
Miguel, o barru da Boa-Visla limitado pela ponte
Velhi, hospital de Pedro II, esquina do Mondego
para o Chora-Menino at a ponte grande da Magda-
lena, esquina da igreja daSoledade, estrada do olho
do Bo at a esquina do rombal, a extremidade da
ra da Aurora at aoude actualmente existe a illu.
minarao.
Segundo.Dentro do referido permetro colloca-
rao os emprezarios a sua eusta mil combuslores dis-
tribuidos pelas ras c pra;as as distancias, que fo-
rera posteriormente determinadas pelo governo, pa-
gando este pela luz de cada combustor Irinta reis
por hora.
Terceira.Ficam tambem os emprezarios obriga-
dos a augmeotsr esse numero com os combustores,
que o governo julgar ntcessarios pela mesma forma,
preco c condicroes contratadas para os mil.
Qoarta Cada combuslor formar urna luz equi-
valente em densidade i dezvellas de espermacele
consuoiindo cada nina cento e vinle graos (120) de
espermacele por hora.
Quinta.A oflicina para a prodocrao do gaz, a
enllocaran das machinas, apparelhos, cauos e ludo o
mais, que for concernenle completa e ellica/. illo-
ininarlo da cidade, bem como o fornecimento, ros-
lea.nenio dos combustores das ras c praras, corre-
r.lu por conta dos emprezariosL
Sexta.Os emprezarios obrjgam-so igualmente a
Iluminar os edificios e cslabelucimenlos pblicos,
mediante ajuste leilo com o governo na razo do pre-
co eitabelecido n'csle contrato e tendo cm vista as
despezas de rolloearao dos conbustorcse respectivos
: se obrigarao a con-
iiuur.i por maior pre-
governo.
Stimo.Os combusloresseconservarao acezos du-
Decima stima.O governo provincial obrig.i-se I aDertara do novo canal do que 03 situados no mar
a solicitar do governo geral a seurjo'dedircitos dos do norte. O meio dia de nossa parle do mundo vr
tubos de derivaeao, gtialmen
(ratar cuan os particulares, mas
ro do que o estipulado para o
ranle toda a parte escara das
mo medio de seis horas () por
lenta por mez de trinta dias.
poder ser elevado a dez pelo
reis (25 reis; por hora cada cojaibuitor, se a assem.
blea provincial assim resolver na prxima sessao.
Oilava.O governo ser ouvido na escolba do lo"
noites, segundo o ter-
nnite, ou cento e se-
> lempo de seis horas
breco de vinle e cinco
machioismos, ulencios, apparelhos, tubos, combus-
tores e materias primas, qoe forcm precisas para
a illuminaro, usando os emprezarios pera ule a the-
souraria da fazenda a porrao de materias primas au-
noalinenle.
Decima oilava.Por cada combuslor quo se eo-
conlrar com luz amortecida pagarac os emprezarios
cento e nenla reis ( 180 ris ) por imite, e o dobro
por cada nm, que nao esliver acezo, por noile.
Decima nona.As ditas multas serao desconta-
das mensalmcule na importancia do que liverem de
receber os emprezarios da thesouraria, onde serao
tambem leitos mensalmeote os pagamentos aos
mesmos emprezarios.
Vigsima.No caso de paralisacao da illuminaro
por colpa dos emprezarios, correr por conta dos
mesmos o excelso de despeza que o geverno fizer
com esse servico.
Vigsima primeira.Os emprezarios responderao
pelos prejuizos, que resultarem a terceiro, prove
nienles de omissao, ou deleixo de seus empregados
ou proposlos no servico da companhia.'
Vigsima seguuda.O governo lera um oo mais
agentes incumbidos de examinar o estado do machi-
nismo e canalisar,ao para evitar sinistros, prestndo-
se os emprezarios a todas as requisires.
Vigsima lerceira.Fica reservado aos empreza-
rios o direilo de Iransferirem a oulrera o presente
contrato, approvando o governo provincial a trans-
ferencia. Esta approvacAo importara para os Irans-
ferenles a sna inleira desohriga, ;passando assim
para o novo emprezario loda e qualquer responsa-
bilidade, e vanlageus ou privilegios derivados do
contrato.
Vigsima quarta,Os emprezarios extrahirao o
gaz das substancias, que recommeuda o estado ac-
tual da sciencia, para se obler urna luz brilhanle,
serena e noffensiva, e verilicando-se no periodo da
durara!! deste contrato aperfeiroamento, ou deseo-
berta scientilica de outro agente produelo de luz,
de que possa resultar melhoraruenlo notavel no de-
sempenbo desleservico, poderao os emprezarios lau-
car mo delle, obtendo previo consentimonlo do go-
verno.
Vigsima quinta.Todas ai queslts suscitadas
acerca do presente contrato serao decididas sem re-
curso algum por dous arbitros nomeados pelas par-
les, os quaes no caso de discordancia, nomearao um
desempalador, e se nao convierem nesse desempa-
tador ser elle aomeado pelo presidente do Iribnnal
do commercio.
E sendo declarado pelos mesmos Di*. Filippe Lo-
pes Nelto, Manoel de Barros Brrelo, e Hemy Gib-
son, que accilavam dito contrato, e se obrigavam a
cnmpri-lo com todas as condirocs nelle expressadas>
e que nao cumpriudo em parte, oa no todo, lugei-
lavam-se a pagar toda a perda que a fazenda publi-
ca receber, por todos os seus bens movis o de raz,
havidos e por haver, os quaes para isso obrigavam ,-
e que mais reuunciavam elles e seas socios ( se os
liverem ) slegar perdas e damnos, nem nsarem de
encimparao alguma, para o que fazera renuncia
de lodos os casos forluilos, ordinarios e extraordi-
narios, solitos ou inslitos, cogitados e nao cogita-
dos, porque todos e cada ura delles firar.io sempre
obrigados sem delles se poderem valer, nem os po-
derem allegar em lempo alguem para algum elleilo
e por quilquer motivo que seja.
Mandou o mesmo Illm. Sr: inspector lavrar este
termo,etr. qne ssignou o Exm. Sr. conselheirn pre-
sidente da provincia Dr. Jos Benlo da Cunda e Fi-
gueiredo, os membros da junta, os contratantes, e as
lestemunhas Francisco Anlonio da Silva Cavalcanli,
e Anlonio Fernandes da Cunha Avellar.
Eu Anlonio l-erreira da Annanciac,ao, secrclario
oescrevi.Jos lenlo da Cunha c Figueircdo.
Joso Maria da Cruz.Francisco Antonio Cavalcanli
Cousseiro.Cypriano Fenclon Guedes Alcoforado
Dr. Filippe Lopes Netlo.Mi noel do Barros Br-
relo.Ilenry Gibson.Francisro Anlonio da Silva
Cavalcauli.Antonio Fernandes da Cunha Avellar.
Conforme.O secretario Antonio Ferreira d'An-
iiiini lae.lo.ConformeAntonio Leile de Pinito.
COMMANDO DAS AF WAS,
Qaartel central do eoaaaaando daa araaai da
Pernambuco na cidude de Reelfa tan 8 da
malo da 1856.
ORDEM DO DIA N. 254.
O marechal de campo commandaue das armas faz
abrir-sc dinle de si um bello futuro. E poder
fcilmente adquirir decidida vautagem sobre a parle
norte.
Al ao presente, o Rheno he a grande estrada
commercial pela qual a Allemanha recebe seus g-
neros colouiaes; mas he de presumir que, era um fu-
turo pouco remoto, o Danubio lomara o lugar, e as-
sim o principe dos rios da Eu-opa devera arrear bao-
deira dianle de do seu imperador.
Mas que fazer agora f ()ppr-nos-heraos aborlu-
ra do isthrao? Nao. l'iimeir.-mente isso de nada nos
servira; depois, nao seria justo querer sacrificar os
iuteresses de loda a Europa nossos interesses par-
ticulares. Restara-nos portinlo duas cousas a fa-
zer.
Primeiro, convira principalmente dar urna alten-
cao mais minuciosa a essea rmos de commercio que
a nova via nao prejadicaj. Nessa cathegoria cum-
prc collocar o commercio con a America e com a
cosa occideolal da frica, isses dous ramos devem
ser explorados. lie porlantr necessario fazer ludo o
qoe pode avivar nosso commrcio com esses paizes,
e para isso mclhorar em prineiro logar a posirao de
nossas possessoes as Indias ucidentaes.
Depois sera' para desejar fie nossos commercian-
tes saiham tirar partido dos aovos meios, recente-
mente descobertos que permaem penetrar da costa
de Gninc no interior da Afua, pois a experiencia
adquirida pelo vapor inglezf/eiad, demooslrou que
essa viagem nao he mais inalubra c perniciosa do
que outra qualqaer, )iavenr>o cuidado de nao re-
montar os ros seno na epoa da cchente das aguas
e de tomar depois' algamasprecanroes aconselhadas
pela medicina. La' acha-seim campo immenso par-
o commercio da Europa c epovo que conseguir roa
(ea-lo, sera' bem recoroperado de seu trabalho.
Nao queremos dizer conisso que nosso paiz deva
perder de vista as Indias ocntaes. O grao de im-
portancia dos paizes baixosia Enropa abaixara' em
razao da direccao que lom: a estrada commercial
sobre Suez; sua dominaran! Indias orientaos, pe-
lo contrario, pintura' conisso. A dominado dos
Paizes Baixos as Indias oenlaes e existe com cf-
feilo urna dominaran bem Iquirida para os Paizes
Baixos'!
Temos la', he verdade, lizes conquistados ; mas
nao lem sido elles al hojeonsiderados muilo mais
como um apendiee.do que imo urna porrao de nos-
sa patria
Se queremos qne em conquencia do estaheleci-
menlo do canal de Suez a iporlaneia desse eppen-
dica de nossa patria nao anenle, a ponto que elle
sinta-se em astado de separ-se de nos e de suslen-
tar-se por si mesmo, restamos duas cousas a fazer:
importa escolher entre o syema exclusivo doJapao,
coja impossibilidade esse ramo Estado comer em
fim a entrever, da ligar noss colonias das Indias
orienlaes i rai patria por r,os mais solidos do que
os que exislem agora.
Doas cousas s3o necessari para alcanjar esse fim.
Primeiramenlc nada liga mi slidamente do que os
lieos ,ia nleirao. (Juandoissas possessoes nas In-
dias orienlaes adqujrirem amnv in.ao de que nao
procuramos tanto cvplora-hcomo (orna-las felizes;
que as consideramos como oa porrao de nossa pa-
tria; que encaramos os pos das Indias orienlaes
sujeitos ao nosso poder, mo nossos irmaos e nao
como urna misera cuntrtus pUbt, cntao ellos nos
amaro c por mais que cresm sua prosperidade e
importancia, nao manifesrao nanea o desejo de
separar-se de nos.
Outro meio pelo qual podios ligar i nos mais so-
lidamenta as nussas possessO nas Indias orienlaes,
consiste no cresciracuto do imenlo neerlandez nas
posscssOes da Necrlandia n.Indias orientaos. A
emigrarao para as Indias onuies, eis o que exige o
nosso inlcrcsse. Onanto matrescer naquellas re-
gies o numero dos llollaines unidos pelos laeos
do saogue ou outro- aNccrlaii< europea, menos p-
rtigo havera' de que ellas venl a nao querer per-
manecer ligadas aui Paizes I! i..
A Neetlandia orienlal vera'siiu aoginenlar sua
prosperidade c lornar-ie-ha o Dio mais solido de
nossoEilado, e se nossa patria vesse experimentar
um dia a mesma surte que Tvru Sidonia, qumdo
a via commercial foi deslocada favor de Alexan-
dria, resurgiramos de nossas cp, como pdenix
da fbula, nas Indias orieutiesi mesmo modo que
a Fenicia levaniou-se depois deja queda em Car-
tlago. *
sui-lo, o senhor Ihe vendeu a mullier, o filho e o
pai desie rebelde insolente, e o marcou no braje
com um ferro em braza. Mximo Tremor quebroo
a sua cadeia, deixou as plantaroes e o solo ameri-
cano para ir em basca de sea joven irmao, da sua
vinganra e da sua fortuna.
Eis porque Ihe era preciso a idenlidade do lord
inglez para sempre desapparecido nas rendas do
monte de gelo. Chegado Par!, o lalso lord Fa-
ckland se mistura com os estonvados, com osdaodys
do lasqueuel e na sua companhia se apaixona de
urna raparida chamada Magdalena, que ja vimos
na Sitan, c que lie recolliida por um barnfeitor
obscuro com o proprio Criminare e sua filha, pois
que a obra de vinsanra ja corneroii o voto consuma-
do ; o velho plantador fica arruinado, o escravo re-
belde qucimou-lhe tudo, despcrdirou-lhe ludo.
Croiimare, sob o seu envoltorio estraogeiro, re-
conheceu Mximo, e Magdalena, entto amada de
um joven pintor, liuge por dedicarlo nao resistir ao
amor de lord Fackland, recebe delle urna elegante
habilacao, esperando que lord Fackland traa Mxi-
mo tremor. .
Com effeito, Jorge, o artista, que nao est no se-
gredo. experimenta as torturas do ciume, e se apr-
senla ao nobre Inglez, (em lugar nina terrivel re-
velarlo, Mximo reconhecc que esle Jorge he seo
proprio irmao, vendido por Croixmare. No meio
desta scena de provocarlo e recouhecimento, chega
Croixmare com urna allivez orgnlhosa, com orna co-
lora fulminante ; o homem branco, o horaem livre
fascina o homem de sangoe misturado, o escravo ;
faz que curve a cabeca, faz que peca perdao, e cheio
deste ascendeute, arranca o punhal, quer feri-lo.
quando Magdalena corre para previnir qualquer
desgraca, cabe victima do seu generoso movi-
menlo.
A' vista do sangue derramado, reina o silencio,
e Tremor se levanta, prep3ra-se para desmentir so-
lemnemente as lalacs revelares do sen antigo le-
nuor. Pretende dar urna resta, e a d. Mas eis
que a esta resta concorrem justamente todos aquellos
que sabem o seu segredo, e a apparrao ainda mais
terrivel, o verdadeiro lord Fackland, miraculoia-
uienle escapo do ruonlo de gelo, e he eniao que to-
das as cousas, ao vollarem-so contra elle, tendo.
perdido todas as esperanzas, sabe do mundo pelo
suicidio. FechUr e-teve bello na personagem do
homem de sangue misturado, deste escravo que le
quer tornar homem, e Madamoiselle Page eiteve
encantadora em Magdalena.
C. ./.
IITERIOR.
D(E
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PEBNAMBUDCO.
MAllAMIO.
Villa do Codo -2 de abr!.
Von pela primeira vez orcupar as columrias do
,?-!!.C .!e.11 !Va.e daviai,ssc de naJa< no ii3 (|o ca- sen acreditado jornal, dan.lo-lhe algumas najticias
basleceu a localidfde de lar inha, sempre pelo me-
nor preco possivel.
O esrriv,ao Piuheiro tambem se lem prestado com
o que Jibe he possivel, pelo que merece ser lem-
brado.
Parece incrivel que ama localidade em que tanto*
fazendeirosabastados se contara, niusuem mais ap-
parecesse a soccorrer os miseros necessitados, mil
infelizmente e para nossa vergonha, he esta a triste
realidade.
Ja mais de 100 pessoas tem sido victimas da epi-
demia, ron i an lo -se entre estes os razendeiras Rober-
to Bonoi, l.uiz Pinto e Jos Cunha, e o negociante
Joao de Souza Jnior.
Permita Daos arredar de nos esle flagello terri-
vel, mas a conserva-lo em sua jasla colera, abran-
de ao menos os corarles empedernidos de avartza,
dos nossos ricos, que lalvez pila impiedade distes ee-
lejamos todos nos solfrendo..
Os nossos correios da cidade do Maraoho para a
de Caxias levam 15 dias chegar da primeira deslas
cidadis a esta villa, quando qualqaer proprio parti-
cular gasta na maior forra do inve roo 6 a 8 dias,
Sr. administrador do correio, teoha compaiAp de
mis, olhe para o servico dos correios, que desta for-
ma de nenhiiina utilidade se tornam provincia :
vtja o correio Xavier, qoe de vez em quaudo fica
tm Maranhao, apezar de partir com as malas por
Caxias !
Voltaremos,
V*U.
PERAHBCQ.
" "..... VWMfi....^,, i-|..IO,i,Im l'tfll-
chonnetle, minha filha, he preciso que eu le case.
Esle dado, um pouco romanesco, mimslrou a Cla-
pisson, que ja conta encantadoras partituras, a oc-
casiao de crear urna obra nova, risa do melodas
graciosas, de frescos motives, Ou pedios appropria-
dos, de ama iiislrument.ir.ij elegante. A ouvertu-
ra he cheia de origiualidade egrar^a. Quauto aos
11'daros de cada ura dos tres actos, fora preciso ci-
ta-Ios lodos para fallar com juslira.
Em loda a parte existe msica original e gracio-
sa, hbil e loviana, mas a festa e a alegra das bri-
th.mies noiles [que conta d'ora em vante o theatro
lyrco he a apparicao de Miolan Carvalho, desta dig-
na discipuia do Duprez, o maior dos nossos canto-
res modernos,desta cantora dotada de tlenlo lao
puro, 13o correcto e lao dstincto, que depoil de lo-
dos os seus longos e gloriosos Irumphos na Opera
cmica, acaba ainda de exceder-se, se he possivel,
pela expressao que entao leve, c o estjlo, pela irre-
prehcnsivel agilidade de urna voz que desenvolve
recursos enormes al entao. Tem oblido nm trium-
pho prodigioso ; lem sido chamada militares de ve-
zes a scena, e comoexcellenle camarada que as hon-
ras nao tem pervertido, tem arrastado todos comsi-
go, e at Clapisson que tez tudo quanto pode para
sab(rahir-se a esta ovarao.
Ao lado de Miolan, Manljauze ainda he um ex-
cellente actor, e um perfeito cmico. Todos os ou-
|ros artistas hao tomado a sua parte no Iriampho, e
cada um delles coolribue para o complexo com ver-
dadeiro tlenlo.
desla localidade, c se merecerern as honras di pu-
blicidadc, continuara a traiisrailtir-lhe asq'uciiova-
menlc forera orcorrendo.
O publico, cm geral, pouco se importar de saber
nono lo. non nas Imli.,. -., ^ !, ,allI ni a.
coutecer com o publico do Maranhao, e especial-
mente o publico codoeusc. (Jue de juizos.meu Dos.'
Cus allriburao esta correspondencia aos douiorrs
Vianna, Gaioso, I. C. Lisboa ; oalros, ao pai e tnai
las correspoodenciasdo Codo, o ornvo Pmbeiro,
de quem passarao ao vigario, sendo tami.em iufalli-
velmente lembrado o nosso meslre escola, que se
peija de ensiuar aos discpulos doutrina'chrislia ;
que he a da relgiao do estado, de quem seno peija
elle de perceber os cobres.
Rislori, a Musir trgica italiana,continua o curso
das suas represenlaces. Ao seu repertorio do au-
no passado juntou a Meda de Ernesto I.egouv,
recusado com (anta bulha por Madamoiselle Ra-
cdel. Dizem que a Ira turlo italiana he mui sa-
tisfactoria, e os ensaios se tornam mui Irequentes.
A primeira representarao ser prxima, llavera
com que pagar a curiosidade.
Em vez de entrar nas particularidades dos Irinm-
phos dramticos mais ou menos contestaveis desle
lempo, de todas as pecas que justa ou injustamente
atlrahcm a si a mltidao parisiense, fallar-lhe-hemos
boje em orna obra de Eduardo Plouvier, de urna
bella intelligencia dolada de coragem lilteraria obs-
tinada, urna paca extravagante, tora das estrictas
condires do possivel, na qual se enconlram scenas
vigorosas, palhelicas, cheias de movimento, escrip-
ias com eloquencia e paixao, urna invenrao incri-
vel, cm que lado he crivel, em que tudo caminha
al o fim. Chama-se o Homem de sangue mistu-
rado, e ro representado no theatro da Porta S. Mar-
tin, o theatro dos grandes dramas.
Ao levantar o pauno a scena se abre cm urna
queijaria soissa, onde affluem os viajaules, em urna
hospedarla suspensa sobre os abysmos ; ahi se en-
contrara duas raparigas, urna he Rosa, florista pa-
risiense, que recebeu de lord Fackland urna promet-
a de casamento no meio do prazer engaador da
um carnaval ; a outra he Magdalena, urna belleza
mystcriosa, cujo segredo ainda se ignora-
Este lord Fackland he um dcstes Inglezes origi-
naes qoe nunca so cncoutram na Inglaterra, lem
um amigo de occasiao, chamado Luiz Durand, que
fuma tranquillameulc um charulo no lerraro da
queijaria. Todos os hospedes Ha pousada helvtica
resolveram visitar um moute de gelo visinho. Es-
tas visitas tem seus perigos, os precipicios fazera que
os passeadores nao voltem sempre.
Luiz Durand se perde nos caminhos de nev com
o fidalgo inglez, o cm um desvio, ao passo que ad-
mira o magnficos pontos de vista, lanra-o na aber-
tura de um monte de gelo, depois de Ihe ler lomado
lodosos papis que constituem a sua idenlidade. Os
labios trios do monle de gelo serao discretos.
Esle Luiz Durand, que se lornou tambem lord
do Inglaterra, tem urna viogantl rcalisar, t'era um
passado que he urna horrivcl historia. Ja nao he
Luiz Durand, assim como nao sera lord Fackland,
por mais alvo que pareea, tem sangue negro nas
veias; he Mximo Tremor, um joven escravo, que
nas i laulai "'- de Croixmare esquecia 1 sua misera.
yol cundieran nasdoeuras do casamento.
Em certo dia o amo recebeu na soa habilacao a
visita ile um Irancez viajante : este Franco/, pare-
cen mpressionado da belleza da joven esrrava mu-
Iher de Mximo tremor, e a hospitalidade que lhe
ha dada, se eleva aos limites extremos do pos-
sivel.
Miximo Tevoltadn, imprimi entao os seus labios
de escravo na faca patricia de Croimarc, e para pos-

Mas, para que tanta coriosidade, meas senhores'.'
Que Ihes importa que eu tenha ou nao um pergami-
nho, que perlenca igreja, ou ao exercilo, ou a
classe honrada de empregados pblicos, cora tanto
qne Ihes diga a verdade, ainda que por nua e crua
desagrade, nada raais teem que ver comign, qoe h-
rei sempre por nao ser descoberto, mesmo para po-
der apreciar lodos os juizos temerarios que se lerdo
de formar.
Basta de cavaco, vamos ao que serve.
Duas foram as maiores oceurreucias Jiavidas no
termo da villa no corer do anno de 1855.
A primeira graves males causou a lavoura desta
localidade e qnasi toda a provincia, fallo da terri-
vel secca que solfremos, ( so igualada a de 1825,
30 annos ja decorridos) que deixou la'nto ao pobre
como ao rico, sem cereaes com que se podesse sus-
tentar.
A segunda, loda de esperanzas para a localidade,
como fosse achegada dosprimeiros colonos da colo-
nia Pelropolis, do fazendeiro l'rancisco Marques Ro-
drigues.
Mas, ai, qoe o prsenle anno de 1856, no qual
lanas esperanras nutramos,entra carrancudo e fro,
nosios irmos do Norte e Sal desapiedadamente co-
mo terrivel|gaogelico, (a rainha reinante, na lima-
da phrase do seu Bom dia ) e nos mesmos pe-
las robres que ten dizimado a nossa popolacao, a-
companhada urna ou oulra vez de diarrhea de
sangue.
As primeiras victimas roram os nossos hospedes
colonos, que nao aclimatado., sofTreram e cstSo sen-
do accoramellidos, tanto o pobre como o rico, e o
peior sao as recahidas constantes, raais constante-
mente seguidas de morle-.
As febres que nos aggridem sao di todo o rafidre
febril, ora amarellas, ora typhoide, ora finalmente
intermitientes perniciosas, intermilenles, < rrij-
qua....
O governo mandn o prestante medico Dr. Fer-
nando Antonio Leal, que vai prestando reaes servi-
cos a localidade, pela pericia em sna arle, e mais
que ludo pela cor.igem o abnegaran de ti mesmo,
dotes indispensaveis ao verdadeiro filho de Uypo-
crates.
F'oi o governo feliz: em sua escolha, mas fracos fo-
ram os meios de que a acumpanhou, apenas ordem
para se darcm na eollecloria -J003 rs., cuja ordem
nao appareceu, mas que felizmente o Sr. Marques
Rodrigues fez boa por conta do governo; no en lau-
to he de crer que o Sr. Cruz Machado, ja nos tenha
enviado outios meios, pois nao creio que so mis se-
jamos abandonados, quando as demais localidades
lem sido paternalmente soccorridas pelo governo
em seus soflrimeulos.
Maiores censuras merecen os nossos aristcratas,
que impassiveis tem visto o gemer dos necessitados,
e que os nao teem succorrido com o obslo da cari-
dade.
Oh 1 quo nao sci de nojo como o cont. .
No cnlanto, se lodos gcratuienle teem sido surdoi
as voiaa do sotlrimoiito. exceptuaremos com pra-
zer os senhores, coinmeudadoi Luiz Jos, llenriqaes,
prestante cidado desta localidade em lodas as po-
cas, que mesmo antes da epidemia em seu auge soc-
correu a pobreza coma distribuidlo de im-iiim rs.
e de OO alqaeircs de familia ; o o capitao Francisco
Marques Rodrigues, que nao contente de tratara sua
expensa os- seus colonos enfermos, adiantou como ja
disse os 'JOOSOilO rs. ao medico ene anegado pelo
governo, e deu a enfermara aqui org.inisada 10 ca-
mas, '10 lences, e 2fJ08O0O rs, lez abaixar desde ja-
neiio a carne verde de 100 a 80 rs. a libra, preco
por que a conserva, nnio grado os monopolistas, a-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PBQ-
VINC1AL.
Sessao' ordinaria em 8 ato mato da 1866.,
Presidencia do Sr. commendador Jos Pedro aa
Silva.
As II horas feita a chamada, verfica-se haver nu-
mero legal de Srs. deputados,
O Sr. Presidente abre a sess.lo. '
O Sr. segundo secretario faz a leilura da acta da
sessao antecedente, que be approvada.
O Sr. primeiro secretario aprsenla o segrate
EXPEDIENTE.
Urna petirao de Francisco Xavier da Silva Men-
donca, actual porleiro desla assemblea, pediodo o
augmento de seu ordenado. A commissao de po-
lica.
Ontra de Rufino Jos Correa de Almeida, ollicial
maior da secretaria desta assemblea, pediodo a gra-
ta de por urna resolurao Ihe ser levado em coala
para sua aposentadoria, o lempo que decorrea da
sua demisso a reintemac.lo que por motivos po-
litices Ihe fora dada em J18I6. A comraissSo da
polica.
Outra de Antonio Joaquim Cmara, pedindo se
digne esta casa marcar quota oa Iii do orcameoto
municipal para pagamento da quanlia de 99>il9 ra.
que Ihe hedevedora a cmara municipal do Recite,
proveniente de cusas de procesaos. A commissao
de ore iiiii-nio municipal.
He lido e approvado o seguinte parecer :
if A romnnss.lo de cmaras, a quem foi remetlido
o regulamento do ccmilerio da cidade de Oliuda,
entende que deve ser encamiohado a commissao da
legislacao para interpor sobre o mesmo o sen pa-
recer.
a Sala das scsses da assemblea legislativa 8 d
maio de 1856. Gameiro Jnior. oliveira.
Vai mesa e lie apoiado o seguale requeri-
mento :
Requeiro que seja publicado no jornal da casa se-
surldo o coslume, osnomes dos deputados que com-
Sala das sessoes 7 de maio de 1856.Nascimento
Portella.Jos Joaquim do Reg Barros.
O Sr. /.acerda: Desejo que os nobres singtia-
tarios do requerimento, deem a razo oo justifiquen,
este requerimento que me parece at, nao ser mui-
lo airoso para ni.
Por emquanto somonte direi isto.
O Sr. Xascimento Portella : Pedi a palavra
para dar a razao por que apreienlei o requerimento
qoe se discate. Nao o fiz demovido por algum stnli-
mento qut podesse licar mal a esta casa, de maneira
que nao acho muilo razoavel qoa 'por esse simples
laclo ou pela nica leitura do requerimento, o no-
tare depolado tiresse descuberlo desaire.
O Sr. Larerda : Parece.
O.Sr. X.Portella: Tivesse julgado on Ihe ti-
vesse parecido qae o roque rimen lo lauca va o odioso
sobre esta casa. O que e* quiz, Sr. presidenta, fot
que se praticasse o que tenho viito sempre praticar-
se nesta casa, islo he, que se publiquen! os nomes
dos deputados que comparecen.
O Sr. Machado Portella : At em urna sesslo
se requeren que se tomassem os nomes dos qua
saham.
O Sr. A". Portella : He verdade, al se reque-
ren qae se tomasse nota dos que si reliravam du-
rante a sessao. Demovido, pois, por esse proceder
di assemblea, foi que me resolv a mandar estt re-
querimenlo.
OiSr. Oliveira declarou que votava crmtra o re-
querimento, porjulga-lo escusado.
O Sr. X. Portella : A villa do que o nobre
deputado acaba de dizer, se a mesa pode tomar ena
medida, eu requeiro a retirada do requerimento ;
mas se a mesa entende que nao he de son attribui-
efles, entao o reqaermenlo sabsiilt.
O Sr. Florencio:Sr. presidente, eu voto cernir
o req uenme n lo. porque se Ihe pode dar urna mi in-
terpretarlo, nao digo qoe seja islo das inleucesdo
nobre deputado autor do requerimento, estoo mui-
lo longe de assim pensar ; mas desgracadamente no
nosso paiz ha entes dispostos a ludo, disposlos sem-
pre a encarar as cousas pelo lado peior. Parete-me
ver eslampado em algnm desses pelonrinhos que por
ahi exislem, para vergonha da provincia:Um de-
polado fez nm requerimento, porque ninguem ia a
assemblea.
O Sr. Souza Cartaino : Onaes sao os pelou-
rinhos i'
OSr. Florencio: Qoer qne lhe diga quies sao?
logo lhe direi ; para o que, hade haver occasiao, a
muito oppoi luna.
O Sr. s Pereira : Eu pens como o nobre.
deputado.
O Sr. Florencio : Por tanto, me parece, e con-
fiado meimo nas bellas intenres dos Ilustres auto-
res do requerimento, elles nao terio duvida em re-
ttra-lo, porque estando isto previnido pelo regimen-
t, islo he, a inserrjo na acta dos nomes dos depu-
tados qoe faltam, a mesa quando jolgar necessario
rara publicar essa relai-ao no Diario, a extmplo do
que se pratica no senado, pelo que me parec qne
he essusado o reqaermenlo, visto qae a meta ja ei
ta autorisada e o qae demonstra o reqaerimenlo
he zelo e zelo de mais, da parte dos seus nobres auto-
ras, e mesmo por que ha nns poucos de dial que
aqui eslou e nao lem havido urna nica falla.
O Sr. X. Por/ella : He por qae tem sido pra-
lica.
O Sr. Florencio : Poii essa pratica pode reap-
parecer iudependenle do requerimento do nobre
deputado, mas por deliberarlo da meta e at me pa-
rece, que approvar a casa o requerimento he al
certo ponto inlromelttr-se nas allribuirOesda mesa.
O Sr.|/ O Sr. Florencio : Nao quero censurar a ma-
sa, e por isso digo, qne seria mais convenientedei-
xar-se a arbitrio da mesa turnar essa deliberarlo
quando lhe parecesse conveniente.
A vista deslas consideraron voto contra o reque-
r.:,ruto.
0 Sr. neg Borros : Sr. presidente,pedi a pa-
lavra smenle para justificar o requerimento qne tu
e o incii nobre collega tivemos a honra de submet-
ttr a consideraran da casa.
Nao vejo, Sr. presiden le.que haja dezar algum em
approvar-se o requerimento.
1 m Sr. Deputado : Oaem disse'/
O Sr. Rtqo Barros : O notare membro qne fal-
lou cm primeiro lagar, disse qae seria desairoso a
dignhlade da casa, se fosse approvado o requerimen-
to que on se discnle.
(' Sr.J/icerda :Disse que pareca e pedi urna
explicaro.
O Sr. llego Barros: Mas o que he certo ha qne
lie pratica cm lodos os parlamentos e mesmo Desla
casa he, que se publiquen) no jornal da casa, os no-
mes dos Srs. depulados que faltam, e vendo qae a
commissao de polica he a rompelente, oo lam au- #
lons.acao para islo como disse o nobre depulade o
Sr. Oliveira, e at esta data Dio o fizessem, foi
que nos pronunciamos por este modo,
O Sr. Oliveira : Die qne o poda fazer.
O Sr. Reg Barros: O que he vtrdade he,
qae a publicarlo das discusses este anno lem sido
um pouco retardadas contra o costume.
m Sr. Deputado : E o requerimento obsta a
esse inconveniente?
MUTILADO
ILEGIVEL


O Sr. llego Barros : Nao sci se obsta, pcde-se
lima providencia a casa.
O Sr. Luiz Filippe : Isso nao (eui nada cun
3. impreessao.
O Sr. Reg Horros : Nao digo que icja. O cerln
he, que a casa lem mu contracto coin uin jornal pa-
ra a publicado dos nossos Irahallios.
( m Sr. Diputado: au temos que dar cuntas.
O Sr. llego llano/ : Ol! suiuus representantes
da proviucia, (eraos do dar cuntas aos nossus con)-
mnenles, e ciitrelaulo nito se sabe quaes os depula-
dos que comparecen! as sessues, quaes os que prumo-
vem a verdadeira pnispcridadc da provincia.
O Sr. Lacerda : Nao he lato que us commilteu-
te quereio saber,
U Sr. llego Barloa : tIra se he, o nobre depu-
tado que he peuco falln ein peluurinh > ilisse, que
o icquerimeiilo dav.i ulna n idea .la casa.
O Sr. Florencio : Nao, alo dme islu.,..,
O Sr. fltgo Barros: Explique-se.
"Sr. Florencio : Hisse que apenar das muilo
boas inlenroes dos uobres autores do rcipierinn'iilo,
Ulvez alguui peluuriiihu amauhaa mlerpreasse como
una censura (eita i casa.
O Sr. llego Barros :O que quiz c supponlio lao
beiu o meu uobre collega, que comido .1-1 guou o
requerimento, foi Ido someute, que o.< nossos Iraba-
Ihos contiuuasstm coin toda a rcgularidade, e que
todo ao mesmo lempo paililhasseui do ouus que
prza subee mis.
lia um aparte.
OSr. llego Horros: --Eu acliu necessariu o rc-
qucrimeiito, mas a casa delibere como euleuder.
O Sr. /.m; Filippe : Sr. presidente, lambem
voto coima o requerimenlo.em I' lugar, porque en-
teodo que be da allnbuicao da mesa fazer 011 deixar
de fazer publicar us nomes dos depulados que com-
parecen! ; segundo, porque nao julgo de necessidade
cssa publirai o.
Nem ora de nos precisa ver o scu nomo publicado,
como tendo Tallado para vir aqui.
O Sr. V. I'orlella : Eu quero s que conlinuc
a pralica.
O Sr, Luiz Filippe :Essa pralica he desneces-
saria.
Eu quiera ver demonslrada a necessidade do ro-
querimenlo, mas o uobre depulado ncui una pila-
vra den a esse respeilo, disse simplc-menle qae era
pralica, mas eu quiera saber porque era boa cssa
pralica: ser para que os depulados que vcera os seus
nomos na folha.sejara mais promptos ? Eu ja dis-c
que nenlium de nos precisa desle incentivo para
comparecer, e se algum depulado deiva de ir a ca-
ta, deve-so supporque leve motivos muilo pondero-
sos para isso.e assiui escupida he marca de falla de
comparccimenlo.
O uobre depulado lambem disse quo temos um
contrato com a 15 pographia do Sr. 1-guoira para a
publicarlo dos Irabalhos. Isso nada vem ao caso :
temos he verdade um cunt .icio,e o Sr. Figaera be
obrigado 1 publicar os dbales da nssembla, mas u
requerimento do uobre depulado nao Irata dessa pu-
blicarlo.
Julgo, por tanto, que o requerimento nao he uc-
cessano,e|at mesmo tara pesar algum dear sobro a
assemblca, como disse o meu amigo segundo secre-
tario.
Consullada a casa he o requerimento retirado.
O Sr. Florencio : Tenho de mandar um re-
reqoerimeoto i mesa e pojo a altenrao dos uobres
depulados. (lo)
Sr. presidente, o 9.' do arl. 10 do acto addicio-
nal se exprime da maneira que vou ler fi).
Em virlude desla lei que he fundamental, a as-
semblca provincial no anuo de 1818 promulgou a
lei n. 213 de 16 de agosto, ordenando que o presi-
dente da provincia mandasse construir na cidade do
Kecite ama casa de delincan e diz a lei. Ir.
J presidente da pro. meta executou a lei, isto he,
as dclerminacoes do '.),- do rtico 10 do acto addi-
cional : eiprimir-me-hei melhor. A assemblca em
virlude da aulorisaco conferida pelo aclnaddic.ional
den faculdade ao presidente pela lei 11. 213 de crear
urna casa de deteiicao e o presideule da provincia
em observancia .1 deterrainaeao da assemblca, ereou
a casa de detenerlo, preeucbeudo as condic/jes da lei.
Agora, porm, depois de prompla a casa de delen-
raooo depois de quasi prompla, por que apenas esl
leito um raio.
O Sr. SUcino :Entilo nem he quasi.
O Sr. Florencio :lie mais de um terco, estan-
do prompla a casa da administrarlo e oulras depen-
dencias e em orc.asi.io opporluna terei o prazer de
presentar ao nobre depulado um bonito riico, um
bello desenlio.
- Prompio esse raio da casa de detenerlo com os
necessarios arranjos, linda o presidente de nomear os
empregadoe, para o que deu um regulamculo, e ap-
provou iule in.imenle submellendo-o a considera-
cao do governo imperial ; mas o ministro da juslira
por aviso de 30 de oulubro do anuo passado,
disse, que nao cumpria aos cufres geraes a obrlcarao
de salisfazer essas despezas. t)ra, o aclo addicioual
impoz as asscmblcas provincia a ubncacAo de
crear casas de detenco e cm virludo dessa obriga-
ao autorisou a assemblca de l'crnambucu ao preai-
dcnle para fundar eeie eslabelecimculu, felo u que
edado o respectivo regulamcnlo, o governo geral
diz, que as despezas nao cumpclem aos cofres geraes.
Eu agora nao quero entrar, porque nao be oecasilo
competente, na apreciadlo desse proceilimculo.
" Sr. I.uiz Filippe : Opiniao que j.i foi sus-
tentada pelo nobre depulado.
O Sr. FUrencio: Nao lenha duvida o 'nobre
depulado, nem a assemblca, que se em algn lempo
eo suslentei um opiniao, susicnla-la-bei agora,
sempre ealco (ira do ininha vida, cm qaaesquer
rtrcumstaucUs e ciu ipi.ilu,ur f*ni
d Sr. I.uiz Filippe : Nao duvido.
O Sr. Florencio: E cu seria muilo feliz se
nesc lempo o nobre depulado c muilo oulroi me
tivessem acompanhado, porque culflo lalvez que
nao livessemos hoja de lolar com essas um- dilli-
culdades.
O Sr. lMiz\Filipfc\: Eu nao tinha asseuto
eniao aqui.
O Sr. Florencio : Em ocesiao propria eu da-
ra a miuha opimao, eulrarci na discussAo, para a
qual nao eslou agora preparado, mas prometi ao
nobre depulado que mo hei de preparar.
Teudo dado as razes que me levaram a apresen-
Ur o requerimcnlo c que julgo seren bstanles para
que elle mereca a anprovacla da casa, esperarci pe-
lo parecer da commissao c uessa occasiao teremos
um campo vaslo para a discussao.
Tenho justificado o m*u requerimenlo.
Vai i mesa c he approvado o seguinlo requeri-
menlo :
< KeqQeiro qoc o regulamenlo da casa de deten-
cao teja remellido commissao competente, para
que iuterpouha ella o seu parecer a respeilo, para
esta assemblca volar os fundos para as despezas uell
creadas.S. R.C. Monleiro.A' comuiisso de le-
gislarlo.
OUOEM DO) DA.
l. discussao do projcclo 11. 7 desle auno, que
crea urna ta.leira de primeiras lellras na povoaco
de Ilapissnma.
O Sr.Silrfno : Sr. presidente, toda a vez que
se aprsenla urna qnesi.o dcsla ordem nksla casa,
tres alos pontos culminantes para onde lodos os
Srs. depulados naloralmeule Uncam as vistas : 1.",,
em relacao a ulilulado da materia em si ; >.', era
relaeo a localidade a que se deve fazer applicacfto
della ; 3. em relacao a economa dos cofres provin-
ciaes.
Ser ulil que se de mais expansibilidade a i ti
Irucc.lo primaria na provincia ? Eu creio, que nao
he preciso responder a eila quesiao,uem mesmo de-
. monstra-la.
Ser couvenienle crear nina cadeira de primeiras
lellras na poveacao de liapissuma ''. he a segunda
qoesiao.
Ninaiiom ignora, Sr. presidente que liapissuma
lie u ni dos pontos mais llorcscenlesdo termo de 1 -rua-
ra 11 ; e pelai circumslaucias muilo peculiares do
lugar, essa povoarAo ia tendo um|incremeu!o muilo
lisongeiro, esse incremento deve ser duplicadamen-
le maior se allendermns para urna nova cjrcums-
lancia que se d, donde resulli um grande beneficio
para ella e vem a ser a crcacao de nm poni com-
rnercial em ItapiVsuma pelo esUbclccimeulo da
companliia de paquetes a vapor cosleiros da provinr
ra. He sabido que em liapissuma lem de se crea-
"m trapiche para onde devem allluir ludas as mcr-
cadoriai daqnelles lugares adjaceules.
O Sr. Marques de Amorim ; J.i esla quasi
construido. ,
O Sr. Silcino : He om dos pontos aonde sem
diflicaldade qaalquer vapor loca.
Asslm creio qoe ser mais um funculo de civili-
sacao e popularn, a creacau de urna cadeira de
pnmoirai lellras em liapissuma, e quanlo a lerceira
qeetiao, a de economa, creio, que a quola mar-
cada para pagamento do funocionano quo deve reger
cadeira he lio insignificante que em nada altera
a cifra do orcamento.
Tenho dilo.
Mguns Sri. : Sluito bcm.
Encerrada a discussao e posto a votos o pi ojelo
lie ipprovado.
Entrando em 2.. discosio as posturas da Ca-
ruar.ii, verifica-so nao haver casa em virlude du
que :
O Sr. 'residente levanta a sessao.
cao publica Sr. I)r. J
DIARIO' OE PRNAMBUCO SABIDO 10 DE MAIQ SE 1856
reram algumas, pesson l gradas, entre as quacs o pre- me no meu poslo, s com a diHeren.a de que ore-
sideulo honorario da i esma, o ilustrado Sr. Ur.Joso .aram hm nuU r.u i -
Soares de Aievedo.o digno director da iusiruc- "'", f,,z""e "as '"'''s allusues, ou
iuslruc
M. i'orlella. tlraram osSrs.:
Soares de Azcvedo. I andeira de Mello (presidente
etTvctivol liusinao Libo iseguudo lecrelario] liaina
Lobo, Vascoucellos Chaves. Oliveira Andrade e
Ahlenla Sonto. A asa desla associac.io he na ral
do Livramento u. 27,
.Ilheiiu e Monl'-I'io.Temos j por dual ve-
zcs escriplu sobre o Alheen, ejuitolie quo falle-
mos acora sobre o Monle-I'io-Academico, por isso
que entre ellcs exishjiu algum pontos do coulacto.
Itepetimos o que j.i (lisiemos, que o Alhencu he
una iniporl.'iuli! soci dade scienlilica c literaria: o
io menos importante lie pelo
sse o aulnr do artiga publicado
einais por s:-r Ulna sociedmle
iutelligen-
rlento existem Inanidas na pe.
-onciu material. A aualugia
ares esl. cm que ninbas nas-
noiilo lublime, uascido entre a
Faculdade do Dircilo desla ri-
la incsiiia uianli.l.is coin /co,
dedicaco e dignida e. O Monte l'io, eomoja se
disse, lie um mouuiii Milu de gloria para a Faculdade
Monle-Pio. porm,
seu lim, roiinibem d I
miles de lioiitem, c
bciielirenle, que leude a erguei roboitas
fias, quo pur falta
lim eucherg da ind :
de*las referida! assoc
ceram de mu peusa
disliucla inoridaile d
dade, e ambas sao pi 1
de limito do Kecifo
Na quarla-fcira,
socios do Monte I
la Academia,
compor a cummissAu
O 5o anuo elegeu
reir Yelluzo.
l> ", o I" aiinisla,
U :i", o .1" annisla,
l -'', o 2" annisla,
Coosta-oos que u p
lepuisde meiu dia,reuuiram-se
|fo, em um dos saines do edili-
im de nomeareiii-por eleieAo
inda nao por circ los) os membros que devim
directora; eis o resultado
~> annisla, Juao Gomes Fer-
PAGINA AVULSA.
SODSB ffiini^ 8
Bs Srs. Aiit nii.i Pires Kerreira c Antonio ^a
Silva liuiuao, olloreceram a adininislra.-ao da Ca-
ndido, para i obra do hospital Pedio II," .i qua"l;i
que Ibes foi iirbilrada, como avaliadoies dus predice
rsticos e urbanos perleucenlc, jos Eslaheleciinen-
tos de caridade, no Irienuio do 1853 a 18.V.
Esle aclo revela nao lo geoeroaldade de espirito,
conio espirito de caridade: cada um di o que lem,
e lieos permita que quem esliver em idnticas cir-
cuinstancias nao te fuile a concorrer, nao sii para
que esse edificio lenha o fim que se descia, como
taiuuem para que a futura irmandade da Miseri-
cordia seja inaugurada sobre os auspicios da cari-
dade e utnti n-id.ide publicas.
tom a leilura de um artigo cm nosso Diario
de 8 do crreme, sobre as sociedades scientilicas
creadas e abortadas, excilou-uos e curiosidade de
ludagannoi sobre ell.s, se com efleitu algumas,
a cm do Alhcneu, ainda exisliam, e em que pe.
Do rcsuilado de nosia pesquiza, soubemos que axis-
lem todas com vida (descnlpem a redundancia):
l'l.ilosophica, Aieueu, Moule-1'io, Noologica. Va-
mos a pnmeira. Esta sociedade iuitituida a C de
agosto de 1854, tem tido desde enlao o seu des-
envolviueoto preciso e desojado. No da 7 do cr-
renle foi a sna abertura sglemut, em que coacor-
l'nnciscn Ferreira tlurrcia.
Ovidio da tiama l.ubo.
Francisco Ignacio Weruck.
imciro auno elcucra lambem
o seu, loso que os esiudanles do respectivo anuo se
inscrevam, como esperamos, no livro dos socios do
Moiile-I'io-Academico. Esla rominissao leudo na
forma dos estlalo* del nomear nm presidente c Ihe-
soureiros. volaramiie.-nine discrepanleno lllm.
Sr. I)r. I.oureuco Trigo de Loureiro, que penhora-
do pela pruva de coesiilcraco que acabavam de
dar-lhe, inanifustou por um modo digno a gralidao
que era deuda, aos membros da commissao, ele.
Sociedade Soologica.Esla sociedade existe, e
exisle com multa ani^nar,Ao, secuudo nos consta:
institaida |ior elgnni ektndanles briosos do Collegio
das Arles, em niaip do anuo passado, levo por baic
uu fui o seu peiisanicnlo primordial o aperfeiroa-
meiitn Iliterario;ilcpoisderoinpcremmuitos enlra-
\es. esses estadantes couseguiraui levar a elteilo a
nrcanisarao da sociedade, quo lornaudu-se nnlavel,
lauto quanlo llie foi possivel. vio em seu gremio
penco lempo depois alsuns acadmicos da Faculdade
(le Direito: suas sessocs loma sempre reculares;
luucciouando lodo auno lectivo, c cucerrando-sc
por occasi.io das ferias. No da S do Brrenle prin-
cipio ella os seirs Irabalhos deslo auno na casa- da
roa do Collegio n. 15, seuduo oi'jcclu da sessao
apresentacao de alguns aspirantes ao circulo uoolo-
cicoe a eieic.i-i da ndva mesa, a qual iccahio us
Srs.:
Presidente.
Manoel Jos Mariuliu da Cunba.
Vice-prcsideiue.
F'rauoisco J. II. l'eiuia Jnior.
Sucre(arios.
J. Fiel de Jess l.eile.
Jos A. de M. llaslos.
Thesoureiro.
Americo Netto de Mcndonra.
Orador.
Anlonlo J. Correia de Araujo.
Esla sociedade parece que sendo de jovens aspi-
rantes aos bancos da Academia, nao lem aquelle
cu lllm do impoitancia, que por sua instiluicao deve
merecer; he um engao manifest ; ella vai capri-
clian tu em desempeuhar o seu mndalo, lano
quanlo permiltcm as luzes de cstudaiUes de prepa-
ratorios, que animados e estudiosos aspirara um fu-
turo, isto he, malrieular-sc, cursar, formar-se, pra-
licar, juizar-se, polilicar-se, circular-se, senaluriari-
sir-ie, minislerialisar, ele, ele, ele, etc., ele, eii
porque, como disse o viscomle Albuquerque, elles
esl.io esludaudo Klielorica e l'hilosophii.
Einfim desojamos cordealmenle a lodas essas as-
^sociacoes vdi larga, uniao, fralernidade, divorcia-
das para sempre das rivalidades, bairrisnios, emu-
larocs e Intriga), elementos estes, que un so basta
para desmoronar as mais solidas insliluicoes.
Amen.
Consta que Carlolino, esse assassino que em
Muribeca ha pnuco perpelrou um homicidio, fura
visto em GytaJii, e que depois seguir para Agua-
Prela, onde se aelia refugiado, secuudo he voz pu-
blica, em casa mi Ierras prximas a cusa de um par-
do carptna de nome Fulano de tal, e de qual Ooe-
llio da Silva. Ah! Carlolino 1 Se a polica d'Agua-
l'rcla le faz um suslo... que cajeada, mil Doos!
O pliarmacculico Sr. l'inl acaba do recber
erando porr.lo de macell.-rumana, excellenlo ; dro-
ga esla que nesla praca era obro, c lio barata que
sendo ooro fui vendida a oilava a islKi porque
era de lei ; he de presumir que o Sr. Piolo uao
venda por esse precinbo amavel.
-A Cabanga lem lana necessidade de om cha
fariz, nanlo livemos de te-Ios entre no, lamo
"iiis quanlo ouvimoi dizer, que j.i se dcleruiin.ira
em ero lempos, que all se crigisse um deesas: nio-
numentus aqualicos.
C iiiiiuuaiii a estar inlransilaveis algumas ras;
bem sabemos que a eslaro he propria, coin ludo al-
guna cousa se plide fazer, se quizerem. Conveuea-
le escrever; he lembrar, porque nem ludo lenibra,
e quasi ludo esquece, priucipalnienlea quem tem a-
l.iercs duplicados, triplicados, quadruplicados...
Consla-nos que um inspector tenia requerer a
compauhia de coveiros urna das mcvlallias de disliuc-
cio; parque nao s foi o mais remisso possivel no
cuiiipriineulo dos seus deveres, curan agente policial
na crise que passou, mas lambem porque leve pape-
leta de curandeiro: nao sabemos que despacho lera ;
he de crcr que he favoravel, porque eslii no raso.
Nem sempre o piran satisfaz, quasi sempre em-
pacha c abstrae ; eis porque um cerlo 1'. auda mi-
rando e espiando pur certas esquinas, um acadmi-
co que n,"io be la nenlium anmico, e islo pot res-
peilo (dcixem) de cenas Iransaccoes com pessoas que
por boxea pcqueua se diz ter uegocius, que nao qua-
drin bcm. I'cm, esse defuuclo que lome lente e sizo,
n.in e-le i procuraudu sarnas, e nao queira voar
com azas de Icaro; se continuar, mis pedimos l icen-
c.i ao uproprielario do nome c diremos ludo lira-
iui por lim-liml
Nesses dias tem sido lanzada ao mar grande
porr.lo de baralMo podre Ainda bem, que a liga-
rclla da peale da lio a Visla nao goza desses espect-
culos, por ser amiga da gente da vista boa.
tllliem!... olliem !.... que temos guardado se-
credu a respeilo de urna labolagcm, cujo douo lem
nome de um rci celebre da famosa Albion : ao de-
pois nao digam que Mr. Itnebow vai-sc baler a pislo-
la com liiokeldey. lisies Jocbciys-clubs lem depen-
n nl.i a muila gciilc Felizmente osiluelns ca princi-
piam no campo c acabara as nn-oes; ca su se usa
de media por Iraz do p do pao, n'uma esquina,
n'uma escada, etc. c acabara n'uma mesa de cus-
cus..,.
Os .nutro fiscaes das frecuezias desla cidade
gaslaram 1:0009, para limpeza das ruase seus ater-
ras; no mil mi.i s em seis mezes gaslaram-sc IS
rontos, e o estado das roas be quasi o mesmo, e se
nao he asslm, que dig ira lodos lodos! ccgos.alcija-
dos, (orlos e Vesgos, velbos c meninos, mocas e car-
cassas. Ijuanlos sapalinbos de selim estragados!
Ouanlas barras de ricos vestidos c rendas eulamea-
das! quintos atoUraeulos! que licmcdaes! e un on-
lanlo que os boccos eslau sendo retocados. Oh! re-
locados!... polo ser termo lechnico da scicncia, mas
desejaramos saber, se iara os relucaiuenlos dus bec-
cos he misler deixar as mas:
Sem beccos,
Sem vallados.
Com lamas,
Alagadus.
lecco re/oeado,
lieher desbebido,
llinbeiro cucaulado,
Comer desiumido.
Consla-nos que um inspector de quarleirau he
o delegado de cerlu liscal.
i' Fiscal-inspcclnr ?
Faz fri c calor :
luspeclur-fiscal '.
Nao pode ser, qual.'
liogamos .1 illuslre junta de hvgiene publica,
que se digue a bem da guarda nacional desla cidade,
de eximinar urna das duas prisoes exislculcs no in-
liluladu quartel, puis quo una ilessas prisOes esl es-
tabelecida junio ou uo lugar das privadas, scgimdo
dizem.
Consla-nos que alguns senhores olliciaes de li-
nlia nao permitiera quo os guardas uaciouacs vo
janlar cm suas casal quandu eslau de guarda; visto
au serem iracas arranchadas, adiamos capricho
uesse piocedimenlu : nao us respousabilisamos pelo
noticia, algoeea nos useverou a veracidade della, e
com ludo adiamos repugnante que isso se d, mas
como ludo se v... sera bem possivel que aconteca.
Heos permita que assim uaoieja, lorque considera-
mos admenlo a disliucla classe dos senhores olli-
ciaes.
Um capitn esl doudo por'scrvir.
, Oh que gosto
l'elo servico :
Oh! .jni- niel
De lal corliro!
Ouirora, cada vez iue pastavamoe por caria
ra ila Uoa Vista embirravamos com sen nomeCa-
marao; mas hnje n.io acontece assim, purque esl.i
patente aos olhos do lodos q uo a sua elvinologia
vem do lamaral c charco d'agiia que em si se aeha,
aonde vegeta grande quanlidade desles aninialejos.
Lama como all lie dillicil de encontrar, e ainda me-
nos cora lal cheirume ; ni o piule supporlar quera
nao possne um dos cinco sculidos corporacs u ol-
alo. Misericordia.
Al amanhaa.
COMAUC-A DE NAZARET1I.
7 de maio.
Tinha resollido dar a minba dcinisao do inlc-
ressaule lugar de noliciador, para ver so livrava-me
de compromellimenlos ; mas, como eslou cerlu do
carregar com o paternidade de quasi ludo quanlo
d'aquie mandar para o pelo sub o cdoddio, eis-
usarci menos dellas, pai inio dar tugar a ms n-
terprelafoes.
Quaato a mareara, individual, que Uo neceas*-
ria se loraa para quera muilas vetea lera de denun-
ciar ao publico erres, vicios e abusos, confio milito
mu autoridades que dirigere, os destinos da provin-
cia c especialmente noiobdeitgide e cummandaule
do-destacamoulo desla cidade, que, por forma algu-
ma consentir no di ama sanguinolento da cidade da
victoria; ese pur qu.ilquer falalidade imprevista
eu achar-me protogouisla de alguina Iragedia, nada
dirc sendo queQuem se dis|Mie a amar, dispe-sc
a padecerHe triste consolo este, na verdade; po-
rm de atiaba parle nao esta ter oulro que mais me
quadre.
Vamos ao que importa.
Beta comarca, ericas u docilidade c boa ndole
de -eus habitantes, vai na paz do Seiibur, nao leudo
apparceido caso algum contra a seguranza indivi-
dual, nem de propriadade, segundo as ultimas noli-
cias : gracas a docilidade e boa ndole dus seus ba-
bilanlcs, digu, porque he correule quo a polcia
ucha-se em grande desorg.-iniuc.So. fin provadir*
so, basta dizer que uina das'povoaces adjarenles
esta sendo policiada pur um inspector de qoartei-
rao, a quem aponlain, como aulor de um homicidio
succedido, anda nao ha lies mezes !
O cholera que tanto bem fez a alguns, desappa-
receu no lodo, era dello so falla mais, sen.lo como
de cousa remola; nao obstante, ainda aqui c-lo os
mdicos era commissao, os quaes, para raalarem o
le,"P...... ver, ouvir a calar sempre foi de horaem
discreto !
J vao apparecendo legumes, e sso he causa de
que teolia dii.....nido em grande parle a necesstdade
que sulTria a popularn dias antes : a carne verde
j.i se vendeusabbado a 8, 9 e 10 patacas a arroba,
e a fariuha a 21 c 21 ditas o alqueire : o leijao ven-
de-so aillo, 720 e S00 rs. u quarleirau, medida
vellia.
Esquecia-me dizer que o alferes e subdelegado
desla cidade andou a semana passada s carreiras
alraz de cerlo raarreco, que se apeala como ebefe ou
sub-chefe da celebre runipanliia que irelendeu des-
infectar, digo, roubar o cugeubo Junco, mas nao
o pode colhcr.
Si Deus pro HObit, iuis contra nos !
lodavia na desanime o Sr. alferes ; mais ce
do ou mais larde p passaro ha de vir para a gaiola.
0 cavallo do vinario ja vullou a estribara, gordo
como espeto Daponia, chegava a vir de regu, sr.ilicet
entre as cusidlas !
Ale mais ver. .y.
(Carla particular.)
JURY o RECIPE,
Da 8 de maio.
l'resiilcnria do Sr. r. Franciico de thtit de titi-
ra Maeiel.
Promotor publico interino o Sr. I)r. Candido
Aulraii da Malla e Albuquerque.
Eserivle, Juaquira Francisco de 1'aula Esleves
Clemente.
Feila a chamada s 11 horas da inanh.i. acharam-
se prsenle- 22 Srs. jurados.
1 ur.im mullados cm ln-i> ij re, us seguintes se-
nhores :
llriiardino de Sena e Silva.
Joaquim Jos da Silva Lisboa.
Custodio Jos Alves.
Claudino Jos de Siqucira.
Joao llamos da Cruz.
Alexandro Josjda llosa.
Nicolao Tolcntinn di Carvalhu.
Franriscu Manoel Beranger.
Leandro Ferreira da Cunta.
Autouio Bernardo Quinleiro.
Ur. Carolinn Francisco de Lima Sautos.
Antonio Luiz pereira llaslos.
Ilr. Manoel de Souzn (jarcia.
Antouiu Josde Alenla Kibciro. "
Joaquim Jos de Abreu Jnior.
Ur. Macoel Adriano da Silva Puntes.
Silverio Joan Nepuraucenu Baslus.
Joo Ferreira dos Santos.
Francisco Casado de Fonseca.
Joao Carueiru LeilHo de .Mello.
Tencnle-corunel Antonio Pedro de S Brrelo.
Manuel I luiiiu/. da Silva.
Antonio llenriquei de MirauJa.
Jo?o Vieira Paz.
Manoel Carneiro Rodrigues Campello.
Flix da Cunba Navarra Lias.
Nao baveudo numero legal para liavrr sessao, o
.Sr. Ilr. juia do ..... luwvcrtien U UIleauBiuo ut
20 Srs. jurados esaturara sorteados da urna especial
os seguinles :
Beruardino de Sena l'ontual.
Ilr. Luiz Kodricues Villares.
Amara Franklin Barbosa.
l.a. inoae Honuw.
L'lisscs Cucklcs.
Andr Cuillierrae Brekeufeld.
Ilr. Juao Jos Pinto.
Jos Antonio Vieira de Soasa.
Miguel Seraflm de Castro Nunes.
Angelo Custodio Rodrigues Franra.
Manuel de Oliveira Carneiro Lima.
Manoel Jos da Silva l.eile.
Manoel Conralves Ferreira.
Alvaro Trajino de Albuquerque.
Joaquim Alves da Silva,
('erildo llenriqucs de Mira.
Mauoel Antonio da Silva.
I)r. Ignacio Nery da Fonseca.
Jos Goncalves Malveira.
Manuel Juaquira Muui/. Baranda.
Jos Joaquim da Cunba.
Antonio Uoocalves dos Sanio'.
Francisco Jos Rapozo.
Francisco Eozebiu de Farias.
Ma\imiaun Francisco Uuaile Kecueira.
Ur. Pedro Oaudiauo Kalis e Silva.
Concluido o retoridu sorleiu man lou o Sr. juiz de
dircilo proceder as uolillcares, expedindo-se para
isso us competentes mandados e levanlou a sessao
adiiudo-a Ljara as 10 hocos do dia segunde
BEPAHTIIJAO SA FOI.ICIA.
Secretaria da polica de Peniambuco y de maio
de 1856.
lllm.cExm. Sr.Levo au cuiilieciineulo de V.
Exe que das dillerentes parlicipaces boje rece-
bidas nesla reparlieao, cousla que se deram as se-
guinles occurrcncias :
Forain iiresos: pela subdelegacia da fregneiia du
Recite, a prela escrava Ignez, a requeriuicnlo do
seahor.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Antonio,
o prelo cscravo Jos, por fugidu.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, Theo-
doziu de Sania Rila Machado.
E pela subdelegada du freguezia de S. Loiireuco
da Malla, Mauoel lenlo Ramus, por furto de ca-
vados.
Deos"guarde a V. Exelllm. e Exm. Sr. couse-
lliciro Jos liento da Cunha e Figuciredo, presideu-
le da provincii.O chefe de polica, Luis Carlos
de l'aiva 7Vi',icira.'
Dtaric loe 'jtonamlmcir
se a caz esla bella ci.lade, e nesse mesmo anuo os
Srs. David lluumaii & C. apresentaraiu urna pro-
DDSla ao governo da provincia para se enearrega-
reiu desee ramo do servico, medanle o prero de
210 ris por lampcao por nnile, sendo o lempo me-
dio de illuminac.no o de li horas por noile. Finta i
uceupadoo enverno cun oulrns negocios da publi-
ca admiuislraro, o nao estando aulorisado pela
assemblca provincial -ai a fazer lal couliatn, nao lo-
inou era eoaiideracao dila proposla, que narealida-
de exigi.i \i.n prece uiuilo elevado.
Em I8.it) o Sr. Antonio da Silva Cusmau ( antigo
arrematante d.i illuiiuiiar.io ) conlraluu com o io-
verno, em virlude de aulorisarao da assemblea pro-
vincial, a illuminaro a a/.eile pura toda a cidade
por espato do 12 anuos a 180 ris per cada lampean
sendo o|lempo medio da illuiniuaeao o de 0 lloras
por noile, com a condicilo porm de poder o gover-
no era qualquer lompu contratar illuminacao a caz
cora quem llie rouviesse, cessaudo desd mil m o
contrato do Sr. liiisinao, e nao sendo o coverno por
isso obrigado a pagar indemnisarao alcuma.
Em ls.%2 o Sr. Ireuco, boje baro do Man ) que
a lima contratado a illuuunaro a caz para a capi-
tal do llio de Janeiro, propoz-se lambem a contra-
tar a desta .-idade, diegando a requerer a assemblea
provincial para osse lim ; porem antes que bouve-se
resuluciio llgums a respeilo, o mesmo Sr. rclirou
sua proposla desisliudo da empreza, o que bem
parcre ter sido, segundo dizem, foi causa de em-
pcnlios de pessoas de sua nmizade.
Fim o anuo prximo passado, os Srs. liarros Br-
relo e lleniv Gvbson requereram a assemblca pro-
vincial para eslabclecercn a illuuiiiiac,ao a caz em
toda esla cidade e pelo mesmo proco de 180 reispor
lampcao por noile, que se paga a allumin.ican ac-
tual de azeile, scudo o lempo medio de horas de
illuminacao, e nao obstante 1 opiniao formada (por-
que isso iinporlav.i a ce-sacao de lucros de alguein )
a assemblca rcronhjcendn as vanlagens d'alii resul-
lanles, autorisou na lei do ornamento provincial o
enverno a contratar a dila llluminacjo com os refe-
ridos Srs. Brrelo e Uybion, ou cora quem inelho-
res vanlagens ollerecesse, com lauto, porm que nao
se excedesse a verba respectiva de despeza determi-
nada na mesma lei.
Publicada a lei em biabo do anno prximo pas-
sado cora aquella dispo>icao, (cava ipso fado este-
belecida a eoncurreocia a quem quer que desejasse
apreseolar sua propona a tal respeilo. e por couse-
guinle iicnliuraa oulra publicara) se fazia mais ne-
cessaria.
Em virlude dessa publicara i aprcsenlou o Sr. Ur.
Lopes Nello, cm janern do correule anuo urna pro-
posta para tal lim, e puncos dias depois lambem us
Srs. Barros Brrelo a llenry Gybson spresentaram
a sua. Enlao S. Exe alp querendo julcar da mi-
loria pur si s, inaudou uuvir au Sr. cnccnlieiru di-
rector do arsenal de guerra, ao inspector do arsenal
rador fiscal, c ltimamente ao director das obras
publicas.
O Sr. Achules Marliq"de Esladcns, chegado a
esla provincia era o vapor inh-lez do primeiro de
marro diricio-se S. Ese. pediudo lbe f.irnecesse al-
gumas llforinaroes sobre o contrato da Iluminara .
a gaz que se prcleudia fazer, porque, ello tambera
desejava ser um concurrente ; S. Exe depois de llio
ler mostrado o, melhores desejos era fazer um rae
lhor.imcnlo, mauduu pur despacho em ura reque-
rimenlo, que a Ibesouraria provincial fornecesse ao
dito Esladens todas as iuforraai;es precisas para (al
fim, e delcrminoH igualmente ao director das obras
publicas para de sua parle prestar as plaas e mais
csclarednieutos que o dilosenhor requisilasse. Foriio
lodas essas ordeus lio completamente salisfeilas.quc
al moslraram as propostas ja aprescnladas, e o Sr.
Esladcns em 24 horas formulou a sua, como mais
abaixo ser dilo.
_ Por cssa mesraa occsiiSo o Sr. Antonio da Silva
fiosmao apresenlou urna proposla semelhanle a
do Sr. Ur. Lopes Nello, que pareca ler sido copia-
da daquella, e apenas deferia em diminuir um
real no preco do gaz, e um anno no lempo de pri-
vilegio.
Portanto em visla do que fica expendido, como
se poder dizer que o contrato de que se trata foi
feilo as escondidas '.' !
O Sr. Esladens relirando-sc para o sul do Brasil,
dizem que deixara ao Sr. Uopral encarregado desse
negocio, o qual nao apresenlou procurar.io para
esse fim.
F.slabclecida dessa maneira a concurrencia pas-
semos a examiuar cada nina das propuslas nos pon-
tos de divergencia, deiaado de parle a do Sr. (lus-
mao, que bem se poda chamar urna copia do Sr.
Ur. Lopes Nello.
Vamos as propostas,
O Sr. Ur. Lopes Nello cm sua proposla so obri-
cara a fazer a sua cusa lodas t obras necessarios a
illnmiiiaru a gaz, inclusive us lampees, encarre-
eandu-se de toda a conservaran e bem assim do cos-
leio pan acender e apacir diariamente os mesmos
lampeSes ; lixara a iolensidade da luz determinada-
mente em 10 velas de espermaccle, exigia o privi-
legio por 30 annos, e o precn de 2"i ruis pnr bien e
por hora no caso de durar a illuminacao dez horas
por noile coinu he garalmcnle na Europa, no Rio
de Janeiro, c acaba de ser con balado na Babia, oo
30 ris por hora ni raso do ser a durar ni da luz
le ino mu- ,i i; ;,, r,r n,i. -- ai.iuai.
..irme com a luz de azeile. ""
A proposta do Sr. Barros Brrelo e C.vhsoo cou-
tinh.i condires idnticas as do Sr. Lopes Nello,
icios mesmos prefoa, c someulc detiriam em pedir
o irivilecio por 20 anuos.
O Sr. Estadens cm sua proposla nao so sugeila ao
cuslcio de acender e apagar diariamente os lam-
pones, e nem especifica i qualidade das dez velas
era que lixou a iulensidudc de sua luz, porm exi-
ge o pequeo prero de 20 ris por bien por hora,)
asas com a rundirn do se elevar o numero de rain-
pees a mais de 1000.
Apreciando pois cadi urna deslas propostas obser-
vamos, quo as do Sr. Dr. Lopes Nello, II. Brrelo
e Gybson, alen) de (karem de urna maneira clara
e bem determinada a nlr.n.-i.lado de sna luz su-
ceilam-se a fazer a su; cusa luda a despeza do cos-
teio para acender o ipigar diariamente os lampees,
o que de cerlo imporli em nao pequea quintil.
Olanlo porem ao prect, achamos muilo razoavel e
ventajoso, porque no ciso da illuminacao ser de li
horas, termo medio, tiremos nina illuminacao mais
bullanle e limpa quea de azeile, c pelo" mesmo
preco; c no caso de 10 loras tetemos essa melhor illu-
minacao ainda por pssje xenor, 10 1|2 por cenlo do
que a de azeile, pur isa q4\? nesso caso o proco ser
de 2 reis por hura. Secomparamos esse proco' com o
do Rio de Janeiro, aclaraos urna dilTerenca de 2 reis
para menos, islo he, Sior cenlo ainda nenos que a
do Rio, alora de que a intensidade da luz ja he su-
perior a de 3 vellas. tjraparando igora com o pre.
Co porque se vende ogtz era Paris, vemos que all
( na fadricl dcMamly YVilson & C. em todas as
mais,) rusta \ a (i 1|2 4' coulesimos cada Mea de gaz,
o que correspondo en uossa moeda ao cambio de
3SS reis por franco a iyl e 25 reis por cada luz,
isto he, em termo molo 24 reis por bico. Em Lon-
dres ondo o carvo d;pedra he muilo barato, sabe-
mos que cada bico de cusa (> centesimos de
pennv, que ao cambio de 27 corresponde a 21 1|2
nis de nossa moeda. En visla puis de todas essas
ronlroiiljroes he rlarijue o prero do 35 reis he
muito vantojoso.priuciplmenle para esta cidade, on-
de a cada momeulo ic coutram graudcs dilliculda-
des pan a realisacao d qualquer industria ; mas
nem por isso esse prero sta fora dos limites de c\i-
qulbilidade.
Passando agora a propsla do Sr. Esladens obser-
vamos ; primeirn, que luteosidade da luz uao foi
duramente lixada ; segudo, que ello nao toma a
scu cargo a despeza do ojleio para acender c apagar
os larapces, o quo acanlaria au guveruo urna des-
peza de mais de vinle elnus conlns de reis. como
se podo verificar ralcolado um Individuo com o
jornal de IjOOO reisjdiaos para cada .10 lampees;
lerccirn, lioulmcnto o picu de 20 reispor orando
podia deixar de ser ima Bario, pois gue nao be pos-
sivel, que nos aqni, ore nos faltam bracos, e a
materia prima ) lenhami o gaz por mcnoi prero du
que em Paris ou f.oiidrciondcessa industria se "ada
A assemblca approvou boulem um requerimeule | elevada ao mais alto grado aperfeicoamento.
dos Srs. Machado da Silva c Lacerda, pedindu seja
exigida a presidencia as peras n que se referen! o re-
lalorio de S. E\e
Appreciouos pareceres das commisses reunidas
do consliluirao o saude publica, sobre o projeclu do
Sr. Sabino.
FaHaram a favor o seu autor e o Sr. Silva Braga ;
contra os Srs. Antonio Luiz, Silvino, Florencio e
linio. A discussao licou adiada pela hora.
A ordem do dia de boje be a primeiru discussao
dos projeclos os. 8 cO, e a segunda das pusluras de
Ouncurv, o a conliuuacao da de honlem.
Keccbemos aolidasde Serinhaem cora dala do I"
ilo crrenle. A epidemia eslava completamente ex-
mela em (udn u inuuicipiu.
O Sr. capitn Jns dus Sanios Nunca Lima j es-
lava exeiceudo as foncres de delegado do lernio,
eni lucar do Sr. lente coronel I'orlella, cuja au-
sencia era ccralmeule lamentada. O municipio f-
cava gozando de plena Iraiupiillidado.
As milicias de Nzarelb que chegam a 7 do cr-
lente, dflo a pidemia complelameole exliucta em
Inda a comarca, segundse vera' da caria do nosso
correspondente daquelle lugar. Ja iam apparecendo
legaates, 0 quo diminuir em grande parle as ueces-
sidudes que sollria a popalagSo.
Aseguranra individale de propriodade nao li-
iiha sollrido ofleosa alcuma. V
('omiuuiiifrt&ovo
A ILLUMINACAO .V GAZ.
Ouando todos se acbavam sallsfeilos por haver o
Exm. presidente da provincia concluido o contrato
para ser illumiuada a gaz esla bella cidade do Re-
cite, dolamlo-a assim com mais esse melliorameulo,
ha muilo reclamado, eis que appareceu era o Libe-
ral PenuunbucaH de 2 e ( do crrenle, um artigo,
em n qual adultcrando-sc os fados, se procura cen-
surar o governo por haver celebrado esso contrato
comusSrs.it. Brrelo, li, Gybson,e Ur. Lopes hvdrnfeneo pur
Por tanto, u simples aucrau de" nao se soceila.
o Sr. Esladens ao eocarf do crtelo para acender i
apagar os lampees, o qi importara cm mais de
Vate e dous eolitos de lis auiiualmcnle, era niuilc
sulliclenle para tornar aua proposla em condicro
inferior as oulrss ; mas ludo isso ainda reuni o
diminuto preco de 20 re por hora, que bem mostr
a inexequibilidade de si proposla, e que por issa
nao devia ser admillidanaxime haveudo pessoa ino
lefearada era eslorvar realisacao desse roulralo-
Nem se diga que isso hom caso novo, porque lomo
o exeinplo de qoiudo s.raluu da ill uiuiuaco a gaz
do Rio dejaueiro, allipparecen una pro'poala do
Se Canillis oilerecenda sua luz pelo preco de 18
reis, ejo governo depoise (erouvido as pessoas, que
haviam esludado a malla, e conformndose com a
opiniao do conselho de lado, nao aceilou aquella
proposla, por que conhia-se nao ser possivel fazer
aquelle servico por lao minuto preco, c assim nao
convinha demorar a pilal do imperio daquelle
raelliorainento.
Para defender esse bio preco,dizia o Sr. Uupr.it
que u Sr. Esladens naniipregaria na illuminacao
o gazhvdrogenocarboilu. massim o gaz liyro-
genen pura extrehido djoa, para o que havia um
aovo procoso ja imiiloinbecidn era Franca, onde
jeaehavia eaipregedo lluminarao publica.
F.nlau o Exm. Sr. pridenle da provincia, para
rerlilicar-so desses aperroaincnlos, encurrecou ao
director du obras pabla pare que se cnieudcsse
com o engenheiro em efe da estrada de ferro J.
Scoll Tncker, chegado) Londres novapqr do pr-
meiro'de abril, e bcm im coin o Sr. Momav, alim
de seinformar se de fa< o gaz hydrogaaeo puro ja
eslava apidicado para llumiuacao publica de Pa-
ris ou Londres. Em sallado foi respondido por
aquellos Srs. qoe a illiinecn publica de Paris e
Londres ainda coiiIiiii>i a ser feila pelo caz bv-
drogeneo carbonado, o he, o gaz extrahido do
carvan de pedia ; e <>r. diredor das obras publi-
cas dando conla dessdBsalla, mullo bem demons-
Iroo era sua infurmai os iiuiuensos |icriaus que
corria a illuminacao urna cidade feila pelo gaz
Nello. Convencido mis da que n aulor de lacs ar-
ligos fura mal informado a lal respeilo, pois qne
parece ler apenas oiiv.toa pessoas cojos iuleresscs
l u.iiii ollcndidns, e certa de que uina expoairo fiel
e sincera de ludu quanto se passou a lal respeilo
seria u melhor meio de reslabelecer a verdade dos
fados, nos que sempre acoinpanliamos de per.lo lodo
esse negocio, pasearemos a etpdr cisa mesraa verda-
de sem mais adorno algum, para que relbor possa
ser apreciada por qualquer pessoa.
Desde iH que appareceu a idea deUilnmiuaf-
A lodas essas coiisracies nos ainda taremos a se-
guinlo observarlo : na rea idade cvislem mdlio-
ramctitos lacs na illiinac.to pelo gaz hydrogeneo
|iuro. que .1 tornara perior ou ao menos icual a
do hydrogeneo rarlndo, e sendo cerlo que o li\-
drogeneo puro cusllais barato que o hydrogeneo
carbonado, be ovni e que esta deve sempre pre-
ferir a aquella ; nrm nenliuina parte se devera
eslar mais cerlo de faci do quo em Pars, que
he u cenlro ou focra lodas as ciencias; mas h
sabido que tcudo-scabulouo auno prximo pas-
sado o contrato do governo com as diversas compa-
nhias da illuminarao do Paris, o mesmo governo re-
novou o seu contrato de illuminacao pelo gaz hydro-
geneo carbonado, estrellido do earvae de pedra, co-
mo consta das publicarles dos joruaes, uao podendo
nbler enlao entra vaulagein alera de ura abale de II)
por cenlo, em eooseqaeaeia de se lerem fundido lo-
das as companhias em urna si ; dahi parece que de-
remos concluir, que a illuminacao publica por meio
do gaz hydrogeneo paro ainda "nao mereceu a ap-
provacaoda principal capital da Europa; e por
consegiiinle nao be a cidade do Recita, quem devia
eiporimeutar as tenlalivas do Sr. Esladens.
Nao nbslanle serem as raiSes aprescnladas mais
que suflicienies, iara nao se adraillir a proposla do
Sr. Esladens, (pessoa deseoaheelda nesla provincia,
al pelos seus compatriotas), que linba por seu en-
carrecado ao Sr. Ilupcal, o F:xm. presideule da pio-
vincia, querendo realisar esse contrato comas maio-
res vaulaceni eseguranca para a provincia, e recu-
nbecendo ao mesmo lempo que toda a demora era
prejudicial ,i provincia, mandou orgauisar as condi-
uies que deviam regular o contrato, e por duas vezes
convidou ,i..s concurrentes para se reiinirem em pa-
lacio, alim de cada um declarar por escriplo se acei-
lava aquellas coudiees.
A neuliiima dessas reonioes cumpareccu o Sr.
I.usmao ; us Srs. Ur. Lopes Nclto, B. Brrelo, Gin-
sen lizcram a declararan por eseriplo, que e-t i vara
promptos a aceitar aquellas condenes porem o Sr.
Uupril, como enrarregadn pete Sr. Esladens, depois
de se ler recusado milito a escrever, aliual declarou
que nao accilava se nao is condieees mencionadas
na proposta du Sr. Estadens, mas que prceisava de
um prazo para consultar o sen cmislituiutc.
Ora, ura pedido desles, depuis de Uo lencas ibs-
eussoes, o quandu esla a lerrninar-se n ann liuan-
cciro, cora o qual lainhera acaba a eatorisaele dada
ao guveruo paira hzer esse contrato, (pois que as dis-
posices conlidas as leis do ore enlo somenle lem
vigor dentro do respectivo anuo) parece denotar
nm graude desejn de emliarac t a realisacao do coo-
Irab, e pur coii-ecuinte nao poda ser allndido.
Em visla pois deslas deelareeOet, he fora de toda
a duvida quo proposla do Sr. Bsladeus no pjdia
ser aceila ; e eejne somenle restavam as dos Srs. Ur.
Lopes Nello, B. Brrelo, e Gybson, qoe erara idn-
ticas, e ollereciam grandes vaalegeas, mandou o go-
verno ellectiiur o contrato com esses senhores.
Terminando aqui esla fiel espesiejlo de ludo quan-
lo se passou para a lealisaciio do contrato da illu-
iiunac.n a gaz da ciJade do Recite, estamos con-
vencidos de que o illuslre aulor dos arligos do Libe-
ral reconheceru quanlo foi illudido pelas infurraa-
coes, que lbe iniui.liarau.e o publico julgar do cui-
dado e dedicaco com que o Exm. presidente da
provincia pracurou zelar os inlcresses da provincia,
nao poupando lempo nem irabalhu para estudar a
materia, e uiivhido a rcspeilu ludas as pessoas que
Ihe pareccram compclenles.
Recita 7 de maio de 18.">t.
ItEI.IGlAO.
A viuda do Espirito Santo.
Paractilus aut em spirilus
sanelus quem mittel pater
in nonime meo, i/le vos
dorebit omnia.
( S .1 mu cap. 14 v. 26.)
Jess Quisto anlcs de apanar-se de seus disc-
pulos, e do subir glorioso ao Ceo, peneirava com
evidencia lodo excesso de obstinacao e segoeira dos
liomens infelizes por seus crimes, ingratos por nata-
reza, descouhecidos por vuntade, e iuseusiveis por
capricho.
Conhecia principalmente que os seus proprios dis-
cpulos desliuados an ministerio da palavra se pos-
suiam como o supoes SJetO Chrisoslmo,de soslo, e
de terror; por islo lhes admuesla c cunsola; e de-
pois de moslrar-lhes a gravidade dos delictus da na-
cao ingrata aos seus graudiosos beiieficios. delictos
inqualiric3veis e sem escosa, pe- que a verdade Ihe
foi pateule era toda a sua evide.icia ; depois de mo
(rar-lhes que elles linalmenle o aborrecan, lhes
faz ver que elle mandara o alio um espirito santi-
ficado ; espirito de verdad j que procede do pai, mas
que nao he o pai; qne procede do filho, mas que
nao he o filho ; que o pai e o lilho he o mesmo es-
pirito santo, porem que o espirito sanio nao he o
pai, uem o filho ; o qual dara teslcmunho da sua
doulrina c os encheriu das virtudes celestes, f'om
uini ccner'l I'araclita*, quem ego mittam vobis
a paire s;iritum veritatis, Ule Ic'imonium perhibibet de me. ( S. Joilo cap.
15 .. 26. ) coreo se Ibes dissesse ; cu vos mandarei o
espirito sanio e elle vos dar sabedoria ; como diz
a. Agostinho, e ura lesiemunho irrcfragavel da
minba pessoa, de tal sorle que os qne me nao vicio
dardo asseuso a minha doulrina ; elle vos tani ver

si--llvd evidencia que penelrou a alma do pruphela,
quando disse que os raeus leslemunhos erao dignos
da mais subida e seria allcncdo ; elle vos tar ver
quo ludo quanlo o mundo lem visto do maior ; co-
nhecido de mais bello, e admirado de mais bri-
Ihaule sera ludo chimera a visla da religin que vos
prego ; elle tara de miaba cruz o instrumento de
gloria, e dosineus tormentos os Irnpbeos de miuha
conquista ; elle apresenlar-vos-ha os espirilos das
Irevas, ligados a morle vencida, as cadeias do pee-
do deslruiJas, o ceo paleule ; elle cm summa far
a melamorpbose da iguoraucia do meu suplicio, do
oprohrio de miuha morle do horror do meu sepul-
cro, e obrubaiido ludo com os esplendores da mi-
nba ressiirreic.io e divindade, dar o leslerauuho
mais -ulcuiue c decissivo, e exhuberanlc de minha
grandeza ClarifieacU me quta Me meo aceipict ( S.
Juan cap. 16 v. li.)
EQccIivaincnle, o lilho do cierno espera n dia de
Pentecosts ( palavra grega que significa 50 dias;
dia em quo a Irib Me Jud congregada recordava
com respeilo as misericordias do Allissimo na dadiva
de sua lei sobre o alcantilado monte ; dia em que
o povo vinhaoffereccr humildemente seus sacrificios
em asteo de gracas pelos fruclos recebidos daquelle
auno.
Nesse dia pois de lano concurso, e qne se con-
lavam ciucueula dias depuis da ressurreirao do noss
divino rcdcmplor, e depois da sua gloriosa assenedo,
nao j.i de madrugada como se vio no nascimenlo c
mesmo na ressureirao triumphal, mas as'J horas da
inanha quandu aquelle povo eslava no fervor de
suas orares, uo ardor de suas saudades; quaudo
seus espirilos eslaVe mais onde se aiuav.io que onde
auimivao ; ab uaquellu ponto de amor que fortni
os transportes, e cama desraaios e deliquios, achan-
do-se lodos os discpulos reunidos em Jerusalem,
era cumpauhia da mais sania das crealuras M. SS.
rompe sbito osarrs,como diz S. Thomaz de Villa-
nova, o estampido mais fono, o elho muilo mais
lerriveJ que o do IrovSo quando despedaza as uuvens
aqui Ircme a Ierra, abala-se o cenculo, porem nao
abalao-se seus hablaJorcs,prostaram-se os ceos, e de
repente apparece sobre o cenculo o Espirito Santo ;
a lerceira pessoa da .SS. Iriudade, espirito do ver-
dade, e de cousolaco ; logo sagrado que feudendo
os ares, prurorapendo os pavimentos mais inleraos.se
reparte era pequeas e llammaulcs linguas, as quaes
vao sentar-se sobre as caberas dos discpulos que
se achavara congregados cm um sii lugar, animados
de ura s espirito ; e pusiuido de um so allelo.
Euche-se de claridade, de cheiro, de luz, de
suavidade ludo aquello lugar ditoso ; e o vapor das
chammas,por que lio chamas de ura fugo i'ncxliugui-
vel, sopra pur toda a parle, e vai noticiar a Jeru-
salem toda da ardeulc lavareda que se alea no pe-
queo cenculo dos Galileos.
Assusta-sca cidade, alcmorisa-se o povo, c cheio
de espanto corre em tumulto a ver o que he feilo
dos apostlos, e de sua murada. E o que ha de ser
quando 0 ceu obra um prodigio, e um prodigio so-
bremodo estupendo !
He a fogueira do amor que vem purificar as vio-
limas do seu servico, bem como succede a um vaso
de prala quando se tanca cm urna fornallia rdanle.
Os lumen- chegao ao cenculo, entr.'u, c boquia-
berlos admirSo-se ; o o que admiras elles i ura fo-
go divino, um logo que arde, mas que nao conso-
m ; lodos os discididos nelle abrasados, c nenlium
aniquilado; o templo elimo de magcslade, maior
eiada que a que cacheo o lemp lo do mais sabio dos
reis na ulica lei; um fugo que dcscendo do eco
nao veio destruir as victimas para pariGcalis ; um
fogo que diviaisindo os espirilos ensiaa do aecordo
a sabedoria mais profunda toda divina, scieuci.i do
ceo ; um logo que vem repartir urna lingus, em-
. linguas diferentes o infinitas, sera eoufuso, sera bar-
uariilade, mas ante cora sabedoria, cora erara, cun
uiinrao.
Que prodigio estopeado a toda a prava !
Os Apostlos, diz S. Isidoro, eiilr.uii no cencu-
lo tarreaos, c apparecem indos eelesleais, tedes divi-
uos ; culraiu carnaes e idiotas, limidos, crosseiros
pescadores, tristes olliciaes da arte abjecla c ilcspresi-
vcl; e logo apicsciilam-se sabios, fortes ai denles,
e rbetorieos. Ja u.lo sao horneas, sao auvens io-
ceodiadas que relampaguean!, Irovejam cabal tm ;
impelilos pelo balito do Espirito Parclito, saliera
de Jerusalem por lodas as provincias do universo ;
vao de cidade i cidade ; de capilal capital, de
reino a reiooplo menle na uccidoole, do septcnlriao
ao uieio-di.i; de um povo pan. oulro poyo. Euliam
nos lugares mais inaccessiveis, nos paizes mais dis-
tantes ; n.is ilhas mais remolas, nos climas a que
apenes ebega a cscassa luz do sol ; pene liara desde
a gelada Sextina, at a ardenle Arabio. Nem as
abrasadas areias dos solitarios desertus, nem os er-
guidos montes, as carraucudas tempestades.a inlem-
peranca do ar,| nem os perigusos escolhos de lanos
mares os podem deler.
Sem oulro apparalo mais que o miiasrr, sem ou-
lra arma que a palavra, sera mais peisuasao que o
exemplo, sem oulra torra que a virlude, fallara e
arrebatara, arrebolara, couveneem, triuinpham e
coarertom. Os Perthos e os lledos, os Elemitaas
e os Judeos, os Persas e os Aribes todos os enleu-
dem, pasmam e admiran, stupebant omnes el
mirabuntur.
Elles clamara na Mcsopolamia, pregara na ladea,
exhortara era Capadoeia, calhcquisam na Phrigia,
eusiuam em Pemphilia, dogmattnm no capitolio,
evaugelisam e por todu o mundo propagara c cslcn-
dera a igreja e acabara uo marlvrio.
Cada ura delles rellexionando sobre si mesmo,
recoulieceiido-se veslidus de um esplendur todo divi-
nu, elles que apenas saiiiam fallar a liugua de sai
nar. apparecem expeditos naalheiasmeslres de to-
das ellas ; cada um de per si falla a lingua de lodo
o mundo, e lodo o'mundo cntende a lingua de
om so cada um em sumraa lem em sin lingua o
diccionario de todas, diz S. Joao Chrisostemo.
'.llegando por lauto este grande prodigio ao co-
nhecimenlo de lodos, se espantara e sorprendem-se
de ouvir os apostlos fallaren) na propria Irngua de
cada um dos prsenles.
Qae he islo t perguulam-se muluainenle. Nao
sao estes aquelles Galileos ha pouco tirados de orna
oceupacao grosseira e abjecla, desprezivcis pela no-
vidade da relrcui-j ; sera nascimenlo, sem educaran
sem nome e sem estudie Coran agora apreson-
lam-se, sabios e doulores a nnssa visla, quando hon-
lem uem ainda linbam capacidade para discpulos '.'
Qae he islo '.
He por sem duvida irespoiidemcalhcgoricameiile
o Espirito Santo que infundio sobre esles homeos
afortunados, dom da sabedoria toda eclesie.
F'oioEsperilo Parclito oquelormoua conducta de
Pedro, iospirou as persuasoes de Paulo ; dirigi
os successo de Locas, dispoz os milagres de Marcos ;
foi elle.raesmo que, segundo Jess Chrislo.liivia de-
pois ensillar a lodos elles.quanto deviam obrar cheios
de valor e de f lile eos docebil omita; Foi o Par-
clito Divino que presidio ao baplismo deJesus Chris-
lo uo rio Jordn foi elle que fallou pela bocea dos
prophelas; be em nome do Espirito Sanlo.da mesma
sorle que era uomedo Pai e do Filho que somos bap-
lisadus. (le o Esperilo Sanio que preside aos conci-
lios ; que assisle i igreja santa em suas decises
dogmticas ; be o Espirito Sanio, diz S. Pedra pe-
lo seu movimenlo que os humem fallara, e he elle
que communica aus mesmos liomens os seus dos.
Uevemos perianto crer firmemente que em Ueos
ha urna lerceira pessoa, que procede do Pai e do Fi-
lho e que lem a mesma natureza e a mesraa divin-
dade que as outras duas pessoas devinas; assim n Es-
pirito Sanio, sendo igual ao Pai e ao Filho, he co-
mo elles sao eterno ; omnipotente ; infinito, e
igualmenle perfeito : cm summa elle he um e o
mesmo Ueos com o Pai e o Filho, ligo sum in Pa-
ire meo el vos in me, el ego in eobis.
Fr. Lino.
Srs. redactores:No seu Diario n. M se publi-
nu um cummuuic.'du com o ululo,/ dnisao dos
circuiose assiguado pelo Imparcial, no qual, pre-
lendendo seu autor sustentar a idea da uncr.Vi das
comarcas de Pojen e Ba-Visla. para consliluirem
um circulo elcitoral com a sede em Villa-Bella, te
dirigem ofleusivas expressnes aus habitantes da co-
marca de Boa-Visla em geral, o especialmente as
suas mais dislinctas familias,entre oulras igualmenle
disliuclas, e aos seus mais'qualicados caracteres, en-
tre oulros igualmente qualilicadnl.
Esle procedimeoto de quera quer qae se nao pei-
jou de alciinhar-sede /in/>circiaf,revollou-me. e en-
cheu-me de indigusrao, seudojque ainda se presta
culto a meulira, aiuda se levantara aliares a calum-
nia, ao passu que se desenlhrouisa a virlude.
-vtn-iinav logo no n. HHi do seu memo Diario.
Ires bem ipparadas penuas se encarregaram de lirar
ao quadro em que u Imparcial desenhuu a comarca
delloa-\ isla.as negras cores com qoe u aiiorun lao-
lo,c,com quaulo um delles parecesse le-lo ledo obri-
gadatnenle, e se deiasse coubecer cuino leudo suas
adhereucias com o prupriu Imparcial, creio que con-
guirara arredar qualquer juizo menos favoravel que
por % entura o publico houvesse feilo da comarca da
Boa-Visla pela leilora desse coininunicado ; feliz-
mente, digo eu, porque, uao obstante os raeus bous
desejos, nao pude, por grave incummodo de saode,
destruir iinracdialameule as arajuices e falsidades de
que o coininunicado do Imparcial se Beba recheiado
com r\ nis rao e perversidade.
Sem embargo, porem, de ludo quanto ja se disse
em abono da comarca de Boa-Vista, edos individuos
Irairoeiraraenle apuuhalados no que elles lem e re-
pulan como muilo sagrado, por aeclar a sua houra,
aos seus costumes, e aos seus bitas, e que lhes
deu a io-ir.m elevada e muito disliucla que leem na-
quelli enmarca, e que uina vez adquirida,e ja de ha
muilo nao perdern jamis; sem embargo mesmo
do que se disse cm contraro dessa extravagante idea
de se fazer das comarcas de Boa-Vista e Paje um
s circulo eleitoral com a sede em Villa Bella, oceu-
par-mo-hei lambem de demonstrar a improcedencia
dos argumentos com que foi esta ideia sustentada, a
inconveniencia desla, e a necessidade de constituir a
comarca de Boa-Visla por si s mu circulo eleitoral;
e de desmentir o Imparcial no que avanrou em de-
sabono dessa comarca em geral, e especialmente de
algumas das suas familias, e da maior parle dos seus
mais influentes habitantes, disliuclos todos peto sen
espritu de ordem, pelus seus servicos prestados ao
paiz em pocas diversas, c sempre com a mesraa
dedicante, pela sua moralidade, e pela sua ri-
queza.
E na verdade, qoem soubcr que as familias Gran-
ja, Agr c Alencar sao Uto ricas de tradiccoes glorio-
sas quo sua nao cunlcstada iiillueucia nos serles da
comarca de Boa-Visla se remonto as pocas mais im-
porlaules de uossa histeria, e se tem irausmillido
ale nossos dias por urna successao de bomeus respei-
laveis, prometiendo ir por diaule,alenla a sua gran-
de gcrac.lo, sem que enlrelaulu se (enliu nolado ale
boje uo currer dos lempos que o vivar dos aulcpas-
sados dellas euvergonhe os descendentes, ou que es-
les lenhain desmentido o nome que lhes legaram a-
qucllcs, nao pasmara vendo hoje lauraicm-se sobre
essas familias baldos iatameatos, com que se costu-
ni.io fazer cuuliecidos us que se distinguen] pelos des-
regrainoulosde urna vida paseada no meio dos vicios,
dos estonios mais deteslaveis, da iraram jlidade le-
vada ao mais alto gro, dos crimes cmlim '.'! *
'Juera souber que os Sr>. lenle coronel Luiz de
Carvalho Brandao e Jos Victorino, em nada sao in-
feriores pelas Iradicces de suas familias a essas ou-
lras familias de que fallei, e se distingoem muilo na
comarca pelas suas acres meritorias que os lizeram
grangear a estima e considerucAo de que gozSo all,
nao pasmara lambem vendo que lacs borneas foram
igualmente victimas com aquellas familias da raa
voiitade.-enu da perversidade do Imparcial'!'.
Uarci por lano urna idea de alguns membros des-
sas familias, c desses oulros respeilaveis cidadaos, e
u publico Se convencer de que o Imparcial esla'
bem longc de ser crido un que disse.
A familia Granja lem por dieta o muilo rcspeila-
vcl Sr. coronel Mauoel Kibeiro Granja, horaem pro-
bo toda prava, dirigidos costantes, dotado de um
coractio lodo cheio de bondade, a quem basto ouvir
para se desojar cummunica-lu, rom uina descenden-
cia cicscida, na qual se nol.io caracteres nao muito
cumiiiniis; o Sr. coronel Granja be ura desses pou-
cos bomeus que nos resigo desses lempos passados, e
queja vao bem longe, em cujo, cora?* es diOlcilmen-
le cnlrava a corruprao. E se como chafe de fami-
lia lal he a idea perfeito, e tal o juizo que se faz do
Sr. coronel Granja cm luda parle cm que seu nome
he cmbrenlo, nao menos pcrfeila idea, nao raenus
favoravel joizo se Taz delle cousiderando-se-o pelo
lado publico e social. t
Tendo o Sr. coronel Granja adquirido pelas suas
maueiras, pelo sea viver sempre pacifico e honroso
pelo espirito de ordem que nelle domina, c pelo
amor que lem pelas insliluicoes do paiz, as ty ni pa-
tinas de seus comarcSos, c a estima : coortderaeJRi
do governo, esle o lera investido por diversas vezes
dos cargos mais importantes de sua uomeacao, e que
podem ser per elle exercidos na comarca em que re-
side, sendo qae ainda agora icaba de ser nomeado
commandaDle superior da guarda nacional; e aqnel-
les Ihe lem confiado em todos os lempos os cargos de
sua eleirao, e nio so esle como aquelles elle lim sa-
bido desempeuhar sempre satisfactoriamente sem
que nuda deixe a desrjar. Ums confsoca tantas
vezes repelida he a mais convincente prova deque
Sr. coronel Granja he em verdade um cidado muito
dislinctu, e muilo o deve abonar.
Entre o descendentes desse venerando anciao
mullos conhecemos nos que sao dignos continuadores
dos seus principios, e entre estes o Sr. lenle co-
ronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, seu filho,
se vai disliuguindo pelos seus costumes, e pelos er-
vicos ao paiz, correspoudeudo de um modo bem li-
songeiro a coolianca qoe nelle bao depositado seos
comrcaos, e o governo. Hoje elle he o delegado
do termo do Ouricury, e commandante de um bita-
Iban da guarda nacional.
A impoilaucia da familia Granja fui sempre til na
romana de Boa-Visla que a ella procanvam li-
gar se pessoas consideradas, qae assim fazendo ad-
qumam lugo grande influencia onde quer que bus-
cavam residir na comarca. A iullnencii de qae go-
sou o lenle coronel Pacifico Lopes de Siqueira no
termo do Ouricurv, e a de que hoje goza all o Sr.
leiienle coronel lliinas Lopes de Siqueira, qoe tira-
rain suas dignas esposas do seio dessa familia, casan-
do- eom filhas do Sr. coronel Granja, he om exem-
plo vivo do que vimos de dizer.
O mesmo Imparcial confessa a importancia, e a
dislincrao do Sr. lente coronel Dimas, e chama
sempre lembradoo finado leneote coronel Paci-
fica, e fazendo era fivor diquelle urna excepeo no
que disse de olleiisivu aos habitantes da comarca de
Boa-Visla, deu a entender que a cnsla do meriyrio
a que condemnou at os que se arbam na relo de
pai, e de irmos para eom aquelles, oa quiz fazer
subresahir-lhes, sem altender que por este mudo na*
respeitou como devia a memoria do aempre lembrii-
do lenle coronel Pacifico, e tai participante o l-o
nenie coronel Dimas da oITensa que fez a tamila-
Granja, porque hoje elle faz parle dalla.. Mas o
Sr. lenle coronel Uimas tem baslinl"oom ensr
para conhecer as arleinces do Imparcial, e nao mi*
nos dignidadea para repellir elogios que se resenlcm
de laes lerreias.
He porlanto evidente que o Imparcial fallou a
verdade aflirmando que as Iradicues dos1 Granjas nao
sao das melhores, e atlribuiudo io lente coronel
Alvaro.dicno membro desia familia illuslre, detailos
que jamis se conheceram nelles; menos justo foi
o juizo que eltofez desla familia, e menos exacta a
idi que elle quiz que o poblico fizesie djelia.
Os Srs. Aleucares consliluindo um ramo dessa fa-
milia disliucla, por muilos Jeitos gloriosos pralica-
dos em lodas as poca em que tem -ido, abaladas as
lberdades patrias, a qual lemlo sea eenlp na pro-
vincia de Cear.i, nao merecem per certo- n chistoso
dito deserem dignos de ser cantados nm prosa e
verso.Na falta de detoitos que podesse atlribuir
esses disliuclos cidadaos, o Imparcial d.enominoa o
Emfoco de facinorosose osclumou iominadores
exclusivos daquelle lugar I Quiz iem d uv ida o Im. ,
parcial constituir os Srs. Aleucares che! es de ficino-
rosos mas nao v que nao pode ser c rido, porque
0 conceito e a bem firmada repulacao d esses senhores
esl muito cima do juizo que delles fs z, e que esle
seu juizo esta muilo quem da verdad e 'l^esiiis Srs.
.Heneares sao dominadores exclusivos no Exu\ de
necessidade se deve concluir que grande iuflaan\fia
exercem sobre os seus districlauos, e se esla inflaenS
cia he legitima, bem firmado conceito devem eUes\
ler enlre aquelles ; se ao contrario he Ilegitima, en-
lao dispule-se-lhes o campo ; mas nao se Ibes queira
mal por islo.uao se os ofrenda porque leem merecido
tanta coolianca no lermo de iua residencia.qaer dos
seus dislrictanos.que sempre Ihestem dado os cargos
de eleicao.quer do governo que os tem investido dos
cargos da sua noraeacao as 'pocas da dominacao
do partido liberal a que ellcs perteacem.
Os Srs. Agras que liveram por chefe al bem pou-
co lempo o nado e muilo respeilavel Sr. Marliubo
da Cosa Agr, que oceupou na enmuran da Boa-
Visla os cargos de comraandaute superior da guarda
nacional, delegado de policia, e oulros muilos de
eleico popular, sao dislinclos membros dessa fami-
lia illuslre, cuja vida nito fui jumis eiiuegrecida por
feilosquea consliluissem u,i razio de merecer a
censura e mouos a invectiva jueni quer que.com
1 cap i de Imparcial, nao act ,u naquella comarca
mais que ura numera diguo de ser contemplado no
numero dus liomens honestos ruoralisados ; que cao
spMctiajj ia lamilla ou om individuo (salvo a ex-
ceprao por elle feila) qae nao fosse para desvirta-
lo I Eulretanlo os Srs. Agras tem merecido lam-
bem sempre a coiilianra dos seus comrcaos e do
governo; o juizo pois que delles faz o Imparcial
au pude merecer cunsiderar.io ilguma.
E o que direraus do Sr. lente coronel Loiz de
Carvalhu Brandan, victima lambem do puuhal ner-
vado do Imparcial, que nao sirva para fazer chir-
Ihe da mao esle ferro, com que talyjz veuha resol-
ver-se i suicidar-se como soem fazer os que, corri-
dos de vergonha, como deveficar um impudente ca-
lumniador, que he disto convencido, lomam o ex-
pediente de se occullar s vistas de todos f!
O Imparcial sabe muito bem que o Icnente-eoio-
nel Luiz de Carvalho lem a sua vida lao escoiaada
de defeilos, que nao obstante a ma vonlade de al-
cuem que naquella comarca estove, nao logro esle
prejudicj-lo, sendo que aquelle levo a precisa cora-
gc.ii.para/encllir. OiiSapiUos e as oflensas qae peta
imprcusa se Ihe dirigir ; c tendo aceitado ama
discussao publica sbrelo a sua vida, o fez sob sua
assignalura, o nella inconltrslavclmente Ihe coube a
victoria atiraudo por fim comas vestes do crime so-
bre aquelle que com ellas pretenden cobri-lo.
Qae faci da vida do Sr. teuenle coronel Luiz de
Carvalho poder-se-ha iprescol.ir que Ihe marea a
reputacao > Nao se apresentar Porque pois essa
epithelo de amigerado > Ignora por ventura o Im-
parcial que esso prestante cidad.u tem 1,1o bem fir-
mado conceito entre seus dislrictanos que busca-se
all adcvinhar-se-lbeos peosameulos para se o ser-
vir?!
Ignora que gozando lambem all de grande in-
fluencia o Sr. mejor Joao Jos Rodrigues Coelho,
adiase este de lal forma identificado com aquello
quesera medo de criar se pode dizer que no lermo
je Boa-Visla hi urna inlluencia legitima e real,
quer se a d como exercida pelo Sr. lente coro-
nel Carvalho, quer pelo Sr. major Joao Jos Kudri-
gucs Coelho ? Ignora que he nomerosissima a fa-
milia do Sr. lenle-coronel Carvalho, que esle he
um fazeudei-o abaslado, de nm carcter indepeu-
dente, e elevado, cora urna educarao nao muilo com-
inum fura dos grandes ceiros.da civilisacao t Para
que pois urna ageressao lao trairaeira 1!
Mas era preciso que no Sr. lente coronel Car.
valho se desvirlnassa mais urna vida pan lirar ,
importancia da comarca da Boa Visla e ante esla
cousideracao o Imparcial Juo podia Irepidar ; era
um plano, cumpria leva-lo efleilo. Para confusao
pois do Imparcial saiba qae o Sr. (eneute coronel
(era sido um desses preslirnosos cidadaos da comarca
de Boa-Vista, quo ha merecido a confianca popular
e a do governo que o lem inveslido de lodos os car-
gos, qoanlos s,io os que o povo pode dar pela elcic.lo
c o coverno por neawaeta ta policia e na guarda
nacional no termo de sua residencii.
Rcsli-me tratar do Sr. leneute coronel Victorino,
a quem tambem raordeu o Imparcial.
Asseguro que o Imparcial nao encontrar na vida
toda desse dislincto cidadao um so fado que Ihe li-
re o brilho com que soube sempre conduzir-se; re-
colindo hoje i seas parlicalarcs negocios, nem a sua
inlluencia para cora os seus comrcaos lem arrefe-
cdo, nem te arrefeccram aiuda nelle os principios
de ordem, o amor pelas insliluicoes do paiz, e o ar-
dor pela liberdude.
Perdeu portento o Imparcial o sea lempo atirau-
do o nome do Sr. leneute coronel Jos Victorino,
como por escarnen, ,i imprensa c com manha,
guardando silencio subre u que em scu desabono
podera dizer.
Assim de ludo quanlo lenlio dilo si v que essas
familias dislinctas c esses bomeus illusires, victimas
da perversidade e ma vonlade, seno de ura plino
do Imparcial, lem nm paseada sera nodoa, um pre-
seulc de que se devem gloriar, e que faz honra i ro-
maica da Boa-Vista e os aguarda um futura cheio
de esperaneas para si e para seus descendentes; v-so
ainda que lliieiil familias c nesses hemensse oHcii-
deram injusto e Irairoeiramenle legtimas influencias
da comarca.
Ora. acrcdilar-se-ba que esla influencia legitima
possam ler adquerido liomens cheios de defeilos e de
crimes? Jamis porque a influencia adquire-se
pela pralica de actos que tendam a acolher, e nunca
i repellir; e oi defeilos e os crimes lendein nica-
mente a repellir e afugentar os qoe prsticam este* 6
lem aquelles.
I
\
MUTLT^T
ILEGIVEL


01**10 E PIMII'I StBASO 10 DI ffiltO -,. 1116
Coniinoerei netti minha rssposia ao Imparcial
em outro numero, por agora basta o que lenho dito.
R.
ateabcS.
L'm rerdaieiro hroe.Na noite de 31 de jaoeiro
pastado, o paquele de Dover a Calais, depois de ler
experimentado muilo ma'o lempo vio-se imposibili-
tado, em eonsequencia do vilenlo temporal, da en"
Irar i,o ullirao porlo.
Doos passageiros inglezes a bordo manifeslaram
grande desojo de apanhar a locomotiva para Pars,
e insistirn) em que se llics desse licenra para de-
sembarcar. Para este lira enlrarara n'uma pequea
lancha com 3 manijo*.
A lancha, apenas se separou do navio, voltou-se
em eonsequencia do maito mar, c precipou lodo'
os 5 as ondas, l'm cavalleiro inglez, que eslava so-
bre tolda do vapor, despio immedialamenle o ca-
saco, lancou-sa ao mar,-e com iraminenle risco de
sua propria vida, conseguio chesar aos dous infeli-
ces passageiros, que truuie a salvamento as escadas
do vapor.
Elle mesmo foi ajudado a snbir a robera, sem
que vitsse molestado, ei:epluaudo a mollia depois
de lo heroica aventura.
Veltando-se, vio os oolros 3 desgranados lutan-
do cum as ondas, agarrados aos lados da laucha.
Oolra vez, com o maior sangue Trio possivel, tornou
a sallar ao mar, e coiiseeno, com gerul admirar jo.
salva-lss.
Assim todos 5 foram salvos.
O cavalleiro com urna modestia,lao rara como no-
bre, recusou dar seu nome, iniislindo que linha ape-
nas cumpridocom o seu dever.
Estes prumenores foram coobecidos em Calais na
manhSa segainte, e quaudu os passageiros desein-
barcaram, as autoridades da cidada apre-enlaram-se
pare agradecer ao hroe da aventura e para I lio pe-
dir o seu passsporte.
O passaporle sendo apresentado linha o uome do
tenenti general sir Slephen Lakeman.
Sir Stephen Lakeman he bem cunhei ido pelos
serviros prestados ua guerra com os Kafirs, e na
goerra do Orienle, como governador da cidade de
Bncliarest.
Sir Stephen Lakeman tem a patenlc do lenle
general ao servir do sullo, com o Ululo de Mazhar
Pacha'
Informara-nos de Calais que a Socil de Sec-
curs Mulnel do departamento do Sennc-, socieddde
nstituida para a protecrao de vidas dos uuufrago,
acabado o nomer seu presidente honorario, remet
tendo-llie a medalha de oura juntamente nom o di-
ploma de socio, este ultimo com a dala de 15 de fe-
TBfeiro. /
O verdadeiro hroe na guerra, e o verd.ideiro be-
roe na paz.
A experiencia tem mostrado islo, e o bullante
eiemplo do sir Stepheu Lakeman oflerece-nos urna
ova prova desta verdade.
(Illvstraro de Londres.)
CONSULADO GKItAL.
Rendimento do dia 1 a 8.....
dem do dia 9.......
7:99!iJB99
:|j0>l!
10:3.-*SI18
IHVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenlo do dia 1 a S.....
Idemdo dia 9 ...... .
869t)933
1219191
9949136
DESPACHOS DE EXPOKTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
9 DE HAIO DE 1856.
LisboaPatacho porlusuez ltrilliaiiten. diversos
rarreuudores, 113 cascos com me!, USO sacros as-
sucar mascavado.
I'alniouthBrigoe inglez Titania, James Crablrcc
* ColJ?l'.al,,lia< ,iuo reos assurar mascavado.
{ t~ Ru? Porlusuez oS. Manoel I, Carvallio
S Irni.lo, TiOO saceos assurar branro e mascavado.
torioOalera porlagueza Flor do Porlo, diversos
carregadores, 500 saceos c 3(10 barricas assucar
branco e mateas,ido.
PorloPatacho porlugnez S. Jos, Domingos Jos
de Andrade, 3,000 ponas de boi.
CanalGalera ingleza Bonila, Paln Nash &
^ Companhia, (OO saceos assucar mascavado.
Falmoulhllricue inglez allell, Tunni & Compa-
nhia, 303 couros salgados.
- CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 7.....Cifc383*2IO
dem do dia 8....... 2316*214
lotfoittai
9Ui>iment0 bo porto.
.Varios entrados no dia 9.
Da commissaoVapor de guerra brasilciro ciBebe-
ribe, commandanle o capilo-leiieutc Jos Ma-
ra Rodrigues.
New-Vork-29 dias, galera americana Cuiden Ca-
le, de 1,310 toneladas, capitn S. P. Dewiog,
equipagem 43, em lastro; a llenrj Forster A
Compauhia. Arrlbuu a esle porlo por ler desarvo-
rado, seu destino he para Bombay.
.Vano taido no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasilciro Elvira, capillo
Belmiro laptista de Souza, carga assucar o mais
gneros. Passageiro, Amonio Dias Fernandes c 2
escravos a entregar.
f&bitae.
RIO DE| JANEIRO
segu no dia IB do crrenle mei o patacho Bm
Jess, para o resto da carga, passageiros e escravos
a (reto irata-se com Casiano Cyriaco da C. M. ao
lado do C-n i i Sanio n. 25.
Companhia
\<>.
vapor i.
so-Brasileru.
iiavegagau i
u-
.F.spera-so, viudo dos porlus d sul al {5 do cor
rente o vapor O. Pedro II, cumaiidanlc o tonento
Viegas du O': o depoisdacumpeteule demora seguir
para Lisboa pelas escalas : para passageiros, encoin-
mend.ise cartas, dinjam-scao agento Manuel Duartc
Rodrigues, ra do Trapiche u. 20.
Para a t-ahia,
prelende sabir com muita brevidade a vclcira e hem
couhccida sumaca nacional lloilencia, por ter ja
mais de meia carga a bordo ; para o resto IraU-se
ruin o seu cunsignalario Antonio Luil de Ulivcira A-
zevedo, ra da Cruz u. I.
Para < Rio O veleiro c bem couhccidu patacho nacional A-
mazouas, pretende seguir com muita brevidade por
ler duus torcos de seu carregamenlo promplo ; para
o reslo da carga o escravos a frele, para o que tem
cxcellenles coi:,inodos, Irala-se com o seu consigna-
tario Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz
u. 1.
Para o Porlo com escalla pela ilha de S. Mi-
gele l.isboa.si'giie viagem a galera porlugiicza flor
do Porto,capilao Antonio Ignacio de Olivera qiicm na
mesma quizar carregaroo tur de passagem para o
que lem os milhores rommodus ; mo capitn ou a seu consignatario, Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Para o Purto segu viagem em poucos dias o
bergantn) porlugnez S. Manoel I. capilao, Carlos
l'erroira Suares, (jucm uelle qui/er carregar ou ir
de passagem, para o que lem excellenles commudos,
dirija-se ao mesmo capilgo ou a seu consignatario
M..noul Juaquim Ramos e Silva.
O patacho nacional Bom Jess que segu
para o Riu de Janeiro precisa de i marinlieirus na-
cionaes, e paga bas soldadas.
diuca.
oilicial,
subdivi-
~ Segundo os documento da estatislica
iiamoro dos francezes dos diversos cultos
dse assim :
Calholieos 35,931,032.
Calvinistas 480,007.
Lutheranos 267,8-2.).
Israelitas 73,825.
(luiros callos 30,000.
Eis aqu qual era em 1855 a estatislica do clero
r.itholro e o dos ministros do culto recunhecidos e
pagos pelo estado :
L'm arcebispo de Pars com 50,000 fr.
14 arcebispos a 20,000 fr. as oulras melropoles.
65bispos a 12,000 fr.
80 sedes episcopaes.
Os prelades revestidos cora a dignidade de canica-
es recebem alm dislo 10,000 fr.
23 bispoi que residen! nos grandes centros de po-
pulacho recebem ara eslipeudio, cujo total he de
72,000 fr.
As ajadas de cusi para as despezas de visitas dio-
eesanas para o eslabrleciraenlo doscardeacs, arcebis-
posahisrus, gaslus de bulas e de ioformaroes so-
fc*aa a 113,000,1Tr. -^ \
A despeza desta parle do clero he de 1,385,000 tr.
As despezas e iudemnisaces dos membros dos ca-
pitalos e do clero parochial sao repartidos pela for-
ma segainte :
1 vigario geral em Paris com 4,500 fr.
16 vigarios geraes de melropolc a 3,500 fr.
16 conegos em Paris a 2,400 fr.
646 conegos as oulras cathedraes a 1,500 fr.
O numero dos curas auolorisados he de 3,393 dos
qoacs '
588 curas de primeiraclasse a 1.500 fr.
271 curas de segunda classe recebendo o eslipeudio
dos de primeira.
2,534 curas de segunda classe a 1,200 fr.
O iratamcnio de primeira classe lie dado aos curas
de 5,000 almas, e aos curas de segunda classe que se
distinguirn! em suas funcr&cs.
Ao cura septuagenario sao dados alm dislo 100
francos.
Os 29,732 cralos actualmente aolorisados divi-
dera-sc aisim :
463 servidos por ecclesiasliros de 70 a 75 annos, e
1,200 fr.
260 por ecelesiaslicos de 70 a 73 annos a 1,000 fr.
2,536 de 60 a 70 anuos de 1,000 fr.
. 8,556 de 50 a 60 annos a 900 fr.
17,917 para cima de 50 annos a 850 fr.
A pensao erelesiaslica he lirada du estipendio, se-
U qual for a idade dos ecelesiaslicos.
Os vigarios das communas que nao leem grande
popnlarao recebem urna inderaiuiarjo de 350 francos
por anuo.
O numero dos vigarios assim retribuidos he de
7,431.
Nesle ornamento nao sao compreheudidos os mem-
ores do clero d'Algeria.
Os cultos nao cetholicos sao retribuidos pela for-
ma seguiole :
Os coitos protestante-, reformados, luteranos ton-
tera 762 empregos dos quaes:
9 empregos em Paris a 3,000 fr.
72 a 2,000 fr.
104 a 1,800 fr.
57 a 1,500 fr.
0 culto israelita coola 115 membros.
1 grS-rabbioo do Consistorio central a 7,000
francos.
1 em Paris a 5,000 fr.
46 rabbinos commerciaes de 600 a 1,100 fr.
CO ministros oflicianles de 500 a 1,200 fr.
(A Sarao. )
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria da la-
zenda desta provincia, em virlude da ordem de S.
Ec. oSr. marque/ de Paran, presidente do tribu-
nal do lliesouro nacional, de 28 de marco prolimo
passado, manda fazer publico que desta* data a 30
dias lem de baver concurso para se preencher as va-
gas de praticantes existentes na mesma lliesouraria.
Secretaria da thesuuraria de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento do nflicial-mainr,
Luis Francisco de Sampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Recife,
declara, para conhecimeoto de quem competir, qua
em virtude da ordm que Ihs expedio a mesma c-
mara, acompaohada da relaro remeltida pela ad-
mniMti.u-.io do cemilerio, lem de receber das pessoas
a quem perlencism os cadveres de cliolericos, in-
humados no mesmo cemilerio, nos mezes de feve-
reiroe marro ltimos, a importancia das respectivas
sepulluras.que nao foram aioda pagas, quer relativas
pessoas livres, quer a escravas ; e para o referido
recebimenlo marca o prazo de um mez, contado di
dala desla, lindo o qual se proceder a cobranra ju-
dicialmente.
Procuradora da cmara municipal do Kecife, 28
de abril de 1856,
O procurador.
Jorge Vctor Terreira Lope-.
ec(atac0e.
A reparlirao das obras publicas contrata para
a obra da casa de detenco, o fornecimeiito de 72
grades de ferro para as janellas das prisoes do raio
do sul, com 5 palmos em quadro, e duas ditas gran-
des para as janellas daexlremidadc do mesmo raio,
segundo o modelo das empregadas no raio do orle.
Otperlendenlesdirijam.se a nicsina reparlirao com
suas respostas no dia 15 do correle ao mei dia.
Secretaria da directora das obras publicas 8 de
maio de 1856.O secretario, Joaquim Francisco de
Mello Saulos.
Leilode viudo e queijos.
Tasso Irmaos fazem Icilo de vinlius do Eslreilo,
e queijos llamengos: segunda-iei 12 do crrenlo,
em seu armazem da ra do Amnrim.
Ileurique Brunn & C, faro leilao por nter
venci do agente Oliveira,em prasenca do Sr. elian-
celler du consulado de I-'ranra, e por runla e risco
de quem perleurer, de E B'iis. 229 a 232, 4 cai-
xascunlcndo 200 duzas do lenros, avariados a hor-
no do brigue francez Alma a sua recento via-
gem do Havre para esle porlo : seguuda-feira 12 do
correulo as 10 huras da m mh.Vi no seu armazn,
ra da Cruz do Recife.
AGENCIA DE LEILO*ES.
Na ra da Madre de Dos n. 32 no Recife
est aberlo o armszem do agente de leiloes Vicira da
Silva, no qual se recebem todas as qualidades de
lercadorias para serem vendidaseiu leilao na forma
o que dispc o cdigo coramercial, por se adiar ja
muitasniercadorias a venda sera anuunciado o dia
do leilao : as ordens doscominettculcs,ser3o exaela e
puntualmente cumpridas.
O agente Oliveira far trillo, por anlorisarHo
c empresenta do Illm. Sr. Dr. juiz de orpliaos,
das fazendas e armaran da loja, que foi do finado
Jos Ienario Ferreira da Silva, sila na roa do Qaei-
mado, n. 13, e adverle, que o respectivo inventario,
eavaliares feilas por peritos logislas, se ucha em
seu poder para exame anlecipado dos preten-
dentes, assim como, que se garante o arreiidamcnlo
da loja ao arrematante : quarla-frira, 11 do corren-
te, as 10 horas da maonaa, na indicada loja.
Achou-se no dia 8 do cnrreulc na ra do lirum
nina letra impressadaquanlia de um conlo sele son-
tos e tantos mil rs., roga-se a pessoa que se jolg^r
rom dircito a mesma, gratificando c dando signaos
serlos llie ser entregue, deveudo aiiuuuciar por esta
Tollia para ser procuradu.
L. I.eroute Pirn & C, parlicipam a esta pr.i-
ra que estando acabada a sociedade c esUbelecida
para l'ernambiicu enlre entre elle* c o Sr. Lalnoelle
por contracto de 2 de jullio de 1850, oooieo liqui-
daule da mesma sociedade he P. J. I.abasle, alias
seu procurador bstanle.
.los Dias da Silva tiuimaraes pelo prsenle a-
Cradece cordialmenle aquellas pessoas que no dia 8
do crrenle se diguarain assislir na igreja daCongre-
garu as axci|uias de seu finado amigo ; Manoel de
Sou/a tiuimaraes.
Osabaixo assignados convidara a ludasaspes-
toasquese julgarem credores do >r. Filippe Relio
Maciel de Olinda, a apresenlarcm seas ltalos, den-
tro do prazo de oilo dias na ra do Vigario, segun-
do andar, n. 10, pois estn Icgalmeutc linbilitados
o aulorisadus para tralar deslks e outros qaaesquer
negocios de mesrao Sr. Olinda. Recite B de maio
de 1856.Cuilhcrrae dos Sazes CadclIguacio Pin-
to dos Sanios Sazes.
Jos da Silva Azevedo previne ao Illm. Sr-
Ihesoureiru das loteras desla provincia, que perdeu
o bilhele n. 1633 da primeira lotera a correr nesle
mez, o qual su arha garantido pelo cautelisla o Sr.
Oliveira Juniur iX' C. e nao Souza Jnior como li-
nha anonadado no Mari? de 7 e 8 do crrenle m%z,
ruga ao mesmo Sr. Ihesourciro que nao o pague a
unir pessua que nao seja o propno.
Traspassa-sc urna hypolheca de um conlo de
rcis em um sitio no Arraial com muita vantagem pa-
ra quem quizer fazer esto negocio, poique a pessua
que traspassa, se relra al olitndo correle : a tra-
tar na ra Nova loja n. 21.
Na na do Hospicio cm casa de
Tlioma/. de Aijnino Fonseca, |uccsa-se
'de nina ama que s taiba cozinhsr hem :
quem estivcr oettat ciieumslaneias eom-
pareca a qualquer hora para tratar do
ajuste.
Precisa-so de um caxeiro iiue leulia
pratica de servil- em hotel, e ja' te aba ser-
vido no mesmo, dando fiaoca de sua con-
dttla : na na da Cruz n. tO,
andar.
primeii'O
5s?to3 'XUavimoz.
Maranhao c
Para.
i
(Pommttcio.
i'KACA DO RECIFE 9 DE MAIO AS3
HORAS DA TARDE.
C.olaces ollciaes.
Cambio sobre Loudres27 1|2 60 d|v.
aVantar mascavadoe 23380 por arroba com sacco.
t, t'reierico fobUliard, presidente.
P. Borges, secretario.
549OOO
ao par
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1|2 d. por 18
a Pars, 355 rs. por f,
. Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acedes do Banco, 35 0|0 de premio.
Acces da companhia de Beberibe.
Arroes da companhia Pernambucana
a Utilidade Publica, 30 purcenlo da premio.
Disconlo de leltras, de 10 a 12 por Oi.n
METAES.
duro.Incas bespanholas. .
Moedat de B9IOO velhas
a ii.-uii novas
u 49000. .
-Palaces brasileiros. .
Pesos columnarios. .
mexicanos. .
Prala.-
28 a 289500
. 163X10
. 169000
. 99OM
. 2S000
. 25OOO
. IJ860
Al.FANDEliA.
Rendiroenlodo dia 1 a 8 .
dem do dia 9......
1I8:0I8C2B5
26:0978314
ll:11.')}.-,79
Detcarregam hoje 10 de maio.
Calera inglezaBonitacarv3o e o reslo.
Barca ingleza/. Tlixmiellaixas e ferro.
Barca inglezaSprlng /.'o/.mercaduras.
Brigoe iuglezCarolinebacalho.
Brigue inglez/obert Bruce peras de ferro.
Brigue hamburgusDorotheaqaeijoi.
Patacho suecoOefofarinlia do trigo.
Hiato brarileiroCapihoribegneros do paiz.
IMPORTACAO .
Patacho sneco Othello, vindo de Trieste, con-ig-
aeda a Me. Calmonl, manifeslou o seguinte :
2,030 karricas farias de trigo ; aoi mesmo?.
O palhabote LINDO
PAQUETE, capilao Jse
l'intoNunes, sej;ue com
.brevidade aos portos in-
| diCados, alla-lhe um tr-
ro do sen cai-re{;amenlo, para o qual
ttala-se com o consignatario Antonio de
Almeida (ornes, na ra do Trapiche 11.
l, segundo andar.
Para o Rio de
Janeiro.
Recebe alguma carga o brigue nacional Flor
du Rio qoe segu em poucos das por ler prompla
boa parle da carga. O mesmo uavio precisa para a
tripularan marinheiros nacionaes, os quaes engaja
a soldadas vaulajosas. Trata-su para carga c escra-
vos a frele 00 cscriplorio dos consignatarios, ra da
Cruz 11. 49 1." andar.
Para o Porlo segu ale o da 15 de maio o bri-
gue nacional S. Jos, o qual lera grande parte do
seu carregamenlo promplo : Tpara o reslo da carga c
passageiros, (rala-se com os seus consignatarios Frau-
cisro Alvesda Cunha k\ Companhia, ra do Vigario
n. 11.
SltHtfOjJ 0Cr5>:3.
IIOIWDADE 110 DIVINO ESPIRITO
SOCIEDADE EM COMMWDITA.
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0 a
H .
9.-0 - l

o' 0 o- 5

> ,s
-
cu
si 5
Para Lisboa
sahr com toda a brevidade lo palacho porlugnez
Urilhanten, caphlo Antonio Braz Pereira ;para
carga Irala-se com o mesmo capilao, 00 com o con-
signatario Domingos Jos Ferreira Cuimaraes, na
ra do l.lucimado 11. 35.
elaranbo e Para.
Segu em poneos dias o brigue escuna brasileo
Graciosa ; recebe carga e passageiros : tra(a-se
com o consignatario Jos Itaplisla da Fonseca J-
nior, na ra do Vigario n. >:).
Para a Bul lia
segu em poneos dias o bem condecido hiato brasi-
leiro Castrn, por j ler a maior parto da carga a
bordo : para o reslo Irala-se com seu consignatario
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz o. i.
Sagua para o Aracaly, do dia 15 do corrente,
o hiale a Duvidoso ain'di recebe alguma carga :
Irala-se na ra da Madre de Dos o. -.
Mai'iaimo.
O livro do mez Marianno au;menlado de varias
oraces, tnico usado pelos dovolos da PENHA :
vende-so somonte na linaria ns. Ce S, da prara
da Independencia, a de/, tusles.
,*%.''V'.*,..*',.-"".'.''' -r-, .... .... .'k .-,
W'WSSPSW x^> s. ,j-...- tur i.-' PxS ii/i \f "
I AVISO.
$ P1ERBE PECH taz seicnle as
t? ptssoas(|ue licaram a dever a so-
Q eiedade de HERR PUECU &
i'/i BLONDEL, de nao pagarem senao
f^s aoabaxoassignado, visto ter com- t
. prado ti parte pertencente ao socio %
Q BLONDEL, em S de abril pro- S
tt ximo passado.P1ERRE PUECU. S
Qualquer pessor. que quizer um
Ijotn piano horizontal em perfeito estado
e cxcellenles vo/.es, que se da' por meta-
de do stt valor, jiode v-lo na ra da
Cadeia do Recite n. i, primeiro ailar,
esciiplorio do Sr. Barroca, c saber o
preco, ua ra cstreita do Rosario n. lo,
Sobrado, lo meio-dia a"s da tarde.
Na loja do sobrado n. 15 do pateo da ribeira de
S. Jos, lava-se c engomma-sc com muita perfeirao
e aceio, c com a ntaior brevidade possivel.
_ A lil.l.ES QUE DURA POLCO.
N. 17 na ra da Cruz acha-sc urna grande por-
ro de ananazes abacachis proprios para embarque,
corlados boje v indos de diferentes lugares dus arra-
baldes desla cidade, cum a vista dos illuslrissimos
senbores que vao passciara Europa se far negocio,
e se acondii-iar.lo de maneira que possam anegar
perreilos aos porlosdos seus dcslinus, e igualmente
se achara doces cm barris e em lalas, e em bucelas
de todas as qoalidades, na msma casa.
I. Anua Benedicta da illoclia e Silva relira-se
para Portugal.
Antonio Auguilo de Souza Pinto relira-se
para Porlugal.
No dia (> do coi rente me/, c auno, fugio urna
escrava, criuula,de mue Viccucia, estatura ordina-
ria, pouco cheia de ro'po, cur tula, Com alguma
marcas de bexigas pelas de pouco lempo, e quandn
falla he grusso e aprestada, c um pouco espantada,
andava vendendo na ra fructas, levando loda a
roupa comsigo, donde lem un dos vestidos de chita
branca cora ramageus encarnadas.e auda de panno da
Costa : rogo as uloridades policiaes, ou alguma
pessoa de aprehender c levar na ra de S. tion-
sal lo casa do abaixo asgnado que gratilieara o tra-
ba llio.Jos Candido 4* Canalho Mcdoiros.
Pcde-se quem se julgar credor do (nado
Miguel Ilernardino de Barros, ncgucianle que foi
em Cruangi, que declare por esle Diario quaes as
quanlias de que so credores.
A taberna da ra dos Marlvrios n. :l(i acha-se
de novo sorlida dos muitu afamados queijos do ser-
lao [lugar Serid) que se \ en lem cm conla.
Pede-se ao Sr. Francisco Pereira Pinto Caval-
eanli, que venlia a ra dos Marlyrios 11, 36 a nego-
cio que S. S. nao ignora.
Perdcu-se o anuo passado um lenco de cassa,
lodo aserilo de bordado e com renda :" agradece-se
ou gralilica-sc bem a quem queira restituir o allicio :
na ra da Praia, arraazem 11. -JU-
PROCL KACA'O BASTANTE
perdeu-se desde a repartiera do sello, a ra do
Collcgio, passada por Antonio Pereira Mondes a Jofio
Pires de Almeida Lopes e oulros em i de maio de
1855 ; quem a quizer restituir se llie lirari obrigado
na ra da Praia armazcm 11. -20.
O bilhele da primeira parle da primeira lolcria
do3 Irabalhos biographicos n. KiliT perlenee ao Sr.
Juaquim Ferreira da Silva Jnior, o qual bilhele
lica em poder de Antonio dos Santos Vioira.
Avisa-se .10 velliaco que da luja do aleiroda
Boa-Vista levou um par de brincos grandes e um par
de rosetas, baja man .ir entregar, pois no primeiro
encontr que livor,nos alm da vergouha sera leva-
do ao Sr. delegado.
O agento Oliveira transiere o leilao do cerca
HOO saccas de fannha de mandioca, e de IDO ditas de
ccvada.para terra-feira, 13 do corrale, as lo horas
da manida, qcando lera lugar no armazcm do Sr.
'Jarome Pires dcfrnnlo da esradinha da alfaudcga.
Joaquim da Silva Mata compron por ordem
dos Srs. Bcrnardino Ferreira >\^ Silva, Franrico
Domingos dos Santos, do Maranhao, bilhele n. :l!IIO
da primeira lolcria concedida para auxilio dos Ira-
balhos biographicos.
Precisase de urna ama que lenha bom Icilo
a Iralar na rita da Senzalla vellia padaria n. 0(1.
Joao Dias, porluguez, relira-se para Portu-
gal.
liu abaixo sssignado comprci por ordem do
Sr. Maiimiano Antonio Pinho Olivaos, do l.iraoeiro,
dous meios billicles ns. Ill'e lili.', da primeira
parle da primeira lotera a favor do ridado Anto-
nio Joaquim ile Mello os quem licam cm meu puder,
Recife 8 de maio de 1650.Joaquim Vieira Coe-
lho.
ir
A mesa regadora da nnandade doSanlissimoSa-
cramento do tiairro de Sanio Antonio, tocada!de um
seutinieulo de verdadeira, piedade acaba de dar con-
scntimeiilo para que a iiuagem do lilorioso S. Jcro-
uvino, oolr'ora perlcdceule a igreja dus exliuclos
jesutas, seja trasladada para o -eo primitivo aliar ;
arto esle que lera lugar em prociso no dia 11 do
correle as!) horas da maniota. .Nao pude deivar
de ser locante e asss grato a todas as almas piedosas
o ver que depois de Uto longo exilio, voltam glorio-
samente ao enligo templo, ja pandeado da mais es-
candalosa profanarlo, as sacro-sanias imagens que o
adornavam. Mil Iduvores. pois, a respeilavel mesa
regctlora da irmandade du Sanlissimo Sacraioenlo,
quo despida de senlimeolos egosticos e paiies mes-
quinhas concorre com o seu assenlimento para um
acto por sem duvida agradavel a Dos e aos homens;
e prasa no co que tilo nobre excmplo sirva de esti-
mulo s corporaces, em cojas posses se acham ou-
lras imagens. Outro siin. A mesa regedoru da ir-
mandade do Divino Espirito Santo, empenhada em
dar impulso as obras da igreja, e por coTjsequoncia
obrigada a regrar rom a mais severa economia os pe
quenos rditos da irmandade, tem resolvido festejar
este anuo o seu D. padroeiro sem grande pompa, e
lao -Mnenle rom missa cantada, a cujo evangelho
orar o Bvm. padre meslre Capistrano, e ladainha a
noite.Anlouio Jos Dias, thesoureiro.
A irmandade do Divino Espirito Santo,
erecta na igreja de S.[Francisco desta cidade, cele-
brar com loda a solcmnidade possivel a fesla do seu
padroeiro 110 dia II do corrente ; a msica de ves-
peras de fesla e Te-Deum esta a cargo do Sr. Alc-
xaiidrino I'e lio ilc Suuza, Insigne artista e bem co-
nhecido entre nos; locar lainbein a msica du
compauliia dos apre11di7.es menores do arsenal de
guerra sol a direccilo do hbil arli-U o Sr. Manoel
Augusto de Menezes Cosa, para o que se diguou dar
licenra o Illm. Sr. lenenle-coronel Alexandriuo Ma-
noel Albino de Cavwajho, diguo director daquellc es-
lahelecimeutn. Na fesla pregar o reverendo Sr. Fr.
Joaqaim do Espirito Sanio, eno i>-lleuin o Sr. pa-
dre meslre Joilo Capistrano de Meudonca, ambos
pregadores da capella imperial.
D. Joanna llodrigues da Silveira, viuva do li-
nadu Jo.io Baptista Paulo da Sijtssira, faz sciente ao
respcitavel publico desla 1' jde, que vai abrir
um eslabelccimcnlo de tanm 'a no largo de N. S.
1I11 Terco 11. -1, sendo esto administrado pelo ?-r. An-
tonio do Espirito Sanio Sena no que nicamente lo-
ca a ollirina : em quaulo a qualquer transaceio so-
bre csse eslabeleciruculo se enten lean com a aunuu-
ciante.
N. S. da Conceicao dos 'Militares.
Tendo a mesa regedura da irmandade da mesma
Scnhora da Conceicao, por occasio da quadra alllic-
liva por que paseamos com o apparecimenlo do ter-
rivel Hagello do cliolera-inorbus, que lanas e lo
preciosas vidas ha ceifado, feilo cxpiir ;i devor.ao de
lodos os liis as venerandas imagens de sua padroeira
a Seuliora da Conceicao e do Seulior Bom Jess dos
Navegantes, para por meiu de sua inlercessao obler
a evlnicrau de 13o terrivel iniuiigo ; agora que se
acba quasi exlincto o mal quo dera lugar a dila ex
posieao, querendo render infinitas graras a Divina
Providencia, que por sua inefavel c minuta boudade
nos concedeu vida, tem delermiuado fazer celebrar
em acrAu de graras, 110 dia II do corrente, una missa
cantada pela- ) horas da iiianh.ia, e um Te-Deum
solemne as 4 horas da tarde ; para cujo fim a mes-
ma mesa convida a ludas os seus irmaos e ao publico
em geral, para que se^gnem comparecer na referi-
da igreja para, all tiunT s aos levitas sagrados, en-
loarem os merecidos louvores .1 Divina Magestade.
Outrosim, a mesina meta participa que no dia ii
do supra mencionado mez, pelas 7 horas da mauhaa
pretende fazer celebrar um memento solemue cm
sufragio as almas dos seus irmaos fallecidos, para o
que tarabem convida tos irmaos da mesma contra-
ria.
Desapparcreu, no dia S de maio de 1856, da
ribeira de San Jos, um cavallo alazn, com urna
estrella na testa, Ires piulas brancas as aucas, urna
rao calcada c urna sobre-canoa na mesma : quem
o adiar, leve-o ao becco da Bomba n. 1, que se re-
compensar.
Fabrica de fiar e tecer algoda'o,
a qual oceupa diariamente para mais de
21)0 aprendizes ou obreiros nacionaes,
da idadede 10a l annos para cima, e
com preferencia orplulos.
CAPITAL SOCIAL 300:000^)00.
Socios em nome collcciivo, gerenteses-
ponsaveis,
UsSrs. :Antonio Marques le Amo*
1 un.
Justino Pe eir de larias.
Manoel Alves (itierra.
Firma social: Amoiim, Farias, Guer-
ra \ C.
As pessoas assiguantcs das primeiras lisias, que
desojara contribuir a pruinpta rcalisaco da fabri-
ca, sao convidadas a nao demorar suas respectivas
assio,naluras. A sociedade anda admille assigna-
loras de KH)--000 al 5:ut)8U00, alim de generalisar
a todos as vanlagcns desla ulil c lucrativa empreza,
e cunlribiiir ao desenvolvimcnlo do espirito da a,-
sociaco, nico meio de salvar a agricultura e de
crear algara ramos de industria, indispensaveis pa-
ro auxilio e i.iigincnlo da delioada e rulineira agri-
cultura.
A facilidade das entradas, que nunca sern de
mais de -21) por cenlo do capital subscripto, permuto
a Indas as pessoas que poderem dispor de urna eco-
noma de 5j000 por mea, entrar como socios de
IOO3OOO.
Sendo as entradas de 10 por cenlo c os pagamen-
tos espadados de pouco mais ou menos '2 mezes.
Sarao precisos 18 a tiO mezes para o inleiro paga-
mento de cada subscripco.
Os senhores de engenho, plantadores de algodo
ou oulras pessoas, que rezidcm fora da capital, que
quizerem entrar nesta ulil sociedade, podero diri-
gir suas cartas de pedidos, a qualquer desles sucins
gerentes, ou ao socio de industria F. M. Duprat,
quo tem cm seu peder o livro das suhscripcoes, c d
11 lodos as nformaccs que possam desejar sobre as
vantagens que resultarlo da fabrica.
Elles declararse os seus nnmes por exlcnso, domi-
cilio e nome do correspuiidenlc nesla capital, en-
carregado de ellerluar o pagamento das culradas das
preslaces qiiandu4*orem reclamadas.
Dentro de puncos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o alinuncio, convidando os subscriptores a
ollectuar o pagamento da primeira eutrada, que se-
ra de 10 por cenlo do Capital subscripto ; os reci-
bos scio passados por qualquer dos Ires socios, com
afirma social Amoriin. Farias, Goerra iV.C. Ni
mesma oceasiao sera entregue a cada um dos sucios
urna copia impressa da esciiplura da sociedade, re-
vestida das assignaluras particulares, dos socios gc-
renles c socio da industria, para rcronhecimeulo
da lirma social, os ,'t gerentes responsaveis assigna-
ro as mesmas copias.
F. M. Duprat.
Pernambuco 6 de maio de 1856.
Oh que pechn-
eha.
Na ra do Passo Publico, loja n. 9, de Albino Jos
Leile, veudem-se lindos corles de calcas de meia ca-
semira de algodo muilo encorpados a id cada um,
ditos do brini de Imlio escuro a 800 rs., ricos corles
de cassa chita muito fina a -J?, chilas muilo finas a
290 o covado. meias prelas para senhora a :W0 rs. o
par, panno lino azul grosso, proprio'para capotes
a 29 o covado. madapoln lino a 39500, i-5 e ioOO,
chapeos de sol cora barra a -Jo, chales hrancos de
cassa a lilO, lindos corles de fuslcs de cores para
collelcs aSOOrs. cada um, e oulras muilas fazendas
baratas.
Duus rapazes solleiros proruram para alugar
113 bairro de Sanio Antonio 011 Boa-Vista urna sala
com urna alcova cm primeiro ou segundo andar :
a pessua que livor para alugar aniiuiic'e pur eslo
Diario c sua murada para ser procurado.
Attcncao.
Acha-so sempro na confeilaria da ra da Cruz n.
doces seceos c do calda de lodas s quididades.
caj secco o melhor que so pode encontrar presenl*
menle. limAo secco. mangaba secea, laranja, anan",
cidro.goialu c mais doces tanto seceos como de cal-
da, e una grande poreao de licores lino- ullima-
meule chegados de Franca, e charutos os mais li-
nos que so pode encontrar boje no mercado, ludo
por preros razoaveis.
Arrcnda-se nojlcrmo do Iguarassii o eugenho
Pilunibeira, inoeule e correle : qoem o pretender
ciitenda-se nc-sa praca cora Flix da Cunha Tci-
xeira e no mesmo tormo com L'rbauo Jos de Mello
no engenho Curabe de Cima.
ASSOCIACA'O COMMEKCIAL BE.NEFICENTE.
A dircce.'io convida aos Srs. subscriptores que
concorreram para a sabsctipcBo que em favor da po-
pnlacao desvallida fui agenciada pela associaco
commerciul durante a infeliz quadra da epidemia,
para no dia 12 do corrente as II horas da manlia
110 sala da praca, assislirem a sessao da direcro a-
lim de se apreciar a dislribuiro que as respectivas
commissocs locaes lizeram dos soccoiros que o rorpo
do coinmercio prestou as classes indigentes.lleei-
feSde maio de 1850, secretario Aureliauno d'A
ltodrigues Isaac.
Prelende-se comprar aos herdeirus de Aulonio
l.uiz lle/.erra e oulros unas parles do engenho Be-
lem, na freguezia de Pao d'Alho-. quem se julgar
com algum direilo, aniiiincie, ou dirija-so por car-
la ao mesmo engenho, islo denlro do prazo de :M)
dias, lindos os quaes se lera de eflccluar laes
compras.
Quem precisar de um caixeiro para taberna, ou
pira outro qualquer cslabcleciinenlu : dirijae por
ira/, da ru de S. Tbetexa, Iravessa do Falco, casa
torrea 11. 1, que achara cum quein tratar.
Precisa-so de um menino de 12 a 18 anuos, pa-
ra caixeiro de taberna: qorin esliver neslas circums-
(ancias, dirija-se a ra llireila, u. 91, que achara
cora quera tratar.
Jos Cazar de Cuirian, subdito porluguez, vai
a Europa.
Precisa-se de um feilor para um sitio prrlo da
piara: no atorro da Boa-Vista, numero II, segundo
andar.
Aluga-sc o lercciro andar da casa da ra d.i
aloda, no Forle do Malos, n. 7. o qual lem bous
coiumodos : Irala-se ao lado do Coi po Sanio, n. 25.
, Precisa-se alugar um prclo, para serviro de si-
lio, coinn seja curiar capim e carregar agua : cm ca-
sa de Paln Nash ^Companliia, na ra du Trapiche
Nova, n. 10.
Ra do Collegin, o Sr. Cyprianu l.uiz da Paz,
o no atorro da Boa-Vista, o Sr! JoSo Jos da Luz, na
padaria do Sr. Beiriz, diro quem d dinheiro cm
quanlias de :i()0$, SOOj, 50U"s c BOOn com hypolheca
em casas terreas.
Nojardim publico, na Solidado n. 70, preci-
sa-se de um humera para andar cum canoras.
I'recisa-so de urna ama pela, forra ou captiva
para o servijo de casa e ra, de uina casa de peque-
a familia : quem livor c quizer, dirija-se ao pri-
meiro andar do sobrado n. 2:!, derronle do porto das
canoas, na ra Nova.
Fogiram no dia 2:1 de abril prximo passado,
da povoacSe do llabaiana, lermo da villa do PilaJ
na provincia da l'arabilia, o prclo Francisco, criou-
lo, com os signaos seguidles : bastante alto, rolo
descarnado, nariz um ponen afilado, odos pequeos
e prclos, beicos finos, bocea regular, rorpo espiga-
do, pi grandes a rossos, sera barba, tem lodos os
denles, a uin signal delalho bem visivo) sobre o pci
lo do umdos ps e l'homaz, mulato claro, oilicial
de lerreiro, o qual lalvez pretenda pasear por forro
com nome mudado, COJOS signaes san os seguiutes:
bem barbado, rosto redondo, nariz aliledo c um
pouco ambilado, muilo ladino, c sabe ler e rscre-
ver : quem us capturar e os entregar em Illbaianna
a seus senbores Andre Avelinode Paiva ou a Manoel
Vicente de Queiroz, e nesla praca ao Sr. Dr. Joiio
I-lorenlinu Moira ; receber a gralificacao de I00|.
Na ra do Queimado 11. 35, deseja-se fallar com
o Sr. Jos Antonio Teiieira Barbosa, nio do Sr.
Joaquim Aulouio Teiieira Barbosa da cidade do
Coimbra.
Aloga-se um sitio junto a fabrica do sabo com
ama casa pequea de ponea familia, o sitio lem II
pes de cuquetro a deslriiclar c mais arvoredos, laran-
geiras, cajueiros, inaiiguciras, liananciras, piuheiras
ronieiras. pelo preco do IU-KI00 raejuaes ; quem
pretender dirija-se junio a matriz nova de S. Jos
casa u. 5.
Aluga-se um, a dous pianos d'arnario em meio
uso ; quem liver auuuucie por esta mesma ollia.
A^^[^cI0.
No dia 2 do corrente mez de marro fu-
^, girara do engenho Turrinba, : escravos cri-
S6 oulus, Antonio. Pedro e Francisco, com os
'.;'. signaes segrales: Antonio, com uina ore-
5P Iba de mciius, Pedro, estatura baixa, mui-
J lo desdentado na frente, Francisco, allu-
<%, ra regular, grosso do corpo, ps muilo gros-
W sos parecendo incitados, cum una ferida no ^..r
59B lurnozelo e urna cicatriz na face. Levaram ;;^
,', duas armas de fugo, Ires redes e muila roo- 1
\;C na: roga-sc, porlaulo, s autoridades poli- r.'t
g ciaes.capilacs de campo ou qualquer pessoa, A,
r. a captura (tastos escravos, que sendo entre- ^*
ucs e seu senhor no dito engolillo Torri- V.y
Carneiras
para em adcriiaclo.
Jos Nogoeira de Souza acaba de receber urna
porciln de eameiras de cores, de superior qualidade,
proprias para encademar&es, as quaes vende por
prerus cumniiidos: na livraria defrunte do arco de
Saulo Antonio.
Joan Du.irii! Maginario, vendo ueste iDiarioa
um annuiicin para seren arrematadas as dividas do
fallidu Antonio Augusto de Carvalbo Uarinbo, e len-
du examiuadu a relarao dos devedures em poder do
agente Oliveira, vio com sorpreza o seo nome in-
cluido nessa relac.lo como devedor da quantia de
2079670, quando o auiiiincianlc he credur daquelle
fallido da quanlia de :l(:l?7.")0, e mo devedor, pelo
qoe previne a quem quizer arrematar dilas dividas
de nao suppur seinellianlo relaro exacta, c nem con-
tar com essa quanlia .como divida, em quaulo que
cm oceasiao opporluna se apresenlar na qualidade
que llie compele.
O abaixo assiguado declara ao Sr. Joao Baplis-
la de Albuquerque, em resposta ao annuncio publi-
cado pelo o Diario de 2 do crrenle, que llie vendeu
li barricas de bolacha de muilo boa qualidade, a qual
fui por sua merco examinada e mandada embarricar
logo que sabio do torno com loda a presleza. lie
sabido geralmenle que na forra da epidemia nao lia-
via bolacha podre em padaria alguma, pois que Idda
quanla se poda fabricar naocbegava para as eucom-
ineudas, e tanto he islo verdadu que sua merco nao
pode comprar a purcuo que quena era unta s pada-
ria, porlaulo culpa na lem o abaixo assignado que
a bolacha que vendeu avariasse depois, por ler sido
embarricada anda quenle, conforme sua merco or-
denou, tanto mais nao se tendo obrigado por neohu-
ma avaria : assim pois, louge de ser Iludida a ba
f de sua merc cuino assevera, ao coulrario deve a
si proprio allribuir essa avaria, por ler sido precipi-
tado no embarricaiiipiilo. sem se lembrar que a bo-
lacha embarricada anda quenle poda depois de
abalada mofar. IJoanlo porm a respeiln de sua
ornear 1 declara o annuiirianle, que a Iranquillidade
de sua conscienria llie fornece torca bastante para se
defender de qualquer procedimenlo ulterior, quando
ao Sr. Joao Baptisla do Albuquerque approuver le-
var a ell'eilo o seo protesto, cm cuja uccuslo prova-
r o anouncianle o que (ka dito, para que o publico
avalie de que lado existo a boa f.
Bernardo de Ccrqucira Castro Monleiro.
Aos fabricantes de velas.
Domingos II. Andrade & C, com ar-
mazem na ra da Cruz n. 15, continuam
a vender superior cera de carnauba em
poreSoe artallio, assim como scho reti-
nado, viudo ltimamente do Rio-Grande,
e tudo por comuiodo preco.
Velas tie carnauba.
Acaba de clic;ai-to Aracaty urna por-
cfio de evccllentes velas jdel cera le car-
naubr. simples e de composicao, as quaes
se vendem por menos preco do |tte em
outra qualquer parte: no antigo deposi-
to de D. R. Andrade & C, ra da Cruz.
11, 15.
Precisa-sede urna ama deleiteeoo-
ira secca, para casa de pottea familia:
na ra da Praia n. V,), primeiro andar.
Por causa
da transferencia da oili-
cina do estabeleoitnento
phothograpiuco para a
ra nova n. ai, ficam n-
urronipidos os trabalbos
do mesmo, durante os dias
9el0do concille mez.
Depois deste prazo cnti-
nuar-se*lia j> tirar retra-
tos no novo local, e conti-
nuarlo a ser de prompto
s-tisleitos os amadores e
bous treguezes do artista,
os quaes acola acbarao
una miranda bem esclare-
cida, que piometle resul-
tados iiifalliveise trabalho
perfeitissimo. Para maior
eommodidade do respcita-
vel publico, a ex posieao
dos retratos continua a ter
lugar no antigo local (ra
do Crespo, esquina da ra
da Cadeia), onde haver
uina pessoa para dar as
convenientes i nbnnacoes.
A muslo Siuhl.
ATTFNTION.
Euglisb Colleffiate School
Madeira.
The Hev. Alex. J. D'orsey, Ihe Jlcad Masler,
reeeives prvate popils. Terms for Board and Hdu-
ralien frontil Uct. lo I July, from 6 to II) veis, Ls.
tiO ; rrom 10 lo \2, l.. 70 ; from 12 to 14. *. 80 ;
from 11 lo 15, l.s. 90 ; from 15 lo 16, Ls. 100. Re-
ferences: Lord John Manuets, Viscooot Torrebel-
la, Viseount dn I'nnceau, Sir lArch: Alisen. Bar:,
Sir J. E. Davis, llarl:, Sir W. c. Trsvelyaa Bar:.
Mr. D'Oraey will he in runcha! lili 1 July, and iu
Condn (54, Baker SI. l'orlman Squara) from 15
July lili 15 Sep.
Precisa-a d'unin ama.que saiba cozinhar e fa-
zer todo o mais de serviro de casa : na ra llireila
n. Kti segundo andar.
Alugam-se vestuarios para matearas, e cabellei-
ras de diversos modellos : na roa Nova o. 35.
Grande baile de mascaras
as noites de 10 e 12 do corrente, na
casa em que foi o Recreio Militar, pra-
ca da Roa-Vista 11. 5(J.
As 8 horas da noile lodo o edificio estar adorna-
do e Iluminado convenientemente. A msica ser
urna das melhores oue existe nesla cidade, e havera
a melhor ordem, nfiis que os directores sao os mes-
inos dos devertimenlos que em dita casa tiveram lo-
gar pelo enlrudo. As entradas sao : para homem
Jrsimi, e as seuhoras gratis,
Alti;a-se urna c.\-
cellentc casa a mar-
jem do rio Capibari-
be, na estrada de Pon-
te d'Uelia, confron-
te ao sitio do finado
Sr. barao de Beberibe : a tratar na ra
da Aurora n. 23.
Na ra do llansel n. i8, loja de bilheles, eslo
eiposlos a venda bilheles inteiros, meios, e quarlos
da primeira lotera dos trabalbos biographicos, os
quaes s3o pagos sem descont, a roda anda no
dia sabbado 10 do corrente.
LOTERA DA PROVINCIA,
Sabbado 10 do corrente, andam infal-
livelmenle as rodas da loteria, no salo do
convento do Cuino ; o abaixo assignado
paga qualcjuer sorte logo que se deem as
listas : o resto de seus bilhetes acham-se
a venda as lojas do costume, ate as 8 c
meia horas do referido dia do andamento
das rodas.Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior.
:..-
^ uha, Joao Jns de Medeiros Corr-a, cu nes- ..-V
,; la cidade da Tarabilla do Norte, a Jaciullio W
\ti Jo- de Meieiros Correa, eiu l'ernainbuco, %3
.".i a Novaos C, 110 Ceani, a Salgado 4\.- Ir- ri
.' raaos, ou na villa de S. Joao do Carri, ao .
r-.. niajor Domingos da Cosa liamos, dar-se-ha 'U?
?; boa recompensa pela captura de cada um -^A
;: delles. X
,-." JoSoJosi de Medeiros Coma. ';
V..' l'arahiba 29 de abril do 1856. SS
IWwwwWi -^.'..y,;. ... ..fu, .....-...-...-
A cidade de Pa-
rs.
Fabrica de chapeos de sol
de J. Falque, ra do
Ctdicoio i. 4.
Itecebeu-sc estos dias um completo sorlimenlo des-
les arligos, como seja, chapeos de sol de seda verde
escuro, muilo grandes, rabos do caima, ditos ditos
de dillerenles cores e qualidades, lano de armaran
de baleia como de ajo e ferro, ditos de pauniuho
grandes c pequeos para lionicm, meninos e meni-
nas, ditos muilo folies para seuhores c feilores de
engenlios, cubcrlos de panno (randado, grande quan-
lidadc do pera- de seda e panniiihii de ludas as cores
para cubrir armarnos servidas, baleias para espartilho
e \eslido para seuhoras. Cunr.erla-so loda e qual-
quer qualidade de chapeos de sol, ludo rom acolo e
prunipl i.1.1. e par menos preco que cm oulra qual-
quer parle
O arrematante do imposto do ti por ceulo so-
bre o cnnsuinino da agurdenle no municipio do
llccilc. fi/-. scienle a lodos os senbores cnnlilhuinlcs
do dito imposto, que anda n.o leem pago, o facera
no prazo de uilo dias, a contar da publiciro dc'slc,
do contrario se proceJera execulivainente", sem cx-
cepeao de pessoa alguma.
Jos da Silva Azevedo ptevinc ao Illm. Sr.
Iliesmireiro das loteras desla provincia, que perdeu
o bilhele 11. 1633 da primeira lolcria que corre nes-
le mez ; acha-se. garantido pelo Sr. Souza Jnior :
"roga por tanto ao mesmo Sr. Ihesourciro baja de o
nlo pagar a outra qualquer pessoa.
AOS AMIGOS DAS LETTRAS.
Itesejando dar-ge publicidade as braselo
poeta Pernambucano, o vigario Barreta,
e nao exisndo entre os papis deixados
por elle tnn s dosorigiu.ics dos seus es-
criptos publicados, por isso se pede a lo-
das <$ pessoas que cm sen poder tiverem
poesas, discursos, senneseoulros quaes-
quer escrptos, os prestem por obscipiio
para delles se extrahir tima copia, alim
de nenhumser olvidado nacollcccao que
vai entrar 110 prelo: poderfio ser deixa-
dos.na praca da Independencia, livraria
ns. (- tJ 8, com o nome ,1 quem pertcnce,
par* lheser restituido no dia immediato,
;
MI CONSULTORIO IIOMIEO
PATHICO.
Ra das Cruzes n 28.
#9 Conlinua-se a vender os mais acreditadsakfp)
medicamentos dos Sra. Caslellan e Weberr A
em tinturas eem glbulos, carleiras de to-
dos os lamanhos muito em cotila.
Tubos avulsos a 500, 800 e 15000.
1 onca de Untura....., 29000
(l Tubos e frascos vazios, rolbas de coruja.
JL para tubos, e tudo quanlo he necessario pa-
"~ ]Jra o uso da homue opalhia.
i AO PUBLICO.
| Ko armazeiu do fazendas baratas, ra do i*
U Collcgio n. 2, 3
M vendo-sc um completo sortimento de fa- li
g zondas linas o jrosjas, por mais barato S
H prejos do quo em outra qualquer parte, m
g lano cm pore,es romo a rclallio, aflian- ^
^ rando-sc aos compradores um s preco fs
jg para lodos: este eslabclocimonto obrio-se
g| de combinado com a maior parle das ca- S
K sas commerciaes inglezas, francezas, alie-
M maos o suissas, para vender fazendas mais jg
pg cm conla do que se tem vendido, e por sto B
M ollcrecem elle maiores vanlagcns do que SS
I outro qualquor; o proprieiario dest im- M
M porianio esiabelecimenlo convida todos M
S os seus patricios, e ao publico em geral,
^ para que venhatn (a bem dos sous inte-
^ resses) ruinprar fazendas baratas: no ar-
jg maZBm da ra do Collegto n. 2, deAn- B
Jg ionio Lttiz dos Santos & Rolim.
.Manuel Jos Dantas vai a Lisboa, o dcixa por
seus procuradores sua scnhora c Jos Alves da Silva
Cuimaraes, e eucarregado de seu cstabeieciraenlo
JoSo Ignacio Avilla e seu filho Mauoel Jos Dan-
las Jnior.
Oflerccc-se um rapaz porluguez para caixeiro
de taberna ou outro qualquor esiabelecimenlo, para
lomar conla por halanro ou sem elle, para o que
lem bstanle pratica : qoem de seu presumo se qui-
zer ulilisar dtrja-sc ao palco do Hospital taberna
n. 30, que achara' com quera Iralar.
-- l'recisa-sc de um criado que saiba comprar e
sen ir n'uma casa de familia que seja fiel e boa con-
ducta : quem quizer dinja-sea ra do Cabuga loja
de cera doSr. Augelo Custodio dos Santos.
l'recisa-sc de duas criadas livres ou escravas
para o servico interno de uina casa cstrangeira : a
Iralar na ra do Trapiche n. 1:2, escriplorio primei-
ro ailar, ou ua Capuuga cas onde morava a viuva
l.asserre.
A pessoa que aniiuuciou querer comprar urna
cria de idade de anuo e meio, querendo um mu-
laliuhode iaunos, a mais linda poca que se pode
imaginar, comparec na ra do Nogueira 11. 26, t
andar.
tina esmolii a pohre:\iiha. Na ra da Cal-
dereiro casa 11. I i existe una niullier, que perdeu
fillia, pai, iiiiii e marido, sendo todos victimas da
epidemia, ficaudo grvida o cum uina lilha de Ires
anuos de idade ; vivo d* caridade por casas allieias,
e lula cora lodo genero de necessidades: nunca ne-
uliiinia esinola ser lao bem applieada, como a essa
misera viuva. Seulnres da beneficencia, mais alguns
pasaos, o l'azei que a forae uuo acabe de consumir
mais uma vida.'
O cscrivaoda rniainladc do SS. Sacramento da
matriz da lioa-Visla convida a todos os irmaos da
mesma irmandade, a comparecer 110 dia II do cor-
rente as 1 horas da inauhAa, no consistorio da dita
matriz, a fin ile elcgercm a nova mesa.
I'recisa-so de una ama forra ou captiva para o
servido de urna casa de pones familia : a Iratar na
roa da Senzala Vclha h. \V2, primeiro andar. '
Alagare um sobrado com um grande quintal
para o lado d pantano, proprio para plantar lo ou
qmlquer esiabelecimenlo de fabrica : quem preten-
der, dirija-se a ver a casa que he no Arrombado, so-
brado n. 1, e para ajuslar no lenle, roa de Apollo,
armazcm o. .10.
Precisa-se de ofiiciacs
de encadernador: n livraria de J. Nogaeira de Sou-
za, deffoule do arco de Saolo Aulouio.
LOTERA Di PROVINCIA.
Sabbado 10 de maio, be o indubitavel
andamento da primeira parte da primei-
ra lotera, a benefici do cidado Antonio
Joaquim de Mello ; lia ainda por vender
um pequeo numero de meus afortunados
bilhetes, na lojas ja' conbecidas do res-
peitavel publico, sendo pagos sem discon-
to de 8 por cento do imposto geral, os bi-
Ibetes,' meios e quartos com a minha ru-
brica. Salustiano de Aquino Ferreira.
Attencao.
Offerece-se nesta praca uma casa mnilo capaz a
todo senhor de fora que quizer mandar seus filhos
aprender os preparatorios, onde encontrarlo o maior
cuidado c desvello no seu Iratamcnio e ensiuo, me-
danle certa paga razoavel: procore-se na roa da
Cadeia do Recife a Jos Comes Leal, que indicar a
dila casa.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decitao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dosliyspitaes recommendam o A.-robe
de Calleclcur, como sendo o nico aulorisada pelo
goveruo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est em'uso na raarinha real desde mais
de 00 annos; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as afleecSes da
pelle, impingeus, asconsequencias das sarnas, ulce-
ras, c os accidentes dos parios, da idade crtica, e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
calurrhos, a bexiga, as contraccSes, e fraqueza
dos orgaos, procedida do abuso das injeccSes ou de
sondas. Como anli-s\ phililico, o arrobe cura em
pouco lempo os iluxos recentes ou rebeldes, que vol-
veu incessantes em eonsequencia do eroprego da
copahiba, da cubeba, ou das injecees que repre-
sentein o virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laf-
fecleur he cspecialmeule recommendado contra as
I1.1enr.1~ inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao
iodurclo de potassio.Lisboa.Vende-se na boti-
ca de llar ral e de Antonio Feliciano Aires de Aze-
vedo, piara de 1). Pedro n. 88, onde acaba de clie-
gar uma grande porrao de garrafas grandes e pe-
queas viudas directamente de Pars, de casa do
dito' BoNveau-Lallecleur 12, ra Richeo Pars.
Os formularios dao-sc gratis cm casa do agente Sil-
va, na praca de l>. Pedro n. 8:2. Porto, Joaquim
Araujo ; Baha, Lima & Irmaos ; Pernambuco,
Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos ; e Morci-
ra, loja de drogas; Villa Nova, Joo Pereira de
Majales Leile; Riu Grande, Francisco de Paula
Couto (V C.i
SVSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuosde iodas as uaces podciu
ir.ieiiiuiili.il a> virtudesdesteremedio incomparavel
c provarcm caso necessario,que, pelo uso que delle
lizeram, lera seu corpo e membros inleirammile
saos, depois do haver|einpregadoinulilmenle oulros
li.llmenlo-. Cada pessoa poder-sc-ha convencer
dessas curas maravilhosas pela leilurados peridicos
que IU as relataoi lodos os dias ha muilos annos; e
maior pacte dellassAo lao sorprendentes que admi-
rara os mdicos mais celebres. 1Jn.u1l.-1s pessoas re-
cobraram com esle soberauo remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido longo
lempo nos hospitacs, onde deviam soflaer a amputa-
r iu I Hullas ha muilas, que haveododeixadoessef
asylos de padeciinenlo, para se nao subajetlerem a
essa operaeao dolorcsa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guinas das laes pessoas, na e fosan deseo reconheci-
menlo, declararan! estos resultados benficos dianle
do lord corregedor, e outros magistrados, afim de
mais auteulicareni sua aflirmaliva.
Niugueui desesperara do estado de sua sandeas-
livesse bastante confianza para ensaiaresle remedio
conslanlemcule, seguindo algum lempo o Irala-
menloque neccssilasse a natureza do mal, cujo re-
sultado sera provar iuconslestavelmenle : Que tu-
cura!
O ungento he ulil mas particularmente
seguiutes casos.
matriz.
Lepra.
Mates das pernas.
dosprilos.
de olbos.
Mordeduras dereplis.
Picadura de mosquitos.
PalmOes,
(Jueimadclas.
Sarna.
Supurarnos ptridas.
I inlia. em qualquer par-
c que seja.
AI pureas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores do cabera.
das cosas.
dos membros.
Enfermidadcs da culis
em geral.
Eiifermidadcs doanus.
Empees escorbticas.
Pstelas no abdomen.
Frialdad* ou falla de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Cceras na bocea.
Frionas. do figado.
Ce ogivas escaldadas. dasarliculacdes.
Inchaces. Veas torcidas, ou nod-
liiflammarao do figado. das mis pernas.
da bexiga.
Vcnde-seesle ungueu.to|uo esiabelecimenlo gera
de Cendre-,11. i!i i, .Slrand.c na loja de Indos osbo-
licarios, droguistase oulras pessoas encarregadasda
sua venda era loda a America do Sul, Bavana e
Ucspanha.
Veudc-se a800 res cada|bocetinha,contom una
inslrucjao em portucuez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito gera'. he em casa do Sr. Sounl, pliar-
maceutico, na rna da Cruz n. --, em Pernam-
buco.
MUTCAD"
ILEGIVEL


DIARIO I fiRUMB CO SMI.O IOIO II MI OE I8S6
Terceira edi?ao. I
TRiTilEITO H0I0P1THIC0. \
Preservativo e curativo
00
os mais eflicazes
CHOLER-MORBUS.
PELOS DRS.
._erJsQa -MB3 jt/vhn
p irulrucc.io aupovuparase podercurardeslaenfermidade, administrndoos remed
taraatalha-la.emquauto serecorreaouiedico.ou mesmo paracura-Wiiudapeudentcdeste mos
m qna nao os ha. "
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOjSCOZO.
Eslesdoosopasculosconlmasidisacoesmaisclarase precisas,e pela sua simplese concisa expsi-
to eel;iaoalcancedelodasasintellrgencias,naoi pelo que diz respeilo aos meioscuralivos comoprin-
eipalroente aos preservativos que lemdado os mais satisfactoriosresoltados eratoda^a parle em que
elles lem sido poslosem pratica.
Sendo o iratamentohomeopathicoo nicoqus'tera dadograndcsresulladosnocuralivodeslahoru-
vel oofermidade, jolgamosa proposito Iraduzirrestes dous importantes opsculos eui lineua veruacir
la, para dest'arte facilitar a sua leilora a quem ignore o francez. "
Vende-s nicamente no Consultoriodo traductor, ra Nov n.52, por -23000. Vendcm-se
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de lindura 155, urna dita de 30 tu
quatro e 2 frascos de tiulura rs. 259000.
ambem
tubos com
ui-r^m-
at2&
f^omprii
8
iflfr^tWfr
*
MOREIRA & DARTE.
L6JA DI 01 ni VES
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
ldos os vapresela Eu-
EESSUEsA 1 rol1a as ohlas do "
joTasdeto" HSSl moderap gosto, tan-
to de Franca como
m
[ PEDBAS PRECIOSAS- jjj

Adereens de brilhantes, J
diamanto- e perolas, pul- >
ceiras, alfineles, brincos *
e rozetas, boles e anneis i**
de diferentes goslos ede
diversas podras de valor. ?
i :
.* un por obras.
****** 4&-aae8$$:$K
! wwi ittMBWlli lUUUW
H OURO E I'KATA-
* __ #
Aderecos com pelos de 9
i ouro, meiosditos, pulcci- '-
ras, alflnctes, brincos e *
j rozetas, cordes, trance- *
Nj lins, medallias, correnles i*
e enfeites para reloeio, e -<
3 outrosmuilos objeclosde 2
!. ouro.
jj Apparelhos completos, *
g de prala, para cha, han- J
$ dejas, salvas, casticaes,
88 colheresdesopaedecli, jjj
Si e muitos outros objeclos
> de prata. &
Comprase cffeclivamente, labio, bronze e cobr-
velho : uo deposito da fundirlo da Aurora, na ru
do liruin. logo na entrada n. 28,c na mesma fuudi-
;ao, em Santo Amaro.
Compram-so notas dojBanco do Brasil :
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um presente urna negrinha de
2 a 3 annos, ou mesmu una inulatiuba que nao te'
nlia uiiilcstias : quem liver e quizer vender, annuii-
cie por este jornal ou dirija-so ao paleo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
adiara com quem iralar.
Compra-se urna duzia de collieres de prata pa-
ra sopa e urna salva para 3 copos com agua, tam-
bein de prata, ludo em bom uso e -e;u feitio : no pa-
teo de S. Pedro n. 22.
Compram-se apoliecs da divida provincial : na
ra das Mores n. 37.
Compra-te para nina encommenda
na rita la Cadeia do Recife loja d miude-
zas n. 7, um molcquc de bonita (imira,
de dado loa 20 anuos, paga-se bctn :
a tratar na mesilla.
Compra-se toda c qualquer porcSo
de prata vellia de lei sem feitio: qucn
liver para vender, dirija-te a ra do Col-
lej;io n. 15, agencia de Leudes.
Compram-se escravosde ambos os sexos, c pa-
gam-se bem ; assim como recebem-sc para se ven-
der de cominissao ; na ra Uireita n. .1.
Compra-se urna ou duas carrocas ou alu^am-
se, para hoi, para cominea i de lijlos : ua ra da
Cruz n. 31, se dir quem precisa.
Compra-se um preto moro para todo o servico
de urna cas, como bem servir mesa : na loja n. :'),
prolima ao arco de Santo Antonio.
Admi i rara o
i.'oi m provar lia de goslar do novo sortimento de
bolacbinlias de Sebastopol, soda, ararula, alliadas,
bolacliiuba de Lisboa, biscuilo.i, falias e bolacha Tina
10 e 20 c outras quaesquer maxsas que sao proprias
|>ara cha ; assim coran tambero se vendem as gran-
des bichas de llamburgo, e se alugain por menos
pre^o do que em oulra parle, pois o patrao o que
qaerhe dinlioiro : na ra estrella do Rosario u. 13,
padaria que fui do Cunda.
^r
Vende-e saccas zrandes com farinha, a 45000,
na run do Amorim n. 36.taberna da esquina.
charutos finos.
Vendcm-se charutos finos dos mais acreditados fa-
bricamos da llaliia : ua ra Nova loja u. 4.
Vende-se na ruado Collegio n. 4 em rasa de
J. Falqueo seguinle : 1 cama de ferro de armaeao
inleirameulc nova, I consolo de Jacaranda' com pe-
dra marmore, 1 piano vertical rom encllenles vozes
e pouco usado : as pessoas que desejarem os meimos
objectos dirijam-se mesma casa cima annuu-
ciada.
Vndese um negro de nacao, ainda moro, e.he
bom oflicial de sapateiro; na ra da Cruz u. 29.
Cortes de chita.
Vendem-sc corles de vestido de drill franceza,
padroes escures e cores fitas, pelo barato preco de
'0 cada corle ; na loja de 4 portas, na ra do uei-
anado n. 10.
de tnuquinri.
le tonquim bordados, boa fa-
rua do (Jucimado,
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre?o eommodo como eos tu mam.
REPERTORIO DO MEDICi
HOMEOPATHA.
EXTRAWDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e poslo em ordein alphabelica, rom a descripsao
abreviada de todas as molestias, a indicacao pli> -i,o-
logica e therapoulica de todos os medicamentos ho-
meopathicos, seo lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de todos
os termos de medicina e cirurgia, t posto ao alcance
das pawoas do povo, pelo
DR. A. J. DE HELLO MORAES.
Os Srs. iiasignanles podem mandar buscaros &cu
exeroplares, assim como quem quizer comprar.
c%
i
i
Trocam-sc olas do Bancd do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Patn Nash & Companhia Jeclaram que Jnilo
Pedro Jess de Malla deisou de ser seu caixeiro dtsl
dehonlem 11 do correle mez. Recife 15 de abri-
de 18B. -
I NORiT & IRMAOS.
A Ra da Aurora n. 58, prin eiro andar.
Tem a honra de participa ao respeita-
9 vel publico djsta cidade c coro especialida-
9 de aos seus freguezes, que p issucm pre-
^ sentemente o mais rico e coi iplclo sorti-
g| monto das mais linas e delicadas obras de
j2 brilhante, perola e ouro, como at o pre-
P sent nao tem apparecido nesta praca ; e
O affiancam a lodos o mais mdico prec, por-
^ que vender so podo, obras de gosto o mais
apurado: os roesmosdesejam anlentemen-
Scuimo.
Z le que o respeilavel puBlico nao deixe de
W irlancaras vistas sobre as suas obras, i
V) afimdeqtieseja conhecida a verdade de ($)
($) que encerrara eslas poncas palavras. *4s
A HOMEOl'ATUIA E 0
CHOLERA.
nico tratamento preservativo c
curativo do cholera-morbus,
PELO mil Kik %?}
Sabino Olegario Ludgei o Pinho. (A
Segunda edicrao.
k benevolencia com que foi aeolhida pe- V)
lo publico primeira edicrao dcsle opus- ?\
calo, escotada no curio esparo de dous roe- T? v nrnnn T a na nn attiitut
-Att-XETr.... ,50 1 ATERA DA PROVINCIA.
Carleiras completas para o trata- "^ ,llin- M> tliesoureiro manda lazer pu-
mento do cholera e de maitas ou- fA blico, (ine se acliam a venda, na thesou-
trs:;:;::::: SI ^ r^3*'0^ "">Aurora n-
Osmedicmenloss5oosmelhorespossiveis. fc'-0- das! aso lloras da tarde, os hillic-
97' tes, meios c quartos da primeira parte da
I primeira lotera concedida ao cidadao
Antonio Joaquim de Mello, para a puhli-
CoosuIIoto central homcopalhico, ra
da Santo Amaro (Mundo-Novo) n. t.
CASA DOS EXPOSTOS.
Preeisa-se de amas para amamenlar enanca na
casa dos eiposlos : a pessoa que a isso se qoeira de-
dicar, lando as babililaces necesiarias, dirija-se a
mesma, no paleo do Paraizo, que ah achara com
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da casa n. 55 da ra da Cadeia
do Recife junio ao arco da Cooceiro, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qoalqaer eslabelecim.nfo
em ponto grande, para o qoal lem commodos suffi-
cientes : os pretendenles entender-sc-bao com .In.'io
N.pomuceno Barroso, no segundo andar da casa u.
57, na mesma ra.
PURLICACAO' LITTERAR1A.
Repertorio j uridico.
Esta publicarno ser sem duvida de nlilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois uella enconlrara.i por ordem alphabe-
lica as priocipaes a mais frequenles oceurreneias ci-
vis, orpnaoolosjeaf, eommerciaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remissdes das ordenacSes, leis,
avisos e reclmenlos por qae se rege o'jjrasil. e
bem assim resolo^Oes dos Praiislas antisos e moder-
nos em que se firmara. Conlm semelhautamente
as deeisOes das questdes sobre sizas, sellos, velhos e
novo direitos c decimas, sem o trabalho de recorrer
collecrSo de nossas leis a avisos avulsos. Consta-
ra de dous volumesem oilavo, grande francez, eo
primeiro sahio luz esla venda por 8 na loja de
livrosn.fi a da praja da Independencia. Osse-
nhores subscnplores desla poblicacao existentes em
1 ernamburo, podem procurar o primeiro volurae
ua loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na hvraria do Sr. Paula Brilo, praca da
(.onslilulcXo; oo Maranhao, casa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr, J. Jo-
so de Oliveira.
Instruc9o moral c reli-
giosa .
Este compendio de historia sagrada, que foi ap-
provadopara instrueco primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvajao a 1600 rs., passa a ser
vendida a liOOO : na Hvraria ns. 6 e 8, da praja
da Indapendeiicia.
J. MI DENTISTA, :
eoaUnaaresidirnaruaNovau.19, primei- m
# ro andar.
,"Na ro dos Copiares n. 20, Iava-se, en-
gomroa-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte.
Massa adaman-
tina.
Francisco Pinto Ozorio chumba denles com a ver-
dadaira masu adamantina e applica ventosas pela
atrcelo do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio o. 2.
-rfaena-se de urna ama de lei le forra ou
ap*!/I3fvicios nem acha(luos. o que tenha
boa coai ^ paga-se bem : no paleo do Hospiul
26,.c*rd.
lo.
AJuga-se um litio com capim, no losar de A-
pipueoa, a margem do Capibaribe, com urna exce-
lente vertented'agua, pomar e horla : a Iralar na
roa da Cadeia do Recife, sobrado n. 53, segando an-
dar.
Precisa-se do urna pessoa nacional ou
estrangeira para oceupar-se no servico de
um sitio, dando prova de sua conduta :
a tratar na ra da Cruz do Recife n. 63,
segundo andar, ou na botica do Sr. Luiz
Pedro das Nevos.
i
I
SalustianodeAquino Fer-
rci'ra,eautelista das
loteras corridas, avisa as pessoas que tiverem cau-
telas premiadas, queiram por obsequio dirigirem-se
a ra do Trapiche n. 36, segundo sudar, ou nss lo-
jas j conhecidas, para serem promptainente embol-
sadas, marcando o prazo de 130 das que se ha de es-
pirar no da 26 de junhe do correte anno. l'ernam-
bueo M de abril de 1856.
Salustiano de Aquino Ferrcira.
AJuga-se urna excellente casa
cacao dos trabalhos biographicos,- cujas
rodas aiidam impreterivelmente no dia
tabbado 10 d(! maio prximo futuro, a's
8 e incia horas da manliaa, no salao'do
convento de Nossa Senhora do Carme:
outro siin, que as listas serao. distribuidas
gratis aos compradores de bilfaetes, no
primeiro dia til, a's (i horas da ma-
nhaa, e que no dia lo principiarioos pa-
gamentos da referida lotera, as 10 ho-
ras do da as 3 da tarde, na ra da Au-
rora n. 26. Thesouraria das loteras 30
de abril de 1850.O escrivao, Antonio
Jos Duarte.
o sitio da Eslaucia do Giqui desappareceu o
escravo enfilo, Jamarlo, fula, Dalia e grosso, bem
empernado, falla por entre os denles, representa Icr
a idade de 2i anuos, pouco mais oO menos ; um dos
signaes mais nolavel be ler urna das pas secca ; lem
pai e irmao forros para as parles da Varzea ; foi
comprado a Jos Luiz Pcreira com loja na roa Nova.
No dia 2 do correnle desappareceu urna prela
com os signaos seguintes : baixa, magra, e ja meia
velha, muilo feia, lem ja cabellos brancos, e urna
falta de cabellos ua cabera do cosime de carregar ;
levou vestido de riscado de quadros rxos, j desbo-
lado, e o corpo de ootra qualidade, e em lugar de
panno um chales j velho todo rxo e preto, levou
um laboleiro e urna bandeja, pois andava vendendo
p,V>-ilc-lo de milho, o eostuma vender lapioca : quem
a appreliertdcr leve-a Iravessa da Trempe n. 9.
T. Beker, tendo de lazer urna via-
gemaEnropa, pede encarecidamente aos
seus detectores; de vir ou mandar saldar
suas contas ate o meiado deste mez de
maio, assim como adverte aos seus deve-
dores antgos,t|ue no caso de as nao satis-
fazer, serao cobradas judicialmente.
I'recisa-se de urna ama para o servi-
co interno de urna casa de homein sollei-
ro, que tenha bom compoi lamento e se-
ja asseiada noseu servico, paga-se bem:
quem estiver neslas circumstanciaS an-
nuncie, ou dirija-se a ra da Prata na ca-
sa do Si-. Jos llvgino de Miranda, segun-
do andar, ou na ruaTdo Crespo, casa do
Sr. Jos dos Santos Neves.
O doulor Oleeario Cesar Caboss, formado ci
medicina pela Faculdade da Baha, avisa ao respeila-
vel publico desla capilal c especialmente aos po-
bres, que queserem ulilisar-se do seu prestimo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sita na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
Quem precisar da qnantia de 509000 rs. a juros
sobre penhores de ouro ou prala, dirija-se a ra da
Penha ti. 95, segundo andar.
Ufferece-se um horaem porlugnez, casado,
com pouca familia, para csixeiro de alcum ensc-
nlio : quem pretender dirija-se a ra do Collegio,
loja n. 23, que se dir' nuom quer.
LOTERA da provincia.
Sabbado lOMocorren -
te, iic a extracto da pri-
meira parto da primeira
lotera concedida ao citla-
dat) Antonio Joaquim de
Mello: existe um pequeo
resto de nossos felizes l>-
l he tes, as lojas j aniiun-
ciadas, sendo pagos sem
disconto us bilhetes, meios
e quartos coiii a nossa ru-
brica.
Oliveira Jnior Si C.
Precisa-se de um ou dous.canoeiros forros ou
captivos para coDducQo de lijlo dos leinedios para
o Kccife, pagaudo-se-lhes um ordenado por mez ou
por semana, com sustenlo ; qoem esliver neslas cir-
mm X%"r.r. r- """-"l" T i !" "mli",fas e coovenha um aposento cerlo para
i Capibaribe, na estrada da '
Ponte de Ucha, confronte a casa do -
nado Exm. barao de Beberibe : a tratar
na ra da Aurora n. 26.
Rape de Lisboa.
Na ruada Cruz, sobrado n. 1, escrlplorio de An-
tonio Lun de Oliveira Azevedo, acha-se venda ra-
p de Lisboa ranilo fresco, chegado ltimamente.
reciss-se deumeozinheiro para enfermara a
tratar na ra do Pocioho casa larra da vidracas.
trabalhar, pode dirigir-se a ra larga do osario,
padaria n. 18, que achara, com quern Iralar. Na
mesma padaria precisa-se de um ir.eslre que conhera
da costa do norte al Mamanguape, psra lomar coil-
la de urna barcaca grande que uaveca para o norte
desti provincia : quem esliver neslas circumslancias
e .t fiador a sna conduela, pude dirigir-se a mesuia
casa cima n. 18. .
O Dr. Joio Haria Seve vai a ^Europa, e dexa
por mus bstanles procuradores nesla cldade.os Srs.
Antonio Mara da Miranda Seve, Francisco de Mi-
randa Leal Seve, e Manoel Joaquim Seve.
J\a loja das seis
PORTAS EM FUENTE DI) I.IVRAMEMO.
Cassa chita a meia pataca o covado, riscado fran-
cez a meia palaca o covado, aias para enfeite de se-
nlioras a dez (ustoes, manguitos de camhraia borda-
dos a dez lusloes, camisinhas para senhora a cinco
tusloes, camisus para menina a mil rs., e para se-
nhora a dous mil rs., collarinhos para senhora a pa-
laca, icneoa brancos piulados para menina a meia
palaca, meias para meninas a doze viutens, meias
prelas para senhora a palaca, dinheiro a visla para
acabar.
\a loja das seis
portas.
Em /'rente do Livramenlo.
I eras de algodaozinho com toque de atara a mil
rs., quatro patacas, cinco c dous mil rs., corles de
calca de brim trancado de puro lindo a mil rs. o cor-
, c,,al de gurgurao proprios para casa a cinco
tunees cada um.
Superiores capad de
panno,
no. lorrsdos de borragana e de damasco : na ra
do Oucimado n. 18, loja.
Vendo-M una prela mot;a, (nacao) Costa ; cn-
gomma, faz doce, reliua assucar o vende ua ra : a
tratar na ra da Guia, taberna n. 9.
\ ende-se um bauco novo, proprio para carpi-
na com sua ferramenla ; ludo de bom goslo, que foi
ac um ollicial de capricho : na ra da Praia, arma-
Na roa Nova n. 1!) loja de selleiro de Domin-
gos Jo tro par. cobrr carros, chegadas pelo ultimo n.vio
ae franca, as metborej queaqui lem Viudo, lano em
manho como em qualidade.
\ eudc-se a armado de urna loja de calcado que
lem commodos para quem quizer inorar dentro : na
roa Dircua n. 58 ; a (ratar na mesma casa.
Cassas de pintas
e flores mi tulas
a 280 rs. o covauo.
Vcndem-se na ra do Qocimado n. 21 A, cassas
francezas da pintas c llores miudas, de lindos gealos,
e dao-se as amostras com.peuhor.
Murculina
o covado a 320 rs.
Vende-se na ra doQucimado n. 21 A, murculina
com pintas de cores de lindos goslos, da largura de
chita franceza, alpaca prela lina com mais de vara
de largura a 800 rs. o covado, cassas francezas a 320
a vara ; dilo-se as amostras com penhor.
I CHAPEOS PAR SENHORA
% A 20*000 RS.
, CHALES DE MERINO PRETO.
CTiales de merino' de cores bordados a seda 115000
Uiliis de dito trancado, fino, de cr, com
um pequeo defeilo na franja de seda 49500
Cdrles de vestidos do seda com loque de mofo -JtjjoOO
Sedas de quadros de lindos padrOes, o covado 19000
Corles de frondelina de seda
Corles de cambraia de seda
Lila de quadros de lindo goslo, o covado
Cassas francezas de cores finas, o covado
Chitas francezas de core, o covado
Itiscados francezes com 3 palmos de largu-
ra, o covado
Alpaca prela fina mnito larga, o covado
Palitos prclos de alpaca fina
Cortes de casemira prcta fina
Ditos de dila de cores
Lencos de seda de cor, grandes
Ditos de dila de dita para grvala
Fusloes de cores fines para cutele
(laniisolase mei.s de Ua.
Peilos para camisa de cor e brancos
Collarinhos brancos fcilos
Madapolao fino de jarda, a paca
Cobertores de .il:ni,u
Em frente do hecco da Cougregaco
lic.i a segunda loja de faadas."
12)1000
Taooo
700
210
280
240
IKHI
1- M>"
l500
iNNHl
1-KKI
lilKI
800
too
2iO
2S00
70
pastando a bo-
v
Chegaram ltimamente de Pars os no- w
( vos chapeos os mais modernos e mais ricos Vj
jfik que lem v j nhorasde goslo e da moda, chapeos lodos "K
VP de seda guarnecidos de fila e llores de vel- &?
^5 ludo, da-sc amostra c manda-sc levar ;is ca-
t s" Pa,a as senhoras ver e comprar,
w Mussulinas brancas e de cores, ede cores 9
V;2 matizadas o mais lino emoderno, a tiOO, 700 S
'i e 8tll rs. cada covado. 4fe
Ji Palitos de panuo lino preto c de cores
9 185 -
...-
i
S;3 Oilos de seda sarjada prela e de cores, i ";3
2| -^ooo.
*p Hilos de setim da China lodos de cor e -5
i'U forrados de seda a -JijOOO. S
'.',',. Hilos de folar de seda brancos, forrados S
'y de seda branca, a 129000. n3
Vr Casacas de panno liuoprelo chegadas ul- ^3
; limamcnlc de I- lauca, a .10.5100. S.
<^j Hilas de cores e gndolas, a :tll5000. ';;f
W Sobre-casacas de panno fino prelo, a
-j 289000.
I"!".. Ceroulas de linho de bramante muito finas ^
tj1 e benifeilas, duzia :ti;(lO. W
5j Camisas de morim francez, brancas e de
gg cores a 3 c -2J(H) cada urna. S
Jg Veudem-sc na rna do Crespo, loja amarel- ^t-f
W la n. t, de Antonio Francisco Pereira. y
u> w ,... -ur u, o 'r'ii,- *\tl&S$&.i?3$ti
Attenco.

OS SENTIDOS CUUPORAES SAO' CINCO.
Ol ver para crer uo que he bom.
O 2." ouvir o prego multo em conta.
O 3. cheirar para applaudir o gosto.
O i. goslar depois de comprar.
O 5. apalpar sem (azer avaria.
Estes raandamculos findam-se em se vender os g-
neros abaixo deelaradosa dinheiro e mais em conla do
que em oulra qualqner parle, a saber : no deposito
das bichas, ra estreila do Rosario 11. II, tem rece-
bido as melhoresqualidades de fruclas da Europa e
potes de doce, marmelada em latas, doce de goiaba
lino, biscoilos de todas as qualidades, de fra, l.ula-
chinhas pain resguardo, passas, ameixas, figos, vi
nagre I111 o em garrafas brancas, azeile refiuado, mo-
Iho para pe*e, dilo para podim, viuho do Alto
Honro, e outras inuil.s cousas.
Na 111a do Crispo loja amai-clla 3
n. i, de Antonio Francisco 33
Pereira, vendem-sc
sedas escossezns de quadro a 800 rs. cada
covado.
Hilas lizas furia-coici muito superiores, a
l300 o covado.
Lindicnce, hienda nova, rhesada ltima-
mente- de Pars, a ISOLOcada covado : esta
fazende he de laa e seda, de datando* mo-
domos ainda nao vista neslc mercado, lem
' 27-polegadas francezas de largura e de liu-
tas fias.
Cortes de
m
I


o
o
o
3
...- -?polegadas francezas de largura e d'e
V com barra c babados a 15(000 cada corle.
t$ ilosde Ifla da Persia.com Ijcov.ulos,
caxemira matizada de cores
ui.iu I rn-.c amostras de
O
o
m
i
cj 1.50(H>cada corle,
J*; todas as fazendas,
SP comprar. m
Ganobn em frasqueiras.
Cabos da llussia e de Manilha.
Lonas, briuzAo e brim de vela.
Pise da Suecia.
Cemento amarcllo.
Vinho de Champagne e do Rheuo.
Agurdenle de Tranca.
Pianos de armario, de modelos uovos.
Armamento de lodas as qualidades.
Alvaiade fino em p, ncac Unas em oleo.
Podras de marinare para mezas e consolos.
Papel de peso inglez.
Papel de embrolho.
Chicles para carros.
Perro em barra, verginha e chapa.
Couros de lastre. ,
Vendem-se no armazem de C. I. Aslley & Com-
panhia.
\
POTSSA E CAL YIRGE1.
No anli^o ej bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do liecife, escripiotio n. \% ha para ven-
der muilo superior poiassa da Russu, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa oin pedra, ludo
a procos muilo favoraveis, com os qtiaes liraro
os compradores satisfeitos.
Em casa de Henry Brunn & C., na na da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorlimen-
lo deouro do inelhor goslo, assim como relogios
de ouro patento.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construyo verlicale com todos o melhoramenlos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
Na lojade ferragensje miudezas da ra Nova
n. :).>, vende-se lona de boa qoalidado -Oo rs. a
peca com :t(i jardas, c era varas > 801) rs. Na mesma
loj vendem-se msicas para piano e llaula.
Vendem-se sapales de couro de luslre pelo
preco de htOO, sapalos virados de dilo p.ra homem
a 25OOO, assim romo couro de luslre mudo em cou-
la : na ra do l.ivrameuto, loja n. 21.
Vende-se urna porcao 'de espanadores, de n. 2
ale n. 7 : a Iratar na ra lar=a do Rosario 11. 26,
loja.
Vende-se muilo bom leilc de varea ; no largo
da llibeira, 11. 7, das 7| asV horas do dia.
Rap de Lisboa.
\ ende Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no seu
seu escriotorio, ra da Cruz 11. I.
Rape de Lisboa.
Vendem Azevedo A. Carvalho, na sua loja, ra do
(jueimado 11. 9.
OLEO HE RICINO. .
Vende Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Salitre superior
c barato.
Na ra do encimado 11. X>, em barricas de 1 ar-
robas e em porees menores, vende-se superior sa-
litre refinado e muilo barato.
Camisas francezas.
Vendem-se carnizas francezas, muito bem feitas
pelo baralo preco de 25900 a du/ia : na ra Nova
loja 11. i.
Veude-se saccas com milho muilo bom e por
preco eommodo, bolachinhas de aramia a 400 rs. a
libra, dilas de soda a 400 rs. a libra, dilas de leile.
bisconto por preros muito mais commodos do que
em otida qualquer parle : na padaria da ra Di-
reila n. m.
diales
Vendcm-se chales
zeuda, por preco em conla : na
loja de i portas 11.10.
I'elles de cabra.
Vendcm-se pellos de cabra muito em conla, para
pagar coulas de venda : na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 57.
Vendem-se vela de carnauba ra melhor fa-
0 Aracalv, feijflo em saccas de um alqueire
novo a 83 a sacca : na ra do Vigario
velho, muilo
Vende-se cevada de Lisboa a 25 a arroba, cho-
colate lambem de Lisboa, em latas de 8 libras a
352OO, dilas de 4 libras a 2) : na Iravessa da Madre
de Heos n. 5, armazem.
Vende-se urna nesra rrinula. de bonita figura
boa cozinhciraeengommadeira : na ruado Oueima-
do 11. 33.
Panno tino.
Vende-se panno lino preto superior pelo baralo
proco de 29800 rs. o covado : na ra Nova loja n. i.
Velas de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recite 11. ."7,vendem-se supe-
riores velas de carnauba,em pequeas caitas, por ba-
ralo preco, para pigar conlas de veuda.
BATATAS,
chegadas de Lisboa no ullimo navio
.Madre de Heos 11. tli.
ua Iravessa da
LIOUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Ouarleis 11. 24, qnercudo acabar as miudezas que
existen!, vende baralo afim de liqoidarsem perda
de lempo.
I rama com boletas para cortinados, pee,.
P.pel paulado, resma, (de peso)
Hilo de peso, resina
Laa de cores para bordar, libra
Penles de bfalo para alisar, duzia
Fivelas douradas para cale;, urna
'roza do brelas muilo finas
Lencos de seda finos, ricos padroes
Cai&a de liuhas de marca
Meias pai a senil.ira por
Penles de tartaruga para segurar cabello
Crozas de caetas fiuas para pennas
Hitas de botocs fiuos para casaca
Meias prelas para senhora, duzia
Hilas dilas p.ra homem
l.acreencarnado muito fino,libra
Papel de cores, maco de 20 quaderuos
Uuzia de colsetcs
Espedios de lodosos nmeros, duzia
Liuhas de novellos grandes para bordar
Ricas lilas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas para homem sem cuslura
Hitas de seda 11. 2, peca
Trancas de seda branca, vara
Caiiiis de raiz, duzia
Pea de filas deciis
Lapis finos, groza
Cordao para vestido, libra
Toacas de blondo para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
45000
3CO00
2;70O
75 :ioo
100
(5000
19500
240
240
45000
28000
2900O
3jaoo
29600
19800
GOO
720
29500
I50OO
900
35300
380
400
I50OO
300
29M0
15200
14200
15000
rs, o co-
AI baneza a 900
vado-
Aiuda lia dessa economicff fazenda j bem conhe-
cida, de cr prela, luslrozaat com fia 7 palmos de
largura, propria para vestidos, maulilhas e oulros
falos : ua ra da Qucimado, loja 11. 21.
Iloupa feita de
Pars,
J. Falque participa a seus freguezes que acaba de
recetor um Completo sorlimenlo dos objeclos lesain-
les : casacas, sobrecasacas, cairas de panno e case-
mira prela do ullimo goslo, palitos c gndolas de
panno e casemira prela e de cr, gnlla de velludo e
oulras, ditos de casemira mesclada, feilio sobrecasaca
e saceos, forrados de seda, ditos ditos de cores escu-
ras de lia e-mais, dilos de merino do China o lpi-
ca prela e mesclada, forrados do seda, gollas de cha-
maloleeseda acolxoada o oulras, dilas de seda de
diverses cores e qualidades, dilas de lila, sobre-
ludo de paiiuo, ditos de borracha de difTcrenles qua-
lidades e procos, perneiras de dila, sapates e bor-
zeguins inclezes com sola grossa para o invern
grande sorlimenlo de malas, saceos c saceos com roa-
la de todos os lainanhos para viagem ; ludo se ven-
de por preeo ruzoavel : ua ra do Collegio n. 4.
Vende-se urna prela moca com urna cria de 5
mezes, lem muito e muilo bom leile, que 11A0 s che-
ga para o filho como pode criar outro sem a menor
difliculdadc, pois j,i esta a islo acostumada : na ra
da Sania Cruz n.';s.
Vendem-se caias com superiores velas de
carnauba, feilas no Aracaty : na ra da Cadeia do
Recife n. 2i, primeiro andar.
Rob L'Affecleur, Vermfugo inglez, salsa de
Hristol, pilnlas vegetaes, salsa de Sands : vendem-
sc estes remedios verdadeiros em casa de ilarlholo-
mcu Francisco de Sooza, ra larga do lio-ano n. 3l.
Caias com vidros para vdraca, vidros de boc-
ea larga com rolhas do mesmo, o maior sorlimenlo
possivcl: em casa de Barlholoraeu Fraucicco de Sou-
za, ra larga do Rosario 11. 36.
Vende-se farinha de mandioca de boa quali-
dade, em saccas de alqueire : uo escriplorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo, na ra da Cruz, pri-
meiro andar, sobrado n. 1.
Vende-se muilo bom toucinho de Sanios a 210
a libra, assim como carnes e orelhas, ludo do mes-
mo loucinho a 120 a libra : na ra das Cruzes n.20.
Vendem-se madapoloes finos c de oulros, com
um pequeo toque de avaria, por precos|muilo bara-
tos: na ra da Cadeia-Velha n.21, primeiro andar.
,l.m completo sorlimento de bordados como se-
jam, camisetas com mansas, collarinhos, peililho',
romeiras, camisus, coifinhas e pelerinas ; lambem
Icui um completo sorlimenlo de ricas llores, enfeites
pira taboca, lilas e os verdadeiros e modernos lucos
de linho : na ra da Cadeia-Velha u. 34,
andar.
primeiro
Esleirs, velas de carnauba e snpatos de
borracha.
I m completo sorlimenlo de calcados de todas as
qualidades. lano para homem como para senhora,
meiimos e meninas, ludo por preco eommodo, a tro-
co de sedlas velhas : uo aterro da Boa-Visla, de-
Iroule da boueca, loja n. 14.
Superior caf de primeira soite, vin-
do do Kio de Janeiro : 110 Passeio Publico
loja n. II,
, t CEBLAS \)l LISBOA,
chegadas no ullimo navio, por preco muilo eommo-
do : na Iravessa da Madre de Heos n. 16.
Charutos finos.
Vendem-se superiores charutos, por eommodo
preco : na ra do Crespo, loja n. 19.
" Ionvin.
''7L8 pcllica de Jouvin P" homem e senho-
ra a jaio o par, e grvalas do seda pintadas a tSOOO
cada urna : na ra do Crespo, loja. n. 19.
man
e oulros muitosarligos que se l.irnam rtcommcnda-
veis por suas bas qualidades, e que nao se duvidara
dar um puuquiihc mais baralo a aquello seuhor lo-
gista.quoqneira a dinheiro conjprarmais b.rato
do quese compra em primeirainao.
Cal virgem de
Lisboa e potassa da
Rtisftia.
Vende-se ua ruido Trapiche n. 9 e II, cal vir-ein
do Lisboa, novo a 59000 o barril, velha a jOO r"s. a
arroba, c potassa da Russia a 300 rs. a libn,
A melhor farinha do
dioC em saccas
que existe no mercado : vende-se por preso ra :oa-
vel, uo armazem do Cazuza, no caes da allandega
o. 7.
Para luto
Corles de veslido de cassa prela com 7 varas cada
um, de bouitos padrf.es a 25000 : vende-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volt para a ra da
Cadeia.
Relogios de patente
ioglezes de ouro, de sabonele e de vidro
vendem-se a preco razoavel, em easa de
Augusto C. de Abren, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. .">(>. .
A OO rs. o covado
de grsdepaplca de seda bu la-cres para
vestidos : na ra do Crespo n. 11.
Vende-se a muilo arredilada padaria do Man-
guiuho, sila na casa do Sr. cirurgiao Teixeira, com
muilas freguezias na Capona*, Afilelos e Boa-Vis-
ta, alcm da da porta, a qual lem todos os pertenecs
a Irabalhar, e na mesma lem nm cavallo para en-
Irega de pi na freguezia : para Iralar, na ra da
Ndcdade 11. 17, ou ua mesma.
Vende-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a 59000: 110 armazem
de Antonio Anncs Jarnme l'ircs.
esVeodo-M o verdadoiro c superior licor ab-
synihe, uliimamenle chegado e por baralo proco :
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
TENT08
para voltarete.
Vendem-sc Ionios muilo lindos para voltarele e
(|ualqucroulrojoso, cliegados de Franca e por pre-
co baralissimo : na ra da Cruz 11. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja chegoo arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de JoSo Martius de Barros, Iravessa da Madre
de Heos n. 21, no armazem de Jos Joaquim l'e-
rcira de Mello, uo largo da Alfaudega.
Guaran.
Na rna da Cadeia 11. 17, loja de miudezas, vnde-
se guaran, *s libras que o comprador quizer, por
preco eommodo.
Gomiiia de arar uta.
Vendc-se superior gomma de aramia em bairicas
e as arrobas : no armazem de Joflo Marlius de Bar-
ros, Iravessa da Madre de Heos n. 21.
Velas de Carnauba.
Na ra do Qucimado n. (9, vendcm-se velas de
carnauba em caisas de 10 a 00 libras, por menos
preco do que em oulra qualquer parle : quem pre-
cisar uproveile a occaslao.
liuhas
PARA 0 CORRENTE ARNO.
Folliinhas do algilieira tentando o almanak ad-
minisiralivo, mercantil c industrial desla provin-
cia, tabella dos direitos parodiiaes, resumo dos im-
postosgeracs, provinciaes e municipaes, extracto
do algumas posturas, providencias sobre incendios,
enirudo, mscaras, cemilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenios e exportarlo da provin-
cia, por 500 rs. cada una, ditas de porta a 160,
dilas ecclesiaslicas 011 de padre, com a reza de S.
Tito a dOO ris : na Hvraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Relogios
iogezes (.ep-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: tm easa de
ileury ibson : ra da Cadeia do Recite o. 52.
Moinhos de vento
com bombas derepnxopara regarhortas a bai-
xa de capim : na (undiriode D. W. Bowuian,
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10.
A boa fama
,, VENDE BARATO.
.ibras de Imhasbrancas n. ."o, (K), 70, 80, a
Hilas de ditas ns. 100 e 120
Kuzias de Ihesouras para costura
Huzas de dilas mais finas e raaiores
Macos de cordao para veslido, alcuma cousa
eucardidos com 40, 50 e 60 palmos,
l'ei.as com 10 varas de bico eslreilo
Caisiohas com agulhas francezas
Caisas com 16 nvelos de liubas de marc.r
l'ulceirns encarnadas para meninas e senhoras
l'ares de meias finas para senhora a 210
Miadas de lionas mnilu fiuas para bordar 100 e
(rozas de botes muito finos de madreperola
Dilas de dilos muilo finos para calca,
l'ivellas douradas par. calcase coll-les
Feotesdeverdadeiio bfalo para alizar.a 300 e
l'ecas de fila de linho brancas com i. e meia
vara
Caias com colxctes grossns francezes
Carriteis de liuhas de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de todos os nmeros
Macinhos com 40 grampas, e de boa qualidade
l'ares de suspensorios de bonitos padrOes
Torcidas para candieiro, duzia
Tinleiros e areeiros de porcelania, par
Carleiras de marroquim para algibeira
Caetas muito boas de metal e pao 20 e
Cauiyetes de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, 160, 200 e
l'ranciuha de laa de caracol e de lodas as eres
palmo
Duzia de penles de chilre para alizar, bons
Grosas de boles de loura piulados
l'ecas de fitas de diz 240 e
Carreteis de liuhas de 100 jardas, alor Ale-
landre
l.inhas prelas de mediuha muilo boas
Carlas de alunles dt boa qualidade
Uuzia de penles alierlos para alar cabello
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
do cores, fazenda muilo boa 2(0 e
i'ivelas de ac com toque .de ferrugem para
calca .
(irosas de fivelas para sapatos
Cauinhas euvernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Caiiinhaade pao com palitos de fogo bous
Caitas com ."K) caixinhas de phosphoros para
charutos
Charuleiras de vidro 60 e
Casles para bengalas muilo bonitos
Atacadores pretos para casaca
Sapaliuhos de laa para .-cianeas, o par
Camisas de meia para enanca de peilo
Trancelins para reloeio, fazenda boa
Escovinhas para denles
Atem de lodas estas miudezas, vendem-se outras
muilissimas, qne a visla de suas boas qualidades e
baratos procos, cansa adrniraco aos proprios com-
pradores ua ra do Queimado, na bem couhecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33. ',
Gal de Lisboa.
Vende-se urna porcAo debarris com cal de Lisboa,
por barato preco, e relalho a :is o barril t na ra da
Cadeia do Kecife n. 50.
1.1'VAS DE TORCAL.
Vendem-se luvas prelas de irreal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baralissimo preco de IJkOOO
o par : na ra do (Jueimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
1 endera-se espingardas francezas de dous
mnos, muilo proprias para cac,a c por muito com-
caodo proco: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
EARIMIA DE SANTA CATHAKNA,
muilo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
-iie e-enna itapido. tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco eommodo : a trataj
com Caelano Cyriacojda C. M"., uo largo do Corpo
Sanio 11. 25.
Livros (]lassicos
Vendcm-se os seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : llislory of Kome 39000, Thompson 23,
l'ual el Virginio 22000 ; ua praca da Independencia
ns. 6 e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas j.i se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na Iravessa da Madre de lieos n. 21, r-
"ia/i'iii de Joio Martina Barros.
SEMENTES.
Siio chegadas do Lisboa, e acbam-se vend. na
ra da Cruz do IteciTe n. 62, taberna de Antonio
Francisco Martin, as sesuinlessemeulesde horlali-
ces, coma sejam : ervilhasloria, genoveza, o de An-
gola, feijo carrapalo, rxo, pintacilgo, e amarcllo.
alfacerepolhudae allemaa, salsa, lmales graudes,
rbanos, rabaneles brancos t encarnados, nabos r-
xo e bronco, senoiras branca; e amarellas, couves
Irinchuda, lombarda, esaboie, sebola de Setubal,
segurelha, coeolro de touceire, repolho epimpinela,
e urna grande porcao de diflerenles semenles, das
mais bonitas flores parajardins.
AGENCIA
Da fundiro Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. 42.
Neste eslabeleciment contina a haver um com-
pleto sorlimento de moendas o meias m oendas
para cnfjenho, machinas de vapor e laixas de
ferro batido o coado de todos os tama nhos
dilo.
IjiOO
12280
I2OOO
1-2280
240
560
200
280
240
300
160
(00
980
120
500
SO
8Q
SO
60
(0
80
500
600
w
200
240
100
800
300
320
40
-90
UO
2&600
320
M
560
120
20
400
80
M
40
320
500
140
100
para
A38500
Vendc-secal deLisboaultimamentechegada,as-
sim como potassa da Itussiaverdadaira : na praca do
Corpo Santo n. II.
CORTES DE CASSA TARA QUEM ESTA' DE
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muito miud,
por diminuto preco de 23 o corte, ditos de cassa chi-
ta de bom gosto a 2S, dilos a ?S0O, padroes france-
zes, alpaca de seda de quadros de lodas as qualida-
des,a~20rs. o covado, laa para veslido lambem de
quadros a 480 o covado; lodas eslas fazendas ven-
dcm-se na ra do Crespo n. 6.
Vende-se cm casa de S. P. Johnston&C,
ra da Senzala-Mova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de monlaria, candieiros o caslicaes
bronzeados, relogios paienie inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, ramas de ferro,
fio de vela, chumbo de moniolo, arreios para car-
ro, lonas inglczas.
v, .vira iiio"..a3.
A boa
ama
VENDE MLTTO BARATO.
Leneinhos de retroz de (odas as cores para pescoco
do senhora e meninas a 12000, baralhos de carias l-
nissimas para vollarele a 500 rs., toncas de laa para
senboras e meninas a 600 rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhoras a 400,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
I, ricas luvas de seda de lodas as cores e bordadas
com guarnires e borlas a 33 e 33500, ricas al.oin.i-
duras de madreperola e metal para collelcs e palitos
a 00 e 600 rs., superiores meias de seda prelas pora
senhora a 23500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, finissimns navalhas em
eslojos para barba a 23, ricas caixas para guardar
joias a 800 e 13500, eaixas muilo ricas com reparli-
mentos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
ralo preco de 29500, 33 e 33500, papel proprio para
os namoradosa 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candieia
ros americanos muilo clcsantes, proprios para eslu-
danles ou mesmo qualquer estabelecimento pela boa
luz que d.lo a .">3. Iravcssas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, pelo baralo preco de 13, pastas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
mac.lo dourada e sem ser duurada a 500, 700, 1/ e
1>"jOO, cscovas muilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricos leques com plumas e espelhos c pinturas linis-
simas a 20 e 33, charuleiras finas a22, riess galhelei-
ras para azeile e vinagre a 2?, ricas c nissimas cai-
xas para rap a 29300 e :13, penles de bfalo, fazen-
da muilo superior, para lirar pininos 500 rs., dilos
de martiin muilo bous a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quaderuos de papel de lodas as cores de folhas
pequeas 720, riqusimos frascos com exlraclos
muilissimo fiuos a 18200, 18500, 23 e 23500, jarros
de porcellana delicados e de moderos goslos, com
banha franceza muilu lina a 23, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada franceza muito boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
asna ilc Colonia de l'iver a 480 e la, -alinelos linos
e de diversas qualidades, piis para denles 11 mais fino
qne pude haver, asna propria para lavar a bocea e
conservar os denles, c oulras nimias perfumaras,
ludo de muito-oslo e que se \ciidcm barato, lesouras
muilissimo linas, proprias paca papal, para cortar ca-
bello, para anuas, para c-jsluras, (raucas de sedas de
bonitos padroes e diversa*lar:uras e cores, ricas fitas
le seda lisas c lavradas do lodas as larsuras e cores,
bicos de lin!i Bofsimos de lindos padroesc lodas as
larguras, ricas franjas de algodlo brancas e decores
proprias para cortinados, e oulras muilissimas cousas
que ludo se vende por lao baralo preco, que aos pro-
prios compradores causa adroiracSo: na roa do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama 11. 33.
Farinha do mandioca. .
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porees irala-se com Mauoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se cbo-
colale, roacarro e talherim a 400 rs. a libra, cava-
dmba de Franca o sag a 320 rs. a libra, crvilbas da
llol tanda a 120 rs., gr5o de bico a 80 rs. esper-
rnacete americana da composc.5o 700 rs. a libra,
bolachinha americana quadrada a 400 rs., axaila
doce de Lisboa a 560 n. a garrafa e tapioca a 160
res. r
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito dcsle rharope para a bo-
bea de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53,
garrafas 59500, o meias 33000, sendo falso todo
aquelle qae nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO
Para cura de phlysica em lodosos seos diflerenia
graos, quer motivada por constipares, loase, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangoe, dor de coslados o
P'Ho, palpilarao no coracao, coqueluche.bronehite
uor na garganta ,e lodas as molestiasdosorgospul-
mouares.
Sedas branca e de cores.
\ endem-s. cortes de vestidos de seda branca a do
szftftsxsn*na ,oj,,u 4porta"
1ECHUISI0 PAR E16E-
HHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha semprc um grande soriimento dos seguintes ob-
jeclos deinechaniwosproprios para envenhns, asa-
fice : moendas e meias rndas da mais moderna
conslruccso ; laixas de ferro fundido o balido, da
superior qualidade e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhues, bronzes, parafusos e cavilhoes, moK
nhos de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
se'execulam todas as encommendas com a superior
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e com
modidade em preco.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundipao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o cbafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de laixes de ferro fun-
dido c balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, po preco eommodo e coro
promptidao: embarcara--e ou.carregam-se em ace-
ro sem despeza ao comp >dor.
Em casa de Henry jjrunn & C, ra da Cruz
0.10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Navalhas a.contento.
Conlinua-se a vender a83000 o par (preco 6xo) as
ja bem conhecidas navalhas de barba, feilas pelo tu-'
bil fabricante que ha sido premiado em diversas ex-
posices : vendem-se com a comlicilo de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 das
depois da compra, reslituiudo-se a importancia : em
casa de Aususto C. de Abreu, ua ra da Cadeia do
Kccife n. 36.
Vendem-se barricas com farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, muito nova, e do quali-
dade isual a de Trieste, chegada agora do Genova,
e por preco eommodo : a fallar com .Basto & Le-
mos, ra do Trapiche n. 17.
Genebra,
Acaba de chegar frasqueiras com verdadeira gine-
bra de llollanda : vende-se no armazem da Tasso l-
maos.
A boa fama
VENDE BARATO.
Kcos penles de tartaruga para cabeca h|
Hilos de alisar lambem de tartaruga 3JO0O
Lindas meias de seda de cores para crianras 1J600
Bandejas grandes e de pinturas finas 39,'4j o 5*000
Papel de rleso e almaco o melhor que pode
haver 45OO e i i~"
Pennas de ac, bico de lanca, o melhor que
ha,a groza
Hilas muilissimo finas sem ser de larca
denlos de arma cao de ac com gradu'acSes
Luuetas com aimac.ao dourada
Hilas com armaeao de tartaruga
Oilas com armaeao de bfalo
Ditas do 2 vidros com armaeao de tartaruga
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos
Ditos tem ser de Jacaranda 19500 e
Meias prelas compridas de Inia
Bengalas d junco com bonitos casles
Bicos chicotes para cavallos grandes e nt-
quenos a 800 rs. e
Grvalas de seda de lodas as cores a la e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspeusorios finos de berracba a 400, 500 e
Penles muito finos para soissaa
Escovas rriuito fiuas para cabello
Capachos piulados compridos
Boloes finissimos de madreperola para camisa 19200
(Juadernos de papel paquete muito fino 80
Bonitos sapaliuhos de merino para enancas lJoOO
Hicascanelas para peonas de aro a 120 o 200
llicos porla relogios a I38OO e SjoOO
Ricas caixas finos de metal para rape a 500 e 600
Escovas muilo finas para imlias a 320 o 640
Dilas finissimas para cabello 1 ,."100 c 2J0O0
Dilas dilas para roupa 1>, 1j?200 e 28000
Papel de linho proprio para carlorios, resma 4{000
Pinceis finos para barba 200
Duzia de lapis muilo finos para desenlio 800
Lapis finissimos para riscar, a duzia 500
Duzias de facas e garfos finos 3S000
Hilas de facas e garfos de bataneo muito finas /Xln
Dilas dilas muilissimo finas, cabo de marfim 1 .00(1
(".aniveles de aparar pennas muilo finos 8n
na ra do Queimado, nos Quatro Canlos, na loja de
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendas da boa fe.
Id".I 1 m, 11 is coberlos e descoberros, pequeo
c grands, de ouro e prala, patente ioglez, de um
dos melhorea fabricanles de Liverpool, vindos pelo
ullimo paquete inglez : em casa de Southall Mellor
81 Coanpanhia, ua ra do Torres n. 38.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fa
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas ; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Slarr & C, em Santo
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior qualidade.
55OOO
I920O
640
800
1JO0O
IJOOO
500
3*000
:iaO00
29OOO
19800
900
laooo
15200
320
600
500
640
700
&3tr*t>0# fitgii>0&'
Desappareceu no domingo, 4 do correnie, um
preto por nume Antonio, naco Congo, pelo fallar
parece crioulo, idade 40 anuos, com os signaes se-
guinles : bailo, bastante grosso. cor bem prela, lem
um pequeo defeilo no olho esquerdo qne o faz 0-
lliar alravessado, nariz afilado o beico de baixo um
pouco cabido, barriga bstanle grande, sem barbas,
cara redonda, pea regnlares, levou veslidc-dous pa-
res de calsa de riscadinho aznl j.i usados, tres cami-
sas, sendo, urna de madapolao, oulra de algodao a-
zul escuro, e oulra de lila com lisias de cores aira-'
vessadas e compridas que checem al os joelhos, um
palil verde usado, ainda novo, e om par de sapalos
de borradla : pede-se as autoridades poliriats en
capilies de campo o apprehendam e o levem a ra
do Colovello. a seu senhor Manoel Tavares de Aqui-
no. que sera' recompensado.
_ Fugio mi dia 27 de abril o escravo Manoel, de
25 anuo- talla de um denle na frente, roslo grande, principia
a linear, bislanle regrisla e cantador, natural do
Crato, provincia do Ceara, e vendido nesla provincia
por ordem de Joiquim Lopes Ka\ inundo rio Bilhar:
roga-se as autoridades policiaes. capilaes de campo o
qualquer pessoa do povo a captor a do mesmo, sendo
conduzido a ra do Collegio n. 16, qne sera genero-
samenle recompensado.
Continua andar fgida a prala Herencia, cri-
en a, idade de 28 a 30 annos, pouco mais ou menos
com os signaes seguinles : fall de' denles na frente ,
urna das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a ra do Brom, armazem de
acucar n. 12, qu ser bem gratificado.
__________________________________.______aV
PEBJv.; TYP. DB M. F. PB FAiUA. 1856
DATA INCORRETA MUTILADO
ILEGIVEl


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