Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07380


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Full Text
ANDO XXXII. N. III.
4
t
Por 5 meze adiantados AjOOO.
Por 5 mezes vencidos 4j500.
SEXTA FE1IU 9 DE MAIO DE 1856.
Por anno adiantado lo.S'OOO.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA Sl!ltS6RIPAO' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da ^aiiwJadt; Naul, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior; Aracatj. o Sr. A. de Lemoj Braga ;
Caira, o 8r. i. Jote de Oliveira ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
Mi Rodriguei; Piauhv. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
CeareoM ; Para, o Sr. Jusliniaoo J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
Djsne da Costa.
PARTIDA DOS COIUIEIOS.
Olinda : lodos os das.
'-aruaru, Bonitoe Garanhuns : nos dias 1 el5.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricurj : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba ." segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal.- as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbados.
Helado : tercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juiro do commercio : segundas as 10 horas e quintas au meio-dia.
Juizo de orphaos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civei: segundas e sellas ao meio-dia.
(Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIlEMKItIDES DO HEZ DE MAIO
4 I.ua nova aos 21 minutos, 48 segundos da tarde.
11 Quarlo crescente as 5 horas, 37 minutos e 48 'scguudos da t.
20 Luacheia aos 22 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quartominguante as3 horas, 1S minutse 48segundos da lar.
PREAMAR DE MOJE.
Primeira as H horas e 30 minutos da manhaa.
Srgunda as 8 horas e 31 minutos da tarde.
DAS da semana.
5 Segunda. S. PioV P.: S. Angelo c. m. :S.Gemeniano m.
"> Terca. 8. Joo anle-portaiu latiuan: S. Joao Damaeeno-
7 (Juana. 8. Eslanislan b. ; m. ; Ss. Haiio c Augusto ir*, mm.
8 Quinta. Aj.pa nos., de S. Miguel no monte (rgano. S. Heladi
9 Seita. 8. Gregorio i\a/iazeno b.doutorda lgre|a.
10 Sabbado. Anionino are.: Ss. Blanda c Philadclpbia.
11 Domingo Pascoe do Espirito Santo. S. Fabio.
ENCARBEGADOS DA SCBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas.o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha o Sr. 0. Duprat;
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBLCO.
0 proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria, na sul
livraria, praca da Independencia ns. 6e8.
Achindo-se regnlarisadas as agencias dos cr-
telo da Bezerros, Bonito, Caruaru', Allinho, Oara-
utauns, S. I.ourengo, Fo-d'Alho, Limoeiro, Kaza-
reth, Brejo, Pesqoeira, Ingazeira, Villa-Bella, Boa-
Vista, Onrleory, Exu', Cabo, Ipojuca, Serinhaem,
Rio-Formoso, Loo, Barreiros, Agua-Prela c Pinieu-
tairas, o proprietario detle Diario declara a lodos
o- senderes qno quizerem suhscrever para o mesmo,
que a remessa ser feila com a maior regularidad?,
P (ganda tmenle <9 por quarlel, e (ic.in lo por ennta
da lypograplna o porte.
FICIAL
i PROVINCIA.
atxpadlenta. do da 5 da maio.
Cirenlar.Aos Rxms. presidentes das provincias
do arle.Communicaudo a V. Eic. que esla pro-
vincia continua agosar de Irauquillidade, cabe-me
a satit4Pgsjo de participar .< V. Exc. que a epide-
mii cata capital se pode considerar exlincla, pois
que untes tres ltimos das neohoin > caso de iner-
te se ha dado ; em algnns pontos da provincia po-
rem continua ella, se bem que com carcter be-
nigno.
Ofncio Ao Era. marcclial commaiidaiite das
armas, considerando ultimado o contrato celebrado
pelo padre Caettno Jos Kilieiru Machado para ov
cup.ir o lugar de eapellgo da fortaleza de Itainarac,
tisIo ler ido ella presentado ein urna das freguezias
vagas do bispndo, e remetiendo o requerimeulo do
padre Joo Vicente (ioedes l'.iclieco, que prelendo o
referido lugar, afim de que se sirva coulrala-lo nos
termos do regulameoto de 2 de dezembro de 1850.
Communicou-se a Ihesouraria de fazenda.
Dilo Ao Exm. conselheiro presidente da rela-
gio,inleirando-o de haver d juiz dedireit da comar-
ca de Bonilo pailicipado, que nomeara um dos label-
Jiaes do termo de Caroart para interinamente servir
o oflicio de tabellio do registro geral d is hypotfie-
cas naquella comarca por haver fallecido o respecti-
vo serventuario Vicente Ferreira da Assumpgio.
Dito Ao* iuspector da ihesouraria de fazenda,au-
tori-ando o a mandar dispender, sob a responsabili-
dade da presidencia mais rK):0O(rj0O0 reis rom soc-
corros pblicos, em favor dos indigentos, accommel-
tidos da epidemia.
Dito Ao me,smo,recommendando que, a' vista
dos documentos que remelle, mande pagar a quan-
lia de I82&280 ri., que dispendeo o juiz de lircilo
de Nazarelh, com medicamenlos para as pessoas in-
digentes accommeltidas do cholera, com alnrueis
de cavalgaduras para o transporte do Dr. Machado,
e cominean da ambulancia e gneros alimenticios a
diversos pontos daquella comarca e a do Limoeiro, c
bem assim com o adianlamcnlo de lOrjOOO rs. feilo
ao medico Benvenulo Pereira do Lago, os quae de-
verao ser levados em conla do referido medico,
loando liver este de receber os vencimenlos da com-
missao em que so acha.Communicuii-se ao referi-
do juiz.
DitoAo mesmo, para man I ir entregar ae l)r.
Candido Jos Casado Lima, a quantia de GOU9 rs.
irapertancia dos veocimentns que lite compelem pela
commissao medica de qoe fora encarregado.
DitoAo mesmo, mandando abonar ao Dr. Do-
mingos de Son/1 l.e.ui, a ajoda de custo que llie
eompele como deputado asicmbla peral legislativa
por esta provincia.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia, para ler
a devida etecugao, o decreto pelo qual se concedeu
aJos Maria de .Mbiiquerque Mar.inlilo, a denos-
ta o qoe pedio d.o lugar de porleiru d'aquella Iho-
kouraria. V
DitoAo presidente da consellio ;i>lininisIralivo,
para que iudepciideulede annuncios faca promover
a compra dos objectos mencionados na relac;lo que
remelle, osquaes sOo oecessarios ao arsenal re guer-
ra..Fizeram-sc as necesarias communicarcs.
DiloAo juiz de direito de Floro*.IoMirado do
. conleudo dos scus dous oflicios datados de l.'i de abril
ultimo, tenlio a declarar-lhe que, alem do cirurgiao
Marciano, que ja deve ler cliegado a essa comarca,
seguir.1 para aln brevemente o Dr. Ernesto dos San-
tos Machado, nlim de pro-lar os 9eus servicos mdi-
cos as pessoas accommeltidas da epidemia; cum-
prindo qoe Vmc. deaccordocom as demais aulori-
dades desse logar, empregua lodos os seus e-forro*
para que a classe desvalida seja promptamente snc-
corrida, invocanda em seu favor a caridade particular,
cerlo Vmc. de que nesla data sao para ahi enviados,
alem do qoe ja se remeneo, urna ambulancia bem
provida, i cargas de bolachas, -1 arrobas de farinha
de aramia, (iduzias de garrafas de vinho do Porto,
'2 barricas de assucar refinado, urna peca de liarla e
a quanlia de quinhentos mil reis que sera' entregue
a Vmc. pelo inferior do corpo de polica Joao Va-
leriano Macedo de Souza, que jo ni mais dous sol-
dados vai acompanhando os referidos objectos, afim
de ser applicada aos soccorros pblicos.
Desles soccorros na' Vmc. remetiendo os que fo-
rera precisos para lodos os ponlus da comJrca e mes-
mo para alguns lugares, que, nao perleocendo a ella
esliverem deaprovido*.
Fcam expedidas as convenientes ordens para se-
ren ioderauisados os cargueiros Miguel dos Anjns
Monteiro a Joaquim Corroa de Aiidrade da impor-
tancia do aluguel de dous cavallos, conforme Vmc.
me requisita em o citado oflicio.Fz-se o necessa-
rio expediente.
DiloAo juiz municipal do Oaricory.Ero res-
posta ao seu oflicio de 2!) de marro ultimo, tenho a
dizer-llie que nesta data sao enviados a Vmc. urna
ambulancia bem provida, duas cargas de bolachas,
2 arrobos de aramia, i peca de baela e a quanlia de
50OJ rs., que Ihe era' entregue pelo inferior do
corpo de poliaia Joao Valeriano Macedo do Souza.
Compre que Vmc. deaccordo con o vigariu des-
s freguezia e as de mais autoridades trate de dis-
Iriboir convenientemente os soccorros aquellas pes-
soas que dellcs precisaren) pelo seo estado de indi-
gencia, a outro sim providencie sobre o promplo
enlerramento dos cadveres d'aquelles quesuecum-
birem a epidemia.Fez-ie a respailo o uecessario
expediente.
Dito.lo juiz munieipal do lermo de Nazarclli,
loovando os bons serviros por Smc. prestados du-
rante a calamitosa crise porque acaba de passar aquel-
la comarca.
DitoAo joiz municipal de (ioianua,dizendo que
por ora nao rena o eonselho municipal de recurso,
visto nao esl.irem anda coucloidos os Irtbalhos de
qualilicaean d'aquella freguezin c da do Itamh, de-
vendo porcm fa/.e-Io logo que llio conste eslarem
concluidos laes trabalho;.Ufliciou-se ao juiz de
paz mais volado da freguezia de Uoianna para con-
vocar os eleilores para a formarn da junta no dia
15 do jiiiiho prximo futuro, e commnnicou-sc a
respectiva cmara municipal.
DitoAo vigario da Escada, declarando que o go-
verno moilo aprecia a lolicilude com qoe Smc. soc-
correra as pessoas desvalidas que foram alli accom-
mellidas da epidemia reinante.
DoAo inspector da Ihesouraria provincial, para
qaa avista do pedido que remelle, mande adianlar ao
Ihesoureiro pagador da repartidlo das obras publicas
aquaoliade M:i00300 rs.. para conlinuacao das
obras a cargo daquella repartirn ito corrente mez.
Coramunicou-se ao respectivo director.
DiloAo mesmo, autorisando-o em vista das res-
pectivas informarles, a mandar entregar a Kego &
Brrelo, proprielarios da fabrica de refinar;ao de "as-
socar, eitabeleclrta na povoarao doMonleiro, a quan-
lia de 10:00091101) rs., importancia da segunda pres-
lacao do empreslimo que pela lei provincial n. :li!)
de 22 de maio de 1851, Ihes foi concedido como au-
xiliio a dita fabrica.
Dilo--Aos vereadore da camara|raunicipal deala
cidade Manoel Joaquim do Bego e Albuqucrquc, e
Antonio Jos de Oliveira Sendo certo, como se ve-
dos papis inclusos por essa commissao examinados,
que u coronel Anlouio Francisco Pereira, abonon a
quanlia da 18:9819300 rs., ao major Jos Cezar de
Mello, para a compra de gado que fora lalhado nesla
capital, compre que Vmcs. mandem pagar a quan-
lia cima ao mencionado coronel, e tratem de veri-
ficar o numero das rezes que Ihes foram entregues
por parte do major Jos Cezar de Mello, com o qual
se deverao entender a (al respeito.
DitrAo Dr. Possidoniodc Mello e Accioli, dan-
do por linda a commissao medica de que Smc. se
acha encarregado, e louvando a aclividade esnlicitu-
de com que se tem portado no dsempenho della.
DiloAojuir de paz prc-idenle da junta de quali-
licaco da freguezia de Sanlo-Amaro de Jaboaiao,
dizendo qoa deve Smc. reunir a mesma junta para
proseguir nosirabalhos darevisaoda lista dos votan-
les, visto qua foram elles iuterrompidos pelo appa-
recimaolo da epidemia naquella fregnezia.Ignaes
aosjuir.es de paz presidentes das juutas qualilicadu-
ras de Sanio Aniso a Escada.
DiloA cmara municipal de Po d' Allin, decla-
rando que, a ler-se j dado principio nos Irabalhos
de revisao de (faialificajao daquella freguezia, deve o
juiz i paz a quem por lei competir a presidencia
da janl.i, reunir mesma'junta com a possivel lire-
vidade, afim de proseguir nos referidos Irabalhos at
ullimar-se a revlao.
DiloAo agente da compauhia das barcas de va-
por, rcrommendandn a expedicao de suas urdens'
para qne o commandanle do vapor Imperador, rece-
ba 1 seu bordo e conduza para o Ccar adisposicaodo
respectivo presidente, os objeclos de engeuliaria que
Ihe forem apresentados por parte do director das
obras publicas.
PortadaAo mesmo, para mandar dar p.ssagem
por conla do Roverno, al o Rio Grande do Norte, no
vapor Imperador ao doulor Candido Joaquim da
Silva.Tambera mandn -o dar (rauspurle para o
Maranhao,como passageiro de oslado, a Americo Fa-
biao de Freilas N'obre.
6-
OflieioAo Exm. marechal. enmniaudante das
armas, recommaudando a expedicao de suas'ordcns,
para qoe o looenlc Jos Mana do >ascimento pague
na recebedoria de rendas internas, visla da nota
que remelle por copia, a importancia dos emolumen-
tos que est elle a devef pelo aviso de ID do corren-
te, que Ihe concedeu passagem para o corpo de gnar-
nio.'ii) liva da llalli 1. Olliciou-se ueste sentido a
thesiniraria de fazenda.
Dito Ao mesmo, dizendo que pelo aviso que re-
melle por copia, expedido pela repartirao da guerra
em I i de abril ullimo.licara' S. Exc. cerlo de ler sido
indeferido o requenmenlo em que o lente do nono
halalhao de infantaria Jos Antonio de l.iina, pedia
a na transferencia para o segundo da mesma arma
011 para qualquer oulro estacionado na proviucia de
San Pedro no Kiu Grande do sul.
Dito Ao mesmo, Iransmitliudo por copia o avi-
so da reparticjh) da guerra de II do correlo, no
qual nao sn se manda inspeccionar scmestralmciite
os otliciaes do exercito, que se acham aggregados
por molestia, mas lambem remelter a mesma repar-
licilo os.respeclivos lennosdc inspeccao.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia'oavho
do ministerio da guerra de 8 do correle, do qual
consta que se concedeu passagein para o nono bata*
lliei dd infantaria ao aderes do stimo ila mesma ar-
ma Joan Paulo de Miranda, que se acha na provin-
cia de Sania Calharina.Communicou-se a ihesou-
raria de fazenda.
Dilo Ao mesmo, enviando por copia o aviso da
reparticap da guerra de 2i de abril ultimo, conce-
dendo.passagcm para o lucio batalh.lo do Piaohy ao
capilao do dcimo lialattiao 'de infantaria Jos Au-
relio de Meara.
Dilo Ao mesmo, dizendo, que visto ser neces-
saria a conservacao .la enfermara estabelecida na
sania casa da Misericordia de Olinda. afim de serem
alli tratadas as praras do qualro balalhao de arlidia-
ria a p que enfei inarem, pode S. Exe. expedir nes-
le sentido as convenientes ordens, recommendando
ao mesmo lempo ao boticario do hospital regimcnlal
desta cidade, quo forneca os medicamentos que fo-
rem necessarios. ---Commuuicou-sea Ihesouraria de
fazenda.
Dito Ao mesmo, Iransmitliudo por copia o avi-
so da repartiera da guerra de 18 de abril ullimo, do
qual consta que fr.i approvada a nomeacao do l-
enle do nono halalhao de infantaria, Leopoldina
da Silva eAcerado, para servir como ajudanlede
ordens do marechal de campo, inspector do quarlo
dislriclo militar. Fizeram-se a respeito as necesa-
rias comniiinicaces.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso
1I0 ministerio da guerra de 2:i de abril ultimo, no
qual se declara quo o capilao Domingas de l.nns
v eiga nao lem dircitu ao pagamento Ja quantia que
despendeu c-jm alugoel da casa em que residi du-
rante o lempo que esleve preso para responder a
consalho de guerra. Communicou se a Ihesouraria
de fazenda.
Dito Ao chefe de polica, inlr-iramlii-o do haver
Ir.inaiiiillirlo a l'ie-onr ira provincial, para ser pasa
esl
luinna- segunda, linhas 31, em lugar de
reiro lea-se ID de fevoreiro.
-D de feve-
GOMMANDO DAS ARMAS.
Quarid general do cooamando. daa armas da
Fernamtmco na cidade do Recite em de
malo de 1856.
ORDEM DO DIA N. S53.
O marechal de campo commandanle das armas,
cm face da cominiinicac.n reeebidl da presidencia
na data de hontem, faz i-crlo para conliecimento da
guarnicao e devidu effeilo, que o goverjM de S. M.
o Imperador houve por bem por aviso do ministerio
dajguerrade ID de abril prximo lindo, conceder pas
sagem para o corpo da guarnirlo fiza da proviucja
da Babia, ao Se. lente do 2.a balalhao de infanta-
ria Jos Maria do Nascimento.
O mesmo marechal de campo da poblicidadc para
os lins convenientes, ao oflicio abaizo Iraoscriplo,
I. sceeilo. lllm. e Exm. Sr. Visto que, se-
gundo V. V.\c declara em seu oflicio de hontem sob
11. 3DI, lie de necessidade conservar-sc a enfermarla
estabelecida na Santa Casada Misericordia de Olinda,
alim de ttrem alli tratadas as pravas do 1. batafho
de arlilharia a |) que enfennarem, pode V. Exc.
expedir nesse sentido as convenientes ordens, re-
commendando ao rocmo lempo ao boticario do hos-
pital regimcnlal desla cidade, que forneca nos ter-
mos do citado oflicio, os medicamenlos que forcm
neressario a sobredila enfermara.
Dos gtiardt-a V. E\c. Palacio do governo de
Pernambiico li de maio de IS.'Hi./ose' BanfO da Cu
iih'i r Ftguiercdo. lllm. e F.\m. Sr. marechal
cnminandautc das armas. Jote Joaquim Coelho,
EXTERIOR.
A santa alli anca e o trat; do de 30 de
marco.
Para explicar as tesoluces do coogresso de Pars
e mostrar como as disposic/ies, anda dcsconhecidas
do iida.lo de 30 de marco resolvern) as diversas
quesloes nascidasdo coulliclo orieutal e dos inciden-
tes produzidos doraulc a guerra, somos obrigados a
esperar que o texto desse tratado seja ollicialmente
publicado ou ao monos, que rhegue aonosso conhe-
ciinculo por algum canal aulhenlico c nao contes-
tado.
A paz esta relia sob condiccsquesalisfazemas po-
lencias belligerantes e a Europa ; esta assentada so-
bre bases solidas e duradouras, ou que, ao menos,
parecem laes aos eslidislas eminentes que assigna-
ram-ua e aos goveinosquc vAo ralilica-la. He isso
o essencial.
Qoa todas as quesloes niio tenbam recebido cm
todos os pontos de visla as melhores soluccs, que
lodus os interesscs nao Icnham oblido urna salisfa-
e 1........lela, be isso devido imperfeicao humana.
i ni grande pouto permanece assegurado. O Oriente
esl poslo por mullo lempo ao abrigo das invases
da Russia, e pnder proseguir, quaiito cm si couber,
em sua regenerarlo lutcrior.
A Europa embaracada lia dons aunos pela guerra,
poder continuar no ilesenvolvimenlo pacifico de
suas prosperidades. As prcoccoparc'' accessorias
apagara-se dianle desic grande resultado.
Podemos por tanto esperar com paciencia quf as
disposifoes do tratado de 30 de margo, lenliam rece-
bido a -jikiii definitiva de urna lalificacao que
nao he duvidosa, c adiar as reflexes a que ellas (la-
rao lugar ; mas alem das grandes quesloes reaolvida,
e-so tratado ter para os povos e para os governos
conseqaenciai superiores a lodosos Interesaes espe-
n.niinirio a lliesonraria prov.ncial. para ser pagaj ciacsquc ro.npreheude. Elle da especialmente nina
lando nos termos.losaos a conla qneS. S. remet-a] .|c,.lo definitiva a urna questao que nao Coi esUbe-
.1 da despoza leila r.im o sustento dea preeeapo- |Mida ncro.liscvitida na conferencias, era moueio-
'I (I LI r Jiltl i .(.. .^n. 11 ( "i ^ .11 nn .....i .1. l.i. >>l(...i.. T
lir.s da cadeia de Serinhaem no mez de abr ultimo.
Dilo Ao mesmo, niand .ndo pagar ao llr. Cae-
lana Xavier Pereira de llrito o que se Ihoeslivcr a
dever pelos serviros mdicos por elle prestados du-
rante a epidemia ; sendo os dias 3 a 7 de fevereiro
inclusive, lempo qoe levou em sua commissao a San-
to Antao, na razflo de 50.;? diarios; e os dias I _' l.>
mesmo mez e do primeiro a 31 de margo, lempo que
servio de director do hospital da Boa Visla, na razio
de309. laminen mandou-se pagar ao Dr. Ignacio
Firmo Xavier a gralificagao diaria de 30^ a conlar
do dia 1 de fevereiro ao ollimode marco deste auno.
Dilo Ao mesmo, recommendando que faga sus-
pender o pagamento da prertagao de 109 mensaes
que eonsignoa de sen sold nesta provincia o aderes
de cavallaria Jos Victorino Cesar, por assim o lia-
ver elle pedido, remetiendo S. S. urna guia oo cer-
lificado com declararao do lempo em que cessou o
p igamonio da, referida preslagao.
Dito Ao juiz relator da junta de juslira, trans-
Jiillindo para ser relatado em sesso da mesma junta
o processo criminal do soldado do corpo de polica
Francisco Antonio do Diasoiraenlo. Cominuuicou-
se ao commandanle do referido corpo.
Dilo Ao dircelor do arsenal do guerra, recom-
meiidando, de conrorroidadecom o aviso que remel-
lo por copia, que faga apromplar. alim descrcm en-
viados ao meio balalhao do Ceara' os artigos de far-
damento mencionados na nota que tambem remelle
por copia.
Dito Ao mesmo, para que nos termos do aviso
que remelle por copia, fornega aos balalhes quarto
de artillara a pe, 2., D-, e 10 de infantaria, e as
companhias fixas de artfices e cavallaria os arligos
de lar 1 menle ,. mais objeclos mencionados as
seis nolas que lambem remelle por copia. Partici-
pen-se ao marechal commandanle das armas.
Dito Ao presidente e membros da commissao
de bjgiene publica.-Inlcirado do que Vmcs. em| oflicio de 3 do corrente me communicam a respeito
do estado sanitario desla capital, tenho a declarar-
llies que antes de recehe-lo, ja cu havia dado ordem
para eeSMrem as medidas extraordinarias que se lo-
maram relativamente ao cemiterio publico, a cujo
administrador rerommendo nesla data que remella
a Vmcs. conforme requisilam uin mappa semanal
dos individuos fallecidos do cholera.
Aproveiland.i esla occasiao, ciimpre-me leslc-
munhar o subido aprego em que lenho a perseveran-
te dedicagao e decidido zelo com que essa commissao
se mauteve inalleravcimenle no seu poslo de honra
durante a quadra lamentosa porque acabamos de
passar.
Dilo Ao major Manoel Figueiroa de Faria, re-
mclteii le por copia o aviso da repartios da guerra
de "i de favereiro ultimo, do qual consta ler sido
Smc. reformado no posto de major, por decreto de
21 do mesmo mez, e recommendando que trato de
pagar na recebedoria de rendas internas a importan-
cia dos direilos e emolumentos que, segundo a nota
que lambem remelle por copia, esla Smc.a dever por
essa reforma. Olliciou-se nesle sentido a Ihesou-
raria de fazenda.
Dilo A cmara municipal do Recife, recom-
mendando, em vista da resolugao da assemblea le-
gislativa provincial, que passe deploma aos dous
suppjenles, Vicente F'erreira de Siqueira Varejao,
e Joo Valenlim Villela, para lomarcm assenlo na
mesma assemblea em lugar dos depulados, Francis-
co Carlos Brandan, o Joaquim Pinlo de Campos.
Portara Noroeando de conforraidade, com a
proposta do chefe de polica para os cargos de sup-
pleules do delegado deNazarelh, aos cidadaos Dio-
go Vellio Cavalcanli de Alhuquerque, e Jos Pedro
de Oliveira Mello, eslo para G. e aquellepara pri-
meiro. Communicou-se ao referido chefe.
Dita lomeando, na mesma conforraidade, ao
lente Jos Amonio Pestaa, para o lugar vago de
subdelegado da freguezia do l.imoeao. hitron-
se ao chefe de polica.
lllm. e Exm. Sr. lie com o maior prazer qoe
ten fio a honra decommuniear a V. F.vc, que julgo
a epidemia e\Inicia nesle dislriclo de que fui poi V.
Exc. encarregado : ha mais de oilo dias que nao se
da nesle, caso algom novo da epidemia, lodos os con-
valesceules e-lo reslabelecidos. Dos permita que
assim continu.
Anda existe em mcu poder uus restos (cousa
muilo diminua ) de alguns dos medicamenlos que
por ordem de V. Exc. foram por mim comprados
para o lialamcntos dos nccesslados deste distrelo ;
guardo as ordens de V. Exc. para Ihes dar deslino
que julsar cbnvenienlq.
Com rinanto julgue exlincta a epidemia, c lenha
conscieneia de ter cumplido o meu dever. quer co-
mo cidadao, quer como medico, com ludo nSo jul-
go salda a muida divida para com os meus dislricta-
nos qne lautas provas de confianca ;e dedicac-io mo
lem mostrado; assim pode V. Evo. estar cerlo que
licide soccorre-los com oque esliver ao mcu alcan-
ce, logo que elles de mim necessilcm.
Dos guarde a V. FJxc. Boa-Visla 3 de maio de
ISili. lllm. o Exm. Sr. conselheiro Dr. Jos leo-
inda i..ni lia c Figueiredo. muilo digno presdanle
desla provincia. Dr. .Sifrfo Tarquinio VUUtt-
Btiar, medico cocarregado do quarlo dislriclo da
Boa-Vista.
ERRATA.
i\o oflicio de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia ao F.im. Sr. rainislro do imperio, publicado no
Otario de PernamOuco o. 109, pagina primeira, co-
J la cm seus protocolos, mas qne domina, au nosso
ver, lodos esses actos pela grandeza dos ioleresscs
moraes que Ihe ettao ligados, e pela sua inllucncia
inovitavel sobre o futuro.
Ksse tralado cncerra com effeilo na Europa a era
da Sania Alliauga, era fatal, ha qua-i meio secuto,
a independencia dos governos e dos povos, e cojos
principios e historia pedimos permissao para lembrar
brevemeulc no momento em que sua queda definiti-
va inaugura na Europa orna poltica nova, cajos
destinos sao aiuda desconhecidos aquelles mesmos,
que Ihe precipitan) a elevagao.
Engana-ie gravemente quem vai buscar o pensa-
menloe os principios do que na Europa chamae,
ha (pironla apnos, a Sania Alliauga no celebre tra-
lado assgnado em Paria aos 2li de setembro de 1815,
enlre os tres soberanos d'Auslra, Prussia e Russia,
eao qual accedern) successivamente maior parle
das potencias chrisiaas da Europa, excepto a Grfla-
Brelanha e o Papa. ,1)
0 tratado dSB de selerabro foi um aclo a parle,
sem consequencias pralicas mediatas ou iramedialas,
em nenhuma ellicacia real ua obra cm que a Euro-
pa se achava eulo empeuhada contra a Franga. Foi,
se assim quizercm, o sonho ou a poesa da Sania Al-
lianga ; masquen) procurar nellc principios e una
poltica realmente applicaveis as relagoes superiores
das sociedades modernas, licar bem espantado das
consequenciassociaes.certamente mu inesperadas, a
que se achara conduzido.
Vodarcmos logo a elle, por agora he em aclos in-
leiramenle dilferentcs que (levemos buscar a origem
e os principios da Sania Alliauga. des-a liga forma-
da em 1815 para humilhar a Franga, reslabelecer o
equilibrio europeu sobre bases novas, c manter con-
tra cada um peas furgas de lodos, a ordem de cou-
sas fundada por suas resolugors.
1 ni lango de visla rpido applicado aos aclos que
o prepararan), forlaleceram e pozeram em BCClOi lor-
na-se uecessario para bem comprehender seus prin-
cipios e seu lim, e para apreciar lodo o alcance da
mudanga que sua queda definitiva prodaz boje na
poltica internacional das potencias, que cuntrahiram
seus compromissos.
A Santa Alliauga. ou em oulros termos, a grande
liga de 1813 contra o primeiro imperio, leve por ba-
se os tratados de Kalish, e formulou pela primeira
vez seu pensamcnloe seus principios no tratado de
Chaunionl, do l.a de margo de 1811. O prembulo
desse tratadoassignnu-lhe por lim assegurar orepou-
so da Europa pelorestabclecimcntode'um equilibrio
das potencias, c determinar os meioa de manter con-
tra lodo o alaque a ordem de cousas fundada por
seus esforgos. As diipusigcs desse tratado combi-
nadas de modo a lazar coucorrer para a cousecuco
de seu lim lodas as furgas das qualro potencias liga-
das; mas essas potencias nao se liroitaram aos cm-
penlios necessarios para alcauga-lo; de clara rain sua
anulo permanente, mesmo fora do objecto actual da
guerra, mesmo depois da concluso da paz, e ga-
raiiliram-se reciprocamente, para o futuro, a inte-
gridadede seus proprios estados, c a ordem de cou-
sas estabelecida por seus cuidados na Europa.
A alliauga foi concluida por vnle aanoss, lindo os
quaes deven a ser renovada: importa ver de que rao-
do ella obrou e desenvolveu-se nos aclos poste-
riores.
Primeiro que lodo deu lugar declarago de Vi-
try de 23 demargode 1811 que contirmou seus prin-
cipios, e ao Iralado de 12 de abril, pelo quo! Napo-
leflo I reuunciou a por s, seus descendentes e suc-
oe-ore-, hem como por cada um dos membros de
MI familia, lodo o direito de dominaran c sobera-
na sobre a Franga; dqpoii ;i primeira oceupaco
de Pars eao Iratado de 30 de maio de 181 i.
Concluido esse Iratado solemne, o lira pareca al-
cangadn; mas o carcter permanente da liga nao
deizou de moslrar-se menos a hera me ule na quad ru-
pia alliauga de Londres (0 de junlio de 181 i\ que
manleve todos os empenhos do Iratado de Chau-
monl, e obrigou-a a permanecer armada at ao ar-
ranjamento definilivo dos negocios da Europa no
congres-o de Vienna.
Todos s.-ibcni o que aconleccu durante as delibe-
rarics do congresso. O dia 20 de margo achou a Eu-
ropa cm p por seus plenipotenciarios e por seus
evercilos. A declarago do congresso de 23 de mar-
go ; o protocolo e o tralado de 25 de margo de 1815
renovaram os empenhos do.tratad., de Cbaumont e
proclamaran)a firme resolugao de permanecer as
consequencias do systema inaugurado por esse trala-
do. O Iralado final de D de junho de 1815, con-
leudo o novo systema que a liga jurava manter na
Europa, foi assignado a pressa, o a lula tornou a co-
megar coulra o poder que comprometiera sua appli-
cae.lo.
O resudado ilessa lula extrema Itaconhccido de lo-
dos. Ella deu lugar a segunda ocoupagao de Pars,
i' queda definitiva do primeiro imperio," aos tratados
de -'(> de novemliro de 1815 c por elles a' hurailha-
111 O papa nao se sabe porque -, a Inglaterra pela
nica razao de que o acto de 26 de selcmbro. sendo
concluido directamente enlro os suberauos, n.lo po-
da ser assignado pelo principe regente sem violar a
coii-iituic.i-i britnica que exige para lodo o Iratado
a intervengan de ministros responsaveis. O regenle
ndherio de coragfln aos principios do tratado de 21 i
de selembrn e a Inglaterra asiigunu o resoran que
delle se fez no lim da declarago de Aix-la-Cha-
pelleaosl3 de novembro de 1818. De 1815 a 1818
a maior parle das Dolencias europeas accederatu suc-
cessivamente a Sania Alliantj.
g,lo da Franga. O aclo final de Vienna arhou-se con-
solidado cm lodas as disposigoes. O lim da liga foi al-
caneado esua obra forlalecids; mas nempor isso ella
dexou de permanecer em pe. O que aos 2D de junho
de 181 f li/.er.i a quadrupla alliangade Londres depois
do Iralado de 30 de maio, fez tambem a qua dcupla
allianga de Pars aos 20 de novembro de ISIS depois do
Iralado do mesmo dia: ella mauteve de novo sua per-
manencia c o systema do Iralado de Chaiiiniiiit : deu
ato desenvolvimenlos novos a esse systema, a confir-
mando particularmente os empenhos pelos quaes Na-
pnle i o li. .na pai le esua familia,lindara si tnleveliiidos
perpetua.nenie do poder supremo em Franga. cx-
ehi-,io que as potencias compromclliam-se a manter,
cm caso de necessidade com lodas as Torgas ; depois
compromellendo-se a enlcnder-se c arvnar-se contra
lodo o o-foieo dos priucipioi revolucionarios para
destruir a autoridade do soberano legitimo ; emlim
concordando reunir-se em pocas determinadas, na
pessoa dos soberanos ou de seto ministros respectivos
para renovar, atender e applicar, se necessario fos-
se, os principios c conseqoeucias desse systema.
Tres anuos mais larde, asse svstema recebeu com
efleilo |nos prolocolos, actos e declarages a^signa-
dasa 15 de novembro de 1818 em Aix-la-Ctiapelle,
urna consagragao nova.
O pcnsamcnlo do Iralado de Chaurnont, a lolali-
dade dos direilos derivado-dos actos que delle resal-
taran), os empenhos destinados a assegurar sua soli-
dez, foram ahi mantillos.
A Franga foi convidada e conseutio em concorrer
para obra da allianga, sendo de novo concordado que
reuniies particulares entre os soberanos ou seus mi-
nistros ten,mi lugar para o intu... cada vez que se
aprcscnlasse urna occasiao de applicar os principios
da mesma.
Essas renies liver.im lugar, com efleilo, em Trop-
pau em 1820; em l.avbach. em 1821 ; em Verona,
cm 1823, e tiveram por consequencia a compressao
dos movimenlos nacionaes em proveito dos soberanos
legitimada S.irdenha, cm aples e na llespanha.
A famosa declarago de l.aybach ( 21 de maio de
1821 ) analhematsou de novo os principios revolu-
cionarios, de. larnu radicalmente nolla loda a refor-
ma que nao eiuanasse da vontade livre dos reis le-
gtimos, e comrhio oulra ve* em nome de lodos os
membros da allianga, o empenho de fazer respeilar
os principios da mesma em toda a occasiao.
Tal foi a Santa Allianga, tacs foram seus princi-
pios e seus aclos durante os dez anuos de sua acli-
vidade funesta a independencia dos governos c dos
povos na Europa. Liga perinaueni formada pri-
meramente contra a Frang, contra os principios da
revolugo ecnnlra a lamilla que tseus oliio" per-
sonificara a Franga e a revolugo, Ipmou logo nm
carcter mais geni, c resolveo applicar seu syslema
a manter na Europa, contra a vontade propria das
nagflcs soberanas, o estado de cuy* eslahelecidu
em 1815 nos congressos de Vienna i Pars, em D de
junho e 20 de novembro.
Podem redtizir-se a Ires proposiges os princi-
pios sobre os quaes ella era fundada:!.", combaten-
do em lodo o estado da Europa, e se preci-o fosse,
com todas as torgas reunidas das cinco grandes po-
tencias o direito revolucionario do povos, manter-
a legiiimidadc sobre lodos os Aranas.; 2.a. garan-
tir o estado territorial estabelccido em 1815, 3.*
.em lim, excluir para semprc. em vi e geralsanccionada por loda a Earopa, a Napoleao
II in.ipirie o sua familia, do poder supremo cm
Franca. i2 .
Tal era a Sania Allianga. laeseram seus princi-
pios,e esses principios nao permanecern) por muilo
lempo urna formula vaa, pois que tres vezes dentro
de tres aunos, pelas mans dos governos que. sa tizaran)
oxceulores da suas deelsoes, receber- m uina applica-
Cjlo violenta na Italia e na lleapai ..
A Santa Alliauga pe mano. pfna como urna
ameaca dorante quinze minos sob e a independencia
dos povos na Europa. A Frauei deu-lhc os pi'iuiei-
ros golpes cm 830.
Ein face d< liga permanente que lanas vezes re
linlia compromellido a manler a legilimidade e a
combaler o direito revolucionario, ella derribou por
urna revolugo a legilimidade restaurada em 1815. e
com ella, o primeiro dos Ires principios da Sania Al-
lianga qoe recebeu logo novos reveles em Portugal
e llespanln. Fez anda mais : ao seu lado a Bl-
gica subleyou-sa contfa os aclos que desde 1815 li-
gavam-nas Provincias Unidas e a Franca, inlervcio
para manter o direito da Blgica. Era isso tocar no
primeiro dos arranjameiilos terriloriaes determina-
dos as Iransacgdes de 1815, nessa obra capital do
congresso de Vienna, o estabelecimento do reino
dos Paizes lliivns. couslruindo como barreira con-
tra a Frauga. Era isso destruir a segunda das liases
da Santa Allianga, o estado territorial que ella linha
por lim principal manter.
Con.ominados estes aclos, a poltica continental
da Santa Allianga bem como cus empenhos positi-
vos de manter o svstema de Chaumout e de Vienna
nao foram mais que una lembranga. A Inglaterra
quebrara uns e outros depois de 1830, ligsiido-sc
com a I ranea revolucionaria ; mas uns e oulros lor-
naram a acli.ar-se por um momento em 1818 na
poltica do governo que lomara a principal parle na
formagao e as resolugoes da Santa Allianga, e que
boje a.hae (ao mal recompensado por isso*.
Desde enfilo nao reslou da Santa Allianga mais que
o ultimojprincipio.oa evelusao para|sempre em virio-
de de urna lei geralsanccionada por toda a Europa.de
-Napoleao Bonaparte c sua familia do poder supremo
em Franga. a Ora nao ha necessidade de que di-
gamos o que he feito dessa lerceira base da Santa
Allianga, nesse momento em qoe a Europa, reuni-
da no congresso de Paris debaxo da presidencia do
ministro dos negocios estrangeiros de um Nopolcao
llouaparle, depois de urna guerra de dous aulios ua
qual seus exercitos tomaran) a parle principal e
mais gloriosa, acaba de cslabelccer as connigoes do
reslabelecimeolo do equilibrio poltico e saudar por
seus estadistas mais eminentes, no nascimenlo do
principe imperial h a esperanga da perpetuidade de
urna dy oastia napnleonicnse.o
Osados de 1815 podem durarainda em certas de
suas consequencias materiaes ;porm a propria som-
bra da Santa Allianga nao existe mais. l.lualquer
que seja o poni de vista dchaixo do qual curaremos
esse grande fado consummado ; qualquer que seja
o partido a que pertengamos, homens do passado, do
prsenle ou do futuro, devenios felicitar-uos ad-
menle por sso, pois he a aurora de urna poltica
para a Europa.
Qual ser essa poltica '.' Individuos que deposi-
tara mais oontiaiie.i qoe nos nos ensinos da historia
ou as inspirages do espirito, no futuro principal-
mente, mais que ningnem, se encarregaram de di-
ze-lo ; porm em falla do lago boje quebrado que
regaln por lano lempo as relagoes dos Estados da
Europa, curaprc um lago novo para os governos e
para os povos. Inaugurara o acto (nal do congres-
so de Pars essa poltica nova Couaa eatranha Se
livesscmos que procurar neste momento as bases
dessa poltica, nao consultaramos sem fructo esse
acto extravagante, acclamado com tanto eulhusias-
mo, ou desacreditado com tanta acrimonia em seu
myslicismojnullnsivo, esse tratado de 20 de setem-
bro de 1815, a que se dirigirn) lao injustamente to-
das as admirarnos e lodas as coleras, que a Sania
Allianga eteilou durante quinze aunos.
Qualquer pode com ell'eilu ler nelle essas dispo-
sigoes nolaveis : Conforme as palavras da Escri-
tura Sania, a qual manda que todos os homens se
olhem como irmJos.os (res monarchas contratantes
permanecern) unidos pelos lagos de urna ralerni-
dade verdadeira e indhtolueeX, considerando-te
como compatriotas..., considerando-sc para com
seus vasallos e ezercilos como pas de familia, se d-
rigirao no mesmo espirito de fralernidade de que
estao animados. ( art. 1 ) ; e mais adianto, arl. 2,
os tres monarchas compromeltem-se conseguinle-
menle por si e por seus vassallos, a Icstemunlia-
rem-se reciprocamente por urna benevolencia oal-
leravcl, a alleigao mulua de que devem estar ani-
mados a nao ronirfcrarcm-s^iodos seiio como mem-
bros de urna mesma nai (o,nao|se reputndolos tres
principes adiados senao como delegados pela Pro-
videncia para governarom |ra ramos fe urna mes-
ma familia.
Certa.nenlc os Partidarios mais exagerados da fu-
sao das naciocalidades achariain ah um excedente
ponto da partida. Seja o que for. o que he certo
boje, he que se alguns de seus actos permanecen)
anda, nada resta dos principios da Santa Allianga,
cuja origem verdadeira e descuvnlvimcntos acaba-
mos de ver, e que ao menos a esle respeito, o cam-
pu esta livre para o fulum, [frute.)
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!..
Sessao' ordinaria em B de mato de 1856.
Presidencia do Sr. comm'ndador Jo< Pedro da
Silva.
(Concluso..
O Sr. Jos Pedro : Sr. presidente, consta-me
l2) Vejam-se o arl. 2 do Iralado de20 de novem-
bro (le 1815 e as declaragdes do conde de Capo de
Islrieemsua nota de 28 de julho precedente.
que o actual inspector interino da Ihesouraria pro-
vincial elevando a tribunal de recurso a junta da mes-
ma Ihesouraria, por elle presidida, pamra a revistar
is meus actos, c reconsiderando a materia de um
d'eltes o revogou, e resolveu depois sobre o mesmo
assumplo, como Ihe parecen conveniente ao fim que
(ove em vista.
Este procedimenlo, Sr. pre-ideute, me parece Ile-
gal, porque pnilcndo u coula.lor exigir quu se decla-
re na acta das aesafles da junta a sua opiuiao, c sendo
uhrigado a dar conla ao governo das decises do ins-
pector, .piando entender que silo contrarias aos inle-
resses da fazenda, assim nao procedeu quaudo en to-
mei essa delibcragao, que elle revogou ; por lano
pareee-me que acora nao o poda fazer, e menos pro-
ceder como procedeu, visto como so para o presiden-
te da provincia ha recurso das discissncs da junta.
Hccorrendo, como recorren para a junta sob sua pre-
sidencia, ou antes para si mesmo, porque somante
do inspector depeudem as decises, e revezando esse
meu acto, sera que en fosse ourido, como tenho sido
em lodos os recursos, nada menos fez do que arrogar-
se urna superioridade que nao lem, e roppor-te mais
inlelligcnle a melhor eumpridnff de deveres. Nao
devn por lano consentir, e nern esla assemblea per-
millira que. se adianle esse procedimentn Ilegal.
Nao o devo consentir, parque he un protesto que
permanecer contra a minha inlelligencia, contra o
citinprimenlo dos meus deveres, e lalvez contra a mi-
nha prohidade, e establecer um precedente que
pode prestar-sa a vingangas eao patronato. Final-
mente nao o conscntirei, porque alm de anarchico
(poivdoa/) concorrer.i esse procedimento a ser tolera-
do para que as decises da junta percam esse carc-
ter de eslabelidade que devem ler, e o respeito c
acalamenlo necessarios para que sejam observados
como convem. Se for permitilo ao inspector inte-
rino revogar as decises do inspector ellectivo, Com
maioria de razao, o que Ihe succeder poder fazer
oulro tanto, e assim por diante, e as consequencias
sarao a dcsnrdem a confusao e a desmoralisagao.
O Sr. I'lorencio : Muilo bem.
O Sr. Josc Pedro : Pelos motivos que acabo de
expender lenho de aproseutar um reajuerimento, e
era vista dos documeulos e informagoes que nelle
pego, lalvez lenha de fazer outro, para que seja 00-
vivla a commissao da legislagao acerca do procedi-
menlo que acabo de Irazer ao conliecimento da casa,
e da providencia que elle reclama.
O Sr. Oliveira : Levou islo ao conliecimento do
goveroo 1
O Sr. Jos Pedro : Nao levei, porque entend
que estando o presidente a deixar a provincia, nao
loria lempo de cuidar era queslfics desla ordem ;
lamben) nao esperei pelo novo presidente, porque
me p.ireren imprudente occupa-lo no comego de sua
ailminislragao com seinclbanles reclamages. Ilecor-
ro a assemblea por ser elia competente" para lomar
conliecimento das inlracoi.es das leis e dos regula-
mcnlos, que como o da Ihesouraria sao considerados
leis.
Val a mesa e apoia-se o seguinte requenmenlo :
Kcqueiro, quo por intermedio do governo -e exija
do actual inspeclor interino da Ihesouraria provin-
cial ; 1, a declarago da disposigao da lei ou regula-
ment que aulorisa a revogar as decises do inspec-
tor ell'eclivo.dadas em sessao da junta da mesma Ihe-
souraria ; 2, que motivos de imeresse publico o le-
von a nullificar urna dessas decises c suli-litui-la
por oulra; 3, as copias do seu despacho que faz esla
alteragdo, e do despacho revogado do inspector eflec-
livo e da informago da conladoria a que se refere
asle despacho.
Jos Pedro da Silva.
O Sr. .Ibilio :Sr. presidente, admiro, que mais
de dous notires membros dcsta casa se Icnham ma-
nifestado contra as deas o.oosignadas no requenmen-
lo, qne lenho as rolos, e que nao obstante consin-
t.un que se va votar a materia sem discusso.
Eu acho que a questao he mais seria, mais mpur-
lante do quo ae snppOe. I'rimeiraincnlc nao sci se
o iiobre deputado na qualidadedc membro desla ca-
sa eao mesmo lempo de inspeclor effeclivo da Ihe-
souraria provincial, poda vir a ella protestar coutra
um ocio de seu successor interino.
O Sr. Florencio :l'ois nao.
O Sr. .Iliilio:.No concedo do nobre deputado.
Que commetteu apenas una infraegao do regula-
in mo da Ihesouraria que diz respeito a economa
interna da reparligan, c da qual he fiscal o adminis-
trador da provincia, n/qualidade de autor do regu-
lamenlo, no qoal se d recurso das decises ndminis-
Iralivas proferidas pela junta da Ihesouraria. Mas
dado que o nobre autor do requcrimcnlo livesse o
.ireilo de pedir a casa providencias contra asinfrac-
ges do regulainenlo, commettidas por seu substitu-
to no lugar de inspector da Ihesouraria, curapre ain-
da averiguar, se st as ntlribuigoes da assemblea,
a visla do protesto do nobre deputado, interpretar o
rognl inieiiio dessa reparti,!...
(Kcclamagiies.)
Por ora nao tinha lidoo reqiicrimenlo, e refera-
me -..menle aos fundamentos que o nobre deputado
apic-cntnu a casa para juslilic.ir a sua aprsenla-
gao.
'mi Sr. Deputado :S o que esla em discusso e
o que se vai votar, he o requerimenlo.
O Sr. ,lbilio ;Deve-se volar ludo quanto o no-
bre deputado sujeitou a consideragao da casa, por-
que o requerimenlo nao pode ser exlranho au sen
pcnsamcnlo aqui enunciado.
/ ni Sr. Deputado :Como se hade volar em ma-
teria, que nao esla cm discusso'!
<>Sr. Abilio:O nobre deputado nao havia de
fallar en) materia extranha ; por cunsequencia o re-
querimenlo deve ser o trausumpto du que exigi o
nobre depulado quando fallou.
(' Sr. Larerda :O qne esla em discusso lio o
requei nneiiio que he o meio para chegar a esse lim
(apoladoa.)
O Sr, Abilio: Entao permitlam-mc dizer que o
honrado membro-fadou fora da orden),
O Sr. presidente:Nao, senhur,apenas iustilicou
o seu requerimenlo.
O Sr. .Ibilio :Eu nao sei se esla casa he compe-
tente para perguntar a qualquer funcciouario publi-
co, e aos chefes de quaesquer leparligcs em que
leis se fundan) para proceder dcite ou daqualle mo-
do no desempeuho de seus deveres, com referencia
a seu rgimen interno.
O Sr. Florencio :Sa nao serve para isto, nao
serve para mais nada.
O .Sr. .idilio :He o que eu espero que me de-
monstren).
O Sr. Oliveira:Veja o acto addeional.
O Sr. ibilio:Mostre-ma o arligoque aulorisa
a assemblea a ingerir-se cm laes negocios.
O $r. Oliveira :Velar na observancia da cons-
lllm.; i., e das leis.
O Sr. Xbilio :Nao lem applicagao ao caso ver-
lenic.
O Sr. Florencio :Se n.io serve para islo, nao
serve para mais nada.
O Sr. .lliilio:No parecer do nobre depotado ;
no meu porm presta para moila cousa, menos para
aquilln que nao esta' as suas allribuiges.
O Sr. Oliveira :Pode mesmo exigir dos chefes
das repacligCes as informagoes e esclarecimeulos,
quejulgar precisos.
O Sr. Abilio :Islo he difiranle daqnillo, qoe o
nobre depulado requer. Ji'-i Ou ha lei, e a casa devo
saber qual ella seja, no nao ha lei, eo inspector In-
terino infringi o regulainento dado pelo poder ad-
ministrativo, e esla casa nao se pdeconsliluir o tri-
bunal a que lleve recorrer o nobre deputado como
seu membro para velar na observancia de laes re-
gulaineulus.
f'M Sr. Deputado :lio tribunal o muilo lega!.
O Sr. Abilio :Asegunda parle do requerimenlo'
esta' quasi comprchendida na p motivos que levararo o iuspector interino a proce-
der deslc ou daquelle modo dizendo elle a lei
em que se fundou, para islo, lem dito os motivos
porque assim procedeu.
O Sr. Sn Pereira :Da' nm aparte.
0 Sr. Abilio :A terecira parte do requerimen-
lo diz : ')(>
Sr. presidente, cu creio, que esla casa seria rom-
plente para lomar couheriiiienlo do nbjeelo do re-
querimenlo, se o nobre depulado se livesse em lem-
po dirigido a autoridade administrativa, a quem
manda o rcgulamento recorrer que he no meu en-
tender o api. para apreciar taes incidentes.
'.' Sr. Oliveira :E tambem a assemblea.
O Sr. .ffu'fii :A assemblea devia proferir o seu
jui/.o sobre o incidente, so porveulur.i o nobre de-
pulado teuilo-se dirigido a auloridadc competeule,
o.-la Ihe negasse i. que Ihe parecesse de jusliga ; eu-
lo sim, a assemblea linha de apreciar o procedi-
menlo do inspector inteii.io da Ihesouraria provin-
cial, e tarabein a deciso dada pelo presidente da
provincia.
OSr. I/Kcrda :NSo se Irala disso.
O Sr. /W/i.):--Sera a as-cmblca permilla-sc-me
a evpressao, um tribunal de segunda instancia.
lia um aparte.)
Portante creio que ao presidente da provincia he
queonobre deputado devera' em lempo recorrer visto
romo he a autoridade sujierior onoarreg.i.la un.....-
dial.miente Ae velar na fiacalisacio o regularidade
dessas repartiges, no que toca a"seu regimeulo in-
terno. .
I
Ncslos termos nao posso deixar de volar coulra o
requerimenlo do honrado membro.
O Sr. Florencio :-Sr. presidente, parccc-mc que
vou salisfazer um dos desejos man-festados pelo no-
bre depulado que acabou de fallar, vou mostrar-llic
que a assemblea provincial esla' no seu direito,
quaudo loma conliecimento destes negocios.
O p.iragrapho D. do art. lti do aclo aildicional dez
assim. (le) Perguuto eu, se a assemblea tem de ve-
lar na guarda das leis c da ronstiluic.o, como fa-
/e-Io sem que pega e obtenba os esclarecimeulos
necessarios .' Se a assemblea provincial lem esse
altribnigao que se Ihe nao pode contestar, esta' claro
que ella lomo direilo nSos .le podir esses eadara-
cimenlos, comn mcsm.i de resolver a visla dellcs e
ainda islo esta' de accordo com os precedentes da
casa.
O Sf, Abilio :--Eu nio adradlo a doulrina dos
precedentes.
O Sr. Florencio Com effeilo em nossa Ierra
iieni semprc os precedentes sao bons, porm nein
semprc elles se devem desprezar. visto que os pre-
cedentes nos paizcsbcn govcroddos sao mudas ve-
zes seguidos.
O Sr. Lacerda : E aqui tambem se seguem
mudas vezes.
Sr. Florencio : Eis ahi a resposla quanto a
doulrina dos precedenles. Portante tenho mostrado
e me |.arcce fora de loda a duviila, que seria nina
injostiga negar-ee os raeios de chegarmos ao conlie-
cimento de um faci.
O Sr. iMcerda : Oue pode offender muilo de
porto a um nosso collega.
O Sr. \bili : Se a queslao ho de colleguismo,
cedo da palavra.
O Sr. Florencio: He de toda a jusliga, Sr.
presidente, e urna vez que qualquer cidad.lo diz.eu
quero justificar-me, cu quero a discusso. me pare-
ce, que be proceder um pouco irregularmeulc ne-
gar-se-lhe esse meio de defeca.
O Sr. Abilio : ijnem uega adefeza".'
O Sr. Florencia : E de nflis, Sr. pre-ideute,
a vista das consideragoes, que aprcsentnu o nobre
autor d requerimenlo creio, que a aduplar-se a
doulrina estabelecida na Ihesouraria, feriamos urna
anarchia completa. Adoecendo por exemplo o ins-
pector interino, quem faz suas vezes ? he algum
oilirnl de secretaria, he o porleiro?
O Sr. Jote Pedro : lie o 1. cscripturario.
O Sr. J-'lorencin -. l'ois bem.o I. escriplurariu
entrando nadireegao da reparligjo iria por sua vez
nudilicar os aclos do contador e do inspeclor eflec-
tivo, depois ira"o 2." escriplurariu nullilicar os ac-
los do 1." do contador e do inspector e a onde ira-
mos parar assim".'Seria urna completa anarchia e
he contra a anarchia que eu clamo.
Alem disto eu acabo de volar por 2 requerimen-
los em qua se pede com toda a urgencia, com loda
a instancia copia do contracto celebrado para a illu-
minagAo gaz, votei tambem com muita satisfagao
pelo requerimenlo do nobre depulado que quer in-
rorinages sobre o contrato Locc, e assim como pos-
so negar o meu voto a este oulro requerimenlo, que
pede esclarecimeulos sobre um laclo praticalo pelo
inspector interino da Ihesouraria ".' Acho, que nao
haver jusliga dcixaudo-sc ile approvar esle reque-
rimenlo ;muitos apniailos.)
Vai a mesa o seguinte requerimenlo.
Kequeiro que seja supprimila a t.' parle do rc-
qii rimen!... S. It. Abilio.
O Sr. Presidente declara que lem escrpulos em
aceitar a emenda do honra.la membro, visto como
a disposigao do regimeulo be terminante quando
diz, que sobre requerimenlos mo se poder fallar
mais de urna vez, nem mesmo a Ululo de explica-
g.lo, c .pie Ihe parece nao poder ser admitila a
emenda, por isso qae o regiment he nmisso nessa
fiarle e os precedentes da casa na> indican) que laes
emendas npsaam ser ollerccidas.
O Sr. A. de Oltveira oppOe-se a decitao da
mesa quanto a nao ser aceita a emenda, visto que
o regiment nao autorisa scmelhanle pralica.
O Sr. l.accrUa sustenta a duliberagao lomada
pela mesa.
OSr. Abilio manda UBI o seguinte requeri-
nrento :
" Kequeiro que seja otivido o governo da provin*
c sobre o requerimenlo do Sr. Jos Pedro.S. K.
Abilio.
O Sr. Presidente, a visftl da aulorisaglo que me
d.i o regimeulo, c usando da altribuigo que por
mais de urna vez lem sido exercida, decido que o
requerimenlo do nobre deputado nao pode ser aceito.
O Sr. Josc. Pedro, respondendo ao orador que
impuguou o seu requerimenlo, mostr que a sua prc-
lengao nao est fora das a'.tribuiges da assemblea ;
diz que romo deputado, c o.lo como inspeclor da
Ihesouraria linha Cello o requerimenlo que se discu-
ta, e por isso julgava-se em sou direito ; mas que
se se apre'enlasse como inspeclor a pedir providen-
cias, mo poda deixar de ser allendido, visto como
a assemblea sempre havia arolhidoreclamagoes igua-
es a essa de que havia tralado quando fallou a pri-
meira vez; que podia ter se dirigido ao governo,
mas que o nao fez pelas razes ja dadas ; ('mal meu le
declara que por ora se limilava a pedir esclareci-
meulos c documentos, e por isso nao podia continu-
ar a discusso sobre as providencias que o caso pedia.
(' Sr. A. Cacalianti: Sr. presidente, depois
queacahei de ouvir a nobre autor do requerimenlo,
c.nclui que se nao Irala se nao de pedir varias in-
formagoes a Ihesouraria provincial acerca de irregu-
ridldea commcltidas pelo inspector interino, para
que a assemblea tomando islo em consideragao, in-
terprete essa lei convenientemente e examiuc se es-
sas injustigas so deram ou nao. Tenho para mim,
Sr. presidenlc, qoe assemblea provincial mais do
que outro qualquer poder compete examinar esta
queslao: i assemblea provincial compele velar na
guarda da consliluigao e, das leis, tomar contas ao
governo e a lodas as reparliges, que silo puramente
provinciaes, para o lim da saber ae as leis sao com-
pridaa exaclamentc, assim como tambem tem a at-
Iribuig.io de examinar se essas lais devem continuar
em vigor, se ellas salisfazem completamente o fim
para que foram promulgadas, allcrando-as ou revo-
gandu-as quaudo se convencer de que ellas nao pro-
duzem esse fin.Assim beque eu enlendo, Sr. presi-
dente, assim me parece que entende tamben) a casa,
c sendo o fim do requeriracuto do honrado membro
esclarecer esla assemblea a respeito do que se prali-
ca na Ihesouraria para que esta mesma assemblea
examine se esses aclus do iuspector interino foram
tesaos, se elles se fundaran) na genuino ulerpreta-
gao da lei, pens que o requerimenlo deve merecer
a approvagao da casa.
Enlendo, Sr. presidente, que as duvidas apresen-
lada pelo nobre deputado que se sppoz a este re-
queriiuenlo n.lo podem prevalecer; o recurso que
tem o nobre depulado aulor do requerimenlo para
o presidente da provincia s devia ser apresenlado
pelo inspeclor na occasi.lo em que elle como tal fi-
gura ; mas o nobre depulado, qoe lem assenlo nesla
casa, que he memhro della actualmente nao he
inspector, n.lo tem de dirigir-se ao presidente, e
sim a esla assemblea, que tem de tomar comas e
ver se as respectivas leis foram comprlas.
O nobre autoi do requerimenlo apresentou ape-
nas considerages jiara que eaaai informagoes vies-
sem, evindo, servissem de base para a discusso;
mas esse requerimenlo nao envolve um julgamento
judiriario dos aclos do inspeclor interino : se se Ira-
tasse de ev miniar a conduca desse inspeclor, de im-
por-lhe penas, para o que se devia facilitar loda a
defeza, esla assemblea nao podia Iralar desla ques-
lao; mas lralando-se unicanienle da parle adminis-
trativa, tralando-se de examinar se os aclos desse
inspector foram legaes, se devem contiuuar as coa-
sas pela mane ira por que eslao sendo pratica.las, pa-
rece, que esta assemblea n.lo pode deixar de ler al-
Iribuigoes nessa materia, o por isso deve ordenar,
que pelos canacs competentes, se pegam taes infor-
magoes a limde dar isio lugar a umadecisaoem ordem
o se resolver sempre regularmente. Julgo pois que
ha loda a razao. para que o requerimenlo passe,
atim de que a rasa lome conliecimento dessa quest.lo
e por esta forma creio, que lenho refutado os ar-
gumentos apresentados coulra o requerimenlo pelo
un!.re depulado que se astela a minha esquerda.
Encerrada discusso e poslo a votos o requeri-
menlo he approvado.
OUDEMDO DIA.
Primeira discusso do projeclo n. 5 desle anno. *
.. A assemblea legislativa provincial de Pernam-
hnco rcsolve ;
Artigo nico. I'icio supprimidas as palavras__ri-
beira de Ciipilti.que comer deCarahiba de Eslevao
Marinho al o lugar do llrejinho, da le n. 272 de
I8"i|, licando esla porgan de terreno perlcncanlea
Ircguezia de qucd'aules fazia parto.
i. Ficao revocadas as disposigoes em contrario,
o Pago da as-einhtea legislativa provincial de
Pernanil)iicu,2 de maio de I8>(. Siqueira Cacul-
( lilil, n
O Sr. A. de Oliveira pede explicages ao nobre
aulor do projeclo.
O Sr. .siqueira ('acalcan!i: Sr. presidente,
tortor do projeclo que se .leba em discusso, vej-
me na necessidade de dar aos meus collegas os moli-
vos que me lev.iran a apresenla-lo.
A nbeira do Burili que sempre perlencen ao ler-
mo de Cimbres, era 1851 um honrado collega que se

acha ausente, o Sr. Pinto de Campos, apresentou
um projeclo para que fosse desligada de Cimbres a
encorporada a Paje, pareceAne que allegava os se-
gundes motivos: que sendo Buriti mais prximo a
Paje, que de Cimbres, era conveoiente, qne os
povos enconlrassem os recursos judiciaes e adminis-
trativos em Pajeii e nao em Cimbres. Boje porem
que foi mudada a sede do lermo de Flores para a
villa Bella, ficando assim Burili muilo mais prxi-
mo de Cimbres do que .le villa Bella, sebo conve-
niente, que esse territorio fique perlencendo a Cim-
bres.
O honrado coltega que se acha ausente dividi s
a parle civil, mas a religiosa ficou psrtposendo a
mesma freguezia: nao acho conveniente, que os
povos encontrem os soccorros esperituaes n'um la-
gar sendo a sede do termo n'outro e por isso ser
de vautagem que fique a parte civil e religiosa per-
lencendo ao mesmo lermo e he o mesmo qoe a-
conlece passaudo esse lerrilorio para Cimbres.
Se estas r\|,iieaoes aatisfazem ao cobre depulado,
bem; se nao vote como quizer.
O Sr. Oliveira : Sr. presidente, nao me satis-
fiz com as razoes apresenladas pelo nobre deputado,
pelu que e mesmo para ser coherente cornos meas
principios, remellerei mesa um requerimenlo, a
lim de que sejam nimios o presidente da provincia
c as cmaras municipaes respectivas, que julgo mais
habilitadas para m formar acerca das divisoes larri-
loriaes.
vai a mesa e he apoiado o seguinte requerimenlo.
ii Kequeiro que se ougao o governo da provincia,
e as cmaras respectivas a respailo do projeclo que
se acha em discusso. Oliveira.
O Sr. l.uiz Filippe, manifesta-se contra oadia
ment, por entender, que as inforraagOes ministra-
das pelo honrado aulor do projeclo, sao sulficientes
para iilustrar a casa sobre a materia am discusso.
O Sr. Florencio: Voto contra o requerimen-
lo, por que entend., que. como no caso presente
quando se pedem esclarecimeolos e o autor do pro-
jeclo se levanta e os da laes que salisfazem ao mem-
bro que os pedio,taes qoe desvanecern) lodas as du-
vidas, nao sei para que ouvir aa cmaras qnaodo.lo-
dos ja lera o seu juizo formado. Nao sera isto nm
trabadlo baldado ? nao sera adiar a materia de nm
projeclo que pode ser de moda necessidade para os
individuos, que moram nessas localidades t Quando
a assemblea esta pur assim dizer no caso de dnvida,
quando as upiniSes se acham divididas, entao sim,
acho muito conveniente, acho rasoavcl qua se ouga
o presidente, o parodio, a cmara e ale mesmo o
fiscal da freguezia, que hoje lem mudas altribuigOes,
mas quando nao existe dnvida, deixeraoi dessas for-
mulas de seja ouvido.
O Sr. Ijicerda : E se houver o estado da igno-
rancia ?
O Sr. floreado : E o nobre deputado eat
ignorante nesla materia feomo se hade convencer?
O Sr. Larerda : Com as informagoes.
O Sr. Florencio: Mas urna vez que o honrado
autor do projeclo se levanta e d informagoes sa-
tisfactorias, torna-se desnecessario essa audiencia da
cmara : vol por tanto contra o requerimenlo.
Poslo a volos o requerimenlo he rejejlado, seajdo
approvado o projeclo.
Enlram em 2." discossilo as pesiaras de Caruaru.
Vcrifca-se n3o haver casa, em virtude do que
O Sr. Presidente levanta a sessao.
Sessao ordinaria de 7 de malo ato 1856.
Presidencia do Sr. \\commendador Jos Pedro da
Silva.
As 11 boros da manhaa procede-se a chamada, e
havendn numero legal de Srs. depulados
o Sr. Presidente abra a sessao.
OSr. segundo secretario fazaleura da acta da
sessao antecedente, que he approvada.
0 Sr. primeiro secretario aprsenla o seguinte
EXPEDIENTE.
Uro oflicio do secretario do governo, remetien-
do o coui|irumisso da irmandado da Misericordia
desta cidade.A commissao de negocios ecclesiss
ticos.
Outro do mesmo senhor, dizendo que foram ex-
pedidas as convenientes ordens afim de serem cha-
mados os senhores depulados supplenles padre Vi-
cente l-erreira de Siqueira Varejao e Joo Valen-
lim Vilella.Inleirada.
Oulro do mesmo senhor, remetiendo as informa-
goes sobre o parecer da commissao de ordenadas
dado na petioflo de Loiz Francisco Vieira de Luna.
A' quem Tez a requisigao.
Urna peiir.io de Francisco Xavier Carneiro Lins,
segundo ollicial da secretaria desta assemblea pe-
dindo que seo ordenado seja igualado ao do outro
segundo ollicial da mesma sarrelaria Francisco
uarte Coelho.A' commissao de polica.
1 ni oflicio do secretario do governo, devolvendo
o requerimenlo a que se refere o parecer da com-
missao de petigoes, no qual Jos Iguacio Ribeiro pe-
de ser aposenlado no lugar de conlinuo das obra*
publicas viudo annexas as inormages.A' quem
fez a requisigao.
Cma peligao em que Jos Lopes tiutmaraes arre-
matante da ponte sobre o rio Capibaribe na eltrada
.Ib Pao d'Alho, pede a indemnisagao da quantia de
6699076 ris, proveniente dos estragos causados ua-
quella poule pela endiente do mesmo rio no aono
de 1851.As commisses de peliges e obras pu-
blicas.
L'ma rcpresetilagao dos officiaes da fazenda pro-
vincial Manoel dos Sanios Leal c Manoel do Nasci-
mento Rodrigues Franga, reclamado contra ama
decisilo proferida pela Ihesouraria da fazenda pre-
viucial.A' commissao de peligoes.
lie lido e approvado o seguinte parecer :
A commissao de legislagao, a quem foi presente o
requerimenlo do arrematante Manoel Thomaz de
Albuquerque Maranhao, he de parecer que pelos
cauaes competentes se pegara inforraagOes a respec-
tiva reparligao de obras publicas.
Sala das commisses da assemblea legislativa
provincial de Pcrnamhuco 7 de ntaio de 1856.
Jos Quintilla de Castro Eeilo.l.uiz Filippe.
Ite lido e mandado imprimir o seguinte pro-
jeclo :
A commissao de forga policial lem a honra de
obmelter a consideragao da assemblea legislativa
provincial o seguinte projeclo de lei:
A assemblea legislativa proviucial de Pernambu-
co decreta.
** .4 ^orqt policial para o anno fioanceiro de
IStia 1857 constar de UK) pragis com a organisa-
gao pre.cripta pelo regulamento de 2 de dezembro
de 1833 nodeudo em circunstancias extraordinarias
ser elevada a seiscenlas.
Arl. 2. As referidas pragas tero mais, as de pret
cem reis cada urna sobre o sold, que actualmente
percehem, e os officiaes urna gralicacao addeional
que ser de 203 para o commandante e o major, e
de 1115 para os subalternos.
Art. 3. Ficam suppriraidos os lugares de capellao
e Cirurgiao .ju tanto.
Art. i. Para o curativo das pragas enfermas, se
observar o disposlo no arl. 6. da lei provincial n.
239 de II dejunho de 1850.
Arl. 5. Ficam revogadas tedas as leis e disposi-
ges cm contrario.
Sala das commisses 7 de maio de 1856.Aoto-
mo Josc de Oliveira.Jos Quintino de Castro
l.cao.-Theodoro Machado Freir Pereira da Silva
Jnior, vencido em parte.
He tambera lido, julgado objecto de deliberagao e
mandado imprimir o seguinte parecer :
A commissao de petigoes, a coja consideragao foi
levado o requerimenlo da mesa regedora da irman-
dade do Divino Espirite Santo, pedindo a esla as-
semblea a ooneetsao de cinco loteras de 120:()IJtt9
cada nma, como auxilio as despezas que tem de fa-
zer com a reparagao e devoragao da igreja do C61-
legio dos extinclos Jezuilas. boje ao cargo da referi-
da irn. inda le alten.leudo que corno he gcralmeute
sabido, c consta mesmo do relalorio da presidencia
a esla assemblea,a peticionaria lem gasto nao peque-
a somma ja cora as obras da referida igreja eja
cora o tribunal da rea.;"10.alem de aulras obrigagoes
a que se sugeilara, e julgando que esla assemblea
deve tambera coucorrer para que a igreja do Colle-
gio, qne por lanos anuos csleve entregue a usos
profanos, adquira todo o explendor que se fiz pre-
ciso para a magnificencia do cuite calbolico offerece
a consideragao da casa a seguinte resolugao.
Arl. I. Ficam concedidas a irmandade do Divino
Espirite Santo da igreja do Collegio desla cidade
cinco loteras na importancia de 120:0009 cada
urna.
o Arl. 2. Ficam revogadas as leis o disposigoes
em contrario.
Sala das rnramissoes 7 de maio de 1856.Nasei-
mculo Portedg.Jos Joaquim do Reg Barre*.
Antonio Cavalcanli.
He lido c approvado o seguinte parecer :
O padre Joo Jos da Costa Ribeiro, capelln do
hospital dos Lasaros, allegando que diminuta he a
gr..licacao de 20? qoe percebe pelo seo trabadlo,
pede a esla assemblea que Ihe augmente com o que
julgar rasoavel.
A' commissao do ordenados a qoem foi afferla
semelhante pretengSo para poder emiltir parecer
sobre ella necessda e reqner que se ouga a dmi-
uistracao dos eslabelecimenios de caridade.
MUTILADO



DIAR'0 DE PRNAMBUCO SDT FlIM 9 DE MNO II 1856
Sala ii.is coinissoes <). assembla legislativa pro-
vincial de Peruambuco, 7 do maio de 1850.Au-
gusto S. I.e.lo.Theudoro M. F. Perdra da Silva
J unior.
Vai ,i mesa e apoa-se o seguale requeri-
mealo :
Requero que se pera ao governo da provincia co-
pia nAo s do conlralo celebrado entre elle e a com-
panbia de navetai-a cosleira, par a abertura do
canal de reunan da cambo.i da Margabeira com o
rio do Passo na cuiu.ii en do Rio l urjnoso, cuino lam-
ben) do nrcameiil" daquella obra ;e que finalmente
informe quaulo com ella se lem gaslo al o prsenle
pelos cofres provinciues.Machado da Silva.
OREM O DA.
Terceira discussAn das postoras do Limoeiro.
Sio approvadas seni discussAo.
Segunda discussAo das posturas de Cariiur..
Arl. t. As inhumares devem ser feilas nos re-
milerios, logo que estes se achem eslabelecidos e de-
signados pela cmara municipal ; os infractores se-
rao mulUdosem vinte mil re, e soQrerAo quatro
das de prisAo, sendo estas penasapplicadSs lanoa-
quelles que esliverem eucarregado do dirigir, e ad-
ministrar os enterros, como aos que se prestarem a
dar sepultura a cadveres em qualquc oulru lu-
gar. .
He approvado beni como os rticos 2.\ 3.\ ](.-,
5.-, 6.-, 7.- e 8.-
Arl. 2. Em quanlo nAo forera criados os ecmi-
lerios ua forma do artigo antecedente os cadveres
eerAo sepultados uos templos conforme o coslume ; e
. as pessoas a cujo cargo esliverem os mesmos temidos
iieam obrigadas a conserva-Ios no maior asseio e lim-
peza, son peua de seren multados em 101000
reis.
Arl. 3. Todas as* porlas exlernas dos lemplus
existentes no lerrilorin desle muuiripio serAo aber-
tas diariamente, e :issim conservadas desde as seis
horas da maubAa, at as quatro da tarde, excepto
nos dias em que segundo os rilos e cosante* religio-
so* devera lodosos templos se conservar fechados :
os infractores atrae multados em 103 rs.
Art. 4. Depois de oilo Jioras da licite os templos
so serao abortos, primeiro, para a adminislracAo do
Saulissinio Sacramento aos eniermos ; segundo, pa-
ra as musas de madrugada, que uto poaerjo ser an-
tes das qnatro horas, e a de natal a meia noile ; ter-
eeiro, durante os actos da semana sania ou solemni-
dades religiosas, tersos e novenas. As pessoas a eu-
jo cargo esliverem os mesmos templos infringindo
esta artigo serao multadas em 109 rs.
Arl. 5. Oe enlerraroeolos dos cadveres serao
feilos das seis horas da manha at as oilo da noile,
as pessoas a cujo cargo esliverem us templos ou ce-
inilenos, e que tizerem os enlerramentus fura das
horas designadas ueste artigo pagarlo a multa de
108 ra-
il Arl. G. Nao se abrirao sepulturas em locares ja
occopados por outros cadveres. senAo depois de do-
zt metes, ou por ordem das autoridades policiaes :
os infractores serAo multados em dez mil reis. Os
cadveres de pessoas que liverem succumbido a
qualqucr epidemia ou allecr.io contagiosa ticuro se-
pullados mais seis mezes, almdo lempo proscripto
ueste artigo : os infractores serao multados em 209
reis.
Arl. 7. Nenhum cadver sera sepultado antes
de lerem decurrido vinle e quatro horas, depois de
ler a pessoa expirado ; os infractores incorrerao as
penas do artigo antecedente.
Arl. 8. Fallecendo repentinamente na villa ou
povoacao qnalquer pessoa, o dono da casa a nao
mandara sepultar, sem primeramente participar
aulondade policial mais prxima do lugar, para logo
dar as providencias e proceder como for de direilo :
os infractores sarao multados em 259000 rs., e sof-
trerao oilo dias de prtsAo, se n3o liverem meios para
a satiiiarao da mulla.
Tildo 2.-, artigo !. approvado, bem como os ar-
ligos 2 al 12.
"Art. 1, Ningaempoder tomar hanhos.larar rou-
pa e animaes.a menos de seis bracas de distancia das
fonles de beber.das quaes se exlrahir agua de modo
que nao se tolde, sob pena de sorem multados em
quatro mil reis, sendo os icnhoies obrigados a pagar
por seus escravos.
Art. 2. Piragera poder pescar com tingoi de
qualquer qualidade, que seja ou com rede e Innata
uos pequeos poros, e dentro da repreza do anule,
emporcalhando as aguas em prejuizo das pessoas e
dos auimaes ; os infractores serao multados em qua-
Iro mil reis e sodrerAo seis dias de prisAo.
Arl. 3. Do mez de outubro em diante at fin-
dar o ver.io, ningaem poder criar porcos sollos na
villa, povoaces o fazendas de criar nados, ueste
municipio, sub pena de mil reis de mulla por cada
cabera, e deserem ditos animaos por ordem dos Cis-
caos arrematados e oseu producto applicado para
ssrslenlacao dos presos pobres.
e Arl. 4. Nioeoem poder Irazcr cAes sollos den-
tro da villa e povoares desle termo, salvo se farem
reconhecidamente mansos e domsticos, sob pena de
49 rs. de multa.
Arl. 5. Maguera poder lanr.ir nos rios e ri-
beiros desle municipio auimaes morlos,ou quac-squer
outras immuudicias que possain corromper as aguas,
sob pena de 63 rs. de mulla.
Arl. 6. s animaos que forem encontrados
morios as ras desta villa e povoaces do municipio
serio condumios para fora dellas >u.os respectivos
donos: sob pena deserem mandados conduzir, por
ordem dos Pscaos a cu-t.i dos mesmos donos, e de
pagarem esles a quanlia de dous mil reis ; iguoran-
do-se o dono, de verlo ser igualmente couduzidos
por ordem dos fiscaes, cusa da cmara.
Arl. 7. funguen) poder estabelecer cortumes
dentro desta villa, e das povoaces do municipio, e
nem fora delle em menor distancia de um qoarto
de legua, em lugares designados pelos lisc.es; os.in-
fraclores serao multados em 43 rs.
Art. 8. Ficara prohibidos todos os jogos de pa-
radas, qualquer que seja sua qualidade e denomina-
ran ; os miradores serao multados em 20o rs-, osof-
frero 8 dias de prisAo.
Arl. 9. Minguen) poder vender plvora nesla
villa, e na* povoafdes do municipio, se nao em casas
para esse fim destinadas, e em lugar designado pela
cmara ; os infractores serao multados em 209000
reis.
Arl. 10. Vicam prohibidos os toques e dohres
de sinos desde as oilo horas da noile, al as cinco
da mnhaa, excepto as malrizes para administra-
ra do Sarr.menta, autes de missa do natal, e nos
casos do incendios ou rebates ; os sacristAes ou che-
jes de corporaces religiosas que infringirem esle ar-
tigo pagarAo I2S rs.
Art. 11. Nenhuma igreja dar mais de nove
dobres por occasiso de oflicio de corpo presente, c
dous as vmlaces de covas, deveudo dobrar somcii-
le dez minlos ; os sacristaes on cheles de corpora-
eftes religiosas que infringirem as di'posicoes desle
artigo serao mellados em lOjfrs.
Arl. 12. INnhuma igreja dar mais de seis do-
hres de cada vez por cada liel que morrer, c csses
dobres serao dados ao receber a noticia da morlc, e
na oceasiao do enterro, os quaes duraro somentc 10
niatos, os sacristAes ou cheles de corporaces reli-
giosas que infringirem as dispusices desle artigo se-
rio mulladns em 109 rs.
Arl. 13. Todas as vezes que for incendiada alr
gama casa, 011 outro qualquer edificio ncs.li villa e
povoaces do municipio, ticam obrigadas todas as
pessoas maiores de 21 anuos a reanirem-so s auto-
ridades policiaes e aos fiscaes afim de auxiliaren) pa-
ra atalhar o incendio ; os qne se negarem prestar
dilo auxilio sem justo motivo, serao multados em
6rs. .
O Sr. (ionralves GuimarAes manda 1 mesa a so-
guinte emenda:
Sopprima-se o artigotion^alves (iiimarac-,
O Sr. Sabino Olegario prouuncia-se a favor da
emenda e contra o artigo da postura.
O Sr. S /Vreira'combale as razdts apresentadas
pelo precedente orador,o couclue votando a favor do
artigo.
O Sr. Ctmralvet Guimaraet sustenta a emenda
por elle oflerecida.
He approvada a emenda e supprimido o artigo.
TITILO III.
Arl. 1 he approvado, bem como os arligos2, 3, i,
5 o 6.
e Arl. 1. Ninguem poder malar rezes doenlos
nem caneadas e eorridas senAo depois de 24 horas
de descauco ; os infractores pagarAo a mulla de og
ris.
Arl. 2. Todos osarougues se conservado fecha-
dos desde 1% 6 horas da tarde al as ti.da maullan,
sob pena do 49 rs. de mulla, que recanir sobre as
pessoas qua esliverem com as chaves no da que se
commelter a infraccao.
Arl. 3 Os repesadores dos arougues pblicos se-
rio obrigados a repesar a carne comprada, logo que
for por qualquer pessoa requerido, e adiando falta
no peto avisar.lo logo ao fiscal se estiver presente, e
Bao estando, tomarAo tres lestemunbas u nota do
infractor para apreseular ao fiscal, com dccla-
rac.Ao dos nomes das tettemunhas, ohrigando im-
medialamenle o caruiceiro a repor a carne que
fallar; o repesador que assim n.1o pralic.ir, pauar
a mulla de (i; rs, e na reincidencia o duplo ; e o
vendedor da carne sofln-r oilo dias de prisAo, o na
reiucidencia pagara a multado 10-5 rs.
Arl. 4. O fiscal do bairro respectivo assislira as
matancas por si, ou por pessoa de sua cmiaura,
11A0 t p:ira examinar se as rezes cslAo no caso do
artigo primeiro, e tereeiro desle titulo; como para
lomar nota dos ferros c signaes do da, mez e auno
em que foram mora- e o nomo de uueui as ma-
too?.
Arl. 5. A cmara municipal fornecera sos cria-
dores e marchantes, nao s enrrats em que sejam
rodilludas as rezes destinadas a matauca para o
consumo, cerno tumbem machados, balaacas e os
mais ntensilios necessarios para o misler do acou-
goe.
Arl. 6. Os fiscaes mensalmenlo e nos dias que
nem1 llies parecer, visilarAo os arougues, tabernas e
vendas, o mullarAo em 43 rs. os donos de las es-
l'lielecimenlos que nao liverem na casa e medidas a
impsa e assein necessarios, em 83 rs. os que live-
rem gneros alimenticios, solidos, ou liquidos falsif-
canos on arruinados, alcm de perda dos dilos g-
neros, que serao enterrados por ordem dos sobredi-
tos fiscaes.
.... TITULO IV,
Art. 1 na approvado, bem como o 2 at o arli-
J' A'i' ?' A i,"*,fa municipal lera nesla villa c
V?,1 PJ.V0J0' ."' cordeador para indicar e
marcar o alinhamanto c perf.lamento dos predios
fof^I,!?^ 1 Ptan ",P,'Pla cmara, os
inTraclerts do plano a posturas soUrerae a multa da
10 rs. a a demolico da obra, o cordeador lera
1 rs. por cada casa qat te hoaver de edificar.
Art. 8. Ninguem poder edificar, reedificar, e
demolir qualquer obra de podra e ral. de laipa ou
madaira, que 11A0 seja de conformidade com o plano
adoptado pel cunara, esum qne preceda liconei
della, que sera gratuita ; os isfractores sern mul-
tados em !ll> rs.
k Arl. 3. Aa licencas da cmara municipal para
Miiiear, reedificar e demolir qualquer uhra seAo
Badas nos mosmos requerimenlos, depois que por
despacho da mesilla cmara iiiuuicip.il o cordeador
der a sua eordeacAn perlilamenlo, e mais prepr-
enos exigidas peas posturas ; licaudoas licencas em
poder dus proprielarios depois de registradas na c-
mara.
u Arl. i. Os edificios que liverem saludo do ali-
nhainento reruaiAo qiiando forcm reedificados na
frente: todas as pessoas que nao cumprirem esta
disposieflo incorrerao as penas do art. 1 desle ti-
tulo. 1
.Arl. 5. Todo aquelle que tiver na ra male-
riaes depositados para qualquor obra, sera ohriga-
do: I. a deixar livro o transito publico ; 2." a re-
COlber dculro da obra os maieriaes, jolos, cal,
areia, barro, e o mais que no sen recinto |n>ssa ler
cabimento ; sob pona de pagar de mulla o rs. pela
iiiimci. o, ile qualquor da. disposicoes do prsenle
artigo.
o Arl. R. As mas que se abriieni nesla villa e
povoaces, lern pelo menos 50 palmos de largura,
11 as Invests 30; lodo aquella que edificar, alte-
rando a largura que se luuver designado, sera
multado em 10$ reis, o a obra demolida a sua
(lisia.
Arl. 7. Os predios dos anzolo* das mas e Iraves-
sas Inflo dnas frentes felas segn lo as resras adi-
anto eslabelecidas : os proprielarios que os edifica-
ren) por oulra forma, Serao multados em IIV5 rs., e
na dom..lieno na obra que exceder a allura da frente
principal a sua custa.
Art. 8. Os predios que se boiiverem do edificar
as ras prpiripacs d'esla villa e das novoacOet do
municipio lerao as soguiules dimenses.
SI. O terreno de cada pmpriedade nio pode ser
de menos da Irinla palmos de fronte.
S -i- A frente uo poder ler menos de dezeseis
palmos do altura.
S 3. As porlas externas nao polem ler menos
dedo/e palmos de allura, seis de largura, e as ja-
nellas, oilo palmos de alluia e seis de largura.
i. Todas as soleiras do edificio lerao o mesmo
Oivelamrnlu.
S ">. Todas as portas ejanellas exlernas deverfio
conservar entre si igoaea distancias ; os cootraven-
tores de qualquer das disposicoes doste artigo pagt-
rao 103 rs. de mulla o a demlieio da ohrs a sua
custa.
Arl. !. Todas as casas que se edificaren) ou ree-
dificarcm, leo cornijas ; os contraventores paga-
rAo a multa de IO3 rs,, sendo a obra demolida a
sua rusta.
Art. 10. 1 >uni I 1 se requerer i cmara licenca
para a factura de qualquer obra, requerer-sc-ha
Igualmenle a cordeaeflo, assim como lodos os mais
preceilos simtricos : os miradores serao multadus
em.>> rs.
i Arl. II. Todas as casas armadas serao guarne-
cidas de raleadas de tres a seis palmos, os propriela-
rios serao ohrigjdos a concerta-las, lodas as vezes
que licarem arrumadas ; os coutraveulores serAo
multados em io rs.
Arl. 12. As calendas j.( existentes ttrflo regula-
das 110 nivelaoieolo pelo maior nomeru de caas
que hoaver na ra, sendo os proprielarios obrigados
a abaixa-laa on eleva-las para que se igualen) : sal-
vo as mas em que por sua irfegularidade 11A0 seja
isso possivcl ; os fnrraclores st,1o multados em H
rs., e a obra feita a sua custa.
ci Art. 13. Os qne edicarem muros que faeam
frente para as mas priucipaes, 'os faiAo com aliara
da frente de unu casa terrea regular, os conlraven-
tores pagarlo a mulla de 105 rs.
Art. 1 i. As frentes das risas ja edificadas as
mas mais publicas, e os oiles que esliverem para o
lado dos beccos serAo caiados no prazo de oilo me-
zes contados da publicacAo dcslas posloras; os in-
fractores serlo multados em .">> rs.
a Arl. 15. Todos os quintaos que deilam para os
beccos serAo cercados com muros de lijlo ou podra
caiados. no prazo de oilo mezes, sob pena de seren
osWonns molladosem IO5 rs. na falla do mesmo, e
i9irs. na falta do calamento.o
TILL'LOV.
Artigo I aleo artigo 10.
Arl. 1, Minguen) podar dentro do municipio
abrir luja, taberna ou venda sem licenca da cmara,
pela qual pagara'I? rs. para os cofres da mantel-
palidadc: os infractores png.ir.io a mulla de .">*
ris.
Arl. 2. Silo lugares designados pela cmara para
feiras, a villa e pevoaffici do municipio, no local
que for designado temporariamente pelo respectivo
fiscal, c definitivamente pela enmara ; os infractores
serao multados em seis mil rei.
Arl. ,1. Os auimaes que cnndii/irem os gneros
para a leira, depois de dcscarrecaradns ser.lo leva-
dos para fora do lao dellas soh pena de pagaran
os donos a. multa de lous mil reis.
Arl. i. Ficam prohibidos os atravessadores e cor-
rectores da familia, legumese oulros gneros que
sAo levados para o mercado publico desta villa epo-
voacesdo municipio ; os infractores serAo mul-
tados em seis mil reis, e solTreralo rime e quatro ho-
ras de prisAo, e sii se poderAo comprar para reven-
der, depois das tres horas da tardo em dianln.
o Arl. .">. Todas as pessoas que venderem carne
secca na villa e povoaeijfs do municipio sAo obriga-
das a apresenlar ao fiscal respectivo um atlestado de
pessoa d6 sua visinhanca recouhecidamenle idnea,
por onde conste ser dita carne de rez sua : os
contraventores serAo multados em dez mil reis e
solTrerAo nitodias de prisAo.
Arl. fi. As casas publicas de bebidas, tabernas
ou barracas, que venderem molliados serAo fecha-
das as nove horas da notc, e n lempo em que es-
liverem abertas, de da on de miilc, o seu dono nAo
consentir ajuntamentos de prelos, e vadios dentro
dellas, c limo que elles estejAo prvidos da merca-
doria, os faro iiumedialamenle sphir, sub pena de
pagar o dono da taberna ou barraca a mulla de dous
mil reis,
n Arl. 7. Todos os que venderemigeneros, ou fa-
seinlas de qualquer nalure/a quelscja, que devam
ser medidos ou pesndus, sers obrigados a ter lodas
ns medidas, e pesos afendos dentro do anuo linan-
ceiro, o que se praticara un mez ite Janeiro ; e serAo
ubrisados a revisao no mez de juibo de cada anno,
sendo porem os do arougue revistados de tres em
Ires matea : os cnnlraventnres pela falla de aferioao
pigarao dous mil reis de mulla pjir cada urna me-
dida, nu peso nao alendo, e mil reis porcada urna
medida ou peso que nAo tiver sido revisto. Se po-
rem as medidas uu pesossnles ou depois de aferidos
ou revistos se acbarcm falsificados,! pagarAo os in-
fractores a mulla de quatro mil reis por cada una
medida on peso falsilicadn, e soll'rcrao seis das de
prisAo. Na mesma mulla de dou* rail reis por cada
pezo oo medida iucorre o aferidor qoe^iferir pezos
e medidas por menos do marcado |no padrAo da c-
mara, 011 negar-se a prover loso a aferirAoque Ihe
for pedida, ou deixar de a documentar.
a Arl. 8. Os donos de balancasj pezos e medidas
que as falsificaren), serAo multados em dez rcil rs.
Arl. 9. Hca prohibida a venda de agurdenle
as pessoas que cuslumAo emhriagarUe, e .1 escravos
sem queapresentem ordem de seus senhores por es-
les assigoada, que aulorise a venda : os infractores
serAo mullidos enacinco mil reis, e'na reincidencia
alem do duplo da mulla sollrcrAo oilo dias de prisAo.
Arl. 10. Nenhuma pesma pn lera expor couros
sainados ao sol na frente de ran caas, soh pana de
qualrn mil reis de mulla.
Art. 11. l-'ica estipulado o padrta do pezo desle
municipio em cenlo e quarenla e qualro oitavas a
libra, e seis liseilasa cuia de medirise; os contra-
enlores pagarn a mulla dn artigo oilavo do preseu-
e titulo, e os fiscaes que por omissds a falsificaren)
pagarao a mulla de viole rail reis, o serAo demit-
tidns.
Vai a mesa e he apniada a seguinlf emendi :
Em vez de I i i diga-se 128 mln\ 1-. Lacerda.
O Sr. Jos l'edrn proiiuncia-sc contra o artigo
e pede a sua snppressAo.
lie supprimido o artigo c a emenda julga-se pre-
judirada.
TITULO ti.
Arl. I. Oucm fizer pelas mas vi tartas, e alari-
dos em horas de silencio; isra mi Hado em dous
mitris, e soffrer Ires das do prhE o.
Vai a mesa e he apoiada u seguinte emenda.
Supprima-se o artigo. Nasciinenlo l'orlella.
lie approvada a emenda e supprimido oarligo.
Tendodadoa hora:
O Sr. I'reiidenlc designa a ordem do dia para a
sessao seguinte e levanta a sessAo.
panado al 31 de marro do corrate anno. Compa-
que se dcix.ni rcduzir a mor parlados infelizes, que
Vfloalli procurar unitivo aos seos sollrimenlos. A"
prova dosta verdade esta ua eomparacflo desle map-
pa com u de 11. 2, que he nicamente das praets do
corpa de polica, as quaes sendo rccolhidas ao hos-
pital logo que adoocein, a sua mirlalnlade fui s-
menle do 8, inclusive dous as 2| lloras de sua cn-
trada. sendo que dat 33 que exisliain e das ISO que
cnlr.irain, sahiram \:> 1 curadtt, ti inelhoradas e 4
nAo curadas.
-Vo numero dos t>7 enfermus, que represen!; o
mappa 11. I, figurara '.I alienadas, a< quaes sobre nao
poderent ser convciiieulemenle curadas, cslAo pro-
judicandoa oulros lanos infelizes, que, nn soll'ren-
do alicnnro, e sun aluuma oulra enl'eruiidade, 111111-
las ve/es earavel, daittm de ser admillidoi por n.ln
haver vaga, Istn posto faria V. Exc. mais um im-
p ni me servico aos desvalidos desta,provincia, se
nbtivesse do geverno imperial a remocAo daquell.is
enfermas para a casa dos alienados do Rio de Janei-
ro, onda ha tudas as propnrees para seren conve-
nientemente cundas.
Hospital dos Lazaros.
No he csU a vez ptimaira, que nns anchemos de
magna, quaiiiln Ionios do uos nrrupar desle eslabele-
eimeiilo, quo, com quanlo ostojn em um edificio
propno, bem situado c com as precisas accommo-
dncos, todava n "la se tem conseguido sobre o uie-
lliorameuto phvsico dos infelizes que nello sAuad-
millidos, visto coin3 a medicina, que tantos prugres-
sos lem feln acerca d'oulras molestias, nenhum pas-
so lem adianlado sobre a eleph uilvases, que ufana
caininha sem tropeen.
Ilem fumladas eram as -uspaitas que mili minos
pian lo em uossa inforinacao de 31 de outubro dn
anno passado, dada sobre a prelencAn de Manuel
Borges do Meiidouca, asseguiinos 1 V. Ele., quo
em lodos os lempos tom apparecido iulerosseiros
charlales qu. com o ven do myslerin, so procurara
exlorquir dmheiro da crelulidade irrefleclida, e que
a elephanlvasos lom-se prestado mais que neiihuina
oulra molestia a esaa vil especuladlo, sendo, 11A0
obstante, no-si humilde opiniAt, que elle pozesse
em pratica n sen m\sterioso curativo com tres (len-
les quo desejava, e a vista do hura retallado, rom-
p ovado pela rommiss.lo de lugieue. se annuisse a
paga que prelendia : n quo sendo approvado por of-
licio de V. Exc. do 12 de noveiubro do mesmo anuo,
nao foi anda levado a elleilo por alo ter querido o
referido Mendonca sujcitar-sc a coiijico de ser pa-
go depois dn hom resultado de sua cilla.
O estabeleciinenlo esla desprovido de alguns ulen-
cilios, c o edificio preciso de reparos, bem como da
constroc^.lo de nin muro que o feche pela frente,
como j ponderamos n V. Exc. em o nosso relalorio
do anno patudo, e nAo podendu lata despezas ser
feilas por cnnla das respectivas rendas, rogamos a
V. Exc. digiie-se de solicitar da assembloa legislati-
va provincial a precisa consigna^ao.
Do mapp.i n. 3 ver V. Exc. o movimento dn
predilo esiabelcrimento do 1.de abril do anno pai-
sado a 31 de marco ultimo.
Casa dos Exposlos.
Este cslabelecimenlo, que oulr'ora oceupava a ca-
sa do visconde de Loures, foi, de ennformidade
com o oflicio do V. Exc. de 10 de setembrn do anuo
pastado, transferido para o anliao hospital do Pi-
rateo lio dia 2 de dezemhrn daquelle anuo, dispen-
sando-se a reuniAo da primitiva casa, por ter a nc-
lual a precisa capacidade, segumlo o parecer doex-
presidenle da coininissAn de hvgiene, e do respecti-
vo facultativo, nos quaes previamente consultamos.
Foi, porni, indispensavel fazerem-se as rrecessarias
accnmmoda(;es, com as quaes se dispendeu a quan-
lia de 2:2013805 rs.
Do mappa n. vil-se que a morlalidade all ainda
nao dcclinoii, e allribuimos que he ella originada,
nAo s do mo estado de saiide em que sAo exposlas
a maior parle das crianzas, como lamhom da epide-
mia reinante, c nAo poli insaluhridade do edificio,
visto como he insufliciente o lempo em que nella
esla montado osle eslihclerimenlos para ser levada a
evidencia esla prova. Alli senle-se nan poquena
falla de ulenrilios c de roupas, nAo obstante ter-e
dilrihiiido algiim 1 da que por ordem de V. Exc.
fui comprada por cunta da Ihcsniraria de fazenda.
O resulamculn de 2"> de fevereiro de I87 eslabe-
ceu a raehtalidade de I96OO para as amas externas
i'iie.n r. g idas de expo-tos ilesamainenlados, e a de
iOlKKI rs. para as .los amamenlados. Esta paca he
por sem duvida diminuta para estimular a pessoas
que, sobre 11A0 taran miseraveis, sejam caridosaa,
desveladas e bem moriceradas a encairegarcin-se de
lAo penosa larcfa. MAo podendo, porem, esla admi-
nislracAo elevar as referidas raeusalidadei, lantn por
ir de encnilro .10 citado regulamenlo, como par ser
a respectiva receila insufliciente, limila-se a pedir a
V. Exc. que digne-se de laucar silas vistas enmpassi-
vas sobre os infelizes expostos, que, sendo abando-
nados por seus proprios pas, Dio o devem ser pe-
los verdadeiros ehliltlot.
Albergara.
lleferiiltln-nos ao nosso relatorio do anno passado,
diremos acerca ili (lo til estabeleciinenlo que, nAo
obstante o artiga 31 da lei provincial n. 111 ler de-
terminado que (ieassem adjunclas ao patrimonio dos
estdbelecimcntos de caridade as casas de albergaras,
continan) os mendigos a postarem-se as puntes e
oulros logares pblicos, porque a nica casa de al-
bergara que exista nesla cidade acha-se, pelo seu
estado de ruina, inhabitada lia mais de dez anuos.
Era nosso cilado relalorio lembramos a necessida-
de de um rcgulamcnto apropriado, bem como o ar-
rendament.i de una casa com as necessarias propor-
ies. Agora, porem, que, segundo nos consta, al-
guns mendigos acham-se uceunaudo a amiga casa da
Batanea, sita 110 areial das Cuico-Pontas, he de es-
perar que a Btsembla legislativa provincial, com-
posta romo he de pessoas caridosas e philantropicas,
apioveile aquslle edificio, e vol o preciso crdito
para os respectivos reparos.
Hospital Pedro II.
Esle edificio, que quando esla adminislracao en-
Irou na gerencia dos eslabelocimentus de caridade,
smente linha assenlada a sua pnmeira pedra, acha-
sa actualmente muitnadiantado em relacao a despe-
za que se tem feilo, sendo que cxislcm alguns maie-
riaes em deposito, como mellior ver V. Exc. da
minuciosa informadlo do respectivo adminislradnr,
que por copia offerecemns consideradlo de V. Exc.
Inbele.-imenlos lluirscer, tuinuu sobre seus debis
hombros lAo ardua larefa. Man reruando dianle dos
nbslacnlos que se Ihe anlolharam, chegoii ao lira filo
desojado : ella consegate om breve a acquisii^An de
Cenlo e setenta e lanos irinAus, enlre os quaes ligu-
rain miiilas pessoas giadas desla provincia, e nbteve
que o nosso digno monarcha, u Sr. I). Pedro II.
bonvesse por bem acceitar o titulo de prolector da.re-
ferida mandada, u que Ihe fui communicado por
ollicio de V. Exc. do 21 de dezembro do anuo lindo,
com referencia ao aviso da repartirao do imperio de
2b de iioveinbro do menino anno. Nao eslava porem
terminada ana imprtanla mimo ; era preciso um
comprninissoque prescrevosseas obnaaces da irman-
dade era geral, e dos dillerenles empre'gados em par-
ticular : olla o organisoo, e leve a honra de o re-
moller a V. Exc. ucsla data, para Ihe dar o ennve-
nienle destino. He pota de presumir que debaixo de
Uto bous auspicins, nao pode a referida irmandade
deixar de floretear; sendo ocontettavel, que dahi re-
sultara a prosperidade dos cstabelecimenlosde cari-
dade.
Eslando V. Exc. como est, a par de ludo quanlo
lem occorrnlo acerca da referida irmandade, ja como
pnmeira (atondada da provincia e ja como irmo
da mesilla irmandade, seria por sem duvida ociosa
esla iiu-.a expusn;Ao, senAo tivessemos em vista pe-
dir a V. Exc, que se digne de remoller a assemhlea
legislativa provincial o prsenle relalorio ; bem como
lodas as pecas que o iustruem, afim de que pn.s.i a
mesma asserablea aprecia-las e preslar-uos sua va-
I insa couperarAo.
terminando o relalorio do estado dos eslabeleci-
menlos quo administramos, ole podemos deixar de
rogara V. Ete., digne-se da conlinoara derramar
sobre os mesmos eslabeleciinenlos sua valiusa pro-
teecao, e a honrar-nos com a tontiauaela da confi-
anza que nos tem prndigalisado.
Dos goarde a V. Exc. Administraran geral dos es-
labelecimeulos de caridade. 12 de abril de 1856.
Illm. o Exm. Sr. I)r. Jos liento da Caoba e liguei-
redo. eouselbeiro presidente da provincia.Monse-
nhnr Francisco Ifunta Tavaros, presidenleAntonio
Jos tiomes dn Crrete, escrivAoJos Pires Icr-
rcira, tliesoureiro Joo Pinli de l.emos Jnior,
vocal.
EXPOSICAO nu ESTADO EM OLE SE ACIU A
OBRA DO HOSPITAL PEDRO 11. NOAM.NO
DE 1856.
1'riineir.i parte
<> centro com dous andares.
Acha-se coberla de tena, c a frente guarnecida e
mgida de cal branca ; leudo duas cornijas e dous fi-
letes promptns, lem esta parle duzentose dezoilo pal-
mos de frente e de fundo quarenla e seis, inclusive a
grossura das parados, e 11111 resallo de doze palmos ;
as paredes sAo de qualro palmos de groisura ; os ali-
cerces de dez palmos de torro de areia, e oilo pal-
mos de profuodulade, onde he mais haixo o terreno;
a priraeira base lem nove palmos de largura e no ul-
timo recorte da sapala seis. Do andar terreo ao pri-
meiro pavimento, tem vinle e seis palmos ; do pri-
meiro ao segundo, vinle e cinco, o do segundo 10
tereeiro, vinle e qualro, alem de dous palmos e meio
de puede, que recebo os conlrafrexaes que descan-
tara as hullas das Ihesouras. Tem qoarluze hullas e
sobre ellas oulras lanas Ihesouras, frenes, tercas,
rnAos de forra, espigues, hrabos, caibros, chapas*de
abrac,adeiras, parafusos e descansos ; sendo a cober-
la feita pelo svstema de pendurel. Tem cada um dos
andares setenta e quatro travs de oilo polegadasde
groisura sobre sele : tres cadeias para escadas : dnas
escadas provisorias ; a perspectiva tem sote jauellas
de treze palmos sobre'iete, e o andar terreo tem
seis jauellas e um tur I ico de murmure, com vinte e
um palmus sobre dez ; pelo lado da galera coberla,
tem oilo jauellas e cinco porlas em cada um dos an-
dares ; os arcos dns caixilbos e peiloris acham-se
postos os da frente : assenladas as grades de ferro das
jauellas, que pesam cada urna, quarloze arrobas e
vinle e seis libras ; os caixilhus da frente estao em
andamento feilos de amarello viuhaliro, o com lodo
oprimord'arte; lodooiulerioreexteriordesla parle do
edificio acha-se embudado; os canos que receben) as
oteas sao de lelhes assenladns em cimento b\ drau-
lico ; us canos de exgolo sAo de cobre, com cinco po-
legadas de dimetro ; a frente he guarnecida de om
pnm pe lo. que encobre o lelhado, de ciuco palmos de
alto com suas cinialhas e Hieles.
(aleria coberla cura dous andares.
A calera coberla acha-se feila com duzenlos e de-
zoiln palmos de frcnle.e dezoilo de largura; tem
oilo jauellas c cinco porlas, pelo lado interior e treze
arcadas na frente para o grande" claustro, e dezeseis
laleraes com a mesma largura das jauellas e com de-
zoilo palmos de alio ; Iravejados com setenta e qua-
lro travs cada um dos andares, leudo dezeseis li-
nhase sobra ellas oulras tantas Ihesouras, o lelhado
coberlo com lelha ; com canos de chumbo, c os de
esgolo de cobre, com cinco polegadas de dimetro,
lando Ires cornijas e Ires filetes feilos ; accrcscendo
os laleraes do corredor ou galera coberla, at o se-
gundo andar, em estado de receber a coberla.
drande claustro.
Tem cenlo c lenta e oilo palmos, sobre duzen-
los c Irinla c q.. ;.,, com doze arcadas c urna porta
em frente e dtxat is arcadas e urna porta lateral em
quadrilongo ; os arcos o portas silo de dezoito palmos
sobre sele, as paredes eslAo em allura do primeiro
andar, a receber o Iravejamento, e us cautos em al-
lura do segundo andar ; lem um ponen de vinte pal-
mos de bocea e urna bomba de ferro com rodetes de
reposo.
Perspectiva do lado do norte, ou cozinha e suas de-
pendencias.
Acha-se feila com cento e cincoenta c seis pal-
mos de frente, e quarenla e dous de fundo, ten do
oilo janellas de Ireze palmos sobre seto com cincoen-
ta e quatro travs lavradas em qualro faces, e pin-
tadas oleo, em cada um dos andares ; tendo nove
linhas, e'snbre ellas oulras lanas Ihesouras, maos
de forra, tercas, e frexaes ; com qnatro espigues,
qualro linhas, hrabos, caibros etc. pelo svslema de
pendurel. Cada um dos andares tem do pavimento
terreu ao primeiro travcjamenlo vinte e seis palmos
de altnra ; do primeiro ao segando vinle e ciaco ;
do segundo ao lerceiro vinte e quatro. Esle lado da
obra esl a concluir-se o enlelhamento por osles
dias.
Primeiro jardim de recreio pelo lado dn norte.
Acha-se feilo at allura do recebimento da co-
berla, lendo dous andares com urna porta e duas
soa maior largura ; foi de prximo reparado com
pedarns de lijlos.
Hampas.
I'izeram-se duas rampas de lijlo e cal para subida
c descida dos maieriaes para a obra rom cincoenla
e dous palmos de comprimeuto e dezoilo de largu-
ra, com do/e palmos de alicoree em sua maio/ altu-
ra ; lera mais Ires rampas feilas com travs.
Alicerre do muro do edificio.
Tem seis ceios e quarenla palmos de rompri-
ineniii com onze palmos de altura, onde o terreno
he mais haixo, e quatro palmos de grossura no ul-
timo recorte.
Madeiras em ser.
Aeham-ie em ser de cento c vinle a cento e Irinla
Iraves de differentes dimenses ; rento edos pran-
clies do louro por serrar ; porco de laboas d'as-
soalhn de louro, eslendidas pelo vigameuln, porco
de laboas ilc I....... era andamies, algum amarello
serrallo, porrilu cnusideravel de caibros pelos andai-
iii", travs lavradas para serem nnllocadas nns tr-
renos e varios cortos de travs de oilo a dez pal-
mos.
Cal.
Somante tiisle a que se acha nos amassadores
que poder ler cento e cincoenta barricas.
Areia.
Tan em deposito .lignina, porra he necessario
aproveitar o iuveruo para depositar algoma at que
fique lavada.
tirados de ferro.
Exitem quinze grades de ferro para as janellas.
Telheiro de depoiito de maieriaes.
Ha um telheiro de duzenlos palmos de comprimen-
lo feilo de laboas e eslems, e coberlo com telhas; as-
sim como a casa do mestre pedrero.
Serrara.
Foi feila sobre pilares de lijlo e cal, coberla com
lolha ; tem tres cavaleles de serrar com serras, ser-
roles, limas e seus accessorios.
Casa do viga.
Foi ratificada a casa de lijlo e cal em que mora
o viga, assim como a otaria, que fa parle das obras
do hospital.
Chumbo, oleo, tintas.
Ha algumas libras de chumbo que snbrou dos ca-
HALANC.O
nos, urna porcAo de oleo de liuhact e algumas ti
bras de tinta branca de alvaiade.
Pedra bruta e lijlo.
Ha duzenlos palmos de pedra de mu qualidade
e vinle a trinla milheiroi de lijlo de alvenaria
grata,
Ulencilios da obra.
Ha viole e qualro carrinhgs de mo em mo es-
lado, linas para cal, barra de deposilo d'agua, ti-
nas grandes para o amassador, nm guincho de ferro
om apparelha delirado de cabos, um apparelho para
lavar .' para serem collocados nat lalrinas, ps de ferro o
enxadas em mo estado, simples pira as arcadas,
mastros etc. dous mil vidros especiaes para os caixi-
lbos.
Foi aberla urna valla para conduzir maieriaes pa-
ra a frente da obra pelo lado do norte, pira tcono-
inia do servil.o.
Aministracflo da obra do hospital Pedro II, 3 da
abril de 1855.O admioislrador, J0A0 Pacheco de
Oueirogn.
Conforme.O escrivAo, Antonio Jos Gomes do
Correio.
It roceita e detpeza dos eslabelecimentos de caridade, vitrificado no anno Ii11a11ce.ro de 18541855", e nos tres tri-
___________ mestres de 18.").")1850.
. |.w. .., uihiciuiui 11 uiiisinciiniiii ye Dl. ;,n.u,. li.- -,.. j ,
Do batanea especial da referida obra, qne Uro- Hf" *SS*!2 PO'Iat e dnat jane tea peo
lade.
lo enmmunirar
P.EI.ATOIUO DOS ESTAHKLECI MEMOS DE
CAHIDADE NO AN.NO l)V. ISti.
Comprimi quanlo nns fui ordenado por V. Exc.
cerca dos cslabelecimenlos de Cari lade, que nns
estAn subordinados, trataremos de cada um delles
em particular para, com mais precia c, expormos as
suas prnneiras uecessidados.
tirando Hospital de Cari
Ainda esla vez lentos o desprazer
a V. Exc. que aquelle cslnbclecim uto permanece
na mesma casa de propriedade de Joan Vicira da
Cuuha, a qual nAo sendo edificada i ua semolbaiite
lira, nao ollerece as precisas ac.eommodaccs, lano
dos empregadoa, como dos enfermos que alli sao Ira-
ladM.
NAo menos desvanlajosa ae a psiMoein que se a-
cba esta ailministracAo pela deliciencjia de meios pe-
cuniarios. .Minia, vezes ella se v forrada a nao ad-
miltir ( por estar precnchido o numero i a alguna
infelizes que procurara ser alli carados, vslo rumo
11A0 Ihe lem sido possivel usar da facjaldade conferi-
da pelo artigo 7S do regulamenlo dc|25 de fevereiro
de ISi", lantn pelo accrosrimn' de deapeao, quo des-
la faciildade resulta, como por nAo ilnderem os le
los goardar as dislanetel recomnieivladas pela hv-
giene c pelo artigo !)l do cilado regolamcnte, conio
ja ponderamos a V. Exc. em o nossil ultimo relato-
rio de 25 de Janeiro dn anno pastado!
Hom dignos seriamos de censora si, tratando des-
le ettabeleeimenlo, nao levassemos a|> conhecimenlo
de V. Exc. u rasgo de caridade e philantrnpia prali-
cado pelos fundadores dn hospital dci.Nossa Senhora
do Livrameuto com a doacan, que arsinosmo eslabe-
leoimenloiizeram de alKou's nlencilioJ. Nao obslaute
este auxilio, e o que V. Exc. se dlgnoo mandar
preslar pela Ihesouraria de fazenda, o referido es-
bejecimentn se rsenle da falta derrapas e oulros
objectos indispensaveis paiu o seo u-u.
Do mappa n. 1 conhecern V. Exc. o movimento
deste eslabeleciaienlo desde ni. de abril do anno
bem ollecemos ;i oonsiderarao de V. Exc. vo-se
quo a receila arrecadadu desda ) de maio de ISI'.I
al :ll de marco ultimo, imporlnu em l:ll:lil/i"il
rs. e a despe/.a realisada om 133:6149700 rs., in-
clusive a quantia de 4:t33)880 rs. sendo 1:3359080
rs. dispeudidns, secundo as ordens de V. Exc. com
a factura do quartos para luucos no grande hospital,
e 3:JIK)7.S(K) com a compra do terreno e alaria con-
tiguos a prcdila obra. V-mi igualmente do mencio-
nadu batanen a existencia de um dficit na impor-
tancia de 1:9939149 rs. que foi supprido pela cai-
xa goral dos cslabelecimenlos.
A aisemblt legislativa provincial, allondendoas
consideract>et, que cerca desla obra fizemos chegar
a V. Exc. era o nos-o relalorio do anno passado, dig-
nnu-se de consignar na lei do orramenlu vingenle a
quanlia de -Jll:tKU5(KI0 rs., que milo concorreu pa-
ra o adianlamento era que a mesma obra se acha, e
he de esperar que, na presente legislatura, continu
a preslar-lhe o mesran apoio, volando igual quanlia
na le do urcamento futuro.
F.sinheloiiinouios em geral-
Do incluso balando da receila a despeza dos csta-
bolecimonlos de caridade do anno finaneciro passadu
e dns tres Irimeslros do correle, veri V. Exc. que
a receila daquelle importou em 71:857/779 rs. e a
desle em 50:4&1>438 rs., qui>. unidas a de 9:073#S77
rs. do saldo que existia em :tll de junho de IK51,
perfez a quanlia de 110:3549194 rs. bem como que
a despeza do primeiro foi de 7l:b'(I.V7ul rs. e a do
segundo de (l:7S:l?:U6 rs. que, unidas, prefazem a
importancia de I33899087 rs. a qual. deduzida da
receila, resulta um saldo do 7:9659407 rs. ; sendo
1:08291 5 rs. era lellras, e (i:tW:teJt rs. em recibos
de diversos credores por conla dn que se Ihes deve,
e dos regentes dos diilereules eslabelecimentos de
caridade para occorrerm as despezas ordinarias dos
mesmos.
Os predios que formara o patrimonio dos eslahe-
lennicn los de caridade continan) a precisar de gran-
des reparos, pelo que lem ido em dccrcsciracnto o
son rendiinenio, visto como moilos delles, ou estAo
arrendados por melade dn que podiam valer se esli-
vessem reparados, ou existem fechados pelo seu es-
lado de ruma. NAo podendo, porm, estes reparos,
pela sua importancia, correr por conla do mesmo
patrimonio, limita-te esla administracAo a mandar
fazer aquellos, que san compnliveis cora as forcasdo
prediio patrimonio.
O patrimonio foi augmentado, como V. Exc. uo
ignora, com -2i propiedades, constantes da relacao
junta, as quaos foram (loadas por I. Joaquina Mara
iPeretra Vianna, no valor de 100:0009000 rs., com
a oondic.lo, porm, de se llic pagar animalmente a
quantia de il-iMHWHKi rs., como ludo ruiisla da res-
pectiva eseriptora celebrada no carlnrio do labelliSo
Porio-Carroiro. Tendo, porem, o bacharel Lmz Ro-
drigues Villares e sua mulher nppolo embarco pa-
ra que nao fosase a doaeo julgada insinuada, fo-
ram ditos embargos in liininc dosprezados como
intdmissiveia por sentencia de de acost dn au-
no passado : a esle julcaiiionln o referido Villar e
sua mulher oppuzcraiii novos embargos em Silo
mesmo mez e tnno, os quaes leudo sido impuenados
polo advocado desla adminislrae.lo, o sustentados ha
Doueo lempo pelo dos crabarganles, anda nao fo-
ram decididos, como mellior ver V. Exc. da infor-
mar-"o em original do nosso advogadn nesla cansa.
A causa que esla mlminisIracAo lilica cora os her-
deiros do marquez de llerife Toi decidida fanoravel-
ineiile. .1 cxceprAo da parlo relativa ao engeiihu Al-
godoaes, sendo, porem, embargado o aecordflo na
parte que Ibes foi desfavoravel. e por parle desla
administraran a parle que di/.ia rospeilo ao dito en-
genho : depois de (uslenlados e impugnados ns em-
bargos por ama c oulra par, foram os nulos conclu-
sos, c apeiar de icr deetrrido algom lempo, ainda
nAo foiim julcados, segumlo nos iuformnii o advu-
gado desla ndmiiiisIrnrAo, cuja informaeo transmit-
limusa V. l^xc. era original.
NAo clis! me os bous dcsojns de V. Exc. o haver
I Ihesouraria provincial remedido a quanlia noces-
saria para a viuda das irmAas de caridade, e de um
misionario laxrtela, conlinnam os resuoclivos esla-
belecimentos a ro-oniir-so da falla das rirferidas ir-
mAas, que vnio-iv; servidos Ihes (eria'm prestado
na acliiuliJadc.
ANNOS FINANCBIROS.
ANNOS FINANCEIROS.
HECEITA.
Kindo.
.>oli\eiu.,io para o costlo dus etlt-
boleciuicntos.......
Ifila para a obra do hospital P. II.
Dita para os reparos da casa do gran-
de hospital........
Dita para dolaran das exposlas .
Subsidio dos vinhos......
Keiidimenln dos predios ....
Dito dos ditos doadns por D. Joaqui-
na Mara Pereira Vianua .
Dito de foros........
Dilo de amostras de assucar. .
Dito de curativos......\
Dilo do 2. andar da casa dos ex-
poslos.......
Dito de asmlas e legados! ". '. !
Dilo do beneficio das teladas do hos-
pital Pedro II.......
Kecebido da Ihesouraria de fazenda,
segundo as ordens do Exm, pre-
sidente da provincia, para com-
pra de fazendas para os eslabele-
cimentos de caridade.....
Producto de madeiras inutilisadas
Dilo de maieriaes da obra do hoipi-
tal Pedro II empregado na casa
dos expostos.......
Dilo de rendas de predios perlencen-
tes a D. Joaquina Mara Pereira
Vinnna.......
Juros de urna ledra reformada .
Saldo que exista em 30 de junho de
IH5, a saber :
Em ledras .... 1:0749945
Em recibos. 2:972:648
Em olas e cobre. 5:0259681
1'i:.,mwKKi
Li:0OI)HMKl
Jim-11111
1:011030110
3:1589856
17:022c!ll
l:S009000
86SI20
11:0179198
55OS000
1:7429500
4:0509000

3(1916
Correte.
Total.
13:87531X10
18:(W03(XI0
2IXrj(KX)
9
2:1409233
9:4373271)
$3879534
5O0000
. 9.
5:5.519515
2978900
3I9.-.61
2:9163667
2:MI38I
9
3!)6-l65
3i9tmo
79200
1:8579779 59:4239438
30:3759000
33:1)0119OO1
woyxx)
1:0009000
5:5999089
26:160:220
3:3879534
2:0tX9(lO0
869120
16:5689713
MTMMM
2:0Ki9O61
6:9669667
2:1419384
311.-11.
3969165
319000
7921x1
9:073:277
131:2819217
S MMA.
I 140:3549*91
DESPE/A.
Com o 11i.1n1.11io dos empregadoa
Mensahdade das criadas. .
Jorual dos enfermeiros. e serventes.
Dote e cnrluna! das exposlas. .
Cusleio dos eslabeleciineutus. .
Obra do hospital Pedro II. .
Fazendas ...'...
Iieiiorn..........
Medicamentos.......
Sanguesugas .......
\luguel da casa dos expostos. .
Reparos dos predios e casas, hospital
e expostos.......
Anniversario dos eslabelerimcnlos
oro.........
L'tencilios........
Despezas judiciacs.....
Conferencias do grande hospital.
Arrecadacao do subsidio dos vinhos
Decima proporcional das casas doa-
das por D. Joaquina Mara Perei-
ra \ minia, anterior a (limeo.
Prestaces pagas a mesma, segando
respectiva escriptura. .
Expediente e impretsoes .
Por saldo em calla, a saber :
Em lellras .... 1:0829145
Em recibo. 6:8839622
Findo.
87393698
2:1959744
708951)0
1:184)100
11:6959250
27:6ll>77l
1:l3i97:i0
8: -5553639
6:1829054
3199350
8259000
6489075
369800
369H18
r-59/280
3249330
MajOO
1089392
9
1029000
Correnle.
Tolal.
i:3lBO0
3:9209265
1:2709346
9
8:0423165
21:3529913
2:4199210
13:2488174
489000
-1375(1
71S656
2:2683805
829000
39912
1408120
9
9
3
489267
2:2.509000
853000
71:6059761
60:7839328
SOMMA.
t2:8628l98
6:ilrio009
1:9789846
1:1819100
19:737i15
49:3139684
3:5539970
21:8039813
6:2309051
6049100
1:7969656
2:9468880
H83800
75B1T3
7998400
3249330
808000
1088392
189267
2!?B090rjo'
leWSOOO
7:9659107
1:312748017
Ailininistracao geral dos estabelecimenioiJc caridade 3 de abril de 1856.
0 thesoiirc.ro, Jos Pires Ferreira. O esorivo, Antonio Jos Gomes do Correio.
110:3619403
N. 1,
MAPPA do movimento do grande hospital de cari-
dade. inclusive as pracas do corpo de poli-
ca, desde o I.- de abril de 1855 a 31 de
marco de 1856.
Existan).......
Entraran).......
! Curados ....
Melhorados .
No curados ...
Mnrroram -'^as "l' ,"ll,s <- entrada
(Depois disla -pura
F.xislcm.....
61 28
349 112
258 34
32 8
10 i
9 6
66 56
38 29
92
461
2!)2
40
17
15
122
67
N.3.
MAPPA do movimento do hospital dos lazaros, do
mi'iio de abril de 1855 a 31 de mareo de
1856.
Exisliam......
Enlraram.....
1 Curados .
Sahiram- J Melhorados .
. N3o curados.
Morreram ....
Existem......
N.2.
MAPPA do movimento da enfermara do corpo de
polica do I.- de abril de 1855 a 31 da mar-
cn de 185(1.
19 18 37
111 > 12
0 t) 0
(1 0 0
0 0 )
i 10 17
21) 10 30
Tolal.
Exisliam.
Kntraran
! Curados.....,
Melhorados ....
NAo curados. .
Morreram- N,"s -1 ';r'is de entrada
l'ep.11- desta poca .
Exisiem. ........
33
189
192
ti
i
o

12
N. i.
MAPPA do movimento da casa dos exposlos do pri-
meiro de abril de 1855 a 31 de marco de
1856.
Exisliam........
Enlraram......:
Sahiram........
Mnrroram- v"ls-J ,lorasl,e entrada
1 Depois desta poca .
Exisiem- JS* ca'
(Fora della. .
Stxos.
Adl.....islraoao geral dos estahclecimenlos d caridade 31 de marro de 1856.-------------~-------
O escrivAo,-Antonio Jote Gometio Correio.
131 175 :Xi
16 54 loo
0 > .
:i 7
56 63 119
13 58 71
105 1(H 207
BALANCO DA HECEITA E DESPEZA A OBRA DO HSPITVL l'EDIIO II V
RIFICADO D 29 DE MAIO DE 1819, A 31 DEMARCO DE 1856
'.....i. _
\
ado do primeiro jardim, com sessenla palmos de
frente e vinte e oilo de fuudo, levando sele travs
em cada um dos andares ; na parte que forma o pri-
meiro torrean acba-so em mlinnt,menlo a sua co-
berla.
Armu/.em de vveres.
Acha-se com trinla e ciuco palmos de alicerce em
frente e dez de altara ; lendo nove palmos de base e
os no ultimo recorte. Esta obra uo pode conti-
nuar por este lado em ratao do terreno nao ser pro-
prio e ser mister compra-lo.
Botica, e suasdependencias lado do Bal.
Tem cenlo cincoenla c oilo palmos de frenle, e
quarenla e dous de fundo ; acha-se coberla com
telhas, canos de esgolo feitos com cimento hidruli-
co e lijlo d'alvenaria batida, promptns a receber os
canos de chombo, cornija feila em toda sua exlensao
e fundo, lendo oilo j mellas de Ireze palmos sobre
sete, e urna jauella lateral, em cada andar tem seis
janellas e duas porlas para o jardim do recreio, lem
cincoenla e sele Iraves lodas lavradas a qualro faces,
em cada um dos andares, e pintadas a oleo para
preservar do cupira. Sua coberla lem nove linhas o
sobre ellas nove Ihosouras e pendureis com chapas
do tbraeadeiraa, esperas, parafusos, grampos, espi-
gues, hrabos, inilos de torca, e o mais que conslilue
urna cohorte feila pelo systema de pendurel, com
toda a perfcic.au d'arte, madeiras de pnmeira quali-
dade, sendo suas cabecas alcatroadas e forradas com
laboas de looro ; sua allura corresponde a 'odo o
edificio ; acha-se enllocando as grades de ferro as
janellas que sao em peso e qualidade das mcsiuas
dimenses que asdoccnlro.
Primeiro jardim de recreio do lado dn sul.
Tem cenlo o dez palmos de exlensao e setenta de
fundo, acha-se por um lado em allura de dous an-
dares, e pelo outro em respaldo do Iravejamento do
primeiro andar.
I.alrina e gabinete do servidolado do sul.
Aili io em altura de receber a coberla e o ludo
que forma o primeiro lorreao em estado de respal-
do, com cornijas feilas em roda de todo o edificio,
com os canos de lijlo c cimento hidrulico, om es-
ladu de receber os canos de cobre,'que dio esgolo
para o cano geral.
Morada do chefe de pharmacia.
Tem quinze palmos de frenle e vinte e tres de
fundo ; acha-se couslruida at a altura do recebi-
mento da cnborta.
Arraazem para differentes objectos.
Tem Irinla e oilo palmos de frenle e cento e cin-
coenta de fundo, com urna jauella lallcral c seis ja-
nellas nos olios, que lioiam para o segando jar-
dim de recreio ; acha-se a edilicacilu das paredes a
receber o Iravejamento de primeiro andar.
Segundo jardim de recreiolado do sul.
Tem cento e dez palmos de fundo sobre tlenla
do largo ; acham-se os alicerccs edificados na allura
do dez e qun/o palmos.
Dormitorio para os srvenles.
Tem cenlo c cincoenla palmos do (ando c Irinla
c oilo de largura ; acha-se em allura do primeiro
rceorle dn seguimentu das paredes cima do ali-
coree.
Tereeiro jardim de recreio.
Tem canto c seis palmus de fundo sobro solela
do larco ; acham-se os alicerces edilicados na allura
de dez e quinze palmos.
Canos das lalrinas com seos gabinetes.
Pelo lado do sul lem duzenlos c trinla palmos
feilos alo o tereeiro jart'im de recreio, e pelo lado do
norte ale o armazem de vveres que lem oilcnls
palmos de exlensao ; construido de abobada, com
lijlo de alvenaria batida, ludo o alio cora cimento
hidrulico, e tudoembneadii polo lado superior rom
seus gabinetes para o servico dos erapregadosenuar-
tos do servir das enlorrnarias.
Conlinunro da saleria coberla.
Acha-se em allura de alicorees enm dez palmos de
alio c seis nu ultimo recorte, circulando todo o aran-
de claustro, que lem setecenlos vinle e qualro
palmes de obra feila e dezoito de largura.
Atorros o estacadas.
Pe feilo um grande alerro defendido por una es-
lacada fechada com laboas de pinho, aterrado rom
areia, que em algumas parles teve de pmfunddade
vinle c cinco palmos e setecenlos e cincoenla de
compriraenln, e cenlo e setenta e cinco d largo em
fectita.
Hccebido da Ihesouraria provincial, im-
portancia das quolas voladas palas leis
dos ornamentos, de 29 de maio de
1849 at 31 de dezembro de 1855. 102:1X109000
Do bario de Beberibe, importancia do
saldo da -uliscripeo, piomnvida na
corte, em beneficio das viuvas c ti Ui -
dos que morreram nesla cidade em
defeza da ordem ; cujo saldo, segun-
do o parecer da commissAo, que pro-
rouveu a referida subscripQao, foi ap-
plicado para a cunstruccao do predito
hospital..........8:0809000
De Autonio Carneiro da Cunha, impor-
tancia da esmnla por elle dada para a
mencionada obra........ 109000
De Victorino Pereira Maia da cidade da
Parahvba, por raao de Uenrique Ber-
nardo de Oliveira, importancia da es-
mola por aquelle dada para a mesma
obra........... 1009000
De Augusto l'rcilerico de Oliveira, idem IHBtXK)
De om mu invino, idem...... 309000
Do fiscal das carnes verdes, importancia
liquida das mulla correspondentes a
1,346 rezes ua forma do respectivo
contrato..........13:5605200
Do tbesoureiro geral das loteras dosta
provincia, Francisco Antonio de Oli-
veira, importancia dos beneficios da
pninrira e segunda partes da segnn-
da lotera coucedida era favor da re-
Terida obra..........6:9669607
De Salusliauo de Aquino Ferreira, im-
portancia da parle que coubc ao re-
ferido hospital, as sociedades qne
gratuitamente Ihe deu o mesmo Sa-
lusliauo em diversos bilhetes de lote-
ra da provincia........ 31tt^XX)
De diversos, importancia da renda da
Diaria dos Coelhos....... 6269055
De dilos, importancia de madeiras ino-
liliaadas, pertcnrenles a diln obra. 303161
Pela importancia de maieriaes perlen-
cenlesa referida obra, que foram em-
pegados us conserlos da cesa dos
exposlos.......... 3969165
Por saldo a favor da caixa dos eslahele-
ciuieulos........
131:6215251
1:9939119
133:6149700
Dataesa.
Despendido com a compra de um terre-
no c olaria, que tem de ser demolida,
por passar por ella o hospital Pedru II 3:2009800
Com a cantara viuda de Lisboa para o
prtico do mesmo.......2:5163180
Com a compra de 1,551.886 tijolos-de
alvenaria rrossa, balida c de ladrilho. 21:2039107
Com 16,522 telhas........i u ,Vm
Com 315 ditas corladas......
Com 150 tclhes.....129000
Com 501 pasmos de dilo. 2503VXJ
Com 29} canoas de cal branca e preta,
enmend 10,781 alqueires ....
Com 8,100 canoas de areia.....
Com a compra de madeiras. .
Com cordes e soleiras de pedra .
599200
2929500
12&10M50
9:1305720
13:1009324
7579940
Com os jornaes dos obreiros e srvenles. 58:9879051
Com 23 grades de ferro, pezando 339 ar-
robas e 22 libras.......
Com 2,000 vidros de 17 l|I e II I3|I6
polegadas cada um, 2,830 ps e urna
pollegada.........
Com diversos objectos, como: canos do
cobre e de chumbo, guindaste, carri-
uhos de m.iu, linas, pus, enxadas, re-
tes, ca retos, tintas, ele.....
1:8331230
5219153
4:7803253
que ella prospere, o que n3o poder, devendo para
mellior de Irinla conlos de ris, e com um patrimo,
nio lo exiguo avista do seu pessoal; *is, porqu-
pedimos encarecidamente este favor, no a nos feilo,
mas a pobreza desvallids. e enferma, com especiali-
dade esses infelizes Lazaros e a innocencia, victima
da crueza de coraedea desn- tarados.'
l'ma aneiocta.Um dandy, desses que alm
de horrivelmente amacacados e pedantes, teem pre-
sumpees de palaciano, sendo pergunlado em urna
reunan por urna aenhora o que entenda por ma-
trona, responden muilo ancho :
Ora, nunlia senhnra !.. Matrona quer dizer
nal.,..
(i E poltrona '! Belnrquio a menina copa malicia.
O monslrengo respondeu rpidamente :
(i Pai, ni 111 ha senhnra!...
Quem poderia conter urna gostesa gargalhada
nessa occasiilo ? Pois a estupidez da- resposta foi tal
que alsumas pessoas que presentes se achavam, fica-
ram mudas: 1 maca fingi que tossia e foi escarrar
\aramia, e logo o tratado de paz enlre a Itussia e
Alliados foi trazido minioad rempara a pol-
trona nu pai do gosloso do gamenho.
Dominga da Trindade tere lugar na matriz da
Boa-Vista, um TE-DEUM por S. Exc. determina-
do, em accao de jracas ao Altissimo, por ler arran-
cado d'entre mis o cruel flagello do cholera. Cons-
ta-nos que o Sr. vigario tem-se esmerado em tornar
esse acto brilhanlec magestoso.
Dizem morar na ra da Citoria urna seris en-
cantada, mas horrivelmente mass.nle, quando abre
o par de queixos para jrorgeiar. Ent.io tuda ema-
dece. O ollicio da Virgem Santistima se cania de
mistura com urna chula, qued*iz assimarre la, nao
me amotineao depois o asqueroso e nauseabundo
ch-forlecom ocapinheiro de meo pai nio me
cortes mcu cabello.e ludo istn de tal sorte her-
rado que quem esla por perto escrevendo perde-se
uecesseriameute. Minha senhora Por caridade...
Antes de honlem, na ra de Hurlas, corra iim
negro atraz de urna negrinha; ella gritava, elle cha-
mava, ella gritava, e islo por toda ra erviodo de
espectculo aos moradores.
Em Serinhem acha-se lotalmentc exlnda a
epidemia,e be juslo que nao fique em esqnecimenlo
o rendeiro do engonho lluraniiein, qne sobre ser om
homem pobre, fez prodigios de sacrificios, pelos in-
digentes atlectados.
Ainda nao eicaruou ^como disse urna senhora)
a rna Velha, e he prmeira vez qae islo succede ;
sappoe ser porque ahriram no becco de J0S0 Fran-
cisco dnas vallados, e toda agua correr para aquel-
la ra, que nem tem vallados nem regos, nem co-
vas, nem buracos, s tem pontes do lijlos.
llontem teve lagar a procissao da Senhora da
Soledade, que hospeda na igreja de seu nome, re-
tirou-se a sua santa habitaran do Livramento, visto
a sua alta e misericordiosa raissao estar camprida,
como medianelra entre seus filhos e seu Divino
Esposo.
A prociiso esteve lirilhante e regalar, assim o
pessioio eslado de certas ras fiSo embargasse qoa-
si sempre a ordem que deveria ter. dimitido lou-
\ .me- muilo o aceio da irmandade e brilhanlismo
dos andores, e o innocente cortejo de innocentes
meninas, lodas uniformemente (rajadas de branco,
que alegres acompanhavam o andor da virgem dt
Soledade. 7
Con a retirada para a Europa do Sr. Dr. Seve,
provedor interino da saude, enlrou para a mesma
1'iler 1 ni lade o Sr. Dr. Possidonio.
.Na estrada da Passagem da Magdalena para a
poMiaco dus Remedios, ha tantos atoleiros que nin-
guem pode tr.1n.1tar por aquelle lugar.
Al amanha.
133:614,3700
06.seri<7fr<.
Nos 133:6149700 em que importou a despeza, esta iucluida a quanlia de 1:2359080, que segundo as or-
dens do Exm. Sr. presidenle da provincia se despendeu com a factura de quartos para loucos, uo gran-
de hospital de caridade, pelo qoe deduzindo-se esta daquella [quantia. fica importando a despeza em
I32:379962IK), inclusive us 3:2IX>9800, porque foi comprado o terreno e otaria que se menciuna neste ba-
lando.
O lijlo empregado na obra do hospital Pedro II oustou, pelo termo medio, 16.9670 o milhtiru ; a te
Iba 293919; a cal 31 i rs. oalqueire, e a areia 1,127 a canoa.
Administraran geral dos eslabelecimentos de caridade 31 de marro de 1856.
O escrivAo, O tbesoureiro.
Antonio Jos tiomes to Correio. Jos Pires Ferreira.
Kelarao das castaduadas por D. Joaquina Mara Pe-
reira Vi una, aos eslabeleciinenlos de caridade,
no valor de 100:0005.
Btdrro do itecife.
1 Casa de sobrado n. 15, rna da Cruz.
2 dem Idem u. 9, ra do Codorniz.
3 Idem idem 11. i, ra do Cosa.
i dem idem n. 25, ra da Sen/alia Velha.
5 Idem idem n. 30, 111a da Cadeia.
6 Idem id ni n. 5, dita da Lapa.
7 Idom 1 -1'( 1 11. 26, Iravessa da Scnzala Nova.
8 Idem idem 11. 30. travessa da Semala Nova.
0 Idem idem n. 93, ra dn Pilar.
10 idem idem 11. 95 na do Pilar.
11 dem idem n. 07, ra do Pilar.
Bairro de'Santn Antonio,
12 Casa de sobrado 11. 18, ra do .Aillegio.
13 Casa desobra do 11. 13, largo do Caruio.
I '1 Idem idem n. 3, ra Urcita.
15 dem idem 11. 5, ra Direita.
16 Idem idem n. 7, ra Direila.
17 Idem terrea n. 123, ra Direila.
18 Idem idem n. 11, Iravessa do Caroereiro.
10 Idem idem n. 13, Iravessa do Carcereiro.
20 dem idem n. 17, Iravessa do'Carcereiro. i
21 Idem sobrado n. 3'.), ra da Boda.
22 Idem idem 11. 16, ra de Sania Cicilia. !
23 Idem idem 11. 43, ra do Padre Florlano.l
24 dem Ierren n. 38, ra das Cinco Ponas.
Adminis-tracAo geral dos cslabelecimenlo^ de ca-
ridade 31 de marro de 1856.
Conforme. OescrrfSo,
Correio.
Antonio Cenes do
PAGINA AVULSA.
IBUDiS ISHA 2
Nilo so entend de sorlc alsuma o aviso^ue ''"
zeinos, com os moradores do sobrado amarello, con-
fronte ao palacete da ra Augusta, e su sim ruin
os moradores dos aposentos qoe Iieam por baixo
dessa casacome be o nosso C. A".'!
Hospital iO$ /.oraros. Tratamos de indagar
minuciosamente o que bavia a rospeilo desle enfer-
mo Jos Theophilo da Cusa, que por ahi anda : em
vista de docomentofl irrefragaveis o que podemos e
devemos dizer be :que se Theophilo anegara entrar
para dentro do hospital dos Lazaros, irremissivel-
raenle sera clima de seus infelizes companheiros
do enfermidade. sera quo o relenlo poisa obstar:
que se Theophilo nao for victima, elle le/a de ten-
tar novos disturbios, nimn ja lez*que Theophilo
nao lia expulso, mas sim fugira daquelle hnspilat:
que a digna administraro esl de ludo informa-
taes sao os embarazos cm que actualmente1 se acha
quando quer remediar males dessa ordem.
A adminislracao dos esfabelecimentos I dn can-
dado devia nu 1de maio a quantia de 31:17,59678
rs., nunca menos, e llana a haver a quanlia de rs.
21:7429129a. J boje porlenceinos a nova irmanda-
de da Misericordia desla cidade, c como tM desoja-
mos que prospere e se desempeuhe; masiccmo, se
ns seus devedores de alguma surlo so hariesquecido
dns ciiuipromissos que ten) para com essa pia e po-
bre iMsiiiuienu Pedimos em nomo de /quasi Ire-
zenlas pessoas, a quem a administraran lmenla e
cura, que tendo-sede orsansar a irmaut'adc da Mi-
HEPARTIQAO DA POLICA.
Secretaria da polica de Pernambuco 8 de maio
de 1856.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das differentes participarnos boje rece-
bidas nesla repartirn, consta que se deram as se-
grales orenrrencias :
Foram presos: pela subdelegada da freguezia do
Itecife, o prelo Ambro-io Izidro da Conceicjlo, e a
parda Francelina Mara de Oliveira, ambos por de-
sobediencia, a parda Francisca .Mana da Conceicao,
por desurden., e o preto e-craiu Joaquim, por *fa-
gido.
Pela sabdelegacia da freguezia de S. Antonio,
o prelo Jos Bezcrra, por suspeilo em crime de
furto.
Pela subdelegara da frtgnezia da Boa-Villa, o
pardo J0A0 Francisco da Cuuha, por uso de armas
prohibidas, eJelo Francisca Coelho da Molla, por
desordem.
E pela subdelegada da freguezia de S. Loureoco
da Malta, o pardo Francisco Antonio de Oliveira,
por briga.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. conse-
Iheiro Jos liento da Cunha e Figueiredo. presiden-
le da provincia.O clicfo de polica, Luiz Carlos
de l'aha Tei.veira. ,
otario be ^crnosntmc.?,
A assembloa approvon honlem um requerimenio
do Sr. Florencio, para que fosse remeltido com-
ir.issAo respectiva o reqerimeulo sobre a casa de de-
le ncao.
Approvon em primen a discussao o projecle o. 7,
que crea urna cadoira de prineiras lellras em Ita-
pissuma, e passaudo a apreciar as posturas de Ca
mam, enrerrou-se a sessao, porque verificou-se
nao haver casa.
A ordem do dia de boje he a discussAo do projee-
lo n. 5 desle anuo o a conlinuacao da de honlem.
As dalas de libianna chegam a 4 do correle. Em
consequeucia da exlincrao da epidemia naquella ei-
dade, ja se linha celebrado um Te Dcurn Laudamos
na igreja matriz, e, pelo mesmo motivo se projeda-
va anda outro. Os mdicos que se achavam em com-
mis.u em oulros pontos da comarca, tinham regres-
sadn para a cidade, assim como diversas familias
que tinham abandonado as suas propriedades, rolla-
ran) para ellas. Calcula-sc 0 numero dos fallecidos
em toda a comarca em oilo mil pessoas.
Tierna ebegadoo joiz de dircito efieclivo daquel-
le lugar de sorte que cessara o dominio da imerini-
dado. A safra futura que promeltia urna magni-
fica rolbeila, lalvez uo de o resultado esperado, pois
que nao se poderam limpar as cannas em lempo, e
poucos senhores do engonho poderAo Irala-las em
consequeucia lia falla de bracos.
As noticias de Podras de Foto de 5 do correnle,
sericordia. conven, e conven mallo que sej.m re- ,a' ^ "cSo era m e^aJo 1 ng iro st.isf.c-
cnlhidas essas quanlias, cora as quaes a,'administra- lono """ ^
- cus empenbos. para que a
Recebemos noticias da villa da Campia Grande,
ellen le -1 iieuhiini dns devedores da caudado, por- perteocente a provincia da Parahiha ; apenase re-
que julgamos lodos probos e caridosos,' mas como j ; ferein 1 epidemia, a qual, depois de fszer rendes
hoje perleiicemos ,(etp falla de irniAos lalvez) a be- 1 estragos, se achava quasi extractaren) todo o rauni-
cAo tem de salisfazer
hom en principie calma c desempedida
Esle nosso pedido nem por pensameailo lendo
-j-----.- -n ----------^----- --------- ..^---------- ------------------- nsy-. r ------------------\----- .-------------.. ........ ., ..- rsiidl^n
la, sem que ptssa de surte alguma providenciar, I uelica irmandade, e desejaudu nos anciosaniente I cipio.

"

MUTILA
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ILEGIVEL



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DIMIO Bl PlMilBCI SEXTA FflRA 9 DE TRtlO tB ISfg
Sr. redactor*.Qaando o medico hbil re-
ne a toa pericia i caridad, desenterrase e o amur
da humanidade, inspira aem duvida ios que lem a
felicidad* de serera por elle tratados a mais cordial
svmpatbia, a roais sincera Rratidao. Neste caso es-
' ta o diatincto medico e Illm. Sr. Iir. Jos Muniz
Cordeiro iUhy, a quero pe{o desculpa de assim of-
lendar a aua modestia, dando este lestemunho nao
equivoco de admirarlo e profundo agradrrimento,
que em mim prodotiram as suas tao eminentes qua-
lidades. Vendo a dedicacio coro que o Sr. I)r. Gi-
Uhy ae prestara sempre em soccorrer aos pobres, a-
cudindo iinmadialamente a todos os que a elle re-
corriam.qoer de noile.quer de dia.no maior furor da
peala ; lando lldo em tninha casa doeotes, a qocm
elle prodigalisou os seus cuidados, manifestando o
tasior inleresse pelo reslabelecimento dos enfermos,
sttrigiado palavras que animavam o semblante des-
tea, qu oom olhar eheio de gralidSo reconheciam a
boadaee de Uo;intelligentem edico ; todas estas cousi-
(lerajoai, Srs. redactores, me movem a poclamar as
I****'** ? Ma conceitoado Diaria as elevadas qua-
lidada* do Sr. Dr. Gitahy, em quem recwnheeo uin
dos medico*, que mais se tem distinguido em soccor-
rer a humanidade em lito triste poca. Dos o re-
compensar de tantas fadigas, e do sacrificio do seu
riponto, que elle abandonava para soccorrer aos in-
leliis doenles.Jlo Chryosloino Simoes do Araa-
ral.
if
C O
-- a.
o ^
Senkm> rtiatffs. Const.indo-me que al-
Mus KraflRcu inimigos ou desairelos tem
aUeieeamente propalado por aqu e por ooiros lu-
eea, que ion en o autor das correspondencias que
B (ido publicadas em seu importable jornal, sob
a Brma de ai Iguarjssnense ; assim como
que de mim partem at malignas normacoes* ou a-
pontamenlos que para a Pagina Avulsa se
tem dirigida dtsta villa ou de seus suburbios coulra
Dr. JoSo Honorio Bezerra de Menezei, medico que
aqai esleve, enaarregado pelo coverno de curar as
pewoas indigentes este termo durante a mortfera
influencia do eholera-morbus, e uAo querendu. nem
devejdo eu consentir qne, eom o malvolo intuito
*e aBquistsrem-me, se me continu a imputar a pa-
.rnMnde de faetn que nao praliquei e que~ jamis
Eilicatei, pois supponho atsaz reprovave o proce-
meoto de quem ra afasia e impunemente ferir, ainda mesmo a seus
inhaigos, voo rogar-lhes que a bem da verdade se
dignem declarar abaizo'desta, se com elleilo taes
correspondencias e iuformacoes lites foram ou nao
per mim enderessadas, certos de que com isto e com
a i n seres o da presento em seu bem conceiluado
Orrrpoito obrigado Ihes ficur o de Vmcs. ve-
nerador e criado attencioao
Joan Francisco do Amaral.
Igoarass 26 de abril de 1856.
lublicacoe* a **.*<>.
IMV LAGRIMA
de dor c de saudade, vertida por occasiao
da morte do meu charissimo primo e
amigo, Joiio Sigismundo d'aVlbuquer-
que e Mello, oi'erecida asua inconsola-
vel familia.
Mais nm trille eiemplo acaba de ser dado a vir-
tudo r meo primo e amigo JoaoSigismundo d'Al-
buqueTque Moli cerrn seus olhos no somno do t-
mulo, ana alma despendendo um voo para as re-
gios ethereas, foi sondar os mysterios d'alem vida e
agasalhar-se no sei i |de Dos.
O Sr. Joao Sigismundo p'Albuquerqne Mello, era
nm aojo radiante de virtude que appareceu uo meio
deste vacuo corrompido. Quaodo apenas conlva
Tinte um auno de idade, veio a paluda e descarna-
da morte em marcha ufana por termo a seus flo-
ridos das, e roobar da m.u carinhosa, fllho amado,
a prenda mais preciosa que havia gravada no ngulo
do sen corarlo 1
Ah pillido eipectro de sangrenta morte, que
iaexhoravel o mortal persegues, por toda parte por
onde o destino o leva, perqu to cedo te cevaste,
brbaro, na vida preciosa desse amigo, que era guar-
dada por soas manas, pelo pai sincero, pela mai ca-
riuhosa e desvedada, que perderam sen filho, o forte
esteio, a estrella do seu futuro !
Para que roobaste aos amigos trio verdadeiro e sin-
cere? Para qne apagaste o fogo em um coradlo
generoso e liberal, que s respirava o amor da
patria 1
Mas na lo(Ki do sepulcro baixou sobre sen ca-
dver, a memoria de seu norae perpetuamente com
saudade sera conservada por sua inconsolavel fami-
lia e por todos aqaelles que liveram a fortuna de o
conhocer.
No correr de sua vida nunca esqueceu obrigacoes
de amigo, deveres de bom filho, sabendo respeitar as
lea da patria, da patria que o vio nascer, e que lan-
lo araou por ser do pai, por ser tambem de suas
charas manas.
Ella boje he p !., Camprio-se nelle es-a lei ne-
cesaeriaque pasa sdtfre a trra toda a humanidade I
Morreo. roas sua lerabranra sera eterna An
noeaos coraedes, e nos dos seus numerosos amigos,
*m qaaulo respirarmos sobre a Ierra ; servindo-nos
da consoto que sua alma radiosa fruir a posae dos
bem qoeo supremo autor da natoreza para seus es-
colhidos reserva.
A Ierra Ihe seja leve.
Por J. /., A. S.
Recife 8 de maio de 1836.
=* 2.
ol-
En abaixo assigoado labelliao publico nesta cidade
do'Kecife de Pernambuco certifico, que por parte do
Dr. Jos Mamede Alves Kerreira me fui apresenlado
ora Ululo de aforamento feilo pela presidencia do
provincia ao dito Dr. Jos Mamede Alves Ferreira,
em data de 20 de noverobro de 1855, do terreno da
marihha numero 55, que se acha alagado e sem
beneficio algum, sito na fregoezia da S. Jos desta
dita cidade em frenta a ra Imperial dotado da mar
grande, reqoerendo-se-me em nome do dito foreiro,
qie exlrahisse em pnblica forma a lerceira condicao
do mencionado titulo do aforamento, a qual he da for-
ma e Iheor seguale:
Terceira ; que a conces-ao desle aforamento nao
prejudica a qualquer projecto de obra publica, prin-
cipalmente pelo que respeita a estradas e ras, de-
vendo ser scinpre cedida qualquer porce de- terreno
que para taes obras fer necessta, entrando oeste
numero o que por ventura for preciso para a estra-
da de ferr, qne se projecta construir em direrao
aoanl da provincia, tZT" independente de qoalqer
indemnisaran.il ,iT3 Mais se nao cnntinha em dita
terceira condicao aqu lielmeute copiada do sobre-
dito titulo, ao qual me reporto, e vai a presente sem
eoosa qne duvida faca, por mimttabelliao escripia e
aangnada nesta cidade do Recife de Pernambuco aos
6 das do mea de maio de 1856. Escrevi eassigno.
' Em lestemunho de verdade O labelliao publico,
Luir, da Costa Porlocarreiro.
4.
IMra. 8r. redactor do Liberal Pernambiicano,
O abaiio aasigoado deeeja lhe maitas venturas e
prosperidades e por e9ta occasiao roga-lhe que lenha
a bnndade de declarar-lhe se lenho fornecido-lhe co-
pia oo inforniacoesde qualquer especie a respeito do
arsenal de marlnha, ou dos individuos qne nelle
mandara, ou obedecen! ; permittiiido-me, qne de
sua reaposla faca o uso, qne en julgir conveniente.
En son de V. S." oiuilo venerador e servo, Jote
Jouquim Pibeiro Pimentel, constrntor naval.
Recife 28 de abril de 1856.
~j? m resposta a carta de V. S. tenho a " f**i* ^' n' ,enho recebido copia, nem iofor-
naC'io de uualquer especie a respeito do arsenal de
marroha. ruem assim nao lenho a honra de conhe-
i v. j* De minha resposta pode.V. S. farer o
ao que lhe convier. Sou de V. S. altelo venera-
dor e criada,, y05o de Preilas Barbosa.
Illm. echarissimo Sr.Na qualidailede facultati-
va de hospital deata veoeravel ordem terceira, jul-
go-me na indisp<%nsavel ohriga(ao de aprescnlar a V.
C. aretajao demonslraliva dos enfermos cholencos
qne a elle fram recolhidos e tratados rlurante
maior iatensidade Ja epidemia, que infeliimenle ac-
commellea esta cidade.
Coosidern-me nind obrigado o informar a V. C
queporlaram-se digna.nenie os uossos charissimos ir-
mios ci-minislius e lomos,reverendo padre Joao
Jos da Cosa Ribi Theodoro Machado Freir
Pereira da Silva, i uetinidores Francisco Jos de
Araujo, e Antonio Nobre de Almeida, nao s pela
sua assnidadc, mas tambem pelo zulo e caridade que
desenvolvern no cumprimento de suas bbriga-
det.
fao deisarei de declarar que o meu rompanhei-
ro e collega Francisco Jos Cyrillo Leal, foi incan-
savel na prestasao de seos imprtame serviros, que
liveram sempro o cunhoda intelligcncia e da melbor
vootade. Lllimamenle direi que os nosso irmaos
de nm e outro seso, residentes no hospital, volunta-
riamente se prestaran! ao servido dos enfermos nao
obstante o seu estado valetudinario: e que os enfer-
meirose serventes cmnpriram sempre os seus deve-
res, e eiecularam com limpeza e promptidao ludo
quanto Ihes era ordenado. Nao concluirei esla mi-
nha informarlo sera faier honrosa e especial men-
ai do modo alienao do, e do desvellado zelo e carinlio com qae se tem
havido para com os nossos irmaos e enfermos em Ira-
lamento no hospital, assim como no deiiarei delei-
lemonhar os mens sinceros agraderimeotos a V. C.
aos nossos irmaos e mais pessoas que roo coadjuva-
ram em um tao importante trabalho.
Dos goarde a pessoa de V. C. felizmente. Hos-
pital de Todos os Santos da vcneravcl ordem lercei-
, ra de S. Francisco da cidade do Recife, 2-2 de abril
de 1856.IHdsIrissimo e charissimo Sr.Jos Marce-
lino da Rosa, muilo digno ministro. \ligutl Feli-
cto ta SiU-a, cirurgiao.da vtneravel ordem lar-
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I'eriodos da molestia.
Manhaa.
larde.
lloras de eslada no hospital
Curados.
Fallecido'..
Hoinens.
Mulheres.
Terceiros.
Invlidos.
TOTAL.


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dem terrea n. 8, roa Velha.
dem sobradlo. '.>, por acabar, ra da GldTia.
dem terrea.n. 10, S. tioncalo.
dem dem 11, S. (jonjalo. /
dem dem n. 12. ra do Sebo.
dem dem n. 13, ra dos l'ires. /
dem dem n. 11, ra do Rosario da li-m-Visn.
dem sobrado n. 16, ra daCadcia do .;;,., ,i,..
dem dem n. 17, ra da Cadeia do ferile.
Idevn dem n. Is, ra da C.adeia dn Recife.
dem dem n. 21, ra da t'.adea ii0 Kecife.
dem idem n. 98, ra da Madre ije |)C08.
dem idem n. 23. na da .M., ln. ,i n,.s.
dem sobrado n. 21, ra da M^dre de Dos,
dem idem n. 2.5, ra da Sjilre de Dos.
Idem lerrea n. 26, rap, Madre de Dos,
dem dem n. 27, ra -a Madre de lieos.
Idem dem n. 2S, ru da Madre de l)eos.
dem dem o. 2. Ta, da Madre de Dos,
dem dem n. 36, ra da Madre de Dos.
I hesouraria aa conselbo administrativo do patri-
monio dos orphao, 21 de abril de 1856.O Ibesou-
reiro.J-Jaquim Francisco Duarle.
fi0i000 %Zltimf)$.
Maranhao e
Para.
O palhabotc LINDO
PAOLILTE, capitSo Jos
PintoNunos, sefjuc 'com
'.btevidade aos portos in-
^ dicadot, alla-llie um tr-
ro do sen carreijamento, pata o qual
ttata-secom o consignatario Antonio de
Almeida iomes, na ra do Trapiche n.
1(, legando andar.
Para o Rio de
Janeiro.
Recebe alsuma carga o brigue nacional a Flor
do Rio u qoe segu em poucos das por 1er prompla
boa parle da carga. O mesmo navio precisa para a
tripularlo mariulieiros naciunacs, os quaes engaja
a soldadas yaulajosas. I'rata-se para carga e escra-
vos a frete no escriptorio dos consignatarios, ra da
Cruz n. 19 1." andar.
Para o Porto segue ate o da I5. gue nacional nS. Jos, o qnal tem grande parte do
seu carregameulo promplo : para o resto da carga e
passageiros, ira i a-so com os seus consignatarios Fran-
cisco Alves da Cunha & Com panilla, ra do Vigario
n. 11.
para Lisboa
sahirn com toda a brevidade o patacho portuguez
Urilhante, capilao Antonio Braz l'ereira ; para
carga trala-se com o mesmo capilao, oo eom o con-
signatario Domingos Jos Fereira (iuimaraes, na
ra do Queimado n. 35.
iaranh&o e Par.
Segu em poneos das o brigue escuna biasileiro
Graciosa ; recebe carga e passageiros : trata-se
com o consignatario Jos Baplisla da Fonseca Ju
mor, na ra do Vigario n. 23.
da

i
o


S, da praga
oomo
O livro do mez Marianno angmaniioQ de varias
orasoes, nico usado pelos devotos di PENHA :
vende-se smento na livraria ns. 6 e
Independencia, a dez tustoes.
AVISO.
FIERRE PUECII faz scienteas $
pessoas que ficaram a devt r a so-
ciedade de P1ERRE PU CH i\ $fr
BLONUEL, de nao pagarer i senao gj
aoabai.xoassignado, visto ti i-com- S
prado a parte pertencente io socio f&
HLONDEL, em 8 de ah i I pro- 3
\imo passado.P1ERRE UECH. j*
Ww -^, ... -<, ,.> - Qualquer pessoa que Jquizer um
bom piano horizontal em perlfcito estad/)
excellentes vozes, que se da' por meta-
8 do seu valor, pode v-lo na ra da
Cadeia do Recife n. primeiro andar,
escriptorio do Sr. Barroca, e saber o
preep, na rita estreita do Ro
sobrado, do meio-dia a's 5 d
Para a
Bal
na
agae em poucos das o bem conhecido hiale brasi-
evo Castro, por j ter a maior parte da carga a
bordo : para o resto trala-se com seu consicnalario
Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz n. 54.
Frela-se para os portos do sul al ao Rio da
1 rala o brigoc brasileiro nMaOrao, de qoe he cai
tao Jos Joaquim Das dos Prazeres ; quem o (Jre-
tender pode enteoder-se com o mesmo capilao, ou
com Amorim Irmaos & Companliia, ra da Cruz
n. 3.
A sumaca ctlloriencia, que segue viagem pa-
ro a Babia, precisa de 4 marinlieiros tiacionoes.
O patacho brasileiro Esperanza, que segue
viagem para a Bahia, precisa de 4 ou 5 marinheiros
"acionaes.
RIO DE| JANEIRO
segue no dia 16 do correnle me/, o patacho trBom
Jesuso, para o resto da carga, passageiros e escraros
a frete trata-se com Caetano Cyriaco da C. M. ao
ladodoCorpo Sauto n. 25.
Para o ('ear
o hiato nNovo Olmda recebe ainda algoma carga!
miada al seita-feira ao meio dia, e segu sabbado
iinprelerivelineule.
^.
m. ^_ CAMBIOS.
sobre Londres, 27 3|* a 28 d. por 18
a Paris, 355 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acsoes do Banco, 35 OO de premio.
Aeces da companhia de Brberibe. 543000.
Acedes da companhia Pernambucana ao par
Ltilidade Publica, 30 porcenlo da premio,
e lnderonisadora.sem veodas.
Disconto de lettras, de 10 a 12 por O a
_ METAES.
Ouro.Onjas hespanholas. .
Moedas de 69IOO velhas
69*00 novas
18000. .
Prata.Patacdes brasileiros. .
Pesos columoarios. ,
1 mexicanos. ,
285 a 288.500
. 169000
. IfijOOO
. 98000
. 28000
. 25000
. I586O
ALFANDKC-A.
Rendiraentododia 1 a 7 ,
dem do dia 8. ... .
y2:870S6l8
25:147647
118:0183265
consignada a N. O. Bieber A C.,
guinle :
2.350 barricas bacalho ; aos mesmos.
Hiato nacional aCapibaribe viodo do Aracaly,
consiEnadoa Luiz Borses de Siqueira, manifestoo'o
seguinte :
46 caitas velas decamauba, 218 couros salgados,
27 mullios com 270 courinhos de cabra preparados ;
ao consignatario.
21 caixas com velas de carnauba ; a Manoel Jos
de S Araujo.
1 caixao com 100 pares de coturnos ; a Jos Con-
nives Malvcira.
4 pandes com 13 arrobas e 26 libras de carne sec-
ca ; a Manoel Antonio da Silva Aniones.
72 caitas velas de earnauha rom 98 arrobas e 28
libras. 5 molhos eom 100 courinhos de cabra, 57 sac-
eos com 28 meios alqaelres de gomma, 1 embrulho
e 1 encapado com pennas de ema, I barrica com
carne secca ; a Joao remandes Prente Vinna.
141 couros salgados, 224 molhos com 5:600 couri-
nhos de cabra, 200 meios de sola, 286 caixas velas de
carnauba.
CONSOLADO UERAL.
Rendimenlo do da 1 a 7..... 6:1598157
dem do da 8....... 1:8408512
Daearregam hoje 9 de maio.
Ilarca inglezaSpring Bokmercadoriae.
Barca ingleza/. Thuricltaixas c ferro.
Barca inzlezaMidasbacalho.
Barca iuglezaSnowdonbacalho.
Brigue ioglez Carolineidem.
Brigue ioglezRoben Bruce carvio e peras
ferro.
Patacho americanollosamondfarinha.
Patacho americanoAcoiafarinha e raercadotias.
Patacho suecoOtcllodem.
IMPORTACAO.
Brigoe inglez Oden vindo de Liverpool, consi.
gnado a Johnston Pater & C, manilestoo o seguinlo-
b.l fardo e 12 caixas fazeudas de algndao, 2 diU,
ditas de 13a, 4 ditas sellins, 1 dita eslojos, 1 dita i
barricas drogas, 50 ditas manleiga, 4 ditos tintas -i
ditas ferragens, 8 barris oleo de lialiara. 2 barncil
1 caita cotelaria, 16 barricas e 61 gigos louca .,
Johnslon Pater & C. a
1 embrulho peneiras ; a J. llvder & C.
1 barril agurdente, j gigos garrafa vasias, 1 oes.
lo e ( canas mantimenlos, 1 barril agurdente ; a
J. da Costa Neves. '
6 fardos fazeudaa de linho, I caita carnizas de al-
godao, ..ditas meias de dito ; a James Crabtree &
Companhia. tt
1 caita e 3 volumes tom orna cart-eca completa, t
barricas ferragens, 1 fardo fazendak de linbo, 1 em-
brulho miudeas, 1 caita peilos'para carnizas; a
James Uallidav.
manifeslou o se- ministrado do cemiterio, tem de receber das pessoas
a quem perlenciam os cadveres de cholencos in-
humados no mesmo cemiterio, nos me/es de feve-
reiroe marco ltimos, a importancia das respectivas
sepulturas.que nao foram ainda pagas, qoer relativas
pessoas livres, quer a escravas ; e para o referido
recebimento marca o prazo de nm mez, contado di
data desta, lindo o qual se proceder a cobranca ju-
dicialmente.
Procuradoria da cmara municipal do Recife, 28
de abril de 1856,
O procurador.
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Pela inspecelo da alfandega se faz publico qne
no dia 12 do correte depois do meio dia so hao de
arrematar em hasta publica a porta da mesma re-
partcao 4 caixas da marca diamante CI" travessao,
com :ii arrobas de peras seccae, avaliada a arroba
em id rs. total 1445 rs., vindasde Lisboa pelo pata-
cho portuguez uRapidon, e abandonada* aos direi -
tos por Francisco Severiann Rabello & Filho, sen-
do a arrematarlo livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 8 de maio de 1856.O
inspector, Benlo Joto FernaudesBarro6.
74991699
i-MVEUSAS PROVINCIAS.
elimnenlo do da I .i 7.....
dem do dia 8 ...
8109388
StsjjSU
&edarot0e.

8698932
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
8 DE MAIO DE 1856.
,lavr5Barca franceza oEmma Malhilde, Lasserre
& Companhia, 2,500 couros salgados,
ti'lirallarBrisue hambureuez Berlha, Isaac, Cu-
rio iV Companhia, 150 barricas assucar branco.
ralmoutbllrigae in^lez Bell, Timm & Compa-
nhia, 1 227 couros salgados.
PortoBrigue porluaoei t8. Manoel I( Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 barricas assucar bran-
co e mascavado, e 23 cascos com mel.
ValparaizoBrigne hamhurguet Maion, Viuva A-
morim & Filho, 610 saceos aisucar brauco.
Exportacao .
Rio do Janeiro, brigue brasileiro oElviran, de I8t
toneladas, conduzin o sesuinle :38 caixas e 12 Tar-
dos rateadas, 66 hcelas massas, 310 meios de va-
q1oai'i.1,,a8 MCC0S e 10 uarr'cas com 6,501 arroba
e 18 libras de assucar, 75 pipas agurdenle cachaca,
8 barris espirito, 600 coco com cases.
Rio Grande do Sul, barca brasileira Santa Maria
Boa Sorteo.de 226 toneladas, condnzjo o seguinte :-r-
1,050 barricas assucar, 217 meios de vaquetas.
CONSULADO PROVINCIAL.
1 barril agurdente, 2 ditos cervpja, lo gigos czar- Hadimento dodia 1 a 7. .... 6:5:128966
fasvatias,lbarric, 8caixase 2 estos anlimen- Idem do dia ....... 1:8528241
s : a FTnnla .. I.,, ,. .
A cmara municipal do Recife arremata os
materiaes velhos, provenientes da demolido da ca-
sa meia-agoa, sita na roa do Caes, prujectado ao
norte da ponte velha do Recite, desapropiada au
cidariao Antonio Jos de Magalhaes Bastos, enear-
regando-se quem os arrematar da referida demoli-
lo. Os pretendentes dirijam-se por pciicao a' mes-
ma cmara, ofTerecendo o prero por qu Ihes con-
vier arrematar. Secretaria da cmara municipal do
Recife, 8 de maio de 1856.O secretario, Manoel
Ferreira Accioli.
A reparlirao das obras publicas contraa para
a obra da casa de detenro, o fornecimento de 72
gradesde ferro para a jaoellas das pris?s do rai
do sul, com 5 palmos em quadro, e duas ditas gran-
des para as janellas da exiremidade* do mesmo raio,
segundo o modelo das eropregadas no raio do norte!
Os pertendentes dirijam.se a mesma reparlirao com
sua resposta no dia 15 do crreme ao meio da.
Secretaria da directora das obra publicas 8 de
maio de 1856.O secretario, Joaquim Francisco de
-Mello Santos.
8:3858210
S&otUssteitto >j) potto.
lo ; a Ponte & Irmaos.
7 barricas ferragens ; a S. P. Jbhnston.
20 caixas queijos ; a Manoel Joaquim Ramos e
3IIV3.
2 caixas farendas do 1,1a, 11 dilasdilas de algodao:
a J|. Gibson. *
n1d^rl!|l^*,faK'i0'ra2endas aelaa,-5.litosdi- .\avios entrados no din 9.
de linho. Idila dila de &*2ttESfc\!2EE5S,J* lranc.se, de Vasconcellos.
5 caixas' fazend. d. UL, MsX .1- "SSKr*** hr.C,.e bremen*e Dorolheao,
godao, 15 caitas fio de dito ; a Adamson & Compa-
nhia. '
4 caixas fazeudas de algodo, 1 dita ditas de diln
e laa A. C. de Abrcu.
11 fardos fazendas de algodao ; a roncera Medeij
ros Oc C.
6 dilos o 9 caixas fazendas de algodao ; a N. O
Bieber & C.
i caixas fazendas de algodao e laa ; a J. Koller &
Companhia.
11 ditas fazendas de algodao.60 taixas de ferro ;;.
Rosas Braga & C.
4 caitas melal amarello.1 barrica ^regos de com-
posig.lo, 6 caixas e 25 fardos fazendas de algodao ;a
Isaac Curio.
2 barris Unta : a Borle k\ Souza.
1 caita meias, 1 dita seda e algodao, 5 fardos co-
bertores, 8 fardos e 18 caixas fazendas de algodao ; a
Fox Brothers.
23 fardos fazendas de nlgodao, 1 caita ditas de
la, 100 barris barrillo-, 1 raixa com 1 burra de fer-
ro, 2 barris agurdente, 2 rlitos ervilhas. 12 presuo-.
tos, 1 caixa cha, 2 das bolacha, I dita queijos a
ordem. ,
2 fardos fazeudas de algodao; a lame Ryder/.,
Companhia.
2 saceos amostra* ; a diversos.
Brigue ioglez Caroline u viodo do ftfft'on,
11
1
--------"*- -....*, xiimic ni i .-tirii-f | r.ji i.i|;].',i ,
de 20* toueldaj, capilao Joham II. Fangmevcr.
equipiRem 10. carga f.izondas e mais gneros"; a
C. J. Aslley & Companhia.
iVarios taliidos no mesmo dia.
LiverpoolBrigue inglez Partesan, capitn A.
^ Sangster, carga assocar e mais gneros.
SlockolmoPatacho sueco Iduua, capiliio C. J.
Wessman, carga .usurar e couro.
Rio da PrataBrigue hespanhol -Chulo, capilao
Feliciano Rodrigues, carga assucar.
oit*c$.
0 Illm. Sr. inspector da lliesouraria da fa-
ada desla provincia, em virtude da ordem de Si,
fcxc. oSr. marqoez do Paran, presidente do tribu-
nal do Ihesouro nacional, de 28 de marro prximo
paseado, manda fazer publico que desla dala a 30
das tem de haver concurso para se preencher a* va-
gas de pralicanles existentes na meima Ihesouraria.
Secretoria da Ihesuuraria de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento do official-maior,
I.uit Francisco de Sampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Recife,
declara, para conbecimenlo de quem competir, qua
em virtude da ordem qoe lhe expedi a mesma c-
mara, acoBipiobada da retas!) remettida pela ad-
& CONSELIIO ADMINISTRATIVO, kf
$$ O consclho administrativo tom de com- fQ
@ prar o seguinte:
M Cadoiras de Jacaranda.
S Ditas dita de bracos
\ Mesa de amarado rom 6 palmos de
Jg comprimenfo e A de largura, com ga-
W vetase forrada de panno azul.
w Armarios grandes envidracados.
W Reposteiro.
@ Relogio de parede.
@ Kspanador.
"S ^uarl'nheira envernizada.
3 Cabida dito.
' f Quem quizar vender estes objectos e con-
w tratar a caia^o e pintura da sala das ses-
w toes do consclho, aprsente as suas pro-
HP postas em carta fabada, na secretaria
. 'lo conselho, s 10 horas do dia 9 do
.- crrante me/..
jte Secretaria do conselho administrativo
2 para fornecimento do arsenal de guerra 2 ^
}* do maio de 185e^-Bcnlo Jos Lame- 9
W nha Lins, coronel presidente.Bernardo Q
9 Pereiro do Carmo Jnior, vogal e sucre- $t?
~? tario.
O
o
o
9

O
I
i
Q
~^os (as 2,6 e9 le mino prximo lolnro.o con-
selho administrativo do pal: momo dos orphAos, lem
de levar a prar;a publica, a rend "annual das casas
abaixo declaradas, a comear do 1 de julho protimo
vmdouro, a 30 de junho de 1857. Os licitantes com
seus fiadores, hajao de comparecer na sala das sessoes
do mesmo conselho as 11 horas dos mencionados
das ; e de accordo liquen) osacluaes inquilinos que
esliyerem a dever aluguei trazados, que nao po-
derao lascar, sem que se moslrem quites para com o
mesmo patrimonio.
Casa de sobrado n. I, segundo andar, Palco do Col-
legio.
dem idem n. 1, sala, Paleo do Collegio.
dem idem n. 1, loja grande, Paleo do Collegio.
dem idem n. I, leja pequea. Pateo dn Collegio.
dem dem n. 2, ra do Collegio.
dem idem n. 4, largo do Para izo.
dem terrea n. .", ra da Larangeiras.
dem dem n. 6, ra do Rangel.
dem sobrado n. 7, praja da Bea-Vista.
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Companhia
de ii.'ivu-ac&o a vaporLu
so-Brasileira.
Espera-se, vindo.dos portos do sul al !5 do cor-
renle o vapor ni). Pedro II, comandnle o lente
Viegas do O': e depoisda competente demora secoir
para Lisboa pela escalas : para passageiros, encom-
inendas e carias, dirijam-se ao agente Manoel Duarle
Jtodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Para a aliia,
prelende sabir com muita brevidade a veleira eelem
conherida sumaca nacional nllortencia, por ter jo
mais de meia carga a bordo ; para o resto trata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de Olivcira A-
zevedo, roa da Cruz n. 1.
Para <' itio de .Janeiro
O veleiro e bem conhecido patacho nacional A-
maionan, pretende seguir com muita brevidade por
ter dous tercos de seu carregamento promplo ; para
o resto da carga o escravos a Irete, para o que lem
excellentes corr,inodos, trata-se com o seu consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedn, ra da Cruz
ir. 1.
Segu para o Aracaly, uo dia 15 do correnle,
o hiale Kiividoso > ainda recebe alguma carga :
trala-se n.-i ra da Madre de Heos n. 2.
9Ct>i$o$ SDbert!.
MEZ
vtleneao.
ario n. 15,
tarde.
de 18-56, da
kilo, com orna
as ancas, urna
esma : quem
I, que se re-
Desapparereo, no dia S de mai
beira de San Jos, um cavallo ala
'relia na testa, tres pintas brancas i
ao calcada e urna sobre-ranna na i
adiar, leve-o ao becco da Bomba i
impensar.
Hoje, 9 do correnle, na audien a do Dr. jai
municipal supplenle da primeira van dever ser a
illiin.i praca dos escravos, que forar, i penhorados a
Jos Rodrigues do Paseo e so.i mull ir por exciinlo
que Ibes movem os herdeirosdo finai o Antonio Mar-
lins Ribeiro, que dei.varain de ir a' iraca na ultima
ludiencia.
Prelende-se comprar aos herdi iros de Antonio
Luiz Bezerra e ootros urnas parles ojo engeoho Be-
lm, na rreguezia de Pao d'Alho :] quem se julgar
com algum direilo, anuuncie, ou dirjase por car-
la ao mesmo engenho, isto dentro Ido prazo de 30
eii9e$.
O agente Oliveira fara' lcililn por coala e risco
de quem pertencer, c em lotes a volitado dos licitan-
tes, de cerca de 800 saccas da boa lamilla de man-
dioca, e de 2110 ditas de cevada muilo nova : seita-
reira 0 do eorrenle as 10 horas da manhaa, no ar-
niazem do Sr. Jacome Pire, deronle da esradinha
da allandega.
Leiliio de vinho e queijos.
Tasso Irmaos lazem leilo de vinhos do streilo,
c queijos Hamengos : segonda-reira 12 do correnle,
em seu rmazem da ra do Amorim. *
~ Heorique Brunn & C, rarao leilao por inter-
vencSo do agente Oliveira,em presenca do Sr. chan-
celler do consulado de tranca, e por conla e risco
de quem pertencer, de E B'ns. 229 a 232, 4 cai-
xas contendo 200 dozias de lencos, averiados a bor-
bo do brigoe Iranrez uAlmao a ^qa recente via-
gem do Havre para esle porto : segunda-feira 12 do
corres le as 10 horas da manhaa no seu armazem,
ra d> Cruz do Recife.

Acha-se sempre na confeitaria da roa da Crui a.
1;, doces seceos e de calda de lodas as qualidades,
caj secco o melhor que se pode encontrar preeenle-
inenle. limao secco, mangaba eecca, laraoja, ananas,
cidrao.goiaba e mais doces tanto seceos como de cal-
da, e urna grande porr-ao- de licores Irnos ullima-
meule chegados de Franca, e charutos os mais fi-
nos qoe se pode euconlrar hoje no mercado, ludo
por precos razoaveis.
Arrenda-se noHermo de Ieoarass o engtnho
Pilombeira, mcate e correnle : qnem o pretender
entendi-se nessa prac^a com Flix da Canha Tei-
xera e no memo termo com Urbano Jos de Merlo
no engenho Cumbe de Cima.
ASmOCIACA'0 COMMERCIAL BENEFICENTE.
A directa* convida aos Srs. sobscriptores que
coucorreram para a subscripto que em favor da po-
pular,o desvalila foi agenciada pela assoeiacao
commerci.-il durante a infeliz qoadra da epidemia,
para no dia 12 do correnle as 11 boras da manhaa
no sala da praca, assistirem a sessao da direecSo a-
lun de se apreciar a distribuirlo que as respectivas'
commissOes locaes fizeram dos snecorros que o corpo
do comnjercio prestou as clasies indigentes.Reci-
te 8 de malo de 1856, secretario Anrelianno d'A
Rodrigues Isaac.
1 nom. i
--. No dia 24 do correnle mez de marco fu- w
,; ciram do engenho Torrinha, 3 eseravosscri- S
> oulos, Antonio, Pedro e Francisco, com os A
siguaes segoinles: Antonio, com urna ore- jj
Iha de menos, Pedro, estatura baixa, mu- 9
lo desdentado na frente, Francisco, alio- fk
ra regular, grosso do corpo, pee muito gros- !E
sos parecilo luchados, com ama ferida no w
lornozelo e urna cicatriz na face. Levaran fP
duas armas de fogo, tres redes muita roo- '
pa : roga-se, portauto, s autoridades poli-
ciaes,capitaes de campo ou qualquer pesaos, fi
a captura desles escravos, que sendo entre-
gues e seu senbor no dito engenho Torri- w
nha, Joao Jos de Medeiros Correa, oo oes- .
ta cidade da Parahiba do Norte, a Ja'cintho "jg
'f Jos de Meleiros Correa, em Hernarrnaco, @
?JA a Novaos C, no Cear, a Salgado A r-
S maos, ou na villa de S. Joao do I inri, ao
i
9
, dar-se-ha
cada um
*S? major Domingos da CosU Ra
.,; boa recompensa pela captura de
delles.
S\ Joao Jos de Medeiros Correa.
...- Parahiba 29 de abril de 1856.
Aos fabricautes de velas.
Domingas R. Andrde & C, com ar-
. mazem na ra da Cruz n. 15, continuam
a vender superior cera de carnauba em"
"/-.n ,. .< .11... :__ _- i *
etiectuar taes porcao e a retalho, asim como sebo rel^
do, vindo'ultimamentedo Rio-Grande,
dias, findos os quaes se tem
compras.
Quem precisar de um caixeiro para taberna, ou nauu, >muu uuiiuamenieai
para outro qualquer estabelecimenlu : dirija-se por etudo por commodo prero.
Iraz da ru de S. Thereza, haves-a do Falcao, casa _- -
terrea n. 1, que achara com quem. tratar.
Precisa-se de um menino de 12 a 13 anuos, pa
ra caixeiro de taberna: quem estivir neslas circums-
tancies, dirija-se a rus Direil, d. 91, que achara
com quem tratar.
Jos Cezer de Guian, subdito portuguez, vai
a Europa.
""" se vendem por menos preeo do que em
lrecisa-se de nm leilor par, um silio nerto da ,,i,.., nrn1n,M.-.j.. .__* *_ \
raCa: no aterro da Boa-Vi.u, n, mero 4.1, segundo ou'raq^qei parte no ant.go depoi-
Ohque peiehin-
cha
Na ra do Passe Publico, loja n, 9, de Albino Jos
l.eiie, veitdera-se lindos cortes de Joljas de meia ca-
semira de algodo muilo encorpa loe"a 15 cada om,
(tito, de brim de linho escuro a 810 rs., ricos cortes
de eassa chita muilo fina a 23, chitas muilo finas a
-20 o en val o, meias pretas para sonbora a 300 rs. o
par, panno lino azul grosso, prrpriotpara capoles
rSf o covado. madapolao fino a 115500, 4| e 4.>5O0,
chapeos de sol com barra a 2S, chales brincos de
casss a 640, lindos corles de fu! toes de cores para
colleles aSOOrs. cada um, e oulras moitas fazeudas
baratas.
Aloga-se um, a dous pianos f armarla em meio
uso ; quem liver anonncie por esta meima folha.
TE-DEUM EM OLIKDA.
O Rvm. conegos vigario de S. Ptdro Marlvr.unido
profesores e artistas de msica desla cidade e'msignal
de profundo agradecimenlo aolodp poderoso Poros
ler preservado de nao lerem perecido do terrivel fia
pello do cholera, tem determina.lo entoarem om
le-lleiim emacc.io de gracas ao 18. Sacramento na
igreja de S. Pedro Apostlo em o] dia da Sanlissi-
ma I nri la,le | do correnle pelas 4 lloras da tarde
_ ^ j....... ,,,,. un, ii-s,iiriuiiiHi siur
de seu egradecimento, convidam a lodos os Geis qu
sobreviveram ao dilo flagelloa coinparecercm nes
sa igreja em dilo dia a lim de assistirem a lao justo
quao po acto. Trajano Flppe Ne^v de Barcello,
Na ra do Oiieiinado n. :i"i.
o Sr. Jos Antonio Teixeira Ba
Joaquim Antonio Teixeira Bar
Coimbra.
Ni rea da Madre de Deo n. 32 no Kecii
esi aborto o armazem do agente de leiloes Vicira d
Silva, no qual "
liosa, fllho do S
losa da cidade d
mercadorias para serem vendidasem leilao na forma
do que dispde o cdigo commercial, por se achar
multas mercadorias a venda sera Mnunciado o di
do leilao : as ordens doscommetteoles.serao exacta
pontualmente cumpridas.
PUBLICACAO LEITTlRARIA.
. AO PIBLICOJ
s abano assignados prelendem colligir e dar a
prelo para formar um volume, lodas a. obras do fi
nado vigario Francisco Ferreira Brrelo. E para a
reahsacao desla empreza, qqC de la muilo concebe-
- -------- 1'txium.ijVca UrltlUC
vicario, poelicas e Bao potica', que foram puhlic
das por elle em pequeos pamphletos.bcm como m
alsuns manuscritos inditos, dos [quaes om he
lodo o valor para a reivindieacao de lirados seos ma.s
' 'gantes e primorosos poemeloa : ieaindicacao, qe
ellesedispnnha a lazer, quando o aVaRou I enfer-
mada le de que perecen. Koaam por la'nto, ao res-
peilavel publico, que he sempre carente que se
procura para publ.cares da natariu desta, genero-
samente inlliia sobre a qoe prtenle a nm Pernam-
bucano, cujo mrito em toda a r-xlen<;io do termo, ha
eeralnionle preconisadn. Sabacrete-M a :t>000 rs
por um exemplo na livraria da praea da Indepcn-
dencia n 6 e 8-Franci,co Texeira deS l.aureniino
Antonio Moreira de Carvalho.
Velas he carnauba.
Acaba dechegar do Aracaty urna por-
.,5o de excellentes velas de cera de car-
naubr, simples e de composicao, as quaes
- vendem por menos preco do que em
to de D. R. Andradedt C, ra" da truz
.15.
Precisa-sede urna ama de lei te e ou-
a secca, para casa de pouca familia:
na ra da Praia n. 49, primeiro andar.
O Sr. oiicial do rorpo de cavallaria
li
praca
andar.
Aluga-se o terceiro andar la casa da roa da
nlocda, no Forte do Matos, n. 7, o qual tem bons
commodos : trala-se ao lado Precisa-se alogar um preto, >ara servido de si-
lio, como seja corlar rapim e carr igar agua : em ca-
sa de Patn Nash i^Companhia, i a ra do Trabkhe
ROVO, lla 10. -..., w ^. p, ^ VttTtliarirt
Ra do Colleaio, o Sr. Cypr ano Luiz da Paz, de linlia, que encommendou urna reama
e no aterro da Boa-Vista, o Sr. Jo lo Josc da Luz, na J,, :m u~ maA 1 u -
p.d.ria do Sr. Beiriz, dirao quen di. dinhe.ro em de "nP,essos. queira manda-Ios buscar
qoantias de 3008, 4005, 500 e 60 fe com hypotheca """ h
em casas terreas.
.Nojardim publico, na Solidado n. 70, preci-
sa-se de um homem para andar ci m carrocas.
A pessoa que annunciou q lerer 300J a uros
sob hypotheca em predio, dirija-s i a roa dos Mar-
lyrios n. i.
Precisa-se de urna ama pre|a, forra oa captiva
para o servido de casa e ra, de qma casa de peque-
a familia : qnem liver o quizer, dirija-se ao pri-
meiro. andar do sobrado n. 23, de tonto do porto das
canoa", na ra Nova.
Offerece-se um rapaz portuguez para caixeiro
de taberna, ou outro qualquer estabelecimenlu, para
lomar conla por balando, ou sem elle, para o que
lem bastante pralica : quem do seii presumo se qui-
zer ulilisar, dirija-se a prac da Independencia, n.
3, que achar.i com quero tratar.. s
r'uciram no di 23 de abril prximo passado,
da povoarao de Itabaiana, termo da villa dn Pilaa
na provincia da Parahiba. o pretp Krancisoo, ciiou-
lo. com os siguaes sezuinles : bastante alto, rosto
descarn.do. nariz um pouco afil*io, Olhos pequeos
e prelos, beico finos, bocea regular, corpo espiga-
do, pe grandes e grossos, sem barba, tem lodos os
denles, e um signa! de talho bem viiivel sobre o pai-
to de um dos ps ; e Thomaz, lato claro, official
de terreno, o qual latvez pretenda passar por forro
com nome modado, cojos signaes sao os seguinles:
bem barbado, rosto redondo, nariz afilado e um
pouco arrebilado, muito ladino, e sabe ler e escre-
ver quem os capturar e os entregar em Itabaianna
a seus senhores Andr Avelino def Paiva ou a Manoel
V cenle de Queiroz, e ueste prad ao Sr. Dr. JoSo
rlorenlino Meira ; receber a galilcac.ao de IDO.
Joanna Maria da Couceicao, viuva de Joaquim
Josc de Sanl'Anna, que morava no Macaco, desejan-
do ter noticias de sua fillia Alejandrina da Cosa
> leira, pede a qaalquer pes-oa que della possa dar
inrormarocs.de dirigir-se a praca dn Corpo Santo n.
0, terceiro andar, ou nnnnnrie.
que ha muito estao promptos.
Por causa
da transferencia da offi-
cina do esta be lee i ment
piiOTiioGR a piuco para a
ra nova n. ai, ficam in-
terrompidos os trabalhos
do mesmo, durante os dias
9e 10 do corrate mez.
Depois deste prazo eonti-
uuar-se-ha a tirar retra-
tos no novo loca], e conti-
nuaro a ser de prompto
siitisfeitos os amadores e
bons fre uezes do artista,
os quaes acola acharfto
urna miranda bem esclare-
cida, que promette resul-
tados i naii i veis e trabalho
perfeitissimo. Para maior
commodidade do respeita-
vel publico, a exposicao
dos retratos continua a ter
lugar no antigo local (ra
do Crespo, esquina da ra
da Cadeia), onde haver
urna pessoa.para- dars
convenientes informacoes.
Auynst Stahl.
O abaixo a-signado offerece-se para admiuislra-
cao de qualquer engenho e 6 escravos, OU eervico
publico : quem quizer dirija-se a Moribeca, ao sitio
ua marcacao.Josc Joaquim l'ereira dos Santos.
Manoel Jos Dantas vai a Lisboa, e deixa por
seus procuradores soa senhora e Jos Alves da Sil*
,_ (uimaraes, e encarregado de seu eslabeleciroento
Joao Ignacio Avilla e seu filho Manoel Jos Dan-
tas Jnior.
-Precisa-se de um caixeiro que tenha
------------- .w v vitouic i'.-(.'-> i un,.- un idiiltr, ------ '-"**.* >^ 11 u_ n-iiiiu
para uque desejando dar um leslunuiilio solemne Ptica de servfV emllOtel. e ia'tenha vi--
d. MU egradecimento. convidam al vdo nQ ^^ ^^^ ( ^
duta.
j.T P""erec Rjase fallar com de taberna ou oulro qualquer eslabelecimenlo, par
in<;t. 1 hit dn Sr lomar rnnla ,,.,r k.l__* ____
ornar conla por balauco ou sem elle, para o que
e lem bastante pratica : qoem de sea presumo le qal-
" otilisar dirija -se ao pateo do Hospiui Uberna
u. ju, que achara com quem tratar.
...MM..., uv u-.-nH- uc tenues \ leira oa p
se recebem todas as qoalidades de --"" "r*1" de om criado que saiba comprar e
a serem vendidasem leilao na forma ,lr a uma casa de fmia que seja fiel e boa con-
. .____ Hurla noam .mi...- J._::___... n. .
. --------------' ._...... Mu &eJa llel e noii con_
uucta quem quizer dirija-se a ra do Cabuga Ion
de cera do &r. Angelo Custodio do* Santos.
-Precisa-se de 300 rs. a juros com hvpolheci em
uma caa : quem liver anuuncie.
Precisase de duas criadas livres oa escravas
para o scrvigo mteruo de uma casa ettraiienra a
tratar na ra do Trapiche n. t, cciplorio primei-
ro andar, ou na Capunga cas onda SMMva a viuva
Lasserre.
qaanlo he possivel reunir das pHoucc^s d"nueU^ *"" ** o-
;,Cari, potica, e nao ^,\V<1 Puffi !m'att t^S^T^ OST^^f:
la- andar,
de
orlimento da
rior, como mais
Ra Nova n. 18 loja de M. A
liniia sempre a ler um grandi
obras feita>i inferior, ramisas france/.a', branca la do cores gr-
valas, colarinhos, chapeos franco/., t, dilos de sol, de
seda i-panniuliii.suspensorios de bol racl.a.mcias para
scnlioras, borneas, meninos, 'aten ln para fnzer-se
qualquer obra de cncommenda com a maior preste-
za e bom desempenho ; mlim qnalquer pessoa que
vier a esta loja, tirar um falo coiiplolo e por pre-
eo mais commodo do qiieem outraiqulquer parle.
Aloga-se um sitio junto a filirlica do sahao em
una casa pequea de pouca- familia, 0 sitio lem II
pes de cuqueiro a de'fruclar c maisjarvoredos, laran-
geires, cajueiros, msiigueira<. ban^neiras, pinheiras
romeiras. pelo preco de lOsOO!) iinenmes qnem
pretender dirija-se junio a matriz; nova de S. Jos
casa n. ,).
Dous rapazes solleiros procuran) para alugar
no bairro de Santo Antonio ou Boa-Vista uma sala
com orna alcova em primeiro ou segundo andar :
a pessoa que liver para alugar annoncie por este
Diario e sua inorada para ser procurado.
Antonio de Paula de Souza Leao Jnior vai a
Europa, levando em sua companhia sua familia.
O Dr. JoSo Maria Seve vai a Europa, deixa
por seus bstanles procuradores nesla cidade,os Srs.
Antonio Maria de Miranda Ser, Francisco de Mi-
randa l.e.il Seve, e Manoel Joaquim Seve.
Na ra do Crespo loja n. 11, precisa-se fallar
com os Srs. Oliveira L\j Cumiantes a negocio que Ibes
jiilercssa.
I'rccisa-se de um fornoiro na padaria do For-
te do Matos,rua dos Burgos n. 31.
Precisa-se d'uma ama,que saiba cozmhar e fa-
zer todo o mais Jo servico de casa : na rua Direita
u. 86 segundo andar.
O escrivao da irmaudade do SS. Sacramento d
matriz da Boa-Vista convida a lodos os irmaos da
mesma irmandade,' a comparecer no dia 11 do cor-
renle as 9 lloras da manhaa, no consistorio da dita
matriz, a lim de elegerem a nova mesa.
Alugam-se vestuarios para mascaras, e cabellet-
ras de diversos modellos : na rua Nova pl 35.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva" para o
servir de uma casa de pouca familia : a tratar oa
rua da Senzala Velha n. lia, primeiro andar.
Aluga-se um sobrado com om grande quintal
pora o lado dn pantano, proprio para planlacao oo
qualquer e-tahclecimenio de fabrica : quem preten-
der, dinja-sea ver a casa que he no Arrombado, so-
brado n. 1, e para ajustar Reate, rua de Apollo,
armazem n. 30.
Precisarse de officiaes
de enea domador: na livraria de J. iXogueira de Sou-
-1, defronle do arco de Santo Antonio.
Joaquim Ramos de Oliveira, vai a Europa.
Joaquim de Almeida e Silve, Porloguez, tai
a Portugal tratar de soa siode.
\
DATA INCORRETA
MUTILADO
ILEGIVEL



DIARIO I PlMAMBCO SIXTA WH 9 II 1110 C2 1856

Terceira edi^ao.
TEATilEIIO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO
CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
pinstrueraoaopovuparasepodcrcurardcslaeofermidade.adminislrandoos remedio-Tinais ellicazes
araalalha-la.emquanto serecorreaomedico.ou "esmoparacura-lniudepeudente desle miosIasares
em que nao os ha.
TRADUZ10O EM POUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Eslesdoosopusruiosconlcmasnidiiagoesmaisclarase precisas,e pela sua simples^; cenis
aoestoaoaleancedelodasasnlelligcncias,nao> pelo que diz respeilo aos meioscurativos c
cipalmente aos preservativos que lemdado os mais salisracloriosresollados em (oda
elles tem sido poslos em pratica.
Sendoolratamentobomeopathicoo auicoqae'lem dadngrandcsresulladosnocuralivodeitahoru-
vel enfermidade, jolgamosa proposito Iraduzr cestos dous importantes opsculos em linean veruaci-
la, para desl'arle facilitar a sua Untura a quem ignore o frauecz. b
Vende-se nnicamenle no Consultoriodo traductor ra Nov n.52, por 25000. Venilem-se tambem
os medicamentos precisos e boticas de 13 tubos coru un frasco de lindura 155, urna dila de 30 tubos com
qnatro e 9 frascos de tintara rs. 25000.
sa exposi-
comoprin-
a parle emque
-:H-l

I0REIRA & DARTE.
MJA DI 01IUVES
Ra do Cabuga n. 7.
Receben, por to-
ldos os vapores da Eu-
Irocam prala, ooro, bri- *
Ihanles.diamanlesepcro- ?
las, e outras qaaesqaer *'
joiasde valor, a iliolieiro *
uu po* obras. +
PEDRAS PRECIOSAS-*.
Aderegos de brilhautes, ?
diamantes e parolas, pal- Z
' ceiras, altioetes, brincos 1*1
e rozelas, boloes e anneis *
de difieren)es gostos ede i
diversas podras de valor.
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
OI.'RO E PRATA- .
M Aderegos completos de *
ouro, meios ditos, puleci- '<
* ras, alliocles, brincos e *
jr rozelas, cordoes, trance- '*'
m lins, mcdalhas, rorrentes *
g e enfeiles para reoslo, e *
3 oulros muilos objectos de
W ouro.
*? Apparelhos completos, N
' de prala, para cha, ban- J
<: dejas, salvas, castigacs, &
colheres de sopa edech, s>
^ e moilos oulros objeclos ijj
'& de prala.
sese:a s ?: *.* K$3E!*JS3BSti8
1Aliifta- w opalaceteamarelloda roa
('a Praia (esquina) onde esleve a thetou-
rariadaalol.erias, proprio para qualquer
csl:il>t'lecinenlo publico 011 repartirlo,
pelos -^vantles saldes que tem e outras
ciimmod'',a'les: a fallar no inesmo eom
Guilherm&Sette.
O doulor Oleisario Cesar CabonA, formado em
medicina pela l",,culclade da Italiia, avisa ao respcila-
vel publico desta "apital e especialmente aos po-
bres, que queserem "lisar-se do sen presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. X
sita na ra do Collegio,' c"ule I,0(le 5er procurado a
qualquer hora.
Quem precisar da qnani,06 *S0OO rs. a juros
sobre penhores de ouro ou prala; "nja- a ra da
l'enlia 11. 25, segundo andar. \
O.Terece-se um hnmem porlu?."07- casado,
com pouca familia, para gaixeiro de $run} *<*
nlio : quem preleniler dirija-se a ra dii Collegio,
loja n. 23, que se dir' quem quer.
lotera da provincia.
Sabbado lOidoScorrer
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o commodo como < osUimam.
REPERTORIO DO IEDICI
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alpbabetica, com a descripgao
abreviada de lodas as molestias, a indicacAo physio-
logica e therapeutica de lodos c% medicamentos ho-
meopalhiros, seo lempo do aegao e concordancia,
seguido de om diccionario da siguilicarao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, t poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
O* Srs. assignanles podem mandar buscaros scu
ejemplares, assim como quem quizar eompsar.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Patn Nash g Companhia declaram que Joao
Tedro Jess de Malta deinou de ser seu caixeiro desl
dehonlem 11 do correle inez. Recito 15 de abri-
de 18."*.
tSSSS-g
g A HOMEOPATHIA E 0
CHOLERA.
8* nico tratameoto preservativo e
curativo do cholera-inorbs,
PELO DOLTOR
8 Sabino Olegario Ludget o Pinho- ftft
Segunda edicro.
A benevolencia com qu foi aeolhida pe- Vr
(A lo publico a primeira ediegao desle opus-A
O^ culo, esgotada no curto esparo de dous me- 5
es nos induzio a reimpressa' (5)
ttk Casto de cada eiemplar......| -mu Certeiras completas para o Irala- W
*} ment do cholera e de muilas ou- JA
Iras molestias, a...........10*000 2
a n Mei" carleh-as..........169000
^ Os medicamentos sao os melhores possiveis. ()
a,. Consultorio central homeopathico, roa 3X
^: da Santo Amaro (Mando-Novo) n. (i. w)
CASA DOS EXl'OSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar cri.inras na
casa dos eipostos : a pessoa que a isso se qnei'ra de-
dicar, lendo as habilita;oes necessarias, dirija-se a
mesma, no paleo do Paraizo, qae ah achara com
quem tralar.
ARRENDAMENTO*.
A loja e armazem da casa n. 55 da ra da Cadaia
do Recite juo'o ao arco da ConceirAo, acha-se desoe-
copada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimtnlo
em pooto grande, para o qual tem commodos sufti-
cienles: os prcleDdenles enlender-se-hJo com Jo3o
Ntponmceno Barroso, do segundo andar da cata n.
57, na mesma roa.
PUBLICACAO' LITTERARIA.
Repertorio juridico.
E-la publicaran ter sem davida de alilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois india encontrarao por ordem alpbabe-
tica as principaes mais frequenles oceurrencias ci-
vi, orphanologieas, commerciaes e ecclesiasticas do
nossofro, com as remissOes das ordenaroes, leis,
avisos erccjulamentos por qae se rege o"Brasil, e
bem assim resolur,es dos Praiistas amigos e moder-
Doa em que se firmara. Contcm semelhanlementc
as decises das questdes sobre sizas, sellos,- velhos e
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
i collerrao de nossas leis avisos avulsos. Consla-
radedoua volames em oitavo, grande francez, eo
primeirosahio laza esta i venda por 89 na loja de
livrosn. t e sda praca da Independencia. Os se-
nderes subscriptores desta pablicacao existentes em
Pernambucn, podem procurar o "primeiro votnme
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praoa da
t-onsliluico; noMaranhio, casa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira. ,
Precisa-se de um caixeiro hrasileiro ou porlu-
goez, que queira lomar coma do urna taberna por
bala neo : em Fora de Portas, no paleo do Pilar, ta-
berna d. 21 *
Na ra do Calahou;o n. >, lava-se e engom-
ma-se commoitajpereir.lo e aceio, por prero com-
-modo.
Ooem precisar de urna ama para cozinhar c en-
commar para pooca familia, as-iiu rumo homein sol-
leiro ou nuvo, afiaura-e a boa conduela, compor-
ajamonlo a zoilo : na ra do Rangel u. 21, se dir a
pessoa e se ajoslar.
Instrucco moral e reli-
giosa .
Este compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para nstruego primaria, lendo-so vendi-
do antea da approvacao a 1J600 rs., passa a ser
vendido a li?000: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
I J. JANE, DENTISTA, 1
continua a residir naruaNova n. 19, primei-
A ro andar.
*2 5
Na casa da residencia do Dr. Lourciro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, qae nao Iraga comsigo o filbo,
qae tiver, de peito.
Na roa dos Copiares n. 30, lava-se, en-
gorama-se, earraam-se bandejas de JjoIos, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte.
O Panorama.
Roga-se aos Srs.'aisignantes desle jornal Ilitera-
rio e instructivo, a boodade de procurar o resto dos'
nmeros pertencentet ao anno de 1855, e de n. 1 a
6 de 1856, na roa do Crespo defronle do arco de
Santo Antonio, livraria do J. Nogueira de Snuza,
onde tambem ta vendem collecroes completas do
mesmo.
Historia Univeral, por
C Caiiu.
0*"Srs, assignanles tenham a liondade de procurar
as series que anda n3o tiverem recebidd desta obra
al paginas 252 do stimo volume. Coulinaa-sc a
receber assignaturas para esta inleressaulc obra,
tradoiida em por'uguez, leMdoj.i 7 volames publi-
eados, ornados de bellas eslampas, bella impressAo,
formato do Panorama ; na agencia, ra do Crespo
defronle do arco de Sanio Antonio, livraria de J.
Nogueira de Souza.
Itlassa adaman-
tina
francisco Pinlo Ozono chumba denles com a ver-
dadera massa adamantina e applira ventosas pela
atrac^ao do ar: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Precisa-se_ de urna ama-de leite forra ou
captiva, sem vicio nem, achaques, e que tenha
boa conduta, paga-se bem : no pateo do Hospital
a. 26, sobrado.
Aluga-se um litio com capiro, no logar de A-
pipuco, a margem do Capibinbe, cqD ama eice-
lenle verlente d agua, pomar e borla : a tratar na
run d* Cadeia do Retire, sobrado n. 53, segando an-
da/.
i NORiT 4 IRMAOS, |
iA Ruada Auroran. 58. primeiro andar. 2
JS[ Tem a honra de participar ao respeita- 9
g vcl publico dista cidade c com especialida- W
W de aos seus freguezes, que possuem pre- (^
^ scnlemcnte o mais rico e completo sorli- (/*
Mk monto das mais linas e delicadas obras do |
2? brilhante, perola e ouro, como at o pre- S
i W senie nao tem apparecido nesta praca ; e Wl
' afTiancam a todos o mais mdico prec por- $
B i 0 que vender so pode, obras de gosto o mais (9t
t& I 0 apurado: os mesmosdesejam ardentemen- 2*
@ tl i8 f|lle resPcilavel publico nao deie de S
8 Sir ?ar as vislas sobre as suas obras' 8
^! afimdequeseja conhecida a verdade de (&
que encerram estas poucas palanas. ft
3Iez de Mara.
, Acaba de publicar-se o novo Mez de Mara ou o
| Mez de Maio, consagrado gloria da Mai de l)eo,
i nova edicrao, ornada de vinhelas e bella encaderna-
] Co : vende-se a IJOSO na livraria de J. Nogueira
, de Souza defronle do arco de Santo Antonio.
Q Precisa-se de urna pessoa nacional ou (g)
[fa estrengeira para oceupar-se no serrieo do (L
zg. um sitio, dando prova de sua cond'uia : W
Vg a tratar na ra da Cruz do Recifen. 53,
W segundo andar, ou na botica do Sr. I.uiz Q
( Pedro das Noves. ^J)
Alacam-se dous esrravos para o servico de
casa de familia, paga-se lm c faz-se qualquer con-
trato que por ventura parrea mais conveniente i
quem os tiver e os quizer dar i serviro por da e
noite: na ra das Trincheiras n. l'J, segando andar.
SalustianodeAqoino Fer-
reira,ciitelista fias
loteras j corridas, avisa as pessoas que livercm cau-
telas premiadas, queiram por obsequio dirigirem-se
a ra do Trapiche n. :t(, segundo andar, ou as to-
jas j conbecidas, para serem promptamente embol-
sadas, marcando o prazo de 60 das que se ha de es-
pirar no da 26 de junhn do corrcnle anno. Pernam-
buco 26 de abril de 1856.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se tima excellente cusa a mar-
gem do rio Capibaribe, na estrada da
Ponte de Ucha, conlionte a casa do ii-
nadoExm. barSo de Beberibe: a tratar
na rita da Aurora n. 26.
LOTERA da provincia.
O Illm. Sr. tliesouieiromanda fa/.er pu-
blico, que se achara a venda, na thesou-
rariadas loteras, ra da Aurora casa n.
20, das a's.l horas da tarde, os bilhe-
tes, meios e traarlos da primeira parte da
primeira lotera concedida ao cidadfio
Antonio Joaquimde Mello, para a pulili-
cacio dos trabalhos biographicos,, cujas
rodas andain imprcterivelmente no dia
sabbado 10 de maio prximo futuro, a's
8 e meia horas da manbaa, no salao do
convento de Nossa Senbora do Carino:
outro sim, que as listas serio distribuidas
gratis aos compradores de bilhetes, no
primeiro dia til, a's (i horas da ma-
nbaa, e que no dia I T principiaraoos pa-
gamentos da referida lotera, a's 10 llo-
ras do dia a's 7> da tarde, na ra da Au-
rora n. 20. Tbcsout aria das loteras .lO
de abril de 1850.O cscrivao, Antonio
Jos Duarte.
Do sitio da Estancia do Giqaia desappareccu o
escravo crtohlo, Januario, fula, baixo e grosso, bem
empernado, falla por enlre os danles, reprsenla ler
a idade de 2S annos, pouco mais oo menos ; um dos
ignaes mais nolavel he ler urna das pas secca : lem
pai e irm.lo forros para as partes da Vanea ; mi
comprado a Jos l.uiz Pereira com loja na roa Nova.
J'recisa-se de Orna ama qoe coznbe com aceio,
engomme e tenha bom comportamenlo, para casa
de pequea Tamilia : na ra do Collegio n. 12, pri-
meiro andar.
No largo do Terco loja n. 23, da-
se dinheiro a premio sobre penhores, em
pequea quantia.
Precisa-se de duas amas, ama de leile c outra
secca : quem pretender dirija-se a|rua do Col'egio n.
15, armizem, que se dir quem quer.
Rape de Lisboa.
Na ra da Cruz, sobrado n. 1, cscriplorio de An-
tonio I.uiz de Oliveira Azevedo; acha-se venda ra-
p de Lisboa muilo fresco, chegado ltimamente.
Precisa-se deumeozinheiropara enfermarla : a
tratar na ra do Pocinho casa ierra de vidraras.
No dia 2 do conente desappareceu urna prela
cora os signaes segundes : balsa, magra, e ja meia
veJha, muilo fcia, tem j cabellos brancos, e urna
falta de cabellos na cabera do costme de carregar ;
levou vestido de nscado de quadros runos, j desbo-
lado, e o corpo de outra qualidade, e em lugar de
panno um chales j velho lodo rxo e prcto, levou
um taboleiro e urna bandeja, pois andava vendendo
po-de-l de milho, e costuma vender tapioca : quem
a apprebendcr leve-a Iravcssa da Trempe n. 'J.
T. Beker, tendo de l'a/.er tuna via-
gemaEnropa, pede encarecidamente aos
Seus devedores, de vir ou mandar saldar
suas contas ate o mciado desle mez de
maio, assim como adverte aos seus deve-
dores antigos.que no caso de as nao satis-
l'a/.er, serfio cobradas judicialmente.
Precisa-se de urna ama para o servi-
co interno de urna casa de homem soltei-
ro, que ten lia bom compoitamento c se-
ja asseiada no seu servico, paga-se bem:
quem estiver neslas circumstancias an-
puncie, pu dirija-se a ra da Praia na ca-
sa do Sr. Jos Hygino de Miranda, segun-
do andar, ou na ruafdo Crespo, casa do
Sr. Jos dos Santos Neves.
te, he a ex trace 8 o da pri-
meira parte da primeira
lotera concedida ao cida-
dao Antonio Joquim de
Mello: existe um pequeo
resto de nossos felizes bi-
lhetes, uaslojas ja annun-
ciadas, sendo pagos sem
disconto os bilhetes, meios
e quartoscoiii a nossa ru-
brica.
OU reir Jnior & C.
Declaro que o Sr. Thouia/. (arce/.
Montenegro nao foi cbamado por este
DIARIO para pagamento de divida algu-
raa, pois que nada me deve e punca me
deveu.Jos Jacintbo de Carvalbo.
e
Iros
Joquim Das l'ernandes tem con-
tratado coin Joao Manoel Rodrigues Va-
lonea, compiar-lbc a sua taberna sita na
ra larga do Rosario n. 4G: quem tiver
alguina reclamacao baja de a la/.erno pra-
zo de oilo das.
Preci^a-sc de um oo dous canoeiros forros ou
captivos pera cnndocQao de lijlo dos Remedios para
o llecire, pagaudo-se-lhes um ordenado por mez ou
por semana, com suslenlo ; qaem estiver neslas cir-
cunstancias e convenha um aposento cerlo para
Irabalhar, pode dirigir-se a roa larga do Rosario,
padaria n. 18, que achara com quem tratar. Na
mesma padaria precisa-se de um mostr que conhera
da costa do norte ate Mamanguape, para lomar con-
t de urna barcaca grande que navega para o norte
desla provincia : quem esliver neslas circumstancias
e dtr fiador a sua couducta, pode dingir-se a mesma
casa cima n. 18.
Attencao.
Ollerece-se nesta praca nina casa muilo capaz a
lodo scnbor de fora que quizer mandar seus lilbos
aprender os preparatorios, onde encontrarao o maior
cuidado e desvello no sea ii.llmenlo e entino, me-
diante certa paga razoavcl : procure-se na roa da
Cadeia do Kecife a Jos liomes Leal, que indicar a
dila casa.
.'- Francisco Brasileiro de Alboquerque e Jos
Coelho de Mello como lestamenleiio e lulor dos li-
lbos do linado coronel Francisco do llego e Albu-
querque, avisam ao respcilavel publico, que elles
Iceni revogado desde o dia de abril a procurado
que iinli.im oulorgado a Mximo Jos dos Santa
Andrade, pelo que daquclla dala em dianle sao nal-
los todos os actos que o mesmo Maiimo Jos dos
Santos Andrade baja de pralicar, como feilos sem
aulorisacAo delles, sendo que na mesma dala nomea-
ram seu procurador bstanle a Mauricio Francisco
de l.ima, com quem se cnlcuderao os devedores da
casa que foi do referido Mximo, perlcncenle por
compra c cessao ao linado coronel Francisco do Ile-
so e Albuquerque, e boje aos seas herdeiro*
ras.
Compnm-se notas do Banco do Brasil :
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um prsenle urna ucgrinha de
2 a H anuos, ou inesrao urna mulalinha que nao le-
iiln molestias : quem liver e quizer vender, annun-
cie por este jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com qbem iratar.
Compra-se urna duzia de colheres de prala pa-
ra sopa e una salva para :l copos com agua, tam-
bera de praia, ludo em bom uso esem feilio : uo na
leo de S. Pedro n. 22.
Compram-se apolices da divida provincial : na
ni j das Flores n. 17.
Compra-se para urna encommenda
na ra da Cadeia do Recite loja d miudc-
zas n. 7, um moleque de bonita (gura,
de idade 15 a '20 annos, paga-se bem:
a tralar na mesma.
Compra-se toda e qualquer porcao
deprata velba de lei sem feilio: quem
tiver para vender, dirija-se a ra do Col-
legio n. 15, agencia de leiles.
Gano.
Compra-se nm carro de i rodas e i assenlos, novo
ou servido, com tanto que teja moderno e torio :
quem :iver para vender annuucie para sci procura-
do.
Compram-se escravosde ambos os senos, e pa-
gara-se bem ; assim como recebem-se para se ven-
der de coinmi-ao ; ua ra Dircila n. 3.
Compra-se urna ou duas carrocas oualuuam-
se, para hoi, para condur,1o de lijlos : na ra da
Croz n. 111, se dir quem precisa.
Compra-se um prcto moco para todo o servico
de urna casa, como bem servir mesa : na loja n. fl,
prolima ao arco de Santo Antonio.
ScuDao.
Vende-se na rea do livramenlo n.:):(, |uja de
calcado, marroquim de cores a 79 a;duzia.
Rape de Lisboa.
Vende Antonio l.uiz de Oliveira Azevcdo, no seu
scu cscriplorio, roa da Cruz n. 1.
Rap de Lisboa.
Vendem Asando & Carvalbo, na sua loja, ra do
Qoeimado n. '.).
OI.EO DE RICINO.
Vendo Antonio l.uiz de Oliveira Azovedo, no seu
escriplorio, ra da Cruz n. 1.
Salitre superior
ebarato.
Na ra do Queimado n. li, em barricas do 1 ar-
robas e em purees menores, vende-se superior sa-
lilre.reliuadn c multo barato.
enebn em frasqueiras.
Cabos da Russia e Ie Manilli i.
Lonas, brinzo e brim de vela.
Pie da Succia.
Cemento amarcllo.
Vinho de Champagne e do Rheno.
Agurdente de Frauca.
Pianos de armario, de modelos novos.
Armamento de todas as qualidade;.
Alvaiade fino em pn, oeae tintas em oleo.
Pedras de marmarc para mezas e consol*.
Papel de peso inglez.
Papel de embrulbo.
Chicotes para canos.
Ferro em barra, vcrglnha echapi.
Couros de lustre.
Vendem-sc no armazem de C. I. Asiles Ov Com-
panhia.
Na loja de ferragens o miudezas da ra Nova
n. 35, vende-se lona de boa qa.ilidado a 21IJ rs. a
peca com 1M jarda-, e em varas a 800 rs. Na mama
loja vendem-sc msicas para piano e llaula.
Veuilcui-se sapales de couro de lustre pelo
preco de 3(200, saptus virados de dito para homem
a 23000, assim como couro de lu-iro muilo cin cun-
ta : na ra do Livramenlo, loja n. 21.
No aterro da Hoa-Visla u. 80, vende-se cho-
colate, nacarrin e lalherim a S00 rs. a libra, ceva-
dinha de Franca e sag a 1(20 rs. a libra, ervllba de
llollanda a 120 rs. grao de bico a 80 rs. eeper-
macele americana de composii;ao a 700 rs. a libra,
bolachiuha* americana quadrada a fOO rs. azeile
doce de Lisboa a .'illO rs. a garrafa e tapioca a 160
ri.
Vende-se Meca* grandes com farinba, a 1)000,
na ra do Amorim n. lili.taberna da esquina.
Vende-se urna porcao de espanadores, de n. 2
al n.7 : a Iratar na ra larga do Rosario n. 2(,
toja.
Vende-se muilo bom leile de tases ; noilargo
da Ribeiro, n. 7, das 7 as y horas do dia.
Camisas francezas.
Vendem-sc carnizas francezas,'muilo bem feilas
pelo barato prego de 5800 a duzia : na ra Nova
loja ii. 1.
charutos in s.
Vcndein-sc charutos finos dos mais acreditados fa-
bricantes da Rabia : na ra Nova loja n. i.
-- Vende-sena rundo Collegio n. < em casa de
J. Falque o seguinle : 1 cama de (erro de aima.o
iiitciramente nova, I consolo de Jacaranda' com po-
dra marmore, I piano vertical com eicellcnles vo/.es
e pouco usado : as pessoas que desejarem os meime'*
objectos dinjara-se a mesma casi cima amiiiu-
ciaila.
\ende-se snecas com inillio muilo bom e por
prego c mmoilo. holacliiiilias de ararula a ilKI rs a
Obra, ditas de soda a 400 rs. a libra, ditas de leile.
biscoulo por preco* moito mais commodos do que
em outra qualquer parte : na padaria da ra Di-
rcila n. 69.
Albaneza a 900 rs. o co-
yado '
Amda lia dessa econmica lazeoda ja bem conhe-
cida, de cor prela, luslrozas, com 1 a 7 palmos d
largura, nropna para veslidos, inanlilhas e oulro
latos : na ra da Queimado, loja n. 21.
Roupa feita de
Pars,
J. Fal3"e rarlicipa a seas fre^nezes que acaba de
receber m" completo sortimenlo dos objectos segain-
les : casaca-'- sobrecasacas, calca. mira prela d ollimo goslo, palilns e gndolas de
panno e casen)ira l""0la e de cor, golla de velludo e
outras, ditos de,rasemira atetada, feilio sohtecasaca
e sarcos, forrado'' de seda, dito ditos de core escu-
ras de 143 e mai'- ditos de merino de China e alp-
ca prela c mesclac1*- forrados de seda, gollas de cha-
raaloteeseda acol-00? e outras, ditas de seda do
diverses cores e qualidades, ditas de Me, sobre-
ludo de panno, diletrtf* borracha de dilferentrs qua-
lidades e procos, perneka* de zequins inglczes com H* Rrossa para o invern,
grande sorlimenlo de ui1'3''' saceos e saceos cora ma-
la de todos os lamanhos Para viagcm ; ludo se ven-
de por prego razoavel :fta. rua '> Collegio n. 4.
Vende-se um mulalinll' de i,lade de 13 annos,
sem achaque algum : na rua*10* Martirios n. 2ti.
Vende-se urna prela nin'J'. com lima cria de S
niezes, tem muito e muilo bom e'lc- 1,,e "So "5 che-
ca para o lilho romo pode criar off'" sem a menor
difllcnldade, pois ja est a islo acoslV!m!,0'a : a rua
da Sania Cruz n. 38.
Veinlcm-se caias com superlore*., velas de
carnauba, feilas no Aracal) : na rua da i)ae'a do
Recito n. 21, priiueiio andar. v
Rob I/Aleclcur, Vermfugo inglez, sais? lle
Bri'lol, pillas vegetaes, salsa de Sands : vender-
se estes remedios verdadeirns em casa de BarlholoX
mcu Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. lili.
trisas com vidros para vidraga, vidrosde boc-
ea larga com roldas do mesmo, o maior sorlimenlo
possivel: em casa de Rarlliolomeu Fraucicco de Sou-
za, rua larga do Rosario u. lili.
Vende-se muilo nova sement de cebolinho,
viuda ltimamente pelo vapor II. Pedro II : na
rua da Cadeia do Recito, loja n. 42.
Vendem-se superiores velas de carnauba, sac-
cas com farinba de mandioca, cera de carnauba, es-
leirs de dila, pelles de cabra : ua rua da Madre de
Dos n. 2.
Vende-se farinlia de mandioca de boa quali-
dade, em saccas de alqueire : no cscriplorio de An-
tonio l.uiz de Oliveira Azevedo, na rua da Cruz, pri-
meiro andar, sohrado n. 1.
AI ni rilina a 390 o cavado
Vende-se na rua do Queiraado n. 2t A, murgu-
iina com piulas de cores ede lindosgoslos, da largu-
ra de chila franceza, pelo diminuto prego de 320 rs.
o covado ; dao-se as amostras com penhor.
Vende-se um terreno eicellontc para edificar-
se por ser em urna das melborcs mas desla cidade
(.rua da Aurora) prximo a casa do Sr. Joquim Ma-
noel Carneiro da Cunha : a Iratar em Santo Amaro,
no litio que lica em frenle da igreja, ou na rua dos
mures, casa nova que lica (ronuira ao maro do
hospital de caridade.
Vcudc-se muito bom loucinho de Sanios a 210
a libra, assim como carnes e orellias, ludo do mes-
mo louciuliii i 120 a libra : na rua das Cruzes n.20.
Vende-se urna prela de meia idade com atou-
mas habilidades : uo aterro da Roa-Vista n. II.
Vendem-se m."'i poloes finos c de oulros, com
um pequeo loque d varia, por prerospnuUo liara-
Ios: na rua da Cadria-Velha 0.2, primeiro andar.
Vende-se um negro de nago, ainda mogo, e he
hoiii (inicial desapalciro; na rua da Cruz u. 29.
Cortes de chita.
Vendem-sc corles de vestido de chila franceza,
padres cscuros e cores fitas, pelo barato preeo de
3$ cada curte ; na loja de 4 portas, na rua do Quei-
mado II. 10.
Chales de tciiqiiim.
Vendem-se chales de loaquim bordados, boa fa-
zenda, por preco em conta : na rua do Quciroado,
loja de portas n. 10.
Pelles de cabra.
Vendem-se pelles de cabra muito em ronla, para
pagar conlas de venda : na rua da Cadeia do Reci-
to n. 57.
Vendem-se velas de carnauba da melhor fa-
brica do Aracal) feijAo em saccas de nm alqueire
vellio, muito novo a Ky a sacca : na rua do Vigario
n. :,.
Vende-se cavada de Lisboa a 23 a arroba, cho-
colate lambein de Lisboa, em latas de 8 libras a
38200, ditas de I libras a 2S : na Iravessa da Madre
de Dos n. .'>, armazem.
Vende-se urna negra criola, de bonita figura
boa cozinheiraeengommadeira : na rua do Oueima-
do n. 33.
Panno lino.
Vende-se panno lino prelo superior pelo barato
prego de 2jN00 rs. o covado : na rua Nova loja n. i
Velas de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recito n. .57,vendem-se supe-
riores velas de rarnaubn.em pequeas caias, por ba-
rato preco, para psgar conlas de venda.
BATATAS,
chegadas de Lisboa no ultimo navio : na Iravessa da
Madre de fleos n. Iti.
LIQUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarteis u. 21, quereudo acabar as miudezas que
csislem, vende barato alim de liquidar sem perda
de lempo.
franja com holntas para cortinados, peca Isikhi
Papel paulado, resma, (de peso) :ic~uo<)
Dito de peso, resma 2700
Laa de cores para bordar, libra 7JO0O
Penles de bfalo para alisar, duzia 38000
l'ivelas donradas para calca, urna 100
Croza de obrejas muilo linas fiaOOO
Lengos de seda linos, ricos padres 1J500
Caita de lindas de marca 240
Meias para senhora por 240
Penles de tartaruga para segurar cabello 3000
Gratas de canelas finas para peaaas 20000
Hilas de boloes linos para casaca 29OOO
Meias prelas para senbora, dozia 33200
Ditas ditas para homem 23800
I.acre encarnado muilo fino,libra 13800
Papel de cores, mago de 20 quadernos 10
Duzia de colxetes 720
Espelhosde lodosos nmeros, duzia 28500
l.inhasde novellns erandes para bordar 18600
Ricas litas escocezas e de sarja, lavradas,
larRas 900
Meias rruas para homem sem costura 38300
Ditas de -(Jan. 2, peca 380
frangas de seda branca, vara 400
Cali?9 ,le nm. duzia ijfioo
Pegas"0 "tas de cus 300
Lapis 6fti Kroza 200
Cordilo pa"a vestiilo, libra 13200
Toucas de b'ron(, P'ra menino 16200
Chiquitos de rifnn bordados para menino 13000
e oulros miiilos"?os 1ue se lornam recommenda-
veis por suas boasq,i'll.'<,;lllos e Qu0 "a0 duvidar.i
dar um pouquinho ma*s barato a aquello senhorlo-
gista, que queira a dinl|e'r" comprar mais barato
do quese compra em priraoiramao.
^al virgem de
Lisboa e potassada
Rnssia.
Vende-so na rua do Trapiche n.'.) e i'' cal virgem
de Lisboa, nova a 53OOO o barril, velba a 50 *.
arroba, e polajsa da Rnssia a 300 rs. a lili.'-
A melhor farinha de iian-
dioca em saccas
que existe 110 mercado : vende-se por prero raza~
vel.no armazem do Cazuza, ae caes da allandeV
n. 7.
Para luto.
Corles de vestido de cassa preta com 7 varas cada
um.de bonitos padres a 28000 : vende-se n rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
Cadeia.
lyioinhos de vento
com bombas de repuiopara regarhortas e bai-
la de capim: na fundigode I). W. Bowman,
na rua do lirum ns. 6,8 e 10.
A boa fama
Ul TEPE BARATO.
Libras de Imbasbrancas n. 90, 60, 70, 80, a
Ditas de ditas ns. 100 e 120
Duzias de lliesouras para costura
Dazias de ditas mais linas e raaiores
Magos de cordao para vestido, alguma cousa
13100
13280
I9OOO
13280
240
560
200
280
240
300
nm
600
aso
tao
sos
encardidus com 40, 50 e 60 palmos.
Pegss cum 10 varas de hicoeilreito
Cahinhas com agulhas francezas
Caitas com 16 nuvelus de buha- de marrar
Pulceiras encarnadas para meninas e sevhbras
Pares de meias finas para senhora a 210 aw
Miadas de linbas mnilo finas para bordar toTe
tirona de boloes muilo finos de madreperola
Oilas de ditos muilo linos para calcas *
Fivcllas douradas para calcas e colotes
Penles de verdadeiin bfalo para alizar, a 300 e
Pegas de fila de liaba brancas com 6 e meia
varas 50
Caitas cora cohetes grassos francezes 60
Carrileis de linhas de 200 jardas de muilo bo.
qualidade c de lodos os nmeros 80
Macinhos com 40 graropas, e de boa qualidade 60
Pares de suspensorios de bonitos padroes 40
Torcidas para candieiro, duzia 80
Tinteiros e areeiros de porcelanin, par 500
Carleiras de marroquim para algibeira 600
Canelas muilo boas de metal e pao 20 e 40
Caivetes de aparar peuuas 200
Meias brancas e cruas para homem, 160,200 e 210
I rancuih.i de laa de caracol e de todas as cures
palmo 100
Duziade penles de chilre para alizar, bous 800
Crasas de boles de lestes pintados 300
Pegas de fitas de coz 250 e 320
Carreteis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
xandre 40
Lidas prelas de roedinha muito boas 20
Cartas de lmeles dt boa qualidade I O
Duzia de penles alierlos para alar cabello 99600
Meios de lio Escocia para menino, brancas e
de core, fazenda muilo boa 210 e
Fivelas de ago com toque .de ferrugem para
caiga 40
Crasas de fivelas para sapalos 50
Carnudas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas 120
Cailililias de pao com palitos de fogo bous 20
Caitas com ."iO caitinhas de phosphoros para
charutos 00
Charuleiras de vidro 60 e 80
Casles para bengalas muilo bonitos 40
Atacadores prelos para casaca jo
Sapatiuhos de laa para criangas, o par 320
Camisas de meia para crianzas de peito 500
l'rancelinspara relogio, fazenda boa 140
Escovinhas para denles oo
Alem de lodas estas miudezas, vendem-se nutras
muilissimas, qne a vista de suas boas qualidades e
baratos prego, causa admiracao aos proprios com-
pradores na rua do Oueimado, na bem conhecida
loja de uiidezas da boa-fama n. 33. [
Gal de Lisboa.
Vende-se ama porgilo de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, e relalho a 33 o barril t ua rua da
Cadeia do Recito n. 50,
LUYAS l)E TORCA L.
Vendem-se tovas prelas de lorgal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baralissimo prego de I3OOO
o par : na rua do Queiraado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
\ endem-se espingardas franrezas de dous
mnos, muilo proprias para caca e por muito com-
eaodo prego: na rua da Cruz n. 26,
andar.
primeiro
Lm completo sortimenlo de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhns, peitllhos,
romeiras, camisiis, coifinhas e pelerinas ; lamhem
lem um completo sorlimenlo do ricas llores, enfeiles
pra cabega, tilas c os verdadeirns e modernos bicos
de linho : na rua da Cadeia-Vclha 11. 21, primeiro
andar.
Esleirs,' velas de carnauba e sapatos de
borradla.
I m completo sortimenlo de calcados de todas as
qualidades, lano para homem como para senhora,
meninos e menina-, ludo por prego commodo, a tro-
co de sedulas velbas : 110 aterro da Roa-Visla, de-
fronle da boucca, loja n. 14.
Superior cafe de primeira sorle, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
toja 11. 11,
Vende-se umsbanco novo de edicto de carapi-
na de amarcllo, urna pouca.de ferramenla do mes-
mo oflicio, urna rotula nova c urna porta com 12
palmos de altura, urna trave de boa qualidade coro
31 palmos, urna porgfio de cal branca, alqueire e
meio de areia fina de fingir e algunas pedras que
podem servir para soleiras o outra hombreira, e urna
que pude servir de saccada para alguma falla: na
rua do Rangel n. 21 a qualquer hora do dia.
(IROLAS DE LISBOA,
chegadas 110 ultimo navio, por prego muilo commo-
do : na Iravessa da Madre de Dos n. 16.
Charutos finos.
Vendem-se superiores charutos, por commodo
prego : na rua do Crespo, loja n. 10.
.! ouviii.
I.uvas de pellica de Joiivin para homem e senho-
ra a 19200 o par, egrvalas do seda pintadas a 19000
cada uina : na rua do Crespo, loja 11. 10.
REMEDIO IMCOM PARVEE.
PILULAS HOLLOWAY
Esto incslimavelospccifico, composlo inleiranicn-
(e de hervas medicinaos, nao conten mercurio, acra
alguma outra substancia delecterea. Benigno mais
tenra infancia, e a complcigao mais delicada, lie
igualmente promplo e seguro para desarraigar o ma-
na compleicAo mais robusta ; he inteirameiite inno-
cente em suas operuges c elleilos ; pois busca e re
move as doengas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes que sejam.
Enlre milhares|de pessoasl.curadas com estere-
medio, muilas que ja eslavam as portas da morle,
preservando em seu uso, conseguiram recobrar a
-.uni e Torgas, depois de haver tentado iuulilmenle
lodos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem onlrcgar-se a desespe-
racao ; fagam nm competente ensato dos cllicazcs
edcilosdesla assombrosa medicina, c prestes reco-
peraraoo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar esle remedio para
qualquer das segiiintcsenfcrmidades:
'Vccidcnlcsepileplicos.
Alporcas.
impelas.
Areias(mald'):
Asthrua.
Clicas.
Convalides.
Febre (oda especie.
Gola.
Ileinorihoidas.
Uydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Inllammagics.
Dcbilidadc ou etlcnua- Irrccularidade damens-
Iruaoao.
ou
para
falla de
qualquer
gao.
Debilidad
forgiis
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enl'ermidadesnn Ogado.
venreas,
r.ntaqueca.
Erxsipela.
Pebres biliosas.
intermitientes.
\eudcmse estas pilulas nocslabelecimenlo eerai
de Londres, n. 2i, .siraud, e ua loja de iodos os
boticarios, droguistas c outras pessoasencarreadas
de sua venda em toda America do Sul, Ilavana c
Hmpanha.
V*eude-seasbocelinhasa800rs. Cada umadella
contem uina inslruccao em porlaguei para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
inaceolico, na rua da Cruz n. 22, en Peruarn
buco.
Lombrgas de todaespe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obstruego de venlre.
Pll tsica ou consunipgao
pulmonar.
Ilctengan d'ourina.
Rlieiimatismo.
S>mploinas secundarios.
T'emorcs.
Tico doloroso.
I cela-.
Vcncrco (mal.)
FARIMIA DE SANTA CATHARNA,
moito nova c de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna tapido, Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por prego commodo : a trataj
com Caelano Cyriaco|da C. M., no largo do Corpo
Sanio n. 25.
Livros Classicos
.Vendem-se os scguinles livros para as aulas pre-
paratorias : liistory of Rome 33000, Thompson 23,
Poal et Virginio 2-3000 ; na praga da Independencia
ns. 6 e 8.
Ceblas de Lisboa .
As ceblas j se vendem mais baratas, e coulinoa-
g? a vender na Iravessa da Madre de Dos n. 21, r-
riazcm de Joo Marlins Barros.
SEMENTES.
SAo chegadas de Lisboa, eacham-se i venda na
,11a da Croz do Kecife n. 62, taberna de Antonio
Francisco Marlins as seguintts semenles de horlali-
.ccs, coma sejam : ervildaslurla, genoveza, e de An-
venaem-Se a preCO razoavcl, em casa de cola, feijio carrapalo. roto, pintacilgo, e amarcllo,
Iieoios de patento
inglezesdeouro, desabnete ede vidro :
ViigiisloC. de Abren, na rua
ilo Kecife, armazem n. .
pa
Cadeia alface re|iulhu rbanos, rabanetos brancos r encarnados, nabos ro-
to e branco, senoiras Inane,r e amarellas, couves
Irincduda, lombarda, esaboic, sebola de Selubal,
segurelha. coentro dc.louccire, repolho e pimpinela,
e nma grande porgilo de difiranles semenles, das
mais bonitas flores parajardins.
AGENCIA
Da fundieo Low-Moor, rua da Senzala-No-
va n. 42.
Nesie estabeleciment conlina a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias m oendas
para engeoho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de lodos os tamaitos nara
dito. *
le1$500
A 800 rs. o covado
de gi sdenaples de seda lurla-cres
vestidos : na rua do Crespo 11. 11.
DOCE
do 59 A,
confrcnle ao Rosario em Sanio Antonio, avisa ao
respeilavcl publico, que recebou o verdadeiro doce
casca de ;oaba, o melhor que he possivel encon-
trar-se nesta capital.
I Vendc-secaldcLisboaullmamentechegada,as-
Vende-se a muito acreditada padaria do Man-i,'mcomoPola,sada'tuss'averdadsira :napragado
linho, sita na casa do Sr. rirargian Teiteira, com CorpoSanlon.il.
CORTES DE CASSA PARA' QUEM ESTA' DE
LITO.
Vendem-se cortes de cassa prela muilo miada,
por diminuto preco de 25 o corle, ditos de casta chi-
ta de bom gosto a 2?, ditos a 29400, padroes france-
zes, alpaca de seda de qoadros de todas as qualida-
des,a720rs. ocuvado, laa para vestido tambem de
madree a 180 ocovado; todas eslas fazendasven-
dem-se na ruado Crespn.o.
Vende-se em casa de S. P. Johnston&C,
rua da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, candieiros e castigaes
broDzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de munigao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
A boa fama
VENDE MU) BARATO.
Leneinhos de relroz de lodas as cores para pescogo
,le senhora e meninas a I.-O00, baralhos de carias l-
oissiraas para vollarete a 500 rs., loucas de Ua pira
senhoras e meninas a (00 rs., luvas de fo da Escocia
brtinca* c de cores para homem e senhoras a 100,
500 e OO rs. o par, camisas de meia muito finas a
19, ricas lavas de seda de lodas as cores e bordadas
com guarnigoes e borlas a 33 e 3-5500, ricas abotoa-
duras de madreperola e metal para colleles e palitos
ge
muilas freguezias na Capunga, Alllictose Boa-Vis-
ta, alm da da porla, a qual lem lodos os pcrlenccs
a Irabalhar, e ua mesma lem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para tralar, na rua da
Soledade n. 17, 011 na mesma.
Vende-se farinha de boa qualidade, era"sac"-
cos de alqueire, medida velba a .V5OOO: 110 armazem
de Antonio Annes Jacomc l'ircs.
=Vcnde-se o verdadeiro e superior licor ab-
synthe, ltimamente chegado c por baralo prego :
na rua da.Cruzn. 26, primeiro andar. .
TENTOS
para vollarete.
Vcndem-so teios muilo lindos para vollarete o i
qualquer outro jogo, chegados do Frangae por pre-
go baralissimo : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja chegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de JoSo Marlins de Barros, Iravessa da Madre
de Dos n. 21, no armazem de Jos Joquim Pe-
reira de Mello, no largu da Alfaudega.
Guaran.
Na rua da Cadeia 11. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as libras quo o comprador quizer, por a 500 e (>00 rs.,'superiores meias de seda prelas para
pregocommodo. senhora a 2C500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, finissimas navalhas em
estojo- para barba a 29, ricas caitas para guardar
joias a 800 e 13500, eaitas muilo ricas com repiu t-
menlos nicamente proprias para costuras, peto ba-
ralo prego de 2?500. 33e 33500, papel proprio para
os namoradosa 10, 00, KO e 100 rs. .1 tolda, caudieia
ros americanos muito decantes, proprios para eslu-
^ danles ou mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que dito a 53. travessas de verdadeiro bfalo par-
prender cabello, peto baralo prero de 13. pailas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
marao dourada e sem ser duurada a 500, 700. 1^ e
(3500, escotas mailissimu finas para dentesa500rs.,
ricos toques com plumas c espelhos c pinturas (iuis-
simas a 23 e 39, cdarulciras linas a 23, riese galhelei-
ras para azeile e vinagre a 23, ricas e finissimas cai-
tas para rap a 23500 e 33, penles da bfalo, fazen-
da muito supertor, para tirar piolhos a 500 rs., ditos
de marlim muilo bous a 400, 500 c (illl rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de toldas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com etlractos
muilissimo linos n 19200, 13500, 2; e 23500, jarros
de porcellana delicados e de moderos goslos, com
,'ianlia franceza muilo tina a-1-, frascos com essencia
le rosa a 320, paos de pomada franceza muito boa a
I (K) rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
.igua de Colouia de l'ivcr a 480 e 13, -alineles linos
e de diversas qualidades. piis para denles o mais lino
qne pode daver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, c ouiras muilas perfumaras,
ludo de muilo jfflHo e que se \endein barato, tesouras
muilissimo linas, proprias para papel, para cortar ca-
bello, para unlja-, para costuras, trancas de sedas de
I bonitos padroes e diversasilarguras e cores, ricas lilas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras c cores,
; bicos de lindo Gnissimofl de lindos padres e lodas as
larguras, ricas fraujai- de algodao brancas e de cores,
proprias pala cortinados, e outras muilissimas colisas
' que ludo se vende por tilo barato prego, que aos pro-
prios compradores causa admirago: na rua do Quei-
1 iiiaHo, na bem condecida loja tic miudezas da boa
fama 11. 33.
Farinlia de nandioea.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de, -se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des Para P0^"8* 'raase com Manoel Alves Guer-
ra, na*'"'1 d0 Trapiche a. 14.
J
50000
I32OO
640
800
1800O
19000
500
.39000
33000
29000
13800
500
lamo
13200
320
600
500
640
700
200
800
500
39000
Gomma de ara ruta.
Vende-se superior gomma de ararula em barricas
e as arrobas : 110 armazem de Joao Marlins de llar-
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21.
Velas de Carnauba.
Na rua do Queimado n. 60. vendem-se velas de
carnauba em caitas de 10 a 60 libras, por menos
prego do que em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveilc a occasiao.
Folbiiilias
PAR o correrte anno.
Folhinhas de algibeira conicndo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parodiiaes, resumo dos im-
postosgeraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posluras, providencias sobre incendios,
entrado, mscaras, cemilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendiinenios o exponago da provin-
cia, por 500 rs. rada una, duas de porla a 160,
ditas ecciesiastiras00 de padre, rom a rea de S.
Tilo a 400 ris : na livraria ns. 0 e 8, da praga
da Independencia.
Relogios
ing e/es de par
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: tm casada
llenr \ Uibson : rua da Cadeia do Kecife a. 52.

tST OLEO DE LINHACA
em botijes de i libras a 19280 cada bolijao no t,
mazem de Tasso Irmaos.'
Sedas branca e de cores.
Vendem-se cortes de vestidos de seda branca e de
cores, por precos commodos : -na toja de + porla.,
na rua do yueimado n. 10.
1ECHANISI0 PARA EIGE-
IHO.
NA FLNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIKO DAVID W. BOWMAN, WA
RUA 1)0 BRM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
da sem pre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jectos de mechaoismoaproprios pira eokenbos, sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrurgso ; lanas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
goes ; envs e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, agu limes, bromes, parafusos ecavilhoes, moj-
nos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FNDigA'O.
e'esecutam lodas as encommendas com a superior
"nade ja conhecida, e com a devida prestezae eom-
modidade em preso.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundifao de ferro de D. W. Bowmann tu
rua do lirurn, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sonimentode laixes de ferro fun-
dido e_ bando de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por prego commodo e eom
promptidao: embarcan.*) 0 carregam-se em aer-
ro sem despeza ao comprador.
Em casa de Henry Brunn & C., rua da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Raesia.
Instrumentos para msica.
f.speJhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jerdins.
()leados para mesas.
Vislas de Pernambueo.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Navalhas a con lento.
Conlinua-se a vender a 88000 o par (preco fio) as
ja bem conhecidas navalhas de baiba, feills pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas e-
posigoes : vndem-se com a condigSo de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 dias
depois da compra, retlitoindo-se a importancia : em
casa de Aucuslo C. de Abren, na rua da Cadeia do
llecife n. 36.
Na taberna do largo do Carmo, quina da rua
de Dorias n. 2. conlina a vender-se manleiga in-
gleza a 180, 360, 610, 800 e 960 rs., franceza a 610 e
"O rs., banha bem atoa a 520, farinha de Maranhao
a IhO, alpisla a 200 rs., cevada a 120, sago' a 360,
bolaclnnba de ararula a 80, soda a 480, dita lis-
boense a 100 rs., cato a 200 rs., toucinho de Lisboa
a OO rs dito de Santos a 280, azeile doce de Lis-
boa s 640, carnauba a 180, de 12, 8 e 6 era libra.
Vendem-se barricas com farinha ile rigo da
ja conhecida marca MMM, muilo nova, e da quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por prego commodo : a fallar com 'bati Le-
mos, rua do Trapiche o. 17.
Genebra. I
Acaba de chegar frasqueiras cora verdadeira gene- ,
bra de llollanda : vende-se no armazem de Tasso Ir- *
niaos.
A boa felina
VENDE BARATO.
Kicos penles de (arlaruga para cabega ~.VN)
Dilosde alisar tambem de tartaruga 39000
Lindas meias de seda de cores para enancas 19800-
Bandejasgrandes e de pinturas finas 39,"49 e 59OOO
Papel de pesa e almago o melhor que pode
haver 43OOO e
l'cnnas de ago, bico de langa, o melhor que
ha,a groza
Ditas muilissimo finas sem ser de langa-
Oculos de a r macan de ago com graduagSes
Lunetas com aimagHo dourada *
lm.1- com armaco de tartaruga
JJilas com armacao de bfalo
Uilas de 2 vidroscom armacao de tartaruga
Toucadores de Jacaranda com bolis espelhos
l>itos sem ser de Jacaranda l^Ot) e
"Meias prelas comprlas de laia
Bengalas de junco com bonitos casles
Ricos chieoles para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Grvalas de seda de todas as cores a 18 o
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
I'enles muilo finos para suissaa
Escovas muilo finas para cabello
Capachos piulados cooipridos
Boloes finissimosde madreperola para camisa 13200
Quadernos de papel paquete muito fino 80
Bonitos sapalinhos de merino para enancas 1J500
Ricas canelas psra pennas de ago a 120 e 200
Kicos porta relogios a 15800 e 28000
Rica* caixas finas de metal para rape a 500 e 600
Escovas muilo finas para unhas a 320 e 640
Ditas finissimas para cabello 15500 e 2SO00
Dilas ditas para roupa 18,1S2O0 e 25OOO
Papel de linho proprio para cartorios, resma 4J000
Pinceis finos para barba
Duzia de lapis moito finos para desenlio
Lapis finissimos para riscar, a duzia
Dnzias de facas e garfos finos
Dilas de facas e garfos de balango moito Tinas 68000
Ditas dilas muilissimo finas, cabo de roarfim loaOOO
Caivetes de aparar pennas muilo finos 800
na rua do Queimado, nos Qnatro Cantos, na hija de
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendasda boa fe.
RELOGIOS coberlos e descoberlos, pequeos
e grandes, de onro e prala, patento inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ultimo paquete inglez : em casa de Southall Meltor
Si Companhia, ua rua do Torres n. 38.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundigo da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na rua do Bruro, logo
na enirada, e defronte do arsenal demarinha, fia
sempre um grande sortimenlo de taixas, tanto de
fabrica nacional como cstrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despeis. Os
pregos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO. ^/
Na fundigo de C. Starr & C, em SanK''*
Amaro, arham-se para vender arados de ferro dtsu-
perior qualidade.
Desappareceu no domingo, 4 do correnir, um
preio por nome Antonio, nsgo Congo, pelo fallar
parece rrwulo, idade 40annos, com os signaes se-
guinles : baiiu, bstanle grosso, cor bem pretil, tem
um pequeo deleito no olho eiqoerdo que o faz o-
Ihar alravessado, nariz afilado o beigo de baivo usa
pouco cabido, barriga bstanle grande, sem barbas,
cara redonda, ps regulares, levou vestido do us pa-
res de calsa de riscadinho azul j/ usados, Ires cami-
sas, sendo, uina de madapoln,/oulra de algodao a-
zul escuro, e outra de 13a com lisias de cores atra-
vessadas e compridas que ch ,am at os joetr ios, um
palito verde usado, ainda 110 w, e om par de sapatos
de borracha: pede-se as edades polio laes ou '
capilaos de campos appre' meo lever u a rua
do Cotovello, a seu scnbor f I 1 a vare di j Aqui-
110, que sera' recompensado.
Fugio no dia i de maio do lugar de Sai ii'Anna,
Ireguezia do Pogu da Panella, o mulato Joquim
de 2(1 annos de idade, lem a cara beiigosa, um tan-
to barrigudo ; levou chapeo de couro, ole a de ris-
cado e camisa de madapolao ja velha, re iga-se aos
capilaes de campo e autoridades policiaes a captura
do mesmo, levando-o ou em Ssnl'Anna, 1 -asa do fi-
nado Nicolao Kodrigues da Cunha ou no Recito na
rua da Florentina n. 6, que sera' recompt insado.
fo dia 1" do curenle mez fugie tima parda
de nome llosa, que representa 35 annos de idade,
com ks signaes seguidles: altura menos >que o re-
cular, denles limados,orelhas rasgadas no lugar dos
brii.cos, tendo por esta razao novos furoa. pes apa-
Idetados por causa de bixos, levando vestido de chi-
la desbolada, panno da cosa com lisias encarnadas,
e quaudn anda parece puchar por nma | erua : quem
a pegar leve-a a rua Augusta o. 56, cue sera re-
pensado.
Fugio uu dia 27 de abril o escravo Manoel, da
25 anuos de idade, mameluco, alto, coi ptenlo, lem
lalta de um dente na frente, rosto gran le, principia
a bagar, btstanle regrista e cautadoi, natural do
Grato, provincia do Ceara, o vendido m >sla provincia
por onlcm de Joiquim Lopes lia\ mu 11 dn do Bilbar:
roga-se as autoridades policiaes, capiaus de campo e
qualquer pessoa do povo a caplura do raesmo, sendo
couduzido a rua do Collegio n. 16, qu' sera genero-
samente recompensado.
Contina andar fagida a preta M erencia, cri-
ola, idade de 28 a 30 annos, pouco 11 iais ou menos
com os siguaes seguintes : falta de deul es na frente ,
urna ds orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua do Brum, armazem
astucar o. 12, qoe ser bem gratificad >.
i
4
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t
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1
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fr
de
PERN.: TP. DB M. F. DB F/VBJ*. 1856
MUTILADO
ILEGIVEL


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