Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07379


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Full Text
ANNO XXXII. H. !IO.
*#
Por 3 mezes adiantados 4j-:0OO.
Por 3 mczcs vencidos l|500.
DIARIO
i
c

QUINTA FEIRA 8 DE IMAIO DE I85G.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADO& DA SUItSCMPCAO' RO NORTE.
Parahiba, o Sr. Cervario V. da Nalividade ; Natal, o Sr. Joa-
qun) 1. Penira Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lemos Braga;
Ceart, o Sr. J. Jote de Olireira ; Maranbao, o Sr. Joaquim Mar-
que* Rodrigue! i I'iiuhv. o Sr. Domingo Uerculano A. Pcssoa
Ceareose; Par, oSr. Juitiniaoo J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
Djmo di Cosa.
PARTIDA DUS COKKEIOS.
Olinda : todos os das.
Caruaru, Bonito e Garanbuns: nos das 1 el!F.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
(oianni e Parahiba segundas e sexlas-feirai.
Victoria e Natal as quintas-feiras.
AUDIENCIAS D Tribunal do commercio quarlas e sabbados.
Heladio : lercas-fciras e sabbados.
Fazenda : quarlas e sabbados as 10 horas.
Jui/o do commercio : segundas as 10 horas e quintas au meio-dia.
Juizo de orphaos i segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel ; segundas e sextas ao meuwlia.
Segunda vara do civel: quarlas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMElllDFS DO ME/DE MAIO
4 La aos 24 minutos. 48 segundos da larde.
11 Quarreseenle as 5 horas, 37 minutos e 48'segundos da t.
20 La ii aos 22 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quaeninguante as3horas, 15 minutse 48segundos da lar.
P RE AMAR DEDUJE.
l'nmeiri 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda horasefi minutos di larde.
DAS da semana.
Segunda. S. PioV P.; S. Angelo r. id. :S. Gemeniano m.
(i Terca, 8. Jao ante-portaiu lalinam : S. Joao Damaceno.
7 (.luana. S. Estanislao b. ; m. ; Ss. r'lavio c Augusto irs. mm
8 Quinta. Ap|i iri'.v) de S. Miguel no monte Garganu. S. Ileladi
!> Sexta. 8. Gregorio Naziaieno b. doulor da Igreja.
10 Sabbado. Anlonino are.: Ss. Blanda e Pbiladeljihia.
11 Domingo Pascoe do Espirito Santo. S. Fabio.
E.VCAItKEGADOS DA MT.Si IPi \l NO SUL.
Alagon, o Sr. C.laudino Falcio Das ; Bahia o Sr. I). Duprai:
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereirt Hartins.
-
PEHNAMBLCO.
O propietario do DIARIO Manoel Figaeiroa de Faria, na tul
linaria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
Achando-se rcgularisadas as agencias dos cr-
relos de Bezerros, Bonito, Caruara', Altinlin, Gar-
ntalos, S. Lourence, Po-d'Alho, Limoeiro, Noza-
relh, Brejo, Pesqueira, Inga/eira, \ illa-He 111, Boa-
Visls, Ouricury, Exu', Cabo, Ipojuca, Serinhaem,
Rio-Forrooso, lu, Barreiros, Agua-Preta c Pimcn-
teiras, o proprielario desle Diario declara a lui-
os senhores qne qurzerem suhscrever para o inesmo,
qaa a remessa ser feila coni a maior regularidade,
pagando aomente l"* por quartel, e fc.indo por conla
da lypographia o porte.
PARTE OPFICIAL
OVERNO SA PROVINCIA
Expediente do di da malo.
Oflicio Ao Eun. hispo diocesano, parci pando
qoe transporte Legalidade lem anda de demorar-
se na porto desta eidade alguns das, pelo que poite
sacerdote qoe S. Exc. Rvm. designou para ca-
pellao do presidio de Fernando, apromplar-se para
ir no mesmo transporte.
Dito Ao Exm. commandante das armas, com-
rnuatcando qoe no da (> de abril ulinno, fallecer
na colonia mililar de Pimenleiras, o soldado colouo
joaqnim de Sanl'Anna. .
Bilo Ao cliefe de polica, approvando a delibe-
rac,ao qne S. S. tomou, de mandar concertar pela
directora das obras pulilicasos lampeos grandes que
illominam o interior da casa de detenerlo.
Dilo Ao inspector da Ibisonr.iria de lazenda,
para que a vista da couta que remelle, maudc pagar
ao pharmaeeutico Joaqun) de Almeida Piolo, a
quanlia de 1:177521(1 rs., importancia dos medica-
menlos fornecidos pelo mencionado pliarmaceulico
ao doulor Ignacio Firmo Xavier para os hospitaes
das freguezias de S. Jos e Santo Antonio, estabele-
cidos no convenio do Carmo.
Dilo Ao mesmo, devolvendo o requenmento
ero que Antonio Josc Coelho do Rosario pede por a-
foraraento um terreno de marinlia alagado no Forte
do Mallos, ero frente de urna casa qne fui do fallecido
Francisco da Silva, afim de que mande passar Ululo
ao supplcanle, do meDcionado terreno.
Dilo Ao mesmo, remetiendo as follias dos em-
pregados e coveiros do cemilerio publico, relativas
ao mez de abril ultimo, ulimde que mande salisfazcr
a su a importancia.
Dito Ao mesmo, para mandar pagar n Miguel
dos Aujos Montero e Joaquim Carneirode Andrade,
sendo a esta a quanlia de 17 i m r-,. a quelle, a
de 16-7000 rs., importancia de alugueis de cavallos
para conducho de soccorros publcos]para a comarca
de Flores.
Dilo Ao mesmo, mandando abonar ao doulor
JoSo Jos Ferreira de Aguiar, a ajuda de cusi que
Iba compala como depuladn assemblea gcral lo-is-
laliva por esta provincia.
Dito Ao mesmo, recommendando qne mande
sasfazer pela verba-soroiirros publico*, as despezas
que pato eougcllio aJuiiuistralivo do cutrimo*iio do
orphaos, se fotein fazendo com os meninos e meni-
nas orphaos que, em cunsequencia de se acliarem
despmoarados por causa da epidemia reinante houve-
rem de ser recolhidos aos respectivos eollegios, por
ordem da presidencia.
Dilo Ao cnsul portuguez. Accusando o reee-
bimenlo da coinmunicaoun que o Sr. Joao Baptisla
Moreira, cnsul de S. M. Fidelissima, me dirigi em
dala de 20 do mez prximo lindo, solicitando provi-
dencias desle governo para que se effeclue a arreca-
dac,Ao e inventario dos lien- deixados pelos subditos
porlugoezes Joaquim Alves da Fonceca e Manoel
Joaquim da Costa, fallecidos da epidemia reinanle,
o primeiro, no lugar de Cchoeira da freguezia de
Papacara, e o segundo no engenlio Urub na comar-
ca de Goiinna, tenho a dedarar que nesla dala ex-
peco ordem as autoridades respectivas para qoe pro-
ceda ni na forma da lei.
Olanlo ao ol icio que em -Jii de Janeiro me foi di-
rigido pelo Sr. Moreira relalivamenle ao escravo Jo-
s, que L'iz Urbano da Cunta Andrade, morador na
engeuho Serr.i-.Nova da frdhuezia da Escada, em um
anaselo publicado no Dimrio de I'ernambuco, diz
ler pparecido em sua casa, a pcrlencer a um finado
subdito portuguez por nonio Vicente Padilba, cum-
pre dizer-lbe que em dala de'.) de fevereiro ultimo,
exig do jniz municipal de Cabrob as necessarjas in-
'formaefie.-. que apenas cliegarem ao meu conheci-
manlo sero Irausmiltidas a esse cousulado, assim
como todas as noticias que eu Tur oblendo acerca
dos oulros casos semellianles. Ofticioo-sc a respai-
lo ao supradilo juiz.
Dilo Ao presidente ido, consellio administra-
tivo, declarando que na compra da farinlial para
fornecimento do presidio de Fernando, deve o
mesmo conselbo ler em vista o que propoz o inspec-
tor da (hesouraria de fazenda no trecho do oflicio
que se llie remellen por copia.
Dito Ao commandanle da estaoo naval, para
maudar desembarcar com guia, visto ler apresenta-
do sencao legal,a Manoel Camillo da llora, que foi
enviado a S. S. como recruta.
DHo Ao director do arsenal de guerra, para que
depois de lavrado o competente termo, mande alis-
tar na compaubia de aprendizes do mesmo arsenal,
o menor Francisco de Paula. Olliciou-se ao juiz
de orpbaos para lavrar o termo de que se Irata.
TamlH'in maudou-se alistar ua referida conipaohia,
o menor Francisco, que ser apresenlado por parle
de Joauna do Rosario GuimarAcs Machado.
Dito Ao mesmo, mandando que enlrcgue ao di-
rector do collegio dos orphaos, o Africano livre de
nome Anlonioda Cosa, para ser empregadono mes-
mo collegio.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinlia, re-
commendando que mande fornecer por empreslimo
ao director do collegio dos orphaos em Olinda, cem
lampeiies para illuminar-sc a frente do collegio de
Sania Thereza em a noile de 3 do corrcnle. Com-
municoii-sc ao presidente do respectivo consellio ad-
ministrativo.
Dilo Ao director das obras publicas, approvan-
do a deliberaeao que tomou de elevar a .'teOOO rs.
diarios o jornal que percebia Francisco Xavier Soa-
res, como meslre da obra do calc.amento das roas
desta eidade. Communicou-se a Ihcsoararia pro-
vinciaj.
Dilo Ao mesmo, inteirando-o de haver em vista
de>n,i informac'n, autorisado o.inspeclor da Ihesoa-
raria|proviucial a abonarao adminislrador d.i obra do
canal do pantano de Olinda, Antonio Nnrberlo de
Sooza l.ealdade, urna gratifica (ao mensal de (KteOOO
rs.,a contar de 22 ilc dezembro do anuo passado,
ale 22 do ju citado mez de abril.
Dito Ao joiz de direilo de Nazarcth, dizenHo,
que visloj se adiar a epidemia inleiramente cx-
liucta D^quella comarca, rccomniendeSinc. aos m-
dicos que all se acbam, que sigam quaolo antes,
sendo o Dr. Ernesto dos Sanios Machado, para Flo-
res, e o Dr. Bemvenuto I'ereiri do|l.ago para Ouri-
cury. Neste sentido olliciou-se Jaos referidos m-
dicos.
Dilo A o director ila colonia militar de Pimen-
leiras, acensando recebido o mappa, que Smc. re-
meneo das pessoas que fallecern) da epidemia na-
quella colonia desde o 1 de fevereiro al 15 de
marro, ludo desle anno.
Hilo Ao commandante do corpo de polica, pa-
ra que depois de dar baixa ao soldado daquelle cor-
po Bellarmino Ferreira Soares, remctla-o com segu-
ranza ao inspector daalfandaga, vislo ser elle deser-
tor da escuna I.yndoia. Communicou-sc ao refe-
rido inspector.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
dizendo licar inleiradode haver Caetano Mendesda
Conha Azevcdo, arrematado poi 180^100 rs. anim-
aos, e por lempo de 2"> mezes a renda do sitio da es-
trada de Bellcm, o declarando que approva seme-
ntante arrematarlo.
Dilo A Francisco Rodrigues da Costa I.accrda.
Tenho presente o seu {oflicio em que me couimunica
ocurso, que a epidemia reidanlc apresenlou nos lu-
gares por uiidc Vmc. andar, prestando osseus ser-
vicos medico- pobreza desvalida. A
Por diversiu occasics fui informado do qnantn
Vmc. se dcsvellra em accadir aos aecomniellidos da
epidemia, servindo-se dos medicamentos particula-
res do delegado de Olinda, no obilantc nao adiar-
se Vmc.em commissao do governo: pois Idilio moi-
ta satisfaco nao sii de roconheccr como de agradecer
o seu importante auxilio, em urna occasiiio (ao lamen-
losa a urgente.
Dito Ao adminislraeor do cemilerio publico,
rccnmmendando que faca cessar desde ja com as des-
pezas extraordinarios que se estilo faiendo com o
inesmo cemilerio,em consequencia da epidemia, de-
vendo o trrico let feito como d'anles.
DiloAcamara municipal do lenlo, recommen-
damlo, em consequencia de deliberaeao da asecmblea
provincial, mande chamar um supplenla para sup-
prir a vaga deixada por Joao Alfredo Correa de Oli-
veira, coja cleieao foi considerada nulla.
Dilo A cmara da Victoria, declarando que a-
cabam de ser remedidas a assemblea legislativa pro-
vincial, as conlas da receila e despeza daquella c-
mara, relativas ao anno linanceiro da 1851 a I8S5,
a bem assim o respeclixo orcameolo para o auno de
1R56 a 1857.
Portara Ao agente da companliia das barcas de
vapor, para mandar transportar ale o Cear por con-
la do governo, em um dos vapores que passar para o
norle, a Francisco Rodrigues da Costa l.acerda.
Dila Ao mesmo, mandando dar passagem para
a corle por conla do governo, no.vapor que se es-
perada Norte, ao alteres de l. linda Manoel Joa-
quim de Souza e sua familia.
Oflicio Ao Eim. presdanle das Alagoas, devol-
vendo coberlo com copia da informaeao do marechal
commandante das armas, o requcrimenlo do soldado
do 8. balalhilo de infanlaria Cosme I lami.lo.
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazend
para que a vista da Tulla que remelle dos entrega-
dos da enfermara da freguezia de Sao Jos, mande
pagar aocommendador l.uiz Gomes Ferreira,tliesou-
reiro da commissao central de beneficencia, a quan
lia de 5829900 rs. importancia da mencionada fa-
lla. Ioleirou-se ao supradilo comraendador.
rOLHETOL
4 IA(0NARI4 DAS 1LLHEIES.
Po* Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
XXIV.
O niai- profundo silencio succerira s conversa-
'joes particulares ; cada mullier eslava assentada em
seo Ingar.
Madama de Pressigny, que s designaremos d'ora
em dianle pelo seu Ululo de (riloMeslra, .is-onla-
va-se sobre o Ihrono de columnas torcidas. Trazia a
tracollo om cordao azul ondeado, do qual penda
urna Irollia de onro, insignia de seu posto.
As pralicas a que o leilor vai assislir sao, com
poucas variaces, as mesroas que eram no secuto
XVII a XVIII. Dissemos que a Maronaria das Mn-
Iheres lomara grande parle de suas ceremonias e de
snas provac/iea da maronaria dos liomens. Islo he
ISo eerlo, que ha unssesseola anuos foi tentada urna
fusilo enlre as doas seilas, e leve mesmo um corne-
jo de execucao sob a presidencia da vicc-rainba de
aples, e de sua alteza o duque de Cliarlres, sobe-
rano Grao-Mcslre de todas as lujas.
Nao elevamos aqu urna lliese acerca dessas prjjj-
cas, cojo todo se nao escapa absolutamente o'ridi-
culo, merece de certo o respailo devido 15 (radiceoes
que tam a idade do mundo. Esses v;jfjgos mvste-
riosos de urna fabola conslruidT0m os proprios" ma-
tenaes da Biblia, cssas crncas archilecluraes, esse
esiorco violento para ftTja poesa as vezes lgubre,
esse cuidado de iguabjade c de fraternidade que apo-
ffS^grWW'Ktuilu de individuos ao sahirem
ao ercs-cTasjdades, ludo'isso n3n deixa da ser um
'><- grandioso. Demais a idea que sobrevive a cs-
as rormas antigs anda lie assas alia e vivaz para
desafiar a zombaria.
A Grao-Mestra lanroo a visla sobre a assemblea,
e depois em torno de si.
A'suadircUa.diavam-se as innas zeladoras, as
iimilas depositaras a as muas hospitaleras.
A esquerda as irmaas serventes, as irm.las orado-
ra* a as irmaas conductoras.
Urna das ultimas era Marianna.
A tirao-Mestra bateu cinco vezes sobre o aliar
com um. mar le h> de 011ro.
A esse signal adianloo-se urna das irmaas ser-
ventea.
Dilo Ao mesmo, declarando que os utensilios
qne scrviam nos huspilaes que se liouverem encer-
rado e nos que forem de 01a em diantc, devoran,
depois de examinados a visla das relaecs existentes
nos mcsmos bospitaes, serem,recolhidos ao arsenal
de marinha como pcrteucentcs a fazenda nacional,
al que o governo Ibes M o destino que julgar con-
veniente. Coinmunicnu-se aniprcsidenle da com-
missao de livgieue publica.
Dito Ao chele de polica, inlerando-o de haver
expedido ordem a thesouraria provincial, para pagar
estando nos termos legaes, as conlas qoe S. S. remet
leu das despazas feilas no mez de abril ultimo, com
o sustento dos presos pobres da casa de delencan, e
com as dilas fornecidas aosqne se acbam recolhidos
respectiva enformaria.
Dito Aojuiz relator da junta de joslija, trans-
millindo para ser relatado em e-.vida mesma junla
o processo verbal, feito ao soldado do 1. batalhao
Je arlilhaiia a p, Antonio l'ereira da Silva. I'ar-
licipoo-se ao Exm. marechal commaodanle das ar-
mas,
Dilo Ao director do arsenal de guerra, decla-
rando qoe nao approva provisoriamente a delibe-
radlo que S. S. (omou de organisar una seccao de
20 praras da companhia de artiiic.es para sob a de-
iiiiiinnacao de sapadores bombeiros, (rabalbar com a
bomba de apagar incendios, existente naquelle arse-
nal, mas lambem o aulorisa a abonar pelas ferias
dasoflicinas 80 res diarios a cada urna das pravas
da referida scejao. Fizeram-se as necessarias com-
municarOes.
Dilo Ao commandaiile superior de Goianna,
approvando a deliberadlo que S. S. lomou de man-
dar substituir lodos os mezes por nutras, as pracas
do destacamento de guardas nacionaes daquella ei-
dade, e declarando que, logo que seja possivel, serSo
os guardas naciouaes dispensados de semelhunte ser-
viro.
Dilo Ao juiz de direilo de Nazarelh, dizendo
que d desde ja por finda a commissao dos dous m-
dicos que alli se acbam por ordem do governo, com-
primi que files parlam quanto antes para os loga-
res que se lhes designou.
Dilo Ao presidente do patrimonio dos orphaos,
inteiraiido-o de haver em visla de sua informaeao,
deferido o requeriraento cm que Antonia Acelina
dos Santos, pede a admi-'io no collegio das orphaas
de una sua lilba de nome Mara da Canee icao de
Azevedo.
Dilo Ao commandante do destacamento de Se-
ritilifieni, recommendando que faca destacar para o
termo de Barreiros, algumas praeas da forea a seu
mando, da maneira que for mais conveniente ao
aerviro publico. Communicou-se ao juiz munici-
pal daquelle termo.
Portara Humeando a Manoel Francisco da
CruzCoulo, para exercer temporariamente o lugar
de eserivando crime civel c sesondo tabelliaoilo pu-
blico da villa deCaiuarii, durante o impedimento
do cscrivao l'.ellarinino Firmiuo Bczcrra de Mello.
I i/eram1: as necessarias commiiiiicares a res-
peilo.
Jnlgammlot.
Appellanles e appellados conjdamenle, Jesuno
Ferreira da Silva a F'rancisco "as Ferreira.
Jiilyon-se nulla a senlenca, eandon-so descer
a causa nara ser julgada pelo jai arbitral.
Emltargaiile, Antonio LoureoaTavarcs, embar-
gado, Sebasliao Jos de Barros j-eto.
Foram desprezados os embars
Embargante* Manoel Pereira ijalhese oulros ;
embarcada i). Marianna Domlhiluaquiua.
Recclieram-se os embargos,
/"a.ssajeit.
Appellanles, Barrora & CasJi arrpallada vio-
va Martin.- de Carvalho, por '1/ como lulura de
seus tillio..
Do Sr. desembargador Giaaan Sr. desembar-
gatlor LeAo
Appellaote, Antonio GumeiPeoa ; appellados,
Marcolino (jonc,alves da ^ilvajonro*.
Do Sr. desembargador Villana Sr. desembar-
gador l.eo.
Oislrieuits.
Appellanle, Anloiio Gonc*eValen(e ; appel-
lado, Antonio Fcrrein dosSatoe ^aminha.
Ao Sr. desembargaior Lea
Appellanle, JoSo Jo do ;g ; appellado, An-
tonio Jos de Oliveira
Ao Sr. deaembargadr 1 iilim.
. Em que hora estamos? perguntuu a (ir.lo
' Me-tra.
Na hora era que nasce o sol.
Ouo significa essa hora'.'
Aquella cm que Moyses culrava no tabern-
culo de allianca.
Vislo que reunimo-uos aqu para imita-lo, ad-
virla as uossas charas irmaas, tinto do lado da Eu-
ropa, como do lado da frica, e do lado da Ameri-
ca de que a leja esl aberla.
A irniaa srvenle bateu palmas cinco vezes.
Ouvio-se nm rumor u porta da entrada.
Ouem esl al'.'disse a Grao-Mestra. Sebe
um profano, afaslai-o.
lie urna discipula da sabedoria qne des;,:a ser
recebida por macona, respoDdeu orna JmAa zela-
dora.
Conheceis-lhe todas asqualiftiles requeridas'!
Todas.
Bemdilosscjam cnlao nossor,r,,balhos, pois va-
mos dar mais om sustentculo no,sa nstituicao I
lima das nossas irmaas coiiucloras jmroduza a as-
pirante.
Marianna sabio do p.'opo em que eslava confun-
dida, e dingio-se pard a por(a#
Amelia appareee-u enlao vestida de branco, leudo
os pos descalsos, as raaos aladas o os olhos vendados.
A' sa euljada as mnlheres linliam deixado os
bancos, e ;aviam-se collocado em p formando duas
linbasj,
Marianna conduzio Amelia presonra da Gr3o-
Meslra depois de ler-lbe feito rodear o altar.
(Jue motivo aqui voslraz'.' pergunloo a Grao-
Mestra.
O desojo de ser iniciada, responden Amelia.
A inconsequcucia e a curosidade nao lem par-
le nesse passo 1
Nenhuma.
Sabis quacs sao os deveres de orna macona '/
Consistein cm amar suas irmaas, am ser-lhes
ulil e em iuslruir-so ua pralica de suas virtudes.
Nao dizes ludo, tomou a Grao-Mestra ; a ta-
refa principal da maeonaria he procurar fazer o ge-
nero humano lio pcrfeilo quanlo pude ser. Elevan-
do-nos cima dos preconccilos, so temoso cuidado de
;.;rangear o reconbeciuienlo geral. A obrigarao que
idas conlrahir vos eonlirmar na idea de vossoi de-
veres para com a hnmanidade, a religiao c o esjlado.
Alas, aprzar da conlianea e da eslima que me inspi-
(*) Vid Oariu o. 108.
raa, he indispensavel que en consulte aloja
apenas a primeira enlre minhas iguaes.
Diriiudo-ie assemblea :
lia alguina de vos. charas irmaas, que sai op-
ponha i r.-i-.-1 .i;.,,, da aspirante ".'
Nenhuma voz se elevou.
Enlao soltai-lhe as maos; be preciso eslar li-
vre para entrar na nossa ordem.
Marianna corlou os lacoede Amelia,
lllm. Sr.--Accus.inrto a rcccpc^o dos oflieios de
V. Exc. de 2fi o 28 do crrenle, em que me cominu-
nica que foram MSMI mesmas dalas dispensados d
commissao de que por V. Exc. foram encarregados
os acadmicos desta i.ieuld ,.le Pedro Antonio Cesar,
e Bellarmino Correa de Oliveira Andrade, leudo
se elle> prestado com a maior dedicacao e zelo no
desompeuho da mesma commissao; lenho a honra
de levar ao conbecimenlo de V. Eic. qoe do ludo
fleo cienle.
Dos guarde a V. Etc. Bahia c facilidadr de me-
dicina 30 de abril de 1856. lllm. e Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de I'ernambuco,Dr. Jonatbas
Alboll, director interino.
Em observancia do respeilavcl despacho relro, cer-
tifico que no da 15 de abril desle anno, foi publica
da nesla cstaeao urna ordem dodia do Iheor eguin-
le, a qual foi registrada ueste brigue barca, corveta
hlice lieberibe. e brigue rearen.se.
ORDEM DODIA N. II.
O rhefe de divis,1o commandaule da oslaran na-
val, acha opporluoo louvar ao Sr. segundo cirurgiao
do corpo de saude da armada Dr. Beroardino de
Sena e Silva, embarcado no vapor lieberibe, pela pe-
ricia e.iocansavel solicilude, que descovolveu nos
dias afflielivos porque acabamos de passar, aecudin-
do, quer de dia quer de noite, m pracas que eram
accoinmellida* do cholcra-morbus nos navios da es-
tarlo surtos ueste porlo. as quaes tralou com toda a
hnmanidade, conservando-se constantemente junto ,i
ellas, lano bordo como na enfermara de marinha,
de comliinacaii com o facultativo della incumbido ;
ao que se pode razoavelmenle allribuir a pequea
perda que livemos; sendo que por este motivo o mes-
mo chele de divisAo se congratula com o dilo Sr. se-
gundo cirurgiao, e determina qoe esla seja Ianrada
em seu assentamentru
Itonlo do brigue barca Itamiiraca surlo no mos-
queiro de I'ernambuco, 15 do abril de 1856. As-
signado Joa Alaria ifandcnkolk, ebefe de di-
visao commandanle da estacan naval de I'ernambu-
co. liordo do brigue barca /amarar surto uo mos-
queiio de I'ernambuco, 5 de maio de Ism. /;u;e-
bio Jote Anlunes, primeiro lenle da armada, se-
cretario e ajodanle de ordens.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Setso judiciaria em 7 de maio de 1856.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Souza.
Estiveram presentes todos os membros do tri-
bunal.
EIT5HQR.
<:ORRESPOXDEN(A DO DIARIO DE
PER.\MRXX>
l'41f.
6 dibril.
Na Inglaterra, ainda ia vez Iz o governo bri-
lannico lentalivas para to.,r raai severa a obser-
varao legal do domingo :,0 aereia que eja islo
urna lula entre a arislotda e povo. Vcrdade
he que o partido que suslca dejma maneira 13o
rigorosa c 18o desptica o.potw do domingo, he
composto principalmente 4icla*s medias.
Na aristocracia c no pov Us uses superiores e
nas dasses inferiores, reina la .cdida. ou de to-
lerancia ou de HidifTerenca niqie, e se nos recor-
darnos do numero considet>de protestos qoe
bao sido dirigidos ao governoeaiariaiucnlo contra
a inlaeo do domingo, c pfqieuorme maioria a
cmara das commnns se assojQi isto, nao pode-
mos negar a Torca da opiniao ale resaeito. En-
Irclanlo llavera oslar hoje prtlo que a religiao
nao se ordena, e que qual quer laliva pan regu-
lar as cnnscienciaslpela lei, nao mais que gerara
resistencia e a reacejio.
Um membro da cmara dosenuns annunciou
que, se a mocSo de abrir os moa fosse regeilada,
proporia urna para fechar-se ajos e es circuios,
e foi desla maneira que se Maticen 11 antagonis-
mo. A cmara dos commuis conlcu an ministro
do interior a aiitnrisacao despreciar um bil para
a reorganisaeJo da corporajo ti eidade de Lon-
dres.
As diflicnldadcs pendenlfeulrn- dous g..vernos
de Londres e de VVashingl/, qur quanlo aos ar-
rolamenlos operados nos Eidos-Invtos, quanlo a
inlerprclacao do tratado C>lon;i)ulwer, hao sin-
gularmente perdido a smiiforlancia iea conse-
quencia de um resfrlamenlo ni aolavel no tiumor
ardente e bellicoso dos Amcanos idea d laucar
a lava primeira potencia mi da Europa.
Julga-sc que depois da aaialora da pi/, lord
John Russell e os seus amigoolilicos cnlraiao nu-
tra vez para o poder'; he ciquem pedir ao par-
lamento que vofe o dol da jin prinrez.i real, pois
que o boalo do prximo cuanto desta filliamais
vellia da rainba Victoria con principe Frederico
Guilherme, lilho do princiherdeiro da I'rossia,
parece decididamente confirm.
Annuncia-se que, em Bei, o joven principe
pedio o consenlimcnlu a eli seu lio, e que esle
con-entimciilo llie fura d.idn presenca de loda a
corle.
Na l'russi.i. urna perionan considcravel, um
homeni cercado do favor real i morlo em duello :
M. de Hiokeldey, director aolicia, cabio feridu
por M. de Rocbow, um dos rrbros mais mocos da
cmara alia. O duelo que teugar a<\K) de marco
nao be um negocio de honra coaria, os dous ad-
versarios nao tiuliaiii rclaeasssoaes, c o negocio
se liga a disputas que M. de keldev tivera como
funecionario com fidalgos da c, por causa de um
jockey-club que se formara ualacio real, e onde
se jogava grosso.
Desde moilo lempo cxposlonimosidado do cor-
po dos ofliciaes e da nobreza,?or oulro ladr, pro-
vocado ltimamente 'por timronla puhli Ca M.
de liinkeldey resolver sabir ido o transa de urna
pusicao desagradavel, nao quado lodj,vja fa|tar
aos deveres quo Ihe impnnhu pr,si0, dera a sua
demisso. ,-
O duelo foi pistola, a quin passos; o direclor
da polica India por pr.drinhol. de Munchausen,
foi ferido no cora^ao, e morrencontinente. Esle
desgi arado acon(ec.mento tou todas as propor-
rOes de um acoiiecimenlo tico. Derramou a
conslernacao e 0 desespero clterlini. e urna pro-
funda impteajio em toda allemanha ; e urna
cousa notavi| f0 a Uuainmid, com que a popula-
Cao se apiahou cm torno do mife de M. de Hin-
keldeyj. posto que cm geral a licia jiao seja popu-
l*f 9 Allemanha.
Tirai lambem a venda que cobrelhe os olhos
sv miedo de sna bou f.
A venda cabio, e cada urna pode admirar ostm.
blantc da moca, a qual pareca forlemeute riff,n.
vida. -
Chegai-vos a mim, disse-lhe a Gfao-Maslra e
respondei s minhas pergnnlas.
Eslou prompla.
Expcllida do jardi.7, do Edn, como podesles
voltar ao Tcmpio?
Pela arca de.A'oG, primeira Braca que o co
concedeu ao mundo.
Qual foi o primeiro passarn que sabio da arca '.'
- O corvo, o qual nao velln.
Oual foi o segundo'.'
A pomba, a qual Irouie o penhor da paz, islo
he, om ramo da oliveira.
Logo, a arca de Noc pode ser considerada co-
mo a primeira loja da marunaria t
Evidentemente.
i.iuae- foram a tercoir.i e a quarla'.'
A lorre de Babel, monumeulo de orgulho e da
loucura dos liomens, e o templo de Jerusalem, loja
de pe feicao.
Qoe reprsenla a Grao-Meslra'.'
Scphora, mulliej de Moyses.
QM represenlam a irmaa inspectora e a irma
depositarla.'
A irmaa de Moyses e a mullier de ArAo.
Que nos ensina o exemplo da mullier de Loth
convenida cm estatua de sal'.'
A subraisso.
I i.ii-iiie o sanio.
felh-abara.
Que sigoifica?
Casa de passalempo.
A palavra do Grao-Meslra'!
Acoth-jair, 011 luz bullante.
Como se faz o signal de reconhecimenlo?
Faz-se potido a mAo esquerda sobre o peilo, o
levando o dedo pollegar da mito direila ao ouvido
esquerdo emqoanto os oulros dedos eslao curvados.
Ajoelhai-vos agora.
Amelia ohedeceu.
A CrAo-MesIra lomou a Irolha de prala, e len-
dn-a molhado na pa passou-a cinco vezes sbreos
labios da iniciada, dizeiidn-ihe :
lie o sello da discricao que vos applico.
A nova adepta licou de joclhos.
Que significa o arco-iris collocado sobre vossa
cabera? tornou a Grao-Meslra.
A harmona de seiiUmentos que deve reiuar
enlre a* irmaas da maeonaria.
V. as qualro parles do inundo representadas so-
bre o tpele que cla aos vossos ps?
A exteusao du poder da Maeonaria.
Seris urna irmaa corajosa e dedicada .'
I lei de ser.
Pois bem, levatitai-wis. Kesla somonte pres-
As exequias foram relebradas com grande pom-
pa, a familia real, o proprio re nao deixaram de
comparecer, e Frederico Guilherme visivelnienle
afilelo, clon,iva o amigo que liiiha perdido. Una
subscripeo aberla em favor da viuva e de selc lilho-
menores e -em foi tuna do pobre direclor da polica
encheu-se inmediatamente deassgnaluras mui im-
portante.-. O Jockey-club foi rigorosamente fe-
chado.
Dous dias depois, IM. de llaumer, direclor do mi-
nisterio da casa de el-rei, c chele dos archivos da
l'rnssia, se soicidou com om tiro de pistola. Aste-
veram que elle fora enrarregado por el-rei de in-
lervir como medianeiro no duelo enlre M. M. de
liinkeldey e de Rocbow.
Como nao podesse conciliar os duiti adversarios,
altribuio a si o desfecho funesto do doelo, e no seu
desespero elle proprio poz termo aos seus dias.
Em resumo lodos esles fados lem urna alta sg-
iiilicaeao : provam que na l'russia o passado e>l
em lula rom o prsenle, que a civilisacao moderna
esl em lula aberla com as Iradicces da idade me-
dia, que a aristocracia quer restaurar a antiga feu-
dalidade, e conquistar urna a urna todas as liberda-
des chis.
, l'ela sua parle o partido constitucional lula com
energa c inldligencia, e enlre estas duas correales
o governo se acha realmente mui embararado, elle
quiera puupar os liomens que oceupam no Estado
as mais elevadas funcres, c lem em suas maos gran-
de parle da riqueza territorial, e comludo, nao po-
de approvar essas loucas tendencias a um relrocesso
itn possivel.
Na Austria, o gabinete do Vienna se acha muil0
oceupado em organisar a representarlo nacional,
lodosos dias se rene o cousclho de ministros. O
governo emprehendeu urna obra diflicil, querendo
lomar em considerarlo neslas circumslancias usos,
coslumcs, caracteres das diversas provincias do im-
perio. Presume-se que o conselbo do imperio sof-
frer dentro em pouco lempo urna rcorgaoisarao.
Sabe-se qoe desde amorte de M. de Lubeck, o la-
gar da presidente de conselbo do imperio lem esla-
do vago, e ja se traa nesla poca de operar una
11.11 tanca na organisarao dcste conselho.
Dizem que a respectiva competencia sera alargada,
e que em lagar de altribuir,es puramente consulti-
vas, lera o direilo de decidir certas quesles;
O ministro dos callos, o conde de Thun, convo-
can todos os prelados do imperio pata se reuurcm em
Vienna a 6 de abril, sob a presidencia do principe
archiduque de Vienna, afim de se eotederem acerca
da execucao da concrdala.
Por outio lado o nuncio apostlico convocou os
memos prelados a se reunirem em Svnodo 110 mes-
mo dia em virlude de urna dces3o papal : nao he
islo todava um conflicto entre os dous poderes.
Na Rossia, em consequencia da paz, (rala-se de
um Iraballui do rcorganisaeSo completa na adminis-
trarlo. Ja se 'em operado algumas nudancas no
pessoal, mas irala-sc boje de urna reforma em todos
os ramos do servico publico, afim de por termo as
delapidacoes da burcaucracia, e o ciar a esle res-
pailo manifesta a mais inalialavel vontade.
Dcve-se tratar lambem das possessocs asiticas da
Russia, inclusive a Sibcria, com um cuidado intei-
r.luiente particular, afim da que para o futuro este
imiiieuso territorio, amistado no moviinculo geral
da civilisacao, possa contribuir para augmentar o po-
der e as riquezas do imperio. Ha mnila cousa que
laxer, mas a abertura de grandes vas de communi-
cacao, a construcrao de vastas tiuhas de ferro fa-
r.'io penetrar o progresso nesses dcserlos sdvagcns,
e deutro de meio seculo, a Ru gado ao mesmo grao que a mor parte dos governos
da Russia da Europa.
Nesle momento ludo resulta do estado de inner-
fer,io do systema de vias de commuucaeao, c o
czar he o primeiro que conla com a paz para fazer
que todas as riquezas dos seus Estados nao qucm
inutilisadas.
Emlim, Irala-sc de um projecto de abolieao da
servidao submetlido ao exame do czar, e ja om
nkasa d.i aos servos um meio de promover ante es
tribuuaes contra os fidalgos as sulicitaees em ma-
lcra de liberdade.
Quanlo ao qoe diz rpspcilo as relaroes diplomali-
cas dj fnsm cuii ^Frjiuca^-rtrioVi'ia'i'iogodepoY,
da assignalora da |iaz, dizem que M. de Brunovv
Picar em Paris como cmbaixador do czar.
Asseguiam que o conde Orloff permancrcra
em Pars a Ululo de embaixador exlraordinario,
afim de manifestar a corle das Tuilerias a asceneao
do seu soberano, o que nao pode ler lugar at boje
por causa da guerra, c que s deixar a Franca na
poca da coroajo.
Enlre os liomens polticos que lem probabilidade
de ir representar a Franca em S. l'etersburgo, ind-
gilam succcssivamenle o marque* de la Ruchvaque-
lin, o marechal Canrobcrt, Bourqucncy, e anda
mullos oulros.
Annuncia-se que antes da designaeao do represen-
tante, qne dever residir em S. Petersbiirgo, M. de
Morny, presidente do corpo legislalivo, ir em qua-
lidade de cmbaixador extraordinario assislir a' sa-
lardes o juramento, o repetir* os termos que vou
dizer-vos.
o juramento murmuroajmelia.
'lem essa palavra algumi.usa que vos assus-
le ? pergunloo a Grao-Meslra : niradu.
Nao, responden Amelia, ual acabava de en-
contrar o olhar de Marianna. ,
Eslendei a mao sobre o ar de fago, 011 aliar
da yerdade, e repel minhas pi, ras.
Era aln que Marianna esp.va Amelia. Desde
meia hora nao cessava de ob,va-la ; notara sua
palele/, seus eslremecimeiit^couvulsivns, e por
lodos esses symplomas .reconli^ urna consriencia
perturbada. Concloio que se.ardis tinham sido
coroados de succosso, e que A,lia cahindo no la-
co revelara a Filippe Bcvle a ciencia da Maeona-
ria das Mulheres.
Mas, cm que podia Marianneonfiar para.inda-
zir a rival a confessar sua iraic.v Era nesse appa-
1 alo m>-tico, no prestigio inquilorial de sua ui-
ciaoo, na solemnidade das obnres que ia con-
lrahir".' De farto era cm ludo cipalmente na nobre/a d'alma, na franqueza de
Amelia. FsperavE que seus priipios de honra se
rcvoltaiiam contra a idea de un impostura, c que
repelliria o aliar, sobre o qual >as sita mo j se
eslendia.
Ei-alii porquo Marianna ag|-dava com impa-
ciencia o instante do juramento,
A Grao-Meslra dctou iniclj
guintes :
Na presenca do Grande Armcctn do Fniver-
so, dianle desla angusla asscmbl juro sobre o al-
tar da verdade consagrar miuha -la s sabias e ma-
geslosas doulrinas da Maeonaria 1- Mulheres, con-
tribuir com lodos os meas esfore, para a extensaoT
de sen dominio, execular suas orms cesa e promp-
tamente, informa-la de ludo 01c poder ser-lhe
ulil ou prejudicial... /
Assim o juro, disse Amelia'
Prometi e juro guardar Luiente no meu ro-
racao lodos os segredos da malaria, nao revelar
a nincuem seus aclos c seus suelos, nem ao mea
ra, nem minha ma, nem ao 1 esposo, nem aos
meus lilhos, nem aos meus prot jis 011 amigos...
Amelia varillou ; todava rcij-a as palavras da
Iirao-Meslra, a qual coulinunu ,jm :
Jurii nao pacluar com nenhni daquelles, cuja
senlenca hoover sido pronuiinadielo nosso tribu-
nal. nAo advert-lo dos perigos qi corre, nao sub-
trali-lo ao seu juslo castigo, neo por amor, nem
pelos Iscosde familia, nem pnraizade, lo pouco
em troca de miro, prala, pedras eciosas ou graos
lerreslres. Juro-u solemnemente,ob pena de dea-
honn c de dosprezo com o risco a ser ferida pela
espada do anjo exlerminador, e d ver eslender-ee
sobre mim e os meus ale a quarlj gerarao a poui-
ciio lenivel de tueu perjurio'
1 inicia as palavras se-
grarao do czar Alexandre II, que lera' lugar em
Moscow.
Em Conslanlnopla, llallhumaioun publicado
21 de fevereiro, he sem enntradicco o acto mais
importante do reinado d'Abdul-Medjid, desde o
llallischeriff de Gulhanc. I'odc-se dizerllleralmen-
que proclama todas as liberdades das civilisa-
ces 1 hn-l.ia. mais adianladas, e releva observar
qne, se a Turqua lem permanecido por muilo
lempo estacionaria em presenca da Europa pro-
gressiva, em compensarlo re.disou, dentro de pou-
eoa aooos, urna revoluc.'io que, em oulras parles,
Icria exigido seculos.
O firman leude a tornar solidarios lodos os inle-
resses, e confundir todas as rajas ha lano lempo di-
vididas e hoslis, e se pode dzer ja que, sob esta
aspeclo, a neouparan anglo-franceza nao lera'sido
estril. O contado de lodos os dias do occidente
preparou o caminho para urna transformado radi-
cal. A aclvidade europea, osseus capilaes, a sua
sciencia, o seu espirito de renovarlo civilisadora,
eram as nicas condicoes que podiam rcalisar esle
prodigio. A passagem de seos exercitos, o exemplo
da; suas adniiuslrac,es, o proselylismo sympalhico
das nossas victorias, da sua benevolencia, do heros-
mo de seus soldados, teem destruido muilo- prt-
conceilos e provocado grande cnlhasiasmo ; esla
obra comecada, o novo firman lem grande mrito
pelo lempo que corre, de preparar a respectiva con-
cluso, incelanJocom firmeza todas as diilicul la le-
pendenles, eresolveudu-as theoricameule no sentido
da mais estrela juslira.
As sua- proprias questoes moraes nao foram es-
quecidas: o sultn promello a execucao rigorosa
das leis contra a corrupcao, a ronciis-o e a malver-
sarlo. Abre ao mesmo lempo aos projeclos de fa-
luro o horisonle, a mais ampia cunstrucrao das es-
tradas edoscanaes, a substiluicao de arrecadaejo
directa dos imposlos ao systema das herdades a
abolieao de todos os obstculos que pesam sobre o
commercio e a|agricullura. N'uma palavra, ani-
da orna vez o repelimos, ha poucos programmas
mais liberaes c mais completo--.
J n.lo resta a Abdul-Me djid mais, do que latei
passaros principios para os coslumes, e cercar-se de
liomens bstanle recios, bstanla intelligentes, e
bstanle devolados para levar a cll'eilo a obra glorio-
sa que emprehendeu.
Quaulo 110 que diz respeln ao tbcalro da guerra,
os cheles de cstado-maior do exordio russo, e os do
exercilo alliado,assignaram a 1 i de marro, no Tcher-
11,11,i, ascondices definitivas do annislicio. Os olli-
ciaea dos dous exercitos, que assisliam a esla entre-
vista, (ruuxeram vinho, c fizeram saudes a recon-
ciliarao no meio de hurra-, cujo signal foi dado
por um Ruso, bebendo saude do zouavo que elle
feira.
O armisticio, que devia expirar a 'M de in.ireo,
naturalmente leria sido prolongado dorante as rali-
1 "1 troca, .]uo -c -..... m l-uric, eu
n -cguii'U quii/.cua de abril, ou na primeira de
maio.
An mesmo lempo loniam-se em lodos os lados
medidas para su-pender os armamantos, ou dar um
destino s tareas militares, que lefio de licar desoc-
cnpadas.
Na Blgica, urna grande questose debateu na c-
mara dos re prese n la n tes : o governo apresenlou nm
projeclo do lei suhmelten-ln a extradicrao os auto-
res, 00 cmplices dos ademados conlra a vida dos
soberanos cslrangeiros. M. Nothonel, ministro da
justicia, na occasiiio de defender o seu projeclo, es-
lubeleccu que o assssino sob qualquer forma, que
fosse, nao pode ler direilo a urna proleceao qualquer
enlre as naques ominadas, e que se nao pode re-
cusar aos soberanos as mesmas garantias, que aos
simples particulares ; depois de urna discossao ex-
tremamente apaixonada, na qual a opposicao desen-
volveu lodos os seus recursos para infligir umrevez
ao governo, o projecto foi adoptado pele maioria de
(il votos conlra 33.
Em Madrid o plano linanceiro de M. Santa Cruz
(cm sido, nesles ltimos lempos, a grande proocca-
parao do piz : a di-cu-sjo desle projeclo comecou
nas corles a 17 de marco, c o marechal Espartero
declarou na tribuna que o voto da lei era urna ques-
lao de gabinete, que todo o ministerio ~ se retirara
senao fosse acceilo. Elle se acha apoiado seb con-
sideracoes publicas, c prodnzio especialmente um
argumento de urna precis.lo irresistivel ; lie porque,
leudo as corles ja volado o ornamento das despe-
zas, njo podia decidir-se a votar o orcameolo da
receila, o por que as medidas de M. de Sania Cruz
devem ser exceuladas, pois que n,1o exislia ou-
lro meio capaz de fazer face s despezas do es-
tado.
Depois de urna discussao de algnns dias, o plano
de M. Sania Cruz foi adoptado com certas modifi-
caees proposlas pelos progroisislas, e a crise, de que
elle era causa, se terminou cora fortuna. Urna cousa
mui grave e mui assusladora, lio a freqteucia dos
aclos de assassinatos o de roubos, que se commellem
em todos os cantos do proprio territorio lie-panbo'
em pleno dia c nas estradas reaes. lie nm indicio
de grande enfranquecimento moral, e de impoten-
cia mui real das instiloieOes e do governo.
Em Lisboa, segundo os nossos correspondentes, o
ministro das finanras appresenton s corlea porlu-
gueza* um novo systema linanceiro, precedido de
um sjMndee lumino-o prembulo ; o gabinete de-
clara que se retirar em mas-1 d'administrac.io, se
as cmaras nao aceilarwn este systema, pelo qual
se pede autorisacao de coutratar um empreslimo
de 16 mil conlos de ris, destinado s obras pu-
blicas.
O novo systema de imposlos he eslabelecido, se-
gundo o systema (ranee/. Os flalos da divida exte-
rior serao regulados, e se lomarao medidas com o
liui de regularisar a administraeao, de melliorar o
crdito, dar impulso a industria, e desenvolver a ri-
queza publica. Ha mnila probabilidade de que as
cmaras approvem esles projeclo.
Urna le nova projeetada pelo governo para rega-
lar os direilos de importarlo e de exportarn dos
graos e cereaea, segundo os principios da liberdade
do commercio, foi acolhida pela approvacao unnime
do paiz, salvo alguna propietarios de trras, parti-
darios do systema proteelor. Em lodos os ootroe re-
gulamanlos relativos ao commercio, o ministro do
joven-re manifesta no mais alto grao os seus sen-
timenlos liberaes sobre ludo quanto diz respeilo aoa
tratados interuacionaMa com a llespanha.
Af. G.
PIRIAHBCO.
fe
MUTILADO

Nao foi sem dcsfallecimentos marcados por pau-
sas qne Amelia conseguio pronunciar tao terrivcl
forrrtula.
Marianna nAo respirava. Via sua esperanra pres-
tes a sor baldada
Donde lirava Amelia lana resolorAo'.' Como ara
que sua edocaro severa nao a fuera reruar dianle
da perspectiva de um juramento falso'!
Alias era cousa bem simples, e Marianna nao li-
nha lazAo de admirar-se, Depois do sacrificio feilo a
Filippe Bevle, Amelia era capazde lodos os sacrifi-
cios. Nao entrara na Maeonaria das Mulheres seno
para protege-lo contra a viugaoca de Marianua (pois
madama de Pressignv Ihe dissera quaulo conviiiha
que ella soubesse); poda hesitar cm Irahir a maeo-
naria logo que (ralava-sc segunda vez da salvarao de
seu marido "f
Demais o que sus(cnlava-a nessa lula enlre sua
laabladc e seu amor, o que sustentava-a, e o que le-
ria podido pcrd-la era esse olhar interrogador e
sombro, era o olhar de Marianna.
Dehaixo desse olhar, onde velava a desconfianza,
Amelia senlia revollar se loda a sua indiguacao e al-
tivez. A vista dessa mullier quo vinha com lauta au-
dacia disputar-lhe a vida do esposo, depois de haver
procurado dcbalde dispolar-lhe o coradlo, dava-lhe
nova 'energa, e 1 protega contra as suas proprias
fraquezas.
As priucpaes formalidades de sua recepcao esto-
vara quasi precnchidas.
A Gr?o-Meslra dirigio-so assemblea.
Alguma de vos, minhas irmaas. exige, segun-
do urna clausula dos nossus estatutos, que seja im-
posta iniciada outra forma de juramento '.'
Marianna deu dous passos adianto, e disse com
voz firme :
Eu]
Um leve rumor percorreu a assemblea.
A propria Gro-Meslr.i cmpallideceu debaixo da
sua mascara de impassibilidade.
Que juramento exige nossa irmaa couduclora .'
pcrgunlou ella.
O juramento sobro o Evangclho, respondou
Marianna sem apartar os olhos de Amelia.
O Evangelbo! murmurou esta com terror.
Seja Irazido o ICvangelho, segundo o desojo ex-
primido pela nossa irmaa couduclora, disse a Grao-
Meslra as irmaas srvenles.
0 111 torva 1 l(i que deeorreu entre a da o a viuda
foi oceupado por urna agilaoo nao coslumada.
1 o la- -i-ii-iirav.iin geialente a conduela de Ma-
rianna. Saban, quanto odio ella tinha a Filippe
llevle, e allligiam-sc por v-la oslender esse odio
ale sobre una panol afiliada, o pareule lio prxima
da Grao-Meslra.
Desua parto a Grao-Meslra s tinha nquielaces
vagas, i gn prava com pie lamento, e nem mesmo sus-
pctava a I Ha de Amelia; altribuia sua hesilacao
sua idade, sua. timidez, e nao va na proposita de
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Seaaa'a ordinaria da 5 ato amale ato 1856.
Presidencia do Exm. Sr. barao de f'amargibe.
(ConclusAO.)
Terceira discussao do projeclo numero 1 desle an-
no, que revoga a lei numero .366'do anos* pac-
sado.
O Sr. Silcino: Sr. presidente, leudo aido a-.
doplada o anno passado nesla casa urna deliberaeao
em sentido opposlo ao de qoe actualmente se discu-
to, nao he muito curial, nem mesmo convem muilo
a digndade desla assemblea, que passe a resoloeao
que se dseule sem a menor discussao a nicamente
por essa considerarlo, peco ao nobre autor do pro-
jecto, ou a algum oulro senhor depotado, qne lenha
conhecimento cabal da malaria, que haja de dar oa
esclarerimeulos necessarios de modo a en poder vo-
lar com a consciencia precisa.
O Sr. Oliveira : Esla no relalorio da presi-
dencia.
O Sr. Lacerda :Sr. presidente, admirme moi-
lo que o nobre collega leudo j votado duas vezea
sobre esle projeclo se julgasse bastantemente escla-
recidos.
O .Sr. Silrino :Eu nao volei.
O .Sr. Lacerda -.Que a casa volando das vezes
sobre esto proieclo lambem mlgasse bastante es-
clarecida, e que seja em (erceira discussao que o hon-
rado membro veuha pedir eselarecimenloa,
Eu teiiho algn- apontamenlos sobre este projec-
to, mas nao vale a pena analisa-los todos. He sabi-
do que no anno passado se fez essa lei e quasi pas-
sou dcsapercebidamento, e do relalorio do presiden-
te da provincia vc-se bem o que ha de histrico des-
de a factura dessa !e al boje ; o que ha sobre esla
quesiao de leirilorio de Ipojuca e Serinhaem, cons-
ia de muilas leis que exisleni a este respeilo.
Em 1S33 foi creado o termo de Serinhaem, Tazan-
do parle dalle a fregneza do mesmo nome, e urna
parte da de Ipojuca, cujas aguas am ao mar do sal
do porlo de Galiuhas; chamava-se esla parle
fracaso ; pouco depois passnu a traern para a fre-
guezia de Serinhaem ; mas vendo-se que a fregue-
zia de Ipojuca e termo do Cabo ficavam mnito pre-
judicados resliluio-se a fracro freguezia de
Ipojuca, e. ainda mais, licou pcrlencendo lambem
ao termo do Cabo.
Assim se conservavam eslas cousas, apezar de va-
rias leis respeilo, ate que em 1818 ou 1819 tirou-
se do Cabo para o Recife a freguezia de Muri-
!>eca.
O Sr. Conralcet Guimaraes :Tem aido um jo-
go de empurra.
OSr. Lnmin -.- Justamente Veio assim a II.
car o Cabo com a freguezia do mesmo nome a 4e.
Ipojuca.
O anno passado o que. fizemos com a lei numero
3G6 foi fazer passar urna grande parle de fregoezia
de Ipojuca, ja pequea, para a de Serinhaem, que
he maior.
A lei passnu nAo s pira a freguezia de Serinhaem
mas (ambem para o lermo do mesmo nome, essa
parle do termo do Cabo e freguezia de Ipojuca ; de
sorle que ficou o termo do Cabo sem Moribaca, e
sem essa parle de Ipojuca, diminuido consideravel-
menle.
Um meu nobre amigo que ja nAo lem assenlo nes-
la casa, e cuja grande falla eu sou o primeiro a' sen-
tir, foi o autor do projecto que se tornou a lei nu-
mero diiii ; eslava convenc lo de que'era a sna idea
de grande conveniencia ; mas proenrei abter al-

Marianna mais do qoe a ultima ni.mife-ljc.iodc nina
vinganea balda de recursos.
O livro sanio foi Irazido e collocado aborto sobre
o altar.
Essa prova devia ser decisiva no ponto de yisla de
Marianna.
Filba piedosa, esposa chrislaa, Amalia ia profa-
nar o monumeulo de sua f'.' Seus labios ti muios e
puros ousariam abrir-se para proferirem urna men-
tira sacrilega'.'
(I mesmo pensameulo dominava c apertav,
raco de Amelia.
Apenas ella ouvio a voz da Grao-Meslra, qi
denava-lbc que esteudesse a mao.
Juris pelos Sanios Evangelhos obedece^ s leis
da macollara'.'
Juro, responden ella com vozdeb.
Juris nunca Irahir suas doutrinas,nuoija reve-
lar seus mystcrios '.'
L'ma nu'vem passou dianta dos olhos de J\
urna visao moslrou-lhe a Filippe perseguido
saudo-a a seu turno.
Juro, disse ella.
Marianna releve um grito da raiva, edeix,
Inr a cabera sobre o peilo murmurou :
Como ella ama-o !
Esse esforc casolera Amelia ; ella procuren um
apoto, c cabio nos bracos das irmaas srvenles...
Felizmente a recepro eslava terminada.:
L'm ultimo uso prescrevia que se nao fachasse a
loja antes de proceder a um peditorio em favor dos
pobres. Por conseguinte una das irmaas |hospita-
leras percorreu as qualro parles do mundo, islo he,
melia;
c aecu-
n bu .1-
da assemblea. Cada macona depoz urna
rularan com sua riqueza.
-mala em
6eu ton
Algumas horas depois Amelia eslava en
eador, c ape/ai de -eu abalimcnlo recobiajos cuida-
dos da camarista. Esperava Filippe llevleJ ruja, pre-
scuca hav 1 a de atcnuar-llic os remorsos dafugenlar
as lenibraucas do dia. Mas Filippe uaolvinha.
Depois de haver lomado um vestido d cor clara
destinado a rcalcar, segundo a expressaoladoplada,
sua phvsionomia um lano lnguida, Airjea orde-
uini que fasse miio lu/i 1 > 0111 servo que insista para
fallar-lho.
Ksso servo linlia luvas e grvala branca 1.
A sentara nao atareeonhece 1 disse
Sua libr nAo me be desconhecida.
Tenho a honra de perteneer a sua excellencia o
ministra dos negocios cslrangeiros.
Ah exclainoo Amelia, vem da parle de meu
marido '.'
Sim, si'iihora, responden o servo co
rajado o observando a lila do chapeo.
Que lem a dizer-me '.'
Permilla-me, lenhora....
Falle!
elle.
n ar eraba-
ILEGIVEL
?
llego a aenhora que nao se alllija.
Que ha ? Que aconleceu-lhe t -
Mr. Bevle deu urna queda deeavallo, disse o
servo.
O' meu Dos !
Traquillise-se, senhora, nAohe nada... on quasi
nada... Mr. Bevle est apenas ferido.
Masoude esl pcrgunlou Amelia, tremola.
Esla em Boulainvilliers.
Em Boulainviliers'.'
Sim, senhora, na casa de campo de sua excel-
lencia a dous passos de Anleuil. Bis aqui como foi
o caso. Sua excellencia mandara chamar a Mr. llov-
i. Elle obedeceu logo ; mas no caiLiuho seu eaval-
lo fui assuslado pelo rumor de urna carreta carrega-
da de ferros. Mr. Beyle rabio, e foi coodtuido em
urna sege a casa de sua excellencia. |
Mas a ferida ".'
He cousa penca, senhora ; urna conlusAo,,..
una lorcedura ao muilo.
Oh com ludo he misler que ou o veja disse
Amelia.
Isso he fcil, se a senhora duvida, e conserva
alguma inquielacan, eslou eucarregado por sua ex-
cellencia de cooduzi-la immedialamenle a preseuca
de Mr. Beyle. Urna das carraageus do ministerio
esl ;\ porta.
Thereza. meu chapeo, meu chale I
Miuha ama vai sabir?
Ju ; vnu a Boulainvilliers. Ila-me logo !
Eis aqui, senhora.
Amelia ficou prompla cm menos de um minuto.
Acompanharei a minha ama '! Pergnntou a
camarista.
A essa pergunta o servo de luvas e de gravada bran-
cas nao poude reprimir um muv miento que nAo foi
percebido pelas duas mulheres.
NAo, respindeu Amelia depois ds um mo-
mento de rollev.io.
Minha ama vollar brevemente '!
Nao sei ; vou ver meu marido.
Thereza admirada inclinoo-se.
No fim de alguns instantes urna carruagem condo-
zia rpidamente Amelia na direcro de Boutoin-
v illiers.
Enlrelanlo tilippo e o conde de logrando igno-
rando o que se pa-sava e pasteando de braco dado
cnlravam no l!olei|uini Inglez para jantar.
Improvisado e devido a iniciativa do conde da lo-
grando esse diverlimeutn tinha para ambos o allra-
livo de um jantar de celibalarios. Porque he que
essas distraocoes, alias bem innocentes lem sempre
lugar fora do circulo dos hbiles '.' S os epcurislas
.....del nas ijue sabein dodicar-se ao inesmo lempo i
poltica, a industria, a familia, s arles, e aos pra-
zeres he que no-lo poderiam dizar.
( CoMinuar-te-ha.)


DIMIO t PEIIMIOi-l QUINTA FiM 8H 7IRAIO >i ll>6
i!iH esclarecimenlos, percurri mesmo alguma parte
do terreno da qoeslo.e vi que a dimnuirao do termo
do Cabo vnha a solfrer e lambem a freguezia de
Ipojuca que se redola a' 41 engenhos, leudo a de
Serinhaem 9. A revogarao desla le he justamen-
te o que se pwle, c eu creio que com as explicaron
que resumidamente acabo de tazer sera' sollicienle
para que o nobre deputado,qae ja votou duas vezes,
d o sen tercetro yoto.
O Sr. SUdno :En nao votei duas vetes.
O Sr. iMCtria:Se o autor do orejelo lho me-
rece alguma considerarn, nao quero que se guie por
ella (rnente, mas peeo-lhe que em Falla de escla-
recimenlos, nao faca al>slrac,o dclla.
OSr. Souza Ca'rvalho propoz um a Mmenlo do
projeeto at que sobre elle desseni o seu parecer as
camaris municipaes de Serinhaem e do Cabo. Em
justificarlo dessa proposla, nllegou que os terrenos
que pelo projeeto erara desligados da freguezia de
Serinhaem para a de Ipojuca, d:slavam menos do
villa de Seriuhaem do que de Ipojuca ; e fez varias
reflexes a respeitoda prudencia que deve ter a as-
sembla, quando se Irata de alterar as divisos ter-
riloriaes, mornienle quando tssas divisos sao de da-
ta tao recente, como a que se achava cm discui-
."K>.
Proponhe que sejam ouvidas as cmaras munici-
paes de Seriuhaem e do Cabo sobre o projeeto.
Soma Carvalho.
O Sr. Laverd':Custa-me bstanle admillir a
falta de benevolencia que a nobre deputado allegou
vista da sua insistencia sobre este projeeto.
O S<". Spuza Carvalho :Euto sou malvolo ?
O Sr. Laccrda :Nao, mas o 'nobre deputado
roesino trouxe essa idea cata, dase que nao tinha
malevolencia uisto.
Mas, senhores, eu nao sei como explique alo : o
projeclo est em terceira discussao, a casa ja votou
duas vezes sem esses esclarecimeotot, lem a icu fa-
vor a presumpc,ao de que votou esclarecida, e ne-
nhum de nos se atrever a dizer o contrario.
O nobre deputado na primeira discussao reque-
reu que fosse o projeeto remellido a comraissao de
estatistica, a casa regeilou esse leu requermento.
O Sr. Souza .Carvalho :~Sobre o undameuto
que deu o nobre deputado de qne ainda lmvi.nn
duas discusses.
O Sr. Laccrda :A casa regeilou esse requeri-
menio, votou na primeira e segunda discussao, ago-
ra veril o nobre deputado pedir que se oucam as c-
maras municipaes.
Eu nao posso acreditar lamben), que essa audien-
cia das cmaras deixe de ser orna morte lenta dada
ao projeeto, nao charoarei as cmaras municipaes,
como um nobre deputado as commisses da casa
carrascos ; mas realmente sao urna especie de car-
rascos, porque sem duvida uo virao cu' durante
essa sessao e ainda que viessem eu julgo a casa bas-
tantemente esclarecida.
O nobre deputado autor da emenda leudo o re -
latorio do Exm. Sr. presideole, e ouvindo a um uo-
bre collega, talvez livesse as informaron uecessarias
on mesmo dirigindo-so a inim u Ihe daria os escla-
reciruenlot precisos. Mas esta vootade de nao que-
rer que o projeeto paese em terceira discussao da-
me direilo a cre que o nobre deputado uu ollia
com bous olbos para elle.
He verdsde qoe alguns eugenlws ficam mais pr-
ximos de Serinhaem do que de Ipojuca, eu sou da-
quelles que enlendein que as ;divises devem ser
tnaito bom fetas, o melhor que for possivel ; se a>
sedes ficassem perfeilamenle no centro dos termos,
isso seria muHo bom, mas se nao pode ser ania, a
distancia de ires ou qualro leguas em rel.eo a de
duas ou Iresem que se arham esses engenhos, entre
Seriuhaem e Ipojuca nao deve ser o cavallo deba-
tidla, para qoe nao passe o projeeto.
Encerrada a discussao he o adiamanto regeitado e
approvado o projeeto.
3. discussao do projeeto n. 2 desle anuo.
lie approvado sem debate.
He lida e approvada a seguinle iodcaro :
Indicamos, que pelos canacs competeutes sejam
chamados dous supplentes em lugar dos Srs. depu-
tados Brandao e Pinto de Campos, que seguiram
para a corte.Epamiuondas de Mello.liveira.
A' commissao de constituirlo e poderes.
CouliaaasF&o Jb i).- a.-.,...^.-., a-- pe.lurt.a d* >;
Barata.
eo appiurodoo i discussao os arls. 2C a MI.
Arl. 26. Todas as roas se conservarao hmpas, o
os propietarios obrigados a terem as frentes das ca-
sas caiadas ; e os moradores que tiverem em as tes-
tadas de snas casas lixos, inmundicia;, on qualquer
cousa que possa incommodar, ou causar dainuo ao
publico, eran multados em 2.-.
Arl. 27. Ninguem laucara lixos, immundicias e
qualquer cousa intil, senao naquelles lugares que
forera designados pela cmara municipal ; os infrac-
tores sero multados em 2s, sendo escravo em 2 du-
lias de parmitoadas.
Art. 28. ftinguem poder lavar roupa de varrel-
la ou sabao na fonle publica do Poco da Bomba, e
nem oulra qualquer fonle que nao for correntc, e
qne della se faja uso para beber ; os infractores se-
rao multados em 4-3, e sendo eseravos, alem da mul-
ta que era paga por seu senhor, solfrero um dia de
prisao, ou 9 duzias de palinaloadas, como convier
a seu senhor ; e a mesma pena solfrero aquelles
que baldearen) as aguas dessas fontes, dentro das
quaea ninguem se lavar, e nem animal algur, e
menos se laurato immuudieias.
Arl. 29. Qualquer proprielario de predio u rbano
que quizer dar saluda as aguas de seus quintaes, o
far par mel de sumidouros.colierjai ttmTfllUttp
rat'smjs* ai'ao canos que despejem para a ra ,
porem sempre para lora dclla em lugar onde pos-
sam escoar ; os infractores serao multados em I0>.
Arl. 30. Ninguem poder matar e esquarlejar rezes
para cousemo do povo senao nos mitadouros pbli-
cos on particulares com licenra da cmara, sob pena
de molla de I fi>. e perda da carne.
Arl. 31. A matanra do gado ser feita das 6 al
as 10 horas da mauhaa, ledas i al as O da tarde-
sob pena de 29 por cada, urna rez que so malar.
Arl. 32. Ninguem poder |picar carne sem licen-
ja da cmara, sob pena de 6,9 de mulla, e sem que
prmeiro leona pago aos arrecadadores dos impostos
os direilo, uacionan, sob penando 3 de multa.
Arl. 33. Todo aquelle que malar alguma rez
doenle, ou esquarlejar alguma que assim lenha
morrido, ser multado em 20j, e em falla dclle,
seu administrador ou condoctor, e 8 das de prisao.
Arl. 31. Os conductores do gado ao mercado ape-
nes Ihe raorrer qualquer re, inmediatamente a fa-
rio enterrar i cusa de seu dono, sob pena de 8-5 de
mulla e das de prisao.
Arl. 33. Nao se poder malar rez alguma canea-
da, oa corrida, senao depois ade 2 dias de repouso,
sob pena de f de mulla c 2 dias de prisao.
Arl. 36. Sem que a ro saja bem sangrada, e a
carne esleja na sombra, nao ser talhada para o po-
vo, sob pena de 28 de multa e 2 dias de prisao.
Arl. 37. Sempre ser prohibida lalhar carne do
uolle ; o a.oiigue sero fechados as ti horas da
tarde, sob pena de 20- de multa.
Art. 38. As entradas dos ajougues pblicos, em
vez de portas, serio de grade de ferro, ou de ma-
deira, os infractores sero mudados em :i<>5.
Arl. 33. Em cada un acougue publico haver 2
ale Ulhos promplcs cun balanras e pesos ateridos
para os criadores de gados, carneiros, porcos e ca-
bras, lalharcm 'as carne scui que por uno paguem
cousa alguma sendo prvido dos objeclos necessarios
pelos administradores dos acc-ugues bu arrematantes
dos pesos, sob pena de 19,
Arl. 40. Os repesadores dos acougues pblicos
serao obrigados a repesar a carne comprada, logo
que Ihe for requerido por qualquer pessoa, e achan-
do falla no peso, participado logo ao Otea!, oslando
preseule, e quaudo nao, lomarlo 3 teslemunhas, e
nula do infractor para apresentar ao fiscal, com de-
clarado dos uomes das teslemunhas, obrigando ini-
medialamenle ao carniceiro a proencher a falla da
carne ; o repesador que assim nao pralicar pagara a
mulla de lij, c na reincidencia o duplo, e o carni-
ceiro fraudulento 8 dias de prisao, e na reinciden-
cia ti, di.is.
Inlcrrompe-se a discussao, visto eJltr-te sobre a
mesa o seguinle parecer, que lio approvado.
JBgjJwo do consliluicao poderes len.lo pre-
H aindeaceu aposentada peloSr. deputado Epa-
vinondupirisechamarein dous supplcnte.em lugar
dos Srs. depolado, Brandao c Pinto de Campos, que
seguiram para acrtete altendendo a que deve func-
c.ouar esta ca.a com H6 raerabros, he de parecer que
seja- chamados o,Sr. padre Vicente Ferreira de
Siqoeir. Varejio e Joao V.ienlim Vilella, que se
segoem na ordera da votacSo.
Sala dts commisses 5 de malo de 1856 A Ca-
vircwli.-AugsMto de Souza Leao.
e no4 dias
-, Jim i/i-i-.
i:n anno.Epami-
i com o arligo, se-
ero que laes esla-
Portella.
Continuando a discussao sao approvados sem de-
bale os artigos 41 a 43.
Arl. 41. Acamara municipal fornefer aos cria-
dores -e marchantes curraos, em que sejam reeolhida
a rezes desuadas a matanra, percebeiido SO ruis por
cabera.
Arl. 42. As pessoas quo venderem gneros ali-
mentares, solidos ou liquido*, estando falsificados,
ou corrompidos depois de verificado isl t, por exaine
sanitario, serlo multadas em (i? poi cada seero
falsificado ou corrompido, alen) do qui, ser enter-
rado o mesmo genero a sua rusia.
Arl. 1:1. O l'ucaes lodos os sabbado
que bom Ibes parecer, visilariio as botic
tabernas, ac,ouucs, bolequins e qnalqiucr estabele-
cimento, dependente de pesos c medid ,s, nao s pa-
ra multar os infractores das prsenles |)ujturas, co-
mo se echa prescripto cm seus artizos, mas lambem
para examinar se laes eslabelecimcn|os se acham
com o preciso a contrario os mudara em 2.
Art. H. Niaguem poder ler corfumes junto a
cidade, ou prximo a ella, mas lia em lugares re-
motos, com licenra da cmara ; assim como, salga-
deiras de couros, cujos estabelccimenlns, alem de
deverem ser distantes do piivoado,|iiunca serio a
margem de rios ou foules, alim de que os charcos c
salmouras nao corram a infestarlas agua*; os iofrac-
lore serao multados em 20}, e os eslabelecimentns
existentes sero transferidos no estaco de 0 mezes
depois da publicarlo das prsenles postaras, e bem
assim as padarias, tendas de latoeiros c ferreiros,
dentro do mesmo prazo, c sob a mesma pena, pois
que ficam prohibidos laes estabclccimcnlos dentro
da cidade, com a mulla de 20?, e o duplo na rein-
dencia.
O Sr. RatcimnUo Portla jaslifica a seguinle
cmrnda:
Supprima-sc o arligo quanlo as padarias, leudas
de latoeiros e ferreiros.Nascimenlo Porlella.
O Sr. Sil I'creira sustenta o artiso.
I.-se e apoia-se a seguinle emeuda.
O Sr. Epaminonda* manda mesa a seguinle
emenda que he apoiada :
Em vez de 6 mezes, diga-so
riendas.Lacerda.
O Sr. A'. Paridla convencido da juslira das razes
ol crecidas pelo Sr. S Per eir, llanda a mesa a se
guinle emenda, que he approvad
do regeitadas as demais.
A commissao designar ai mas!
bclecimenlos teuliam logar.\
- Sao approvados sem discqssac os arligos de 45
a 67.
Arl. 15. Nineuem poder criar purcos em quin-
taes da cidade, e menos conserva los por mais de 8
dias, e nem tao poucodei\a-los vagar pelas ra sob
pena de serem tomados e vendidos em leilao, entre-
gando-se a seus douos o seu producto depois de de-
duzidas as despozas, Meando abollido o costume de
se espaucar e malar os porcos a ccele, ou qualquer
instrumento que moleste suas carnes ; devendo ser
pegados a laro, ou a mao, embora corram para seus
douos, seudu estes abrigados a entrega-Ios, ou pagar
a multa de 23000 reis por cabera ; mas aquelles por-
cos que correrem para os mallos serao enlo morios
por qualquer instrumento, ej entregues aos douos,
assim como Ibes serao entregues depois do morios os
que na forem ai rematados, sendo todava elles obri-
gados a pagar as despe/.as : mas cm'lodo o caso nao
appaiecendo seus donos, sera' o produelo applicado
para os presos pobres, ec nao haveudo arremataute
aos porcos inorlos,scro divididos entre as pessoas da
deligcncia.
Art. (i. Qualquer pessoa que nos suburbios da
eiddde, povoaces ou qualquer parte do municipio
encontrar algum poroo em sua lavuura poder' li-
vrcmenle mala-lo, e loso dar parle a sen dono para
aproveila-Io, e caso este o mo qoeira. ou ignore
quem seja, antes qttepulrilique, o enterrara' no acei-
ro da lavoura sob a pena do art. i.
Arl. 'i~. Ninguem poder ter cabras solas ou
cria-las em lugar aonde houver lavouras, nos su-
burbios das piivuacocs. c em qualquer lugar aonde
possam olfendcr os visinbos, sob pena de serem por
estes moras dentro de suas lavouras debaixo da con-
dirao c pena do arligo antecedente, ficando todava
U iluuu COiii aircilv Uuplu -!,, ,. f ,ao
prove nao ter entrado dentro das lavouras, e ter .-'do
aciutosainenle mcrla. Nao lera lugar a disnosir.lo
desle artigo nesla cidade o eus suburbios, todas as
vezes que ditos animaes andem de canga, que nunca
ser menor de urna vara, pois que ueste casi serao
pegados para o dono pagar odamno causado.visto que
umitas pessoas planlum pequeo; robados s para le-
rem o pretexto de matar.
Arl. i-s. Ninguem poder ler gado vaceum, e ca-
vador sollo em Ierras agrcolas que ofiendam as la-
vouras alheias, senao debaixo de cerca, ou pastores,
e em suas Ierras, sob pena de serem mudados em
qualio mil reis por cabera, e caso entre em algume
lavoora, o dono d'e-la immedialameule dar parla
ao fiscal, para lavrar o compleme termo, e quando
esle nao esleja presente, ou nao chegue a lempo, e
nem se possa Irazer o gado a sua presenta, chamar
duas ou tresTestemunhas para presenciar, contar as
caberas, e tomar o sigual. ferro, e o nome do dono,
depois do que ir com ellas a casa do fiscal para se
efi'ecluar a multa, (cando o offendido com o direilo
salvo de haver do infractor as perlas o damnos*pelos
meios ordinarios, e no caso de reincidencia haver o
duplo da pena cima.
Arl. 4'.). Todas js pessoas que venderem gneros
ou fazendas de qualquer imlureza que sejam, que
devmsffr "medidos u pesado, sero ouiYguas,? !c-
rem todas as medidas c pesos aferidos dentro do an-
uo, cujas afenees terao principio do 1 de oulobro a
dezembro, o serao revistas nos mezes de abril a jo-
nho : mas os posos dos arougues serao revistos de
dous em dous mezes, os infractores pela falla de afe-
rir, pagarau a mulla de 2-,)'i reis, por qualquer
urna medida ou peso, que nao esliver aterido ; e I-
reis, por cada urna medida e peso que nao estiver re-
visto. Se porem as medidas ou pesos antes ou de-
pois da aferiro, ou revisao esliverem falsificados'
pagar o infractor a mulla de 69000 reis, por cada
urna meJida, ou peso falsificado e solfrera' mais
alem da mulla ti dias de prisao.
Art. O. O aferiador que aferir pesos ou medidas,
por mais ou por menos do que estiver marcado no
padrao di cmara, ou negar-sede logo Tazer a aferi-
ro que Ihe for pedida, ou dcixar de a documentar,
pagara' a mulla de 2?000 reis.
Arl. .'l. O aferidor nao tara' aferiro alguma que
liver arrescimo por argolas, ou ganchos que fcil-
mente se possam tirar ; devendo semelhanles acres-
cimos ser soldados c fazer-sc nuncio no bilhete de
aferiro qoe se passar dos pesos que loaran laes
sidas sob pena da multa de l-im) reis.
Art. 52. Os donos das balanzas ou pesos, que os
falsilirarem com acroteimos, quer sejam movis ou
lixos serao mudados cm lOfOOO reis, ficando prohi-
bidas as balanras de mclal suseilas a azinhavre: os in.
Tractores solfrero a multa de i?000 reis, e ni rein-
cidencia o duplo.
Arl. .VJ. Toda e qualqocr pessoa, que vender mel,
'cite, ou azeile falsificado, sera multada em I.-JOOO
reis.
Art. 5*. Os padeiros su obrigados a ler no
maior asscio e limpeza a manufatura do pao,
assim como a fahrica-lo com Tarinba boa o fia, os
Infractores alem de perderem a tarinba arruinada,
-mi. ei.i'i a mulla de 8(000 reis.
Arl. 55. As cusas publicas e tabernas sero fecha-
das as!) horas da noilc ; os infractores sero multados
em -4:000 reis : excepluando-se porem as boticas e
casas de drogas.
Art. 56. t'ica prohibida a venda de gurdente
aos eseravos, sem que esles apresenlem Indicies as-
signados por seus genitores qaeautorisem a vcuda; os
infractores sero mudados em .ViOOO reis :
Arl. .'i". A feira desla cidade continua a ser con-
forme o enligo costume nos laubade*, excepto ca-
Mindo neslc dia a testa de natal, pois em tal caso se
fara no antecedente, os infractores serao mudados
em 13000 reis.
Art. 58. A cmara designar cm que dia quercu-
do os povos fizar reunio de feira em algum luganlo
termo possam ronenrrer que afim de uaolircm a influ-
encia de outras feiras,e possam os negociantes assislir
a toda* ellas, sendo Tedas em dificrentes das, o mes-
mo para mellior regularidade, c arrocadae,o dos di-
reilos publcese municipaes, ficando desdeja prohi-
bida quaM|iier reanJSo de semelliante natureza que
se fizer nos domingos e dias sanio, por serem dias
consagrados a Dos: os miradores solTrcrJo a mulla
deJ-3000 reis, e 4 dias de prisao.
Arl. 59. Todos aquelles que Irouxerem vveres,
fazendas seccase moldadas e mais objeclos para ven-
der as feiras, o poderao fazer livremente nos
pontos ou lagares ja designados pela cmara para
cada um dos ditos objeclos, sem qno so misturero
un com outros, e s por deliberaro da mesma c-
mara se pndero mudar ; os infractores sero mul-
tados em '13OOO res.
Arl. 60. Ninsiirm armara barracas nos palcos
das Teiras, para nesses dias fazerem quitandas ou
qualquer negocio sem licenra annual da cmara c
em lugar por ella designado, devendo lapar as cavi-
dades que flzerem, sob pena de serem modados em
83 rs.
u Arl. 61. Os cavados que conduzircm cargas a
feira, apenas discarregareiu, seus donos os faro re-
tirar para lora do concurso do povo c para lugar on-
de nao einbararem o Inotllo publico : os infracto-
res ser.lo mudados em 29000 reis, ou dous dias de
prisao.
Art. 62. Todo aquelle que alravessar os vveres
que vierem ao mercado para com elles fazer mono-
polio, c revende-los na mesma feira por maior preco
que (i do cosime, ser multado em 3O3OOO reis,
e solfrera alem da multa oilo dias de prisao.
Arl. 63. Ninguem pdela vender nem comprar por
atacado Calinita, ou qualquer egumo, da que hou-
ver necessidaJe no mercado para o revender 110
mesmo mercado,ouleva-lo para lora,senao depois que
o povo for abastecido al as tres horas da lardo ; sob
pena de ser multado cm IO3OOO res, e na mesma
pena iucorrer aquelle que sinislramente demorar a
venda a titulo de maior prejo at aquellas horas.pa-
ra eolio entregirpor atacado a quemji tenha Don-
tractado. .Mas vendo o fiscal que ha abundancia 110
mercado e que o povo e po lo aliasleccr at aquel-
las lloras sem que haja talla, poder antes disso fran-
quear a venda em grosso e atacado, porem todava
nunca iicar o mercado desprovido.
Art. fli. Os propietarios de Ierras, rendeiros,
ou forciros, serao obrigados a rorarem cada um as
lesladas de suas comprehcnsOes por onde hajao de
passar algumas cslradas, com lauto que conservera
limpas, sem embarazo de maloi, ramos, paos atra-
vessados. ou outro qualquer eululho que prive o Irau-
zilo publico ; os infractores sero multados em
63OOO reis e lo duplo pela reincidencia.
Arl. 05. Todo aquelle que derrubar arvores, tu
malos sobre as estradas sem que iinmcdialemenle as
desembarace, ser multado em 53000 reis por pro.
prielarios, rendeiros ou foreiros sero os respousa-
veis pelo infractor, senao izerera por o Innato
lvre.
Arl. 66. Ninguem podera' tapar a serventa de
alguma estrada, por onde os habitantes do lugar
Iran/.item para alguma fonle, ou unir lugar por on-
de seja autigo costumo se IraUzilar: o infractor sera'
mudado em 10(000 reis e 2 dias de piiso.
Arl. 67. Todo aquelle que abrir alguma estrada
na propriedale allieia sem cunsenlimenlo de seu do-
no, para lite licar mais perlo ocaminho, por onde
nunca Toi costume andar-se, sera' multado em 83000
reis, e a mesma mulla lera' aquelle que acintosa-
raente fizer trunzilo por dclraz ou pela frente da
casa alhea, alem do que soTfrera' a prisao por
4 dias.
Arl. 68. N'Dguem podera'cavar Ierra, e tirarareia
tas estradas, ou as ras sob pena de 2jO00 reis de
mulla, ou 2 dias de prisao. Na mesma pena incor-
rera'o proprielario que admillir morar em suas Ier-
ras qualquer individuo que uu aprsenle alicatado
de oulro proprielario em cujas Ierras moiou, da au-
loridade policial do lugar, que abane a sua conduta;
sendo que lica sujeilo a dilu pena por cda um mo-
rador.
Vai a mes a seguinle emenda, que se apon :
l'ca sunprimidl a ultima parle do arligo 68 don-
do comer :Na mesma pena iucorrero os proprie-
larios ele.I. de Burros.
O Sr. .S'ii Pcreira sltenla o arligo do projeeto,
e depois de algumas obscrvarcs em contrario do,
Srs. Ignacio de llarros e Abilio he o arligo approva-
do com a emenda,
Sau successivamenle approvados sem debate os
arligos de 69 a S7.
Art. 09. Todo aquello quo dcixar de acudir
qualquer incendio na cidade, ou nao mandar pessoa
de sua casi que possa ajudar a apigar o fogo com
agua que liver em casa, sera mudado em 23 rs., e
na mesma pena incorrera qualquer pessoa que em
a nasa Undo cisterna, on racimln nao consentir
que se tire agua para ir apagar o incendio.
Arl. 70. Ninguem podera queimar meado, ou
partido de cumas sem que pi imeiro Tara um aceiro
suuiciente para que as chamlas n,lo possam pasar
para oulro lado, sob pena de 20-3 rs. de mulla ou 8
das de prisio, se nao liver com que pague a mulla
ouo damno que causar a lerceiro.
Arl. 71. Todo aquelle que acinlosameute locar
fogo nos campos quer sejam seus, ou alheias ser
multado cm IO3 rs. e 1 dias de prisao o no duplo pe-
la reincidencia alem do damuo causado que sera exi-
gido pelo meios judiciacs por quem direilo liver.
Arl. 72. Depois do loque de rccolher uao se
poder soltar buscaps sob pena de 23 rs. do mulla,
ou prisao por 21 horas.
Art. 73. Ninguem poder corlar arvoredos de
Tructu ou arvores froudozas a margem dos rio, e
que servem para conservaco c frescura das aguas :
os infractores serao multados em 69 rs. por cada
urna arvore que corlaren), c 3 das de prisao o no
duplo pela reincidencia.
(i Arl. 74. Nenhuma pessoa poder botar lingui
nos rics, e menos (oldar os necee a titulo de pesca-
carias sob pena de 43 rs. e 2 dias de prisao.
Arl. 75. Nenhuma pessoa poder vender canas
sem que lenha cannaviaes seus, ou aprsenle ordem
do dono do caiiiiavial, ou partido; sob pena de 13 rs.
e a perda dascannas.e na reincidencia pagara 'jJjv
po e um dia de prisao.
Arl. 76. A cmara municipal devora ler um
copleador que seja perilo meslre de pedrero, e que
eutenda de architelura, o qual percebe/ por qual-
quer eordearo que fizer 2> rs. pagos por quem re-
querer, alim de indicare marcar o alinhameulo dos
predios que houverem de edlicar-se no arruamcuto
da cidade e unirs ras que se houverem de crear,
e regular a frenle conforme o plano adoplado pela
cmara. Os infractores do plano solfrero, sendo o
cordoador a mulla de 103, o fiscal o o dono da obra
a mesma mulla cada um, e 2 dias de prisao : alem
de que o dono da obra a Tara damolr.c quando nao
a sua cusa ser demolida, e o meslre do pedreiro
mulla de 63 rs. e 2 das do prisao.
Arl. 77. Ninguem poder edificar, reedificar,
e demolr qualquer obra de pedra e cal, ou de (.li-
pa sem licenra da cmara que ser gratuita, esta li-
cenca depois que o fiscal informir a respelo, cuiao
sera concedida para que se proceda a cordearno,
reedificarn, ou deinalirao confirme o plano, cu jo
reqnerimenlo antes de ser apreseutado a cmara se-
ra logo informado 1.0 verso pelo tiical : sendo que
quando a reedificarlo for ua frente do edificio deve-
ra a mesma frente recuar, ou sabir para for, com
lano que fique 110 alinliameulo da ra ; ficando abri-
gado a fuer ao menos a (renlc de lijlo, una vez
quo se bula na frente de qualquer casa do taina uas
ras prncipaes desla cidado designadas pela cmara
sob pena de 103 rs. alem da demoliraoa sua cusa.
11 Art. 78. As casis terreas quo se edificaren!, na
freule nunca lerfio menos de 18 palmos ; sondo de
sobrado oulros IS ao {. au lar, 2" ao 2" o 20 do 3"
toda ledas de cornijas, leudo as portas 12 palmos
de altuia,e 6 de largura, e as janeltal das casas ter-
reas tero as dimensfies necessarias : os miradores
pagaroa multa de 5J o a liemolirlo da obra a sua
cusa, o o meslre da obra 103 de mulla.
Art. 79. Ninguem poder ler orupemas' e em-
panadas as portas e janellas do suas casas as ras
desla cidade, sob pena de 23 de mulla ; e de serem
arrancadas e queimadas.
i Arl. 80. Os propriclnrioi das casas nesla cida-
de nao podero fazer balcao na frente de suas casas
para evitar a escavano das aguas, mas sim lidrilhar
e as calcadas que li/.erem de lijlo nao lero men
de (i palmos, sob pena da multa de 109, < aquell
baleos e calcadas ja construidla Taran demolr, e
novo reedificar como cima se descreve, dcnlro
um anuo depois da publirarao das presentes poslu-
ras sob a mesma pena, devendo a reedificarn que
so li 10 laurainento da racia ladniri que lem, alim de evi-
tar desros. sob a mesma pena cima.
11 Arl. 81. Todo aquelle que n.is ras mi lugares
pblicos fizer rozaras acompanbadas de palavras
obscenas, indecentes, e nllensvas da moral publica,
ser multado em 23OUO reis, c preso por dous
dias.
Art. 82. Toda c qualquer pessoa que injuriar
com altas roles a oolrem, ou que indecentemente
se apresentar em publico fazendo (rege'os e acres
indignas e escandalosas, ser multado em 2,3 r-;. a
preso por 24 horas. #
Arl. 83. Ficam prohibidas 11 MJW publicas
cm que se, apresara individuos oroados com as
insignias ecclesiu-as, arremedando as runrc.oes do
sagrado ministei: os infractores serao mudados
em 2f rs., e qua dias de prisao, e sendo captivos
qualro du/as delmaloadas.
ir Arl. 81. Asjas de fazendas seccas e dos ar.
lisias se conservlo fechadas nos domingos e das
sanios de guarda excepro de tabernas c boticas,
sob pena de I03 de multa.
11 Arl. 85. Desdo toque de rccolher nao ha-
vera reunios de toas ou vozerias que iuterrom-
pam o silencio qlove reinar, e nem toques de si-
iios, excepto se Toara o Sautissimo Viatico ou al-
guma festividade nao podendo haver dobres de si-
nos rcais do quos veze* poi dia, a excepcao dos
odaos solemnes nlerras; sob pena de 43 rs. de
mulla, ou dous dde prisao.
a Arl. 86. As use multas,cujas reincidencias
nao tiverem sido eveuidas nos presentes arligos,
sero duplicadas.
Arl. 87. Sermmediatamenle dimillido, alera
de resarcir o prejo quo causar cmara, aquelle
fiscal que por sulao, patronato ou qualqaer moti-
vo naojustificavcloixar de impr os mullas cons-
tantes das presen posloras ou mpozer condires
a unus a qualqiieabtanlc do municipio, sob qual
quer pretexto, n
liada a hora,
O Sr. Prcsidenlesigna a ordem do dia e levan-
ta a sesso.
les
de
de
Sessao' orduaa em 6 de maio de 1866.
Presidencia do Scommendador Jote Pedro da
Silva.
As II li ir. s da nli' 1 procede-se a chamada, e
Inven.I -i numero al de Srs. depulados
" Sr. Presideaabre a sessao.
O Sr. segundo retario laz a leitura da acia da
sessao anlecedenteue he approvada.
O Sr. prmeirottelario aprsenla o seguinle
E-IUDIENIE.
Urna pelirao 4 ri indade de Rosta Senhora d
Assumprao das hnliras, erecta un imperial ca-
pella da Estancia enque pede a approvaro de seu
compromisso./ coiaiiisao do negocios ccclesias-
licos.
Oulra do padrdoMalhias lUieiro.vigario da fre-
guezia de Cimbre, izeuiio que, nao tendo asqunlas
vuladas para a r-c-liln,_.i, da itreja matriz de sua fre-
guezia, sido sufficens para oacabamenlo das obras,
vem pedir mais umquola ara a sua cuncluso.
A' e,,iiimi--.l ,1, lineo., provincial.
Sao lidas e apprtvjaa as-'edacoes dos projeclos
lis. I e 2 desle aum
Ha lambem lid*icguite parecer d ses reunidas de confuir"' e poderes, saude publi-
e ni-ii u,-r 10 pabea, m um vulo em separado
do Sr. Sabiuo Otaran.
/a 11 As commisses runas de constituirlo e pode-
res, de saude pdica; ptrucro publica, loman-
do em considerarlo o pieclo do Ilustro deputado
o Sr. I ir. Sabiuoajue ,-' urna cadera de boineo-
palhia no tiymucio inambucano, e passando a
analyse devida di sua nislitucionalidade publica e
competencia des asfnblca, recouhecerain que
elle olfende esseniahrlle ao espirito do arligo 16
2 do aclo addiciual., cuja integra claramente se
deprebende que e dprivaliva attribnic.ao da as-
scmblca geral pmotf a instrocrao publica no que
diz respelo as nlens nedicas, e outras que cons-
tiluam os cursos as .o'de'mias do imperio creadas
por le geral. E jesndindo das questdes de ulili-
dade, que comlu o1 reconhecem, para a inslruc-
r3o o saude pobU), isultautes da adopjo da me-
tida proposla ; pio que ficam estas prejudica-
das em virlude dc>tn|ielencia uotada relativa-
mente a esta casaja incompetencia serve de fun
llmenlo a preseuB-ciso,sao de parecer que stja
o mesmo projecloOfilado.
a Sala das comses 6 de maio de 1S56.Anto-
nio Cai-4Wanli~i- Filippecom reslricces
Augusto de Sou:Leo--com reslricres.Si/it-
no Catalcanti d duyueri/recom reslricres
Si PcreiraPcr< de Uri'.oSabino Olegario
com vol era lerdo.
o em separado.
consliluirao, sai e inslrucro publica, a que fui
submellido o prdo que crea no Gimnasio Pro-
viudal una cadt de homeopalhia, e divergilo
do parecer dos ais mllegas, corre-mc a obrigacao
de formular o m nanear era separado, afim de
que a nsscmblaoss; devidamenie apreciar as ra-
zes que tive pa e-a divergencia.
n O projecro :veer esludado sob dous aspectos
differentes :
11 !. QuanlOi suulilidade.
a 2.* tjuantot copelcncia da assembla legis
lalivaprovinriapin>leva-lo a categora de le.
Sob o pr.^eiro oou de vista, sendo iricontcsla-
vel que a noiiieopatolem adquirido nesla provin-
cia um proselyvisnu * a creadlo de un ,1 cado destinada a theorla e i
pralici d'essa scieacieom as condires indicadas
no prajeclo, deve prcr humanidade um impor-
tanloservico. lie sab que numerosas pessoas se
tein tedicado cora peilo mais ou menos nolavcl,
segui.do a inlelligeii'dccada um. a urlica da ho-
meopalhia, tanto ne capital, como ainda mais
no interior da procia, onde nao exisleni m-
dicos.
Ora, se csSas pas livessem estudado devi-
damenie os principTundarneutaes das doulrinas
homaopalbicas, e prtado debaixo da direcrao de
um prole--,r de hoppathia, he claro que a saude
o a vida d'aquellese se submellessem aos seus
cuidados seria m raer gurau lidas dos erros que a
Taita de iuslrncrao < inexperiencia podem com-
meller.
11 Alera disso, exido o projeeto o estudo das ma-
terias, que se ensiu as aulas de sciencias natu-
raes do Gymnasio vuicial, e sendo provavel que
essas aalas nao sejarequentadas, ou 0 sejam por
mu poneos alumncvislo que ainda entre mis nao
est desenvolvido o lo para taes esludos, a cadera
de lionieafalhia, quileressa immedialameule ao
individuo, que a til por se entender com a sua
vida, com a de suanilia, com a de seus amigos
te. etc., abrir uirminho cerlo para se chegar
ao liin que leve enla o legislador, quando pro-
umlgou a le proviil u. 369 de 14 de maio de
1855.
11 Quanlo ao seg ponto de vista, todo o escr-
pulo be infundadeorque nao ha 110 2 do arligo
10 do arto addiciomada absolutamente que con-
Ti'arie a lopro deojeelo pela assembla legisla-
tiva provincial. ArlOdo acto addicional :
Compete as issblcas proviuciaes legislar:
2. Sobre iiisM;o publica e eslabelecimen-
tns"proi?r'tfs a prom-Ia, nao comprehendendo as
Faculdau'C Je Media, os corsos jurdicos, Aca-
demias lelut'uientaalenles. e outros quaesqoor
e.slabelccimenljH4"'lru'!-;'0' 1"* paca o Tuturo
forem creados por ge,"a'" }}
11 A 1 i i -1, 1 s 1,-1 d p'rasraP'10 'ie meramente
preventiva para ti' s a.'ise,nblcas provinciaes de
Pernambuco e de aulo u,10 se euvolvam com os
cursos jurdicos, e da llalli a e do Rio de Janeiro
com asFaculdades Medicina- e Academias exis-
tentes na poca da mulgarao i'0 Acl Addicional.
O legislador quiz um caracte.' Seral a esses es"
labelccimentos, daodo que os individuos nclles
formados eiercam 1 proliss3o livreiJjetttQ em lodo
o imperio, mas naiohibe que cada (>f0'ucia crie
sua Kaculdado ouademia de Direilo, de Medici-
na, de Bellas. I.etlr de Bollas Artes, etc. v .
ii Se o legistadoivesse em visti prohiH,r 1"e
as asseinblcas pro endemias, e out-o.4slabelecimenlos de InstrnceBt
segundo o que sean cscripto 110 referido arl. 10,
eni.1,1 seria expIR, c dira lermiuantemenla ; As
aasemblai pioiKei nao podem crear Faculd.idcs
da Medicine, cun jurdicos, Academias ele. etc.
Mas nao ; elle n lesislarem acercavsse objecto ; o que quiz be que
mo se envolvrsenos negocios internos de taeses-
(abeleciineiilos eventes ua poca da proraulgarao
do aclo addiciun, c era era oulius que 1 ,--em
creados por re ral. \ assembla provincial de
Pernambuco pod;rear una l'aculdadc de Direilo
(al qual a que poic por le geral ; mas suas deci-
soes, suas allcraef, suas modificares, nao podem
serapplicadasa Vuldade ora cxislenle.
11 lie verdadegi os individuos formados n'essa
l'aculilade|proviual nao podem evercer sua prolis-
so cm lodo o im-rio, mas sim na mesma provio-
cio, onde oslarlo Hilados para exercer empregos
provinciaes.
11 Se exislisse Pernambuco nina Faculdade de
Medicina, nao pf| csia assembla addiciuuar a
essa Faculdade na cadera de homeopalhia ; lia
sto o que quer oaclu addicional ; mas uo quer
|ue a assembla ne de crear essa cadera separa-
damente ou aljcta ao tivmnasio Provincial como
ndica o projeclupresenlado...
Ora, se a anale demonstra quo as Itaaniblas
provinciaes pode, crear quintal Academias o Fa-
cilidades quizer, mu claro que ellas podem le-
gisl ir sobre quauer ramo de cotihecinieutus era
separado, e comais lorie rallo sobre una scien-
cia. que nao eslcomprehcndida em legislacao al-
"uma.
o A vista ilcsli rajos cnlendo que o projeclo he
digno deser BppWado por esta assembla Iflo zolosa
dos intcrcsscs rs ,| S,,,|S coucidadaos.
11 Sala das coinisses 6 de maio de ISX.Dr.
Sabino (l\egaria.udgcro Pin/10.
O Sr. rr.-.sid,, -'_ Huyendo voto em separado
no parecer, esliiado.
0 Sr. Ilorcito manila a mesa ejustiflc o se-
guinle 1 ,,||uermi,|,,.
1 Kequeiro a -geoei para a discussao dos pare-
ceres que acaba de ser lidoa.Cumttro Mon-
leiro: ><
\ a mesa e pon-se o seguinle reqnerimenlo :
11 Kequeiro ane-ni,, da discussao dos pareceres
ale que os mesirs s,.jJm rmpressos e distribuidos
na caa.P.pat>,ondas de J/cllo. n
Depois de alsha,, Velle\ei dos Srs. Florenrio.
SabinoOlenand i.0x rippe, he a reqnerimenlo
ao Sr. EpaminoHas approvado, sendo regeitado o
do Sr. I- lorenrif
O Sr. Li; P\ipe ; 'l'cudo-se celebrado um
contrato para a ruminaca) publica desta cidade ser
feita por gar., e bereudo eu couhecer as bases sobre
que foi elle celeradn, la|,me|l0 a eonsideracao da
casa o segointe'jpquernnenio
Vai a mesa o igoinie requermento :
11 Reiqueiro que se peca ao governo da provin-
cia copias das Sproposlas que fzeram os individuo que
COnlralaram e prelcmleram contratar a illumiuarao
a' gaz desla cidade c do controlo que alin.il se ce-
lebrou e das iuformares que a tal respelo bove-
rem.
o Sala da assembla 0 de maio de 1856.l,0t: Fi-
\ippe. a
O .Sr. OltceO.i : Sr. presidente, voto contra o
reqnerimenlo em discussao, porque o julgo prema-
luro. A presidencia, no seu relalorio, disse. que Ira-
lava de contratar a Ilumina, .io publica por gaz, e
que, loan que cflccluasse o contrato, o submetleria
eonsideracao da assembla. Consla-me que o con-
Iralo ja esla' celebrado, e por isso he provavel que
brevemenle nos seja remellido.
O Sr. X.uiz Ptippc : Se me afiaura islo...
O Sr. (Hiedra : Se nessa occasiau uao vierem
lodos os esclarecimenioj de que Irala o requeri-
menlo, lera'lugar exigi-los.
O Sr. ytoilio : Nao ha inconveniente.
O Sr. (Hireira : au digo que o haja, mas,
leudo a presidencia feilo essa protestarlo.
t'mSr. leputido : Isso nao inhibe a casa de
pedir esclarecimenlos.
O Sr. Oliresra ;Crco que Dio be a occasiao
opporlona para se volar o requerimenlo.
/ 111 Sr. Deputado : E eu acho que he, porqu
o c.-ntratn ja se fez.
O Sr. OUretra Nao consta ofiieialmcnle, o
que o nobre deputado la de ler visto, he urna or-
dem a' thesouraria mandando contratar ; e portan-
le acho conveniente que esperemos pela participa-
rao ollcial.
O Sr. /.ni: Filippc :Julgo que nao ha incon-
veniente na adoprao deste reqnerimenlo. Ha 16
das, que nos adiamos constituidos e at aqu nao
tem viudo os esclatecimentos que S. Exc. nos pro-
melleu em seu relalorio, sobre scmelbaue ne-
gocio.
OSr. Olivtira :Mas o contrato oi Teito raudos
dias depois de 21 de abril.
0 Sr. Luiz Ulippe : Creo que Virio, mas
consla-me que esses papis eslao oa lypographia,
eslao sendo impressos e o nobre deputado bem sabe
quanlo sao morosas entre nos essas impresscs.
Alem disso atienda bem, que eu uao pero somen-
le copiado contrato, pero lambem todas as inTor-
maces qoe forera relativas a elle e todas as propon-
as dos oulros individuos, porque eu quero saber
disto, quero por mim avahar dessas cousas.
O Sr. Otireir :Isso ha de vr.
O .Sr. l.uiz Fitippe :Pode ser que mandem s
o contrato, mas eu nao eslou satsfeilo com islo s,
quero as informares da repartirn fiscal e as
proposlas dos individuos que concorreram com os
contratadores.
O Sr. (Hireira:Se nao vierem com o coDtralo,
pera-as entao.
O Sr. l.uiz Filippe :Sao decorridos ja 16 dias
e (/nodabunda! non micet, podera vir ja as infor-
maces e depois que inconveniente ha insto ".'
Posto a votos o reqnerimenlo he approvado.
Vai a mesa e approva-so o seguinle requer-
mento :
Requcreu quo eom a possivel hreviJade, seja re-
mellido a csln assembla pelo governo da provincia
o contrato celebrado com Kaphael l.occi, relativa-
mente ao theatro de Santa Isabel.Abilio.
lie approvado sem discussao.
S. E\c. o Sr. presidente convida ao Sr. 1, secre-
tario para uceupar a cadera da preside ..ca, vislo
ler de fallar."
(Contigua.)
PAGINA AVULSA.
lEfflsa sica s
Dizem, que lem app.irecido 110 Collegio das
Arles, um grande numero de pasqoins, uos quaes
he a 1 js.alli ola a r,-pillara 1 de mocos probos; quan "
do nesses eslabeteciraenlos principian os pasqun5,
he itirr proguoslico de sua desmoralisaro e quir"
de seu auiquilamenlo, se em lempo nao sao dada*
Mprevidencias; pelo que, pedimos a quem compe-
tir, que indagando do Tacto, reprma-o como nao
nos sera preciso apontar, afim de qoe em lempo se
evle o que se deu em 7 de jutho de 1855.
Ipojuca 30 de abril.
A epidemia anda nao quiz dexar de urna s vez
aquella porcao de nossa provincia.
No engenho (iaipi do major Jos Flix da
Cmara Pmentcl, reappareceu mais intensa que
danles e victimou :t eseravos daquede proprielario,
apezar de graudo cuidado e zelo, que tem com sua
fabrica.
Em Nossa Senhora do O', onde um inconside-
rado disse que murreriam quatrocentas pessoas s
raorreu urna, segundo nos consta.
O vigario lem andado em desobriga por diver-
sas localidades daquella fre/;uezia.
Os inspectores criaram animo, e todos colliga-
dos querem amar o faccinura Borboleta, que con-
tina com seus passcios pblicos c acintosos.
Consta que Tallecer o filho Joao, do fallecido
Sr. Domingos Alfonso Ferreira, da epidemia rei-
nante.
O major Theolonio ainda nao Inri ,11 descanso
da immensa lida que leve. Deosoajude.
Sr. correspondente, mis moramos n'uma rus j
que de nova nao lem nada, confronte a um licceo:
de voras.
lia, segunde dizem, um inspector de quarteirao
que usa rondar mais a ra. das Cruzes do que o seu
quarteirao: nao sabemos destas cousas, dizem os
meninos da Caiidinha.
a Lina velha muilo velha, mais velha que meu
chapeo..1 mus em nossas Ierras excedentes rari-
dades:^ ra Imperial existe urna velha cora cara de
cartageograpluca,qoe he um azurraguo anima lo da
misera neliulia. Todos os diasesta pobre mociuhasoT-
fre as mais degradantesdesfeilas a companhadasde
pancadas do lodo genero. O Iralamcnto que essa velha
decangalhas da a pobre e delicada neta, he por de-
mais cruel, e o publico do lugar tem censurado
quanlo be possivel o carcter malvado dessa fu-
riosacoruja. He incrivel. c he preciso ver-se:
desde que amanliece o dia ate que anoilece s se
ouvenesse antro uritos atron, descomposturas ex-
traordinarias: Sr. subdelegado, V. S. que he tao
humauo, 1,1,1 activo, cohiba esses desvies da velha
de caugalhas : fcil ser acertar a casa. Dizem que
esla velha maltraa lanto a mocinba, porque as ve-
Ihas quando cncaram urna mora esbelta enTure-
cera-se, desesperara-se, arrelienlam-se o cliegam al
a hydropliobiar-se.
lij'plicariio do homem do arco.
.No dia 5 do corrente, um individuo ale nome
Filippe. armado de um arco de (ferro) pipa, for-
mn um rolo ua ra de Sania I 'fiereza, e apparecen-
do o respectivo inspector deu-lhe voz de prisao, ao
que resisti; no conflicto apparccerain em coadjuva-
ro do inspector algumas pessoas. do qual sahiram
Teridos um corneta de guarda nacional e mais ou-
tros que se distiuguiram, e enlre estes o sargento
do segundo balalho da guarda nacional, que de-
leve piesa iimi irania do preso, que appareceu lam-
bem oppoudo-se a piisao do irmo: he preciso notar
que estes dous Hercules (inham a parlicularidade
que onde bolavcra a mo arraucavaiu um pedac.0
da roupa de quem se Ihe approximava.
A semana passada, no aterro, um pobre ho-
rnera que Toi comprar sua carue do Cear n'uma
Infierna, levou duas Tacadas; o autor deste alteula-
do Toi preso.
No dia 27 de abril holuram na porla da greja
de Nossa Senhora da Penha, urna cnauca mora ; o
inspector do lugar he que levo o Iralialho de andar
cora o enterro; seria bom que estes Tactos seno re-
petissem, pois quem he dono do dcTuuto que Ihe
pegiiB na cabera, e uo tire de si o trabadlo para
dar aos outros.
Mora entre nos um papagaio que a nalureza n
transformo!! em figura humana, mas he tu bem
criado que para ludo serve, al para carregar pa lio-
la- com cholencos.
t arrematante da praca da familia tem a mes-
ni.a aborta al S e !> horas da noile, como Toi preseu-
ciaV"'o da i; deseja-se saber se he para vender
fai-iiii:' "'i para recjllicr as quitandeiras por causa
da cliuva.,
--- At amanha.
THESOURARIA DA FAZENDV PROVINCIAL.
Demonsliaro do saldo exisleil'c na caia do excrei-
co de 1855 a 1856 em 10 deShril de 1856.
Saldo em 31 de marro p. -
udo.......210:529^023
Reccila del a30docorr. 68:595>t96
----------------279:1249419
Demonslrajao do saldo exis
da ciii-iriicrv da ponte
abril de 1856.
Saldo em 30 de marro p.
lindo '. |(
Receila de I a 31 do rorr.
ente na eaixa especial
do Kecife em 30 de
Despeza ideo, .
Sabio. .
OiheI
TjtomazJos itu
O escrivao.
Antonio (ardozodc
Demonstrarao do saldo exis
das loteras em :io de
Saldo cm 30 de marro p,
findo.....". ,
Keceila de 1 a 30 do corr.
3798006
5
11:379)006
1:0003000
. 10:3795006
nreiro,
Sitrit Gmmao'.
il a receita,
'Jueiroz Fonteca.
nie na caixa especial
ihril do 1-si .
Despeza idera.
Em cobre.
Eut nulas
Saldo.
O Ihe
Thomaz Jos da
O csrrixo
Antonio Cardozo de
Demonstrarao do saldo existe il
das^ipolice- em 30 de
Saldo cm 30 de maree p.
lindo.......1611:9009000
Keceila de 1 a 31 do corr. 9
! 0479999
MiiOSOOO
15:4969999
. 8:8898998
. 6:6073007
SSOOI
:6023000
- 6:6073001
1
Sitca (iusmuo.
da receila,
) 'Jueiroz Fondea.
e na caixa especial
ifiril de 18.56.
Despeza idem.
Em cubre.
a lilas.
Saldo.
on
Thomaz Jos
O escriv
Antonio Cardoz
Demonslracro do saldo exis._
de amortisarao do capital e j
foram remiltidas era 110 de
Saldo em :ll de marro p.
passadu......1
Keceila pe 1 a 30 do cor.
Despeza idem .
Em cobre.
)i olas.
Thomaz Jos
161:9009000
1:5005000
157:4003000
esoureiro,
la Silva Cusmo.
io da receita,
de (Jueiroz Fonicca.
le ile na caixa especial
j iros das apolices, que
iril de 18.56.
7913988
'8
-------, 1:7913988
3
l.-791f968
0 lliesmireirii
a Silva Gusmiio
O escrivao da receila.
Antonio Carioso de (jueiroz Fonseca.
REPAHTigAO DA POLICA.
Secretaria da polica de Perambuco 6 de maio
de I8564
lllm.e Kmii. Sr.l.evo ao conhccirenlo de V.
Exc. que das dillereules pa ticipa;es boje rece-
billas nesla repartirn, consta que se deram as se-
guinles oceurrenciss :
l-'nrain presos: pela subdelegacia da freguezia do
Kecife, o porlugucz Domingos Jos Alfonso Alves,
por forimenlos, o pardo Mainel da Cunta Mesqui-
ta, por desordem, e o prelo escravo Juaquim, por
desobediencia.
Pela subdelegada da freguezi.i de S. Antonio,
a prela Crabelina Maria, por riga.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
Antonio da Molla Monleiro, pira re-ruta.
Dos guarde a V. Exc: II m. e Exm. Sr. con-
selheiroJos Beolo da Cunha e Fgueiredo, presi-
dente da provincia.O cheTe le polica, Luiz Car-
los de Paica Teixeira.
Illm. e Exm.Sr.Levo ao :onheciinenlo de V.
Exc. que das dificrentes participaces boje recebidas
nesla repartirlo consta que se deram as seguintes
occorreucias :
Foram presos : pela subdelegada da freguezia
do Kecife, o prelc Ambroaio Manuel da .Silva, por
tentativa de morte, o portugus Joo Mauoel Alves,
e a parda Manuela Francisca da Couceirao, por de-
sordem.
Dos guarde a V. ExcIlla, e Exm. Sr. conse-
Iheiro Jos lenlo da Confia e Fgueiredo, presiden-
te da provincia.t) chele de polica, Luiz Carlos
de l'aiva Teixe'ira.
diario >c ycrnarntrncp.
A assembla provincial, na sosao de honlem, jul-
gouobjeclo de deliberarn e inandou imprimir o pro-
jeclo que fia a forra policial para o anuo prximo
fuluro.
Approvoo um reque/imenlnl do Sr. Machado da
Silva, pe,lu,lo informares ce ca do emirato cele-
brado entro o governo e a rom i.inla de navegarao
:osleira, para a abertura do canal de reunan "da
camboa da Maogabeira com o r o do Passo do Rio-
Vormoso.
Approvoo igualmente um parecer da commissao
de ordenados, pe un lo que s*j ouvida a adminis-
trarlo dos estabelecimenlos de caridade sobre o re-
querimenlo do capelLlo do bospjital dos Lazaros ; as-
sim como oulro da commissao le legislacao, solici-
tando informares i repartirn das obras publicas
sobre o requermento do arrenoalaotc Mauoel Iho-
maz de Albuqnerque Maranbap.
Passando a segunda parle da ordem do da, ap-
provoo em terceira discussao as posturas do l.imoei-
ro, e em segunda as de Caruar ale o artigo 1. do
titulo 6..
A ordem do da de boje he a primeira discussao
do projeclo n. 7, e a coulinuae.io da de honlem.
I m.i das necessidades mais argentes para favore-
cer o commercio de importarlo, he iuconleslavel-
menle umi docka, oa qual se fabriquera navios, oa
se reparem os desastres oecorridos aquelles que de-
mandara o nosso porto.
A Talla de um eslabelccimento deste genero Ta
zia e anda faz, que os donos ou consignatarios dos
navios qoe cntram no ancoradouro pernambucano
paguem um onus consideravel para concertar um
navio, e islo pelo servico que se pode execntar du-
ranle o breve lempo que concedem as mares.
F'elzmente, o prodigioso espirito de erapreza em
varias das suas manifestarles, que depois de cerlo
lempo se ha desenvolvido entre nos, lambem appli-
cou os seus esforcos ao provmenlo desla necessida-
de publica ; em breve o porto de Pernambuco pos-
sur urna docka, seraelhauc.3 das que existem na
Europa, e o monopolio, que ainda boje exerce
inexoravelmente a sua aci;3o fatal nesla esphera, le-
ra desapparecidus e o commercio, essa fonle fecun-
da de riqueza publica, contar, para o seu desenvol-
vimeulo regular, a inauguracu de mais orna condi-
r.'tn benfica.
Na barca ingleza Robert ttuce, enlrada a do cor-
rente neste porto, vierara 60 toneladas do machinis-
mo para o eslaleiro plenle ( Paent Slipe ) que se
esl eoiisti uiiidn neste porto. Vieram de Newport. e
he o prmeiro macbinismo desle genero que se en-
conlra no Brasil. O resto deve chegar prximamen-
te cm outro navio.
As obras da empreza prosegoem com a maior ac-
lividade em frenle do caes do llamo-. Assim, o esla-
leiro patente he urna realidade, e dentro em pouco
prestar ao commercio da provincia os grandes be-
neficios a que he destinado.
0mmnncab0.
ontra ordem, para rirer precisa qne o'alimenten,
para nao cahir precisa qoe o sustenten!, reqaer ser-
'Cos que nao pode retribuir, toma de uns para
dar a oulros ; precisa pois que baja quem Ihe d
para que elle possa dar. Mas ser islo ruSo para
o deixarrnos cahir
Elle nao paga, he verdade, aqoillo que toma, mas
Deo, pagara por elle; para Tiw p[ldil ie
deera o alimento m ao 0 m, comsi
ga-o na cultura da, n,ellige,icjas morali,ada, po-
rem desfavorecida, da fortuna loma de nos par.
dar a oulros, mas he porque un, lem mudo, e ootro,
mu.lo pouco ; toma o surperffoo dos rico, para sa-
UsTazer o necessario dos pobre,: he o intermediario
entre a riqueza e a pobreza, ofTereceodo primeira
um n.en. fcil de fazer o l,m e de -r cirdow, e .
oulra o de recebe-lo sem corar ; u naqile MOtT+
mide ler puder quem nao tera diuheiro. ^
He Torroso confesiar que a moral nao he negocioV
de cifras ; e nem se a queira redozir a om deve
e hi de haver. porque jase nao piide. Assignar boje
o inieresse como fundamento a moral, he nm ana-
chronismo, ,e nHo nm fingimento. O fundamenle
da moral n3o pode ser outro senao o dever. Dos o
imprimi na consciencia. e a conscencia o da elo-
quentcracnle a lodos os homens pela satisTa^ao e pelo
remorso qa se segu a qualquer aclo,e quando elles
fallara ou obram o contrario,nao he porque linlam,
he porque menlem. O Monte Pi n3o nos deixa locro
he verdade, mas deveremus s fazer aquillo de qae
lucramos '.' E neuhum sacrificio de noiso inieresse
a bem dos oulro; nenhuma abnegarlo pesaoal t E
quem vos diz que imanhaa, ou hoje mesmo uao pre-
cisareis ser subsidiado pelo Monto Pi ? Tendea
muda coofiausa no prsenle, olhaes o futuro como
cerlo, mas quem vos diz que aquella nuvem qne se
levanta no horisoute, nao ser a tempestada que voa
fara mufragar '.' E entao, nao quererieis qe um
companheiro vosso desse-vos nm logar na jangada
que por acaso houvesse deparado,debateodo-se as
ondas'.' Nao quererieis a felicidade ? Nao quere-
rieis a vida i Sim, mas he porque he para vl. le
urna bella moral.'a moral do egosmo 1.
O Monte Pi he urna das associaces que mus
honra faz a Faculdade ; he um grlo cloquete em
favor da ulellgencU desvalida"; he um desmentido
solemne a pecha que nos poera de impios e Terroro-
sos sectarios de Bentham e de Prondhon. O Mon-
te Pi fundado pelos acadmicos he urna prora de
que elles ja sacudiram a ulilitairiamo no Inmolo
de Bentham, para l doemir com elle o somno da
elernidade, e de que o svsteraa de Proudhoajo
espera na sepultura.
Animemos essa bella insliluirao, demos-lbe vida
se nao por caridade, ao menos por patriotismo, sn
nao pelo co, ao menos pelo Brasil ; e cada intel-
igencia que sabir da Faculdade cultivada pelos es-
forros do Monte Po, sera um lucro para o Brasil,
urna gloria para elle e para nos, e um defensor para
a in,lru.-e.io obrigaloria.
Ninguem nos pede o necessario ; pedem-nos
superfluo, e o superlluo nao be nosso, be dos que
precisam : eolreguemo-lo.
Nos precisamos educar a nossa inteligencia, mas
sem esquecer jamis o que devenios a nossa voulada
devemos levar nossa iutelligeucia ao vrrdadeiro'
mas lambem nossa volitado ao bemo cainiuho da
verdade he o estudo o do bem a caridade. -
O. G. L.
(orrc-rpmt&mcta.
Sr. redactores.Voo^pedir a Vmcs. a publica-
cao de um Tacto que se deu era um dos meu, enge-
nhos denominado Sacco, e por outros Pedra de A-
molar, e a islo me julgo obrigado por ser pira um
fim criminoz, embora nao passasse de nma manifes-
t calumnia.
OSr. lenle coronel Joao Mepomoceno da Silva
Porlella, hoje delegado do termo de Serinhaem, 1
que per lencera estes raeos engenhos, a testa de urna
numerosa tropa e mais autoridades policiaes Toi ao
mencionado engenho ao amanhecer no dia 20 do cr-
reme, cercou, varejn e pesquizou ludo e at a casa
destinada ao culto divino, e por fim disse como me
consta (o denunciante mereca esta tabica) em pre-
sen ,a das pessoas Pelas 8 horas daquede dia me fui ludo partici-
paitu.poi que a inioha rnidenOa tie neste outro en-
genho tiiodabi, distante meia lesos.
Consla-me que a deligcuca foi para o Tiro de ap-
prelieucan de Africanos desembarcados ha 6 mezes
na praia do Serinhaem. O Sr. delegado sem duvida
convenceu-se de ter sido illudido.c por isso passando
de volla quasi junto desta minha casa,nao sedignou
Tazer aquelle mesmo cerco e varejo, porque nao at-
tribuo outro motivo visto qoe aquelle outro est fa-
zendo parle desle, e se Toi por alguma alleocao, nao
devo agradecer-lhe, vislo quo a nica que Ihe mere-
ca era ser mais escrupuloso em nao acreditar com
tanta franqueza em denuncias dessa ualreza, aioda
que calumniosa Toi, deixa aos olhoi do publico in-
decises de crime de reduzir a escravido pessoas li-
vre, .1 rista da lei.
Kecoiihero a minha incapacidade para o Sr. de-
legado hoje do Serinhaem, recouheco qne nao tenho
previlegio algum, reconbero mesmo que a minha
conduela publica e particular he inditerente aoSr.
lenle coronel Joao Nepomoeeno da Silva Porlella,
para Ihe dar ouvidos-e que Ihe mereca lodo crdito
o misenvel que mereca chicote.
Tinha at agora e ainda continuo a ter urna garan-
ta na, autoridades policiae, pela norma da minha
conduela, inclusive a do Sr.|delegado, a quem conti-
nuo a respedar lauto por ser de urna classe, e como
por ser da conlianea do governo da provincia, e por
essa bem fundada coofianca, discoolio qae urna mao
traidora me qniz envolver em cousa que me nao per-
lence. e o roeu silencio seria urna prova tacita para
o calumniador, e por essa razan. Srs. redactores, ru-
go a Vmcs. queiram publicar estas mal tratadas li-
11 lias, para conliecimen lo das honradas pessoas que me
circulam nesle termo e mesmo na capital .onde sou
acolhido como he publico, a poder ler o Sr. delega-
do de Seriuhaem a salisTaro de ler contrariado a
lodos.
Nada mais (cobo a pedir aos Srs. redactores, qne
publiquen] e apresentem o mais breve que lhes for
possivel para Iranqaillidade minha, e das pessoa,
que me honrao.Pois sou, de Vmcs., respeilidor e
criado.yoiio Mauricio de Barros Ifanderley.
Engenho Cindihi, SS de abril de 1836.
Despeza dem.
Saldo.
Em cobre.
olas.
"4:%39063
829356
.-1:079N)00
901:1619356
--------------04:1619336
<> thesoiireirn,
Thomaz Jone da Silva Gitsmno'.
1 escrivao da receila,
Antonio Cardozo de (Juciro: Fonneat.
Demonslraro do saldo existente na caixa de depo-
silos 0111 30 de abril de 1856.
Saldo cm :ll de marro p.
lindo.......232:3359087
Receila de I a 30 do corr. 30:0049640
Despeza dem .
Saldo.
Em olas.
caiiro. .
ledas. .
282:3399727
.V206S72I
ni,11-,1, ni
.VI:(H103000
226:4733003
277:1339003
277:1339003
O Ihesmireiro.
Thomaz.'" < i.i Silra Gurmo.
O cscrivaii da rcrcila,
.liiloitio Cardozo de QHetroz Foattea.
Drinouslrarao do saldo exilenle na caixa especial
do calramcnlo das ru.is desla cidade em 30 de
abril de 1856.
Saldo cm :0 de marco p,
lindo....... i::l.".-i:li
Receila do I a 30 do corr. lo>soo
Despeza idom
Saldo.
Em robre.
)) notas .
4:4769231
l:2()0}000
1829234
3:0949000
3:2769234
3:2769234
O thesoiircro,
1 iiom O escrivao ua receila,
Antonio Cardozo de Quciroz Fonseca.
O MONTE PI ACADMICO.
Nao ha mudo lempu um anuo talvez ) quaudo
escrevendo um artigo sobre esta importante sssocia-
ro, nos exprimimos deste modo : u au suppomos
que essa assocaro vi sanar o mal de que temos
I illa.lo I na 1 : e nem fie nr-le sentido que della
nos oecupamos, porque como todas as cousas em
principio, ella he ainda Traca e talvez pouca forra
ganhc ; he sim considerando-a como a expresso
de urna necessidade, como um peDsamenlo filho do
espirito de candado e fraternidade que anima os
cora-ces dos joven, acadmicos, quo a saudamos e
abenroarnos.
Ouando, no tncio de lodo o nosso desejo deque
fosse avanlc lo tjclla insliluirao, deivamos escapat
essa duvdi de sua realisarao, previamos o que bo-
je vemos. O Monte Pi foi um ilumnenlo de en -
Ibusjasmo de alguns mocos csfriou-se-llies no coracjSo
e euili i-iasino c a insliluirao vai caminhaudo para
o seu desapparecimenlo : he a sorle de todas as nos-
sas sociedadesquanlo mas ulil,quanlu mais impor-
tante, mas rpida a queda.
A 6 de agosto de 1851, alguns mojos conceberam
a idea de crear urna sociedade, crearata-ua e de-
ram-lbeo nome deSocodadc Philasophica.
Propagou-sc a idea, e d'ahi a pouco ja eram demais
os socios. Nasceram pois oulras sociedades, por-
que alinal eslava plautado o gkisto, e era preciso
campo para desenvolve-lo : inslallaram-se o Alhe-
ii'O, o Monte Pi, a Sociedade Noologca, a Socie-
dade tieograpbica, a Sociedade Franccza, ele, etc.
Mas a reaeco veo e desappareccram lodas ellas,
ficando o Atheno, a Sociedade Philosophicn, e o
Monte Pi, as Iros que linham mais vida, e que
mais inereciam viver. O Aikenfo com um carador
oflicial, protegido por ludo que ha de maior cm
Pernambuco, titilo milita forra para resistir a reac-
ro e ficou. A Sociedade Pailoiopbica forlc s pela
forra que llie da a uuiao de seus socios, tendo urna
origem e urna exisleucia semelhantc a dessa peque-
I na, mas heroica repblica italiana, que ha lanos
seculos resiste firme a tudo o que se oppe sua
forma de governo, a Sociedade Plilosophic resisti
e lambem ficou. Ambas ellas podiam fazc-lo ; sua
vida depende de si mesinas, sua morte s ser o
suicidio. Mas o Monte Po he urna sociedade de
*itfrlitttf<> a p&ibo*
(I) DdcuMadcs da iuslrucji .
DATA INCORRETA
MUTILADO"
ILEGIVEL
Diz D. Barbara Mara da Silva Seixas, por i, e
como baslanle procuradora do seu espeso, Nono
Mara de Sexas, que cheganoV) hoje a sua noticia
que V. Exc. proferir um despacho, 00 interlocu-
tor ia pelo qual habililava ko consulado Francsou
seu representante e a Mesquta & nutra, para
vutarem e serem volado, para administradores da
raassa nuda e injustamente declarada Taluda da casa
de seu marido, e mandara Tazer a convocarao dos
credores da mrsma massa para em reunio que deve
ter lugar no da 2 de maio procederem referida
Humeara 1 : vem a supplicante respeilosamenle re-
presentar V. Exc. que a decisJo pela qual tornou
a quedes supplicado, habilitados, lie menos justa e
jurdica : e que elles au esUo habilitado, segundo
o espirito e letra do cdigo e rjisposiees commercia-
cs i Toncionarem como credores legtimos.
A supplicante vai provar o seu asserlo. O consu-
lado Franrez j nada tem rom o crdito que oulr'ora
tinha contra a massa de Seixas.e sim Joao r'rancco
Emery, do Kio de Janeiro. Documento n. f-)
que esle Emery tsmbem nao pode ser representado
por que a sua casa lallio (documento n. 2,' menos
que os administradores dessa casa dessem poderes
legaes : ou que Emery oblida a concrdala dos soos
credores se appreseule rehabilitado para gerir o in-
ieresse da casa : casos esles que consta sopplicanle
nao conslo nos autos : e outro sim, por qoe nao
fra pago o imposto proporcional da eesaao.
Mesquila & Dulra, lao pouco podem ser consi-
derados habilitados a volarem e serem volados para
administradores, por isso qne : 1." sendo os mesmos
i-es-ionn. ios de Francisco Alves da Cunda na hipo-
llieca originada de letras, essa eesso n3o Tora Teda,
por escriptura publica, mas sim do punho de Cu-
nha, o que alias esle lei.;lmenle no caso ferenle nao
podia Tazer, por uo seUMCt-001"18 matriculado
e lambem conforme a orde<>'C do Reino.........
que esla em vigor: 2." por que qurjido fosse legil
tal eesso, ella he nuda ipsnfaclo por qui'D.io fori
pago o imposto proporcional qu% compela i essa
transferencia.
Acabnu a supplicanle de provar que Unto o cu-
sul.ido Francez ou Emery como Mesquila t
Dulra, mo podem volar e ser volados para adminis-
tradores, por a isso resistir o fado e o direilo. Pas-
ear a supplicanle, era a provar que a marcha esla-
luida nos arligos 813 e 816, de cdigo do commercio
e oulros, ser clamorosamente violada se prevalecer
a decalo de V. Exc.
O consulado Francez, na reunio dos credores que
liver 1 lugar cm maio de 1832, Tota entao eiclaMo
de volar, e na oulra qua Overa lugar em junho do
ddo anno, Tora o seu crdito impugnado, raquella
raso a tulenca do antecessor de V.'Eic l c-juia
ir. Oliveira Maciel) admhodo-o de novo, em cn-
dano Yotasau culiectiva que Uvera lugar a reuDiaa


DIARIO DE PRNAHBUCO QUINTA FtIBl 8 DE MAIO K 1856

transgredi, violn,n disposcOe* do cdigo, que ex-
presrajnente eslaloe, qqe lal negocio lia da compe-
tencia especial dos credores, '" do jaiz, e ueste
oatro caso, tambem au foram preenchdas as so-
lemnidades estatuidas, un artigo 84G >. parle do
cdigo, por que nao hoave louvacao : por quanto
corno tal aa nao poda considarar, segundo a leltra e
espirito dalle, o parecer isolado d'um s louvado
nome.ido a requerimeolo da parte, e por despacho
do juizo, mas sir deverin liaver o* dous louvados,
ura dos quaes nomeado pelo credur impugnante,que
alias lora o l)r. Francisco Carlos BrandAo, e foi isto
o que anda u.lo leve lugar at hoje !
Coosegiiinlemeulo V. Ese. curialmenlc, jamis
podero supprir por seu despacho, a seu arbitrio, essa
essencial falta, a qual se torna -ub-Unn.il ao acto.
Sendo que consta, que nos aolos Dito tu procurado
espacial para o acto: nem Uo pouco passada por
pessoa legal e jurdicamente habilitada.
O que se do, Eira. Sr. Ur. jaiz de direito, quanto
ao consalado Francez, oa Emery, se d. em parle
para coro Mesquita & Uutra : estes estn uo mes-
mo caso : tambero furam excluidos na reuniAo de
roaiode 1832, e para que anda postergada a legis-
laco, podessem ser leadmiltido como injuridica-
. mente o foram, seria uecessario que antes se segu-
sera os arroos proscripto* pelo artigo s.",, o que
ae al* Yerificou, sendo que alrope*adamnle por
una petico desles, em I8JI fora nomeado uro loo-
vade, cojo ooico, he que dar o laudo mas uo o
tro impgname, por que nJo o huuve !!...
Em face de todo quanto acaba a supplicante da
ponderar, yero respeilosameule requerer a V. Exc.
que reconsiderando a materia ujeita, e compulsan-
do os respectivos autos appenso da l*a parte dos
autos do processo da fallencia,; haja por liem exclu-
ir de votantes, aquello dous suppoitascredores, e
liem assun a lodos aquelles que estilo no mesmo caso
como eejam Daniel Ley e a viuva de Gaudino, para
rom as qnaes aiuda se nao seguiram os termos esla-
beleeWos oos fallados artigos 813, sendo qne o 1.
consta supplicante aiuJa nao juntou na forma
prejeripta pelo cdigo e regolameolo i procurarlo
especial para os actos da fallencia, e quanto an 2.
nao he alias, credor da massa, e sim devedor como
demonstra o doeamenlo n. 3 e oulro que existe an-
naxo asi* aolos.
A supplicante nao er qua esteja oa mente de V.
Exc, integro, e eximio jurisconsulto que he, pos-
tergar lio el morosamente a le Ir j e espritu da le-
gislarloque rege a materia, e por isso submisia-
tente requer V. Esc. a exclusao dos fallado
Emery. Mosquita & Dodra, Ley e viuva (jau-
dlno, ou que se a lodo transe quizer este juizo, que
oa supplicados votem, e sejam votados, se satisfa-
z-aro todas as cuiidicoocs esseuciaes que iiliam, s
prceuchida ellas, e que podero ser por ventura
habilitados a fruicrAo do direito de volarem e serem
votados, para administradores.
E reqaerendo a supplicante i V. Exc. como aca-
ba dq facer, nao he por que reconheca a validade
da fallencia, antes de novo solemnemente protesta,
ratifica, orna e mil vezes o seu protesto de 1831,
ae acabou de ser anuexo aos autos por despacho de
'. Exc, mas por que tem interesse mu elevado,
qaa haja boa esculla nos administradores, que nao
ajaaa tilhos da caballa, e d'inlencoes foluras preju-
diciaes massa, e ao interesse dos legtimos credo-
roa, como lie alias do obvia nlenrSo do denunciante
da fallencia Jote Jernimo Mouteiro: por lauto,
pedo a V. Exc. Sr. Dr. juiz de direito especial do
commercio, que haja de deferir como he de juslira.
Klll.- Barbara Mara da Silva Seixas.
Despacho.Ionio aos autos, subaro por lioha.
Kecife :HJ de abril de 1856. Peretti.
Liverpool, hrigue ingles sPartesao, de 4.10 tone-
ladas, condu7.io o seguinte : 2,1'M) saceos com
I. ",ixi arrobas de assucar, 770 saccas com 1,235 ar-
robas e 1 libra de IgudAo, 3,100 cooros salgados.
Hioda l'rala, hrigue heipanhol ((Cholo, de' 25i
toneladas, conduzio o sogoinle :1,(00 banieu
com 10,525 arrobas e ti libras de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimeuto ilo dial a (i..... 3:1003876
dem do da 7....... 1:1320090
653*1966
WMimento to porto.
.vario entrado no dia 7.
Marauh.io---2.idias, hiale braiileireLinda Paqueteo,
de 905 toneladas, mestre Jos Pinto Nunes, equi-
pageni 13, earga arroz e mais gneros ; a Aulonio
de Almeida Gomes.
O Dr. AelmonsFrancisco Perelti, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial do
commercio nesta ridade do Recife e provincia de
Pernambuco porS. M. I. eC. que Dos guarde etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem. e del-
le noticia liverem. em enmono dia 8 de inaio pr-
ximo, se ha de arrematar por venda, em prara pu-
blica dcsle juizo, depoisda audieucia, a quem mais
der, a casa terrea n. 1:1, sila na ra larga do Rosa-
rio, avaliada em 1:1>OU5UOO rs.. pandorada aos exe-
cutados Jos Uias da Silva e sua mulher, por exe-
corao de seutenc,a da exequentc D. Anua Mara
Theodora Pereira Durao.
E para que chegue noticia aos licitantes, mandei
passar o prsenle que sera publicado poli imprensa,
e atinado nos lugares do costume.
Dado e passado nesla cidade do lenle aos 10 d
abril de 1836.
Ku l-'raucisco Ignacio de Torres Bandeira, escrivao
o fiz escrever.
nsclmo Francisco Perttt.
O lllm. Sr. contador serviodo de inspector da
thesourana provincial, em cumprimento da resolu-
cao dajuuta da-fazeuda, manda fazer publico que
v.iu novamenle a praca no dia 13 de raio prximo
vindouro os contratos abaixo declarados, para serem
arrematados a quem por menos fuer.
E para constar se mandou atinar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Empedraineulo do l'.l.- lauto da estrada
da Victoria avahado cm.....3:l03cjlOO
Dito do 0- lauco dem......3:1 |000
Dito do 21.-lauco, idem.....7:6729500
Dito do 23.' lauco, dem......9:6779230
Secretaria rja thesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de abril de 1836. O secretario, Aulonio Fer-
rcira d'Aiinunciaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da la-
zenda desta pruvincia, em virlude da ordem de 3.
Exc. o Sr. marquez de Paran, presidente do Iribu-
oal do thesouro nacional.de 28 de mareo prximo
passado, manda fazer publico que ilesla dala a 30
das tem de liaver concurso para se preencher as va-
gas de praticaules existentes na mesma Ihesourana.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1836.
No impedimento do oflicial-maior,
Luiz Fraucisco de Saropaio e Silva.
t*ommmio.
549000
ao par.
CAMBIOS.
Sabr Londres, 27 3|t a 28 d. por 19
Pars, 353 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acces do Banco, 33 OrO de premio.
Acces da companhia de Iieberibe.
Actes da companhia Pernambucana
Utilidade Publica, 30 por ceoto da premio.
c lnderooisadora.sem vendas.
Diaeonto de letlras, de 10 a 12 por 0|.rj
ItBTAES.
Ouro.(Joras hespanholaa. .
Moedas de (>st00 velhas
6900 novas
a 4J)000. .
Prata.Patacf.es brasileiros. .
Pesos calumnarios. ,
mexicaoo.....
289 28*500
. 16*01 Ni
. IUsOO
. 99000
. 28000
. 2*000
. 1 1C860
.-.1.1''ANUBLA.
Reodimeolododia 1 a 6 .
ldam do dia 7.....,
73:69:1X103
19:1779013
92:8709618
dem idem n. 29, ra da Madre de Dos,
dem dem n. 30, ra da Madre de Daos.
Thesouraria do conselho adroioialralivo do patri-
monio dos ..i i lian-, 21 de abril de 1836.O Ibcsou-
reiro.Joaquim Francisco Duaric.
3Ct>i900 matitimpZ.
Maranhao e
Para.
O palliabote LINDO
PAQUKTE, capito Jost!
PintoNunes, Kgae com
. In rMilailr aos portos ill-
ajaj litados, alla-llic um Ici-
r^ol do] seu carregamento, para o <|tial
trala-sc com o consignatario Antonio de
Almeida liomes, na ra do Trapiche n.
1(, segundo andar.
Para o Rio de
Janeiro.
Recebe alguma carga o hrigue nacional n Flor
du Rio que segu em pourns das per ler prompla
boa parte da caiga. I) mesmo navio precisa para a
tripulara i mariulieiros naciouaes, os quaes Ogaja
a soldadas vautajosas. Trata-sc para carga e escra-
vos a fre no escriptorio dos consignatarios, ra da
Cruz n. 49 I." andar.
Para o Porto sesuc ale o da 15 de mao o hri-
gue nacional Sa Jos, o qual tem grande parte do
seu carrogameuto promplo : para o resto da carsa e
passageiros, trata-se com os seus consignatarios Fran-
cisco Alves da Cuoha & Companhia, ra do Vigario
n. 11.
O hiale nacional Novo Olinda, que secne
viagem para o Ceara, precisa de 4 ou 5 marinheiru
uaciunaes.
para Lisboa
-elnri com loda a brevidade o patacho porluguez
Brilhante, capilao Aolnnio Braz Pereira; para
carga trala-se com o mesmo capitao, ou com o con-
signatario Domingos Joso Fereira Guimaraes, ua
ra do (Jueimado u. 35.
Marauhfto c i'ar.
Segu em pourus das o brigue escuna brasileiro
Graciosaa; recebe carga e passageiros: Irala-se
com o consignatario Jos Baplista da lon-eca J-
nior, ua ra du Vigario u. 23.
abrir, relogios de repelirAo para mesa, ede ouro
para algiheira, candelabro, randieiro americano de
globo, cspelhos grandes cm consolos, pnrrodt livrus
cfh allemo c utios idioma*, mnsicas para piano,
un escravo titlalo peca, porrao do obras do ouro e
de prala c uniros minios ohjeclos : quinla-feira X do
correle, as 10 horas da manhaa, no esrhplorio do
sobredito agente, ra da Cadcia do Recife.
O agente Oliveira laxa' leilao por conla e risco
de quem perleneer, e em lotes a vonlade dos licilau-
lc-, de cerca de 8tN) saccas de boa fufaba de man-
dioca, e de 200 ditas de cevada muilo nova:sexla-
fera 9 do corrcnle as 10 horas da manbaa, no ara*
nia/.eni do Sr. Jacome Pires, defroulo da (s.-adiuha
da alfaudega.
Lelodc vinhoe queijos.
Tassn Irmos fa/.em leililo de Viohoa do Eslreilo,
e queijos flamengos: segunda-feira 12 do corrcnle,
em seu armazem da ra do Amonm.
llenrique Brunn jj C, farSo leilao por inler-
venrao do ageulu Ulivpira,em presenca do Sr. chan-
ecllel do consulado de Franca, e por ronla e risco
de quem perleneer, ilc E II ns. 229 a 232, i ra-
xas conlcndo 200 ilu/ais de lencos, avariadns a hor-
bo do brigue francez Alma na sua recente via-
gem do Havre para este porlo : seguuda-feira 12 do
correute as 10 horas da manhaa no seu armazcm,
ra da Cruz do Recife.
SCDiSoS 3MDcr*os.
ara
a aliia
Deicarregam hoje 8 de inaio.
Barca ingleza.Sno>ci/on-*-bacalho.
Barca inglezaMidasbacalho.
Brigue iuglezCarolineidem.
Barca inglezaSpr/nj UoKmercaduras.
tiara ingleza-'. T^riri*, n*m loor i.
Brigue inclea^/tober lrucepechas de ferro.
Patacho americauo>. oi\afariuha o bolachioha.
Patacho suecoOlctlofarinba de trigo.
HHPORTACAO.
Brigue inglez Koberl Broce,n vindo de New-
l'orl, comignadn a Scott Wilson (^ C, manilestou o
seguinle :
181 toneladadas de carv.m de pedra ; a ordem.
Urna quantidaJe de maqumismo ; a George P., cu-
genheiro.
Hiate americano Rosamond. vindo de Ballimo-
re, consignado a llenrique Forsler Ov C, niauifeslou
o seguale :
858 barricas com fariuha d trigo, 30 meias ditas
cora dita, 200 barriquinhas bolarhiDha, 1 caixa ta-
petes ; aoa meamos.
Vapor nacional Imperador, vindo dos porlos do
sol, consignado a agenciarnmiilestoi. o seguinte :
10 latas ignora-sa ; a Amonm Irmaos \ C. .
1 caixao dito ; a Antonio Pereira de oliveira
Hamos. -
1 dito dito; a JoJo Fernandes P. Vianna.
I volme dito ; a caixa filial do Baoco.
1 c.iiii.ha dilo; a Antonio da Trindade A. M. 11.
1 v lume dito ; a Julio da Silveira Lobo.
1 dilo dilo ; a Manuel Antonio Moreira.
1 lata dilo ; a Baroueza de 'Iieberibe.
1 dita dita J. J. de Carvalho Maraes.
1 vame dito ; a Francisco Pires Ferreira.
1 caixinha dilo ; a Leopoldo Antonio Ferreira.
1 dito dilo ; a Maooel Peixoto L. iWernk.
1 volme dilo ; a Joaquim Jos Alves Jnior.
1 dito dito ; a Mauoel Lopes C. Mariel.
1 dito dilo ; a Francisco Jos Gouralves Guima-
raea.
1 dilo dilo; a F. Conloo.
1 caixinha dito ; a Pedro Velloso Rahello.
1 empapelado dilo ; a Loorenco Jos Carneiro
lonleiro.
1 caixole dito ; Ernesl Scbramiu,
1 dilo dito ; a Joan Falque.
1 dita dilo ; a F. Maeslraly
1 dito dilo ; a Ricardo de Freitas & C.
1 sacco dilo ; a ordem.
1 dilo dilo: a Pedro Velloso Rahello.
1 volume dilo ; a Jos Gonrslves Malveira.
2 ditos, 2 latas e 1 barrica dilo ; a Movaes & Com-
panhia.
1 caixinha dilo ; a Firmino Moreira da Costa.
1 dila dilo ; a Joaquim Pereira Arantes.
1 dita dito ; a Domingos Ferreira Mai>.
1 embrolho dilo ; a Joaquim Ferreira M. Goima-
T*ea.
1 dilo dito ; a Francisco de Paula Cavalcaoli &
Companbia.
Patacho nacional a Lindo Paquete aarindo do Ma-
ranhao, consignado a Antonio d Almeida Gomes,
manifrsluu o seguinle :
1UO saccas com arroz ; a i'asso Irmaos.
200 dilas dito ; Joao da Silva llegadas.
2 ditas diloa ; a Daniel Cezar Ramos.
50 ditas dito ; a Jos Joaquim Das F'eroaodes.
100 dilas com fariuha de mandioca, 100 meios de
ola ; a D. Alves Mahleui.
120 saccas fariuha de mandioca ; a Guimaraes &
Valiente.
26 dilas com millio ; ao I Ir. Ma>.
100 ditas com arroz;, a Jos Marcelino da Rosa.
50 aaecas dilo ; a Sai xas & Azevedo.
100 dilas dito ; a Vicente Alves de Sooza Car-
valho.
1 aylindro de ferro por concertar ; a Mauoel da
Silva Sanios.
100 sacaos com arroz;" a C. Albertos, da Molla.
1 pce de engenho de caima, 1 pedazo quebrado
Jilo, 1 paratuto dilo ; Maooel Joaquim Ramos e
Silva. H
i eaito resina copal; a F. A. Corroa C-rdozo.
2 paoeiros com farnha ; 1 garrafau azeite de
gergelim, 2 saccas com arroz ; ao Dr. S. O. L.
436 saccas com arroz, 28 paneiros tapioca, 1 ca-
ala eom roda para engenho ; a ordem.
6 caixaa spinsardas ; a Novaes & C.
OINSULADU GERAL.
Readircanlo do dia 1 a 6. .... 5-0K8*-'SX
Idem do dia 7....... 1:070*908
U procurador da cmara municipal d Recife,
declara, para conhecimeuto de quem competir, qua
em virlude da ordem que Iba expedio a raesma c-
mara, acompanhada da relario remedida pela ad-
miimlraco do cemilerio, lem de recebar das pessoas
a quem perteociam os cadveres de cholencos, in-
humados no mesmo cemilerio, nos mezes de feve-
reiroe mareo ltimos, a imporlancia das respectivas
sepulturas,que nao foram anda pagas, quer relativas
a pessoas livres, quer a escravas ; e para o referido
reccbimeDlo marca o prazo de um mez, contado da
dala desla, lindo o qual se proceder a cobranca ju-
dicialmente.
Procuradura da cmara municipal do Recife, 28
de abril de 1836,
O procarador.
Jorge Viclor Ferreira Lopes.
O illuslrissimoseulior contador servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em comprimenlo
da resoluraoda junta de blanda, manda fazer pu-
blico, qua no da 15 de maio prximo vindouro vai
novamenle a prara para ser arrematada a quem por
menos fizer, a conservarao permanente da eslrada
de Pao d'Alho. avaliada em 1:0003000 rs.
A arremalaco sera fela por lempo de dez mezes
a contar do primeiro de juuho do correnle anoo.
E para constarse mandou allixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de abril de 1856.O secretario, 'A. F. d'Ao-
nunciar.lo.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da re-olu-
r^io da junta la fazeuda, manda fazer publico, que
uo da 15 de maio prximo vindouro, vai nuvaineii-^
to prara para ser arrematada a quem por menos y
lizer, a conservado permanente da estrada do sol.
i.iiniiie.ieao da Cabo, Remedios aterro a povoa^ao
dos Afogados, pela quanlia de 5:iOO;0(M) res.
A arremalaco ser frila por lempo de dez me-
zes, a contar do primeiro de juuho do correute
auno.
E para con,lar se mandou aluzar o prsenle e
poblicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de abril de 1856.
O secretario,
A. I*'. d'.\nnnnciac,io.
U lllm. Sr. contador servindo de iuspector da
thesouraria provincial, em cumprimeulo da resolu-
tas da junta da fazeuda, inauda fazer publico, que
no dia 15 de miio prximo vindouro, vai novamen-
le a prara para ser arrematada a quem por menos
lizer,a conservarao permanente da eslrada flo norte,
avaliada em l:20ls~28 res.
A arremalaco scri fela por lempo de dez me-
zes, a contar do primeiro de juuho do corrcnle
auno.
E para constar se maudou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de abril de 1836.
O secretario,
A. F. Aunuociario.
segu em poneos dias o bem condecido hiale brasi-
leiro Caslro, por ja ler a maior parle da carga a
bordo : para o resto Irala-se com seu consignatario
Domingos Alves Malheus, ua ra da Cruz n. 51.
31actii e i enedo.
A liarcaca PROVIDENCIA recebe carga para
Maeeio e Peuedo, ale o dia 8 do corrcnle mez i a
tratar com Pedro llorges de Siqueira, ra do Vi-
gario.
O patacho nacional Amazonas, queJem de
seguir para o Rio de Janeiro, precisa de ma i uja bra-
sileira; os que estiverem as circumstancias dirijam-
se a bordo a fallar com o capilao, ou ua ra da
Cruz u. I, uo escriptorio do consignatario Aulonio
Luiz de Oliveira Azevedo.
Freta-se para os porlos do sul al ao Rio da
Prala o brigue brasileiro .Maltrae, de que he capi-
lao Jos Joaquim Dias dos Prazeres ; quem o pre-
tender pode entender-so com o loe-mo capillo, ou
com Amorim Irmaos & Companhia, roa da Cruz
n. I.
"A sumaca llortencia, que segu viagem pa-
ra a Baha, precisa de 1 marinheiros uacionaes.
O patacho brasileiro Esperaura, que segu
viagem para a Baha, precisa de t ou 5 marinheiros
oaciouaes.
en
B -.
6:159913:
ilVEBSAS PROVINCIAS.
Vndimento do dia 1 a 6.....
dem do da 7 ,......
7il9)897
100)491
810J38K
DESPACHOS DE EXPORTACO PELA MESA
DOCONSl L\l)l) DESTA CIDADE NO DA
7 DE MAIOj.DE 185fi.
Liboa Barra portugoeza Flor do Porlo, Manoel
Jsaquim Ramos e Silva, 83 cascos com mel.
PortoBrigue porluguez S. Mauoel I, Mauoel
Joaquim Ramos e Silva, 69 saceos assucar braoco.
Biienoa-AjresPolaca hespanlinla Flora, Viuva
Amorim & Filho, 85 barricas assucar branco e
mascavado.
FalranalhBrigue inglez Titania, James Crablree
& aompanhia, 600 saceos assucar mascavado.
.5."* franca "Emma Malhilde, Las-
tt & Companhia, 1,200 coaros salgados.
Exportacao .
Stocholmo, paUcho sueco Iduna, Ide 27:1 tone-
ladas, conduzio o seguinle :1,230 saceos e 100 bar-
ricas eom 7,028 arrobu a 1 libras de assucar, 3,109
cooros Hgados, 4,000 ponas de bo.
&eclaracoe0.
o c
" CJi M es
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V> sV
=2 o
a i*
o
= =:
Per esta secretaria te fjz publico, que uesia
dala fui inscripto no livro respectivo o Sr. Camino
Pinto de Lemos, na qualidade de administrador do
trapiche Alfaudega Velha.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 5 de maio de 1836.No impedimen-
to do oflicial maior,
Diuumerico Augusto do Reg Rangel.
> CU.NSELIIO ADMINISTRATIVO.
53 O conselho adroinislrvo lem de com-
;ii piar o seguale:
mt Cadoiras de Jacaranda. 11
2 Ditas dila de bracos 1
Mesa de amarello com. 'i palmos do
compriraenfo e 4 de largura, com ga-
vetas o forrada de panno azul. 1
Armarios randes envidrarados. 2
Reposleiro. i
Relogio de parede. 1
Espanador. i
Ouarlinlicira envernizada. 1
Cabido dilu. 1
Quem quizer \cndor csles objectos e con- 9
Iralar a caiacao e pintura d sala das ses- w
ses do conselho, aprsente as suas pro- w
postas em ^aria fechada, na secretaria tw
^ do conselho, s 10 horas do dia 9 do A
- crreme mez. 2
Secretaria do conselho administrativo ^
para fornccimenlodo arsenal de guerra 2 w
de maio de 1S56.Bcnlo Jos Lame- 5*
nha Lins, coronel presidente.Bernardo *
l'ereiro do Carmo Jnior, vogal e secre- O
V "no. {:
Nos dias 2,6 a9 de maio prximo fuluro.o con-
selho administrativo do patrimonio dos orphaos, tem
de levar a pracs publica, a renda aonual das casas
abaixo declaradas, a comerar do I de julho prximo
vindouro, a 30 de juoho de 1S57. Os licitantes com '
i?

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3
WT
MEZ
Marianno.
O livro do mez Marianno augmentado de varias
orac/aes, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smenlo na linaria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia, a dez tusles.
AVISO.
m
A
Q PIERRE PUECH az s< cute as &
! pessoas que icara tn a devera so- '-5
@ ciedade de PIERRE PUECH &
t RLN'EL, de nao pagarem senao -
(fe aoahaixoassifjnado, visto ler com- ffi
.i prado a parte pectcnccntc ao socio %
$ RI.ONDEL, em 8 de abril pro- Q.
S xiino passido.PIERRE PUECH. A
c
rs
e
a
B
o
o

2
*Ci r&
(9
IllOUE: JANEIRO
sesue no dia Iti do correute me/, o patacho oBoni
Jesuso, para o reslo da carsa, passageiros e esrravos
a frele Irala-se com Caelauo C\raco da C. M. ao
ladado Corpo Sanio u. 25.
Para o ( tara
o hiale (Nove Oliodan recebe aiDda al^uma car;a
miuda ale sexta-feira ao meiodia, e segu sabbado
imprelerivelmenle.
I'ara o Aracaly segu para a semana o hiale
Aurora ; anda recebe alguma carga : Irala-se ua
ra da Madre de lieos n. 2.
fcdkis.
O agente Itorja fara'
leililo, cm seu armnzem,
na ra do Collegio n.
15, de um esplendido
sorlimcnto de ohjeclos
de iiiltei entes qualida-
des, como bem : una
riquissiina mobilia de
_ Jacaranda' a' Luiz XV,
urna dila tambem de gosto moderno, um excelleule
toilette de Jacaranda', um eapelDO grande de ves-
tir, dous dilus menores de moldura dourada, um
lindo sancluario, um oplimo piano de anuario, urna
secretaria, una grande coOimoda, guarda-lonjas
e roupas, cama franceza, meias comino la-, cadeiras,
bancos, ofs para gabinete aposentos, mesa de
__ I jaular, loura e vidros linos, eofeilea para sala, ulen-
seus liadn'res, iiajaode comparecer na sala"Jas'sessOes i *ilios'.e mals ar^f.,,j0, 'le casa ele, de urna familia
do mesmo conselho
dias ^ e de aecurdo 1
estiverem a dever aiuguei atrasados, que nao po
ik '.uiiiptucii-i ua saiu oas aussoes l-------'-----------------a "* ---, ------. ......-
as 11 horas dos mencionados "obrc;que se retira para a Europa ; um oplimo bi-
iquem os acluaes inquilioos que ",ar com todus u< perlences, una porejao de cadei-
luguei trazados, que nSo po- ras eoovezaa mullo linas, varias quinquilhanas.
derao laucar, sem que se moslrem quites para com o
mesmo palrimonio.
Casa de sobrado o. 1, segundo andar, Palco do Col-
legiu.
dem idem n. 1, sala, Paleo do Collegio.
Ideui idem n. 1, loja -raudo, l'aleo do laillegio.
dem idem u. 1, luja pequea, l'aleo do Collegio.
dem dem n. 2, ra du Collegio.
dem idem u. i, largo do I'araizo.
Idem terrea n. 5, ra das Laraugeiras.
Idem idem u. li, ra do Kan ;el.
dem sobrado o. 7, praca da tica-Vista.
Idem leirea u. S, ra Velha.
dem folnadoji. 9, por acabar, ra da (iloria.
dem terrea u. IU, S. iiunralo.
dem idem li. II, S. Ijoocslo.
Idem idem u. 12, ra do Sebo.
dem dem n. 3, ra dos l'ires.
dem idem n. 14, ra do Rosario da lloa-Visla.
dem sobrado n. IU, ra da Cadcia do Recife.
Idem idem n. 17, ra da Cadeia do Recife.
Idem idem n. 1S, ra da Cadcia do Recife.
dem idem n. 21, ra da Cadeia do Recife.
Idata idem n. 22, ra da Ma.ire de Dos.
Idem idem n. 23, ra da Madre de Dos,
dem sobrado n. M, ra da Madre de Dos.
dem idem u. 25, roa da Madre de Daos.
Idem terrea n. 2B, roa da Madre de lieos.
dem idem n. 27, roa da Madre de Deo .
dem idem n. 2, ra da Madre de Dos.
ma grande quanlidade de pe a- de colim ou brins
de algudao de lindos padroes, i habilus da ordem de
Chrislo e oulros minios objectos ele, ele, que se
acharao patentes no referido arma/.em, os qnaes se
entregarlo pelo maior proco otfcrccido, porquaulo
nao existe limite de prec. alguin : quinta fera
do correlo as ti horas da iauhAa, ea 1 liora
da larde ira' tambem a leililo por aulu i-.o i., do
lllm. Sr. Itr. juiz de orphos interino, a requeri-
menlo do Di. Joaquim de Oliveira e'jgaaaa, lulor
do orphao Emilio, urna mobilia de Jacaranda e mais
perleuccs de casa, deixados pelos pas do dilu menor.
711 (lucias de chales decambraia bordados.
^O agente Oliveira far leiUo, por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, a reque-
rimento do curador liscal da massa fallida de Anto-
nio Augusto de Carvalho Mariano, de todas as divi-
das activas da dila massa, por letlras e conlas de
livros, na imporlancia total de rs. 8:1368995, cons-
lautcs da respecliva relacfto, que se acha em poder
do referido agente para exame dos pretndeme- ; c
ussiiu mais, sem limites, grande porrao de mobilia
de Jacaranda e de amarello, ele, consislindo em um
oplimo piano, lalvcz u melhor existente nesla cida-
de, sofs de Jacaranda e de mngno estufado, consolos
com lampo de pedra e de mideira, cadeiras, dilas de
halanco e de bracos, mesa redonda, secretaria-, guar-
da-livros, guarda-vestidos, cominoda?, bancas de jo-
ro, marquezas, lavalorios, rama para menino.,
d ferro, mesas para jaoUr, cadeiras de ferro de ras de diversos modellos: oa roa Nova n. o.
OlTerecc*se um rapaz porluguez para caixeiro
de taberna ou outroqualquer eslabelecimenlo, para
tomar conla por balauro ou sem elle, para o que
lem bstanle ortica : quem de seu preslimo se qui-
zer otilisar dirjate ao apaleo do Hospital taberna
n. 30, que achara' cum quem tratar.
-- Dcsappareceu uo domingo, 1 do correnie, um
pudo por lime Aulonio, nacao Congo, pelo fallar
parece crioulo, ida,le llanuos, com os signaos se-
guintes : baixo, bastante grosso, cor bem prela, lem
um pequeo defeito uo olbo esqaerdo que o faz o-
lli;r alravessado, nariz afilado o beiro de baixo ooi
pouco cabido, barriga bastante grande, sem barbas,
cara redonda, pos regulares, levou vestido dous pa-
res de calsa de riscadiuho azul U usados, Ires cami-
sas, sendo, urna do madpolao, outra de algodo a-
zul escuro, e outra de I la com listas de cores atra-
vessadas e compridas que chegam at os joelhos, um
palito verde usado, anda uovo, e um par de sapalos
de huriadia : pede-se as autoridades policiaes ou
reptaos de campo o apprehendam e o levem a ra
do Cotovello, a seu sciihor Mauoel 'lavares de Aqui-
iio, que sera' recompensado.
l'erdeu-se da ra da l.niilo a ru da Aurora,
pcrlo da typograpjiia da Luiao, urna pulceira de
ourolavrada: quem a achou e a quizer restituir,
dirija-se a roa da Uniao, quiula casa do lado direi-
to, que sera' gratificado.
-- l'recisa-se de um criado que saiba comprar e
servir n'uma casa de familia que seja fiel e boa con-
ducta : quem quizer dirija-se a ra do Cabuga loja
de cera do Sr. Angelo Cu.(o im dos Sa'utos.
l'recisa-se de 31105 rs. a joros com h\polhcca em
urna rasa : quem liver annuncic.
Precisa se de duas criadas livres ou escravas
para o sarvijo inlornu de urna casa cslrangeira a
Iralar na ra do Trapiche n. 12, escriptorio primei-
ro andar, ou ua Capuuga casi onde morava ;\ viuva
Lasserre.
A pessoa que annuncioo querer comprar urna
cria ile i la le de anuo c meio, querendo um mu-
latinhode 2 anuos, a mais lida peca que se pode
imaginar, comprela na ruado Nogeira n. 26, 1
andar. W
LM CONSELHO DEjUlIGO,
Ao carioso perguntador, quemo .liberal Per-
nambucauo a abre constantemente a vlvulas da
guclla para dar sabida a um despeito delirante,que lhc
caosou cerla decep^ao, se recommenda que olhe pa-
ra si proprio, e se lembre que quem com minias
podras bolle, alguma Ihe d na cabera.
Os cupins que elle imagina estragando o Ibeatro
publico, sao na vonlade um pretexto engenhosu, se
nao os insimlenlos moraes de urna maledicencia
elevada a 5-1 potencia, que cahindo sobro as repu-
larfles albea- causa-Ibes maisdamnos do que aquel-
les insectos as madeiras.
Se, porem. como disse o Divino Meslre, quem com
Ierro /ere com ferro ser /rdo,deve-se esperar que
oillustree curioso perguntador n3o estela livre de
ver um dia cahir-Iha em cima iimanuvem dos laes
cupins, e roer-lhe essa viperina liugoa, que he sem-
pre urna n.n -l'ia aliada qu nido se Irala a corlar na
hoiua do prximo. E csie resultado he lano mais
de esperar,quaniu he certo que o lal per-untador
ja lem o corpo a prova de caroncho, o qual, dando-
llieem alsuin membro prximo a liugua, esburacou-
o de um modo bem asqueroso e repugnante, mas
nao bastante para livrar a humanidada da delraccao
de que elle he canal.
Quem me avisa me amigo lie.
O Sr. Joao Maria Seve vai a Europa, e deixa
por seus bastantes procuradores nesla cidade.os Srs.
Aulonio Maria de Miranda Seve, Francisco de Mi-
randa Leal Seve, e Manoel Joaquim Seve.
Na ra do Crespo loja n. 11, precisa-se fallar
cornos Srs.Oliveira <& (iuianai.cs a negocio que Ihes
merma.
0 lllm. Sr. lenle coronel Joaquim Elias de
Moura lem urna caria na ra do Cabug n. II.
l'recisa-se de um foruairo na padaria do For-
te do Malos.rua dos llurgos n. 31.
l'recisa-se d'uma ama,que saiba cozinhar e fa-
zer lodo o mais Je servico de casa : na ra Direita
n. 86 segundo andar.
O primeiro secrclario da sociedado Noologica,
convida a todos os Srs. socios da raesma sociedade, a
rcanirem-sc hoje, as 9 horas da manhaa, em sessSo
preparatoria, na ra do Collegio n. 15.
O eserivao da irmandade do SS. Sacramento da
matriz da Roa-Vista convida a lodos os irmaos da
mesma irmandade, a comparecer uo dia II do cor-
rale as 9 horas da inanli.i.i, no consistorio da dila
matriz, a lim de elegerem a nova mesa.
A pessoa qne annuiiciou ler pratica de taberna
o querer eulrar para omesmo negocio com alguns fun-
dos, ou ser caixeiro ; dirija-se a'ra da l'raia o. 48,
que acitara com quem tratar.
QUE ASTUCIA .'
Deparando no Diario de honlem, rom um amion-
cio, que fizeram assignar o celebre facanhodo por-
luguez Francisco Loorenro Carlos, bem ronhecido
pelos lugares que impunemeule tem andado por
t.hico-fuuileiio, que he protegido de meu sogro o
Sr. Antonio do Siqueira Cavalcauti, em cuja com-
panhia mora ; do qual he o mais dcil instrumento
para ludo, u tendo sido urna lestemunha conslau-
le nos processos ecclcsiastico, e civeis, que conlra
mim ha intenta do o Sr. Siqueira, e ein cujos depoi-
men{os se declarou nio ler um mudo de vida certo,
e finalmente sendo o que se eucarregou de esperar-
me em SI. Amaro de Jaboalao.para iusullar.e atacar-
me, pelo que foi preso, e recolhido a cadeia desla ci-
dade, iuiciado em crime por tentativa de morlc la
nao he por cerlo de admirar, que pela fraqaeza de
seu amo, tivesse agora do ser o cncarregado de to-
mar ma defeza, insultando, e me calumniando por
esla folha. Mas asjevero a meus amigos, e princi-
palmente ao^respeitavel publico a quem me dirijo,
e mo a uina perfeila nullidade, que me nao avillarei
em responder a um ente dessa ordem. O Sr. Si.-
queira, he quem procura me desmascarar, elle he
quem pretende apprcsenlar-me como iitalvez. mao
filho, irmo, marido, amigo, e finalmente hornera
coquervndo-so de apiolar ao seu cathlogo-o de pai
gei.ro, cunhado, a___ pois bem, eu desalio ao Sr.
Aulonio de Siqueira Cavalcaoli, que abra a discus-
sao, se a lano he capaz, que debom grado a acceilo,
porque uella seremos enlAo bem julsados, e o publi-
co nos nao lera em conla difireme Deiu-sa po-
rem dessas continuadas estrategia?, que lano ja ha
enfastiado, faja recolher o seu despreiivel c;lo, que
nenhum crdito merece seu- latidos enlre os pro-
prios miseiavcis, pois que como *leve saber, as suas
palavras produzem elidios ruulrarios, seus louvores
Injuriara e soaa injurias louvam. Eotrotaoto, se o
.sr. Siqueira, pela falla de forra c coragem, escolheu
esse campo, em que os nossas cuslumes, devem ser
tratados por dous iniscraveis.pode eslai cerlo que nio
o rnvejarei, por quanto Francisco l.ourcnco Curios,
eneoulrar ura conipauhciio, em ludo a elle senie-
Ihanl.-. para imila-b. no papel degradanteAulonio
Carlos Pereira de llurgos Punce da Len.
~ O abaixo assiuuado ileclara que, na qualidade
de juiz Je paz da fregue/.ia de Nossa Scnhorada l.nz,
alotn de uma ambulancia que nos lins de Janeiro Ihe
mandou dar o Exm. Sr. presidente da provincia, e
uma carleira homepalhiea, a qual, a melado dos
remedios mais ellicazes, cutregou an reverendo paro-
dio da freguezia, e o reslanle dividi por Ires quar-
Icirues, cujos babilanles a se achatara gravemenlc
aneciados da epidemia ; nenhum oulro soccorro re-
cebeu do governo, e nem da comarca a que fre-
guezia perlence ; e que o pouco, que d'entlo para
ca dispendeu cora remedios, dietas, e algnm riiuheiro
foi ludo a sua cusa, senlindo que nao podesse alar-
gar mais esle soccorro, de nnneira que se tornasse
inerilorio. |Julga que deve fazer esla declaracao,__
Manoel Lucas de Araujo Pinheiro.
Alugam-se vesluarios para mancaras, e rabellei-
Hospital Porlu-
guez de Bene-
ficencia.
Deordem do lllm. Sr. provedor inte-
rino, lie convocada a assembla jeral dos
scnliores accionistas, para uma scssio c\-
traordinaria, no dia S do corrcnle, as
lioras da tarde, nosalao do inesmo hospi-
tal. Recife 5 de maio de 1856.M.F.
deSouza Barboza, secretario.
-loso Maria Pestaa agrailece cordealmcnle aos
diguosmemliros da coininis-ao parochial da fregue-
zia de S. Jos, a cargo de quem estse o huspilal
da raesma frrguezia, as boa* manciras com que o
(ral iiam e ronlianra que ihe deposilarara durante
o lempo que ,,||i esleve empregailo, o mesmo agra-
decimenlo faz aos seus companbeiros de empreco,
com especialidade ao digno secretario gratis a Sr.
Pinheiro e Srs. Drs. Uias Fernandes, Iteis e Muuiz
Brralo.
O abano assigoado declara ao Sr. Joo Uaplis-
la de Albuqiierque, em resposla ao auuuncio publi-
cado pelo uDiario de do correnle, que Ihe venden
li barricas de bolacha de muito boa qualidade, a qual
foi por sua merco examinada e mandada embarrilar
logo que sabio do oruo cora loda a presteza, lie
sabido geralmenle que na forra da epidemia mu ha-
via bolacha podre ein padaria alguma, pois que toda
quanla se poda fabricar nochegava para as encom-
mendas, e lauto he isla verdade que sua morc nao
pode comprar a porfo que quera em uma s pada-
ria, porlanlo culpa au lem o abaixo assignado que
a bolacha que veudcu avariasse depois, por ler sido
embarricada aiuda quelite, conforme sua merr or-
deuou, lano mais nao se lendo obrigado por nenhu-
ma avaria : assim pois, longe de ser illudida a boa
f de sua merc como assevera, ao cnnlrario deve a
si proprio allribuir essa avaria, por ler sido precipi-
tarlo no emb.irricamenlo, sem se lemhrar que a bo-
lacha embarricada ainda queule [rodia depois de
ahafada mofar, i.luanlo porm a respeitp de soa
ameara declara o aununriaule, que a (raoquillidade
de sua consciencia Ihe fornece forra bastante para sj
defender de qualquer prncedimenlo ulterior, quaudo
ao Sr. Joao llaptisla de Albuqiierque approuver le-
var a elfeiio o seu protesto, em cuja uccasiao prova-
r o annuncianle o que lica dilo, para que o publico
avalio de que lado existe a boa fe.
Bernardo de Cerqucira Caslro Monlciro.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva para o
servico de uma casa de pouca familia : a Iratar na
ra da Snala Velha n. 112, primeiro andar.
Aluaa-se um sobrado com um grande quintal
para o lado da pantano, proprio para plaalo oo
qualquer eslabelecimenlo de fabrica : quem preten-
der, dirija-se a ver a casa que he un Arrumbado, so-
brado n. 1, e para ajuslar no Kecife, roa de Apollo,
arinazem n. 30.
Luiz lloraos de Ccrqueira comproa por ordem
SOCIEDVDE IM CORDITA.
Fabrica de fiar e lecer algoda'o,
a qual oceupa diariamente pata mais de
200 aprcndi/.cs ou o luc ros nacionaes,
da idadede 10a 12 anuos para cima, v
com preferencia orphfiosj
CAPITAL SOCIAL 0:00,s000.
Socios cm nomc collidivo, gerentes cs-
ponsaveis.
Os Srs. :Antonio Marques de Aino-
im.
Justino Pereira deFarias.
Manoel Alves Guerra.

m

Cltes de froodeliua de seda
Curies de eambraia de seda
,j. T~l'~' ~I1 t Laa de qoadros de lindo goslo, o covado
: Amonm, tanas, Gucr- Cassas francezas de cores finas, o covado
CHILES HE MERINO' PRETO.
Chales de merm de cores bordados a seda IIISOOO
Ditos de dito (raneado, fino, de edr, com
u m pequeo defailo na franja de seda 43.500
Corles de vestidos de seda com loque de mofo 249000
Sedas de quadros de liodos padroes, o covado 19000
129000
79000
700
ra & C.
Al pessoas assiguanles das primeiras lisias, que
desejam cnVilribuir a prompla realjsarilu da fabri-
ca, so convidadas a nfto demorar sua respectivas
assiguaturas. A sociedade anida admitle assigna-
luras de LOOfOOO al S:0OfJ|00O, alira de generalisar
a lodosas vantagens desta til elucrativa empreza,
e contribuir ao desenvolvimeutu do espirilo da as-
sociacao, nico meio de salvar a agricultura e de
crear alguna ramos de industria, indispeusaveis pa-
ra auxilio e cugmenlo da delatada e ruliueira agri-
cultura.
A facilidade das entradas, que nunca sero de
mais de 90 por cenlo do capital subscripto, permute
a lodas as pessoas que poderera dispor de uma eco-
noma de .1-2U0O por mez, entrar como socios de
1005000.
Sendo as entradas de 10 por Centi e os pagamen-
tos espadados de pouco mais 011 menos -2 mezes.
Serio precisos 18 a mezes para o iuleiru paga-
mento de cada subsrripcao.
Os -culnes de eugeoho, plantadores de algndn
ou oulras pessoas, que rezidem fora da capital, que
quizerem entrar nesla ulil sociedade. poderSu diri-
gir suas carias de pedidos, a qualquer desles sucios
gerentes, 011 ao socio de induslria F, II. hupr.it.
que lem em seu peder o livro das sub a todos as iuformacoes que possara desejar sobre as
VaDlagana que resul:aro.da fabrica.
240
280
Chitas francezas de cures, o covado
Kiscados francezes com 5 palmus da largu-
ra, o cuvado
Alpaca prela fina muilo larga, o covado
Palitos pretos de alpaca lina
Corles de casemira preta fina
Ditos de dila de cores.
Lene/as de seda de cor, grandes
Ditos de dila de dila para grvala
l'ustues de cores finos para rllele
Camisolas e meias de 13a. .
Peilos para camisa de cor e brancos
Collarinhos brancos feilos
Madapolau fino de jarda, a peca
Cobertores de algodao
Em frente do becco da Cougregaco, passaudo a b-
lica a segunda loja de fazeodas."
240
600
4*500
4*500
49000
11600
600
800
400
240
2&50O
750
Attenco.
OfTerece-se nesta prara urna casa muito capaz a
todo seuhiir de fura que quizer mandar seus lijos
aprender os preparatorios, onde encootrarao o maior
cuidado e desvello no seo Iralaraento e ensino, me-
danle cerla paga razoavel: procure-se oa roa da
Cadeia do Kecife a Jos Gomes Leal, que indicar a
dita casa.
No dia -2 de maio fogio uma escrava de nomc
Paulina, crenla, bastante mora, levando vestido de
Elles declararlo os seus nomes po'r extenso, domi- ni,a ,cor1de r08a J1! yelho 6 .alro Prel0' *' t*m~
i ... Kan ifo c 11 ( .1 i'ini 1 Mares > .n4d An k nli..
do Sr. Jos Martius Ferreira, do Asso', dous hilheles
da primeira parle da primen a lotera concedida ao
eidadilo Antonio Joaquim de Mello, para auxilio da
publicaran dos Irahalhos biographicos de ns. 114* e
2366, e por conla da Sra. D. Josepbina Filhos A C.
17 meios bilheles da mesma lotera de ns. 327,
1033, 1055, 10,511, UN, 1J00. 1276, 12*5. 1287,
2108, 25.4, 262, 2662, 2688, 3101, 3106 e 3253.
Precisa-se de oHiciaes
deencadernador: na lixraria de J. Nogeira de Sou-
za, defroute do arco de Santo Anloniu.
Carneiras
para enca/ierna^fto.
Jos Nogeira de Sonta acaba de receber uma
porgan de carnriras de cores, de superior qualidade,
proprias para encadernacoes, as quaes vende por
preces commodos : na livraiia defronlc do arco de
Santo Antonio.
O abaixo assignado onTcrece-se paraadminislra-
(! de qualquer engenho e 6 escravos, ou servir
publico : quem quizer dirija-se a Morbera, no silio
da marcelo.Jos Joaquim Pereira dos Sanios.
Manoel Jos Dantas vai a Lisboa, e deia por
sen- procuradoressua -enbnra c Jos Alves da Silva
liiiimaraes. e encarrilado de sen estahclecimenin
Joao Ignacio A villa e seu filho Mauoel Jos Dan-
tas Jnior.
Aviso aos Srs. acadmicos
e mais rapaziada de bom
gosto.
Na praca da Independencia, lojas de chapeos ns;
12 o t i. eiislem os mais linos chapeos de castor ra-
pado e com pello, pelo prero de 1"S cada um ; as-
sim como chapeos de fellro o mais moderno 110 goslo
que lera apparecido, e qualidade o mais lino pussi-
vcl a 59 cada ura.
O aballo assignadu faz cenle aos senhnresque
se achara a dever conlas s lojas de chapeos da praca
da Independencia ns. 12 o l, que veuhain os mes-
mas lujas pagar os seus Rehilos, ou a ra da Cadeia
Velha n. 27, loja do abaixo assignado.
Placido Jos do Reg Al. *
AOS AMIGOS DAS LETTRAS.
Desojando dar-se publicidade as obras do
poeta Pornambucaiio, o vigario Barrcto,
e nao CMSlindo entre os papis deixados
por elle um s dotorigiuaet dos seus es-
criplos |)tblicados, por isso se pede a to-
das as pessoas que em seu poder tiverem
poesas, discursos, sermoeseoutroi cpiaes-
quer escriptos, os prestem por obsequio
para del les se extrahir uma copia, alim
de nenhum ser olvidado na colleccao que
vai entrar no pelo: poderao ser deixa-
dos na praca da Independencia, livraria
ns. G e 8, com o nome a quem perlence,
para Ihe ser restituido no (lia immediato.
Precisa-se de um caixeiro que tenlia
pratica de servir em hotel, e ja' tenha ser-
vido no mesmo, dando llanca de sua con-
duta.
LOTERA Di PROVINCIA.
Sabbado 10 de maio, be o indubifivel
andamento da primeira parte da primei-
ra lotera, a beneficio do cictado Antonio
Joaquim de Mello; ha ainda por vender.
um pequeo numero de meus afortunados
bilhetes, as lojas ja' conhecidas do res-
peitavel publico, sendo pagos sem discon-
to de 8 por cento do imposto geral, os bi-
lhetes, meios e quartos com a minlia ru-
brica. Saluijtiano de Aquino Ferreira.
LOTERA da provincia.
Sabbado 10 do correnle, andam inl'al-
livclmeule as rodas da lotera, 110 laido convento do Carmo ; o abaixo assignado
pagaqaalquersorte logo que se deem as
listas : o reslo de seus bilhetes acham-se
a venda as lojas do costume, ate as 8 e
meia horas do referido dia do andamento
das i-odas.Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior.
cilio e nome do correspondente nesla capital, en-
carregado de e'ecluar o pagamento das entradas das
preslacoes quando forem reclamadas.
Dentro de poucos dias sera feilo pelos socios ge-
rentes o annuucio, convidando os subscriptores a
allecluar o pagamento da primeira entrada, que se-
r de IU por cenlo do capital subscripto ; os reci-
bos senlo passados por qualquer dos Ires socios, com
a firma social Amorim, Haras, tiuerra <\ C. Na
mesma occasiilo sera entregue a cada um dos socios
uma copia irrpressa da escriptura da sociedade, re-
vestida das assignaturas particulares, dos socios ge-
rentes e socio da induslria, para reconhecimen.to
da firma social, os:) gerentes responsaveis assigna-
rao as mesillas copias.
F. M. Dupral.
Pernambuco G de maio de 1856.
A eidade de Pa-
rs.
Fabrica de chapeos de sol
de s. Falque, na do
Collegio 11. 4.
Jk&

Aluga-se urna ex-
cellente casa a mai-
gem do rio Capibari-
l>e, na estrada de Pon-
te d'Ucha, confron-
te ao sitio do tinado
Beberibe : a tratar na ra
Sr. bai-ao de
da Aurora n. 'ITt.
l'recisa-se de uma ama para o servi-
co interno de tuna casado homem soltei-
10, que tenha bom comportamento e se-
ja asseiada no seu servico, paga-se bem:
quem estiver nestas circumstancias an-
p.uncie, ou dirija-se a ruada l'raia na ca-
sa doSr. .lose' llvgino de Miranda, segun-
do andar, ou na i'uaTdo Crespo, casa do
Sr. Jos dos Santos Noves.
t"ugio 110 dia de mao do lu'-tar de Sanl'Anna,
rragUGZia ^o Poco da l'anella, o mualo Joaipiiin
de Jli anuos de idade, tein a cara bexigosa, um lan-
o barrigudo; levou chapeo do como, caira de Os-
eado o camisa de roadapolo ja velha, roga-se aos
capitflas de campo e aulondades policiaes a caplura
do mesmo, levando-o ou em Sanl'Anua, rasa do fi-
liado lSirul.it> llodrigucs dataiiiha ou no llcrife na
rua da Florentina n. li, que sera' recompensado.
O abaixo assignado faz ver an respcitavel pu-
blico que deixou de ser caixeiro arenlo da loja dos
senhores Itodrigues \ Lima, desde n da :ll do mci
prximo passado, e aos mesraos senhores aaradece o
mu b un ir,llmenlo que rPcebeu em ludo Olanlo
Ihe diz respailo. Aulonio Pereira Hispo.
Joaquim Hamos de Oliveira, vai Europa.
Na rua do Kangel n. 18, loja de hilheles, eslo
exposlos a venda bilhetes inteirns, meios, e quartos
da priujeira lotera dos Irahalhos biographicos, os
qnaes fio pagos seu descont, a roda anda no
dia saUaado lo do correute.
Itecebeu-se esles dias ora completo sorlimenlo des-
loa artigos, como seja, chapeos de sol de seda verde
escuro, muilo grandes, rabos de caima, ditos ditos
de dillercntes cures e qualidades, lano de armara.1
de baleia como de ac e ferro, ditos de panoinho
grandes c pequeos para homem, meninos e meni-
nas, ditos muilo fortes |>ara senhores e feilores de
eogeohos, coberlos de panno 11 imada, graude quan-
lidade de pecas de seda e panninlm de iodas as cores
para cubrir armarnos servidas, balcias-para esparlilho
e vellido para senhoras. Concer(a-sc loda e qual-
quer qualidade de chapeos de sol, lado com acein e
promptidao, e por menos preco que ein oulra qual-
quer parle.
Joaquim de Almeida e Silva, Porluguez, vai
a Portugal Iratar Uo sua saude.
O arrematan le do imposto do 90 por ewrio o-
brexo consmnmo da agurdente ho municipio du
Kecile, faz scienle a ledos os senhores contrlbuintes
do dilo imposlo, que anda nao teem pago, o faram
no prazo de oilo das, a contar da publicarao desle,
do contrario se proredera executivanienlc*, sem ei-
cepc,ao de pessoa alguma.
Jos du Silva Azevedo previne ao lllm. Sr.
Ilic-uureiro das loteras desla provincia, que perdeu
u biihele n. Iti;(3 da primeira loleria que corre nes-
te mez ; acha-se garaotido pelo Sr. Souza Jnior :
roga por lano ao mesmo Sr. lliesoureiro haja de o
au pagar a outra qualquer pessoa.
Precisa-se de um caixeiro brasileiro ou porlu-
guez, que queira lomar coma de uma taberna por
balauro : em l'ora de Portas, no pateo do Pilar, ta-
berna n. -2\.
Precisa-se alugar um escravo moco para Iraba-
Ihar na cocheira da rua Nova n. 61.
Dasaia aa alugar um andar de um sobrado no
bairro de Sanio Amonio, ale o prego de IlLjOfJU rs.:
a Iralar na padaria de Manoel lavares de Aquino,
rua do Colovello. *
OITerece-se um homem porluguez, casado,
com pouca familia, para caixeiro de algura enge-
nhu : quem pretender dirija-se a rua do Collegio,
Iota n. -2W, que se dir' quera quer.
No dia I" do correnle mez fugo ama parda
de nome Rosa, que reprsenla "3,"> anuos de idade,
com us signaes seguintes: altura menos que o re-
guiar, denles limados, urelhas rasgadas no lugar dos
brii.cos, leudo por esla razio uovos furos, pos apa-
nielados por causa de luios, levando vestido de chi-
ta desbolada, pauno da cosa com lisias encarnadas,
e quaudo anda parece puchar por urna perna : quem
a pegar Uve-a a rua Augusta o. 36, que sera re-
pensado.
LOTERA da provincia.
Kabbado 10 do corren-
te, he a exaccao da pri-
meira parte da primeira
lotera concedida ao cida-
dao Antonio -Suaquim de
Mello: existe um pequeo
resto de nossos f'elizes bi-
lhetes, as lojas j aiinun*
ciadas, sendo pagos sem
disconto os bilhetes,.iiieiufe
c quartos com a nossa ru-
brica .
Oliveira Jnior & C.
--Declaro que o Sr. Thoina/. (jaree/.
Montenegro nao foi chamado por este
DIA1UO para pagamento de divida algu-
ma, pois que nada me deve e nunca me
deven.Jos Jacintlio de Carvalho.
Na rua do Calabouro n. -J, lava-se |e engom-
ma-se cora muila peifeirao e aceio, por preco com-
inodo.
Joaquim Dias Fernandes lem con-
I rutado com Joao Manoel Rodrigues Va-
lenca, coinpuo-lhe a sua talierna sila na
rua larga do Ilosaiio n. VG: quem tiver
alguma reclamacao haja de a a/.erno pra-
zo de oito dias.
Precisa-se de um ou dous eanoeiros forros ou
captivos para eondocejlo de lijlo dos Hcuiedios para
n llcrife, pagaudo-se-lhes um ordenado por Diez ou
por semana, com sustento ; quem esliver neslas cir-
cumslancias c convenha ura apcenla cerlo para
Irabalbar, pode dirigir-te a roa larga do Kosario,
padaria n. IS, que achara com quem Iralar. Na
mesma padaria precisa-se de um mostr que conbera
da cosa do norte ale Manian^uape, para lomar con-
la de uma barraca grande qne navcua para o norte
desla provincia : quem esliver neslas circumstancias
o dtr fiador a sua conduela, pode dingir-se a inesuw
casa cima d. IS.
Ensino publico.O melhojo Castilbo esl aqui
inulto era moda, c muilo festejado das alias autori-
dades. Ini desles das, uma dessas escola* foi visila-
da pelos Evms. Arcebispo c Hispo do Para, presiden-
te c nutras inuitas pessoas de alia calhegoria, i
achou-se lamauho adianlamenlo cm meniuos de ,"i
anuos de idade, e cora dous mezes de ensino lerem
e conlarcm, que se diz que o Dr. director dos estados
vai propr para ser esse u melhodo oflicial ou do go-
verno. Haba M de abril de 1836.-0 Bahiaoo.
Aluga-se um sitio com capim, no logar de A-
pipucos, a inargem do Capibaribe, com uma encl-
lenle vrteme d'agua, pomar e borla : tratar na
rua da Cadeia do Kecife, sobrado u, j i. aeguado an-
dar.
bem de chita com 3 barras, roa, sendo de boa Hu-
ra e tem urna marca de fogo em uma das roaos, he
alguma cousa gaga : quem a penar leve ao pateo da
Peoha u. 8, que ser recompensado.
Francisco Brasileiro de Albaquerque e Jos
Colho do Mello como testamenta, o e tutor dos fi-
lhos dominado coronel Francisco do Reg e Alba-
querque, avisam ao respeitavel publico, que elles
teem revogado desde o dia 26 de abril a proenracao
que linhan. oulorgado a Mximo Jos dos Sanios
Andrade, pelo que daquella dala em diante sao Dal-
los lodos os actos que o mesmo Mximo Jos dos
Santos Andrade haja de praticar, como feilos sem
autorisacao delles, sendo que na mesma dala nomea-
rain seu procurador bastante a Mauricio Francisco
de Lima, com qoera se entenderlo os devedores da
casa que fui do referido Mximo, perlencente por
compra e cessao ao finado coronel Francisco do Re-
go o Albuquerque, e hoje aos seas herdeiros.
Quem precisar de uma ama para cozinhar e an-
somiuar para pouca familia, assim como homem sol-
teiro ou viuvo. afianca-se a boa conducta, compor-
tamento e zello : na rua do Rangel n. 21, se dir a
pessoa e se ajustar.
Tendo sido transferida para quinla-feira 8 do
correnle a procissJo das imteos qaa a acharo de-
positadas na igreja de Sania Craz, as qnaes tollam
para a sua igreja de Fi. S. do l.ivramcnio, per lar
cessado o motivo que deu lagar a esse deposite, o
esn nao da irmandade do.Senhor Bom Jess da Via*
Sscra, de ordem do irmao provedor, pelo presante
aununcio convida os irmaos da mesma irmandade a
comparecerem na mencionado dia as 2 horas da Ur-
de, para acompaohar a dila procisso.
Antonio de Paula de Souza Leio Jnior vai a
Europa, levando em sua companhia sua familia.
_ Fugio no dia 27 de abril o escravo Maooel, de
25 annos de idade, mameluco, alto, corpoteole, tea
falla de um denle na frente, roslo grande, principia
a bo^ar, bastante regrista e cantador, ntlaral do
l.rato, provincia do Cear, e vendido nesla provincia
por ordem de Joaquim I.upes.Ka>mundo do Billiar:
roga-se as autoridades policiaes, carilaes de campo o
qualquer pessoa do povo a caplura do mesmo, sendo
conduzido a rua do Collegio o. 16, qoe sera genero-
samente recompensado.
Grande baile de mascaras
as noites de 10 e 12 do corrente, na
casa em <|ue foi o Recreio Militr-, pra-
ca da Boa-Vista n. 56.
As 8 lloras da nole todo o edificio estar adorna-
do c Iluminado convenientemente. A msica ser
uma das melhores que existe nesla cidade, e havera
a melhor ordem, pois que os directores sao os mes-
mos dos deverlimenlos que m dita casa liveram la-
gar pelo eiitrudu. As entradas sao: para homem
2oOUO, e as senhoras gratis,
ATTFjNTION.
Euglish Coles,iate School
Madera.
!> fi.i-pinaie pupns. iernis ior nnard ana ISdu-
calion from|t Oct. lo 1 July, from 6 lo 10 vears, Ls.
50 ; from 10 lo 12, Ls. 70 ; from 12 lo lo. La. 80 ;
from 11 lo 15. Ls. 90 ; from 15 to 16, Ls. 100.' Ke-
MUTTO^T
ILEGIVEL
The Rev. Alex. J. D. D'orsey, Ihe ilead Mtoter,
receives prvale papils. Terms for Board and Edu-
calion from|l
60 i
from '
tenacea : Lord Jobo Maoners, Visco'ut Torrebe-
la, Viscounl du Ponceau, Sir JArch: Alison, Bar:,
Sir J. E. Davis, Bar:, Sir W. C. Trevelyan Bart:.
Mr. D'raey will be in Funchal lili 1 July, and in
l.ondou (54, Baker St. Porlman Sanare) from 15
Jflly lili 15 Sep.
Sr. Antonio Carlos Pereira de Burgos Pooce
deiLeao.Omslando-me que Vmc. alardeia pelas
lojas e botequins onde cm gritos le e commenla as
dialribes, que tem mandado escrever e imprimir con-
lra o Sr. commendador Antonio de Siqueira Caval-
.'.i ii ti. de que se referir a n.im, qoaodo na insolen-
tissima correspondencia, que, eom soa assigoatara,
publicara conlra o mesmo senhor o Diario de 9i
do mez passado, disseam sicario, seu morador, ata-
rou e ameacou a mnha existencia em Santo Amaro
de Jaboalao : vcuho pelo prsenle exigir de Vate.,
que por esle cDiario declare, se be com effeito a
mima que se referem aquellas expressSes de sua cor-
respondencia, certo Vmc. de qoe, se o nao fizer no
peremptorio termo de dous dias, tomara a mira
tare.i de por este mesmo peridico arraocar-lh a
mascara, e apresenta-lo ao publico lal qoal Vmc. he,
como lilbo, irmao, marido, amigo e finalmente ho-
mem. Confio em que o Sr. P. de Leao se haja de
modo, que me poupe esse Irabalhu, porque sabe,
que perfeitarnente o coohec.0. Recife 6 de maio de
1856.Fraucisco l.oureneo Carlos.
Jo3u Ouarle Maginaro, vendo neste Diario
um annuncio para serem arrematadas as dividas do
fallido Antonio Augusto de Caryalho Marinho.e len-
do examnadu a.relardjo dos devedores era poder do
agente Oliveira, vio com sorpreza o seo nome iu-
cloido nesaa relarao como devedor da qaantia de
207;(iTO, quando o aoounciante he credor daquella
fallido da quanlia de 3639750, e nao devedor, pelo
que previne a qaem quizer arrematar dilas dividas
de nao suppor semelhaue relacio exacta, e nem con-
tar com essa quanlia como divida, em quanto qoe
em occasiao opporluua se apreseotar na qualidade
qoe Ihe compete.
\ elas siearinas, podras de marraore para
mesas, papel de peso inglez, papal de em-
brulho, oleo de linhaca em botijas, chico-
^ les para carro, pianos de armario, loda e
8p brtra de vella, cemento romano, armamen- j
3 to de todas as qualidades, cabos de li- V>
fi nlio c de manillia, pixe da Suecia., cham- 9
pagna e vinhos finos do Rheno: vendem-se J
no armazem do C J. Asiley & C., rua da S
cj Cadeia n. 21. t)
C. STARR & C,
respeilosamentesnnunriam que no seu extenso es-
labelecimenlo em Santo Amaro,conliuuam afabrrtar
cora a maior pcrfeii.ao e promptidao, loda a quali-
dade de machiiiismo para o uso da agricultura,
navegaro e manufactura ; c qu para maior com-
mudo de seus numerosos freguezes e do publico
em geral, leem aberlo em nm dos grandes arma-
zeus do Sr. Mesquila na rua do Itrum, alraz do
arsenal de marinlia um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas uo dilo seu eslabelccimeulo.
Alli arhanio os compradores um completo sorli-
menlo de tundida de caima, com lodos os mellio-
rameutos (algaM delles novos e originaes) de que
a experiencia de muitos anuos lera mostrado a nc-
cessidade. Machinas de vapor de baila e alia pres-
sao, laixas de lodo tamaito, tanlo batida* como
fundidas, canos de mane dilos para cuuduak fur-
nia- ile assucar, machinas para moer aaaSBfioca,
prensas para dilo. lomos de ferro batido para fari-
uha, arados da ferro da mais approvada construc-
rao, fundos para alamblqaes, crivos e perlas para
remallas, e uma inlinidadede obras de ferro, que
seria enfadouho enumerar. No mesmo deposito
existe uma pessoa intelligentc e habilitada para
receber lodas as encommendas, ele., etc., que os
annuuciaules cunlando com a capacidade de suas
oHrinas e machinismo e pericia de seas olliciaes,
se rompromeltem a fazer execolar com a maior
presteza, perfeicAo, e exacta cooformidade cora oa
modellos ou desenhos, e ialrnccOes qaa Ihe forem
fornecidas.

9

I
3

'


HIRI DI PIRUIBRO QD'NTI FElM 8 RE MHO I 1856
Terceira edi^ao.
TRATilEITO K0I0P1THICG.
Preservativo e curativo
DO CHQLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
p in,tr ucean aopoveparasepodercurardeslaenfermidade, administrndoos remedios mais eflicazes
aariatallia-la.emquaiilc) sereeorreaoinedico.ou mesmo paracura-Uiudependente desle mos lugares
em que nao os ha. _-_ _
TRADUCIDO EM PORTUGULZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes donsopuscnloscolcmasindicacSesmaisclarase precisas,c pela suasimpleseconcisa ezposi-
caoestaaoaleance de todas asiotelltgencias.naos pelo que diz respeito aos meioscurativos,comoprin-
cipalnienie aos preservativos que lemdado os mais salisfacloriosresoltados em loda a parle em que
lies lem sido postos cm pralica.
Sendo o tratamenloliomeopathico o nico que lera dadograndcsresultadosnocuralivodestahoru-
velenfermidade, julsamosa proposito Iraduzr reste* dous imporlanles opsculos em liugua vernaci-
la, para dosl'arte facilitar a sua leil'ira a quem ignore o franecr.
Vcnde-se unicamenle no Consultoriodo traductor, ra Nov n.52, por 23000. Vendcm-sc lambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de liuclura 153, urna dita do 30 tubos com
quatro e 2 frascos de tintura rs. 259000.
: PEORAS CRECIOSAS. w
' i
Aderemos de brilhantes, *
diamantes parolas, pul- S
ceiras, alfneles, brincos jj
e mielas, boloes e anneis *j
de dilerenUs gostos ede j
diversas podras de valor. *
B

j Ppmpram, vendem ou *
I trocamprata, ooro, bri- g
| lhanle,diamantesepro- S
> las, e outras qnaesqoer *
| jotas de valor, a dinheiro
ou por obras. *
EaWSBiKiftSaEW**-:**
I0REIBA t DD1RTE.
LIJA DI 01R1VES
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
t
*' OCRO E PRATA.
se*
Adercros completos de *
ouru, meios ditos, pulcei- $
* ras, allincles, brincos e B
* rozetas, conloes, trance- J
* lins, medallrs, correles <*
J e enfeites pa>a relogio, e *
3 oulros rnuito- objeclos de J
- ouro.
Apparelhos completos,
^ de prata, para cha, ban-
'; dejas, salvas, rasurar-, tal
fg colheres de sopa edech, *
: e muitos outros objeclos j
de prjnta.
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o commodo emo eostuniaiti.
IEPERTORIG DO IEDICI
HONEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordem alphaheiica, com a descripc
abreviada de todas as molestias, a indicado physio-r
lgica e therapeutica de todos os medicamentos ho-
meopalhicoa, sen lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da significarlo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. asignantes podem mandar buscaros seu
exemplares, assimeomo quem quizar comprar.
<*
S
A H6ME0PATHIA E 0
CHOLERA. |
nico tratamento preservativo e xr
curativo do cholera-morbus, w
(9 PELO DOCTOR ($
0Sabino Olegario Ludgero Pinho. (rfj
Segunda edicrao. ^
A. benevolencia com que foi aoolliida pe- N?'
lo publico a primeira o.licrao desle opus- J)
culo, esgolada no curto esparo de dous me-
tes nos induzio a reimprcsso-
Costo de cada eiemplar......15000
, Carteiras completas para o trala-
mentodo cholera e de mu Lis ou-
tras molestias, a..........3119000
Meias carteiras..........I69UOU
Os medicamentos sao os melliores possiveis.
Consullorio central homcopattiico, roa
; fie Santo Amaro (Mundo-Novo) a. (i.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
l'alon Nash & Companhia declaram que Jo3o
Pedro Jess de Malla deizou de ser seu caixeiro deal
de honlem 14 do correle mez. Recife 15 de abr-
de I 856.

ft
i
NORAT & IRMAOS,
Ra da Aurora n. 58. primeiro andar.
Tero a honra de participar ao respeita-
vel publico dista cidado e com espccialida-
de aos seus freguezes, quo possucm pre-
senlemenie o mais rico le completo sorli-
monto das mais linas e delicadas obras de
brilhanlc, perola e ouro; corno at o pre-
sente nao tem apparecido nesta praca ; o
.lliaocam a lodos o mais mdico preco por-
que vender so pode, obras do posto o mais
apurado: os mesmosdesejam ardentemen-
te que o respeitavel publico nao deixe do
ir lanrar as vistas sobfe as suas obras,
afim de que seja contienda a verdade de
que encerrara estas poucas palavras.
i
s
I
3Iez de Mara.
Acab de puhlicar-se o novo Mez de Mara ou o
Mez de Maio, consagrado i doria da Mai de Dos,
nova ediccAo, ornada de vinhetas e bella encaderna-
cao : vende-se a IjSBO na livraria de J. Nogucira
de Souza defronte do arco de Santo Antonio.
CASA DOS EXPOSTOS.
Proeisa-se de amas para amamenlar crianras na
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habilitarnos Dtcessarias, dirija-se a
mesma, no pateo do Paraizo, quo al achara com
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armizcm da casa o. :>'< da ra da Cadcia
do Recife juofo ao arco da Conceic5o, acba-se desoc-
eapada, e arrenda-se para qualquer estabelecimcuto
em ponto grande, para o qual tem commodos sufli-
eienles : os prelendentcs eotender-se-hao com Jo,lo
Nipnniuceno Barroso, no segundo andar da casa n,
57, mesma ra.
PUBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicado lora sem duvida de otilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao eiercicio
do foro, pois nclla encontraran por ordem alphabe-
tica as principaes mais frequentes orcurrencias ci-
vis, orphanolodcas, commcrciaes e ecclcsiaslkas do
nosso foro, com as remissoes das ordenacea, leis,
avisos reglamentos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resoluces dos Praiistas IDROf e moder-
nos em que se Tirmam. Conlcm semelbaulemenle
as deeisOes das quesloes sobre sizas, sellos, velhose
novos direilos e decimas, sem o Irabalho de recorrer
si collcrrio de uossas leis avisos avulsos. Consta-
ridedout volamesemoitavo, grande francez, eo
primeiro sahio luz est i venda por 89 na loja de
livrosn. 6 e 8da praca da Independencia. Os se-
nhores subscriptores desla publicarlo e\islentes em
lernambuco, podero procurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Kio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brito, p'raca da
Consliluicau; no Maranhan, casa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e no Cear, caa do Sr. J. Jo-
s de Olivera.
Q Prensa-so de urna pessoa nacional ou (4)
(A strangeira para oceupar-se no servido de /A
J um sitio, dando prova de sua conduta : B
a tratar na ra da Cruz do Recife n. 53, W
segundo andar, ou na botica do Sr. Luiz f$
Pedro das Nevos. (A
s
CURSO DE MATHEKATirAS. *
O abaixo assignado formado em malho (
malhematicas, lecciona Arithmeiica, Al- (
gebra e Georaetria : na ra Nova, emo^
primeiro andar do sobrado n. 67.Ber- &
nardo Pereira do Carmo Jnior. (
Instruccao moral e reli-
giosa .
Esta compendio de historia sagrada, qae foi ap-
provado para instruccao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacao a 19600 rs., passa a ser
vendido a 19000: na livraria ns. 6 e 8, da pran
da Independencia.
j. jane, dentista; :
contina a residir naroaNova n. 19, primei-
ro andar.
'i
Na easa da residencia do Dr. l.ourr im, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de urna
ama deleite, forra, quo nao Iraga consigo o fllho,
que liver, de peito.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se. en-
gpmma-se, aarmam-so bandejas de bolos, por me-
nos preso do quo em outra qualquer parte.
O Panorama.
Roga-M ao Srs.'aisignanlcs desle jornal Hilera-
rio e inslroclito, a boadade de procnr.r o restlos
nmeros pertencenle ao anno de 18., e de n. 1 a
6 de 1856, na roa do Crespo defronte do arco de
Santo Antonio, livraria de J. Nogueira de Souza,
onde lambem se vendem concernes completas do
raesmo.
Historia Universal, por
C. Can tu.
Os Srs, asignantes lenham a hondade de procurar
as series que anda nao ti ver cm recebido desla obra
al paginas 252 do stimo volme. Conlinoa-sc a
receber assignaturas para esta inleressante obra,
tradozida em portugoez, tendo ja 7 volomes publi-
cados, ornados de bellas estampas, bella impresslo,
formato dd Paoorama ; na agencia, ra do Crespo
defronte do arco de Santo Antonio, livraria de J.
Nogueira de Souza.
Massa adaman-
ao milico.
No armazem do hundas baratas, ra do i
Collegio n. 2,
' vcnde-se um completo sortimento de fa- '
>| zendas linas e jjrossas, por mais barato i
*g presos do que em outra qualquer parte, )
S lano cm ponjes como a rotallio, afllan-
S gando-so aos compradores um s prego \
!gj para todos: este cstabelociment ahrio-se >
^ de combinajo com a maior parte das ca- I
H sas commerciaes inglezas, francezas, alie- |
? maos o suissas, para vender fazendas mais J_
.^ em conta do quo se tem vendido, e por isto ^|
| ollcrecem elle maiores vantagens do que
| outro quali|uor; o proprietario dcsto im-
g prtame esiabelecimento convida lodos
5 os seus patricios, e ao publico em peral,
^ para que venham (a bem dos seus inlo-
j rons) comprar fazendas baratas: no ar-
g| mazem da ra do Collegio n. 2, doAn- j^
Jg ionio Luiz dos Sanios* Rolim.
mmmmmmmmmmmEa
Aluga- se o palacete amarello da ra
da PraU (t {quina) onde estere a tliesou-
rariadatloteras, proprio para qualquer
estabelecmanto publico on repartiqSo,
pe^ gratules saines que tem c outra*
commodi'a les: a Tallar no inesn
Guilherme Sette.
mesmo com
i
tina.
Iraacuco Pinlo Oiorio chumba denles com a Ve.*-
tadeira massa adamantina e applica ventosas pela
alracrao do ir: pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
Preei*-se de nma ama de leite forra ou
captiva, asa vicios nem achaques, e que tenha
boa conduta, paga-se bem : no pateo do Hospital
n. 26, sobrado.
Precisa-se ile alagar um lio, perto da prac,a,
qoe tenha proporroes para crear animaes, baia para
ciplm, algomas frucleiraa, caa, eitribiria : quem
ver annuncie ou dirija-se a Santo Amaro a ra do
Lima, taberna de Jos Jaciato de Carvalho.
Alocam-se dous csrravos para o servi/o de
casa de familia, paga-sc bem e faz-se qualquer*con-
trato qua por ventura pareca mais conveniente a
qncm os liver e os quizer dar servico por dia e
ooile: ua ra das Trincheiras n. l'.i, segando andar.
reira,cautelistrt das
loteras corridas, avisa as pessoas que tiverem cau-
telas premiadas, queiram por obsequio dirisirem-se
a ra do Trapiche n. 'Mi, segundo audar, ou as lo-
jas j conhecidas, para serem promplamenle embol-
sadas, marcando o prazo de Di i das que se ha de es-
pirar no dia 2C de junb do correte auuo. Pernam-
buco i;(i de abril de Ir* .
Salus ,:ia de Aquino Ferrcira.
Aluga-se uma encllente casa a mar-
;em do rio Capibaiilx-, na estrada da
Ponte de Ucba, confronte a casa do fi-
nado E\m. ha rito de Bebeiibe : a tratar
na ra da Aurora n. 20.
LOTERA Di PROVINCIA.
O lllm. Sr. tliesoureiromanda la/.er pu-
blico, pese acham a venda, na thesou-
rariadas loteras, ra da Aurora casa n.
20, das 9 a'$3 boras da tarde, os billie-
tcs, meios c quarlos da primeira parte da
primeira loteria concedida ao cidadio
Antonio Joai|uim de Mello, para a publi-
cacao dos traballios biographicos, cujas
rodas andam imprctcrivclmente no dia
sabbado 10 de maio provimo luttiro, a's
8 e meia botas da manliaa, no salflo do
convento de Nossa ^enliora do Carino:
outro si ni, que as listis serao distribuidas
gratis aos compradores de bilbetes, no
primeiro dia til, a's 6 horas da ma-
nhaa, e que no dia 13 principiarlo os pa-
gamentos da referida loteria, a's 10 llo-
ras do dia a's o da tarde, na ra da Au-
rora n. 26. Tlicsouiiaria das loteras 50
de abril de 1856. escrivSo, Antonio
Jos Duarte.
Do sitio da Estaucia do Giqni dcsappareceu o
escravo cnohlo, Januario, fula, baiioe grosso, bem
empernado, falla por eolre os denles, representa ter
a idade d* 2i anuos, pouca mais oO menos ; um dos
signaes mais nolavel be ler uma das pos secca ; lem
pai e irmao forros para as partes da Varzea ; foi
comprado a Jos I.uiz Pereira com loja na roa Nova.
Precisa-se de Orna ama que cozinlie com aceio,
engomme e tenha bom comportamento, para casa
de pequea familia : na ruado Collegio n. 12, pri-
meiro andar. a
No largo do Terco loja n. 23, da'-
se dinheiro a premio sobre penhores, en,
pequea quantia.
Precisare de duas amas, orna do leite c oulra
secca : quera pretender dirija-se a|rua do Col'egid n.
r>. armazem, que se dir quem quer.
Qualquer pessoa pie quizer um
>om piano horizontal em perfeilo estado
e excellentes vozes, qLe se da' por meta-
de do seu valor, pode v-lo na ra da
Cadcia do Recile n. -, primeiro andar,
escriptorio do Sr. Barroca, e saber o
preco, na ra estrella do Rosario n. 15,
sobrado, do meiodia a's 5 da tarde.
Domingos Ferrcira I.lmn vai a Portugal tratar
le sua saude. e deixa porseus bstanles procurado-
res nesla p'a^a, os Srs.: em primeiro lugar Anacido
Antonio Ferreira,emsegundo Uernardino Ferrcira Li-
ma, cm lerceiro Antonio Jos Pereira ; declarando
ao mesmo lempo que u3o deve nada nesta praca a
pessoa algoma, porcm se alguem se julgar seu cre-
dor quajra apresentar a sua conla at o dia II do
correle, na ra do Itangel n. 79 para sei paga sen-
do legal.
Na ra da Praia n. 12 vende-se um escravo
proprio para o servico de engenlio por ler sido a-
coslumado a Irabalhar neste servico.
; Precisa-se le uma ama que soja fiel e de boa
conde..', para lodo o serviro iuterno de uma casa :
ua ra da (Jadeia do Recite n. 45.
Rapo de Lisboa.
Na ra da t'.roz, sobrado :. 1, escriptorio de An-
tonio I.uiz de t Mi ve ira Azevedo, acha-se venda ra-
p de Lisboa muilo fresco, ch'e&ado uliimamenle.
Francisco da Silva tjardoso, com loja de al-
faiate na ra do Crespo n. 12, primeiro andar, pre-
cita de olliciaes, para obra granda e miuda.
Precisa-se de um cozfnheiro para enfermara .' a
tratar na ra do Pocinho casa trra de vidrac,as.
O doutor Olegario Cesar Catatad, formado em
medicina pela Faealdde da Babia, avisa atf respeita-
vel publico desla capital c especialmente aos po-
bres, que queserem utilisar-sc do seu presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sila na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
No dia 2 do corrcnlo desappareceu uma prela
com os signaes seguiules : baixa, magra, e ja meia
velha, muilo feia, lem j cabellos brancus, e uma
falla de cabellos na cabera do costme de carregar ;
Uvou vestido de riscado de quadros rdioa, j desbo-
lado, e o corpo de oulra qualidade, e em lugar de
'panno um chales ja velho lodo rxo o prelo, levou
um taboleiro e uma bandeja, pois andava vcudeudo
pao-de-ln da milho, o cosluma vender tapioca : quem
a apprehender leve-a a Iravessa da Trempe u. 9.
T. Beker, tendo de fa/.er uma via-
gemaEnropa, pede encarecidamente aos
seus devedores, de vir ou mandar saldar
suas contas ate o. meiado deste me/, de
maio, assimeomo adverte aos seus deve-
dores antigos.que no caso de as nao satis-
fazer, serao cobradas judicialmente.
Joaquim Antonio llias de Castro participa ao
publico, e com especialidade ao corpo commcrcial,
qoe lem juslo e contratado com o Sr. Jos Francis-
co de Souza Lima, a compra de sua kja de miudezas
da ra do Cabuga n.2 B : quem se julgar credor da
mesma baja de apreseular sua conla DO prazo de II
dias para ser alleodido, e ullimar-se esto negocio.
Kecife J de maio de 18JG.
Qam precisar da quantia do 509000 rs. .1 joros
sobre penhores de ouro ou prata, dirija-se a ra da
Penha n. 2,.segundo andar.
@S@@ @S@--@@ti^@
M CONSULTORIO HOMO *
patuco. I
Ra das Cauzes n. 28. W
Continua-se a vender os mais acreditados t
mcdicamenlos dos Srs. Castellao e VVeber, *.
em unturas o em glbulos, carteiras de lo- w
dos os lamanhos milito em conla. fcl)
Tubos avulsos a .VM), 800 e 15000. W
1 .un. i ilrimiiira......28000 W
Tubos e frascos vazios, rolhas de eortica
para tubos, e ludo quanto he uecessario p- 2
W o uso da homiropalhia. f^
Aluca-se nma cscrava para criar, levando a
cria que lem, a qual escrava lem lido sempre esle
usoquando parida, por lermoilo e bom leite, lemro
as mais parles que a fazcm rccommendavcl para se-
mclhante emprego: qoem a pretender aouuucieou
dirija-se ao trapiche do Kamos, das 8 han*, o dia as
3 da larde, que ah achara com quem Iralai
O abaixo assignado faz publico a quem inlercs-
ar, que tem pago ludas suas emitas alo :tl dedezem-
bro do auno prximo passado ; fe alguem julgar-se
credor ale aquella data, queira apreseular seos cr-
ditos no prazo ele 8 dias para seren conferidos e pa-
gos. Kecife 5 de maio de 18.V.
Joo Sim3o de Almeida.
AO PUBLICO.
Cm homem casado, com familia, morador nesla
praca, se prope a procurar dividas, tanto na praca
cuino pelo matto, pois ja tem ejercitado este empre-
o ha mais de (i anuos : qualquer pessoa que se qui-
zer viii I i-a r de aeu presumo, eutenda-se no segondo
audar o. :!l da ra do QoeimadO, nos qualru cantos,
que alii so Ihe dir, aliaiirandu a fldelidade precisa e
aplidSo.
Precisa-sealugar um sobrado de um andar, ou
um primeiro andar em algumas das ras do bairro
de Santo Antonio, ou mesmo S. Jos : na ra da
Cadeia do Kecife, loja o. 50.
I)eseja-se saber se o Sr. tei.cnte-curonel Pedro
de Alcntara Buarqe, do eugeuho S. Pedro, de Por-
to Calvo, lem nesla praca um correspondente com
quem se trate a respeito o negocio de S. S.,conforme
as notas por S. S. tomadas em 17 de fevereiro do
anuo passado, visto que, o, por S. S.cncsrregado, a
islo nao se qoiz prestar.
O medico Jos de Almeida Soares de Lima
Bastos, durante os poucos mezes que pretende de-
morar-se na Europa deixa entregue a sua clinica aos
coidadosdo lllm. Sr. Dr. Jos-Joaquim de Aloraes
Sarment, c como seu procurador nesta cidado o
B,vm. Sr. padre Jos Antonio dos Sanios l.essa.
Precisase do Irabal I adores de enchada : na
ra da Cadeia do Kecife n. 5.
Precisa-se de uma pessoa que saiba andar com
uma carrura a' vender agua pelas ras, que seja fiel
c capaz ; dirija-se a ra da Alegra da Boa Visla n,
12, c na mesma se aluga uma carroca com caitjo :
quem a liver dirija-se a' casa cima. *
-j Arrenda-se om grande silio com casa de vi-
venda, bastantes arvoredos de froctos, coqoeiros, e
terreos para plantas e capira, no logar do tuquia ;
quem pretender, dirija-se a ra do Paiseio, loja B.7.
i&ompm&.
Compram-se notas do Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um presente uma ucgrinha de
2 a 3 annos, ou mesmo uma mnlalinha que nao te*
uha molestias : qoem liver e quizer vender, annun-
cie por esle jornal on dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achar com quem iralar.
Compra-se orna duzia de colheres de prata pa-
ra sopa e urna salva para 3 copos com agua, lam-
bem de prata, todo em bom uso e sem feilio : no pa-
teo de S. Pedro n. 22.
Compra-ic uma casa terrea no bairro de Sanio
Antonio ou Boa-Vista : n. ra da Cadeia de Sanio
Autonio ii. 20, loja, se dir quem compra.
Compram-se apolires da divida provincial: na
ra das Flores n. 37.
Compra-se uma rolla que tenha pelo menos
10 palmos de altura e 5 1|i do largo : na ra do A-
morim n. 33, seguudo andar.
Compra-se para urna eiicommenda
na ra da Cadeia do Recife loja de miude-
zas n. 7, um moleque de bonita figura,
de idade 15 a 20 anuos, paga-se bem :
a Iralar na mesma.
Compra-se tima cria de idade de an-
no emeio: quem a Uvero quizer vender,
annuncie para ser procurado-
Compra-se toda e quaiquer porcao
de prata velha de lei sem f'eifio: quem
liver para vender, dirija-se a ra do Col-
legio n. 15, agencia de leudes.
Garro.
Compra-sc um carro de i rodas e 1 agenlos, novo
ou servido, com lano que seja moderno c forlc :
quem :ivf para vender aununcie para sci procura-
do.
Compram-se escravos de ambos os sexos, c pa-
gain-se bem ; assim como recebem-sc pata se ven-
der de commissao ; na ra Uireila n. 3.
SBcn&ttS.
Veiide-scuma negra crioula, de bouita licura,
boa cozinhciraecngommadeira : na roa do Oueima-
do n. 33.
Encasa de Henry Brunn & C., na ra da
Cruz n. 10, ha para vender um grando sortimen-
to de ouro do melhor posto, assim como relogios
de ouro patente.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construccao venical e com todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Uamburgo: na ra da Cadeia armazem f. 8.
Camisas francezas.
Vendem-se carnizas francezas, muilo bem feitas
pelo barato preco de 25^00 a duzia : na ra Nova
loja n. i.
Panno lino.
Vcnde-se panno fino prelo superior pelo barato
preco de 3(800 rs. o covado : na ra Nova loja n. .
charutos fin s.
Vcitdem-se charutos finos dos mais acreditados fa-
bricantes da Babia : na ra Nova loja n. .
Vcnde-se na ruado Collegio n. 4 em casa de
J. Falque o seguinlc : 1 cama de Ierro de armario
inleii.-rni'iilc nova, 1 cousolo de Jacaranda' com po-
dra marmore, I pleno vertical com cxcellcnles vozes
e pnuco usado : as pessoas qua desrjarem os memos
objeclos dirijam-se a IDSama casa cima amiuu-
ciada.
Vende-se saccas com milho moito bom e por
preco commodo, bolachinhas de aramia' a 100 rs. a
'bra. .titas de soda a 400 rs. a libra, dilas de leite,
biscoolo por precoi muilo mais cummodos do que
om oulra qualquer parte : na nadara da ra Ui-
reila n. un.
Albuiiez.'t a 000 rs. o co-
vado
Aiuda ha dessa econmica fa/enda j bem conho-
cida, de cor prela, elstica, com li a 7 palmos de
largara, propria para vestidos, mantudas e outros
i!: na ra da Queimado. loja n. 21.
Itoup
a feita de
Paris,
>i ii i
J. Falque participa a seus frecnezes que acaba de
receber um completo sortimento dos objeclos seguin-
les : casacas, sobrecasacas, calca, da panno e case-
mira prela do ultimo .gusto, palitos e gndolas de
panno e casemiri prela e de cor, golla de velludo e
outras, ditos de casemira mesclada, eitio sobrecasaca
e saceos, forrados de seda, dito, ditos de cores escu-
ras de 115 e mai-, dilos de merino de China e alpa-
ca prela c mesclada, forrados de seda, solas de cha-
maloleeseda arohtoada e outras, dilas de seda de
diverses cores e qualidades, dilas de lia, sobre-
ludo de panno, dilos de borracha de diflercnlts qua*-
lidades e presos, peroeiras de dita, sapatOes e bor-
zoguins inglezes com sola grossa para o invern,,
crande sortimento d malas, saceos e saceos com ma-
la de lodos os tamanhos para viagem ; ludo se ven-
de por preco razoavel : na ra do Collegio o. t.
Vendem-se (i vaccas moito boas, ( paridas e 2
prolimas a parir, 2 laboas de amarello de costado
com 40 palmos de comprimenlo c 11 pollesadns de
larsura, 1 cadeira de ra j usada, porm bem feila,
alsomas cabras de leite, uma porrilo de caibros, as-
sim como 10 caadas de vinho de caj'j engarra-
fado : no aterro da Una-Vista n.'K.
Vendem-se algomas vaccas prximas a parir,
de muilo boa qualidade e gordas, assim como uma
garrota e dous bezerros: no silio do Salgadinho, a
Iralar. No mesmo lambem se vende um cavallo pc-
drez muilo novo c esquiptiilor.
Vende-se um mulalinho de idade do 13 annos,
sem achaque algum : na ra dos Martvrios n. 2(.
Vende-se uma prela mora com uma cria de .">
mezes, lem muilo e moilo bom leilc, que nao s che-
ga [vira o lilho como piale criar outro sem a menor
difliculdadc, pois j est a islo acostumada : na ra
da Sania Cruz n. 38.
Vendem-se caias com superiores velas de
carnauba, feilas no Aracaly : na ra da Cadcia do
Itecife n. 24, primeiro andar.
Hob l.'Aflectcur, Vermifuso ingle*, salsa de
Bristol, pillas vegelaes, salsa de Sands : vendem-
se osles remedios verdadeiros cm casa de Barlholo-
mcu Francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36.
Caias com vidros para vidrara, vidros do boc-
ea larga com rolhas do mesmo, o maior sorlimenlo
possivel : em casa de Barlholomeu l-'rancicco de Sou-
za, ra larga do Kosario n. 36.
Vcnde-se muilo nova sement de cebolinho,
viuda ltimamente pelo vapor Pedro II : na
ra da Cadeia do Kecife, loja n. 42.
Vendem-se superiores velas de carnauba, sac-
cas com familia de mandioca, cera de carnauba, es-
leirs de dila, pelles de cabra : na ra da Madre de
lieos n. 2..
Vcnde-se farfolla de mandioca de boa quali-
dade, em saccas He alqueire : no escriptorio de An-
tonio I.uiz de Oveira Azevedo, ua ra da Cruz, pri-
meiro indar, sobrado n. 1.
Vende-se uma cscrava crioula com uma cria de
3 mezes, a qual lem encllenle Icile para criar : na
ra do Sol n. 13
rciiljia 3'JO >cavado
Vunde-se na r. \ do IJueimado n. 2t A, inurc,u-
lina cora piulas d< cores e de lindos goslos, da largu-
ra de chita franceza, pelo diminuto preco de 320 rs.
o covado ; do-se as amostras com peuhor.
Vende-se um terreno eicellentc para edificar-
se por ser em uma das melliores ras desla cidade
(ra da Aurora) prolimo a casa do Sr. Joaquim Ma-
nuel Carneiro da Cunha : a Iralar em Sanio Amaro,
no silio que lira em frente da igreja, ou na ra dos
l'razeres, casa nova que fica fronleira ao muro do
hospital de caridade.
Vende-se muilo bom loucinho de Sanlds a 210
a libra, assim como carnes e orelhas, todo do mes-
mo loucinho a 120 a libra : na ra das Crazes n.20.
Vende-se uma prela de meia idade com algu-
mas habilidades : no aterro da Boa-Vista n. 14.
Attencao.
Vende-se uma cscrava de rqeia idade, cose pou-
co, lava e he muilo boa quitandeifa : na ra \u-
gosla, casa defronte da de n. 13 ; a razao da venda
se dir o comprador.
*_T OLEO DE LINBACA
em botijo mazem deTasso Irraaos.
Vendem-se madapolAes finos e de oulros, com
um pequeo loque de avaria, por precos|moilo bara-
tos: na ra da Cadeia-Velha n.2, primeiro andar.
lm completo sortimento de bordados como se-
jam, camisetas com mangas, collarinhos, peitilhos,
rumeiras, camisas, coifinlias e pelerinas ; lambem
tem um completo sorlimenlo de ricas llores, eufeiles
pira eabeea, filas a os verdadeiros e modernos bicos
delinho: ua ra da Cadeia-Velha n. 21, primeiro
andar.
Esleirs, velas de carnauba c sapatos de
borracha.
L'm completo sorlimenlo de calcados de lodas as
qualidades, tanto para homem como para senhora,
meninos e meninas, ludo por preco commodo, a Iro-
eo de sedulas velhas: no aterro da Boa-Vista, de-
fronte da lionera, loja n. II.
Superior cafe de primeira sorte, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. 11,
Vende-se uni-limco novo de oflicio de carapi-
na de amarello, uma pouca de ferramenta do mes-
mo oflicio, uma rotula nova c uma porta com 12
palmos de llura, uma li ave de boa qualidade com
I i palmos, uma porcao de cal branca, alqoeire e
meio de areia fina de fingir e alEumas pedras que
podem servir para soleiras e outra bombreira, e uma
que pode servir de saccada para alguma falta: na
ra do Itangel n. 2t a qualquer hora do dia.
Vende-se um negro de tincan, idade 18a 20 an-
nos, bom uilici.il de sapateiro; na ra da Cruz n. 29.
Vcnde-se urna casa de laipa rebocada, com 2
salase 2 quarlos, na ladeira dos Apipucos : a fallar
na ra de Sanio Amaro n. 8.
CEBOLVS lii: LISBOA,
rhesadas no ultimo navio, por preco muilo commo-
do : na Iravessa da Madre de lieos n. 16.
('liarntos finos.
Vendem-se superiores charulos, por commodo
preco : na ra do Crespo, loja n. I'1.
.f ottvin.
Lavas de pellica de Jouvin para homem c senho-
ra a 1921)0 o par, e grvalas do seda piuladas a 19000
cada uma : na ra do Crespo, loja u. 1!).
Sedas branca e de cores.
Vendem-se corles de vesljdos de seda branca e de
cores, por procos commodo; : na loja de l portas,
na ra do Qucimado n. 10.
Cortes de chita.
Vendem-se cortes de vestido de chita franceza,
padres esruros o cores fizas, pelo barato preco de
5 cada corle ; na loja de 4 portas, na ra do Ouei-
mado n. 10.
Chales de touquim.
Vendcm-sc chales de tooquim bordados, boa fa-
zenda, por preco em conla : na ra do Ouciraado,
loja de 4 porlas n. II).
Pdles de caba.
Veudem-se pelles de cabra moilo cm conla, para
pagar contas de venda : na ra da Cadeia do Keci-
fe n. .77.
Vendem-sc velas de carnauba da melhor fa-
brica do Aracaly feijo em saccas do um alqueire
velho, muilo novo a 8.3 a sacca : na ra do Vigario
n. 5.
Vende-se uma cscrava crioula. de idade de 21
annos, bonita figura, muito sadia e em vicios, sabe
eugommar, coser e coziuliar o ordinario da uma fa-
milia, assim como lazer lodo o servico de casa, nao
tem achaque algum, e vende-se tmenle por eslar
pejada : na ra Nova 11. 18, segundo audar.
Vende-se cevada de Lisboa a 2 a arroba, cho-
colate lambem de Lisboa, em lalas de 8 libras a
354)0, dilas de 4 libras a 29 : na Iravessa da Madre
de lieos 11. 5, armazem.
Veude-se na roa do Livramento n. 33, loja de
calcado, marroqu ni de cores a 79 a duzia.
Sobretodo de borracha.
Sobrehilo e perdneiras de borracha, borzeguins c
sapaloes inglezes para o invern : na roa do Colle-
gio n. 4, loja de .1. Falque.
Velas de carnauba.
Na roa .1 a Cadeia do Becife n. 57,vendem-se supe-
riores velas de cariiauba.cm pequeas caias, por ba-
rato preco, para ptgar coulas de venda.
Alpaca pela milito larga
a JOO is. o covado
Vende-se na na do Oueimadn n. 21 A, alpaca
prela lina, com mais de vara do largura, pelo dimi-
uulo preco de 800 rs. o covado.
BATATAS,
na Iravessa da
chcEadas de Lisboa no ultimo navio
Madre de Heos 11. 10.
i.ignnACAO'.
O arrematante da loja do miudezas da roa dos
Quarteis 11. 24, querendo acabar as miudezas que
exislem, vende barato afim de liquidar sem peda
de lempo.
l-'ranja com botlas para cortinados, pera
l'apcl pautado, resma, (de peso)
Dito de peso, resma
Lila de cores para bordar, libra
l'enlesdo bfalo para alisar, duzia
Fivclas douradas para calca, uma
Croza de obreias muilo finas
Lencos de seda finos, ricos padroes
Caixa de linhas de marca
Meias para senhora por
Penles de tartaruga para sesurar cabello
Crozas de caetas finas para penuas
Dilas de botos finos para casaca
Meias pretas para senhora, dozia
lula- ilila pira homem
Lacre encarnado muilo fino,libra
l'apel de cores, maco de 20 quadernos
Duzia de colieles
Bapelhoa de lodoso* nmeros, duzia
Linhas de novellns grandes para bordar
Kicasfilas cscocezas e de sarja, tavradas,
largas
Meias cruas para homem sem costura
Ditas de seda n.2, peca
Trancas de seda branca, vara
Caias de raz, duzia
Pecas de fitas de cus
Lapis finos, groza
Cralo para vestido, libra
Toacas de blonde para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e oulros minios rticos que se tnrnam rtcommenda-
veis por suas boasqualidades, e que nao se duvidara
dar am poaquinbo mais barato a aquellc senhor le-
gisla, qoe queira a dinheiro romprar 111.11- barato
do queso compra em primeira nulo.
Cal virgem de
Lisboa v, potassada
Rnssia.
Vende-se na ra do Trapiche 11.!) e 11, cal virgen)
de Lisboa, nova a 59000 o barril, velha a 500 rs. a
arroba, e potassa da Itussia a 300 rs. a libra.
Na taberna de Crujan de Cima alcm dos gene-
ros ja annunciados a venda, lem manleiga inglcza ,1
100 rs., minio superior a IS1S0, dita franceza a 880,
lianha de pateo a KIO rs. a libra, farinha de trigo
para Indas H qualidades de pilo, bolachinhas moilo,
boas, sag, alelria, talharim e ha pao todos os dias.
'Vende-se rape fresco de Lisboa : na
piara da Independencia, loja n. ~).
A melhor farinha de man-
dioca em saccas
que etiisle no mercado : vcnde-se por preco razoa-
VOl. na armazem do Cazuza, no caes da alfandega
o. 7,
49IKH)
:1900o
2*700
73000
39000
100
69000
19500
240
210
49OOO
29OOO
29000
392OO
29800
19800
600
720
28500
IJOO
!)00
3*300
380
400
19600
300
29400
19200
1C00
19000
Para luto.
Corles de veslido de cassa prela com 7 varas cada
um, de bonitos padres a 29000 : vcnde-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volla para a ra da
Cadeia.
Na na das Cruzes n. 10, ha para vender em
grandese pequeas porcoes, as melliores e mais mo-
dernas bichas hamburg'jczas, e lambem Relogios de patente
inglezes de ouro, de (abnete c de ridro >
vendem-se a preco razoavel, em casa di
Anfjiisto C. de Ahreu, na ra da Cadeia
do Recile, armazem 11. rG.
A 800 rs.- o covado
de grsder-aples de seda lu la-cres para
vestidos : na ra do Crespo n. 11.
DOCE
do 59 A,
ron fren te ao Rosario cm Santo Antonio, avisa ao
respeitavel publico, que recebeu o verdadeiro doco
casca de ;oiaba, o melhor que lio possivel cncon-
trar-se nesla capital.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guinlio, sila ua casa do Sr. cirurgio Teizeira, com
minia- freguezias na Capunga, Afilelose Boa-Va-
la, alcm da da porla, a qual lem lodos os pertenecs
a Irabalhar, c na mesma tem um cavallo para en-
trega de piio na fresuezia : para tratar, na roa da
Snlcdade n. 17, 011 na mesma.
Vcnde-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alquci-e, medida velha ,1 53OOO: no armazem
de Antonio Annes Jarorac Pires.
=Vcnde-se o verdadeiro o superior licor ab-
synllie, ltimamente rhcgnrlo c por barato proco :
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
TENTOS I
para voltarete.
Vendem-se teios muilo lindos para voltarcto o
qualquer outro jogo, rhegadosde Franja e por pre-
co baratissimo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja chegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Jete Marlius de Barros, Iravessa da Madre
de Dos n. 21, no armazem do Josc Joaquim Pe-
reira de Mello, no largo da Alfaudega.
Guaran.
Na ra da Cadeia n. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco commodo.
Gomma deararuta.
Vende-so superior gomma de arorula em lian iras
e as arrobas : no armazem de Joao Marlius de llar-
ros, Iravessa da Madre do Dos 11. 21.
Velas de Carnauba.
Na ra do Qucimado 11. (II), vendem-se velas de
carnauba em caizas de illa 60 libras, por menos
prejo do que era oulra qualquer parle : quem pre-
cisar aproveile a occasiao.
CHARMAS.
Na pra^a da Independencia livraria ns. 6 e 8,
vende-sa esle compendio, traduzido pelo Dr. A.
lien-ulano de Souza Bandcira.
ffolhiulias
PR4 o corrente anno.
Fontanas de algibeira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direilos parodiiaes, resumo dos im-
poslosgeraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
cnirudo, mscaras, cemilcrio, tabella de feriados,
resumo dosreiidiineulos e exportarlo da provin-
cia, por 500 rs. rada uma, ditas do porta a 160,
dilas ccciesiastiasou de padre, rom a reza de S.
Tilo a i)() njil: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Relogios
ng* e/es de pa-
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regarhorlas ebai-
"jriiii do Brum ns. 6, 8e 10.
A boa lama
, TEPE BARATO.
Libras de bubas brancas 11. 50, 60, 70, 80, a 18)00
Dilas de dilas ns. 100 e 120 19280
Du/.ias de thesouras para costura 10000
Dozias de ditas mais finas e maiores 19280
Macos de cordao para veslido, alsnma cousa
enrardidos com 40, 50 e 00 palmos, 2*0
Pecas com 10 varas de bico estrello 1 560
Caizinhas com agulhas francezas 200
Caixas com 10 nvelos de linhas de marcar 980
Pulceir.-is encarnadas para meninas e senhoras 240
Pa'res de meias finas para senhora a 210 e 300
Miadas de linhas mnilo linas para bordar 100 e 160
Crozas de boloes muilo linos de madreperola 600
Dilas de ditos muilo liuos para calcas 2M0
l'ivellas douradas par. cairas e colles 120
Fenlesdeverdadeiiu blalo para alizar,a 500 e 500
Pecas de lita de linbo brancas com 0 e meia
varas 50
Caitas com cohetes grnssos fraucezes i.i
Carriteis de linhas de 200 jardas de muilo boa
qualidade c de todos os nmeros 80
Macinbos com 10 grampas, e de boa qualidade lio
Pares de suspensorios de bonitos padrea 40
Torcidas para candieiro, duzia 80
l'iiileiros e areeiros de porcelaoia, par 500
<'. irleira- de marinquin para algibeira 600
Canelas muito boas de metal e pao 20 e 40
Caivetes de aparar pennas 200
Meiasbrancas e cruas para homem, 160,200 e 240
Trancinha de 1,1a de caracol e de lodas as cores
palmo 100
Duziadc pentes de chilre para alizar, bous 800
Crosas de boloes de louca pintados .'100
Pejas de filas de coz 240 e 320
Carreteis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
zandre j)
Linhas pretas de medioha muilo boas 20
Carlas de aUinetes d boa qualidade 110
Duzia de pentes aberlos para alar cabello 13000
Meias de lio Escocia para menino, brancas e
de cores, fazenda muito boa 210 e 520
I i ve I 1- de ac com toque de ferrugem para
* calja 40
Grosas de fivclas para sapatos 560
Caizinhas envernisadas com palitos de fogo
de velinhas 120
Caizinhas de pao com palitos de fogo bons 20
Caixas com 50 caizinhas de phosphoros para
charulos J()0
Charuleiras de vidro 60 e 80
Casles para bengalas muito bonitos 40
Atacadores pretos para casaca 40
Sapaliuhos de lia para enancas, o par 320
Camisas de meia para crianras de peilo 500
Trancelins para rebojo, fazenda boa 140
Escovinhas para denles 11 i
Alem de todas eslas miudezas, vendem-se unirs
muitissimas, qne a visla de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiraran aos proprios com-
pradores na ra do i.iueimailo. na bem couhecida
loja de uiidezasda boa-fama n. 33. [
Gal de Lisboa.
Vende-se nma porcao de barris com cal de Lisboa,
por barato preco, e retallio a 33 o barril t na ra da
Cadeia do Kecife n. 50.
POTASSA E GAL TIRGEI.
No amigo e j bem conbecido deposito da ruada
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em podra, todo
a presos muito favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores saiisfeitos.
S VI E OPIATO ANTI-CHO- :
: muco :
9 i. S
DR. ANTUNES.
Estes dous medicamentos condecidos por
O seus crandes resultados, no Iratamenlo do A
CHOLERA, vendem-se, acompanhados de m
9 um folheto, na pharmacia de Lniz Pedro das
% Neves, rna da Cruz n. 50. #
8 Preco de 2 vidros e 1 folheto 3S0O0, de *J)
1 caiza 75JJDO0. ~
&99S#9*m99Bm-9-m&9mmei
Na taberna do largo do Carmo, quina da,roa'
de Moras o. 2, contina a vender-se manleiga io-
gleza a 480, 560, 640, 800 e 960 rs., franceza a 640 e
800 rs., banha bem alfa a 520, farinha de Maranhao
a 11"0, alpisla a 200 rs., cevada a li), sag' a 360,
bolachinha de aramia a 480, soda a 480, dita lis
boensc a 100 rs., caf a 200 rs., loucinho de Lisboa
a 100 rs dito de Santos a 280, azeile doce da Li-
boa a Dio, carnauba a 480, de 12, 8 e 6 em libra.
GHAROPE
DO
BOSQUE
Foi #ansferido o
tica de Jos da Cruz
garrafa 59500, e 1
aquellc qoe nao (01
que se faz o presente
IMPORTASTE
Para curada phtysica em todososseutdiNbmiii
graos, quer motivada por conslipacoes, lese, asin-
ina, pleuriz. escarros de sangoe, -Irr 'jpeitnrf^ e
peilo, palpitaran no corarao, coqiieluclVlJrrenehile
dr nagarganla.e todas as molestiasdoi atajea pal-
mooares.
VARANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modestes part
varandas e gradaras de gosto modernissimo : na
fundiclo da Aurora, em santo Amaro,e no depost-
to da mesma, na ra do Brum.
IECHARISMO PARA EIGE-
> desle rliaron* pata a ba-
a roa Nova n. 53,
seno falw todo
sle deposito, jMk>
HHO.
lente,
os melliores fabricados em Inglaterra: am easa de
lleiiry Cibsou : ra da Cadcia do Becife n. 52.
LLVAS l)E TORCA L.
Vendem-se luvas prelas de terral, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baralissimo pre;o de I;ihhi
o par : na ra do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Vendem-se espingardas francezas de dous
mnos, muilo proprias para caca e por muito com-
raodo preco: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
FARINHA DE SANTA CATHARAa,
mnilo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
-110 escuna /lapido, Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a tralaj
com Caelano Cyriaco|da C. M., no largo do Corpo
Sanio n. 25.
Livros (]lasscos
Vendem-se os sezuintcs .livros para as aulas pre-
paratorias : llislory of Rome 39000, Thompson 23,
l'ual el Virginia 2^XM); na praca da Independencia
ns. e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e continua-
se ,1 vender na Iravessi da Madre de Dos n. 21, ar-
mazem de Joao Marlius Barros.
SEMENTES.
Silo chegadas de Lisboa, e acham-se venda na
ruada Cruz do Recife n. ti2, taberna de Antonio
Francisco Ha/tina as -e-ninle- smenles de horlali-
ccs.eoma sejam : ervilhaslorta, genoveza, e de An-
gola, feijflo carrapalo, rozo, pintacilgo, o amarello,
airare re olhmla e allemaa, salsa, tomates crandes,
rbanos, rabanelcs brancos encarnados, nabos ro-
zo e branco, senoiras brancar e amarellas, couves
triiichuda, lombarda, esaboid, sel..da de Selobal,
segurelha, coentro ile (oocciri*, repolho e pimpinela,
e uma grande porcao do dillerentes -ementes, des
mais.bouitas flores parajardins.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. Al.
Nesteaestabelecimento contina a haver um com-
pleto sorlimenlo de moendas e meias m oendas
para cnr;cnho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido o coado de lodos os tamanhos para
dito.
A3$500
Veode-secaldc Lisboaullimamentechegada.es-
>im como potassa da Russiaverdadiira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
CORTES DE CASSA PARA QUEM ESTA' D
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muito miuda,
por diminuto preco de 23 o corle, dilos de cassa chi-
ta de bom sosto a 3, dilos a 230O, padroes franco
zes, alpaca de seda de quadros de lodas as qoalida-
des,a720rs. o covado, lita para vestido lambem de
quadros a 180 o covado; todas estas fazendas ven-
dem-se na ra do Crespo n. 6.
Vende-se cm casa de S. P. Johnston& C,
ra da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro c de montara, candieiros e casticaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, ramas de ferro,
fio de vela, rhumbo de munido, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
A boa fama
VENDE MUITO BARATO.
Leneinhns de relroz de todas as cores para pescoco
de senhora e meninas a I5OOO, baralhos de cartas li-
nissimas para vollarele a 500 rs., loncos de la para
senboras e meninas a 600rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhoras a 400,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia moilo finas a
19, ricas Invas de seda de todas as cores e bordadas
com ituaruires e borlas a 3f e :?5tki, ricas aboloa-
duras de madreperola e metal par# rollete- e palitos
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a 29500, meias brancas muitissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, fioissimas navalhas em
estojos para barba a 29, ricas caitas para guardar
joias a 800 e 13">00, eaizas muito ricas com reparli-
menlos onicamenta proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2?500, :i9 e 39500, papel proprio para
os naraoradosa 10, 00, 80 e 10O rs. a folha, candieia
ros americanos moilo clesantes, proprios para eslu-
danles 011 mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que dito a ,V?. Iravessas de verdadeiro bofalo par-
prender cabello, pelo barato preco de 19, pastas para
guardar papis a 801) rs., espelhos de parede com ar-
marao dourada e sem ser duuraa a 500, 700. 1/ e
LVjOO, estovas muitissimo linas para denles a.500 n.,
ricos leques com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 23 e :lj, charuleiras finas a 23, ricas galhelei-
ras para azeile e vinagre a 23, ricas e fioissimas cai-
xas para rap a 29500 e 39, penlesde bfalo, fazen-
da muilo superior, para tirar piolhos a 500 rs.', dilos
.le marlim muilo bous a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de folhas
pequenas a 720, riqusimos frascos com ezlraclos
muilissimo fiuos a i>200, 13500, 23 e 29500, jarros
de porcellana delicados e de modernos gostos, rom
banha franceza minio fina a 29, frascos com essencia
de rosa a 320, paos de pomada frauceza muilo boa a
100 rs., frascos pequcuos e crandes da verdadeira
agua de Colonia de Pivcr a 181) e 13, -alineles finos
e de diversas qoalidades, pus para denles u mais fino
qne pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, c outras muilas perfumaras,
ludo de muilo gusto e que se vendem barato, lesouras
n.nilissimo finas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para costuras, trancas de sedas de
bonitos padroes e divei-.i-Jar-.ira> e cores, ricas filas
de seda lisas e lavradas de lodas as larsuras e cores,
blcos de Indio liuissiinos de lindos padrese lodas as
largaras, ricas franjas de algodao brancas e de cores
proprias pata cortinados, e oulras muitissimas cousas
que ludo se vende por lAo liaralo preco, que aos pro-
prios compradores causa admirarlo: na ra do Ouei-
iiiado, na bem cotilleada loja de miudezas da boa
faina n. 33.
.
Farinha do mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jarome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porcoes traase cora Manuel Alves Cuer-
ra, na ra do Trapiche n. 14.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, WA
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sormenlo dos segointes ob-
jeclos de meehamsmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
ron.-lrurr.io ; taizas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos; rodal
dentadas para agua oo animaes, de lodas as propor-
c,oes ; crivos e-boccas de fornalhae registros de be
ctro. aguilhes, bronzes, para lusos ecavilhoes, moi-
nhos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICA'O. \
se!ezecolam lodas as encommendas com a superior
ridade j coohecida, ecom a devida prestezae com-
modidade em preco.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundicao de ferro de D. W. Bowmann na
ra do Brum, passando o cbafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de taixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acbam-se a venda, por pre?o commodo e com
promptidao: embarcam-se ou carregam-se era er-
ro sem despera ao comprador.
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Cruz
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
F.spelhos com molduras.
Globos para jardins. *
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistasde Pefuambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Navalhas a coueiito.
Continua-se a vender a 88000 o par (preco fizo) ai
j bem conhecidas navalhas de barba, feilas pelo h-
bil fabricante qoe ha sido premiado em diversas ei-
posicoes : vendem-se com .1 cnndir.in de nao agra-
dando poder o comprador devolve-lss al 30 diar
depois da compra, res(itoindo-se a importancia : em
casa de Anausto C. de Abreu, na roa da Cadeia do
Recife n. 36.
. Vendem-se barricas cora farinha de trigo da
j rnnhen la marca MH.M, muilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por preco commodo : a tallar com .Bailo Le-
mos, ra do Trapiche n. 17.
Genebra.
Acaba de chegar frasqueiras com verdadeira gene-
bra de II olla tula : vende-se no armazem de Tasso Ir-
mi) os.
y
A boa fama
VENDE BARATO.
Ricos penles de (artanica para rabera IjvH)
Ditos de alisar lambem de larlaroga 33OOO
Lindas meias de seda decores para enancas 19800
Bandejas grandes e de pinturas finas 39. 49 e 53000
Papel de peso e al man o melhor que pode
haver 49000 e 53000
Pennas de ac, bico de lanca, o melhor que
ha, a groza 13200
Dilas muitissimo finas sem ser de lanca 64%
Oculos de armacSo de ac com gra.luacocs 800
Lmelas com aunarao donrada 13000
Dilas com armaco de larlaroga 13000
Dilas com armario de bfalo 500
Dilas de 2 vidros com armaran de larlaroga 39000
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos 39000
Dilos sem ser de Jacaranda 19500 e 29000
Meias pretas compridas de laia 13800
Bengalas de junco com bonitos casles 500
Ricos chicotes para eavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e 19000
Grvalas de seda de todas as cores a 13 e 19200
A lacadores de coroalina para casaca 320
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e 600
Penles moito finos para snissaa 500
Escovas mnilo finas para cabello 640
Capachos pintados couipridos 700
Boloes finissimos de madreperola para camisa 19200
Quadernos de papel paquete muito fino 80
Ronilos sapalinhos de merino pira crianras 19500
Ricas canelas para pennas de ac a 120 e 200.
Micos porla relogios a I38OO e 2i00()
Ricas eaizas fina de metal para rap a 500 e 600
Escovas muilo finas para unha's a 320 e 640
Dilas linissimas para cabello 19500 e 2SO0O
Dilas dilas para roupa 19,19200 e 29000
Papel de ludio proprio para carlorios, resma 49OOO
Pinceis finos para barba 200
Duzia de lapis moilo finos para desenlio 800
Lapis finissimos para riscar, a duzia 500
Ouzias de facas e carfos finos 33000
Dilas de facas e garios de balanco mnilo finas 63000
Ditas dilas muilissimo finas, cabo de marfim 15{000
Caivetes de aparar pennas muito finos 860
na ra do Queimado, nos Qnalro Cantos, na loja de
mindr/a- da boa fama n. 33, defroole da loja de fa-
zendas da boa fe.
RELOGIOS coberlos e descobertos, peaaenqs
e grandes, de onro e prata, palenle inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ull 11110 paquete inglez : em casa de Sonlball Mellor
& Companhia, ua ra do Torrea n. 38.
TAIXAS DE FERRO.
Na fund;ao da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DEPOSITO na na do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequenas, razas e fundas; e era
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
presos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em. Santo
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior qualidade.
0$ ffli>o0.
Contina andar fngida a prtla Mereneia, cri-
oula, idade de 28 a 30 annos, pnuco mais ou menos
rom os signaes seguintes : falla de denles na frente .
uma dea orelhas rasgada proveniente dos brioco :
quem a pegar leve-a a ra do Brom, armazem de
assucar n. 12, qne ser bem gratificado.
PKRN.: TYP. DB U. F. DK FARIA.
MUTILADO
ILEGIVEL



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