Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07378


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Full Text

r
4DN0 XXXII. N. 101
Por 3 meze adiantados 4)f000.
Por 3 mezes vencidos 4j500.
OlARIV FEIRA 7 DE MAIO DE 1850.
DIARIO
Por anno adiantado 150000.
Porte franco para o subscriptor.
fcNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' NO NORTE
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da Natividad! ;Nalal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnnior ; Araea.y. o Sr. A. de Lemos Braga ;
Catri, o S,. J. Jote de OIeira ; Maranhao, o Be. Joaquina Mar-
an Flodri-ue> Piaubr. o Sr. Domingo! Herculaoo A. Peaaoa
CeateoM ; Par*, o Sr. Justioiano J. Ramos; Amazona!, o Sr. Jero-
Djmo da Cwta.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todoi 01 dial.
Caruaru, Bonitos Garanhuna : noi dias 1 el!.
Villa-Bella, Boa-Visla, Exu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba.' segundas e aextai-fairaa.
Victoria e Natal.- nai quntai-fcirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBfXAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartaa e labbadoi.
Relacao lercai-feirai e sabbados.
Fazenda : quartaa e sabbadoi ai 10 horas.
Juizo do commercio : aegunda ai 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaoi: segundas e quintal aa 10 horas.
Primeira Tara do civel t segunda a mas ao meio-dia.
Segunda vara do civel i quarui e aabbadoi ao meio-dia.
KPIIEMERIES DO HEZ DE MAIO
4 La ora aoi 24 minutos, 48 segundos da tarde.
11 Quarto crcenle as S boras, 37 minutos e 48 'seguudoi da l.
20 La cheia aoi 22 minutos e 48 segundos da manha.
27 Quarto mioguante as3 horas, 15 minutse 48 segundos da lar.
I'HKWIMI ItK. HOJE.
Primeira as 6 boras e 64 minutos da manha.
Segunda as7 horas e 18 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. 8. Po V P.; S. Angelo c. m. : S. Gcmenia o m.
'i Tarca. 8. Jjoante-porlaui lalinam : S. Joao Dainace
7 Quarta. 8. Estanislao b. ; m. ; Ss. Flavio e Augusto nt, mm.
8 Quinta. Apparicaode S. Miguel no monte Gargaou. S. Ueladi.
0 Seila. 8. Gregorio Naziazeno b. doulorda Igreja.
10 Sabbado. Antonino are. Sa. Blanda e Philadelphia.
11 Domingo Paseos do Espirito Santo. S. Fabio.
Achind~se regularisadas as agencias de cor-
re* ni Beaerros, Bonito, Caruaru', Altinhn, Gara-
uhuus, S. Loaren?". Po-d'Alho, l.imoeiro, Naza-
relb, Brrjo, Pesqueira, lngaieira, Villa-Bella, Boa-
Viillj#lliiiij Ei"', Cabo, lpojuca, Seriuhaem,
Kia-Faraoao, loa, Barreiros, Agua-Prela e Pimen-
teiraa, o proprietario deste Diario convida a lodos
os sennores qne quizerem subscrever para o mesmo,
qtt a remeua ser (cita com a maior regularidad,
pagando jmenle 43 por quartel, e (cando por conla
da lypOgraphia o porle.
PARTE QFFICIAL
P
-
Hie de Janeiro.Ministerio doi negocios do im-
perio era 15 de abril de 1856.lllm. e Exm. Sr.
Accuso o recebimeulo do oflicio de V. Etc. com
dala de 24 do mez protimo (iodo iob n. 26, e de-
claro, em resposla que o governo imperial licou in-
leirado da justificado por V. Etc. apresenlada no
memo offieio a respeilo do fado, de que fui argi-
do, de liaver permillido que exercessem a arle de
curar pessoas, que nAo possuiam para isso habili-
iMfm
Dees guarde IV. Etc./.u: Pedrtira do Cau-
to Ftrras.Sr. prndenle da provincia de Per-
uambaco.
lllm. e Eim. Sr.Constando de communicaoei
feitaa ao presidente da junta.central de hygiene pu-
blica, qee eu, contra o parecer da commissAo pro-
vincial, permilli que um.i pessoa sem habililaces
algumas, applicasse ao enfermos da epidemia rei-
nante um iralamenlo particular a descouhecido,
manda-me V. Exe. por aviso de 7 do crrenle, que
en informe drcomslanciadamenle.
Eslimii ler occasiAo de restabelecer, sobre seme-
ntante aesumplo, a verdade dos fados lao adultera-
da nao k pelo espirito novidadtiro, como por aquel-
la meamos, que infringiudo o jurameulo de sua
protusao, procurara justiticar a sua fraqoeza.
Mas V. E.vc. me consentir que para maior cla-
reza, eo tome de ruis longe o To de minha infor-
marla.
Dnde qae se declarou o cholera no Para, nao ces-
aei da adoptar todas as medidas preventiva4, e mni
effieazmenle a respeitu das quarenleuas. Depoisque
a epidemia se apresenlou no Kio de Janeiro e llahia
redebrei de esforcos, procurando embnir em toda
a popalacAo da provincia a doutrina, que acerca dos
meie* de prevenir o mal, e de alaca-lo nos seus ef-
feilo*, aae era soggerida pela experiencia, pela com-
mitaao de liygiene publica desla provincia, e pelos
medica* da capital, com quem me enleudi, confor-
me de Indo dei conhecimento a V. Etc. em devido
lempo.
Al eolio, emquinto.sc]lralava de medidas pre-
ventiva*, como por exemplo, de reglamentos de
lazare!**, de prescripees hygienieas, e de ludo que
dizia respeilo a papis, a corurnissaa de hygiene,
principalmenle o seu presidente, e o provedor de
aod* **jtelfv.i r'5tu_ aliiini /.elo, tu por isso a
aeempanhVa cunslantemenle em todas as anas re-
quisiroes, anda uaquellas que Lie pareciam eiage-
rada*, tempre com lim de encoraja-la e de te-la
disposta para na occasiAo do perigo poder contar
cota os seas serviros.
Illodi-rte complelamcnle ; por qnanlo apenas o
cholera se Ipresentou furioso na cidadcda Victoria,
percebi na commissAo de liygieue publica a tibieza
mais pronunciada : nenlium de seus membros se of-
ferocit para ir aquella eidade acudir aos iufelizes.
Ordenai-lhes por lim, copia n. 1, que a fossem visi-
tar para me proporera os meios de salva-la ; e elles
me respondern! que nao coiiviiiha augmentar mais
o nnmarodas vctimas, copia n. 2 ;e todava oulros
sdicos a ttivaram em honra da sua profissAo.
Manifestada epidemia dentro desta capital, or-
denei i commissAo de hygiene publica que eslivesse
em sessao permanente, copias ns. 3 e i : respoodeu-
tne qae sim ; mas iiuuc.i o praticou regularmente,
e para fallar a algom de seus membros era-ine nc-
c**sario manda-lo chamar. Ordenei-lhe lambem
qu* se encarregasse da compra dos medicamentos,
afiaa de evitar a fraude dns boticarios, e regolarisar
a prompla expedicAo das ambulanciai para os diver-
so* pantos da provincia utaca<1os ; e a isso se negou
eootentando-se o respectivo presidente em dizer-me
particularmente que a eralilicarSo da le nao paga-
va Irabalno. Para resolve-lo a preitar-se a tal
lerviro, qae eu julguei indispeusavcl, foi necessario
nrooetter Kcrescimo de gratificarlo. E como dei
xiria 'en da faze-lo em circumstancias to cri-
tica*? I I !
Antro aeaUntado o protidente da rommis-ao de
hygiene, pirecia-me que haviam cessado todos os
neommodos tnleslinaes de que elle se me queiiava
c ero virtnde do* quaes divulgava a intenrao de fa-
zer urna viagem a Europa !....
No entretanto a epidemia augmenta de furor, a
populacho se amedronta, os mdicos se alvororam
a coma qae provam d* urna maneira palmar a insuf-
licienda da arta no meio do clamor lAo geral e tai-
vas descomedido.
Sarn a a*w lempo um prelo no eogenho Cua-
r ara pe corlado os scus parcelros. Dous dos lilhos
do proprietari daquelle engenho, e pessoas hones-
ta*, se me ipresentaram referindo as curas milagro-
sa* do eacravo, e dizendo que naquella redondeza,
ja uioguem liohi medo do cholera.
En necessario por um lado saliifazer de certo mo-
do a anciedade publica, e por oulrn nAo deixar qua
o proco earassa a redeas solas. Ofliciei i eommis-
sao do hygiene, copia n. 5, para que mandaste exa-
minar o remedio, a lim de que no caso de ser reco-
nheeido profleoo, viesse o prelo applica-lo nos hos-
pital* em preieoca dos mdicos : lal era a opiniao
da eommissao, como se v do oflicio, copia n. G, a
Unbom do vatios mdicos, a quem consultei, no-
Kadlowole o moi prestante Dr. Jos Joaquim de
Mories Sarment.
O memhro di commissAo encarregado do examc
do remedio dea o sen parecer, n.io condemnadn-n,
mas attoatlndo que nm dos duenles a que elle fon
applicado ficari melhnr, copia n. 7 ; mas insislia o
ptootdoalo da commissAo para que o preto \iesse
para o hospital ; oque senaj realisou porque o seu
saobor o nao ejoiz prestar.
So a mila providencia nao podesse ser justifica-
da solate 4aoecessidade da orcasito de al cer-
lo pon* aajilrar que o governo o que subre ludo
desejav era DH ser ind Hieren le ao mal que de va-
Uva a popularlo, oinguem dir qoe nao obrara eu
do aeeordo com a commissAo de hygiene, cujo pre-
sidite ao pasao qoe propalava a idea de contagio,
havU por piUvras e por escriplo endeosado a cura
por meio a applicacAo do limao, que alias foi pre-
conisada por oca eaboclo do Para, lalvez menos ci-
vilisado qo* o preto de (iuararapes.
Foi nesto oomenos que levantou-se no centro da
capital (qoeeotao ja disse, achava-e cm conlli-r,,-
-Sa apidcaaiea), antro prelo curandeiro, de u.....e
Maooel, eoea aura extraordinaria, e sesundo a npi-
uio doDr. Aquino, era elle discpulo dojde Cua-
rarapa*.
Sonbodesta noticia, por me virem Iraze-lo, como
um signal de redempcAo, pessoas mu nolaveis, en-
tre das oaeommendadorea Manoel Jos da Costa,
Maooel tioncalvts da Silva, e o chefe de estado-
maior Sebastiio Lopes Guimaraes ; eertificando-me
todo* qoo cena elfeilo o pnlo ja linha operado ca-
ras iosUnUneas, e qne o povo o applandia, e eslava
multo inquieto com a noticia que corra de havir
contra o dito ordem de prisao que alias uo se linha
dado. A descrenca a respailo dos mdicos lavrava
bstanle.
Immedialamenle mandei chamar o prtlo a secre-
taria, e chegando acompanhadojde pessoas limpas
que ainda certificavam os seus milagres, liz-lhe al-
gumas pergunlai, e, mais por evitar um motim po-
pular do que por acreditar no curativo, disse-lhc
que elle nao mostrara a tua habilidade sen.io nos
hospilacsem presanra de mdicos : no que ainda
obrava de acord coma opiniao da commissAo de
hygiene.
Eleodi-me logo com o medico entao aisistenle
oo hospital da Boa-VisU, o Dr. Possidonio, e man-
de! chamar o inspector do arseual de marinha para
Ihe recommendar que nAo permiltisse o curativo do
prelo -luan em presenta de algum facultativo, e em
doeules a quem a medicina autorisada livesse de-
sengaado ; devendo considerar a experiencia ni-
camente como meio de desengaar o povo. E o pre.
lo prefiri o arsenal de marinha, donde fora des-
pedido, e entregue a polica, depois de dnas ou Ires
experiencias mallogradas. Ja v pos V. Eic. qoe
nAo aulorisei o prelo a curar : procure sim inuti-
lisa-lo sem risco de disturbio popular que seria ine-
vitivel, se por outro modo se pralicasse ; porque ja
a populara dizia, que se preleudia prender o preto
para deixar que os mdicos malassem a gente de
cr, qoe era a mais perseguida pela epidemia.
Pooco antes de mandar chamar o prelo a minha
preienca, que foi no dia ilde fevereiro.linha ja con-
cordado com o chefe de polica para ao primeiro
aviso do medico do huspital de marinha prender-se
o prelo i como afinal se fez ) pelo modo menos es-
Irondoso possivel. No dia seguinte veio-me fallar
o presidente da commissAo da hygiene sobre negocios
de ambulancias, e receber urna ordem de um 1:0009
para a Ihesouraria, sem me dizer urna sii palavra
acercado preto Manoel : mas ja havia elle poslo na
secretaria um oflicio, copia u. (i, cm qae de passa-
gem me (ocava uo prelo Manoel,e exprobrava a ho-
meopalhia. Este offieio s pude lr no lim do ex-
pediente do dia -Jl as cinco horas da larde, quando
ja se linha retirado o Dr. Aquino sem me liaver,
torno a dizer, feito a menor qoeixa, nem requisi-
lar-me a prisAo do curandeiro, lalvez por estar con-
vencido do risco da diligencia, pois que em circums.
lancia menos aperlada havia elle mesmo recelado
urna ejeitarSo popular,que Ihe deu muilo cuidado
qnando se IraUva da transferencia para{o cemiterio,
do cadver embalsamado da lilha do desembarga-
dor Jerooyaao Matiuiano Figoeira de Mello.
No dia seguinte mandei chamar o presidente da
commissAo para fallar-lbe sobre a materia do dito
ofTicio, e dizer-llie o que se linha determinado so-
bre o prelo Manoel, c nessa occasiAo recebo a tr-
plice participac.o de doenle do presidente, e de to-
dos os seus collegas da eommissao. A essa hora es-
lava a epidemia na sua maior iovaslo !..
Sobre o ailar o preto Manoel de ordenaura, re
firu-me inleiramenlc ao oflicio do che fe de polica,
que segunda vez remello por copia.
Coiisla-mc lambem, que a maledicencia lem es-
palhadoque eu aulorisei pessoas curiosas, e horneo-
patitas, para curarem na epidemia.
A oinguem aulorisei para curar por este on
aquelle syslema.quer allopalhico, quer homeopathi-
co, quer pelo meio de liman, quer pelo enlrecasco de
arueira, ou por outro qualquer ingrediente que a
necessidade ou o charlatanismo tenham inventado.
Lavrando a epidemia por todos os ngulos da pro-
vincia chegaram-me algumas reclamaces contra ou
a favor dos homeopalhas submetli a commissAo de
hygiene Inda a correspondencia oflicial a tal respei-
lo, e ordeuei que a vista delta a eommissao me pro-
pozesse o syslema que melhor conviria seguir, e re-
clamasse ouicialmente ludo quanto julgasse necessa-
rio para regularisar o curativo, copia n. K ; e ate
disse verhalmenle ao Dr. Aquino, qoe se pronun-
ciasse explcitamente sobre o syslema homeopalbico.
Mas a eommissao nada fez, e nada me disse senAn
o qoe de passagem, consta do cilicio, copia n. D,
em qoe ella pretextando o charlatanismo do preto
Manoel, preparava a sua retirada do llieatro da pes-
ie, dando parle de doente, deixando-me jan mais
consumadoras circumslancias, c o que mais he,
esperando que oinguem quizesse assumir as func-
ees de memhro da eommissao de hygiene .' Feliz-
mente achou-se engaado, porque mdicos mais
philantropicos sustentaran) o timbre de sua closse.
Kepiln, que apezar da deficiencia de mdicos,e facilidade. com qoe muitos curiosos curam hoje pelo
syslema homeopalhico, nAo s aqui com em todas
as provincias, sem exceptuar a capilal do imperio,
nonca os mandei curar por conla do governo: le-
nho admiltido alguns curiosos, nAo sei se homeopa-
lhas ou allopathas, na simples qualidade de enfer-
memos jonto a algum medico, ou a sos naquelles lo-
gare, para onde nAo me lem sido possivel mandar
melhores recursos. Tenho, he verdade, rcmeltido
para diversos pontos carleiras homcopathica; mas
quando dalli me sAo oficialmente requisiladas, co-
pias ns. 10 a Ifi. Se privado de enviar mdicos
para se servirem das ambulancias allopalhicas, nAo
mandasse eu ao menos carleiras homeopathicas, exi-
gidas em occasiAo l.lo deploravel, em que a anima-
cAo he lalvez um dos principaes remedios, boa oc-
casiAo daria para que os espirilos malvolos e agi-
tadores lirassem, como assim mesmo estao tirando
em Pernambuco, onde ludo so converle cm um
initrumento de anarchia, argumentos conlra a soli-
ciludc do governo em acendir aos necessilados. O,
Exms. presidentes de Alagoas, Oara', e oulras
provincias me lem pedido carleiras homeopalhicas,
era duvida levados pelos mesmos lenlimentos e pela
mesma necessidade em que me tenho chado. N.l0
he em cireumstancias extraordinarias e orgenles
que se devem discutir os altos poblemas da cien-
cia, e principalmenle em nma molestia que tenho
onvido a todos os mdicos confesara que nao sa-
bem curar ; sendo que para descobrimenlo de um
especifico lem-se em Pars proposto um grande pre-
mio, que nenhnm sabio da medicina pode al agora
merecer.
Concluirei pedindo a V. Exc. baja de perdoar a
di Ilusa o desla informarao ja que o presidente de
Pernambuco, alm de mil oulros incoromodos por-
que (em passado em quadra lAo calamitosa, ve-se
anda na dura obrigajAo de defenderse da calum-
nia de algum medico descaridoso.
Dos guarde a V. Exc. Palacio de governo de
Pernambuco, Ji de marco de 1H',i;.lllm. e Eim.
Sr. Luiz l'edreira doCouto Kerraz, ministro e se-
cretario de estadodos negocios do imperio.
director do arsenal da guerra e por um empregado
de fazeuda. O mesmo augusto seubor, ficaodo in-
teiradode ludo, manda declarar a V. Etc. qae np-
prora quaolo V. Eic. lem feilo a semelhanle res-
peilo.
Dos guarde a V. Exe. Marque: de Calas.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
i." Secr,ao. Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do Imperio em 1\ de abril de I85C.
lllm. I'.mii. Sr. Commuuico a V. Exc. para
sua inlelligeucia e governo, qoaS. M. o Imperador,
querendo dar mais um testemunho do quanto se des-
vela sed paternal coracAo pela surte dos seus subdi-
tos, digna-se mandar por a disposicAo de V. Exc. a
quantia de seis conlos de res para ser applicad a cm
soccorros as pessoas inicuamente desvalidas da for-
tuna, que lenliAo soffrido, ou eslejAo soffrendo da
epidemia reinante nessa provincia, e s familias in-
digentes daquelles que houverem fallecido victimas
da mesma epidemia, ou que por causa della se
achem reduzidas miseria.
Para este fim receberx V. Exc. inclusa nma lelira
oa importancia da dita quantia, sacada pelo conse-
Ibeiro thesoureiro geral do Ihesouro nacional conlra
a Ihesouraria de fazenda dessa provincia.
Dos guarde a V. Exc Luiz l'edreira do Cou-
lo h'erraz. Sr. presidente da provinciae de Per-
nambuco.
Delegada do termo de Olinda, 1 de maio de IS."*-
lllm. e Exm. Sr. Remetiendo a V. Exc. o in-
cluso quadrn dcmonslrativo de toda a morlalidade
(que foi de 1182 victimas1 occasionade nesle termo
pela epidemia, desde sua invasAo at honUm, pare-
ce-me que se pode suppor, lendo em alinelo a ra-
ridad? dos casos que ora se dAo em algnns lugares a
a completa cessarAo em oulros, que se esse flagello
nAo esla de todo exmelo, ao menos s* acha em es-
tado de poder ser assim considerado, caso alguma
recrudescencia ou reapparecimento nAo venha alte-
ra-lo.
Dos guarde a V. Exc. por mullos annos. Dlm. e
Exm.Sr.conselbeiro Jos Benlo da Cunha e r'iguei-
redo, presideote desla provincia.Manoel Joaquim
Carneirro da Cunha, delegado de polica de Olinda.
3! BZ M
a. 5 2 = Z.7 5. -,
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i t-Ta
'r= o.
Total.
SL. o ~.
2. =
Kio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra em 17 de abril ilc is'ai.
lllm. eEira. Sr.Tcndo levado ao conhecimen-
to ile S. M. o I mperador o oflicio de V. Exc, sob
u. '.ni de 27 de marro lindo, participando que em
cumprimento ao determinado no aviso de '! do dito
mez, mandara suspender do exercicio c responsabi-
lizar os empreados do arsenal de guerra dessa pro-
vincia, reconhecidos prevaricadores pela commissAo
d'examedo eslado do mesmo arsenal, que Horneara
para os substituir interinamente o bacharel Anlonio
Mara de Parlas Neves, para almoxarife, o alteres
relonnadn Joaquim Pereira Xavier de Oliveira, para
escrivAo, Antonio Francisco de Souza HagalUai
Jonior, para escripturario, Manoel Jos Victorino
Borba, para amanuense, Francisco Jos Calvao,
pira aponlador; e que finalmente a referida eom-
, misAo prosegue em seus trabalhos coadjuvada pelo
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.
a
lllm. e Exm. Sr. Agora que pelo favor da Di-
vina Providencia a epidemia lem quasi cessndo de
derramar seus estragos nesta bella eidade : agora
que nesle nono dislrido ha mais de doze dias te nao
lem dado caso algum da fatal molestia, e s temos a
tratar de alguns convalescentes, ou recahidos por
nfracrao de rgimen, parece-me ser occasiAo pro-
pria para levar ao conhecimento de V. Exc. o que a
respeilo se lem passado desde o dia IV de fevereiro,
em que fiz scienle dala.
At ahi, Exm. Sr. como flz ver, s linham ap-
parecido alguns casos nos lugares da Estancia, Cho-
ra-Meninos, e entre as daas pontea da Magdalena ;
entretanto que no Manguind esuas immediac.des
inda o estado sanitario era satisfactorio : d'ah em
vanle Indo mudou de figura; o mal cabio sobra nos
como furiosa tempeslade sobre pacifica frota, e der-
ramou seos estragos direila e esqnerda.
Eu, aproveitaodo-me, como devora, do comelho *
Hulorisacao de V. Exc. havia rounido-me de orna
botica ambulante bem sortida, e de um enfermeiro
robusto e desembarazado, para me acompanhar, ou
debaiio de minha direceo acodir aos enfermos on-
de quer que apparecessem.
O meu amigo, o Dr. Rufino Augusto de Almeida,
ioseparavel companheiro nesla terrivel crise, muni-
do igualmente de urna excellenle ambulancia sua,
poz-se em campo para me ajndar em toda a parte, c
sempre com tal presteza, que, quando nao ia a meu
lado, ji la o achava soccorrendo os doenles com a-
quelles meios de que a experiencia nos havia dado
melhores resullados,
O dia 16 de evereiro foi o em qne se manifestou
o mal por quasi lodo o dislrido, poupando ainda o
Manguiuho : de 28 em vanle cahiram lambem qua-
si lodos os desse lugar, e houve em lodo o dislrido
um como incendio, queabrangeu todo e aturou com
maii ou menos forra al 22 de marc.o ; desde entao
entrn a diminuir, de forma qu* no fim desse mez
poucos casos novos tinhamos a tratar ; mas as recu-
ladas se (ornaran) frequentes e pergosas.
A epidemia nesle dislrido atacou quasi gcralmen.
le ; mas sobre gcnle de cor e mais desfavorecida
fui que fez maiores estragos.
A velhice e a infancia nAo foram isenlas, mas n.lo
sofircram tanto como a adolescencia e a i la le viril.
O mal, inda que atacasse com veloridade, nAo pa-
rece ter sido lAo mortfero como em oulros logares,
o que se deixa ver pelo grande numero de casos, e
pelo pequeo numero de morios que livemos ; pois
que os casos montara a mais de cem, e os morios nAo
sobem de quatorze : desles ltimos, parte soll'ria an-
teriormente de afleccoes ehronicas e profundas dos
oigan* degaiHvo*, principalmente do ligado, parle
ira dada ao excesso de bebidas espirituosas e extra-
vagancias, e maior parle havia padecido por muiloi
das a diai rbei sem se qaerer tratar, nem mesmo
queixar-se para se applicarem os remedios : esla ul-
tima talla se notou ale em nossu* proprios escravos,
nao obstante nossas rtcommendares e cuidados.
He preciso declarar a V. Exc. que, segundo nos
consta, maior numero de casos da epidemia ie deu
em nosso dislrido, e por isso mais alguns de morte
houve, mas nos s fazemos mencao dos qoe romos
chamados tratar, e pelos oulros nAo respondemos.
lie preciso dizer V. Exc. que lambem ru ata-
cado da epidemia a 25 de fevereiro, e por isso fiquei
alguns dias impossibililado de sabir de caso '. porm,
durante este lempo, o Dr. Rufino c o enTermciro nao
cessaram de pe correr lodo o diatricto, e de presta-
ren! aos enfermos todos o*ccorros necessarios,
vindo a toda a hora do diaoordo noile informaren)
me de ludo quanto aconteca, e receberem inslrc-
{Oes e remedios precisos para acudir aos differeotei
casos que appareciam.
Logo que pude puz-me em campo, e conlinuei mi-
nha larefa ; mas acbando-me mal convalescido, tive
de recibir com uovo e mais forte ataque em 6 de
marco, e entao loruci a licar privado de sabir du-
rante mais alguns dias; entretanto desla, como d"
primeira vez, nAo cessaram as visilas nem os soccor-
ros aos enfermos de nosso diilrido ; e mesmo estas
visilas e estes soccorros se esteuderam i alguns dos
doenles dos dislriclos da Soledade e da Capuuga que
nos recorrern), laes foram algunsdo Camioho No-
ve, da Soledade, e do Baxa-Vcrde, da Capunga.
E convm dizer a V. Exc. qne, nAo s distribui-
mos remedios, como lambem cobertores de bati,
dos que para este fim nos enviou a commissAo de be-
neficencia da freguezia da Boa-Vista ; assim como
algumas ve/es demos csmolas de dinheiro de nosss
algibeira, quando a necessidade assim o pedia.
Coovcm igualmente dizar que os soccorros de re-
medios na occasiAo dos ataques do mal, se fueran)
indislinctamente pobres e i remediados, quando
estes os nao tinbam ma i, pois que nAo se poda, e
nem devia perder lempo : foi obrando com tal promp-
UrtSo que se salvou a vida de muilos, que d'oulra
turma a perderan), pois que toda a demora be pe-
rigosa cm laes casos : para proceder desle modo foi
necessario reforrar por vezes nossa botica, como ja
fiz ver a V. Exc. em offieio de 7 do corrcnle.
Cabe aqui dizer V. Exc., que em algnns casos
continuamos a fazer uso com proveilo do sueco de
limAo, mas nao se pode esle uso tornar lao geral co-
mo a principio julgamos, porque viemos no conheci-
mento de que este remedio todas as vezes que cau-
lava vmitos se torna va nocivo ; c islo acoutecia qua-
si sempre que os enfermos repugnavam o seu uso,
succedendo por fim que oinguem o quera lomar :
entretanto podemos allirmar V. Exc. que lodasas
viv.es que o estomago o conservou, e o deixou de<-
cer para o duodeno, os doenles experimeutavara lo-
go melhoras e se curavam.
Em geral, no tralamcnto de nossosenfermos, lize-
mos uso dos meios excitantes, lano interna, como
externamente, al que se reslabelotesse o calor por
lodo o corpo, se desenvolverse owulso, c se apresen-
lasse o suor quelite c regular : se havia diarrbea, re-
corramos ans clisteres gommosos com ludano, e se
vmitos, recorramos aos diffusivos, em que quasi
sempre entrava o mesmo ludano ; calmados esses
dous ymptomas, e conservando-seo doenle com ca-
lor regular, tralavamos entao de ludo o mais que ap-
parecia com os meios que nos pareciam conveni-
entes.
Se os doenles em lugar de mclhorar peioravam, e
appareciam esses symplomas graves que todos vi-
ra m e todos sabem, entAo recorramos a esses oulros
remedios fortes de diversas receitas, que por ahi se
acham publicadas, e a ludo mais qae nos pareceu
conveniente ; he por isso que por militas vezes lau-
camos indo de elixires, de tinturas, de lheres, de
camphora, de musca, de custicos, do vomitorios, de
purgantes, e mesmo de sangras locaes e geraes, ca-
laplasmas, fomenlaroes, etc.
Devemos lambem declarar, que alguns dos casos
qoetivemos so complicaran) com inflammaresdefi-
gado, que muito custaram a combater, e que inda os
incommodam.
Eisem resumo oque se pasiou. Resla dizer V.
Exc. que a rogo do Sr. commendador Luiz Comes
Ferreira, memhro da commissAo cenlral de benefi-
cencia, nns encarregamos de preslar nossa asisten-
cia e tratamento ans enfermos do dislrido da Ca-
punga, a cuja larefa demos principio em 2 de mar-
co, b ivemlo para isso recebido urna bem sorlida am-
bulancia de medicamentos, cobertores de harta, e
mesmo ordem para dar algumas e-molas em dinhei-
ro ; c at hoje temos all visitado e soccorrido a 21
enfermos.
Cumpre-me finalmente declarar a V. Exc. qoe
summamcnU me acho penhorado para com o Dr.
Rufino Anguslo de Almeida, pelo valioso auxilio que
me lem prestado, sem cessar, cm lio terrivel crise,
sendo que este Sr. pelos relevantes serviros ique
lem prestado pobreza desvalida, he merecedor d*
elogios pblicos e do agradecimenlo dos desvalidos
desle dislrido.
Dos guarde V. Exc. Sitio da Estancia desla ei-
dade do Hecife, 14 de abril de 1856.lllm e Exm.
Sr. conselbeiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. Manoel
Pereira Teixeira, cirurgiAo encarregado do tratamen-
to da epidemia no nono dislrcto da Boa-VisU.
mente o signal de urna ioMMDM anarchia. que lo-
dos lem podido seguir em soas phases diversas. Que
resultou '.' A anarchia conduzio por urna lgica tristo
e (alai dictadura, ou ao menos a urna tentativa
dictatoria. Da dissoluro geral sabio um momelo
um despotismo incoherente, nma dominarao brutal
c grosseira.sque precipilou a Nova-Granada na guer-
ra civil. He o segundo acto de um drama que come-
rou pelo translorno do paiz em nome de doutrinas
exliavaganlemcnlo (iradas da Europa.
Agora essa diriadnra, obra de urna parlo da de-
mocracia uco-sranadiua creada em Rogla, pela li-
ga da forra militar e dos clubs, essa dictadura epbe-
mera desappareceu cm um movimeulo geral das
provincias levantadas para manieren) a cons(i(uicAo.
A resistencia organisada por loda a parte Iriompbou
depois de urna lula de alguns mezes das violencias
despticas commetlidas em Bogla: a legalidade
ubroetleu a forja brulal ; mas, coma notavel, essa
legalidade que Iriumphou he a realidade anarchica,
da qual sabio a guerra civil. Tanto anles como de-
pois dessa victoria, o principio do mal subsiste em
loda a sua inlensidade. Accrcsce que oshnmens que
reuuiram-se um momento debaixo da bandeira de
urna constiluiro mal conceiluada, e qu* vencern)
juntos, lem Iradicres, ambire>, ou inslinctos difie-
renles, de sorle que o triuinpbo dos defensores da
con-hiuicao he menos um desenlace do que urna pe-
ripecia de mais em urna stuarAo cheia de desorden,
e de perturbadnos profundas. A tentativa dictatoria
de 17 de abril de 1851, a volta a' urna appareucia
de ordem constitucional em consequencia da victo-
ria da insurreiro legal,*e as perigosas perspecti-
vas que abrem-se ainda nessas coudirOes nova", laes
sAo pois os elemeulos cssenciaes da exisleucia poli-
tica da Nova-Granada nesle anno lAo agitado e ainda
lAo profundamente estril.
Foi a 17 de abril de I83-, bem como dissemos,
que houve em Bagla urna revolurAo, cujo primeiro
aclo foi abolir a constituirn, dissolver as cmaras, e
estabelecer a dictadura. He quasi desnecessario
loiiibrar o extraordinario encadeamento de fados
que conduzio a lal exlremidade a presidencia de-
mocrtica do general Lpez, a constiluiro incohe-
rente de 1853. a dcsorgauisarAo do paiz por Icis sys-
leinalicameule anarchica-, o reinado dos clubs, as
pregaroes socialistas, o excitamento de todas as pai-
xoes. No romero de IS'il liiiba-se entrado em uo-
va era presidencial que pareca o Iciumpho decisivo
das influencias democrticas. A consliluicAo de
I8.'l comer,ira a reger o paiz : o novo chefe do po-
der execulivo, o general Jos Mara Uando era o
mesmo candidato designado pelos clubs ; porm de-
ram-se ao mesmo lempo dous fados que influirn)
sobre os acnnlecimentos posteriores. O resultado da
primeira applicarao do suffragio geral fora lanzar
de novo a secna publica oparlido conservador com-
pletamente separado dos negocios desde 1849. Alm
dislo o partido dominante, que at enlAo fora mu
comparto, de repente dividio-se profundamente cm
duas fracres que
mizas.
1 que romera, e
Uem a dictadura
Os prunciros me-
favoraveis ao no-
Desde o fim de
substituir erentoalmeule as aulork ades legaes,con-
segue evadir-se de Bogot, c apc lera-ie do poder
execulivo.
Em iini i palavra he a guerra ci
que te desenvolve durante alguns ijiezes com alter-
nativas diversas, al que forras reu lidas e vindas de
todos os pontos da repblica suftoq
no mesmo lugar em que nasceu.
zes dessa lula nao deixaram de ser
vo rgimen eslabelecido em Rogla,
abril o general Herrera leudo podido reunir algu-
mas tropas, tenlou intilmente disp ilur a eidade de
Cipaqeira aos soldados do dictador foi obrigado a
retirar-*! cm desorden), e nesse incontro perecen
om dos generaes constilurionaes. Poneos dias de-
pois no mez de mam, outro chefe onslitucional fo
lambem infeliz cm um ataque sang linolenlo. Esses
incidentes fortalecan) a dicaldura. De fado houve
um momento em que o general M lo pareceu pres-
te-a conquistar a repblica. Dis unha de forjas
consideravois que elevaram-se em certa poca a de*
mil humen-. Apoderando-se da ca nial elle apossa-
ra-se do governo, do erario, dos olabelecimentos e
depsitos militares, os quaes forne :iam-lhe armas c
munirOes. Seubor da savana de Bogla achava nella
cavallos c vveres cm abundancia.
roes das sociedades democrticas li
as provincia-, algumas das quaes
o movimenlo de 17 de abril. No
va-se para urna explosAo a favor
EN:\RREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SOL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dial ; Babia o Sr. D. Duprat'
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Marlini.
EM PER\AMBCCO
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Paria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
Pelai ramifica-
ra inlellgenciai
tenlavara imitar
sol ludo prepara-
i o novo rgimen.
O mesmo aconteca as provincia do norte, e nm
oflicial dictatorio, o general Giren, foi enviado com
nm pequeo corpo expedicionario >ara acabar o que
charaavam, segundo o oso, a reger, erariio.
Entretanto essasapparencias fav iraveis a dictadu-
ra e a primeira derrota de Cipaquii a nAo desalenla-
vm a resistencia, a qual pelo contrario ganbav
dia em dia mais forra. Quaesqnir precaoeOes que
lomasse o general Mel nAo podia n impedir a fgi-
da successiva dos principaes homei
antigos membros da administrarAo
Ihe ponco depois mais do que o ge
polilicoi. Doi
legal nao reslava-
leral Obando, O
proprio vice-presidenle da repblica o Sr. Jos 0-
baldia leudo eslado algum lempo accullo em urna
legarAo, conseguio evadirle disdreado gruslesca"
mente, e desde entAo lomou o poder execuli-
que era exercido provisoria)lente pelo geral
Herrera. O movimeulo de 17 de abril livera
por primeiro efieilo reunir o partido conservador e
a traer > democrtica dissidenlc : obre o terreno da
defeza commum em nome da legalidade violada. Es-
se espirito de uoiao diclava as p imeiras combiua-
cnes polticas da insurreirAo. No gabinete qae fo'r-
niou-se enlraram liberaes como o Sr. Jos Mara
Plata, o Sr. Ramn Malheus, e co iservadores como
o Sr. Pastor Ospina, o ieneral llerran perteoceote
o de Nev.York,
a esta ultima opiniAo foi chama
onde se achava, para ocrupar o ni listerio da gucr-
ciliai..io entre o
lo exercilo, c pre-
ra. O mesmo pensamenlo de coi
partidos unia os principaes ebefes
pouco depois se lornaram ini- U[dil as operaroes militares. O aiigo eleilo do par-
< tiJo democrtico, o geueial Hilario Lpez, embora
L'ns no partido democrtico eram poros utopistas, i parecesse combaler urna ordem de cousas preparada
que queriam levar al o liin a applicarao de sua don- | pela sua propria administrarAo, d rigia-sejao sul pa-
EITEBIQR.
A NOVA-GRANADA. *
1854I85.
Presidente o.Sr. Manoel Mara Mallarino. (I)
Estado da repblica em 1851.A piesideucia do
general Obando, os partidos.Revolacao dictato-
rial de 17 de abril.Guerra civil de 1854.A dic-
tadura o general Meio em Bogot,O governo le-
gal e a reuuiAo do congresso em Ibague,-*-Operares
militares,Ataque de Bogot e fim da dictadura.
CondemoacAo do general Obando e do general Me-
l.O novo governo > os partidos.Os conservado-
res e 'os radicaes.Relates exteriores.S\ mpa-
tina dos demcratas neo-granadinos pela Kussia.
Finauras.O islhmo de Panam c os Americano!
do Norte.
Se ha historia cheia de perlurbares,de puerilida-
des sanguinolentas, e de confusn he a da Nova-
Granada. J desde alguns minos essa parle da ao-
liga Colombia est sugeita a urna crise de natureza
excepcional mesmo nessas regies Iranslornadas da
America meridional. Do desenvolvimenlo de lodos
os interesas nasecntes, da conquista pacieute e fe-
cunda de um solo virgem, de ludo o que conslilue o
(rabalho real e serio da civilisarAo, de nenhuma
sorle se trata. O desencadeamcnlo das ideas e das
paixOesdemocrticas creou um estado artificial e vio-
lento, em que dcsapparecem todas as coudirOes de
existencia regular. O espirito demaggico apode-
rou-sc do paiz ; inlroduzio-se as leis, nos usos po-
litices, nos hbitos do governo. Pcrverleu a popula-
cho de cerlas cidades pelos clubs c pela imprcusa. O
reinado dtsse espirito demaggico lem sido nalural-
(1) O poder lem sido mni dividido esle anno na
Nova-Granada. O general Obando era a principio
presidente. A 17 de abril o general Mello procla-
inou-se dictador, ao mesmo lempo que eslahaleeia-
se em Ibgue um governo lendo a principio por
chefe o general Herrera, depois o vice-presidenlc da
repblica, o Sr. Obaldia ; no fim da dictadura o
Sr. Obaldia fui rhefa do Estado, e expirando seus
poderes no 1." de abril de 1855, o Sr. Malla,ino foi
eleilo vice-presidente al que se elegesse o novo
presideule.
Irin, e que nem me-..... conteulavam-se com as
leis que tinbam feilo at entAo : lomavam o nome
singular de C.otijita*. Os oulros que eram liberaes
de outra tempera ou militares, c que chamavam-se
Draconienses estavam menos imbuidos de ideas pro-
gressistas, e assuslavam-se pelo contrario com (odas
as (heorias que nAo linham oulro resultado senAo
daixarcm o poder inteiramenle desarmado. U novo
presidente, o general Obando passava pelo chefe
dos Draconienses, cujo pensamenlo no fundo era a
dictadura. He evidente que vollando nesse momen-
to a vida poltica o partido conservadpr linha de lo-
mar certo papel: podia segundo as circumslancias
ser medianeiro eolre essas duas fraeces, ou vollar-
se, sendo preciso, contra aquella que se tornasse
mais amear idora.
Desde a abertura da sissao legislativa de 1854 essa
siluarAo desenhava-se com extrema clareza. A lula
entre as duas fracres do partido democrtico era
palpavel. Os ulopislas do cougresso pretendan) se-
gundo inculcavain, desenvolver a consliluicAo por
orna serie de leis orgnicas que teriam supprimido o
exerco permanente, abolido as cnntribuircs indi-
rectas, e feilo desapparecer a pena de morte das leis
criminaes. O partido presidencial resisli a essas
tendencia- que qualilicava da anarchicas. O gene-
ral Obando oppuuha-se sobreludo forlementc ;is
medidas relativas ao exercilo. Em urna palavra,
apenas comcrou ase-sao, manifcsUram-se de 'odas
as parles symplomas de agitarlo. Eslavam prsen-
les um partido que se poderia chamar constitucio-
nal, e um partido rccrulado no exercilo c nos clobs,
o qual ameacava recorrer as armas para fazer Irium-
phar um rgimen de sua escollia. Aallianra do ele-
mento militar a da sociedado democrtica de Bogot
era publica. Se o proprio governo nAo era cumplice
dessa agitacao conlra a ordem existente, ao meuos
era suspeilado de ler para com ella singular condes-
cendencia. Quando lodos fallavam de urna revolu-
rAo militar inminente, quando essa evenlualidade
era debatida as cmaras s o gabinete do general
Obando aflirmava que nAo havia motivo para se te-
mer nada. O governo pareca obrar como se qui-
zesse poopar ludo, e conservar para com a opiniAo
publica o beneficio de urna altiludc legal sendo t-
citamente o fautor das emprezasquese preparavara.
De fado convm notar que em 185:1 pouco depois
da eleico do novo presidente ofpensamento da dic-
tadura do general Obando cune; na a m ni i fe-lar-se
em sceaai violentas qua houve em Bogot. Era o
mesmo pensamenlo qae ainda fermentava.
Assim nm partido embriagado de chimerai dema-
ggicas, proseguiodo impertnrbavelmenle em sua
obra desorganisadora sob os auspicios de urna Ici
fundamentol impotente, paixes e ambires de loda
a especie agilando-se em lorno do poder legal para
Iransforma-lo em dictadura, o partido conservador
licundo na especlaliva aules de sacudir o peso de sua
alliauca, (al era a siluarAo na vespera de 17 de abril.
No dia seguinle houve urna revoluto nublar, ao
eslroudo do canho, foi proclamada a dictadura, nAo
pelo governo, he verdade, mas pelo commandanle
das torcas de Bogla, o general Jos Mara Mel, o
qual dissolveu as cmaras, aboli a conslilurao.pren-
deu aos principaes dignatarios, procurando assim
supprimir toda a resistencia. Essa revolurAo por si
mesma era em sua extravagancia, urna imagen) no-
lavel da desordem moral e poltica que invadir a
Nova Granada. O general Molo servia-se para a
execurao de seu golpe de Eslado do elemento popu-
lar maii impuro, dos afiliados da sociedade demo-
crtica, e ao mesmo lempo invocava pomposamente
cm suas proclamares a le suprema da salvaran pu-
blica, a necessidade de livrar o paiz da anarchia.
No primeiro ioslanlo o chele da revolurAo de 17 de
abril propoz ao presidente legal da vespera, ao ge-
neral Obando, assumir elle mesmo a dictadura po-
rein i ib uni rrrusou, e licnu prisionciro por fornia-
lidade, entielciido lodavia relares com o general
Mel, c aguardando os aconlecimentos.
Com elfeito os acoolecimenlos nao podan) tardar
cm lomaren! carcter decisivo, e aqui a historia da
Nova Granada lie a de alguma sorle dividida. A si-
loacao do paiz lem dous aspectos. De urna parte o
rgimen dictatorio estaMece-se vicloriosamenle cm
Bogla, e procura estender-se ao resto da repblica ;
de oulra parlo depois de um iuslaule de sorpreza agi-
laiu-se as provincias, e organisa-se a resistencia ; o
general Herrera, desiguado pela consliluirio para
ra levantar nm exercilo consliluci
general Mosquera toraava o comm
provincias do norte as costas do
neral Mosquera chegara a Nova G
no momento em que rebentou a levulucao de 17 de
abril. Sen primeiro movimenlo
a manifeslacAc a favor da dicladii
da resistencia armada ; reuni lo: o soldados, fez vi-
'cm munn.nes e armas de Curar.
Luidos, e pz-se em iclacao com
reconstituido. Ao general Mosq
outros r.hefes militares conservad ores; eram os ge-
neraes Pars, Vele/. Ortega, Joaq
ultimo principalmente sulfocou
voluciouario tentado na Cinaga, Da provincia de
Santa Martha, e islo era lauto ma
que se a revolurAo livesse triumph
(ha, (eria ganhado loda a cosa c
trasbordado alea Anlioquia, ter-
parlidarios da dictadura do sol, e
nal, emquanlo o
ni 11 em chefe das
Atlntico. O ge-
anada jusUraenU
oi comprimir loda
ra, e dar o signal
o ou dos Eslados-
o poder execulivo
bera ajunlaram-se
im Posada. Esle
tu movimenlo rc-
s importante, por-
ido em Sania Mar
o Atlntico, tena
e-hia reunido aos
i repblica inleira
se loria adiado as redes dessa v olenta dominado.
A presenra do general Mosquera i o Magdalena con
tribua muilo para fortalecer as p >pulac,es.
Todo dispuoha-se pois de amb s as parles para
levar ao cabo essa lula. No ponto le vista militar os
generaes da insurreiro se enoontiariam no fim de
agosto em Honda com os memhro do governo para
combinaren) o plano de opcrarei, Nj ponto de vis*
la poltico o cougresso dissolvido a 17 de abril em
Bogot e reunido depois em Ihiguc offerecia ao
paiz como urna ultima imagem da ordem legal, e de*
cidia que fossem processados o : eneral Obando e
seus mini-tros aecusados de conni1 enca com os re-
volucionarios, cujos planos nAo l nham sabido ou
nAo linham querido baldar. A -i nir.io de Obando
entre lodos os partidos era alias m li singular; esse
triste personasen) viva cm Bagott encerrado no pa-
lacio presidencial que elle cbamav sua prisAo. Mel
ioslava para que lomasse urna re olurAo, e se dc-
clarasse a favor da dictadura ; po 'em Obando nao
quera, pensando quo a dictadura no poderia esca-
par-lhe, se (riumphasse decisiva i aenle, o que ainda
era duvidoio, e imaginando sem duvida que no caso
contrario o pcior para elle seria ni o lomare de no-
vo presidente legal, depois de liaver parecido fazer o
papel de victima. Esse calculo que somcnle mani-
festava urna complicidade irresolu a e impotente,nao
Podia raalisar-se. Quer irumpbassc a dictadura, quer
se restabelecesse a ordem legal, i papel do general
Obando eslava terminado. _.--
Entretanto a Nova dous campos bem dislinctos. O qae quena a insur-
reirAo o que prncurava pela forra das armas era o
derribameolo da dictadura sem pensar no resultado
de sua victoria. Quanto i natureza real do rgimen
que ella combata, fora diflcil defini-la. A eidade
de Bogot, sobre a qual pesava mais directamente a
dictadura, eslava entregue a lodos o excessos, a to-
das as paixes dos sectarios do novo poder. A's vio-
lencias conlra as pessoas reuniam-e as amearas con-
lra as propriedades, as espoliaroe as;'ronlribuiees
forradas, as vezes mesmo andavan juntos esses dous
gneros de alternados, e os domii adores serviam-se
do encarecramento e do sequestro como de meio vic-
torioso para terem dinheiro. Os Immens melhor con
siderados e mais nofiensivos pela tua idade, nAo cs-
capavain as perseguirles. Nesse numero esteve um
momento o Sr. Joaquim Mosqueral irmAo do gene-
ral, o qual fora outr'ora successor *c Bolvar na pre-
sidencia da ('.aliimIna,e era enlao septuagenario. OSr.
Joaquim Mosquera foi obrigado l oceultar-se para
nAo ser preso. Os mais obscuros e mais violentos de-
magogos dominavom muilo mais (lo que o governo,
o qual uto podia impedir os ataques de mAo .trinada
mesmo conlra as legares estrang iras. ;2)
I m dia a 28 do selembro de ISVi, o ministro de
tranca leve de abrir pas-agem .\ I i. a al a sua casa
invadida por soldados. A 16 de sclcmbrn foram pre-
sos Ir subditos biilanicos sob o pjreletlo de que li-
nham fallado a neulralidade. i m delles no momen-
to em que passava dianlo da legaitS norte-america-
na,aproveilou a 1lislrac5ao.de seus guardas para pro-
2i A Franca he representada em Bogot por Mr.
(oury da Koslau, ministro plenipiiteneiarioi a llran-
Hir'auh.i o era em 185) polo Si. l' Thornlon.encar-
regado dos nenocio", cnsul geral ; os Esiadoi Cui-
dos pela Sr. J. S. Creen, encarredado dos negocios ;
o Brasil pelo Sr. Miguel Maria Li boa, ministro re-
sidente, ele.
MUTOD"
curar a/.ilo debaixo da bandeira dos EsUdos-L'nidoi.
Os democraUs da escolta exasperados lanraram-se
na casa da legarAo,houve alguns tiros, foi ferida urna
velha, c nao se sabe o que teria acontecido, se o re-
fugiado nao livesse retolvido constiluir-s* prisione-
ro. O corpo diplomtico reaoio-se immedialamenle,
e dirigio-se ao ministro das relac.es exUriores, o
Sr. Mercado para reclamar ama saliifa;3o publica.
O Sr. Mercado moslrou-se disposlo a censurar Um
violencias ; mas apenas os ministro! eslrangeiros 11-
biram dessa audiencia, acharam-se diant* de nma
mull lao amotinada que gritava : Morram os eslrau-
uciros! morram os ministros Algumas pistolas eram ,
ja aponladas conlra elles. Foi com o maior trabalho
que o Sr. Mercado conseguio impedir novo crime.
Alem dislo o governo declarou-se impotente para
punir o principal autor de lao barbaras sceoas. Tal
era o rgimen a que eslava sogeila a eidade di Bo-
got.
Durante esse lempo { e he lalvez o que esplicava
o augmento de violencia doi homens de 17 da abril)
a insarreicao linha prosperado. Os soldados di Mel
batidos em muitos encontros eram forrado! 1 retirir-
e para a eidade. Em urna soacco no detfiladeiro do
Cardonal o coronel uiltierez perdea suas armas,
suas muniroes, e licou prisioneiro com perlo de 900
homens. O general Girn perecer em outro comba-
te precedente. O proprio dictador acampado em I-a-
ra taliva nAo julgou-se mais em segaranca, e appro-
\imou-se da capilal. O circulo aperlavi-se por todas
as partes em torno delle em consequencia da eiecu-
ro do plano combinado entre os generaes da ininr-
reirao na sua entrevista di Honda. O general Lpez
chegou pouco depois do sol com 9,000 horneas a*
suas ordens; do lado do norte o general Mosquera en-
contrara mais obslaculos,e gastara mais lempo porem;
chegou lambem, de sorle que no fim de uovembro
nos primeiro dias de dezembro os coaatitucionaei
eram em Ionio de Bogla mais de 10,MO horneas.
Desde enlao o desenlace eslava prximo. Para evi-
hir qualquer desaveuca oa qualquer rivalidade, eo-
lre o general Mosquera e o general Lpez, o com-
mando em chefe das forjas reunidas foi entregue ao
geueral llerran, ministro da guerra, o qual lomou
immedialamenle suas dispusieses. Por meio de ope-
raroes concntricas todos deviam adiantar-se mellio-
dicamenle de casa em casa no Uboleiro de ndrez
que apresenlam as ras cortadas em ngulo recto da
eidade, e cercar o inimigo de todas as partes. O ge-'
neral Mosquera obrara ao norte, o general Lpez
ao sol, o general Mendoza ao leste, os coronis Ar-
boleda e Ardila ao oeste. Na noite de 3 de dezembro
ludo eslava preparado e no dia 4 comeron o ataque.
Os soldados do dicUdor que linham-se enlnnehci-
rado vigorosamente as casas, as igrejai, e atraz da
forlificares improvisadas, combateram a principio
com certa coragem ; mas liveram de ceder depois, e
as (res horas da tarde o general Mel nAo podendo
rugir vio-se obrigado a capitular. Nessa lula perece-
ram dous chefes m.litares da insarreicao : os geni-
raes Herrera e Mendoza. Assimlarminava essa Iris-
te. dictadura que durara sele meza*, e que se ama-
rara atravez dos excessos d lodo o genero ; o gene-
fal Meio e seus priucipaes adherenles ucajam. pri-
Joueiro as raaos dos vencedores ; a insurreirAo
turn,iva-e o governo legal ; resUbetecia-se a ordem
constitucional em Bogla. Nos primeiros lempos la-
do foi effusAo. O vice-presidenle da repblica, o Sr.
Obaldia, publicou um magnifico programma de go-
verno ; os vencedores esqueciam-se em felicilares o
glorifcaces mutuas. Esse triampho da legalidade
sobre urna dictadura brutal, era sem duvida de boro,
exemplo. Infelizmente, nAo bastava vencer pelas ar-
mas a revolucAo de 17 de abril. Surgiam novas difli-
culdades da divergencia doi elementos qae linham
entrado na insm reirao.
Como vimos, a resistencia legal acabava de irium-
phar pela allianra do partido conservador e de urna
fracrAo do partido democrtico ; mas se a anarchia
em que cahira a Nova 1,ranada, provinha das dou-
iriuai propagadas durante muitos annos por essa
mesma fracrAo da democracia, se a dictadora de Me-
l nao era mais do que o fruclo amargo dessa anar-
chia, he evidenle que os verdadeiros vencedores nes-
sa lula, us nicos horneas coostquenles comiigo mes-
mos, eram os conservadores, ea quaes linham loma*
do as armas conlra o dictador, assim como haviam
combatido precedentemente a administradlo do ge-
ueral Lpez Lgicamente os conservadores deviam
pois ler grande parte na victoria. De facto assim
aconteceu, ao menos oa appareucia.
Um dos homens dessa opiniAo mais nolaveis pelo
(alent o Sr. Julio Arboleda, foi nomeado presiden-
te do senado, e o general Mosquera foi posto a freu-
te do congresso.
Pooco depois estando para terminar os poderes do
vice-presidenle da repblica, Iralou-se de eicolher-
llie um successor, e essa eleirJo linha tanto maior
impurtancia, porque o presidente Obando suspenso e
subiuellido a julg.miento, havia de ser mu prova\ci-
mente condemnado e destituido : foi ainda uro con-
servador, o Sr. Manoel Maria Mallarino, que reuni
maioria consideravel, e que lomou eiTeclivammle a
direceo do eslado no I,* de abril de 1855, em lugar
do Sr. Obaldia.
No gabinete que formn o novo vice-presidenle da
repblica, nAo afaslou-se da poltica da concliac.ao
que derribara a dictadura : nomeou dous conserva-
dores, os Srs. Lino de Pombo e Vicente Cardonas,
para os ministerios das rea res exUriores, edo inte-
rior, e ao mesmo lempo dous liberaes, os Srs. Jos
Maria Plata e Raphael Naoez, para a fazenda e a
guerra.
Todava a despeito dessas attenjes, a fracc.Ao de-
mocrtica que cooperara para a insarreicao, s vio o
Iriumpho para o partido conservador, e nao tardn a
liaver urna especie de rompimcnlo entre os alliados
da vespera,
O espirito de cppnsicao do partido democrtico
raanifeslou-se logo a principio, principalmenle na
mais grave qucslAo que pode apresenUr-se depois
da queda da dictadura : o julgamento'do general
Obando idos seas ministros, como lambem o julga-
mento de Mel e dos oulros chefe* do movimenlo
revolucionario de 17 de abril da 1854. Definiti-
vamente o general Obaudo soflreu daas condemna-
res.
0 senado em primeiro lagar pronunciou sua des-
lituirAo das funcres de presidente pela ma geren-
cia dos negocios pblicos. Levado depois peranle o
supremo Iribuualdejuslica como rebelde e traidor,
Obando foi condemnado a seis annos de exilio, e a
perda de seu grao. Foi declarado incapaz de eier-
cer nenhum emprego publico, e como garanta de
indemnisarAo para os damnos causados por elle ao
tbesouro nacional, determinou-se qae sej sequestra-
da a oitava parte de seus bens, se elle os lem, o qae
he duvidoso.
1 Is ministros aecusados com Obando, os Srs. Fran-
cisco Valeria Barriga e Antonio del Keal, foram
absolvidos. Quanto ao general Mel, alera de ser
risca lo dos mappas do exercilo, foi condemnado a 8
annos de deportar "n.
Ora, durante esses dou processos c esses dous j 111 -
gmenlos, qual foi a liaba de conduela da Iracrao
democralica, que tomara parte no movimeulo conlra
a dictadura 1 Procurou fazer prevalecer o pensa-
meulodc uina aranvslia completa, e*forr.ou-se P"r
impedir o julgameulo do general Obando I Em ama
palavra, quera que lira-em sem castigo os autores
ou cmplices da tentativa de 17 de abril, a' ""
deputado pedio qae o presidenta do congresso e urna
coiumisso legislativa fossem cncarragados de resii-


DlSIO A. K|lillkl OUMTA FURA 7 PfllO K 116
luir liberdade a lodos os partidarios ila dictadura
dciidus nas prnOea.
Com efleilo, enlrc as duas porres ilo pnrlido de-
mocrtico bavia lacoi manifaatoi, intima solidar ieda-
de de prte*jdaflfe*.bando fura o candidato dos clubs
como se sabe, e Mel exercora as funcrcs de direc-
tor da cavallaria durante o governo da general Lo-
pe, e era anda um dos principacs cliol'cs do partido
rtrnielho.
O roinislro dos negocios cslranseiros do dictador,
0 Sr. Mercado, ocrup.ira altos poslos 'luanle as ad-
ministradles doinorralicas. O mismo se dava ron)
lodos os homens mais compromdli.los, os Srs.
Obregnn, Barriga, del Ueal. Um momento) de-
sunidas depois da clevarao do general Ub.uido ao
poder, e sobre ludo, em eonsequencia ila tentativa
dictatoria, as duas Iraccde* 'lo partido democrtico
nao lardaran! em reconriliar-se depois ) 19 ltimos
acontecinieulos, pelo odio dos couservadores qne
vollavan a vtda publica. Holgla* c Draconieuses
ligaram-se de novo, e parecein reuuir-sc agora de-
baiio de oulrn uomc mais geral, o de partido radi-
cal, para recomecarem a campanba que ja poz o
1 ji/. em combuslao.'
[>ao ^menle o partido radical reclama urna am-
nvslia geral para ludo o que pa;sou-se durante a dic-
tadora, como larubcm esforra-se para reconstituir
as sociedades democrticas; pedo o licencianieulo do
eiercito, tiran lo a torca militar [lerinanenle reduci-
da a quindenios homens, niiuiii pail cxleuso, onde
todas aspaixes populares estilo excitadas.
QM lem feito de su a parte o partido conservador'.'
lufeiizraoulc, e-so partido, ao qual os acuulecimen-
tos davam graudc lunar, triumpbou mais ua appa-
rencia do quena reahdade. Em prescura do esforz
enrgico tqua fazem os radicaes para se rcconslitui-
rt-ni 09 conservadores eslo singularmente divididos,
e conservam sua posicio mais pela forra das cousas
do que pelo vigor decisivo de sua acejio. Por acres-
cimo de complicado dir-se-hia que ha cutre os ho-
mens destocarnos completas, signaos evidentes de
quanto he ainda desordenada c facticia cssa si-
tuarlo.
L'm dos felizes vencedores da dictadura, um dos
homens, cuja ntervencAo podia exercer mais inlla-
eucia.e cujo nome Iraz a memoria a ultima presi-
dencia conservadora, o general Mosquera,lem pare-
cido chegar-se a certa porcao do partido democrtico,
fracrao mais activa, mais joven, e ( Corroso he d-
te-lo ) mais exaltada. He abdicado de opiniao ".' be
tctica para reassumir ao poder pelo favor do maior
numero, quando se abrir o escrutinio da prxima
eleicSo preaidencial ? He um segredo do general
Mosquera. O corlo he que a victoria dos partidos
ligados contra a dictadura creoo urna situarlo ebeia
de perigos e de novas incoherencia-.
O Irabalbos do congresso lem o cunho dessa de-
sorden), deiando ver o choque de todas as opitiies
de todas as influencias. A le de 15 de junbo.' de
1853 dirigida contra a igreja sob o pretexto de ase-
gurar a liberdade religiosa, foi modificada por urna
le derogatoria de 14 de maio de 1855, a qual man-
iendo a liberdade completa dos cultos, garante tam-
bera melhor a liberdade da igreja contra interven-
(80 da autoridade administrativa, lie sen; duvida
urna reforma devida as ideas conservadoras. De
outra parte, como se nao bastassem Codas asconsti-
tuirflet voladas at agora, os e-piii(os appticaram-se
a elaborar outra lei fundamental, a qual dcsta vez
lem por fim o restabeleciincuto do urna confedera-
ciio colombiense abracando os tres estados primitiva-
mente designados pelo nome commum de Columbia,
Isto he, que a Nova-Granada, nao podando orghni-
sar-fe por si so, quer nsociar sua anarchia a dos oo-
iros paites limitropbes.
Esaa anarchia nao influe lmente na vida interior
da repblica neo-granadina ; he tamben) a fonte das
nicas difllculdades citeriores. Assim os projeclos
de confederara colombiense, posto que nao sejura
ainda mais do que projectos, dispertaran) sobre ma-
neira a susceptibilidade de Venezuela, e produziram
ama especie de rompimento, ou ao menos declara-
rfies mui bostis do general Moiiaga*. A ultima
guerra civil deixon lambein so lesado habitual de
dilliculdades com as potencias europeas por oceasiio
de eslraneciros offendidos em seus inlcresses, e a cu-
lo favor foram pedidas algumas indcmoisares. In-
felizmente he esde nm eleinenln impnrlant; das rc-
larvs da Europreom muitos estados da America do
Sul.
t) governo neo-granadino moslrou-se examinar com alleurao as leclamares que lite Toram
dirigidas ; porem sabe-se donde veio a mais viva
opposir.lo '.' b'oi principalmente do partido democr-
tico. A quesian das indemnisaees den ensejo as
manifestaoes mais hostia contra a Europa. Os ra-
dicaes ueo-grauadiaos sein duvida para alardcarcm
deliberan, decidern-sepublicamente pelalussia na
lela que divide agora o Occidente.
I na gazela revolucionaria de Bogla Mim o
coofessava ingenuamente ha alguns mezes;siisieiilava
a Russia contra a Inglaleira e a Franca, at quaes
derraman) torrentes de sanguc, inculcando que dc-
fendem a causa da civiiisacao... Quando se souber,
conlinuava ella, que a Kassia he o principal escolbo
contra que deu a I-ranea,eui sen don qtxoiiimo di-
plomtico, e que he a puleucia que em suas relacocs
exteriores tem-se mostrado mais liberal (3) se com-
prrhender, porque na lula aclual os republicanos
do mundo, e especialmente os dos Estados-Unidos,
faxcra votos pelo scu triumpho antes do que pelo dea
adiados. Do triumpho da cupida oligarchia da In-
glaterra e da franca iitm os povos nem a causa da
civiiis.-ic.ao lem nada que esperar... u
He esse um fado notavel como svmptoma das ten-
dencias dos partidos democrticos que agilam-se na
America do Sul, e que em muitos pontos participan)
dos instinclos dos despolas vulgares, misluradosua
historiado novo mundo.Scu senlimento commum he
o odio da" Europa, a qual todava he s quem pode
ajudar es-es povos a entrar cmlim na via da civiii-
sacao.
A siluarao fiuanceira de Nova-Granada era ja das
mais tristes no auno prximo passado, e a guerra
civil nao mclborou-a. Nao podendo determinar o
estado real da fazenda publica, o governo em urna
mensagem de 21 de abril de 1865 declara que a 17
abril de 1854 bata um dficit cousideravcl lano por
causa dos ciedilos interiores nao satisfeitos, como
pela accumularao doc juros da divida estrangeir*,
que na* se pagam desdo I Sil).
Depois de 17 de abril muilas rendas foram ab-
sorvidas pela dictadura, oulras nao produziram na-
da, e as dctpezas cresceram em proporrao enorme.
A guerra de 1851 deixou um legado oneroso de em-
prcstiinos forrados ou voluularios, de fornccimenlos
tic iiidcruiiisii.nos de lodo o genero, de sidos ou
cralificires militares. Para viver, onovo governo
vio-sc obrigado a provocar o voto do urna lei cha-
mada de arbitrio!, que eleva o direilo sobre as im-
portarles a 25 por ccnlo, e cstabelece um imposto
sobre a exportarlo do tabaco. I'orem isso nao he
mais do que um expediente.
O ministro da fazenda propozem seu relilorio de
1855 urna serie de leis destinadas a rcorganisar toda
a administrarn fiuanceira. Infelizmente nao hasta
promulgar leis de urgot.isarao, releva que as finan-
ras lenham solido fundamento, islo he, que os inte-
resses lenham lii re curso, e quo possara desenvolver-
se os elementos da riqueza publica.
Ha emfim um ponto na Nova-Granada que lem
imporlane a particular : be o islhmo de Panam. Se
ainda nao prevalecen completamente, em Ilognla, o
svjlema federal,aonionos|foi adoptado por urna lei de
iJtide fevereiro de 1855 a respeito do islhmo.'Panam
foi declarado estado livre c iiidependcnle, menos no
que respeila s ril.-rcs exteriores, doexercito per-
manente, e marinha de gueira, ao crdito nacio-
nal, i nalumlisaoao dos eslrangeiros, i receila c
despera genes, aos pesos e medidas. Ja o estado
de Panam nomeou urna assemhlea que lem de fa-
zer urna constituirn, e foi elcilo um presidente
provisorio qoc he o r. Justo Aroiemena.
Ora, no estado aclual das cousas, convem saber se
***a mcia independencia nlo O conducir a una in-
dependencia cmplela, em eonsequencia da anarchia
que reina peridicamente no reslo da Nova Grana-
da, e tambera por um resultado provavel da inler-
venrilo ercscenle dos Estados-Unidos. ElTerlivaiiioii-
le us Anicricauos do Norte dnniinam limito mais do
que os Granadinos no islhmo.
Todo n que existe nene lf rritorio he obr
Construirn! urna cidade, especie de Vene/
dianla-scsobre o Ocano, e a qual deram o nome de
A.pinvvall. Nao recouliecem realmente oulras au- l fero Nono que com a mi na espada nado c nao
loridadet senao aquellas que criam; agora reclaman)
imperiosamente urna parle na direrr.iu dos negocios
do estado, e sua influencio augmentar! ainda pelo
Mlahelceimeiilo definitivo da estrada de ferro. Co-
merada em 1850 essa estrada destinada a grande fu-
turo como ponto de transito do cammercio do man-
do entre os dous ocanos, foi inaugurada no mea de
fevereiro .ld ls,-,, Com as tendencias evidentes dos
Americanos do Norte, he clara que no descatisrao
cm quanto nao dominarem esse iernt.no qoer pe-
la aunetac^tu mais ou menos voluntaria, quer pela
Coni|oi-la.
Hesuiui les es-es divcrsoselemenlos laopadcco du-
vida, que a lodos os respeitos he singularmente cii-
Uca a -itnac.lo da Nova Granada. Politicamente a
dictadura de I" de fhril do IS."> siiccunibio sem du-
vida; us o que trinmphou no he a orden) : be um
lado de ronsas anorcbico, chelo de perigos c de
incertezas ; be un rgimen, DO qual reviven) lodas
as tendencias de que u i-ceu a guerra civil. A paz es-
la, pois, longe de ser firme, c nao exislindo ella fi-
cam cm pioblema a indepeiidcncii, a SCgoranea ea
civiiisacao densa parte do novo mundo.
( Annuatre de* Deux Mondes. )
IITESIQR.
CORBESPONDENCIA IM) ni Al; lo Di;
1'ERNAMIIIKX).
PAKAIIII1A.
Mamanguape S8 de abril.
Charo senhor.Agora que a procella ral pastando,
que o borisonte se aprsenla mais claro e lisongeiro.
que a alinosphera se mostra menos ca regada, que
nos adiamos mai desassombrados, finalmente qoe a
Providencia Divina auierciandn e do nossossollri-
iiientos, se baja lalvez por satisfeila do noteo beui
merecido castigo ; agora diqo que essequadro i.....lu-
idlo e exemplar ha passado sobre nos, e que nnlhares
de orphaosaln eslo para alte-lar essa terrivel cala-
midade, que centenares de familias se acham redu-
zidas a mizcria, e que bem poucos d'enlre as vivos,
dallarlo de apresentar o crep luctuoso, esse signal,
que nos deixa a triste lembranra da morte, quem sa-
be se l.lo dura lirao nos approveitara ; se IAo lerriveis
provacoes anda serlo diminnl.is ; e ela calamitosa
poca licara no olvido d'aquelles a quem a Misericor-
dia do Omiiipolenle se estendeu ".' I quem sabe?! !
potentados da trra, quo sois peranto o cholera '.'ri-
cos soberbos, que he o vosso orgnlho em Ireute do
atitieo ".' iiioiistros,iv arruto-.que s3o vnssostbesonros
em face do sangelico? zro, eis em duas syllabas de-
cifrada a soberba, o orgulho, a usura, a opulencia ;
ludo, ludo emfim, he nada peranle o terrivel chole-
ra-merbus, ou verdadeiro castillo, com que approu-
ve o Omnipotente aeoular-nos para nossa emenda,
para nossa exemplo, para nosso espelho do futuro.
tjuadro triste e melanclico be por sem duvida o
que acaba de pairar sobre nossas cabeivs ; quao tris
tes recordaees dcixar elle gravadas "sobre esse res-
to de vvenles que a presenciaran) e eslremeceram
e qnal d'enlre mis ainda poder coolar victoria '!
porm, para que repisar essas dolorosassceuat que
anda estamos presenciando ; nao esla acola aquelle
Ierren quadrado, que anda ha pouco era urn capo-
eiral c ja agora he jaziso dos morios, essa mo-
rada lgubre, respeitavcl e silenciosa, aoude todos
leremos de ir derramar immensas lagrimas, sobre as
lousas de nossos pas, lilhos, irm.ios, pareules, e ami-
gos, nao ser esse lugar suflirieute para memoria e
exemplo nosso e para espelho dos nossos vindouro
julgu que sim ; enllo basta........
t*a minha ultima a Vine., communiquci-lbe snr-
cintamenle as phases com que o cholera se apresen-
loo in -la cidade. e maisalguns fados prlncipaes dos
que aqu se deram nessa desiolndora quadra.deixan-
do de paruculansar oulros muitos, por falla de lem-
po, conforme lambcm Iho disse, o que agora passo a
fazer.
A chesada do inimigo a esla cidade foi 1,1o rpida
e terrivel que eapaubou-nos em lio criticas circuns-
tancias, respeito a meios para nossa defeza, que a
n3o ser a coragein e reoignacjlo que moslraram seus
habitanles, por rcrlo que este" delicioso e sxmpalhico
Mamanguape, Miara boje reduzido a um verdadeiro
deserlo ; mas os forles estelo* da relignlo, essas ra-
late* columnas da igreja, que pregaram o Evan-
gelho at os cuufinsda Ierra, e que por uoasa dilosa
orle nos couberam por padroeiios, cm suniina esses
escolliidos do Senhor, os Gloriosos apostlos, Pedro e
Paulo, parece que implorando ao Allissimo, a cle-
mencia para seus fregueze, e espargindo por sobre
clles um reflexo de sua coragein evanglica, produ-
zem esse efleito maravilhosoqne presenciamos, esse
verdadeiro prodigio, que devia ser eslampado em
laminas de ouro, para servir de farol a lodos os nos-
sos Irmlot, quo nao lendo ainda passado por seme-
ntantes torturas, trteanm mais larde de amargura-
las. De certo, quando pens no doloroso painel,
que aprcsentarain Camela, S. Amaro, S. AnUto, Pi-
lar e oulros lujares que vimos por mais de una ver
rftislrados em seu Diaria ; quando alenlo bem,
para em quadrn terrivel em sollrinieutos, espantoso
cm morte, compungenle ale mesmo na lembranra,
c contra-balance esse horroroso especlarulo, corr a
rr-raem, resignacjlo, c caridade que cm idnticas
circumstanri.is, acabam de palenlear os babitanlcs
dcsla cidade, licocomo estupefacto e ale duvidoso do
que occuli mei vlderunl.
Em conjecluras de apparirao dcs'e inimigo com-
mum. ataca-nos elle de improviso o dcscarregando-
nossu.is Iremcndiis calanadas, ceifa logo algumas vi-
das, e deixa-nos turbados : correm Iguus a casa
do eirorgilo Antonio de Souza Nuiles Pinto, alim de
elle romo pessoa habilitada, acudir e receilar reme-
dios aos queso achavam atacados, porcni he intil
essa diligencia, porque esse senhor he o primeiro
ficar fora do combate, dando com esse procedimenlo
nina Irisie idea do sua pessoa : eis, meu amigo, o
principio desse luluoso drama representado pelos
habitantes desta cidade que turbados um pouce,
mas nao medrosos apresenla:n-se pron.plos a en-
trar na lice com o feroz iuimigo : ao major Mannrl
i mu; !\ r- de Albuquerque e Silva, e pbarmaceulico
Francisco Joaquim Pereira llanoso, perlencem sem
duvida os principaes papis e cm seguida aos senho-
res capilla Jos l.ouren;o da Silva Piulo, Jos Anto-
nio Gomes da Silva, Pompilio Carnetro Mouleiro,
Maximino Carneiro Moolciro, Manoel de Souza
Carneiro, Amonio Joaquim da Cosa Guimaraes e
Thomaz Guerra ; os quaes agregados todos e de com-
mum accordo.tomam sobreseas hombros a arriscada
empreza de combaler o cholera, se fosse a particu-
larifar os feilos desses campees, lautos sao elles ;
por isso que, dir-lbe-bci apenas.quc na terrivel crisc
c no desamparo cm que se achou esla cidade, al
mesmo das proprias autoridades policiaes, a clles se
deve o poupamento de cenas hrrida', e que leriam
de manchar para sempre o nome dos Mamanguapeu-
ses : a assldiiidade delles no Iralmcnlo dos doenles,
na cunduc'cao e enterro dos cadaveros, na cotagem
que corn suaspalavrasenculiamao puvo, eslo cima
de todo o elogio e por certo que j mais poderla ser
esqueeidos, os serviros que esses senborcs prestaran)
a huniauidade.
Se por esle lado leslcmunliaraos esses hroes fa-
zeuilo progressos e servicos impagaveis, resignados
I perder a propria vida cm soceorro do prximo, ve-
mos prr oulro a caridade com a bolsa aberla, distri-
buir pela indigencia ludo quanto pode diipor e ale
mais Oh maravilha celeste prodigio do Senhor!
que anda no meio do nosso justo castigo ministras
ao leu povo o lenitivo de seus males, o balsamo de
seus foffrimeiilos !
ua.
a que a-
(3) A gazda iieo-sraiia,ina diz i-lo a respeito das
rcenles manifcstaciies da Hussia, a favor do direilo
los nculros e do teu trata lo com Estados-Unidos.
He sem duvida intil lembrar que drsde milito lem-
po a Franca collocou o direilo dos neutros sob sua
guarda.
Quem de entre mis vos merecer lauta erara'.' !
muguen) por certo ; sao os nossos intercessores Pe-
dro e Paul i! Sim, meu amigo, a candado, essa
mai de (odas as virtudes, (desenvolve-so do urna for-
ma impossivel de acreditare.nlo iia urna su pessoa a
quem a fortuna leulia favorecido anda em mnimo
grao que na reparla com seus irinlos-ludn quanlo
pude ; nao ha urna nica familia que negu qualquer
pedido que se Ihc faca cm valimeiilodo seu prximo,
todas a porlia prodigalisam sorcorrosansqueprecisain
e mnioram dtsta soile os males cen que nos ochava-
mos lutando. Se encaramos pelo lado da igreja s
servicos cpiriloaes prestados pelo nosso digno viga-
rio Fredcrico de Almeida e Albuquerque Mello, e
Kvd. Antonio llaplista Espinla, falta-nos expres-
sOes com qne (eramos os encomios que merecem es-
tes dous ministros do aliar : elles reconhecem per
feilameole a crise (errivel, porcm n3o se affaslain
de seus sagrados deveres um so momento ; levan o
soceorro espiritual aoude quer que o precisan), ani-
man) com as palavras do Senhor, a aquelles que
moribundos se achavam Irn-pondo os umbraes da
elernidade, e apezar de abatidos completamente ,|PB.
se continuo lidar, nem assim dcixan de siislentar-se
fortes c disposlos a desempenhar sua santa missflo ;
foram dous poderosos auxilios que na terrivel lula
li vemos ; honra Ibes seja fcila por lAo uore quao
religioso proceder.
Foi ja no meto da lula que Milenta vamos como
monslro a/alico, e quando ja se achavam as circuni-
ferencias das igrejas alulliadas ele cadveres que urna
commis-Ao sanitaria, man ou o terreno para o cemi-
lerio e se rerou esse lugar que al o presente ainda
n.lo sodreu a menor.'alleraclo alni do rccebimenlo
dos cadveres !!... que so fez um hospital ;oli que
cbudiadeira para rerlos senliorcs !!...; que apenas
servio para dar mais promplo passaporle a aquelles
que por infelicidade la rabiram que so cnulra-
lou por cunta do governo o rirurgiao Nones Piulo,
rujo senhor anexar de icr bstanla sangue legundo
mostra sua rubicunda cor, rom lodo deu moslras de
nao pnder-.-e cmparclhar anda mesmo com unjan a -
rellinlio do maUraca : S. S., na verdade nlo nasceu
para taca veame*, dolado lalvez da manddflo de um
cnnleiro, de um genio dcil, de um rorarao bemfa-
zejo, nao pode encarar os sollrimenlos doscu prxi-
mo a quem tanta ama !... c por is-o retira-sc da
ra aonde mora |/a a ra da llalriz, islo be, nlo
por medo, mas porque julga serem la os ares mais
frescos e puros... as victimas que letm augmentado
de da a da depois que foram confiadas aos cuidados
de S. >. os cholencos, ainda mais o conalern*
conlrala-se de novo com o Sr. docusenho liapitao-
ma, para onde se retira o nem seqner diz a este
povo confiado a seus cuilailos a libera n Dominen
aqu le licam as chaves. Nao sei para que este Sr.
quando no exercicio de sobdelccado,|romo quarlosu-
plenlc, cinse aquella tremebunda catana por sobre
sua casaca branca, o rodeado de alel) tos qoe S. S.
bem saheesrolher, e do seu iuromparvel tay rom-
panbeiro de viagem, amico, afilbailo, carcereiro,
olcial de jmiica, cabara .CTS percorre lodas as
ras desla cidade lodo ancho e impvido, qaai oairo
facundo, ameajava a Ierra, o mr a o mundo ; Sr.
Nuiles Pinto, para que essas l'anlairices, para ao de-
pois.. o quoii natura dat, nenio negare potos.
ioi no apogeo do cholera qoe milagrosamente nos
chega acadmica Ildefonso Ascaniu de Azevedo,
que qual general esperimenlado e pondo-lho logo
lories diqm s, contegae suspender a terrivel crren-
le ao monslro. Ja na minha anterior lile li/. ver os
niportanifs servicos que essa senhor lem prestado
aos habitantes ilota cidade, c seus suburbios, os
quaes anda at boje nao lem cessado, porque alcm
de haverein hasl.lules doenles em coiivalescenra, ap-
parecern! varios casos desde o dia Illa 22 que in-
da levaiaiu a sepultura algumas pessoas. Nloposso
nesla occa-i.lo deixar lamben) de mencionar os ser-
vicos prestados pelo Sr. Francisco Jeaqoim Pereira
Barrlo, rom a chegada do Sr. Asrano, de quem na
verdade fui urna forte escora, nlo s por soa reco-
iiberiila bablHdadecomo pbannaceulico, como lam-
bein pela presteza com quo despachara a> receitas
que para soa botica euviava aquelle senhor,a qual-
quer hora do da ou noilc. O Sr. li-i m/.i loruou-se
credor e dicno da estima dos nfamanguapensee,
Ionio pelos immensos serA(0S que presin durante
o tlagello, como lamben] pela candadeqoo ubrou pa-
ra com muitos doentes, iniitstrando-lbcs remedios
gratuitos, e Iralaulo-os com todo o destello, ele,
etc. Se as gralilicaedes que o goveruo lem dislri-
hui.l.i aos que prestaran! serviros importantes por
oceasiio da qnadra cholenca rhcsassem a lodos, que
de direilo (em jus a ellas, por certo que o Sr. Dar-
rozo mo deixana de ser contemplado nesse numero
e o Sr. Ascanio que o diga.
Ainda nlo se sabe o numero total das victimas fci-
(as pelo monslro do Ganges. :nas avalia-se excede-
cem de quiulieiitas pessoas, entre esla cidade e seus
suburbios c em parle de duas mil em lodo o muni-
cipio.
Como ate aqu su me lenbo oceupado da quadra
cholenca. OSO posso furlar-me a uoliciar-llie tam-
ben) a ultima dcscobena das dietas para os cholen-
cos no segundo periodo, feita por cerlo rola que
aqui existe, cuj figura forma um desses pheuume-
nos com que a ualureza aprsenla as vetes, na se-
melhaura das rreaturas com os animaos ; rerW '/ra-
da este ilo quem Iho fallo com um oraugolangu
esla extica caricatura que por desgrac* dos ma-
mauguapenses se aoha feito boticario, acaba de pro
crever a seguinle dicta a um pai de familia, o qual
com pouca demora reguo para a* eteruidade, leudo
ja feito segoir itias auleso sogro e a sogra do mesmo
va vendoao almoC/D caf preto, con) mai-axeira
cozinhatU, ao jamar carne fresca, fejao verde c um
i-ii a escaldado, de tarde algumas bananas compri-
das, a noile papas ou farinha do reino, com gema*
de ovos ; ora ajuize Vine, como he que se cousenle
esle hediondo bugio, com botica e matando a torio
e direilo sem correr risco de cadeia ou Torca : cons-
ta tamhem que a mai du infeliz a quem elle impoz
a lal dieta j elle enviara ha lempos para o eterno
descanso, com um clister do sumo de urna tigela
de limos, que Ihe mandara apilicar no mesmo dia
em que llova lo .nlo um vomitorio. Oh la, Sr*.
presidente e vereadores da cmara, isto nao sao f-
bulas, sao verdades publicas e notorias, fazei o vosso
dever ou a minha fouce ficar aliada.
Malditos sustos: lia das eslava eu saboreando es-
sa deleilavel modorra da madrugada, que lauto se
d com o meu estomago, quando urna porcao de
urros acompaubados das palavras, pega, mata, au-
ra, esfola, me vein iulerrompcr esse aprazivel des-
canco ; visto-me a toda a pressa.sem reparar no que
falla, lauto era o vexame em que liquei com a tal
uritaria que anda conlintiava, quando depois de
ja estar com o meu brrele embiocado pelas orelbas
abaixo e prestes a sabir fora, he que descobri eslar
as avecas.por quanlo a bcrlura de minha camisa es-
tava-me nas costas; puxei pelos cabellos, praguejei
de raiva, safci a camisa, vesti-a de novo, sahi fura
enlau be que soube que era urna correrlo mandada
fazer pelo Sr. subdelegado, as rajas suma e canina,
dizenilo os taes silafrarios que liuliam ordem de
malar lodos esses biclios; nao sei cm que postura mu-
nicipal se funda o Sr. subdelegado para mandar ma-
lar taes animaes ; dizcm que houvcram bastantes
sustos provenientes dessa barbaresca correio,ao, a
qual era capitaneada porum lal inspector oh mi-
seria de Mamanguape, a que chegasle...j Manoel
Camila!!!!! !... logo volio.
Duas palavras ao velhoaldeiao de Itananciras.
Collega ; em primeiro lugar quero logo dizer-llie
que sendo acrrimo inimigo de polmicas, nao as
quero encelar e so sim dar-lhe uuiramenle re ao trecho qne em sua erudita missiva de VI de feve-
reiro e inserida no Diario de 2 do mesmo, me di-
rige, relativa aos predicados por mil reconhecidos e
proclamados na pessoa do coinmcudador Frederico
de Almeida c Alhuquerque. Assevcro-vo franca c
lealmente que ainda ao lim de ler tres vezes ( se-
gundo S. 'I homo esse vossu trecho, ainda assim dn-
vidava do que via ; pois u collega em sua alta c pro-
fundo sabedoria, nao allentou um pouco para o im-
portante, cargo que ora oceupa o Sr. Frederico, c
que se Ihe foiconliada urna provincia,be porque o go-
verno gera o achou com os requizilos uecOSSirlOS
para lo eminente lugar / pas n collega nao nb*
Berras) que o Sr. Frederico lem merecido por seu
mrito e illu*traao a acollarlo de ddlorcnlcs go-
verui.s para os principaes sargos desla provincia J !
pois o collega nlo lem presenciado ser ti Sr. Frede-
rico depulado geral eueelivamente por esta provin-
cia ? ora colleja em horas minguadas sem duvi la,
corresles vos a vossa peuua para escreveres lao cele-
bre Irecbo : eulao sera urna fUjuria irrogada a pro-
vincia o proclamar os predicados que ornan) ocom-
mcnd.idor Frederico e apreseuta-lo como candidato
a senatoria, quando o governo o julga sullicienle-
menlc habilitado para prosidcnlc de urna provincia"!
ctitao expor-se-lia o nome do Sr. Frederico ao ridi-
culo cm coulrinpla-lo no numero das primeiras ca-
pacidades Parabibanas quando lie elle o nosso pri-
meiro ice-presidcnle e depulado geral'.' onlli ser
um escarnen feito provincia o iuscrever Ud trplice
lista por mim apresentada o nome do coiiiiiiendador
Frederico,quando torios osl'araliibanos acabam dedar-
Ibc o tcstemiinho mais solemne de sua dedicacao
elevando-n com seus suflragios ao mais volado para
leador'.' que diris a ludo islo, collega '! quero-vos
aiuda responder comas proprias palavras do vosso
trocho.
l'cnsaslcs bem no que dissesles a respeito do Sr.
Frederico '.' nao vistes que vos expunhas ao ridiculo
querendo arredar esse senhor do lugar do Parahi-
bano distindo, por sua inlelligeucia c oulras habili-
laces necesarias que u tornan) digno a ser incluido
na lista seualorial'.'!
Oh qoe islo foi urna injuria imperdoaveI, que qui-
zesles irrogar a provincia do vosso nascimenlo, se
com cffeijo como suppouho sois li.hu de Ierra Para-
liibaiia !!
Nao lanraslcs charo campe.lo um escarneo a nossa
provincia em quereres que nao fosse iuscriplo nas
paginas ila historia o nomo do Sr. Frederico, esse
disliiiclu Parafibano a quem a provincia lauto lleve'
He dcste modo que coojuravas u povo para que
relirasse a plena cenuaaca quo l.lo briosamente de
posila no cuiumendador Frederico'!
F'osle baldado em vosso proposilo,gorou vosso pla-
no c lcasles um lauto dezairoso, porque quizeste
arrogar a vos urna preponderancia que n;io leudes,
urna sapiencia cima de lodos os Parahibanos, e al
mesmo aos ministros actuaese de oulros tranzados.
Sc !raus,l gloria mundi, dcsculpe e nao lome em
grosso.
Foi nomcado delegado desle Icrmo o alferes Ui-
lain-i mi que seachava aqui commandando o desla-
camcut ; muito folgames cum lal uoinearo em
vista do honroso procedimenlo que aqui lem lido o
mesmo senhor, c inuilo desojamos que nunca des-
mereca u bom concelo que lazemos de S-. S., anles
pelo conlrario que se (oene digno do nosso fraco
apoio ; pois mora nos ncoiupaoha graude salisla-
rao quando temos tic dirigir louvoics a qualquer
pessoa. mormeute a autoridade assim como pezar
quando temus de censurar.
Consta-nos que leudo algucm informado o Exm.
presidente da provincia o baver drsapparecido total-
mente a epidemia desta cidade, mandara elle sus
pender u Sr. Ascanio da commissao de que se acha-
ra encarregado, porm reclamando se daqui ao mes-
mo Exm. Sr. a conservaba dcllc por absoluta m-
cessidade que hava e aiuda ha ; foi alten.li I i cssa
rcclamacao : ho mais um aolotlo juslica bem sisui-
firalivo que o Exm. Sr. Costa Piulo obra com os
Mamaii2uapenes.
F^m coucluslo desta quero particjpar-lbc que os
seus sssignanles daqui, acham-se em branco respei-
lo aos nmeros do Diario, desde (i de marco para
c, e lendo algn* delles dirijidn-sc ao scu agente,
para explicar o motivo de soinelbanle falla, lem se
ello vi-in enhilado com lal negocio, que julgu j ler
esgotailo lodos as evasivas de que sua cachola podia
dispor, sem poder acertar com o molivo, se acaso
elle nao fosse calvo licara careca desla vez. Inga-
alguma cousa a lal repeito e providencie o caso.
San le eludo de melhor Ihe apdeco o seu cons-
laule leilor o agricultor vigilante.
breza desvalida nas orcasies do perigo. Todos estes
togos enrotilravim forles cinpccilios no srepticis-
mo e incredulidad? da mollina dos Srs. subscripto-
res, ou antet na maioria los habitante* deste muni-
cipio : Indo servi, de enibar, Qo, e a certeza i|uasi
absoluta que linliain do nao arcominellimeiilo do
agello a-iatico formlra o verdadeiro ponto de ques-
illo cuja solucjht rra para logo o inuiietarisino... o
mouetarismo !
Espreite-no* o mando inlciro, ja levantei um tara-
do em favor da orphandade e vluvez, esperemos no
humanitario proceder dos lioineiis desta Ierra. Dos
os illuininc.
O
uvernu provincial mandou applicar o dinbiro da
lal subscripcao a obra do cemiteno, c ueste seulido
consla-me que olliciara a commissao dehvgicue pu-
blica, a qual se leudo conservado silenciosa ale boje,
nada responder a lal respeito
Nao tive anida occasi.lo de fazer hem patente aos
nllios do mundo, os relevantes servicos prestados a
esta Ierra de bravos... pelo mui digno Dr. Joo llo-
dnsues Chavos : porem prorurare lempo e desean-
o. haslainlo-mc por ora dizer que para os serviros
de-ice vi mo magisli ado.nao ha elogios que bem digam
o seu nome, A sua inlelligaucia muilu devemos. Te-
nho a vista a copia de una carta do prestiniosn e sem-
pre rhoradu E-tanislo Uarbosa de alello a um teu
amigo, que dias autes de sua morte dirigir nos se-
guiules termos :
Amigo c i'oinpadre : suppuz nao ainanbtcer bo-
je, por ler passado a uoile de bonlem em terrivel sof-
friuienlo, ebeguei a variar, que Cum quanlo tnellio-
rasse boje, lico cerlo de nao escapar desta. Maiores
sao os poderes de Dos, eslou esigiiado a ludo que
me poder succeder. Acbo-me em grande aban-
dono, lenlio esgolado a medicina do mallo, de que
lenho usadu depois da sabida do profesor Gregorio,
que lauto me auxiliou eiu quanlo pode.
A minea familia eslase arrasando, e porque lenho
recolbido em minha casa grande numero de pessoas
exlraulias, que me implorain soceorro e proleccao,
benlem ja arrauquei ue dentro de casa um cadver
cabido aos golpes horriveis da cruel epidemia. O
quaJro de minha enfermarla be luctuoso e triste, e
quem sabe do futuro do minha sorte '.' Ja nao le-
nho quem d sepultura aos morios, e quem me dera
que por seu intermedio uio podesse ucsla nica par-
te soccorrer a publica autoridade !
Nlo posso acceitar o seu convite que alias me seria
inulto proveiloso, porque, meu cunipadrc, uo sei
abandonar nas ultimas extremidades aquelles que
cobertos de miseria procoraram minha proleccao, e
mesmo aquelles de minha familia que lauto ueces-
-ita indos meus auspicios pessoaes. Sei que a minha
derrata he infallivcl, sei mesmo que sacrifico a mi-
nha vida ; mas esluu resignado, ctimpra-se o meo
l.'-tino. Anime aos cobardes, e couiiuue na glo-
riosa senda de remir a quem tem fome, nlo siga o
meu que me ha de ser fatal, mas mitigue as dores
do prximo que necessilarem do scu poderoso auxi-
lio. Do seu compadre e amigo dedicado.Esla-
ni-lao Haibosa de Mello, n
Pezem bem os lolores o conteudo desla caria e
digam cm suas conscienrias se pode baver na massa
dechrislianismoum liomem mais bumaiiilario, um
cidadlo de mais dedicajes.
.11 ii reo esle humeiu esquecido dos teus amigos, a-
bandonados pelos seus proprios prenles 1 .' Mor-
reu, como se nao Uvera sido um dos mais ricos pro-
prielarios do logar, c os seus restos moraos foram
sacudido ao inoiiluio por dous nicos cscravos, e
nem so quer Ihe foram sub'ininislrados os oflicios
da nossa -anta religiao !
OSr. lenente-coronel Leonardo, lendo sido um
dos seus mais dedicados amigos, nao o poude ver
nessa dolorosa oeeas'Io, porem mandou convda-
lo pira vir tralarem->e sua casa, mandou visita-lo
por seu lilho o Dr. Claudiano, e esle com o presti-
moso Sr. Jos Francisco de Mello, foram os nicos
particulares com quem se elle achou.
Miseria humana quanlo s precaria '.' e quaolo il-
ludesa incauta humanidade.
O l'ellio Aldeao,
PERMAMBUCO.
Itananciras 11) de abril.
Tenho a salisfacao do commuuicar a Vmc. que
a epidemia reinante se arba quasi extincla nos lu-
garesaonde primevamente arouiou a popularan.
Dentro da villa c seus reconeaves, nlo se lem da-
do caso 1.^11111 ha dias desta parle. Oulro tanto po-
rem nao .un o.le em uulros pontos do municipio ori-
lle a desimaccao do povo est sendo horrivel.
Se en. foro medico, uestas nrcasioes bava ilc an-
dar em una roda viva, em um giro continuado ; o
noveno por exemplo : memandava para o pontoA__
luso que en recouhecesse minorarao da epidemia
ueste ponto, sem perda ile tempo arrumava a Irona o
la me saccuiliria para oulro poni mais erieoso ; u
julgo que as^tiii andara cm regra, sao modos de en-
tender .
Odinlieiro dasuhscriprfio de que em urna das mi-
nhastransactesepbtala* Ihc fallel,fpj appllcadn em ali-
iiicnlar.io a pobreza desvalida, e admira que aiuda
boje bajam inbscriplores cpie nao aatliflzoramsaa* as-
signaturas. Verconha sempre vergonba !
Tendo sido procuradores, e recebedores desias
qoanlias, os Sr*. padre Antera Onrique de Vnseon-
cellos. c Claediano Bezerra Ca'nlcante, enlregoo es-
le. ao Sr. Dr. t'.brispim anloniode Miranda llenriqucs
a quantia de tresento* con/e mil rs. entrando o im-
porte de duas rezos que o mesmo Dr. comprara, pa-
ra distribuir peles pobre*.
Donde se v que as assinaluras foram ridiculas,
o philanlropismo demasiado vago... e o espirito de
caridade hem pouco apreciado : no entonto vivemos
no meio de um povo ratholiou, e ebeio de cvalbei-
ritmo... quem n iliria'.'! Trczenlos e nnze mil
reis e isto porque os Srs. Claudiauo e Padre
Antero, dous metes anles do apparecimcnlo da epi-
demia, rogavam e supplicavam, paraquei'c allen-
desse a rroxima uecessidade de se soccorrer a po-
AS SEMBLE A LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessa'o ordinaria de '1 de mato de 1856.
'residencia do Sr. primeiro secretario.
(Conclusao.)
O Sr. yasciincnto l'ortella : Sr. presidente, de-
sojando, quanto cuubcr ero mullas debis ferias,
concorrer para o engrandecimeiilo e prosperidade
da provincia de I'ernambuco, de que me honro de
ser tilho. ccojos inleresses me cabe promover como
ora de seus representantes, au possi deixar de le-
vantar a minha fraca voz em bem da satisfago de
urna de suas maiores uecessidade*.
Ji nao lie_ licito duvi.lar da victoria que as ideas
de urna civiiisacao adiaulada lem conquistado no
animo dos agricultores de I'ernambuco, pelo que
respeila substituijao do (rabalho escravo pelo li-
vro : se porem he grande a salisraqao quo teuho
em assim poder expressar-me, nao be menor e nem
menos profunda a dor que linio em reconbecer as
quasi it)vencivcjidilliculdadeque se leu) opposto a
realisnr.lo de lail deas.
Ja no auno de SIS, ainda no reinado de I). lolo
VI, se procarava inlroduair a eeleoisacjio no Brasil,
ecoui elleilo se organisou a coluuia do Nova Fri-
burgo no Itio de Janeiro e desde enfilo lera sido ge-
ralmeute reconhecida essa uecessidade o satisfeila
n'uma grande parle des provincias do imperio com
mais nu menos resultado, segundo os lempos o se-
gundo os meios de que cada urna tem podido dis-
por : asnii he que a provincia do Amazonas conla
nina colonia, a provincia do Maranhao conla duas,
a do Para urna, a do Rio de Janeiro oilo, a de S.
Paulo qualorze, a do Espirito Santo duas, a de San-
ta Calhariua nove, a do Paran Ires, e a do Kio
Graude do Sul 5 : nao posso pois deixar de senlir e
lastimar que a nossa provincia nao lenha lido se
quer um t ensate, una sdestas colonias que lano
lem concurrido para o engrazdecimeulodas provin-
cias fin que ellas tem sido fundadas,
O Sr. Souza Carcallio : Esla-se tralaodo disto.
OSr. .NascmcHi'o Portclla: Eu sei que ha
muilo se traa disso, mais nada tenho visto realisa-
do cm l'ern .nihuco a esle respeito, e por islo mes-
mo enlendo que a assembla provincial deve lomar
a iniciativa nesse negocio. Todos nos conhecemos,
Sr. presidente, os embararos, as dilliculdades com
que lula o agricultor pernamboeano ; ve-ie qne,
apezar de seus e-lorcu- e bous desrjos.lem qoasi im-
possihilidade de poder trabalhar por falla de bracos.
Os bracos cscravos lem diminuido ponto lal, que
nao lomar-se alguma medida para i-los suhstiluindo
por bracos livres. sem duvida alguma a Bgricoltora
peruambucaiia lera de solTrcr e tolTrer de um modo
lalvez que se Ihe nao possa mais dar remedio. Essa
mesina critica posi'co em quo se acharara algumas
ootras provincias lem sido convenientemente apre-
ciada, e lem-se lomado medidas bem de sua agri-
cultura, mas entretanto era I'ernambuco nlo ha, co-
mo ha pouco disse,umj nica medida lomada a esse
respeilo.
H-i-onlier-i que o governo imperial, solicito como
so lem mostrado pelo engrandecimento do paiz,
lem leilo quanto est em seu alcance, lem procura-
dosubstiluir o trabalho escravo pelo livre, e segun-
do vejo no ri-latn m do Sr. ministro do mperio,
apresenlado no anuo passado a1 assembla geral, o
governo querendo aileinler a essa uecessidade do
paiz ex pedio as -ua- or leu, para que se conlralassem
seis mil colonos chins para o imperio : entretanto,
Sr. presidente, cousla-mc que alguns chins ja tem
cbeuado au Uio de Janeiro, nao sei cm que numero,
eque lem sido contratados, mas sii depois de tanto
lempo be que vejo publicado no Diario de tabbado
um edilal convidando os agricultores do I'ernam-
buco ;i coulralar com o governo sobre o engajaroen-
to de laes colonos. Eu, porcm, Sr. presidente, ainda
i ccoiiheoo que esse meio nao pode ser de completa
vaiitagem para esla provincia; pela divergencia que
uolo eulre o Sr. ministro do imperio c o director ge-
ral da rcparlicao das Ierras publicas : vejo que esse
fiinccionario a quem incumbe promover a colonisa-
cao de accordo sempre com o pensar do ministro,
delle discord ueste ponto ediz, tratando dos colo-
nos Chins, que foram mandados bascaresles 1ra-
balhailorcs me parecein vigorosos e aptos para os
trabalhos aercolas, mas algumas das condiees de
sen contrato sao laes, que os Clnnez.es dillicilmenle
poderlo ser aceites por nossos proprielariose de-
pois aiuda dizna emigracao sera sempre omenor-
me encargo para os cofres pblicos e para os peli-
culares, c nesl.s coudioes nao pode apresentar re-
sultados satisfalorios.
Se pois vejo que da parle daquelles a quem cabe
promover a colonisaclo lia descordancia quanlo a
esse meio de realisa-la, islo he, com os Chins, por
oulro lado vejo que cm relajan a Pernambucn, os
agricultores nao podein cora proveilo laurr linio
desse meio, que pelo ministerio do imperio lem sido
julgado mais apio, por isso que te por mim o declaro)
nao lem cunbecimenlo das vanlagens e bous mul-
tados que por ventura possam trazer laes colonos a
sua maior agricultura, a da canna.
O Sr. A. de Uliveira: A experiencia esla feita
nas enlomas fraucezas e inglesas.
O Sr, V. l'ortella : -- Eu nao dovido que a ex-
periencia esteja feita nas colonias fraucezas e male-
zas, mas nao podem os aaricollores periiambucanos
tei roubecimeiilo das vanlagens que os Chins leva-
ran) ,i essas colonias senao por.,meio de pnblicarOos,
que a esse respeito se deveriam ler feito. mormcn'.e
num jornal agrcola, cuja falla he muilo sensivel
entre nos.
" Sr, Souza Carvalho : E oque a/cni os a-
srcullores '...
O Sr. S. l'ortella : Permilla-me o nolirc de-
pulado dizer-lbe, que n.io he poanvel que ludo de-
penda dos agricultores, eque quasi todos os metilo-
ramentos i|uc se achara introdozidoi na pruviucia
devem-se aos sarrilicios dos agricultores.
O Sr. Sonsa (arralho : A elles cumpre.
O Sr. \. l'ortella : -- Cumpre tambera ao gover-
no, que lira os bracos a agricultura, coadjuva-la, a-
nima-ls, para qoe ella adquir ora* bracos, e he
por islo que cu como dcpuldo julgo bzor um er-
vijo a minha provincia, elevando a nimba frica
voz para que seja satisfeila tima das maiores ueces-
sidades de sua Agricultura.
Reconhecendo essas necessidades cm que se arha
.1 nossa agricullura, reconbeco tamhem o dever que
lemus ileencmrer pira que esse estado seja memo-
rado, senao de repente ao menos sem grande demora:
compenetrado dessa obrigaelo he que me animo a
presentar a' considerarlo da casi a indicarao que
passu a ler.
Indico que esla assembla laca urna repreenla-
C3u a assembla geral legislativa, mostrando a con-
veniencia de continuar para esta proviucia a ronces-
sao feita pelo artigo 10' da lei de 28 de outobro de
18(8 de seis leguas em quadro de Ierras devnlulas, a
respeito da qnal deelarou o aviso do imperio de :il)
O- o ,\eoii.i de 1855 nlo i i li-i.Mi legislar as assem-
binas provinciaes.
i^uo obiida essa concessao, seja tic preferencia cs-
collmlo i terreno ao sul da provincia o mai* prximo
possivel ao lugar porque lera de passar c estrada do
Ierro.
yue, apenas receba aulorisai lo, mande o presi-
dente da provincia proceder a de'iuarrae m das refe-
ridas seis leguas, segundo as bases eslablecidas pela
lei de 18 de noverabro de 1850 e respectivo reaula-
inento de :it) de jaiiL'iro.de 1851; e promovendo
| nrgauisacao de una uu mais companliias para a fun-
dacjlo de urna ou mais colonias naciouaes ou eslrau-
geiras, aprsenle a' esla assembla as respectivas
proposta* para que ella delibere a respeito rumo jul-
gsr mai* conveniente e ventajoso aos intaresses desta
provincia.-Manoel do N. Machado Porlella.
O artigo l da lei de 28 de nultibio de 188 da as
provincias leguas em quadro de Ierras devolulas.
para que uellassc promova a colonisacao; eulrelan-
lo o aviso do imperio de :lo de noverabro do auno
passado declaran, que a's suembleas proviucioe' n.lo
cabia coubeccr das Ierras devolulas que por aquella
lei foram coucednl.is a cada provincia. O s 3 do ar-
tigo II do acto addicional da a's assemblas provin-
ciaes a altribuicao de legislar sobre colonisacao le.)
I Ueconhecondo, pois, Sr. presidente, que he de gran-
de vantagein para esla provincia a concessao que
Ihe dava o arl. Ib' da lei de 1818, entendi que devia
radicar que se sollicilasse a continuarlo de seiue-
Ibanle concessao.
_ Kccooliecendo aiuda que os cofres provinciaes es-
lao obrigados a' garantir a companhia da estrada de
ferro o juro de 2 por ceulo, alm dos 5 por ceulo
garaulidos pelo governo geral, me parecen ser de
vaolagem para os uicsraos cofres provinciaes, esla-
belecer quanto anles um uucleo de pnpulacao cm
um lugar prximo a' essaeslrala, porquaulo, segun-
do peuso e sei, parlo do lerreno pur oode ella lera
de passar, u,lo pude presentemente tr-ter para a
companhia lautos quaulus lucros sao desejaveis, for-
necendo productos bastantes, cujoreudimenlo possa
isenlar a provincia da garanlia dos 2 por cento, e por
isto digo na indicarlo, que obiida a concessao seja de
preferencia escolludo o terreno ao sul da provincia
o mais prximo possivel a estrada de ierro.
Enlendo tambera, Sr. presdeme, que a atscmbla
provincial pelo .juc resptila ao estabelcrimento da
colonisacao nesta provincia, nao pode deixar de pro-
ceder de accordo com as ideas do governo geral e
assembla geral legislativa, e por islo reconhecendo
s grandes vauta^ens que liara colonisacao a lei de
18 de seteinbro de 1830 e o regolamento de 20 de
Janeiro de 1851, digo em seguida que, apenas con-
cedida a aulorisarao, mande o presidenle proceder
demarcarlo das referidas (i leguas, segundo as ba-
ses da citada lei e regulameulo. Por este modo,
pois. lomando esla assembla urna deliberarlo
acerca da promorao da colonis.cao, vai de accordo
com o pensar e com as disposicoes dos poderes
geraes.
Aprsenlo lamben) a idea, Sr. presidenle, de que
essa colonisarao seja fcila ou promuvida por meio d*
companhia*, por isso que baveudo us Eslados-
h nidos urna lei sobre as Ierras, quasi idntica que
foi promulgada no Brasil, prjinovcu de um modo
espauloso a introdcelo de colonos no territorio dos
ni--ii-.il. Estados.
Nos Estados-Unidos dous silo os syslcmat que mais
approvarain pelo que respeila ao dcsenvolvimento
das colonias: o das companhias e o das assuciacoes
dos mesmos colonos entre si. Mas, me parece que
nao tendo inda bavido alguma tentativa oo ensaio
nesla provincia, sena muilo mais conveniente que
ella se realisasse pelo mais fcil daquelles dous
meios, islo he, por meio de companhias. e be por
isto qoe digo na indicarao que, apenas concedida a
aulorisarao, o presidente d provincia trate de pro-
mover a orgauisacao de companhias que tratera de
fundar una ou mais colonias naciouaes ou eslran-
geiras, licando na obrigagao de apresentar esla
assembla noaono Kgainte (se ale eulao se livor
oblido a coulinuaclo da coucessao ) as propostas das
companhias, para que se resolva como se julgar
mais conveniente e vanlajoso aos inleresses da pro-
vincia.
Me parece, Sr. presidente, que nenbum lempo
mais opporluno do que o actual ha para que esla
assembla procure iulroduzir a colonisacao em Per-
nambuco. Segundo urna obra publicada pelo Sr.
Carlos Itevbaud no anno passado, nada menos de
doze mil Allomaos foram aos Estados-Unidos eila-
beleccr-se, c voltaram porque escondieres com que
a colonisacao hoja U se realisa sao muilo onerosas,
vejo t.imiiem, do mesmo esenptor, que a nossa lei
do 18)0 sobre as Ierras publicas e o respeclivo re-
gulaiuenlo de 1834 sao lio vantajosus para a colo-
nisacao, que, apezar da viagem do qualquer dos
pontos da Europa para es Estados-Huidos ser mui-
to mais barala do que para qualquer dos pontos do
Drasil, ha todava urna economa de 1153 rs. para
o colono que compra urna porcao de terreno no Bra-
sil sobre o que compra igual porcao nos Estados-
Unidos.
Se, portanto, vejo por urna parle at dilliculdades
que o colono enroulra nos Estados-Unidos, o por
outra parte veja demonstradas por um eseriptor es-
trau.-oiro as vanlagens que pode Irazer ao imperio
a aclual legillacao sobre as Ierras, reconbeco lam-
ben) que be multo e muilo opporluna a o'ccasiao
para que se possam organizar companhias rom toda
a vantagein para iulrodozir cm nossa provincia es-
se melborameulo, que ella lano reclama.
E, ."r. prc'idenle, nao deve ser a assembla pro-
vincial de l'ern.un!,neo menos solicita do que tem
sido outrat em promover colonisacao. A assembla
provincial do Rio Grande do Sol querendo promo-
ver {animar a colonisarao em scu territorio, garan-
ti cada colono, que uovameute fosse importado,
a quantia de quarcula a cincuenta mil reis. A as-
sembla provincial do Par aolonsou ao respectivo
presidente a arbitrar urna quantia lodo e qualquer
colono que chegasse ao territorio da provincia.
Se, pois, vejo que essas provincias procurara.
quauto cabe em suas torcas, promover colouisacao,
c se alm disto observo que a quadra terrivel 'por
que acabamos de passar rotibou nossa agricultura
miliares de esclavos, nloposso deixar de recouhe-
cer que ;i esta assembla corre a obrigacao de adop-
tar urna medida ledente habilitar os agricultores
da provincia supprirem-se de bracos, leudo alcm
dislo a vantagein de poderem examinar na colonia a
maneira porque os colonos sao tratados, qual o seu
procedimenlo e seus hbitos, e qual a especie de
agricultura que elles com mais proveilo se dedi-
can), alim de enllo poJerem com experiencia pro-
pria conlralar colonos, o manda-Ios vir de qualquer
parle.
Tenho, pois, dilo quanlo era bastante, c lalvez
um pouco mais do que era necessario para justificar
a indicarlo que oOereco considerarlo da casa.
OSr. /'residente :Na forma do*regiment vai
a indicarao do nobre depulado ser remetlida a com-
missao competente.
res se Dio deviam oceupar
lcllas; parecc-me, porm,
ORDEM DO DIA.
Continuaran da di-cussio adiada sobre o parecer
dado pela commissao de |o leles, uo icquenmento
de Tlioine Vieira de Alcntara.
xaH liavendn mais quera lome a palavra he o pa-
recer submellido a velacjlo e rejeitado, bem como
as emendas a elle ulerenlos.
Entra em segunda discussao e he approvado sem
debate o prujeclo n. I desle auno.
Enlra em segunda discussao o projeclo n. 2. tam-
hem desle anno, que appruva diversos compro-
mistos.
Vai a mesa e apoia-se a seguinle emenda :
Ficain apprnvados os ompromissos, menos na
parle que eslabelecem diitincfao, de cures.La-
cerrfa.
Posto a volos o projeclo he approvado com a
emenda.
Coiilinuaelo da segunda discussao das posturas
municipaes do Nacarelh.
Arl. 8. As portas c janellas internas das Igre-
jas, e as janellas externas se conservaran aberlas al
meio dia, exceplo nos dias cm que segundo os ritos
e eslv los religiosos deven) os templos conservar-se
fechados : aquellas pessoas que a seu cargo tiverem
as igrejas. inlriiigindo esle arligo serlo multadas
em sum reis.
Vo a mesa e sao apoiadas as sesuintes emendas :
Supprima-se o artigo.l.ui'r hilippe.
A iiispo*ir"io do artigo oilavo jai se cnteude nas
cidades e povoacOe*___A. t.'acalcanti.
O Sr. Catiro Lefio :Sr. presidente, qoauJo se
discut i ii art. 8 eu dei alguns apartes ao Sr. Abi-
lie asna nleneio de lomar parte na discussao ; elle
porem inferi que eu lia v ia dilo que o nosso cdigo
criminal nao era o raelhur cuinpria-iiie dar-lhe urna
resposla e estando cu boje com a palavra eme-me
a obrigacao de dizer alguma cousa e devo declarar
ao nobre depulado que eu nao disse que o nosso c-
digo nao era bom, mas sim que elle nao podia com-
prehender todm us casos ou par outra que sendo o
cdigo feito pur homeos.felle Uo poda ibcgar a
esse groo de pioclibilidade. e por isso quiz dizer,
que o artigo das posturas nao devia ser snpprimido
porque era urna medida a bem da salubridade pu-
blica e qua era direilo ioconleslavel das cmaras le-
gislar sobre a salubridade publica do seu muni-
cipio, ti nobre depulado, porm. Continuando disse
que o artigo era dcsnecessario, que por isso se de-
via siipprimir u a lazao que deu, foi que isso era
economa particular, que compela aos parodies
das freirueziss.
He justamente i-lo que co cnnlpsto ainda heje.
mo parece que essa economa nao be particular, por
qne se a* municipalidades tem direilo de velar na
economa de laes casas, ou por ottlra, se o pouco as-
seio das igrejas, se o nao se abrirem as SUS porta*
pode prejudicar a aande publica, secue-se neces-a-
i .Hlenle que as cmara* pinten) legislar sobre esla
materia, o assim he inconlotUvel a vantagein da
medida, e como de nada val a disposijilo da lei sera
a saiicc.li penal, enlendo que o artiga deve pas-
sar.
.Ili um aparte.)
A cunara lem o direilo de legislar sobre a laude,
egoranca e commodidada de seus mnuicipe*.
Disse mais o nobre depulado, que isso seria o
mesmo que; a ruinara querer mgerii-sc na ec.....imia
dos particulares,! que breve a cunara faria una pos-
tura, dizendo, que ninguna se expozesse ao sol e ao
ser,io. Mas o nobre depulado parece que desla
vez ulo argomenl' u romo devera, por que a stutle
do qoe se Inila aqoi nlo he a do Pedro ou Paulo,
porque essa lera qualquer mino dever conservo-la,
mas sim a saudc publica do municipio; assim he
que cu enlendo .i postura, e ido vejo nutra laZSO
por onde *e eslabelecease a obrigacao de conserva-
tem-se as igrejas aberlas al meio dia.
O nobre depulado ainda foi mais adianto, e disse
que essas cuntas erain lu pequeas que os legislado-
que o nobre deputado nao pode considerar colisas pe-
queas aquellas,que ditera'respeito a cons rvaelo da
saudo publica. Pois nao ser prejudicial que al-
gucm entrando na igreja sullr.i ura lilao ebeiroe lla-
lli posas soffrer em sua -.tule '.' O pequeo iiicnin-
mo lo que se pode ilar aojsacrisllu sera lal, que us
leve a fazer cun que se iitl curapra esse dever '.' Me
parece, pois, quo ainda m-u pi.rte, o nobre depula-
do mo leve raza i, relo que elle s leve por fin a-
prescnlar esla emen la pebijgoslo de moslrar talento
e habilidade, o que realmoi le Ihe recnr.heco.
O Sr. Abilio :Obligado! pelo e:ogio.
O Sr. Castro Leao :l)b contrario seria neces-
sario que rce cunveneesse de qne a cmara nao ti-
ulia o direilo de legislar sobre saudc publica do seu
municipio.
Disse filialmente o nobre Icputailo, que assim co-
mo a inunicipalidade nao pode legi'lar uu lazer ar-
tigas de posturas para que o\ pavimentos das igrejas
sejam a-so,Miados e nas -arr-has haja ;-..-ua fresca,
tambera mo podia legislar sobre abertura das igre-
jas al mei j dia.
Esle aigumcnlo nao pude ter applicar,ao al-
;uraa.
O Sr. Aliilio :Isso nao fin argumento.
O Sr. Castro /.ciio : Assim tenho dado at ra-
zes para que ped a palavra c enlrei na discus-
sao.
Encerrada a discussao, he a artigo 8.
e regeitadas as emendas.
o Art. U. Deputs de meio dia os templos si se abri-
r.io ; primeiru, se forera nutrlze* ou capellas cura-
das para a Imini-liacao dos sacramentos : segundo,
para as missas de madrugada e as do Natal de meia
nuiteem dianle : lerceiro,durante osados da tma-
la santa ; quarlo.paraas solemnidades religiotas.ler-
Cos c novenas, ou se cslivereni em concerlus. A-
quellas pessoas que a seu cargo as livcrem infrin-
giudo estas di-posieuas, serlo mulla las em 59U00 rs.
o o duplo na reincidencia.
He approvado sera debate.
Arl. 10 As horas em que as igrejas esliverem
aberlas os SacristSe* coran guarilas deltas, ou pesso-
as de sua confianca, e-tarlo de vigilia para evitar al-
gum desacato, ou irreverencia au santuario, o que
havendo, iinraediatainente parliciparao a autorida-
de policial mais prxima pard punir o delinquente
corno for de direilo, fazendo lugo prende-la como
ern flagrante : at pessoas eiicarreg.ulas da guarda
das igrejas infringindo est.s ditposicoet serao mul-
tadas era 5000 e na talla era 2 dias de pnsao.
Vai mesa e apuia.se a seguiiilc emenda.
Supprimam-se as palavras-4- fazendologo pren-
de-lo como em flagrante.Lcenla.
O Sr. S Pereira viulo r*stiluio o seu dis-
curso}.
O Sr. Liccrda diz para justificar a sua emenda
que foi combatida pelo honrado memhro que acaba
de asscnlar-se, que be tle upinnlo que as municipali-
dades nao podem dar aos sacrisules attnbuices que
compelem as autoridades policiats.
Qne, a prisao em flagrante pode ser feila por qual
quer do povo lorna-se excusado 3 disposirao do arti-
go, aulorisaudo os sacrisfiles a prender cm flagrante.
Enleude que de mais a mais uiarligo das posturas
ja previne l.uilo quanlo be possivel, determinando
que o saerisiao partcipe iminedialamente a autori-
dade policial, quando se der alguna desacato no tem-
plo, alim deque cssa-auloridade possa punir o de-
linqucnle.
He de opiniao lambem que a adepcao do arligo,
importa um recunbeciinculo da assembla, do direi-
lo que siippoe ter a muuicipalidade de legislar sobre
esta materia.
O Sr. S Pereira :Sempre compeli s cmaras.
O Sr. Ijxcerda diz que o honrado raembro que be
medico poder entender mais de direilo do que elle,
mas que suppe nlo Ihe poder moslrar disposicaone-
nhuma que aulorise as cmaras a mandar aos sacris-
t.ies prender em flagraute.
Julga que se o artigo da postura heexemplificali-
vo be um verdadeiro absurdo, porque nem as cma-
ra nem autoridade alguma podem dizer quando
se der lal caso prenda como era flagrante porque
isso depende de varias circurastancias.
Diz que a cmara pode ui factura de suas postu-
ras impnr penas de prisao e de molla, mas determi-
nar quaes as autoridades compeleotes e qual o pro-
cesso a seguir-se na applicarao desiai penas, he o que
nao pode conceder, c foi nesse sentido que apresen-
tou a emeuda, porque esta cooveneido de que i c-
mara nao compele determinar aos sacristaesque cor-
rijam as autoridades oraissas, por isso entende que a
emenda devo ser approvada.
Encerrada a discussao be o arligo approvado com
a emendt.
Entrara em discussao c san apnrovadot sem debate
os arlieos 11, 12, 1:1, 11, 15, IG, 17, 18, la, 20 21,
22 o 23.
o Art. 11. F'iea prohibido o euterramento de ca-
dveres no corredor da matriz do lado contiguo a ca
pella do SS. sacramento, devendo ser arrazadas as
catacumbas, ou qualquer deposito de cadveres que
illi existan) apeuss se liier o Sacrari.i na eapellaque
se est edificando. Os infractores sofrerao a multa
de .lOjOlK) reis.
" Arl. 12. Neulium medico, cirurgia.', pbarma-
ecutico, ou parteira poden tercer sua arle sem que
aprsenle cmara municipal sua caria de forma-
tora, ou exame conforme at leis existentes, para ser
registrada no archivo da mesina cmara, sob pena de
mulla de IOsOOO reis.
Art. 13. Ixingucm pmlera abrir botica, ou casa
de drogas, e nem manipular sem lieenea da cmara
municipal, e sem que lenha carta de pbanuacia. c
resida uo eslabelecimento para se rcsponsabilisar pe-
las prep irae.,,'. medicinaes; os infractores pigarln
a mulla de llOjOJO res e ua reincidencia alm ,1o
duplo da multa sofrerao (i dias de prisao.
Arl. li. Aquelle pharmaculico, que adminis-
trar mais que urna bolica. ou casa de drogas incorre
nas penas do artigo antecedente,
ii Arl. 15. S poderlo vender remedios a peso, c
medidas os pharmaceulicos eslabelecidos : os in-
fractores serio multados cm 2i-?000 reis, e na rein-
cidencia, alm do duplo. 3 dias de prisao.
Arl. 16. Os droguistas venderlo r?medios em
partidas aos pharmaceulicis eslabelecidos, ou a seus
agenles, ou aos facultativos que residan) fora da ci-
dade em lugar onde nao exislam pharmaceitlicos
eslabelecidos : os infractores serao multados em
3l)al)00 reis.
Arl. 17. Ncnhuiii pharmaeculico poder vender
remedios sem roceita de facultativo competentemente
autorisado para exercer a arle de curar, exceplo se
os remedios forera de ualureza simples, ou enmposi-
{besja feilas segundu u coslume, e arle, c como os
ungento* pratieoa : os infractores sei.lo multados
em 30;000 reis, sendo melade para o denunciante, c
-oilrerlu alera da mulla 3 diat ile prisflo.
Art. 18. Os pharmaceulicos e droguistas leraoem
ugar seguro e debiixu de chaves, que comsigo Ira-
'rao as substancias venenosas, o nem as pdenlo ven-
der a pessoa alguma particular sob pena de 309000
rs. de multa, c8 dias de prisao. e na reincidencia,
alem da multa uo duplo soflrero mais 15 das de
prisao.
Arl. 19. O* pharmaceulicos sii poderao vender
as substancias venenosas com receila dos facultati-
vos, ou as pessoas de reconhecida probidade, salis-
lazendo o seguinle : primeiro, reg.iranio a receila
em um livro rubricado pelo presidente da cmara
municipal : segundo, declarando o nume da pessoa
ou facullivu, do doeule para quem be o remedio,sua
qualidade, prolissao o morada, a a dala da icceila ;
lerceiro, o nome da preparacao, qualidade e uso
que delta pretenden) fazer, ludoscm eulrelinlias ou
raspadellas. Os infractores serlo multados em 30o
reis por qualquer omissao na observancia das dispo-
siCes do presente artigo.
o Arl. 20. Os pharmaceulicos, oo droguistas qoe
v enderem medicamentos corruptos, ou com principio
da corruprno, o que sera verificado por exame com-
petente, serio multados em 30o rs., e na inosma pe-
na incorrerao os que venderem medicamentos i,1o
velos que nao produzam o resultado que com elle
se tentar obler.
Arl. 21. Os pliannaceolicot que subsliluirem
um remedio por oulro, augmentaren) ou diminuir em
a dose debaixo de qualquer pretexto, sem consenti-
menlo do facullalivu que liver pastado a receila,
aleni das penas cm que livcrem incurrido pelo mal
phisico que dahi resultar, serao multados em :l); rs. o soflrero 2 dia* de prisao, e esla ser dobrada
no caso de que o enfermo tinta maior gravidadr.-
ii Arl. 22. Oualqner pbarmaceulico sera obrigado
a apromplar qualquer remedio que Ihe for pedido o
qualquer hora cora receila do facultativo : usinfrac-
soras serio multados era -JOoOtlrs.
Art. 23. A receila dos remedios que forcm pa-
ra as casas dos enfermos, serlo escripias e guardadas
nas vasilhas, declarando o pbarmaceulico se be pa-
r uso interno ou externo, o o nome do facultativo
que passou, cujas vasilhas serao tapadas por meio de
capsula de chumbo, ou lacradas ; os infractores serao
multados em 10o rs.
o Arl. 21. So nas casas de pharmacia e drogas se
poder vender qualquer remedio ou drogas: aquellas
pessoas que infringirein a disposicSo desle artigo se-
rao multadas em 90 rs. e na reincidencia, alem do
duplo da multa, serlo aprehendidos us objectos es-
ranhos a sua prolissao.
Val a me6a e apoia-sc a seguinle emenda :
o Salvo em eccasiaudc epidemia.Sabino.
O Sr. S Pereira : ; Nao devolveu o seu dis-
curso.
O Sr. Sabino Olegario diz. que quandu a sua
emenda permute, que em ucrasiao de epidemias al-
gons individuos mis inte senles possam vender
medicamentos, nao d a entender, que csa conces-
sao seja em lodos os casos, mas sim uaqtielles que se
migaren) urgentes, e que enllo esses individuo) po-
derao vender os medicamentos inm cenes dos que
se laucara mo na primeira oceasiio, bem como 4
macella. a tilia, etc., c isto porque em umitas loca-
lidades as blicas sao puncas, c nao podem salisfazer
as necessidades da popularlo, como aconleceu na
epidemia do cholera, c p de acontecer em oulras
que a demora di appliearao dos medicamentos possa
irazer quasi sempre l morte. Entende, que se maior
numero ile pessoas eslives-e habilitado a vender es-
sas substancias innocentes, 0 soceorro seria mais
prompto, enao monera (anta genle cuino na epide-
mia pastada. Se na capital, aonde existem tttas
boticas, lanas casas de drogas, aonde a popularlo
finalmente enentra mais recursos, as b.licas liln
erara sufllcicules para salisfazer a popularan, dei'x 1
ao juno da assembla avallar o que nlo sueceder no
mallo, aonde existe umi s bolica, islo he nas ei
dades, villas ou povoacOes : julga porlanlo, 'que nos
casos urgentes convira obrar da maneira porque
obran o muilo digno c muilo previdenle Sr. Si e
Albuquerque, qoe permillio, que em Macei alguiis
logislas, pessoas consideradas, podessem vender os
medicamentos de primeira necessidade.
Um Sr. Diputado;\ ic, he a uecessidade.
O Sr. Sabino Olegario:Mas para evitar que
se d alguma penegnicao contra as petsoas que Das
qu-rlras calamitosas do epidemia venderem mediea-
'.D,?ri"S: Para evi,ar qDe algai" ""levlos vao de-
1, .1 i',*"! com o Intuito de fazer-lhes
emenda 'da couve"ienc' a adopcio da
A'r. Sabino Oleeano julga, qoe para prevenir
os abusos he que existem at autoridades, e mi,
sim, lugo que a epidemia cesse. as autoridade, na
periiiillirio que vendara mcdicamenlos, nao ion,!
les que esto legilimameule aulorisadoi. M
For estas considerarnos qiie desenvolve com mais
amplidao, enleude que a emenda deve passas.
O Sr. Pereira de tirito sustentan o artigo, e com-
baleu a emenda.
Encerrada a discussao e posto a volos, he o arli-
go approvado, o regeilada a emenda do Sr. Sa-
bino.
Art. 25. Os facultativos nao ler.io parceria com
os pharmsreulicos, e nem poderao indicar bolica al-
guma para aviar qualquer receila ; os infractores
serao multados em 30o, sendo melade para o de-
nunciante.
lie approvado sem discussao.
Dada a hora
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
approvado u a >(Mao-
Sessao' ordinaria ena 5 de malo de 1866.
Presidencia do lixm. Sr. bardo de Camaragibe.
At 11 horas feita a chamada, verilica-ie baver nu-
mero legal.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. segundo secretario laz a leilura da acta da
sessao antee,,,lente, que se aioprora.
O Sr. primeiro secretario l o icgoiola
EXPEDIENTE.
He lido e approvado o seguinle parecer :
A commissao de ron.muirlo e podare*, leudo
prsenle a dipluma do Sr. depulado supplente Arii-
lides da Mocho Bastos, e adiando conforme com a
acia geral da apuraran, be de parecer que o referido
enbor preste juramento e tome assenlo.
Sala das corcmisses da assembla legislativa
provincial de I'ernambuco 5 de maio de 1856. __
l.uiz Filippe.Augusto de Souza Leio.
Em seguida he o mesmo senhor deputado intro-
duzco na tata com as formalidades do eslylo e pres-
tando juramenta loraa assenlu.
L'ma pelii.on de Antonio da Silva (iusmo, arre-
matante dj illuminarao publica desta cidade,em que
pede a esla assembla por adianlamento, a coucessao
daimponancia de um annodailluminaeaosob condi-
CSo de ser diseoulada pela quarta parle nas presta-
cSea que houver de receber nosqualro anuossegoin-
tes, sujeilando-se a todas as cautelas precisa* para
a segur.mea da fazenda provincial.A' commissao
de pelic/ies.
Ue lido, julgado objeelo da deliberaco e manda-
do imprimir o seguinle projeclo :
A assembla legislativa provincial de Per-
n un!,11-11. resolve :
Arl. 1. Fiea creada na povoarilo ds flapissoma
urna cadeira de primeiro gru para o sexo mascolino.
Art. 2. I'icain derogadas lodaa as disposicoes
em conlrario.
Paco d assembla legislativa provincial de Per-
namtiuco, ."1 de maio de 185b'.Sllviuo Cavalcanti de
Albuquerque. a
Sao lidos e approvados os seguales requeri-
menlos : *
a Requeiro que se peca ao governo informaees
sobre o estado da matriz da freguezia de Minngua-
pe, assim coma o orcamenlo das detpezas necessariaa
para o melhurameoln do seu estado de conservara
no caso de ser esle mo.
a Pacoda assembla legislativa provincial de Per-
narabuco,.") de maio de 185b.Silvino Cavalcanti da
Albuquerque. o
tr Requeiro que pelos canaes competentes se ob-
lenliam do conselho adminislralivo do palrimooiu
dos orpbaos os seguinles esclarecimenlos : Primeiro.
Qual o numero total das orphlas e das exposlaaqae
desde a sua Ion darlo tem recebido o collegio das or-
phlas. Segundu : Qual o destino que liveram as
qua delta lem sabido, lerceiro: Qoal a idade a a-
-iianlaiiienlo de cada urna das que presentemente
existem em dilo collegio.
Sala das sessoes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernarabuco, j de maio de 1856.Nasci-
menlo l'ortella.
ORDEM DO DIA.
Primeira discussao do projeclo n. 8 de 1855, qoe
crea urna freguezia na povuarao de Grvala.
\a i mesa c apuia-se o seguinle requeri-
mento :
n Requeiro que seja uovido o Exm. Sr. bispo dio-
cesano.
(encalves Guimaraes.
He tambera lido e apoiaio o seguinle reqoeri-
meuto :
respectiva sobre o projeclo em discussao. Ol
raira. >
.Continuar-se-ha.)
PAGINA AVULSA.
-Por engao annunciamos que o Exm. gene-
ral Sera passra a ultima revista de inspeccao aos
corpos desta guarDrao, os quaes erara em grande
uniforme: somos informados que S. Exc. dera
principio a inspeccao do segund batalhao de in-
famara, relativamente ao anno de 1S55, visto que
havia anieriormenie inpeaionado esle batilhio no
mez de fevereiro ultimo, no que era concemenie
aos anuos anteriores al 31 de dezfimbro de 1854.
Fazemos esla declaraco p*jf nos ser reclamada,
o neste mesmo sentido, alias importara, passando
lal qual annunciamos, um desvio dos respectivos
regulamenlos por parte do general inspector.
He urna lida dos peccados este nosso mundo,
que nso resumimos no Recite e seus suburbios:
lodos (comexccpcao dos loucos) lem o seuque-
fazer mais ou menos apurado, al os mesmos
proletarios teem suas occupacocs bem boas, gra-
tas Dos; elles la o sabem, o muguen) mais do
que um preguicoso be trabalhador. He ludo um b-
lido pela raanha; agora mesmo l estalam as fe-
chaduras das portas das igrejas, casas, lojas, boti-
cas, tabernas, padaras, armazens, eswiptorios,
aejougues, ele., etc., ele. ,
O padre, o proprielario ou inquilino, o logista,
o pliarmaceulico, o uberneiro, o padeiro, o arma-
zenario, o negociante e o marchante, lodos pensam
como bao de passar o dia. Que clculos! Que
planos Que pensamcnios...meu Dos, he urna li-
da este nosso mundinlio.
L passa apressado o solicitador... onde ir? A
quem ir procurar? Elle lo si.be:
L vai no seu elegante cabriole! um negociante,
moco, inleressanle, acredilado na praea: o como
vai apurado lendo a nossa PAGINA? Qual, que
elle nem v o que l... maldito prazo commercial!
I!... Como subi rpido aquelle padrezlnho pelas
escadasdaquella igreja.. .
Vai dizer urna missa muito bem dilazinha, por
que quem a mandou dizer nao lie la qualqnerde
ca aquella palha pode dar ao padre urna prova de
que ucm todo homem rico lie vil.
Emfim o leilor lance um golpe de vista para as
ras e para as pracas, e nos dirse hoave quem
do vespera fizesse exame de consciencia.
Eas excellentissimas? Amanhadiremos.se nao
nos esquecermos. no que cuidam, logo que se er
guem das camas, o que depois fazem. Vamos ao
que mais importa.
/{espiramos!0 terrivel llagello, que ainda
ha pouco reinava entre mis desapiedado, arrebatan-
do em scu furor numerosas victimas, acaba de des-
apparecer: j.i aprouve Providencia Divina afu-
gentar para longe de mu esse respeitavcl devasta-
dor, esse Totila do Ganges, esse Alila do inferno,
que sii os nossos innmeros peccados fariam que
apparecesse entre dos. quando nunca em nossos so-
nlios desasitosos pensamos, que c viesse, Irans-
pondo ludo, de ludo zombando, (mas nao de nos-
so lazareto, que nem de longe o quiz ver por medo).
J cessarara as preces, osses votos fervorosos ao
eco, essas procissoesdo penilencia, finalmente todos
esses exerciciospiedosos, que ainda ba bem pou-
co observamos, eque (quem sabe \) urna ligeira
lembranca temos delles. 0 mal passou...
Entretanto, que achando-se o espirito publico
um pouco reanimado, as inquietaces mais extinc-
las e ludo quasi em seus eixos, (ao menos em nos-
sa imaginaco) ainda nao se onioouum Te-Deum
em accao de gracas ao Todo-Poderoso, por nos ter
dado tao immensa felicidade. Fotnos um dos l-
timos affeclados, e j rodemos dizerque estamos
livresao passo que na Babia, no Rio e mais cm
alguma provincia simia so do casos da epidemia.
E por quem se espera, para tardarmos em nos pros-
liar anlc os aliaros, c bradarmos cheios de jubilo
Gralias lili agimtis!
Ora viva...o mal passou... E parece que nao
veem O que indica essa tibieza, essa insipidez,
essa tristeza geral. senao, que a sombra do mal ain-
da parece perseguir-nos? Quando nos deixar por
tima vez esse llagello desabrido, inda mesmo em
sombra'.' Quem sabe he Dos. Dado o caso, po-
rm, que quoira a populacao divertir-se em ordem,
que compense no seu lano os dissabores pelos
quaes passou, onde um passeio publico onde possa
ir gozar dos perfumes de mimosas flores, do grato
repouso dos bosques, de um bello golpe de vista, da
companhia do sexo apreciavel, sexo feminmo, da
*
MUTILADO
ILEGIVEL


DIARIO DE PRNABUCO QUARTA FIIBA 7 DE MAIQ IE 1856
harmona de msica etc etc. Onde a Floresta
Egypcia onde se passe horas de recreio, dislrahido
das miserias epoucas-vergonhasdesle mundo?
Onde um Jardim Mylhologico, onde se gozem
momentos deliciosos, o finalmente esses centenares
de pissalempos, em que tanto abundam as cidades
da Europa, o j em grande escala a nossa magnifi-
ca corle? Ondea mao de Dos se mosirou inais
prodiga em seus prodigios naturaes, do que neste
amavel torro, lio adaptado para ludo que se qui-
zer fazer, que alegre e cmbevoca o espirito?
Apenas um bello thcatro publico construido pa-
ra estar como agora, fechado aos diletlantes, por-
que ainda nao hechegada a poca dos espectculos.
O Apollo tambem inanido e som a menor espe-
ranza de vida. Algumas reunies ou partidas
particulares para os apaixonados de jogos permit-
lidos, reunios nos bancos da ponte da Boa-Vista,
no caes do Ramos, na calcada da S Jos, em cer-
tas a determinadas boticas... eis as distraccoes pre-
santesde nossa soberba Recife. O Maranho, ci-
dade pequea, a par de Pcrnambuco j conla no
seu magnifico theatro duascompanhiaslyrica e dra-
mtica,ac per consequensdesfructa bellas horas
em mgica conversacao com os Bcllinis. Donizel-
tis, Verdis, Rossinis,et alibi aliorum plurirno-
rum maestrorum musicorum I E nos ? Com cada
olho muilocomprido, olhando para o Sr. Lucci,
pedindo um bailezinlio, um soirezinhoque as
excellentissimasj nao podem, j nao querem, j
nao atura/ii tanta apalhia e insipidez. Isto nos
luandou dizor o amigo M. J. F. que he entende-
dor da materia.
Desojamos saber se as ras do Sebo, Trom-
pe, Soledade, corredor do Bispo, ra Vclha, ele ,
etc., etc., fazem parle integrante da cidade, ou
nao? Contribuiro seus habitantes para a recoila
conimum.' A falta, porianto, de limpe/a des-
sas ras, nao ser um osean Jalo? Se he!... Te-
nos visto uestes ltimos das nessas ra homens
as costas das pretos, pas.sa.ndo de urnas calcadas
para oulras: a agua penetrar no interior dos
carros, pagar-se 29000 para um carro transportar
a officiaes, empregados pblicos de urnas ras para
oulras, odificar-se pontes de laboas; os que Iran-
silam ficarem indecisos as ponas das calcadas, o
alii demorarem-se at i|uc passe um carro ou um
ganhador que queira transporla-\os a oulra pona 1
Oh 1 isso he urna mizeria.
Bem sabemos que nao vos importis com a PA-
GINA AV ULSA (como dizeis), mas ou menos
importai-vos com este publico paciente e demasiado
condescendenle, insullai einhura a ieJaci.au da PA-
GINA por essas boticas, mas eumpri depois vossas
obrigates, mandai abrir rogos nessas ras, cnca-
inhai essa aguas para o rio, ou para os canos do
goto, facilitai o transito, e nao estejais desfruc-
tando om sanio ocio os pingues ordenados dos co-
fres pblicos... e ao depois, repelimos, dizei de
nos o que quizerdes!
Quem quizer ver correr cavalhadas, dirija-sc
ao areial da Ponte-Velha, que todas as urdes ha
das mais bem corridas o com gosto. ..
Na ra de Santa Thereza, um sujeilo, lia dous
dias, fez urna assuada, e nao querendo entregar-se
a prisao, resisti como uro, damnado com um arco
de barril, foi afinal preso como um porco.
Anda por estes ras' um lasaroni (rnorphe-
tieo) que diz houvera chupado no hospital duas
tacadas, estando presente o Dr. delegado, que logo
procedeuocompelenieoorpodedeliclo. Diz mais que
nao o querem la; diz mais que est todo dilacerado
da molestia; diz mais queessa molestia heconlagio-
sa; diz mais cousas vergonhosissimas, que a nossa
penna recusa escrever; diz mais que moracm casa
de nm itmo; diz mais que pode esmolas para po-
der ir vivendo; diz mais que se chaina JosTheo-
philo da Costa.
Pedimos a quem compelir, que mande fazer a
pinguella do Manguinho, quo est no chao : por
ahi passou um dia urna dessas capouas qual barata
na parole.
Temos em nosso poder um aviso dirigido
a certo Sr. sacerdote, no qual so pede que S.
Rvm. cootenha-se em seus gestos vorgonhosos
para a vizinhanca, pois S. Uvma. lom-so tornado
a padra do Jalo daquella ra : nos abstemos
de publicar ^T1" aviso, porque estamos persua-
didos que S. Uvma. tomando a carapuca, nos
far o favor conler-se. Valha-nos Dos !
Acha-se no eosmoramado nosso patricio Sr.
(adault, urna vista do Rio de Janeiro, tomada da
ilha das Cobras, que anda nao vimos nada mais
natural: quando a vimos nos suppomos dentro da-
quella amiga fortaleza olhando para a bahia da-
quella cidade, e vendo animado o que nao passava
ale urna pintura. Convm que animemos a nossa
industria, meus patricios esse mojo seria um Ra-
phael, um Rubens por dentro e por fra, seno fra
nasa-ido c: l, sim, he ludo bom, o que nao que-
rem nos mandam, e nos trepamos os calungas
cm nossos hombros, e vamos pelas ras mercando
quem quer manieiguinha de macaco !
At amanhaa.
publico das termos Je Olinda Iguarassii; e quao-
to a -u i conducta moral e civil h- evcellenle.
Recife, -M de abril de iSX.Rth Siloa.
Alleslo que o supplicanle lem exercido o seu im-
preso com inteligencia e honradez, aprsenla lo
urna conducta dieua de lodo o elogio, e que verifi-
quei em dMeicntci oeeaiWSe em que interinamente
leiillo exercido a primeira vara de direiln criminal.
Recite, i i de abril de 1836. Otivirm Maeiel.
Adato que o supplicanle lem, durante u meu
exorciciu inlerioo da primeira vara ile direiln, sa-
bido cumprir pleiiamenle os deveres do seu cargo,
c que teni urna conduela civil o moral sem ola.
Recife, I i de abril de 1856. Cuvatcanli de \l-
buqutrque.
O supplionlc lem cumprid i sempro as olirlga-
coes Je promotor com a maior nudligcncia e alo.
Su i conducta moral nao lie su boa, mas al digna
dos manir* elogios; oulru lauto he sua conduela
civil. O que alleslo *jurarei se necesario fr.
Fragozo, 16 de abril de 1856. Mano;l Joaijuim
Carneiro da Cunhu.
Alleslo que duiaule o lempo ciu que lenho exer-
cido o sargo de procurador fiscal e supplenle servio
cas de camphora a Ires mil e duzenlos res, qoalro
oilavas de sulphalo de quiuino a mil e duzenlos e
cincuenta re, mais qualro libras de macella a mil
duzenlos e ojenla res e qualro oilavas do sukni-
tralo de bismulb a ceulo c viule c cinco res ; que
em Irinla e um .!.< conla} vender duas libras de
camphora a tres mil e duzenlos reis, e duas de ma-
cella mil e cscenlos reis; que no priinoiro de fe-
vereiro do dilo anuo 1 cunta vender duas libras
do camphora a Ires mil e duzenlos reis, qualro de
macolla a mil e seiseenlos reis, c urna onra de sul-
phalo de quiuino por nove mil reis ; que* em dous
du raesmo mez .11. conla) vender Ires libras do
camphora a Ires mil e duzenlos reis; que em cinco
12 e 13 Mo) vender duas libras de camphora a
qoatro mil res, oilo uncas de sulphalo de quiuino a
nove mil reis, una libra de camphora por qualro
mil reis, duas libras Je camomilta a dous mil reis,
oilo oncas de subnilralo de bistnulh a mil rei, ;
oilo onria* de macclla a cento e vinla e cinco reis ;
que em sele (II conla) vender urna libra de macol-
la por dous mil reis, urna libra de camphora por
qualro mil reis duas ono,a de subnilralo de bisinu-
ili a mil o quiuhcntns reis, una 0115a de sulphalo
DESPACHOS DE EXPORTACAO PE.A MESA
DO CONSUUDO DESTA CIDADE NO DIA
H DE MAIO DE 1856.
Ducnos-A.)resPolaca hespanhnla Flora, Viova
Amorta & Filho, ."> pipas agurdenle, i),, saceos
com carnauba.
Falu.nulhBrigue inglez Titania, James Crablice
i; Companhia, tino saceos asucar niascavado.
CONSULADO PRliVIM'.IAI..
Keudiineiiloilodial a 5..... 4:3riS06tl
dem do dia li....... I >I 1 --[ 1.
5:4000876
3tot>isiu'nto bo'ptto.
como ajudaule ao lermo de OlinJa com todo o ze- I de quinino por nove mitris ; e que finalmente
lo, probidade e intelligeucia que o caraelcrisam o em ouze ,15 conla) vender urna libra de macella
de que lem dado exhubcranles provas. E atlirmo por dous mil reis, duas oncas de sulphalo de quini-
s 1I1 a f do meu cargo que o supplicanle he ioleira-1 no a nove mil re), e urna libra de enn
nenio dedicado ao serviro e causa publica. Recito
16de abril de 1851!. O procurador fiscal, Cypria-
no Fenelou (i. Alcoforado.
Deferiodo, atiesto a quera o conheciinenlo desla
perlencer, que o supplicanle lem exercido cut;
de promotor com zelo, aclividade.inlelligeneia asas
cultivada, probidad* e dignidade ; assim como que
sua conduela civil e moral he a lodosos respeitos boa
e digna do cargo que exerce o referido, jurarei sen-
do preciso, pul. he o que lenho observado quer cu-
ino particular, quer como 1" supplenle do juiz mu-
nicipal, que lenho servido por mais de Irinla e dous
mezes de serviro ell'eclivo. --- Olinda -Jli de abril de
1856. Dr. Huao A\que de Alvellos Aunes de
llni'i Inglez.
Ailestamos que o supplicanle lem ejercido com
inleiligencia, zelo e probidade u se t ciiiprego de
prumolor publicn desla cidade, e as fuucces de
seu empreo lem-se mostrado ruin independencia
a toda a prova, lendo a sua conducta civil e mo-
ral ptima, e digna de verdadeiros elogios. Pac,o
da cmara municipal da cidade de Olinda em ses-
s.i ordinaria de 17 de abril de 186. Arbuquerque
pro-presidente Maeiel Monleiro. Meniguiuho
Guedes Alcofora Virfles.
Alleslo, que o Sr. Dr. Jnse Cardosn de Queiroz
Fouseca lera deseinpenhado mui dignainenle o cm-
prego de promotor pablico desle termo. Sua inlel-
ligeneia, seu zelo, sua honradez, sua conduela re-
gular, seus coslumcs irrepreheusiveis lo superiores
a todo o elogio ; e isso junlo|au seu trato delicado e
seu cino oicioso, lein-lhe allrahido a sympalhia
e estima geral, de que merecidamente goza em lodo
esle lermo. Eu o allirmo debaixo do juramento
do meu srao. Cidade de Olinda 17 de abril de
1850.Dr. Juaquim Francisco de Farias.
Atteslo que o IIIm. Sr. Dr. promotor Jos Card-
le de Queiroz Fou-eca, lem exere lo as fuucijes de
promotor publico desse lenno de Olinda com umita
nlellicencia, bastante zelo, e probidade ; a sua con-
ducta lanto civil como moral e religiosa, ja na qua-
lidade de magistrado, ja como particular c pal de
familia, lem sido eiemplar, c sem a mnima nota ;
cmfim goza a estima e sympalhia geral dos habitan-
tes desle lermo. Oque levo dilo he pnra verdade,
o que allirmo por me ser pedido. Cidade de Olin-
da 15 de abril de 185G.Padre Menoel Thomaz
de Oliveira.
Atiesto que o Illm. Sr. Dr. Jos Cardoso do Quei-
roz F"onseca tem etercido o lugar e promotor pu-
blico neala cidade, com rauilo zelo, inleiligencia e
probidade, reuuiudo-se a 1-lo um irreprelieuiivel
comporlamenlo civil e moral.
Olmda 19 de abril de 1856.Aulonio llerculano
de Sonza Bandeira, professor de philosophia no
collegiu das Arles da Faculdude deDireito.
Illm. Sr.Declaro que a pessoa que xerceu as
fuucroes de promotor publico, na occasiilo de qne
V. Sa falla, foi V. S. mesmo, e declaro igalmeute
que V.S. desempenhou as ditas 1'uncc.es l.lo cabal
e brilhaolemente, que por llie f.izer a justica que
Ihe era devida, assim o mauifeslei uessa mesma oc-
oa-ia 1 a V. S., c oulras pessoas Pode V. S. fazer
desla mulla declaradlo o uso que Ihe aproa ver. Era
ul supra.De V. S. amigo, collega, obrigadoe cria-
do.Dr. I.oureuco Trigo de l.oureiro.
Illm. Sr. Dr. Jos Cardoso de (Jueiroz Fonseca.
Na occasiao em que defendi o Dr. Carlos uo jury
de Olinda, era V. S. promotor publico, e decla-
ro que desempenhou perfeilainenle o seu dever,
mostrando muito zelo pela execurAo da lei e inteiro
conhecimentn do processo. Pode fazer o uso que
quizer desta resposl.i.
Sju com eslimaDe V. S. amigo e collcga aflec-
toso.Joc Bernardo lialvo Alcoforado.
Deferindo, atteslo que o supplicanle lem exercido
com bastante lutelligencia, zelu c probidade, as
fiincce* inherentes ao seu omprego de promotor pu-
blico desle lermo, sendo sua couducta civil e moral
'l:_nu dos maiures eljgios, pelu que lio geraimeiilf
e-iiin.i lo uesta cidade, o que allirmo e juro
ciso for.
Subdelegada da S de Olinda. di de marco
1856.O subdelegado, Mauoel Antonio dos l'assos
e Silva Jnior.
Atiesto quea llhn. Sr. Dr. Jos Cardoso de (Juei-
roz Fonseca lem, durante o lempo que me achu
aquarlellado na cidade de Olinda, cumprido as obn-
gaces de promotor publico, com mullo zelo e pro-
bidade ; sua can.lucia Vil e moral lie exemplar, e
por isso merecedor da eslima de todas as pessoas
sen-alas.
(Juarlel do quarto balalhn de artilharia a p na
cidade de OlinJa, 1 > de abril de 1856.O leueule-
corouel, Uygioo Jos Coelho.
phora por
qualro mil reis.
Nada mail conlinham laes conlas que me retiro,
e de que lirei os elementos d'esta cerlidao, que de-
vesseMr aqu mencionado. Eu, Antonio Juaquim
de Oliveira Baduem Jnior, quarlo e'cripluraho da
Ihesooraria de fazenda de Peruainburu, passei a pre-
sente aos vinle c ciuco dias do raez de abril de
1856.
No impedimento do contador,Jo- llenriques Ma-
chado. l'agou na recebedoria de rendas em vinle e
seis de abril de mil nilocenlos cincuenta o seis Irez
mil reis de emolumentos.
Machado.
Confer. Ribciro.
tyublicaede! a pc^iit.
Mani entrado no da (i.
Trieste58 dias, pulicho sueco oOllicllon, de 250
toneladas capitn C. A. timan, cquipagem II,
carfra 2,020 barricas com 1'anulia de Irigo ; a Me.
CaliiipnliV Companhia.
.Vacio* taludo* no mesmo dia.
Xew-RedCiirdl,aleia americana , capi-
lAo Ulitis carga azede de pene. Suspeudeu do
lameirSo.
Vera CruzBarca americana Calherine Augusleo,
capuja (juslavo 11 ai ri-on carga armamento e
plvora.
Rio de JaneiroPatacho bra'ileiro Flor da Bahia, (
capillo DamiAo da Costa Roasa, carga assucar c ao "' -'"
mais gneros.
de do San Sebastian do Rio de Janeiro, aos ."> de mar-
co do auno de Nosso Senhor de 1856.Jos Agos-
liuho Barbosa, traductor publico, e nileiporte jura-
mentado.
Couforme.O secretario, .lle.randre liodrigues
do> Anjui.
Eu Jos': Agusliuho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor imtiln- > e interprete oummcrcial juramen-
tado da praca : cerlilico que me lu apresmladu um
dorumenio imprOMo em liespaahol, liileralmeule
Iraduzdo para o idioma nscional diz o seuuiule : *
TRADDCC.10.
Reparllcjlo de hydrographla.
-7cso aos tiiveyanle*.
O ministerio de inarinha acaba de remoller a esta
rnparlicaons d.,dos que llie dirigi o ministerio do
fomento relativos a iniidaiica verificada lio pharnl do
porln ile Alicante, dcbaixu la dircccAo do corpo de
engeuheir.is de estradas, canaes, e portes, em virtude
do que se redigni o segunde auuuncio.
Costas de llespaiilia ; mar Mediterrneo, pharnl cm
porto de Alicante.
Desde o dia .I de novemliiu do anuo correle
se alumiar ludas as uoiles do por ao nascer do sol, o
novo pharol hrilhaule, rom que acaba de Mf tubs-
liluido o actuil do mencionado lucar.
Il-lo pharol acha-sc situado na mesilla pona, cm
que hoje termina o recife de FDscollera do molhe.
i milhas ao S. 72. O do Cabo de la lian: 1 e 7
E : do de Sania Pola.
Rumos do mundo.
A luz de cr nixa e fixa acba-sc elevada a 28" 7
ps 8 metros; sobre e nivel do mar, sendo seu al-
cance de 2 imilla-,
A posicAo do pharol ir avanzando a medida que
(I lilm. Sr. contador servindo de inspector da 'C v'' adianlando a conslruccan .10 molhe.
Ihesoiirana provincial, em cumprimeulo da resolu- Madrid 20do Miembro de 1833,
ciodjjunla da hunda, manda fa vAo uovaincnle a praca no dia 15 de maio prximo > aaa "ais colinha ou declarava o dilo nnpru--
viinlouroos eonlralos baixo declarados, para serem 1 s0* 1ue hem o lielmeule liadozi do proprio origi-
arrcinalados a quera por menos lizer. I "*' ao qual me.reporto ; e depuisde haver exami-
E para constar se luandou aflixar o prsenle o pu- "alu com es,e e adiado conforme, o lornei a cn-
blicar pelo Diario. Ireaar a mirin m'.i innunl
com lampo de pedra e de mideira, cadeiras, ditas d
balauro ede bracos, mesa redonda, secretaria, (toan-
da-livros, guarda-veslidos, commodas, bancas de jo
50, marquezas, lavatorios, cama para roeuiuos, dilji
de forro, mesas para janlar, cadeiras de ferro de
abrir, relogios de repelicAo para mesa, e de ourp
para al^iheira, candelabro, rundiciro americano dp
globo, espelhos grande* em censidos, pirran de hvros
cm allrmao c oulros idiomas, mu-iras pan ji.uki.
um escravo mualo peca, porcAo de ohras de ouro
de prala e oulros muilos objeclos : quinla-fcira 8 d
crrenle, as lo horas da manliAa, no escriplono dl>
sobredito ageole, ra da Cadcia do Recife.
(I agente Oliveira fara' Icil.ln por cotila e tisro
de quera perlencer. e cm lides a volitado dos licilan-
les, ile cerra de XIH) saccas de boa familia de maiit
diuca, e de 2IK) ditas de revada iniiito nova : sexlai-
feira 0 do concille as III horas da manliaa, uo ar-
mazeni do Sr. Jacotne Pires defroule da tscadinh
da alfaudega.
)it$i>$ &ii>r>.
mitacS.
OITecscida to meu amigo o lilm. Sr.
Dr. Francisco de Andrade Bt-edero-
des, juiz municipal dacpmarca de Pao
d'Allio, cm sijrnnl de sentimento de
inoite de suaprezadairotaa alllma. <
E\ma. Sra. I). Francisca de Paula da
Fonseca Brederodes, fallecida no dia
8 de abril do corrento anuo, na mesma
comarca, por F. P- C. A.
........que o lempo via !
Vol com elle novas esperancas,
Castellos sobre nnvens levantados !
A mais pomposa scena da fortuna
De improviso se troca !
( Garrao.)
IJual ntida rosa que na delgada bastea se emba-
lanra, roccida pelo orvalho matutino, de vigor cheia
a aurora encara ; e a Dos rendendo homenagem
pura, por entre espinhos inode9lo sceplro empunha ;
al que do sol o calor ardente mirraudo-lhe a face,
ou furioso veudaval arrebalando-a, rouba a nalure-
za o encanto, ao prado o ornato, e a briza o perfu-
me : assim a lerna e delicada joven de lanos mi-
mos rodeada, passando da doce vida a primavera,
de todos amada, e s a Dos amando, arrebatada fui
pelo mal cruel, que insensivel as dotes de irmaos,
e irmas. que lano a amaram, rauilo da vida Ibes
ttrou, tirando-a !...
Sim, ja nao perlencc a vida, mas da elernidade
goza, quem mdelo de virlude su os ceos habitar
devia '.... Mas seu notue impressu em coraces li-
car......
Francisca de Paula da Fonseca Brederodes '. I es-
quecer-le nao pode quem apreciou leus mimos, co-
nhceeutuas virtudes e tua singular belleza contem-
plou !... Ah quem dira que a bella virgem, que
ha pooco vimos, de inunrnnles prazeres sequiosa,
lo cedo d'enlre nos se apartarla, c voandn ao ecu
para entre us anjos oceupar o lugar que devido Ihe
era, entregue deiiaria fra ierra o bello simulacro
de alma !... quando apenas qualorzc anuos
linlia, ji de Paod'Alhoa milhar sociedade frequeu-
lando, mil encanlos snbresahir fakia aquellc que
de seu mano a anii/ade cullivaudo, sua sensivel per-
da hoje lamentara !................
Insensato que sou porque Umen'o, que um
anjo de mais aos ceoavoaseo !... acaso podia o
mundo com seus vicios fazer feliz a quem o vicio
aborreca '.' !... em ar corrupto respirar podia a
virlude !.....repouza la no co la se feliz.... e
possa a idea de feliridade lu.i consolar lanas dores
e saudades.
9:6775200
F.inpedratueuto do l'.l.- lauco da estrada
da Victoria avahado em.....
Dilo du 20- I un.n I lian......
Dilo du 21.- lauco, dem.....
Dito do 22.' lauco, niem......
Secretaria da lliesouraiia provincial de Pernanibu-
co .10 de abril de Is'ii. O secretario, Antonio Fer-
rcira d'Auuuliciacau.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria da la-
zenda desla pruvineia, em virlude da ordem de &.
Ele, o Sr. 111,11 quez de l'.irau, presidente do Iribu-
(regar a quem ra'u aprescnlou.
Em fe do que passei u prsenle que as assignei e
5:10591001 "i 00 o sello do meu ofliciu, uesta mui lale
5:21 iboiH) I '""ojea cidade de S. SebasliAo do Rio de Janeiro
7:6725500! aos ,,e "'arco do auno do nascimento de Nosso Se-
nhor de lS")li.Ju- Aaosiinho- Barbosa, iraduclur
publicn e intei piole oninuii'i 11.11 juramentado.
Couforme.( secrelaiio,./teau/idrf liodriguesdos
.lujos.
S COSTIRAS DO ARSENAL. %
m
naldolhesouro'nacional.de 28'de mareo prximo 12 Do ordem do Illm. Sr. lenente-corc.nel g
passado, manda fazer publico que doata dala a JO S "2"?!.finoinl a/I publico, que no
dias li'in de haver concurso para se preencher as va-
Ihcsoiiraria. ,
de l'ernam- :
$ dia 7 do corrate, as 11 huras du dia, se pa- $$
Vi gam no mesmo ai seal os hillieles seguimos,
') de cortes ns di ns. JO a Jl. e defeilioi, os de V
3> ns. 71, 77, 115. 133, 166, 168, 18i, 187, l!l &
ft 193, lili. 202. 20J, 205, 207, 22J, 225, 938, &
de 211 a 244, 28, 253, 356, de 5!> a 261, 9
96 26J, de 265 a 2 O procurador da cmara municipal do Recife, i 45 303, 308, 301), 323 c 330. 5$
gas de praticanles eiisletues na mesma
Secretaria da Ihesouraria de fazenda
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento dn ollicial-maior,
Luiz Frauciscu de Simpar c Silva.
declara, para couhecimeiilo de quera competir, qua
em virtude ila ordem que Ihe espedio a mesma c-
mara, acompanhada da rebelo remedida pela ad-
uiiuislracu do cemilerio, lem de recebar das pessoas
Arsenal de cnerra de l'eruambuco 5 de W
S5 maio de 1856.O osciiplurario interino, An- J:
5tf (onio Francisco de Souza Magalhaes Ja- J
$ nior.
a quem perlenciam us cadveres de elwlerico, in- 4?}|oJSS5i;iSi!t-g;sia;c3-fjgBga
O Illm. Sr. contadnr, serviudo de inspector
da Ihesouraria provincial, manda convidar aos pos-
sui loros de cautelas das loteras da provincia, ven-
didas pelo cautelisla Sslusliano de Aquino Ferrei-
ra, paia apresentarem suas rcclaniace- na mesma
Ihesooraria no prazo de 30 dias u contar da dala
desle, alim de ter lugar a desonera^Ao do fiador do
raesrao cautelisla quo assim o requereu.
E para constar a quem inleressar possa, se man-
dou alli\ar u presente e publicar pelo DIARIO.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de abril de 1856.
O secretario,
A. F. da Annunciarao.
I t' 1 1 s ... ^
se pre-j
larca f
lima saudade sobre o Uumilo da 1 Iluta.
Sra. I). Atina Candida Cesar Coutinlio,
oiTerecida a seu iuconsolavel esposo o
lente coronel Antonio Aureliano Lo-
pes Coutinlio.
Ttot ht yeawnoW)
A assemblea adiou, al serem impressos o pa-
recer e o voto em separados dados pelas commisses
reunidas de cunstiluicAo e poderes, saude e iuslruc-
cAo publica, acerca do projecto do Sr. Sabino Ole-
gario l.u.tgeru Pinho, u qual crea urna cadena de
hnmeopalhia Dotymnasio Proviorial.
Approvou o requerimenlo do Sr. I.uiz Filippe,
para que k pecam ao governn copias do contracto
celebrado relativamente i illuminacAo a' e./., assim
1 romo de todas as prupostas teudeiitcs ao mesmo
fim.
Foi tambero approvado nutro requerimenlo do Sr.
Abilio, pedindo i u forma cues sobre o coutralu ce.e-
brado com Raphael l.ucci.
E finalmente, oulro do Sr. Jos Pedro, solicitan-
do, por intermedio do governo, diversos csclareci-
rrenius a' Ihesooraria provincial.
Pascando a'segunda parle da urdem do dia, ap-
provou em primeira discusso o projato 11. 5 desle
anoo, que altera os limites do termo de Flores.
A ordem do dia de hoje he a mesma de houlem.
Recebemos carias de Paje, cujas datas chegam
a 26 do passado. A villa de Flores he o lugar que
lem sido man flagellado pela epidemia ; mas feliz-
mente os serlauejos encaram com impavidez o ini-
migo invisivel, o que he de gtande vanlagem para
combale-lo. O capilao Wanderley, delegado do
lermo, lem prestado mui valiosos servicos, servindo
t de enfermeiro aos desvalidos.
Tambem he digno de especial meucAo o juiz de
direilo, o qual tem visitado a todos ns dueules de
Villa Bella. Urna cummissAn de boneliceucia crea-
da neto ultiinn lugar lem fcilo esfor^os em favor
dos aflliclos. Ilavia grande falta de remedios, fa-
zendas proprias e dinheiro. Eslava so preparando
un cemilerio. Abrira-se urna subscripcAo, mas
ponen se havia lirado. Finalmente, al a dala em
que nos escrevem, dentro da Villa-Bella, apenas li*
nham morrido Ires pessoas : urna mullier, urna es-
crava e um bomem do lugar denominado Varas.
Tambem recebemos noticias da povoaQAo de Mo-
lote, pertencenle a mesma comarca de Paje. De-
pois de tete victimas, que succombirnm deutro do
pavoado, nao se lioha dado mais caso alguna novo
entretanto nos arredores ainda appareciatn algunsi
Recebemos cartas de Mamanguape e de Bananei-
ras, pertencenles a provincia da Parahiba, a do pri-
meiro lugar com dala de 28 do passado, e a do se-
gundo com dala de 10 do mesmo.
Heferem-se inleiramenle epidemia -. e poslo que
por vi do nosso correspondente da capital tcnliamos
Doticias mais recentes daquelles dous lugares, as
qoaes dAo o mal mui declinado all, ou quasi en-
tnelo, com ludo deitamo las publicadas em oulro
logar, para que os leilores vejam tambem os escn-
dalos que por l se derara.
Segundo se v da caria de Mamanguape, aind
continua o fatal extravio dos nmeros do Diario
remellidos daqui aos nossos asignantes daquella lu-
calidade.
(&0i:cc$p0nbcncia&.
Srs. redactares. l.'m meu antigo lente, a quem
respeito, velo lionlem "a minha casa, c na presenca
dos Srs. J0A0 (i. Rodrigues Franca c Jos Joaquin
Xavier Sonreir, rngoii-nie para que nada mais pu-
blicaste em respusla a currespnndencia inserta no
/'c/10 de 22 do crrenle, allirmaudo que a minha re-
putacAo quer como empregado publico quer como
particular por bem fundada, como elle propre po>
.loria alienar, alo neressilava de alguma oulra def-
feza alm da que alguns de meus amigos haviam
feilo pelo mesmo /cIiq : e laes foram as suas ins-
tancias qoe nAo pude deiiar de anuuir ; c por |isso
pami a Vmcs., Srs. redactores, dignein-se retirar
doprclo a correspondencia que Ibes remelli cm res-
posta qoella ; fazendo todava publicar os docu-
mentos qoe so a mim se refenrem, com os quaes
eappofibo desfuzer o juizo que all se lzera a m:u
res pello.
So com eslima. De Vmcs. amigo obrigado
Jos C. de Oliod, 29 de abril de 1856.
Atiesto que o sapplicHote lem servido com inleili-
gencia, zelo o probidad*, o nprego de promotor
.srs. redactores. Por deferencia ao publico sen-
sato, e pur zelo da icpu'.u.ao do Sr. Barthulomeu
Francisco de Souza, que presentemente se acha au-
zeule, rugo-lhes se diguein publicar a cerlidao que
a esla acompauha, que oblive ha poucos dias da Ihe-
souraria : do-ta surte salisfaco o que promet 1 e 111
um meu commumeado.
l'or esla cerlidAu ver-se-ha que o Sr. Souza du-
rante a epidemia 11A0 vendeu au goveruo a macella,
a camphora, o subuitralo de bismuto e o sulphatu
de quiuino pelos exorbitantes procos que disserAo os
seos gratuitos inimigos ; e saina-se mais que da
camphora couslanle das conlas nmeros 12, 13, li,
e 15, nenhum lucro lirn o mesmo Sr., por que
veudeu-a pelo mesmo preco ( i.-OH a libra ) que a
compren ; o que poderei provar,se precisa for, com
o a cunta o recibo do vendedor.
I.imilo-me aos gneros que licam mencionados,
por que sobre elle- recahiratn as aecuMctJe* que sof
freu o Sr. Souza ; mas devo allirmar que todos os
mais incluidos uos fornecimenlos que elle fez, foram
vendidos por preco. rasoaveis.
Agora [Hilera o Sr. Domingos Alves Malheus con-
frontar as dalas das conlas dos ditos fornecimenlos,
e a quanlidade da macclla nellas conlida, com
a porc.i desle mesmo genero que veodeu ao Sr.
Suuza, c datas das respectivas conlas; e enlau ve-
ra, que a sua macella foi quasi lo I 1 vendida ao go-
veruo al 31 de Janeiro (8.a coula) sem esse avulta-
dissimo lucru de que falla o Sr.l.uiz Pedro das Neves
emseu commuiiicado com referencia ao que Ihe disse
Sr. Matheus cm urna caria.
Sirva lambema publicacAo da mesma cerlidAo, e
ludo quanlo lica dilo para descuganu dos Srs. da
Pagina Avulsa .*' e do < l'ai/. (folha e de todos
aquelles que -em motivo sutlkienle ou fundados em
raciocinios lirados de falsas bases,uo trepidaran! He-
rir a repulacAo do Sr. Souza.
Sou, Srs. redactores, seu muilo obrigado assi-
goanle.
Recife 3 de maio de 1856.
Jos Cactano de Cartalho.
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria geral. Bar-
lliuloineu Francisco de Souza, a bem de sua defeza,
precisa, que a visla das sua cont dos medicamen-
tos, que nas diversas datas abaiso declaradas forne-
ceu para esta provincia, e a das Alagoasde ordem
de V. S. e dos mcinbrusda coinmissao aulorisados
pelo Eim. presdeme da provincia, so Ihe mande
passar par cerlidAo com declarado da dala de cada
urna das cuitas a quanlidade de macella,de camphu-
ra, de subnitralu de bismulb, e de sulfato de quiui-
no que f irncceu em cada urna dessas conla-, assim
como os precosda libra da macclla, e csimphora. da
tica e oilava da subnilralo de bismulb e do sulfalo
ile quiuino constantes de cada una das dilles cuntas.
E assim pedo a V. S. digno o de mandar passar a
cerlidao na forma requerida. E R. M.
Como procurador,
loti Caetano de Carcalho.
1855 Dezembro 6, 31.
1856 Janeiro 7, 9, 21, 23, 26, 31.
1856 Fevereiro 1, 2, 5, 7, II.
Passe. Ihesouraria de Fazenda de Pernambuco,
10 de abril de 1855.
Amoral e Silva.
Em cumpriincnlu do despacho evaradu 110 reque-
rimenlo retro, cerlilico, que compulsando os docu-
mentos de despeza d'esla ihesouraria, achei as coti-
las do medicamentos que u supplicanle vendeu nas
pocas que menciona, e cuja cetlidAo requer, e
d'ellas con passado I." conla) ven Jera Irinla e duas libras de
macella a scisccolos e quarenla reis a libra, dezeseis
unjas de sulphalo de quinino a nove mil reis, e
Irinla o duas libras le camphora a (res mil reis ;
que em Irinla'c un do iresmo mez 2. coula) ven-
der rento e vinlo c oito libras de macella a uito-
centos reis, dezeseis libras de camphora a Ires mil u
duzenlos reis, vinle oncas de sulpliato de quinino a
dez rail res, e qualru libras de subuilrato de bismu-
th a dc/eseis rail res ; que era sele de Janeiro de>-
ie auno (3.' cotila/ vender duas libras de campho-
ra a Ires rail e duzenlos res, seis libras de macella
a oilorcnlo. reis, e urna onca de subnilralo du bis-
mitth por mil reis; que em nove do tito mez (i.a
cunla. vender duas libras de o implo,ra a Ires mil
res; que em vinle e um (5.;< cunta vender oilo li-
bras do camoiuilla (macella) a noveceulos c sessenta
reis, oito libras de camphora a Ires rail o du/.entos
reis, e oilo nucas de subnilralo de bisinulh a mil
reis; que cm vinle e lre (6.> conla, vender nina
libra de camphora por Iros mil e duzenlos reis, c
qualro libras de|macella a novecenlns reis ; que em
vinle eseisf".1 o 8." cotila) vender urna libra de
macella por mil duzenlos e oilenla reis, qualro 011-
Elle esl ou ses soupirs ni devane son ame
Elle esl ou ses venus oni utlumc Icur tlanie.
.amarUne. Jocetun.
Mais urna vida se suiniu nos raysterios dn sepul-
cro, mais urna existencia corlad.-, anda em llar pela
implacavel loocc da morle. Esla exislcucia foi can-
dida e pura com a do lyrn nas solidoes dos para-
mos em manila de primavera ; essa vida fui breve
e radiante como o meleuru relulgculc se deslisandu
por enlre nuvcus de lindo co azul !.
Eis o que he a vida com suas illusoes! cadeias de
dourados sonlios a quebrai-se ao mais leve sopro do
sepulcro ; grinalda de neveas flores resequida pelo
fri balito da morle.
Prestamos sentido culto religiio dos tmulos, e
por isso lie que em nome da misado, e da mais
pura doilicacuo rendemos urna Itislee derradeira ho-
menagem as virtudes da extremosa consorte arre-
batada Ido prematuramente seu esposo, e a sua fa-
milia.
O sentimento quando he intimo e profundo e-
mudece os labios ; mas calar a verdade que se deve
aos Uados, olvidar a expresa j de louvor e de eslima
que se Ibes consagruu Unanle a vida, he renegar um
precioso dever, he santificar a ugralidao.
A saudade he a nica expresiAo que ha para fal-
lar dus morios ; ella he o balsamo divino derramado
sobre nossos coraces magoados.
Como una cadeia invisivel, ella liga a perigriua
lu ni., ni l, de a essa ra>sleriosi estancia da eler-
nidade.
No da 27 de abril I dieron, depois de urna moles-
lia que foi refractaria a lodos ns recursos da medicina,
alllma. Sra. D. Anua Canuda Cezar Coulinho. O
da do passameulo dessa Ilustre esposa fui um dia
de dor e de pungentes saudades para ludas aquellas
pessoas que liveram a fortuna de apreciar suas pre-
ciosase exccllenles qualidades.
Caritativa e humatia.era como nm anjo do bonJa-
de a derramar cousolaces e beneficencias por so-
bre a miseria do pobre e do desvalido ; como esposa
e como mAi, foi dellas brilhanle exemplo ; deslina-
da a dillicil mislo de madrasta, ella soube compre-
hender admiravelineute ns seus elevades deveres, c
graugeou toda amisade. dedicacAo e respeito da nuva
familia de que ia ser mai, e a*qual se devutou com
lodo zelo, o com disvellos inicuamente inalernaes
Ella inurreu !.. e a vida Ihe surriu aluda lo sere-
na, e recamada de encanlos ella morrea !. e
sua vida de lio breves dias, foi comu urna estrella de
luz impellida us ares desmatar e a aumir-se nas
oudas.
Ella marreu ,.. mas seu nomo fara sua gloria.
humados no mesmo cemilerio, nos mezes de feve-
reiruc marco ltimos, a importancia das respectivas
sepultura-,que nao furam anda pagas, quer relativas
a pessoas livres, quer a escravas ; e pata o referido
recebimeulu marca u prazo de um mez, ronlado di
data desta, lido o qual se proceder a cobranza ju-
dicialmente.
Procuradura da cmara municipal du Recife, 28
de abril de 1856,
O procotador.
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
O illustrissimosenhur contador servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em cumprimeulo
da resoluto da junta de fazenda, manda fazer pu-
blico, que no da 15 de maio prximo viuduuro vai
mayamente a praca para ser arrematada a quem por
menos lizer, a couservacAo permanente da estrada
de Pao d'Alho, avahada em 4:0005000 rs.
A arrematacao sera feita por tempe de dez mezes
a contar du primeiru de junhu du cor rento anuo.
E para constarse niauduu aflixar u presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de abril de 1856.O secretario,'A. F". d'Ati-
nunciacAo. *
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimeulo da resolu-
(lo da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no da 15 de maio prximo vindouro, vai novamen-
le a praca para ser arrematada a quem por menos
lizer, a couservacAo permanente da estrada du sul,
ratuiliracAo da Cabo, Remedios ate/ro e po\oacno
dos Afogados, pela quanlta de 5:4005000 reis.
A arrematacAo ser feita por lempo de dez me-
zes, a contar do pnmeiiu de junhu do crrenle
auno.
K para constar se niauduu uilix.it- u preseule c
publicar pelo Otario.
Secretaria da Ihesouraria pru/liicial de l'eruam-
buco 30 de abril de 1856^-
* O secretario,
-V. F. d'Aiitiuuciacao.
O llini.br. contador serviudo ile inspector da
lltesouraiia provincial, cm cumprimeulo da reeolu-
c.io da junta da fazenda, mauda fazer publico, que
uo dia 1.5 de nulo prximo vindouro, vai novamen-
le a praca para ser arremata la a quem por menos
lizer.a cuuscrvacAo permanente da estrada do uurlc,
avahada em 1:2015728 reis.
A arremalacAo sni feita por lempo de dez me-
zes, a contar do pritneiro de juulio do crrenle
atino.
E para constar se matidou atinar o prsenle e
publicar pelo Di,rio.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 30 de abril de 1856.
O secretario,
A. F. Aiiiiunciacao.
,i:;>tei33 Wtottmo.
Para o Rio de
Janeiro.
Recebe alguma carga o brigue nacioual Flor
du Riu que segu em pnuens das por ler prompta
boa parle da caiga. O mesmo navio precisa para a
Iripul ira 1 11111 mili",!ai- naeiunae-, os quaes engaja
a soldadas vaolajosas. Trata-se para carga e escra-
vos a fele uo escriptoriu dos consignatarios, ra da
Cruz u. '.t l. andar.
Para o Rio de Janeiro,
prelende sahir com milita brevidade o rauilo veleiro
patacho uacional Amazonas, por ter parle de seu
rarrcgamculu protuplo : para o resto c eseravos a
Atten^ao.
&ccliU'a0e*.
1$0wmtci$.
( ) A vagina lalboa carapuras, e se alguma ser-
vio oa cabera do Sr.Sooza ou Carvalho, a culpa nao
he da redacto da Pagina.
Os A7.
i-RACA DO RECIFE 6 HE MAIO AS3
HORAS DA TARDE.
Colates olliciacs.
Comino sobre Londres27 |(0 ,|. (;(( ,||V.
Dcscoulu de leltras de 3 e i mezesI au mez,
Assucar mascavado bom 25j0 por arroba com
sacco.
Frederico llobilliard, presidente.
/'. Dorges, secrelariu.
CAMBIOS.
Sobre Londres. 27 3|i a 28 d. por 1
Pars, 833 rs. por f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acedes do Rauco, 33 ()|l) de premio.
Acedes da companhia do Ueberihe. .".iJOOO
Acedes da companhia Pemamburana ao par.
Ulihdade Publica, 30 pur cento de premio.
(i Indemnisadora. sem vendas.
Discante ile ledras, de 10 a 12 por 0|.q
,. HETAES.
Iluto.(Incas hespanliulas. ,
Mnedas de 65(MI vellias ,
o 65OO uovas ,
49000. ,
Prala.Palaeoei hrasilciros. .
Pesos columnarios. ,
11 mexicanos. .
CORREIO
A administracAo du curreiu desla cidade paga a
pessoa que quizer ser estfela mil rs. diarios.
$ CONSELII ADMINISTRATIVO. $
^'a O conselho adminisiralivo lem de com- @
je^ pt'ar o seguinte: ^j Cadeiras de Jacaranda.
Ditas dita du bracos
Mesa de amarello com 0 palmos
comprimenfo e 4 do largura, com
velas e forrada de panno a/.ul.
Armarios ratides envidracadus.
Hoposteiro.
Relogio de pareile.
Kspanador.
i.luartinlieira envernizada.
CaLide dito.
Quem quizer vender estes objeclos c con- y*
tratar a caiajao e pintura da sala das ses- w
Vtf ses do conselho, aprsente as suas pro- $r
M postas em caria fechada, na secretaria ijj
&. do conselho, as 10 horas do dia 9 do ,.'.
^ crrante mez. 5
Secretaria do conselho administrativo ;:'
para fornecimento do arsenal de guerra 2 S?
de maio de 1S5C.Bento Jos Lame- S?
'V.;
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1 1 1
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MEZ
Marianno.
O lino do mez Marianno augmentado de varias
oraocs, nico usado pelosdevoios da PENDA 1
vende-sc smenle na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia, a dez tusles.
Pierte Puch faz scieule as pessoas que ficarato
a dever a sociedade de l'ierro Puch c Ulondel, nAo pagatcm senAo ao abaixo assignado, visto ler
comprado a parte pertenecido au saciu Rlutidel em
8 de abril p. p.l'ierro Puch.
Fugio no da i de maio do lugar de Saol'AanaJ
freguezia do Pucu da l'anella, o mulato Juaquim
de 26aunos de idade, tem a cara bexigosa, un lan-
o barrigudo ; levou chapeo de couro, calja de tis-
cado e camisa de madapolAo ja velha, roga-se aos
capilAes de campo e autoridades policiaes a captura
do mesmo, levaudo-o ou em Saol'Anna, casa do fi-
nado Nicolao Rodrigues da Cunta ou no Recife nal
roa da I i u-entina n. 6, que seta' recompensado.
O abaixo assiguado faz ver ao respeilavel pu-j
blicu que deixou de ser caixeiro gerente da luja dos|
sabores Rodrigues & Lima, desde o dia 31 do mez
ptoximu passado, e aos mesmos senbores agradece o
mui bum Ir.llmenlo que recebeu em ludo mani
Ihe diz respeito.-- Aulonio Pereira Bispo.
Joaquim de Almeida e Silva, Porluguez, vail
a Portugal tr.iar de sua saude.
Hoje 7 ilepois da au iiencia do Sr. Dr. prove-
dor de capellas e residuos, na porta de sua residen-i
cia na ra do Collegio n. 17, se ha de arrematar o
escravo Marlinho que reprsenla 21 auuos, avahado
por 400o, cujo escravo he considerado coma bens
do evento.O solicitador, Domingos Jos Marques.
Manuel Jos da Costa Reg, declara ao publi-
co que lem garantido bilheles.meios.equarlos, equel
paga os premios por inteiro, e lem poslo a venda
ua sua laja, aterro da Roa-Vista n. 56.
Joaquim Ramos de Oliveira, v.i a Europa.
CASAMENTOS.
Para noivas, ha na casa de modas de madama
Millochau Huessaid, aterro da lioa-Visla n. 1, ves-
tidos da bloode, veos, capellas e caixos, lencos bor-
dados, meias, luvas e esparlilhos, ha lainbem ricos
eufeitcs para assistir aoscasamenlos.
Na rita do Rangcl n. 48, lojt de bilhetes, esUo
exposlos a ven Ja biloeles inteiros, meios, e quarlos
da primeira lotera dos Irabalhos biographicos, os
quaes sAo pagos sem descont, a ruda auda no
dia sabbado 10 do crranle.
O arrematante do imposto do 20 por cenlo so-
bre o consuuimo da agurdenle no municipio du
Recite, faz sctenle a ludes os senhores cuntlliuintes
do lito imposto, que anda nao leeiu pago, o facara
no prazo de oilo dias. a contar da publicacAo desle,
do contrario se proceder execulivaineule', sem ex-
ceprito ile pessoa alguma.
Ollerece-se um pelo mojo, rivilisadu e fiel,
para criado de urna casa eslranueira ou porlugueza :
quem precisar dirija-se a ra do Cilaboucia Velho,
jugo de bilhar. se dir' com quem ha de Iralar.
Jos dn Silva Azevedu previne ao Illm. Sr.
Ihesoureiro das loteras desta provincia, que perdeu
o buhle n. I63J da primeira lotera que corre nes-
le mez ; acha-se garantido pelo Sr. Souza Juuior :
ruga por lauto au mesmo Sr. Ihesoureiro baja de o
nao payar a oulra qualquor pessoa.
l'recisa-se fallar au Sr. Ignacio Jos Machado,
morador ua villa do Cabo, ou a alguma pessoa por
elle.
Aluga-se nm prclo : quem o pretender, diri-
ja-se a ra do Vlgarlo n. 23.
Precis*-se le um caixeiro brasileiro ou portu-
auez. que queira tomareenta do una liberna por
frcle, u.ii.ie com o seu coiisignalario Anlouiu Lo/, l lialanco : em lora do Porta, nu iialeu do Pilar la-
te Oliveira Azcvedo, rita da Ctuz n. I. boros n. 21,
Precisa-se alugsr um escravo mojo para Iraba-
lbar na eocbeira da ra Nova n. 61.
Deseja-ss alugar um ailar de um sobrado no
bairro de Sanio Aulonio, ale o pre^o de I6?000 rs. :
a tr.iar na padaria de Mauoel lavares de Aquino,
ra do Coloveilo.
OITerece-sa um homem porluguez, casado,
com pouca familia, para cixeiro de algum engo-
lillo : quem pretender dirija-se a ra do Collcgio,
luja n. 23, que se dir' quera quer.
Os ahaixu assianadus cuuvidain a todas as pes-
soas que se 'jalgarem rredores do Sr. Filippe Bello
Maeiel de Olinda apresenlarem seos ltalos, dentro
do prazo de oilo dias, na ra do Vigatio, segundo
andar, pois eslAo legalmenle habilitados e aulorisa-
dos para Iralar desles e oulros quaesquer negocios
do mesmo Sr. Olinda. Recife 6 de maio de 1856.
Guilherme dos Santos Sozcs Cadel. Ignaio Piolo
dos Santos Sa/.e.
No dia 8 do corrcnle, depois da audiencia do
juiz do orphAus do leniu de Olinda, sella de arrema-
lar por venda um escravo do senlco de campo com
idade de 40 canos puuco mais ou*menos, avahado
por 5003000.
No dia I" do correte tnez fugio urna parda
de nome Rosa, que representa 35 annos de idade,
com os signaes seguinles: altura menos que o re-
guiar, denles limidos, orellias rasgadas no tugar dos
briceoa, lendo pur esta razio novo* furos, ps apa>
nielados or causa de bixos, levando vestido de chi-
la deshelada, panno da cosa com listas encamadas,
e quando anda parece puchar por una peras: quem
a pegar leve-a a ra Augusta n. 56, que sera re-
pensado.
Pura
a Bitbia,
i
289 2SS.,IMI
. 163000
161KKI
OjOOO
2JIHK)
2g000
. I966O
ALKANDEUA.
Rendimenlodo da I a 5 ,
Ii1e.ii do dia 6. ,
52:0375012
2l:656f593
rJ:693s6Q5
Dctcarregam hoje 7 de maio.
iisrea iogleza/. Tlturiclinercnlorias.
Ilarca Inglesatepirtt Boksla,os de leuca.
Itirca inuleza.1/i'da.sbacalhiio.
Itarca luglvza.s'iiomu'onbacalhao.
Itrigoe ingiczCoro/imidem.
Patacho americano/(u. Patacho americanoScotiaidcm.
Bacana brasileiraZtlosao icsio.
l'alacho suecoOic/iifariulia de trigo,
OO.NSULAHO CERAL.
Reiidimenlo do da I a 5..... :J}--;-,->
dem do da 6....... S3S-.VJ6
5:0883218
ClVERSAS PROVINCIAS.
Rendiniento dn da 1 a 5. ....
dem do dii 0 ...
1369100
57.I5797
7098!)i
'3 nha Lins, coronel presidente.licrnardo i3
V.-3 Pereiro do Carmo Jnior, vogal c secro- O
O 'ario. &
; '.. ..-'% -> > -- ."*>, .(>.-> ''>-"' >,
Px sjyvj, ,;yv".u W-iVi/-<.^ '..- .,"'..?
Era cumprimento du aviso circular Ja rcuarttcAo
da mariuha datado de 27 de marca ultimo, au qal
refere-se o olliciu du Exiu. Sr. presidente da pre-
vincia de 21 du correnle mez, manda o Illm. Sr.
capilao do porto dar publicidad a lraducc,ao dus
avisos teilos aos navegaules, acerca de doos pharoes
collocudos um uo porto de Alicante na coila da Des-
palilla, e mar .Mediterrneo, e oulro no porlo de
Couta na costa d'Afnca no mesmo mr.
Capitana do Purlu de Pernambuco cm 23 de abril
>le I6.
O secretario.
.tle.vaitdre liodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agostinlio Barbosa, cidadAo brasileiro,
rajador publico e interprete cnmnieroi.il juramen-
tado da praca : certifico que me foi aprcsenlado um
Impreaso em hespauhol, o qual, a pedido, traduzi
para u idioma nacional o diz o seguiule :
TBADUCCO.
Rcparlicu de li\drographia.
sSeitio aatnaccqanUi.
I'elo ministerio da maiiuha patlicipadn pelo de
fomento, se receben nesta ilire
relaUva aa eatabeleeimealo de um novo farol, cons-
truido pelo corpo de engenhoiros de estradas, canaes
c pollos, avista das quaes se redigiu o seguiule iin
nuncio.
Pharcsdcllepanha no MeJilerraneo,Costa d'Africa.
Ceuta.
Na noile do Io de dezembro prximo so facendera
pela primeira vez, e seguir aceodrudo-se successi-
v.unenle desde o pur ele o nascer do sol o novo pha-
rol do luz de eclipses de minuto rin minuto, esta-
belculo na pouta do Serr dos Mosqueros ( Punta
de la Alinina, ) na dita praca, scudo e sua pusi
a seguiule :
I -.litii 1 35." 53' H" n.
Isoogitude imi 5i' 18" l.'esle ilu observatorio de
inarinha de San Fernando.
O apandho de pharol he caladioplriro, niuilclo
grande de primeita ordem.
A tu/, esta elevada 521 pes (145 ni. 171 sobren
mvel das prcainarcs, e sera verivel ua distancia de
27 imillas martimas, scinpre quo u estado da alhmos-
phera o permita.
Madrid 3 de novembro do 1855.
( Assignado ) Joaipiim Gutierres de Itubatcara.
E nada mais continua ou declarava o dilo impres-
u, que bem e lielmeule o Iradu/.i lo iiiesinu que
o bem condecido paladn nacional nF;peranca se-
gu para a Babia no dia S de maio cora a carga que
livor a bordo : quem nrlle quizer rarregar enlenda-
se cora u o seu cunsignalariu Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedu, ra da Cruz 11. t.
Para o Porlo segu ale o da 15 de maio o bri-
gue nacional S< Jos, o qual lera grande parle do
seu carregameuto promplo : para o reato da carga e
passageirus, Irala-se cornos seus consignatarios Fran-
cisco Alvcs da Cunha A Compauhia, ra do Vigario
u. II.
O bule nacional Novo Olinda, que segue
viagem para o Ce&ra, precisa de 4 ou 5 luariiihciios
naciouaes.
para Lisboa
saldr com loda a brevidade o palachu porluguez
Rrilhanlc, capilao Antonio Braz Pereira ; para
carga lrala-se com o tnesiuu capilao, oo com o con-
signatario Domingos Jos Fereira liuimarues, na
ra do Oueimado u. 35.
aranho <; ^r.
Segu cm poucos dias u brigue escuna btasileirn
'(raciosaii; recebe carga e passageiros : lrala-se
cora o consignatario Jos Baplilla da Fouseca J-
nior, ua ra do Vigatio n. 21.
Para -i Babia
segu em poucos das o bem cunhecido hiato brasi-
leiro Castro, por ja ler a maior parle da carga a
bordo : para o resto lrala-se coto seu ronsignalatio
Uomiugos Alves Malheus, na rus da Cruz n. 51.
Macei e ene do.
A barcaea PROVIDENCIA iccehe carga para
Maccio c Pencdu, ale o dia s do correnle mezi a
Iralar cun Pedro liorges de Siqucira, ra do Vi-
gario.
O patacho nacional Amazonas, que lem de
seguir para u Rio de Jaueiru, precisa de manija bra-
sileira; os que eitivcreru uas circunstancias dirijam-
se a bordo a fallar cun o capitn, ou na ra da
Cruz n. 1, no escriplorio do consignatario Antonio
Luiz Je Oliveira Azcvedo.
Freta-se para os portes do sul al ao Rio da
I rala u brigoe brasileiru Mallru, de que he capi-
llo Jos Joaquin illas dos Prazeres ; quem o pre-
tender pode entenderle cora o mesmo capillo, un
cun Aiiiurim Irmaus & Companhia, ra da Cruz
a. i.
A sumaca ullorlencia, que segue viagem pa-
ra a Baha, precisa de i tuarinheiros naciouaes.
O paladn brasileiro Esperance, que segu
viagem para a Bahia, precisa de 4 uu 5 mariuheirus
nactunaes.
gdtc-3.
O agente Borja fara'
leilAo, em seu armazem,
na tua do Collegio n.
15, de um esplenJido
sertimenlo de objeclos
de alucenlos qualida-
des, como hetn : urna
riquissitna ni,dola de
_ Jacaranda' a' I.uiz XV,
tima dita tambera de goslo moderno, um escolenle
toilette de jacarauda', um cspelho grande de ves-
tir, dous ditos menores de moldura domada, um
lindo aSOCtoario, un ptimo piano do armariu, nina
to, se receben tiesta directora as ioformacOes "retara, nina grande commoda, suarda-lotizan
.... lo ,,,,,,. ..,,,,, f..., ..... .niad caiiiilii la. rililor 1.
e roopas, cama franre/.a, meias coininuJas, cadeiras,
bancos, sufas para gabinete aposentos, mesa de
janlar, laura e vidros linos, enfeites para sala, ulen-
silios, e mais arranjos de casa ele, de tuna familia
notire, quo se retira para a Europa ; um oplimu bi-
lhar cun lodus us perteuces, una porcAo ile cadei-
ras geuovezas muilo linas, varias quinquillera*,
nma grande quanlidade de pecas ile colim uu lilins
de nlsuil.10 do hnilos pidres, i hbitos da ordem de
Clirisln e oulros muilos objeclos clr, ele, que se
acharAo patentes 110 referido armazem, os qoaes se
IjJI enircgaiao pelo maior proco ofletccido, porquinlo
*' I nao existe limite de preco algum: quinta feira S
du crrenle as II hora da tnanbaa, ea I hora
da Lude ira' tambem a I alan por autotisacAo do
Illm. Sr. Dr. jui/ de orphaos iulerino, a requeri-
menlo do Dr. Joaquim do Oliveira o Son/a, tutor
do arpillo Emilio, urna mobilia de Jacaranda c mais
perteuces de casa, deixados pelos pas do dilo menor.
O senle Oliveira far.i Icilao, por despacho do
Eam. Sr. Dr. juiz especial du coinmercio, a reque-
rimenlo do curador fiscal da massa lallida de Anto-
nio Augusto de Carvalho Mariano, de lacias as divi-
das activas da dita massa, por ledras e conlas de
livros, na importancia total de rs. S:1369005, cons-
lanles da respectiva relacao, que se acha era poder
rae r.ii opresentado, e ao qual me reporto ; e depois | do referido agente para eiame de havrr ezaininadu com eslo e adiado .conforme, o assim mais, sem limites, grande porcao de mobilia
lornei a entregar a quem ra'o apreienlou. Em f de Jacaranda e de amarello, ele, cutsisliudo em um
do que passei o prsenle que assignei e selle com o I ptimo piano, talvez u melhor ezislenle nesta cilla-
sello do meu cilicio nesia muito leal e heroica cida- | do, sofas de jacaraud e de mogno estofado, cuusolos
LOTERA da provincia.
Sabbado 10 rio corren{
te, e a extracyo ra pri-
meira parte da primeira
lotera concedida ao eida-
doAntonio Joaquim de
Afelio: existe um pequeo
resto de nossos 'elizes 1>-
Hietes, nas lojatf j aniiunj
ciada?, sendo pagos som
disconto os bilhetes, meios
e qnartoscoib si nossa ru-
bri! a.
Olheira Jmtior & C.
O Sr. Caetano rio Mallos Siraies
queira dirigir-te a ma de llortas casa n.
02, que se Ihe deseja tallar.
Declaro que o Sr. Tiloma/. Garcez
Montenegro uio foi cliamado por este
DIAIUO para pagamento de divida algu-
ma, pois c|iie nada me deve e nunca me
deven.Jos Jacintlio de Carvallio.
Joaquim Dias l'ernandes tem con-
tratado com Joao Manuel Rodrigues Va-
Icnra, compiar-lhe a sua taberna sila na
rua larga do Rosario u. \(\: quem tiver
alguma reclamarlo baja de a lazei-no pra-
zo de oilo ilins.
AT1IENEU PERN M BUCANO. j
0 Quinta-feira, S do corrente, ba- 5
-_':'j vera sesso01 (linaria, na casa pro- {
fg visoriamente destinada para esse ^
'ira, aterro da Boa-Vista n. iO. @
';'; O primeiro secretario, Joaquim ^
-;';; Ignacio Alvares de Azevedo. H
.-. '^'ir\;'\-'-:\y\ ':"! .-\.-'> -- .-'
'>;'-.....1 ...*.....-..;.. ....-?
l'reci.-.i-sc de um ou dons raaoeiros forros ou
captivos para condiircao de lijlo .los Remedies para
0 Recife, pagaodo-se-lhes um ordenado por mez ou
por semana, rom sustento ; qasm esliver noslaa cir-
cuinstancias c conveulia um aposento cctlo para
Irobalhsr, pode diri.uir-so a rua larga do Rosario,
padaiia n. IS, que acharo com quem trotar. Na
mesma padaria precis.i-sp de um tr.cslre que colillera
da costa do norte ale llemangoape, para lomar con-
la de una barcada grande que oavega tiara o noile
desla provincia : quem cstiver tiestas circutnslaucias
e dir fiador a soa conduela, puje dingir-se a mesuin
casa cima u. IS.
Aluga-se um sitio com capim, no logar de A-
pipucos. a margem ilo Capibaribe, com urna evcel-
lente verlenlc d'agua, pomar e borla : i Iralar na
rua da Cadeia do Recife, sobrado n. 53, segando an-
dar.
Na roa do Calabouc.o n. _', lava se e engom-
ma-se com inoila petfec^o e aceio, por pre^o com-
modo.
()(lerece-se nesla praca urna casa muito capaz a
todo senhor de fra que quizer mandar seas ftlhos
aprender os preparatorios, onde encontrarlo o maior
cuidado e dcsvello no seu Iralamento e ensino, me-
diante certa paga razoavel: procore-se na roa da
Cadeia do Recite a Jos liotnes Leal, que indicar a
dita casa.
No da -J de maio fugio urna escrava do nome
Paulina, crioula, haslaule moca, levando vestido de
chila cor du rosa ja vellio e oulro prelo, sai tam-
bem de chita com 3 barras, ra, sendo do boa altu-
ra e tem urna marca ile fugo em urna das roaos, he
alguma cousa gaga : quema peear leve ao piteo da
I'enha n. 8, que sera recompensadu.
Ensino publico.O melhodo Caslilho esla aqui
muilo em moda, c muilo festejado dis alias autori-
dades. I ni desles dias, urna dessas escolas foi visita-
da pelos Kxms. Arcebispoe Bispo do Para, presiden-
te c oulras tuuitas pessuas de illa calbegoria, e
achou-se lamauho adianlamenlo em meninos de 5
annos de idade, e com dous mezes de ensino lerem
e conlarem, que se diz que o Dr. director doi estado
vai propr para ser esse o melhodo ofciil oo do go-
verno. Bahia 30 de abril de 1856.O Bahiano.
Francisco Brasileiro de Alboqoerque e Jos
Coelho do Mello como testamenten o e lutor dos Pi-
lilos do finado coronel Francisco do Reg o Albu-
querque, avisam ao respeilavel publico, qoe elles
(eem revusadu desde o di 26 de abril a procuraco
que iinli iin outorgado a Mximo Jos dos Santos
Andrade, pelo que daquella data em dianle sao nat-
os todos os acios que o mesmo Mximo Jos do
Sanios Andrade baja de pralicir, romo feilos sem
autorisarao delles, sendo que na mesma dala nomea-
ratn seu procurador baslanle a Mauricio Francisco
de Lima, com quem se entenderlo os devedores da
casa que foi do referido Mximo, pertencenle por
compra c cessHo ao tinado coronel Francisco do Re-
so e Albuquerque, e hoje aos seos herdeiros.
Quem precisar de urna ama para cozinhar e an-
gommar para pouca familia, assim como homem sol-
teiru uu viuvo, ilianca-se a boa conduela, compor-
lamenlo e zoilo : na rua do Rangel n. 21, dir a
pessoa e se ajustan.
Tendo sido transferida para qoinla-feira 8 do
crrente a prucissSo das imaaens que se achim de-
positadas na icrtja de Sania Cruz, as quaes vollam
para a sua igreju de M. S. do i.iv rameril o, por ter
cessado o motivo que deu lugar a esse deposito, o
escrivu da irmandade o Senhor Bom Jess da Va-
Sacra, de ordem do irmao provedor, pelo presente
annuucio convida aos irmaos da mesma irmandade a
comparecerem na mencionado dia as 2 horas da tar-
de, para aeompauhar a dita procisso.
Aulonio de Paula de Souza Lean Jnior vai a
Europa, levando em sua companhia sua familia.
Fugio nu dia 27 de abril o escravo Manoel, de
25 anuos de idade, mameluco, alto, corpoleoto, tem
taita de um denle na frente, rosto grande, principia
a befar, Instante regrila o cantador, natural do
Cralo, provincia do Ccara, e vendido nesla provincia
por ordem de Joiquim Lopes Haymundn do Billiar:
roga-se as autoridades policiaes. cipilaes de campo e
qualquer pessoa do povo captura do mesmo, sendo
eun in/i lo a rua do Collegio n. 16, qoe sera genero-
samente recompensado.
Grande baile de mascaras
nas noites de 10 e 12 do corrente, na
casa em que foi o Recreio Militar, pra-
ca da Boa-Vista n. 5(.
As 8 lloras da noile todo o edificio estar* adorna-
do e illaminado convenientemente. A msica sera
urna tas melhores que existe nesla cidade, e bavera
a melhor ordem, pois qoe os directores sao o mea-
mos dus deverlimentos que m dita casa liveram lo-
gar pelo ntrenlo. As entradas s.io : para bomem
3000, e as senhoras gratis,
ATTFOTION.
Eoglish Collegiate School
Madeira.
The Rev. Alex. J. D. D'orsey, the Head Master,
reccives prvale pnpiis. Terms for Board and Edu-
rilion fronnt Ocl. to t July, from 6 to 10 vears, L>.
IM ; from 10 lo 12, Li. 70 ; from 12 to 1*. La. 80 ;
from 1 i lo 15, l.s. ferences : Lord .1 mu Manners, Viscoont Torrehel-
la, Viscounl du l'onceau, Sir (Arch: Alisnn, Bar,
Sir J. E. Davis, Bar:, Sir W. C. Trevelyan Bar:.
Mr. D'Orsey will be in Funchal lili 1 Jnly, and in
I .orilloti (34, Baker St. Porlman Square) from 15
July lili 15 Sep.
Sr. Antonio Carlos l'ereira de Burgos Fooce
de l.eao.Conslando-me qne Vruc. alardeia pelas
lujas e botcquins uude cm gritos l e commenla as
dialribcs, que lem mandado escrever e imprimir con-
tra o Sr. commendador Antonio de Siqoeira Caval-
canli, de que se referir a mim, quando na insolen-
lissiina correspondencia, que, com soa assigoatora,
publicara contra o mesmo senhor o olliano de 28
do mez passado, disseum sicario, sea morador, ala-
coa c a;o -,io iu a ralnha existencia em Santo Amaro
de Jaboalao : veulio pelo prsenle exigir de Vmc,
que por osle o Diario declare,H he com effeilo a
mim a que se referem aquellas expresses de sua cor-
respondencia, certo Vmc. de que, se o indo Qzer no
peremptorio lermo de dous dias, lomarei a mira
taref.i de por este mesmo peridico arranear-lhe
mascara, e aprescuta-lo ao publico tal qoal Vmc. he,
como lillia, irmilo, marido, amigo e finalmente ho-
mem. Confio em que o Sr. P. de l.eao se haja da
modo, que me poupe esse Irabalho, porque sabe,
que perfeilamente o conlieco. Recife 6 de maio de
1856.Francisco Lourenro Carlos.
Juan Uuarle Maginario, vendo neste Diario
um aununcio para serem arrematadas as dividas do
fallido Aulonio Augusto de Carvalho Marinhu, e len-
do examinado a relacao dos devedores em poder do
agente Uliveira, vio com sorpreza o seo nome in-
cluido nessa rolaran como devedor da qnantia de
2i)..-il7ii, quando o annuncianle he crador daqoelle
fallido da quanlia de 3639750, e nao devedor, pelo
que previne a quem qoizer arrematar ditas dividas
de au suppor semelhanle relacao exacta, e nem con-
tar com essa quaulia como divida, em quinto que
em occasiao opporluua se apresenlar na qualidide
que Ihe compete.
Aluga-se urna escrava para criar, levando a
cria que tem, a qual escrava tem tido sempre esla
uso quando parida, pr-r ter muilo e bom leile, tendo
as mais parles que a fazem recommendavel para se-
melhanle emprego: quera a pretender aononcieou
dirija-se ao trapiche do Ramos, das 8 hora o dia as
3 da larde, que ahi achara com qaem Iratn
O abaixo assignado faz publico a quem inleres-
sar, que lem pago todas suas coutas al 31 de dezem-
bro do anuo prximo passado ; te alguem julgar-sa
credur ale aquella dala, queira apresenlar seos cr-
ditos no prazo de 8 utas para serem conferidos e pa-
gos. Recife 5 de maio de 1856.
Joao Simio de Almeida.
AO PUBLICO.
I ni homem casado, com familia, morador nesla
praca, se propoe a procurar dividas, lano ni praca
cuino pelo mallo, pois ja tem exercitido osle empre-
go ha mais de 6 anuos: qualquer pessoa que se qoi-
zer ulilis.tr ile seu prestimo, ciilenda-se no segundo
andar n. 31 da rua do Oueimado, nos qoitro cintos,
que ahi se Ihe dir, afianzando a fidelidade precisa o
aplidilo.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar, ou
um primeiro andar em algumas das ras do bairro
de Sanio Aulonio, ou mesmo S. Jos : ua rua da
Cadeia do Recife, loja u. 50.
Deseja-se saber se o Sr. le enle-coronel Pedro
de Alcntara Buarque, do engeuho S. Pedro, de Por-
lu Calvo, lem nesla praca um correspondente com
quem se trate a respeito u negocio de S. S.,conforme
as notas por S. S. tomadas em 17 de fevereiro do
anuo passado, visto que, o, por S. S. eneirregado, a
islu nao se quiz pretlar.
O medico Jos de Almeida Soares de Lima
Ba*tos, duranle us puucos mezes que pretende de-
morar-se na Europa deixa entregue a sua clnica aos
cuidados do Illm. Sr. Dr. Jos Joaquim de Moraes
Sarment, c como seu procurador nesla cidade o
Rvm. Sr. padre Jos Antouio dos Sanios Lena.
MIDANCA DA l'KOCISSAO'.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da Sol*
dade erecla na igreja de N. S. do Livramento, em
virlude da chova tem mudado a soi procisso para
o dia quiola-feira 8 do crreme, as 2 horas di larde.
Adverte-sc a Uidos os moradores das roas aonde tem
de passar a procisso, que mandem limpar as testa-
das de suas casas sob pena de lomar nova direcc.Vj :
pede-se a todas as contrarias que lem de acompa-
nliar, que por obsequio dirijam-se ai horas cima
indicadas.
Arrenda-sc om grande sitio com caa de vi-
venda, bstanles arvnredos do fruclos, coqoeiros, e
terrenos para plantas c capim, nu lugar do tuquio ;
quem pretender, dtija-se a rua do Passeio, loja n.7.
Hospital Portu-
guez de Bene-
ficencia.
De ordem do Illm. Sr. provedor inte-
rino, lie convocada a assembla eral dos
senlioies accionistas, para urna sessao e\-
traordinaria, no dia 8 do corrente, as 5
lioras da tarde, nosalao do mesmo liospi-
tal. Recife 5 de maio de 1856.M.F.
de Souza Barbosas secretario.
i loarla feira, 7 do corrcule, depois di audien-
cia iln Illm. Sr. Or. da segunda vara do eivel, ir
piara a rasa terrea sila na roa do Padre Floriano,
numero 35, a qual lem Ires quarlos, cozinhi fora,
cacimba independeute, e um grande quiolal com
varias frucleirss.
Precisa se de Irabalhadores de enchida : na
rua da Cadeia do Recife n. 45.
1'recisa-se de urna pessoa que saiba andar com
ama carrosa a' vender agua pelas roas, qne seja fiel
e capaz ; dirija-se a rua da Alegra da Boa Vista n,
42, e na mesma se aluga urna carrafa com ciis.o :
quem a livor diriju-se a' casa cima.
MUTILADO
ILEGIVEL


.w
mo di nmum oaun feim i h mho e iss6
Terceira edi^ao.
TRATAIEITO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLfU-MORBUS,
PELOS DRS.
oui>%xcai tEZ ^-t. k
p inslrucc.o aopovoparase podercurardesla enfermidadc, administrndoos reinediormais enicazes
earaafalha-la.eroquanlo serecorreaonedico.ou mesmoparacura-Uitidepeiidentcdesle- nos lugares
cm que n,io os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Eslesdoosopuscutosconlmasind,aresmaisclarasc precisas,e pela sua simles? concisa emosi-
cAoestoaoaleauce de ledas MBUWfradM.Mt pelo que diz rcspeiloaos meios curativos comonrin-
cipalmente aos preservativos que Icntdado os mais satisfactoriosicsullados cm toda a naria aman
elles lem sido postoscinpratica. I"l H
SendoolriUmeutoliomeopathicoo anicoqae lem dadograndesresaltadosnocurativodeitahoru-
v*l*oermid.de, julgamosa proposito tradunrrestes dous imprtanles opsculos em lingu* vernaci-
la, para dest'arle facilitar a sua tortura a quem ignore o francez. "^
Veode-se nicamente no Consulloriodo traductor, ra Nov n.52, por 25000 Vendem-se timben)
u

I PEORAS PRECIOSAS-1
1 "* g
j*j Aderecn, de brilhanles, H
jg diamantes e perolas, pul-
gj ceiras, allinetes, brincos
jj e rozetas, boldes e anneis *
2 de diferentes gostos ede J
* diversas podras de valor, w
tfi *i
MOREIRA & DARTE.
LOJA DI 0LH1VES
Ra do Cabuga n. 7.
Recebem por to-
ldos os vapores da Eu-
KB3S*S 1 ro!)a sobras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
pero- ?
:?. las, e mitras quaesquer *
;^j joiasde valor, dinheiro \
un por obras.
I
8Mff--tMBfcet--*>*-$
OORO E PRAT V. *
j Adereces completos de B
* ouro, meiosdilos, pulcei- 5;
* ras, alfiocles, brincos e *
ES rozetas, conloes, trance- S
lins, medalhas, correules i
'' e en (enes para relogio, e ''
2 oulros muilos objeclos de &
ouro.
'& Apparelhos completos, $
gj de prala, para cha, han- J
w dejas, salvas, easlicaes, j
<5 colheret de sopa ede cha, *
e inultos oulros objeclos $
V de prata.
&*. ? >:>.;?:.<-:+? : <*:*..;
de Lisboa, asquaesse vendem por
preco eoniDiodo como eos tuina ni.
REPERTORIO DO MEBICg
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabelica, eom a descripco
abreviada de todas as molestias, a indicaran physio-
logica e therapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acr.iu e concordancia,
seguido de um diccionario da siguidcac,ao de todos
os termos de medicina e cirurgia, posto ao alcance
das pewoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. anignanles podem mandar buscaros seu
eiemplares, assim como quem quiztr comprar.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra de Trapiche n. 40, segundo andar.
Paln Nash & Compauhia declaram que Joao
Pedro Jess de Malta deixou de ser seu caiieiro drsl
delianlem 11 do correnle inez. Kecife 15 de bri-
de 1856.
i NORAT & IRMAOS, $
Si Ra da Auroran. 58, primeiro andar. 2
Tem a houra de participar ao respeila- w
9 vcl publico dista cidado e com especialida- @
10 de aos seus freguezes, que possuem pre- (
(fa seniemcnte o mais rico e completo sorti- (*
'+ monlo das mais (mas e delicadas obras de
x nmmmmm.mtnmmnmm
AO PUBLICO.
0 armazora de fazendas baratas, ra do
Collegio n. 2,
X vende-sc um completo sortimemo de fa-
| zendas linas e grossas, por mais barato
5 presos do que em outra qualquer parte,
B lanto em porgues como a rctallio, aflian-
6 cando-se aos compradores um s prei;u
B para todos: este cstabelecimenlo abrio-se
B de combinacao com a nwior parle das ca- 3
X sas commerciaes inglezas, francezas, alio- $
15 mos e suissas, para vender fazendas mais jg
| em coma do quo se lem vendido, e por isto <$.
follerecem elle maiores vantagens do que &
otilro qualquer; o proprietario deste im- X
portante eslabelecimenlo convida lodos X
SJ os seus patricios, e ao publico cm peral, E
para que vonham (a bem dos seus inte- ||
3 resses) comprar fazendas baratas: no ar- S
jjg mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- j|
JK ionio Luiz dos Santos* Rolim.
Precisa-se dr|umcoziolieiro pan enfermara : l
tratar ua ra do Pocinho casa Ierra de u.Iracas.
Massa adaman-
tina.
Francisco Pinto Oxorio chumba denles com a ver-
dadera mam adamanlioa e applica ventosas pela
atracrao do ar : pode sor procurado confronte ;io
Rosario de Santo Antonio n. i.
Engenho para arrendar.
Arrenda-se o ennenho Muribequinha, na frei-ue-
rfJi"1""? D?me : qaem P[ele'"lcr. dirija-s, ,0
eoSenho Santo Antonio (rande, provincia le \|a-
Itods. que achara com quem tr.tar ; lie de,necs.a-
no re.atar a lM.ndadc.por ser bastante cuul.ecido.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou
captiva sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-se bem : no palco do Hospital
n. 26, sobrado.
PASAPORTES.
Iiram-se pa,saporles para fura do imperio, de-
pacham-se escravos c correm-se folhas : para esle
li-n.procra-seuaruado Queimado n. i", |0ia da
miudeas do Sr. Joaquim Monleiro da Cruz.
-"A-luga- se o palacete amarello da ra
da Prau (i |uuia) ondeesteve a lliesou-
ranadaslcl uiiis, proprio para qualquer
estnl>elecim?nto publico on r
pelos gran les salios c
CDmmodi'a les: a
Guilherme Sette.
ontptai>.
Compram-se notas do Banco do Brasil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compro** para um presente urna Mgriah de
-a .1 annos, ou inesmo urna mulalinlia que nao le-
ulia molestias : quem liver e quizer vender, annun-
cie por esle jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de sanio Antonio, sobrado de um andar o. >, que
achara com quem iralar.
Compra-se urna diizia de rollieres de prala pa-
ra sopa e una s^lvu para 3 copos com agua, im-
)n de prata, ludo em boiu usoese.u feilio : no pa-
leo de S. Pedro n. 22.
Compra-se papel de Diario na ra largado
Rosario, fabiica de cigarros n. 21.
Compra-se urna casa terrea no hairro de Sanio
Antonio ou Boa-Visla : na ra da Cadei. de Santo
Antonio n. -Mi, loja, se dir.i quem compra.
Compram-se apolices da divida provincial : na
ra das Mores n. :I7.
Compra-se urna rolla que lenha pelo menos
1^1 palmos de allura e S i| de lar;o : na ra do A-
morun u. 3:1, segundo andar.
Compra-se para nina encommeuda
na ra da Cadeia do Recil'e loja de miude-
Z|aSn"T' llm moletllu: de bonita lirrura,
le idade i:> a 20 anuos,
a tratar na ntesina.
paga-se bem:
repartirlo,
que tem e outras
lar no inesmo com
AHOMEOPATIUAEO
CHOLERA. 1
' nico tratamento preservativo e
curativo do cliolera-morbus,
PELO Dt'TOR
| Sabino Olegario Ludgero Pinho (
Segunda cdicrSo.
i .A benevolencia com que foi aeolliida pe- V/
| lo publico a primeira cdicc.io deste opus- *
culo, esgolada no curio espacode dous me- *?
m
^ brilhanle, perola e ouio, como at o pre-
9 sen la nao lem apparecido nesla praca ; e
afliancam a todos o mais mdico preco por-
que vender se pode, obras de goslo o mais
apurado: os mesmosdesejam ardentemen-
12 f6 .I"15 resPeilavel publico nao deixe de
i
es nos induzio a reimpressSo
Costo da cada eiemplar......15000
Carleiras completas para o traa- JP
ment do cholera ede mailas ou- A
Ira molestias, a..........:ISOOO 22
Meias carleiras..........llijOOO W
Os medicamenlos sao os melhores possiveis. 6SS
Cousullorio central homeopathico, ra 7
into Amaro (Mundo-Novo, 11. ti. (J)
CASA UOS EXPOSTOS.
lanc-ar as vistas sobre as suas obras,
f9 afimdequeseja conhecida a verdade de
1@) que encerram estas poucas palavras.
Me de Mara.
I -j-**31" de Phlcar-se o novo Mz de Mara ou o
j Me/, de Maio, consagradu 1 gloria da Mai de Dos,
nova ediccao, ornada de vinhelase bella encaderna-
. cao : vende-se a IJB80 na livraria de J. Nogueira
de Souza defronla do arco de Sanio Antonio.
Jos da Conlia, na qualidade de procurador
bastaulc de sua llha Candida Alarroliua da Conha
lernande, viuva do tinado Sr. Jo.lo Francisco Fer-
nandos, de lioianua. para inventariar os lien- por
esle limado. ; rona a todos os credores do mesmo
------------------------------. ...,.-, i,.,, ,11,,, 09 creaures 00 mesmo
**a a amas para amamenlar crianras na de apresentarem as suas conlas cenias lesaes
casa dos eiposlos : a pessoa que a isso se quera de- > n. Pra7: de oito das, a contar da data deste annon-
aicar, lendoas habilitares nacetsarias, dirija-se a C1 allm de S"em descriplas no inventario re-
lllMma a ^%->^% .1 li______ > i nnnl'-
hi achara com
em que se devem separar bens, quantos
peclivo,
'': d'v'a" l?m*nlo daquelies dos em sua Von.p.'nha"3"a,.
mesmos credores qae para isso se aprezenlarem e
para commoddade .los quacs, tanlo podem apre-
senlar essas conlas na casa da residencia di mesma
viuva, cm t.oianua, como nesle Recito, na ra da
Moeda trapiche do Cimha n. A. declarando nellas
a qualidade do titulo que possuem, seus vencimeo-
los, aqnanlia e os juros que vencem na falla de pa-
gamento. Recito t de abril de 1S5G.
mesma, no paleo do Paraizo, que
quem tratar.
ARRENDAMENTO.
Atoja armazem da casa n. .'w da ra da Cadeia
do Hecife jun o ao arco da ConceicSo, acha-se desoc-
capada, e arreoda-se para qualquer est&belecimtnlo
em ponto grande, para o qual lem commodos suffi-
cienles: os pretendentes entender-se-hjo comJoSo
l>jpomuceno Barroso, no segundo audar da casa n.
51, na mesma roa.
PUBLICAQAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esla poblicajao era sem duvida de olilidade aos
pnncipianles que se quizerem dedicar ao exercicio
do roro, pois nclla encontrarJo por ordem alphabe-
lica as pniicipac. mais frequenles oceurrencias ci-
vis, orphanologicas, eommercaes e ecclesiaslicas do
nossoforo, com as remissOes das ordenaees, leis, CA eslrangeira para oceupar-se no servico de
avisos eretolamenlos por qae se rege o Brasil, e I ------==- JJ--------
~ Q"13''1"' do correnle, depois da audien-
cia do I llm. Sr. Dr. jniz dos feilos da fazenda se bao
de arrematar em ultima prara os bensseguinles, pe-
nhorados pela fazenda provincial : orna casa torrea
de Lupa na ra do Quiabo n. (ii, com 18 palmos de
largura e 3'J de comprimento, 1 quarlo. quintal ero
aerto com diversas fructeiras, cozinha dentro, > sa-
las e cacimba meeira, penhoradn a viuva de Marce-
lino Iguacio Ferreira da Costa ; urna casa (errea na
ra Imperial n. 219, 3 portas, 2 salas, cozinha den-
tro, 1 quarlo, quintal em aberlo, rom l palmos de
largura e 38 de comprinieuto, por IU5, penhorada a
Izid.ro Marques de Coloiiha ; urna casa terrea na ra
dos Copiares n. 9, com 18 palmos de frente e 70 de
fondo, 1 salas. 1 quarlos, quintal murado, cacimba
so ;em mao estado), por 3309, penhorada a Ignacia
Mana dos Prazeres ; urna casa na ra de Motoco-
lombo nos Afogados n. 73, com porla e janella, 17
palmos de laraura e 53 de comprimeulo, 2 quarlos
2 salas, cozinha dentro, quintal em aberlo, por 50a'
penhorada aos herdeiros de Anua Mara do asci-
menlo ; urna casa terrea na ra do Moudego n III
com porla e janella, 1!) palmos de largura e (i de
comprimento, 2 quarlos, 2 salas, pequeo quintal
murado, por 7003, penhorada aos herdeiros de Aulo-
nio Jos (Juaresma ; urna casa torrea de laipa na ra
do Ouiabo n. 26, com porla e janella, 2 quarlo",
Lalas, cnzinha tora, pequeo quintal, com "
palmos de largura e 70 de fondo, por 2OO3, pe-
nhorada a Joaquim Antonio Vieira por l.uiz Placido-
uina marqueza da amarvllo e doas bancas da mesm
Compra-fe urna cria de idade de an-
uo emeio: quema ti ver quker vender,
annuncie para ser procurado.
Compra-se toda c ipialiiuer iiorcao
de prala velfaa de lei (em fetio: qum
ivcr para vender, dirija-se a roa do Col-
lejpo 11. lo, agencia de l.-iles.
Curro.
Compra-se um carro de i rodas assenlos, novo
tanto que seja moderno e forte :
r procura-
Compram-se escravos de ambos os sexos, e pa-
aam.e bem ; assim como rerel.em-se para se ven-
uer de commissao ; na ra Direila n. 3.
ou servido, com lano que seja moderno
quem :i>er para vender annui.cie para se
do.
Sen)a5.
superiores velas de
na ruii da Cadeia do
madeira, por 2h>, penhorada a Adolpho
Joao \erxon ; i aucoras novas, 10 barris 1
Beck por
el lina de
madeira por 213, peuhorados a Heraldo Jos Perci-
ra por Manoel Joaquim do Reg Barros.
G. Adolphe Boorseois vai a Europa, levando
Traspassam-se os serviros por^espa^o de G an-
nos de urna parda mora e sadia, que cose toda qua-
hdade de cosluras, engomma ecoziuha muilo bem,
mediante a quanlia de 0UO3OO : quem quizer tozer
esle negocio aunuucie.
Q Precisa-se de urna pessoa nacional ou
nem assim resoluefte doi Praxislas anligos e moder-
nos em que se firmara. Conlcm semelhaulemenle
as deciies das qneslOes sobre sizas, sellos, velhos e
novo, direilos c dcimas, sem o (rabalho de recorrer '
a coiieccao de nossas leis* avisos avulsos. Consta-I
ra de dous volme emoitavo, grande francez, eo
pnmeiro sabio a luz esla venda por 83 na loja de
l.vrosn. b *8da praca da Independencia. Os se-
ntares subscriptores desla publicarlo existentes em
1 ernamboco, podem procurar o primeiro volume
m roja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro na livraria do Sr. Paula brilo, praca da
Consliluicao; no Maranho, casa do Sr. Joaquim
Marque. Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. J-
se de Oliveira. -
DEMATHEllTIfAS. f
O abaixo assignado formado em malhe (g)
mathematicas, lecciona Arilhmetica, Al- @)
gebra c Geometra : na ra Nova, cm o L
pnmeiro andar do sobrado n. 67.Ber-
nardo Pereira do Carnio Jnior. A
ltMtrcelo moral e reli-
giosa .
Esle compendio de historia sagrada, qne foi ap-
provado para instruc^o primaria, lendo-se vendi-
do antes da approvajaoa 18600 rs., passa a ser
vendido a 1*000: na livraria ns. 6 e 8, da prata
da Independencia.
J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n. 19, i.rimei-
J) ro andar.
Na cata da residencia do r. Lourciro, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, que nao Iraga comsigo o fillio
que liver, de peilo.
Na na dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco do que em ouira qualquer parle.
O Panorama.
Roga-H aos Srs.'assignanles desle jornal lllera-
110 instructivo, a bondad* de procurar o resto dos
nmeros perlenceolei ao aono de 1855, e de n. 1 a
Bde 1856, na roa do Crespo defronle do arco de
Sanio Antonio, livraria do J. Nogueira de Souza,
onde timbero s* vendem colleccoes completas do
mesmo.
Historia Universal, por
C. Can fu.
Os Srs, assignanles lenham a bondade de procurar
as series que anda nao liverem recebido desla obra
ale paginas 252 do stimo volume. Contioua-sc a
receber assigoaluras para esla infere**!* obra,
Iradozida em por'.uguez, lando ja 7 volumes publi-
cados, ornados de bellas eslampas, bella imprwsao,
frmalo do Panorama ; na agencia, ra do Crespo
defronle do arco de Santo Antonio, livraria de J.
Nogueira de Sooza.
Agencia de passaporte.s
C'andino do Reg Lima, despachante pela repart- I
rao da polica, tira passaporle para denlro e fura do
imperio, e despacha escravos por commodo preco. *
com presteza : na roa da Praia primeiro andar n. i
JOIAS
, '?" 'bi,} )gadoi, e*m loja de ourives na ra
do Labog* o. 1!, enfronto ao palco da malriz e ra
>ov, razem publico, que esUo recebendn conlinua-
- ricas '
_ um sitio, dando prova de sua conduta ;
W a tratar na ra da Cruz do Recife n. 53, (#9
segundo anda, ou na bolica do Sr. l.uiz
(fo Pedro das Nevcs.
Alugam-se dous escravos para o servico de
casa de Tamilia, pagase bem e faz-se qualquer cun-
Iralo que por ventura parera mais conveniente a
quem os liver e os quizer dar i servico por da e
uoile: na ra das Irinclieiras 11. 19, scguudo andar.
Salustianocle Aquino Fer-
reira, cau te lista das
I loteras corridas, avisa as pessoas que liverem cau-
telas premiadas, queiraui por obsequio diiiauem-sc
! a ra do trapiche n. ;l, segundo audar, ou as to-
jas ja contiendas, para seren prumplameote tinbol-
j sadas, marcando o prazo de 60 das que se lia de es-
pirar no da 96 de juuho do correnle auno. Peruani-
buro ^0 de abril de 1850.
Salusliano de Aquino Ferreira.
Alttju-se Urna cxcelleiite casa a mar-
;em do rio Capibaribe, na estrada da
Ponte de L'clia, confronte a casa do li-
nadoE\m. bario'de Beberbe: a tratar
na ra da Aurora n. (i.
Maria Carneiro de Souza Lcenla Villasscca,
professora particular, residente na ra da Aurora 11.
42, seguudo audar, acha-se no exercicio do seu ma-
gisterio, e continua a receber meniuas pensionistas e
meio pensionistas: quem pretender confia-las ao seu
cuidado, pode dingir-se a meuconada casa para
tralar. K
Aluga-se urna lojnha, na ra Direila o. 81,
freguezia de Sanio Antonio, moito piopria para ou-
rives por ter sido oceupada ha mullos anuos por lal
olhcina, ou oulro qualquer cstabelecimenlo, pois o
local he o mellior posiivel : quem pretender dirja-
se a ra da Horeuloa, casa n. 3, das afericoes.
Na primeira audiencia do Dr. juiz municipal
suppleute da primeira vara, escrivao Baplisla, lira
logar a ultima praca de diversas obras de ouro e
prala, e escravos peuhorados Jos Rodrigues do
Passo e sua inolher, por execucao que Ihe movem os
herdeiros do liuado Antonio Marlns Ribeiro :
as audiencias do mesmo juiz sao as Ierras c
sextas-luirs de cada semana ao meio-dia.
LOTERA da provincia.
O Iliin. Sr. thesouieiromanda fazer pu-
blico, que si; aehain 1 venda, na tliesou-
raiiadas loteras, ra da Aurora casa n.
2G, das !) a's horas da tarde, os billie-
les, meios e quartot da primeira parte da
primeira lotera concedida ao cidadto
Antonio Joaquim de Mello, para a publi-
cacSo dos traballios biojjrapliicos, cujas
rodas andaiu itnpieterivelmente 110 dia
abitado 10 de maio prximo futuro, a's
8 e meia lioras da miinliaa, no salio do
convento de Nossa Senbora do Carino:
outro sini, que as listas serao distribuidas
gratis aos compradores de bilbetes, no
primeirQ dia" til, a's (i lioras da ma-
nliaa, e que no dia l principiaraoos pa-
gamentos da referida lotera, a's 10 ho-
ras do dia a's ."i da tarde, na na da Au-
rora n. (i. Thesouiaria das loteras SO
de abril de 1856.O escrivao, Antonio
Jos Duarte.
Do sitio da h.launa do Giquia detappareccu o
(.tuem acbou um canudo de Itautim e quizer
restituir, oqusl foi perdido do quailel de S. Prao-
eisco a casa do Exm. Sr. general, no recolher He sex-
la-feira, 2 do correnle, dirija-** a ra Nova u. (>;t
que ser* recompensado.
O doulor Olegario Cesar Caboss, formado em
medicina pela '-'aculdade da Baha, avisa ao respela-
vel publico desla capital c especialmente aos po-
bres, que quescrcm ulilisar-se do seu presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa 11. S
sita na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
Vendem-sc caxas com
carnauba, felas no Aracalv :
Recito n. 2i. primeiro andar.
Rh7 Kob'jAn>rleor, Vermfugo i.iglez. salsa de
Brisiol, pjIulM vegelaes, salsa de Sands : vendem-
sc estes remedios verdaderos em casa de Barlholo-
mcu francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36
Canas com vidros para vidraca, vidros de boc-
ea larga com rolhas do mesmo. o maior sorlimento
possivel : cm casa de Bartholomeu Fraucicco de Sou-
za. ra larga do Rosario u. 36.
Vende-se uina cabra de IW anuos, pc.uco mais
ou menos, de bonita hsura, cozinha o diario de urna
casa, ensalma bem, lava de barrella, boa qoilaudeira
.m L U','0 : Vnde-SB Dor P" commodo :
torrea (f Ja"Se "" pa,eo do C,rmo- casa
Ven ic-se muilo nova semenle de cebolinbo.
vinda ullimamenia pelo vapor D. Pedro II : na
ra da Cadeia do Recito, loja n. 52.
Vendem se superiores velas de carnaoba, sac-
cas com farinha de mandioca, cera de carnauba, cs-
les* a t P d8 CaL" : "'' r"a da Madre de
r.i7.7ei,d'"Se "a '1* do l ivri"nento n. 33. loja d*
calcado, marroquim .le cores a 73 a duzia.
xende-se familia de mandiuca de boa quali-
daoc, '"" w.- 1.. i-..-: .
Ionio
meiro
Vendc-se uro* escrava rrioula com ur
rurdoCSor3emeiCellCDlCleU9 Para Criar
>lurciiln
- .ras-a lamina de mandioca de boa quali-
e, em sacca.de alqueire : no escriplorio de An-
0 l.uiz de OW.r. Azevcdo, n. roa da Cruz, pri-
ro andr, sobrado n. 1.
Excellente doce.
Vende-se o mais soperiordoce de goiaba, em cai-
xoesde 1 libras, e todas as qualidades de doce de
calda o mais bem letn possivel, com especialidad*
0 de goiaba inteira, lano em barriliubos ou latas,
como as libras, por prec,o razoavel : na ra do (Juei-
mado, loja n. 2, e na roa Bella, casa n. 10.
UyUDACAO1.
O arrematante da loja de miodezas da roa dos
Quarleis n. 2i,quereudo acabar as miude/.as que
exlstem, vende barato a Ii m de liquidar sem perda
de lempo.
Franja com bololas para cortinados, pe;* ijtimi
Papel pautado, resma, (de peso) 3OO0
Dilo de peso, resma 2$700
l.a* de cores para bordar, libra 72)000
Peales de bfalo para alisar, duzia 39000
l'ivelas douradas para caira, urna 100
Croza de obreias muilo linas fifOOS
Lenco, de .1 1.1 linos, ricos padrdei Ij'hni
Caixade liaba* de marca 240
Meias para senhora por 2i0
Pcnles de tartaruga para segurar cabello 4KKK)
Crozas de canelas filias para pennas 2)080
Ditas de botOes finos para casaca 29OOO
Meias prelas para senhora, duzia 3$20U
Ditas ditas para bomem 28H00
Lacre encarnado muilo lino,libra |.-mmi
Papel de cores, maco de 20 quadernos (100
Duzia de colxetes 720
Kspelhosde lodosos nmeros, duzia 2B-.00
l.inhasde novcllos graudas para bordar 1>600
Ricas lilas cscocezas e de sarja, lavradas,
'"8" 900
Meias cruas pira homcm sem costura 3300
Dilas de seda n. 2, peca 380
1 raneas de seda branca, vara 400
Cala* de raiz, dnzia 1)600
P<{a( de filas de cs 300
l.apis finos, groza 28400
Cetdla para veslido, libra 18200
loocas de bloude para menino I00
Chiquitos de merino bordados para menino IjOOO
e outros muitosarlgos que se lornam recommenda-
veis por suas boasqualidr.des, e que nao se duvidam
dar um pouqumho mais barato a aquello scakor ln-
gisla, qoequeira a dinlieiro comprarmais barato
do que s* compra em primeira mito.
Moinhos de vento
rom bombas derepuxopara regarhorlas bai-
la de capim : na fundido de D. W. Bowmao,
ua ra do Brum ns. 6, 8 e 10.
Cal virgem de
Lisbon e potassada
Russia.
Vende-so na ra do Trapiche 11. 0 e ti, cal virgem
de Lisboa, nova a .".5000 o barril, velha a OO rs. a
arroba, < polassa da Russia a 300 rs. a libra.
Na taberna deCrujati de Cima alm dos gene-
ros ja annnnclados a venda, lem manteiga ingleza *
400 ri.. mullo superior a 1)190, dita francez* a 880,
banha de porco a hiO rs. 1 libra, farinha de trigo
para todas as qualidades de pao, bolachinhas muilo,
boas, sagu, alelria, lalbarim e lia pAo todos os dias.
Vende-se rape fresco de Lisboa : na
piara da Independencia, loja n. 3.
A melhor farinha de man
lioca era s.iccas
qoe existe no mercado : vende-se por prego razoa-
velLno armazem do Cazuza, no caes da alfandega
Cevada
nova,
por prego muilo razoavel ; no armazem do caes da
aTandega, de Autonio AnnesJacome Pire*.
A boa fsima
1)100
1)280
1)000
1C280
240
OO
200
280
240
300
VENDE BARATO.
i! ?a i'.'"basbrancas 55 6. 7. 8". a
hlas de ditas i. 100*120
Duzas de lliesouras para costura
Duzas de ditas mais linas e maiores
Macos decomise para veslido. alguiua cousa
encardidos com 40, 50 e 60 palmos,
P*ca com 1 (I varas de bico eslreilo
I..lunilla, com agulhas francezas
Calla* com 16 nvelos de linbas de marcar
I ulceiras encarnadas para meuinase seulioias
I ares de meias finas para senhora a 240 e
Miadas de Imbas mnilo linas para bordar 100 e 160
Crozas de botoes muilo finos de madreperola w
Ditas de ditos inuito linos psra calcas
Fuellas douradas par calcas e colles
Penlesdeverdadeiio bfalo'para alizar,* .300 e
Pecas de fila de lindo braucas com li e mcia
varas
Caixas com cohetes grossos francezes
Carrileis de lindas de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de lodos os numero,
Macnboscom 40 -rampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padroea
Torcidas para candieiro, duzia
1 inleiros c areeiros de porcelania, par
Carleiras de marroquim para algibeira
Canelas muilo boas de metal epao20e
Cauiveles de aparar pennas
Meias brancas e cruas para homem, 160,200 e 240
Iraocinha de la de caracol de todas as cores
palmo 100
Duzia de penles de chlre para alizar, bons 800
urosas de boles de louca pintados :00
Pecas de filas de coi 250 e 3>o
Carrsleis de lindas de 100 jardas, autor Ale-
xandre
Lindas prctas de meadinda muilo boas
Carlas de allinetes d* boa qualidade
lluia de penles aberlos para alar cabello
Meias de lio Eseocia para menino, braucas e
de cores, fazenda muilo boa 240 e
600
aso
I-XI
500
O
60
80
60
40
80
500
600
40
aoo
i
20
10
25600
320
M
500
Para luto,
3JO
^" tt 'aran 1 1 11 v|. r^rm
S; AW-\tir.\j'.-i /wji
damente moito ricas obras "de 'ouo'dos meldores cscravo c"o1". Januario, tola, Imxo e grosso, bem
goslos, tanto para sendoras como para domeni o me- i emPernadc\f,alla Pr nlre os denles, reprsenla ler
nio* : os precos conlinuam mesmo baratos, e pas-
s*m-se coala* com responsabilidade, especificando a
qoalidi.de do ouro de 14 oo 18 quilate, ficando as-
sim lojeilos os mesmos por qualquer duvida.
Serapdim i Irniao.
Manoel Ignacio d* Oliveira, cidadao brasileiro,
vai a Europa, levando em sua compandia sua seudo-
ra e ama sua filha.
a idade de 24 anuos, pouco mais 011 menos ; um dos
signis mais nolavel he ler urna das pas secea ; lem
pai e irniao forros para as parles da Varzea ; foi
comprado a Jos Luiz Pcreira com loja na ra Nova.
Precisa-se de Orna ama que cozinde com accio,
engomme e tonda dom comportamenln, para casa
de pequea familia : na ra do Collegio n. 12, pri-
meiro andar.
A commissao cncarregada da distri-
buc9o das acedes da estrada de ferro do
Recite a S. Francisco, avisa aos accionis-
tas da mesma companbia, que as respecti-
vas cartas de aqtiinhoaiuenlo podem ser
procuradas em casa dos agentes da com-
pan7ia, Kotlieii liidoulac, ra do Trapi-
che n. 12, primeiro andar.
No dia 2 do correnle desappareceu urna prela
com os iignaes scguinles: baiu, magra, e ja meia
velda, multo fea, lem j cabellos brancos, e uina
falla de cabellos na cabeca do coslume de carregar ;
levou veslido de riscado de quadros roxos, ja desdo-
lado, e o corpo de ouira qualidade, e em lugar de
panno um diales j veldo todo rxo e preto, levou
um tabnleiro e urna bandeja, pois andava vendendo
pan-dc-lo de milho, c cosluma vender tapioca : quem
a appredeudcr leve-a i Iravessa da Trempo n. y.
T. Beker, leudo de fazer tima via-
ganaEnropa, pede encarecidamente aos
seus devedores, de -ir ou mandar saldar
suas mitins ate o meiudo deste me/, de
maio, assim como adverte aos seiis deve-
dores aiitgos,(|iie no caso de as nao satis-
facer, serao cobradas judicialmente.
Lino l-erreira da Silva, porluguez, vai a Eu-
ropa.
Joaquim Antonio Dias de Castro participa ao
publico, e com especialidade ao corpo commercial
que tem justo e contralado com o Sr. Jos Francis-
co de Souza Lima, a compra de sua loja de miudezas
da ra do Cabuga n.2 B : quem se ju'lgar erado* da
mesma naja de aprcsenlar sua conla no prazo de I
das para ser altendido, e ullimar-se esto neaocio
Recife 3 de maio de 1856. "
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
casa de lamilla composla de 2 pessoas, qur torra ou
captiva : quem quizer e esliver neslns rirciiinslau-
cias, dinja-sa ao sobrado da praca da Boa-Vista n.
10, que achar com quem Iralar.
Quem precisar da quanlia de 30)000 rs. a juros
sobre pendores de ouro ou prala, dirija-se a ra da
Penda 11. 2o, segundo andar.
Oll'erece-se urna pessoa que lem pratica, para
administrador de qualquer eogendo : quem precisar
dirija-se ao pateo da Santa Cruz, ua Boa-Vista n. 8
ao pe da taberna, que adiar com quera tralar.
Os adaixo assignados fazem pudlico, que dissol"
veram amigavelmente a sociedade que tinliam na to-
ja e armazem de ferrageos da ra Nova n. 6, sob a
firma de Valcnlim da Silva & Compandia, (cando os
socios Luna & Marlins com o esladelccimenlo desde
2 de Janeiro prximo passado, e encarregados da li-
quidac.ao do activo e passivo da exlincla firma.An-
tonio Valcnlim da Silva Barroca, Joaquim da Cruz
Luna, Josc Concalvcs Marlins.
Francisco da Silva Cardoso, com 'loja de al-
faiale na ra do Crespo n. 12, primeiro audar, pre-
cisa de oiciaes, para odra granda e miudi.
Precisa-se de alagar um silio, perto da praca,
que tonda proponte* para crear animaes, baixa para
capim, algumas fructeiras, casa, eitribiria : quem
liver anniincic ou dirija-se .1 Saolo Amaro a ra do
Lima, (aberua de Jos Jacinto de Carvaldo.
Domingos Ferreira Lima vai a Portugal Iralar
de sua saude. e deis* por seus baslaules procurado-
res nesla p'aea, os Srs.: em primeiro lugar Adelo
Antonio I'crreira.emsegundo Bernardiuo Ferreira Li-
ma, em lerceiro Antonio Josc Pereira ; declarando
ao mesmo lempo que nao deve nada nesla prara a
pessoa alguma, porem se alguem se julgar seu re-
dor queira apresenlar a sua conla ale o dia 'J do
correnle, na ra do Rangel 11. 79 para ser paga seu-
dn leual.
Na roa da Prala n. 12 vende-se um csiravo
proprio para o servio de engeubo por 1er sido a-
coslumado a Irabalbar nesle servido.
Precisa-se de urna ama que seja fiel e de boa
conduela, para todo o servico interno de urna casa
ua ra da Cadeia do Recife n. 45.
.....as com pendor.
vende-se om terreno excellente para edificar-
ru',d7evr,,roara",,,a mel" ruasV.a cidad.
ra d< Aurora) prximo a casa do Sr. Joaquim Ma-
ocl Carnero da Cunha : a Iralar em Sanio Amaro,
PrazeresqUa'r" e'n frCn'e,da iereia' ou na "a"
do"r,raTdeCcrrid"dVea.,|Ue "" fr",era >
a iTrVen ahora, as.im como carnes e orellias, iodo do mes-
mo loncndo a I20\ MI... : na ra das Cruz.s 1T20.
mlTi 1 f f6 """" :"'Pl!, de rae'a i,lade com *lSu-
mas habilidades : no alerro da Boa-Visto n. U.
Attencao.
Vende-siiina* escrava da meia idade, cose pou-
co, lava c he muilo boa quilandeira : na ra 4u-
mE*T. '" 'la de i a t>li0 da
e dir ao compraoor.
l_r' OLEO DE I.INIlACA
SaimW" '."" iSm Cada blJa : D0 "-
mazem de lasso Irmaos.
Vendemse madapoles finos e de oulros, com
um pequeo loque de avaria, por precos|moito bara-
tos, na ruadaCade.a-Velha n.2i, primeiro andar.
tm completo sorlimenlo de bordados como ,e-
jam, camiselas cora mangas, collarinho, peHilbo*
one.ras.camis.is, coifindas pelerina, ; t.mdem
lem um completo sortimento de ricas llores, enfeiles
deHnC.meCn/"aS 6, ,s.v'rdi,de,ro5 -"""O' dicos
and!,". Ja Cade,a-Vclha primeiro
Esteiras, velas de carnauba c sapatos de
borracha.
nnlliM c.t"nP|1el%or"niento d* calcado, de todas as
dualidades, lanto para domem como para sendota,
eo'!!!"0',* !ne'"T- ,ud" Dor Pre,: commodo, a tro!
2.S S5du.las Ve"'?' : no ",erro da Boa-Vis ., d*-
fronleda boneca, loja 11. 11. > <"-
Superior cafe de primeira sorte, vin-
do do Rio de Janeiro : no Passeio Publico
loja n. 11,
Vende-sc umsbanco novo de ollicio de carapi-
na de amarello, urna pouc. de ferramenla do mes-
mo olhcio, urna rotula nova c urna porta com 12
palmos do altura, um* trave de boa qualidade com
ti palmos, urna porcao de cal branca, alqueire e
me.o de are.a lina de lii.Bir e algumas podras que
podem servir para soleir.s e ouira dombreira, e urna
qoe pode servir de saccada para alguma falla: na
ra do Rangel n. 21 a qualquer dora do dia.
Vendes* um negro de nacao, idade 18 a 20 an-
nos, bom olhciat desapalciro; ua ra da Cruz 11. 29.
Vende-se urna excellente cadeirinda : quema
pretender comprar, dirija-se ao paleo do Terco u.
141, pois faz-so lodo e qualquer negocio.
Vende-se urna casa de laipa redocada, com 2
salase 2 quarlos, ua ladeirn dos Apipucos : a fallar
na ra de Santo Amaro n. 8.
, M CEBLAS DE LISBOA,
edegadas no ultimo navio, por preco muilo commo-
do : na Iravessa da Madre de lieos n. 16.
Charutos finos.
Vcndem-se superiores charutos, por commodo
preco : na ra do Crespo, loja 11. 10.
Joiiviii.
**? pcllica de Jou,i" Par-' domem e salido-
ra a iaaw o par, o grvalas lo seda pioladas a 1JOO0
cada uina : ua ra do Crespo, loja 11. 19.
Sodas branca e de cores.
\ endem-se corles de vestidos de seda branca e de
cores, por precos commodos : na loja de norias,
na ra do (Jueimado u. 10.
Cortes de chita.
Vendem-sc corles de veslido de cinta franecza.
padroes escuro, e cores fixas, pelo barato preco de
mado n 10* "a "* d( '' PrlaS' "" ,U" do (Juei"
Chales de touquim.
\ endem-se diales de touquim dordados, doa fa-
^d;w:rn.T,.cou,a:naruadoyuciraadu-
l'elles de cabra.
\endcm-se pellos de cabra muilo em conla. para
do Reci-
a ra da Cadei,
pagar cuntas de venda
fe n. 57.
Vende-se urna mulata sem vicio algum. fazo
diario de urna casa, elambem serve para o campo :
na ra do Rangol n. TJ, segundo andar. '
Z |Ve..nrVS! uma eicrava P|ima ""ureira, o
man habilidades, e no eslado de gravidez li da ns.
zes: Irala-se na ra da Alegra a. 7.
hr7n \e"dem-s,e veJa' < carnauba da melhor fa-
brica do Aracaly, fe.jao cm saccas de um alqueire
veldo, muilo novo a 85 a sacca : na ra do Vigario
Vende-se uma escrava crinla, de idade de '>l
annos, bonito ligura, muilo sadia e sem vicios, sabe
eiigominar, co,cr e cozinhar o ordinario de uma fa-
milia, assim como tozer lodo o servico de casa, nao
lem achaque algum, o vende-se smenle por eslar
pejada : na ra Nova n. 18, segundo andar.
Vende-se cevada de l.isdoa a 23 a arroda, cdo-
SS2IS \Vnbem de U0<. cm latas de 8 libras .1
.<)<), dilasde lidras .1 23 : na Iravessa da Madre
t, armazem.
Corte, de veslido de cassn prela com 7 varas cada
um. de bonitos padroes a 2S000 : vende-se na roa
do Crespo, loja da esquina que volt* para a ra da
Cadeia.
Vicias de lila.
Vendem-sc na ra Nova n. 20, meias de la m
lo superiores, por preco commodo.
Meias de. laa.
Na ra da Cadeia do Recito n. 07, vendem-se
meias de laa, barato, para acabar.
Na ra da, Crnzes n. 10, ha para vender em
grande, e pequeas porpes, as melhores e mais mo-
dernas dichas damburgaezas, e tamdem se alluga.
Relogios de patente
inglesa de ouro, de abnete c de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
AugustoC. de Abren, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. ~>G.
A 800 rs. o covado
de grsilenaples de seda furta-cres para
vestidos : na ra do Crespo n. 11.
DOCE
do 59 A,
confrcnio ao Rosario em Santo Antonio, avisa ao
rcspeiiavcl publico, que receben, o verdadeiro doce
casca de oiaba, o mellior que he possivel encon-
trar-se nesla capital.
Vende-se a muito acreditada padaria do Man-
guind, sito na casa do Sr.-cirurgiao Teixeir*, com
muilas freguezias na Capunga, AHliclose Roa-Vis-
to, alm da da porla, a qual lem lodos os perteuces
a Irabalhar, e na mesma tem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para Iralar, na ra da
soledade n. 17, ou na mesma.
Vende-se farinha de doa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velda a 59000: no armazem
de Antonio Aones Jacnme Pires.
exVende-aa o verdadeiro c superior licor ab-
syntlie, ultimamenle chegado e por barato preco :
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
TENTOS
para voltarete,
Vendem-so lentos muilo lindos para vollarcto e
qualquer outro jogo, chegados Je Franca e por pre-
to baralissimo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja edegnu arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Joao Marlins de Rarros, Iravessa da Madre
de Dos n. 21, ano armazem de Josc Joaquim Pa-
reara de Mello, no largo da Alfaudega.
Guaran.
Na ra do Cadeia n. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as lidras que o comprador quizer, por
preco commodo.
Gomma deararuta.
Vendc-se superior gomma de ararula em bai ricas
e as arrobas : no armazem de Joao Marlins de Rar-
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21.
Velas de Carnauba.
Na ra do Queimado 11. (i!), vendem-se velas de
carnauba m caixas de 50 a 60 libras, por menos
preco do que em oolra qualqoer parte : quem pre-
cisar aproveile a occasiao.
CHARMAS.
Na praca da Independencia livraria ns. <> e 8,
vende-sa esle compendio, traduzido pelo Dr. A.
llerculano de Souza Bandeira.
Wolhiuhas
'
de lieos n.
1 ~, Y'n'lc'so Por P"'C,> commodo uma prela criou-
la, de idade de 10 e lanos anuos : no Itecco do Ca-
rioca, sobrado n. 7.
na7uaVN^amu".S6f.Cabr,e,e' por "* """"O110 :
PARA 0 CBRENTE ANUO.
Folhinhasdc algilieira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella lios direilos parucltiaes, resumo dos im-
poslosgeracs, provinciaes o municipacs, extracto
resumo dos rendimeiiios e expona^ao da provin-
cia, por 500 rs. cada uma, ditas de porla a 160,
ditas ccciesiaslicas ou da padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Relogios
de pa-
tente.
Kivclas de ajo com loque .de ferrugem para
cale.*
Cresas de fivelas para sapatos
Caixindas envernisada com palitos de foso
develinlias i<)
Caixindas de pao tora palitos de fogo bons 20
Caixas com 50 caixindas de pdospdoros para
_ cdarulos joo
Cliaruteiras de vidro (>0 e ff
Casloes para bengalas muilo bonitos 40
Atacadores prelos para casaca 5
Sapatiudos de la para criancas, o par :i20
Camisas de meia para criancas de peilo 500
I rancelins para relogio, fazenda boa lo
fcscovinbas para denles 100
Atem de todas estas miudezas, vendem-se outras
muitissimas, qne visto de suas boas qualidades e
baratos precos, causa admiraran aos proprios com-
pradores na ra do Queimado, na bem conhecida
loja de uiidezasda boa-fama n. 33.
Cal de Lisboa.
Vende-se orna porcao de barr, com cal de Lisboa,
por barato preco, e retaldo a 39 o barril l ua ra da
Cadeia do Recife n. 50.
LUVAS DE TORCA I..
Vendem-se tovas prelas de torcal, edegadas ulti-
mamenle de Lisboa, peto baralissimo preco de IjjOOO
o par : na ra do Queimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
>endera-se espingardas francezas de dous
ranos, muilo proprias para cac,a e por muito com-
caodo preco: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
FARINHA DE SANTA CATHARNA,
moito nova e de superior qualidade. a bordo do bri-
gue escuna Rpido, fuudeado em frenle do arsenal
de guerra, vende-so por preco commodo : a trataj
com Caclano Cyriacojda C. M., no largo do Corpo
Sanio 11. 25.
Livros Classicos
Vendem-se o, seguinles livro, para as aulas pre-
paratorias : liislory of Kome 3)000, Thompson 2J,
Poal el Virginio 2000 ; na praja da Independencia
ns.'. e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais barata,, e contina-
le a vender na Iravessa da Madre de Dos n. 21 .r-
rnazcm de Joao Marlins llarroi.
SEMENTES.
Sitochegadas de Lisboa, e acliam-se i venda na
ra da Croa do Recito n. 62. taberna de Antonio
I- rancisco Martin, as seguinles semenle, de hortali-
ce, coma sejam : ervilhastorla, senoveza, e de Au-
nla, fcijno carrapalo, roxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepoltudae allemaa, alsa, lmales grandes,
rbanos, rabanetes brancos encarnados, nabos ro-
so e branco, senoiras brance, e amarellas, couves
Irincduda, lombarda, esadoit, sedla da Selubal,
scgurelda, coenlro de looceire, repoldo e pimpinela,'
e orna grande porcao de dIterenle. .emente, das
mais bouilas flores parajardins.
AGENCIA
Da fundico Low-Moor, ra da Senzala-No-
va n. 41.
Nesle eslabelecimenlo contina a haver um com-
pleto sonimento de moendas e meias m oendas
para en/;enho, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado de lodos os tama nbos
dito.
para
A3$500
Vendc-secal de Lisboa ullimamenieedegada as-
sim como polassa da Russiaverdadsira : naoraca do
Corpo Sanio n. II. *
CORTES DE CASSA PARA QLEM ESTA' DE
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preco de 23 o corle, ditos de cassa edi-
ta de bom gosto a 2?, ditos a 2;OO, padroes frauce-
zes, alpaca de seda de quadros de lodos as qi-alida-
des,a,20rs. o covado, Ua para vestido tambrm de
quadros a ISO o covado; todas estas fazendas vea-
dem-se ua roa do Crespo n. 6.
Vende-sc cm casa de S. P. Johnslon & C.,
ra da Senzala-INova n. 42, sellins nglezes, chi-
cotes de carro o de montara, candieiros e casticaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
Po de vela, chumbo de muirlo, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
A boa fama
VENDE MLTTO BARATO.
I.cneindos de relroz d* todas as cores para pescoro
de sendora e meninas a I5OOO, baralbos de carias li-
nissimas para vollareto a 500 rs., toucas de toa para
scnboras e meninas a 600 rs., luvas de fio da Escocia
brancas c de cores para homem e sendoras a OO,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia moito finas a
13. ricas Invas de seda de todas as cores e bordadas
com uarnicoes e borlas a :t e 39500, ricas ablos-
duras de madreperola e metal para rlleles e palitos
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda preta, para
sendora a 25500, meias brancas muilissimo finas pa-
ra sendora a 500 rs. o par, fioissimas navalda, em
estojo, para barba a 2, ricas caixas para guardar
joias a 800 e 15500, eaixas muilo ricas com rcpbrti-
iiienio. nicamente proprias para cosluras, pelo ba-
rato preco de 2?.Y00. 3fe 3.>500, papel proprio para
os minorados a O, 60, 80 e 100 rs. a fulha, caudieia
ros americanos muilo elegantes, proprios para eslo-
danlesou mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que dao a 55, Iravessas de verdadeiro bfalo par-
prcudrr cabello, pelo barato piero de 13, paitas para
guardar papis a 800 rs., espelbos de parede com ar-
macao dourada e sem ser dourada a 500, 700. 1/ e
13500, escovas mailissimo finas para denlesa500rs.
ricos leques com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 23 e 39, edaruleiras linas a23, ricas galdelei-
ras para azeile e vinagre a 23, ricas e finissimss cai-
xas para rap a 2350O 3f, penles de dnfalo, taca-
da muito superior, para tirar pioldos a 500 rs., ditos
de in.iiliin muito dous a 400, 500 e 6O rs'., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cores de toldas
pequeuas a 720, riqusimos faseos com extractos
muilissimo linos a 13200, IgOO, 23 e 23500, jarros
de porcellana delirados e de moderuus gostus, com
banda franreza muito lina a23, frascos com es-enria
de algumas posturas, providencias sobre incendios, ; d rosa m ,)aus dc pomada franceza muito o, a
cnirudo, mascaras, cemilerio, tabella de feriados, 100 rs., frasco* pequeos e grande* da verdadeira
gua de Colonia de l'iver a 80 e 13, -abonetes finos
c de diversas qoalidades, pos para tientes o mais fino
qoe pude daver, agua propria para lavar a bocea e
conservar o, denles, e outras minias perfumaras,
ludo de muilo goslo c que se vendem barato, l.souras
ii.nilissimo linas, proprias par* papel, para corlar ca-
bello, para undas, para costuras, trancas de sedas de
bonitos padroes e diversastlarguras e core,, ricas filas
de seda lisas c lavradas de todas as larguras e cores
blcos de linbo linissimos de lindo, padroes e todas as
larguras, ricas franja* de algodao brancas e de cores,
proprias para cortinados, e ouira, muilissimas cousas
qne ludo se vende por too barato preco, que aos pro-
prios compradores causa admiracao: na ra do Quei-
ad.....a bem conhecida loja de miiide/as da boa
fama 11. 33.
Farinha de mandioca.
No irmazem do Sr. A. Aune, Jronte Pires ven-
iDg e/es
os mol boro, fabricados em Inglaterra: ein easa de
Jlcnry Ciibson ; ra da Cadeia do ilecile 11. 52.
Velas de carnauba,
rinri". daJcdei o Recito n. 57, vendem-** *upo-
ratn Ir. """""bi.em pequen*, caias, por ba-
ralo pre,:o, pra p,gar eonla de venda.
Alpaca preta muito larga
a 800 rs. o covado
iJ.^n^V 'Uad0 Quein"- 21 A, alpaca
BAT\T\S.
- Na laberna do largo do Carmo, quina da roa
f ?r."--2cS?i,nJ?* a v""1-e m.nleig* in-
a .-^0. 640, 800 960 r,., fr.nceza a 60 e
800 rs., banda bem atoa a 520, farinha de Maranhao
a 160, alpista 200 r,., cevada a 120, saga' a 360,
bolachiuha de ararula a 80, soda 80, dito lia
boense a 400 rs., cato a 200 r,., toucioho de Lisboa
a 100 r, dilo de Santos a 280, azeile doce de Lia-
boa a 60, carnauba a 480, de 12, 8 e 6 em libra.
tSobretudo de borracha.
Sobrehilo e perdneiras de borracha, borxegoins e
sapaloe, inglezes para o invern : na roa do Colle-
gio n., loja de J. Falque.
. "7 Vende-se ama laberna na rna do Collegio n.
10 : quem pretender dirija-se a mesma qoe achara
com quem tratar.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi Iraniferido o deposito deste rbarn,,, v i,_
tica da Jos da Cruz Santos, na ra Nova n 53
garrafas 59500, meias 33000, sendo falso" todo
aquelle qoe nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
IMPRTAME PARA 0 PtBLlGO
Pira cura de phtysica em lodosos seu, diflerrou
graos, quer motivada por conslipactes, tosse, esto-
ma, pleoriz.escarros de sango*, dr de costados *
peilo, palpitacao no corado, coquelache,broacbih|
dor nagarganta,e todas asmolestiasdosorgios pul-
monares.
YARANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modellos par*
varandas e gradaras de goslo modernsimo : na
fundirlo da Aurora, em Saulo .Amaro,e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
IECHISIO PARA EI6E-
IHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, HA
RA DO BRUM, PASSANDO O OHA-
FARIZ,
da sem pro om graode soriioento dos segointe* ob-
jeclos de meedaoismos proprios para envendas, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
ron.truccao ; taivas de ferro fundido e batido, da
superior qualidade e de lodo*os tomando,; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
ces ; crivos e boceas de foroalhae registros de bo-
eiro, aguilhocs, bronzes, parafusos ecavilhocs, moi-
nhos de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDigA'O.
e'executam todas as encommendas com a superior
ridade ja condecida, ecom a devida presteza e com-
moddade em preco.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundipao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimenlo de taixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promplido: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despera ao comprador.
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Cruz
ii. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambueo. j
Cemento romano.
Gomma lacea.
Navalhas a contento.
Contiuua-se a vender a89000 u par (preco Oso) a*
j bem conhecidas navalhas de barba, felas pelo h-
bil fabricante qoe da sido premiado em diversa* ci-
posices : vcndem-se com a condic.lo de nao agra-
dando poder o comprador devolve-Us al 30 dias
depois da compra, restiloindo-se a imporlaocia : em
casa de Aususlo C. de Abren, na ra da Cadeia do
Recito n. 36.
.. Vendem-se barricas coro farinha de trigo da
ja condecida marca MM.M, mallo nova, e d* quali-
dade igoal a de ,'J'rieste, chegada agora de Genova,
e por prefo commodo : a fallar com Basto & Le-
mos, ra do trapiche n. 17.
Genebra.
Acaba de edegar frasqueras com verdadeira gine-
bra de Ilollanda : vende-se no armazem d* Tasto Ir-
maos. tr--
A boa fama
VENDE BARATO.
Ricos penles de tartaruga para cabeca 49506
Ditos de alisar lambem de tartaruga 3)600
Lindas meias de seda decores para crianras IJfiOO
Bandejas grandes e de pinturas finas 39,49 o 59000
Papel de peso e almaco o melhor que pode
haver 4?000 e 55OOO
Penna, de ac, bico de lanca, o melhor que
da,a groza I92OO
Ditos mnilissimo finas sem ser de lanca 640
Oculos dc armaclo de ac com graduar6es 800
Lunetas com ai macan dourada 1:000
Ditos com armacAo de tartaruga 1;000
Dita, com armacao de bfalo 500
Ditos dc i vidros com armaciio de tarlsroga :lO0O
Toucadores de Jacaranda com bons espelbos 39000
Dilos sem ser de jacarando I9SOO 29000
Meias prelas compridas de laia 19600
Bengalas de junco com bonitos casloes 500
Ricos chicles para cavallos graodes e p*.
quenos a 800 rs. e 19000
Cravala, de seda de (odas as cores a 1 o I9-OO
Atacadores de cornalina para casaca 320
Suspensorios finos de borradla a 400, 500 e 600
Penle, muito finos para soissa 500
Escovas moito finas para cabello 640
Capadlos pintado* compridos 700
Boie, finissimos de madreperola para camisa 19200
Quadernos de papel paquete muito fino 80
Bouitos sapalindos de merino para chancas IgoOO
Ricas canela, para pennas de ac a 120 e 200
Bicos porto relogios a 1^800 e 29000
Ricas caitas lina, de metal para rap a 500 e 600
Escovas muilo linas para undas a 320 a 640
Dito, finissimas para cabello 19500 e 29O00
Ditos ditas para roupa 19,19200 e 29OOO
Papel de lindo proprio para carinos, resma 4|000
Pinceis linos para barba 200
Duzia de lapis moito finos para desendo 800
I.api. linissimos para riscar, a duzia 500
Duzias de facas e garfos finos 39000
Ditos de facas e garfos de balanro moito finas 69000
Ditos ditos muilissimo finas, cabo de marfim 1,19000
Caivetes de aparar pennas muito finos 800
na roa do Queimado, nos Quatro Cantos, na loja da
miudezas da boa fama n. 33, defronte da loja de fa-
zendas da boa fe.
RELOlilOS coberlos e descoberlos, pequeas
e grandes, de onro e prata, patente inglez, de um
dos mrlhore, fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ullimo paquele inglez: cm casa de Soothall Melbtr
& Compandia, u* ra do Torres n. 38.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundico da Aurora em Santo Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na enlrada, e defronte do arsenal demarraba, lia
sempre um grande sortimento de taixas, lanto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e funda; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundipao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
perior qualidade.
mtta\>o$ fttgifrog.
Conliua andar fogida a prel* Merenria, crl-
im.a, idade d* 28 I 30 annos, pouco mais ou menos
rom os sigoaes seguintos : falto de denles na frente .
urna das oreldas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a ra do Brnra, armazem de
de-se superior lanuda de mandioca em saceos gran- I assucar 12, qae ser bem gratificado.
de, ; para porce, Irala-se com Manoel Alves (iuer----------------------------------------____________
ra, ua ra do Trapiche n. 14. i PRN.: TYP. DB M. F. DB FARU.
4
MUTICEDCT

ILEGIVEL


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