Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07376


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Full Text

APIO XXXII. N. 107.
Por 3 mczcs adiaiitaclos l#000.
Por 7, mczcs vencidos J500.
mxm mu s de m de ms.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
i m \iu!i:<;muis DA SUHSC.ripcao' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da Natiiidade ; Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lamo* Braga i
Cear, o Sr. J. Jos de Oliveira ,-Maranho, o 8r. Joaquim Mar-
St Rodrigues i Piauhj. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
reose : Para, o Sr. JustinianoJ. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
Djmo da Cosa.
OlinJ.i
p;
todos os das.
DOS COItltElOS.
'aruaru. Bonitos Garanbunt: nos dias 1 el5.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba .' segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal.- nal quinlas-fciras.
AUDIENCIAS DOS TRIIIUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbados.
Relacao : tercas-feiras e sabbados.
Rutada : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio i segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos ; segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quarlai e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES DO HEZ DE MAM)
i La nova aos 21 minutos, 48 segundos da tardo.
11 Quarto erescenle as 5 huras, 37 minutos e 48 seguudos da
20 La cheia aos- 22 minutos e 48 segundos da manbaa.
27 Quarto minguante as.'l horas. 15 minutse 48 segundos da tar.
l'HKA.MAIt III lio.II..
Primeira as 8 horas e 18 minutos da tarde.
Segunda as 8 horas e 42 minutos da manha.
das da semana.
"> Segunda. S. Pi V P.; S. Angelo c. m. ; S. Gemeniano ni.
l> Terca. S. J mu ante-purtaui lalinom I S. Joo Uamaeeno.
7 Quarla.B. Eslanislan b.: m. ; Ss. II ni i e Augusto irs. mm.
8 Quinta. Apparicaode S. Miguel no monte Oargauu. S. Heladij
ti Sella. 8. Gregorio Naziazeno b.doutorda Igreja.
10 Sabbado. Antonino are.: Ss. Blanda o Pbiladel|ihia.
|ll Domingo Pascoe do Espirito Santo. S. Fabio.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA NOISLX.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia o Sr. 1). Duprat
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PEHNAMBI (.11.
O propietario do DIARIO Hanoel Figuairoa de Faria, na sua
livraria, ptaca da Independencia ns. 6 e 8.
PARTE QPFICIAL
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decreto n. 1751 de 5 de abril de 185f>.
i ...ulero as houras de major, duraule o i'ierncio, aos
eapiles da guarda napioual que forem designados
por decreto do governo para exercer aqaelle poslo
nos corpos em que iihu houver ulliciai do exercitn.
Usando da altribiiicao que me confere o arl. 102
da constitoira'o, liei por bein decretar o secuinle :
Artigo nico. O rpita > da guarda nacional que
for designado por decreto do governo para exercer o
posto de major nos curposeiu que nao houver ollicial
do exereilo, Hozar durante o exercicio, das honras
inhereulesao dilo posto, preferirido a nutro ou uu-
tros que nos mesmos corpos (euhair. essas honras,
ainda que conferidas por patentes mais antigs.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu cooselho
ministro e secretario de estado das negociot da justi-
ra, assim o tenha entendido e (ara eiecutar.
Palacio do Rio de Janeiro em 5 de anril de IK5G.
35.- da independencia e do imperio. Com a rubrica
de S. M. o Imperador. Jos Thoma: Sabuco de
Araujo.
Decreto n. 1747 de 16 de abril de 1856.
Separa o termo de Chaves dos de Macapa e Mar/.a-
gAo. e crea uelle o no de Bragauca, na provincia
do Para, os lugares de juizes muuicipaes. que
accumularao as fuieres de juizts de orphaos.
Ile por bem decretar o seguinle :
Arl. 1. Fien separada o termo de Chaves dos de
Macape Manaste, c havera uelle un juiz mnni-
cipal e de orphao?, revogadas asdisposices eiu con-
trario.
Art. 2. llavera no termo de Bragaora tamhem
un juiz municipal e de orphaos.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da
justira, assim n teuha entendido te faca eiecutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 1G de abril de 1856,
35" da independencia e do imperio. Com a rubrica
de S. M. o Imperador.Jote' Thomaz Sabuco de
Araujo.
lixpedi
MINISTERIO DA FAZENDA.
i'enle do dia 31 de marco de 1856.
A' mesa do consulado, declarando, em resposla ao
offcio em que da cunta da apprehenso que maudou
fazer do contrabando de dous fardos de chapeos do
Chile, enconlrados em urna casa de S. Domingos de
Nilherohy, que dos contrabandos apprehendidos em
flagrante smenle lie que podem couhecer os adml-
uislradores dos consulados e inspectores das alfan-
degas, como he expressn nas laatraceSes da fazeuda
de 3 de oulubro de 18I, compctindo ans juizes
muuicipaes privativamente o cunhecimcnloi! julga-
menlo dos que nao se apprelieuderein em II igranle,
na forma do dispusto na I e-i de II do dezeinhro de
18il, art. 17, SI. a regulameuto de :ll de Janeiro
de 1812, art. 386.
5 de abril.
A'mesa do consulado, declarando que em vista
da di-pnyro Ja cundirlo uilava do contrato ruin a
companhia de Navegarao e Commercio do Amazo-
nas, appravado pelo decreto n. ti 15, de 2 de outu-
bro de 1851, he isenla a companhia de quaesquer
direilos sobre a aoqui.iro da propriedade c matri-
cula de seus vapores, que devem ser nacionalisa-
dos, qoalquer que seja o lugar de sua construcrAo.
MINISTERIO DA GUERRA.
Expediente do dia 10 de abril de 1856.
Ao 8r. ministro dos uegucioa eslrangeirus. Iraus-
iniltiiido-lhe. em resposla ao seu aviso de 2i de de-
xfcnibro ultim^^a copia da iofurniarnes que deijin-
as autoridades da divisuo auxiliadora relativamente
a reclamac/io que' por intermedio da legarAo res-
pectiva fizeram lies subditos de S. M. o Imperador
dos francezes, allegando lerein solTrido prejuizos em
su.is propriedades da parle da dita divido na Ma
estada em Migetele, no territorio da Repblica
Oriental,donde se dedoz claramente o iienhum fun-
damento para tal reclamando, porque em um dos
rasos o terreno em queacampou o quartu balalhAo
de iofaotaria e a bateria de arlilharia, e oude pas-
taran! a soga os cavallos dessa forca, era ludo aberto
corlado de estradas e sem o menor indicio de que
fosse o nico tecurso dos reclamantes, e no segundo
caso ueiilium estrago se podia seguir da permanencia
de cavalhaila da divisdo junio ao arroio das Pedras
pelo curto termo de (8 horas, por isso que eslava a
inesina cavalhada entregue a ofliciaes zelosos, nao se
dando na occasiSo queiza alguma da parle do que se
diz prejudicado.
QOVEKNO DA PROVINCIA.
Expediente o da 22 de abril.
PortaraO presidente da proviucia lendo em
villa o que I lie expnz o I ir. chefe de polica |acerca
do engao que se deu na proposla para supplentes
do subdelegado do primeiro dislriclo da freguezia
de Jaboalau, quando deveria ser para o segundo,
resolve nao t considerar sem eQ'cito as porlarias de
hoje as partes relativas as demisses o uomeai;oes
dos supplentes do referido subdelegado do primeiro
dislriclo, mas tambeiudemitlir os supplentes do sub-
delegado do segundo dislriclo, e nomear para os
substituir aoi cidadilos abaiio declarados :
1. Silvestre Daulas Lima.
2. Jos Mandes Carneiro da Cunha.
3. Aolooio dos Sanios Souza Lelo.
i. Mainel Mendes Carneiro Lelo.
5. Aristteles da Cunha Albuquerquc.
6. Virginio Carneiro Leao.Communicou-sc ao
referido cliefe.
30
OflicioAo Eim. presidente da I'araliiba, de-
volvendo julgado pela junta dejustica o processo do
e\-segundo sargento do enrpo de policia daquella
provincia Manoel Francisco da Costa. Tamliem de-
volveram-se ao Em. presidente das Alaglos pro-
cesses dos soldados do 8." halalhao de infantaria
Francisco do Espirito Sapto, Joao da Costa Pereira
e Antonio Ignacio Alves.
UiloAo Eim. marechal commandaale das ar-
mas, devolvendo julgados pela junta de Justina os
procesaos das praras de primeira linha constantes da
relaijao que remelle, .ilim de que mande execular
as senleuas proferidas pela mesma junta.
Relaclo a que se refere b oflicio supra.
4. balalhAo de arlilharia a pe.
Soldado I.uiz Francisco.
Jos Marcellino.
i) Antonio Jos da Silva.
Jos Alves dos Sanios.
Companhia de artfices.
Soldado Bellarmioo Jos Pinto.
Serapio Jos de Mello.
2. batalhao de inlaoMna.
Soldado Antonio Alves do Moraes Ferreira.
9. halalhao de infanlaria.
Soldado lenlo Comes de Oliveira.
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
DE MA10 DE 1856.
Pu. .'"i lado, o nosso ephemero trabalho hebdo-
madario, qe>-uo fm de todas as semanas, se apr-
senla uneiir.iJ"n">Trre nossa cabera, como a espada
terrivel de Uamocles.^psr oulro o cosame que .te-
mos adoptado de communicar^ tudos o mezes aos
nossos leilores al^umas nolicias do velho mundo,
depois da chegada do paquete inglez, nos impc a
ohrigarao de dizer lainbcm alguma cousa acerca dos
soccessos que ln rain lugar uaquella pjrte do
mundd.
Mas, o que diremos, depois de ludo qnanln tem
lido publicad/), as columnas superiores ilesle jor-
nal, a respefto do nascimenlo do filho de Napoleao
III, dos regosijos de Paris, de Londres, deS. IV-
tersburgo, das esplendidas e fabulosas illaininarea
da capilal da Franca por causa du tratado de paz ?
O que diremos acerca da penna d'aguia que servio
para a assigpalura deste documento, que lalvez seja
destinado a servir de'base a um novo direito das
genles, e que foi desejada e offerecida a imperalriz
Eugenia pelos plenipotenciarios das sele nacCcs sig-
natarias'.'
Com elfilo, parece que esta materia esl enhau-
rida, poiyisso muito pouca coasa resla que dizer a
seu respeilo. Assim, fallaremos hoje acerca de ou-
lro assumpto, e que esleja mais de harmona com a
iiaiiire*, da nossa larefa, cnlreleiein.i. os nossos lei-
lores f.om alRam acontecimenlos do mundo litiera-
lio, qtke nos clieu.iram as aras velozes do 'lmar.
,N"tiiiarino- iht- o Curso iimiliar de literatu-
ra por Lamartine, cujas pagiuas devem ser publi-
cadas niiMi-dlmeiile, o Passarinho or Michelel e o
Hnsaio sobre a Providencia por bugemo Iler-al;

JoAo Lyrio.
u Manoel Antonia de Andrade.
III. batalhao de infanlaria.
Soldado Jacnilho Alves Rodrigues.
I.uiz Gomes da I Silva.,
Vicente (iasparl Cabra).
i< ller nardo Jnaqmiii Jos.
Corneta Manoel de Chrjsto.
DitoAo mesmo, para mandar presentar ao juiz
municipal supplente da segunda vara um soldado de
cavallaria, aim de enlregpr os oflicios de convoca-
c,o do jury.Inleirou-sciio referido juiz.
DiloAo inspector da Incsuuraria de fazenda. re-
inelleinlo a conla documentada das ilespezas leilas
neccssarias cummuiuca-
eionado doutor por conta da gratificaQAo de seus
serviros.
DiluAo mesmo, enviando a rolara) nominal de
cinco escravos fallecidos d cholera no hospital de
S. Jos, alim de que expeca suas ordens no sentido
de ser recebida do Ihesourjeiru da commissAo henc-
liccnlc da freguezia de S. Jos a quantia de VQ que
se despenden com os carrok fnebres, que couiluzi-
ram os cadveres dos referidos escravos, a qual foi
paca pelos respectivos en lores.
DiloAo presidente do) conselho administrativo,
recomniendaudo qucindepeudenle de apnunciospro-
mova com urgencia a compra dos gnieros e mais
objeclos mencionados nos pedidusque remelle, os
quaes lem ile ser enviados) para o presidio de Fer-
nando. Fizeram-se as
toes.
DitoAo llicsourciro tja commissAo cenital de
beneficencia, rogando que louve em nomo da pre-
sidencia aocirurgiao Manoel Pereira Teiieira, pelos
bons serviros que prestou la enfermara da t'.opun-
ga com solicilude, zelo e i esiuleresse dignos de elo-
gios, c declarando que approva a deliberacao que S.
S. leniou de reduzr o ptssoal do hospital de S.
Jos.
DiloAo commaudanle do presidio de Fernamlo,
trausmillindo a relajo dos sentenciados que pelo
juiz municipal da piimeira vara leem de ser en-
viados'para aquelle presidio no transporte nacional
I.egahdade.
DiloAo :nspeclor do arsenal de marinlia, re-
commendando que mandcl eulregar o presidente
interino du conselho administrativo do patrimonio
dos orphaos, a africana livre de uome Joaniia, afim
de ser empregada uo servicli do colleuio das orphaas.
Coinmuuicou-se ao referido pres'deule.
DiloAo mcsiuo.Respondendo ao seu oflicio n.
103 de I!) ilo crreme, em me Vine, me participa
achareni-se promplos os commodos que inandei pre-
parar para rccehimenlo del alguna meninos que li-
caram iuteirameule desamparados em cunsequen-
eia da epidemia, lenho a dizer-lhc que poder des-
de ja admillir os que tiven m para isso despacho da
presidencia, devendo ficar
feilas com os seus alimento
erlo de que as despezas
devero ser abonadas
pelo pessoal do arsenal, por ser isso mais conve-
nieiilc, visto quedesla medida pude resultar a crea-
c.au do urna companhia de educandos na forma que
Vine, iudica, se o governo imperial a cuja approva-
cao vuu sulimeltcr esla uiiulia deliberarlo, assim
como o prujeclo que Vine, apresenlou, nao resolver
o contrario.Comtnuuicouise thesourarla de fa-
zenda.
DiloAojiiiz de direito de Pao d'Albo, di/.endo
ficar luteirado do aspecto animador que vai loman-
do o estado sanitario daquella comarca, onde a epi-
demia hara reeradowido depois de ler feito grandes
estragos, e que muilo eslima que- em breve estra
ella de lodo livre do -ron ln.ua-- Micelio. ,
DiloAo ccmiuauclaule do'corpode policia, paraj
mandar cumplir a seiileura profer.In pela juula de
Justina no processo que devvlve. do soldado daquellr
eorpo Francisro Antonio do Nascimenlo.
DiloA adiininis|racao dos eslahelecimenlos de
caridade. Accuso a recipe do officio datado de 2i
desle iikz, em que Vincs. | edem providencias a fnn
de uao licar paralvsada a ollra ilos hospital Pedro II,
visto como alm da falla d- srvenles, esli esgotada
a quota votada pela asscrr.l lea legislativa provincial
no ezerricio correnle, sendl que ja fora feilo pela
caita geral dos esUbeleciiunotos de caridade o adi-
antamenlo de 1:3805 em lenelicio daquella obra.
Respoudcndo ao citado oflicio, lenho a declarar
que farei correr o mais br:va possivel as loteras
que Vinca, pedem em favor do hospital : quanlu pc-
rm aos africanos em deposito, cumpre que essa ad-
mimstraoao me declare se lem rneios para conser-
va-Ios com (oda a seguran* a, desde as (i horas da
madhAa em que elles se c injam para o logar do
trabalho, al as seis horas di tarde em que se deve-
ro rccolher aos arseuaes.
PortaraConcedendo Iris mezes de licenoacom
vencimeutos ao professor peblico de grammatra la-
lina da villa do Limoeiro, "
Tamhem se conceden
vencimenlos ao prolessor publico de inslrunao ele-
mentar da povoarAo do A
Seabra de Andrade l.iiuj, a
communicarnes.
DilaConcedendo a dejnissAo que pedio o Dr.
Fr.inciscu de Itego Barros '
genheiro da repartcao das
dirain-se a respeilo as
toes.
Manoel Alves Pereira.
m mez de licenca cum
imli i. padre Frailesco
fizeram-se as uecessarias
larrelo, do lugar de eu-
obras publicas.Eipe-
i ecessanas communica-
COMMANDO DAS ARMAS,
Qaartel ajeneral do coaamando daa armas da
Fernanaboco na cldade do Beclfe em 3 de
malo do 1856.
ORDEM DO DIA N. 252.
O marechal de campo conmandaule das armas,
determina que os Srs. capifilo Antonio Manoel de
Oliveira Rolas e alferes Alalvba Duarle Cudinho,
ambos do quinto batalhao de infanlaria, fiquem des-
ligados, osle do segundo e aquello do nono balaMio
de infanlaria, aos quaes se atham addidos, visto co-
mo devem seguir para a prrJvincia do Maranho no
primeiro vapor que se espera dosul.
O mesmo marechal de canhpo declara, que non
lem Domeou o conselho de glierra que tem de jul-
gar o soldado do quarto halalhao de arlilharia a pe
Joao Ribeiro da Silva, pelo crirae de haver tentado
conlra a vida do Sr. capilao icommandante do forte
de Gaibo, onde se achva enJ destacamento : do con-
selhohe presidente : O Si. major Antonio Jos
de Oliveira trgala, audilo ; o Sr. auditor Dr.
Alexan Ir Bernardino dos Reis e Suva. Interrogan-
te, o Sr. capitn Jos Joaquirii da Silva Cosa. Vo-
gacs, os Srs. lenles Francisco de Assis UoimarAcs,
Manoel Alejandrino de AlbuJquerque Pila, alfares)
Jos Garcia Teixeira e Jernimo Alves da Anuinn-
3o. '
Jote Joaquim Coetho.
mas com tudu sempre diremok atguma. palavras so-
bre a paz qoe sabio do congrtsso de Paris.
Diz Michelel, mas nao nos lemhramos aouile, que
a com o mundo rmsceu umaluta, que s acabar
com o mundo : a lula do espato e da maleria, da
verdade e do erro, n
Todava, anda aquelles quL admillem absolola-
menle esle pensamento do elobueotc autor dos Dis-
cursos sobre a historia romnia, podem accrcscon-
lar que a paz e a guerra sao -las consequencias des-
sa lula, que, segundo a opiniSo do eminente histo-
riador moderno, cumo-. m com o mundo e s com
elle acabar.
Poslo que, primeira viala, parece que a roda de
lnon ouo rochedode Sitypbt sejam a imagem mj-
thologica mais fiel do deljnn da hiimanidade ; nos
que acreditamos na perfeclibilidaiie da especie, no
mi!l.'iiium dos poetas, as leis divinas do piogresso,
nao podemos admillir, que a miseria, o morticinio
c todas as calamidades do berio do mundo, sejam o
ulliroo verbo proferido peto ginero humaoo, no mo-
mento da sua agona suprema,
E anda quando as no de futuro n.lo gerassem em nos esla convicco enr-
gica acerca do destino do homem, o mnvimento ge-
ral da historia do espirito humano, era siiflicicntc
para uos dar esta couvicrAo benfica, salular e con-
soladora.
Na sua marcha asrcneional, conslaute einfallivel,
a hiiiiianida-i perde lodo quanto he marcado com
o carcter do iudividualidade ; mas, as conquistas
geraes, que nao pt Roma, nem Alhenas, nem a Pcrsopolis, nem Es-
parla, e que se realisain no vasto templo da cranlo
terrestre, no mundo, estas nunca se pardeo, se
vao accumulando urnas s outras, aloque se cucha
o Ihesouro c.-mmum.
No dominio do helio, da poesa, da arle, lalvez
qae a soperiondade da civilisarAo actual neja mu in-
sigiiiricante roinparalivamenle aos productos que nos
legaram Homero, l'lndias, Kaphael, Mignel Angelo,
Bemvenulo Cellni, ele. ; mas na esphera da indus-
tria, desse novo l'rolheo de mil fases, as sciencias,
na philusophia, na historia, em legislarAo, nos sysle-
in -- de gnveruar os povos e em todas as outras ma-
nifestarles da iulelligeucia, iacuulestavelmeute a
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Sessojudiciaria em 3 de maio de IK">6.
Presideucia do E\m. Sr. desemhargador Souza.
Fallou com caosa participada o Sr. desemhargador
Villares.
Julgamentos.
Appellanle, Jcsuino Ferreira da Silva ; appella-
do. Francisro Lucas Ferreira.
Relator, o Sr. desemhargador Leao.
Adiado a pedido dos seuhores depulados.
O Sr. prndente negon provimento ao aggravodo
juizn especial, em que era aggravaote Francisco Jo-
s Germano.
Na carta lesleiniinhavel viuda do mesmo juizo,
em qoe s.io agravantes Francisco Xavier de Olivei-
ra e Jos Antonio de Araujo, maudou escrever uos
autos o aggravo.
t'assagens.
Embargaule, Antonio Luurenro Tavarrt, embar-
gado, Sebaslio de Barros Brrelo.
Do Sr. desemhargador Giliraua ao Sr. desemhar-
gador Leao
EXTERIOR.
O EQDADOR.
18541855
Presidente o general Jos Mara t 'rbina.
SiluarAo da republira em 18.54.Sesso legislativa e
mensagem do presidente.O general L'rbina e
seu goveruo.-*-Sympalliias pela Russia.O gene-
ral liores em Lima.Boato de conspiracoes em
Quilo.Desaveura com o l'er.As Ibas Galla-
paaos e o tralado de 211 de novembro com os Es-
tados-Unidos.Estado material.Conclusao.
Um dos caracteres mais habituaos e mais notaveis
do estado das repblicas sut-americanas he a mistu-
ra de ambic/ies pessoaes que agilam-se em lulas im-
placaveis e da impotencia inveterada di .nle de todas
as questoes de que depende a ventura dessas regies.
Paues vulgares, odios encarnicados, eslaguar;ao do
paiz, iiiaplid.io do poder, ludo reuue-se uesse peque-
o Ihealro do Equ.dor, um dos Estados da Ameri-
ca, que lem permanecido mais estranhos a lodo o
movimento de civilisac.ao. Nos oulros Estados alrt-
vos de mullas vicissitudes, ha s vezes entre duas
revolores alguus momeulos de descanco, em que
se Iparece sentir cerlot progresso. O Equador he
talvez aquelle que menos e-forros tem feilo para
melborar sua condiro ; certamente nao Ihe fallam
elementos naluraes de riqueza e de prosperidade ;
tem no Oceauo Pacifico um porto consideravel, o de
Guayaquil ; suas provincias do litior.il teriam fcil-
mente numerosos recursos. Pelo lado oriental elle
tem ros navegaveis que vAu desembocar no Ama-
zonas alravessando Ierras mui feriis. Todava des-
de a poca da independencia neuhuin progressa
lem|havido : a popularao nao lem augmentado, a ci-
vilisarAo nao lem feito nenhuma couquisla sobre o
estado selvagem, o commercio acha-se estacionario,
nem mesmo ha vas de communicarao, e nao he
ro.iis fcil agora do que era ha vinle anuos, ir de
Guayaquil capital da repblica, a Quilo.
roda a histuria do Equador parece resnmr-se
desde mullos anuos em urna serie de revolucoes pro
ou contra o geueral Flores. O noma de Flores he
o phanlasma dos goveruos que Ihe succederam, e
que eslao prevenin.lo-se incessanlemente contra es-
se chefe tao audaz. Pouco variada em seus inci-
dentes a historia do Equador, conten todava nos ul-
timo- lempos dous fados, que referem-se un* poli-
tica exterior, outro a interior, o primeiro lie um
iiatadfc que enlregava quasi a independencia do
Fquador aos Estados-Unidos, oseguodo liga-se an-
da a eterna queslAo l-'lores e a meara de novas in-
vases. Resumamos os jioiicos acoutecimciiios no-
taveis da vida interior e exterior desse pequeo paiz,
no auno que arab de decorrer.
Qual era a situaran do Equador em 1851'.' As c-
maras rcuuiram-se ja tarde a 15 de setembro, e o
que era talvez mais notavel, he que reuniram-se
sob os auspicios da paz nu meio das revolures e
guerras qoe agitavara a mor parlo das rogies cir-
cumvisiuhas. Se devemos crer na mensagem que o
presidente, o general Urbina, dirigi ao corpo legis-
lativo, o Equador achava-se no poni de vista ex-
terior em paz com todos os paizes ; as boas rclares
linham-se renovado com a I-ranea, oulro encarre-
gado dos negocios coceara a Quilo. (I) Fora feila
urna modificara.! no tratado de 10 de fevereiro de
180, que eiislia com a llespauha. o ponto de
vista interior manliuha-se a ordem, e a tranquill-
dade eslava l.io bem reslabelecida, que o presidente
julgou poder abrir m3o das faculdades extraordina-
rias, que Ihe tinham sido precedentemente conce-
didas.
O chefe do poder execulivo percorreu os dilTeren-
les ramos da admiuislrarao publica, e feliciton-se
pelo estado satisfactorio da repblica, accresceolan-
do que os povos esperavam da legislatura de 185i
leis proprias para fortalecerem a ordem e a paz. e
para favorecerem o progresso das sciencias e das
artes, da agricultura e do commercio. Essa reu-
nido das cmaras, e loda essa forma I idade da vida
publica no fundo dariam lalvez apenas urna idea
muilo mperfeila da situac,ao do Equador. A reali-
dade dessa silnarAo observada de prrlo, he a domi-
na-, .o do general Urbina. Ambicioso e inquieto
Urbina naodescanrou emqaanlo nao chegou ao pos-
to que oceupa. Tendo sido um dos ofliciaes de Flo-
res, c lenrio-se elevado por elle, Irabalhou depois
para sua queda, e loroou-se sen inimigo mais en-
carnirado. Fez quasi o mesmo com o Sr. Noboa,
do qual era a principio alliado, e contra o qual sus-
cilou urna revoluro.
Qoe representa "o poder do general Urbina Nao
he oulra cousa mo urna variedade da democracia
que invadi particularmente os Estados da antiga
Colombia. Urbina fez-se chefe dessa democracia,
a qual governa asss militarmente, misturando o des-
potismo com a declamara-, revolucionaria. Intelli-
genle e prodigo elle adquiri fcilmente partida-
rios, c cmplices iulercssados de sen poder. Urbina
liuli.i em I85i dous ministros, o Sr. Marcos Espi-
nel no interior, as relacoes exteriores e na fa-
zenda, e o Sr. Teodoro Gmez de la Torre na guer-
ra e na marinha ; mas alem deslas ba no Equador
duas pusieres importantes : sao as de commaudanle
militar e de governador civil de Guayaquil. Essas
posiees sao oceupadas pelogeneral Franco e pelo
. Robles, os quaes representan) certo papel, por
o mesmo que eslAo freule da cidade mais consi-
deravel, mais commerciante, e mais rica da rep-
blica. Franco he um autigo chefe do campo feilo
(l,i \ I laura he representada em Quilo por um
cnsul goral, cucarregado dos' negocios, Mr. Villa-
mus ; a UniAo americana o era em 185! pelo Sr.
Philo Whito, encarregado dos negocios ; o Brasil pe-
lo Sr. Miguel Mara Lisboa, ministro residente ; a
llespauha por Don J. Brogner de Paz, encarregado
dos negocios ; a Inglaterra por um simples cnsul,
o Sr. VV. Cope em Guayaquil.
palma scintillanle do progresso, formada com os es-
forcos individuaos de todas as gerares passadas, per-
lence a humanidade actual.
Que abysmo uno Id hoje entre a maneira de com-
prehender a verdade, o direito, a justira, a gloria, a
dedicaran, o herosmo, a victoria, o homem. c a ma-
neira por que todas estas diversas nores eram com-
prehendidas as civilisac,es passadas !
Anda nao chegamos a quinta essencia da prospe-
ridade e da perl'eicao ; a historia anda nao he o re-
gistro das conquistas pacificas da inletligcncia sobre
a materia, leudo como resultado alargar cada vez
mais a esphera dos gotea do homem, o suhjugar a
Miaren, ainda se diz a tonga c violenta re-
volla do genero humano contra o direitu mal defini-
do e mal regulado.
m.i>. un, raio de luz ja reina sobre mis, o um do-
ce rlai do futuro se vai manifestando continua-
damente nos horizontes, como a rosa paluda do cre-
pnsculo, que borda a noile quando o sol se acha pes-
io depois de muito lempo.
Se be verdade que a obra da civilisarAo he labo-
riosa, se cusa longas dres humanidade ; he lam-
bem verdade que a sua realisacao parcial s pude ef-
fecloar-ae nos inlervallos que se surredem depois
desses conflictos, dessas lulas, que algumus vezes ap-
parcrem entre os povos.
Assim, as sublimes lices da ciperieuria nos ad-
vcrlein que os motivos dessas lulas so vao enfraqoe-
cendo progressivamente, c que o carcter de eterni-
dade que Michelel Ibes da, se torna lodos os das
mais ephemero e transitorio.
A paz assignada em Pars a 30 de marco, lalvez
nao seja um dom para muilas gerares futuras : mas
com ludo permillir mais um passo na estrada infi-
nita do progresso.
Presentemente ella proporciona urna vantagem
inappreciavel aos povos transatlntico, franquean-
do-lbes a navegacao do Mar Negro e da embocadu-
ra do Danubio ; e para o fuluro he provavel que do
mais hens em outra ordem de factos.
Emlim, a paz eurepoa tambem communicou gran-
de impnlio i nossa provincia : permitlio que ella po-
dase eucelar os Irabalhos para levar a elTeito a sua
via frrea, a qual ae Ibe nao d logo a Mor e o per-
geueral. Seus habites resenlem-se de sua auliga
vida, e elle frequenla os mulatos, os sambas, com us
quaes vai disseriar sobre os negocios pblicos piofes-
sando sohretudo uessa companhia o odio dos eslran-
geirbs. Nestes ultimo- tempos Frauco linha um-
opiniAo decidida sobre a guerra do Orienie, c declaa
nava a-s.- publicamente contra os Francezes, ma-
nifestando suas preferencias pelos Id....... Robles
lem hbitos menos populares, e melhor carcter.
Um c oulro servem o poder de Urbina, lendo o filo
na presideucia para si ; mas nao se atreven) a ma-
nifestar suas preienr-ie-. e defendem a cau-a com-
ii.um. A senta do genera! Urhiua e de seus parti-
darios he a guerra contra Flores.
A rbegada do general Floros a Lima no romero
de IS* provoc >o no Equador orna recrudescencia
-le r.nic-.r o de violenci: Flores approximou-se da
repblica do Eqnador para tentar ainda alguma em
preza'.' Isso nao he impossivel. O cerln tic que no
mez de marro de IS55 --- o fado dn sui> presenra no
Peni, disperlando toda a surte de boatos de conspi-
rarnos em Quilo, servio de pretexto para novos rigo-
res da parle do goveruodo Equador. Urbina man-
dou prender os chefes das principacs familias sus-
peilas de connivencia rom I-lores, deporloo-as para
alem dn Rio apo no interior, ou para alein do is-
Ihmo de Panam, fa/eudn-as alravessar a pe maltas
vigens al o lugar do embarque. Algons velhos
furam comprelieudidosnessa medida, a qual lanra-
va a conslernarao em Quilo. Era isso o que.o gene-
ral Urbina Ciamava prevenir o mal, e abetar o ve-
neno dos labios dos eidadaos. Depois publicou a 3
de abril urna proclamaran, na qual di-rlar.ua que
merecer ainda urna vez a confianrado paiz.
A rbegada de Flores teve alem disto consequen-
cias de natureza ddieren:.-, t. i.mpliron repentina-
mente as relaoes di piornal ira- do Equador e do Pe-
r. J.i desde urna precedente tentativa do general
Flores em 1852 houve completo rompineulo entre
as duas repblicas. Urbiua aecusava o governo pe-
ruano, sotiretuloao general Fcheniqie, de ler favo-
recido essa tentativa, a qual com efleilo fora orga-
nisada em grande parte era Lima. O meo xito de
Flores uessa poca lizera desapparecer o principal
pretexto dos odios mutuos, e a K de abril de 1853
foi assignado um tratado que re-tabeleria as relares
de amisade entre os dous paizes. Pelo artigo "i.
desse tratado o governo de Lima obrigava-se a pro-
hibir a residencia de Flores uo territorio peruano.
Ora a chegada rcenle do geueral Flores a Luna
pareca violarAo flagrante desse artigo da conveurao
de 1S.3. Interpellado a esse respailo pelo ministro
lo Equador. o governo eslahelecnlo pela ultima re-
voluro do Per allegou a uullidade do tralado por
nao ler recelo I urna consagrarlo legal. A isto re-
plicn o ministro do Equador, o Sr. Agoirre, em
um oflicio de 27 de marro de 1855: Este tratado
he una realidade; esl inscripto no registro das leis
que regem o Per, mo pode ser discutido; suas dis-
posires eslAo em cxecurAo ha dous anuos ; lie em
virluile desle tratado que se restaheleceraiu as boas
relares entre os dous governos, que uomearam-se
ageules diplomticos, que o presidente provisorio
do Per annunciou sua elcvacAo ao presidente do
Equador ;hc cu) virtudb desle tratado emlim que fni
reconheci-lo e recebi lo com encarregado dos ne-
gocios. Todava o novo gabinete de Lima persisti
em sustentar a uullidade da convenrAo de 1853,
protestando ao mesmo lempo seu desejo de impedir
t'ldo o qoe posea perturbara traiuiuillidade du Equa-
dor ; mas Flores permaneca cu) Lima e o agente
do general Urbina fundou-se nesse faci para lomar
seu passaporte, desorle qoe se nAo reina a discordia
eulreas duas repblicas,ha pelo menos meio rompi-
menlo, o qual puderia tornar-so completo no caso
de nova empreza do general Flores. El ahi como
.'-s- cliefe i i..n!e iii.-i.i.! p.-I.. m ausencia, O pilas
suas peregrinares.iuflue bato na vida interior come
na exterior da repblica.
Comludo esso he o menor incidente dos negocios
exteriores do Equador em 1854. Elevou-se urna
qiie-ti-i muilo mais grave : a que se refere as illi-is
Oallapagos o ao tratado assignado com os Estados-
Unidos. A immensa produccAodo guano que da ri-
queza ao Per, e que Ihe tem servido lalvez de laro,
disperloo todas as imaginares da Umao Americana.
Cada nm quiz ler seu deposito de guano como urna
mina de ouro. As ilhas Gallapagos as costas do
Equador foram designadas como cuoleodo grande
abundancia dessa materia. O general Villamil em-
pregado uo servico|do Eqnador e o Sr. Brissol, eram
os autores da descoberta, sobre a qual tinhAo direi-
to commum. Para fazerem-ua fructificar, dirigi-
ram-seaos Estados-Unidos. Com elfeito, pouco de-
pois chegaram ao Equador dous persooagcus, o Sr.
Beujamin, senador da Louisiaoa, e um advogado
norle-americano. Estes ealipulando os inleresses do
Sr. Brissol ollereceram ao governo do Equador em
nome de urna companhia norle-americaua, um mi-
Wi-io de piastras a titulo de adianlamenlo para urna
concessao que seria feita. O Sr. Benjamiu c seu
collega eram seriamente os representantes de una
companhia, ou obravam em segredo pelo governo
dos Estados-Unidos'.' Isso uao foi esclarecido. Ain-
da mais, passa por duvidoso que baja realmente gua-
no as ilhas Gallapagos; porm os Americanos do
norle pensavain lalvez que dada a somma olTereci-
da, e nao podendo ser restituida poderiam Conservar
essas ilbas como peuhor, c por lim estabelecerem-se
n-ll,i-. Desse modo ganhariam urna posioAo nessa
parle do Ocano Pacifico. No principio d'essa ne-
gociacao o general Urbina aflectou moslrar-se pou-
co disposlo a aceitar as propostas que Ihe eram fei-
las. A comedia foi tao bem representada que nada
Iranspirava quandu soube-se repentinamente que
fra assignado a 21 de novembro de 1851 com o mi-
nistro dos l'Madus-l nido* um tratado, relativo s
ilhas Gallapagos. Para prevenir o elTeito que isso
ia produzir. o tralado foi logo levado ao senado, o
qual leve de deliberar inmediatamente, e appro-
vou o al sem coiihccc-lo ; por quanto o governo
lomara medidas para que o tratado nAo fosse im-
presso nem distribuido.
Essa lransace.il) tra na realidade mui grave. Pe-
lo arligo l.e os Estados-Unidos emprestavam ao
Eqnador a somma de 3 milhes de piastras As es-
lipulares seguintes rcgulavam a extraern do guu-
uo e a maneira do reembolso desse emprestimo;
mas hara um arligo que revelava o verdadeiro sen-
tido da couvencAo de 20 do novembro, e que collo-
eava o Equador sob o protectorado dos Estados-Uni-
dos. Era o arligo 11 o qual dizia: < o governo dos
Estados*Unidos e-tender, sua proleccao sobre os
seus uacionacs que em cousequeucia desta conven-
rAo se applicarem ao commercio do guano, como
tambem sobre as ilhas Gallapagos contra toda a es-
pecie da una-.i,i, excursAo, depredara i que forem
tentadas ou podercm rcalisar-se, quer da parle de
urna, quer de multas uaniesr'q'Jer la parle de al-
gum aventureiro, ou chefe de revoltosos, que pondo-
se a trono de estrangeiros tentasse apoderar-se des-
sas ilhas ou de algum porto, ou enscada, na costa do
Equador no Ocano Pacifico com o designio illegal
de di-eonhecer,os direilos de soberana, que possue
o governo constitucional da repblica sobre os ter-
fume da prosperidade que (todos desejaiuos, ha de
approxima-la desle resultado.
Agora, passemos a outras ideas, e comecemos por
notar um grito de miseria airado por um grande
poeta, por Lamartine.
Sob o aporto doloroso de um desasir de fortuna,
que aui-M-; i o proprio lar, condemnado a um traba-
lho obstinado de todos os dias ede todas as horas,
lem elle, para salvar o ledo paterno, heroicamente
revelado a lodos, as miserias pungentes do re an-
i/u>tii domi da sua velhice, e sob urna queixa amar-
ga pela desalleoAo, pelo esquecimento que o cerca,
esoreveu a primeira pagina de um curso familiar de
lilleralura, que deve apparecernicnsalinenle, c con-
vidou o publico que elle lem euchidn com lodos os
thesouros do seu eugenho a subscrever para a sua
nova obra.
0 adaniravel primeiro capitulo desle traliallio Ihe
deveria ler grangeado urna siibscripeo unnime, e,
por assim dizer, nacional, que o salve da miseria.
A concurrencia nao se fez esperar, e o pobre poe-
ta, deixanilo aos seus rredores a heranra de seus
pas, dizem queso vai sepultar n'uiu retir mu so-
lado no iiiiilment amerirano.
Michelel publicou ltimamente um livro, que in-
lilotou o Patariuho : o eminente historiador, desdo
o diaem que deseen daradeirado collegiode Franca,
pin Ionio da qual asswiipalliiasureulcsdajuvi'iiludc
fraaceza se accamnlavam lodos os das, foi roubado
vida da cidade ; cunecbeu inquietos receios por
urna enferma querida, que se procurava rollucarem
mclliores condiroes e n'um ar livre da Europa.
Elie foi passar successivamente os instanles de um
longo reliro as esplendidas vrgelaroes de um canto
da Bretanha, e n'usf sitio de nina monoloiiia saave
dos Apeninos, hadaas leguas de Genova.
Ahi, conlinuoo a- onvir a voz da tolidUo, inelhor
do que em ootra qualquer ida-le, de vagar e com 011-
vidos recolhidos.
F.sculou os passarinho:, romprolienileu o- na sua
suave vivacidade, nessa alegra da nvenlade e do
I..HII humor, conforme o feliz equilibrio desees entes
lo livres, lAo prudentes e IAo agradecidos para rom
Dos pela parle da folenla de que Ibes locou.
O historiador possue esle estado, enconlrou lodos
os seus transportes de puela, e escreveu deliciosas pa-
MUTTnvrrr


rilorins mencionados e recoutiecidos como pcrlen-
centes a mesma. Fica entendido que essa protec-
Cao se exercer conforme o direilo das gentes, a Di-
to resultava evidentemente que us Americanos do
Norte tinham o protectorado nAo sri das ilhas Galla-
pago, como lamhem dos orto, da costa, islo he,
do Equador.
Ou porque os agentes norte americanos livessem
excedido soas inslruccoes c livessem tocado a res-
ponsahilidade dessa tentativa ousada, como fa/em
muilas vezes, ou porque o gabinete dos E'lados Uni-
do! relleclisscmais maduramente sobre a ronsequen-
ria desse arlo, o tralado de 20 de novembro appru-
vado em Quilo fui rcrehn(p com frieza em Washiog-
lon. NAo foi sutjinetli.to a ralilicarao, o que prodo-
zio em Quito vivissimodesa|ioulameulo; por quanto
a vista desse tratado linliam-sc feito muitm especula-
res sobre a divida interior, a qual havia de sar a-
mnrlisada com os 3 millioes de piastras. Todava o
fado sobsiste moralmenle. O tratado de 20 de no-
vembro excitou certa einorAo na America e muitas
repblicas .lo sol ti/era ni protestos. A oulro respei-
lo, mesmo nAo sendo ralilicado, nAo be elle o indi-
cio de urna situarAo singular'.' Ei um paiz que en-
trega-se por si mesmo, e sao os Estados Unidos que
recuso esse protectorado. Que sera quando ns Ame-
ricanos do Norte se determinaren) a unpor sua pre-
ponderancia, quaudo se -miireui assaz fortes para
nAo recuarem d'ante de nenhuma rousideracao? O
mais curioso lie que no momento em que Urbina col-
Incava assim o Equador na dependencia dos Estadus
Unidos, Mores de sua parte fazia tambem, segundo
dizem, um tratado com um Americano do Norle, o
qual havia de fornecer-llie armas, inuniroes, solda-
dos, barcos a vapor em troca de urna vasta coucessan
na proviucia de Esmeraldas.
Assim certos governos sul-americanos recorren)
aos expedientes mais extraordinarios para livrarcm-
se da necessidade de trabalhar por si raesmoa, alim
de fecundaren) as regies de que dispoe. Bem como
dissemos, nAo sao os elementos naluraes qoe fallAo;
he a iulelligeucia das condic,oes, em que esses ele-
mentos podem desenvolver-se, he o iuslinclo prali-
co dos melhoramenlos serios e positivos. No Equa-
dor como em muitas outras repblicas fallao gran-
demente desde algum lempo cin eagraclo, e nave-
g-ir-i... ("'un efleilo, o Equador possue tres ros que
poderiam ligar as dilTerenles parles de seu lerrilorio
a grande arlcria das Amazonas: sao o apo, o San-
tiago, e o Paslazza. Apregoaiu-sc lamben) desro-
berlas de minas de ouro e de prala, e producroes de
quina qoe talvez sejam lahulosas. Em ludo isso lia
mais palavras do que aclos, mais apparencia do que
reali.lado, por qoanlo as obras serias ainda nao sao
emprcliendidas nem mesmo siispciladas. Na sua
mensagem de 1854 o general Urbiua chamava a al-
tenrAo dos legisladores sobre a necessidade de colo-
nizar as regies orientaos da repblica, com a geute
miseravel que povoa certas cidades. n transportemos,
dizia elle, essa porcAn infeliz de nossos compatriotas
para as nossas posses-es orientaos. Arranquemo-los
a miseria para fa/.e-los lalvez ricos e poderosos em
pouco lempo, e veris logo uessas regies prodigiosas
a religiAo substituir a idolatra, as populaoes eli-
dieren) a solidAo, a industria e o commercio" succe-
derem a inacrao, o movimento social dissipar o en-
lorpeciineiito da vida selvagem, euiliiu o poder do
homem em lugar do poder das fras... Em qaanto
o Equador nAo lem lanos bens, nem realiza lautas
promessas, esla reduzidoa incerleza polilira e a es-
taguacao material. Faz revoluroes, e nao faz me-
lliorainenlos.
(liiiiuaire des Deux Mondes.)
Em quanlo a Inglaterra o a Franra lusleotavam
contra a tt,iia urna guerra forinidavel.i|ue grucas a
Heos, loca a seu termo, segundo loda apparencia, a
Inglaterra pareca pioxuna a empenhar-se n'uuia ou-
lra lula com a repblica dos Eslados-Uuidos da Ame-1
rica. O pre-idenle desta repblica, o seuhr Pierce,
cujos poderes ho de expirar antes de limlar-se o au-
no de I85(i,expz as causas dess.i lua em sua fallarte
31 de dezeinbro onde accumuladas sAo em urna lin-
goageni acre as cen-uras dirigidasau governo brilan-
nico. O presidente Pierce iusislio sobretudo em doas
ollensasque impulou a esse governo ; de urna parte,
elle qucixa-sc da falsa intei prelar.io dada pelo gabi-
nete de l.oudres a conveiicao de 111 de abril de 1850,
que prohiba tanto a Inglaterra como aos Ustados-
Unidos da America central, de se arrogar algum di-
reilo, de se estabelecer, de se fortificar, de cnloiiisar
parle alguma ; elle aecusou a Inglaterra de se haver
entregado, sob iujuslos pretextos, a usurpaces que
alacam a independencia e a seguranc.a desses Esta-
dos ; ao mesmo lempo que poderiam causar serios
damnos a repblica dos Eslados-Unidos. Na mi-
nli i. .-i mi i.i disse o senhor Pierce depois de ler re-
produzido as explicaces do gabinete brilannico, os
Eslados-Unido9 nao poderiam admillir nem essa con-
clusAo nem as premissas ; Ibes he impossivel accei-
lar urna senielbaiite inlerpretarao das relar.ies res-
pectivas dos dous governos em freute da America
Central.
O senhor Pierce concluio esla parte de sen me-
morial dos negocios da Umao com as palavras se-
guinles:
Corto -la iiil-'rprel ir ia do (ralada, a qoal esle go-
verno nao lem cessaiio de ligar-se sempro : resolti-
do a insistir sobre os direilos dos Eslados-Unidos,
porem animado (aiubem pelo desejo altamente ma-
nifestado pelo governo ingle! de fazer desapparecer
todas as causas de grave desiulelligcncia cutre duas
naces unidas por lanos lucos de inleresses e de al-
l.ane.a. pareceu-me conveniente uao considerar como
desesperada urna solurAo amigavel da conten la.
le todava para recelar que com a Gran-Brelauha.
que uceupa positivamente os territorios contestados e
com o tratado, que, em cousequeucia disso, esla per-
feilamenle nuil., uo que respeila aos nossos direilos,
esla difliculdadc internacional possa licar por muito
lempo indecisa sem arriscar sen,mienta as relares
amigaveis, que sao do inlcresse.seno tambem dode-
ver dos dous paizes cultivar e manler. Surei verda-
d.'iiaiuente feliz se esses novos esforcos rhegal em ao
feliz exilo com o qual se tem entilado al aqui com
mais conlidiica que o aspecto do ueguciu per millo ter
agora.
De outro lado, o scuhor Pierce censurou o governo
brilannico por haver eslabelecido uo ceulrn de mui-
las cidades dos Eslados-Uuidos escriplorios de re. ni
lamento para os exercilos da Europa, o que cousti-
lue, segundo o presidente, urna violarAo a legislarAo
do paiz e urna derrogacJo de seusdireiloa de sobera-
na, e poderia fazer sabir ogoveruo dos Estados-Uni-
dos da linha de estricta ueutralidade sobre que esta
fondada a poltica tradicional da repblica. Depois
de ler desenvolvido longaiucute as lesoes que elle at-
Iribue sobre esle assumpto ao goveruo brilaouico, o
senhor Pierce courloe assim ;
Essas consideracoes, e esse tacto, motivo de nos-
so aggravo, que nao lie um accidente puramente for-
tuito, mas um designio meditado, execulado com ple-
no conhecimenlo de nossas leis e de nossa polilira
nacional, dirigido por funcriouarios pblicos res-
pousaveis, me levaran) a ex por o caso a o governo
ginas que fizeram ura livro, que recebe, um acolhi-
meulo ardenle.
Assim, o passarinho, o passarinho so, cnustitue lo-
do o livro, ivrocheio de ternura c de le, conslaule
e fiel, que va de niuho em ninho, de ouvo em ou-
vo. do amor ateo amor de Dos.
Com efleilo, o mundo dos passarinhos he o mun-
do da luz c dos cnticos. Todos vivem do sol, se
emdiom ou se inspirara com elle : os Intuanles do
meio-dia collocam-lhe os reflexos sobre as azas, os do
norte nos cnticos, inultos o seguem de regiao em
regiao.
Pela maohaa o saudam no seu ciarn, e (ardinha
se reuiiem lielmenle no momenln em que se pe ;
luz, amor e canuco sao para elles a mesma cousa ;
he para permanecer nestes elementos da sua existen-
cia que ellM operan) catea mysleriosas e longinquas
emigrares que Ihes fazcm percorrer o mundo.
Os dias abreviados c as rerrares os enchem de
melancola. Dahi luz e mais luz! Anles morrer do
que nAo ver a luz Kis o sentido verdadeiro do ul-
timo cntico, do ultimo grito da sua partida.
Elles se retirara resolutos, intrpidos e corajosos
para una viagem inmensa, alm das montanhas,
dos mares e dos deserto*, ao climas mui diflerentes,
por venios variaseis, alrave/. de inuiUis perigos e
aventuras, e 10 retirara todos al n roiixiiml, com a -
iiilenrao de ollar, leudo lodos sua frenlo a ando- '
riuli-i, o inelhor ente do mundo alado, que he livre I
pelo sen v&oadmiravel, livre pela sua nulrcae la-1
ni, livre pela escolha do clima, e que vive mais I
porto du homem, sempre liel ao >cu ninho, sob o '
celo nas zonas temperadas, assim como nos tropi- I
ros sao os beija-llor e os rolibris, pedrarias anima-I
das e movis, rhainiiias aladas que se agitara sem re- i
poil-o.
O passarinho he o echo de Dos e do hornera na |
snrda palpitaran das ondas. Oppe as suas olas
agudas au montono tumultuar das arvores, laura
doce e ti i-te consonancia.
Fin loda a parle, sobre o immento concert da
natureza, levanta vozes, vozes aladas, yo/es de lo ai,
VOies il anjos, em inaoes de urna vida intensa, que
se reiiov.im incessanlemente, e Michelel se c.uii-
prazcom aniur em notar principalmente os cnticos
Uos passarinhos, hospedas da Franra : da calhan-
hrilaiiniro, afim de ohler nao s a cessacaa do dam-
nn, mais anda sua repararan. O assumplo esta ain-
da em diseado, e o resultado vos sera comraunica-
do em tempo opportuno.
O resentimenlo do Sr. Pierce era dirigido parti-
cularmente contra o Sr. Grampton, ministro da
Graa-Brelanlia, assignalado como o principal agente
guerra seria desastrosa. Ainda que a naja ameri-
cana ja seja urna naro opulenta, nao o he bastante
para nao ter necessidade doscapilaes ioglezes. Es-
ses capilaes abuodam nos Estados-1' ni Jo- ; elles sus-
tentan] o commercio c a industria dos Americanos ;
assim ludo se une para approximar as duas narr.es
._ e conslranger us governos a prevenir a explosao da
do modo de recrutainento adopladu pelo governo ia- \ guerra, e a manler una paz solida ;a inclinacaomn-
glez. Excitada por essas revelarf.es do presidente, | la, a estima, o respeilo, o iuteresse commum, tal-
a imprensa dos Eslados-Unidos quasi loda tnleira vez tambem um certo temor, exercem dos dous la-
atarou a Inglaterra rom a maior violencia, era risco I dos do Allaolico urna influencia pouco mais o ame-
de fazer rebenlar um emitlicto de que fura inarts pre- nos igual.
denle prevenir as riiiisequenrias. A' discussjo cai- Acabamos de ver qual fora a lioguagem dos mi-
ma do direito e do tacto os j irnaes americanos ubs- ] nislros da rainha no parlamento; noticias ultima-
llluiram um systema de provooares e de desali .. a mente viudas de Londres nos attestam que os prin-
qoe os jornaen inglezea oppozerara enrgicas proles- cipaes urgAos da industria u.i le/a se prouuociarara
lares e algumas vezes tamtTem palavras chelas de e lodos os dias se pronuncian) no mesmo sentido, da
altivez c de desprezo. maneira a mais significativa. Seguramente deve-se
A noticia de um incidente que nao foi coiihecido
se nao mais de um mez depois da puhlicarlao da
mensagem foi propalada no proposito de augmentar
mais a irritarlo da opiniSo publica. Segundla uo-
"icia: dos jornaes, um dbale tivera lugar nos ruares
da China entre o capitn de um navio americano e
magistrados inglezes, por motivo da jurisdirjo dos
111..-na coloniaes inglezas : o capilua despilo de
suas protestarnos e das do cnsul dos Estados-Uni-
dos, foi preso e condemnado a' urna mulla ; pata se
furlar ao elTeito desta condeinnarAo. depois de ha-
ver conseguido evadir-se elle Immizioo-se Bordo
de urna fragata americana, e recusando o conlman-
daute desta fragata eulrega-lo as autoridades ingle-
zas, estas baviam feilo prender o cnsul americano
como cmplice da evasao de seu compatriota e p ba-
viam aecusado peranle os tribunaes.
A aguaran poderia lomar-so tanto mais. perigon
quando ella se mauifesla em ura momento sempre
critico para os Estados-Unidos, onde ludo se prepa-
ra para a reeleir.ao do presidente em exercicio ou
para a eleirao de um novo presidente. Eulrelanio o
goveruo britnico e as cmaras sa teem agitado pou-
co al o presente. Qaando a rainha Victoria abri
a Millo do parlamento, absleve-se de nada dizer da
falla do Sr. Pierce, e nao fez allu-.io alguma a de-
savenga a que o presidente den urna tan alia impor-
tancia. O sileucio da rainha provocando algumas
observaroes da parle de lord Derby na cmara dos
Inris, e depois um i mlerpell loan do Sr. Cobdem na
cmara dos communs, lord Clarendou e lord Pal-
merslou liveram urna occasio natural para fazer co-
uhecer suas disposires e os senliraeiilos que ambos
professaui para com a repblica dos Estados-lin-
dos. Asdeclarares dos dnus ministros sao Ifeilas
para Iranquillisar os amigos da paz. Lord Claren-
don disse :
a NAo poderia haver llovida, a meu ver, pinito
lo sentido ordinario e lodo simples das obrigares do
tratado Claylun Bulwer, o porlanto he sobre a inler-
pretarAo de*se tralado que se levautou una difleren-
ra de npmiao. Em (al caso urna correspondencia he
intil, e eu oflereci logo remellcr a que-lno lotla in-
leira ao arbitro de urna lerceira poleucia, a coja de-
cisAo.ainhas as parles se ohrigariam a sujei|ar-se.
Esla proposla ainda nao foi aceila. Renovei-a, e es-
pero que depois do um novo exame, o governo dos
Estados Unidos adherir1 a ella... A respeilo do ou-
lro ponto a que se atlude, quero dizer, do recruta-
inento nos Estados Cuidos.... urna correspondencia
de una n.lureza mui puuco amigavel teve lugiar en-
tro os dous governos ; mas os aclos aos quaes ella se
refere sao ja anligos, e o governo inglez lem, desde
o principio, renunciado loda ioteorao de violar de
maneira nenhuma a lei das Estados Unidos. Parece,
pois, que toda a opposiro qae p.le'.existir, ae refe-
re a cousas ja passadas, e eu n.lo posso acreditar que, | o novo ministro ; lie recebeu a ordem de insistir a
depois que as duas naces foram estreitameule liga- 1 lodo o risco sobre a inu-i (a .-Lirao que o gabinete de
das por tal anidado de inleresses, tima queslo co-1 Washingion dera ao tratado Clavlon-Bulwer. Esla
considerar a cmara de romnjercio de Manchester
como um dos orgaos os mais illostres e os mais acre-
dilados da industria britnica, e podemos crer que
nao he simplesmente que ella exprime sen senli-
meulo sobre urna que.tan de paz e de guerra, e qae
ella nao o exprime senAo para obedecer a influencia
legitima que sobre ella exercem es graves inleresses
que reprsenla. Esla cmara acaba de fazer sua
reunin animal, e enlre as resoluees qoe lomara,
observamos urna que unnimemente adoplou, para
declarar que ella vio com um profundo pesar as dif-
fieuldades que se elevaram enlre o goveruo inglez e
o dos Eslados-Unidos, por occasio do tratado relati-
vo.! America central,e por occasio das tentativas de
re. i u.aiiirnto, feitas nos Eslados-Unidos para o ex-
ereilo inglez.
A cmara de commercio de Manchester representa
com vivacidade ao governo iuglez.que seria inflnita-
menle desejavel que essas questoes fossem tratadas
ii um espirito de ronciliaro, e cum a firme resolurao
de poupar a' Craa-retaha e aos Eslados-Unidos os
males terriveis que resultaran) para os dous paizes
da inlerriipoAo de soas relar.ies amigaveis.
Em Londres, o lord-maire, orgao da cidade, le-
ve a mesma linguagem em urna reuuio numerosa,
para a qual elle havia convidado o Sr. Buehanau,
ministro da repblica americana em Londres, e ue-
gocianies conhecidos por soas relares com os Esta-
dos-Uuidos. O Sr. Buehanau nao lendo podido a-
ceilar o convite do lord mairc, esle fazendo couhe-
cer os motivos da ausencia do Sr. Buchanao, accres-
cenlou estas palavras, que foram coberlas de ap-
plausos:
u Siuto tanto mais a ausencia do Sr. Buehanau,
por que elle leria ouvido proclamar aqui.que os in-
leresses do commercio, da paz, da civilisacao o da
humanidade sao mui poderosos para permittir urna
colisAo entre a Inglaterra e a America, o
Os ataques do presidente Pierce nao liveram, pois,
muilo echo em Inglaterra ; o governo o as cmaras,
os orgaos ofliciaes das duas grandes cidades, nao se
leem inquietado, e quando se oceupassem disso,seria
para protestar com um ardenle desejo de conservar a
paz, e com a firme re->liir,io de mante-la, fazendo
lodos os sacrificios compativeis com a dignidade du
paiz.
Em quanlo essas disposijes pacificas se declara-
varu era Inglaterra, o que se passava em Washing-
ton '.' ili-ruidin-e uo scuado as questoes suscita-
das pela falla do presidente da repblica, e algnns
oradores pronuiiciavam contra a Inglaterra palavras
cheias de colera. O presidente designava para o
posto de Londres um uovo iiiinilro.destinado a subs-
tituir o Sr. Buehanau, e o senado confirman essa
ii-lineara. Se acredilarmos no jornaes de New-
Vork, que recebemos ha Ires dias, o Sr. Dallas ho
mu esla na.) possa ser rasolvid.i proinpla e amigivel-
menlc..., Quanlo a' conduela do senhor Crapipton,
estamos perreitaruente sati-feilos. e esloa convencido
que elle nao lem nem com inlenro, nem sem ella,
nem accidentalmente violado lei alguma dos Estados
Unidos.
As declaracoes de lord Palraerston foram mais
explcitas ainda ; julgar se-ho pelas citar.es que
vamos lazer.
O tralado de 1850. em seusefleitos.olhava o fu-
luro e nAo era retrospectivo. O governo americano
esforca-se por cslabelecer urna inlerpretarao diversa.
Nos sustentamos nossa inlerprelacao, e o ministro
americano a sua. Nos declaramos* que, bem que es-
livessemos perteil .mente convencidos de qae nossa
interpretarlo lie a nica verdadeira, estamos promp-
los a submelter a queslio a' decisao, qoalquer que
seja ella, de urna lerceira potencia.... O oulro ob-
jeclo de disputa diz respeilo a' nossa legiao eslran-
geira. Eu sou inleiramenle de opiniao que es-e ne-
gocio he da mais subida importancia, pois que elle
se prende aos inleresses dos dous paizes. llartilho
completamente a opiniao de que neohum conflicto
poderia ser mais deploravel e mais desastroso para
as duas naces, do que urna gueva enlre us e o po-
vo americano. Digo, para as duas naroes. porque aiu-
ila que devessemos suflrer cruelmente, estojis cer-
los de que aquelles com quera livessemos negocio do
oulro lado do Atlntico, sollreriara tanto como mis.
Seria certamente doloroso que hoje duas naces que
unem tantos tacos de commum origem e de'iu'.eres-
ses communs. ze-sem a guerra urna contra a oulra,
sem una causa real e inevitavcl ; logo eu nAo posso
supporque baja no negocio actual urna causa real e
inevilavel. O quecreio smenla he que se as parles
moslrarem o mesmo espirito da conciliario e (|e leal-
dade, a desatjonra poder-se-na ageitar* de um mo-
do compalivel com a honra das duas naces. Pa-
ra chegar-se a esle resultado, nada sera desprezado
la parle do governo de ludo que convier a' honra e
a' dignitade do paiz.
Esla linguagem dos dous ministros foi espontanea,
elles manifestaran) suas proprias couvicres; mas
ambos elles foram inspirados pelo conhecimeqlo que
lindara do verdadeiro estado da opiuiao do publico
inelcz, que nao via nas circunstancias assigualadas
peloSr. Pierce uj)a causa sobaja de guerra, everla
com profundo pezar que se uAo cuidasse seria e sin-
ceramente em fazer cessar todas as scisoes que po-
dem existir enlre a Inglaterra c a repblica dos Es-
lados Unidos. Esle seotimeuto he geral, e por mul-
las raines. Primeiro a nacAo ragln ama e eslima a
liaran americana. Esla* duas naroes formara, a fal-
lar a verdade, um s e mesmo povo ; ellas teem a
mesma origem, fallam a racima lingua, pr.il----.iin o
mesmo culto ; eiiconlraiu-se nos Americanos os Ira-
ros do carcter inglez, os coslumes e os hatillos in-
glezes; os Americanos sao audazes e emprehende-
dorescomoos inglezes; como estes, aquelles leem
no mais alto grao o genio da industria e do com-
mercio ; quanlos inolivos para serem unidos al o
dia em que a (erra viudo a ser nimio estrella, os
dous povos cessaram de ser rivaes para tornarem-se
inimigos !
Demais poslo que a narao americana seja ja urna
nar.io poderosa, ella nao o he assas para nao ler
muilo que soflrer de una guerra contra os Inglezes,
e he provavel que para ella he sobretodo que essa
dra, desle signal do dia, da arveola, da carricy, do
rluii.iii, da louliuegra, do pinlaroxo, que vem can-
tando aquecer o seu corpo delicado, transido de trio,
ao calor do fogo da chamin.
ola com especialidade os canlicos|do rouxinol,
desse grande artista, o mais inspirado de todos, que
tarde dos bellos das de primavera delira de en-
thusiasmo, prorompe em hymnos de urna seiencia
mui admiravel, de urna dooura mu seducid.i, e en-
che o grande silencio com a sua voz, at que a cor
encarnada do orvalho matutino annuncie a approii-
niaro do sol, al que o primeiro clarao assignale a
alvorada uo oriente : ludo o que as estrellas sciulil-
l.iin ainda no sombro azul do co, que cania por
eulreas tristes grades do una gaiola.
Emlim, do sen esludo, Michelel concluc urna in-
mensa piedade, urna swupalhia profunda para com
essas crealuras inferiores, que Dos, na suasolicilu-
de providencial ebarcou para o p do seu thiouo, e
he esle um excellenle e grande pensamento.
Agora digamos alguma cousa acerca do l.nsaio
sobre a Providencia por Eugenio lters.it.
Cousin, frente do seu Hato da l erdade, dn Bem
l do Helio, dizia a Franra contempornea quo fu-
gisse .lauuilllo que a perder, que figisse dessa tris-
te i :.iin..q lua. que prega u materialismo o o a-
thcisuio.
Nao esculeis os espirilos superheiaes que se a-
proseulam cuino profuudos pensadores, porque de-
pois do Vollaire, ho de-roberlo dilliculdades no
rhri-lianismo ; iiieili os xnssus irogressos em plnlo-
sophi.i pelos progresos da lerna veneraelo e do re-
cunhccimeutosx inpalhico que le-i.'i unh.ir- ti reli-
gio do Evaugelho ; profdssai o .olio dos grandes
horneas c das gran les cousas ; dcfeinlei-vos da en-
I a midado do secuto, do gusto fatal da vida camin-
la, incompalivel com loda s imbi{oes) generosas.
Soja qual for a carreira que abracis, Icnde sempre
em vista um alvo elevado, e empregaiemseu serviro
una constancia inabalavel. Sunum cordal JKIeviii
''Oinpri* o roseo ooraoo.
Eugenio Banal he um dos erriplures que luelhor
lem enlendnlo e mellior compreliendido e-le elo-
quenle sursiini corda : escreveu sobre a Providen-
cia um livro cheio de elevacilo, que acaba de ser po-
blicado pela segunda vez.
pi-i.io tica, pois, uos me-uijs termos; o tratado de
IU de abril de 1850 nao seudu compreheodidodo mes-
mo modo em Londres e em\^hini;ton,o gabinete de
Londres propoz de submetler-se a' decisao de ama
lerceira potencia aceita pelas duis partes, e a coja
deris.ni.eilas de anlemo se obrigariam a aujeitar-se ;
o gabinete de Wa-hington ainda nao respoudea a'
esta propo-io.'io. Quanlo ao fado do recratamento
execulado no territorio da repblica por agentes in-
glezes, o gabinete britnico reconhecea seu proprio
erro, e se disculpen ; mas elle nao lera puuido nem
censurado seus agentes, porque julga que elles liel-
menle se conformaran) cora suas insiruces. Logo
he precisamente a puniejo dos funeciouarios ingle-
zes que pede o gabinete de Washington. O objecto
da querella he prtanlo mui restricto par agora, e
he pouco provavel que a guerra appareca, sobretudo
depois do feliz exilo das negociarles que se tratim
na conferencia de Paris. S. de Sacy.
[Journal des Debis.)
I1TSSI0R.
RIO DE JANEIRO
18 de abril.
O Sr. II. Jos Delavat y Rincn, na occasio de
ser recelo lo por S. M. o Imperador no seu carcter
de ministro residente de S.M. Catholica.
.. Senhor. A rainha, rainha angosta soberana,
dignou-se de novo nomear-me seu ministro residente
na corle do V. M. I.
Ao entregar a V. M. I. com a mais viva satis-
fazlo a carta credencial queme acredita em hlo hon-
roso cargo, nao posso deixar de assegurar a V. M.I.
que lodo o meo anhelo sera' nada orailtir para que
as relacoes que felizmente existen) entre a llespauha
e o Brasil se conservem no estado qae as caracterisa
de perfeita harmona, como sinceramente deseja mi-
nha augusta soberana.
Feliz me considerarei se V. M. I., conhecendo
os senlimenlosque me auimam, dignar-sc dispensar-
me a mesma benevolencia e boodade que Uve a Cor-
luna de grangear duraule o esparo de mullos aunos
que exerri nesta corte o mesmo emprego.a
S. M. o Imperador se dignou responder : .
i lle-me summaraeule grata essa nova prava da
amizade de raiuha boa iemaa a rainha de'ltespanha,
e folgo muilo de qae a sua escolba recahsse em sua
pessoa, Sr. Delavat.
20
Por decreto de t!) do correte foram Humeados :
Para o Ihesouro.
Quarlo escriplurario, u quiulo dilo Joaquim Justo
da Silva.
Quintos cscripturariot, os pralicanles Jlo Caldas
Vianua Juuior, .Manuel Joaquim do Nascimenlo Sil-
va, Auguslu de Oliveira Pinto, Jos Ferreira Sam-
paio, Jos Victorino do Almena, Hermenegildo Jos
H" liigues Cur-lein), Pedro Leonoldino dos Santos
Marrocos, Henrique Gomes de Oliveira, Joao Carva-
lho de Souza e Mello, Jos Pedro da Silva Rosa J-
nior, Joao Alvaro da Silva, Vicente Mariano de Al-
buquerque Cavalconli, Goilbermo Jos de Almeida,
Ignacio da Gama Morel, Luiz Venancio de Vascon-
cellos Vieira de Mello.
ILEGIVEL
Nesta obra, mostra elle ao seculo essa providen-
cia 13o visivcl na ordem da nalurezas, tao necessaria
-i vida moral. Diz que a nossa forra nao esl nem
em mis, iicm em torno de nos, que est n'umi re-
giao mais elevada, que nao he tocando a Ierra, co-
mo o anligo Anteo, que recobraremos a nossa ener-
ga, mas locando oco, elevando-nos ao gremio em
que reside a sanlidade, e que lal he a natureza do
homem, que loma o carcter dos objeclos no meio
dos quaes vive, niovel e fraeo no meio das cousas -
que passara, forte e constante com as cousas que per-
manecen! eternamente.
Toda a nossa virlude he urna participado do Dos,
que se revelando de maoeiras diversas, nos commu-
nica sempre as emores fecundas; porque nao so-
mos sempre o que somos nos momentos de revel-
larao '.'
Porque i.izo he necessario que essas emoces se
dissipem ? Sem isto, que bello espectculo apresen-
laria a humanidade. Que nobreza nas suas 'aspira-
rnos ; que .ledicicao pela verdade ; que al.oegaco 1
Que caridade t Que sanio ardor pelo bem!
Feliz ainda se eslas emoces salolares, ao apagar-
se, dependesse de mis recor.la-las! Possuimos em
mis urna faculdade poderosa, capaz de nos arrancar
.i Ierra, e nos transportar ao mundo inelhor em que
Dos hahila, impressiouados por esla riqueza indul-
ta e pela nossa miseria, nos sentimos humildemen-
te, deseamos ardentemcnlc o que nos falta.
E esle humilde scnlimculo, esle ardenle rtaejo
he a supplica ; mas ainda, cla supplica seria estril
se nao pedisse Providencia oulra cousa que nao o
cuidado da vida humana, lo miseravelmenle curia.
Se os destinos humanos sao infinitos, e a Provi-
dencia nos deve a verdade, que as Irevas do lampo
nos iicrult mi : deve ao amor puro o objeclo que a
monta nos rouba. deve mai o filho que ella chora
e a mal ao lilho, ilevn aos hoineus corajosos qae Ira-
li.ilh un para se tornar melliores n lempo que Ihes
talla, deve as nobles crealuras a felicidade que ellas
lem ganhadn 1
E Bersal no-la revela sob todos os seus divinos
aspectos, e enconlrou numerosos echos.
(WaJan-J-Aral/O


Di MI CE PRUIIUia SSGUMft HU 5 01 fflllO U IH6
Thesouraria de Pernimbuco.
Hilarlo escrpturaro, o pralicaule Manoel da Cos-
a KibeVo.
Porleiro, Antonio Josc Ribcirode Moraei.
Thesouraria do Rio Grande do Sul.
(.toarlos escriturarios, os platicantes Propicio Jo-
s de Magalhaes, Beoln Josc MAlius de Menezes,
Mauoel Jone Pnhsiru, Joao ViceDlede Oliveira Gol-
maraes, e Mauoel Baptitla Tubino.
Allandegade Sergipe.
Amanuense, o guarda Luiz Jos Damaso.
I'raticanles do Ihesouro.
Belmiro Candido Teixeira, Joao da lincha Masca-
renhas, Manuel Joaquim de Carvalho, Jos Ignacio
de Alenla, Januario Kodrignes do Vasconcellos,
Joao d Cunha Valle, Ovidio Cardoso dos Sanios,
Joao Theoduro l'ereira Fooles, Antonio Teixeira da
Hurlia, I nomaz Aulonio de Sodze Neiva, Joao Xa-
vier Prxedes Medella.'Filippe de Vasconcellos Mou-
leiro de Barros, Nicolao Midoti, Jos Francisco de
Macedo, Joao Schmidt Nolatco l'ereira da Cuuba.
gressao a l'arahvbuna e S. Luiz.
Por decretos de 9 e 17 do crreme forara condeco-
rados eom o habito de Cbrislo, por servidos prestados
a' represado do trauco, o capitao de priraeira linda
Flix Jos di Silva, e o primeiro lenle Bernardo
Aulonio de Oliveira; aquello coiiimaiidaute do des-
tacamento que appreheudeu os Alncanos imporla-
cuna de guerra OUnda, que ni barra de San Malheus
fez a pprehcni.lo da escuna americana Man i..
Smith, carregada de Africanos.
Hiillclim do cholera. Fallcceram do cholera no
Jia 23 do correule 1 molhcr livre e 1 homem es-
cravo.
Murtalidide total doi cholericos at anle-honlem
1 ,870, sendo :
. 2,332; horneas 1,161, mulheres87l
l.ivies
Escravos
Condic.au incerta
2,506;
'i-';
4,870
3,301
(i%
1,36!
S. PAULO.
14 de abril.
Chegando honlem o correio da corte, propalou-se
por toda a enlacie que conslava eslar proiima a che-
gada do Sr. Vascoocellos.
Oala assim seja ; a prolongac.au da inlerinidade
era que lem estado.a administrado desta provincia
ja he motivo para se queixarem os l'aulsla*. Nao
porque o vice-presidonle, l)r. Almeida, lenha provo-
cado desgoslos contra a mi administracao ; pelo
contrario, tenho ouvido dizer bem da marcha que
lein adoptado em geni ; mas a inlerinidade nao po-
de convir. S. Exc. lem estado sempre i espera,
ora do Sr. Saraiva, ora do Sr. Vascoocellos ; dal o
adiaraento da minia, medidas, alias necesiarias, e
a impaciencia que se nota em toda a provincia para
saln deite estado provisorio.
A ealerilidade desammadora que se nota no pre-
sente sessao Ua assembla provincial anula pode al-
Inbuir-se em parte ao carcter interino da adminis-
traran. E com elfelo, alm da elevaran dealgumas
freguezias calhegoriu de villas, e da "creacao de lu-
gares de partidores e distribuidores em diversas po-
voaoiies. para gozarem dos indultos do novo regi-
ment de cusas, nada mais lem at agora feilo a
assembla.
Os nicos dous projectos de mais alcance appro-
vados pelo corpo legislativo provincial foram devol-
vidos sem saucedo pela vice-presldencia. l'm foi o dos
aogmeolo de comarcas, de queja fallei ; oulro foi
sobre a forma da nomeac.au de um capellao para a
celebre capella de Nossa Senhora da Apparecida.
em C-uaralioguet.i. Este ultimo projeclo apenas ti-
nba urna importancia toda especial, porque siguifi-
cava ama hoslilidade ao bispo, que, como se sabe,
tem provocado ama forte antipathia, que se lem
revelado al pela imprensa de un modo acerbo e
violeuto.
A ermida da Apparecida he a mais celebre da pro-
vincia, porque a Nossa Senhora daquelle lugar, ao
que parece, he a mais milagrosa de loda a diocese.
Na so de loda a visinhauca, como dos mais remotos
lugares, acode all um inlinilo numero de peregri-
nos a cumprir saas promessa* ou a implorar algum
milagre. E nao ha Iropeiro nem viaodaule que por
alli passa que se esqueca do ir valer-se da inlluencia
da milagrosa imagem. para como seo empenho, ob-
ler urna boa viagem, ou curativo de algoma enfer-
midade. ou finalmente qualqner favor.
Esta, portanlo, muito claro que esta Nossa Seuho-
ra he minio rica ; mas tambera nao ha nada Uto in-
feliz, como a administracao dos seus bens. Diz-se
que esta infelicidade chega a ponto de qua a Senho-
ra lem boas casas de aluguel, que em vez da renda
dao prejuizo; e como nao ha de ser assim, se cm
lodos os anuos he preciso fazer-se
cerlos e obras dispendiosas que naoVi absorvem a
importancia dos alugueis, como mais '.' Os tropeiros
que alli deiiam orna e-mola de ama ou duas besli-
nhas, ou o peregrino da visinhanra que leva a sua
vaqiiinha oo oulra rez, tambem s'o, coilados, bur-
lados em saas piedos.is inlenoes ; porque no lim de
alguns me/es morre o animal, e be precito pagar
largas semina* despendidas no susteDlo, Intrnenlo
e curativo das pobres beslas. Mas, anexar de screm
la mal administrados os seus bens, convem confes-
sar que a milagrosa S jihora nao se enfada com o
seos administradores', pelo contrario, nola-se que
todos os que teem a devur.io de curaren) desta ad-
ministracao, o capellao e todas as petsoas envolvidas
oeste santo misler. leem a felicidade de merecer a
proleccao (celeste, e seus negocios mundanos vao
muito bcm.
He preciso ir observando que eu nonca foi Ap-
parecida ; nao son desla provincia, e apenas vou
repellado o que se roe diz, ou aquillo que vou ou-
vindo nos circuios que frequento. Mas do que aca-
bo de referir acredito muito : quem nao sabe que as
roosas te passam assim por loda a parte ? Quem nao
tem lido as deacripeca das famosas peregrinaees a
Nossa Seafcora do l.oreto na Italia, ou a S. Thiago
na C-sIlizi, e em geral em toda a parte onde a de-
vocao chama grande concurso de peregrinos e de
esmolas !
As molas foram avallando lano, que em 1814
a assembla provincial jolgoo opporluno providen-
ciar, fazendo reeolher o sea producto aos cofres da
thesouraria, onde ficam em deposito. Parece que
com estes dinheiros foi qoe se fez um emprettimo a
um certo Embigler, que tinha fabrica e galvanismos,
a. quem a assembla julgou dever conceder em 1831
um emprettimo da 6:0009 ; quanlia de que pre-
gou um famoso calle, que esta sendo pago pelo seu
fiador.
Pela mesma lei de 1811 creon-se urna mes admi-
nistrativa da capella, que se compite do parodio, de
um admioislrador e nm escrivao. Esles ultimo*,
legalmcute, a leem 5 % das esmolas.
Ora, vamos agora a ver o que lem todo iilo de
rommum com a nossa uairacao. Por esta lei a que
allmlimo!, o capellao desta ermida deve ser de no-
meacao do hispo, sob propotla da mesa. Mas acoo-
leceu que a mesa descolulou-sejcoro o capellao,
com quem o (bispo muito te conleolava, (parece
que S. Exc. Rvm., honra llie seja feila, nao v com
bous olhos o que te passa la pela Apparecida), e por-
tento foi este capellao deraillido, e proposlo oulro
que era inleiramtnte do goslo di mesa. Eis nm
conflicto jlravado ; a mesa, nomeando interinamente
um padre, o bispo logo o suspendeudo ; e a propo-
sito de religiao, devoeao e amor da sslvacao, ahi te-
mos urna guerra em forma para se decidir a quem
lia de dizer as mistas, o Seja quem for o v encaar,
temos por certo que os despojos do combale devem
ser bem tacculenlos.
Para remover a cansa do conflicto, a asamblea
provincial no crrenle anuo approvou um projecto
tirando au bispo toda a ingerencia ueste negocio, e
deixai.do a meta a liberdade deescolher a sea alilha-
- ii ^'^f^sidenle, porm, negoa sua sane-
cao, allegando que em sua apioiao a assembla pro-
viocial fea incompetente para legislar sobre esta ma-
!".-* vista da lesMecao geral, mxime do reg-
lamelo dov das correicoes.
indicaclu do Sr. Corroa Coelho a assem-
wca provincial resolven que te levasse ao governo
geral urna represenlco pedindo que conaenlltse em
adiar-se a separarlo da thesouraria preariofiM da
eral. Ja em carta anterior disse que fea* lid na
assembla ama ordem do thesouro, pela qual se
declara! serem locompativeis os lugares de inspec-
tor da luesooram geral e o da provincial. Por esta
representarlo suppln a a provincia que fique adiada
a vparacau, visto que na penuria actual do cofre
provnioial nao he conveniente a despeza que acai-
relara a seuararao das thesourarias.
Paisou em segunda discussflo o projeclo que
mi.rea o subsidio dosdepulados da folura legislatura,
licandoelevado a 109. Em lerceiradiscussao, porem,
a vista de observacoes do Sr. Qoeiroi Telles, cabio
o aogmenlo projeclado, e licou o subsidio nos auti-
gos6>400.
Por proposla do Sr. Carneiro de Campos re-
lveu a assembla que se represenlasse ao goveroo
imperial pedindo : l.o qUe se sirva de dar urna so-
lucao prompta e favoravel da conslrucjao de urna
irada de ferro do porto de Santos para o interior
da provincia ; >. que d as providencias necessarias
para razer elfectiva e regular a ludia de communica-
^"|Por.v"Por-'crelada por leis geraes ntreos
pono, do Kio de Janeiro para o sul, locaudo em di-
versosporiotdcsla provincia.
.._ ii" "e t.l""|,0, mol'vou a sua indicacao com
um cicellen e discurso, moslrando que numerosos
inconvenientes tem j. resultado da demora da deci-
SH da conslruccao da estrada de ferro. Kulrindo
. esperanca dessa estrada, a provincia tem estado
le bracos cruzado, e em expectativa, nao podendo
cmdar por si em nenhiim melhoramento neste ser-
vijo. Oala o geverno imperial se cooveaca da
jusilla e conveniencia desla pedido.
fina dos T "Tr f ^ d" V8,,ores> l,e a c--
*** Campos ; na verdade he urna ne-
ssidade a rciulansaao dM navegacao. c lie de
rigorosa jualica que esta provincia tenha >t un. fa-
vores neste assumplo, cumo lem oblido todas as oa-
Iras de lieira mar.
~,lo WMsinarlo a tacadas no dia f. ileste mez,
a estrada de Sanla-Ann.. prximo a esta cidade
.". e "ama io"t"o Mariano. Kecahem
Pellas sobre dous dos seus cscravos, que ja esUo
2V .au,or'oa<|e policial tem proseguido em
ora I...I,a*CT"!ua0e PW descubrir a verdade. Por
ora nada consta com certeza sobre o assassiuo.
falsa! t'"10 <,ue 5 mal"e'ra com certidoes
em.'r.acTo? i! C"l,,e?u,ri' imi' "Ira e firma dos
empregados da leerelai-ia da l'acoldade.aclia-se pre-
so e prouonc.ado no crime de falsidade. cap u-
lado em um tino vizinho a1 cidade P
."r.Hfl" tea carta, voltoii o chefe
de polica iuler.no, Dr. Tnam Bastos, de sua dl-
segundo se diz, qne
Africanos naquelles lugares. Achou, porm Ires
mcias caras em poder de ulna senhora de avanrada
iilade, que leve a lembranca ebrisiaa de mandar
baptisar publicamente csses fres Africanos, que na-
ta comprado coiro escravos, e se suppOe sereinaiu-
da dus du desembarque de Bracohy. A infeliz ve-
Iha fui proceanda e acha-se presa. Na mesma villa,
S. I.uiz, fui tambem processado um individuo pelo
crime de reduzir a escravidao urna pessoa livre, mas
mo Africano. Esse individuo eeeapou a pristo, por
ler aviso do escrivao que escrevia no processo ; o
chefe de polica, porem, foi logo traucaliando o
ainavel escrivao na cadeia.
Ilepoisde algum debate passou na assembla
provincial o artigo do orrimeulo lecumaiendando a
iefci*,"lo do contracto dos eugeubeiros inglezes. Ho-
ja comecou a discussilo do arligo relativo ao con-
tracto com a caa Vergueiro sobre coloiusaco.
19
A velha ponte do Caiqutiro, que lora provisoria-
mente concertada para dar transito al a ronclusao
da nova, dcsabuu mais urna vez, depois da passa-
gem de seis carros que caniinliavara juntos sobre
ella. As obras da nova ponte acham-se adiautadas ;
os pilares de pedra eshlo feilos, e he prnvavel que,
se a assembla provincial conceder an seu empreza-
rio os favores que pede, denlro de puuco lempo se
couclua a ponte nova, cuja necessidade he patente,
porque he impossivel qualqner concert duradouro
na velha. Estas iilcrrupcoes de transito que 'm l-
timamente occomdo sao causa de mu veame in-
calculavel.
Foi ptorogadn por dez das a sessao da assem-
bja provincial ; mas pelo alra/.o cm qoe esta a dis-
cussao do nrramelo, heprovavcl que seja uecessaria
urna segunda prorogaijao.
As discusses se trem tornado sammanienle iulc-
ressantcs, porque por occasiao da lei do ornamento
se tem tratado de todos os principaes ramos de ad-
ministracao provincial, e tm orado os priucipaes
oradores.
As materias que principalmente tem ocenpado a
alinelo do corpo legislativo proviucial, foram a
n-ii ui'c.io publica, os contratos com os engcnhel-
ros iuglezes, e os que celebrou o Sr. Saraiva com
a casa Vergueiro para a introdcelo de colouos.
Em relaco in.irurr.ia publica, aflual nenhuma
providencia definiliva foi tomada de alcance. Sub-
siste a aulorisacao concedida ao governo para re-
formar a legislacao respectiva ; mas se nfio se vola-
ren) fundos qoe permitan! augmento de despeza na
nova reforma, pouco se podera adianlar. Adoplou
se, porm, una providencia para dar desliuo s
educasdas do seminario desla cidade. Kesolveu-sc
que as educandas que cliegarera aus !'>....... de
idade aerao compellidas a aceilarem nm lugar de
professorade pnmeiras lellrasuo ponto quelhes for
designado; e quandu nao lenham as habilitaces
necessarias serao destinadas a servir de criadas
graves'.
Urna piovideucia MmelbtDle j fOra adoptada em
1847.
Voltou-se lamliem a cviim i;.io do Ivccu de Tau-
hal e da escola normal do inesmo seminario das
educandas. Etla esrola era destinada a habilitar as
educandas para omagisleiio; mas at agota nao
havia sido posta em exercicio.
Subre os engenheiros, leudo passado a artigo re-
i-oiun.endan.lo a resciso do contrato, propalou-se
qoe clles mesmos iam apressar-se a pedi-la, prefe-
ri-ido antes um prejuizo pecuniario do que o vea-
me de conliiiii.inMii a servir coulra o agrado da pro-
vincia.
Os Srs. C. de Campos e Carro oppuzcram-se na
discussao a esta medida ; outros, nao reprovando a
idea do contrato, fizerain rerahir as suas censuras so-
bre o conselheiro Sergio Teixeira de Macedo, por
haver celebrado um contrato summaraente oueroso
i provincia, allegaude que os vencimenlos estipula-
dos sao enormes, e que um dos engenheiros, he in-
hbil.
Somos informados, porm, que ambos os enge-
nheiros sao mullo d.-luirlo. : ao Sr Elliot, princi-
pal engenheiro, ninguem tem cuntestado conheci-
mentos professionaes muito notaveis ; o seu ajudan-
le o Sr. Cameron, contra quem se lem fallado, he
dotado de raros talentos ; ccomquanlo nao lenha a
eiperiencia e ilustrac,ao do primeiro, fui tambera
euma boa acquisirau para a provincia,
Quinto i rulunisacau. passou o arligo recommen-
dando a revisao do contrato com i casa Vergueiro.
O Sr. I', nao, que cm loda a discussao da lei do or-
namento lem lomado urna parle muilo dislincla, ini-
ciou urna idea nova sobre a acquisicao do colunos, a
qual foi adoptada pela assembla, e coja exposicao
l'arei em oulra remessa mais de plano.
No anuo passado aduplou a assembla um pro-
jeclo, que foi sanecionado, aolorisando ao governo
da provincia a contratar com qualquer campanilla.
'" ou individuo, naciouaiou eslrangeiro, a ronstruc-
cao de urna linha de estrada de L'batuba ale Tauba-
tc, ou Pindainonhangaba, com as mesraas bases e
condies que, por contrato de "2li de fevereiro do
mesiuo anuo, foram estipuladas entre o governo da
pioviuc do Kio de Janeiro e o emprezario e coni-
panhia da estrada de Mangaratiba.
Aimla se nao contratou esta linha de estrada, por-
que nao tem apparecido propostas atlendiveis, ou
porque tem sobreviudn diiliculcladcs. Acaba agora i
a assembla de conceder iguaes favores a qualqner
individuo ou companhia que se eocarregao do cons-
truir oulra linha de estrada entre Jacarehy c o por-
to de Caragatatuha. llizem os entendedores que es-
las duas ludia-, a de Ubatuba e a de Caragatatuha,
sao ineompativeis ; islo he, prejudicam-se recipro-
camente, de sorle que a coucluso de urna torna
intil ou impoasivel a oulra. Com efleilo os cafs
de Taubat, de S. Luiz, Pindamonhangaba e luga-
res adjaccnics, com qua se calcula para a nova es-
trada, sao os mesmos com que se deve contar para
a de Lbaluba. Dos queira que se laca qualquer
del las; a que primeiro se concluir matar a sua ri-
val, mas haver sempre orna grande vautagem. O
porto de Caragatatuha, que pouco lem prosperado,
deve sen alrazo a mu fama que linha de ser um por
pouco seguro; mas dos ltimos anuos lem para alli
acudido embarca ene* *cm sioislro, e essa mi fama
se vai desvanecendo.
I.-se em orna folha que se publica nesla ca-
pital :
a Em ama destas ultimas sesses da assembla
provincial, na occasiao em que um velho deputado,
um dos mais importantes membros da casa, come-
cava um diseurso,%m grupo deesludantes estrepito-
samente desceo a escada da galera ; o modo pur
que se retiraram, ao inesmo lempo, iudicava a in-
tenco de fazer urna assuada. Cunsta que o Sr. Car-
neiro de Campos mandara lomar, como presidente
da assembla, o uome dos perturbadores, e remet-
iera ao delegado de polica. Vai instaurar-seo pro-
cesso policial perante o I)r. Furlado.
Nao houvc iiilcncao de fazer assuada, nem mesmo
houvc mo.ira de desagrado ao orador que ia fallar ;
aconteceu relirarem-se muins espectadores a um
lempo, e sendo excessivamenle estrellaba escada da
galera, houvc cstrondo, como se rPjiete frequenle-
mcnle. Talvez convenha algumas providencias de po-
lica interna as galeras ; mas, realmente, te se ca-
pitular como assuada um tal facto, ser urna perfeila
anomala. Sobre tul processo, por ora nada ouvi
dizer.
Disse-lhe cima que fnram supprimidos o lyceu
de Taubal e a escola normal do sexo femenino. He
muito notavel a instabilidadee pooca persistencia de
todos os eslabeleclmeulos creados pelas provincias.
Esla de S. Paulo ofl'erece a este re vacao curiosa : suas legislaturas, notoriamente Ilus-
tradas, Innge de lerem sirio esteris, leem mostrado
fraude lecundidade, e muilas leis dignas da illuslra-
cm da provincia teem sido adoptadas. Todavia, o
espirito de partido ou a verstilidadede corpos deli-
berantes que se renovam de dous cm dous anuos,tem
sido causa le que nenhuma dcslas creacijes provin-
ciaes tenha tido estabilidade.
Nada riescobrio, | tora de proposito observar que ja em ls:|."> a assera-
a indicar contrabando de blea legislativa de S. Paulo adopta'ra ideas cuja re-
alisacao em IK.V) pelo Sr. Saraiva Ihe valeram lanas
criticas, que se cheguu a allirmar que S. Exc. o que
quena era grangear pupulariade em Londres. As-
sim o contrato dos operarios eslrangeiros para as es-
Iradas lem sid acuilmlo de desperdicio, mjuslifica-
vcl. Tamben se tem qualiflendo de aviltanle para
os engenheiros naciunaes, os cuntralus cum us enge-
nheiros iuglezes.
Nao pareca assim aos rgidos demcratas de 1835,
que estabeleciam em um artigo do orcaineiilo da-
quelle anuo :
c O presidente applicara' umajiarte dos rendi-
mentus das estradas, que nunca e\ccdcra' a' terc.a
parle rio liquido, em engajamento de colonos eslran-
geiros contratados para Iraballiarem nat eslrarias.
lambem lica o mesmo aulonsado a despender dos
mesmos rendimenlos quaulo fur neressario para
mandar (orinar o plano de uina cslrada de carro...
podendo para esse fim e semclhanles, cor.lralar an-
da mesmo com eslrangeiros, sendo inlclligenles e
habis, ate mandanrio-os vir de fora.
liast,, riesle assumplo, vislo que me enrarreguei ile
dar algainas noticias do prsenle e nao fazer rctros-
peclus iio pastado.
Prosegue o processo criminal pelo assassinalo
de Joaquim Mariano de Camargo. Conlirmam-se
assuspeiias do ser o assassiuo um dos escravos cap-
turados.
Carta particular.)
( Jrnal doCommerrio do Kio. )
PMKAKBOy.
i.luant js estabelccimcutos apenas creados logo ex-
(inctos A fazenda normal, escola pralica Ha agri-
cullura, lamliem destinada a reeolher, melhorar, a-
cliiualar edislribuir pela provincia plautas indgenas
eaxoticas, igualmente as me'.hores racas de animaes
doDieslicas, elc.|elc.clc, creada e montada em 18,')6,
logeeni 1is:us foi extincia.
lia pouco o seu jornal insista na necessidade des-
las escolas praticas, e deplorava nao Icr o presirieote
deMinas-'.erae* levado avante urna que alli se pro-
jeclava ; desde ls:;i, em S. Paulo se havia ideado
salsfazer essa necessidade, mas bem depressa par-
een essa despeza urna aflhadagem. O gahiuete lo-
pographico que cuntiulia urna escola para estradas,
eos instrumentos precisos para os trabalhus ueodcsi-
cot, creado em 1835 exmelo em 1838, novamente
restaurado em 1810, foi de novo supprimido.
A escola normal para os professares do sexo mas-
colino, ainda nao de todo exlincta, solTreu taes mo-
dficaces que nada se parece com urna escola normal
O lyceu e a escola normal das educandas, agoia aca-
ba de levar o garrote.
As directoras de obras publicas, nHo fallemos del-
ls ; creadas, eXlinclas, restauradas, modificadas, afi-
nal sopprimidas ; e em resultado definitivo boje es-
t de lodo desorganisado este sersico.
A lei regulamcnlar da instruecu publica, os re-
golamcnlot da calhedral, a lei que organisuu o poder
admiuislralivo e municipal, mo fallemos disso. por-
que, apenas sancionadas, teem sido revogadas, ou
derogadas, muliladat,| rc^ulamentadas, interpreta-
das e aniiiquillarias ; le sorteque de ludo quanto he
provincial s temos em p e subsistente, o corpo po-
licial de moniepaca permanentes, e nada mais.
Por fallar nesla ultima lei da organisac.lo do porier
admiuislralivo provincial, ser lalvez curioso, agora
que se Irala de reformas no poder municipal, c que
se lem aventado no jornalismo da corte a separacao
dos poderes legislativo e exceulivo municipacs, ser
curioso,digo, ver como era re-olvidiesla quesiao em
183., pela llr do parlido ilemocralico, reunida em
assembla proviucial na provincia de s. Paulo, lia
via-so organisado o poder admiuislralivo provincial,
creando us preftilus ; cnlre oulras altrbuiroes li-
nliam os prcfeilos a seguinte :
7." Executar c fazerem execular lorias as postu-
ras confirmadas e as dcliberaresda cmara munici-
pal que nao forera inauifeslamenlu conlrarias as leis
c suas altribuiciies. Para este lira Ihes scr.lo Irans-
millidas ollicialinenlce com tormos mo imperativos
pela cmara, as suas postaras c deliberacdes, lican-
do ella na inteligencia de quesomeiile Ihe com|>ete
deliberar, e nunca eiecular ; a mas liscalisar i boa
execuo,in das suas posturas e delihcraciies, pedindo
infurmacoes ao prefeilo ; < no caso de rcsponsabili-
dade, dirigindo representares documentadas ao go-
verno, para que este faja ellecliva iiuaurio ella leha
lugar.
Ja que fallamos em leRblerSo provincial desses
lempos heroicos das assembleas|iroMiicaes, nao sera
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRQ-
VIKClAIa.
Sessao ordinaria de 30 de abril de 1856.
Presidencia do li.rni. Sr. harao de Camaragibe.
(Conclusao.)
0BDEM1D0 DIA.
1 .a discossao do projeclo n. 1 que derroga a lei n.
33f de 10 rie maio de 1855.
O Sr. Soico Carcalho (Nao devolveu seu dis-
curso.)
O Sr. Lacerto (Nao deaolveu sea riiscarso.)
Vai a mesa e apoia-se o seguidle reqiierimeuto :
(i Proponho qoe o projecto em discussao seja adia-
do al ser ouvido a re*peilo d'elle o parecer da com-
minao de eslalislica. .s". Carcal/tn.
Poslo a volos o requcrinieolo herejeitario c appro-
vado o projecto em f.a discussao.
Kulia era I.a discussao o projeclo n. 2dcsle anuo
e he pprovado.
'2." discussao das posturas Ja enmara de Maxaretb.
a Artigo 1.- Em falta de ccmiterios pblicos es-
(abelecidos e designados pela cmara municipal, os
cadveres de pessoas, que nao tiverem contrarias,
serao sepultados em cemilerios particulares, que de-
verao haver na parochia c uas capellas liliacs, feilos
a cusa da cmara, alim de qoe nao sejara aecumu-
lados lautos cadveres nos recintos das igrejas. Os
infractores sofirerlo a multa rie 'iO^KH) e 5 das rie
prisiu, cujas penasrecahinlo contra as pessoat encar-
regadas do enterro, e contra os que derem sepulturas
em oulro lugar que nao fur o designado.
lie approvado.
Vai a mesa e apoia-se a segninle emenda :
A cmara municipal lera a seu cargo os cemi-
lerios pblicos qne julgar conveniente fundar para o
en Ierra me uto dos cadveres rie pessoas que n3o per-
lencerem a confrarias.Abilio.
lie approvado o arligo bem como a emenda.
ii Arl. 2." Nao se abrirao sepulturas em lugares
ocenpado* por outros cadveres Mulo depois rie 18
me/e*, e sendo era catacumbas ou carneim. -J anuos,
excepto por ordem de autoridade policial sob a pena
du arl. antecedente contra aquellas pessoas que ti-
verem a seu cargo as sepultaras, e catacumbas. Os
cadveres porm ri'aquellas pessoas que liverem suc-
cumbido de alguma epidemia, ou eleecjlocontagiosa
iicarao sepultados mais ti raezes alm do lempo cima
prescripto.
Approvado.
Arl. 3. Os cadveres sepultarlos uas covas *ci ao
cobertos pelo meuos com ti palmos de areia ou Ierra,
devendo se por em cada cova um s cadver em es-
paco suliicienle ; a as |>essoas que a seu cargo live-
rem as sepulturas infringinrio as riisposices riesle
artigo lien ao sujeilas a multa de 103000 c prisao
por J dias.
Approvado.
ii Arl. 4. A cmara municipal designar em caria
urna povoaeao numero suliicienle de lugares para
nelles seren enterrados os animaes morios de qual-
quer especie e as carnes corruptas. Seus rinos pur
esta falta serao multados era -iKiu rs., e mo pasan-
do soll'rerao prisao por 3 dias, sendo os cadveres
enterrados a cusa delles ; mas ignoraudo-se quem
elles spjam, a cusa da muuipalidade.
Approvado.
i Arl. 5." aferrando qualquer pessoa repentina-
mente, o dono da casa onde tiver expirado uu quem
suas vezeslizer, inmediatamente participar a auto-
ridade de polica mais prxima do lugar para dar
loao as provideucias, e proceder conforme for de di-
reito. Os infractores serio multados em ii)--i>iki oo
Ires dias de prisao. ciso nao possam pager a mulla.
O Sr. Florencio : Sr. presdeme, paroee-me,
que nao esta bom ;islo (le). Repugna'mesmo a boa
ra/ao, que uui pobre honiein porque nao tora 10WMKI
rs. soflra 3 diat de prisao.
O Sr. mz J'ilippe :Nao he isso > que repugna.
O Sr. Florencio : Alm de que nao vejo a ne-
cessidade desle arligo.
O Sr. Brito : Porque i
O Sr. Florencio : Porque islo j est preveuido,
esla allrib.Miu.an compele a pulicia judciara, mas
anda quaurio nao eslivesse eu nao poda conformar-
me com elle pelo meuos com esla redaecuo. Qoe
quem uao quer pagar podendo, solfea prisao, bem,
concedo, mas quein nao tem soflra, lie oque naopos-
so tolerar.
O Sr. S Fereira:Logo, podem infringir a lei l
sua vontade.
O Sr. Laceria :De sorle que isenla de toda pu-
ni'iii ao pobre.
O Sr. Florencio :Mas o que he, que hade fazer
um pobre homem que nao tem dinheiro .'
l'm Sr. Deputado :Va para a cadeia.
O Sr. Florencio : E o que ganha a sociedade
com itso 7
Vm Sr. Deputado :Punir urna infraccao.
O Sr. Florencio :Pois declaro que en sendo po-
bre ia roubar para pagar os 10-000 rs.
O Sr. A. Cavalcanti:Sollria a pena pelo roubo.
O Sr. Florencio : Na nossa trra quem rouba
com geilo quasl nunca he punido. (Nao apoiados.)
Quem rouba com geilo, quasi nunca he punido.
O Sr. Lacerda :Isso he em loda a pa'le.
O Sr. Florencio :Isso agora he oulro caso.
Eu proponho a illimiuae,o, a morte dcste arligo.
Vai a mesa e apoia-se a seguinle emenda :
(i Supprima-se 0 artigo. C. Monteiro.a
O Sr. Pereira de 01 lo :Nao posto rieiiar rie pe-
riir a palavra para responder ao nobro depulailn,que
requereu a illirainaco do arligo, das posturas que
se aclia em di-cn-u-i.
O legislador leve em vista um dos grandes abusos
qne se podem dar as sociedades, quando legslou
esle arligo de posturas. (I..,i
Eu supponho que esla assembla eslar bem
inleirada dos engaos que se podem dar a esle res-
peilu, quer pela ignorancia, quer por malvadeza,
etc. etc.
O Sr. Florencio : Isso compete a polica jud-
ciara.
O Sr. l'ereira de Brito :Mas, se a polica juili-
ciaria nao previne sobre esle assumplo.
O Sr. Florencio : Inlervcm, isso compele aos
subdelegarlos e seus inspectores.
O Sr. I', de Brito;Isso uausc observa entre nos:
porque, se morre qualqner pessoa de repente he le-
vada inmediatamente para cnlerrar-se prescudindo
dessa licenca da polica, e se isso se da aqu eulre
nos muito mais se far peto centro, o que he um
desar contra a vida publica, porque muitos exemplos
demonslram que pessoas leem sido enterradas vivas
j pur engao, e algumas vezes por malvadeza.
O Sr. Florencio :Tenho medo. que tambem se
deinorcm muito os enterramenlos.
O Sr. I', de Brito :SSo quer que baja urna vc-
rlicai.-Au ila murle, qoandn se pode dar um engao l
O Sr. Florencio : Isso compete aos inspectores
de quarteirao.
O Sr. l'ereira de Brito i lm perito he que de-
ve examinar a morle e nao o inspector rie quarteirao
que nao esla competentemente habilitado e nem
mesmo o subdelegado.
O Sr. Florencio : Nao, mas chama o medico.
O Sr. Brito : Como pois snpprimir-ie esle arti-
go quando a polica nao lera esla aliribuii.au '.'
O Sr. Florencio : Tem.
G u/a ni--" diversos apartes.)
O Sr. Brito :Com a suppresso dcste arligo re-
sultar graves inconvenientes A sociedade.
O Sr. Uoncalcet Uuimnraes :A conslluiVao do
bispado diz, que em caso de morte repentina o'paro-
cho s darlicenc.a para o enlerramcuio -2i horat de-
pois.
O Sr. I', de Brito :Repilo, este arligo he mui-
lo un!, he muilo bcm previsto pela cmara e n.iosci
que inconvenientes haverao para o uobre deputado
illimina-lo, leudo um fim lao jutlo.
0 Sr. Florencio : (L.) Ora diga-me o nobro.
cargueiro por eiemplo, que mora em S. Lourenco,
que lera rie procurar o tubrielegado ede mais a mais
participar ao fiscal da "cmara, la perde o seu dia
tiestas fiirlicipaces, entretanto que como succede
actualmente, est onus nao he tao grande, porque o
individuo procura o subdelegado, da-lhe parle rie
que o sen prenlo morreu pouco mais o.u menos rie
tal ou tal molestia, se mo tiver facultativo no lugar
ha rie procurar um hoiiiem entendido, um carioso,
o que se acha tai lmenle, porque boje he moda, lodo
mundo rie medico ; por consequencia he escusado,
que um pobre homeiu vi ainda procurar o fiscal.
Acho que esle arligo he um onus, rielle uao resul-
tara vanlagens neuhumas e que pur cousequencia a
sua illiniinao.oi he vautagem.
OSr. Sii l'ereira: (Nao devolveu seu dis-
curso:.
O Sr. Florencio:Se o principio do nobre deputa-
do rieve prevalecer, eniao direi que sao poucos os
agentes proposliis.he preciso que alguem eiaraine se
us liscact curaprirem rom at suas obrigac,es, he pre-
ciso incumbir a alguem desseexame e daressas allri-
buices a loria a poputacau, porque, assim como os
liscaesrievem conbeceriis abusos outros conhecer dus abusos du* liscaes.
O Sr. Su Pereira : Nao,-!Sr., nao fallei em
abusos da polica.
O Sr. Florencio : Se a polica abusa seja res-
ponsabisaria.
O Sr. S Pereira i Kio fallei em abuso da
polica, Sr. collega, fallei nos eucarregados do en-
terro.
O Sr. Florencio : Anda aceito islo. O indi-
viduo enranciado de fazer o enterro, por circuns-
tancias especiaes quer occullar polica e pode com-
meller esse abusu, logo, he claro que a pulicia nao
compro com oscu dever e he uniissa, c o remedio
nao he dar novas allrihuices, o remedio he respun-
tablsar a autondaric policial. Se o nubre riepulario
entende que us liscaes devem vigiar as acres da
polica, eni.iu eu tambem quero oulra autoridade
para velar no cumprimento das obrigacoct dos lis-
caes, porque elles tambem podem dciiar de cumprir
com os seus deveres e assim veja o nobre depulado
aonde vai parar com a sua argumentadlo.
Vou pois mandar una emenda para que alguem
mais se encarregue de vigiar a cmara e os seos lis-
caes, ou antes coulinuu a volar contra o arti-
go >.
o Sr. Brito : ."jc-presidenle, ainda continuo
votar pelo artigo das posturas que se acham em dis-
cussao ; porque as razies que o nobre deputado
acaba de apreseular, para mira au tem um va-
lor suliicienle que me leve a volar pela sup-
presso do arligo 5. Eu s peco aos uobres do-
puladus que esi.io a par da legislacao que me
demouslrem um dos artigos du cdigo que deter-
mina que os cadveres sejaui sepullarios depois de
tele e qualro huras, e sem a parlicipacao a polica :
supponho que au existe arligo algum a este res-
peilo.
O Sr. Florencio : Sei possivel isto ?
O Sr. Brito : Eu digo que n3u existe, c que
a cmara al ha minio preveuliva a este res-
peilu.
0 Sr. Florencio : Allirma que n5o existe '.'
O Sr. Brito : Eu eslou inoslraudu quanto he
ellicaz esle arligo. Nos vemos que em Pars para
verihea^ao dos obilos eiislem commisses de polica
medica, que se intitula de vcrificar,ao de bitos, nao
s se d islo, como eiislem casas proprias, que se
cha na m casas morluarias, aonde os cadveres sao de-
positados por 21 huras.
Nessas casas exislem suardas qae pernolam alli.
lendo os cadveres presas as mos com enrdas ou
arames muilo fino, para que se por qualquer inci-
rieute que se tiver riario, o individuo nao esliver
morto e despertar, sera logo occorririu, porque mui-
las vezes pode ser dar um des-es pilnemenos que
simulara a morle, bem como a svucope, calalepsia,
ele, etc., e inultos desses casos se observam a cada
momento ua historia. Eu parece-me, Srs., que nos
nos devemos ir apcrfcc.oando, chamando para entro
nos essas medidas de maior importancia.
' O Sr. Florencia : Mas a postura parece-mc
que nao previne issu.
O Sr. Brito : He para a verificac.lo de obilos
dos individuos que fallecerem repentinamente.
OSr. Florencio : Por meio dos liscaes '.'
O Sr. BrUo : Nao, Sr., pelas 21 horas, e por
peritos.
O Sr. Florencio : Isso j nos temos.
O Sr. Brito: Nao existe le nenhuma que obli-
gue a ir dar parle, a nao ser a postura da cmara, e
eslou que o nobre depulado recouhecer a couve
oiencia desle arligo.
Continuo a vular pelo arligo da poslura.
Encerrada a discussao he o arligo approvado, e re-
geitada a emenda do Sr. Florencio.
Arl. ti. Nenhumcadver sera sepultado antes de
-25 lloras, cuidadas do momento em que a pessoa ex-
pirou, e nem mais de 3G horas depois, excepto em
alguus casos que serao determinados por peritos na
materia. As pessoas encarregadas rio enterro, iufriu-
gindo o presente arligo incorreruo as penas du an-
tecedente.
He approvado.
Arl. 7. o. i tenos dos cadveres serao feilos das
seto horas da manhaa ale as l da larde, em cemile-
rios, logo que os liutjver : aquellas pessoas que diri-
girem o enterro, ufriuglnuvesle arligo, serao mul-
tadas em rs.
lie approvado.
Arl. 8. As portas ejanellas internas das igrejas,
e as i mellas cuernas so conservaro aberlas ato meio
dia, eiceplo nos das em que, segundu os ritos e
eslvlos religiosos, devem os templos couservar-se
fechados ; aquellas pessoas que a seu cargo tiverem
as igrejas, inringindo este arlgo.serau multadas em
5J rs.
Vai a mesa e apoia-se a scgDinte emenda :
Supprima-se s artigo.atls Filippe.
O Sr. S Pereira: (Nao resliluio teudiscurso;.
0 Sr. Abilio : (Nao devolveu seu discurso.
1 bola a hora
O Sr. Presidente ariia a discussao e depois de de-
signar a ordem do dia levanta a sessao.
Arl. .t. Os preparatorios exigidos serao : primeiro
lingua nacional : segundo francez : lerceiro arilhe-
mellnra, olirigalonos para a matricula do primeiro
anuo, qu.rlo philowphia ; quinlu |.,i,m at o lira do
segundo auno un principio do lerceiro.
Arl. i. Alera das materias Huericas, que se hou-
veiem de leicionar na referida cadera, us eslurian-
Ics sao obligados a requemar as aulas de historia
natural du l,>mnasiu, e a pralicar a lioraeopalhia no
consultorio, que.....s fur iudicado pelo professor.
Arl. >. t curso constar de tres anuos ; no fim de
cada auno serao os esludanles submellirios a eiames
das materias leccmu.das, cujus resultados terao lan-
zados em um livru para isto destinado.
Arl. (i.. Nao se;3o admittidosa Clames du lerceiro
auno us esludanles, que lulo houverem previamente
sido examinados e approvaihis as materias, que se
ensillara uas aulas de historia ualural do (iym-
nasio.
Arl. 7. Feilos os exames do lerceiro auno e sendo
approvario o esluriaule, se Ihe passari carta rie ap-
provacao, ou certificado rie esludos, assigoado pelo -caminha para o estado normal.
porcionou a i az saluda do congresso de Pars, a
compaubia formada em Londres para construir a
nossa va frrea, lem feilo grandes esforcot para le-
va-la a efleilo, e o paquete inglez cooduzo para aqu
u emprciteiroe Ihesuureiro, e varios trabalhadnrcs.
As aecnes desla empre/a mereciam o prcaiio de 50
por ceuto na prai.a rie Londres, oque rpunido as
oulras circumslancias.de que temos fallado dao-nos
a duce esperance de que deiilru de poulcot anuos,
teremos de ver lima locomotiva roncando |e sibilando
em urna dus mais feriis e ricas regios de|la provin-
cia, o uusso commercio magnficamente desenvolvi-
do, o crescimeuto da populadlo, o augmento da ri-
queza ea prosperidade da ervisecao.
Volvcndo os olhos para a nossa" cidade. temos o
prazer de annuiiciar aos nussos leilores que ja se
passaram dous diaa, sexta e Mbbado em que nao hou-
vc fdllerimenlo algum proveniente da epidemia as-
sim se nao fusse o carcter traicoeiro que assignala o
llii- dio. podamos tambem repula-la extincla nesta
cidade ; entretanto asiloacjlo he lisongeira, e ludo
Kegedor do t.vmiiasiu, pelo protessor, peto secreta-
rio e pelo impetrante.
Arl. 8. Os individuos assim habilitados, puderao
livremente exercer a bomcopalhia.
Arl. !t. Os esludanles pagaro na occasiao da ma-
tricula a quanlia de 359000.
Art. 10. Para a execucao desla lei, o governo lica
aulorisadu a despender a quanlia de 2:IH)lfe000, in-
cluindo o ordenado do professor, que seri igual ao
dos professores de historia natural.
Arl. 11. Ficam revogadas as leis e disposices cm
contrario.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
Considero de grande utilidaile esle projeclo, por-
que sendo boje riconliecnlo que a bomeopalhia he a
medicina adoptada por quasi toda popularlo da pro-
vincia, e tendo cu murecillo a honra de" ser eleto
Miembro d'esla casa, parece, que rae corre a ohriga-
tio de fazer com que o projeclo a respeito passe ou
seja apreciado de,idamente pela casa, e em lempo
competente riarei as razes disto.
\ ai a mesa e apoia-se o seguinle requermenlo.
Heqneiro, que o projecto por mim apresen! idu va
igualmente a ^ommissao de inslruccao publica.
Sabino Olegario.
OSr. Sabino Olegario :Nao me opponho a que
o mcu projeclo passe peto cadinho das commisses,
que se acaba rie propor ; mas lamhem o requeiro,
le puse pela apreciacao da rie inslruccao publica.
"Sr. PfetUcnlc :O nubre depulado tera a bon-
Urie de mandar u seu requermenlo nesse sen-
tido.
O Sr. Sabino ;Espero, que esle mea procedi-
menlo servir como de urna prava de que nao quero
dccises precipitadas c antes desejo que a casa seja
bastantemente esclarecida para manifestar o seu juizo,
como melhor entender.
Itequeiro, que seja o projecto remetlido as com
misses de cointitoicao e saude publica,Pereira de
Brito.
0 Sr. Presidente :Na forma do regiment uao
lia sobre esle icquerimento volajao, porque elle diz
assim : (M.J
ORDEM 1)0 DIAf
i.oniiuii ,cao da discussao adiada do paaecer da
coinmissao de peli(es sobre o requermenlo de Tho-
m Vieia de Alcntara.
OSr. Vresidente :Tem a palavra o Sr. Brito.
0 Sr. Pereira de Brito :Sr. presidente, princ-
piarei por elogiar a nubre commssao de pelices por
ler ileinouslraa o seu zelo e assiduiriade no desem-
penhodc suas fuucces, como bcm revela por esse
parecer dado uo requermenlo que ha lano lempo
permaneca as pastos desta assembla ; porem me
permiiiira a coinmissao, que eu de maneira algoma
possa concordar com o seu parecer.
Em primeiro lagar, me parece que a commissao
quiz fazer urna ianovac3o ueste caso. Sr. presidente,
anida que novato nesta casa fazendo parlo desla as-
sembla na legislatura peamda, nao vi com ludo nes-
la casa volar-se qoola especial para dotes de orphaas.
O Sr. .1. Cacatcanli :Nem a commssao quer
isso.
0 Sr. Pereira de Brito :Nao vi votar-so quota
especial para dotar qualquer orphaa do e-iabeltr-
menlo ; mas sim ua lei do orcamento indigitar-se
una quota para dolacao desta orphaas; isto he praxe
seguida nesla casa, por isto, digo.Sr. presidente, que
a commissao quiz mesmo ultrapassar ( permita-.e-
mc que assim diga ) os seas limites.
(Naoepoados.i
Eu o provarei.
Esta casa deve ler confianca plena na adminislra-
Jo, que rege a aquclle eslabclecimcnto.
O Sr. SaHno Olegario :Porque'.'
O Sr. l'ereira de Brito .Mesmo porque nesla
casa ainda nao apparcceu um requermenlo igual,
donde te egue, que a adnuoislracao compre seus
deveres. O que observamos nos no requermenlo do
peticionario quando pedio a exposla '? vemos do des-
pacho o seguinle (le.)
Parece-me. Srs., que a administracao dando este
despacho, tem dado a sua palavra. e nos leudo cons-
tanlenfente volado quota para o dote das orphaas,
admira, digo, que a administracao dos orpbaat dei-
lasse de salisfazer o sen coniproraisso.
A assembla provincial oceupuu-se com discusses
de pareceres do coromisses, de po.iura.de cmaras
muuicipaes da provincia, de compromjssos de ir-
mandades, c nos ltimos d-
jecto de deliberaran um projecto, que manda su-
lemnisar, como um anniversario publico, o dia cm
que foi promulgado o acto addicioual, e oulro que
lem pur lim crear una cadeira de humtupalhia uo
li>ninaso Provincial. Cada um dos autores desles
projectos fundamentaran) com as suas razes e moti-
vos a respectiva utilidade, que o publico poda tirar
da adoprao destas duas importantes medidas.
Como a roortalidade da epidemia lem cessado,
ri'ora a vaule s daremos o algarismodo lalle-cimen-
t provenientes de oulra* molestias e da cholera no
lim desia revista, como danles praiicavamos.
Assim a mortalidade regular como a da epidemia
do dia 27 a 30 do mez passado, foi de 38 pessoas, e
do 1" a 3 do rorrele rie 23.
se a inaci.-ao, abram-sc estas portas que o cholera
morreu, arabou, desacreditou-son eternum el
ultra.
O hospital do Poco gastou durante toda epide-
mia um terco do que (segundo lio voz publi-
ca) pode enjugar um convalescenle do hospital
qualquer6 garrafas de vinho do Porto.Feliz-
mente, segundo parece, a Providencia Divina tem
suspendido de sobre nossas caberas esse maldito
aagello, que lao boas guellas proporcionou aos la-
berneiros ; dedoenlcsto chupisias o de_en.fermei-
ros lao malva doslibera nos.
Ora moco, enlreguo o livro de seu collega
que naquella loja de bilhetes fez-lhe a pbja de es-
conder, ande, entregue, nos Ihe pedimos...
Pedio-nos o Sr. Maneel Augusto de Me-
nezes Costa, para declarronos ao publico, que
o Sr. Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitan-
ga acaba de arrancar das garras da morle lima
sua Giba, que all'eciada de horrivel padecimenlo
hydropisia do coraroe j desengaada de lutar
com outros tratamentos, s esperava descer ao t-
mulo. Todos podem ccrtaraenla ajuizar do ju-
bilo de um ente que excessivamenle ama a oulro,
veudo-o restituido vida, quando s esperava te-
lo eternamente de seus olhos separado 0 nome
do salva'dor fica identiGcado memoria do momen-
to em que se pode dizersalvou-se!
0 Sr. Dr. Pitanga nunca podar ser esquecido,
emquanlo esse pai tiver em seu coracao o menor
vislumbre de gralido, cmquanto essa filha apon-
lando para o eco disserdepois de Dos s elle.
At amanhaa.
Q Sr. Lacerda :Tudo isto he baldado, porque o
homem ja morreu.
Sr. Pereira de Brito :Eo ja sej disto, porem
como ja havia pedido a palavra, quero mostrar, que : en,ra cliefe dajiuadnlha c loma a
PAGINA AVULSA.
LE1; 31IJ\ S
Homem boom urna festa do Senhpr dos Mar-
lyrios, em sua gruja : nao estove ,11,1. i
Ficou adiad,- para domingo, a p issao que
derla ter lugar honlem. 4
Ainda sentimos os ltimos golpes) derradeirot
daassoladoraepidemia. No dia 2 do ootreola falle-
i'cu era Bebcribe, e acha-sc sepultado ho cemiterio
publico desta cidade, o Sr. capitao de milicias
CaetanoDuarle Pereira, victimado urna congeslo
cerebral, proveniente de um forte accqmmetliinen-
to do cholera. Sabem todos, que esse cidadaoera
probo e honesto, que diversas posic/es ofDciaes
exercera no termo de sua residencia, jnerecendo a
eslima e consideracao de todos que o I conheciam:
isto basta para lamentarmos a perda de mais urna
vida preciosa.
Stngularidadc !Fechou-so o rimiterio
noile, cessou de todo a epidemia: logo... (lire
quemquizera consequencia.)
Inaudita immoralidade.A jeja da pona
lateral doedificio da assembla provinct(l,onilecsta
subida para as galeras, est como nuca estiveram
os mais relaxados corpos de guardas de oytros
lempos: em lodas as paredes estao tricadas as
mais torpes obscenidades, quer em dislicosquer em
desenhos. Quando livemos occasiao de ir ver urna
das sessoes, observamos que os garotos nao se oc-
cullam em trabar naquellas paredes essas obsceni-
dades. Oulro sim, fomos testcmunjha auricular
de um grito de apoiado, que alguem que se reli-
rava das galeras dera, quando orava um dos mais
distinctos caracteres daquella cmara.
Tudo isto, eo mais que ainda podei haver. nos
impelle a pedir Ilustrada mesa da assembla pro-
vincial, encarregada segundo o regiment da poli-
ca da casa, que exija da guarda da qlfandeya duas
senlinellas, urna para essa porta one so do os
escndalos que acabamos do narrar, e oulra para o
timo da galera, afim de que evite un oulro ins-
lenle perturbar a sessao. Parece-nbs que nada
ha maisjusto, nao querendo tocarmos no mo uso
do se entrar para as galeras com bengallas e guar-
das-chuva.
O chefe do quadrilhaTIRD, segun-
do nos consla, fez o diabo com; o propieta-
rio do certo botequim que de bommum ac-
cordo'com aquello, dispersava os sectarios para as
diversas commissoes deque eslavam 1 cncarregados:
pois bem, acontece que em um dos dias passa-
dos, s; 2 horas, enconirou no bottqum um su-
ito a pedir jamar ^jara dous ; o |neslo cmenos
into na mes-
depuUdo, isto que acabo de ler nao est j previsto '.'
O Sr. Brito :Como, se este arligo be que obriya
a participar '/
O Sr. Florencio :Est engaado.
.O Sr. Brito : Eile arligo he que impOe a obri-
gacao de participar a aotoridade.
O Sr. Horencio : Eu pelo que vi ha pouco em
occasiao bem seria pens o contrario.: Eis aqu o que
succedia : morria um humera e o medico alleslava,
que elle linha morrido de Ul ou tal molestia ; rie-
puis ia 1 polica e avisla da gua, que esta furnecia,
he que. a cunara riava ordem para o enterro. Lo-
go, digo eu, para que esle oulro onus sem conveni-
encia alguma .'
" Sr. Brito : Para evitar essas morles repen-
tinas. .
O Sr. Florencio:Ka j disse ao DObrc depulado,
que isto esla prevenido e na casa de delenc.lo da-se
islo : morre qualquer preso, o medien verifica amor-
te, avista dease alteslado a polica da a guia, sera o
que a cmara 111 uiicipal nao ria ordem para o enler-
raincnlo. Para que pois quer o nobre ricpulado que
essa alllibuieao, que ja |est conferida i polica judi-
ciaria, paleta tambem a' cmara municipal ? yuer
urna infiniriade do allribuices concedidas a todo
mundo.
O Sr. Brito da um aparto que naoouvimos.
OSr. Florencio : Islo he de mais a mais um
onus para nrhl.uhlo, que mais pesado se loma para
un lio nem pobre, que vive no mallo. I 111 pobre
Sessao ordinaria em 3 de malo de 1855.
Presidencia do Sr. primeiro tecretario.
A's 11 horas da maulla,1 faz-se a chamada e verifi-
ca-se haver numero legal.
O presidente declara a berta a sessao.
O Sr. segundo tecretario proeede a leilura da
acta da sessao antecedente, que se approva.
O Sr. primeiro teretario l o seguinte :
EXPEDIENTE.
Cm oflicio do Sr. depulado Joaquim Francisco de
Mello Cavalcanti, participando que deiiava de com-
parecer a esla assembla por achar-sa enojado.
Manda-so desanojar.
Oulro do secretario do governo, remetindola esta
assembla 40 eiemplares da falla recitada por S.
Exc. o Sr. presdeme da provincia na abertura de
suat sesses do corrale auno.A distribuir.
Outru do mesmo Sr.,remeneado 10 exemplaresrios
estatuios do collegio das orpbaas.A distribuir.
Oulro do mesmo Sr., remetiendo copiado oflicio
da cmara municipal de Olinda, c bem assim riore-
latorio da commissao directora do cemilerio publico
daquella cidade.A" commissao de negocios de c-
maras.
Oulro do mesmo Sr.,remetiendo copia de um ofli-
cio em que a cmara de Ouricory pede|a ipprova-
c-o das posturas, que foram enviadas a esto assem-
bla em 90 de abril de 1852.A' commissao de pos-
turas de cmaras.
Oulro do mesmo Sr., pedindo que sejam difinitl-
\.miente approvadas por esta assembla, as posturas
provisorias da cmara de Caruarti.-s-A' comuii-s.o
de posturas do cmaras.
Oulro do mesmo Sr., remetiendo as coalas das c-
maras de lluuilo, Bua-Visla, Pao d'Alho, Pesqueira,
Ingazeira, Serinhacm, Villa Bella, e Caraohuns, re-
lativas ao auno financeiro de 18"i a 1855 e 1855 a
1856.A' commissao de ornamentos municipaes.
Outro do mesmo Sr., Iransmillindo as cuntas da*
cmaras desla cidade a rie Goianna,relativas ao anuo
financeiro rie 1851 a KV,,e bem assim os respectivos
ornamentos para o auno rie 1850 a 1857.A' com-
missao de orcamento municipal.
Oulro do mesmi-Ssw-lr-.ii-miilindn a plaa e.or-
camenlo de mn dos 1i torreoes cominuns. quc!pelas
posturas approvadas pelo mesmo Eim. Sr. presiden-
te, deve a cmara municipal construir as qualro
freguezias desla cidade, e bem assim nm oflicio, em
que a cmara de Garanhiim pede a approvacao das
posturas de sua municipaliriade.A' commissao de
posturas e negocios de cmaras.
Outro finalmente do mesmo Sr.,Iransmillindo para
ser suhmeltidas a cousderac.ao desla casa'as pusturas
da cmara de Buique.A commissao de posturas
de cmaras.
Urna pelirao da mesa regadora da ordem terceira
de S. Francisco da cidade de Olinda,e do guardiao do
mesmo convenio, cm qoe ollereccm gratuitamente a
esta assembla a parto do quintal rio mesmo conven-
io para nelle se estabelecer o cemilerio publico da-
quella idade.a* commissao de negocios de c-
maras. ,
Oulro em que llosa Marcolna de Souza l.audm,
viuva do Amonio de Castro Pereira, arrematante do
contrato das medidas da feira de Pao d'Alho, pede a
esta assembla a approvacao rio abate concedido pela
reenda cmara.A' commissao de nrcamenlo mu-
nicipal.
lio lulo, julgado objeclo rie deliberaran e- manda-
rio imprimir o seguinle projeclo.
Assembla legislativa provincial de l'ernambuco
resol ve :
Artigo nico. Ficam supprimidas as palavras-
nbeira de Cuppilti, que comer de Carabina de E-
levao Marinho ate o lugar do Brejnho.da lei 11. 272
de1 1851, Iicando esta pardo de terreno perlencente
a fregiiezia de que d'antet fazia parle.
Ficam revogadas as riisposices cm contrario.
Paco da assembla legislativa proviucial de Per-
nainbiico 2 de maio de 1856.Siaueira farolranti.
OSr. Sato* :Peco ,1 palavra em lempo.
He lula e approvada a redacrao das pusturas de
Ouricury.
O Sr. Sabino Olegario :Sr. presidente, ped a
palavra para apreseular um projeclo, que considero
de grande unialado o qu- consiste uestes tormos :
(M.)
A assembla legislativa provincial rie Prnambu-
bnco decreta :
Arl. I. lica creada nesla cidade urna cadeira de
iloineupallna, onde pnssam as petsoas. que desejarem
saladar esse avalenta, aprender as regras rioariquirr
os conhecimeutos Iudispensaveis para sua boa appli-
eaeo.
Arl. 2. Essa cadeira (ara parle rio livmnaso Pro-
vincial, e sera evercida por um medir humeopalha.
Mateada de coatorraidade com o dispost na le da
creaejo do mesmo Gj mnajio.
vaiido a commissao pela sua assiduidade, pur ler da-
do seu parecer subre esle requerimeuto, que eslava
na pasta ha tantos annos.
Sr. presideule, tanto as informaron san proveilo-
sas, que nao fui preciso que sabissemos desla casa
para as termos satisfactorias, aqu logo soubeuios que
o Sr. Thom receben o rite.
O Sr. /.acerda :Enlao esla acabada a quesiao.
(I Sr. Pereira de /frito:A administrado salisfez
inleirainenle o seu despacho, cumprio a sua palavra.
(Ha um aparte.
Eu nao aecuso a commissao, ate a louvei, porem
di-' nicamente, que devla admitlr as infurinuces
e foi o que ella nao admittio.
Um Sr. Depulado :Mas boje est concorde.
O Sr. Pereira de BrUo :Eu sei disto, e at sei
que o peticiouirio infelizmente he morto.
O Sr. Sliino :Se nao ha antagouismo, cessa a
discussao.
O Sr. Pereira de Brito :Mas eu obtve a palavra
no correr da discussao, e era necessario eiplicar-me,
por tanto voto pela emenda.
(Continua.)
KECIFE 5 DE MAIO DE 183.
, AS G HORAS UA TARDE.
RKTROSPEfJO SEMAIL
Se nao fora a mauisfeslacao da epidemia na en-
marca de Pajea, e possibilidade de ser igualmente
atacada a da Boa-Vista, j nos podamos felicitar e
dar os parabens a nos mesmos, pelo aspeclo lison-
geiroque vio apreseolando todos os pontos da pro-
vincia que lora ni accom 111 ntiidus.e reputar o llagello
extiuclo uo solo pernambucano.
Com tudo, a excepcao das duas comarcas masoc-
cdenlaeadesla provincia, que se acham as conrii-
ces que acabamos rie riescrever, as noticias que re-
cebemos durante a semana, sao summamenle talis-
fatoriai.
O invern lia sido lao regular que j vai appare-1
cerni batanle milho c feijio, o que he admiravcl,
por que de ordinario esles legumes coslumam a ap-
p.Mecerno irez de junho. .\s lavouras pro-
meilein una colheila magnifica, e os gneros ali-
menticios ja vao bailando de preco.
Como ja sabem os leilores, o cholera invadi co-
marca de Flores; lugaseira, Baixa-Verde, VilU-
Bella, j tinhao perdido al o dia 21 do passaA,
intenta victimas. A classe pobre se acliava em ex-
trema penuria, e nao havia vveres de qaalidade al-
goma. Alem do cirurgiao Marciano, que o gover-
no para alli fizera seguir, expedio com o- inesmo
destino o medico Ernesto dos Santos Machado, que
se acliava cm Nazarelh, e remetleu urna ambulan-
cia, baelas, e diversos gneros.
Nao recebemes corarauuicacoes de tiaraiihuns. A
siluacao da comarca rie Bonito contiuua a melhorar.
As noticias da villa do l.imoeiro e ria freguezia de
llom-Jardim dio a epidemia quasi eitiocla cm ambos
os lugares, appareceudo apcuas um 011 outro caso
nos limite- ria comarca, mas estes mesmos eram be-
nignos.
As coasas em S. Anlao continuara a appresentar
um aspecto silisfalorio, o a populacaoj se vai en-
tregando as suas respectivas occupacie*. .\ feira
que, segundo dizera. era a maior de loda a provin-
cia vai reasstimindo o seu curso natural. As noti-
cias de >a/ iretli aiiuiiuciam a completa eilni-ao do
mal, e o mesmo se pode dizer acerca da comarca de
Pao-d'Alho.
KSo recebemos commancacfles positivas, nem rio
lado do sul, nem do norte da provincia, mas pode-
mos soppor que as cousas curren) de una maneira
regular, lano a respeitu ria siluacao epidmica,
como da seguranca individual e de proprieriadc.
Recebemos noticias rie Bauaneiras, perlencente
a' provincia da Parahiha. A epidemia ainda fazia
estragos, na data, eni que nos cscrevem, o numero
das victimas j sacrificadas ara raui considcravel, e
o que mais augmeulava a triste siluacao riu munici-
pio, era a extrema penuria rie gneros alimenticios.
O vapor 'l'amar. chegario dos porlos da Europa,
liouxc a leli/ milicia de que a paz, entre as poten-
ciaos nccirieiitaes e a Russia, linha sido assigntda no
dia :10 rie mareo. Este gratule acontecimento era
considerado, ao meuos sob as relares commerciaes
do mundo, como o comeco de ama nova era.
Com eileito, a Besanrabil tic iucontestavelmenle o
celleiro de maitns parles da Europa occirienlal, mas
aa vanlagens, que d'ahipodiamsabir para as oulras
nacies erara nisiguilicanles e*a consequencia do
monopolio a que eslava sugeila. I mi das conse-
quencias immeilialas, que Irouxe a assigualura do
irai.oio, fui o levantameolo d bioqueio em todo o
liltoral do dominio russo. Talvez que agora a la-
riulia de trigo, que, depois de alguns auuus, lem
merecido entre nos um alio pceo, alllua com mais
abundancia para o uosso mcrcadu.
Cerlamcnle, como durante a guerra, a exportacao
desle genero dos porlos rustot lornna-sc aulla, o tri-
go pruriu/i 1.1 as oulras parles da Europa, mal che-
gava para salisla/.ei as necessidadet dss respectivas
popuiacoes. b'ahi retultou, que parte do trigo pro-
duzido nos Esladus-L'nidus, encontrasse nma salila
mais ampia n conliiieute europeu. o enfilo, como
era natural, esta concurrencia influ tambera uo
DOMO mercad, occationon a caresta desle arligo.
Alem da vanUeem que sob esl 1 relacio, nos pro-
dro lancou-llie dous olhos fulminantes, empalli-
deceu, o levanlou-se inquieto c cqm viziveis sig-
naes de alegra. Conversa em particular com o
socio e dono da tasca, mas este, em virtude do fre-
guez ser amigo, repugna commettet mais um rou-
bo, e nao consentto que o chefe o perpelrasse: o
freguez, portanlo, cm ludo innocen ,e, depois que
pagou sabio. 0 ladtao-mr prolistou vingar-se
da traico do seu collega, mas cono? Nessa lasca
jogava-se; o ladro reflecte, e dep)is de lar reu-
nido em sessao secreta os jogadores, porque tam-
bem cram da quadrilha, lalli-lhes nestes termos;
Csmaradas Fomos trahide 1! He preciso
vingarmo-nos, be preciso! O jigo me offerece
urna occasiao propicia, mas eu c reep de vsum
grande sacrificio...
Cantaradas, jurai-mc que dla vinganca da
nossahumanitaria associacao lavis de fazer
todos os sacrificios, ainda com perda de vossas
vidas 1...
Nos o juramos! Bradaram odos.
Pois bem : amanhaa reun -vos lodos no
botequim, e convidai o trado ao diga-se;
elle cahir no laco; vos o have s de entreter-
no jogo, emquanlo por outro; nossos mando
communicar a polica; nao trepidis adianto delle,
ido presos, porque s assim o faliidor tambem
ir, e assim estaremos vingados!!
ic Sim! Sim Seremos presos, viva o TIRO!
viva o nosso M.....! Viva o iosso advogado!
Na sev.ta-feira, depois, pelas 3 horas, a poli-
ca invadi a tasca, e os jogador s saturan para
as prises...
Da fialaca do mofino o dit bo tem tres tits-
les.Certo homem tem um lilho que se julga um
eo as campanhas de amor. 'em um sslro:
nao tem cscolha quando quer rom uistar; he temi-
vel. Urna dessas nymphas de c ir morena locou-
Ihe mesmo denlro (Taima; ei-Io, | ortanlo, apaixo-
nado. Fogo, sellas nella ; ella 1 cllecom farpes,
eafinal ella que procurou meios < modos de esca-
par da lula antes, cahio nella do ima maneira no-
tavel. 0 pai Ja menina lauca nao de um pu-
nhal, corre a casa do Adonis, c le na carreira que
deu foi dar cor.lsigo no Rio de Ji nciro. Enlao'M
Ah! nao dig.im, pelo amor de l);os, que nao de-
vemos tocar uesses fados! Porvc llura eslani essa
bella porco da humanidade expoita s seducOes e
aviltamentos desses raizeraveis, que aproveitando-
se da fraqueza e de urna ranlilen 1 esludada com-
meitem dessas repelidas infamias, que vo passan-
do como um ohjecio qualquer, qi e a vazante leva
ao ocano, para o qual nem olh mos"? Uns por-
que as considera^oes para com sui familia... etc.,
etc. Outros, o orgulho do sua fi milia... ele,., ele.
Aquclles que as suas circumsla icias... etc., etc.
F.stesque... que... oh! Que mizt rabilidades! En-
tendemos, que o nosso Cod. Pen. he demasiada-
mente benigno para co.n esses erminosos, bem
como para com os ladros deravillos, que sendo
presos em flagrante, e nao sendo lcnunciados pelos
donas, sao incontinente postos en liberdade.
Srs. redactores da PaGIIIA AVULSA
REPARTigAO DA POLICA
Secretoria da polica de l'ernambuco 3 de maio
de 1856.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que, das riillerenles partieipacoes boje rece-
bidas nesla reparli^ao, consta que se deram as se-
guidles occarrencas:
Fora preso: pela delegada do I." districto deste
termo, o furriel do corpo de policia Diogenes Fran-
cisco de Paula Mala-.net,. pur haver dado no aterro
dos Atogados duas tacadas em o caboclo Mauoel Ivu-
oes. com quem uvera urna allerc.ar.ao.
Pela subdelegada da freguezia de S. Antonio,
Joaquim Teixeira de Carvalho, por desorden).
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o pir-
do Joao Francisco Kegit, por desorden).
E pela subdelegacia da freguezia do Poco da Pa-
nfila, o pardo Antonio Jos Paz, por ofleutas phi-
sicas.
O delegado do primeiro districto desle termo, re-
fere em oflicio desla dala, qoe pelo subdelegado da
freguezia dos Atogados Ihe tora parlicipado.que no
dia !'.> de abril lindo,uci riamente da pon/e d'aquella freguezia ao rio,o preto
Mauoel, escravo de I.uiz Jeronymo de Albuqoerque
e que lendo-se feilo lodas as di'ligencias para slva-
lo nao fra possivel cousegui-lo, sendo o cadver li-
rado j arruinado.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. coa-
selheiro Jus Beulo da Cunha e Figueiredo, presi-
dente da provincia.O chefe de policia, Luiz Car-
los de Paita Teixeira.
diario De tyemambuto.
Na sessao do da 3 da assembla provincial foi re-
medida a'commissao de commercio nina indicaran
do Sr. N. Portella, para que se represente assem-
bla geral sobre a conveniencia de continuar para
esta provincia a concestao feita pelo artigo 16 da le
de -38 de oulobro de 1848.
Julgou-se objeclo de deliberadlo um projeclo do
Sr. Epaminoodas, autorsando o governo a crear
um ncleo colonial em Uaranhous.
Entrando na ordem do dia, foi regeitado o pare-
cer relativo a Thom Vieira de Alcntara, assim co-
mo as emendas a mesmo oflerecidas. Approvou-
se em segunda discussao os projectos o, t e 2 deste
auno, e as posturas de Nazarelh at o arl. 25, iu-
clusive.
A ordem dn dia de lioje he leilura de pareceres,
propostas e indicaces ; terceira discussao das pos-
turas do l.imoeiro ; primeira do projecto n. 8 da
1855, e terceira dos projectos nmeros 1 e 2 desle
auno.
*sW*i$sS*M**
Pelo vapor Imperador, recebemos jornaes que al-
caueara do Kio a 25, da Baha a 30, de Sergipe a 12
do passado e de Macei a 2 do corrate.
Foram nomeados, presdanle desta provincia o
Sr. Dr. Sergio Teixeira dr Macedo ; e do Para o Sr.
coronel de engenheiros Henrique de Beaarepaire
Itohan.
OSr. Rodrigo Antonio de I.amare, primeiro le-
iieuie rador com a uumeacao do cavallairo da ordem de
Aviz.
No dia 11 do passado aportaram a Santos, na bar-
ca_porlugoeza Santa Clara, procedeole do Porto,
167colonos porluguc/cs,consiliarios i casa Verguei-
ro a c.
O Sr. Candido Kodrigues Soares de Meirelles foi
nomeado oflcial i repartirn geral das Ierras.
Na Brihia se havia no da 22 do passado incendia-
do o trapiche Quirioo ; eis a respeito o qoe diz o
Diario da llahia :
Honlem (22) locaram .1 fogo os sinos|da capital,
e averiguado onde se lima eile aieado.se soube qoe
era o trapiche Quirino que era le/ado pelas ehim-
mas. Dessa rica e nao acabada obra j hoje nao
restam raait que as paredes e os pilares. As cham-
mas nao pooparam tambem o trapiche vizinho (Pi-
lar") que denlro em ponco arden tambem, podendo
com tudo salvar-se alguns objeclos. A perda qae
sutlreu o proprietario do primeiru he avaliada em
350 coulos de reis. Acharam-se presentes ao acto,
o Exm. presidente, o Sr. Dr. chefe de -polica, o
commandanle do brigae de guerra inglez .Seran.eom
sua tripularan, e o agento do seu commando, o cn-
sul de S. M. Fidslissima, e a tripolac,ao do vapor
Pedro II que bstanles servicos prestou, e os
quaes se deve a nao communicacio do incendio ao
hospicio do Pilar.
De Sergipe e Alagoas nada ha digno de menelo,
A salnbridade publica continaava a sec a mesma.
Era esperado com ancia em Sergipe o vapor Araca-
j.i. que d.npii honlem parti.
No dia 27 do passado ficara a partir do Ro para
este porto o brigue brasileiro Conceito.
Conseguio finalmente o Exm. Sr. conselheiro Jo-
s liento da Cunha a Figueiredo a realisarao dus de-
sejos, que ha muito manifestara, de ser desonerado
da adminislracSo desta provincia, em cajo cargo,
alem de outros dissabores, coube-lhe um lempo de
13o grande calamidade, como o que acabamos de
passar.
O governo imperial acaba de dar-lhe por successor
o Exm. Sr. conselheiro Sergio Teixeira de Macedo,
que deve partir do Kio de Janeiro no dia 8 do cor-
reule no vapor fiamo; em direitura a esto porto, e
que deve aqu chegar at o dia 12 ou 13.
O Sr. conselheiro Macrio he dolado de maneiras
aflaveis, de principios austeros, de tonga experien-
cia de vida publica, o que consltue um carcter
mu distincto. A estas brilhantes qaalidades re-
ne S. Exc. vastos conhecimentos litlerarios, immen-
so exercicio dos elevados negocios .lo estado, adqui-
rido nos principaes paizes do mundo, onde residi
por mais de 20 annos em qualidade de ministro ple-
nipotenciario.
Com tao notaveis predicados, temos para nos que
o Ilustre diplmala brasileiro esta suflicenlemenle
habilitado para bem dirigir o governo desta provin-
cia, a' qual vota grande dedicarlo e deseja-lhe tazer
lorio o bem possivel, aiada a' cusa rie 1.1 numodus e
dissahores.
Emfim, riesligajB de eompromissos, e livre de ini-
mizaries, esperamos qoe administrara a provincia com
imparcialidadec juslija.e promover o destino futu-
ro della com todo o dcsvello, tanto mais qua aqu
passou sgaos annos da sua vida, o Ihe vota extrema
alfeirao.
0tt<&pmbtnti(S$.
Sou homem muito particular, q te tuio frequento
circuios seno o de minha fa nilia domestica;
nao reconheCjO soberanas senao 1 os que babitam
do tellias cima, mas sou respciuior das leis do
mcu paiz: como lolalmenla segre; ;ado das altas so-
ciedades, me admiro quando snu por una pessoa
notavel bom tratado, o que nao he muilo commum;
eis perqu venho pedir a \ mes. que me conce-
dan), nao como como correspom encia, mas como
noticia, dizor-lhes, que sou sempre benignamente
tratado polo digno e meritissimo ir. Dr. secretario
do governo, quaudo vou l trau r de papis quo
me dizem rospeilo: sou captivosj g agrado, e como
lal me reconheco summamonte gtalo s excellcntes
maneiras com que lenho sido cons anicinenle obse-
quiado pelo Dr. Jos Benlo Jun or. II C. C.
Convra que haja vida ; slamos como no
mundo da la, todos de lingua bi anca, anmicos,
idiotas, andando uns por ver os 01 tros andar, que-
rendo outros fabricar machinas hlice para subs-
tituir as velhas desle mundo, etc. ele. Abram-se
os Iheatros, os saloes; hajam bailes, reunies,
animacao. fratruidado: deem gatto s modistas,
aos sapuieinis, alfaiatos, aos lerfiinwiros, aos
coclieiro,el reliqua evmtaAM 1 erra.- Acabe-
MUTT1
t Caruai 11 27 de abril de 188 Senhores redactores : l.i e reli a corresponden-
cia assignada pelo Sr. M. rie F. c que Vates, publi-
caran) em seu Diario de 17 do correute ; e na ver-
dade pasmei quando vi a sem ceremonia com que o
correspondente nega tolis ciribus os servicos presta-
rlos a esla Ierra, durante a epidemia, pel Sr. dele-
gado, lenente-coroncl Joao Vieira da Mello e r AvjT"
O Sr. M. de /'. por certo o3o he morador'em Ca-
ruaiii, ou se o he, nao pode deiva- Ve^ser algam ai-
migo grataito du Sr. lente r'rooel Joilo Vieira,
que aproveitando o entejo, procura alastalhar a sua
repu(acao,ferndo-o.n mais inlimo.islo he, na cons-
rieucia da propria' digniriade e do comprimenio dus
respectivos levares para com a sociedade.
A audacia do correspondente chega a ponto de
pretender alo n lirulan-ar a pessoa do Sr. lenente-
coroncl, aecusando-o do cobarde e medroso em fren-
te do perigo, abandonando o seu posto e Arando co-
mo que em eslado de imbecidade, signando au-
Ihomatcamente lodas as ordens que Ihe eram apr-
sentelas pelo Sr. Dr. juiz rie direilo.
Cunsinla, porm, o Sr. M. de F. obsrvar-lbe que
o odio que vola ao Sr. tenente-eorouel Joao Vieira
ceguu-o complelamente nesla parto, do o deixando
enxergar quo poda ser cuntradito com documentos
autenlicos, ou por outra o Sr. M. de F. lallou inlei-
raucnte a verdade, o que em porlugoez castico qaer
dizermeutio.
E menlio, porque he o proprio Sr. Dr. juiz de di-
reilo que, em seu relalorio dirigido a' presidencia e
publicado no Diarii de 10 do rorrcnle. fnz a apolo-
ga dos servicos do Sr. lenle coronel Jliao Vieira
le a epidemia, e presumu que o correisponden-
te nao pretender irroftar-te maior consideracao,
nem igual, que a do Sr. Dr. juiz de direilo, para' ler
igs
er
uo ma-
jos a ser acreditado de preferencia a esse d
gitlrado.
Ment > ainda o correspondente qoanrio> com o
maior desfacamento, assesura que o Sr. lensutc-coro-
nel entregara Jpnliria a um inspector do quartei-
rao, e rrri-mirriVvaruada de minies lemo.Sr. .1/. de
/', bolla I 3 cudeia_de criiuiuosos.

ILEGIVEL


_DMM) DE PRNAIHBUCO SEGN A F.IM 5 DE MAIO SE I8S6
rMentio, porque no mesmo (lia em que a Sr. dele-
gado seaban de perder a su.i chara consorte, rece
beu un convite do Sr. Dr. I.ima, para que reunidos
ambos em casa do ultimo, tomassem de accordo as
medulas para rombater a epidemia e saltar o maior
Mamen de iccommetlidos ; ao que de boameote an-
Snaio o Sr. lenenlc-corouel, Iralialhaudo de accordo
rom o Dr. juit de dircito, e tomando ambos as pro-
videncias para soccorrer os infelzcs, ja com reme-
dios, mailos dos quaes comprados pelo Sr. JoJo Viei-
ra, e ja com dietas; providenciando raais sobre a
presteza dos enterramentos. etc., etc.
Menta anula, quando afirma que n Sr. leiienle-
roronel natuara (quii escrever lalvez soltara us
presos da cadeia; os presos apenas forain removidos
por saa ordem para a casa da cmara, e Uto de ac-
cordo com o lr. juiz de direilo, afim de eiliugoir
esse furo de infecto que aliinenlava epidemia, pelo
_ acanharoento da cadeia e crescido numero de presos
incarcerados.
Nao sci se em toda a provincia de Pernambuco ha-
veria alguma autoridade, que recebendo da epide-
mia golpes lio crueis no seio de sua familia, cum-
prisse melhor os deveres do seu cargo!...
Talvex o Sr. M. de R quizessc que llie apresen*
lassemos o lougo calhalogo dos infelizes soccorridos
pelo Sr. delegado durante a crise, nao so cora re-
medios e dietas mas com dinherro de sua bolsa par-
ticular; senlo, porera, essa tarefa enfadonlia e niio
querendo ciicber um pequeo artigo de minies pro-
f- prios, b.i.ia-uos para provar a bumanidadee philau-
tropi-i do Sr. delegado o que se le no expediento do
governo,oudea presidencia ordena n tliesouraria que
pague ao lente coronel JoAo Vieira de Mello e
Silva quanlias nao pequeas, que adianlou para soc-
correr os indigentes de sua comarca.
Qaem n'esla poca adianta dinheiros, sem lucro,
para reeebe-los. Dos sabe quando, he sem duvi-
da humano e caridoso; par que, Sr. Al. ds /'.. di-
ibeiro he sangne, e se o he em qualquer lempo,
moito mais as grandes calamidades, por quanto
n'essai quadras terroristas he quando o dinheiro se
loma mais necesario a quem o possoe, e para isso
mais vasqueiro, principalmente no interior.
Tuda pois quanto asseveramos em pro dos bous
temeos prestados a Caruar pelo Sr. lente coro-
nel JoAo Vieira, vemos boje confirmado pelas par-
les ofliciaes, que nAo sAo suspeilas, por partirem de
autoridades superiores a do mesmo Sr., e por isso
nAo sera a a Ira bilis do Sr. M. de F., desrarregada
t.io grosseira e deshumanamente sobre este presli-
moso conspicuo cidado, que poder ncm de leve
marear a bem firmada reputarlo que elle goza entre
s seus comprovincianos.
Devo concluir como correspondente, pedindo-lhe
I que nos faca primeiramente conhecer a sua firma,
para depois saber o nos do los a parte laudativa dos (eilos do Sr. teneute co-
ronel, a modestia e boa ediiraro nos manda occul-
lar o nome, por que nao desejamos ser conhecidos
desee Sr., e nem almejamos os seas agradecimenlos:
ao correspondente, poreni, na qualidade de impu-
gnador da que asseveramos, corre o dever de mos-
trar quem he,afim de que o publico,avista da sua fir-
ma, possa conceder-lhe o grao de crenca que me-
recerem as suas ceasacoes, e conhecer se estas par-
lera de um homem de bem, couscienciosu e digno
le respailo, ou de algum reo de polica, traclante
a trampoltneiro de profissao.
Contamos, por tanto, que o Sr. M. del-: aeeila-
ra' o convite que nos propoz, e paracntao o espera.
F. de M.
Srs. retadores :Para prova de que exacta foi
a asseverar.io por nos feila ni nossa corresponden-
cia publicada no seu bem conceituadn Diario de 7
de abril altimo, sobre a contiuuarAo do jornal por-
loguei A Patria, ollerecemos a cousideracito do res-
peilavel publico oseguinte tpico da corresponden-
cia de Lisboaao Liberal Pernambucano, e nelle
transcripto no dia 31) do raez ultimo, ltazoes ti-
nhamos para assegarar que su motivos moraeiilosos lia-
viam produzdn a suspcnsAo temporaria desse bello
_ jornal.da qoal teriam uecessariamenle de resultar a
* asa maior estabilidadc, e mesmo todo incremento
possivel.
Realisou-te pois a nossa expectativa.n a prxima
.chegada dos .10meros iiovameiita publicados dessa
importante lollia. Irar finalmenle a plena convic-
io daquelle asserlo aos mais incrdulos da sua mui
provayel reappare,ao. Congralulamo-uos com os
mui dignos asignantespor essa agradavel occor-
rencia assaz convincente de que nAo foram victimas
generesas pretendiam persuadir-Ibes.
Com a publicaran deslas curtas linas, Srs. redacto-
res, Ihe Reara mullo agradecido.O agente da era-
preza da Patria.
Lisboa 11 de abril.
I l'alria lormiuou liniilem o- quarenla das de
sespensio que tinlia pedido aos seus assiguantes para
se refazer, e ja hoje sanio e continua.
No pessoal da rcdarc.o liouve grandes alterar..e.
porqoe esla folha passa a adoptar urna poltica mais
moderada que at aqu.
Os Sre. Bordado e Kebello da Silva, ficam sendo
a aicos redactores polticos. Os luteranos conli-
' na ir.io os nicsinos.
O Sr.Silva TollioVparece que nAo continuar a
redigir a Chronica.'forque deseja-se que elle escre-
rlo delle. Todava eslAo em negocia......, e talvez
veaham a um acord.
UMA EXPLICACAO' INOFFENSIVA.
Leudo o Diario de 29 do mez, que lerminou, de-
patei o meu nome n'uma reflexAo assignado pelo
Sr. Jlo A. deSouza Bellrao de Araujo Pereira, em
a qaal nada menos trata que de admirar a tradc-
elo que lii da mxima do melifluo doulor da rara
Superfina diiilum, uecssaria pauperum ; os ricos
leem obrigarao de soccorrer os pobresdizendo que
esta tradcelo sabio livre de mais, e que julgava
mais fela segrateos pobres precisara das sobras
dos ricos.
Sobre maucir.i agradecera ao Sr. Bellrao ; acei-
tara mesmo de maito bora grado a emenda, se por
ventura eu desse ao preceilo de Santo Agoitinbo, a
iraduecao referida.
Em mea communicado publicado em 7 do mez
passado io de que se trata^iomei a epigrapheos
ricos teem obrigacao de soccorrer os pobrese para
dar mais Torca, abaixo colloquei a mxima do gran-
de doulor da igreja latina ; Super/lua dicitum, ni-
cosaria pauperum.
O Sr. BeltrAo, permilta-me a venia de dizer-
llie, que olvidou-se qaando enteudeu que a epigra-
phe que precedeua mxima referida,era a tradcelo
Mar- a*,u-
r Ero todos os communicados religiosos que os fajo
publicar, tenho sempre seguido urna regra de logo
dar os leitores urna idea do assumplo de que me
voa ocenpar ; e por islo adopto sempre, e aprsenlo
ama epigraphe coucernenle ao objeclo.
Cilarei por eieuiplo us dous ltimos communica-
dos :
No prmeiro da Itessurreici) j, publicado cm 2i de
marro, Diario n. 73, vem aules do texto latiuo, a
epigraphea lies-urreicao de Jess Christoe logo
abanoSurtej-! Domnui rere uiletuiaora, mn-
4) gaem dir que aquella inscriprAo he IraduccAo desle
texto.
No segundo inserto na Diario de tt de abril, n.
90 ; vese a epigraphe precedoudo ao textoComo
. se deveentender a caridade para com o prximoe
logo segmo abaixo o seguiute texto apropriado
Te aulem facienle eleemotinam nisciat sini$lta la
quid facial iexter* la.i'anibein nioguam lomar
aquellas palavras por trjducrao deite texto evang-
lico.
O mesmo porlanlo segui no communicado de que
se irala.
OSr. BeltrAo diste mais que, vendo que da tra-
dcelo poda resultar aUuus ioconveoienles por so
poder suppor que Iralava-io de urna obrigacAo ju-
ridica, e nAo moral, asseutou de fazer a rcllexAo e
de dizer que julgava mais fiel a tradceloos po-
bres precisam das sobras dos ricos.
Parece-mo que alguem leudo o communicado ci-
tado, pensara desla surte, isla he, que delle se iulira
ama obrigacao jurdica, a de soccorrer os pobres ;
enaltecer antes da exhibirlo dos textos extrahidos
do sagrado cdigo da homanidade, qu_ ba da parte
dos neos urna abrigarlo moral, um darer puramen-
te orthodoxo de soccorrer a udigencia ; obriuar 11
f imposta pelo legislador supremo, quandodiz no Heu-
(aronomicoEgo prwcipio Ubi, ul apenas manum
[ralri luo egeno el pauperi, e esla mesma obri-
gacAo he mais sublime por nAo ser emanada d
I leu humanas, e sim da divina ; he mais santa por ser
imposta, nao pela homem, mas por Dos.
Se tradazisse a mxima de Santo Agostnho, jul
gava para mirn mais fiel a seguinteas sobras dos
ricos sAo o necessario dos pobres ; se quizesse se-
guir ao p toda da letlra ; ou enlAo abracara a Ira-
iiucrai) de um eloquenlissimo orador sagrado, que
a dea deste modoos thesouros dos pobres esluo
fundados sobre os alicorees dos bens dos ricos.
_ Nada mais expenderci sobre este objeclo. Se estas
<"*%, p ||'l"'lro nalavras escrevi, foi apenas para orientare
Dos lindos los que lea sor prendinrh
Porque fin cedo resolvesle o laro '.'
Inda na infancia, Iremulantes, frarns,
Porque roobar-lhes maternal abraco.
Sombra adorada da mulhcr mais pura
Gmigdia casta, onde os rizos Icos ?
Clico anjo. peregrino ao inundo,
.V patria excelsa revocou-te Dos.
Sim neslo exilio, onde geme a turba
Nao viveni aojos diulurna iilaile;
Jual perilampo, um momento brill am,
E aps se exal^im para a lliviudadi.
A aura impura daspaixoos terrenas
Corrompe a sciva da virosa llr :
Pelago immundo de torpeza o rriinss
Tuda esta vida se Iraduz na dor.
As almas nobres, de elevada tempera
Keverlcra cedo elerual SiAo ;
Nao pode a luz, que serena fulge
I.restar tranquilla do nordeste a acr
Sombra adorada da mulher mais puta
Emigdia castt, onde os raios leos ?
Ma extremosa, dcsvellada esposa.
Porque tao breve revocou-tc II
leos?
As claras aguas que da fonle partcmi
Jamis absorvem primitivos ares,
Correm perpetuas pelo leito em fra
Al perderem-se na amplidAo dos mates.
Assim o ente que da vida he sollo
Jamis regressa de risonhos cos :
(Juem urna vez se reraontou ao alio
Eterno vive contemplando a Dos.
Debalde os filhos que deixastr, Emigdi
Debaldo o esposo te lamenta e chora
L na mansAn, aonde tudn he brillio,
Surris saudando urna nova aurora.
A dor e praulo que te sagram tristes
Os orphAos leus, que anda sao infantes,
A paz te valbam, de que eterna gozam
Os que do Christo sao a le constantes.
A eterna amiga, que o foi di Infancia
A' campa tua vem orar saudou,
I tur. a I lie a preee das nareso rci
No -estilen- sejas tu dilosa.
186.
C. a{ (.. da S.
Sair
aro de a-
insigni-
nti.lo as
a quem lessea reflexAo do Sr. Bellrao ;
que as pan.-'sos ricos teem nbrigaran de soc-
correr os pobres ."~2^he IraduccAo do preccito de
Santo Agnslinlio Supffij(liiilum neettsaria
pauperum; he sim urna epig~rWie do commani-
Fr. lino do MonfP&tVmello.
Recife 2 de maio de ISJXi. y
NENIA
a sentida morte da rr'rha ptez^da
amiga, a Sr.' D. Eroigdia Francisca
Bitancout't Jacobina,
OFJTERECIDfx
a'stnn inronstolntrl ii-ma a minhn _-
air>. U. Leopoldina Aiigiiaiu BilaW-
ronrl.
Rosa d'amor, rosa purpurea e bellas
Ooera entre os goivos le enfolhou da rampa !
GarretD. Ilrmica.
I'lor elegante do jardim da Mida,
Porque lAo redo te elevaste aoa cos '.'
Se eras das llres o orgulho, a grara.
Parque secaram-se os petalos leos'.'
Quem aos encantos que sci tu houvette
[>unrj renden homenagem seria ? I
Unan iiAn mirou, eulevado em gozo 1
'> porte amavel, la forma aerja I
&LFAHDBOA.
Rendimento dodia 2 ....
dem do da 3. ,
20:53JII7
22:296282
I>809i3i9
Oex-delcgaio c,ui:- municipal de Sdiilo Amaro
e os seus ocios durante a epideniia
Amigos e adversarios, tortorando os tartos, propa-
laran! as mais grosseiras inexaclides acerca do joi/.
municipal da cidade de Santo Amaro. 1
Pareca confirma-las o procedmento olfcial, em-
bora se dcclarasse qoe o ex-delegado o Sjr. Dr. Ma-
noel Pinto de Souza Dantas no desmerecra da cou-
tianra do governo.
Nao Tora um facto poltico que provocarla o exame
da npmiao publica : fura urna queslao l.eui individu-
al ; tao sem carcter de partido, (Ao fora .Ir suas con-
veniencias e ideas, que lodos, amigos c adversarios,
pronunciaram-se livre e desapaixonadam^nte.
Kaltou i essejulgamento ama base : a vbrtade dns
fados bem explicados e inconlcslaveis.
NSo precisa o ex-delegado de Santo At
tirar lace dos seus adversarios a anliga
ficante lctica de atlribuir aos odios de
aceusares injustas que lhc lizeram.
Ese recurso das causas desesperadas, sem verda-
de e jusli<;a ;esse argumento dos fracos, qlie so po-
de convencer aos simplorios; essa pobre rafeo de es-
lado de qualquer adiniuistrarAo, tacanha sein digni-
dade, sem intelligeucia, sera respeito razio publi-
ca e a conscieucia iudividual que seja eiiipregado
em prol daquellesque nao podem exhibir un doca-
meiilo honroso, indestructivel. Deve ser ailahuu da
salvar.30 dos que se pavoneara na ostentarlo de ser-
viros, que nao lizeram, daquellcs, que n'.io leu n ..
coragem de fazer o bem, nao na (em de supportar a
responsabilidad* dos seus aclos.
NAo se trata aqui de urna queslao poltica : nen-
Ikura principio, uenhuma das grandes conveniencias
publicas do partido corre perigu.
A moralidade publica levaolou seu brado de in-
dignacau contra o delegado, que ella supp inba ter
abandonado o seu posto, ter commettido un a miie-
ravel cobarda. O governo qu/. em lime lagcm a
moralidade e a digudade da administrarao, e pela
urgente necessidade de Santo Amaro dimilli o dele-
gado, l'e-lo, era as suas faculdades serielhante
aclo.
Cumpre agora averiguar quem a opinUo resti-
tuir o ment dos bous fetos.
Se realmente ojuiz municipal o delegado fucio
como um desgranado recrula que deserta di) campo
da honra, se o Sr. Dantas abandonou i cidade de S.
Amaro furia do lerrivel filho (C.lzia : se ctjuzou os
tiraros, se vio impassivel ou na perplexidade da
inepcia, apro\irnarem-se fin grandes males sem lo-
mar urna providencia, sem reclamar um auxilio, sem
empreaar os recursos qoe oll'erece a localiade, se
esperou que a cidade se reduzisse a um moMAo de
c.i i.iveres e ruinas, para acedar do criminoso som-
no da pusiMnimidudc.....enlAo nenhuma reNabilila-
rAo possivel para o Sr. Dantas porania a sojeiedade
que vio, que condemnou seu indigno procedmento.
Mas, se pelo contrario, o Sr. Dantas protio la-
vantes servidos, quaes neuhum oulro tem prestado,
se pelo contrario o Sr. Dantas envidou todos! os ei-
forcos humanamente, possiveis, todos os meiO! de que
urna autoridade secundaria obtem n'uma lodalidaile
que pode allirmar-se, ficra isolada da capital por
mais de oto dias, efizera o que he licito a autori-
dade que nAo dispoe dos cofres pblicos ; entAo re-
clama a justija, exige a moralidade, ordena a ver-
dade urna repararlo de lAo iuqualificavel lo] iislira,
um reconhecimenio solemne de lio bonsacto L
Os restos da desventurada cidade de Santo imaro,
Pliarsajia do cholera, cumprem esse dever de alta
juttica, compenetrados de profunda gralidlo]
Ao tcslemunho, que ides, Srs. redactores, publicar
no vosso jornal, nada pode oppr-se. Nenhum |io-
mem de bros, neuhum homem de honra e deTrazAo,
querer lomar o papel miseravel de espadachn), pa-
ra invectivar o magistrado que pela imprensarecebe
urna pomposa e verdadeira ovarlo.
Assignarameste lestemonho'muilos liomens res-
peilaveis pelas suas virtudes, pela eslima eenceilo
publico; mijitos noUveis pela illustrarao, nmilia,
fortuna e posirao.
lie um acto de verdade, em que nada tem que ver
a poltica. He um aclo espontaneo, geral e ioteiras
mente popular : nao he pois obsequio de ligan-
amigos.
O uoico juiz competente dos actos do Sr. Dantas
he a cidade de Santo Amaro. NAo sAo, nem a pre-
sidencia, que nada vio : ncm a polica que apenas a-
Iravessou urna ra da cidade : ncm o jornalismo da
capital, queseguio asiiiformac.ocs colhdas no lurb-
llilo dos aconlecimentos : nem a populacho dn ca-
pital, que guiou-sc pelas iuspira no, ou da imprensa, ou acceilou os tactos era todo
seu horror sem esquadriuliar-lhes a causa nem a ra-
tAo da existencia delles.
liomens inlelligenles qnererjo acaso que oilever
do juit municipal seja definido pela cruel olirigacu
de consagrar-se a morte, como urna victima de he-
roica resignar Ao'.'! s eiichergaram na sua salfaco
cobarda e miseria? !
Ah I queriam lalvez os senhores que ficavarh na
capital bem longe dos vendavacs da tormenta
que o Sr. Dantas luclasse e vencesse ateo impossi-
vel I... Nao Ihe proporcionaran) os meos, e querera
os bus !...
Lembrai-vosquc um eloquenlc historiador, con-
siderando os esforcos que Mirabeau empregava para
nullificar a rcvolu;ao, disse : que causava glande
compaixao ver anda mesmo o genio luclor com o
impossivel.
Accusadores do Sr. Dantas, sede lgicos : applicai
o vosso melhodo de aecusarao em toda sua plcnitude,
nao vos acobardis dianle de suas consequeucias.....
Eis a resposla que provocan) os correligionarios.
Aos adversarios polticos deixa-se exame dos
fados.
A cidade do Santo Amaro apresenp anda um as-
pecto morluari.- : all anida o abandono impera em
suas ruinas ; nenliuma mo caridosa a lem soccorri-
do, no entretanto esto gastos tantos conloa de res,
depois de centenares de victimas !.. Paran agora em
proveito da popularan ->
lloje o Sr. Dr. llantas n.1o necessita provar que
nlo fueio : nem Ihe he inisler demonstrar seus re-
levantes servicns. A voz do mili pupiilarao inleira
ainda repassada de nma agona lenla, ndeflinivel,
ergue-se para proclamar o seu nome como um
symbolo de coragem cvica, como um bello exemplo
a joven magistratura do paiz.
He a reparadlo mais grata a um coracAo forte, a
urna alma elevada. B ruante homenagem, que po-
de enriquecer o mais nnbre lbum de glorias. Ra-
ro* sao aqoellcs, que, gastando urna existencia inlei-
ra no servir dos seus concilladnos, podem recolher
urna pagina tao magnifica, lAo honrosa, e mesmo lio
sagrada...
18 de dezerobro de ISjj, Silbar.
( Jornal da ISahia. i
Dettarreaam hoic 5 de maiu.
llares ingle/a./. Ilurielmerradorias.
Itarca frnnceza/'.mua l/a/ri/r/ci Barca inslezaMidasbacalho.
Ilarca inglezaSoiioirdonbmiiuia
Escuna inglezaft/uamercadorias".
Escana brasileiraXelozadem,
Patacho brasileiro^i,ia.-ji,i_fumo e charulos.
Patacho americanoA-olafarinlia e bolaalinhn.
laalara inglezalionitaferro c carvao.
UONSUDO UBRAL.
Rendimento do da 2...... JAOM160
...... '.li'i;J.V.I
2:7i98il9
dem do dia 3
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itcndimeiilo do da 2
dem do dia 3 .
22S783
ils7:
644517
"^I'ACntlS DE EKPORTACAO PELA MESA
DO CO.NM LADO DESTA CIHADE NO DIA
I DE MAIO DE ISVi.
Buenos-A)resPolaca hespauhola (Flora. Viuva
Amoriia at lilho, no barricas assucar branco e
uiascav.idn.
SlockolmoPatacho suero Idonas, N. O. Iliclier
iVCompanhia, l.tKIO couros salgados.
xportacao .
Para, l.ricue brasileiro a Despique de Beirir., de
217 toneladas, conuuzio o scguinte : :l volumes
fazendas, miudezas, perfumaras c mais merendonas,
<>2 pecas de ferro para apparelhn de 1 vapor, dille-
rentes ditas de dito para o completo de urna bomba,
1,190 barricas, 8 barnqjiihas e 25 latas com 7,2
arrobas do assucar, 230 saccas rafe pilado, 55 pipas
agurdenle branca, 5dtai e 150 parrafees espirito,
barricas genebra, (i barra licor, 836 cailinna* doce
de goialia, 120 barnlinhoa iliio de rabia, ts caixOes
e 198 caixinlias charulos. 20 lalas oleo de ouriro.
'CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo dodia 2...... 1:678)698
dem do.;dia3....... 1:tlH(i;17r.
2:7659171
Assucar- -
Carne secca-
PBACA DO RECIFE 3 DE MAIO IIE 1856,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios----------Sacou-sc a2So27 3( d. por 15.
Algodao----------Veudcu-se a b>200 por arroba
do superior, e lij! o i mnediato,
bavendo pouco para vender. A
entrada subi a 202 saccas uesta
semana.
- O mascavado chamado Canal foi
o mais procurado, vendendo-se de
2*100 a 28350, e algum a 2aWO
por arroba. A entrada tanto pelas
chovas, como- por estar i safra a
lindar somonte foi de ti.OOO saceos,
e sendo o deposito pequeo, ba
aparencia de subir. Asoulras qua-
liiladcs conservaran) os prerns, ha-
veudo pun ii. compradores pa-
ia a Europa pelo eslado subido,
em consequencia dN procura que
ten lulo para os porlos do sul,
'anlo eslrangeiros coran do Brasil.
Couros------------As ulttraas vendas foram de 200
rs. a libra, e lio provavel nao con-
serve este prero pela pouca pro-
cura.
Arroz--------------Veudeu-se de 49900 a 15500 por
arroba do pilado.
Ateilc-docc-------dem de 2? a 25300 ogalao.
Bolachiuha- A que chegou esla semana venden.
5P a .").>SIKI por barriquinha.
Bacalli.io Enlrarain cinco carrcgamenlos,
dos quaes dous vo vender a rcla-
Iho, dous eslo duvidosos, c um
sego para os porlos do sul. O
deposito monta a 0,000 barricas,
nlo contando com os dous indeci-
sos, e a venda a relalho rcgulou
le '5 a 10? por barrica.
c,u.......Vendeu-se de 15700 a 18900 por
libra do hvsson.
As vendas foram pequeas, como
1'.i-iuinaiii ser pelo invern, regu-
lando de 15800 a .15300 por arro-
ba do Rio Grande, e de 5 a ;W0
de Buenos Ayrea; ficando em ser
0,000 arrobas da primita e 1,000
da segunda.
Farinhade triyo- livemos cinco carregamcnlos, um
de Triesle que seguio para os por-
los do sul, dous americanos que
eslo indecisos se toinarAo o mes-
mo desuno; vindo a entrar dous
dea Estados I nidos com 18jo bar-
ric.is.com os:quaesn deposito mon-
ta a 3,750 linti cas, uas quaes so-
nienle eiistein 11KI da marra SSS1'.
O consumo foi menor, e os preros
mais frouxos, bem que nao leulim
dcmiuutdo de 2(to a 35 por bar-
rica.
Vendeu-se de 540 a 560 rs. por li-
bra da frauceza.
Desconlo Rebalcram-se letras de pouco lem-
po a um por cenlo ao mez.
I-retes-------------EslAo desanimados, lendo-se s-
ini'ii'.rji colar para o Canal a 30, e
1|2 a 7|ll pelo algodlo.
Tocaram no porlo : 2 vapores, um navio da prac.a
da Haba, oulro com bacalho e 2 com farinha de
triso.
Entraran) : 5 era lastro, 5 com bacalho, 3 com
farinha de trigo, 2 com gneros e fazendas da Eu-
ropa, e quatro de cabolagem.
Sahiram : 1 com carregamcnlo de gneros do
paiz, 7 de cabolagem e 3 em lastro.
Ficaram no porto 02 embarcaroes, a saber : ame-
ricanas, 27 brasileiras, 2 francezas, 2hamhorgue/.as,
i hcspanholas, 10 ioglezas, .r> porluguezas e 2 suecas.
10 DE JANEIRO 1* DE ABRIL.
\enderam-se boje l,2t: I saccas de caf, e li/cram-
se Iransacces em acoge) do banco do Brasil a 106$
de premio, e naojiavendo por fin vendedores a me-
nos de IO85 de premio.
Ilonlem, depois das horas d.ipraia, houvc urna
IrausaccAo imprtame a IIO5 de premio, pagamenlo
a 20 de junho.
Cambios,
Londres 27 1|2 a 90 dias.
Paris 352 ris a !lt) dias.
Lisboa 07 a 00 olu nominal.
Hamburgo Ojo a 90 das.
I RETES.

Mauteiga
Antuerpia 50|i 55|.
anal.....30| a 55|
Estados-Luidos 70 a 'JO r.
Hamburgo 50l
Havre tif.
Liverpool 0| a ."q.
Londres |}| a I5|.
Misclhu 55|.
Mediterrneo 50| a 5|
Trieste .Vq.
METAES E I INDOS PBLICOS.
HETAES. Onras da patria. T 2O5.1OO a 20a*in0
bespa nholas 299500 20-5(100
Peen Je O500 vclhas. n.5000
Alocdas de .j..... 99000
Soberanos....... Sffjsoo
Pesos hespanlines L5OO o
" da patria .... 1>020
> Pataccs....... I9920 11
ApolicesdcG ;, .,........ 106a 10
provinriaes........ lu a 102
03000
20000
I5OIIO
19960
Cornal do Commercio do Rio. i
i&vmmcui.
-RACA DO RECIFE 2 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cota^es ofliciaes.
Cambio obro Londres27 3| d. (0 d|v.
Couros seceos salgados200 rs. por libra.
3 de main as 3 liaras.
Descont de ledrasI J ao mez,
Frederico Itobtlliard, presidente.
P. orges, secrclario.
CAMBIOS.
Sabr Londres, 27 3|i a 28 d. por 15
Paria, 355 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro^fco'jKsr.
Acedes dn BancOjJ^o0 de premio.
Acces da comn/nliia de Beberibe.
Acr.irs da conrpanhia Pernambucau;
a 1 llliliaile Publica, 30 purceu
, a lndeinnlsador.i.sem vendas.
Disconlo de lettras, de 10 a 12 por 0|-o
METAES.
Ouro.Onras despalilllas. 289 a 289500
Moedas de f>500 vellias .... Ifi.5000
a (iOtOO novas .... 1(i?000
49000.......OgOOO
Prala.Palaces brasileiros......290OO
Pesos coliimnarios......29000
iiiexicauos.......I586II
ttoHftiettto 4)0 porto.
.111-
1 do
de
Domingo! Rodrigues de Carvalho Jnior, Mauoel
Francisco ros Santos, nucliiniata Arlheu Magre-
nos, JaAo Ncpomuceiio Ferrcira, 2 ex-imperiaes
inarinbeirns, 1 dilo do exordio com a mulher o 1
lilho, 2 cscravos a entregar.
Seguein para o norte, Dr. Francisco de Souza de
Oliveira, 2." teneute da armada Jos Bcrnardino
de Oueiroz, cadete Joaqun) Pereira de Souza,
LuizJoaquim de Oliveira, Antonio Eugenio da
Fonseca, Diouizio Francisco Soarcs. enfermeiro
Antonio Avclino, Francisco Antonio de Souza,
Jos Machado,0 ex-prarasdo exerrito, \ dila im-
perial inarinheiro. I recrula, I cscravn ,1 entregar.
ParahibaII dias, hiale brasileiro Conccirao Flor
das Virtudes, de 26 toneladas, niestre' l/.idoro
Brrelo do Mello, equipagem 1, carga loros de
mangue ; a Paulo Jos Baptista.
New-Por l."> i dias, hrigue inglez nltohert Brucen,
de ISI toneladas, capillo Robert liaugh, equipa-
geni 9, carga carvlo ; a Scoll Wilsou (\ Compa-
nhia.
Salios lakldoi no mesmo dia.
FalmonthBarca sueca aSir Charles Napie, capi-
lAo I. tiardlund, carga assucar.
PortoBarca porlugueVnlluarle IV, capillo Jos
Joaqoim Basilio, carga assucar c mais gneros,
l'assageiros, Joaqun) do Seabra, Auna Rosa Joa-
quina da Cmara.
ParaBrigue brasileiro Despique de eiriz, ca-
pillo Manncl Marques Correia, carga assucar e
mais gneros.
Ro de JaneiroBrigue brasileiro "Hercules, ca-
pillo Joan Ferrcira Pinto, carga assucar e mais
gneros, l'assageiros, Luiz Antonio da Silva Cin-
tilarles, e 8 esrravos a entregar com passaportes.
$Mtae3.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesnuraria provincial, em cumprimento da resolu-
rio di junta da fazeuda, manda fazer publico que
vilo novamento a prara 110 dia 1") de maio prximo
vindouroos roulralos abaixo declarados, para screra
arrematados a quem por menos lizer.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo iclliario.ii
Euipedramenlo do lo.- lanc.o da cslcada
da Victoria avallado em.....
Dito do 20- lanru dem......
Dilo do 21.' lauto, dem.....
Dito do 22." lauco, dem......:,;0i Secretaria da llicsouraria provincial de Pernambu-
co 30 de abril de ISjti. O sccrelario, Autonio Fer-
rcira d'Aununcaro.
5:1059100
5:2149000
7:6729500
9.-6773250
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria da fa-
zenda desla provincia, em virlude da ordem de S.
r,\c. o Sr. marque; de Paran, presidente do tribu-
ual do Ihesouro nacional, de 28 de marro prximo
passado, manda fazer publico que desla" data a .10
das lem de haver concurso para se preencher as va-
gas de pralicautes existentes ua mesma Ihesouraria.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda, de Pernam-
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento do oflical-maior,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Recife,
declara, para coiibecimeuto de quem competir, qua
cm virlude da ordem que Ihe expedio a mesma c-
mara, acompanhada da relario remedida pela ad-
ministrarao do ceinilcno, leal de receber das perneas
a quem perlenciam os cadveres de cholcricos, in-
humados no mesmo ccmilerio, nos inezcs de feve-
reiroe marco ltimos, a importancia das respectivas
sepulturas,que nlo foram anida pagas, quer relativas
a pessoas livres, quer a escravas ; e para o referido
recebiineuto marca o prazo de um mez, contado da
data desla, lindo o qual se proceder a cobranra ju-
dicialmente.
Procuradura da cmara municipal do Recife. 28
de abril de I8j(i,
O procurador.
Jorge Viclor F'erreira Lopes.
<) illustrissimo senhor contador serviudo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em cumprimento
da resolurAoda junta de fazenda, manda fazer pu-
blico, quo no da 15 de maio prximo vindouro vai
iiovaraeule a prara para ser arrematada a quem por
menos tizer, a conservarlo permanente da estrada
de Pao d'Alho, avahada em 1:0009000 rs.
A arrematarlo sera feila por lempo de dez inezcs
a contar do prmeiro de junho do correte anuo.
E para consiarse man:,.11 aflixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de abril de 1856.O secrclario, A. E. d'Au-
nuuciar.io.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, era cumplimento da resolu-
to da juuta da fazeuda, manda fazer publico, que
110 dia 15 de maio prximo viudouro, Vai iiovamen-
lo a prara para ser arrematada a quem por meos
lizer, a conservarlo permanente da estrada do sul,
ramilicarlo da Cabo, Remedios aterro e povoarAo
dos Afogados, pela quaulia de 5:1009000 rcis.
A arremataran ser feila por lempo de dez mc-
zes, a contar do prmeiro de junho do correle
auno.
K para ronsior mandou aOixar u prsenle e
[iiilitirar ii*Im lliarli>.a
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de abril de 1856.
O sccrelario,
A. F. d'AununciarAo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, era cumprimento da resolu-
ro da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no da 1.'>fdo mtio prximo viudouro, vai novainen-
le a praca para ser arrematada a quem por menos
fizcr.a conservarlo permanente da estrada do norte,
avahada em 1:2015728 res. *
A arrematarlo sera feila por lempo de dez mc-
zes, a contar do prmeiro de junho do corrente
auno.
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de abril de 1856.
O secretario,
A. F. Aiinuiiri ic.i'i.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector
da thesouraria provincial, manda fazer publico, quo
do da 3 por dianle se pagara os ordenados e mais
despezas proviuciaes, vencidas al o ultimo de abril
prximo lindo.
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1856.
O secretario,
Anlonio f. da Aununciacao.
&eclarac0c#.
. 519000
ao par.
lo de premio.
Xacios entrados no dia 3.
PhiNdelphia10 dias, barca americana J. J. Sk,-
11er, de 337 toneladas, equipagem 13,carga 2,960
barricas com farinha e mais gneros; a Ruslron
Rooker & Companhia. Seguio para os portes do
sul.
Terra Nova36 dias, brigue inglez Herald, de 202
loneladas, capillo John Warren. equipagem 1
carga 2,500 barricas com bacalho ; a Schram
V> halely \ Companhia. Seguio para os porlos
dem36 dias, brigue inglez Carmine Schenk, ,
1J0 toneladas, capillo James Le MesMirier, equ
pagem 10, carga 2,350 barricas com bacalho ;
a, t. Bieber v Companhia.
lialtimoro14 dias, date americano Rosamoada,
de 130 toneladas, capillo Andr \V. Revnolds,
eqopagem ti, carga 873 barricas rom farinha de
trigo e mais gneros ; a Henrv Forsler iCoroua-
uhia.
Parahiba12 dias, hiale brasileiro Conceirao de
Marian, de 27 toneladas, musir Severiauo da Cos-
a e Silva, equipagem i, carga couros ; a Paulo
Joso Baptiila. Passagoiro, Autonio Francisco da
Rocha.
Ncw-Vork31 das, barca americana S. A. Ha-
zard, de 210 toneladas, rapilao Charles William,
equipagem 9, carga 2.358 barricas cora farinha de
trigo ; a Sehramm Whatel) & Cumpaiihia.
_ <\avios sabidas no mesmo dia.
ColingiiibaVapor brasileiro (para reboque) Ara-
caju capillo W. Melhersill. Passageiro, Francis-
co Pinto de l.emos e I eseravo a entregar.
BahaHiale brasileiro nAmelia, mcslre Mauoel
dos Santos Cosa, carga azeile de carrapalo. Pas-
sageros. Jos Machado, Joo llaplisla da Luz, Ma-
ra Ignez do Sicramenlo.
Riode JaneiroPatacho brasileiro iValenle, mes-
Irc Joaqimn Antonio Gencalvea dos Santos, carga
assucar e mais gneros. Passageiro, Andre Henri-
ques Canlim.
ParahibaBrigue escuna de guerra inglez Snvii.
commaudauto l.urkraft.
Hados entrado* no dia i.
Rio de Janeiro e porlos Intermedios8 dias c 13
horas, vapor brasileiro Imperador, couimandan-
te o 1.- lenle Jos Leopoldo de Noronha Torre-
zAo. l'assageiros para esla provincia, Rvm. Ma-
riaune Maller, 2. lenle da armada Collalino
Marques de Souza, piloto ua armada Jos Vicente
Maia, .Manuel Fooseea le Lemoa Jnior e 1 es-
eravo, Miguel Luiz Vanna, Francisco Antonio
l'es.oa de Barros, Anlonio Jos F'erreira tiuima-
raes. J. W. Reonghi, A. o. Ite-s. Alexandre Jos
F.rvangere, Joaqiuui tmiiies de Souza, Domiu< Jos de A/eyedo, M ii.oel ,le Carvalho Pedrois,-
con-
tera
asas
ximo
2f>Bt>s tarMmoS-
Para o Rio de
Janeiro.
Correio geral.
Cartas seguras exislenles na administrarlo do cor-
reio desta cidade para os senhores abaixo :
Antonio lonralves Ferrcira.
Caelano de Castro.
Joaqoim Amonio Ribeiru.
Jlo Antonio da Picdade.
Jos Joaqun) Tiberio Lobo.
Joacpha Joaquina de Vascoucellos.
Jos de Sa Cavalcanti Lilis.
Mara d'Assumprao.
Mauoel Juaquim Madurera.
M. Domingucs Jauuano.
M. Jos Rihciro Cavalcanti Lima.
M. Thomaz dos Sanios.
Parlen) boje as III horas do dia os correioi para
Parahiba, Coianiia e Iguarassu*.
O vapor Imperador recebe as malas para os
porlos do norle boje as horas da larde ; os jornae.s
dcverlo ser entregues 3 horas antes.
Relacao das cartas seguras, viudas do snl pelo
vapor Imperador, para os senhores abaixo decla-
rados :
Anlonio Jos Rodrigues de SouzaJunior. (51
B. de Senna Poulual.
Carvalho cV Irinao.
Fr. David da Nalividade de Nossa Senhora.
Francisco Carlos Bratidao.
Joaquim da Silva llego.
Jos Candido de Barros.
J. Narciso Camello.
Mana Carolina de Atbuqucrque Blocm.
Manuel Anlonio Moreira.
Pedro Alexandrlno Marhado.
Souihall Mellor a Companhia.
Nos dias 2, (i e 9 de maio prximo fulurn.o ..
seibo administrativo do patrimonio dos ornhaos, I
de levar a prara publica, a renda animal das ca
abaixo declaradas, a coinerar do 1 de julho proxi.....
viudouro, a 30 de junho de 1857. Os lidame-rom ;
seus fiadores, hajo de comparecer na sala das sesses '
do mesmo conselbo as II horas dos mencionados
das ; c de accordo liquem os acluaes iiiquiliuos que
esliyerem a dever iluguc atrazados, que no po-
derlo tancar, sera que se mostrem quites para com o
mesmo patrimonio.
Casa de sobrado u. I, segundo andar, Palco do Col-
legio.
dem idem n. 1, sala, Paleo do Collego.
dem idem 11. I, laja grande. Palco do Coilegio.
dem dem 11. I, loja pequea. Palco do Coilegio.
dem dem 11. 2, ra do Coilegio.
Idem idem 11. largo do Parazo.
Idem terrea o. 5, ra das Laraugciras.
dem idem 11. fi, ra do Itangel.
dem sobrado o. 7, prara da lca-Visla.
Idem le rea 11. 8. ra Velba.
Idem solirajo'u. 0, por acabar, ra da (loria.
Idem lerrea 11. 10, S. 1, mi calo.
Idem dem n. II, S. (ionralo.
Idem dem n. 12, ra do Sebo.
Idem Idem n. 3. ra dos Pires,
dem idem n. 1, ra do Rosario da Boa-Vista.
dem sobrado n. I(, ra da Cadeia do Iterife.
Idem idem u. 17, ra da Cadeia do Recife.
dem idem 11. 18, ra da Cadeia do Recife.
Jdeiu idem 11. 21, ra da Cadeia do Recife.
dem idem n. 22, ra da Mi Ir de lieos,
dem idem 11. 21. ra la Mare de Dous.
dem sobrado n. 2, ra da Madre de Dos.
dem idem n. 25, ra da Madre de Dos.
Idem lerrea 11. 2(i, ra da Madre de Dos.
Idem idem 11. 27. ra da Madre de Dos,
dem idem D. 2S. ra da Madre de lieos!
dem idem n. 20, ra da Madre de Dos.
Idem idem n. 30, ra da Madre de Dos.
Thesonraria do conselho administrativo do palri-
monio dos nrphln<, 21 de abril de 1856,O Ibc-ou-
rer.Jom/uin l'raii'isio Dttarle,
Para o Rio de Janeiro,
pretende sabir cora multa brevidade o maito veleiro
patacho nacional "Amazonas, por ter parle de seu
carregamcnlo prompto : para o reslo c cscravos a
frete, trata-se com o sen consignatario Antonio Luiz
de Oliveira Acerado, ra da Cruz n. I.
Para a baha,
o bem condecido patacho nacional FIsperanca se-
gur para a Baha no dia 8 de maio com a carga que
Overa bordo : quera nelle quizer i-arrogar emenda-
se com o o seu consignalario Antonio Luiz de Oli-
veira A/.evedo, ra da Cruz 11. I.
Para a Uahia,
a milito veleira e bem condecida sumaca nacional
llorlencia, pretende sabir para a Babia com inul-
ta brevidade por ler parle de seu carregamcnlo
prompto : para o reslo, trata se com o seu consig-
natario Antonio Luiz de Oliveira Azcvedo, ra da
Cruz n. I.
Ohiale nacional uNovo Olioda, que segu
viagem para o Cetra, precisa de i ou 5 mariuhciros
nacionaes.
para Lisboa
saliir com toda a brevidade o patacho porluguez
Urilhaule, capillo Antonio Braz Pereira; para
carga Irala-se com o mesmo capillo, 00 com o con-
signatario Domingos Joso F'erreira Cumiarles, na
ra do Ouciinado 11. 35.
Pata o Rio Grande do Norle e Asstt'
sabe coir. multa brevidade o hiale (Anglico : quem
nelle quizer carregar ou ir de passagem, diriju-se a
ra da Cruz u. 13, prmeiro anudar.
Para Marsclha sahira dentro em poucos dias o
brigue l'raticez "Erneslu eapilao Moulon, pregado c
encavilhado de cobre,c dolle de 3500 saceos; para
frete e passageiros Irala-se com viuva Amoriui e Fi-
lho, ra da Cruz 11. I5aiuda mesmoa precorcduzido.
Maranh&o e Pitra.
Segu em poucos dias o brigue escuna biasileiro
Uranosa ; recebe carga e passageiros : Irata-se
com o consignatario Josu Baplisla da Fonseca Ju-
uior, na ra do Vigario u. 23.
Para <>. Baha
segu em poucos dias o bem conhecido hiale brasi-
jetro Castro, por j ler a maior parle da carga a
bordo : para o resto trala-sc com seu consignatario
Domiugus Alves Malheus, na roa-da Cruz 11. 54.
SeUfcg.
O agenlc Oliveira far leillo para liquidadlo,
do estabelecnneulo de forneciiiieiilos para navios, ar-
mazem silo na ruada Cruz do Recife n. 13, de Joo
Carlos Augusto da dlva, contend) cabos de ludio e
lonas da Russia, ditos iuglezes, flele sonido para
baudeiras, bandeirat iiuperiaes,untas deoleo,lalasde
oleo de libala, remos de faia, barricas de cemento,
barris de pixe c te brju da Suecia, graxa do Rio
tirandeein bexigas, azeile doce refinado engarrafa-
do, licores, doce de goiada, caldcirlo de cobre, ar-
macio e iilencilios do arina/em, e oulros gneros
miudos : segunda-fera 5 le maio prximo, as 10
lloras da 1n.11l1.l1, uu supra-indicado armazem.
O agente Borja fara'
leillo, em seu armazem,
na ra do Coilegio n.
15, de um esplendido
sorlimento de objeclos
le lifferenles qualida-
dcs, como bem : una
riquisNuia mobilia de
Jacaranda'' Lais.XV,
....... .ni,, i^iniiciii .ir un-..1 ...i-..... ajaa oxeolloiilo
toilette de Jacaranda', um cspelho grande de ves-
tir, dous dilos menores de moldura dourada, um
lindo sauctuaro, um ptimo piano de anuario, urna
secretaria, urna grande coramoda, guarda-loabas
e roupas, cama frauceza, meias commodas, cadeiras,
bancos. sofas para gabinete e aposentos, mesa de
jantar, louca e viilros linos, enfeiles para sala, uten-
silios, e mais arranjus de casa etc, de urna familia
nobre, que se relira para a Europa ; um ptimo bi-
Ihar com todos os perteuces, urna porcao de cadei-
ras genovezas muilo linas, varias quinquilleras,
urna grande quanlidade de peras de colnn ou brins
los ele, etc, que se achanto ptenles no referido ar-
mazem, os quaes se entregaran pelo maior prero o-
ferecido, porquanto nao existe limite de prero al-
gum: quinta lena s do correute as II huras da
maffliAa.
O agente Oliveira far leillo, por despacho do
IAiii. Sr. Dr. juiz especial do commercio, a reque-
riinento do curador fiscal da niassa taluda de Anto-
nio Augusto de Carvalho Marinho. de todas as divi-
das activas da lita massa, poc letlras c coutas de
livros, na importancia letal de rs. 8:1369995. cons-
tantes da respectiva relaco. que se aeha em poder
do referido agente para esame dos preteiideules ; e
assim mais, sem limites, fraude porrlo de mobilia
de Jacaranda e de amarello. ule, consisliudo em um
ptimo piano, lalvez o melhor existente nesta cida-
de, sofs de Jacaranda e de inogno estufado, consoles
com lampo de pedra o de madeira, cadeiras, dilas de
balanro c de bracos, mesa redonda, secrelaria, guar-
da-livros, guarda-vestidos, commodas, bancas de ja-
go, marquezas, lavatorios, cama para neniaos, dita
de ferro, mesas para jantar, cadeiras de ferro de
abrir, relogios de repetirlo p3ra mesa, e de ouro
para algibeira, candelabro, c.indieiro americano de
globo, espelhos grandes em consolos, portan de livros
cm allemlo e oolros idiomas, msicas para piano,
um escravu mualo pera, porrlo de obras de ouro e
de prata e oulros muitos objeclos : quinta-feira 8 do
correute, as 10 horas da mandila. 110 esrrintono do
sobredilo agetilc, ra da Cadeia do Recife.
Ag'eneh de le loes publi-
cas, narua i.i Madre de
DeoH 11 52, de Vieira da
.'Silva.
Na lerca-feira (i do crranle, pelas lo horas da ma-
nilla, havera u primeiro leillo deste i'stalieleciinen-
to, e serlo arrematados diversos objeclos de mobilia
2 cscravos, cabriolel c mailos oulros objeclos, que
eslarlo patentes no acto de leillo, e antes delle po-
dem ser examinados se qoizerem dirigir-se a referida
agencia : as clausulas serio patentes no acto do
leilao.
9t*i&& SivetM*.
>IL
Iml BaT
Miriauuo.
O livru do me/. Marianne augmanlado du varias
oraches, nico usado pelos_devoios da PENUA :
vende-se mcnt na linaria ns. 6 e 8, da praja
da Independencia, a dez tusles.
A.PRENOIZES L COMPOSITOR.
Esta typograpfaia recelie meninos que
saihain ler correctamente, para apren-
der a compositor, que comecarao a ga-
nliar logo <\'u: lacam qualquer trabalho :
eslti iilealcmele ser considerada nobre,
offerece um lucro razoavel, porquanto
um compositor hbil pode ganhar le
6005 n800.000 ras por anuo: na livra-
ria us. (i <'N, da praca da Independencia.
i.-.a
I
Caf Fraileis.
PIERRE PUECH, proprietairedeL'HO-
TEL DE LA BARRE, l'liontieur de pre-
venir le public, que le susdil hotel vicnl
(I etre, transfeiv au I" e'lage.sousladeno-
mination: HOTELETCAF FRANCAIS.
Iiidependcmmenl delaTABLE 110-
TE, les ainateurs de la bonne cuisine
Irouverontalotilus los lieurcs du jour de
(|uoi satisfaire leurs ;outs.
UNE SALE tris agreable par sa sita*
lion csi specialement reserree iiour le
BILLARD.
taire des
la Cam-
veille.
Les personnes, qui desirerbn
cotntnaiides en Filie el p<
patjne son i priees de prvenii
Le soussign avantageuse
dt
'piiis plusieurs annes, oset eflatterque
lie son eta-
tif
la
nent ciinnu
les personnes qui ont (raque
blissetnent contiiiiicronl a II onnorer de
leurs visites; tousseselorts joints a l'ac-
tivitedeses nouveaux empleyes lui onl
esperer une bonne clientelle.
Qualquer
pesso que
bom piano horizontal em per,'eilo estado
exceilentes vozes, |ue se da
do sen valor, nodo ve-lo
cpnzer um
por meta-
Da ra da
iro andar,
e saber o
'le uo sen valor, |
Cadeia do Recife n. i, prim
escriptorio do Sr. Barroca,
prero, na ra estreta do Rosario n. 15,
sobrado, lo meio-din a"s di tarde.
I'm rapaz que esl.i arraujado, saliendo fallir,
escrever e traduzr alguma cousa o fra icez, otTercce-
se para alguma casa cslrangeira ou porlagoeza :
quem precisar annuncic ou dirija a es a tvpographia
carta i. t. Al. I..
Lina pessoa que tem alguna con iccimenlos de
negocio de moldados, oflerece-se pa a caixeiro de
amdesles eslabelecimenlos. c mesmo .ara entrar d
ocio com alguna fundos : a quem con' icr este nego-
cio annuncie.
Antonio Joso l.cal Reis vai a lis oa.
Qoem liver penhora em poder di Joo Morei-
.le S dias, sob
Recife 28
ra Marques, qoeira rcmi-lus uo prazo
pena de seren vendidos para pasarnen
de abril de 1856:
IVecisa-se de urna ama para o serviro de urna
casa de familia eomposla de 2 pessoas,
capliva : quem quizer e esliver uesla
cias, dirija-se ao sobrado da praca da
I", que achara com quem tratar.
Juem precisar la quanlia do SOf.
sobre penliores de ouro ou piala, dirii;
I'enha 11. 25, segundo andar.
Oll'erece-se una pessoa ii_ue tem
administrador de qualquer engenho : s
dirija-se ao pateo da Santa Cruz, na II
ao pe da taberna, que achara com que
Os abaixo assignados fazem public
veram amigavelmeulc a sociedade que
ja e armazem de ferragens da ra Noval
firma de Valentina da Silva & Compauh
socios I.ima .\- Marlins com o eslabeleciUento desde
2 de Janeiro prximo passado, e encaregados da li-
quidaco do activo e passivo da exlincla firma.Au-
qoer forra ou
circumslau-
Boa-Vista n.
ni rs. ajuros
-se a ra da
pratica, para
uem precisar
a-Vista n. 8,
n tratar.
1, que dissol-
inbam na lo-
n. t, sob a
a, (cando os
Joaquim da Cruz
c Regalado,
boje do
Ionio Valentn) da Silva Barroca
Lima, Jos Connives Marlins.
Declaro que das Ierras de Tilanga
que pcrlenceram ao lermo de Iguarassu' .
rtecile, que foram do finado Jos Carnefro de Carva-
lho da Cnnlia, he minha mulher urna dis herdeiras,
e crednra de nao pequea quanlia ; e 1 lo e tendo
feilo ainda parlilhas dos bens deixados p :1o dilo Car-
neiro, nflo podem ser vendidas, nao SO pela dila ra-
zao como porque o aclu.l inventarianle nao fez ain-
da a deteripgao dos ditos bens, e nem lem querido
coulinuar no inventario, e bem assim < ex-inventa-
rianle, que lem ainda de aprcsenlar a! suas decla-
raees. e provar quaes os bens de que (o nou conla, e
dos rendimentos dessas Ierras ; e porta do protesto.
Recife 3 de maio de 1856.
Marcelino Jos I ,opcs.
Ko lia 6, as 11 horas, na sala da audiencias.
pililos, se ha
I nada Mara
depois de fiada a do Sr. Dr. iuii de o
de arrematar o reslo dos movis da
Magdalena das Virsens.
Ooarla-feira, 7 do correute, depois! da audien-
cia do Illm. Sr. Dr. jala dos fcilos da fa; coda se bao
de arrematar em ultima praca os bens s< guales, pe-
nhorados pela fazenda provincial: nina'casa terrea
de (aipa na ra do Oiiabo 11. 64, com 1 palmos de
largara e :19 de comprimen!, I qusrto, quinlal em
alierlo com diversas frucleiras, cozioha 1 entro, 2 sa-
las e cacimba meeira, penhnrada a viuv 1 de Marce-
lino Ignacio Ferreira la Costa ; urna ca .1 teare.i na
ra Imperial n. 2111. 2 portas, 2 salas, c izinha den-
tro, 1 quarto, quintal em abarlo, com I 1 palmos de
largura ellS de coiii|irimeulo, por 63. | enhorada a
Izidro Marques Colonha ; urna casa li rrea na ra
dos Copiares 11. !l, com 18 palmos de fn nlo c 70 de
fondo, 2 salas, 2 qnartos, quinlal ruurai o, cacimba
so (em mao estado;, por :l.jtl3, pcuhoradi a Ignacia
Maris dos l'razcres; urna casa na ra e Moloco-
lomb nos Afogados 11. 7.1, com porta e j mella. 17
palmos de largara e 5:1 de comprmento, 2 qnartos.
2 salas, cozuha dentro, guinlaJ em abetto. uur 5l)B,
ll'Mioraila i".- l.r..r..f do Auna aiar a do tNasCI-
meulo ; urna casa lerrea na ra do Mon. ego 11. 111,
comporta ejanell.i. I'.l palmos de lan ura e 56' de
r.imprmenlo. 2 quarlos, 2 salas, pequ me quiutal
murado, por 700.J, penhorada aos herdeit os de Anto-
nio Jos Ouaresma ; una casa terrea de aipa na ra
do Ouiabo u. 26, com porta e jauella, 2 quarlos,
2 salas, colinda .Jura, pequeuo quintal, com 21
palmos' de largara e 70 de fundo, potj 200?, pe-
uherada a Joaquim Anlonio Vieira por l.uiz l'acido;
urna marque/a de amarello e duas bancJs da mesma
madeira, por 26?, penhoradas a Adolphoj Beck por
Joilo Verxon ; i ancoras novas, 10 barr! e t lina de
madeira por 2I?, penhorados a 1 .-r.il.iu
ra por Manoel Joaquim do Reg Barros.
ti. Adolphc Bourgcois vai a Eurod
cm sea companhia !t (los.
O Sr. que veude miudezas para o htallo, que
hnnlem de mauhaa .domingo) carrrgou ci ra um cha-
peo de sol grande, cabo de gando, da la lerna nova
da ra da Cadeia Velba n. 28, tetilla > )oodade de
quanto antes o vir resliluir na mesma aberua, ou
no Recife, ra da Senzala Velba n. !li, co contrario
o publico saber do seu nome para se defender de
saas obras ; o chapeo he muilo conhecido c desde j
se protesta contra quem em cuja mao for ( ncoutrado.
i.liiem achou um canudo de ilaul m e quizer
resliluir. o qual fui perdido do quarlet 1 e S. Fran-
cisco a casa do Exm. Sr. genera!, no recol 1er de sex-
(a-feira, 2 do correute, dirija-se a ra I ota o. 63,
que ser recompensado.
O Sr. Antonio Flix da Silva l.obc, acadmi-
co, natural da Baha, lem urna carta ua n a do Cres-
po, luja 11. |S.
Mi ni na inen le grato, a todas as pasa as que se
dignaran) soccorrer a viuva Isabel, inorar ora na ra
Imperial, e cujos nomes aqui nao meiicio tamos por
delles litio termos coiiliccirucnto, he do 1 osso dever
seienlifica-las que assuasesmolas aproveiliram com-
pletamente ; porque nao si. restituirn) a saude a
pobre viuva e sua lilha, como mesmo che: arara para
o talamente do filhu que, de alejado qui eslava, se
aeha qoasi restabeleeido. Cnmpre-nos tazer aqui
mencao honrosa das caridosas commissoet do com-
mercio e |..irm-hi,il, pela celeridade com e ue aecudi-
ram a essa familia ; e bem assim dos Srs
dador l.uiz Gomes Ferreira e j* l Moni
ca, pela honra que Ihe deram enT visita-la
mais pengoso da molestia. Todos os dias
familia recoininenda os seus bemfeilore
oiacies ao Aldssiino.
Manuel Ignacio dt l l^viv 1.1. ei.i l.llo
vai a Europa, levando em sua companhia
ra e una sua lilha.
Jos l'erei-
a, levando
comracn-
tiro l-'ran-
10 periodo
essa, pobre
em suas
brasileiro,
ua senho-
I MA RECTIFICACAO'.
Entre ns senhores que funrciooaram cor io depula-
dos por l'eriainbuco, quando passou ua c mar qua-
Iricnnal a resolucao relativa i doacilo fei
Joaquina Mara Pereira Vianna aos
Recife e da Alagoas cm fraudo da herde
engao poda vir o nome lo muilo illusl
por I).
h. pitaes do
a, s por
e Sr. con-
selheiro Maciel Monlciro, qi tac digna nenie esas*
representando o Brasil na corle de Lisboa, e qae nio
leve nem podia Icr parle cm lal aclo legi ilativo.
ama pela
e ja meia
urna
levou
Tandeada
pea: quera
e n. i).
'io publi-
No dia 2 do corrente des.ippareceu
com os sigilaos segundes: baila, magra
velba, minio feia, lem j cabellos branqVs.'e
Talla de cabellos na .caneca do cosime de
levou vestido de riscado de quadros ri'ixoi ja desbo-
tado, e o corpo de oulra qualidade, e e n lagar de
panno um chales j velho lodo rxo e pr slo,
um laboleiro e urna bandeja, pois andav
pAo-do-l de milbo, e cosluma vender lapi
a apprehender leve-a a travessa da Trem
PROMPTO.
O abaixo assignado cm vista do aiiiiun
cado no Liberal Pernamburano n. I0t4 de :t do
correle, responde : Oue Ihe nao loi entl ;guo pelo
ir. Lacio Coelho, uem por oulro, o luslre em ques-
illo. Oue sabe que elle existe em r
quii Jos Pereira, com loja de louea na
do Rosario, por es(e senhor Ihe o havet
que ao menos essa riiriosilado llvesse
Coelho. Oue he verdade que tqnclle se
quizera entregar por saber qae Ihe perln -ia, e es-
lar-lhecmpaxaiido a loja ; mas que o abi ixo assig-
nado o n.io qniz receber, porque alcm de
gas que Ibes fallam e nao una lem falt
peca e ontra partida; e por entender que o
Coelho que lanos empenhoi fizera para
era o compleme para o entregar, e nid
importe das mangas partidas ou perdidas,
p irle iuforman) ao abaixo assignado elle
ra de alguem do baile.... podendo esse de
eebid > o lustre fur(.ir->e a mencionada
e.v ou entrega das mangas... l'onha-i
pelo como o receben, e avise entilo ao abaixo
signado para promptameute o recebe
Francisco Avila Mein.
() abaixo assignado, segund
lirio la commissiio diieetora do
Pio-Academico, convida por deli
desta os respectivos socios, a reui
ena a.sseiubl.M geral, na terceira
edificio da Paculdade de Uireito
liaras do dia 7 do corrente mez., fiara
proceder a eleicao e possu da no
missao directora, depuisda leitur
lutorio da gerencia da actual, na
dos respectivos estatutos. I
maio de IS.")li.T.niiiiiiin Ri
.por
que
der djo Sr. Joa-
rna larga
dilo, sem
ir. Lucio
hor Ihe o
lias man
de nina
Sr. I.urio
receber,
mnisar o
ojo iin-
a recebe-
ois de re-
ideinnisa-
t lulo .-oin-
as-
I inca.
I SCCI V-
Monte-
icracio
iietn-se
sala lo
a"s 12
se
a corn-
il iln re-
forma
2 de
o de IS.")li.Taiipiinii
Soii/.a Amaranto.
MUTILAPO
ILEGIVEL
ra.ilio
...-o-* ,.,u lojiiiua, na ra iiirelta o. 81.
frcuezia de Sanio .ilonio. muilo propria para ou-
rives por ler sido uceupada ha muilus annos por tal
ollicnia, ou oulro qualquer eslabelecimenlo, pois o
local he o melhor possivel : quem pretender dirja-
se a ra la Florentina, casa n. 36, das aferiCes.
Na priraeira audiencia do Dr. juiz municipal
sopplenle ri. primeira vara, cscrvao Baptista, ter
lugar a ultima praea de diversas obras de ouro e
prata, c cscravos penhoradas a Jos Rodrigues do
t'asso c sua mulher. por exeruc.lo que Ihe movemos
herdeiros lo finado Anlonio' Martins Ribeiro :
as audiencias do mesmo juiz sao as larcas e
sextas-feiras de cada semana ao meio-dia.
Precisase alugar um menino para fazer algu-
ii;.'.s compras ua ra c ir a qualquer mandado : na
ra do Rosario da Boa-Vista, ultimo sobrado ao che-
gar ao paleo da Santa Croz. prmeiro andar.
l'ede-sc ao Sr. E. t. que venha a ra das Crtl-
zcs n. 21, a negocio que S. S. nao ignora.
Desein barago, passa porte
o IbUia corrida.
Ilesembaraca-se pelos feilos geraes e provincial?
qualquer estabelarimenio que para com aquellas res-
pectivas Ihesourarias se arhe complicado, oa em
duvida. Solicila-se passaporle para dentro e fora do
imperio, folha corrida etc. etc., com a mxima pres-
teza, mediante razoavel paga : na iNilira n. 6 da
na dn Collcuio, do Sr. Cvpriauo l.uiz da Paz, hairru
de Sanio Antonio, dn adiara pesaos habililada.
6
T. Beker, tendo de fazer urna via-
gem a Europa, pede encarecidamente aos
seus devedores, de vir ou mandar saldar
suas contas ate o meiado deste mez de
maio, assim como adverte aos seus deve-
dores antigos.que no caso de as nao satis-
la/.ct, ser&O cobradas judicialmente.
I.iuo I ineir da Silva, porlugaez, vai a Eu-
ropa.
Para procissoes.
Alugam-se e vendem-se azaspar anjos, do ultimo
gosio, -llegadas no vapor S. Salvador : na roa
Nova u. ti:).
_ Joao Osario de Caslro Maciel Mooteiro vai a
Europa.
V lug.i--e am grande sitio silo na estrada do
tuqui, confronto a capella do Rosario, qoe lem boa
casa de morada, estribara, casiohas de prelos, am
bonito viyeiro, boas cacimbas de agua doce, 200 pes
de coqueros, grande baixa de capim, e oulras-mais
rousas que verso os pretendentes : a tratar na estra-
da dos Remedios na casa do fallecido Farias, oa na
casa parede-meia ao sitio. *
Oflereco-se a qualquer pessoa que precisa de
cal nm Torno de queimar a mesma, e pedreira anne-
xa, e deposito d'agua para caldear, ludo isso gratis
com o presuposto da pessoa que queira este negocio
fazer comprar a lenha ao proprietario do mesmo tor-
no, sendo o dito Torno no sitio Amaro Branco, anne-
xo a cidade de Olindn : quem pretender, dirija-se a
prara do Corpo Santo n. 17, armazem de massames,
qae alii achar com quem tratar.
Victorino Jos Correia de Sa e sor senhora v3o
a Portugal.
Na ra do Cabugi n. 9, terceiro andar, preci-
sa-se de urna ama boa coziuheira.
O abaixo assignado faz sciente ao respeilavet
publico, que deixou de ser caixeiro do Sr. Francisco
Jos l.eite desde o dia 1." de maio de 1856, agrade-
ceudo muilo o bom trato e delicadeza do dito senhor
durante o lempo que esleve na sua casa.
Antonio do Reg Soares.
l'recisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
que saina coziohar e fazer o mais servido de uma ca-
sa de familia : a Iralar no ReciTe, ra da Cadeia,
loja de ferragens o. .
Joaqoim Custodio Dias de Castro participa ao
publico, e com especialidade ao corpo commerci.il,
que lem juslo e contratado coa) o Sr. Jos Francis-
co de Souza I.ima, a compra de sua loja de miudezas
da ra do Cabuga n.2 B : quem se jlgar credor da
mesma baja de apreseutar sua conla no prazo de 3
dias para ser attendido. e ultimar-se este negocio.
Recife 3 de maio de 186.
O abaixo assignado tendo de liquidar o sea es-
labelecimenlo silo na ra da Cruz n. 13, roga a to-
das as pessoas a quem se ache a dever, se sin am a-
preseolar-lhc seus ii(ulos..ou coolas paraserem ron-
leridos, c entregues ao Sr. F. G. de Oliveira, agente
de leiles, o qual se aeha encarregado deesa liquida
C.1o.Joao Carlos Augusto da Silva.
O abaixo assguado convida aos pos-
Miidoresdos bilbetes premiados da lotera,
qoe acaba de ser e\trabida,bem como de
outras quaesquer loteras desta provincia,
a vit em receber seus premios, em seu es-
criptorio, na ruado Coilegio n. 21, pr-
meiro andar, das 10 horas da manba a's
."> Iioras da tarde. Recife 1 de maio de
185(j.Antouio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
Tendo sido mandado por ordem su-
perior cessar a abertura do cemteriodu-
rante a nole, faz-se sciente a quem con-
vier, rpiede boje em vante os enterramen-
tos sse faiodas6 horas da manhaa a's
Cda tarde, esmente com licenca da ca-
m.ua municipal.O administrador, Ma-
noel Lu/. Viries.
JBJbHU tatalaa>''aaLA latia>iVM
^WalKJJi.-i / w-\l
A commissao encarregada ta distri-
buicao dasaccOes da estrada de ferro do
Rceile a S. Francisco, avisa =< ari-inn(-
t.io da mesma companhia. cjue as respecti-
vas cartas de aquinhoamento podem ser
procuradas em casa dos agentes da com-
pan'ia, Rothe che ii. 12, primeiro andar.
Aluga-se o palacete amarello da ra
da Praia (esrjuina) onde esteve a thesou-
raria das loteras, proprio para qualquer
estabelecimento publico on reparticao,
pelos grandes saloes que tem e outras
commodidades: a lallar no mesmo com
(iuilliermc Sette.
Aluga-se uma ama forra ou captiva
para o servico interno e externo de uma
familia de duas pessoas : no becco do
Ouiabo n. 11 se dita' t|nem precisa, pa-
j;a-se bem agradando.
Na rita Augusta n. 2, primeiro an-
dar, ha umesciavo bom cozinheiro para
alugar-se-
O Sr. Pedro Ale\andrino Machado
queira ditigir-se a esta typographia, a
negocio de seu interesse.
l'recisa-se de um caixeiro para padaria, e oro
amassador que eulcnda bem de massas; no paleo
da Sania Cruz, a entrada da ra do .osario n. 5o.
O doulor Olegario Cesar Cabossil, formado em
medicina pela Facaldade da Baha, avisa ao respeita-
vel publico desla capital e especialmente aos po-
bres, que queserem ulilisar-se do seu prestimo, que
acba-sa residindo no primeiro andar da casa n. 8
sita na ra do Coilegio, onda pode ser procurado a
qualquer hora.
l-'ugio no dia 27 de abril o eseravo Manoel, de
2. annos de idade, mameluco, alto, corpolento, tem
Talla de um denle na frente, rosto grande, principia
abusar, bstanle regrisla, lie cantador, natural do
trato, provincia do Cear.e vendido nesta prara por
ordem de Joaquim Lopes Raxmundo do Buhar": ro-
gLSL?s aulor'dade8 policiaes, capUes decampo e a
qvxMsjOer pessoa do povo a captara do mesmo, e
condaziv-lo a ra do Coilegio n. 1G, qae ser gene-
rosamente recompensado.
De ordem do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de di-
reilo especial do commercio Anselmo Francisco Pe-
rete sao convocados os credores de Nono Mara de
Seixas, para no dia II de maio prximo futuro com-
parecer!)) na casa da residencia do mesmo juiz no
argo da Santa Cruz, bairro da Boa Vista as 10 ho-
ras da matiha, alim de ler lugar a noiiieae.ui da ad-
ministrador oa administradores da casa "fallida do
dito Seii>_J,ecfe 30 de abril de 1856.--0 escri-
vao, Maxmiaao Francisco lluarlc.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaportes para fura do imperio, des-
pacham-se cscravos e correm-se Tolhas : para esle
fim, proenra-se na ra do Oueimado ti. 25, loja de
miudezas do Sr. Joaquim Monlciro da Cruz.
Offerece-se um moco porloguez que sabe ler.
escrever e contar para caixeiro excluindo taberna, e
d fiador a sua conducta : quem precisar annuncic.
Precisa-se de um homem que seja bom amas-
sador e forneiro a eulenda de massas: na ra da
I.incela n. 3.
Guslavus llarrison, commandante da barca a-
mericaiia t Catharine Augusta, estando prompta
para seguir viagem nesles dous dias, novamcnle ro-
sa a todas as pessoas que liverem coolas com o sobre-
dilo navio, de as apprescntar na ra do Trapiche o.
I!>, nao ficando respnnsavcl por qnalquer reclama-
c;lo depois de sua sahida.
~.;:l'ls.ar5'.11!nalJinl!a' '".roa Direita o. 81,
ou-
annos por tal


1*1110 DI riMMDNO SIGVN3I FEIRI b 01 U O l 1856
Terceira edi^ao.
TRATAIEITO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERAMQRBUS.
PELOS DRS.
.__.rm-*F.1^3 1E3 T.-'sV EOF&R
i inslrucc.'to aopovuparase podcrcurardcsla enfermidade, administrndoos remedios mais el1ica7.es
earaalalha-la.eniquaulo serecorreaomedico,ou iuesmo|>aracura-laiudapendenledeste moslugares
""''""tIIADUZIDO EM_ PORTLT.UEZ PELO DE. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos conten as i nditacoes mais clarase precisas, o pela sua simples c concisa exposi-
rOMlaao alcance de lodas as iiiteUigcncias.naoso pelo que diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que temdadoos mais salisfacloriosresultados cm toda a parle em que
elle- lem sido poslos em pralica.
Sendo o iratarnenlohoineopathiro o auicoque lem dado-irandesresulladosnoruralivo desta horu-
vel enfermidade, julgaroosa proposito traduiir restes dous importantes opsculos em I i ngua veruaci-
la, para desl'arte facilitar a sua leilura a quem ignore o franco/.
Vende-se uuicatneiite no Consulloriodo traductor, roa Noy n.52, por 29000. Vendem-se lamhem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de lindura 153, urna dila da ;itl tubos com
qualro e 2 frascos de tintura rs. 259000.
it
A,
u
i
m-mm-
PEUltAS PUKC.IOSAS-jj
!j Aderecos de brilliantes. J
Jj diamantes e peroles, pul-
Scciras, allineles, brincos -
e roletas, boles e aunis *
d difl'erenlos gostos ede j
3l diversas pedras de valor. -*
I i
ijj Compran), vendem ou *
J Irocamprata, ouro, bri- !
? lliantes.diamaiitesepero- *
* las, e outras quaesquer *
J joiatde valor, a dioliciro .,
(v ou por obras. v>
Sf863?** :*.? ? s ? 8*
MOREIRA & DiRTE.
I.0J\ DI Ol'IMES
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebero por io-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do iuais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
**-W!.a
MM MM
m:iii) i:i*uaia- m
* '^
Aderecos completos de a
A ouro, meiosditos, pulcui- '>.
* ras, alliueles. bnucos e |
[5 rozetas, cordes, trance- J
lins. mcdalhas, corrcnles i
* e eneites para rclocio, n "'
1 oulros muilos objeclos de 5
< ouro.
; Apparejlhos completos, *
5 de prala, para clni, ban- aj
<; dejas, salvas, caslicaes, ,
->: collieresidesopa edeclui, *
e mullos, outros objeclos
... de prala. g^
t i : >? :*.<':
i AO PtBLICO.
j^ No arma/aun du fazendas baratas, ra do
Collegio n. 2,
is (onde-se um completo sortimonvo de fa-
M /endas linas c rossas, por mais baia'.o
$* presos do que em oulra qualquer parte,
*| lano em porgos como a relalho, allian-
f$ cando-so aos compradores um so prego
g| para todos: esto cslalioleciment abrio-so
3| du combinarlo com a maior parle das ca-
jg! sas commcrciaes inglezas, franco/as, alie- ^
$$ man e suissas, para vender fazendas mais ]
j* em ronla do i[ue se lem vendido, e por islo jjg
j ollereeem elle maiores vantageus do quo M
* otilro qualquer; o proprielario deste im- M
portante estabelecimento convida todos *
os seas patricios, e ao publico cm geral, *|
para que venham (a Lem dos seus inte-
resses) comprar fazendas baratas: no ar- j
mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
jg ionio Lu/, dos Santos & Kolim.
mmmmiijKmamaaaam
Precisa-se de|uin cozoheiro para cnlerraiina ." a
tratar na ra do l'uciubo casa trra de vidracas.
l'recisa-se de Orna ama que cozube com aceio,
engomme e tcnba bom comportamenlo, para casa
de pequea familia : na ra do Collegio n. 12, pri-
men., andar.
Aluga-se por preco razoavel o secundo andar
com solao do sobrado"juulo ao boleqmm do Sr.
I'aiva.
:,
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o commodo como eostumam.
REPERTORIO DO IEDIC6
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N1NGI1ALSEN E OUTROS,
o posta em ordem alpliabelica, com a descripejio
abreviada de todas as molestias, a indicacAo pb\sio-
logica e tberapeutica de lodos os medicamentos ho-
meopatbicos, seu lempo de accAo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilcac,ao de todos
os termos de medicina e cirurgia, posto ao alcauce
du peisoas do povo,/pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assignantes podem mandar buscaros seu
eiemplares, assimeomo quem quizer comprar.
Trocara-sa notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
l'alon Nasli cv Companhia declaram que Joao
I'edro Jess de Malta deixou delscr seu caineiro desl
dehonlem I i do correnle un, Itecife 15 de (bri-
da 18.'t.
a


Q

(d
A HOMEOPATHIA E 0
CHOLERA.
nico tratatnento preservativo c
curativo do cholera-morhus, *W
PELO DUUTOR ^3)
iabinoOlegarioLudgero Pinho- (A
Segunda eiierao. ^^
A beMvelendi com que foi aeolhida pe- V
lo publica primeira ediccao deste opu:- (t$
culo, etRotada no curto espacode dous rae- ~L
^P es nos induzio a reimpressao* 'jf)
tSk. Custo de cada exemplar......1-000 |
Carteiras completas para o trata-
menlo do cholera e de muilas ou-
tras molestias, a..........301000
Meias carteiras..........KijOOO '
Os medicamentos sao os melhores possiveis.
Consultorio central horacopalhico, ra
de Santo Amaro i Mundo-Novo > n. ti.
I
NORAT & RMAS.
Ra da Auroran. 58. p(rimeiroandar.
Tem a honra de participar ao respeita-
vcl publico dasta cidade e jm espccialida-
dc aos seus freguezes, qiepossuem pre- (^
senlemenle o mais rico e completo sorti- (f)
monto das mais linas c de cadas obras de
brilhanlc, perola e ouro, ximo at o pre- .
sent nao tem opparecido nesla praca e ^
afJidncam a todos o mais mdico preco por-
que vender se pode, obras de gosto o mais 4)
8
apurado: os mesmosdesejjam ardentemen-
te que o respeilavel publico nao deixe de
ir lanzar as vistas sobrej as suas obras, W
afimdequeseja conher da a vgrdade do (f)
que cncerram estas pouc is palavras'.
31 cz i de publicar-se o hoto Mez de Maria ou o
i Maio. consagrada gloria da M3i de heos,
Acaba
Mez de
nova ediccao, ornada de vinlielas e bella eiicaderua-
c3o : vande-se a 19280 na Mirara de 1. Nogoeira
de Souza defroute do arco de Santo Antonio.
Jos da Conlia. na qualidade de procurador
bstanle de sua lilba Can.lid, Marcelina da Canlu
I cr na n lo-, vjuva do finado Sr. Joflo francisco Per-
Mudes, de Ooianua, para invmlariar os bens por
CASA DOS EXI'OSTOS. este dejxados ; roaa a todos bs credores do mesrao
Precisa-se de amas para amamentar criancas na i '"'"ado, de aprescnlarem as si as contas contal legaes
casa dos expostos : a pessoa que a isso se quei'ra de- ". Pru'. de uil dii,!l> conti rda dala deste amion-
dicar, tendoas hal.ililaces nacessarias, dirija-se a cl lil" do ,erem desenptas no inventario res
mesma, no pateo do Penda*, que ahi achara com peclivo, em que se devem separar bens, quantos
quem 'rilir. baslem, para o devido pa^ami>nto
----- mtinKOftamnl*'-
A loja e armazem da casa o. 55 da na da Cadtla
! baslem,
j mesmos credores uun
, t para coilliuouiaade (10
do Kecife junio ao arco daConceicao, acha-se desoc-
capada, e arreoda-se para qnalquer eslabeleeimtnlo
em ponto grande, para o qual tem commodos sufli-
cientes: os pretenden (es entender-se-hao comJoao
Napomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma roa.
PUBLICACAO' L.TTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta poblicacao ser sem dovida de ntilidade aos
principiantes que se quizercm dedicar ao exercicio
do furo, pois nella euconlranlo por ordem alphabe-
tica as principie- e mais frequentes oceurrencias ci-
vil, orphanolosica, commerciacs e ecclesiasticas do
ilaquelles dus
nara isso se aprezenlar
qurfts, lamo |>vuciu
sentar cssas cuntas n casa d,i residencia da mesma
viuva, em GaiaaMe, como ueste Kecife, na ra da
Moeda trapiche do Cunha n. A. declarando oellas
a qualidade do titulo que possuem, seus vencimen-
toj, aqnautia e os juros que veucem na falta de pa-
gameulo. Kecife '21 de abril de 1K5U.
Traspassam-se os sprvicospor eapsee de ti an-
uos de urna parda mora e sadia, que cose loda qua-
lidade de costuras, encomio i ecozinlia muilo bem,
mediante a quaotia de G00?)0U : quem quizer fazer
este negocio aununcie.
0 pharmaeculico Ar Ionio Jos da Cunha
participa ao respeilavel pub ico, e pcrticularmente
nono foro, com as remissoes das ordenaces, leis, aos Mus freguezes, que mut ou a sua botica da ra
- do Rosario csireita, para i ra do Livramcnto
n. 30, e ahi continuar a servi-los com toda a
promdtido c cuidado.
Q Precisa-se de urna pessoa nacional ou (rf)
/A estrangeira para oceupar-se no servido de S
I uru sitio, dando provade sua condula: j
W a iratar na ra da Crui do Retiren. 53, v9
W segundo andar, ouna botica do Sr. I.uiz Q
(2) Pedro das Neves. fjA
1
&0mpt$.
Compram-se olas do Banco do lira sil : n
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um prsenle urna DCgrioha de
_ a ; anuos, ou meNBO una molalinha que nao le-' Vende-se un
tilia molestias : quem livor c quizer vender, annun-
cie por esle jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Aulunio, sobrado le um audar n. 2, que
achara com quem iralar.
Compra-se urna batane. decimal, que pese
OO libraspouco mais ou lucilos : na Iravessa de Ma-
dre de Dos n. |(,
Compra-se una dozi.i de colheres de prala pa-
ra sopa e urna Hlva para .! copos com agua, lain-
In'iii de prala, ludo ni bom uso aaam feilio : no pa-
teo de S. Pedro n. 32.
t'.ompra-se una comelria de Eurlides: na ra
da Saudade, primeira casa de solao do lado do Mil.
Compra-se papel de liiano : na ra largado
Rosario, fabrica decigarroin. 21,
Vndese urna prela crioula, moca, parida de
10 dias, com nina cria, com muilo bom leilc para
criar, e sadia : a Iralar na ra Augusta n. Vi.
Vendi'in-se cobertores encarnados e branros,
encornados, pura la : na loja da ra do Crespo u.
it. prxima aliaren de Sanio Anlouio.
*icni)u.
i ".,.
:::
1 AIIAJIASCASSOnOISTA. .
W avisa a's suas freguezas, que alui de 1er *.
\' sempre em seu eslabelecimenlu, no aterro @
;.^i da Boa-Vista n. -211 o mais completo sorli- gig
>* meuto de fazendas e modas, acaba de race- ;?;
".'.: bel pelo ulliiuo vapor rhesado de Parii,Jt>
T3 um completo sortiinenlo ile chapeos de seda ."^
r*.. duilliino costopaiaseiilnira.duos deso com ^'
.V molas, chales de casemira lisos o borilados. W
S dilos de lonqoim, ililos de reros, rumeiras :j
gj bordadas a matiz, luvas de pelica de Jou- *:-
vin e ile seda para homens e senhora, dilas ;;;
V.v vara meninas, eufeiles os mais botutos que .."
i^l he pussivel para senhoras, maniiohas de _'.:
*} retres bordadas por preco razoavel, ditas de '>
w froco, pentes de tartaruga de dilTerentes W
"..v Bustos, lencos de cambraia de linho borda- %
*JS dos, aboloaduras de todas as cores, entre- l^
S meios de cambraia cbabadinhos para calcas 3E
3 de menina, bicos de seda de blonda e de \r
. \ linho, meias de seda muilo linas para uoi-
-i-^ vas, corles de vestidos de seda lavrados, di- ..'..
w los com o titulo de pupelina, ditos pretos w
"...* de muiareautiquet, ditos de barege tiftse ^
-\i tarlalaua lizos cun babados, loques, golli- y.%
5f libas e peililhos de lilo, espartilhos, bonetes ',",
*&? para menino, um sorlimeuto de bouccas ''.!
de mtaaa e cera para briuquedos de crian-
'^( -dS romeiras a imperatriz, litas de seda ga- -'^
if le egrosdenaples de ludas as cores, lilas ^f
QP de velludo de lodas as larguras, sapalinhos 5
:'*. de I,ii para criancas, trancas de seda e laa -''.
^.. de todas as larguras, camizinhes e mangui- ^,
i*y tus de cambraia, corras de velludo bordadas *--'5
J; a seda, dilas a ouro liuo: e outras muilas _
gjg fazendas que satisfaz as exigencias do bom i
;.' tom ; e mesma offerece o seu presumo pa- 1$.
S? ra apromptar com loda a perfeicjo e o mais W
r; apurado gosto para senhora, [vestidos para g&
5 baile, casamento epasseio, chapos, turban- ;
tes, e ludo o mais que se pode desejar con- "*g
$j cerncuie a modas. ^
Massa adaman-
tina.
Trancisco Pinto Ozorio chamba lentes com a ver-
I^deira inds-ii damantina e applica ventosas pela
aliaccao do ar : pode sur procurado cunlrunle ao
Rosario de Sauto Anlonio u. '2.
Ejigenho para arrendar.
Arrenda-sc oeugenlin MuriTiequinha, na freguc-
zia do mesmo mime : quem o pretender, dirija-se ao
engenho Santo Auluuio Grande, provincia de Ala-
Coas, quo adiara com quem Iratar ; he desnecessa -
rio rcialar a bondadc,por ser bastante conhecido.
Arrcnda-se nraa das lojas do sobrado de um
andar no aterro |da Boa-Vista n. 11, servando Para
al :uui eslabeleriincnto com mais algum aceio e "''"""
mo goslo, por se adiar nesln cslado, teudo i,l arlna~
c:ln -rresiiiinHenle : a tratar no ,n..,, aajuaj.,
Precisa-se de urna ama de leitc forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, o que taha
boa conduta, paga-se bem : no palco do Hospital
n. 26, sobrado.
Agencia de passaporte.s
C'audino do llego Lima, despachante pe|a reparti-
dlo da polica, lira passaporle para deulro o fora do
imperio, e despacha escravospur commodo preco e
com presteza : na ra da l'raia priraciro andar n 5 1
i bilhar rom lodos os seus perlen-
ces, e 12 cadeiras de pao d'oleo, 1 mesa com um joco
de damas, I gamao com 2 copos de inarlim e umjogo
de damas. I joco I mesa ordinal ia, quadros represeolaudo a repbli-
ca frauceza e I cuarda-loura : a tralar no armazem
de trastes, na ra Itircila. ou na loja de miudezas
da tea do Cabug, do liuiuiaracs, e na Capunga no
jogo da bola do Uuarte.
Vendc-se a Kecreacan do llomem l'hilosophi-
co, obra muilo inlareatante, em bom e-lado, em
volante*, a obra detjil llraz, i vnlulinrs, cm muilo
bom eslado,lamhem se vende o Felis Independente,
alcuns livros de leis e .dcoiuas obras espiiiuacs, co-
mo obra da Mez Mariauuo. lloras Manantas uovas:
ta ra do Itancel n. 21.
Vende-se urna canoa de lole deXOII lijlos, que
precisa de algum concert, e por isso veude-se por
mdico proro, e j com parle da madeira precisa : a
fallar na ra do Sol armezeui de mateiiaes defronle
do porto do capim.
Na roa das Cruzes n. 22 vende-se urna linda
crioiiliTiha de 1S anuos e una mulata de 30, ambas
com habilidades a una prela de naoao, bonila figu-
ra, engommadeira ecoziubeiia e um cscravo de na-
cao para todo o servico de roa.
Na taberua dctirujaii de Cima alm dos cene-
ros ja aununciados a venda, tem manteiga iuglc/.a a
StKl rs., multo superior a I?I20, dila frauceza a SO,
I ni. i de porco a IliO rs. a libra, familia de Irico
para Indas a qualidades de pao, bolaclunhas multo,
boas, sag, aletria, talharim e lia pao lodos os das.
BATATAS,
chocadas ltimamente na Ir.tvessa da Madre de
lieos u. 10.
-CEBLAS,
por preco commodo : na Ifevessa ^\.\ Madre de lieos
ii. 16.
Vende-se um bom sellim de horraina com pou
co uso, com todos os seus perlences de ac. sendo
tudo novo, que ainda nao foi servido ua ra das
Aguas-Verdes n. 23.
Vende-se rap fresco de Lisboa : na
praca du Independencia, loja n. 5.
Vende-sc urna negra de meia idade. que alibi
colindar bem c fazer o maiatervico de casa : na ra
das Cruzes n. 9 loja.
Elexir anti- lericOo
l'.-la preparado tem sido ltimamente usada na
Belcica, durante a epidemia cholenca '. os seus re-
sultados foram lao extraordinarios que Ihe crangea-
ram urna merecida ri'pula;ilo. e veude-se nicamen-
te na botica e armazem de drogas, ra da Madre de
Dos i,. 1.
Atteiu;ao.
Vende-se orna esrrava : na ra Aogusta, casa de-
fronle da de n. I; a razo da vendase dir ao com-
prador.
Cal virgem de
Lisboa e potassada
Riissia.
Vende-se na rita do trapiche n. 9 e ti, cal virgem
de Lisboa, nova a .'>>O0O o barril, velha a .VH> rs. a
arroba, e polassa da Russia a :ll)0 rs. a libra.
Na laberua do largo do Carato, quina da ra
de Dorias ti. 2, contina a vender-ea manteiga in-
glesa a ISO, 560, 610, HOO e '."O rs., frauce/a a 6i0 e
00 rs., hanha bem alva a >2U, familia de Maranhao
a 160, alpisU a 200 rs,, cavada a 12o. saga' a 360,
holachinha de ararula a ISO, soda a iSO, dila lis
boeiisc a 100 rs., rafe a 201) rs., toucinho de Lisboa
a iOO rs,, dilo de Santos a 2S0, azeile doce de Lis-
boa a liiO, carnauba a mi, de 12, 8 e em libra.
Exceentedoce.
Vende-seo mais superior doce de goiaba, em cai-
xoesde i libras, e todas as qualidades de doce de
calda o mais bem l'eilo possivel, com especialidade
o de goiaba iuteira, lauto em barrilinhos ou latas,
como as libras, por preco razoavel : na ra do Ijuci-
uiado, lo. n. 2y e na ra Bella, casa n. 10.
Sobrottcdo d borracho.
Sobreluto e perdneiras de borracha, horzeguins e
sapalOes inglezes para o invern : na ra do Colle-
ro ii. 4, loja de J. Falque.
A meltior farinha de man
di oca emsaccas
que exisle no mercado : vendc-se por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, uo caes da alfaudega
n. 7.
Para
luto.
A boa
fama
VENDE I ABITO.
:>0, o, 70, o, a
Libras de linhasbrancas n
Ditas de dilas ns. KM) e I2(
Duzias de MioM,ur,i- para c i
Dutias de dilas mais linas
Mans de coi dan para vesli
encardidos com 40, SO e
l'ec4S com 10 varas de bict
Cauiuhas com aculhas fra
Caitas com 10 nvelos de I
l'ulceiras encamadas para
slura
maioras
Jo, alguma cousa
00 palmos,
estreilo
icezas
ibas de marcar
ueninas e scuhoras
Cares de meias Onaa pata eohora a 21(1 e
Corles de vestido de cassa prela rom 7 varas cada
um, de bonitos padrOes a 2^XK): vende-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a ra da
Cadeia.
Na taberna da na dos Marlvrios u. 30, che-
Bon um crande sorlimeuto de queijos dn serillo du
Sendo muilo frescaes, quo se veudem pelo diminu-
to preco de i0 rs, por libra, ditos do reino a
2621)0, c.iives de doce de colaba de 8 libras a I9HUO
lelna nova a .~>(0, niararrao novo a 111). talbaims a
(40, cha I11-011 a 39360, dilo prelo a 25000, manlei-
ca ingleaa a 960, dila frauceza a 720, saho branco a
1120 rs, cevada a It) rs, viohos de lodas qoaliddes
e por menos do que em oulra qualquer parte.
Miadas de linhas ranito fin
(iroiai de boles muilo hu
Ditas de ditos muilo linos
Kivell.is douradas para cal
Pentesdeverdadeiio bufab
Pecas de lila de linho bra
varas '
Caitas rom cohetes crn-i [ francezes
Carrileis de linhas de 200
qualidade e de todos os
Macinhos com iO granipa
l'aresde suspeusorios de lo
Torcidas para caudieiro, d
Tinteiros e areeiros de por
Carteiras de marroquim pi
Canelas muilo boas de mel al e pao 20 e
Caivetes de aparar peona
Meias braucas e cruas par
Trauciuha de laa de car.ci
palmo
Duzia de pentes dechitre
tjrosasde boles de louca 1
l'ecas de litas de diz 210 e
Carraleiadelinbaa da loo
landre
Lindas prctas de meadiiiha
Carlas de alliueles d boa
I 'iiiia de peules .iberios p
s para bordar Hie
s de madreperola
>ara calcas
as e coletes
para alizar, a 300 e
cas com ti e meia
ardas de muilo boa
lumeros
e de boa qualidade
mos padroes
izia
cl.iin 1, par
ra algibeira
Cevada
Meias de lio Kscucia para 1 ieoino, braucas e
avisos e regnlamenlos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resolurdes dos Praxislas anlicos e moder-
nos em que se firmara. Contcm semelhaulemente
as decisSes das questoes sobre sizas, sellos, \ el lise
novos direilos e decimas, sem o Irabalho de recorrer
i eolleci.o de uossas leis e avisos avulsos. Consla-
r de dous volomesem oilavo, crande francez, eo
prmeiro sabio i luz a aat venda por 85 na loja de
livros n. 6 a 8 da praca da Independencia. Us se-
nhures subscriptores desla poblicacao existentes em
l'ernambnco, podem prucurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Unto, praca da
Consliluicao -x no Maranho, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; e uo Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Ohvcira.
CURSO DE IATHEIVTU AS. g
O abaixo assignado formado em mathe
matlicma ticas, lecciona Arilhmetica, Al- (&
gebra o Geometra : na ra Nova, en> o a.
primeiro andar do sobrado n. 67.Ber- W
nardo Pereira do Carmo Jnior.
Precisa-se de um fcilor que cuteuda de agri-
cultura de canua, quescja*cisado e com pouca fami-
lia, para um engenho na freguezia da Escada ; a
I enlender-se com o proprii lario do engenho Selle
1 RauchosBeruardino Barbosa da Silva.oucom Manuel
I Alves i- erren a, no largo da1 Assembla, casa 11. 12,
1 segundo audar.
I Exisle na ra do Jardim, na casa 11. 48, um
i liomem acoslumado e habilitado aira qualquer co-
I marca ou villa, anearregada de fazer concilia<,oes,
9QfTjafcO- ** "-J1 W W !! W testos e de execuco de seu^encas, u qual da cuuhe-
cimenlo e Banca de sua conducta ; para o que pode
ser procurado em dala casa lodos os dias das a horas
do dia as 3 da larde.
Alugam-se dous escravos para o servico de
casa de familia, paga-sc lien c laz-sa qualquct con-
trato que por ventura evirc.a mais conveuieule
quem os tiver e os quizer dar a servico por dia e
noile: na ra das Trincheiras 11. 11), segundo audar.
ESalustianodelAquino Fer-
reira,cautelista das
loteras j corridas, avisa as pessoas que livercm cau-
.-.Z^T le las premiadas, quoram por obsequio dirigir
. a ra do Trapiche 11. 30, secundo audar, ou 11
pendencia.

Instruccar moral e reli-
giosa .
Este compendio de historia sagrada, qne foi ap-
provado para insiruccao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacaoa 1J600 rs., r5asa a ser
vendido a 19000: na livraria ns. 6 e S, da praca
da Independencia.
Precisa-se alugar um pequeo sitio parto
desia cidade, o qual tenha lugar para guardar um
cavallo, e que nao seja prximo a charco ou agua]
estagnada, e se uver casa assobradade.
na livraria ns. 6e 8, da praca da
a4S:*l
I J. MI DENTISTA, t
m contina a residir naruaNova n. 19, primei- A
# ro andar. *
5
Na casa da residencia do Dr. Loureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, qoe nao traga comsigo o fllho,
que tiver, de peilo.
Precisa-se de om feilor bom bortelo : quem
esliver ueste caso, dirija-se i Cruz de Almas ao cul-
lecioda Conreicao ; all tambera se precisa de um
criado que saiba comprar, e de fiador a sua conduela.
A directora do collegio da Coiiceic.lo na Cruz
de Almas, participa as familias que se linham pro-
posto antes da invasao nesla cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
desdo agora fazer, pois est resolvida a recebe-lis,
por confiar na prolercSo da divina palrona do men-
cionado collegio.alt hoje ao abrigo daquelle llagello_
Na ra dos Copiares n. 20, lava-sc, enr
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do que em oulra qualquer parte.
O Panorama.
Itoga-aa aos Srs. asignanlcs deslc jornal lutera-
no e instructivo, a hondade de procurar o reslo dos
"u.me.r)?^Pc,,en<;c''l aoanno de I8.V., e de n. I a cm o lio Canil) uilJf, lia istiacla (la
bdeiM*, na ra do Crespo defronle do arco de ',', 1 1 1 f 1 r
hanto Aotonio, livraria do J. Noguein de Souza rOnlc de Lclioa, conlio)U: a casa do It-
onde tambem se vendem collccces completas do nado E\m. hario tlf Ucljcrihu: a tratar
mesmo. 1 >
na tita da Aurora n. 0.
l'recisa-se de urna ama que saiba cozinhara ,, ,
lazer o servico interno de casa : ua ra ireita, caa DSappareccl.tiil da Ponte (I l cima,
u. 120, segundo audar.
em-se
as lu-
jas ja conbecidas, para seren priimtilamcnle embol-
sadas, mal ramio o prazo de 00 dias que se ha de es-
pirar uo dia 26 de juuho do correule auuo. i'eruam-
buco -cu de abril de 18,<0.
Salustiaoo de Aquioo l;erreira.
st8e33sit*;*{S-aKaKKci:fgis
o ao publico desta cidade. -
V Joso Anacido, bem conhecido dentista e ;
saugrador, continua a residir ua Camboa do ^
fj> Carmo casa n. 20, loja de barbeiro, onde po- J) de ser procurado a qualquer hora do dia. Q
33fce3<3-S*>aiS58)@
Perguola seao reverendissimo Sr. doulor Jfo-
noel Thomaz de Ulireira lente de Moral no se-
1111 nario|dc (Unida, e vigariogeral adlwc ua causa de
divorcio entre a lllin.-' Sr." D. Thereza Adelaida de
Siqueira Cavalcaule, e seu marido o Sr. Amonio
Carlos l'ereira de Burgos l'once de Len, em que
compeudioou hvro de pralica achou queujuiz leiu
' inlc i/uatro horas para despachar os requerimenlos
das parles '.' E bem assim, que medo lem S. reve-
reucia de marcar a audiencia psra nella ler lugar o
ser averbado de suspeilo, I como por mais de urna
vez se Ihe tem requerido ? Eutrelanlo pedo-se ao
Exrn. c Rvin. Sr. hispo diocesano,queirn ter a hon-
dade de tancar unta pouca de allencao para o judi-
ciario ecclesiastico, a lim He se|nao repelirem escn-
dalos que eiivergoubaiu a lodot'OI hoineus que lem
alguma honestidade.
Ali'a-su tima c\celleiite casa a mar-
Os analto assignados, com loja de ourives 1
do Labusa 11. 1! confronte ao palco da matriz a ra
^ova, fazem publico, que eslao recebendo couliaaja-
damente muilo ricas obras do ouro dos melhores
goslus, lanlp para senhoras como para homens e me-
ninos : os prejos continuara mesmo b.ralos, c pas-
sam.se contas com responsabilidadc, especificando a
qoalioi.de do ouro de 11 00 18 quilates, ficaudo as-
sim sujeOos os mesmos por qualquer duvida.
Seraphim iV Irmo.
Arrenda-sc urna olaria ua Iravessa dos Reme-
dios, com todas as proporeys para .e trabalhar em
obras do ledas, ludrilho. efe., com dous bons Tornos,
etcellenle barreiro doce, c com duas canoas para
conducao do barro e mais servicos da olaria : a Ira-
lar na ra do caes do Ramos, pr'imeiro andar do so-
brado onde mora o Sr. r. Fernando Alfonso de
Mello. I)a mesma casa aluga-se ou compra-se urna
escrava boa quilaudeira.
l'recisa-se de urna ama de leile, livre ou escra-
va, paga-se bem : a Iralar no paleo do Terco 11. 32.
Arrenda-se o engenho Vinagre, silo no Ierran
de lguarassu", moenle e correnle, e vndese a salta
fundada. Tem proporcoes para safrejar de 2 a 3,000
paos animal.1,eme, com multo boas mallas e lodas as
111,1,lena- para o cosleio do mesmo engenho, e possue
etcellenle cercado : quem o pretender, dirija-se ao
eucenho Araripe de baixo, a fallar com o seu pro-
prielario.
lenlo Candido Bolelho de Azevedo vai a Eu-
ropa, e deixa por seus procuradores os Srs. Jos Al-
ves da Silva Guimartes e Francisco Jos Alves Gui-
maraes.
l'recisa-se do iima ama para cozinhar em casa
de pouca familia, da-se preferencia a escrava : quem
liver, dirija-se a taberua que faz quiua para a ra
do Fagundes 11. 1.
Jo3o l'raeger, dono do hotel l.'uion, avisa ao
corpo do coramercio e ao publico em geral, que
Adolpho Beranger deixou de ser seu caiteiro desde
o dia 21 do correte mez. Kecife 29 de abril de
1830.
Do sitio da Eslaucia do Gimi desappareccu o
escravo criotilo, Januario, fula, haito e grosso, bem
empernado, falla por eulre os deutes, reprsenla ler
a idade de 21 anuos, pouco mais ou menos ; um dos
signaes mais nolavel he ler urna das p;is secca ; lem
pai e irmo forros para as parles da Varzea ; foi
comprado a Jos Luiz l'ereira com loja na ra Nova.
Lavao e
u. 1.
O roroncl Joiio Francisco de Chali) vende um
dos seus carros ; quem quizer comprar cnleuda-se
cun oannunciaule.
engonima-se : na ra do Hospicio
'S"
sitada
Historia Universal, por
C. Cantil.
<>s Srs, assignantes lenham a hondade de procurar
as senes que ainda n3o liverem recebido desla obra
alo pagims -2V2 do stimo volume. Conliuua-sc a
receber asignaturas para esla iuleressanle obra,
tradurida em por'.uenez, tendo ja 7 volumes publi-
cados, ornados de bellas eslampas, bella impressio,
frmalo do Panorama ; na agencia, ra do Crespo
defronle do arco de Saulo Antonio,! livraria de J.
Nogueira de Souza.
110 dominjjo 27 do cociente, duasovcllias :
(|uem as tiver adiado e desejar restitu-
las, teta' a bandada de leva-las ao dito
lujjar, no sitio da viuva Amorim, (|ue se-
ra' bem recompensado.
Maria C^rueiro de Souza Lacerda Villasscca,
prnfessora particular, residente na ra da Aurora n.
i_', secundo andar, acha-|se no exercicio do seu ma-
gisterio, u continua a receber meninas pensionistas e
meio pensionistas: quem pretender confia-las ao seu
cuidado, pude dirigir-so a mencionada casa para
Iralar.
LOTERA Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. tliesou) eiro manda fazer pu-
blico, que se acham a venda, na thesoii-
raiiadas loteras, ra da Aurora casa 11.
2, das 9 a's.") horas da tarde, os bilhe-
les, meios e (paitos da primeira parle da
primeira lotera concedida ao cidadao
Anlonio Joaijuimde Mello, para a publi-
cacao dos trahallios biofjraphicos, cujas
rodas andant impreterirebnente no dia
sabbado l de maio prximo futuro, a's
S e meta horas da manala, no salo do
convenio de Nossa Senhora do Carino:
outro siru, que as listas serio distribuidas
(ralis aos compradores de bilhetcs, no
primeiro dia til, a's Ii horas da rna-
nhaa, e que no dia I Ti principiaraos pa-
{amentos da referida lotera, a's 10 lin-
ts 5 da larde, na ra da Au-
Thesoiiraiia das loteras 51)
1856.O esciivao, Antonio
Vende-se nma esciava parda escura, anda mo-
ca, co/.inha, engomma e ensaboa : a tratar na ra
Uireita 11. 12.
Vende-se una taberna ua ra do Collegio n.
I( : quem pretender dirija-se a mesma qne achara
com quem tratar.
Moinbos de vento
com bombas derepniopara regarhortas e bal-
sa de capim : na fundic.aode l). W. Bowraan,
ua roa do Brum ns. 6, 8 e 10.
LiyilDACAO'.
O arremalanleda loja de miudezas da roa dos
Uuarleisn.2i,quereiido acabar as miudezas que
cxistem, vende barato afim de liquidar sem perda
de lempo.
Tanja com hololas para cortiuados, peje
Papel paulado, resma, (de peso)
Dilo de peso, resma
Laa de cores para bordar, libra
l'eulesde bfalo para alisar, duzia
I'1 velas douradas para calca, urna
liro/a de obreias muilo filias
Lencos de seda finos, ricos padrcs J .<
Calla de linhas de marca
Meias para senhora por
Pontea de tartaruga para segurar cabello
brotas de canelas linas para pelmas
Dilas de boles linos para casaca
Meias prclas para senhora, duzia
Dilas dilas para hornera
Lacre encarnado muilo fino, libra
i'apel de cores, maco de*2l) quadernos
Duzia de rolxetes
Espelboi de lodos os nmeros, duzia
Liiihasde novellos grandes para bordar
Kiraslilas escoce/as e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas para humem sem costura
Dilas de Seda n. 2, peca
I raneas ,|e se(|a branca, vara
Gallas de raiz, duzia
Pecas de lilas de cs
l.apis finos, groza
Cortlao para veslido, libra
laucas de bloude para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e outros muilosartigos que se tornara r.commenda-
veispor suas boas qualidades, e que nflotedovidara
dar um pouqumho mais baralo a aquello senhor le-
gisla, qoequeira a dinheiro romprarmais barato
do que sa compra em primeiramao.
Alpaca preta inuito larga
a800 rs. o covudo
Vende-se na'roTAo Qucimado n. 21 A, alpaca
prela lina, com mais de vara de largura, pelo dimi-
nu" prejo de 800 rs. o covado.
Velas de carnnuha.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 57,vendem-se supe-
riores velas de carnaoba.em pequeas caixas, por ba-
ralo preco, para pigar eonlas do venda.
Pdles de cabra.
\endem-se pclles de cabra muilo em conla, para
pagar contas de veuda : na ra da Cadeia do Reci-
to u. 57,
Veude-se urna muala sem vicio algum, faro
tnario de urna casa, o tambem serve para o campo :
na ruado Hangel u. 73, segundo andar.
m~i ,u,Jese "ma eicrava ptima coslureira, o
mai habilidades, c no eslado do gravidez j ha me-
zas Irata-se na ra da Alegra n. 7.
\eudem-so velas de cantaba da mclhor fa-
iirica do Aracaly, feij.lo um saccas de um alqueire
veiiio, muilo novo a 83 a sacca : ua ra do Vigario
Vendc-se tima escrava crioula, de idade de 21
anuos, bonita figura, muilo sadia o sem vicios, sube
eoRommar, co-er e cozinhar o ordinario du urna fa-
milia, assim como fazer lodo o servico de casa, nao
tem achaque algum, e vende-se lmente por eslar
nejada : na ra Nova 11. IS, secundo andar.
m 1 "UC"SI' COvada de Lisboa a 2J a arroba, cbo-
S! lambem de Lisboa, em lulas de S libras a
(WWD, ditas de libras a 2g : na Iravessa da Madre
de Dos 1. .,, armazem.
1 a .tJ>dc~*B Pnr preco commo lo tuna prela criou-
la, de idade de 10 e lanos aunos : no buceo do Ca-
rioca, sobrado n. 7.
1-00(1
39000
25700
7*000
:1500o
100
KJOO0
15VH1
210
210
SOOO
J500II
29000
:bv200
25800
15800
00
720
28500
IJtiOO
000
35:100
.180
100
isbuo
300
2t-',00
15200
1C200
15000
nova,
por preco muilo razoavel ; no armazem do caes da
afandega, de Anlonio Aunes Jacunie Pires.
Meias de la.
Veudem-sc ua ra Nova 11. 20, meias de 13a mui-
lo superiores, por pre^o commodo.
Meias Na ra da Cadeia do Kecife n. 57, vendem-se
meias de laa, baralo, para acabar.
Na ra das Cruzes 11. 10, ha para vender em
grandes e pequeas perenes, as melhores e mais mo-
dernas bichas hamburgaezas, e lambem se alluga.
Sacos com mi i lio
muilo lioin: vendem-se na loja n. Hd
da ra da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-Largo.
elogios de patente
injjle/.es de ouro, de sbemete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto C. de Abren, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. 36.
A 800 rs. o covado'
de grsdepaples de seda luila-cores para
vestidos : na ra do Ciespo n. II.
Vende-se um piano muilo hora por preco mui-
lo em conla, 2 diccionarios italiano e pnrlugiiez, 3
romances tnuito bonitos, sendo um cm Irancez, um
penle muilo bonito para segurar cabello, e urna car-
teira de visitas, obra linda, ludo muilo em conla :
na loja do Sr. (juiraaraus, ra do Cabug, se ver os
objeclos.
DOCE
do 59 A,
confrcnle ao Rosario em Sanio Anlonio, avisa ao
respeilavel publico, que receben o verdadeiro doce
casca de ;oiaba, o mclhor quo he possivel cncon-
irar-se nesla capital.
Vende-so farelo de Lisboa muilo bom, che-
gado no ultimo navio ; no escriptorio de l'raoci *.o
Severimio (tabello & I1II10.
Vende-se a muilo acreditada padaria do Man-
guind, sila na casa do Sr. cirurgin Teiseira, om
muilas freguezias na Capunga, Afilelos e Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual lem lodos os perlences
a Inbalbar, e na mesma lem um cavallo para en-
trega de pao na freauezia : para tratar, na ra da
Soled,ole 11. 17, ou na mesma.
Vende-se farinha de mandioca muilo boa, em
saccas, chegada agora 110 paladinValente : no es-
criptorio de francisco Sevcriano Kabellu & Filho.
Vende-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a 5.JOO0: no armazem
de Anlonio Annes Jacome l'ires.
Vende-se o muilo apreciavcl cha prcto, de
excelleute i|ualidadaem libras e por barato preso :
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
=Vende-se o verdadeiro c superior licor ab-
synthe, ltimamente chegarlo e por baralo preco :
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
TENTOS
para voltarete.
Ventlem-se lentos muilo lindos para vollarele e
qualquer oulro jogo, chegadosde Franca e por pre-
co baratissimo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saccas.
Ja chegnu arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Joao Marlins de llarros, Iravessa da Madre
de Heos n. 21, e no armazem de Jos Joaquim l'e-
reira de Mello. 110 largo da Alfaudega.
No escripioriodu Domingos Abes Malheus,
ha para vender por procos mdicos, o seguinte:
Ricos eelegantes pianos.
Hezerros engrasados.
Coxins de linho para moniaria.
Espadas para olliiiaesda guarda nacional.
Charutos superiores.
Farinha de mandioca em saccas de alqueire.
Raelilha de alhodao.
Guaran.
Na ra da Cadeia n. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
prejo commodo.
(-omnia (lemanita.
Vende-se superior gotnota de ararula em hai ricas
e as arrobas : no armazem de Joilo Marlins de {Jar-
ros, Iravessa da Madre de Dos 11. 21.
Velas de Carnauba.
Na ra do (Jueimado 11. (i'.l, vendcm-se velas de
ca ii.iul.a em caitas de 10 a (id libras, por menos
preco do que em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveilu a occasiao.
CIIARMAS.
Na piara da Independencia livraria ns. 6 e 8,
vende-sa esle campendio, traduzido pelo Dr. A.
Hercialano de Souza Bandeira.
1?UK)
15280
I9OOO
15280
hornera, 160, 200 e
I u de ludas as cores
mi,1 alizar, bous
iulados
jardas, autor Ale-
iiniiio boas
qualidade
ra alar cabello
211)
500
900
280
210
300
100
000
aso
120
500
50
60
Sil
1,0
10
MI
500
1 mi
40
900
240
IOO
800
:oo
:i2ii
de cores, fazenda muilo boa 240 e
l'ivelos de ac com loque de ferrugem para
calta
(iro.asde fin las para sapdlos
Carnudas env*misadas co n palitos de fo^o
Je velnili,
Camuhas de pao com pali os de fogobons
Caitas com 50 caitinhas de phosphoros para
charutos
Charuleiras de vidro 00 e I
Casles para bengalas mu lo bonitos
Atacadores pelos para ca ac
Sapaliuhos .le laa para cri incas, o par
Camisas du meia para criaaciis de peito
Tranceln* para relogio, fJzenda boa
Bscovinhas para denles
Alera de lodas estas miadezas, vendem-se oulros
H
211
110
25000
320
40
500
Un
211
OO
NI
ill
1(1
320
500
140
1110
\ ende-se urna canoa de boa conslrurcao e no-
va, de carga de 1,500 lijlos : na ra da Concordia
o. 26.
VARANDAS E GRADES.
lim lindo e variado sorlimenlo de modellos pare
varandas e gradaras de goslo modernissimo : na
fundicAo da Aurora, em Saulo Amaro.c no deposi-
to da mesma, na ruajdo brum.
MOENDAS SUPERIORES.
,\a fundir;o de C. Siarr & C., cm Sanio
Amaro, acham-se para vender moendas de canoas
todas de (erro, de um modelo o consirucc,o muilo
superior.
Vendem-sc sellins com perlences'
patente inglez e da melhor qualida-
de que tem indo a este mercado :
no armazem de AdMson Howie
s\ C, iiidjin T'a>tie n. 42.
Em casa de IJsnry Bruno & C., na ra da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorlimen-
lo de ouro do melhor goslo, assim como relogios
de ouro patente.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construeco vertical e com todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vndo no ultimo nay de
amburgo : na ra da Cadeia, armazem n. 8.
POTASSA E CAL YIRGEI.
iNo antigo e j bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do Kecife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior polassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muilo favoraveis, com os quaes ficaru
os compradores salisfeitos.
ii
\ elas stearinas, pedras de marmore para
mesas, papel de peso inglez, papel de em-
lirulho, oleo de linhaca em botijas, chico-
51
muilissimas, qne a vista
baratos preros, causa adm
pradores na ra du Queim
loja de tuidezas da boa-f.m
ra..ao aos proprios corn-
ado, na bem couhecida
a u. 33.
Cal tic Lisboa.
ras du dia
ior.1 11. 'll>.
de abril tic
Josi! Kiiailc.
Precisa-se de ama sma de leile que o nao tenha
ha muilo lempo o que seja sadia, agradando Me se
duvida dar-se-llie bom pagamento ; na ra da Cruz
u. 7 terceiro andir.
i'recisa-se de urna pessoa livre 00 escrava para o
servico interno c compras de una casa de ponca fa-
milia ; agradando paga-se bem, na ra da Cruz u. 7
terceiro audar.
Veude-se urna porcao di
por barato preco, e relalho
Cadeia du Kecile n. 50,
luvas ue
Vendem-se luvas preas
TORCAL.
le lureal. chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo t aratissimo precio de IsOOO
o par : na ra do (Jueiin. do, loja de miudezas da
boa fama u. 33.
LUVAS DE|
Vendem-se muilo su per
ral, de Lisboa a igOOO o par : na ra du Queimado,
ojade fazendas da boa fi
Vendem-se esping
mnos, muilo propiias par
caodo preco: na ra da
andar.
de guerra, vende-se por
com Caelano Cyriaco]da C
Saulo u. 25.
Vendem-se os seguinles
Ceblas
As ceblas ja se vendem
se 1 veuder na Iravessa da
mazem de Joao Marlius
barris com cal de Lisboa,
a 3) o barril t na ra da
TORCAL.
ores luvas prelas de lor-
rdas franrezas de dous
1 cac,a e por muito com-
Cruz n. 26, primeiro
i
a

FAKIMIA DE SAMA CATUAKNA,
muilo nova e de supuriur c ualidade, a bordo do bri-
- ue i'-eiina /tapido, funde ido em frente do arsenal
reco
M'.,
commodo : a Iralaj
no largo do Corpo
Livros (],lassicos
livros pura as aulas pre-
paratorias : Hislory of Ro ne 33OOO, Thompson 28,
l'oal el Virginio 29000
us. 0 e 8.
ni pra.; 1 da Iudependencia
k Lisboa.
mais baratas, e contina-
Madre de Dos n. 21, ar-
larros.
SEMESTES.
Sao chegadas de Lisboa
ra da Croz do Recife o.
Francisco Marlius as sesi ioles semenles de horlali-
ces, como sejam : ervilhasloria, genoveza, e de An-
gola, feljlo carrpalo, ros), pintacilgo, e amarello,
aifacerepolhuda e allemi 1, salsa, lmales grandes,
rbanos, rabaneles brauco i e eucarnados, nabos ro-
so e branco, senoiras bra 1 icar e amarellas, couves
Irinchuda, lombarda, esabot, sebola de Selnbal,
segurelha, coenlro de louc dn< repollio e pimpinela.
e urna grande porrao de liQercnles semeolea, das
mais bonitas flores paraja
AGEN
Da fundico Low-Moo
va n
Neste eslabelecimenio cintinia a haver ura com-
pleto sorlimenlo de moi ndas e meias moendas
para engenho, machinas
ferro batido e coado de
dito.
A3$500
Vendc-secal de Lisboa
sitn como polassa da Russi
Corpo Sanio u. 11.
CORTES DE CASSA 1
la de bom goslo a 3f, diloi
quadros a 480 o covado ;
dem-se na ra do Crespo
Vende-se em casa d
ra da Senzala-Nova n.
coles do.carro e de monta
fio de vela, chumbo de ni
ro, lonas inglezas.
e acham-se i venda na
62, taberua de Amonio
dhs.
CA
, ra daSenzala-No-
42.
les para carro, pianos de armario, lona e
,3 brim de vella, cemento romano, armamen-
lo de todas as qualidades, ,caoos de li-
nbo e de raanilba, pixe da Suecia, eham-
pagne e atas unos do Rheno: vendem-se ?
5 no armazem da C J. Aslley & C., ra da 9
0 Cadeia n. 21. 9
.'3 -.;<
TAI XAS PARA ENGENHO.
Na fundico de ferro do D. W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafariz, contina ba-
ver um completo sorlimenlo de tainas de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por profo commodo e com
prompdo: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Em casa de Henry Brunn & C, roa da Cruz
11.10, vendem-se .
Lonas e bros da Russia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para ardins.
Cadeiras e so fas para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a8o000 o par (preco fio) as
j bem mohecida- navalhas de barba, feitas pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas ei-
posicGes : vendem-se com a condicSo de nao acra
dando poder o comprador devolve-las al 30 dias
depois da compra, resliluiudo-se a importancia : em
casa de Auguslo C. de Abreu, ua ra da Cadeia do
Recife n. 30.
Vendem-se barricas com farinha de trigo da
j conhecida marca MMM, muilo nova, e da quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Geoova,
e por preco commodo : a fallar com Basto iV Le-
inos, ra do Trapiche n. 17.
Oh que pechin-
cha.
No Passeio Publico, loja n.9, de Albino Jos Lei-
le, vendem sa ricos corles de meia casemira, escura
e minio encorpada, pelo diminuto preco de 1; cada
um, dilos de brim de linho a 800 rs., chitas finas de
cures fu as a 220 o covado, dilas prelas e finas a 200
r., chales prelos a 15200 cada um, ditos brancos a
700 rs., chapeos de sol de panno com barras a 29,
brins de linho escuros a 220 o covado, corles de cs-
eas chitas muilo Tinas a 29, a outras muilas faxendas
mais baralas do que se vende na California.
Genebra,
Acaba de chegar frasqneiras com verdadeira gene-
bra de 11 ullauda : vende-se no armazem da Tasto li-
maos.
de vapor e tai xas de
odos os tamanh os para
illimamentechegada.as-
iverdadsira :napracado
|\RA QUEM ESTA' DE
L O.
Vendem-se corles de cissa prela muilo miudi.
por diminuto preco de 23 i curte, ditos de cassa chi-
a 2-^100, padrdes france-
zes, alpaca de seda de qua. ros de lodos as qrali.la-
des a 720 rs. o covado. 13 a para veslido tambem de
odas estas fazendas ven-
n.6.
S. P. Johnston& C,
2, sellins inglezes, chi-
ia, candieiros e caslicaes
bronzeados, relogios pale le inglez, barris de gra-
xa n. 97, vinho Clierry e n barris, camas de ferro,
inicio, arreos para car-
Vendem-se 2 cabriolelcs por preco commodo :
na ra \ova n. til.
i
I

MI CONSUJORII, II0H(EU
PAWICO.
Ra das Cfnzes n. 28.
Conlinua-se a vender os mais acredil
medicamentos dos Su, Caslcllan e W.
em tinturas o em clnalo,.carleiras di
dos os lamanbos muilo em conla.
Tubos avulsos a 500,- 800 e 1J000.
1 onca de Indura......
I ubos e Irascos vazios, rolhas de corliia
para tubos, e tudo quanlo he necessario pa-
ra o uso da liuiu,.opalina
mi
folliiiilias
PARA 0 CBRENTE ASNO.
I'olliinliasd algiheira cometido o almanak ad-
minisiraiivo, mercantil e indnsirial desta provin-
cia, tabella dos direilos parochiaes, resumo dos im
poslos geraes, provinciaes e municipacs, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
enlrudn, mascaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenlos e exporineo Ja provin-
cia, por 500 rs. cada nina, (lilas de porla a 160,
dilas i'cciesiaslicasou do padre, com a reza de S.
Tilo a 400 ris : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Relogios
iug ezes de pa-|
A boa fama
VENDE MUITO BAKATO.
Leneinhns de relroz de Isdas as cores para pescoco
de senhora c meninas a 19 )00, baralhos de cartas (-
nissimas para.vollarele a
senhoras e meuiuas a 600
brancas e de cores para
00 1 s., loncos de La psra
s., luvas de lo da Escocia
lomera e seuhoras a 100,
500 e 000 rs. o par, rain as de meia muilo Tinas a
I?, ricas luvas de seda de
com guaruicoes e borlas a
duras de madreperola e m
a 500 e 000 rs., superiorc
eslojos para barba a 2,
joias a 800 e 19500, eaisa
melos nicamente prop
ralo preco de 29500, 38 e
os namoradosa 40, 60, 80
odas as cores e bordadas
1; e 33500, ricas aholoa-
;tat para rollete- e palitos
meias de seda prelas para
senhora a 29500, meias bi aucas muitissimu linas pa-
ra senhora a 500 rs. o p, r, fnissimas navalhas em
ricas caixas para guardar
muilo ricas com reparti-
jas para costuras, pelo ha-
1-M10, papel proprio para
e 100 rs. a folha, caudieia
ros americanos muilo ces mies, proprios para eslu-
danles ou mesmo qualque eslabelerimento pela boa
luz que dilo a 5?. Iravessa*
prender cabello, pelo han
de verdadeiro bfalo par-
lo preco de 1?, pastas para
guardar papis a S00 rs., spelhos de parede cora ar-
in.10,10 dourada e sem ser
1?5O0, escovas muitissimo
ticos leques com plumas
ourada a 500, 700. \jj e
tinas para denles a 500 rs.,
espelhos e pinluras fnis-
simas a 2? e 3?, charuteir linas a29, ricas galhetei-
las para azeile e vinagre
vas para rap a 29500 e ;, penlesde hualo, fazen-
da muilo superior, para t
le 111,11 lim muilo bous
de 20 quadernos de papel
r,.r piolhos a 500 rs., ditos
00, 500 c 011) rs., resmas
Ide lodas as cores de folhas
pequeas a 720, riquissiraos Irascos com estrados
muilissimo liuos 11 19200,
de porcellana delicados
hanha franceza muilo Tin
le rosa a 320, piius de poi ni.la franceza muilo boa a
11)0 rs., frascos pequen.,
a-iia de Colonia de l'iver
c de diversas qualidades,
e srandes da verdadeira
la 480 e 19, sabooetes Tinos
ios para denles u mais fino
qne pode haver, agua pr ipria para lavar a bocea c
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : em casa de
lieury Gibson : ra da Cadeia do Reciten. 52.
conservar os dentes, e o 1
ludo de muilo goslo e que
n.uilissimo linas, proprias
Iras muilas perfumaras,
-e vendem barato, tesouras
para papel, para cortar ca
bello, para uuhas, patc c. 'uras, trancas de sedas de
lionii.u padrees e diversas larguras e cures, ricas Tilas
ile seda lisas e lavradas di
proprias para cortinados,
que tudo se veude por lao
mado, ua bem conheciJa
lama u. 33.
Farinha ti.
No armazem do Sr. A.
de-se superior farinha del
des ; para porn.es Irala-s.
ra, na ra do Trapiche n
MUTIL AD^
ILEGIVEl
29, ricas e Tmissimas cai-
19-500, 23 e 23500, jarros
de 1110 teios goslus, rom
a 29, frascos con essencia
todas aa larguras e cores,
blcos de linho Iinissimos 1 e lindos padrOese todas a.
larguras, ricas franjas de lgodo brarcas e de cores,
1 oulros muilissimas cousas
barato prec.o, que aos pro-
prios compradores causa almiraco: ua ra do Quei-
loja de miudezas da boa
mandioca.
Annes Jacome Pires ven-
mandioca em saceos gran-
com Mauoel Alves Guer-
14.
ggcgggg fgidos
Em dia de Pascoa. fofio do sitio da Tamari
r ira, collegio da Canceic-lo na Cruz de Almas, o ne
. o Joaquim, de idude 45 aonos, grosso, boa eslalu
ra, meio /.nimbo das pernas, quebrado da yerilh
direita, cujo \ ultime lie crande bstanle, he de na
c.lo ; promette-se qualquer qoe o capturar, gene
rosa compensaru, ja que a polica nao cura desta
cousas.
Contina andar fgida a piala Meranca, cri-
oula, idade de 28 a :io aunos, pouco mais ou menos
com os ligones secuiutes : falla de denle na frente ,
urna .Us urelhas rasgada prover.ienle dos briucos :
quem a pe?ar leve-a a ra do I rom, armazem de
assucar n. J, que ser bem gralilicado.
.... ,.. U. B^, IJU
PERN.;jTYP.
DB ai. F. DE FAKU. 1856



-




A boa
VENDE BARATO.
Ricos penles de tartaruga para rabera 4950O
Dilosde alisar lambem de larlaruga 39000
Lindas meias de seda de cores para criancas 13800
Bandejas gnudes e de pinluras linas 38,*49 e 5bO00
Papel de peso e almajo o melhor que pude
haver 13000 e 59000
l'ciinas de ac, bico de laoca, o melhor que
ha, a groza 19200
Dilas muilissimo linas sem ser de lanca 640
Oculos de armacao de ac.o com graduarSes 800
Lunetas com ainaacSn dourada 19000
Dilas com armtclo de tarlaroga 19000
Dilas com armacao do bfalo 500
Dilas de 2 > .Iros com armacao de tartaruga 33000
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos 33000
Dilos sem ser de Jacaranda I.;.Srii e 2300O
Meias prelas compridas de I.ua 19800
Henalas de junco com bonitos casles 500
Ricos chicles para cavallos grandes e pc-
quenos a 800 rs. e igfjOO
Grvalas de seda de lodas as cores a 11 e 19200
A lacadores de cornalina para casaca 320
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 e 600
Penles muilo finos para snssas 500
Escovas muilo finas para caballo 640
Capachos piulados compridos 70o
BolOes finissimos de madreperola para camisa 19200
Quadernos de papel paqnele muito fino 80
Bonitos sapstinhos de merino para criancas 13500
Ricas canelas para pennas de. aro a 120 e 200
Ricos porla relogios a 1>800 e 29000
Ricas caitas tuns de metal para rap a 500 e 600
Escovas muilo finas para unhas a 320 e 640
Dilas Tmissimas para cabello 19500 e 23001)
Dilas dilas para roupa I?, 1:200 e 29000
Papel de linho proprio para carinos, resma 43OOO
Pinceis finos para barba 200
Duzia de lapia muilo finos paradesenho 800
l.apis foissiroos para riscar, a duzia 500
Duzias de facas e garfos finos 39000
Dilas de facas e garfos de balando muilo finas rJoOOO
Ditas dilas mu i 1 i-simo finas, cabo de marfira 159000
Caniveles de aparar pennas muilo finos 800
na roa do Queimado, nos Qualro Cantos, na loja de
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendas da boa fe.
RELOGIOS coberlos e descobertos, pequeos
e grandes, de onro e prala, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ultimo paquete inglez: em casa de Soulhall Mellor
& Companhia, ua ra do Torres 11. 38.
TA1XAS DE FERRO.
Na fundico da Aurora em Santo Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brufi^^gu-
na entrada, e defronte do arsenalj^marinha, fia
sempre um grande sortimen.'^ je tantas, lamo de
fabrica nacional core..; estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes,, pequeas, ra.'js e fundas ; e em
ambos os.ltigares existem guindastes para carre-
gar canijas 011 carros, livres de despezas. Os
preces, sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.'
fya fundi?ao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
perior qualidade.
-MJ*


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