Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07375


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Full Text
anno mu. n. m.
-
o DE MAIO DE 1856.
Por 3 nexes adiantados 4j000.
Por 3 mezes vencidos 4#500.
Por anno adiantado 15#000.
Porte franco para o subscriptor.
IARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCIUPCAO'No NORTE.
Parahiba. o Sr. Gervazio V. da Natividad ; Natal, o Sr. Joa-
qun I. Pereira Jnior; Aracatr. o Sr. A. de Lentos Braga
Cear, o Sr. J. Jort de Oliveira ; Uaranhao, n Sr. Joaquim Mar-
Sa Rodrigues : Pauhy, o Sr.*Vomingo> Merculano A. Pesioa
reme ; Para, o Sr. Justiniano J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
ojmo da Coala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os dias.
Caruaru, Bonitoe Garanhuni: nos dias 1 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exu" e Ouricurj : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba.' segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal as quinlas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIKUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbadoi.
Helado : tercas-feiras e sabbados,
Fazeuda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas c quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos: segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel: segundas e senas ao meio-dia.
Segunda ara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMEK1UES DOMEZDE MAIO
4 La nova aos 21 minutos, 48 segundus da larde.
11 Quarto crescenle as 6 horas, 37 minutos e 48 seguudos da l.
20 La cheia aos 22 minutos e 48 segundos da manha.
27 Quarto mioguanle as 3 horas. 15 minutoseMS segundos da lar.
PltKVMAH III ll(i,l E. ,
Primeira as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda as 4 hora e 6 minutos da maahaa.
DIAS DA SEMANA.
2K Segunda. S. Vilal ui. ; Ss. Agapio e Afrondizio mm.
-'' Terca. S. Pedro tu.'; S. Tortula v ra.; S. Secundino b. m.
30 Quarla. S. Calharina v. ; S, Peregrino servila.
1 Quinta. 9 Ascen{aodo Senhor. Ss. Felippe e Tiago.
2 Sexta. 8. Mafalda rainha ; Si. Vindimal e Anastacio mm.
a* Sabbado. lnvencao da Santa Cruz. S. Hopiniano ni.
4 Domingo S. Houica viu. mai de 8. Agostinbo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SEL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia o Sr. 1). Dupr
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Mirtins.
EM PERNAMBECO.
O proprieurio do DIARIO Manoel Figueiroa de Fara, na sua
livraria, puca da Independencia ns. 8 e 8.
meni, do que em urna quadra 15o calamitosa e des-
granada corno a de que acabamos de saliir. Eis por
ora quanto (enlio a communicar a V. Exc.
Goianna 1 de abril de.1856. Illrn. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Benlo da Cuuha e Figueiredo,
presidente desla provincia,l)r. Jos Joaquim Firmi-
uo, enrarregado do curativo dos pobres vm (joianua.
COMBANDO DAS ARMAS.
Qaartel general de coamanda daa amas da
Feraaabneo na eldada de Recite esa 2 de
malo de 1856
ORDEM DO DA N. 251.
Felii Jcu da Silva, que
Vormoso, o marechal de campo comroandanle das
armas, tem por conveniente declarar a' Roarnirao
que o referido Sr. capi(3o se lioave perleilamenle
naquelle cumulando, em o qual preslou serviros, que
bastante o satisfizerara.
Jos Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
Do Taimes exlrahimos o seguinle
PARTE OFFICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Dlm. e Eirn. Sr. Temos a prazer de comruii-
niear a V. Etc. que a epidemia que invadi esta
freguezia desde luis de Janeiro ultimo, se acha feliz-
mente quasi extracta, e que apenas apparecem um
oa nutro caso grave, e alguos uutros de cliolerinas
ligeiras, que fcilmente ceder aos medicamentos,
quo se costumam applica em taea casos. Encarre-
gado por V. Eic. em dala de M de fevereiro para
traannos dos curativos das pessoas desta freguezia
que por sea pobrcaa reclamassein os succorru jm-(L-Jfavenal) regresado esta capital o Sr. capilar do
Micos, e de comfaater por todos os meios a epifJeeo* %.THTJtrrlo de iulanlaria
indicada,foi do nosso primeiro dever concluir o ce-
rnilerio apenas principiad.cmj| uo se deviam sepul-
tar es cadveres dos cholencos eslabelecr urna pe-
quena enfermara, aowle (ossem curados us que pa-
ra ella se dirgissem, e communicamos a V. Eic,
quo a primeiro esta acabado, c bento, e nos parece
regular, e que a enfermarla satisfez as maiores ne-
cessidades do povo, quando a epidemia se mosfrou
ruis Intensa, e recrudesceute funecionou com regu-
laridade, limpezs, e rom os serventes necessarios ao
respectivo maaeiu, de sorte que a couviccao de qoe
que assim era, fez para ella allluir as pessoas affecla-
das. Nio podendo eucontrar-se nesta freguezia
professor habilitado que se eucarregasse de curar
os aneciados da epidemia no bospital, e logares
prximos povoarao, e se no lendo podido enga-
jar algaba outros fora dclla pela dilliciencia de
medicas, como V. Exc. n;lo ignora, encarregou-se
generosamente deste pesado enus, o membro desla
commisso Jos .Idnuurio do I. irvalhs l'.i's de An-
drade, e a commisso se desvanece em aflirmar que
_ elle tratou seinpre os doenles de noitc, e de da com
' todo o zelo, e caridade propria do seu carcter, e
tao necesaria na poca actual,assim como reunido ao
oulro membro desla commisso, Francisco Xavier
Carneiro l.ins, tratou de muilas pessoas pobres, que
preferirn! curar-se em suas casas, euviando-l!ies re-
medios proprios, e visitando-as continuadamente ;
relevando notar, qoe o systema que adoptaran) os
dous membros mencionados da commisso, foi o ho-
meopathico, e que por elle ambos obliveram curas
numerosas, como V. Exc. vera'da lista junta que
temos o prazer de enviar-lhe. Para curar porein
pelos lugares mais longinquos da freguezia contra-
amos com o I'ir tugue/ Domingos da Cunta J-
nior, pessoa inlelligente e activa, que cumprio os
seus deveres e preencheu a mm conuatica.Iazendo
elle mesrao o dnplo papel de enfermeiro e medico,
e procurando por sua coracero dislrahir todo o aba-
timento emedo.das familias cujos merobrosieram ata-
cados. Parecendo-nos desnecessario a couliuuar,lodo
hospital pela quasi ev'.incoada epidemia,e lendo-se
por outrolado fndo o quantilativo,qee V. Exc. para
seo havia posto a nossa disposio.16, entendemos de-
ver fecha-lo para evitar despezas. embora os doui
membros da commisso a indicados continen) an-
da a curar os doeutes em suas casas com o resto
dos medicamentos que existem, e sem querer a com-
misso encarecer os seus serviros, permita V. Exc.
que ella declare ter a consciencia de nao ler fallado
aos seus deveres. Concluindo esta exposicao
declaramos a V. Exc. que o que mais suf-
re o povo depois de urna lula t;lo cruel sao os e-
feilos da fem, e por isso se V. Exc. poder reme-
diar de alguma maoeira este mal, salvara* aiuda aL-
gamas viclimas, cerlo V. Exc. deque este mesmu
Iiovo muito j. agradece a V. Etc. os soccorrus que
he ministrou. Temos tamben) a sstisfacao de en-
viar a V. Exc. a coala das despezas feitas por esla
commisso, e pedimos a V. Exc. expeca as suas or-
dena para que se-noa de pela lliesouraria geral a di-
vida quilaca. '
Dos goa'rde a V. ExcFreguezia da Vanen 1
de abril de 1856.lllni. Exc. Sr. conselheiro Jos
Benlo da Cohha e FiEueiredo.digoissimo presidente
da provincia de l'crnainbuco. Francisco -V. Carnei-
ro Iahs, membro da commisso. O vigario />'-
can Pereira de Lira.Jos Jaitu'ario de Corva-
loo l'aes de .Indrade.
Illa), e Exm. Sr. Moje qae desassombrados nos
adiamos dos inflaencias do maldito viajante asitico,
europett-me dar a V. Exc. conta da commisso para
qoe Uve a honra de ser por V. Exc. nomeado em
oficiode 18 de fevereiro prximo passado. nao ten-
do antes dado parte de cousa alguma pelos inuilo-
afaxeres de qnc achava-me sobrecarregado. Em I i
de snpra dito fevereiro tivemos aqu o primeiro ca-
so cholenco fulminante, e dahi em diaute foram
progredodo de t.il guisa casos de diflerentes nata-
reza, que de ti de marr;o em vaute vivamos per mil-
la-roe V. Exc. a express em urna ruda viva, e
com quanto minio se prestasse a populacao para soc-
correr seas semellianles, todava era preciso andar-
se ero o m continuado galope para acudir-se e recei-
tar-seo grande numero de individuos de todas as
classes e condices alfectados do mal. Dia e noite
frequeolava eu a cavallo as ras da cidade. e a nao
ser o prestante auxilio dos acadmicos Pedro Anto-
nio Cesar e Francisco Julio de I Alliuquerque, que
lien) desempeoharam suas commisscs, grande nu-
mero de pessoas terian suecumbido a mingua ; nao
esquecendo os importaule> serviros prestados pelo
cirurgilo Jlo Domingues da Silva. Meu muito 1-
dar, a oda mepoopando levou-me a cama no dia
11 com urna intermitiente complicada de alguns
syraptoraas cholericos ; porem ntf fm de doze dias
apreseutei-me no meu posto, ufto como d'antts,
mas como soldado que tinha sido halleado, c que a
gloria do combate chamara em soccorro de seus ca-
rneradas, 'lurandu a minha irwalidez por poucos
dias, e com qaanto a epidemia ja declioasse muito
por esse lempo, lodavia meus serviros foram appli-
cados cem a mesmu assiduidade que daotes.
No dia 19 do correle fzemos a desinfectad da
cidade, e no dia -JO a de algumas casas que aclia-
vana-ee fechadas ou por terem suecumbido seus mo-
radores, ou por se terem pa'sado para onlras depois
de moras aluumas pessoas, e boje glorio-me de an-
uuociir a V. Exc. qae sea epidemia nao esla de to-
do eilincta, ao menos nao temos casos novos desde
nimios dias, e apenas lia alguns doenles de cama
un en convalescenca. Em prova de meas serviros
remello uin alleslado do Sr. r. jaiz de direilo inte-
rino, nao eoviando, no inviando nesta occasiao a
eslalialica dos meos receilados por ser mui longa, e
vio ler atada lempo de passar a limpo, oque farei
breva se approover a V. Exc, assegurando que tai-
vez exceda de aOO entre pobres, qoe lalvez oceu-
pem dons lercos|da lisia,escravos,e pessoas mais favo-
recidas da fortuna Creio ter dcsempenhado]seguiido
as miaas tracas Torcas, a commisso de que V. Exc.
encarregou-me, que antes desejava exerce-la em
um comtile, onde se balesscni II. (iu 2(1 mil ho-
" Alem de urna breve demora nao podemos pre-
ver oulro obstculo, e fimemeute esperamos, apezar
de que ilever.io decftrrer anda alguns diasantes qae
ludo e de assianar um uovo tratado de Pars.
lie dillicil habituar-se a esta mudanca, vsla dos
aconlecimentos dos ltimos tres annos que tanto tern
iufluidu em a nossa Habitual maoeira de encarar as
cousas. As naos de primeira ordero, as bombardas
e bateras Hacinantes, bao de ser desarmadas pouco
lempo depois do terem sido poslis em eilado de
servico.
A esquadra volante regressara "tranquillamente s
praias de que ella lia pouco se apartara. I.ogo que
o degelo houver posto um termo ao bloqueio de ge-
lo, a costa russa sera visitada, nao por naos hostis,
mas por navios mercaulas. 11 ol e Sao Pctersburgo
lomai.io novamenle posse da sua carreira de barcos
a vapor, queja nao scro necessarios para transpor-
tar tropas, operarios croatas bailas, bombas c os
uniformes militares para o Oriente. O club do Bal-
tico ver-se-ha de novo frequentado por um uraude
numero de pessoas all chamadas pelos seus aflaze-
res. O canliamo c o cebo, o Irigo e a sement de li-
do, pdenlo ser levados para os mercados inglezes,
sem seren obrigados a fazer longos rodeios por Ierra
e sem consignaeao.
Voltaremos socialmente aoesladode cousas qoe
exista em 1833. Os Hussos moslr,ir-se-b.lo em Pa-
rs e em Londres, e Menschikoff e a sua nnssAo, Si-
lislria e Sebastopol, os Irospitaes de Sculari c o fosso
do H olele apenas parecerao um sonho extravagan-
te e bizarro. Deixar-se-h3o de realisar muilas es-
peranzas polticas, e as chimeras da democracia fica-
rao ainda frustradas.
A dilTerensa que honve cnlre as revoluccs de
ISISe o gigantesco movimenlo re 1789, tambero e-
\istira entre as goe'rras de Pelissfer e de Simpson, e :
as de ftapolcAo, de Wellington e de Blucber. Nao
haver mudanra alguma importante, quer no inte-
rior qoer no exterior.
A Polonia, a Finlandia, a Bes'araba, o Caucaso,
eslaosempre no mesmo lugar. Aquelles que fcil-
mente desauimam, poderao pensar que as cousas bao
de subsistir como pelo passado, e que o euthusiasmo
e a dedicacao sao meras phautasias e caprichos em
poltico que sao bein depressa seguidos pela decepeo
e pelo ridiculo.
u Parece-nos pois possivel, que o povo ioglez es-
teja pouco satisfeito com a paz que esl em vespera
de ser proclamada.
Admittiudo mesmo,o que asseguram os seus parti-
darios que ella seja tao favoravel quanto se poda es-
perar,e que proporcione vaulageus reaes, davidamos
deque possa prcenrher as esperancas que os Ingle-
zes, com ou sem razao, ha muito lempo natriam. Nao
ha duvida de que a guerra foi coraec,ada com grandes
esperanzas que tornaram ainde mais vivas a victoria,
e a profunda coiiviccno de qae existiam os meios de
Prolongar a lucia.
nllavia-se imaginado queosnossos esforros dariam
em resultado concesees territoriaes, ou mesmo um
indemuisacao pecuniaria. Ve-se porem liojeque o
nosso (riomplio he de um genero muito dilfereute e
menos palpuvel. As nossas victorias e os nossos re-
cursos ticaram intactos, eis o proco dos nossos esfor-
ros. A derrota do czar e o desvanecimenlo dos re-
cejos que liavam agitado a Europa iuleira, eis as
perdas da Russia.
(i Ouando mesn.o senio liouvesse arrancado con-
re-io algama ao inimigo, quaodo mesmo Sebasto-
pol e Bomarsund estivessem ainda irrigadas boceas
de fogo, abrigando esquadras sob suas baleras, a
Kussia ja nao seria o que foi.
(is aili.nl is dissiparam duas illuses: a primeira,
qae os exercilos da Russia eram iovenciveis; a se-
gunda, que o seu solo devia ser o tmulo de um e\-
ercito de invasao. Provaram qae com o accrescimo
do commercio martimo e o progresso da sciencia, se
lornou possivel urna campauba, lendo o mar por
base ilassuas operarnos, cque, segundo a tctica de
IsVi a Kussia pode ser atacada em'todo o lempo.
" Os alliados nao s deslruiram um dos seus por.
tos de guerra, impoude-lhea condicao de o nao po-
der reconstruir, mas ainda fizeram ver que as forras
navaes em qualquer mar que navegoem, sao para a
Kussia um fraco recurso que llie nao he natural, e
que ella sustenta com incetsanle solicitude e enor-
mes despezis, para impor ao mundo ero lempo de
paz, mas que llie lie iuulil quando chega o dia de se
travar combate.
- Seja qual for o futuro destino do imperio turco,
est pelo menos por em quanto ,liv re do receio da
invasao e do desmembrameulo. Ainda resta lempo
para o regenerar, se a regenerarlo he possivel. A
vanlagem mais positiva da guerra he talvez o direi-
lo de darmos coiiselhos a Turqua e de Ih'os impor.
o I'oder-se-liia dizer que guarnecemos com os nos-
sos soldados as frouteiras do imperio nllomauo.
Por largos annos, sappondo que o poder da
Franja e da Inglaterra nao leoha afroxado, e que a
Russia nao seja mais sagaz do que se poderia ima-
ginar, a influencia das potencias occidenlaes sera ne-
cessariamenle absoluta em Constanlinopla.As nossas
relacoes com a Succia sao quasi idnticas. Os dous
mares, cujas praias o podero russo tao astuciosa-
mente invadi, sao dominados por dous estados que
leem sido viclimas da aggressao moscovita, e que os
successos desla guerra levaran)' a abracar a nossa
causa por meio de urna estreita e natural allianra.
Tres aunos antes, ninguem por cerlo, esperara
aconlecimentos tao importantes, que s se effectua.
ram, grabas a urna couvuiso como a que vai findar.
Consideradas com iinparcialidade estas novas allian-
cas, resultado dos nossos esforros c das nossas vic-
torias, lem aiuda mais importancia do que se houves-
semosdeslacado urna proviucia dos estados do czar,
ou restil uido s suas populares selvagens, a posse
soberaua de urna cordilhera de moulanbas.
n Ao passo que lamentamos que o onus da guer-
ra que pesa sobre os nossos alliados, e as snas mani-
lesiace-, (3o pouco judiciosas quaolo carecen) de
diguidade tenham accordado Kussia condices mais
favoraveis do que esta poda esperar, nao podemos
crer qu'e esta guerra tenlia sido feila em v3o.
ii Nada do que o paiz fez ou soll'reu ser esque-
cido.
ii Ale mesmo os seus erres, tilo prompla e plena-
mente reparados, legarao para o fuluro mais um pa-
drao de gloria. Cahir, de ora avaule por letra a
absurda idea de que urna narao he inapta para a
guerra e incapaz de urna elevada poltica, por isso
que em lempo de paz se entrega aos Iraballios que
po lem fazer obler as vantagens da paz. Estes dous
ultimes annos tem mostrado qae a industria c o es-
pirito de empreza sao mais solides bases ate mesmo
do poder militar.
n A najao que alguus dizem ter fecamente des-
pretado a arle da guerra, pnssue, depois do um cor-
to periodo de hostilidades sobre trra e mar, os mais
consideraves armamentos que o mundo jamis linha
visto, ao passo qoe monarchias mililaats acbam-se
eihaustase arruinadas,
ii So esta reflexo deveria reconciliar os Inglezes
com os resaltados qnevao ser anuiiuciados em l'aris,
e cuuvence-los de que o sangue dos sc< s compatrio-
tas nao tem sido.em mo derramado.
Deveri igualmente convcitter-se todo o enviado
ue procurar demorar a paz, ou recorrer a aub-
terfugios, qae he pelo menos urna potencia que lem
ao mesmo lempo os meios e a vontade de continuar
a guerra.
1818, em "> de abril: convengas) que trata das re-
clamaciies particulares da Russia, a'cerca da iudem-
nisacan de guerra.
1818, em 9 de oulubro: Tratado de Aix-la Cbapel
le para fazer cessar a oceupato militar em Franca.
182*, em 1 de dezembro : abolic,ao do direilo de
detraers).
1.M1, em 13 de julho : tratado concluido em Lon-
dres entre a Inglaterra, Fraaca, Auslria, Prussia,
Kussia e Turqua, que resUhatecea a Franca oa
communiiao europea.
I8U>, em 16 de selembr*: Ca^nc,"'' coromerc-
aes e de uavegaco aisignadarliD Pars.
1856 : tratado de paz assgoado era Pars, entre a
Franca, Austria, Craa-liretanha, Prussia, Kussia e
a Sardenha, que regula a quesUo do Oriente, e es-
belece a paz da Europa sobre baies solidas e dura-
douras.
( Jornaldo Commercio de Lisboa. )
a '2i de marco de 18. Em si mesina essa le sa-
tisfazla sem duvida um inleresse da humauidade
upprimia a cliaga da escravidao. Todava a ella
ligavam-se muitas consderaces apazes de dar-lhe
um carcter pouco Iranquillisador, em primeiro lu-
gar a emancipacHo immediata', (al qual era decreta-
da, ia desorganisar visivelmeule o trabalho em de-
trimento dos proprios escravos poslos de repente uo
gozo de urna liberdade, para a qual nao eslavam
preparados. Em segundo lugar a indemnisac.ao
marcada para os proprielaiios nao era seria ; repou-
ameacadase obrigadas a occullar-sc. Com efleilo a
lula apreseulava-se desla vez em cundicoes perigosas
para o governo, o qual poude crer-se mu perto de
sua perda ; com ludo triumphou ainda. Alie a 17
de julho os revoltosos de Coro foram derrotados de-
pois de um combate, no qual seu chote o general
Garcez foi muri defendendo-se como om lea a, com
seu Milu e alguns mocos viudos de Caracas. A 27
de julho os revoltosos de Barquisimetlo commanda-
dos pelo general Rodrguez, foram batidos de oulro
lado pelo general Silva. A 39 os de San Falippe as
sava sobre garantas verdadeiimenle illusuras con-' ordens de Vasquez liveram a mesma sorte. A insur-
sislindo em recursos ja einpenhados, un de que o reiro leria podido reslabelecer-se ainda na parle
Estado poda dispor ; e alem disto aconteceu que o
governo leve necessidade de laucar mao dos pro-
ductos destinados a odemnisar,ao. Embm a le de
2i de marco. ( e he o qnc linha de mais perigoso )
era sobretudo a expressAo da ellervescenca amea-
cSdora da populacao captiva. Para dizer a verda-
de o congresso Dio podia repellr essa lei, oa mo-
dlica-la ; volou-a tal qual lhe foi apresentada sob
a pre-sao dos escraaosque agitavam-sc em Caracas
e que infundiam-lhe temor pelas suas ameaias. No
fuudo era para o presidente um meio de populari-
dade, e os negros u proclamaran) com elfeto sen
libertador acompauliando suas uvaces de violencias
contra os brancos.
O congresso de Caracas volou igaalmenlc ootra
le que uo era menos grave, e que linca va verda-
dera perlurbarao na sociedade venezuclense : foj
a lei da organisarao da milicia. Na nova orgaoisa-
{Oe lodo o Venezuelense he soldado, e pode ser cha-
mado ao servico dos dezoito at os cincoentas annos.
Isso parece mu simples, podemos mesmo dizer que
seria do inleresse das classes superiores entrarem uo
exercilo para oceuparem os postos elevados. Porcm
nao acontece assim. Al agora a classe branca tem
sido quasi isenla do trrica militar, donde resulta
que as armas esblo principalmente as roaos da po-
puladlo de cr, e ha mesmo olliciaes superiores e
geueraes negros. De ora em diante segundo a lei
que fui votada, o governo pode chamar para o ser-
vico as pessoas das primeiras familias do paiz, con-
tra as quaes quizer exercer alguma vexacao, e pode
para as homilhar colloca-las sob o commaudo de ho-
roens que pouco antes eram seus escravos.
Presente-se que repulsa excitou essa lei : lo-
dos procuraran! illud-la, us piis de familia esferca-
VE|E/XELA
18511855 *
Presiden/e o general Jos Tadeu Monagos |1)
Estado geral da repblica em 18..Sessao legisla-
tiva.Lei sobre a escravidao esobre a milicia.
lnsurregao de 18.Victoria do governo.A
familia dos Monagas era Venezuela.Eleroes
presdencaes.Nomeacjo do general Tadeo Mo-
nagas.Scenas da inaugurarlo 'O nova presideu-
cia.O hispo de Trcala.Poltica do general Ta-
deo .Mona-a-.Exposicao do estado do paiz.O
novo ministerio.Agentes eslrangeiros.Desa-
venga com a Nova Cranada.Admioiatraao e la-
zenda.
Entrando as regies hispauo-americanas, passado
o islhmo de Panam, percebe-se logo qne nada mu-
dou que o Ihcatro dessa vida confusa e estril cs-
lende-se as proporcoes de um vasto continente. Ha
sem duvida certa monotona iiessas revoluccs e nes-
sas crisea convulsivas que devorara urna rac.a, qoe
poem em lula as mesmas paixes, que revclam as
mesmas incoherencias, que apresentam por loda
a parle o contraste permaneute e dramtico entre
a forca de urna uatureza maravilhosa, e a fatal nap-
tido dos homens. Nao deaconhecemos que essas
populaces sul-americanas desenvulvein extraordi-
nario zelo em multiplicar as experiencias, e tmaj.
gotar lodos os expedientes procurando oro estado
uielhor ; porm o espectculo he sempre o mesmo ram-se por laucar incerteza sobre o domicilio de-
as scenas variam, os homens mudara de mue, al
peripecias se succedem, c 0 publema da civilisacao,
que alias agita-se em todas as rcgioes da America do
Sul, vem combnar-se com os episodios de urna his-
toria que incessanlemenle se renova. Sisamos pois
aiuda essas repblicas hespanholas nasconiplicases
de sua existencia contempornea.
A primeira que se olferece he Venuzuela. Vi-
mos o anuo prximo passado de qoe tristes elemen-
tos compe-se a stuacao dessa repblica. 1 ma es-
pecie de despotismo democrtico e militar personi-
licado na familia dos Monagas, cu)0s membrostrans-
millciu successivameule eulie >i poder, um go-
verno sera prestigio, insurreirOes permanentes, ten-
dencias mesquinhas e desinlelligenles, loma auar-
seus filhos, separaudo-os. Eis como em urna socieda"
de, mal equilibrada, ludo lorna-se incoherencia. A
classe branca uo quer servir debaixo das ordensde
"ma parte da populadle que considera inferior a si,
fugindo do servico militar, deixando as armas ex-
clusivamente as maos dos homens de cor.ella prepa-
ra lalvez para sj lerriveis provares.alem de|que ma.
nifesla muito os achaques da vida social e poltica
dessas rcgioes. Erufim o governo propuuha ao con.
gresso urna lei destinada a reprimir os abusos da im-
preusa, creando jurisdiccoes mais rigorosas, e impon-
do urna resptinsabilidade aos impressores. Na verda-
de lal medida era no -ponto de vista pratico assaz
iuulil : por quanto a imprensa local nao se atrevera
a criticar neuhum acto do governo ; permanece ha-
A Mmm\ DAS MILHERES.
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
XXII.
I ma reeepr.ao.
Instituida macona pelo Icslamenlo de madama
Baliveao,Amelia gozava de todas as prerogativas des-
se litlo, embora nao livesse aiudo sido recebida em
assembla geral. .
de sua recepeo acabava de ser delinitiva-
menle inarcTIrp. .
Urna reeepcao ,?a_Maconana das Mulhcres beserj-
pre eerernaria' importa. 4V_ .
Esta havia de ter lagar eflrlima manlia.
Assim o quarteirao dos Invalidat^jcliou-se invadi-
do logo cedo. As portas da ra OTornrlMtpiilM'i-
ieor, da roa de Bilivloiua c do passeio abi"iam-se, e
torntvam a fechr-se sob a imperccpltvel pressao de
dedo femininos. .
No interior o movimenlo eslava concentrado, as
salas rocavam os alegretesde flores, e os chapeos ido-
viam-se debaixo dos ramos, lento descriplo um ca-
minho mais oa menos sinuoso segundo sen ponto de
chegada cada mulher entrava na estufa, que foi as-
signalada em um de nossos captulos precedeules.
Essa estofa er"a a ante-camara superior da sala
das sesedes da .Maeonaria das Mulheres.
No fuudo de uro bosquete abria-se orna porta l-
bilmente dissimulada por urna latada de plantas Ire-
padeiras. L'ma esc,da desca para ama sala immcu-
sa e da abobada dividida quasi como orna sala de es-
pectculo e adornada com esplernor esquisito, em-
blemtico.
Era ahi.
Mais de oilenla molheres achavam-se cnlao reu-
nidas sobre baucos.
Porem nesse momento na eslava ainda aberla a
sesMo, no para empregar o termo lechnico a Luja.
Ellas linham a linerdade de ir vir, e de con-
versar em voz bsix*.
Era um espectculo myslerioso, e capaz de impres-
sionar. a
() Vida eion'o n. 101.
,l.-se na Patrie :
Parece-nos que nao deixar de ter inleresse para
os nossos leilorcs, o lembrarmos os diversos tratados
que foraraassignados desde l.uiz \1II, entre a Fran-
ca e a Kussia.
1629, em 12 de uovembro : tratado de lllianea e
de commercio, assignado em Moscovv com Miguel F'e
odorowils, czar de Moscovia.
1717, em i de agosto ; tratado de alliaoca assig-
nado em Amsterdara, enlre a Franca, a Russia e a
Prussia.
17:18, A Kussia anii'ic ao tratado assignado em Vi-
enna, enlre a Auslria e a Frauca.
17.'i7, em 3 de novembro : A Russia annuc eon-
vencao de 21 de marco de 17.Y7, assiguada em Stoc-
kolmo entre a Franja e a imperatrizrainha d'Aas-
Iria e a Suecia, que trata do exercicio da garanta do
tratado de Weslphalia, relativamente a guerra de
Allemanha.
1739, em 7 de marco : A czarina annue ao trata-
do de Vcrsailes do dia :l"|de dezembro de 1738.
1739, era 10 de marc.0 : Adlies da Rejada ao Ira-
lado, arligos separados e declararoes assignadas em
1 de maio, e em II de agosto de 17.38 eolre a Fran-
ca e a Dinamarca. Asienso a' declara;3ocda impe-
ratriz rainha da Hungra, [do dia 20 de agosto se-
guinte.
1739, em 17 de novembro : A Franca adhere a
ciinvenc.io relativa ao Bltico, assignada em Sao Pe"
tersburgo, no dia 9 de marco de 1739, entre a Kus-
sia e a Suecia.
1787, em 11 de Janeiro : tratado de commercio,
assignado em Sao Petersburgo.
1801,em 8 de oulubro :. tratado de paz assignado
em l'.ius.
1807, em 7 de jalbo: tratado de paz assiguado em
Tilsil.
1811, em -tu de maio: Iralado de paz assignado em
Pars.
1815, em :l de joolio : congresso de Vienna. Tra-
tado com a Austria, raa-Brctanha, Prussia, Kussia
e Sardenha. *
1813, em 20 de novembro : segunda paz assignada
em Pars', com a Frauca, Graa-Bretanhi, Auslria,
Prussia e Kussia.
A decoraran nao linha nada que a distinguisse par-
ticularmente da Maeonaria Adonhiramila.
A sala eslava forrada de encarnado carmesin. O
lado direilo chamava-se a frica, o lado esquerdo a
America, a entrada a Europa, o fundo a Asia. Na
Asia que represeotava o beren da Maeonaria ergua-
se um docel encamado com franjas de miro sobre
um Ihrouo sustentado por columnas torcidas, no qual
devia assenlar-se a gr.lo mestra.-
1 lia ule desse Ihrouo havia um altar com quatro fi-
guras pintadas lendo os nomes em baixo : Jmana,
llar. Cana, liuinilus, que signilicara : Verdade,
l.iberdade, Fe, e Zelo.
Cinco logareiros ardiam em torno dessas figuras.
Sobre o aliar nolava-se urna pequea pia, na qual
eslava urna trolha de prata.
O forro do teclo represeutava um vasto arco-iris.
Grande numero de inscripces c de ralhegonas al-
catiravam essa sala illuminada por alampadas sym
bolicas que apenas lanravam claridade moderada.
Ahi agit,va-se urna mullida > de mulheres. que no
trage, na plivsionomia, no acento, e as rnaneiras
contraslavam as vezes de um modo notavel. Todas
pareciam penetradas de accordo e de respeito com-
mum. Havia algumas eslrangeiras, enlre oulras urna
sueca que eslava de passagein em Pars. Muitas li-
dalgas imliam alravessado a 1 rauca e deixado seus
caslellos para virem assislir a recepcao de Amelia ;
eram as mesmas que viam-sena igreja da Magdalena
no dia do casamento.
O resto da assembla recrulava-se no grande Ihea-
Iro parisiense, e tambem um tanto nos bastidores.
De balde se leria procurado urna condicao social que
njo tivesse ahi,sua representante. As forcaa da Ma-
eonaria das Mulheres eslavam completas: forras de
-al,io. forjas de ra, forras declaradas, forras occul-
tas. Em um momento dado, a um sgnal conven-
. .uado tollas essas forras pu'nhain-se em jogo ; todas
essas graea-, todos essesesprilo, todas essas elegan-
cias, todas essas rclares, todas essas astucias,
todas essas riquezas funcconavan com a regularida-
de de urna machina ; iraballiavaui eolio ero umiim
commum desejosas de justificar sea divisa : Todas
por urna, urna por lo-las.
Era ahi que se devera procurar a chave de tantos
enigmas, o segredo" de lanas replanles, a explica-
ba de tantas forlunas, e tambera a fonte de lanas
smolas Quanlas cousas atlribuidas ao acaso, quan-
los acoirtecimentos aceitos como vindos do Co a Ma-
eonaria das Mulheres poderia fcilmente reivin-
dicar !
Ei-las alii todas, forman Jo urna dea eui torno da
chia fioanceira igual a auarchia poltica, lal he o re- bitualmeute muda, e aqu vollainos ao que conslitue
sumo dessa siluacao. No perodo que acaba de de-
correr houvc somenle um facto novo ; be a eleva-
rlo ao poder de general Jos, ladeo Menagas, no-
meado presidente em lagar de seu irmao Gregorio
Monagas, que[succedera a elle mesmo em 1851. Res-
ta saber qae influencia real essa transmissao da au-
(oridade suprema, ainda recente, exercer* sobre o
estado do paiz, no puuto de vsla poltico, e no de
todos os inleresses, singularmcnlo parausados desde
muito lempo.
O cerlo he qua a esses diversos respeitos lano na
ordem poltica, como na administrativa e finauceira
a Venuzuela lem sido levada a um grao de anareba
de que o anuo de 1831 apresentou urna moslra par-
ticular. Actos do congresso, actos do governo, in-
siirreienes novas, reunem-se, e misturara-se anda
para caracterisarem a existencia real da repblica
venezuelense durante esse periodo. O anno co-
meQou em condieOes assaz graves. A insurreicao,
que rebenlara em 1833, eslava vencida ; mas ja
manifestavam-se novos sjmptumas de descontenla-
menlo e de guerra civil. O governo do general Gre-
gorio Monagas seutia-se ameacado, e dispunha-se
oulra vez a defender-se. 0 presidenle fera mesmo
allrahido a ama estrada mui perigusa ; nao conten-
lavase com o concurso do partido democrtico, pro-
curava apoio o popularidade emre os homens de
cor. Quanto ao congresso que ia reunr-se nessas
circumstancias, nao poda deixar de soffrer a influ-
encia do poder execulivo, do qual he quasi instru-
mento desde alguns annos. 0 congresso reonio-se
a 7 de fevereiro e a sessao terminou-e a 13 de ju-
nlio : he a primeira parle de 1831. Ora, nesse in-
tervallo hoove certo numero de factos que tocara
nos inleresses mais serios do paiz, ao mesmo lempo
que deixam ver debaixo de alguns aspectos mais no-
laveis a situarlo de Venezuela.
L'ma das principacs medidas propostas pelo go-
verno e voladas pelo congresso era a lei sobre a
abolilo da escravidao definitivamente sanecionada
(1) A 20 de Janeiro de 833 o general Jos Tadeo
Monagas, succedeu ao seu irmao, o general Jos
Gregorio Monagas, presidenle desde 20 de jaueiro
de 1831, cojos poderes espiravam depois de um pe-
riodo de quatro annos.
essencialmeule o estado poltico da Venezuela, a do
minaean iuteira e exclusiva dos Monagas.
As cmaras bem como a imprensa nato sugeilas a
presso desse poder. Alguns homens polticos senlem
a dureza do jugo ; mas nao deixam por isso de su-
porta-lo. Nos ltimos das da sessao de 1831 a 12
de junlio, o presidente reclamou a contnoaco das
faculdades extraordinarias de que goza de urna ma*
neira quasi permanente. S am deputado de Cara-
cas o Sr. Jess Maria Arestiguiela, quz fazer algu-
mas observaciles ; foi immediataraente chamado i
ordem. Nada pinta inelhor esse extraordinario rgi-
men do que um facto acontecido no mesmo lempo :
o presidente fez que o senado o aulurisasse como de-
termina a constiluicao. a comear sete generaes de
divisio, nove generaes de brigada, e vinte e nove
coronis. Ora nessa promorao, ja mui disproporcio-
nada com o elleclivu do exercilo, conlavam-se cinco
ou seis Monagas ; alem disto um voto especial das
cmaras nomeava ao presidenle e a seu irmao Tadeo
generaes em chcfe.percebeudo o sold marcado para
esse posto durante sua vida. Com tal svslema pohti-
o nao he para cstrauhar que seja geral o desconten-
tamente, e que a guerra civil va sempre reuascendo
de alguma sorte de si mesma. Com elfeilo a ferraeu-
lajao nao deixava de augmentar desde o comeco do
anno, e 1831 ia lambem ter sua insurreicao como
1853.
Desde o fim de junho raanifestarara-se as pro.
vincias occidenlaes os priraeiros symplomas desse
novo levantamiento. Foi principalmente em Coro,
llarquisimetlo, San Kelippe, que a insurreicao re-
beulou com violencia ; era dirigida em diversos
pontos pelo general Rodrguez, pelo coronel Garcez,
pelo cominandante Vasquez. A mesma ellervesccu-
cia reiuava as provincias urientaes, e os revoltosos
dessas provincias aguardavam o desembarque do ge-
neral Pacz, clicfe de todo esse movimenlo, o qoa,
segundo diziam, eslava para chegar de New Vork
com armas e muniroes. Apenas chegou a Caracas a
uolicia desses aconlecimentos, o presidente publicou
proclamaces, e tomou lugo as medidas mais extre-
mas. Uecrclou recrularaentos, e un cmprcslimo for-
rado ; a incsiiiu cidade de Caracas eslava em urna
especie de terror ; as pessoas mais uolaveis eram
sociedade, formosas e reas, intimas e Ilustres, raer-
cadoras de effeitof de louemor que sabem a estalis-
lica de todos os camarins enriquecidos e de
todas as casas arruinadas, professoras que lera
entrada particular as familias, que sabem a hora
dos casamenlos, a cifra dos dotes, que interrogara o
corarn das herdeiras, e quando be preciso fazem as
perguntas e as respostas ; aias espreila dos testa-
mentos, mulher de gazeteiros que aparara as peo-
nas dos maridos, e tambera suas ideas, as primeiras
em colheres noticias, as primeiras s vezes em divul-
ga-las ; moras de balco que tem smenle um ouvi-
do pplira lo aos madrigaes, e reservara o oulro ans
inleresses da associa^an obreira, para a qual as ol;i-
cinas e os suburbios nao tem segredos ; emliin uina
sociedade inteira corajosa, dedicada, mltipla !
Ei-las todas Algumas roereeem retrato particu-
lar quer por causa de sua situaro excepcional, quer
pelos serviros que lem prestado ou reuebido. A ua-
tureza muilas vezes inaudita, prodigiosa desses ser-
vicos demonstrar melhor do que urna simplesallir-
inac.in a e\leu-ao. e a diversidade das raraificaees
da Maeonaria das Molheres. He urna caldeira de
dramas e de comedias que vamos derramar cora a
prodigalidadede quem guarda mais do qae derrama,
de quem cala mais do que conta. Nesse mu/.eu. re-
lelo de todas as escolas, e de lodos os gneros o gru-
tesco algumas vezes costear o terrivel, as figuras
ngenous eslaru viziulias dos perfis refinados, e se o
Icilor estranhar algumas cores violentas dever lem-
brar-sc de que brilham sobre urna tela desusada.
Admirar menos a estranheza dessas monographiaa
rrlleetindn que a mor parte desses caracteres solTrem
o jugo de urna voulade cullectiva, que essas existen-
cias nunca pertencem iuleiraraciitc a si mesmas, e
que nessa sociedade tenebrosa as circumstancias, os
aconlecimentos ordenam-sce prepardm-soassiniconio
as substancias nos laboratorios.
Tomemos primeramente aquella humilde rapa
riga que lem ar quasi espantado. Esla coberta al-
o patete por um vestido cinzcnlo, e traz luvaa e sa-
palos grosseiros. He Lucila Genoveva Coroul, ser-
va de um dos mais veneraveis curas de urna paro-
chia dos arrabal le-. Para assislir as reuuies do
passeio doslovalidos tem de fazer prodigios decom-
binares e de pretextos. Quando a cmivocaeao he
indicada para a noite, he sobretudo que cresce seu
emharaco. O cura lem por hbil deitar-se mu,lo
tarde, porque dorme sempre a sesla. Afim de que
Genoveva possa aauentar-se de casa he necessario,
he indispensavel fue seu respeitavel amo deile-se
cedo. Para obler esse resultado Genoveva deve im-
orienlal da repblica ; portm os navios earregados
de armas que Paez expeda de New-Vork chegararo
larde, e quando Indo ja eslava acabado. O governo
pois Iriumphava, porem, devenios dize-lo menos
pela sua propria turca, e pela sua autoridade moral,
do que pela falta de uuidade, e de direeso no mo-
vimenlo urgauisado contra elle.
Assim acontece a todas as insBrreicales desde al-
guns anuos. Se nao ficam victoriosas, nao he porque
a opiniao publica Ihes seja desfavoravel, e que nao
(cnli.im profundas ralzes no paiz ; be porque reben-
tara ao acaso, e sem unidade ; n3o sao mais do que
um esforco intil e desastroso contra urna dnminarSo
sem inlelligencia e sem prestigio. A insarreico de
1831 foi lalvez mais sanguinolenta em sua curta do-
raco do que as precedentes. Tcve sobretudo conse-
quencias funestas para ai provincias revoltadas, at
qaaes solfrerara todas as violencias de urna repres-
sAo victoriosa. Quanto aos cheles dos revoltosos nao
foram fuzilados publicamente, porque est abolida a
pena de morle em materia poltica; porem nao esca-
parain a sua sorte. O general Rodrguez leodo sido
preso foi morto pelos soldados de sda escolla sob o
pretexto de qoe tentara evadir-se. Poucos das de-
pois o commandantc Vasquez cncarcerado em Cara-
cas tive o mesmo fin e pela mesma causa. Assim
Irrmniuu essa triste tentativa revolucionaria nao
sem deixar vestigios de sangue, e sem augmentar a
auarchia moral, poltica,e finauceira do paiz.
Era sob o imperio desses factos que ia se brif o
escrutinio para a nomearao de novo presidente. Se-
gundo a cuiistiluira de Venezuela as listas de elei-
lores sao formadas dous mezes anlesda abertura do
escrutinio. As assembleas primarias reunem-se em
cada parochia durante oito dias contados do 1 de
agosto para escolherem o numero de eleitores cor-
respondente a cada districlo, e no 1 de oulubro estes
ltimos formara na capital de cada provincia oscol-
leios eleitoraes encarregados de notnear o presiden-
te, o vce-presidente, os senadores, os representan-
tes e bem assim os membros das deputaces provtu-
ciacs. A elciq.lo he perfeila se ara dos candidatos a
presidencia obtem a maioria de dous lereus dos ve.
tos ; se nao acontece assim o congresso escollie entre
,,s tres candidatos que obtiveram mais suiTragios.
No estado em Tque achava-sc Venezuela he eviden-
te que as eleiees deviam resentir-se dos acouleci-
mculos que acabavam de haver.
O nico candidato serio era o general Tadeo Mo-
i irmao do presidente, cujos poderes i uo expi-
rar. Por um concurso alias extraordinario de cir-
eumstaucias a volta de la leo-, presidencia apparecia
como um beneficio depois da adromstraclo que es-
lava para findar-se. Posto que o chele da familia
dos Mouagas tivesse inaugurado sua primeira presi-
dencia em 1818 dispersando o congresso a forca de
armas ; todava era considerado como mais civilisa-
doqueoirmao, ao qual tentara muitas vezes, se-
cundo se dizia, induzir a urna politica mais esclare-
cida e mais sabia. Ue facto era sempre o mesmo
svslema, porem debaixo deutua forma mais deceu-
le, e mais capiosa. O general Tadeo Monagas foi
eleilo por uoaniraidide, a qual alias era em mui
grande parte obra do governo. Nao se infira porem
daqui que o presidente e aquelles que o rndeav am
fossem por principio mui favoraveis candidatura
do general Tadeo. Os membros da adminislracao
ainda existente tonino a volta ao poder do amigo
presidente, o qual tomara para com elles em diver-
sas occasioes utna atlitude hostil. Se apoiavam-no
era para defenderera seu corpo, por que nao criao
que podessem obrar de oulra maneira, e mesmo
consummada a eleirao essa turba de pessoas com-
promeltidas, de agiotadores, e de homens de cor
que rodeavam o poder execulivo, au desesperavam
de impedir a elevarlo do novo eleilo fazendo sabir
das circumstancias a daadora de Gregorio Monagas.
Os homens de cor sobretodo leraiao vr-se elimina-
dos sob futura presideucia.
t\ proporeo que approximava-se o lermo desse
triste' regimeue,spalhava-se em Caracas urna agita-
dlo misturada de (error. I ni momento, a 11 de
Janeiro de 1833, creu-se em urna tentativa dos par-
tidarios de Gregorio Mooagas para proclamaren! a
dictadura. Oplano consisliaem renovar na cidade
de Caracas as scenas que linha havido em Bogla
na Nova Granada, a 17 de abril de 1831. Todava
nada disso acouteceu, e a 20 de Janeiro de 1833 ao
roci dia o general Gregorio Monagas entregou o
poder ao vice-presidenle que era o l)r. Joaqoim
Herrera. As cmaras Teuniram-se no mesmo dia,
o escrutinio foi aberlo, c o general Tadeo Monagas
lendo reunid a unanimidade dos sufTragiaj foi pro-
pedir a sesta, e s Dos sabe a quanto tumullo feito
de proposito; a quanlas menliriuha-, a quantos ar-
dis tem de recorrer a pobre serva. Ora he urna pBc-
cadori que ella Iraz quasi a forra ao confessionario,
ora he um enfermo M portas da morle que ella ima-
gina ; e o bom cora deixa suspirando o Iravesseiro
sobre que comec,ava a repousar a cabera, loma
sobrepelliz ou pede o chapeo para correr outra ex-
tremidade da freguezia. Que voltando elle lepre-
henda Genoveva pelo seu estoovamenlo, pouco im-
porta ; essii noite ella se deilari as nove horas, e
Genoveva Cornal ir i reuuiau da Maeonaria das
Mulheres.
Sessenla edous,innoi, curvada, nariz cravado no
rosto maneira dos podaros de pao de ngulo recto,
que poe-se nos brinquedos de menino de eslylo pri-
mitivo, papillas volvendo-se incessanlemenle na r-
bita, pello vermelha, liegos linos, raros cabellos,
uina semelhanca de ave de rapia, eis vista de face
a viuva Krinois, de cojo bolso acaba de cahir um ba-
ralhn de cartas. He un. das cliagas, una das ver
gonhas da associaeao. Essa mulher joga por toda i
parte,'jogaria al sobre u altar; para ella o mundo,
a familia s datara da inveneao dos tarles. O jogo
a unir a um marido avarpnto. um vendedor de ins-
trumentos msicos, o jogO' a livrar poupando-lhe
um grave ajuste de otilas. O defunto Brinois li-
nha o coslume de enterrar i diubeiro, madama Kri-
nois linha a inania de ilesentewa-lo; o defunto Bri-
nois mellia seus ganhos em meilheiios que eslavam
sempre vasios ; guardava snas ecooomias em collres
que linham una entrada e oin sabida. Ora dia
elle percebeu que enllocara sufl lorlnna no tonel das
anaides, e nesse dia morreu.' A mulher mandou
logo sondar as paredes, desfazeir os clchales, demo-
lir os pannos dachamin, descoser o colina das pol-
trouas^orrer s livros de follifl em folha. e quando
ajirntou o ilinheiro qae o maridi esconder por toda
a parte foi joga-lo em seus garito* ordinarios.
Madama Brinois fechou armazem do marido,
mas ainda nao leve o lempo de vewfer os fundos.
Quando falta-lhe dinheiro recorre acs Slradivanus,
vos Guarueriiis, aos Amati, e se nao i.'cha prer ra-
zo,iv el osevpoe como entrada de jogo* Chegou urna
vez ira/en.lo lira fagote debaixo do hr,n.:o, e quando
vinha-lfir a man era termos de lasquei.iet eollocava
gravemente sobre o tapete o inslrumeul o da cubre
dizendo : Ha ura fagote uo mesmo lora com que
teria dito : Ha um luiz.
Fcilmente se adevinha que a tinta Brinois he
mais onerosa que til bs suas irmaas da associaeao
Pede incessanlemenle diubeire, e muilas vezes du
rante as sesses levou o cyoismo a ponto de querer
organisar alguns banquo clandestinos. Morrer na
impenilcncia final, e merecer ser enterrada debaixo
de um candeeiro de casa de jogo.
^Isabel Ferrand casada cura o celebre procuradur
geral Ferraud, he una das furias da Maeonaria das
Mulheres. He bella, engracada c espirituosa. H-
bil era dirigir os altos enredos al no circulo da ma-
gistratura, he evrellentc na arte de influir e mesmu
de transformar as condices. He em seu sabio, um
dos mais deliciosos e dos mais serios de Paris, que a
Maeonaria arma juslica suas redes cor de rosa, seus
faros de garca. l)o grave e irreprehemivel Ferrand
ela fez, sera que elle o senlisse, o mais firme apoio
de una sociedade secreta, contra a qual seria o pri-
meiro em provocar a applieae.lo da lei se suspeitasse
sua existencia.
I m pouco distante de madama Ferrand esti uina
negra vestida moda parisiense. He F.lisa. contienda
por Hhano; ha tres annos que era escrA em um
engolillo da Marliuica; agora he marqueta! porque
seu senhor Mr. de Champ-Lagardc casou com ella.
Eis-aqui em que circumstancias o era quo occasiao
elfectuou-te esse hv mineo extraordinario.
Raoul de Champ-Lagarde era da alla|e anliga uo-
breza, tinha lios e irraaos nos primeiros cargos da
corle, nos primeiros graos do exercito, as mais al
tas dignidades da igreja. Suas tres irmaas cedo ou
larde haviam de conlrahir alliancas Ilustres. Por
nina excepeilo que seus vicios precoces linham me-
recido, Rao'ul desde sua mocidade vio-se deixado as
colonias sb pretexto de administrar prupriedades
consideraseis. Assim curan collocam-se as casas de
plvora fura das cidades. assim tambem envia-se pa-
ra alem dos mares a uobreza prematuramente corrup-
ta. O rancor de Kaoul contra sua familia devia da-
lar desse exilio.
F.lle acaban de depravar-se na Martinica, onde
coniprometteu seus bens e loruouse um flagello pa-
ra os indgena-. Bravo rumo mu Icao, s-nguinari
como o marechal do Relz, choearreiro o feio, elle
adquir una Horneada de Ivrannia que chegou a
Europa, Paris e ao gabinete rio re dos Francezes.
Fui oprimen que uusuu publicar em urna gazela
esle aununci : O senhor marquez de t'.hainp-l.a-
Barde avisa ao publico,de que suas horas de combate
licam mudadas de'de o dia 13 do curenle. F.is-aqui
a nova ordem que adnplnu: de manilla das nove as
onze huras para a pistola ; de tarde das dnas as cin-
co para a arma branca. Em sua casa se acharao lc<-
lotnnnh i-.
I Como veio a fallar o dinheiro a esse strapa temi-
membros do governo fizeram urna ultima tentativa
para assegorarero sua psito antes da orgaoi>ac3o
definitiva da adminislracao que ia comedir. Um
dos antigos ministros, o Sr. Simn Planas, Iraba-
Ihou para ser eleilo conselhaira de estado pelas c-
maras com o seu collega ministro da fazenda, o Sr.
Po Ceballos, e o ex-governador de Caracas o Sr.
Larrazabal. O Sr. Planas nao calculara mal: nao
podendo oppor-se a eleirao de Tadeo Mooagas ei-
(orcara-se por eslabelecer um contrapeso compondo
as camaias com gente soa. Porm enganava-te em
pensar que nao estando mais no poder adiara o
raesmo apoio uo corpo legislativo. A nomeaco dos
couselheiros de estad foi com efleilo as cmaras a
occasiao de urna luta ezlremamente viva. O esfor- '
eo dos partidarios do Sr. Planas achava-se neulra-
lisado pelos adversarios da administraras) preceden-
te, os quaes para supprirem sua inferioridade nu-
mrica nao tinha outro recurso sena ganhar lem-
po prolougando a discussio, e espadando a votarlo.
X paixao publica lomara parte nesse negocio e as
circumstancias tornavam-se criticas qoando a 29 da
Janeiro chegou sbitamente a Caracas sem ser an-
uuuciado o general Tadeo Monagas. A 30 preslou
o juramento, e tomn posse da autoridade suprema.
Era o ponto de partida de nova situara qae come-
java para Vennezuela com o anno de 1855.
Por si mesma essa inaugurara de novo poder nio
deixava de apresenlar algumas particularidades cu-
riosas, e de mostrar em sua trille aealidada, estado
do paiz no momento era que retirava-se o general
Gregorio Munagas. No meio das demoastracroes hon-
ve am incidente sobretudo notavel. Na recepr,ao qua
linha lugar no palacio do governo um prelado octo-
genario, o bispo de Trcala, chegoa-se ao chafe do
poder eiecutivo, e resumi assim em soa allocucio
todas as desgranas publicas, ul'arece-me, disse elle,
que todos os males physicos, moraes e polticos reu-
uiram-se para opprimirem esta desgranada repbli-
ca. Penuria de substancias, deploravel estagnae,ao
da agricultura por motivo que conbeceis, ineommo-
do das familias, reclamac3o amcaradora de algumas
potencias eslrangeiras, doenras e terremotos, silen-
cio glacial da imprensa, essa lingua legal dos povos
para salisfazer as mais simples exigencias do servijo
publico, urna divida immensa que pesar sobre dex
geraces, a agiotagem levada al o escndalo, a jus-
(ira av iliada, ameacas de morle proferidas contra
certas classes da sociedade, o roulio e o assaasioalo
commettidos por maos ignoradas, cidadaos e milita-
res no desterro, partidos irreconciliaveis, a guerra
civil por toda a parle: eis, geqeral, um esboco bre-
ve e triste dos males que sois chimado a remediar...
Bem looge de irrilar-se com essas palavras aecu-
sadoras da administrarlo do irmao, o presidenta
ouviu alternamente o velho prelado. Em urna men-
sagem que elle mesma dirigi as cmaras alguns dias
depois, a I i de fevereiro, o general Tadeo Monagas
na falia ura quadro mais animador do estado da re-
pblica ; recondena a desordem, a auarchia qae rei-
n.ivuui por loda a parle, lano ta adminislracao da
ju-tira como as financas ; exprima a intcuedo da
governar no inleresse do paiz e na uniao dos parti-
dos. Entraudo no lado pralico das coasas chamava
a attenr.iu das cmaras sobre a necessidade de reor-
ganisar as finanzas, de corrigir a adminislracao da
justiea, e de reformar algumas leis mais recentes,
notavelraente a lei sobre a aholico da escravidao,
para eslabelecer de urna maoeira mais solida a in-
deranisacao promellida aos proprietarios de escravos.
Desde sua entrada no poder o general Tadeo Mona-
gas recebera framente os homens empreados no go-
verno de sea irmao. Gregorio Monagas relirara-se
raesmo mui descontente para Barcelona, e sens agen-
tes os senhores Simn Planas, Po Ceballos, Larra-
zabal, viam definitivamente baldada sua candidatu-
ra ao conselho de estado. Os candidatos nomeados
eram o general Laurencio Silva, o arcebispo de Ca-
racas, e o Sr. Francisco Conde. Emfim formou-se
novo ministerio a 7 de fevereiro composto dos se-
nhores Francisco Aranda no interior, na justiea e
as reanles exteriores ; do Sr. Yacalo Gutirrez na
fazendi, e do'geueral Salom na rejiarlico da guer- _
ra e da marinha. Esle nao aceitn e foi substituido
provisoriamente pelo Sr. Hxslippe Esteves. O gene-
ral Caslelli foi ao mesmo lempo nomeado minislro
plenipotenciario em Bgala. (2)
L"m dos caracteres da administrarlo nova doge-
neral ladea Monagas he ter inspirado a principio
grande confianza. Taes erao as lembraoras deixa-
das pelo seu irmao, que a opiniao publica esperara
dalle algum allivio. Aquelles mesmos que linham
sido seus adversarios nao eslavam longe de esque-
cer suas hostilidades, e de concorrer com os seas
esforcos para eslabelecimento de melhor rgimen.
Todava esses primeiros senlimentos de confiaiieanao
lardar jtn em arrefecer. A amnista que lodos espera-
vam.e que era dictada por ama poltica conciliadora,
foi sucessivameute espacada. A indignarlo do no-
vo presidente contra os abuzos da administraba do
irmao applacou-se um pouco. Definitivamente a
situarlo de Venezuela permanecen a mesma que era.
No interior he ainda urna mistura de depotismo
pessoal no poder, de submssao servil da parle das
clamado presidente.
Entretanto o novo chele do poder execulivo es-
lava auseulo. nao deixara seu hato de Robles na
provincia de Barcelona. Ora na especie de inter-
regno que prolongava-se al a sua chegada, os
(21 As potencias europeas, sao representadas em
Caracas por encarregados de negocios, cnsules ge-
raes : a Franca por Mr. Levrand; a Gra Breta-
nli.i pelo Sr. Biogham, etc. Os Estados Unidos lem
lambem ura eucarregado de negocios em Caracas, o
Sr. Steele, e muilos agentes consulares as onlras
cidades de Venezuela.
do, o leitor adevinhara'. Depois de haver esgolado
lodos os seus recursos, e imposto contribuirnos aos
seus colono', eile dirigio-sc familia, aos armaos, e
aos tios, os quaes lhe respondern! com seccra : Vi-
va na desordem se assim lhe apraz ;' mas esqueca-se
de que tem prenles. Kaoul de Champ-Lagarde
preparon urna vinganre formidavel c simples. Lan-
rnu a vista em torno de si, e casou com a negra Eli-
sia, chamada bano, naloral das cosas de Guie.
bano tinha enlao dezeseis annos.
Se essa e-erava libertada pode ingenuamente crer-
se desposada por amor, sea erro nao teve longa du-
raran. Voltando da ceremonia nupcial Kaoul tirou
um magnifico chicote de cabo incrustado de prata, e
disse-lhe:
Nao quero herdeiros.
Esla sentenra lacnica teria parecido brutal a qual-
quer oulra mulher; mas a Africana acostumada aos
maos Iratos, respcudeu-lbo tora um sorriso de mo-
destia.
Julgava-se bella, pois muitas vezes a petulancia
tropical de suas grabas lizera desesperar a negros
admiradores. Senlia-so vagamente com intelligeucia,
e concebeu o projeclo de elevar-se at a altura de
sua incrivel fortuna.
No dia segainte ao de seu cas menlo o marquez e
a inarqueza de C.hamp Lagarde emharearam-se pa-
ra a Frauca : foram a Paris. Raoul sabia que ura
seu iruiirj nigulho-u representante da Iradieao legi-
timisla, flpebia uina vez por semana toda a alta no-
breza do Eairru de Saint-Germain. Quiz em com-
panhia de bano cahir cuino urna injuria no meio
dessa aristocracia quo 15o severamente o repel-
lira.
Aununciadns por um porteiro balbucanle c es-
(upefaelo, Kaoul e sua negra esposa cnlraram sbi-
tamente. O escndalo foi immenso. O semblante
bilioso c irnicamente risonho do marquez resahia
sobre ura vestuario do melhor gosto. Apoiada em
seu braco bano percorna o sabio com um olhar en-
camad', (razia um vertido de setim branco, sobre o
qual sua cabeea apparecia como uina loupeira na ne-
v, l'm collar encarnado adornava-lhe o pescoco.
Cuslava-llie muito deixar de saudar as mulheres e'de
sorrir aos homens. Anneis, braceletes, brincos de
orelhas tudn brilhava-lhe sobre a pelle como faiscas
sobre papel queimadu ; pareca que enfeilra-se des-
nr.Ion i tatenlo com ludas as joias de nma loja. Am-
bos adianlavam-se como esperando felicllaces, e
cnlheiido smente o espanto ; os convidados recua-
vara em silencio dianle dessa lempestade que carui-
nhava. Todos procoratam sahidai. Houve at algu-
mas mocas qoe desmaiaram.
No dia seguinte alugaram um palacio na avenida
de Anlin ; sahiam lodas as manbaas em calefa, a-
presenlavam-se todas as noites us lugares mais des-
culierlos da opera, ou mesmo dos thealrcs dos pas-
seios ; ottereciam-se voluntariamente para paslo da
altenejo publica, a qual reco> hecila Ihes orgaoisou
logo verdadeira popularidade.
A v inganra do marquez de Champ Lagarde teve
os resultados qae elle esperara. Arnaldicoado pelo
sua familia, qae votara ao ridiculo, anathemalisada
per (oda a nobreza achuu um refugio nes abolicio-
nistas dos Estados-Unidos e da Inglaterra, os qnaes
6 qoizeram ver nesse casaraeulo orna homenagem
brilhanle, rendida aos seos principios. Por conse-
guinte elevaram-se de todos os cantos em prove!
desse casal disparalado, teslemulhos de sympathia
que restabeleceram o crdito de Kaoul. Depois os
mesmos Champ-Lagarde induzidos a accommodacao,
e reunidos por um receio commum, mandaram pro-
por-lne urna renda secreta de cem mil francos sob a
cmbelo de que elle nao perpetuara sua vinganea
por cor de progenitura.
Pouco a pouco eis-aqui o que accooleceu : o mar-
quez Kaoul cooforraoa-se, a idade ea mudanca de
circulo exlinguiram-lbe us vicios. Enlao envergo-
uhou-se da mulher, procurou desfazer-sc della, afas-
ta-la ; porm nao era mais lempo. Outra vinganr-a
dirigida contra essa, contra o proprio marquez por
urna de suas anligas amasias is portas da morte col-
locara bano debaixo da proterrao da Maeonaria
das Molheres. bano ficoo em Paris ; qoiz conhe-
cer e usar de seus direilo* ; deram-lhe mestres e
costoreiras ; ella habiluou-se a frequentsr a socie-
dade elegante, e, cousa diflicil, mas tornada possivel
pelo crdito de suas novas irmaas, a sociedade babi-
iui o se emfim a recebe-la.
Alguns salues j adroiltiram-na em suas rcnnioes
intimas como originalidade. phaulasia, como irmaa
de Ourtl.a, c apostamos que brevemente sera moda
(e-la em lodos os bailes. Quando o marquez de
Champ Lagarde confuso e desesperado por essa me-
tamurphose iuexperada (alia era reeuvia-la i Marli-
uica, ella vai buscar em sua bibliotheca particular
mu lvro, cujas folhas tem a borda pintada de lre
cures, e que ella esluda profundamente, ha tres au-
nos. Nao faz muilo lempo que eufurecido por essa
resistencia o marquez tenlou vollar s anligas tra-
dises de colono ; mas enUo foi bano quem lirou
o chicote de cabo cncrustado de prata.
(Continuar-sc-ha.j
MUTILA
k*
ILEGIVEL


DIARIO DEIPRNAMBUCO SIUM 3 2 D MAiO OC 1856
untaras, de incerlea a de estagoacSo ua maisa do
pita. No ponto' de visla etterior sobrevcio miis
orna difficuldade etagerada talvez pelo presidente
para achar netla o preteilo de eiercer ama especie
de dictadura,
He cora a Nova (ranada qne elevou-se essa ditli-
culdade. Desde algejn lempo a Novallratiada nomeio
de -uas perlurbacftes tein-sc occupado em discutir
diversas medidas, du quaes algumas sao ao menos
inopportnnas. Ira projecto de eonstiluc.ao he prin-
cipalmente elaborado para restabelecer debaiio de
forma fedenl umi repblica columbiense, Ora t
esse nome parece ama a meac,a para os estados que
perteoceram a anliga Colombia. Uulra lei recente
discutida pelas cmaras concede 16.00U hcctares de
Ierra para a abartura da urna estrada entre Rio Ha-
cha e Maracaibo. Aqu haveria usurpar.lo dos ter-
rotorios cuja propriedade Venezuela reivindica. Era
tira ostro projecto tendente a proclamar a liberdade
do comraercio pelos rios que desembocara no Ama-
zonas e no Oreooqae oflenderia igualmente os d-
reitot de Venezuela.
O general ladeo Monagas tomava ojpretevlo des-
ees diversos 3dos do congresso neo-granadinu para
dar o grite de alarma, e para dirigir as cmaras de
Caracas urna mensagem das raais bellicosas, a 17 dfc
abril de 1855. As cmaras venezoelenses cederam
ao mesmo irapalso.|e respondram a mensagem pre-
sidencial dando ao general ladeo Monagas facul-
dades extraordinarias aulorinando-o a recrular, se
fowe precito, 50,000 homens, e a ronlrnhlr nm em-
prestimo de i milhoesj de piastras. Seria talvez
ainda mais diflicil ao governo venezuelense adiar i
raillies de piastras do que recrular |50,000]horaens,
Porem era na verdade um tanto singular ver o gene-
ral Tadeo Monagas tomar essa allilude bellicosa por
occasiao de projeclos mais chimericos do que peri-
gosos, e antes de recorrer as explicacoes diplomti-
cas, as quaes teri.lo sem nenhama dnvida reduzido
ases fados ao seu josto valor. Por ora ah parara
os incidentes polticos do Venezuela.
Corno se ve, a ordem nao he o que caraterisa esa
existencia, e a respeito de anarchia, de incoheren-
cia, as finanzas escedem certamente a poltica. In-
felizmente a administrarlo financeira de Venezuela
be desde alguns annos > raais rara mistura de expe-
dientes ruinoso de operarnos equvocas, de agiola-
gem e de penuria. Nessc ultimo anno deram-se
nuda fado* como este : os empregados subalternos,
os pensionistas do Estado nao sao pasos ; rednzidot
miseria vem-se obrigidos a negociar sua pens.lo
ou seu titulo a 30 e 40 por 100 de perda com agio-
tadores que cobrara depois integralmente. No mez
de dezembro de 1851 o palacio do governo foi um
da o theatro da scena mais extraordinaria. No mo-
mento em que o ministro da fazenda, n Sr. Pi Ce-
ballos ahegoa a ana secretaria foi assaltado pelos em-
pregados do ministerio que vinbarn reclamar-lba
seis meacs de ordenado. O Sr. Caballos esquivou-s'
a essa manifestarlo entrando precipitadamente no
aeu gabinete ; mas os empregados aguardaram sua
ahida do conielbo, e depois de ttr esperado muito
lempo elle nao poude evadir-se sem soffrer grande
apupada. O Sr. Ceballos foi queixar-se ao presi-
dente, e qual em vez de censurar os empregados
fingi ignorar que nao erara pagos. Tal era o dis-
credito do governo nessa poca que nJo podia achar
100,000 p'iastras de que netessilava pira viver ale
SO de Janeiro, da em quo o poder passava a oulras
naos.
Quaoto a siluaro real, em qne a ultima adminis-
traran deixou as finanras de Venezuela, seria difli-
cil l'aier-se urna ideia, mesmo approximada. lle-
vemos estar pelo testemaoho do novo presidente, o
qual exprimia-se assim era urna mensagem de -J'.i de
ruarlo de 1855 : U ministro da fazenda oceupou-
ae em reunir os documentos, sobre qne ltavia de lia.
er seu relatorio ; parem taes sao a desordem e a
coofasao nessa partala administrarlo publica.que nao
poude acabar a tarefa. O thesouro est individado
de todos os lados, e sdas arrecadaces presentes c
futuras estSo empenhadas como garantia'dc crditos
de differente natareza. O erario, eslava Uto (gota-
do que quando encarregnei-me do poder, nao ha-
vja com que se desse rarao aos soldados. O ordena-
do dos empregados, a pensao dos invlidos, e daa
viuvas erara a presa dos especuladores tornados cre-
dores do Estado em virtode de contratos de que ti-
ravam proveito considaraveis e escaodalosos. Ucssn
maneira a divida lluctuante elevou-se a mais de 5 m-
lhCes, sem contar a que provem dos sesvi{os milita-
res na ultima revoluco de 1851, e multas dividas
routrahidas durante a guerra civil de 1853. Os cr-
dito* que pesao sobre as alfandegas em. consequeu-
eia de contratos ou de regulameulos diplomticos
obsorvem totalmente os direitos ordinarios e extra-
ordinarios de importarlo e de exportarlo... A'.di-
vida'putllca citerior augmenton por nao se ler podi-
do pagar os juros ; a divida interior consolidada
augmenta igualmente de dia em;dia pela mesma
causa, lie nessa situarn que achel o thesouro'
publico sem fundos dlsponiveis, e com obrigae.net
impossiveis de calcular... Entretanto era preciso
viver no meio dessa desordem, e a administrarlo
do general Tadeo Monagas obleve por via de Iran-
aacccJes de certa elasse de seos credores que smen-
tereceberiam da; renda das alfandegas 30 por 100,
deixando 70 ao governo. Assim tanto no ponto
de vista das finanzas, como no de tojos os .ulereases
do paiz resta urna obra immensa por fazer-se.
Mas essa se far -! O novo presidente de Vene-
zuela cuida se qner as has condicoesmais simples I
Eis a qucst.lo actual. A volta do general Tadeo
Monagas ao poder pareceu instante progresso com-
parativamente a administradlo do irraao. Elle lem
evidentemente mais capacidade, mais intelligencia
dos negocios, mais inslindos civilisados do que o seu
predecessor; porem no fando ho a mesma natareza,
a poltica nelle nlo procede de oulra inspirado.
Sem dnvida exprimi senlfmentos de conciliar.!,..,
quando tomou posse da autoridade suprema ; toda-
va al agora os actos pouco lem correspondido as
palavras, a nada indica qao Venezuela tenlia sabido
da alternativa em que se cha collocada desde .muito
lempo entre um despotismo vulgar, e a anarchia das
ioiurreirOes.
[{Annuaire de Deux Monda.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
H.JIVVUIU 1 (i.
LISBOA.
13 de abril.
CHRONICA.
A liileraura e a critica.lnveniam a ebronica.Para
qu* 1Diatinccao ad usum leetoHs.Peroracio do
exordio.A Academia e os seusestatutos.O viseon-
de fe Santarem, e as bonras-posihumas.Anda a
Academia.Desintelligencias gravreima.lim ver-
dadeiro instituto pratko de Ultras e moralidad.'__
Sarao potico em perspectivaConcert.Viajantes
artista*ThalbergGermana.Theatroa.Prometis
dr.uja*ctt.Haepparicuet. Tendencias berico.litte-
rariasvRevisU-penlosutot.Jornaei litteiarios.Bi-
bHographia.Hbtorla.Poesa.
Ilavia na anliga Roma certas solemnidades pori-
fieatorias em que a aedez era considerada como ac-
re-sorio indspensavei da sua celebrarlo ; destas fal-
lamos, para nos nao referirmos a mil oulras nude-
z*s mais ou menos licitas, quer na pagan lithorgia,
quer nas (xcenlricas osancas daquelle povo extraor-
dinario* Noa se representava a verdade ; mis, os
deoses do Olympo ; desnudadas quasi todas as figu-
ulili-
dadeiro; mas para se fiugirem essas bellas qualidades
nao se arroje inconsideradamente o ultimo veo do
pudor.
Eis um dos esclitos da critica em quo tem viudo
naufragar muitns praticos o experimentados. An-
da nutro; he Villemain, urna das peonas raais auto-
risadas ueste diflicillimo genero, quent o esereve ;
a necessidade de examinar cada dia o producto de
cada mez, reduz nimia- veves a critica a assuraplos
esteris e ingratos. Que fez entao a Iillcratura
para poder fallar de si com menos risco '.' Como evi-
tou as aparcelladas paragens da critica, que por om
lado amearavaiu com a Scj lli da semsaboria, por
outro, com a Carybids da exagerarao malvola '.' In-
venten a chronica, apparelhou-a em barca de sal-
varlo, embarca all quolidiatiamcnle todos os seus
productos, desde os mediocres at os ptimos, e raui
segura de i, lanra-se a navegar por sobre as mais
temerosas lyrtes, com a afuileza que lite provem da
fe que poz ua consirucrao do baixel era que se aven-
turou.
Maa a critica pnopriamenle dita ?
A critica soll'reu ou antes gozou as legitimas eonse-
queucias de se loearcm os extremos, forja de se
degenerar,.vai-se regenerando.
Entao como'.'
Fez-se mitra vez critica, como era de primeiro;
reservou-se para as occasies solemues ; reassumio
a primitiva circumspecrao ; desnuda-se com gracio-
sa modestia ; viaja para esludo ; explora meditada-
mente ate raesrno as tempestades que a perseguem
ou sorprenden! ; navega em embarcaces de alto
bordo, e se is vezes IIie soccede naufragar, he por-
que quanlo roaior he a nao, tanto maior he a tor-
menta.
Cornejo a perceber ; continuar talvez o leilor,
e nisto rae provara raui alteudivel benevolencia,
lemos visto tudo isso, duas criticas ; urna deltas
apercibida e petrechada para investigares de longo
eurso, orna especie de expedicionaria australiana,
que melle a bordo, antes de desferr vela, ludo
quanlo a pode auxiliar nos seus descolirimeotos,
alim de levar, se chegar a porto e salvameulo, ou
Irazer, se de la vollar, sobre um bom lastro de soli-
das observarles, ronsideravel carregamenlo de no-
vedades, averiguarnos, e mesmo tyslemas de maior
m menor alcance ; a oulra critica, do que fica dito,
parece colber-se que he urna como critica-paquete,
ou mala irrespowavel, onde progresivamente se vao
expurlaii.li. noticias luteranas sem commeulario,
observarr.es (ao ligeirasque|o ventoso por si as leva-
rla, e mil oulras futilidades deste genero, como a
maior parle das importarles poslaes raanuscriptas,
em qnalquer paiz do mundo.
Sois malicioso ; effeclivameote acabou de se esta,
belecer ama dislioecao, mas nao he positivamente
esaa com que interpretis o que cima se ia dizendo,
Perda, nao he bom isso.
A chtonica hmenos do que a primeira, e ahuma
cousa mais do que a segunda. Jalea l.econle, por
exemplo, ho nm armador typico deste genero de
correios Iliterarios.
Compro observar porem, qne desambiciosa como
he a chronica, c destinada a diz#r cora a canrao de
Branger :
a ans la sonpente Ha portier
Je naquis au rez-de-chausse.
Ssm esperanrs de subir ao andar de cima, comlu-
do alegre, folgazaa e descuidada, conta conservar-se
muito a. sua vontade onde a sorle a collocou, sem ler
que laslimar-sc jamis com a Icllra da inimilavel
copla franceza :
I tan- la mansarda me vnil,
Me voil pauvre balaveuse
Varredora '.... Isso nunca, lie de sua iudole pro-
ver-sc do que precisa para desempeuhar mclhor
que pode o papel que Iba foi distribuido ; mas var-'
riT indislinctamente para dentro da sua mala todo
que encentra nas habituaes digressoes com que pre-
cede cada viagein, he o que ninguem lite poder.i
nunca provar.
E a chronica, como lite chamis, nao sali do
exordio? Ahi vai, daqni, do linjiar da sua porta,
estava-so conversando cem 19o bons visinhos, que
bem podia c ficar horas csqaecidas, senio Ihe lem-
brais que sai*. Ella ah vai.
Realmente quando se olha para tres me/os, cojo
rctrospecto se deve fazer, desanimar-se-hia, seniio
fra ainda a mal, a conviccao de que o nosso roovi-
mento litlerario relativo a esse espato de lempo, be
anda asss comprchensivel nos limites de urna le
tura.
Por onde coraejar Batamos porta da remoja-
da, mas ainda antiga Academia Real das Sciencias.
Nas fileirat da Iillcratura militante recrutou ltima-
mente esta rorporar.lu novos membros, cuja acqui-
sijao devia contribu/ a elevar-llie a lem pera tora e
a augmentar-lhe o ardor.
Os novos acadmicos sao os Srs. Latino Coellio,
Lopes de Mendonja,Mendos I.cal Jnior, e 1 rlner.
Trala-se alli .la reviso de estatutos, o que he mu
lo louvavel, mas que, por mais que o eslejara a justifi-
car as razes de conveniencia, se approxima tanto
da vida prosaica e usual, que a nio ser o venerando
aspecto daqticlla magestosa sala de Jess, c os perfis
de muitos dos circumstantes, que bem revelam i
primeira vista o Ivpo da superioridade intelleclivi
O.1
ras que o ritual dos jogos pblicos ou semi-pu_..
eos fatia comparecer peridicamente face dos am-
pliilhealros romanos, cujo sentimento commnm se
funda u'uma iusaciavcl avidez de imprcssOes vivas
e cstremamenlelproouociadai.
Tem a litteratnra contempornea lambem os seas
das nefastos, como os tinha o mondo romano ; tam-
bera como este, celebra despida as -uas expiajOes e
lupercaes ; tambem ella comparece peridicamente
peranle os modernos amphithealros nao meuos vi-
dos de imprcsses desembajadas que os antigos, a
purifiear-ae das suas maculas e dosv.ojsem disfarja-
.losiablerfugios. A litlerMara assim desataviada,
exp.atona e francamente naa, a mea ver, chama-se
iTilica ; uraas vezes ormosa conio a propria verda-
de. que de todos os milhos d'oulr'ora, fui Km dn-
vida o nico que abe asistir a saecessiva inha-
macao de lodos o, oulros, sem perder da primitiva
tingeleza e magestade, nem orna sd parcella.
Feliz a critica, jt uude7 for 9eme|h,n|e do
sempre redivivo symbolo dessa gentileza desenfeita-
da, que tanto caplivava os olhos da imagn'ajio, como
os do enlendimento. Ai dalla, porem, quando a
sua despejada franqueza a eeadoz i, desonvollora,
dos jogos flora es,
A' conta de purcajao deve lomar-se, no primei-
ra easa; nn segundo, roma ahominaja defeza
nossia^poca, o, nosw cortme-, ao nossomododa
penar, a a dosm modo de ver. Seja-ai ffoco e vir-
dc que s3o dolados, julgarieis estar assislindo
mais trivial sessao econmica de associajao bur-
gueza.
i iccupa este anno o Sr. Aletandre Kerculano o
lugar da vice-presidencia. L'ma das subttiluires
propnslas pela commissao encarregada daquella re-
visao he que i possa cada urna das classes uomear
quMro socios de mrito e pensionados, sem attenjo
suaantiguidade, mas laosomenle ao seu raereci-
niento e serviros Iliterarios ; c quaudo nao bija em
algumadas classes qualro sucios elTectiVo's, qoe se-
jam reputados dignos de oceupar os lo.Nres Je m-
rito desta elasse, fienrem vagos os exee ale, para
serem prvidos quando soderem as circunstancia
requeridas, n
Reduzem-se as eliminajoes c subsliluijes mais
notaveis ao saguinte :
Picar redgido o art. 13 dcsla maneira :
llavera na Academia, 1. um presidente que ser
um principe da familia real portuguesa, nomcado
pela pessoa reiuant* ; 3.a L'm viw-presidenle, um
secretario geral, mu vice-secrelario geral uomeados
pela Academia ; um presid/nte, um vice-presiden-
te, um secrelarie>e um vicesecretario por cada das-
so e por ellas Humeados.
0 c%o de presidente da Academia sera perpe-
tuo ; lodos os demais cargos serao'temporarios.
As oulrasemendas|proposlasversam sobre assump-
loa econmicos,parle muito allendivel em qualquer
estabelecimeuto.porem muito excusavel aqui. O Sr.
Latino Cotllio,foi eleito vice-sccrelario,eoSr. Mora-
to Roma, Ihtsoureiro. A academia fecbuu o iuq-
su de historia-natural, e cuida actualmente em
reorg.inisa-lo, o que ja se deveria ler feito ha mais
lempo.
Nao devo passar em silencia admissao do Sr. Ma-
noel da Silva Passos como membro rlleclivo da class
das sciencias muraes,politicas e de bellas-lettras. Este
tributo prestado pela academia ao eminente estadis-
ta, ho o testemaoho ofticial e um merecimenlo que
a opinla* geralmentc rccnnlwcia. Soflreu ha pouco
aquella elasse urna perda quo ainda lamenta, com
todos os apreciadores dos incantaveis trabalhos do
fallecido visconde de Saularvm que se achava em
l'aris. Era o seu mrito umversalmente ba\idoem
bom coaceito por nacioaaes e estrangeirot. Consu-
mi a maior parle da existencia no serviro da his
'oria patria, que deixou enriquecida com preciosos
documentos cobservacAes. O subsidio volado pelo
governo para a commissao scienlilica,quc o erudilo
guarda-rar da Torre do Tombo desempeohava em
I ranrn, lica sendo por sua mprle administrado pela
academia, para trabalhos ana ogo.
O paiz lem a pagar certas < vidas que se u.lo sol-
ver com o producto de cmpri-timus, por mais aval-
lados que ellcs sejam. La esl io os resrer inortaes
do Ilustre arclicologo na vasta necrpolis dos.l'raze-
res onde as campas obsrurasi spul.im a ultima nes-
ga de terreno donde possa eluvar-se um monumen-
to a memoria das illuslrarei portuguesas. Tanto
se falla va ha um mez na liaili darao dos ossos de Ca-
rnees para S. Vicente, boje ninguem pensa senao em
algarismos, uinguem falla senao nos adiamanto*,
que parece de (odas as formlas condecidas a que
mais caraelcrisa esle paiz. Sobre a campa abcrla
iarrell, derramarara-se lagrimas sinceras, que
a eloquencia dos nossos primeiros engenhos (radium
do em improvisadas elegas do corajao. Garrelt
est sendo anda heje porque fatleceu bonlem, o as-
sumpto de bellos trabalhos tiiographicos e crticos,
Amanha.i rio esses volnir.esL perdidos nas svhilli-
n;i ti Ibas dnjurnalismo, ser .ir pe qna< sem re-
medio. a maioria da na,:.. que laolo luslre deve
ao cantor do Carones edas suas Ion l.i- e Iradijes
mais populares, a grande maioria da nacao, qoe nao
le peridicos, nem faz invesligarocs na Babel da
imprensa quotidiana, em breve se esquecer do que
elle Ihe dissera com voz prophelica.
Onde jaz, porlusuezes, o moimeuto
Qoe do immortal cantoras cinzas guarda V
Nem isso nem |um tmulo, urna pedra,
l'ma lettra singla
Tanto se lem fallado huid monumento a Filinlo
EI>sco, que anda esta como, veio de Varis ha mais
de doze anuos, para um canto da S de Lisboa mais
desterrado e esquecido por certo que no Pere-I.a-
rhuise d'onde o exhumirain ; mas este positivismo
que ns vai demudando o sangue peninsular n'um
composto indelinivel que alrophia a nascenja as vo-
cajoes mais fadadas para a poesa invade-nos, per-
*gue-iios, usurpa-no urna por ama todas as ten-
dencias com que asociedade actual poderia despren-
der-se algous momentos desla azaama calculadora.
A controversia das questes maleriaes tem ..senta-
do arraiaes no campo das lettras ; as mdhores espa-
das da lilleralnra scnlilam como outros tantos
raios nas malferidas coulendas da* poltica hodierna
ou as vai embanhando a deceprau e o fiesalenlo,
que de todos os protocolos imagina eis que o homem
poblico faz consigo mesmo, be o mais deplorave1
para a vida iutellcclual de um paiz.Porque nao
vira a fundacan do um Campo Elvseo, como propoz
0 poela do amor e melancola, remir-nos do labu
de iugralos peranle as sombras Ilustres daquelles
grandes minies Entre os puvos qne se distinguem
pela sua venerar.la aos morios, uao liguram em pri-
meira linlia os llaliauos ha mais de meio seculo'.'
Nao poisuem numerosos campos santos () onde as
gerajes que passam vio forlalecer-se como em sau-
dosas piscinas de inspirajao, para entrar nas arris-
cadas lucias do genio com as geladas espheras do in-
dillerenlismo'.' Por occasiao de so aguar aqui o
peOMBMBlOde urna expiacao nacional que nos ab-
solvere do esi|uecinicnt(i a que temos votado os que
mais ic desvelaram pelo rngranderimenlo de Por-
tugal, supplicou o Sr. Caslilho a municipalidade de
Lisboa, que inaugurasse com (iarrell, Filinlo e Ca-
moo-, o Campo Elvseo que t,iu empeiibadamenlc
anda propondo ; desde muilo cnviando-lhe |en(ao e
appcndice do seu drama CamCies, em que sob o li-
lulodc ii lloras-posthumas ii vera largamente tra-
tado o assnmpto. Oue far a cmara '.' Mandaram
os reslos do cantor dos .usiadas para o jazigo de
S. Vicente de Fra '.' Uesapproveilarao esle ense-
jo de fuudar o maior inclamenlu com que um paiz
pobre pode eslimolar os seus espintos de eleicao '.'
Oude nos ia levaodo a visita que lizemos a aca-
demia '.' Temos andado a divagar por considera-
eflej morluarias, a tal ponto, que mu francamente
vos confesso que me acho triste sem saber porque.
He que na academia reina singular deslenlo, e
bem sabis quanlo he contagioso. lTns estatuios lie
urna cousa de ruim agoaro. Que vos disse eu ? O
secretario perpetuo, do tempo em qu* a perpeluida-
de dos cargos academices ebegiva aos secretarios, ha
mullos mezes que eslava retirado da academia];
he o Sr. Joaqun) Jos da Cosa de Mactdo. Aca-
ba o governo de o uomear guarda-mor da Torre do
Tombo, para substituir a vaga que ficara ueste alto
emprego pela morle do viscoodc de Santarem. En-
tre o Sr. Costa de Macedo, e a nova academia nunca
ro mu harmona perfeila cm resultado desta Hornea-
ran o nosso primeiro historiador, e um dos primei-
ros historiadores curopeus, incooteslavelmenle, o
que por droit de roni/uete era d'ha muito o ciironis-
la deste paiz, o Sr. A. Ilerculauo, acaba de demit-
lir-sedevice-presidcnlc da academia c de socio laofj
bem. Declarou a mesma corporajao suspender,
seus trabalhos historeos, c nao vollar Torre
Tombo, emquanto o Sr. Macedo for chce daquella"
reparljiio.O Sr. A. F. de Caslilho, se nao aban-
douuu ollicialinentd a academia, de fado ja corlou
todas as suas rolarnos com ella. Comprchende-se
bem, que cora estes acontecimentos dissolventes nao
se podo alli estar alegre. Sainamos daquella casa
monachal e prosigamos.
/( aul bien le dir, escrevia lia quitize dias o
chronisla do tecic. au feiii d'ime sacele democra-
tique comme la nolre les academies. tees i/u'elles
sonl constituces, ne se Irouctnt plus lout a fttit
daus la longique de lasituaUott.
O negocio mximo, aquello em que nao sao cal.i
das precedencias, porque he de todos, e porque he
de natareza lao urgente, que, no ada- lo vai gran-
de perda nao j.i para a actual gerajao, mas para a
cidade de amaubaa, que nos ba de julgar, e pedir
inexoraveis contas uussa memoria do que houver-
mos feito, ou deixado de fazer em seu beneficio, be
a educarao popular.
Um objeclo (lestes nao he alheio da ligeireza de
urna chronica, e muilo feliz se considera ella, por
ler hoje motivo para archivar um aconlecimento
que pelo seu carcter asss compensa a menos agr-
davcl impressao, que por ventura possa ler deixado
a anterior excurso que ella com os seus leitores
acaba do fazer ao insliluto de D. Mara I.
Fundou-seo mez passado urna .Issociafuo pro-
motora da Kiucario Popular, em Lisboa.
Porto, I.eiiia, Coimbra, c Ponta-Uelgada nos
Acores, trabarn, cada urna destas qualro cidades, ai
mais importantes depois da capital, insliluices ana-
logas; todava o programma da assocajio de Lis-
boa he mais ampio. Em inslrucrao publica, e mor-
menle na elementar, nao bastara s por si os esfor-
cos governalivos, mas be indspensavei que nn mes
mo sentido conspirem os esforros de todos os cida-
dos >ci I idcii.miente amantes do seu paiz. Eis,
mui summariainenle, os compuimissos desta corpo-
rajao, a que j se achm ligados muilo- dos nemes
mais iiiiluenivs e respeitaveis de Portugal r Crear
escolas gratuitas para ambos os sexos ; Gratificar
os instituidores primarios, pblicos ou particulares
que mais impurtanles resultados apresentarem dos
sens trabalhos ; Eicolhcr os metbodos e modos de
eiisino mais ellicazes c nltraclivns; Recompensar
os alumnos que se extremaren! pela sua assiduidade
e aprovelamento ; Premiar, por meio de concur-
sos, os autores de bons livros escolares, ou, por ou-
tro qualquer modo, prevailosos ao povo.
As juias e quotas mensaes, sao accessiveis a todas
as fortunas. Trala-se de amor, s amor he o taro
commum do genero humano, dizcm os signatarios da
circular em que sao convidados a fraternizar para
esta obra boa, os curarnos generosos de todas as po-
sijes suciaes, de todas as parcialidades polticas, e
de todas as nacionalidades mesmo. Os signatarios da
referida circular s3o: os Srs. duque de Saldan ha, Ro-
drigo da Fonscca Magalhaes, Jos Maria Grande,
Antonio Feliciano de Castilho, Jos Jacinlho Tava-
res, Manuel Jos Pereira Bastos, Jos lu/ Itodrl-
gues Pereira, Marte*! Jos Mendcs, Silvcira Lupes
e Urlz Filippe I.eilc. O pensamenlo da associajao
ho que ella se ramlique por lodo o rtino e sollicite
acooperajao dos cidadaos portuguezes residentes
em paizes cslrangeiros. Encontrara svinpathias por
toda a parle, assim o crcio. A recente deliberaro
que acaba de lomar o Cabinetc Portugus de /al-
tura ua capital do imperio brasileiro, de fundar es-
colas dominicaes de nslrucjao primaria, onde o*
portuguezes pobres possam aprender graluilami-nle,
alero de ser um tcstcmunho que altamente depe a
favor das tendencias humanitarias daquelle eslabele-
cimenlo, he mais um fado que est garanlindo para
a i.ascente associajao lisbonense, todas as probabili-
dades de |exild. As flores precedera os fructos;
esta iustituijao que laojsazooados promelle, vai em
pleua pobrera celebrar urna festa, de que as mais
saaves (Tores da poesa e da arle tem de constituir
o primeiro elemento. He em beneficio do seu co-
fre. Dar, por todo o mez de abril poa, um sarao
policu-dramalico-miisical, para que Ho convidados
a contiibuir com provas do seu tlenlo : lodos ot
msicos notareis, instrumcutaes ou vocees, damas
on ravalleiros, arlislas ou amadores, uacionaes e es-
traugero, residentes na capital todos os princ-
paes artistas ilramalicos de um o outro sexo, portu-
guezes, franeczes, hespanh.ies e italianos, alim de
recitar cada nm em soliogua um Irerho de sua es-
colba ; lodos os poelas portugueses, residentes oo
nao em Lisboa, que poderlo concorrer com versos
seus ; esla fesla ser feita sob os auspicios de SS.
lili, c presidida pelo nosso distinelo poela A. F.
de Caslilho, a quem cabe em grande partea iniciati-
va na fundajo da sociedad. O programma he de
nalureza tal, qua he licito esperar com alvororo
aquella noilc consagrada as musas.
O consorcio da arte com os geieroscssentmeii-
los da caridade cbrsla, be das mais poras harmo-
nas que realjam na civilisajao.
Os innundadus do Barreiro, e os desvalidos do Al-
garve tem euconlrado conforto amparo na dedi-
cajo das pnmeiras damas da sudedada lisboucnse,
coadjuvailas pelos cavalleiros que cultivara com mais
di-linr..-.io as artes mu raes.
\ 17 deslc mez baver ainda outro concedo vo-
cal e instrumental, sob a prolecjao dcel-rei D. Pe-
dro V, em beneficio dos institutos de caridade, para
asyloeeducajaodecriaujaspobres.de qu* be di-
rector o reverendo Dr. Jos lisie), ero que toma-
rao parte os primeiros artistas da coinpanbia lyrica
de S. Carlos. Dar-ie-ha ua sala da academia real
dos prnfessores de msica ; sera dirigido pelo Sr.
Cerrara.
0 invern, se foi tempestuoso c desabrido la por
fora, a f que a conviveucia uos crculos da capital,
nao foi esle anuo das que menos duradouras inipres-
oaa deve deixar. A visita que nos fez o celebre pia-
nista Thalberg, o rival de Listz, e talvez superior
aquella nolabilidadc a muitos respeilos, he um des-
tes acontecimenlosmusicaes.que se regislram indeie-
vclinenle no kalcndario artstico d'um paiz. Rece-
ido ao desembarque pelas academiaes c corporajoei
philarmonicas, saudado entusisticamente nos sa-
loes em que fez vibrar a magia das suas inspirajOes,
a apparijao de Thalberg, foi como a desses asiros
luminosos, que mlcam rpidamente o azul-escuro
do firmamento, mas que em vez de o deixarem
mais tenebroso depois do seu desapparecimento,
como qoe um raato scinlilanle Ihe fica ainda por
largo tempo denunciando a direejao.
O eximio pianista cedeu aos pobres o producto
do seu ultimo concert.
S. M. agraciou-o ao partir desta corte, com o grao
de cavalleiro da Conceij3o.
O insigne ador brasileiro Germano Francisco de
Oliveira tambem Mdos nossos hospedes n'csta es-
lajo. O acolhimeulo com qua o publico inlelligen-
le o receben ua* trt representac/.es dramticas que,
i onjunclam.'iile cora os actores portuguezes dea no
theatro de I). Maria II, foi um tributo merecido i
sua pericia. Ilontem regressou de Pars, e agora ahi
vai repartir com os seus conterrneos o troci das
longinquas peregrinarles que em prebenden por amor
da arte. Neste artista rivalisam o merecimeoto cora
o patriotismo.
Eis-nos no los no theatro. Diga-sc a verdade,
mais lem elle nestet ultimu* lempos vivido de re-
cordaees que fe novidades ; principiemos pelas
promessas. Nao sei que lem isto de fettat e alegras,
que o melhor dziam os nossos velbos, be esperar
por ellas.
Anda-se ensaiando o Cedro I ermtlho do Sr. Go-
me! d'Amorira, qoe no Odio de raras lao exube-
rantemente mostrara a sua vocajao de dramatur-
go. O a-siinipto io novo drama he tambem ameri-
cano.
Prepara igualmente para subir scena l'm casa-
mento i um despacho do Sr. A. de Serpa. A scien-
cia e a litleratura dcbaixo das mais espinhosas de
suas formas, parecen) aplainar os caminhos aojo-
ven professor da escola polylocboica, fazendo-o sa-
bir triumpliaote de cada nova tentativa. Na poesia
lyrica, no drama e no folhelim tem logrado o que
s vezes nao consegue a experitncia longamente a-
meslrada.
Nette ultime genero [digo genero porque, a meu
ver, o he incoutestavelmentei sobresaliera as suas
Memorias extemporneas, I iajem a Lisboa no se-
culo VA, qne prncipiou a publicar nas columnas
da Patria, e que hoje vai continuando na Ittustra-
rao \uso-brasileira. Um e ontro jornal be 13o de l
como daqui. I.cde aquelles fragmentos humorsti-
cos, e dizci se Ihe nao adiis milita origioalidade,
paito gotto, minia raeslria no manejara linguagem
fmia nossa linguagem portuguesa creada, aqui e na
America, dcbaixo dos mais nvejavois cos, mas que
por muilo lempo pareceu fadada a nao participar
de certo detenido gracioso, que lano caraclerisa
oulros idiomas incoroparavelmenle menos pitnicos
e onomatopaicos.
A Mocidade de D. Joae V dos Srs. Ernesto Bes-
ler e Rebello da Silva, he ainda oulra promessa que
se espera com avidez. O romance sobre que o dra-
ma se funda he um dos melhores, ou porvenlura o
melhor de Rebello da Silva. Correcjao de typos,
desenvoh imento da aejao, verdade histrica e lin-
guagem tudo Un concorre. Insisto nest ponto ; lin-
guagem, porque
" Sans la langue, en un mot, l'auleur le plus divn
Est toujours, quoi qu'l ftsse, un m'echant crvan.
A collaborajao na lilleralnra dramtica, d sem-
pre bout resultados.
Ainda ha pouco o suslentou Legouv, bem com-
petente anloridade, porania um auditorio qoe era
nada menos que todo o instillo, por occasiao da
sua recepjo. Scribe nunca regeitou esla parceria
da arle.
Cascaes, tem a sua InauguraeSo da estatua ecues-
tre concluida, lie outro monumento como o do ter-
reiro do Pajo. (Juis provar aos qoe Iho nolavara a
abundancia d'espectaculo e visualidades no Alcaide
de faro, que este* elementos mechamos podem
fazer o fundo d'uma composirao dramtica. Com o
escrpulo cora que eludou ut usos e cottames po-
pulares da villa da Cascaes, entes de escrever o Mi-
ne*ro e a mesma paciencia com que se apropriou
das raais artsticas feijes da plebe para as Iraduzir
ua Soile de Santo Antonio, o portugaezissimo Cas-
caes estadou a corte de D. Jos cora lodos os seus
pormenores, e a sociedad* que sobreviven ao Ierre-
moto t,io circuiutanciadame::lc, que na Inaugura-
rlo nao ha um lypo, ama figura, um annexim,
urna bandeira, um estofo, uraa cauju, um hyrauo,
um bailado, que no teja d'apris-nalure. A realisa-
j.iu desta promessa, nao lie para ja, mas cedo ir
scena urna comediada mesma penoa, A pedra das
cantineas, que preudo u'uma Iradicrau da villa de
Mafra, ou arrabaldes. Toda a noiva, ao entrar para
a igreja, anles de se receber devia largar a carapu-
ja n'um pilar ai hoe. Se algum precedente a bavia
tornado indigna de entrar no (emplo cm a pureza
que S. Medardo requera para a rainha da /esla-da-
liosa, sallava como por tncanlo a carapnja do btolo
pilar. O povo apapava e o matrimonio fugia i des-
consolada percadora, como fogem as sombras ao pT
do sol. Esla lenda portugueza eorre parelhas com
as mais phanlaslicat das margeos do Kheno. Es-
peramos ; o Sr. Catetes j lermiuou a sua co-
media.
Qoe faz o Sr. Meados Leal, o nosso fecUudissirao
dramaturgo ? He ama pergunta que naturalmente
occorre fallando-te de theatro portugaez. Consagra
tudat as suas horas negregada poltica, especie de
voragara, como a de I.encade, onde lanas intelligen-
cias, das que mais lidiara nascido para as boas let-
lra% se tem ido ir'rero'ediavelraenlo precipitar '
nao ; e em bem se diga, Mendcs Leal fulmina das
bateras da imprensa quolidiaua as caumuas cerra-
das de cifras com que os financeiros da silnajao guar-
necen! e lurtilieain o* projeclos minisleriats ; mas
lem as suas horas vagas para cultivar a litleratura,
que lie relevantes servijos Iho deve. Tam concluida
uraa, isto he, raais urna comedia, cuja acj.lo se passa
na adualidade, e que castiga cerlos ridiculos que
mais pullularo superfino da sociedade. Casligal ri-
dendo mores.
Correcjao ja qoasi que a est merecendo a curiosa
da chronica, que tanto s vai introduzir uas vidas
alheias. Nao devastemos osa.c/ier, ondeo talento
ou o genio esta inventando, compondo, modelando,
e hrunindo as formosas creajOes com que se hade ir
ennquecen ln o patrimonio commum das lettras por-
tugoezat. \ enhamo, agorn ao que na sceiia|(se lem
dado uesla ultima estarn.
Nao fallarei no theatro francez, que lano fez lo-
car a rebate os arraiaes dos puritanos. O ihcatro
francez, ou antes a companhia franceza no ihealro
normal, lem sido uraa vaulagcm para Lisboa, que he
Iraze-la em dia cora a tola dramtica parisience ; o
Mtrbrier de A. IItuna-, por exemplo, que be no-
vidade em l'aris, osl.i-se representando aqui au roes-
( Entre oolros. o de llnlonha em 1HIII ; o de
r.r.'-n i, rnraejado ero iSI.S, de Cesena, de Ferrara
e de i'atin.i, fundadu eiu (817.
Coelho, deu-se all nn ultimo carnaval. Na sua qua-
ldade de imilarao lem a maior origiualidade que se
Ihe podia exigir, poie realmente a originalidad* nao
consiste a maior parle das vezes no enredo, mas no
composlo do dialogo e no espirituoso da phrase ; e
lodos sabem que dilogos assim, nao se Iraduzem.
Ainda urna promessa : C'omo se sobe ao poder, he
urna comedia do nosso popularissimo poda l.uiz A.
Palmeirim, que se est ensaiando. Outra, mas nao
he para nos ainda o capilao l'rgel de Camprodou,
drama em (res adns, precedido de (htalrie, o Mos-
quetero, he um drama que u Sr. Mendes Leal ler-
minou para ser representado no Brasi!. O prologo
passa-se oo 1 de dezembro de Itlit), no dia da revo-
ujao da independencia : o drama, qoasi nm anno
depois, nos primeiros movimentos da guerra da ac-
elamajao.
Ainda oulra esperanea, e lerminarei, para nao
bsennos por lim um rosario de esperan, is e pro-
messas.
Dizem que a celebre Ristori, a rival da insigne
trgica franceza Rachel, nos visitara este anno.
(Jae admira? Thalberg, que aqui livemos e a Al-
honi que so demorou alguns mezes entre nos o in-
vern passado, nao sao duas reputares europeas
(nao digo^ mas universaet '
lie o iberismo urna idea qae leve e lem defenso-
res e adversarios, porem urna phase desle pensa-
mentu, que be o iberismo Iliterario lem encontrado
geraes sympalhias nos dous paizes. O theatro e a
imprensa em qae se ocha cifrada a ultima expres-
sao da publicdade lem-lhe sido favoraveis. E an-
les de passarmos a liante mencionarei tres pecas lies-
pan bolas, hbilmente Irad u/idas por urna dama por-
tugueza, a Sra. D. Maria Cruz de Brito. O publi-
co lem successivamente festejado no theatro de D.
Maria II. El hombre de Mundo, Borrascas del
coraton; e a chistosa comedia de Olona, tlprimo
y-el relicario. No anl-diloviano theatro do Sali-
tre est agora urna companhia hespanhola de decla-
ra.ijao. canto e baile. O theatro he coucorrido, e a
companhia faz o quo pode. Sobretudo, o que mais
vai amadureceiidu a fralernisajo dat duas lilteratu-
i as, he a publicaran mental, dirigida pelo Sr. Car-
los Jos Caldeira, a /teni(a-i"SNmtu(ar,onde tem
vindo enconlrar-se os mais dislinctos escripiares de
Portugal a Hespanha. Convinha c muito, qoe as
duas litleraturasseconhecessem e amassem. Ainda
ha pouco lempo se conbecia aqu muilo mais a fran-
ceza que a hespanhola, cujos representantes mais
notaveis, quasi que era Portugal erare absolutamen-
te ignorados. O raesmosaccedia por l. Os arligos
de autores portugueses, siu na Revista publicados
era hespanbol ; e era porluguez, os d'autores hes-
panboes, citarei alguns, com o risco raesrao de
commeler omissoei, mas ja lem sabido a lume sele
nmeros, e nao era para os limites que me devo
irapor, o cita-Ios lodos. Portugal sob a regencia de
D. Fernando, por Lopes de Mendonja ; Moas-
nho da Silveira, por A. ilerculano ; Jos Mara
I.alin.i Coelho, por C. Jos Caldeira ; Memorias
da ltteralura portugueza de Lopes de Mendonja por
L.A. Rebello da Silva ;AlmeidJ Garrelt, por La-
tino Coelho ; D. Alvaro Flores Estrada, por Jos
de Torres ; Juizo Critico da Origem e esla boleei-
mentoda Inquisijao em Portugal de A. Ilerculano,
por D. Salvador Coslanzo; Poesias, por D. Fran-
co Martnez de la Rosa; Chronicas mensaes, por
. Jos Ferrer do Cuutn Jovens escriplores e
artistas hespanhoes, por I). Vicente Barrantes ;
a ntroduejao toi do Sr. Mendcs Leal.
Um jorual que prncipioa a publicar-se em Ma-
drid, ha pouco lempo, la Discusin est dando em
folhelim o Monge de Cister do Sr. Alejandre Iler-
culano. Lalino Coelho, publica actualmente um
excellcnle Irabalho sobre a litleratura caslelhana na
lllustrajao. A ultima corrida de huiros em Salva-
Ierre de Rebello da Silva, esta sahindo no'folhcllm
da /a(n'e,jornal de Pars. O passeio de sele mil le-
guas do Sr. Bordallo, vai alli apparecer tambem
traduz A permutaran Iliteraria opera-se na razao directa
das coramunicajcs de povo para povo. J expor-
tamos, e nao s para a Hespanha. Do que a Patria
tem manifestado, desla vida Iliteraria, que inques-
tionavelmenle se lem reaccendido, sabe o Brasil. A
vulta entre os escriptos desle genero, alli publica-
dos a Tomada de Ceuta, do Sr. Rebello da Slv ,
romance histrico, cujo intruito tanto captiva o le -
tor. O mesmo escriptor tomou ltimamente a di-
recjso do decano dos jornaes Iliterarios, o Panora-
ma e do raais mojo de lodos ellcs, a Ulustrarao Lu-
so Brasileiro.
A sua ir,i lucran do Olhdlo, j se imprimi! He
feita sobre a de Dacis e de Alfred de Vigoy c segu,
quanlo he licito o original inglez. He um Irabalho,
em que a linguigen, o goslo e a energa dediejao
concorrem a porfa.
Vai em breve sabir o Portugal Monumental, no
mesmo p!ino,que o antigo PortugalArtistico.Tem
as primeira- prunas portuguesas j prometlido a
oadjuvar.il de quo aquella empresa precisa.
Deu-se a aslarapa o primeiro tomo das obras com-
pletas de D. Francisco de S. Luiz, Cardeal patriar-
cha de Lisboa. A imporlancia desta publicajao, pa.
ra a historia nacional, leva os eruditos a saudarem-
na como um aconlecimento. Acham-se alli tratados
os principios c fundamentos da mariuha portugueza
at Vasco da Gama, c corrigdos varios erro acerca
da historia de el-rei D. Duarte e dos projeclos ma-
Irimoniacs intentados em tempo de el-rei D. Sebai-
lao. Estas obras, quasi todas posthumas, foi cerla-
meute um bom ser uro fase-la- sabir a lume.
A historia da Inquisijao do Sr. A. Ilerculano, es-
t ja no segundo lomo. A critica nacional e cslran-
geira vai acompauliando a publicajao doilluslre his-
toriador; esla obra, he urna divida que o nosso s-
calo tinha de solver aquelles lempos, aquelles ho-
rnease aquellas eoosas. Pagou-a, alluroiando-a com
a luz da sua phlosophia a intelligencia que em Por-
tugal mais claro v em assumplos historeos.
O segando lomo da historia da guerra do Oriente
do Sr. Mendes Leal acaboa de publicar-se em Janei-
ro. Hoje, que a paz esla assignada, deve aquella
obra tocar a meta qoe Ihe marcava o seu plano. Pa-
ra a historia, c mormenle para a contempornea, em
que se he mais exigente, porque a trama dos succet
sos he condecida por lodos, requer-se, alem da criti-
ca, os encantos da phantasia, nao desses que desfigu-
rara a verdade, mas dos que sao iudspensareis pa-
ra constituir a perfeijao du estyllo.
EITcctivamciile urna e outros, compoe neste livro
de inleresse palpitante, um como vasto quadro das
secnas em qae a politicaase deseovolveu no grande
drama continental.
Portugal e suas colonias he urna obra allem.la do
barSa de Minutoli, sobre que o Sr. Latino Coelho
exerceu a judiciosa critica, que eslava pediudo urna
obra, se nao conscenciosn em todas as suas partes
mas que o he i.'uma daeSprincipaes, qual a que se
refere a uossa administrajao publica e orgauisajao
poltica.
A qoadra lem ido safara para a poesia. O Porlo
contribuio uestes ltimos dias cora om livro deslina-
do a viver ; be do Sr. Novaet, poeta cujo estro sa-
lyrico continua o genero em qoe o nosso Tolentino
excedeu nao so as tradicjes Iliterarias desle paiz,
mas ainda as de muitos eslranbo. Esla no prclo a
colleccao de poesias do Sr. Mendes Leal. He urna
boa nova.
Vallia-nos I esperanja ; assim eslivessem no prc-
lo lamben] os ltimos trabalhos poticos do poeta
que lana suavidade e energa sabe dar aos seus can-
tos, o Sr. Caslilho. A sua traduceao paraphrascada
dos Amores de Ovidio, acha-se completa ; falta-Ihe
terminar a ,innolae..., que, mino elle a concebeu, e
prncipiou, be um segundo livro lo primoroso como
o primeiro, onde as pejas poticas que a analoga do
texto faz recordar, sao (.presentadas com o mesmo
luxo de mejrilieaj.lo e opulencia de rimas. Os seis
livros dos Fastos, vao, quasi no lim de um monumento
que o inspiradsimo pnela das harmonas pagaa e
mo tempo que l rorelie os primeiros applautoi. Seja das aiPiri":"i;s ao m,indo n"cnio, quer erigir a me
como fur, a hospedagm da arte cslraugcira no palco
porluguez, passou era julgado.
Nao da iiidolc dosle rclrospeclo aualsar o que be
alli lera apparecido.) A critica, avaliou-o Jaem pri-
meira mo ; ..ulras composijes, e a maior parle
andam nos repertorios ha mnitot annos, o que quer
dizerqueestau julgadasc favoravelmenle, quando'
nao, nem alli enlravam. No theatro normal porlu-
guez, tem havido reapparijes que nao sao para *s-
quecer. A mai.s notavel he o Alfagense d Santarem
do fallecido srbcentja de Almeida Garrelt, qae se
dea ultiman lente no beneficio do actor Epifanio. Em
todas as provincias da litleratura apparece como urna
reeordajao amiga o nume de Garrelt He qoe alli
entro hara urna alma das mais vaslas e nm rora-
todotmai.; sensivelmenle delicados. ., mha do,
coronel, comedia imitada do franca pe|0 Sr. Lalino | tes 21 Srs. depuladob,
noria du vale deSulmiina.
Nao sei que tem de si a anliguidadc, que nos seus
melancoliros perfumes nos podia eslar enle>ando a
imaginar.n. annos iulciros. Por urna reminiscencia
anliga se abriram boje as portas desla corresponden-
cia, f or outra uao menos saudosa se fecha. /
Foi omissa a chronica! Talvez, e anles assim,
porque se de ludo se lembrasse a ponto, indicio era
essede pouca abundancia. Em maio, colhem-se ro-
sas, maa nao se Irazem todas do rosal.
PEHAAMUCQ.
SSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Mita'o ordinaria da 30 da abril a 1856.
Presidencia do Rom. Sr. barSn de Camaragilie.
As 11 horas feita a chamada arhando-se presen-
O Sr. presidente abre a sessao.
O .Sr. -2. secretario taz a leitura da acta da sessao
antecedente, que he approvada.
O Sr. 1, secretario aprsenla o seguinte
EXPEDIENTE.
He lido e approvado o segainlc parecer:
A commissao da pctijftes lendo prsenle o reque-
rimenlo do couego vigario da freguezia de Sao
Pedro Mrtir da cidade de Olinda no sentido'de
rurrerem com preferencia a oulras quaesquer lole-
rias das concedidas *m outra sessao a beneficio de
sua matriz, ao cousignar-se para os reparos da mes-
ma urna quola no orrameuto provincial; sendo pre-
ciso para bem firmar o juizo da mesma commissao,
que Ihe conste o estado da matriz, qnal o andamento
que lem lido suas obras, assim romo as loteras para
ella concedidas, he de parecer que te pera esclarec-
mentot ao governo.
Sala das commssOes, 110 de abril de 185t>.
A. Cacaleanti..Yascmenfo Portella.
He lido, julgado objeclo de deliberarlo e manda-
do imprimir o seguinte projecto:
A cummissao de peticoaa, leudo em vista o pedi-
do da irmandade do SS. Sacramento da fregaezia da
Boa-Vista, catlcndendo a urgencia das obras daquel-
la matriz e ao adiantamento em que vao, sendo co-
nhecid o proveito dos dinheiros concedidos para
laes obras, he de parecer qoe se adopte a seguinte
rcsoluro :
r Art. nico. Fica concedida a irmandade do SS.
Sacramento da freguezia da Boa-Vista desla cidade a
preferencia nn andamento das obras de duas das lu-
teriat ja concedidas a beneficio de sua matrii, rela-
tivamente a oulra qualquer concedida agora, ou em
qualquer lempo ; revogadas at disposijoes em con-
trario.
Pajo da asscmblca legislativa provincial de Per-
namhuco, 31) de abril de 18513.Antonio Cavakauli,
Sascimento Portella.
He tambem lido, julgado objecto de deliberado e
maodado imprimir o seguinte projecto.
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
decreta :
" Art. Laico. Odia 12 de agosto .anniversario da
promulgajao da lei dat reformas conslitucionaes,
ser festejado com um feriado nas estajees publicas
provinciaes.
a Pajo da atsembla legislativa provincial da Per-
nambneo, 99 de abril de 1856.Barros torres*. I
O Sr. tgnac i de Barros :Sendo est primei-
ra vez que lenho a honra de ver-me entre os eleitos
da provincia, nao cstarei bem versado no modo por-
que cstuma-se nas asseroblas deliberativas repre-
sentar ot interettes c sentimenlos dos enmmilteotes.
Apezar disto porem, achando-me profundamente
compenetrado de que oas circUmslancias actuaos,
prumovendo a venerajo da lei constitucional que
vigoren a individnalidade de cada uraa das provin-
cias, serei fiel inlerprete|dot sealimentos interesses
dos Pertiambocauos, apresso-raa a apreseutar a con-
siderarn da casa o seguinte
PROJECTO DE LEI.
Art. nico. O dia 12 de agosto anniversario da
promolgajau da lei das reformas coustilurion.ies, se-
r festejado com um feriado nas eslajes publicas
provinciaes.
Sei que existe em nossa collecjao de leis provin-
ciaes, urna que a primeira vista he se me I han les a que
proponho nette projecto.
Esta lei cabio em desuso: O que nao podia dei-
xar de ser assim por estar ella concebida de modo
que tornava-se inconstitucional. Entretante o pen-
samenlo que a presidio e de qde vuu tratar, asseme-
Ihara-se au da que proponho, apezar de que delle
difiere, como un effeilo difiere de sua causa, que
lambem pode ser fecunda em oulros muitos cf-
feilos.
Sim, a lei n. 1 de 39 de maio de 1835 prescrevia,
que se feslejasse o anniversario da primeira repre-
sentarlo provincial ; roas deixou em olvido o acto
addicional, que foi a causa dessa primeira represen-
lajao, ede muitas mais ainda da constituirn e at-
trihuijoes dessa represenlarao.
Urna hypothese porm pela qual semelbanle lei, a
de 21) de maio, poderia preencher o que anhelo, es-
ta bypothese he a de ter existido no governo que en-
tao presidia os deslinos do Brasil algum espirito a
tal ponto infenso a exeenjao de acto addicional,
que a sua primeira realisjo podeste ser encarada
como ama victoria, e por isto viesse ella symbolisar
a mesma lei. Ora, semelbanle espirito nao existi
em um governo patritico como o de esa lao, e nao po-
dem existir jamis era um governo que se prezar de
brasileiro, de fiel a cunstiluijao jurada, de lil a
essa cooslitoij3n qae Ihe da a sua legilimidade. Ja
v pois a casa que a lei de 29 de maio a que me re-
firo, se estivesse em vigor nao poderia preencher os
lins do projecto que acabei de ler.
Demais quando assim nao fosse, quando ella pre-
enchesse laes fins, fa-lo-hia de um modo incompleto
e at desconveniente, visto qae para isso ella trans
tudava um certo bairritmo, qu* bem te poderia la-
char pelo menas de egosta, da estril; porqoanto
definitivamente ella festejando a consagradlo de ama
sii provincia esqueciase das onlrat que" com ella
compuem esse Brasil, por iroor do qual cada urna
dellas deve ter urna existencia bem caracteri-
sada.
Semelbanle bairrismode certo nao pode deixar de
ser estigmatisadn, pois he blo peraiciosocomo o espi-
rito qae tender a aniquilar a fecunda vida indivi-
dual destes antigos membrot do imperio, aot quaes
chamara provincias.
Sim, as cunsequencias desses dous espiritos raephi-
licos sao as mesmas, alto e bom som o digo, e sobra-
ludo nest. poca em que o espirito de innovajao pa-
rece levar ludo de rojo.
Sira, jos mesmas asconseqaencias dosdous prin.
cipins extremos : ambos tendera para a aniquilaran
do imperio Sim, senhores, o espirito vital do im-
perio da Santa Crnz est iadubitavelmente em ser a
unidade delle firmada na variedad* bem pronuncia-
da de suas provincias. Pelo menos tal acha-se con-
sagrado pelas venerandas leis fumlamentaes do es-
tado, por essat leis, que pelo brasileiro fiel devera
ser mais acatadas que outra qualquer cousa oo Bra-
sil sim raait acatadas qu* outra qualquer cousa
no Brasil.
He o festejo do anniversario de urna dassas leis,
que tenho hoje a honra de propor-vos.
Nao jnlgueis inopportuna esla lembranja, nem a
lenhait por cerebrina, poit ella he como veris toda
blha das circumstancias acluaes era qne nos colloca-
ram. He certo, que em torno de raim vejo o Brasil
inleiro adormecido, ou antes como fascinado por
algum babii encantador. Todos os espiritos do po-
vo canamente achara-se adormecidos para a poltica;
e s aoimam-se do amor ao Irabalho. Mu louvavel
he semelbanle proceder, porm isto al certo ponto;
pois jamis lloveremos csquecer-noi de que nao he
s du pao que vive o homem.
Senhores, desde o anno prximo passado que so-
bra a enlidde provincia neste imperio consti-
tucional foi suspendida a espada.de Llameles.
Urna lei foi deliberada pelo poder legislativo,
substitoindo os eleilores de provincia por eleilores
de comarca. Ora, basta considerarmos semelhante
lei com algotM refleiSo para convencer-nos de que
ella pode lerVous resultados. L'm delles he (ornar a
representarn nacin d um pouco mais ampia, o que
de certo he de vantagem. tem sua importancia; ape-
zar de que direi de passafem, ha ineios porvenlura
de oblcr-se esse mesmo resaltado de ura modo mais
completo. O jauto porm ao oalro resultado, elle
nada menes imrorla do que o primeiro pasto para
urna revolujao surdano systcma administrativo du
imperio.
Senhores, serei um visionario exprimiuJo-me des-
ta sorte, se rae julgais assim, dizei-me, te o ente
collectivo provincia s pode d'ora em vante tomar
parle na represenlarao nacional para ahi entrando
fraccionado todo em numerosas migalhas, uo ora
bem claro, que larda ou cedo semelbanle enlidde
desapparecer totalmente":
Ora, sendo assim ser isto por ventura o que de-
sojamos nossos constituinles'.'creio Ique nao. Eis
a razao porque nao posso deixar de levantar mioha
dbil voz para daqui moslrar*lhcs o que se passa no
Brasil 1 ^
Em tal emergencia o que nas compre fazer, no,
que depositen.os nossa conlianja ua sabedoria do
governo ?
Se nao qaizermos perder os foros de Pernambu-
canos, de lllhos desse antigo c Rlorioso Pernambuco,
nao resta-nos se nao lestemanharmos pur ora a esse
mesmo governo que respeitamot a le, sim, mna que
pela nossa diguidade nao podemos aceitar urna das
consequencias a que >e presta essa lei, nao podemos
aceitar essa consequeocia que est em llsgranleop-
l'o.iru com o principio consagrado pela eonslitui-
jao que todos nos presamos manler.o qual foi desen-
volvido e vigorado pelo acto addicional e be a exis-
tencia das provincias. Se n.n procedermos assira,
concn-eremos para qae julgue-se, que Pernambuco
de hoje tera-sc esqaecidode seu passado, qae perdn
sua individnalidade Nao, eu nao concorrerei para
que se faja de Pernambuco tal juizo 1
Em conclusao o festejo da lei promulgada a 12 de
agosto de 1851 significar na qua Ira presente, que
l'ernanibucDanhela a unidade liras Icira,mas que nao
quer que essa uuidada soja de modo que elle coucor-
rendo para ella suicide-sc.
Man, Pernambuco nao pode querer (al, sobretodo
nao precisando nossa chara patria de >emellianles|sa-
crificio.
Tenho expendido as razOes porque devemot feste-
jar o acto addicional e viuciasua iudividualidade peculiar.
Alguns Srs,:Muilo bem.
.Conlinuar-sc-ha.)
ERRATA.
No discurso do Sr. A. Cavalcanli publicado no
Diario de honlera, na pagina !. col, 3. linhas 1,
onde se lehe bastante diga-sehe exigida.
Na mesma pagina e col. linhas lu onde se le
interessadasdiga-seintcressaila.
Na mesma rol. liqhis 137 onde se lpedia di-
ga-se pedi-a.
Na mesma pagina ecol. linhas It'.ti ero lagar de
consoquenciatdiga-seconsequencia.
Ni mesraa pagina e col. linhas 177 em lugar de
pobretdgatepoderes.
Na mesma pagina e col. linhas 206 em lugar de
preciadodiga-seapreciados.
Na mesma pagina e col. na linba ulliraa em lugar
depela forjadiga-sepor forja.
Na mesma pagina col. 1. linhas 44 em lugar ''je
apoiadodiga-seapprovado.
A nuil da assembla legislativa provincial i >nh|i-
ta.da honlem mii data de 26 he do dia -. '
I
PAGINA AVULSA.
O casamento da orphia___Oleitorj esla
inteirado, que urna menina do collegio das orphaas
foi pedida por um hornera abastado desla praca, o
que nao sabe porm he, que na quarta-feira teve
lugar, na capella do collegio, esse casamento com
seus visos de romanesco. A casa esteva geral-
mente aceiada; sala de recepcao bem Iluminada,
e todas as orphaas formavam o seu principal orna-
mento. Essa bella sociedade de inieressanies don-
zellas, trajando todas linas vestes de cambraia bran-
ca, lendo em seu centro a rainha da festa, que no
trajar realcava todas, e fazia-se sobresahir por
sua cora de noiva, seu veo, suas flores, sua na-
tural candidez, seu lmido. olhar, seu notavel pudor
e seu silencio mysterioso... essa sociedade n'um
bello salao, onde o perfume das flpres, o brilbo dos
lustres,a animajo honesta dos convivas, o inle-
resse que todos tomavam pela escolhida da fortuna,
o contcntamenio pronunciado da preceptora dessas
pobres orphaas, a satisfcelo da commissao, e..
o arde soberana do noivo apresenlou-nos um es-
pectculo todo novo por sua singularidades dire-
mos singularidade porque, commummente o casa-
mento (em nosso pensar) sendo um acto todo pro-
saico, o daquella orpha foi alm do prosasmo da
vida commum, esleve, como dizem os entendedo-
res do BELLO, potico e capaz de fazer desojar o
consorcio o mais aborrecido celibatario, porque:
llores, perfumes, bellos semblantes, luzes, carros,
illuminacao, cavalleiros e urna capella bem deco-
rada com um sacerdote de ritual e estola branca....
ludo isto junto e n'um s pensamenlo, faz inveja
a quem nao pode casar desejos a quem nao quer.
Depois de concluido, roa nao consumado o acto,
foram todos os membros da casa incumbidos de le-
var em carros at a Soledade casa da noiva al-
gumas orphaas, que quizeram acornpaohar a sua
collega: com effeitcao acompanbamento foi respai-
la vel, el foram todos excelleotemenie hospedados
com ura aceiado cha, licores, etc., o que feito,
voltaram os encarregados de lao ricos tliesouros a
deposila-los em seu sanctuario.
Em verdade um esiabelecimento de orphaas, co-
mo esse da ra da Aurora, be urna instituicao que
nao s ennobrece a quem o insUuao, coeno um
monumento do civilisacao o religieo qae muilo
acredita a ndole benfica e o espirito chrislio de
todos que concorrem para o seu engrandecimento e
prolecco. A Ilustre cmara provincial, qae ora
funeciona nena cidade, deve nao esquecer que esse
asyloto til moral, reltgio eeducacio do se-
xo feminino desvalalo nao lem recursos para por
muito tempo subsistir, e tratar com a decencia de-
vida as suas recolhidas: o que se tem feito ha com
sacrificios, e a csforQos, zelo e summa inieigeu-
cia da commissao.
Como ha de ludo, j houvo quem dissesse
que esses eslabeleciinentos nao deveriam existir, e
que se existissem, as recolhidas deveriam ser ves-
tidas rom cbitinhas boas para riscados! Isto he
porque de tudo se ha de ver....
Agora muitos carros de aluguel dao era
andar com as lanlernas apagadas, e os cocheiros
com ellas bem accezassingularidade da poca.
O Rvm. vigario da freguezia de S. Jos, en-
iregou ao thesoureiro da commissao parochial da
mesma, a quanta de 6009000, que Ihe tocou da
offena de qualro contos de res do mosteiro de S.
Bento de Olinda, que deu o D. Abbade para ser
distribuida cora os indigentes.
Rigorosa consetencia.Urna pobre raulher
casada, tendo seu marido doente, e qnerendt) re-
mir suas necessidades, lanjou mao de um ourinho
que linba, e arcaojou algum dinheiro com o pre-
mio de40 ris por pataca: infelizmente suc-
cutnbio o marido ao lerrivel llagello, equando po-
de ir ver seu ourinho responde-lhe o tal magnate:
Que I Pois a senhora, que ainda me he der-
dora, quer receber esse minguado penhor?
. A pobre mulher toda confundida, e pensando
que realmente ainda devia, foi ver urnas colberi-
nhas de prata que anda Ihe resiavam, e levou-as
dando mil satsfaccoes, pedindo mil prdoes! Nao
ha. caridade em nossa ierra? He falso, he menos
verdade: quem quizor receber lr-iSes de caridade
falle aos pirr, moclos, etc.
Urna trouxa de nova especie.- No dia 22
a polica lirou de dentro de um armario da casa da
ra do Nogueira, onde mora um prente doazeite
doce, um turbulento que estava to bem agaza-
Ihado, que mais pareca urna trouxa de roupa do
que um homem de ccoras.'
Teremos agora no becco do Garrafs, na roa
do padre Floriano, todas as noles urna senlinella?
Est engracadinho! Fazendo ruedo a gente...l...
quebicho! Ora. s peralta, v para casa tratar|rie
dormir, e dexe-se de andar com vsagens: quem"
vir esse tul faca-lhe urna careta, se for de dia, e
de noite pegue-o pela orelha e leve-o ao Dr. dele-
gado que o quer de perto conhecer.
O mentiroso que nos est empazinando com
os ajuntamentos de Fra de Portas, de sua cabeca,
bala n'outra porta.
Meu Dos Que requinta tem a roa do Ro-
sario estreita! Obi Sr. meu, por favor...
OAlhencu Pemambucano, sociedade sc-
entica e luterana, creada pela mocidade esperan-
c,osa da Faculdade de Oireito, esla fuoccionando
no aterro da Boa-Vista, casa n. 40, onde reside
o seu presidente effeeiivo.
Na verdade o edificio acadmico fica distante pa-
ra os socios, que soffrem de callos, irem sema-
nalmenle urna sessao ordinaria; basta qne para
maior pompa e solemnidade elles se utrlisem do
generoso offerecimento do Exm. Sr. bario de Ca-
maragbo para as sesses magnas, que segundo
nos consta, costumam ser concorridas pelos socios
honorarios, econseguintemente pela aristocracia da
capital: visto que nessa qualidade fazem parte do
Athenu Petnambucano os Exras. Srs. presi-
dente da provincia, commandanle das armas,
chefe de polica, o director e lentes da Academia, o
general J. I. de Abreu e Lima.
As muitas e repelidas sesses magnas de el-
guma sorte fazem desmerecer a importancia, que
deve ter qualquer associacao scentilica. As ses-
ses magnas sao como concluses, onde se vao
deffender e tratar das materias, que se disemina)
durante as sessocs ordinarias Quando muito Je-
ve.m ler lugar duas vezes no anno.
Principaram as devocoes do mez de Maria
com enibusiasrao rara he a casa em que nao se
fazem esses exercicios piedosos, nao fallando nas
igrejas acostumadas lodos os annos a ellas.
A polica nao perca de visla a cmpanliia
do TIRO, ella est rectutando e a leva ha de sor
numerosa.
O Sr. crurgiao Francisco Jos da Silva, que
lao relevantes serveps acaba de prestar aos habi-
tantes do Poce, Monie.ro, Apipucos, etc., etc.,
j como medico particular, nao tendo nm momento
do descanso quando era chamado a soccorrer doen-
tes, j como encarregado do hospital, acaha de lin-
dar a sua missodeclarando ao govorno que ou-
tra paga nao quera pelos seus servcos, senao a es-
tima do seus conpidados e a satisfcelo moral de
sua consciencia, por fazer bem a humanidade.
Louvorcs aoSr. Silva, nesto ponto somos o or-
o do goterno.
At aianha.


HEPAHTICAO BA POLICA
Secretaria da pericia de l'ernambneo 2 da maio
\4 de 1856.
Illm. *E\rn.Sr.Lejo ao conliecirnento de V.
fcte. quOiWas diferentes participarles honlem a hoje
recebida/j nesta repartirlo consta qne se deram at
sezuinlaJ oceurreucias:
Foi reto: a minha ordem, Manoel Hataca V-
leme, (por furto.
1'eLa subdelegada da freguezia do Kecifp, Lula
Jose da Cruz, por desordem, os prelos escraves Joa-
q'i'ifn, por fgido, e Francisco, por desobediencia.
Tela sobdelegacia da freguezia.de S. Antonio,
anocl Francisco Pereira da Cunba a Antonio Ai-
bino, por briga.
Pela subdelegada da fregaezia de S. Jos, Seve-
rinojos lavares eSeverino Jos dos Santo',aquel-
lo para recruta e esle por tentar toma-lo da palrulha.
F: pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
o prclo escravo Felisardo, porfugido. ,
Dos guarde a V. Etc. lllm. e Em. Sr. cen-
se, 'berro Jos Benlo da Cunta e Figoeiredo, presi-
dente da provincia0 chefe de polica, Luis Car-
los de Paica Teixeira.
KEI.AC.VO DOS B.VPTISAOS DESTA FREGUE-
ZIA DE SANTO ANTONIO DO RFCIFE DES-
TE ME/. DE ABKII. DE 18.'*.
Aos 11Antonio, pardo, naacido ais !'> de fevereiro
do correle uni.
Aot tMaria. rrionla, na-.ci.ta ha :i mezes.
Ao 6I.ntaa, parda, escrava, nasrlda a 1K de agos-
to do auno proiima patsado.
DATA INCORRETA MUTILADO
ILEGIVEL


;
demCesara, pirda, 111b cuudilioue, nasuda a 2o
fevereiro de 1851.
demAnua, branca, nascida a 23 de oulubro do
mina proiimo peleado.
dem Dominios, ptrdo, uascido a i de agosto do
nno proiimo pasudo.
demOtilia, perda, eserava, nascida ha ;i metes
demMaria, parda, nascida a 21 de outubro do
anno proiimo passado.
demBazilia, parda, eserava, nascida ha 7 mezes
Aos 7Mauoela, crioola, nascida ha 21 anuos; San-
tos leos.
Aos 8Joaquim, branco, uascido ha 2 annoi.
demMana, parda, nascida aos 10 de agosto do
anno prximo passado.
Aos Francisco, branco, uascido aos 7 de moho
Aos 13Silvano, crionio, escravo, sub cooditione,
nascido ha i annos.
demMartinho, pardo, uascido a l de setembro
,li^'!Tt5^'0", utoeo> naicido a 2 de uorembro de
1853.
demAntonio, pardo, escravo, nascido ha 1 anno
demAlexaodre, pardo, escravo, nascido ba 2
annos.
demMaranna, crioula, eserava, nascida ha 1
mei.
demSerapbiua, branca, oaicida a 8 do cor-
rele.
Ao* 18Joaquina, crioula, nascida ha 23 annoi;
Sanios leos. '
demMiguel, pardo, uascido a l de setembro do
anno prximo passado.
demFransosco, pardo, nascido a 3 de marco do
crrante anno.
Aos 19Adelaide, parda, nascida ba 8 mezes.
litJ*rranciaco, crioulo, nascido a 2 de setembro
do anno protimo passado.
Ao 20Maria, crioula, nascida ha I mez.
Aos 26Antonio, branco, nascido a ti de novembro
do anno prximo passado.
ld.m-"c,,Bdi,ia, p"rda' nascida a 8 de agosto de
Aot'20Jos, branco, nascido no I. de novembro
do anuo prximo pastado.
Aos 27Marcelina, parda, eserava, nascida a 29 dt
fevereiro do correte anuo.
demAnna, branca, nascida a do corrente.
demMara, parda, nascida a 6 de Janeiro do cor-
rete anno.
Aes 31Judo, pardo, nascido ha 5 annos.
Htm Luir, relo de naci, escravo, com 50
anota.
Tolal 35.
Frezoezit de Santo Antonio do Kecife 30 de abril
de 1856.O conego vigario, / enuncio llenriquet de
Rtzende.
otario be ytvnambufo.
Ha dias procorou-nos o Sr. general Jos Ignacio
de Abreu e Lima, e pedio-nosqoe inserissemos dous
arligos seo em respotta de um communicado que
hayia sido publicado no Liberal Pernambueano. Ue-
poit de muilas instancias, aceitamos e poblicamos os
ditos arligos, escriptos e firmados pelo sen proprio
punho.
Paseados alguns dias foram os arligos chamados a
juito. Ora, como os autographos on;inaes contives-
tem varios traeos e enlrelinhas, mandn o proprieta-
rio desle joroal pedir ao Sr. Abrea e Lima urna de-
clararlo em que se responsabilisasse petos arligos,
alim de leva-li ao competente tribunal.
Entretanto, a isto negou-se o meamo Sr. Abreu e
Lima. Enl.i'i, hontem que era o dia aprasado,
eompareceu o proprietario, e apresentou os *ulo-
graphos reronliecidos por tabelliao publico, e fe/ a
declratelo eipresta de que eram de latir e sigoal
do Sr. general, o qaai pedir a respectiva iosersao.
As noticias da villa de I.imoeiro e do Bom Jardim
com data da 28 do passado, dao a epidemia quasi ex-
mela em ambos os logares, appateceodo apenas um
oo oulro caso nos limites da comarca, mas estes mes-
tnos eram benignos.
As noticias de Santo Antilo do 1.- do corrente,
tambem sSo satisfactorias, e a populacho j> se entre-
cava como dantes s suas respectivas ccupaeucs. A
feira reasaomio o eu corso natural. As noticias de
Pao d'Alho que to igualmente do 1.-, tambem sao
mni animadoras.
Na sessSo de hontem da assembla provincial o
deputado Sabino Olegario Ludgro Pinho oTIereceu
a considerar io da casa um projecto, no qual crea
urna eadtira da homeopathia no symna/io provin-
cial. O Sr. Pereira de linio requereu que o pro-
jecto fosse tubmallidn as commisses de constituido
e salobridade poblica. Depois de algumas redexea,
o autor do projecto n.i t annuio que o projecto fos-
se enviado ai referidas commisses, como tambem
de inslruccao poblica. A ordem do dia de hoje
he a mesma de hontem.
Em seguida discutio-se o parecer da commissao
ale pelicoes, sobre a pretendo de Thom Vieira de
Alcntara, o qr 'I ficou adiado por se verificar nao"
haver cata. '
BULLETIM DO CHOLERA-MORBLS.
Parliciparocs dos hospitaes.
Hospital do Carmo 7 doentes em trat.menlo.
KelarSo das pessoasqne falleceram do choltra-mor-
lius e foram sepultadas no cemilerio publico das
6 lloras da Urde do dia 29 as 6 horas da larde do
dia 30 de abril de 1856.
icres.
Numero 2170 Manoel de Souia, Portugal, IG an-
uos, solleiro, Kecife, roa da Moeda u. 25.
dem 2171 Joanna Mara da Paz, Pernambnco, 35
annos, casada, parda, S. Autouio, ra da Koda
n. 82.
dem 2472 Axaxandriaa Francisca da f.onceicao,
Peroambuco, 5 mezes, branca, Recife, ra dos
tiuarrapes n.
l)a 6 horas da arde do dia 1. s 6 horas da tarde
de hoje nao fallecen pessoa alguma do-cholera.
Recife 2 de maio de 1856.
A commissao dehygiene publica interine,
Dn. Firmo Xavier, secretario,
serviodo de presidente.
/. Poggi, adjunto,
servindo de secretario.
DfftllO SE PftUIIU I SABIIO 3 Of flltlO II 11,6
\BKIL DB1856.
33:8123721
6:9*7*60*
lo e
a de
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL NO ME/ DE ABR
Direi(osde3 por cento do asiucar
exportado......
Dilos de 5 por cento do algod
mais gneros.....
Capatazia de 320 rs. por sa
algodao .......
Decima urbana .....
Meia si/a dos escravos .
Escravos despachados L ,
Novos e velhos direilos i. .
Miilricolasde inslruc^ao superior!. .
Emolumentos de polica .
Taw das tcenlas e ttulos do C m-
nazio........'
Imposto de 1 por cento. '. t '.
dem de 3 por cento da divida activa.
dem da i por cento da dita. T. .
Multa da decima crrante .
dem da dita linda ....
dem do imposto de i por cento
rente ........
dem do dito dele 3 por centJ
vida activa ....
Cusas......
Mesa do consulado provinci
1856. o 2 escj
1-uiz de Az
9Btt>imento t>i> porto.
di-
3:183560
5:3339501
679|920
8009000
302S033
58000
179100
29000
1:793j520
1339740
2829800
29S28
1179740
2s558
119057
1639961
50:7708919
30 de abril de
iplurario.
edo e Sou:a.
'y'acios entrados no
Terra Nova30 dias, brinue iagl
dia 2.
ez (il'hanloni), de
201 toneladas, capitao Kobert (i. Knight, equipa-
gem 11, carga 2,756 barricas co n bacalho ; a Ja-
mes Crabtrec d Companhia.
Rio de JaneiroII das, brisoe brasileiro Mallra,
de 270 toneladas^ capilSo Josc Joaquim Dias dos
Prazeres, equipagem U, era lastro; a Amorim
Irm.los.
Philadelphia30 dias, pataclio anericano oScotia,
de IfiO toneladas, capitao Forsylh, equipacem 8.
carca farioha de (riso c maii gneros ; a llenrv
.'ofertar iS Companhia. I
LiVedpool37 da?, brigue ingle* Odo, de 286
obeladas, capitao L. Bruce, eqTpagem 12, carga
hiendas e mais gneros; a Johustou Paler & Com-
panlija.
Bahal dias; Migue escuna de guerra inglez Spv,
coramandaule I.uckraft.
.Vario taido no mrsmn dia.
Portos do SulBarca dinamarque/a Preciosa, ca-
pitao J. Kear, carga a mesma que trouxe. Sus-
pendeu do lamefrao.
t>itat$
5:10.59100
5:2I190IK)
7:6729300
9:6779230
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da resolu-
co da junta da (azeuda, manda fazer publico que
vao novamente a prara no dia |5 de maio prximo
vmduuroos contratos abaxo decl)arados, para srem
arrematados a quem por menos hlzer.
E para consUr se mandou allixa o presente e pu-
blicar pelo Diario.!
Empedramento do 19.- lauro da estrada
da Victoria avahado cm. .
Dito do 20- tanto idem. J .
Dito do 21.-lauco, idem .. .
Dito do 22.- ianco, idem......
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
eo 30 de abril de 1856. O secretario, Autouio Fer-
rcira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da ihesouraria da fa-
zenda desta provincia, em virtuda da ordem de S.
Eic. oSr. marquez de Paran, presidente do tribu-
nal do Ihesooro nacional, do 28 (fe marco proiimo
passado, manda fazer publico que desta dala a 30
das tem de haver concurso para se preencher as va-
gas de praticanles eiistentes na mesma Ihesouraria.
Secretaria da Ihesouraria de la/enda de Peroam-
buco 21 de abril de 1856.
No impedimento do oflicial-maior,
Luiz Francisco de ;>ampaio e Silva.
O procurador da cmara municipal do Kecife,
declara, para conhecimeulo de qu :m competir, qu*
em virtude da ordem que the expidi a mesma c-
mara, acoinpaohada da relaco rcfnettida pela ad-
in i ni.li .icio do cemilerio, tem de leceber das pessoas
a quem pertenciam os cadveres le cholencos, in-
humados no mesmo cemilerio, no i mezes de feve-
reiroe marro ltimos, a importancia das respectivas
sepulturas,que nao loram anda pagas, quer relativas
pessoas livres, quer a escravas e para o referido
recebimento marca o pra/o de um me/, contado da
data desta, fiudq o qual se proceder a cobrauca ju-
dicialmente.
Procuradoria da cmara municii
de abril de 1856,
C
Jorge Vctor
al do Recife, 28
procurador.
Fetrera Lupes.
I0-10 lencocs de l.itSo de 16 a 20 libras cada um f
800 rs. a libra, 20 ditos de dito de 1! a 16 libras pe-
lo mesmo preco, o II.- |u |0i,elarlas de earvUo de pe-
dra a 189000 rs., 1.. ITro j|npress0 ^J
cuta dos cavallos pertencenlc. a companhia lila de
cavallar.a com KM) rnlas por :s.7m) *" liilo di|o
para registro da pracas addidas ao 9.- baUlhiO de
infamara com 200 folhas, por 809000 ., 8 ditos
dito para as 8 conipanhias.cm .50 folhas a 301000 rs.
fc, av.sa aos suprad.tos vertedores que deven, recn-
llier os referidos objeclos ao arsenal de guerra no da
2 de mam prximo vindouro.
Secretariado conselln. administrativo i.ara for-
necimeuto do arsenal de guerra 30 de abril de
1856.Herntirdo Pereira do Carmo Jnior, vocal e
secretario.
conFelho aiiministratvo: J
O ronselho administrativo tem de com- SI
np i OAAivEna* <**
& prar o seguinte.
O li;.aduira.sje.jacaraiid:'i.
11
1
:
O
m
i

i
O illuilrissimo seohor contad r servindo de ins-
pector da Ihesoorari.i provincial, em comprmeme!
dai resolurao da junta de fazenda, nanda fazer pu-
blico, qoe no dia 15 de maio prximo vindouro vai
novamente a praca para ser arrematada a quem por
menos fi/.er, a conservado permanente da estrada
de Pao a'Ailio, avahada em 4:0009000 ri.
A arrematarlo sera feita por lempo de dez mezes
contar do primeiro de junho do corrente anno.
E para cooslarse mandou atlixaf o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambn-
co 30 de abril de 1856.O secrctirio, A. F. d'Ao-
nunciaco.
(fommercio.
RUCA DO RECIFE 2 DE MAIO AS 3
HORAS DATARDE.
Cotaffies ofciaes.
Dicoulo por ledras1 ';, ao mez,
Frederico Itobilliard, presidente.
P. Borges, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 a prazo.e 27 '. a 27 0i8 d. por.la
" Pars, 355 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Aceces do Banco, 35 0i,0 de premio.
Aeces da companhia de Beberibe. 519000
Accoes da companhia Pernambucana ao par.
L'lilidade Poblica, 30 por ceulodt premio.
Inderonisadora.sem vendas.
Disconu de lettras, de 10 a 12 por Ot.n
, METAES.
Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedat de 69100 velhas
b 6IO0 novas
b 49000. .
Prata.I'ataccs braaileiros. .
Pesos eolmnarics. .
meiicanos. .
28 288500
. t6|006
. 169000
. 99000
. 29000
. 39000
. 18860
ALFANDEOA.
Rendimento do dia 2......20:5139117
Oeiearregam hoje 3 ie maio.
Barca francezaBmma Mathildemercaduras.
Barca ingleza./. Iluriclidem.
Galera inglezaBon itacntvio.
Brigue porlogoez7ri(Aanfediversos gneros.
Patacho bcisileiroAmazonasgenebra, fumo a
charutos.
Escooa brasileraXelozao reslo.
IMPORTACVO
Barca ingleza nSnowdon,o viuda de Terra Nova,
coosignada James Crablree & Companhia, mani-
leslou o seguinle :
2,600 barricas bacalli.ui ; aos mesmos.
Hiato naclbnal Santa l.uzia. vindo do Passo de
Camaragibe, eonsigoado a Manoel Jos Leile, mani-
festou o segoinle :
133 saceos c J barricas assucar brauco, 16 saceos
lmenos, 17 dilos a 2 barricas dito mascavado. 36
courouialgodoi, 60 esleirs dt perperi, 8 praorhoes
delooro.'tvypscomfarinha ; ao consignatario.
OKSULADO liERAL.
Rendimento do da 2. I-ROO-MIM
IVKRSAS PkWinciS.
Rendimento de dia 2. "-"!
DBSPaCUOS DE EXPORTAgAo'pELArESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE so DIA
2 DE MAIO DE 1856. >U "IA
liibraltarBrigoe bambursuez Bortha, Isaac, Cu-
rio & Companhia, 350 barritas assucar branco e
mascavado.
FalmouthBarca sueca Sir Charles Napier, James
Ryder & Companhia, 25 saceos assucar masca-
vado.
Bucnos-A\resPolaca bespanhnla Flora, Viova
Amorim c< Filho, 30 pipas aguardepte.
Boeuos-AyresBrigue hespanhol aChulos, Viuva
Amorim & Filho, 100 barnca aiaucar mascavado.
CanalBrizne ingle* Bell, Timm Momsen & Vi-
nasaa, 773 couros salgado.
Exportacao'.
Balda, hiale brasileiro .Amelia, de 64 toneladasi
eoodozio o seguinla :15 caixns cha, 122 barril pi-
che, 5 saceos cominho, 2 ditos ervadoce, 1 caxa s-
penadores, 90 saceos feijo, 68 volumes azeile S
carrapalo, 55 arrobas de garras de boi espixado. 6tl
caixas sabao. r /
Rio de Janeiro, palacho brasileiro nValent/. |e
1 toneladas, rondazio o srgainte : I^JClsacos
cora 6,250 arrobas de assucar, 12 caitas velos de cari
naoba, 70duziai de cocos para beber, agina, 30 pipas
le agurdenle.
-7- O lllm. Sr. contador servin
thesoorarid provincial, em cum|
rao da junta da fazenda, mauda .
no dia 15 de maio proiimo vindon
te a prara para ser arrematada
lino a conservado permanente
ramilicacao da Cabo, Remedios
dos Afogados, pela quantia de 5:4
A arremataban ser feita por '
zes, a contar do primeiro de j
anno.
E para constar se maudou all
publicar pelo Diario.,
Secretaria da Ihesouraria prov
buco 30 de abril de 1856.
la
A. .
do de inspeclor da
primento da cesolu-
lizer publico, qoe
ro, vai novameu-
quem por menos
estrada do sul,
aterro e povoacao
H09000 reis.
lempo de dez me-
1 ulio do correte
tar o prsenle e
ncial de Pernam-
0 secretario,
(l'Aimiiuciac.lo.
O lllm. Sr. contador servine o do inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da resolu-
to da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 15 de maio prximo vindonro, vai novamen-
te a prac,a para ser arrematada a quem por menos
fizer.a conservado permanente da estrada do norte,
avahada em 1:2019728 reis.
A arrematado scrl feita por lempo da dez me-
zes, a contar do primeiro de junho do corrente
anno.
E para constar, se maudou aliiar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de abril de 1856.
lO secretario.
A. r. Annunciacao.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspeclor
da Ihesouraria provincial, manda fazer publico, qoe
do dia 3 por dianle se pagara os ordenados e mais
despezas proviociaes, vencidas ate) o ultimo de abril
prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria prov
hoco 2 de maio de 1856.
Antonio F,
ucial de Pernam
> secretario,
da Annunciacao.
&cdarac3e.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rtndimanlododi 2.
1:6789.!
0 patacho Valente receto mala para o Rio
de Jaueiro heje as 9 horas da 11 aniJa.
Administraro geral dos cotteios dpro-
vincia.
Partida dos Corr ios.
Olinda, todo os dias as 9 1|2 horas da in.mh.ia,
Iguarass, Coiaooa e Parahiba, segundas-feiras as
10 horas.
Victoria, Bezcrro', Bonito, Ca uar, Altinho e tia-
ranhons, terras-feiras a 10 hora*.
S. Loorenro, Pao d'Allio, t azaretli, Limociro,
Brejo, Pesqneira, Ingazeira, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex, quarlas-feiras ; 10 horas.
Cabo, Ipojoca, Serinhaem, tio-Fnrmos, Una,
Barreiros, Agua-Prela e Pinent iras, quinlai-feiras
as 10 horas.
O corrcio do Rio (irandedo N irle cliega as quar-
las-feiras e parte as quinlas-fei M as 10 horas, le-
vando as Correspondencias para S. Jos de Mipibu'
e Mamanguape.
O correio da Parahiba cliega as quintas-reirs e
parte as seitas- feiras, levando as correspondencias
de Igoarassu' e (oianna.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, ejm cumprimento do
art.22 do regulamenlo de 11 dd dezembro de 1852,
faz publico, qoe foram aceitas jas proposlas de Do-
mingo! Francisco Ramalho, Siqieira A Pereira, Jos
Franciscol.avra.Guilhermc daS Iva(iuinaraes.Fran
cisco Maciel de Souza.Fraiicrsccj JosCorreiaGuima-
res, Antonio Pereira de OliVBiraRainos.Joao Fernan-
des Prente Vianna.Manoel de Azevedn de Andrade.
Domingos .los Ferreira 1 iiiiin.ii.ie-. Jusc Antonio de
Araujo, c Jos Nngueira de Souza, para fnrncee-
rem o I.- 212 houetes para n 10.- hatalhao de infaii-
ana. com o respeclivo numero Ido metal amarello, a
I9IOO, o 2.- IDOS varas de algndaozinho para cami-
sas a 187 rs., 1192 e meia dita* de brim branco liso
par frdelas e calcas a 380 rs. 850 covados de hollan-
da de forro a 97 rs., 105 varas de aniagem a 500 rs.,
o 3.- 101 covados de panno prelo para polainas a
10800, o ? 14 covados de cosemira encamada a 21
rs, o .. 125 pares de sapatos dej sola o oir, feilos na
provincia a I9HOO, or 4#3 esielira de palha do car-
nauba escolhidas aili.ilrs., o 7.-26 banda* do IM a
39750 rs., 27 covados de oleadd a 19200, 1220 varas
de cordao de laa a 60 rs., 34 arozas da boftea bron-
cos de osso a 220 rs., 25 ditas d s dito peqnenot a 220
rs., 48 ditas de dito prelos pelo mesmo prer-o, 29(0
ooles convexos de metal bromeado, com o numero
lOdemelal amarello a 120 n., 2100 ditos de dito
pequeos com igoal numero pelo meimo preco ; o
8.- 320 pares de colxeles grandes a 10 rs., 50 leu-
ee de cobre fino de 6 a 7 libras cada 11 m a 19200 a
liora, o 9.- 840 varas de corda> de relroz a 80 rs.,
Ditas dita de bracos
Mesa de amarello com 0 palmus de
comprimenfo e 4 de largura, com ga-
vetas e forrada de panno a'ul.
Armarios grandes enviJracados.
Reposteiro.
Retogio do parole.
Kspanador.
IJuarlinheira envernizada.
Cabido dito.
Quem quizer vender csjes objeclos e con-
iralar a caiacao e pintura da sala das ses- W
sites do conselho, aprsente as suas pro- 5i?
postas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas do dia 9 do .k
correnta mez. *
Secretaria do conselho administrativo 5?
si Para fornccimenlo do arsenal do guerra 2 $*
w de maio de 185CBento Jos Lame. 'S
't? nha Lins, coronel presidente.Bernardo 5 ^ fereiro 1I0 Carmo Jnior, vogal e secre- m
Ncsta secrelaria foi registrada hoje a nomearao
de primeiro caixeiro da casa commercial, sob a fir-
ma individual de Jos Teixeira Basto e a social de
Basto rS Lemos, feita ao Sr. Jos de S LeiUo J-
nior.
Secretaria do tribunal do commercio de Pcrnam-
buco 2 de maio de 1851.
Ilinamerico Augusto do llego H m.-el
no inipedimcutii do oflicial-inaior.
O conselho da administracao naval contrata
para os navios armados, barca de eseavarao, enfer-
mara de mariulia c mais dependencias lo arsenal o
foruecimenlo de carne verde, pao, bolacha, arroz
branco do Maralo e uriana de mandioca ; pelo
que convida-so aos que iuteressarem em dito forne-
cimeulo a compareeerem as 12 horas do dia 3 do
mez de maio vindouro com suas aiuostras e propos-
las, declarando os ltimos procos, e quem os liado-
res. Sala das sessfles do conselho da administracao
naval em PerrrambuCo 30 de abril de 1836. O se-
cretario, Chrislovo Sauliago de Oliveiro.
Em comprimento do aviso circular da reparlirao
da marioha datado de 27 de marco ultimo, ao qal
refere-seoollicio do Emd. Sr. presidente da pro-
vincia de 21 do corrente mez, manda o lllm. Sr.
capitao do porto dar publicidade a lradiicr,ao dos
avisos feitos aos navegantes, acerca de dous pharoes
collocados noi uo porto de Alicante na cosa da Des-
palilla, e mar Mediterrneo, e outro uo porto de
Couta 11a costa d frica no mesmo mar.
Capitana do Porto de Pcriiambuco em 23 de abril
de 1856.
O secretario.
Alexaiidrc Rodrigue do* Anjos.
Eu Jo Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traJuctor publico e interprete comnercial juramen-
tado da praca : certifico que me foi apreseutado om
improsso em hespanhol, o qual, a pedido, traduzi
para o idioma nacional e diz o seguinte :
TRADI CCO.
Reparlicao de liydrographia.
Ai'iso aos navegante*.
Pelo ministerio da marinha participado pelo de
[omento, se receben nesta directora as informacOes
relativas ao eslabeleci......to de um novo farol, cons-
truido pelo corpo de engenheiros do estradas, canaes
e portos, avista das quaes se redigio o seguinte au-
nando.
Pharoes delllespanha no Medilerraneo.Cosla d'Africa.
Centa.
Na uoite do 1 de dezembro prximo se facendera
pela piuncir,1 vez, e seguir acendendo-se'successi-
vameute desde o por at o nascer do sol o novo pha-
rol de luz de eclipses do minuto em minuto, esla-
belecido no pouta do Serr dos Mosqueros ( Ponta
de la Aluno,, ; na dita praca, sendo e sua poieao
a seguinte :
Latilude 35." 53" n.
Logilude 00 51" 18" l.'csle do obsrvalo! o de
marinha de San Fernando.
O aparlho de pharol he Catadioptrico, modelo
graude de primeira ordem.
A luz est elevada 521 pes |li.5m. 17) sobre o
nivel das preamares, e ser verivel na distancia de
2/ milhas marilimas, sempre que o estado da alhnios-
phera o permita.
Madrid 3 de novembro de 1855.
( Assignado ) Joaquim Gutierre* de Raboteara.
E uada mais conlinha ou dcclarava o dito imprea-
so,.que bem e fielmente o traduzi do mesmo que
me foi apreseutado, e ao qual roe reporto ; e depois
de haver examinado com este e adiado conforme, o
lornei a entregar a quem m'o apresen'lou. Em f
do que passei o presente que assignei e sellei com o
sello do meu ollicio nesta muilo leal e heroica cida-
de de San Sebastian do Rio de Janeiro, aos 5 de mar-
eo do anno de Nosso Seohor de 1856.Jos Agos-
linho Barbosa, traductor publico, e interperte jura-
mentado.
Conforme.O secretario, Alexandre Rodriques
do* Alijos.
Eu Jos Agostiuho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e interprete commercial juramen-
tado da prac.a : certilico que rae foi apreseutado um
documento impresso em hespanhol, litteralmeule
Ira lu/ido para o idioma nacional diz o seguinte :
TRADLCCAO.
Rcparlieao de hydrographia.
Aclso aos navegantes.
O ministerio de marinha acaba de remellcr a esta
reparlicao os dados que lhe dirigi o ministerio do
fomento relativos a mudanea verificada no pharol do
porto de Alicante, debaixo da direceao do corpo de
engenheiros de estradas, canaes, e portos, em virtude
do que se redigio o seguiule annuncio.
Cosas de Ilespanlia ; mar Mediterrneo, pharol em
poito de Alicante.
Desde o dia 1 de uovcmbio do anno corrente
se alumiar todas as noiles do por ao nascer do sol, o
novo pharol hrilliaule, com que acaba de ser subs-
tituido o actual do mencionado lucar.
Este pharol acha-se situado na mesma ponta, cm
que hoje termina o recife de Escollera do mollie.
4 milhas ao S. 72. 0 do Cabo de la Huerta e 7
ao n. 12.. E : do de Santa Pola.
Rumos do mundo.
A luz de cor rnxa c iixa acha-se elevada* a 28'" 7
pea (8 muiros sobre e nivel do mar, sendo sen al-
cance de 2 milhas.
A posieao do pharol ir av.iurando a medida que
se va adiantando a construce.ao do niollie.
Madrid 20 de selembro de 1855.
(Assignado ) Joaquim Outierre:\dc Ruhalrara.
fc nada mais cotiuha ou declarava o dito impres-
so, que bem o fielmente traduzi do proprio origi-
nal, ao qual me.reporto; edepoisde haver exami-
nado com este e adiado conforme, o tornei a cu-
tregar a quem m'o .apresentou.
Em fe do que passei o pre-euleque as assiguei e
sellei com o sello do meu ollicio, nesta mui leal e
heroica cidade de S. Sebasliao do Rio de Janeiro
aos 6 de marco do anno do nascimenlo de Non Se-
ohor de 1856.Josc Agostiuho-Barbosa, traductor
publico e iulerprele commercial juramentado.
Conforme.O secreldrio./lcyranaYe Rodriques dos
Anjos. J
a "n.>l"'n" Sr-conlador, servindo de inspector
da ihesouraria provincial, manda convidar aos pos-
smdores de cautelas das loteras da provincia, ven-
didas pelo cautelisla Salusliano de Aquino Ferrei-
ra, pata apresentarem suas rcclainaees na mesma
Ihesouraria ,, prato do 30 dias a conlarda data
desle, aflea de ter lugar a desoneracao do fiador do
mesmo cautelisla queassim o requereu.
E para constar a quem intereaaar p-sa, se man-
dou ajuar o presente e publicar pelo DIAKIO.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peroam-
buco 21 de abril de 1856.
<) secretario,
A. F. da Annunciacao.
Para a BaJiia,
o bem cohhreidn patacho oacional "Esperanra se-
gu para a Babia nn dia 8 de maio com a carga qo
tiver a bordo : quem uellc quizer carrecar emenda-
se com o o -lo eonsitiualario Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz 1.
Para a ahia,
a muito veleira c bem condecida sumaca nacional
llorlencia, preleude sabir para a Baha com umi-
ta brevidade por ler parle de seu carregamento
promplo : para o resto, trata se com o seu consig-
natario Antonio Lu/, de Olivcira Azevedo, ra da
Cruz n. I.
Para o Porlo segu ate o da 15 de maio o bri-
gue nacional iS. Jos, o qual tem grande parte do
seu carregamento promplo : para o resto da carga e
passaneiros, Irala-sc com 09seusconsignatarios Fran-
cisco AtvcsdaCunha & Companhia, ra do Vigario
11. II.
O hiale nacional aNovo Olinda, que segu
viagem para o Ceara, precisa de 1 ou 5 marinheiros
nacionaes.
para Lisboa
sahira com toda a brevidade o palacho porloguez
l!rilhante>, capitao Autouio Braz Pereira; para
carga (rala-sc com o mesmo capitao, 00 com o con-
signatario Domingos Jos Fereira Guimaraes, na
ra do IJueimado n. 35.
Para o Rio Grande do Norte e Assit"
saho com muita brevidade o hiale Anglica : quem
nella quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se a
roa da Cruz n. 13, primeiro anudar.
Para Marselha sahira dentro em poucos dias o
brigue friocez Ernesto capitao Montn, pregado c
encavilhado de cobre,^ do lote de 3500 saceos ; para
frete e passageiros trata-so com viuva Amorim e Fi-
lho, roa da Cruz n. 15 anda mesmo a preeo reduzido.
safos m*titivt0$.
Para q Rio de
Janeiro.
Recebe alguma carga o brigue ndciouat II01
ao Kio qoe segu em poucos das por ter prompla
boa parle da carga. O mesmo navio precisa para a
iripulacao marinheiros nacionaes, os quaes ensaia
a soldadas vantajosas. Trola-se para carga e escra-
vos a frete no escriplorio dos consignatarios, ra da
Cruz 11. 19 I." andar.
Para o Rio de Janeiro,
pretende saliir com muita brevidade o muilo veleiro
palacho nacional Amazonas, por ter parte de seo
carregamento promplo : para o reslo e escravos a
frete, trata-.e com o seu consignatario Antonio Luiz
de Ohvcira Azevedo, ra da Cruz 11.1.
Para a Bfiliia
alie imprelerivelmenle no dia 3 de maio o veleiro
hiale oacional Amelia linda recebe alemua car-
f\uT.;?.. "-'"T r". "'"nalario Amonio
UM de Ohveira Azavede, rna da Cruz n. 1.
SdlM.
O agente Olivcira far IcilJo para liquidarlo,
do estabelcciineuto de foruecimenlos para navios, ar-
in.i/cm sito na ra da Cruz do Recife n. 13, de Joo
Carlos Augusto da t^ilva, contendo cabos de linho e
lonas da Russia, ditos inglezes, fele sonido para
ha 11 den as, bando i ras imperiaes.nlas deoleo.lalasde
oleo de linhaea, remos de faia, barricas de cemento,
barra de pixe o de bten da Soecia, graxa do Rio
tirande em bexigas, azeito doce refinado engarrafa-
do, licores, doce de guiada, caldeirao de cobre, ar-
niaeao e iitencilios do armazem, e outros gneros
miudos : segunda-feira 5 de maio prximo, as 10
horas da maulla 1, no supra-iodicado armazem.
Ag-encia de le loes.
Na ra da Madre de Dos n. 32 no Recife, esta
borlo o armazem do ageute de leiles Vieira da
Silva, no qual se recebein todas as qoalidades de
mercaduras para serem vendidas cm leilao, na for-
ma do que dispe 0 cdigo commercial; logo que ha-
am mereidorias a venda ser annunciado o dia do
leilao : as ardeos dos commilteoles serao exacta e
ponlhalmeute enmpridas.
Sfttteoo SDioetitoS.
MEZ
Ilariaiiiio.
O livro do mez Harianno aumenlado de varias
Mandes, nico usado pelos_devotos da PENHA :
vende-se somonte na livraria ns, 60 8, da praca
da Independencia, a dez lustes.
APRENOIZES DE COMPOSITOR.
Esta typogi'apliia recebe meninos rute
laibam ler correctamenle, para apren-
der a compositor, <|ue cotnerarao a ga-
nhar lor;o que faeam riual|uer tral)alho':
esta artealemde ser considerada nohre,
oll'erece um lucro ra/.oavel, porquanto
um compo'sitot hbil prjde ganlur de
600S a SOO.sOl) reis por anuo : na livia-
na ns. e8, da praca da Independencia.
HOTEL
ET
Caf Franjis.
PIERRE PECH, propritiircdcLTIO-
TEL DE LA BARRE, a ihonneur de pre-
venir le public, <|ue le susdil litel vient
d'tre, transiere au 1 r eiage, sotts la deno-
mina I ion : HOTEL ET CAF TRANCIS.
Iiidpcndemineiit de la TABLE d'HO-
TE, les amateur* de la bonne cuisine
IrouverontaloulesTes lieures du jour de
<|iioi satisl'aire leurs goutS-
UNE SALE tres agrc'altle par sa situa-
tion est S|x;'cialemeiit reserve'e pottr le
BILLARD.
Les [lersoniics, qui deaireronl faite des
commandes en Filie et pour la Cam-
pagne sont prieet Le sotissij;ne avanlageiisemcnt cunnu
depuis plttsieurs anne'es, ose se latter(pie-
les personnes <|ui ont lreqticnle son e'ta-
blissement continiteront a l'lionnorer de
leiu-s visite* ; tous ses ellorts oints a l'ac-
tivite de ses nouveau\ cmployc's lu lont
espe'i er une bonne clientotle.
Frontispicio do Cumio.
ts Srs. procuradores, incumbidos este anno de ar-
recadarem as esmolas para 11 Testa da Mai de Dos a
Scuhora do Carmo do frontispicio, tannel Jojc de
Oliveira, Marcolinodos Santos Pinheiro. Manoel Go-
mes de Sa, Jos Elias de Oliveira, Jos Francisco
arneiro e Joaquim Easchio deSnutn queiram com-
parecer uo dia i do crrente, pelas !) horas da ma-
nhaa, no primeiro andar do sobrado n. 9 do paleo
do ('.armo.
Para procisscs.
Alugam-se e vendem-sc aras pata anjos, do ultimo
2oto, 1 li.--ad,i-. uo vapor oS. Salvador : na ra
.Nova n. 63.
Jo3o Otario de Caslro Maciel Monleiro vai a
Europa.
.. Aluga-sc um grande sitio sito na estrada do
taiquii, coufroiilc a capella do Kosario, que tem boa
rasa1 de morada, estribara, casinhas de prelos, um
bonito viveiro, boas cacimbas de agua doce, 20O ps
de coqueiros, grande baixa doartro, o oulras mais
cousas que verao os prolendentes : a tratar na estra-
da dos Remedios na casa do fallecido I'arias, ou na
casa parede-meia ao sitio.
A mesa regedora da ir manda Je do Senhor Bom
Jess da Va-sacra da grey da Santa Cruz da Boa-
yuta convida aos seus ataasoa a compareeerem no
dominio i do corrente, as 3 horas da tarde, alim de
acompanharem a procissao que tem de sahir de sua
igreja, a levar as iinagens que ahi se acham deposi-
tadas, para a igreja de S. S. do Livramenta ; e es-
pera nao faltem a tao santo e pi acto.
OITercce-se a qualquer pessoa que,precise de
cal um Torno de queimar a rOMau, e pedreira anne-
a, e deposito d'agua para caldear, todo isso gratis
com o presuposto da pessoa que queira este negocio
lazcr comprar a lenha ao proprietario do mesmo for-
no, sendo o dito forno no sitio Amaro Branco, anne-
xo a cidade de Olinda : quem prelender, dirija-se a
praca do Corpo Santo o. I", armazem de massames,
que ahi achara com quem tratar.
Victorino Jos Correia de Sa c sua senhora vo
a Portugal.
Ouem esliver as circinstancias de querer to-
mar canta de um sitio, fazemlo-se algum inleresse,
dirija-se ao paleo do Terco n. 90, seguudo andar,
preferindo-se eurnpen.
O Sr. Joaquim Antonio Dias, ajiidanle do 9.
hatallijo, nao se retire sem qoe ontenda-se na loja
Na ra do Cabuga n. '.I, lerceiro andar, preci-
sa-se de nina ama boa cnziuheira.
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
publico, que denou de ser caixeiro do Sr. Francisco
Josc l.eite desde o dia !. de maio de 18,V, agrade-
cendo muito o bom trato e delicadeza do Jilo senhor
Desembarazo, passaportc
e foiha corrida.
Deserabarara-se pelos feitos ceracs e provinciaes
qualquer estabelarimento que para com aquellas res-
pectivas thesouranas se che complicado, ou em
duvida. Solicita-sc passaporle para dentro e fura do
imperio, folha corrida etc. etc., com a mxima pres-
teza, mediante razoavel paca : na botica 11. I> da
ra do Collesio, do Sr. Cypriano Luiz da Paz, bairro
de Santo Antonio, ahi achara pessoa habilitada.
PASSAPORTES.
Tiran-as passaporles para fura do imperio, des-
pacham-se escravos c correm-so folhas : para este
tim, prucura-se na ra do Queimado 11. i, loja de
miudeat do Sr. Joaquim Monleiro da Cruz.
Olferece-se um moooporluguez que sabe ler.
escrevere contar para caixeiro excluindo taberna, e
da fiador a sua omnela : quem precisar annuncie.
Bogoao lllm. Sr. r. Jos de Almeida Soares
dt Lima Bastos, muilo Ilustrado director do gabine-
te porlugoez de leitura, que antes de retirar-se pa-
ra a Europa, queira mandar publicar por este o Dia-
rio o relalorio que me consta haver apresentado ao
conseibo deliberativo em sessao de 15 de abril ; re-
leve S. S. que lhe faca esle pedido, visto que acos-
Iuuia.lo a ver publicados pela imprensa os seus dis-
cursos e relatnos, n.lo sei qual o motivo que tem
retardado a publicado do cima indicado, coja lei-
tura muilo desejo apreriar.lim dos quatro.
Precisa-so de um homein que teja bom amas-
sador e forueiro e cuten la de massas: na ra da
l.ingoela n. 3.
Cuslavus Harrison, commandante da barca a-
mericana para seguir viagem uestes dous dias, novamente ro-
ga a Indas as pessoas qoe (iverem conlas com o sobre-
dito navio, de as appresentar na ra do Trapiche n.
1, nao loando responsavcl por qualquer redama-
cao depois de sua sabida.
Aluga-se urna lojinha, na ra Direila n. 81,
freguezia de Santo Antonio, muilo propria para ou-
rives por ter sido oceupada ha muilos annos por tal
ofciiia, 00 outro qoalquer cslabelecimenlo, pois o
local he o melhor possivel : quem prelender dirija-
so a ra da Florentina, casa n. 36, das aferiee-.
Na primeira audiencia do Dr. joiz municipal
"npplenle da primeira vara, escrivao Baptisla, lera
logar a ultima praca de diversas obras de ouro e
prata, e escravos penhorados Jos Rodrigoes do
Passo e sua molher, por execueao que lhe movem os
herdeiros do finado Antonio Marlins Ribeiro :
as audiencias do mejmo juiz sao as Ierras c
sextas-feiras de cada semana ao meio-dia.
Aluga-se um armazem na roa do Capibaribe :
quera o pretender dirija-se a ra do Hospicio nume-
ro 5.
Precisa-se alugar um menino para fazer algu-
mas compras na ra e ir a qualquer mandado : na
roa do Rosario da Boa-Vista, ultimo sobrado ao che-
gar ao pateo da Santa Croz, primeiro andar.
Pede-se 10 Sr. E. G. que venha a ra das Cro-
zes n. 91, a negocio que S. S. nao ignora.
O abaixo aisignado tendo lido no Diario de
hontem om annuncio, tranjeripto da Hpocha, da
Parahiba, em que o Sr. Joao Baptisla de Alboquer-
que diz qne elle lhe vender orna porfo de bolacha,
jateada podre pela alfandega da Parahiba, declara ao
publico c a esse senhor Albuquerque, qoe na verda-
de lhe vendeu 40 arrobas de bolacha, mas esta em
perfeito estado, o fabricada de muito boa farinha, o
que provara com testemonhas em occisin opporlo-
na ; visto como nao era mesmo pnssivel que o abaixo
assignado po arruinado, por isso que a sua padaria estando fecha-
da ha mezes, e tendo sido reaberta dous dias antes
do Sr. Albuquerque fazer a sua encommenda, uio
era possivel, repele, que livesse bolacha arruinada, e
nem que isso procedesse da farinha, que era a me-
lhor do mercado, como pode provar dos preces por
que a comprou em vista dos seus livros.
Becife -' de maio de Ix'm.
Joao Antonio Cocino.
O abaixo assignado, segundo secre-
tario da commissao directora do Monte-
Pio-Academico, convida por deliberarao
desta os respectivos socios, a retinirem-sc
emassemblea geral, na terceira sala do
edilicioda Faculdde de Diieito, as 12
lioras do dia 7 do corrente me/., parase
proceder a eieicuo e pitsse da nova com-
missao directora, depois. da leitura do rc-
latorio da gerencia da actual, na forma
dos respectivos estatutos. Recife -1 de
abril de 1856.Tarquinio Braulio ^c
Souza Amarante.
Agencia de passi |>orte.s
C audmo do lleno Lima, dsp chante pela reparli-
cao da polica, lira passaporle [ara dentro o fura do
imperio, e despacha escravos poi commodo preco, e
com presteza : na ra da Praia p imeiro andar n. 13.
Os abaixo assignados, rom loj de ourives na roa
do Cabuga n. 1!, confronte ao p leo da matriz.* ra
ova, fazem publico, que estao ecebendn continua-
damente muilo ricas obras de ouro dos melhores
goslos, tanto para senlioras come para homense me-
ninos : os presos continuam me 1110 baratos, e pas-
sam-se cootas com responsabilid ide, especificando a
qualidi.de do ouro de ti 00 18 |uilles^ licando as-
simiujeitos os mesmos porqualcuer duvida.
Ser ihim i! Irmao.
Arrenda-se urna olaria na Iravessa dos Reme-
dios, com todas as proporces pi ra ie Irabalhar em
obras de lelhas, ladrilho. etc., con dous bons Tornos,
excellente barreiro doce, c co n duas canoas para
conducao do barro e mais servicis da olaria : a tra-
tar na ra do caes do Ramos, pri neiro andar do so-
brado onde mora o Sr. Ur. Fernando ACTonsb de
Mello. Na mesma casa aluga-sejoU compra-se urna
eserava boa quilandeira.
Precisa-se de urna ama de leile. livre ou esera-
va, paga-se bem : a tratar no paleo doTerjo o. 32.
Arrenda-se o eugenho Vinigre, silo no termo
de Igoarassu', moente e corrente, e vende-se a saTra
Tundada. Tem proporces para sorrejar de 2 a 3,000
paes animalmente, com moito boBs maltas c todas as
madeiras para o costeio do mesm eogenlm, e possoe
excellente cercado : quem o prelender, dirija-se ao
eogenho Araripe de bailo, a fallar com o seu pro-
prietario.
Bento Candido Botelho de Azevedo vai a Eu-
ropa, e deixa por seus procuradores os Srs. Jos Al-
ves da Silva Guimaraes e Francisco Jos Alves Gui-
maraes.
Precisa-se de urna ama para coziohar em casa
de pouca Tamilia, da-se preferencia a eserava: quem
liver, dirija-se a taberna que Taz quina para a ra
do lagundes 11. I,
Alienado.
A commissio encarregada da distri-
buicSo das accOes da estrada de ferro do
Recife a S. Francisco, avisa aos accionis-
tas da mesma companhia, que as respecli-
vascartas de aquinhoamenlo podem ser
procuradas em casa dos agentes da com-
pan7ia, Rothe& Bidoulaq, ra do Trapi-
che n. 12, primeiro andar.
Aluga-se o palacete amarello da ra
da Praia (esquina) onde esleve a ihesou-
raria das loteras, proprio para qualquer
estabeleciment publico on repartilo,
pelos glandes saldes que tem e outras
commodidades : a fallar no mesmo com
(iuillierme Sette.
--Aliiga-se urna ama forra ou captiva
liara o sai-vico interno e externo de urna
familia de duas pessoas no becco do
Quiabo n. II se dir" qnem precisa
j;a-sebem agradando.
Na ra Augusta n. 2, primeiro an-
dar, ha um escravo bom cozinheiro para
alugar-se.
No se tendo reunido numero legal
de socios no da I- de maio, o secretario
da sociedade UNIA'O, por parte da direc-
eao da mesma, de novo ns convoca para
o dia i, as i) horas di; manhia, cerros de
que urna hora depois da anuunciada,
Ittnccionara' a sociedade com os mem-
bros presentes.Recife de maio de
I85G.
Alejandrino Machado
a esta typographia, a
pa-
durante o lempo que esleve na sua casa.
Antonio do Bc^o Snarcs.
Precisa-se atusar urna ama Torra ou captiva,
que saiha cozinhar e Tazer o mais servido de urna ca-
sa do familia : .1 tratar 110 flecife, ra da Cadeia,
loja de Terragens n. ii.
Joaquim Custodio Dias de Castro participa ao
publico, e rom especialidade ao corpo commercial,
que lem joslo e contratado rom o Sr. Jos Francis-
co de Souza Lima, a compra de sua lo*a de miudezas
da ra do Cabuga n.S B : quem se jolgar credor da
mesma baja de apreseular sua conta uo prazo de 3
dias para ser attendido, e ultimar-se este negocio.
lenle 3 de maio de 1866.
O advogado Francisco Culos Brando declara,
que durante sua ausencia deslacapital.em qualidade
de deputado assembla geral, tica encarregado de
tratar de (odas as quesles em que o annunriante
he advogado. o Sr. Dr. Manoel Jos Pereira de
Mello, morador na ra das l'riurheiras.com quem os
seus euustituiutes se deverao eulender.
O Sr. Pedro
queira diiigir-se
negocio de seu inters
Precisa-se de mu caixeiro para padaria, e om
amassador que ciilenda bem do BMS4H ; no pateo
da Santa Cruz, a entrada da ra do Rosario n. j.
Odoutur Olecario Cesar Cabossil, formado em
medicina pela Faculdde da Baha, avisa ao respeita-
vel publico desla capital e especialmente aos po-
bres, que queserem utilisar-se do seu presumo, que
acha-se residindo no primeiro andar da casa n. 8
sila na ra do Collegio, onde pode ser procurado a
qualquer hora.
Precisa-se de urna ama de leite que o nao teoha
ha muilo lempo e que seja sadia, agradando nao se
duvida dar-es-lba bom pagamento ; na ra da Croz
11. 7 lerceiro andar.
l'recisa-sc deumapessoa livre ou eserava para o
servio interno c compras de urna casa de pouca fa-
milia ; agradando pagase bem, na ra da Cruz u. 7
lerceiro andar.
Fugio no dia 7 de abril o escravo .Manoel, de
1 anuos de idade, mameluco, alto, corpolenlo, tem
falla de um dente na frente, rosto grande, principia
0 bucar, bastante regrisla, he cantador, natural do
Crato, provincia do Ceara, e veudido nesta praca por
ordem de Joaquim Lopes Bajmundo do Bilhar*: ro-
ga-se as autoridades policiaes, capitaes decampo e a
qualquer pessoa do povo a captura do mesmo, e
conduzi-lo a ra do Collegio 11. llj, que sera gene-
rosamente recompensado.
abaixo auiguado tendo de liquidar o seu es-
tabelecimenlo ito na ra da Cruz 11. 13, roga a to-
das as pessoas a quem se.ache a dever, se sir>am a-
prescnlar-lhe seus ltulosnou conlas para seren con-
feridos, e entregues ao Sr. 1-'. (i. de Oliveira, agente
de leiles oqoal seacha encarregado dessa liquida-
cao.Joao Carlos Auguato da Silva.
A pessoa que annoiiciou querer comprare re-
pertorio das ordenaeoes e outros livros, dirija-se a
1 ua de Santa Isabel n. 13, que nao su encontrara' os
que aiinuuciou, como achara' mais os seguinlcs :__
l'iimcna- liabas sobre o processo orphanalogico, Di-
rcilo privado natural, lustituices de dircito civil lu-
zilano, O sudirador do cambio, banco e commercio'
Minlo mercantil ; Dircito civil do Portugal ; Col-
lecco das leisdo imperio do Urasil ; Cdigo do pro-
cesso criminal ; Diccionario porlugucz e francez__
Roquete ; lloise el d'Abeilard ; e Constituicao po-
ltica do imperio do I -r..sil.
De ordem do lllm. e E\m. Sr. Dr. juiz de di-
reilo especial do commercio Anselmo Francisco Pe-
rele sao convocados ns credores de Nano Maria de
Seivas, para no dia !> de maio prximo Tuturo com-
pareeerem na caa da residencia do mesmo juiz no
largo da Santa Cruz, bairro da Boa Vista as 10 ho-
ras da m inli 1.1. alim de ter lunar a nomearao de ad-
ministrador ou administradores da casa "Taluda do
dito Scixas.Kcrile 30 deahril de IK~>li.O escri-
vo, Maximiauo Francisco Duarle.
A pessoa qne aun uncin querer comprar urna toa-
llia de labvrnth, pude dirigir-se a praca do com-
mercio n. (i, armazem.
Joao Praeger, dono do hotel Union, avisa ao
corpo do commercio e ao publico em geral, qoe
Adolpho Beranger deixou de ei seu caixeiro desde
o dia :l do correute mez. Re fe .'i de abril de
18IJ.
Ainda se aluza a ca>a em O inda, na ladeira da
Misericordia o. 1J, caiada e piulada de novo, desin-
fectada por nao ler morrido ninguem do cholera na
ra do Bangel n. -21, a qualquer horado dia.
(Juera annunciou comprar o Digeslo Portu-
gnez, Pereira e Souza, Repertoiio das Ordenaeoes
do Iteiuo, Processo Civil e a l.ocislacao Brasileira,
procure: na ra do Bangel'n. 51.
Do sitie* da Estancia do Giqlui desappareceu o
escravo motilo, Jaouario, fula, I aixo e gejsso, bem
empernado, Talla por entre os dei tes, representa ler
a idade de 21 annos, pouco mais JO menos ; um dos
sigoaes mais ootavel he ler urna las ps secca ; tem
pai e irmao forros para as part s da VtVzea ; foi
comprado a Jos Luiz Pereira coai loja na roa Nova.
Nesla dala tem-se joslo e contratado comprar-
se a casa da ra do Deslino, fregdezia da Boa-Vista,
defronle do hospital novo dos millares, com o lllm.
Sr. lente Jos Esteves Moreira da Cosa, com con-
senlimenlo de soa senhora, e te I ha alguma duvida
seja apresenlada uestes 3 dias. Hecife 28 de abril
185ti.
Urna prela cozinheira. que precisa de 3O.0S0O0
para acabar de pagar ua alforria, onlrata-se servir
por 2 annos a quem lhe adiaular (sta quantia: quera
lhe convier annuncie para ser pn corado.
Lava-te e engomma-se : n 1 rna do Ilospicio
n. 1.
O coronel Joao Francisco d( Chabv vende um
dos seus carros ; quem quizer comprar cutenda-se
com oannunciaute.
L"ma raulher branca, viuva, de meia idade, de
bons costuincs, offerece-se para afer ama de um ho-
mem solleiro : quem precisar dirija-se a roa Bella
n. 2. !
HOSPITAL PORTOGUEZ DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do lllm. Sr. p.rovedor interino se faz
publico, que tendo a junta administrativa do hospi-
tal em sessao de 21 do correute recudiendo a neces-
sidade de regular o tratamento dbs doentes parlicu*
res, de modo a fazer-lhes conhecer ao certo antes da
fu entrada no hospital qual a sua despeza diaria, lo-
mando por base da sua deliberco o disposto nos
arls. 11, 12 o 13 dos estatuto*, re-olvau que fusse
adoptada a seguinte tabella c dispo-icoes que acom-
pauham :
DOENTES PARTICULARES.
Nao accionsIasL
1. ciaste por dia^sVSOdO
2-a dita 130200
Accionistas.
I.' elasse por diaI 39000
2. dita o -4 23500
As operaees e sanguesugas fu 111,1111 urna despe-
za t parte.
O hospital apenas presta o medico da casa cm ej-
ercicio, mas o doeole tem o direil 1 de reclamar con-
ferencias como e finando lhe aprouver salisTazendo-
as a sua cusa.
O doente que reclamar conferencia he obrigado
no lim delta a satisTazer a quantia de IO5OOO a cada
um dos mdicos, que Torero convocados, meuos ao
medico da casaem exercicio.
Para ai conferencias devem ser com preferencia
convocados os mdicos da casa.
Est conforme. Hospital portoguez de Benefi-
cencia 2 de abril de 18j.Manuel Ferreira de
fiouia Barbosa, secretario do hospital.
LOTERA da provincia.

O lllm. Sr. tliesoureiro manda fazer pu-
blico, que se acham a venda, na thesou-
raria das loteras^ ra da Aurora casa n.
26, das 9 a's "> lioras da tarde, os Diabe-
tes, meios e quartos da primeira parte da
primeira lotera concedida ao cidadao
Antonio Joaquim de Mello, para a publi-
racfio dos'traballios biographicos, cujas
rodas andana impretervelmente no dia
sabbado 10 de maio prximo futuro, a's
8 e meia lloras da minliaa, no salao do
convento de Nossa Senhora do Carmo:
outro sim, que as listas serao distribuidas
gratis aos compradores de bilhetes, no
primeiro dia til, a's li lioras da ma-
nliaa, e (pie no dia l principiaraoos pa-
gamentos da referida loteria, a's 10 lio-
ras do dia a's da tarde, na ra* da Au-
rora n. 26. Tbesouraria das loteras 30
de abril de 1836.O escrivao, Antonio
Jos Hilarte.
O abaixo assgnado convida aos pos-
suidqres dos bilhetes premiados da lotera,
que araba de ser extrahida,bem como de
outras quaesquer loteras desta provincia,
a viiem receber seus premios, em seu es-
criptorio, ua ruado Collegio 11. 21, pri-
meiro andar, das 10 horas da manha a's
3 horas da tarde. Kecifol de maio de
1836.Antouio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
Tendo sido mandado por ordem su-
perior cessar a abertura do cemiterodu-
rante a noite, faz-se sciente a quem con-
vier, rpte de hoje cm van te ns enterramen-
tos suse faraodasli horas d;i manhaa a's
(ida tarde, esimiente com licenca da c-
mara municipal.O adiniiisliadoi, Ma-
noel Lui/. Vires.
Massa adatnan-
tina,
Iraurico Tinto Uxorio chumba denles com a Ve*-
ladeira massa adaniantina e applira ventosas pela
aliaccSo do ar : podo sor procurado confroute ao
notario do Santo Antonio 11. 2.
i 7 r"r' "' (:har,lon. (|e volts da sua viagem a
II ilu 1. faz sciente aos pai> de seus alumuos, que .1
contar do I de maio prximo, elle continuara a dar,
lauto cm sua casa como cm casas particulares, e as
mesmas horas do que dantes, suas lices de francez,
ltimamente interrompidas em razao'do cholera.
Eiiioiilio para arrendar.
A mesa regedora da irmandade d*e Santa lt ita de
Cassia, om vista do que diapoeo art. 47, cap. 3a
do til. 2o do seu corrffromisso, convida a lodos os
seus irmos, a compareeerem no consistorio da
musma irmandade, s 8 e meia horas da manhaa
do dia 4 do crrente, alim de proceder-se a elei-
co dos novos funecionarios para o anno de 1856
189.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa conduta, paga-se bem : no paleo do Hospital
n. 26, sobrado.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharesde individuos de todat aa aaCjfM podem
testemunharat virtudesdesleremedio incomparavel
eprovarem caso necessario,que, pelo osoquedelie
lizeram, lem seu corpo e merobros inteiramonte
saos, depoit de baver|empregadoiDotiImenle outros
tratamentos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessascuras maravilhosas pela leitura dos peridicos
que ih'as relalam todos os dias ha moilos annos; e
maior parte deltas sSo tao sorprendentes que admi-
ram os mdicos mais celebres. Qoaolat pessoa* re-
cobraran! com este soberano remedio o oso de toas
bracos c pernas. depois de ler permanecido longo
lempo nos hospitaes, onde deviam soflrer a amputa-
do Ueiias ha muitas, que haveodo deiXado etaes
asylos de padecimeolo, para se nao sulinietterem a
essa operario dolorosa, Toram coradas complela-
mente, mediante o oso deste precioso remedio. Al-
sumas das taes pessoas, na eluso de seu reconheci-
mento, declararam estet retultados benfico! diaole
do lord corregedor, o outros magistrados, alim da
mait autenlicarem sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do eslado de sua saude ee-
livesse bstanle conlianta para ensaiarette remedio
constantemente, tegnindo atgum lempo o trala-
mentoque necessitaste a naturezado mal, cojo re-
sultado seria provar incoostestavelmente : Qae tu-
cural
O ungento'he til mas particularmente
seguinte casos.
matriz.
Lepra.
-Males das pernal.
dotpeitos.
de olhot.
Mordeduras dereplis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
ijueimadelas.
Sarna.
>uporac,jes nitridas.
Tinha, em qualquer jra-
te qoe seja.
Tremor de ervos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de c a beca.
das costas.
dos merabros.
EnTermidades da culis
em geral.
EnTermidades do anus.
Empees escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdade ou Taita de ca-
lor as extremidades. Ulceras na bocea!
Fneiras. do flgado-
t.cngivas escaldadas. dasarliculacoes.
Jnchacoes. Veas torcidas, ou noda-
iniiaiiiinacao do ligado. das lias pernas.
_ da bexiga.
Vende-se esle unguenlo|no estabelecimenlo era
de i.oodrcs.n. 2ii, Srand.e na loja de lodos os bo-
ticarios, droguistas c outras pessoas encarregadasda
sua venda em toda a America do Sul, Havaoa e
Ilespanha.
Veode-se aSOO res cada|bocelinha.contm orna
inslruccao em porluguez para eiplicar o modo de
Tazer uso desle ungento.
O deposito gata i he cm cata do Sr. Soum, phar-
bnucoUUCO' "a "* da CrUZ n- 2"' em Per"anl-
KOB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos do hospitaes recommendam o Arrobe
de ..altecleur, como seodo o nico autorisado pele
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'uiu gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, estem uso na marinha real desde mais
de bO annos; cura radicalmente cm pouco lempo
corr. pouca despeza, sem mercurio, as afleccoet da
pelle, impingeus, asconsequencias das sarnai, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores ; coovra aos
calarrhos, a beiiga, as coolracSoet, o fraqoeza
dos orgaos, procedida do abuso das injeccet u de
sondas Como anli-sj philitieo, o arrobe cora em
pouco tempo os (luios recentes 00 rebeldes, qne vot-
veu incessaules em consequencia do emprego da
copahiba, da cubeba, 00 das ojeecoes que repre-
entem o virus sem neulralisa-lo. O arrobo Laf-
lecteur he especialmente recommendado conlra as
doencas inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao
odureto de potassio.Lisboa.Vende-se na boti-
ca de Barral e de Amonio Feliciano Alves de Aze-
vedo, praca de D. Pedro n. 88, ohde acaba de che-
gar urna grande porco de garrafas grandes e pe-
queuas vindas direclamente de Paria, de cata do
dito Boyyeau-Lairecteur 12, roa Richeo Paris.
us formularios dao-se gratis em casa do asente Sil-
va, na praca de Pedro n. 82. -Porlo, Joaquim
Araujo;.Babia, Lima & Irmaos ; Pernamboco,


Precisa-se alugar orna prela ou prelo escravos
para andar rom taboleiro de lazendas em compauhia
de nutra peasot: ua rna do Hospicio u, J.
que achara com quem tratar 1 he desnecessa-
no realar a hondade.por ser bstanle conhecido.
Arrenda-sc orna da tojas do sobrado de um
andar no aterro Ida Boa-Vista n. 1|, servindo para
algom estabelecimenlo com mais algum ceio e mes-
mo gosto, por se adiar ncte estado, tendo at anna-
e'to correspondente : a liste no mesmo sobrado.
soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos : e Morei-
ra, loja de drogas; Villa Nova, Joao Pereira de
Msales l.eite ; Rio rande, Francisco de Paula
Coutu & C*
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi trantferido o deposito desl charope para a bo-'
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53,
garrafa fSOO, a meias 38000, seodo falso lodo
aquello qoe nao for vendido neste deposito, polo
que se.faz o presente aviso.
IMPORTASTE PARA 0 PIRLICO
Para curado phtvsica em todotot seus difieren!
grot, quer motivada por conslipacOes, tost, astb-
ma, ptenriz.escarros de sangoe, dor de costados
peito, palpilarao no coraran, coqueluche,bronchita
dr na samanta,e todas asmolesliasdoa oreaos pul-
monares.
1ECHHISI0 PARA E16E-
IHO.
NA FUNDIQAO DE FERrfO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, ti A
RA DO BRUM, PASSANDO O C.HA-
FARIZ.
ha sempre um grande sormeolo dos seguinles ob-
Ctos de mechanismos proprios para engenbos, a sa-
r : moendat e meias munidas da mais moderna
ronstruccao^ taivas de ferro fundido e balido, de
superior qoVidade e de lodosos lamanhos; rodas
dentadas para a-ua ou animaes, de todat as propor-
{oes ; crivos e boceas de Toroalhae registros de bo-
eiro, aguilhOes, broozes, paraTutos e cavilhoes, moi-
nlio- de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FNDICA'O.
e esecntam todas as encommendat com a superior
ridade ja conhecida, ccom a devida prestezae com-
modidade cm preco.
C. STARR & C,
respeitosamenleannunciam que no seu estenso es-
tabelecimenlo cm Santo Amaro.eonliniiam a fabricar
com a maior perfeirao e promptidao. toda a quali-
dade de macliiiiisino para o uso da aericallora,
navegacao e manufactura ; c qne para maior com-
modo de seus numerosos freguezea c do publico
cm geral, teem aberlo era um dos -rindes arma-
zens do sr. Mcsquila na roa do Brim, alraz do
arsenal do marinlia um.
DEPOSITO BE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimcuto.
Alli ,1,'harao os compradores um completo sorli-
niento de moendas de caima, com todos os raelho-
ramenio. al-iin- dclles novos c origiuaes) de que
a experiencia de moitoa annos lem mostrado a ne-
cessidade. Machinas de vapor de baixa e alta pres-
sao, laixas de lodo (amanho, tanto batidas como
Tundjdas, carros de nnlo e ditos para conduzir for-
mas de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, fornos de ferro batido para fari-
nha, irados dt Trro da mais approvada construc-
clo, Turnios para alambiques, crivos c portas para
T.. r 11.. j .' i. i -. e una infundado de obras de ferro, que.
seria enTadonho enumerar. No mesmo deposito
eiistc urna pessoa intelligente e habilitada para
receber todas as cncouimendas, ele, etc., que os
i in uncia n los contando com a capacidade de suas
(iflirinase maehinismo e pericia de seus ofliciaes,
se cnmpromctlem a Tazer execolar com a maior
presteza, perfeicSo, e exacta cooformidade com oa
modellos ou desenlies, e inlrncces qae lhe foreui
Tornecidas.
mutis
ILEGIVEL


IUIIO DE rIMAIOAD SiBAO 3 II MI 0 I 1856
Terceira edi$o.
TRATAIEITO HOICOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLERAMORBUS
PELOS DRS.
\U -a i MT-. JW53 /Tk, <*
slriirra. aopovuparase podercurardesta enfermidade, administrandvos remedios inais eflicazes
earaatalh'aMa.emquaulo serecurreaomedico.ou mesinoparacura-laiudiipeudeutc desle nos I usares
em (Pie nao os ha.
TRADUZIDO EM POUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doesOpusculoscoiilmasindicasOes maliciaras o precisas, e pe*
jSo estaaoalcance de todas asintelligeucias.naos pelo que diz respailo ai
cipalmeiile aaa preservalivos que lemdado os mais salisfacloiiosrcsulladiis ciu loda a parte
lies le ni sido postos cui praOica.
Sendo o iralamenloliomeopalliicoo nico que tem dado grandesresu
vel eoferniidmle, julgaraosa proposito traduzir restes dous importantes t
la, para distarle facilitar a sua leilura a quem ignore;o franecz.
Vende-se nicamente no Cousultoriodo traductor, ra tvov n.52, por
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos coiu um frasco de lindura I5;
quatro e 2 frascos de Untura rs. 258000.
sua simplese concisa exposi-
s meioscurativos.comoprin-
eni que
ladosnocuralivo desta horu-
pusculvs em lingua veruaci-
28000. Vendem-se tambem
i urna dita de 30 tubos coin
Aderecos .lo brilhanles, *
diamantes perolas, pul- *
... ceiras, alliueles, brincos rj
*J e roielas, bolf.es e anneis *
2j de differentes gostos e de
diversas pedras de valor. *
I Compram, vendem ou 5
* trocam prila, ouro, bri- 8
? Ihanles.diamaolesepero- m
las, e oolras quaesquer
J joiasde valor, a ilinheiro Jj
,x ou por obras. V
MOREIRA k DDARTE.
LAJA 1 0LR1VBS
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os vaporeada Eu-
ropa as obras do inais
moderno gosto, tan-
to de Frait,a c0mo
5*'f-S-'5BrSE^-~-i-;-'S-
oiiio i:'it.vta- I
__ i
Aderecos completos de j
ouro, ineios dilos, pulcei- g
ras, allineles, brincos e jj
rozelas, conloes, trance- .
lins, medallias, crrente" ;*
e enfeites para relogio, c <"
outros muitos objectos de Bj
ooro.
Apparethos complelos, M
de prala, para cha, ban-
dejas, salvas, castices, .
* colneres desopaedecha, *
e muitos outros objectos ]
de prala. &
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o commodo rosno rosiuiasi..
Trocam-se nota$| do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Patn Nash \ Compaohia declaram queJoAo
Pedro Jess de Malta deixou de ser seu caixeiro desl
dehonlem li do correte mez. Kecife 15 de abri-
de I8.V.
Clltl
V
@
B0A.9.J.J.RELLER9.YISTA
Com loja dj ferrameiita
cutilleria lina,
tem a honra de participar ao respeilavel publico e
com especialidade aosjeus fregnezes, que vem de
sorlir de novo a sua lojli com as mellares ferramen-
tas para ourives. marcjneiros, ferreiros, torneiros,
selleiros, etc. etc., lairibein como os instrumentos
para dentista, sangrador e veleruiarias. Para monla-
na, tem cabecadas de todas as qualidades, cliicoles,
esporasc estribos, e par cassa espingardas de 2 e de
W i cano, perlences para I mpir as ditas, ipolvarinhos.
(A i c|,un)beiras e saceos. Para os possuidores de carros,
ijk '' ten) bridas, bridoat, chicotes e chaves, tesouras para
'ev ; costura de todos os tamaohos, como para unhas, pa-
3 ra alfaiate e para jarilini, canivelcs para sendera, CO-
S mo para hornera, alcas mais rics navalhas, grandes
W e pequenas, aliadores e massa para os dilo-. eslnjos
' para senhora comu parj hornero, apparelhcs para
- cha, bandejas, casticoes kle metal principe, bules pa-
($) i ra cha, cauecus para meninos beber, ele. ele, ler-
l/j, luomelros, ccringas, funilas, ferros para corlar ba-
^j I hados, cadeados, talherel grandes e pequeuos, triii-
1A aliantes, cachimbos mullo Unos, carleiras e charu-
/Z leiras, halaucas para boticarios, etc., machiuas para
w fazer cafe, faces, briuq(iedos para meninos, e mu-
tos outros objectos da nclbor qualidade, e ludo por
2 pre^o muilo em canta, i
NORAT k IRHAOS,
Ra da Aurora n. 58, primeiro andar.
0
REPERTORIO DO MEDICI
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em orden) alphahetica, com a descripc,o
abreviada de todas as molestias, a indicacao phjsio-
logica e therapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lampo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significarlo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo,.pelo
DR. A. .1. DE MELLO PR4ES.
Ua Srs. .issiunanles podem mandar buscaros seu
exemplares, assim como quem quizer eomprar.
{IV HOMEOPATIUA E 0
CHOLERA.
- nico tratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus,
9 l'Kl.o UULTOK
lA Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Segunda edierao.
Ww beoevoleucia com que foi aeolhida pe-
A lo publico a primeira edicto dcsle opus-
^ calo, esgolada no curto esparo'de dous nie-
les nos induzio a rerapress3o*
Cuto de cada exem piar......1>000
Carteirascompletas para o Irala-
Dieulo do cholera e de umitas nu-
tras molestias, a....... :;o-iiii
Meias carteiras.......... Hoil<">
8 Os medicamentos sao os melhores possiveis.
Consultorio central homcopalhico, ra
de Sauto Amaro ,Mundo->ovo n. ti.
CASA DOS EXPOSTOS.
Praeisa-se de amas para amamentar crianras na
casa dos etpostos : a pessoa que a isso se queira de- |
ilirar, tendn as habililae.es necessarias, dirija-se a '
mesma, no pleoslo Paraiio, qoo ahi achara cum i
quem tratar.
ARRENDAMEMO.
A laja e armazem da casa n. 55 da ra da Cadaia
do Recite junio ao arco daConcecao, acha-se desoc-
capada, e arrenda-se para qualqur estabelecimtnto
am ponto grande, para o qual lem commodos sufli-
eienles : os prctendentcs enlender-se-hao com Joao
Napomuceno Barroso, oo segundo andar da casa n.
57, na mesma roa.
PUBLICACAO' L1TTERARIA.
Repertorio juridico.
Esta puhlirae.io icra serta duvida de ulilidade aos
principiaules que se qnizercm dedicar ao exercicio
do (oro, pois nella encontraro por ordem alphabe-
lica as principacs a mais frequentes oceurrencias ci-
>l, orphanolo^icas, commerciaes e ccclcsiasticas do
nosso foro, com as remiss6es das ordeoaroes, leis,
avisos e reclmenlos por qoe se rege o" Brasil, e I nova ediccao, ornada de vinhelasc bella enraderoa-
lem assim resolu^oes dos Praxistas anliaos e moder-1 do : vende-se a IJ28U na livraria de J. Nogucira
nos em que se lirmam. Conlm semelhautemenle i de Souza defronte do arco de Sanio Antonio.
as decisoes das .uestes sobre sizas, sellos, velhose! ... ,
uovos direitos e decimas, sem o Irabalho de recorrer l, Jos da Caoba, na qualidade de procurador
eollecrio de uossas leis e avisos avulsos. Consta- I hastantc de sua hlha (.andida Marcelina da Canil
ridedoui volumeiemoilavo, grande fraucez, e o I rernandei, viuva do linadohr. Joao Francisco Fer-
priroeirosabio loza esta venda por 85 na loja de \ nandes, de o.anua, pkra inveulariar os bens por
livrosn. 6 a 8 da praca da Independencia. Os se- ^ deixados ; roga a todos o credores do mesmo
nitores subscriptores desla poblicacao existentes em r"lado- de aprescnlarem as suas coulas cotilas legaes
1 no prazo de oilo das, a contar da data desle aiinun-
cio ; afim de serem descriptas no inventario res-
pectivo, (in que se devem separar bens, quanlos
baslem, para o devido ipasamenlo daquelles dos
mesmos credores que para isso se aprezentarem e
para commodidade dos quacs, tanto podem apre-
senlar cssas cuntas na casi da*residencia da mesma
viuva, em (ioianua, cornil ueste Recife, na ra da
Sloeda trapiche do Cunhk n. A. declarando uellas
a qualidade do titulo que possuem, seus veucimeu-
tos, aqnantia e os juros que vencen) na falta de pa-
gamento. Recife i\ de abril de ls">i;.
Tem a lioura de participar ao respeita-
vel publico d j-ta cidade e com especialida-
de aos seus freguezc!, que possuem pre- tt
senlemente o maisirico e completo sorti- uft
monto das mais linjas e delicadas obras do
brilhantc, perda e ouro, como at o pre-
sente nao lem appajrecido Desta praca ; e
!J^ afliaocam a todos o mais mdico prec,o por-
0) que vender so pode| obras de goslo c mais
A apurado: os mesmosdesejam ardentemen- j
? te que o respeilavel publico nao deixe de S
w ir lancar as vislas sobre as suas obras, VK
4$) alim deque seja contienda a verdade de $)
St que encciram estas poucas palavras. 10)
Mes de Mara.
Acaba de publicar-se o novo Mal de Maria ou o
>le/ de Mam, cousagradu a gloria da Mili de lieos,
Srt. redactara Nao tenho expresses nem ler-
mns.com quepossa.por meio ilo seu eslimavel jornal,
inanile-lai ao Sr. Manuel Borges de Mendunra ns
sciilimentos de minha recouhecida, c senipre eterna
gralkUo. A esse eidadlo Brasiluiro adoptivo, meu
heinleiior. devo, abaixo de Dos, a vida c allivio de
iiieus sofrimenlos. Sim lorno a dize-lo, nao te-
nho expresses com que possa agradecer ao Sr. Bur-
gos Mendonca os ollicios de caridade. que com ini-
o lian pialicado ; eos motivos que tenho para as-
sim fallar ao respeilavel publico eu aqui ingenua-
mente o confesso. Fui recolhido ao hospital dos
lazaros onde estive tres annos, arcommetlido de
morplia ; a pello tuberculosa e enruaada ; as maos
indiadas as extremidades feridas, e um braco qua-
si reseccado : cheio de dores e paHeciinenlos, em
esperaiia de alivio e de vida naquclle atjlo de an-
gustias e consternar.io, resolv fugir de tao lerrivcl
purgatorio, e consegui-o, valcndo-mc depois do Sr.
Itorges de Mendonca, que humiua e candosamenle
me acolheu cm sua casa, onde me tem tratado ale
agora, sem nenhuui inleresse,pois que son miscravei
des>alido : acli-me quasi bom, cicalerisadas todas
as iiiinhas chagas.desapparccendo lodos os carocos da
cutis, uo jogo natural de todos os meui membros :
me considero, se nao radicalmente curado, ao menos
feliz., por me ver aliviado de lanos pidccimentus
em tao pouco lempo, que me tem Irartado n Sr. Bor-
ges da Mendonca, a quem tributo mil aaradecimen-
los : as heneaos dos ecos chovam em beneficio do
Sr. Manuel Borges de Mendonca. em proveilo de
sua familia, pela csniola c caridade que comigo
lem pralicado. Oal.i esta minha llel conlisalo ap-
proveite a immensos infelizes, que disseminados por
esta cidade exhalan em snllnmenlos e em desespero.
Sou, Srs. redactores, de Vmcs. humilde servo, res-
peilador e criado. Recife l de abril de I8.">t.
ICslolano Antonio da Cunta Machado.
PROCISSAO' EM ACCAO' DE GUACAS.
A mesa regedora da irniandadc deN. S. da Sole-
dade erecta na igr*a de .V S. do l.ivraiiu'Ulo, leudo
a S de feveiciro levado a sua padrocira em procissao
de penitencia para ser depositada ua igreja da Santa
Cruz do hairro da Boa-Vista, quando o lerrivel lia
gellodo cholera morbusceifavaos nossns inais charos
irmaos, pretende agora.cn cousequencia di mesma
excelsa Senhora ler alcalizado do seu amabilissimo
filho Nosso Senhor, per Jan de nossas culpas, livrau-
do-nos do castigo que sobre nossas caberas pezava.
regressar sua padroeira da Santa Crol onda se acha
depositada, em solemne procisaSo n'odia de maio
as 2 horas da larde, e para que esle acto torne-se
mais liiilhaute a masilla mesa couvida as respeila-
veis corporales quo se digiiaraincoadjavar-iios com
sua presenea, para acompanharem a procissao de pe-
nitencia, de irem a igreja da Santa Cruz para acom-
panharem a procissao de triumplio da mesma .ie-
uliora no dia e hora cima mencionados. Assim co-
mo pede aos moradores das ras abaixo declaradas,
que limpcm as testadas de suas moradas p transitar a procissao. Ao sabir da isreja da Santa
Cruz segu pela rua da Sania Cruz, Gloria. Velha,
paleo da Santa Cruz, rua do Rosario ao entrar na
rua do Aragio em seguiraenlo a ponte, rua Nova,
Cahug, praciuha da Independencia, Oueiinado, Ro-
sario eslreila, larga, Carino, dilo de S. Pedro, Ira-
vessa do mesmo, rua Direila, palco da Pende, rua
do Raugel ao recolher-se em Irenle da igreja. Pe-
de-sea lodosos irmaos que comparceam neste dia
para lomarem capa para acompanhar a mesma pro-
cissao.Alfeo Odou da Cunha Coiaiina, secretario.
O AO PUBLICO DESTA CIDADE.
t& Jos Anaclelo. bera conhecido dentista e t
^ sangrador, continua a residir na Cambua do 9
9 Carino casa n. -"\ loja de barbeiro, onde p- 9
9 de ser procurado a qualqaer hora do dia. 4$
Attentjao.
t}nem liver e quizer arrendar um sitio perto da
cnla'/o de Olinda, o qual lenha boa agua, baila para
capim, e commodos para oo ti bois, aiinuncie para
ser procurado, oo enlenda-se com o Sr. Dr. Joao
I.ni- Cavalcauli de Albuquerque, ua cidade do Reci-
fe, on com Jeronyiuo de Albuquerque Mello, no seu
enisenho Ramos, em Pao d'Alho. Adverle-se que,
se o sitio fur junto a estrada que vai de Olinda para
o norte sera preferido, e paga-te mais do que xale.
Pcriiamhuco, podem procurar o primeiro volume
a loja de livros cima mencionada : no ltio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praca da
i.niisliiiiican; no Maranlin, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. J-
se de Oliveira.
GUISO DE HATIIEKAT1. AS. f
O abaixo assignado formado em malhe (s)
mathcmaiica, lecciona Arithmeiica, Al- )
gebra e Geometra : na rua Novj, em o y!
* primeiro andar do sobrado n. 67.Ber-
(0 nardo Pereira do Carmo Jnior. @
'lnstruccax* moral e reli-
giosa.
Esta compendio de historia sagrada, qoe foi ap-
provadopara inslrucrao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvacaoa 19600 rs., passa a ser
vendido a 155000: na livraria ns. 6 e S, da pra^a
da Independencia.
Precisa-se alugar um pequeo silio peno
desta cidade, o qual tenba lugar para guardar um
cavallo, equo nao seja prximo a charco ou agua
cstagnada, e se tiver casa assobradada melhor ser :
na livraria ns. Ce S, da praca da Independencia.
Au-uslo I rederico de Oliveira leudo de ret-,
rar-se para o Rio de Janeiro, faz publico que eone-
liluio em primeiro lugar ao Sr. Jos Joao de Amo-
rim, e em segundo ao commendador Manoel tiou-
ralves da Silva como seus procuradores >aia lodos os
seus negocios.
Precisa-sc para casa de ponca de familia de
urna prela cscrava que saiba colindar : para tratar,
na na Nova, primeiro andar do sobrado por cima ao
Sr. Bccker.alfaiale.
| MADAMA SCASSO MODISTA, |
w avisa a s suas freguezas, que alem de ter w
\$ seniprc em seu eslabclecimeiilo, no aterro gjt
^ da Boa-Vista u. ) o inais completo sorti- ^
X ment de flzenda e mudas, acaba de rece- g
s* ber pelo ultimo vapor rhrga.lo de Paris, ?.;
3 um completo surlimeiilo de chapos de seda :_':
do ultimo goslo para senhora,ditos de sol com '''._
molas, chales ilc casemira lisos c bordados. **
tfif ditos de louquira, ditos de retrs, romeiras ;$
j bordadas a nalii, lovasde pclica de Jou- i^
V'" a" se,la Pdra llol"en* e senhora, dilas
>& para meninas, enfeites os mais bonitos que W
jj he possivel para seuhoras, maminhas de J"j
A"' re,r"s bordadas por proco razoavcl, dilas de '.
;" froco, pcnles de tartaruga de dflerentes ^
".>- goslos, lencos de cambraia de linho horda- @
SS dos, abotoaduras de todas as cores, cnlre- ti
^i. ineios de cambraia e babadinhos para calcas
de menina, bicoi de seda de blondo e ile
O
Na taberna da rua dn. Marixrins n. :iii, chc-
Bpn um grande lortimenlo de quetjos do serlao do
Serid mullo Irescaes, quo se vendem pelo diminu-
to preCO de 180 i, por libra, diios do reino a
gjOO, caixoes d doce de guiaba de 8 libras a IjsOO
lelna nova a Vid, msearrio novo a lili, lalharfu a
MO, cha hison a -2y'M), dito prelo a -501X1, manlei-
m ingleza a H0, dil.i franceza a 720, labia brinco a
l-'ll rs, cevada a ItiO rs, viuhos de todas qualidades
e por menos do que em oulr.i qualqner parle.
Vende-se uina negra moca com algumas habi-
lidades, com o ni liiliu molvque de dr 10 anuos mul-
lo homlo : na rna dol.ivrameulo n. i.
Vende-se muilo bom loucinho de Santos a 10
a libra, e carne do mesmo a 10, latas de sardinhas
de Nanles a 500 : na rua das Cruzes n. d.
Attenco.
".'3 linho, meias de seda muito linas para noi- UB
vas, corles de vestidos de seda lavrados, di-
Vende-te una taberna ua rna ireila ros Afosa-
dos n. :ili, assim como doos moleques, um com 10
anuos de idade e oulro com 5 : quem pretender, di-
rija-se ,i mesma, que achara com quem Iratar.
Vende-se urna cscrava crioula, com idade de
18 anuos, com um lillio de J me/es, muito boa lisura
e bom leile, e um crioulo com 15 anuos: na rua do
lluspicio n. 15, se dir quem os vende.
Vende-se urna cscrava moca c de bonita figu-
ra, boa ensommadeini e co/inlieira : para ver. na
rna do Mundo Novo n. 8, e para ajuslar, na rua
do Rangel u. 17, seguudo andar, das as 1 horas di
J^ los com o titulo de puptliii", dilus pretal
"i? de ,miar anliquet, ditos de barege tifese ?.?
babados, leques,
tarlataua lizos com babados, leques, golli-
^ nhas e peiiilhos de fil, espartilhos, boucles .
w para menino, um soilimjeiito de bonecas '&
gj de imssa e cera para brinquedos de crian- ^3
:'U Ca". romeiras a imperatriz, lilas de seda sa- S
Vi ze e grosdeiWples de toda as cores, dilas Je
e Ua i
de velludo de lodas as larguras, sapalinhos
^ de l i para enancas, Iran; i de seda
g-g de todas as larguras, cami/.inhis e maogui-
tos de cambraia, sorras de velludo bordadas 2
t';' a seda, ditas a ouro liuo: e oulras umita; it':
;: fazendas que sitisfaz as exigencias do bom l
'i*[ lom ; a mesma oflerece o sen presumo pa- *i*
.;1 ra apromplar com loda a perfeicao e o mais ''
^3 apurado gosto para senhora. vaslidos para &&
;i\ baile, casamento e passeio, chapos, lurbau- *r.\
5^ les, a ludo o mais que se pode desejar cou- g
? cerneule a modas.
.''.^^V'-,"'' ** "."^ .^,-*'". .."'.'X^.O,
tarde.
No aterro da Bna-Visla n. 80, vcndem- itas ltimamente chesadas de Hollanda a 130a li-
bra, sro de bico a 80 rs. a libra, azeile doce de Lis-
boa a Slin a garrafa, macarrao, lalharim c chocolate
a 500 rs., vinhu do Porto superior engarrafado a
19280, dita a baixo I?, bolachinha quadrada ameri-
cana a 40 I rs.
Vende-se urna carroca nova para boi, e urna
porclo de madeira que servio cm urna estribara :
no hm da rua da Aurora, passando a fundicao do
hlarr, taberna debaixo do sobrado do finado Pedio
Das.
Cevada
Ctamprao.
Compr3m-sc olas do Banco do Brasil : n
rua do Trapiche-Novo n. -10, segundo andar.
Cumpra-se para um presente urna negrinha de
- a-I annos, ou mesmo una mulaliuba que n3o le-
nha molesli'as : quem tiver e quizer veuder, anuuu-
cie por esle jornal ou dirija-se ao pateo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. -', jue
achara com qaem iralar.
Compra-se urna collecrao da Marmota Per-
naiiibucaua : quem tiver e quizer dspr, aouuucie
por este jornal para ser procurado.
Compra-se urna porcao de lelhas servidas :
quem as tiver annuncie ou dirija-se as Cinco Ponas
n.71.
Compra-se urna casa terrea em qualquer das
freguezias de Santo Antonio ou Boa-Vista, em boa
rua, com tanto que tenha hom quintal, commodos
para una pequeua familia, e nao seja foreira : quem
liver annuncie.
Compra-se urna balanza decimal, que pese
OO libras pomo mais ou menos : na Iravessa de Ma-
dre de Dos u. I ti.
&cttta2.
Traspassam-se os sarvicospor'cspacode (i an-
nos de.uma parda moca e sadia, qoe cose toda qua-
lidade de costuras, engomma ecozinha muilo bem,
mediante a quantia de ljo-ium : quem quizer fazer
este negocio annuncie.
0 pliarmaccutico Antonio Jos da Cunba
participa ao respeilavel p iblico, e pcriicularmcnte
aos seus freguezes, que n ti don sua bolita da rua
do Rosario eslreila, parla a rua do Livramcnto
n. 30, c ahi continuar! 4* scrvi-los com toda a
promddo e cuidado. '
-MMPf
Ao Rvm. Sr. Francisco ,\ulnno da Cunba &
Z' Pereira, da provincia do Ceara'. rosa-sc que ->
9 mande ultimar na cidade da Fortaleza, com 9
o Sr. Antonio de Oliveira Borges, o negocio jj
S que tralmi era Janeiro de 1851, na sua fazenda tf.t
':'. Nova-Olinda do Ouricurx. com uuu pessoa '$
S) da villa de Paroague' do Piauhy ; visto que 55
nao foi ultimado na do Joazciro com o Sr. 3
*i Dr, Joao de Souza Reis, como havia promet- ;
liio ; alia"s declare o lugar cerlo de sua\res-
S dencia para ser procurado e nao ser incom- t;
9 modtdo. fcj
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas baratas, rua do %
Collegio n. 2, '"
vende-se um completo sortimenlo de fa- j^
zendas finas e {rossas, por mais barato M
presos do que em outra qualquer parte, >|S!
lano era porgues como a relalho, ailian- j;
^ cando-se aos compradores um s precu
^5 para lodos: esle eslaliclecimenio abrio-sc
^ de combinacao com a maior parle das ca-
g| sas cornmerciaes ingle/.as, francezas, allc-
J maos e suissas, para vender fazendas mais g
1 o") tonta do que se tem vendido, e por isto %%
| ollerecem ellemaiores vantageiis do que S
M outro qualquer; o proprieiaro deste im- g
*| portante estabelecimento convida todos B
| os seus patricios, e ao publico cm gcral, W
w para que venham (a bem dos seus inte- ||
)>f resses) comprar fazendas baratas: 110 ar |1
j(| mazem da rua do Collegio n. 2, deAn- S
fg ionio Luiz dos Santos & Rolim.
- Pergunla so ao reverendissimo Sr. doutor Ma-
noel '/'homo: de Oliveira leule de Moral no se-
uiiiiario.de Olinda, e vigariogeral adhoexa causa de
divorcio entre a lllm.-1 Sr.a D. Thereza Adelaide de
Siqueira Cavalcaulc, e seu marido o Sr. Antonio
Carlos Pereira de Burgos Ponce de l.eon, em que
compendio 011 livro de pralica achou que o juiz tem
vinte i/uatro horas para despachar os requerimentos
das parles '! E bem assim, que medo lera S. reve-
rencia de marcar a audiencia pira uella ter lugar o
ser averbado de empello, como por mais de urna
vez se Ihe tem requerido '.' Entretanto pede-se ao
Exm. e Rvm. Sr. hispo diocesano,queira ter a hon-
dade de laucar urna punca de allencao para o judi-
cial m ecclesiaslico, a (im de se|nao repelirem escn-
dalos que tiixergonham a lodosas homcos que tem
alguina honeslidade.
Precisa-se de urna mulher eipaz, que enteuda
dearranjos de casa, para o servico de um casal sem
filhos : trala-se na rua da Alegra 11. 7.

0
Vende-se urna nesra crioula. de mnilo bonita
figura e muito mura cora urna crianca mulalinha de
novemezes.com muito hom leile e mais dous mo-
loques e urna negra de habilidades : na ru do l.i-
vrameiito 11. i.
Vende-se urna canoa de lole deSOO lijlos, que
precisa de algara concert, e por isso vende-se por
mdico proco, eji com parle da madeira precisa : a
fallar na rua do Sol armuzcui de malcriaes defronle
do porto do canina.
Na rua das Cruzes n. 83 vende-se urna linda
crinulinha de IS anuos e una muala de 1)0, ambas
cora habilidades e uina prela de nacao, bonita figu-
ra, engommadeira e rozinheira c um cscravu de m-
cao para lodo o servico de rua.
Ni liberna detjruja de Cima alm dos see-
ros ja annunciados a venda, lem manteiga ingleza 1
100 rs., muito superior a 1.^1:20, dila franceza a 880,
lianha de porco a (180 rs. a libra, faroha de (rigo
para Indas as boas, sagi, alclria, lalharim e ha pao todos os das.
BATATO,
Hipeadas uHiraaraenle : na Iravessa d Madre de
Deus n. 16.
X J. JANE, DENTISTA,
8 contina a residir na roa Nova o. (9, primei-
ro andar. 9
ca
Na casa da residencia do Dr. Coureiro, na rua
da Saudade, defronle do Hospicio, precna-se de urna
ama de leile, forra, que nao Iraga comsigo o filho,
que liver, de peilo. 0
Precisa-se de um feilor bom borlelo : quem
eslver neste caso, dirija-so Cruz de Almas ao col-
Ic^ioda C.onceirao ; all lambem se precisa de um
criado que saiba comprar, e de fiador a sua conduela.
A directora do collegio da Conceicao na Cruz
de Almas, participa as familias que se tinham pro-
posto antes da iuvasao nesta cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
desde agora fazer, pois esla resolvida a recebe-lis,
por confiar ua proteccao da divina patrona do men-
cionado collegio.alc boje ao abrigo daquclle llagello,
Na rua dos Copiares n. 20, lava-se, cn-
gomiua-se, e armam-so bandejas de bolos, por me-
nos proco do quo cm outra qualquer parte.
O Panorama.
Roga-ie aos Srs. assgnautes desle jornal lillera-
rio e instructivo, a boDdade de procurar o resto dos
niiinsros pcrtenccntcs ao auno de 1855, e de n. 1 a
ti de Is.V, na rua do Creapo dehronle do arco de
Sanio Antonio, livraria do J. Nogueira de Souza, ,a
completas do prcwo.
CEBLAS,
lo : na Iravessa 1
Attcncao.
por preco commodo : na Iravessa 1I.1 Madre de Dos
n. l(i.
Precisa-se de urna pessoa nacional ou (&)
(A estran.^eira pata oceupar-sc no servico de /^
? um sitio, dando proa de sua condula : 7
9 a Iralar na rua da Crfciz do Rei'ife n. 53, #v
B segundo andar, ou iu botica do Sr. Luiz 8
ftj) Pedro das Nevos. (^)
Precsa-ie de um feilor que culedda de agri-
cultura de caoua, que seja casado e com punca fami-
lia, para um eogenbo na freguezia da Escada ; a
enlender-se com o* propietario do engeuho Selle
Ranchos Beroardino Barbosa da Silva.oucom Manoel
Alves Ferreira, najlargo da Assembla, casa n. 12,
segundo andar.
Jos Joaquim da Cunha vai a Europa tratar de
sua saode.
Jos Joaquim da Cunha deixa por seus procu-
radores, em primeiro lugai o Sr. Jos Carvalho da
Cosa, em segundo Joao Simio de Almeda e cm ler-
ceiro Joao laxares Cordeijo.
Existe na roa do Jarllim, na rasa n. 48, um
homem acoslumado e habilitado a ir a qualquer co-
marca ou villa, aucarregido de fazer couciliares,
cilacocs por caria, prccaloiias de intimaran*, de pro-
testos e de exernc.mil.' senlencas, o qual da conhe-
cimenlo e llanca de'sua conducta ; para o que pode
ser procurado cm dila casa iodos os das das i) horas
do dia as i da tarde.
Aterro Ja Boa-
Vista ^i. 8'
Desembarcou boje a verdaucira marmclada de pri-
meira qualidade, cm lalas graudes e pequeuas, por
onde tambera se veudem collccces
mesmo.
Precisa-se de urna am que saiba cozinhara
lazer o servico interno de casa : na rua Direita, casa
11. 120, seguudo an lar.
Historia Universal, por
C. Cania.
Os Srs, assgnantes lenham a bondade de procurar'
as series que linda nao tiverem recelado desla obra
at piginis 252 do stimo volume. Coniiuua-se a
receber assignaluras para esla inlercssanle obra,
traduzida em porluguez, leudo ja 7 volumes publi-
cados, ornados de bellas eslampas, bella mpressAo,
formato do Panorama ; ua agencia, rua do Crespo
defronle do arco de Saulo Anlonio, livraria de J.
Nogueira de Souza.
Alagani-se dous aacrrj
casa de lamilla, paga-se hem
(ralo que por ventura pare ca
quem os liver c os quizer da
noite: na rua das Trincheir
vos para o servico de
c fnz-se qualquer con-
mais conveniente .1
a servico por dia e
n. 10, seguudo andar.
Salustianode cjiino Fer-
lisa das
essons que livorem cau>
lelas premiadas, queiram pr obsequio dirgirem-se
reir, catite
loteriss corridas, avisa as [
a rua do Trapiche n. :)(>, sesi
jas j condecidas, para serem
sadas, marcando o prazo de f>
pirar uo dia 2(i de junho do c
buco uti de abril de 1856.
SalusliaDojdo Aquioo l'crrciri
ndo audar, ou as lo-
promnlameute embol-
) das que se ha de et-
irruule auuo. Pcrnam-
l \IMI0 E OPIATO WTHIIO-
i LERICO
53 DO
Ti DR. ANTUNES
;-C Esles dous mcdicameulos conhecidos por 9
t seus grandes resultados, no tratamento do f;
# CHOLERA, venJem-se, acompanhados de _
i um follieto, na pharmncia de Luiz Pedro das
9 Neves, roa da Cruz n. 50.
O Preco de 2 vidros e 1 folhclo :Hll)i|, de 9
a 1 caixa 755000. Z
WMmMti mimi
Aluga^se urna excellente casa a mar-
geno do rio Capibaribe, na tirada da
Ponte de Ucha, confronte a casa do nadoExm. barSo de Beberibe: a tratar
na rua da Aurora n. 2.
Desappareceram da Ponte d'Ucha,
do domingo 27 do crtente, duatovelhai:
quem as tiver adiado c desejar restitu-
las, lera' a liondade de leva-las 10 dilo
lugar, no sitio da viuva Amoritn, (ltese-
la' l)em recompensado.
Maria t/irneiro de Souza l.acerda Villasscca,
professora particular, residente na rua da Aurora 11.
12, secundo andar, acha-se no exercicio du seu ma-
gisterio, e contina a receber meninas pensionistas e
meio pensionistas: quera pretender confia-las ao seu
cuidado, pode dirigir-se a mencionada casa para
tratar.
Precisa-se de urna pessoa que saiba cnsommar
com perfeicao para una casa cslrangcira ;|a tratar no
silio do Si. I.uiz Jos da Cosa Atiurii.ii.i Soledade,
ou na rua da Cruz n.
Precisa-se dejumeozinheiro para enfermarla : a
Iralar na rua do Pociulio casa Ierra de vidracas.
Precisa-se de ma ama que cozuhe com aceio,
engoinme e tenha bom cnmportameiito, para casa
de pequea familia : na rua do Collegio 11. 12, pri-
meiro andar.
Est justa e contratada para comprar-se, a casa
terrea n. 10 da rua do Amparo de Olinda : se al-
guem liver dircitn a mesma, roga-se o declare no
les tresdias,a contar da data da puLI1c.n_.1n desle au-
uuncio.
Perd boje 20 de abril da algibeia do palito
2:400}, leudo estado na praca do assucar, indo dalu
a vcud dos Srs. Poetes _\ Irmaos, c vollado para o
armazn que administro, pcrleucenle ao Sr. Joao
Ignacio deMedeiros Reg, e pelo amor de Dos pe-
co a quem os achou me reslilua esle diuheiro, li-
vrando-me do estado a que tico reduzido com una
perda superior ao que poisno ; o prometi gratihear
gcuerosameule a quem mus restituir levando ao
sobredilo armazem na rua do Trapiche n. 3, ou na
rua di Cruz no segundo andar do sobrado u....
(uilherme Jos Pereira.
Aluga-se por preco razoavel o segundo andar
rom -lilao do sobrado junto ao boteqmm do Sr-
l'aiva.
Na loja de ferragens e mudezes da rua Nova n.
33, vendem-sc por melade de seu valor as fazendas
do Bazar Periianibucano, cojisislindo cm vestidos de
seda e de gse proprios para noivas, bertas, romei-
ras, camisus, meias de lio da Escocia, bordadas, para
senhora, louras de 13, lencinhos de merino, man-
guitos, puuhor, camisas de meia para meninos, ves-
tuarios de seda c na laa para os mesmos, corles de
colleles, luvas de laa, ele. Na mesma loja encontra-
ra o um bom sortimenlo de ferragens e roiudezas, que
se vendem por menos 5 do que cm outra qualquer
parle, e dao-se amostras de bicos e lilas.
Vende-se um bom sellim de borraiua com pou
co uso, com lodos os seus perlences de ac. sendo
ludo novo, que anda nao Im servido na rua das
Aguas-Verdes n. 23.
Vende-se rape fresco de Lisboa : na
praca da Independencia, loja 11. 3.
Vende-se urna negra de meia idade, que saiba
cozinliar bem e fazor omaisservico de casa : na rua
das Cruzes n. 9 loja.
Elexir anti-cho-
lerico.
Esla preparacao tem sido ullimimcnle usada na
Blgica, durante a epidemia choterica '- os seus re-
sultados foram tao extraordinarios que Ihe grangea-
rara urna merecida rcpulacao, e vende-sc nicamen-
te na bolica c armazem de drogas, rua da Madre de
Deosn.1.
Attem;ao.
Vende-sc uina cscrava : na rua Aogusta, casa de-
fronte da de n. 2:); a razo da venda se dir ao com-
prador.
Cal virgem de
Lisboa e potassada
Riissia.
Vende-sc na rttiMteJicapclie n. 9 e 11, cal virgem
de Lisboa, nova a 5J000 o barril, velha a ."UO rs..e
arroba, e polassa da Russia a .100 rs. a libra.
Na taberna do largo do Carmo, quina da rua
de Dorias 11. 2. cnnlin* a vendere nunleiga in-
gleza a ISO, 580, 040, KOO e t)(0 rs., franceza a 040 e
K00 rs., banha bem alva a 520, farinha do Maranhao
a IliO, alpislaa 200 rs.i cevada a 120. sag'a :U>0,
holachinlia de ararula a 180, soda a NO, dita lia
boensc a .00 rs., cafe a 200 rs., loucinho de Lisboa
a OO rs,, dito de Sanio a 2S0, azeile doce de Lis-
boa a ii'in. carnauba a ISO, de 12, 8 e (i em libra.
ExceHentedoce.
Vndete o mais superior doce de goiaba, em cai-
xoes de i libras, e todas as qualidades, de doce de
calda o mais hem feto possivel, com especialidade
o de goiaba iulciri, taiilo em barriliohos ou lalas,
como as libras, por preco razoavel : na rua de Qnei-
mado, loja n. 2, c na rua Bella, casa n. O.
Sobretodo de borracha
Sobrehilo e perdneiras de borracha, horzeiiuins c
sapales inilezes para o iuverno : na rua do Colle-
gio 11, i, loja de J. Palque.
Vende-se nma cscrava parda escura, anda mo-
ca, cozinha, eogommn e ensaboa : a tratar na rua
Direita 11. 42.
Vende-se ama prela crioula, moca, parida de
10 dias, com urna cria, com muilo bom leile para
criar, e sadia : a tratar na rua Augusta n. 10.
Veudc-se urna canoa de boa coiistruec.lo e no-
va, de carga de l.'iini lijlos : na rua da Concordia
n. 96,
Veudcm-se cobertores encaruados e hrancos,
encorpados, pura laa : na loja da rua do Crespo u.
I. prxima ao arco de Santo Antouio.
Vndete um hilhar com todus os seus perlen-
ces, c 12 cadeiras de pao .l'nleo. I mesa com un joso
de damas, 1 gamao com 2 copqMc marlim e um jogo
de damas, I jogo de chadrez dBiiailim, 2 dminos,
I mesa ordinaria,i quadros rejSsealando a repbli-
ca franceza o 1 uuarda-lom.a : a IralW no armazem
de trastes, na rua Direila, uu na loja de miodezas
da rua do Cahug, do (iuimares, e na Capuuga uo
jugo da bola do Duarle.
Vende-sc a Itecrcacan do'liomem Philosophi-
co, obra muilo inleressanle, em bom talado, em (i
volumes, a obra delil Braz, volulmes, em muilo
hora estado,lambem se vende o Felis Iiideiieudenle,
alguns livros de leis e aleumas obras espiriluaes, ro-
mo obra do Mez Marianno, lloras Mahauuas aovas:
ua rua du lUi^el u. 21.
nova,
por preco muilo razoavel ; un armazem do caes da
alandega, de Antonio Anncs Jacome Pires.
Meias de laa.
Vendem-se ua rua Nova n. 20, meias de laa mui-
lo superiores, por preco commodo.
Meias de laa.
Na na da Cadeia do Recife n. 57, vendem-se
meias de laa, barato, para acabar.
ATTEKCAO'.
\ ende-se urna famosa negra, crioula, de idade 33
anuos, sabe ro/.iiihar e ensaboar, muilo lie! : quem
a pretender dirija-se a rua dos Marlxrios, nume-
ro II.
Na rua'do l.ivramento n. 2, vendem-se cha-
peos de sol, armacoes muito fortes, todos pretos, a
I92OO rs. cada um.
Vendem-se a procos commodos, caixas com du
zia de garrafas de (rindo de Burdeaux, quarlolas com
dito, gnalas vazias em caixas de duza, e quartos
de lalas de saidiuhas : na rua do trapiche, em casa
de l.asserre i\- Tissel I reres.
Na rua das Cruzes 11. O, ha para vender em
grandes e pequenas porces, as melhores e mais mo-
dernas bichas haraburg-jczas, e lambem se alluga.
Saceas cono millio
minio lioin: vendetn-se na loja n. 2
da rua da Cadeia do Kecife, esquina do
Becco-Largo.
teloios de patente
inglezes de ouro, tic sbemete e de video :
vendem-se a preoo razoavel, em casa de
AugustoC. de Abren, na rua da Cadeia
do Kecife, armazem n. ~>t.
A JOO fs. o eovado
de grsdcnaples de seda furta-cret para
vestidos : na rna do Crespo n. II.
Vendem-se :l escravas de bonitas figuras, cozi-
nham e cngommain hem : ua rua Direila n. 3.
Vende-se um pumo muito bom por preco mui-
to em conta, 2 diccionarios, italiano e porluguez,.'!
romances muilo bonito*, sendo um em francez, um
penle muilo houilo para segurar cabello, e urna car-
teira de visitas, obra linda, ludo muito em conta :
na luja do Sr. Cuimaraes, rua do Cabuga, se ver os
objectos.
IOCE
do 59 A,
i'onfrcnte ao Rosario cm Santo Anlonio, avisa ao
respeilavel publico, que receben o verdadeiro doco
casca de ;oiaba, o melhor que he possivel cncon-
trar-se nesta capital.
Vende-se farelo de Lisboa muilo bom, c|ie-
sado no ulllrao navio ; no cscriplorio de Francisco
Severiauo Babello & Filho.
.Vende-se una eslola branca, simples c rica,
por preco commodo : na rua do Cabuga, loja do Sr.
A. J. Panasco.
HE MllTO BARATO.
\ endem-sc luvas pretal de torcal, de Lisboa, pelo
banlo prejo de IjOOOo par, brins trancados de Indio
de cores 800 rs. a vara : no lim da rua do Quei-
mado, loja de lazcudas n. ib A.
Vendem-se duas cauoas, urna maior e outra
menor, proprias para couduzir agu : a fallar em
Olinda com Vicente l-erreira de Barros, no Van-
douro.
Vende-sc a muilo acreditada padaria do Man-
guind, sila ua casa do Sr. cirurgiao Teixcira, cun
minia- freguezias ua Capunga, Allliclos e Boa-Vis-
ta, alm da da porta, a qual lem lodos os perlences
a trabalhar, c ua mesma lem um cavallo para cn-
trega de p3o na freguezia : para tratar, na rua da
Soledade n. 17, ou na mesma.
Vende-sc familia de mandioca muilo boa, em
saceas, chegada agora no patacho aValenlea : no e's-
criplorio de francisca Sexenano KabclloA; Filho.
Vende-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a afOOO; 110 armazem
de Antonio Annes Jacnrae Pires.
Vende-se o muito aprcciavel cha prcto, de
escolenle '[ualidade em libras e por barato preco :
na rua da Cruz n. 2(, primeiro andar.
=Vende-so o verdadeiro o superior licor ab-
synlhc, ullimamunlc chegado c por barato proco :
na rua da Cruz n. 2, primeiro andar.
TENTOS
para vol trete.
Vendem-se lentos muilo liados para voltarcte e
qualquer oulro jogo, chegadosdo Franca e por pre-
co baralissimo : na rua da Cruz n. 20, primeiro
andar.
Arroz em sancas.
Ja chegou arroz rielo vapor, e vende-se uo arma-
zem de Jodo Marlius de Barros, Iravessa da Madre
de Dos n. 21, no armazem de Jos Joaquim Pe-
reira de Mello, no largo da Alfaudcga.
No cscriplorio de Domingos Alves Matlieus,
ha para vender por procos mdicos, o seguale:
Ricos e elegantes pianos.
Be/erros engraxados.
Coxins de linho para monlaria.
Kspadas para otliciaesda guarda nacional.
Charutos superiores,
Farinha do mandioca cin saceas de alqueire.
Baelilba do alhodao.
Guaran.
Na rua da Cadeia n. 17, loja de roiudezas, veude-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco commodo.
Qomina deararuta.
Vendc-so superior gonima de ararula em bu ricas
e as arrobas : no armazem de Jo.lo Marlius de Bar-
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21.
poslosgeraes, provincia o municipacs, extracto t joias a 000 e IfSOQ, eaixas muilo ricas com reparti-
do algunias posturas, providencias sobre incendios, "
mu mili, mascaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rondimenlos e exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas ecciesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tilo a 400 ris i na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
A mellior farinha de man-
dioca em saceas
que existe no mercado: vende-se por preso razoa-
vel, uo armazem do Cazuza, 110 caes da alfaudega
n. 7.
Cassas francezass finas
40 rs. o eovado.
Na rua do Crespo n.5, \endem-se cas-
lasrancezas Unas a 20 n. o eovado.
Heloiios
iug* ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: em easa de
llenry Gibsou .ruada Cadeia do Recife n. 52.
Para luto.
Corles de vestido de cassa prela com 7 varas cada
um, de bouitos padres a 200Q : vende-se na rua
do Crespo, loja da esquiua que1 volla para a rua da
Cadeia.
A boa f ana
YENDE BAl&m j-
Libras de liabas brancas u. 50, 00, 70, 80, a 1i'">
Dilas de ditas ns. 100 e 120 1)880
Duzias de Ihesouras para costura 18000
Duzias de ditas mais linas e maiorts 1 --'''
Maros de cord.io para vestido, alguma cousa
encardidos eom 40, a 1 e 00 palmos,
PecdS com 111 varas de bico eslreilo
Caixiuhas com agulhas francezas
Caixas com l(i nvelos de linbas de marcar
Puiceiras eucarnadas para meninas e seuhoras
Pares de meias liuas para senhora a 2O e
Miadas de linhas nimio liuas para bordar 100 e
Crozas de bornes muito finos de madreperola
Dilas de ditos muito lios pira calcas
Fivellas douradas par calcas e coletes
Penlesdeverdadeiio bfalo para alizar,! 300 e
Peras de lita de linho brancas com ti o meia
varas
Caixas com colxetes grossos francezes
Carrileis de linhas de 200 jardas de muilo boa
qualidade e de lodos os uumeros
Macinhos com 10 grampas, e de boa qualidade
Pares de suspensorios de bonitos padroei
Torcidas para candieiro, duzia
tntenos e areeiros de porcelhia, par
Carteiras de marroquim para algibeira
Canelas muilo*boas de metal e pan 20 c
Caivetes de aparar penuas
Meias brancas e croas para homem, 100, 200 e
Traiicinhd de laa de caracol e de todas a*cores
palmo
Duzia de penles dechifre para alizar, bous
(irosas de boloes delouca piulados
Pesas de filas de coz 210 e
Carreleis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
xandre
Linhas prelas de mcadinha muilo boas
Carlas de allineles de boa qualidade
Duzia de penles abertus para alar cabello
Meias de fio Escocia para meniuo, braucas e
de cores, fazenda muito boa 210 e
I- ixel. 1- de aro com loque .-de ferrugem para
entea
lirosasde livelas para sapatos
Caixiuhas eiivernisadas com palitos de fogo
de velinhas
Caixiuhas de po com palitos de fogo bous
Caixas com 50 caixinhas de phosphoros para
charulos iOO
Charuleiras de vidro 60 e SO
Casles para bengalas muilo bouilos 40
Atacadores pretos para casaca 'ni
Sapatiuhus de laa para chineas, o par 320
Camisas de me|a para enancas de peito 500
Trancelins para relogio, fazenda boa 140
Eseovinhas para denles 100
Atem de lod3s esf.-is miudezas, vendem-se oo(ras
mnitissimas, que a vista de suas bas qualidades e
I baratos preso, causa admiracao aos proprios com-
pradores na rua do Queimado, na bem condecida
loja de uiidezas da boa fama n. 33.
2(0
560
200
280
2(0
300
160
600
2S0
120
500
SO
MI
Mi
00
10
80
500
600
M
200
2(0
100
800
300
320
ni
90
1(0
2J600
390
(o
560
120
20
montos unicamenla proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de -9500, 38 e 38500, papel proprio para
os oamorados a 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo elegantes, proprios para estu-
danles ou mesmo qualqaer eslabclecimenlo pela boa
luz que d3o a 58, Iravessas de verdadeiro bfalo para
prender cabello, pelo barato preci de 18, pailaipara
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
macan dourada e sem ser duurada a 500, 700. 1/ o
IJOO, escovas muilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricos leques com plumas e espelhoi e pinturas fmis-
simis a 2? e 3, chiruteiras finas a 28, ricas galbetei-
ras para azeite e vinagre a 28, ricas e rmissimas cai-
xas para rap a 28500 e :i-, penles de bfalo, fazen-
da muilo snperioT, para tirar piolhos a 500 rs., ditos
de marlim muito bons a 400, 500 e 640 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de todas as cures de folhas
pequeuas a 720, riqusimos Irascos com extractos
muilissimo finos a 15200, 18500, 28 e 28500, jarros
de purcellana delicados e de moderaos goshte, com
banha franceza muilo fina ai?, frascos com esseneia
de rosa a 320, paos de pomada franceza moito boa a
100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Colonia de Piver a 480 e 19, sabonitea linos
c de diversas qoalidades, pos para denles u mais lino
qnepiidc lia ver, agua propria para lavar a bocea e
conservar 01 denles, e oulras muilas peromarias,
ludo de muito goslo e que se vendem barato, liwuras
iMiitissimo linas, proprias para papel, para cortar ca-
bello, para unhas, para costuras, transas de sedas do
bonitos padres e diversasilarguras e cores, ricas filas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras o cores,
bicos de linho finissimos de liodoi padrees e todos as
largaras, ricas franjas de algodo brancas e de cores,
proprias para cortinados, e nutras niuitissiuias cousas
que ludo se vende por Uo barato preso, que aos pro-
prios compradores causa admiracao : ua roa do Qoei-
madu, ua bem condecida loja de miudezas da boa
lama n. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacume Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos grao-
des ; para porcoes trata-se com Manoel Alves Guer-
a, na rua do Trapiche o. 14.
Moinhos de vento
omhnmba-d er cpuxopara r ecar hortas O bada,
decapim ,nafundicaide 1). W. Bownian narua
do Brum ns. 6. 8 e 10.
No armazem de Novaes & C., rua da Ma-
dredcDeos n. 12, vende-se farinha de mandioca
em saceas de superior qualidade, por preco com-
modo.
Vendem-se barricas com farinha de trigo da
j condecida marca M.Y1M, mnilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por preso commodo : a fallar com Bailo & l.e-
inos, rua do Trapiche 0.17.
L1QLTDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da rna dos
Quarleis 11. 24, quereudo acabar as miudezas que
exislero, vende barato afim deliquidar sem perda
de lempo.
Franja com dollas ara cortinados, pej 48000
Papel paulado, resma, (de peio) 38000
Dilo de peso, resma 2*700
Lila de cores para bordar, libra 78000
Penlesde bfalo para alisar, duzia 38000
Kivelas douradas para calsa, urna 100
Croza de obreias muilo linas 68000
Lencos de sed.1 linos, ricos padrees 18500
Caixa de lidas do marca 240
Meias para senhora por 240
Penlesde tartaruga para segurar cabello 48000
Crozas de canelas finas para pennas 28000
Ditas de boloes finos para casaca 28000
Meias predas para senhoia, duzia 38200
Ditas ditas para homem 2*900
Lacre encarnado muito fino, libra 18800
Papel de cores, maso de 20 quadernos 600
Duzia de colxeles 720
Espelhosde lodosos nmeros, duzia 28500
Linhas de novellos grandes para bordar I96OO
Iticasfilas escocezas e de sarja, lavradas,
largas !D
Meias cruas sem costura para homem 38300
Dilas de seda n. 2, peca 380
Transas de seda branca, vara 400
Caixas de raiz, duzia 18600
Pesas de fitas de cus 300
Capis finos, groza 28100
l'.ordao para vestido, libra 18200
Toacas de blonde para menino 16200
Chiquitos de merino bordados para menino 18000
e outros muilosarligos que se toruam rtcommenda -
veis par suas boasqualidades, e qoe nao se duvidara
dar um pouq uinho mais barato a aquelle senhor In-
sista, qoe queira a ilinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mao.
Gal de Lisboa.
Vende-se ama porcao de barris cola cal de Lisboa,
por barato preco, e relalho a 38 o barril t na rua da
Cadeia do Kecife n. O
LL'VaS DE TORCAl,.
Vendem-se luvas pretas de torcal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baratissimo preso de 18000
o par : na rua do Queimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
LUVAS DE TORCA..
Vendem-se muilo superiores luvas prelas de lor-
Sal, de Lisboa a 18000 o par : na rua do Queimado,
oja de fazendas da boa fe n. 22.
1 endem-se espingardas francezas de dous
mnos, muilo proprias para caja e por muito com-
caodo preco; na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
1 ARI.MIA DE SAMA CATILVRNA,
muilo nova e de superior qualidade, bordo do bri-
gue escuna /lapido, fndenlo em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com Cae 1.111.1 Cyriacojda C. M., no lajrgo do Corpo
Santo n. 25.
Livros Clsticos
Veudem-se os seguinles livros' para Jas aulas pre-
paratorias : ilislory of Home 38000, Thompson 28,
l'ual el Virgiuie 2;000 ; na praca da Independencia
as. 6 e 8.
Ceblas de .Lisboa
As cbalas j se vendem mais baratas, e coutinoa-
se a veuder na Iravessa da Madre de Dcus u. 91, ar-
mazem de Joao .Martin. Barros.
SEMEMES.
Sao chegadas de Lisboa, eacham-sela venda na
rua da Cruz do Recita, n. 62, taberna de Antonio
francisco Marlins, as seguinles temenles de horlali-
ces, como sejam : ervilhas torta, genoveta, e de An-
gola, feijao carrapato, roxo, pintacilgo, le amarello,
alfacerepolhuda e alleroaa, salsa, lomajes grandes,
Oh que pechin-
cha. ,
No Passeio Publico, loja n.9, de Albino Jos Lei-
te, vendem se ricos corles de meia casemira. escura
e muito CHcurpada, pelo diminuto preso de 18 cada
um, ditos de brim de linbo a 800 rs., chitas finia de
cures lilas a 220 o eovado, ditas prelas e finas a 200
rs., chales prelos a 18200 cada um, ditos braocot a
700 rs., chapeos de sol de panno com barras a 28,
brins de linho escures a 220 o eovado, cortes de cas-
is chitas muito finas a 28, e outras multas fazendas
mais baratas do que se vende na California.
Genebra,
Acaba de chegar frasqueiras com verdadeira gene-
bra de Hollanda : vende-se no armazem de Tasto Ir-
maos.
A boa
VENDE BARATO.
Ricos penles de lartiruga para cabera 48500
Ditos de alisar lambem de tartaruga 38000
Lindas meias de seda de cores para crianens lf&QO
Bandejas grandes e de piuluras linas 38, 48 e 5O0O
Papel de peso e almaco o melhor quo pode
haver 4-8000 e 38000
Pennas de aso, bico de lanca, o melhor que
ha,a groza 18200
Diias muilissimo finas sem ser de lauca 640
Oculus de ar macan de aso com graduacSes 800
Lunetas com ai macan dourada 18000
Ditas com 1 uiaeao de tartaruga 18000
Dilas com armacao de bfalo 500
Dilas de 2 vidros com armacao de tartaruga 38000
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos 38000
Dilos sem ser de Jacaranda I30OO e 28000
Meias prelas compridas de l.ua 18800
Bengalas de junco com bonitos castiies 500
Ricos chicotes para cavallos gralides e pe-
queos a 800 rs. e 18000
Grvalas de seda de lodas as cores a 18 e 18200
Atacadores de cornalina para casaca 320
Suspensorios finos de borracha a 400, 500 a 600
Penles muilo finos para suissaa 500
Escovas muito finas para cabello 640
Capachos piulados compridos 700
Velas de Carnauba.
Na rua do Queimado 11. 60, vendem-se velas de
carnauba em caixas ilo 10 a 60 libras, por menos
preso do que em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveilc a occasiao.
CHARMAS.
Na praga da Independencia livraria ns. <> e 8,
vende-sa esle compendio, iraduzido polo Dr. A.
llrenlain 1 do Souza Bandeira.
lolblnha
par o correrte auno.
Folhinhasde algibeira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos diteilos patochiacs, resumo dos ira-
rabanos, rahanetes brancos e eucarnado nabos ro-
so e brauco, senoiras branca? e amarellas, couves
Irincliiida, lombarda, esaboie, sebola le Selobal,
segurelha, coeatro de tooceirc, repolho 1 pimpinela,
e ama grande poreBo de dflerentes semental, das
mais bou 1 las llores parajardins.
; AGENCIA
Ua fundicao Loxv-Moor, rua da Senz ila-No-
va n. 42.
Neste estabelecimenio conlina a haver um com-
pleta sortimenlo de moendas c meia: moendas
para cnfjenho, machinas de vapor e tai xas de
ferro balido c coado de todos os lam nh os para
dito.
Veiide-secal do Lisboaultimamenlecliegada,as-
sim como polassa da Hussiaverdadsira : uapraca do
Corpo Santo o. 11.
curies de cassa para quem esta* de
LUTO.
Vendem-se cnrtei de cassa prela muilo miuda,
por diminuto prei;o de 28 o corle, dilos de cassa chi-
ta do bom gosto a 28, ditos a 28400, padioes france-
zes, alpaca de seda dequadros de todas s qpalida-
dcsa720rs. o eovado, Ua para vestido lambem de
quadros a 180 ocovado; todas estas fa;:endasvcn-
dem-sc na rua do Crespo n. 6.
Vende-se cm casa de S. P. Johnlon& C.,
rua da Scnzala-Vova n. 42, sellins inglzes, chi-
cotes de carro e de monlaria, candieiros a casticaes
bronzeados, relogios paun le inglez, banis de gra-
\a n. 97, vinho Cherry era barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de municao, arraios|para car-
ro, lonas inglezas.
A boa fama
VENDE muito barato.
l.eneinbosde re 1 m;. de todas as cores pata pesclo
de senhora e meninas a 1;000, baralhos dJ cartas tW
mininas para vollarete a 500 rs., tacas db laa pira ;osa conipeBsacao, ja que a polica nao cura desla
senbons o meninas a 600 rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhdras a 400,
Boloes finissimos de madreperola para camisa 18200
Quadernos de papel paquete muito fino 80
Bonitos sapalinhos de merino para mansas 18500
Ricas canelas para pennas de aso a 120 o 200
Bicos porta relogios a INsOO e 28000
Ricas caixas finas de metal para rap a 500 e 600
Escovas muito Coas para unhas a 320 o 640
Dilas finissimas para cabello 18500 o 28000
Dilas ditas para roupa 18,18200 e 28000
Papel de linho proprio para carinos-, resma 4{000
Pioceis linos pan barba 200
Duzia de tapia ailo liuos para descoll 800
Lipis finissimos para riscar, a duzia 500
Duzias de facas e garfos finos 38600
Dilas de facas e garfos de balanco moito finas 68000
Dilas ditas muilissimo finas, cabo de marlim l.icoon
(".aniveles de aparar pennas muilo finos 800
na rua do Queimado, nos Quatro Cantas, na loja de
miudezas da boa fama o. 33, defronte da leja de fa-
zendas da boa fe.
REI.OCIOS coberlos e descoberlos, pequeos
e grandes, de onro e prata, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, xindos pelo
ulmo paquete inglez : em casa de Sonthall Mellor
& Compuuhia, ua rua do Torres n. 38.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Araaro^-n
lambem no DEPOSITO na rua do^Bpmi, logo
na entrada, e defronte do arscnai>tle marinha, fia
sempre um grande sortimen*'~3e taixas, tanto de
fabrica nacional cprao eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, iftquenas, razas e funda; e em
ambos os ajares exisiem guindastes para carre-
gar canjs ou carros, livres de despezas. Os
procos os raa's commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Santo
Aniaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
perio1" quaiidade.
~ ~3cyqt>o3 fttflioS*~
. Em dia de Piscoa, fugio do silio da Tamari
, ira, collegio da CooceisSo na Cruz de Almas, o no
ito Joiqoim, de idade 45 aunos, grosso, boa eslaju
a, meio /airado dai punas, quebrado da venlh
direita, cujo volme he grande bastante, he de na
sao ; promelte-se a qualquer qoe o capturar, gene
500 e 600 rs. o par, camisas de meia mu to linas a
18, ricas luvas de seda de todas as cores e bordadas
com guaruiroes e borlas a :'..-; e 3s500, ric u abotoa-
duras de madreperola e metal para collctei e palitos
a 500 e 600 rs., superiores meias de seda | reas para
senhora a 28500, meias brancas muilissim finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, fiuissimas na albas em
tojos para barba a 28, ricas caixas pata guardar
MUWiTW
ILEGIVEL
MWIi
li Conlina andar fgida a prita Merencia, crl-
oola \d;..ta de 28 1 30 anuos, pouco mais ou menos
com 'os .signaos seguinles : (alta de dental na (renta ,
urna das oreldas rasgada proveniente dos brincos :
quem a petar eve-a a rua do Brom, armazem de
asiucar n?12, qoe ser bem gratificado._________
TyP. DB M. F. DE FARIA. 1856
PEEN.
Tf


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