Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07349


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Full Text
ANNO XXXII. N. 104.
Por 3 mezei adiantados 4$000.
Por 5 meza vencidos 4#500.
OIAKA FFIKA 50 DE ABRIL DE 1856.
Por anno adiantado 5000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE FERNAMBUGO
KNCARREGADOS DA SI"lts lH'< \.' NO
NORTE
Piraabe, o Sr. Cervino V. da Nilvidade ; Natal, o Sr. Joi-
quim I. Pereira Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cear, oSr. J. Jos deOliveira ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
que! Bodrigaei; Pi.uhy. o Sr. Domingo! Herculano A. Pessoa
arena **' o Sr. Juitiniano J. Ramos; Amazonas, o 8r. Jero-
jmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todoi o dial.
Caruaru, Bonito e Garanhun: nos das 1 o 13.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu- e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba; segundas e seilas-feiras.
Victoria e Natal.- as quiotas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbadoi.
Relacao : tercas-feiru e sabbados.
Faztuda : quartas e sabbados a! 10 horas.
Juizo do commercio! segunda! ai 10 horas c quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaoi; segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel I segundas e senas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e wbbedoi ao meio-dia.
EPIIEMER1DES DO MEZ DE ABRIL
5 La nova as 4 boras, 26 minutos, 48 segundos da mtnh a.
13 Quarto crcente as 3 horas, 27 minutos e 48 segundos da m.
20 La cnea as 6 horas, 5 minutos e 48 legando! da manha.
27 Quarto nunguante as 8 borai, 7 minutos e 48 segundos da larde.
.v PREAMAIt DEliOJE.
Primeira a 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda a 1 hora e 42 minutos da manha.
PARTE QFPIOIAL
das da semana.
28 Segunda. 8. ViUl ui. ; Ss. Agapio e Airondiiio mm.
fll Terca. 8. Pedro ui.'; 8. Tortula v m.; 8. Secundino b. m.
30 Quarta. 8. Calharina T. ; 8, Peregrino servita.
1 Quinta. >JS Aieencao do Senbor. Ss. Felppe e Tiago.
2 8eita. 8. Mafalda rainha ; Ss. Vindimal e Anastacio mm.
3 Sabbado. Invencao da Santa Cruz. 8. Ropiniano m.
| 4 Domingo S. Monica viu. mai de 8- Agoitinbo.
ENCARRKGADOS DA SURSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das ; Babia o 8r. D. Dupra
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Mirtina.
EM PEKNAMItUCO.
O proprielario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta ao ala -I de abril.
Illm. e Exm. Sr.Ha muito desejara pedir miuha
rJemissSo de oflicial maior desla secretoria, como
verialmente hei manifestado a V. Exc. mas hnra-
lo cora a connaaca, que V. Exc. em mim se dig-
nara depositar, e reconhecido a bengnidade cotn
que me ha tratado, o que muito cordealmenle agra-
jeco, deliberai-rae a acompaohar V.Exc. aleo lim
de su administrado.
Devendo port-ra, agora lomar assenlo como depu-
lado.oa assemblca legislativa provincial,venho Tonar
( V. Exe. seja servido nao so exonerar-me daquelle
ero prego, como relevar-me aa rallas que em seo,
exercicio eu tenha commetUdo, poil foram sernpre
involuntaria!, a nunca porque eu deixasse de esfor-
zar ma em servir com dedicacio e lealdade.
Dos guarde a V. Eie. Secretaria do governo de
Pernamboco 21 de abril de 1856.
Illm. Exm. Sr. conselhiro Jos Bento da Cu-
nta e Figueiredo, presidente da provincia.Jna-
q Tenho presente o ofllcio em que Vmc. me pede a
exooeracao do lugar de oflicial maior da secrelaria
do governo.
Nao podeudo deixar de concede-la nos termos em
que \ me. ro'a sollicila, snto que o meu successor
tenha de Ocar privado dos serviros valiosos, e mui
toar, que Vmc. sempre prestou, e a mim com in-
cunlestavel dedicado.
Todava espero que no novo cargo de director
garal da instruccAo poblica, para o qual acabo de
nomea-lo, por lavar pedido sua exonerarlo o Exm.
f*. Se e Albuquerque, prestar Vmc. servicos nao
MM importantes a nossa provincia principalmente
achando-se como se acha, a par das providencias .me
a tal respeito se ho tomado.
25
OflicioAo Exm. bispo diocesauo, dizendo que
estando a partir para o presidio de Feruaudo, o trans-
pone nacional tegalidade, convem aproveita-lo
para a ida do sacerdote que S. Exc. Rvm. l.ouver
de designar fiara capellAo daquelle presidio.
Dito Ao Eim. vigario Venancio Henriques de
riesende, recommendando que conlinae a exercer
interinamente as funcees de director geral da ius-
traccao pubhca, dorante o impedimento do hacha-
re* Joaquim Pires Machado Porlella, que se acha na
assemblca legiilativa provincial.
Dito Ao Exm. marechal commandanle das ar-
mas, remetiendo para ter o convenanle desliuo, a
relacao das alterares occorridns acerca do soldado
do 10. batallan de infamarla Jeronvmo Jos Coelho
nos mexes de dezembro e Janeiro nilimo.
Dito Ao mismo, recommendando a expedico
de luasordens, para que o alfares Manoel Joaquim
de booza, pague na recebedoria de rendas internas
i vista da nota que remelle por copia, a importan-
cia dos direilos e emolumentos que esl a dever pe-
los atisos da reparlicao da guerra de 8 de fevereiro
ultimo e 8 do Crrente, o primeiro concedendo dis-
pensa do servico a eese ofHcial para cslodar o curso
da ana arma na escola militar, e o segundo man-
dando dar-lhe pa.sagem para a corle e a sua fami-
lia. Commuuicoo-se a thesouraria de fazenda.
Uiio Ao mesmo, inteirando-o de haver auto-
ruado a thesouraria de faienda. a mandar pagar em
os devidos lempos a preslaro de 41O000 rs. mensaes
que o capillo Antonio Manoel de Uliveira Bastos
pretende consignar de sen sold nesla provincia'
para sustento dafnia familia, a contar do 1. de nrii
prximo viudouro.
Dito Ao inspector da thesouraria de faxenda,
para mandar fornecer ao r. Thomaz Anlunes de
Ahreo, os gneros e objectos indicados oas relacoes
qae se remelle, afim de serem distribuidos pelas pes-
soas desvalidas que forem accommellidas da epide-
mia res tenaos deOlinda, Iguarass e Goianna.
Dito Ao mesmo, mandando pagar ao acadmi-
co Pedro Antonio Cesar, que esleve em commissao
ua cidade de Goianna, o que se Ihe esliver a dever
desde o dia 16 de fevereiro at 16 do correnle a ra-
zio de ciocoeota mil ris diarios, com o descont do
qae ji tiver receido por conta dos seas vencimen-
loi.
Dito Ao mesmo, recommendando que maude
pagar ao pharmaceutico Luiz Pedro das Neves, a
qnantia de MKOO ris,|importancia dos medicamen-
tos constantes da relacao que remelle, os quaes fo-
ram por elle oroecidos ao Dr. Cosme de S Peroira,
para Iratomenlo das pessoas pobres accommellidas
do cholera na fregaezia de S. Fre Pedro Goncalves.
Commonieoo-se ao referido r.
Dito Ao mesmo, para mandar pagar ao com-
mendador Luiz Gomes Ferreira, a importancia da
jolln que remelle, dos vencimenlos dos empregados
da enfermara de S. Jos, desde o dia 10 at 20 do
carrete. Comraunicou se no referido commen-
dador.
Dito Ao mesmo, recommeudando que mande
abrir, uta da ola qae remelle, os assenlamentos
de pr.ica dos tambores Joaquim Avelino dos Sanios
e Antonio Joso dos Pasaos, que se conlrataram para
servir no 1. balalhao de arlilharia da guarda na-
cional deste monicipio, providenciando ao mesmo
lempo para que os mencionados tambores sejam pa-
gos dos seos vencimenlos na forma do eslylo.Pac-
licipoa-se ao respectivo commandanle superior.
Dito Ao mesmo, para que em visla do docu-
mento qae remelle, mande pagar ao commendador
francisco Antonio Pereira, a quanlia de 1:2008000
que elle abonara por ordem da presidencia, a com-
nissio beneficeute de Goianna para soccorros pu-
UKeot. Inteirou-se ao mencionado commendador.
i anm mesmo, declarando que a quanlia de
i.Jjrjwi qoe se mandou dar ao subdelegado de
l.oiiunraba Manoel da Azevedo do Nascimenlo
devei ser entregue ao acadertico l.anrenlino Anto-
leaad d" C,^yalh0 "mi0 do referido subde-
Dito Ao meimo, para qae em visla de saa in-
lormacao, mande pagar ao r. juiz dedireito de Po
u*Mr. "tao*1 Teixeira Peixolo, a quanlia de
J2JW10 ret, importancia do saldo a que elle tem
direito, segundo se v da coala que devolve das das-
pezas leiUi pelo referido juiz com a epidemia.
Dito Ao club da polica, nteir.mdo-o de lia-
ver expedido ordem a thesouraria de fazenda, para
que 11 visU do recibo e atleslado que S. S. remelleu
estando ellas nos termos legacs, pague a quanlia de
iogii res qae se despendeu com o fornacimento
vi l Rff au*l"lel do destacamento existente em
i ao d Alno, a contar do 1. de Janeiro at 7 do cor-
rele.
ilir"^0- '"""naodanto superior da guarda na-
cional de Goianna, declarando haver auloritado o
inspector da thesouraria de fazenda, a mandar pa-
gar os encmenlos das pracas da mesma goirda na-
cional que estiveram deilacadas naqoella cidade,
de U de marco ultimo a 20 do correnle, MM vez
meUea "" l"T""n legacs pr,u que S' S> re"
Dilo Ao presidente da commissao de hvgienne
pablica, para mandar apromptar urna arroba de
roaceliaou a quantidade qae mr possivel, alim de
ser enviada com brevidsde ao Exm. presidente das
Alagoas. v
."J0"*? msmo, mandando que forner ao juiz
m direilo inienno de Goiauua, os desiufectantes
mencionados na religo qae remelle. Inteirou-se
ao relemlo juiz.
Dito Ao mesmo, recommendando que mande
lorneceT pr. Thomaz Anlunes do Abreu. das
roopai vindal^dacrte, e qne se achara a cargo da
mesma commiisaoT 3s indicadas na relacao que re-
melle.
Dilo Ao mesmo, paraqO qaanto antes, mande
desiufectir convenienlemenle, a casi da ra da Au-
rora em que esleve o hospilal provisorio,- serem entregues as chaves ao respeclivo propriela-
rio. o cidadAo Joao Vieira da Cunha.
Dilo Ao inspector da thesouraria provincial,
nleirindo-o de qoe, em vista de sua iuformaro da-
da acerca do'requerimenlo em que o padre Francis-
co Guedes Ferreira de Brito, vigario interino da
freguezia de .Nazarelh, pede permissao para se en-
carregar das obras da respectiva matriz, por ter fal-
lecido o vigan Chrislovao de Hollanda Cavalcanli
de Albuquerque, lancou em dito requerimento o
despacho segoinle.Como requer; prestando fianc
idnea na thesouraria provincial.
Dilo Ao juiz municipal da primeira vara, de-
clarando que o designara para ir presidiado a ex-
IraccAo das loteras desla provincia, emqoante nao
houver ordem em contrario. Communicuu^e ao
respectivo Ihesoureiro.
Dito Ao commandanle do corpo de polica, in-
teirando-o de que licam 'expedidas as convenientes
orJens, para que sejam recolhidos aquelle corpo os
soldados que se acham as ordens dos rs. Prxedes
Gomes de Souza Pianga, Jos Augusto de Sonza
Pilanga.e Manoel Adriano da Silva Pon les, Da.
ran-se as ordens de qne se trata.
Dilo Ao vigario de Agaas Belhs, cnmmuui-
cinilu que a commissao de hjgieue publica, tem
ordem para enviar i Smc. urna ambulancia, alim de
aceudir as pessoas qae forem ahi accommellidas da
epidemia. Officiou-se a respeiio a supradila com-
missAo.
DitoAo delegado de Goiauna, mandando que
forneca a subdelegado da freguezia de I lambe, 6
pracas de guardas nacionues ou de primeira linha,
como fir mais couvenienle, alim de augmeular o
deslacameulo daquella povoacAo. Coiniiuiuicou se
ao subdelegado.
Dilo Ao delegado suppleote do Rio Forraoso,
approvando o contrato feilo pelp respeclivo delega-
do com dous individuos para serem empregados no
entorraincnto dos cadveres das pessoa* fallecidas
do cholera, medanle a paga de ijOOO ris diarios.
Dito Ao Dr. Pi Adduci, recommendando que
va prestar os servijos medteos no hospital do
Carino, em lugar do cirurgiAo Andr Parrara de
Alenla, qne lie. dispensado ra semellianle com-
missao. Officiou-se a respeilu ao mencionado ci-
rurgiao.
Dito A cmara municipal ido Recife, para que
em visla do parecer que remelle por copia da com-
im-.io de conslilui^o e poderes da assembla le-
gislativa provincial, expeca dinfoma a oilo deputa-
dos suppleules, alim de serem' preenchidas as va-
gas exilenles ua mesma assemblca.
Dito A cmara municipal,do Cabo. Foi-me
satisfactoria a noticia que Vmc. me dao cm sea of-
lico de 7 do correnle, de que vai se tornando mais
lisoojeiro o estado sanitario dessa villa, e que mui-
lo estimo conliuue.
Sciento de haver-se construido ahi um cemiterol
para o enlerramento dos cadveres cholericos, ap-
priivo- a nomeacAo que Vmcs. Ifizeram de Antonio
Lua Ribeiro, para administrar semelhante Iraba-
llio, medanle a graliticacAo diaria de I3OOO ris, e
bem .1.-1111 o en^ajameiito de um coveiro.
Portara Concedendo 3 mezes de licenca com o
ordenado, ao juiz de direilo do Bonito, Joaquim
Goncalves Lima. Fizeram-se as neccsssras com-
municacoes.
Dila esonerando a Mano'el de Souza Lalo,do
cargo de subdelegado do 2. dislriclo da freguezia de
Sanio Amaro de JaboalAo. porassim o haver pedi-
do, c Humeando para o referido cargo, ao cidadAo
Antonio Pereira da Cmara Lirua. Commuuicou-
se ao chefe de polica.
26
OfficioAo Eira, presidente da Baha, dizendo
que o esludaulc da Faculdade Je Medicina daquella
provincia Bellarmiuo Correia de Oliveira Andrade,
lendo sido dispensado da commissAu de que se acha-
va encarregado por esto goveruo s agora pode se-
guir para all alim de continuar os seus esludos m-
dicos na forma do aviso do ministerio do imperio
de 2,"> de fevereiro ultimo, e declarando que o re-
ferido acadmico porlou-se era semelhanle com-
missAo com muilo zelo, aclivdade e perfeilo de-
siuleresie.Igual ao director da mencionada aca-
demia.
DitoAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacioual do municipio do Uecife, dizendo Bear
inleirado de haver S. Exc. posto adisposico do che-
re de polica, para recrula o suarda do segundo ba-
lalhao de infaularia Jos Fcilus da Silva raga.
DiloAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas.para informar quando estar desoecupadoo hos-
pital da Soledade, o qual tem de servir|de asylo aos
meninos que licaraiu orphos1 por causada epi-
demia.
DitoAo mesmo, recommendando a expedido de
suas ordens para que o doulor em medicina I'ossi-
donio de Mello e Accioli, seja inspeccionado pelos
cirurgioes do corpo de saude do exerclo.
DiloAo iiispeclor da Ihesporaria de fazenda,
communicaudu que o r. Anlooiii Manoel de Ara-
gao e Melhi, juiz de direilo da icomarca do l.imoci-
ro, veio a esta capital i son ico oblico.
DitoAo mesmo, inleiran,lifn -lir liaver o juiz c
direilo da segunda vara particjipado que nomca
ao hachare I Candido Aulran da, Malta Aluquer
que, para interinamente exercer o cargo de prumo-
lor publico desle termo, durante o impedimento do
respeclivo proprielario.Igual commuuicacao se
fez ao Exm. couselhelro presidente da relacao.
DiloAo mesmo. para maudar pagar a I -"or na-
lo Jos Marques, a quanlia de 1U3, importancia de
seus vencimenlos de doas mezes, como enfermeiro
contratado pelo facultativo encarregado do nono dis-
lriclo medico da freguezia da Boa Vista.
DitoAo chefe de polica, dizendo que a thesou-
raria provincial, leve ordem para pagar estando nos
termos legaea, a conta que S. S. remelleu da despe-
za feila com o sustento dos presos pobres da cadeia
de Garanhuns uo mez de marco ultimo.
DitoAo mesmo, recommendando que d as ne-
cessaras providencias acerca das oceurrencias que
liveram lugar na ddeia da villa do Brejo, no dia
20 de marco ultimo, segundo consla do officio que
remelle por copia.
DiloAo mesmo,dizendo ficar inleirado do proce-
dimenlo generosoque leve o delegado do termo de
Olinda. naoquerudo receber a quanlia de :Ki5S20
ris, que despendeu com os (rabalhos da limpeza e
desinlecrAo da cadeia daquelle termo.
DiloAo presidente do conselho administrativo
do arsenal de guerra, para mandar entregar ao Ihe-
soureiro do patrimonio dos orphaos, os objectos cons-
tantes da relacAo que remelle, destinados para a
enfermara do convenio de S. Francisco desla ca-
pital.
DitoAo juiz de direilo de Nazarelh. Foi-me
muito satisfactoria a noticia que Vmc. me d em
seu oflicio de 20 do correnle de que se acha extrac-
ta a epidemia nessi cidade, dando-so apenas alguns
casos benignos em pontos longinqnoi della, e muilo
estimo que essa comarca em breve estoja de lodo
livre de semelhaule flagello.
DiloAo Ur. Filippe Jansaa de Castro e Albu-
querque, ( em Olinda.)Respoiidcudo ao oflicio de
V. S. de 21 do corrale, lenho a dizer-lhe nao
que alenlas as razes que V. S. pondera em o cita-
do oflicio, resolv dispensar os seus servicos que sc-
rAo de novo aproveilados quando delles houver ne-
cessidade, como (ambum qne eipeco ordem a the-
souraria de fazenda para Ihe ser dada a quanlia de
1005 como gratillcacAo dos servicos por V. S. pres-
tados a classe pobre dessa cidade.'Ofiiciou-se uesl
sentido a mencionada thesouraria.
DitoAo clrurgao Manoel Pereira Teixeira. Ac-
enso recebido o officio de 21|do correnle, em que
Vmc. parlicpaudo-me a eilinccAo da epidemia 110
28
OflicioAo Exm. presdeme da Bahia, dizendo
que o eslndaute da Faculdade Medicina daquella
provincia Pedro Antonio Cesar, lendo sido dispen-
sado da commissao em que se achava, s agora pode
seguir para ahi alim de continuar os seus esludos
mdicos na forma do aviso do imperio de 23 de fe-
vereiro {ultimo, e declarando ao mesmo lempo qoe
o referido osludanle se porloo com dedicaran e zelo
no desempenho da menciouada commisslo.Igual
communicajAo se fez ao director da supradila fa-
culdade.
DitoAo inspector da thesonraria de fazenda. de-
clarando que pode rcmelier para o presidio de Fer-
naudo a ser euiregue ao respectivo commandaulc a
qaanlia de 28(0008 de que traa o padido qne en-
va, ficando S. S. cerlo de que se expedio ordem
para o commandanle do transporte Legalidade ir a
essa thesouraria receber a mencionada quanlia.
Ofiiciou-se note sentido ao inspector do arsenal de
atiaba.
DiloAo mesmo, para que i vista da nota qne
remelle, mande abrir o assenlameulo de praca do
corneta Jos dos Santos que se conlratou para ser-
vir no 6. batalhAo de infaularia da guarda nacional
desle municipio.Parlicipou-se ao respeclivo com-
mandanle superior.
DiloAo mesmo, para mandar entregar ao de-
sembargador Andr Bastos de Oliveira, a impor-
tancia da ajuda Ce cusi qoe Ihe compele como de-
notada a assemblca geral legislativa pela provincia
do Cearo'.
DiloAo mesmo, trausmilliudo para os conve-
nienlcs exames, copia da acia do conselho adminis-
trativo datada de 28 de marco ullirao.
DitoAo mesmo, declarando que as dez pravas da
guarda nacional da comarca do Bonito, a que se n-
fercm as relan.es e prels que devolve, foram chama-
das a servico de destacamento afim de coadjuvar a
forja de primeira linha existente naquella co-
marca.
hiloAo presdante da commissAo de hygiene pu-
blica, recommendando que mande desinfectar com
urgencia a parle do hospital da ra dos Pires, na
qual esliveram collocadas as enfermaras dos chole-
ricos.Parlicipou-se ao marechal commaudante
das armas.
DitaAo mesmo, dizendo que pode aulorisar ao
Dr. Jos Joaquim do Souza, a enciuerar dos objec-
tos existentes na casa que servio de hospilal dos
cholericos na freguezia da lioa-Vista, os que nao po-
derem ser aproveilados, alim de que quaulo antes
seja desinfectada a meucionada casa.
DiloAo presidente interino do conselho admi-
nislralivo do patrimonio dos orphaos, recommendan-
do que louve em nome do goveruo ao cirurgiAo
francisco Jos da Silva, eao Dr. Prxedes Gomes
de Souza Pitonga, pelo zelo e solicilude com que se
preslaram a acudir as educandas e mais pessoas do
collegio das orphAas durante a crise epidmica.
DitoAo Dr. Ignacio Firmo Xavier, louvando a
solicilude a caridade com que Smc. prestara os seus
bons servijos as diversas commisses de
encarregou durante a quadra calamitosa
passamos.
DiloAo Dr. Childerieo Rodrigues dos Sanios
Franca Leile, mandando que passe a servir no hos-
pilal do Carnio alternado coi o Dr. Pi Ad-
duci.
DitoAo commandanle do corpo de polica, di-
zendo que o do archivo daquelle corpo consla que
os msicos Lourenco Antonio Marlyr e Jos Ma-
lillas Lopes da Fonseca foram admllidos ao serviro
por contrato, cumpre qoe Smc. o faca observar.
D'loA commissao parochial da "fresuezia de S.
Jos, joteirando-a de que licam expedidas as cou-
-inentes orden- pai a que no grande hospital do ca-
tfada a no do Carmo sejam recebidos os doenles de
,ue traa a mesma commissao em oflicio de hoja.
.v]h' linm-se as mencionadas ordens.
PorlariaConcedendo ao Dr. Manuel Mendes da
Cunha Azevedo, lenle da segunda cadeira do pri-
meiro anno da Faculdade re Direilo desla provincia
tres mazas de liceura com \ encmenlo- para dar
urna viagem tora da provincia.Fizeram-se as nc-
cesarias coininumcaoies.
PortaraDesonerando o bacharel Francisco de
Paula Salles, do lugar de promotor publico da co-
marca de Flores, e nomea-lo para o de oflicial che-
fe da quarla sessAo da secrelaria do governo.Ex-
ped'ram-se ai necessarias communicacoes.
DitoNaneando ao bacharci Jos da Cosa ou-
rado para o lugar vago de promotor publico da co-
marca de Flores.Nesla sentido fizeram-se asna-
cessarias communicacoes.
que se
porque
EKKATA.
No expediento de 2.1 de abril, publicado no Ola-
rio n. 101, columna primeira, lindas 62, em vez de
ap anhadola-seapenado.
Illm. e Exm. Sr.Acensando a recepcao dootli-
co de V. Exc. de 13 do correle, em que me com-
muinca acharem-se dispeusados di commissAo, em
que nessa provincia eslavam, os acadmicos desla
Faculdade Luciann Xavier de Moraes Sarment, Er-
minjo Cezar Coutinho, Francisco de Assis Nesreiros
Savao Lobato, Joaquim da Silva GasmAo e Alfredo
da Bocha Haslos, iuleressando-se V. Exc. para que
(pianlo antes os faca eu admiltir a seus exames e
matricula no presente auno lectivo ; lenho a honra
defazerscienlea V. Kxc. que desdo ja pane a dar
cumplimento as ordens de V. Exc, e com tonto
maior salisfaeAo por aflirmar-me V. Exc. que os di-
tos acadmicos preslaram seus valiosos servicos des-
de o aparccimcnlo da epidemia, sempre com a maior
aclmdade, e dedicarAo, pelo que se tem tornado
credoresdos mais suhlunes elogios e bem merecidas
allenccs.
Dos suarde a V. Exc. Baha e Faculdade de Me-
dicina 18 de abril de 1856___Illm. e Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de Pcrnaubuco.Dr. Jomlluu
Abbott, director interino.
la de trras de J J. "mu bracas qoadradas. Se desar -
tarem incorrerao na perda das vantagens do premio
e daquellas que liveremdiaito; serAo lidos como re-
crulados descontando- uo lempo do engajaroenlo
0 de prisAo, em virlude de sentenc averbando-se
este descont e a pona das vantagens, nos respecti-
vos ttulos como esta por lei deteiminado.
O mesmo marechal de campo commandanle das
armas, determina que fique de nenhum efieito a or-
dem do dia n 245 de 22 do correnle, na parte soraen-
le que manda comidarar no da primeiro demaio,
addido ao 2." balalhao de infantaria, n Sr. 2. ci-
rurgiAo r. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas,
e ao 9." da mesma arma, o Sr. 2." cirurgiAo r. Jos
Mu/. Cordeiro Gitahy, os quies, dv.erao contiuuar
addidos nos balalhes em aue ati^p ^enle servem.
Jote Jkqym Coelho.
k)fi
OKDEM DO DIA N. 28.
t) marechal de campo commandanle das armas,
faz publico para os fins necessarios, que o governo
de S. M. o imperador hoave por bem, por aviso do
ministerio da guerra de 11 do correte mez, mandar
servir como addido no segundo batalhao de arlillra-
ria a pe, o Sr. major do i." da mesma arma, Amo-
nio Elias Prxedes, que se acha na corle sesundo
conslou do oflicio da presidencia de aule-hontem
datado.
Faz igualmeutolpublico, qne foram inspeccionados
de saude por assim o terem requerido os Srs. capi-
taes Autouin Manoel de Oliveira Bolas, Manoel
t'.laudino de Oliveira|Cruz e lenle Joso Antonio de
Lima, aquelle do .1." batalhao de iufantaria 110 dia
II, e este do 9. da mesma arma no dia 15. A jun-
to declamo que o Sr. capilao Botas soffria hepa-
lilo chrooica e foi de parecer qua a molestia era
curavel submelteudo-se a Iralameoto rigoroso por
lempo de seis mezes, equeoSr. eapilAo Oliveira
Cruz apresen!.iva alcijao do dedo ndex da m.'io es-
querda em coosequencia de ferimento de armas de
fugo, edesarranjo da vizao em coosequencia de des-
vio da pupila, e exisleunia de pterygieu no olho di-
reilo, sendo de parecer que eslava incapaz do ser-
vico de guerra ; e que o Sr. lenle Lima pade-
cia gasslro-hepatite complicada rom hemorrovdas
, que a molestia era curavel, cquose poda tratar
em clima mais fri.
fos Joaquim Coetlio.
29
ORDEM DO DIA N.2J9.
Podendo aconlecer que por inconveniente deixe
de ser desinfectada antes do dia I.* de maio prxi-
mo vindouro, a parle do novo hospilal regimental da
ra dos Pires, em o qual se Irataram os cholericos,
delermiua o marechal de campo commandanle das
armas, que a remocAo dos doenle do hospilal da So-
ledade smenle -e effectue depois que se houver pro-
cedido a desetifeccAo, deixando todava o,ho-pilal
regimental de ficar sob a administracAo do iiouo ba-
lalhao de infantaria no indicado dia, passando para
a do segundo da mesma arma como se acha deter-
minado.
Determina igualmente o mesmo marechal decam-
po, que no dia 2 do sobredtlo mez de maio, pela
manli.ia, se passe revista de moslra aos enrpos do
excrcilo aqui existentes, ao da guarda uacional a-
qoarlellada, e as companhias lisas pela ordem su-
guinle : as (i horas a companhia de arlifices; as 6
1 i ao batalh.io 10. d infantaria ; s 7 ao terceira
da euarda nacional aquarlcllada ; as 8 ao segundo ;
sSI|2ao nono, ambos de infantaria ; s9l|2a
companhia liv-i dccavalliaria; e finalmente as 10 1|2
ao quarto balallulo de artilharia a p na cidade de
Oliuda.
Jos Joaquim Coelho.
EXTSFItfH.
lineen, da epidemia "no
nono dislriclo medico de que se acha encarregado,
pede que eu d por linda a saa commissao, a lim de
poder Vmc. com mais descanso tratar de saa saude
bstanle arruinada.
Concedendo a dispensa pedida, a ata das razes
apresenladas, cumpre-me por esla orcasiao louvare
agradecer os valiosos servicos que V nc. prestara,
soccorreudo sempre e com 'incansavcl solicilude a
porciio de desvalidos que o governo conlion aos seus
cuidados desde o comeco da crise lamentosa porque
temos passado.
Nesla dala expeco ordem a thesouraria de fazenda
para mandar pagar a Fortunato Jos Marques, a
quanlia de IOO5 importancia dos seus vencimenlos
como enfermeiro.
Poda Vmc. conservar os medicamentos que res-
lam de sua ambolancia, afim de os ir dislribuindo
pela pobreza conforme julsar conveniente.
ilo^Ao r. Caelano A'avier Pereira de Brito,
( encarregado do hospilal da ra da Aurora.) Inlei-
rando de quanlo Vmc. mecommuuica em seu ofli-
cio de 17 do correnle tenho a dizer-lhe em resposta,
que muito aprecio os bons serviros por Vmc. pres-
tados e pelos mdicos que o ajudaram na sua carido-
sa larefa, e que quanlo os objectos perlcncentes ao
hospilal que esleve sob sua direcrAo, e de que Vmc.
falla cm o citado oflicio, cumpre que sejam conser-
vados em boa guarda al qae esto goveruo Ibes d
o conveniente desliuo.
DiloAo director das obras publicas, declarando
que a thesouraria provincial tem ordem para que,
em presenra do competente certificado pague ao ar-
rematante de 12.* hinco da estrada do sul a impor-
tancia ila primeira prcsIacAo qae tem direilo.
DitoAo director da colonia de Pimeuteiras, ap-
provando a lcliber-ir'io que tomn de fazer reco-
her a esla capital por achar-se doenle, o colono Joo
Eugenio.
DiloAo presidente do conselho administrativo
do patrimonio dos urphaos, inleirandn-o de haver
deferido o requerimento em que I). Maria de Paula
de Franca Lumachi, pedia a admissAo no collegio
dos orphAos de um seu filho menor de uome Joao
Manoel Miguis.
DitoAo acadmico Leandro Carlos de Sa. Fi-
cando inleirado dos servicos que Vmc. auxiliado
pelo bacharel Francisco Brederode de Andrade, lem
prestado a classe desvalida dessa villa, recommendo-
Ihe que continu a presla-loi com a mesma dedica-
ran e zelo com qne al agora o lera feilo.
DitoAo delegado de Caruaru' declarando que a
thesouraria de fazenda tem ordem para imlcmuisar
a Smc. da quanlia de 135200 ris, que despender
com o aluguel de nove cavallos fornecidos ao ci-
rurgiAo Marciano, para o sen transporte. Neste sen-
tido officiou-se a supradila theionraria.
PortaraNomeando de couformidade com a pro-
posta do chefe de polica, para o lugar de subdele-
gado da freguezia de Po d'Alho, ao cidudo Manoel
Thomaz de Albuquerque Maranhao.Comuiuuicou-
se ao referido chefe.
Illm. e Exm. Sr.Julgaudo um dever communi-
car a V. Exc. a exeeucAo dos Irabalhos mdicos de
que por V. Exc. fui encarregado, puso a faze-lo, e
com a maior satisl'arAo visto como foram elles co-
roados por om feliz resallado.
%os 18 de laneiro do correnle anno, fui por V.
Exc. encarregado, em razAo de reinar a desynteria
epidmica na freguezia da Varzea, 11A0 s de orea-
nisar urna enfermara a que V. Exc. se dignou visi-
tar, e cuidadosamente examinar, como do Iralameo-
to das pessoas pobres que fossem accommellidas ;
tive all sob minha dirercAo clnica o numero de 68
entormos, e desles falleceu um, sendo que antes de
rainha -licuada era assusladora a mortalidade.
Invadindo o cholera a esta capital em principios
de tovereiro, fui encarregado por V. Exc. do Irala-
mento da pobreza como medico central da fregue-
zia de S. Jos, e esliveram entregues aos meas cui-
dados 169 enfermos, entre os atacados na menciona-
da freguezia, e alguns outros lagares desla eida-
de para os quaes fui chamado, e desles havendose
reilabelecido 160, somenlo 9 saccambiram, alguns
por nAo quercrem se sDgeitar como creio ao re-
gimen que Ihe era proscripto e outros por cncon-
tra-los em estado incuravel.
Brevemente levarei ao couhecimedlo de V. E xc
um mappa demouslrativo de toda a minha clnica
durante a epidemia o que anda nAo pude fazer em
coosequencia dos Irabalhos que anda pesam sobre
mim.
Por estos servicos prestados nesles dous encargos,
para cujo desempenho nAo poupei sacrificio algum
de minha parle, neuhuma outra gralificacao pretendo
receber maii do que a estima do governo e de meus
concidadaos, a quem oflereco esla prova de minha
dedicarAo para com todos.
I'fosfoardea V. Exc, Recife 21 de abril de
1856.niin. a Exm. Sr. consellieiro Dr. Jss Bento
da Cunha e Figueiredo, presidente da provincia.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel general do eonmando daa ansa* da
Pernambaeo aa cidade do Recife esa 2i de
abril de 1866.
ORDEM DO DIA N. 217.
I) marechal de campo commandanle das armas,
declara para o conheiimento da uuariiir.'ui e fins
convenientes, que a presidencia foi servida por por-
tara de 19 do correnle, exonerar do cargo de dele-
gado, que excrcia no tormo deSerinhAem, o Sr. (e-
nenlc coronel JoAo Ncpomoccno da Silva Porlclla,
o nornear para o subsliluir no referido cargo o Sr.
capitoo do 9. balalhao de infaularia, Josc dos San-
tos Nanea Lima.
Declara oulro-sim, que nesla dala cantrahiram
novo engajamento por mais seis anoos, nos termos
do reculamenlo de 14 de dezembro de 1852, prece-
dendo ioipecc.ao de saude, o sargento qnartel meslre
do 4. balalhao de artilharia a p Francisco Pedro
Borjes, os soldados do sobredito balalhao 9." Jaliao
de Nuil'A una e [Joaquim Machado da CouceicAo,
esto da S.a companhia e aquelle da 4., os quaes por
sobre os vencimenlos que porfe! Ibes competirn),
perceberao o premio de ilWsooo rs. cada am. pago
segundo o disposto uo arl. ,1 do decreto n. 1101, de
10 de junho de 1851, e lido o engajamento umu da-
COKKESPONDENCIAS DO DIARIO DI".
PEHNAMBLCO.
PARS
20 de marro.
Em urna canelo *nui popular do nosso celebre
poeta Beranger, canrAo consagrada a memoria de
Napeleao I, ha esto verso, a proposito do nascimenlo
do rei de liorna : O ceo sempre o proteja: o que o
grande cancioneiro dizia do lio, toda a gente diz boje
do sobrinho : em tudo quanlo Ihe acontece, a nio
da Providencia he visivel, e parece que nada embar-
gar a correnle das suas prosperidades, que por nu-
tro lado justificara a habilidade e moderarao do seu
procedimenlo.
Eis que hoje tenho de annunciar-lhe um novo
(cslemunho do favor divino. O Ihrono napoleonino
que o imperador reslauroo, linha necessidade de
herdeiro varAo, que perpeluasse directamente a dv-
naslia. Esto herdeiro, Dos acaba de da-lo ao impe-
rador e a Franca. A 16 da marco, as :i horas e l|i
da madrugada, a imperalrz deu a luz um principe
imperial. No momento em q_ne Ihe escrevo a mai o a
enanca gozam de perfeita saude.
O parlo foi laborioso, pois que a enanca, dotada
de urna constituiro robusta, era de grossura pouco
cominiim ; mas os cuidados que cercavam a impe-
ralriz e a habilidade dos homens d'arle quebranta-
ran! os soUriraentos da mai quejase acha em con-
valesceuca.
lie escusado assignalar-lhe as mmensas conse-
quencas desla garanta dada i Franca e a Europa.
Ninguem pode dissimular que a seguranra .deque
goza o velho mundo, anda durante a guerra que esl
para acabar-se, he inleirameole devida a Napoleao
III, que venceu e comprimi o espirito demaggico
soprado sobre a Europa palas revolucoes, e cujo foco
he apagado pela propria I-ranea. Ate lioje se linha
gozado beneficio da ordem, mas todos os espiritos rc-
fleclidos receiavam o futuro, pois que, aos seus olhos
este feliz estado de cousas dependa onicamente da
vida de um hornera, e pareca que cora a morie de
NapoleSo III, deviamoi renascer no cahos de que
elle trou. O nascimenlo de um principe imperial
disspa em parto estos sustos verdadeiros ou falsos.
A Franca e a Europa sabem d'ora em vanlo quo, no
dia em que a providencia nos tirar o imperador ac-
tual, haver* sobre os desgros uo iTirono e prestes a
ahi subir, um joven principe, herdeiro do sea singue
e da sua poltica, que, formado a sea exemplo, se
esforcar para manler e fortificar a sua obra. Eis
porque a Franca, apezar dos partidos qae anda a
dividem. acolhenfom cnlhusiaimo o nascimenlo do
priocipe imperial e porque o telegrapho ja nos an-
nnncia que em Turin, em Boma, em Madrid, em
Vicnua, emBerlim, a noticia nAo ba sido recebida
com menores demonstrares de alegra. He este
com effeilo um tuccesso curopeu.
Aqu mesmo tivemos magnificas illuminaroes, e
especialmente nos bairros pobres, cuja mizeria ha
sido aliviada por numerosos actos de benificenria do
imperador e da municipalidade de Pars. Todos os
Ihealros deram |represenlacoes gratuitas ; era urna
verdadeira alegra popular.
\ arios decretos do imperador concedern! graras
numerosas aos delirios de todo o genero e aos cri-
minosos arrependidos ; porem o mais significativo
desles actos de clemencia foi o que se applica aos
transportados c exilados polticos. Em cousequeu-
cia das lulas do mez de junho de 1818 e do mez de
dezembro de 18 il, grande numero de individuos
linha sido condemuado por commisses militares,
un! a expulsAo do territorio francez, os outros i
Iranspoitaraopara Algeria. O algarismo desles indi-
viduos se elevava a mais do 22 mil ; mas grande nu-
mero foi agraciado individualmente, e esto algaris-
mo tora reduzido a 106, quanlo i primeira calhego-
ria de 1848, e a 1058 quanlo a' de 1851. Na occasiao
do nascimenlo do ptiueipeimperial, o imperador
decidi quo a aulunsae.io deculrar em Franca
seria concedida a todos aquellos que declaras-
sem submctler-se lealmenle ao governo quo a
nacAo escolhera para si, e se corapromellessem
respeilar as leis. A nota oflicial |que anniinria
esta decisAo acrescenta que uno momento da inaugu-
rar-ao do imperio, este generoso appello tora feitj e
que o imperador ordeua que seja reapeitado. Ja nAo
llavera d'ora em vaule tora do solo da patria scuao
aquelles que se ubsiiuarem a desronherer .1 voulade
nacional e a monarchia que ella lundou. He pro-
naval que aiuda liaja alguns rccalcitraules que se
obstinem a ainuar e e a conspirar ue exilio, porem
o maior numero dos exilados se aproveilari certa.
mente da faculdade que Ihes he dada para voltar a
Franca.
Dous das depuis do parto da imperalriz, houve
grande recepcao na corle e todas as corporacei
constituidas, o seuado, o corpo legislativo, o conse-
lho de Eslado, a magistratura, o exercito etc. apre-
senlaram successivamenlc as suas humenageiis c fe-
HeKagBM ao imperador, pelo orgAo dos seus chefesj
O que havia curioso nesla ceremonia, nAo eram os
discursos dos arengueiros olliciaes, eram as respos-
las do imperador, e devo-lht, indicar aqui as parles
que ho sido mais a9signaladai. O presidente do se-
nado lendo fallado em o nomc de filho de I ranea,
que so da' ao principe imperial, o imperador disse a
esto respeiio: O imperador Napoleao, meu lo, que
applicara ao novo syslema creado pela revolurao
lodo quanlo o antigo regimeu linha grande c eleva-
do, rcslanra'ra esla inliga denominarn de filhos Je
rauca. He porque quando nasce om herdeiro des-
uado a perpetuar um syslcma nacional, eslacriau-
Ca nao he somenle o gario de urna familia, mas he
venia lefiamente anda o filho de todo o paiz, e este
nome Ihe indica os seus deveres. Se isto era verda-
de na anliga monarchia, que represcnlava mais ex-
clusivamente as elasses privilegiadas, com maior ra-
zilo boje, que o soberano he o esculhido da nacao, o
primeiro cidadAo do paiz e o rcpresetilanlc dos inte-
resses de todos.
Respoudendo ao conselho de Eslado, o imperador
disse que os seus Irabalhos preparacam o reinado
pacifico de urna liberdade prudente. Estas palavras
foram muilo reparadas.
Mas de Indas as resposlas de Napoleao III, a que
foi dirigida ao presidente do corpo legislativo he a
que causou a mais viva ItnpressAo, porque respira a
mais elevada prudencia e a mais grave pliilosophia,
Ei-la textualmente :
Sr. presidente do corpo legislativo, muito ma
sensiblisou a manilo-!.ic.in dos seus sciilimentos por
occasiao do nascimenlo do filho que a Providencia
se dignou coneeder-me. Saudou nclle a esperanra
que lodos aguardan da perpetuidade de um sysle-
11111 qne ennsideram como a mais segura garanta dos
nteresses geraes do paiz, mas as acclamaces un-
nimes que cercam-lheo berro uo itnpedem que re-
flicla sobre o deslino daquelles que nasceram uo mes
mo lugar e em circumslancias anlogas. Se espero
que a sua sorlo seja mais feliz, he porque primera-
mente, confiando na Providcn:ia, nao posso dovjdar
da sua prolecco ao ver que ella rehabilita por um
concurso de ciftumslancias extraordinarias, ludo
quaulo Ihe aprouvo abaler, ha qaarenta anuos, como
sequizesse envelhecer pelo marlyrioc pelo infortu-
nio urna nova dynaslia sabida da gerarchia do povo.
Alcm disto, a historia lem liriies de quo nunca me
esquecerei. De um lado di/.-me ella que Banca se
de\cabusar dos favores da fortuna ; do oulro, que
urna dyuaslia s tem esperanra de estabelidade se
permanece liel a' sua origen, oceupando-se nnica-
tenciarioi prussianos, se nao quando lodos os casus
belli tiverem sido regalados e lomete para azer
sanecioaar pela Europa inteira aa mudaucas qae o
acto do congresso de Paria deve causar nos (rolados
existente).
A proposito da Prussia, um aconlecimenlo duplo-
ravel oceupa todos os jomaes de llerlim. O director
da polica, M. Hinckeldey foi provocado e morlo em
duelo por um membro da cmara alta, M. de Ito-
chow. Esla morle vilenla causou profuuda sensa-
r3o om Berlim onde M. Hinckeldey era mui eslima-
do pela burguezia e pelo povo. Fizeram-se-lhe ma-
gnificas exequial e el-rci aasisto a carcinoma do ser-
viro religioso. As causas desle duelo anda sao mal
condecidas, mas parece que o director da polica li-
nha incorrido no odio dos lidalgos, por ler manda"
do fechar um club onde elles jogavam desabrida-
mente.
de abril.
A paz esla assgnada Eis a grande nolicia que le-
nho a dar-lhe. No duiningo 110 de marco foi assi-
guado o tratado pelos plenipotenciarios. Cenlo e
um (iros de pera annuncinram iinmedialamenle es-
to feliz aconlecimenlo a popularan de Paris, e em fdas.
virlude da rapidez das communicarcs lelegraphicas,
os canhocs d Torre de Londres davam a mesma no-
licia aos intuanles de Loudres. Berlim, Vicua,
Turin, S. l'elersburgo, Conslauliuopla foram igual-
menle informadas incontinente pelo telegrapho, e
um despacho do primeiro de abril, chegadoa2ja
nos anuunciou que a capilal da liu-siak celebrava a
paz com regosijos pblicos!
Esla alegra se manifesla cm toda a parle : ape-
zar das suas apparencas de mao humor, os Inglezes
nAo dissimulam o sea conlentomenlo, e Londres se
Ilumina espontneamente como Paris. Mas he de
Paris sobre ludo que Ihe quero fallar : nunca esla
capital foi mais unnime na sua alegra. Domingo
passado, todos os edificios pblicos e particulares fo-
ram espontneamente Iluminados, e era o mais ma-
gnifico espectculo que se possa imaginar.masisloau-
danao era nada ao lado da segunda illuminac u> que
leve lugar Ierra feira.dia emque o imperador passa-
ra revisto a (>0 mil homens, leudo a seo lado o conde
Oriol!. Os nossos boulerard* que se prolongan!
n,'uma cxteoQo de porto de urna legoa ao centro da
capital, estavam como um lar ardeute e as ras .tdja-
ccnles, ale as em que habito a parte mais pobre da
populacAo, eslavam resplandccculcs de luz. Toda a
cidado eslava as ras para admirar este espectcu-
lo, que anima va o estrepito dos petardos e das girn-
dolas de foguetes, que faziam airar gritos de alegra
c de medo a multidao reunida, lia nula anuos que
habito em Paris, nunca vi nada semelhanle. lie
porque com cireilo a paz uo he urna queslao de
partido, c nunca o povo,lao dividido de opimao ues-
tes ltimos lempos, nunca foi mais unnime.
Ja Ihe disse que a paz foi assgnada no domingo 30
de marco. A prepararan do tratado foi laboriosa :
os plenipotenciarios liveram ISsesscsde 5a 6 ho-
ras. Alem disso urna commissAo de .1 mcmLros foi
meulc com os inlcresse> populares para os quaes tora encarragada de redigir um projeclo de tratado, e no
creada. Este menino qae consagrara em seu berro
a paz que se esla' preparanJo.a'benrAo do Sanio Pa-
dre, Irazida pela eleclricidado urna hora depois do
seu nascimenlo, emfim as acclamares desle povo
francez, que o imperador tanto anin, esle menino,
digo, sera* digno, espero-o,dos desliuos que o aguar-
dan!. Agradero-ll* os votos quo faz por elle c pela
imperalriz.
Para fazer que os seus leitore comprehendam ca-
balmente o alcance philosophico desle discurso, devo
rc'ordai-lhi's.o que sem duvida ja sabem, que qualro
herdeiro- do llirouo, depois de Ires quartos de secu-
to, nasceram successivamenlc as l'uilerias, sem que
nenhum delles tivesse posto a coroa sobre a eaheea.
Ao: o Delfim, filho do rei Luiz XVI,(morto na da-
de de 1-1 minos, na priso do Templo ; o rei de Bo-
ma, lilho de Napoleao I, morlo de IJ anuos, no cas-
lello de Schambronn na Auslria ; o duque de Br-
deos, filho do duque de Berry e neto do re Carlos
X, boje exilado ; emfim o conde de Paris, filho do
duque deOrleanse neto de rei Luiz Filippe, hoje
larabem banido de Franca. Todas estas vctimas
da sorle eulreviram o throno ao ver a luz, e todos
viram as suas esperaneas levadas 00 Inrbilbao das
revoluces. Permita Dos que o deslino do uovo
principe seja mais feliz.
No mesmo dia do nascimenlo o menino imperial
foi baptisado sem as ceremonias da igreja. Receben
01 noraes de Napoleao Eugeuio Luiz Joao Jos, is-
to he, os noraes da rara Napoleao) da mai (Eugenio'
do pai (Luiz) do padrinho Joao) e da madrinha
(laa),
O padrinho he o papa Pi I\. a madrinha a rai-
nha da Soeca, prima do imperador, pois que he, co-
mo a imperalriz viuva do Brasil, lilil do principe
Eugenio Ileauliarnais. Dizcm que o baplismo sera
celebrado no mez de junho vindouro, c que o papa
se fari representar por um cardeal.
Foram creados tres novos mareclue- de Franra, na
occasiao .do nascimenlo do principe ; so o general
Randon, governador geral da Algeria, e os generaes
Canroberl e Bosquel que se Ilustraran! na Crimea.
O ultimo tem apenas a idade de 15 annos, e era sim-
ples coronel ha seto anuos.
O congresso continua a celebrar as suas sessoes Iros
vezes por semana, e posto que a sua larefa nAo rami-
nhe depressa, lorua-se cada dia mais cerlo que a paz
geral sahira das suas dclificrarcs. Parece que o que
retarda nosle momento a solacio, he a repugnancia
que experimenta a Turqua em consentir que se in-
sira no tratado, e enllocar por consequencia sob a ga-
ranta da Europa as medidas que tomou para eman-
cipar os subditos chrisiaos do sullAo. Mas estas re-
sistencias n.lo poderiam durar, cm presenra da firme
vontade dos plenipotenciarios do congresso, e impor-
to que a paz seja assgnada uo 1 de abril, poca em
que expira o armisticio.
11 1......le Orloil lem tido um xito pleno em Pars:
agradou enormemente ao imperador, pelas suas bel-
las e grandes maneiras, o pela sua parle, o impera-
dor fez a conquisto do conde Orloll, que nao cessa de
repilir que se o imperador Nicolao tivesse conhecido
1 Napoleao III, a guerra nAo terla tido lugar. Em
geral, os Kussos uao desagradam em Franca, e a re-
conciliaran cutre os dous povos sera sincera, pois
que, pela sua parte, os Russoseslimam aosFrancezes.
Vi olliciaes viudos da Crimea, que me diziam que
nos momentos em qoe so nao pelejava, tinha-se gran-
de dilliculdade de impedir que os postos avaneados
fraternisassem, e que as sentinellas francezas e rus-
ias, quando ja nao eram vistas pelos respectivos of-
ficiaos, bebiam agurdenle amigavelmcnto. Assm
nao he dnvidoso que os resenlimenlos da guerra se-
jam mui depressa exmelos entre os dous povos.
Seguramente, a Inglaterra se aproveilara mais do
qae ufis da paz,pois que he o paiz mais cominera inte
do mondo, e a Russia Ihe lornecera urna boa sabida
das malcras primas que hoje ella obteni por preros e-
normes. Todava os jornacs inglezes anda conservara
traeos de mao humor c subscrevem a paz com re-
pugnancia, pois lera para si que o seu amor propria
mililar esla menos salisfoilo que o nosso ; mas estos
impreHM deugradavaia nao impedem que lord ca.
rendou Irafialhe aqui mui Moceramente como os seus
collegas para a conclusao da paz.
F.squcciu-mc dizer-lhe, que o algarismo dos 11.....1-
bros do congresso fui depois do aLuns das elevado
a 1. porque a Prussia ciiviou dous plenipotencia-
rios. El-rei da Prussia desigiioo para esla objeclo
o barao de ManleiiUel e o conde de HaUfelJ. Nfin
se tem couteuiidu admillir uo cangreno os ptaripa-
li.t 29 de marro be que este projeeto foi examinado
c approvado pelo congresso. No da segunde lodos
os plenipotenciarios se dirigiram era grande unifor-
me ao palacio dos negocios eslrangeiros: seto co-
pias do tratado eslavam preparadas. Cada ura dos
plenipotenciarios assignou primeiranieule o ejem-
plar destinado a sua corle, depois as oulras assigna"
turas se seguiram na ordem alphabelica das poten-
cias. Todo este ceremonial linha sido regulado de
anieino. e o cuidado acerca doi promenores linha
sido levado lao longe, que o chefe da secrelaria do
protocolo dos negocios eslrangeiros, M. Fuull-.'l de
Conches, tora encarregado de ir pessoalmenle ao pa-
teo arrancar urna penua a urna das aguias que ahi se
acham encerradas, a qual penua pasin successv.i.
nenie a mao de cada um dos plenipotenciarios e
servio para a assigualura do tratado. Depois da ce-
remonia, esta penna foi cuidadosamenle collocada
em um pedeslal de vitlro e entregue imperalriz
que tinha manifestado o desejo tetle instrumento da
paz.
lie escusado dizer-lne que he s depois das ralil-
cacoes dos soberanos representados no congiesso,que
o tratado se tornar definitivo. Assun, se expedi-
ram crrelos iinmedialamenle as 6 corles que cou-
correram com a Fraura para a conclusao da paz;
esles correios devem trazer as ralilicacoes deulro do
esparo de qualro semanas, ou autos se for possivel.
Suppe-se que todas estas formalidades serao rre-
encludas al 20 de abril.
Presentemente, o que conten o tratado 1 por meio
de que ajustes conseguio-se vencer todas as dflicul-
dadesque lem custado tanto sangue a'Europa'.' so-
bre que pontos provocou o tratado de Paris graves
debatos entre os plenipotenciarios, e como he que
bagaran aum accordo? Eis o que cada umpergonla,
e que so sabirperfeilamenle quando as ratificaras
forem trocadas, e o proprio texto do tratado cabir
debaixo dos olhos do publico. Acredilou-se por um
momento, qae as explicarles, que devia necesaria-
mente dar as cmaras oetabinete inglez,levantaran!
urna pona do veo, que cobre a obra dos plenipoten-
ciarios, mas lord Palinerstou se limilou, no seu dis-
curso a cmara dos commuus, a declarar que a paz
eslava feila, e a fazer o elogio dos deoa plenipoten-
ciarios ioslezes, lord Clarendon, e lord Conley. As-
sm estamos reduzidos a conjecluras, baseadas sobre
algumas indiscrires, e eis, de ludo quaulo se diz
a esto respeiio, o que me parece mais provavel.
O alvo da guerra era garantir a independencia e
inlegridade do imperio ollomano, e esle alvo foi
plenamente alcanijado, nAo s pelas proprias esli-
pul.ieocs do tratado, mas pela firme vontade mani-
festada pelo imperador Alexandre de renunciar to-
da a poltica de invasao. Por onlro lado as garan-
tas sao bem lomadas contra qualquer velleidade
ambiciosa ; as provincias Moldo-Valachas, orgaui-
sadas era Estados iodependeutes, sob a suzerania da
Porta, o mar Negro neulralisado, o Danubio livre
na sua embocadura pela rectificar io da frooteira ni--
sa, sao medidas moi eflicazes, que baslam para pro-
teger o imperio turco. Dizcm qoe ludo esl regu-
lado relativamente ao mar Negro, c s resta a con-
cluir una convenro secundaria entre a Kassia e a
Porta, condirAo que deve ser annexada ao lutado
de paz, e ope lixara o numero dos navios pequeos,
que urna e oulra dcslas potencias ter o direilo de
conservar no mar Negro, para fazer a respectiva
polica. Qaanto as proviueias danubianas, serao in-
dependeutos, lio um fado adquirido, c a Russia re-
nuncia pela sua parto a todos os antigos Iralados
que a aulorisaram a inlervir. Somenle aindaSe
nAo decidi como serao goveruadas, se torno um re-
gimen conslilucional, ou se a aecao do principo nao
sera prejadicada pela syndicaucia das cmaras ; se
formaran somenle um nico Eslado, ou se licarAo,
como hoje, dous Estados distinelos. Parece que so-
bre esle ponto se produziram as mais diversas opi-
niiies, mas, como o modo de orgaiiisarao dos prin-
cipados era nada allecla a paz, dizcm que o congres-
so reservn pronunciarse ultoriorrnenle sobre osla
queslao.
O negocio da rectificac3o|das ronleiras da Itessa-
rabia, na porslo 'que toca ao Danubio, he regulado
como principio, porque .1 llu-ia ronsenlio plena-
mente nesla medida ; sn resto um trabalhu de en-
genheiros a esecotor para determinar os terrenos que
devora formar a nova frooteira.
Pelo que di/ respeiio is inmunidades eonredidas
aos subditos dii i-.lao- da Porta, os actos rcenles do
urna queslao mu grave parece ter sido agitada a
este respeito : exigio-se no congresso qae o decreto
do sultAo, que emancipa os chrislaos e lhes da' to-
dos os direilos da que gozam os Turcos, fosse anne-
xado ao tratado da paz. O plenipotenciario olto-
inado Ali-Pacha, qne, segando dizera, desenvolveu
mui grande talento, levanloa-se com muito torca
conira esla exigeucia que elle represanlou como
urna humiliaco para o eu governo, coja lealdade
seria posta era nuvida. Fizeram-se algumas obser-
aeBaa, e foi decidido qae, a liioitariam a mencio-
nar em ura artigo ai reformas feitos pelo sulla".
Quanlo a estos quesles, que pareca dever suscitar
a ultima clausula das proposires austracas, relati-
vas aoi interesies geraes da Europa, foram plena-
mente aplaiuadas pela obsequiosidade qne empreg-
ram os plenipotenciarios russos em conceder ludo
quanto era razoavel. Assim NicolaielT, no mar Ne-
gro, ja nao sera' o eslaleiro e o arsenal da marinha
russa, e os seos estabelecimenlos marjlioioi serao
nicamente consagrados s necessidades do com-
mercio.
As forlificaresjdc Bomarsund nao serao reedifica-
I m sn ponto provocou debates, foi a queslao do
regulamento das fronleiras d'Asia entre a Bnssia e
a Porta. Lord Clarendon insislio primeiramente
sobre esle regularacolo, mas assevera-se que o im-
perador iiitervem pessoalmeute, e qoe o negocio foi
arraigado eulre o miuistro nglez e o conde Orloff.
Fora das quesles, cuja solurao era necessaria pa-
ra chegar a' paz, mullos outros motivos de exame
foram proposlos ao congresso, concernentes ao es-
tado geral da Europa : dizem que se fallara sobre
ludo na Italia, que parece incessantemenle prompta
para revolucoes, e que conviria applacar por meio
de concesses feilas s exigencias populares. Nada
lera sido decidido a este respeito, e o debato sa limi-
tara a conversares, em que se d a entender que
um congresso ulterior poderia salisfazer ludo quan-
to exige a seguranra da Europa.
Tal he em resumo o complexo|dosboalos qoe cren"
lam acerca da obra do congresso, na sociedade me-
llior informada. Ha cerlamente raoita verdade nes-
les boatos, e em breve sanaremos o resultado ; mas
o que he cerlo, pois que sei de mu boa font'e, he
que lodos osplenipotcncarios, sem exceprSo, se des-
fazcm em elogios sobre o desiuleresse, o espirito de
conciliarao, c a lealdade que o governo francez ma-
nifeslou uas negoeiacSes. Assim lord Clarendon
exigi que fosse declarado no Iratado, qae he sobre-
ludo aos esforros pessoas do imperador dos Franee-
zes, que a Europa devo a paz. Cada plenipoten-
ciario apoou a proposicSu, exprimindo o pezar de
nao ler tido a respectiva iniciativa, e foi decidido
que esto meuro fosse inserida nu prembulo do
tratado. He una mu grande honra feila ao impe-
rador e a Franca, qae tomn, segundo .1 confissAo
1e lodos, o primeiro lugar na Europa.
Fallara-se em urna oecupaco momentnea da
Turqua, para segurar ^ exeeucAo do tratado. O
congresso decidi que esla oceuparao nao teria lu-
gar, qoe a tropas francezas, inglezas e sardas so re-
tirassem itumediatamenle. Para dar novo alimento
a aclividade dos nossos soldados, o imperador deci-
di que urna porrao do exercito da Crimea fosse
conduzida a Algeria, onda faria urna nova campa-
nil 1 para acabar de submeller os moutanhezes da
kobylea.
N'uma palavra, he lempo que o nosso exercito te-
nha algum repouso, pois que a estarao do invern foi
tcirivel na Crimea. L'm fri rigoroso persegnio cru-
elmeute os nossos soldados e cncheu de doenles 09
hospitaes e as ambulancias. Felizmente o armisticio
lornou o serviro menos rigoroso. Ai ultimas noticias
aos annunciam um tocto curioso. O telegrapho aca-
bava de informar ao marechal Pelissier do nascimen-
lo do priucipe imperial : o exercito manifesloa o seu
conleutomenlo por immensas fogueiras, que se pro-
longavam no campo. Osalliadoi, Sardos eloglezes,
manifeslaram a sua sympalhh pelas raesmas de-'
monslracoes. Mas, o que he mui notavel, todas as
linhas do exercito russo foram inmediatamente Ilu-
minadas. O imperador extremamente commovdo por
esto lestemuuho de sympalha, mauifeslou mai cor-
dealmenle o seu reconhecimenlo ao coode Orlofl
Sem duvida ja lera' sabido que a nova companhia
franceza, qua estabeleceu um servico a vapor com o
Brasil, modificara as suas pocas de partida. Eis por
que Ihe euvia com esla caria a de 20. Assm nao me
dispeusare de Ihe- cscrever pelo paquete de Sou-
Ihamptoo, salvo, se nesles doas ou Ires diis, nao se
der algum tocto mui iraporlanle, o que he pouco
provavel.
Apezar das felizes circumslancias, em que nos 1
adiamos, os fuudos pblicos francezes teem muila di-
lieuldade para se elevar, eos|especuladures da baixa
embargar o curso das apolices. Eis aqui a colaran da
Bolsa de Paris ueste momento : 4 1|2 por cenlo, 95 ;
ll|2 por cenlo, 7-G0 ; os consolidados inglezes
esl.io a 93.
Salvo o grande negocio da paz, nao aa pasin na-
da importante na Europa durante esla quinzana,
apenas lenho a mencionar o doloroso esforco, qne
fez o governo hespanhol para arrancar as corles os
recursos necessarios para a satisfago das despezas
mais urgentes, de nianeira que preserve o Ihesour0
de urna baucarrola, sempre araeacadora.
LISBOA.
10 de abril.
Principiarei por fallar nojparlamenlo, qne nesle
omento.chama todas ai altenres pelos gravsi-
mos assumptos que all se debalem.
A queslao do adiameoto em que na miuha cor-
respondencia anterior Ihe fallei, continua anda. A
discussao lera corrido larguissima, e nem eu sei o
que se possa dizer de novo quando se entrar na ma-
teria.
Tem fallado os principaes oradores, e algans del-
les (cera tratad" o assamplo com habilidade e profi-
ciencia Por emquanlo a victoria perlenco aoj mi-
nisleriaes, que lem derrotado bizarramente os ras-
lellos de cifras que a cpposirao linha levantado.
Julgavamos, pelo que ouviaraos, qae vinham ahi
demouslrares lerriveis, argumentos sem replica pa-
ra provar as delapidares do goveruo, a pessirna ap-
plicacao de fundos, o vicioso -; .-lema lioaoceiro do
gabinete, e por lim, nao ae provon nenhuma da-
quellas accusares.
O campeo famoso por parte da opposicao foi o
Avila, auligo ministro de linaucus e hornera comp-
leme ucslas malcras, izia-se que com Um sopro
vinha derribar o sysleraa linaucciro do governo, vi-
uha laucar a desordem e coufuso nos arraiaes do mi-
nisterio. vinha por ludo cm debandada. A execueio
nao correspondeu ao progrmala. Foi urna deceprao.
O miuislro da fazenda, n'uma replica feliz, mostrou
ao anligo miuislro o erro dos seus clculos, o vasio
dos seus argumentos, o infinito do de suas aceusa-
roes, a falsidade de suas doulrinas, o desavisado de
seus ron-ellms c a sem ra/o cora que pugnava pelo
adiameuto.
Foi das mais bellas orares que lomos ouvido
ao miuislro Pona de Mello, e qae ralea muilo nes-
la discuss.io. porque esclarecen completamente a
queslao sujeila.
A causa da opposicao quanto ao .1 llmenlo esla
pois julgada. Se amauhaa se volar o adaiueulo, es-
la regeilado por urna grande raaioria.
A me-ma sorle creio que lera a opposic,au na ques-
lao da materia, porque um dos argumentos cm que
ella mar confiava, qual era, dizer que o goveruo ti
mllio davam plena satisljejo a loda a Euro|ia, mas uha applicadu o fuodu de amorlisaeuo e oulras ver-
ILEGIVEl
Wnrr\



DIARIO DE PERNAMBUCO QUiTl F m 30 DE Abril o 1856
Iik desuadas a obras piblicas para despei.is cor-
rele, foi-lhe destruido. Moslrou-se evidencia
que o governo nao s nao linhi prociddo assim, se-
ii.\ que Bastara cm nbr.u publicas alguns conlos de
res mais ilo que os volido. E estei cotilos de res
saturara das verbas pan despezas crrenles.
Mas ninda que a victoria pertenga aos mniste-
riaes, lio torca confesser que a oppojif,io tem com-
halido rom valenta a babilidade. NIo tem havido
recurso de que alo lance mo, j.i pedindo tclareci-
menlo tobrt esclarcciraentiis ao enverno, ji pro-
pondo adiamanto, ja ptdiudo commstSil de inque-
rito. E a eslt respeitu priocipiou na caara ama
dsrussSo, que promello ser um rcllexu da qae esta
eni ordem do dii-
O deputado Jos Lslev.lo linha proposto ama coin-
misslo de iiupeeel* o camiiilio de ferro de lesle,
para que ess committio informas l eamara do et-
rai; que percorresse a locomotiva, das estaques que
liouvesse ("citas e nao sei que oulras coasas. Outro
dcpulado da opposiro propoz era seguida urna coni-
missfto da inqueriin ao caininlm de ferro de lesle.
Se a cmara vota aquella proposta, a discussflo
das medidas de fazenda eslava adiada, porquo nao
se havia discutir uro objaelo sobre o qual liavia um
inquerilo, nao tendo a cmara fallo a declaraban de
que o ioquerito nao prejudicava a discusso.
Sobre as duas proposlas roraerou a discusso an-
tis da ordem do dia, e creio que 089 te decidir
11 uma essao. U resultado jolgo ser, votar-se a
eotnmssao de inquerilo tero, prejuizo da discusso.
lie o partido mais acertado.
Pelo qua deixo dito, ve-se, qul lie a atlilude do
p irlamanlo, e qual ser o reipUaiJo provavel do
conieudo. Agora direi o qno vai c por fra e o
especio que as corles tem tomado.
A imprima deaeocadeou aa- tais furias contra o
ministerio. Todos os jomaos enehcm as soas co-
lumms com arligos mais ou menos bem escriplos,
mais ou mano violentos contra o gabinete, lie um
troar incessinle.
Mas nao se pense quo islo tem ama importancia
mu alta. No nosso paiz a imprensa desbragada-
mente uao lie um quinto poder do Estado, como
Caooing.diza, que o era a da Inglaterra. Aq-i a
'mprensa i forja de arcusar sem provas, de occu-
par-se de qaesloes pequeas e pestoaes, de servir
mais para descompor ministro] do qne para tratar
as graudes qoesle de inleresse publico, perdeu o
prestigio. A imprensa nao lie esse tribunal tremen-
do e terrivel, diaute do qual os governos estre-
meeam.
Assim, nao (leve causar estranheza que as medi-
das de (inane,! pissem un parlamento, c sajam pos
tas empralica, apezar dos clamores da imprensa.
Comtado, forja hecoufessar, quo nao obstante o
jornalitmo ter menos importancia do que devera
ter, coufcgaio agitar um ponco a opiniao publica.
Represenlages de varios municipios vio ser dirigi-
dos s cmaras, e em Lisboa corre orna, que se
dii, contar ja om avultado numero de assignaluras.
Toda esta agitar o porem ha de jiassar, e o paiz
avallar qneru pugnava pelos inleressts pblicos.
A qnestao dos caminhos de ferro he, para nos,
qacslae de vida oa de morte. Com o systema de
viarjao que temos, islo he. sem commuoicares, he
impo'slvel progredir, impossivel a ore anisaran das
nossas finan ras, o mellioramenlo do crdito ; e nos
teremos da pedir a eslrangeiros qae venham gover-
nar-oos.
Portadlo, embora os caminhos da ferro nos cus-
lem"grandes sacrificios, devemoi tratar de etlabelo-
cer aquello SNStoma de viabilidade.
Os lacros, os grandes retallados econmicos que
lia vemos de obtercompensar-noi-hao dos sacrificios
qae agola lizermoa.
A eamara dos pares durlo a lei dos vnculos, mas
pode affirmar-sc desde ja que o prnjeclo apre-cnla-
do pelas commisscs he resollado. Decididamente
aquella cmara nao quer a abolira dos vnculos,
mas nao se pense por islo que lodos aqaellcs digui-
taros sao senhores de griodes porjOes de Ierra vin-
culada. Nida,a maior parle dos proceres do reino sao
fanecionarios pblicos, e senhores do fortunas que
nao consislem por cerlo em vnculos ; mas melleu-
se-lhes cm rabera que a abolirn era nma cousa fa-
tal aristocracia, e por isso volam contra. Ora,
deixa-los volar, que om dia vira em que o edificio
desabe, esmagando aquellos que a todo o cusi o
queriam amparar.
Esla qnestao, porem, em presenca das questiies de
liii.mr.is nao tem importancia. A allenrao do pu-
blico conren(ra-se na cmara dos depulados, espe-
rando com ancedade o resoltado da acalorada dis-
ru<-,io sobre o convenio com a Ihcsouraria, o em-
preslimo doa 13,800 conlos, o accordo com os em-
prciteiros do camipho de ierro, e as lels sobre im-
postos.
E nao se falla em oulra cousa sean em fnanrat.
as praras, nos cafe, nos sales nao se oave lenao
courersacoes poliliras.
I: ilnra "o mpislerni Nao cahr ? PassarAo a*
medidas? Nao passarao I A cmara dos pares re-
geila, o paiz gila-se, a revoluto he imminenle, a
eleires veucern-se, ele, ele. Sao estes pouco mais
ou menos os atsumplus que se debalem.
Os Goanceiros san lanos como praga. Ha (al qae
mal tabendo as qualro operaees atreve-so a emil-
tir voto eni quctloes de linaiira, e tal qua nao salien-
do o que he) ama operario de crdito, sentencia
o rmpre-timo como ruinoso.
Se varaos por este caminho, daqui a pouco ale as
seuhoras fallam ,cm qaesles financeiras em vcx de
lallarem cm loillclcs e cm bailes.
A proposito. No dia 2 leve logar o baile dado pe-
lo ministro de aples. S. M. I). Fernando e S. A.
o infante O. l.oiz, dignaram-se assislir Aquella fes-
la, que fui na verdade uma das mais brilhanles que
Mta anuo se Km dado. Nolavatn-se moitos toilettes
de om goslo apuradissimo, e entre estas as que mais
\ ciciliram a allenrao foram a da Etm. Sr. I). Ma-
ra Amelia Figueira, madameiselle Hicerio, I). Ma-
ra Domingos, viscoodessado Torrao, madama Flo-
ry e algumi oulra de que nflo posso asora recordar-
me. A rainha da fesla naquella noile foi sem ques-
tao a iDleieataole v'lava Kgucri, cuja belleza, gra-
ta e elegancia nao podem ser excedidas. O baile
termiiioujii 5 horas da 1n.ml1.1a.
No dia 8 (vemos oolro baile no club, a que Igual-
mente te dgoaram assislir S. M. D. l-ernaudo eS.
A. o infante D. Lui. llouve bastante concurren-
cia e esteve maito taimada aquella festa. Foi pe-
na acabar lio cedo ; aconlecendo o que nanea vimos
Pratcar em nenhum dos bailes 1 qae temos assis-
lido.
As 3 horas, oslando lodas as salas cheias de gente,
e preparando-se todos para continuar as dausas, re-
liraram-tc as mdiestras por ordem dos directores
As senhoras eslavara furiosas, e moilos cavallciros
que esperavam dizer ccosat de muto ioteresse
mas bellas na ullima contradaosa, c oatroe que es-
peravam fazer declararles apaixonidas, suspiravam
do fondo d'alma e blasfemlnaui contra os directores.
Na verdade foi menos delicadeza. Se querais
dormir fossem para casa deitar-se e deixissera dan-
sar quem nao llnh.i tonino]
Afora estes bailes.nenlium aconlecimenlo no man-
do elegante, e he por esla monotona em qae vive-
mos, por esla falla de vida a ictlvidade, de aventu-
ras e mesmo de escndalos qae os follieliaislas s3o
em lo pequeo numero nesla eidade.
Aqoi oque se faz hoje fazlse amanbaa, e para em
ludo termos originae, al o unanles sao de ama fi-
delidadc pasmosa, cousa que eu sobre modo admi-
ro n'um paiz meridional, op.de a imusinuru deve
1 a nao he a chamada elegante e por aqu se pode fa-
zer idea do que sao aquelleslhealros.
Do etlcrior o que temos de mais importante he a
apresenlar.lo de ama propotla de lei no parlamento
hespanhol, pela qual se concede ao Crand Central
a COOatraccSo da linha Terrea al .1 fronlera de Por-
tugal, pela subvenrao de 210 mil de reales por
kilmetro.
O alcance desla noticia podem os leilorcs avha-
lo sem ser necessurio fazcreiu ronsideraroes a lal res-
pcilo.
0 reoeo que ilgoeaa linha da que a llespanha le-
vaste a linha europea para Cdiz ou'Vigo.ficou assim
desvanecido. E para mim nunca fiouve aquello re-
cejo, porque embora o Enverno hespanhol nao qu-
zpsso que a linha eurnpa viene directamente: .1 nos-
ta fronlera. mais larde ou mais cedo havia de ceder
i opiniAo publica,e iiifallivelmcnle teriti de construir
urna linha frrea que viesse enlroncar na nossa.
Lisboa esl fadaila para ser o uipcrio docommer-
cio da Europa com a America. He preciso negar a
posicao geograpliica desla eidade, a capaeidade do
seu porto, a far.ildaile da sus barra para negar islo.
De Franca pouco mais ha a dizer do que na ml-
nha anterior. Assignoa-sq a paz, ms por ora nao
foi publicado o tratado.
As tropas da Crimea vSn relirar o a riiqaadra do
Bltico ja levo ordem para recollier aosporlos deln-
gtaterra.
Nao fecharej a correspondencia semlhe diaer, que
boje na cmara foi presentada pelo Avila, uma re-
presentado conlra as medidas financeiras, viada da
eidade do Porlo e ciiendo quairo mil assignaluras.
Dz-so que oulras vao serapresentadas.Nao produzio
grande (ttwaejb. O governo ha de acalmar os espi-
ritos com o grande desenvolvimenlo dado as obras
pqblicas ...
13 deabril.
A noticia de poltica) cslrangeira que com razao
absorve lodas atteoioes, aqoi e em toda a Earopa.
he a conclusan da pie. O tratado foi atrignado em
Pars no dia .W) do ihez pasudo. As condicdet so ae-
raoollealmente pujiln-1 las quando cheearem asra-
lificacei de lodas as polenrias conlralanlcs, o q-ie
anda se dumorar dmas (res semanas.
Eulrelanlo desdelja se sabe que a independencia
di Turqua ser cflipazmenle garanlida ; que a Iran-
quillidadeda Europa se firmar sobre bases solidas;
e que a Russia nao licaru humilhada.
llouve em Pars .( e subsequeiilcmenle em Lon-
dres, Turim, Vienna, etc. 1 grandes regosijos, illu-
minarlo ele. O ministro dos nesocios eslrangeiros
de patelo, conde]Walewski, em um grande ban-
quete diplomtico que deu, fez a seguinlo saade.
A paz que he glora para a Franca, e honrosa c
ulil par lodas as iiarAe?.
Em llespanha a qnestao financoira acahou Icndo
o governo adulado o plano do partido progressista.
Aptzar desle^ccordo, dht-se que o ministro da jusl.
ca sahira do gabinete. O duque da Victoria, anle*
de ir fazer nma escnrslo s provincias, passar una
grande revista cm Madrid no dia 20.
O governo acaba de indeferir o requermenln das
provincias vascongadas conlra a desamorlisac.io. Ke-
ceia-se per esle motivo serias desordens. Algumas
municipalidades bascas ja deram soa demlssao. Foi
para l o general Echaguo, que goza de popularida-
de entre aquellas povoaces.
Comejam a manifeslar-sc quci\umrs contra a de-
morada publicarlo da constituirn; Allribue-sc es-
sa delonga ao desejo que lem os membros do con-
gresso de prolongaren) a especie de soberana qoe
exercem.
Em G do correle hoiivc um serio alvorolo em Va-
lenra.
Em Saragni;a reina grande edervescenria. A cas;
Kolschild, em nomc da soeiedadc .(irande Central,
fez em Madrid, no dia 7, o deposito de seis milliocs
de reales, para alcanrar a cnnces'.lo das linhas de
caminho de ferro de Andaluzia e Portugal.
Trobalba-M na commitea* das corles cncarrecada
de dar o seu parecer sobro esle contrato, de concili-
ar do mclhor modo que posta, os interessps das pro-
vincias de Cuidail Real, Toledo, Cicero* e Badajos.
Em quanlo ao mais parece quo ludo ja esl com-
binado salislacloriameole.
ContiOM a tralar-se seriamenlo de adianlar as ne-
gociares ledenles a uma rcconciliarao com a San-
la Se.
lidade grande e eiqui-
manescas, os senliilos
a amaconsequencia do
\irlude, um eleminto
Aqui ha ligaroes quo
ludo,
lealros pouco pocao
ser vivissiina, a impretsiona
sila, as pai>es ai .lentes e r
inllammavcis, c a inconslanc
carcter, c dirci mesmo uma
do ordem entre oa homeus.
duram elernidades, e que reslslem
Passaudo dos sale> para 1
dizer. S. Carlos vai contiuu udo aquella exitlencia
lormcnlosa que desde o pi inri aio da poca I he coohe-
cemos. Em toda a cempanhij de cauta Dao ha seno
o IMlolini que lenha verdade ro mrito. Os oulros
artistas chegam a ter insuporUveis, ja se sabe que
nesle numero nao enlra a prina.dona Spezia que, a-
pezar de poisuir uma voz mu pouco spera, lem
com ludo qualidades que a lornam reccinmendavel.
O Iheatro francez apezar da ausencia da Fonlen-
elle suslenla-se bem, allrabindo |a boa soeiedadc de
Lisboa.
O thealro portuuucz, esse lem lido agora concur-
rencia com o Allgame, que all esl em secna; mas
logo qoe o Alfagemc se retire da scena teremos nu-
tra vez o Iheatro entregue ao fea mo fado falla
de e-|.erladore ..
Dea uniros thealroi n.io tjllai ei agora, mesmo por-
que pouco os conhero. A sociedade que os Irequen-
LISBOA
i; de abril.
Conliniia anda pendente a disrussao do proposto
adiamanto dos dous primeiros projerto financeiras
do Sr. Fontal, islo he, o de accordo felo em Lon-
dres.com os juristas ingler.es das inscrpres pnrlu-
guezas, e o emprestirno francez dos 13,000:0009000
res.
O adiamenln cm sicra fraeo assumplo para 15c
larga disecado, a por sso lem ella ver a generalidade, c al sobre a especalidade de am-
bos os projertos, ibmngendo mesmo ligan! dos
que anda esiao nos bufetes da rommissao do fa-
zenda.
Os melliores oradores, c o prinripaes finanreiros
da cmara dos depulados, lodos lem Tallado n'csla
magna quesiao. Maso peior para o governo he, que
nao s na quantidade, mas tamhem na qualidade,
Ihc lera sido contra os discursos al acora proferi-
los. Pode-te dizer, qoe tirando o ministro da fazen-
da, Casal Ribeiro, e Lobod'Avila, lodos os mais .lo
oradores de segunda linha, e financeiros d'agal do-
ce, os que Inlo defendido os prejeclos.
Mas pelo lado opposto, o caso lem sido mais serio;
porque u opnioessao de maior pe>o, c os oradores
mais entendidos no assumplo, lies como o ex-miuis-
tro Avila, o vogalda junta de crdito poblco, Faus-
tino da fiama, o ollicial da s-cretaria de fazenda
Carlos liento, o director do hinco do Torio, F. Cha-
mico, e oulros lies.
0 dbale dura ha dozc iti.is concrulvo, e anda
te nao stbc quando se dar por terminado.
lie voz consiente qne o ministerio concorre indi-
rectamente para prolongar a discusso ; porque es-
pera pelo proiimo paquete a resposta de haver ob-
tldo ventajosas modficaees nos ajustes que fizera
em Londres, modificarles que fura obligado a sol-
licuar;i vista da vilenla opposiran parlamentar,qoe
os projeeloa financeirassusclaram.
O adversarios do governo lambem deerjam o pro-
movem a prolnngacao do debate, alim de ircm en-
gro.-sando as assignaluras do varias representares,
que audain rorrendo as provincia, para seren pr-
senles as cmaras legislativas, peditido a regecao
dot projertos de fazenda.
Da eidade do Porlo j.i chegou nma pelico com
mais de qualro mil assignaluras ; espera-sc oulra
de Braga com am numero anda maior, c assim suc-
ccssivamenle sl'outrat Ierras.
Em Lisboa lambem se andan! recolhendo assigna-
loraspara o mesmo fim -, mas ha pouco fervor oppo-
sicionisla.
Para o influir,ou anles para o inflammar, projec-
lam os jornal islas da opposiro fazer nm grande
meeting, e ahi dmomlrarem pacificamente, a con-
veniencia publica de seeiercer n'etta conjuncturao
direito de peiiro.
Os redaciorej dos dilTerenles jornacs da capital,
que ao hoslis ao governo, acham-se colligados entre
si para cninbalcr as iransacres monetariai do mi-
nislroda fazenda, islo he, esqueceram momcutanea-
meiile a diversidade das opiuOcs dos parlidos que
representan), para qesle poni fazerem causa com-
mum, como por nuil de uma vez lem succedido.
Congregam-se frequeulemenle 110 eactntorie do
l'rogicsso e alli coiubiuain os puunV de ata-
que, quo Ibes han de servir nal suas pelejas dia-
rias.
Entretanto o governo conserve-ge iuiiepido, o
couta comn grande maioria d'approvarao para os
saus projecloi na cmara .los depuledos, e tanihein
com a que Ihc he inOkienU na cmara dos dignos
pares.
Eis aqui o eslado. do negocio que a uiuiios se au-
gura mili serio, e complicado ; mas que nos temos
por mu simples e crrenle, porque se paren com
oulros antlogos, que tem levantado a mesilla poeira,
suscitado iguacs clamores, c quo por fim patsaan,
esqueccm e ficam.
liesla rerordarmo-nos do qne urcedeu por neca-
siao do decreto de lri de dczciubro de lv>|, que re-
duzio as iuscripcode i e .">, a '! ,.
O Sr. depulado Jos Eslev.io, picado de ouvir 13o
repelidas vezes dizer mal do caininlio de ferro do
lesle, que llie lem ifierecilo lanos arligos laudato-
rios, piopuz,quc a cmara nomeasse ama dcpularao,
loda coinposla de membros eleilos, alim de irem
visitare observar as obras feilas, percorreudo na lo-
eomoliva, e com a naiqr celeridades o Iraeta i
prompto pipi a viaf-.V.'.
u depulado pelo P01I0, I. Chamicoaproveilanilo-
se da leinbranra arrr.crn'ou que, se dessem a esla
commissao lodos os poderes que se coslumam dar.s
de inquerilo, alim de indagar quanlo se liana gasi0
em lal obra, so os empresarios e empreiteiros linhaui
011 nao cumprido ot seus seus contratos, enilim, que
relataase cmara ludo quanto a podesse illuslrar
em l.lo cumplicado negocio.
Kan agradou ata arbitrio maioria ; piil comc-
earam logo a ferverrcquerimenlos e objeccoe, indo
ludo parar commissao d'obras publicas, mo agou-
ro, porque as nossas commitsoes parlamentares, em
geral resnmuam rauilo.
Nao acooleceu oolro lano na cmara dos parct,
onde o conde doThomar propoz quo se nomeasse
urna igual commissao de inquerilo, quo foi lugo elei-
la, e da qual elle proprio he monibro.
Nesla mesma cmara lem etlado em discusso, o
projecto pira a citincco dos morgados, j approva-
do pela dos depulados. Infelizmente lem-sc conhe-
cido pelo dbale, que a cmara dos pares, jem se
altrever a sustentar a actual legislarlo vincular,
quer o tala i/uo, routentaiido-se com protestar qoe
reconhece a urgencia de se corrigirem alguns abu-
sos, mas que a abolirao total, he um desdon/o para a
nobreza, e um grande perigo para a monarchia cons-
titucional !
O conde de Th ornar, que oulr'ora propugnava
peta 1 \t;n .j.i > dos morgados, proferio agora uin no-
lavcl discurso a favor das glorias histricas dos vin-
culo.
Pudc-e dizer que s.lo ja lanos os projertos man-
dados para a mesa durante esla discusso, como os
oradores que u'ella bao lomado parle.
Alio d vai loda esta papellada para uma commis-
sao, cada um puxa para sen lado, e o morgados fi-
cam siibsistindo.
A discusso publica que se projccU abrir na asso-
Hacj|o dos idvogados de Lisboa, sbreos inconve-
nientes quo a legislarlo vincular curonlra na pra-
tica dos iribdnae*, muito deve courorrer para illus-
lrar .Vopiniao geral, a limbem a dos interessadns to-
bre esla gravo qnestao, rom a qual nao pode en-
carrilhar a cmara dos dignos e nohrcs pares o
reino.
A familia real uoz.i toda da mais pcrfeila linde.
O Sr. D. Pedre V lem conlinuado a visilar os csla-
hclocimenlos pblicos, e principaAnente n de ins-
iriirr.'io. Aute-honlem estovo no ohiervatorin astro-
nmico, c de l pttsou aula de economa poltica,
no edificio da escola Pohlhechnica, assislimlo al
ao fim da licito. Iloulcm esteve na aula de pialara
histrica, onde o professor Anlouio Manoel da Fon-
seca, esla f.izendo uma copia de um grande qnadro,
quesua magestade comproa em Pars, quando esle-
ve n'aqqelli capital.
Sua magoslide el-rei D. Fernando parle no da
14, a bordo do vapor Mimlello, para Cdiz, fazendo
uma digressao arlistica pela llespanha e pssaodo
de l a Italia com o mesmo intuito. Leva pequeo
toquilo, eapenas um dot seus ajudanles de campo,
o general bario da Foz, eo seu medico allemo, o
Dr. Kcsseler.
Ambas as cmaras legislativas nomearam depu-
(ares para r ao.'hola-fora do en-rcccnte.
A nomearo do'evsccrclario perpetuo da acade-
mia real das ciencias, o conselbero J. J. da Coala
de Macedo. para guarda mor da torre do Tombo, e
chronista-mor do reino, historia que na minba an-
tecedente Ihe refer por muido, continua a produzir
osmios cffeitut que jinolei, e parece que poder
al causar a dissolucao di academia.
Persstindo o Sr. Alexandre llercnlann, em se
demittir de vce-presideule dcsta corporarao, e lam-
bem de abandonar como socio, na sua ultima ses-
s.lo geral, eleseu a academia uma depalacflo de cin-
co membros para irem pedir ao Sr. A. Ilerculano
honvesse de mudar de re'olurao, pnrquanlo a aca-
demia anda mesmo cusa da sua dissolucao, pro-
testa empregar lodos os meios para quo o Sr. A.
Ilerculano possa com Inda a iscnnaft continuar, co-
mo at aqu, os seus Iralialhos na torre de Tombo,
dando-sc-lhe todas as repsrarcs |devidas a um ho-
mem de lano saber e lo beucmerilo das lcllras e
da hisloria patria.
Parece-nos porm que a repu tacao acadmica Me
conseguir demover o Sr. Ilerculano do teu fume
proposito, c neslo caso firarao vagas militas cadei-
rasda academia, visto que nao poucos socios de-
clararan ja, quo se retiraran) com o seu vice-
presidente, se ello nao obtivesso uma salisfarao
cabal.
Domingo 13 receben o marechal duque de Salde-
uli.i no Paro das Necessidadcs, c com lodo o rigor
da velha diquela, o collar da ordem do Tosao d'Ou-
ro, que Ihc enviou a rainha de llespanha, com .1
qual tica d'ora vanle leudo o patentan de primo,
preeminencia esla qae gozam lodos o membros da
ordem. O duque ja nao tem peilo para lautas ve-
nera.
A Providencia Divina ahencoc esso par dilnso,
e igual consorcio depare a todas as urphaas.
A tal reparficao ralhandrina est augmentan-
do o seu pessoal: j lia dous empregados, um an-
nttncia-seempregado do governo, oulro ompregado
da naci. .
lio puliliroesle insidio manifest ; nao san pue-
rilidades nossas lodos onvem o a ranallia npplau-
de: parece uma oousa de poura inonla, mas se
uma possoa eslranha vir um desses pretos eom um
TONEL ralioca, gritando'cheguem sonempre-
gado publico, empreado do governo, empregado
da najan Cerlamentc que nial njuizar das nossas
rcparlices geraes e provinriaes, pelo grao do avil-
tamcnlo om que eslao, consenliiulo-sc, qne negros
asquerosos e do oflicios lo abjertos eslejam dirigin-
do-lhes por esiupid.i/, insinuarlo ou conselho,
uma to airs injuria. Algumas espaldeiradasbetn
applicadas imporaosem iluvida alguma silencio a
esses pregoeiros dedescomidos.
^-J so ultimou o fornetimcntod'.igiia, que gra-
tuilamenlc so fazia s pessoas nocossitadas, resi-
dentes na freguezia da Boa-Vista, islo lio, na cida-
pores, que, sendo apropriados ao rehoque dos navios
fossem empregados u'hm servico, e assim salisfizes-
set, quando inao pcreinploramenle, ao menos mi-
noras-ein os lirados daquelles que viaiu lodos os seus
esforros baldados, seu suor correndo em v.lo, e fi-
nalmente tuda a sua riqueza perdida.
Mas felizmente um homem, a quem foram confia-
dos os desiinos detaa provincli, coni.eceu pertaita-
mciilo o mal que a irrninava, r.mhcceu as vantagens
resullantesila repararan, e prufuudamenle dcploian-
do as Instes cenas reproduzidas com frequencia as
barras da Sersipe, propoz-se a fazer a doria dessa
provincia, fcsse linmein de quem boje fallamos, jaz
na etarnidade o Elm. Sr. Ignacio Joaquim Bar-
bosa ; elijo ultimo inspiro (o eaalado na direccao dos
desliuos de aergipe. Parece que a Divina Providen-
cia hoovcra decretado ahi mesmo o seo luuiulo, para
demaisiicrlo avivar nos rorarcs dos Sergipanos o
elevado scntimcnto da gralidao. No romero do seu
governo couvidou elle a alguns negociantes e pro-
pietarios de engenhos, para .,uedo eommum accor-
do rormassom uma enmpanhia, que se cncarregando
da eonilroecan dos vapores de reboque, tomasse so-
bre si loda a elopreza. Abracanm com mil pravas
de regosijo a prolerrao o convite rio Exm. Sr. Bar-
bosa c proleslara.n pelos seot reronherimentos, q ,a
em breve seria ejecutada a idea que de ha mu,lo
erminava no ponsanienlo dos Sergipanos, e que
lela falla .le urna anirnacao superior, anda se nao
do assaz c nao seria sem temor de incorrermos iu. bens de raz que possuia, alera do esbaliiamenln de
estigma do ingratos se aqm nos sul.lrahissemos a pro- lodo o dlnhdro, ouroe prala, joias, sem reservar um
(estar a S. b. 1 alta ronsiderarao e eslima que llie su, com a insbliosa e
de, se bem que mudas pessoas, ou a totnlidada dos !tillha podWo realisar.
habitantes, sd sailiam por ouvir dizer, talvez, "'''*!"*""'* p"'l"\l0 i1 c0,nPanhia Mutilada .ser-
por noseannunciar,croSC deveri, fazer, mifSS^SSMSS^^
sini como se publicou pelos jornaes : para conso- dos seus membros os Srs. Dr. Antonio Mauoel de
lo, porm, e lalfazporscguranra. anda continuam Ma,,lis Freir, o tenente-coronel Manoel Cardlo de
a ser beneficiadas todqfa" pessas quedao um vin- t35mTSi3m^7S! !'" S ',0 f ""'" ,,e'.n
. .- ^* luDoauas e^perancas e Rinoliu Dan liom exil(i(lj>
lem o mais dez res: uma assocarao 13o amoicioi.ada.
Pelo mesmo bald
Com a mesma agua.
Com a mesma pipa.
Do mesmo rhafariz.
Na mesma carroca.
O mesmo boi.
O mesmo guia.
Assim he a mesma beneficencia com pouca dif-
ferenea de benoficeni-ia mesma : restando apenas
Em seu relalorio apresentado na abertura da as-
somblca provincial em o anuo de IS'il, pedio elle a
approvacAo e apoio para cse melhoramento da pro-
vincia, c pedio lambem que se marcasse no ornamen-
to uma quota para autillo de-ia empreza.
Seu pedido foi aceito, e dccielou-se no orramento
a quaulia de doze rontos de res anouaes. Igual pe-
dido ro leito depos pela propria companhia a assem-
bla geral, e o mesmo resultado foi oblidu. Fundada
assim a Companhia er^ipense, um dos seus mem-
bros o Sr. Dr. Mallos dirigio-se a esta eidade, no an-
no nasaaitn iitim ilu ilnlan- 4 ..t... .._n.f__,_ j_.
fazer a benefieeaiio, do dizer-sc por bcncircnria, no P'S'aoo, alim de delegar a algum negociante des-
i 1 c 1 1 1ld prara 05 utiereis rieress.irios nara setem cunlrat-T-
quem he o Iwneficonle que assim desfrucla o lu- | doTnaBorop. um oa dous MpSre. coniraia
(nbiilam os ullinacs da scxla Companhia do dilo ba-
lalhao u. l de Ipojaea.
Somos, senhiires redactores, de Ymrs., ele, ele.
Anlouio Jos Pires Jnior, Capillo.JoSo Manoel
l'ereira de Abreu, lenle.Jos llenriques de Sal-
les Abreu, alferes.Paulo Filippe de Salles Abren,
dilo.Joo llaptisla de Mello Allo-llomem, sar-
genlo.Manoel Jerouvmo Carneiro, sargento.
'4?ttb(icac0?$ o ptMbo.
FSHlafByGt.
PAGINA AVULSA.
/m acto religioso edificante.As orpbias
om numero de vinie e tantas, foram no sabbado
malri/. da Boa-Vista confessar-se ; todas trajando
branco, com veos da mesma cor e capellas d'alvas
grinaldas, bellas, jovens e innoretiles marchavam
aos pares como um potico cortejo de serapltins,
que baixados das elhercas regioes do Empreo, vi-
nhanivizitar a nosso solo, depois do lo horrivel-
menle llagellado pela pesie mes inspiraces nao (icaria transportado o coraco
do crenle durante o trajelodaquella mvstica procis-
sao de virgens, que a prolerrao do co soccorre c a
mo do homem protege 1
Ellas marchavam gravemente, seus lindos e an-
glicos olhos eslavam para o chao, como que la-
mentando os passos errados de lamas do seu seio
a brisa leve c docemenle affagava seus cabellos e la-
zia tromular as ponas de seus veos, queetn conli-
nuas onditlacoes ao longe, pareciam brancas azas
de esbeltos cysnes. Foram ao lom|ilo do Senhor,
oraram, e pouco depois depositaran! os segrodos de
seus corarnos, a linguagem da nalureza aos ps dos
minisiros de Jesits-Cbrisio.
Uepois qne se confessaram, hotivo mise rama-
da com msica, poroccasio da qual communga-
rain. Com a mesma ordem voltaram ao seu col-
legio, sentara arompanbadas pela digna directora,
o thesoiireiro, a quem se deve toda essa ordem c
regularidadc om ludo que diz respeilo oquelle es-
labelccimenlo, e polo Rvm. capello, ele. O pu-
blico presenciou rom enlhusiasino e certa indefini-
vel sensaro, esse arlo religioso do lana pureza e
edilicoco.
/m casamento notavel!O eidadio portu-
guez Sr. Antonio .los Soares, homem abastado
nesla praca, acaba de solicitar a mao de uma or-
pha, das quo se adiam no collegio. O S?. the-
soureiro Joaquim Francisco Duarte scienlificado do
Sr. Soares de sua pretenrao, islo be, de que linha
fcilo uma promessa de esposar nina orpha, em-
prazou-o, para que comparecesse ao collegio no do-
mingo. Com olfeilo, oSr.Soares foi ponlual.ouvio
a missa, depois da qual oSr. thesoureiropedio a se-
nhora directora, que convidasse sala aquellas
orphaas, qno eslavam no caso de casar: como por
encanto vinte e lanas jovens, vestidas com gosto
e primor, so apresenlaram na sala. O Sr. Soares
com porte sisudo, fez. a sua escolha na interessanlc
joven Leopoldina Lourerica de Sotiza, que se ex-
primi nestos termos cora desetnbaraco c espirito,
logo que pelo Sr. thesoureiro foi-lho coinmunira-
do o desejo do Sr. Soares :
Se O Sr. lenciona tralar-nio romo esposa
c mi como eserava, so tem recursos para nao
maldgannos, o os eorarregados desla casa consen-
tircm, quero c dou-mc por feliz. >
Enlao o pretendentc c\pzquo era muito ro-
nhecido na praca, que linha fortuna siillicienlo pa-
ra faze-la feliz, a saliendo que o dol reservado s
orphaas nao se enlendia com aquella, que rasasso
rom homem rico, disse que nao quera casar pc-
lo dote, c sim em virludo de uma promessa.
Presenteou a sua interessanto noiva com um
bom enxoval, joias de cusi, ote., etc., pedindo,
porm, que ella casasse rom os irajes quo a casa
coslumava dar, os quaes j eslao promptos e rom
muilo accio.
Essa feliz menina foi uma urna das quo es-
liveram a decidir da epidemia Oh fortuna !
fortuna! nanlo s benigna paraanse para ou-
lros lo cruel!...
O casamento effedua-sn brevemente : sao padri-
nlos os Sis. thesnireiii) e llr. l'ravules (omesae
Sonta Ptanra, e as Sra-. directora < a nnliora
do Sr. r. Prxedes, unidos padiinlios.
rra por beneficencia, dos objcrlos perloncenles a
mesma lieneftcencia.
Ha do ser quem
l'or innocenio,
Inda quer ser
Bc...iic...fi...rcn...le!
O faci he publico,
Muilo real,
Dclle bem sabe
O mecu fiscal.
Anda, anda, mou boizinho,
Puxa, puxa, esta carroca 1...
Boi?! Nao pares, anda logo,
Chega?... ao halde a 30 ris.
Dtltmdilim...
L vai o boi,
Chama por elle?
J l se foi...
Uma senhoria, cujo nomo he da Babia, e que
mora na ra de nome devido aos membros do par-
lamento, propbctisoii n'tima hora de sublimo ins-
piraro: Que eslavamos para ter mais outra epi-
demia, anda mais terrivel quo o cholera I
Vinda da China!
Que o menor horror que causa, be tornar a
lingua do paciente prcla rumo um carvau !
<>ue faz arripiar cabellos!
Ksbugalhar olhos!
Tremor pernas!
Entortar dedos!
Revirar boceas I
Espichar heiros!
(Juebrar peilos!
Incitar barrigas!
Afinar candas!
I!!!... mal eslo os falladores c mentirosos!
Oh I l meu rci dos mentirosos, mandai fazer ca-
deados para vossos beicos, vede a lingua preta.
E vos prophetisa
Do tanta valia,
Chamai-mc sobrinho
Qu'hc minha mana.
Na ra oppos(a a tristeza existo fincado no
chao um loco para guia ou pharol dos carros
noile. Viva, viva quem foi da lembranca : nao
seria mo quo o guarda-gigante servisse de capitel
a essa columna, para cuidar mais de suas obriga-
Ques. e remover aquello pao que pode causar pre-
juizos aos carros que por alli noite tranzitarem.
Tem-se descobeno, segundo nos consta, no
terreno orcupado pelas casas, da ra da Sanla-
Cruz, por^o do mineral, por isso que alli ouve-se
o trovc constantemente, e no paleo da mesma ra
existe um passarinho chamadobenito-, ique rom
quanlo esleja na venda, no se vende, nem se da,
nem se troca, para nao andar a malrota.
Srs. redactores da PAGINA AVULSA O
laberneiro, cujo nome se parece com o ultimo dia
da semana, he incapaz de pratcar o que informa-
ram a Vmcs., nos o conhecemos bem, e s espe-
ramos que rcpilam a doso para darmos resposta
conveniente a esse sujeiio, quo lanos favores deve
ao ultimo dia da semana.
Sou, etc.
At amanhaa.
Foram ericarregadoa deata nussao os negoeiaatM
desla praca os Srs. llaslo A. Coraos, que por lodos
os titulns ocviarn ser c-colhidos, j^ pelos ronheri-
mculns preciaos, ja pelas eommuiiicaroes commerci-
aes, c mesmo de .imizade,que hoje os li.a oun aquel-
la provincia, lucumbidus desta commissao, esses
senhores Iralaram logo do teu cumprimenlo. Quan-
do nos levantavanio pela manhaa do dia S de mar-
ro prximo passado, lanrando nossas vislas para o
mar, distinguimos no horisonle uma vela que de mis
se approximava, recooheccioos ser uoi vapor que
demandava esle porlo. c qual sehaajlle '! Era o Ara-
cajii, perlenceute a Campanht* Strgipen'c que vi-
oha da Europa para deilar aqui asraldelras. Qoal
nao foi a uotsa salisfatao, veodo estreada por
uma maucira to lisongeira a esperan; de uma pro-
vioria, da qual somos filho (juanlos prolfaras nao
demos a nos mesmos pela era loda de prosperidade
que se vai abrir em nossa hisloria I Subiram de
ponto todos os nossos regosijos, quando vimos por
esle Diario um convite dos agntes da Companhia
Sergipense, aos lilhos de Sereipe resideplet nesla ci-
clado para irem assislir a viagem de etperiencia do
vapor Aracojii para entilo seguir o seu destino.
Foi-nos este convite lano mais honroso quauto he
disuade louvnr a allcnc.ao c delicadeza que liveram
os Srs. agentes para com os filhos de Sergipe, que,
como lal, cor-Jialmente Ibes agradecemos. Asisti-
mos exlcrinrmenle a experiencia, e era tilo veloz a
earreira do mencionado vapor, que nos velo logo a
lembranr;a o nosso poderoso Toeantin da Compa-
nhia llrasileira, e com elle o comparamos, alias
com bastante paridade, c nao exageradamente. Agora
que nos resta 1 (Jue o vapor Aracaj teja para o
lugar, que anciosamenle he esperado, siga com
promptidao empregado miquillo para o que foi cons-
Iruido, e assim ser mudado de momento lodo Inm-
uto perigoto, que ainda se soffre naquellas barras.
Nao fallaremos mais da submersao dos numerosos
navios, na riqueza de uma provincia frtil em seus
productos, derramada por muilas \ e/os no ocano, e
emfim deixaremos de deplorar a perda de vidas que
em lula com as aguas, nellas cediam o teu ultimo
arranco. Eis como -e acha fadada a Companhia
Sfrgipcnsc para um i aturo propicio, e Dos como
Scrgipano a saudamos, c desejamos que mil honraos
sobre ella sejam derramadas para a gloria eommum.
tfAs'im lamhem alianramos aos dignos agentes nes-
la eidade, que os seus esforros empregados para o
bom andamento da Companhia Sergipense, sern
coroados pela grande parte dos Sergipanos agrade-
cidos.
Kecife -1~ de abril de 1856,
/. Fiel de J. /.rite.
0ttbponfamia8.
diario fcc Jlcrnam)c0.
A publicaraodos Iraballius da'assemblca provin-
cial, qoe prcsenlenicnle estamos dando, os resumos
das sessoes da asscmbla geral qu8 em breve leremos
de publicar, a Iranscripco das noticias eslrangciras,
do imperio, etc., etc., o que Indo reclama puhlici-
dade incontinente, nao nos permute por ora; dar in-
tegralmente as cartas cooi que oos obsequiara os
oossos prestrnosos correspondentes das ditl'creiites
localidades desla provincia.
Mal como por oulro lado, repulamos do summa
olilidade publica a coadjuvac,ao dos seus esforros,
rogaraos-lhes que fransmiltam ao prnprielario do jor-
nal, em cartas particulares as nolicias dos accoulc-
eimentos que ahi e derem, para serem redigidas c
puhliradas sob o titulo Diario de Pernambueo.
Entretanto, aproveilamos a occasiao para inlini-
lamente agradecer-lhes os serviros que de t.lo boa
vonladc nos lem prestada, snbreludo na quadra por
que acabamos de passar, na qual as suas coiniuuni-
caroes eram anciosamenle desojadas.
llecebemos carias de l'aje de Floros com data de
1\ do correle. O cholera era Ingazeira, onde se
manifestara primeiramente, ja fez Tinte c (antas vic-
timas ; dalii pasou para a villa de Flores na qual
tiuhan sucrumhido -2i pessoas, entre livres o escra-
vos, sendo a mor par" dos casos fulminantes, e fica-
va muila gente accnmmetlida. Ilaiva-Verdc lam-
bem fora invadida : cahirain logo Ires pessoas na
occaiiauda feira.cdahi a dous dias o numero dos
aneciados se elevava donde nos escievem conlavam-se. IS individuos ata-
cados, dos qunes ja linham perecido Ires.
A rlassc pobre se ochava cm extrema penuria :
nao havia viveros de qoalidadc alguma ; eulrelanlo
linham cabido mullas chafas.
Na sessilo da honlem, a asscmbla provincial dis-
cuti e adiou, em razflo de ter dado e hora, um pa-
recer da commissao de peliees, reconhecendo o di-
reito que lem o Sr. Thonic Vieira de Alcntara ao
dol marcado por lei, em conucquencia de ler casa-
do com uma ciposla. Passando depois a apreciar
as posturas da cmara municipal do l.imoeiro.appra-
vou-as era lodos os seus arligos.
A ordem do dia de hoje he : a primeira discussflo
das posloras de Caruar c Nazarelh, e dos projeclos
que honlem publicamos.
BULLETIM 1)0 CIIOLEUA-MOKBUS.
/'artiriparen dot AosjntoM.
Ilospilal do Carmos (lenles em Iralamenlo.
/,- wm d murlalidadc.
Morlalidailc do dia 9 al s i. horas da larde1.
Ilomens 0 mulhercs (I prvulo 1 .
Total da inorlalidadc ale hoje !3,3*23,
Ilomens 1117 mulhercs 1543 prvulos J<3.
Kecife 2!) ilc abril de 1856.
A commissao dehvgiciie rmldira iutciiiii:,
Dr. Firmo Xacter, secretario,
servindo de presidente.
/. I'oggi, adjunto,
servindo de secretario.
&imtmunuatt.
A COUPANIIIA SBHGIPENSB.
Era asm semivel a falla de uma providencia,que
facililatse a navegaran nas barras de Sergipe, pelas
continuadas perdas ,|M.< tanto a lavoura como oroni-
nierrio Ido sollrido ; c mesmo he evidente que sem
o socrr.eDto drnei dous ramos, quo sao as
verdadeiras bases ilo progreSM de qualquei lugar,
jamis essa provincia poderla representar um papel
internante no mappa de suas irmflns. Dous meios
so aprcsenlavam, que tanda fwlM em pratiea, qoal-
quer d'clles lalllfarii ana lia grande e clamorosa
necetsidide. O primeiro, e o de maior vantagem, se-
na o da canalitario das barras ; porm lano toro
elle ile pioveiloso, qaanto de diflirila oa everuriio.
atlendeudo-sp aos aranhadus recursos i.- que a pro-
vincia pode dispcir, e llcaocar para pterula-lo. t>se-
gunde, porm, seria u da rouslrucrao de alguns va-
Senhore* redactores. l'csejando quo os senh
res accionistas do banco de renmmbuco saibnm a i
z.lo porque nao iccebi a nnhiearao que a directo!.
do banrullo Itrnsil de mim fez, para nm dot directo
res de sua caisa filial nesla capital, rogo a Vmc.-.
queiram inserir no seu Diaria a ollicio do E\m.
viseonde de llaborabv, e a minba resposta que a
Vmcs nvio por copia ; no que muito obrigarao a
quem he de Vmcs. amigo c muilo venerador e cria-
do [MZ Comen l-'eri tira.
Mondego \ de abril de 1856.
lllm. Sr. Teuho a honra de communicardhe
que a directora do banco do Urasil, procedendn em
sessao de boje a nomearo da directora da sua caita
filial nessa capital, de ronformidade ruin o disposlo
no arl. 18 dos seus estatuto, clr-.-u a V. S. para a
cargo de director .elTeclivo; esperando que V. S.
aceita-lo-ha (azendo assim um importante servir
essa provioria c ao dito estabeleciuienlo.
Dos guardo a V. S. Casa do banco do Brasil no
Hio de Janeiro 'i de marro de 1856.lllm. Sr, Luiz
domes F'errcira.I i?ronde de Itabarahy.
lllm. c Eim. Sr. Acenso a receprao do ollicio
qae V. Etr. fez a honra de dirigir-me em data de
2i de marro prximo passado, parliripando-me que
a directora do banco do Brasil me havia nomeado
uin dos directores elfeclivos de sua caia filiul nesla
capital, c espera que en aceite, no que arei um im-
portante servico a minha provincia eaodiloesla-
belecinten|p,
Com quanlo V. E\c. c a directora do banco do
Brasil muilo me lisongciemcom tal nomearo, toda-
va he com p mais profundo senlimenlo, que me ve-
jo obrigado a nao posler acceila-la pelas razOes que
vou expor, e que espero \'. Etc. e a directora do
banco do Brasil, acoltenlo com benignidade.
Quando vi chegado o lempo em que com seguran-
rasepodia aqui crear um banco, cu com alguns
amigos resolvemos, apelar da opposiro e difliculda-
des que previamos, e enconlramns rcalisa-ln, decla-
rando logo, que o faziamos a bem da provincia, e
sem que areilassemos remoneracao alguma : tenho
sido nm dos directores dcstecslabelecimento, que ha
sido administrado com honra c desinteresse, e creio,
com vantagem para seus accionistas, e para esla pra-
ra em geral, nao ob-lanlc as grandes crises porque
lem passado nos poucos auno- de sua existencia.
Com o maior empenho finalmente promov a fi-
liarlo com o banco do llrasil, apezar da opiniao qua
si geral que aqui prevaleceu por muilo lempo, ser
contraria, por oslar persuadido como anda estou,
de que seria de vanlagc.n para seus accionistas, e
ainda mais para esla provincia, que havendo ence-
larlo importantes nielhnrainenlos maleriaes e iodtsj-
Iriacs, lano precisa do augmento de meios; estao
pois realdades os meua desejos, e arhando-me com
ti'.l anuos de idade, com a minha vista cada vez mais
peiorada, e precisando de repouso no pequeo pre-
so de vida que' oie pode rellar, sao os motivos por-
que me retiro a' vida inleiramcnle privada.
Dos guardea V. Etc. Recita 36 de abril de I8.
lllm. e Esm. Sr. Visenos de llaborahv, digno
presidente do banco do Brasil.Assignado, Lniz
Comes l'ernira.
Srs. redactores.Lendo o Liberal n. KIIU ncllc
depuramos rom nma poblicacjlo, cm qoe seu autor
tentou por em duvida a rcpularao, e alio conceilo
de que he creder o digno commandaute do hat.i-
lli.iu n. 41 de Ipojuca, o lllm. Sr. lenle corone
Manuel Cimillo Pires I alc.ic. ou quando menos,
quiz irrogar-lhc grave censura pelo acto ahi nar-
rado nesla puhlirarao; lendo-a diiemot. Tomos rigo-
rosamente lev. los a procurar as columnas do sen
conceiluado Diario, para eipendcrmus os senlimen-
los de qoe, relativamente ao assumplo, estamos
potsuidos.
Nao he o nosso lira principal fazermot aqui nppa-
recer, com lodo o seu cortejo, as inapreciaveis qua-
lidades, e maneiras deliradas do Sr. lenle coronel
Pires, pois que a mu raras pessoas ser.lo ellas
desrnnherirlas nesla eidade, e na comarca i que
perlenrcmns: mas vimos palcntear a nossa repre-
varao esta publicaban, de'iau lo daqui dcduzr-te
que. nao so somos inteiramente c-lranhos sua ron-
fecrao, masque tambera he ella por de mais gratuita
c iuiusta na nosM estima.
Nessa publicaran j >ga como pedra de escndalo,
uma circular que ah se Irauscrcc. Quera conhe-
eer o Sr. lenle coronel Pires far-lhe ha a devida
jusiira, nao vend inteo'ao do molestar liguen) III
dita circular : pois que ahi apunas o' Sr. roininau-
daute eliga o cnniprimetilo de un quasi contrario,
do qual por ventura alguns ofiiciaet pareriam merecer
advertencias.
Com grande jubilo e sati-farao de todos, a esfor-
ros reaes do Sr. enraman laule e de mais alguns ol-
liciacs.se ncha o balalliao no melllor p de asseio de
que he possivel ler oin balalbao uaes no mallo : e se o Sr. enuimandanle avanrm a
lautas diluealdades, fm sem duvida rouliado no
cnmprimento de proraessis livremente fritas o por
elle aceitas.
Nao nos queremos Constllair afanosos defensores
do Sr. lenle coronel Pires, e nem nos Iravarinos
de razes com o Sr. /tf*to,aulordl puhlirarao : pri-
meiro por qoe. a despeilo de lodas as esludadas ni'-
aromanctat, a prouitfade, delicadeza, honra urba-
niilade do Sr. lenenlc-corouel so conservarn sem a
n.ais intignifcanto quebra, no cs|ririlo dos seus mi-
sos c apreriidores : segundo; porque dados mis-
lere estrsnhos u coulroveniiM, nao nos topporooa
com guacs armas para a peleja.
A dejicadein o alVahilidade qno o Sr. tenenle-ro-
ronel Manuel Cantillo Pires l-'.ilr.oi. distrihue indis-
tiiielanienle com toda a ullralidaite do batalh.lo do
seu commaudo, tcm-nos, pela nossa parle, penhora-
UMA LAGRIMA
de dor c de saudade, vertida por oc-
casiao' da morte de meu charissimo
amigo, o lllm. Sr. tenente-coronel
Herculano Bandeit a de Mello, offe-
recida a sua Exma. esposa a Illma.
Si a D A. I. C. Bandeira de Mel-
lo, por Francisco Genuino Sim- -.
Qu.io trille, melanclico e sombro nao he o mo-
uieulo em que nos vera a memoria o nome daquelle,
em cuja cumpanhia sempre cheia de docuras, se
passaram ligeiras as horas do amigo sincero e charo,
que a lousa fra nos ha roubado !.....
Que de saudades pungentes c acerbat dores nos af-
ik-em e coasomem I
F-m que mar de dores, e do um soffrer continuo de
eternas e incoiitolaveis lagrimas nao lica immerso a-
quulle, em rujos bracos vio etlialar o ultimo suspiro
de sua alma o amigo de suas mais charas allei-
res ? !...
Em qualqucr parle, para onde quer que os olhos
volvam de saudosas lagrimas sempre vizilados, co-
mo que em busca de uin objecto que as mitigue, e o
vacuo iiiiinrii.il de seu corado ralado de saudades
por um instante se quer, ao menos preoecupe, um
o objecto enconlra ; a triste e pallida imagem do a-
mgn lo triste, c pallida como a mesma mor-
te !....
Se qaasi como louco ella de infre se arremesaa o
Inconsolavel amigo, para logo ludo Ihe foge ; e ama
so idea de repente fhe absorte lodas as facaldades
da alma : a idea it? morte !.....Duro e cruel
Irlbto a que esU sijeil^ a misera liiinninladc !.....
Vida humana, quanlo vs precaria, ephemera e illu-
soria !.....
Levados a excelsa babitarao dos lostos, nada mais
pretendemos do amizo saudoso e liel, do que um
lembrar constante e uma lagrima vertida pela sau-
dade sobre a fria lousa.....mas esle lembrar e
esla lagrima he acerba. .... he pungente para o
amigo que sujeilo ainda existe a esle valle de lagri-
mas, ao mundo insidioso.....
Ela he a uoica ollera grata que podeuios clero
sitar em seu tmulo.....
Ainda em quadra feliz de sua vida, hafejado pe-
los frescos anuos ; inorreu !.....I'ma terna es
posa e um filho imberbe envollos ficarain cm pranlo
amargo de um pungir constante, ruja perda em
quanlo durar a Inste vida, carpirn saudosos. .
chorai!.....lagrimas deixai rorrer cm borbutes que
Unitivos sao da alma dorida.
Junlai com omeu, os prantos vossos, que o vs-
so charo espoo,o pai mais terno e amigo mea, ja nao
existe, morreo, he pn e nada !.....
Qual gemebunda rala no dezerto que leva a carpir
do charo pai a roorle ; carpe tambera a eterna au-
sencia daquelle, cujo airaran ligado ao vosso.por do-
ces la^os do hymincu sagrado, sernpre juntos em
leito de prazeres, delicias e caricias lernas vos em-
balavam, sera que o soprodo desgosto por am Mu-
lante se quer vos locar ousasse !.....
E vof.cidade de Nazarelh, deixai as pompas, cer-
rai, os labios, nem um snrriso mais pranleai eter-
namente a perda fatal, perda irreparavel do melhor
de vossos filhos, que na quadra de calamidades em
que vos arhastes, aoude mais negrejava o mal e a
miseria, ei-lo ahi como um anjo lulellar loriando
a brarus com o mal, c derramando sobre o vossos
filhos victimas de lio lerrivel inaLmilhares de bene-
ficios, procurandu dest'arlo mitigar seus sofirimen-
ls!..... erguei-lhe.um monumento de eterna recor-
darlo......
Basta, nada mais he preciso, elle ji oan exisle,
morreu tranquillo, como he dado morrer ao justo.
Nazarelh -20 de abril de 1856.
lllm. Sr. Dr. Joaquim Pires Machado Porlella.
Uecife S de abril de 1836. Presadissimo Sr.Ke-
gozijado sobremaneira da boa escnlba que fez o Exm.
S. conselheiro e presidente dcsta provincia de V.
S. para dirrclnr geral da inlrucr,io publica, ma
nao he possrvel deixar de eoORratalar-me com V. S.,
e demonslrar-lhe o quanlo a preso ; em verdade as
boas qualidades de V. S a sua inslrucrau nao vul-
gar e as delicadas maneiras que ornara asna pessoa.
exuberantemente o lornam digno do lugar que boje
oceupa.
Dir-lhe-hei mais qne o senlimenlo de gritidlo
me leva a unir a minha voz a dos empreados da
secretaria do governo, agradecendo-lhe cordialmen-
tc q bom Iralamenlo que me prodigalisou durante
o lempo que ostne Rttsa secretaria (em Dtii', In-
'ando-me sempro cora aquella Ihaiieza o liomlade
liguas do seo distineln carcter.
.Vcreite porlanlo V. S.as minhas sinceras expres-
oes, e creia quesempro serei de V. S. amigo, obri-
gado criado. Joaquim Jos Itnijmundo de Men-
donra.
A resolnrilo de que ahaixo se (rala pastea ni c-
mara quitriennal, funecionando como depulados
por Pernambueo os senhores :Antonio Correa Sea-
raJeronymoMarliuiann Figueira de MelloAn-
tonio Coelbo de Sa e AlhiiqurrqueAntonio Peri-
grino Maciel MonleiroSebasliao do Reg Barros
JoAo Jos Ferreira de AguiarDomingos de Souza
LeanFrancisco Xavier Paes BrreloAugusto Fre-
lerico de OliveiraFrancisco CtIos BrandanJos
Thomaz Nahnco de Araojo Francisco de Paula
BaptislaJoaquim Pinto de Campos.
AUGUSTOS E DIGNISSIMOSSRS. REPRESEN-
TANTES DA NACAO'.
Augusta e dignissima eamara dos Srs. senadores
do imperio.
O bacharcl Luiz. Rodrigues Villares confiado na
esclarecida juslira, e alia sabedori.i que presidem
as iteliberardes da augusta e dignsima cmara dos
Srs. senadores, vem respetosamente ante ella re-
clamar seu legitimo direilo olfendido por uma re-
solurao appro'vada na cmara dos Srs. depulados e
enviada a este augusto senado aos :tU de agosto de
18.V5. A resoluro he a scguinle : Artigo 3. Ficam'
igualmente dispensadas as lela de amortisarao cm
favor dos eslabelecimentosdecaridadedo Uecfe.pro-
vincia de Pernambueo, para poderem possnir -22 ou
l moradas de casas, sitas na mesma eidade avaha-
das em !l7:00ti3O() .-.s quaes Ibes foram doadas por
D. Joaquina Maria l'ereira Vianna com as enndic-
r '-ron-iautes da escriptura do doicfto celebrada
cm j de junho do correnle auno (1855.)
tlsupplicanle desojara nao molcslar a doadora
sua sogr, nem o procurador dclU revestido do ca-
rcter de primeira autoridade de uma das provincias
lo imperio, mas a gravidada do casa exige que o
supplicaule se remonte a origen) do proceilimenlo
inqualilicavel, de que tem sido victima para que se
possa cunhecer a jnslica de sna reclamaran.
O supplicaule he casado com a filha adoptiva da
doadora ; que esponlancamentee quando ainda era
solteira dita sua filha lomo-i pela alTeicao.quc Ihe li-
nha, a delibcraijao deadopla-la mandando tavrar e
asiignando a escriptura publica de perlllliauento e
.i'!'['.''. e dando a mais piona approvarao peraule
o juiz interrogante quando se Iralou da insinuaran,
que se fez com lodas ai solemnidades, documenta
numero 1. Segundo cst escriptUN he i mulher
do supplirante a herdeira c -urcessora universal dos
bens da adoptante assim ex-teslamento como ib io-
leslalo ; a adoptante dando esle pasto julgou-so dis-
pensada de fazer qualqucr dote, oa doari i para o
casamento de sua lilha que so casou com o suppli-
caule porescollfe, e plena approvarTioda adoplanle;
esta porem, sojnhora septuagenaria nao poden lo ven-
cer seus instinto* o hbitos antiquissimns, pretenda
que o supplirante alera doi bous e gratuitos servi-
ros que Ihe prcslava constantemente, Ihe fornecesse
igualmente todo o ucccs*aho para a conservadlo e
coiumodos da vida ; c cnnio o siipplicante nao se
presin a todas estas exigencias exageradas, appare-
ceu a desarraonia que brevemente se convcrleii em
iuiniisade profunda, e odio enlranhavel da parle
de sua SPgra adoptiva, o que (acilmculc se explica
pelo axioma de moral de que, a summa avareza, a
irapiedade e a falsidade sin vicios deslrudiores de
lodos os vinculos da sociedade e de lodas as rcla-
res de familia.
r.ul.'m a idea dcsuc:css.ioiiecesaria,oemharacodc
nao poder embalar com ampias esperanzas de futura
herinca a quem Ihe desse graluilamcule os alimen-
to* c commodidades da vida, aturmenlavam dia c
noile o etpirito da adoptante, cujo empenho era
anullara adopclo, mas nao havendo para isso fuu-
damcnln nem provas lentou armar um laro e obli-
gar por violencia sua lilha a confeccionar uin docu-
mento que podesse servir a seu malicioso intento.
Ka inipossibilidade de levar a elleilo seus planos c
conseguir judicialmente a amillaran da adoprui. la-
vrou una esrriplura publica de desber.larao, inven-
tando causas que nunca existirn!, romo amoara de
iuunediarrao de dethardacSo, ti siippliranle es-
pern ]iela aceito i|ue se devera seuuir nesls accin-
iuosa c caluuiniosa de.sherdar.io o vendo que era
ira, nem seria propnsta pela reileza que linha a
dcsberdanlc <\'\ calumnia das causas declaradas em
dita escriptura c conhecendo que esta escriptura li-
nha por fin injuria-lo o crear efflbaraeos e Iroppcns
ao futuro exerejeio dos direilosda herdeira tua ma-
Iher e seus lilhos, recorren na remedio da L. Difla-
mari, ord. liv. J lit. II S 1, para obrigar sua sogra
propor a acejlo de desherdar.io no termo que Ihe foi
assiu'nado.com a coniniinarao de nullidale da escrip-
tura e tambera para deQender-se das injurias que
li.e eran assacada com o lint maligne de perdt-lo
na opiniAo publica.
Esla comioioacao foi julgada na primeira instancia
por seoteoca de quo ella appcllou ; na discusso da
rausa vio-sc com estranheza allegar a desherdante.
Como principal e nica defeza que nao era obriga-
da a propor accao conlra toa vonlade, o que a et-
criplura devia permanecer ate que os hcr.leiros ins-
tituidos propozessem a arro competente e provat-
sein a verdadedas causas aliegada na escriptura de-
liras da morle da desherdante ; mas nao illcgoo que
eram verdadeiras eslai eautas, pois que nunca en-
Irou em sna intencao u prova-las (doc. n. *i.)
Jiutanienle desalen.lula esta defeza ftil, e for-
jada pelo ardil, sua logra recorreu escandalosaiiieu-
le a defraudaran, alheaudo o -......aundu lodos os
ioa e maoifesta nlcnrao rar no lodo a legitima ou desherdar d'e faci a toa
lilha e netos j existentes, visto que nao poda des-
herdar de direilo.
O donativo das 22 oo 2\ moradas de rasas foi pri- *
meirainenlc olerecnln a adminislraco dos nrpbfies
desla eidade, mas o vares conspicuos e integras, do
que ella secompe depois de consultar a presidencia
pensaren! maduramente a mnralidade da ollera ecm
conscqiiennas da aceitaeSO, houveram por bem nao
aceita-la, chegand > os esforros do procurador nc'la
occasiao ale oflcrece-las sob o simulado Ululo de
venda '.' Depois disto a mesma olferta leve lugar aos
eslabelecimeolosde caridade desta eidade, ruja .ad-
ministraran nflo leve duvida em aceitar nflo obstante
a reconhecida fraude e immoralidade dessa nflerta
que envnlvia a otlenaa dos leeitiraos direitos dos her-
deiros, filha e nelos da doadora ; a adminislraco
linha de ludo islo perfeilo conhecimeolo e ale" o
moslrou quando mandou citar o supplicanle e sua
mulher para d processo tle iosinuac^o. O procura-
dor demorado no Kecife al depois de 5 de junho,
sem ir lomar parle nosauguslos trahalhos da qua-
Iriennal, depois de aproveitar parte dos despojos fa-
zendo-se proprielario de um bom predio na melhor
ra do bairro de Snlo Antonio a titulo de compra,
rom a reserva de usufructo para a vendedora, du-
rante a sua vida (doc. n. V parti para a corle a
concluir a obra de niquidade e pide obler da cma-
ra dos Srs. depulados ob e subrepticiamente casa re-
soluro contra a qua] o supplicanle reclama.
O snpplicante requereu em juizo que tua sogra
fosse interdicta da administrarlo de seus bens, fon-
dado na ord. liv i lit. 105, e assim foi julgado por
seotenr^a deque ella appellou e pelo mesmo juiz foi
nomeado para administrador dos beus um rulada
integro e da mais ampia conlianca (doc. n. 4.)
A resoluro sob a formula usual de dispensa das
lels de amortisarao abrange muito mais do qua
soam as soas palavras. Pelas leis em vigor L. 25 de
Janeiro de 177.522 de setemhro de 1828 arl. 2 1
ord. 1 -v. 1. til. t.J a- .loaro-s que excedem a la-
xa legal depeudem essencialmente de insinuicio pa-
ra tua validade ; a de que *a traa est tiesta de-
pendencia, entretanto a retolucdlo nao inserio esla
clausula essencial em sua concessao para qoa delta
ficasse dependente a sita execuraa. A resoiur.io
querer.i tuppor independente da insinuaran a doarao
valida ? o que uma lei suppde nao he lcito por-se
em duvida, mas o que a resoluro tnppe he falso e
evidcnlcniente falso, porque o supplicanle e sua mo-
Iher r.nite-1 un esc oppe a validade da dnarSo com
argumentos inconcussos no proceiso pendente da io-
sinuacao, documento n. 3, eesta q eslao he por toa
nalure/.i o objerlo da primitiva competencia do po-
der jodiciario.
A adnprao esla admilliria e reconhecida em notsa
legislai.ao. Ord. liv. 2 titulo 56 pr. liv, 3 lit. 9 8 2,
c lil.o'J | II, res.de 11 de agoslode 18:11.C. de
Le de 23 de ootubro de 1832 art. i 3 ; os filhos
adoptivos sao equiparados aos legtimos para a suc-
cesiilo e oulros mullo cuellos, mormenle no caso
prsenle em que he expresso na escripturamisa
ex-testamento como ab intestatoentretanto a re-
soluro implcitamente dispensa ou derroga lodas es-
las di*posi(oes e tubre quesles pendentes cojo co-
nhccimenlo perlence prvalivamente io poder ja-
diciario.
He de lodos sabido nao ha quem conteste que s
podem doar na Ierra os qoe teio herdeiros neressa-
rios ; e o mesmo se observa quando o herdeira he
filho ou filha adoptiva. Esle principio ou iiiom'a
do nosso direito patrio foi lambem dispensado ou
nulliiicado implcitamente pela resolucao que sem
allenrao a direilos legtimamente adquiridos e ga-
rantidos pela lei faz prevalecer as doarOet. As no-
cues mais livres de jurisprudencia batlam para s-
ber-se que a deshcrdar;ao elTerliva s pode ler lagar
em consequencia de uma sentenca e que so esta po-
de privar o detberdado da posse immediata dos bens
do dr i unci e dos direilo de legitimo saecestor Ord
liv. lit.82? 2. Alv.de S de novembro de 1754
e AM. de 16 de feyerelro de 1786. No caso preseole
ainda nem ha accao de desherdarao e a escriptura
em que ella se contera foi julgada sem effeito por
sentenca ja confirmada pela rciaedo, documento n. .
e demais Havendo nelot corno se verifica, para estes
n3o passa a pena da desherdijao, linda que etla
fosse procedente. Enlrelaulo a resoluro esqoece
lodas as nojOes de jurisprudencia, (ere os direilos
adqueridos, sem poupar os da inooceocii da infan-
cia, invade as allribuices do poder judiciario e es-
labelece o despotismo na sociedade. Pela lei de 9
de setembro de 1769 21 se delerminon que todasas
convenees ou dispusieres causa mortis ou nter
vicos, em que fosse iaititaida a alma por herdeira,
sejam nullas c de nenhum elleilo. O Ass. 1 de 29
de marco de .1 / <0 declara que se deve julRar ioi-
lilunla a alma por herdeira, no caso do ser institui-
da por herdeira alguma ordem, irmandade oa cor-
poracao,
A resolucao podia dispensar a nhabilidadeou io-
capacidade dos estabclecimentos de caridade para
possuirem bens de raz sem dispensar esta lei, ma
demos que ella leva em vista e-la dispensa, enlao
nas circunstancias ciislentes, tendo a doadora lilha
adoptiva e netos com direilos adqaeridos fljjinnu
sao dos bens, constando a doacan,|e quasi a lolali-
dade, sendo o restante igualmente alheado e dissi-
padosob falsos titulns, prelerindo-se a insinuaran e
conlirmarjn da doarao pelo juizo competente, a re-
soluto importa a suhversao e lodas as noc6es de
jurisprudencia, he a derrogacao das leis, que'suslen-
lam a nossa sociedade, he un alaqoe a divisaqe har-
mona dos poderes, em uma ptlavra he ama*on"ensa
a iiiretlos que manlem o bem eslar e a paz das fa-
milias: c para completar a obra da iniquidade, a
rewaeie manda que por merlo da doadora os bens
doados te vendam. c o produelo se appliqae a com-
pra de apoiiecs, creando assim mais dillicaldades ao
herdeira quo lem de ir demandar os arrematantes
om por um.
Fica porlanlo demonstrado que a resoluto conlra
a qual reclama o supplicanle, he injusta debaixo da
todas as relaro, destruidora de direilos legilima-
menlc adqueridos, e que manlem a harmona e fu-
turo das familia, c rednz o supplisinle c seas lilhos
a miseria em salisfarao aosrapnchos e ignobil vin-
gauca da-doadora, e com atiranta das decisfiei dos
Iribunaes dopaz, mantea eslo commeltidas as
questes pendentes o que rnenle por falla da in-
furmacoes ou pleno couhccimenlo dos tactos que
ca cxposlos, |.olera ser approvada na cmara dos
Srs. depulados.
Assim confia o supplicanle que nao seja appro-
(0m3Kcr:i>.
PRAGA DO RECIPE 29 DE ABRIL AS3
liUHAS DA 1 A lint.
Colaes olliciaes.
Assiiear mascavado5300 e 25350 por arroba com
sacco.
Dcsconlo 1 '\, ao mez,
fredtrico /obilliard, pretidenle.
/'. forges, secrelario.
B CAMBIOS.
Sobre Londres, 2, a prazo.e 27 ', a 27 5f8 d. por IJ
a l'aris, 3>5 rs. por f,
Lisboa, 100 por 100.
a Kio de Janeiro, ao par.
Acces do Itanco, 35 O|0 de premio.
Accoes da companhia de llcberibe. .Vi^OOO
Arroes da companhia PerDambucana ao par.
Utilidade Publica, 30 parenla I premio!
ludcmnisadora.sera vendas.
Discoiilo de Ictlras, de 10 a 12 por 0|.n
METAES.
Ouro.Onras hcspanbulas. .
Moodas de Kf SOO velhas
n (3O0 novas
n ;(MM>. .
Prala.Palaces brasileiros. .
Pesos coliimnarios. .
i> mexicanos. .
28 i 98)300
. iciotn
1ti.-XKJ0
.- 98000
- 23000
. 28000
. IjStiO
ALFANRRUA.
Itendimenlo do dia 1 a 28. .
dem do dia 29......
340:17Jf(l!l7
Ii:875j87l
355.-0*91968
Dttcarregam hoje 30 ie abril.
(ialcra inglesalionitamercidorias.
Barea ingleza./. Ilurielidem.
Ilarca francezalimma Mnlhitdemerdadorias.
Ecuna inglesal-.hzapecas de ferro e cervejs.
Polaca brasileiraZtloza IIfarinha e sab.lo.
Patacho brasileira.-tinajonasfamo echarulos.
Brigue porluguezi?rilAoit CONSULADO iiKUAi.. .
Rendimenlododia 1 a 28 52:975j7fi|
dem do dia 29....... 3:0075755
LMVERSAS PIlVINCl
Kendiiiciilo do dia 1 a 28 .
dem do dii 29 ... s
5:758fii7
DESPaCIIUS DE EXPORTACAO PELA 11 ESA
DOCONM I. vlit) DESTA CIIIADE NO DIA
29 DE ABRIL DE 1856.
(ibraltrBrigue hamburguez aBerlbaa, Isaac, Cu-
rio & Companhia, 500 barricas asncar branco e
mascavado.
FalmouthBarca sueca iSir Charles Napicr, James
Ryder & Companhia, 1,700 saceos assucar mas-
cavado.
PorloBarca porlogocta iS Manoel Id, diversos
rarreg.nloics.iis barricas e 330 saceos assucar bran-
co e uiascavado, 77 barril niel.
Buenos-A\resBrigue hespanhol adalos, Vuva
ArGoriui ^ l-ilho, 320 barricas assucar branco e
mascavado.
I.oandaBarca porlugueza al'rogressisla, diversos
carregadores, 5 barril niel, 101' lalas asucar reli-
uado, 100 dnzas de cacos de beber agua, 50 ca-
xas sab.lo.
StockulmoPatacho sueco (ilduna, N. O. Biebcr
i\ Companhia, 999 couros salgados.
PortoB.irca porlugueza Unirle IV. Maliotl do
N tscimenlo l'ereira, 1 bariiquinlias assucar brauco
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiioento do ,lia li. *7:02i5203
dem do di.:l....... 2:3i.Sj397
59:37 GOO








ILEGIVEL
MTfTADfJ


c
BfWO fiE PEMMMKC QUAITi FEIM 30 O! IBL I ir9
IIULLETIM.
LISBOA |9 DE ABHII..
Prtrot corrailes iot neutras de importaran io
llraril.
Aleo.|:,.i de Pernamhoro
Hilo dd M4rniili.il> a Para. .
Aiii-.ii 1I0 IVruambucu braucu
Hllll Ml.l-l Jl.l.l".........
hilo da Buliia b.........
Hilo mascavado.........
Dito do Rio do .1 .micho ni* o
Hilo iln Para bruto....... o
'l'l
10.
I-' 1 1
l$700
I.-IIMI
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202IKI
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.13200
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120
t(7
1.7
127
ir.
ios
21.W0
10800
430
19750
17800
ishoo
SUMO
?38IKI
7V|IKI
99700
2*100
I.-"ion
21600
:i$:m
2(10
ISO
1.12
177
Arroz do Maranhdo e I', ord.
l>ilo Jilo melhor....."...
Hilo dilo superior.......
Caf ilu Rii. prinicirn Mirle. .
Ihlii dilo senada lilla.....
Dilo dito Iccteir* illla.....
Dilo dilo .-.-.iln.i boa......
Dita ,1a Bal a.........
t'.irao do Para.........
Olio da Baha..........
Cravn sil-ufe..........
la.iv.i do M.ir.iiili.i'i......
Couros -.TUMI,, Bio de Janeiro.
Dilo espichados da Baha .
Hilos sal-ido do Mai anli.io. .
l>nos ,iiis da Baha......
Cliifres pequeos da Brasil
Farinha de pao.......
(omuia copal.........
Oleo da capahiha........bar.
Oilo de linli.i._ 1.........,
Oururu.............
Salsa parrillin Saiilarem..... a
IHIa dita Gurupa'........
lHla dita KM Negro...... i-ivni
JPoca............ i ISBOO
aquel do Maranho......|q lyioo
do Km de Janeiro Is'JlK)
/ !xp rl li i 1.
Agurdente de 30 gr. cucase, p. 2305000 23581X10
Azeile doce. ... ...... alm. 2&8JO 3100
1.17
. C. 3O?0tlO MSOOO
lej.
I1
730
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100
11x1
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5t>500
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150
99600 IO9000
~V20H 8(000
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2.3100
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pip.!2SjO(M:ll300ll
, ef981000I349OOO
iS-JOOO I83OUO
i(3000 J300U
Aiiiemlaa col milo, doce.
Banh. era rama (unlo) bar.
Balate...........
Cera branca em grurue. .
Olla dita em vela-.....
Cebla...........
t Carne de v.iccj (6 arroba*) .
de porco.
Chouriros.........
Figos do Algarve......
Farinha de trigo.....
Manteiga de porco (barril)
Paios............
Presuntos.........
Sal.............
Toecinho..........
Vinho linio (eneescado) .
Oilo forneo......
Vinagre linio.........
Oilo bramo.........,
Cambio.
Londres 30 div. 54 t |S
a 60d|d. 54 l|ia.!|S
9d|d. 54|8a3|i
Paria 100 d|d. 510
Genova .! m|d. >I8
> msterd. 3 m|d. 13 5|8
Hamburgo 3 ni|d. io 5|8 a l|i
Gibrallar 8 d|v. 0(0 nom.
Estada da mercada
do 1. a 12 de abril.
Oepois da sabida do aecresceotar a ruma ultima revista: as vendas lem
eoDiinuadu a ser de pouca importancia e em geral
para consamo.
Importarlo.
Algodao. Apparecem alguus compradores, mas
ffereceui precos baixos. venderam-sc cerca de 500
sacras a preco que u.lo Irauspirou.
Arroi.Poucas vendas do do Brasil.
Assocar.Entraran) no 0. Mara Un 10taivas e
73 barricas do Bio de Janeiro e 988 saceos da Baha,
desla procedencia chegou o Saudade cor 07 ca-
xas e 14G saceos.
O mercado se lem animado as vendas para consu-
me: os possuidores suslenlam os precos os quaes eslao
firmes.
O deposito no primero de abril era do 15.18 cai-
xas, 53 feixes, 101 barricas e '25,513 saceos.
Oo rliegado em mire. descarresaram anda em
abril o Caa do Bio, o Soberano de Pernambu-
co, a llorlencia e nAbrnthea da Babia apenas
descarregaram em marco 76 caitas, a Conslante
de Pernambueo lambem em abril complctou a sua
descarga.
Desde o primero de abril ate 11 desparhou e pj-
ra consumo.
Caixas Barricas Saceos.
II 21 ;10S6
Cale.Os procos estilo muilo firmes, entraran) do
Bio de Janeiro cerca de 2IX) saccas : alm das ven-
das para consumo lera-se feln alguma* para o mar:
as existencias em pr uncir mSo 8,1o muito limita Jas.
Cacao.Sero alterarlo.
Couros.Vanderam-sc 01 eiislenles seceos Jo Bio
de 24 arralis empichados da If .fin ; poucas venda
parlidn.quc se
embarcan para Hamhurgo foi de qualidade ordina-
ria,nao consta|que lusse venda ultimada ou de cunta
propria.
Salva parrilha.N"ao eonsla veudas, preeM nomi-
naes.
Vaquetas.Empaladas.
NOTICIAS MARTIMAS.
I.ishoade 3 a IJ de aliril.
intrada>.
8vapor inglez aTay, Rio de Janeiro e mais cha-
las, secuio no mesmo da para o norte.
''nalacho portuRuez nSaudade. Baha.
!brigue porlugnez Providencia com carga para
o Porto, pedio franqua para fazer qnareiitena.
11tapor porluguez nD. Maria II, Bio de Janeiro
e meis escalas, licou impedido visita a 19.
IIvapor franceaLyannaisD, Havre.
Sabidas.
Maranhao. Brigae porlu^ueznPensairenlnii, de
200 toneladas, capilfiu Aginar; carga 7 pipas, 15
mcias ditas e 83 barris com vinho, 15 pipas, 18 meias
dilas e 15 barns de vinagre, 71 barris de azeile, 1
pipa com oleo, 15 barricas e 100 anepretas dv a/.ei-
lonas, 118 barns de louciuho, 32 de carnes. 100 ca-
naslias de batata*, 5 de albos, 20 saceos com punen-
la, 3i barricas de farinha de trigo, 21 caixas e 1 la-
la com cha, 45 barricas c 144 caivas com massas,
104 pedras de cantara, fi birria de plantas, 1 de cas-
lanha, 1530 molhos de ceblas, 4 caitaa de rap, 8
de doces, 7 de velas de sebo/IO de cera, 52 volumes
com drogas, 60 pegas de cabos de miro, 16 dos de
linho e varias mercaduras e encorrujieiidns.
Navios a sabir.
Pernambueo.Brigue porluguez oViajanle, de
238 toneladas, capitao Santos, carga 18 pipas, 21
meias dilas e 185 barra com vinho. 3 pipas, 17 meias
dilas e 43 barris de vinagre, 101 harria de azeile, 18
de carnes, 1 de loucinho, 20 de cevada, 120 saceos
de somos, l.V) barricas de farinha, 1200 mullios de
ceblas, 63 volumes com peixe, 80 caitas de cera, 7
de rap, 1 de batatas, 5 de bolacha, 10 surres do al-
pisla, 10 fardos cora alfazcma, 101 de drogas, 1 bar-
ril de pus de osso, 150 pipas, 1IK) meias ditas e 300
barris (abatidos), e varios gtneros c encommendas.
Par.Barca prluguez* nOliveira, de-^07 tone-
ladas, capilao Silvera, carga 10 pipas, 16 meias di-
las, 379 barris e 1 caisole com vinho, 4 meias pipas
de vinagre, 144 barns, 10 caitas e 48 latas de azeito,
'2t barris de loucinho, linde carnes, 73 volumes com
cera em velas, 69 de aebo, 15 de mateas, 100 saceos
de farello, 1IXX) molhos de ceblas, 12 barricas de
castanhas, 50 volumes de cevadiuha, 102 ancoretas
deazeilonas, 181 volumes com passas, 40 barricas de
bacalbo, 63 moios do sal e varios gneros e merca-
doria.
A' carga no Tejo.
Brigue portugus aTarujo I, Pernambueo.
Barca idean Carila c5 Amelia, dem.
Brigue dem 1 T'riumplio... Par.
dem dem Urbana, Maranhao.
I'iopo-i.i- para carregar.
Brigue porlogoez iiTariijo III, Para.
Barca dem eLusitauia, MaranhAo.
Eutr.idas 110 porto.
1 de abrilbarca porlugueza Sania Cruzn.I'ernaiu-
boco.
dembarca porlugueza l'crn.nnles I, dem.
dem(alera dem Nova Sublil, dem.
dembarca brasileira 'lUrilhanlcu, Maranhao.
REVISTA COMMERCIAl. DOS PR1NCIPAES
MERCADOS DA EUROPA PELO VAPOR TA-
MAR.PARITDO A 0 DE ABRII.DESOUTAMP-
TON.
Hamhorgo 4 de abril.
' Este artigo, leudo gozado do ak'uma ani-
madlo nospfirneiros dias de mareo, recabio oulra
vez em calma. '-4*\i|d!!dores e compradores suslen-
laram-se na reserva, mespeetaliva das vendas da
sociedade decommcrcio dos f'ai/.cs Baiios. O re-
sultado deslas vendas be boje "tullecido ; o scu
efleilo foi fa?er os possuidores susle'rilarem anda
mas suas prelcne/ics.' Em cousequencia desla silua
rio as Iransacccssobre as sortes do Brasil se acham
limitadas. Sobre nm total de 35.IXHI sacciis, depois
dasnossas ultimas noticias, venderam-se JO IK)o sac-
cas do Rio de Janeiro e Santos a preco de 3 7|8 sch.
Deposito
An-
nus.
1856
1855
1851
Em !. de Ja-
neiro.
18,500,0110 laceas.
15,500.000
10,1X10,000
Iraporlacao
em 3 mezes
'22,aiM).UD0
3,700,000
13,300,0110
Deposito a
4 de abril.
-J9,000.(HK)
7,500,000
13,000,IXXI
Ullimos presos : Brasil, ordinario 4 1)8 a 4 t|2
scb. por librareal ordinario 4 5J8 a 1 3|bom
ordinario 4 7|8a 5 1(8fino ordinario 5 1|4 a 5112 ;
S. Domingos 5 1|8 5 1|2 sch. por libra.
Assocar.Urna procura assaz aeliva c alga sobra-
Hada na llnllanda e na Inglaterra deram firmeza
.10 mercado. Domis, hi a nolar-se que as existeu-
cias lem-se reduzido e principalmente as bellas
orles da Uavana, ordinarias e snmenos. Todava
as trnnsacces em quasi todas as orles teem sido
animadas. Brasil, venderam-se : em disponibilda-
de 4,500 saceos de Pernambueo ; aenlreaar 14,000
saceos de Pernamhnco e Babia pidos nrefos da eola-
caosegoinle : Baha, ordinorioa fin, brinco20 1|4
ti 1|2 m. h., Irigaeiro a fino Irigaeiro 18 1|2 a
20 1(2 ro. b.Pernambueo em saceos, branco 22 1|2
23-uigoeiro 18 3i4 a 201(2 m. b. Os 4,320 sac-
eos viudos de Pernambueo pelo Wellington fnram
vendidos por estes procos. A proclamadlo da paz faz
conceber una opinlao fvoravcl a marcha ulterior
dos assucaros, porque se prev que a Russia fara' pe
|i- emisideraveis.
Cacao.Maulein-se em boa posljao. Todava nao
lem haviJo Iransacciies Imporlanle. A ulluna cola-
j.lo he : me Guayaqaij 5 l|S sh. por libra ;,|()
Pira c Maranhao falla'n 1 i.raia .issim como oda
Babia.
Amstenlam 7 de alirl pelo lelegrapho.
(.alo.Alo primeira venda publica da sociedade
neerlandeza as Iranaacrotis forain lnguidas qaanlo
ao de Java e limitadas a pequeos lulos para as
precisoes inmediatas. As sones do Brasil fora.n
procuradas dorante osle, lempo do paralisacDo, e
venilerain se em Amstenlam dom rarreuaraenlos :
os do l.or" e do Alwioa or precos que leem lirado
era segre.lo. Km Rotterdam ^>.imm> saccas do Bio e
Saiilos acharara compradores pelo preco de 96 l|2 a
27 ceiitesimoso bom ordinario ; o lino ordinario vale
Si \\1 a -W l|-2 oenl. por l|2 kil.
A 31 de marco l'oiam .vendidas, em Rotterdam,
em loib.es por conla da suou-Ja lo da inmiuerciu
dos Paizes-Baivos 161,153,saccas dude Java, e fi,17s
siccasdo de Padang. A lolahdade foi adjudicada
por presos todava superiores aos da laxac.lii. .. 0e-
easiim.ilineiiie ||^ cent, abaixii. A 3 de airil furain
vendidas pela inesma oriedade em Amslerdan
-'11,979 saccas, Java, e 10,715sacras Padang. A lo-
talidade foi adjiilicada por precos mais allus geral-
menle um pooeo de que m Rullerilam. Esles re-
Mlladoa sao favoraveis a considerar-se o algarismd
elevado dos depsitos nos'principies mercados da
Europa.
As asistencias em Amsrerdain sao boje 7 da abril
de 86,086 seecas contra 79,355 na mosma data em
1855.
Assucar.Era eonsequsnria das noticias deslavo-,
raveisa raapeJto da eolMtla da Loisiana e da la-
vana o artigo linha subido I llar, des le os primeirus
das de mareo ; I11 quinzeidias o mercado lem sido
mnilo agitado, c os precos tem subido cidi dia. As-
sim venda da sociedade de cnmmercio dos Paizes-
B.nvos havia apreseulaiH l|2 llor. de baila sobre s
operae/ies semelhantes, feilas em sclembro, e boje
avalia-so a alca em 3e l| llor. por 1(KI MI. Urna
causa contribuid poderosamente pira osla reanima-
cSo he h probabilidado ija reJin-cio da prima un
dcaroback concedida em f rasilla aos assncares reli-
nariosesporlados. Es*a roiiuceao, de corto, poderia
muilo bem Irazer um augpienln na sabida dos as-
sucares refinados allemAcs' na Suissa, edos hollan-
dezesuo Medilerraiieo. Asrelinarus allenulas apres-
saram-se em fazer imporlanles compras de assucar
bruto de Java. A paz estando aasignada. espera-se
urna nova alca, uilu su em consoquenrla da grande
A'an'o.s entradas na ta :(9.
Terra iNova32 dias, barca inuleza kSiiowiI......, de
-71 lonolada, capitAo Julin Rehinson, eqoipagein
l(i, carga ,li(KI barricas cora bac.ilhao ; a James
Crafoiree \ Companhia,
dem30 das, barca inglesa Midas, de 219 (li-
ndadas, capilao I homar. WeslUhe, equipagcn 13,
carga 3,031 barricas com bacalhao ; a Me. C ,1-
mont i\- Companbia.
Moiilevidoo-Ji di.s, brigue liamburcnez Main,
do 950 toneladas, oapililo II. Scbmidl, equipaaem
II, em iaslro c sobo ; a Viuva Amarina i Pililo.
Boenos-.V>res36 dias, birca brasileira S.iudaik-,
de :l:',5 tonelada*, capitao Mauocl Joso.de Sau-
l'Anna, equipagem 11, em lastro ; a Amoriui Ir-
maos.
WtcHtH0&.
conlisoca que ella lem de
coran lambem porque lie 1
sia hado comprar logo furl
car bruto.
irovoear as transacees,
m provavel que a Rus-
'.> qiianlidades de assu-
No enlanlo as expcdicSesipara a Eoropa dos p.ii-
(s da produce i..s,io pouco coiisideraveis, ea ac-
cnmulaea'o de nrovisies qu- se receava neatea motos
de marco, abril e mam l(e inleiramenle invero-
smil. ,
L'llimos preces.Brasil., branco 39 a 13 flor par
I0H kil;smenos 36 a 39jinaseav.idu 30 a 35.
Deposito coral na llollaada 26,570,611 Kilos.
Cacao.Sera negocio. E-lia colado o do Maranhao
de :i> a 36 l|2 cen, por 1|2kiIog.
Coiiroj.Negocios nenhulns qaanlo as sortea das
Indias Oecidenlacs. A priisjeiri mo se acha, he
rerdade. cnmpletaincnle itesprovida. Os slgalos
seceos de Pcrnambarn s.in colados de 6 a 50 cen.
por 1|2 kil. (deposito] Man o peso.
Antuerpia, 7 de abril.
Cafe.lie 8 a 15 de marco avalla da animaran
la procura qiianlo as sorlesjdo Brasil, que corneja-
va a mani-festar-sc algnna dias antes c que assignala-
mas na nossa ultima revista, recebeu um orle im-
pulso em cuu3ci|ueneia das iioticias de alo viadas
do Rio de Janeiro pelo vapor Tomar. Os" compra-
dores enlrarain francanienlo 110 mercado c lu.lo
qnanlo havia de venda por procos rasoavejs foi loco
lomado (auto para o cuusius\o como para a especu-
lasao. Pagaram-se precu m alca del ce nt. por
.'i kilogramma sobre os procos da nossa- ultima re-
vista. De 15 a22, semque u animaoio lenha conti-
nuado, as lr?n*acc,oe< s ibreas sorles do Brasil teem
cuiiludochegado a umlhom lolal. O possiiidore teem
novameute elevado suas nretencoes, a a medida
que as partidas vanlajosas fnram sendo compradas,
as compras loriiaram-se niais diliceis ; e lantn
mais quanto a procura recaba, parlicularmenle so-
bro asj boas qualidades que' eram mm raras. Ve-
ndas qualro mil saccas do| Bio e Sanios, sendo
mil c dtenlas saccas do Rio pelo Augutto Ebtr-
liard negociadas para a esjporlaoao .1 -j(i cen.' em
arma/em.) |)a >> a ) de n(.irco neaocioa nenhuns:
nao ubslante a posicaodo artiga permanece sempre
boa. le 99 de marro a 7 dj; abril a posicao do ar-
tigo continuo*] boa, mas sem animarao a procura.
\s vendas hollanilczas nada Infloiramno nosao mer-
cado, posto que 110 sen lodo o resultado deasas ven-
das seja considerado ruino salisfalorm.
As vendas desde 7 de inajeo comportara no lodo
MI saccas do Brasil a saber, do Rio de Janeiro
(labii.Deposito 60,01) '
(480001
polo verde bello
1 niamente reeebcram-sd o; rehreos sociiinles do
Bio de Janeiro pelo l.ane 32IKI saccas 1000 pela
/'nrndenna 4600 pelo t'C'ar.
Cacan.O nosao deposito he calcetado em cerca
de IKW saccas de diversas sdrlcs contra 800 saccas
no auno paasado. As Iranjacres na praca lieam
na mesma eslaaqacSo ; he colado o Jo Alarnho de
35 a 36 cent arina/.era por \y kilngramma.
Couros.(Ua baila desdo; o mez de Janeiro de 4 a
.1 cen. Nenhunia lrsiisaccio quanto aos de Per-
11 imfouco e da Babia, dos qoacs a praca ac lise to-
dava provida.
Assurar.Sob induenea das noticias favoraves
viudas dos mercados inglezes. A posado do arlico
que ja era Ina, anda mellioilou scnsivelinenlc. ila
preciases rcaes ; c alcm dss* as nossss relin iras es-
lardo complelamenle desprnvidaa. As Iransacces
Icriamsido mais importanles, se nao fosse a tenaci-
dad dos possoidores, qoe re'isaram oflcrecimenlos
de 1 llor :i|i a 2 llnnns sobro ,1 colacao da nossa ul-
tima rcvisla do marco. As Ivcndas rrsumem-se em
5O00caias, llavaoa. c 3000 saceos. Pcrnamhucn,
pelo Prenda, estes ullimos a! flor 15 Ir2(seoienos.)
O deposite est muilo reduzaio ; elle Innila-se S(XI(I
caixas, llavana, contra 2,5JX> cai\as da llavana,
590 caivat, 27 sacco, e 450 ("eises de diversos pro-
cedencia.' em 7 de abril de 1855.
Havre 7 de abril.
Pela secretaria do governo se manda fazer pu-
blica a copia abao transcripta, contenido as eondi-
cOescomse conlralou cada uados dons mil Chins
que o governo imperial mandou importar por sua
conla. c dos quaes ja checaram a corle 367, quefo-
ram inmediatamente dlslribnidas, obrigando-se os
ceasiooarios a pacar em cinco prestaees Igaaes can-
niiaesu importe das passagons ua razio de I. -J)t per
cabera, e em duas prcslares iguaes e animaos o
dos a lisiil.Hlenlos feilos aos' China, e sujeilando-se
a inspeecan a que o governo julgar conveniente
mandar proceder, para asaegnrar-ae do fiel rumpri-
primento das coodicSes estipubidas, E deveudo es-
lar all brevemente osChins que fallam para comple-
mento do numero lolal, pdenlo por essa oceasijlo ser
altendidos, incdianle clausulas idnticas, s pedidos
de pessoas desla provincia, os quaes ser.lo aceilos e
transmillidoa ao Em. dirrrlor coral das trras 1111-
hheas, por intermedio de S. Exr.o Sr. presdeme da
provincia, que os fara aoompanhar das necessarias
luforinaees a respeito da capacidado dos i.reten-
denles.
Capia da* condire* aeima referidas.
>nmor Eslavam as Nalurat da
Nimio armas 1111- Partida da (".bina dezeih. 94
Mude penaes Chegada ao Brasil
Oceupac,H0 Entrada am servir.
Ajosle fetn enlre C. D. mugfnrd agenle, pelo go-
verno do Brasil, e F. natural de.... nn imperio da
China, asaalariado para ir ao Brasil na qualnlade de
trahalhadnr.
C. I), mogford como acento do enverno do Brasil,
por eslas prsenles prninclte e so nbrica 1 levar a
elleilo, en faier com que se cuiuprc as condces se-
guinles:
I." Oue se obrig a dar ao china 1'. passagem para
0 Rio de Jiueiru un Imperio do Brasil do Sarahaa
prsenle sur(o em Vampoa e prosteaa dar vela.
9. 115 patacas adianladaa pra compra dd facto, cuja
qoanlia qaalqoer que ella seja, ,era ao depois de de-
duzida da sua pega mensal.
3.' Na chegada do navio ao Bio de Janeiro, o
agenta so eompromelle a proporciouar-lhe um cm-
prego dcnlro do espa{0 de um da depois de eu de-
sembarque, .piando a sua paga c o lempo de cinco
aiinns que elle lera de servir principiarlo a coatar,
vencendo a soldada de tinco pesos por mez, e das
cabaias de panno ile algodiio, dosis pares da panta-
lones, dous pares de sapalos, dous parea de meias,
um liulimi ou chapeo de bamb, um 1 earapnea. de
fellro e urna colcha por aiinu.
4.a Qaa se obriga a dar ao china I", em cada semi-
na de sol das urna race do 10 libras de arroz, iros
libras c meia de carne do vacca, porco ou peixe sal-
gado, nina libra de assucar, a (res oucas do cha, ou
entilo a qoanlia do duas patacas por mez como equi
n.lenle, e ao de msis um bocado de lerreno para
ser pelo china cultivado as suas suas horas vacas.
5.0 Oue se obriga a minislrar-lhe remedios o lr^-
1 menlo medico em caso de docinja, que nao lenha
sido causada por ina conduela.
6. One se nbrica a dar feria em ns Iros phmciros
dias do anuo novo china, e mi chamar o china a Iri-
iialhar em da de domingo, ciceplo 0111 casos de ur-
gencia ; em os quaes dar-se-Uie-ha vinle e qoalru
centesimos de pataca como paga extraordinaria.
7." (Juese obriga, no ctodo china I", querer,
um anuo cmplelo depois de sua chegada ao Brasil
ou para o diante annullar esic ajuste, de permiltir
que o Caca, dando .10 agenle aviso previa de um
mez. e embolsando-lite a proporfle das desp zas 111-
corridas rom a sua cnndiiccao a aquello pala, era ra-
zan do lempo do 5 aunes nao itecorridos.
Eiilendendo oennviiiilo nos sopradilos sele arligos
o china eham ido I-. por estas presentes promelie o
seguinte :
I." Oue elle ira no dilo navio Stuah capitn
Joiiug para o Bin de Janeiro 110 Brasil. '
2.' Oue promptamente obedecer h ordena do ca-
pilao e nao causara nenhuma desorden bordo.
3." Oue m sua chegada ao dito porto njiedeecra as
auloridades do paia, c Irabalhara diligenlemente
onde fiir nomeado para caltivar a caima de assucar,
cha ou cafe, lavrando a Ierra, 011 as minas, em qual-
qner obra manual, ou qaalqoer outro servido 1100
he for designada e para o qual elle musir lar habi-
lidades, dorante o lempo de cinco annos, Irabalhan-
1 do por da qualro llorase mela como coiilam ns Chi-
1 as, ou nove horas do lempa ordinario, e conl'nr-
m.in I.--- com os usos da Ierra.
i." Oue irabalhara somante pelo senhorqoeo
empregar, e Je nenliiim modo o fara por conla de
onlreaa clandestinamente, sem levar para isso liceo-
capar escripto, nem Uo pouco dormir fon .', casa.
5.- Oue se aconlccer lcar doenle or mais do
quinzo dias, cnnvein em que se 11^ sude a paca alo o
seo restabeleriinonlo c de novo entro 110 Irabalho.
6.- Oue ededuz una polaca por mez da sua pa-
ca ale diseonlar a qoanlia presciiiemeuie allantada
de quinzo palanas, recebando para o danie a su;i
soldada por che o. *
Em leslemuulio da verdade do que leva dilo ci-
ma e iuleira.io do scu conleudo, sa assgnoo e.le
polas parles r inlralienles em portugus, incez e
cbina, em Vampoa, aos 90 dias do mez de dezembro
do asmo de 1853C. D. raugford.Asslgnado o
Chin. Como lesteinunlias. .1. P. Cnoli.V. E.
> onneConforme.Bernardo Augnstoda Mscen-
les iTAzambuja.
Secretaria do enverno de Pernambueo, 2i de abril
de 1856. Jtt liento da Cunha e Iguexredo I11-
luor. ollicial-maior sorvindo de secretario.
Disco Alvos da Cunha & Companhia, ra do Vigaro
Para Kisboa
sahir rom (oda a brevidado o palacho porlociiez
lirillianio.., capilao Antonio Brai Pereira;para
c ircs lrala-so r,....., mesnio capilao, uu com o con-
sicnaiario Domingos Jos Perreira Guimaraes, na
na dn (.Inclinado 11, 35.
&W&.
O agenle Olivera far leiblo para liqoidacao,
no e-iabelecimenio do Inmecimenios para navios, ar-
nia/e.n silo na ruada Cruz do Kerife 11. 13, de Jo5o
-ailos Augusln da c-ilva, ciinlendo cabos de linho c
"as da Ru.ss.,,, di,s inglezes, flele sonido para
1iii11.lo.1ras, bandeirsa impcnaes.tinlas deoleo.lalasde
oleo de linb.ie.i, reinos de faa, barricas doeemenio.
barns de pise e de l,r.- da Suecia, graxa do Bio
liraiide em bexigas, axeite doce refinado engarrafa-
do, licores, doro de goiada, caldeirao de cobre, ar-
iiiacao e uleucilios do armazera, a oulros gneros
.......'"V ecunda-feira 5 de 111110 prximo, as 10
horas da nunliaa, na lupra-indicado armazem.
O alenle Borja fara leiblo em sen armazem, na
ra do tulleci n. 15, de urna oplima mobilis de
sala e mais arranjos de urna casa de familia, cujo
ehefe relira-sc para o Rio de Janeiro, alem de mol-
las nutras obras de marcineria, novase usadas, como
bem solas, consolos, mesas redondas, cadeiras de
amarollo e de jacarand*. jjtas cenovezas de goslo
iiio.leruissiroo, um rii JJjcluarin, c mais objerlos
Je dillerciiles qualidades ele. etc., que se acham pa-
leles 1111 referido armazem ; como bem 30 e tamos
milheiros de superior Usa de vidro, a molhor que
lem appareeido no mercado : quarta-feira 3n do Br-
renle as II horas da manliaa.
Joso Baplisia da l-'onseca Jnnior fara leilan por
iiilorveuc.iu do agenta Oliveira, e por conla e risco
de quera perlencer, de 100 barricas de sufierior fa-
rinha de trico de R.liiuinre; seita-feira -2 de 111,110
prximo, s 11 horas da manhaa, no armazem de
Paula Lopes, detronte da escadinha da alfaudcgal
A;>$uci: delMloes.
Na roa da Madre de DsoVsfc 39, no Becife, esla
aberlo a armazem do agenle do leiines Vieira da Sil-
va, no qual se receben) todas as qualidades de mer-
caduras para seren ven Jolas em leilao, na furnia do
que dispe o cdigo eommereial ; loen qun hajam
mercadorias a venda sers aanonciado o da do lei-
lao : as ordena dos commiilenles ser.io exacta e
promptamente chmpridas.
Cafo.Negocios mu calmos. E*peiava-sc por til -
limo que'as vendas da llollalnla seriam maiaactivas
e por .....II11.1 es precos pela! ra/.ao da proclamac
da paz. Das sorles do llraiil apenas vemleram-se
Insignificantes hiles pelos prejens da nossa rcvisla pas-
sada. So os do llaily gosnvni algura favor porque
dalli espera-se siimenle um* fraca quantidade. De-
posito 1,500,000 kil, contra 2,500,000 em 1855.
Assucar. Calma. TodaVia melbnr sustentad
nesses 15 dias. Brasil, ven lerara-se 2650 saceos do
mascavadode Pernambueo a entregar pele Gmulmto
(chegado a 2.5 do marco, sobfc a base de 34 francos
armazem. pela quilidade ignal ao n. 12 do t\pu
hollandez.
Carnauba.A partida de 430 saceos chegados no
Gustara de Periiaralmcn, foi dirigida para Par
Cr-sc que esla cera ler.i de breve representar urna
parle importante no fabrico das bucias.
Ella da da 1.00 I id franens 1(10 kil ; e posta
ao llavro por esle preco achira compradores.
Londres 8 i(c abril.
Cal. lie 7 a II de manco. o cafo astranaci
ro cominos sem pedidos o mocas rendasforam fei-
los por Ira'.o particular ; 7li sacras da Rabia foram
oflcrccidas em venda publica, mai a sorlc ordina-
ria alo .'ichou ollera, a smenle urra pequea por-
gas foi vendida, sendo o lino ordinario lavado de
primeira qualidado de .56 ch. a 57 ; lino ordinario
47. s. (i. d.
De II a 18 de marco as geraes traniaccues conli-
nnam limitadas, a mor parte, por causa da pequea
quanlidade olferecda, mas a procura sem animaj.ilo,
posto que sufilcienle para dar firmeza ao mercado.
Do eslraiigeiro somente Corra de -JKl saccas da
Babia foram vendidas a 44 s. sendo ellas pouco pro-
curadas para esporlacao. De 18 .1 21 de imr.i o
mercado foi quasi sem intersse ; nos ollimns quin-
zo das depois de 25 de marr,), novas cheganeas de
Ceylo, sendo soraenle parle desembarcada ; o'mer-
cado lem sido novameute popco supprido, e as nou-
cas vendas lera sido fcilas a precos firmes. Brasil,
somenle cerca de 500 saccas do Rio foram vendidas
a 4-ash. 6. din. Oeposiln (1890 toneladas contra
8080 em 1855.
Assocar. Eslrangeirn ; es possuidores desle ar-
tigo leem pela mor parle csigido prego liso e por
isso moderadas tranaacoes forain feilas de 7 a 12 de
marro. Cerca de -2000 saceos do (rigueiro da Babia
foram vendidos a 35 sh, pelo homo lino Irigaeiro,
um ponen escore a branco de 30 sh. a 41 sis. : 780
saceos de Pernambueo foram retirados sem oll'ercc-
saentos ; 240 caixas Jo Irigaeiro da Baha de .18 sh.
a 12 sh.,e urna carga Hacinante do 3,500 saceos do
Irigneiro de Pernnmburo.aasim oulra de 5000 saceos
da Parahiha a 23 sh. 6 din. para porlos porto.
D-J II a 18 as vendas foram sem compelicSo a um
coral avance de (i din. por volnme. Brasil 3300sac-
ros Je importarlo indirecta ;i ordinario a lino Iri-
gneiro 35sh. (i d. s :18 sh.
Do 18 3 25 Procara activa tendencia c cola-
gao do cerca de 1. sh. para piis que a 7 de mar-
go. Vendas : 6800 saceos de Pernambueo, impr-
laejjo iodreria, Irigaeiro 35Sh, 6 a. a 37 6 d. me
lhor38sb. a 10, escuro II shlCd. a 52 6 d. : qua-
lro carregameulos do Irigoelaa de Pernambueo fo-
ram vendidos; um de 3000 Saceos, bnndera bolea,
assecura.los em Ilamburso lvres de 5 por 0|0 a 2\
23 s. 9. d. para a Blgica, e 7000 saceos, aasogara-
do livres de ovarla do 23 sh. ,7 1|2 d. a 23 sh. 9 .
para porlos perlo, lambem HOOO saceos do branco
de Pernanibuco a 34 sh. 3 dj livre do particular
avari.rvpara Trieste. Nos ullimos quinze dias a
procura continua activa e os precos para alga de cer-
ca 1 sh. por volme.
Vendas Brssl: .5000 saceos de Pernambueo a
24 sh. 9d. 2000 saceos do branco de 44 sh, 'a 17.
Deposito geral: 45758 toneladas contra 5X520 em
18.55. Brasil 1533 caixas e 40529 sarcos (n deposite
do Brasil era na mesma epeci em 1855 de 1418
caix e 26890 saceos.)
3ft>i$0d ^arii^>r<.
Para o Rio Grande do,Norte c Assu'
sabe com moila brevidado o hiatc Anglica: quem
netle quizer carrecar 011 ir do passagem, dirija-sc a
ra da Croa n. 13, primero andar.
Para o Ceara'
o hiato Novo-Otioda: a tratar r.om Tas Ir-
raos.
Para a Babia segu em poneos dias o velleiro
Mala nacional Castro por j 1 lor liarle de sua carca
nrompla, para o resto lrala-so com -cu cunsicnala-
rio Domingos Alvcs Malheu-, na ra da Cruz n. 51.
Para o lio de
Janeiro
ieguo improlerivclmcnto 110 dia 27 1I0 crranlo O
brigue nacional HERCULES: recebe unicamonio
cscravos a fruto, para o quo Hala-pe cun Novaos &
C, na rua do Trapiche 11. 3i, 011 rom u capi-
lao na praga.
Para o io de
Janeiro.
Bcccbe alguma carg^ o brigue nacional a Flor
do Bio n qne segu em poneos das por Icr prompla
boa parle da carga. O meslo navio precisa para a
Iripulagao marinlieirns nacionaes, os quaes engaja
a soldadas vanlajosas. Tratarte para carca e cscra-
vos a frote no escrploro dos consignatarios, rua da
Cruz 11. 40 I.e andar.
Para o siio de Janeiro
segu no dia 30 do correlo o nalacho aValenlca
capilao Joaqun) Antonio liongalvcs dos Santos; m
recebe paasageiros o cscravos a froto : a tratar cora
Caelanu Cyriaco da (;. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
O hiale naeional Novo Olindan, que secne
viagem para o Gsiri, precisa tic 1 ou 5 marinheiros
nacionaes.
'ara o llio de .faueiro,
prelende sabir com moila brevidado o muilo veleiro
patacho nacional nAinaxonaa, por l"r pane de scu
carregamentn promplo : para o resto e oscravosa
frelo, (ralao com o son consignatario Antonio l.niz
de Oliveira Azovedo, iua da Cru n.!.
Para Bahia
sabe impreterivelmenta no dia 3 do maiu o vol iro
hiato nacional Amcliao ain la recebe algoiua cai-
ga miu.li: trala-se com sea consignatario Antonio
I.uiz de Oliveira Aze'vdo, rua da Cruz 11. 1.
<-J--i: a a iiailia,
i bem conlieeido patacho nacional aEsperangan se-
gu para a Babia no dia S de maio com a caiga que
(ver a bordo : quem nelleqnlser carrecar emenda-
se com o o seu consignatario Antonio l.uiz do Oli-
veira Azeve.lo, rea da Cruz I.
Pira a Sahia,
a muilo velcira o bem eonhecida sumaca nacional
xtlorleoeia, pretende sabir para a Baha com mul-
ta brevidade por ter parte ,|e seu carreg.inienlo
promplo : para o reslo, trata se com n seu consig-
natario AnloDio l.uiz de Oliveira Azevedo, rua da
Cruz n. 1.
Para o Porln segu ato o da 15 de maio o bri-
gue nacional ciS. Jos, o qual lem grande palle do
sen c.irri'g.imeiiln promplo : para o rclo da carga e
passageiros, trala-se com os seus consignatarios l'ran-
MEZ
Marianuo.
O livro rio mez Marianno augmentado ile varias
oragoos, iinico usado pelos devotos da PF.NI1A:
vende-se smenic na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia, a de/ tusioe?.
APRENltZES DE COMPOSITOR.
Esta typographia recebe meninos que
aaibam Icr correctameiile, para apren-
der compositor, que come^arSo a ca-
rinar lofjn qne faraui iiualquer Irabalho :
esta arte alem de ser considerada nobre,
oll'ercce um lucro razoavel, porquanto
um compositoi hbil piule franhar de
ItOOj a 800.S000 i-eis por anuo: ns livra-
ria 11^. lie8, da praca da Independencia.
HOTIL
ET
Cale Francais.
PlERUEPUECH.propritairedeL HO-
TEL DE LA B.VKRE, a Ihonaeurde pre-
vi'iii. ie pubiic, que ie susdil litej vicnl
ii 'xe,transiere au I e'tagc.sousladeno-
111'u atioii: HOTELETCAf FRANCA.IS.
Inde'pendemment delaTABLE d'tlO-
TE, les amateun le la^liouue cuisim
trouveronta tputes les heu es du jour di
quoi aatisuure lenrs jouts.
L'NL SALL tres ngreable par sa situa-
tion esl spcialement reservee pour le
BILLARD.
Lespersonnes, qui dcsireronl Taire des
coinmandes en ViUccX pour la Cam-
pagne sonl priees de prevenir la veillc.
Le sotissigne avantageusement connu
depuis plusieurs annes, oseseflatterqu
les persoiiiies qui ont frequent son eta-
blusement continucront a 1'itonnorer de
leurs \ (sites; tous ses ellorU joints a l'ac-
tivite de ses nouveauv employes lu ont
esperar une bonne clietilelle.
UUITA AIIKNCO.
A padaria da Passagem, passando a ponte, lado
direlo.
Nestn anligo e'laliclecmenlo cncnnlrareis, Srs.
rrogiiezes, que vos dignarles honra-ln, o bom e sa-
borose pilo de Prnrenca, redondo, erioolo. ele., com
as louipeleiites bolachas de lodos o lmannos e qua-
lidades : no seu fabrico bavera ludo o esmero em
applicar as mus bem acreditadas qualidades de fari-
nha que presentemente eiislom no mercado.
Ain Ja se aluga a casa em (Muida, na ladeira da
Misericordia n.19, caiada e pintada de novo, desin-
fectada por nao ter morrido ninguem do cholera 11,1
roa do Rangel 11. 21, a qualquer horado dia.
(.luem annoncion comprar o Uigesto Portn-
;ucz, Percira e Suiza, Repertorio das QrdenacSos
do Itoino, Proressu Civil e a Lesislacan Brasileira,
procure: na rua _ (Juera annunciou querer comprar os Diario de
7 do agosto de IS5, c !) de Janeiro e 10 de fevereiro
d* 1855, procuro na rua do llangel n. 21, a qual-
quer hora do dia.
Ivu aballo assigoado, faro sccnle a Indos os
meas fregueze- que roudel a minha fabrica de velas
de carnauba .o rua da Cadeia para a rua do Vi-a-
ria u. IS, primeira andar,onda podem encontrarlo-
dos os sortimonlos de vcll.s da melhor qualidade.
Antonio fat/mundo Ptux de tima.
Heruardiuo de Sena Ribelro, secretarin da ir-
inandade de N. S. dn I ivr.uncntii, deordomda me-
sa reseilora da mesma irmaodada, em roda do art.
IO' do (auur.rnmissn, pelo prsenle avisa aos Srs.
irmios Albino de Jess Uandeira, Joaqoim de S.u-
za l.ius e Pedro de Al-mi ira, pira compareeerem
ni I" de maio prximo futuro as 10 horas da nxi-
nliji. ciui-isiiiiin .ia referida irmandade perantea
mesa. Rocife 2S de abril de 1856.
Roga-se ao Sr. Francisca Lacio Coelho a bon-
dade de ir ou mandar entregar na rua do Vigaro
n. 25 o lustre que alugon naca o baile do Cajueiro
que leve lugar no 2 da f.-vereiio do corrcnlc auno 11
qel esta dala nio culregeu.
O aballo assignado declara ao respeiaTel pu-
blico, que Mo he rc|ioiisavcl por aclo algum da
eommissao de beneficencia desla comarca, porque
t'iidn o abaivo asstenado recebido um oRleio da pre-
sidencia autorisaudo-o para de coinmuin aceordo
com o l)r. juiz de direilo lomar as providencias ne-
eessari.is a bem da salubridjde publica, nao foi pus-
svel ao abaiso assigoado cnc.irre-'ar-se dessa larefa
por achar-se alara lo da epidemia, c depois de seu
reslabeleeimento, saliendo o abaiso assigoado que a
presidencia wi se diriga o l)r. juiz de direilo, disse
a esle qne no queria involver-so nesle oesoco, ao
que o llr. juiz de direilo responden, que elle era o
responsavei peranta o governo. P.iod'Alho 26 de
abril de IS.51.O juiz municipal c urplians,
Francisco Brcderodes de Antlrade.
lio siio da E escravo erloOln, Janoario, fula, baixo c grosso, bem
empernado, falla por enlre as denles, representa ter
a idade de l'i anuos, pouco mais 011 menos ; um dos
signara mais nnlavel tic Icr una das pas secca ; lem
pai e irmlo forros para as partes da Vanea ; foi
comprado a Jos l.uiz Percha ruin luja na rna Nova.
Sa rua doCultegio, o Sr, Cypriano l.'iiz da
Paz, ii" alerro di Boa-Vista, Joan jos,- da l.oz Fer-
ro-ira, n 1 padaria du Sr. Belriz, dirn quem da 5W1
uu liOSHK) rom li\ potbeca em casis terreas.
i* I," secretario da sociedade''hilosophica__
movida aos senborcs socios a se reonirean boje m
pelas 5 horas da lardo em a casa n. 27 di rua do
l.ivc meulo.
Nesla data lem-sa josto o contralado comprar-
si- a casa da rna do Destino, fregoexia da Boa-Vista,
defronle do hospital novo dos militares, com o illm,
Sr. lenle Josa Bteres Moreira da Costa, com con-
senlimeutu de sua seobora, e se ha alguma nvida
seja apresenlada uestes 3dias. iiccfe 2S de abril
1856.
lni prela Cozinheira. que precisa de 3003000
para acabar de pagar sua alforria,conlrata-ae a scr\ir
pora anuos a quem Ihc adianlar esta qoanlia: quem
llio coovier .11111 u 11 ie par ser proenrado.
I.ava-se o engoinina-se : na rua do Hospicio
11. I. '
o coronel Joflo Francisco .! Cliabj vende am
los 'i- cirros ; quem qaizer comprar oulcnda-so
com o snnnncianle.
Prccisa-sa alugar nina prela mi uelo earravos,
para andar com laboleiro de hiendas em companliin
ile oulr.i pessoa : na rua do Hospicio 11. :li.
Uma mulher branca, viuva. d meia idade, de
bous cos 11 mes, oflerere-se para 1er ama de um bu-
ineui ihiMiu : quem precisar dirija-se a roa Helia
o. 1.
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do Illm. Sr. provedor interino se faz
publico, qne leudo a |iinla administrativa do hospi-
tal em ses-ao de 21 do correte rtronbecdo a neces-
sidade de regular o IraUmento daadoootes parlim-
res, do modo a fazcr-lbes couhecer ao cerlo antes da
sua cobrada no hospital qual flsua despeza diaria,lo-
mando por base da sua deliberacao o disposln nos
arl*. II, 12 e t'. dos estatuios, 'resnlvcu que fosse
adoptada a seguinte tabella e dispoabjoes que ncom-
panliam :
DOENTES PARTICULARES.
Nao accioui|las.
|. elasse pnr dia jIMn
2-a dita SfailO
Accionistas.
I. elasse por da IjOOO
2. dila 2500
As operaees e sangaesugis formara uma despe-
za parte.
O hospital apenas presla n medico da easa cmci-
ercicio, maso doenle lem o direilo de reclamar con-
ferencias como e qnando Ihc aprouver satisfazondo
as .1 sua cusa.
O doenle que reclamar conferencia de obrisadn
no lim delta a salisfazer a qoanlia de KloOlMI a rada
um dos mdicos, que foreiu convocados, menos ao
medico da 'aera evercicio.
Para as conferencias devem ser rom preferencia
convocados os mdicos da casa.
Esi conforme. Hospital norlogoea de Bencli-
eencia L'ideabril do IX5I..l/unorl Ferreira de
Soma Barbota, secretario do hospllaj.
Jos Francisco de Souza Cima lem Iralado
comn.v. Joaquim Antonio Illas de Castro vender
aia leja com miu.lezas, na rua doCaboR : queq.se
enareom direitoau mesma eslalMiecimaalei dirWa-
se mesma loja no da :lil .lo crr.-iile, pelas horas
da larde, sobreseo debilns. Kerife as de abril do
\H ili.
Odepntado Francisco Carlos Ihan-
dao, nao pudendo em consequencia da
presteza desua viajera para o Rio de Ja-
neiro, pessoalmente despcdii^se de lodos
OS seus amigos, O faz pelo presente, pe-
diiido-llies desculpem esta l'alta involun-
taria.
II. Mana Uerlrada i leaos Xavier e seus
filbos Ignacio Firmo Xavier e Jos Firmo Xa-
vier, agradecen! cordealmenle a todas as pes-
soas que se iligii.iraiT assislr au cilicio clo-
brado na isreja do Carino, por alma do scu fal-
lecido c sempre prezado marido c pai Ignacio
Firmo Xavier. Igualmente agradecem a ve-
neranda eommuniladc carmelita, que no sii
se presteu uraluilamrnle a lodos os actos do re-
ferido ollicio, como lambem a djzercm cada
um de per si as mljMa pedidas, o que mais
uma vez revela os enlmenlos de estrea de-
vocao e piedade. que possuem em'gro subido.
Mara Carneiro de Souza Ccenla Vllasseca,
prnfessora parlirular, esidcnle na rua da Aurora n.
-\ secando andar, aelia-se no esercicio do seo ma-
gisterio, e contina a receber meninas pensionistas e
inem pensionistas: quem pretender cona-las ao son
cuidado, pude dingir-se a mencionada casa para
Iralar. '
Ea abaixo assicnado, ouli'ora conaisnalario da
barca americana a Callierina Augusta n ex-capitao
Jorge l Ilarve. aviso ao rcs|ieilaTel publico eem
parlirular aos que mi a .lila |irra liverem unas,
que nada leiilm rom a dita baca nem nenhuma
responsaliihilade, pnis que leu lo rindo dos Estado.-
I ni.los (iu-lavos llairison, com'poderesespe
para lomar o rnmmando|e liqoida as dividas da
conforme ee lem annuuciado por esle jornal,
lano quem com ella liver neg icio, com ello pr.
lmenle eapltao se deve entender.
Kecife 29 ,1c abr de ls."i(.
Il'ilimm lAlley.
Sabbado 36 do crranle pelas 11 horas da 1
Rtlgie da Capunga, sitio do l)r. Caslello Bronco,
cravo erioolo de Dome Joaquim, piieho'' perico
le semesmo lir. ; slnseus sigoaes 25 para l'( ,1
bem retinto, inuila carne sobro os olhos, I
branco dos olhiis um ponen avermolhado, s 1
ralas, ruin Ingodc, epoiilil ; nariz chalo, all
rnrpn regular ; bonsdenles, ps chatos, e reg.
11 In mi.. a lamanho ; calcanhares radiados ; :
nm sian.il muilo cerlo que be 11111 remend de 1
madura sobre o paila direilo 011 e-qaerdo, des el
mesma abano do pello ; e lem moila prosa, :
falla naturalmente alia, e um pouco atrevido ;
muilo de cantar modas do cerl.lo.c por isso, de
Ugio com calca nova de algodao amenr.i
ziil. ramiza nova de risoada americano d'.i
branco c lislra azul : e jiqnela nova de brim .
giidflo, cor parda oquadros miados, chapoodoi>-.
icciriiauhi caberlo de lima verde uu azul ; e levou
um rosario braneo no peseveo, he llio de Pajehu',
e pois he natural que para la v.'i e pois muilo so re-
comen, la aos capilaes de campo sua capara e qual-
quer pessoa que sera gralilicada levando-o ao'dono
na Caponsa ou rua do Qaeimado loja o. 21. Esta
escravo he o mesma que a semana passadt foi preso
no porto das canoas no Recite por > canicies de
campo de IVr.i de Portas.e que o soltaran).
Pr-cis.-se de uma pessoa que ain*) engommar
com perfeicao para uma casa ealrangcin ;|a tratar no
Sillo do Sr. Luis Joso da Co-(a Am .nm.na Soledade,
011 na rua da Croa 11. i
Precisa-se deumcozinheiropiraenlormiiria : a
Iralar na rua do Pocinlio casa lena de vidraras.
Aluga-se uma escrava que lava, engmma e
cozuiha o diario de uma casa : na rna Nova II 12
loja.
Precisa se de Orna ama que cozialiocom aceo,
engomme c lenha bom cnmporlamenlo, para casa
de pequea familia : na rua do Collegio n. 12, pri-
mero andar.
1-..1.1 justa c runlrala la para romprar-sc, a Casa
terrea 11. Ili da rua do Anijaro de Olnido : se al.1
uueui liver dir Un a inesm.i, roca se declare ues-
tes Iresdias.a contar da dala da publicaran ite'le an-
nuneio.
UUITA ATTENCAO'.
Aluga-se nm sitio no Monleiro, do ladofjnc
faz sombra, com eiccllcnlc agua de beber, muilo
bous pea de Iruclciras, como sejam jaqueiras, ceiilo
e Unios ps da larangeiras, a unir parle de umbigo.
bonsaapoliseiros e Irada pan, pesdcassafrneii-s,
mudos eafezeiros, boas goiaboiras ; floalmenle Indo
bom e bello a dosajar coui a localulade : quem o
pretender dirija-se .1 rua do Mon lego, podarla do
baraiva n. 95, que enconirara' com quera iralar.
I'erdi hnje i'i de abril da Igibeira do palbi
-:iD(l?, (endo eslado na praca do assucar, indo dalu
a venda dos Srs. Fonles Os Irinos, e vallado para o
armazem que administro, perleucente ao Sr. Joo
Ignacio delledeiros Reg c pelo amor de lieos pe-
co a quem os acbou me realiloa esto diuheiro, li-
vrando-me do eslado a que fien redolido cora uma
pcr.la superior ao que possue ; e prometa gratificar
generosamente a quem m'os restituir levando ao
sobredilo armnzcm na rua do Trapiche 11. I!, ou na
rua di Cruz uo segundo andar dn sobrado n....
Guilberme Jos Pereira.
Augu-lo FrederiCO de Oliveira leudo de reli-
rar-sc para o llio de Janeiro, faz publico que coiis-
lilnioem primero lugar ao Sr. JoseJoflo de Arao-
rim, eem segundo ao cominondador Al a noel (ion-
calves da Silva coinn seus procura lores para todos os
sem negocios.
o abaitn aasignada Ihesooreiro da irmandade
dabenhor Bom Jess das Chagai, declara a lodas as
pessuascom quem o' uiesinn lenha conlr.ilado nego-
Clossobreaquella irmandade desde o 1- de oulubro
do .11 era quo elle tomn pnsse at esla dala, ecs-
lejam por pagar, que presenlera suas conlas em S
horas para serrn pagas mi antes se qoixorem.
Manuel Ncvarde Caldas.
-;,;-:;;;>-';"-'. .:-. '. :-'-;^;"-'--";''-
I H4DAN4 SASS0 Oim, "
W avisa as suas freguezas, quu alera de ler ~-i*
;,: sempre em seu rstanclecimento, no alerro '';.
--i da Boa-Vista n. 1 o mais completo surt- S
"': ineiito de fazendase modas, acaba de rere- *'*
..' ber pelo ultimo vapor chegada de Pars, O
iimcoinplelo sorliincnlo.lecliainis de sola '
..^ do ultimo gasto para senhora.ditos de sol com '.'.''.
-_;_ molas, rlialcs de casemira liso, e bordados. '
,.- ditos de looquim, dilns de relnis, romoiras %'*
J bordadas a matiz, lovasde pelira de Jon- Sh
:'., vin e de se.la pira homens e senhora, ditos l
W para menina, eufeiles os mais bonitos que ..'
.,,- !'' |i)--i\el pira -ahora, ni.uiiiiihas de t&
Vreros bordadas por projo razoavel, dilas de -'".
;- troco, penles de larlarnza de diflcrcnles *'
. posto, lencos de cambraia de linho borda- C~
gj dos, auotoaduras de lodas as cures, enlre- 35
:y meios de canilireia 1; bali.idinhos para calcas 2S
- de menina, linos de seda de blonda e de @
[' linho, meias de seda muito linas para noi- '"
.- vas, cueles de vestidos de seda lavrados, di- '>.
^* los cora o titulo de pupelini, dilns prelos ;!
~.J de moiar anliqoel, ditos de barege liles c Cf
Precisare de urna lavadeira ile br-
rela ipie d conbecimento de sua pessoa :
na rua de llorlas, casa terrea com a fren-
te pintada de azul e portadas brancas.
Pede-se ao Sr. ajudante do 9.- balalho Joa-
quim Amonio llias, que nao se relire sem que ve-
11 ha fallar na rua do ijuelmado n. 11. |
A mesa regedora do SS. Sacramento da malrz
de S. Fr. Pedro'Ooucalves, leudo de fazer a solem-
ne procissSu aus enterraos no dia I." de maio, con-
vida a lodos os seus irmios afim de compareeerem
em dila matriz as ( horas da manhaa, para acompa-
nbarem o SS. Viatico.
A mesa regedora da irmandade das Almas da
mairiz do Corpo Samo pede a lodos os seus irmaos
liara se reanima em dila matriz no dia 1.* de mam,
as li horas da manhaa, para, encorporados, acompa-
nbarein o SS. aos enfermos. -
Arrenda-se nina das lojas do sobrado de nm
andar no alerro ida Boa-Vista n. ll.servindo para
algum estabelecintcnto cora mais algum aeeio e mes-
nio goslo, por se adiar nesle eslado, leudo al arma-
cao correspondenle : a Iralar no mesnio'sobrado.
-v "iea regedora da irmandade de X. S. do
Rosario do Corpo Sanio pede a Indos ns seus irm.n.-
para se reunirn) em dita mam/, no dia I." de maio,
as (1 furas da maohaa', para, encorporados, aeompa-
nbarcm oSaatissInHi Sacrameulo aos enfermos.
~ !-uen'' "ver penhores em poder de Juo Mo-
ira .Marques quena remi-lns no prazu de S mis,
sol. pena ska aerom veudidos para pagamento. Iteci-
fe 2S de abril de 1836.
Onem liver c qaizer Iroear um par de benloe
de .^. ,-s. do l.irmii, inesmo rom cordao de ouro, em
segunda man, c um par de botoes para o mesmo lim,
dirija-se a praca di lija-Vista 11. 7.
Jos Teixeira Bailo vai a Europa, levando era
Soa coinpinbia sua mulher o um lilho.
Seraphim Teixeira llasio va a Eoropa.
Precisa-se para casa de pouca de familia de
urna prela escrava que saina coznhar : para iralar,
na rua .Nova, primero andar do sobrado por cima au
!sr. Bcrkur.alfaiale.
Oiiem liver para vender 011 trocar por oulros
livrns, os seguintes : |l)iees(o Portugus, Percira e
souza, Processo Civil, Heperlorio das Ordenaccs e
leisexUavageiiles, e a Legislarlo Brasileira, ainin'-
cie por esla foiha par ser procurado.
Annuncio para a eidade da Victoria.
Constando ao abaiso assigoado, que o curador -e-
. al da (jijada da Victoria reqaerera, a bem dos or-
baos, para que .e procedes-e a Inventario da casa
dos seus finados pas, ufo obstante a ausencia de seu
irmao o Dr. Fel.x Comes do Ite^o (o qual he juiz de
direilo ua provincia do Alio Amazona.) : afirmando
elle curador que em lempo provana em juizo a in-
certeza da mura.1.1 do dito scu irado ; e como oabai-
xo asslgnado, a vista dessa legislado lome ser citado
por carta de edictos, embola conste ao mesnio cara-
dor que elle se acha ncsla Cidade, declara alio e bom
Bom, c faz publico a quera convier, que olleabaixo
assigoado se acha desde o dia 7 do crrenle nesU ca-
pilal de Pernambueo, rua eslreita do Bosario, casa
11. IS,segoodo andar, u-ndo de aonoociar por este
jornal, lodo a vez que bouver de mudar sua resi-
deneia. Kecife ^i de abril de 1836.
ge
a lariaiaiia tizos cora baados, loques, golli- iV,
& nhase peitilhos de lili., esparlilhos, bonetes .V
W para menino, um soilimenlo de honecas 9
7,s do mise e cera parahriiqurilos de crian- "
.". fas, romelraa a imperatria, fitas da seda ga- ,.;I
s ze egrdsdenaplesde lodas as cores, dilas >?
'... de veliudn do lodas as larguras, sapatinhos @
;? ,lc '* I1-"'1 enancas, trancas de seda e |ga -"'s
.-.; de (odas as larguras, rain./iiilics e mangol- Jo
los de cambraia, gorras de velludo lurdadas '**
3 a seda, dilas a miro lino : e
oulras m:nl,n
do bom
*% fazendas que salisfaz as exigencias
.;;' lun ; a mesma ulTerqce o seu prestio pa- X?
W ra apromplar cora loda a perfeicdo e o mas \J
g a parado gosto para senhora, validos para S
ir-., baile, casamento e passeio, chapeos, lorban- ''
w les, e ludo u mas que se pode desojar c.,11- "'"
xy ceruciilc a moda9. .
A commissi cncarregada do mez
Marianuo, na igreja de Nossa Senlnua do
Parai/.o, declara ao publico, ijue no dia
! de maio comee 11.1 esta imporlanle e
iili! devoro; hnvea' uesse ni.i missn
cantada com sermo, e continuara' por
todo o me/., presidida pelo Rvm. padre-
meslre Leouardo Joo Grego, rano fara'
todos os dias as pra I cas do costiioie; es-
pera, pois, a coinmissao, ipic es devotos
da augusta miide Dos, concorrerao a lao
piedosos aelns e a tributaren] us lomo-
Padre, Joeo Hereolaoe do llego.
Fogio do sitio da liba,do emtanho Poeta.o re-
lo Rapbael, eaUtora alia, sem barba, olhos grandes,
e soputle-ae esiar refugiado nesla cidade, ou andar
am algara canoa, valo ser elle casioeiro.
Precisa-se de um criado : a Iralar na rua do
Queimado u. :i,-.
I'recisa-se de uma ama pira oasa do 2 pessoa'
na rua das Imicheiras n. S, |..j 1 de tartarugueiro.
Aloga-SO orna boa escrava para todo o service
le uma casa, cngoinuia, Cozinha o brz compras-"a
irator na rua do Sebo junto ao sobrado novo.
Precisa-se de um bom forueiro, na padaria do
largo das Cuco Ponas : a Iralar na mesma.
Alaga-te por preco razoavel o segando and ir
com suido do obrado junio n holequjm do "-r
Paiva.
O secreiario da SociedadeUniopor parle
da dirceloria da mesma, convida aos Srs. socios a se
reonlrem quinla-feira i. de nyiio, as ;i horas da ma-
nila 1, na sala da mesma.
(Juera (ver alguma menina orphga, de idade
de S a 10 anuos, branca, que sirva para fazer com-
panlna a -2 meninas, dirija-se a rua Formosa, casa
do ineio, qui! achara com quem fallar.
Na fabrica de lamancos, na rua Direila, esqoi-
na que volla para S. Pedro, admitlem-so oflciacs
para f./.ercm paos, paga-se bem.
Pergunla se au reverendissimo Sr. dnulor .1/u-
noel Thoma: de Otireira lente de Moral no se-
minario de Olinda, o visara geral ad hor na causa de
divorcio enlre a Illm." Sr.- D. Therea Adelaida de
Siqueira Cavaleanle, e sen marido o Sr. Antonio
Carlos Pereira de Borgoi Punce de l.con, em une
compendio 011 livro de pralica achon que o juiz lem
1 inte qualro har': para despachar os requerimenlos
das parles'.' F. bem assim, que inedo lera S. reve-
rencia de marcar ,1 iradiencia para uella ler lugar o
sor averbado de suspeilo. como por mais de uma
vez se lite lem requerido ? Entretanto pede-se ao
Exm. c Rvro.Sr. blspo diocesano.qoeira ler a bon-
dade de tancar ama pouca do allen{.1o para o jodi-
ciario ccelcsiastico, a fim de senao repelircm esean-
dalos que envergonbara a lodosos homens que lem
alguma honeslidade.
Joaquim Antonio dos Sanios Amlrade, aclaal-
meute residente na cidade do Porto, reino de Por-
tugal, lem eonslilnirio seus Distantes procuradores
nesla cilade desde s de marro desla anno aos se-
nhures .Mximo Jos dos Sanios Andrade, Elias Jn
dos Sanios Anilrado e Francisco Cavalcanli de Al-
boqoerqoo, revogando os poderes de qualquer ou-
lra procurae.lo anterior, a qtial se considerara milla
e sem mais vieor.Como procurador bastante, M-
ximo Jnse dos Santos Andrade.
ioaqnlm Mendos Freir vai a Eoropa, e dcixa
por s..|,s procuradores dorante sin viagem. cm pri-
ineirn lu^ai ao Sr. Sebastian Jn-,- da Silva, era se-
gundo an Sr. Joaquim tilinto Bastos, em [crceiro o
Sr. Anlonio de Paiv Ferreira.
Nos abaizo assignados, fazemos scienle an pu-
blico o com especlalidade so corpo de commereio,
que nesta dala lemos dssolndo sociedade quoti-
nhamoa na loja de rerrageos da rua do Dueiinado n.
30 sob a lrma Magalbacs Magalhaes encarregado do ariivo e passivn da mes-
ma sociedade. Kecife 2 de abril de 1836".Jos
Bodrigues da Silva Bocha, M.iuoel Itodrigues Cosa
Magalhaes.
Cica Francisca da Silva Coulinho, professora
parlicolar da roa Direila n. 13 2. andar avisa os
pas de suasalomnas que no dia lN ,1o corrente mez
de abril acbar-se-ba aberta a respecliva aula.
Prerisa-se de Orna mulher capaz, que cnlcnda
de-arranjos de casa, para o servico de un casal sera
ajlhos : trala-se na rua da Alegra u. 7.
Aloga-sa um lerceiro andar c sollo cora eran-
de riiminodns,para|faml 1 na rua da San/ala velha
n. 18, a talar na rua da Saozala nova O. I.
Dase a qoanlia 1:0009000 rs. ajaros, e rom-
pra-se una easa Ierra que lenha ., a li quiirlos. e
que seja Celia a moderna o cora bom quintal, quem
prelcndar veinlcr, uu lomar .0 dinheiro dirija-se a
rua PirealJI n. 19, que se dir quem faz osles ne-
gocios.
Precisa-se de urna imagem doN. S. da Conrci-
..i. e nnlra de NoswScnhar Crucificado, de palmo e
ineio de altura os vultos: quem liver e quizer Iro-
ear nnnnncie por esla blha.
-- tMtVrerc-se um homcm para raixeiro de qual-
quer casa de nrsorio de alocadou a relalbn, deque
lem baslanlc pralica c lem boa leltr ; esla arru-
inad.., |ii riiu par um pequeo inelivo quer sabir :
quera precisar annoncie cu dirija-se a rua do Co-
dorniz u. 2.
res devidos a excelsa Rainlta doEmpvrio.
T. Beker, tendo de fazer uma via-
gem u'Europa, \wdr. encarecida mente
boj seus devedores de vil
saldar as suas conlas ate 0
me/, de maio, assim como adverte aos
seus devedores antigos, que no e.iso de
nao o salisla/.cr, serao cobrados judicial-
mente.
Alnga-se a loja u. ;ll da rua da Cadeia da lle-
cile : uu loja o. 31 A.
(I coronel J11.i1) Francisco de Chali) faz Menle
que. ilarnole a soa amencia i'csla provincia, Dcam
por seus procuradores os Illm. Srs. cumm.....lador
Lu (i un Ferreira e-cu- lilhos Antonio de lloraes
liomes Ferreira e l.uiz de Miraos Comes Ferreira.
FrederiCO Anssem declara que passoa .1 chava
da cocheira da rua da Guian. I, a Pedro Allain A
Companhi 1.
Precisa-se de cosloreras pira cn/ereracos(urns
ou manilar de loja : na rus das Trincheiras n. 33.
nieiado do bu,.,b a.K Srs. Manuel Jase de Souza Cuna,
e l/idin Jos Pereira o favor de irem a rua da Praia
n. ili. receber unas carias rindas do mallo. .Va
mesma casa vende-se uma negra possanie para ser-
vico de canillo.
Precisa-se donosa ama para caa depones fa-
milia, lano para a roa ionio para casa : na rus do
l.ivratneulu 11. 36, luja de cera.
Aterro da Boa-
Vista r. 8-
lioscinharmii hoja a verdadeira marmelada de pri-
meira qualidade, em lalas grandes e pequeas, por
barato preco.
Estampas de
santos e santas.
Rua do Collegio n. 1.
O dono da loja de miudezas da roa do Collegio n.
I, que rendo acabar com orna porcSo de eslampas quo
lem, vende baralo eslampinhas em folhss de papel
com 16, H), i e :1U a 120 rs. a folha, ditas de quar-
10 de papel a (il) rs ditas de folha a 160,.dilas gran-
des a 500 rs., (iiO e 800 rs., dilas muito grandes a
l>-J(IO, vernicas de N. S, do Bom Parto, do Carmo,
de S. Francisco, de S. Hiznel, do Anjo da Guarda,
N. S. tirando a almas do purgatorio, do corac.ui de
Mara, Medalba Milaaroaa, Sania Vernica, S. Jos,
Sanio Antouio, >. S. dos Remedios.
Continua a estar fogida desde o dia 11 de ou-'
(ubro do anne passado o escravo David, de idade 21
annos pouco mais oo menos, estatura alia, corpolen-
lo, cor falla, e olhos grsndes, he muito fallante e
paxola, levou vestido calca e jaqaeta, ha noticias do
mesmo escravo andar na Barra Grande e no engenho
11 .sque.annde lem nlgumas amizades : quero o pe-
gar leve-o ao engenho, Sallinho, em Rio Formoso,
oo nesta cidade na roa da Cruz o. 61 que ser ge-
nerosamente recompensado.
Lotera do Gym-
naso Periiam-
bueano.
Aos 4 000 2:000* e lOOOsOOO rs.
O ahaixo assigoado lem oxposto venda, as
lojas doroslumo, aos projos abaixo, os sous l>-
llieles, mcios e quartos da presente lotera, a qual
lem o a'u nfallivcl andamento quarta-feira 30 do
correnle, om o consisioria da igreja do Nossa Se-
nhora do r.rvrametito. 0 mesmo abaixo- assig-
nado se responsabilisa a pagar por inleiro, sera
descont algum loda o qualquer sorle que por in-
leiro obtenham seus bilhelcs, vendidos com sua ru-
brica.
Uilhetcs i^sOO Recebe por inleiro :fJ009000
Meios ijlK) i. a b 0O0J|OOO
Quartos l-:',(K) a 1:000*000
Decan) mais que paga indislinctamentu toda c
qualquer sorle, logo quo lenha sabido a lista ge-
ral, em scu escriplorio, nu do Collegio n. 21,
primeiro andar, das 9 horas s 3 da larde, dias
utois. Anlonio Jote Rodrigues de Souza
\unior.
Alocam-se dous cscravos para o servico de
casa de familia, paga-se bem e faz-se qaalqoer eoa-
tralo que por ventura pareca mais conveniente a
quem os liver'e os quizer dar i servico por dia o
noile: na rua das Trincheiras n. 19, segundo andar.
Jos Piulo de Magalhaes, abri uma cocheira
de novse bonitos carros de passeio, na paleo do
Panizo n. 20, para se alosaren) .i quem pretender.
No csialielccimento de carros fnebres de
.lo.-ii Pinto do Magalhte no paleo do Paraizo_ji.
I(>, cnronir.im-se ricos carros de 1.* e 2.* ord.fn
para ilefiinlo, donzellas e .nnjos, bem como de 3.*
e V." ordem ;cncarrega-se de qualquer annar^ao ou
vestuario para as mesmos, lomece musir, cera,
carro de passeio e ludo quanto for preciso para
qualquer enterro com prompiido e preco com-
modo.
Srt. rrdaclnrci Nao lenho expresses nem fer-
inos,com ,|ne posaa.por ineio do seo estimavel jornal,
manifestar ao Sr. Manoel llorges de Mendooca os
senlimenlus de miiiba reeouliecida, c sempre eterna
gratido. A esse cidad.lo Brasiiciro adoptivo, meu
bemfeilur, llevo, abaixo de lieos, a vida c allivio de
meas sofnmenlos. Sim torno a dize-lo, nao le-
nho expressSea cora que possa agradecer ao Sr. Bor-
ges Meudonca os nflicios de caridade. que com mi-
go lem praluiido ; eos m ii>.i. que lenho para as-
sim fallar an respcilavel publico eu aqu iogenua-
menle o coofeseo. Foi recolhdo ao hospital dos
lazaros onde eslive Ires annos, accommetlido do
morpha ; a pello Inbcrculosa e. enrugada ; as roaos
inchadas .- ai exlremidades feridas, e um bra;oqaa-
si reseccado : cheio de drese padecimentos, sem
osperanea de alivio e de vida naqoelle azvlo de an-
gustias o conslernacao, resolv fagir de to terrivel
porgatoro, e consegui-o, valehdo-mc depois do Sr.
torces de Meudonca, que humana e raridosamenlc
rae acolheu ora sua casa, onde me tem Iralade al
agora,-sem uenhura interesse,poi qoe sou miseravel
desvalido : ach-me quasi bom, cicalerisadas lodas
a minhas cliagas.desapparccendo lodos os carocas da
cutis, no joso natural de lodos os mem membros :
me considero, se nao radicalmente curado, ao menos
feliz, por me ver aliviado de lanos psderimentos
em lao pouco lempo, que me lem Iniciado o Sr. Bor-
gesda .Mcnduuca, a quera Iribulo mil aEradecimen-
los : as heneaos dos ecos cbovam em henelicio do
Sr. Manoel llorges de Mendooca, em proveilo de
sua familia, pela esmola o caridade que comigo
lem pralicado. zal.'i esla uiinha fiel conGssao ap-
proveile a immensos infelizes, que dissemioados por
esla cidade exhalan em soffrimenlos c em desespero.
Son, Srs. rcdaciores, de Vmcs humilde servo, res-
peilador e criado. Kecife 12 de abril de 1856.
Bttolano Antonio da Cunha Machado.
Salastianode Aquino Fer-
reira, cautelista das
loteras a corridas, avisa as pessoas qoe liverem can-
telas premiadas, queiram por obse.quio dirigirem-se
a rua do Trapiche n. 'M\, secundo audar, ou as lo-
jas j condecidas, para seren promplamente embol-
sadas, marcando o praro de lio dias que se ha de es-
pirar no dia 26 de junbo do correnle auno. Pernam-
bueo -n\ de abril de ISali.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Ooem liver uma escrava para criar de Icile
uma menina pagando-se mensalmenie quinze mil
res e bom Iralamento : dirija-se a loja de i portas
n. II prximo ao arco de S. Anlonio.
ilypolhica-so um preto bom coziuheiro de to-
das as qualidades de comidas: quem precisar diri-
ja-se a rua do Collegio n. 6.
Mauoel Joaquim Ferreira da Silva Braga vai a
Portugal.
PilOCISSAU' EM ACCAO' DE CHACAS.
A mesa resedora da irmandade de.N. S. da Sole-
dade crec na igrja de S. S. du l.vraraento, leudu
a S de fevereiro levado a sua padroeira em pco'eissao
de penitencia para ser depositada na igreja da Sania
Cruz do bairro da Boa-Vista, quaudo o (crrivcl fla-
gcilodo cholera uiorbii irmaos, prelende asura cm coasequeneia da mesma
excelsa Senhora ler ilcaocado do seu amabilissimo
fillm Nosso Sciihor, pcrdiln do nossas culpas, livran-
do-nos do casliga que sobre nossas cabcc.is pezava,
regressar sua padroeira da Sania Croz onde se acha
depositada, em soleme procissio no dia 1 de maio
as 2 horas da larde, o para que esle aclo lorne-se
mais luilli uiic a mesma mesa convida as respeita-
veis corporaces que se dignarsmeoadjovar-nns com
sua presenta, para acompanhotom a procissAo de pe-
nitencia, de irem a igreja da Santa Cruz para acom-
panharem a procissae de Iriumphn da mesma Se-
nhvra no dia Chora aeima mencionados. Assim co-
mo pede aos moradores das ras abaixo declaradas,
que limpcm as lesladas de suas inoradas pira poder
Irausilar a procissao. Ao sabir da igreja da Sania
Cruz segu pela rua da Sania Cruz, Gloria, Velha,
palco da Sania Croz, rua do Rosario ao entrar na
ruado Araailo em senuimcnlo a ponle, rua Nova,
Cabog, pracinha da Independencia. Queinudo, Ro-
sario estrella, larga, Carmo, dilo de S. Pedro, Ira-
\essa do mesmo, rua llireila, palco da Penlu, rua
do Rangel ao recolher-M em Irenle da igreja. Pe-
de-se a lodosos irmaos quo comparceam nesle dia
para inmarem cana pira acompaiihar'n mesma pro-
eis;,iu.Alfro Odn ,!,, Cunha Gvianua, secreiario.
Roubo.
Furlarjm cm a noile .lo dia 22 do correnle do-
qninlal da rasa do alerro da Boa-Vista o. .11, uma
nac de rame de lamanho proporcional, um laixo
grande do cobre, o qual no fundo sofTrcu concert,
um d:lo mais pequeo : roga-sa a lodos os scnbores
laloeiros c caldeireiros, oo oolra qualquer |icssoa a
quem forera laes objeelos nflciecidos, levaren) so-
bredila casa mencionada, que sera gencro-ameute
recompensado.
-; --r^-".:-i 8s?
j AU PUBLICO DESTA CIDADE. .J
XJ .lose Anacido, bem conlieeido dentista e
'/* sangrador, conlinoa a residir na Camboa do 35
6$ Carino casa n. 20, loja de bnrbcirn, onde p- Jj)
{'l de ser procorado a qualq-.er hora do dia. jfi
Aluga-se um sobradinlio com minios commo-
liis e por preco mdico : na rila da Praia de Santa
Hila, armazem n. 17,achara quera Ib'o mostr.
Acha-se justa e contratada para se comprar a
taberna de Antonio Joso Arantes, sita confronte ao
oilao do l.ivrameiilii ; loda a pessoa que liver Iran-
sacces como dilo Arantes, cninpareca no pra/.o do
II das, a contar do priaaaro auuoucio, para liqui-
dasau. Recife 27 de abril de 1S6.
MUTILADO



BliRlO DI PIMMORDV QUIhTA EFIRt O til ftBRIL I 1856
Terceira edi^ao.
mtilEMT HIOPTHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLEfU-MORBUS,
PELOS DRS.
|> ui-l uccao aopovuparaae podercurardestaenfermidade, administrndoos remedios mais eflicazes
ana alha-la.emquaotO serecorreaoraedico.ou mesmo paracura-laiudapeodentc desle nos I ufares
'm q' '* TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. 1. A. LOBO MOSCOZO.
Eilesdousopusculosconlmasindiaacoesmaisclaras e precisas,c pela sua simplese concisa exposi-
j.io ti .mu alcalice .le luda* asintelligencias, naoso pelo que diz respeito aos incios curativos,como prin-
cipalmente aos preservativos que tcmdado os mais salisfacloiiosrcsullados em toda a parte ein que
elles llm sido postos em pratica.
ando o tralamantohoraeopathico o unicoqne'leiu dadograndesresulladosiiocuralivodeita horu-
ermid-de. jolgamosa proposito Iraduzir restes dous imporlanles opsculos em liugua veruaci-
a dftl'arle facilitar a sua leilura a quem inuoie o francex.
V nde-sa nicamente no Consulloriodo tradudor, ra Nov n.52, por 29000. Vendem-se lamhem
os mei icamenlos precisos e boticas de 12 tubos coui um frasco de tinctura 159, urna dita de 30 tubos coni
quatro e 2 frascos de Untura rs. 259000.________________
i
mX+i
i
i PEDRAS PRECIOSAS-1
tt -
2 Aderemos de brillianles, J>
J diamantes e parolas, pul- ;?;
iw cetras, alfiueles, brincos d
* e rozetas, boloes e auueis *
3j de difTerentes goslosede $
* diversas pedras de valor.
1-1
* Compram, vendera ou *
Jj trocam "prala, ouro, bri- ^
i Ihantes.diamanles enero- g
* las, e oulras quaesquer ?'
J? joiasde valor, a dinheiro *
& ou por obras.
I0REIRA L DARTE.
I.JA lli III IVS
Ra do Cabuga n. 7.
Hecebeui por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Fianza eoino
I
i mi
i
i
OL'RO i: PRATA- i
_ w
Adereros eomplelos de y
ouro, meios ditos, puleei-
ras, alfinefes, brincos e ?
rozetas, cordoes, trance- j
liii>. mcdallias, correulcs ;.
e enfeiles para reluci, c ft
oulros muilos objeclos de |
ouro.
Apparelhos completos,
de prala, para cha, ban- }j
dejas, salvas, caslicaes, .;.
cullieres de sopa eile rliu. -
inuitos oulrus objeclos B
Me prata.
: ;:? ?"# : : *..
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o commodo como eostumam.
liistnicciio moral e reli-
giosa
Este compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para instruc;ao primaria, tendo-sc vendi-
. jdo antes da approvaci|o a 13600 rs., passa a ser
t^A^SXSSSNSJXSt *'"' ** n,6e's,dapraa
REPERTORIO DO 1ED1C#
HOMEOPATHA.
KXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
lgica e therapeutica de lodos os inedicameiitos ho-
meopalhicos, sen lempo de acco e concordancia,
da Independencia.
Precisa-so alugr
um pei]ueno sitio porto
seguido de um diccionario da siguilicacao de todos
medicina e cirurgia, posto ao alcance. aesla cidade, o qual tenlia ln;ar para guardar um
|cavallo, c que nao sej> prximo a charco ou agua
1 estrenada, e se tiver casa assobradada mcllior sera :
na livraria ns. 6c 8, da prara da Independencia.
i J. JASE, DENTISTA,
0 cuuliuua a residir ua ra Nova n. 19, primei- 9
0 ro andar.
Na casa da residencia do r. I.ourciro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, prccisa-sc de urna
ama do leile, forra, que uflo traga comsigo o filho.
que liver, de peilo.
l'recisa-se de oin'feilnr bom horiel". o : quem
esliver ueste caso, dirija-te a Cruz de Almas ao col-
legio da Conceiflo ; all lamhem se precisa de um
criado que saiba comprar, e d fiador a sua conduela.
os termos
das pessoaa do povo,.pelo
DR. 1 J. I)K MELLO 10RAES.
Os Sis. Asignantes podem mandar buscaros seu
ejemplares, \assim como quem quizer comprar.
A MOMEOPATIIIA E 0 i
g \ CHOLERA. S
" nico tratamento preservativo e "??
curativo do cliolera-morbus, 9
PELO DOCTOR ($)
r A Sabino O le gario Ludg'e ro Pinho- t)
Segunda edicrao. /va
SA benevolencia com que foi aeolhida pe- sW
gfk lo-pwlilicu primeira cdicc,io deste opiu- [j&\
r ruin, ixnnl'"! *" rl A A->i*v ...o.
i
"^Ci
culo, esgolada no curto espaco de dous me- :
tes nos induzio a reimpressao* i9
Custo de cada exemplar......I - Carteiras completas para o trata-
meato do cholera e de muilasou-
tras molestias, a..........:!-iiihi
Meias carteiras..........llisOOO
Os medicamentos sao os melhores pussiveis.
Consullorio central homcopatliicu, ra
deSanlo Amaro 'Mundo-Novo n. I>.
CASA DOS EXl'OSTOS.
l'recisa-se de amas para amamantar enancas ua i eusomme c oulr
casa dos cipostos : a pessoa que a isso se queira de- Nova n. 17.
dicar, tendo as habilitac,es otcessarias, dirija-se a
mesma, no pateo do l'araizo, que ahi achara com
ijucim tintar.
ARRENDAMENTO.
A loja e armi/.cni da casa o. SS da ra da Cadcia
do Henfe jun o ao arco da ConceicSo, acha-se desuc-
cnpada, e arrenda-se para qualquer estbbclecimtulo
em ponto grande, para o qual tem enramodus sufti-
cieutes : os preleudeutcs eutender-se-hao com Joao
Nepomdceuo Barroso, no seguudo andar da casa o.
57, na mesma ra.
A directora do coDetgio da Couccicao na Cruz
(A' de A1'"1"' Piir''cl' fiiiilis que se linham pro-
\JPt posto antes da iuvatSo nesl. eidaile do cholera, de
mandar meninas para aquelle colirio, que o podem
desde agora fazer, poi> esla resolvida a recebe-lis,
por confiar na prolecefio da divina patrulla do men-
cionado collei:iu,alO hoje ao abrigo daquelle llacello.
Tncaiu-se notas ilo Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, .segundo andar.
Necessila-se de iliias ppsso.is para o ser viro in-
terno de urna casa estranseua, urna que colinde c
que emenda de costura : ua ruaJ
PUBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esla publicarlo sera sem duvida de ulilidade acs
principiantes que se quizercm dedicar au exercicio
do foro, pois uella enconlrar3o por ordem alphabc-
Uca as principaes e mais frequentes oceurrencias ci-
vil, orphanologieas, commcreiaes eccclcsiasliciisdo
nosso foro, com as remisses das ordeuares, leis,
avisos e reclmenlos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resolu^es dos Tratislas antisos e moder-
nos em que se firmam. Coulm scmelhantemeiile
as decisoes das questes sobre sizas, sellos, velhos e
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
colleccio de nossas leis e aviso* uvulsos. Consta- i'
rdedoui volumesem oilavo, grande fraucez, eo |
lirimeiro sahio a luze esta venda por H? na loja de "
livrosn. 6 e Sda praca da Independencia. Os se-
nhores subscriptores desta publicaeAo existentes em
l'ernambuco, podem procurar o primeiru volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Britn, praca da
Constituirn; no Maranho, casa do Sr. Joquim
Marques Rodrigues; e uo Cear, caa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
I atn Nash & Compatiliia dcclaram que Julo
l'edro Jisu- de Malla deixou de ser seu caixeiro desl
uenoniein T4du crrente mez. Kecire 13 de abri-
de IS-'iO.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, ei-
gomina-se, e armam-scj bandejas de bolos, por mi-
nos prcc,o do que em oulra qualquer parte.
O Fanoram.
Roga-se aos Srs. assigiiautes dcslc jornal Hilera-
< e 111 -1 r 11 -1 i -.... a Imui-I.uIc de procurar u resto dos
nmeros pertenrentes a auno de IK."), o de n. I a
ti de 186, na ra do Crespo defronle do arco de
Sanio Autonio, livraria de J. Nogueira de Souza,
onde tambeni se vendem collccres cmplelas do
mesrao. ,
l'recisa-se do urna ama que. saiba cozinharo
fazer o serviro interno dje casa : na ra Direila, casa
n. 120, seguudo andar.
Massa adaman-
tina,
Francisco Pinto Ozorio chumba denles coma ver- Anlonio Avelino l.eile Braga, subdito porlu-
deira massa adamantina e applica ventosas pela Suez, val a I'orUigal tratar de sua saude.
Historia Universal, por
J. Cantu.
!\0 COlSlLfOWO IIOKEO 1
2 PATIIICO.
Ra das Cruzes n 28.
Continua-se a vender os mais acreditados
A medicamcnlos dos rfrs. Castellao e Weber,
2Y em Unturas e em glbulos, carteiras de to-
^) dos os lamanhosmuilo em conla.
/k Tubos avulsos a 500, 800 e I9OOO.
V 1 OD(a de tintura. 3g000
(Sj Tubos e frascos vzios, rolhas de cortina
-j. para luhos, e tudoquauto 'ie necessario pa- S
V/ ra o uso da homrropathia. O
Offerece-se para ama de rasa de pouc fami-
lia, sendo smente para e servico interno, urna ma-
Iher de bous coslu'mes, atqual czinha perfeitamanle:
a tratar ua ra do Padre Moruno n. 32.
i
<0
daeira mana aaamanliua e applica ventosas p
aliacrao do ar : pode sor procurado confronte
Rosario de Santo Antonio n. '2.
| N0R1T & 1RHA0S,
Rua da Aurora n. 5S, primeiro andar. *
Tem a honra de participar ao respeita- W
vel publico dasta cidado c com especialida- w
A de aos seus freguezes, que possuem pre- (}
M sentemente o mais rico c completo sorti- /<#,
f/k monto das mais linas e delicadas obras de .^
? brilliante, perola e ouro, como al o pre- j~
P sent nao lem apparecido nesta praca ; o w
%k auiancam a todos o mais mdico prec,o por- (J)
10) que vender so pode, obras do goslo o mais fcs
S apurado: os mesmosdesejam ardeniemen- ^
7 te que o respeitavel publico nao dcixe do
9 ir lancar as vistas sobre as suas obras,
alim de que seja contienda a verdade de
igk que encerrara estas pouc^s palavras.
Candida Mara da Paixo Rocha, professora
particular de instrurriio primaria, residente na ra
do Vigario do bairro do Recife, faz sciente aos
pais do suas alumnas. que acha-se aborta sua au-
la, na qual contina a ensinar as materias do cos-
lume, e admitte pensionistas, meio-pensionislas e
externas, por precos razoaveis.
Precisa-se de urna ama de leitc forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que lenha
boa conduta, paga-so bem : no pateo do Hospital
n. 26, sobrado.
3Ie.t Acaba de publicar-se o novo Mez de Mara ou o
Mez de Maio, consagrado a gloria da Mili de lieos,
. nova diejao, ornada de vinhelas c bella cucaderna-
r.io : vende-se a 1*280 na livraria de J. Nogueira
le Souza defronta do arco de Sanio Antonio.
Jos da Conha, na qualidade de procurador
baslaute de sua lilha Candida Marcolina da Conha
l'cruandes, viova do finado Sr. Joao Francisco Ker-
Os Srs, asignantes leniam a bondade de procurar
as series que anda nao tivercm recchido drsla obra
ale paginas 252 do stimo volume. Conlinua-sc a
receber assignaturas para ejta interessaule obra,
Iraduzida em porloguez, leudo ja 7 volumes publi-
cados, ornados de bellas estampas, bella impressilo,
frmalo do Panorama ; na agencia, ra do Crespo
defronle do arco de Sanio Antonio, livraria de J.
Nogueira de Souza.
Curso de francez
para os examinandos do
col le o das artes.
O ItACllAREL W1TRUVIO, continuando a Icc-
cionar em francez, lem de abrir para os que preleu-
derem examinar-se no collegio das arles, um curso
da mesma lingua, o qual ter principio em maio
proiimo vindouro ; e compromelle-se a habilitar
para o rcspecfivo exame no lira do anuo os que fo-
rera assiduos c cuidadosos nesse eipac.o de lempo,
mediante smente o honorario de 20COOO pagos na
abertura do referido curso, cuja matricula ser fe-
chada no ultimo deste mez. Pode ser procurado na
ra da Gamboa do Calmo n. 19, segundo andar, da
3 horas da tarde em diante.
5
?s
BRANDAO VARETAS.
ALERTA!
Sao chegados praca da Independen- w
V cian.4 estes apreciaseis charutos; sua * 'r ptima qualidade e nunca saboreado gos-
3$ lo os i.ruara recommendaveis. Ha ja @
^gj bastante lempo que nao appareco lio ^
boa fazenda, seu diminuto proro ainda i.
S mais anima; quom dcixam do comprar "V
9 urna raixinha de 50 charutos, e 18200 SW
0 uma do 2"> ditos Alerta, Srs. fumantes I @
@ Quem sabe apreciar uma fumaca, deve @
S *ir veros verdadoirosBrando \ arelas. @
Minies, de Goianua, para lonalariaroabtM'pr Stfe&aS5eS^if^:'*JS&S2%5^BPiS&
te deixados ; roga a todos os credores do mesmo | WW* -' W "-' "' '^'^ '&'&'& &'&
finado, de a presentaren! as suas cotilas cotilas legacs !;".O pltarraaceutico Antonio Jos da Cunlia
no prazo de oilo dias, a cuntir da dala deste anuon-
cio ; alim de seren descriptas no inventario res-
pectivo, em que so devem separar betts, quanlns
bastem, para o davido pasamento daquelles dos
mesraos credores que para isso se aprczcnlarem e
para commodidade dos quacs, lano podem apre-
seular cssas coutas na casa da residencia da mesma
viuva, em lioianoa, como ueste Recife, na ra da
Moeda trapiche do.Cun/ui o. A. declarando nellas
a qualidade do titulo que possuem, seus vencimen-
los, aqnantia e os juros que vencem na falla de pa-
gamento. Recife 2 de abril de 1856.
Traspassam-se os serviros porfespac,o de (i an-
nos de uma parda moca e sadia, qae cuse luda qua-
lidade de costuras, engomma ecozinha mudo bem,
mediante a quantia de 600)000 : quem quizer fazer
ole negocio auauncic.
articipa ao respeitavel publico, c pcrticularnienle
aos seus freguezes, '(ue inudoii a sua liolica da ra
do Rosario csircita, para a ra do Livramcnto
n. 30, e ah continuar a scrvi-los com toda a
proradtidao e cuidado.
I'rcrisa-se de uma pessoa nacional ou fi
eslrangeira pata ocrupar-se no serviro de /?.
um sitio, dando prova de sua conduta : j
a halar na ra da Cruz do lienfen. )3, '
sogundo andar, ou na bolica do Sr. I.uiz I
Pedro das Nevos. I
Procisa-se de um feilor que culenda de agri-
cultura de canua, que seja casado e com nunca fami-
lia, para um engento y, frcKue/ia da L-cada ; a
euleuder-se com o propietario do engeuho Selle
Uaiuluis Uernardino Karbosa da Si|va,ou cum Maunel
Alves lerrcira, no largo da Assemblea, casa n. 12,
segundo andar.
Jos Joaquira da Cunlta vai a Europa tratar de
sua saade.
Jos Joaquim da Cunba deixa por seus procu-
radores, em primeiro lugar o Sr. Jos Carvalho da
Cosa, em segundo Jo.lo Simo de Almeida e em ter-
ceiro Joo lavares Cordeiro.
Ao barateiro.
Ra doColle Franjas de cores com holola para cortinado a 400
rs. a pefa, tranes de seda largas para vestidos a3S0,
c iki ra. a vara, ditas estrellas para enfeiles de ves-
tuarios de meninos a mi. Ion e 120 rs. a vara, litas
de seda lavradas a KM), 120, 160, 210, 320,100 e
300 rs. a vara, ditas lisas a 40, 00, 100 e 140 rs. a
vara, ditas deba de cores a 100 rs. a peca, linhas n.
40, 50, 60 e 70 a 1?, Ijloo, 1/200 e 13300, boloes
de liuha paia camisa a SO rs. a groza, agulhas Trn-
celas curias o cumpridas a 4o rs. o papel, duiias de
lapis a 80 rs., cordas para guitarra, duzia a 100 rs.,
fitas de beira branca, mi(o a 400 rs., caixinhas de
alabastro com bola em cima para enfeiles de mesaba
19280, linteiros e arieiros de metal a 400 rs. o par,
bicos estreilinhos de novot deseuhos a 1)600 a peca,
ditos largos de 4 dedos a mais de um palmo a 300,
300 e 000 rs. a vara, pecas de fila n. 1 l|2 com 10
varas \ 280. aljofares de corea, maru a 300 rs., nen-
ies para alisar, duzia a !KM> rs., dilos de balcia a 2H()
cada um, tesuuras do O pollegadas, duzia a 500, jo-
gos de domin a 1)200, duzia de palitos de fogn,
cnixas de pao a 240, canelas muilo finas, duzia a I;;
alem de ludas estas miudezas vendem-se outras mui-
lissimas. que vista de suas boas qualidades e preco
anima comprar.
1 AO PUBLICO.
Ig No arma/ora do fazendas baratas, ra do
if Collegio n. 2, 8
l vende.se um completo sortiinento de fa- 5,'i.-
3 zendas linas e jrossas, por mais barato
?g precos do que era oulra qualquer parte,
B lanto em porgues como a retalho, atlian-
C rando-sc aos compradores um s proco
H para todos: este eslabelecimento abrio-se
5g de corabinacao com a maior parte das ca-
^ sas commerciaes ingle/.as, francezas, alie-
3g inaos e suissas, para vender fazendas mais
jg em conla do que se tem vendido, e por islo
W ollerccem elle maiores vanlagens do que
^ otitro qualquer; o proprietario deste im-
*| porlante eslabelecimento convida lodos
S2 os seus patricios, e ao publico em geral,
3 para que venham (a bem dos seus inte-
S resses) comprar fazendas baratas: no ar -
gg maiem da ra do Collegio n. 2, de An-
|g Ionio I.ni/, dos Santos & Rolim.
Atteneo.
Quem liver e quizer arrendar um sitio perlo da
cidai/o de Oliuda, o qual lenha boa agua, baila para
capini, e coinmodos para ou (i bois, annunrie para
ser procurado, ou enlenda-sc com o Sr. I)r. Juao
Litis Cavaleanli de Albuqucrquc, ua cidade do Reci-
fe, ou ruin Jeronymo de Albuquerquc Mello, no seu
engeuho lt.iu.ii-. em Pao d'Alho. Adverte-sc que,
se o sitio for junio a estrada que vai de Oliuda para
o norle sera preferido, e paaa-se mais do que valer
Exisle na ra do Jardim, na casa n. 48, um
hornera acosluniado e habilitado a ir a qualquer co-
marca ou villa, encarrcgido de fa/cr conciliares,
cilaces por carta, precatorias de inlimacSn, dopro-
lestos e de execucao de seuleneas, o qua da couhe-
cimento e lianra de sua conduela ; para o que pule
ser procurado em dila casa lodos os dias das 9 horas
do da as ;t da larde.
C. STARR & C,
respeilosamenteanniiiiciaiii que no scu extenso es-
labcleciniouto em Sanio Aniaru,roulimiain a fabricar
com a maior perfeicao e promplidao. luda a quali-
dade tle machiiiisino para o uso da agiicullura,
navcgac;lo e inauifaclura ; e que para maior com-
modo de seus numerosos freauezes c do publico
em geral, tecm iberio era um dos grandes: trma-
zeus do Sr. Mesquita na ra do Rrum, tlraz do
arsenal de nvarnna um.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu cslabelccimculo.
All acharTiu os compradores um completo sorti-
mento de inocndas de canna, com todos os melho-
rameiilos (alguna dclles novos c ortghttes) de que
;l fV| 'i i-iu i.i de muilus atinos lem mostrado a no
suidade. Machinas de vapor de baia e alia pres-
sAo. laixas de lodo laraaiiho, tanto batidas como
fundidas, carros de mao c ditos para conduzir for-
mas de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, tornos de ferro batido para Jari-
hlta, arados de ferro da mais approvada conslruc-
c.lo, fundos para alambiques, crtvos e porlas para
fornalhas, e urna iiilinidadc de obras de ferro, que
se'in enfadoiiho enumerar. No mesmo deposito
e. te uma pessoa iolelligenle e habililada para
r, '.ier todas as encommendas, etc., ele., que os
at -uiciautes contando com a capacidad de suas
ol .nase machiuismo c pericia de seus ofliciacs,
si iiproineltem a fazer executar cora a maiOf
pi ^za, perfeicao, e exacta conformidade com os
ni o !los ou desenhos, e inlruceoes que lhc forem
fu. ..ecidas.
O Dr. J. Chardon, de vola da sua viagem i
II i, faz scienlc aos pais de seus alumnos, que a
ci ir do I.-de maio prximo, elle continuar a dar,
la em sua casa como em casas particulares, e as
ni- -tas horas do que dantes, suas lieOea <0 trance/,
uli lamtnle interrumpidas era razilo'do chulera.
-Prcc.isa-se de um oflictal de alfaiato que te-
'rincipios de cortar as obras da mesma arte :
no i.i da Madre de Dos n. 36, primeiro andar.
Lotera do Gym-
nasio Pernam-
bneano.
Aos 4 000-, 2:OOO.s e lOOOsOOO rs.
Corre indubilavelmente quarla-feira 30 de
abril.
Salustiano de Aquino Fci.-eira
avisa ao respeitavel publico, qnc seus bilhetos o
cautelas nao eslao sujcilos ao disronto de 8 por
cenlo do impost goral, os quaes cstao exposlos a
venda as lejas j conhecidas dos Srs. jogadoros.
Responsabilisa-se a pagar lodos e quaesquer pre-
mios grandes que ellas obliverem, em seu cscrip-
torio.. ra do Trapiche n. 36, segundo andar, lo-
go quosaia alista geral.
ltlliclcs. IjgOO:00(s000
Motos. 2.S400-2:000.s()00
Quartos. Lsoo1 :Oi)0.$000
Salustiano de Aquino l'crreira.
AI.U(iA-S um grande sitio com uma ex-
celente casa de sobrado, scnzala, cocheira o eslri-
baria para 4 ou C cavallos. quintal murado com
cacimba, curraes e armazens, arvores frucliferas
de todas as qualidades, ptima agua c grande haixa
de capim. muito peno da praca, na estrada de
Joao de Barras: a tratar no mesmo sitio, coma
Exma. viscondessadcGoiatrha.
LOTERA DO GIMNASIO,
Corre no dia 30 do correte.
0 ibaixo assignado tom exposlo a venda as
suasiojasdo aterro da Boa-Vista n. 48, o ra do
Kangcln.S.osbdhetes, meios, oquarlos da lo-
tera acuna responsabilisando-se a pagar os pre-
mios por intoiro sem odisconlode 8 por cont.
45800 recebe por inleiro 4:0003JOOO
'-25400 2:0005>O00
13300 i:0005>000
Antonio da Silva Guimaries.
JOIAS
dnnCabug a^,elfrn,i0m !*, de,"lT" M rUa
Nova fuT.m ..!.'i lronle a" I''1'00 da malril e ra
damen IK"""" q"e recebend conlinua-
uo n" tamo nar a\braS d0 ouro ,,os """".res
Sil nnPr .'""'" C<"" ",ara nomwM m-
sam .m conl|ndni mesmo barato., e pea-
nui. u n r^l'onsah.....ade, especilicando a
sim ,ujei, os raestnos por qualquer duvida.
Scraphim V Irinao.
CUSO DfilATHEiTiTAS!
O abaixo assignado fnrra.idu era in.illie (B
inallicraalicas, lecciuna Arilhinetia, Al-
gelira oGeomotri : na ra Nova, em o .-.
primeiro andar do sobrado n. CT.ller- W
nardo l'ereira do Carato Jnior. ()
Jos Valentina da Silva lembra a quem cunvier
que a sua aula de lalim esla abarla na rita da Ale
gria (na Boa-Vista) u. 118, e ah contina a recebe
por preco commodo, como he publico, alumnos pen
sionistas c externos, dando hora Iratamento.
Precisa-se alugarum escravo para servido do
casa, paga-sc bom : a tratar na ra da Trapiche
n. l(i, segundo andar.
96 Ao Kvm. Sr. Francisco Antonio da Cuiiha ejt
:* Pereira. da provincia do Ceara', roga-se que $
W mande ultimar na cidade da Fortaleza, rom %
9 o Sr. Antonio de Oliveira llur.es, o ucsocio jj
quelralou em Janeiro de ISil, na sua fa/.enda $
& Nova-Olinda do Ouricury. ruin um. pessoa ,rj
da villa de Parnague' do l'iauhy ; vislu que f
t) n.lo foi ultimado na do Joa/.eirn com o Sr. jj
t I'r. Jii.iu de Souza Keis, como havia promel- jj
1f> (ido; alia's declare o lugar cerlo de sua resi- o
jpj dencia para ser procurado e nao ser iucom- fe'
j5 modido. @
Eiirenho para arrendar.
^Arrenda-se o ensenho Muribcqiiinha, na freguc-
zia do mesmo nome : quem o prelender, dirija-se ao
engenho Sanio Antonio Crandc, provincia de Ala-
Roas, que achara com quem tratar ; he desnecessa-
rio reialar a bondade.por ser baslaute coiihecido.
ggtflHrog.
Compram-se notas do Banco do Brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-se para um prsenle uma neurinha de
l a :t annos, ou mesmo orna mulatinha que n3o (e~
uha molestias : quem tiver e quizer vender, annun-
cie por esle jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Anlonio, sobrado de um andar n. 2, que
achar com quera iralar.
Compra-se uma toalha de labyriotho ou renda,
propria para bapli.adn : na ra de Ilortas, sobrado
de um saodar n. 8.
Compra-s uma batanea romana : na ra do
Encantamento n. 7(1 A.
Compra-te a Recreaco l'hvlosupliica do padre
Ih.mlosio de Almeida : na ra do Qucimado nume-
ro II.
Compra-ceuoi guarda-louca : oaiua
ilc Moras, casa terrea com i Frente pin-
tada de azul c portadas brancas.
Compra-so uma rolleecan da Marmol! Per-
namhacana : qpem liver e quizer dispr, annuncie
por esle jornal para ser procurado.
Compra-se uma porriln de lelhas servidas :
quem as liver annuncie ou dirija-se as Cinco Ponas
n. 71.
Cnmpra-sn uma canoa iberia, que eslea em
hom estado : a Iralar na ra da Cadeia de Saulo
Antonio n. 13.
^ Compra-se uma casa lerrea em qualquer das
fre^uezias de Sanio Antonio ou Boa-Vista, em boa
ra, com tanto que lenha bom qiiinl.il, rommodas
para orna pequea familia, e nao seja foreira : quem
liver annunrie.
SBcnbai?,
' Na laherna da ra dos Marlyrins n. 3fi. che-
son um crand snrlimenlo de qneijos do serian do
Serdo muilo frscaes, qno se vendem pelo diminu-
to preco de tSO rs. por libra, dilos do reino
2>00, caixes de doce de niaba de 8 libras a 1j8G0
lelria nova a 560, macirrjn novo a HO. talharins a
140, cha Men a 29560. dilo preio > 29000, mantei-
ga ingleza a !MI. dila franceza a 720, saho br.nco a
3-20 rs, cevadn a 160 rs, vinhos de todas qoalidades
e por menos do qile em oulra qualquer parte.
Vende-se uma negra mora com allomas habi-
lidades, com um filho mnleque de rt> 10 anuos mui-
lo bonilo : na ra do l.ivramcnln n. 1.
Vende-se muilo bom lourinlio de Sanios a 210
a lihra. e carne do mesmo a 120, lalas de sardinhas
de Nanles a 560 : na ra das Crozes n. 20.
AtteneS.o.
Vnnde-sc tima taberna na ra Direila dos Afosa-
dos n. 36, assim como dous moleques, um com 10
anuos de idade e oulro com .">: qoem prelender, di-
rija-se a mesma, que achara com quem Iralar.
HI Vende-sc uma escrava crinla,' com idade de
1K annos. com um filhnde 2 mezes, muilo boa fisura
e hom leile, e um criotiln com 1.* anuos : na ra do
Hospicio n. 15, s dir quem os vende.
Vende-se uma escrava mura e de bonita fisu-
ra, boa ensommadeiro e rozinlteira : para ver, na
rna do Mundo Novo n. H8, e para sjoslar, na ra
do Kangel n. i7, segundo andar, das 2 as i horas da
larde.
'No aterro da Boa Vista n. SO. vendem-se em-
itas ltimamente >ecadas de Hollanda a 120 a li-
bra, zran de bien a SOjrs. a libra, azeile doce de l.is-
ima a j(]n ^ar^r, nicirrao. lalliarim a chucolale
a lOOrs., vinhn do T'nrlo superior ens.rrafado a
l*J80, dila a baixo 1t, bolachinha quadrada ameri-
cana a OOrs.
Fa Vende-se uma carroca nova para boi, e uma
Parejo de madeira que servio em uma estribara
no fin da ra da Aurora, passando a fnndicSo do
SJerr, taberna debaiio do sobrado do finado Pedro
Das.
nova,
por proco muilo razoavel ; no armazpm do caes da
afandega, de Anlonio AnnesJacome Pires.
Cevada
azoavel ;
lio Aune.
Milho.
Venden-te taecM com milho : no caes d. alfan-
dega, armazem de Jos Joaquim l'ereira de Mello.
Meias de la.
Vcndem-sc na ra Nova n. 20, meias de lila mui-
lo superiores, por preco commodo.
Viejas de la.
Na rna da Cadeia do Recifo n. 57, vendem-se
meias de lila, barato, para acabar.
ATTENCAO'.
Vende-se uma famosa necra, crioula, de idade 3.">
annos, sabe cozinhar e ensaboar, e moitn fiel : quem
a pretender dirija-se a ra dos Marhrios, nume-
ro 14.
Na ra do l.ivramenlo n. 2, vendem-se eha-
pos de sol, armaces muilo fortes, lodos prei-u, a
lySOO rs. cada um.
Vendem-se a precos commodns, eaiaa com du
zia de garrafas devinho de Bordeaux. quarlolas com
dilo, carrafas vazias em caixas de duzia. e quartos
de lalas de sai dinhas : na roa do '1 rapiche, em casa
de Laaeerre & Tissel l-'rres.
Na rna das Crines n. 10, ha para vender em
grandes e pequeas porcoes. as melhores e mais mo-
dernas bichas hainbarguezas, e tambem se alluga.
Saceas com milho
muito liom: vendem-sc na loja n. 2(i
da ra da Cadeia do Recife, esquina do
Bccco-Latfjo.
Ilelogos de patente
inglezcs de ouro*, de sabonete e de vidto :
vendem-se a pceo ra/.oavcl, em (-asa de
Augusto C. de Abren, na ra da Cadciu
do Recife, armaxem n- 36.
A J.00 rs. o covado
de gnisdenaples de seda lutla-cores para
veslidos : na ra do Crespo n. II.
Na ra das Trinchefras, loja de cncadernarao
do Sr. l'edro, e na ra do Eiicautameuio n. 76 A,
vcudc-se a obraCondeca de uma senhora chris-
laa.
Rilheles
Meios
Quartos
Vendem-se 2 prelos de bonitas figuras, que ro-
prcsenlam ter 30 a 35 annos, e com pratica de Ira-
balharem as alvarengas: a Iralar ua travessa da
Madre de Dos u. 18.
Vendem-sc 3 escravas de bonitas figuras, cozi-
nli jni o cugoinuiam bem : na ra Direila u..'!.
Charutos.
Na ra da Cadeia do Uecife n. I"), loja, veudem-
so superiores charutos da Babia, aiaucando-so a qua-
lidade.
Vende-se fardo de Lisboa muito bom, che-
gado no ultimo ii.ni" ; uo escriplorio de Francisco
Severiano Itabello i l'ilho.
Vende-se muilo suporior marmellada, assim
romo doce de guiaba muilo fino : no armazem de
Palmeia e Ileliro, no largo do Corpo Santo
... 0. .
Vende-se um preto moco o robusto : na ra
Direila n. (i.
Vende-se uma linda mulatinha qttasi branca,
de idade de 13 para 11 annos, com priucipiode ha-
bilidades, c mais uma crioulinha muiln bem pareci-
da, com K anuo de idade, ambas ptimas para mu-
camas : no aterro da Boa- Vista, sobrado n. 42, se-
guudo andar.
Vendem-se superior pedras de Lisboa e da tr-
ra, como seja sacadas, solciras, cordoes, vergas, hom-
breiras, sepos, lages ele. ele. : na ra do Collegio o.
25, terreiro andar.
Vendem-se 3 violoM novos e 1 par de jarros
lamhem novos, de lonja, para craveiro : na ra de
Aguas-Verdes n. 23,
Vende-se um berfo com pouco uso, dovo e bo-
nito, Com armacao para cortinado, e tambem vnde-
se um bonito cavallo, gordo, de cor rodado foveiro,
andador baixo : ua ra de Aguas-Verdes u. 23, so-
brado.
Vende-se urna esrrava de idade de 35 annos :
ua ra do Pilar n. 113.
Vende-sc um bom piano horisonlal, de mogno,
em perfeito estado e boas vozes; serve eicellente-
menle a qualquer pai de familia, qoe queira com
pouco dinheiro mandar ensinar suas filhas : para
ver na ra da Cadeia do Kecife o. primeiro an-
dar, escriplorio do Sr. Barroca, e para Iralar na ra
eslreila do Bosario n. 15, sobrado, das 12 is 3 da
larde.
Vende-so uma oslla branca, simples c rica,
por preco commodo : na roa do Cabuga, loja do Sr.
A. J. Panasco.
I1E MITO BARATO.
Vendem-se luvas prelas de torcal, de Lisboa, pelo
barato preco de 18000 o par, brins trancados de linho
de cores a SlKl rs. a vara : nu fim da ra do Quei-
tnadn, luja de [azeoda n. li A.
CIIAVEAL.
Vende-sc a Iheoria do cdigo penal por Chaveau
Adolphe.nbra indispensavel a aquellos que esludalm
o terceiro anuo jurdico, pur preco commodo : ua li-
vraria da praca da Independencia ns. (i e 8 M dir'.
Vendem-se du i. Canoa?, uma maior e oulra
menor, proprias para conduzir agua : a fallar era
Oliuda com Vicente I eneira de Barros, no Vara-
donro.
Vcmle-se a muito acreditada padaria do Man-
guinho, sita ua casa do Sr. cirurgiao Tetxeira, cura
minias freguezias na Capunga, Allliclose Boa-Vis-
ta, alm da da porla, a qual lem todos os pertenec
a trabalhar, e na mesma lem um cavallo para en-
Iresa de pao ua freguezia : para tratar, na ra da
Soledade II, 17, ou na mesma.
Vende-se uma casa na cidade de Oliuda, ra
do Amparo n. lli, com 5 quartos, gabinete e corre-
dor ao ledo, Branda quintal, cacimba, cozinha Tora,
chao proprto ; vende-sc pur necessidade : os pre-
teudenles dirijam-se a ra da Cadeia de Sanio An-
tonio, loja de marciaeiro n. 18.
Vende-se fariulia de mandioca muilo boa, em
saceas, chega la asura no patacho Vlenle j uo ei-
criptorio de francisco Sevetiano Kabello& Filho.
Vende-sc familia de boa qualidade, em sac-
eos de alqtteire, medida velha a 59000: no armazem
de Anii)nin Auues Jacome Pires.
Vende-se o muilo apreciavel cha preto, de
excellente i|ualidadecra libras e por barato proco :
na ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
A 39600 e 39800.
Na ra de Sania Bila taberna n. 5 vendem-se sac-
eas grandes com milito o Cariaba muilo superior ;
no fundo da mesma casa ha para vender muilo boas
armaces de ramas de vento e muilus retallis de
ainarelln- pruprius para raarcineiro, ludo por barato
preco.
=Vcnde-se o vordadeiro e M.perior licor ab-
synihe, ltimamente rhega.o e por barato procao :
na ra da Cruz n. 2G, primeiro andar.
TEXTOS
para voltarete.
Vendem-se teios muilo lindos para voltarete e
qualquer oulro jogo, chegados do Franca e por pre-
$o baratissimo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arroz em saceas.
J.i chegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Jo3o Martius de Barros, travessa da Madre
de Dos n. 21, tib armazem de Jos Joaquim Pe-
reira de Mello, uu largo da Alfaudega.
No escriplorio do Domingos Alves Malheus,
ha para vender por prec.os mdicos, o seguinle:
Ricos eelegantes pianos.
Bezerros engraxados.
Coxins de linho para montara.
Espadas para ofliciaes da guarda nacional.
Charutos superiores.
Farinha de mandioca em saceas de alqueire.
Baetilha do alhodao.
Guaran.
Na ra da Cadeia u. 17, loja de miudezas, vnde-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco commodo.
Gemina de arar uta.
Vende-se superior gomma de afarata em bairicas
e as arrobas : no armazem de Jo.lo Marlins de Bar-
ros, travessa da Madre de Dos n. 21.
Velas de Carnauba,
Na ra do (tueimado n. fiO, vendem-se velas de
carnauba em caixas de in a tul libras, por menos
preco do que eiu oulra qualquer parle : quem pre-
cisar aproveilc a occasiao.
Unicorne.
Na ra da Cadeia do Kecife u. 15, loja, vendem-
Ise ricas bengalas de unicorne, aliancaudo-se ser de
uuicorne verdadeiro.
Vende-se um piano multo bom por preco mui-
to em coula, 2 diccionarios italiano e purtuguez, 3
romances muito bonitos, seudo um em francas, um
peule muito bonito para segurar cabello, c uma car-
teira de visitas, obra linda, ludo muilo em conla :
na luja do Sr. (iuimares, ra do Cabuga, se vea os
objeclos.
Vendem-sc 2 caixSes proprios para laherna ou
deposito de padaria, muito em conla : na iirs Di-
mita, fabrica de tamancos, esquiua da Iravessa de g.
Pedru.
CHAIUIAS.
Na piaca da Independencia livraria ns. c 8,
vende-sa este compendio, traduzido pelo Dr. A.
llerculano de Souza Bandeira.
ffolMuitasi
PARA 0 CBRENTE AMO.
Folhinhasde algibeira conlendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postos geraes, provinciaes e municipacs, extracto
de algo mas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenlos e exportacio da provin-
cia, por 500 rs. cada uma, ditas do porta a 160,
ditas ccciesiaslicas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 100 ris : na livraria ns. 6 e 8, da pra$a
da Independencia.
I\a Californita,
oja nova, na rna do Crespo, ao p do arco de Santo
Anlonio, veudem-sc curtes de canal francezas de
muilo bous goslos a 15300 c 19300; ha grande
quanlidade para se escolher, lencui de casta brancos,
lisos e com bico 200 rs., rhias prelas francezas,
largas, para lulua 240 o covado, c muitas ostras fa-
zcudas muito baratas, a dinheiro i vista.
A melhor farinha de man-
dioca em sieras
que existe no mercado : vende-sc por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, no caes da alfandega
n. 7.
HBLOGIOS coberlos e dcscobcrlos, pequeos
engrandes, de euro e prala, palele ioglex, de um
dos nielhnres fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ultime paquelcinulez : em casa de Soulhall Mellor
& Compunhia, ua ra do Jorres n. 38.
Cal de Lisboa.
Vende-se uma porcao debarris com cal de Lisboa,
por barato preco, c retalho a 3o o barril t na roa da
Cadeia do Kecife n. ."'J
LUVAS DE TOKCAI..
Vendem-se luvas prelas de torcal, chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo baratissimo preco de I30O
o par : na ra do ijueimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
LUVAS DE TORCAL.
Vendem-se muilo superiores luvas prelas de tor-
cal, de Lisboa a 1. XI o par : na ra do Qoeimado,
oja de fa/eudas da boa fe n. 22.
Vendcm-se espingardas francezas de dous
ranos, muilo proprias para ca^a c pur muito com-
caodo preco: na ra da Cruz n. 20, primeiro
andar.
lARIMIA DE SANTA CATIIAR NA,
mu iln nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
gue Bacana /lapido, tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por pre^o commodo : a trataj
com Caetano Cyriaco^da C. M., no largo do Corpo
Saulo n. 25.
Livros Qassicos
Vendem-se osseguinles liv.01 para as aulas pre-
paratorias : liislory of Kome 38" 10, Thomps 011 2c
Poal el Virginie 2g000 ; ua praca da Independencia
ns. li e 8.
Cbelas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e conlinua-
sc a vender ua Iravessa da Madre de Dos n. 21, ar-
mazem de Joao Marlins Barros.
A boa fama
TAIXAS DE FERRO.
Na tundido da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, o defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, lano de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e era
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despeas. Os
precos sao os mais commodos.
POTASSA E CAL V1RGEI.
No anligo e j bem conhecido deposito da ra ra
Cadeia do Uecife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a presos muilo favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores satisfeilos.
Vendem-sc sellins com pertences*
patente inglez e da melhor qualida-
de que tem vindo a este mercado :
no armazem de Ada.nson Howie
vSt ('.., ra do Trapiche n. 42.
VENDE MUITO BARATO.
Leneinho: de relrct da toda as cores para peseoco
de senhora e meninas j tjjOOO, baralhos de cartas fi-
nissimas para voltaret a OO rs., toncas de l.'i.i pira
senborai e meniuas a tUHI rs., luvas de lio da Escocia
brancas e de cores para homem e senhora. a tUO,
500 e 600 rs. o par, camisas de meia muilo finas a
I?, ricas luvas de seda de todas as cores e bordadas
cora guarnicoes e borlas a 39 e 3;Vio, ricas abotoa-
duraa de madreperola e metal para odeles e palitos
a 500 e 000 rs., superiores meias de seda prelas para
senhora a --''ii, meias brancas muilissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, finissimas navalhas em
alojos para barba a 25, ricas caixas para guardar
juias a 800 e 19-50O, e.ias muito ricas com rep>rti-
meulos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2(500, .18 e 39500, papel propria para
os n.iinor.idos a 40, 60, 80 e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos muilo legantes, proprios par. eslo-
danles ou mesmo qualquer eslabelecimento pela boa
luz que oao a ,">9, travessas de verdadeiro bfalo para
prender cabello, pelo baralo preco de 19, pailas para
guardar papis a K00 rs., espelhos de parede com ar-
mario domada e sem ser duurada a 500, 700.1/ e
19300, escovas muilissimo fiuas para denles a 500 rs.,
ricos leques com plumas e espelhos e pinturas finis-
simas a 2o e 39, charuleiras finas a 29, ricas galhetei-
ras para azeile e vinagre a 29, ricas e finissimas cai-
xas para rape a 29500 e 39, penlesda bfalo, fazen-
da milito superior, para tirar piolhos a 500 rs., ditos
de m.irtiin minio bous a 400, 500 e 610 rs., resmas
de 20 quadernos de papel de lodas as cures de rolhas
pequeas a 720, riquissimos frascos com extractos
muilissimo fiuos a 192OO, 19500, 29 e 28500, jarros
de porcellaua delicados e de moderaos goslos, com
li.inh,i franceza muilo fina a 2J, frascos com essencia
de rosa a 320, paus de pomada franceza muito boa a
100 rs., frascos pequeos e crandes da verdadeira
agua de Colonia de l'tver a 480 e 19, saboniles finos
e de diversas qoalidades, pos para denles o mais fino
que pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os deutes, e oulras minias perfumaras,
tudo de muito gosto e que se vendem barato, l.soiiras
iMiilissimo finas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para cosloras, trancas de sedas de
bonitos padioes e diversas>larguras e cores, ricas fitas
de seda lisas c lavradas de todas as larguras e cores,
bicos de linho linissimos de lindos padroese lodas as
larguras, ricas franjas de algodo brancas e de cores,
proprias para corlinados, e outras mnitissimas cousas
que ludo se vende por lito barato preco, que aos pro-
prios compradores causa admiracao: na ra do (Juei-
raado, na bem conhecida luja de miudezas da bea
fama n. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome l'ires ven-
de-se superior farinha de mandioca era saceos gran-
des ; para porcoes iralase com Manuel Alves uer-
a, ua ra do Trapiche n. 1 i.
Moinhos de vento
' -apim naf undicauue D. W Bowman narua"
Brum ns. 6, Se 10.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se venda na
ruada Cruz do Reeife 11. 62, tatierna de Anlonio
Francisco Marlini as seguinltssementei de hortali-
ces, como sejara : ervilhastorta, genoveza, e de An-
gola, feij.io carrapato, rxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allemaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rab.nietes brancos e encamados, nabos ro-
lo e branco, senoiras iir.uic-- e amarellas, couves
trinchuda, lombarda, esaboia, sebola de Setubal,
scgorelha, coenlro de touceira, repolho e pimpinela,
e uma grande porrSo de diflerenles sementes, das
mais bonitas flores pargjardins.
Oh que pichin-
cha.
No l'asieio Publico, loja n.9. de Albino Jos Lei-
le, vendem se ricos cortes de meia caseraira. escora
e muito eocorpada, pele diminuto preco de 19 cada
um, ditos de brim de linbo a 800 rs., chitas finas da
cores flus a 220 o covado, dilas prelas a finas a 200
rs., chales prelos a 19200 cada um, dilos- brancos a
700 rs., chapeos de sol de panno com barras a 29,
brins de linho escuros a 220 o cavado, corles de cas-
sis chitas muito (mas a 29, e outras muilas fazendas
mais baratas do qoe se vende na California.
Genebra.
Acaba de chegar frasqueiras com verdadeira gene-
bra de Hollanda: vende-se no armazem da Tasto Ir-
m3os.
Emcasa de Henry Brunn & C., na ra da
Cruz 11. 10, ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor gosto, assim como relogios
de ouro patente.
A boa fama
VENDE BARATO.
Ricos pentes de tartaruga para cabera 49500
Dilos de alisar lambem de tartaruga .39000
Lindas meias de seda decores para criaocas I98OO
Baudejas grandes e de pinturas finas 39, 4$ e 59000
l'apel de peso e almajo o melhor que pode
haver 49OOO e 59OOO
Peonas de ac, bico de lance, o melhor qua
ha,a groza 19200
Ditas muilissimo finas sm ser de lanca 640
Oculos de armacao de ac com graduales 800
Lunetas com aunaran duurada I90OO
Dilas oom irmirlo de tartaruga I9OOO
Dilas com armacao de bfalo 500
Dilas de 2 vidros com armarao de tartaruga 39000
Toucadores de Jacaranda com bous espelhos 39000
Ditos sem ser de Jacaranda 19000 e 23000
Meias prelas compridas de lata 19800
Bengalas d. junco com bonitos casloes 500
Kicos chicles para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
Grvalas de seda de lodas as cores a 19 e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspeusorios finos de borracha a 400, 500 a
Peules muito finos para soissa.
Escovas muilo finas para cabello
Capachos piulados compridos
1JO00
I92OO
320
600
500
640
700
Boloes linissimos de madreperola para camisa 1J200
80
19500
200
29000
600
640
29OOO
29OOO
4J000
200
800
500
3JCO0
Quadernos de papel paquete muito fino
Bonitos sapalinhos de merino para enancas
Ricas canelas para pennas de ac a 120 e
Ricos porla relogios a I98OO e
Ricas canas finas de melal para rap a 500 e
Escovas muilo finas para unhas a 320 e
Ditas finissimas para cal ello 19500 e
Dilas dilas para roupa le, 19200 e
Papel de linho proprio para cartorios, resma
Pioceis finos para barba
Duzia de lapis moo fios parades-riho
Lapis finissimos para risrar, a duzia
uzias de facas e garfos finos
Dilas de facas e garfos de bataneo muilo finas 69000
Ditas ditas muilissimo finas, cabo de niarfira lojOOO
Caivetes de aparar pennas muilo finos 800
na ra .lo tjueimado, nos Oualro Cantos, na loja de
miudezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fa-
zendas da boa fe.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste champe para a bo-
tica de Jos da Cruz Sanios, na rus Nova n. 53 ,
garrafas 59500, e meias 39000, sendo falso lodo
aquelle que nao for vendido nesle deposito, ptlo
que se faz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO
Para cura de phlysica em lodosos seus difireme
graos, quer motivada por conslipaces, (osse, aslh-
Veodc-secal de Lisboa ultimamentechegada,as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Cortes de cassa pakai quem esta' de
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo raiud,
por diminuto preco de 29 o corte, ditos do eassa chi-
ta de bom gosto a 29, dilos a 2900, padrees fraoce-
zes, alpaca de seda dequadros de lodas as qpalida- 0
desa~20rs. ocuvado, Ua para vestido tambem de! ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados a
quadros a ISO o covado ; todas estas fazendas ven-
dem-, e na ra do Crespo n. 6.
L1QUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da ra dos
Quarleis n. 2i, querendo acabar as miudezas que
exislem, vende barato afim deliqoidar sem peda
de lempo.
Franja com hallas ara cortinados, peca
Papel paulado, resma, (de peso)
Dilo de peso, resma
Ua de cores para bordar, libra
1 entes rivelas douradas para calca, uma
Groza de obreias muilo. finas
Lencos de seda finos, ricos padrees
Caixa de linhas de marca
Meias para senhora por
Pentesde larlaruga>parasegorar cabello
brotas de canelas finas para pennas
Hilas de boloes linos para casaca
Meias pretas para senlfoia, duzia
Ditas ditas p.ra homem
Lacre encarnado muilo lino,libra
Papel de cores, maro de 20 quadernos
Duzia de calvetes
Espelhos de lodos os numeres, duzia
Linhas de novellos grandes para bordar
Ricas filas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas semAoslura para homem
Dilas de seda nj. 2, peca
Trancas desede branca, vara
Cai\as de raiz.'du/.ia
Pecas de filas de cs
Lapis finos, groza
Cordilo para vestido, libra
Toacas de blondo para menino
Chiquitos de merino bardado* para menino
e outrn- muito- irti-o. que selornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que n.lo se duvidara
dar om pooquinho mais barato a aquelle senhor lo-
gisla, qoe queira a dinheiro romprarmats barato
do quese compra em primeiramao.
49000
39)00
29700
7; 300
39000
100
69000
19500
210
20
49000
29OOO
29000
39200
99800
I98CO
600
20
295(10
19600
900
39300
380
400
19600
300
29400
19200
1C200
19000
_
Vende-se uma negra
2, por preco commodo.
na roa do Mondego n.
OCE
do 59 A,
coofrente ao Rosario era Sanio Antonio, avisa ao
respeitavel publico, que receben o venlaileiro doce
casca do otaba, o nielhot que he possivol ei.i'Oil-
irar-so nesta capital.
Era rasa de Tiinm Morasen & Vinassa.pra-
ja do Corpo Samo 11. 13, ha para vender Utn sor-
lituenlo completo de livros em branco.
[IOS
ing* ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados era Inglaterra: tm casada
llenrv C-ibson : ra da Cadeia do Uecifen. 52.
(assas ran s finas
40 rs. o covdo.
Na ra lo f esto u.5, vcndem-sc cas-
tas!
i'nieiv.:is lillas;
n.;>,
"1U) rs. o covailn.
Para hito.
Cilei de vestido de casal prela rom 7 varas cada
um, de bouitos padres a 2^000: veude-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a ra da
Cadeia.
Vende-se em casa de S. P. Johnston & C,
ra da Scnzala-Nova n. 42, sellins inglczes, chi-
cotes de carro e de mutilara, candieiros e castices
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-,
xa n. 07, vinho f.herry em barris, camas deTerro,
fio de vela, chumbo de muni^o, arraios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ra da Scnzala-No-
va n. 42.
Neste estabeleciment contina a haver um com-
pleto sortimento de raoeiidas e meias moendas
para engeuho, machinas do vapor e laixas de
ferro balido o coado do lodos os lmannos para
dito. .
Qoem quizer comprar um carro americano de
quairo rodas com assentos para duas pessoas, len-
do arraios o cavallo nimio ardigo : dirija-so a ra
do Trapicho n. -0, segundo andar.
No armazem de Novaes 4 C., ruada Ma-
drcdoDeosn. 12, vendo-so farinha de mandioca
em saceas de superior qualidade, por preco com-
modo.
Vendem-se barricas com farinha de Iriso da
ja conhecida marca MMM, moilo uova, e ri quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de ilenova,
e por preco commodo : a fallar com ilasto & Le-
iiios, ru. do Trapiche o. 17.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
conslruccao vertical ecom todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Ilamburgo : na ra da Cadeia, armazem 11. 8.
peilo, palpitado no coraran, coqueluche.brcuchile
dor nagarganta,e lodas asmolestiasdosorgos pul-
monares.
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a S9OOO o par (preco fio) ai
j bem conbecidas navalhas de barba, feilas pel h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas ei-
posices : vendem-se com 1 condiejo de nao agra-
dando poder o comprador devolvc-las al 30 dias
depuis da compra, restiloiudo-se a importancia : em
casa de Aususto C. de Abren, na ra da Cadeia do
Recife n. 3(i.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr de C, em Sanio
Amaro, acham-se para vende, moendas de rannas
lodas de ferro, de um modelo e conslruccao muito
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior qualidade.
1ECHAHISI0 PARA EHGE
HHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWMAN, rVA
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engennos, a sa-
ber : moendas e meias moenda da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de lodas ai propor-
coes ; crivos c boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e cuvilnoei, rooi-
uhus de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
sc'eieculam todas as encommendas com a superior
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
(BcrtttoS fttftt**&
Fugio na-dia 21 do correte de bordo do
brigue nacional BOM JESS, o mulato de nome
Raphael, do idade 30 annos pouco mais cu menos,
levou Cflca e camisa de algodozinho azul, tem fal-
le de 2 denles na frente, cabellos carapinhose ros
lo picado de bexigas : quem o apprehender leve-o
B ra do Vigario n. 5, que ser gratificado gene-
rosamente.
Em dia de Pascoa, fugio do sitio da Tamari-
neira, collegio da Conccic3o na Croz de Almas, o ne-
gro Joaquim, de idade 45 annos, grosso, boa estatu-
ra, ineio /.umlio das pernas, quebrado da venilla
direila, cujo volume be grande bstanle, he de oa-
Clo ; prometle-se a qualquer que o capturar, gene-
rosa compensaran, j que a polica nao cura deslat
cousas.
ConliDa andar fogida a prala Meraneia, cri-
oula, idade da 28 a 30 annos, pouco mais ou menos
com os sigues seguinles : falta de deotes na frente ,
uma d.s orelhas rasgada proveniente dos briucos :
quem a pegar leve-a a ra do lli um, armazem de
assuear 11. 12, que ser bem gratificado.
PERN. : TYP. DB M. F. DE FAKIA. 1856
MUTTLSDO"


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