Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07345


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Full Text

-
AUNO XXXII. N. 1O.

SEXTA FE1RA 23 DE ABRIL DE .856,
Por 5 mev.es adiantados 4$000.
Por 3 mezes vencidos 4#500.
Por anno adiantado 15, Porte fianco para o subscriptor.
DIARIO
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCAO' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da Nalitidade; Natal, o Sr. Joa-
quim 1. Pereda Jnior; Atjcan. o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cetra, o Sr. I. Jote de Olireira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodriguen Piauht, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
CeareDM ; Par, oSr. Justiniano J- Ramos ; Amazonas,o Sr. Jero-
njmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Oh'nda : todos os dias.
Caruaru, Bonito e Garanhuns : nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' eOuricury I a 13 e 28.
Goianna c Parahiba l segundas e sextas-fcirai.
Victoria e Natal.- as quintas-felras.
AUDIENCIAS DOS TilllUWFS DA CAPITAL,
Tribunal do eommercio quartas e sabbados.
Relajo : lercjs-feiras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
J ui/o do eommercio : segundas as 10 horas e quintas ao mcio-dia.
J"i/ii de ftrphaos: segundas e quintas as 10 horas.
Primeira varado civel : segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda tara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
i.I'IIi:\ii.i:iiii-.s ni i Mi:/, iik ABRIL
S La nota as 4 horas, 2fl minutos, 48 segundos da manha.
20Luacheiaas6 horas,5 minuto, e 48 segundos d,i manha.
27 guano minguanle as 9 horas, 7 minutse 48 segundos da larde.
Primeira as 0 horas e 18 minutos da ataida. '
Segunda as 9 boras e 42 minutos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
-I Segunda. S. Anselmo are.; Ss. Abdecalas c Silvio mu.
22 Terca. Ss. Soler e Caio pp. mm. ; S. Loonidcs m.
23 Quarla. S. Fiel de Segmaring.i m, f. ; S; Honorio b.
24 Quinta. Ss. Ilouoro tJ.YIilelo bb. ; S. Leoncio m.
25 Sexta* 8. Marros Evangelista : S. Jlcrmino m.
28 Sabbado. 8. l'edrode Ralis b. ; S. Cielo p. m.
27 Domingo 5. S. Teituliano b.; S. Tiburcio are.
Os senhores astignanles desle Diario que ile-
vem assignalaras, queiram ter a bondade de mnda-
las tatisfazer; pon que semelliante demora causa
grande transtorno Das transaeces, c obriza o pro-
prielario a acrificios que nao compensara os seus
inleresses. Talvez julgne-ae que esla quantia he mui
ilininiuta. mas multiplicada por muitos conslilue
urna grande somma. Yemus que a demora do pasa-
mento nao be motivada por falta de meios.e sim pe-
la pouca importancia que cada um di a este paga-
menio. Entretanto, este procedimenlo nao asta* de
harmona coro os estarlos que o propietario fazpa
ra raanter o jornal no p em que se neda, e salisfa-
aer as oecessidades de seas Ititoref. Ern eonsejuen-
cii da quadra calamitosa porque tojos pastamos,
liouve bastante deferencia para com aquelles que se
aehavam n dever; mas hoje que as cousas tem me-
Ihorado, o proprielario espera que seja allendido as
toas justas reclamacoes, afim de que possa satisfazer
eos compromissos.
PARTE QFPIC1AL
Rio de Janeiro.Mioi.lerio dos negocios da guer-
ra, em ti de abril de 1836.Illm. e Exm. Sr.
Havendo-ma sido transmiltida pelo Sr. ministro da
- jottica copia do olllcio de V. Re. datado de 13 de
levereiro prximo pastado, pedindo approvac.ao da
deliberaran que lomou de chamar ao serviro de
destacamento em batalhAo da guarda nacional para
miliar a foifa.de linha na guaruirAo deesa eapilal-
e inesmo em nitros pontos onde a" invaso do chu,
lera o exiga, approvinessa deliberadlo de V. BlC,
"islas as cirrumilancia. exlraordinanas em que e
tem adiado ; mas logo que ellas cessem, il extra dis-
pensar o dito batalhilo. pete quo a forra do exercito
acantonada n'essa provincia he mais que ullicieole
para a ua guatnirao.lieos guarde i) V. BlC
Varaste: de Catciat.Sr. presidente da provincia
de Pernambuco.
-.-
RISPADO DE PERNAMBUCO.
Dom Joo da P trificaco Marques Verdigan, co-
nejo regranlt de .*>. Agostinho, por grava de Dos
e da .Santa Si Apottotica. bispo de l'ernambueo
do contelho di S. M. I. e C. etc.
A lodos os no sos diocesanos saude, pata bcnrlio
em nome de .lesos Chrisln.
He com singcJlar regosiio, predilectos lilbo-, que
vos recordamos magestosn Ressurreirao do L'nige-
nilo lilho de Deo, admiravelmente publicada, e com
a melhor dispon ao acreditada, em virtude das irre-
Irasaveis e verid -as provas que a itluslraram para
eterna ventura o s verdadeiros crentes.
Posto que nos couvencamns de que os nossos dio-
cesanos acreditan innimemente o maravilhoio mi-
mysterio de que tratamos, todava, n,1o podpmos re-
gosijar-nos que si ja igualmente unnime a vivacida-
dede sua crenca >ara com este imporlantissimo dog-
ma, quando nao i eliberadns a seguir a Jess Chri-o
crncilicado por a or dosbomens.
Ressuscitar em espirito com o Divido Salvador, be
o primeiro dpver le todo aquello que profcssn a ver-
dadeiradoutrina. O .contrario senlimenlo disrorda
com a perfeila er nra, que nos persuade o orna-
menlodas qualida les para ressuscitar. com Jess Chris-
to, e por amor de Jess Chrislo, cujo -lorioso Irinm-
pho, o maior de la omnipotencia, jamis se pude
negar sem irrosari-lhe sravissima injuria, comprova-
do o portentoso lati de sua ressurreirao, pela ver-
dica aiserr.in daqjuellcs que, examinando o Sepul-
cro em que linh sido deposil.do o Sacrali-simo
Corpo de Jess Chri-in, smnente acharam n lenrnl c
o veo em que fura envolvido, como narra o sagrado
Esla cnri^aj^MMa^yaim'-1 Ressurreirao, predcta
por Jess Cliriilo. he, sem a menor hesitai;ao, a mes-
ma que foi presenciada pelos apostlos que rom elle
conversaram c comeram ramiliaruienle: depos que
resorsio d'entre os morios, apesa'r d'impuciiiaila pelos
principes do poto judaico com a maior ouiadia, c
Teroi orgullio, quando, nAo pndendo nega-la pro-
metleram grande somma de dinbeiro nos goardas do
Sepulcro para poblicarem ter sido I nrl.nl.i o Corpo do
Crucificado na oqcasao em que dormiam, segundo
nos retere o Kvangelbo de S. Mitbeu*.
Religiosamente arredilada por qoasi tres mil pes-
soas convertidas na primeira allorurAo, que ao poto
dirigi o chefe do Collegio Apostlico no solemnissi-
mo da de Penlecosle, e por cinco rail na segunda,
como nosdizem 09 actos dos apostlos, fui fnalmen-
le confesiada em lodo o orbe por mais de dezescle
-nilhues de martvres, que derramaram o proprio
saugue em defeza da religiaode Jess Chrislo morlo,
e ressuscitada para gratuitamente asraciar-nos com o
precioso dom da liberdade, pela qual isenlou do ca-
tiveiro da culpa os que condemnam como insu-
srtavel qualquerlreligiao dissonantc dado Cordeiro
m m aculado.
Se attentamente considerarmos o nrocedimenlo da
maior parle dos chrisCins, habitantei no globo terres-
tre, recordar-nos-hemos quo se lisongei.m de pre-
larcrenra ao inellabilissimo ministerio da Ressnrrei-
ro do humem Dees ; seremos porcm conslrangidos
a acredilar mais saperncial, que sincera, loa renca,
quando as paixoes nAo sejam cxliuclas pela subonii-
nacAo da carne ao espirito ; quando a orcasiao pr-
xima de peccar, nao seja inteiramenle detestada ;
quando principalmente em pocas calamitosas, e de
geral oppretsAo, se rommetlam os maiores deliclos
contra caridade fraterna, para saciar a srdida am-
bicio ; quando se perpelram acroes anle-clirislaas,
pelo que se defraude o jornal, o alimento, e vestuario
aos que trabalham, sejam livres, sejam sujelns;
quando haja couiplicilade no rrime ; quando nAo
estejarp em observancia ot preceitos da santa igreja,
prererivelmenlc n do baptismo e penitencia, sem os
quaes nao ha direilo i salvarao ; quando o Irabalho
no campo, e as cartas sejam 'impo-laisobre animae.
as nas publicas.pelas quaes traiisitcm carroras car-
regadas nos dumiiigos e dias sanios, nos quas lam-
ben! se eomprehenda a publica lavage de roupa ;
quando a insensibilidade divina indignado, pela
ol)lin.ir.in do rorar.in desieoe incorregiveis e indo-
eeis, os mesmos que pelolesleuiunlio da propria con-
vierto, comprehendam qoAo benigna be a correcrAo
enviada pela ineflavel mizericordia, que nao quer a
roorte do peccador, mas que este se converta e viva ;
quando seja provocada a ira celeste pela pertinacia
culpa, particularmente do lempo em que o temor fi-
lial implora a iseuc.lo da tribularAo. ou sua n.nnra-
cAo ; quando o odio, a rixa e a discurdia estejam em
acrAo contra o preceito da dilerrAo de lieos, c dos
nossos irmaos ; quando finalmente'o Chrishcidio sejp
reiterado pela reindicenria na culpa mortal.
^NAo se pode dizer viva crenra entre aquelles que
eommetterem osles c milin. exessos.
Deploravel he a orle dos que esperam canseguir a
elerna gloria someule porque prolessAo o rhrislianis-
mo. sem que o exercicio das virtades declare viva a
sua fe NAo he possvel a consecu^Ao dos fins, sem
a prestaran dos meios.
A Ressurreirao espiritual, csscncialinentc necessa-
ria para o gozo da vida eterna, he a nica qualida-
de, que desisua os chrslAos superiores a todos os
vicios, e paixoes reprimidas pela consummada mor-
tilicacAo dos sentidos.
Rogamos aos nossos diocesanos queiram gravar em
seos corarOes esta aprcciavel verdade ; e se o com-
mum inimigo ss esforrar (como he de esperar i per-
suadir-Ibes a diflculdade ou imposiitf'idade, na pra-
tica de loda a Justina, resolvam-se a rechazar rora-
josamenle a imbecilidade do astuto seductor, des-
pre/sndo quaesquer illuses,suggcridii ;ci diabli-
ca malignidade.sempre predisposlaa impugnara vic-
toria, ou inutilisar seus efleitos) assigoalada aos que
pela indispensaval violcucia, conseguem a fruicao do
eterno prazer.
lista violencia he a que um ronsideravel numero
de habitantes nesla provincia, delido no concubina-
to, lem pralicado mauireslando sua penitencia por
meio de supplicas a nos dirigidas.desde que a epide-
uemia pnncipiou a grassar, sem que um so requeri-
nieiiio desmerecesse uosta mais seria rellexo, para
acuitar, se.n abuso da jurisdicrao episcopal, a uniao
conjugal na couformidade das leis. que a delerminam.
1'rn.trados ao pes de Elemo Pastor ; reconhere-
mos este famoso aconlerimenlo, que expomos com a
maior salisfarAo do nosso espirilo.disposlo a occorrer
ao pengoso estado da elerna reprovacAo. no qual
vivem enllocados os errantes do cammh'o da verdade.
.Vio nos he permittida a prolongacao do presente
discurso, pois que nos apraz exhortar succintamenlc
o nossos diocesanos ,i digna celebrarlo dos misterios
i AscencAo de Jess Chrislo ao ceo no monte Oli-
tele, e dadescida do Espirito Santo sobre os apost-
los em Jerusalem, os quaes prximamente devemo.
solemnisar. se oulra uao for a Divina disposirao.
A .\scen.;,lo de Jess Chrislo, verificada quaren-
ta das depos de sua Ressnrre.rao, he sem duvida
um acto, que deve inllammar nossos coraroes- no
amor p,,ra com o benigno Redemplor, e Salvador
das almas, que rcmio com seu precioso sangue. A
ternura, qu mullos Santos manifestaran! para com
esse myilarto, he digna de allectuosa imitar.lo.
Jesu. Cluisto vlclorioso, e Iriumplianle, nos ins-
true no cumprimento de nossos deveres, para que
animados pelo seu exemplo, renunciemos a lod!. o
genero de prevaricaran, por cuj.i sequilo u preva-
ricadores uifruclirerainenle preleinlem conlentar
insaciabilidade do coracao mundano.
Occorremos a esla inconveniencia, contemplando
a oadocidade das honras c rioaezai (emporaes, e li-
xanitn m nal vistas naquelles bens ctlesles, que
quanlo mais se gozam, mais se apelecem.
Se a eslcsdirigirmos nossas vistas, nos os julsare-
mos credores de nossa estima,e aprern.
Trilbemos o caininlio que Jess Chrislo nos de-
monslrou, certos que nao ha nutro, que perene-
mente nos possa felicitar. Elevinido-ae Jeos Chris-
lo da Ierra para o Ceo, delerminemn-nos a repu-
lir os allcclos lorenos <[ue uos privara de applaoilir
ENCi\RREGADOS DA SCIISCRIPCAO NO SI.X.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia o Sr. D. n,,r,r
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Marlim. '
U PERNAMBUCO.
O proprielario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria, na sua
hvrana, praja da Independencia ns. 6e 8.
EITERIOH.
PORTUGAL.
O dia de hoje, lixado para a distribuirn dos
premios, conferidos aos exposilores porlu:uezes pelo
grande jurt da exposi^Ao universal de IK.V), foi um
dia glorioso para o paiz e para a sua induslna.
Pouco antes de ume hora da tarde a sala da li-
vraria da academia real das sciencias, apresenlava
um espectculo novo e convenientemente disposlo
para a importante solemnidade a que linha sido
destinada.
Os adornos que a vesliam de galla nAo llie escon-
dern! as formas graves, nem o carcter proprio ao
estudo, condecidos de lodos os frequentadores da au-
liga e rica bibliotbeca do contento de Jess.
medalhas de premio, e dando S. M. el-rei a cada
expositor a respecliva medallia, que recebia do mi-
nislro das obras publicas, eommercio'e industria, a
quem M enlregava o commissario regio a proporcao
que o chele da reparlirao das manufacturas ia no-
meainlo os exposilores. |
Tendo o commissario regio obtido liceo i de S.
M. para se proclamaren! os nome. dos expositores
que linliam obtido as cenlo equiuze mengues hon-
rosas, foram taes nomes lidos pelo referido chefe de
repartidlo.
Aoaom festivo da msica desceu S. M. do llirono
c sahioda sala acompauhado do mesino squito com
que entrara, tendo sido saudado ao passar peno
dos exposilores premiados com bstanles vivas, que
espontneamente sahiram do coraroes dominados
pela gralidAo.
A presenta de S. M. o Sr. D. Fernando nesla
gressito dos diverros ramos da iudiislrla porluuue-
za e o milito que desejo anima-la : por estes re>|iei-
los, e con-iilerando, os nissos exposilores, abaixo
mencionados romo representantes da industria na-
cional na solemne festividade da exposicao uniter-
sal de Pars : bei por bem fazer merc de nomcar
cavalleiros da enliga e muilo nobre ordein da Torre
e Espada do valor lealdade e mrito as sefjbinlea
peisoas : Amonio Pol>carpo, barita do Seixo, An-
tonio de Almeda Coulinho c Lemos, llernardo l'e-
rnl.i at.* 1.'_____:___1, .,.,_ a. ..
I'roa
axa de velludo purpura, orrava a ballauslrada ga-
lera superior e servia de fundo, donde se deslaca- ceremonia foi tisla com geral aalisfarao ; porque os
por
patria.
Omemoravelda.em que o Espirito Sanio bai-
xnu em visitis linguas de logo sobra os apoUolos
lieaquelle, que a santa igreja manda festejar com i
maior macuiliccncia, acreditando que e.-le sin-ular
prodiaio comprehendo a perfeielo da grande "obra
da KedcinprAoa consumarAo de lodos os mxsterios
da rcligiSo, a solemne promulgarlo da le di erara
e o ultimo sello da nova allianra, como diiem s
Santos Padres.
De todas eslas considerares devemo. colligir
quauta seja a venerara, c reverencia qoe nes mere-
ce este profundo arcano, por meio do qual llore.ee
lodo o Divino poder, c sabedoria, que nos illumina
para praticarmos loda a verdade, isentandn das (re-
tas do erro os que estejam deudos na ignorancia
on esquccimenlo dos proprios deveres, que a reli-
giao presrreve.
O Jlivinn Parclito descend) prodigiosamente so
breo, apostlos, e mais discpulos de Jess Chrislo,
congregados em nnmern de qumi cenlo e viole, pre-
sidida esta rcspeilavel as-emblca por Mara Sanlis-
sima, iiillaninioii exlranrdinariameiile seus corarla
no amor de Dos e do prximo, communicando-lhes
loda a sabedoria, de que eram smcepliveis, rs-cessa-
ria para o exercicio da missAo, que por Jns Chris-
lo Ihes foi incumbida em lodo o univers.
Jamis se pode duvidar que sinlam os mesmos el-
rcilos aquelles que se esforram a nio desmerecer a
benevolencia do Espirito Sanio, em cujos auxilios
nao pode hater a corauem neeisiaria para repellir
as lenlaros, cujo assenso nos declara inaptos para a
nossa futura predeslinacAo.
va tima llalla de fesies de seda com as cores na-
cionaes. Em cada v.io das ja::ellasda ni runa aale-
ria eslava um Iropheu de baudeiras, suslido
urna coroa de louro.
Os estandartes das nacoes exposiloras, represen-
lando as diversas nacionalidades, que haviam con-
ferido os premios, faziam parte desles tropheus.
as jaoellas inferiores se viam transparentes, con-
tendo assumpios que diziam respeilo a exposirAo.
No topo da sala se levanlat a um lliruno coreado
pelas armas de Portugal e da tranca, unidas em um
S" escudo. De um lado deste stmbolo de conside-
ratAo pelo imperio a que se deve a exposirAo de
ISJ, pe.idia a baudeira porlugueza, e de out'ro la-
do a baudeira frauceza. Em um terco da sala a
partir do Ihrono. se haviam reservado lugares para
os ministros, corpo diplomtico, Corpus legislativos,
academia das sriencias. Iribunaes, escolas, corpu-
rares, commissario regio de Portugal a expsito
de Taris, commissOes central e de estudo da mesma
exposicao, expositores premiados e uAo premiados,
e .iiHici.icoei indoslnaes.
O resto da sala foi desuado a quem linha bi-
liiele deadmjssao. Cerca de mil e quinhenlas pes-
soas oceupavam as cadeiras, que enchiam a aaleria
esala, deixando no centro a passagent precisa para
passar el-rei e o seo seqoilo. Duas alias da guarda
real dos archeiroe eslatam postadas nesta
sagem. .
A' urna hora a mutii-a da guarda de honra an-
nunciou a chegada das pessoas reaes. Os ministre!
os menibros dos corpos legislativos, c da academia,
o commissario regio, e as' commissoes ceirtfal, c de
esludo, dcsceram logo a porta da entrada. E ahi
liveram lodos a honra de beijar a m.io a el-rei, a S.
M. o Sr. D. Fernando, e a S. A. R. o Sr. infante
D. I.uiz. Cliegando o preslilo a porta da sala, rom-
peo a orcheslra, collorada na galera, o hvmoo do
el-rei, c desde que SS. MM. e A. R. entraram, al
lomarem assenlo no Ihrono, todas as pessoas pr-
senles se consertaram ero pe. l.'m siendo respei-
loso e conimovcnle, porque sigmlicava a satisracao
mlima de lanos cenleuarcs de corarOes, dspoz os
espiritos para a solemninade que ia comerar.
S. Exc. o Sr. cnnselheiro de estado, Amonio Jos
de Avila, commissario regio de Portugal na exposi-
rAo de Paris, aproximou-se do Ihrono e depois
de receber as ordeus de S. M., leu um discurso no
qual soube conler em breve quadroa importancia
do seu encargoa gloria que para o noiso paiz re-
sullou dos premios oblidosa gralidAo que a indus-
tria devia a el rei pela sua augusta preseura naquel-
le lugar, e a homenagein recordativa das d'istincroes
e auxilio, que rerolieu do principe NapoleOo, prsi-
denle da commissAo imperial, e de todos ns vocaet
que a compiinliain.
pas-
ados eoveriiaroenlaes relalivos a exposira, pcrlcn-
cem ao numere dos muitos qua illuslrara'm a regen-
cia de S. M.
E assim acahou urna solemnidade, sem exemplo
oa nossa historia, da qual se podera dizer com ver-
dade. que se para elogiar os feilvsde um grande rei
que Dudara o seu reinado, um orador celebre achou
bstanle o silencio, a um grande escriplor bastara uo
futuro esla aeclu de cl-rei D. Pedro V, para em
orna pasina mmorlal imcrever o elogio completo de
mu reinado, que para ser grande s carece de que
Dos o permita lAo duiadouro quanto o desejam
lodos os porloguezes.f. de S.
Senbor O augusto pai de V. M. emquanln re-
gente deites reinos, durante a minoridade de V. M.
encarregiu-me da honrosa missAo de representar o
necee pai/. junto a rommissao imperial da ExposicAo
universal dos productos da industria, e bellas-arles,
que leve lugar em Paris no anno lindo. A esla cir-
cunstancia devo a honra insigne de poder depositar
hoje as reaes mansde V. M. as centoe oilo meda-
lhas, que foram concedidas aos nossos expositores
pelo grande jury internacional da mesma expo-
lirao.
V. M. dignando-se distribuir aos agraciados estes
lilulos de gloria, que liveiam a fortuna de obler
naquelle mernoravel conrurso, dal-hes urna nov;
c valiossima recompensa.l que demonstra o alio
apret em que V. M. tem os trabalbos da indos-
tria, e servir de estimulo aos nossos productos
para empregarem lodos os seus meios .a fin de que
a industria porlugueza possa em breve rivalisar
com a dos paizes mais cultos.
Alero destas medalhas aiuda foram concedidas aos
nossos expositores cenlo e quinze menres honrosas,
cujos diplomas me nAo loraro remeliidos por ein-
quanlo. Rogo a V. M. se sirva permitlir. que os
nomes dos premiados sejam proclamados ueste dia
solemne, um dos mais bellos que podiam inaugu-
rar o esperanzoso reinado de V. Al.
Tendo dado conla a V. M. n'um relalorio especial
de ludo o que occorreu em relarAo a commissAo, de
que fui encorreado, seria iuopportuno fatigar agora
a allenrao de V. II., repelindo as provas de subida
estima, em que foram lulos os productos da nossa
industria, comparando o numero dos premios obli-
dos xom o dos nossos expositores, e com o dos pre-
mios concedidos as industrias das oolras najos. En-
lendo com ludo, dever expressar de novo na augus-
ta presenra de V. M. a ininlia gralidao para com a
commissAo imperial, sobre ludo para com o seu il-
luslre presidente sua alteza imperial o principe Na-
poleAo emqoem enconlrei sempre o acoiliimento
mais benvolo, e sem o qual naKne tena sido pos-
svel superar as dilculd.ilrs. de que me vi cercado.
O conselhciro de estado, comissario regio, .fu-
o mezde selembro era a ultima da legislatura, la-
se proceder as elcicocs geraes no comero de 1855, e
nossa nova provarao a tranqnillidade do paiz nAo se
desmenlio.
A eleirlo dos senadores e dos depotados fez-seno
ntezde marro de IS55, e sabio do escrutinio urna
immensa maioria favuravel ao goveruq. Assim a
sos-Ao de 1855 abrio-se no I. de jonho dlanle de
urna -iiii.n-i que pouco mudou. As cmaras, as
quaes entraram homens novos, cslAo por assim dizer
reir l.eilan. Francisco Rodriaues BaUlha, Ignacio b.>
Mig.iel llirsb. Joaquim Jn.o Judice dos Santos, Jos, moa exceprao de um merohro do'gabinele, o Sr.
.1 lior o .ornes, Jo.c Mana da lonseca. e Vicente i Ocbaaavia, que deixou o ministerio da ,utira e foi
jse ,ie Ualro. a ministro c secretario de estado ubsliiuido pelo Sr. Francisco Javier Ovalle. ioven
eiecour rC1" aSS""' l''"h', el"c,"l'',0'e rja f1!"'^0 ;,'".da p?-uco. cu"hec',,n- O principal mi-
Paco das Neccssidades em 211 de marro de 1836.*
Rti.Rodrigo da Fonseca Magalhef'.
! Recotuca de Settmliro.
O CHILE.
Presdeme da rrpublica o Sr. Manoel Monll.
185 IK55.
Siluacao geral do Chile.SessAo legislativa de IH.i4.
O paiz e o governo.Eleiroes geraes.Rela-
ces exteriores.O Chile e o (ralado de JO de no-
vembro de IS.I entre o Equador eos Esladns-
Lnidos.1-naneas do Chile.Movimenlo com-
mcrcial de 1854.As minas.Trabalbos pblicos
e estradas de ferro,
lia duas repblicas na America livres das perlur-
barnes e da locura***'-------*
gandas pelo eoverno, e este de sua parte de o roes-
excepr,) de nm men '
avia, que deixou o ministerio da juslira e foi
nutro de anda o Sr. Antonio Varas. No momento
anda lAo rcenle da reuniao das cmaras, qual era
a siluacAo real da repblica' O presidente, o Sr.
Monll o cxpunlra na sua mensagem, tal qual a resu-
mimos. Moslrava a paz interior fortalecida, a ad-
mimstrarao-proseguiudo sem obstculos; nao resta-
va mais as pris'es nenbum reo poltico, c elle lize-
ra largo uso do direilo de amnislia para com os ho-
mens comprometilos pela rrise de 1851. Os inle-
resses materiaes deseuvolviain-se com rapidez. A
fazenda publica melhorava gradualmente. A divi-
da exterior e a divida interior, ponlualmente servi-
das em seu lucro ecra sua amorlisarao eram reduzi-
das sucressitmenle, a No vasto cainpo de melhora-
menlos qoe abre-se adminisIrarAo, dizia o Sr.
Monll terminando, algumas obras noval foram em-
prendidas, oulras sao preparadas. Essa marcha
proaressiva, regulad! pela prudencia, he a situarlo
avel anarrhiaque llagellam suas ir-normal da repblica, e cont com OTOO apio
e Teaae conrorso para lal obra. Obedecemos a urna
le das sociedades que nunca foi mais imperiosa do
que no lempo presente, a do adiantamenlo. Ja
veem ns leilores que a historia poltica interior do
Chile re maas. Urna be a ile Coala Rica, a menor de todas
as que se formaram dos deslrocos do enligo iinpeiio
beapanhol a ootra be o Chile, o qnal nao cessa de
ser no Novo Mundo a repblica excepcional pela paz
nt ariavel de que goza, pela direcr.lo sensata dada
aos seus negocios, pelo movimeulo ascencional de
seus inleresses. Nao queremos dizer que o Chile
nao lenha lulo agitar-s; mas Iriumphou dcllas, e
oshabnos de ordem, de leealidade e de Irabalho
prevaleceram sobre os elementos de revolucao. Ha
ah sobretudo um fado nnlavel, be a ausencia dos
anlagonismos mililares, das ambieOes soldadescas
a que acham-se por toda a parle as repblicas' sul-
amercanai, como um dissclveute das leis e doscos-
lumes pblicos. Todava ha chefes militares no
Chile ; dous generaes oceuparam successiva-nenle o
poder; porcm depois de terem estado frente do
governo reliraram-se para a vida privada, e nao rui-
daram em recobrar pela forra a aulordade. que nao
poijvim mais exercer legalmente. Nao foiam ebe-
fes de parlido, e a repblica Chilena nao lem ti.to
succederem-se as dictaduras epliemeras que sao ao
mesmo tenido amargo fructo e causa permanente de
guerra intestina,
A vida poltica do Chile lem conservado um ca-
eos. Aules do flm do anno de 185i linha-se expor-
tado pelos porlos do sul s do dislriclo de Copiapo
367 marcos de ouro (a exportarlo do ouro aqu so-
monte he calculada quanlo aos seis primeiros mezes)
331,61)-! marcos de prata em barras, e 105,989 qoiu-
taes de prata bruta, 12,473 quintaes de cobre em
barra e 19U.78 quintaes decobre brulo. A expor-
tarlo tolal de 1854 era avallada em 6,913.830 pias-
tras ; o que aprsenla relativamente, a 1853 um
augmento de 1,513.701 piastras.
(Jue he preciso para dar um carcter dnradoorola
esse movimenlo material ? a primeira condirao
li a paz, o forlalecimenlo da segoranca. He ms-
ler alem disto abrir as vas a todos os elementos de
prosperidade publica por meio de trabalbos qoe
ponham em communicacao os diversos pontos do
paiz, e por meio de emprezas qoe licuero o Chile a
lodasas nacoes commerciaes. He esse tambera um
dos principad objectos da altencAo nessa pequea
repblica. L'llimamenle o Sr. (irillin, concessio-
nario de urna linha de navegacoa vapor entre Li-
verpool e Valparaso chegou|au Chile para orgaoisar o
servido que ah se lem de eslabelecer. Algumai es-
tradas de ferro constroem-se igualmente. A de San-
liago a \ alparaiso poder servir daqui a pouco lem-
po. Acaba da formar-se urna companhia para ou-
tra estrada de ierro entre Santiago e Talca no sul
da repblica. O capital necessario he 3 milboes
de piastras, e realisou-se promplamente mesmo no
paiz. Sao signaesdeactividade |real; de desenvol-
vimenlo crescente. Todava releva nao desprezar
o que ha s|vezes de artificial e de precario as obras
desses paizes que fazem caminhos de ferro, estabele-
cem lindas lelegraphicasem condices lio pouco fir-
me', l.ma linha de leleerapbo elctrico fora creada
entre Valparaizo e Santiago ; ha poucos mezes a
rompanhia falli, o material foi vendido, e o serviro
ficou suspenso at que o governo poude mandar vir
da Europa novo material. He que esses estados
faz-se mister adquiram por um Irabalho lento a
somma de civilisarAo que comportam lodos os aper-
feicoamenlos.
rara",T ,\ *** ***"", ""' c lem 'li",li^ oulro I completamente : he o tratado asignado a M de no-
vembrn de 1851 pelo Equador com OSEsldbs-Uoi-
Sr. Monll envin logo um ministro Jlcnipo-
<;< I tontiiar.se oulra qnealio que pede exerrler s-1 nAo devem apropriar a si todasas invencoes.'lodos os
na iniluenria sobre o estado do paiz. Essa queslao aperfeiroamenlns da arle e da indnstria da Europa
nao lie oulra senao a prxima eleirio presi-lencial ''
que da de ser feila daqui a um auno". Todas as pro-
babilidades parecem rcuuir-se em favor da reeleirAo
do presidente aclual, deai como ja aconleceu os
seus predecessores, os quaes oceuparam sueceniva-
meme o poder durante dez annos. Primeiramente
como ministro, e depois como edefe de Estados o
Sr. Monl lem mostrado serias qualidades de-gover-
no. e o que servir mais para a sua reeleicAo de sem
duvida a liluaelo em que se aeda o Chile.
Litro de loJa a complicaiao interior essa situaran
n id de menos regular uo poni de visla exterior .
As relarcsdo Chile com os outros paizes permane-
cen) indcpendenl's das crises que lem aguado ha
um anuo tamo o Novo Mundo como a Europa. Si)
um tocto inquielou o governo de Santiago, e leria
sem duvida provocado da parle da repblica chilena
urna intervcnr.io formal, se se bouvesse realisado
Dirijamos nossos penumcnlos, palatras c aejoes,
a fazer brilhar, e re.p'andercr a religiao, que pro-
fessamos, para que produc os mesmos efleitos, que
a predica apostlica causou. Seja lal o nosso pro-
cedimenlo, c,ue designe viva a nossa f, certa, nos-
sa esperanra, edificaliva c ellicaz nassa raridsde.
Aprecien
A MAIMVRM DAS HLHEBES.
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
XX,
Se algons de nossos leilorts liverrm lenlecfiea de
ntraohar urna conversarlo tan livremenle continua-
da em pleno ar, nos os convidaremos a ir em pessoa
es nove horas da Roite ao passeio dos Invlidos,
pon lirarjo convencidos de que nao ha lugar mais
commodo para fallir-se de seus negocios e al dos
negocios publieos. Rogaremos tambem aos mesmos
leilores qoe dignem-se considerar que esle dialogo
leve lugar ha mais de dez annos, e quo enlao o pas-
tero; dos Invlidos ra ainda menos freqoeulado que
nos nossos dias, o qoe lornsva-o inleiramente pro-
prio para as tcenas do genero daquclla de que nos
fizamos historiador.
Ufano de excitar >|tal ponto o inleressc de seu oil-
viute Mr. Blandan! parou, fagoo as barbas, c pa-
receo hesitar.
Eia! disse Filippc, cujo ststema nervoso eslava
sobremaneira desenvolvido.
Em meu lugar como leria procedido vossa se-
nhoria I perguutou Mr. Blanchard.
Por favor...
NAo, lenho curiosidade d*e sader qual leria si-
do sua conducta.
IV.Io-sei.
Ah!
Mas nAo he de mim que se Irala.
Cucordc em que era misier desenvolver iima
imaginMjio de Mascarille, urna llexibilidadc de Sbri-
gani ; que convinha empregar ardis, ler a visla c o
oovide altelos, e a bolsa de Almaviva na miio de
Fgaro !
Concordo.
Era minha etlre, Mr. Betlc, e agradeco-lhe
a bondade com que vossa senhoria della se infoima.
Filippe nao responden.
Mr. Blanchard tendo esgolado sua casquilharia de
narrador, lomou :
A principio empreguei s os ardis ordinarios.
Escolhi para comerar a casa quefica justamente di-
ente de nos : ella parecen-me a mais modesta e a
mais acceuivel. Bati porta. Urna porteira abrio-
ma examinando-me da cabeca al es ps, e pergun-
tou-me o que qnena. Antas de responder-lhe achei
conforme as leis da polidez enllocar minhas indispo-
sijoes sob a protecco de vinle francos. A porteira
(*) Vida Dtrio n. 96.
urna religiao annonciada em pleno dia
e na solemnidade de urna fesla celebrada em Jeru-
salem por muilos mil uacionaes, e estrangeiros de
dilferenles nafes. Amemos a juslira, c adiemos a
iniquidade, e o Espirito Sanio nos protegen com as
suas luze, para nao desmerecermos a oblenrao da
elerna felicidadc.
Palacio da Soledado I\ de abril de 1856.
Joao, bispo diocesano.
adoplar grandes c luminosas ideas. Esle disenno foi
mais urna prova. enlre tantas, da elevarn dos sen-
limculos de S. Exc. e da ronscicnciacom que cum-
pno os deteres da sua commissao 1,1o superior em
honra como elevada no encargo.
leudo terminado o commissario rigi, e depois
de breve pausa, S. M. el-rei pronnncinu um discur-
so cm que se retela a alma do rr. do principe su-
periormente Ilustrado, e do dAdlO que mais presa
a patria e sna gloria. O rtaosijo que as primei-
ras palewasS. M. expressru sentir, neste dia lao
solemne para a industria nacional, via-se perfeita-
menla na animaran da phisionomia. e na comraocAo
que por vezes insManeameute corlara a sonora
emissAo da sua xr* lo sympaldica como grave. O
edeito daquclla palatras do discurso dirigido aos
exposilores, n que S. M. dizque os premios, re-
presenlandJ os esforros do Irabalho industrial e agr-
cola, osao podia deixar entregar por oulras mAos
que ni tosiem as aoas, t inculando esla missAo da
re:1-benovolencia ao deter de monarcha, produ-
HTam um elleilo profondo em toda a assemblea.
A commocao augmenlou, c cm quasi todo o au-
dilorio se couverleu em lagrimas de jubilo, quando
.>. H. disse, que tmha resglvido honrar a induslrja
nacional em alguns dos exposilores premiados, con-
rerindo-lhes e grao de cavallciro da enliga e muilo
nobre ordem da lorre Kspada do valor lealdade e
ment, instituida por sen augusto avn;e quando
.>. M. ao arabar de se referir as insignias desla or-
dem que por suas regias mAos ia dar aos agraciados
otiiou para os expositores, como que para Ibes acom-
panhar aquella subida prova do seu paternal alTeclo
com um desses olhares que dao vida a palavra, e a
dmgem ao mais intimo da alma de
ouveni.
quanlo. a
mormurou. tnmoua moeda, conlemplou-a, e volluu
para a sua sala.
Sem agradercr-lhe '.'
Sem dizer-me nada. Sorprezuptr esse procedi-
menlo cu ia fazer um limidu prnlesm, quando ella
reappareceu Irazendo qualro moedas de cem sodios,
as quaes melteu-mc na mo pro'erindo eslas pala-
vras memoraveis :
De oulra vez, senhnr, dirya-so a oolra parle :
ha um cambista na ra do Bic. E fechou-me a
porla >s costas.
Era mo cometo.
Convenho. Peinando cae a rara dos porleiros
nAo se tiuba seralmente rrodelado por esse tvpo de
bronze, fui locar orna 'simia um pouco adianic na-
quelle palario ornado de rolumne elegantes, mas de-
lendido por urna grade de langas de ferro. Desta
vez foram os cAes que rrc responderam.
Caes V
Verdadeiros mobssos de carnee de...denles,
coja visilanciabesemltividamanlidapor umalimen-
to insulciente. Rclrei-me dahi. Em oulros pon-
tos nao fui mais felr.. Debadle inculquei-me por
empregado do caiaslro, por concerlador de por-
celanas, por inspeaor das linhas de telegraplio elc-
trico, todos ouvian-me quasi distradidos e respoudi-
am-rae i propomo. Isso deleilava-me.
Oue isso .rlrii.u.1-0 '.'
Infelizmeile. Era para mim urna comedia de
intriga, um eneiln liespandol ; eu recomerava Lope
de Vega, Beaimarrhais, a prerawao intil, muda-
va de irageede dialectos, ailiava regularmente a ca-
sa de Rosin'.
Sim -mas licava a porla.
Ouc-me ; eu eslava s no primeiro aclo, disse
Mr. Hlanliard.
Erifim imaginou alguma cousa ?
Tuba vislo finalmenle om jardineiro mais nc-
cupadede regar a guela do que as llores, Esse jar-
dineinvinha lodas as mandan e vollava lodas as
nuiles; por quanlo seu sexo fazia-o rahir debaixodo
oslraismo commum. Morava em Grenelle ; mas
seu *IBeil0era em rasa de um mercador de vinhos
ila na do Cmela. Meo papel eslava Irarado no
reprlorio da opera cmica. Ilastava-mc cnsullar
as iisitandiner, em prego dos Juliel, primeiro baixo
cnico, elr.
Travnu conliecimen'o com esse homem l
-Urna noile segui-o. e entrei com elle na Liber-
na Tivera o cuidado de lomar um exterior que nao
Ihi infundisse respeilo : urna blusa c um chapeo de
pana. O jardineiro acceilou urna garrafa de vinho,
e :spondcu com um litro que foram o preludio de
n i serie de liharoesque nos igualaram ios Suissos
mis afamados, ou aos habitantes do Templo.
Apre! disse Filippe.
Eiiibriaguci-o, mas nao sobe nada. O patife
itava arrolhado como urna garrafa de Chaleau Mar-
aux, bem entendido, eslava arrolhado pelo idio-
ismo. Era brando, indillerenlc e tmido ; a especie
O discurso de S. M. foi comprebeudido por lodos
como proprio de um rei, que nao i Porlu-al mas
a Europa respeila e estima. S. Exc. oSr. ministro
do reino leu o decreto que confere as mercs ho-
nonheas.
Os agraciados suliirsm os degros do Ihrono, erc-
cederam das augustas maos de S. M. as insignias da
ordem com que foram rondecorados. O pensamen-
lo de agraciar os exposilores foi tao secretamente
guardado, que para lodos foi um aconlecimenlo de
que sn o discurso de el-rei revelnu a existencia.
S. M. (razia a grAa-cruz da Torre Espada : bem
como a insignia da grAa-cruz da legiAo de honra.
linda a distribuido das condecorajes comerou a
humana somenle so Iba represenlava aosolhoscom-
posla de jardmeiros e de borrachos. Sua simplicida-
de fez-mo comprehender i confianea que linha nelle
a cidade feminina, onde cnlrava 'e sabia sem que
alguem Ide fallassc. Se urna pessua llie livesse to-
mado o relogio, elle leria crido de ben mente qoe
era para planla-lo como urna sement de tulipa. Se
rosse mais bello esse homem, leria realisado inleira-
mente o lypo de Mazet de l.amporecchio
(Jue mais f
Ljuando sabimos da taberna o jardineiro esla-
va rnra do estado de distinguir urna saudade de urna
abobora. Eu mesmo, se devo confessar...
Cond-sse, Mr. Blanchard.
NAo percebia satisfacloriamenle as dimenees
da ra do Cometa, felizmente era protegido pela mi-
nha idea fixa. Fui logo confiar o labrego ao meu ra-
mansia, ao qual recommendei que oconservasse de-
Dalxo de chave durante quarenta e oilo horas.
Adcvinho-o.
Na manha seguinle exactamente vestido como
ene. e alem disto carregadode um fcixe de palha c
de arbustos que occullavam-me una parle do rosto,
e obrigavam-me a estar curvado, passei as portas do
lotslenoso recinto.
Itepossivel, Mr, Blanchard! exclamou Filippe,
que I vossa senhoria cnlrou la...
Sim.
E nao disse mais cedo I
A narraeao tem leis. Meaja prinripacs elToilos
lenam sido perdidos.
Ohl o senbor zomba rom a minha anciedade.
I ucencia! paciencia disse Mr. Blanchard Iran-
quillamenle.
Mas ja que enlrou l.i, vio...
A ninguem, para comecar!
A ninguem !
Ouasi nada, depois.
He impossivel I..
EntAo nao me ere ?
N30 he isso o que quero dizer : dcsciilpe-roe.
Mas depois de lanos cuidados e de lanos Irabalho.,
que pobre resoltado!
Com ludo ;eu eslava na praea. Ah Mr. Bcv-
le, que momento delicioso que alegra soberana !
Se nao rend graras a Dos cuino nos dramas do pas-
seio, ro por que nAo me veio essaida, pois esse gii-
lo me tena alhviado. Eslava na prara. O' trium-
pho Quanto apraz respirar esse ar anula carregado
do cdeiro do perigo e da lembranro dos obstculos .'
En nao eamuihava, passava como'vapor por baixo
dasarvnres; nao era mais jardineiro. era um Sxl-
pho Desde esse momento formei urna resolucao,
dz um juramento solemne.
(Jual juramento'!
Ilei de ir ;i I urqui.i.
He cousa fcil ; mas para que fim !
Oh I pode daver de ora em dianle oulro para
mim seDao o de pendrar no serralho, de ilroduzir-
toniu Jos de Aeila.
Retpoila de Sua M.tges/adc.
Senderes:NAo poden deixar de compredender
a salii-farao que deje me anima por ser adamado
pelo meu ollirio a lomar a parle mais viva nesta
solemnidade incninravel. He um desses das que
Dos roncede an< rei. para os compensar da. anas
fadigas e dos seus soll'riinenioi, e para os incidir
dedicar-se inteiramenle ao bem dos seus povos.
O imperador Napoleo III para marcar mais urna
poca nnlavel na sua providente e organisadoia ad-
ministraeAo cnnvocnu para ene capital, no anuo de
18.,i, todas as naces a um bull inte exame das
suas forjas productivas.
Portugal nAo licou surdo ao charaamcnlo da civi-
lisarAo quo loma os povos irmos na sciencia c no
progressu ; e os numerosos premios, conferidos a
sna modesta industria, provam que ella foi aprecia-
da como couteudo os gerraens para um mais ampio
desenvolvimenlo cuja execurao sera o objeelo dos
meus maisconslanles desvelos.
Senhores expositores :Os premios conferidos a
poriuguezes nio podia eu cunseulir que os recebes-
seis senAo da minha mo.
NAo julguei, porm que devesse deixar de ornar
com a ordem. instituida por meu auguslo av, de
saudosa memoria, para galardoar o mrito, o peilo
de OlgUs lavradores e de algons induslriaes. Sir-
vam-vus estes tropheus, ganhos na mais gloriosa e
naimaisolil das cometidos, de estimulo para novos
esforcos !
Senhores prndenles e membros da commissao
porlugueza :Aprovcilo e.lj solemne occasiao para
vos leslemonbar a minha salisfacAo pelo dislincto
serviro que hnveis preslado ao paiz, em que a com-
missao imperial frauceza presidida por um principe
esclarecido, voseoadjavoo de urna maneira lao hon-
rus. [iara Porlugal, e que eslreilando os laeos de
amisade. Mstenlos entre os dous paizes, >o mesmo
lempo liga os seus interc-ses econmicos.
carcter, aquelle que d,io habilos mais serios, mais
pratico. e menos inconstantes. A adminisIrarAo pu-
blica de menos suspeitada em sen todo; o poder c
osliomens que o exereeni nao inspirao dcsconlianra.
lorinou-se no Chile, o que nao existe em nenduma
oulra parle da America, urna classe governanle e
directora composla de membros das antigs familias
de propietarios, fabricantes, emfim de lodos aquel-! Estados-Unidos, no qual tratado eslipulouse em fa-
les que lem posirao social adquirida ou que se ele- >"'da primeira dessas repblicas urna Ofoleccao
vam pelas suas capacidades e pelo seu IrabaH.o, e i que sem nenduma duvida tena aneciado sravemin-
ITl!,. u f1*"1""*' Je urna -ociedade i le a siluar.lo respectiva dos diversos Estados do con-
nasceme. He urna aristocracia, se quizercm, aris- luiente. Na minha opini,*! era urgente renr-eui t
tocracia sem ttulos, tem |irivilegios, sem espirilo | ao governo do Equador os inconvenientes de lal
de exclusa,), e ruja aeran lem-se limilado a maular trtalo, c fazer estamos
a forra de um ele
lenciario a Quilo, e exprime astim sen pensamento
obreessa Iransaerao na sua ullima mensagem: a Mi-
nha alienrAo foi particularmente excilada pelo irau-
do essnmade cm Quilo a lII de novcinbro prximo
panado enlre os plenipotenciarios do Equador e dos
igatela para ndler delle
Sendo recoiiliecnlo que a evpoiirao universal dos
producios agrcolas e induslriaes, ltimamente ce-
lebrada em Pars ha de exercer poderosa influencia
sbrelo melborameuto das difiranles industrial e
dar nao menor impulso ao augmento da riqueza e
civilisa{ao de lodos os paizes Allendendo a que os
producios, levados aquella grandiosa manifeslacAo
do Irabalho por expositores poriuguezes, mrreceram
adishncta conlemplacao de Ibes sercm adjudicados
dnzenlose vinle e tres premios pelo grande jnrt
internacional, de que resulluu ser Porlugal propor-
ciunalmenle urna das nacoes que obliterara maior
numere de recompensas e querendo eu mostrara
considerar.io em qoe leudo o aperfeiroamento pro-
meaios jardins de sua alteza, de baldar a vigilancia
dos icoglans, dos doslandjis, dos eunucos '.' Aflirmo-
Ihe quedeide ir Turqua, M. Bejle!
Como Ide apmuver, respondeu Filippe pooro
locado por esse cntliusiasmoexlialado como urna si-
tndola de logeles; mas alo enlao nao seja ingralo
para com esle pobre passeio dos Invlidos, que llie
ua um goslo anlccipado das intrigas orientacs...
Justamente.
E continu sua n.irrae.io do poulo, islo he, do
liminar em quedeixou-a.
Eslou s suas urdeni.
Mr. Blanchard prosegoio :
O passo qoe acabara de dar era immenso, mas
pouco me adianlava. Eu nao podia chegar aos edi-
dciossem correr o risco de ser reconhecido, e por
eonseguinte expulso. Assim resolvi-me exclusiva-
mente a lom.r perfeito condecimento dos jardins, e
procurar meios de vollar de noite ; por quanto
bem va que era somenle de uoile que o drama asi.
tava-se.
Bem concebido.
Percorri discrelamenle os muros examinando
os lugares mal defendidos, notando as ciladas, e de.
particular allenrao aos arredores desla porlinlia
Desla?
Sim. O moro alu esla mais arruinado que em
qoalquer oolra parle, collerecemais pontos de apoio
para escalaiueuio ; o cimo de menos guarnecido 'de
pedacos de vidro e de puntas de ferro ; alem dislo
um ramo desle olneiro, no qual vossa seulinria me
vio encarapitado, inclina-se para jardimeomo um
poni Lineado no cpaeo.e parece convidar o obser-
vador aereo.
Eolao seu designio '.'...
Meu designio... vossa senhoria o vera breve-
mente. Deixe-me continuar minha narrai o.
Nao perco urna st liaba.
Kio sabendo em qoe empregasse o lempo al a
noile, dcculi-me a alimpar conscicnciosamenle as
aleas, tssa oceuparo levou-me'a nolar urna mul-
lidaode peqoeuas pegadas, inconleslavelmenle de
mulher, <|ue esmallavam a areia em certas distan-
cias, um bando de borzeguins haixara ahi na vespe-
ra, um exercilo de bolinas passara por esses cami-
nhos.
Taes indicios conlrastam extraordinariamente
com a solidao apparenle dessas habilares, murmu-
rou Filippe Hevle.
Foi lambem a rcllexo que liz, c puz-mc a
procurar e a seguir esses passos. Partiam de diver-
sos pontos, particularmente das porliohas qoe vossa
sendoria sade, c reuniam se lodos em urna avenida
commum. da qual dirigiara-se para urna eslufa.
timaeslula?
Sim, unida ao edificio qua deve ler o numero
na roa Plomel. ,
Essa estufa he o poDto de reuniao V
governo de nomear os ofiiciaes. Eslalicleceu-se
pouco a pouco orna Iradieaodc medida c de pruden-
cie. O resultado do o forlalecimcuto proarei-ivo de
um rgimen sensato e regular, uma tranqnillidade
que nao de sn apparenle, qoe esla na realidad,! dds
cousas, e que estende-se a Indo u paiz. Oulra con-
secuencia dc-ses toctos de que o Cliilc nAo lem dis-
toria, ou ao menos sua historia nao de mais do que
a expressao de um moviinenlo normal que prose-
gue sem diversSes. e sem crises interiores du exte-
riores. l\ao da lalvez periodo mais pacifico do que
aquelle que acaba de decorrer.
A seaslo legi.laliva de 1851 abria-se no I. dejo-
nllO em Santiago sol) ns auspicios dessa paz dura-
doura, e conlinuava as cnndires mais calmas. \s
cmaras sn tmham de occupar'-e com algumas leis I
dd inlcresse publico, a principal das quaes era sobre
as municipalidades. Nao boove agitaco nesses tra-
bamos legislativos. O incidente mais nolavel nas-
ecu de uma queslao de prerogaliva enlre as duas c-
maras, na qual occullava-sc lalvez tambem uma
qiiestao poltica. O senado approvra um pro celo
le le emanado da inicialiva de nm de seu- mem-
bros, e aulonsaudo o governo a franquear de novo
a enlrada da repblica aos Jesuilas, c eeder-lhes di
amigo convenio da ordein que anda exislia cm San-
llago. O projeclo volado pelo senado foi depois
cmara dos depulados, a qual espacou-o. Esla de-
nsas disperlou as susceptibilidades do senado, o
qual crea vernella urna olleusa de suas prcrogali-
vas. Houve inmediata nenie uma deliberarlo se-
creta, e por proposla do presdeme, o Sr. [.eoceno,
os senadores tomaram a resolurAo de abslerem-se de
loda a reuniao ulterior al que a cmara dos depu-
lados rejiarasse o que consderavam falla de allen-
C3o, e proced ment aiilicoustiluconal. A cmara
dos depulados cominovida a seu turno por cesa re-
soluefo, reuuio-sa inmediatamente, fui inleirede
da queslao pelo seu presidente, o Sr. rmeneta.
fcsle expunlla a assemblea queoftnidn viraum aclo
mconslilucional no rspacamenlo indefinido do pro-
jeclo de lei sobre os Jesutas, que nenbum artigo da
consliluicAo prohiba a cmara proceder desse mo-
do, mas que para tirar loJo o pretexto de crcr em
um rtesacalo das prerogalivas do senado, propunba
quesepassasseadtscussao do projeclo sem embar-
go das conclusiies da commissao. Com elTeilo assim
aconleceu ; mas os oradores fallaram a disenssao. c
n projeclo foi regeilado silenciosamenle por maioria
de nula tolos. Damais essa sessAo que lerminuu
.... grande
amina americana. Naeeaaa relegues com a Eu-
ropa no que lora a guerra de Oriente o Chile limi-
lou-se a prohibir a admissao dos corsarios em eus
porlos.
He na siluaeo material da republica chilena, ua
sua fazenda. ua activdade dos Iradallios pblicos,
no desentolMinento da industria e do eommercio
REPIBLICAS DA AMERICA CENTRAL.
Guatemala. Costa Rica. Xicaragua.Hondu-
ras.5an-.a As repblicas centro-americanas em 1854.Qnes-
tfles inleriores e exteriores.Gualemala.ElaicAo
do general Carrera presidencia vitalicia.Ten-
dencias misas dessas repblicas. Rela;oes de
i,o i'ein ila com Honduras, e San Salvador.Guer-
ra civil de Nicaragua.O governo legal e a insur-
reioAo.Co.la Rica.Sua iiuar.io polea e fi-
nanceira.Os Estados Unidos na America ce-
ir !.Impertir'"', do coronel Kiunet e do coro-
nel Walker.I. nrlu.,in.
Cinco Estados agitam-se no territorio alongado e
intermediarlo da America central. Sao, como se sa-
be, Guatemala, Cosa Rica, Nicaragua, Honduras, e
San Salvador da mesma nrigem, ligadas pelas mes-
ma- Iradires, sugeitas as mesmas influencias, essas
repblicas nAo lenlaram viver juntas, senao para se
desnnircm, e perderem-se em convulsOes obscuras
que as expeni aos golpes de uma ambiflo eslran-
geira. Eis ah o resume de sua historia contempora"-
neas, a qual nAo he mais do qoe o descnvolvimenlo
de doos relos geraes. Em sua vida iuterior as rep-
blicas centru-ameriraiias sao o theatro de uma lula
permanente e inplacavcl enlre o partido conservador
c o partido democrtico, ou ao menos entre as for-
ras e as tendencias diversas, que adornam-se com
esses nomes, muitas vezes pouco em harmona com a
realidade das coosas. As mesmas influencias nao do-
minara em lodos os paizes. O parlido conservador
reina era liualeraala ; Honduras perlence ao parlido
democrtico. Cada um desses Estados procara apoio,
e adnereniea as repblicas visinhas. Dahi nao so-
menle lenlativas peridicas de retolurao interior,
eemo lambem guerras, ggressfies reciprocas, e hos-
tilidades, que se renovara incoas .lilemente. Guate-
mala invade o territorio de Honduras,' e favorece
as usurreieos conservadoras desse paiz ; Honduras
a seu lurntfprocura excitar'levantamenlos em Gua-
temala, e ojuda os revolucionarios de Nicaragua para
fazer prevalecer as ideas democrticas. San-Sal-
vador lluctua entre essas influencias diversas. S a
Estado nesse anno montan a quasi 6 railiies, rifra
superior a das despezas. O ornamento aprcscnlado
liara |s,., aprsenla 3,333,233 piastras de despezas:
mas o progre-so dos inleresses materiaes be sobre-
ludo sensirel nu movimenlo do eommercio. o uual
augmenla de auno em auno. A cifra das importa-
roe e das exporlaces dir em 1853 de 23.6% 173
piastras; elevou-se era ls.,1 a 32,055,435 piastras,
o que he ccrlamente consideravel era um paiz que
Conla poucu innis de um inilhao de habitantes. Xa
cilra total ha 17 mlies para a importarn, e 13
milboes para a expurlaeao. As relares commer-
ciaes do Chile auginenlaram em lS3'cum dezenove
oacei ; diminuiram com sele tmente. O movi-
menlo martimo correspondente a esse movimenlo
eomraereial aprsenla dados anlogos. Duranle es-
se periodo de ISVi entraram nos portes chilenos
2,526 navios montando a 752,34? toneladas. A sa-
luda he representada por urna cifra de 2,461 na-
vios, e 729.832 toneladas. A baudeira nacional es-
ta cm primeira linha ; depois dola a ingleza, e de-
pon a anglo-americnna. He inulil acrescenlar que
do 1S,:| a lSJi ha progresso na cifra do movi-
menlo ni.intimo como na rifra do movimenlo
ronimercial. Dous dos mais considerat eis elemeu-
los de riqueza para o Chile sao o eommercio e a
minas. O Irabalho das minas desenvolve-sa sobre-
ludo de dia emdia na provincia de Copiapo. A ex-
ploracAoaperfciroa-se; c descobrem-se novos jazi-
cxlerior as repoblicas da America cenlral esto igual-
mente sob o imperio de um faelo geral, de om pa-
ngo commum ; de a iulervencAo cada vez mais im-
pei josa dos Estados Unidos em seus negocios. (2)
De uma parle as guerras civis fomentadas quer em
Dome do parlido democralico, quer em nome do par-
tido ronservador ; da outra uma conquista immiuen-
le, que apenas (cm o cuidado de ilisfarrar-ae em seus
meios : taes sAo os elementos genricos da triste his-
toria das repblicas da America central.
Seguir lodos os pequeos aconlecimeotos dessa
historia dos Estados cenlro-americanos nao he cousa
fcil. Ha alguns annos que a grande queslao, que
agilava-se nessas regies, era saber que rgimen pre-
valecera, se as repblicas formassem uma confede-
raran, nu se vivessem independenles. As ultimas
lenlaliyas federalistas expiraram dianle de lodas as
repulses locaes. Convem nolar, como fado caracte-
rstico, que o aclual partido democralico era enlao
partido federalista ; assim Honduras permaneceu
como ullimo campeo da federac,o, e suslenlou-a
eis o que nao
Ou ao menos para elle coudoz
padece duvida, disse Mr. Blanchard.
Nao lentou entrar '.'
Eslava fechada. O diamante que de ordinario
Irago no dedo me tena soccorrido muilo uessa cir-
cumslancia, ter-me-hia servido para arrancar um
vidro; mas cu linba-o deixado por excesso de fideli-
dado no meu disfarce. Deraais nao eru,prudetite a-
venlurar-me de dia l.ioperlo das casas; compredendi
isso, e goardei a continuaro do meu exame paia es-
ta noile.
Para esla noite '.'
Sim ; o que acabo de dizer passou-se esla ma-
nhaa ?
Quer vollar l esla noile .' exclamou Filippe
Bet le.
Antes ile dez minutos.
Filippe calou-se, ardendo em febre.
Mas, loruou elle, porque uo Qcou la 1 Nao era
mais simples'.'
Mr. illancdard ergueuos duradrns e respondeu :
He verdade para ser procurado pur loda a
parle, para que doze ou quinze porteiras, camaris-
tas e cozinheiras so pozessem no meu encalen Per-
der assim lodo o fruclo du meu di.farro para so licar
com o ridiculo Nao, nao. Sadi ao crepsculo co-
mo tinlia entrado, pela porla principal murmurando
mesmo algumas palatras de boa noile.
E agora '.'
Agora a eslufa deve oslar edeia, de lempo de
ir Linear l a vista. Eu ia desccr pelo lamoso ramo
quando avistei e condec vossa sendoria ; nao pude
resistir ao desejo de fallar-lde. (Vsendor relardcu-
me um pouco ; mas nao llie quero mal por isso. A
or-asno nao pode ser mais propicia;a assemblea de-
ve estar completa : cincuenta e qualro miilhercs.'
Cincuenta c qualro !
Por mais orcullas que eslejam, de corlo nao
eicapar.io inicuamente as inhibas invesligarnes. Cin-
coenla e qualro mulherrs Sao sempre" ouvidas
ainda quando nao sejam t islas. Esereunem-se, sop-
pondo qoe he para fallarcm. Adens.
Est enlao decidido '.' disse Filippc.
Bella pergunla !
Cuidado !
Em que .' anttitro os entes, disse Mr. Illan-
cdard rindo.
Mas.....se l'or sorprendido, por exemplo .'
Que aconleccr '.'
Podera ser preso como mall'eilor.
NAo.
Faisa prosumpeao...
He perfeilamente justificada. Esla manha
quando inlroduzia-me por estratagema em lima pro-
priedade particular... e habitada, romo diz a lei...
rorria perigos reaes. Mas esla noite a cousa he dif-
ferente, eslou senbor da siluar.lo.
Nao compredendo.
Alias de bem natural. De dia orrullo-me, son
sorprendido ; com cOeito devo temer todo. De uol-
< i A tranca de representada em Sanliago por
Mr. Cazoil, cnsul geral encarregado dos negocios :
a Gran Brelanda pelo r. E. A. J. Harria, encar-
regado dos negocios, cnsul geral; os Eilados-L'ni-
dos pelo Sr. Samuel Medarv, ministro pleninolen-
ciano; o Brasil pelo Sr. S. Duarlede Ponte Ribei-
ro, ministro plenipotenciario.
le de o contrario .- de noile ellas occullam-sc e eu he
aPasS? : len"nilhor papel. Compreben-
uc .ipora .
NAo muito.
Imagine que baja um segredo.
Pois bem.
Ellas compraro meu silencio, disse Mr. Blan-
cnard.
Nao se fie nisso.
^ Que mais podem fazer-me .' oslamos no secu-
Mas estamos lambem no passeio dos Invlidos.
Alem de que... sao mulberes !
Sim. mulderes responden Filippe Bevle com
um accenlo eivadn de amargura e de rancor
Mr. Bet le, convem que eu me apresse.'
Ja vai i
Sim.
Sosindo I ^
Mr. Illancdard encarou a Filippc com sorpreza.
Dar-M-ha caso que vossa senhoria lenha iulen-
r.ln de acomnanbar-nie ''
Mas...
Responda.
F:sefosse essa minha inleneo, Mr. Rlan-
(hard 1
As comas mndariem singularmente de fare.
Como *
Eu me veria na dolorosa neeessidade de oppor-
me por lodos os meios i execurao de seu nroiecto
Oh oh Mr. Blanchard !
He como lenho a honra de allirmar-lhe.
E por que se opporia ao meu projeclo '.* per-
guntou Filippe estupefacto.
Nao comprcbeiidc porque'.'
NAo.
NAo roraprclicnde que tendo desde mullas uoi
tes, das, semanas corrido sosindo Indos os perigos
panado por lodas as inquielaees, quero colher sosi-
nlio o lucro de minhas empresas c de minha (eme-
ndado '.' No momento de edegar ao alvo quer vossa
sendoria que eu aceito umeompanbeiro .' Para que"'
para ver-mee seguir-rae'.' NAo val a pena.
Eu quizera somenle participar de seus pe-
f'gos..... '
Nao nao !
I'odavia...
Mr. Bet le nao me obrigne a dizer-lde que se-
na recondecer mal os trabalbos a que me lenho da-
do por vossa senhoria.
Sei quanlo devn i sna de.co.
Enln seja razoavcl : nAo me tire a gloria de
minhas deecobertns ; nAo se faca meu Americo Ves-
paci!
Filippe permaneca indeciso.
Nao era a eloquencia de Mr. Blanchard que o lo-
cavn ; pois este s oceupava-o secundariamente. O
I O presidente de Guatemala. o general Ra-
pliael Carrera, eleilo presidente.vitalicio ira 1831.
Presidenle da Costa Rica : o Sr. Juan Raphael
Mora.Presidente de Nicaragua : o general Fruto
Chamorro, morlo a 12 de marco de 1855, e substi-
tuido pelo Sr. Jos Mara Estrada.Presidente de
Honduras : o general Trinad Cabanas. Presiden-
te de San-Salvador : O Dr. San-Marlin.
i2) Os Eslados-Uoidos tem agentes muilo activos
junto dessas pequenas repblicas, e sAo representa-
dos ofiicialmenle pelo Sr. Wheelei. A Franja e a
Inglaterra lambem tem agentes acreditados na Ame-
rica cenlral ; a Franca, Mr. Angrand, censo! geral,
encarregado dos uego'cios em Guatimsla (Mr.Helli-
uul. encarregado do consolado geral) ; a Inglaterra,
o Sr. Wtcke, conso I geral.
que iuteressava sobretudo a Filippe era o cuidado
de sua honra conjugal, o cuidado de seo repouso.
Devia perseguir a mulher al o fim, isto he, al es-
se recinto particular'!
Dando assim o espectculo publico de seos zelos.ei-
tava bem cerlo de nao encontrar o ridiculo ".'
O ridiculo Esta palavra devia com cfl'cito faze-
lo parar. O ridiculo eslava lalvez airas desse muro
espreilando a elle que cria espreilar, e prestes a co-
bri-lo de ccofuso ao primeiro passo.
Nesse caso era melhor retirar-.c.
Mas lomada essa resoluto aprcsenlou-se-lhe ao
espirilo outra coniideracAo igualmente grave. At
quo ponto devia permillir que Mr. Blancdard vista
o que elle Filippe nao quena ou uao ousava ver?
NAo exiga tua dignidade de espozo qoe impediam a
Mr. Blanchard de arhar-se dianle de Amelia '!
Todava sem Mr. Blanchard, sem esse confidente
que o acaso llie depara Filippe mada sabera, e ficar
mais que nunca mergulhado na noite das sospeitas,
accumuladas em lomo de si. Que deve fazer '.'
Nessa incerteza Filippe licou immovel. Resolveu
deixar obrar a Providencia.
l'ois bem, disse elle a Mr. Blanchard suspiran-
do, v, Haroun-AI-Raschid que nu uaoquer Guiar.
Em boa hora I
Todos os meus volos o acorapaulicm !
Odrigado.
Mr. Illancdard dispimlia-se ao escalamento.
Mais urna palavra, dissc-lde Filippe Beyle.
A ullima '.'
Sim.
Pan, do presta.
L'ni presceiitinienlo me diz que vossa senhoria
vais assislir a cousas extraordinarias...
Assim o espero.
t'alvez importantes.
Qoem sabe '.'
Sejam qoaes forcm,prometla-me sob palavra da
honra nao revela-las a ninguem antes de bate-las
revelado a mim.
Isso he muilo jusln.
Sua palavra, Mr. Blanchard 1
Eu ld'a dou, respondeu esle eslraohando a in-
sistencia e o accenlo desla ullima recommendarao.
Os dous dmeos Irocaram depois um aperto de
raAo.
He quanlo lera a dizer-me'.' pergontou Mr.
Blanchard.
Sim.
Kiii... ade.ii, meo charo Sr. *Beyle.
Adeos, c boa ventura '.
Mr. Blanchard ajudado pelas aufractuosidadet do
muro, tallou-o e desappareceu-
Filippe| Beyle ficou ainda elcum lempo no passeio
dos Invlidos applicando o oovido e sem disliogoir
nenhnm som.'olhandee vendo somenle a sombra das
arvores ntrela claridade vacillante de um larapeao*
longinquo.
(Continuar-te-h*.
"MUTILADO
9
ILEGIVEL


IMIO PIMIIOCI S.XT t\n i DI .IBIIL ti l|.i
imperlurbavelrnente, mismo quando ella nlo exista
mais para uingoein. .v-ora s falla-sedo partido de-
mocrtico que conliuua a rein.ir i'm Honduras, que
he combalido por ualeroala, e que invadi recen
temente o Nicaragua por urna insorreigo que liada
dura. Contemplando em sen lodo a sluagAo da
America central lal qual e aprsenla em IK'il, e al
este momento, ha dous tactos principies em lomo
dos quaes parecem grupar-se por assim dizer todas
as microscpicas agilagoes, lodos os imperceptiveis
rlemenlos dessa historia confusa : he o movimento
roDservador mailo adianlado que pmsegue eui tiua-
Icmala, e he a guerra civil que lebenlou no Nica-
ragua.
Demais como todos sabem. Guatemala he a prin-
cipal dessas repblicas, lano pela sua exlensao,
como pela sua populagao, a qual lie de 'JUO.OOO al-
mas ; seu papeJ semprc foi preponderante, e ainda
o he lioje. Desde alguns anuos, bem como diziamos,
o partido conservador domioa inteiramente nessa re-
publica, e esl;i personificado .no geneial Itaphacl
Carrera, cuja presidencia prolonga se atrave/. de to-
das as didiculdades. Por uin doscapriclmsda fortu-
na, como se ve muilas vezes na America, esse per-
souagem de raga iudia, coja eduragao c cujos hbitos
resenlem-so uro tanto de sua origem, toruou-sc o
chefe do que se poderia lalvez chamar antes o par-
tido estacionario do que o partido conservador. O
clero.favoreceu sua elevadlo, e conserva graude au-
loridado ao abrigo da scu poder; em torno delle rcu-
niram-sa os replesentanles das velhas Iradiges ro-
loniaes, homens perleoccutes a anllcas familias
hespaiiholas e n.lu faltos de cerla habilidade, apezar
ilas vistas assaz cortas. Uessc numero sao os princ-
paes metubros do goveruo, o Sr. Avcmena, ministro
das relage* exteriores, o Sr. Mauoel Parra que oc-
cupou ruuito lempo o ministerio do interior anles de
ua recente moite. He ajudado por essas influencias
mu poderosas, que o general Carrera lemjcoiisegui-
lo manler-sc uo poder. Entre o chefe da repblica
e u partido conservad r estabeleceu-se urna especie
de compromiso ; ele serve-se evidenlemenle de
Carrera, o qual serve-se a seu turno dos conserva
dores.
Tem-ae podido ver muilas vezes alem do Atlanlico,
I" -lo fcilmente se propagan, certas tendencias, e
quAo contagiosos sio os exnnplos. Al tentativas se-
mi-monarclucas de Santa Auna no Mxico n3o tar-
daran) em producir suu elleito em Guatemala, e lo-
go orgauisouse um movimento para chrgar-se i
Iransformaclo do poder do general Carrera. Desde
o mez de abril de IS algumas ridades.cumo Solla,
Quezallenango cemegarama emiltir o vol de que
o general Carrera fosse r. ve-lid 1 da presidencia vita-
licia com facilidades neress.rias para cowolidrr a
ordem e a paz, para modificar a cnuslilnigao, e
mesmo para designar seu successor. As deliberarles
succederam-se em.diversos lugares e o governo nada
desprezava para que lomassem um carcter respcila-
vel. Sincero ou nao, o movimento proieguio, e che-
gou depois um instante em que todas essas manifrs-
lages mais ou- menos espontaneas (raduziram-se em
fados. Us principaes corpes do Eslado sendo con-
sultados nao deiiaram do fazer alguma opposiglo :
propuzeram enviar a quesillo a assemhlea legislativa,
mais o conselho de eslado foi de opinian que se reu-
nlsse simplesmente urna junta composla do arcehis-
po, dos ministros, dos couselheiros de Estado, dos
depulados da cmara dos representantes, dos magis-
trados do tribunal de juslira.dos membros do cabido
etc. Com fleilo, foi assim que as cousas passaram-
sc, e o resultado de lodo esso trabalbo au podiaser
diSvidoso : no mez de oulubro de 18.'>i o general
(barrera foi declarado presidente vitalicio, sera toda-
va temar o titulo de alteza, como Santa Anna. I i-
cou o poder de Carrera mais solido '.' He oulra
quesiao.
. Por si mesmo o chefe da repblica de Guatemala
nao he mais do que um guerreiro engrandecido pe-
las guerras civis, assim como os ha em lodos os Es-
tados hespano-ameri:anos. Nao Ihc falla cerla fina-
ra ; mas hesempre um antigo chefe de Indios, do-
lado de singular inslincto de imitagao. Modelou-se
por Santa Anoa, e at como as coroparages nada
custam, a gazeta oflicial de Guatemala chfgou a
procurar mais longo evemplose analogas, ijuanlo no
partido que Carrera representa no poder, ten dcfei-
to he levar ao excesso que elle chama as ideas de
aulorid,ule e de conservaban ; he muitissiraas vezes
imbuido de lodos os precouceltos de raga, e lie prin-
cipalmente a respeilo dos eslraugeiros que se 111a-
nifeslam laes preconceilos. Sem duvida repblica
de Guatemala nao loqa ntromellcr-se nos grandes
netocios que agitam actualmente a Europa; todava
ni dia a Gazela de Guatemala quiz lomar parle
1 desavenga das potencias occiJenlaes e da Hussia,
dissimulava mu pouco suas inclinages russa?. Por
duas vezes oppareceram arligos dessa nalnreza e laes
elucubrarles timavaui sobretudo um sentido, por-
que eram obra do principal ministro do general Car-
rera, do Sr. Mauoel Pavn, inorto h pouco lempo.
Essas tendencias russas que se acliam em algumas
unirs repblicas americanas, sao notaveis como a
dcsintelligentc expressao de um senlimento sordo c
permanente de hoslilidadc contra a Europa.
Essa reinado do partido conservador em Guate-
mala eessa transformarlo dos poderes do general
Carrera nao deixam pois de ler elementos extrava-
gantes. Sfja como for, a creagao mais ou menos du-
radoura de urna presidencia vitalicia he o laclo prin-
cipal de IS.Vi. e pela sua mc-mn iiaturrra devia ex-
citar a desconfiauga demrcralira nos oulros Estados
da America central, uotavelmenle ein Honduras.
Uemais entre Guatemala e Honduras, a guerra he
quasr permanente desde muit lempo, e mesmo em
1851 esse antagonismo manifcslou-e por novas in-
vasoes.sobre ludo pelo sn.-corro que Carrera preslava
a um prelendenle ao pftder, so gencraP Guardiola,
para derribar o presidente actual de Hondura*, u
general Cabanas, ao que llondurasaresponrieo de-
clarando a Guardiola traidor patria, e retrihuimlo
a Carrera hostilidades por hostilidades. Isso a-con-
tectii no mez deabril do anuo de IHbi. As relaeSas
de Guatemala com San-Salvador eslavam um pouco
menos perturbadas ; houvera mesmo urna reennei-
haglo que terminara cm um lral-do de amizade
entre aa duas repblicas. Enlrelanlo dava-se um
faci curioso que langa alguma clandade sobre a
existencia dese paizes. A capital do Eslado de San-
Salvador foi victima de lerrivel desastre. A Di de abril
de IH'it foi completamente destruida por um ter-
remoto a lal ponto qne fez-se misler construir nova
cklade e que o governo reside por ora em Cojule-
peque. Apenas leve noticia do desastre, o governo
de Guatemala por um ras;o de generosidade pbli-
cos que daria 5,0011 piastras para as desgranadas vic-
timas desse aconlecimenlo ; mas era preciso reali-ar
sua generosidade ; e Guatemala nao linba dinheiro.
Kerorreu seao commercio, o qual (orneen as moe-
da em Iroci de leltras sobre a all'andega.
Agora cis aqui o |>onlo verdadeiramenle carecle-
rislico do negocio. Kealisado o dinheiro, o gover-
no de Gualcmnla enviou as 5.000 piastras em apo-
licei do thesouro de San-.Salvador cowpradas em
Guatemala a 20 por 10O de seu valor, de serle que
t enviou realmente 1,000 piastras. Hea se tratan e-a- repblicas em seus momentos le ge-
nerosidade. O presidente de San-Salvador, o Dr.
San Martin, nao deu-so por adiado, e respuudeu
por agradecimentos pblicos; mas para viugar-se
nnmeou iramedialamcule ministro do interior c das
relac.de exteriores o Sr.lgnarin Gomez.que oceupara
eiuGauiemala as funegoesprocurador (calilo supre-
mo tribunal de jusiiea.e que fura obrigadu adeixar essa
repblica pela sua opposieao a Carrera. lie evi-
dente que csses pequeos aconlecimeulos alo ser-
viao para reconciliar os dous paizes, entre os quaes
licou alguma frieza. Gualcmala eslava em mrlbo-
res termos com Nicaragua, e seu presidente, o ge-
neral Eruto Chamorro ; mas aqui tocamos na guer-
ra de que ainda lie tlicalro este ultimo paja, e du-
rante a qual morreu o prcsidenle Chamorro.
Ha ja mais de um anuo aue essa lula singular pro-
longa-se com alternativas diversas sem que baja ale
aqui vencedores nena vencidos. I.ivro dos lagos da
le iir.ir.ui. Nicaragua corrsliluio-se decisivamenle
Estado independenla. O acto de separagAo dala de
4 de marro de I85i. A influencia conservadora ten-
da a dominar no Nicaraana sol a presidencia do
general Chamorro. I'oi tnlAo que rebenlou a guer-
ra civil lindo por chefe o Sr. Francisca Castelln,
antigo ministro, e por commandante millar o gene-
ral Maiimo Jerez. No me/, de maio de 185. a in-
siineieao eslreava balcndo o prnprio presidente em
sua primeira aegao, e apoderando-se da cidade de
l.con. Nesse movirnenlo revolucionario liavia di-
versos elementos. Era primeiramenle sem nenliu-
ma duvida urna lula de ambiges pessoaes ; as ideas
democrticas serviao de bandeira ao Icvanlamrnto,
e liavia alem disto una questao roui ardente de ri-
validade local entre as duas principaes cidades da
repblica, Ceon e Granada. Eslabelecendo-se em
l.eou a insurreigao arhava um nonio de apoio ; es-
tendia-se logo, e persesnia o presidente al Grana-
da. Ao mesmo lempo formava-se um governo pro-
visorio, a cuja frente collocava-se naturalmente o
Sr. Castelln. O manifest do chefe da regenera-
flo bem como o chainavam, nao era mu compro-
nelledor. a Meu programma quanlo ao inlerior,
dizia'elle, he a liberdade, a qualnaininlia upiniao
nao he mais do que a faculdade que tein o humem
de gozar de lodos os seus direilus para poder cum-
prir lodos os seus duveres ; por quanlo s, Deas goza
de liberdade Ilimitada por sor o nico enteque po-
de fazer ludo o que qur. Como couscquencia dessa
liherdadc. hei de esforear-nie por manler o respeilo
devidoao individuo e a propriedade quanlo for coin-
palivel com .1 aitnarao do Estado.
O leilor concordar que nao poda haver levoln-
g.1o com fin mais determinado, e programma mais
claro; todava comu a quesillo nao era de palavias
a guerra civil conliuuou. e Granada leve de sollier
urna especie de cerco da parte dos revollosos. O
general Chamorro defendeu cora constancia durante
inuiloi mezes, mas rmlim suecumbio ao Irau.illio a
vi de margo de I85| e foi subslilrido pelo Sr. Jos
Mana Estrada. Enlrelanlo a murreigAo anda 11A0
trumpliou, poslo que Icnlia sido apoiada |ior um
prque.no corpo auxiliar'vindo de llonuras, e telilla
recebido ein dala recente, cuino se ver brevemen-
te, o soccono de um baudu de Americanos do Norte
chamados pelo Sr. Castelln. Us Estados titlnhos
lenlaran nlerpor-sc nessa lula que nao deixa de
ser sanguinolenta, (o.itemala propozera mesmo a
ataSalvodor obrar em coiiunuin, mas as duas re-
pblicas nao poderam concordar nos termos de sua
me.liacao, e tada una obrou separadanienle : os
servicos de una e de oulra, furao succcsstvameute
regeilados. Nao ha muito lempo, a IS de iunho de
185j um comm>ssioui|ta de San Salvador propoz
urna accominoJ.ig.lo assascuriosa. A primeira con-
diegao era um armislirio. Alemdislo liaveria com-
#plelo esquecimeiilode luiloo quanlo se passara e
amnista flral. As diespesas ila guerra leilas de .-,m-
bs as partea seriSo reconhecidas rumo dividas do
Estado. O Jislriclo de telo reconheceria o actual
presidente oSr. Joso Mana Estrada; mas este sol usurreig.lo do Nicaragua, o Sr. Caslellon.combinoii-
conservana o poder durante um auno, terminado o se, seuuudn parece, com o coronel Walker, c fez-
quat convocara urna assemhlea constiluinte. Em- lito largas coiiresse!de lema sob a condirao de que
lim dar-se ina urna Ollaalo diplomslica na Europa i vieja ajudar a rrvnlurao com ora corpu auxiliar nor-
ao M. (.asieiton. Gomo se v lodos gaulilvam, e! le-americano. Walker desembariou a 1:1 de junlio
era s o pan que pag iva as cusas da guerra.
Quera quizer fazer una idea da linguaaem em-
pregada nessa inrelizes regies, c do eslvlo ollicial
1 os proprios govemos, lea nina proclamacao dirisi-
lata Idejunho de 1855 pelo presdeme'da rep-
blica de Nicaragua ao eiercilo. ,1 Soldados, di/, o
Sr. Estrada, nao sois menos grandes, do que os Ko-
matios do lempo de Annibal. O terror ceral que
espalhou a balalha de Caimas nao apagou o foso
patritico dealguns lillios da cidade eterna, e esses
bravos Humanos salvaram a cidade e com ella o im-
perio. Aisla vossa resolugao salvou Granada, e
com ella a repblica... (Jueni ousaria dispular-vos
supremacia as balalha'.' Se alguem o oosasse o
mundo in'.eiro Ihe dira : Vn celebre 8 de junho,
o duas vezes glorioso I dejullin, etc. etc. n (Seple-
se urna serie de dalas igualmente contiendas do
mundo inleiro. ) Em oulra allocugSo o Sr. Estrada
compara u general Chamorro ao grande Miuilt-
zendo parar no meio de seuj triumphos o crot ,11-
lilti.o deva-tador da sociedadc: Allila he oSr.
Castelln, lal he o e.-lvlo ordinario de Niearagha e
de Honduras, e se alguem adiar as rompaiaroes um
tanto ambiciosas, ilevera lembrai-se de que'um an
ligo director 1I0 Nicaragua o Sr. Pineda, foi poslo
iim da a par deSesosIris. A realidadcem ludo isso
lie urna guerra civil Irisleineule vulgar, por mes-
quiuhas ambiges, e acaudadas rivalidades.
Como disemos, de Iodos os Eslados da America
cenlrauCosla Rica be o nico que conliuua a mau-
ler-re eslranh 1 a essas agilaces. Seus inleresses
de'envolvein-se pouco a pouco", sua populagao aug-
menta lentamente, sua siluag.lo poltica e liuaucei-
ra he forlalecii'.a pela pa,debaixo da egide de una
adroinislragao prudente. 0 presidente de Cosa Ki-
ca, o Sr. Juan Rafael .Mora peilenre ao partido con-
servador ou ao partido demcrata ? Eis o que seria
dllicil dizer. Elle parece perleuccr roais ao parti-
do seosalo, oceupa-se principalmente em proteger
urna populagao de costumes p eilicos e laboriosos.
Desde o coiueco de sua existencia conseguio a rep-
blica de Costa Rica crear para si urna espiten de
aegao dislinctv separada das lucias de partidos e da
desavengas que dividen os uniros Estados cenliu-
americanos.e be isso o que explica a durac.lii da paz
de que gusa, alem da ausencia de lodo o elemento de
revulug.lo interior. O presidente assim o dia lio
I." de janeiro de 1853 em um manifest que linba o
mercciiiiento de ser rasoavel: A neutralidade lie
a divisa que devenios adoptar, e lodos os Basaos
actos devem tender para csse nico t'uu, a conserva-
gflo da neulr.lidode. A paz be a nossa gloria, e
nao quero oulra para Cosa Rica : gloria mais solida
que brilhaiilc,qiie ludo conserva c nada destroe.que
assegura a patria lodos os seus bens, a familia todo
o seu apoio, ao governo lodos os seus recursos.
todava nos primeiros metes de I85i a parifica
repuiilica de Costa Rica acliava-se exposla a urna
desavenga que vinha cansar-Ule repentinamente
Nicaragua. Tratava-se de urna queslao de limites
que Reara incerta ; a provincia de tiaonaoste ou
ao menos urna parle dellaera igualmente reivindica-
da pelos dous paizes. t) presdanle de NicaraerM
enviara como mi.nislru plenipotenciario a Costa Ri-
ca seu irma.i, o Sr. Dionisio Chamorro, o qual a-
preseutava-se em Sau-Jo> coia maneiras imperio-
sas, menos para tratar do que para impor condigoes.
A negociagao que aegola-se produzia pouco de'pois
uina especie de rompimenlp. O Sr. Dionisio Cha-
morro tomava com eslrondo o seu passaporle, e nao
sei o que leria resultado quando rebenlou sbita-
mente a gueira civil no Nicaragua. Desde esse mo-
mento Costa Rica nao leve mais de cuidar nessa
complicacao, c ueiihum aconlecimenlo poltico in-
terior veio perturbar essa existencia tranquilla. O
congressu reunie-se, segundo o coslnme, no rrezde
maio ile 1855, eo presidente, o Sr. Mora, leve
deexporuma situaran despruvida de dilliculdades
cumo de ameagas.
Aconlece as finangas da repblica de Cosa Rica
o mesmo que a sua poli'ica. Ncnliuina especie de
divida pesa sobre o thesouro desse pequeo paiz.quc
pagou desile muilo lempo sua parle da enliga divida
da ederagao, mo coiilraluo uulra nem no exterior
ncm no interior. Nota-se tambera um prngresso
seiisivcl nos recursos norinaes do paiz. As rendas
do E>lado linh.io montado em I8": a 300,171 pi-
nina; elevavao-se era 1854 a 158,057 p. o que
aprsenla um inelliorameiilo de '.I8,78"i piastras. ()
orgamcnto.de 1855 oderece cm sen lodo us resulla-
dos seguinle-, segundo :,s avaliacoes do mioisterio
da lazenda : receilas 59.15C piastras ; deapeus de
de 1853 no porto de Realejo rom um bando de uns
seaaenta avenlnreirae que haviam de reunir-se aos
revoltosos; |iorem a foi nina nio Ihe sarrio mala na
America central do que na Baia-Californin. A -JO
de junho forain roui|detaini'iile derrotados cm Kivas
pelas Ironas do governo. Walker passou 11 principio
por ler licado no campo de balalha; mas conseguio
fugir.
Agora que sera de todas essas emprezas nudazes '.'
Eis cortamente nina grande questao para a America
eenlral. Pelas suas revolures, pelas suas guerras
civis, pelo nbaiidouo de ludo o que Ibes daria vida
e l'orga essas repblicas vilo apressando o momento
da conquista, seja qual for a forma debaixo de que
se aprsenle, e 11,10 lie esse o nico poni da Ameri-
ca despalillla, em que se.agita anda boje essa for-
midavel queslao.
(.fiinuairr de Deu.r MoHict,)
RIO DE JANEIRO.
15 de abril.
Concloio-SS Imnlem pela urna hora c meia da
larne no tribunal do jurj o julgaineuto de "lindos
reos pronunciados no celebre processo Villa Nova do
M111I10, jolgameiito que comegeu 110 dia 11 di> cor-
renlc, as 11 horas da manh.la, e que desde anuo
prende a allengao do publico desla corte, que aquel-
lo tribunal lem allluido, lano de dia como de noile.
com um iulercsse de que iiaolia*exemplo nos aiiuacs
do iiosso foro criminal.
Depois de fazer o resumo delodas as quesloespro-
postas ao jury, pronuncion o Sr. juiz presidente do
tribunal o seguinte dlscnrao :
n >rs. jurado.A causa que se acaba de debater
he urna das mais importante- que lem sido apresen-
tada ao tribunal do juiy ; ella he digna de toda a
vossa allengao, j pela qualidade dos reos que se
asseiilam as cadeiras dos acensados, ja pela impor-
tancia das quesloes que dizcm respeiln a pontos mu
fun lamentaos da sociedade, c ja linalmenle pela 11-
lluenria que vossasdecises He exercer sulire a ino-
ralidade publica. A vnssa missilo, portante, lie gran-
de e dllicil, pois lem do solemne dever que leudes
a preencher, grande responsabilidatle ler.i de pesar
sobre vos. A moralldade da sociedade vos vai ser
confiada, e vossa derisOes lem de mostrar e con-
vencer qual 11 estado a que esta se acha redu-
zida.
o l'asso com toda a conanga s vosea* roaos u
prsenle processo ; digo com loua a conanga, por-
que vos recuiihcgo como ridad.ios dolados de toda a
moralidade, probidadc e criterio para decidir a pre-
sente causa ; e e eu disso nao estivesse compene-
trado, declaro-vos qHC leria sido o primeiro a aban-
donar esla cadeira, aliin de uta relirer-me dalla
pela primeira vez da miiiha vida de magistrado,
envergonhadii (te baver presidido a una sesso do
jury.
" Repito, pois, que com toda a coofianca passo
as vossas m.lo n prsenle processo, e fago arilenlcs
votos ao Dos da verdade e da jullga para que, es-
clarecendo vossa eonsriencis, vos inspire decisoe
dignas de vos, da sociedade que nos escuta c de sc-
rem apresenladas as uages estrangeiras. i>
O conselho rccollieu-sc sala das conferencias s
.1 horas de madrugada, e vollou pouco depois das 11"
horas com ns resposlts M questues de farlu, c o juiz
pronuncia a seguinle
Stnleura.
Em ronforinidade das deeisoca do jnij quanlo ao
reo l.uiz Carlos Adolpho de Souza, julgo este reo
como Incurso no grao mximo dos arls. I til". Ili'.l e
-til j do cdigo criminal ; por iso o condemno
pelas falsidades em 1 alios de prisao com trabalbo
e na mulla de "JO [ior cento do damno causado ou
que se poderia causar ; pelo perjurio cm um auno
de priao com trabalbo e na mulla de 'JO por ccnlo
do valor da causa ; e pelo eslellioualo i-m de pri-.io com Irabalho c na mulla de 'JO por cenln
do valor das cousas sobre que versou ueslcllionjlo.e
as respectivas cusa.
nanlo o reo francisco de Paula Velloso, o jul-
go incurso no grao maiimo dos arligos cima citados,
e por isso o cnidcmno tambera na- mesmas penas
Impostas ao reo anterior.
Ouantu au reo Ucrnardo de Oliveira c Mello, o
julgo incurso 110 grao mximo dos iris. 107 e Ili'.l do
Citado cdigo, e por isso o condemno pela* falsida-
des era anuos de plisan rom Irabalho, e na mulla
lie cerlo que a fmtuna, pela maior parle he em
gados ; mas com urna demora, o o elo e probidade
do Sr. Joao le reir, as dividas scr.lo pagas, c osor-
pUea lero com que passar.
iVio posso. ja que suu obrigado a fal'ar naquella
me iz familia, deixar de tributar nma"lagrlma de
saudade aquelles amigos, cuja perda me foi assas
sensivel.
As ralonires mais oe menos sublimes se van deseu-
volvenao nesla capital, porque au quizeram deixar
sem imilagilo as genlile/.as dos comedores de gado
do inlerior; mas creio que por c alarla mal avia-
dos os pequenutes, que abarcaram punco. Olanlo
aos outros, delle he o reino do cholera.
Da raga iliuggal uada me cunsla ; n,lo porque
lenliatn elles perdido o man cosluinc, mas porque
esperam occasilo mais azada.
A nossa cmara iiruslrissima lem andado cinbru-
Ihada c embancada rom os parcos e cabras, que he
um molu continuo. Cliegou a illustrissima a ver o
cholera daqnellas raga.
lio nossus depoladoa someule segu no Toctmliitt
o supplenle Dr. Antonio Carlos de Almeida o Al-
buquerque, os mais enlendein que nao devem dei-
xar suas familias em nina rri-e deslas.
Acho-llies razan, o en tambera faria o mesmo.
Nada mais ha que mercra mengao. Saude, sau-
de, muita saude 1 lie desejo por tantos' annos, que se
enjuega que liouvo tholera e suas rvnseguenrias
que bao de ser pciures.
lodos os gneros 5:11,808 piastras Assim romo dau- ! las o orgamenlo esl as condigdea mais favoraveia, r'a ranear ; e pelo perjurio, cm nm anuo de (irisflo
e Costa Rica lurn,i-se ulna das repblicas plicuo- c,"'" Irabalho, e na mulla de JO por cenlo do valor
menees doKovo Mundo, onde nao lia dictador, mi-
litar, ncm revolugoes, nem delieil, nem dividas ;
essas qualro grandes chagas des Eslados hispano-
aniencauos.
lal he no poni de vla inlerior a situarlo dessas
da cansa e lias respectiva cusas.
Quanlo eo ico Onilberme Josa Cerdoso, o julgo
incurso no grao mnimo dos art. 107 e 10'J do ci-
tado cdigo, c por isso o condemno pelas falsldades
em 2 mezes de prisaoeom Iraballu c na mulla de 5
diversas repblicas. Em sen lodo a America cen- I""' cenlo do damno causado ou que se poderia cau-
Iral permanece sugeila a nina falalidade commum,
e ve agilar se sobre seu solu urna quesillo mais geral.
O piegresso nos Americanos do Norte nessas regios,
sena actos repelidos, suas tenlalivas esuns maniree-
lagOes nao deiiio duvida sobre o lira a que se diri-
gen], ila pouco lempo quo por ccasiao de urna
dcs lonisagilOjUma gazela dos Eslados Cuidos, conberi-
da pelas suas religues com a adminislragao, deixou
ver Inleirameote o pensamcnio dos lilhosda l'niao
" Os resultados dessa coloiiisagilo, dizia ella, silo
simples e inevilaveis. Parlindo de San-Juan de
Nicaragua ou Giyluvvn, e cslendcndo-se pela forra
de expans,la a colonia Reara senhora do Pacifico";
depois leudo essa linba por base deoperages, ellas
adiaiilar para osul ao menos
ama inclusivamente, c para o
e |ielo perjurio em um mez de prislo com Ira-
balho e na mulla de 5 per cenlo do valor da causa e
as respectivas costas.
Quanlo ao reo Paulo Jos da Costa Alhouguia, o
jrlgo Incurso no grao medio do arl. Huido rilado
cdigo, e |"ir isso o condemno em (I mezes e 15 dia
de prisaoeom Irabalho e na mulla de 12 '. por cen-
to do valor da causa e respectivas cusas.
Quanlo ao reu Antonio Jos Gudiuhu Jnior, o
julgo incurso no grao mximo do arl. 107 do cdi-
go criminal, e por isso a condemno cm qualio an-
nos de pristo com Irabalho e na mulla de 20 por
cenlo do valor di damno causado 011 que se poderia
causar, c as respectivas costas, nao Ihe sendo ap-
! plicadas as penas do arl. ^6i g combinado com
ule o istrimo de P.i- '' ,'- *> virtud* da diiposiglo do arl. 168, ludo
norle com ou sera 'll" memo cdigo.
QuaiUo ao roo Antonio de Souza Kibeiro, o julgo
incurso no grao mximo do arls. 107 e lli'l combi-
nado com o art. :r>, e do art. JOt, i do mesmo c-
digo ; e por isso o condemoc pela falsidada ein i
anuos de prislo rom Irabalho e na mulla de JO por
cenlo do valor do damno Causado ou que se poderia
causal : pela complicidad nos perjurios em 8 me-
zes de prislo com trabalbo e na multa de JO por
o coiiseutimento dus Estados intermediarios vir reu-
nir-se ao snl dos Estado luidos, convertendo ludo
em parle Integrante desla grande naglo. Se era
somenle a expressao de um pensamciilo individual
ser j'.i uin sy inploma ; roas |iode-te ver no annn
prximo in'sado por um manifest doSr. Ilurlaud,
ministro dos Estados Unidos no Nicaragua, que os
propries agentes ulliciaes nao dis-iinulam as vislas da
grande rrpoblica americana. O Sr. Borland gaba- ce,llu 'lo Vilor s"',rc 'lu'' rarson o eslellioualo, e lias
lava, segn Je 'PUvas cnsUs.
va os beneficios da anutxarau c proles
a doutiina Monroe, contra toda a intei veinao de
poderes eslrangeiros, islo lie da Europa.
1 m novo ministro receiitcmcnle acreditado 110 Ni-
caragua, o Sr. Daniel Wheeler, nao lallou de oulra
maneira 110 discursa que prufeno 110 da de sua rc-
cepc,lo. Nossas esperangas e nossos destinos, dizarl """."i'Padade.
elle, tem lio intima eonnexlo que alo idntico os Salada seasoee do jur) da corte. Ildcabr
inleresses das duas repblicas... ,%os poltica he somenle proclamar como tambera susten-
tar qne us poves atnerirauos podem governar-se por
si meamos, c que neulium poder eslrangeiro lem o
direilo de inlervir nos nossos negocios, e nos nossos
inlereises. A dignidade, os direilus, a feguraiiga, a
Irauqiiillidade de todos assim o requeren!, e a idea
de qualquer inlerveng.lu, de urna lenlnliva de colo-
nisugao por um povo ealranho a esle lado do Oca-
no be inlciramenle inadroeissivel.s Re.poiideudo a
eslediscuiso o presidente de Nicaragoa, n Sr. Ls-
Irada, fez-lhe ulna emenda, accresrenlanilo que a
America eenlral quera estar indepcuileiilc tanto de
lodo o poder europeo, como de qualquer oulro po-
der eslrangeiro. O que he mais singular, be que os
Eslailos-Ciiidos fallara de sau prolecglo e da denu-
dado do otciesses em um paiz, d qual um dos
porlos conserva ainda vestigios de deslruicao deixa-
da pela armas da l'niao. Com cll'eilo foi em 1831
que o vaso de guerra sanate o O/eme liombardcou
an Juan de Nicaragua. Porque foi feito csse aclo
de vandalismo '.' Por causa da pristo do capillo de
um barco a vapor da ronipanhia de transito inter-
ocenico, o qual matara sem provocarlo a um habi-
tante com um tiro de espingarda. O goveruo do Es-
ados-Lnidos deu por pretexto crae Grevtnwn era o
lugar de reumlo de uina mullidlo de venlurciros
que enlrcgavam-se a toda a sorte de excesso. e que
lora urgelile emprear medidas rigorosas, o que o
capil.io lolliiis eslava encarregado de fazer como
f gane. Infelizmenle cnlrc os avenliireiros do Grev-
lown, como os chamava u governo dos Bslados-lni-
dos, liavia urna muliijio de negociantes de lados u
palies, cujos inleresses foram prejudicados.
Dous Incidentes recentes revelara sobreludo o por-
fiado ince.saute trabalbo da raga yaukce na Ameri-
ca central. Nao Iralava-se de manos a principio do
que do eslabelecinienlo de nova repnblica indepen-
denlc, formada pela colonisagao na costa dos Mos-
quitos, e csa historia tem uro lado assas curioso Pe-
lo auno de 1839, segundo parece, o re dos Mosqui-
tos, allernativameiile protegido e abandonado pela
Inglaterra, vendeu um pedaco iie seu reino a dous
americanos do norte, os Srs. Shephard e Halev Pr.
que prego foi vendido!' O soberano -anida que amas
va muilo o copo.nlo era mu diflicil de salisfaur. o
cerlo he que em 185:1 uina parte des-es terrenos foj
cedida a um cidadao da Virginia sol, a cundirlo
deste orgainsar uina compauliia americana para
a.coloui-agao, e para a exploragao das minas. Toda-
va nada se lizera niliio talvez pelo peiisamcnlo de
que a Inglaterra conservara o direito de prolcrtorn-
do sobre as cosas dos Mosquitos, s depois do bom-
bardame.......e ureylown, feilo sem opposieao fui
que leappareceram lodos os projectoa. L'ra senador
de Illinois aceilou o Ululo de agcnle da cumpanhia
de colonisagao. It esla va adiar um ebefe audaz para
dirigir a ipedlglo. Esse cliefe b, adiado na peeaoa
do coronel Kiuney condecido pela suas facanhas na
guerra do Mxico. O coronol Rlnney ,que impellido
por 11111 desejo de aclividade eslava i partir para e
Crimea, aceilou essa mndiinga de tdealrc, e dispoz-
se a partir para a America central. Apenas publica-
ram-se esses faci, os ministros de Nicaragua e de
Cosa Rica em Washington proleslaram contra as
pretendidas tenlalivas do colonisaglo. O primeiro
sobreiu o era tanto Intercalado porque lralan-se de
um ten 11 ei 10 reivindicado pelo scu pail. A essas re-
claraavoes o governo dos Eslados Luidos responden
que a expedirSe era pacifica pela sua nalnreza, c
como reunia-se a urna queslao de negocios, elle nao
poda inlervir. Todava, depois, elle prohibi a par-
tida da expedirn ; mas como he de pensar, nao ron-
seguio mpcdi-la. O coronel Kinnev embareou-se a
primeira vez, c foi dtelo por um naufragio; mas
nao desisti de seu intento, c ebegou cmlim'a Grcv -
tovvn.
lie essa urna da Icnlalivas norle-amer
he a nica.
E quanlo a re I). Joaquina Rosa de Jess, a ab-
solvo ; c por isso mando que se llic d baixa na
culpa c o competente airara, alim de ser sola, se por
al nao esliver presa, logo que esta scnlenga passecm
jujgado ; paga a inelade das respectiva- cusas pela
iratias.e nlo
Em quanlo o coronel Kinncy prenaravase para a
colonnaglo de urna parle do Nicaragua sem a per-
missao desle paiz, o coronel Walker, o mesmo que
uo anuo prximo pasudo invadi o .Mexicu, a pro-
clamen se preidenle da Biiiva-California, o coronel
Walker, dizemos, dirigia-se para uatro poni da
America central em oulras condiges. O chefe da
Idc
Manat
lili.iario de Castro Afetese*.
'Jornal do Commercio do Rio.'
CORRESPONDENCIA 111. DIARIO DE
l'CllXA.illUCO.
PARAIIIItA.
18 deabril.
'.ragas a Deo, ainda me ardo ne-le bcini-plierio,
o a sua disposiglo em segundo lugar, porque em
primeiro eslou sujeilo ao mandado suminanssimo de
despejo, que tem arrumado lana geule boa desle
para a paiz do tUeneio, que alguns chamara da eer-
dade, provavclmculc porque all nao se^di/a.
Nao eslamo ainda livres do lerrivel hospede nes-
la capital, e elle tem tomado em alguns lugaics ila
provincia, a alia rcrreaclo de lomar a elles paia
visar o anligos condecido?, ou fazer sabhalina.
Aqu aiitc-hontcm moireiam dous do cholera ;
mas creio que lionlem lornou |,in inmcro cinco,
com que se tem roiilenlado ha nna poneos dedias.
O lil Judeu nao degenerou de sua raga. Aqu
lem se mostrado ariliiiellnro em grao elevado. Desee
gradual e proporrjaualmcnlc ferrndose em cerlo
numero por uns poneos de din, al que se 1 e-olve
abaixar mais um pooqoilo ; assim como, nao d
urna baixa sem tomar na ve-pera uns dous ou (res
sobre o numero por elle mesmo arbitrado. Esl ca-
prichoso, cuino menina delicada.
E que remedio temos, sen.1i sollre-lo Se elle
fura colisa vvenle, que andasse assim culrc nos, co-
mo oulras que eu runliegu, que liarretada. que eor-
lezias, que xombairaa, que adulagi.es !
Como nao,scria gentil, iUnsIrado, admlrnvel, sa-
bio, coherente, iiidepcmienlc, o lllm. c Exm. Sr.
consellieiro cholera, ministro da repartido da...
Qual sena a pasta do Sr. conselbeiro? Sala qual
for.
Al liaveria amadores que admssem inleressaii-
lissima a maneira e theor porque S. Exc. limpava
o pello aos uniros.
Confessemos que eu son um exquisil.lo, e que le-
nho devnelos, mesmo de lempo de cholera.
Nesla capital, al o dia 16, lindara entrado para o
cemiterio 11Jl tinados do cholera.
Na Areia, Independencia, Bananeliw, Campia
c Mamanguapc pareca ler ressado. Em oulros lu-
garejos fazia ornis eslrago.
No Cael, Araruoa c suas visinliancas era fulmi-
naule.
No Pilar reapparereu em peqiicua escalo, bem
como, na proximidades do Inga.
Em Punihal e suas visiuliaiigas linliam diminuido
as desinleriaa que haviam diiimado as criancaa ;
mas coiiliiiuaviin pelo interior.
Nao sei se aquella popularlo licara somenle rom
isso, ou se lea de sollrer a caiga forte desle Iracoci-
ro inimigo,
(."alrulo em qualro a cinco ral as victimas do mu-
nicipio dela cidade ; em Ires mil 1,0 de Mamangua-
pc ; em qualro 110 do Pilar ; cm Ires no do Inga ;
em seis mil e ..Hcenlos no da Areia ; cm dous no
da Independencia ; em cinco uo de llananeira ;
cm dous e tantos 110 de Campia ; em qnelro no de
S. Jos. Temos o triste resultado de nula e una
ou Imita e doas mil victimas, quando menos uesta
provincia, ale o prsenle.
Enlrelanlo, que a cxcepgao do Pilar, por motivos
que lodos sabem. em neulium lugar liraram os ca-
dveres por sepultar mais de duas horas, e iiinguem
morreu ao desamparo. A popularlo desla provin-
cia lera mostrado um herosmo e resignarlo admira-
veis.
Ja que llie rallo lias ruinas do cholera, quero dis-
fazer uina mentira, lucrativa a qoem a espalhou,
que ah gra-sa 110 commercio acerca da familia dos
l'errciras da Independencia, izemah., lalve pa-
ra terem commissoea de CObrangas, que sabem ser
farllima, que morreran lodos os membros daqaella
lamilla, e que seus bens asilo deaencaminhados, e
que mal cbeoam os existentes para pagamento da
praga ; mas lal nlo ha. Anda existe o Sr. Jlo
remira de Mello, que lem lomado a si a conserva-
rlo das caas de seus manos liuadus, que i'.eixarara
lilhos ; assim romo, pos-o asseverar, que qualquer
delles deixou a seus filhos, pagas aedivldar, mellior
dejvinle cotilos de ris.
PERMAKBOCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao'ordinaria cm 2:1 de abril de I8G.
(Concluslo.)
He lido e entra em disc.ussao o seguiute parecer:
A comnii-slo de roiisliluieo e poderes, a quem
fui prsenle a indicaclo do Sr. deputadu Aburo, no
sentido de se clianiareinsupplentes.que preenchain o
numero de IMj, com que deve lunccionar a casa,
examinando as parlcipagiles feilas a esta asscmbla
pelos Srs. depulados, llr. Jlo de Souza Res e dcs-
erabargador Jeronymo >la liniano Pigueira de Mel
lo, verifieando vi-ia da acta geral, que faltam
alem de-tes mais seis senhore detmtados; enlrou
na apreciago qne Ihe cumpria das subslituiges ne-
cessarias, observando que sn se devem chamar sup-
I lente- em lugar daqnellcs depulaos, que nlo vi-
r3o de ferio agora, he de parecer que se Humera
os supplentes, Jos Joaquin do llego Barros, Jlo
Francisco da Silva Braga, Manuel de Barros Wan-
derlev l.ins, Joaquim Francisco de Mello (^avalcan-
li, e Antonio Gomes l.cal. em lugar dos Srs. Joao de
Souza Res, Leonardo Aniones de Mein HenriquCs,
Caelano Eslellila Cavalcanti Pessoa.ManoelClemen-
lino Carneiro da Cunda e Mauoel Jos de Silva
Neiva.
S.la das coipinisscs, j:i do abril de 1836.A. Ca-
valcanti.l.uiz Pilippe.
ti Sr. .Sabino Olegario:Eu quiten que os I-
luslres iiicmbrus da coinmisslojde poderes me disses-
sem, se estes seubure em lugar dos quaes se pre-
tende chamar supplentes, participara! a casa que
nao coiiipareciain'.'
O Sr. Luiz Filippe:Alguns, somenle.
O Sr. Sai'rio Olegario: -Ouizcra que me indi-
rassem o uumero.
Cm .Si". Dcputado:I eram dous, os Srs. Souza
Rei e Kigurira de Mello.
O .Sr. Sabino Olegario :Pois eu creio, Sr. pre-
sidente, que nlo llevemos chamar supplenles senlo
para oceupar o lugar daquelles Srs. depulados, que
participaran, nao comparecer, alim de que sejam
esses lugares legalmenle preeuclidios, e lano mais
emendo, que assim se deve proceder, quanlo me
Mnsla, que os Srs. Meira e Neiva eslo a chegar...
OSr. A. Cacalcanli:Poisclianicin-se,cmquan-
lo nlo chegam.
O Si". Sabino Olegario:Mas, me parece, que
por alguns .das sanenle tilo devenios chamar sup-
plenles. Supponha-sc que csses scuboies, que lulo
participaran!,-e a| le-enlain neslesdousuu tres dias;
a chamada de supplenles, em lal caso,at me parece
um pouco desairlo para esses senhores.
O Sr. .(. Caialcanti: Nao ha lal.
(A'So apoiados.)
O Sr. Sabino Olegario : Esses sendero sup-
plenles lerlo|dc rctirar-se quando cotnpareccrem os
proprietarios...
O Sr. .Si Pcrcru :Nlo do boro que a casa da-
me um supplenle e depois diga-lhev-se embora.
II Sr. Sabino Olegario:Isso he que cuncho
mau. Tem acuulecido, que alguns Sr. depulados
nlo participan), cbamam-se supplenles, o depois
apresentam-se os proprietarios e os supplentes vcem-
se ua uecessidade de se retirar: me parece islo
una especie de insullo feilo aos suppleulcs.
O Sr. Sikino :Nao devenios soppr, que um dc-
putado efleclivo falle.
O Sr. Sabino Olegario:Para previnir um passo
que pode ser considerado como urna grosseria da
parte da assemblua, boro sera qne se nao rhamem
supplentes senlo pvra substituir aos depulados que
consta ollicialn.eule nao comparecerem. Emlim,
resolva a asscml. .1 coniojulgar mais conveniente,
mas cu julguei iie.er fazer slas ohserv.iges pordig
nidado ua casa, para previnir qualquer iiicideule
desfavuravel aos supplcules. Nao quiz deixar passar
o parecer sem fazer estas rellcxoes, mas a casa re-
solver o que mellior entender em sua sabedoria.
OSr. A. Cacalcanli:Sr. presidente, a vista do
parecer da commissao, se v peifeitameule, que cm
lugar de cinco depulados que nlo esiao nesla casa,
nem tem probabiluadc de lomar asseuto.sechamara
cinco supplentes. Ob*erva-se uo mesmo parecer,
que oila sao depulados que faltam; no lano,
mesmo para previnir a hypothesc de sahircm os
supplenles com a entrada dos proprietarios,que nao
leuliain participado a commisslo eulendeu que de-
via u inclnenle chamar os supplenles uecessarius pa-
ra supprir as fallas daquelles depulados que prava-
velmente nao cllegassein ale occasiao, em que os
deputados geraes,que eslo eulre n, vio para a as-
sc mbla geral.
Os depulados em lugar de quem se chamam sup-
plentes sao os Srs. Res, Meira lleuriques...
OSr. Sabino:Esses veem.
<) .S'r. A. Caca\canli:Nao conlesto.mas soppos-
lo que veuha, o supplenle pruvaveimeule nao sa-
dir.
Mas romo dizia, sao os Srs. Res, Meira, Eslelli-
la,Clementino e Neiva. Observo,Sr. presideme.que
quaudo podem chegar aqui os vapores do norle esul,
e uelles os Sis. Clementino,Neiva e Meira,he qutu-
doos depulados geraes que eslo entre ns.vo para a
assemhlea geral, e os supplenles que tiverem de ser
chamados em lugar desses senhores, hcarlii eullo
em lugar dos depulados geraes. Ainda mais arres-
ce, que quaudo o acto addieional enlendeu, qoe as
assemblas provinciacs deviam conlar lili membros,
esta claro que nos incumbe erapregar lodos os cs-
forgos para que esta casa leuda quandoinlo .'Mijnem-
bros, ao menos o maior numero possivel, de con-
formidade com arel. Quando ale! entende, que os
supplenles devem "lomar assenlo em logar dos de-
pulados proprietarios, nlo he seno |iara qoandose
da o impedimento desses proprietarios. Eu me expli-
co mellior ; cnteudo que 11,10 ha desar ueiihuin em
sabir o supplenle pela chegada do proprielario ja
moslrel que islo se nao dava) mas mesmo verifi-
cada essa dvpoilie-e, nlo ha desdooro para os sup-
plenle, por que elle- -ao justamente para servir no
empedimento dos proprietarios. Por tanto, todas as
vezes quo uin depulado nlo esta presente, ou que a
casa emende que ainda mesmo que elle nlo tonda
participado, nlo pode rasoavelnieule vir, ou nlo
pode vir dentro de um curto praso, deve sem duvi-
da rhamar suppleules para supprir esta falla, por-
que he justamente i-lo o que a le quer. J eu nes-
la caso lomei assenlo copio supplenle, e sahi com
a enlrada de um depulado...
Um Sr. Depulado : Ficou insultado com riso '.'
O Sr. .1. CacalctinliNlo, por forma algnma.
Agora alera disto observo anda, que o Sr. Res,
juiz de direilo do Ouricorv, parlicipou que nao vi-
nha, os outras Ires memliros quo eslo lora da pro
vincia, SO podein vir no principio de maio, porque
antes diese nao temos vapor do norle nem sol.
O Sr. Sabino :l'udein vir por Ierra ou em jan-
gada.
O Sr. ./. Caialcanli: Isso he urna bvpudiese
gratuita.
O onlro cm lugar de quem se chama supplenle,
he o Sr. Eslellita.e u:i> senlior depulado asscverou a
commissao que elle nao viuda, parece qne devemos
ler em alguma consideragilo essa inforiiiaeTao de um
iiossii collega... (lia um aparte.)
Nlo contesto, mas a nossa obngaglo he ler o uu-
inern de :lfi membros, ou pelo menos o manir nume-
ro possivel,e para isso, em lugar deslcs Cinco senho-
res que nao esto presentes, nem o poderlo estar
brevemente, devem-sc chamar cinco supplentes.
lie esla a miiilia upini.iii como relator da roro-
mislu, mas a casa resolver o que julgar mais a-
cerladn.
Val a mesa c apoia-se a segointe emenda.
Em lugar de seis supplenles, rhamem-sc oilo.
.\anciiiiciito l'orlclta.
leudo alguns senhores cedida a palavra, pOe se a
votos o parecer e lie approvado, hem romo a e-
nicnda.
I'.-- 1 .!a a materia :
O Sr. Presidente designa a ordem do dia c levan-
ta a scs-lo as il horas da larde.
Sessao ordinaria de 24 de abril de I8S6.
Presidencia do Sr. liarlo de Cainaragibe, continua-
da pelo Sr. Jos Pedro da Silva.
Ao meio dia feila a chamada, eachando-se presen-
tes 2 Srs. depulados, abre-se a ses-.lu.
Slo lidese approvadas as actas das sessoesanle-
riures. .
0 Sr. primeira secrelario l o seguinle
EXPEDIENTE.
1 m "llico do secrelario.lo governo, romini.nira.i-
do que S. Exc. osr. presidente da provincia fica
seiente de haver-se procedido a eleirio .1,1 mesa des-
ta .semidea, sendo eleitos : presidente, o Sr. bario
de Camaragil.e, viic-presiilente o Sr. .!,., da Silva
I.- secrelario o Sr. l.uiz Kllippe de Souza l.oau > '
secrelario o Sr. Sebali.l,. do llego Barros de I aeer-
da ; e supplenles os Srs. Antonio Jos de Oliveira
e Joaquim Pires Machado Porlella.Inlcirada.
Oulro do mesmo, remoliendo i cxemplarcs m-
pressos do orgamenlo de receila e despeza para o e-
xereido de 1836 a 1817, bem assim id exemplares
do halancrle respeclivn. verificado no I.- semestre
de I8.li a I8"iti.A distribuir.
Oulro do mcmn. enviando llevemphues do rela-
lono apreseniado pelo inspector da lliesoiirarla pro-
vincial.A distribuir.
I'm requerimeiitn da mesaregedora da irmanda-
de do Sanlissimo Sacramento da fregoezia da Boa-
Vista, pedindo qoe esla assemhlea mande que cr-
ralo duas loteras das que Ihe foram concedidas com
preferencia a outras, alim de occorrer as despezas
com a cantara que se encommrndoii para Lisboa.
A cyniinis-,01 de pelices.
Oulro de Jos Ignacio Pereira Huir.1,pedindo o pa-
gameulii da quanlia de JIjSIKI como indemuisaglo
do oniis que Ihe fui imposto de conservar perpetua-
mente limpa- duas vallas e 11 ma levada meslra ein
sua propriedade no Barro-Vrrmelho. que deixou de
receber por se nao ler consignado quula na le do
orgamenlo vigente.A' commissao do rgameuto
provincial.
ORDEM DO DIA.
I.' discussiui do projecto 11. i, db anuo paseada,
declarando nao ler applicaglo as propricdades ru-
racs o arl. Jti do til. 7, das posturas da cmara mu-
nicipal desla cidade.
OSr. Iguaria de llarro% : Esle projeclo pare-
c-me de uina ulilidado Uo inanife-la que sulire el-
le direi bem puuca cousa.
O arl. Jli do lil. 7 das posturas da enmara muni-
cipal, determina o seguinle : lo
Ora, -enlii-res, se este artigo liver vigor a respei-
lo das proprieilades ruraes, scrlu seus proprietarios
suhreoarregadus com urna despeza cohsideravel,|iois
qu propriedade- lia pelas, quaej passam estrada
n'uma exlensao de mais de mil bragas ; ora, sendo
elle-obrigado-a plantar arvoredos era toda a ex-
lengio da estrada, Heces-ariamente hlo de perder
uina porglo enorme de seus Ierren o. oceupados pe-
los arvoredos.
O Sr. Oliveira : I.-Irada- mais frequentadas.
O Sr. liarros Hrrelo : Razio de mais.
En sei de engeiihos por cujas Ierras passam estra-
das seguramente na exlengo de duas mil bragas...
O Sr. Luiz Filippc : E slo alravessadas as
vezes por dua e Ires estradas difTcrenles.
O Sr. Ignacio de Horro* : Ora, se os senhores
de engenlio alem de darrm suas Isrras gratuitamen-
te nara con-lrucglo das estradas como, tem succedi-
dojgracas a sua getierosidade, forera obrigados de
mais a mais 'a plantar arvoredos, perderlo mais
essa 1 mea de suas Ierras orrupadas por elles c lica-
rloVJesla orle sobiccarrcgailos de um oous fnsu-
peravel. Nada mais leudo a dizer.
vf.'on/nu(ir-. PAGINA AYULSA.
isa)-.- is 8
Ainda nao podemos dizer quo a provincia esl
livre do lla^ello, quo desde fevereito a dizima :
agora jnaiifiisla-sc o mal em Pajei't de Flores cem
Papacara reapparece; em S. Benio ainda existe,
l'altneira lula ainda e mais em alguns lugares :
nesla capital tem sido fatal o numero7c se
bem que iligam ser numero dos mentirosos, com lu-
do Dus acreditamos ijuo os 7 se rompoem com cer-
leza inatlietnalica de3 ciis i.Quando respira-
remos um ar, quo esteja do todo puro? Quando
podramos ver os estragos quo moral o plivsicamen-
lc nos causn o cholera ".' Quando [lodciemos di-
zerfelizmente"! Ol que ninguem pode ojuizar
desse horrivul padecimenlo so nao quem por elle
passou, ou quem foi 11101 talmente ferido em seu co-
raao Fa/.endo absiraccao dessas casas indileren-
les a todos os males, onde o egosmo reina 0111 lou-
cania, lacenlos urna vista d'ollios paVa ess'oulras,
onde se v alguem do lulo : perguntai-llie o que
senle, perguniai-lho por seus pas, por seus manos,
por seus illios, por seus protectores, por sousami-
gose s vos responderao morrefam !Por toda
parle encontrareis vestigios, a nosso ver, indeleveis
do mal que nos assolou : reina o desconsol, a
apatia, a tristeza, a solido, a miseria, a orplian-
dade, a doenca, a dor, o luto. Alli chora a mi-
sera donzella a perda do culo, que o co Iho linba
destinado para scu esposo, o que o mesmo o rou-
bara; acola o mancebo a perda cierna da noiva de
lanos annos ; mais? alli o espo/.o da um da,o pie-
coco passamento da sua chara porcao.e ainda adian-
to a extremosa mil, o devolado lilho, o pai querido
lodos lamentan! ainda nconsolavcis os golpes mor-
aos, que a mao devastadora do horrivel cholera-
morosis vibiou sobre seus coraces!
Quem, quem nunca pensou passar, ver, c ou-
vir, pelo quo lem passado', visto, e otivido 1 O
mal feria, a victima cahia, suas forjas iam-so es-
coando a proporgao quo iodos os meios se empre-
gavam para salva-la, c a nada atlendia, c a nada
cedia, c o mal rrescia : cm poucas horas ludo esla-
va acabado, a lodos petrificados de presenciarem o<
lerriveis caprichos dessa peste hedionda E depois
S" lagrimas, um carro, urna guia, desinfectantes,
miidanca de casa, inrendio de roupas.... e assim
norria una mai a quom seus lilhos cm sau excesso
de amor pcnsavain nunca tnorrer !... assim aca-
bara o arrimo de urna familia, dejando entregues
aos visinhos o aos cuidados, quando assim era, de
umeslranho .' Ao passo que todas essas calami-
dades so davain e ainda se dao, via-se um medico
exigmrlo do enverno sommasexorbilantosparacitrar
de seus semelliaatcs, para miiigar essas doras acer-
bas, esses tratos de inferno ; via-se um enfermeiro
ajustatido com audacia para dar urna triste o ofi-
cial beberagem ao pabla cholenco, que se revolva
qne se contrada com horre eis caimbras ; via-se um
vigario exigindo esporlula pan dar sepullura ao ca-
dver de um 1 li.dciico ; via-se asn sacerdote enfu-
recido por ser chamado a una ronijo ; via-se 0111
charlado euvencoaudo com horrivc tisanas nm
pobre enfermo ; viam-se especuladores varejando
casas de pretos que presumiam ler deixa li HUnn
dinheiro c alguin ouro ; viam-se oilerecimenio. de
papel, generosidades de liogoa, ordens nos gabinc
les, e desordens de coragao ; viam-se enlim um sem
pilernus horror !
E, no meio de lodo esto quadro de desolajes,
haviam mdicos desinleressadas, eiiferineiros ca-
ndosos, parochos o padres diligentes, curandeiros
humanos e curiosos, ollerecimenios sinceros, gene-
rosidades sublimes.., E ludo islo passou-se? Foi
onlro nos que reitiou essas eonlradicos Meu
Dos !... ijuem foi mais lerrivel, o cholera ou
quera delle se utilisou O lempo he quem lia de
decidir.
O Sr. promotor de Oaranliuus perdeu o p=i,
mi c una irmaa, quo decuplo lerrivel! Lameu-
lainos c sentimos perdas to sensiveis.
L'iu dos lioiiien.- <[iie mais servicos presin
Vanea foi o Sr. Jos .lanuario de C. P. de An-
drade : csse mogo he um dos apostlos mais dedica-
dos da liomeopalliia, e foi uin dos membros da
commissao d'aquella freguezia ; de commum accor-
do com o vigario o o subdelegado prcslou relevan-
tes servicos, nao se no hospital como fora, onde
tratou o salvou a muilas pessoas, cujos noines lo-
mos ein uina lisia : niii;;iiem poder contestar,
quanlo alli se deve a esso cidado prestimoso.
Jl quem locar.Nao consta que baja nas
fieguczias do Recife e S. Jos menino algum de
ambos os sexos, mesmo sem fot orplio; liavia al-
guom mais, purom. ..
O transito publico desda a l>oa-Vista al a
ponte da l'assagem esbi impedido pelas aguas da
Chavas, que lem ajumado, a ponto de nao so poJer
mais andar ,1 p, o principalmente entro a ponte
grando e a pequea onde ha um mer rouge. Se o
Sr. fiscal quinase abri-lo, o passar de ps cncliutos
qual oulro Moyss,comparando mal porque Moyss
era vclho e patriarcha.nao seria mo, Giubora depois
algum Fhara se afogasse.
Consla-nos que na freguezia dos Alagados,
no lugar denominado Remedan foi espancado um
pobre liomein por Pedro lliro, o mais iros. Se o
Sr, subdelegado podesse dar remedio a esse nego-
cio do Remedio, c mandaste o neo par a casa dos
pobres, nao seria dcsarrasoado. tanlo mais quant"
dizem, que o inspector nao dea um passo.
Fiearemos desta vez sema nossa encantadora
ponlc do Cadiang '.' Rila ja eslava enferma, o ago-
ra com a prmavel cheia, provavcl seta, i|iie nos
lainlieiii diga uin nudoso adeos.
Pedimos a certo Of. do S. morador na ra
do irmo do Terco, o dus Mystarics que deixe-se
de andar perdendo o seu lempo, pois os logistas da
ra do Cabuga nao csiao resolvidos a servirem o
Smc. de pacientes Acales. Islo pede o mnibus
das 7.
Somos agora informados, quo a vinca mo-
radora na roa do Sania Hita n 90, nao esl no
raso de ser mais soccorrida
Na mesilla rita casa n. 32,mora nina fami-
lia indigente, que implora us soccorros das bene-
licenies.
OSr. que loca violo na calcada do ler-
iiardino leuda a parlinular imniladc de ir alegiai os
liabilanles do deposito de carvao, que assim nao
iuconiinodar tanto a visinlianr^a o ncm impedir o
transito, como acontecen na imile de 20. IJue sora
agradavel nao he o de um marlello de cabeija chala,
sobre um pedaco desoa !
IJiieiu qui/.er saber noticias de seu av-lorto
novas, e mandados de vivse i|i'l"iintn-, a rJironi-
ca special de cria gepjn boa, nao lem mais do quo
i. manos ne lallas e enme, como 01 disliucios a Iiol
irajar roupasde almas da oulro mundo, a eacamt-1rados Srs. cerouel Luu de Caryallio Praudao, it
nliar-sedepois de meia noilo para a calcada dos
Martyrios, raleada de S. Jos, calcada da matriz
do Santo Amonio, e caes do Ramos: ahi desen-
lerram-sa inurlus, enlerram-se vivos, discute-so
porque Dos laiseou 110 inferno os anjos mos,
a razao porque o cholera ha de ser fri e nao quen-
10, o o lypho quente e nao fri ; porque S. Anas-
lacio su lem calieca e S Sebastiao nao lem roupas;
levanlam-so berezias, o ahi mesmo sao pulverisa-
das ; formam-sc planos revolucionarios, impros
visam-scd.simrsos.eic., ole, 0le. Era nosse
lugares, que deviam estar collocados os pontos sa-
nitarios no tempo da epidemia.
O hospital de S. Jos snffreu no dia 20
grande inodiiicacao no pessoal. sendo o que lem
mais doentes ainda.
1 ,Pd,'*,--{IP*'5 vcrl,is.)-A Senr. sub-
delegado do Recife de laucar suus vista para fora
de Portas para ver ciacaba uina sucia de vadios
que ciajunta na calcada do pilar, beco largo, ra
do guarapos largo da Maro grando e. pequea a
casoarem com quem vai a ceiocaminlio com emsul-
lura.e a fasorem semgao das familhas oincslas, esto
he lodo o dia o toda'noile no domingo dobra a
cemoao O chef he u lal Moco que anda de luto
que parece o redactor das folinhas de Pars o li-
me zio delle Rzu Man de J. quo nao Un sen-
limento, de perde ceo pai a Poico dias para ser
chef de Vadios: Un morador da ra do Pilar.
O negro marola, bem conlierido nesla cidade,
quando llie parece vai a ra Vollia. o ahi trava um
barullio com oulro seu companheiro, que alordoa
toda aquella visinhanca ; he preciso que csse de-
monio saiba que nao esl na grade surrando seus
malungos.
Consla-nos que o encarregado da [Milicia do
aterro do Giqui, cercando a noile passada a casa
ondo oslava encanlonada una quadtilhs de ladres,
rocebera de dentro um tiro, do qual se acha gra-
vemente enfermo. A polica dos logados que lo
me muilo em consiJeracao esle fado, pois nao he
justo, que o paciente que lio boas servicos ha
prgitano a aaBalla loealidade, soffra impune lo
airo, violencia!
Pede-se a certo labernciro, cujo nomo se pa-
rece com o do selirao da da semana, que mora em
urna ra que tem qualro cantos, na Boa-Vista,
queJeixede ser tao curioso, a pomo do abrir e ler
as cartas, que os escravos levam dos seus senhores
a oulras pessoas, c depois de as fechar entregar, co-
mo fez na manlia do dia 23 do crreme, o que
fot observado por urna pessoa da mesan ra.
I la cousa de oito diasque anda na fregtie-
zia de Sanio Antonio urna turba de valios, ou tal-
vez de ladrees, experimentando as portas, para ver
se esto lechadas, arrancando as que acham mal
seguras, quebrando vidraoas, o fazendo disturbios.
Sabbado a noilo carregaram meia porta' de tima to-
ja de sapateiro na ra Oireila, quebraran) as vi-
drarasdo um barbeiro na tnesma ra, e na quinta
feira pra,lcarara o mesmo na ra do Fogo.
At amanha.
1 i si
HEPARTIQAO SA POLICA.
Secretaria da polica de l'ernarabuco _>! de abril
de I8.1K.
lllm. e Exm. Sr.Levo ao cnihecimento de V.
Exc. que das diferentes parliripages boje rerebidas
nesta reparligao consta que se ileram as seguinles
orrurrencias :
Pela delegada do I.- dMricts desle termo, foi pre-
sa a parda Felisberla K< mandes, por desordem e
embriaguez.
Pela subdelegada da frcguer.ia de Santo Antonio,
o prcln escravo Domingos, por fgido.
Pela subdelegada da freguena de S.Jos, o prelo
Luiz, escravo, por briga.
E pela subdelegada da freguctia da Boa-Vista,
I.colono Francisco das Chagas. Mauoel Flnrindo do
Bomlim, o os escravo Jlo, Antonio, Flixe Pom-
peo, por desordem na occa-bln em que transilava
pela ra da Aurora a msica da guarda nacional lo-
cando o recolher.
Dos guarde a V. Eir. lllm. e Exm.Sr. con-
selbeiro Jos lenlo da Caoba e h'igueiredu, prest-
denle da provincia.O chefe de polica, l.uiz Car-
los de Paita Teixeira.
_ >> _____
lllm.cEvm. Sr.l.evo ao conhecimenlo de V.
Evc. que da dillerentes parlicipages boje rece-
bulas nesla reparligao, cousla que se deram as se-
guinles oceurrencias :
Pelo juizo de direilo da l. vara, fui preso o pardo
Joruo Jos Bernardo, para recrula.
Pela subdelegada da Iraguecia do Itecife. os pretos
Jos de Santa Auna por uso de armas prohibidas,
e Amonio escravo, reqoerimentode Novaetdi Con-
panlua.
Pela sobdclegaria di freguezia de S. Antonio, os
pardos Francisco Antonio Severinoe Jo;lo Duarle
de Oliveira. por seren raloneiros e dcsiirdeiro.
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Vista, ili-
gino Jos Antones para recrula, e o prelo escravo
Joc por fgido,
K pela subdelegada da freguezia do Pogo da Pa-
uella, o prelo escravo Sebastiao, tambera po'r fgido,
e o pardo Joo Evangelista a requisig.la do subdele-
gado da freguezia de S. Antonio.
Dos gnarde a V. Evc. lllm. e Exm. Sr. con-
sellieirojosc Bentoda da Cunha e l'igueiredn. prest-
denle da provincia..(i chefe de polica, l.u: Car-
los de i'aica Teixeira.
lllm. e Exm. Sr. Levo ao conlierimrnlo de V.
Evc. que das difjerentcs parliciparligoes hoje rece-
bidas uesta reparligao consta que sederam as seguin-
le.- occorreucias :
Foram presos: pela subdelegada da fregue'/ia do
Itecife o marojo Inglez J0I111 William, a requisiglu
do respectivo cousul, e a preta escrava Mara, por
sida.
l^!us guarde a V. Exclllm. e Exm. Sr. conse-
lbeiro |se Benln da Cunha e Figueirelo, presidente
da prorFicia.U chefe de policial, /.u; Carlos de
Poica Tcts-eira.
nentes-coroneis Roque, e Conidio de .Menear, e
Jos Victorino da Silva, que gozam omelhor co'n-
ceilo entre os seus concilladnos.
Alegando que a comarca da Boa-Visla carece de
popularlo sulliciente para por si s formar ora cir-
culo, Icmbra o Imparcial ao governo, sem este Ihe
encoinmeiilar o sermao, que encorpore a comarca
da Uoa-Vista a da Villa-Bella, para o fim de forma-
rem arabas um circulo !
He preciso nao ler mell0r conhecimenlo da co-
marca da Boa-\ isla. 00 estar possoido de pnicos
terrores pela reeteiro. para avangar semelhaule pro-
posigl que poda ser victoriosamente desmentida
por qualquer que lo .lia viajado pelo centro da pro-
vincia.
A comarca da Boa-Vista de urna exlengo de mais
de ,0 leguas, como coufessais, r Imparcial, e que
depois da comarca desla capital he a mais imprtenle
pela sua riqueza e populagao; que consta ha annos do
ciuco ricas e populosas fregoezas creadas, nlo para
luis eleiloraes, como inculcis, mas sob audiencia e
coiisciitimeiilo do E\m. prelado diocesano que ue-
nImilla parle ha lomado ein nosas lulas eleiloraes -
que em si conten dous grandes termos, tres villas'
i inmensos povoados, cerca de OO fazendas. Ires col-
legios eleiloraes cora os seus 109 eleiloraes e oue
dividida era dous lados polticos, tem cada lado
constantemente aprcseiilado para eleilOres IB9 cida-
dAos, de toda cousideragio, abastados fazendeiros,
n.ln estar nas condiges de constituir por sis um
ana .'
1 se Boa-Visla nlo se acha nessas circomitaocias,
que circumstancias se acharlo Pi d'Abo, Na-
Stn, Cabo, ele, constando de duas pequeuas fre-
" leudo apenas de exlengo qualro a seto
vi""'4 '"' (,ue as ,e8"aj Al comarca da
-v isla stlo despovoadas, e que o uumero dos elei-
circ
E
em
zare
-uezias,
legoas i l
M
n 11
II
Ires
co
les
l'endo pe lido denlsslo de direilor da iostru-
go publica da provaicia, o Exm.Sr. Dr. Antonio
CoclliodeSa Alhoquerque, loi nomrado para o re-
ferido lugar o Sr. Dr. Joan/iim Pires Machado Por-
lella.
*9tWWsa.
A assemblca provincial apreciara kejo em segun-
da discusso o projecto n. III e as posturas de Naza-
relli, c continua a ordem do da de boii'em.
- -6*;iiag:wj- -
Itecehemos noticias de Bom Jardiin com data de
\ doccrreule. O mil ia dcsappareceudo em teda
a freguezia. Enlretioto, o medico que da villa de
Limoeiro lora para all appllcar os servicos di sua
arle, linba de reressar.em coiiscquencia d'a mthora
da situagAo. O rciibo de sa lo e vveres na exercido
em grande escala,c as outoridades nao linliam torgas
para lepcllir os aulurc- cm lasSode serem mullos.
BL'I.I.EIIM DO CMOLBRA-MOF.BUS.
l'af.ii-parda dos hospilaes.
llospilal.de .S.Jos ti dwnles.
Ilospilal do C.irno 7 doenles.
Kelac.lo das pessoasque falleceram do cholcra-mor-
bus c foram sepultadas no relimen., publico da
ti lloras da larde un .lia -> as ti horas da larde do
da 1 de abril de 'S5H.
Ucre*.
Numero J.is'Iliouu:i.1 Mara das Chagas, Per-
iiiimbiieo. ti annos,vilteira, parda, Bccife, ra
do Pilar n. 117.
dem 2439liarla da Con-cigao, M) annos, tolteir,
prela, Becife, ra do Anoriin 11. 10.
dem ibOJoao Jacinlhode Meleiros, Porlugal,
10 anuo*, solteiro, branca fcilor, Boa-Visla, em
casa de Joaqaim de Albuiuerque Mello, na Ca-
punga Vclha.
dem .la morlalldade das pessoaj que falleccram do
cholera das (i horas da lrdelo da -Ji as ti horas
da larde do dia 21.
I.icre*.
Numero 3161 Maria Benedicta Pernambnco, 25
anuos, aoltdra, prela. Boa-Vis, neceo das Bar-
rciras.
dem 2i(>2Leonor, frica, .Mi annn, solteira, pre-
la, Boa-Vista, ra daJlalrit n. ii
llesumo da morlalldade.
Morlalidade do dia 2 al as (i horas d> tarde2.
II inen- ti miitheres 2 paivul^ nt
Total da morlalidade al boje 21.t,3.
Horneo- litl molhcrs 1537 prvulos Uin
Itecife 21 de abril de 1836.
A commissao dehvgicne publica interna,
Drs. Mi Pereira, presiden!.
/ irnm Antier, secretar,).
/. I'og-ji, adjouclo.
(> 'ijiltnutllfit (>..
lie para lastimar quo a liberdade da men-
se, urna das mais bella garanda de que cosacos
e que so dovera servir para esclarecer e illu-i.,, ',
opiuiao publica, se lenlia Ovillado a ponto de a yo-
gar iiicsquiuhos inleesses o de se nlo raspeilr a
repulaguo daquelles, que por seus honrosos prce-
denles esblo superiores aos golpes da inalcdiceiiia.
lie nestas condiges em que se acha o auloid
comniunca.lo exarado no Diario de IS do crrete
mez, sob o psendonv 1110imparcialque lem pr
epigeaphe a divisan "dos circuioso qual sob a a-
pa do bem publico, masii com a mira na reelrln,
mo ni procura amesqiiinhar a irapoiianeia de ui
das mai ricas e populosas comarca da provine!
comu ferir a reputagao de linmens alo hoje neo!
mados de fallas e crimes, comu 01 disl
Bo
lores he excessivuT
E
-, ;'"?," d.ado vo* foudais para assim o asseve-
r'l": ""^tali-iica. Se aSsi,n fura, 1..I0 te-
Cillo
na
tir
da
tes
ac
asscmbla provincial e (.'governo'elevado
-Vista a comarca, e alli creado cinco freguezias,
villas, Ires collegios, e a assemblca geral, uni-
jiiiz em semelhanle causa, approvado em cinco
i-Llura- consecutivas as eleigoes a que se teeni
procedido naqurllc cenlro, no longo espago de lli
anuos, e cousequintemenle esse numero de eleilores
que qaaliueats de exagerado.
Kilo queremos lambem que a divislo dos circuios
seja nccessariameiile regulada pelas comarcas, e nem
islo seria possivel, vista como, devendo ser 13 os cir-
- -los, e sendo 13 as comarcas existentes, creaivdo-se
desla capital Ires circuios, duas te bao de en-
porar a oulras; o que queremos he qne se alleo-
a importancia, riqueza e populacao das differen-
localdade, e como a comarca da Boa-Visla se
lia ueste caso, por isso poguamos para que se nao
encorpore da Villa-Bella, e porque, leita seme-
lliaute reuniao, viria a licar o circulo da Villa-Bella
cora Ires comarcas, (Tacaral esla elevada a comar-
ca pelo poder competente) era moa -il-n-ao de
mais de cem leguas, dez grandes freguezia, cinco
termos, seis *v illa-, mais de vinle povoados, cinco
collegias com perlo de :IOO eleilores .'
Ao passo que, teamos entao de ver um circalo
em cada nina das comarcas do Brejo, Pao d'Alho e
Cabo, que todas reunidas nao apresenlani a riqueza
e populagao de Boa-Visla e Villa-Bella. Seria slo
um cunlraseuso, seria desvirtuar a nova lei elelo-
ral lan apregoada pela aetaalidade.
Voseo f=omo e parcialidade, Sr. Imparcial, sa-
bem de ponto, quando indicando ura lugar para
vosso eollego na comarca da Boa-Vista, ncorpo-
rada a da \ illa-Bella, fustes busca-lo em urna das
extremidades Ja comarcao Ouricorvque disla-30
leguas pouco mais ou menos das de mais fregue-
zias, porque alli existe o Sr. Dimas, tonso 01111-
ffo, o nico hoincm escoma o de fallas qoe encon-
trales cutre os vossos alliados daquella comar-
ca ( Mas slo tem um mritoo de ir de aceor-
do com o voseo plano eleiloral, porque creado alli o
nico collegio da comarca, licar iuolilisada a per-
niciosa influencia dos Luit de Carvallio, Joao Jos
Kodrigoes Coelho, Boque c Cornelio, Jos Victori-
no, Alexandre Comes de S, ele, ele, que lauto
vos incommoda ; sendo que nao haver eleilor que
ein tempo de secca, como he nosrriao, de setem-
bro a dezemhro, posas viajar (0 leguas, de da e
volta. alim de depositar ura voto na urna.
Nao receeis, Sr Imparcial, qoe formando s por
si a comarca da Boa-Visla um circulo, osLuizde
Carvalho, os AI encare-, os Jos Victorino, se aban-
datilera para mandaren, para o Bio um depulado que
sirva de provar certas miserias ; o que deveis re-
criar, e he com efTeilo de esperarse, be que encor-
porada Boa-Vista a Villi-Bella, depois de jogarem
adipocira os Manoel Pereira, os Dimas, os Ara-
quan, os Chrislovaos. etc., m iu lem para a repre-
senlagan naciona^algum da incapacidade.
Enlenilemos.'portanlo, era Tace do que fica expos-
10, que nao s deve o goiernu formar um circulo
na comarca da Boa-Vista, como conservar os seos
tres collegios, removendo o de Gabrob para Sal-
gueiro, o ponto mai. ceulral da comarca.
Assim o esperamos, raerc de Dos.
_____ O Jusliceiro,
A DIVISATlOS cTrcL05.
Breve respoita ao i-..-lca,' 'iiparcial.
Se a nalureza phisica em suas aberrarfms apro-
senta phenomenos, que cattsam repugnancia ; na
ordem moral lambem apparccem extravagancias,
que, excitando o riso, provocam ao mesmo lempo
a mais profunda indignicao : desta classe he o com-
municado, que so lo em o n. 04 desle jornal, de
18 do crreme, soba epigrapheA divisao dos
circuios___
Na verdade essa peca claramente revela urna ra-
sao desvairada, um espirito iraigoeiro e desorgani-
sador, urna imaginagio frtil em eslralagemas de-
teslaveis ; c o que vamos dizer convencer ao pu-
hlico da verdade que acabamos de ennunciar.
A idea fundamenlal que domina aquelle com-
miinicaJo, he a da junojao da comarea da Boa-
Visla da Villa Baila para formarem ambas um s
circulo, e consequenteraentc lerem um nico repre-
sentante na cmara temporaria ; mas ser ella ad-
missivel? Ter era seu apoio a lei que eslabeleceu
o novo modo das eleices ? Estar mesmo de ac-
cordo com o uteresse publico e juslica social/in-
vocados pelos autores daquella lei no acto da sua
confecejio Nao, mil vezes nao.
Foi proclamado o principio de quo as localida-
des deviam ser representadas na assemblca geral da
naco ; rendidas discussoeS houveram a esle respei-
lo, c por mais de urna vez se fez sobresahir o pen-
smenlo de que convinha Irazer aos conselhos legis-
lativos o elemento local, seinpre respeitavel por scu
vigorosa patriotismo : suslentou-se al, que s por
este meto as eleigoes seriara a verdadeira expressao
da soberana vontade dos cidadaos. Ora, se foi es-
ta a razo dominante da lei, e se ella lem como
causa efcionle da sua existencia a nscessidade de
ser o principio local representado 110 corpo Icgisla-
livo ; como pretende o, autor do communicado
que nos referircos, que as duas comarcas do serlo,
que pelo menos oceupara um territorio de cem le-
guas, tenham um s representante 1 Como diz,
que, proceder-se de oulro modo, cara desvirtua-
da a lei dos circuios
Perfumaremos: feila a pretendida junejo, qual
dessas comarcas ser representada nos seus inleres-
ses especiaos, na hvpolhese d'entre elles apparece-
reiii con Hielos, como muito bom pode acontecer cm
certos e determinados casos ?
Peguntaremos ainda : realisada aquella idea, ao
nosso ver, cxecravel, haver conveniente proponjao
e equilibrio na representacao da provincia ? Por
oslas questr.es, cuja importancia salla aos olhos, he
que o autor do communicado deveria ter dado co-
moco s suas obsorvaci.es ; mas nao elle deixou-
asem calculado esquecimenlo, e, acastellando-seetn
urna falsidade, joga com ella pan chegar conclu-
ses absurJas, c al ollensivas de alguns dos distinc-
tos caracteres, que povoam o nosso seriao : a fal-
sidade de que fallamos, lie a da falta de populacao
da comarcada Boa-Visla.
Kssa .omarra.diz o communicante : conla apenas
dez a dozc mil habitantes; seus campos se acham d-
senos, suas' villas arruinadas, suas freguezias em
decadencia ; seus votantes pertcncem raga bovina,
o Salgueiro he tima pobre aldeia, o E\i um mi-
seravel lugarejo, que serve de valuronlo aos faci-
norosos etc. etc., por consequencia, no podem as-
pirar a hon.a de concorrer para a rcprescniaco na-
conal rom um depulado seu.
Pois bem mas cm que dados cstaiisiicos se fun-
dam tudas essas assereos ? Onde eslo elles 1 Por-
que nao foram exhibidos?
Quem aturras tenj oMgscio de provar a vcritarJe
do que oimuncia.e pois era este o dovar doSr. com-
municante : mas que nesse terreno o negocio of-
le-cua dilliculdades/e por isso cumpla ovita-las
brando silencioso.
Entretanto vos diremos, Sr., quo merfistes em
todas as vossas propositos ; mentistes quando dis-
sestes que a comarca da Boa-Vista so Cmpunha de
campos dsenos, e somenle percorridos pelo gado
que n'ellcs pasia ; raenlisles mais, quando aflir-
masles que suas villas e freguezias sao pobres al-
deias arruinadas e decadentes; mentistes ainda,
quando qiialilirastes o F.xit do asilo de facinorosos';
mentiste) Gnalmente na refalsada apreciaeao que li-
zesies dos homens que alli sobresaliere por sua im-
portancia poltica e valor real.
Sim, mentistes, o nos parece que ser-nosha f-
cil demonstra-lo, embora nao tenhamos transitado
por essa parle da provincia, ncm pessoa I mente eo-
nheearaos alguns d'esses respetaveis cidadaos, que
foram victimas da vossa delestavel maNirencia.
(*; Nem se quer respeilasles o Sr. Alvaro !
MUTTOv
ILEGIVEL
^*


DIARIO DE PERNMBUCO S.XTA FilM 24 DE abril 01 1856
Raciocinemos.
Consta dos archivos pblicos da provincia, que,
ha mais de meio seculo, Calimb, que cntao com-
prebendia todo o terreno que hoje forma a comarca
da Boa-Vista, j possuia urna populacao tal, que
se julgou necessario crear all um julgado distincto
do de Flores, e>apenas subordinado ao ouvidor da
comarca pela grande exlensao da auloridade, de que
gozava este funecionario ; esse terapo tanibcm j
exista a povoacao de Santa Mara, situada na mar-
gen pemambucane do rio de S. Francisco, qual niutos autos autigos, existentes nos cartorios
desta cidade, fazein expressa mencio : algtins un-
iros povoadosr pequeos sim, porem reunndo con-
diooes de futura prosperdade, principiavam ap-
parecar ao Norte e ao Oeste d'aquello rio na vasta
exleusao do julgado de que tratamos, e urna popu-
lacao, seno condensada om grandes agglomeracoes,
ao monos muilo numerosa, j pnvoava urna grande
parle desse territorio de setenta oilenta leguas.
Ora isto se dava, ha cincoenta ou sessenla annos
passados e comquanto nao tenhamos estatistica,
que nos faca conheccra cifra dos habitantes d'aquel-
les lugares nessa poca, he fcil de comprehender
que alies, gozando de um clima salubre e de vigoro-
sa alimentario, nao podiam licar estacionarios, c,
l>eo contrario, se reproduziram cm grande escala,
segundo as leis que regem o crescimento da popu-
lacao.
Tambem lie de primeira intuicao, que, se esses
sertues esivessem dsenos, nao gozaram d prcio-
galiva de constiluirem um julgado, perrogativa esta.
que no anligo rgimen s era concedida qualc|uer
localidade. depoig do mais serio o reflectido exame.
Com o correr do lempo, e por elTeito da lei in-
fallvel do progresso da especio humana, apparece-
ram os povoados do Ourcury e Ex, aquelle, si-
tuado ein terreno propriamenle decriacao, mas or-
lado de ierras agrcolas de primeira qualidade ; e
esto, collocado na baria formada pela fcrtilssima
sena do Araripe ; e o corpo legislativo provincial,
aueoderldo as condicoas de nascente riqueza e civili-
sSao, que elles offereciam. elevou-os villas, pra-
licando o mesmo a respeito de Cabrob, que he setn
conlradico, um dos bellos pontos do centro a pro-
vincia.
Muitas outras povoacoes, que prometlem um fu-
turo vantajoso, se tira formado na comarca, do que
traamos, e entre ellas fazemos mencao das do Ca-
boelo e Passagem do Joazeiro, que Ulvez em urna
poca prxima venham a constituir duas novas fre-
guezias.
Tem pois, actualmente o anligo julgado, que bo-
je forma a comarca da Boa-Vista, quatro termos e
nuco freguezias, com um commanJo superior da
guarda nacional, e se se aiiender que nem cssas
f reguezias se achara o'rphaas de parochos, c nem as
villas privadas de juizes. escrivaes e mais funecio-
arios ; se se considerar que lodos esses empregados
vivem dos rend ruemos dos seus empregos, conhe-
eer-ee-ha que all existe populacao sufricienle para
eleger um representante, quecuredos seus nteresses
no corpo legislativo.
Nem %a diga que aquellas villas e freguezias fo-
ram creadas para fins eleitoraes ; porque se assim
fuese, j leriam baqueado, csinagadas por sua pro-
pria miseria, o que sempre acontece creaces que
e fundam no transitorio interesse de eleic/jes.
Alem de que os partidos succodendo-se alterna la-
mento no poder, se enearrej;ariam de deitar abaixo
semelhanies freguezias e villas, se por ventura ti-
vesseru sido iiidebilairiente creadas por seus adversa-
oi, o que nao aconteeeu : e islo basta para mos-
trar a profunda conviccor cm que elles se tem con-
servado a respeito da vardade dos motivos que deram
lugar a laes creacocs.
V-se porianto, do que fica dito, que he urna des-
presivel falsidado dizer-se quo a comarca da Boa-
Viu se ada pela mor parte deserta ; assim como
que he urna insolencia aflirmar-sc que as eleires
all sao feitas com volantes da rana bovina etc. etc.
De tama protervia s o communicante seria capaz.
Pode ser que em 1842 tivesse havido exagerarlo
ato o numero dos eleilores das cinco freguezias d'a-
quella comarca ; mas, se isto acontecen alli, o
mesmo faci se dguem teja a provincia, o no im-
perio inleiro* enfflaHalliiue as iras do communi-
cante s se assanharam contra a comarca, que mais
remota fica desta capital Nao se lembrou porem
elle que a le de 1846reduzo a condices nor-
maes, quanto era possivel, o numero dos eleilores,
raandando-o regular pelo medio das leicoes de
184'i e 1844, e que assim fez desapparecer qual-
quer exageraran que por ventura podesse ter havi-
do : nao se lembrou mais, que, partindo deste lado
admitlido pela citada lei, foram feitas as eleir0es
posteriores, contra as quaes nunca houve objeogao
alguma, eqne, para poder-se hoje lgicamente con-
testar a realidade do numero dos volantes d'aquel-
las cinco freguezias, seria mister condemnar as pas-
sadas eleicoes, e considerar illegilimos os poderes
dos acluaes depulados : nao se lembrou finalmen-
te, que a Boa-Vista constitue a terca parte do ter-
ritorio da provincia, e que sera sobreroaneira ex-
travagante e atroz deslierda-la do direto de ser re-
presentada por um depulado seu. Mas aqu sus-
penderemos os nossos raciocinios, porque conhece-
mos queja vamos muilo adiantadbs : trataremos,
pois de concluir este artigo, oceupando-nos das pes-
soas, poryuc ellas tambem foram o objecto dades-
enfreada sanha do commmunicame.
Diz elle, que cumpre em lodo caso reunir a Ba-
Vista comarca da Villa Bella, para constiluirem
um s circulo ; porque do ouiro modo a elcQao,
em vez de exprimir a verdade. ser o resultado da
vontade dos Alineares, dos Granjas, dos Agras,
dos Luiz de Carvalho, Jos Victorino & ; estabele-
cido nesie terreno vomita contra aque'les respeia-
veis Pernambucanos os mais asquerosos eptetos
que a calumnia pode inventar.
A respeito da honrada familia Granja elle se ex-
plica dizeDdo, que ella, e parlculamenle um dos
seus mais prominentes membros, o Sr. lenle co-
ronel Alvaro, nao gozam das melhores tradices.
Infamia !...
Queris por em duvida a probidade e bem me-
recida reputaco dessa distincta familia (lucris
fazer crer que seus membros, ou per tenca ni um,
ou outro partido poltico, nao fazem honra a nos-
sa provincia ? Queris inculcar que a influencia de
que elles'gozam nao he o resultado da eslima que
justamente morecem ? Mas porque nao presentis
tactos Vurque a semelhanca do assassino, que
apunliala a traico, escondis o vosso nome'.' l'or-
que vos limitis a. lanzar proposices vagas, sem
fazo-las acompanhar da competente prova !
Sabei, calumniador, quem quer que sejais, que
a familia Granja na generalidade de sens membros
tem ttulos que a recommendam estima dos ho-
rneas debem, sabei que ella be o lypo da honesli-
dade, da honra a da lealdade symbolisadas as pes-
soas do respcitavel ancio commandante superior
Jos Bbeiro Granja, seusfilhos, gen ros e mais p-
renles, sabei emfim queao tenante coronel Alvaro,
nao chegaro as sellas, que Ihe foram atiradas por
esse louco, quem vos refers em vosso communi-
cado : ao menos he esse o nosso pensamcnlo e pro-
funda conviqjo.
Eraquanto as familias Alencar e Agr, tambem o
communicante explicou-sc a cerca dellas com a mais
desmesurada protervia, qualilicaudo a.seus membros
como dignos de serem cantados em prosa e verso
por seus fe tos; mas quem ha ah. que nao veja em
semclhantes expressoes um pensamento iraicoeiro,
urna aggressao premeditada contra a probidade o
influencia real, de que gazam os conspicuos mem-
bros dessas duas familias ?
Laboriosos e amantes das publicas libordades
bons amigos e dedicados aos principios de honra, os
Alcncares e Agras exrcem benfica influencia em
suas respectivas localidades; clie sto oque desafia a
atr.ibilis do communicante, mas pensa elle que seus
boles poderao destruir a obra que tem ppj- base a
beneficencia, a franqueza o a regulardado Je vi-
das escoimadas de crimes I Engana-sc Essa in-
fluencia perdurar, por que seus aliccrres sao do
urna ordem, que a calumnia nao pode desbaratar..
As familias Agr e Alencar, pois, sero serr.pre
respeilaveis, e merecer'ao a estima de seus compa-
triotas.
Relativamente aos Srs. Luiz de Carvalho Bra-
dao.e Jos Victorino.contra quem o communicanto
tambem se aura diremos: qU0 o primeiro desses
dous cidadaos tem urna reputaco tao solida e bem
estabelecida, que zomba das invectivas do covarde
que a aggride. Grande proprietaro na villa da
Boa-Vista,alli sempre promto derramar beneficios,
considerado pelos empregos que tem exercido, j na
guirda nacional, de que foi coronel, ji na ordem
judiciarin e electiva, sua influencia lie o corolario
da beneficencia e de urna vida rica de accoes reco-
mendaveis : comscqucntcmento ella subsistir intac-
ta, quaesquerquesejam as evolucoes ds poltica, c
as estrategias daquelles que tildo querem perturbar
para seus fins particulares. Sim, o Sr. coronel
Luiz de Carvalho, a despeno da ogorisa, i|uo Ihe
vota o communicante, hade ter sempre um lugar
muilo distincto as consciencia daquelles, que sa-
bem apreciar o verdadeiro mcrecimento.
Pelo que diz respeito ao Sr. Jos Victorino, de-
claramos com verdade, que o nao conliecomos ; po-
rem, observando que o communicante, offendendo
a familias e homens nolaveis, dardejra tambem
-entra elle os raios do sen diablico furor, devenios
crer que be um Pernambucano, que j;oza de ds-
lineeao n sua localidade, c que por consequencia
merece a nossa considerago : assim pois he muilo
natural, que o que fica dio em relajo aos deraais
seja applicavel sua possa.
peemos aqu confessar, que no meio da grande
seno de mentiras o calumnias proferidas pelo com-
municante, escapou-lhe urna verdade, quo nos lio
doce poder mencionar, e vero a ser a das bellas qua-
lidades e influencia do distincto lenle coronel
L)imas Lopes de Siquoira.em quem sereunem lodos
os predicados de um liomem de bem ; mas o com-
municante anda foi prfido, quando deslacuu-o dos
seus prenles e amigos, allribuindo-lhe urna influ-
encia exclusiva, que nao pode deixar de ser odiosa,
ai impossivel de sustentar. Temos conviccao de
que esse mancebo rocommendavel por seu tino e ac-
lividde, engotar o presento, que o comtnunciante
traicoeiramente Iheolerece.
Concluiremos fazendo o seguinte vaticinio :
Se entrar na cabeca de algum homem publico,
que tenha ingerencia no governo.a idea da fuso
das duas comarcas da Boa-Vista e villa Bella para
for/narem um nico circulo ; se esta idea prevalecer,
e a Boa-Vista for efectivamente condemnada nao
ter um representante seu ; ou se isto acontecer a
villa Bella pela preponderancia do numero dos elei-
lores das freguezias que Ihe Jorem reunidas, tre-
mendas rivalidades hao de apparecer, formidaveis
lulas se bao de Iravar, divergencias profundas ho
de ser creadas ; e no meio de ludo isto, talvez nao
seja o merecimenlo que triumphe, porm sim a
impostura, a intriga e a hipocrisia .
Dos nao o hade pormillir ; mas lio is'.o justa-
mente o que quer o communicante, a quem aca-
bamos de responder.
II.
essa grande massa de proprielarios no pode deixar
de comtituir um grande foco da populadlo ; loso...
Ueixo que o Imparcial tire as cousequencias, visto
que os principio* sito seus...
^Concordo, porm, eom o seu uizo acerca de cer-
tas localiilddes da comarca da Hoa-Vista, e acerca da
ndole mide alsuin do seas respectivos grupos. Real-
mente uinguem ignora a hi>lnria desset mandaes de
aldeia, quera se referi ; mas eomanliri que de-
cline de sen uizo a respeito dessas horrorosa* tradi-
fta da familia lirenja, c do coronel l.uiz de Car-
valho llranil.lo.
A familia Graoja, extensa como lie, nao po.le dei-
xar de reunir em seu seio ligaos imlividnos sem a
uecessaria moralidadc ; isto lie muilo natural ; mas
dizer i|iie essa familia cm sua lotalidade b mi, lie
laliir--" l regrai da jutiea ; poi. he sabido que 11,1
no sen gremio cidadaM muito eslimaveis, sendo o
seu principal modelo o respcitavel anciao o com-
mandante superior Manuel RiheiroGranja, que des-
de a sua mais lenra idade oceupa c exerce os losa-
res mais eminente! uqoelln sertoes, eem lodoi el-
les se ha distinguido sempre com honra, inteirc/a e
probidade.
Quanto au coronel Itrandao, ilirci que o seu manir
deleito lio ler sabido conquistar as sympalhias de
seu conterrneos, tornando-se por isso urna Ie2ili-
ma influencia no termo da Roa-Vista, sem que huja
nunca convertido essa influencia em instrumento de
desorden! e auarchia. Esa poricto favoravel Ihe
tem tambem sranseido desifeclos ; e dahi essa
suerra de exterminio a que tem sido ello volado !
Mas enli'ii o verdade ha de apparecer em sua ver-
dadeira luz, e o coronel llramlai ha de ser devida-
inenle appreciado.
Fa/.endo laes rectiicacOes no artigo que me le-
nho referido, cumprdme-oic asradecer ao seu autor
o hom couceito que forma do mea particular amiso.
o Sr. tenente-coroucl lllnian l.i>pcs de Siqueira, dis*
no sem duviila da estima de seus concilladnos, i'e-
nho concluido.
O rerdadeiro imparcial.
Srs. r. l-n-tii ('.-. I eiiii.iinnaiiio- nao responder
a carta de seu correspondente desla comarca, a qual
carta foi iuserta no Diario de 7 do prximo nasu-
da mez. vislo que as asserces proferidas contra as
autoridades, eirurgloe visario, e outras pessnas des-
ta villa parecem de pessua qoe alo couliece.lauto mais
.liando nao nos era estianha a fonte d'oode nasciam;
mas como elle reiucidisse na noticia, rcsolveino-nos
nao deixar passar em silencio.
Verdade lie, Srs. redactores, que a Camarilha Ca-
bina tem commeltido criine. nao fazendo chesar ao
coolieciinento do Roverno os fetos de cerlo mandan,
que come o dinheirodo Estado sem cumprir seus dfr;
veres, e que prevalecendo-se do nome da autoridailc
publica, loma aos seus legitimo unos casas para ler
nella pessoas de comportamento depravado : mas
dcixandode parle isto, vamos ao que mais Intrroiia
Na primeira carta dise o senlior correspondente
que : as autoridades nao visilavam aos cholenco*,
que deixavam os morrer sem recursos.que o cirursio
o Sr. .Mallo/.o nao sahia da villa nem a caerle, c|ue
no Areado inorrerara :M1 c tantas pessoas mingo,
que o cemiterio exhalava mo clieiro a ponto de nao
poder-se passar na estrada, que disla afumas 50 bra-
jas ilo cemiterio ; e finalmente exigi do digno juiz
de direito a biela c dinheiro recelado, etc., ele.
Ouaiito ao l)r. juiz de direito nada diremos, por que
este magistrado he bera condecido, eo senhor corres-
pondente nao pude manchar sua illibada reputae.io:
pas-aremos por tanto o mais
Aloramos uesta villa, e abemos que o sitio Areado
perlencenlc ao ensenlio Trapiche nao temlOmorado-
res: sabemos lambeiii qun destes moradores, hem
poneos falleccram, e onde houve mortalidade manir
nesla frsuezia foi no engenlmliuerra, deque lie ren-
deiro o Sr. Francisao l.ins l'aes llarretu ; porem os
moradores deste engenlio nao pereceram a (alia de
remedio*, por quanto consta-no que o Sr. I.ins, e
leuns dos seus lavradores empreg.1raiu lodos fis
mcios a seu alcance para salvar os infelizes accontarf
nietlidos;mesino assim perguuUreuios ao ftenhur cor-
respondente qual foi o morador do Areado, ou de ou-
tro qualquer lugar, que procurou o soccorro das au-
toridades, e fui-lhe denegado '.'
QuaJ foi o infeliz que, sendo accommetlido do cliu-
lera, mandn chamar ao Sr. Mallozo. c este nao foi
visila-lo :' Seria possivel que o Sr. Mattozo deixas-
se a villa, onde os nicos protectores dos pobres erara
as autoridades, e elle, para ir aos engeiihos procurar
onde etistiam doeules, eugeuhos cujos proprielanus
;e diziam, como o foram, protectores de seus mora-
dores'.' (Juera era' o morador da villa do Cabo quo
negara' que o Hr. juiz de direito e delegado visila-
vam aos cholencos, meoistravain-lhes soccorros,e re-
medios '.'
Ouem poderj negar que lauto uesta villa como nos
povoadus da Ponte do Carvaldos, Raixa, Nazareld,
onde tambem nao haviaui protectores dos pobres, se
distribiiio medicauenljs, ramas, coUGci, h.iia-, c
dindeiro ; nonieaudo-se couirnisses para cuidarern
dos accominetlidos, e requisilarem o necessario'.'
Tudo isto su poder.i negar quem iuformou ao corres-
pondente que,segundo nos parece, quera que os au-
toridades se melamopliorseassem em medico*, ou
anda mais, se lornassem salva-vidas.
(Jnaulo ao cemiterio, nao sabemos como se diga
que o cemiterio exdalava mao eheirn.c que o* enter-
ro* dos cholencos evata Mos irregularmenle '.'.'. Lo-
go que percclain os infelizes, rain iminedialamenle
conduzdos ao cemiterio, e sepultados ; smenle alli
ficavam guando. j[eti**\U noile, e eulao ao
mauhecer do da n.un sepultados, e nunca cutimos
mao cheiro, produzdo pelo meo eulcrrameuto dos
corpos, c iiinguem a nao ser o iuform,inle,dira' que
os corpos erain entregue* aos raes e aos pnreo*.
Me igualmente calumniosa a asserrao do senhor cor-
respondente, quando disse que a inaior parte da
palelo da villa preferio o Iratameutu homeopaliii-
co. .Nao temos prten{Sc de ollender aos que mi-
nistravain semelhaule tratunenlo, ma* soineule des-
fazer o erro do informante. Sabemos que ~> pes.oas
foram tratadas homenpalhicamentc c que Uestes fal-
leccram 15, porem u3o se pode dizer que a homeo-
pathia alvou pe-oa ulguma,porque inultas vezes \i
mos appli-a-la simultneamente enm campliora, sul-
phur, sinapismos e outros remedios virdadeiramen-
le allopatas. A popiilaeAo desta villa ronlein quasi
mil pessoas, no entretanto "i ou mesmo :10 compre-
dendea maior parte,indando-se que hem poucos dei-
i.iram de ser accommetlidos da epidemia.
He .duda mai* inexaclu dizer o senhor corres-
pondente, que o destacamento tornou-se insubordi-
nado, e que o l)r. delegado mandn aos soldados fa-
zer senlinclla* no cemiterio.
0 (ralamenlo de toda a popular.lo da villa e de
varios lugares foi ministrado peio Sr. .Maltozo, c do
emprego de seus remedios lirava hom resultado, pois
que falleccram varios doeules, porem esses procura-
r*m remedios, quando a molesiia se acliava cm um
grao, que zombava da medicina,* oulros nem isso fa-
ZBBI por que, como todos sabem, nao sAo iufalliveis
os remedio*. .Nem se pode dizer, sem grave injuria,
que o Sr. Mallozo nao presluu, e nao esl prestando
servijo aos habitantes do Cabo ; por quanto nimias
vezes o procuramos e fomos servido, c mesmo viraos
muitas vezes ser chamado e promptanicnte aecudir
aos acromnicllidos.
1 .'a.mi i ao revelen lo visarlo uada diremos, por
que em seu jornal ja publicaran! Vmcs. o quaulo
hasta para sua defeza.
Sumo--, -endures redactores, seus constantes leilo-
res.Trti choltricos do Cabo.
Villa do Cabo, :>0 de abril de 1856.
StHhore* redactores. Em se halando de orga-
ni-ae.i de circulo*, lico logo de orelha em po, ro-
mo -e cosluma dizer.
He pois evidente que Icio sempre com allenrio o
qoese.escrevea semelhanie respeilo.
A prova disto esl no cuidad i com que passei pela
vista um artigo communicado que sabio no seu nu-
mero de honlcm, sob a assiguatura do Impar-
cial, relativaraenle formarao ilos disirictos e-
leitoraes ; e poslo que concord em a'guns pontos
cora oseu.autor, nlo deixo de divergir era oulros,
como farci cnsivel no decurso deste arnzoado.
Comer o Sr. Imparcial por demonstrar que li
duas comarcas de Flores e da Boa-Villa ralo pudem
deixir de constituir um s e uuico ciiculo, visto que
a ultima don* comarcas nao tem a populacao cor-
respondente ao numero deeleiliresqoc actualmente
d; por quanto, lio mais halMada por Ma e cacullos,
duque por domens. Regeilando c-se epigramma.no
deixo Indavia de convir em que ha indubltnvelmente
excessxi no numero de elejlqies daquclla comarca,__
exccs'o c aboso que en poderla apreseular era oo-
iras, que alias Inlo de constituir de per si um su cir-
culo ; assim como dirci que o Imparcial exagera a
deliriencia da populacao da referida comarca da
Boa-Villa, sendo que para refula-lo pcremplorii-
inenle hasta allegar que cumpondo-se ella do cinco
frogue/.ias, como recoubece o Imparcial, estas dan a
renda necessaria para a subsistencia de seus re-pe. -
livos par chos ; o qoe prova que Dio orun smen-
te creada* por coiirentewias eteilorae* ; porque
lodos sabem que essa* conveniencias, sendo por sua
Miaren cphemeras, nilo poderiam subsistir dianle
da realidade do faelo ; mas nao consta que nenhuui
tyubUttot$ apebibo.
POESA.
Ao anniversario di niorie de minba av, II, Ignez
Mara da Trindade, offerecda meu pai o dcs-
embargador Antonio Bajilista Gitirana.
Yar. boje um auno que a raai mais lerna
Knlre solueos mil trislc espirou ;
Faz boje um anuo que sua alma pura,
Buscando abrigo, para os Cos voou.
Assim como existi na Ierra o justo,
Segundo compre da virlude o Irilho,
(Morrea tranquilla, como o justo nmrre,
'Legando exemplus-de virlude ao lillm.
Depos que o fado amargurou-lhe a vida,
Aos olbos Ihe rnubando a chora luz,
Orando sempre procurava allivio
Na lei do martvr, que expirou na Cruz.
atesara da mcrlc na agonia triste
Se ouvia aos labios repetir Jess ;
Legando evemplos de virlude ao Albo,
-Morreu tranquilla, sodrarada Cruz
Faz hoje um aneo que sua alma puft,
llu-candu abrigo, par uscos voou ;
haz boje um anuo qoe a rai mais lerna
Entre solueos mil, triste espirou.
Recifc -Jo de abriljdc 1836.
______________________ '".
SONETO.
Ao Ilim. Sr. Dr. Joo Florlpes Das Brrelo,
por occasio dai Infinitas mortes de sna vir-
tuosa esposa, e tra* queridos fllhoa. alctlmaa
do cholera na cidade de Goyanna.
1.a dcstructions'eii ampare, e la
loiulie reclame les morlels. Mais
le ciel bieuveillant a reserve uu
avenir plus rcrlain la foi el la
chante : l'esperance ehrtienne
preside un essor suhlime ; elle pla-
e sur les ravages du leinps el ur
les ruines.
II itl/er .Scotl.ljl,obi.
J as Vascas d i morle, -uppliean lu
I m allivio ao penar, a lilha ouvisle,
B que dre tao acerda que sentiste
Ao ve-la nos leus beato* se liuando !
Ouiro gul|ie inaior eslava esperando
O cousuile liel : a parca visle
liiexdoravcl e funrea e tri-le
Tua esposa querida arrebalaudo !
E, oh dureza do fado sanguinoso !
Mais dous lildos perdeste e mais lormcnlo
Foi l'erir o leu pello alradilius.
I.ain-i.i i tanto golpe, e l.'io rrucntu ;
Ma* vive ; que mu dever imperioso
Mullos lillioi, supplicaiii leu alent.
'....
($ommcui0.
i'KACA !)(>|RECIFE >i DE ABRIL AS3
IIOIIAS DA FARDE.
ColOfCe* oiliciac*.
Atsuear mascavaaO j'WU e ^;:t.iU por arroba com
sacco.
t'rederico fnbllliard, presidenle
/'. Bonjes, secretario.
- CAMBIOS.
Solirc Londres, 21 a prazo.c l>7 '. a Ti S|8 d. nur M
Pars, :l.V> rs. por f,
< Lisboa, 1iKl.por IUU.
* Rio de Janciio, ao par.
Acte* du Banco, 33 0|0 de premio. '
Accoes da compandia de Iteberihe. .
Accoes da compandia l'ernambucana
Llilidade i'ublica, :1U purcenlo d
ii I ndemiii-adora.sem vendas.
Disconto de lellras, de 10 a \-> por 0|.o
METAES.
Ouro.I)nc8s despanhulas. ,
. Moeda* de ikJiUO velbas
>' (StOU novas ,
i> nm. .
I'rata.Palacc* brasileiros. .
I'csos rolumuarios. .
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, cm rump menlo da resolurao da jimia da fa-
zeuda, manda fazer publico que no da :6l do loren-
le, vai nnvanienle a prara para ser arrematado* a
quem por menos fuer, os reparos de qoe precisara
a radea o rasa da cmara da cidade de Olinda, ava-
hados em -!:! li i- rs.
E para constar se manduu flixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco. 13 de abril de iSJIi. O secretario,
A. b\ da Annuncianio.
(1 Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em eiiuiprimeiilo da resotueao da junla da fa-
zeuda, inauda fazer publico que no dia :t<> do cor-
rele vai novamenle a praca para ser arrematada
a qnem man der, a renda do sitio na estrada de Be-
ln, avahada animalmente em 1708 ts.
A arremalai.ao sera Inla por tempu de 25 metes
a contar do 1.-de junho du rorrcnlc anuo, ao Imi
de junho de IS5S.
E para constar se manduu alliinru prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de l'cruam-
buco, 15 da abril de 185t. O secretario,
.1. /'. da Annumiarao.
O Dr. Joaquina Francisco Uuartc, juiz de orpliaos
sapplenle nesla cidade do Recife de l'emarabacQ,
e seu lermo, por S. M. imperial e constitucional,
que Dos guarde, ele.
Faro saber aos que este virem ou d'elle nolicia
liverem, que por eslejuizo *e iutentou processu de
inlcrdirr.iu contra D. Mara Joaquiaa Marlins, viu-
va de Manuel Jos Marlins Rideiro, para o que pro-
du/.iram a* parles suas teslemundas, que foram In-
queridas e cmte.iada-. proscgnio-se nos lermo* dos
autos e com audiencia do' Dr. curadur geral, sella-
do* e preparados sudiram a conclusao do meu ante-
cessor, e nelle pruferio a sentenea do llicor se-
guidle :
Vistos estes autos, dalles consla a folha 5, que II.
Maria Joaquina Marlins, sem que sulfra perceplivel
lesao das laculdades intelleclu.ies com denominaro
na scieucia medica, todava manifesla evidentes sls-
naes de enl'raquecimeiito de vontade, devido Ulvez
a sua idade de SU anuos, o que de modo idgum de
contestado pelo segundo, c escrupuloso exame a II.
t:l e II. X>; porquaulo nielo se declara que, na
mencionada!). Maria, apenas se recoudece iucou-
sistencia e nao nulli.lade de volieao, e islo de ceno
he bstanle para colloca-la a merco de qualquer
cnaetao mural, fazendo-a desl'aite proceder de mo-
do contradictorio, e talvez prejudicial a seus proprios
inleresses. Altendendo que a reprodocrao desses
arlos lilhos da inconsistencia de vontade da coutes-
lanle, se ucham plenamente provados, n5o smpela
sua conlissao no* interrogalonos de II. 3 e fl. (i, co-
mo pelo depoimenlo da primeira lestemunlia e fl.
15, a qual, ni qualidade de sua familiar por esparo
da duus anuos, revela felos que demonstrara a falta
de memoria e ausencia de siso da couleslantc c mai
pelo da segunda a II. 17, que assevera baver com-
prado um predio por quasi o dobro do preco, pelo
qual fura dito predio por ella vendido, accrescentan-
do ler ouvido geralmeule dizer nao ler a contestad-
le o preciso sensor para reger seus beus : pelo da
lerceira a fl. IS, que emprestando dinheiro a um
neto da codleslaule, sol a garanta deslo, dinheiro
que foi por ella pago, dissera-lhe o lillm da contes-
tante Manoel .Marlins Itideiro nela occasio, que
elle le-lemnnlia correr o risco de perder essa quan-
lia pela desconlianra que nutria sua mai de ler sido
sOa lirma furlada ; c Inclnenle pelo da quarla a
II. 31, que jura em todo lempo daver pago a con le
tauteo alosuel da casa ein que lera seu estadeleci-
ineulo comnicrrial por inleiro, e no lempo devido,
succedendo que hoje pelo coulrario, depois que se
fizera cobrador desses alugucis seu nelo lleredio,
sempre faz laes pagamento* adilnlados, e mediante
um abate ou descont. Atlendendo que lodos eslas
asseveraroes de nenhum ipodo sao impuguadas pela
conleslantc. nem pelo depoimenlo das suas tesleinu-
nhas de 0.36 e 11. 43, a* quaes todos, ou nada dizem
em lavor de sua inteucio, ou peto contrario favore-
cem de algum modo a dos contestados, como se v a
fl. .'l. Considerando que o exame medico, com-
quanto indispensavclem caso* laes nao be suflicicnte
para declarar ou impedir a inlrodurrao de algum
sem o auxilio domis nutra prova, do mesmo modo
que esta por si sii n3o satisfaz par aquelle fim.
Considerando mais que principalmente cm laes ma-
lcras a medicina legal seconfessa muitas vezes impo-
tente para diagnosticar a allece.lo moral, sendo ab-
solutamente uecessario lirmar-'se o juiz cm fados
qu auxilien) aquella prova.
Em vista de ludo islo c do mais que dos mos
consta, e de plano averiguei a lal respeito, confor-
mando-me com o parecer do Dr. rurador geral,
julgo I). Maria Joaquiua Marlins, desasisada e nos
termos da ordcnaeo livro i Ululo 101, nomeio seu
curador o Dr. Antonio Ferrcira Marlius Ribciro,
que prestar juramento c rauedo para entrar na
adminislrarao da pessoa e beus da interdicta, e pro-
ceder ao competente inventarlo, a(li\,indo-se edi-
tis nos lugares do cuslume, e pubiictiido-se pela
imprensa, para constar a qucu -onvi'cr. e distas.
Kenfe 19 de abril de 1856.Al io Jos lavares da
Silva.
E para que uinguemsc chame .r ignorancia, man-
de! pejnar o presente que sera publicado pela ira-
prensa, e allisado no lugar mais publico, alim de
que leuda seu devido elleilo.
Da la e passada nesla cidade do Recife. sol meu
signal e sello deste meu juizo de orph&Of, que ante
1111111 serve ou valln stm sello ex-caus.i, aos ii de
abril do 1856, Irigesimo-quinlo da independencia e
do imperio do Brusil.
Bu Floriano Correa dcUrilo escrivj, o fiz escrc-
ver o lubscrcvi.
Joaauim l'raniifco Duartc.
i.
Serreliria da thesouraria provincial de Pernam-
buco -Ji de abril de 185b.
O secretario,
A. F. da Annunciarao.
Em consequencia da copiosa chnva de hontcm
e hoje, jolgando-se ler dado causa a Talla de em,enr-
enle- |iara a compra do patacho nacional l'irapa-
ma, manda o Illm. Sr. inspector declarar, que, pois,
lica a venda deste navio em hasta publica, na porta
do almoxarifado desla repartidlo, transferida para
os da* Ji, 25 e Jti de correte mez, sendo o valor
do casco no estado de ruina eni que se aeha com o
leme iMIUjOO; de -1 maslros. umps, pao de bojarro-
na, verga do Iraquetc, dita de velacho, joauete, re-
tranca e carangueja 1 (>JIK)0 ; :i ancoras de lf a 18
quiulaes, usadas, e algn* pedaros .le crrenles ve-
Ibas litlirIKMI ; maramc em mi estado lOOJ} ; c do
poliamc tambem em mo estado i;0(K); eflecteada
a venda no ultimo dia. caso os lances sobre eslas ave-
lueoe- l.ie.im correr islo a favor dos iulcrtsscs da fa-
eenda,
InspecrAo do arsenal de marinha ile l'crnambuos.
em i> de abril de 1850.11 secesrtario,
Alejandre Rodrigues dos Alijos.
Sfttttf m 515000
ao par.
premio.
i) mexicanos.
38 a 28J500
. I6|00u
11)3000
. COOO
. 25000
. 29OOO
. 19660
aLPAIxDEUA.
Rendlmcnto do da 1 a J:l. .
dem do dir J......
204:2551574
ttio de Janeiro.
Seeuc na prsenle semana o patacho l'alent ;
para o resto da carga e e Caelano Cjriacoda C. M., ao lodo do Corpo anlo
n. 25.
Para o Rio de Janeiro segu em poneos das o
bem conhecido brigofl nacional llvira, lem grande
parle do seu cacregaraenlo promplo ; para resto,
prssageiros c escravos, para o que lem bous commo-
dos, lrala-se cora o consignatario Jos Juaquim I Mis
Fernandes, ra da Cdela do Recife.
Para o Ceara'
0 biaie Novo-Olinda: a tratar com Tassu Ir-
os.
Patito Rio Grnnclc do Norte e Assu'
sabe com inuj hreuda.de o hiale Anglica : quem
nelle quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se a
ruada Cruz n. 13, primeiro andar. '
I'an a Biiiu
sesue rom loda a brevidade, por ler mais de meia
carga a bordo.o veleiroebem conhecido hiale nacio-
nal Amelia ; para o restu da carga lrala-se com o
seu consignatario Antonio LuizdeOliveira Azevedo,
ra da Cruz n.1.
Para ;> Bal lia
pretende sabir com multa brevidade 1 veleiro e bem
conbecida sumaca nacional llorlencia ; ja lem parle
de seu carregamcnlo promplo : para o resto lrala-se
com o seu consigntlano Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
sabe cura molla brevidade o be* conhecido c velei-
ro patacho Hom Jesut; anda recebe alguma carga
a frele c escravos : a tratar com o seu proprietario
Bartholomeu l.oureurn, no trapiche do algodao, ou
com Martin* & lrmo, na ra da Madre de Dos
0.2.
Maratili.o.
0 palhabote eVenusa segu no dia 26 do corre-
le ; para o reslo da carga trata-se com Caelauo Cj-
rlco da C. M. ao lado do.Corpo Sanio u. 25.
Sabe mpreterivelmentc ale o dia 30 do crren-
le o berganlim nacional uDespiquc de Beirizu, capi-
tn Manuel Marques Corrail ; para alguma carga
iniuila ou encoiniueudas, lrala-se no escriplorio do
Sr. Manoel Joaquina Ramos c Silva, ou com o capi-
tn na prara.
Recebe alguma carga o briguc nacional 11 Flor
do Rio 11 que segu em poneos das por ler piompta
boa parle da carga. O mesmo navio precisa para a
Iripolacao mariuheiros nacionaes, os quaes encaja
a soldadas ventajosas. Xrala-so para carga e escra-
vos a frele no escriplorio dos consignatarios, ra da
Cruz u. i9 1." andar.
I'ara a Rabia segu en poneos dias o velleiro
hiale nacional Castro por ja ler parle de sua carga
prompla, para o reslo lrala-se com seu consignata-
rio Domingos Alves olatheas, na ra da Cruz 11. 5i.
Para o ilio de
&fclarac0e$.
Crrelo eral.
Carla seguras existentes na admiuislraro do
crrelo desta culada para os Srs. ibaixo declarados.
Auloiiio Conralves Ferreira.
Caelano de Castro.
Fclinlo de Lcmos Conzaga.
liustavo Gabriel Coelho de Sampaio.
Julio Cesar da Silveira Lobo.
Joaquim Antonio Hibeiro.
Jale Antonio da l'iedade.
Josepha J laquina de Vascencello*.
los Joaquim Tiberio Lobo.
Jos Joaquim da Silva Cosa.
Jo-e Marcelino Alves da Fonsecn.
Jos da Sjlva l.ovo.
Jos de Sa Cavacaiili Lins.
Dr. I.oureneo Trigo de l.oureiro.
alaria de Assumptao. '
Manoel Domingos Januario.
Manoel Joaquim Madoreira.
13:6439703 ?, '""'! ,-!.oso Kibeiro Cavalcanli l.iu
__________Manoel I homaz dos Santos.
307^99*277
eicarregam lioic 25 de abril.
Galera inglezallonitamere i dorias.
Brigue ingle/./ oantebacaldo.
Itrigue inglesCamillafumo c rarvao.
Escuua inglezal-.liznpecas de ferro.
Barca porluguezaFiordo Vortodiversos gneros
Polaca brasilciraZeloza //bacalhao e sabia
UUNSULAUO iiKIIAi..
Rendimenln de d.a 1 a 2.1 49-370-'80
dem do dia 21....... .'llutio
i'J:GSOjs5!IO
i-'IVIi.sas PROVINCIA.
Heudimeulo do da a 23 ,
dem do dit 24 .
:8820l
7>V00
CONSULADO PHOV1NCIAI
Kendiinenio ilo dia 1 a 23 .
dem do;;dia 2t ..... ,
1:8899901
0:77lc:i!l
i I 3903302
WlovimcMo &i> porte.
_ :Vuifo tahidot no dia 21.
Asn'Barca bra.ileira .Firmeza, capillo lelo
ilaplisia do* Santo., em lastro. Suspendcu do la-
meir.lu.
Iladia-Escuna liollandcza Anlige, capillo A. M.
Schaafsma. carga |iarte da que Irouxe.
lalinouldRrigue ingles .James Clark, carga s-
sucar.
MarselhaUarca franceza l'niona, eapiUo Joao
Augusto I aln, carga assucar.
i$t>itm.
II Illm, Sr. inspector da thesouraria da la-
zenda desla provincia, em virlude da ordem de .s.
Ese. o Sr. marqoes de Paran, presidente do Iribo-
oaldolhesouroiiacional.de 28 de marco provinin
paseado, manda lser publico quo desla" dala a :lo
das lem de baver concurso para se prec.icbcr a- va- .
gas de pralicante* existente* na .....ma thesouraria. i Un"* lle |,e,cl
i^ Halar o fornecimento dos gneros seguiiles A
g, para o rancho da companbia dos aprend- S,
j zcs menores e Africanos lvres, em sorel- *
h rodo arsenal de guerra, dnale os me
'..-
/esdemaiocjinbo prximos udouiOS.
Assucar somenos relinado.
Caf moido.
("li.i hysson.
W l'aesdc 4 ticas.
i,: Hanleiga ingleza.
36 Arww pilado.!
0, Bacalhao.
- Carne secca.
;ir Di la verde
; Farinba du mandioca.
"fds Feijo.
jfr Toucinbo de Sanios.
Xf Bolachas.
"...' Azeile doce.
O Vinagre.
33 i-onlii.
',iS Ouem
'i
-'.

a 'eniia. Oh
^ Quem quizer contratar osles ohjeclos ?.
'.' ''presento as suas proposlas cm calla fe- y*
\ diada acoiiipanhadas das amostras, na se- ''v
.;. cretaria do consclho, as 10 horas do dia
S 29 do torrente mez.
;;; Secretaria do conselho administrativa
w> para rorncciniento ilo arsenal de guerra 23
W de abril de 1856.Burilo Jos Lame-
g nha Lins, coronel, presidenle.Bernardo '-
[i I'ereiro do Carino Jnior, vogal o secre- ^
;; taro. 5:
i~ IS'- ,''' ",' -v"ff.*'''' v-.s-
i o esla srcielana se faz publico, que na dala
de boje foi regislr
que na dala
la na iiie-iua urna escriplura de
socledade eemmercial celebrada entra Filippe Fei-
del, Augusto Ferreira Pinto c Lino Ferreira Pinto
Seerelnria da tlies.uiraria de razenda de Pernam-
buco 21 de abril de 1836.
.No inipedimenln dn olTicial-maior,
Luiz l'rancisco de Sampaio e Silva.
O Illm. Sr. inspector di Ibesouraria provin-
cial, em cumplimento d resolu.a.. .la junta .la fa-
zenda, manda razer publico que no da :in du cor-1
reulo vai novamenle a prara para ser arremalado a I
quem por menos lizer, os concert! necessario* no '
empedramenlos das areias do 1,10,11a eslrada da Vic-
toria] avahados em :H5fj rs.
F; para Constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelu Diario.
Secretaria da tdc-miraria provincial dePernnm-
buco, 15 de abril de 1856. O secretario.
A. !'. da Ainiunciarrio.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpriniuto da resolurao da juuta da ra-
Pinlo i.\; Companbia.
parochn al boje tivesse abaudonado o seu beneficio i zenda, manda fazer publico quo no da
naquclla comarca. noto, val novamenle a pnce pin ser arremalado.
Aiemneqae; se a l,oa-\ isla he quasi loda hab-. a qoem por menos liter, a obra do empedramenla
lana por bou e cacatlos, como se cvprimc o Impar- que precisa faxer-so no aterro dos Afogado*. avalia-
eiaf, segue-seque aquelle immenso lerritorio uo | da ere 23:0009000 rs.
podera deiaar do olTerecer elementos de riqueza, cu- E par. constar so mandn afiliar o prestido e pu-
jo* llrativos iiiliiralmente chimarlam para all a bUear pele Diarto.
rnrrenlexa das pepeUgOes de ouiro- lugares, 011. em Secreliria da Ihesouriria provincial de l'ernam-
oulros termos: se ha mullos bois e minios cacallot, buco, 15 de abril de I8.V1. o secretario
lis mullos possoidores e se ha mullos possuidore*, | Antonio ferreira da AnnuncaeSo.
Secretaria do Tribunal do Comniercio 2 de abril
de is.di.
Ilinamerico Augusto dn Rege Rangel,
uu impedimento do oiltcial-maior.
. ~ eoneelhe econmico do segundo batalhlo do
mi.miara contrata o fornecimenlo do* genero* sc-
guiilei, para o hospital regimenlal ii carao do mes-
mo bnlalblo, a coular do primero de majo ao ulti-
mo uejulho do anuo correnle: arroz, assucar
rehilado, gallinhaa, carne de vacca ou vilclla, pao,
eevadinhe, larinha de mandioca, carne secra, fejio,
loucinho, sendo lodus estes gneros da primeira
qualidade : a* pessoas que a lal se propozerem, di-
njam suas nroposlaj em caria lechada a secrelaria
du mesmo balalho no da -'ti do correulc, as '.) horas
da machia.
Qoariel no Hospicio 21 de abril de 1856.
Joaquim Joae Luiz de Son/a,
alteres secretario.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector
da Ihesourarin provinrial. manda Convidar aos pos-
suidore* de cautelas das lotera* da provincia \ eli-
didas pelo caulelisla Salusliano de Aquino Ferrei-
ra, paia apresenlarem sua* reelamegoes ni mesma
Ibesouraria no prazo de :U dias a contar da dala
de*le, afim de ler lugar a deeoneraela dn liailur do
mesmo caulelisla que assim o reqaereti.
E piira constar a quem iiiteressar possa, se mao-
O.0U anuar o presente e publicar pelo DIARIO.
Janeiro
segu imprelerivelmenie no dia 27 do correnle $
brigue nacional HERCULES: recebe unicamcnV.
escravos a froto, para o que lrala-se com Novaos'&
C, na na do Trapiche n. 31, ou comocapi-
lao 11a praca.
Capilao Gustavos Ilarrison, diegado dos Es-
lados-L'ndos, com poderes especiaos de liquidar
as negocios da barca americana Calharina Au-
gusta, arribada nesle pono c reconhecido legal-
mentecomo commandante da mesma, roga a todas
as pessoas que liverem comas ou justas reclama-
cies ao sobredi lo navio, de apresentarem as mes
mas sem demora, a elle, na ra do Trapich
11. 19.
*e5e3.
Agencia e leudes.
Na ra da Madre de Dos n. 32, no Recife, es-
l aberlo o armazem do agente de leiles Vicira da
Silva, 110 qual se recebem todas as qualidades de roer-
cadorias para serem vendidas cm leidlo na forma da
que dispoe o cdigo commercial ,- logo que hajam
mercadorias a venda ser* .nnunciado o dia do lei-
l.li! : as orden- dos conmtenles serlo exacta e pou-
tualmenle cumplidas.
iieoSl iucrao.
MEZ
Mara n no.
O livro do mez Morianno augmentado de varias
oracocs, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smunie na linaria ns. 6 e 8, da prara
da Independencia, a dez lusles.
APBENDIZES DE COMPOSITOB.
Esta tjpographia recebe meninos que
laibam ler correctamente, para apren-
der a compositor, que comerariio a ga-
nhar logq que fatam qualquer trahalho :
esta arlealumde ser consideruda nobre,
oUerece um lucro razoavel, pon|iinuio
um compositor hbil pode janlur de
OO.S a SllO.sOi) res por anuo : he livra-
ria ns. (i cS, da praca da Independencia.
As pessoas que tem fallado para distribuidor
do Diario, queinm diricir-soa livnria n. Ge 8
da praca da Independencia.
IRMANDADE do divino espirito SANTO.
A mesa regadora convide a todos os sen* irmaos
coraparererem no respectivo consistorio as!) horas
da manhaa do dia ~ do correle, para constituidos
em mesa eral procederem a eleiclo da mesa qoe ha
de reger a irmandade no futuro auno de IS."i(i a 1857.
Jos Piulo de Magalhaes, abri urna coibeir3
de novse bonitos carros de passeio, na paleo d"
Paraizo n. -26, para se alugarcm a quem pretender.
!fo estabelecimeiuo de carros funebics de
Jos Pinto de Magalhaes no paleo do Parai/o n.
10, encontram-se ricos carros de 1." e >.' ordem
l>ar.n defiHtlos, donzcllas e anjos, bem como de 3.a
e '.* ordem ;enearrcga-se de qualquer armaco ou
vestuario para ns mesmos,. forneco musir, cera,
carro de passeio e ludo quanto for preciso para
qualquer enterro com promplidao e proco com-
inodo.
LOTERA do gtmnasio.
Corto no dia >(! do correnle.
O abaixo assgnado lem exposto a venda nas
suas injas do atorro da Boa-Visia n. i8, e ra do
Bangel n. 48, os billicies, meios, equarlos da ln-
leria cima responsabilisando-so a pagar os pre-
mios por intuir sem o disconto Je S por canto.
BUhotes 47800 recebe por inleiro 4:0007000
Meios '27400 o o 2:0009000
nanos 19300 1:0007000
Antonio da Silia Guimaraes.
Os agenlss da companbia Sergincnsu tem a
honra deconvidarajs Ulitis. Srs. lilhos da provin-
cia deSergipe, residentes nesla cidade,para domin-
go -n do crrente as !) horas da manhaa, visita-
ren) o vapor de reboque Aracajii* porteneenie a
mesma'companbia, oque nesse dia fu., urna pe-
qoeoa yiegem de experiencia, alim .le seguir de-
pois .10 sen destino.
i Precsa-se do urna ama rom hom leite : mi
becco do QuiaiioO. 11. pagase beta.
JOIAS
Os liuii assgnado, com loja de nurivo* na roa
do Calinga n. 1, confronte ao paleo da malriz e ra
Nova, lazcm publico, que eslao recebendn conlinua-
ilamenle imiilu ricas obras do ouro dos melhores
goslo*, tanto para seuhoras como para homens c me-
ninos ; o* preo- continuam mesmo baratos, e pas-
sam-e muta, com responsabilidade, especificando a
i|ualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, licando as-
sim sujeitos o* mesmo* por qualquer duvida.
Seraphih & Irmao.
I'recisa-sc alugar una ama captiva que
saiba engommar e cozinbar, para casa de pwpjena
familia : no pateo do Carino sbbrado n. 7, primei-
ro andar.
Srs. redactores Nao lenho eipresses nem ter-
mos.com que possa,por meio do seu estimavcl jornal,
manifestar ao Sr. Manuel llorses de Mendonra o*
seulimenlos de minba reconliecida, e sempre eterna
eralldlo. A esse cidadlo Brasiliro adoptivo, meu
bemfeilor, devo, abaivo de Dos, a vida e allivio de
meus siifrimeutos. Sim! torno a dize-lo, nio le-
nho expres-ic* com que possa agradecer ao Sr. Bor-
ses Mendonra os cilicios de caridade. que com mi-
so lem pralicado ; e os motivos que lenho para as-
sim fallar ao respeilavel publico eu aqui ingenua-
mente o confesso. Foi reculhido ao hospital dos
lazaros onde eslive tres annos, accommetlido de
morpha ; a pello tuberculosa c enrugada ; a* milos
indiada*; as extremidades feridas, e um braco qua-
si re-errado cheio de dores e padecimentos, sem
esperanea de alivio e de vida naquelle aiylo de an-
guslias o ron* ler ii ara o, resolv fugir de 13o terrivel
purgatorio, e con*egui-o, valcndo-mc depoi* do Sr.
Dorges de Mcndunea. que humana e caridosamenle
me acolheu em sua casa, onde me lem tratado ale
agora, sem nenhum inleresse.pois que son iniseravei
desvalido : achn-me quasi hom, cicalerisadas lodas
a* minhaschagas.dcsapparecendo lodos os carocusda
culis, a jogo natural de lodo* o* mcui membros :
me coinidero, se nao radicalmenle curado, ao menos
feliz, por me ver aliviado de tantos pidccimenlo*
em tao pouco lempo, que me lem Iraclado n Sr. Ilor-
ses da Mendonra, a quem Iritiutu mil asradeciinen-
lo* : as heneaos dos cos chovam em beneficio do
Sr. Manoel Horres de Mendonra, ein proveilo de
sua familia, pela esmola o caridade que comigo
lem praticado. Oala esla tuinha liel confissRo ap-
proveite a immensos infelizes, qoe disseminados por
esla cidade exhalan em soflrimenlos c cm vleiespero.
Sou, Srs. redaclores, de Vmcs humilde eerve, res-
peitador e criado. Recife 12 de abril de 1856.
li.'lolano Antonio da Cunlia Machado.
O eserivlo da irmandade de Nossa Senhor* da
Conceieao da Coogrega(3p,eni nome da mesa regedo-
ra,convida aos seus irmo* para que se diznem com-
parecer domingo 27 ilo correnle as!) '.. horas da
manhaa, pan assislvem miase cantada "e aeralo
que lem de se celebrar a mesma excelsa Seuhora ;
aisim como, para'uma ladainha na vespea e oulra
no mesmo domingo as 7lhoras da noile.
Jos da Cnnlia, na qualidade de procurador
bstanle de soa lilha Candida Uareolina da Cnnha
I-ei na me, viuva do finado Sr. Joao francisco Fer-
nandes, de Goianna, para inventariar os bem por
este deisados ; roga a lodos os credores do mesmo
finado, de apresenlarem a* suas coulas cenias legaes
no prazo de oito dias, a contar da dala desle annun-
cio ; alim de serem descripla* no inveulario res-
pcclivo, em qoe se devem separar bens, quanlos
bastem, para o devido pasamento daquelles dos'
mesmo* credores que para isso se aprezentarem e
para commodidade do* quaes, lano podem apre-
senlar essas cuntas na cas* da residencia da mesma
viuva, em Geianoa, como oeste Recife, na ra da
Moeda trapiche do Cunna u. A. declarando nellas
a qualidade do titulo que possuem, seu* vencimeu-
lo, aqnanlia e os juros que vencem na falla do pa-
gamento. Recife -2i de abril de 186.
Pede-te ao pai do Rvm. Sr. padre Marcelino
da Cosa, que falleccu em RomJardim.de apparecer
na ra da Cadete dn Recife n. i", a negocio tenden-
te a seu fallecido Albo, oo annunciar sua morada
para se pmcurar.
Existe na ra do Jardini, na casa n. -18, um
liomem acostumaJo e habilitado a ir a qualquer co-
marca ou villa, encarregido de fazer coneiliares,
nl.ime- por carta, precatorias de inlimac'o, de'pro-
le*|o* e de oxecneSo de wnlenca, o qual da conhe-
cimeiilo e liaur.i de sua conduela ; para o que pude
ser procurado cm dita casa lodos os dias da* il horas
do dia as I da tarde.
.liinuwio pira a cidade da lictoria.
Constando ao abaixo assgnado, que o curador ce-
ral da cidade da Victoria requeren a bem dos iir-
pli.o-, para que se procede-sc a iu ventano da casa
do* eos Uados nal, nao ob-lante .rau-eneii'de seu
irmao o Di. Flix Comes dn Reg, o qual he jail
de direito na proviucia da Alto Amazona* : afirman-
do elle curador, que em lempo preverla em uizo
a incerteza da morada do dito seu irmao ; e como o
abaixo assgnado, vista dessa le;,slac3o leme ser
citado por carta de edictos,embora conste*ao mesmo
rurador que elle *e lena nesla cidade, declara alto
e bom som, e faz publico a quem convicr. que elle
abaixo essignado sa aeha desde odia 7 do crreme
uesta capital de Pernambnco, rna estrella do Rosa-
rio, casa n. 18, segando andar, leudo de aunuuriar
por este Diario toda a vez que liouver de mudar sua
rcside.icia. Recife -i de abril de 1856.
Padre, Jo.lo llerculano do Reg.
O Dr. J. Chardon, de volla da sua viagem i
Rabia, faz sciente aos pas de seu* alumnos, que a
contar dn I." de maio prximo, elle continuar- a dar,
lauto cm sua casa cuino ein casas particulares, e nas
mesmas horas do que daotes, suas lires ne francez,
ulliuiauinlc interrumpidas em razao do cholera.
Maria Carneiro de Souza Lcenla Villasecca,
profesora particular, pretende se Dos Ihe conceder
vida e saude, arbar-se no exercTcio de *eu magi*lc-
rio no dia 28 do correulc mez, e contina a receber
meninas pensionislas c meio pensionistas: quem
quizer confia-las ao seu cuidado, dirija-se a ra da
Aurora n. 12, segundo andar.
Pcrguuta-se ao Revm. Sr. Dr. Manoel Thomaz
de Oliveira, lente de moral no seminario de Olinda,
e visarlo seral ad hoc na caus: de divorcio entre a
I lima. Sra. D. Thereza Adelaidc de Siqueira Caval-
canli c seu marido o Sr. Antonio Carlos l'ereira de
Burgo* Pouce de l.eon, em que compendio ou livro
de pirtica achou que o juiz tem 21 horas para des-
pachar os requerimenlos das parle* ''. E bem assim,
que medotem sua reverencia de marcar a audiencia
para nella ter lugar o ser averbado de suspeilo. como
por mais de urna vez se Ihe lem requerido'.' Entre-
tanto pede-se ao Exm. e Rvm. Sr. Rispo Diocesano.
queira ter a bondade de laucar urna pouca de allen-
(So pata o judiciario ecclesiaslico, alim dse nlo re-
pelircm escndalos que euvergonlum a lodos' os
h-inien* que tem alguma buneslidade.
AVISO.
Como me conste que a negra eserava, Maria, bai-
xa, que lem duas lilhas que sao bem conhecidas, e
asora assiste na Roa-Vista, para ubler o que quer
allega que he furia com asninas, c que o marido a
deixou, r qoe paga casa ou camariuha, o senhor
da dila eserava declara que mo responde por flca-
Irua que ella faca sem sna ordem.B. 1". Passo.
Anda se precita de um feitor para um sitio,
anim como Irakalhadores de cnxada : na ra da
Cadcia Velha n. IS.
Tendo-se de fazer scsuiido dividendo da casa
de Ib- me Voule & Coinpaiibia, a Idmuiistracln da
mesma avisa aos seus credores que compareeam no
escriplorio da admiuislraro, ra do Trapiche n. 12,
primeiro andar, no dia 28 do correnle em dianle,
para receberein 5 .. de seus crdito*. Recife -21 de
abril de ls"...
Acba-se .iberia por encano urna carta viuda
pelo con, dirigida I David Hollinan, no escriplorij
de David W. Rowinan, ra do Bru, aonde o seu
dono pude procura-la.
Alucim-se dous escravos para o serviru de
rasa de familia, paga-se bem c fa/.-se qualquer con-
trato que por ventura parera mais couveuieute a
quem os liver c o* quizer dar a erviro por dia e
noile: na ra das Irinchciras n. 19, segundo andar.
Fugiram em da* do correnle mez ao abaixo
assisnndo os escravos Domingos Crioulo, pedreiro.
idade de 2i annos, cor prcla, boa estatura, perneo
lornido de corpo, pooea barba, ou nenhuma, cabel-
los prelos, e pelas fonte* adrando a vermelhado*.
lesla alta, prosista, com urna cicatriz sobro urna das
sobraneelbee de ama queda que lesee em pequeo,
Jartlain publico em Per-
Dambuco, roa da Sol-
ta le n. 70.
Os senhores e seuhoras, que pela fesla desejam ler
nova* qualidades de bonita! rosa* a outras varieda-
des de llores, mandem por ellas, que o lempo hepro-
prio de se plantaren), c reformar seus jardins, para,
pela festa, lerem que oflercer de povo as toas visi-
tas. Asora mesmo recebemos de l'aris om sorlimcn-
tn de llorci e arteras, qoe para esla provincia ludo
he novo.
Francisco Pacheco Soares, avaliador di juiso
civel desla cidade, pode ser procurado lodos os dias
ulcis das nove a* cinco- horas da larde : na ra do
I.lira incido ll. li.
Paulo Jos (ornes, como letlamenteiro e in-
ventarame dos bens que licaram por failecimeoto
de seo finado irmo Manoel Jos Comes Braga, faz
-.lente a lodas as pessoas que sao devedorai ao dito
liuado para que uu prazo de 20 dias, venham on
mandem pasar sens debilos, ou eoteuderem-ie com
o anuuuciaute ou com seu irmao Joaquim Gomes
Hilarle, ua roa da Senzala Velha padaria n. 98, e
lindo o prazo cima dito passar a fazer a cobranza
judicialmente.
Traspussam-sc os serviros por espado de 6 an-
nos de urna parda moca e sadia, qae cose (oda qua-
lidade de costuras, engomma ecozinha moilo bem,
mediante a quantia de (0U50O0 quem quizer fazer
este negocio aununcie.
O Sr. A. F. F. L. drija-te a ra de Roda n.
11 para o fim qae nao ignora, do coulrario vera por
esles dias o negocio qoe alli o chama bem esplicido
ao publico, quem me avl*a meo amigo he.
Becomineudase a apprehenslo da preta Luisa
crioula, ful*, ebria do corpo, com perto de 40 an-
nos de idade, urna erande marca de fogo nas costas
que conipre'.icnde o braco direito, vestido de chita
azul de barr, e chales pardo : quem a apprehender
levem-na na ra eslreita do Rosario o. 28,1.' an-
dar, que se recompensara.
Joaquim Jos da Costa Fajozes vai a Europa
e deixa por seus procuradores em primeiro lagar a
sua mull i. :em segundo seu genro Francisco
Jos Alves Guimaraes e em terceiro seo filho Joa-
quim Jo* da Costa Fajozasianior. Recie 34 de abril
de l-'e .
Offerece-se um rapaz brasiiciro para caixeirode
qualquer eslahelecimenlo :quem precisar diriji-sea
ra Direila reiinar-u n. 10.
Preciso-sede urna coslnreirapara palito de al-
paca e de brim : na ra Nova o. 52.
Joaquim Candido da Cruz Siqueira retira-se
par.i fura do Imperio.
.Pa ra a Aurora, loja
de funiloiro do fc
Bilhetes .3K00 Recebe por inleiro
Mcios SS4M e a a
Guarios 19300 un
Sr. 8ebas-
lao Marques do Nasci-
meiito, veiidem-se billietes
e cntelas da terceira par-
te d quarla lotera do
Gymnasio, qu 11 corre in-
ffllivel em 50 do corren-
te: os premios so pagso
sem descont
Lotera do Gym-
nasio Pernam-
bucano.
^
Aos 4000.S, 2 OOOs e lOOO.sOOO rs.
O abaixo assgnado lem exposto venda, nas
lojas do costme, aos procos abaixo, os seus 1)-
Iheies, meios e quartos da presente'lotera, a qual
lem o seu infallivel andamento quarla-feira 30 do
correnle, em o consistora da igreja de Nossa Se-
nhora do l.vraniento. O mesmo abaixo assg-
nado se rcsponsablisa a pagar por inleiro, sem
descont algum toda e qualquer sorle que.pokiin-
tero obtenham seus bilbeles, vendidos com sua ru-
brica.
4:000)000
2:0009000
1:0009000
Declara mais que paga indistinclamente loda e
qualquer sorle, logo que lenba sahido a lista ge-
ral, ein seu escriplorio, ra do Collegio n. 21,
primeiro andar, das 0 horas s 3 da larde, dias
uteis. nrono Jos Rodrigues lunior.
I). Tbemaaia de Alhayde Alhnquerque Mello
avisa aos pais de mat alumnas que mudou sua re-
sidencia da ra do Rangel n.... para a das Crozes
n. .ti.e que novamenle abri soa escolla, qoe esle-
ve inlerrompida por motivo da epidemia. Declara
que pode alada receber ontras alumnas, internas oo
extenu, com cuja educaran promella desvellar-sa
o mai possivel.
No dia 23, as 11 horas, na sala das audiencia!,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de auseutes, se ha
de arrematar a eserava Rosa, perlencenle a heranea
lcente dos tinados Francisco e Thereza.
Na ra do Sania Riia n. .", ha qoem se eucir-
reguede mandar lavar e engommar com aceio e
promplido.
Precisa-se atusar urna ama forra ou eserava
para o servico de urna casa de pouca familia : na roa
de Apollo, sobrado n. 6.
Domingos Feneira l.ima, porluguez, retira-se
para ron do imperio.
O abaiio assiguado vai a Lisboa, e deixa por
seus procuradores, em primeiro logar o Sr. Joa-
quim Francisco de Alero, em segundo o Sr. Antonio
Jos de Barros \ leg.s, c em terceiro o Sr. Manoel
rerreira dos Sanios, declarando maii qoe nao deve
nada a praca ; porm se alguem se jolgar seu credor
aprsente sua cotila em seu cstabelecimento, na rna
do Codorniz u.!) al o dia 30 do correnle, que prom-
ptainenle ser* pago. Recife i) de abril de 1856.
Antonio Marlins Duartc.
_ A mesa regedora da irmandade do Divine Es-
pirito Santo, erecta no convenio de Santo Antonio
du Recife, convida a todos os sens irmaos para com-
parecerem no consistorio da mesma irmandade no
ma 27 do crrenle, pelas 9 horas da manhaa, afim
de se proceder a eleieao da mesa regedora que tem
de servir no futuro auno de 1856 a 1857.
Aluga-se urna casa lerrea na Passagem da Mag-
ullen,., entre as duas ponte, com etcellentes com-
modos, para una grande familia : ua ra Direila
o. :t.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado do aterro
da lioa-Vista n. :ii, com commndos para erande fa-
milia, muito fresco e ptima vista, coucerlado, ciia-
do e pintado de novo, lem 2sraodessalas, 10 quir-
los e boa coznlu : dinjamse a mesma casa, oo se-
guudo andar, ou na ra do Ciespo, loja n. 15.
Precisa-se de ama ama Torta ou capliva para o
servico de uina casa de puuca familia : na na do
Livramenlo o. 36, toja de cera.
O medico Jos de Almcida Soares de Lima
Raslos vai i Europa Iralar de sua saude.
Luiz Antonio da Silva Cumiarles, subdito por-
tOguez, retira-se para fura da provincia.
Antonio Francisco da Cunha, respoudendo ao
calumniador, anlor do limando publicado oo J9ia-
rio n. '.17 de 22 do correnle, declara que nunca pre-
lendeu relirar-sc desta proviucia, e caso tivesse tal
inletiro. eslava no interesse de sua honra prevenir
o auloridadc competente c as pessoas que Ihe servi-
ram de fiadores no processo de uso de armas defe-
zas, as quae< pretende o aniinucianle substituir pelo
Exm. hrigedeire Joaquim Bernardo de lisueiredo
e negociante Jo-e Joaquim Dias Fernanda, para
lalvez nao apparecer nutra semelhaule anounclo. O
aiiniincianle Oto receia nem teme, c soberanamente
despreza as calumnias que se Contera no referido an-
nuncio, c em lempo opporlnno confundir o sea au-
tor no juizo rumprteiile.
Manoel Comes Chaves, cidadao brasiiciro, re-
lira-se para o Aracaly com sua fimilia, levando orna
porlo ilo l'herezitia, intitiilando-se forros, e este ul-. 's'rav'1 limo com <> rappeslo nome de K.n mundo, vao mu- j rrld '*"**< 'lau"c l|e 12 mezes.
nido de dinheiro que ferlaram. Ouem os capturar No pateo do Carino, sobrado a. 7, se fazem
e entregar Inesla cidade ao abaixo aMignido.ou a vestido, moda, com grande brevidade e por mais
qualquer dos lllms.Sci. inaior Luiz Manoel Soares. I barato preco possivel.
em Iberexina, Antonio de Morae* Lameno. em Cam-
po-Uaior. coronel Justino Jos da Silva Muura. em I
Oeiras, Manoel l'ereira Cuiniares Caldas, mi Mara-
nban, Joaquim da Cunha l'reiro & Irmao, ou lien-!
rique Eolley, no Cear, Jos Itaptisla da Fonceca '
Jnior cu Tasso ,\ Irmao. em Pemainhuco, sera ] Ulivetra .lunior ce c, J
""",""'ue mar ^mt^ I "*"' ^oi' a ^ nas 'as annunciadis,
Sergio Jos Vianna. i os .'"'''les e Cautelas da terceira parte da quarta lo-
i Ulereee se nina mulher para ama de rasa quer lcr'a ll0 l>'mnaslo l'ernanibucano.
debniiein lolieiro, quer de familia, faz lodo o ter-1 Responsabilisam-sc a pagar iodos e quaesauer
-! premios que oblverem os seus bilhetes e cautelas,
! assim como a pagar sem o disconto dos 8 por een-
i to do imposto geral os tres premios grandes.
Bilhetes oXOil Recebe por ioteiro. i:000j000
com sinaes de castizo pelo corpo e nadegas. Em urna
ruida que fe< em 18.5:1, correu as provincias do l'i-
aahy, Caer e Pcrnamhucn. melido com o bando de
cigano Francisco da Cosa, e he pruvavcl que agora
torne a procurar ete ouiro liando de citanos, e mu-
de de nome ; c Antonio Soares. crenlo, idade de (0
a 50 anuos, boa estatura, cor preta, bem parecido,
rmgro, t-spaduado, ranellas linas, disdenUdo, mira-
das alias, cabellos pouco ou nada pialados, muilo
prosista, cheios de labias, tem pelo corpo e nedegae
ligooes de eealigo, muilo amigo da cachara, e entao
muilo surianle c cantor de fama. Fugiram na mes-
mo dia e consta que foram vistos junios prolimo do
LOTERA da provincia.
(Corre infallvelmente em 30 do corrate.)
Oliveira .lunior & (",., avisam ao publico, qu
ta-1'licreza n. 2.
Preelse-se Masar ama easa lerrea ou sobradi-
nlio nos arretores da ra Nova : na loja de Bekcr,
aireiale.
Qereee-se nm bom eonheiro de Indas as qua-
lidades ile maesas, a de boa sooduela : na roa das
Cruiet labema n. 211.
Precisa-se de um liomem porluguez ou brasi-
iciro, que queira cncarrei;ar-se do Irala'inento de
lesse ser-
SOaocbe-
gar o chai.il i/.
Offerece-se urna nma mulher do bous cnslomes
para tratar de meninos, ou para en .' iinmii e rozer :
rna das i lores n. :I7, 1.- andar.
Candida Rosa M. da Costa, retira-se pira Lis-
boa, deixando como procurador nesla cidade Anto-
Hjo dos Saulos Porlo e Seraphim da Sena Jorge.
....... .,.. -..^-..... ^, -aC ii i, ..ir,
auimaes em una estribara, o que enfeuda di
Oiro : a Iralar na ra Augusta sobrado n. 80
Meios 2>i(H) b a 2:000S00o
Quartos lywo B 1:0005000
Oliveira Jnior & C.
Al.I.(1A-SE um grande sitio com urna e\-
cellenie casa de sobrado, senzala, cocheira e estri-
bara para i ou 6 mallos, quintal murado com
cacimba, curraes o rmateos, arvores fructferas
de lodas as qualidades, ptima agua o grande baxa
de eapim, muito peno da praca, na eslrada d
Joao de Barros: a tratar no roesmo sitio, com a
Exilia, viscondossa de Goianna.
DATA INCORRETA
MUTIODD"
ILEGIVEL


I
BURIO CE FIRMIOHDft SlXTA FEIH II ABRIL I 1856
Terceira ed$o.
TR1T1EIT0 HOIOPATHKC.
Preservativo e curativo
CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
DO
p iiisItjK-r.io aopovoparase podcrcurardesla enrermtdade, administrndoos remedio miil eflica7.es
earaallha-la.emquanlo serecurreaomedico,ou mesmo paracura-li.iidapeiidenlc desle mos I ugares
nq"eTRA)linO EM POBTUfiUEZ'PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Esles os opsculosconlmasiiiditaroes man claras c precisas, c pela sua simplesc concisa exposi-
cjloeslaoaleancedetodasaiiulelligcncias.niloso pelo que diz rcspoilo aos meioscuralivos,como prin-
cipalmente aos preservativos que lemdado os mais salisfaclorosresullados em toda aparte em que
elles tero sido postos cui pral'c.
Sendo o tratamenfohomeopatlncoo umeoque (em dadograndesresolladosnocurativodeslalumi-
velenferruilade, julgamosa proposito traduzir restes dous importantes opsculos em lingui vernaci-
U, para desl'arte facilitar a sua leitura a quem icnorc o francer.
Veode-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nov n.52, por 29000. Vendem-se lambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 lubos con o ni frasco de lindura 159, urna dita de ;t0 tubos con
qualro c frasco de tiulura rs. 259000.
:!.
lOSAS* 5
I
gil
* PCDH.VS REC
I T
* Adereces de brilhanles, 7
diamantes e perolas, pul- ^
ceiras, alfintes, brincos 'f.
e rocelas, boles e anneis j*!
de difl'crculcs goslos e de $
diversas pedras de valor. *
1
| Compram, vendem ou *
g trocam prata, ouro, bri- "
p Ihantes.diamantesepcro- jai
8 las,1 e outras quaesquer >B
jjj joiasde valor, a dinheiro S
* ou por obras.
88B8e88BK*S*"v*:*' 88 .
MOREIR i DDiRTE.
lija ni oiiira
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben por to-
d os os vapores da Eu-
ropa sis obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
!WN IWJ
Ww m Hito EPRATA-
' Aderccos completos de
q oum, meiosditos, pulcci-
Jj ras, allinctes, brincos e
'^ rozetas, cordoes, Irance-
<- lins, mcdalbas, correules
*j eenfeites para relogio, e
..] oulros muitos objeclos de
ouro.
*> Apparclhos completos,
^i de prata, para cha, ban-
v dejas, salvas, castiraes,
<> colheres de sopa edech,
,J e muitos oulros objeclos
.-. de prata.
;<..-: *>.*.:#*?. >*** :*:*$.
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o commodo como eostumam.
'REPERTORIO 00 MEDICO
HQMEOPATH&.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
Inst
nsceao moral e reli-
giosa.
Esta compendio de historia sagrada, que foi ap-
provdo para inslrucciio primaria, tendo-se vendi-
do ames da approvaco a 15600 rs., passa a ser
c posto em ordem alphabetica, cora a descriprao vendido a ^qqq. 1vraria s g
abreviada de todas as molestias, a indicarlo phvsio- vv > "" i""V
lgica e therapeuca de lodos os medicamentos lio- aa independencia. ,
meopalhicos. seu-lempo de Mdo e concordancia,; _precisa-se alugar
seguido de um dicciouano da sigiiilicarilo de todos .. ,'""'"
os termos de medicina e cirurgia, t poslo ao alcance dtla cidade, o qual tenha lu;ar para guardar um
das pessoas do povo, pelo i cavallo, e que nao soja prximo a charco ou agua
DR. A. J. DE MELLO MORAES. j eslasnada'e"l,ver casa **-^ ^-r r*
i
Os Srs. assign antes podern mandar buscaros seu
eiemplares, assim con^o quem quiccr comprar.
1 A H01G0PATHIA E 0' g
CHOLERA.
nico Iratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus,
PEI.O DOCTOR
| Sabino Olegario Ludgero Pinho
8 Segunda edicruo.
A benevolencia com que foi arolbida pe-
lo publico primeira edicto desle opus-
j. culo, esgotada no curto esparo de dous me-
%f tes nos indu/.io a reimpressao* -
(!% Cutio de cada exemplar......IjOOO /A
Carteiras completas para o trata- *J
flp ment do cholera e M Iras molestias, a..........:iii>(HH) S
W Meias carteira...........IligtHKI W
SkOs mertcaraentos ~r.o os melliotes jK^-iveis. 4S
^ Consultorio central bumcopatliici), ru.t 7^
^ de Santo Amaro Mundo-INovo n. (i. (^/
CASA DOS EXPUSTOS.
Precisa-se de amas para amamentar enancas na | eugomme e outra que entenda de co-lura
casa dos eipostos : a pessoa que a isso se queira de- I Nova n. t".
dicar, tendoas habilitares necessarias, dirija-sc a
rnesma, no pateo do Paraizo, que ilii achara com
quem tratar.
AKRENDAMENTO.
A loja e armtzem da casa o. 55 da ra da Cadeia
do Itecife jqrito ao arco daConceirAo, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-so para qualquer estabelecimenlo
em ponto grande, para o qual lem commndos sufli-
cientM : os pretendentes enlender-se-hflo com JoAo
JNvpomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, ua mesina roa.
na livraria ns. 6c 8, da [iraca da Independencia.
*:
% J. JASE, DENTISTA, %
% contina a residir naraNova n. 19, primei- 0
9 ro andar.
ce*
Na casa da residencia do l)r. Lourciro, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de um
ama de leite, forra, que nAo traga comsigo o fillio,
que ti\er, de peilo.
Precisa-se de nin feilor bom horlelao : quem
esliver ueste caso, dirija-se Cru/. de Almas ao col-
legiooTa t.oncei;3o ; all tambem se precisa do um
criado que saiba comprar, c d fiador a sua conducta.
A directora do coltegio da Conceic/io na Crui
de Almas, participa as familias que se linliam pro-
posto antes da inmuto DMla cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collrgio, que o podem
desde afora faier, pois est resolvida a recebe-lis,
por confiar na prolernlo da divina palrona do men-
cionado collegio,att boje ao abrigo daquclle llagello.
Trocam-se olas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. -O, segundo andar.
Neeewila-M de duas pessoas para o serviro i ti
lama de urna casa estrangeira, urna que coznbe e
ua ra
PBLICACAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
K-l publirar.io ser em duvida de utilidade acs
principiantes que se quizerem dedicar ao ctercicio
do foro, pois nolla enconlrarilo por ordem alphabe-
lica as principaes mais frequentes oceurrencias ci-
vil, orphanologicas, commerciaes eecelesiaslicasdo
nossofro, com as remisses das ordenares, leis,
avisos e reglamentos por qoe se rege o Brasil, e
bera assim resoluroes dos Pratislas aoligos e moder-
no* em que se lirmam. Conlm semclhautemente
as decisoes das faasinaa sobre sizas, sellos, velhose
novos (lireitns c decimas, sem o trabalho de recorrer
* eollecco de nossas leis a avisos avulsos. Coosta-
rdedout volumesem oilavo, grande francez, eo
primeirosahin i luz e esta venda por 8-3 na loja de
livrom. 6 8da prac,* da Independencia. Oata-
nliores subscriptores desta puldicarAo cxislentrs em
Pernambaco, podem procurar o primeiro volume
ua loja de livros cima mencionada : no Kio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, prac,a da
ConstiluicAo; naMaranhin, casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; c uo Cetri, casa do Sr. J. Jo-
s de Olneira.
Massa adaman-
A i
do *
B
fa-H
tina
Fraociico Pinto Ozorio chumba denles com a ver-
ilaileira maa adamantina e applica veniosa< pela
ih.irran do ar : podo sor procurado confronle no
Rosario de Santo Antonio n. 2.
NORAT l IRMiOS,
<3
Ra da Aurora n. 58, primeiro andar.
Ten) a honra de participar ao respela-
vel publico dasta cidade e com especialida- t^
de aos seus freguezes, que possuem pre- <$
senlemente o mais rico e completo soni- ^A
ment das mais linas c delicadas obras de /
brilhanle, perola e ouro, como al o pre- 9
sent nao lem apparecido nesla praca ; e vV
aRiancam a tojos o mais mdico preco por- {$)
que vender se pode, obras de goslo o mais (\
apurado: os mesmosdesejam ardentemen-
te que o respeitavel publico nao deixe du 1
ir lanzar as visias sobre as suas obras, 'v
afim de que seja conhecida aventado do ($}
que encerram estas poucas palavras. n
Candida Maris da Paixo Rocha, professora
particular de instrucrao primaria, residenle na rita
do Vigario do bairro do Recife, (az scienlo aos
pais de suas alumnas. que acha-se aborta sua au-
la, na qual contina a ensiuar as materias do cos-
tume, e admilte pensionistas, meio-pensionisias e
externas, por precos razoaveis.
Quer-so alugar um escravo para servico de ca-
a!: a tratar na ra do Trapiche n. Ki, segundo an-
dar.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-sc bem no pateo do Hospital
n. 26, sobrado.
Mez de Mari.
Acabejie publicar-se o novo Mez de Mara ou o
Mu de Maio, consagrado a sloria da Mai de lieos,
nova ediccAo, ornada de vinhelasc bella enraderna-
ilo : vende-se a 18280 na livraria de J. Nogueira
de Sooja defronte do arco de Santo Antonio.
-Uao-se 5IM> rcisa jurnscom penlioresdeouro.clc.,
na ra estrena do Rosario, n. 7, se dir quem di.
~"Precisa-sede urna orna de leite que seja sa-
dia e lenha-o bom, paga-se 105000 rs. mensaes c
mais alj;um interesse no caso de agradar : no ater-
eo da Boa-Vista n. 39, segundo andar e gratifica-
se a quem der noticia de alguma ama, ou a levar
a casa cima.
F. J. Regallo Braga vai a J'ortugal tratar de
sua saude o llena por seus procuradores, em pri-
meiro lugar sua mulher Custodia Mara da Silva
Bragi, em segundo o Sr. Autonio Lopes Pereira de
Mello, em lerceiroo Sr. Manoel Jos I.eile e del-
ta para reger a loja debaixo das ordens dos mes-
moa senhores ao Sr. Mximo Jos de Andrade por
ter lodas ai liabilitaces de desempenhar a sua arte,
abm da tratar e servir bem a todos o fregnezes, lal-
vez melhor do que o proprio dono.
i AO PtBLIGO.
.^ INo armazom de fazendas baratas, ra
Collegio n. 2,
^ vende-sc um completo sortimento de
g zendas linas e yrossas, por mais barato 9^
g preros"do que em oulra qualquer parte, M
g tanlo em porres como a rctalho, aflian- g
^ cando-sc aos compradores um s preco |3
^ para lodos: este eslabelecimenio abrio-sc
jg de conibinacao com a maior parte das ca- gg
| sas commerciaes ingle/.as, francezas, alie- ^|
;.' mos c suissas, para vender fazendas mais
K em conta do que se Jem vendido, e por isto M
fe ollerecem elle maiores vantageus do que -t.
M outro qualquor; o propietario deste im- ||
g porlante estabelecimento convida todos ||
S os seus patricios, e ao publico em geral,
g para que venham (a bem dos seus inle-
g resses) comprar fazendas baratas: no ar- S
3g mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- 8
3 lonio'Luiz dos Sanios & Rolim.
2 SO CONSULTORIO HOXffiO I
1 PATHIC0.
Ra das Cruzes n- 28.
Conlinua-se a vender os mais acreditados /
m medicamentos dos Srs. Castellao e Webar, /
2 em tinlurai e em glbulos, carteiras de to- W
(f) dos os lamanhos muilo em cnola. (&
/A Tubos avulsos a 5110, 800 e 1JO0O.
W 1 onea de tintura......SQ000 W
() Tubos e frascos vazios, rolhas de cortina &
^ para tubos, e ludo quanlo he necessario pa- 7
|R7 ra o uso da liomcropiahia. (^
Paln Nash & Companhia declaram que Jo.1o
Pedro Jess de Malta deixou de ser seu caixeiro desl
,|ciionlem 15 do correte mez. Recife 15 de abri-
,ie 18.56.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, cn-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do que em outra qualquer parte. *
O Patio, lu,;.
Roga-ie aos Srs. assiguanlcs dcste jornal liltera-
rio instructivo, a bondade de procurar o resto dos
nmeros pcrtenccnles ao anno de 1855, o de n. 1 a
6 de 18.56, na ra do Crespo defronte do arco de
Santo Antonio, livraria de J. Nogueira de Souza,
onde tambem se vendem collecroes completas do
mesino.
LOTERA Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesourciro manda fazer publico,
que se acham a venda, na thesouraria das loteras,
ra da Aurora casa n. 2G, das 9 as 3 horas da
tarde, os hilheles, meios e quartos, da lerccira
parte da quarla lotera do ^vmnasio Pernamlm-
cano, cujas rodas andam impreterivelmente no dia
quana-feira 30 do cor rente, s. 8 horas da ma-
nhaa, no consistorio da greja de Nossa Senhora
do Lvramenlo. Outro sim, quo as lisias serao
distribuidas gratis aos compradores de bilhetes, no
primeiro dia ulil as 6 horas da manhaa, e que no
dia 3 do maio principiarao os pagamcnlos da refe-
rida lotera, das 10 horas do dia s 3 da tarde, na
ra da Auroia n. 20.O escrio das loteras,
Antonio Jos Duarle.
Historia Universal, por
C. Can tu.
Os Scs, assignantcs len'iam a bondade de procurar
as series que aluda nflo (iverein recebido desta obra
al painas 25-J do stimo volume. Conliuua-se a
receber assignaluras para esta interc tradu/ida em por'uguez, tendoj T voluines publi-
cados, ornados de bailas estampas, bella imprciiHo,
frmalo do Panoiama ; na agencia, rua do Crespo
defronle do arco de Sanio Aulouio, livraria de J.
.Nogueira de Souza.
Curso de francez
para os examinandos do
collegio das artes.
O HACIIAKEL Wll Iti;VIO, conlinoando a lec-
piouar em Irancez, lem de abrir para os que preten-
deren! examinar-se no collegio das arles, um curso
da ttesma lingua, o qual leni principio em maio
prximo vindonro ; a comproractle-se a habilitar
para o respectivo exame no lim do anuo os que fo-
icni assiduos e cuidadosos nesse espado de lempo,
mediante smenle o honorario de 080IX) pagos na
abertura do referido corso, cuja matricula ser fe-
chada no iillimo desle mez. Pode ser procurado na
rua da Camboa do Carmo n. 19, segundo indar, das
3 horas da tarde em diinle.
::.
:,r.i--..::;.-..,-;,;;;: %:/..-...-... ,-@
BRANDAD VARETAS.
;;. ALERTA!
W* Sao chegados praca da Indcpenden-
';;;' cia n, 4 esles apreciaveis charutos; sua
"-.-' ptima qualidada e nunca sabotvado gos-
$f to os lornam rerommendaveis. Ha
bastante lempo que nao npparece lao
..K boa fazenda, suu diminuto preco anda
mais anima; quem deixar de comprar
;:; tima ioexgolavel fumara por 29*200 rs.,
'_ una caixinha de 50 charutos, c 19*200
'-.' urna de 25 ditos! Alerta, Sr?. fumantes 1
iif Quem sabe apreciar urna fumaba, deve
O "r ver os verdadeirosBrandao \ arelas.
AVISO
&0mpt&.
Compra-se o IHar'ui le l'ermimburo n. 232 di
8 de oulubro de 18J.J ; paga-sc bem: quemtiver,
dinja-se ao aterro da Boa-Vista n. 1, ru-imeiro
audar.
Compram-se olas do Banco do Brasil : na
rua do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
- (.ompra-se para um prsenle urna uegrinlia de
-a 3 annos, ou mesmu una mulalinha que nao te-
nha molestias : quem liver c quizer veoder, annun-
cie por este jornal ou dirija-sc ao pateo da matriz
decanto Antonio, sobrado ilc um andar n. 2, que
achara com quem iralar.
Compram-se encerados de lona em qualquer
estado ou lamanlio, em segunda inflo, os qoaea se
paaam bem, segundo seu calado : no largo do Pilar,
taberna n. 21, ou na Iravessa do Carioca n. !, se di-
r quem pretende comprar.
ATTENCAO.
t.iimpra-sc urna escrava que saiba coziuliar o
enigommar, e alnga-se tambem nina ama que saiba
fcr o niesmo servico. quem liver dirija-sc a rua do
Crespo, loj:i de livros n. II. Na mcsina loja ha pa-
ra vender se dicciouaiios de pioiiuncia ingleza por
tfn, geomelria de Euclides 35OOO, (hesouro ho-
mcopalhico -2 volumrs BfOO, iliccionarios inglezes
por Vieira lOJOOOCharma liloopha :l-^KK), Memento
de Uiarma' Iy60, diccionario de Ideologa por Ber-
gier IOM00, memorias de Pernambuco por Jote l"er-
nandes Cama i voliimes.VNMI, grammalica de Castro
Aunes eucadernada t), craininalica portugueza
por Cyiillo llilermando da Silveira l|GU0.
%ttt>a%.
RUA LARGA DO ROSARIO,
antiga rua doi Quarteis.
J.PRADINES.
CLTILEIR1HRWEIR0.
Tem a honra de fazor si icnlo ao respeitavel pu-
blico e principalmente a seus frcgAiezes, que elle
abri de novo sua ollirina, c que se acha prumplo
para qualquer mislcr de sua profissao, c que faz as
amolac,es lodos os dias.
Aproveila cssa occasio para previnir s pessoas
que deixaram thesouras,navalhas c oulros objec-
los para amolar econcertar, al o fim de dezembro
de 1865, que os venham buscar quanlo antes, se-
nao serio vendidos para a paga dos ditos contarlos.
Da bojeen) diante nao ficaro os objeclos para
concertar ou amolar mais de dous mezas, porque
passado esse lempo, serio vendidos para paga do
rabalbo.
IRHANOADE DO DIVINO ESPIRITO SAMO.
A mesa regedora da irmiidade do Divino Espirito
S uito convencida da dedicacao bem conhecida dos
irmC-os, que compoem as commissiies nos diversos
bairros .esta cidade, roga-lbes que einpcuhcinsuas
lorc.i- na Dsissao que ibes foi couliada, 1 .ira o lim do
promplo andamento das obrus da igreja, que n.lo
convem serem demoradas, antes i|evcm ser feitas e
concluidas o mais breve possivel, para que se lonm
mais elegante e magesloso o templo em que esta o
mesmo Divino Espirito Sanio A mesma mesa abai-
xo Iranscrevc oconlrato que acaba de fazer com o
meslre estucador, para coulieciraciilo de todos os ir-
maos.
Contrato. Nos abaixo assigaados lemos justo e
contratado a obra que se vai lazer ua igreja do Di-
vino Espirito Santo, de urna parte es mu-arios da
referid, irmandade, representada pelos irmflos, que
compoem a commisslo desunida para as obras, eda
oulra parte o meslre estucador Jos Antonio Alves
Neiva, debaixo das condiroes seguinles :
Artigo 1." O lelo da igreja e coro ser.lo lodos es-
tucados, conforme o dezenho apresentado e approva-
do pela commissao, proccdtndo o meslre estucador
primeiramente ao rcleliameuto do edificio.
Art, 2." As cornijas mestras serilo confeiladas com
emblemas proprios do logar, e os paredes do inte-
rior do corpo da igreja serflo picadas, limpas e es-
tucadas.
Art. :. I-ira obrigado o meslre estucador a em-
pregar a inelbor maJcira de louro possivel, corno
forro e assoalho, e mitos travessas da melhor quali-
daile e groMnra, cal branca de Jaguaribe, arela dos
Apipuros iscnta de partculas salitrosas, agua do
chafariz, gesso de piimeira qualidode ; a mao ile
obra ser. o mais bem execulada, podcoiio liaver al-
guma allerarao, se as parles coulralaulcs o lelgarem
:onvenienle.
Alt. I. Dever licar prompla esta obra dentro de
dij/.e inezes, a contar da assiguatura do presente con-
trato, salvo se o meslre estucador se vir forrado a
parar pelo atraso da ediliracflo do coro, do contra-
rio pagara uina multa de quiiilieutos mil rcis, caso
no predio lempo uito liver concluido as obras.
Art. .i." O meslre estucador fica responsavel pela
censervarflo das obras, por esporo de dose mezes, a
contar do dia em que a commissilo as receber por .1-
cahadas, e se ueste periodo .ilguma ruina mostra-
ren), tica elle obrigado a repara-las a sua custa.
Art. (i." O mostr estucador perreberi por toda a
mil o de obra e malcraos a quantia de 4*0003000, a
qoal quantia receben em preslaces, cada urna de
1*0009000, a saber : a primeira ua dala de boje, a
segunda quando o teclo grande esliver ebeio com a
primeira miio de estuque, a terceira quando descer o
aiulaiine grandc.a quarta 30 dias depois de acabada a
obra, ena falla pagar > irmandade a mulla de ."OO.
Art. 7.1 O prazo de um anuo que menciona o art.
.* he contado smcnle pelos dias ulcis, n.lo po:leudo
a obra ser interrompida por actos fe-tivos ou furie-
bres|na mesma i*reja. por maior espaco de 30 dias
uteis dentro do anuo, sendo o meslre estucador avi-
sado no dia antecedente a es-es aclos se houverein,
para prevenir os olliciaes.
Art. 8. A cummissflo da irmandade lera o direilo
de inspeccionaros maleriaes que liverem de ser em-
pregadosna obra e bem assim a mesma obra, e o es-
tucador devera atlender as suas reelamaces, caso osle
se furle ao empresa de maleriaes de primeira qua-
lidade Picara sojeito a mulla de 300*}.
Artigo nico. Este contrato tem a forc de escri-
plura publica ou de senlenra que passou'em julgado
pelo valor de 5:(K)I)>000 que as parles contratantes
Ihe dflo, e por assim termos tratado assignamos dous
do mesmo Iheor, quo s por elles nos obrigamos fiel-
mente r cumpnr o que nelle se cnnlm. Becife de
Pernambuco 19 de abril de 1830.Antonio It'amo,
juiz.Antonio Joj Das. Ihesoureiro.Antonio de
Souza Pavolide, Jus Antonio Alves Neiva, estu-
cador.
Itecebi do Sr. Antonio Bamos, juiz da irmandade
du Divin Espirito Santo, a quantia de l:OO0-?O00
pela primeira prestarao da obra que eslou fazeudo de
estoque na igreja da mesma irmandade, pelo valor
de 1:0005000. Recife 1! de abril de 1856. Jos
Antonio Alves Neiva.
Lotera doGvm-
iiasio Pernan-
l\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramento.
Peras de algodaozinho com loque de avaria a dez
tusloes, cinco patacas e seis, diales de -urguro pro-
prios pira andar em casa a cinto lustes, chales de
ganga encarnados a duas patacas.
Vende-se urna casa na cidade de Oliuda, rua
do Amparo 11. Ki, com quartos, gabinete e corre-
dor ao lado, grande quintal, cacimba, cozinba fura,
chilo proprio ; *ende-se por nece-sdade : os pre-
leinlente- dirijam-te a rua da Cadeia de Sanio An-
tonio, loja de marcinciro 11. IX.
Vende-se a obra intitulada1-los Sanclorum,
nova : quem o preleuder, dirija-se ao pateo de S.
Pedro n. 20.
Vende-se um caixo envernisado e envidraca-
do, proprio para vender miudezas : na rua do Ca-
buga n. ti.
Vende-so a fabrica de charutos sita na rua da
Cruz n. 30, com todos os seus perteuces: a tratar
com Jos (ioucalves Braga, na rua da Cadeia do Be
cie n. 10.
Vende-se farelojde Lisboa moilo bom, clie-
saao no ultimo navio ; no cscriplorio de francisco
Severiaun Kabello A l-ilbo.
Vendem-se 2j barricas com a*MCar fino, cada
barrica com j arroba-, bem represada!, prompla
para embarcar : na rua do Hospicio 0. 13.
Veude-se farinlia de mandioca muito boa, em
saccas, chegada agora 110 patacho Valente : no cs-
criplorio de francisco Severiano Babellu & Filho.
Vende-se urna prcla moca, propria para lodo
o servico de urna usa, sabe coziuliar, ensommar,
lavar e coser : a tratar na rua da Cruz n. 68.
Vende-se taberna da rua dosTircs, na Boa-
. sta 11. 28, muito alrcguezada para a Ierra ven-
de-se por seu dono ir tralar de sua saude : quem
pretender, dirija-sc a mesma, que achara com quem
tratar.
Vcnde-se urna taberna com poneos fundos : na
rua Direila dosAfogados n. 36: quem pretender,
dirija-se a mesma, que achara com quem Iralar.
Veude-se a muilo acreditada paitara do Man-
guind, sita ua casa do Sr. cirurgiao Teixeira, com
militas freguezias na Capunga, Allliclos e Boa-Vis-
ta, iilm da da porta, a qual tem todos os perteuces
a trabalhar, e na mesma tem um cavallo para en-
trega de pao na freguezia : para Iralar, na rua da
Solcdade 11. 17, ou na mesma.
1IEBVA MATTE.
\ ende-se erva maile da mais superior que lem
viudo do Itio Grande : na rua da l.ingucla.
Em casa de Tinim Momseti ot Vinassa,pra-
ca do Corpo Sanio n. 13, ha para vender um sor-
limcntocomplelo de livros em branco.
Vende-se farinha de boa qualidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a ,*>gU00: noarmazem
de Autonio Annes Jacomc Pires.
Vende-se er\ -mallc de superior qualidade :
na rua do Vigario 1 13.
Vende-se n. |iraca da Boa-Vista 11. 13, orna
armarao do taberna com lodos os seus perteuces : a
tratar na mesma prara n. 15.
Vcnde-se o muilo apreciavel cha prclo, de
acllenla qualidade em libras c por baralo preco :
na rua da Cruz n. 20, primeiro andar.
A 33600 e 39600.
Na rua de Sania Hila taberna 11. 5 vendem-sc sac-
cas grandes com milito c feriaba muilo superior ;
lia fundos da mesma casa ha para vender muilo boas
aunan.o- de camas de vento e muitos retalbos de
amareltos proprios para marcinciro tudo por barato
preco.
Gil de Lisboa.
Vcnde-se urna porcilo debarris com cal de Lisboa,
por barato preco, c retalhu a 38'0 barril t na rua da
Cadeia do Becife 11. 30 *
\ endem-se 4 ou G cavallos muilo bons pa-
ra carro, por barato proco em razio de nio eslaretn
or.los: na rua da Cadeia de Sanio Amonio, junio
a casa do Illm. Sr. l)r Sarmenio.
A boa lana
VENDE BARATO.
1-HKI
10280
1?000
1*?280
bueano.
Aos 4 000., 2 OOOs e lOOOsOOO r.s.
Corre indubilavclmente quarla-fcira 30 de
abril.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao rcspeilavel publico, qne seus bilhelcs c
cautelas nio estio sujeilos ao disconto do 8 por
cenlcdo imposto geni, os quaes esli cxposlos a
venda as lojas j.i condecidas dos Srs. jo^adores.
liesponsabilisa-se a |iagar todos e quaesquer pre-
mios grandes que elles ol-ivcn-m, em seu cscrip-
torio. rua ifc Trapidie n. 36, segundo andar, lo-
go quesaia a lista geral.
Bilhetes. 'csSOO i :000000
Meios. 2si002:00Oj0O0
Quartos. I$3004:000000
Sahisiano de Aquino Ferreira.
I' ni iar.mi da rua da Calabooco orna cabrinha
bicho] de seis a oilo me/es. de cor amarclla escura,
tendu as costas c peritas quasi pretas, e suppoe-se
o baver sido para o lado do Carino, ou Mundo-No-
vo, por onde andava : a pessoa, que indicar quem
furlou-a, lera urna larsa ralificarAo, pois que se fa-
zem esforcos para descobrir-se o ladran, que se sus-
peita ser um individuo j a islo avesado, c guar-
dar-se-ha segredo acerca de qualquer inlorinacAn.
Na rua Nova, o. li, primeiro andar.
I.uiz Jos de Si Araujo, ni rua do llrum n.
22, tem para vender .10 pipas novas de Lisboa, que
servem para deposito de agurdente, arcos de pipa e
de barrica rhesados ltimamente, vimes, etc., ludo
por preco razoave!.
Precisa-se alugar urna escrava que seja fiel
para vender de laboleiro, paga-se bem azradandoa
a tratar na rua da Madiede Dos II, :ili. Na mesma
casa vende-sc cera amarclla por preco commodo.
Aluga-se urna sala o lim quarlo do primeiro
andar do sobrado da rua de Apollo n. t: a Iralor o
mesmo, ou na rua do Trapiche, armazeni n. 0.
Pilo
V,
bolacha.
A antiga padaria da rua das Lirangeiras n. 28,
este n.ili.illiaii lo novamenle c fazendo pilo c bolacha
de excellente farinha, e como s quem uclla traba-
dla he gente livre. esles gneros silo manipulados
com a maiur perfeico a limpeza possiveis.
l'recua-se de um criado qoe d fiador a sua
conducid ; na roa do Cabug, loja n. 11.
Libras de linhasbrancas n. 30, 60, 70, 80, a
Ditas de ditas ns. 100 e 120
Duzias de thesouras para costura
lluiias de ditas mais finas e maiores
Macos de cordo para vestido, aljuma COUSa
encardidos com 40, 3(1 o 00 palmos, 240
Peras rom lil varas de bico estreilo 360
Caixinhas com asuMias francezas 200
Calas com Ki nvelos de linba de marcar -JHO
l'ulceiras encarnadas para meninas e senhoras 210
Pares de meias finas para senhora a 2iO e 300
Miadas de linhas innilo Tinas para bordar UN c 100
Crozas de boles muilo linos de madrcpcrola 000
Ditas de ditos muilo linos para cairas 2KO
Kivellas douradas para calcas c coleles 1*20
Peutesdeverdadciio bfalo para alizar,a 300 c 300
Peras de fila de linlin branca- cun li e meia
varas 30
Caitas com colxetes grossos francezes 00
Canileis de linhas de 200 jardas de milito boa
qualidade e de todos os nmeros 80
Macinbos com 10 grampas, e de boa qualidade Ou
Pares de suspensorios de bonitos padroei 10
Torcidas para randioiro, duzia 80
Tinleirns e areeiros Carteiras de marroquim para algibcira i.iut
Canelas muilo boas de metal e pao 20 c 40
Caivetes de aparar pennas 200
Meias brancas e cruas para bomem, 160,200 e 2iO
Trancinha deja de caracol c de lodas as cores
palmotT 100
Duzia de pentes de chifre para alizar, bons 800
(irosas de hotnes de louca piulados 300
Pecas de lilas de coz 2I e 320
i.hiretis de iiulijs Je 100 jarda, autor AIc-
xandre a) ill
Linhas prclas de meadinba muilo boas 20
Cartas de alliueles de boa qualidade lio
Duzia de pentes abertos para alar cabello .:-i.mr
Meias de lio Escocia para menino, brancas o
de cores, fazenda muilo boa 210 c 320
Kivelas de a...i com toque du ferrugem para
calca 10
(rosas de fivclas para sapalos 300
Caixinhas enveruisadas com palitos de fogo
de velinbas 120
Caixinbss dp pao com palitos de fogo bons 20
Caixas com 30 caixinhas de phospberoa para
charutos itK'l
Charuleiras de vidro 00 e 81
Casloes para bengalas inuil bonitos ill
Atacadores prelos para casaca lo
Sapaliuhos de lia para Crimea*, o par 320
Camisas de meia para chancas de peilo 300
Tranceliiis para relogio, fazenda boa Uo
Escovinhas para denles 100
Alem de todas estas miudezas, vciidcni-se oulras
muilissimas, que a vista de suas boas qnalidades C
baratos preco-, cau-a admirarao aos proprios com-
pradores na rua do Oueimado, na bem rouhecida
loja de luidezasda boa-fama n. 33.
= Vende-so o verdadeiro e superior licor ab-
syiiiln', liltnianienle chegado c por baralo proco :
na rua da Cruz n. 2(>, primeiro andar.
TENTOS
para voltaretc.
Vendem-so (etilos muilo linatos para voltarcle o
qualquer oulro jogo, chegados de Franca o por pro-
co baratissimo : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Lima Jnior & C, leem um rcsio do fardos
de algodio da fabrica de Todos os Santos, de pri-
meira qualidade c mais largo que o commum :
quem pretender dirija-sc ao seu cscriplorio, na rua
da Cruz n. 28, segundo andar.
Vendem-se dous cavallos muilo bons, (aulo
para carro como para passeio: a Iralar na rua da
Cruz do Recife o, 62.
CHILES DE MERINO'.
endem-se harris de muilo bom vinho do Porlo.de
a pipa a 100$ o barril, moilo proprio para rasas
Mulares : no armazem de Paula Lopes defronle
'scadinha.
Vendem-se chales de merin Ir&ncado com franja
de seda ede urna scor, com um pequeo deleito na
franja, pelo baratissimo preco de O360, chales de
merino prelo com franja de seda, proprios para lu-
lo, alpaca prela lina a 480 o covado, palilsde alpa-
ca prel fina a 49300, corles de casemira prela a
59300, peras de madapoln de jarda com 10 varas a
29300, camisolas de liia, meias ditas curial e compri-
da, cobertores grandes de 2 pellos, ditos de algum a
"30 rs. : na rua do Queimado em frente do becco da
Congregaco, passando a botica, asegunda loja n.40.
Arroz em saccas.
J chegou arroz pelo vapor, e vende-se no arma-
zem de Joo Mai iin. de Barros, Iravessa da Madre
de Dos n. 21, < no armazem de Jos Joaquim Pe-
reira de Mello, no largo da Alfaudega.
GaIOcs, volantes, rendas e
espin Hilas.
Tem Antonio I.uiz de Oliveira Azcvcdo para ven-
der no scu escripterio, rua da Cruz n. 1.
Superior rap rea preta.
Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo lem superior
rap arca preta, e o vende no seu cscriplorio, rua
da Cruz u. 1.
Agua dos amantes.
Acaba de chegar pelo vapor S. Salvador, nm
caixote com garrafas de agua dos amantes, muilo
approvada para tirar sardas,empinjens, ele: vende-
se na rua da Cruz n. 1.
No cscriplorio de Domingos Alves Malheits,
ha para vender por precos mdicos, o aagninte:
Ricos e elegantes pianos.
Bezerros engraxados.
Coxins de linho para montara.
Kspadas para olTiciaesda guarda nacional.
Charutos superiores,
Farinha de mandioca em saccas do alqueire.
Baeiilha de alhodo.
'"salsa pan Iha.
Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo tem para ven-
der superior s,:lsa parrilha ; para ver, no scu cscri-
plorio, rua di Cruz n. I.
Na rua Direila n. 13, existe urna armar/io pro.
pria para qualquer negoci, para vender, e aluga a loja onde esla a dita armario, nova e acabada
uestes dias: Irala-sc na rua do I.mmenlo n. 33,
loja de calcado.
Vcndem-se saccas com feijao bichado, ptnprio
para animaes, por preco commodo : na Iravessa da
Madre de Dos n. 10.
Vende-se marroquim a KiJ e 189000 rs. a du-
zia, e a pellc a I90O c 1>700 : na rua da Penha,
loja n. 29.
VENDKM-SK
acras com boa farinha de mandioca, medida grande
a 39(100 rs., para se fechar cotilas: na rua do Amo-
rim. taberna n. 36.
Vinho do Porto.
Vendem-se barra de muilo bom vinho do Porlo.de
4 em pipa '"""'" *:" :
parliculare.- .
da escadinha.
Vende-se um casal de escravns, sendo urna
mulata boa eozinheira e en^ommadeira, e um prclo
ganhador : quem pretender, falle na rua da Madre
de Dos n. 12, que se Ihe dir quem vende.
O coroucl Joo Francisco de Chaby vende um
dos seus carros e a parelha de cavallos, ludo junto ou
separado, a vonlade do comprador : quem quizer
comprar dirija-se ao aterro da Doa-Visla n. 46.
Vende-se na rua do Collegio n. 21. lerceiro
andar, urna negriuha de 10 anuos, com habilidades.
Guaran.
Na rua da Cadeia n. 17, loja de miudezas, vcnde-
se guaran, as libras que u comprador quizer, por
preco commodo.
Yendcm-sc velas de carnauba de composicao,
da melhor fabrica do Aracaly, saccas graudes de al-
queire de feijao muilo novo a 105 a sacca, esleirs de
pallia de carnauba, de palha dobrada, por prego
commodo : ua rua do Vicario n. 3.
AlbanezaaQOO
rs. o covado.
Chegou novamenle esla eslimavel fazenda, de cor
prela c lustrosa, com mais de urna vara de largura,
preferivel a oulra qualquer para vestidos, roanli-
Ihas, hbitos de rel2iosos e oulros falos, pelo moilo
que se econoinlsa com sua grande largura : na roa
do Queimado, loja n. 91.
Gimma de aramia.
V, ende-se superior somma'de aramia em bai ricas
e as arrobas : no armazem de Joilo Martins de Bar-
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21.
Velas; de Carnauba.
Na rua do Oueimado n. O'J, vendem-sc velas de
carnauba cm caixas de O a 00 libras, por menos
preco do que em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveile a occasio.
CHAll.MAS.
Na praca da Independencia livraria ns. 6 o 8,
vende-sa este compendio, iraduzido pelo Dr. A.
lien-ulano de Souza Bandeira.
Mlttiiias
PARA 0 CBRENTE AHP,
Folhinhasde algibeira contendo o almanak ad-
minisiralivo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dosdireitosparochiaes, resumo dos m-
posiosgeraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algunas posturas, providencias sobre incendios,
entrudo, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rcndimenlos e exportado da provin-
cia, por 600 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas ecciesi.islicas ou de padre, rom a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. 6 c 8, da praca
da Independencia.
uii.no.
\ ende-se saceos com uiillio por baralo preco,
na rua da Cadeia do Itecife, n. 23 loja.
Oh que pechin-
cha.
No Passeio Publico, loja n. 9, de Albino Jos I.ei-
le, vcndem-se ricos corles de meia casemira, escuras
e muilo incorpadas, pelo diminuto preco de IjOOO
cada um, ditos de hrim de linho a 800/s., chitas fi-
nas de cores fixas a 220 o covado, dilas pretas finas a
200 rs., chales prelos a 129000 cada um, ditos bran-
co. i 700 rs., chapeos deso do panno com barras a
2f000, brins de linho esenros a 220 o covado, cortes
de cseas chitas muilo linas a 2>0OO, c oulras militas
fazendas mais baratas do qoe se vende na California
l\a Califormia,
oja nova, na rua do Cre-po, o p do arco de Sanio
Antonio, vendem-sc corles de casias francezas de
muilo bons goslos a 1>30O c a 19500; ha grande
quanlidade para se eseolhor, lenco de cassa hrancos,
lisos e com bien a 200 rs., chitas prclas francezas,
largas para laloa 340 o covado, e militas outras fa-
zendas muilo baratas, a dinheiro vista.
A melhor farinha de man-
dioca em sacras
que existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, no caes da alfaudega
n. 7.
REI.OGIOS cobertos o dcscoberlos, pequeos
grandes, de onre e prata, palcnle inglez, de um
dos melbqre fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ultimo paquete inglez : em casa de Soulhall Mellor
& Companhia, na rua do Torres ti. 38.
lielogios
ing ezes de pa-
Vendem-se espingardas francezas de dous
mnos, muilo proprias para caja e por muito com-
caodo proco .* na rua da Cruz n. 20, primeiro
andar.
FAKINIIA DE SANTA CATHAR NA,
muilo nova c de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna /lapido. Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com Caelano Cyriacoda C. M", no largo do Corpo
Santo n. 23.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seguinles livros para-as aulas pre-
paratorias : Hislory of Roano 31090, Thomps on 29
Poal el Virginio 29000 ; na praca da Independencia
ns. 0 e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e conlinua-
se a vender na Iravessa da Madre de Dos n. *_>!, ar-
mazem de Joao Marlius Barros.
A boa fama
tente,
Vendem-se na rua do Livraracnto, lois o. 2
chapeos de sol com armacoes muilo fortes a la20f
eada um, e sao lodos prelos.
os mclhores fabricados em Inglaterra: cm casa de
llciiry (iibsou :rua da Cadeia do Recifen. 32.
Uassas francezas -inas
140 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-so cas-
sasfratice/.tis linas a 20 rs. o covado.
Para luto.
Corles de vestido de cassa prela com 7 varas cada
um, de bouilos padrOes a 29000 : vende-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
Cadeia.
VENDE Ml'ITO BARATO.
Leneinhos de retroz de lodas as cores para pescoco
de senhora e meninas a Istmo, baralhos de cartas fi-
1,1una-- para vollarele a 300 rs., toncas de liia pira
senhoras e meuioas a 000 rs., luvas de lio da Escocia
brancas o de cores para bomem e senhoras a 100,
.300 Q 000 rs. o par, camisas de meia moilo finas a
1-3, ricas lo vas de seda de lodas as cores e bordadas
com uarnires e bollas allj e 3-7300, ricas aboloa-
duras de madrcperola e melal para colleles e palitos
a 30(1 e 000 rs., superiores meias de seda pretas para
senhora a 29500, meias brancas muilissimo Tinas pa-
ra seahora a 300 rs. o par, liuissimas navalhas em
cstojos para barba a 2;, ricas caixas para guardar
joias 800 e l->300, e.ixas muilo ricas com reparti-
mentos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
ralo preco de 2S500, :t9 e 33.300, papel proprio para
os namoradosa 40. 00, O e 100 rs. a folha, candiei-
ros americanos moilo elegantes, proprios para estu-
dantcs ou mesmo qualquer estabelecimenlo pela boa
luz que nao a 58, Iravessas de verdadeiro bofalo para
prender cabello, pelo barato prejo de I*}, pastas para
guarda papis a 800 rs., espelhos de parede com ar-
mac.lo dourada e sem ser duurada a 300, 700. \g t
1*7000, escovas mnitissimo finas para dentesaOOr*.,
ricos leques com plumas c espelhos e pinturas liuis-
simas a 2-5 e :1o, charuleiras finas a 29, ricas galhetei-
ras para azeile e vinagre a 2*j, ricas e lini-ima- cai-
xas para rape a 29300 e 39, penlesde bfalo, fazen-
da muilo superior, para lirar piolhos a 300 rs., dilos
ile mai lim muito bons a 400, 500 e 00 rs., resmas
de 20 quademos de papel de (odas as cores de Tolbas
pequeas a 720, riquissimos Irascos com extractos
muilissimo linos a i*i->00, 13500, 23 e 29500, jarros
de porccllaua delirados e de moderaos goslos, com
banlia franceza muilo fina a 2j, frascos com essencia
de rosa a 320, paus de pomada franceza muilo boa a
100 rs., frseos pequeos e srandes da verriadeira
agua de Colonia de Piver a 180 e 13, sabonetes finos
c de diversas qaalidades, pos para denles o mais fino
qoe pode baver, agua propria para lavar a bocea e
conservar 01 denles, e oulras minias perfumaras,
ludo de muilo goslo e qne se vendem baralo, ttsouras
muilissimo finas, proprias para papel, para corlar ca-
bello, para unhas, para costaras, trancas de sedas de
bonilos padres e diversas-larguras e cores, ricas lilas
de seda lisas e lavradas de lodas as larguras e cores,
blcos de linho linissimos de lindos padres e todas as
larguras, ricas franjas de algodilo brancas e de cores,
proprias para cortinados, e onlrai mnilissimas cousas
que ludo se vende por lao baralo preco, que aos pro-
prios compradores causa admiraco: ua rua do Ouei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama 0. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacoine Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des *, para porgues iralase com Manoel Alves Guer-
a, ua rua do Trapiche o. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuxopara regarborlas e baia,
derapim ,nafundicadc D. W Bowman narua
doBrum ns. 6,8 c 10.
SEMEMES.
Silo chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
ruada Croz do Itecife n. 02, taberna de Antonio
francisco Marlins as sesuinles sementesde hortali-
ces, como sejam : ervilbas b-rla, genoveza, e de An-
gola, feijao carrapalo, rxo, pintacilgo, c amarello,
alfacc repolhuda e allemtn, salsa, lmales grandes,
rbanos, rahonetes brancos e encarnados, nabos r-
xo e branco, senoiras brancer e amarellas, couves
trinrhuda, lombarda, esahoie, sebola de Setubal,
scgurejha, coentru de loucciie, rcpolho e pimpinela,
o lome grande porcAo de dillercntcs semenles, das
mais bo.iitas llores parajardins.
A3$500
Vende-sec^l de Lisboa ullimamenlechegada, as-
sim como potassa da Hussiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio n. 11.
cortes de cassa parajolemesta' de
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preco de 23 o curte, dilos de cassa chi-
ta de bom goslo a 2?, ditos a 2;100, padroes france-
zes, alpaca ile seda dequadros de lodas as qnalida-
des a 720 rs. o covado, lila para veslido lambem de
quadrpsa ISO o covado ; lodas estas fazendas ven-
dem-se na roa do Crespo n. 0.
L1QDIDACAO'.
O arrmala ule da loja ile miudezas, da roa dos
Quarleisu -J, qnerendo acabar as miudezas que
existem, vende barato afim de liquidar sem perda
de tempo.
Franja com botlas ara cortinados, pe;s siiiii
Papel pautado, resma, (de peso) 35000
Dilo de peso, resma 2.J700
Lila de cores para bordar, libra 79000
Penlesde bfalo para alisar, duzia 39000
Fivelas douradas para calca, urna 100
Croza de obrcias muilo finas i.miiii
Lencos de seda linos, ricos padroes 19500
Caixade linhas de marca 210
Meias para senhora por ->10
Penlesde tartaruga para lOgnror cabello 19000
Crozas de canelas finas para pennas 29000
Dilas de boles finos para casaca 29000
Meias prelas para senhoia, dnzia 39300
Ditas dilas para bomem 2J800
Lacreencarnado mui(o fino,libra 19800
Papel de cores .maco de 20 quadernos 800
Duzia de colxetes 720
Espelhosde lodos os nmeros, duzia 29500
Linhas de novrllos gratules para bordar 1;0OO
Ricas filas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas 000
Meias cruas sem cosiera para bomem 39300
Dilas de seda n. 2, peca 380
Trancas Caixas de raiz. duzia 19000
Pe<;as de filas decs 300
Lapis finos, Kroza 29'.00
CordlO para veslido, libra 19200
Toacas de blonde para menino 1G200
Chiquitos de riierin bordados para menino 19000
e oulros muitosartigos que se lornam recommenda-
veis por suas boasqualidades, e que nao se duvidara
dar um pooquinho mais barato a aquelle senhor lo-
gisla, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira milo.
l\a California,
toja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se pecas de algodilozinho com ava-
ria a 640, 13, 15280 e 1>(;00. e limpas a 29, alpaca
preta lavrada, sem deleito, de 4 palmos de largura
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, muilo hoa para quem
est de loto, muilo boas meias prelas de algodo
para senhoia a 100 rs ditas para bomem a 280, cas-
sas pintadas francezas a -Jim rs. o covado, cortes de
ditas de fi 1|2 varas a 19600, chales esrocezes a 560,
un.lapolao muilo bom a 29500, 29OOO. 39200, 39600,
39800, 49, 19400 e I98OO, e muilo lino a 59; assim
como muitas oulras fazendas, ludo muito baralo, di-
nheiro vis-la.
Vende-sc cm casa de S. P. Johnston & C,
rua da Senzala-Mova n. 42, sellins inglezes, clti-
cotes de carro e de montara, candieiros c casticaes
bronzca.los, relogios patente inglez, barris de gra-
va n. 97, vinho Chcrrv em barris, camas de ferro,
lio de vela, chumbo de manicato, arrotos para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Ha fundicao Low-Moor, rua da Senzala-No-
va n. 42.
Ne-le eslabelccitiienlo conlinita a haver um com-
pleto sortimenio de moendas e meias moendas
para cnrpnlto, machinas de vapor e laixas de
ferro balido c coado de lodos os tamaitos para
dito.
Oueni quizer comprar um carro americano de
qualro rodas enm assenios para duas pessoas, len-
do arreios e cavallo muilo ardigo : dirija-se a rita
do Trapiche n. 40, segundo andar.
Noarmazem de Novaes & C., ruada Ma-
dre de Dos n. 12, vende-se farinha de mandioca
em saccas de superior qualidade. por preco com-
modo.
Vendem-sc barricas com farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, muilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Cenova,
e por preco commodo : a fallar com Basto & Le-
mos, rua do Trapiche n. 17.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construccao vertical ecom lodos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
ilamburgo : na rua da Cadeia, armazem n. 8.
Genebra.
Acaba de chegar frasqoeiras com,verdadeira sane
bra de llollanda : vende-se no armazem da Tasn Ir
mDos. ""
Em casa de Henry Brunn & C., na rua da
Cruz n. 10, ba para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor goslo, assim como relogios
de ouro palcnle. >
Sedas a 1,000
rs. o covado.
Estilo i venda sedas de todas as cores de liitras e
quadros, de bonilos padroes, pelo preco de 1} o co-
vado : ua rua do Qoeimado n. :i8,emfrenle do becco
da Congregac3o, a primeira loja passando a botica ;
dilo-se amostras com penhor.
A boa fama
VENDE BARATO.
Ricos penles de tartaruga para cabeja 49500
Dilos de alisar lambem de tartaruga 3**000,
Luidas meias de seda decores para criaocas 19800
Bandejasgrandes e de pinturas finas 39, 49 e 59000
Papel de peso e almaco o melhor que pode
baver 49000 e
Pennas de ac, bico de lanca, o melhor que
ha, a groza
Ditas muilissimo finas sem ser de lanra
Oculos de armaran de ac com graduaries
Lunetas com aimac.io dourada
Ditas com armacao de tartaruga
Ditas cora armacao de bfalo
Dilas de 2 vidros com armacao de tartaruga
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos
Dilos sem ser de Jacaranda Ig-SOO e
Meias pretas compridas de Inia
Rngalas de junco com bonilos casloes
Ricos chicotes para cavallos grandes e pe-
queos a 800 rs. e
(,ravaias de seda de todas as cores a 19 e
Atacadores de cornalina para essaca
.suspensorios finos de borracha a 400, 500 e
Pentes muilo finos para suissas
Escovas muilo finas para cabello
Capachos piulados compridos
Boles linissimos de madrcperola para camisa 19200
Quadernos de papel paquete muito fino 80
Heniles sapaliuhos de merino para enancas 19500
Ricas canelas para pennas de ac a 120 o 200
Ricos porla relogius a 19800 e 29000
Ricas caixas finas de melal par rap a 500 60O
Escovas muilo finas para unhas a 320 0 640
Dilas finissimas para cabello 19.500 e 29000
Ditas dilas para roupa 13,1J200 e 29OOO
Papel de linho proprio para carinos, resma 4*000
Pinceis finos para barba onn
Duzia de lapis moito finos para desenlio 800
Lapis linissimos para riscar, a duzia 500
Uuzias de faces e garfos finos 3-5000
Dilas de facas e garlos de balanro moito finas (9000
Ditas ditas muilissimo finas, cabo de marfim 15g0OO
Caniveles de aparar pennas muilo finos 800
na roa do Queimado, oos Qoatro Cantos, na loja de
raiodezas da boa fama n. 33, defronle da loja de fi-
zendasda boa fe.
Em casa de Henry Brunn & C, rua da Cruz
n. 10, vendem-se .
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica. ,
F.spelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano. *
Gomma lacea.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundicao de ferro de D. W. Bowmaon aa
rua do Brum, passando o chafariz, contina ba-
ver um completo sortimento do taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preso commodo e com
promptido: embarcam-se ou carregam-se em er-
ro sem despera ao comprador.
59OOO
19200
640
800
1JK100
19000
500
39OOO
39000
29000
19800
500
19000
19200
320
600
500
640
700
Na oflicina de 0ris-X*>n8cQ, travessa da
Congregat-ao, vendem-sc T?s seguintes obras de
economa politica pon JMalihus- Sismondi, J.
Baplista Say, cartas a Malthus pelo mesmo, cathe-
csmo de economa. J. Dutens, e multas oulras
obras de.direilo publico, das genleS, diplomalico
ccommWcial, ludo em muilo bom estado e por
baralo preco.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Eoi transferido o deposito desle rharopepara a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova n. 53 ,
garrafas 53500, e meias 39000, sendo falso todo
aquelle que nu for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o prsenle aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PlBLflCO
Para cura de phlysica em lodosos seus difireme
graos, quer motivada por constipares, losse, asin-
ina, pleuriz. escirros de sangue, ilr de costados o
peilo, palpilacilo no rorarao, coqueluche,bronchile
dr nagarganla.e lodas asmolesliasdos orgos pul-
monares.
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender a89000 o psr (preco liso) as
, bem ronh. culis navalhas de barba, feitas pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas ei-
pnsiees : vendem-se com a condicjtu de nao agra-
dando poder o comprador devolvc-la> al 30 dias
depois da compra, restilnindo-se a importancia : em
casa de Aucuslo C. de Abreu, na rua da Cadeia do
Recife n. 3li.
MOENDAS SUPERIORES.-
Na fundicao do- C. Starr & C, cm Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de cannas
lodas de ferro, de um modelo e construccao muito
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Santo
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior qualidade.
IEGHASISHO PAR EIGE-
HO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWMAN. .VA
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre nm grande sormento dos seguinles ob-
jeclos de niechanismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construrcilo ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior'qualidadee de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes. de lodaa as prbpor-
coes ; crivos c horcas de fornalhae registros de be
eiro, aguilhocs, bronzes, parafusos ecavilhoes, moi-
nhos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO.
e'execulam todas as cncommendas com a superior
ridade j conhecida, ecom a devida prsteme com-
modidade cm preco.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na enlrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
Era dia de Paseos, fogto do sitio da Jamin-
neira, collegio da Conceico na Cruz de Almas, o ne-
gro Joiqoim, de idade 45 annos, grosso, boa aaUjJS-
ra. meio zaimbo das pernas, quebrado da rijha
direila, eujo volume he grande bastante, be de oa-
cao : promelle-se a qualquer que o capturar, gene-
fosa compensacao, ja que a polica nao cura dcslas
cousas.
__Contina andar fngida a prela Mertoeia, cri-
oula, idade de 28 a 30 annos, poueo mais ou manos
com os signaes seguinles : falta de denles na frente ,
una ds orelhas rasgada proveniente dos brincosi:
quem a pegar leve-a a rua do llrum, rmazeni de
assucar n. 12, que ser* bem gratificado.
PERN.: TVP. DB U. F. DE FAMA. 1856

;


MUTILADO
ILEGIVEL


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