Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07344


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXII. N. N.
HUMA FEIRA Vi DE ABRIL DE 1856.
Por 3 mezes adiantndos $000.
Por 3 mczcs vencidos 4#500.
Por auno adiantado 151000.
Porte franco para o subscriptor.
(
tNCAlt REGADOS |)A SUBSCRIIM:A0' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gem o V. d Natiiidade : Natal, o Sr. Joa-
qnim I. Pereira Jnior : Arara iv. o Sr. A- de Lemos Braga;
Cetra, o Sr. J. Jote de Oliveira ,- Maranho. o Sr. Joaquim Mar-
Si Rodrigues Piauby. o Sr. Domingos Hereulano Pcssoa
rente ; Para, oSr. Ju.-tinmiu J. Ramos; Amazonas,o S Jero-
njmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os dias.
* amarii. Boffito e Garanbuns : nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Fui' e Ouricury : a 13 e 28.
(ioianna e Parahiba .' segundas e seitas-fcirai.
Victoriae Natal.- as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TMBUXAES KA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbados.
Helar o : torcas-letras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
luizo do commercio : segundas as 10 horas c quintas ao mcio-dio.
Juizo de orphaos: segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civcl segundas e senas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
DAS OA SEMANA.
21 Segunda. S. Anselmo are. Ss. Abdccalas c Silvio mu
", Loonidcs m.
EPIIEMKIIIUES IHt UEZ DE ABRIL
5 La nota as 4 horas, 26 minutos, J8 segundusda manhaa.
13 QoiltO crescente as 3 horas, 27 minutos e t8 segutidos da m.f-2 Terca. Ss. Sotar c Caio pp. mm. ; S. Lome
20 Luacheiaas6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manhaa. 123 (.luira.S. Fiel de Scgniaringa m.f. ; S: Honorio b.
27 Quarto ininguanlc asi) horas, 7 minutse 48segundos datarde.pl Quinta. Ss. Ilonoro Milelo bb. S. Leoncio ni.
l'l'.l'. \ M \ l; hl IHi.II.. 123 Sexta- S. Marcos Kvangelista : S. Ilcrmino m.
Primeira as8 horas e 30 minutos da manhaa. [2ii Sabbado. 8. l'edro de Ralis b. : S. Ciclo p. m.
Segunda as 8 boras e 31 minutos da tarde. 127 Domingo i. S. Ti'Jtuliano b.; S. Tiburcio are.
ENCARRECADOS DA SI.'BSCRDTCAO NO SEL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Bahia o Sr. D. Dupral
Rio de Janeiro, o Sr. Jo jo Pereira Marlins.
ESI PEItXAMItLCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa dcFaria, na sua
livraria. praca da Independencia ns. 6e8.
i
__Ot senhores assignaeles desle /Mario que 'le-
yera a-signatura-, queran le a boudade de mnda-
las alisfaaer; pois que semeUianle demora causa
prende transloroo as transares, c obriga o pro-
prielario a sacnlicios que na i compensara os seus
iiilereaaea. Talvez julgue-ae que esta quantia lie mui
diminua, mas multiplicada por muilos cuuslitue
urna grande somma. Teneos que a demora do paga-
mento n.io lie motivada por talla da meios.e -un pe-
la (nuca importancia que cada um da a este paga-
miento. Eotrelanlo, este procedimenlo nilo est de
harmona com os esforros que o proprietario faz pa-
ta inanler o jornal no p em que se acha, e -iii-fa-
xer as necesidades de seos Icitoret. Em consecuen-
cia da quadra calamilosa porque lodos pastamos,
liouve bailante deferencia para com aqueUcs que se<
achavam a dever; mas hnje que as consas lem me-
llmrado, o proprielario espera que seja attendido nas
tas joslas reclaraa{oes, alim de que possa salisfazer
eus comproraistos.
PARTE 0TFICI AL
MINISrERIO DA JSTICA.
3* secro Ministerio dos negocios da juslica.
. Rio do Janeiro um 4 de abril de 1856.
Illm. o Exm. Sr.Tondo-sc suscitado duvida
sobra dever ou nao ser escripia etn papel sellado,
a fe das rilarnos que paasam os olhciaes de juslica.
Manda S. M. o Imperador declarara V. Exe.
para que o faca constar aos difiranles juizes des-
sa provincia, que nao lando o regulamp.nio de 31
de dezembro de 1851, relativo ao-'tR, preparo e
venda do papel sellado,! alterado como so v do
seu artigo 10 disiiosif3o do artigo 35 do rcgula-
mentode 10 dejulho de) 1850, que manda pagar
o sello das certidoss, das citaces o outros arlos jtt-
diciaes, antes da juntada a autos e pelicoos, ou da
apresenlaco, para produzirem em publico o de-
vido eloilo, nao se pude, ordenar aos respectivos
ufficiaes de justica que lavrem as ditas certidoes em
papel sellado : e, quo quanto aos dos juizes de
paz,, segundo a terminante disposico do artigo 18
da Ici de 18 ae selembro de 1845, que est em
vigor, nao se paga cm taes juizos esse imposto.
Dos guarde a V. Exc.Jos Tliomaz -Nalmco
de Araujo.Sr. presidente da provincia do Per-
nainbuco.Cuiupra-se.Palacio do governo de
l'ernambuco 23 de abril da 1856.Figueiredo.
gar os jnros do empreslimo do cofre dos orphaos ncm
annual nem scineslralmentc.
Esses juros, pois, Dio podem deiiar decouliuuar
ser pagos, ou quando forem reclamados por preci-
vernn querendo harmonisar a coexistencia de taes '
disposires sera prejudicar o servido mililar, ncm os)
individuos que a elle se iledicarem voluntariamente,'
asseulaudo praca auesdos 18 anuos de idade, deler-
silo que dclles ienli.un os orphaos, e para seus ali- | mina que esles passeni a perceber a dita gratificaran
men tos e outras despezas legaes, oil quando tiverem
de receber o capital, por se acharen) emancipados ou
casados.
As allegaces que la 'em alguns tutores da possi-
luli lade de poderem os orphaos desta corte obter*dos
parlirulares am juro seguro de HoulU por cenlo
do mal cabidas ; pois qucjnn se 'trata de legislar,
mas sira de exerular a disposico do decreto citado
de 1:1 de novembro de isil, com a alteraran cou-
da no artigo l.lda le de (> de selembro de 1851.
As disposice Unto desse decreto como da le, sao
geracs para lodo o imperio e nao vigoram smente
na corte ; ellas teem, portanlo, cm visla nao souien-
le a vanlagem dos orphaos da corle, seno a de lodos
os do imperio, sendo de notar que antes da disposi-
co do decreto de Lt de novemhro de Icil a le que
vigorava era comida na ordenacao, que luandava re-
colber os dinheiros dos orphaos cm urna arca, nao
para se empreslarcm a particulares, mas para fica-
rem guardados e ir-se delles tirando o que fosse ne-
cessano para as suas despezas, ou para comprar bens
de raiz, donde rcsultava que a maior parte dos di-
nheiros de orphaos licava em puder dos tutores sem
para ellos nada render. *
A ilisposieao, prtanlo, Jo decreto Ja citado he de
grande beneficio para os orphaos em geral, nao obs-
l une n.lo ordenar o pagamento do juro semestral ou
aiinualiueiile ; o que he sem duvida urna fraca com-
pensarao para o Ihesouro, que lem de pagar os juros
desde o diada entrega dos diulieiros aos collectores,
nao obstante nao poder dispor delles scno quando
sao recolhidns aos cofres do Ihesouro e thesourarias.
nujulo lin lmenle a lerceira parle, que os dinhei-
ros emprestados pelo cofre de orphaos dcsla corle a
parlicularcsanlcsdo decreto de Id de novemhro de
1811. nao foram em gerel com a condicao de paga-
mento de juros anuuacs ou semeslraes, mas com as
mesillas comliroes com quo os recebe o Ihesouro em
virtudedo dilo decreto, antes do qnat grande parle
do dinheiro dos orphaos depositado no cofre respec-
tivo|n>da Ibes renda.
Dia 7.
A' Ihcsouraria deS. Paulo, declarando que po-
de conliuuar a accumular o cargo de chefe da repar-
tirn provincial, alo que a especliva asscmblea d
especial logo que completaren! os referidos 18 anuos
sol eoudico,porem, de coDlarem dessa poca eradi-
anle o prazo que devem servir como voluntarios,
sem Mullido perderem dircitoao lempo de servico
anterior para outros elleilos quo a bai\a, c licando-
Ihes a faculdade de resignar a grallicac,ai> especial se
prefcriram que se llics coute o lempo da lei para te-
rem bai\a desde o da cm que elleclivamenle assen-
larem prara. De qualquer deslas particularidades
que uccorrer se fara espressa menrao nos assenla-
mentos de praca do individuo, no livro mestre do
respectivo corpo, alim de obviarcm duvidas que pot-
ara! apparecera tal respeito.
Dos guarde a V. Exc. Mrquez de Caxias.
Sr. presidente da provincia de...
Circular. Rio de Janeiro. Mini-Itrio dos nego-
cios da guerra, em 18 de marro de 18.">(i.
Illm e Evin. Sr. Sendo indispcnsavel que os li-
tulos de divida de fardameulo que nos corpas se pas-
sam s pravas depret sejam uniformes e claros, pa-
ra obviar duvidas nas reparlices liscaes nos ajusta-
mentos de contas: Su Magesladc o Imperador or-
deua que semrlhantes documenlos sejam de ora em
dianle formulados conforme o modelo junio, de que
remello... exemplaresque V. Exc. far distribuir
convenientemente.
Dos guarde a V. Exc. Mrquez de Caxias.
Sr. prcsldculu da provincia de...
QOVE11NO DA PROVINCIA.
Expediente o da 21 de abril.
(inicioAo Eim. ministro do Brasil em Franca.
Cabe-me a honra de aecusar recebido e ollicio de
19 defevereiro ultimo, no qual V. Exc. commnni-
cando-mc a encorporaro nesse imperio da urna
coinpauliia com o l'un de eslabelecer urna India inen-
>il de vapores entre o porlo do Havre e u do llio
de Janeiro com escala por Lisboa a.Peruambuco e
Balita, solicita a minha coadjuvarao cm [avor da-
quella cmprrza.
Era resposlc devo assegurar a V. Exc. que nao
pouparei os meios que estiverem ao mcu alcance
para auxiliar urna empreza que tantas vaiilagens
as necessarias providencias para que esse cargo soja ; prometle a este imperio
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia -.'t de marro.
A' directora das rendas. Declaro a V. S. para.
o devido eonhecinienlo, c alim de fazer constar
recebedoria do municipio da corte-, em solurao
consulta que Ihe fez em data de 13 do dezembro do
auno passado : l., que appruvo a resolucito que lo-
rcou a mesma recebedor|a de nao restituirs parles
os documentos que tcndain juslilicarao de seus des-
pachos de impnsirao de mulls pela violaraa do dis-
potlo no rticos 15 e IGj do regulaincnlo n. 152 de
lii de abril de 181'J, \islos ns iiiconveiiicnles>(|ue a
pratica contraria pode olTerecer para conlicciiuento
e julgameolo de laes despacho) em instancia supe-
rior ; o '2.n, que nao obstante (er Joto da'Silva Cam-
pos a presen (.( > lixmi^noveowstruinenlo dearremaia-
c;io de cooforiiiiilao'rXbiH arligo ti do citado te-
gulamenlo, deve-sc tornar clVcclivo o pagamento da
multa qoe Ihe ftir.i imposta pela recebedoria quando
apresentou o priinciro iOBtruDMOlO sem a Iranscrip-
rao do coiihecimento da iillima decima paga, e'isto
antes que se d o devido expediente a e-se novo ins-
trumento.
D(a 2<>.
Ao juiz de orphaos da curte. Illm. e Exm. Sr.'
Kespoodendo ao ufliciu que V. Exc. dirigi-me cm
data.de 4 do correle, pelo qual consulta se pode
conceder a vanos tutores de orphaos a licenra que
Ihe requereram para empregarem os dinheiros de
seus pupillus em acc,es da eslrada de ferro de D. Pe-
dro II, e se he possivel que os juros dos empreslimos
feilos ao Ihesouro nacional sejam pagos mnual ou
semestralmente, para serem logo depois emprestados
ao governo, ou empregado- em apolices ; por isso
que esses luloras allegara : I., que sendo permitli-
do comprar apolices rom os dinheiros dos orphaos,
podem os joros delles ser capitalsados de seis em
eis mezes, o que tamben deveria ler lugar com os
juros dos empreslimos, sendo a exceprao em favor
ilesles sem fundamento e.muito prejudicial aos intc-
res.es dos tutelados ; 2.", que, pudendo os dinheiros
dos orphaos obler de m3os particulares um juro mui
ecnro'de 8 e 10 por cenln, apenas tem do governo
5 por canto,e qoe a capilalisac,ao dos juros neste caso
sera Om meio de resarsir a perda que solTrem os
mesmos orphaos ; c :l., que a garanta que olferece
o governo ne-les empreslimos nao compensa os pre-
jnizos certos que elles teem, ao passo que nunca snf-
freram damno algum os empreslimos feilos aos parli-
calares, pelas cautelas e segnranras com que eram
realisadoi ; tenho a dizer a V. Exe.
Quanto a primeira parle, que pode, quando julguc
conveniente, permitir aoa tutores empregarem em
aecrs da estrada da ferro de D. Pedro II ns dinhei-
ros dos orphaos seus tutelados que anda au estive-
rem recolhidos aos cofres e nao tiverem sido empres-
tados ao Ihesouro ; comanlo que os dilns tutores
tenham reodimeulo dos mesmos orphaos para pode-
rem fazer em lempo as entradas das quantia* que
faltara para completar o valor nominal das acrcs, e
comanlo que ellas sejam compradas ao par, on com
um premio qoe nao as torne menos rendosas que as
apolices.
Qnantn segunda par, que em visla da dspusi-
rSo doS I. do tT. (i. do decreto n. l de 1:1 de no-
vembru de Wll, nao esl o goveruo obrigado a pa-
exercido poroutroque nao o inspector da Ihcsoura-
ria de fazenda.
Dia -2.
A do Pari declarando, cm soluro ;i consulta que
faz era ollicio de IS de fevereiro passado, que n3o po-
dendo as raixas liliacs do Banco do Brasil ser consi-
deradas repartirnos subordinadas s theso'irarias, a
ellas nao se estemle o direilo da inspecrao que o
art. :tl jj II do decreto de u'J de novemhro de 1851
confere aos Inspectores das mesmas tli<>sonrarias so-
bre as repartjroes que Ihe tlO subordinadas ; o qae
he cousequencia necessaria do privilegio que teem
as nulas emillidas pelas caxas liliaes do referido
Banco de seren recebidas em pagamento nas (esla-
C*"es publicas, o poderem eslas eslaroes|fazcr com el-
las pagamento aos credores do estado.
A' de S. Paulo. O marquez de Paran, pre-
sidente dn tribunal do Ihesouro nacional, era virtu-
de da imperial resolucu de 0 do fevereiro ultimo,
tomada sobre consulta da sccriode fazenda do couse-
llio de eslado de 13 do dilo nicz.e era sidiiro ques
15o suscitada pela Ihcsouraria da provincia de S.
Aproveilo o ensejo para reiterar a V. Exc. as ex-
pressoes da minha ditUncU cnn-iderarao.
DiloAo Exm. marechal commaudantc das ar-
mas, transmiltiudo por copia o aviso da reparlirao
da guerra de i de marco ultimo, do qual consta ha-
ver se expedido ordem, como pedir o alferes do
!>.' Iialalhao de infamara Manoel Erasmo de Car-
valho Moura, para do primeiro do mesmo mezem
fiante ser suspenso o pagamento da consignaeo que
u misino alferes deiiou de seo sold na corte para
ser entregue a jlellarmino de Ai rula Cmara.
Igual a thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, para reeommennar ao corunel
reformado do exercilo Jlo Francisco de Chaby, que
pague na recebedoria de rendas internas i visla da
nota que remelle por copia a importancia dos ilirci-
io. e rnio]lmenlos que esta a dever pelo aviso da
reparlirao da guerra do qual consta haver-se conce-
dido ao mesmo coronel um anno de licenra para ir
a Europa Iralar ,de sua saude.OfUciou-M ueste
sentido a Ihcsouraria de fazenda.
DiloAo mesmo. remetiendo por copia o aviso
Paulo era ollirio n. HIT de 1(1 de doemhro do anuo I ciraular da repartidlo da guerra de :>l de Janeiro
passado, se as autoridades judiciarias deprecadas pe-1 idliiuo, determinando que nas relaeOes de Riostra
las administrativa] para elTeclunrcn a priilo do que dos corpo- se declare quaes as pecas do eqoipamenlo
Irala o decirlo tle 5 do dezembro de ISIO devem li-^te tardamenlo na i vencido, desencaraiuliadas pelas
A NACOURIA DAS NILHERES. *
Pok Carlos Monselet.
"'.....
SEGUNDA PARTE.
XIX.
Era ama noile tenebrosa como as tragedias de
Crebilloo, pai.
Nove horas acaba vara de dar era lodo osrelogios de
Pars, quando um coupe desembocou no passeio dos
Invlidos seguido em distancia calculada por um
eonrtofef.
Os passageiros comeravam a fazer-se mu raros
nesse qnarleirao, no qual, salvas as circumslaucias
ettraordinariai, sao mui pouco numerosos em pleno
dia.
Perigoeui o Lodeve sao meos distantes de Parla
que o passeio dos Invaljdos, magnifico circuito do
, bairro de Saint Uermaiii, largo como urna estrada,
a que conserva anda o carcter solemne do lempo
passado.
Ese passeio, terror dos cocheiros da cdade, come-
ta, nioa margem do Sena, purera Boail adiante, na
exlremidade das constrocr6es singulares a arbitra-
rias do linado Mr. Hopo, isto he, na ngulo da ra
de Grenelle. Eslende-se por urna dupla alameda
de ai veres enormes guarnecida de vastas calcadas,
o s para na barreira do Mainc alim de tomar li-
me de passeio do Montparnasse, e subir as regies
pacificas do Observatorio, Em seu caminho costea
soccetsivamente grande numero de estabelrcimcnlos
religiosos, que coiilrihuein para dar-lhe o aspeclo
excepcional e grandioso, manlido ptla lembranra
de l.uiz XIV. He primeiramenlc, a esquerda, o af-
cebispado, palacio commodo e silencioso, depois o
convenio do Sacr-Coeur,*qne oceupa logar trampil-
lo protegido por om muro, por cima do qual verra-
se baloucjr os ramo de um parque verdaderamente
real; a religiao, a sciencia. a a poesa embalan de-
bati desses carpes as joven- ululare- dos mail bel-
los doles de Franca. Depois es-ahi n asilo mais
modesto dos irmaos da Dpulrina Chrisiaa, cujas ne-
(rras phalanges nao he rhro encontrarmns dirigin-
do-a lenta a recolhidas para os campos de Issv.
Pa allura da ra de $cvre pasw-so .lianic da
instituirlo dos Jovens Ceg?, afamada nos arre>lorcs
pela efTervescencia de teqs ensaios ruusicaes. Adi-
ante ca a casi chamada i de. OiseauX que oceupa o
meio lermo entre o convento e o collegio, entre a
religilo e o mundo que he quas para o Sacrc-Oiciir
a que a finanra he para a nobreza.
Ooem percorre o pstela dos invlidos no domin-
go a hora dos oflieini, onve durante meia legua um
ronrerlo ile votes piedous e argentinas. Os soos
do orgao elevam-se cima dos vergeii; notas de
caoto-clian Kravessam o ares, e vem expirar sobre a
calcada.
() Vida Diario a. 9j.
imlar-se a cuinprir a preeatarin, ou se podem, de-
|iois de cumprida csl.ielaxar a pritiO por haver <
devedor apiesenlado couhecimcuto c>n forma ila en-
trada da importancia do alcncenos rolrcs pblicos:
declara ao Sr. inspector d.i mesilla iesoorana, para
devida intelligcncia c exerucau, que as autorida-
des indiciaras deprecadas pelas adininislaralivas pa-
ra ellecluarcm a prtlo de que trata o citado decre-
to, devem limilar-se a curaprir as precalorias que
por eslas Ihe forem dirigidas ; porquantu, lendo o
decreto de 5 de dezembro da IS11I, cujas di-posinu's
se achara consagradas nos caps. Vf e 1511 do regi-
ment da lazemla, no cap.74 do regiment dos eoli-
tos, na le de '.-2 de dezembro de 1701 e no alvar de
2H de junho de 180S, bem como o ,5 i. do arl. 2. do
decreto de 20 de novemhro de 18 e arl. :(l da lei
de 17 de selembro de I8'il, dado ao Ihesouro a fa-
coldade de ordenar i prsao nao s dos Ihesoureros,
recebedores, colleclores, contraladorcs e reudeiros
remissos e omissos em fazer as entradas dos dinhei-
ros pblicos a seu cargo, como de lodos os mais res-
poiisaveis por dinheiros c valores do oslado, que nao
apresentarem no devido lempo oslivros, conlas c do-
cumenlos de sua gerencia, he claro que as autorida-
des judiciarias nao compele lomar conhecimenln ou
interiir no uxcrcicio dessa allribnicao, qua lei con
ferio as administrativas, ns quaes sao sem duvida as
nicas compelcnles para deliberaren-, se a prsao que
oao ceata pelo pagamento da divida, provado peralta
le a autoridade judiciaria que a liver feilo em vr-
lude de deprecada da aulordade administrativa
pode ou nao ser relaxada.
MINISTgKIO DA til I.liKA.
Circular. llio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios da guerra, em 15 de marco de Is">ii.
JJIrn. c Exm. Sr. Aulorisando o alvara de lli
de marco de 1737 a admillir-se oos corpos do ex-
crcilo com praca de cadete, individoos no caso de o
serem, que tenham completado IS anuos de idade ;
e a provisao do consellio ultramarino de 5 de no-
vemhro de 17S a aceitjrem-se vuluntarios com a
idade de I i anuos urna vez que tenham a convenicn-
le robustez para o trrico das armas ; achando-se
lainbem rslabclccido por orden- reiteradas do gover-
no imperial, que aos individuos que .-enlrem pra-
ca voluntariamente com menos de IS anuos de ida-
de se nao se abone a gralilicac.lo especial marcada
nas leis em vigor para os voluntarios ; o mesmo go-
O lado direilo do passeio he a parle deserta : os
muros do hotel dos invlidos, numerosas estancias
delenha aqui e alli,humildes pavilhiocoberlo de ar-
dosias, ou urna casiuha coraposla de pavimento ter-
reo c de mansarda, babitacao abandonada de algum
libertino cobrador de rendas, oao eremos que se pos-
sa ver ah mitra cousa.
Os costumes desse quarlcirao s.lo desconliecidos,
principalmente daqucllcs que o babitao ; por que
sao pela mor parto empregados de ministerios, reu-
deiros modestos, gente pouco observadora por na-
tureza, que t preza o passeio no ponto de visla da
hygieue, c teme sobredi,lo demorar-se na estrada.
Assim se vida de familia, ou antes se o amor do
lar domestico pralica-sc em Paris e mormenle nessas
zonas longinquas, onde a porta de cada babitacao
fecha-se regularmente ao crepsculo para t abrir-
se na manhaa scguinle. Ah v-se ainda em toda a
sua pureza a r.,,\i do Parisiense econmico, que
coniprt suas mcrcadorias fora das barreiras, e aloja-
se na altura de um lampelo para ter seu aposento
gratuitamente Iluminado.
As existencias mysleriosas, aquellas que solTreram
grandes desengaos, ou que foram manchadas por
grandes faltas pareccm preferir para refugio esse
passeio austero. Ah so poderia descubrir antigs
heronas de jury, nufragos polticos, ambiciosos
sem nome, sem miserias, tanto mais fecozes porque
sao oceultas com altivez c supportadas nobremenle.
Ah mais do quo algures enconlram-se frontes des-
pojadas, olhos cavados pelo pesar, andares sem cui-
dado do alvo, andrajos que atlesto lulas c denotas.
Mas se essa exlremidade da capital auriga mudos
desesperos, c dolorosos pudores,aprsenla em com-
pensaran risunhaseorigiuaes particularidades. Quem
creria que a cem passos dos invlidos cullivam-se
campos plantados de hortalija, couservam-se simula-
cros de prados, e nutrem-sc vaccas para vender o
leile '.' Vimos cousa anda melbor : vimos urna estri-
bara eslabelecida no segundo andar de urna casa da
ra de Bttrea. As tres vaccas que habitavo-na
lnib.io sido para l icadas desde a mais tenra idade.
Eslas breves linhas de dcscripran faru uossos le-
lores compreheiider o grao de solidan qoe pode rei-
nar s nove hor.is da noile em semclhaiita lugar.
Apenas'alguns hroes mutilados, deudos pelas
rauaradagens baccllica voltavam a passo incerlo
para u linborio famoso destinado a abrigar sua glo-
ria c sua uiiiii.ciile intemperanca.
O coup que raoslrainos desenbocando no passeio
dos invlidos parod na volla da avenida de Toor-
ville. O cabriolet que o seguia, e que desprezan-
do o regulamcnlo da polica apagara as laiilernas,
parou igualmcnlc.
So > passeio dos invlidos he o maii deserto dos
passeio', a avenida de l'ourville he cerlamenle a
menos frequenlada das avenidas.
Do coiipu deseen una iiuilher robera de veu e
envidia em um maulo de pellica. Desreu rom igual
presle/a do rabriolel um liomem, que seguio os pas-
sos dessa mulher.
Mas anlet delle ler lido lempo de alcanea-la ella
desappareceu como por encantamento no muro que
guarneca o passeio do lado esquerdo.
prarai que deserlarcui, a lira deque as pagaduras e
(lirsourarias possatn (azar a cania dai quanlias que
opponunamenle dever,lo desnnilar-se.
DitoAo inesnio, Iraiisnillindo por copia o aviso
do raiusterio da guerra de :lde marro ultimo, man-
dando pagar a gralilicacilo que, segundo o disposlo
no arl. 81 do rcgularaenlo de 17 de fevereiro de
ln:2 compele ao segundo cadete segundo sargento
Bruno Candido ila Silva, que se aclis servindo de
amanuense na enfermara do presidio de Fernando
Cominunicou-se a thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, remetiendo por copia nao s
a portara do consclho supremo militar de I do cr-
renle, mas lambem a provisao expedida pelo mesmo
consclho em II de fevereiro ultimo, acerca do fur-
riel do primeiro balalhao de infanlari Jos da Costa
Pinto Bandera que prsteudia ser recouhecido pri-
meiro caslete.
DitoAo inspector da Ihesonraria de fazenda, re-
coinmcndando que mande examinar e pagar as coo-
tas ila colonia mililar de Pimenteiras, relativas aos
mezes de Janeiro, fevereiro e mura, a bem assim
adiaular ao respectivo director 2:101)5 para occorrer
as despezas daquellc estabelecimenlo.
DitoAo mesmo, Iransmiltndo paraolim conve-
niente o aviso de lettra na importancia de 7273230
uceada pela Ihcsouraria de fazenda da provincia do
Kio (jrandedo Norte, sobre a desta,e a favor de Joa-
quim Ignacio Pereira Jnior.
DitoAo desembargador juiz relator da junta de
jii-lica, remetiendo para ser relatado cm sessao da
mesma junta, o processo verbal do furriel graduado
Francisco Valladee da Costa, pertencenle ao meio
Ij.ililli.i do Cear.Participou-se ao Exm. presi-
denlc daquella provincia.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, decla-
rando qoe o Exm. presidente da Parahiba partici-
pen haver autorisado o inspector da Ihcsouraria de
fazenda daquella provincia, a pagar a Smc. a solda-
da de IKNNIO, por que foi justo o pralico que para
alli seguio no vapor l'arami.
DitoAo capii.io do porlo, remetiendo com eopa
do aviso do ministerio da marinha dc27de marco ul-
timo, para ter a conveniente publicidadc, exemplares
dos avisos feitos aos navegantes acerca dos dous pila-
rnos enllocados um no posto de Alicante na costa de
tle-panba c mar Mediterrneo e oulro no porto de
.rula na costa de frica no mesmo mar.
DilcAo juiz de direilo da primeira vara erime
desta cidade.Devendo esta comarca fornecer no
lie um -nidio rano murmuren o hornera, to
qual apesar da insullicienria do gaz, rogamos ao lei-
tor que leuha a boudade de reconbecer a Filippe
Beyle. ''
Elle cxamlnou de perto o muro, e descobrio urna
porlinha.
Sim, disse entre os denles, he a porta dos ro-
mances a velha porta dos melodramas 1
Filippe tentn abrir, e depois fazer ceder a noria ;
masa maneirae a fecliadura eram solidas.
A que edificio correspoudc esta entrada !
Tal foi a pergunla que fez a si mesmo, qunido a
impossibiliddde de sua tentativa tornou-o mais tran-
quillo.
Entao empreheudcu percorrer o passeio, e exami-
nar atteiit.-imenlc os lugares.
Eis aqui qual foi depois de um circuito de om
quarlo de hora o resultado de suas ohservacrs:
Hara ahi urna reuniao de palacios separados en-
tre si por jardins. Essa agglomeracao de apparencia
aristocrtica era limitada ao norlo pela exlremidade
da ra de Babvlonia, que asscinclha-sc bem a ex-
lremidade do inundo, a leste pela ra de Monsicur,
ao sul pela ru Plumel, o emim a oeste pelo pas-
seio dos invlidos.
De todos os lados reinava, como se v, a solidao,
o esparo, o silencio.
Vollaudo ao seu poni de partida Filippe enlre-
gava-sa a sua perplexidade, quando vio dezenbar-sc
ao longo oulro perfil de mulher.
Relirou-se para baixo dasarvores que sobre o pas-
seio estendem de dia c de noile densa sombra.
0 Iperlil nassou dilata dalle, e desappareceu
pela porlinha.
Nao hatera nem locara sinela.
Apre disse Felippe a si mesmo, deve haver
all urna senha 00 um segredo. A senha parece-mo
dillicil uuvir, masosegredo posso descobrir. Ap-
proximemo-nos...
Passava as mos pela porla ; um leve rumor o
fez volla-se.
Era lerceira sombra que adantava-se ; mas esta
avislot a Filippe, pois parou opareceu hesitar ; de-
pois vollando repentinamente dirigio-se pora a ra
de Babvlonia, ondeoutra porta rcccbeu-acom a mes-
ma diselo e o mesmo nnslerio.
lie um convento'.''perguntou Filippe a si
mesmo.
1 m instante depois ter-se-hia dito (|ue urnas (riu-
la pessoas linliam-se romhiuado para entrar sucecs-
sivamenle nos dillreulcs palacios grupados uesse
poni.
Parlicularidadc exlraordinaria eram s mulhe-
res mocas, e velhas, ricas e pobres. Todas passavam
silenciosas.
Em cerlo momento Filippe avislou nina especie
de mendiga, quebrada pela idade, coberla de Irapos
e de rugas que dingia-se peniveluienle ao lugar da
reuniao.
Un meleoro de eleganria, dn mocidade c de bel-
leza, urna das filhas de Eva qoe sabem fazer todo o
o seu vestuario 13o impudentemente atractivo como
um roupo, chegou-se pobre a Irocon com ella
algumas palavra em voz baixa.
prximo futuro anno financeiro, 71 recrulas para o
completo de :li0 que, segundo o avisu circular da
reparlirao da guerra de 27 de marco ultimo, lem
esta provincia de dar para o exercirio em dilo anno,
recommendo a Vmc. que na forma das ordens ja
eslabelecidas, proceda a ulterior difrribuic.n pelas
Iregue/.ias, alim deque os respective subidlos com-
pran em lempo laes oidens na parto que Ibes locar.
Ao juiz de direilo de Coianna.. >
Pao d'Alho .... I i
j- Nazarelh...... 17
l.imoeiro..... 28
Sanio Aula,-. 17
j> Bonito...... 27
11 jj 11 a r.iuliun-..... :il>
>j Flores...... 1H
o lloa-Visla...... 10
Brejo....... 18
Cabo. ...... 19
Bio Formoso. 26
Follara.Desouerando, de coiiformidade coma
pro|>oslo do director, geral interino da inslruccao
publica, a Leonardo Bezerra de Siqucira Cavalcan-
li do lugar de delegado do dUlriclo luterano da
fregueza de Cimbres, e nomeando para esse lugar o
majr Antonio de Carvalho e Albuquerque.Com-
muiiicuu-se ao referido director.
DitaConcede 11 Jo a dcmisslo que pedio o hacha-
re! Joaquim Pires Machado Porlella, do lugar de
olUcial-inaior da secretaria do governo.Commu-
nicou-se a thesouraria provincial.
DitnDesignando o chefe da .'seccao, badiarel
Jos Bcnto da Cuidia e Figueiredo, paraexerrer in-
terinamente o lugar de nnicial-maior da secretaria
do governo.Commuuicou-se a thesouraria pro-
vincial.
__o__
Ollicio Ao Exc. presidente do Kio (irande do
Norte. Antes de receber o ollicio que V. Exc.
me dirigi em 17 do correte j eu havia, eni vir-
lude de urna requi-ic-i anterior, convencionado
com os deuhuc- Antonio, da Silva Dallro, Francis-
co Vavier dos HeU e E de i.ampo-, para irem prestar nesta provincia os
seus servicos mdicos, iredianteas- mesmas gralifi-
caees que aqui Ihe foram concedidas, e que scrao
contadas desde o dia em que cada om delles termi-
nen a coniraissao de quo fora por inim encarregado :
oque ludo cousla das copias juntas.
Curapre-me, outro sim, declarar a V. Exc. que
Ibes inandei dar passagem por conla do governo, e
quo o doutor Iteis ja recebeu 4005 rs. c o doalor
Egas r,ii- rs. por conla dos vencimeulos que ahi
devero perceber.
Dito. Ao mosmo, dizendo que alem dos 3 m-
dicos de que falla V. Eic.em ollicio de linje, negu
ueste vapor com passagem por coula do governo o
doutor .Manoel Marlins Alves, para prestar n'aquel-
la provincia os servicos de sua profissao, na forma
queelie houver de convenciouar com S. Exc.
1 lili, ioii--e ao agente da compauhia dos vapores
para dar passagem ao mencionado doutor.
Dilo Ao Exm., presidente das Alagoas, de-
clarando que por existir u'aqucUa provincia o l-
enle Jota Anselmo Valejo, que pur aviso de 2S de
marro, ubleve troca de corpo com o lente do 8.
balalhao de infanlaria, Jos Hermenegildo I. 'al Fer-
reira, remelle a nula dos emolumentos que o mesmo
lenle atl a dever, pelo citado aviso, afiin de que
se digne de espedir suas ordens, no sentido do ser a
importancia da lies ciiuluirientos rccolhida :i the-
soorana de fa/cuda. .
DitoAo Exm. marechal coramandanle das ar-
mas, recoinincndaiido que fara 1 .nislrar a derlara-
rao que no oftlcto t|ue remelle, pesie aol'lvm. presi-
dente das Alagoas, acerca do sotiW 1 .-c tUt b.italhio
de infanlaria, Cosme Damin, w
DiloAo inspoclor da llicsouraria de fazenda,
transmitliudo para o lira conveniente, o avi-o de
ledra, na importancia de 1:8309 rs., saccada pela
thesouraria de fazenda da provincia do Hio (irande
do Norle sobre a dcsla.a a favor do doulor Pedro de
Alhaydc Cobo Moscozo. Parlicipou-se ao Exm.
presidente daquolla provincia.
Dilo Ao juiz relator da junta de juslica, Irabs-
millindo para ser relatado em sessao da mesma jimia,
o processo verbal do alferes do 3. balalhao de in-
fatuara Alaliba Huirle Codinho. Parlicipou-se
ao marechal commandaute das armas.
Dito. Ao age.ile da corapanhia das barcas de
vapor, dizendo que devem ser poslos a disposico do
marechal coinmaudanla das armas, o desertor Jos
Luciano da Silva, eos soldados de I." linha Epifa-
nio de Souza Alenla e Manoel Joaquim do Para-
so, providenciando ao mesmo tempo para que sejao
desembarcados do vapor .S. Salvador as piara- de
polica Angelo Custodio de Sonza eSeveriauo Jos
da Costa, viudos da Baha. l'ez-se a respeilo o
uceessario expediento.
Dilo Ao mesmo, recommendando a expedirlo
de suas ordens, para que sejao desembarcados e
poslos a dispsolo da conimi-ao de lixgienoe pu-
blica, os desinfectantes que vicram da Bahia a bordo
do vapor S. Saltador. Coinmunicou-se a referi-
da committao.
Portara Ao mesmo. para mandar que o com-
mandaute do vapor S. SalvadorttccUi a seu bor-
do econduza para o Cear, a disposirlo do Exm.
piesidcnle daquella provincia, os desiuleclaulcs que
Ihe forem maudados apresenlar por parle do inspec-
tor do arsenal de iiiarinlia. -- Tamben! se maudou
que couduzisse para o Hio tirando do Norle, 3 am-
bulancias bem providas, que Ihe serao mandadas
apreseular por parle do presidente da entum-.-.10 de
hygienne piiblica;;fizcrao se as necessarias commu-
nicacoes a respeito.
ncsla capital, e perianto desnecessaria a rouliiiu.icao
do hospital rc-imciit.d que foi estabelecido .1 12 de
marro ulluno, para Iratamento dos militares accom-
mciiidos dessa lerrivel enfermidade, delermiua em
visla ila aalorisaeio que llio foi conferida pela pre-
sidencia ein ollicio datado de IS do crrenle, quu os
poucoscuferinos qoe presentemente convalescem em
dilo hospital sejam quanlu antes transiendo- para o
da caridade, onde lambem sjara tratadas as procas
que por ventura tiverem a nifelicidade de ser ani-
lla afectadas do cholera, que o edificio 'seja couve-
iHciilemcnlc dcsiufeclado, desude qoe uo dia 1. de
1,um prximo vindouru se possa fa/er para elle a
transferencia de lodos os dctiles que permaiiecercm
em Iratamento no hospital regimeulal da Soledade.
Para que essa Iransferencia se faca imprelerivel-
menle no dia aprazado, eoiivom que o Sr. primeiro
cirurgiao Ur. Prxedes (jomes de Souza Pilauga, lo-
go que o edificio da ra dos Pires esleja desinfecta.
do, cuide de remover para elle ns ulensis, roupas,
drogas e ludo quanto sem prejaizo dos doenles po-
der conduzir do aditicia da Soledade.
Os Srs. commandaulcs do 9." balalhao de infan-
laria e do2." da inesnia arma, sob cuja administrarlo
licarr' o hospital regiinental, auxitiarao aquelle la-
callativo no desenipcnho deste servico. O hospital
dos cholericos se considerar exlincto no dia em qoe
forem mandados para o da caridade os doenles exis-
tentes, e ueste sentido encerrara' sua escriplu-
rae.i'i e conlabilidade.
O mencionado Sr. primeiro cirurgiao Pilonga, Pi-
cando addido ao 2." balalhao de infanlaria, continu-
ar na incumbencia do hospital rcgimeuUI, em o
qual arale emprcuados os senhores segundes clrurgi-
es l'rs. Miguel Joaquim de Castro Mascarcnha>,
Kuzciido Aprigio Pereira (iuimar.les a Jos Munz
Cordeiro (iilahy : os dous prlmairoi conjunclamen-
le e-le servico, farao como addidos o que Ibes compe-
tir 110 sobredilo balalhao 2.", e na mesma ronoimi-
nado, o terceiro no 0. da referida arma. Os Srs. se-
gundus cirurgies Drs. Olegario C / ,.r Cabnss e
Trajano de Souza Velho, servirlo na qualidade de
addidos, este no 10. e aquella no 0.", cm quanto
que o Sr cirorgi.lo engajado Dr. Augusto Carueiro
Monleiro da Silva] Sanios, passando addido ao 10.
balalhao licar encarregado das visitas de saude nas
compaiihias lixas de avallara e de artfice-". Os ven-
cinienlos das pracas cholericas, que segundo a lei
revertern! cm beneficio do cofre do Imspilal, serao
remedidos pelos Srs. connnaudanlcs dos resperlivos
corpo- ao Sr*. administrador do hospital de caridade,
a cunlardo da cm que naquelle eslabelecimenio ti-
verem entrado. O balalhao 0. de infanlaria se ha-
vei.'i na adminislracao do hospilal da Soledade, ora
a seu cargo, de nina maueira que possa passa-la no
sobredilo da 1 de maio ao 2. balalhao da mesma
arma, com a regularidade que se requer era objec-
los taes.
O mesmo marechal decampa comniandante das
armas declara, que nesta dala fez sua .,)rc-"iilar,i o
Sr. majal do .'> balalhao de infanlaria l.uiz Jos
Pereira de Carvalho, que amanhaa tomar o coin-
111,nido interino de corpo. que Ihe dever.i ser entre-
gue formalmente pelo Sr. capillo .loan Baplisla de
Souza Braga.
Jos Joaquim Coellio.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quariel general da cozamaudo dai armat da
Pernambaco na cldada do Recita em 2-' da
abril de 1856.
OBDEM 1)0 DIA N. 213.
1) marechal de campo commandaute das armas,con-
siderando que o cliolera-inorhus esla quas exlincto
Vossest fatigada, apoie-se ao meu barco, disse
ella elevando um pouco a voz.
Ambas desappareceram o seu terno na portiuha
do muro.
Filippe eslivera prestes a trahir sua preseuca.
Se he um convento, murmurou elle, que poda
vir fazer ah Pandora?
Sua adinirae.io chegava ao cumulo; mas eslava
escripto que nessa noile Filippe havia do passar por
lodos os graos do imprevisto e do phantaslico.
Eslava encostado a 11111,1 arvore de tronco grosso a
de ramos gigantescos, urna arvore evidentemente es-
quecida pela civilisacao.
Bepenlinamenle, oovio por cima de sna rabera
como um rumor de ramos quebradas; algumas fo-
lias cabiram-Mie sobre os hombros e aos pi.
Ergueu os olhos e nao vio nada.
Nao lie o vento, disse elle, oar est calmo.
O mesmo rumor reproduzio-so; dcsla vez Filippe
distingui om movimenlo na arvore,
Immedialainente urna voz previnindo sna inquie-
tar ni, c indo ao encontr de suas inlerroganias deixou
cihir li" o termo proprio) esla palavra :
Silencio !
Oue silencio redarguio Filippe revollando-se
contra essa ordem invisivcl.
Ollie e cale-se! disse a voz.
Filippe obedecen involuntariamente.
Viooutra mulher costeando o muro do passeio dos
iovalidos.
('.incenla e qualro disse a voz da arvore.
Enlo conta-as ? perguutou Filippe.
Ha una hora.
Qaetn he o senhor.
(Jh nao me reconliece '.'
Nessa allura '.' e em lal noitc7
Nao adevinha'.'
Os ramos comeraram novanicutc a eslalar de urna
maneira que inspirou receios a Filippe.
Elle afastou-sc alguns passos.
Procure bem, Mr. Beyle, ronlinuoii a voz.
Couhcce-ine '.' disse Filippe cada vez mais sor-
prezo.
Essa he boa !
Entao desea.
Sim ; mas primeiramenlc certifique se de que
nao vem ninguem.
INiugucm nao ha ninguem disse Filippe im-
paciente por ver as feicoea dessa teslcmonha.
Esta bem corto *
Sim desea !
I.ma massa agitan os ramos, c rhegoo al o chao.
Filippe appi uxiiuou-se vivamente e exclamuu :
Mr. Blanchard ?
' Oh cale-se ailisss esle agarrando-lhe o braco
nlo lie pi menle fallar lio alio nesle quarlcirao.
Era o senhor.
E quem seria enlo '.'
O senhor aqu!
Isso nao he de admirar, vislo que aqui encon-
tr a vossa teuhoria.
Mas eu (eolio razo para aqui estar.
Como '!
EXTERIQ,
(l PBBC E A BOI.1VIA.18541835. ;i .
O Per' era 1854.A revolnro e suas causas.
A guerra com a Bolivia, e as opcrarcs de linau-
ras.O general Casulla, chefa da insurreicto.
(iuerra civil.Eslabelecimenlo ile 11111 governo
pi ovisorio, e medid.is politieaa deffc :;averno.
Circular aa carpo diplomtico.Campanha e re-
lenla do grueral Eclicniquc.A iii.-urreiclo fm
sul. e sido de Arequipa.Marcha do general Cas-
tilla, e cmbalo da Palma.:A revolur-So em Li-
ma. Novo governo, e roiivoc.ii;ao de una con-
Venro narionol.A Bolivia cm 1854.tjuerra
rom o Per'.Moviinenlos revolucionarios.
Mensagein do general Bclzu.Eleictlo de novo
presidente.Conclus.in.
Conligaoi pela Tronleira, ligados por lodos os in-
Icresses, seinelhanles a lodos os paizes da America
que devem esperar ludo da paz, 11 Per' ca Bolivia
lem sido uestes ultimo, lempos divididas pela guer-
ra|e aguados por moviiueulos revolucionarios que
todava nao lem lido ale agora os mesmos resulta-
dos nas duas repblicas. A revolurau triumplmu
110 Per' ; lie este o fado que oceupou o auno de
1831, e cujas consequencias desenvolvem-se anda
nesle momento.
A lula iravada entre o governo e a insiirreirao
lendo passado pelas pitases mais diversas lermiiiou
nos primeiros dias de 1833 as portas de l.ima pela
completa victoria da rebellio. Como foi que o po-
der legal chegou a tao triste lira ? como Iriumpliou
a revoluco ? Tal he a historia mais recente do
Per', historia que tem alguns elementos esscnciaes
na ullima administraran, dirigida pelo general Jos
Hniiin Echenique. desunamos esses aconlccimen-
tos em suas causas, c em suas mais noUveis pr-
pecias.
A elcvaco do general Echenique a presidencia
uvera lugar em abril de 1851 debaixo dos mais n-
voraveis auspicios. O novo chelo da repblica pe-
ruana recebia o poder das maos do general Don lla-
mn Castilla depois de sele anuos de paz profunda c
nao inlcri umpida. A sduaro poltica do paz era
Iranqoilla c regular, os inelhoraiiienloi lulcriores
desenvolviam-se pouco a pouco, o Peru' recohrava o
rredilo nlo s na America, mas lambem na Europa.
0 progr.'imina do uovo prcsideolc nessas circums-
laucias indicava um espirito de" lasoavel progrcso
(1 O general Don llamn Castilla he agora pre-
sidente provisorio do Per'. Convm notar que o
general Jos Ituliuo Echenique presidenlollegal li-
cou no poder al 5 de Janeiro, dia da vicaria da
revnluclo.
O general Dan Manuel Isidoro llelzu he o presi-
dente da Bolivia ; mas acaba de ser eleilo oulro que
anda n.lo entren cm exerciciu : be o general
Cordova.
Filippe rom prebenden que acabava dedizer nina
imprudencia.
Ooaesqncr que fossem suas relaees com Mr. Blan-
chard elle experiinentava urna repugnancia natural
em pronunciaras palavrasseguinles, que alias teriam
resumida, pe botamente sua -iluario :
Procuro minha mulher que acaba de enlrarso-
sinh as nove horas da noile cm um jardim do pas-
seio dos invlidos.
Sao cousas que cada um su diz a si mesmo, segun-
do a jndirio-a ob-erv ar.lo de Un 1' Oison.
Felizmente Mr. Blanchard absorto pelos seus cui-
dados nao deu grande alinelo s palavras de Fi-
lippe.
Nao conlava mais comign 1 tornou elle.
Porque, Mr. Blanchard '.'
Porque vem iralar pessoalmentc do seus ne-
gocios.
Mas.... eu...
Com efleilo (res semanas lem passado depois
da nossa ullima enlrevisla ; vossa senhoria poude
crcr que eu esquecra-me de minha misslo, ou que
nlo fra feliz para com liiiedenoll. Tranquillisi-se.
Esle nome csclareccu a Filippe.
(iuedenoll esla ganho a nossa causa,tornou Mr.
Blandan!; graras aos meus dilliyrainbos elle s jor-
ra pela Marianna. Accrcscc que precisamente agora
o imperador pcdc-lhe urna cantora ; ludo esla 111a-
ravilhota mente.
Maravilhosamcnlc. sim.
Trala-se de por a mo sobre a Marianna ; mas
sem dovida ella desconlia ; he tilo alitlicil de ser apa*
nhadn como Abd-el-Kader. Vio-a entrar esla noile?
Nao, responden Filippe dando altenrlo.
Ella peatn pela ra l'lumcl, ou pela ra Alo-
sieur.
De veras?
Nunca entra duas vezes sticcessivamenle pela
mesma porla, allirmou Mr. Blanchard.
Enl.lo vem mudas vezes aqui ?
Duas vezes por semana, como as outras.
Como as outras! repeli Filippe reprimiudo
um movimenlo ; quaes outras?
Vossa senhoria bem as vio ; mulheres de lodas
as contlicocs, lidalgas, hiirguezas, obreiras, merc-
trizes. Urnas ehegam a p, outras deixam a carrna-
gem a algum 1 distancia. Nlo encontrn algumas
carril,mens proprias.ou simplesrocnlc de aluguel, pa-
radas nas ras vi/inhas?
Nao, balbuciou Filippe ; nao nolci nada...
Nada absolutamente?
Asscvero-lhc...
Ileiocrivcl! Qaaafpia miscravcl seria o se-
nhor !
Sou do sua opiul.io ; mas diga-me, Mr. Blan-
chard, nunca vio nenhnm homvm acompanhar essas
mulheres ?
Nenhum, meu charo.
lie cousa extraordinaria! murmurou Filippe
Beyle.
Ah eolia nao sabe cousa neubunia ?
Qua'' nada.
Pro'avc,menie he a primeira vez que vem
aqui ?
que fazia conceller serias esperancas. Alm da cou-
solidacao da ordem poltica o aunmenlo permaneiitc
dos producios do guano deixava entrever a paaribi-
Inlad de salisfazer limpiamente lodas as necessida-
des linanceiras, a de proleger a coloojMgflO eslran-
geira, os Iraballios de utilidade publica," bera romo
o desenvolvimento da educarlo nacional. A admi-
nislrac.io do geneial Echeulquc segua nos ullimus
lempos sua marcha regular, c pacifica, quando clc-
varam-se successivamcnle raudas qucsles de di-
versa nalureza, c vicram complicar essa siluarao.
Cm primeiro lugar as relares exteriores do Per'
com a Nova (iranada, e o I-. piador pcrlurharam-se
singularmente por orcasi.iu das cxpedicoes de Flo-
res que n general t^rbenupie era acensado de favo-
recer. I ni fado posterior c anida mais importante
era a guerra declarada a Bolivia, guerra sem gran-
des resultados posstveis, c que "suspen leudo lodas as
relaees coinmerciaes entre a, duus repblicas airec-
lava gravcmculc as populares do sul do Per'.
Ooanlo mais prolongavam se as hoslilidades lauto
mais deviain augnieiilar u descoiilentainenlo das po-
palacOesoQendidat. Todava o governo do general
Echenique Icria sera duvida vencido (anmenle essas
diiliculdades, se nao livesse dado em um escullio
mais perigo'O. Suas operares linanceiras em ma-
teria de crdito exterior e interior foram na; reabda-
de a causa mais directa de sua perda.
Conym explicar essa siluac.iu finauceira do Per'
que foi o primeiro pretexto da revoluclo. Durante
sua presidencia em 18(9 o eneral Castilla regulara
na Inglaterra a divida exterior peruana. Essa re-
golaco leve os resultados mais satisfactorios ; os
ttulos peruanos de (i por lu antes mesmo de al-
cancarein a laxa lixada de seu lucro elevavam-se 110
anuo seguinle ao prero de 109 quaudo pouco antes
eram negociador a 23 ou 20 e mespo a 10 por 100. O
1 por 100 segua a mesma.via ascencional. Essa Ciaste
de divida que nao dava a prinripio mais do qoe um
lucro de 1 por 100 suba ao preco de(>9 em 1832.
Assim como o general Castilla consolidara a divida
exterior, quiz lambem reggular o crdito interior.
Seu projeclo de con-,,|idar i,,, modilicado c adoplado
levianameute pelo congresso linha defelos mu gra-
ves que s foram percebidos quando cheguu aap-
plicaco. Antes de fazer essa lei de consolidarn
lena sidn prudente ao menos indagar o que se linha
de consolidar, islo be, proceder a urna liquidara 1 da
divida interior para saber a que cifra poderla ele-
var-se, c que lucro convinha marcar-llie, senao
queria-se qua o Estado licasse a quem de suas obri-
uacJes. Seja como for, o general Castilla uo cria
que a divida interior pudesse exceder de 10 milhes
de piastras, e sendo assim havia menos inconveni-
entes na laxa do lucro marcado pela lei,'o de t por
100 ; mas esses clculos (orara logo desengaados :
em vez de 10 niilhcs de piastras a liquidacao apre-
sentou 23 milhcs. e anda era mistar terminar loso
a consolidaclo. Essa cifra lo consideravel era ver-
dadeira e sincera ? represeulava una divida real ?
Infelizmente parece rcrlo que a cifra cresceu em
cousequencia de inultos abusos, pela liquidaco de
dividas que nao exisliam, alm de, que isso era me-
nos proveitoso aos credores primitivos do que a al-
guns especuladores que abarenvara os titulo- ; lodos
gauhavam menos u Estado. Era essa a piimcira
causa de resenlimenlo contra o governo c contra os
hnment qoe o rodeavam. Todava emiltida a divi-
da interior, lena podido sera duvida seguir pouco .1
pouco o seu curso. O governo nn peiisuu assim, e
enlo sobreveio nova urd,cin de opcrares que o mi-
nistro da fazenda o general Meudiburu' era encarre-
gado de ir rcalisar em Londres em 1853. Estes
operacoes consi-lian em urna transformaran da di-
vida anglo-peruana a de urna parle da divida in-
terior.
As primeirasoperares do general Me;i,:,iiuru',
relativas ,1 urna cuivcrso do anligo 1. por 100 a i c,
0 u nova regula{lo do:! par 100, nao erara bem
visas ncm 110 Peni', onde muilai pe-soas avaliavam
que dabi resultaria para o paizoma perda de : m-
Ihiies, nem era Londres, onde os credores britauni-
cos faziam viva opposicao a este nrranjo. Comludo
-e es-as primeiras medidas cautavam alguns sii-Iiis,
loi muilo prior quando soube-so que o general
Mendibara acabava de atsigoar um tratado coma
casa t cribsrcn para a co.iverrlo de alguns milhues
da divida interior. Segnnduessa ronvenrao approvada
pelo general Echenique, a casa Lrribaren promel-
tia entregar cm Lima 9 nilhues de divida interior
em troca 1,800,000 libras esterlinas do apolices ex-
teriores do I 4 que acabava de crcar-se cm Lon-
dres. Como per outro lado o Sr. llegan, cencessio-
nario da estrada de ferro de Arica a Tacna, linha
em virtule de sua concesso a faculdado de trocar
2 niilhes de divida interior por igual soinma cm
obrigaees exteriores, foram emillidos em Londres
os ttulos chamados llegan. Emliin por analoga
com o tratado l'rribaren, o governo peruano fazia
oulro contrato com a casa Montano para a soniraa de
20 ra'lboes de francos, cujee ttulos eram emillidos
era Paris no primeiro de Janeiro de lafi. iic-uia
dahi que a sniiiraa lolal de divida interior transpor-
tada para a Europa debaixo das (res denominaees
1 rribarcii, llegan, e Munlaii, elexava-sc a 15 mi-
Ihes de piastras, ou 73 milhes de francos cm t-
tulos rio '., por 100 com Jim por 100 de aniorlisa-
Co annual.
Apenas essas operaees eram sabidas um Londres,
um verdadeiru terror pnico c-palhava-sc entre os
imssuidores le apolices do Peni. A idea de verem
laucadas na circularn 2:200,000 i produzia rpida
depreciarlo de lodos os ttulos da divida peruana.
O 4 '4 descia de 89 a 48 ; o :l descia a :.
Esses valores tornaran! a subir un pouco. Toda-
va apezar de lodos os eefercee nao se pode obler
que as novas apolices de dividas transportadas fos-
sem colados nas Bolsas de Londres e de Paris.
Se essas medidas eram assim acolhidas na Ingla-
terra, nao eram raellior recebidas ein Lima, a foi
nessa occatio que a Sr. Domingo Elias escreveu .10
general Echenique as carias de que fallavamos o
anno pactado. OSr. Elias inslava com o chefe do
eslado para que nao desse andamento a laes arrau-
jos. O general Echenique responda a eslas cartas.
Desde esse instante as cousas aggravaram-se rpida-
mente. O Sr. Elias preso urna vez, e obrigado a
embarcar-se para tiuayaquil nlo tardava em apre-
senlar-se ao norte do Per, em Tumbes frente de
urna rebellio. Batido ahi elle consegua vollar, o
licar secretamente cm Lima para reapparecer pouco
depois como chefe de outra tentativa de insurreiran
em lea. Foi oulra vez derrotado o obrigado a oe-
1 uiiarr para ir buscar fortuna em oulra parle ;
mas nesse intervallo sobreveio um incideote man
grave : era a inlerverfeau do anligo presidente, do
general Castilla. A revoluclo pode-se diztrquc as-
lava 1 omeradd.
Nao se iulira daqoi qoe o general Casulla, cujo
nome o Sr. Elias tomara por bandera, fosse desde
esse momento o fautor ou cmplice de urna insur-
reigao tendente a derribar a admoistraclo quo exis-
ta. Honra,I,, da vida publica depois da sua presi-
dencia elle podia ler opiuies sobre as operacoes li-
nanceiras que acabaiam de effecluar-te ; mas esla-
va mui longo do pensSmenlo de revoluco. A' visla
da agilaclo que se manifestava no paiz o general
Castilla iiiIcTviuha pois para com o governo de al-
-iiiu,1 sorle como mediadora offereceodo seu apoio
sob a condicao de qoe fosse modado o ministro. Es-
sas odcrlas que sendo aceitas podiam nilluir sobre o
resultado dos aconlecimenlos, eram regeitadas pelo '
presidente, e chegou urna hora em que general Cas-
tilla creio prudente ir buscar asvlojm um barco da
de marinha franceza, donde patsav" pouco depois
liara o sol do Per. Desembarcando quas osinho
cm urna praia, elle andava mnilas leguas a pe, a
dillicilmeote consegua acharcavallo para ir promp-
lamente, a Arequipa.
Ora justamente a cidade de Arequipa', a mais im-
portante do Per levantara desde 7 de Janeiro de
1831 a bandera insurreirio contra o goveruo. Esse
movimenlo do sul ligava-se sem duvida a tentativa
fcila pelo Sr. Elias em lea. Se o Sr. Elias fosse
balido, haveria provavelmenle, em Arequipa' urna
reacro cm favor do governo. Fui nesse ioalauta ;
pouco depois do pronunciamenla de 7 de Janeiro
que chegou o general Casulla. Se o antigo presi-
dente nao vinha para fazer urna revoluclo, ao me-
nos nao be-11 mi em reconbecer o qoe'eslava feilo
e Cbuslituir-se chefe da insufreirlo mscente. Da-
hi em di,1 ule o Per achavi-se dividido em dous
campos e a Iota Iravava-se iberiamente. A essa la-
la o general ('.islilla Irazia sua grande inlluencia, o
prestigio de um uome feralmente bem considerado ;
mas isso nao era sulln icntr. O chefe da revoluco
do sul depois de ter publicado seu programma eui-
dava cm procurar recursos fa emissao de um papel
de crdito, e em recrular soldados, duas cousas ei-
senciaes tanto na guerra civil como em (oda a espe-
cie de guerra. Anlevendo um ataque das tropas do
governo o general Castilla dera-se pressa cm organ-
sar a defeza de Arequipa', cidade? alias fcil de ga-
rantir pela nalureza e pela disposico de seos edifi-
cios. Com cffeilo o que Castilla previra acontecen
pouco depois. Dous mil homensvinham sitiar Are-
quipa', e a cidade dispuoba-se ajresislir a iodo o
I Iraiisc ; porcm quando as tropas do ooveruo apre- .
; scutavam-se. a insurreir|o do sul ja se linha desen-
! volvido. Movimciitos revolucionarios semelhanles
! duvam-sc no distiietu de Cuno a de Moqoegoa ; a
* agilacao ganhava as outras provincias notavulmenle
I a ] apenas ebegados diante de Arequipa' os soldados do
governo eram forcados a levantar a cerco, e o ge-
neral Trrica encarregado da opeooao embarcava-
c aprbssadauenle em lalay para vltar a Lima de-
pois de ter feilo malar todos i,s neos cavalls. A lu-
la estova apenas Iravada, eja o governo toflna urna
primeira derrota. O velho general, que tem tam-
bera no Peni o titulo de marechal general aproxeia'
lava hbilmente essas ciicumslancias. Deixava lo-
go Arequipa com lodos es soldados qoe pudera reu-
nir, e dirigia-se a Cuzco para coliocar ahi o centro
de soas opcrares ulteriores.
Cora ludo isso anda nao raudava nolavelmente a
sittiacao das cousas. Embora fosse grave, a insur-
reirio do sul nao ebegara a ponto de ser nm po-
ngo urgente para a adminislracao do general Eche-
nique. I na parle assns grande da repblica nao
seguir o movimenlo. O governo linha um exordio
liel e numeroso, una marinha a vapor e a vella ac-
tiva e bem rommaudada. Dispuuha sobre ludo de
consideraveis nieios pecuniarios.
ludo isso pelo contraro faltava ao general Castil-
la. O territorio que urcupava podia dar-lhe solda-
dos : mas elle nlo poda arma-Ios e disciplina-Ios de
improviso rarcrendo de armas, de municoe-, de
arlilb.rria. de olficiaes, e de cavados. Trou alguns
recursos da Bolivia, a qual eslava tanto mais dispos-
ta a fornecer-lh'os, porque o general Echenique fa-
zia-lhe guerra. O general Castilla nlo eslava pre-
cisamente em connivencia com Belzu, e defendeo-
se disso depois conlra o proprio governo boliviano ;
masachava o que Ihe faltava na repblica vizinha,
mui -ad-i'eila de crear rinbaiacos a um inimigo.
Munido de armas e de meios de guerra o chefe da
insurreic.io peruana podia executar lano melboi
suas operacoes, porque nesse mesmo instante vinha
abracar soa causa oulro chefe militar cousderavat
o general Miguel San-Boman.
Desde enlo o campo de arelo estendia-sc, e o -%
movimenlo comecava a lomar consistencia mais
real. Deixaudn ao general Sau-Koman no sul com
a niissao de formar um exercito de reserva, Castil-
la adianlava-se no mez de itlaio para o norte, e
orcupava os dislrictos de Avacocho e lloancavelica
vendo rclirar-se dianlc de ai o general Deuslua
que cumulan 1,11,1 um 1 vanguarda das Ierras presi-
denciacs. Assim nos mezes de junho e de jullm o
goveruo linha de resistir de dous lados a revoluclo.
Enviava generaos ao sul, e o presidente dispunha-
se a marchar frenle do exercilo conlra Castilla.
Tentlo-se com elTeito o general Echenique posto
a frente das tropas, ia concentrar-se c acampar-so
uo valle de Jauja Dorante algum lempo o exercilo
presidencial o o exercilo chamado libertador fica-
rara cm presenja ou ao menos a pouca dstaucia
um do oulro. separados pelo rio lzccbaca. A -
do agosto de I83 lio uve um encontr entre as
Torcas opposlas, eos revoltosos ficaram senhores do
terreno, em quanto o general Echenique voltava
as suas posiees de Jauja, passando dahi em di-
le o lempo a manobrar e a observar. Nesse jogo de
De cerlo.
Enlo conceb seu espanto; lambem experi-
mentei-o.
E vossa senhoria vem aqui muitas vezes, Mr.
Blanchard ?
Todos os tlias.
E anda descobrindo algum mxslcrio'' disse Fi-
lippe vivamente.
Sem duvida.
Filippe tenlou dominar sua emorao.
Mas que abysmo de pcnsamcnlos abria-se dianle
dclle!
Duas vezes por semana reuniam-se nesse lugar
Amelia, Marianna, Pandora,aa marqueza de Pres-
signy!
A que obra inexplicavel podiam applicar-se mu-
lheres lo divididas.pelo odio, pelos inleresses, c pe-
la classe?
Era para duvidar de sua rallo e de seus olhos I
Assim, Mr. Blanchard. vossa senhoria vem to-
das as noiles a esle quarlcrlo? tornou Filippe com
voz agitada.
De manhaa lambem.
De mauhaa !
E as vezes durante o dia.
lera lana paciencia?
Isso nao me enfada ; pelo contrario. As deseo-
bertas qoe tenho feilo inleressam-sc consideravcl-
meule, e as que nao posso deixar de fazer, promet-
leni-iiic abundante foule de emoces totalmente
novas.
Descoherlas! inlerrogou o agente do quarlcirao?
A principio ingenua, lulamente. Los nao eu-
lendcram oque eu Ibes pergunlava, outrosolharam-
me de travos, e euviaram-me prefeilura de pu-
lida.
Ao menos vossa senhoria nao seguio lal come-
dio, disse Filippe Beyle estremeceudo idea de urna
denuncia capaz de compromcller seu nome e de sua
mulher.
Assim o negocio se leria acabado com demasia-
da promptido, respondan Mr. Blanchard ; quando
corro aventuras guardo-mc bem de ir acompaohado
de nm eommitsario. Dentis, sob que pretexto leria
eu ido ineommodar a juslica ? deque, linha de quei-
xar-ine:' Oue mal me faziam essas pessoas entrando
mais mi menos nivsicriosamenle em urna casa ?
Nenhum evidenlemeule.
I al cousa leria sido pois imprudente o lalvcz
mesmo perigosa.
Assim o crcin ; que fez entao?
Itellecli.
J se sabe ; mas depois?
O uegocin lenlea-me. Meu lira que a principio
era somonte alcanc-ir a Marianna, c rouheccr seu re-
dro, modilicou-sc ou anles cresceu. O espectculo
nocturno de que fui testemunha exeilou minha cu-
riosdade. Eulrevi mundos, e quiz descnbri-los.
Milito bem.
Primeiramenle era-tne preciso tirar a planta
dessa reunilo de casas em um su recintu. Mas onde
c-tabelcceria meo posto de observaclo? Na ra de
Babvlonia he impossivel por causa das paredes do
Sacre Coeur; lie igualmente impussivel na ra l'lu-
met occapada pela escola dos Irmos. Keslavam a
roa de Monsieur e o passeio.
Foi a ra de Monsieur?
Sim, aluguei ahi urna morada em urna das ca-
sas mais elevadas da frente, c munido uo grande nu-
mero de insimlenlos de ptica comecei meus es-
ldos.
Ah!
F'oram muilo incompletos, porque minha vista
s podia abracar pequeas porees separadas. As ar-
vores c os grandes muros alcatifados de bera enco-
briam-me n mais. Todava liquei convencido de que
lodas essas habitarnos communicavam entre si; vi
passarcm de urna a oulra as mesmas pessoas; en-
trando pela ra de Monsieur ellas sainara indilleren-
temenle pelo passeio ou pela ra Plumel. Keparou
na mullida.1 de portnhas que envara esle qnadro ?
Ha mais de trinla. (t)
Continu, Mr. Blanchard.
Amos e servos sao mulheres. De libinens so-
monte vi entrarem fornecedores e obreiros. Qoanlo
ao movimenlo interior, he o mesmo de lodas as catas
grandes Je Pars; purera quando auoilece lica todo
as escuras, e nao sei onde refugiam-se as luzes.
No centro da praca, sem duvida.
Assim snpponbo : mas ainda que eu eslivesse
dez anuos minha j.mella da ra de Monsieur nada
mais sorprendera.
Tornou a dcscer ? "
Sim, desci decidido a penetrar nesse archipell-
go de pedras de cantara c de lolhagem.
Era abi qoe cu esperava-o-.
(Conlinuar-se-ha.)
(II Importa talvez declarar qoe depois da po-
poca em que passa-se nossa aerjo, e principelmenle
depois da revoluco de 18(8, a phvsionomia desse
lugar de Paris mudou senao de lodo, ao menos con-
sideravelmeutc. A mor parle desses palacios eslao
transformados agora cm communidades religiosas;
assim as lleiiediclinas.outt'ora Damatdo Templo vie-
1 am estabelecer-se na ra de Monsieur.onde inauda-
ram edicliar urna elegante capella. Ao lado lica o
Collegio Armenio de S. Mooral; sua entrada he pu-
blica" nos das de ceremonia; ah vimos os lypos
mail puros e mais bellos da grande rara armenia.
No terreno da antiga Babvlonia, que se esla actual-
mente revolvendo, nao faz muilo lempo que t-
nbain-i' estabelecido alguns pobres sacerdotesslavos;
oceupavam um anligo Instituto popular mui arruina-
do. Para altrahircm os renles nos dias das princi-
pal'- feslas calholicas sospeudiam porla um carlaz,
uo qual havia -'menie estas palavras ; / enif, ad-
renme. O resto do lempo, a porla da igreja eslava
lechada; esses bous pulonezes j dispertaram-sc.
Os vergeis, principalmente os do antigo palado
eaniieciiiii pelo nome Adamson, foram cortados o
destruidos; be pena porque eram mu bellos. Duas
portnhas foram lapadas, mas ainda se diitnguem as
marcas. O aspeclo s permanecen o mesmo do lado
do passeio e da ra Plumel, agora ra OudinoU
1 a ufa do autor.)
MUTJOaJXr

ILEGIVEL



DIARIO PEiUHUtl QUiNTA fElRA 24 DI IBIIL l llt
observarlo e de lctica o general Castilla foi o
mais hbil. Fez sobro o flanco do enere Uo do go-
verno uma manobra ousada. na qual o presidente
pilguo ver a inleocao de alravossar n C.ordilheira, e
lanoar-se sobre a oapilal. Fura evitar esse perico
Echenique retirou-se e tornou a passar precipitada-
mente* Cordilheira por uma marcha fon^da,durante
a qual perdeu milita Rente; milito material, e o
parque de arlilharia. E*tc movimenlo causava
dainnoi serios ao Roverno, alem do cll'eilo moral
que liavia de progozir >ua retirada para Lima.
A insurreifo pelo contrario licava senhora pacifica
do valle de Jauja e da sons territorios a leste dos
Andes, l'poco depoit reunia-se a Castillo em
iluineavo divisao de reserva do general Sau-Ku-
nun corpoita de quasi doos mil liomens.
Alem disto a iiisurreic,;io medida que se desen-
volva nao era mire smenle a lola de um ejerci-
to contra oulro, a marcha de um Reueral fazeudo
operaron militares; era tambem um goyeruo op-
posto a outro. Ao Ululo de ebefe do exercilo li-
bertador Casulla ajuutava o de chele do estado.
Desde o me/, de maio formara-sc- um governo pro-
visorio, Cora nomeado um ministro, e as metidas
polticas mulliplicavam-se. O genersl Echeinque
para relbrca o seu eiercilo promeltia a Iiberda-
de aos escravos que se alistassem, e immediata-
mente o gabinete de Castilla proclamnva a eman-
ciparlo completa e absoluta dos eseravos. O go-
verno provisorio Hito limilcva-se a obolic,ao da es-
eravatora oua suppressao da conlribuie.ao dos in-
dgenas, guarmentc decretada. Tinha a presump-
t de ser o uuico governo legitimo do l'eru ;
rnarcava a lodos os cheles militares e empresados
cvis um prazo para recouhecerem, na falta do que
perderiam seus posios, e seus lusares, diriga tues-
ino circulares ao corpo diploinalics [2) declararan-
do que dahi em Ranle licava sem valor qualquer
tratado, ou convengo rom o general Echcuique.
Esse passo ao qual o corpo diplomtico nao [in-
dia naturalmente corresponder, causou depois al-
guna embaraces. >.io be pouco para os agentes
europeos na America Icrem de reconhecer as re-
volotet que triumpham sem Icrem de tratar com
ellas quando anda sao insurreirao. O certo lie
rp:" o general Castilla proceda como nm chele de
I torno, c dava pouco depois mais consistencia
ao seu gabinete, se podc-se dar nome a um mi-
nisterio cm que loda. as pastas estavam reparti-
das entre dous liomens, M Srs. Manoel Tonino
l'rci.i c Pedro Calves. Assim militar e polilica-
iiieiiie a revolurjo apparecia como um relo eon-
sideravcl que iniquietava muilo o governo. l\o
mez de uovenibro o general a I s l lomara gran-
de posic,ao, c eoineray a ameacar Lima.
Entre lano a lula prosegua igualueiile no sul.
O eenhor Elias que desapparecra um momento
depois da acrao deilca, reapparecia em Muguegua
como chefe dos dislriclos meridionaes em nomc da
iusurreirilo. De outro lado o general (iuarda oc-
cupava ussas pAviacias com tropas do governo. De-
pois de sua retirada do valle de Jauja o presidente
enviava retornos aa sal s^b asordens de novu chele
o general Trinidad Moran. O general Moran al-
ronroo a principio algumas victorias ; balen as Tor-
ras rebeldes enviadas ao sen encontr pelo Sr. Elias
no Alberto del Conde, c oSr. Elias vio-se> forrado
a relirar-ie para Arequipa'. O general Moran se-
gui-o al la. E aqu dava-sc um laclo asso* cu-
rioso.
Ha um humem quetem representado grande papel
as revoluces da Peni, he o general Ignacio Vi-
vauco. Desde o principio da frevolurao d IsS o
general Vivanco, na minio lempo desterrado, apre-
tentou-te no sul. Posto que pareca natural que se
declarasse a favor do movimenlo. elle moslrnu a prin-
eipio alguma hrsilacao quer poranlipathia ao gene-
ral Castilla, quer por oulra causa, eemlim rcuuio-se
ao general Echenique. Assentou-se em que Vivan-
co que dispuiiha qe algumas torras cooperariss com
o general Moran pora o ataque de Arequipa, onde o
Sr, Elias se refugiara. Vivanco nutria secretamente
algoma inlenoao petsoal"! Quera entrar primeiro
em Arequipa, onde Uvera outr'ora uumeresos parti-
darios para levantar a seu turno oulra handeira ? O
certo beque precipilava seu movimeulo cm i|uaulo
Moran approximava-se de sua parle; oque vendo
os defensores de Arequipa laitcaram-sc sobre o pri-
meiro, lizeram-se obre.o primeiro, Dieram-lhe al-
gn prisioncirosA Inmaraiu-lhe munire e armas, c
deuarain-no em mao estado antes delle ler podido
reunir-te a Moran. Chaando esle, nao deixou de
haver o ataque ; mas fui infructuoso. Os dous gc-
nerses foramJialidfs. \ i\anco temi fugio dillicil-
mcnle, e Moran licou prisioneiro com muilos deses
soldados. Entilo deu-se um dos actos odiosos das
guerras cvis. O velho general Moran que comba-
lera onlr'ora na guerra da independrcia, e que aca-
bava de fazer |simplesmeiile;o seu dever, soll'reu nm
jnlgameDto deritorto peranle urna especie de tribu-
nal popular, foi candi inmolo a morle e falllado.
Islo passava-sa no Um de uovembro e nos primeirof
dias de dezembro ile IfcVi. Essa derrota causava
grande mal i cantado governo.
O presidente j em espernnra do lado do sirl'iio
poda faier mais do que aguardar a insurreirao, e
fnnrenlrar os seus etforros para a defe/a de Lima.
Com efleilo era ahi que depois da victoria de Are-
oipa, Castilla d'ispunha-sc a ir encontrar o general
.rheuiqur. Todava o governo nao cria l.lo prxi-
ma sua ultm.a hora ; coulava com a dilliculdade de
alrvessar a Cordilheira em ras eala(la, e noseu
pensamento o eucanlro decisivo s poda ler lugar
em marro on em abril de IS.. Nao acontecen as-
sim. Castilla aprasentou-se pooco depois nos cam-
Cde Miradores. Desde .entilo o choque toinou-se
niueute. O exercilo do general Echenique reu-
nido em torno de l.ima era anda uumeroso, e ron-
lava soldados velhs ; oceupava alem dislo posires
vanlajosa-. Algunl dias pa>sarani-se em manobras e
em esraramiiras; einlini a ) de Janeiro ls.Vi Iravou-se
oeombale desde a manliiia em Palma, quasis pos de
l.ima. L'ma porrao do exerrilo do presidenle .s or-
dens do general Pc/.et comerou o ataque : foi logo
apoiada pelndivisto do general Deuslua, o qual pou-
co depois cahio murlalmente ferido. Tres floras da
combate decidiram a victoria a favor do general Cas-
lilla, o qual na nirsma larde eulrava triumpbanle
em l.ima. O gera| Echenique apenas Uvera lempo
de bucearasylo na casa do ministro bntannico, don-
de sahio pouco depois para deixar o Peni. Quanto
ao exercilo, esquadra do Callao e a todas as outras
fOrcas de diversa nalureza, suhmctleram-se ao uovo
Roverno, o qual ficou assim depois de um auno de
lulas senhor do |>aiz.
He pois o principio da siluacjlo nova que comer
com o auno de 1H55. O governo legal cshi derriba-
do, e nao deixa bastantes raizes para contar com un
resto de defeza de defeza depois da sua queda. A re-
voluto triampba sem encouirar obstculos, iiem
roesmo onde nao fora anda proclamada. O carcter
grave desse aconlccimenlo lie ser una iiiterriipr.au
da paz poltica qu rcinava ha dez annos no Peni.
Entre os hoinent que eouperam para a inaorreicao
doos sobre ludo eslavam naluialmeute na primeira
ordem : o general Castilla c o Sr. Domingo Elias. O
primeiro, que recebeu o ttulo de libertador licou
pela forra das cousas depois da Victoria feila chefe
provisorio do Estado, aguardando uma manifestaran
regular c legal do liaiz ; o segundo he ministro da
fazenda. Como nnontece em todas as revoluroes us
primelros actos deese novo poder, liveram o riinho
de vilenla rearan contra o governo derabid, e
contra todos os liomens que, a elle 6e linln-yn laiiiiiii
do ; assim uiu decreto de 11 de Janeiro riscava dos
mappas do exercilo grande numero de generaes, lulo
s Echenique como' lamben) l.afucnte, Vidal, Tor-
neo, I'cvl. Sierra, Vivanco, Medina, Guarda, Men-
dihuru, o alinicjinie Koicclledo, e mesmo por singu-
lar rcfinainenln inclnia-se ahi duus generaes morios
Deustua e Moran. Eutre os outros ofliciacsrebaixa-
dns navia 9.~i coronis, numero que nao deixajde ser
exlravagaulc para um exercilo como o do Per. To-
dos os liomens, que loma rain parle ni admiuislrarao
decahida, ou ero quaesqoer actos finanreiros, foram
declarados respon-aveis em seus bens. Mas sao actos
pessoae. Qual he a siloarao real do Pei no ponto
de vista exterior e interior '.'
A principio a presumpr.io que Uvera na m-urrei
raoconsliluindo-sc em governo antes mesmo de ler
Iriumpbado, o riirisindo circulares aos senles es-
trangeiros. mo deixou de causar algara embararo as
relac diplmalas. O general Castilla pareca
eslranhar u silencio que accolhcra as circulares do
governo provisorio. As relames nao comcraram de-
baixo dos mclhor. s auspicios, e Iniuve mismo uma
correspondencia assaz viva entre o novo gabinete de
l.ima, o o ministro inslez, o Sr. Sullivau, a respailo
dos refugiados que l ni ha m procurado asv lo n^lrgai ,!..
britnica; mas ersts primeiras dilliruidadr. com"os
agentes [europeus adormereram-se.
Na America mesnjo foi restablecida de uma parle
a paz com a Uolivia, e de oulra parle elevou-se urna
queslo que-chegou quasi a um rompimento com o
Equador. Ao m-no. o ministro desta ultima rep-
blica retirou-sc de l.ima ; foi romo ja disemos a
respeitoda ebegada do general I-lores a esta ridade
no uiei de marjo de ISi. Por um tratado que da
la de,IK.>:f o general Echenique obriaara-se a uno to-
lerar a presenrade llores no lerritorm peruano,
ministro do Equ.nlor pedia qne fo-e salisfeila etaa
promessa ; mas o^siluuele de l.ima responden que
o traalo de 1833 era simple) projeclo sem nenhom
valor legal, visto que nao fora submeltido i appro-
vacao do rongresso. o recusava expcllir o general
Mores. Em consequencia dessas explicares o mi-
uislro do Equador pedio ilccisivamenle.scu paannor-
le :ll de abril de 1855. As relaroes etilo poli alr
cedo ponto suspensas entre os dous paites ; mas sr-
ja qual for a lignilaWao desses pequeos ineidenlaa
diplomalicus, he evldeulemeiile esse u lado seyunda-
riu da siliiarao do Per depois dos aconlccimeiiti..
que liouveram.
O lado mais grave he o que se refere s condires
interiores do Miz. A revolurao eslava victoriosa; pu-
rera o maisdillicillira vapor la/.ei;reslava orgainsar a
repblica,determinar o rgimen debati do qual ha-
va de viver, dar sobre ludo carcter legal ao novo
eslado de cousas. Lina convenrao nacional foi eleila
para resolver lodas as questes de erganitacSo e de
constituir Jo. Essa nova assembla nomeada pelo paii
sob o imperio dos aronleciineiilns rcenles reunin-se
em l.ima uo mez de junlio, a foi dclinitivainenlo
intlalUda a I i de julhu. I ni dos seas prime iros ac-
tos Toi coiiliniur n.i presidencia provisoria da rep-
blica o general (jslilla, e prepara agora uma con.-
niuirao que sem duvida nao dillerira muo da
qne enslia. Em uma inentagem dirigida Icouvcu-
rilo nacional no di.i da iuauuurar.lo de -cus Iraba-
llios, o general Castilla expe o astado do paiz, as
Dhatea diversas da looga Trise em que elle represen-
lu" P......."" papel, os iiiclhoramenlos de que lo-
mou a ini.-.ialiva, tnal vistas de governo. E termina
assim: a Correnpondendo ao detrjo dos novas, e sa-
lislazendo osjneus proprir.s. obrigoei-roe quando
accile o governo prov1orio a convocar irinta dias
depon da pacilieatao ,io Per, nina convenco para
lar-lhe con la de lunilla conducta, e para que ella
pude.se completar a reomaiiisarao da repblica. A
victoria de :> de Janeiro era a verdadeira paciGca-
rao, o a ."i de fevereiro preeurhi meu luando-vos para que vossa experiencia nodesse exe-
eutar essa grande obra, da qual dependen! a vento-
ra do Per e a gloria de seus libertadores. Taes
'Ao, pois, os problemas que os legisladores peruanos
lem ue resolver. Nesse rgimen novo que se elabora
em l.ima o general Castilla conservara sem duvida o
principal papel. Sua primeira adniiiiislrarao de ISJ
IxTV'ii moderada, benclca, e della resullou a or-
aem legal que durou dez anuos. Agora resta reco-
merar a trela, e he dianlc das dilliculdades dessa
reconstilaleSo poltica, administrativa e linaiireira
que o l eru acha-se presentemente.
para saciarein sua sede de dominaran, t) general
Santa Cruz, nao va lamban) que mesmo na Uolivia
encontrara mais de um concurrente serio. Entra-
va sobreludo nesse numero o Sr. Jos Mara Lina-
rea, um dos adversarios mais rdemete maiaconde-
cidos do sjslema que nina na Uolivia desde alguna
anuos, e bem pouco ditpotlo abdicar suas prelen-
res dianle do general Sania Cruz. Einlini e-ses
candiitalos diversos, que ilispulavam entre si uma
candidatura, nao viain que u general Itel/.u Hilo po-
daalao litar no podor, empregaria lodos os seus es-
forros pura ter um surressor de sua escolha. Com
elfeilo o candidato do governo'foi o general Cordo-
va. o proprio geuro do llelzu, e foi elle naturalmen-
te queui sahio eleilo. He pois uma especie de
dymnastia como a que reina cm Venezuela desde a
elevarlo de Monagas. I'al he o ultimo e o mais
importante incidente da hisloiia actual da Bolivia.
Coiivm saber se as rellexes do general llelzu em
sua ineu-ageiii nao podein a|.plicar-se a elle mes-
mo.
(Jual lien carcter geral da siluariio destas iluas
repblicas'.' Em uma d,lo-se obscuras peripecia*,
lias quaes se esgota infeluuieiite uma aclividade que
metlior dirigida se apphcana ao Irahalho e ao de-
eiivolvimcnlo dos inleretaet, em vez de empregar-
o,. ------------- i eiivolvimcnto dos inleresscs, em vez de empregar-
ro 11 ie'" Uma ,>ilr" m:iil ce,:lral ,la A'er'va, a se em um ronlliclo permaiieiite de paixoes vulgares,
boliviana nao aprsenla essa serie da acn-, Ka outra ha uma revolurao que loma a por em du-
leciineiitjs que desenvolvem se por assim dizer, ai
claras, e sao por itao mesmo mais facis de percener-
se. Sua historia he mais obscura, mais complicada ;
todava lem alguus Incoa curiosos e caractersticos,
tres lacios sobresaliera na historia da Uolivia uestes
ltimos lempos: a guerra com o Per, os movimeu-
tos revolucionarios que agitara o paiz, e a eleirilo
rcenle de uovo presidenle.
No romero de IS.">i a guerra entre a Uolivia e o
Peni, ou antes entre o general llelzu e o general
Echenique anda exista, embora de ambas as parles
houvesse lana falla de forras, quaula malevoleucia.
Osinlere-sesconimerciaes desses dous pi.izessoffriain
mais por essa lula do que os exercilo* dos dous che-
fes. Nesse estado de cousas coucebe-se que a insiir-
reirAo peruana era uma lelieioade para o general
llel/.u. o qual va nella uma garanta coutra noval
hoslilidades, e tambera a pruiabhiilado da queda de
Echenique. Travarara-se logo relacoet entre os re-
vollo-os do Per e o presdeme boliviano, t) gene-
ral Casulla, cm nome do governo provisorio, de que
era chele, aunultou as interdictos que pesavaui
sobre o roiiunerrio dos dous paizes. Elle arh.iva,ro-
mo ja vimot, na Bolivia armas, ca vellos, inuiiicra, U
que he mais singular De a Iota extravagante que csla-
lieleccu-se entra n governo boliviano qne fazia alarde
dos soccorros prelados a insurreirao peruana, e o
geueral Castilla, que negava ler -ido lao bem servi-
do, c reduzia lodo esse negocio a una compra de
armas feila em seu nome no paiz vizinho. No l.
dejunho de IS'iio iniuislro da* relaroes exteriores
do general Uelzu, diriga rom o-denlarao uma circu-
lar aos governot etlrangciros declarando-Ibes a par-
le que toinava no inovimeiilo de Per, os soccorros
que Ioncela, o Saiha o mundo, dzia o ministro, o
Sr. Uaph icl Uusllllo, que quando o governo da Uo-
livia faz .lignina cousa, lie lempre sem disfarce.
A eslas declararoet, o geueral Castilla responda
por oulra circular aoi Estados cslrangciros. Venli-
cou-se depois que os soccorros que o Sr. Uuslillo
enumer.iva em sua circular, u governo boliviano
anda oSo tinha ollerecido ; mas pretenda otlerccer.
Novas coiumunicaroes dissiparain essas sombras. De
fado, a victoria da revolurao de Lima fui o signa!
do reslabcleciinenlo da paz enlrc os dous paizat.
Dos dous perigos que pCsavain sobre a Uolivia, a
guerra c os inovimeulos revolucionarios interiores.
ura desapparecia com a insurreirao do l'er ; mas
reslava o segundo, qoc nao era o menos grave. Des-
de milito lempo a presidencia da repblica hulivia-
na esla lias mios de um dictador, como ha modos
na America: he O general .Manoel Isidoro Uelzu.
Esle tem todos os poderes, e aquello que nao lem,
loma-os. Era desforra, seus mimigos estilo seuipre
em cuerve&cencia e era revoll, por isso a vida po-
ltica da Uolivia he um millo de dictadura ede anar-
cbia. Mesmo em IS."i no me/, de uoveraliTo luiuve
em Polosi uma tentativa de revoluto militar. Era
o roininandante dessa provincia, o general acha que
aproveilava se da sua posirao para rebellar-se, irri-
tado, segundo coma, por ter sido privado do uma
posirao mclhor, a de direclor da cavallaria. Esse
movimenlo (oi logo comprimido, e ale era um|mo-
mcnlo de clemencia o presidenle piihlirou uma am-
nista por occasiaode uma reunio du congresH ron
vocailo exlraordinarumente. t.iual era o motivo des-
sa eonvoracia extraordinaria du congressol l) gene-
vida os deslios ile un paiz, onde os h,iluto- de or-
dem e de legalidad*' parec.un tomar ali^um imperio.
De ambos os lados v-se uma igual incerteza, a qual
u geueral Caslilla nao podar fazer cessar, quauto ao
Per, scuan pela energa e lirmc sabedoria de um
govcruu reparador.
{Ammairt des Dcu.c Mondes.
COItltCM'OMU.MIA Do MARIO UK.
PCIt.NA.lllIlCO.
LISBOA.
.11 de marro.
Principiou boje a ferir-se a gruido balalha.qiie
lem de decidir nao so da vida desta situaran polti-
ca, mas do futuro de;te paiz. (jUesUo rais sera
anda nao veio ao parlamento, depois de .'!,e admi-
ranic como hitja alguem que considere cousa de
pouco momelo assumptos a ordem d'aquelles que
se debatem.
Como lhe diste, o l-'onies tinha prescnlado ao
parlamenlo ntmedidas liiianceiras que laoanciota-
mentse csperavain, mas nque nao poda di/.cr-llie,
pori|uo a esse lempo iiwgoem o tabla, era a ordrm
porque a commisso de la/.rnda aproenlaria os seus
Irabalhos. Ilouvc i,u-a, -rgumlo ron-la, de dar pa-
recer sobre lodas as medidas, mas vendo-se que a
demora era prejudicial, nao sn porque a oppo-icao
podia recrudescer, mas porque os cuutralos tiiihm
esse pra/o fatal, resolveu-se dar parecer sobre algu-
mas, reservando para mais tarde as outras.
Na orileiu clifouolugica o convenio de Londres
com O Thornlon era a primeira medida que sr apre-
senlava, e foi osa por onde a commisso principiou.
Seguio-se naturalmente a autoritario para o empres-
linio e cntemlendoe que as duas questes deviam
ser tratadas conjunclamcnte. a commisso imuxe
a cmara >> >ea parecer sobre aquellas duas me-
didas.
Antes de pastar adianledevodizer-lhe, que liouve
tres memhrus da commisso que lusignaram venci-
dos, c como os suus nemes leudara auloridade, en-
lendo que devo dizer (piaes-Ao. O Passos Manoel
he S primeiro, seguo-se o Amaino Jone de Avila, e
vcni depois o Augusto Xavier da Silva. Estes tres
votos tirarara haslaule forra i commisso e h/.eram
estremecer o gabinete.
O Passos he o auligo ministro de lili, chefe da re-
voluto progrcssisla, chele do partido da esquerda,
o cidadao virtuoso, o carcter -nnpalliico, o hornera
popular e que n.lo leudo sido hostil siluariio, tanto
mais perigoso se torna luatlandO-M delta n'uma
queslao d'aquella urdera.
O Avilaba o ininlstrodu gabinete do conde deToo-
mar, que nunca appruvou a* suas demasas, que go-
za de umajrep'ularau -ein manilla, c que todos con-
sideran) o humera meis competente do uosso paiz
em materia de linaucas.
ti Augusto Xavier he em dos directores do Itauco
e como tal cumpeteule para Iralar ohjeclos liuan-
ceiros.
Estes tres votos, rom v. inlliieni muilo n'uma
queslao, c juntan! no mesmo pensamento direla
da cmara e a esquenln coelsao que podia ser
falal ao soveiuo se elle nao etlivestc tilo foitc pelo
apoio de parle da esquerda u lodo o centro da c-
mara. '
Mas qualquer medida, embora approvada pelo
ral llelzu o. i/.ia em manifest ao paiz: quera dei- pai lamento, pode sabir d'alll desaulor liada, c he
lar suas fonec-oes. Com clfeilo o congresso reuma- i-so que lera d-do cuidado ao gabinete. Me por i.so
se no mez de frverero de 1855, e o lacla mais cu- que elle tem procurado convencer algn* individoos,
rloso dessa sestao era cerlamenlo a mensagem em he por isso que ello lem promovido reoniocs. he
-oeelzo declara va de novo peraqle o corpo legis-1 por isso quo elle >e tem preparado cora numero-
so* documenlos para esponder Iriumphanlemenle
que cm l.isbca se prepara um nos abaixo assguados
uu mesmo sentido.
Na Inglaterra fazem-se mecling* e represenla-se
ao depoic. Aqu prescindimos dos inet *''/ ino-uos lodos por convencidos c cura a iiossa pro-
verbial pacatez assignamos uma representaran, c
seja contra o que for, e julgamos ler salvado pa-
tria.
E estilo em moda as reprcsenlares Cellectivar,
lia pouco era a dos lavradares pedindo que nilo
se adoplasse a lei dos cereaes ; depois era a dos :|II
margados, pedindo o adiaineulo da prnposla de lei
que determina a abolirao ; amauhaa sera a dos rou-
irihuiulcs, pediudo que os dispensen) de pagar o
tributo !
Ora pois, vetillam as represenlac.es que, se o go-
verno conseguir fazer passar nal cmaras as medi-
das linanreiias, lera um rfleio ptimo de comhaler
aquellas represcnlacoc.-'. Esle mel he, uem mais
nem menos, do que arrojar sobre as provincias um
exercilo de Irahalliadores armados de alvino e pica-
rela. A esle exercilo he que as provincias nao rc-
resislem, e nao i a agitas.lo contra o governo Rear
acalmada, mas ha ue desenvolver-se enlhusiasmo
por uma admiuislrarao que assim coinprehcndc as
necessidades deslc povo. Ao odio ha de surceder o
amor, e ao espirito de rebelliAo o espirito de in-
dustria.
Na cmara dos pares cncqnlra o governo seria re-
lia muto o andamento dos negocios d'aqaella mal-
fadada narilo.
I de abril
A cmara dos pa/es com graude admirarlo de lo-
dos decidi hojo por quareula e lanos vo'tos contra
riezoilo. que -o entraa na discussao da lei dos vin-
culo*. (J-iiondo lodos esperavamos que a cmara ia
approvar o adiamento prnposio apparecc-uos a-
quella volaran Va alguem fazer juizos a retpeilo
de uma assembla.
Mas foi acertado o pnsso que den a cmara, pois
seria vergoiihoso que adiasse uma queslao tilo deba-
tida, lao esludada e lao sabida por lodos. Se a cma-
ra anprovastao adiamenlo dava um documeulo ver-
g'onhoso de seu deleixo pelas quesles de mximo
inlrres'c.
Vamos ler pois a discussao da lei dos vnculos na
cmara heridilana ese os mais bem fundados juizus
nao lalham, coran na quesillo do adiaineulo, he de
suppor que o parecer das comraisses de legislarlo
e administraran seja roprovudn, e que rhovam lan-
as proposlasna mesa que alinal se retolva ir ludo
a nina enmmissao especial para dar o seu parecer.
A retolueio ii cerca do adiamenlo explica-sede-te
modo. Assim a cmara uto val Uo manfeslameiile
de encontr a opiuiao publica e consegue por vas
tortuosas o adiamenlo que ella muilo desejava, mas
que nao se atieveu a approvar
i.., iniii.iii i ii, iii,i < oiu'iiiu u uvrriio sena re- j ..
htencia, mas .upp..e-*e que teri algn, votos de ',. 'J"aS!'!"> "'^ cenle mas mais jesui.ica. In-
.naioria.eeraqueslet de .nposiu, e; qoesloe I'.! ,'* a """ "2" """"*o. O mal foi locar.
nanceras, ura nu dous volos'nauuell, comarca sao 112L22 f' "V^0 ? veu <*"e e,,cul"il1
quella comarca sao
bastantes para que o governo potan continuar.
Nilo acontecera assim, se isso lhe surcedesse na
cmara electiva. All o vencer a queslo por meia
duzia de votos, e perde-la era ludo o mesmo.
A e.uar,i dos pares Icra-sc oceupado osles ltimos
dias com a queslo de adiamanto
culos.
mullas mi/erias, e que tornou bem patente a neres
sidado de urna reforma.
Na cmara dos depulados comunin anda boje a
queslao do adiamenlo relativo as medidas linancei-
ras. Fallaran) tres depulados da opposic,Ao e dous
miutstcriacs. I.m deslcs o Lobo de Avila membro
US>IU" i da commisso de fazenda, Iralava perfeitamente a
A reprcsentac,ao dos Irnla morgados sem
cora que o* dignos pares adiem a discussao
ha nada assim '
mente ventilada
nri foi' 1ucs,ii e ,ev"u evideucia que as duas medidas su
. mS Kcilab I11"1'3"1 lralar-se sera prejuizo das outras,
ri^iofs-da-q-ocstao" 'eTlar^ssira '"r JST r"""" '"'? f", "'" "^ !
,..,. na casa electiva, depois da impren- SJg** "*Uy** """"* ferr,"ea Q'
sa ler debatido por muilo lempo aquelle assumplo, L"'\t'" "* *"""" V"a reSolver C0,1VC-
veem os proceres do reino, c dizen.-n,io leruos os- mo om- ln,,llou e a "torisacao para o empret-
ludado o objeclo. adic-se Umo: ''ol ',coa 1ue esle deputado, que t3o lucida-
Pois. se aquclles senhores nao lecm opnio arer- ""''e 'correu, empregasse uma lingaagtm vru
I d um assumplo iulgado pelo paiz, entao nao e 'A" "ijus menle Iralasse os seus adversarios.
ei sobre que l leem. Me mclhor deixarem-se da-1 ZiJzSSS' Htay* ""''S'"'1" 're que ama-
quillo e procurar outro oflicio
po
he a ral.lid.de?u. os impel.! Se agora re- 2 ."erl.?"' U ** "'"
ronna-sem aquella insliluirao absurda era nalural ir.ii.--_ i^.. __ i -
que esla reforma alravessa.se um longo esparo de \,' J t,n '"l,0,H f<,P"seiiIaues qoc
lempo, porem na,, a reformando, breve v,ra\,raa ?.',' *m ? Pjff" Cul,,r,a med"'"S '""""'
administrarjo que por ora arlo eleiloral alirara cora -' *" '"," J (,"a f.ro '"", lss,n>' e
os vnculos-a Ierra sen. conttraplarjo nem miseri- i '"hem ,, dl,-lll,aV'se .clivom.nle. Em Lisboa
1 lambem se procurara assignaluras no mesmo sen-
lido.
cordia.
A liga agrcola era qoc na uiinlia anterior lhe
fallei, .canoa era desorden) e confnsBo. f.luizcram
a I tribuir aimcllc snecesso ao Jos Eslevao, mas foi
uma injustira que lhe lucrara. O Jos Estevao ap-
parrreu all c falln com aquella liberdade que lo-
aos lhe conhcceinos ; ma
Consta que a rainlia de Inglaterra venia Lisboa
no varia.Do estrangeiro nada de iraporlanle. Se
o vapor n.lo sabir tmanila* dir lhe-hei o que se pas-
sar na cmara dos depulados,
llnha-llie fallado na mulia anterior de um con-
a cosluinndos S,|ellas liberdade's, escanda- *,, .,?.,;""" MY"'^^.f>1,.^f"^^-.^a 1fr*!ira* J_*
Irsara.n-se, e quizeram ving.r-te privando do vola 2 !!rr"l^e julgou iucompe
o,arli-.lasqocl,.d,,i.n roncorrido a reuniao. Sobre |'ce Pa conlicccr do crime e remelteu o negocio
islo houve grande algatsrra, lomullo e separarao I ,-m 'V',
sera que se disrnli.se cousa alguma. *-"mo (*(l'f "'""' do, S1 "lllia sldn '"a"-
Mas era preciso que a cousa nao licasse assim, e I lr i?',, (l".l1"'"1'" el" ,lous Presos tundemuados
para isso enlenderain os lavradores que deviam reu- a '"bi"110 r"bheos, qne se diz, murreram em con-
nir-se as escondidas I. n'M casa que so clles sa- "1S2* ?,^M; ,
tsles casos felizmenlc nao se repelir.1o raai-, por-
que a enmara acaba de approvar uma le que abo
alivo sua inleiiro de abdicar o poder. Vio-ge no
auno prximo passado uma inen-agcni uotavel do
presidente do Paraguay, na qual se achara descoher-
las inuilas fraquezas dos republicanos bispanoi-aine-
rcanos. A do presidenle boliviano nao ha menos se-
vera. Suas ulliiuas palavrat sao pouco uiais ou me-
nos eslas: quer queixar u poder porque a repblica
nao pode mais viver no estado ein que se acha.
... A Uolivia, iliz o general Ucl/u, est ameaca-
da de dina horrivel calMtrophe, e lalvez .: roui-
plela ruina. Tornou-se incapaz de lodo o governo ;
nella mo se descobre iieiihuiu elemento de ordem
que soja permanente... t> patriotismo lio um nome
vio, o que o subslitue era Indos be fra indiffereura
ao bem publico, e o desipicdado egosmo que s lem
era visla o eiigrandeciuieiilo pessoal dos individuos...
t) piimciro dos males pblicos be a falla de oceu-
parao, a o.iosidade habitual da unir parte dos boli-
vianos. Desprezandu a> Irahalho, ao qual ahre-se
um campu lao vasto, quauto fecundo neslc solo rico
era que Dos nos fez nascer, elles eslao habituados a
viver dos urepregos das vicisitudes da poltica, do
jogo dts intrigas, do inoviraeiilo das paixOcs. Cada
revolurao Ibes ollercce uma esperance, um aconteei-
ineiito deque pudero lirar proveito. Especulara com
as desgraras uns dos outros, e be por isso que a des-
ordein acha sempre partidario*. A inania dos empre-
gos degrada lodos os concites, deslnie toda a raora-
lidade, mina luda a ordem social. Anda quaudu as
rendas do Eslado I.....m consagradas inleiraineule
a pagar empregado-, seria impossivel crear lautos
lugares, quaulos sao os preicudenlcs. O governo nao
pode chamar aju dellcs sem ver-sc obngado a deixar
departe os oulros, os quaes loruam-se iminediala-
raenle seutajiuinigos encarnieadoa, e vflo engrossar
as lilheiras oa sedijao. Aos olhos ue cada um o inc-
Ihurigoveriio be aquelle que da um einprego ; aquel-
le que lira lhe esse einprego ou nilo Ih'o da he ar-
bitrario e Ivranuico. E se devo de una vez dciiiin-
ciar-vos o segredo dos revoluroes, eu vos direi, se-
nhores. embora corrido de pejo ; lodos os partido-,
lodas as facroes.lodos us levaiilameiilos que invocara
os mimes de patria e de liberdade n.lo tem real-
ao* seus advertarioa
lloje roiiirron a balaiha, como j lhe disse, c o
eomeco aundncla que ella ha de ser lerrivel.
Mal .chava deler-se na mesa o parecer da com.
miatlo, mimas vozes pediam n palavra s.bre a or-
dem. I'.uube ella em primeiro lugar ao deputado
Coulo, carcter ludependcule c liomem houiado, o
qualoepois de algumas cousiderjroej lormulou uma
propostn de adiamenlo.
Adiar a queslao era malilla e para isso eslavam
j;J prevenidos os uiiiiisttiacs, quo acudlrain lugo
pedindo a palavra coutra o adianieuto.
toi sustentada por algn* oradores da
biam, e ahi assiguar a reprcsviilarAo qne dirigir
cunara dos depulados. A represenlarao esla bem
escripia, mas em termos muito enrgicos e lalvez
inconvenientes. Diz-sc que he escripia por Ale-
xandre llcrculaiiu, que, leja Jilo enlre mis, n.1o he
o mais competente em assumptos econmicos.
N.lo lhe faflei .inda de una inlerpellaro feila
pelo conde de Thoniar, e qualem rtlarao com o
Brasil. Vou pois faze-lo, apezar de ser um pouco
lanlic.
Um preln estrave do llrasil, viudo ao Porlo n'ura
navio brasileico, roubou o rommaudanlc do navio
e fugiu para Ierra. Preso cm seguida, foi reclama-
do, mas o governo que linha pouca voolade de en
Iregar o prelo, po-lo a disposicao do poder judicial.
O ministro do imperio rcelaiuou a enlrcca, c o go-
verno porlugucz allegou o direilo que lhe assislia
em virliide de um alvara de mil decenios e tantos
para ngo entregar o prelo Trocaram-se notas, di-
rigirn! se portaras sobre porlarias as autoridades
do Porto, c alinal, nao fui possivel recusar a enlre-
ga ilo cscravo, porque o ministro do imperio cilava
a lei porlugueza, islo he, um alvar que modifcala
aquelle era que se deelarava que lodo o escravo que
pisasse territorio porluguez era considerado livre.
O conde de Thoniar pruvava ao governo que elle
ignorava n lei do paiz, c que lora preciso que o mi-
nistro do imperio lli'a entinaste ; que a portara que
mandava reler o prelo escravo, era rontradilona
daqoella que o mandava entregar, e que por isso
propunha nm voto de censor, ao governo. A c-
mara nao podia volar aquella proposla, porque a
diseusafio linha moslrado a evidencia que o governo
fizer.i todas as diligencias para nao entregar o es-
cravo, que as conlradicroe e ignorancias de lei nao
raaspor mquaiilo os mais nolaveil aiuda n,o falla-
ran!, assim romo lamben!, | or parte do governo,
aiuda uenhiiiu dos ministros se levaulou.
Pela qucslau do adiamenlo ve-sc bem o que ser
quaudu se entrar na materia, e qs expedieules de
que a oppo dKCUftao'de Uo iuiporlaule objeclo. Itasla dizer lhe
que no primeiro da appareceram logo duas pro-
postas de adiaineulo e que mais algumas se esp-
ralo.
Apezar de virem aquellas propostas formulada*
em termos molla aceilaveis, e de uilo iinpuriarem
ellas o adiamenlo indefinido, pois que s pruteudem
que se aguarde al que a commisso aprsenle o
parecer sobre as outras medidas, eu creio que os
ininislciiaes nao Iransigern e que o adiaineulo sera
reglitado. E essa volarao servir para calcular ao
certo as vozes de que a upposiro dispe. Seguudo
clculos dos que se dizeni bem sabedores d'aqucllas
Cousas, suppoe-se que o govenio lera 1*0 votos e que
a oppusiro lera ;!t). Mas cu nao me attrevo a fazer
juizus desla nalureza, porque de alguna minisle-
raes sei eu, que aguardan) a discussao para deci-
dir-se.
As duas quesles sujeilat nao sao as mais espi-
uliosas, nem aquellas de quo o governo mais deves-
se recuar.
t) convenio de Londres rom as modificaces que
a commisso lhe fez he muilo accilavel
mente oulra tendencia nem oulro alvo sean lomar uma condiro que tinha causado gravinimaa apnre-
um emprege, c repartir o uiranieulo pelos MU* heiisoe* era elle a que garanta o di.cito eventual
adepto.-., desde a niaior soinim. ale a menor. ale I aos credores estrangeiro* logo que a nossa
o.... A desmoraliscflo lem grassado por lo-| receila fuste superior despezamas asapprehen-
da a sociedades alo a juvciiludc educada lias escolas toes desvaueccraiu se cora as inudilicares inlroduzi-
e nos collegloaacha-ie prorundamente agitada pela idas pela loinmisio.
verligciu revolucionaria, e dominada por absurdas Poder.,, he verdade, haver reel.macdet, mas aras-
pretenroctao poder e inHuenci.. J.i estranhos lando-te tod g sombre de direilo qoe es redores
pela deploravel soppretsSo dos inlcrnalos, salular
2'A tranca |,e representada em l.ima por Mr.
II uel, cnsul gcral enrarregado dos neaociot ; a
CrJullrelanha pelo Sr. S. II. Solliv.n, enrarregado
dos negocios, romujl geral; a Unilo Americana era
em IK. pelohr. jj R. t;iav. encarregado dos nego-
cios,; o Brasil pe*-Sr. J. E. de P. Cavalcauli de
Aibuquerque, lainitiiu pleoipoteQciario, ele.
disciplina das escolas que lhe* lemperav. as paixoes
e acoslumava-us a subordinadlo r ao respeilo, os ra-
pazes ilc boje vivera errantes, livre* da auloridade
pilerna, no mcio de urna socledade que nilo cora-
preheadem, mas da qual conlrahcm todos os vicios.
A politico-mama, a sede dos einprrgos, c dos postos
elevados perturbain-lhes u curaro sera que lenhain
suas calieras assaz madurez.i para rorabaler lao te-
merarias inclinarnos. A propria inulhcr, que de-
vora encerrar-se no inviolavel asv lo da familia o do
lar domestico, abandoni-se deplor.velmenle lor-
renle revolucionaria, c s agitafiies da polilica.
o 'lal he, teuhores, a euumera^io conseieDcios.
dos escollas era que ha de naufragar cedu ou larde
na Uolivia ludo o governo, cu toda a ordeui social.
A au do Eslado nilo tem mais o laslro necessario
para sulcar ura mar porrelloso, onde sopram as
paixoes revolucionaras. A lei carece de defensores,
o goveruo de anoio lixo ; por isso a revolurao pare-
re ser o csla/lo habitual desle desgranado "paiz. Se
rada um desses obstculos he por ai "assaz poderoso
para baldar os esforros do patriotismo, c estorvar a
marcha normal de um Eslado, que sera rcunindo-se
para perde-lo elementos de destruirn 1,1o numero-
sos e lo diversos!.....Como posto acceilar
por mais lempo o poder quando iniulia boa le he
posta em duvida por aquclles mesmo*, em cujo be-
neficio exclusivo o tenhii exerrido no meio da tarda
anarchi. que rain, era Uolivia '.' Como poderei s-
lisfazer os auligo* inleresscs de familia e Ue partido,
qne referen)-te i peooa do general Sania Cruz, e ot
inleresscs e alTeircs que ligara-se a do general llal-
li ao,e einfini asesperancat que nuircm us partida-
rio* do general Velasco'.'
o Como rumiiiuarei a peuivel tarefa de governar
nesse fslado do pniz ?... ><
Fallando assim, imitando um procedimenlo mul-
las vezes empregado pelo general Kotas cm llueiius-
Avres, liel/u nao linha lalvez oulra lim tenao de-
momrlrar a impossibilidade de governar por mcios
ordinarios, e fazer que lhe fotto confiado ura poder
su mesmo lempo mais eilavel e mal* inleiro, princi-
palmeule porque faltando-lhc o-sa nova confirma-
rle o termo de sua presidencia ia rhegar. Se o con-
gresso roniprebendeu, n.lo o den a ronhecer ; o rer-
lo be que nao acceitou a demisslo do general Uelzu,
o qual itcvia conlinuar a excrcer suas fuucresal o
lim ilo peiiodo legal.
Ora findando-se esse periodo cm 1855 o elcico
^e nm novo presidente loriiava-te a primeira que*-
1.1o polilica para a Uolivia. Neasa usa eleiloral a-
presenlavam-te diverso* candidato*. O inaisconsi-
Ueravcl era a general Sania Cruz, o qual govcrnou
muilo lemro a Uolivia, deixou parlidariut, como di-
zia o geueral Uelzu em sua mensagem, e lio aiuda
maisconhecido pela tehlativa que fez para formar
urna confederarlo peru-bolivinna. Depois de ler
vivido muilo lempo ua Borona onde represento*)
diversos paizes da America, o general Sania Cruz.
manifettou a inicnrilu de vollar paraa sua patria, se
foste eleilo presidenle. Dirigi pois de Paris aos
Bolivianos um gaanietlo, no qual apresealava fran-
camente sna candidatura, fa/endo ao mesmo lempo
uma prolissilo dos principio* mais sabios e mais|li-
beraes. Drpois parti para llueiios-Avrcs. afim de
irli.ii-se pcrlo da Uolivia no innmcnlo da eleirao
presidencial. O general Sania t;ruz nao rompre-
hendia lalvez riiriiplclamcntesua pesico. Nao via
que pelas suas antigs lentativat um l'antu ambicio-
sas deixra era cerlo numero de Eslailos lembraneat
qne o lornavain lutpeito. Assim sua viagrm pi'o-
dozio aignina iapretslo na America, lano mai
porque coincida com a chegada do general llores
em Lima, e poique netsat diversas rircuiiisiancias
via-s* um plano combinado culre ulguus generaes
estrangeiro* quizeteem ler n Dsealisar .iiiostasft-
nauca*, arredaram-se us duvida* quauto aquella
Condir.lo.
A commisso fez sentir bem claramente que s
depois 'de voladas lodas as dcapezas, se se nolasse
obra de receila, he que os credores eslrangeiros po-
diaiu ler direilo ao I por cculo lirado u'aquellas
sobras.
Dillicilmcnlc se dar esle raso, mas dando-sc, be
juslu que paguemos o que devenios.
A preferencia nos futuras emproslinios licuu lam-
bem muilo claramente definida pela redacrao da
commisso. Nao se .rallan as concurrentes, nuvein-
se todos, e s no casa de l-'ould e llcvoue apreseu-
larcni condiroes mais favoraveis ou i-guaes s dos
outrus he que sao preferidus.
Olanlo ao cmpreslinio, isso impiirla uiq. vol de
conlianra *o guveriu, o como a raaioria confia nclle
c sabe alem utsso que a operario ido podera sabir
a mais de" porreuto, nunca se recciou que a cma-
ra regeilatse aquella proposta. Quera alguem que
as condires do einpirsliino apparceessera, mas he
isso que uo pode lazer-se lem piejudicar a ope-
rarao.
Esle empreslimo he uma negociaran de bonds,
e lugu que o parlamenlo determinarse o prcro del-
lcs, o mercado havia de regular-so por esse" preeo
e o goveruo nao podia negociar lao vaulajos-
iiienle.
As duas medidas passarara pois na cmara dos de-
put.dos por uma forte miona, c seria uma calami-
dade se uo passassem.
A siluacn que xiesse Irazia a ohrigacu de
nao coulrahir ura grainle empreslimo, e se'm esle.
era impcssivei governar ; poique os mcios ordina-
rio* Ugo r liega ni para os iiiclboramenlos de que ca-
recemos, c sem recorrer ao crdito n.lo podein elles
empreheiidcr-se
Esla cousidcraru de que he impossivel qualquer
situarn que venlia depois desla rom a ohrigarao de
nao lanrar mao dos meio* que o acloal gabinete
adopta, lem Influido no animo de inultos depulados
para volaren) rom o governo. Conhoccm que a COU-
sa lio dil'iieil, que ha cundirocs durissimas, mus cu-
lre dous niale, eacolheu o menor.
A queslao do caminho de Ierro essa he que encoo-
Ira ui.us resistencia, e cu nao sci anda como O go-
verno se sabir i della. A cominixsflo anda nao den o
seu parecer e eu aguardo para cnlo o fallar-lhe lar-
gamente a este respeilo,
fendo-me oceupado doiiue vai pelo parlamenlo,
ser boinqiiediga oque vai pur lora, mesmo por-
que toda a iludida que lulo recebe a taerlo moral
to paiz he urna medida impossivel.
A imprenta lm aguado a queslo e enlre lodo*
os jomaos aquelle que mais guerra lera leilo, he o
Jornal to Commercto, mo porque elle seja um jor-
nal vilenlo, oigan de um partido importante, pois
qnenriiijoriial poltico he; massini porque o hu-
mera que all lem escriplo he competente cm mate-
rias de finaliza.
O Jornal do Commercio lem tratado .i queslo
largamente, encarando-a por todos os lados, comba-
lando lodos os pontos com babilidade, e fallando com
ccrla maniidlo que lem mnressionado. Todo* os
oulros jornaes lem escripia generalidades, c invec-
tivado mais ou menos toi lmenle os ministros e ot
homeos que os dotendem. Mas aquclles artigo* de
generalidades, e era que se diz muita falsidade
rhegaui a* provincias e agitan) alii a opiuiao.' De
loda a palle se receben) carias fallando ua ma iin-
pres-o que prodoziram as medidas do Pontea e em
pouco vamos receber era Lisboa as reprevenlarOes
las provincias ronda aquellas medidas. V
No Porto foi j radiara municipal a prefTieira a
am seno meioa^e que se servir para protrahir a
resolurilo do neg(o, e dar lempo a que se ehec-
luasic a ma00mi*tlo do escravo, que propunhi,
ronde de Til -nar vendo- a diSnosic&O da cma-
ra retirou a pro;...la, e assim lerminou aquelle ne-
gocio que adqui|io uma corla iinportanria pela ba-
\ proposta | bilid.de com qoc foi condolido, c pelo valor que a
upposiro, i imprem do Porlo tomou na queslil >.
Ilojitem houve ne sala da Academia das Setn-
elas uma fesla industrial. Disiiibuiram-sc as me-
dalhas que o grande jury internacional conceden aos
nossos compatriotas que mais merecern! na Expo-
sirao l'nivcrsal de Pars, t) rei pronunciuu um pe-
queo discurso ao dar as medalhas e prcraiou alguns
ilos expositores cora a ordem da Torre e Espada,
t) Avila fez lambem o sen discurso, e cnmmoveu-se
a ponto tal que os olhos se lhe arrazuram de lagri-
mas.
A fesla esleve brilhanle e muito concorrida.
Com a quaresma acabarara o< concertos em bene-
ficio dos pobres, c comeriiiara os bailes para diver-
limenlo dos ricos.
Na lerra-feira passada livemos baile no club. Es-
leve muilo concurrido e bstanle animado. As sa-
las que esliverara ferhadas dnranle o invern, era
consequeucia das obras, eslao bonita* e adornadas
com elegancia, mas nao rae parece que valesse a pe-
na privar-nos de bailes ua eslarilo propria para fazer
aquelles nielhoraracntcs.
Apezar da concurrencia ao baile de lerra-feira,
nao deixaVI coinludo de notar-te a falla de algu-
mas das nossa* elegantes. A rainha da fesla na-
quella imite foi sem queslao a vi uva Siqueira. Ao pe
della lodas as nutras bellezas empalie,ieciam, c mui-
tos coracocs arderam era ciumes sera que ella sou-
bess. que era a causa do lmannos males.
No da -J temos um baile dado plo ministro de
Mapolea. Espera-so que seja esplendido pelo mui-
lo que nelle se lem Tallado e pela presenra do re-
gente, que tomara a fe-la mais brilhautc.
Diz-se que no dia i':t havia baile no palacio Pal-
mella, e (eremos anda dous no club.. Lisboa vai
lomando vida folgada para contrastar com a scin-a-
boria cm que vivemos lodo o invern
Moje houve um pequeo snirre em casa do mi-
nistro da l.ii--i i, mas era por isso foi muilo diver-
tido. Nilo se dnnsava, c apenas se assislia a uma
represeutaro de um raudeiilte. tira, oirresem
dansa he prazer incompleto que eu nunca pude en-
Icnder. principal" cnle aqui, onde nilo se sabe con-
versar romo era Paris
Chegoo o ministro de Hespaaha Corradl, e se-
gundo boas iiiforinariies, Iraz inslriicrocs para Iralar
da quesillo do caminho de ferro que deve ligar Por-
tugal o llespanha. Este raesmo ministro veio tam-
bera incumbido do entregar o Tosi de (Juro ao nta-
rechal Saldanba.
Appareceu a ordem do exercilo, que divide a
forra armada era tres divisor*, e cada uraa doslas
em tres brigada*. Deterniina-se tanihein a mudan-
ra de uniforme, parou-sc ahi. Ot uniformes silo
pelo goslo dus Austraco*, mas Talla-llics alguma
cousa para separecerem. Tiraram as fardas, eadop-
tarara as sobrecasaras para os olticiaet e nlda-los.
He ura pouco mais econmico, e isso he de uma
grande vanlagem Espera-se a organijacao dos re-
giineulo* c bslalItSes, que segundo creio, ser era
harmona cora os verdadeires principio* de lctica
moderna.
A rnmpanliia de navegacao a vapor l.osu-llrasi-
leira, segundo so diz, lem eslado em m siluaro, c
para que nao se veja na necessidade da acabar", un-
ilc-sc u'uina companhia ingleza, a que foi adjudica-
da a empresa de oavegaetto daqol para os Acores,
e que se prepoe eslabelerrr a carreira daqu para
Angola. Se i*lo se lizer, sera de uma grande van-
lagem para Portugal, e creio que sera tambera o
nielhor partido que lem a lomar a Luso-Drasileira.
Pelo ,-vstenia que ella ieni seguido hcqucnaohe
possivel conlinuar. Com dous vapores n.lo se faz
nada, e com a rregulsridade que ella lem lido nao
he pr ssivel auferir lucros. Eslas e oulra- cousas fa-
zem-lios desconfiar de emprezas porluguezas. Pa-
rece que um man fado as nenegue, e que Dio he
possivel fazer cou-a com geito logoipic OS Capita-
listas portugueses liguiam como prineiniies.
O jornal a Patria linha cessadoatna publicarn,
como lhe dista ua rainha anterior, mas com grande
admiraro vi que puhlirava ura nuincro na saluda
do paquete. A principiojulguel que eontinnav*, ma*
depois viin a saber quo aquelle numero nao era se-
an liara mandar para u Brasil. Pastados dias appa-
receu em suplemento com ura longo artigo sobre li-
naeras, ed'ahi para r iemo< estado cm aelvnse. lie
pena, porque lie um astro brilhanle ; que iio con-
lenle de derramar viva luz sobre u velho mundo, a
derrama lambem sobre o novo.
lio o casiigo da chbala uo exercilo. Era uma ver-
gouha que um lal catigo aiuda cxislisse e nem era
possivel ler un exercilo brioso e cumposlo de cida-
dos de lodas as classes subsislindo aquella infamia.
IITSRIQR.
RIO DE JANEIKO.
I de abril.
Vutietim do cholera.falleceram do cholera no
dia 12 do correle uma menor escrava, e no dia 1.1
ura escravo.
Morlalidade lolal dos cholencos al aiilc-honlcra
l,S.">2, sendo :
Livre*. J.:tS;homensl,lii(l,inulheresS(lK
Etcravns. J,l!lg'-,
Condiro incerta. ."I;
.X-'rJ.
1,7!IK,
:io,
:,88,
091
1,361
Jornal do Coinmercia do Rio.'
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SeStao' ordinaria cm 21 de abril de 1856.
t'tcc-l'resldcima do Sr. Jos Pedro da Silva.
Ao meio dia feila a chamada e achando-se prsen-
les M Sr. depulados, o Sr. presidente abre a sesds.
Sao lidas e approvadas as actas das se-.oe-ante-
riores.
O Sr. primeiro errelarin mcncioiia o seguinre
EXPEDIENTE.
l'm ollirio do I." teeretarioda asMmbla,ds Pa
raluba do Norte, remcileiido o rclatorio que o presi-
dante daquella provincia abri a sessio daatemblea.
A archivar.
Oulro do sccrelario da assembla do Amazonas, re-
meltendo tainbcm dous exeniplares da falla pronun-
ciada pelo preidenle daquella provincia na abertu-
ra da assembla.A archivar.
Oulro do secretario do governo da provincia do
Paran, remetiendo dous exemplares dos icios legis-
lativos daquella provincia.A archivar.
Oulro do secrelariu do governo do Amazonas, re-
metlcndn dous exemplares do rclatorio aprescnlado
assembla provincia del 1833.A archivar.
I.'tn ollicio do secretario do governo, remetiendo
sinformacoes dadas pelo director geral de inslruc-
(lo publica, acerca do requcriineulo do padre Anto-
nio tiooealves da Silva, profestor publico de l'racu-
nhaem. \ coinmisso de iiislnieraa publica.
Oulro do mesmo, remelleodo as comas da receila
e despeza da cmara municipal deCahrob.Acom-
ini-o de cotilas e despezas municipaes.
Oulro do mesmo, remelteudo um exemplar da
falla do Huilln, na aberlnra da 3-' sessio da 9. le-
gislatura da assembla geral, a qual leve lugar era :l
de malo do anuo passado.A archivar.
L'm requcriineulo da mesa regadora da irmauda-
de du Divino Espirito Sanio, creca na igreja doCol-
legio, pedindo se lhe couredam ."> loteras para oce-
correr as obras de sua igreja. A commisso do
en..mirilla provincial.
le lida c vai a coinmisso de poderes a.seguinle
lli'lir-o. o :
* Indico que sejim chamados tantos supplcntes
1 ii.iiito- os depulados que participaran! nao compa-
recer ou tcacliam fura da provincia.S.R. tbilio.
OKDEM DO DIA.
Procedc-se k eleirao das coininissoes permanentes
que foram constituidas pela forma seguinle :
ComtlMrioe poileres.
Os Srs. A. Cavalcantf.I.uiz t'ilippe. Machado
Porlella.
Pasenia e orramenlo.
Os Srs. Jos Pedro.Ilarrs Uarreto.Souza Car-
v .illm.
('ontas e i/cs/icgii* proi'inciasx.
Os Srs. Urandao. Ouinlino. Siqueira Caval-
cauli.
O nosso amif;o Abreu j joga a sua sueca.
Asreras habilidades de Hipcrates ja dcscanraran
e se do algum sigiajl do vida, ha cholerina seja
onde tur.
O subdelegado I)r. consta que pedio sua de-
tnisso por nao lhe lerom attcndirjo, quando pedio
ambulancias. He pena, porque agora que Bor-
bolela, esse faccinura evadido do Brum, Jaocinora
audaz, u de muilos homicidios passea descarada-
mente pelas estradas, e ior alguns engenbos, era
que devia o l)r, Alvos, estar na polica para perse-
j;uir, e capturar esse malvado, quo com seus pas-
seios de Bem Fie. a Timboassi quor comprometter
os proprielarios desses engenhos quando elles o abo-
minara. (') Os inspectores o temem, e tremen)
quando o avistamque miseria I
Honve quero livesse o descoco de apparocer
nesla povoacao cm uma das procissoes da quaresma
com a sua barrega ao lado. I .--es liomens mor-
retn velhos sem juizo.
Estamos aulorisados peloSr. Jos Flix da
Cmara Pimentel Jnior, offici.il do balalho da
Ipojnca ao commando do lente coronel Manoel
Gamillo Pires Falcao a declarar que elle nao he o
seu autor, e at protesta do communicado inserto no
Liberal n. 10-10 rubricado peloJusto. Em
nosso esciptorio para essa autorisacao.
Consta-nos que he chegado o major do nono
batalba de infamara veio por Dos, porque nos
dizetn que esse corpo ia mal, depois que o seu
commandantc retirou-se, nao porque quero o subs-
liluio seja m pessoa, mas pelo seu genio demais
bondadoso, o que as vezes nao he l das memores
cousas.
ATTENCAO'!
Abandonados na raaior miseria existen no
bono Largo seis orpliaos, tres meninos o tres me-
ninas, sem pais, entregues a lodos os horrores da
fome, exposlos a nudez e sin un oulro abrigo
mais doque a Divina Providencia'. Pedimos en-
carecidaiiienle a nina dessas henelicas coinmissfies
que, examinando onde morara essas infeli/es, os
protejan) em furnia, que para o futuro Icnham que
agradecer, os meninos, nao serem uns tratantes, e
as meninas miis umreforco para o numeroso exer-
cilo das li llias do diabo.
O subdelegado do Recite, que leni-se torna-
do o cabrion dos peraltas, ladros, e assassinos an-
da a caa de um troco da companhia do tiro en-
ranlonado na ra do liruro. Com esse probo agen-
te policial esses Marcolinos poucos montes fazem ;
no enlamo convem nao afrouxar. Uizcm que essa
quadrilha lem engrossado suas lileiras cora ur.a re-
serva de gente boa l^-que lhe tacajn bom pro-
veito.
Fora de Porlas est um paraizo : que sore-
g que rapazes morigerados que liomens labo-
riosos Ol muilo pode o respeilo, c depois delle
o medo!
Pedimos ao povo loda cautela; nao decm de
mao a certa reserva as comidas mui necessaria,
cm quauto durar o invern : as ebuvas podein tra-
zer una cheia, e ascheias sao commummente lata-
lissimas aos lugares affeclados ; nao ser admira-
co haver um rcapparccimenlo do cholera, princi-
palmente se houverem desregramenios.
A viuva do fallecido Joo Xavier \ idal mo-
radora na ra de Santa Rita n. 90 foi inmediata-
mente soccorrida pelo Sr. Hcraeierio Mariel da
Silva, thesoureiro da commisso lienelicento da fre-
guezia deS. Jos, com dinheiroe alimentos cn'um
da (eoitada !)que nao linha esperanrs de ler um
real para mandar ao acougue. Agradecemos ao
Sr. thesoureiro Maciel ter acodido ao nosso con-
vite.
Uma das casas desla cdade que apresentou
um espectculo mais doloroso durante o transito' fa-
tal do medonho judeu, foi a do Sr. Francisco Jos
de \ eras. Esse liomem onerado do uma grande
familia jazi. expirando em urna aleova sua mu-
lher ja havia fallecido, uma sua filha igualmente ;
ditas mais jaziam n'um s quario esperando o ler-
roo falal ; um fillio liavia sido fulminado do mal
n'uma ruaeeslav.i emnma outracasa se tratando...
quando o ionios ver: nunca vimos um quadro mais
desolador: a pobreza reinara com Ostentaoo, e a
peste eslava com todo sen imperio n.quella casa
reinando ; urna nica falla era a enferineira ; essa
menina ja eslava 'extenuada por lanos trabaldos,
por taas dores, e cerlamenle que suecumbina ella
c lodos, que anda linhara vida a nao ser o heros-
mo que a vivilcava, e a immensa candado, de um
liomem, quo morava juntoe que saliendo do estado
ameniavel daquella infeliz familia foi ser o seu
mais dedicado enfermeiro, sem descancar de dia,
sem dormir a noile.semprc eabeceira dos doenles,
animando, consollando, soccorrendo, crafim iraba-
hando como se fosse nm eslremoso prenlo. Esso
he u Sr. Francisco Antonio Cavalcanii Cousseiro,
a quem o Sr. \ eras, e sua familia abaixo de Dos
dovem a sua existencia. Outras muitas pessoas se
prestaran), logo que souberam du estado laincnta-
vel da casa do Sr. Veras, que longo seria nomea-
las. A commisso commercial nao se descuidoii
dessa familia, o a ella grande parle cabe a salva*
va^ao dessa pobre gente. Felizmente a excepeo
da dona da casa, o de uma filha- todos os mais fo-
ram salvos.
Para as bandas de Iguarassi ntora publica-
mente um celebre crimiuoso.fugido da cadeia velha
desla cidade. mas dzem que he temido : quero not
mandou dar osla nova assim se exprime : Meu
amigo, eu occulto o nomo desse hroe porque tre-
mo quando o pronuncio, voss nao conhece e por
iso nao pode avallar que fra he essa ; anda de
publico e ninguem ignora quera sej o domin
noir das Berlenguas. Verdade be que est socc-
gado.c tal vez mudo de nstincios,porque temos vislo
muilos malvados por conlemplajo da polica lor-
narem-sc liomens de bem. Dos permita que a
polica deste Iguarass possa alcancar essa conver-
so ; no entretanto racommeode ao portador qua
nao descubra o meu nomo ad cauteilam...
Al amanhaa.
Do estrangeiro ha don* fados de grande irapnr-
lancia que abtarvem todas a* allcn^oet. o primeiro
he]a conclusao do Iralado de naz ; segundo he o
n.seimeulo do rei de Argel, filho do imperador dos
Francea**,
As dilliculdades que so linli.lnl suscilado as pri-
lucirs conferencias forom-se aplanando t medida
que o rongresso progredia nos seus trabalhos, ale
que alinal se chrsou a um aecurdo cmplelo c a paz
se as-ighou.
A Itussia niostrou a mclhor vonlade c souhc ser
prudente ao mesmo lempo que forte era nreseura
das exigencias, lal
Commercto, agricultura tic.
Os Srs. Aniorini.Barra llarreto.Ignacio Leao.
. Itedaccto de leis.
Os Srs. Thcmloro.Abilio___Eparninonde*.
Inslrucciiu publica.
Os Srs. Sa Pereira.Silvino. Aleira.
fttalhtea.
Os Srs. Piulo de Campos. Abilio. Carvallo'
.lilil'a inil e criminal.
Segoctot eclesistico*.
Os Srs. Campos.ljulm.rae*.-*-Mareal.
\cijocios de cmaras municipaes.
Ot Srs. tianieiro.MeiraSiqueira Cavalcanli.
Orramenlo de enmaras municipaes.
Os Srs. Joiiquini Porlella. Laccrda.C-ameiro.
Saudc publica.
Os Srs. Sabino.S.i Pereira.lrito.
Petiraat.
Os Srs. Nasciiuculo Porlella. Ignacio Leao.
A. Cavalcanli.
i.cgislaciio.
Os Srs. Joaqun) Porlella.l.oiz 1-ilippe. Ouin-
lino.
Ordaiiafl?o*.
Os Srs. 'I'hcodoro.Augusto Leao.Siqueira Ca-
valcanli.
Fi.rariio de orea policial.
Os Srs. Oliveira.Ooinlinu. l'heodoro.
OSr. Machado Poilella pede e oblen) dispensa
da commisso de ronsliluiraoe poileres.
O Sr. Siqueira Cavalcanli lamben oblen) dispen-
sa de comuiissao de posturas municipaes.
Vai i mesa e he appruvado o seguinle requer-
i ment:
llequeiro que o Sr. presidenle nnmiri para a com-
niissao de consliluirao e negocios de cmaras os dous
memoro* que foram dispensas.Lcenla.
Sao Horneados paia a commisso de poderes os
' Se. Augusto Leao, c para a de postura* o Sr.
I Oliveira.
(OM/lHUl'-'C-'lI.
PAGI2U AVULSA.
Boffii* flSU. 8
lpojuca-Temos um correspondente muiUi
iniportante naquella luealidade. Parece que nasceu
mesmo com queda jara noliriudor epistolar. Kis
o que ponen mais mi menos culhcmos de sua pri-
meira imssiv.i dii 1S de abril.
O cholera ja se acha aqu sxtincto. Ipojura
he uma segunda Petropolis.
Os Srs. de engenhos recobrarain sua anliga
Iraiiqiiillidailo e conliliuam com seus irabalhos.
O cadete de' Jitaby ja cusa abrir suas portas
lia : esse hornean, quo
vez demasiadas, da Inglaterra. i JS s, o a passear ao meio
.\ I ruia bu convidada para assislir as ultimas I i i
conferencias, c que ella acceilou noineaudooSr.de,'l,"'alUes"a v"la ar,osUm ''mnenles perigos faz
Mmticurcii su plenipotenciario. : eompaixao v-to agora : paludo, magro, ircmulo.
Km llespanha va-te maniendo a situado alravez! ",aS selnPrc roln os '""ios espirita para resistir
de mil diH1eold.de*. O crdito resente-M d'aquellc oulro embale dn corla, como diama-o a epi-
eslado .le incerteza e os inelhoraraenlns pblicos'demia.
nao progridem rom a rapidez, que deveram n'um
paiz que dispoe de laidos rernrsos, e que podia ter i
om dos mais adianiados da Kuropa, seas paUes mol '-ontinuu, >'. ein qiianlQ nao descobro val 018-
i O Torres ja vai pensando em descobrii'
porte em campo e a solicitar asugoaturas. piz-se polticas e o espirito de taccSo nio eiiorvassem "de llillando- -bom proveilo.
(') Pedimos encarecidameiile ao Sr. capitn
Peregrino, que por amor da humanidada, S. S. se
esforc por prestar esto Service a l'ornambuio cap-
turando Borbotn.
Zon zon violn,
Zon zon rebecoo.
Consta-nos, por dzerem, que tendo o governo
mandado duas cargas de bolacha, e uma de arroz
para Timbauba, estova sendo distribuida pelo 3.
supplenie do subdelegado de Timbauba, qttando
apparece o subdelegado efTectivo e passando a tomar
conta do expediente das bolachas, bola-as em uma
casa bem fechada, fera genie para melhor segu-
ra nca; qual nao foi o espanto do subdelegado,
luando v a casa eca como uraa catla_____ Ber-
gunta d-aqm, pergunla d'alli, nadar nao ha quem
dr nolicia, e que fazer ? Descobrir a incgnita
pelas potencias conhecdasCasa sem gente, bola-
cha e arroz.Eis o resultado.
Casa sem gente -|- bolla -|- arrA povoacao quo
morreu muia gente do cholera.
Povoacao quo m. muia gen -(-Casa sem game-
lla mal assoinbrado.
Casa malassombrada -|- bolacha arroz. -As
almas dos cbolericos carregando bolaclia, o arroz
para oulro mundo.
E como nao hade ser assim que os cbolericos de-
pois do morios ahrem a boca, bolera com as per-
oas I______
Morreu o professor de primeras lettras de
Cruangt, e o capilo da uarda nacional Anseimo
Pereira de Lucena, deixando uma viuva cercada
de filhos menores, o Sr. capilo Ansolmo por suas
nobres qualidades se lornava credor da eslima de
todos.
l-endo mis a Pagina Avulsa de 28 ( do que
morreu, e com isto estamos vingados, porque foi um
mez de morlaco ) leraos uma noticia dada aos re-
dactores, e como ella nao se'-a exacta in lotum, pe-
dimos a quem a deu, aos mesraos redactores, que
no abuse da boa f do escriplor. Eis o trecho :
O poder da virtude.De Goianna temos a
seguinle noticia, que nos apressamos a da-la par.
mostrar que s de Dos parlem as calamidades, que
em premio dos nossos neceados nos acuitan).
'i A epidemia lem ido por toda parte, menos a
Carrapateiras, ondeem uma casado p.lha faz
vida santa o virtuosissimo padre Antonio dos
Res Saloma, um dos ornamentos do clero bra-
n sileiro, liomem de vastos conhecimenlos. All
vive esse santo liomem, cercado de pobres agri-
cultores -. celebra a santo sacrificio em um oraio-
rio, que tem ; vive quasi sempre com o livro na
mao, e nao ha quem possa lira-lo dessa vida : lam
i desprezado grandes inleresscs e nada possue. No
lempo em que Carrapaleircs s era habitada por
assassinos, foi quando.o padre Saloma parala
foi ; o seu exemplo, os seus conselhos fizeram
com qiHmuilos assassinos reformassemseus cos-
lumes. tomando-se bons liomens ; oulros muda-
ram-ae, mas nunca houve quem lhe drigisse o
o menor insulto.
Em quanio as virtudes do Sr. padre Antonio dos
Reis Saloma, nos somos o primeiro a confessar,
ludo quanto se disse desse prolotypo de honra e de
virtude he verdade, s pode liero apreciar, quem
lem a honra deoconhecere commubica-lo.porianto
se o noticiador de Goianna leve em vistas levar ao
publico as qualidades quo ennobrassem o anacho-
rdta de Carrapateiras, enlao nada diremos, pois
lodo o elogio he pouco : porem se o noticiador sup-
poe que o cholera deve respeitar a virtude, perdeu
namanje, pois esla mal informado: Carrapateiras
sollreu nao pequeos estragos cm relaro a su. po-
quenhez, isto dizemos em virtude daqucllc rifao an-
ligo, que diz :
Mais sabe o tolo no seu.
Que o avisado no alheio.
Nos nos preparamos para dar o numero dos mor-
ios nesla freguezia. especificando todos os lugares
donde se veri,, morlalidade de Carrapateiras.
Adeos,meu amigo, estamos com urnas dores as
pernas ; quem sabe se nao sao efTetlos de algum
anaihema do noticiador de Goianna Deixemo-nos
de gratas, demos o dito por nao dito, o o dito dito.
O cholera nao respaila a virtude, esla fortuna
s foi. para Jio.
Os gneros alimenticios tem baixado mais, a fa-
milia deu esta eira 20 e 2- patacas, e houve
abundancia, a carne lem-' talhajo a 10, 12 e 10
patacas a arroto, a feira cfr'gado lem sido ruis
abundante, posto que receia-se nao continu em
virtude do cholera j ter chegadu ao cerlao, segun-
do noticias ha pouco recebidas.
W.
(Curia particular.)
COMARCA DE GARANHNS.
IS de abril.
O cholera continua a devastar esla malfadada
comarca Aque provaco tremenda nos reservou a
divina artice, por nossas iniquidades Se nesla vil-
la a morlalidade nao lem avultado, sao um campo
de carnificina os deinais pontos da comarca.
Em I' 11 in- ira reappareceu ; reerndesce cm oulros
lugares, erafim lem sido perlinaz o llagello.
As autoridades desta trra, entre at quaet prima
o Dr. iui/, de direilo, viven) como que cargadal de
(aulo II lar.
.Nao eiislein mais remedios para aru lir-se i*
exigencias ; ha apenas bolacha e nada mais.
Nao exagero nem lambem esludo as palavras que
Iheeslou aqu cscreveudo e sera fazer copia : he o
transumpto da verdade.
Perdemos um amigo, o uosso bom Ur. Machado
Dias como j hade saber.
Ha poocos dias foi arrebatado o professor da ins-
trucc,3o primaria desta villa Jos de Lima Moora ;
mais um, mais oulro, velhos, crjanjas, erafim, he in-
sidioso !..
O Sr. Jusliuo, pode-o crer, que he outra verda-
de he a, nossa providencia, e nao sei como se posta '
remunerar seos servir)*. Manobra dedicarlo.
Eu aqui vou afroutando o perigo e faz'endo por
encobrir o medo, enfermidado eralina que nos assal-
ta, mao grado nosso ; e com|o corar io as moa lhe
confesso, que duas torcas irresisliveis apenas ma au-
xiliara : a ronscencit dodever e f robusta as mi-
Zoricordia* divinas. Aceite estas con/idenciai.
Aquichegou ha poneos das ura Sr.|sacerdole, f- .
Um da provincia do Ciara; acorapaiihava-o um es-
cravo ; misero '. foi fulminado sem remissao e em
poucas lloras era cadver ; nao lhe faltaran) soccor-
ros, mas...
L'ma pobre senliora, mai de numerosa familia,
em poucas huras... tambem.
Desde deiemhro do anoo passado luamos com
esse llagello, o mais significativa signal da cholera
divina. Tem sido uma Ircmenda expiaran para eala
Ierra !
lieos se a mercie de nos em sua infinita miseri-
cordia e suspenda lao issignalada prov.i de sua ius-
lira :
Do Ituique oserevem-nos o seguiule:
o :ll de marro de th-'iti.
Primeiro quo ludo asss eslimarei qoe te acbc
com sua c... familia na fruic.au de vigorosa e conse-
cutiva saadr. eque a respeilo do llagello que ac-
tualmente nos persegue, cont melhor hisloria do
que mis, infelizmente, conlamrs.
Iloulein ua villa perecern) ti, alem de II queja
linham lirado fora desse inaudito e desigual com-
bale, tile lanos doenles, evistindo a maior pirle
driles com ilumnenle risco de vida, de sorlc qua de
hniilera a noile para ca [ que foi quando|i
uilimas novas) nao sei o que lera havido.
O Iralamenlo acola vai sendo o mais mal deter-
minado e dirigido que dar-te poje : eshlo morreado
a neglige.
Preferirain e siibraelleram-se au curativo do Sr.
Leonardo Hezerra, que depois da apparicao do ver-
dadero cholera, nada ha feilo com a medicina Ua-
nenian.
lleceberam ambulancia do governo que de naja
lem servido pela insipiencia dos iuvejosos da reputa-
cao dos mais, e no etilaulo o povo he quem solire os
tristes retallado* dessas incivil deslulelligencias !
Por aqui alguns. e inai> ao longe os queconliada-
nieulo me h.io procurado leuho corado e feilo { gra-
ras a Dos ea fortuna delles reslahclecer cerca de
uns lili e lanos, c acho-ine resoluto a mo abando-
nar a quem demandar ininba inulilidade ; assim
como protesto nao me sflerlarmaii, virio comote-
uhosido olvidado.
Para curar aqui o cholera era lodas as suas pila-
se* e roinplicaces, mo seria misler o goveruo gas-
tar dinlieiio com medico : nao, senhor -, esle seu
criado alrevia-se e anda se atrevo a prova-lo rom
fados, se o inesino governo, arripiando carreira nes-
sa parte cora esta gente eugaiiosa, disto me lizesse
cargo. ,
l ivc em villa* organisar ura* commisso heneli-
ceute, o que me seria de fcil solucao e, por ventu-
ra,de hom evito ; mas como quer que alguem houves-
se que se antecinats* com o lim sem duvida de ar-
redar-.ne, liz-lhe a vonlade, o resultado esla seo-
do obvio : mono genle em abandono.Mmha
opiuiao am muais casos ha a do defuoio S.J.de
Carvalboe Mello, esse granito m irquezde Pomoal :
relilo o que nic parece cousenlaneo sem instar,
e aguardo sempre o resultado para me justilicar.
I m meu antigo compadre, sem ser o Maihto,
cujo'.nomcso causa-me horripilacrs, matime.....mo-
rador lambem em Hinque, escreve-meo seguinle
cora a prometa* de pinsegair era suas rhitlosat mis-*
sivas, que eu irei laiendu com visla a Vine.
Compadre, anirau-se, i-osmecr tem queda pa'*
cousa, e vou desde ja felicilando-o por esse ^rimi-
piode reinado....', o diabo he ojcholer. ; uio couseu-
le a uma pessoa procurar dlvcrsao as nal idess, me-
lanclicas : obrera-nos o maldito por lodos '** M"
nar- '. )
Al oulra vez.

COMARCA DE GOlASNA.
lambe 15 de abril.
Meu amigo, o cholera anda faz 1, 2 e 3 victi-
mas por dia, porem assim mesmo us habitan les de
Pcdrasdo Kogo j eslo mais desassombrados, nao
obstante o cholera anda osla nos nossos lares ; s
nos curaudeiros lie que se divisa um semblante car-
regado, o porque nao sabemos ah !
sim be porque o cholera nao se demorn mais
lempo, para elles prestaren) mais sonrios huma-
nidad*. .. Ilu te conjuro da parte do cholera ; se
queros canphora d ca dinheiro....
Os nossos boiiieopathasquo proessamSimilia
clles querem o similibus, isto he : os cobres e nao
em pequeas doses, Desta parle nao querein elles o | Jjjf .i,,"01'!I,.iri' f. 1ue foi quando|iive ilalli as
similia similibus, ahi sao elles seguidores da allo-
palhia, nada de duses mnimas.....
(Juando fallamos em liumeopalhas, o Sr. Manoel
Caelano Fuza l.ima ficu em um lugar distante,
o jamis pode ser confundido com a queira, que a-
ilara ao rtieiro das dses allopalliicas de cuprum...
e rindo a rusta dos gemidos da buraaiiiilade ; esle
Sr, continuamente distribua remedios pobreza
dia cnoiic sem nenhun Diercssc terreno; o Sr.
Fuza, nao vive de honuiopalhia, pois be estable-
cido com uma toja de [azoadas, o alm dislo negocia
cora gado, e bem longo de fazer a sua fortuna da
homeopata., dispende a benelicio da pobreza e
seus amigos ; o Sr. Fuza dir.
I'. de>ia gloria s lico contente
tjue eslas amei, nao ininhas, Ierra cgenio.
Alem do Sr. Fuza, temos o Sr. Andr Caval-
canli, liomem sizudo, e dedicado ao bem da hu-
manidade, livre de lodo o interesso ; esses dous
liomens sao dignos de loda a estima, purera quanto
a alguns eslou cantando
/on zon violn.
Zun zon rebocon.
.la de rasios pelo chao.
Donde nao podia ergoormio,
Se do cholera, nao tenho a mao.
Zon zon violn,
Zon zon rebeoon.
Depuis, qui mangai brcos
3 c pene mancher p,
So nao de culos.
MUTTOvTT

ILEGIVEL


DIARIO DE PERNAIHBUCO QU'NTA F m U DE ABRIL OE 1856

Buiquc, 20 de fevereiro
Sir compadre de Garanhuns.Nao se jul-
garao criminos og que censuraren! os actos de
governo e dt publica adminisiraeo, era termos,
posto que vigorosos, (lcenles c comedidos.
Adoptando este sao o liberal preceito do nosso
egregio cod. criio- como bazo fundamental do ser-
mo que me encommendou (se bem que de bobis
ti xico, segundo dizem os gaialos ) o padre cura
da parochia, ser o assumpto de minlia presento
empreza aualysar os fados occorridos.e os que por
ventura occorrer possam neste termo, quer praii-
cados pelas respectivas autoridades em gcral, o quer
commeltidos por particulares, devolvendo-o> dessa
raaneira ao conhecoiento o julgamento do supremo
juiz^-o respeilabilissimo publico &.
Assim, pois, ter a liondade,cliarissimo compadre,
de intercalar ou addicionar em seus acreditados e
proveitozoscommunicadoso que de c Ihe for
eu enviando ou teferindo ; com o que far nao
pequeo servico este recem creado municipio,
digno o crodor por sem duvida de niellior destino,
prornettendo-lhe, sobre minha palavra de honra, de
nao levantar nemper accidens, un so falso leste-
aiunlio, e menos ainda adulterar a verdade em sua
fluencia.
Isto posto, eniio sendo possivol registrar de urna
s vez todos os factos que sj hao dado e reprodu-
zidodepoisda elevaco disto a cathegoria de villa
e termo, irei por assim dizer, sortindo o negocio
ou amortizando os dbitos, at que alim me ponlia
em dia ou quite cora as taesSrs. devedores da opi-
nib publica.
Principiarei por notar-llio, cliarissimo compadre,
que ha no termo sua tal c qual dcsinlelligcnca
entre a polica e a guarda nacional, por lor que-
rido a primeira arrogar-se o direito de dispor da se-
gunda a seu bel prazer, simplemente por capri-
cho e consumada ignorancia da verdadoira marcha
e direccao dos negocios pblicos ; de sorle que, se
e tal Sr. Jos de Carvalho, ( que dizem estar boje
effectivaiuetite nomeado ) na qualidade de eom-
mandante superior interino, nao livosse encarado o
negocio, como lhe cuir.pria, uzando todava de lou-
vave! prudencia, o actual delegado de polica,
malissimanienle guiado e assessorado, loria feilo
as todas e acabado com sol, como dizem os chulis-
tas :mas nao, senhor.dupois de algum lrabalho,c
at de conflictos entre o delegado eo commandanta
do balalho n. 30 que he forte como amago de
c.onduru' ( madeira mu rgida ) contete-sc, nessa
pai te, na rbita de suas altribucocs, esparzndo to-
dava por intermedio de seus esbirros ;(como, por
exemplo, um inspector de polica, que aqu lia,
por nome Antonio Leilao, cacfianeiro o devasso de
proGssao ) alm de outras sandices, que pretende
acabar com gualda nacional, quando se proceder a
revzo da mesma;ora j vio Vmc, cliarissimo com-
Cre, que estulticia '.' Ntmo dat quod non ha-
_, -tuque plus quatn habel....
Estao folias as contumelias, conforme o pro-
gramma, deixarei o mais para outra occasiao.
Passando agora ao estado sanitario do nosso
ameno torro, visto como isso muito e muilo nos
importa, diz-lhc-he, charissmo compadre, quo, ja
nos julgando quas isenlos do lilho primognito do
Sr. Siadineritos l das liespanhas,o mesirechole-
ra,allentos'os rarissimos e benignos casos que
apenas por Iruc'.a aparepiam, eis que por arte dia-
blica ( e s mesino por arle do demonio ) havia
do delegado consentir no ingresso de um combos
de um tal Joo llypoliio que aqui ha, impregnado
dos taes animlculos asiticos, visto como, tendo
partido da capital quando a epidemia j se havia all
desenvolvido, pereceu em caminho um dos do hile,
cabio um ou dois mais, e atravessaram todos os
pontos assz infeccionados,como a cidade da Victo-
ria, Caruaru', Rapuza demaneira que, urna dc'duas, ou o nosso delegado
he pouco christao, e|Como tal ininigo da htimani-
dade, ou na falla he lao dohradico, que a despeilo
de lao grande inconveniente publico, cedeu a can-
tatas de um taverneiro, escravo do m s nirth j in-
teresse, o nesso caso torna-se perigOza e de mo
presagio a sua polica; de qualquer sorle, peccou
be um dilemma de que nao podo escapar.
Em l\sqiicJp^Alaflio,iri o parles adjacente-,
aonde apen^tTmstre cholera linlia dado principio
e arripiado carreira, o depois da passagom dolal
maldito comboy, est cabindo gente como potaba
de tingui, e Dos queira que fique su nisso c com
a minha aboloadura prognostico que, por causa
dessa indiscricao do -delegado, leremosdfl sollrer,
sollrendo por conse.;uinte tambemopropriogoveruo;
um passo mal dado, cliarissimo compadre, he,mili-
tas ve/es, seguido de funestas consequencias. Pcr-
miitara os cos qde eu minia. Basta por boje,
Perdoa a masada, cliarissimo compadre, a_ quem
appeteco toda a sort de venturas, ccaulelas contra
o roestre cholera.
O seu compadre e amigo.
O. L.
{dem)
COMARCA DE RIO FORMOSO.
19 do abril.
Boa noticia leuho-lhe a dar, o cholera est qua-
si extincto em toda a comarca, a oxcepgo de um
ou outro lugarejo onde com ludo conserva-se som
produr.r grandes "estragos, desappareceu com elle o
mais importante assumpiode minhas corresponden-
cias, e na verdade nao sei com que poderci de boje
em dianle encher de quinte em quinze dias urna
folha de papel sem recorrer a essas inlrigunbas do
localidade, que nao apresenlam inieiesso algum aos
leitores da capital e das oulras parles da provincia.
Por esta vez, don gracas a Dos lar dous lacios
a registrar : a retirada do nosso juiz de direito l)r.
Jos Filippe, c do nosso delegado e juiz municipal
Dr. Theodorinbo, e a viagem do representante de S.
M. B. nesta provincia.cflual appareceu na barra de
Serinhaem sem ser esperado e desappareceu sem
quo se podesse saber com certeza o fim dessa ex-
curso.
O Dr. Jos Filippe que parecegozardepouca sau-
dc,achava-se bastante doente, lalvez dos preservativos
anticbolercos, e obteve liconga para ir tratar-se no
seio da sua familia, o irmo Luiz Fillipe veio bus-
ca-lo, e ambos reliraram-se na terca feira. Poucas
saudades deixou c, nao que tenha pralicado in-
justicas.pois he lido em eral por magistrado recto,
porem, em razo da sua pouca sociabilidade, e da
vida retirada que d motivo a ser elle considerado
muito orgulhoso. Os nossos matulos querem corlas
apparencas de amisade c consideracao, querem ser
visitados, o nao perdoam a autoridade que quer
conservar-se autoridade al nos actos mais insigni-
ficantes da vida privada.
O Dr. Theodorinbo he mais dado com agente, e
por isso deixou por c algtins amigos, ao relirar-se
para tomar assento na assembla provincial.
Sem juiz de direito nem municipal titulares,
acha-se ludo na comarca enlreguo as interinidades,
e lalvez por isso ja presencia umeaso engrasado;
foi preso um ponuguez por ler bulido com ....
'...........urna viuva, c esta j madura ,
que tal '.'
A viagem do cnsul inglez a Serinhaem foi que
mais deu quo fazer aos nossos polticos, correram
diversas versees aeslercsiieito,, e vou communicar-
Ihe as principal.
O Gama da villa queria que elle viesse por ordem
da raBha Victoria apprebendor o rcslo dos africa-
nos do palhahatc.
A comadre Leonarda do S. Amaro afiancava que
elle vinha buscar para Inglaterra Chico cacador
e o Catumba, que dizem ter-se rccolhido volunta-
riamente a cadeia da villa.
O Flix d'A,*;ua-fria dizia que o cnsul viera
simplesmente Visitar o Mcnezcs, com quem linha
milita amisadc,epa| arrecadara herancade um in-
glez machinisla qnemorreu ha teuipo em Trapiche,
e l deixou^ime filhinha bem bonitinha.
EmfimoX*" confiou-mo debaixo do mais invo-
lavel segredo.que o cnsul viera encarregado de utna
misso diplomtica irazendo nos coldres unas
pistolas de seis, canos e um pergaminlio no qual
divisava-se as armas da heroica villa deerinhaein
o una coroa de harad : X" nao me qu/. dzer po-
sitivamente o que se devia obter com o em prego de
taes meios persuasivos e comminativos, porem den-
me a entender que existia um principio de processo,
um interrogatorio dos guardas que estiveram a bor-
do do palliahole, que esle processo organsado pelo
Menezes quando ainda se achava na delegada, com-
prometiia milita beata, e que........
#o*..t.*.......
nada mais poda dizer, pois nao quera se meller
em camisa d onza varas. Se o X" aun he figu-
ro anda de guarda costas, est reccioso de fallar, I Perder-n mis um amigo Ihano, franco, lincero,
quanlo mai: ou quo sou um pobre deChristo e o presUvcl; dea pobre) um proleclor carinhoso, e
nao tenho odo cahir morto quando ebegar a hora- c"ldos,>' ,a ,,a?* un "onrado, desinteresado e
, ,:,. -. ', ," a ura- infatisavel servidor ; sua esiioia um consorte ex-
porianio deixi os seus loilores fazer todas as suppo- Iremoso c
sities que quiorom, o calo-mo al ao lim do roez
ou principio di oulro.
f'ale.
( dem. )
. REPAHTIQAO DA POLICA.
Secretaria da polica de tVrnamhuco 19 .le abril
de 1H.,(. .
111 ni e Eim. Sr.I.evn ao coiilieciinonlo de V.
Etc. que Im diirereules parlici,.aroes hoja reccbiilas
nesla repirluMo cousla que se .leram as aecumles
orciirrciicias :
Korain recolhidoo a minha ordem ao oslado maior
do corpo de pohcia Jo< IniurUco Accioli l.ios, e
hrancisco de Paul* CavaleanU Wan.le.ley Lios. que
me foram remellidos pelo deleaado do termo de Se-
rinnaem com ollici.. de 16 do crrenle, poj se acha-
ren! pronunciado cu crimo de contrabando de afri-
canos .
Pelo juizo especial do commercio o portuguez Joao
Horeira Lepe*, por (alinela.
IVI i -iiti Mi'.- un i .11 [regneza do Itecife o preto
escravo Alenndre, por Tusido, e a prela cscrava
lliom.i/ia, por desobediencia.
Pela subdelesacia .la fresuezia de Santo Antonio,
os pardos Jos liomei das Nev, rirrnno dos San-
Ios Lima o Francisco das Chaga dos Sanos por
aeren raptnaeJrot e deaordelro*. o pardo escravo
Manuel a requerimenlo do senhor.
E pela subdelegada da fresuezia da Vanee, o
pardo l'rancisco das ClutRaa da Luz, por desurdem.
Daos uarde a V. Ew. I||m. n Eim.Sr. con-
selheiroJose lenlo da Cunba e f'isueiredo, preal-
denle da prorinei*.O chefo de polica, Luiz Car-
los de l'aica Teixetra.
Keceheinos oolicias ilo Itrejo com dalas do I.) do
correle. Depois do sacrificio de mil victimas pun-
co mais ou menos, a epidemia linha desapparecido
na villa e em todos os poni do lermo, que foram
accoinmettidoi. O mesmo se pode dizer acerca de
Cimbres. A vida se vai reaniman lo, o o puvo cui-
dando das suas occupares ; enlielanlo as carnes
verdes ainda cram vasqaeiraa.
.No da de quiiila-l'eiri saul.i deu--e um laclo la-
menlavel na villa do Brpjo. Na occaaio em que o
poro se enlregava ao ejercicios espirilnaes na igreja
matriz, os presos da cadeia, no momento da res-
pectiva rerisla, e arrojaram sobre a 'guarda, arma-
dos de hacbas de leona, de facas de pouta, de paos,
de ferros, e lizeram fugo ubrc o carcerciro com
urna graoadtira, mialatrada por um sollado da
guarda. Esla, que se compunha de 7 bnmens, re-
peino os presos a couce d'arma e facend fogu sobre
o mii* audaciotos. Morreram qualro, algoot lica-
ram feridos e fagirm Ircs Jiao aconlecea damno
algum ncm aos soldados, ne n ao* paisanos que acu
dirn para eoadjuvar a forja publica.
AllnbuB-scesla animosiJade ao gr.ude numero de
faciuorosos daquelle lugar.de Garanliuns e de oulros
termos que se recolbem a cadeia, onde ordinaria-
mente se conlam de (O a lo criminosos. Alern des-
la circumslancia, accrcice que o destacamento com-
pc-se de 16 praras, e marcando a le aquaulia dia-
ria de I JO res para cada preso, quMIdaVee que
apenas recebem urna chicara de fariuha, urna quarla
de bacalbo, e quando muilo qualro viuicn* em di-
nheirii, o que ludo concorre para aggrav;ir anda
mais a triste sorle dos nftdizes.
Em oulra occasi.lo, a visla das rommunica;es que
receberamos da comarca de Garanhuns, annuncia-
mosque o mal alli ia em grande decr.s -menlo : en-
Iretaulo diz o conlrario a carta do nosso correspon-
dente que publicamos em oulro lugar. Na villa nior-
riam pessoas por dia, c em Papacara, onde se jul-
gava ctlincla, reappareccra, e conlinujva a fazer no-
vas victimas.
As dala de Rio Formoso que ehegain a 10 t
o cholera quasi ettinetoen toda a comarca ; ape-
nas appareeia um uu oulro caso. Uuauto ao mais
eceorride naquella localidade, enconlraro os leito-
res na caria do nosso correspondenle.
l-.olc.ir.ini boje em discnssAo na assembla pro-
vincial os projeciM ii. i do auno pastado, declaran-
do que Hilo lem applicatjlo a propriedades rurac o
arl. -Jli do Ululo 7, cas postura da cmara desla ci-
dade, e o de u. 10 que approva os coiupromissos de
varias irinaudades, assim como as posturas de l.i-
moeiro, MazarcUi e Caruar.
Bt'LLETIM DO CHOLERA-UOKBUS.
Participaron Jos hotpitaet.
Hospital de S. Jos (i ducnles.
Hospital Kelacao das pc-snasque fallecern do rliolera-mor-
bus e foram sep
li lloras da lar.
da de abril de I85G
Licrcs.
Numero 21 "i Mara Hila, parda, IVrnaiubuco, \>
anuos, soller*. Cidade Nova em S. Amaro.
IdeaeMManuel Gervasio Pinheiro, Peruambir-
co, iSO auuos, prelo, viuvo, carreiro, h i-jul.il do
Carne.
dem 2136Antonio Soccon, l'jrlugal, branco, 19
anuos, casado, manijo, hospital do i .orino.
dem -2I.Y7Manoel, Pernamluco, :l anuos, branco,
S. Jos, ra do Padre Floriano n. i i.
Ilcsumo da morlahdaie. N
Mor ,ii lade do dia 1 al s (i boras da larde3.
Ilumem I mulhcres -i prvulo 0.
Total da morlalidade ale hoje 2:|3,304.
Ilomens UO!) mulbcres 1333 prvulos
Itecife Z\ de abril de 18J0.
A conimissao dehygieue publica interina,
Urs. Sii Peretra, presidente.
tirmo Sacier. secretario.
/. Poani. adjunclo.
emoso c amante ; seu innocente lilho um pin,
um prolector, um guia, um tudo. Coiladinho do
pobre orplio !
A tempestado, que traga ps ares, do cimo do
Lbano saccode o alentado robe, e confunde como
a ignoradapedra, qoc nascera desronhecida no fun-
do do humilde valle. A morle mislura ludas as
condirnies mas poem em relevo lodos u vicio e vir-
tudes.
Neate eapelho que agora a enveja nao ronhecia,
relese relleclem as virludes do nosto amigo, nrlle
as lomos ilesapaixonadainenle. Ilesccndenle de urna
familia illuslre. nunca procurou moslrar-se herdeiro
se lulo do legado de virludes, e acroes briosas, que
lhe h.iviuo ir.in~iniiii.io os nobres antepassados.
Adiado em urna familia impnrlanlc nunca senlio o
enlumecimcnlo de 'fofo orgulho.
Popular nunca desceu a ser vulgar, e perder a
dislinccAo de maueiras que tanto o annobrecia. Ge-
neroso e Iranco dcscunbecia a prodigalidade, e ama-
va o Irabalbo. Ceridoso uno se lembrava de o ser
se nao para esconder o bem, que tioha feito, c es-
queenndo que o haviH pralicado. espcrimenlar o
agailhfo, que o levava a pralicar de novo. Honra-
da e iufaligavel servidor do eslado nao ser se u.lu
pela devocSo de bum cidadao.
Todos mis perdemos. E al mesmo os seus ad-
versarios virara desapparecer o contendor brioso e
lorio, ma< leal, e generoso. I", aqui licamos. que a
dor nos nao couscule ir mais longe. Mais larde
quando os nossos cspirilos esliverem mais descan-
sados cscreveremos a sua biographia simpres, mo-
deste, e honrada. *
V. aqui concluimos dizando que essa alma serena,
qual do lago a superficie livre que no he pelas bri-
zas enrugada ja pertcncj aos ceos. Que a pen
leem os pobres a quem soccorreu, as viuv.ua quem
amparou ; os orphnos a quem prolegeu, os perse-
guidos a quem valen ; os adversarios a quem per-
ujpou ; que lodos elles derramem una lagrima de
recoiihccimenlo. N seus amigos, com os roslos
pendidos para a Ierra, em chao regado pelas nossas
lagrimas, plantaremos em- Ionio da lousa que os
seus reslos cubre, goivos, e sempre vivas que sirvam
a exprimir o nosso adeos de despedida, o nosso ai
de dor.
Por uin amiao.
Cidade de Na/.arelh I. de abril de 1836.
Ai) lllin. c Kvm. Sr. Fr. Uanocl de Sim-
ia Clara dos Anjos, polos seos serviros
prestados na cidade da Victoria, dos dina
em que alli mais estragos fazia o cholera
moro us.
S(V\ETO.
Camarista a alia miado, romprisle ousado
lio leu sarro e sublime minislerio.
Comprisle-a rom valor, e cr;lo rrilerio
Afrontando da parca o biaco armado.
(Juando ao leilo da morle eras chamado.
Corras com desejo rdanle c serio.
Mostrando ao moribundo o alio misterio,
Que o cdigo do Dos conten gravado.
Sepulturas abriste, o povo ergueste
Ensinnndo-o a cumprr com leu exemplo
L'm dever sanio, que animar izesle.
Na lisia dos lenles ja (c contemplo.
A' loa Ordem mais um lustre desle,
Talvez a gratidao te legue um templo.
lermo do collocacao da primeira pedra fundamen-
tal da igreja da colonia militar de l'imenteiras,
da provincia de Pcrnambuco.
Auno do nascimenlo de osso Senhor Jess
Chrsto de IS.'iH, trigsimo quarto da independen-
cia e do imporio. aos lidias dome/, de abril do
dito anuo, na colonia militar de Pinicnleiras, si-
tuada margom esquerda dorio Pirangy, junto a
conlluencia ilo riacho Fervedor, se proceden ao
acto de collocacao da primeira pedra fundamental
da igreja da mesma colonia, assistindo a elle o di-
rector rtclla, ocapilodo exerrilo Jos (lomes de
Almcida, e os capilcs bacharcis cm malhemalicas
Joo da (lama Lobo Denles, director da colonia
militar Leopoldina, da provincia das Alagoas, e
Brazilio do Amorim Becerra, em commisso res-
la. todos os empregados, operarios c mais colonos,
o adiando-se o destacamento era forma sendo tal
solemnidade precedida de missa, a que assisiiraio
todas as pessoas acim mencionadas o grande parlo
,da popiilacn do districto da colonia, a qual foi
celebrada pelo respectivo caiiello Fiei Jos do S.
iiu^^^ZiT^oZJt^*A;|,,i"o>por,"ie"'oi'"-03p-s be,,/i-
de dia-21 a (i Horas da larde do (,a a "'^ petlra, com Indas as ceremonias do ostv-
lo, serv-indo de padrnhos os referidos capitaes Heu-
tes e liezerra, o seguindo-se uiaa oratjao anloga ao
acto, que foi fcila pelo mesmo padre capellao, leu-
do lugar cm seguida a condugo, da capella provi-
soria para o lugar destinado, da referida pedra. que
leva a segiiinle inscripcao lio fundo da caudado
destinada a receber cslouulo ; (i de abril de I85l;,
reinado do Sr. D. Pedro II, presidencia do Exm.
conselheiro Jos Bento da Cunha eFigueiredo.cna
face inferior da parle que Ihedove ser superpusla,
Director da colonia o capillo do exercito .loso bo-
rnes de Almeida, G de abril do 1856.
E logo foi a dita pedra assentada na Olvidado do
alicoreo da cngia esquerda da fachada da futura
igreja. ao som de tres girndulas e outras tantas
descargas de mosquetaria, havendo sido al condu-
zida em padiola appropriada e convenieniemente
ornada, pelos indicados padrnhos e o capilao di-
rector.
E para constar mandou o mesmo capitao direc-
tor lavrar em triplcala esle lermo, quo vai assig-
nado por elle director e mais autoridades e pessoas
cima designadas, sendo um para ser depositado no
interior da pedia envoliocm folha de chumlio, oulro
para ser enviado ao Exm. presidente da provincia
e oulro para o archivo da colonia. Eeuo Io sar-
gento Joaquini Evaristo dos Santos cscrivao da co-
lonia, o cscrevi.Jos Gomes de Almeida --Joo
da Gama Lobo lenles.Brazilio de Amorim Be-
zerraFroi Jos de S. Thomaz de Aquino.
Antonio Horeira do BosarioJoo Theodoro dos
Santos.Manoel Canuto Jalob.Francisco Fer-
reira ds Silva.Francisco Antonio do Medeiros
^anoel Antonio de Nasconccllos.Francisco
Bobertode Souza.Francisco da Cosa Billier.___
Antonio Calislo Haranhio. Antonio Joao
de Souza.Antonio Bezerra de Vasconccllos.
Manoel de Souza-----Filippe Antonio de Moraes.
Antonio Peroira GilFilippe Santiago.
Joaqum Manoel da Silva.Francisco Perda de
Almeida.Manoel Jos Marianno.JosUamio.
Manoel Joaqum de Mello.
,liiO
i$ubcac0t$ apeblbo.
Eu Antonio Feliciano de Caalilho, da anliga e
muilo uohrc ordem da Torre e Eapada, do valor le-
al l,i le e mrito, oflicial da ordem da Itosa, bacha-
rel formado em direilo pela liniversidade de Co-
imhra, da Academia real das scieucias de Lisboa,da
Academia das bellas arles, do Conservatorio da arle
dramtica, c do conselhn dramtico da mesm i cida-
de, ilo centro promotor do melhorameolos das
rlasses laboriosas, da associaclo dos p/ofr>ssores, ex-
direclor da escola normal primaria de Lisboa, pri-
meiro socio honorario do centro de inslroccito pri-
maria do districto de Leira, socio honorario da so-
riedade das sciencias medica em Lisboa, da socie-
dade promotora da ag-icultura michaeleiise, presi-
deate honorario e vitalicio da sociedade dos amigos
das ledras e arles em S. Miguel a de sociedade ci-
vilisadora cm Coimhra. da academia das sciencias
e bellas ledras de Rolo, do inslitnto histrico de
Pars, da .irradia de Koma, da academia dos rdan-
les de Vilcrbn, da assoriacflo industrial porluense,
do gabinete de leilura dctiibrallar, do instituto his-
trico e geograpliico do Brasil, do gabinete de lei-
lura de l'ernambiico ; pelo governo de Portugal
commissario geral de inslruc^ao primaria pelo me
diodo porluguez no reino e libas;
Pelo presente titulo por mim assianado faro sa-
ber: que havendo eu visitado em jullio d'es|e auno
a escola da primeiras ledras regida na cidade do
Kecife da Pernambuco pelo senlior Francisco de
Freilas Gamboa, fiquei maravillado da perfeicBo
c m que esle senlior ponda em pralica o malhodo
Caslilbo, e desde logo antevi que os fru tos dos seus
Iratialbos baviaui de ser lito preciosos como abun-
dantes. Conslandu-iDe agora pelos jornaes e por
correspondencias particulares da mesma cidade, que
essas minha previa&ea leem sabido plenamente rea-
Usadas, rf que o ensillo do benemerilo e zeloso pro-
fessor.n.lo contente de approveilar inmediatamente
as creaurjas analphabelas que a elle recorrem, se
empresa (ambein em illuslrar professores que vilo
propagar por oulras parle esla reforma do cnsino
primario, entend dever olTerecer-lbe um documen-
to que pudesse demonstrar moral, seno legitmenle,
a sua iouxcedivel aplido como professor primario,
e he isso o que faco com o prsenle titulo; pelo
qual ainda que eslrangeiro, mas como homem a he-
mena humanitarios me permita supplicar s respei-
taveis autoridades Urasilciras se sirvam coadjuva-lo
na sua ja l.lo bem eslreada missilo de que dentro cm
poucos annos, nao pequeo approveilameulo de-
ver.i ler advindo ao grande imperio.
./. /". Caslillio.
Lisboa 1:2 de uovemhro de I85.
ASENTIDA MORTE DO ILLM. SU. tENBNTE
CORONEL IIERCI LAO FRANCISCO 1IAN-
DEIKA DE MELLO
L'm adeos de despedida, um ai de dor.
A foucecenadora do cliolcra, que lao cruelmente
lem acallado esla provincia, e lao desapiadadamen-
te ceifado lautas victimas, agora araba de corlar em
llar os dias de mais urna existencia preciosa.
J perlence a um oulro inundo niellior, que o
nosso, lenle coronel llercul.ino l'rancisco llan-
deira de Mello, no da do p. p. por as :l e meia
horas da larde deu elle a alma ao Creador.
Accommetlido do cholera logo que chegou a esla
cidade a onde procurava refugio a epidemia, que
havia por maueira inaudita atsaltado o cngenbo
Cavalcanli onde resida, aqui lhe foram prestados os
cuidados o desvellos do Dr. Siiiiplirouio Cezar Cbu-
linho, que um sii instanle nao ahandonnu, durante
(res dias, o seu l'ilo de dor. Em balde foram os es-
forcos desse medico dislinclo, inlellisenle, e amigo,
em balde as vigilias dos seus amigos o Dr. delega-
do Moscozo, Domingos, I i.mrMiin e oulros, tudo
cedeu anto o poder do decreto, que nos Ceos eslava
lavrado ; era irrevogavel, linha de cumprir-sc. L
nem mesmo se quer servio a roiljura-lo as preces
fervorosa de una esposa amante e virtuosa, que
em vilo aos ecos bradava, aos ecos pedia a vida de
sen bem mais charo.
Tal era a vonlade de Dos, chamar ao seu seio
a virlude digna dessa inorada celcsle. Que seja
cumprida....
A conformidado aos decreto divinos, a submis-
siio a alies sao precedo* de nossi santa religifto. So-
menle n,i resignaran silenciosa e triste poderemos
adiar leoilivo aos nossos peilo, que assoberbados
pela magua pngeme apenas podein soltar um -
feos lie dttpeMa um ai de dor.
Sondo a gralido uro d devercj mais sagra-
dos do coraco humano, os empregados da secre-
taria da provincia, abaixo assignados, nao podem
deixar de cumpr-lo para com o Sr. Dr. Joaqu '
Pires Machado Portella.
O Sr. Dr. Portella sendo nomeado Ollicial maior
da socrelaria em 3 do Janeiro de 1851, enlrou a
exercer esse lugar com a maior intolligencia, fide-
lidade o bonmde/,. tratando a todos os seus compa-
nheiros com a mais lina educaco. Ha dous an-
nos passou a uxercer as funces do secretario inte-
rino, o durante todo csso lempo nunca dehotf do
portar-so do mesmo modo, aiigarcando cada vez
mais as affecoes do todos. Entretanto as conti-
nuadas fadigas porque passon na mise epidmica
que flagellou esla provincia, forc.aram-no a solicitar
demissao por achar-se molesto, oesu lhe (oi con-
cedida por portara de 'z 1 do con ente.
i\ao he porlanlo possivol quooSr. Dr. Portella
sahsse da secretaria do governo sem deixar sauda-
des em todos que de to peno, e por lao longo lem-
po liveram occasiao de conhecer c apreciar suas ex-
folenles qual idades. E comononhiim oulro ni-
buio de jiraido lhe podem ouereeer os abaixo as-
signados, seno nina demonslracao publica de esti-
ma o consideracao em que sempre o liveram econ-
tnuato.a ler, recorrem imprensa para palea-
lea-lo e lhe assegurarem que cm todos lera sempre
sinceros e dedicados amigos.
Reeife 23 de abril de 1856.Joao Valentina
Villela.Francisco Lucio de Castro. Domingos
Jos Soarcs, Luiz Sala/.ar Mnscoso da Veiga
l'essoa.Joao Manoel de Caslro.Jos Antonio
da Silva Mello. Joaqaim Francisco Duarle.
Joo Policarpo dos Santos Campos. Francisco
da Lentos uarlo.Joo Baplisla Ferrara d'An-
niindaco.-l'irmiuo llcrculano Baplisla llibciro.
Rufino Jos Fernandos do F'igueirodo. Luiz
Francisco Vieira do Luna.Theodoro Jos Ta-
ntee.Beanardino de Sena Muniz.
A Illmi. Sr. *D. J. L. V., por occa-
siao' da morle de sua presadsima
filhinha, O. A. V,
Um lieijo, c partiste,
A' Dosrevoasie.
C em baxo a sombra,
L cm cima o lirio ;
I!m sopro ea morle,
Mystorio o delirio.
(Soarcs de y/zevedo.)
O co he patria dos anjos
O anjo p'ra o co voou
Sorriram-se os seus raos
Sorriso foi que o levou.
(!csse o pranio .' A vida he sonho,
Pesadello quo tortura.....
O ,-uijo foi-so, .... nos cos
A sua sorte he segura.
Bem poda o vendaval
11 '-miliar na basle a flor
Foi mais feliz, foi ornar
Uthronodo Dcosd'amor.
Cussoopranio O proprio Dos
Foi quem n'o-la arrebatou ;
O co he patria dos anjos,
O anjo p'ra o co voou.
____________________Por
Aos annos da Exm. Sr.' D. M... F-
dedicada a sua prima c cunhada a
Exm. Si D. F. F-
SONETO.
i Como a aurora vem linda e radiante
De mil gracas c encantos recamada !
Como gentil se inostra o namorada
Entramares de luz to cambiante ..
Como surge risouha e to brilhante
Moslrando se contento e socugada,
Dos te salve, serena madrugada.
Bem vinda sejas lu' n'csle ureo instante .'
'.le d" Marilia os annos venturosos
Deseanlam nos transpones de alegra
Os anjos l nos cos mais pressurosos.
F, cnire nuvens d'angelica harmona,
Li dizciido, repetcm fervorosos,
Salve, Iros vezas salve, Ilustre dia .
Reeife 23 de abril do 1856.
(ommtttl0.
5|8 d. por lo
FKACA DO RECIPE 23 DE ABRIL AS3
UOItAS 1>A TARDE.
Colaccs nlliciacs.
Couros seceos salgados.">sI< 10 cada um em leilao.
Assurar mascavado4300 e 2|90U por arroba com
sacco.
Descont do ledras por pouco lempo10 ao anno.
t'redcrico AoMUard, presidente.
/'. Dorges, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, o, a |ai0ie -r i; a 07
Paria, 335 rs. por f,
Lisboa, KM) por 100.
o Rio de Janeiro, ao par.
Accoes do Banco, :!,"i OO de premio.
Acces da companhia de Beberibe.
Accoes da companhia Pernamliucaua
Llilidade Publica, 30 purcen
11 Indcmiiisadora.sem vendas
llisconlo de Icltras, de 10 a \1 por 0|.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas. .
' Moedas de (3KIO velbas .
a i) (>iOO novas .
n 49OOO. .
l'rala.l'alaces brasileiros. .
Pesos columnarios. .
o incxicanos. .
*.
. . iOOO
ao par.
lo da premio.
0'
8S 1 289500
I6a000
. . KWHll)
CO00
. . 2J0OI
awoa
. . ' IsrMiO
i
m
O
m
.
S.S-
O
ALFANUEUA.
Randimento do dia 1 a 32. .
dem do dia J;|......
J8J:0!KS>;)|o
I2:156|662
294:2331574
Oescarregam hoir 24 de abril.
Barca fraaceaHmma Malhilde incrcadorias.
Galera ingieralionilaidem.
Brigue iogleCamMladem.
lirij-ue inglesBelltbacalbo.
Briuue ii^lezI otanteidem. ,
Escuna iugtosaHUzmpecas de ferrn.
Brigue bcspanbolChulopipaSbusiaa.
CONSULADO (JEJai..
Rendnnenlo do da I a22 48:6030630
dem do dia 23....... 7661650
49:3709280
Secretaria do governo de l'emambuco 2 de abril
de 1H5(.Jos Benlo da Cunha Figoeiredo Jnior,
ollicial maior servindo de secretario.
@$ m mmi%%&
9 CONSELHO ADMINISTRATIVO. &
|3 Oconselho administrativo precisa con- @
lft tratar o (oiiiecimenlo dos gneros seguimos A
jjj para o rancho da companhia dos aprend-.g,
jg /es menores e Africanos livres, em serv- Z
S codo arsenal de guerra, durante os mo- '%
^ /es de maiu ojunho prximos vindouios. ^?
w A ssnrar smenos retinado. w
';' Cafe moido. ".''
-' Cha hysson.
!$ Manteiga ingloza.
'ti Ario/ pilado.
Bacallao.
Carne secca.
Dila verde.
Farinlia de mandioca.
Feijo.
*'. Toucinhi) de Sanios.
Buladlas.
@ Azeite doce.
,.5> Vinagre.
,;:3 Lcnha. ^
a Quem i|u/er cunlralar estes objeclos f''j
lab aprsenle as suas proposlas cm caria c- gg
? diada aconipanhadas das amoslras, na se- jl
;;' rielara do conselho, s 10 horas do dia !?
9.30do rnate mea. Se
^;f Socrelaria do conselho administrativa! '?
r..3 de abril de 1866.Bento Jos Lame- Sy
nha L1ns, coronel piesidente.Bernardo
@ Pereiro do Carino Jnior, vogal e sacro ^J
^ tariu. fg
@^ ?
Em consequencia da copiosa chuva de honlem
e hoje, jolsando-se ler dado causa a falla de concur-
rentes para a compra do palacbo nacional Pirapa-
ma, manda o lllm. Sr. inspector declarar, que, pois,
lica a venda desle navio em hasla publica, na porta
do almoinrifado desla repartirlo, transferida para
os das -2'i, 2 e Jli da correte niel, sendo o valor
do casco 110 eslado de ruina em que se acba coro o
leme :ll)0.--0OO; de 2 maslros, umps, pao de bojarro-
na, verga do Iraquele, dila de velacho, joanete, re-
Irauca e caraugueja I Jll^OOO ; :'. ancoras de 16 a 18
quiutaes, usadas, e ali;uiis pedacos de correles ve
Ibas (VJ)OUO ; mcame em mi estado 1009; a do
poliame tambem em 111,111 eslado ~"isi; cllecluada
a venda no ultimo da, caso os lances sobre estas ava-
liaces f.iram correr islo a favor dos interesses da fa-
aenda.
luspeccito do arsenal de marinba de Pcrnambuos.
em 22 de abril de 1856.O seccsrlario,
Alejandro Rodrigues dos Anjos.
Nos dias -, li e '.' de roaio prximo futuro,o con-
selho administrativo do patrimonio dos orphiios, lem
de levar a praca publica, a renda aouunl das casas
abaixo declaradas, a comerar do I dejulho proumo
vindouro, a 30 de junho de 1S.7J. 11. Iirilaues com
seus fiadores, hajo de comparecer na sala das sesses
do mesmo conselho as 11 horas dos mencionados
dias ; e de accordo fiquein usacluaes inqiiilioos que
esliverem a dever alusuei alrazado?, que no pe-
dern laucar, sem que se moslrem quites para com o
mesmo patrimonio.
Casa de sobrado n. I, secundo andar, Paleo do Col-
legio.
dem idemn. 1, sala, Palco do Collcgio.
dem idem 11. I, loja grande, Paleo do Cnllegio.
Idem idem 11. I, loja pequea. Paleo do Collegio.
Wem nlem n. -2, ra do Collegio.
dem idem 11. 1, largo do Paraizo.
Idem lerrea 11. .', ra das Larangeiraa.
Mein idem 11. 1,. ra do RaOe,el.
dem sobrado n. 7, praca da Rea-Vista.
Idem le rea 11. 8, ra VelliS.
Idem sobrado n. 9, por acabar, ra da Gloria.
Idem lerrea n. 10, S. Hnralo.
dem idem 11. II, S. Concalo.
Idem idem 11. 12, ra do Sebo.
Idem Idem 11. 3, ra dos Pires.
dem idem n. li, ra do Rosario da Boa-Vala.
dem sobrado n. 10, roa da Caricia do Itecife.
Idem idem 11. 17, ra da Cadeia do Recite.
dem idem 11. IK, Tua da Cadeia do Reeife.
Idem idem 11. 21, 111,1 da Cadeia do Reeife.
Idem idem 11. 22, ra da Madre de Dos.
Idem idem 11. 23, ra da .Madre de Dos.
dem sobrado 11. 24, ra da Aladre de Dos.
dem dem 11. -J.">, ra da Madre de Dos.
Idem lerrea 11. 26, ra da Madre de Dos.
Idem idem 11. 27, ra da Madre de Dos.
Idem idem 11. 2S, ra da Madre de leos.
Idem idem n. 39, ra da Madre de Dos.
Idem idem 11. 30, ra da Madre de lieos.
rbesonraria do cunseflio administrativo do pari-
munio dos orphaa*, Jl de abril de 18.J0.O Ibesou-
reiro.Joi/uim i'rancisro Duarle.
roes ao sobredito navio, do aprescnlarcm as mes-
mas sem demora, a elle, na ra do Trapiche
n. 19.-
eilotZ.
O asela Borja, por autonsarao do lllm. Sr.
Dr. juiz de nrphos, conforme o seu despacho pro-
ferido em requerimanto do leslamenteiro e inveula-
rianle dos beus deindos pelo fallecido Icncnle-coro-
nel Pedio Jos Carneirn Mnnleiro, fara leilao dos
movis que perleceram ao dito fallando, consislindo
n'uma ptima mobilia para sala, inclusive dous ricos
espelhos Brandes, diversas obras de prala, um pti-
mo fardamculo romplelu muilo novo, varijs obras
de marrincria para salas de ianlar, gabinete, etc. ap-
p.irclhos de loura lina para janlar almoco, vidros
de varias qualidade* para serviro de me-a. taiberes
de marlini e oulros muilDs objeclos que for iinpns-
sivel inenciona-los, os quacs se achata cxposlos no
drmi/em do agente ununcianlc, na ra do Collegio
11. 15, onde lera lugar o leilao, quinla-feira, 24 do
correle, as II horas da manhiW.
_ O agente Olivcira fara leilao, pur despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do rnmmercis, eaarado
em requerimenlo. de llenriquc Bruiin > Companhia
na qualidade depuradores liscaes ila inassa fallida
de Joaqnim Jos de lanas Machado, das fazendas e
armacao da loja da dito fallido, sila ua ra da Cadeia
do Reeife, assim como da mobilia que perleurera ao
mesmo ; quinla-feira, 24 do crrenle, as 10 horas
da manliaa, na indicada loja.
Agenci* de leudes.
.Na ra da Madre de Dcos 11. 32, no Reeife, es-
t aberlo o armazem do agente de lciloes Vieira da
Silva, no qual se recebem todas as qualidades de mer-
caderas para serem vendidas em leilao na Turma da
que dispoe o cdigo coinmercial .- logo que hajam
merendonas a venda sera annuficiado o dia do lei-
lao : as orden- dos commilenles serlo exacta e pon-
lualmenle cumpridas.
i-'I.VERSAS PROVINCIAS.
Reiidimcnlo dn da 1 a 22 4:86o9l7
dem do dia 23....... 175226
i:882-0l
Exportacao'.
FalmoeUl, brigue ingle/. James Clarku,de327 to-
neladas, coniluzio o scguinle : S.li) saceos com
- i. 1 1 arrobas de astoear.
CONSULADO PROVINCIAL.
Keiidiinentn dodia 1 a 22 39:9179716
dem do dia 2:1....... 8:ic6lj
$Mo& ttlaritiwDd.
40:7718331
tUQVimento bo pvtto.
Havio subido nn dia 23.
New-BedfordCalera americana aChiuan, capilao
W. Bowes, carga atolle de peixe. Suspenden do
lameirso.
iac^.
O Dr. Joilo l'rancisco Duarlcjuiz municipal c de or-
plwlos e ausentes uesla villa e lermo deCaranbuns,
provincia de Pernambucu, por sua mageslade im-
perial c conslucioual o Sr. D. Pedro II, que
Deui guarde ele.
l'aco sa.ber, que por esle meu juizo municipal or-
plulos c ausentes, peranle mim, dando principio a
proceder as inventario nos heiis.qoe licaram por fal-
lecimenlo de Jos de Lima Moura casado que foi a
primeira vez com alalia Magdalena e a segunda vez
com Auna Joaquina do Espirito Sanie lamben falle-
cidas, fra n'ello descriplo ausente o herdeiro Anto-
nio SevennO de Lima aehaodo-aa esle em lugar njo
sabido, e ha mais de 10 anuos,e avista deala declara-
eflo, c 1 onli-so da berdeira iuvenlarianle daquelle
c.sal, ordenei se passas se a presente, prlaqual cito,
chamo o requeirj o rompare.rimeulo do sobredito
herdeiro, para louvacjlo, parlilhas, e ralilicacAo de
lodo o processado ale linal, 10b pena de retelia*, e de
ludo se proceder, uflo comparecendo pur si, ou por
sen procurador 110 preso do 30 dias da publicado
d'este, o qual sera o litado 110 lugar do coslume, lin-
dos osquaes ludo procederei a retelia c na forma da
le, e para constar se passou o prsenle, que vai por
mim assignadu com o sello do juizo, qbe ante mim
serve, ou vallia sem sello exrausa.
Dado o passado nesla villa e comarca de Cara-
nhuns provincia de Pernambucu, aos 12 dias do mez
de abril do anuo do nascimenlo de Nosso Senhor Je-
ss Chrislo de ISjO.
Eu Luiz Francisco de Arroxellas alvilo e Cara-
peha escrivdo de orplnlus e ausentes o subscrevi e
assigneiJoao l'raoci.co Duarle Jnior. Ao sello 300
rs. V. S. S. exrausaDuarle
E mais setfo conlinha em dila caria de edictos que
eu escrivilo abaixo assignadu bem e belmente li co-
piar do proprio original ao qual me reporto,e val es-
la sem cousa que duvida faca subscripta e assignada
conferida e coucerli la na forma do estillo nesla villa
e comarca de Garanhuns aos 12 dias do mez de abril
do anno do nascimenlo de Nosso Scnhur Jess Chris-
lo do 18">0: subscrevi e assignei.
Lu fe de verdade o escrivao de orphaos e ausen-
tes.Luiz Francisco de Arroxellas Calino e Ca-
rapeba.
O Dr. Anselmo Francisco Perclti,] coiumeudador d*
imperial ordem da Rosa e juiz de direilo especial
do commercio nesla cidade do Reeife e provincia
ile Pernambuco por S. Al. o Imperador que Deus
guarde ele.
l'aco saber aos que o prsenle cdilal virem e'dellc
noticia liverem, cm como no dia 21 do corrcnle,
pelas 2 horas da larde, na loja 11. |:|, na ra do Ps-
elo Publico desla cidade, se bao de arrematar pur
.'Onda a quem mais dr, em orara publica desle jui-
zo, as fazendas que j foram desrriplas, avahadas c
publicadas per odilaes desle nirsiin juizo, que por
inconveniente da epidemia relanle se nao pude ef-
l'ecluar a arremalaoao das que foram penlioradas ao
cxeculado Joao Aloxandre Vieira, por ciccucao dos
eseq nenies Roslrnn RooWer >\ t'.ompaiihia.
E para quo clieguo nolicia aos licuantes, na 11 del
pastar o prsenle qiie sera publicado pela imprensa
e allixado us lugaies do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Reeife aos I i de
abril de 1856.Bu l'rancisco Igutcio de Torres Ban-
deira, escriio subscrevi.
Anselmo Francisco Pcrelli.
Itclatact$.
Achando-se vago 0 ollicio delabelliaode notas,
escrivao do crime, civel, da provedoria de capellas e
residuos do lermo de Igaaraasu', S. Exc. o Sr. pre-
sidenlc da provincia assim n manda fazer publico
para ronhccimenlo das parles iuieressadas, e alim de
que os prclendenles ao dita ollicio se habiliten! na
forma do decrelo .1. 817 de 30 de agosto de 1851, e-
apri'-eulcn os seus requerimenlns ao juiz municipal
do mesmo lermo, no prazo de (0 das, que comedn
a correr do dia 12 do rorrelo em dianle, para se-
'i.....ni -e .1. ira mili" marrados nos 3rlig6s12e13
do citado Jecuto.
Hio de Janeiro.
Segu na presente semana o patacho l'alenlc;
para o resto da carga e cscravos a frele, Irala-sc com
('.aciano Cvriaco da C. AL, au lodo do Corpo banle
n. 25.
Tara o Rio de Janeiro segu em poneos dias o
bem conbecido brigue nacional titira, lem grande
parle do seu cacregameulo prompto ; para o reslo,
prssageiros e escravos, para o que lem bous commo-
dos, Irala-se com o ronsignalario Jos Joaquim Dias
I'eruaudes, ra da Cadeia do Kecife.
CoBii|iauiiia
Franco amerinana de va-
pores franceses.
Espera-se um vapor desla companhia antes dos fios
do i- 11 rente mez. 1) preco das passage-ns para o Rio
de Janeiro rs. 949000 ou 17 palacoes. Para a Baha
7ICO0O ou 37 palaces.
Para o Ceara'
0 hiate Novo-Olinda : a tratar rom Tasso Ir-
uos.
O brigue nacional IIECULES prompto a
fazer viagem ao Bio du Janeiro, pracisa contratar
marinheiros nacionaes para sua Ijipolaco : quem
esiiver habilitado pode dirigir-so a bordo do mesmo,
ou a Sovaes C.. na ra do Trapicho n. 34.
Pura o Biu Grande do Norte c Assu"
sabe com mui'.a brevidade o hiate Anglica : quem
nelle quizer carregar 011 ir de passagem, dirija-sc a
ra da Cruz 11. 1:, primeiro andar.
Para a Babia
segu com (oda a brevidade. por ler mais de meia
carga a bordo,o veleirocbcm conhecido hiate nacio-
nal Amelia ; para o resto da carga Irala-se com o
seu consignatario Aulonio LuizdeOliveira Azevedo,
ra da Cruz 11. 1.
Para a iialiia
pretende sabir com muita brevidade a veleira e bem
couhecida sumaca naciobai llorlencia ; j lem parle
de seu carrcganienio promplo : para o reslo Irala-se
com o aeu consignatario Antouio LuizdeOliveira
Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
sane com nanita brevidade o bem conhecido e vele-
ro patacho Uom Jess ; anda recebe alguma c.irga
frole c escravos : a tratar com o seu proprielario
Barlholomeo Lourcnco, no trapiche do algodlo. ou
com Martin* & Irmo, na ra da Aladre de Dos
u. 2.
Vlaranho.
O palbabele Venosa segu no dia 2 do crren-
le ; para o reslo da carga Irala-se rom Caelano Cj-
rico da C. Al. ao lado do Corpo Saulo n. 25.
Sala imprelerivelmenle al o da :!0 do corre-
le o bergantn nacional Despique de Beiri/.n, capi-
lao Manoel .Marques Correia ; para alguma carga
miiida ou encommeudas, Irala-se 110 oscriptorio do
Sr. Manoel Joaquim Sanios c Silva, ou com o capi-
lao na praca.
Recebe alguma carga o brigue nacional Flor
u Rio o que Segoe cm poneos das por ler prompla
boa pule da carga. O mesmo navio precisa para a
Inpularao mariubeiius nacionaes, os quaes engaja
a soldadas vaulajosas. Trata-* pala carga c escla-
vos a frele no cscriplorio dos consignatarios, ra da
Cruz n. 49 I." andar.
Par a Rabia se^ue em poucos dias o velleiro
hiate nacional Ca-lro'por ja ler parlo de sua carga
prompla, para o reslo irala-se com sen consignata-
rio Domingos Alves Alallieus, na ra da Cruz 11. .Vi.
Para o Rio de
neiro
segu imprelerivelniente no dia 27 do crtenle o
brigue nacional HERCULES: recebe nicamente
escravos a frele, para o que Irala-se com Sovaes &
C, na rua do Trapiche n. 34, 011 romocapi-
lo na pra^a.
Capito Gustavos Harrison, cheyado dos Es-
tados-Unidos, com poderes especiaos de liquidar
as negocios da barca americana Catharina Au-
gusta, arribada ueste porto e reconhecdo legal-
mentecomo commandante da mesma, roga a todas
as pessoas a/to tivereui coalas uu justas roclaiua-
*^t)30i5 &it>tt$0$.
MEZ
lanno.
O li\ro do mez Marianno augmentado de varias
oracbes, nico usado pelos devotos da PENHA :
vende-se smcnie na livraria ns. 0 e 8, da praca
da Independencia, a de/, lustoes.
APREND1ZES DE"COMPOSITOR.
Esta lypogiaphia recebe meninos que
saibam ler correctamente, para apren-
der a compositor, que comeeaio a ga-
nhar logo que faram qualquer trabalho:
esla artealemdc ser considerada sobre,
oll'eiece um lucio azoavel, porquanto
um compositor hbil pode ganliar de
6003 i SOO.sOi) reis por anno : na livra-
ria ns. (i e8, da praea da Independencia.
O distribuidor do DIARIO da rua Imperial
faz publico, para conhecimenio da polica,' que o
Sr. Francisco Jos da Silva Campos, indo o an-
nunciantc a seu servico. arrebalou-lhe varas folbas
e rasgou-as, e para que o dito Sr. Campos Oque
conhecido peto seu mo insiincto, faz o prosente.
O pharmaeeiilico Antonio Jos da Cunha
participa ao respeitavel publico, e particularmente
aos seus freguezes, que mudoii a sua botica da rua
do Rosario estrella, paro a rua do Livramcnio
11. 30, e ahi continuar a scrvi-los com toda a
promdtido e cuidado.
Fugionodia21 do corrento de bordo do
brigue nacional ROM JESS, o mualo de nome
Rapbael, do idade 30 annos pouco inaisou menos,
le011 calca e camisa de algodozinbo azul, tern fal-
to do 2 denles na lente, cabellos carapinhosc ros
lo picado de bexigas : quem o apprehender love-o
a rua do yigario n. .">, que ser gralificado gone-
rosamenteL
, Manoel Gome* Chaves, cidadao brasileiro, re-
lira-se para o Aracaty com sua familia, levando urna
escrava de nome Joaona, crionla, levaudo esta orna
cria forra, idade de 12 mezes. "
No paleo do Carmo, sobrado n. 7, ia fazam
vestidos i moda, com grande brevidade e por mais
barato preco possivel.
Procisa-se de um official de alfaiate que te-
nha principios de cortar as obras da mesma arla :
na rua da Madre de Dos n. 36, primeiro andar.
AI.UGA-SE um grande sitio com urna ex-
cellenlo casa de sobrado, senzala, cuchen a e estri-
bara para 4 ou 6 cavallos. quintal murado com
cacimba, curraes c armazens, arvores fructferas
de todas as qualidades, ptima agua c grande baixa
de capm, muilo perto da piara, na estrada de
Joo de Barros: a tratar no mesmo sitio, com a
Exma. viscoiidcssadeGuianna.
LOTERA DA PROVINCIA.
(Corre infallivclmente em 30 do correnle.)
Olivera Jnior fie C, avisam ao publico, que
leem exposto a venda, as lojas j annunciadas,
os bilheles e cautelas da torecira parle da quarla lo-
tera do Gymnasio Pcrnambucano.
Rosponsabilisam-so a pagar todos' e quaesqoer
premios que obtverem os seus bilheles e cautelas,
assim como a pagar sem o disconto dos 8 por cen-
to do imposto geral os tres premios grandes.
Bilheles 19800 Recebe por ioteiro. 4:0009000
Meios 39*00 a 2.-O0uOOo
iji.iri.is 1^300 b 1:0001000
Oliceiro Jnior & C.
Na na da Aurora, toja
defiiniicito do Sr. Sebs-
tiao Marques do Nasci-
inento.veiideui'Se bilhetes
e cautelas da tercera par-
te da quarta lotera do
Gymnasio, a qual corre in-
fallivel em 50 do corra-
te: os premios sao pagos
sem descont
Lotera do Gvid-
nasio'.Pernam-
i m;soi>niA]iEi..TH\s. g
W O abaixo assignado formado em mallie '*)
(J) mathimatitas, lecciona Arlbmeliea, Al- (
i, gebrai e Geometra : na rua Nova, em .
'Sv primeiro andar do sobrado n. 67.Ber- W?
($) nardo l'ereir do Carmo Jnior. I
O ibaiM assignado vai a Lisboa, o deia por
seus procuradores, em primeiro lui;ar o Sr. Joa-
quim Francisco de Alem. em secundo o Sr. Antonio
Jo-c de Barros Vies.s, e em terreiro o Sr. Mauoel
i-erreira dos Sanios, declarando mais que nao deve
nada prbea ; porem se alguem se julsarscu credor
aprsenlo sua eonla em seu ctabclccimeiilo, na rua
do Codorniz li. 9 al o dia :I0 do crrenle, que prom-
plameniescr pago. Kecife 2:1 de abril de 1856.
Antonio Marlins Duarle.
A mesa regedora da ir manda de do Divino Es-
pirilo Sanio, erecla no convenio de Sanio Antonio
do Kecife. convida a lodos os seus iriii.os para com-
parecerem uo consistorio da mesma irmandade no
dia -Si do correnle, pelas 9 borss da maulina, alim
de se proceder a eleicao da mesa regadora que tem
de servir no futuro anuo do ISli a 185/.
Da silio da Estancia do Giqal, desappareceu
o escravo crloulo de nome Januario, fula, bailo e
-iii-.i, bem empernado, falla por entre os denles,
reprsenla ler de idade li annos, pouco mais ou me-
nos, un dos signa** mais notaren he ler urna du
ps secca, lem pai e irmaos forros para as parles
da Y arrea : foi comprado a Jos I.uiz Percira com
loja na rua Nova.
Domingos l'eneira Lima, porluguez, relira-se
para fura do imperio.
Precisa-se do urna pessoa nacional ou B
/A estiangeira para oceupar-sc no servico de ,a,
)|Z um silio, dando prova de sua condula : *
w a tratar na rua da Cruz do Reeife n. )3, W
segundo andar, ou ua botica do Sr. I.uiz Q
@ Pedro das Nevos. ft#
SOS- S# Vicenle lerreira da Cosa, ndo podendo des-
|:c lu --,- pessoalmenle de lodos o* seus amigos em
consequencia do seu mo eslado de saude, pede des-
culpa desla falla, e olerece o seu diminu presumo
em Lisboa, onde pretendo demorar-se.
Os abaixo assignados fazem saber ao resneilavel
corpo de commercio, que desde 23 de fevereiro pr-
ximo passado deslizeram amisavelmenle a sociedade
que linliam na loja de fazendas. sila na esquina da
rua do Crespo ao p do arco de Sanio Antonio, cujo
e.slabelecimentosvroiisob a firma de Karia, Campos
,\ Companhia, licando a perlencer tanto o activo ro-
mo passivo aos socios Campos Lima, liquidalarios
da exlincta l'trma e os nicos responsaveis pelas Iran-
sarees feilas daquella dala em dianle, continuando
o mesmo eslabelecimenti da mesma forma, e a ay-
rar debaixo da firma de Campos. Lima & Compaobia.
Pernambuco 22 de abril de 185I.I-aria Lopes,
Campos iV Lima.
O l. secretario da sociedade Ph'losophica, de
ordem do presidcnle da mesma, convida a lodo* os
Srs. sucios para sereunirem hoje as 5 horas da larde,
uo palco du Terco u. 139, primeiro andar.
Pediiio.
O abaixo assiunado, inspector da rua do Arauo,
pede encarecidamente ao Se Joaquim Aulonio O.
da lincha, que mande excluir do seu annuiicio a Bra-
lilicac que prometi aos inspeclores de quarleinlo,
pois esles siloobric.dos como enrarrecados da poli-
ca a se iuleressarem pelo descubrimenlo desses ob-
jeclos roubados, e no por pacamenlo.
Manuel Aulonio Simes do Amara! Jnior.
nJaga-se uina casa lerrea na PaaNRem da Uag-
daleiifi, eulre as duas poules, com xcellenles com-
modos, para urna erande familia : ua rua Direila
u. '!.
Aloga-*e o lercciro andar do sobrado do aterro
da lida-Vnla n. ,'li, com eomnodos para grande fa-
milia, muilu fresco e ptima vista, concertado, cala-
do c piulado de novo, lem 2 grandes salas, 10 quir-
los e boa co/.iiiha : dirijam-so a mesma casa, uo se.
gande andar, ou na rua do Crespo, leja n. 15.
l'recisa-se de una ama forra ou captiva para o
servido de una casa de pouca familia : na rua do
Lrvramenlo o. ,'Hi, loja de cera
IRMANIUDE 110 DIVINO ESPIRITO SAMO.
.\ mesa re^edora convida a iodos os sous irmilus
compareceris no respectivo consistorio as da in.inli,la do dia 27 ilo correle, para constituidos
cm niest eral procedern! a eleicao da mesa que lia
de refer a irmandade no futuro anuo do IS5(i a 1857.
x) medico Jos de Almeida Soares de Lima
Haslos vai Europ tratar de sua saude.
Luiz Antonio daSUra Goimaries, subdita por-
logoec, relira-sc para fra da provincia.
Aulonio I'rancisro da Cuuha, respondona" ao
caloninudor, autor da aunando publicado no Ota-
rio i.; 'J7 de 22 do correnle, declara que nunca pre-
l-ndeii relirar-se dcsta provincia, c caso livosse lal
inlenc.io, eslava oo inleresse de sua honra prevenir
o aalerdade compelenle c os pessoas que lhe servi-
ram de fiadores no processo de uso de armas defe-
zas. lis quaes pretende o anuunciaiile substituir pelo
Exm. briuadeiro Joaquim Bernardo de l-'igueiredo
e nespcianle Jos Joaquim Dias Fernandcs, para
talvez; nao apparecer oulro semelhanle annuncio. O
aununcianle nao receia nem leme, e soberanamente
despreza a* calumnias que -e conten no referido un -
iiiiiicio. e em lempo opporlnuo confundir o seo au-
tor uo juizo competenle.
bucaoo.
Aos 4:000.s. 2 OOOs e 1:000x000 li.
O abaixo assignado tem exposto venda, as
lojas do coslume, aos procos abaixo, os seus bi-
lhetes, meios e quarios da presente lotera, a qual
lem o seu infallivel andamento quarla-fara 30 do
correnle, em o consistoria-da igreja de Nos Se-
nhora do Livramento. 0 mesmo abaixo assig-
nado se responsabisa a pagar por inteiro, sem
descont algum toda e qualquer sorle que por in-
teiro obtenham seus bilbetes, v-^didos com sua ru-
brica.
Bilheles Wsno Recebe por ioteiro 4:0009000
Meios -25400 > > s 2:000000
Quarlos 1.>IOO u 1:0008000
Declara mais que paga indstinclamenie toda e
qualquer sorte, logo que tenha sahido a_ lista ge-
ral, em seu cscriplorio, rua do Collegio n. 21,
primeiro andar, das 0 horas s 3 da tarde, dias
uteis. Antonio Jos Rodrigues de Souza
Mmior.
l'recisa-se de uro criado que d fiador a sua
conduela ; na rua do Cabug, loja n. II'.
Aluga-se urna prela que sabe coziuhar o dia-
rio de urna casa, iava, engomma alguma coosa a
vende ua rua : quem precisar dirija-se a roa Direi-
la, sobrado u. 6.
D. Thomasia de Athayde Alboquerque Mello
avisa aos pais de sus alunaras que modou sua re-
sidencia da rua do Knngel o.,., para'a das Crozas
u. .!i,e que novamenle abri sua escolla, que esle-
ve inlerrompida por motivo da epidemia. Declara
que pude ainda receber oulras olumnas, internas uu
externas, com cuja educir pruiuelle desvellar-s*
ornis possivel.
No dia 25, as II horas, ua sala das audiencia*,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de auseules, so ha
de arrematar a escrava Kosa.perlencenle a heranra
jacenle dos finados Francisco e Thercz*.
Na rua de Sania Kiia n. 5 ba quem se encar-
resue de mandar lavar e engoinmar com aceio e
promplid.lo.
l'recisa-se alujar urna ama forra ou escrava
para o servico de urna casa de pouca familia : na rua
de Apollo, sobrado n li.
Aluga-se uina sala e um quarlo do primeiro
andar do sobrado da rua de Apollo n. 6 : a tratar no
mesmo, ou na rua do Trapiche, armazem n. 40.
Pao e bolacha.
A anliga paoeria da rua das Larangeiras n. 28,
esla (rabalbando novamenta e fazendo pao e bolacha
de excellente familia, e como s quem nella traba-
Iba he gente livre, esles'geueros sao manipulados
com a maior perfeico e limpeza possiveis.
Joaquim tle Azevedo Cruz, subdito poriugOez,
retira-se para Portugal.
Antonio dos Sautos, lubdito porluguez, reli-
ra-sc para Porluzal.
Na roa da Mocda n. 35, cosioha-se para fra
com toda a perfeico a limpeza : quem precisar, di- ,
nja-se a mesma casa, que achara com quera tratar.
JoSo Jos de Carvalho Moraes z scieole que
por assim lhe convir, deixou de *er seo caiieiro An-
tonio Joaquim de Brilo desde o dia 20 do correte
mez.
Luiz Jos de S* Araujo, na roa do Brom o.
22, lem para Tender 30 pipas novas de Lisboa, que
servem para deposit de agurdenle, arcos da pipa e
de barrica eaegados ltimamente, vimes, ele, lado
por preco razoavcl.
Roga-se as autoridades competentes se dig-
nem embaracar a viagem de Antonio Francisco da
Cunha para qualquer porto do imperio ou fra del-
le, visto o mesmo Sr. Cunha estar processado e en-
ancado, c ler obricac.oes de grande importancia :
cumprr nesta cidade.
Precisa-se aluaar urna escrava que seja fiel
para vender de laboleiro, paga-se bem agradaddoa
a tralar na rua da Madie de Dos u. 36. Na mesm
casa vende-se cera amarclla por prejo commodo.
l'recisa-se de um caiieiro que tenha pralica da
servir em hotel, e que d fiador de sua conducta: na
rua da Cruz n. 10. _________________
Lotera do Gvm-
al
nasio Pernam-
bueano.
Aos 4 OOOs, 2 OOOs e 1 OOOsOOO rs.
Corre indubtavelmente quarta-feira 30 de '
abril.
Salustiano de Aquino Ferreira
avisa ao respeitavel publico, qne seus bilbetes e
cauelas nao esto sujeilos ao disconlo de 8 por
cento do imposto geral, os quaes estao exposlos a
venda as lojas j conhecidas dos Srs. jogadores.
llesponsabilsa-se a pagar todos e quaesquer pre-
mios grandes que elles obliverem, em seu escrip-
torio,. rua do Trapiche n. 3C, segundo andar, lo-
go quosaa alista geral.
Bilhetes. .sSOO l:000f000
Meios. 2s*003:000|000
Qoartos. IJ1001:000$000
Salusliano de Aquino Ferreira.
l'rccisa-sc de una seubora compelenlcmenle
habilitada, para ensinar |iriir.eiras letras e costaras
de qualquer qualidade c msica a cinco meninas to-
ra da praca em distancia de nove leguas, preferin-
do-se pessoa que nao tenha familia pesada : a tratar
rua larca oo Kosario n. 3*.
1 ni i.ii.un da rua da Calabouco ama cabrinha
.bicho de sel* a oilo mezes, de cor amaralla escura,
leudo as cosas c peritas quasa prelas, e suppa-se
o li :\. i sido para o lado do Carino, ou Mando-No-
vo, or onde andava : a pessoa, que indicar quem
furtou-a, lera urna larga -ralilicaco, pois que se fa-
zem estreos para descobrir-se o ladran, que se sus-
peila ser um individuo j a isto avesado, e goar-
dar-se-ha segredo acerca de qualquer informaran.
Na rua Nova, n. 1 |irimeiro andar.
A 17 de selembru de 1852 pelo jazo do eivel,
escrivao Sanios, foi adjudicada por seolen;a a ao-
uunciaiile Anua Maria de Alcluia a parle da casa n.
1"), na rua Imperial, perlenccnte a d,ncalo Fran-
cisco Marlins, na execucao que pelo mesmo juizo e
carlorio lhe raoveu a aununcianle, cuja parle adju-
dicada permutoo com Manoel J. Ferreira de liusimio
e -na mulher pela casan. 51 na mesma roa Imperial,
labelliao Sa, e porque nada dava, e se ache a referi-
da casa sem ouus oo hvpolheca alguma. faz o pre.
sent.
l'recisa-se um ou dous amassadore para pada-
ria: quem eshver as circumslancias, dirija-se a rua
larga do Rosario, n. 18, qne achara com qnem
tratar.
MUTir^D"
ILEGIVEL


llfiftlO 31 PIRMRDNQI QfliNTI FElRP. 24 II ABRIL ti 1856
Terceira cdfyo.
TRATAIE1T0 HOIOPATHICG.
Preservativo e curativo
DO CHOLER-MORBUS,
PELOS DRS
inslracco aopovoparasc poilerruranlesta enfermidadc, administrndoos remedio mais "eflleaZM
. paraatilha-la.emquaiito srecurreaoraedico.ou mesmo paracura-Uiudependeiilcdesleuins lugares
em que nao os ha.
TRADUZ1DO EM POISTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos opsculos conten as indicarles mais claras c precisas, e pela sua simples c concisa exposi-
So eiliao alcance de todasasiuleilifjcncas,nao pelo que diz respeitO aos meioscuralivos,como prin-
cipalmente aos preservativos que lemdado os mais salisfdctoriosicsullados em toda a parle em que
lies letn sido postos em pralica.
Sendo o tratameulohomeopathicoo anicoque tem dado granriesresultadosnocuralivo desta horu-
vl iireriui.liilp. julsamosa proposito (raduzir restes dous importautos opsculos cid liiigua vernaci-
la, para desl'arte facilitar a sua leilura a quem ignore o francez.
V'ande-se nicamente no Cunsulloriodo traductor, ra Noy n.52, por jOOO. Vendcm-se lamben
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos cora un frasco de lindura 158, urna dita de 30 tubos com
quatro e 2 frascos de tintura rs. 25&000.
t
*
e$ PEQHAS PRECIOSAS- |
>* Aderemos de brilhaotcs, *
J diamantes e peredas, pul- 3j
ceiras, allinetes, brincos *
j? e rozelas, bolfies e armis *
$ de difTerentes goslos ede ^
>; diversas pedras de valor. ?:
NM-MMK-:
Comprara, vendem ou |j
I0REIRA & DD1RTE.
i.oja di m r.ivEs
Ra do Cabuya n. 7.
Recebem por to-
dos os vapresela En-
*,
I orno EPRATA
Aderccos romnlai, .:.. e8
''
4 -ulereos completos de
>, ouro, ineios ditos, puleci- ?>'
* ras, allineles, brincos e *
rozelas, cordoes, trance- '*
lins, medallias, corrcules ;->
' c enfeiles para relosio, c
., oulros muitos objeclus de '-'
. ouro.
| trocara *" J"** POpa 1S o) US tl hiaiS
* Ihanles.diamanlcse pero- -/ I ->-
las, oulras quaesquer | |UU(sCriiO ffOStO, tftll-
joias de valor, a dinheiro 5) c '
_ ou per obras. 'o I/ ijp I"
de
Appurclhos completos, S
de prala, para cha, lian- '
dejas, salvas, casliracs, E
eolheres de sopa edecha,
e muitos oulros objeclos S
de prala.
':- SSS : $$3 : .
Tanca como
Lisboa, asquaesse vendem poi
-
prp$o commodo como costuiuam.
REPERTORIO DO IEDIG3
i HOMEOPATK&.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTKOS,
o postn em nrdein alphabeea, rom a dcscripoo ;
Instr
n cesto moral e reli-
giosa
h i iimi.aniimui-jt**AJM
> f rtirafl-irYTiii na < <
./Wftsiwy'.-.' >.Ua\
jm
I fc\ ei'-'/m.y*
WZL.
AVISO
aos nogocianlos eni madeiras c outros nretufl-
denlcs.
Ileferindo-sc a setts anmtneios do mez de sc-
U'iiibro do anuo passado, a rdspeilo de nnlralM de
madeiras para a estrada de ferro do Rccife ao Rio
de S. Francisco, o empreiteiro da dita estrada Gc-
orge Furness, pelo presente avisa aos negociantes
em madeiras e quem mais possa interossar, que
desde j recabe propostas .para contratos do madei-
ras quadradas dequalidades maisduradouras e das
dimensoes seguintes : 15, 12, 9 e 6 polegadas de
grossura, e de 10 a 30 pus de romprimcnlo, ludo
medida inglcza.
Tambera se recebe amostras de dormenles (slee-
pers) dasseguinles dimensoes e formas, (medida
inglcza).
12 pnlegarias.
1*1-
Esle compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslruccao primaria, tendo-sc vend-
an ; *'0 anles ''a approvacao a 18600 rs., passa a ser
abrcviadJR de todas as molestias, a indicarao phjso- i vendido a 15000 : na livraria ns. 6 e 8, da praca
losica e herapculica de lodos os lucdicaineutos lio-! da Independencia,
meopalhiros, seu lempo de acc,.1o e concordancia, | .
seguido do um diccionario da signilicarao de todos, I tecisa-se alugar um pequeo sitio porto
o* termos, de medicina e cirurgia, c posto ao alcance, desta cidade, o qual tonha liijjar para guardar um
das peisoas do poyo, pelo '. cavallo, e que nao soja prximo a charco ou agua
DR. A. J. DE MELLO I0RAES. ^Snada, eso tw casa assobradada melhor ser
na livraria ns. be 8, da praca da Independencia.
Z J. JANE, DENTISTA,
Os Srs. assigtiantes podem mandar buscaros seu
rtemplares, astim como quem quizer eomprar.
i
i
Q A HOMEOPATHIA E 0
CHOLERA.
nico tratamento preservativo
curativo do cholera-morbus,
PELO DUITOK
\ Sabino Olegario Ludgero Pinho. ^
Segunda eiierao. a
"A benevoleucia com qu foi aeolhida pe- v'J
lo publico a primeira edicrao dcsle opus- (5)
calo, esgotada do curto esparo es nos indu/.io a reimprcssito'
Costo de cada exemplar......I3OOO
Carleiras completas para o trata-
mento do cholera e de muitas ou-
tras molestias, a..........308000
Mlias carleiras..........I69OUO
Os mvdicamentos sao os melliores possiveis.
Consultorio central homcopalliico, ra
de Sauto Amaro (Mlllldo-Novo. n. (>.
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
Na casa da residenciado l)r. I.ourciro, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, que u,1o Iraga comsigo o filho,
que tiver, de peilo.
Trecisa-se
CASA DOSPXPOSTOS.
Precisalse de amas para amamentar cri.uiras na
asa dos e|xposlos : a pesoa que a isso so queira de-
dicar, tento aa habilita^es necessaria, dirija-sc a
mesiiia, 110 pateo do l'araizo, que ahi achara com
quem tratar.
ARKENItAMENTO.
A toja e armizem da casa n. 53 da ra da Cadcia
do Kecife junio ,10 arco da Conccn..io. acha-se deaoe-
capada, e arrenda-sc para qualquer estahelcciincnlo
em ponto grande, para o qual tem commndos sufli-
cienles : os prctendentts entcnder-se-hrio comjoao
Nepomuceno Barroso, uo segundo andar da casa n.
57, na rafsma ra.
PIJJBLICACAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarito sera sem davida de utilidadc acs
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nclla enconlrarao por ordem alphabe-
lica as priucipacs e mais frcquenlcs oceurreocias ci-
vis, orphanologicas, commerciacs e ecclesiaslicas do
nosso furo, com as remisses das ordenares, leis,
avisos e reeulamentos por qoe se rege o'ltrasil, e[
bero assira resolu<;6es dos Praxistas anticos c moder-
nos em que se firmara. Contm semelhaulemenle
as decisoes das quesloes sobre sizas, sellos, voltios ej
hoyos direitos e dcimas, sem o (ralialho de recorrer |
> colleccji de uossas leis e avisos avulsos. Consta- 1
rede don volumesem oitavo, grande francez, eo
primeirosahio
de um feilor bom hortelao : que'm
esliver ueste caso, dirija-so a Croz de Almas ao col-
legioda C.onceirao ; all lamliem se precisa de um
criado qoe saiba comprar, e d fiador a s ja conduela.
t#9 A directora do cullesio da C.onceirao na Cruz
l I de Almas, participa as familias que se linliam pro-
W posto autes da invasao nesta cidade do cholera, de
Jd 1 mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
^ ; desde aeora fazer, pon esla resolvida a recebe-lis,
W por conliar na proleceao da divina palrona do men-
(^ cionado collegio,al hoja ao abrigo daquclle flagello.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na na do Trapiche n. 4o, segundo andar.
Necessita-se de duas pessoas para o serviro in-
terno do urna casa estrangaira, urna que cozihc c
cpgom:ne e oulra que enlenda de costura : na ra
m
M
Nova n. I..
AO PtBLICO. I
Po armazeio de fazendas baratas, ra do *
Collegio n. 2, M
vende-se um completo sortimenio de fa- ij|
zendas linas e grossas, por mais barato M
presos do que em outra qdalquer parte, ^
tanto em ponjoes como a rclalho, affian-
^ cando-se aos compradores um so prejo
Ig para lodos: este cstalielecimento abrio-se
jj de combinacao com a mior parte das ca- y
gj'sas commerciacs ingle/.as, francezas, alie- ||
^ maos c suissas, paca vender fazendas mais !gg
;$8 em conta do que se tem vendidu, e por isto ISf
M ollerecem elle maiores vantagens do que 3$
M outro qualquer; o propietario deste im- |E
||j portante eslabelecimenlo convida lodos 25
S os seus patricios, c ao publico cm geral, ||
g| para que wnham (a bem dos seus inte- |P
I resses) comprar fazendas baratas: no ar- s*
mazetn da ra do Collegio n. 2, deAn- M
i luz* est i venda por 83 na loja de I M tonio Luiz dos Santos & Rolim.
Iivrosn. (1 e S da pi-aea da Independencia. Os se-
iihores subscriptores desta publicarlo existentes em
. ummw^BBam-msmw^Mmys.
Pcrnambdco, podem procurar o primeiro volume I
Da loja de livros cima mencionada : 110 Kio de Ja- !
neiro, na I livraria do Sr. Paula lirilo, praca da
Cousliluicno; no Marauho, casa do Sr. Joquim !
Marque todrigues; e uo Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
Massa adaman-
I tina.
Francisco Piulo Ozorio chumba denles rom a ver-
dadeira massa adamantina e apptica ventosas pela
alrarcan do ar: pode sor procurado confroolc ao
ltosorio de Santo Antenio n. '2.
UuaNova 11. 22, defronte
da CjOncei<;o.
L. Deloiichc tem a honra de iiiinunciar, que aca-
ba de recaber relogios americanos com canina, ditos
francezes com cixa, dilos de algibeira, correles,
chaves, cajxas de msica, por prego rauilo em conta.
Eocarrega-se de todos os eoncertos perlencenles a
ua arte, cora perfeicao e muila brevidade, visto que
estilo tres pessoas a Irabalhar.
Aluga-se um pequeo armazem na (ravessa da
Senzala Velha, com estrado e paredes forradas de
madeira, que servio de deposito de ouros. podendo
ter outra qualquer appticacao : trala-se na loja con-
tigua, na da Cadeia do Kecife o. .Vi. esquina da re-
ferida Iratessa.
-S-^@@S@
8 !\0 C0NSLLT0R10 HOMO #
NORAT & IRMAOS, |
Ra da Aurora n. 58, primeiro andar. ,a
Tdm a honra de participar ao respaila- t?
yoI publico dista cidade e com especialida- v5
de aos seus freguezes, quo possuem pre- <)
sentemente o taais rico e completo sorti- ^)
monto das mais linas e delicadas obras do S
brilhantc, parola e ouro, como al o pre- *2
santa nao tem apparecido nesla praca ; e W
amaneara a lodos o mais mdico preco por- ($)
quo vender se pode, obras do gosto o mais (VJ)
2
i
I
i
i
PATIIICO.
Ra das Cruzes n 28.
Continua-se a vender os mais acreditados tfiy
medicainciilns dos Srs. Castellao e Weber, /jjv
em tinturas e em glbulos, carleiras de lo- w
dos os lmannos muilo em conta. ()
Tubos avulsos a .VIO, 800 e 15000.
V9 1 onca de tintura......2s000 V
|A Tubos o frascos vazios, rollias de corlica (#i
^. para tubos, e ludo quanlo be necessario pa- JZ
W ro uso la homn'opathia. (i?)
Patn Nash & Companhia declaram que Joilo
Pedro Jess de Malta denou de ser seu caixeiro ilesl
de hontem l do crranle mez. Kecife 15 de abri-
de I8.6.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-sc bandejas de bolos, por me-
nos preso do que em outra qualquer parte.
c 9 pea inglese; de comprimento.
Cada proposta devo ser acompanhada dos nomos
por extenso dos pretendentas, o a qu*ntidadc de
madeiras que poder contratar.
0 preco dos dormenles deve ser estipulado por
cada mil, e dovem ser entregues em qualquer lu-
gar da estrada, desde o liecife al a villa do Cobo,
conforme as ordens do empreiteiro.
Adverto-se quo os pretenden los deven) dar urna
garanta competente em romo podem cumprirrom
os seus contratos.
Paraoutras nformacOes podem os pretendemos
dirigir-.se a ra do Trapiche n. 12, segundo an-
dar, escriptorio de George Furncss.
BRANDAD VARETAS. 9
ALERTA! |-.-
Sao chegados praca da Independen- ";f
can. 4 estes apreciaveis charutos; sua ;'
ptima qnalidade e nunca saboreado gos- :.':
to os tornam rerommendaveis. Ha j,i
bastante lempo que nao apparece lao -'';
boa fazenda, seu diminuto proco anda ..'.
;:; mais anima; quem deixar do comprar ;;
J" urna incvgolavcl fu maca por 25500 rs., V
^ pequeas caixas de 25 c 50 charutos 1 w
'3 Alerta, Sr?. fumantes! Quem sabe aprc- Q
i3 ciar urna fumara, deve vir ver os venia- i
{'i doiros Brandao Varetas. ,)'
:';.:':,:'::':' *. av/'. 'sy<"'.
w i.- ...""^""...'v.,"-"...'-..- ..'-^.'.-",'.;-f^-
YSTEM MEDICO DE H0LLOWAV
>?>.
:u
UNGENTO HOLLOWAY.
Milliaresde individuosde todas as najocs podeui
lesleinuiihaias viriudesdestcrcmcdio iiicomparavcl
eprovareo caso necessario, que, pelo usoquedclle
Itzeram, tem seu corri c inembros inlciramente
saos, depoii ile lia\er|enipregadd inuluniente oulros
Iralanieiilos. Cada pessoa poder-se-ba convencer
dessas curas inaravilbosas pela leilura dos pcrioiliros
que lh ai reltalo lodos os dias ha muitos anuos;
maior parle dellassao tao sorprendeiilesquc admi-
rara os mdicos mais celebres. Ouanlni pessoas rc-
pobraram com este soberano remedio < uso de seus
'.os e peruas, depois de ter permanecido longo
lempo nos hospitaes, oudc dcviain sollrer a amputa-
do Dellas lia inultas, quo liaveudodcixado esses
asylos dopadecimento, |>ar.i >e nao subiiiellcrein a
esa o|icracAo dolorosa, foram oarada eompleta-
inenle, mediante o uso desse precioso remedio. Af-
gumas das laes pessoas, na etuso de seu reronlieci-
mcnlo, declararan! estes resultados benficos diaule
do lord corregedor, e oulros magistrados, alim de
mala autenticaren sua afurmaliva.
Ninguem desesperarla do estado de sua saudc es-
iivcsse bailante conOan(a para euaaiareale remedio
constantemente, seguindo alguin lempo n Irala-
'.entoquo necessitasse a nalureza do mal, cujo re-
sultado seria provar uconslclavclmcntc : Oue tu-
cura!
O ungento he til mas particularmente
seguintei casos.
Alporeas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dures de cabera.
das cosas..
dos inembros.
EnfcrniidaUcs da
cm geral.
Enrerniidadcsdoanus.
Erupcoes escorbticas.
I'istulas no abdomen.
Frialdad* ou ralla de ca-
lor as extremidades.
I'riciras.
GengWaa escaldadas.
Inchacocs.
lnllainmaeao do ligado.
nAlriz.
Lepra.
Males daspernas.
dospeilos.
de olltoa.
Mordeduras ilereplis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
culis Oueinia^das.
Sarna.
Supuracocs ptridas,
tinlia, cm qualquer par-
te que seja.
tremor de ervos.
I leers na bocea.
do filiado.
dasarliculares.
Veas torcidas, ou linda-
das as pernas.
O i
anorama.
8 sentemente o taais rico e completo sorti- >$ quo se adiara a venda, na thesouraria das loteras,
monto das mais linas e delicadas obras de ,a ra da Aurpra casa n. 20, das 9 as 3 horas da
tarde, os hilheles, meios e quarios, da terceira
- parte da quarta lotera do Gymuasio l'ernambu-
amancam a todos o mais mdico preco por- ( $ cano, cujas rodas andam imprelorivelmcnie no dia
quarta-feira 3D do corrento. ;'u 8 horas da ma-
nhaa, no consistorio da groja de Nossa Sen hora
do Livramento. Outro sim, que as listas scio
distribuidas gratis aos compradores de bilbetea, no
primeiro dia til as 6 horas da manha, e que nu
11 dia 3 du maio principiarao os pagamentos da refe-
rida lotera, das 10 horas do dia as 3 da larde, na
I ra da Aurora n. 26.O escrivao das loteras.
Candida Mana da Pa.xao Rocha, professora I Anlonio Jos Duarte.
particular de instrucgao primaria, residente na ra ; .
doVigario do bairro do Kecife, faz seiente aos lliStOS'ia U Jal Versal, [>Ol'
pais de suas alumnas. que acha-se abena sua au- '
apurado: os mesmosdesejam ardan temen-
te qu o respeitavel publico nao deixo de
ir tancar as vistas sobre as suas obras,
alim de que seja conhecida a verdado de
que chcerram estas poucas palanas.
S5s
Roga-se aoi Srs. assignanles deste jornal hilera-
rio e instructivo, a bondade de procurar o resto dos
nmeros perlencenles ao anno de 1855, e de n. 1 a
ti do 1856, na ra do Crespo defronte do arco de
Santo Antonio, livraria de J. Nogueira de Snuza,
onde tambera se vendem collccroes completas do
mesmo.
AUen^ao.
Precisa-se de urna ama para o servico interno e
externo de una casa de duas pessoas : quem preten-
der, dirija-se a ra do Nogueira n. 26, primeiro an-
dar.
LOTERA DA PROVINCIA.
da bexiga.
,i..Y i"sc csle ""gueulo no cslabelccinienlo gera
ut l.ondrcs.o. i Strana.c na loja de lodos osbo-
ucanos, droguistas ouiras pessoas eoearrecadasda
lies n!','h Cm lda A"CTea 'lo Sul- Havana c
Veiide-se a800 ms cada|bocelinha,eonlm nina
inslruccao em porluguez para explicar o modo de
lazer uso deste unjuento.
O deposito genil be cm cas do Sr. Sotim. phar-
Compram-se encerados .le lona era qualquer
estado ou tamaito, em segunda mo, os quaes se
l'.uam bem, segundo seo calado : no largo do Pilar
taberna n. 31, ou ua'lravessa do Carioca n. '.I, se di-
r quera pretende comprar.
SScnixis,
\a loja das seis
portas.
Em /'rente do Lie mnenlo.
1 ecas do algodaoziuho com loque de avaria a dea
lusles, cinco patacas e seis, chales de gurgurao pro-
prios par andar em casa a cinto tustoes, chales de
ganga encamados a duas patacas.

li _
B \elas stearinas, pedras de marmore para
V mesas, papel de peso inglez, papel de em-
** brullio, oleo de liuhaca em botijas, chico-
g, tes para carro, pianos de armario, lona o
brim de vclla, cemento romano, armamen-
10 de todas as qualidados, cabos de II-
^ nho c de manilha, pixe da Suecia, cham-
pagno e vinhos linos do Bheno: vondem-so
5 no armazem de C J. Asilcy & C., ra da '-
- Cadeia n. 21.
POTASSA E CAL VIRGEM.
Ko amigo ej bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do liecife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior potassa da liussia, dila dolo
do Janeiro e cal \irgom de Lisboa cm pedra, tudo
a procos muilo favoraveis, rom os quaes lirarao
os compradores .-alisfeilos.
Vendcm-se ua ra do l.itramcnlo, loja n.2,
chapeos de sol com armaces niiiilu fortes a l?:2lHi
cada um, e sao todos prelos.
Vende se uroa escrava de nacao, de loada 30
anuos, a qual cozmha o diario de una casa, lava e
he quitaudeira : a tratar na ra Atilinta u. 3 c C,
ou enlao ua ra do l.ivramenlo, loja u. 33.
Vende-se farinhade boa qnalidade, em sac-
eos de alqueire, medida velha a .~i;U00: no armazem
da Anlonio Aunes Jacome Prea.
Na ra do l.ixramoi.lo, toja de calcado n. 33,
veinieni-se rpalos de couro de lustre a 29500, ditos
de bezerrn a Ijiitl, assim como outros muitos cal-
cados por preco diminuto.
\ enoe-sa crva-mallc de superior qnalidade :
na ra do Vigario n. 13.
Vende-so na (iraca da Boa-Vala n. 13, urna
armacau do taberna cora todos os seus pertenecs : a
(ralar ua inesina praca u. t.
Vende-se o muito aprrriavcl cha prcto, de
exrcllente qualidade em libras e por barato preco :
na ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
Roroz do Porto.
Tem para vender relroz do Porto muito superior,
pretoe de cores, Antonio l.uiz ilp Oliveira A/evedo,
no sen escriptorio, ra da Cruz u. I.
Vendo-so um bonito esclavo do naco, de
idade de 27 annos: a tratar na ra do Tiapiche-
Novo n. 7, primeiro andar.
Gal (ie Lisboa.
Vende-se urna porcio de barra rom cal de Lisboa,
por bin alo "preco, e rclalho a :i? o barril t na ra da
Cadeia do Kecife n. 00.
ama
A boa
o
nacciilico, na rul da
buco.
Cru
z ii. 22, em Pernain-
Curso de francez
para es examinando^ do
eoIe>o das artes.
O BACHABEL W1TRUVIO, continuando alec-
cionar em francez, (em de abrir para os que prelen-
derem examinarla no collegio das artes, um curso
da mesnia lingua, o qual lera principio cm maio
prximo vindouro ; e cnmpromeltc-se a habilitar
para o respectivo exame no lim do auno os .que fo-
rera assiduos c cuidadoios nesse espato de lempo,
mediante smente o honorario de 2l>sr(K) pacos na
abertura do referido curso, cuja matricula ser fe-
chada no ultimo deste mez. Pode ser procurado na
na da i'.imbn i ilo Carino n. 10, segundo andar, das
3 horas da larde em diante.
Precisa-sede urna ama do leite que seja sa-
dia e leiiha-o bom, paga-so 109000 rs. mensacs c
mais al;um interesse no caso de agradar : no uler-
eo da Boa-Vista n. 39, segundo andar e gtolifica-
lllm. Sr. ihcsoiireiro manda fazer publico, | se a quem der noticia de alguma ama, ou a levar
a casa cima.
1'. J. Resallo Braga vai a Portugal Iralar de
por seus procuradores, em pri-
la, na qual contina a ensinar as materias do eos- j
al .
t"n*.eadmii.e pensionistas, -i^lKmsioniW
externas, por precos razoavets. |U paginas 252 do stimo oame. Conlinua-sc a
Qoer4se alugar um escravo para seivijo de ca- "ceber assignaturas para esta inlercssaute obra,
sa.: a tralak na ra du Trapiche n. l(i,. segundo au-'^a^ozioa era porluguez, lendojaT volumes publi-
car. cados, ornados de bellas estampas, bella impressao,
Precisa-se do urna ama do leite forra ou
capuva, sarn vicios nem achaques, o quo tonha
boa condula, paga-se bem : no paleo do Hospital
n. 26, sobrado.
]VIcz (ie Maria.
Acaba de publicar-se o novo Mez de Maria ou o
Mez de j*la|o, consagrado gloria da Mal de Dos,
nova ediceflo, oraada de vinhetase bella encaderna-
c4o : vtride-so a 15380 na livraria de J. Nocucira
de Souza defronla do arco de Santo Antonio rona um r,co sor,,mcnlo de fazendas para c..lsas,
ni lirr. colleles e casacas, e por isso se acha habilitado para
-uao-seiopa reisa juanscom penhoresde oaro.etc., bem aviar qualquer eucommenda que llie facam : na
na ra estrella do Rosario, n. 7, se dir quem d. ra Nora d. 52.
sua saude o dcixa
meiro lugar sua niullier Custodia Maria da Silva
llraga, cm segundo o Sr. Antonio Lopes Percha de
Mello, cm lerceiro o Sr. Manocl Josc-I.eilc ; e dci-
xa para reger a loja debaixo du ordens dos mea-
mos senliiues ao Sr. Mximo Josn de Audradc por
ter todas as habilitacoes de dcscnipenbar a sua arle,
alim de tratare servir bem a lodos os freguezes, tai-
vez inclbor do que o proprio dono.
lrcdcriro llanson faz ver ao publico, que abri
do novo urna coebeira na ra da (iuia n. I, para Ira-
lamento de cavallos;,ol senhores negorianles e todas
as pessoas que de seu presumo so quizcram utilisar,
daudo-lbe a preferencia, prometa bom zallo e cui-
dado do que sc encaircga.
VENDE BARATO.
Libras ile liuhas brancas n. 30, 60, 10, 80, a l.-jKIO
Hilas de ditas ns. 100 e 120 1|880
Dnziaa de lliesouras para costura I9Q00
Duzias de ditas mais linas e maiorts l>iS'l
Macos do cuidao para vestido, alguma eousa
eucardidos com lo, 50 e l) palmos, 240
Pecas Cum iII varas de hito estrello .500
Caixinhas com agulhaa francezas 200
Gaisea com 10 nvelos de linbaa de marrar iNO
Pulceiras encamadas para meninas c seuhoras -i<>
Pares le ineias lins paia seuliora a 2iO e .'(MI
Miadas de linlias muilo liuas para bordar Klil e 100
Crozas de botoes, ,nilo linos de inadreperola 000
Ditas de ditos mi lo linos para calca. l'sii
l-'ivellas douradiis par., calcas o culetes I JO
Fenlesdeverdadeiio bfalo para alizar.a :ioo e 500
Pecas de lila ci ludio brancas coui (i e ineia
varas 50
Caixas com cohetes grossns francezes 00
Leniteil de liuhas de 200 jardas qualidade e de todos os numeres 80
Macinlios com 'ill grampas, e de boa nualidade Ou
Pares de suspensorios de bouilos padioei io
Torcidas ,n a candieiro, duzia Ht
Tintaros c rcenos de porcelania, par 500
Carleiras de marroquim para algibeira (.00
Canelas muilo boas de metal e pao 20 c 40
Caivetes de aparar pennas 2(10
Meias brancas e cruas para homem, 100, 2IK1 e 240
11anciuha de lia de caracol e de todas as cures
palmo ioo
Duzia de penles de chilre para alizar, bons S00
tirosasde hotoes de louca piulados :O0
Pecas de lilas de ciu 210 e 320
Carreteis de lindas de 100 jarda', aulor Ale-
xaudre |o
lanlias prelas de racadiuha muilo boas do
Cartas de allinelcs de boa qualidade 1O
Duiia de penles alierlos para atar cabello 27>l>00"
Meias de lio Escocia para menino, brancas c
de cores, fazeuda muito boa 20 e .120
I n el is de ac com loque de ferrugem para
cala 40
(rusas de livclas para sapalos 500
Caixinhas envernisadas com palitos de fogo
de veliahal 120
Caixinhas de pao com palitos de fogo bons 20
Caixas com 50 caixiulias de phosphoros para
charutos ioo
Charuleiras de vidro (I) e sil
Castoes para bengalas muilo bonitos io
Atacadores prelos para casaca 1(1
Sapaliuhus dela para criancas, o par .'20
Camisas do meia para enancas de peilo .VIO
Traneclins para relugio, fazeuda boa lio
Escovinhas para denles loo
Atem de (oibjs estas miudezas, vendcm-se uulras
rnuilissimas, qne a vista de suas boas qualidadese
baratos precos, causa admiraco aos preprios com-
pradores na ra do (Jueimadu, na bem conhecida
loja de luidezas da boa-fama 11. 33.
=Ycndovse o verdadero c superior licor ab-
synllie, ultiinanienle chegado a por barato projo:
na 1 ua da Crin n. 20, primeiro andar.
TEMTOS
para.voltarete.
Vendcm-se lentos muilo lindos para vollarelee
qualquer outro jogo, chegados do Franca, e por pre-
co baratissimo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Na ra do l.ivramenlo, loja de calcado 11. 33,
vendein-se sapaloes de couro de lustre a 23500, di-
tos de be/erro a 13440, assim como oulros muitos
calcados por preco diminuto.
Galocs, volantes, rendas e
espiiiriihas.
Tem Anlonio Luiz de Oliveira Azevcdo para vcu-
der no mu escriptorio, ra da Cruz n. i.
Superior rap rea preta.
Anlonio l.uiz de Oliveira Azevcdo lem superior
rap arca prcta, c o vende uo seu escriptorio, ra
da Cruz n. 1.
Agua dos amantes.
Acaba de ebegar pelo vapor ctS. Salvador, um
caixole com garrafas de agua dos amantes, muito
approvada para lirar sardas.empinjeus, etc.: venda-
se na ra da Cruz 11. 1.
No escriptorio de Domingos Alvos Mathcus,
lia para vender por precos mdicos, o segninte :
Ricos e elegantes pianos.
Be/erros engravados.
Coxins de linlio para montana.
Kspadas para ollieiacs da guarda nacional.
Charutos superiores.
Farinha do mandiocauom saetas He alqueire.
Baelillia de alhodao.
*.
isa parrilha.
Antouio l.ujz de Oliveira Azevedo lem |iara ven-
der superior sala parrilha ; para ver, 110 seu escri-
ptorio, ra da Cruz n. I.
Na ra Dircila n. 13, existe urna armar/io pro-
pria para qualquer negocio, |.ara vender, e aluga-sc
a loja onde esl.i a dila arinaeao, nova c acabada
uestes das : lrala.se na ra do l.ivramenlo n. 33,
luja de calcado.
Vendem-se saccas com feijao bichado, proprto
para animaos, por preco commodo : na Iravcssa da
.Madre de Dos n. 10.
Veude-se marroquim a Uo e 189000 rs. a du-
zia, e a pellc 1 l>oo 1.-s7O0 : na ra da Pcnha.
loja n. 29.
VENDBH-SE
sacras rom boa familia i\e mandioca, medida grande
a 590011 rs., pera se fechar cuntas : na ra do Amo-
rim, laherna 11. 3(1.
Villllo (io Porto.
Vendeni.se barris de muilo bomvinho do Porlo.de
ein pipa a 100J o barril, muilo proprio para rasas
particulares : no armazem de Paula Lopes defronte
da eseadinha.
Vende-se um casal do eaeravoj, sendo urna
muala boa eoziobeira e engommadeira, c 11111 |irclo
panhador : quera pretender, falle na ra da Madre
de Dos 11. 12, que se Iba dir quera vende.
O coronel Joan Francisco de Chaby vende um
dos seus carros c a parelha de (avalles, tildo junio 00
separado, a vontada do comprador : quem quizer
comprar dirija-sc ao aterro da Boa-Vista n. 46.
Vende-se na ra do Collegio n. 21, lerceiro
anda', una negrinhade 10 anuo-, com habilidades.
Superior doce
em ealda.
Na ra do Oueimadn, loja n. 2, e na ra Bella,
casa 11. iO, vende-seo mais superior doce de goiaba
em calda, e .lo ontras muitas qualidades de frucUs,
lano a relalho, em libras, como era latas ou barrili-
nhos, por preco commodo.
Guaran.
Na ru.i da Cadeia n. 17, loja de miudezas, vende-
se guaran, as libras que o comprador quizer, por
preco cejnmodo.
Vendcm-se velas de carnauba de ooniposieao,
da melbor fabrica do Aracaly, saccas grandes de al-
queire de feijao muilo novo a 103 a sacca, esleirs de
palba de carnauba, de pullia dolirada, por preco
commodo : na ra do Vigario 11. 5.
AH>aUeZaa900
rs. oeovado.
Chegou novameiile esla eslimavel fazenda, de Cor
prrla e lustrosa, rom mais de urna vara de largura,
preferivel a outra qualquer para vestidos, manli-
Ihas, habilos de religiosos e oulros falos, pelo muilo/
que se economas com sua grande largura : na roa
do (Jueimado, loja 11. 21.
Vcndem-sc 0 pipas 011 loneh abatidos, queser-
Yiram de aguada na roa da Cadeia do Itecile, loja
n. SO, dcfrunle ila rpa da Madre de Dos.
Gemina deararuta.
Vende-se superior gamma'de ararata era hai ricas
e as arrobas : uo armazem de J0.I0 Marlins do Bar-
ros, iravcssa da Madre de Dcos 11. 21.
Vendem-sa espingardas francezas de dous
canos, milito proprias para cac,a o poi muito com-
modo prego: na ra da Cruz n. 16, primeiro
andar.
FARINHA DE SANTA CATAR NA,
muilo nova c de superior qualidade. a bordo do bri-
gue escuna /tapido, tundeado em 'rente do arsenal
de guerra, Yende-se por preco conmodo : a Iralaj
com Caelano Cyriaco^da C. m", n largo do Curpo
Santo n. 25.
Livros Classics
Vendcm-se os seguintes livros para as aulas pre-
paratorias : Hislorv of Home :l30HO, Thomps on 28
Paal el V irgiaie 2J00O ; na praca da lndepeodeocia
ns. (i e 8.
Ce bolas de Lisboa.
As echlas ja so vendem mais aralas, e continua-
se a vender na Iravcssa da Madre de Dos n. 21, ar-
mazem de Joo Marlins Barru*.
A boa fama
Vendem-se muilo bous pes da unmi,
do caf para plantar a 400 r..P SlaWj.fS
Trempe n. 1, sobrado. a" "
Genebra.
Acaba de chegar frasqueras com Yerdadeira gene
bra de llollanda: vende-se no armazem da Taaio Ir-
mos.
Emcasa de Henry Brunn& C., na ra da
Cruz n. 10> ha para vender um grande sortimen-
to de ouro do melhor gosto, assim como relogios
de ouro patento.
Sedas a |,00O
rs. o covado.
Estao i venda sedas de todas as cores de lslras e
quadros, de bonitos padres, pelo preco de 19 o co-
vado : na ra do (joeimado n. 38,emfrenle do becco
da Congrrgacao, a primeira loja passando a botica ;
dao-se amostras com penhor.
Wompta^.
cados, ornados de bellas
formato do Panorama ; na agencia, ra do" Crespo
: defronte do arco de Santo Antonio, livraria de J.
Nogoeira de Souza. .
Deseja-se fallar cora us credores dos finado
Francisco da Cunliu (lomes, Jos Joaquim de San-
la Auna, Francisco Ferreira de Albuqucrque Nclto,
Francisco Ferreira Machado: na ra da (iuia n. O
2. andar.
ALFA1ATE I. HUNDES
lem a honra de avisar ao respeilavel publico, e es-
pecialmente aos seus freguezes, que recebeu de Eu-
ura rico sortimenlo de fazendas para
Compra-se o Diario de l'ermtmbwo n. 232 de
S ile oiilubro de 1S55 ; paga-sc bem : quem tiver,
dirija-se ao aterro da lioa-Visla n. 4, prn:.ciro
andar.
f,ompmn-so olas do Banco do Brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compram-se garrafas das que vera com ccr-
veja branca a 00 rs. cada urna e BfOOO o cenlo : no
paleo do i ..ii ni i esquina da ra de llorlas n. 2.
Compra-se para ura |>rcseule urna negrinha de
2 a 3 annos, ou mesioo urna mulalinha que nao te-
lilla molestias : quera livor e quizer vender, annun-
cie por esle jornal ou dirija-se ao paleo da matriz
de Sanio Antouio, sobrado ue ura andar n. 2, que
achar com quem iralar.
Compram-se garrafas que foram do crveja ou
vinho do Porto a 7.; o'ceoto : no paleo do Ca mo,
taberna da esquina que entra para a Catuboa do
mesmo nome a, 46. \
t
Lima Jnior & C, leen um resto de fardos
de algodao da fabricado lodosos Santos, de pri-
meira qualidade a mais largo que o corainuin :
quem pretender dirija-se ao sen escriptorio, na roa
da Cruz n. 28, segundo andar.
Vende-se um bom cscravo prcto de naco : na
ra da Praia, primeiro andar n. 13,
Atteocao.
Vende-se nina excelleulc negra de naco, com 30
c lanos anuos, saliendo cozuibar e engomiiiar per-
feilameiile, o cnsaboar : quem a pretender, dirija-se
i ra dos Marlxrios n. '. i.
Vendera-sc dous ravallcs muilo bons, lano
para carro como para passeio: a tratar na ra da
Cruz do Recite n, 02.
CHALES DE MEING'.
N eiidein-se chales de merino (raneado com franja
do seda ede una scr, cora um pequeo defeito ua
franja, pelo baratissimo preco do >500, chales de
merino prelo rom franja Ue seda, proprios para lu-
lo, alpaca preta lina a 480 o covado, palitos de alpa-
ca _prels fina 8 49500, orles de casemira preta a
.>500, pecas de madapolao de jarda com 10 varas a
29300, camisolas de laa, ineias ditas cartea e compri-
das, cobertores grandes de 2 pellos, dilos de algum a
7.50 rs. : na ra doOueiinado era frente do becco da
Congrcgacjo, passando a botica, asegunda loja n.O.
Vende-se pedra jaspe de calcar botina em pe-
dacos de 2 o 3 arrobas cada um, assim cornil pedacos
mais pequeos: na ra da Cadeia do liecife dcfrunle
do becco Largo u. 25.
Vende-se urna bonita escrava parda com todas
as habilidades : quem pretender, dirija-se a ra No-
va u. 31.
Arroz em saetas.
Ja chegou arroz pelo vapor, e veude-se uo arma-
zem de Jola Marlins de Barros, Iravcssa da Madre
de Dcos n. 21, e no armazem de .lose .loaquim Pe-
reir de Mello, no largo da Allandega. '
Urna rica toalha.
Na ra do Raugel n. 48, loja de hilheles, vnde-
se urna rica toalha nova, toda de labyriutlio, com
bico, por preco muilo commodo, propna para criao-
ca ou preseule.
Velas de Carnauba,
Na ra do Oueimado n. 0'.).. vendcm-se velas de
carnauba era caixas de 10 a 00 libras, por menos
preco do que em oulra qualquer parle : quem pre-
cisar aprovcite a occasiao.
CHA KM AS.
Na praca da Independencia livraria ns. 6 e 8,
vende-sa esto compendio, traduzido pelo Dr. A.
Hcrculano de Souza Bandcira.
Volkiulias
PARA 0 CBRENTE ANNO.
Fnlhinhas de algilieira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postas geraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algunas posturas, providencias sobre incendios,
cntrudo, mscaras, cemilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenlos c exportaciio da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, duas de porta a 160,
ditas eccicsiaslicas ou de padre, rom a reza de S.
Tilo a 40 ris : na livraria ns. 0 e 8, da praca
da Independencia.
MII.IIO.
\ ende-se saceos com milho por haralo preco,
na ra da Cadeia do Itccife, n. 23 loja.
Oh que pechn-
cha.
No Passcio Publico, loja n.'.), de Albino Jos Lei-
te, vendera-se ricos ci.les de meia casemira, escuras
c muilo acornadas, pelo diminuto preco de 1-3000
cada um, ditos de brim de linho a N00 rs., chitas fi-
nas de cores lisas a 220 o covado, ditas prelas finas a
200 rs.. chales prelos a 128000 cada um, ditos bran-
coi a 700 rs., chapeos deso do panno com barras a
28000, brius do I111I10 oscuros a 20 o covado, corles
de onssas chitas muito linas a 280OO, c oulras muitas
fazendas mais baratas do que sc vende na California
I\a Galiformia,
oa novs, na ra do"Crespo, ao p do arco de Sanio
Antonio, vendem-se corles de eassas (muco/as de
mallo bons gastos alS300 c a 19300; ha grande
quantidade para se cscolbcr, lencos de cassa brancos,
lisos e com bico a 200 is., cintas prelas francezas,
largas, para lulo a 21o o covado, c muitas outras fa-
zendas muito baratas, a dinheiro vista.
A melhor farinha de man-
dioca em sircas
que existe no mercado : vende-se por preco rzoa-
vel, no arina/eui du Cazuza, no caes da allandega
n. 7.
KELOGIOS robertos c descogerlos, pequeos
ojgrandes, de ouro e prala, palele ingle/., de um
dos melliores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ultimo paquete inglez : em rasa de Soulhall Mellar
ti Companhia, ua ra do lories n. 3S.
ing* e/es
de pa-
tente,
o5 melliores fabricados cm Inglaterra: em casado
llcnry tibsnu :rua da Cadeia ou Recite n. 52.
Cassas francezas unas
i40 rs. o covado.
Na na do Crespo n.5, vcndcni-sc cat-
sasli'aiu'c/.as linas a Q n. o cov ado.
i uto.
aras cada
Para
Curtes cb> veslido da cassa prela cora 7 v
um, de bouilos padroes a 25000 : vende-se na ra
rio Crespo, loja da esquina que votta para a ra da
Cadeia.
VENDE ML1TO HABATO.
I.encinhos de relroz de lodas as cores para pescoceo
do enhora c meninas a 1;000, baralhos de cartas li-
oissimas para voltarele a .500 rs., tuncas de laa para
senhoras e meninas a 000 rs., luvas de fio da Escocia
branca, e de cores para homem e senhoras a 100,
500 e 000 rs. n par, camisas de meia muilo finas a
I?, ricas luvas de seda de todas as cores e bordadas
com uaruicoes e borlas a ? e :,>"i'Mi, ricas aboloa-
diiras de madreperola e metal para colleles e palitos
a 500 e 000 rs., superiores meias de seda prelas para
seuliora a 2?500, meias brancas muitissimo finas pa-
ra senhora a 500 rs. o par, linissimas navalhas em
eslojos para barba a 28, ricas caixas para guardar
joias a SIJO e t-?500, cuas muilo ricas com repart-
melos nicamente proprias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2J500. :t8e :io500, papel proprio para
os uainoradosa U), 00, SO e IOO rs. a folba, caudiei-
ros americano* muilo elegantes, proprios par cslu-
denles ou mesmo qualquer eslabelecimento pela boa
luz que dan a 55. IraveaaH de vcnladeiro bfalo para
prender cabello, pelo barato preco de 18, pastas para
guardar papis a 800 rs., espelhos de parede rom ar-
mario dourada e sem ser duurada a 500, 700. \g t
13500, escovas moilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricos leques rom plumas e espelhos e pinturas linis-
simas a 2* e .!>, charuleiras finas a 28, ricas galhelei-
ras para azeite e vinagre a 2s, ricas e fioissmas cai-
xas para rap a 2&JO0 e 38, penles de bfalo, fazen-
da rauilo superior, para lirar piolhos a 500 rs., ditos
de marfim muito bous a 400, 300 e CO rs., resmas
de 20 quariernos de papel de lodas as cores de folhas
pequeas a 720, riqusimos Irascos com exlraclos
moilissimo finos a 13200, 13500, 28 e 28500, jarros
de porcellana delicados e de moderos Rostos, com
banha franceza muito lina a 28, frascos com essencia
do rosa a :t20, pane de pomada franceza rauilo boa a
,100 rs., frascos pequeos e grandes da verdadeira
agua de Colonia de Piver a iHOe 19, saboneles finos
e de diversas qualidades, pus para denles o mais lino
qoe pode li.ivci, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e oulras raudas perfumaras,
ludo de muito gosto c que se vendem barato, lesouras
n.uilissimo linas, proprias para papel, para cortar ca-
bello, para andes, para costuras, trancas de sedas de
bonitoi padres e diversasdargoras e cores, ricas filas
bicus de linho finissimos de lindos padres e todas as
larguras, ricas franjas de algodao brancas e de coVes,
proprias para cortimidos, e oulras muilissimas colisas
que ludo se vende por lao barato prec,o, que aos pro-
prios compradores causa admiraco: na ra dotjuei-
mado, na bem conliecida loja de miudezas da boa
fama 11. 33.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacorae Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para.porces trata-ae com Manoel Alves Cuer-
a, ua ra do Trapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasdcrepuxopara r egar borlas e baixa,
dccapini, n afundicaudc II. W Bowman narua
do Brum ns. ti, S e 10.
SEMENTES.
Silo chegadas de Lisboa,.0 acham-se a venda na
ruada Croz do Kecife n. 02, taberna de Anlunio
Francisco Marlins as seguinlts sement de horlali-
ces, coma sejam : ervilliasli>rla, genoveza, e de An-
-ola, feij.lo carrapato, roxo, pintacilgo, e amarcllo,
alface repolliuda e alleraaa, salsa, lmales grandes,
rbanos, rabanales bramos e encarnados, nabos ro-
xo e branco, senoiras branca; e amarellas, cuuves
Irinrliuria, lombarda, c saboia, sebola de Selubal,
segarelha, coeutro de louceiie, rcpolho c pimpinela,
o urna grande porcilo de diflerenles semeDle, das
mais bo .itas llores parajardius.
AU$500
Vcndc-secal de I.isboaultiraamenlechegada,as-
sim como potassa da Kussaverdadsira : napraca du
Corpo Sanio 11. 11.
Cortes de cassa paoa-oiem.esta' de
LUTO.
Yendem-se corles de cassa preta muilo miuda,
por diminuto preco de 28 o corte, ditos de cassa chi-
ta do bom iiosto a 2?, dilos a 2-5100, padroes france-
zes, alpaca de seda dequadros de lodas as qualida-
des a 720 rs. o covado, 1.1a para veslido tumbem de
quadros a ISO oeovado; todas estas fazendasven-
deni-se na ra do Crespo n. (i.
I.IQITDACAO'.
O arrematante da-loja de miudezas da ra dos
Quarleisn. 2i, querendo acabar as miudezas que
exisleiii, vende barato alim de liquidar sem perda
de lempo.
franja com bololas ara cortinados, peca 49000
Papel paulado, resma, (de peso) 38000
Dilo de peso, resma 28700
l.ia de cores para bordar, libra 7000
Pentes de bfalo para alisar, duzia 38000
Fivelasdouradas para calca, una 100
Croza de obrcias muilo lina 08000
Lencos de seda linos, ricos padroes 18500
Caixade liuhas de marca 210
Meias para senhora por 2S0
Pcnlesde tartaruga para segorar cabello 18O00
Crozas de ranetas finas para pennas 28000
Ditas de bolcs finos para casaca 281100
Meias prctas para senboia, dozia 38200
Hilas ditas para homem 28800
l.acreencarnado muilo fino,libra IjSihi
Papel de cores,maro de 20 quadernos 00
Duzia de colxeles 720
Espelhos de lodos os nmeros, duzia 28500
Liuhas de novellos_ grandes para bordar 18000
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas, e
larga 900
Meias cruas sem coslura para homem 38300
Ditas de seda n. 2, peca 380
Trancas deseda branca, vara 400
Caixas de raz, duzia t 1800o
Pe{as de fitas de eos 300
tapia finos, groza 28'.00
CordAo para veslido, libra 18200
Toncas de blonde para menino 1C200
Ou ui le- (le merino bordados para menino 18000
e oulros muitos artigos que se tornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se d ovillara
dar om pouqumho mais barato a aquelle senhor lo-
gista, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira nio.
Na California,
loja nova, ua ra do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Anlonio, vendem-sc pecas de algodaozinho^oni ava-
ria 610, I?, I;280 e IfOOO, e limpas a 28, alpaca
prela l.i\ rila, sem defeilo, de 1 palmos de largura
a 200 rs. e a 2i0.rs. o covado, muilo boa para quem
osla de lulo, muito boas ineias prelas de algodAo
para senhoia a -OO rs ditas para homem a 280, cas*
sas pintadas francezas a 200 rs. o covado, curies de
ditas de (i 1|2 varas a 18000, chales escocezes a 560,
madapolao nimio bom a 29500, 2)600, 38200, 38600,
3g*O0, to. 8100 e 1S800, e muito fino a 58 ; assim
como muitas oulras fazendas, tudo n.uito barato, di-
nheiro avista.
Vende-se em casa de S. P. Johnstun & C,
ra da Scnzala-iN'ova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro c de montara, candieiros e caslicacs
bronzeados, relogios patento ingle/., barris do gra-
va n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
lio de vela, chumbo de municao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
lia (tindicao Low-Aloor, ra daSenzala-No-
va n. 42.
Neslc cslabelecimenlo contina a haver ura com-
pleto sortimenlo de inoendas c meias moendas
para cn^enho,'machinas de vapor e tahas do
ferro batido c coado de' todos os tamaitos para
dilo.
(jucm iiuizer comprar um carro americano de
quatro rodas rom asscnlos para duas pessoas, len-
do arreios e cavallo muilo ardiyo : dirija-se a ra
do Trapiche n. 40, segundo andar.
No armazom do Novaes & C, ruada Ma-
d re do Dos n. 12, vendo-so farinha de mandioca
em sacras de superior qualidade, por preco com-
modo.
Vendcm-se han iras com farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, muilo nova, e de quali-
dade igoal a de Trieste, rhegada agora de Genova,
e por preco commodo: a fallar com Basto ^ Le-
aos, ra do trapiche n. 17.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
consiruccao vertical e com todos o melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Ilamburgo : na ra da Cadeia, armazem n. 8,
58000
18200
640
800
18000
180U0
500
300O
3*000
28000
18800
500
19000
1S200
320
600
500
610
700
A boa
VENDE.BARATO.
Hicos pentes de tartaruga para cabera 4300
Ditosde alisar lambem de tartaruga 38000
Lindas meias de seda de cores para criancas IgO
Bandejas grande e de pinturas finas 38,'l e 58000
Papel de peso e alroaco 0 melhor que ude
haver l-OOO e v
Pennas de ac, bicu de lanca. o melhor que
ha, a gruza
Dita rouilissimo linas sem ser de lanca
Oculns de arraacao de aro com graducoes
Luneta com annacau dourada
Ditas com armacao de tartaruga
Ditas com armacao de bfalo
Hitas de 2 vidros com armaco de tartaruga
i'oucadi>res de Jacaranda com bons espelhos
Dilos sem ser do Jacaranda 18500 e
Meias prelas corapridas de laia
Bengalas de junco com bonitos castes
Kicos chicles para cavallos grande e pe-
queos a 800 rs. e
Grvala de seda de lodas as cores a 1.; e
Atacadores de cornalina para casaca
Suspensorios finos de borracha a 100, 500 e
Penles muito finos para suissa
Escova muilo finas para cabello
Capachos pintados comprlos
Botoes finissimos de madreperola para camisa 1J200
Cuadernos de papel paquete muito fino 80
Bonitos sapaliuhus de merino para crianzas 18500
Iticas canelas para pennas de ac a 120 e 200
Bicos porla relogius a 18800 e 28000
Ricas caixas fina de metal para rape a 500 e 600
Escova rauilo finas para uuhas a 320 e 610
Hilas finissi-nas para cabello 18500 e 2(000
Ditas dilas para roupa t, 18200 e 25OOO
Papel de liubo proprio para carlurio, resma 48000
Pincel finos para barba ooq
Dnzi.i ile lapis moilo liuos para desenlio 00
l.apis finissimos para riscar, a duzia 500
Duzas de facas e garfos fious 3.-000
Dita de facas e garfos de bataneo muilo finas 68000
Dila ditas muilissimo linas, cabo de marfim 15a000
Caivetes de aparar peonas mullo lios sjoO
na ra do Oueimado, nos Ouatro Cantos, na loja de
miudezas da boa fama n. 33, defronte da loja de fe-
--idas da boa fe.
Em casa de Henry Brunn & C, ra da Cruz
n. 10, vcndem-sc.
Louas c brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
(ultima lacea.
TAIXAS PARA ENGENIIO.
Na fundipao de ferro de l). W. Bowmann ua
ra do Brum, passando o chafara, contina ha-
ver um completo sorlimento de taixes de ferro fun-
dido c balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preso commodo e com
promptidao: embarcam-se ou carregam-sc cm acr-
ro sera despera ao comprador.
Na officina do encade^,_., travessa da
Congregacao, vendem-sc asseguintes obras do
economa poltica por Malihfis Sismondi, J.
Baptisla Say, cartas a Malthus pelo mesmo, catbe-
cismo de economa. J. Dutefls, c muas oulras
obras de direito publico, das gentes, diplomtico
e commercial, tudo em muilo bom estado o
baralo preco.
por
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste charopepara a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53,
garrafas 59500, e meias 31000, sendo falso ledo
aquelle que nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o prsenle aviso.
IMPRTAME PARA 0 PIRLICO
Para cura de phlysica cm lodosos seus diOerema
graos, quer motivada por constiparles, losse, sslb-
ma, pleuriz. escarns de sangue, riorde costados*
peilo, pal| 11 a cao no corarao. coqueloche,bronrhile
dor nagarganta.e lodas asmolesliasdosorgos pul-
monares.
a
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender "a 88000 o par (preco fio) as
j bem conhecida navalhas de barba, feitas pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversas e-*
posiees : vendem-se com u conilir.lo de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 dias
depois da compra, restitoindo-sc a importancia : em
casa de Augusto C. de Abren, na ra da Cadeia do
liecife n. 36. *
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & C, era Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de cannas
lodas de ferro, de um modelo e ronstrucco muilo
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior qualidade.
MECHANISMO PARA ElfiE-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RL'A DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha semprc um grande soriimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
roes ; crivos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilliocs, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nhos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
ic'excculam lodas as encommendas com a superior
ridade ja conhecida, ecom a devida presteza e com -
modidade em preco.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
lamliem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, c defronte do arsenal demarinha, fia
semprc um grande sorlimento do taitas, tanto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carro-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais comtnodos^
Em dia de Pascoa, fogio du sitio da Tamari-
ncira, collegio da Conceicao na Croz de Alma, o ne-
gro Joaquim, de idade 15 annos, grosso, boa estatu-
ra, ineio zaimbo das pernas, quebrado da venina
dircila, cujo voluroe he graude bastante, he de ca-
rao ; promelle-se a qualquer que o capturar, geoe-
osa compeusato, ja que a polica nao cara desta
cousas.
__Coulina andar fgida a prela Merencil, crl- .
oula, idade de 28 a 30 annos, pouco mais on menos
rom os signaes seguintes : falla de denle oa frente ,
una das orelhas rasgada proveniente dos brincos ;
quem a pegar leve-a a ra do Brum, armazem ae
assucar n. 12, qoe ser bem gratificado.
PERN.: m. DB M. F. DE FAAU. 1856
MUTILAD^
ILEGIVEL
"i,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHCSEFEW4_G284SP INGEST_TIME 2013-04-24T19:34:46Z PACKAGE AA00011611_07344
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES