Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07341


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Full Text


ANNO XXXII. R. 116.
SEL\DA MIRA \ DE ABRIL DE .850.
Por 3 mezes udiantadot i.S'OOO.
Por o inczcs vencidos 4;500.
Por anno adiantado 150000.
Porte franco para 'o subscriptor.
KHCABBBSDOS DA^OBSCMPCAO' NO NORTE.
Ptihib.. o St. Gerviiio V. da Nttivid.de Majal, Sr. Joa-
quim I. Vertir Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lemos braga ,
ear, o 8r. 1. Jos de Oliveira ; alaranbao, o Sr. Joaquim Mar-
<|us Rodrigue ; Piuhy. o Sr. Domingos Herculano A. Pesso
Cearens; -ar.oSr. Jutliuiaoo J. Ramo; Amazonas, o S>r. Jer-
nimo da Costa.
PARTIDA DOS COKKEIOS.
Olinda : todos os das.
'-aruaru, Bonito c Garanhuns : nos das 1 e 18.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exu' e Ouricury : a 13 e 28.
(ioianna e Parahiba segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal: uas quiulas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbadot.
Rclaceio : lercjs-feira e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas c quintas au raeio-dia.
Juizo de orphaos: segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel segundas e sextas ao meio-dia.^
Segunda ara do civel : quartas e sabbados ao meiu-dia.
KPIIKMKKIDCS DO MEZ DE ABRIL
5 Lua nova as 4 horas, 26 minuto., Is segundos da manlnea.
13 Quartocrescenle as 3 horas, 27 minutos e s segundos da m.
20 LuaeheiaasB horas, 5 minutos e 48 segundos da inanbaa.
27 Ouarlo minguanle asVhoras.7 minutse 48segundos da tarde.
I'IIKWIAII DK IIO.lt.
I'nmeira as i> horas e (i minutos da manha.
Segunda as 6 buras e JO minutos da larde.
MAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Anselmo are.; Ss. Abdecalas e Silvio mu.
22 Terca. Ss. Sotar e Caiu pp. mm. : S. I oonides m.
23 Quarta. 8. I'iel de Scgniariuga ni, f. S; Honorio b.
21 Quinta. Ss. llouoro i.Milete bb. S. Leoncio ni.
23 Sexta' S. Marcos Kvangelisla : S. Ilcrmtno m.
2ii Sableado. S. Pedro de Itatis b. : S. Cleto p. m.
27 Domingo 3. S. Tejtuliano b. i S. Tiburcio are.
ENGABREGADOS DA SIIISCRIPCA NO SLL-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias Baha o Sr. D. Dupral
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martins.
KM l'l.l; \ \miii i.(
O proprietario do DIARIO M a noel Vigueiroa de Farii, na sua
livraria, praga da Independencia n. 6e8.
----- .
EXTERIOR.
CORRr>PON.SAS.HiD.AU1ODK
PARS.
27 de iii.ii rn.
Urna grande alegra para o imperador dos France-
zes A imperalriz Eugenia deu a luz pelas :i horas
da madrugada ilo cha 10 om principe. A aleuna co
imperador quaudo soube que era um menino l'ui
igual a angustia porque patena tentado un -ucecs-n
de crer que se lintiam raaliaada us seus dpsejos. A pro-
va porque passou a imperalriz loi das mais laborio-
sas. A condess. de Honlijn nao se aUasloii uin ino-
ineujci da cmara de sua lilli i. A duqueta d'Alba
Mr poiide chegar a lempo de assislir ao parlo.
Se em lugar de um menino, fosse urna menina que
a iuipvralnz desse a lai, a ceremonia du baplismo
liavia de celehrar-se cun menos pompa e gran-
deza.
As .ayas e as sub axas dos infantes del-'ianca, viu-
vas de olliciaes morios sloriusamenle ao servico da
nar.lo, foram recebidas cun musirs de Grande inle-
res.ea almirante Brual; a de Indo alliviado.
De noite, qoaudo retuinhou a salva de Hit ti-
fo**, liouve baslunle espado de lenipo entre o 101 e o
ll; as deluuaccs furam contadas cun umita ancie-
dade c ouvirem-se inultos vivas quaudo sonu o ul-
timo.
O imperador decidi que seria pYlriulio, c a
imperalriz madriiihn ile todos os lilho* Icgilimos as-
cidos em Franca no dia Iti de marco. Seguudu as
estatislicas otliciae* anda por Jm'iei. termo inedio, o
uumere d.is creancas ilascidas cada da.
O principe rceosuascida p*s*a sem novidacle.
A imperalriz coulinua bem. O imperador lem cun-
cedidu multas geeras.
Brindou diversos estabelec'.mento* liiteranos, ar-
tsticos e indusliiaes. A imperalriz iiiaudou desem-
penliar ludas'as roupas criipeiih.nl.is nns mociles .le
piededc por pesuas desvalidas, a pasar M mezes em
divida da creacilu dos iiieuiucs pobres, em tudas as
localidades onde estelu situados os loiniuius da cu-
roa.Os generees Uondun, t'.anruberl e Busque! fo-
ram numeadus nuiecliae* du imp'riu.
O imperad'ir responden as felicilacoes dn con-
> gresso de plenipoleiiriarios, dizend que se couside-
rou modo Trlir. em .iProvidencia llie le dado um fi-
llco no momento em que se prepara a reconciliadlo
geral da Europa.
O imperador dea unta iimni/ttia. Podern lomar
a Franca todos os emigradosque rccoiilie<;diii e jiiiem
ubediencia ao gotefna imperial, e que dcrein a su'a
palavra de honra de u;lo cuiispiiarcm contra a oidem
lezal eiislenle.
Este aclo que revella toda a lorca do uuveruo im-
perial de Franca, lie anida um -\diploma eloqueiile
da polilica que l.ui/ .Napolean se prupoe sepuir logo
queesleja lirm,'ia a paz da Europa e coii.olidada a
sua dvnaslia. Fisla noticia lem conlirinacjau ollical.
Celrbiou-e o baplismo do principe no dominan
le Ramos, lie padrinliu u p.pa c madrioha a rancha
di Suecia. O noene que Ihe impu/eram lie jNa|iu-
lecj tcje.ii c l.uiz Joao Jo.c lii.cursos, cumpri-
mentos e poesia- laudatorias e.lao na ccr.icm du dia.A
capital ilhiuiiuuu-s- brilhanteineolc, deram-te re-
presentaeyes gratuitas em lodo* cis lliealios
O imperador quiz ser informado do numero e i-
luac.io clcc~ ni Iim Ion- retidos anda na Arselia uu
ene paizes eslranaeiros, por molivos poliliccccc.
Eiu consequeiicia dos acoiilecimenlos de junlio
ISS, ouze mil pe-soas liaviam -i lo coiideinoadas.
em lempo da repulilica,a .leporl.ccac, para a Aru "ha,
pela clemencia du imperador j.i n.lo e\islem na Afri-
ia .euAo :tot. <1
Em dezeinlut-ec71er de|mrlado. ou
expul.us M:2|c iiidisriduus; os per.loes concedidos
pelo imperador, rertuziram cle numero a 1:058.
Por este mcdivu do nascimentu do principe impe-
e os do Krasil. O* no.sos porlos inanliinos eslo ri-
v.clisando com o Havre em eslreitarem as relacoes
coiii esse llorpscente imperio.
Osjornaes francezes publicando o decreto que cha-
ma as armas os 140.000 liomens perleucenles ao sur-
ten! de IS-Vi. dizei que a couliuuai.'an desles arma-
mentos, iido se deve interpretar no sentido da guerra,
mas sim como medidas de imples prerauc.io ; des-
maullado as-im nina allinnae.i i do Times que dizia
eslarem se fazenlu grandes preparativos de guerra
na Franca.
O imperador na semana prxima pascara nina*
revista a lela, a. tropas que uuarnecem Pari> em
numero de 130,000 liomana. As-i-iir.in os plaoipa-
leueiarins *ussos.
Cam i motor hrectdade se antiguara' a paz.
A alesna em lo.la .i Frauda pela termiuacao da
guerra, lie cmplela.
AUumas divi.es du exercilo de Argel vau ser
substituidas.
Deu->e ctrdcui para levar a elidi o transpone pa-
ra Arscl I.' Iciclce. o. 'Cariaros que quizerem lahir ca
Crimea, quaudo o* adiados tt relirarem.
(jun elleito a paz he urna CMiaa as.entada e se-
gura ; aale gratada acunlecuneulo marcara por cerlo
una poca na historia du inundo.
A siib-comuiu...1o nomea la pira reduzir n texto
do tratado de paz. composla de leirdCeiuie). Mr.Mi.
de Hour(|ueiie>, lluul, Cavuur, llruiiow e h-l'.ieba,
apezar dos seus csforcos, atada au poiide terminar
a .ca tarefa. A eraafa gerat he que n.io pude ser
atlgnada, nene publicada antes de 31 de marro, e
que, por ccmsequencia uo sera preciso renuvar-se u
armisliciu.
I.OftU que se assiane a paz lermiuar.lo as con-
ferencias, m.is a commissao conservar-se-ha para ter-
minar alguna trabadlos.
A Kussia alinal ceden em qna.i linio que ihe foi
eiiiiido.||c provavel que ees Francezes evacuem
deulro em poucu lempo a Crimea.
Estas noiicias tem inlluido favuravelmente nos
fundos pblicos.
Prepara-se em Moscow a cuoacn do impera-
dor, que lera' lugar depois de feila a paz.
Diz-se qu logo que a paz se celebrar relirar-e-
ha do ininislerin russn n cunde de Ne-selrodc. En-
tre os designad! para Ihe succederem no cargo, ci-
lao-se o uume. do barao Mevendccrll, du barflo llru-
nuv e do principe (iorl.cliakoll.
As actas das conferencias provavclmenlc uio
se poblirarao.
Parece que a Rus-ia accede a que lelas as po-
tencias uccideuiaes tenliain cenisiiladns no. poilon do
mar Negro; que renuncia a recnmlMcrJIa de llu-
uiir-uiid.coiilauto que a< polcnci.s uccidnlaes pris-
cindaui ca -ua exigencia relativamente a Nicolaicir.
o embala-ador riisso em Brelim fui chaina.he a
S. Peler-burso. para lomar parle as deliheraeoes
abre a aullada diplomtica, que hade adoptara
Russia depois que se faca a paz.
Por causa da iiidispu.ieau de Mr. 'de llruf-
ns\v. .i.ceciicu-se aos pleuipotenci.rius cncarresa-
dos da re.l.irc.lu do lialadu Mr. ele Manteullel.
O condeele Url.cll ceeiiiuiiiiiicoii a S. Pelenburgo
que liavia um cumpletu acconlo acerca do "i." ponto,
e que, sraejas as iuslrucces que licecixe n principe
S rhaewalolT eslava aegura a pal.
A Prussi.i assislira a assisn.lura formal.
Iiisisiiiim as'lolliaa inglnaa fnrlemaate por que
os alha.los eslipulassem cceuici euiidiriio *fne yo" 'eiii
a seguran-;, da Sueci.i, collarada por .lies em um
dos futuros acoulecimeiilos, que translormam lautas i que viole e duas casas da cidade Itiiham suspendidu
ve'zes u* clculos mais plausiveis ; 2. oulru segre- os aeeaa pa^anienlos.
dn igualmente dillicil de penetrar,E o pensamenlo i Em Copenhague i al>solvi<;aoilos ministro.-acensa-
do imperador, que ala lem por habito ser prodigo' dos linha produzido em lodos moi bom elleilo ; por
das su.es runfcleticias. i i.so que a accusac.'eu era geralinenleconsideraela como
Em summa, sejam quaes forem as combinaees nina depluravel cousequeucia d is paixocs polticas, c
que venham a deseufolver-se ulleriorinenle, no xa- < como um Rolpe de eslaiio.
drac poltico, he constante que a Franca, como diz <> ministro Schclle cceinmunicou ao Cousellm du
um jornal americano, o .\ew- York llrald, saldr Reino em 15 de marco, que o izoverno dos Esta- 1 prisa
do conresso mais forle. mais poderosa do que nelle elos-l nidos ila America propuz que se 'proloniasse ravel.
Ilizem de Alcxandria que a 11 de marco eslavam
apasionados os alvcirolos do alio Eg\ po.
Tomando a Divau em consideradla Constantino-
pla ti de marco) as represenlacoes do commercio, rc-
nuuciuu a emissao du 1 de que se Iralava
sub lluvial, c(iic ponlia em ruiuiiiuirn?a;ao Tu y com
l'oriu^'al, e ontro sul) marino JeJ Vigo a t ao
lazareto ila San-Simn.
Acerca dos Carlistas, diz se que os Tiislanys
ap|iarei;uram de novo perlu de S. Komao de For-
A aenteusa proferida contra Rustcm-pach con- L,,, a frentedu un, 12 0I1 ,4 |101ueM9 rmalos,
vencido de malxersacao, condeinna-o a um auno de 1 __. .
a re.iiluir a theaouro nena mam conside-1 t<" encontrado mono naqudlas iininediarajes o al-
[larlindo a linda do camindo de ferro do Mediterr-
neo se dividir em dous ramaes, indo um a Cor-
dova, por Audujar, e oulroa Portugal por Ciudad
Real.
A sociedade Grand-Ceniral, de atxordo cora a
do crdito movel, j manifesiou ao governo os seus
ilesejosde combinar a concessao das priocipaes li-
Diz se que o Millo Ihe conmutara a pena li- caide de Pinos, um dos proprielarios que formavam nhas frreas por meio de leis votadas em cortes. A
entrara. Cumpre, a este proposito, observar que [ por mais ilous mezes o Iratadu relativo ao pagamento inilanlee-se a expotlir-lhe una ordem de deslerm. 0 seilililo do "eneral Rios, ematido tex
us negocios de I-ranea cumeeam a ser mais exacta-1 de clireitos na paiaageffl de liund. tralaclo que linda- l->n i-cieupeii.aijac a iinmeusa fortuna ele ll.lil-pacha
monte apreciados aleen do AllauliCie. r em 2 de abril. O governo annuio a prologarlo, que fallecen sem descendencia, reverte en. heiicli-
A liberdade absoluta da impreusa e da tribuna, 1 Appruvou-se na mesma ses.ao do eonsdtio, por .il co do estado,
escreve a mesma lolha, nao he para a nacao fran- j vulus enretra 12, una disposicao addicioual relaliva a A poliheae;.eo do llal-lleimas.in em Gonctanlino-
ceza ifma iiistitui^u de pnmeira necessidade, como prc-lae.lu do iurameutu. j pa no fez a uienor impraaaao. s iyt>- eoiii|irehen-
para os diversos ramos da familia auglo-saxouia. O governo dinainarquez di.pbl-se a augmentar as I demi estes silo pouc-os riein-se, os que o nao roni-
Eslas reltexes apresentadas pnr urna folha fran- forlilicaces de (Copenhague pelu lado do mar. Apre-1 prehendem quede a manir numera) inostram-so
reza, lem na sua maioria um rerto fundo de ver.Li-
le, a que nao he pussivel recusar crdito.
O principe Jeronxmo ja esta re-hibelectdo da in-
disposir.lo que poi em gravo pengu a .ua vida.
Os joruac. belfas manifeslam o maior eothusias-
mn acerca das noHeiaa relativas a paz.
Em luglaterta u arcetiispo da Cauterburx apre-
seuleu petiees cuntra a abulie;Au das laxas da lcre>
ja, sem primeiru se prever de asrsudstiluir.
O ministro llread Albaue, por parte da rainha,
participo* na cmara dos lords, qoe S. M. ia ir.an->
dar proceder a um inquerilo para saber a inelhur
maueira de s.tisfazer o desejo del cmara, relativo a
urna aaleria de retratos das celebridades da Gran-
Breanha.
Receben Lord l'.ehner-lein una depulacio do con-
gresso da paz du Lumlres e de Mouchester, pedinclo
que uu proxunu Iratadu de Paris se inreris.e una
clausula ohrigalnna |hV 1.1 as potencias, que as sojei-
lasse a admillirem o julgamenln por arbitros em
ludas as suas desiiilelligeucias futuras.
Lord Paliuerslon di-sequeo governo prestara a
esta idea toda a atteoe^au pussivel, mas que nelu li-
cava respuusavel de que os plenipnteuciarius a ac-
ceilassein. Expoz que e'te syslema, evequivcl en-
tre iudividuus, nao be igualmente applicavel as 11a-
ces, pur que he itnpussivel adiar arbitras, que n.lo
lenhaui mais un iiieuus inleresse na quuslao, qoe se
pretende resolver.
.Yee sei al que ponto s*- pode apreciar esta deri-
silu clu hbil estadista inglez. O lempo que lanas,
maravilhss lem icalisado, o dir.
Conflrma-sa a nolicia dcalliauca proje.'lada enlre
o principe Frederico (juilheune, lillio do herdeirn
da curua da Prussia e a princeza real it'luislaterra.
primngeiiila^enlrc os hleos da rainha Victoria, c
diz-se agora que o joven principe solcmueinenle pe-
dir ao re sen lio oeuiiscnlimenlo indispcnsavcl pa-
ra esla nniSe. Foi-llic rnnceelido em presciuja de
luda a enre, circuenslancia que n.lo admillc a me-
nor duvida quaiilu a dispnsicelcs anlogas da parte
da rainha de Inglaterra.
Acrescenta se que o principe vira provavelmenlc
a Londres na primavera.
A rainha Victoria iciiciona visitar Portugal 110
prximo verlo.
sentando a Hiela geral do reino o encmenlo ela guer-
ra, respectivo ministro nolou qne as seminas pedi-
cas eram em geral inleriorts as dos exercicios pre-
cedentes, e insisti na necessidane de fnrlilicar a ca-
pital. 1 ,'ij.nulo o ministra pulroii no zabinele, achuu
as plantas das forlilicaces de Copenhague prepara-
das. Peer ni leuiellcu-as a urna Commis-u ad hoc,
convidando-a a que aprovei!ase para a execucao da-
quelles prnjerlos ti experiencia da guerra da Crimea.
Depuisdeler rurrigidu o seu tratado, einillio a c cm-
mis-ao o parecer de que as obras da forlilicac;^>i fies,
sem coineca.la- du lado do mar, e a esse deslino sao
appliradas as sommas relativas, qoe tiguram no or-
i;anienlo da guerra.
liin.MiH'kciliiiii. a roniinissiio mixta, enrarregada'
de prpparar as bazes de urna uuiau ele alfaiidegos
entre us reinos unidos da Suecia e Nceruega,acaba de
apreseutar um Mojecto de lei internacional.
O senado dos Estados-Unidos autorisou a cunstruc-
e.c de dez crvelas do uuerra. Antes da vulacu
muilos menilirns do senado declararan! que este aug-
mento da mariulia da I niao-Americ.en.e nao tulla
relceloalguma, rom i eventualidad de urna guerra
entre a liraii-llrelaiiha e os Estadas-1 .'nidos, porque
a medida hiele i porobjeclu a prelecrci das costas
martimas.
Uiz-se com alum fundamento que a qucslan au-
".lo-americana xai em breve ser decidida amignvel-
ineule. Os liomens de estado dos dous paizes Ira-
lam aclualmenle de descobrir os meius maisoppor-
luuces para ruiiscuir este resultado.
Allinna-se que o Iralado de IHil, e leda, as nutras
quesles suscitadas directamente pela guerra do Ori-
ente, n.lo serao as uniros de que devern Iralar o cecee.
i:resso, depuis da assignalurn do tratado de paz pne-
priamenle dito. A situaban da llalla sera igualmen-
te objeclo de um exame, peM nicii"- ollic-iflPli dos
plenipotenciarios.
O Piemonlc que le n direiln a una legitima com-
pensacelo pelossacrilicos que fez, e a qno a Frnica e
a Inglaterra desej-r.lo lalisfazer. insists nimio para
que a Austria levanta sem coiidici;;lo o seqoeslru ibis
emicraclos lombardos que se uaturalisaram sabditee
da Saidculij. \'eiililar-se-lia lamhem a uccuna^lo
dos astados romanos ; de cnnirarin aos Iraladns, o
dpve eeeio ou tarde resolvor-aa pela aaliida simulta-
indiflerenles.
Uizm que us prisioneirns'le guerra em poder dos
Fraurezes serao mandados para Odessa.
A ab'indancia das nave, na Crimea liuliam inler--
rompido as visita, e idnticos aclo* de civilidade cu-
tre os exercilos alliados e rasaos.
Os alliados lizeram voar as orliliraces de Ksra-
belunia ; um major inglez fui victima ca explosao:
Cumecou-se adastraiglu de um muru de recinto
guarnecido ele amelas.
Lm virlude das medidas bxgieuicas, as doeiujas
diminuiram enlrp as tropas alliadas.
Abaueluiipu-se a idea de roucentrar os exercilos
turcos ttA Azia. Omer Pacha aluda e-ta em Rdul
kale. O general inlez Willians eleve ser Irocado pe-
ni genera! tusso konovvtlch que commaudiido a
fortalc/.ade Kuilcim foi aprisionado pelos Franceses*
I) llevan devia em lias dmense examinara pro-
jecln para a urganisacn du Uauco.
A IS de marco linhaui ehegado ja e, general Viv-
an rom ;tS militares francazes. O generAI Siuilli che-
Bra de Londres indo ele paasasom paca Scliumla.
O ccciide de/.amolki linda lamhem cliegad'i ele Paris.
Na xespera, a arlilli.iri.e das bateras franelas e al-
liaclas do Ierra e mar, annuuciaram a Ctiiistaiiliuu-
pla a feliz successe de S. M. I. a imperalriz Unge,
nia. o nasi imeiilo do principe imperial. Os navios
estavatn lodos embandeiradoi. Frsicj.r.un o aconte*
cimento ila vespera !
Os Armi-uios e os lircgos prolestaram contra o de-
creto relativo aoschrisllos ; a pelic.ln gregasobrelu-
do, he dirigida contra as dispusices impenacs rela-
tivas au clero.
Serlo transportados por fragatas francesas n gene-
ral koesliuuvvilrh e os I .Sil I ullit-iae. e sollaelos rus-
sos que foram irocadospc>r Jmililarea franccz.es e
turcos.
(i goveroo ausriaco. muilos funeciooarivs lurco
O '/imes- ni/, no bulclim di praea que he seral api- | noa das Irnpas auslii ic; s e francos
lun de que o a<8ignar-se a paz, fora causa da :ill
dos tundas pblicos.
o Mtirmii'i Porf, menciona una dscussla no
ministerio da guerra, para combinar os meius de
trazer as tropas di Crimea,
Odiiecloi el polica de Berlim,Mr. Hinckeldej
ugar a ul-
lima derrota dos Carlistas.
Teui-s.; dado, diz uma eaiia da fronleira, as or-
dena convenieiites a >;c;nclarmaria do vizitido iinie-
rio, para <|iie condu/.a a Sirasbour^' us refugiados
Carlistas .Mariano, Collomina, Jos Sandio, Are-
valo, Borges, Forcadell e Arbonos..
Em Drasio de Molo, foram encontradas escon-
didas cinco espingardas, tima espada e urna bayo-
neta; o depositario foi preso e apresentado ao tribu-
nal de Seret.
Espera-seque faca algumas revlateles de impor-
tancia.
Em todos os departamentos de Franca onde exis-
ten! relujados Carlistas se recedeu unta carta de
D. Aniceto Manino, queso intitula secretario de
D. Carlos^ na qual se pede urna reUe;io ovada de
emigrados capazas de pegar em armas, com indica-
cao de seus respectivos emprc^os.
Cusa a cotnpmlicnder essa obstinarn do parti-
do Carlista, cen ve/es vencido, ecem ve/.es tenta-
do a de novo alear a guerra civil em Hespanlia, no
que agora tradallia com maior alllnco do que em
ouiros lempos.
as proximidades de Vera c fronleira de Navar-
ra, recebcu-se noticia de sohaver descoberto um de-
posito recente de 8 espingardas.
Consta de boa origom c|ne assini que o governo
liespanliol leve conbecimetilo da preibabilidadedeser
roiidemiiado a morlo n coronel Correa Koi'mo. em
virlude Jo derlaracao do jurx, apressou-sc a pedir
|Hlo Ibelegraplio a comuiuta.;ao da pena no caso de
ser im[K)sla a capital.
Passa por ceno que o governo inglez Sl- mostra
livoravd a esla solllrilaco ; por quaitlo lord
llowden eiiile.iiva.lei! ingle/, um Madiid enviuu aos
perleneenl.....ordem civil, especialmente "s ad .id.is'J01* "'":l coiiiinuiuracao, p.,rlici|iainln -uu
especie de antagonismo com ei lnsia, e que per. "' muri em duello pnr Mr. de Rochen, iiieiiihro
conaeguinle tem mulivps para mu dea recelar a re- da cmara alia, e perlcoceute ao partido ca kreuz-
Miilimenlc eh.la patencia. '/.eeliiig.
I'm prole-he siuiilli.celo ao c| i Sluldavia, loi exp--i Tambem se alilrma que Mi. Baumer, rons-ll-irn
clieladeVal.ietei.epara.es eonfe'i-ni.isde l'nri privado deel-rei'da l'ruuia.se sulridara,
O proleslo x|.cln.,iin limita -o a moslr......Iyjeej < I barin/eelhlz 1.1 nomeado ollinalinenle picsi-
' Jde da policia em llerlim. suli.liliiindo Mr. de
o^l.cler
para ill
se a
.te niauler o c.'ei/a i/ce.,.
>.es auterioie. sesoesdas eonfrrencia ;
ra c o Peme,ule lizeram algomas leniallv
Ireidiizirem quesles exlrauhas a ^cierra e
e fin e
rial, resolveu S. M., que se concederse autorisardhi pecial daliegnciaflo, queriam poreietnplo, que a
de vollar a l~t*ncd a lodos o. que declararem submet-
(er-ae lealmcnle ao governu
I ni decrelu de 2i) de marco, publicado no .l/o-
tiiffur, concede plena amnista a Indos os delicies e [ ver o imperador dos Francezes a mitigar as exiaen-
ereucia Iralasae ela llalla.
E-ta recoiihccido que u cunde OrlolT contribus,
ni eis deiqu neiilium nulro diploinaliro, para rosol-
elus F'ranc
eias da Inglaterra contra a Kussia. Brevemente se
recouliecera a proxa de que o conde Orloll' conse-
guio as Tulhcrias muilo mais doquesujulga na
Allemanlia.
lem, como ja disse, sido guardado o maior spgre
dn sobre as sesses dos pleiiipulcnciarios. Coui-
liidu, escrevem de Vieiina aojoriinj allcmtio de
Francfort, que as liases da paz seriam estas.
Obanlo aos principados do llmoMo, lemou-se
em coiisieleracao, sobre ludo n stattt quo, i decidi-
se estrellar mais as relai;oes reciprocas entre os dous
cipailos e a porta Otlamaua.
A queshlu das frouleiras da Turqua rom a
inliaitameiile pequeo, muitu menor que o seu va- Russia sera rpgulada par una rnmmisslo especial,
spguudn o principio de situado em que eslavam
antes ele ConiOfar a guerra.
lS'Ao se poderlo couslruir vasos de guerra nos
conlravenn'i em materia de pulicia de regisliu, de
navegacAo e de pescas martimas.
O*governo fez desmentir os boalos que circula-
rano a respeilo d. soppressaii de muilos empreuos
minisleriars.O .1/oitteiir antiuiiciuii antes de huu-
leni qae o imperador decidiu nao conceder durante
o anuo de leS.'* autorisa.lo para emprezas cnmmer-
ciaes que orcessilem da creacao de acees, i.lo para
n.io subrecarregar mais a praea, que ja e-la rdeia de
luda a especie ele valores,que sao a cansa da falta de
numerario.
Ha ahztl'i
portar uma niassa de valore, qu linham um preco
lar ieal.
O tribunal de appellaco j i den snilenca no
projesao dos rsludanlps. A pena em que tii.ii i sido
coiidemnadu o joven Roland foi commulada em me-
ladp, e a dos oulrus reos, na mesma pneporceio.
XJsadvogados querera appellar sol pretexto ele que
os reos Ibr.m roiulemnadosa ptn.i que Cabe aos que
uultam osfunccionarius publico., e etles dizein que
Nisard cuinu professor da universidade nao lem
esT carcter.
Ha urna memoria redigida ueste sentido e assi-
gnada pelos mais nolaveis advosados do jurx de Pa-
ris, a frente dos quaes se acha o hume de Per-
ryer.
*U conde A la Torre A)Ion leve a honra de ser
admitilo a audiencia por S. M. u imperador ; apre-
sentuu as suas rredeneiaes que provam a sua quali-
dade de embaiador de llespanha ; ua mesma au
Meada fez as suas despedidas aquello que veiu subs-
tituir.
O rei VctorEmmaiiuel.lo^n que leve nolicia
dn nascimento do herdeirn da curua imperial, enviuu
limnedialameiile Mr. Potenza, seu ministro do. ne-
jeecios eetramniree, juntu do representante da F'ran-
i*a, alim ele Ihe apreseutar a. sua. fdicitaces.
Em todas as domis cortes da Eurupa tem sido re-
cebida com mauifeslos siguaes de reguzjn e demons-
tradles e'liciaes, a nova que puche de prazer os que
veein un iiascimeulo do principe a cousulida^Au da
actual dymuaslia.
A mu a hlice />'re/U3HC,recenlemenle cunstruida
em Bresl, acaba de fazer, com bom exilo, a sua I.'1
viagena de experiencia desle porto ao de I ou Ion.
Nesle ultimo arsenal acabala de cunslruir-se duas
giaudes naos a delice, a Alqezira* e a Kt/lati, e as
duas frasatas a vapor hty, e a Imperalriz /-'itijenia.
Em Nanles acaba elp sahir chis eslalleirus de Mr.
Jollet um vapor I itlr e l.isbotute, para encelar
uma nova carreira entre aquelle purto, o de Lisboa,
llTnckeldey. I) conselheiro Batan dirige os ueso-
cioseslranaeiros. i) mini-tro au commercio \tc.
de llexdt, faz as funecuesde prest hule do consclhn
de ministros, na ausencia de Mr. de HanleiilTel
que se acha aqu em Para, as conferencias.
O runde de Kainily foi muri em desafio.
Allinna-se que o rei n'uma Carla ao ministro da
juslirs, vivamente de-approvara o iluelld ciu que
siirruiiibinMr.de lliuckeldoy, e exprimi a voli-
tado, de que se procedes.e judicialmenlc.
Os cantases russe< que ainda se encoulr.ini em Se-
bastopol lem sido embarcados para Kamie-k e
llalaklava.l'ela cidade de EnpaloriapMaam pequeos
destacamentos de tropas turcas em cinericio a Sizebol,
Varna e outros ponto* do Mar Negro,
O aran duque ia esposar sua prima a princeza Ale-
rstidrade Oldemburgo.
O Ivpho declarou-se rom forca eiu Oclessa.
O geiverno russo desliuou dous corpos.de cossacos
para formarem a guanuc.lo permaneiile das costas
do mar d'Azolt.
Escievem de llresla'u to dia que urna parle da
nobreza de Silezia enviuu ao imperador da Russia
urna ineusageiii. ene que Ihe aprsenla o seu tributo
de resptiiu e Ihe exprime agraderiineiitbs pelos sen-
arseiiaes ros-as de NiculaielT, excepcilo dos barcos tim.enlus Ipacifleos quelem manifestado. Esta men-
ligeiros, necessarios para guarda-cusas ; o numero | sagem foi inaudada pelo conde Burghanrx ao baro
desasas pmbarcacops I-*, como alguns dizem, ou i u* lludberg com um pedido especial para*ser enlre-
smeute S, cecino al.-ueni pcrlende ser Diado por ao czar. O bario re.spou.leu que o imperadur a
urna coiivencao especial entre a Russia e a Porta I ta* Com muitu prazer. Atexaiidre II u'iima caria
unciran.', convncelo que Tara parle integrante do tOgraplM agradecen com toda a urbanidade aee sig-
traladu de paz. I uatanos da mensagem.
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCQ.
19 DE ABflIL ni. 1856,
Eut um dos precedentes rticos do nossu ephemero
liabalho,encelramos iimresumo do livro inliliilado
o> llrastl t- pelu Sr. Carlos Rex baud. Os eslrci-
los limites, circumscnplos is posesa phantazias e ca-
prichos, nos ubrigaram a parar na primeira parte da
obrado pudlicisla Irancez; enlrelantu doje Minos
completar a trela que nos inpozemos.
A Russia au poder reconstruir as fertilice-
eOes de Bomarsinid, uem fortificar as ildas de Aland
no Bltico.
o Todas as potencias europeas gosarlo do direilo
de ler consoles em todos us portas do Mar-Negro,
ai Finalmente a Kussia seobrigara a nao conservar
portes ele guerra no Mar-Negro, mas lera o direilo
de proteger rom baleras a seus purlos commcrcia-
es, e exercera o direiln de suberania na parle du
mar perlenrenle no territorio russo, bem conloa
polica desse mar. a
Falla-se milito nos crculos polticos em um me-
ninradnm secbre os upgocius da Italia, redigido, ao
que parece, (>r.r Mude Cavnur. Cicinliida.carre como
certa, que se mo dissolvera o congresso sem haver
Iralado da queslau italiana ; nao he possivel despe-
dir u Piemniilc, allia como queui despede um amigu intil c que se lorna
iucammodo.
As imaginacOes cuntinuam a ciar largas aos seus
vcios quanh) as conferencias, nao paralll j.i mi seu
resultado inmediato- o agora cerlo, a celehracelu da
paz ; parlem i redea salla pelus campos desconhe-
cidos das coojeetaras. I'm de.cubre na siluaro ac-
tual o gerin-n de nina allianca gallo-russa. uulro
ja ve de.ponlar no horisunte uma intiuiidade entre
a liran-llrelaulia ea Prussia. Todava, fallam duus
elemeiilecs es-enciaes para as.enlar juizo sobre a ve-
rosimilhauc;a de laes presumpccs ; I. u segredn
A lei du Irahalli'i que Ihe iullige o destino uelo
pude ser um so luslante illudida e meuosprezada sub
estas zunas rgidas, em que u Irabalhu he a coudieelo
da exislcucia.
I ni rude e paciente tradaldo guiado pela intelli-
gencia mais pxercilada fi-z da F.uiupa, esss lito pe-
quea e telo ingrata portan do glubu, a cabera, o co-
iai.,io e u braco da humanidad.
(atonda a apologa do Iraballio, o Sr. Carlos Rey-
haud diz que he na Europa que se enclete.i tocia a
civilisacao, toda h scieucia, lodo o bem estar; lase
riicuntra igualmente, no grao mais elevado, a inor.i-
lidade que s bebe ua enn-ciencia du valor du hu-
mera e nu respeilo da dianidade liumaua.
A siiperiuriclade da Buropa no unyido he a su[ic-
riuridade da raca europea. A Irausformardo que se
n per .ni n.i America dn Norlc he um documento em
favor dcsta xeidade, que se confirmara' anda me-
Talvez alguem repule isla intil boje, que a uhra Ihor quaudu novos c numerosos exemplos deuioiis-
esta seudo dada t'/t exlenm nesle mesmo jornal. Ale I harem que, coran o Eurupeu lem mais ampiase
cerlo ponln a observadlo de inulilidade ou de su- mais dixrrsas nee.essid.ides a salisfazer. Irabalha re-
peifloidade parece razoaxel. .Mas prineguimus no i sululamenle sol loda. as zonas,
resumo comecado, nao lano para dar aos DOMOS lei- Paseando a Iralar da populareln da America me-
lles uma idea suuiinaiia du livro, como para lermus ridional, o escriplor se exprime da maueira seguin-
nccasiAo de fazer algumas rellexes que nos suscilou le : se se considera a iimuensidadc dn sen territorio,
a leilura du capitulo em que u Sr. Carlos Rexbaud i ella se acha quasi inleiramenle desprevi la de h.cn-
trala da emigrarelo de estrangciros para o Brasil, i tantas; apenas sobre as rostas rio Atlntico e do Pa-
Assim, s nos oceuparemos com esle capitulo, qoe i cifico existe uma populacho mu rareada.
he o ollimo da obra. O interior, com moi poaeas excepcOes, esta* en-
Um solo frtil; um eco esplendida c vivificador, | trege au lisiante das raras vcrmelhas de Indios,
um clima salubre, diz elle, sao para om paiz coudi- anligos pessuidares do palz, nns au eivillsados, mas
enes essenciaes, penhores seguros de prosperidade ;' ale certu pnnln domados c domesHeodos, o uniros,
mas estas cmidicies nlosao snflieienleSa nem estes embrutecidos, fefnzes, vivando de caca, de pisca,
penhores din u que promellem, se o Irabalhu nao iodos falaliiieiil.' destinados desapparecer, em cun-
vier roeondar os dous magiiilicus ,|. Providencia ; e seqoenria da rpida di'spnvoacan das suas Inhus mi-
o Irabalhu be o homem. sei aveis.
Sem a mlo do homem civilisado, e-sas Ierra, pri- \ Em toda
vilegiadas licam condeinuadas a uma eslerilidate
relativa, e a sua luxurianle vegelaean apenas dei i
arduas pesquizas do commerciu uma parle infiula-
meute reduzida dos produclus espnulaneus do solo,
productos nu esladu selvagem, cuino us hospedes fe-
ruzes de quem essas regioes sao o dominio.
Assmi. contina elle, r.umpra que e linmein in-
lervenlia para glorificar lieos e ulilisar-se dos bene-
ficios da co, regandu a Ierra com o seu suur.
A yrlha Europa, cum os seus fros invenios
rom as geadas em que a sepulta o hlito gelado dos
polos, com as so-s ridas mouianhaa e com as suas
planicies, que s uma cultura obstinada paila tornar
fecunda, a velha Europa de o qU( he -iiiiplesmente
pela energa activa do liometn.
paragens, naqocllas rcglcs abcucoa-
ilas dn eco, l os guveinus, iirgaus das necessidades soctaes, cba-
ii..un cum seus vulus e com seus esfnrsos a cnloni-
saclo.
Emende u pudlicisla fiancez, que a culonisacao
he para o Brasil urna necessidade mais urgente do
que para as Repblicas que u cercam. Como estas,
lem elle necessidade de colonos para dar valur s
Ierras de nina ferlihdade prodigiosa, e que perma-
necen! esteris por falla de bracees ; mas uma cir-
cuinstaiieia excepcional, tilda da sos organisac.lu
social, Ihe faz da coloiiisacao uma necessidade ab-
soluta.
O Brasil da um paiz de escrivos, diz elle ; qaesi
loda a sua agricultura esta' uas mos dos negros
Pelas ultimas noticias recebidas da. Indias occi-
denlaes, cousia que tm lea vi.lo ua (iuyanna Ingleza
graves desordeus culre a populacelu dos prelus, e os
emigrados Porluguez.es. t). negros foram os aggres-
sores ; parece que o pbsnatsmo religioso nSo fui es
Iranhc, a esla ruvolia. Corriam as res, guiando
ir fura os Porluguezis abaixo o papa '. s c iam sa-
queando os priocipaes eslabelecioienlos dos merra-
dares portuguezes. A' sabida do paquete, ainda a
forja armada mo linha conseguido estabelecer u so-
ceg em loemos us'pontos ; ia sendo seria.
O reino da Dude, na ludia, loi aiiuexadosem re-
sistencia alguma s possesscs ingleza*.
Consta lambeni, mas anda se a<> sabem particu-
laridades algumas, que liouve nina revotante na
Aby ssinia.
A mudaiiras tninisleriaes onenrridas em Alhenas
'. r> ac evereiro, nao teem a menor importancia pu-
lilica. Eis em que se resumem; o ministro da ju-iie.a
o Sr. Polly geria interiuametile a pasta dos negociis
estraugeiros ; mas como se accuinulasscm us negocios,
tornean S. M. para miaislro dos negocius estraugei-
ros o Sr. Raujardy, lente de archeologia na univer-
sidade de Alhenas. He provavel que o Sr. Polly se
sentisse por Ihe lirarem a|pasla|dus eslrangeirus.e que
por isso pediese a sua dcinss.lo, que foi aceita ; ja se
v que isto nao lem alcance iienlium poltico.
liouve uma grande cri.e cuminercial em Noruega.
Na Bolsa desla praea atlirmava-se, em i) de macen,
d'Africa. Ora, nimperio repudiou mui sincera e rou
perempluriamriilc o Iralicu odioso dos negras.
A p'.epul.ie.iei negra vai diminuindo e leude pouco
a poucu a extiuguir-se, porque o Iralico he que ali-
inenlava-a.
Apezar do cuidado qae consagrara aos seus escra-
vos us agricultores brasileos, ja' moderando os tra-
badlos, ja' se ahslendo quasi sempre de castigos cor-
l'iei o-, ja' resulandu com uma liumanidade inlelli-
gente o seu rgimen lixgienicn e alimentar, he mui
duvidoso que o Brasil escape a' regra rummuin.
Pur oulro lado cuuliiuia a autor, he cerlo que
ueste momento a abolii;u da escravidau eslancaria
todas as fontes da riqneza agrcola e seria para u im-
perio um inmenso Iranslvruo, senito um suicidio,
he permillido desejar e esperar que vira um da em
qiie a Ierra du Brasil sei cnrilcnlia liomens livres
Para preparar esle dia, para apressa-lo, releva
que os colonos allluam para o solo do imperio; re-
leva que a' fnrea phxsica dos novus Irabalbadores
vetilla jiuitar-se, como expediente omnipoleiile, a
iiilelligpiic.ia e-e I.iiee i'l.c da Eurupa, que suppre ans
brae-os por va das machinas nos Irabalhus arduos,
e que, em caso de necessidade, sabe modificar as
culturas, para obler mais ricos productos com nimio
menor despendi de Torras humanas.
Assim o Bra.il aspira desenvolver no seu territo-
rio a culonisacao eip grande. Para alcancar e.le
alvo, que fez, que faz, que pretende file fazer .'
O Sr. Carlos Reybaud resume a historia das di-
versas tentativas de eu|oniia;to fetas entre mis, al
certa poca, e as.igna-lbe os deleilos e as insignili-
canies vantagensquo drram.Sahinda du dominio do
passado, c entrando as probabilidades do futuro,
declara qup, ene razan de certas medida- boje adopta-
das pelu guveruu brasileo, ludo assegura um inac-
nilicu resolladu i emigrarlo cslrangeira para n nusso
solo.
Com elTeilo, o governo lern lomado medidas para
chamar a colonisae.ln ; mas pensamos que estas me-
didas iiAo san sultcienles, e quandu mallo su
dariam esle resullada magnilicn n'um fuluro mui
luiigiiiquo. Entretanto a substituirn do tradaldo
escravo pelo Irabalbo livre be uma quesl.n de ae.lua-
lidaele, e reclama uma saltillo prumpta e rpida.
Se o publicista franco/ livesse visitado a Brasil, e
esludasse as iiossas fontes de riqueza e o e-lado da
nossa pruprie.lade territorial, iiicontestavclmeule
havia de refurmar as suas opiuies.
Mas ella esrreveu o seu livro, leudo diante de si
a imagem das ipil Iramllgurares da industria eu-
ropea, veudo o solo francez" dividido ao iulioilo,
O gnverno sanio moveu mu corpa de Irnpas para as
fronleirrs d Parini. A ilnqnc ra de Peiiina, recente
do diiraeln. ileelarou o sn lercitorio em esladu el
silio ; a icpeilie\..i dp assa-sinatos couuuetliileis cm
ppssoas e'e elevado jerarehia : peta maior parle nicni-
bros dos tribnnaes, que aenleeiarlim os sublevados
de juldo ele ISl, ilcrain c.uisi aquella medida rig'i-
nisa.
Tem sido dirigidas rcpresenla^fies ao rnugresso por
pessoas ce grande Influencia, Mnslanda pela ne-
eessld "le- d i mi te. veccc.io c'cci.| r ;..,ra remediar os
males adit-jiiislralivos que npv ua asna parto da
Italia. I .1
Corre o hoain de que o imper er projeda man-
dar orna poderosa expedidlo par Uadagaaear, alini
de pnnii ii uiassarrc iilluiiaiileTTie coinuiellidei all
para cum alguns colonos francezes.
Paisa por crlo que nrei de Napoies nulorlsou me-
diante um direilu, h saluda dos cercaes do,seus es-
lados. v
o mercado dos trigos continua a mostrar leuden-
cas decisivas para baixa dos preces.
Os Valachioa e Moldavos existentes em Pars e)i-
rigiram au cunde de Walevvski, presidenta docon-
aresso da paz. uma exposirelu a favor da unan dos
principados.
A redcelo du exercilo austraco deve f.zer-.c em
grande escala Parece que serlo licenciados mais de
M) mil Jiumens. Esta medida originada pela insis-
tencia do miuistru da fazenda Mr. Brurk, de muito
signilcaliva.
t^iusaii muila -cecKja.i ao governu austraco, a
circular do nuncio Viale-Prela, quo con vecen o sy-
nu lo, sub a mesilla presidencia, os prelados da 1110-
narchia, sem Hender coavoca(8aja feila pelo un-
peraelor. nem presidencia concedida pelo soberano,
ao arredspo de Vietina. Reonio-se o coiiselha de
ministros e expediram-se para Roma despachos a to-
da pressa. O Homero dos adversarios da concrdala
augmenta de dia para dia ; enlre os mai. importan-
tes ronla-se, pelo que parece, o ministro da fazenda
Brurk.
He sabido que a Russia allruuxou ullimameuie na
oniia la dos viajantes, e especialmente presin mui-
la facilielade para as sub iiins pmssianoa viajarera
na Polonia. Eslas facilidades acaban de ser amplia-
das igualmente sexciirses na Russia propriainenle
dila. Assim n manil'esla uma circular dirigida do
ministerio do interior aos guvrruos geraee- Pensa-
se qoe esles medidas selo romero de potra* dispo-i-
cies que farelu desapparecer o encerr total da. frou-
leiras roseas.
Uepoiada eoncluske de paz instaurar-se-hio con-
ferencias para examinar c discutir os prnjerlos de
reforma, que, se bao de uilro.liizir na polilica coin-
mercial.
A jornada lo czar Polonia lica adiada para cle-
poi. da ceremonia da eoroario.
Ha indicios de ms disposices enlre a Russia e a
Austria.
Por ordem da governu russo foi suspenso o re-
criitaraento na Polonia, que devia comeear cm 17 do
crrenle. Os sol.ladus rerrulados ja reeeberam or-
dem du governu russo para nao salidera daquelle
reino.
Um okase imperial reinove o. generaes llokosch-
k u.i e o principe Ouriissonl das suas funcedes de gn-
vernadcires de provincia, para tumarern. asseulo no
conselhn de senadores.
O principe Corlschacoll leve ordem em meados de
mareo, de remeller a San Pelersburgn inlormacOes
sobre o pslado do calholicismo na Polonia, alim de
poder apreciar as prupustas relativas ao episcopado.
a pmb.iix.iclcc ecitoniaua ciu Pars, Allif e .Noureddin
A logiaei anglo-ilaliana ehegou a Malla. Segundo
Us ultimas parhcipaciics ele Kinliurii, as Rnssos
Ir.ihalliavam aclivainente as fortilicaces de .Nicu-
laicll.
Tres olliciaes russos entraram mis regimentes cus-
sieeec-IUICeiS.
F.xpe lio-sc oidem a escuadra do fedilerraneo
para que leuda preparados Ires navios que dexem sa-
bir para ce llei.plioro.
No din -J-i amia continuava em Conalantinepla a
uppecsicau d-' que cima -fallamos, pecrein coniei e;o
se apeiia sen.io sohre interesses ligados aos aulign- a-
biisccs. e que unce podeni cecoiicijiar-se com a refor-
ma, de de erer que o goveiiio Iriiiuiphara na lula
se, como so.mostra decidido, proseguir com vigor
na applicacao d-.s principios cpi: ac-ah cu de lulrodn-
/ir no direilo publico.
As ultimas noticias da Bltico, referen que a es-
qiudra ingle/..i restabeleceo u bloqueio em freule da
l.ibenc.
II constante que o bloqueio iii.eritimu n.lo tai
compreliciidido no armisticio.
onde muitus milhes de hmeos podern applicar e
desenvulvcr as suas fore-as ; pur isso n.lo admira que
repule as cousas oo Brasil em condicoes lau facis.
Por cnlro lado o amor que consagra a eslp paiz,
como elle confessa, e o ardente desejo que lem de
runrorrer para n descnvolvimeuln da nossa prospe-
ridade1. contribuirnjura que elle nos aprsenlas-
se sol um aspecto miii lismijeiro peraule as diversas
populaceies europeas, com o Iim alias mu Inuvavel
de accelerar Ja emigrarla para o terriluriu bra-
sileiru.
ludo islu he mui nubre, moi dignu, c ainda des-
la vez Ihe agradecemos rordealmenle o couceiln fa-
voravel que furnia a nosso respeilo ; mas o que lie
cerlo he que, para se operar essa revoluc.io social e
pacifica, segunda as necessidades urgentes da silua-
cao em que nos adiamos,siluaeau claramente de-
senliada pelos estragos quo a pesie nns causn, fio
preciso tomar-se medidas enrgicas e de prompta
applicacao, que leiibam pur Iim allrabir etpOHlama-
menle. v quanto ante* a rnloiiisarao estrangeira.
No Brasil, especialmente em algumas provincias
do norte, a base da proilucc.ln de o assucar, e quasi
que iian temos cintra industria. Assim, u estrangei-
ra que emigrar para pslas paragens s pode e
so lem este reieid, de occupacfto para empregar-se.
Mas he misler qu leuda garantas de propriedade
e certeza de eolher um resultado proporcional ao
seu Irabalbo e a sua intelligcneia.
Assim, he mister quo o cslrangeira acbe Ierras
rullivavpis para comprar uu arrendar, c que eslas
Ierras, em eonteqnencia di facilidade das vas de
eommonicaega terrestres c luviaes, estejam u mais
prximas potsWeis dos ceiros de trocas.
Mas, cm a nossa provincia, nnde se encuiitram
terrenos em condicAes favoravcis a explora..lo di
agricultura ?
Supponhaiiios o territorio periiamliiieanodividido
em Ires regules ou zonas : a zuna da beira-mar, a do
centro e a do occidente. F.sla ultima apenas se
presta a rriacu de gado e lo planten do algodan ;
a do cenlru, que goza do mesmo grao de ferlilidade
que a de beira-mar, podc-se reputar por ora inu-
tilisada, ein cunsequenria da falla de vias de coin-
inunicacau. I.ngo. s resla a zona da beira-mar,
ilutada dos meios ueessarios espionlo dn agri-
cultura.
.as, ero que condicoes se acliam as Ierras desla
ultima regielo, que se eslende da cosa para a cenlru
alo orna profndela de quinze a vinle leguas '.' Es-
i.'i'C divididas em grandes propriedadas,. que custam
pelo meuus ii ma a quareula contos de rcis cada
IIKSI'AMIA.
As ni .i: i j nolicias da Hespauda, sao de '28 de
inar^o.
A uompanliia do crdito mobiliario liespanliol
esui denitivamente consliluida. A Gacela publi-
cou os seus estatutos.
capital da sociedade consistir em i.'iti mi-
llioes de reales representados por 2-iO mil arriies de
1:900 reales cada tuna.
Por agora emillir-se-da lao sotnenle uma pr-
tneia serie de I'20 mil acedes.
A companliia franec/.a do Grand-Ccntial, que
lirott com a i-onstrucijao do caminho de ferro do
.Madrid a Saraoin-a, cedeu a melade ciesle negocio
a M. M. Weisweiller e Bawer, que deposilariam
no dia '2S os lies millies que pela sua parle Ibes
compele.
O povo de Sarauoija celebiou com grandes feste-
jos pblicos, a noticia do contrato definitivo do ca-
mindo de ferro que vai por aquella cidade.
K' certu que a cotnpanliia do (irand-l'.etilral,
reunida aejs irmaos llosllicdild, comprou ao Sr. Sa-
lamanca a emplea do camindo de ferio de Madrid
a Alicante.
Em Moma no din l-r> corria que o governo des-
palillo! e a santa S vo dentro era pouco reconci-
liar-se. calse fallavade monsenlior Biz/.ari, ar-
cebispo de Filipo, para nuncio em Madrid.
Occtfpa este prelado, acltinlmenle, o lugar de se-
cretario da rongjregacao de dispos e re-iulares, e
consta que foi quem ajustn asdesintelli^encias ex-
istentes entre a santa S, a corte de aples.
. Entre este reino e o de llespanlta esl mui pr-
ximo a convencionar-so um tratado de commercio
altamente vantajoso os interesses desle ultimo
paiz.
Na sessaodo congtesso no dia -26. entrou em
discussao o ptojeclo de lei sobre organisagao de tri-
bun.ii'-, o qual foi combatido pelo deputado Scda-
ne.
Tomarain parle nesta discussao os de[ciitados I).
Joao Baplisia Alonso, Luzuriaga, Cancro e Aguir-
re.
Os deptttados de Pontevedra assignaram c Bpro-
sciilar.'iin no minisUtrio do fomento uma petizo pa-
ra se estabelecer imtnediaUunenie um cabo elctrico
governo de S. M. B. atlendcra laviiravelmeute ao
caso do coronel Correja Boliuo, coiideinuado a mof-
lo |ielos tribnnaes de Gibrallar
A rainha usando de sua prctogaliva indulloii al-
guns criminosos por occasio das solemnidades da
semana sania.
Na sexla-fe'na da paixo celebrou-sc em palacio
aVoreinonia dn lavaps e de larde S. M. sallio a
vizilar as igrejas acouipanliada |m:Io rei e pelo Sr.
infante l). Francisco, pelos ministros da cora, pe-
lo corno diplomtico catbolicoe polns altos digniU-
riiis do sen servido e cmara.
Foi esta a pritnuira vez quo S. M. sabio api;
ilonois do allantado de que so salvon milagrosamen-
te em is.j
i le muito que a semana santa uo be lo solem-
nemente cetebmda em Atadrid.
Apenas em Madrid so receben a milicia do bom
successo da imperalriz dos Francezes, o presidente
do conseibo de ministros, e oulro membro do gabi-
nete foiam cumpriineutar o ombaixador francez
em notne da. rail-lia edo governo, por to lauslo
successo. e
.No dia \i linbam sabido de Madrid, em direc-
to a l'aris.os duques de Alba para assisiirem ao
nascimento do successor do tbiono imperial da
Fra nca.
Falleccu na capital o amigo ministro de estado
D. Diego Martins de la Rosa, depois de dolorosa
enfermidade. O fallecido be iimao do estadista p
celebre escriplor I). Francisco Martins de La Besa
que preside aclualmenle a academia das sciencias de
-Madrid.
Falleccu [amhemo poeta Iv rico e dramtico D.
l.uiz Valladares e Garriga : linba 39 annos do ida-
de. Fez-lbe as bonras fnebres a sociedade dos ar-
listas dramticos.
Na ilha de Cuba onde ale a;:ora tem reinado o
cbolera, paron este e appareccu a febre amarella
que esl fazeudo grandes estragos.
Em Porto luco est o cholera devastando os ha-
bitantes. Calculam-se em peno de quinze mil as
pessoas que tem sido accommeltidas por csw enfer-
midade. J
As corles bespanliolas approvaram o artigo que
eslalue a supptessao da conlribuie-ao de barreiras.ou
portas em todos a Pennsula.
Ksperava-se em Madrid o marque/, de Albaida
para opetar a fusaoentre os demcratas conlra os
membros parlameniare alecios ao ministerio.
Na Catalunba e no Atago foratn apprebendi-
das algumas proclamagoes contra a desamortisa-
cio.
O autor e impressor da proclamado publicada
em Bilbao insitando os Biscainltos a resistir a ap-
plicacao desla lei na sua provincia,ainda se acbam
presos.
As autoridades oraes eslao cncarrejadas de le-
var al onde possam a resistencia legal.
Tornaram a reunir-se os depulados andalusos
para se ccctiparom do caminbo de ferro de Manza-
nares a Oordova.
Pcrtende-se que se adople o pensamenlo do
tiraiid-Cenlral, de conceder linda sem adjudica-
ran previa approvacao das corles, em cujo caso
sociedade geral do crdito movel bespanhol, confor-
me o accordo entre ambas as sociedades,construir
loda a linha do norte com as suas ramiliCaQoas, pa-
ra as Asturias, o para a Caliza.' Igualmente se
encarregari da linda de Soumellanos, Ciudad-lteal
e Eslremadura para entroncar cora a linda frrea
do Portugal.
As folbas de Madrid referem-se a um artigo da
Patrie de Paris que destlente de um modo
termname o que dissera a Espaa acerca
la supposta intervenejo do imperador dos France-
zes nos negocios hespanhoes
Os boalos de modificado de gabinete ou de crse
ministerial reprodu/.idos pala poca nao eram
acreditados.
le de esperar que so fechem as cortes para o Iim
de maio.
Apesar do boato que lornou a correr de que o
ministro da fazenda deixava a sua pasta, de Tora do
duvida que o governo continua lirme em seu pro-
posito de sustentar a maioria, rcsulvida a apoiar o
pensamenlo do goVerno.
0 dia de. S. Baldomero foi festejado em Malaga
com grande pompa.
A ilii'|ii.-/a d.'lioan/aros rainlij viuva'; vai em
breve para a capital do mundo ebristo, estabele-
cendo all residencia por lempo indeterminado.
Negocios particulares cliamam all a rainha D. Ma-
ra Cbrislina, por que o camindo de ferro de Civi-
ta Yeccliia a Roma foi confundo a uma compandia
em que entra como principal accionista, o duque
de Kian/.ares.
O numero de peridicos que se publicara actual-
mente em lespanlia sobe a "2-O, culre olliciaes,[mi-
lilicos, religiiisns seiotitilieos o Iliterarios. S eiu
Madrid se publicara imita que tratara de poltica c
57 de outros assumptos.
Praea de Madrid em '2S.Tres por ccnlo conso-
lidados 40 e 10 ; delitidos 34 e 95.
urna, e cujns donos nlo arrendara nem veiidem as
porciles de terreno que lelo pudem cultivar.
INestas circiiinslancias a emigracelu estrangeira es-
pontanea, que de a nica que nos conven, e,u n.lo
allluira para aqui, ou quamlo alllua, lera de vir obs-
truir as oulras sabidas, que ja poucos concurrentes
admitiera.
Tambem ole levemos esperar que o IrSbalhador
eurupeu ou asitico, aluguo os seus servidos au Sr.
de eiigcnhn para nbter o diminiilu salario que entre
nos se cosluina dar aos taes chamados moradores.
Nesle caso he natural que prelira licar na pal/a
uude goza de oulras vanlagciis.
Agiera, se cuusiderarruos as consas sub imlrn as-
pecto, veremos que nesta provincia, que pus.ue uma
extens ni de mais de seis mil leguas qoadradas, e
on<|e babitaiii quasi "tKl.IMHI almas, S ha um cenlru
importante de iliustraclo, riqueza, e popnlaclo,
a cidade do Hecie, a qual com os seus suhurhius
alirauge poucu mnos de cen mil habitantes.
Ueste* l.lvez l) ou 30,000 moram em pequeas
cidades, villas, uu povoaces, cuja maior lelo passs
de -2 a ll.OIMI almas, e o rcslo ila pnpulacao da pro-
vincia habita os campos, onde quasi lo los vivera
sob a tutela d> s senhores das Ierras, onde morara,
quer seja em eiigeuhos. quer em fazendas, nilu ha-
vendo mais de '. a i.iimi pessoas no interior que ba-
bilam em Ierras pruprias uu cedidas por alorameiilo
perpetuo.
Bsseshomens, cuja nica garanta esta na xonla-
de do pruprielarin que os pode despejar de um mo-
mento para uutru, ou no recein que Ibes podem
inspirar, poucu nu nada plantara por nio ler rerlc/,i
de cidder o. buches do Irabalbo, adquirein o habito
da ceciosidade e ludos os vicies quo clclla dimanam,
e consiiliiem mu perign permanente para a ordem
social, quer directamente pelos seus vii-iccs o pela
facilidade cum que seeuvolvem era qualquer mov*
melo em razio de nlo terem nada que perder,
quer directamente, rornecendo aos proprielarios, em
cujas Ierras moram, e rujas ordcns silo abrigados a
execular. meios de resistir, quaudo Ibes apraz, as
leis e autoridades, prutegendo criminosos que pas-
seam impunes depois dos mais horrorosos erimes, ou
sabem du jury sollos e livres, sobsliliuudo a sua
vecntade, tas eleiees, a' elees volantes, cujas cdulas
n.l'i passam de mera formalioade, e iiullilicaudo
destalle duas das priocipaes baies e garantas da
nossa eoiisliluicau publica :o jurx e as eleices
primarias.
Assimac-on SO considere a subsliluiceio do Irabalbo
escravo Velo Irabalhu livio pruporciuuadu pelu es-
trangeiro, ou pelo habitante du paiz, ludo reclama
medidas enrgicas e decisivas acerca dos terrenos
enriquecidos cora vias de couiraiinicaelu e outros
antagens.
Km un des nomos passatlos folbelins, fallando mis
sobre este assuinptn. indicamos o Imposto lerrilo-
rial, como u ineiu mais propriu para lixar no solo a
nossa *popu!aoao lliicliianle ; mas au uecessanos
tantos trahalhos preparativos para a realisae.ln dcste
meio, que sii talvez. depuis de .Vannos'daria os
fniclus que se podem esperar. Assim, a medida
mais prompta e mais rpida que se ollereee ao es-
pirito, be a dosapropriae.eio de propredades conve-
nientesmediante iiiilemuis.ieao aos respectvios se-
nbores,a desapropriatlo por utilidada publica de
que trata a coiisliluicao.
Talvez se diga, como alguem ja disse, que esla
medida indicada pela lei suprema do Kslado so se
refere ao alariamente e abertura de na.. Esta
objeceelo lio 1,1o filil, que nao merece as honras de
uma refutaceio. Enlrelantu, sempre diremos que
uelo ha lilil.lade publica mais elevada do que o
desenvolvimenle da pupulacao de um paiz, da ri-
queza publica e particular, "c da realisaeelo das leis
civis e criminaes.
Depuis de se dar esle passo que indicamos, o im-
mccliall"quo se Ihe devo seguir, e que emendemos
ser u lira da crise, consiste na iichuduccAn du prin-
cipio da ilivio du Irabalbo 110 fabrico do assoear,
lornandu-se o senbor de engenlio laliricanle de as-
sucar, c comprando a canoa plantada por liomens
livres cm ierras proprias, aforadas nu arrendadas.
Com i ahulicnii do Iralico, cora as victimas escravaa
r.-iia- pela epidemia, esla revoiu iia, lean lia linfas humanas que possam evitar qae
se ella produza ; mas perlence ao governo, como re-
presentante dos'ulereases geraes da sociedade faci-
litar semelhanle transformaran.
tiin a adnpc.lo deslai medidas, sud a i-elai;,lo dos
iiossos negocios inlernos,em linca desses niilbares
de infellzes llrasileiro., boje pela mor parle viciosos.
Ignorantes e perigosos para a ordem e moralidade
publica.instrumentos forondos de comedia eleitu-
raes e judiciarias, IVriiambuen possuiria o mesmo
numero de pequeos proprielarios nlereseados na
ordem e prosperidade publica.
A realidado du svstema represenlativo, a venlade
do jury, a seguranca individual, a civilisaelo, a mo-
ralidade e a producceiu do paiz gaohariam'excessiva-
meole.
1 n.alenle, com a adopflo .tosa- medidas, com
a abatan Lio Vias de cotniuuiucac.lo terrestres e
LISBOA.
3 de abril.
Comeijou segunda-feira a discussao dos projec-
los linanceiros. Muilos depulados, nu so daop-
posico mas tambem da oaioria. linliam reque- -
rido que o ministerio enviaste cmara varios es-
clarccimentos, pelos quaes se podesse avadar uo
s a importancia das sommas j despendidas no
camindo de ferro do leste', roas tambero quaes eram
os irabalhos que se projectavam fazer com o reraa-
naseenle do emprestimo j enlabolado pelo gover-
no-, de li,500:0000000 de ris.
Suecedeu porem declarar o ministro do fazenda*
c|ite as reifiisites dos Srs. depulados eram taes e
lanas, que algumas d'ellas nem em dous annos se
poderiam salisfazer. Pelo que a cmara resolveu
ijueenviaiiilo o governo para a mesa os papis e
elocumenios e|uc Ihe fosse possivel se cornecasse o
debate.
Elfectivamenie se abri adiscuseo ; mu como
o parecer da commissao versava nicamente sobre
o accordo feilo em Londres, enlre o ministro da
fazenda, eMi. Ricliard Thorlon, pelo qual se con-
ceda aos possuidores dos fundos portuguezes em
Londres, mais um por cerno depuro, afim de serem
colados naquella prapt ; e juntamente se. pedia
ifiiis>-ju para contrabir ero paiz estrangeiro o
cmpresiimo cima referido ;propoz o deputado
Miguel do Canto, que se adiasse a discussao at
que se apresentasse o parecer sobre todas as sele
propostas financeiras do governo, pela intimal'ga-
co que sobre elle liavia, como o proprio ministro
declarara no relatorioqueas precedeu.
Esla proposiade adiarnenlo causou grande alar-
ma uas fileiras ministeriaes. E porque? Porque
estes dous ptojectos sao os mais simplices, e o go-
verno queria comeear por aqui a gandar a appro-
vajao do parame uto. E nao s islo, approvado o
segundo dos projeclos dados para a discussao, que
lie odo emprestimo, linha j o governo os meios
para comprar o caminho ue Ierro do leste, e in-
demnisar os accionistas na forma por elle pro-
posta.
Como porc'm a opposicao conhecesse a subliteza,
oppoz-se a ella, e eis-aqui o motivo do adiamanto.
E eis aqui tambem porque a maioria o lem comba-
lido, e por tal forma que de certo nao ser adop-
tado. v
Duas sessoes se teem j consumido em discutir
este adiamenlo, c suppoe-se que levar outras tan-
tas para alinal se resolver contra. Ha ainda gran-
de numero de depulados inscriptos, e j tem fal-
lado contra o adiamento os Srs. Caza! Bibeiro,
Lobo d'Avila, Jos Eslevo, Ferro, etc.: e a fa-
vor os Srs. Miguel do Canto, i). Rodrigo de Me-
n.v.js, ILirao d Almeiiiro, Augusto Xavier da Silva,
0 outros de menos signilieacao.
ministro Fontes lencionava nao gastar as
forras na epieslo previa do adiamenlo entretanto
o discurso prolcndo pelo deputado D. Rodrigo da
iMene/.es obri'gou-o a quebrar esle proposito ; pof-^
que foi o nico de que loroou ola.
tluviaei. a emigraran expootauea de alem-raar, se
realisaria dentro em poucu, e a entinis,ir.io estrao-
geira medrar enlre nns, o entelo nem o governo
nem os particulares serio ohrigados a fazer enormes
sacrificios para mandar buscar Irabalhadures u.e Eu-
ropa.
Todas as vezes que se falla em coluoisaeito. lodos
apreseulain como exeraplo a America du orle ;
mas compre temblar que os bslados-L'uidQs. depuis
que cuuqiiislaraui a independencia, o primeiru pas-
so que 'ler.mi para allrabir as popularices europeas,
foi demarcar as ierras do doraillio publico, retalle e-
l*s em pcqueieas fraccoes, e dota-las com as necessa-
rias e indispetisaveis vias de commuuicacao.
A uuticia deste actn espalliuu-se em ludas as par-
tes, e a correle da emigraco se dirigi espoulaoea-
rncute para o territorio americano, chegando o al-
garisino dos emigrados em ISt" a seiscenlos mil es-
traugeiros ; as iKu estas virgens se Iransformaram
em lindas cidades, o solo cobrio-se de um lecido im-
menso de caminhos de ferro, a riqueza publica e
pal dentar reeeberam om desenvolvimenlo magoili-
co, a populacao triplicou no mesmo periodo em que
as seibas uares da Europa duplicara, e tuda islo
concorreu para que lia piucos annos ouvtssemos o
primeiru magistrado da naeo, uas ua mensagem an-
neiiiriar ao congresso, que o governo dos Eslados-
t'uidos era o muco sob a constan lado que poda
di/ti que uelo devia nada.
M.i- l a culonisacao se operou e ainda boje se
opera de urna maueira espontanea, sem o raiotmo
sacrificio dn parle dogoveruo, paromandar buscar
eslranaeiros nosoiitrns paizes. O Estado Irabalhou
mullo pera conseguir este resultado, mas todo o Ira-
balhu foi indirecto, e consisti era preparar o terre-
no e crear coiuliccs favoraveis que allrahisseui n
excedente dos povus de velho mundo.
Seguranza Individual e de propriedade, o maior
numero possivel de vias de roinmuuicar.lu, trras
cullivaveis ,o alcance dn Irabalbador, eis os elemen-
tos que ger.eram a faliulosa prosperidade dos Norte-
Americanos,
Unan lo pdennos dispr destas condires, j uu -
tando-lhes o nosso solo Tertil, o nosso co esplendido
e vivicador, u nosso clima salubre, entao u Brasil
realisar o seu futuro de prosperidade infaleulavel,
e, como diz p Sr.Carlos Kex baud, n.in lera nada que
invejar do que se lera passado mais norescenle uo
menelo.
(Wa/oA-W-Arati/./
MUTTOiUxJ
ILEGIVEL



DISRiO DE PERNAMBUCO SiGUN F ira i I DE ABRIL 01 1856
A opposicao trabalha por tirar ao govemo os
rnais votos que puder ; mas o que nao consegue
he rar-lhe a roaiori, porque sonrio a ramara ac-
tualmente do uns nvenla memhros ao muilo, po-
der haver vinio a vinie e quatro volos conira o
governo.
Cumpre tambem sabcr-se. que o adiamcnlo Jo
que lomos fallado, foi tambero proposto pela oppo-
scio com o fim de ganhar lempo para chegarem
as cmaras as represenlaepes, >|ue na provincia do
Minho so andim assignando, tima dolas lie no
Porto, e a oulra em-Draga, ambas as iuaes consta
tcreni j militas mil assigualuras, eom brevedevem
rhegar ao seu destino.
Ha tambem em Lisboa urna rcpresonlaoo conira
os projectos financeuns, mas essa nao esta por em-
quanto muilo povoaila de nomes.
Sahindo agora do parlamento para a imprensa,
vemos que lodos osjornaes, excepta a Hevalucao,
sao hoslis as medidas linanceiras do Sr. Fontes,
o principalmenie s grandes indemnisac.des, quo
so querem conceder aos accionistas do caminlio de
ferro.
conselheiro Carlos Moralo Roma continua 3
sna aualyso, que por ora be de todos 03 escrplos o
mais lido, e o melhor guia para entrar no labvrin-
U10 das questoes, que actualmente se agitam na c-
mara dos depulados. Pena he que tambem uestes,
alus mui serios arligos, se nole bstanle parcalida-
de no autorH'elles.
Como Ihcdisse na minha antecdeme, o governo
ten respondido indirectamente a estes artigos do
Jornal do Commertio, com alguns que j lem
publicado, assignados pelo depuiado Lobo d'Avila.
Esta cavalleiro he de muito boas inleneoes, conhece
peffeilamenie todas as negociares, e err. algumas
d'eilas, foi elle queru pactuou por parle do governo
na sua qualidado de vogal do conselho das obras
publicas. He tambem elle o relator da commissao
le fazenda, pelo que lem doblada responsabilidade
o signicacao em ludo que escreve.
.Nao bo porm este o mais proprio para lomar
a defeza dcstas medidas, porque he um dos culpa-
dos as demoras o cavilan es que lem havido n este
triste negocio do caminho de ferro. Al agora os
seus artigo*, publicados na Hevoluriio em resposta
aosdo Cons. C. M.Roma inserios no Jornal do
Lommereio sao mui froxos, provavelmenie por-
que o joven deputado quer reservar inditas para a
dtseussao da cmara as razes de defeza de *sua
obra, o do seu amigo o ministro Fontes.
Digamos agora francamsnte o que entende-
rnos sobre esta altissima questao de fazenda.
O caminho de ferro de Sanlarem for desde o
seu principio um negocio infeliz, tanto em relaco
ao preco por qoe se arrematou, como aos estorvos
|>ecuniarios, e aos anos de consiruejao que lanto
tcm demorado o seu acabamento.
Depois do rompimento que bouve cum os em-
prentaros inglezes, o governo acbou-se n'alterna-
tiva de parar com a obra, ou de ir procurar os
rapitaes eslrangciros. fc foi este o motivo da via-
gem a Londres e Pars do ministro da fazenda.
Como parase poder contrabir qualquer empres-
timo cslrangeiro, sejulgou necessario dar valor aos
noseos fundos,o estes estavam quasi lodos na mo
de Mr. Tornelon o de seus amigos, o lodos estes in-
gles, so con viera m na cotacao, dando-se-lhos um
jior cenlo mais que aos juristas portuguezes, con-
forme o ministro I to promelteu ; assim como a in-
deranisaco pacluadacom os empreileiros do cami-
nho de ferro, e a preferencia nos emprestimos ludo
pela forma que os Icitores do sen Diano devem
saber, pelo conteudo das propostas minisleriaes,
que opportunamente Ihe remelti.
Ora, chegando as colisas a esle estado, ja o go-
verno nao poda fazernenhuma oporacao vantajosa.
Todo o seu lino eslava era transigir por maneira
que fosse menos onerosa, ou antes menos ruinosa
para o pait.
Asnegociacoesenlaboladaspelo Sr. Fonles lano
em Londres como om Paris, nao forain de cerlo
vaubjosas, mas tambem nao seriam lao feias como
as pintam.se elle nao tivesse offerecidn una indeiii-
ntsaco io forte aos accionistas do caminho de
ferro, c outra inquesiionavelmenie immerecida aos
emprestimos inglezes que to mal nos lizeram o.ca-
' minno.
Vestes circumslancias o parlamento acba-se na
triste alternativa, ou d'approvar oque o ministro
promelteu, ou enlao, de ver parar repentinamente
nao so acontinuacao do caminho de ferro al San-
larem, mas lodas as obras de estradas em an-
damento, e todas as mais de que tanto carecemos.
Eis aqu o estadodoloroso,em que se acliam mui-
tos membros do parlamento, que de certo, contra
os diclames da sua conscicncia, se vem para as-
sim dizer obrigados a volar palos projectos do go-
verno.
Todava, se estas reparacoes, n'alguns pontos
devidas, que o ministerio propoe aos seus credores,
asparles com quem contratou,concorrercm para
inspirar confianza e reslobelecer o crdito publico,
os sacrificios qu'isto nos cusa, podem-se dar por
nao mal empregados pelas vanlagens futuras, que
nos bao de provir.
Eis o que por niquanlo se nos offerece dizer
aculeada magna-questao que boje oceupa a atten-
ceo geni e os discursos-da tribuna.
Ka cmara dos pares tem estado em discussao o
adiamenlo do projeclo dos morgados, viudo da c-
mara dos depulados. L'ns querem quo a abolioo
ou reduccao dos morgados seja adiada al que* se
faca urna lei de propriedade, outros que s se trate
desle negocio mediante os inqucrilos, que propoe
se facaro por parle do governo. Tudo isto porm
inoslra a repugnancia ijue a cmara tem de entrar
n'esle essumpto. Ullimamenle convieram os pa-
res, em que se regeilasse o adiamenlo para o liin
dse tomarconbccimenlo lano do projeclo viudo
da cmara electiva, como da subsliluico, que Ihe
foi feia na casa hereditaria. He o que actualmente
est em dscnso, mas salte-se-j que o projeclo
dos depulados nao passa all, apiar de ser lao mo-
derado quanio podia ser. O que admira be que
aquellos homens, que eslao vendo o absurdo da he-
redilaricdade que a lei Ihes concede, o que lo-
dos olham com sorriso, busquem ainda este pre-
texto para a conservado dos vnculos !
Os projectos chamados de fazenda, de que cima
fallamos, bao de vir para a cmara dos pares ser
victimas de grande opposicao que all ha.
As curies foram adiadas al ao fim de maio, be
provnvel |uc n'esles dous mezes se nao fao.a oulra
Aeousa, e al que baja nova prorogaoo. Ao menos
o! assumptos d3 que'ellas lem do oceupar-se sao
importantissinios.
Os engenheiros mandados a Portugal pelo Or-
ti mobilier de l'arisl que sao Mrs. Waticr e Ru-
ral, j regressaram da inspeccao que foram fazer
para o caminho de ferro de Lisboa ao Porto. Pa-
rece que approvam quasi todo o tragado j feiio
pelos engenheiros portuguezes, o que deve concorrer
muito para que esla empreza se possa adjudicar
quanto antes.
Acham-se muito a'diantadas as negociantes, de
que seacha encarregado n'esuf corleo Sr. marque/.
de Subserra, para afundao.o de um banco estran-
geiro de crdito-mobiliario em Portugal, proposio
por Mrs. Prosle Conipanhia. O marque/, de Sub-
serra, linda j privilegio para urna insliluico ana-
loga que lica encorporada agora n'esta.
Os lavradores que se baviam reunido nao Asso-
ciaco Central d'agricultura para reprcsenlarem
conira o projeclo dos canses, que o governo ollo-
receu deliberaco da cmara elecliva, depois dos
successos que amplameni.! Ihe relri na minha an-
tecedente, junlaram-se em casa do deputado Mi-
guel do Canto, e ah foi lida, c unanimemonicap-
provada una rcpresentaoo s corles, redigida por
A. Herculano, a qual foi impressa, como ver do
oxemplar que Ihe remello.
Anda nao foi enviada s cortes, porque se re-
" metteu as capitaes de lodos os disiriclos do reino,
alim de eolher a assignaiura dos lavradores e
proprietarios ruraes, que a ella quizerem adherir.
Uuantoa novidades avulsas poucasha para men-
cionar.
Chegou o novo ministro de Hcspanha I) Fer-
nando Corradi, oqual j apresentou as suas cre-
toncises, o foi rendir para o palacete que deivou o
seu antecessor D. Patricio EscossifVa, aclual mi-
nistro de estado do reino visinho.
O Banco de Portugal traa 'de reformar a sua
caria orgnica, para o que lem havido j varias
discusaoes d assenihlea. geral.
. Domingo foram solemnemente distribuidas no
salao da fitblioiheca da Academia das Sclencia*
poriaio de sua niageslade ol-ri t. Podro y'
as cenlo e oito medalhas ()08) de ouro, prata e
cobre,'que os expositores perluguozcs ohliveram na
grande exposico universal de Paris. Aliu deslas
medalhas foram lambcm lidos alli os nomesde cen-
lo o qum-.c (I l;'i) expositores, i|ue merecern)
mencao honrosa 00 julgamcnto proferido pelo
grande jury da exposico.
Esla distribuido foi feita eom toda n solomni-
dade, achandosse na sala aliu dos expositores pre-
miadas mais do 1,500 pessoas entre damas e ca-
1 a Muiros.
Depois da alloeueo feita a sua mageslade, pelo
conselheiro Avila, eommissario regio, el-ro fez mn
brevo discurso gralulalorio aos exposilores, e aos
membros da commissao portuguesa ; em seguida, e
antes da entrega das medalhas. o ministro dos ne-
gocios do reino leu um decreto real conforindo a
medalha da ordem da Torre e Espada a de/ dos
exposilores. cujos productos se julgoram mais pro-
prios para o desenvolvimenio da riqueza o da civi-
lisaco nacional.
De todos estes domnenlos Hie envi copia.
Domingo ceiebrou a embaixada de Prauea n'os-
ta corte, na sua igreja de S. Luiz, um solmnissi-
me Te Deumeni aeco de giacas, pela nascimenlo
do lilho do imperador Napoleao.
Assislio a esla festividade o ministro da lussia,
o qual, acabado c aclo religioso, em que foi cele-
brante o nuncio de sua sanlidade, receben as feli-
citadles do corno diplomtico, e-do ministerio por-
tugue/., pela noticia chegada a Lisboa naquelle mes-
mo diado se terelleclivamenlo assignado a paz no
congresso de Paris.
Parti para o seu destino no paquete de 1", o
Sr. Antonio da Cunta de Soulo-.Maior como en-
carregado dos negocios de Portugal na Suecia e
Dinamarca.
Tambera regressou.para a legajao de Londres
do que beaddido, o lilho da Sra. infanta D. Anua
U. Augusto de Mendonca, que tanto dou que
fallar aqui, por se ha ver recusado ao consorcio,
coma Sra. condessa da Torre, Dllia dos marquezes
de Kronleira.
Falleccu plhisica, com 24 anuos do Idade, I).
Margarida Anglica Pinto Cabial, esposa do fi-
Iho mais velho do conselheiro Jos Bernardo da
Silva Cabral. Ao seu enterro, fcilo com grande
pompa, coneorreram as notabilidades de iodos os
panidoa, inclusivamente o conde de Tintinar, que
al aquelle aclo. linha inlerrompido as suas rela-
i;oes com seu irmo.
O embaixador de aples vai dar um bailo di-
plomtico nos saloes do palacio do Calbariz, para
depois se relirar para Madrid, onde lamboin re-
presenta o seu soberano.
Foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo
(vago pelo l'allecimento do visconde do Sanlarem) o
conselheiro Joaquim Jos da Costa de Macedo.con-
tra o qual ha pono de oito metes se ha\ a declarado
una parle dos socios da Academia de que ello era
secretorio geral perpetuo. A iudisposico enejara
a pontos taes, que a minora que Ihe era boslil,
tornada inaiora pela eleicao do novos socios, con-
seguir suspende-lo do exercicio do secretariado
Agora a nomeaco do malquisto secretario para
u 11 emprego de tanta representado o importancia,
prodn/io nos seus adversarios a mais desagradavel
impresso. Alguns al lomaram semclhanlc mcrc
honorfica e lucratia como urna desattenco feita de
proposito corporacao que o julgara nao merece-
dor de continuar a serv la e representa-la. O
or. A. Herculano mais que ncnhuin sedeu porof-
fendido eiiasess de segunda-feira 21 do me/ lindo
emquesedespedio nao s de vico-presidente da
Academia,mas al de socio. Assim licar nterrom-
pida a publicacao da grande obra por elle delineada,
e j comecada a imprimir, dos Monumentos ll.slo-
riCMde Portugal anteriores ao socolo \l\ Exis-
te ii promplo umfasciculo de olio conlendo varios
Chronieont, do mais grave iuieresse, o cdigo
V isi-Gothco ele. e ha ja, piompta para entrar no
prelo, materia para um volumeum lollo, de 700
a !IU0 paginas, tudo devido aos cuidados a direc-
co do iiosso grande historiador.
Por oulra parle o mosroo Macado, objeclo de
lanas iras e ic-onliinenlos, acaba de dar a sua de-
misso nao so de secretorio, mas lambcm de so-
cio, de modo que a Academia regenerada em 51,
esto em crise, e carece de nova oiganisago, ou ro-
generaco 1
3 de abril.
Ii.'l'oi-. de lautas e Uo repelidas tentativas Carlis-
114 seuipre nalogradM, e lempra segnidua de sangui-
nolenla^execucos', pareca que M ailltrenle* do
conde le Mouteinnlim nao se deveriam alrever no-
vanienle bastear o seu pendSo, cin p(%neiru combi-
ii.irnn uio vaslo plano e cenUrem com forjas consi-
deraveis, e eslarein seguros Je prxima* mauifcsla-
(OM imhlare-i, ou pelo menos populares, em varios
e imprtanles pontos da nionarclua. Nao succedeas-
sim. Os Trislianezes, amigos c infalisaven raudi-
(I1II10* daquella parcialidailc, que lia muito lempo
se suspeilava cstarem escondido 110 paii, foram des-
colierlisem um bosque perla de Cardona, onde es-
tafan! com um bando armado. Accommelti'lo por
roreai da rainha enviadas para m dispersar, liveram
com ellas mu rendido reeonlro, e coiisesuirain eva-
dir-se. Nao >ueccdeu o menino a Pastorct outr.t ca-
bo da mesilla partida, que os acoiiipanliava, porque
csse liimu m lo no campo.
l-alla-sc em um Manifesln do conde de Monle-
moliin, destinado a ser entregue ao congresso reu-
nido em Paris: pomnse com efleito existe tal Ma-
nifest, nao lie provavel que o congresso lome delle
coiiheenneiilii, por quauto tolas as potencias que al-
l lem plenipotenciario*, (a excepe.lo da Uus-1.1 re-
einili i-ei.iiii a rainha U. Isabel.
Ilouve prximamente seria desinlelligeneiaa en-
tre o ministerio e as corlrs, por causa do projectos
lin.iiceiro do Sr. Sania Cruz. Espartero veio a sa-
la do eongrosso, e lo.io mereneeria e ulo facundo,
declamo qte se n.io balnlilasseiii o governo a fazer
face s daspezaa indispensaveis.e is-o prouiptamenle,
saluria do ministerio eom lodos os seo eollexat, L'l-
limamente,porem,mnslroo-se inaii macio e di .le conrerlo eom o ministro da fazenda, o Sr. Sania
Cruz, a adoptar as inodificacOes bus leus projeetw,
propostas pela comtni.i-ao do eongreM, e apoiailas
|tclo ceir |H-oare-.sista. Em \1rl11de do projeclo
adoptado, augitenlar-se-lia o imposto ternluhnl em
jll inilliOes dcreale, u de subsistencias em l, en
chamado colieclivo que >e valeslabeleeer de 72 mi-
llles, ser repartido pelas provincias.
Parece que o ministerio do duque da Victoria, nao
he inleiramenle otranlio > idea da reonlo de toda
a pennsula em um s estado. Ao menos o discuno
do novo ministro plenipotenciario nesta corle, o Sr.
Corradi, lido na audiencia de npreenta;ao em :ll
do pastado, conten expressoc impregnadas de ibe-
rUmo'
No csciiplorio da poca, se rcuniain os reilaclo-
res das folhas de tedas as cores, para dirigen) urna
queixa s corles conira o prorctlimenlo do eoveruo
em mandar deportar o redactor nalslrelt, por
haver publicado 11:11.1 enliga illocufo do papa con-
tra actos anti-cauoiiidos da regencia W. NJ obilaale ela sevendade conira a imprensa
relisio.a, apparecein symptemas de una reconeilia-
ea 1 eom acorta de Houia. O hispo de Orna, leva
|.ermiao de se rcenlhar sua diorese, e anlv da
sua partida Toi muilo vimlidoe festejado era .Madrid,
por pes.oas nduerenlea poltica do governo.
A propaganda protestante continua activa, princi-
palmenie em Bareellona. a imprensa a denuncia
porem o governo moslra-se toleraiw. Em Sanliago
houve um banquete patritico, onde eulre outros
brinde se fe/, o sequinle : Brindo por la opinin
dominante:Vaiiuque al l'apa contritaBrindo
por el primer l'rotestante 'Juc en Tpana dja
Misa.
O parlido democralien dividio-sa em duas frac-
(Oes. A democracia paelpea lem pororgaoo peridico
l.a Disrus'ion : a violenta c sanguinaria, o jornal
a Soberana. O deputado Naedal, qae perleuee i
primeira daquellas fraccoe moslron grande arrojo
no congresso censurando as|ierriinamenle o duque da
Victoria, a quem atlribuio o proposito de prolongar
indclinidamenlc a -na quasi dictadura, e ato na
presen<>.i dos representantes da nacXo reunidos em
asserobla constitninte!
Ain la na posso annonciar a definitiva eonclailo
da pa/.. lia porem quasi loila a certeza de que se le-
ra assienado antes do da 31, d< modo pie nao lera
sido necessario renovar o armisticio. Nesic sentido
se expresin aqui Mr. do, por oceasiSn do Te-Deum a que elle lambcm as-
sislio) cantado na igreja de S. Lula, pelo nascimenlo
do principe imperial NapoteHo Hugenio I.ui: /08o
Jos.
Afllrma se, c lia toda razlotle n acreditar, que a
Rsala eomlescendea co-n '(odas ou quasi inda* a*
exisenrias di alnados, e qoe se obrigar a nao tor-
nar a fortificar Itoinarsuud, a lulo Icr osquadra em
Nicolaver, e aadmillir nos seus torios do Mar->cgro
cnsules de todas as naroes.
He a viagetn mais rpida que tem a contar a
nossa navegacao de caboiagom.
Bem v que com lal rapidez de COmmunicsceS,
nao leudo o mareado das noviciados eousa algnma
que desali a arte culliiiarja de um corresponden-
te, nao sei como forjarei desta vez um pralinho que
dever servir de magro |ieIisco.a vasta cohorte dos
comilloes, que se chamam os leilores do seu
Diario.
Felizmente, para este son criado, ao par do desen-
cbabido espernegado, que na grande mesado seu
Diario eu Ihe aprsenlo, acham-se fornocidas por
oulras mais habis mos, iguarias do verdadeiro
primor, como por exetnplo : a sopa dos actos olli-
ciaes, o excellonle valap da Haijina Avulsa. o
bompresumo das noticias eslrangeiras, osalsichao
do rtctrospectOyO succulenlo caldo dos arligos scien-
lincos, o feijo do coco das miscellaneax, o min-
go dos communicados homoeopathicos e allopati-
cos, o sarapaiel dos annuocios, o sorveiedas varie-
dades, o pastelo recheiadodas correspondencias in-
ternase exlernas. o haba de moca da Carletra o
finalmente, o soporfero moka das publicaces po-
ticas.
J ve, que para o espirito, nenlium jornal, como
o seu, otlerecc aos freguezes, por to bom preco,
un alimente mais variado e abundante.
Agora me leiiibro que bom po lia poelisr a com-
paricao, indo buscar as flores um motivo para
ella : declarando ser o seu jornal o melhor bouqvet,
que se pode ollerlar lamo ao grosseiro olphalo de
um gascao, como mimosa pituitaria do una mo-
ca. Perde, pois, o descuido, e deixe ir a cousa
lal como sabio dos rombudos btquinhos de minha
penna
Balendo, pois, o bredo para e" esporregado, 00-
meBarei dizendo-l; que, quanto poltica, con-
tiiiiia ludo na antiga pasmaceira: os partidos,
quasi que se demonsiram pelo acto puramente ma-
terial da publicacao dos respectivos jomaos, nao
offorecendo estes sealo arligos verdadeirarnente/n-
oativos, .piando nao lia/.em comsigo effeilos pur-
gativos, como um artigo do fundo do Proyrcsso;
ou vomilivosi como os do /estandarte.
Este socego, que assim gozamos, nao deixa de
ser nicamente apparonte. lie o precursor da
prxima tempestado eleiloial. Creo, que a or-
dem poltica, assim como a ordem phvsica, apr-
senla suas varacoes baromtricas, que a un ho-
rneen acostumadoa vida dos negocios pblicos, sor-
Ihe-ha fcil predizer o futuro, assim como um as-
ironoino pode indicar quaesos dias hmidos, chu-
vosos ou egos, o outros phenomenos, quo taes,
desse ramo dos conhecinontos humanos.
Nojornalismo smenla houve, ba pouco, una
questao, quasi pessoal, entre o velho redactor do
Observador o o do l'rogresso; do que resuliou
demonstrar aquello .pie este zumbaia o Exm. pre-
sidente, nicamente, pirque vosa urna eadeira do
lyeu desta cidade, repetindo assim o ineoino ma-
nejo, que urna voz, mas debalde, j empregou pa-
ra igual fim. no lempo daadmiiiislracodo fallecido
Dr. 0. Machado.
Sao aspiraees abdominaes, a que nlnguem se
deve oppr, tanto mais quanto o seu autor pare-
ce que devo tentar iodos os meios de vida; elle,
queja naufragou na ca reir das musas, na car-
reira da magistratura, na carreira de advogado, e
que O mesmo j Ihe vai succedendo na carreira jor-
nalslicn que se dedieoii. Se acaso o nosso jo-
ven nao inlenlasse aspirar a um assenlo no conse
Iho municipal, poderia agora oslar mamando na
Uta, que portante lempo, o alias, com maisdireito,
rnamou o Dr. Tavarcs! Como v, na tal po-
lmica, ilou toda ra/o ao redactor do Vroyresso,
o nao ao Sr. Silero*! tenha, pois, esle senhor,
sania paciencia, deixe qu aquelle especule com o
magisterio; ello, que tem, como lica dilo, solrido
lanas (lecopcoes, em todas as espcculacoes que lem
al boje oniprehendido.
As climas lem continuado abundantemente; o
a epidemia da diarrha acha-se completamente ox-
lncta. Segundo as ultimas noticias, o mesmo vai
uccodendu pelo interior.
O Remonda andou s cristas com.o maestro F.
Colas sumiilade musical, enlre nos, o etn roda da
qual se grupam lodos os tangedores de ranaca e
sopladores de timbales. Nao reparo nossa iinpro-
priedado, porque escrevo s earreiras. Em vir-
lude dessa desinlelligencia, como di/.ia, entre o che-
fe dos can la ules e o choto dos locantes, anda nao
esto lixado odiada cstia. Nesle momento, po-
rm, o David acaba de me nformar, fluc os dous
contendores chegaram a um accordo, devendo boje
mesmo coraecar os ensaios, alim de que no da
20 do crreme, teuba lugar a exhibicao do viveiro
Ivrico do Sr. Hamonda.
J mandei reforcar com triplico torro a minha
respeitavcl casaca, alimdepoderemassuasveneraveis
abas supporlarem naquelle grande dia os empil-
onos da platea geral, em cujo lugar, foroosamenie.
me bei de encaixolar.
Acaba de sol concedida ao capilao da segunda
companhia do corpo de policia Diogo David Mo-
rena, liccnca sem lempo, com dimito ao vencimen-
10 de i'J99000 de sold, por anno, alientos os
grandes servicos desle c.idado, quo ora se ach
quasi cgo. Este deciso da presidencia foi ge-
ralmenle applaudida, e espero que soja, na forma
da lei, confirmada pela assembla provincial.
Foram comeados os hachareis Jos Marianno
A Ivs Serro, para o cargo de promotor publico da
comarca do Tury-Assii, que se acha vago pela no-
meaco do bacharel Fernando \iaranbonse da Cu-
nha, para juiz municipal de Alcntara, e Gaslo
Ferrara de Gonveja Pimenlel Belleza, para o de
promotor publico da de Itapucumi, vago pela 00-
meaco do bacharel Francisco llygiuo .ansen Vi-
eira do Mello para jui/. municipal de Guimares :
Picando assim sem efteilo a uomeacao, que o mes-
mo Belleza leve em 12 de marco ultimo, para
promotor da Carolina.
Paro aqui para ir servir de padrinho ao Vodrc
pequeo, que boje se ehrisma, cm concurrencia
com os educandos de Nossa Senhora da Aiiniin-
ciaco o Remedips.de que he director o Dr. Do-
mingos F. Marques Perdigo, na igreja do Reco-
Ibi inen lo desta cidade.
He osla una ceremonia bem importante,
e para qual grande numero te pessoas foram
convidadas pelodiieclor do nico collegio, quuaqui
contamos, e que lem de duraco nada menos do
13 annos, offerecendo para seu crdito, nao pe-
queo numero de seus discpulos, quo boje se
acliam cm elevadas posicoes.
Qiianto ao meo aOIbado j v que nao poipicna
anidado elle me prende, de boje avante. li-
me de Vodre-pcquena, que ah boje Ihe davain,
por mero alciiuha, litar para sempre olhcial o re-
ligiosamente confirmado por aquelle piedoso aclo.
Aileos, al a primeira.
;ii;ni;si'(\hK\ci\s 111 iiiaio de
i'i:itx\.\ir.t :
MARANHIO.
13 do abril.
Nao cspjiavamos vapor do sul, pois na vespera
havia daqui sabido o Paran, quando, iu dia 5
do crreme, pelas 10 horas da manha, apreseB-
tou-se, fondeado em frente da Pona d'Areia, o
Tocanttns; fazendo assim asee .wagn aquaiico,
em quairo dias e mcio, o irajeclo desso porto ao
DUSSO.
No termo de Toaros e uo losar da Maracuja a
oode o aroile foi lernvel, conliccendo o povo que o
cirureiSo Loorenjo Jos do Amaral, que o governo
para all mandara Iralar, nada adianlava ou por
que o mil (01.0 de sua naloreta inr.iiraveI, ou por-
que l!ic fallaasem 09 precisos coiibecimenlos, loma-
ram o expediente do abandonar a p..voacilo pondo
fogu nos casas infectadas, e desliarle estingoiram a e-
P'de....... Huoverando-me pes.oas fidedignas do |o-
r que cse Cirorgigo llAO leve a gloria de salvar
mn -o doente, nao obstante andar sempre a duas va-
ras, quero duer. homevpalhica, e alopalhicamenle,
sendo porem iihi- revolUnle. como me aliliinni que
elle nao prastavt ao povo os loceorros alimtolieius
que de too bom fado Sua exelleiiria potera a su 1
.li>p liorevollanle mesmo, e que |> .r is,o nao dcvo.lcixar
panar em silencio.
Estou ua maro de nao ter condesendenelas. Se-
gundo Ihe dtsse.na minha ultima estamos aqui re-
culados de vveres, mas, nao obstante conhoiiamiH
mastrema penuria;a carne que le nao cnega para ib i-ierer a nereiHidades publica-,
e relo que o >r. marchante quer u-aOcar, poi lem
boi- em abundancia e nao naca a fome do povo,
que aliaes lli'a nao pede le Rraca. Se en fora ebefe
de polieia j lena Rrabado com is-0, porque me a-
pre.eii|.n i na ma|anea e feria a Forra mesmo, quan-
do fosse precito, malar mais uuri 011 duas re/es do
que a- que tivesse vontade de malar o soberano -c-
Bbor de nos-a- barricas ; bem sel, q,,e era orna vio-
lencia R0 direilo de propriedade, mes, necessilm
i-iret tei/e, e de mal- nao la/. I.to bem ebe urna vif>-
leuciaaopovo quando llie falla com a carne a que
tcitamente pela sua posicao de marchante se obri-
ou .1 lornece-la I'oi- bem, urna violencia n.ica-se
cun oulra.
Eu sempre embirrei muilo com os las marchan-
tes qne sempre >ao traanle- .Nao he nislo so que
se elfram nossas necesidailes. Como Ihe disse .. "0-
verno tem cerrado de todos us recursos c commissao
dol eneliceucia que nomeara para esla cidade ; ella
tem familia, bolacha,arroz, e ludo o mais em eran-
de esralla, e vao haveu lo c-sus gneros ao mercado
para vender-se, pergunto eu, nao deve a comnisa"e
expo-los a venda para que nao snceeda que aquelles
mesinojque lem meios vejam faltara sua familia o
pilo quoii liano .' lie sem duvida o que doveri.un
taier; mas, aasim ngajaaealece, ou par* melhor di-
zer, fa/em-iii) mal, porque, p ir evemplo. sei que lia
muilo boa farinha do governo ann.i-enada, ea lal
eomnjISSAo, ou quem nuer qee he espoi a venda lima
pequea porijao lag padree arruinada que nem a por-
em pode alimentar, eo mesmo sucede eom o arroz,
que eslao ven leudo pelo preco de 200 rs. a libra de
pessima qnalidade : esquecl-me dizer-lhe, que a
tal farinha podre e-la se vendando a :12ii 11 peque-
o qurleirto, no entente, as peanas malulas que a
aura aqui vem com csse genero, venden a 2it) rs.,
mo-lr..ndo--e dest'arta in us banelicenles do que a
beneliceucia da commissao. linio e gritare! conira
essea abusos porque leuho barriga que preciso cche-
la alever se sua ascellencia.em i|uem muilo coufio, e
cont que nao sabera do que por ea' vai, d provi-
dencias loman lu restricto-coulus a quem bouver linquido.
Convera dizer tambem, que tenbo visto vollarem
bilhetoS do medico negando-se ao- pobres c q-ie se
Iratam ainauna cases a aeeesarlo dieta, etfesnedir-se
oulras com a pouca poreao, por una s vez, nin-
guera e a_M-ie : a commissao lem pes-oas muito
probas, e honesta e em quem muito rouliu, nao vi
pois dondeqtarlem os abusos, o que sei he, que elle
se dgo, e quo c mvein remediado; porque o Sr.
presidente moslra a melhor vonlide ne-se oegocio,
uola nega doque se Ihe reqaesita; portante, nao
vejo razio para o povo sollrer.
lodos aqu se preslam a soccorrer o- docutes de Bol-
le e de dia com a ntaior diligencia: ha lano liomeo-
palhasqoantas as carleiras, ipie para aqui no man-
dn o Dr. Mo*cazo ; em abono da verdada o sulfur, e
a canfor 1 lem dado bom resultado, nao sei se por
seren aplicados no primeiro periodo da molestia,
pois que nos outros raso em pequeo numero, que
temos lido nem um so se salvou aiuda, em homeopa-
thiea nem alopalli'cam. ote, grilem alsuns coulia
o glbulos do Ur. Moscozo, que acliam falsificados,
eu porm, enlendo, que o mal be do mesmo mil.
OlflJVpilal creado pelo governo se acha bem mon-
tado, e debaisoda ulreceaedo Dr. Vital, que pro-
cede com zelo e aelividada no soccorrn dos doenles,
eliojedeu alia a nove, dos que para all cntraram.
Aqui ehegoaefoi contraalo pelo governe por 2:10
mil res mensae- o acadmico de medicina liabriel
Aleides Raposo da Cmara, Gibo desta proviocia : a
poca hc dos Esculapios, se a epidemia durasse, e
ellas nao uiorressem que vidoca '.' O cofre geral
eslava cvh-u-lo -enaoebegassem os 15 contosque da-
hi vieram, mas que creio nlo ebeaarao para as
desposas que a crise vai punan lo. Tivcmos boje
portador da villa do Principe e 1' all icinava a e-
pidemia. Uns mais pontos nao lomos milicia. A
mortalidade ainda reaula de i a i por dia ; se as-
sim mnlinuar lie inarrcdilavel felicidad?, lieos te-
lilla coinpaixio de nos. Este seu criado ja sollrcu
em pequeo beliseao do tal llnhoae, e apezarde er
pequeo ainda ni n.io permiltio quo Ihe escre-
vesse esla por inen proprio panda : se o pequeo lie-
liscoes incnmmodtln lano, c qae diabo nao sargo
osgreudest so'-oc e venturas Ihe desejo sempre
livre de taes inr --iodo-.
PB&A
RIO liRARDE DO NORTE.
Natal IK di abril
aefsnndo Ihe ilissc na ininlia ultima, conlinua-
iiios ahraeos com a epidemia, porm, anda o seu ca-
rcter nao he too assuslador como lem sido no Ceara
.Ueiriui ['Extremos e lioiaitiolia onde seus estragos
lem sido horrorosos. Se por ah nao lives-om ja
vale a tristes -cenas de Nazareth, Victoria e outros
llu,|tos a.....le sen estragos foram extraordinarias,
me dara ao IraballiO de Iba repetir aqui o que nieus
patricios lem solrido Beata la-liin.ivel crise ; porem,
basta dizer-lhe, qne e naseenta poroaco do Cena
Meirim perdeu al ames de honlem -Jiki u lanas
victimas, c .1 anilla villa de Extremos, que apenar
de pequea populac.au linha lodavia algnma impor-
laacia,apenas consta existirem vivas, .las pe-aoas
mate salienie., o vigario c o escrivflo, podemlu dizor-
se como oulr'ora ja Ihe disseftie campas ubi Trola
fuit.
Informam-me porm, que no Ceara Meirim j val
em declioaco ; mas quando, meu amigo ? Quaudo
o- niales all causa.I .s sao irreparaveis |i pelo perita
do pe-.-oas importantes e pelo miiilos prejuizs
que lem sonVido os tenbores de roceiibo daqueiles
locares quasi lodos principiaiile. Alli ralleceu l.ud-
gero Joaquim de Alineida, quese lando aqu a cu-
rar homeopnlhicamenlo, tora chamado pelo eoaa-
maodanle menor Manoel Varalla, para tratar le
sua familia.
lina cou-a bem nolavel se lem dado alli, e que cu
qui/.-ra que me explicasscm os sainos da natura,
c vem a ser, que a epidemia se lem desenvolvido eom
todo 1 uror na margen) esqeerda do rio, quando a
margen) din-ita quasi nada lem toUridu, no entaulo,
qne alli como do ontro lado esislem nao poneos en-
gimhos moradores sobre a lama e alagadizos, o que
Uo bem se lem dedo entre liuiantnlu e S. Jos, onde
naquella os estragos sAu innumeraveis, e nesta apesar
de mallos aceommctlidos paueas sflo a morles cm
retacad aos doenles, no entonto que o termo de S.
Jos be todo, prra aasim dizor, um .- alaa.lo. E
me venbain c.i esaet int|tasloref, que de ludo querem
entender, argumentar com rondicOes hygiemcasdes-
la oo daquella localidsde, rigorosa liinpeza e acolo,
quando eu vejo, que enlro o jr.....le numero de vin-
te pessoas qoe diariamente sao accommeltiSas nesia
cidade, aiuda n citolera n.io leve a audacia Jlo iuva-
Jir a imuiunda e asqueroza cadeia
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
2-'Sessao' preparatoria em 18 de abril 1836.
Ao nieio dia, reunidos oa sala da sessoes os
Sr-. : barga de Camaragibe, Antonio Jos de Ol-
veira, Antonio I.ui/. Cavalcantl de. Albuqpcrque,
Jpse Mara Freir liameiro, francisco Carlos Urau-
iia, Sobasliao do Kego Barro de Laeenta, Gaeiaue
Xavier Pereira de Urilo, Jos Pero da Silva, Joa-
quim l'inio de Campea, Silvino Cavalcantl de Alba-
querque, Antonio Franei Manoel do .Na-cimenlo Machado fortella, Theodoro
Machado l'reire l'ereira da Silva, Antonio Epamioon-
das de Mello, Cosme de%S l'ereira,Antonio Vive de
Sauza Carvallio, Anlomo dos Sanios de Siqucira Ci-
valcanli, Jos Quiulnio de Castro Lelo, Sabino Ole-
gario l.udjero I'inbo ;
O Sr. presi lente abre a sesso.
lie lida e appruvada a acia da cs'.lo aulocdcnlo.
He lido e entra em discusAo o seguinte parecer :
A commissao de veriflcaAo ilos poderes, leudo
presente a acia da aperatlo geral da eleicao provin-
cial, e as parciaes dos dill'crenles collegios, fez a ap
preciacHo qoe Ihe compela sobre o mrito da elei-
eao, e acllou que a apuracao feita pela cmara mu-
nicipal esla decuilformidade com a validade da mes-
illa eleicao ; seu lo de notar se, que a complkcaco
011 duplcala ipie houve no colleaio de llarreiros, m
nada altera o mrito da apuracao gerel, por quanto
ulgando a conunissao valida a eleicao feita pelo pri-
meira miz de paz e nulla a qne'loi presidida por
um simples cleilor em casa parlieolar dous das pos-
teriormente ac marrado pela presidencia, e para a
qual coneorreram eleilores, queja baviam volado no
collegio, nao pode deizar de eonvir na inclu-ao dos
votos daquella, na soinnia total da acta da apuracao.
Nula aiuda a commissao que os li'.l voto dados ao
Dr. Manoel do Nascimenlo Macha lo l'orlella, os
quaes o colleaio de (luricurv nao querendu levar em
COflta ua aela, lomuu em separado, por Ihe parecer
que nao estando anda formada aquelle candidato,
uAo poda por lei ser volado, devem ser contado,
por quanto o.1 oceasigo da delego, ja o Ur. Manoel
do Nascimenlo -Machado l'orlella linha receblo o
grao de bacharel formado, pelo que e em vista dos
diplomas aprsenla lo-, he a commissao de parecer,
que sejam considerados depulados os S'-. : Jos Ma-
na l'reire liameiro, Sabino Olegario Ludgero Pia-
nito, Antonio francisco ongalves Uuimaries, Alar-
cal Lope- da Siqueiri, Joaquim Pinto de Campos,
bario da Camaragibe, M-noel do '.Nascimenlo .Ma-
chado Porlella, Antonio I.ui/. Cavaleanli de Albo-
qoerque, liento Muse da Costo Jnior. Jos Ouinlino
de Castro l.eo,'Antonio Alves de Souza Carvalbo,
Ciel.oii Xavier Pereira de Urilo, Joaquim l'ires
Machado l'orlella, Antonio dos Sanio- de Si lucir
Cavaleanli. Sebasliao do Reg Barrea de Lcenla,
Antonio Epaminondas de Mello, Cosme de S l'e-
reira, Jos Pedro da Silva, e francisco Carlos Bran-
dgo.
Sala das eommissoes, l!t de abril ,le 1830.__Silvino
Cavaleanli de Alboquerque/fheodoro Machado frei-
r l'ereira da Silva, Antonio Jos de 'Jliveira.
l'o golnle:
0 Sr. presidente declara depulados os senbores
mencionados no parecer.
lie tambem lido e approvado o segninle parecer:
A commissAo de verifleaCAo dos poderes : s tres
membros da primeria commissao, eciminando os
diplomas dol mesmos e confronlando-os com a arla
da apuracao geral, arliou que oslavam conformes.
aereseendo que eslAo aqoeltes senbores culiocados na
ordem da voiacSo consiente da mesma acta, en> bi-
sar lal, i|oc nao podem ser prejodieados em virlude
de quae-qoer duvi l..s,quose posasm olleiecer acerca
da val lade das eleicoes. lie a vista dalo de parecer,
que sejam declara los depulados os Srs. : Silvino Ca-
valeanli de Alboquerque, Thodoro Machado Freir
l'ereira da Silva e Antonio Jos de Itiiveira.
Sala das eommissoes da a-sembla legislativs pro-
vincial de Periiambnco, l!l de abril .ic ISb'.A.
Cavaleanli, Souza Cuvalho.
Apre-enl nulo -e para lomar asiento o Sr. Dr.
Augusto Frederico ee Oliveira, he osen diploma
semetti lo a commissao respectiva, a qual offerece o
seguinte parecer qoe hc approvado,
A commissao de vcrilic.ic.ao de poderes a quem
foi presente o diploma do Sr. Dr. Augusto fre-
derico de Oliveira, arliando-o conforme c legal,
reeonheee legtimos os seus poderes como deputado a
esla assembla.
Sala; da commhmles, 19 de abril de 1856.Ma-
chado da Silva, Silvino Cavaleanli, Antonio Jos de
Oliveira.
.Nao bavendo mais nada a Iralar, o Sr. presidente
convida os memhros presente- i rconirem-.-e no dia
21 i.ela 10 horas da manbga, alim de a-i.nr,,n 1
abertura da pre-enle setsio.
Dissolve-so a rciiniaii una hora da laidc.
a audacia ilo
j da capital!
UEGIFE I!) DEA.BRIL DE 1856.
.\s 1; MORAS DA TARDE. -
RETROSPEfiTO SEHVWL.
Conlinuamos a ser esquecidos pelo mallo. He
milito poneos lugares recebemos ronimunieac/aes
duranu; a semana linda. O no; ineansavel
correspondente do Bonito be talvez o nica que so
lembra de nos, quer soja em lempos serenos, quer
seja em ocoasio de calamidades. Assim, receba
elle esta nossa conlsso, como nina prova do nes-
so lecoulieciineiilo.
Denla falla de coiiiiniiniea'ics dos nossos an|
^os do interior.resulla que boje daremos mui po
cas noticias aos nossos benoiins leilores; mas
mo. ja esto intoirados dos 'motivos que occasio}-
nam este resultado, esperamos que nos bao de de
culpar.
Segundo a interpretando que cosiuniamus d
ao silencio dos diversos ponteadas (oinar.'as,ainJa
desia vez suppomos que as cousas continan) seu
pre bem; a que, a esla hora, 011 j nao lia ma
logar alyum onde a epidemia faca estragos
entao a aceao que anda cierce, he inteiramo
benigna
Das comarcas do occidente somonte rcceliein s
partieipacoes do Bonito, com data de H do co
ronle. Nenlium fado imprtenle se havia dad
o mal contintiava a desappareeer de urna manei
salisfalona; apenas a biga conlinuava a desep-
volver-sc, mas felizmente fa/.ia muito poucas v
limas.
Nada soubenos nem da Itoa-Visla, nem
l'ajei, onde os leilores sabem que lamhem lia
apparexido a epidemia, nem do Brejo e nem
Garanbuns.
A siluacao da comarca de Nazareth continua;
t melliorar. PassavanVse muilos das sem (|ut .^
desse caso algum novo, de sorje que pode-sc con-
siderar a epidemia completamente exncla naqujel-
la comarca. Entretanto, parece que a mo do bs-
sassno quera substituir a obra da pesie Em
um dos das passades foi assassinado um poringlez
com circumslancias aggravanles.
Nao lvcmos dalas do Limoeiro, nem da Yidto-
na. Anda se. ,| a mesma eslcrilidailo de coln-
municiiees acerca da comarca de l'o-d'Alfio. A
vO publica atlribue csse silencio a causas miste-
riosas, (pie liveram o poder de converter em fayor
dos inleresses individuaos, os recursos que o go-
verno enviara para aliviar a sorte da populaco in-
digente. .Nao nos responsabilisamos por ela
acensado genrica da voz publica: rcpelimo-ila
simplesmenle, como o echo repele'o som. Ptlo
contraiio, fazenios votos para que seja desmentida-,
c se salvo o carcter da probidade daqueiles, qlie
sao victimas desta triste imputecio.
O sul tambem quiz ser liel ao proeedimento o-
encioso dos diversos lugares, em que cima te-
mos fallado. Nao U-reHM noticias positivas
desle lado da provincia, mas consla-nos que s
cousas all coninuam a melliorar, sob a raalo
epidmica, e em algumas paragens j so linha n
resiabolecdo as condicnSea normaos.
As noticias do Cabo annunciavam o mal coi -
sidcravelmenle diminuido em loda a comarca, i,
segundo una tabella, que dlli nos foi remclliJa
pelo nosso presllmoso correspondente, a mortal
dado naquelle lugar, lano nos engenbos, com>
nos povoados, foi mui insignificante, comparat
vamcnie de alguns pontos da provincia.
Tambem so pode considerar exlincla em lod
o termo de Iguarass. A siluacao lem melho
rado a lal ponto, quo o governo mandara relirar
medico encarregado do curativo das pessoas accom
medidas naquella localidade. O mesmo podemot
dizer acerca da cidade de Goianna, inclusive toj
dos os pontos da comarca que, ou ja so acbavan
completamente livres do flagello, ou raro era 1
caso novo que apparecia : o esle prospero resiiliadf
den lugar a que o administrador da provincii
mandasse dispensar os mdicos e os eatudanles dt
medicina, que so adiavatn em commissao naque!
le [ionio.
So O flagello ainda nao abandonou completamenli
esla -idade, ao menos nutrimos a grata esperanca
de que cm breve delle nos acharemos liwes, e es
la doce consolajo nao be um effeito da vontade,
be filba dos fados, que lodos os dias se apprescn-
tam inspirando esla convieco. A vida vai re-
cobrando constantemente as suas (oreas perdidas
as transaccoes se reanimam c vivifican), e o nu-
mero das victimas diarias jase vai redu/.indo ao son
amigo estado; domingo morrerain (i pessoas, so-
gunda-feira 8. terca 11, quariaS, <[uirita 7, sexto
o c sabhadu 7.
Um facto nos tem escapado, que inconleslavel-
mente concorreu tambem para (pie os estragos da
peste entre nos nao tomassem maiores jiroporces.
Queremos fallar na liinpeza' e aceio das ras o pra-
vas desta cidade, o que ludo se deve-a energa a
actividade ineansavel da pessoa encarregada des-i
lo ramo do servieo, promovido pelo governo e pe-j
la respectiva municipalidade: mas seria come-i
niente, que esle irabalbo conlinuasse sempre, ej
em maior escala, pois que lodos reconhecem quo
as providencias hygienicas muilo coniribuem
para a salubridade do um paiz.
Tudo indica que as sociedades modernas vol
caminliundo para urna nova pbaso de juslica dis-j
tribuiliva em favor dos desbordados da fortuna.
Parece que j lie chegada a hora de se fazer justi$a'
as egoisias e absurdas tbeorias do governo ulcera,fi-
Ibo do faiidico principio do la;ssez faire, laistez
passer, Com effeito, osjjovernos j vo com-
prcliendenrlo que a sua larefa nao so limita a est-
ril misso de cruzar os bracos o observar impssi-
veis o dosenvolvimenlo anarebco da actividade hu-
mana, intervindo somcnle nos casos de conflictos, e
sem procurar dirigir em um sentido proveiloso e
benfico as forjas, com que Dos nos dolou em bem
da communlio, e principalmente daqueiles que
foram privados dos meios da fortuna.
Etn todas as parles do mundo^ os homens reves-
tidos do carcter de governar os povo- applicam
grande fraceio da sua intelligencia em melliorar 011
remover as Irisles condiees em que se acliam os
governados. Em vez de se levantar soberbos pa-
lacios, em que se gastava grande quanlidade de mi-
Iboes para lisongear o orgulbo de 11111 Iwmem 011 de
urna familia, exigem-sc modestos templos buma-
oilarios, em que o enfermo, o indigente, o vali-
luilinaro, o erpho encontram abrigo contra a mi-
seria, contra as enfermidades o contra a prostitui-
co.
Esla tendencia, lilba inconiuslavclmente do ebris-
lianismo e da civilsac.o moderna, posto que um
pouco lenta, tambero ji sai vai manifestando entre
nos. Pondo do parle os iiielborameulos desle ge-
ero, que j existen! realisados na capital do im-
porto, aqui mesmo nesta cidade, por meio dos re-
cursos olliciaes, o pelos favores da generosidade par-
ticular de almas bemfazejas, j contamos alguns
esiabelccimeiilos pies, que prestan) relevantes ser-
vicos as classes desvalidas. Mas a epidemia veio
de algnma sorte demonstrar que os a/.ylos de pieda
de aqui existentes ainda nao eram bastantes, espe-
cialmente aquelles destinados a soccorrer a juven-
lude orpba.
Entretanto o aclual administrador desla provin-
cia, inspirado pelos santos seniimonios da humani-
dade, lem procurado sanar semelbanle dilliculdade.
Para este fim ordenou aos, directores do arsenal do
guerra c de marinha, commissao administra lora
ilos orpbos o orpbas, que reccltessem pelo inter-
medio do jniz de orpbos desle termo todos os mi-
ninos e meninas cujos paes perecern) da epidemia.
Nao alisfeilo S. Exc. com ellas medidas, c rc-
eeiando quo eslos cslabeleei memos pblicos ifSo
livessom as aocoinmodacoos necessarias para adniii-
tir o grande numero (lestes iofeirzes,expostos mi-
seria o a prostituidlo, soliciten a um dos mais ri-
cos proprielarios desla provincia a concassio de
um de seus melborea predias nesla cidade, i|ue ul-
liroanento semode enfermara no bairro da lloa-
\ isla, para provisoriamente accommodar os orpbos
que nao podessem ser recolados nos estabelecimen-
los pblicos. Ainda mais : S. Exc, para
melbiii' protege-' a eslas mancas, recorren a S.
Exc. Rcveiendissima, alim de que pelo inter-
medio dos paradlos e prelados das ordens regulares
j desla capital, promovesso urna subscripoo volun-
taria, para com o seu producto formar um monte
pi mais avultado, do que aquello que se qiiizer
crear com avultadas esmolas,|ue sempre sao raras-,
e estamos cortos que nlnguem se recusar a con-
correr para una obra lo pa. Congralulaiuo-nos
com S. E\c pelo seu desvelo em favor desla potco
desvalida da familia IVriiunibucana, e como inlei-
pioies dos seussentimentosde roeonhecimenio,agra-
decomo-lbe osleserv ico, assim como ao Sr. Joo
Vie'uada Cunba.que de coi 10 dar ainda esta vez
mais urna prova de seus .philantropieos seniiuien-
los.
Durante a semana entraram neate porto quairo
vapores dous procedentes dos purtos do norto, p
jior cites -oubeinos que as provincias daquelle lado
do imperio ficavam iranquillas. .\o Maranhao esla-
vam exlinctas as diai 1 luas sanguneas. A provincia
do Rio-Grande do Norte eslava sendo irtexboravei-
mente llagellada pela epidemia e na cidade da Pa-
ralaba o em toda a provincia as coasas iam mellio-
rando e o mal diminua de una maneira sensivol,
O vapor francez, viudo do sul, nos Irouxe a a"ra-,
davcl noticia, de que a diplomacia brasileira linha
alcancado um importante resultado nos nossos ne-
gocios com o Paraguay., islo be, se havia assignado
na orle um tratado, que nos assegurava a navefa-
eo e,o comnierciu do lo da Pr.ita.
O quarto vapor entrado, be o Pedro II, proce-
dente do Lisboa. A noticia mais imprtente, que
nos trouxe, e quo na occasio da sua partida ainda
preoecudavao atleneao da-Europa, era o nascimen-
lo do filbo do Napoleao. III. No dia 16 de mar-
Jo, pclavulta de O horas da inanha, a canbodos
invlidos acoidava com o estrepito de 101 tiros a
populaco parisiense, o Ihe annunciava que as 3
horas da madrugada a imperatriz da Franca linha
dado luz um principo. O parto foi bastante la-
borioso, r-, para salvara vida s duas victimas, o
parteiro Paulo Dubuis vio-se obrigado a recorrer
aos ferros.
O principe imperial lera o titulo de lilho de
Franca, segundo o uso da antiga raonarchia e a
exemplo do que pralicou em idnticas circumslan-
cias Napoleao I. Hecebcu o baptismo provisorio
na capella dasTuilorias, s 12 horas do dia do seu
nascimenlo (domingo de Ramos). Chama-so
Napoleao Eugenio Luiz Joo .los. Ser bapti-
zado solemnemente com todas as ceremonias da
igreja emjunho prximo futuro. O papa ser o
padrinho e a rainha da Suecia a madriiiha. O
principe ter u titulo de re da Argelia, e em bre-
ve partira para Argel o viee-rci, o principe Na-
poleao, primo do aclual imperador dos Franeezes,
Por va do Ibetegrapbn-eletrioo, no mesmo dia
lf>, receben o imperador as felicilai.es de quasi to-
dos os monarohas eslrangciros, o "ern quasi todas
as capitaes da Europa se cntoaram cnticos sagra-
dos para commemorar um aconlocimenlo esperado
com anciedado. Por esta occasio liveram lugar
milites despachos, amnistias, soccorros s familias
pobres, etc., ele. U imperador fez saber que elle
seria padrinho e a imperatriz madrinlia de todos
os filbos legtimos nascidos em Franca no mesmo
dia 10 de mareo. Como por encamo se levanta-
rain por toda parle, na capital ilo'imperio, sump-
luosos arcos de triumpho, noite bouve magnifi-
cas illuminacocs, e os Ibealros deram representa-
<"ies gratuitas.
Al o dia 27 do marco o congresso de Paris li-
nha celebrado 12 con'erencias, mais nada ainda
havia transpirado ; entretanto diziam que j esla-
va nomeada a commissao que deven redigir o tra-
tado de paz.
a Prussia, depois de grande trabalho, conseguio
seradmillida s conferencias. Os seus diplmalas
sao o barao de MonteulTel, ministro dos negocios
eslraogeiros, chegado a Paris no dia 16 de mar^o,
eo conde Haisfeld, ministro da Prussia, residente
em Paris.
PAGINA AVULSA.
2S>' ." 2SE. S
\ ai reinando felizmente tcrfeiio armisticio
nos acontecimentos, as noticias 1 tenores nem sem-
pre lodas merecem publicacao, pela maior parte
sao um ramo da vida commum : todava, seno
abundam desses pequeos aconi cimentos, outros
ha, se bem que em menor escalla, que compensan)
a fallencia d'aquolles. Se esludarim bem o pensa-
mento da nosso humilde traballu far-nos-ho jus-
lica inleira; se porem o mirarem,por certo pruna
cerlamenle que nem a todos agradar : dexemos
porem islo de lado, c vamos em noucas buhas con-
tar urna historia original, que se quizerem podem
dar o titulo de historia dos documentos ou o Iro-
cadilho de papis.Nao he de nosso tempo; nao,
senbores, be do lempo do principe Jayme, da
serenissima casa de Bragan^a, na era de 479....
Dous gcntis-liomens viviam da commum accor-
do: amigos, socios, o combossos : do commum ac-
cordo traballiavam para desacreditaren) peranta o
re um seu valldo. ("orrc*pondiam-so, e un d'en-
Ir'elles insinuava ao oulro, quo linha entrada nos
passos reaes, a maneira tracociia e lerrivel pela
qual elle deveria perder o valldo do re eslava por
tanto um d'elles de possede documentos, que com-
promeilia-o de urna maneira tenvel se se desco-
brisse o negocio.
I.mdia porem que o fornecedor de taes cartas
pensou no perigo em que eslava sua repulaco,
pormulou respostas pelas carias, o que feilo
mandou fazer una sella dessas do Ri Grande,
quando o papalvo eslava de quairo ps odiando por
baixo das peritas o que se passava pela retaguarda
do mundo, zaz! sella n'elle, ede um pulo cavalgou-
o improvisado anutulejo quuinchar, mas.qual
soseno linha documentos! Emperrou: os acicates
feriram-o : esiremeceu, o o talego vibrante estal-
lou-lbo por entre as orelhas, que de inurclias esta-
vam engilbadas;cnl:ioandou,porem com pouco ca-
bio n'um lodacal, no qual, consta da ebronica, que
ainda l existe enterrado al....
Foi infeliz urna das guardas passadas da al-
fandega Accommellida |tela geada da noile, foram
alguns soldados a urna pipa de vulio, quo fora da-
quella repartico eslava desrancandu : cada um
com o dedo mindinho fez um butaquinho na pipa;
o licor aponiou ; elles chuparan), e chuparan) tan-
to, que se esqueceram dos dedos, e o ilbo foi-sc,
e depremanhtia l foi tudo comer o dote para
desenfastiar o vinho.
Vamos responder ao inimigo das parcialida-
des e com muilo gusto, porque nao descompc, por
quanto a descomposturas quer pela imprensa,quer
debocorio em nossa ausencia temos asseolado, des-
doque principiamos a nossa empreza,a nao respon-
der com iguaos descomposturas, ou! remoller ao si-
lencio, ou provar o que niotivou a regaleirice. Dis-
se o Sr. inim'go das parcialidades, ( que com
esle titulo parece-a- comnosco. ) a Nao he de nos-
sas ntences roubara gloria de actos grandiosos,
que alguem baja pralicado, o pelos quaes se tenha
al tornado digno de unta coroa cvica ; queremos
mesmo acreditar, que a familia fuararapes, a que
so refere a vossa pagina de 11 do correte lenba
legitimo direilo aos encomios, que Ihe tributaes pe-
los aervees prestados a buniauiddo desvallida, du-
rante a crise porque passamos. que, porem, nao
nos parece justo he que houiesseisdeixado 110 olvi-
do a outros individuos da freguezia, que segundo
he publico, prestaran) a inestn servicos de igual
nattireza, e do mesmo modo relevantes. Queremos
fallardosSrs. Monlarroios, Jos Carlos, Agoslinbo
lie/erra, Joao .Manoel, Paulo Caetano, Jos l!o-
berlo, Porlella, e outros proprietarios, que foram
solcitos, como osSrs.de Guararapes, em soccorrer
os moradores pobres do seus respectivos engenbos,
com a dffcTenr,a aiuda do que ludo quanto aquelles
dospendorain, no desempeubo de to nohre misso",
sabio de suas algibeiras ; au.passo que os Srs. de
Guararapes dbponham de ambulancias dogoverno,
a do resultado do urna subscripeo agenciada pelo
subdelegado do lugar...
Eis ahi o ruie so chamacom urna cajadada ma
lar dous coclhos !
I'nis ser mesmo possivel, que nos possamus a-
levinbar tamos, quantos lem sido bumfazejo na ac-
luslidade, por todas as localidades da provincia, os
proprietarios E se o Sr. inmigo das parcia-
lidades conbocia dos relevantes servicos prestados
por cssos senbores, porque nao os apnotou pela im-
prensa a consideraro publica, como agora fez ?
Esperava por ventura, qne nos adevinhassemos ?
nos nao nos recusariamos de sorte alguma fazer
mencao do nomes lao respeitaveis, se por ventura
o Sr. coinmiinicante nos indigilasse : se apona-
mos a dislincla familia do Guararapes, como urna
das distribuidoras de soccorros o mendieidade, be
porque estamos muito em contacto com ella pelos ta-
cos da amizade, soubemos pur diversas pessoas o
que olla bu pralicado a bem da pobreza, o que na-
turalmente modeste prociirava nao alardear doque
fazia.
Sr. oommunicante,|fazei-nos justica nos simios
tncapazesde prodigalisar elogios a quem so merece
censuras: seno temos oulro merito,dai-nos ao me
nos esle.
Vos, que muito do perlo avaliais os servicos des-
ses dignos proprietarios por vos apuntados, deve-
rieis, repetimos, aprcsenla-los ao publico como nos
cortamente o fariamos. se livessemos noticias de
seus actos benelicenios, como fizemos com os similo-
res de tiuararapes.a quemnolizeiiios favor, e nem
queremos recompensas.
Nao sabemos como podesles avancar, que g^.
familia beneficiava os pobres com as ombulanciax
do governo, e o resultado de urna subscripta
txrada pelo subdelegado. A probidade do Sr.
commendador Loitrcnco de S, ede seus filbos os
poe e salvo dessa injuriosa insinuarlo ; nao temos
documentos para vos provar o contrario seno os
honrosos precedentes desse respeitavol ancio, e de
seus filbos, e se a honra e honeslidade nao sao for-
tes alavancas para dellas nos servirmos em occasioes
taes, enlohonra e honeslidade sao palavras
vaos, sem sentido. As ambulancias do governo po-
deram servir para a pobreza em geral, e bem as-
sim o resultado da subscripeo, e nao esclusivamen-
le para os moradores de Guararapes.
SenosdUsessemos queosSr. Montarroios.Agos-
linlto Bezerra etc., serviam-sc de ambulancias do
governo para sorcorrerem os pobres de seus enge-
nhos, eom razo lomarieis a sua defeza, conhecen-
do nos a probidade desses proprielarios, embora
com oulro argumento nao podesseis provar: he o
que fazemos conscicncosamenle, u continuaremos
em quanlo nao se nos ministrar provas do contra-
rio; no entretanto vo.- ficamos eternamente agradeci-
dos por vos lerdos tratado como cavalleiro, o que
ja nao be pouco. Antes porem de findarmos per-
iitiiii, que vos agradeca o terdes-nos ministrado
una prova om defeza do governo. Vos fallastes cm
amoufancias do governo para Muribeca, e o
Jusliceiro Muribequenscno Liberal de 17 do
crreme disseque soccorro nenhum linha sido
enviadoMuribeca pelo governo assim...esses
soccorros foram distribuidos, pelos moradores de,
< Foi encerrado o hospital da Boa-Vista; a casa
onde elle csicve.dizem-nos.queesi reservada para o
asylo dos orpbos, se o seu proprietario consentir,
Pelo mappa remettido pela polica ao Dr. juz
de orpbos conste, queso a freguezia da Boa-Vsia
offerece proteceo do governo 32 orpbos.
Ha misterios insondaveis em certas ras desta
cidade: n'umadolas por exemplo apparece das 9 as
10 da noite, um vulto quasi sempre com chapeo
branco de massa, c das 10 as 11 pouco mais ou
menoscom chapeo do Cliili, e outros [rajes. Quando
scaproxima alguem desee a calcada.faz, queHiesbe-
be,-piando desapparece sobe,' e conserva-se firme
m tpso loco, e com pouco d um passeio ao longo
da calcada, passa a bengalinlia pelo lecido de urna
rotula, e vai-se. He celebre !
Dizem-nos, que na Varzea fora pendurado
em um po.um cadver cholerico, por nao ter ap-
parecido quemlivesso achavedo cemiterio; quando
a polipta soube j o'cadavcrestavacompleamentees-
iragado, com tudo.a nao ser o subdelegado elle alli
permanecera at ser dovorado pelas aves-carnvoras!
Paralaba Por cartas particulares, e de
pessoas circumspecias soubemos do estado lameo-
lavcl.cui que a epidemia dexou aquella provincia. O
U.abbadedeS.BonloFr.Josdaxalucao Marques '
Tugio cobardamenle do engenho Marau' perlen-
cente ao mosteiro, abandonando a merco da devas-
tadora epidemia urna lusida fabrfcade cenlo e tan-
ios escravos. Que proeedimento indiguo de um
senhor, e mais indiano anda do carcter de um
sacerdote Oue comas dar esse padre ao congres-
so de sua ordem quando Ihe arguirem dessa na-
dita deshumanidade Responder que sessenta es-
cravos pereceram ao abandono, e na mizeria ; res-
ponder que os melbores escravos do patrimonio
dessse mosteiro foram sacrificados ao seu egosmo,
e cobarda ".'
Nao linha por ventura esse mosteiro posses para
mandar contratar nesta provincia, ou na Baha
um medico? Honra ao D. abbade, e mais| padres
do mosteiro de S. Beato de Olinda, que at o fim
supportaram resignados, o earidosos com todas as
vicissiludes da epidemia.lratando dos seus escravos,
e da pobreza como caridade, e amor evanglicos.
Eis o qua nosmandaram dizer os... o abbade de
S. liento fugiodo engenho, e deixou a escravatura
em abandono. Morreram sessenta escravos, o enlre
estes os melhores, eofliciaes, e mulatas costureiras,
das quaes nao ficou una so ..
No engenho Gurjau' de Cima em Santo
Amaro de Jaboato um sugeito cm casa de um tal
Aniunes soltando um foguele doar sem sabeu, suc-
ceder.que chamuscando-lliea mo^S/gara o foguele.o
qual lomando umadireojao cdBrfria a que dovia lo-
mar foi ter a parietal de urna pobre negra, e logo
esiourando-se as bombas nao s penetrou o crneo
como o queiinouiodo : a negra expirou, ea polica
callou...
-Um dos senhores parochos, que muito des-
linguio-se na lerrivel crise, pela qual passaroos,
foi o Sr. vigariode Muribeca : nunca foi elle cha-
mado por mais longo que fosse, que logo nao vo-
asse ao lugar onde os seus servicos come parocho
eram reclamados.
Anda conlinuam algumas praias, e o viveiro
do Muniz a servirem de deposito dos colxoes, es-
leirs, emaisutenciliosde camas dos cholencos.
Sabbado houve um sarao no quartel do 10 bata-
Ibo de infamara, com msica marcial, que ter-
minou-se s 3 horas da manha, pouco mais ou
menos.
At amanhaa.
Hoje depois de meo dia, ter lugar a.abertura,
da assembla provincial legislativa. ~
O Tocantins, cbeado ante liontcm dus porlos
Jo norte, foi portador de jornaes com dalas du Para
a '>, do Maranhao a 12 e do Cear a 11 do correle.
0 estado sanitario da provincia do Amazonas be
em seral salisfaiorio. .\'a capital, .porem, desde
meiado de feverriro que reina a febre amareth eom
granilc inteasidmle. .1 mortalidade do mezde mar-
co foi de 72 pessoas, numero por demais crescido
em retaca a sna popolajao. Mus, grecas a Pro-
videncia, a arando qnantldade de chavas que alli
lem havido fez quasi que nenhutis eslragos sendo
os casos qoe inda appareciam benignos.
Segundo o Treze le Maio milbes de grata lau-
ca a popularlo do Amazona sjbrc o Sr. Dr. Cezar
Augusto .Marques, medico que na quadra lerrivel
por que passnram, um so momento uto dcscanenu
em qoaulo nao vio alliviados do mal aquelles que
e-t 11,110 sobre sua guarda.
cholera contiena a tavrar cm diversas fa/.enda-;
.la capital nadaba diano de menean.
No .Maranhao toi a liada a aherlura da assembla
provincial pora 7 de janho viodouro.
Conllnna inalleravel, no Cear, a salubridade
puld ca. As cliovas eraio geracs em Inda a pro-
vincia.
Na capital da Parabiba aiuda morriam do cholera
Se 3diariamente; Arma, Independencia, lian,nei-
r-s, Campia e Uamanauape j m acliam alliviados
desle inrominodo hospede. No Capt e Araruna e
ua vi-inhincas lodos os casnssao fulminanles. No
Pitar reappareceu em pequea escala, aasim como
no Inga. (1 numero de victima na captol aleo
dia 10 do correte era de 1,127.
lias curias dos uo-sos correspondentes do Mara-
nhao de Natal verle os leiloies o qoe neslas pro-
vincias na.
No dia '.) do correte parti do .Maranhito em di-
rciiura para esle porto, opalbahole Lindo l'aquete
com diversos gene ros.
. O vapor D.J'edro II entrada ltimamente de Lis-
boa, Irouie-no as cartas de nossos correspondentes
daquella cidade e de Paria, transcriptas em oulro
lugar desle Diario, e larobein varias cazrlas porlu-
guezaa que, alcanzando a :) do correnle, dito conla de
tolos os fados rerentemenle occorridos no dilleren-
Ics estados da Europa, assim como em algens Ja
A As conferencias de Paria proseguiam em eus Ira-
ballios na melhur ordem possivel, reinando mu boa
nlelligencia entre os diverso membrosque Helias
luiii m parle. Ouatnrze sessc (em ido apena ce-
lebradas, mas parece que todas s grandes diliculda-
des acham-se j roolvidaa, por quaata, nina com-
missAi. e-peciai f,',r.i ullimameutc nomeada para re-
digir o projeclo rtifinitivo de paz que eperava-te se-
ria assignado antes do da :ll de marco prximo pas-
ado, cm que (levla terminar uainnslicio concordan-
do enlreaa paite bclligeranles. sendo a l'russia fi-
nalmente convidada .1 enviar plcnipoiilenciarius as
conferencias de Paris.
ti rei r'rederico Goilhenaa nomeoit para esc lim
o barita de Mantenflell, sea mim-iro dos negocios ec-
Iraugeiros e presideiiic do consellm, eo comiede
llalzfeldt seu enviado eilMprdinario e ministro ple-
nipotenciario naquella curie. Estes senbores leudo
sido adundlos a fazer parle du congresso, a-i-li-
ram j a' sesslo qoe leve lugar em 18 do passadv.
A esperanca da provinia conclusao da pazaniclie
de alegra a (odas us populacoe. Kraitcezes, Kusos,
Allemae e Inglezes. reuneni-se em um mesmo n-
limeulo para sauda* a nova era que val raiar para
a Europa ; entretanto exige a juslica que coiil'esse-
mos que o imperador de l-'ranc e o da Kussia silo
o que mais a pello lem lomado acabar com as des-
granas que a guerra mo pode deisar de causar, fa-
zendo para es-e lim ludas as conce6es compativeis
com a honra e diguidade de suas coroa.
1 -se no Times n segninle :
.1 A siluacao p.>,)e resumir-e nestes termos :
1 I* allUMM nao lizeram lano quanlo era de f^-
|rrar, a os SMrSKM -utlr.-i .10 mnis do qu jOlgava.
o A Kussia cobrio-se de glora, rcpellipdo a inva-
TUTIL ADO
ILEGIVEL


:i*l|IO P
lo, indi c istou-lhe isso sacrificios, que nao pndiam
continuar por muilo lempo sera e tornaren) funes-
ta. existencia dosk do imperio, nw* da rac,a rusa.
a Condeceu que qnerendo apoderar-se de urna
torutJri, comprometiera h.io s seus estados, mas
al a ..i propria eiistencia.
o Sabemos tamben) que a rlussia reconhece, com'
a melhor volitado (o qoe por direilo e por Justina
nunca devera dciiar de Taier,1 a independencia de
viiin(ios mais (ricos, e os seus ttulos a que se Me
decrn garautias contra novo irlvasoes. Se a confe-
rencia nos da o que na nossa opinio pode constituir
urna paz duradoura e honrosa entilo congralular-nos-
hemos por nao ler feilo a guerra de balde.
,'Visl a actual situado, nao lie desarrasoario es-
perar que o mar Negro (cara d'ora a vante aberlo 10
cororoercio de todas as incoe* ; que Sebastopol nio
surgir oulra vez para astearan continuada-
mente o conliuuadaiueute o coradlo da Turqua :
que Russia nao parausar.! mais a grande arteria do
roraniercio europeu eiu proveilo dos seus porlos, e
que tanto n> Bltico como no mar Negro, nao tur-
nara la fazer esses preparativos, queso podem expli-
carse) pelo deseja de invadir algum vislnho fraco e
alerrahlo.,
Es aqu o terreno em que no* eslabelecemos, n
os prlempoteuciarios nao ousarao tlesfazcr o queja
est >| Mo.
" Ha sent que desejaria alcancar muilo mais sem
satier parar a tempo. Eligir que a Kussia nao lenba
marmita, nem arsenal nem neuliuin porto fortifica-
do', seja tm que mar 011 rio Por, signilica o mesmo
qu dizer : Delenda ttt Cartlago. Nao podemos
bnj.e eligir isln, tendo demonstrado que a !lu- ia nao
be/a potencia invencivel que se julgava. Nao he po-
rifm diflicil pedir o qoe se lem em cunta de necessa-
riio para a paz do mundo, assim como talvez nao seja
diflicil adoplar o queja esti feilo como base da paci-
cacilo.
Depois das conferencias de Taris, o nascimeulu di
ni lillm ao imperador dos Francesas be o factn que
mais preoecupa a allrnc.lo publica nao si em Fran-
ca seuo na Europa toda.
Eis o que acharaos a este respeilo em um impres-
ao que temos a vista :
Pela! tres horas da madrugada do dia lli de mar-
ro deu a imperatriz a luz um principe. O parlo foi
bastante laborioso, sendo at necesario empregar
ferros, eni razao de se npresentar mal a creanca, o
que logo alguns'^giiurenlos explicaran) como sinislro
presagio c uianifetacio de se adiar pouco disposta
a seu favor a Providencia.
Dea lugar aquella circunstancia a que na cara do
principe licasse um pequenu Verga, o que igual-
Mala servio de Ihema para desalisados eommenta-
rios, tanto hais absurdos, quantu ponen- dial bas-
tarlo para que desvaino; a aquelle vestigio que dei-
ira atuperac.o. Em transes mortaes esleve o impe-
rador at que lerminou o parlo, e eom razao. pois
urnas viulee tres horas .linar un as dores, sendo as
ultimas violentsimas, a p >nlo se pensar por alguna
Momentos em cliloroformisar a parieeenle, para o
que viera de Londres o medico principal da ranilla
Victoria, que beni chloroformisada e sem dar por tal,
deu a luz o ultimo tildo da puucos anuos.
A imperatriz, conhecenrio bem o perico em ia a-
char-se, coufessnra-se e commungara na ve-pera.
Nem um s moineulo salid o imperador do quarto
em que o lgubre drama se passava, e foi a primei-
ra vez que na physioimmia desse boinem iinpaattjvel,
e que laocegamenle couliuu senipre Bacana estrella,
se deixou ver o que I de ia l no[,4uTro.
A imperatriz exa-eJJe^-wstique as primeiras do-
res Ibe coniMafam, um relicario que nunca o deis,
e que tv uJ-ra como seu mais precioso talismn. Se
alguma cousa pude igualar a dur manifestada por
laiit [vapulean u'aqoelles (erriveis momentos, he a
legria em que licou au apresenlarem-ldu, roduslo e
em constituid, o principe imperial.
I.ogo ao declararem-se os primeirns svmptomas de
prximo parlo, baviam sido previnidos todos os altos
eorpos de estado e o cousellio muuicipal de l'aris,qne
era perinaneucia se conservaran) ato noite : as ti
horas da mandas immediata, urna salva de cento e
um tiros annunciava a capital o fausto acutileci-
mento.a
l.ogO Do mesmo dia domingo de Hamos, circuns-
tancia que lamben iuspiruualguns poetas I era bap-
tisad o principe imperial na capella das Tulherias.
No coro de baixo se entender prximo aos degraos
* d altar urna alcatifa de velfudo branco, e se pozera
sobre ella nina mesa coberta com panno d" mesmo
lechn e cor, em cima da qual se via urna hacia de
prala riourada que duvia servir de pia baplismal.
No meio do coro, uina cadeira de espaldar e um
genuflexorio para o imperador. Da esquerda cadei-
ras para os cardeaes; da riirela, bancos par os bis-
poa e arcel'ispas. Da um a uutro lado, lugares re-
servados para o* ministros, marechaes de Franca,
almirantes, presidentes do senado, do corpo legislati-
vo c do cunselboda estado, giS-cruzes da lesiao de
honra, damas da nip.-i aln/, mulberes dus miuislrjs,
dosmarechaes e almirantes, etc. ele. As tribuna da
capella satavam apinhada* de scnboras.
Ao meio diaenlrou o imperador com o seu sequi-
lo,acmpanbado pelas princezas Matdille e Bactoc-
cbi, pelo principe e a pi mec/a Mural, e pelo duque
de Berwick o d'AIba, cunhado da imperatriz. Cinc
assentos se daviam reservado a diraila e esquerda
do imperador para as (c-leinuiilias eraiu n priueipojlurauo duque d'AIba, ministro
da gueri a,i xn ihVr-.-ni.H e o presidente do senado.
Poucu antes de concluida a missa, foram os ofliciaes
da servico da casa imperial buscar u rece- na-cido
e. eiilrnu o cortejo na capella anlesdu Domine sairum
fur imperatortm.
Vinlu o principe nos bracos de sua aia, acompa-
ahida por onlras duas aias subalternas. Colloran-
do-se a' direila do imperadur entregou o manto do
principe imperial a um ajudanle da ceremonias, des-
cobrio a cabera da rreaoca e fui esta baplisada pelo
eapeliao-mor, seudu reconduzida com o mesmo se-
quilo paraos aposentos imperiaes, e lavrando-se
da ludo o respectivo assento; u>n prega lor celebre
reeitou palavras do evangelhn lltnediclus i/ui iciif in no-
mine Domin. Cantou se depois um TeDcum, deu
o capelln mr a benoao a ledos os circuinslanlAs, e
relirou-sc o imperador ruin a sua comitiva.
Chama-se o principe, N'apoleJo Eugenio l.uiz
JuAo Jos. N'poleo c Luiz sao os nomes do pai,
do tio eiloiai; Julo he o nomo do padriuho, que
ser o papa qtiando o principe de aovo se haplise
com lodas as ceremonias da mreja. o que 'ose faro
la parajnnbo; Eugenio ejosc, em atleneA a mai,
que se chama Eugenia, e luadriuba que -e rliama
Joaepha e he a ranilla de Snecia (lilha de Eugenio
Heauliarn.il. e por consrguinte. prima co-irma do
imperador dos Franrezes, cuja mai, a raiuha llor-
laacia, era irm.l d'aquulle., Koi por una caria au-
irapha das mais delicadas, que o paparotnmuni-
a l.uiz Napoleao que acceilava a honra de ser
drinho de seo lillm, sem comludo Ihe asseverar
que para esse lim, e para coroar o imperador, viria
a Paris, a cujo respeilosao drlferenliis as versocs ; o
mais provavel be que um rardeal aqui n represente.
Fdra o prelado l.a T our d'Auvergne que em Uoma
presentara ao pontfice a carta do in)|ieredor a que
aquella responileu, carta acninpanhala de um ma-
gnifico excmplar da Imitara de Jess Ckristo,pr\-
iiiorn-,itnenle encadernadu. e incluido em em una
clixa bordada pela imperatriz c por suas damas.
O principe lera n Ululo de rei de Argelia, sesun-
dose aflirma, e para este paiz devern partir em
breve o vicc-rei principe Napoleao. Meia hora, de-
pois de nasrer punha-lhe o peilo o guarda dos sel-
los o gra-cruz da legiSo de honra e a medaldam li-
tar, E-la mais a mereca a mai, pois nao foi pe-
quena a campanil,! do que sabio vencedora.
Impossivcl fora dcscrever a agitt.c.lo que reinou
desde que couslou havercm-sc declarado as | riinei-
ras dores ale que o parlo se cunsuinmoii; militares
de pessuas curreram as Tulberias a informar-se de
ludo, e foi com a inaior salisfacao que se soube
aedar-se livre de |ierign a popoUr imperatriz. ouli-
cia acolbida com os aritos mil vezes repelidos__
n viva imperador, viva a imperatriz, viva o prin-
cipe imperial. A cidade vuluu utnn aomma de
2t),000 franens, a saber, IOO:(KX) para o pasamento
dos salarios trazados das amas, c oulros tlHI.diKl
paradesempendar parle dosobjcclos p-iilirados no
monte de piedade ; dislribuiram-se soccorros a fa
milias necessiladas; deu o imperador, do sen liol-
sinho, (0,(1(10 francos as sociedades do au(ores e
compositores dramticos, dos Iliteratos, dos artistas
dramalicus.dos artistas msicos,dos artistas pintores,
desendadores esravadorese dos inventores e artistas
induslriaes : ordenou mais que se dislribui 100,000 francos pelas commissesde benelicenoia das
principes cidsdes e dosconselhos'cm que estn situ-
adas as fazendas do patrimonio r!a cora, efez saber
que seria, elle padrinho c a mperalri/, madriiilia, tle
todos os lilbos legtimos nascidos em Franca no ir,es-
mo dia Ib de mareo. Como por encanto se levan-
taran! por loda a parle na capital sumpluosos arcos
de Iriumpho, linuvc a noile soberbas ill-niini c-s,
os (healros deram representares gratuitas, ele. etc.
Nixdia immediatos recebeu Luiz Napulea as fe-
licilaces do congressu de plenipotenciarios I aos
quaes disseque por mui f-liz se havia Id- ler a pro-
videncia concedido um lildo no momsnl em que se
annunciava a reconciliaca coral da "Europa,i do
corpeo diplomtico,e lodos os allos^corposdo estado,
quedepoisde sus aprcseniarao ao niouarclia. dejli-
lanm dianle do principe imperial.
Com o prcsideul; do senado insisti o imperador
no Ululo de filho de Fraiua. dudo ao principe, se-
gundo os usos da anliga munarrhia, e o exemplo do
primen o NipoleSo, que ao novo sjslema creado pela
revolueao applicar.i quaulu no amigo havia de gran-
dioso e'de sublime. Ao presidente do corpo legislati-
vo, que alludira aos destinos do rei de Uoma, do
conde de Ciiamhord e do conde de Paris, respondoo
que para seu llhes|)erava melhorsorte, por cnuliar
na prolec^lo da Providencia,e nao se esquecer das d-
cOcs da historia. Dase, emtim, ao presidente do
conselho d'estado : Vos elaboris as teis, que consa-
grando os grandes principio da reriueSo, consoli-
da in o poder, domam *s partidos e preparam o rei-
ii.m "> pacifico de uina prudente liberdade.
He tal huje a rapidez das commiinicaefies pelo Ic-
legrapbo elctrico, que n mesmo dia lli recebia o
imperador a felicitarnos de quasi lodos os inonar-
cbas eslrangeiros e emquasi lodas as capilaes da Eu-
ropa se enloavam cnticos sagrados para comuiemo-
rar um acontacimeuto. esperado com cerla ancie-
dade.
A mais alegro porm de loilas as ilemonslraees
de regosijo foi a seguinle.
y%uz o imperador saber quaulas s pessoas reti-
das na Argelia, ou eui'gradaa em paizes eslrangeiros,
a veio-ae do conhecimenlo de que, em eonsequen-
ci dos aconlecimentos de junli sido 11,000 coodemnadas, un lempo da repblica,
a dcportac-U) pura a Argelia, das qnaea so baje alia
haiia 306. Em detembro de 1851, deviam ser de-
por(ados ou expulso, 11,310 individuos, numero
que pelo imperador foi reduzido a I.OoK. Resol-
ven elle agora que se concedesse aulorisacao para
regressarera a I-ranea a todos quanlos declarassem
submeller-ae lealmeu rnlheu, ubrigandu-se dehaixo de palavra de honra a
respeiiar as leia. Assim que o imperio se iusugu-
rou ; se fez este mesmo olle>ecimenlu, que malina
despretaram, por julgarem-no pouco seguro : boje
que so um allenlado poderia lar em Ierra com elle,
be muilo de crer que poneos deixem de aprovcilar-
se de lao henelioa dispo-irAo.
P ena amnista foi lam'bem concedida a lodos os
delicio e contravencc.es em materia de polica de
registro, de nsvegaejo e Huilos de-pacho se li/eram pela mesnia oera-
siao: ligurara entre files a elevac dos geueraes
Kaiidoii, Canrober( e Hosquel, ao alio poslo de ina-
rechaes do imperio, c a do ministros Poall e lla-
meliu n dignidade de gran-cruzes da leciao d'honra.
O facultativo Paulo Dubois, que assislio ao parlo,
foi nom'ead cuinmendador da legiao de honra.
A Mudada imperatriz a a do recem-nascido nao
goodrm ser mais satisfactorias.
Ponen, palavras mais.
Esleve itn exposieo o enxoval do principe, antes
delle nascer. Ach.iva-se em urna primeira sala lu-
do quanlo era para toilette da noile; n'oulra as
tuucas, niela, sapatos, camisolas, e o enxoval da
ama: n'oalra, emliui, tu lo quanto pcrlencia
toilette de alia, e que era em numero de dota
duzas por ubjeclo. Os capulinhos eram de s-
liin azul ou branco; os vestidos uns de mci.i-
nes e oulros .le painle a'Anyleterre : o do bap-
hsado de nai/K d'.lteiiron e avaliado em 5:000
franco. O berro osteve lamben) eiposto. Er de
veludo branco tecdo de ouro e a cubera de paint
d"Alearon. Nao he o mesmo que pela cidade de
Paris foi depois offerecid ao principe, que estove
lamben! dous das exposlo, o que he da niaior ele-
gancia e sumpluosidade.
Falla-se tambera com grande elogio no apparalo-
so da sala em que esta o berro do principe. As
rorlinas teem abelhas de our .i Jadas em l.\ao e
reprcsenlam um valer de quareula mil francos'.
Espera-se que em breve se proclame nma lei de
regencia, a qual seria, eiercida pe i imperatriz a
testa de un conselho composlo .los principes da fa-
milia imperial e de allos runecionanos.
Una gazela franceza publica lamben] o seguinle :
O imperador receben honteni ao meio diu o
mcia hora todos os
crencias de Paris,
plenipotenciarios das con-
assim coriiu os addiJos os
niissoes.
" A Europa eslava representada nesta occasio
solemne, [lelas mais eminentes porsonagens do
seu pai/., pelos presidentes do consellio, ou mi-
nistros dos negocios eslrangeiros que gozam da
mais alta conlianca do seus respectivos sobe-
rano.
O conde Valewski, presiilente do rongresso,
enearre.gado [ifllos seus collegas do tomar a palavra,
oxprimio-so nesles termos :
Os plenipalenciarios no congresso dignaram-
se encarregar-me de ser, nesla eircunistancia
soletnue.o nterprele dos seus sentimentos junto
de V. Mageslade. Considoro-me feliz eorgu-
Ihoso, sire, da sor chamado a manifestar a V.
ii Mageslade, em nome da Europa, os sciitiinen-
los, as esperanzas, e a alegra que inspira em
toda a parle o feliz acontecimento com quo a
k Providencia vos dotou, e que, asse;gurando e
consolidando a dynastia Napoleao, he, para o
mundo inteiro, una nova garanlia de seguranca
e do conlianca.
O imperador respondeu :
i< Agradeco ao congresso os votos e as fclicita-
cues que me dirige por vossa inlervenciio.
Sou feliz em me haver a Providencia conco-
dido um fiI lio no momento ou em urna poca
de reconciliacao geral que se annuncia para a
KuropawaVKu o educarei no sentimento de que
os povos nao devern ser egostas, c que a tran-
quillidadeda Europa depende da prosperidada
< de cada urna das nacoes.
Em seguida Sua Mageslade appro\irnou-se
dos plenipotenciarios, dingindo a cada um del-
les algumas expressoesde agradec ment.
A urna hora o imperador receben na sala do
llirono os membros do corpo diplomtico, cujo pre-
sidente, S. Exc. o nuncio da Santa So Apostlica
apresenloit S. M. em nome de seus collegas, as
mais-vjvas felicilacoes pelo faustoso aconlecimcnto
do bem successo da imperatriz, o do nascimento do
prncipe imperial,
A pedido dos membros do corpo diplomtico,
S. \\. Ic-los condu/ir junto do princi[ic.
O Tunes fazos sguinies cotnmentarios aos
cursos pronunciados pelo imperador, por occasiao
do nascimenln do principe imperial.
O imperador exprimi-so de um modo que
convem a um hometn que o seu destino collocou
em um poslo lao elevado, a que mtriius oulros nao
poderiam chegar
As suas propostas bem patenteam os vestigios
profundos das lices da experiencia, e o seu lom
aprsenla um contraste nolavel. com o de outio
estado os Estados-Unidos) que na sita mocidade e
forca ensoberbecida pela immensidadu do seu terri-
torio, pelo accresimo da sua popu.ac.io,pela sua il-
limitada riqueza, desalia os gol[)esdo azar, e pensa
em apoderar-*, da melada do muudo.
< O pai trata com gravidade de iransmitlir a
seu lillm a idea de que as naeoes niio devem ser
egostas, e que a luz da Europa, depende da pros-
pendade de cada nagao iNingueru pode con leslar
o sentido eminentemente elevado que o imperador
d a esto titulo ; Filho de Krauca u He o lilho
de um pai/. inlbiro, o eleilo de urna noean, o pri-
tneito cidadao do estado, e o reprosenlanlodos in-
leresses de lodos.
ii Olha corajosamente para o passado, e cucan
os destinos daquelles que nasceram da inestna posi-
ro, as mesmas circumslane.ias. Depois de 40
annos de soUiimenlos, a Providencia levou mvste-
riosanienle a sua familia e a Franca, a conceberejn
as iuesmas esperaneas, a esprimiratu a? mesmas
acyoe-s degradas. Em ISO, como em I Sil, a
Franca v o nascimenlo de um licrdeiro dynastia
da sua escollia.
n Mas, diz o imperador, a historia aprsenla li-
cocs que elle nunca deve esquecer, que nunca de-
vemos abusar dos favo-es da fortuna,e om seguida,
que urna dynastia nao tem probabilidade de esta-
bilidade, senao pertnanecenHo liel sua origem,
tratando nicamente de promover os nleresses pe-
los quaes lu constituida.
i llouvc lempos em que nunca su teria dado
crdito a semelhanles declaraces ma nesle mo-
mento nnguem duvidaque o imperador prefira lu-
do guerra,quando mesmo a victoria coroasse sem-
pre de novos Ion rus as suas armas. Todos os seus de-
sejos sito de roii'olidar os prqjtressos da Franca,
aformoseameiilo da sua capital, cxleneac do cotu-
niercio, o ludo a que mis chamamos nrugressos so-
caes.
Fin vista desla nobro ambie.io unrnosos nos-
sos volos a lodosos outros, para queo prncipe; Na-
poleao, nasciilo no motnenio do legresso da paz e
da prosperidada, no meio de arlos de clemencia, e
do jubilo universal, possa quebrar c encamo que
po/ obstculo carreira do inuios dos seus predeo
cessores, e viver por largos annos cuino bom e sabi-
imperador da Franca.
0 mesmo peridico discorrendo acerca do nasci-
menlo lao festejado desse menino, exprime-se nos se-
guiules termos:
Duas cou.as conlriboem para firmar ama dj/m-
naslia ; a |>erpeluidaile da raca. e a eonliaaacHo do
poder na sua linfa por garatOes successivas.
A boa Inri una do imperador dos Fraucczcs quiz
realisar agora a primeira deslas duas coudices.
A imperatriz acaba de dar a luz um filho, c a
proxiiuila le da paz he npregoada por um sucoess
muiln mais auspicioso para o actual governo de
Franca, do qne o provavel termo das hostilidades.
A inesma boa fortuna que elevou l.uiz Napoleao, a
de dcslerradu a soberano, segu agora d.ndo-lhc
um lierdeiro, a qual poder! Iransmitlir o en vas-
(o imperio, e o qual, de alaam modo, lem Uo bom
direilo, oaino qiialqucr oulro I ranee/, ao llirono
da primeira naeao do conlincnte.
A alegra e a adulac.'i levaraiu a inuilns a exa-
geraren as cou.scqiienelas denle successo.
Porein. mis desojamos ao infante que agora aca-
ba de ver a luz da mundo, uina surte mais propria
lo une aquella que livera
filho o duque de Hordeaux csteve dcslerradu da tr-
ra l que os seus autepassados consideravam como
sua.
( filho maisvelho de l.uiz Filippe inorreu victi-
ma de um desastre, e o sen neto e lierdeiro alo po-
de senlar-se no llirono do seu av. Daqui se v
que num periodo de du/.ontus .unios, nem um so
uionarcha das dilferenles dynaaliea que lem im-
perado na Ftanal pdde legar p Ihrono ao seu lillm.
A .\aion, orgSo principal da democracia
belga, piiiilica um novo manifest do Comi-
t da r.ommuna revolucionaria, que de Lon-
dres Ihe eiiviarain, aasignado por Flix Pa-
gat, Rouge e (".. Jourdain, com a lata Jo i
de fevereiro de 1856. Este manifest iuli-
lula-se '.VCii a tiuriunnit, que lie o nome di
sociedade secreta que ltimamente fui con-
ilciiinada nos tribunal s ileAngers mani-
fest cunclue com a seguinle invocdc/io, mo-
delo do estylo revolucionario :
Sal ve, Marianna, ebeia do forr;a, o povo
esta contigo, bemdito lie o fruclo das tuas
enlranbas. a repblica Santa Marianna,
mai do direito, compadece-te dd nos! res-
gala-nos !
Virgen) Marianna ouve, atiende e acolhe
as nossas rogativas, as nossas ora^Oes e as
nossas suplicas asylo do desterrado, liber-
dade do captivo, patrimonio do pobre, fa-
milia do palia,esperanza do alllict",forca do
fraco, f do moribundo immortalidade do
morto, restitue-nos a patria, restitue-nos a
repblica !
Virgem da liberdade, livra-uos dos res
e dos papas !
Virgen) da igualdade, livra-uos dos aris-
tcratas i'
Virgem da rraternidade, livra-uos dos
soldados!
" Virgetn da juslica, livra-uos dos jui-
ze s I
< Virgetn da sinceridade, livra-nsdasal-
liancas e das conferencias '
Virgem da probidade, livra-uos das
excellencias, dos espines, do senado, dos
ladres, do orcamento. do emprestimo, do
imposto, da boisa. do banco, da guerra, da
fume, da posto, do imperio e do impera-
dor
a Virgem do direito e do dover, da cora-
e::i e da loica, virgem da honra, ppareco .'
odos possa ni dizer, vendo-te: He ella \-
nima-ii s, alenla-iios, combate coinnosco
Ja be tempo. A estas horas, principes o em-
baixadores, todos esses devoradnres de bn-
mens e.-lt) sentados a mesa. A mesa esta
posta. U uiappa da Europa serve de loallia.
As suas iguarias So os poaos <|ue se distri-
buem entre si, e as naoOes que trinchan!,
A Italia, a Polonia, a Hungra, a Roumanta
sao os palos mais apetitosos, partidos pelo
lefio que reserva para si a Franca. Sorpren-
de-os, arranca-Ibes a presa, o acaba-Ibes
:> appetile. Ewnaga esses verme, que roeui
no mundo, como se ja cslivcra muilo. Salva
a Franca.' salva a bumauidade- Ha o signal
loca o rebate de fevereiro.e levanta coinnos-
co o nosso grito de combate e de victoria :
Viva a repblica democrtica e social uni-
versal. Assim seja I
i O comit da coimnuna revolucionaria.
Flix Pyat, llougc, G. Jourdain.
O correspondente da Carito escrevcudu de Londres
com dala de 'S do passado, di.'. seguinle :
Os negocios dos Eslades-IJindos coma In-
glaterra prorncllem urna soluco prxima ?
Fis a pergunla mais ordinaria em Lon-
dres e que eu fago a mim mesmo. porque
be a mais importante na actualidade para
a Inglaterra.
A respeilo ila guerra com a Itussia ja uo
se falla, pois se considera a paz como dcli-
nitivamente concluida e assigoada, o espe-
ra-se nicamente pelo resultado das confe-
rencias, sem liaver a menor duvida de (|uc
o resultado seja satisfactorio.
Itesla portanlo regular a quoslo com a
America do norte.
As ultimas noticias representan! a crise
menos vilenla. .
No que respeita as difliculdades da Ame-
rica central ja vos liz cotili-ccr queo gabi-
nete de Vasliington bata recusado submet-
ter ti arbitros a interprctacilo do tratado
Bulwer-Clayton, paree porm t|ue me equi-
voquei, bem como mu i tos oulros.
Com efleito a proposta para arbitros foi
JMfeila aipii mesmo. edire-tamenlea Mr. iiu-
chanan por lord Clarendon, o qual alora dis-
to encarregou Mr. Crmptou de apresentar
ao gabinete de Vashintou, mas quiz a ca-
sualtdade que nem Mr. Buchannn nem Mr.
Crarhpton apresntaram tal proposla ao ge-
neral Pnce de modo queaainda nao se. sabe
se este a acceitara ou rejeitara a ollera do
gabinete inglez : com q lauto a recusa deva
ser improvavel visto que tanto os gabinetes
tes, como os particulares uo podom que-
rer ser juizes em causa propria.
De resto a queslio da America central est
adiada, tlcpuis da invasSo do americano
Valker em .Nicaragua.
Kmquauto os contendores disputavama
propriedadeda ostra, ojuiz eomeu o mo-
lusco, e sem graudes apparencias de entre-
gar as conchas aos contendores.
A ciicumsliiiicia aggravaule ueste caso be
ojuiz sor amigo intima o al^parentc de
um dos contendores!
Se Valker consegue est-belecer-se do um
modo eslavel etp Nicaragua, o tratado Bol-
vcr-Claylon tornai-so-liia letra mora; por-
que desde o momento em que o elemento
americano tomar pe no paiz, a inDuencia dos
lisiados-unidos detxara do ser duvidosa e a
annexacHo sera apenas uina questao de
lempo.
Conseguir porm osle Valker senbor at-
se do paiz conquistado.
De certo, je a Inglaterra a Branca no s
oppuzerem.
Ora, a Inglaterra acaia de mandar para
all una esquadra importante para proteger
os seus nacipnaes, roubados porWalker; e
a Franca,seg.indo se diz, va fazer o mesmo,
0 se os paizes vi/.iulios de Nicaragua la/.etn
outro tanto oque devem pelo seu interosse
proprio porque a tfizinliaoca dos americanos
seria fatal a'sua independencia ; se Costa It-
ca.Guateniala,etc., se ligaren) contra esta in-
vaso do flibusteirosja'bloqueados pelo lado
do mar pela rnar;niia anglo-franceza, muilo
feliz sera' o tal Walike/ se poder escapar.
Itesla a dillicul lade dosalisl tientos, dif-
liculdadc que partfbena invencivel, porque
no pode ser como a primeira decidida por
arbitros.
Assegura-s,porem, que Mr. Dallan, o no-
vo representante dos Estados-Unidos om
1 ondres, trouxera proposlas mu conciliado-
ras, ao mismo lempo que ion! Clarendon
mandara oulros gnaes para os Estados-Uni-
dos, o que ja' baveriam chegsdo sem a tar-
danza do Pacifico.
i\ proposito do Pacilico, que ja aqui era
esperado lia dous mezas, ba as mais graves
approhenc/ios. liom ludo conserva-se anda
alguina esperanca, pode ser que este vapor
solfresse algum desarranjo na sua machina,
e isso o obrigasse a servir-so das velas, e o
seu capi.o intentasse arribara algum dos
pollos da Gran-I'.relanlia, mas quo presis-
timlo o vento de este, fosse impellido conti-
nuamente para a America.
Pode lambem ser que o Stetuur te ache
ueste momento ao norte do Atlntico- Em
todo o caso o governo lomando o dcvido in-
leresse pelo Samer, inaudou sabir dous va-
pores uo so para ver se colliiaiii noticias
delle, como para prestar-llie soccorro devi-
vcres.que provavelmonle deve precisaratten-
dendo a' demora da viagem
Dos oulros pai/.es iv la consta que inipnrlaucia
leuda.
" Lisboa, 100 por 100.
Itio de Janeiro, ai. par.
Accafies do Banco, :t,') 0|0 de premio,
Acciies da rnmpanhia de Beberibe. .IIJOOO
Acres da companhia Peruambucana ao par.
Dlllidade Pobtiea, 30 porcenloda premio.
Indcmnisadora.sem vendas.
Disconlo de lellras, de 10 a 1:! por 0|.()
HETAES.
Ouru.(Incas hespanbulas. 2it>a28a00
Muadas de 1*100 velhas .... K^NIO
ii 1*100 novas .... 1 i) >i 4-jniMl....... Opimo
Prala.Palaccs brasileiros...... -JOOO
Pesos columnarios...... lsOoo
" mexicanos....... I-miii
aLFANUEUA.
Iicuilimeuto dodia I a 18.
dem do dia II......
>7:li79|il9
l:.'.V)jlM(i|
-!7J:0:t.i;:t-s
escarregam hojr H de abril.
Brigue inglezCamillamercaduras,
lli gtlfl inle/,Itcltebaealbo.
Iln.'ii' ingle/focantebacalh.
Brigue ingleTitaniadem.
Escuna Dgieul-.Utapecas de ferro.
Brigoe liespanholChutpipas vaslas.
Brigue portoguei\. Manat lmercadoiias.
JUNSULAIKJ liBKAL,
Kendimenlo d ilia I a 18 a I:):>(*'.).>i
dem do dia 1!)....... :UU7j",|:
li::l:lt;C7
-MVKHSAS PROVINCIAS.
Iteiidinicuto do iiia 1 a 18 I:l7ua3l8
dem do di l!l....... 2*07
4:71!'5:ts.l
xportacao'.
Kio de Janeiro, brigue brasileiro oDamo, de
-'l toneladas, eonduaio useguinle : l,.lo saeeos
eom 7,."i00 arroba, de assucar, 88 pipas agurdenle
cachaca, ditas espirito, .0 sacras com ll arrobas
a6 libras de algedlo, 120 caiainbas velas de car-
nauba, 100 rolos salsa, 2.!0 meios de sola, l.'iOdu/.ia
cocos ile beber agua, I i barricas sebo, I caixao doce
Meco, 2ditos viuhodc caj'.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do dia I a 18 45:3693607
dem du da lli ........ I:l2l;(ili
36:391*251
Cambios
PIUCA DO KbCil-'E l!l DK ABRIL DE 1856,
AS 3 HORAS DA TARDE.
/crista semanal.
----------Saeuu-se a 27 1|.. 27 1|2e27
7|S d. por \* a dinbeiro e 27 d. a
prazo.
Alg.ida Entraran) lili uceas, vendeu-se
de ti-? a 6J200 por trroba de pri-
ni.or i sorle, sendo procurado.
Assucar----------- A entrada foi pequea, os preces
suslenlaram-se, sendo os branco
linos mais procurados para os por-
los do sul, de onde vieramnoticias
mais sallsfaclorias, por cuja cjusa
supe-se olitero' alguma alta.
Coaros- Venderam-sa de 3t5 a 250 rs. por
libra ilos seceos salgados.
Arroz......Venden-se de 19 a 34000 por ar-
roba do pilado.
Agurdenle- Vendan-sede 80a859 por pipa.
II ic.ilh.io Tivernos (res carresaineulos, dos
quaes snmenle licou un no porto,
lia em ser cerca de 1,000 barricas,
venden lo-,-e de !8 a I2f por bar-
rica.
Carne secca- Veudcu-se de 19800 a 53300 por
arroba do Rio lirande, e de 1-200
a 13<>00 por arroda de Buenos A;-
rcs., ficando em ser 8,001) arrobas
da primeira. c 5.000 da segunda.
Caf---------- Llera de 59 a 53HIK) rs. por arroba.
lanuda de trigo- O roii'um lem sido grande, e o
deposito doje monta a i,20O bar-
ricas, lendo-se veudido de 3691
359 por barrica.
Dita de man lioca-Ven.leu-se de 53 a <> por sirca.
Descont----------De 10 a 12 por cenlo ao auno.
Frates Ellecluou-se para Inglaterra a 30;
para o Havre, Uambargo e por-
los interine lios, a 35 pelo assu-
car, e de 3|8 a 1|2 d. por libra de
algoda. Tamben) se eli'ecluou pa-
ra o Canal a 40 por assucar.
carregaudo 110 Rio lirande do
norte.
Tocaran) no parlo : 2 navios com bacalh.io, 3 cora
azeile ile peive, 2 com gneros de oulros porlos e.
vapores.
Entraran): I com bacalh.io, 3 com t-eneros e la-
zendos de porlos eslrangeiros, Mera lastro, 3 de ea-
botasem, 2 cun vazlhas e uolras -niudeza-.
Saln.mi : 7 com gneros do | iz pira porlos es-
trangeiros, 3 de cabotagem e 5 en llaslry.
('icaram 110 porto 08eint>arcae s, a saber: 3 ame-
ricanas, 2'.l brasileiras, '1 frarujo. ,s, I baiubur^ue/, 1,
7 kespanliol.is, I hulaiidczj, L> inglezas, G porlu-
guesas, e 2 suecas.
BULLETIM.
LISBOA 2 DE ABRIL.
I'iniis rllenles dos gtHtroi de iinporUviio do
llltsil.
Algodo ile Pernamhuco ...
D1I0 do Maranhao c Par..... >
Assiirar le Pcrnunibttce branco
Dilo niasravailo.........
Dil ila Babia b.........
Di I maseavad.........
Dito da Kio de Janeiro m. .
Dilo lio Para brillo.......
Arroz do Maranhao e P. rd. .
Dilo dilo mellior........
Dil dilo superior.......
Al pista. .........
Caf du Ri primeira snrle. .
Dil dil seguuda dita.....
Dilo dilo leu eir ilila.....
Dil dil escolha boa......
Dil da Babia.........
Cacao do Para .........
Dilo da II ilna..........
Comiuhos.............
Cravo -liriife..........
Cravo d Maranlia......
Cera ainarella..........
Hila de Bciiguelb.........
Coiiros seceos do Rio .lo Janeiro.
Ditos espichados ila Bihi.....
Ditos salgados do Maranhau. .
Hilo,sal!, de Pernnmbnco. .
Ditos ditos da Babia......
Cbifrcs pequeos dj Brasil .
Erva-docs...........
I allllll I de p.i".........
lionima copal..........
Oleo ile cupabiba........
Dil de linhaea.........
Ouruc.............
Pimenla ila Indtti........
Salsa parrilha Saulaiem.....
Dii.i dita Gurupa'........
Dita dila Kio Negro......
Tapioca............
/-.'.r,o rlario.
Agurdenle de 30 r. encase.
A/eile doce...........
Atiieinloa em milo, dore. .
Band. em rama unto bar. .
i! dalas.............
Cera blanca em grumo. ... .
Dita dila em velas.......
Ceblas.............
Carne do vacca (ti arrobas .
Cboureos...........
Pigos do Algarve........
familia de Iriso.......
M nilei'^.i de porco liarril) .
Pal..............
Presuntos...........
Sal...............
Toucinho...........,
Viudo tinto [encascado .
Dilo braneo.......
Vinagre linio. .
Dilo draiujo. .
N
10)
laooo
I37IHI
L-lfJO
19650
19600
I.3K00
.?3200
li-i):lti
69800
bl)0
2-3900
&1600
2-2HI
1301)
115
IOS
23300
19850
ijiljO
13700
muilo resumido, estas entradas nao lerao fcil sabida
porqui' em geral o consumo be suprido pelo arroz
nacional, e as validas que se vcnliam ;i fazer daquel-
le, a nao seren para u mar, lertu em pequeas par-
tidas para a tena.
Assucar. Depois da partida do oAvona tem en-
trado I eirregamenlos, ineluiado os ila aAmelia.a
da Babia ; Imper.nlni o de Pernamhuco e vjosephi-
11a de Cotinguiba ; a carca de todos monta a Htl ca-
vas. 20149saceos, lol barricas, i leisese II caras;
de Cabo Verde cliegou lambeui urna pequea partida
de 13 barricas. ,\s vendas lem sido insignificantes,
e s para consumo. Anda (pie na nossa ultima re-
vista distemos que ludo in ncava a declinaco de
preces, esta cireomstancia nao ss 'em dado ale boje.
e os possuidores continan, firme nos suas prelen-
ces.
Non da anda as existencia do inez lindo, e s po-
llera serpublieadas para o prximo paquele francez.
Caf.As entradas foram lllli sacras do lli 1 de Ja-
neiro, 3i3 da Babia, c 23 de Cabo Verde, as vendas
lano para consumo, como para o mar sao de pones
importancia, lodavia os preces eslao firmes, em eon-
sequencia das limitadas existencias a-tu primeira man.
Cacau.Entraran) 31 i sarcos da Babia, as vendas
continuara a seren pequeas partida) para consumo,
entre os precais coladns.
Couros.Cbegaram Blgans snrlimeiitos da Babia,
Maiauda c Cali Veule. Nos meados de mareo bou-
ve algumas vendas dos salgados d M**ran*iao ,. Per-
nambiico ; porm ulliinanienle houve Iraosaccoes
de pequea importancia, nicamente dos de Cabo
Verde e .Maranhao; bouva algumas olleras, mas
poucas, para espichados de Angola.
Comn copal. Enlraran 320 laceas e '.KIO arro-
bas a granel. As vendas ltimamente tem adomuito
limitadas, e manir preco que lem alcanea lo tem
sido das cnlacca, as qualida les reculares e ordina-
rias ; a nossa cotarlq, edegava a (ij anteriormente,
preru esle que ha milito havia oblido qualidades mu
superiores.
Oleo de cupahiba. Entraran) 10 barris e 2 latas
do Marunhlo, as eelaefies devem-se considerar 110-
initiacs, porque nao consta anda venda alguma, no
s do entrado como das pequeas quaulidadcs que
baviam.
Ourueu'. Nada se lem feilo, cbegar.ini 323 pa-
neiros do Para.
Salsa parrillii.Pouco OU nula se tem feilo, as co-
tai;es sao nominaos, entraran) ios rollos do Para.
Vaquetas. Pouco procuradas as do Kio de Ja-
neiro.
Exportaetlo. '
Azeilc. Depois da sabida do Avono, apezar
das noticias poueo favoraveis de Inglaterra, os pre-
eos lem--e sustenlado. Para o Brasil pouco se lem
feilo, algumas Iransacccs quo lera havido lera sido
de pequea importancia, regulando us precos de
23750 a at|800 para a Enrona.
Farlnbl de Irigo. Algumas vendas anda que
de pequena importancia, enlre os precos da uossa
cotactlo. Cliegaram 700 barricas de New York, nao
consla anda transacca algumi sobre ellas.
Sal.Sem alleraed.
Viudo.Cantina! a falla das boas qualidades, que
oblem prompta venda, os precos das colaces licatn
firmes, desde o Avoiin temos exportado.
NOTICIAS MARIl'IMAi.
Lisboa, de li de marco a I de abril.
Lateadas.
l de mareo, barca iCarlola Amelia, Pernamhuco.
15 de mareo, brigoe Experiencia, dem.
Ib de marco, barca Tejo.n dem.
10 de mareo, brit-uc Blla l'igueirense, Babia.
10 .le maree, brigue Urbana, Maranhao.
21 de marco, brigue Tarujo [, Pernambuco.
23 de mareo, brigue Laya.n Rio de Janeiro.
23 de marco, patacho iAbrolhea,l B.hia.
23 do mareo, barca iHorlencia, Pernamhuco.
2* de marro, barca Lnsilania, Maranhao.
25 de marco, barca Constante, Pernaioboco.
25 de marco, brigoe Tarujo III, Para.
20 de mareo, brigue Soberano, Pernambuco.
Sabidas.
14 de mareo, Kio Grande do sul, patacho inglez
Magesticlin, capitilo R.
15. Kio de Janeiro c mais escalla, vapor inglez
(Avon,- em qnalidade de paquete.
29. Ro de Janeiro, brigue portnguex Robim.s
de I3S toneladas, capilao Baptisla, carga : 40 pipas,
3 nielas dila, .Y7 de vinho ; 22 pipas e li7 barris eom vinagre; 100
barris de azeile, 100 aurrelas de ueitoaas, fifi bar-
ricas de familia, lili barricas e 12 caixas com massas,
I i volumes cora lindara, 22 de cal, 1,500 mullios d
ceblas e varios generosa mercaderas.
dem. Babia, barca pnrlugucza Empresa,de 182
toneladas, capillo Nevos, carga : 110 pipas, 21 meias
ditas, I(i7 barris e 30 ancorlas com vinlio ; 17 pi-
pas, lli meias ditas e'HI li.rris com vinagre, 71) bar-
ris de azeile, 2 saccas com albos, 31 ranaslras com
hlalas, 107 caixas eom massas, 107 volumes com
passas, lili caixas e 102.1 mullios de ceblas, 28 muios
de sal, 2 volumes com droga-, I caixules com pe-
dras e varias mercaduras.
dem. Sanios, barca sueca aSopliia, capilau "*.
carga litKI muios de sal.
30 de marco, Ri de Janeiro, barca Paquete San
lile de 2ti2 toneladas, capilflo Cotin, cama: 00
pipas, 720 barris de viudo, 10 barril de azeile, 10
de loneinho, ipas e 10 barris de vinagre, I pipa
de asuardente, 1 barricas do f-vs. ->o barris de
chumbo, 50 saccas d* pimenw, 2on de semen, 03
volumes de fazendas, 100 inoios de sal, |.>|0 inolhos
Pernambuco.Palachn porluguz Brilhanle -
de 110 loneladas.eap IoPereira Carga; I barril de vi-
nho ; lo pipas devinagre; 20 farrisoe azeile ; 10
le peixe ; 11 barricas de alpisla : li de pita de osso ;
7 de notes; 80 eom semeas; 56 c.uxas de cera ; lo
de cha ; 120 saccas de fejtto;235cesflis de hlalas; ;
218(1 mullios de ceblas; e varios gneros e merca-
dorias.
Alhuquerque e 1 eseravo, Loureuco Anlonin da t comp&em a coramisso desuada para as obras, eda
Costa Itrardjna, 2 recrulas para o excreilo, 5 re- oulra parle o mtslre estucador Jos Aulonio Alves
crulas |iara a mar'uba, 30 escravos a entregar.
Jersey31 dias, patacho iutilez SI. Aune, de 139
toneladas, capitn J. A. \ ilierl, eqopagcm 8, car-
ga 1,172 barricas com bacalbao ; orden). Seguio
para a Babia.
I.i>h.i c porlos intermedio!Ib das, vapor porlu-
guc/. D. Pedro II, commandanie Joaquira Vic-
as do O'. Passageiros para esta provincia, Pran-
cseo da ('.osla Amar I. Antonio l-'raoci-ro, J0J0
Antonio Pereira, Loiz Vilella, Luiz Alves Vilella,
Francisco de "As-is Cardse.
Warius saliidos no meseta dia.
.Nev\-LondnGalera americana Columbus, capi-
lau P. Ilunllex Jnior, carga azeile de peixe. Sc-
suio do laaseirao.
Sa_t-HarborGaler americana Timor, espitae
James A. Kotjen, carga axeile de peixe. Seguio
do lamen Au.
Rio Grande do SulBarca hra-ilcir.i Ipnjuca, ca-
pillo Manoel Luiz dos Sanios, carga assucar.
GenovaPoleas sarda Auna, capilau Niculio 01-
lone, carga assucar.
Barcelloua pela ParahibaSumaca hespanhola Vio-
lante, capitAo lloavcnlura Melle!, em lastro,
.varios entrados no dia 20.
Liverpool2li das, barca ingleza Snriug Bok, de
108 toneladas, capillo Andrs* l'rascr, equipasen]
II, carga fazendas e mais gneros; a Me. Ca"
moni i\ Companhia.
Kio Grande do Sul20 dias, brisue brasileiro Al-
grele, de 131 toneladas, eeptto Jos Ignacio l-'er-
nandes Jnior, equipagem II, carga 6,000 arrobas
de carne secca ; a Manoel Gonealves da Silva.
Passageiros, Antonio Joaquira do Souza Ramos,
Joao Manoel Rodrigue.
Savias saliidos no mesmo dia.
Kto de Janeiro pela BabiaVapor porlusuez D.
Pedro II, commaiidaiitc Joaquira Viegas do O'.
Passagiros desla provincia, Antonio Jos Lopes,
Joao Pinto da Costa Lima, Joaquni Francisco
Junqueira.
Bio de JaneiroBrigue brasileiro Damno, capito
Cielo Marcelino (jomes da Silva, carga assucar.
Passageiros, Antonio Francisco Gonealves e (i es-
cravos a entregar.
LondresBarra ingina Welliuglnii, capilao (j.
A. Lulliam. earga a inesma que trouxe. Suspen-
deu do laineirao.
T>tcat*wc&.
Correio ^eral.
As malas que Ijm de coodniir o vapor Tocantins
para ns portee do sul. fecham-se hoj horas ila larde,e passando ellas s recebem-se corres-
pondencias com o porte duplo ale as 3 horas.
%-U'4>50Sfc ^tttUittiiy.
Navios sabir.
Rio da Janeiro.Barca pnrlugucza C.lirslina.
de 371 toneladas, capilao Costa ; carga : ti meias dilas, ji barris, 3S> ancoreUs, e 10 caixas
1.3800 I de viudo ; 21 pipas, e 87 barris cun vinagre ; 306
Jo de Janeiro.
Segu a prsenle semana o patacho l'alenle;
para resto ila carga e escravos a frele, trata-se com
Caclano Cvriaco da C. M., au lodo do Curpo anlo
u. 25.
Para o Rio de Janeiro setiue em pouens dias u
bem c mli-ri lo briaue nacional lilvira, lem grande
parle do seu cacregamento promplo ; para o resto,
|irs>ageiros e escravos, para o que lera bous comino-
dos, trala-se com o consignatario Jsc Joaquina Das
Pernandes, ra da Cadeiat do Kecife
^mpaiiliia
Franco ame ria na de va-
pores ftat.ce.ees.
Espera-se um vapor dosis companhia antes dos fins
ilo correnle mez. r) preeo das passagens para o Kio
de Janeiro rs. 918000 ou 17 palaccs. Para a Babia
71(000 ou 37 palares.
O palacho I-lar da l'ahia precisa de um cozi-
nheiro, assiio como de niarinbeirus lira-ileiros para
a su.i prxima viagem ao Kiu da Janeiro ; paga-s?
dem : quera esliver neslas circnmslancias, dirija-se
a bord, a tratar cun u capilao I) nni.lo da Cosa
Kosa.
-i '*" i
^CisOCi.
O agente Olivera tara leilAo, por despacho Exm. Sr. Dr. juiz especial do commerciu, esarad,
Bffl requcrimenlo de Delinque Brunn (V Companhi
na qu.lnladc ile curadores liscaes da inassa fallida de
aVoaquim Jc de Ferias Machado, das lazenda- e sr-
in tc.io da loja do dilo fallido, sita na roa da C.^deia
do Recifc, assim com ila mohiha qne perlencera ao
mesmo : lerea-feira 22 do correnle. as 10 horas da
manda >. na indicada luja.
i) agente orja lino leilao em seu ariuazcm,
na ru- do Collegio, quarla-feira 2! do Brrente, de
um completo serlimento de obras de mareineria no-
vas e usadas, 2 ricos nanos de |acarand.i molernis-
simos, vanas obras de miro 1? piala, relogios para
algibcira, vasos e enfeilcs Je pircellana, oiiliioos la-
peles coloridos para sala e diversas quiuquilhcri.n,
ele. ; assim como tambera ir a letl.i 1 sem imite,
una grande porcao de lisa de vidr a melhor que
lera apparecido no mercado, ao meio da em ponto.
O agente Robera, fara leda, por or.tm do
coininaiidaiite do vapor Mari/ue: de ttliitda, nau-
fragado na cosa de Goianna, e por eonla e risco de
quera perlenrer, com a llceaoa dos [liras. Srs. ins-
pector da alfan let-a e administiador do cmisuladu
ss'ral desla psnvincia, de cerca de 2,050 couros sal-
vados do mesmo vapor ; quarla-feira 2.3 do corren-
le ao meio dia, n armazcm do Sr. Guerra defronle
do trapiche do algodtlo.
Neiva, debaiio das comilones segrales :
Artigo 1.0 ti lelo da igreja e coro se rao todos es-
tucados, conforme odezeuhn apresenlado e approva-
do pela cominissao, procedendo o raestre estucador
primeirameute ao relelbamenlo do edificio.
Art. 2." iAs cornijas meslras serio confeitadas com
emdlemas proprios do lugar, c as paredes do inte-
rior do corpo da igreja serao picadas, limpas e es-
tucadas.
Art. 3." Tica obrigado o meslre estucador a em-
pregar a mellior madeira de huiro peativel, como
Ioitu e assuaiho, e mitos travessas da melhor quali-
dade e grossura, cal branca de .laguaribe, areia dos
Apipucos isenla du partculas salitrosas, agua do
cbafariz, ge--u de primeira qualidade ; a mato de
obra ser o mais bem exerutada, | adeudo haver al-
guma alleraeAo, se as parles contratantes o algarera
conveniente.
Ari. 1.0 leveri ficar prompla esla obra dentro de
duze m /..... acontar da assignatura do presente con-
trato, salvo se o meslre estucador se vir toreado a
parar pelu atraso da edificarlo do coro, do contra-
rio pagar.i urna multa de quiuhntos mil ris, caso
110 prelixo lempo uao liver cooclajdo as obras.
Arl. 5. t meslre estucador Oca responsavel pela
conservado das obras, por e-paco de dose mezes, a
contar do dia em que a commissio as receber por a-
cabadas, e se oeste periodo alguma ruina moslra-*"
rem, tica elle obrigado a repara-las a soa costa.
Arl. li." O meslre estucador perceber por loda a
nio de obro e roatenaes a quaolia de 1:0009000, a
pial quanlia recebera era 4 preslacoes, cada urna de
1:0003000, a saber: a primeira na data de boje, a
segunda quando o lecto erande estiver cheio com a
primeira m.io de estuque, a lerceira quando desear o
andaime grande,a quarta 30 dias depois de acabada a
obra, e na falta pagar a iruiandade a mulla de 5000.
Arl. 7.' O prazo de um anno que menciona o art.
i.* he contado -uniente pelos dias otis, nao podeodo
a obra ser interrumpida por actos festivos 00 fne-
bres na inesraa igreja, por maior espaca de 30 dias
uleis dentro d auno, sendo o meslre estucador avi-
sado no da antecedente a esses actos se hooverem,
para preveuir os ofliciaes.
Arl. 8. A coramissao da irmandade lera o direilo
de inspeccionar os maleriaes que tiverem deier em-
pregados na obra e hera assim a inesma obra, e o es-
tucador devera altender as suas reclamapoes, caso este
se lurte ao etoprego de maleriaes de primeira qua-
lidade licara sojeilo a mulla de 500;.
Artigo nico. Esle contrato lem a forja de escri-
plura public, ou de seutenr.-i qoe pussou em julgado
pelo valor de :im.i-nir 1 que as partes contraanles
Ibe dao, e por assim termos tratado assigoamos dous
do mesmo theor, que s por elles nos obligamos liel-
menle a curaprir o que nelle se conlm. Kecife de
Pernambuco 19 de abril de 1856.Antonio Ramos,
juizAutonio Jos Das, tbesoureiro.Antonio de
Souza Pavohde, Jos Antonio Alves Neiva, estu-
cador.
Kecebi do Sr. Anlonio Ramos, juiz da irmandade
do Divino Espirito Santo, a quanlia de 1.(1009000
pela primeira preslarao da obra que eslou fazeodo de
estuque na igreja da raesraa irmandade, pelo valor
de 4:0009000. Recife 19 de abril de 1856. Jos
Antonio Alves Neiva.
No dia 22, as It horas, na saladas audiencias,
depois de fiuda a do Sr. Dr. joiz de ausentes, se ha
de arrematar a eseravo Kosa perlenceule a lierauca
jar ente dos tinados Francisco e Thereza.
O Panora ma.
Koga-se aos Srs. assignaules deste jornal lillsra-
ro e luslruclivu, a bondade de procurar o resto dos
nmeros perlencenles ao anno de 1855, e de n. 1 a
ti de 185ti, a ra do Crespo defronle do arco de
Sanio Anlonio, livraria de J. Nogueira de Souza,
onde tambera se ven lem collecres completas do
mesmo.
Historia IL.iversal, por
( antu.
Os Srs, assiguan(s> tenhain a boudade de procurar
as series que anda uAo tiverem recebido desla obra
ale paginas 2-72 do -elimo volme. Conliona-se a
receber assisnaluras para esla- iuleressanle obra,
(raduzida em portuguez, tendo jo 7 volomes publi-
cados, ornados de bellas estampas, bella impressilo,
formato do Panorama ; na agencia, rus do Crespo
defronle do arco de Santo Anlonio, livraria de i.
Nogueira de Souza.
Mez
lana
13800 barris de Bleile ; 78 de carnes ; 7.'i do banha ; 116
53600 de peixe ; 200 J mullios a lio caixas de ceblas; 30
ti;MKI caixas com batatas; 210 muios de sal ; 331 saccas
<"*00 de semeas : 01 de feijao ; 12 de fava ; II barricas
630 de po de martina queimado ; 17 de mnes;doal-
39OOO fazema ; 25 sorrOes de slpista ; 33 volumes de dro-
29701 gas, e 1 caixas com calcado.
2-100 Mjii Grande rio Sol.Escuna ingleza Petrel,*
I- 00 i de 173 toneladas, capilao J. Co\ .- cama : 8 pipas de
29400 20600 vinho ; 2. de agurdenle ; 2 barris de carnes ; 17 eai-
3-200 33:100 ,a, de relias de cera ; 318 m nos de sal ; 2 caixas
2-000 39OOO com peixe e -conservas, i de chapeos, o uina de
39OOO 3-i.HlO dvros.
120
278
385
117
1.52
142
12
127
3?l)00
39300
200
180
280
28ti
303
162
152
157
132
('.. 30-000 iO.-OOO
-tesHRa Rbetr-
Blii.l.EIIM O ClIOLliltA-MOIlllLS.
Plliciparoes dos liotpttaes.
Hospital do Carillo, 5 doeues.
/tcsiini'i da iiiortuliaadr.
Morlalidailo ri da 19 at as ti horas ila larde7.
cpie aquella que Uvera- os seus predecessures
nascidos asumbra dnlhr....... porque nao pde.....s \ ,-,.. 'a", ,1.7 ,T J >~ W-Z
esquecer as lices da historia, especialmente da: '
historia de Franca, sem obcecar-nos acerca das
eventualidades qne podem sabrevir enlre o berro c
o Ihrono.
Ile cousa di-ina de observaran) que, desde o rei-
nado de l.uiz \IV ale aos nossos ritas, nem um s
mnnarcha da Planea, rom cxcepc.iu de l.uiz Wlll,
pide le^ar o Ihrono seo tildo, lierdeiro legitimo.
Luiz \1V aohrevtvcu a seu lilho, ,1 seu neh e d-
guns dos sena sabrinbos, c illnal, soceedeo-llie mu
dos lilbos mais novos do seu neto o duque de Kor-
-touda.
l.uiz \V, suhreviveu a seu lilho a succcrieu-llie
seu neto l.uiz XVI. l.uiz XVI deixou um lilho,
pornm este inorreu na escura prisio, onde o encer-
rara t crueldade dos terroristas.
O rei de Roma ao qual Napoleao esperava deixar
o vasto imperio que conquistara, inorreu sendo co-
ronel ao servico austraco. I.nz XVIII, nilo leve
lillm-.. O duque de B#rr\ manan vielima d ferro
de un assassioo durante a vida de Carlos \, e seu
lioinen IIOuiiiliier-s 1329prvulos 353.
Recife 10 de abril de ISti.
20
Hospital do Carino 0 iloenles.
Ilesumo da morlalidade.
Mortaliilaric rio da 20 ale os li horas da lardeI.
Domen O mulbere I prvulos 3.
Total da mor*lidade ate boje 2ti 3,290.
Humen, O mulliere-, 1.530 prvulo
Recite 2i) de abril de 1836.
A coinmi-sjo deliyarieiie publica interina,
Drs. S Pereira. presidente.
tirmo Xavier, sei-retariu.
/. Poggi, adjonele.
wl,
i:\.\111los.
Sobre Londres, 27 a prazo,e 27 '
V Paris, 355 re. por I,
a f, ,r>|S ri. por 19
alq.
a
bar.
3.-0011
750
13800
100
100
105
392OI
80l>
5-500
333000
120
150
110
0-liOII KI-OIHI
7-200 89000
1-V.HI
19800
69OOO
-j-iii
p. 23ll-slKli)2ri-,lill
ahn. 2-7'iH
a I98OJ
Londres 30 d|v. .
" 60 d| i.
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Pars 100 dpi. .
Genova 3 mpl.
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>i. 12590001329000
>. 11-0110 8NHI0
KijOOO 50-sOOO
M
u
B
A' earaa no Tejo.
Barca pnrlugucza Joven Carila, Rio de Ja-
neiro.
dem, dem Liscira, iilctu.
Brigue portuguez Amelia. dem,
dem. dem >Belampl8o,s dem.
I -ni. dem oMinlio.n Babia.
I'. 1II1 .i' de dem iijusepbiii 1,0 dem.
Barca dem ifliralidao.u Pernambutn.
Brigue dem a Viajante, idem.
Barca dem Olivera, Pare.
Brigue idem iTriuilipho, i lem.
dem iden: ePetisamenlo, Maranhao.
Patacho dem uCesar Sanios.
PropoSUM para carregar.
Paladn portOBuei uMaoleeo, Rio de Janeiro
Brigue idem nForlunato. Itilua.
dem idem o Africano. i lem.
Idem i lem Bella Pinueir.nse, idem.
Barc.i idem Carlota v\ Amelia,o Peruamb'uco,
Brigue dem Urbana. Al iranhlo.
Barca dem Lustauia, Para'.
^toiS* fsi)ei:s50i>.
As barcas o Joven Carleta, l.igeira, tiralid.lo.
briguas Amelia, Viajante, Prnsanienlo. e pala-
cho Cesar, o esli a fecharos seus carregarnentos,
o devem seguir brevemente para seu destino.
O patacho Africano proposlo para a Babia, lle-
ve receber1 carga do Ifondego, qu se acha arma-
senada.
No dia 5de abril, deve laresrdo Havre para Lis-
boa, anude se demorar 2 horas, para seguir para
o Brasil, um dos vapores da companhia fran-
ceza.
O vapor uI). PedroII,n larga amauh.ia 3 ao
meio da, para I!.o ile Jan iro.
O brigue ul. da, dn Rio ri. Janeiro, que eslava de
quarenlcna, levo hojelivre pratica.
Na nossa ultima revista, disemos que a barca
Cunslanl> de Pernambuco, eslava entrando a
barra as 1|J da tarde de 13 de in.rco, nao era esta
a barca que entreva, mas sim 1 Carila Amelia.o
de Pernambuco.
M0t>Meat0 du ptxo.
Inscripcues de 3 por Om. il 7|8 a 12 :is
Coupons.........11 3|1 i, ',o |.
Diviila deferida.......>> 22 l|2
Arroes do banco >le Purtosal 1853 1909
Aicts ilu banco do Pono. 2309 236-9
Melaes.
Agoias|de euro dos Esl. Unidos. 189100 a 189200
Pecas ile S-MKKI.......89010 890(0
(Inca, tiespanholas......151200 15936.5
n mexicanas......I'i-ODO ||IK)
Patacas hespanholai..... 950 960
11 mexicanas...... 021 030
Jirasileiras...... 050 OtiO
Vlnle flancos.......3-Vlil n ::-", .1)
Cinco Ir.incos....... 890 s 010
Iterista do increado.
De |j rie merco a I de abril.
As Iransacr&ea em generes do Brasil c Colonias,
depois da -aln lo do hAvuII" lem sido de pequen.!
importancia, liinitando-se apenas a algumas vendas
para consunio : porm nos coloniaes, em alftuns bou-
ve Iraiisucces deciinsiilcraca.
Km gneros nacimiaes o uiovinieulo lem sido de
pouca const.leraeao, loriavia os viulios de boa quali-
dado lem prompla sabida.
Importadlo.
Algudau. l-'.nir.iriini 302 saccas, alo Maranhao, e
32 di? Pernamhuco, as vendas continuara a ser limi-
tad. 1-, na precos innninaes.
Arroz.CtMgaram 1111 arcas do Maranhao, 80-2
e 1716 alqueires du Para, anda que o deposilo 1 e
l:

Sanio* entrados no dia 19,
n lirande riSul27 dias, brigue brasileiro S.
J.....", dp 255 tonelada*, capilao Victorino .1.....de
Olivera Alves, eqoipagera 13, carga va-ilhamp
animaos ; Fraueisee Alves da Conha &Coin-
panhm'
Pai,1 e porlos intermedios8 dias e 12 horas, vapor
brasileiro Focaalins, eommsndanle o capilao de
fralala (aervnsio Ulancebo, carga varios gen- ros.
Pass>geiros,Jn.iqoim Barbosa Limaesua Sra., Da-
niel C. Rimse I erriv,Dr. Augusto deAlmeiria
Alhuquerque e I eseravo, Dr. .Manoel Tertuliano
Thnmai llenriqaes, Elias r'rederico ile Alratida
Aibuquerque e I eseravo, Francisco Joao Alves do
Abneida, Joo .los de Souza. Rulino Marques Ca-
uiai-bo, Antonio Marqnes Camarbo, Amonto Fran-
cisca d" Oliveira, I lilha e I criada, Antonio
Francisco Kamos, Manuel Udoriro Cavalcanli do
Alhuquerque, Victorino Anlonio Pereira Vinagre,
Manoel Jos BaplisU, Js-I.uiz Pereira Lima Ju-
iiinr, Joao Rodrigues de Paiv 1 e I eseravo, Manoel
Pereira de Ar.uijn Viaiuia, JneS de Azavedo a Sil-
va, Klu rdn Power, cadete Francisco da Fonseea
Villanova, I eseravo a entregar. Para a Rada, |
Dr. Eloy Jos Jorge e I criado, Dr. .1 aquim An- '
Ionio de Oliveira Bolelli, oWmbaraador Manoel i
ile Cerquen,! Piulo, sua sei.lmra, I lilha menor, J
escravos p I criado, Joaqiiiin Pereira Valentc Ma-
eedo. Para o Ki.de Janeiro, Exm. Dr. Ambro-
sio l.-ilao ila Cunha, sua familia, I criad e I es.
cravo, Dr. Marcos Pereira ile Salles e 1 eseravo,
Joao Wilkens de Mallos, Dr. Miguel Fernandes
Vieira e 2 criados. Dr. Pedro Pereira .la Silva
liiiimarries, Dr. .Manuel Teopliil I.aspar de (lli-
\,.i,.i. lo.i Fernandas Copee, Asnariee Jinsen
Lol* e I esciavo, t. Aulonio Carlea de Alnie.da
O coronel Joan Francisco de Cbabj va com sua
senhora fazer uina Viagem a Europa.
Manoel Nogeira dos Sanios, subdito portuguez
rctira-se para Portugal.
(Juco) precisar de nina ama farra, de ba con-
ducta, para servico de casa rie pouca familia, menos
o rie engommar e comprar na ra, podeau aununciar
sua m 35, luja, que achara cun qu'tn Iralar.
Precisase de urna ama forra ou captiva pura
cas de pouca familia, para lodo o servir : na ra
rio l.ivrameiilo 11. lli, loja rie cera.
Prccisa-se de um oa mais ofliciaes de alfaiale :
ns ra do Vigarlo, loja n. 15.
COLLElilO PERNAMBt CA'NO.
11. Dmbelina Waoderley Peiioto, directora do
collegio Pernambiieaiio, parlicipa aos pas de sOas
alnmnasaaoi mais pas do familias que quizerem
confiar suas nihas i edoea;ao do sen collegio, que
mndun-se para a ra das Crasos n. 39. primeira u,
dar, e coiitinin no mesmo entino, c esta prompta
para receber meninas pensionistas.' meio pensionis-
tas e externas ; e lamben) declara que adminio um
meslre das linguss portuguesa 0 fraucc/a, e espera
ter loda a proleceau do publico como lera lido.
O abaixo assignado roso as pessoas qoe Ihe es-
, lan levando cuntas antigs., que ihe vendara salis-
fazer seus riehilos al n lira rio eorrenle mez. Ma-
nuel Moreira da Cosa Dur.
O abaixo assignado .Ipxou rie ser raixeiro do
Srs. A/eve lo ei Borges, ilesle 17 ilo correnle, c a-
gradece o bom Iralamenlo ipi recebeu, cora espe-
cialidadc do Sr. Azevedo e sua familia, dorante o
Icmpu que esleve em sua casa. Jos Moreira
Sanios.
Prreisn-.se singar um umlequc, ou prelo, para
servir a nma casa eslrangeir, paga-se bem : traa-
se un 111.1 doTrapiche, n. 38/segando andar.
Aluga-sa urna prela que sebe cozinhar o diario
rie urna casa, lavar e engoiuni.ir alguma cousa, e
vender na ra : qusm a pretender, dirija-se a ra
Direit.i, -obrado n. li.
0 Sr. A. A. R. haj de dirigir-te a ra Nova,
n. 55, a negocio ile seu inleressa.
O Sr. mejor da guarda nacional Luiz Jeron>-
111 [gn icio .los Sanios, queira xir receber uina car-
la. 11. livraria 11. tic 8, da praei da Independencia,
c all deixar a resposta.
l-'urlaram ila ru 1 ila Calahoneo um a cabriuha
Incln rie s-is a oito mezes, de cor amarella escura,
tendo as cusas e pernas quasi prelas, e suppe-sc
o haver sido para o lad do Carmo, ou Mundo No-
vo, por ondean "ava : a pesoa, que indicar quein
furlou-a, lera urna larga gralificacao, pois que se fa-
zem esrorcos para deseobrir-se o ladran, que se sus-
pe i la ser um individuo ja a isto aves ido, esoar-
ilar-se-ba segredo acerca de qualqucr informaeao.
Na ra Nova, li. prim^iro anriar.
FRONTISPICIO 1)0 CARMO.
Os llevlos rie Nossa Senhora do (".armo il Fron-
tispicio pretendere, no dia domingo 27 do correnle,
mandar celebrar nula missa cantada com sertuo,
as i horas da madrugada, o a noile nina grande la-
dainha, 11a igreja do convento da me-ma Senhora,
em accan de gratas, pela cxlincea 1 da epilemii ;
rogam, portanlo, a todos s devotos que compare-
ram a asislir ililos aelos, e a lodos os mni adores
in palo 1 lo Carra > queiram Iluminar as frentes de
suas casa : perieni aos Illms, Srs. Ihesourciros des
irmandadea e confrariaa.sendo poaaivel, mandem dar
um repiqoe de sinos, as 7 doras i\^ noute do referi-
do, dia. a 1 signal das girndolas do logo,
I.. Lcenle Feron \ Companhia participara a
psla Braca que. celando acabada sociedade eslaiie-
lilla para Pernambuco, enlre elles e Sr. Al. 1.a-
loneii, por contrato de 2 de jnlho de I8">0. o nico
liquidante da mesma sociedade he P. J. Labssle,
alias sen procurador bastante.
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO.
A mesa rege lora da irmandade do Divino Espirito
Santo convencida da dedicacao bem condecida rios
Acaba de publicar-se o novo Mez de Maria ou o
Mez de Maiu, consagrad gloria da Mai de Dos,
nova ediceAo, oruada de vinbelas e bella eoeaderna-
cSo : vciide-se a I-2- 1 na livraria de J. Nogueira
de Souza defronle du arco de Santo Antonio.
Francisco Carueiro Machado Rios, lendo-se
mudado rio seo sitio nos Afogados para a praca, e
nao porieurio despedir-se do lodos os seos amigos e
mais pessoas de seu c inheciraenlo pelo seo man esta-
do de saude. pede aos mrsmos que o desculpera des-
la falla involuntaria, e Ihes olTerece o seu pouco
presumo em qualquer parte onde se achar.
Pede-se a quera tiver ou soober de alsum me-
nino de ambos os s\os, orphao de pai e mai, na (re-
gueais de S. Jos desla cidade, que v delatar ao res-
pectivo parocho.
LOTERA Di PROVINCIA.
0 lllm. Sr. tbesoureiro manda fazer publico,
t|ue se acliam a venda, na thesourara das loteras,
ra da Aurora casa n. 26, das 9 s 3 horas da
larde, os billieies, meios c guarios, da lerceira
parle da quarta hteria do (iymnasio Pernambu-
canu, cujas rodas andam impretervelmente no dia
quarta-feira 30 do correnle. as 8 horas da ma-
nlia, 110 consistorio da igreja de Nossa Senhora
doLi\ramento. Oulro sim, que as lisias serio
distribuidas gratis aos compradpres de bilheles, uo
primeiro dia ulil as 6 horas da maiibaa, e que no
dia 3 de maiu piticipiarao os pagamentos da refe-
rida lotera, das 10 horas do dia s 3 da tarde, na
rua da Auro a n. 26.O escrivao das loteras,
Antonio Jos Dimite.
U tenle .loso Joaquira de Figueiredo Por-
nambuco suuiiiiainenle agradece ao lllm. e Exm.
Sr. Dr. chele de polica, os obsequios que do mes-
mo rccelieu, mas faz Ihe scienie que a passagem
que S. Ev.c. Ihe deu nao pude ser por ello apro-
vettada, por tetera viudo ella oceupadas desde o
l'ar pelos Sis. .loo Wilkeos de Mallos e Dr.
Amhto/.io Leilao da Cunha.
Precisa-so de nina ama de leile que seja sa-
da o leiiha-o bom, paga-se 109000 rs. mensaes o
mais algnm interosse no caso de agradar : no ater-
ro da Boa-Vista 11. 3f>, segundo andar e gratifica-
se a quera dar noticia de algunia ama, ou a levar
a rasa cima.
Prccisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na rua da Praia n, 4-9, primeiro an-
dar.
A boa fama
VENDE M1T0 BARATO.
I.eueinhos de retroz de todas as cores para pescoco
de senhora e meninas a l-snii), baralhos de cartas (i-
nissimas para votlarele a Vki rs., toucas de 13a para
enhorsi e meninas .1 (itH)rs., luvas de fio da Escocia
brancas e de cores para hornera e senhoras a 400,
lM) e (iili) rs. o par, camisas de meia muilo linas a
l>, ricas luvas de seria de todas as cores e bordadas
com t-'uariiires e borlas afee .19500, ricas aboloa-
duras rie madreperula e melal para colleles e palitos
a "ilMI e 1100 rs., superiores meias de seda pretas para
senhora a 2-*">(l 1. meias brancas muitissirao unas pa-
ra senhora a 500 rs, o par, linissimus navalhas era
eslojos para barba a 2?, ricas caixas para guardar
jotas a StKI e Is'iOO, Bailas muito ricas com reparli-
mentos uuicaitienle pr prias para costuras, pelo ba-
rato preco de 2?lM), .eje 35500, papel proprio para
os naraorailosa 10. (h), SO e IDO rs. a folha, candiei-
rns americanos muilo eleeanles, proprios para estu-
rianles 011 mesmo qualquer eslabelecimenlo pela boa
luz que dflo a .'o. traressaa rie verriarieiro bfalo para
prender cabello, pelo baralo prefo de I, pailas para
guardar papis 1 SIJO rs.. espelhos de parede com ar-
marilo dourada e sem ser desanda a 500, 700, \H e
19500, eseovaa mnilissimo finas para denles a 500 rs.,
ricos leques com plumas c espelhos e pinturas frais-
siraas a 2- e :i~, rdainieira- finas a28. ricas galhetei-
ras para azeile e vinagre a 25, ricas e finisaioias cal-
vas para rape a 2-500 e 3$, penlesde bfalo, fa/en-
ria iniiilo -upcrioi, para tirar piolhos a .500 rs., ditos
de 111.11 lim nimio dons a 400, 5UO e liiO rs., resmas
ile 20 qiiadernns de papel de todas as cores de folhas
pequeas a 720, riqaissimos Irascos cora eslraclos
muilissimo liuus n il2J(l, 19300, 23 e 29500, jarros
de poreellana delicados e de modernos gostos, com
beaba franceza muri lina a2, frascos cora essencia
ile rosa a 1211, paos de pomada franceza muilo boa a
Itltl rs., frascos pequeos e grandes ila verdadeira
sgua de Colonia ue l'iver a 1HO e 1, saboueles fiuos
e de diversas qoalnl.des, pus para ileutes u mais filio
que pude haver, agua propria para lavar a bocea e
conservar os denles, e onlras minias perfumaras,
ludo rie muilo ansio c que se vendem baralo, tesouras
n.oilissimo linas, preprias para papel, para corlar ca-
bello, para nnbas, para castoras, trancas de sedas de
bonitos padrees e diversas larguras e cores, ricas filas
ile seda lisas e lavradas de todas as larguras e cores,
bicos rie linbo linissimos de lindos pndres e lodas as
larguras, ricas franjas de algodto brancas e de cores,
proprias para osrtinadee, e oulr.it inuilissimas cousas
eoiicloidas o mais breve nossivel, para i|ue se lomo i 11 ,r. Abiliu l-eruandes Trigo de Loureiro (em
mais ele-ante o magostos,. ,1 templo em que esla o ( ,.,a carla inda du mallo, na rua da Koda n. 11.
mesmo Divino Espirito Sanio A niestna mesa abai-
se Iranscreve o contrato que acaba de fazer com o Maria Antonia de Souza previne a todas as
mestre estucador, para conhecimculo de todos os ir- pessoas que se julgarem credoras do finado sen ma-
Conlrato. Nos ahaivo assiguados temos justo e
contratado a obra que se vai fazer na inreja do IH-"
>iun Kspirilu Sanio, de umv parle m ih-.....1.1
referida irmandade, repiesenlada pelo: irmaos, qne
rulo Joao de Souza. bajara de apreseular seos ttulos
legatisados, no prazo de ;l dias, a contar da dala des-
te, e Indo o que Masar deata data sprn consirierario
c.mo nnlln e de ma f : na rua da linia n. 13. Re-
cife 17 de abril dele-'-O.
RUTILADO
ILEGIVEL


buho o nmumofl mm mu 21 je abril o isk
\
Terceira edicto.
TEaTAIEITO hoiopathico.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
nslriiccio aopovuparasc podercurarlesia entermidade, administrndoos remedios mais affleazea
ecorreaoinedico.ouuiesmoparactira-leiudapendeiiU'desle nos lugares
luriAtalha-la.emquanlo ser
em que nfto os ha.
e nao os ha.
TRADUZ1DO EM POKTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
tes doos opsculos conlemasindisaooes mais clarase precisas e pela sua limpele comisa exposi-
laao alcance de lodas as intelligencias, nao-o pelo qoe dia raspalo aa*meiceeoralVOl,eomo Min-
enle a..s preservativos que lemdado os mais salisfacloiiosiesullados em loda a parle em <|ue
;m ido pollos em pralica.
nendoo iralameiiiohonieopaiiiiroo onicnqud tem dado grandesrerall
el iifermii! ul \ jaleamoia pretposilo Injduzir oestes dous importamos o\
i. para deil'arle facilitar a sua leilura a quem ignore o mocea.
Vende-se uiiiramenle oo Consultorio do Irailucior, roa Nov U.S2, por .
___ I. .1..... a i 1 i..l..... _.......__ r______ .- .:__.___ .- .
Estes
cao es _
ripalmenlr lu preserva... i
alies tero ido pos los cm pralic.
Sendooiralameniohonieopaiiiiroo omcoque tem dado graiido-resulladosnucuraiivo desla horu-
velenfermidade. i oleamos a proposito traduzr cestos dous importamos opsculos em I i deb vernac-
la, para desl'arle facilitar a sua leilura a quem ignore o franca.
Veodc-se unicamenlc oo Consultorio do traductor, ra Nov o.S, por 29000. Vendcrn-se lamben
medicamculcs precisos e boticas de 12 tubos rom um frasco de lindura 13, urna dita de 30 tubos con
ro e 2 frascos de tintura rs. 88*900.
.': Ha>-MHPeVMi ItJllllij
I MOMAS 1'HLCIosas-
I
* Aderaros de brilliaulcs,
Jj diamautes e perolas, pul-
.? ceiras, alunle-, brincos
* e rozelas, botes e aunis
J de dilTerenles goslos e de
$j diversas pedias de valor.
Comprara, vcinlem ou
trnram prata. ouro, bri- ^
Ihanles.diamanlesepero- ?
I las, e oolras quaequer *
' joiasde valor, a dioliciro J
.! ou por obras.
*ssss!fe- team s '> *;.
MOREIRA L DU1RTE.
Mu ni omvfs
Rua do Cabuga' n. 7.
Recebe, por ro-
dos os vapores tS;i Eji-
ropa hs oimis du mais
moderno tfosto, tan-
to de Franca como
r-Tr--~:J
Mi >--?-.
OURO I". PRATA-
Adereeos completos ouro, meios ditos, pulcci-
ras, aHinele-, brincos e
rozelas, cordes, trance
lins, medalhaa,correnle
e enfeiles para rclngio. o
oulros muilos objeclos de
ouro.
Apparelhos completos,
de prata, para cha, ban-
dejas, salvas, caslicaes,
colheres de sopa c (lecha,
e inuitos oulros objeclos
de prata.
: .>?::; i : : v.
ile Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o commodo como eosiumasn.
REPERTORIO DO IEDICS
HOMEOPATrU.
EXTKAHIO DE UUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E UTROS,
c poslo em ordem alpliabclica, rom a dcscripcao
abreviada de todas as molestias, a indica(ilo physio-
I carica e Iherapculica de lodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acc.lo e concordancia,
' seguido de um diccionario da signilicaco de lodos
os termos de medicina e cirurgia, posto ao alcance
das pessoas do pnvo, pelo
DR. A...I. DE MELLO 110IUES.
Os Srs. assignantes podem mandar buscaros seu
etemplares, assimeomo quem quizer comprar.
8
$
&
$
f A HftlEOPATUli E 0
g CHOLERA.
f tnico 11 al.miento preservativo
curativo do cholera-morbtis,
9 PELO DOCTOR
(^ Sabino Olegario Ludgero Pinho. g
8 Segunda edicrao. ^..
"A benevolencia com que fui acolbida pe- -Trt
lo publico > primeira ediccao desle opus-
g. calo, escolada no curio espacode dous me-
if es nos nilu/jo a reiinpressao'
Cusi tle cada esemplar......I;000
Csrteiras completas para o trata-
menlodo citolera e de inailas ou-
tras molestias, a..........:t080(Hl
W Meias carleiras..........I6gb00
0^ Os mrdicaiuenlosso osinelliores possiveis.
Consultorio central lioineopatluru, ra
dtSauto Amaro (Mundo-Novo n. 6.
CASA DOSJEXl'OSTOS.
Precisa-se de amas para amamentar criancas na
casa dos etposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as liabililafoes nacessarias, dirija-sea
meama, no pateo do Paraizo, que abi adiara com
quem tratar.
ARKEM)AMEi\TO.
A loja e armizein da casa n. 55 da rua ila Cadeia
do Kecife junto ao arco da Conceu.o, aclia-se desoc-
rupida, c arrenda-se para qualquer eslabelecimcnlo
em ponto grande, para o qual tem commodos sulli-
cienlea : os prelandenles enlender-se-hao com Joio
Napomuceno Barroso, uu segundo audar da casa n.
57, aa meama rua.
PUBL1CAQA0' LiTTEKAKIA.
Repertorio jurdico.
Ela publiraro aera sem duvida de ulilidade aos
pnucipiaoles que se quizerem dedicar ao etercicio
do foro, pois nella encontrarao por ordem alpliabc-
lica as principal- e mais frpquenles oceurrenrias ci-
via, orphanolozica, commerciaes e ecclesiaslicas do
uossofro, com as remiss&es das ordeuarAes, leis,
avisos e re?ul*menlos por qoe se rege o" Brasil, t
bem assim resolncoes dos Prasislas anligos e moder-
nos em que so urmam. Confcm seinclbautemente
as decisAes das questes sobre sizas, sellos, volbose
novos direitos e decimas, sem o trabalbo de rocoirer
collecro de nossas leis e avisos nvulsos. Consta-
ra dedous volumesem oitavo, grande frailee/, eo
nrimeiro sabio luz e esta > venda por 88 na loja de
livrosn. 6 8 da prra da Independencia. (Is sc-
uliores subscriptores desla publicarlo aiisleoles em
Peruambuco, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros acuna inonrionada : no Itio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula lirito, praca da
(.onslilui^o; no Maranlin, casa do,Sr. Joquim
Marque* Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. J-
se de OJiveira. #
Massa adaman-
tina.
Irauciscu Piulo Dzorio chumba denles com a ver-
dadeira massa adamantina e applica ventosas pela
ahairan do ar : ode sor procurado coufronte ao
Rosario de Santo Antonio n. >.
Rut Nova u. 22, defronte
da Goncefco.
L. eloucbe lema honra de anuunciar, que aca-
ba de receber relogios americanos com campa, ditos
fraHcewscom isa, ditos de algibeira. correntes,
chaves, caiaal de msica, por prego muilo em ronla.
Enearrega-se de lodos os concerlos perlenceules a
sua arle, com perfeico e muita brevidade, visto que
estao tres pessoas a trabalhar.
Alaga-se um pequeo armazem na Iravessa da
Senzala Velha, com estrado e paredes forradas de
nfadeira, que servio de deposito de couros, podendo
ler oulra qualquer applicacao : Irala-se na loja con-
tigua, rua da Cadeia do Recife n. 50, esquina da re-
ferida Iravessa.
Itoubo.
O abaixo assignado promuite gratificar genero-
samente os Srs. relojoeiros, ottrives, inspectores
de qtiarleirao ou otitra qualquer pessoa, ijue po-
der descobrir o roubo feilo em sua casa, na noite
do 1 do crreme, na iravessa da Madre de Dos,
de um relogio de ouro palcnte suisso n. 312-i, do
caixa coberla, sendo esla ra/.a por baixo e ovada
por cima, esmaltado de ambos os lados com vivos
de azul e branco, sobre o mesnio esmalte urna cr-
reme de ouro inglez' (mas nao da modernas; de
elos miudinhos e lapidados, com o encadeado mui-
lo unido, e mais um chave de ouro de formato
grande e oitavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar quebrada na pona : por isso recoinmen-
da a pessoa que alguin deslea objecfos descubrir,
annuneie para ser procurado, uu dirija-se ao an-
nuncianle, na mesnia iravessa n. 18, pata ser gra-
tificado.JoaqoilD Antonio Gonplves da Racha.
59 i
confronte ao Rosario em Santo Antonio, avisa aos
BBUsfraguezes, queja rcccbcuo verdadeiro exiraelo
de absyntlie da l'russia.
iistrticco moral c reli-
ri'sa.
Este compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para instrueeao primaria, lendo-sc vendi-
do antes da approvacoa ISIKIO rs., passa a ser
vendido a l!5u<)0 : na livraria ns. t e S, da praca
da Independencia.
Piecisa-se alugar um pequeo sitio peno
desla cidade, u qual lenha lii;;ar para guardar um
cavallo, e que naosejn prximo a charco ou agua
eslagnada, e se liver casa assobradada melhor sera :
na livraria ns. Ce 8, da piara da Independencia.
99#$3Mt>$)w( .-.') V#9a>V*W9gMKI
I J. JANE, EXTISTA. 1
9 contina a residir na rua Nova n. 19, primei- 9
aj *{
Na casa da residem ia do l)r. Loureiro, na rua
da Saudade, defronlerio Hospicio, prerua-M de lima
ama de leile, forra, que mo traga romsigo o filho,
que tiver, de peilo. .
Precisa-je arrender um cugriiho que seja para
o sul, distante desla cidade at 10 leguas, o que es-
toja em hom eslado, capaz de muer ; d,i-se preferen.
ca ao que for de agua : quem o tiver para arren-
dar, dirija-se a loja de fazeudas da esquina da rua
do Itangel.
Precisa-se de um feitur hom Imrlclao : quem
eslivcr ueste caso, dirija-se a Cruz de Almas ao col-
legioda Couceic,o ; all tainliem se precisa de um
criado que saiba cumprai, c d fiador a sua conduela.
A directora do rollrgio da Conctelo na Cruz
de Almas, participa as familias que se liaban) pro-
posto antes da invasao nesla cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
desde acora fazer, pois esla revolvida a recebe-lis,
por ronliar na prnlcrrao da divina patrona do men-
cionado collegio,atC boje ao abrigo daquclle lldgello.
Trocam-se notas dn Banco do Brasil por se-
dulas : na rua do Trapiche n. -iO, segundo andar.
Neccssila-se de duas pessoas para o servico in-
terno de uina rasa eslraiigena, una que coziohe c
eneomme a uulri que emenda de custura : na rua
Nova n. 17.
NORAT & IRMAOS, 9
Ruada Auroran. 58, primeiro andar.
Tem a honra de participar ao respeita-
vel publico djsla cidade e com especialida-
de aos seus freguezes, que possuem pre-
senlemenle o mais' rico e completo sorli-
menlo das mais linas c delicadas obras de
brilhanle, perola e ouro, como al o pr-
senle nao lem appareeido nesla praca ; e
' aliiancam a lodos o mais mdico preo por-
que vender se pode, obras de goslo o mais
apurado: os mesmosdesejam ardeniemen-
.le que o respeilavel publico nao deixe de
ir laucar as vistas sobre as suas obras,
I afim deque seja conliecida a verdad o do
que encerram estas poucas palavras.
i
i
8
I
m
i
i
i
8
m
AO PUBLICO.
Candida Mara da Paxo Rocha, professora
particular de instrueeao primaria, [esdenle na rua
do Vgario do bairro do Recife, faz scienle aos
pais de suas alumnas. que acha-sc aberta sua au-
la, na qual contina a ensinar as materias do cos-
lume, c admiti pensionistas, mcio-pensionislas e
untan, por procos razoaveis.
_ ijuer-so alugar um esrravo para servico de ca-
sa.: a tratar na roa do Trapiche n. H;,'_ seguudo au-
ODr. Vicenta Pereira do Reg partieipa aos
seus amigos o constiminics, que transferio < seu
uscnplono de advoeaeia para a rua do Oueimado
n. 4b, primeiro andar, onde pode *r consultado
das 10 horas da maiihaa em diante.
-Precisa-se de um ama frra ou captiva,, para
dUaMo^! de2.DmacaMde Poca familia :'inr"^
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-so bem : no paleo do Hospital
u. 26, sobrado.
No armazem de fazendas baratas, rua do -5
Collegio n. 2,
* vende-se um completo sortimenio de fa-
.. zendas linas e rrossas, por mais barato M
^ precos do que em oulra qualquer paite, M
g lano cm porgues como a relalho, atlian- ^
^ cando-se aos compradores um s preco s
j! para lodos: este csUibelecimento abrio-se ||
j,| de combinacao com a maior parle das ca- |g
jgg sas commerciaes. inglezas, francezas, alie- ^g
^ maos e suissas, para vender fazendas mais *r
J(3 em eonla do que se lem vendido, e por isio JJ
Mollerecem elle tuaiores vaniagcns do que 3
oulro qualqaer; o proprielario desle im- S
g prtame esiabelecimenio convida todos ||
S os seus patricios, e ao publico em geral, g|
^ para que venham (a bem dos seus inte- %
S resses) comprar fazendas baratas: no ar- ||
^ mazem da rua do Collegio n. 2, deAn- M
g? ionio I.uiz dos Sanioso; Rulim.
Em virtode das ordens do* lllm. Sr. iospector
da alfandega, precisa-se de serventes livres para o
trabalbo da rapatazia da mesnia alfandega: quem
osliver noslas circumslancias, enlenda-se as 8 horas
da manilla na mesma alfandega com o respectivo
porleiro.
Eapomma-se e lava-sc de barrclla e sabao
muilo beir, e em conla ; assim como se coscm cami-
sas de peilo franca, e comillas : qoein qoiler diri-
ja-se ao raes do Ramos, sobrado de Jos Uygioo de
Miranda, segundo andar.
Cliegon o superior doro de goiaba e araca eilo
cm (jlpi : as pessoas que tinliam cnromincndado
apparceam na la das Cruzes n. 10.
O'erece-se nm rapaz lirasileiro para caiseiro
de cobranc nesla prac,a, lando bous coiiherimeutos:
quem qaizer aununcie.
Precia-se de urna ama para tratar de um ntp-
liiuo : lia rua lliicila, casa n. I-JO, segundo andar.
AVISO
aos negociantes em madeiras e omos nrelcn-
dentes.
leferindo-se a seus rannneioa do mez de so-
leinbro do auno passado, a respeito de cunlratos de
madeiras para a estrada de ferro do Kecife ao liio
de S. Francisco, o emprciteiro da dita estrada Ge-
orge Furness, pelo presente avisa aus negociantes
em madeiras e quem mais possa interessar, qun
desde j rebebe proposias para contratos de madei-
ras quadradas do qualiilades mais dura juras e das
dimanada seguinies: 15, 12, 9 c potegadasde
grossura, e de 10 a ."0 pus do comprimciilo, ludo
medida ingleza.
Tambeh sft recebe amostras de dormentes (slee-
pers) Jas seguinles dimensoes e formas, 1 medida
ingleza).
Iil ,..,!,.
c 9 pos inglezes de comprimemo.
Cada proposla deve ser arouipanhada dos noincs
por extenso dos prelendcntas, e a quanlidadc do
madeiras que podera contratar,
O preco dos dormentes deve ser estipulado por
rada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
gar da cslrada, desde o Kecife al a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreiteiro.
Adverle-Se que-OS pretenden les devem dar urna
garanta compleme cm como podem cumprircom
os seus contratos.
l'ara oulras informaciies podem os prelcndetiies
dirigir-so a rua do Trapiche n. 12, segundo an-
dar, escriptorio de (leorge Furness.
i A Precisa-se do una pessoa lilierla. prela (A
ou parda, para tratar de una criauca ra W
-Januos: no palco do Carino sobradn'u.'.I (J)
i^*?..: ~-^^>.*_ mrv -^. ^~v --*. ^-^ -*^ JT
Aluga-se a loja do sobrado de dous anda-
res n. 2G, no paleo do Terco : a tratar com I.uiz
Gomes Ferreira, no Mondejo.
* BRANDAD VARETAS. |
;.. ALERTA! ,;
^r Sao ahogados praca da Independen- ;,*
^w cia n. -1 estes apreciaveis charutos; sua '- *
i'.' ptima qualidade e nunca'saboreado gos- -*]'*
\~ lo os tornam rernmmendaveis. Ha j ^
;'S bastante lempo que nao apparece to ; .-
v-------------------------------- _
Na rua do Cabuga n. 0, lereeiro andar, preci-
sa se de urna ama boa cozioheira.
Piecisa-se (te umaaama torra ou captiva para
casa de urna familia de dual pessoas : no Recife
praca do Carpo Santo, esquina da rua du Torres n!
-11. lereeiro andar.
Precisa-se de um hom forneiro : na padaria
da rua da Senzala Velha n. 'Ji.
AI.FAIATE I. HUlSDEft
lem a honra de avisar ao respeilavel publico, c es-
pecialmente aos seus freguozes, que recebeu de Eu-
ropa um riri sorlimento <1e raienda para cilus,
colleles e casacas, c por isso se arha habilitado para
bem aviar qualquer eiirommcnda que llie facam : na
rua Nova n. 52. ,
Arrenda se um silio em Santo Amaruiho peilo
nesla nraca, com boa caM de viveilda, cucheira, es-
tribara, casa para .srravos t para feitor, com 2 vi-
vcuos aimenlados, t mitro que esl quasi promplo.
oa-untcs arvore ios de varias qualidadea, rom Ierro-
no para pbnlariies : qnem qaizer, dirija se a rua de
;. ODcalla n.... que achara com quem Iralar.
Tonu-se roupa para lavar c ciigommar : na
rua do Hospicio n. I.
ompvu.
Compram-sc olas do Banco do Ttrasil : na
rua do Trapicbe-Novo n. 40, segundo andar.
Compram-se garrafas das ou vem rom cer-
vepi branca a (itl rs. cada urna e (? paleo do Carmo esquina da iua de liarlas n. 2.
Cmprala para um presenta urna negrinha de
2 a :i anuos, ,iu mesmo urna mulalinha que nao le-
iba molestias : quem liver c quizer vender, annun-
eie por este jornal oo dirija-se ao pateo da maliiz
de Sanio Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
achara com quem iralar.
Na eoeheira confronte an arsenal de nurinba
compra-se um boi para carraca, que soja hom.
Compra-se um esrravo de naci, de 20 a 30
anuos, sendo de bonita ligura. que nao braba virios
nem achaques, nao ollia a preco : na rua do Oi-
lovello, padaria n. 31,
Compra-se urna encrava de meij idade, que
nao leuha vicios nem achaques, e que seja quilan-
deira : quem quizer vender, uuaoucie ou iluija-se
'i Corredor do lspo, |.a taberna, que ie dir quem
quer.
Compra se un,a moenda, ajud que moiln pe-
quea, com tanto que esteja com a. carretas pemi-
les, O Msiui o gradeamento, e os don. rodetes; ad-
verlindo que be para engcnlio de uniniaes : quem
tiver. anuiinrie para ser procurado, ou dirija-se a
rua do Oueimado n. 1:|.
Compram-se acees da Compaubia de Beberi-
be : na rua larga do Rosario n. 28, loja.
3en)a$.
Vende-se na rua do Colleaio n. 21, lereeiro
andar, urna neg inli.i de lli aono-, com habilidades.
Vendc-sc mu silio na clraila da Piranga, nos
Afogados, com ptima casa de vivenda, estribarla
grande, bm cacimba com agua do beber, cxr.ellenle
baixa de espira para verao, e diversos arvoredoa de
fruclo : qae.m o pretender, dirija-se a rua Nova, so-
brado u. I i, segundo audar, das 1 horas da larde em
dianlc.
No aterro da Boa-Villa n. 80, vende-se sag' e
ccvadiuha a :!2I> a libra, chprulale, lalbarim o mi-
raran a ilHI rs., alelria a 8(1, azeile doce de Lisboa
a 560, banha de porro lina a i8n.
Superior doce
em ealria.
Na rua do UiM.'iinri'lo, loj n. -2, e na rua Itfll.i,
casa ii. i(l, vttndc-seo mais Mipettnr doce de uoialia
em rada, de vnlrM inuitaa ijuah ladM de frucls
lano a relalho, em libras, romu em lalas uu barrih-
nlms, por |ncro cuinihodu. 4
Guaran.
Na ru.i di Cadeia n. 17, loja de miudc/as, voiuIp-
se Euaran.i, as libras que o comprador quizer, |.or
prego cominodo.
I\o aterro da
Boa-Vista $9
vendem-sc biscoilos linos, inglezes, chegados ullima-
meiile, era laliubas, os melbures que lem viudo a
este meicado, e vciide.su lano ein porco corao a re-
lalho, por menos preco do que ein oulra qualquer
parle ; assim como qoeijos do reino muilo Iroscaes,
desembarcados boje, e muilos outros gneros de pri-
meira qualidade.
Vendem-M velas de carnauba de composir;iOi
da melhor fabrica do Ararat)', saccaa grandes de al-
queirc de feijBo mailu novo a tu- a lacea, raleirai de
pslbd de carnauba, de palhi doblada, |ior preco
coinmuilo : na rua do Vigario n. >.
'J -Aleria, Sr. fumantes! Quem sabe apre- "-."
:.. ciar iimi fomaca, deve vi r veros venia- ..'-
doiros Brando Varetas. !&
:"A:':-''':'::'~:rri'U-i^ :':':'.:':''-^
VB .-'.. ., Aluga-se um grande silio com ptima casa de
sobrado, casa para feitor, scozala, eoeheira e eslnba-
ria para iravallosou mal, com quintal murado,
cacimba, curraes e arniazein, arvores fructferas ,le
lo la a qualidade. ptima agda de beber, grande bai-
la de capin, muito perlo da praca, na estrada de
Jo.lo de Barros : a Iratiil no mesmo aillo com a
bxuia. Sra. viscoudessa ile Goianna.
Na rua da Madre de Deas a. 38, existe um ar-
mazem aonde se alugam canor.i- puxadal hu para
rondu/ir malcrios ou eeneri>> ilu estivas, fazendas,
ferro, etc., e tambem se fornecem pipas com agua
para quarteise bospilac- : Irala-se com l'inniiu J.
I;. da Rosaalliou na na do Vicario por cima 'lo es-
criptorio do Sr. ThomazdeA. I'. Ox Filho. Juula-
mente roinnr.m-se bois que lenhaui sido de carrura
c eslajam magros e vaccas de leile, sendo por precos
baixos, e urna earroea das que pegam em pipa or
baito.
ROIll.AI l-ECrKIR.
O nico aulnrisad por decii&o dn coHtetko real e
derrrlo imperial.
Os mdicos doshospitacsrecoininculam o A.robe
de Laliecteur, como sendo o nico autorisadj pelo
governo, e pela real sociedade' ile ineiliciua. Este
medicamento d'um osto agradavel, e fcil a lomar
em secreto* esta em uso na maiiuba real desde mais
de to anuos; cura radi.-almenle em pomo lempo
com pouca desfeza, sem mercurio, as all'ecnies da
pelle, impinseni, ascunsequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidenes dos parios, da idade critica, c
da acrimonia hereditaria dos humores; convui aos
catarrhos, a hciiga, as coutracciies, e a fraqueza
dos urgaos, procedida do abusu das injecces ou de
sondas. Como anli-svphililico, u arrobe cura ein
pouco lempo os Ilusos recentes uu rebeldes, que vol-
vcu incessanles em cousequencia do empregu da
copaluba, da cubeba, ou das injcec,oes (|ue repre-
seiilcm o virus sem ueulralisa-lo. O arrobe l.af-
fcileur he e-pecialmenle recommendado contra as
doencas inveteradas ou rebeldes ao mercuriu e au
iodurelo de polassio.Lisboa.Vende-se na Indi-
ca de Harral e de Antonio Feliciano Alvcs de Aza-
rado, praca de I). Pedro u. 88, onde acaba de che-
gar una grande purcao de gnala- grandes c pe-
quenas viuda- directamente de Paris, de casa do
dilo lloxveaii-l.allecleur 12, rua Riclico a Paria.
Os formularios do-se gratis em casa du agente Sil-
va, na praca de I). Pedro n. 82. Porto, Joaqun!
Araujo ; Babia. I.ima & Irmaos ; Pernambuco,
Soum; Rio de Janeiro, Rocha OV tilhos ; a Morei-
ra, loja de drogas ; Villa Nova. Joan Pereira de
Algales l.eilc ; Rio lirande, l'raucisco de Paula
Coulu iV C.1'
Precisa-se alugar um sobrado de nm andar,
porm quer-se com a loja, ou urna casa terrea cum
solao em boa rua : quem tiver aununcie.
!^0 COLUTORIO HOKEO 9
PATIIICII. I
Rua das Cruzes n 28.
Coulinua-se a vender os mais acreditados *#)
mcdicamciilus dos Srs. Caslellan a Weber, ,*
cm Induras a ein glbulos, carleiras de lo- **'
dos o- lmannos muilo em cunta. (gt
Tobosavulsus a 500, 800 e laOlKJ.
I onca de tintura......2JIHK1 Wf
Tubos c frascos; va/ios, rollias de artica
f
i
m
m
para tubos, e linio quaiiU. be neressariu pa-
ra o uso da KomiPopaUlia, W)
l'alon N.i-h Ox Compaubia declarara que Joo
Pedro Jess de Malla deitou de ser seu caixeiro desl
dehonlem H do correule mez. Kecife 15 de aba-
de 1856.
RUA LARGA DO ROSARIO,
antigarua do- Quarteis.
J.PRADINES.
CITILEIRO-VRHEIKO.
Tem a honra de fazer scienle ao respeilavel pu-
blico e principalmente a seus freguezes, que elle
abri de novo sua ollicina, e que se acha prumplo
para qualquer inisler de sua profissao, e que Faz as
amulaciJe lodos os das.
Aprveila essa occasio para previnir as pessoas
que deixaram iesonras, navalhaa e oulroa objec-
los para amolare concertar, at o fim de deambro
de 18.'), que us venliam buscar quanlo anies, c-
nao serao vendidos para a paga dos ditos concerlos.
De hojeen) dianle nao BearSo os objeclos para
concertar ou amular mais de dous mezas, porque
passado esse lempo, serio vendidos para paga do
trabalbo.
i4t'i;'i.o:-;!i-@;,53.vsft'i3is@
i VIMIO E OPIATO VM HHO- 5
no
DR. ANTUNES
i Estes dous medicamentos cnuliecidos por 9
9 seus grandes resultados, no Iralameulo lio ffi$
'ti CHOLERA. venJem-se, acompanliados de ,
@ um folhelo, na nbarraueia de I.uiz Pedro do- **
S .Ntxes, rua da t.ru/ru. 50. 2)
;- l'reeo de vidros e I lolbeto iNKill, de jg
O I caixa 759000. 59
Na rua dus Copiares n. W, lava-sc, en-
gomiM-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do (|ue em mitra qualquer parle.
Precisa-se alugar una ama forra ou captiva,
para fazer o servico de casa e rila, paga-M bem : na
rua du Oueimado 11. 7.
lleseja-se fallar com os credores dos tinado
Francisco da Cuuha Gomes, Jos Joaquim de San-
ta Auna, Francisco Ferreira de Alhuquerque -Vilo,
Irauciscu Ferreira Machado: na rua da Uoia u. 04
2. andar. \
. Viniu o }t rto.
Vendein.se barril de milito homvinhn do Poilo.de
i em pipa a IDOS o barril, muilo propiio para ca-as
liarliculares : 110 armazem de Paula Lopes delronle
da esradinha.
Vende-se una negra crinula, de :I0 anuos, pou-
co mais ou menos, boa cozinheira : na praca Corpo Santo, armazem 11. (i.
Vende-se um rasal de iscravns, sendo urna
muala boa roziirbeira e engommadeira, e um prelo
frannador : quem pretender, falle na roa da Madre
de Ueus n. Ii, que se lile dir quem ve.-de.
Vendrm-se na m va loja de calcado Irancezes,
na pra<;a da Independencia hs. :',7 c 39, borzeguins
elaslicos de pellica a ca-emira para boinein, muito
rica lazcnda e novos, pelo preco de 7s- o par.
Na rua do I.i vi menlo, ija do calcado 11. :i:t,
vendcin-se tapaldea ite rouro de lastre a'i-MtKI, di-
"os debezerna l>i(l. assim como nntroa raaitos
calcados por preco diminuto.
Vendera um bonito esclavo de afio, de
idade de 27 annos: a tratar na rua do Trapicbe-
Novo n. 7, primeiro audar.
m una i ,ic tahelao.
Vende-se a 25100, na livraria n. 0 08 ila prae;^
ila Independencia.
! roressoorfaiol ';cu.
Vende-se por 38000, na livr-ria |n. (i e 8d< | rae, 1
da Independencia.
Genebra.
Acaba de chegar fra'quciras com verdadeira gine-
bra de llollanda : vende-K no armazem de Tana Ir-
maos.
I.IV.OS A* VENDA.
Na Iravessa da ongreganlo, rua do (.lueimado,
loja de cncailerna ir, ola elposla i venda a obra
iiililoladaItiblio! cea Can.mica- Jniiduo-Morales
Thcologicapor l.i \ej-'erra/i. 8 volnmes cm oila-
in liancez, grande ; pieco 3-J^OOO.
Cal tl Lisboa.
Vende-se uina porcao de barra com cal de Lisboa,
por barato preco. e retalho a ll-T o barril t na rua da
Cadeia do Recife n. 50
Vende-sc a loju de funilelro da rua Direila n.
18, bem ofreguezada, e com o tundo pooco mais ou
menos de 500>000 ; vende-se por o dono se retirar
para fura : a tratar na meama leja.
Vende-se um encllenle cavado alisto,anda de
balso a meio da melhor forma ; lambem se vende
com os arreos quasi novos : na eoeheira de liento
Jos Pereira, rua das I-lores.
O coronel Joto Francisco de Chali) vende um
dos seus canos e a parelha de catallos, ludo junio ou
separado, a vonlade do coraprador : quera quizer
comprar diiija-se ao aterro da Roa-Vista 11. 4(.
CHALES DE MERINO'.
\ endem-se chales de meriii Irancaibi rom franja
de seda ede una sror, com um pequeo defeilo na
franja, pelo baralissimo preco de i>V00, chales de
merino prelo com franja de seda, proprins para lu-
lo, alpaca prela lina a (8(1 o rovado, palitos de alpa
ra prela lina a .19500, curtes de casemira prela a
9500, pecas de raadapolao de jarda cora 10 varas a
>.VMI. cami-olas de loa, meias lilas curta- e comprl-
da, coberlores grandes de pellos, dilos de algum a
750 rs. : na rua doQolmsdo em frente do becco da
Congregarlo, auando a botica, a segunda loja u.io,
Vende-se pedra ja-pe d calcar bulini era pe-
dacos de > e-\ arrobas cada ara, as-im cninu pedacns
mais pequeos: na rua da Cadeia do Recife dtfrole
do hecco Largo n. 5.
Sedas a J,
rs. o eovaclo.
E-lao a veuda sedas de lodas as cores de li-iras e
quadros, de bonitos padrues, pelo preco de l> o co-
vailu : na rua do Ooeinia.ln 11. :i8.einlr"eule do hecco
da Congregacio, a primeira loja passando a botica ;
dilo-se amustias cora peiihor.
Vendera-se muilo bous pea de sapolis, c litos
de caf para plantar a ()<> rs. o ceiilo : no largo da
Trcuipe 11. I, sobrado.
Vende-sc um hom escravn, moco e de boa fi-
gura, alguns quartaos Hirtes, pruprius para fazer via-
gi'in para o inaliu ; a Iralar ua rua do 1 lueimado
n. I.
Vende-se ura milheiro de lijlos de cacimba,
de marca grande : 1 Iralar na rua du Sol 11. 1 A.
ananiio.
O livro do mez Marianno augmentado de vanas
Oraijes, nico usado pelos devotos da PENIIA :
vende-se snienle na livraria ns. G e S, da praca
da Independencia, a dez lusiOes.
POTSSi CAL YIRGE1,
No antigo BJ bem conhecido deposito da rua da
Cadeia du Recife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior notassa da Itussia, dita do liio
de Janeiro o cal virgein de Lisboa ein pudra, ludo
apresos muilo [avoraveis, com os juacs Bcaro
os compradores -alisfcilos.
Vende-se mlitleial ingleza a iso, i,',o. 800 e
960, dita franceza a 610 eMKi rs., banha muilo Iva
a 50, louriiiho de Lisboa a iOO r-.. dilo de Sanios
muilo bom a 300 rs., i evada a 120, larinha do Mara-
nhao a 160, llpista a 200 i-., sag' a 3f0, cafo a JIIU
rs., velas de Carinaba a 180, sabio prelo a !(it), ama-
relio a 2IKI rs., da massa bem serr a o'ill, Sl,|, ,|e
llollanda a 300 IS., i-pennacelc a 81X1 is., (raques a
-110 rs.. puada a ilMI rs. a libra, azeile dote a 610
a garrafa, vinho do mesa a 180, Kigueira u.VtiO, Lis-
boa lino a lMI rs., INirlo superior a 7:20, rWi a J*>, e
muilo superior a >.>(HI: no pateo do Carino, quina
da i o.i de Hurtas n. -J.
llbanezaafjOO
rs. o cavado.
l.hegou novamente esla rslimavel fazenda, de cor
pela e lustrosa, rom mais de una vara de largura,
preferivel a oulra qualquer para vestidos, inanti-
llias, hbitos de rebuDsos e oulros falo-, pelo muilo
que se cconomisa com sua grande largura : na rua
lo i .inclina.lo, |oja II. 21.
. ^ endem-se ti |ii;as ou toneis ahalidos, queser-
viram da aguada i na rua da Cadeia d Recite, luja
n. 30, dcfroiitc da rua da Ma Ir de Dos.
Qi-maia de ara ruta.
Vende-se superior gomrha de aramia ein barricas
e as amibas : no armazem de Joao Marlins de Bar-
ros, Iravessa da Madre de Dos n. 21.
Velas d(! C rnaiiba .
Na rua do (Jueimado n. 69, vendem-se velas* de
carnauba em cunas da 10 a til) libras, por menos ,
prego do que cm uulra qualquer parte : quera pre- '
lisar aproveile a occasio.
CHA Ii MAS.
Na praca da independencia livraria ns. (i cS,;
vende-sa esto compendio, iradnzido [do Dr. A.
llerculanode -ou/.a Bandcira.
para o corrente anuo.
I'olhinhnsde algilieira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercantil c industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parncliiacs, resumo dos im-
|iotos seraes, provineiaes c municipaes, extracto1
de aqjumas posturas, providencias sobre incendios,',
onlriido, mscaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rondimcnlds o exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada tima, litas de porta a 160, '
ditas eclesisticas ou*de padre, rom a reza de S.
Tilo o -iOO ris : na livraria ns. G e 8, da praca
da Independencia.
Vende-se vinho genuino da Porto em eaisaa .le
I a J duzias de garrafas e ine-mn em garrafas, con-
tendo -em exagerarlo) o vinho mais superlativo que
se pude desejsr, c alianra-se que nunca aqu foi im-
portado ora seinelli.nl- nctar :- vende-se na rua
Nova n. 3, Liberna deJAutooio l'erreira Lima.
MICHO.
Vende-se -arcos cora uiilhu por barato preco,
na rua da Cadeia do Recife, n. j:l loja.
Oh que peclun-
cha.
No Pas-cio Publico, loja n. !), de Albino Jos Lei-
le, vendera-se ricos curies de meia casemira. escuras
c muilo iucorpadas, pelo diminuta preco de l90tHi
cada um, ditos de briin de linho a 8tX) rs., chitas fi-
nas de cores lisas a 220 o ruvado. dilas pretas tinas a
200 rs., chales prelos n lL>jlKX)cada um, ditos bran-
co a 700 rs., chapeos deso de panno com barras a
'SWO, brins de buho twenroa a dio o covado, corles
de ca*HI chitas muilo linas a dsOOO, c culras muitas
fazendas niai- baratas do que se vende na California
i\a Califormia,
oja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Sanio
Aulonio, vendera-se corles de eaaaas francezas de
muilo bous gn-los a IrlOO e a 19309; ha grande
quanlidadc para se racollicr, lencos de,cassa hraucos,
lisos e com bien a 200 rs., chitas pretas francezas,
larga-, para lulo a dio o covado, e umitas oulras fa-
zendas muito baratas, a dinbeiro a visla.
A nelh r fariuliii ili C;i em sic-as
que existe no mercado : vende-se por preco ra/.oa-
vel. no armazem du Cazuza, no caes da alfandega
n. 7.
RELOIS cuberas e detenberlof, pequeos
engrandes, de ouro e prala, patente ingle/, de ura
dos melhare fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ullimo paquete ingles : era casa de Southall Mellor
8c Coinp.mhia, ua rua do Torres n. 38.
Farinha tic mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
de -, para paredes irala-se cum Manoel Alves Cuer-
ra, na rua do Trapiche n. Ii.
Moinhos de vento
oml.omba-dcrepuiopararesarhorlase hana,
eeaprm.natoBdcaOdel). W. Bowman ama
do Brura ns. 6, 8e 10.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-sc superiores meias de laia para padres,
pelo baralissimo preco de loHOO o par. ditas de al-
godao prelas a (il.o par : na rua do yueimadu.loja
de raiudezas da Boa Pama n. :i...
SEM ENTES.
Sflu chegada- de Lisboa, e arliam-se R venda ua
rua da Cruz do Recite n. (id, taberna de Antonio
Iranci-eo Marlins as segiiimss semenles de horlali-
cea, como sejam : ervilbasli-rls, genoveza, e de An-
gola, feijao carrapalu. roso, pintacilgo, c amarrllo,
alfacerepolbuda e alenla, salsa, lmales grandes,
rbanos, rali.nieles bramos encamados, nabos ro-
lo e hrauco, senoiras braur?-- e amarellas, couve.
Irinrhuila, lombarda, esabei, sebola de Selubal,
segurelha, coeulro de tnoceia repolbo e pimpinela,
e uina grande porcilo de diflerenles semeoles, das
mais bonita- Dores parajardius.
Cousas finas ede
bons gostos
HA LOJA DA BOA FA1A.
Vendera-se rices loques cora plumas, bolola e
espcllm a d?. luvas de pellica, de Jouviu o melhor
que pode baver a IjvSOO o par, dilas de seila ama-
relias t brancas para hornera e sculiorai 1y280, "li-
las de lorcal prelas e cora bordados de cores a 81X1
rs. e Irdilll, dilas de lio de Escoc brancas e de lo-
das a- cures para hornera e seuhora a 500 rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a HdO,
leuciuhos de retroz de todas as cores a l, toncas de
lia para senbora a 610, pentei de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a 59, ditos de
alisar tambera de tartaruga a ."18, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo aos de
tartaruga a IjdHO, ditos d alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a IldO e 500 rs., lindas meias de
seda pintadas para criancas de I a :t anuos a lj>8IH)
olpar, dilas de lio de Escoria lamliem de bonitas
cores para criancas de I a 10 annos a 390 o par. s-
pelhos para parede com escellentcs vidros a 500,
700, 1/ e lrydOO, loocadores com ps a 19500, fitas
de velludo de lodas as cores a IhOeiliO vara, es-
c vas linas para denles a 100 rs., e fim-ssimas a 500
rs., dilas nissimas coro cabo de marfiro a I?, tran-
cas de seda de todas as cores e larguras :idO, <00 e
500 rs. a vara, sapalinhos de lila para enancas de
bonilrs padroes a 240 e :tdO, adereros prelos para
lulo cum brincos e allinetes a lf>, toncas pretas de
seda para criancas a ir*, travessas dasqueseusam
para segurarcabcllu a ir. pislulinbas de metal para
criancas a iOO r... galheleiras para azeile e vinagre
a d>dO(l, bandejas muilo linas e de todos os tarna-
nhus de I?, }, 39 e 19, meias brancas linas para
seuhora a dio e 320 o par, dilas pretas muito boas
a 400 rs., ricas raixas para rap com nquissimas es-
tampas a 39 e d^.5tXI, meias de seda de cores para
homem a bit), cbaruleiras muito finas a ds. csstes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculus de armacAo de ac,o pralcados e dou-
radosa (110, 19 e ldOO, lmelas rom aro de bfalo
e tartaruga a 300 rs. e 19, superiores e ricas enga-
linhas a d9, e a .500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavalln'pequeuos c grandes, fazenda mullo supe-
rior a 640, 800, lo. 1*200, 19500 e 3, atacadores da
cornalina para casaca a 320, penles muilo linos para
sui-sa a 5O0, escusas finas para cabello a OiO, ditas
para casaca a 010. capachos pintados para sala a
010, meias brancas c cruas para humera, fazenda
superior a 100, dtX) edO o par, camisas de meia
muito linas a ls e l;20O, luvas brancas encorpad.is
prprias para montarla dio o par, meias de cores
para senbora muilo fortes a 320 u par, ricas abuica-
durasde inadreperoia e de oulras rauilas qualidades
e goslos paia colleles e palitos a 500 rs., fivelas lloa-
radas para calcas e colleles a 120, ricas filas linas
lavradas e de lodas as larguras, bicos linissimos da
bonitos padrees e lodas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para caraos de noivas, tesuuri-
nhas para costura u mais nu que se pode encontrar.
Alni de tudo i-to nutras muitissimas cousas muito
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, cuiuo lodos os freguezes ja sa-
be m : 11.1 1 ua 1I0 uueiinailo, uosqualro cantos, ua
bem conliecida loja de miudezas da Boa Pama
n. 33.
tt Velas slearinas, podras de marmoto para ej>
mesas, papel de peso inglez, papel de ein- 9
p liiullio, oleo de linhaca em botijas, chico-
e les para carro, pianos de armario, lona e
S brim de vella, cement romano, armamen-

10 de todas as qualidades, rabos de li-
iilm c de manilha, pise da Suecia, charn-
pasne e vinhos linos do Rheno: vendem-se
no armazem do C J. Aslley & C., rua da
Cadeia n. 21.
m
@
oi>ios
o
iog ezes de pa-
tente,
os melhnres fabricados era lnglalerra : em casa de
llenry (iibson : rua da Cadeia do Recife o. 5d.
l'assas lrai:<:ezas finas
U40 rs o covido.
\;i rua do Crespn."), veiidoin-se cas-
saslniucc/.as linas a "i'iO i-.-, o covado.
Para luto.
Corles de vestido de cas-a prela cora 7 varas cada
um, de bonito, padroes a j-n 1 : veude-se na rua
do Crespo, loja da esquina que vulla para a rua da
Cadeia.
Para vidiacas.
Vendem-se vidros a 89 a raisa : na rua Nova 11.
38, defronte da Igieja da Coneeieao dos Militares,
casa encarnad.
FARINHA DE SAMA CATIIAK ^A,
muilo nova e de superior qualidade, a boidodo bri-
guc escuna Rpido, fondeado em frente do arsenal
de guerra, vende--e por preco cominodo : a tralaj
rom Caelauu Cvriaco da C. M., no largo do Corpu
Sanio 11. 25.
Carlas france-
Aviso.
Vende-S8 a luja de calcado da rua da Cadeia do
Itecife n. >. bem afreguezada e com npiiino sor-
limeolode calcadu eslnngoiro e algunas pe fuma-
rias, a qual se vende nicamente pelo seu gerente
precisar de iralar de sua saude; faz-se negocio a
dinhelro ou a prazo, com boas firmas : a Iralar na
mesma rua n. 7, loja.
/.as.
Vendem-se superiores carias fralenos para sel-
tarle a 300 rs. 0 baralhu : na rua du Uui'im.iilo,
loja de miude/.as Boa lama 11. 33.
Livros (^lassieos
Vendem-se us seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : llistorv nf Home :MKK>, lliumpsoii d?
Pual el Virginia 2000 ; na praca da Independencia
ns. ti c 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e continua-
se o vender na Iravessa da Madre de lieos u. 21, sr-
Uiazcn de Joao Marlins Barrus'

Vendc-secal de Lisboa ultimamenlechegada, as-
sim como polassa dallussiaverdadsira : uapraca do
Corpo Sanio 11. II.
CORTES DE CASSA PARA'QUEM ESTA' DE
LUTO.
Vendera-se cortes de cassa prela muito miud,
por diminuto preco de d9 o Corle, ditos de cassa chi-
ta de bom goslo a d>, ditos a diOI), padrees france-
zes. alpaca de seda ilequadros de todas as qualida-
des a TdO rs. o covado. lia para vestido lamben, de
quadros a SO o covado; lodas estas fuzeudas ven-
dem-sc na rua do Crespo n. (i.
LIQUIDACAO'.
<> arrematante da loja de raiudezas da roa dos
'.'uaitei-u dl.queretido acabar as miudezas que
eiislera, vende barato afim de liquidar sera perda
de lempo.
Iranja cora ballas ara curlinadus, peje JOOO
P>pel pautado, resma, (de pesoj 39(100
Hito de peso, resina d-9"00
Lila de cores para bordar, libra 7 Penlesde bfalo para alisar, duzia 39000
rivelasdouradas para calca, urna |O
Groza de obrcias muilo linas <9(X)0
Lencos de seda finos, ricos padroes Ij.VOO
Caixa de linhas de marca d*40
Meias para senbora por -jio
Pentesde (arUruga para segurar cabello 9000
ti roas de ranetas finas para pennas 29000
Ititas de botes linos para casaca l:mh.i i
Meias pretas par senlioia, duzia 3)1200
hilas ditas para horaem 2S800
l.acrecucarnado raiiilo lino,libra ls8(X)
Papel de cores maco de 20 quadernos (K)
Ouzia de colxetes 700
Espelhosde lodoso.-Humeros, duzia 29500
l.inhasde novellus grandes para bordar t-oni
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas uno
Meias cruas sem costura para homem 39300
Ditas de seda n.d, peca .so
Trancas de seda branca, vara JOO
Caisas de raiz. duzia 19000
Pecas de lilas de cus 300
Lapis linos, groza 2&O0
CordM paia venido, libra I9d00
Tooeai de blondo para menino tsrdIXI
Chiquitos de merino bordados para menino 19000
e oulrosinuitosarlisos que se lomam recomnfenda-
veis por suas boas qualidades, e que n.lo se duvidara
dar um pouquiuho mais barato a aquelle senhor lo-
gista. qoe queira a dinheiru comprar mais baralo
do que si compra em primeira 111A0.
Na California,
loja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Sanio
Aulonio, vendera-se pecas de algodaozinho com ara-
rla a 640, 19, l?280 a 18600, e lirapas a 29, alpaca
preta lavrada, -em deleito, de 4 palmos de largura
a dOO rs. e a dlO rs. o covado, muilo boa para quem
.-1.1 ile loto, muilo boas meias prelas de algudio
para senlnua a 100 rs ditas para homem a 280, cas-
sa- piuladas francezas a dOO rs. o covado, corles de
dilas de (I If2 varas a 19600, chales escocezes 561,
madapoblo muilo bom a 29500, 29600, 39200, 39600,
39800, 49, 49100e I96OO, c muilo lino a 59; ssira
comu mullas oulras fazendas, ludo muilo barato, di-
nbeiro ,1 vi-la.
Vende-sc em casa do S. P. .lohnslon& C,
rua da Seuzala-.Nova n. -12, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, candieros e casticaes
bronzeados, relogios pawnte inglez, barris de gra-
va n. 07, vinho Chcrrv em barris, ramas de Ierro,
fio de vela, chumbo de municao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Da undicao Low-Moor, rua daSen/.ala-No-
va n. 42. ,
Nesla oslabeleciment contina a haver um com-
pleio sorlimento de moendas c meias moendas
para onecnlio, machinas de vapor e lai\as de
ferro balido e coado do lodos os tamanlios pata
dilo.
t.iuein quizer comprar nm carro americano de
quatro rodas cum asseiilos para duas pessoas, leu-
do arreios o (avallo iiiuilu ardigo : dirija-SO a rua
do Trapiche n. iO, segando andar.
No armazem de Novacs & C., ruada Ma-
dre de Dos 11. 12, vende-se larinha de mandioca
cm saccas de superior qualidade. por prcro com-
iniiilu.
Vende-se muilo superior farinha de Sama
Calbarina, por menos prer;u do que em nutra
qualquer pane : a tordo do brigue Sagitario ,
delronle do Irapcho do algodao.
Vendem-se barricas com farinha de lriio da
j conliecida marca MMM, ranilo nova, e di quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Cenova,
e por preco cominudo : a fallar com Basto iS; Le-
inm, rua do Trapiche n. 17.
DEPOSITO DE MACBINAS
construidas no dito seu estabelecimeulo.
All acharan os compradores um complelo Isorli
raen o de moendas de canua, com ludos os raeShora
memos (alguns delles novos e originaes) de que
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces
iu?e'i. i"Ci ?a5dehvaPruel" e allapressao
H e L ,aman^ l30i ""'-las comrTfuudi
da-, carros de mSoe ditos para cnduiir frmisd
assucar, maclnnas pitra moer mandioca, prjas na
ra dilo. furno, de ferro balido para farihaP, a"X da
ferro da ...ais approv.da cons.ruccao. fu ,ds ,,.r!
alambiques, crivos e noria- r.ara >....,, *^
inli,.,,b?de de obr.s T/r^'UZTV^Z
e pericia deTe^c*^^^^-;
esecular cora a raair presleMi p^f^ \.t,
C STABB & C,
espeilosamenleannunciam que no seu exlcnso a."i.
abelecmenlo em Santo Aniir...coi.li.,uini a?Ubtu
ZVSSu |,erfC';a P'" de de macb.ii.sino para o u,o da agiicullura? na-'
vegac e manufactura; e que para maior commodo
le sen- numerosos freguezes e do publico tmmnl.
lee. aber.o em ni1 do, graude, arraazens do Sr
Slesquila na rui do Broin, alrsz do arsenal de ma-
:.: Na rua 10 Crespo, loju amarella 55
,; "- de Antonio Francisco Pe- S
W reir,
-.;;. Chesaram de Frasea as secoinle mer-
;., cadunas ludo de mullo bom goslo e supe-
-.* rnir qualidade. r\
V* kSKSH ,rra!,,:eias cu,n P' de linho a
;'-j t-190110 a duzia.
'i vSSL**? C"m ,,eil de nibraieta,
-..? 31.9000 a duzia.
O J>"''s,'litas de murim, a 249000 a duzia.
-'A '"'""'"s de bramante de puro linho a
e :ta y Casaras do panno fino prelo a 309000. tj
Ir^SS1 "e ,,,U"0 fl" Pr<' e Ue I
-.J (.asacas redondas e llaquc, ludo de panno tt
.;.- muito linna 32900(1.
4& 7l'illi," e sol""e-fasaciis de sarja de seda. 1 S
V.5 Ditos de setim da China, a 24900o. B
Vi c '',0,"r rte ,eda" '39000.
,,._ IIH05 de alpaca prels, a |je l.vaOO. w
'a Ditos de panno inuilu linu, a dOgOo' S
.;->- Dilus saceos de panno raescladu, a 20-SJ00 &i
Em casa d Henry Brunn & C., rua da Cruz
,11. 10, vendem-se .
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
Rspelhos com molduras.
Globos para ardins,
Cadeiras e sofs parajardius.
Oleados para mesas. *
Vislas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomraa lacea.
TAI XAS PAItA ENGENHO.
Na fundicao de ferro de ). W. Bowmann ua
rua do I5rum, passando o chafariz, contina ha-
ver um complelo sorlimento de taixes do ferro, fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
proaipudao: embarcam-se ou carregam-so em ace-
ro sem despez ao comprador.
Na oflicina do encadernaco, iravessa da
Congregarlo, vendem-se as seguinles obras da
economa poltica por Mallhus Sismond, .T.
Baplisia Say, cartas a Mallhus pelo mesmo, catbe-
cismode economa. J. Dutens, e muitas oulras
obra de direilo publico, da -entes, "diplumalico
c commercial, tudu em muito bom estado e por
barato preco. .
CHAKOPE
DO
BOSQUE
loi transferido o deposito desle champe para a bo-
tica de Jos da Cruz Sanios, na rua Nova n. 53
garrafas .>9o00, e meias 39000, sendo falso lodo
aquelle que nao for vendido ueste deposito, pdo
qoe se faz o pre-enle aviso.
IMPORTASTE PARA 0 PUBLICO
l'ara cura de phlysica em lodosos seus diflerrmcs
graos, quer motivada por conslipacoes, losse, aslh-
Ima, pleuriz. esrarrus de saugue. dor de roslados
: peilo, palpilacao no coraeflo. ronuelurhe.broisrliili
dor nagarg#ula,e todas amoleslia.-doscreis pul-
monares.
V
Nnvailuisa contento.
Conliuua-se a vender a89000 o par (preco fixo) as
I bem cuuhecnlss navalhaa de barba, hilas ^to h-
bil labriranle que ha sido premiado em diversas ei-
pusiees : vendem-se com a condicao de nao apra-
dandu poder u comprador devolve-las ale 30 diss
depois ii.. compra, resliluindu-se a impurtaucia : em
casa de Augusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do
lenle n. 36.
MI >b.\ I )AS SUPERIORES.
Na i indican de C. Siarr & C., em Santo
Amaro, acham-se pata vender moendas de cannas
lodas de ferro, de um modelo e cunslruccao muilo
superior.
ARADOS DE FERRO.
>a fundicao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados do ferro de su-
perior qualidade.
IECHANISMO PARA EI6E-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWMAN. WA
RUA DO BRUM, PASSANDO O taHA-
FARIZ.
ha semprc um grande soriimeolo dos seguinles ob-
jeclos de iiiechanisuios proprios para encentras, a sa-
ber : mocadas e meias moendas da mais moderna
conslrurcao ; laixas de Trro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos os lama'nhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
c6es ; crivos e bercasde forualhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, hronzes, parafusos ecavilhes, moi-
nhus du mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se'executam lodas as enconimcmlas com a superior
ridade j conliecida. econi a devida piestezae cvm-
raodidade em preco.
TAHAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, o
tambeui no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e defrotite do arsenal de marinba, .fia
sempre um grande sorlimento de laixas, tanto de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fund-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; o em
ambos os lugares exislcm guindastes para carre-
ar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
(c rafeoS fttftJjJT
Em dia de Pascoa, tiigin do silio da Tamari-
miro, collegio da Conceirao na Cruz de Almas, o ne-
gro Joaquim. de idade 43 anuos, gro-so, boa estatu-
ra, ii.en. /.limbo das nemas, qurbrado da verillia
direila. cujo volume he grande bastante, he de na-
cao ; promelte-sc a qualquer que o capturar, gene-
rosa coropeaiarlu, ja que a polica n3u cura dcslas
cousas.
I'ugio no dia (i de marco prximo passado um
escravo crioulo, de nome Cypriano, alio, cor fola,
barriga grande, pes grossos, muito prosista, idade 00
annos: roga-se a qnem delle souber o leva ou man-
de dar parle na rua Direila, padaria n. I9.
cri-
. minos
cora ossignnei seguinles : falla de denles na frente ,
una dis orelbas rasgada proveniente dos brincoii :.
quera a pecar leve-a a rua do Brum, mazem de
assucar a. 12, qoe ser bem gratificado.
Contina andar fgida a prela Merincia,
aula, idade de dS a 30 auuus, pouco mais uu n
. .... .... di., a., iiiliiiii.lu #_l J J _..,.... Cr
PBBN.; TVP. DB U. F. DB FAKIA. 1856
MUTILADO
ILEGIVEL


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