Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07340


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Full Text
.ANNO XXXII. N. 95.
fot 5 mcy.es adiantados 4/jOOO.
Por 3 inczes vencidos 4$500.
I
SABBADO 19 DE ABRIL DE, 1856.
Por auno adianlado 15000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
l-..*< \UUKC \li. s DA SUBSCRIPOAO' NO NORTE
Panhibt, o Sr. Cervario V. da Nitividide : Natal, o Sr. Joa
quim 1. Pereira Jnior: Aiacaly. o Sr. A. de Lemos Braga ;
Oeri, o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranhoo, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigues i Piauhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense ; Par, oSr. JustinianoJ. Ramos." Amazonas, o Sr. Jero-
n;mo da Cosa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : lodos os dias.
l-aruaru, Bonito e Garanhuns : nos dias 1 e 13.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ourieury : a 13 e 28.
Goianna c Parabiba segundas e seilas-feirai.
Victoria e Natal.- as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e aabbadoi.
Kelacjo : tercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quartas sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos.- segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civil: segunda* e sextas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES DOMEZDG ABRIL
5 Ua nova as i horas, 26 minutos, 48 segundos da manbaa.
;3 Quarto crescente as 3 horas, 27 minutos e 48 seguudos da m.
20 La cheia as 6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manilla.
27 Ouarto minguanle as9 horas, 7 minutse 48 segundos da tarde.
_. J .. I'KEAMAH lil.llu.iK.
Primara as 4 horas e 30 minutos da tarde.
Sosunda as 4 boras e 34 minutos da manilla.
DIAS DA SEMANA.
I i Segunda. S. Domina v. :Ss. Tiburcio e Valeriano mm.
15 Terca. 8. Pancrocio; Ss. Eulhquio, Enlimpiada e Pausilipo.
10 (Juana. 8. Engrana v.; Ss. Calsto. Carisio Ciciliano.
17 Quinta. 8. Aniceto p. ; Ss. Hermogenesc Fortunato mm.
18 Seita. S. Galdino b. card. ; S. Pcrteito presb.
19 Sabbado. Ss. Expedito, Arislonico, SocrasteseCalata,
110 Domingo 4. S, Ignezdo Monte Policiano, v.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL-
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias i Babia o Sr. II. Dupral
Rio de Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martins.
EH PERNAMBUCO.
O proprieurio do DIARIO Manoel Figoeiroa de Faria, na sui
livraria, praca da Independencia ns. 6e 8.
PARTE OFFICiAL
OOVERNO DA PROVINCIA
Epdieni. do la 15 da abril.
OfflcioAo E*m. bispo diocesano. Nao sei
o que ser irais lamentavel, se as proprias vidas
arrancadas pela epidemia, ou se a nrphandade e
loial desamparo em que ficaram muilos meninos de
ambos os sexos, que se acbam borda dos preci-
picios da vida. O que porm dispensa loda a reflc-
xo be a necessidade urgente de se prover logo so-
bre o futuro dessas enancas, parle integrante do
futuro da provincia.
Depcis de tomar alguns'ineios a ver so poda pro-
porcionar um asylo especial para receber esses in-
nocentes desvalidos, c de reconhecer a impossibili-
dade de effectuar os rneus desejos rom a presteza
que o caso exige, assenlei por ultimo de mandar
recolher aos collefios dos orpliaos e aos arsenaes
de marinha e guerra os meninos o meninas que
esliverem absolutamente desamparados, jfim de
irem "recebendo alguma educaran e alimentos al
que melhorcs e mais eslaveis providencias se pos-
sam dar.
Como porcm esla medida traga despezas, que
eslao cima das minhas facilidades, lemhrci-me fe-
lizmente da recorrer ao zelo pastoral de V. E\c.
Hvma., afim de convidar os parodias e os prela-
dos das ordens regulares desta capital a promove-
rera urna subscripto voluntaria a favor desses me-
nores, pois queestou mui convencido de que se a
todas as pessoas caridosas se pedir urna esmola,
por pequea que sej, poder-sc-lia formar um
motile pi mais avahado do que o que se quizar
crear com alias esmolas que sempre sao raras e por
isso avultam meno^r
De mioha paria concorrerei com o auxilio pu-
Mteo que me for possivel, para ajudar a earidade
particular nesla grande obra de beneficencia que se
pode tornar duradoura, se como espero, for ella
bem recelada por todos os l'crnambucanos.
16
CircularAos Exms. presidentes das provincias
do uorte.Tendo o cholera decrescido nesu ca-
pital, eassim tambem na maior parle das comarcas
do centro da provincia, e nao liavendo receios de
que faltcm medicamentos para o iratamento de
semelhanle epidemia, fisto eslarem as lioticas bem
prov.das ellcs, segundo me declarou a commissao
de hygioM publica, em ollicio Je 14 do correnle,
julgo rfcjvenento assim o communicar a V. Exc.
para seu eonhecimenio, o afim do que possa raqui -
sitar os que forem necessarios a essa provincia, fi-
cando V. Exc. eerto de que estarc prompto a
mandar salisfazer com presteza tacs requisicecs.
OfEcioAo E\m. presidente do Para. Che-
gararo a esta provincia as .r>0 saccas de arroz que,
segundo V. Exc. me communicou em ollicio de
21 de margo ultimo, foram offurecidas pelo cida-
dao Antonio Jos de Miranda, residente nessa,
afim do serem dHtribuidas pelas pessoas atacadas
aqui da epidemia reinante.
Agraileccndo o louvando lo generosa ollera,
eurSpre-me dizer a V. E\e. que, exped as neces-
sarias ordens, no sentido de serem satisetlas as
philantropicas vistas do referido cidado.
JiloAo Exni. bispo diocesano.Como sabe
V. Exc, live aulorisaeao da assemblea provincial,
pal promover a vinda de algumas irmas de cari-
dade, para empregarem-se nos hospitacs desta ci-
dada,edirigindo-rae para esse limoso ministro
brasileiro em Paris, pode elle depois de diversas
difficuldades que felizmente acham-se aplanadas
conseguir da superiora geral da ordem, e do supe-
rior geral dos lazaristas a promessa de mandarem
sois "aquellas piedosas ronlhores e dous desses res-
pailareis padres: mas lembra o mesmo ministro
que multo conveniente para a realisacao de tal
fim, c rnesmo, segundo os cslylos do instituto e
precedentes adoptados, que o chafo da igreja per-
nambucana se dirija aos referidos superior c supe-
riora manifestando o desejo do ter cin sua diocese
lao caridosas pessoas, a solicitando sua vinda. Sou
poriamo a rogar a V. Exc Rvma., digne-se do
auxiliar neste sentido as vistas da assemblea pro-
uncial, com oque fara mais um servico huma-
nidade e religiao.
Ollicio Ao inspector da thesouraria de fazen-
da, transmillindo a conla documentada das despe-
zas leitas pelo subdelegado da fre;uezia de S. Jos,
corn. diversos objec|os do servico por occasiao da e-
pidemia reinante, afim de quo faca ajusiar comas
com o rnesmo subdelegado e adiantar-lhe mais
quantia de 1009000 rs. para conlinuatao das
mesmas despezasParticipou-sc ao chefe de po-
lica.
Dito Ao rnesmo, para mandar adiantar ao
Dr. em medicina Francisco Xavier dos Res, que
i vai servir na provincia do Rio Grande do Norte, a
quantia de 4009OOD rs. por cont de seus venc
meatos.
Dito Ao juifc de dreilo de Goianna, dizen-
do que, se o estado sanitario daquella comarca per-
raitlir que possa ser dispensado da commissao em
que all se aeba o acadmico Frailas, ordene-lh
Stnc. que se retire para esta capital, ficando rerto
de que nesla data dispensou o de nome Pedro An-
tonio Cesar. Ofllciou-se a respeito esie.
Dito Ao inspector da alfandega, recommen-
dandoque, dascincoenta saccas de arroz vindas do
Para a disposieao da presidencia, no vapor Pa-
ran, facaSmc. entregar 30 a commissao cen-
tral de beneficencia, e 20 ao delegado do termo de
Olinda, Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.
Fizeram-se as necessarias commuuicaces a
respeito.
Dito jAo commandanle do corpo de polica,
para mandar passar escusa ao segundo sargento da-
quelle corpo, Jos Lourenco lienriqucs de Alvaren-
ga, visto achar-se impossibililado por molestia, de
continuar no servico do rnesmo corpo.
Dito Ao Dr. Jo;io Honorio Be/erra de Me-
nezes. concedendo,cm vista da exposicao que Smc.
fez do estado sanitario da villa de Iguarass c seus
povoados, a dispensa que pedio da commissao em
que se acbava naquellc municipio.
Dito Ao ministro da ordem lcrceira.de S.
Francisco. Respondo ao seu ollicio de 1 i do cr-
reme, dizendo-lhe que fico sciente da deliberacao
que lem lomado a mesa regedora dessa ordem, acer-
ca do hospital quo lao philantropicamenle poz a dis-
posicao"da pobreza indigenie desta capital, durante
a crise .epidmica por que ella ha pinado.
Acceile a mesa regedora os mens sinceros agra-
decimenlos em nome dos enfermos que acharam no
hospital da ordem lerceica de S. Francisco um po-
deroso recurso contra a acco da epidemia, certa
como dcveesiar de que he sobremancra honroso e
louvavel o procedimento quo leve.
Portara Concedendi ao cadete do segundo
batalhao do ffafantaria Joo Rufino Ramos, 3 me-
zes de liceng^regislrada para ir ao serlao da pro-
vincia.
Dita M) agenie da companhia das barcas de
vapor, mandando dar passagem para o Rio Grande
do Norte, por cont do governo, no vapor que se
espera do sul, ao Dr. Francisco Xavier dos Reis,
devendo a importancia ilcssa passagem ser paga na-
quella provincia.
DAS MI HIERES.
Por Carlos Monselet.
Wjiii..
SEGUNDA PARTE.
XVIII
Cartas anonymas nAo podiam fallar a l'ilippe
Beylt. '
Eis aqui a que elle receben, caria escrila com ve-
neno, .arciada rom calumnia :
Desprezas ja la mulher ; deixas-lhepaisar Ion-
Ros serea jonlo de madama de l'ressignj. Nunca
la veioan pensamenlo, que um.i confian^i excessiva
desagrada i propria honeslidade'.' K,lo sabes que
aa rnullieres vins;im-secedo ou tarde das liherdades,
que se Ihes d lomando a' licencas que Ihes s;io ve-
dadas? Sem duvida Mma. Iteyle eslranhoa a principio
verlo lao ponco lbenle ; mis agora apraz-lhe ver-
la tal qual es. Se desejas saber quanlo ella preza as
horas de independencia que llie concede la negli-
gencia, pede-lhe que je con,agre om dos seroes que
reserva para lia, por exemplo o da nianliu.
l'm amigo inlelligente.v
Era esse o Iriumpho da caria anonyma.
Nada fallava-lhe. Esljlo astuciosamente lisonei-
ro, felit escolha de palavrs, manifeslacAo desympa-
thia, ponloar.lo discreta, assiguatura alTecluos.
Sorrjndo de de-dem Filippe etaminou ao rnesmo
lempo a leltra dessa denuncia : era firme, grossa,
presumpeoca. Elle concloio que devia er obra asea-
lanada de alg im escriplor pobtico.
Todava coro quantn livesse querido entregar essa
2.' seccao. Ministerio dos negocios da jus-
tQ3. Rio do Janeiro em 2 de marco de 1856.
Illm. eExm. Sr. Ex poz V. Exc. no seu
ollicio n. 2? de 30 de Janeiro ultimo, as seguin-
les duvidas offerecidas pelo promoior publico dessa
capital.
I. Se naexclusio para o cargo dejurados.de
que irala o artigo 29 da Ici de 3 dezembro de
1811, csto comprehendidos por idenlidade de ra-
zas os condeinnados por peculato e outros crimes
que affectam o thesouro c a proptiedade publica.
2.So a dita cxclusaocomprehendeascondemna-
Coes impostas pelos juizos militares e outros espe-
ciaos, por crimes que, posto tenham denominadlo
diversa [da do cdigo criminal, sao todavia'da
mesma natureza.
No mesmo oflico expoz V. Exc. igualmente a
opiniao do presidente da relacio desta provincia, a
quem consultara sobre a materia e ficando S. M. o
Imperador i!c ludo inteirado: bouve por bem con-
formar-so com o parecer do referido presidente da
relacfio, c ordenar-me que declarasse i V. Exc.
para o fazer constar ao promotor publico dessa ca-
pital, que a le do 3 de dezembro de 1841, artigo
para os recolher cadeia da dita villa, e urna forra de
qualnrse pravas de 1." linha, e qoalro policiaes para
jo.ir.l-ir os mesmos, bem assim ordem terminante
documento a f. 13 ) Jo sobrediln delegado para
empregar lodas as precauees, alim de evitar a fuga
de algom preso, deixara nao obstante esla ordem
se ficar urna legua alraz da forra, s com o preso
Jos Manoel, que ia a cavallo, em liberdade, n
que dea lujar a que o mesmo se evadisse, e por
conseguale nao fui a fuga devida a pequea forca
que guardava os presos, como diz o reo em sua te-
fe;, i fs. e sim a sua negligencia, vislo nao estar pro-
vada a connivencia. Por tanto, e mais dos autos
julga o conselho de guerra o reo iocorso no arl. 23
dos de guerra de infanlaria. Enlendendo porem o
conselho que no caso verlcn le a disposieao penal
desle artigo lie inexeqoivel, recorre ao art. J2-"> do
cdigo criminal, e condemna o reo em I i raezes de
ptislo, ^ro mnimo do citado arligo, parle 2.a
combinado com o art. J!i do rnesmo cdigo, visto
ter-se dade a favor do reo as circamstaaciat atenu-
antes de oSo ter liavido da sua parle pleno conhe-
cimenlo do mal. c directa inlencau de o praticar. E
mandam que asdisposires dos ditos artigos se exe-
culem no subre-dilo reo.
Sala das sessOes dos conselhos de gOerra aas qua-
Iro de marco de 18j(i. .^lesandre Iternardino dos
Reis e Silva, auditor de guerra interino, Joa-
quim Caelano de Souza Cousseiro, lenle coronel
presidente, Jos Joaquim da Silva Cosa, capilao in-
terrogante, Caelano liaspar Lopes de Azevedo Villas
lloas, lenle vogal, Jos Antonio de Lima, leneu-
levogal, Francisco Borges de Lima, atieres vogal,
Jo ni Paulo Martin- Naningcr, alferes vogal.
Sente/ira da junta de juttira.
Kt'l'irmfio a senteo^a do conselho de guerra, que
condemna o alferes Ataliba Duarle Godiohol
me^es de prizao, e oabsolvem, visto como da prdva
teslemunhal nao se pod colligir, que bouvesse ne-
gligencia de sua parle, e menos que obrasse de mi
f, como se v do processo. Por lano mandilo que
seja sollo.
Sala das sesses da junla de juslica militar em
14 de abril de I8<. Figucrcdo, Kabello, I.anie-
nha l.ins, Salgueiro, Borlamaque, Telles, Valle.
Jos Joaquim Cotlho.
EXTERIOR.
MONTEVIDEO.
1 de abril.
Sem que previamente o sonhessemos, fez-teda
vela para esse porto na manhfia de SS do passailo a
fragata franceza Poursuicautf. Embora sua via-
gem dependa essencialmenle da merc dos ventos,
lie lodavia provavcl que alenlo o avanco de lempo
que leva, ahi cheguc antes do porlador desta corres-
pondencia. E, dado que assim acouleca. Trias e ve-
llia* chegaro tambem algumas das noticias que lia-
() VMe Diario n. 93.
29, c o regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
1S2, mareando os rasos um quo devem ser exclui-
dos da lisia dos jurados os cidados Brasileiros por Lvamos colindo para formar a nosaa clironica deslc
terein soflrido alguma condemnacfio passaila em '""')- Ser* cerlamenle um mal, porque as repe-
julgailo, e espuciQcands os erimi-s de homicidio,
furto, roubo, banca-rola, estellionalo, falsidado c
moeda falsa, nao pode ser entendida por modo ex-
tensivo ; sendo que nao he licito ampliar a ouiros
casos, ainda que baja idenlidade ou maioria de ra-
zio, disposicoes como cssas, relativas privarlo do
direilos polticos do cidadao.
Dos guarda V. Exc. Josc ThomasNa-
buco de Aratijo.Sr. presidente da provincia de
Pernammico.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pcrnambu-
co 18 do abril de 1856. Figutircdo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel tener al do coaamando te arma* da
Pe mam buco aa ctd.de do Recite esa 17 da
abril de 1856.
ORDEM DO DA N. 242.
O marechal de [campo commandanle das armas,
em consideraran a falla de ofliciaes que prsenle
mente lem o i.a batalhao de artilharia ap, com o
qual inuilo se resenlco servico nos seus differentes
ramos, determina que passem a M|vir, como addi-
dos nesse balalb.lo, os Srs. tcnonte Theolonio Joa-
quim de Almeida Portaos., alferes Ilenriqe Tibe-
rio Capistrami, e Jos l-'rancisco de Souza Neiva,
estes do 2. e aquelle do !)." batalhao da mesma
arma.
O mesmo marechal de campo faz publico para
sciencia da guarncao e devldo effeilo, as senlencas
proferidas em conselho de guerra, e na junla de j'us-
lica, no processo instaurado contra o Sr. alferes do
3. batalhao de infanlaria addido ao 2 da mesma
arma. Alaliba Duarle Codinho pela colpa prevista
no arl. 23 dos de guerra, commellida quando em
destacamento na comarca de Paje de Folres.
Seiitewa do co/kc/Ao de guerra.
Vendo-se nesla cidadedo Recite o processo ver-
bal do reo alferes Ataliba Duarle Godinbo, auto
de corpo de delicio, testemunhas sobre elle pegun-
tada-, interrogatorio feito ao mesmo reo, sua defe.
za, teslemnuhas que produzio, e mais pecas desle
dito processo, decidio-se por uoanimidade de votos,
qnea sobredita culpa se acha provada, e elle delta
convencido, e por lano o declara o conselho incur-
so no arl. 23 dos de guerra de infanlaria, cuja dis.
posicao he a seguinle: lodo o soldado que occullar
um criminoso ou buscrmelos para escapar aquelle
que esliver preso como tal, ou deixar fugir ; ou
sendo encar regado de o guardar, nao pozer lodas as
precaucoes para esle elTeilo, ser posto no lugar do
criminoso.Vc-se dos aulos qua est provado que o
reo recebendo no dia 7 de novembro do.anno p. fin-
do na povoaciio da Floresta do lenle Meado Aires
deSoaza.deordem do delegado dolermo da villa
Bella,e commandanle do destacamento o capilao Ma-
nocidaCanli Wanderley I.ios.doze presosde)juslica
injuria aodevido esquecimenlo, n.'io poude deisarde
ler um movimenlo de conlrariedade, quando no dia
seguinle ouvio Amelia dizer an servo :
Avise o cocheiro para as oilo horas ; irei esla
noite h casa de madama de Pressigny.
A caria anonyma eslava entilo bem informada.
Mfi- dolo a sutrocar no fundo do coraron todo o
germen de vergouho9a deicoolianca, l'ilippe anima-
cin de noite que iris i Opera.
Levanlou-se depois, e applicou os labios sobre a
fronle de Amelia, o que he para lodo o marido bem
educado a melhor maneira de depedir-se da mulher.
O empenho com que Amelia recebeu esse beijo
causou a l'ilippe urna perturbadlo que nao poude
occullar.
Quo tem, nien amigo '.' pergnntoa-lhe ella.
Urna oppresso subila......oh nada que deva
dar-lhe cuidado.
Com que ar vosse diz-me isso, l'ilippe !
Elle asseiilra-se; ella assentou-se junto, e lor-
nou :
Qoer que chame um criado'.'
nao.
Todava V0K empallidcceu ; convem mandar
buscar um medico.
Nao val a pena, Amelia.
Diga-mc ; que scnle ?
Mais nada.
Man nada '! repeli ella em (om incrdulo.
Afrmo-lhe, respondeu elle encarando-a com
um sorrisn, em que a desconfianza desvauecia-se
pouco a ponco.
Com efTeilo voss esla manos paludo.
Ella contiouou a calcar as luvas.
Urna preocupadlo viaivel substituto suus affecluo-
sas deinonitrac,oes. Pareca irapacieolar-se contra o
Telogio, o qual achara mui lento. Afagava com a
pona dn|borzeguius os caes luzidos da cbsmio, 0u
voltavn ao espelho para relocar alguma cousa de seu
vestuario como uro pintor que jamis fica absoluta-
mente lalisfeilo de ma obra.
iiWVe* aaaaaaa a aboiree^tn, mus he mal qoe ja nAo
podemos remediar.
Os leilores, pois, prevenidos pela conlissao que
deixamos feita, e pela supplica que ora Ibes dirigi-
mos, serio bstanle indulgentes para descul-
par- no".
Passando iitconl iiienli ao desempenho de nossa
larefa, sentimos ler de encela-la declarando que o
horizonte poltico da Repblica Oriental do Uru-
guay, qae filo puro e brilhanle, Ua risonho e espe-
ranzoso se oslenlava quando escreviamos a corres-
pondencia anterior, logo poneos dias depois romo -
-ou a lurvar-se e successivamente se fui carregan-
do e enegrecendo a poni de ;mejear boje, senfio
borrasca immneule e inevilavel, pelo menos a con-
tiuuac.lo do alfllclivo estado de animosidade e de
rancor dos partidos, de iuqnictiiude c de descon-
li.inra dos espirites em que infelizmente se achava
antes da eleieao do primeiro de marco !
Nao devemos, nem desojamos por qualquer modo
oflender susceptibilidades ; e por isso, posto que no
caso de poder, pelo prisma da mais severa impar-
cialidade,apreciarjconscienriosamenle a situarlo eso-
bre ella discorrer, visto que nem a Guelfos nem a
(UbeUnot pertcncemos; comludo, calando as varia-
das reflexei, que os fados despertam, limilar-nos-
hemos a evposirlo desles. O bom senso dos leilores
e as consequeneias imperiosas da lgica supprirao o
silencio que julgamos conveniente guardar.
Era comelfeilo lisongeira e esperanzosa a silna-
c3o desle paiz ao fecharmos a ultima corresponden-
cia Os espirilos, ainda os mais prevenidos escep-
ticos, nao duvidavam de que havia finalmente che-
gado o momento de dar treguas a es ras e sanguinolentas que a empuies vilenlos foram
levando a repblica as bordas do abysmo !
Acredilava-e, por assim dizer, unnimemente
que, conscios das crueis circumstaneias e da ruina
quasi inevilavel da patria, os Orientes, calando ve-
laos resenlimenlos e esquecendo antigs dissencoes
polticas, se reuniriam sinceramente como irmilos
para emprehender e conseguir a grande obra da re-
gener.ican do seu paiz !
E em verdade (odas as condiroea, lodos os ele-
mentos pareciam disposlos para lao importante fim.
A elcicSo do primeiro magistrado da nar,o fura rea-
lisada sob a mais perfeita calma e liberdade. Re-
cahira o vol nacional era um cidadao que ameslra-
do pela experiencia dos negocios pblicos, probo e
independente por seu caracler e por sna fortuna
particular, e sem precedentes de partidista poltico
que pudessem autorisar suspeilas de om governo
parcial, ollerecia todas as desejaveis garantas.
Os bomens chamados pelo novo presidente' para
formar o seu primeiro ministerio, segundo a opiniao
(I) A fragata Poiirsiiieatife chegou mais nao Irou-
xc mala. fj. da R.
Em Km cnlrou o criado dizeudo :
A carraagem da senhora.
Um geslo de satisfarn eseapou Amelia.
Nao sollre mais, l'ilippe? disse ella vollando-
se para o marido.
I'oi "ousa passageira.
Vosse cansou-me um suslo.
Tr.iqoillise-se ; eslou melhor.
Melhor somente '.'
Bem".
Porque se voss slivesse seriamente indisposto
eu nao quereria dei\a-lo s<, accrescenlou olla dando
espaco a saja.
Nao tenha receo.
Enllo posso ir i casa de nossa i3 '!
Necessila de minha pcrmis*ao ?
No liminar da sala Amelia vollou-se otilra vez, e
etiviou-lbe um adeos.
Sou um louco, c minha mulher he um anjo '.
disse Filppe quando ticou sozinho ; en cioso depois
de poneos das de casamento Minhas desconfian-
zas sao urna injuria, e nao merern minha fec-
dade.
Curreu Opera rindo sinceramente de suas pri-
meiras inquielazoes conjgaes.
Na man la seguinle segundo bilhete auonvmo
saudava-o logo ao sahir do leito.
Um bomein 'prudente o rasgara sem ler, disse
elle com sigo.
E ficou algom lempo indeciso, lendo o pollegar so-
bre o sinele.
As reflexies succederam-sc.
Por que um homem prudente o rasgara .' Alim
de n.lo ver soa confianza abalada. Em lodo o caso
esse homem prudente nao seria corajoso. Deixar de
ler um hilhele he soppor que alguma cnusa pode
abalar minha confianza. Leamos.
Ainda desta vea Filippe seguio o impulso do cere-
bro em vez de seguir o do eoraeao.
Eis o que dizaia essa carta :
a Mea zelo ha da vencer tua indffereoc.a. J{que
geral, nao eslavam (amhem pr cerlo em posizao
menos vanlajosa.
Os jornallas de lodas as cores polilicas, depois da
manifi'-larao da vonlade nacional, solemnemente
proleslaram adhesao e apoio aova era.
O commerejo nacional e eslrangeiro respirou e
animou-sc ; as especulazoea fam Icntar-se : os capi-
taes dispunham-se a apparecer, e a industria e a
agriculinra t esperavam pelo iaipulso desles para
terem o largo dsenvolviniente que Ihes proporciona
a nalureza nesla Ierra !
Km Lio favoraveis eircorastanclis, com tan bellos
elementos, porque falalidade ainda ama amarga
decpelo na contristar os nimos de lodos os bo-
mens sensatos, e como qae conveice-los da impos-
sibilidade de lomar normal a exiilencia desta so-
ciedade '.' He doloroso, mas exige a verdade que o
digamos : porque a boa f, a lealdade. o desinteres-
se, e todos os senlimentos nobres do roroc.lo huma-
no ainda una vez foram subjugados pelas paixes
mesquinhasdo resenlimenlo c da vin.anra. pela e-
ga onitiiz-io do mando, e pelo verme roedor da sa-
li-larao do iuleresse e do capricho particular com
sacrificio do bem geral !
Nao aecusamos a ningoftn ; n.lo sabemos, nem
queremos mesmo sjber quaes os nenies dos verda-
deros autores dos enlraves agora postes I renrgani-
strao da Repblica Oriental do Uruguay, e das no-
vas calamidades que a amearam Sallemos apenas
que immensa e Iremcida be a resBonsabilidade com
qo elles carregam perante Deoae peraole o mundo
civilsado !.... Relevem os leilores estas poucas pa-
lavras ; cehiram-nos do bico da piaa a despeilo do
proposito em que eslavamns de guardar a mais com-
plet reserva. Sajara ellas poiem recebides como
um justo desabafo mvslilicaz de que Ionios vic-
tima escrevendo correspondencia do mez lindo.
i loando daqui s-liio o Camilla no dia ti, o novo
ministerio comezava a eipedir as necessarias ordens
para a execuc,3o dos pontos eardiaes do seu pro-
grainma ; isto he, para a rigores fisc.ili-ni;.n dos
diversos ramos de rendas publica; para a remnr,ilo
e demissao dos empregados qae o bem do servico
esi&ifse ; paro a suppres-.lo de reparlizes e enipre-
Ifos que nio fossem absolutamente indispensaveis ;
e finalmente, para manler o equilibrio da receila
com a depeza.
A serie de medidas que nesle sentido foram sendo
publicadas, merecern) o acolliiotenlo en applauso
de loda a imprcusa, a qual previamente havia sido
convidada para orna conferencia a esse respeito em
casa do Sr. ministro da fazenda. S. Eic. ahi expoz
com a mainr franqueza e desinleresse as vistas do
governo ; e, segundo a confissao publica que poste-
riormente tizeram lodos os jornaliglas presentes Ihes
asseguraram a sna artheiio c o seu apoio.
Anles de proseguir, nao nos levemos esqueccr de
declarar que o general D. Venancio l'lores, que des-
de 18 de dezembro do anno passado exercia o cargo
de commandanle geral das armas, no dia immcdia-
ao da eleirn do novo presidenta pedio demissao,
vislo que fura uomeado uniciroSti em ronseqnen-
cia das circumstaneias extraordinarias em que enl.lo
se achava o paiz, circumstaneias./ue felizmente ha-
viam cenado com a nova orr.em'de cousas.
O governo annuio ao pedido do general, agrade-
cendo-lhe os rele\,lotes servicos prestados. Este
fado porcm sil foi publicado pela primeira vez no
Sacional na larde do dia 6, e he por isso que o nao
incluimos na correspondencia anterior.
No dia 9 anniincioa o Commercio del Vala que
segundo geralmeole se dizia, o governo linha in-
Irncao de preencher o lugar de inspeclor da alfan-
dega desta capital, vago pela demissao que pedir
c ohlivcra o Sr. Laveria, nomeando oSr. I). Juin
Migael Martnez. Nao nos const porm ale esle
momento que semelhanle nomeacaose realisasse.
Por decreto do dia 10 foi creado um conselho con-
sultivo de governo para os casos em qae se conside-
rasse conveniente- ouvir a sua opiniao.
Pelo arl. 2 do referido decrtlo devia este conselho
ser dividido em tres secriies correspondentes aos tres
principies ramos da adminislrazao publica, sendo
presididas pelos respectivos ministros.
Pelo art. 3 nomcavam-se memhros do mesmo con-
selho os Sis : D. Luiz l.ama-, Dr. D. Manoel Her-
rera > Obef, Juan Francisco (lr, Dr. I). Flo-
rentino Castellanos, Dr. D. Adolpho Rodrigues. Dr.
I). Francisco S. de Anilina, Dr. D. Antonio Rodri-
gues, Dr. D. Candido Juanic, coronel 1). Lorenzo
Balllc, H. Alanacio Aguirre, D. Juan Migael Mar-
tnez. D. Francisco Agell, 1). Thomaz Villalba e Dr.
I. Jaime Eslrazulas. E pelo arl. 1 se declarava que
estes cargos eram puramente honorarios.
Sem duvida que ninguem contestar* as vanla-
gens que desemelhante insliluicAo se poderiam co-
'her. Infelizmente porm, morrea por assim dizer
a na-cenra. Nao chegou se quer o funeconar ;
porque logo depois de convocada a primeira reunan
apparcreu um aviso oflical de adiamento indefini-
do. Nao sao bem conhecidas as causas legitimas
desle fado : parece entretanto que a cv lu-.io de cer-
tos nomes da lala dos nomeados desagradou a alga-
mas influencias, cujo poder se diz ser superior ao
do proprio governo.
F'oi publicada em diversos nmeros do Comercio
del Vala a correspondencia (rocada enlrc o governo
da repblica e o commissario especial do Estado de
Buenos-Ajres acerca da importante queslo do con-
trato de gente armada para invasao daquelle Eslado
pelos emigrados coronel Cost Bastos c oalros.
Bem que perlcnratn es-as pezasofiiciaesa um lac-
lo ja emitiendo, e, por assim dizer, lindo, ha enlre
ellas urna ola do referido commissario disna da
atienr.oi dos leilores, pelas graves reveifr.es que
conlm.
Nessa nota, dirigida ao mini-tro interino das rela-
Zoes exteriores em I!) de Janeiro do correule anno,
diz o commissario de Buenos-Ayres que convidado
nreceu-le intil ou impossivel reler madama Hevle
ule ni de doIc. ao menos pergunla-Ibe onde es-
leve.
l'm amigo obstinado.
Pois bem dissn Filippe a si mesmo, lazamos
essa concessao ao amigo.
Reservn essa conversaran para o alinnro.
Bailo parecendo reparar um esqueciinenlode po-
lidez encelou a questao assim :
D-me oosa- de sua lia, Amelia.
.Ella,lem um reslo de uevralgia ; mas he cousa
pouca.
Vosse vio-a honlem'!
Amelia encarou a Filippe com espanto.
Quero dizer se esteve em casa ilclla '.'
Vois bem sabe.
He verdade.
Elle calou-se ; mas a lemliranra da caria anonxma
persegiiia-o ainda.
, Meu amigo zomba de mim, disse com sigo ;
fiz i pergunla que me indica, e a reiposla he mui
lranq>nillisadora. Ello faz-me ridiculo.
Todava Filippe accrescenlou depois de algam mi-
nutos :
Ella rerea vizilas honlem '.'
Quem '.' \
Madama de Pressigny
Ol nao, vislo ~.7ae era quarla fcira. Ella m
recebe vizilas as seslas'-Jeiras ; be impossivel que
vosse o lenba esquecdo. ^
Ah justamente.
ijue singular conversaran leiKyoss esla ma-
nbaa, Filippe !
Dcscolpe-me ; eilou um lauto distrado.
Bem o percebo. ~*-.
Creria vosse que honlem na Opera (ive a(e~d>
ultimo momcnlo urna vaga esperanza '
De que'!
De ve-la voltar com a marquezi.
Oh I eslavamns- muito occopadas! etclamou
Amelia eslouvadameote.
ao despacho do Sr. presidente da repblica para re-
ceber desle cxplicarei francas sobre as verdadeiras
causas que inlluiram naquelles deploraseis successos
ouvio de S. Exc. as seguintes palavras, que julgava
conveniente consagrar em om documento oflicial.
Disse o Sr. presidente :
Oue o embarque c partida dos chelo- emigra-
dos a frente de orna expedizao de gente contratada
em Montevideo e seus departamentos, com u fim de
invadir mi armada o Eslado de Buenos-Ayres,
era um fado que deplorava, e que M havia cliegado
ao seo cnnhecimciito na veapera da partida da dita
expedr.oi, sendo que por esse successo ilesejeva dar
a mais completa sali-i.ican an governo de Buenos-
Avres, cuja amizade linha em alio apreco. Une < in-
fiera do fado que lastimava, por haver sido levado
sua presenza o oflicial da repablica Benjamim P-
rez Villagran,em consequenciade andar coulralando
gente sem autorsazao ; que interrogado o mesmo
oflicial por S. Exc. affirmou o fado, declarando que
havia aceitado aquella larefa por carecer absoluta-
mente de mcios de subsistencia, e nao leroulra cou-
sa em que se oceupar.
ii Disse mais o Sr. presidente, em termos explci-
tos, que o Sr. chefe de polica era o nico causador
culpado e responsavel do occorrido, pois que es-
lando-lbe incumbido velar pela Iranqoillidade pu-
blica ; liavendo sido, como pareca, notorias as reu-
nios auarchicas dos asx lados argentinos ; e liavendo
alm dissn, o governo dado a polica ordens a respl-
denla he, pois, que o fado em questao tinha de af-
fectar o prestigio c a forza moral de que lano care-
ca o governo, que eucelava reformas importantes e
procorava extirpar abusos inveterados.
Segundo parece, os dias l.i e Upassaramcm
arreglo enlre a cmara e o governo ; nada porem
Iranspirou acerca da nalureza .lessas negociazOcs, e
do resultad fioal dellas. Souhe-se apenas no dia
15 pelo Comercio del Piala que n a questao de com-
petencia enlre ns poderes legislativo e eieculivo ter-
mina ra de um modo honroso para ainfi..- r
A o que parece, esU declararan rao sausfez a ex-
pectativa d publico, j por nao (razer o cunho ofli-
cial, ja porque de algum* maneira era mysleriosa ;
vislo que naturalmente se julgava o publico com di-
reilo de conhecer qual f.lra esse modo honroso, por-
que terminara a qucsiao. Alem disso, compre re-
conhecer que o cfelo moral do fado eslava produ-
zdo, e com'dilliculdade poderia ser destruido. As-
sim que a dalar dessa poca comezaram de novo a
dominar as desconfisnzas, as apprehensoes e os temo-
res '. E o mais he que iutelizmenle o lempo em bre-
ve ilemon-lroo que com razao c fuudamenln, segun-
do os leilores ho de reconhecer propnrcao que
forem lendo esl.i correspondencia.
Nao anlecipeinos porem, e prosigamos na ordem
chrouologica. No da I i, anniversario natalicio de
S. M. a Imperalriz do Brasil, ns vasos da nossa di-
visao naval, acompinha los por lodas as emliarraz^es
de guerra eslrangeiras surtas nosle porto, liccram as
lo dos mesmos asilados, era manfesla, nao 0 a e\is- ''onras devidas a esse da solemne, embandeirando,
tencia de culpahilidade no n.lo impedimento docm-
barqne, como desobediencia as ordens superiores,
sen.lo connivencia com os: criminosos Que o go-
verno expunha-se necessariamenle a ser ludihrado
ecompromeltido quando, nao podendo, nem deven-
do dcscer pessoalmenlc I pequeos detalhes, linha
que descansar em subalternos pooco zelosos no cum-
primenlo dos seus deveres.
Accrescenlou S. Eic.quc liavendo dito ludo islo
aoSr. Lecok, replicara este qoe completamente ig-
e dando as salvas do cosluinc.
Reverente admirador das sublimes qualidades que
disliogiiem a virtuosa soberana, do intimo d'alma
dirigimos tambem a S. M. nessa respeilosa saudarao,
elevando ao co fervorosos volos para que por largos
annns raie sempre prazeileiro e festivo o 11 DE
MARCO, que assignala a vinda ao mundo de lo
preciosa existencia !,
No dia 15 regressnram de Buenos-Avies uo vapor
Pampero os-Srs. Forres e Bertrn, memhros da ca-
norava a existencia de laes contratos ; nao Ihe pare- mara Jo' representantes, e alguns outros senhore-s,
cendo proprio que um chefe de polica a andana 1ue se acl,avam aUl emigrados emeonsequencia dos
pelas espeluncas e (avernas indagando o que ah so
fazia.
Estes palavras, reproducidas na ola de um agen-
te diplomtico e levadas pela imprensa ao conheci-
menlo do publico, passaram, por assim dizer. desa-
pcrcebiilas !... Nem o proprio Sr. Lecck jolgou pre-
ciso fazer algumas rellexoes a respeito dellas que at-
lenuassein a grave responsabilidade que Ihe impor-
tavam !..;
Tambem mis as nao faremos, e lomamos a deli-
beracao de Iranscreve-las nicamente pnrquc pare-
cendo-nos importantes, a posiz-lo de chrouisla nos
impunba esse dever.
Suppomos que at o dia 12 do mez passado ne-
nboma nutra ocenrrencia houve que merera ser
mencionada.
Ale esse dia com efieiloludo marchou regularmen-
te ; e, salva a mnrle prematura do conselho consul-
tivo, que alguna para loga acredilfiram de man
aguare, nenhem motivo raxoavel exista para recei-
ar-se da duraro das lisongclras con.firi.e- que Iroo-
xe ao paiz a rleiro do primeiro de marzo.
No referido dia 12 porm, prccnles a scss.lo da
cmara dos representantes os Srs. ministros do go-
verno eda fazenda, que por i mi i cacalo do deputado
Lavandera haviam sido chamados para responder a
intei pellaeoc-, lomou palavra o mesmo depulado,
e disse que liavendo cliegado ao conhecmcnlo da
cmara que o governo, por intermedio da polica
obrigara a sabir do paiz a um cfdado dos que
lia pouco linham regressado em consequencia de
ordens superiores, e nflo sendo esla medida confor-
mo ao espirito da constituirn, desejava ouvir o mi-
nisterio sobre u assumpto.
O Sr. ministro do governo em seguida den algu-
ma explcacoes coiicernenles ao fado. Declarou
que o governo tinha efectivamente lomado a deli-
berazao de que se Irnlava, sustentando que eslava
para isso no seu direilo ; e allegando que o indivi-
duo em questao nem era cidadao nem havia cumpri-
do, ao vollar ao paiz, as dispostecs policiaes. Con-
cluio insistindo em que, longe de ser urna p'ena
imposta, nao era oulra cousa mais que urna simples
medida preventiva, pela qual de modo algum se in-
fringa a le.
Rcplicou o depula.la Lavandera, e seguiram-se-
Uie com a palavra os Srs. D. Maleo Magarnns c I).
Joan Jos de Aguiar.
O Sr. ministro disse por ultimo que julgava haver
dado as explicazocs necessarias, nao lendo nada mais
qoe accrcscenlar.
0 depulado Lavandera m.inifo-loii cnlo o desejo
de que o ar. ministro promellesse ;i cmara que o
governo recuaria de semelhanle procedimento ; con-
siderndose assim terminada a sesso.
Deixando em segoda a cadeira da presidencia
apresenlou o Sr. Palomque urna mozao pura que se
declarasse a cmara em sessao permanente al que
o ministerio, enlendendo-se com o poder execulivo,
desse urna resposla terminante. E assim foi pela
cmara resolvdo.
Chegados estes fados ao conhecimenlo da popula-
rao. principalmente o da ultima resoluru da cma-
ra, para logo pro lo/ir mi as consequeneias que delles
necessariamenle deviam emanar ; islo be, para logo
se alarmar un os espirites, vendo nessa pronunciada
desintelligencia do poder legislativo com o execulivo
ama imite de novas disscnzes e desordens, lano
mais perigosas qoanto apenas haviam decorrido pon -
eos dias depois da c le i r j o '.
Em verdade, semelhanle successo nao podia dei-
xar de causar impressao e eslraoheza, refleclindo-se
em que parta da propria cmara que doze dias an-
tes, qaasi unnimemente, elegera o presidente, cujo
ministerio, alias merecedor tambem da soa confianza,
era agora assim l.lo desabridamente tratado! Evi-
Apenas pronuncinu estas palavras arrependeu-se.
l'ilippe observava-a.
Rila corou e pcrlurbou-sc.
lie talvez iudiscripzao niiuha indagar quacs
eram essas ocrupazoes '.' disse elle.
Porque ?... balbuciou Amelia.
Mas... nao sei.
Minha lia nAo (em segredos.
E voss? pergunlou Filippe.
Eu !
Sim.
Fu tao pouco, responden ella lenlaudo sorrir.
Que segredos quer que eu tenha '.' Dar-se-ha caso
que voss v recomezar sua convanadia Inlerrom-
pida, romo ainda agora ?
EntAo voss csua (ia e-liveiaui muilo oceupa
das honlem de noile '.'
Em obras do beneficencia ; sim.
lano melhor.
Vosse parece ignorar, disse Amelia, que eu e
ella pertencemos a nimias sociedades de earidade,
obra de San-Francisco de Paula, as Jovens Orphaas,
aos Jovens i "j.....
Bem o sei.
Voss, mesmo, Filippe, est incluido enlre os
fundadores de ('.reches.
Ah I
Sim, meu amigo.
Voss obrou bem, c agradezo-lhe, dis.se elle lo-
mando a m o. da mulher ; mas.... ollemos um pou-
co, se ao menos uo Ihe desagrada, i s suas oceupa-
Zoes de honlem,
he boa vonlade.
Como exerceu-se sua beneficencia 7
Mas... como excrce-e sempre '.'
Por fura, niio he verdade '.'
"^t-Sim por (ota.
Oh a carla I a caria disse Filippe com sigo.
Econ fnee com o cenlo mais ordinario.
to vosss saln un '!
__ j/m duvida.
aconlcciinenlos de novembro do anno passado ; e
1< chegaram no Coinlitulion mais 80.
Por dccrclo lo 17 foi concedida a demissao que
pedio o Sr. A sel; no Lorena do lugar de nfficial-maior
da secretaria de fazenda, para o qual foro nomeado
no dia S. Segundo parece ja inlluiram na delibera-
can do Sr. I.nrena as intrigas polticas ; pois que no
ollicio dirigido ao ministro respectivo, em que pede
a sui demissao, declarou que o fazia por haver sido
mal rompreliendido o sacrificio que platicara em
aceitar o cargo.
No dia 1S leve lugar urna scena escandalosa na
cmara daadepatadas, que eoncorreu para prevenir
mais o espirito publico, consternando ns poucos co-
razes em que ainda sinceramente se abrigava es-
peranza de ser *rhegad.i a poca do reinado da
paz. e da terminacho dos odios e dos rancores po-
lticos !
Na referido da o represenlaulc D. Femando tor-
res, que por etTeito do decreto da amoyslia deque
demos conla aos leilores na correspondencia ante-
rior, havia regressado de Buenos-Axres a 15, diri-
2ia-sc a occupnr a sua cadeira na cmara, c subia as
pseadas do edificio desla, quando de sorpreza foi
atrozmente ultrajado por urna porrn de individuos
que para esse fim se libala oor.venienleroenlo col-
lociao. Dividirain-e uns pelos corredores e pateo
da polica, que occopa o mesmo edificio, c poslaram-
sc oulros as galeras da cmara. No momento em
que o Sr. Torres subia as escodas, desceram estes e
monlaram aquelles, de modo que foi a um lempo o
representante rodeado pelas duas forras, que simul-
l.ineameiile o arcommelteram.
Em seguida recebeu varias pauladas na cabeca, e
urna estocada, alera dos doeslos e injurias de loda a
casia que ouvio ; e, sesundo diz o Comercio del
Plata, dende colhemos oslas infunnazops, nao falla-
ran] mesmo punhaes desembaiiibados que ameaca-
'in a sua existencia.
Os depulados Lavandera e Vzquez foram igual-
mente victimas do allenlado, apezar de haverem
comparecido em corporac.lo com todos os seus colle-
gas, precedidos pe'o presidente d cmara.
O Sr. Lavandera, enmo o Sr. Torres, sofireu of-
fensas physieas, e o Sr. Vzquez urna vaia acoinpa-
nhada de morras e ricas.
O escndalo, segumto allirmou o Comercio del
Plata, e na foi contestado, leve lugar em presenra
da guarda da cadeia, dos soldados da polica que es-
lavam porta da respectiva reparlizao, a vista do
chefe desta e do presidente da cmara, e os malfei-
lores reliraram-se impunemente !
Os leitores podem facilmenle imagiuar o effeilo
que caasoa no animo da popularflo a m liria de laes
scenas, que cada historiador colorio com mais ou
menos exagerarlo, (inmediatamente liroa ludo
alarmado A praca susnendeu suas Iransacces; as
casa, de commercio preparam-se para o encerramen-
lo do costme ; os homens pacficos emfim, como
qoe viram o signal dado para o romero de novas
lulas de sangue e de carnecina !
O presidente da repblica, apenas leve sciencia do
acontecimenlo, ctpedio c fez publicar a seguinle pro-
clamazao.
ii O presidenlcda repblica ao povo :
i l'm fado inaudilo acaba de ter lugar ua propria
casa da rapresentrao nacional, atacando se impune
e vilmente a alguns membros della.
ii Offendido assim o cdigo fundamental do Eslado,
que garante a nviolabilidade dos quo se acham re-
vestaos de lal carcter, o presidente da repblica te-
ve de lomar, e cITecvamenle lomou de promplo, as
medidas convenientes paia castigar com lodo o rigor
da le aos que se reconhecamautores de lio crimino-
so allenlado. *
n O presidente da.repblica confia em vosso bom
senso. e espera que n povo aguarde enm calma sa
providencias ulteriores, cuja adopr.lo o caso exige.
a Entretanto (ende confianza na aoloridade, pois
ella vela c velar sempre pela ordem e socego pu-
blico, a
Esla proclamarlo como que de algum modo sere-
nou as apprehensoes e a excitaran dos espirilos, que
nella vi.lo nao soque a auloridide de modo algum
concorrera para lao escandaloso successo, cqtno que
se achava na firme dlsposizo de puur severamente
os defino,nenie--.
Por decreto do mesmo dia 18 foi nomeado miois-
Iro interino da guerra e da marinha o coronel D.
Carlos de San Vicente, oflicial-maior da secretaria
dos mesmos ministerios.
Como dissemos na correspondencia anterior, o pre-
sidente da repblica nao linha inlencao de preencher
esta'pasla, por julga-la desnecessaria as circunstan-
cia- lisougeiras que apresenlou o paiz nos primeiros
dias de sua adminislraeo. Sem duvida porem o
acontecjmeotos posteriores o levaram a mudar de re-
solur.io, roas anda assim a nomeazo que fez foi in-
terina.
Para nao prelerirmbs a ordem das dalas, diremos
aqui que na manilla do mesmo dia 18 entrn no por-
to desla capital o vapor de guerra brasHeiro YpiraH-
qa, que deixara o Paran a I (i.
A' sabida do Ypiranga ficava all o Sr. visconde
de Abael disposlo a seguir no dia 18 a bordo do ITa-
mao para (jualcguaich, donde se dirigirte por Ierra
em carruagem, qae para es*e lim seria enviada pelo >
presidente da Confederazao Argentina, a residencia
desle em S. Jos Pretenda o Sr. visconde demorar-
se ahi um dia, e seguir para a Conceicao do Uruguay,
embarcando dalli para adiar se nesla cidade a 28 do
correnle.
Soubemos depois que com elTeilo fizera S. Esc.
psla digressao, lendo sido respeilosa e delicadamente
acolhido e tratado pele presidente da Confederarlo,
que na noite do...........dia da chegada oltereceu om
esplendido baile ua povoacao do Oruguay ao Sr.
visconde.
NMo podendo o general Urquiza pessoalmenle a-
companhar a S. Exc. para teslemanhar-lhe loda a
considerazao o estima, delerrainouqoe nina parle de
-ua familia, cumposla de duas de suas filhas, eda
avndeslas, acompanhassem o Sr. visconde al a Con-
rrir.in ,fi, Uruguax, onde devia S. Exc. embarcar
para bordo do liamiio.
Pelo Sacional Argentino de 13 do passado sonbe-
mos que Desee dia, a 1 hora da larde, leve logar a
auduncia de despedida do Sr. visconde, qae foi re-
cebido pelo vice-presidente da Confederarlo, no
exercicio do poder execativn da repblica.
O Sr. visconde pronuncio oessa solemoidade o
seguinle discurso.
n Exm. Sr.Ucvendn relirar-me desla capital
por haver concluido o objeclo da missao que me fot
confiada, compro com om dever que menhe summa-
mente grate, exprimindo a V. Exc. nesla occasiao,
como ja live a honra de faze-Io ha nm mez neste mes-
iii-i logar, o iuleresse que o Imperador, meu augus-
to soberana, toma pelo bem eslar e pela prosperirra-
de desta repblica, e os senlimentos de alta estima e
considerazao qoe professa a seo illaslre chefe.
Sao urna prova daquelle inleresse e destes senli-
mentos as relares que acabo de pariuar-se e esla-
helerer-se enlre os dous governos e as dais nazes,
tendo por base nina poltica essencialmenle pacifica,
e por ohjecl o descnvolvimenlo do commercio e da
industria, e enm elle o de lodos os elementos, qae
constiluem a forza e a riqueza das naces.
ii l'elicilo-me por haver sido escolhido por me
augusto soberano para desempenbar lio honrosa mis-
sao, prestando o meu concurso a ama obra de paz,
de civlisazao e de progresso.
it Nao me he menos Rgradavel, Exm. Sr., reco-
nhecer e declarar bem alio o distinelo e benvolo
r 'Huiliento que durante minha residencia nesla ca-
pital enconlrei, tanto nos dous eminentes ridadaos
que lem exercido o poder execulivo nacional, como
lambem nos membros do governo, e no povo desle
bello paiz.
Em seguida o xice-presidenle da repfbliea dirigi-
se ao Sr. visconde nos seguintes termos;
Exm. Sr. ministro plenipotenciario.Receben-
do com respeilosa acqaiesceucia a declarac.lo da re-
tirada do Sr. ministro plenipotenciario do augusto
soberana do Brasil, devo rogir a V. Exc se digna
traiismiltir a S. M. I. a expressao fiel dos -cntiuitn-
tos de profundo respeito c rcfieclida estima qu cons-
i intrnenle mantem o illustre dice da Confederarao
e o governo argentino pela augusta pesioa de S.
M. I.
o Digne-se V. Esc. accrescenlar que este gover-
no reconhece no de S. H. I. as virtudes que altra-
fiem a sua confanos, e os dotes fundamenlaes de to-
dr- a poltica elevada a circumspecta.
Isentas dos cuidados que nasccm da desconfian-
za ou da iroprevisa, de que e-loo igualmente bem
longelas nossas Iraosaczoes.necessario e lisongeiro he
esperar qae as relazes que V. Esc. ha iniciado
com lano acert, alcancem o transcendente fim da
aliancar a paz c promover o commercio, a navegacao
e o progresso das regies do Rio da Prala e do Bras-
sil.
i Permilta-me o Srs. visconde por ultimo asatis-
i'ac.in de assegurar que V. Exc. deixa nestes paizes
apreciaveia e numerosas sympathias; e posso afiir-
mar que nos conformaremos com sua ausencia ni-
camente porque julgamos ler merecido de V. Eic. o
leslemunho de bavermos pralirado quanlo devia-
mos para obler a sua considerazao e benevolencia.
Em seguida a publicarlo desles discursos, que so-
bejam para revelar o promplo'e feliz exilo da missao
especial de que foi encarregado o disliiiclo estadis-
la lirasileiro, accrescenla o Sacional Argentino al-
gumas palavras a respeito do nobre Sr. visconde de
Juntas'.'
Sim.
Eu o saba, disse Filippe com um sorriso po-
ltico.
Como '.' perguulou Amelia mais espantada que
inquieta.
Vosss foram vistas por nlguem.
Amelia Uvera > lempo de serenar-se.
Filn a seu (urno os olhos sobre l'ilippe, c disse
dando-lhcs urna expressu maligna :
Sabe qual he o verdadeiro nome do que vosse
acaba de fazer-me'.'
Qual he !
Um interrogatorio.
Amelia prole-Ion Filippe.
l'm verdadeiro interrogatorio.
Voss d a simples pergunlas um sentido mui
determinado.
-- Fiilppe, fallemos francamente.
Isso mesmo be que quero, disse elle : co-
mece.
Contesto que voss temen-te rurioso.
Nao ; mas posso vir a se-lo.
Como'.'
Isso depende de voss, Amelia.
De mim ?
Bast occulfar-inc um 8 de seus passos.
Ah disse Amelia Otando pensativa.
Isso a faz relleclir ?
Sim.
Sedevo julgar pela sua phxsionumia, suas re-
ftcxnes sao de ordem mui melanclica.
De fado ; eu cuidava pela primeira vez na
sua aoloridade. nos direilo que Ihe d sobre mim o
casamento.
Amelia, pens que vossO zomha.
l'm acensado zomba diante do juiz proces-
Rinia t
Oh eis urna palavra m. Qae 1 minha soli-
citado se ternaria aos seus olbos desconfianza, mi-
nha ternura urna nqusizao Nao cuide em lal cou-
sa, Amelia. Quaudo foram prohibidas as confiden-
cias eolre dous esposos'.'
Quando essas confidencias so podiam servir a
um dos doos para averiguarlo de nformazes ab-
surdas.
Que quer voss dizer'.'
Que he estranhavel voss nterrogar-me sobre
as cousas quo ja sabe. Quanlo as que ignora as
pessoas que me enconlraram Ih'as dirao lalvez ;
mas n.lo cont comigo para isso.
Estas palavras foram pronunciadas com certa dote
do ar e de auloridade de madama de Ingrande.
Filippe o nolou, e lomou-se sombro.
Enfilo, disse elle, de ora em danle voss es-
labelece a possihildade de um mxslerio enlre nos
dous'.'
Nunca Ihe farei myslerio daquillo que respel-
lar a mim su.
Voss tem formulas qae cheiram inteiramenle
diplomacia, querida amiga. Redijamos nosso tra-
tado em inclhores termos. Que me dir voss, e
que n.lo me dir '.'
Meu dever he dizer-lhe ludo, Filippe ; mis
ua digndade permille-lhe pergunlar ludo ?
Esla ultima resposla pertencia a um genero de
phrases, do qual elle aprender a desconfiar mais
que de lodos os oulros. ,
Filippe .-.ilniii". Nao quiz prolongar mais urna
lula, cujo resudado Ihe pareca iucerlo. Talvez
mesmo lamenten te-la levado muito avante. De.
fado que base linham mas desconfianzas'.' Com que
pro-, as podia apoiar qualquer aecusazao '!
Todava a carla anonyma alcanzara o alvo.
O embarazo de Amelia, sea repentino rubor,
suas respostas ambiguas, ledo isso havie de ficar no
espirite de Filippe Beyle.
Marianna conseguir envenenar-lhe a felcidade.
IContinuar-se-ha.j

MUTlflD"
ILEGIVEL
-


Abado, que nao uos paree inotil Iranscrever lan-
bcm aqai :
Nada lemos quo accrescenlar, dit| o Nacional
Argentino a entes doui discursos. O sea conleudo
bast para fazer coniprehenHer qn.'io feliz lia sido o
resultado da raissao especial que S. M. I. cnou a
tsle governo.
Podemos assegurar que nao pouco cootribuio pa-
ra o felii etilo desta importante missito assvmpa-
thias que soube conquistar, por cu Juizo relo e
por sea pronunciado inleresse pela Confederado
Argentina, o illustre e dislinclo negociador que cjun
tanto acert escolhen S. M. o Imperador do Brasil.
o lie com venlaileiro pezar que vemos relirar-se
o E\in. Sr. viscoude de Abaet. Nao aera entretan-
to impossivel que seja designado por seo soberano
para regressar a esta capital ; pois ningacm melhor
do que elle est boje no caso de cooperar para a man-
tenga e aperfcicotmenlo das relaces de sincera e
estreita amizade enlre a Confederadlo e o imperio,
detde que contribuio para regularizar e fortalecer
os lajos que existan enlre as duas maiores fracocs
do conlioenle sul- americano, merecendo a alta esli-
ma e o dislinclo aprero desle governo, e a particular
considerarlo do Exm. Sr. presidente da Confedera-
rao. pelas uobres qualidades que caracterisam o Sr.
viscode de Abail. n
Sabemos alem dislo, por cartas particulares do
Paran, o que sempre esperamos saber, islo he, que
o digno Sr. viscode adquiri all as mais de-
cididas sUeicdes, das quaes leve repelidas e irrecu-
siven provas, procurando todos porfa obsequa-
lo e teslemunhar-lbe a considerac,ao e o apre;u de
que he merecedor, sendo que nesse poni principal-
mente se distingui o Ilustre chele da Confederacito
Argentina, o general l'rquiza.
Anda hem .' Desse modo sera duvida se forlilica-
r3o as relaces de boa intelligenca e amizade que
tanto coiivcm sejam manlidas entre o imperio e a
Confederara^ a qual inqueslionavelmenle he a mais
iroporlante das repblicas nossas visiohas, nao s pe-
la exIensAo do seu lernlorio. como pela notavel ca-
pacidade do sea illustre chefe, pela moral e regula-
ridade do seu goveruo e pela ndole altamente pa-
cifica elaboriosa de sua populara !
Tambem por aua parte procurou o Sr. viscoude,
qnanto lh'o permiltio a estreiteza da lempo, cor-
responder as attences e finezas que Ihe foram pro-
digalisadaa.
No Aaeional Argentino de 12 do mez findo se le
que S. Bit)., no domingo 9 do mesmo mez, dera um
grande banquete ao qnal assisliram o Sr. vice-pre-
idente da Confederado, os Srs. ministro e secretaria
de estado, algans empregados do governo federal, u
comraindanle e algans ofliciaei do vapor de guerra
brasileiro l'iamo.
Nesse banqueteo Sr. viscode, antes de levantar-
se da mesa, propoz osegainle brinde :
A gloria e i prosperidade das naco es depende
da energa e da Ilustrarlo dos seus governo.
Esta verdade a oenhum governo pode ser ap-
plicada com mai* joslica do que ao da Confederarao
Argentina. Pela energia se eleva o seu illustre rie-
fe e adquire urna gloria immorlal para si e para os
povoi da Confederarao nos campos de Caseros. De-
pols desle brilhanle acontecimenlo, auxiliado por
urna admiuislracao patritica e Mostrada, tem sa-
bido roanter a paz, convencido de que s a sombra
della poderao consolidar-se as insliluires e desen-
olver-se e prosperar o commercio, a industria e
todoe os elementos de torca e de riqueza nacional.
* Ja deveis conhecer, senhores, que o brinde que
propenho he ao Eim. Sr. presdeme da CunreracSo
Argentina, brigadeiro general I). Justo Jos de Ur-
quiza. o
Em seguid e respoudeu o Exm. Sr. vicc-presi-
dente:
A' saude e i prosperidade da dignissima pessoa
de Soa Magestade o Imperador constitucional do
Brasil, coja intelligenca e virtudes o recommendam
tanto n considerarlo do nosso magnifico continente
americano.
-V felicidade de nossos irmiios os Brasilciros, e
a perpetuidade da uoiae'e boa intellisencia da gran-
de e generosa familia dos estados da America do
sol.
E por ama carta parliculir oubemos que no dia
y dera o Sr. viscode outro banquete, ao qual fo-
ram convidados os ministros de estado, algn- sena-
dores e depotados, os generaes Echaeue e Ferrar, o
commandante e parte da oflicialidade do vapor Ua-
mao, o commandante do vapor Ypiranga, que
all havia chegado na vespera.
Para nao termos de voltar a este assumpio, dire-
mos desde ja que o dtlocto estadista brasileiro, de-
poU de fazer a digressao anteriormente annunciada,
recebendo por toda a parle evidentes teslemuuhos
de eslima e de rwpeito, regressoo a esla cidade a
bordo do Hamao na manhaa do dia 29.
S. Exc. demorou-se aqai apenas o lempo preciso
para foroecer o vapor los ; .e embarca esta noite as lt horas, afim de se-
guir viagem para essa manhaa ao romper do dia.
Encasado be repetir que o Sr. viscoude deixa a
lodo que o conheceram nesta cidade, e principal-
rcele ees seus patricios, saudosose penhorados pe-
le maneiras urbanas c silenciosas com que cons-
lanlemente o tralou.
Qoeira o eco ouvir os sinceros e ardenles volos que
faiemos para qoe seja prospera e breve a viagem de
S. Ec., apara que encontr elle ahi, como deseja,
ludo quanto Ih he charo e interessa !...
Segulndo a ordem das datas que adoptamos nestas
narrares, compre-nos registrar ainda edmo fados
do da 18 urna sernala, com que na bellsima i.oi-
te daeaa da foram obsequiados o Sr. presidente da
rpublici e os seus ministros por nma grande porrao
dcidadositalianos, eieculada pelos profe-sores'd
orcheslra do Ihealro.
De manhaa eram espancados na propria casa da
represenUjao nacional os deputadus ; a noite cue-
rela e orna serenata ao.chefe da ntcao e ao seu
goterno 1 Asaim sao as cousas desle mundo : em
quanto uos soflrem e choram, otros riem-se c fol-
gao O mais he que nesse mesmo contraste honve
qaem visse o dedo do, parlidos politices. Se com
razao ou .em ella, nao o sabemos, ou antee nao o
queremos saber!
Dando conla desta serenata, diz o Comercio del
Plata, qoe o Sr. presidente da repblica agradecen
em termos cortezes o obsequio, e proferio algumas
patarra qoe merecern) o applauso das pessoas que
o felejivam. Accresceola que a enfermidade do Sr.
ministro do governo e das relaces exteriores nao
permiltio que S. Exc. peisoalmente se apresentasse,
mandando om dos seus filhos para Ihe servir de in-
terprete, com o que se retiraran) salisreilos os Ita-
lianos.
Parece qoe foi em consequencia desle incommo-
do que o Sr. Ellaori resolveu pouco depois deixar
o ministerio como adenle se ver
O Sr: ministro da fazenda, diz anda o Comsrco
del Plata, acolheu dignamente as pessoas que por
meio dessa ovicao publica Ihe dmonslraram o apre-
co em que he tido pelo publico nacional e eslran-
geiro ; e Iratando-o? com a conveniencia de quo usa
um cavalleiro em taes casos, o Sr. Doroteo Garca
dirigio-lhes eipressf.es lisongeiras c esperanrosas.
despedindo-os coai as maoifcslacoes de estima que
merecUm.
He lambem'um fado do dia IH, que apenas leve
conhecimenlo exacto do alternado commellido con-
tra os Srs. representantes, deu o governo ordem
chele do estado-maior, o coronel Lpez, para i
com alguma forra do csquadnlo de cavallaria se ...
rigisie ao qoarteiamenlo da polica, e assumiudo o
cemmando da que all se achava, fizesse respeitar a
auloiidadc, visto que a do c.befe de polica havia
sido iucapaz!..
O coronel eucaminhou-se sem demora para o lla-
gar indicado; mas rhegou larde, porque a desor-
den tinha cessado com a ausencia dos qne a prali-
caram Aqui era lalvez bem applicado o vellio ri-
fa porluguez qne diz : a Depois da casa roubada
traucao-se as portas!...
O Comercio del Plttia noticiando esla providen-
cia do governo dizia ignorar algumas nutras medi-
das que houvesse tomado o presidente da repblica;
mas accrescenlava que nao era possivel duvidar de
que S. Exc a lomas-e, porque grande deshonra re-
DliR'O DE PERHAHBUCO SABAOQ 19 DE ABRIL O 1856
ao
que
d-
flecliria sobre seo nome, e sobre sua aotoridade, da
impunidade de ora semellianle attenlado. Os lei-
tore porm mais adan le vero o que na realidad
acontecen, e o desfecho inesperado que levo o im-
portante fado de qe nos Decapamos.
No dia 19 enviou o poder execolivo cmara a
seguinle meosagem :
O podar execulivo tem a honra de drigir-sa
vossa hononhilidade, para significar nao ir Indo o
P*xar, como a grande indignarlo que lbe causou o
fado allamepte vandlico que no dia de honlem le-
ve lugar na propria casa da representarlo nacional,
perpetrado por um bando de assassinos.*
o Ultrajada assim de um modo Uto vil a dignidade
ila representara nacional, o poder execulivo, a
qucni principalmente incumbe fazer guardar aos al-
ias poileres do Estado lodo o aealamenlo e respeilo
que Ihes tao devidos, lancoo mo immedialameule
das medidas mais enrgicas c severas ; nao despe-
zando meio algum para descubrir os autores de Uto
como criminoso allenlado, afim de que
temerario
soffra-o lodo o rigor da le, e sirvilo de exernplo.
Por um decreto da inesma data foi demitlido o Sr.
D. Clemente Cesar do cargo .le chefe de polica, e
nomeailo para subslitui-lo iiiterinameole o Sr. I).
Luiz Herrera.
Annunciando no dia 20!eslas medidas, o Comer-
cio del Plata diz que al a hora de retirarem-se os
Srs. minislros do despacho ainda nao havia sido re-
mellido pela polica o summario que com loda a ur-
gencia se .lera ordem ao Sr. chefe respectivo para
instaurar acerca dos snecessos occorridos na casa dos
representantes no dia 18.
Tal era o-estado das ron..., al quarta-fein de
Trevas. Na quinla-fcira Santa, na sexta da Palito
e no sabbado de Alleluia, como que se suspendern)
completamente todos os negocios profanos para se
relebrarem as feslas religiosas proprias desses das.
E porque nos parece dever lamben registrar nes-
ia chronica a mancira como a popnlarao da capilal
precede na festividad da semana Santa, suspende-
remos igualmente por alguna momentos a narracto
dos fados profauos para oceupar a atlenco dos le
tores com esle assumplo, que bem pode ser quatifi-
cado de mirlo, porque coniprehcnde o sagrado e o
profano.
A cidade de Montevideo, dividida em dnas fre-
guezias, Jonla tres templos. A matriz, edificio de
vastas dimenenes e de magestoso aspecto, que, a
ter sido de\ llmenle concluido, merecera coinjus-
tir,a as honras de Urna igreja de primeira ordem ; a
de S. Francisco, casa vellia e arruinada, sem for-
ma nem capacidade, que parece haver sido edificada
nos primeiros mezes da fanda-lo da cidade, c assim
lal qual desde cniao conservada ; e a da Caridade,
capella annexa ao grande predio de que recebe o
nome, cujas Tuneces corresponden) as da sania casa
da Misericordia no nosso paiz.
Pelo que respeila a ornamentos e alfaias. nenhum
dos referidos templos possue cousa digna da alien-
lo do observador ; anles faz se notavel a excessiva
simplicidade, ou melhor dizendo a quasi nudez dos
altares. Cumpre porm eonfessar que o culto divi-
no he ahi pralicadu a' risca segundo lodos os precei-
tos da religiao catlica e apostlica romana.
IStsses Ires templos pois se celebra a semana Sao-
ta com todas as formulas e solemnidades eslabeleci-
das pela igreja ; e he de um para outro desses tres
templos que alflue constantemente a populacho in-
teira da capital duraote esses da sagrados. He
realmente curioso observar a especie de motil coit-
tt'iMO que se eslabelece na cidade, sobretodo na
quinla-fcira: e nao menos digno de observarn e
euriosidadehe o luxo no trajar, o poguelismo, como
aqui Ihe chamao, que as senhorilas apresenlao,
principalmente naquelle dia.
A visilacao das igrejas comer desde as 10 horas
da manhaa, e termina depois das II) horas da noite.
Em todo esse largo espado de lempo os devotos c as
devotas nao parao um s instante, sealo para fazer.
ou apparentar que fa/cm, urna breve m.ir.i em
cada igreja em que entran, e de que sihem, para lo-
go lornarem a entrar, e sabir de novo !
Nao se vm os brilhanle*, as pcrolas, as esmeral-
das o os rubina ; roas dislingue-se as sedas, os se-
tns, os velludos, as cambraias eas rendas de apu-
rado lavor e gosto, e por conseguinte de custosojpre.
ro. Vestidas assirn com arte e grata crozam e re-
cruzan) em (odas as direcres as ras da capital as
Orieulaes, cija formosura oto peder1 ser apresen-
tada como lypo, mas cujo porte nobre, elegante, e
cujo pisar delicado e.faceiro em verdade nao tem
rivaes!
E lauto mais arredilado deve ser este juizo. qnan-
to pela nossa parle, veterano invalido das fileiras do
Oeo .Menino, assisliamos impassiveis ao lluxo e re-
floxo dessa onda sedudura de mgicas e feiliceiras
que allrabia e fazia pasmar encantados e huquia
berlosacs recrulas do grande exercilo universal I
Como tmpora mutantur !
Se passada a solemnidnde da semana sania volve-
ram lodos a tratar da poltica e dos negocios profa-
nos, justo he tambem que, escripto o breve episodio
que ahi fica, prosigamos na nossa (arefa.
Os leilores do Comercio del Plata, que como Boa
n5o ,Vi iniciados nos altos mysterios da governanra,
sem duvida que na manhaa do dia 2:1 do mez lido
foram sorprendidos pelos documentos ofliciae* que
na parte interior publicou nesse dia aquello jornal.
O Sr. I). Jos Ellauri, mini-tro do governu e das
relaroc* exteriores, em oflicio dirigido ao presiden-
te com data de 21) declarava que bavendo-se aggra-
vado os males que solfria, via-se obrigado a renun-
ciar a cartera com que S. Exc. o tinha distinguido !
L'm decreto da aneara! dala conceda a demissao
pedida, mandando agradecer ao exonerado os ser-
vljos que prestara durante o periodo que exerceu o
cargo ; a outro decreto nomeava iara substitu-lo o
Sr. I). Jo.iquim Kequena.
Sobre o mais que occorrera at enlao, e que ja
nao poucas apprehenses e receios produzira no es-
pirito publico, o fado desta inslanlaneamodilcarao
do ministerio, das apenas depois de organisado, lor-
nou evidente, nao s a existencia de desaccordo en-
re o presidente eseus minislros, como ainda, o qoe
he peior, a continuacao do dominio dos rcsenlimen-
loi e das vlngancas dos partidos polticos !
No dia 33 publicou tambem o Comercio del Plata
a profusao de f que o governo da repblica jul-
gou conveniente fazer depois da nova combinacao
ministerial. A esta prolisso applicamos quanto'na
correspondencia anterior dissemos a respeilo dos
programmas em geral.
Veio igualmente a publicidade nesse dia odecrelo
pelo qual foi Horneado chelo de polica efieclivo o
Sr.l). Luiz Herrera: c em seguida o ollicio deste, le-
vando i presenra do governo o summario instaura-
do em consequencia dos successos qne liveram lu-
gar no dia 18 as escadas da cmara.
Sobro esse summario laucn o Sr. ministro das
relaees exteriores o despacho archive-se visto
que das averiguares e pesquzas fciUs nao se ha-
via podido chegar ao conliecimeolo dos perpetrado-
res do attenlado !
Nao he cerlamenle preciso fazer senlir a desagra-
dayel mpressao que esle (Apacho doria causar no
animo dos iulereMados e dos seus amigos e correli-
giorios polticos : tanto mais quanto semelbanle
desfecho formava perfeilo conlraslc com a indigna-
rlo que manifestara o governo logo que leve conhe-
cimento do ficto, e com a aclividade e a diligencia
que parecen ento empregar para descobrir os cri-
minosos-I
Toda eslaa oceurreneias accumuladas fnram os
preparatorios da crise que surgi depois, e que foi
conjurada, he verdade, mas deixou o paiz na anliga
siluarao de desconflauta e desanimo !
Nao nos devemos esquecer de mencionar que no
dia 2:t annunciava, sem reilexao alguma, o peridi-
co Nacin que os Srs. Torres e llenan parti riam
para Iloeuos Avres no primeiro navio qae para all
sahisse.
O Comercio del Plata dizia em seu numero do di
27 que o governo bavia proposlo ao general Cesar
Das qur vollasse a deseinpcnhar nempiego do en-
carregado de negocios naquelle estado, mas qje o
general recusara. E publicou ambem nesse mesmo
dia o decreto de 20, nomeaurlo cnsul geral da re-
publica lili o Sr. I)r. D. Alejandro Magarioos y
Cervantes.
Logo na manhaa do dia 27 circulou pela cidade o
boalo de que o governo, havendo descoberlo urna
conspiradlo tramada pelos conservadores, Iralava de
expedir as providencias precisas para abafa o mo-
viraeulo revolucionario que devia apparecer nesse
dia.
Alarmada compltame ole a pnpularao, conster-
nados lodos os espiritos pacficos, procurava ancio-
so cada um saber o que de real e de positivo exislia
em taes boatos Foi o Nacional, pu blicado na tar-
de desse dia, que nos minisiro.i as primeiras infor-
mares. Segando elle, dizia-se de manhaa qoe o Sr.
presidente da repblica reunir o ministerio na casa
de sua residencia para tomar medidas em consequen-
cia de achar-se ameacada a tranquillidade publica.
Que logo depois se falln de algumas prisoes. que
eflectivamenle se verificaram, sendo conduzidos a
policio varios individuos. Que por cerra do meio
dia chegoq nma forra a ra OkfMfe de Julko, pro-
cedente da- UniSo, a coja freule vinha o general
Oribe, e que esta (orea se eslabelecera na barraca
dos Srs. Errazquin, Qoe a guarda nacional da ca-
pital se reuni em seus respectivos qnarleis, e que a
1 hora da lrdese expedir o decrelo que publica-
va, nomeando commandante das armas o general
rreyre, por julgar o governo necessario allendrr a
conservarlo da ordem interior da capilal, qae pare-
ca perturbada por horaens inquietos.
Tambem por ordem do governo se fechoii o Ihe-
alro, ondo devia haver espectculo nessa noile.
No dia segoinle ^!l annunciava o Comercio del
Piala que na vespera, pelas 2 e meia ou .1 horas da
lar.le.se apresen tara no forleo general D. Cesar Dias
que nao pode chegar a presenca do.Sr. presidente da
repblica,licandn em un.a das salas do estado mainr,
guardado por scntine.Ha a vista. Annunciando mais
que igualmente se apresenlara o commandante Sn-
sini, que se achava fura da capilal, assim como o
havia feilo o coronel Tajes no dia anterior, disse
que estavam pois a .lisposijao do governo os indivi-
duos que os hoalos indicaran como promotores de
desorden, e porlaulo que era chegado o momento
de averiguar legalnenle a verdade.
Acrescentava o joroalisla, de certo muilo judicio-
samente, que em negocio semelhaule, que lano af-
feclavaa altenrjo publica, e que mudara a face da
siluarao en 2 horas, converlcndo as esperanzas de
paz, de uuiao c de progressu en tenores e appre-
henses, nao era licito auppor que se deixassem de
adoptar estrictamente as providencies legues, de mo-
do a nao ficar dnvida alguma sobre a juslic,a da
pena ou daabsolvicao
Mais abati dizia nesse mesmo numero, que aln
do general ('.czar Dias, coronel Pagas, e commandan-
te Suzini, haviam sido presos o 9r. Solsona, admi-
nislrador geni dos correios ; o capilao Larragoitia ;
o sub-leiiente reformado l(. Ventura Silveira ; os
parem-se de seus Irabalhos, e dissolve-se a renuiao
a meia hora da Urde.
PAGINA AVULSA.
BfflSC REA
Ao Sr. Justiceiro Murtbcquense.Lomos a
vossa correspondencia no Liberal do 7 do cor-
rento 1056, que nos diz de alguna sor.e res- LZZ Tld' 4 ram f* qU
peito,. a se hem que o possanos ser inlerpicle da Sas PoSnT7 '1UC nS T S T
voniadealheia, comtudo vos responderemos pelos "T. Jl Pm "P^'18"108.'6 *"
mesmos tpicos, que a DOS nos dirigiste. Disses- SLZLfi i Vm' "" qUe lodaV'? "?5
.esi-aue'soccoro nenhum foi enviado a MuX S ?' 1T, K ^ CnSla qUC nM0
capelo governo, nem urna bolacha, nem urna Laie- 2.'?i..*m ^ '"l T?. V""'. S?
ja.cl,:. Setivessemosasseverado.que para Muri- STSuJ!' St hsP,,.V0 c,P"i!
beca foram enviados Mceorros por parle do -over- vi" nesia cidade o boato de que a .mperatr.z
no. vos pederamos convence,'do Lmrario doTe S SSfa ?''7 "^ *?"
dtssesles. mas a este respciu. lo vos podoremos res- !- t J mm larlar,a' C0," '
ponder rom as probabilidades, que la vendo o Z T 2T" '^ TT ton,ada de Se"
verno soccortido, como Z fo o si4l, as d mal Sft ^ TI"*"' &* do Primeiro aU>-
ocalidades da provincia, provavd J, "TZ l S! 5*^ ra>na EurPa Un,a **"
bemsoaocIuecessedeMuribeca ^ ^ des.a na.ureza ,em urna razao de ser.-.em a
Dissos.es mais :-que o Dr. Nerv nao deveria T^ '*" masnlrc ns> V ">*
contraate par.icularmente cuando S*S ^P0** P">> canard te* especio V As-
con.ratado con, o governo:-O Dr.^rv dS s;m'aParece-noslueo cap.to bri.anico nos dissoa
que a epidemia priacip^ou a invadir a nossa vizi- ___ rnn.i., ;.,i
COMARCA DO BONITO
I i de abril.
diolericoconvalescente. yiSEZ J^^^^^^St
cidadaos ...Salvador-LaliobU-e-o: CTtf 3tt&7\Z2S t^^S^'SS^^
nadas, e mais o. dous soldados r.Prn P.inir. ownari iriiiao uocnoitn- os m person quo passa satisfactoriamente, araras
Continuando anda accresrnlastcs:- ...o as- ,, quadtatura do circulo.. ,, digo ., a grande .mea-
nadas, e mais os dous sulades negros Peincirua e
Kodri^uez.
> da segumleconnnmravaomesnoljornansla sassino chegou a star preso na casa do subdelega- lio do nenia .
seus le.(ores iiue todos estes individuos, a-exceo- ,u r... i....._._...,.. ____ 3 """" ""em
a seus leilores que lodos estes individuos, 'excep-
$ao de 1). Miguel Solsona, administrador geral dos
correios, e t. Salvador La Robla, que foram sollos,
haviam sido desterrados para Uucnos-,iyres, tendo
para all sabido na vespera de manhaa s '.) ho-
ras e meia a bordo da escuna argentina Relm-
pago.
Estas medidas como que bastaran para conjurar a
tempeslade, porque al ao momento en que escre-
vernos de nenhuna ouira temos noticia ; e a tran- lino, as cusa a crerioos, que o subdelegado, esse
qu.llidade publica parece restabelecida, lendo-se moco om quem reconhocemos tanta probidade possa
mandado retirar as torcas que se achavam reunidas pa -
as inmediarCes da capilal. O
Estarlo porm tranquillos os espiritos, inspira
. ------,------------ r------., .,,, ,,.-| t-,.,.,, uur eaizer, sem se provar, qucellu lie
por ventura confianca a siluarao, nao teremoa ama- connivente com assassinos nada prova acerca da cul-
Illa,! 011 tlr.lOIS Onvna :il:irn, lt i,.,^,.- w. hi1I .._!:.? i. i ...
nli.iu ou depois nevos alarmas, novas conspirares
novos tumultos '.' Ninguem com seguraura o podc-
r.i dizer, anda que, cumo'us, ardentemente o de-
seje !
,,,......., ... ... r"-! u"> so ui, uu se uuer; e, pois, >u csiaiea se esmeren) estado de noder vir r otTi
par ,dos vol.rana.ua ; na,mpreusa surge por ora nao podemos rerkar a conlianca que epo- ciou, consta-n.e, ao subdelegado de Be rosque
erd I TP 'u os h~'iae'^m "e sitamos no subdelegado de Muribec. : pedimos-lhe mora una ou du s legua 1 dar d^SoSsm
Z'ZZZ'ZZrZSrj^Z. q"e ?-*JF! S-.f *L- ~ ^,soS, ***, de ser o doen,e traLo no ZZZ se
nao poicara o sen lempo, haveudo all, eomo consta,
Ulo boa vonladede auxilia-los !
Enfim, sera o que Dos quizer ; porque cumpre
do Justiceiro Murtbequense a quem pedimos
suas ordens.
Por um Sr. sacerdote chegado de (-aranliuns.
confesar que a respeto desle paiz razoavelmeule com destino ao Ccar.sonbemos quanto o povo da-
nada se podeconjecturar. quc,|a M ^ resgado. A peste nao leve
t.queca-nos communicar aos leilores una noli- poder para impedh-lheque por penitencia carregas-
cia importante que trouxe o r.am.To do Paran;,. O .o para a nova nutriz urna quantidade enorme de
governo da Confederacao argentina julgouchegada a malcriacs A contrieco, disse-nos esse padre,
occasiao de denunciar os tratados celebrados com
Buenos-Ayres en 20 de dezeml.ro e 8 de Janeiro,
ltenla a resposta que o goveruo daquelle Estado
deu s reclamaOes sobre a violacao do lerrilorio da
confederadlo. .
... nmuiuiui o us utiniiis auionuaaes poiiciaes i
Nao traduzraos c Iranscrcvemo os documentos os espelhos desses pobres camponezes, que s o
re.at.vos a esle godo porque sao mui.o extensos, viam nas animaces D3SSes $ cidadaos, r-
enos falta lempo. Ollereceremo, apenas i con.ide- culos do reo, e viam no cholera
ricao de, leilores o que escreve,. o peridico da Deos. Eis porque sem tremaren
Ui-federacao Sacional Argentino, de 19 do cor- semcons.rangirnen.openi.cnciavam.se!
eslava debuchada am todos os semblantes; o ira
halho nao fatigava os filhos de Garanhuns, c a re-
ioveruo daqoell. Estado si;nacao eslava lirmemente enraizada em lodosos
corajes. O virtuoso parocho, ojuiz de direito c
municipal e as demais autoridades poliniaes eram
o Denunciar os tratados de dezemhroe Janeiro cr
a nica solurao pacifica dessa queslao ; soluciu que
deixa a salvo a honra da confederarao sem necessi-
dode do recurso s armas. He por iso quo applau-
dimos a deliherarao que lomou o governo com data
de honlem, cono consta do decrelo que publicamos
na parle ntlicial.
A denuncia dos traa los nao inporta u ma de-
clararlo de guerra por parle da confederarao, nem
tan pouco a utenrao de hoslilisar o governo da pro-
vincia dissidonle, importa apenas Ir cessarao das
vantagens commerciaesque lluenos-A)res renuuciuu
desde que fallou a' f desses tratados. Se purcm a
confederadlo esla' disposta a fazer sacrificios em fa-
vor da paz, saliera' sustentar a guerra com vigor o
energia se a enllocaren uo caso de appcllar para as
armas.
Parece-nos que esla lnguagem clara, posiliva e
franca dispensa quaesquer rolexes. Eflasem duvi-
da sabeja para fazer comprchcildcr as disposirocs en
que se acha a confederarao.
Pelos paquetes Vampero e ConHitudon, entrados
honlem de Bueuos-Ayres, soubenos que no dia ,'10
do passado liveiam lugar all as elei;es para sena-
doros c dc-pulados, sal.indo ve leedora a opposirao.
Toram eleilos seuadores os Srs. D. Kibppe Llaval-
loll, Nicols Anchorena, Marcelo Ganboa C Joa
Marnol; e depotados D. Manuel Escalada, D. Car-
io Tejedor, D. Eustaquio Torres; os coronis D.
Julin Martnez, D. Doningo Sosa el) Eslevan
(Jarcia ; D. francisco 1'. Morano, D. Jaime l.laval-
loll, D. Eduardo Cosa, D. Salusliauo Cuenca e t.
Aliando Alcosla.
Diz o Comercio del Vala de boje quo aquellas
eleic,oes foram agitadissimas c lunulluosas, cons-
tando que se quebraran mesas, vidros, etc., o que
houve en alia dosc soceos, pauladas, facadas, e al
morles !
Com estas noticias deve ramos fechar a nossa cor-
respondencia, que con efleito ja vai demasiado
longa ; mas uo nos podemos forlar ao desejo de
transmitir aos leilores para seu enlreteninenlo
urna ensacada lembranca qne leve o espirituoso
redactor do Comercio del Plata em seu numero de
boje.
Aqui as cmaras nao celebram suas sessoes diaria
ltimamente Ires conviles successivos foram pu
blicados pelos jornaes para a reumao dos represen-
tante. Ao primeiro, concorreram s dous nemhros;
ao segundo, treze ; eao lerceiro, que era para hon-
lem, suppunh., o redactor provavel que nao com-
parecesse iieubum I
Dando conla da puuca vonlade de se reunirem
que moslravam os representantes da repblica, diz
o Comercio del Vala que o fado lbe despertava a
re.-ordar.io de urna oilava, que havia muilo lempo
que tinha lido, e que Ihe pareca loleiramonle ap-
plicavel ao caso. He essa oilava que (raduzimoi, e
offerecemos em seguida aos leilores. conclu...lo com
ella a Boda larefa doslc mez.
Deu-me Joanna urna pitada,
Jue lomei que ero acaso !
Ouira ,cz repele o caso.
I.io pooco Ihe disse nada !...
la-mc a dar a lerceira....
Exclame! eniao : billa Joanna !
Porque se eu livera gana
Era bastante a primeira '....
Jornal do Commeicio i],i Itio.
AS5EMBLA LEGISLATIVA PRQ-
VINC1AL.
1. Sesaao' preparatoria em 18 de abril de 185G.
Ao meio dia, acham-se reunidos nn salao das ses-
ses os Srs.: bar.lo de Camarag.be,Antonio Conral\e
(iiiimaraes, Sabino Olegario l.u.igero I'inho,* Jos
Maria l-'reire (iameito, Antonio Jos de Olivrira,
Jos Qunlino de Caslro Leio, Caelaoo Xavier I
reir de llrilo. Theoduro Marhado l-'reire l'ercira
l'i
reir de linio I heodoro Machado l-'reire l'ercira da H> colisa do SO din hlloroii JL i ,
Silva, lenlo Jos da Csla Jnior, Uaooel do Nasci- nrnlll, ;r i i > lallt1Cl'V'b ,'1,l
menlo Machad,. Porlella, Amonio Luiz Cavalcanli liroDO maJ"r Manoel liezerra (lo,'Valle, dei
de Albuquerque, .loaquim Pinto de Campos, Silvi- :ia "Waotli sua mulheie tres lijfhos militar
no Cavalranti de Albuquerque, Marral Lopes de Si- o dedicado, viva ello unMWff.,,1,. do suido o
queira, Antonio dosfanlos de Siqueira Cavalcanli, pata uucm rumBrr so*^ ",! "' ,
--------- -_ --.--------(--^--j-( 'i.ii' o. i.'ri'i. tic
queira, Amonio dos Sanios ile Siqueira Cavalca...
Anlono Alve de Souza CarvaHio, SebaatUO do Re-
g Barros de l.acerda/Cosne de Sa l'ereira.Anlonio
Kpammondas de Mello.
Sao eleilos por arclanaran, para presidente o
ba/ao de Camara.'nlie, para 1.- secretario, o Sr. P
--------------------------------------------------m-.^.^.T | -. ,, ( i i <: I I ,
'ella, e para >. o Sr. Barros de l.acerda.
doro Machado, Antonio Jos de Oliveira.''^ "
Procedeu-se a ele.
de poderes e sahem
parece, que, se houve contrato desse doutor com o
governo, foi posteror ao dos particulares, nos mes-
mos em um doi nessos nmeros passados, lizemos
ver que um s medico em Muribeca nao poderia
dar rabal cumprimeulo sua missao.
Ainda dineatMque Carlolino no assassinou
t fur-io0" "? a'r6Se,"0U Para rreS0"- 6 de ^--nosindo betn, verbo cholera, que felizmen
Este trecho, adjunto a outro* involve sem duvi- ?J?TZT SUa-rCl,rada' "ossa pa-
da alguna un. nsura ao subdelegado, que o "" m"r P8"" deSlC *
dais romo cul >ado da impunidade de Car tolmo,
que liado na jroioccaode Matedlo, inspector, p.'nle qUI so tcmos a senho" dona variola.que cami-
depois de muas desordens, commetict um assassi- _a r8"lafmento com poucas victimas. Dos A
nato, ele
A respeilo de Marcello, parece-nos que ?-UC cslav3m se lralando Por conla da polica j sa-
iji romo um dos protectores de Caito- ,,m dous' urn delles ficou w\<-x\co, porem est
) aponamos ja como um dos protectores de Caito- ,.m
inn. ma rna. o nnwi -..I.J^I----J- ----- melllOI".
Aos sinos ja se soltramos badales que eslive-
tuar com faecinoras e protectores de assassinos. ram Presos, pendant la fureur do Signor figlio
y faci de.um subdelegado nao demitlir logo um "O Ganges, porem ha dous dias ainda nao dobra-
inspeclor por se dizer, sem se provar, qucellu he ram signal, de que nao morrea ninguem.
connivente com assassinos nada prova acerca da cul- O estafeta, que dabi devia ter sahido no primei-
pabihdade desse subdelegado: as vezes urna auto- rodaste est doentedaqui urnas cinco leguas, no lu
idade lem necessidade de esperar para que com gar da Barra, c o delegado lendo essa noticia esta
corto possa punir, porque nem sempre os indicios tarde ja mandou buscar, nao s a mala como o d-
provam o que de nos se diz, ou se quer; e, pois, to estafeta se cstiver em estado de poder vir, e offi-
O Exm. Sr. generil mandou proceder novo
conselho para julgar o sargento do nono batalhao,
que empregou offensas physicas contra um cadete
mente : reunem-se apenas nos dias par que sao j ^""^a, ""*""" V"}'""* ""Ma um caoeie _
previamenle convocadas por intermedio do respec- ^l^.^?" autorldades era vlsla da nos- ,_" P8^0' CTPst0. 3 annos VobJc-
livo secretario.
uu.i.esuio. oe louas as autoridades em vista danos- murcio, pardo, exposlo, 3 annos ; pobre,
sas reclamacessindicassem lao promptamente dos Anasiacia, [.arda, exposta, 2 mezes ; pobre
fados, como fe/, o Si. general, lalvez que tantos e -'anuario, pardo, exposto, 13 dias ; pobre,
lao repetidos abusos naosedessem; porm temos Manoc! Francisco Marlins, pardo, casado, 'i
le que, comprehendendo bem as nossas inten- annos.
toes, nao se desprezem nossos avisos ; e ja que ^'ma prvula, ignora-sc ; pobre,
fallamos nesse sargento, consta-nos que usa do ha- Jos> branco, lilho de IJernardo Jos da Cosa V
bito da Roaa, adquirido en 48 quando paisano. ienlflt nezes.
nao lendo mais direito sobre elle por nao ter soli- Jacintlio Ignacio da Paz, pardo, casado, 90 annos
cilado o competente diploma; a ser 6xacio, o Illm. pobre.
Sr. Dr promotor deve lomar em considerara.) es- Joao, branco, lilho de Maria da Conceicao de Je
ta novidade, em vista do que recotumenda o aviso sus. 2 metes.
da IS do Janeiro do crreme, transcripto em or- Joaquina Maria da Conceicao, branca, casada,
dein do dia doquartel general do colimando das 35 annos.
arrnasdestaprovincia.sbii. 209 de 16 de leve- Florinda, crioula, oscrava de Anua Florencia de
* Siqueira. 18 anuos.
Pcde-seaolubisliomemdeaniolhos.mora- Maria Aleandrina Cherubina Callaca, branca
dor na ra do 6anlo casamenleiro, que dcue-so de solleira, 07 annos.
andar a deshoras metiendo a cabeca pelas ielosias \,,r
o rotulas das casas alheias, porque est arrLado '""', + A"can"'^i3, de Mana LbuUna
hcar com ella como cabera de rato om ratoeira de fT? Ca"3a; annSl .
ferro : cuidado, cuidado com cabera, olhe que ulhol,a' ^' M*". 9 meas ; pobre.
os oculos s guardara os olhos. Gregorio, pardo, exposto, 7 mezes ; pobre.
Dizem dizem! qne n'una das ultimas parti-
das de yado inundado vir pela cmara, os tangedo-
res deixaran per.ftr-se, murrer, desnortear-se per- Fauslina, parda, exposta, 8 iv.ezes ; pobre,
lo de irinta bou, dizem dizem Julia, branca, filha de Umbelino Guedcs de M
Pedimos a uns artfices de sapatos da roa do '- 3 metes.
i^c\^rt^Z,^!"Tm rm 0S,af Jo'aoBaplisla&ares, branco, vinvo, 38 anuos
ucsinieciantss da mesmissima essa ra, pois do nohrc f
cenas horas em vante ctisla-sc a sollrcr tAo agr- n\A;n'i/- ,-,,,,,
dave'aroma. HBOiMjffogO Jacintho da Cunha, branco, soliciro,
Com a mu.lanra do inspector do Rosarinho, '* annos
ficou aquella inspectoria vaga. y' Claudirla, branca, oxposta, 19 mezas ; pobre.
Na subdelegada da Koa-Vista ha 11 '
lorias vagas.
Ha cousa de 50 dias falleceu A o cholera o
deixatido
robo
- qnal
para quem cumpre seu^deveres nao da lugar
sobras : e pelo seu^fiicciinenlo ficou a familia sem
mcios de susirjjrtar.s^ passand0 dias sen comer, o,
Sr. qne tem reliando a vluva a am estado de cstuliice I Felicia (ones da Silva, parda, casada, Miamos.
ir. narros de l.acerda. j|"? f5*" 'oucura. Ueeommendamos caridade Jos Cordeiro de Carvalho Leite, branco, casado,
lcao da enmmissao de Terilcac,ao,fi"a,,"ca os descendentes daquelle probo cidado que 55 annos.
l eleilos os Srs : SilvIno^i^JJ. residem na ra da Viracao n. 60.
onn Jau> .la ni.vatp ir^i -if
Ilonlem. deu cometo a assemblca legislativa
provincial a seus trahalhos preparatorios, compa-
recendo numero suflicipi,te para a organisaro da
casa.
Hoja tratar ella de verificar os poderes de seus
respectivos nemhros.
Ora alinal esto os Francezes com um suc-
ressor ao Cezar do seculo XIX, e cada ve/ mais dif-
fictl a ressurreicao dosOrleans ao throno de S. Luiz,
quer como descendentes do ramo mais velho, que
deu a cabeca de um soberano ao carrasco, como
m simples mortal, quer o ramo cade!, que deu o
Al amauhaa.
sentido de ser o doenle tratado no lugar onde se
acha, se nao for possivel a sua conduccao pa-
ra c.
A polica honlem prendeu aqui na villa um cu-
jo dos bons; dizem que tem seis ravallos, nao
comprando um s, e quedara tambem seu ttrinho.
Agora deve haver sua colheitasinha, porque os taes
criminosos que chegaiam a inventar que so haviam
sollado os presos todos, eslao talvez julgando que
ainda gozam do indulto.
Adoos, cscrevo-lho a prsenle as de/, da noile,
visto que assim hepreciso puisque que a la saho
muilo cedo.
Au retourner.
( Carta particular.)
RELACAO das pessoas fallecidas
NA FREG1ZIA UE SANTO ANTONIO
NO MEZ DE MARCO FINDO.
Maria, parda, lilha de Maria Clara das Dores, 9
dias; pobre.
Luiz, branco, lilho do Henriquela Sima Teixeira,
8 mezes.
Mara, crioula, exposta, 13 dias ; pobre.
Francisca Qprra d'Almeida, branca, casada, 33
annos.
Candida Joanna de Caslro, branca, casada, 20
annos.
Francisco, branco, lilho de Domingos da Silva
Guimares, 11 mezes.
Aquilino, pardo, exposlo, 3 mezes : pobre.
Maria, parda, exposta, 20 dias ; pobre.
Candida Maria do Sacramento, branca, viuva, 45
annos.
Simao, Africano, cscravo, preso, 60 annos; pobre.
Carolinda, branca, filha de Constancia Gonralves
Lomba, 8 mezes.
-AvisoAssevera-sc aos Srs. redactores da
Parjt'na Avutea, que nos Afogados existe una pa-
daria, e csla ha mais do mez nao trabalha por ter
passado a novos Joos c eslar em concert. Nao
padece duvida que o denunciante he padeiro.
Consta-no, que sendo chamado um Sr. vi-
gario desta rida i (o mesmo que honlem loi por
nos noticiado), Mra casar na hora da morle Vi-
cente Ferreira dc^WAnna com Josepha Maria da
Conceicao, que ha Tongos annos viviam amasia-
dos, nao s nao foi, como reprehendeu o digno
coadjuctor por ter ido arrancar com o balsamo da
confissao sacramental do poder de Satanaz aquel-
les dous infelizes ; emfim feneceu o pobre homcm
sem ter podido chamar aquella qae lbe fazia com-
panhiaminha mullier! F.sse proceder indigno
ecriminoso, he digno daexecracio geral.... rita-
mos aqui.
Esse tacto foi passado na rea daquillo que quem
o possue nao lio pobre. Vejam se adevinham.
O muilo activo subdelegado do Recife. o Sr.
Saluslano, nao lem cessado em dar caca dos taes Luiz Soarcs de Frcitas, pardo, viuvo, 56 annos
jugadores do lellieira de Fra de Ponas, mas os Isabel, parda, exposta, 2 mezas ; pobre,
mecos sao romo lodos, espartos como gamos, vivos Luiz, crioulo, escravode Jos Joaquim de Miran
como vboras! As mesas ainda 'la estavam no dia da, 35 annos.
13. Sr. inspector, olho vivo. Manoel Castao da Silva, branco, soltciro, 22
O bairro do Recife esl sendo conveniente annos.
mente policido, o subdelegado com ilguns inspec- Urbano, branco, filho de Jos Amonio da Costa
tores nao domara, quando tem de dar copia de S, 10 mezes.
riT^ d8 SUaS 0briSas5es: Ja se Pdc Jos Ignacio Ferreira da Silva, branco, casado, 56
passear no llecife, a noile, sen susto algum. atinos
lnZ(nrr,arR,jr,^J0SCorrea,lr A.!meida 8ca" Maaoel Bezorra do Valle, branco, casado, 56
ha de prestar grandes soccorros as familias de dous annos.
pobres homens Antonio Frota Bezcrra e Manoel n '
Bezerra da Paix3o : estes dous irmos foram ata- JoailUIDa dos Anlos da omuncula, branca, sol
cados com suas familias da epidemia reinante; ,'"' ,.nno?.;. ,^_ _. .
eram pobres, nao linham o menor recurso, o Sr. A"'0m0' pardo' ll""' de Joao Paul dc "'lUB'ra
Bufino forncceu-lhes o preciso, e levantou do leito mZ^t't : a>___ j.i
da mono esses dous pais da familias, os quacsain- |rtoren"n- Ma ^rreira d Aununc,aCao, bran
da desfigurados vieram .er a nos com lagrimas nos cafla. 40nnos; ..',.. D
olhos, pedindo, .pie srienlificassemos ao publico Knfa' branea' dc Lul Jacmlll RaPu5
quanto ellos, e suas mulheres consideravam o Sr. .me/es\ .
Rufino, o lhes agradecan) como ao seu salvador e Mar,a' p"da' esCrava de Delouche. -ecem-nas-
proieelor
cida.
Gustavo, pardo, exposlo, 12 dias ; pobre.
Henriquela do Magalhaes Fonseca, branca, casa-
da, 30 annos.
Francisco Antonio dos Prazeres, pardo, solteiro,
36 anuos.
il. I
;_ Francisca Justina Coolho Leito, branca, casada
03 annos.
Joaquim, branco, lilho
BALANCO DA RECEITA E ESPEZA DOS ESTABELECIMENTOs" nir rtP,r..^-
VERIFICADO DO I, DE NOVEMBRO DE IB^iTOrJ Tm^
y
.- ^, ...^...u.,.,., ..^, Ml, ,.n (l_
l'rocedr-se i elecSo da eommimio, qr ,
verificar oa diplomas ra 1.a, eao eMIcC m
Marcal, Souza Carvalho, e Antonio l.oir. '
O Sr. presidente, convida as commisiOesl a occu
4
de Silvano Thomaz
Souza Magalhaes, 4 annos.
Joao, branco, lilho du Maria Julia Raposo,
dias,
Ismenia, crioula, oscrava de Joao Antonio Gomes
Guimares, 5 mc/es.
*>' U....U3.
Juvcntino, branco, lilho de Manoel Marinho dc
Souza Cimente!, 5 annos.
Maria Jos, parda, exposta, 2 mezes : pobre.
Padre Leonardo Joan Gr>:go, prioste.
/tecnia.
Por saldo em :il de oulubro, a saber :
Em letras.......I:062t45
Em recibos......S0WO9
Em cobre e notas. 620923i
Kecebidn de Salnsliano de Aqoino Fer-
reira, importancia da parle que coube
- hospiktl Pedro II na sociedade,
-raluitamen!.' Ihe deu o mesmo
7:.")09888
ao
Que
loyaeo
7519HU
S.ilu-iiaii'i nos bilhetes inleiros da
qoarla parle da segunda hilen do
gymnasio Pernambucano ns. 1383,
Ii8, 17% e 2343, dos quaes smenle
form premiados os de ns. 1383,14.18
1796.......... .
Da Ihesooraria de fazenda, importancia
do subsidio dos vinhos no trimestre
de jolln s soicinl.ro. vindo ja dedozi-
da a quantia de 3091 l.'i, que se des-
pendeu con a respectiva arrecadar,ao.
Ua Ihesouraria provincial, a saber :
Curativo das pravas do corpo de polica
nos mezes de julho a no-
venbro......2:8315600
Obra do hospital redro II. 6.-00Ce)000
Subsidio de outubro a de-
zenbro.......1:8759000
---------------- 13:7069600
De Jos Flix da Cmara Pimenlel, por
rnnla do foro vencido do eogenho
Benfica.......... 5009000
De Joaquim Francisco Hilarle, Ihesou-
rciro do conselho da adminislraco
dosorphaos, por saldo do aluguel do
segundo andar da casa das exposta.-. 140*40
Do thesoureiro geral das loteras, impor-
(aucia do beueficio da segunda parte
da segunda lotera concedida ao hos-
pital Pedro II.........
Da Ihesouraria de fazenda, para ser ap-
plicada, segundo as ordens do Evn.
Sr. presidenle da provincia, a conpra
de fazendas pra os eslabelecimeolo
de candado.........
Do procarador da administrarlo, impor-
tancia do rendiminln dos*predios, a
saber:
Perlencenle ao patrimonio dos e-labele-
clenlo......3:4519466
, doaoin feila aos mesnos
estahelecimeolos por 1).
Joaquina Maria Pereira
Vilano......
'2:9169667
1419381
3:i7c-:l
Dito a debito alrazado da mesma Sra. .
'ela importancia de matrriaes perlen-
cenle a. obra do hospital Pedro II,
que foram applicados aos reparos da
cas dos sxposlos.......
6:7399000
318000
3968165
34:859*918
zendas
.1:7749000
bio a dezembro. "1
Ao ex-regenle do grande hos|*iia jm"
portancia de despeza do mez de'ouu.
Ao regente interino, idem do i.-'a i aI
novrmbro.......
Ao dito do hospital dos lazaros, idem de
oulubro de 1855 a fevereiro ultimo.
Ao dilo di casa dos exposto, idem .
Aos nfermelros e serventes do hospital
dos lazaros, seus jornaes ale dezembro
ultimo...........
Aos ditos do grande M-pilal, dem ale
fevereiro..........
A Joao lavares Curdeiro, importancia
de gneros fornecidos de julho de 1854
a jolho de 1855........
A Joaquim da Silva Caslro, importaucia
de 564 arrobas e 10 libra de carne
verde, qoe fornereu nos mzes de a-
goslo a novembro do anno passado. .
A Jos Joao de Amorim, como procura-
dor do viscode de Loure, por saldo
da renda da casa dos exposlos .
A Manoel Figueiroa de Faria, por im-
pressoes........
A Sebastiao Marques de >a-cimcnlo'
por obras de folha para a casi dos tx-
postos..........
A l.ourenrn Ju-liniano da Kocha I>r-
reira, por 188 sangoesogas qoe ap-
plicou........
A Joaquim Concalves de Albuqnerqoe,
por 96 acras com farinba .
A Joao Pereira Mootinho por 100 ditas.*
A *. P. Moreira de Azevedo, idem.
Idem...........*
A diversos, pelos reparos da casa dos'ei-
postos.........
A Kego & Brrelo, por 45 arroba de* as-
sucr refinado.....
l'ela imporlancia da decima proporciol
nal das casas oulr'ora perlencetitei a
D. Joaquina Maria Pereira Vianna,
vencida anles da doacSo.....
A mesma D. Joaquioa,' imporlancia da
primeira prestacio, de conormidade
com a respectiva escriptura. .
dem da sesumla e terceira prestacoes
vencidas em 5 do correte ....
Com a obra do hospital Pedro II. '
Por saldo em caia, a saber :
Iro le,ra18.......1:0828145
Em rec,bo.......6"sTi*>*B*a
2:UI200
':1809392
1:377/500
5638220
195984."
1:5238530
1:6318580
1759500
4578816
I:996390

I-8899380
9718656
65#000
299000
919000
1088000
3008000
5008000
2:2019805
1688480
488267
7509000
1:5009000
7:0228950
26:8918541
Adminslracio geral dos eslabelecinenlos de caridade 31 de marro de 1856.
Antonio Jo^Z* -lo Correio. **S2jSmLm.
7:965467
34*599948
1 -------- "* >* 'i .
MAPPA do movi ment dos cstabeleci mritos de caridade verificado do 1 de no.
_________vembio de 18.).), a I demarro de 1856
GRANDE HOSPITAL.
Existan.........
Entraran.........
I Curados......
Saldrn-} Melhorados.....
f Sao curados.....
Morreram-'S -1 Ij cidrada
(lepois desta poca. .
Existoni .....
62
117
97
16
i
4
20
38
35
9
2
2
.1
17
29
89
152
106
18
6
SI
67
HOSPITAL DOS LAZAROS.
Existan......
Enlraram ....'.
(Curados .
Sahiram- J Melhorados .
(Nao curados.
Morreram .
Exislem. .
CASA DOS E-XPOSTOS.
-..) 17 39
2 0 2
11 0 0
1) 0 0
1 0 1
3 7 10
20 10 30
Existan .. ,~ \ \ \ '
Enliaran,......'. ]
Sahiram.......\ "
Morreram-^;"8 "* ''orasde entrada
vliepois desta poca .
.x'cto*.
(Fra della.
Administrarlo geral dos eslabelecimenlos de caridade 31 de marro
!->)
20
(I
0
31
13
103
26
O
2
41
58
102
3(16
46
0
2
72
71
207
iorip be ffiernambttco.
Recebemos noticias do Bonito com dala de 14 do
conente. Nenhum faclu imporlaute se havia dado,
e a epidemia contiuuava a desapparecer de ama
maneira salisfaloria. como ja temos annunciado por
varias vezes; a bexiga continmv a deaenvolrer-se,
mas felizmente fazia muilo poucas victimas.
~-*-*W*r*f-
BLLETIM DO CIIOLERA-MORBLS.
J'arlicipacdes dos hospxtaei.
11 o-pilalTle S. Jos 6 dueles.
Hospital do Carmo, docules.
Relacaodas pessoas que fallecern! Q> cholera-mor-
bus e foram sepultadas no cemilerio publico das
6 horas da tarde do dia 17 as 6 horas da (arde do
dia 18 de abril de 1856.
Ucres.
Numero 2134Anglica Maria de Santa-Ano-, 80
annos, viova^nardj, Recife. ma da Senzala Va-
ina n. 2(1. r
dem 2435Raphael, (i mezes, pardo, Recife, roa
do llruin o. 4.
Idam 24.16Maria Amelia dos Passos, Pernamboco,
9 mezes, parda, S. Jos, ra da AssunprAo numt-
ro 68.
dem 2137Samuel, Pernambuco. i annos, prelo,
S. Antonio, ra de S. Francisco n. 7.
dem 2438Alberto, Pernambuco, S 'mezes, bran-
co, S. Jos, ra do Caldeireiro o. 10.
Resumo da mortalidade.
Morlalidade do dia 18 al as 6 horas da larde5.
Homens 0 mullier 1 prvulos 1.
Total da morlalidade aleo da 183 278
Horneas 1100mulheres 1528prvulos 351.
Recife 18 de abril de 1856.
A connisso dehxgiene publica interina,
Drs. Si Pereira, presidente.
timo Xavier, secretario.
/. Poggi, adjunclo.
O escrivao,rfii/oB/o Jos Gomes do Correto.
($ove&p0nb?ncia$.
Srs. redactores. Nao tenho expressoes nem
termos, com que possa, por meio do seu eslimavel
jornal, manifestar aoSr. Manoel BorgesdeMen-
donr^t os sentimentos de minha reconhecida e sem-
pre eterna graldao. A esse cidado Brasileiro
adoptivo, meu bemleitor, devo abaixo de Deos, a
vida e allivio de meus soflfrimenlos.
Siml torno a dize-lo, nao tenho expressoes com
que possa agradecer ao Sr. Dorges Je Mendonca os
ofiicios de caridade que comigo tem pralicado ; e
os motivos que tenho para assim fallar ao respei-
lavel publico, eu aqui ingenuamente os confesso.
Fui recolhidoao hosptal-tUfe lazaras onde estivo
tres annos accommeltido de morphea : a pello tu-
berculosa e enrugada, as maos indiadas, as extre-
midades feridas e um braco quasi reseccado': cheio
e Jares e padecimenios, sem esperanca de alivio e
de vida naquelle asylo de angustias oconslcrnacao,
resolv fugir dslao lerrivelpurgalorio, e,consegui-o
valendo-me depois do Si. Borges de Mendonca,
que humana e caldosamente me acolheu en sua
casa, onde me lem tratado al agora sem nenhum
interesse, pois qne sou miseravel desvalido : aclio-
do-meqoasi bom, cicatrisadas todas as minlias cha-
gas, desapparecendo lodos os carolos da culis, no
jgo natural de todos os meus Miembros : me con-
sidero, seno radicalmente curado, ao menos feliz,
por me ver aliviado de lanos padecinenlos em lao
pouco lempo que me lem trata Jo o Sr. Borges de
Mendonca. a quem tributo mil agradeciinenlos: as
heneaos dos Cos cliovain etn beneficio do Sr. Ma-
noel Borges de Mendonca, pela esmola e caridade
qne comigo lem pralicado em proveilo de sua fa-
milia. Oxal esla minha fiel conlisso aproveile
a inmensos infelices, que dessiniinajos por esta
cidade exhalan) em solTrimenlof e.'in desespero.
Sou, senhores redactores.de Vnics. humilde ser-
v
Ihesouraria, julguei do meu imperioso dever pro-
testar contra essa assercao inexacta quo podiaam-
prometter gravemente para com a presidencia,
tbesourariaeo publico a repartido a que pertatajo;
declarando como o'fiz em o Diario da 7 do cr-
ranle que o Sr. delegado havia recebidoda collec-
loria a referida quanlia, e bem longe eslava depen-
sar, que o meu procedimenlo dsse malaria ao Sr.
&. rS. di. para escrever a longa correspondencia
que vem no Z)/an'q,de 16 do corrente, em a qual
a minha dcclaracao he Uchada de ciiaura ittqua-
l'pcavel, e eu sou aecusado de precipitadon es-
crevc-la, e at ere redigi-la.
Respondere ao Sr. &. &. ctaracao nao envolve censura alguma, porqu*; eu a
ninguem censurei, como se v da dita dedaraeao ;
quo nao fui precipitado em escreve la, porque S.
5. confessa e prova mesmo com um docuraentoquo
o senhor delegado recebeu da collcctoria esses 4501
rs. no dia 25 de marco prximo passado, e qui
por conseguinte he mais cabivel era S. S. a nota
de precipitado com que lao polida e cortezmente
me .jualifica, visto cont me censura por haver as-
severado um fado, cuja realidade confessa e prova.
E som pretender entreler con o Sr. &.&. 4.
discussao acerca dos negocios de Olinda, nao s
porque nao vejo o meu contendor, vejo apenas
6. &. \. se uo lanbem essas discussao pode tor-
nar-se niuiissimo desagradavel c odiosa.
Concluirei repellindo a desleal e maligna insi-
nuacao, com qne S. S.' dando a minha declaracjao
urna intorpretaQo cerebrina, pretepde indisporem-
me com o Sr. teen le-coronel Passos; e asseveran-
do-lhe que, sem muila precipilarjao ninguem pode
a minha custa cortejar a quem quer quefr.
A publicacao desta, senhores redactares, cada
vez mais obrigar ao seu constante leitor e (asig-
nante Joao Gonca'ves Rodrigues Franca.
OlinJa 17 de abril de 185G.
Sr. redactores.Si as boas inslituiees, mxime,
as que dizem re-peito ao aperfei.joimento moral, e
iolclleclual da mocidade em que se basearo as eapt-
ranQij da palria, devem ser animadas, e a todo tran-
se protegidas, mo me posso turtar de concorrer com
o meu frico ronliogenle para qae tenlia ledo en-
grandecinenlo e eslalabelidade aquella que, como
o gymnasio Pernambocaoo, vai principiando a mos-
trar por f.ictos, que devemos dele esperar os resol-
tados mais lisonjeiros!
He boje corrente, que nao s,lo smente os medio-
ramelos materia** as estradas de ferro, as casas
de detenrao, os cenilerios pblicos, que como mui-
'o bem comprehendu,o Exm. Sr. Dr. Jos liento,
cousliluema grandeza eprosperidade de am povo,mas
lanbem, e principal meule os niel lmame n los moraes,
os eslabelecimenlos de educarlo regular, e.systema-
lica pelos quaes se coosegae as boas reformas dos
coslumes, a coltura do espirito, e ubten adobar o
genios, branda* os corares dos naucebos, forlifi-
cando-os com o eiemplo para que un di possam e-
levar-se o para melhor dizer couhecer-se forle, e po-
deros) cono un homen do evangelho, que tema
sua forca cm sua propriac san coiisciearia !
Vio he inirin-.h. minha entrar aqui em I odas as
particularidades, que sao relativas aogvmnasio, no
seo svstema de cnsino, organismo ele. r^ o que
quero he lao -menle dar um to-lemunlio i evcel-
leocia dos auspicios, soh que vai eslreando soa exis-
tencia aquella inslilnioao.
Quando ha pouco, na forca da terrivel epidemia,
(|ue lanos nales nos ha causado, os espirilos esta-
vam agitados e assumbrados ; a palavra cholera era
oovida como s\ nomina dc norle ; a desolaro.o lior-
i), respeitador c criado. Eslohno Antonio da I ror, e a oaalliaii.ln se derramavain por toda a par-
C'iDtJia Machado.
Recife 12 dc abril de 1866.
Srs. redactores. Tcndo a collcctoria de Olin-
da em lins do mez prximo passado, fornecdo por
ordem superior ao Sr. delegado a quantia de 4"508
rs., o o Sr. correspondente que se assigna &.&,&.
o que se encarregou de historiar os faclos aconteci-
dos em Olinda durante a epidemia, a-aeverado em
sua correspondencia publicada no Diario de Per-
nambuco de 5 do corrente, que se nao havia reci-
bido dtnheiro algum, nem na colleciorU, nem na
le; era estupendo, e appresentav un magnifico
contraste ver-se o aceio, a ordem, e harnona, q"
reinavan em lodo aquelle eslahelecimenlo.
Todos os seus empresados, desde o resedor at
oporleiro se esmeravam, e esfarcavam-se em acli-
vidade e energia nos soccorros que prestavan oe-
dncaados, que por infelicidad eram accommaltidos
desle devastador flagello.
Disto fui ifstemunha nceular.
Saliendo, que meu filho, que he om do* pensio-
nistas, tinha ido atacado do rhnleca, n*> porhwd.i
por maneira alguma permiltir, qae elle foss tratado
.


MUTTOT"
ILEGIVEl



OIIRIQ O! PEINIIICI SABIDO 19 O IB|I I l|S
tora de miada casa, dirigi-ine ao gymnesio scompa-
nhado de ama cadeiriuha, rom a firme resolur3o de
' ocooduiir pira o seio de mii.ha familia.
Mal Srs. redactores,foi (al i admiracao.que me cau-
so o deivelado Iralameolo que mea filho all rece-
bia, e que rom os raeui proprios olhus vi empregan-
do-se, nao ofcslaute ler eo chegado de sorpreza, que
lli rollar a cadeirinha, o deixando meu filho entre-
gue aquellos destnelos empreados, que 13o bem
sibilru sapprir miaba Talla, fui tranquilizar miaba
fasMIla.
Dtpoii Uve de ir repelidas vezes visila-lo, e sem-
pre vollei satisfeilissimu, por presenciar que nada
absolutamente Ihe faltava.-a que ale era tratado
cora ara zelo e cariaho pateraaes.
Como eate muilos oulros Tactos observei naquel-
le estabelecimeolo a respailo de utros educindos,
que all adueceram.
E nao ser ja isso um motivo importaute para que
os senhnres pais de familia, que cooservain alada
prejaizus, e precoaceilos conlra os collegios, e g> m-
nasios, desarraigaudo-os defsi, ejesorcem para que
eos filhos sejam educados naquelle focodeinslruc-
S*o, e civilisscio ?
Nlo poderemos ja nos ulauar de possoir um esla-
belecimento de inilrucc,ao,secundaria, qae muilo de-
ve contribuir pira o derramameolo das liiz.es, e bem
eslrr social 1
Mil louvores pois a lodos os eropregados do gym-
nasio Peraambucano, e rom especialidade ao dis-
tioclo, e lempre respeitavel Rvm. padre Joaquim
Raphael da Silra, pelo modo Msoogeiro com que
vSo eiecutando a oobre e honrosa muslo de que se
eocarregaram.
Em todos os lempos lia caracteres lito distinc los
e importantes, que por ti scoustituem um elemeo-
to de ordem, de sabedoria, e de confiauca. A no-
meac,3o do Rvm. padre Joaquim Kaphael da Silva
para regedor, desse bomem enrgico, sabio e mo-
desto, foi ama garaulii, que o Eim. Sr. conselhei-
rodeu aos pais dos edui-audos de que estes iriam
para o gymnasio illuslrarem-se, e nao perderera-se-
Tributemos pois muilos louvores ao Exm. Sr. pre-
sideole da provincia Jos Beato da Cuoha e Figue-
redo, e ao Rvm. regedor ; a este pelos servidos que
os esta prestando, e aquello por haver trabalhado
tanto para dolar nossal previacia com um eslabe-
leeiroento tao necessarias e que por ter Teilo lio a-
cerlada escolha para regedor, he credor de todos os
aocomios, e da mais sincera gralidao dos Pernam-
bucaoos hoaestos.
/'rancheo de P'mho forges.
8SfrrteMJ(\
O ABBADE LE COURTIER.
Conejo arcipreste de Nossa Senhora de Parts,
fregador ordinario do imperador.
Confessaraos nosso embarazo e nossa insufi-
ciencia diante desse orador, ao mesmo lempo lao
apiiDentee lao discreto, lao nobre e tao familiar,
lio grave e lao espirituoso, que a modestia sub-
irahe gloria ha tinte e cinco annos. Nao co-
nhecemos o abbade Le Courtier se nao por la-lo
visto no pulpito, as missoes. em San-Thomaz de
Aquino, na Magdalena, e ltimamente as Tu-
lherias. De sua vida encerrada no sanctua-io ape-
nas sabemos o que todo Paris pode saber.
Nasceu na grande cidade, e habitou-a quasi
sempre. Sua pessoa e seu talento, bem como suas
maneiras c suas tradicocs, respiram todo o perfu-
ma parisiense, isto he, a essencia franceza no ul-
timo grao.
Vindo luz do lia no fim do sculo XVIII no
momento.em que a sociodade amiga abismava-se
debaixo da nova, parece destinado a formar o lago
mais perfeito entre ambas, tanto resume elle e con-
funde em si as lembrancas exquisitas da primeira
e as esperances solidas da segunda. Hornera do
passado pela dignidade simples e graciosa das for-
mas, homem do presente por um genero de elo-
quencia desconhecido antes de si, e que s a elle
pnenos, homem do futuro por urna influencia tan-
to mais penetrante quanto he menos sensivcl,
lendo todas as qualidades que donara lova-lo a
brilbar na sociodade. tara-so. limitado al agora a
attrahi-la a si, involuntariamente e tal vez sem o
saber, assim contaJaa> luzos puras e mysteriosas que
illumioam 'sem deslumhrar, o dirigem sem vio-
lentar.
Pela sociedade entandemos aqui sobretudu as al-
us elasses, das quaes o abbade Le Courtier lie guia
e orculo por excellencia, e sobre as quaes exercer
um imperio maior e mais salutar agora que urna
justica brilhante o chama ordem dos Massillon e
dos Frayssinous.
Educado nos seminarios de Pars, ala osludou
menos a ieclogia do que a Escriptura Sania,como
o moslram suas cilaces habiluaes, em que a pala-
vra de Dese-deixa pouco lugar dos homens. Foi
vigario durante oito annos, e nelles exercitou-se na
pregaeo, notando-se ja a clareza, a precisan, o va-
lor pralico de seus sermes. ncarregado da pa-
rochie das Missoes Estrangeiras em 1830, admi-
nistron-a dez annos com muilo tino as circums-
lanctas mais delicadas. Ahi pregou as quaresmas
al 1840, etornou-se o primeiro orador de Paris
na hcfmilia, e na pratica, genaros to essencaes e
lao difficeis, poquolidiano da eloquencia sagrada.
O successo feliz de suas conferences sur le Di-
manche forcou-o a publica-las em 1838, e essa
provacao, que he to funesta a tantos improvisado-
*eL eonsagrou altamente o mrito deste. O elTeito
' dolivro exceden muilo o da voz, e assim devia ser.
Concepto, plano, demonstraban, ensino, applica-
coes, envo, ludo no abbade Le Courtier he lgico,
solido, til, conciso, claro, e puramente francez.
Por isso suas oulras obras : le Manuel de la mes-
te, l'Expiication de t'Encologe, la fetr'aite de
la Pentecte, e sous discursos mais notaveis t'ElO-
ge de Jeanne i"Are, le Denr de Saint Pter-
re, la PropagaUonde la foi, etc., acham-se reu-
nidas ao Dimanche em todas as bibliothecas chris-
taas.
Citemos duas passagens que mostraro quinto
elle sabe aproveitar a mais simples ancdota.
Convinha fazer corar de pejo a genojo incr-
dula que reduz a religio ao culto exterior, alarJea
de nao usar dissu, e pelo seu desprezo para com
odia do Senhor, causa espanto ao esirangeiro, in-
digoeco ao protstame e ao proprio mahometano.
Conla-se, diz o orador, que nasnossas posses-
soes do norie da frica um soldado francez dizia a
um rabe:
a Dcvcis detestar muilo a nos oulros chris-
laos?
i Deleslar-vos ? respondeu gravemente o
rabe ; nao se fosseis enlistos, sim, a religio
do propheta nos ordenara que vos odiassemos ; mas
nao sois nada ; nunca vos vemos em nenbuma as-
aombla religiosa ; limitamo-nos a desprezar-vos.>.
Felizmente, accrescenia o orador, essa respos-
ta altiva e desdenhosa cahio pela creado de um
bispado em Alger, e pelo zelo desenvolvido em fa-
vor da religio paiholica na nossa frica franceza. .
Adianto querendo mostrar quanto a observancia
do domingo he sublime, locante, divina e humana
ao mesmo lempo, o abbade Courtier refere a" seu
modo urna aventura do cardealje Clieverus :
o Quando Mr. de Clieverus era apenas vigario
de Boston, sentio-se animado do vivo desejo de vi-
sitar, e pregar o Evangelho pelo paiz de Pcnobscot
e de Passamaquody, onde viva urna multidao de
selvagens vagabundos no meio dos bosques. Sabia
que essas tribus tnbam sido outr'ora esclarecidas
pelas luzes da religio catholca e que havia cin-
coenl annos viviam sem o menor soccorro religio-
so por falta de socerdotes. E o vigario de Boston
ardia em zelo do-ir reanimar entre essas populacoes
as lemsjgaocas da fe que Ihes fora pregada.
Depls de ler-so instruido o melhor que pondo
na lingua desses salvagens, tendo-se munido de
quanto era necessario para extraer suas funecoes,
p e oferecer o santo sacrilicio em um paiz desprovido
de ludo, como aquella em que ia entrar, Mr. de
Cheverus parti acompanhado de um guia, a p,
e de basti na mo como os primeiros pregadores
do Evangelho. Nunca fizera tal viagem, e fora-lho
necessaria toda a coragem de um apostlo para
supportarasfadigasoasdifficuldades. Urna flo-
resta sombra, nenhum caminho tratado, arbustos c
espinbos atreves dos quaes era misler abrir passa-
gem, lendo por nico alimento o pedaco de pao co-
mido na hora da partida, por uuico lefio alguns ra-
mos lancados no chao, sendo ainda preciso accen-
der urna fogueira em roda para afasbr durante
somno as serpentese'os outroa animes perigosoe.
O vigario de Boston caminbm assim com sea
!;nia desde nuitos das, quando urna manhaa (era
omiogo) m floresta, cajo alencio at enkto ioWa
perturbado pelo canto dos passaros, pelos gritos das
leras, ou pelos gemidas do rento, ouvio ao longo
grando numero de vozes humanas cantando em
coro. Mr. de Cheverus para, escuta... mas nao
pode ainda parcober nada. Adianta-sc a passos
largos, escuta de novo...; desta vez ouvio, c quasi
comprehendeu; o corac-o palpita-llie com forca...
mas elle nao ousa rrer oque ouve. Apressa-se,
escuta de novo. .. e com grande admirac/io distin-
gue um canto e palavrasque Ihe sao conpocidas,
he o canto da iltssareal de Dumonl, rom que
resoain nossas igrejas as mais bellas solemnidades!
.< Imagine quem poder as doces emocoes que
agitaram-lhe o coracao nesse momento: um Fran-
cez. um sacerdote, a duas mil leguas da patria,cor-
rendo como o bom pastor a pos a ovelha errante, e
ouvindo repentinamente as florestas da America re-
soarein com oseamos sagrados, que delcitaram-lhe
a infancia Sao sensacoes que se nao descrevem.
Passados os primeiros transpone da alegra e
do roconhecimenio, Mr. de Clieverus dirige-so para
o lado donde partera as vozes Ja avista airares
das rvores a multidao dos selvagens que conti-
nuam a cantar, o sem ser visto quer gozar do es-
pectculo, que se offerece sua f. o aos seus olhos
banhados de lagrimas.
A tribu est reunida em um vasto claro. O
povo est disposto em ordem e em circulo. No meio
acham-se os chufes e os ancios que parecem pre-
sidir ceremonia. O canto da missa continua
exactamente segundo a ordem litrgica, e no meio
dessa admiravcl aeco, todos prostram-se de rosto
em trra como para recordaren o momento da
elevacao a para adorarem em espirito e em lemhran-
ca a celeste victima que dignou-se outr'ora de
deseer ssuas florestas para visitar e abem;oar seus
pais.
Que novas eiuo$6es sent anda o corago de
Mr. de Cheverus! Assislia a urna scena internece-
dora e sublime. Via um povo, e um povo selva-
gara, sem sacerdotes durante cincuenta annos, per-
manecer liel solcmnisac.o do dia do Senhor .'
lira ni um tanto sobrehumanos esses cintos sagra-
dos presididos s pela piedade que faziam resoar
to inmensa e magestosa floresta, repetidos por to-
dos os echos, levados ao co por iodos os norages.
0 novo apostlo nao quer interromper to
santos exercicos; mas apenas os v terminados,
salando dos arbustos quo o occultam, lanca-se no
meio da reliyosa assemblea.
A' risiafessa sotaina preta, que nao Ihes ap-
pareera desde .nto lempo, os selvagens do gritos
de alegra, reuA-m-se e precipitain-so aos pos do
homem de Dos. Os anciaos iraprovisain um altar.
Mr. de Cheverus comprehende seu pensamento, e
prepara o que he necessario para a oblado do san-
to sacrilicio. A ordem restahelece-se ao signal dos
chefes, o silencio s he interrumpido pelos arrojos
de reeonhecimenio para com o Senhor. Poucos
instantes depois o Dos de loda a Ierra, o Salva-
dor de todos os homens desceu ao meio desse povo
fiel e perseverante. Essa segunda missa foi acom-
panhada eouvida com fervor _digno dos primeiros
seculos da igreja.
que fazem prolissio por vaidade ou por iodilTcrcn-
ca de nao usar do culto exterior 1
Quem diz simplicidade,diz nao sgraca euneco
como lambem forca e grandeza. Es urna prova
nolavel tirada das mesmas Conferences du Di-
manche, que de cerlo Bossuet nao torta desapro-
vado.
_Aquello que quizer dirigir os povos pelo ver-
dadoiro desejo de faze-los honrar e servir a Dos
com plena e sincera abnegaco de si, ser incon-
teslavelmonte hbil e quasi sempre feliz. Mas
aquelle que no govemo das massasreduzr indigna-
mente o Senhor e sua verdade a um meio de polica
ou a um recurso diplomtico, ser esmagado pelo
peso iminenso que lera imprudentemente altrahido
sobre sua cabeca, e era qnebrar-se-lha as mos
a espada da victoria, o sceptro do direilo, a inesma
forca que a necessidadud.
Em 18<0 o abbade Le Courtier dcixou a paro-
chia das Missoes, onde ser eternamente lamenta-
do, efoinomeado conego iheologal do Paris. Suas
pregacejes nao deixaram por isso de ser igualmente
frecuentes e seguidas, principalmente em S. Tho-
maz de Aquiuo e na Magdalena.
Em 18 V9 foi nomeado arcipreste de Nossa Sc-
nhora ou delegado do arcebispo para prcencher as
funccesespiituacsna metropole, ecm 1850 foi-
Ihe oflerecido o titulo de arcediago ou vigario geral
em Paris.
Foi nessas funches eminentes e ao mesmo tcin-
po modestas, que no fim da quaretma de 1853 urna
escolha augusta o foi buscar com grande sorpreza
sua para reabrir palavia de Dos o pulpito das
Tulherias, mudo desde 1830.
Aflirma-se que elle eslava no confissionario
quando urna mo desconhecida ahi veio bater e en-
tregar-llie o convite para pregar na sexta-teira san-
ta na corto imperial. .,
A quanios teria deslumhrado tal misso!
Que podia fazer o humilde sacerdote seno reco-
nhecer o dedo de Dos, e aecudir sem fraqueza e
sem orgulho voz superior I
Assim o fez com a simplicidadu que he o cundo
de loda sua vida.
Poucos dias depois o imperador entregou-Ihe a
cruz, e norneou-o Sen pregador ajinarlo.
Tal accontecimento era ao mesmo lempo urna
alegra para a religio que recobrava diante dos reis,
depois do um silencio de vinteequatroannos.a voz
do Bossuet e de Bourdaloue ; urna honra para o
cabido da metropole de Pars, que dava o successor
desses apostlos Ilustres, o urna gloria para o abba-
de Le Courtier, ao qual seu tlenlo especial c sua
modestia designavam perspicacia da escolha.
Por quanto tsto lie evidente c salta vista da-
qnelles que menos o pensavam) ninguem era mais
digno mais capaz do que o arcipreste Je Vossa Se-
nhora para repetir les Pelils-Carmes de Massil-
lon dame de urna corle do seculo XIX.
Julguocada um pelo breve exordio com que
abri suas conferencias era 1854, cuja preciosa
communicaco devenios a um eslenograplio das Tu-
lherias. Perdoe-nos o orador esta indiscrico,
sechegarao seu conhccimenio. Suas palavras nao
sao das que se dexam calar, masdaquellas que co-
Ihem-sc e piardam-se como um ihcsouro. Assim
parece-nos impossvel q,io os semoes do plegador
imperial escapem publicidade ; porcni nossos lei-
lores appreciaro melhor o gosio inestiraavcl que
nos he purmillido ohTereccr-lhes anlecipadamen-
tc.
Imaginern a apella das Tulherias com todas as
suas lembrancas histricas, e todo o sen esplendor
restaurado: ao podo altar os principes e sua fami-
lia ; em torno delles os representantes dos poderes
e das glorias deste mundo ; no pulpito vaco desde
1830 os phantasmas de Bossuet, Bourdaloue, Mas-
sillon, Fluchier, Mascaron, Fleury, Bologne, La
Condamine (1) Frayssinous, Richard, Rauzan,
Janson, do cardeal Girand ; ongam no ar a vibra-
cao (quo dez revolucocs nao poderam extinguir)
das grandes palavras dirigidas em nome do rei dos
reis a Luiz XIV, a Luiz XV, a Luiz XVI, a Na-
poleao, a Luiz XVTII, i Carlos X. Depois da
lelura do evangelho (pois tal he a ordem mais fa-
voravel ao recolhiraento) cessa todo o rumor na
capel la, eapparece um homem no pulpito domi-
nando s lodos esses poderes curvados diante de
Dos.
Esse homem ainda vigoroso e j venerare!, de
estatura alta e firme, de semblante austero c bran-
do, de olhar penetrante, de faces cavadas pela mc-
diacio, de porte sereno, e digno, faz lentamente o
signal da cruz, pe a mo direita sobre o corac/io,
apoia a esquerda sobre um livro na borda do pulpi-
to, e representando assim sem o saber o bello retra-
to do Fenelon com o Tlinaque na mo, pronun-
cia com voz clara c llexivel, com gesto sombro, ex-
pressivo e vcidadeiro as palavras seguntes :
(i Senhor.
o Nao eonbeco nada to grande em suasimpl-
cidade, to nobre cui sua modestia, como a pala-
vra de Dos quando, adornada somanto de seusat-
traclivos, vera apresontar-so aos principes da trra,
quando sobrotudo nao fa/.endo mais do que respon-
der ao seu chamado,ao seu instincto religioso, |K)dc
dizer-lhcs como Samuel:
a Aqu estou, porque me chamaste.
Essa palavra que nao he a do homem,nao lo-
ca em nada dos extremo da palavra humana.
Nao conhece a adulajo, egosmo fallado quo
incensa a grandeza porque pode, o poder porque d,
todos os poderes porque podem dar, o quedopois do
terrecebido.sii he liel a iimseiiiiineiilo a ingratido.
Mas sea palavra do Daos pode discernir o elogio
sincero, gosta do encontrar se com a verdade e de
regosijar-so com ella, congaudel aulem veritaii.
To pouco vem ella a apresenlar-sc com alti-
vez, tomar o tom dominador, all'ectar manoiras or-
gulhosas que nao concordariain com sua nobre dig-
nidade. Dexa s paixoes mediocres da trra a
triste presumpsaede corrigir o poder: pois quan-
do Dos falla he com paciencia e com infinitas at-
tencoes liberdade e fraqueza do sua creatina.
Dos nao bate como senhor com golpes violentos
porta do nosso edraco ; bate como amigo, nao di-
go assz, como solicitador, o ello assim o declarou
nestas palavras to suaves :
Eis que estou porta e balo ; se alguom ou-
vir rainha voz, e quizer ouvir-nie, enlraici. Eccc
slo ad oslium el pulso.
A palavra de Dos nao so ufana tambam pela
auloridade divina que o co Ihe d, e nisso est o
seu mais bello triumpho. O ministro que he seu
instruinento.longede ensoWbeeer-se.he induzidoa
humilhar-se. A' forca de achar-se grande dame
de Daos c diante dos homens, acha-se mu peque-
nio aos seus proprios olhos t nao domina, ama ;
nao declama, exhorta, e tira da mesma elevacao
de sua misso a justa modestia que respeila todas
as conveniencias.
Einfira a palavra deDens he como a sabedo-
ria divina, da qual he o rellexo o a expresso : he
pacifica, modesta, persuasiva, chea de misericor-
dia para com os fracos, cheia de bons fructos para
a vida eterna.
Em resumo a palavra de Dos he grande e ver-
dadera, branda e modesta, amiga e amorosa. Se-
nhor, ella he digna do vosso coracao !
He essa palavra de Dos que vossa magesta-
de quiz ouvir durante a quaresma ; a escolha que
fez de mimhonra-me profundamente e confnde-
me anda mais. Nao podeido justifica-la, hei de
enlrnchejrar-me na simplicidade mais modesta ; e
se votos ardemos pelos seus augustos ouvintes po-
dem supprir em parte a insu fliciencia daquelle que
falla, lerei, senhor, alguna coiiDanja ; pois decla-
ro-vos perantccos quo tcnho-lbe muilas vezas
fallado de vos, antes do vil fallar-ros dellc e do sua
le.
Nao trataremos dcscievcr o edeito imprevisto,
soberano, decisivo dessas palavras to nobres en
sua simplicidade, to cloquentesem sua franqueza,
tao independenles em sua modestia, to eflicazes
em sua brandura. Quanto menos o homem de
Dos pareca pedir, tanto mais tinha oblido To-
dos us espirites, o todos os coracoes estavam j em
suas msos. Via-se pela sensato produzida que
essas poucas palavras enchiain o abysmo de um
quarto de serulo e atavam novaraenic as Tolde-
ras e cadeia apostlica quebrada pelas revolu-
joes.
Ah se os homens que nao comprehendem a po-
sigodo abbade l.e-Courliertivessem podidopuvi-lo,
ter-seWiio sentido enlistaos reanimados, assim como
lerian visto nolle um sacordolcadmiravel.
O pregador entrou depois no assumplo de sua
quaresma de 1851: as Bemaventurancas do ser-
mo sobre a montanha : Bejpacentura.los os que
choram Bemaventurados os que padecem I etc,
ote, Elle desenvolveu essa tbeso to evanglica e
lio bolla dianle dos felizes do mundo com a fonja,
auloridade. uncao paternal, perfume "das Escri-
turas, verdade pratica, sciencia e persuaso que fa-
zem revivar a tradico infelizmente perdida de Ba-
silio em Cezarea, de Ambrosio em Milo, e de A-
gostinhoem llippenu. Provouemfim melhor do
quo nunca, que lie .o orador por oxcellencia da ho-
mila franceza.
Fallamos da famliaridade caracterstica do amigo
cura das missoes esirangeiras. O autor dos ora-
dores sagrados contemporaneos,do define-a com ra-
ra justen rciTodo o espirito um tanto bom formado
nao pode deivar de seguir com vivo interesse essa
lgica sem espinhos, na qual sente-se todava que
a forca e a solidez nada perdem com a negligencia
apparenteda linguagem. A alma he limitas vezes
commovida pela palavra dosso orador; mas he a
Unlelligcncia que nao deixa de ter sede das verda-
des que ella encadea sera esforco. As vezes inesinoo
anncl parece quebrado, a conferencia, ousamos
dize-lo, parece degenerar cui conversaco. Xo
vosenquieieis.o rosque o ouvis pele primeira vez;
a mo que dirige o fio do discurso he firme o exer-
citada. Esperai alguns instantes, e a digresso
que estranhavos, acha-la-hcis simples e natural,
essa ancdota que pareca pouco dignado pulpito tem
um fim infallivel. Essa expresso que a igreja ouve
pela primeira vez, essa phrase desali que chegou
a fazer-vos sorrir, to bem modelada he pola vossa,
cuidado ella ferio-vos cruelmente. O sorriso que
deslizou em vossos labios, mais fugitivo que urna
seta rpida, cedeu o lugar ao pensamento grave que
vos cahio repentinamente n alma. O sacerdote
assim o quiz. Procurou rom sabia inlenco essa
approximaco inslantanea da vossa vida mundana
eda vida do Dos. Aquelle que tem de trazur o
remedio leve razio de mostrar ao doente que osiu-
dra e condeca seu mal.
Sem tirar nada do mrito transcendente, nem
dos poderosos resultados da grande eloquencia, de
seusvos d asas aberus, de seus Iroves, c de seus
gestos dramticos, devenios convir em que lias cir-
cumstancias ordinarias, e particularmente na nos poca, a eloquencia mais mil e mais fecunda, he
aquella de que o abbade Le-Courti'er he a feliz per-
sonilicaco, a do conselho ntimo, do medico, do
amigo, do mentor, do consolador, c do pai.
Porque infelizmente ella lem sdo.de anda e se-
ra sempre lo rara ? Porque he a mais diflicil, por
que exige qualidadesinfinitas, porque nunca sup-
porta a medociidade.
[Muse des familias)
donha morosidade na rondofao das incrcadorias dos
dfferenles armazens para a sala de abertura e des-
pacho. Accresce por tal motivo, licarem os corre-
dores atulhados de caixas e fardos, e consorvarem-
se assim por duas e tros semanas sobre lagedos h-
midos, mpedindo 0 tranjto, e sobrotudo causan-
do daninilicaco manifest s mercadorias quo
contm.
Nosles terriveis apuros, V. S. se dignar rcle-
.\ar aos abaixe assigoados o lembrarem, de quo
muilos dos artigas volumosos, como sejam osas-
eos coniendo vinho, gigos com louea c outros idn-
ticos, os quaes o actual regulamento parece indicar
sejam recolhidos om armazens internos da alfan-
dega, poderiam vantajovimente ser externamente
armazenados; para o que, apenas seria necessario
construr-se iim tclheiro sobro o extenso largo mu-
rado ao lado sueste do edificio, o assim lica-
riam abrigados do sol e da cliuva,. e iivrcs do de-
trimento a que eslo sujeilos. Fazendo-se lober-
as envdracadas sobre os dous pateos existentes no
interior do edificio, poderiam servir ventajosamen-
te para armazeos, e proporcionara m maor espa-
co, qual progressivamenle val sendo indispensavel.
Guindastes em numero suincientc, construidos de
forma a prestarem servicn rpido, e conveniente-
mente collocados para ic.ar o arrear os voluntes que
tenharn de sor arrecadados nos armazens superiores,
soriam de grande utilidade.
E finalmente, ainda V. S. so dignar acolher
e fazer rcalisar a idea da abrir-se outra porta em
lugar que adiar mais conveniente, para a sabida
dos gneros de estiva, os quaes, sendo por sua na-
lureza volumosos e pesados, pela agglomeracio si-
multanea com as fazendas manufacturadas, causara
empate ao sahirem pela nica porta para tal fim
existente nosia alfandega, privada de lo palpavcl
melhoramento indispensavel,- outr'ora em pratica
na amiga e actualmente as principacs alfandegas
deste imperio.
Os aballo assignados, lomando a liberdade em
suggcrir a V. S. os poucos melhoramenlos indica-
dos, licam ainda sodremodo convencidos que, da
sua execucao, resuliariam grandes beneficios ao
servco da alfandega, cujos interesses V. S. lio so-
licito em todos os lempos e em todos os seus ra-
mos, tao louvavclmenle tem zeladoe presidido.
Dos guarde a V S. por muitos annos, e to-
mos a honra de ser lespeitosamente, de V. S. mui-
lo alientos veneradores.lllm. Sr. Bcnto Jos
Fernandes Barros, dignissimo inspector da alfan-
dega de Pernambuco..C. i. Atley Brothers. H. Gibson. -*-N. O. Bieher & C.
Matheus Austin & C.Patn Nash & C.J.
Palor & CM. Calmont & C___James Ryder
& C. Soullial Mellors & CRosiron Rooker
& C.James Crabtrec & C.Henry Frsler
C J. Keller &. CJ. Halliday & CJ. P.
Adour&C.A. Ce/.ar de AbreuRabe Schml-
lau S C.Scdaplieillin K C.L. I.ecomta Fe-
ron & CH. BrunntC.Adamson Howic
& C Isaac, Curio & CS. P. Johnston & C
F. Sotivage&C Rothe & Bidoulac-Barroca
Ij Castro.Tliomaz do Aquino Fonseca & Filho.
E. Wjalt-----T. M. & Vinnassa.
Rccife 14 de abril de 185G.
E para que chesae ao cnnhecimtnlo de iodos se
passou o prsenle,que ser publicado pela imprenta.
Kecife 15 i|e abril de 1856. En Galdluo Tenasto-
cles Cabral de Vasconcello o escrevi.
.IbHio Jone Tarares da Silca.
XttlavGcoes.
<&0mmttti0.
i'KACA 1)0 RECIPE 18 l)E ABRIL AS 3
UOItAS DA TARDE.
Cola^oes olliciaes.
Cambio sobro Londres21 <0 dlV. a prazo.
Dilo sobre dito-i \yl *i() d|v. a dinheiro.
Dito sobre dilo-27 o|8 !K) d|v. a dinheiro. .
P'rcderico ItubUliard, presidente.
/'. Borget, ecretario.
5*9000
ao par
*|?ubHcacSeg a peUi&o.
(1) O deus ltimos, pregadores ordinarios de
Napoleo I.
Ao mena migo o lllm. cRvra, Sr. fr.
Manocl de Santa Clara dos Anjos,
por occasio da norte do seu presa
dissimo pai o lllm. Sr. ff dos An-
joa Rodrigue^Caidoso.
SONETO.
Su'alma erguea-ee para a Eterna Gloria,
E entre os Seialu< |ior corlo habita
oraodo eternos liens. i eleslc dila.
Api a villa incerla e transitoria.
E bem terna, ellic.ii, grata memoria
Junto ao su masoleu a dor agita,
A dor dos lilhoi seus. que o pranto excita,
Heaeida do sentir, nao Esposa e Ulnas, Vos, que buje partidos
Do mais aguda e temo senilmente.
.No peiio lofloeei os ais sentidos,
Se o vo Na (erra nos lesou pranto e gemido*.
So alma la' no co fui terassenlo.
C.....
: VMr.ius.
Sobre Londres. 27 d. por 1.
Paris, ;tiS rs. por T,
Lisboa, UM) por KHI.
Actes do Banco, :I5 0|0 de premio.
Acres da cunp iiihin de lleberibe.
Acres da cumpanhia Peruambucana
a Utilidade Publica, :< purcenlode premio.
a Iiidemnisadora.sem vendas.
Disconto de Icllras, de 12 a 15por 0|.Q
HETAES. k
Ouro.Oncas hespanbulas. ^.
Moedas de SftOO velhas .
ii liltKI novas ?
" ii i 5000. i
Prala.l'alaces brasileirosi.*. .
Pesos cnliimnarios. .
ii mexicanos.', .
285 s 38*500
. ljOOO
. 1G>UUU
. 95000
. 20000
. 25000
. i.^tiO
ALFANDEGA.
Rendimento iln .lia I a 17. .
dem do dia Ifi. .... .
38:4601528
l'.l:2l,Sj890
.")7:ti7'.4J'.l
Dttearrcgam hoja 19 de abril.
tirca portuguesaFiordo 'orlovnnes.
Brigiie inglez/ o'anlehacalbo.
Escuna i.igiezaHliz*plvora.
Uriguc inglezCam(l/rn'rcadorias.
Escuna hollaudczaAntijediversos gneros.
Patacho brasileiroCalenteratni e loucinho.
IMPORTACAO.
Brigue hespanhol Chulo, viudo de Buenos-
A y res manifestou o seguntc :
ItiO pipas com agua para lastro : aos consigna-
tarios.
Polaca hespaiihola Industria, viuda deBuenos-
Ayres, manifestou o seguinlc :
1:341 quinaos de charquo a ordem.
Escuna hollandeza u Anljc, vinda de Hanibiir-
go, consignada a Brender a Brandis, manifestou o
seriante :
lOOfcixes rotim, 50 caixas folha de llandres,
73 barra pregos, -27 caixas e 19 fardos papel, 10U
barricas e 100 caixas enebra, 525 caixas quei-
jos diversos, e 14a bolijos oleo da linhaca ; aos
consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 1 a 17 :;s:is ;-;i,n
dem do dia 18....... 2:943*791
il:27!l."ii
Pelo fiscal do Recite forain inullados os se-
gnintes : un da -jr, de Tcvereiro, o negociante Ma-
noel Joaquim Ramos o Silva pin 8. por infmcc.lo
doartgo 22 do Ululo idas posturas de 30 da junlio
de 1819 nos dial 28 e 29 do mesmo, Vicente Ker-
reira da Corla, Joaquim da Silva Lopes, Lasserrc (\;
Tissel Freres, *quelle< ni qu.inlia ,le H'iJ cada mu
i reincidencia i, c estes na de 8"?; e no da 7 do cor-
renle, Jos Joaquim d" Costa Maciel em HJ, todos
pelo mesan iufraccjlo cima. Palo fiscal da Tregue-
zia de Sanio Antonio, os seguintes: nos das 7. 11 ,,
17 do corrente, Jos da Cruz Santos. Antonio Ber-
nardo Quinteiro e os herdeirosds Josi- Alaria llorges
em i->. cada um, por iufracr.io do artigo 3, titulo 5
ilas referidas posturas, c Amia Hermelina cm 12-,
por iuTraccao do artigo 5 ullima parle) titulo :{ das
mesmas. Pelo fiscal supplenle em ejercicio na Tre-
guezia dos Alegados, os seguinle*; de 2!l de marro a
11 do correle Antonio Joaqoim de Mello e Joaquim
da Silva Lopes Kernandes em 8- cada um, o mesmo
Lopes Fernandas lij. Bento Joaquim Comes em I0>,
l'rancisco Siniocs da Silva Malra em 4#e JoSo Jos
do Amaral em :io-, todos por diversas iuTraccotsdas
mesmas posloras.
Secretaria da cmara municipal do ReciTe 18 de
abril de 1856. t) socrelaiio, Manocl Fcrreira Ac-
cioli.
PelasubJelcgacia da freguezia dos Afosados se
faz publico, que Toran apprehendidos ullimamenle
t cavallos por suspeila de serem Halados, alem de
outros, 1 cabra bicho c 1 vacc. anteriormente depo-
sitados, eannunciadns que vao ser remeltidus ao juiz
dos residuos para serem arrematados por uao ler ap-
p ireci 1 i quem os reclame.O subdelegado,
F. L. M. Vianna.
Correio era!.
Cartas seguras exisleutes na adminislrarau do cor-
leio de-la cidade para os senhores abaixo*:
Antonio Cencalves Verreira.
Birlholoineu l'rancisco de Souza.
Christiani Bourgard.
Caetano de Castro.
Julio Cesar di Silveira Lobo.
Joaquim Antonio Ribciro.
Joaquim Jos Marlins.
Joaquim Lopes da Costa L.
Joaquim de Souza .Mu.
Joa.o Autonio da Piedade.
Joscpha Joaquina rio Vaseoucellos.
Jos Joaquim Tiberio Lobo.
Jo' Marcelino Alves da l-'ouseca.
Jos Rib'iro ilc Alenla Santos.
Jos ra Suva l.oyo.
Jos de Sa Cavalcanti Lilis.
Maria d'Assumpcao.
Manoel II iiningu-s Januario.
Manoel Rodrigues Villares 2 .
Manuel Jos Riheiro Cavalcanti Lima.
Manoel Thnm>z dos Sanios.
e#a ittN-HttMtNf
i COSTURAS DO \RSO\L. |
Sf De ordem do lllm. Sr. tenente-corcnel 3(
W ilirector se T.iz publico, que nu dia 19 do cor- fU
.'p rente, as II horas do din, se pagam no mesmo $$
i arsenal os bilheles seguintes. de cortes de ns. .'3
23 o24, de Teilios >le ns. jo. de ti9 a 73, 8i. ft
89, I0">, 107, 109, 123, 136, Ifi, 172. 171, &
9 17J, de 180 a 183, 18". de 188 a 190, I9t. :
3( I97.de 199 a 201, 201, 2011, de 208 a 211.
3 213, de 21 j a 217, 219, 228 e 2:1:1.
Arsenal de guerra de Pernambuco Ib de
JO abril de I8.').o escripturario inierino, An- ;.j
55 Ionio Francisco de Souza Magalhaes Ju- 0
: mor. ig
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
() conselho administrativo lem de comprar o se-
guiulc:
Para a eempanhia fixa decavallaria.
Livro impresso para matricula dos cavallas, ten-
do cen fnllies e conTorme o modello existente na
directora do arsenal de guerra I.
9 halalhao de inTaiilaria.
Livro impresso para regislro das pracas addidas,
tenuo JIO Tullas I : dilo para as 8 rompaubias, ten-
do cada um ."io folbas I.
2- batalhao de inTanlaria.
Bonetes 212; esle'ras 430;sapatof, pares 12;
bandas de 1.1a 2(i; algodozinlio para camisas, va-
ras lOOj ; liiun branca iiso para lrdelas c calcas,
varas 1192 a meia ; panno verde para sobi ecasas e
cales, corados 1146; dito preio para polainas, co-
vailos 101 ; hollanda de Torro,cavados 830 ; cordo
de Lia prela de urna linha de grussura, varas 810 ;
clcheles prelos, pares 210; casimira encarnada,
covados 11 ; aniagum, varas 105; oleado para de-
hriim. covados II ; algodao em rama, arroba I ;
bolOes grandes de osso, grosas 34 ; ditos pequeos
de dito. Jilas 25 ; ditos prelos de dilo, ditas 18 ;
diios convexos de metal bron/eado rom n. 10, de
metal amarello c de 7 liulias ile dimetro 2910 ; di-
tos convexos de dito dilo com o mesmo numero, e de
> linhas de dimetro 2100.
T'rocmcMiD do armazens.
Olheiiia de 3a classe.
Carvao de pedra, toneladas 10.
1" classe.
Lenceea de lalilo de lti a 20 libras cada um lo ;
ditos de dilo de ti a lli libras cada um 20 ; ditos de
cobro de (i c meia libras cada um 10.
(loeni quizer vender esles objeelos apiescute as
suas proposlas, em carta Techada na secretaria do
I conselho as 10 horas do dia 2.1 do corrente mez.
Para Macei segu at 22 do corrente o brigue
brasileiro Adolpho ; para carfia e passageitos, trata-
se na ro do Vigario n. ou com o capil.lo Manoel
Pereira de Su. na prarj do Commercio.
Para o Rio Grande do Norle e Assu"
sabe rom mua brevidade o biale .Ingelira : quem
elle quizer carregar ou ir de passagem, dirija-sc a
ra da Cruz n. 1:!, primeiro andar.
Baha
Para
.":
segu com loda a brevidade, por ler mais de meia
carga a hordo.o veli-iroobcm condecido biale nacio-
nal Amelia ; para o resto da carga Irata-se om o
seu consignatario Antonio LuizdeOliveira Azevedo,
ra du Cruz n.1.
ara a Bulla
pretende sabir com muila brevidade a veleira e bem
condecida sumaca nacional l/orlencia ; j tem parte
de seu carregamento prompio : para o resto Irata-se
com o seu consignlaiio Antonio Luiz de Oliveira
Azevedn, ra da Cruz n. I.
toma.
AUENCIA DE LEILO'ES.
Na ra da Madre de lieos n. :I2. no ReciTo, esti
aberlo o armazem do mente de leiloes Vieira da Sil-
va, no qual se recebem lodasas qualidades de mer-
cadorias para serem vendidas em Mito na Turma do
que di'pos o cdigo commcrcial, logo que hajam
mercadorias venda sera annuuciado o dia do lei-
18a, as ordens dos commiteules sero exacla e pou-
tualmenle cumpridas.
O agente Oliveira Tar leilao, por despacio do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, exarado
em requcrimenlo de ileurique Brunn & Companhia
na quilidade de curadores nacaos da mas-a fallida de
Joaquim Jos de parias Michado, das Tazendase ar-
macao da loja do dilo Tallido, sita na ra da Cadeia
do ReciTe, assim como di mobilia que pertencera ao
mesmo: lerra-Teira 22 do corrente, as 10 horas da
manhaa, na indicada loja.
9ftit>$ 3M>erj30*
O retratista em dsguerreolypo do aterro da
Boa-Vista n. 1, terceiro andar, avisa ao reipeitavel
publico, que s lira retratos ateo dia 19 do corrente,
visto estar preites a emb.rcar para a corle.
Arrenda se um sitio em Sanio Amarioho perlo
desla nr.nj.-i. com boa casa de vivenda, cocheira, es-
tribara, casa para escravos e para feilor, com 2 vi-
veiros Bmenlaios, e oiitro que est quasi prompto,
bstanles arvoredos de varias qualidades, com terre-
no para planlacei: qoem qoizer, dirija se a ra de
S. lione Un n.... que achara com quem tratar.
At.ten$ilo.
IMVEKaAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 17 l:264|646
dem ilo ili*. Is....... 2059680
AssociaeaoCo.il-
mercial JBene-
ficente.
Illm.Sr. -Os negociantes desla praca ahaixoas-
sigaados, em parte os maiores importadores neste
mercado, ilefazendas manufacturailas e tlegneros,
veem respei losa mente |ierante V. S. expor com a
ilevida venia, algunut consideracoes relativas ao
estadoe modo porque he coiiiluzido o seivico nos
arrnazons da alfandega dosta cidade, o pedir ins-
lantomenle sua especial o prvida attenoao s
mesmas.
O servico interno da alfandega, segundo V. S.
mlubitavelmente lera reeonheeido, foi bastante-
mente alterado, durante o lempo em que permane-
ceu a lao lamentare! epidemia, quo tantas victi-
mas fez, o graves estragos causn ; no entretanto,
amainado o mal, nem por isso deixa de ser lainon-
tavel o nenliuin esforevj leito pela pessna encarre-
gada do expediente da capatazia interna on arre-
matante da mesma, para sen melhor andamen-
to, e que- continu um tal estado anormal por
falla dello nao por cm pratica lodos os meios iu-
dispensaveis para supprir os trabajadores que fal-
tain, para a devida recepgo e enirega das merca-
dorias, como tanto se faz mister.
Consequenionvente, da falla de trabalhadores,
provm a desnecessaria quanio a vexatoria demo
ra as descargas dos navios, e igualmente a enfa-
l:4703d6
Exportacao'.
Rio tirando do Sul. barca brasileia slpojuea, de
27"i toneladas, eonduzio o seguinlc :1,250 barricas
com 8,934 arrobas e II libras de assucar, 0,000 co-
cos seceos.
CONSULADO PROVINCIAL.-
Ili-u lmenlo do.lia 1 a 17 32KhtS336
dem do dia 18....... :l:2:27l
35:269*60*!
Sala dassesses do conselho adminislralivo para
Tornecimenlo doarsenal de guerra lli de abril de
I80.fenlo Jos .amenha Lins, coronel presiden-
te.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogat e
secretario. .
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da desla provincia, em cumprmenlo de ordem do
Exm. Sr. [ii u-i.lente de lti do correnlc, manda noti-
ficar pelo prsenle aos lenle m. do Tallecido Anta-
Dio ds Silva Companhia, que devem ictfVre e tirar
o titulo de aloramento do larraoo de marinha que
lica cm Treme de urna casa que loi do dilo Tallecido,
na ra do Vigario, bairro do ReciTe desta cidade,
dentro do prazo de :o dios, contados da dala deste,
sob pena de se proceder nos termos das ordens vi-
gentes ao alorameiilo do reterido lerieiiu.
Secretaria da IhesoorarU de i -/en I i de Pernam-
buco 17 de abril de I8j(>.ti ...Iici.il maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
lteos mtittmtf.
Real couipanhiade paque-
vapO.
tes iiigiezes
No dia 21
ou 22 deste me/,
espera-sedo sol
o vapor Avon,
commandaiile-
Kivelt, o qual
depois da de-
mora docoslu-
ne seguir pa-
ra Sniitbamplon. locando nos porlos de Sau-Vicen-
le, Tenerin*, Hadeira e Lisboa: para pssfseeiros,
Irala se com os agentes Adamson llowie Ox C., ra
do Trapiche Nova n. 2.
N. B Os cmbriiiiuis que prelenderem mandar remeslc acto com suasresoettavels presencas.
para Soulbamplou devcifio eslar n.i agencia duas
O Sr. Joaquim Paulito Bastos, que se mudoa
de (llinda para Boa Visla.queira dirigir-se a livraria
n. (i e 8 que se Ihe precisa fallar.
Curso de francez
para os examinandos do
eoile&rio das artes.
O HACHARE!. WITRI'VIO, continoando alec-
cionar cm Tranrcz, lem de abrir para os que prelen-
derem e\amiiiar-se no collegio das artes, uui curso
da mesma lingua,' o qual lera principio em maio
protimo vindouro ; e compromelle-se a habilitar
para o reapeefivo oame nu fim do anuo o que To-
rem assiduns e cuidadosos nesse eupaco de lempo,
medanle smenle o honorario de 20?000 pago na
abertura do referido curso, cuja matricula sera te-
chada no ultimo deste mez. Pude ser procurado ua
ra da Cambqa do Carino n. 19, segundo aodar, ddS
II horas da lar > em dianle.
Fredcrico Ha ison taz ver ao publico, que abri
de novo urna cocheira na ra da tiuia n. t. para Ira-
lamento de cavallos; os senhores negociantes e todas
as pessoas quede seu presumo se quizenm ulilisar,
dando-lhe a preTerencia, promelte hora zoilo e coi-
dado do que se encarreg*.
Acha-se tratada a compra da loja de calcado
da ra do Livramenlo n. :I3 dos Srs. Lopes & Alcn-
tara, livre e desembarazada, o que se faz scieule
para conbecimento dos inieressados.
CASAMBNTOS.
Os vestidos de noivas os mais em moda, acham-se
con, lodos os preparns necessarios, na loja de nucid-
me Millocheau, alerro da Boa-Vista n. i.
.Na ra da Aurora n. 21, precisa de urna ama
para amaiiieular orna crianc.i.
Precisa-se de orna de bons coslumes, e afianca-
se boa paga, e bom Iralameulo : na roa do Cabug.i,
loja n. It.
Precisa-se um ou dous amassadores para paila-
ra: quem esliver as circumstancias, dirija-se a roa
larga do Rosario, n. 18, qoa achara com quem
tratar.
Amaro Antonio de parias, Taz cerlo ao publico,
c principalmente direeco 00 Banco de Pernambu-
co, que perdn ou levou desramadlo a letra de sua
propriedada sob n. 239, pelo dinheiro recolhiloan
Banco cm 3 de marco prximo passado, de tils^imn
reis, a vencer em 3 de selembru do corrente auno,
quem adiar dita letra a poder reslituir ao anuncian-
te, visto como s a elle pude ulilisar, e roga direc-
loria .le Banco deloinar noli para s pagar dita quan-
tia ao dilo Parias.
-D.lo-se .Vls reis a juros com peuhores de ouro.elc.,
n.i na estrella do Rosario, n. 7, se dir qoem da.
... t^*7v '--:' ^'- --v -- .- _.-..-. .r. ,f.x.........
".. w-.' '.;.-- :-&' -..' iJ'.:>tt8li*v "-.>
.^ ATHENEll PKRNAMIiL'CANO. Q
y\ lloje 19 do corrente, haver sessao gh
i preparatoria ao meio dia, no salo da l'A- T
'.' GOLDADEO I* secretario, Ayres @
i'.i de Albuquerque Gama. f;l-
.'..-.'. '.-.; ;.!,':> '* ^..Pi;'---",-ii*s.-"^;'*!i"'-
..-.-> ^y.t. .... ... VP*Ww'>yu
De no de 10 anuos, pardo, de nome Jaciulho, o qual jo
lem principio de primeiras leltras e ullimamenle
Trequenlava a auli. do Sr. nadre meslre Vicente Va-
rejilo, levo;i vestido a roupa de ra-a, calca e camisa
de algodaozinho. Esse pequeo he orphao, e lent ate
boje vevido ua companhia de um padriuho cin cuja
casa se creen, desde a idade de um auno. Presume-
seque elle toaba ido paraos logares de ATogadus,
Remedios, ou Loceos, amule lem alguns prenles.
Roga-sc por lauto as autoridades policiaes e pessoas
particulares a busca do mesmo pequeo ; assim co-
mo pede-so encareciilemenle a aluuem, em cuja ca-
sa elle se ache, o livor de o mandar entregar na rila
do Dique u. 9a, seguirlo andar, que muilo se agrade-
cer e dar-se-lia urna recompensa.
A pessoa que aiinuncion por esle Diario ter
urna caria vinda do mallo para Abibo Fernandes
Trigo de Loureiro, queira ler a bondade de remlle-
la a ra da Saudade em casa do doulor Loureiro.
Manoel Nogeira dos Sanios, subdito portuguez
retira-se para Portugal.
A ab.iivo assigna.la declara aos seus freguezes,
que o Sr. Jos Bras Pereira Bastos dcinou de ser sea
caiseiro no dia 17 do corrente ; c a mesma agrade-e
os bons servicos que preslou mcitianle o lempo que
esleve em sua rasa, e roga a lodos os seus freguezes
que continen) a comprar as su -s vettOS atUndendo
as suas cirsamstanciil de viuvez, e promelte servir a
todas as'encoinmcndas com proniplulo.
Joenna Maris da CouceicJo Brio.
O Sr. A. I". A. que por engao na larde de
II do correle, levoo de una casa da ra da Aurora
um chapeo em lugar do seu. digne-e na mesma mo-
rada e as mesmas horas desfaier a troca.
Te-Dcom na igreja do Livianienlo.
A mesa legedora da inn.indade de N. S. do Li-
vramenlo. sobre modo po'suida de um verdadeiro
seiilimenlo de gralido pela merccom que a Divi-
na Providencia acaba de favorecer esta cidade. li-
vrando-a do lerrivel llagelln que lanas viclimas
lem ccifadn, e acomp.inha.la nesles pins e religioso?
sentimciilos, por graude numero de irir.ans e devo-
los, que vnlunlarianienle se hao prestado a aplan ir
Indis os diOicnldades oacuniarias, e mui especial-
mente pelu senhores professores de inesica, que grt-
loi'.amente se oflerecerain : lem revolvido fazer ce-
lebrar em sua igreja um solemne Tc-I)eum, em ac-
cao de gracas ao Todo-Poderoso e a sua Mili Maria
Santissima. Convida por lano, a lodos os seus ir-
mSo, c mais devotos a compsrecerem as 10 lloras da
uiHiiliaa do dia 20 do correle, alim de abrilhanta-
i'recisa-sc de nasa ama para o servico interno e
externo de urna casa de duas pessoas : quem preten-
der, dirija-se a ra do Nogueirs n. 26, primeiro an-
dar.
Precisa-se de um bom forneiro : na paitara
da ra datsenzala Velha n. 9i.
AI.FAIATE I. HUNDER
(em a honra de avisar ao respeitavel publico, e es-
pecialmente aos seus freguezes, qoe recebeu de Eu-
ropa um rico sorlimenlo de fazendas para calcas,
cohetes e casacas, c por isso se acha habilitado para
bem aviar qualquer eucommenda que Ihe facam : na
ra Nova n. 52.
Na ra do Cahugi n. 9, lerceiro andar, preci-
sa-se de urna ama boa cozinheira.
Oescrivao da irmandade do Sr. Bom Jeiui da
Via Sacra da igrej de Santa Cruz da freguezia da
Boa-Vista, de ordem do irmao provedor convida aos
irin.uis msanos para comparecerem no consistorio
da mesma igreja no domingo 20 do corrente, pelas 5
horas da larde, p ia se tratar de negocios da mesma
irmandade ; e espera nao Taltem, visto nao ler ha-
vido me-. ha muilo lempo, e eslar prximo o dia do
uossn padroeiro. Ao mesmo lempo aproveita a oc-
casiao para pedir aos rm.H-que tenharn levado opas
da irmandade para casa, de as recolher igreja, pois
i ili.i'n al.im- desde a procissao de N. S. da Pieda-
de ; o mesmo Taz ;.ot que levaram opas da irmanda-
de de Sal'Anua.
Precisa-se de urna ama Torra ou captiva para
casa de urna familia de duei pessoas : no ReciTe,
prara do Corpo Sanio, esqoina da rus do Torres n.
20, terceiro an.lar.
O Sr. Abilio I ei au ir- Trigo de Loureiro tem
urna caria vinda do mallo, ua ra da Roda n. It.
Maria Antonia de Souza previne a todas as
pessoas que se julgarem creduras do Gnado seu ma-
rido Jo.le de Souza. hajam de apresentar seos ttulos
legalisados, no prazo de 3 das, a contar da data des-
te, e todo o que passar desla data ser cooiiderado
canto millo e de m> f : na ra da Guia n. 13. Re-
ciTe 17 de abril de I8>(.
Patn Nash 4 Companhia declarara queJoao
Pedro Jess de Malta deixou de ser sen caixeiro desl
de hontem 14 do correte mez. Recite 15 de abri-
de 1856.
Toma-se roupa para lavar e engommar : na
ra do Hospicio n. I.
Olferece-se nesla prac.a urna casa de familia
capaz a lodo senhor de fora que quizer mandar seu,
filhos aprender os preparatorios com prefeieaos
ralendo-se todo zello e.cuidado a mediante certa paga
rasoavel. Procurc-se nc ra da Cadeia do Recite
Jos Gomes Leal, que indicar a dita casa.
Deseja-se fallar com os credores dos finados
Francisco da Conha Gomes, Jos Joaquim de Sao-
la Anua, Francisco Ferreira de Alliuqucrque Netto,
Francisco Ferreira Machado : na ra da Guia o. 64
2. andar.
Precisase de urna ama forra para servir a 3
pessoas, que compre na ra, que icozinhe, engor-
me, ou urna escriva para o mesmo servico ; de nm
prelode meia idade pira servico externo de orna
casa : a tratar na ra Direita n. 91, primeiro andar.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos proco do que em outra qualquer parte.
Precisa-se de urna ama secca : na rus Bella
n. 24.
Precisa-se atusar urna ama forra ou captiva,
para Ta*er o servico de casa e ra, paga-so bem ; na
ra do Queimado n. 7.
90tfimento i>i $>oro.
'varios entrados no dia 18.
Illias do Sandwich") mezes e 8 (lias, galera ameri-
cana Columbas, de 3ii toneladas, e | ;tae P.
Ilunlliey Jnior, equipagem 29. carga azeitc de
pene ; ao capital. Vele refrescar c segu para
Nen-I.oudon.
Londres3;[ das, e neladas, capilao Charles Tregarthen, equipagem
7, carga plvora e mais gneros ; a Rothe i\- Bi-
doulac.
Paralaba7dios, biale brasileiro Flor do Brasili.,
de 28 toneladas, meslre Joflo Francisco Marlins,
equipagem 4. carga loros de mangue ; a Vicente
Ferreira da Costa. PassaRciro, Manuel Alves dos
Passos.
Hobarl Tovrn7:1 das, barra Inglesa nWellinglon,
de 388 toneladas, capital) G. i. I ulk.un, cquipa-
lii, carga bu e mais gneros ; ae capillo. I ,in earnoammu
Conduz 106 psssageiros. Veio refrescar e sgue '
lloras antes da se fechar as malas, o depois dessa
hora n.io se recebar embrulho aigum.
Para o Ceara9
a tratar com Tasso Ir- !
O abaixo assignado agradece cordualmenle
a todas as pessoas que se dignaranf acompa-
nhar os restos morlaes de seu Tinado filho ao
cemiteriu publico, no dia 17 do crreme.
Jos Pedro de Alcntara.
lente 19 de nluil de 1856.
o hiato Novo-Olinda:
maos.
Para Loando com escala por Benguclla c Mos-
samedesa barca porluirueaa orlVogressitas, segu com
loda a presteza ; recebe
geiros. tara s quaes lem os mais aceiadoi tommo-
dos: irata-se con. os consgnala.,os T. de Aqui.io \ se' '""Ja-'e a ra \ elha. casa, n. 20,
Fonseca ,\ Filho, na roa do Vigario n. 19, ou com s,la ,,u,rada *<* s procurada,
o capilao o Sr. Paulo Antonio da Rocha, na praca.
Precisa-sealugar urna prela capliva" ou forra
Igumas rniilezas e passa- f"3 Mrviu de """ tM> Petere-se urna que sai-
lia engommar: pe^oa quo Iiver ou quizer ujeiUr-
uu annuncie a
Para o ro de
Janeiro
Atteio.
para Londres.
i .. J r ju' iiinioiiiio t,',,i*e!,, i no un o es a n
para o resto da carga, passageiros e escravos a fre- Jo;lu ,m.s ., Silva Joj4 loaqaJi; ,.e/crf
lllia de Sandwich2UI dias, galera americana uli- | le,trata-sccom Sovaes St C, na ra do Trani-
mor, de 280 toneledas, capillo James A. Rogers, che n. 34.
equipagem 26, carga axeile de peiie ; ao eapilSo.
Veio refrescar eseaoe para SagHarboo. PARA tl RIO DE JANEIRO segue rom muila
Alacio* tahidnt n mesmo da. brevidade pn ter grande parte de sen rarreganicn-
UenovaPolaca sarda Protexione, capillo lortu-! to,o bem condecido patacho Bom Jess, sdepr-
nalo de Oliveira. carga assucar. meira marcha, para o rcslo da carga, se poderlo en-
tiibraltarBrigue sueco Avance, espillo Sjolnii- tender rom o seo prbprralario Bartholomeo Looren-
der. carga assucar.
LiverpoolBrigue inglez uGefl'rardi', capilao P.
Briard, carga a mesma que trouxe. Suspenden
do lamoirii.
Parahibariuue hespanhol l'rancisroo, capilao
J. Ferrar, em lastro. Suspendeu do lameirao.
bitot&.
cu, no rta|iiche
Dos ir. 2.
do algodao, ou na ra da Madre de
veira, Vicente Jos Pereira. Antonio Marlins More-
no, Joaquim Goncalves Pereira Nev, Domingos
Barroso de Souza e Antonio de Carvalho Chaves, se
proceder.i a arrematarlo dos meamos hena em pre-
senc deste junio no consulado de Portugal no dia
19 do corrente ao meio dia.
O abaixo assignado, morador na villa do Bonito,
leudo sido atacado to cholera-morbus, c rhegando a
ser julgado victima infallivel do mismo mal, do que
escapen milagrosamente, acha-se devedor dos maio-
res desvalas para com lodos os seos amigos, mas
nrailo especialmente para com os lllms. Srs. Dr.
Hollino Augusto Cavalcanti de Albuquerque, Fran-
Seguc com loda a brevidade por ler grande parlo I cisco Qnintino da Silva Vieira, Jos Mana Brainer,
uo nacional 11 KBCUI.ES: Is.?a. !"10 Odilon Jos Qeodelo de VoKooeellos,
Jo-e llonoralo Chaves, Avelino Rodrigues da Silva,
de
Helio; e lulo pudendo desde ja paleolcar-llies lodo o
seu rorunhcciireiito por sua dedicarlo extremada
para comiso, nao nosso deisar de coofessar em pu-
blico a iniuli.i eterna arslidlo o lie pliilantroplcas
Sr. ; esperanto da sqa iiiaguaiiimidadc me rel
vem o modo porque Taco rsla sincera conflsslo, lal-
vez desagradavel a sua modeslis, mas de muilo liui-
livo para inim, e que me concederlo algunas orca-
sies em que mal* particularmente Ihes possa dar
inelhores provas do meo rcconlte.-monto. Bonito 2
de abril de I8.V.Jos Luiz de Mallos.
O moco que anounciou para ser caixeiro de
qualquer eslabelerimeiilo, menas lahrrna, dinja-se
a roa laiga do Rosario n. 8. qoc achara com quem
tratar.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Hartiniauo de
Avallar, que receben no Rio de Janeiro do Sr. D. J.
G. Brando 3 livrospars rntregar cm Pernambuco a
J. Ferreira Vilella. a execucilo desse obsequio, visto
que J. F. Vilella isla em vesperal de seguir para a
corle. Faz-se esle annunrio por nao se saber a resi-
dencia do Sr* AvelUr. Os livios podoib ser entregues
no aterra da BoaVista n. lerceiro andar.
O coronel Joilo Francisco de Chaby vai com sua
senhora fazer nina viagem a Europa.
>'o dia 17, as 3 horas da tarde, deiappareceu
um cavallo alastto e 309 "" dinheiro, o qual lera um
p ducado, urna lisala no quelvo, e multo novo, e
lem as paulas das orelhas corladas: quem o arhar le-
ve a ra do Mundo Novo n. .11, que sers bem recom-
pensado.
Para o llio laneiro
O Dr. Abilio Jos lavares da Silva, juiz de nrphios s^'""'l^"='-iveln.onle no dia 17 du coircnle 0
e senles, nesla rilado do Recite e seu termo, brigue nacional HERCULES: recebe uiiicaino:i-
por S. M. I. e C, que Dos guarde, etc. t ,- ..
Face saber aos que o presente ediial vfrem, que ,e ^f^0" a frcle' Para 'lue lralMe procedondo-se nesle juizo a arrecadarflo dos bens vaes & C, ra do Trapiche n. 3'i, ou com o ra-
que fcaraui por fallecimeulo dos subdilos porlugne-
zes Jalo Jos da Silva, Francisco Antonio de Ol- l"la0' lla l,rav8
O brigue nacional HERCULES prompto a
fazer viagem ao Rio de Janeiro, pracisa contratar
marinhiros nacionaes para sua tripolacao : qumn
estirer habilitado pode dirigir-se a bordo do mesmo,
ou a Novaes & C., na ra do Trapiche n. 34.
-f Ao Rvm. Sr. Francisco Anlouio da Ca-
,. nh.i Pereira, da provincia do Cear.i, rogs-
W sa qoe mande ultimar na cidade ds Forla-
'J&l leza com o Sr. Autonio de Oliveira Borges
]JZ o negocio que Iratoo em Janeiro de 1851
>W na sua Tazenda, Nova Olinda, do Ouricury, VJJII
j*. com urna pessoa da villa de Parnagu de m
7J Piauhv ; visto que nao foi ultimado na do J
v^9 Joateiro com o Sr. Dr. Joio do Souza ^B
A Reis, romo' havia promettido ; alias de- as
*^ clare o lugar certo da sus residencia para W
^3) ser procurado, e nao ser inrommodado. flh
ORDEM TERCEIRA DE S.
mmm-

O secretario da veneravel ordem terceira de S.
Francisco desla cidade do Recife, por deliberacio
ifetinesa regedora, convida ao Rvm. clero para ce-
lebrar missas na igreja da mesma ordem, durante
a semana que decorre de 21 a 26 do corrente,
pelas almas dos que falleceram da epidemia, com
a csmolla de 18000 rs. Outro sim, por delibe-
racao da mesma mera eouvida a seus charissimos
iniaos em geral, a comparecerem na nossa igreja,
s 8 horas da manba, c 7 da fioite do dia 27 do
corrente, paramentados de seus hbitos, pare as-
sistirem a missa cantada e Te-Deum, em aojao de
grabas, pelo decresci ment do (lagello que to cru-
el mente nos perseguioJoao Tavares Cordeiro,
secretario interin.
O Sr. Francisco .los Alyes de Carvalho
queira annunciar sua residencia, pois que se Ihe
deseja fallar a bem de seu interesse.
AO SR. ADMINISTRADOR DO COKIIF.II).
rola legislado do paiz nenhum navio pode sa-
I Itir do porto sem sem levar mala ; e como todos os dias se infrinja
esta le, roga-se ao Sr. administrador do correio que
I faca eflecliva a responsabilidadc de quem abusar.
0 abairo assignado faz publico por esle jornal,
[ que apparcceu no seu engenho Pindobinha, silo na
| freguezia de S. I.ourenco da Malla, comarca do Re-
cife, um escravo ciioulo, que diz chamar-ae Jlo,
de Idade 33 annos, pouco mais ou menos, diz que foi
captivo de Cosme Ferreira de Souza, morador no lu-
gar denominado Agua-branca, comarca da cidade de
Nazarelb, e que seu senhor Cosme Ferreirade Souza
e sua senhora Mana de Sanl'Aniia. e tres Olhtnbos
menores todos foram victimas do cholera : portao-
lo, quem julgar-se com direilo em. dilo escravo h-
bil i le-e com cerlidao e juslilicaces das autoridades,
o app..rer i em rasa do annunciante que fara nego-
cio. O uiiuuu. i.mle declara, que nao se responsabilt-
sa pela tnorle no fuga que possa rpparecer. Eoge-
uli i Pindobinha 11 de abril de Igoti.
.la-e Luiz de Andrade Lima.
Ainda est para alagar a casa em Olinda, na
ladeira da Misericordia n. J2, pintada e caiada da
novo, esl.i desinfectada, n3o morreo ninguem de cbo-
lera-morbus : a fallar na ra do Rangel n. 21, a
qualquer hora.
Ja vliui publico eai Per-a
iiaiubiico, ra da Sole-
dai.- ii. 70.
Aos senhores amadores de llores.Recebemos de
Franca, vinda pela gilera lnma Mathilde a I3des-
le mez, a nossa euronviiieuda. sendo esta a quera
vez que mandamos vir, sera duvida vem das inelho-
res qualidades de rosas que ha em franca pela boa
escolha que delias fiz, pelo conhecimenlo que deltas
lenho ou pela experiencia, o qoe me lem custadO)
muilo caro poi ler man lado ir primeiro por Iros
vezes roseiras de lodos os familias, e lenho cuntien-
do qoe muilas deltas no Bi.isil nao dao flor, mas
dcslas nunca aojni foram vendidas; vieram mais ou-
lias muilas variedades de llores e aores que no
Brasil do fructo etc.
C. F. da Silva Pinto.
PUaLiart LITTER.U.I4.
CURSO DE PIlll.OSOPIIIA POR BARBE.
Esta a sabir do prelo a primeira parle desla escel-
1 lenle obra, Iraduzida de trances por Joo M. M. .Na-
varro, a qual lorna-so muila recommeudavel aos que
piincipiam o estudo da pililos .phia, pela sua clareza
r concisao. Recebem-se assicnaturas nesla lypogra-
plna, sendo a -jnii!:i para os assignsnles, e 3|000 a
viilses, prouietleudo-se ate o fim do anuo dar-so a
coiiciu.-ao do curso.
AO PUBLICO.
Joaquina Loureuca de Luna, professora particular
laulortsada pelo governo da provincia, avisa aos pais
I de suas aluuinas. que niuiu n sua aula para o so-
j lirado immediato ao em que resida, na rn de Uor-
tas, c se acha com a sua aula ja aherta : lambem
! sdonlifiea aos pais de familias, que ella est prompta
. a receber pensionistas e educa-las, no que he con-
cern, nie a una senhora. para cuja larefa j tem de-
signado commodos sutlicicntes cm sua casa. Jolge
: de.necessario leilrrar o zelo, .. -t.luida.le e esmero,
que a annunciaiile ha sempre tomado uo ensino de
1 soas alumnos, visto como a ir.Mica de muilos annos
I o lem evhuberanlemenle provado.
Candida Rosa da Cosa Mctt. directora do
\ collegio N. S. da Divina Providencia, participa ao
respeitavel publico, que se retira para Europs, apro-
veitando esla occasiao para lser sciente que se nao
! juica devedora, porm se alguem se julgar credor
i ainda mesmo de qualquer quanlia, queira ter i bon-
| dade de appareccr no alerro da Boa-Viita o. 8 para
i er immediatameutc sntiifeita, como lambem apro-
I veila esle ensejo para fazor saber a todas ai pessoai
que Ihe s3o devedoras, que queiram ler a hondada
de ir oo middar satistazer, s lendo para islo 3 dias
conladns da dala deste, e estes passados, seto os
sen nnmes declarados por extenso nesta mesma fo-
lha. Recife ti de abril de 1S 36.
MUTTDaD"
ILEGIVEL


BMRIO DE PIRUIONOA SIBAM 19 si ABRIL QE 1856
Terceira edtyao.
TR1TAIEIT0 HOIPATHIGO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MQRBUS.
PELOS DRS
JCJ 'KJ *b- "- **~- .K3, JA.MK,
ainstrurg.lo aopovoparaso podcrcurar le-ta entermidade, administrndoos remedios inais ellicazcs
paraatalha-la.emquanlo serecorreaomedico.ou mesmoparacura-laiiidpendentedestei nostugares
""""traduzido em portguez pelo dr. p. a. lobo moscozo.
EstesdoosopusculoscontcmasiiidiMcoesmaiselarase precisas,c pela sua simplese comisa eiposi-
gao eslaanalcance de lodas as lolelligcnclas, nauso pelo que diz respeilo aos meios curativos,como prin-
eipalmenle as preservativos que (cmdado os mais satisfaclohosrcsallados em toda a parle em que
lieslem sido poslos co prali".
Sendoolralamentoliomeopaiiiicuo "mee que lem dadograndcsresulladosnocuralivodeslahorn-
veleofermidade, julsamosa proposito Iraduzr restes dous importantes opsculos em I i ligua vernaci-
I, para desl'aite facilitar a sua leitura a quem ignoro o francn.
Veode-ss nicamente no Consultoriodo traductor, ra Nov n.52, por 2-3000. Vendcm-se tarobem
medicamentos precisos e boticas de 12 tubos con um frasco de lindura 1,'iS, urna dita de 30 tubos con
ro e 2 frascos de tintura rs. 253000.
i F
MMHfl
IpKBBAS PRECIOSAS-S

I Aderegos de brilhantes, j*
diamantes e perolas, pul- Z
ceiras, allioeles, brincos s
1 e rozetas, botdes e aunis *
de differenles gostos e de *
diversas pedras de valor. *
! n
Compram, vendem ou *
Irocam prata, ouro, bri- *
MOREIRA & DARTE.
i.oja di onnvFS
Ra do Cabuga n. 7.
Receben por to-
dos os vapores da Gu-
iropa as obras do mais
l. e ootras quaesquer |UO(Jepn gQStO, 1.111-
OIRO K l'HATA-
ijj joias de valor, a dioheiro
? ou. por obras. j |,, (I f
O'
Francn
como
m
jjj Adero<;os completos de 3
-: ouro, meios ditos, puleci- '/>.
^ ras, alfineles, brincos e *
jjj rozelas, cordes, trance-
< lins, medallias, correnles :*
B eenfeites para relosio. c *
Jj ouiros muitos objeclos de &
: ouro.
* Apparclhos completos,
| de prata, para cha, ban- |
o dejas, salvas, caslicaes, ;.;
jg colheresdesopa edech, ?
5 e muitos outros objeclos j?
o'dcprala.
'' ><< ">H.t>-#*::: +&.,-
de Lisboa, asquaesse vendem por
proco commodo como eostumam.
AVISO
ios negociantes era inadeiras c ouiros prclun-
dentes.
Heferindo-se a seus annuncios dome/, de se-
Icmbro do anno pasado, a respeito de contratos de
madeiras para a estrada de ferro do Rccife ao Rio
de S. Francisco, o empreiteiro da dita estrada Gc-
orge Furness, pelo presente avisa ans negociantes
cm inadeiras c quem mais possa inicressar, que
desdej resebe propostas para contatos de madei-
ras quadradas doqualidades maisduradouras e das
dimensucs seguintes : 15, 12, 9 e 6 polegadasde
grossura, o de 10 a ."50 pos do comprimento, ludo
medida ingleza.
Tamben se recebe amostras de dormentes (slee-
pers) das segttinics dimensfies e formas, (medida
ingleza).
1; |...i,vi.,
12 polegadas.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
Roubo.
genero-
O abatxo assignado promelle gratificar
o posto em ordem alphabetica, com a dcscripro smenle os Srs. relojociros, ourives, inspeclores
abreviada de todas as molestias, a indicagao physio- de quarjeirao ou oulra qualquer pessoa, que 00-
logica e tberapeulica de todos os medicamentos ho- Aer nVsrnkrir r..k r,!,
meopathicos. seu lempo de aceito e concordancia, "fbr,r roul>o fetloem sua casa, na noite
seguido do um diccionario da significaran de todos wrrente, na travessa da Madre de Dos,
m termos de medicina e cirurgia, posto ao alcance "c un> relogio de ouro patente suisso n. 3424, de
das pessoas do povo, pelo I caixa coberta, sendo esta raza por baixo e ovada
DR. .4. J. DE MELLO 10IAES. rci,n\esma"ad0 de arabos os ladoscom vivos
Os Srs. assignantes podem mandar buscar os seu e ufaneo, sobre o mesmo esmalte unta cor-
exemplares, assimeomo quem quizer comprar.
A110MI nivvrin v e o
CHOLERA
nico tratamente preservativo
curativo do cholera-morbus,
PELO DOCTOR ^Sabino Olegario Ludge 10 Pinho. a*
.Segunda edicrao. S
;a benevolencia com qu foi acoln li pe- ^)
lo publico* primeira ediccAo dcste ops- (
culo, esgotada no curto esparo de dous me- z I
i
i
rente de ouro inglez (mas nao das modernas) de
elos miudinhos e lapidados, com o encadeado min-
io unido, c mais um chave de ouro de formato
grande c oilavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar quebrada na pona : por isso recoramen-
da a pessoa que algum desies objeclos dcscobrir,
annuncie para ser procurado, ou dirija-se ao an-
nuncianie, na niesma travessa n. 18, para ser gra-
tificadoJoaquim Antonio Goncalves da Recha.
c 9 ps inglezes de comprimento.
Cada proposla deve ser acompanliada dos nonios
por extenso dos pretendentas, c a qtiantidadc de
inadeiras que poder contratar,
O preco dos dormenics deve ser estipulado por
cada mil, e devem ser entregues cm qualquer lu-
gar da estrada, desde o Recita al a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreiteiro.
Adverte-se que os pretendemos devem dar urna
garanta competente cm romo podem cumprircom
os seus contratos.
Pora nutras informacoes podem os prelendentes
dirigir-se a ra do Trapiche n. 12, segundo a-
ilar, escriptorio de George Furness.
l'recisa-se de urna pessoa liberta, prela
nu parda, para tratar de urna chanca de
2 annos: no paleo do Carino sobrado n. U.

:
te nos induzio a reimpressAo' (^)
Gusto de cada exemplar......I^XKI Carteiras completas para o trata- w
monto do cholera e rie mu la- ou- Q
tras molestias, a..........30)000 2
S'eias carteiras..........KisWH) W Inst
Os medicamentos sao os melhores possiveis.
Cousullorio, central homcopalhico, roa J
de Santo Amaro .Mundo-1\ ovo n. (i.
59 A,
I confronte ao Rosario em Sanio Antonio, avisa aos
i seus fregiiezcs. queja receben o verdadeiro extracto
de absynllie da P'rossia.
rticciio moral e reli-
giosa .
"@-@-^ Es'e COI"Penuio de ''sloria sagrada, que foi ap-
CASA 1K)SJEXP0ST0>; provado para inslruccao primaria, lendo-se vendi-
Precisa-se de ama, par. amamenta'r' crianc,, na jd "65 d^'ova^'<.a ,8600 rs- ls r
casa dos expostoa : a pessoa que a isso se quera de- %ena'do a l>UUU : na livrana as. (i e 8, da praca
^^endoas haWlitres necessarias, dirija-se a da Independencia.
mesma, no pateo do Paraiio, que >bi achara com
quem tratar.
ARRENDAME.NTO.
A loja o armazem da casa o. 53 da roa da Cadtia
do Hecife junto ao arco da Conceirito, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer eslabeleciirunlo
Ptecisa-se alugar om pequeo sitio peno
dcsta cidade, o qual tenha lugar paia guardar um
cavallo, e que nao seja prximo a charco ou agua
estagnada, e se livor casa assobradada melhor ser
api ponto grande, para o qiiai tm commodos sufli- Ina ,lvraria *> c 8, da praca da Independencia,
cente : os prelendentes entender-se-hao com Jo3o
Nepomuceno Barroso, no seguudo andar da casa n.
i7, na mesma roa.
PUBLICACAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esla poblicar;ao aera sem duvida de utilidade aos
principiantes que se quizercm dedicar ao ejercicio
do fro, pois nella encontraran por ordem alphabe-
tica as principaes e mais frequentes oceurrencias ci-
vis, orphaoologicaa, commerciaes e ecclesiaslicas do
noanforo, com as remissoes das ordeoaces, leis,
avisos a regolamenlo- por que se rege o*Brasil, e
bem assim resolucSes dos l'raxislas andeos c moder-
nos em que.se firmara. Contcm semelhautemente
as decisoes das ^uestes sobre sizas, sellos, velhose
uovos direitos e decimas, sera o trabalho de ri>rorrer
Consta- N
i collecco de oossas leis e aviso avulsos.
r de doue volumes em oitavo,
primeirosal:-
livrosn. 6 e
nbores sobscr
Perrumbuco, podem
na loja de li
neiro, na li
Consliluic.ln,
Marques Kodi
s deOlivcira.
Ulassa adaman-
Attenjao.
Ouem liver e quizer arrendar um ilio perlo da
cidade de Oliuda, o qual leuha boa agua, baba para
capim, e commodos pari ou (i buis, annuncie para
ser procurado, 00 entenda-se com o Sr. Dr. Joao
I.ins Cavalcauti de Albuqucrque, na cidade do Keci-
fe, 011 com JeronymodeAlbuquerqae Mello, no seo
engeuho Hamos, em l'o d'Alho. Adverte-se que,
se o sitio for junto a estrada que val de Oliuda para
o norte era preferido, e pasa-se mais do que valer.
I J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n. 19, primei- _
0 ro andar.
*flsa>a*3$<3 oses se*
o
o
tina
trancuco Piolo Ozorio chumba denles com a ver-
atrcelo do ar : pode sor^irocurado confronto ao
Hosario de Santo Antonio n. -2.
Ra Nova lu 22, deronte
da (
oncei^o.
L. Delouche lem a honra de annunciar, que ac- i
w de receber relogios americanos com campa, ditos'
rrancezes com cma, dilos de algibeira, correnles,
ciiives, canas de roosica,.por pre^o muito cm conla.
Bncarrega-sc de todos os concerlos perlenccnles a
wa arte, com perfeicao e muita brevidade, vislo que
esto Ires pessoas a Irabalhar.
., "~ ^'W^* um Pequeo armazem na travessa da
joeiiMia Velha, com estrado e paredes forradis de
madeira,' que servio de deposito de couros, podendo
jer oulra qualquer applicac.an : tratase na loja con-
tigo., na da Cadeia do Recie n. .V), esquina da re-
ferida travessa.
Itangel.
Precisa-se de um feilor bom horlelo : quem
estiver oeste caso, dirija-sc i Cruz de Almas ao col-
legioda Conceirao ; alii lamhem se precisa de um
criado que saiba comprar, e'de fiador a sua conducta.
A direclora do collegio da Gonceic,ao na Cruz
de Almas, participa as familias que se linham pro-
poslo antes da mvasao nesta cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
desde agora fazer, pois est resolvida a recebe-lis,
por confiar na proleccSo da divina patrona do men-
cionado collegio.alL hoje ao abrigo daquelle flagello.
Precisa-sc do urna ama de leitc forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa condula, paga-se bem no pateo do Hospital
ti. 26, sobrado.
Trocam-sc notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na rita do Trapiche n. 40, segundo andar.
Aluga-sc a loja do sobrado de dous anda-
res n. 2o, no paleo do Ter^o : a tralar com I.utz
Gomes Ferreira, no Mondego.
i mmm varetas. |
^ ALERTA!
' Sao cltegados praca da Independen- #
w cia n.-1 estes apreciaveis charutos; sua l-:i
9 oplinia qualidade e nunca saboreado gos- J
^ lo os tornam recommendaveis. Ha j $$
B bastante lempo que nao appareco lio J
.'i boa fazenda, seu diininulo preco anda
2E mais anima; quem deixar de comprar
g ma inexgoiavel fttmaca por 25300 r?.,
5? pei|uenas caixas de 2> e 50 anuos !
''$ Alerta, Sr.. fumantes 1 Quem sabe apre-
W ciar una fuinaca, deve vir veros verda-
f doirosBrandao Vrelas.
Vivv..-^.-v-..,--.;vy^-v.;-<..- ...-...-.;..-.,-.-.:...
Aluga-se um grande sitio com ptima casa de
sobrado, casa para feitor, scnzala, cocheira e estriba-
ra pala 'iravallosou mais, com quintal murado,
cacimba, curraes e armazen-, arvores frucliferas de
toda a qualidade, ptima agua de beber, grande bai-
x.i de capim, inulto porto da praca, na estrada de
Joao de llarros : a Iralnr no mesmo sitio com a
Exroa. Sra. viscondessa de (ioianna.
Na ra da Madre de Dos n. :IS, existe um ar-
mazem aonde se alugam rarrnca puxadas a lioi para
coudii/ir maleriaos ou genero- ile estivas, fazendas,
ferro, ele, c tambera se forneccm pipas com asua
para quarteis e hospilaes : Irata-se com Firmino J.
F. da Kosa all ou na ra do Vigario por cima do es-
criptorio do Sr. Thomaz de A. I'. A Filho. Junta-
mente comnr>m-se bois que tenham sido de carrera
e esteiam inasros e vaccas de leite, sendo por precns
baixos, e urna carroca das que pegara era pipa por
baixo.
KOBI.AIIKCTK1 II.
O unir autorisatlv por derhao do consrl/w real e
derrelo imperial.
Os mdicos dosliospitaesrecominendam o A/robe
de l.atlecteur, como sendo o nico aulorisada pelo
governo, e pela real sociedade de inedkiua. Este
medicamento il'um gosto agradavel, c fcil a lomar
em secreto, est era uso na maiinba real desde mais
de i'iii anuos ; cura radcalmeule cm pouco lempo
com pouca despega, sem mercurio, as adecenes da
pellc, impingens, asconsequencias das sarnas, ulce-
ras, e os arcidenlcs dos partos, da idade critica, c
da acrimonia hereditaria dos humores; couvcm aos
catarrhos, a bexiga, as coutraeces, e a fraqueza
dos orgaos, procedida do abuso das injecc,es ou de
sondas. Como anli-syphililico, o arrobe cora em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
veu ineessanles em consequencia do emprego da
copahiba, da cubeha, ou das iujeteijes que repre-
senlem o virus sera neulralisa-lo. O arrobe Laf-
fecleur he cspecialmcule rerommendado contra as
l'irnr.i- inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao
iodurclo de potassio.Lisboa.Vende-se na boti-
ca dc-Barral e de Antonio Feliciano Alves de Aze-
vedu, pra<;a de I). Pedro n. K8, onde acaba de che-
gar urna srande porcao de garrafas sraudes c pe-
queuas viudas direrlamente de Pars, de casa do
dito Bovveau-I.alleclcur 12, ra Bicheo i Pars.
Os formularios do-sc gratis cm casa do agente Sil-
va, na praca de I). Pedro n. 82. Porto, Joaquim
Araujo ; Baha. I.na & liman- ; Pcrnamburo,
Soum ; Kio de Janeiro, Rocha fil Filhos ; e Morei-
ra, loja de drogas; Villa Nova. Joao Pereira de
Magates Leite ; Rio Craude, Francisco de Paula
Coulo i\- C."
Oflcrece-se um rapaz porluguez para caixeiro
de padaria, do que lem bastante pratica, e d liador
a sua conla : quem o pretender, dirija-se a praca
da Independencia, loja n. 10, que achara cora quciu
tratar.
l'rcci-a-c alugar om sobrado de nm andar,
porm quer-se com a loja, ou urna casa terrea com
sotao em boa ra : quera liver annuncie.
NORAT 4 IRMAS, |
Ruada Auroran. 58, primeiro andar. 2*
Tem a honra de participar ao respeila- 9.
vel publico disia cidade e com especialida-
de aos seus freguezes, que possuem pre- <$)
0 sentemenie o mais rico c completo sorti- (rf)
* tiento das mais linas e delicadas obras de jl
bnlhaiile, perola e ouro, como al o pre-
sente nao lem apparecido nesta praca ; c
alliancam a lodos o mais mdico prec por-
quo vender so pode, obras do goslo o mais
apurado: os mesmosdesojara amantenien-
te que o respeilavel publico nao deixe de
ir lanrar as vistas sobre as suas obras,
efira de que seja condecida a verdado de
que encerram estas poucas palavras.
i
1
i
i
Candida Mara da Paixo Rocia, profesara
particular de instrucruo primaria, residente na ra
do Vigano do bairro do Recife, laz sciento aos
pas do suas alumnas. qUe acha-se abena sua au-
la, na qual conlina a ensinar as materias do cos-
Necessila-sc de duas pessoas para o servico in-
terno de uina casa eslrangeira, urna que coznhc e
cugomme e outra que emenda de cu-tura : na ra
Nova n. 17.
1 AO PUBLICO. 1
3j No armazem de fazendas baratas, ra do 3
f Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimcnio de fa- O
zendas finas e grossas, por mais barato |
presos do que em oulra qualquer parte, 3K
3 tanto cm pon;0es como a relalho, allian ^
cando-se aos compradores um s prero el
H para todos: este cslaboleciment abrio-se &
jgf de combinaco com a maior parle das ca- >
;;-{ sas commerciaes ingle/.as, france/.as, alie- ||
J8 mos o suissas, para vender fa/endas mais 35J
H em cotila do que se tem vendido, e por isto ||
M ollerecem elle maiores vanlagcns do que %
M outro qualquer; o proprieawo deste im- m
* porianieesiabelecimento convida lodos M
g os seus patricios, e ao publico cm geral, ||
m para que venham (a bem dos seus inte- M
m resses) comprar fazendas baratas: no ar- 5
p mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- $
& ionio Luiz dos Sanios & Rolim.
Em vrlude das ordens do lllm. Sr. inspeclor
ompm$.
O corouel Joao Francisco de Chahy vende um
dos seus carros e a parelha de oavallos, ludo junio oa
separado, a vontade do comprador : quera quizer
comprar dirija-se ao aterro da Boa-Visla n. 4(.
CHALES DE MERINO.
\ endem-se chales de merino trancado com franja
de seda ede urna scr, com um pequeo deleito ni
franja, pelo baralissimo preco de i$500, chales de
merino preto com franja de seda, proprios para lu-
to, alpaca prela fina a 480 i) covado, palitos de alpa-
ca prela fina a -Mm, corles de casemira preta a
iS-'iOO, pecas de madapolao de jarda com 10 varas a
29500, camisolas de laa, meiai ditas curias e cumpri-
dai, cobertores grandes de 2 pellos, ditos de algum a
750 rs. : na ra do (ueimado em frente do becco da
Congregaro, paando a botica, asegunda loja n.iO.
Vende-e pedra jaspe de calcar botins em pe-
dacoa de e 1 arrobss caita um, assim como pedacos
mais pequeos: na ra da Cadvia do Recite defroute
do becco Largo n. 25.
Sedas a ffM
rs. o covado.
Esiao i veuda sedas de todas as cores de lisiras e
quadros, de bonitos padres, pelo preco de 13 o co-
vado : na ra do Oneimado n. :ls.emfreutc do becco
da Congreu-acao, a primera loja pjando a botica ;
dao-se amustias com peuhor.
Vendem-se muito bous ps de sapolis, e dilos
do caf para plantar a 400 rs. o cenlo : no largo da
Trampa n. I, sobrado.
Vende-se Om bom escravo, moco e de boa li-
sura, algunsqnartaos forte, proprios para fazervia-
-"in para o mato ; a tralar na ra do Oueima'do
n. I.
Veude-se um millieiro de lijlos de cacimba,
de marca grande : a tralar na ra do Sol n. 1 A.
Vcnde-se a taberna sila na ra Ha Aurora n.
5$, muito firopria para um principiante por ler pou-
cos lunilos, e hon< copimodos para l'ainilia : quem
pretender, dirija-sc a mesma.
JUEZ
rllarianuo.
O livro do mez Marianno augraeulado de varias
oracoes, nico usado pelos devotos da PENI IA :
vende-se smento na livraria ns. Ce 8, da praca
da Independencia, a dez lustoes.
POTASSi E GAL YIRGEI.
No anligo e j bem conhecido deposito da ra da
Cadeia do Hecife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da liiissia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem do Lisboa em pedra, ludo
a presos muito favoraveis, com os quacs ficaro
os comprad ores salisfeitos.
REMEDIO IMCOMPARVEL.
PILLEAS 1IOLLOWAY
Este ineslimavelespeciliro, roraposlo inleirameil-
le de bervas medicinacs,Dio cmitem mercurio, nem
algnma oulra substancia delerterea. Bcnisno a mais
Icura infaucia. e a cmpleicAo^nais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
ni compleicAo mais robusta ; lie inleirainente inno-
cente em suasoperacoes c ell'eilos ; pois busca e re-
move as doencas de qualquer especie e uro, por
mais antigs e lenar.es que sejam.
Entre militares de pessoas; curadas com este re-
medio, mullas que ja eslavam as portas da morle,
preservando em seu uso, consesuiram recobrar a
saude e forjas, depois de haver tentado intilmente
lodos os ouiros remedios.
As mais afilelas nao devem onlregar-se a desespe-
raran ; facam um competente ensato dos ellicazes
effeilosdesla assombrosa medicina, c prestes recu-
peraraoo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio pan
qualquer das sega 'ites?nfcrmidades :
\ccidenle-epilcp'
Alporcas.
Ampolas.
Arpias mal d' .
Aslhma. v^-- ,
Clicas.
Convulsos.
Ucbilidadc ou extenua-
ran,
llcliilidaile ou Talla de
forcas para qualquer
cousa.
Dcsinteria.
Dor de uarganla.
n de barriga.
ii nos rns.
Dureza no venlre.
Eiifcrmitladesuo ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Erisipela.
Pebres biliosas.
iulerinillenles.
Febre toda especie
(ola.
Ilemorrhodas.
Ilytropi-ja.
Ictericia.
Iinligesliies.
luUammares.
Irregularidadc damens-
Iruarilo.
Lonibrigas de lodacspe-
cic.
Mal-dc-pedra.
Manchasna culis.
Obslriicrao de veulre.
Phlisicaoii cousuniprao
pulmonar.
Relencao d'ourina.
Kheumatismo.
Symplomas secuudarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo [mal.
o respectivo
da alfandega, precsa-se de serventes livres para o
trabalho da capalazia da mesma alfandega : quem
estiver nestas circumstancias, entenda-se as 8 horas
da manbaa na mesma alfandega com
| porleiro.
turne, e admiti pensionistas, "mcm-nenslonlstase m.7tl,n|!0n"Da"se c Uv""s? (le barrclli' c s3l,a
externas, por oreos razo-ive Pensi0,uslas e muito berr, e em canta ; assim como se coscm cami-
. por precos razoaveis. Sas de peilo francez, e ccroulas : quem quizer diri-
"uer-se alagar um esrrav. Mr, __ i SS" a? caes do Hamos, sobrado de Jos llvgno de
a iraur na Z?XS T^SSSZ EMta' SegU"0 8",,ar-
__n n, L- vi Chegou o superior doce do guiaba e arara feilo
r-*~> ijt. cente Ferctra do Rogo participa aos !em ''P": as pe-soas que linham eorommcDdado
seus amigse constituintes, que transferio o seu aPPare"m "" dasCroesn. W.
escriptorio de advocada para a ra do Ounimadn Oilercce-se
para a ra do (ucimado
um rapaz brjsileii u par.i caixeiro
... --------r"1 iua uu Yueirnauo ....- mui.ipaz nrjsiieiin par.i caixeiro
n. 4b, primeiro andtr, onde pode sor' consultado Clll""'.a nesta praca, dando bous eonnecimeatos:
das 10 horas da mauhaa em diante.
-Precisa-se de um ama forra ou captiva, para
*P *" de pouca familia Tnarua
Pede-ae a quem tirar ou souber de algum me-
nino de ambos os sexos, orpho de psi e mai, na
aor.'r^.-0C0rp0 ^0, no Recife' 1v delatar
ao respectiyo pirocho.
quera qaizcr annuncie.
Precisa-se de urna ama para Iralar de um me-
nino : na ra Direila, casa n. 120, segundo andar.
O Sr. que por engao, na larde de I i do cor
rente, levou de urna casa da ra da Aurora um cha-
peo em logar do seu, digoe-se, de o mesma mora-
da, sem perda de lempo, desfazer a troca.
Precisa-se de um amassador: oo paleo do Ter-
co d. 40. .
Compram-se notas do Banco do Hiasil : na
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Comprase cffeclivamente.latao, brouze e cobre
velho : uo deposito da fundir da Aurora, na ra
lollrum, logo na entrada n. 28,e na mesma fundi-
'.ao. em Santo Amaro.
Compram-se garrafas das que vem com cer-
veja branca a (O rs. cada orna e (i^MXI o cenlo : no
pateo do Carmo esquina da ni;, de Iludas n. 2.
Compra-se para um prsenle urna negriuha de
2 a II annos, ou mesmo urna mulatiuha que mo le-
uha molestias : qaem liver e quizer vender, annun-
cie por esle jornal ou dirija-se ao pateo da matriz
de Santo Antonio, sobrado de um andar n. 2, que
adiar.i tora quem iralar.
Na rochara confronte ao arsenal de marinha
compra-se um boi para carrora, que seja bom.
Compra-se um escravo "de nacao, de 20 a :W
annos, sendo de bonita figura, que nao lenha vicios
era aebaques. ralo se olha a prero : na ra do Co-
tovello, padaria n. 31.
Vcudem-se estas pillas noestabeleciineulo gera|
de Londres, n. 21 Slrand, e na loja de lodos os
boticarios,droguistase nutras pessoasencarregadas
de sua venda em tuda a America do Sol, llavana e
llespanba.
Veude-se ashocelinhas aSIM) rs. Cada una didlj
conten urna inslrucrflo em porlusuez para explicar
o modo de se usar dcslas plalas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, cm Pernam
buco.
Vcnde-se manleiga ingleza a 8<>, (iiO, 800 e
MO, dita frauceza a 640 e 800 rs., banha muito alv a
a 520, toucinho de Lisboa a OO rs., dito de Santos
muito bom a 300 rs.. Levada a 120, farfolla do Mara-
nhao a 160, alpista a 200 rs., sag' a 36Q, caf a 201)
rs.. velas de carnauba a 180, sabao preto a 160, ama-
relio a 20(1 rs., de massa bem secco a 210, sebo de
llollauda a 500 rs., eipcrmacelc a 800 rs., (raques a
200 rs., pomada a 100 rs. a libra, azeile doce a (i 10
a garrafa, vinho de mesa a 180. Figueira a 500, Lis-
boa lino a X) rs., Porto superior a 720vch a 29, e
muito superior a 29560: no pateo do Carmo, quina
da ra de Hurtas n, 2.
Venderse na ra do Colleaio n. 21, terceiro
andar, una negrfnha da 1(1 annos, cora habilidades.
\ ende-se um sitio na estrada da Piranga, nos
Alegados, com oplima casa de viveuda, estribarla
grande, boa cacimba com agua de beber, cxcellenle
haixa de capim para verlo, e diversos arvoredos de
fruclo : qaem o pretender, dirija-se a ra Nova, so-
brado o. 11, segundo andar, das 5 horas da tarde em
dianlc.
kit&as.
Aviso.
.anual de tabeliao.
Vende-se a 2$M0, na livraria u. (i e 8 da praca
da Independencia.
Prucesso orfanolospico.
Vende-se por 3)000, na livraria n. (i e 8 da praca
da Independencia.
Genebra,
Acaba dechegar Draqueina com verdaileira cene-
bra de Ilolllnda : veude-se no armazem de Tasso Ir-
maos.
I.IVKOS A' VENDA.
Na travessa da Congregaro, ra do Oueimadn,
loja de encadernador, est exposta venda a obra
iutiluladaBibliotheca Cannica-Juridico-.Morales
Theologicapor Lucio Ferrazis, 8 volnmes em oita-
vo francez, grande ; preco :129U00.
Clele Lisboa.
VcBilc-se ama porrao deharris cora cal de Lisboa,
por barato prero, e rctalho a X-s o barril t na ra da
Cadeia do Hecife li. 50
Vende-se a casa de Mnelas do patea do terco
ii. 23, prepril para barbeiro, confeitaria ou deposito,
pois para isso tem bom balelo de amarello, redondo,
cnvcrnisado.de parafuso, que se pode armar era Inda
e qualquer parle, por prero muito cm cunta : quem
pretender, dirija-se a travessa de S. jos n. 29, que
achara com quem tratar, das (i as 9 horas do dia.
Veude-se a loja de funileiro da ra Direila n.
18, bem afreguezada, e com o fundo pouco mais ou
menos de 5009000 ; vende-se por o dono se retirar
para fura : a tratar na mesma loja.
Vende-se um excellenle cavallo alasao, anda de
bsixo a roeio da melhor forma ; tambera se vende
com os arreios quasi novos: na cocheira de Benio
Jos Pereira, roa das Flores.
Vende-se a loja de calcado da ra da Cadeia do
Recife n. 9. bem afreguezada o rom ptimo sor-
timentode calcado estranfjeiro e algumas perfuma-
rlas, a qual se vende nicamente pelo seu gerente
precisar de iralar de sua saude; faz-se negocio a
dinheiro ou a prazo, com boas tirinas: a tratar ha
mesilla na n. 7, loja. I
Liquidaeao
O dono da loja demiudezas da ra do Collegio n.
I, querenilo acabar as miudezas que exislem, vende
barato alim de liquidar: franjas para cortinado a 9
a peca, peotes de ali-ar, duza 900 rs., ditos de ba-
lis um 280, facas de cabo de balanro 1)800 a du-
za, fitas de se la n. I l|2 280 a pera, boloes finos
para calca, groas a 360, Jogos de doniin 19200,1 pos
para tientes inoilo linos Jno e 100 rs. a caixa, pali-
leiros de ilierenles qualidades IHHI rs., palitos de fu-
go, caixa de po, duzia 210 rs., litas de \.Iludo aber-
las, de rtillerenlcs cores a 200, 300, 100 e 500 rs. a
vara, lesouras de (i pollegadas, duzia a 500, papel de
pese 29400 a resma,esixJDhas cora linha de uovello
a 52(1, canelas muilo fina-, duzia 1?OO0, cartas por-
luguezas, duzia 2>200, linha n. 10 a 19000, 50 a
19300, 60 a JIIOO, 70 a 19100 a libra, Iranias de
seda largas e eslreilas 320 e 400 rs. a vara, faca* do
rapateiro, duzia a 000 is., fita de linho branca 500 rs.
o maro, ineias para senhora 210 o par, macos lie al-
jofares a 320, clcheles, duzia 610 rs., estovas para
cabello a 010, caixas de pennas do aro a 01(1, iraa-
gens de loara I9OOO, vernicas de lodos os santos,
duzia 340 rs., tilas lavradas, bicns sonidos, e oulras
inuitas miudezas que se veudem por melado de seu
valor para acabar.
Loja de Todos
os Santos.
O dono da loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, quereudo acabar rom urna grande porgo de es-
lampas que tem dilTerenles norrias de santos e sanias,
em ponto grande e pequeo, est rosolvido a vende-
las pelo pre?o mencionado, eslampas pequeuas de
palmo a O rsM ditas maiores a 100, dilas grandes a
500 rs 640 e 800 rs., ditas moito grandes a 13200,
a dinheiro vista.
lio aterro da Boa-Visla n. 80, veude-se sag' e
evadinha a ,120 a libra, chocolate, talharim e roa-
earrSo a 400 rs., aletiia a 180, azeite doce de Lisboa
a 500, banha de porco lina a 4811.
Superior doce
em calda.
Na ra do Oueimadn, loja 11. 2, e na ra Bella,
casa n. 40, vende-seo mais superior doce de goiaba
em calda, e de oulras muilas qualidades de fructas,
tanlo a relalho, era libras, como em latas ou barrili-
nhos, por preco commodo.
Guaran.
Na roa da Cadeia 11. 17, loja de miudezas, vnde-
se guaran, u libras que u comprador quizer, por
prero commodo.
JXo aterro da
Boa-Vista n. ^,
vendem-se biscoilos linos, inglezes, chegados ullima-
meule, em lalinhas, ps melhores que tem vindo a
este mercado, e vende-se tanto em porreo como a re-
lalho, por menos preco do que em oulra qualquer
parle ; assim como queijos do reino muilo frescaes,
desembarcados boje, e muitos outros gneros de Dri-
meira qualidade.
Vendcin-se velas de carnauba de composicao,
da melhor fabrica do Araraly, saccas grandes de al-
queire de fejao moito novo a 109 a sscca, esleirs de
palha de caruaoba, de palha dubrada, por preco
commodo : na ra do Vigario 11. 5.
\llmiiezaa()00
rs. o covado.
Chegou nov menle esta eslim.ivcl fazenda, de cor
prela e luslrosa, com mais de uina vara de largura,
preferivel a oulra qualquer para vestido}, mauti-
Ihas, hbitos de religiosos c Otros falos, pelo muilo
que se economna rom sua grande largura: na ra
do Oucimado, loja n. 21.
Vendem-se 0 pipas 00 loneis abatidos, queser-
viram de aguada na ra da Cadeia do Recife, loia
u. .10, defroute da ra da Madre de Dos.
Guarna de a ir. ruta.
Vende-se superior gomma de ararula emba ricas
e as arrobas : no armazem de Joao Marlius de Bar-
ros, travessa da .Madre de Daos n. 21.
Velas de C.rnauba.
Na ra d.Qaeimado n. 69, vendem-se velas de
carnauba em'canas de 10 a OO libras, por menos
preto do que em oulra qua Iquer parle : quem pre-
cisar aproveile a occasiao.
CHA R VI AS.
Na praca da Independencia livraria ns. (> e
vende-sa este compendio, traduzido pelo Dr. A.
HerculanodeSouza Randeira.
folUuliaft
PARA 0 CORRERTE ANUO.
Folbinhasde algibeira contendo o almanak ad-
ministrativo, mercanlil e industrial desla provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos m-
postosgeraes, provinciaes e municipacs, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
enirudo, mscaras, cemilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenlos e exportacao da provin-
cia, por 500 re. cada uina, ditas de porta a 160,
ditas eclesisticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 reis : na livraria ns. 6 c 8, da prava
da Independencia.
Vende-se vinho genuino d > Porto em caixas de
1 a 3dOBios de carrafas e me-mn era garrafas, con-
tendo (sem exagerajao) ovinho maissuperlalivo qne
se pode desejar, e alianra-se que nunca aqui rol im-
portado am semelb-nte nctar : vcnde-se na na
ixova 11. .1, taberna de Antonio Ferreira Lima.
MILIIO.
\ ende-se saceos com uiilbo por barato prero,
na roa da Cadeia do Itecite, n. 2:t loja. |
Oh que pechin-
cha.
No l'asseinl'ublico, loja n. 9, de Albino Jos Lat-
a, vendem-se ricos curtes de meia casemira. escuras
e muilo incorpadas, pelo diminolo preco de 1)000
cada um, dilos de brim de linho a 800 rs., chilas fi-
nas de cores lixas a 220 o covado, dilas prelas finas a
200 rs., chales prelos a l-jOOO cada am, ditos bran-
co a 700 rs.. chapeos deso de panno com barras a
23OOO, brins de bnho esculos a 220 o covado, corles
de canas chitas muilo finas a 23000, e oulras muilas
fazendas mais baratas do que se vende na California
Na Calirormia,
oja nova, na ra do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se corles de cassas fraucezas de
muilo bons goslns a 1;:H) e a 19300; ha grande
quantidade para se cscolhcr, lencos de cassa brancos,
lisos e com bico > 200 rs., chitas prelas fraucezas,
largas, para luto a 2ip o covado, e punta- oulras fa-
zendas muilo baratas, a dinheiro vista.
A melhor .'aunlia de man-
di oca era saccas
que existe no mercado : vcnde-se por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, no caes da a'lfandega
n. 7.
Vende-se um lindo cabriole! cora arreios eco-
vallo, ludo era muito hora estado, e por prero com-
modo : para ver, na cocbeira*do Sr. Jo3o Fra'ncisco,
defroole da ordem lerceia de S. Francisco, por bai-
xo do (alnele l'ortugucz, e para ajustar, na roa do
Oueimado 11. 33, loja da Boa Fama.
, KELOGIOS cobertos e descobertos, pequeos
e grandes, de ouro e prala, patente inglez, de m
dos melhores fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ullimo paquete mjlez : era casa de Sonthall Mellor
i Compuuhia, na ra do Torres n. :18.
\ ende-se superior caf de primeira sorle do
Rio de Janeiro : na loja do I'asseio l'uhlico n. 11, de
l'iimianojos Rodrigues Ferreira.
ros
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacorae l'ires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des -. para porr/ies irata-se com Mauoel Alves (iuer-
ra, ua ra do Trapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuiopara regarhortase baia,
uecai'iin ,nufuinlirai.de I). W. Bowman naraa
do Bram ns. 6, 8e 10.
Meias pretas pa-
ra padres.
Veudem-se superiores mtias de laia para padres,
pelo baralissimo prero de 15800 o par, dilasdeal-
godao prelas .1 040 o par : na ra do Queimado.loja
de miudezas da Boa Fama n. 3:>.
SEME.NTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se .1 venda na
ruada Cruz do Becife 11. 02, taberna de Antonio
Francisco Martina as seuuinlts sement* de horlali-
ces, coma sejam : ervilhaslrrta, genoveza, a de An-
zola, feijao carrapalu. nixo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allemaa, idlsa, tomates grandes,
rbanos, rabaneles brancas e encamado-, nabos ro-
so e branco, senoiras branca* e amarellss, cnuves
Irinchuda, lombarda, esabeie, sebola de Setubal,
segurelha, coenlro de tonceira repolho e pimpinela,
e ama grabde porrao de diflerenles -ementes das
mais bonita- flores parajardins.
Cousas finas ede
bons gostos
RA LOJA DA BOA FAIA.
1 endem-se ricos leques com plomas, bolotame
espelho a 23, luvas de pellica de Jouvin o melhor
que pode haver a 18800 o par, dilas de seda ama-
relias e branras para hornera e senhora a 13280, di-
tas de lorral prelas e com bordados de cores a 800
rs. 0.1)600, ditas de fio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a .">00 is., dilas
para meninos e meninas moito boa fazenda a 320,
lencinhos de retroz de todas as cores a 13, toacas de
la.i para senhora a RIO. pentes de tartaruga para
alar cabello, fazenda mallo superior a 58, dilosde
alisar lambem de larlaruca a 38, dilos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando moito sos de
tartaruga a 18280, dilos de alisar de bfalo, faien-
da muilo superior a 320 e 000 rs., lindas meias de
seda piuladas para crianzas de 1 a 3 annos a 18800
oipar, dilas de fio de Escocia tambem de bonitas
cores para enancas de I a 10 annos a 320 o par, cs-
pelhos para parede com excellenles vidros a 500,
700, 1/e I32OO, toucudorescom p' a 18500, lilas
de velludo de lodas as cores a 160 e 210 a vara, es-
e.vas fina para denles a 100 rs., e finissimas a 500
rs., ditas finissimas com cabo de ma lim a 1?, tran-
cas de seda de todas as cores e larituras a 320, 400 e
500 rs. avara, sapatinhos de laa para enancas de
bonitos padres a 240 e 320, aderecos prelos para
lulo com brincos e alfineles a 13, tonca- prelas de
seda para crianras a le, Iravessas das que se usam
para segararcabello a 18, pislolinhas de metal para
cr-nras a 200 rs., galbeteiras para azeite e vjnagre
a 28200, bandejas muito finas e de todos os laraa-
nhosde 13,23,38 e 48, meias brancas finas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas pretas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas si-
lampas a 38 e 23500, meias de seda de cores para
homem a liiO, cbaruleiras muito lina- a 28, castOes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacao de ajo prateados e dou-
radosa 640, 1 e 1s200, lonetas com aro de hualo
e tartaruga a 500 rs. e 13, superiores e ricas benga-
linhas a -.'3, e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muilo supe-
rior a 010, 800,13,18200, 13500 e 23, atacadores de
cornalina para casaca a 320, pentes muilo finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 610, dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
610, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo finas a 13 e 13200, lovas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
pira senhora muito fortes a 220 o par, ricas aboioa-
duras de roadreperola e de oulras muitas qualidades
c gostos para colleles e palitos a 500 rs., fivelas doo-
radas para calcas e colletes a 120, ricas fitas finas
lavradas e de lodas as largaras, bicos linissimos de
bonitos padroes e todas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesuuri-
nhas para costura o mais fino qae se pude encontrar.
Alrm de ludo isto oulras muiliisimns cousas muilo
proprias para afeita, e que ludo se vende por pre-
to qne faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
bem : na ra do (lueiraado, uosquatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
\ rndr--ecal de Lisboaullimamenlechegada, as-
sim como potassa da Kussiaverdadsira : ua praca do
Corpo Sanio n. 11.
CURTES DE CASSA PARA] QUEM ESTA' DE
LUTO.
% endem-se corles de cassa prela muilo miuds,
por diminuto prero de 28 o corte, ditos de cassa chi-
ta de bom guala a 23, Jilos a b!00, padroes france-
zes. alpaca de seda de quadros de todas as qcalida-
desa720rs. o covado, laa para vestido lambem de
quadros a 180 o covado ; lodas eslas fazendas ven-
dem-se na ru.i do Crespo n. 0.
L1QU1ACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarteis n 21, quereudo acabar as miudezas que
exislem, vende barato alim de liquidar sem perda
de lempo.
tranja cora bolotas ara cortinados, pe 42000
'pe paulado, resma, (de peso) 33000
luto de peso, resma 23700
Laa de cores para bordar, libra 73000
lenlesde bfalo para alisar, duzia 38000
rivelasdoaradas para calca, urna loo
broza de obreias muilo linas 68000
Lencos de seda linos, ricos padroes 13500
Caixa de linha- de marca "-2M
Meias para senhora per 240
Ponteada tartaruga para Segurar cabello 3000
Crozas de canelas finas para pennas 28000
Dilas de bolOes finos para casaca 28000
Meias pretas para senhoia, duzia 38200
Dilas dilas pira homem 23800
l.acreencarnado muilo lino,libra 18800
Papel de cores, maco de 20 quadernos 600
Duzia de colxeles 700
Espelhosde lodos os nmeros, dazia 28.500
l.iuhasde noveilos grandes para bordar 18600
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
'?rS 900
-Meias cruas sem costura para homem 33300
Ditas de seda 11. 2, peca ;isq
Trancas de seda branca, vara 400
Caixas de raz, duzia 18000
Pegas de filas de cus ;(00
Lapis linos, (roza 2800
Cordao para vestido, libra 13200
Toacas de blondc para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 18000
e ouiros miutosarligos que se luruam recommenda-
veis por suas hoas qualidades, e que nao se duvidara
dar am pouquinho mais baralo a aquelle seohor lo-
gisla, qae queira a dinheiro comprar mais baralo
do que se compra era primeira mo.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo sea eslabelecimeulo.
All acharSu os compradores um completo rii
melo de moendas de caona, com lodos os raelhnr.
mentos (algaos delles novos c originaos) de qn.
experiencia de muitos aonos lem mostrado a neces
s.dade. Machinas de vapor de baixa a alta pressio
taixas de todo lamanho, tanto batidas como foudi
das, carros de mao e ditos para con duzir formes d
assucar, machinas para moer mandioca, prensas oa-
ra dito, tornos de ferro batido para farinhS, arados de
errada mais approvsda conslruccao, fundos nsra
alambiques crivos e portas para fornalhas, uma
mfinidade de obras de ferro, que seria enfadoiiho
enumerar. IXo mesmo deposito esisle uma pessoa
inlelligenle e habilitada para receber lodas as eo-
commendas, etc., etc., que os annuocianles cuntan
do com a capacidadedesuas ofllcintse machinismo
e pericia de seus ofliciaes, se rompromeltem a faze
eiecotar, com a maior presleza, perfeicao, eiact
conl'onnidade com os modelosou deseuhos,e inslruc
roe- que Ihes forera fornecidas.
C. STARR & C,
espeilosamenleannuuciam que no seu extenso 'es-
abelecimeulo cm Santo Amaru.conliuuam fabricar
com a maior perfeicao e promptidao, toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agiicultora, na-
vegagao e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem al,crio em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita na ra do Bram, atrsz du arsenal de ma-
rinbi
iS&i
o
Na ra rio Crespo, loja amarella
'4, de Antonio Francisco. Pe-
reira,
Checaram de I-ranea as seguinles mer-
cadonas, ludo de multo bom goslo e snpe-
nnr qualidade.
Camisas fraucezas com peto de linho a
453000 a duzia.
Dilas dilas com peito de cambra ieta, a
363000 a duzia.
Dilas dilas de murim, a 24SOO0 a dozia.
Cetonias de bramante de pura buho, a
39000 cada uma.
Casacas do panno fino prelo a 309000.
Subrerasacas de pauno lino prelo e de co-
res a 308000.
Casacas redondas e naque, ludo de panno
muito lino a 328000.
24aoo sobre"cas*cas Je "je Je seda, a
Dilos de selim da Chiua. a 248000.
Dilos de Polar de seda, a 128000.
Ditos de alpaca prela, a i3$ e I5JO00.
Dilos de panno muito fino, a 208000.
Dilos saceos de panno mescladu, a 20S00O.
S
'#^^
Em casa de Henry Brunn & C, ra da Crti
n. 10, vendem-se.
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica.
r.spelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras o sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vislas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS PAHA ENGENHO.
Na fundipao de ferro de D. \V. Bowmann ua
ra do Bru, passando o chafariz, conlina ha-
ver um completo sorlimentode laixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promptidao: embarcam-se ou carregam-se emacr-
ro sem despeza ao comprador.
Na oficina de encadernacao, travessa da
Congregacao, vendem-se as seguintes obras de
economa poltica por Malthus Sismondi, J.
Baplista Say, carias a Mallhus pelo mesmo, catbe"-
cismo de economa. J. Uutens, c mollas oulras
obras de direito publico, das gentes, diplomtico
e coinmercial, ludo em muilo bom estado e por
barate preco.
CHAROPE
DO
BOSQUE
I oi transferido o deposito des* tharope pita a bo-
tica de Jose da Cruz Santos, na ra >ova n M
garrafas 58500, e meias 33000, sendo falso' todo
aquelle que au for vendido ueste deposito, mo
que se faz o presente aviso. ^^
WPORTAKTE PARA 0 PUBLICA
Para cura de phtysica em lodosos seus diflereuus
graos, quer motivada por constipages, (osse, aslli-
ma, pleuriz. escarros de sanaue, dor de costados
peilo, palpitagao no corag.lo. coqueluche.broncliii,
dor na garganta,e lodas as molestias dos oreaos oul-
monares. r
Nav.ilhas a contento.
Conlinua-se a veoder a 88000 o par (prero fio) as
j bem conhecidas navallias de barba, feita- pelo h-
bil fabricante qae ha sido premiado em diversas ex-
posiroes : vendem-se com a eondigau de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 dfas
depois da compra, resliloindo-se a importancia : em
casa de Aususto C. de Abreu, na ra da Cadeia do
Recife n. 30.
MOENDAS SUPERIORES. *
Na fundigo de C. Slarr & C, cm Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de caneas
lodas de ferro, de um modelo e conslruccao muito
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-~
perior qualidade.
IECHANISIO PARA EI6E-
NHO.
ug e/es de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : cm casa de
Uenry Cibson : ra da Cadeia du ReciTe o. 52.
Cassas lrancezas filias
S40 is o covado.
Na ra do Crespn. 5, vendem-se cae*
laslrancezaa linas a 210 rs. o covado.
Para luto.
Corles de vestido de cassa prela rom 7 varas cada
um, de bonito- padroes a 23OOO : veude-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volt para a 1 ua da
Cadeia.
Para vidiac^is.
Vendem-se vidros a 83 a caixa : na ra Nova n.
38, defroute da igieja da Conreigao dos .Militares,
casa encarnada.
I ARIN1IA DE SANTA CAIIIAU NA,
mailo nova c de superior qualidade, a bordo do bri-
cue escuna /lapido. Tundeado em lente do arsenal
de gueira, vende-se por prego commodo : a tralai
com Casiano Cyriaco da C. M., no largo do Corpo
Santo n. 25.
Cartas france-
/as.
Vendem-se superiores carias france/.is para vol
tarle a 500 rs. o baralho : ua ra do Oaciui ido,
loja de miuileias Boa lama 11. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seguinles livros p.'fra as aulas pre-
paralorias : Historv of Rome .%t000, Thompson 28
Paal el Virginio 28000 ; na praga da Independencia
ns. 0 e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas j se vendem mais baratas, e contin na-
sa a veuder na travessa da Madre de Dos n. 21, ar-
mazem de Joao Mariins Barros -
IVa California,
loja nova, na ra do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Anlonio, vendem-se pegas de algodaozinho com ava-
ria > 00, ts, 13280 e I3OOO, e limpas a 28, alpaca
prela lavrada, sera defeilo, de 1 palmos de largara
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, moito boa para quem
osla de lulo, muilo boas meias prelas de algodao
para senhoia a 100 rs dilas para homem a 280, cas-
sas piuladas fraucezas a 200 rs. o covado, corles de
dilas de 6 l|2 varas a I5OOO. chales escoceses a .560,
madapolao muilo bom a 23500, 2-3000, 38200, 3?stj00,
38800, 13.13100 e 18800. e muilo lino a 5-3 ; ssim
como muilas oulras fazendas, ludo muilo barato, di-
nheiro.i vista.
Vende-se cm casa de S. P. Johnslon& C,
ra da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de montara, caiidietros e castigaos
bronceados, relogios patente inglez, barris de g'ra-
xa n. 97, vinho Cherrv em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de munirao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Da tundicao Low-Moor, ra da Senzala-N-
va n. 12.
Nesie eslabclecimenio conlina a haver um com-
pleto sortimento de moendas e meias moendas
para cnr;enlio, machinas de vapor e tahas de
ferro batido c coado de todos os tamaitos para
dito.
Ouem quizer comprar um carro americano de
qttatro rodas enm assenlos para duas pessoas, ten-
do arreios e cavallo muito ordigo : dirija-so a ra
do Trapiche n. -10, segundo andar.
No armazem de Nova es 4 C-, ruada Ma-
dre do DeosD. 12, vende-se farinha de mandioca
cm sacras de superior qualidade. por preco com-
modo.
Vende-so muito superior farinha de Santa
Camarina, por menos preco do que em outra
qualquer parte : a bordo do brigue Sagitario ,
defronledo trapiche do algodao.
_ Vendem-se barricas eom farinha de Irigo da
ja eenheeida marca MMM, mullo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, ehegada agora de Genova,
e por prejo commodo : a fallar com Baslo & Le-
m NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. rVA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos seguales ob-
jeclos de mechanismos proprios para en(,ehos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucgao ; laias de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
gies ; crivos e boceas de for nal ha e registros de bo-
eiro, aguilhes. bronzes, parafusos e cavilhdes, moi-
nhos de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se'eseculam todas as encommendas com a superior
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em prego.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
construccao vertical ccom todos os melaoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo : na ra da Cadeia, armazem n. 8.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de tahas, unto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carro-
sa r canoas ou carros, livres'do despezas. Os
precos sio os mais commodos.
manto fttflW."
Em. ,,,a de Pascoa, fugio do sitio da Tamari-
ne.ra, collegio da Concegao na Cr07.de Almas, o ne-
gro Joaquim, de idade i annos, grosso, boa estala-
ra, meio zaimbo das pernas, quebrado da verilha
direa, cojo volme he grande bastante, he de ca-
rao ; promelle-se qualquer que o capturar, gene-
rosa cumpensagau, ja que a policia nao cura deslas
cousas.
Fugio no dia 15 do corrcnle o prelo Miguel,
de nacao Mogambique, sem barba, olhos muito vi-
vos lem os signaes da nacao, estatua baixa reforgado
quninlu anda he um pouco corcovado, tem ama* ci-
catriz debaixo do queixo proveniente de gomma e
outra na pa por tras proveneonle de uma estocada;
sahio vestido de camisa de algodao e camisa de bae-
ta encarnada por cima, ja usada ; roga-se as autori-
dades que o capturaren de o levar na roa estrella
du Rosario 11. 31, armazem de Jos Moreira da Silva
que generosamente recompensar.
Fugio no dia (> de margo prximo passsdo um
escravo crioolo, de nome Cypriaito, alto, cor fula,
barriga grande, pes grossos, muito prosisla, idade 00
annos: roga-se a quem delle souber o leve ou man-
de dar parle na roa Direila, padaria n. 69.
Contina andar'fgida a prata Mereneia, crl-
oula, idade da 28 a 30 annos, pouco mais ou manos
com os signaes seguintes : falta de denles na frente ,
uma das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a ra do llrum, armazem da
assucar n. 12, qae ser bem gratificado.
PERN.: TYP. DB M. F. DB FAJU*. 1856
MUTTCftDfJ
ILEGIVEL


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