Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07339


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AMO XXXII. N. 14.
Por 3 mezes adiantadot *|00.
Por o mese* vencidos -1s500.
SEMA FEIRA 18 DE ABRIL DE 1856.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
F.NCARJAEGADOS DA SUBSCRIPCAO' NO NORTE.
Parahiba. o St. Gervaio V. da Natividade : Natal, o Sr. Joa-
qun) I. Pereira Jnior; Araealy. o Sr. A. de Limos Braga ;
Ceara, o Sr. J. Jos* de Oliveira Maraoso, o Sr. Joaqun) Mar-
ques Rodrigues Piauby. o Sr. Domingos Herculaoo A. taso*
uaroase ; Pari.oSr. JustlnanoJ. Hamos; Amazonas, o Sr. Jero-
njmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olnda : todos os dial.
1 muii.hu. Bonito e ftaranhuns : nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Esu' e Ouricury : a 13 e 28.
(ioianna e Parahiba .' segundas e sextas-feras.
Victoria e Natal: as quinlas-feras.
AUDIENCIAS DOS TR1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quarlas e sabbados.
H r I ti,-1' : tercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel segundas e sellas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
KPIIEMERIDES I' MI/ DE ABRIL
5 La nova as 4horas. 26 minutos, iS segundusda manhaa.
13 Quarto crescente as 3 horas, 27 minutos e 48 seguudosda m.
20 l-ua cheia as6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quarto ruinguante as horas,7 minutse 48 segundos da Urde.
l'lll.AMAH DE MOJE.
Primeira as .1 horas e 42 minutos da larde.
Segunda as 4 buras e 6 minutos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. Domina v. ; Ss. Tiburcio c Valeriano mni.
13 Terca. S. Pancracio; Ss. Eulhiquio, Enlimpiada e Pausilipo.
lli Quarta. 8. Engracia v.; Ss. Calisto, Carisio a Ciciliono.
17 Quinta. S. Aniceto p. : Ss. Hermogencse Fortunato ,mm.
Ib Seiu. S. Galdino b.card.; S. Pcrleito presb.
1'.' Sabbado. 8s. Expedito, Arislonico, Socrasieselialala,
20 Domingo 4. S, Iguez do Mu ule Policiano, T.
ENCARRKC.ADOS DA SCRSCRIPCAO NO SEL-
Alagoas, o Sr. Claudino FalcioDias ; Baha o Sr. I). Dupra1
Rio de Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martins.
EM PEK.VVMBECO-
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Farii, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6e 8.
PARTE OPFICIAL
MINISTERIO DA JVSTICA.
3. SeccAo.Ministerio dos negocios da juslira.
Ido de .l.ini iro, em 15 de marro de 1806.Iilm.
e Bis Sr.S. M. o Imperador, a quem fui pr-
senle o oflicio de V. Exc. de ti de fevereiro ullimo,
cobrindo por copia o que lhe dirigi ero Ij de de
/.enibto do anno passado o juii de direilo d. comar-
ca de Sobral dessa provincia, pedindo ser esclareci-
do se, em vista do arl. 91 do regiment de cusas
ju lienria-, deve consentir que o lahelliAo do regis-
tro das bypoiliecas faca qualro averbaees no regis-
tro de cada escriplura, ou se urna s ; e naquelle
caso, se devem as partes pagar-lhe fjjOO por cada
orna, ou esla quanlia por todas qualro, manda de-
clarar a V". Exc. que os tabellles do registro das
hypolliecas oao podem ter mais que 1-MHi pela ver*
bacAo, em conformidade do cilailo arl. 91 do [regi-
inenlo ; que por averbarAo se eulende o aclo pelo
qnal 1 lie faz cojslar a existencia do recislro da h> -
polheca, e nao cada urna das notas relativas posla,
as copias ou traslado*, sendo que aquillo que o con.'
tador de Sobral sophislicatnenle consideraqualro
averbacesnao lie senAo una, porque lie um t
o contrato. O que communico a V. Exc. em respnsla
an sea dito ollicio, e para que assim o faca constar
aquella juiz de direito.
Dos guarde a V. Exc.Jote' Thomaz Sabuco de
trtujo.Sr. presidente da provincia do Ceara.
3. SeccAo.Ministerio dos iiejzocios|da justira. Rio
de Janeiro, em 15 de marro de \KiH.Illm. e Exm.
Sr.S. M. o Imperador, a quem fui prsenle o of-
lieio que V. Exc. me dirigi em data de 7 de de-
xembro ullimo, cobrindo copias dos qoe forra por
V. Exc. dirigidos aojuiz de direilo da comarca de
lohamuns e ao joiz municipal do lenno d- S. Ber-
nardo em -i'lur.in as duvidas por elles propesla ;
nao houve por bem approvar a decisAo por V. Exc.
dada de poilerem as cusas dos procesaos instaurados
ex-oflicio ser cobradas loco as pronoocias sao sus-
lenladas ; |>orquanto nAose podo considerar devido
n pagamento das cusas nos processos crimes de que
se trata, senao quando liouver seiitenra final eirre-
vogavel, sendo que a sustentarlo da pronuncia pude
aiuda licar infirmada pela decisao do jury.
Os avisos de i de Janeiro e 17 dejullio de ISiO,
em o quaes V. Evo. se fuuda, smenle deridiram
que na sustentaran da prenuncia houvesse coudem-
aacAo de cuilas, mas nao que ellas (ossem loso exi-
giveis ; sen lo cerlo que conforme a legislarlo, era
todos os jolgameulos. mesiiios incidentes ou emer-
gentes de processo, lie sempre condeinnadna as cus-
las a parte vencida, massomenle sAo devidas lo-
go as cusas do rctardamento, porque larnbem se nao
^ajtestituem a fiual.
para que furain passadas, uAo se pude ordenar aos
ofticiaes de justira dos dilTeri-ntesjuzos que lavrem
as ditas certidoes em papel sellado ; e quanto aos do
juizo de paz, segundo a terminante disposirAo do
arl. 18 da lei de 18 de selerahro de 1815, que esla
em vigor, nAo se paga em tal juizo o imposto de que
se traa.
U que communico a V. Exc. para o devido coolie-
ciniento. e em sulucAo a duvida proposta pelo juiz
de paz do secundo dislriclo da freguezia de Sauta-
Aona deesa ci lado, que V. Exc. remelln-me com o
seu aviso do primeiro do correte.
i
Dos guarde a V. Exc../ose' Thotna: Saliuro de
Aravjo.Sr. presidente da provincia do Ceara.
CONSE1.UO SUPREMO MILITAR.
Procisuo.
Ilom Pedro, por grara de lieos, e uuauiroe accla-
macAo dos povos. imperador constitucional e defeu-
sor perpeloo do Brasil :
Faro saber aos que esta rri.nl, a proviso vlrem
que leudo o conselho supremo mililar, em sua con-
sulta datada de 18 do raes prximo paseado feilo
chegar ao meu soberano coobccimerilo que qaando
os decretos pelos quaes concodo reforma a cerlos of-
liciaes uAo iffc-laram cxpressamenle os poslos em que
devem ser rearmados, compeliudo ao mesoio tribu-
nal fazer a uVt declarante, o que tem lugar por seo
despacho laucado no requerimento dos agraciados,
vis'a d fe de ollicio desles, a face da legislarlo
vigeule, e depois de inleirado de todas as eircuroa-
tauciss conducentes a materia ; desiguando o sold
que deve ser abonado segundo a tarifa que Ibes, per-
leucr ; e mandando linalmenle paasar-lbes as pa-
tente* : acontece |>orem em algomas provincias qne
a's aiilnridades dell.s, apenas lem noticia daquelles
derrelos, arbitraria e illegalmente mandam que os
agraciados cozem logo dos poslos e sidos que enleo-
deni dever-llips rompelir pela reforma. .Vio poden-
do passar-se patentes a ta*s reformados sem que es-
lei'sc preslein a apresenlarAo de suas fea, de ollicio e
ettlareciraeiilos indispeusaveis para iqoelle lim, nAo
tendo elles preci-Ao daquclles diplomas, vislo goza-
rem ja dos poslos, sidos, e todas aa vinlagens da
reforma, nAo tratan! dos solicitar do que so segoe
perder o lbu ciados sao obriaailos a pagar, e os emptegados das
repartile* deisarem de receber os seus'eraoluraen-
los, i. mi 'nulo prover sobre semelhaiile oceurren-
cia, e couformando'-rae inleiramenle coin, o parecer
Ho referido ron>elho : hei por besa, por minha im-
inediala e imperial resolurAo de 11 do correnle,
mandar declarar que as disposirocs lli de ni.no de 18:21, determinando que os militares
despachados ou promovidos enlrem logo no exercicio
do- seus poslos, e guzero das honras, saldos e quaes-
quer vanlagens que por lei Ibes compeKrem, sao ap-
plicaveis aos olliciaes refonnados quando se adiar
expresso nos derrelm ou resolur"s OjVae IhaM o n-
ferirem as reformas os poslos qoe por1 ellas devem
Iransmillido a lliesouraria provinoial, para serem
pagas i-iHiiJo noslernr'slegaesas'conlas que acom-
panbaram aos seus oftlcios ns. d8"> e -29(1 das des-
pezas feitas com o sustento dos presos pobres das
cadeias de Flores e Bonilo.
DiloAo mesmo, dizendo licar inleirado de lia-
ver S. S. Horneado para o lugar vago de servente
da casa de deteurao a Cesario Jos Ferrelra, perce-
bendo 800 res diarios.Communicou-se Ibesou*
rana proviucial.
DiloAo iuspeclnr da llicsouraria 'de faxenda,
rom o. uni,m.lo baverem fallecido lenenle coronel
reformado Francisco Antouio da Silva, e lenenle
lambeio reformado Joaquim Bernardo de Souza
Hangel, este no dia 1:2 de marro e aquello em l.'i
de fevereiro, ludo desle auno.
DiloAo mesmo, declarando liaver o juil do di-
reito da comarca do Rio Formuao, Jote 1- ilippe de
Souza LeAo, participado que no da 10 do correle
entrara no gozo do urna uceara de (rila dias, que
com o respectivo ordenado lhe foi concedida pelo
conselbeiro presidente da relapso.Communicou-
se a este.
DiloAo mesmo, para que em vista da folha qoe
remelle, mande pagar ao comtnendador l.uiz (jomes
Ferreira, a qu.utia de otttsOOO que elle despenden
com o pagamento dos venciinentos dos empreados
da enfermara de S. Jos, desde o dia primeiro al
dez do correnle.luteiroo-se ao referido com-
meudador.
DitoAo mesmo. mandando pagar a Francisco
Kodrigoes dos Passos, vista da conla que remelle a
quanlia de 1009 proveniente do aluguel do carro
ru fura engajado pelo Dr. Praiedes, Gomes de
Souza Pilanga, para o seu transporte diario a Santo
Amaro afim de visitar as pessoas pobres all ac-
commellidas da epidemia. Cummuuicou-se ao
mencionado iloulor.
HiloAo mesmo, (ransmillindo para o (mi con-
veniente, os avisos de lelras na importancia de
(>:70t saccadas pela Ihesouraria de fazenda da pro-
viuria do Rioirande do Norte, sobre a desla ea
favor de Joaquim Ferreira Nobre Pelinca e Manoel
Lu/. .Vives Vianna.l'arlicipou-se ao presidenle
daquella provincia.
DitoAo inesino,inteiraudo-o de haver o bacharel
Silvino Cavalcanle de Albuqoerqne participado qoe
em 13 do correnle reassumira o exerciciu inlerinu
da primeira vara de direito desla capital.Igual
communicarao se fez ao conselbeiro presidente da
relarao.
DitoAo mesmo.linelo aceitado o ollereci-
mento que segundo os ollirios por copia inclusos fez
o capilAo do eslado m.iior da primeira classe Jos
Paulino de Almeida e Albuquerque, do sold de
sua patente em benpfirio dos indigentes accommel-
lidos da epidemia nrsla provincia, assim o roiuiuu-
iiiro a V. S. para seu coubecimenlo, o alim de nue
MINISTERIO DA FAZENDA.
Kxpenu do ia 10 de marro.
A lno*,tu*'? da Raliin. l) marque/ de
Paran, presidente do tribunal do Ibesouro lucio-
nal, declara ao Sr. inspeelor da llicsouraria da Ba-
ha, de conformidade com o aviso do ministerio do
imperio de ti do correnle, para'que romecem quan-
to antes os Irabalbos da medir e deinarcarAo das
letras publicas da mesma provincia.
I." Oue devem ser abonados ao inspector geral e
aos agrimensores os mximos vencimenlos estabele-
cinoa nos arls. Vi e 13 do rcgulamento de 8 de maio
le 1834; aos aj miau les, deseuhislas e escrevenles o
veneimeuto que marevr a presidencia, sob rlroposta
do rjdo inspeelor, conforme determina arl. II do
t'itltregulamento i o ""' demais empregadus nos
serviros da inedn;.io, os que forero arbitrados pela
nMsma presidencia.
48. Oue, sendo conveniente que nao fallera ao
inspeelor geral as quanlias para pagamento da* fe-
rias, nem que elle e os mais empregadns da-ins-
pectora deixem de ser pagos no priuripiu de cada
mez do qoe Ihts competir pelo servido fetoiiomcz
anterior, deve o Sr. inspector dar as necessarias
providencias para que as pocas devidas c nos lu-
gares onde se acharem os Irabalbos, baja dinbeiro
para satisfazer laes despezss ; e quando nAo exisla
eslai.an fiscal as vi/anliain. i- da localidade em que
se executarem os ditos trabadlos, era seja possivel
ffassar dinheiros por meio de lelras, deve ser entre-
gue ao inspeelor geral a quanlia oreada para a dea
veza de dous a tres mezas, prestando ellecoulas no
lim desse prazu, sem que a falla de semelhanle pres-
larao embarace o av.nro de oulros don- ou tres
ine/.es. lego que os antecedentes eslejAo a lerminar.
3. Oue deve dar cotila niensal de ludo quanlo
despender com a referida inspecloria a repartirlo ge-
ral das Ierras publicas,
12
A presidencia de Perrrambuco, approvando as
Domearoes de Jos Francisco de .Mallo-, Candido
Maximiano da Cosa Ferreira, e Joaquim Cirneme
dos Santos,.o 1 e 3 para guardas, e o -J> para con-
liniio da alfandega da provincia ; e observando que
as parliciparOes futuras convir informar se fui
rumprido o preceilo do i i- do arl. II do regola-
mentode.2 de juoho de Islli, que manda uuvir os
inspectores das alfandegas sobre .1 Humearan de laes
empreados.
A Ihesouraria de S. Pedro, declarando que foi
indeferido o requerimento era que DurAo e Ortiz,
negociantes da cid.ole do Rio (jrande, prcteudiam
aulonsa(Ao para alfstidegarein um seu armazem silo
na roa da Boa-Vista da mesma cidade ; e mandando
advertir u inspeelor da alfandega daquella eidade
por ler consentido o alfandegamento nos Ires rma-
nos all eiislenles de gneros inllammaveis, como
breo e pixe, e de grande volme, como (aboado,
quena formado arl. 182 do regullmento de 22 de
Cho de 1836 devio ler sido logo despachados so-
agoa, pagos os respectivos direitos ; ordenndo-
se-lhe ao mesmo lempo qoe observe i inmediatamen-
te para com essea gneros u que dispoe u menciona-
do artigo, e explique o motivo por que fez tal coo-
ceisdo.
A' de S. Paolo. 0 marque: de Paran, pre-
sidente do tribunal do thesouro nacional, ordena ao
Sr. inspeelor da Ihesouraria de fazenda da provin-
cia de S. Paulo, de bnformidade com o aviso do
ministerio do imperio de 10 do correnle mez:
1." Uue abono ao 1" lenenle docorpode enge-
nheiros Rufino Eneas tiuslavo Ijalvao, alera doaol-
do da soa patele, n gratificarlo raensai de2009, a
conl.r do dia em que tiver entrado em exerciciodo
cargo de inspeelor geral da medirn das Ierras pu-
blicas uessa provincia ; ao agrimensor que o liouver
do auxiliar em seus Irabalbos a gratilicarAo tambem
mental de 1303, aos ajudanlas desenhislas e escre-
venles os vencimenlos qoe marcar a presidencia sob
proposta do inspector geral, conforme dispoe o art.
11 do regulameulo de 8 de maio de IKji ; c aos
demais empreados no servido da medirAo, as van-
tageos qoe forera arbitradas pela mesma presiden-
cia.
1." Que tome as mais ellica7.es providencia- para
que lias pocas devidas, e nos lugares onde se ar lia-
res ce Irabalhos, baja dioheiro sullicienle para pa-
gar nAo so as ferias, como os vencimenlos do inspee-
lor geral e dos empreados as suasordens, lodosos
quaes deveran receber ponlualmente no principio de
cade mez o qoe Ibes competir pelo servido feilo no
mez anterior verificaudo-se esse pagamento ou por
intermedio de eslarAo fiscal existente as vizinhan-
JM da localidade em que se executarem o referidos
Irabalbos, ou, na falta'daquella, por meio de lelras,
u em ultimo caso reinetlendo-sc ao mencionado ins-
pector geral a quanlia orejada para a despeza de
dousou tres me/es, da qual elle preslar conlas no
lim desse prazo, sem que a omissAo de semelhanle
prstenlo embarace o adianlamenlo de uniros doos
oe tres mezes, logo que os antecedenles esledo a
lindar.
3. Oue, finalmente, de ludo quanlo se despen-
der cora a inspectora geral das Ierras publicas,diri-
ja lodos os metes urna conla circomslanciada a se-
cretaria de estado dos negocios do imperio.
- 13
Ao ministerio da justc.a.Illm. e Exm. Sr.Nao
lendo o regulamenlo de 31 de dezembro de 1835 so-
bre o uso, preparo e veoda de papel sellado, como
30 ve do arl. 10, .--Iterado a disposirao do arl. 35 do
regulamenlo de 10 de jnlho de 1KV), que manda pa-
lor o sello das certidoes das eslacf.es e oulros aclos
judiciaes antea da juntada a aulos c peli^.es, ou da
apresenlarAo para produzirem em publico e efioito
ler ; mas 110 ra.n contrario, laes olliciaes lian podem a '"onlardo primeiro de marro ullimo, man Ir pa-
gn/ar de beneficio algum da reforma sem que o tri- r a imporlancia desse vencimento a pessoa que
Ininal do conselho supremo mililar, por seu de-pa-/poi parte da cuininis-ao central de beneficencia fer
dio declare como se lem praticadu, qual o posln auloiisada para recebe-la. levendo esse pagamento
ler lugar emqnanto ,1 elasse desvalida rcsenlir-^o -I
sold que em vil lude'la lei, compete a cada indi-
viduo ; curapriudo aos prrsidenles das provincias,
logo que leuliam coiuraunicarAo oflicial da meurio-
Mda declarar.lo, ou seja pela respectiva secretaria
de eslado, nu pela repartirlo do conselho supremo
militar, ou que os agraciados Ibes Iridiara apresen-
lado suas proprias patentes, mandar entrar os mes-
mos ofliciaes no gozo dos poslos e mais vanlagcns da
reforma, e sal sfazer-lhes a diflerenrja dos sidos,
quando por ventura ludia ella lugar, desde a dala
dos decretos ou resolucoes que os reformaran). Pelo
que man lo a auloridade a quem compele e mais
pessdes a quem o conhecimeiilo desla perlencer, a
comprara e guar.lem'lao inleiramenle como devem e
nella se contera. S. M. o Imperador o mandn pe-
losmembros signados. J0A0 Baptisla Ferreira a fez nesla cor-
le ecidade do Kio de Janeiro, aos 2(>.dias do mez
de oulubro do anno do nascimento de Nosso Seohor
JesusCliri-lo de I8(i. O conselbeiro Antonio /bi-
liario ile Miranda e llrilo, vog.l serviudo de se-
cretario de guerra, a lie escrever e subscrevi. Jnse
Joaquim de l.ima e Silra.h'ranc^co Jos de Suu-
:a .Viores de .ladrea.
elleilos da mesma epidemia.-
a referida couimissAo.
-Olliciou-se a respeilo
GOVEHNO DA PROVINCIA.
Expediente So da 3 de abril.
PortaraNomeando o padre JoAo Jos da Cosa
Kibeiro, paia o lugar de censor do (j)mnasio pro-
vincial.Fizeram-se as necessarias eommonicares.
DilaNomeando a Severiuo llenriques de Caslro
Pimentel, para major do corpo de polica.Nesle
sentido expediram se as necessarias comniuuicai;es.
DilaNomaando a Joaquim de (iusniAo Coelbo,
para o lugar de terceiro escriplurario do consulado
provincial.Expediram-sa as necessarias commu-
nica^oes.
13
. PortaraNomeando professores para ss cadeiras
vagas de n-truccao elementar do primeiro grao abai-
xo declaradas, aos cidadAos seguinles :
Para a de Guianna,
JoAo l.uiz da Silva l.eiria.
Para a do Brejo,
Maimel Moreira de Mcodonra.
Para a de S. I.1:urtico,
Padre Jos Procopio Pereira.
Para a de Cabrobo,
Jos lelislierlo da-Costa Gama.
Para a deT'acaral,
Autonio Eslaoislo de Carvalho.
DitaNomeando a Mara Cavalcaol de Albu-
querque Mello, para professora da cadena de ins-
Irucr.io elemenlar da cidade de Goianna, e para a
do Bonito, a Tbereza Porfiria de Jesos Jardim.Fi-
zeram-se as necessarias communicare*.
15
(JuicioAo Exm. in.irecli.il commandanle das ar-
mas, remellen lo para ler o conveniente destino, a
relac.io das alleraees occorridas no mez de feverei-
ro ullimo, acerca do capitn do dcimo lia la lli. m de
infanlaria Jos Aurelio de Moura, qne se acha ser-
vindo na provincia do Piauhv.
HiloAo Exm. marechal inspeelor do quarto
dislrictu mililar, iuteirando-ode liaver expedido or-
dena para que nAo s se pacte guia de soccorrimen-
lo ao lenle l.uopoldino da Silva Azqvedo, mas
tambera se d Irausporle ao mesmo lenle, para a
provincia da Baha no primeiro vapor que passar
para o sul.K)\pediram-se as ordens de que se
Inte.
DiloAo Exm. presidenle do conselho adminis-
trativo do patrimonio dos orphAos.llaveudo ur-
genlissima necessidade de dar algum abrigo a mili-
tas meninas que em cousequecia da epidemia fica-
ram inleiramenle desamparadas, curapre que V.
Exc. nao so me informe quanlas educauda.- pode
mais admiltir a casa das orpbaas, alera du numero
delerminadu no resprclivo regulamenlo, como tam-
bera que (rale desde logo de mandar preparar com-
modos para receber aquellas que furem para all
mandadas por despacho da presidencia, ouvdo o
juiz de orphAos, podendo o Ihesoureiro da admius-
(rarAo ir cscolher no deposito dos objeclps deslina-
dos aos succinos pblicos os movis que poderem
ser approveilados em beneficio d.s ditas meninas,
no que recommendo a maior solirilodq, ficando o
conselho ua intelligenri.i de que so providenciar
opporlunamenle subre os alimentse roturo desuno
das novas recolhdas.
DlioAo chele de polica, declarando haver
i
DiloAo presidente do rouselho administrativo,
recommeudando que promova a compra das fazen-
das, e mais objeclos inenciouailos na relarao que re-
melle os quaes sAo necessarios ao arseual de guer-
ra.Fizeram-se as uecessarias comrauncares.
DitoAo director do arsenal de guerra, para in-
formar quanlos m> linios aiuda pode admitlir a casa
dos educandos do trem alm do numero actual.
DitoAo 'mesmo, recommeudando que mande
construir naquelle arsenal, segundo as dimensoes que
pelu administrador da casa de delencAo lhe forem
indicadas, ura armario de madeira com os precisos
commodos para servir de deposito das roupas da
quclle eslabelecimeulo.Communicou-se ao refe-
rido administrador.
DiloAo inspector do arseual de marinba, re-
melleudo por copia o aviso de 35 ole oulubro do
auno prximo passado, no qual o Exm. Sr. minislro
da marinba determina que o patacho nacional Pira-
pama, seja vendido em basta publica, ou desman-
chado, nocasode uaoapparecorem ludanles.Com-
municou-se a Ihesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, di/.endo que trate quanlo anies
de preparar commodos neccssaiios para recolher al-
guus meninos, que liearam iuleirameule orphAos e
desamparados por causa da epidemia, alim de irem
recebeudo educai.Ao e soccorro al que o governo
delibere como julgar conveniente, devendo Smc.
propor os meio- de conserva-Ios c aliraenla-los da
maucira niaii econmica c til.
DiloAo presidente da commisso de hvgiene pu-
blica, para foroecer com urgencia ao commandanle
do quarto balalbAo de artilheria a p, os medica-
mentos mencionados na relacao que rcmetle.Par-
licipou-se ao marerhal commandanle das armas.
HiloAo Dr. Jos de Carvalho Raposo, mandan-
do que va quanlo antes prestar os seus servidos m-
dicos 110 termo de Garauhuns, visto constar que he
lisougeiro o eslado de salubridade da freguezia dos
Afogados, e recornraeodundo que requesite com ur-
gencia o qoe julgar necessario levar para o desem-
peuhode semelhanle commisaAo.
DiloAo Dr. Egas Muniz Brrelo, ilispausaudo-
0 da commissAu em que se acha nesla provincia a-
lim de qoe siga, se lhe for conveniente, para a do
Itio Grande do Norte, cujo presidenle reqoisilou al-
guns mdicos para cuidarem do tratameolo das pes-
soas que forera all accommeltidos da epidemia.
DiloAo commandanle docorpode polica, Iraus-
millindo julgado pela junta de jtislira o processo do
soldadodaquelle corpo Domingos Goncalves t.
DiloAo r.harmaceulico Jos da Rocha Paranhos,
dizendo que mande apreseular ao inspeelor do ar-
senal de marinba, alim de serem enviados para o
Ceara ua primeira opporluuidade os desinfeclan-
les queSmc, poz a disposirAo do Exm. presidente
daquella provincia.Ollicou-sB a respeilo ao refe-
rido inspector.
DiloA commissAo ceulral de bendcelo 1a. Con-
vindo que depois de fechados os liospitaes desla ci-
dade de conformidade com o meu officio de 7 do
correnle sejam os objeclos que Ibes pcrlenceram 11A0
su desinfectados e invenan.idos, mas tambera con-
servados nos raesmos hospilaes sob a direccAo de al-
guns los membros das respectivas commissoes pa-
rochiaes.assim o declama Vi. Excs. para qne se sir-
vam de expedir nesle sentido as convenientes
ordens.
DiloA' mesma, communicando que o Dr. Iran-
rsro Xavier dos Keis.,est dispensado da commis-
so era que se chava na freguezia de S. Jos, desde
que sendo elle de-ignado para ir preslar os seus
serviros medico:'em G.n.iuhuiisdeixoude seguir para
aquella comarca.
PortarlaNomeando a Miguel Joaquim ..lachado
Freir, para o lugar vago de coulinuu da alfande-
ga desla cidade.Communicoia-se a lliesmiraria de
fa/euda.
t(i
OllicioAo Exm. preedeule da Parahiba, devol-
vendo julgados pela junta de justira, os processos
dos soldados do meio balalhilo daquella provincia
Manoel Franriico da Rosa e los Duarle de Souza
Tambem se devolveu ao Exm. presidente das Ala-
goas o procetso do soldado do 8. halalhAo de infanla-
ria, Anlonio Ferreira da Cosa Gama.
DitoAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, devolvendo, afim de que faja eiecular as sen-
teoc.as nelles proferidas pela junla de juina, os pro-
cessos verbaes dos olliciaes e pracas de I.' liiihs
mencionadas na relarao que remelle.
Hela ci a que se refere o oflicio supra.
2. balalbAo de arlilharia a p.
AlferesAlaliba Duarle(iodinbo.
SoldadoCosme Kibeiru l.essa.
Belizario Anlonio Ferreira.
i> M.n colmo Pereira Machado.
11 Antonio Rodrigues de Meti.
Theodoro Alves de Soma
i. batallio de infaalal.
SoldadoTelix Ferreira de Oliveira.
a /.eferino Gonralves da Eocaruacao.
DiloAo iospectur da ihesouraria de fazenda,
para mandar pagar o que se esliver a dever al lioo-
lem, ao Dr. em medicina Egas Muniz Brrelo Car-
rtatru de Campos, que vai servir do Rio Grapde do
Norte, deaconlando-se dos veiiciraenlos do mesmo
doutor a quanlia de 6009, que lhe fui adanlada na
provincia da Baha, quando para aqu vete.
DiloAo rrusmo, devolvendo o reqaer imenlo era
qoe Antonio Joae de Oliveira peda por aforamenlo
Um terreno de marinba que Dea em frenlu casa do
fallecido Antonio da Silva & Compatilria, alim deque
proceda a respeilo de conformidade com a infor-
marlo do 2. lente Antonio Egidio da Silva, e do
parecer do proArador fiscal daquella Ihesouraria,
constantes da copia que remelle.
DiloAo mesmo, Iransmillindn para o lim con-
veniente, o aviso de letlra, na imparlaucia .le 201$,
saccada pela Ihesouraria de fazenda da provincia do
Kio (iraude do Norte sobre a desla, e a favor de
Culi Joaquim Piuheiro de Vaacoueellos.Parli-
cipou-se ao Exm. presidenle daquella provincia.
DiloAo mesmo, para mandar adianlar ao Dr.
Jos do Reg Rapuzo, a quaulia de 1:800900.) res,
por cdnla de sens vencimenlos.4jommunicou-se ao
referido doutor.
DiloAo mesmo, mandando abonar ao doutor em
medicina Egas Muniz Brrelo Carneiro de Campos,
que vai servir na provincia do Kio Grande do Norte,
a quanlia de (HHKJOOO res, por conla dos seu- v en-
cmenlos.
DiloAo r numen.I.nlnr .Manoel Goncalves da Sil-
va. 1 ciibn prsenle o oflicio que drigio-me V. S.
dizendo que, por conslar-lhe haver o governo man-
dado comprar carne serca para soccorru da pobreza,
oerecia vender ao mesmo governo, sera rnmmissAo
011 lucro algum, urna porcao daquelle genero de su
perior qualidade, com que viera carregada a barca
nocional .Sania Maria Boa .Sorlc, e em resposla
cabe-nie dizer, que louvaudo a generosidade com
que a bem dos pobres V. S. abre inAn do ganhu que
pedera obler desse carregameulo, parece-me re-
la** que V. S. calculando em quanlo monlariam cs-
ses lucros, offerecesse sua imporlancia era dinbeiro
para ler a applicacAo que culra em suas pas in-
lenroes.
DiloAo inspeelor do arsen: de niarinh?, re-
commendando que mande recele- a um dos arma-
zens daquelle arsenal os objeclos nue llw rocen apri -
sentado* por parte do subdelcgaVo da freguezia d
Vanea).
DitoAo director das obras publicas, aulorisan-
do-o a elevar a 5)000 rcis diarios o vencimenlos
que percebe o mcslre pedreiro Audrc Wilmer.como
eucarregado da execurAo da obra do Gymuasio Pro-
vincial.Cominunicou-ec Ihesouraria provincial.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica, re-
commeudando que mande por era liherdade o rap-
tAoda primeira companhiadaquelle corpo,Jos Fran-
cisco Carneiro Monteiro,alenlo o resultado do pro-
cesso que respondeu.
DiloAo Dr. Candido Joaquim da Silva em com-
missAo na comarca de S. AnlAo, recommeudando
que com urgencia siga pata Garanhuus, alim de pres
iii' all os seus serviros mdicos.Communicou-se
ao delegado daqdelle lermo.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, mandando dar passagein para o Kio Grande
do Norte, por conla do governo no vapor que so es-
pera do sul. ao Ur. Egas Muniz Brrelo Carneiro de
Campos, c ao eufermeiro Cezario Francisco dos Pas-
sos, devendo a importancia dessas passagens ser pa-
ga naquella provincia.
DilaAo mesmo, recommeudando que mande dar
passageiu para o Rio Grande do Norle lio vapor que
se espere ao sul,era algum lugar vago para pnssagei-
ru de e-iadn a Marcellino Anlonio Pereira, Jnior.
Dila C'iiicedeudo a Benlo Jos Pires arrematan-
te das obras do .- lauro de ramificarAo da eslrada
do sul para a villa do Cabo, oito mezes de proroga-
rAo para a ronclusAo daquell 1. obras Fizeram-se
as necessarias communicaeoes. .
EXTERIOR.
O BRASIL.
Por Charles Reybaud.
I.
I ministros de que o regente se cercara tomaram a 1 nticas florestas, onde o bomem nao tem penetrado,
peilo rehabilitar n principio de auloridade. appla-1 e soleado de nos e regalos que o Irabalho humano
[ car as paladea e estabelecer a seguranra publica so- tornar a facilmeole uavegaveis.
Illm. Sr. JoAo Vieh-a da Cunha.Recife S de
abril de IS5G'Esla quasi chegado o termo do en-
crrrameolodo bospilal da Boa-Vista, visto que a
Divina Providencia parece querer suspender o cas-
tigo, que lem pesado sobre nos.
No entretanto a epidemia dcixou-uos cbagas l.io
profundas, que para cura-las anda se loma neces-
sario o auxilio dos homeos caridosos, em cujo nu-
mero (em V. S. sem duvida ura lugar mu dis-
lnclo.
A maior de-las chagas, meu ver, he a laraenla-
v el orphaiidade i que liearam redozidas muilas nie-
uiuasc meninos, a quera a epidemia deixou sobre a
Ierra sera o menor abrigo, muilos dos quaes vivem
vagabundos por esta cidade esmolando o pao da mi-
seria.
Desojando preslar-lhes algum soccorro, a ver se os
salvo do abvsino a que se achara expostos, princi-
palmente ss meninas, falla-me sobre ludo um.; casa
para recebe-las al que se Ibes possa dar algum des-
lino. Se pois, V. S. me permillisse licenea jpara eu
converler o hospital de cholencos da ra da Aurora
em um recinto de meninas desvalidas, augmentara
muilo a esraola,quc ja prestou nest. quadra calami-
tosa ; e eu Caria toda a diligencia por obler mais de
vagar ura oulro edificio para onde passasse as rae-
ninas, alim de poder restituir a sua cxcellcule casa
que para minio me tem servido. E contando com
a sua provada genorosidade, autecipo desde ja meus
agradecimcnlos, mesmo era nomo das pobres or-
phAas. Son com a mais perfeita eslima. De
V. S. aliento venerador, criado e obrigndo.
Jos Denlo da t'unhac h'iqueiredo.
TJlllil SAI. DO COMMERCIO.
Setsiio judiriariaem 1li de abril de IS,"i(i.
Presidencia 0<> Exm. Sr. deseinhargador Souza.
Esliveram presentes todos os membros do tri-
bunal.
CAPULLO
Noco'es histricas e (eoe/rapblca*.
r.outinu.i.'im. |
As revolucos mais uacionaes, roais necessarias,
ra.is fecundas para o futuro, fa/em sempre pa^ar ca
ro a sua viuda. Se o progresen he a le do hornera.
nenbuin progre-so ronsnleiavel se poderia realisar
sem perturbarlo c sem Iranstornos, romo para lesle-
licar a infennidade humana. Kompendo os seus la-
ros com a uieliopoli, que tres seculos de servido co-
lonial linham aperlado de man, -i Brasil uAo poda
escapar a regra commiim c um espirito mais ltenlo,
e menos impetuoso, que o de D. Pedro I, nAo teria
preservado o comeen do imperio de qualquei falla,
e de qualquer enuano. Itavia nina perturbarlo im-
meusa, uAo s as siluardes pessoaes, mas lias airaos,
ea amcaca viuha menos, talvez, dos intures-es excita-
dos, do que das ideas. l(-monterao nos com ell'eito
a poca de 1820 a 1K2>, em que lodo meio dia da
Eoropa, lleapaoha, Poriunal, Italia orgaoisavam,
por meio de Iheorias, cousliluicoes nos ares, que de-
iiiiiii viver, como vivem us edificios sem base, e que
lunm ilerribadss, quasi sem dar um tiro, pela razAo
humana representada, proA pudor! pelas baonelas
da santa alliaura. Desde a revolocao frauceza, que
vulgarisara estas llieonas, e fornecera o fundo com-
mum das ideas sobre que dissertaram todas as cortes
e cousliluinles do mundo, a educarn publica nao ti-
ub.i dado um passo sublime d'arte, era sacrificar a
sociedade ao individuo, e al sem proveilo para o
propro iudividuo, pois que a realeza descornada e
avill ida ora impotente para dar a n ir 1 a ordem e a
seioran^a, s*m as quaes, nem o eslado, nem os par-
ticulares prosperara.
Era o leilo deslas Iheorias, qoe linham bebido, ua
escola das cortes de llespauba e Portugal, os mais
ootaveis enlrc os Brasileiros, aquelles que eram na-
turalmente chamados a lomar urna parle mnenle
no governo do seu paz. Por nutro lado, Portugal
Huha legado a colonia emancipada urna carta mima
de Tunccionarios, eulre oulros, ura pes-oal de magis
Irados, que, 011 por tlenlo, ou pela noloriodade que
da a longa posse dos em presos pblicos, deviam, mais
do que oulros, altrabr a allencAo do povo, sob um
rgimen., em que a eleicAo popular linbao mais am-
pio lugar. Estes, dominados pelos seos hbitos, eram
geralineule mal disposlas par. com as innovaroes, que
tomavam p no Brasil, > Ibes cuslava muito renun-
ciar um eslado de cousas, de qoe linham a praliea
consumada.
Dah, para o novo imperio, duas ameaQas e dous
pergos, a conlra-revolurao e auarrhia.
D. Pedro I liutia raoi hbilmente manobrado eu-
lre os dous cachopos, quando. por urna cabecada
audaciosa, dera por si ni- sino una cnusliluirAo ao
brasil. Mas esla cousliluirAo, mu liberal c mili de-
mocrtica, como se vera mais adianle, exiga a reu-
nan annual de urna assembla geral formada de duas
cmaras. O imperador, que seulia iiislilinctamenle
que ia crear para si dilliciildades insupeiaveis, ad-
diou lano quanlo pode e>(a convocaro ; mas lie
gou um momento, em que o addiaineulo lornoii-
se impossivel, e no anuo de IK27, a primeira assem-
bla legislativa do Brasil foi soleinneuieiite reu-
nida.
Desde enl.io comecou una lula, que a devia aca-
bar-sc com o reinado de D. Pedro, 'lodos os ele-
m. na. discorde*, que amlavam o imperio, linham a
sua represen! irAo na ,isseuiulca, e as inflociicias,
contra -,s quaes 11 principe liuha lutado lAo vigoro
smenle, durante a existencia da ronsliiuinie, nao
eram nem menos prepouileranle-, nem menos bos-
tis. (aun a -u 1 nalure; < frvida a audaciosa, o im-
perador nao era humera de recuai, e desgraciadamen-
te us coiMelbeim, de que elle enISo se cercara, lAo
mal afelios, como elle, as exigencias parlamentares,
nAo linham nem a hahili.lade, nem a autori tade ne-
cessarias para aleonar as dllicoldadcs e moderar,
por meio das Iran-accu.-Teit is a proposito, > ardor
do combate. A coadjuvarAo desasada du partido
portuguez. que se dr/.ia prolegido pelo principe, por
qne o principe protega a ordem publica incessante-
menle perturbada por occasio dos porluguezes. com-
pnunelteu decididamente a popularidadc de D. Pe-
dro I, que tomou nobremeule urna grande resolucAo.
A 7 de abril de 1831, abaicou em Tavor de seu lilho
menor, esc embarcou p*ra a Europa, onde o seu
herosmo cavalleiroso a reconquistar ura Ihroiio pa-
ra sua lilha 1). Mara da Gloria.
Ao abdicar, designou p.ra lolor do seu lilho D.
l'edro II, o seu anligo miuislro do lempo da inde-
pendencia, que se liavia tomado o seu mais formi-
davel adversario no parlamento, Jos Bonifacio de
Aorada.
0 partido liberal Iriumpliava, mas, posln que as
suas lileiras ligurasse rerto nutneio de pretendidos
republicanos, uenhuin 1 lenlaliva foi feila para mu-
dar a forma inonarchiea do governo.
O joven imperador foi solemnemente acrlamado,
a uomearAo do tutor do principe foi ratificada. A
assembla geral designou, conforme a cou-tituicfto,
urna regencia de Ires memoro*.
Todos os aclos legislativos foram ao principio assi-
gualados pelo liberalismo mais exagerado c mono-
pralico. Todos se esforraram para aproveilar da
victoria que linham alcancado, constrangendo o po-
der execulivo e aniquilando a sua acrao. Das len-
dencias dessa poca, s urna deu fruclos ulcis que o
futuro devia colher. As fin.incas se acliavam em
urna siluacAu dcploravel em conseqiiencia dos co'tu-
mes de disperdicius que a imprevideucia do impera-
dor deixara iulroduzir-se ua adminisIrarAo. A as-
sembla geral foi incxoravelmeiile parca : nao foi
sempre iutelligente as suas severi (a les : mas se a
sua parcimnuia leve lailos mesquiuhos, preparou ciu
suram.t.e aar islo a sua honra cierna,es-,1 bella nrAem
ua ceslAo dos dinheiros pblicos, t- e--o equilibriu,
eulre as rereitas c as despe/.as qne ministros habis
poderam eslahelecer 110 budgel depois de dez anuos,
e que he a alavanca mais poderosa da prosperulade
do imperio
1 ora esta obra se fez com bastante muda le c ac-
cono. Maso enlhusiasmo da victoria se applaora,
a recordacAo das lulas couimuns se extinguir, e a-
cnnleceu o que sempre acontece depois das crises,
os vencedores se dividirn!: uns quereodo sempre
ir adianle, rebaixar cada vez mais o poder monar-
chico e coiiceulrar a arrAo governamcnlal as niAns
de urna assembla ultra lemocratica, 09 oulros mu
decididos a parar n'um declivio falal.olhar em torno
de si e favorecer o desenvolvimeulo lento e progre-
sivo das nistitiiires que daviain consolidar an mes-
mo lempo o poder e a liberdade, dous partidos se
desenliaran., os quaes foram baptisados com estes no-
mes eternamente inscriptos nos animes das assem-
blas deliberantes: Exaltados e moderados.
An mesmo lempo organison-se um terceiro parti-
do, formado com os vencidos de todas as pocas, e
no qnal se confundan! os partidarios obstinados das
ideas metropolitan.1- e os anligos amigos do impera-
dor decahido. Este.partido do passado ,/lestaura-
dori tomou o norae extravagante de Caramuru; era
o lilil o de ura jornal que era o seu orgao principal.
Impellido pelos partidos, dominado e aunullado
pela assembla geral, o governo funeciouava mal. A
sua propria consliluisAo agsravava mais a sua fra-
queza: que iniciativa se podia esperar de nina re-
gcucia trina, aiuda mesmo no limite da ac^Ao que lhe
era reservada?
Assim a a-sembla, que muilas vezesdra provas
de falla de liom aeuso e de prudencia, mas que sem-
pre leve patriotismo, nao heaitea era reformar uesle
ponto a cousliluieao. Deeretou que s haveria um
regente, e seria Horneado pela liaran. Urna lei de-
I ir 1 ntu 1 a iii.iiu-ii.i desla eleii;o e os poderes do
novo regente. Diogo Amonio 'eijn foi Horneado.
Era um padre perleuccnteao partido liberal, borne il-
ion, 1/ c obstinado, mediocremente instruido e escla-
recido, m.s de urna cnergia e de una probidade i ai
coulraslaveis. Sugeilo as tendencias mais auarclu-
c.is, o paiz pareca cahir n'uma dissoluro social: a
ordem publica se arliava incessanleuieiile amcacada,
as farres rompiam rom prazer os ullimos laros de
hre as bases de um guve no regolar. A obra eslava
bstanle adanlada quando o imperador foi declara-
do maior e tomou o exercicio do poder supremo, a
23 de julho de 1810.
A ocenle vegelarAo dos trpicos slenla no Brasil
loda a sua raagestade ; mas as parles elevadas sobre
ludo as provincias do sul, se acommodam perfeita-
meule a algomas culturas da Europa : o trigo, (*) oe
A poca das regencias foi cheia de agilares e fruclns.os vegetaes,producios do solo eoropeo.dio ahi
perturbarles. NAo passavam de sedires locaes, com facilidade e em abundancia. Ao seu monopolio
mas em consequencia Ha frequencia, era consequen- incouleslado de Ierra de diamantes, junta o Brasil
cia da intensid.ide. algumas vezes da duraro lo-1 outras riquezas mineraes, minas de ooro, de ferro,
mavam o carcter de um mal geral de urna cala- de eanAo, mediocremenle exploradas ale hoje, mas
raidade publica. Todas eslas desordeus estAoquasi j que, tias roAos de colonos activos, dotaran o pail
esquecidal hoje, e apenas reslanp 1......cu. laces rom innieu-n- e nnvos recursos.
dos IJr.isileiros algutnaa iloaiominaces, que ti.lo so- A base principal ,1a sua exporU^AO, que vai to-
brevivido. Aasim inencicaRirei unic.mente as re- I litando lodos os dias mais incremento, esta noa pro-
bellies que ajrrebenlaram as provincias doiPara'das
Alagoas, do Mar a libn e do Kio Grande do Sul.
As Ires primeiras nAo linham nem causa nem alvo
poltico, purera aecusavam lano mais a fraqoeza
do.goveriio, quanlo s eram, verdaderamente fal-
lando, actos de inalversarAo, emprehendidos com
oin peusamento de pilbagem e assassiuato. Algu-
mas populaces semibrbaras do interior se linra-
r.1111 sobre as capilaes e sobre algur.s grandes esta-
belecimenlos particulares para saquea-los. O ea-
nrcu social seria sullicienle para previnir ou ao
menos para castigar iinmedialainenle essas emprc-
zas deselvagens ; ma. como a .riela V nao se re-
planse iimiegida pelo governo, ia caminhando para
a dissoloCoAo, e a audacia era omnipotente. A re-
pressAo foi lenra, lano mais quanlo o ttiumplio ani-
mara e eiigmssara as i>uas filefras.
A iusurreicAo da provincia do Kio Grande do Sul
teve um carcter mais serio, deixou por muito lem-
po traeos nao na propria provincia, moi tranquilla
unjo e mu devolada ao governo do imperador, mas
as relaees do Brasil com os estados iimitrophes do
Prata. Os insurgidos, senhoresda pequea cidade de
Piraliuim, iustallaram ah asede du governe. repu-. -.
blicano. E>la manifeslarao, fomentada e .Vrnnada ; rada sobre o camiobo de todos as
successvamente pelo dictador Knsas. ja governldnr i Europa v.-n tralieac, sobre a eslra
de Buenos Avres, e pelos cheles de bandos qoe man- Australia, da America occidental; produzindo abun-
uctos da sua agricultura e das suas florestas. SAo o
caf, o assocar, o (abaco, o algodao, o cacao, o ca-
oulcliouc e as mais magnificas madeiras de lintora-
ria e marceuaria. A cvporlaco das provincias cn-
it.o-- consiste especialmente4m ouro e diamantes.
Para este paiz (ao fecundo e (Ao grande qasi ca-
rao (oda a Europa, cun(ara-se Apenas 7 a 8 milbes
de balo 1 anie-, pulido de parte as tribus de indio*
espalbadas em grande distancia urnas das nutras, e
que errara nas floreslas. Esla merivel desproporc^o
entre os reftr.n. do solo e a popolacAo nao poderia
durar, sobrtudo em nosso lempo, em que em mui-i
tos pontos do globo a Ierra nAo he sullicieute para
nutrir aquelles que a cultivan). Assim, os designios
da Providencia,conformes aos desejose s neeessida- .
des do imperio,devem, tender a ira pe I i r para essai re-
gies o accrescirao de popularan que se agita a Euro-
pa, pois que nAo eoconlra no solo mu.il os meio. da
assegurar-lhe a subsistencia e o futuro.
A agrcullurn, eis a imperecivel riqueza do Brasil.
A este solo de urna fertildade fabulosa s faltara
bracos.
Com dezeseis provincia, sentadas no Atlntico;
com porlos magnficos ; collocado como tnoid avao-
puMM em que a
Europa v.-n tralieac, sobre a estrada das Indias, da
linham a guerra civil no estado oriental, se perpe-
ten durante varios anuos sem qoe aldea democrti-
ca, que ella pretenda plantar no Brasil, gauhasse
urna loleitada de terreno. O nvenlo se limiloo ao
principio a chamara ordem os rebelde-, por uro cor-
no de tropas, depois tenlou reduzi-los por um des-
envolviroenlo de forras mu consideravel.
O alvo anda nAo era alcanrado quando o impe-
rador lomon .s redeas do governo, o a sua nica
prudente moderarao foi capaz de por lermo a essa
longa empreza temeraria. Pouco deponala sua as-
cencAo ao Ihrono. I). Pedro II procfirnorj una am-
nyslia geral em favor nos insurgidos do Kio Grande
do Sul. Bates abdicaran de inui.boa vonlade o pa-
pel lAo contrario aos seas mslincto*, e lonaram lu-
gar era o numero dos mais liis servidores da mo-
uarrhia. lia poucus aunos n lilho de um dos seus
priucipaes ebefes reeldia rm Pars, onde exercia as
fiiucroes de secretario da legarAo hrasilera; e aquel-
les que a conheceram e 11 eslimaram, aquelles que
lamentam a sua mu te Ua prematura, sabeni s a
forma republicana podia ter inspirado alsum attra-
danlemenl ludo quanto a civilis.gAo europea pro-
cura, consunrfndo tudu quanlo ella (iroduz, o impe-
rio do Brasil lem diente de si ura futuro de prospe-
rla.le incalculavel, e se oenhnm calaclysma vier
iraiislornar a obr.do lempo, o seo destino nada le-
ra que invejar ao que ha passado mais florescenles
na Ierra.
FIH DO PRIMEIRO CAPITULO.
(Confinuarnha.)
liTRlmr
|S. PEDRO DO SLL.
Cidade do Rio Grande 23 de marco.
('.omero esla caria escrevendo sobre, Ingubre
recios.
Suiciduu-se ua cidade de Pelotas Anlonio Gonna-
loda Costa, socio de urna rasa de drogas debaixo da
tirina de Cas'ro Kamalho & C. Esle moco, bastante
livo a esse lirilbanle mancebo de coslumes iuleira- conhecido nessa corle, solTria muilo em sua saude,
mciile ari-locralicos. | ^ |a,VM por ^ ^^ ^^ que pe,0 empenho de
O comeco do reinado do imperador nao poda ser; Qli d )ra empreslado
Int.lmenle iseulo de asiiarau c dislurbios. NAo ae \ t -r ...
passs sem irasicAo da desorden! para a ordem ; mas P* W das e que d promplo nAonjidera salis-
lambeni un paiz so disciplina lauto melbor quaulo ; fazer, tendo alias muilo com que remir essa necesai-
inas lempo ha sofrid por causa do desprezn da j de, propinara a si 1.1o grande quantidade de substan-
"EaVttU, as cenaras votaran, urna lei que reor- ci" venenosas, de que s occulUs se havialpreveni-
ganissva a adniini-irarjao da juitica criminal d 1 pu-1 do.que dentro em duas horas deu a alma ao Creador,
liria, iiiia le, lian menos argente e nao menos | A soa morlc lem sido sentida lauto aqui como em'
setalar, fortificara o poJer imperial,re*labelereulo o
coiiselno de estado, vigorosa instrumenlo do gover-
no, que nina lei do lempo da RQgeocia supriniira-
F^stas medidas legislativas se lomaran] a occ.isi.1o de
um arto de rcbellio arma la em duas provincias.
Alanos cheles ao partido liberal, perleuceiit** as
proviucias de Minas Geraes e de >au Paulo, protes-
taran) ronlra eslas leis, que elles repulavam incons-
l" Iotas.
Sabemos lambem com amargurosa verdade, que o
lilho niii. vell.o do Itr. .1-'. -' S linio, eslanceiro
do lermo do Algrete, 'moro de 20 annos de ida-
de, iifilhado do visennde do Uruguay, acabou seus
lio esperanzosos dias degollando-se em um momeu-
tilucionaes. O proto-lo foi poslo de parle. Consute- j (o que se apaitou da casa, oude, poneos instantes
raram a ronsliluirau violada : diziam que o impera- depois,coireram copiosas lagrimas de ua inconso-
dor fra forra 10 pelos chafes do partido conservador | (avei farnili'i "
seu consellio : aajitarans-ae1 as duas
Ingo fui arvnrado o estandarte da
Allnbue-se gcralmenle esse aclo desesperado do
desdi,o.o muro, a ura eslado hipocondriaco, origina-
do pela recusa que fazia i vonlade do pai, que dese-
java dar-lhe por esposa urna joven que nAo era do
1'assageiK.
Embargantes c embargados reciprocamenle : l.uiz
Anlonio Vicira e ns administradores da DiaaSa .lalli-
da de Ricardo i: Ur.
Do Sr. deseinhargador Leao ao Sr. desembargador
Gilirauai
Embargante, .Manoel francisco Angulas,embarga-
do, Antonio Soares Londres.
Do Sr. Gilirana ao Sr. Villares.
Embargante Manoel Pereira Magalhaes, embarga-
da D. Mariamia Dorothea Joaquina.
Do mesmo an mesmo.
Diligencia.
Appellante, Antonio Gomes Pessoa ; appeUados,
os herdeiros de Francisco da Silva.
Mandoucse ouvir o Dr. curador geral.
quo formavam
provincias, onde
levolla.
Mas a governo eslava promplo, enviaram-se tro.
pas ; atacaran! as forras insurgidas em ora lugar cha-
mado Santa Luzia, e as dispersaran). Foi depois
desla poca que se deu o nome de .S/ita-/.u:ia.,nAo j *eu 'igr.-oo,
sn aos anligos insurgidos, mas a lodo o partido libe- Ng<. he menos desagradavel a noticia que aqoi ti-
ral. Os conservadores foram designados rom o nome vcmos (1< a nacjonai do lermo de Bag,
de Satiuaretitas. ,
A mor parle' dos cheles do movimenlo raram fe-1 desobedecer as ordens de seus commandanles recu-
tos pnsinneiros, e comecnu-so a inslruccao do pro- sando-se a reuniAo geral para que lora avisada.
cesso ; mas logo depois, um de'irelo de aiiwii-lia veio Consta-nos que este fado foi levado ao conhecimen-
lanrar sobre o passado o veo do esquecimenlo. k, ja pre,illenc' e que 0 Sr. barAo de Mnritiba
l-.mlira. um ultimo arlo de rcvolla appareceu em .. .....
I'crnambucu em INiS mas ja nao era por qnesloes COIn sua slumada energa providenciara a rspe-
de principios e de governo geral que se lulava: (ra- 1, ordenando que um dos regimenlos da cavallaria
lava >e smeute de quesles de iulluenci local c de I de linha fossedislrihuido em partidas, para coagir
governo provincial ; os rebeldes foram vencidos, eiu gu,r jas nadonaes a reuniAo ordenada. .
orden, foi plenamente restabelecida na provincia
por urna nova amnislia. TaiTibem eonsta-nos mais que a guarda nacional
Desde esla poca o imperio goza de profunda pal, da frontfira de Chuy Ueste municipio, se nao se
qued'or. en. vanle jl nao .sera perturbada. Eles' rp(.usa formltalele sua. reunia,-. marcha para
partidos auliuaiiienle tao ardenles e sempre pronip- -. ,. ,
los para a lula, eslao boje inleiramenle tranquil'. ,s ^* morosamonle, e lanas difl.culdades para isso
e anligos adversarios polticos que pareciara irre-;oppe. que pouca esperauca ha de levar a reuniAo
consiliaveis, servem boje sb a mesma baodeira. A ] da raesma ao numero cmplelo desle-corpo ; o que
pacilicarAo ha sido (An completa, ha penetrado tao |l( na verda,ie muiUl desagradavel.
profuiidanieiite nas niullulues.que as iillnnas eleirOes ... ,.___.,______.
em I852J Ua fui a maioria, foi a unaniraidale que i A S0"'1 naciunal da provincia foge a prolongado
o paiz deu ao governo. lie porque a prudencia e a e incessanles destacamentos; posso auirmar-lhe, po.
haliilida le consuminadas do joveu imperador lem | rem, que a voz de marcha para baler o inimigo, el-
sabido salisfazer ao mesmo lempo, em largas pro-
porces, os iusiinclos progressivos e as necessidades
conservadoras: he porque os proprios homens se for-
marain na 1 u.i escola da experiencia, c porque de-
votados iuoalmcnlc ao paiz e ao principe, subordi-
iiaram as respectivas ambiques aos inleresses da pa-
tria commum. Assim, tudo camiiili.i 110 Brail em
urna e-Ira la segura e ronhecida. e ludo prospera : a
actividade das Irausacres cominerciaes, ao desenvol-
ver a riqueza particular, ha senlado sobre bases mais
solidas a riqueza publica, e o eslado llorescenledas
im 1 neis du imperio ja da e prometi aindamis para
o futuro lodos os grandes inelboraraenlos que recla-
ma um territorio em circnnislancias de passar do os-
lado selvagem a civilisarao.
Se live de recordar com alguma individiialisaro a
poca de perlurbares e miseria que o Brasil alra-
vessou, he menos para fazer contrastar o presente
com o passado do que para repilir, mu superahuu-
dantemeulesem duvida aos proprios Brasileiros, que
so devem olhar para Iraz para perseverar cora mais
resolucAo do que nunca na eslrada qoe Ihes abri o
seu joven imperador. Acrcdilaram por moilo lempo
nas fascinadnos das Iheorias. pnssuem boje a realida-
de de ura boni governo, islo ha, a ordem inlerior, a
seguranza, a prosperidade do prsenle, a garanlia
certa de um fuluro macnilico. Possam elles manler-
se nestas condices e geni de lodss as vanligens
possiveis; he o meu vol e o raen conselho, ouen-
lAn perdoem-me se, como creio, preguei a conver-
tidos.
Segundo e^le horquejn histrico, que mo lem ou-
tra prelenrao mais do que dar ao Icilor urna idea '
-iiinin ira do passado conleniporaiieo, parece-me
Bill accrcscenlar algumas breves noroes geograpbi-
cas e lopographicas.
O Brasil he um dos mais vastes imperios do mun-
do : a sua superficie total he de 7 milbes c 9112 mil
kilmetros quadradoi; se esiende do norle ao sul,
desde o i. grao de lattilude septentrional al 33.
de laltilude meridional, e de leste ao oeste, desde
:i~." al 7:l. de longiiudc occidental.
(* imperio se compoe hoje de viole prnvincias.dez-
eseis, das quaes pnssuem porlos sobre o ocano
Atlntico, e qualro somenle eslAo circumscnplas no
inlerior das letras.
Eis aqui a nomenclatura das provincias mari-
limas:
Para, Mar.1nl1.lo. Piauhv. Ceara, Rio Grande do
Norle, Parahvba, Pernamiuco. Alagoas, Seruipe,
Babia, Espirilo-Sanlo, Rio de Janeiro, S. Paulo,Pa-
ran, Sania Calharina, S. Pedro ou Rio Grande do

Iiortlinacao e de hierarebia. Fcijo resisti rcsolu- Sul.
lamente a esta situaran arar-aradora ; comprimi .\s provincias centraos sin: Ama/unas, Matlo-
com firmeza 08 esbirros da auarrhia. a Dio hesiluu, 1 lirosso, Govaz, Minas-Geracs. As duas primeiras
deslas provincias, sao pealas em conimunicaeAo com
prrmaneccudo inabalavelinenle devolado as doulri-
nas liberaes, em c esforrar para dar ao pai/ a paz c
a sesnranca por medidas illiboraesao primeiro chefo.
Bale conlra-scnso palriolico devia augiiicular a con-
lu-.i e mulliplicar os obstculos. Chcgou o niomcn.
lo om que Feljo romprcticnden talvez que nAo poda
persistir por mais tempo no poder, e que elle pro-
piio era um abslaculo a obra de pacilicarAo que em-
prehender. Demillio-se das suas elevadas fiinctes,
e, por um senlimenlo de abnega^Ao que o honra, de-
signon como minislro dn imperio, que devia excrcer
provisoriamenle a re-enria, ura dos cheles dj oppo-
?c..n moderada que o obrigara a se demittn, Pedro
de Araujo 1 ma. hoja marquez de Oliuda.
A nac-lo roulirmou esla escnlha, e a eleirao de
Araujo ime para as fuucres de regente delinilivo
assegurpu o poder nas raaos do partido conservador.
DesdP '" poca, sahio-se das aventuras, e os
o mar por dous grandes rios, urna pelo Amazonas, a
nnlra pelo rio Paraguay.
Com o seu imuienso moviinciilo do 1 orle para o
sul, c as cadeias de raonlanlias que accidentara o so-
lo, o Brasil goza dos climas mais diversos, desde a
temperatura ardenle do Equador al o calor suave-
mente modificado da Eoropa meridional.
Varias deslas provincias.e eulre oulras as do Ama-
zonas, do Para, de Matto-Grosso, de Miuas-Geraes,
sAo lio vastss romo os maiores reinos da Europa. A
provincia do Para, da qual se de memhrou recenle-
monle a parle que forma hoje a provincia do Ama-
zonas, romprehendia todo o territorio que se acha
hoje eulre o i.-gran de laltilude norte, e o ti.- de
laltilude sul, e eulre os 48.- e 71.- de longitude oc-
cidental. I
O solo he quasi por toda a parte coberlo de mag-
ia se nAo ir esperar e nem um s guarda naciona'
deiva.1 de preslar-se como sempre. A experiencia'
os exemplos das guerras de IKOK al esla dala, con-
firman! esla uosS.a convicrAo.
H-lil-ireiiies mu faci a esle resucito.
Um dos capilaes generaes, querendo fazer uinev-
emplo para evitar a deserrAo continuada das antigs
milicias (hoje guarda nacional), que faziam parle
do exercilo que permaneca acampado, sem saber
quando leria de avstar-se com o inimigo, mandou
fuzilar um miliciano que liavia desertado, lomando
esl.i deliberacao contra a opiniAo de lodos os ebefes
railiiares da provincia, que davam como |causa a es-
sas deserr/ies o achar-se o exercilo acampado em
cmplela inacrao. O cerlo he que 110 oulro dia leve
o general parle de haverem desertado companhias
inteiras e alguns olliciaes mesmo, e lano que elle
fez publicar em ordem do dia que os corpos de-mi-
licianos eram licenciados, com a condicsjo de se a-
preseularem para baler o inimigo em cerlo dia de-
terminado.
Ahi nessa corle ainda vivem militares desse lempo
que sabem'dislo : nem um s miliciano deixou de a-
presentar-se no exercilo no dia aprazado.
Vou dizer-lhe oqueseilcerca da instituirAo ben-
fica de um asv lo para as orpbaas desvalidas, estabe"
lecldo na -1 la.le de Pellas.
O pensamenlo de engi-lo foi apresenlado i socie-
ade maconica daquella cidade, denominada UniAo
e Concordia, pelo Dr. Joaquim Jos AIToso-altes, e .
aceito pela generalidade de muilos distinclos roem-
bres dessa sociedade. Resolvern) estes subsidiar a
inanutenrAo das infelizes orphAas com SOS mensaes,
emquaniu Ihes nAo lizesse doarAo do magnifico pre-
dio cm que celebravam as suas ses'es. Inaugurado
o asv lo, a sociedade deu a casa por escriplura publi-
ca, e, e -nudo consta, nesle mesmo dia foi ella dis-
solvida.
Esle pi e grandioso eslabelecimeulo he boje regi-
do por pessoas que linham feito parle da sociedade,
proraiscuamenlc rom outras que nunca a olla perten-
corain. Segundo minha memoria, fazem parte da
directora de lAo inleressanle c glorioso monumento
da opulanla cidade de Pellas, os seguinlesSrs :
Presidenle. Dr. Joaquim Jos Alfonso Vives.
Vire-presidente, o barAo de Piralinv.
Mordomo, JoAo lacllo de Mondonra.
( Nao he somenle nas provincias do sul onde da
o trigo e oulros productos da Europa. Aqoi, nesla
provincia de Pernarabuco, ja vimos trigo produzdo
em Garanhuus, assim como oulros frnclos da Euro-
pa, produzdos em differenles lugares, especialmen-
te ua referida comarca e em Baixa-Verde, perlen-
cenle a Pajei. de Flores, que iiconleslavelmeuUs
se nao s.1o superiores, s.lo iguaes aos que exisiem
nesle genero nas reeies de alm-mar. Ja vimos
martas produ/idas em Olinda que eram bem sollri-
veis,e uvas e figos, que n.lo eram interiores aos ua
EorPa- 0,RR.
MUTODIT
ILEGIVEL
-"'*,


I lili), I- elioiau,. Manoel do A na r.mle.
Dito, Jo8o Ferreira Paes.
Dilo, Jos Anlonio Moreira.
Dilo, Alexaorire Viein da Cunta.
Dilo, Manoel Francisco Mnreira.
Dilo, Antonio Jos Dnmingues.
Dilo, Jos Vieira l'imenta.
Dilo, Anlonio Jos de Olivcna Caslro.
Dilo, O veador Jlo Kodrigue, Ribas.
Dilo, o Kevm. vgario Anlonio da Cosa.
Dilo, o Dr. Miguel Rodrigues Barcellos e oulros.
Thesoureiro, Jos Marques de Carvilho.
Seu primera cuidada foi mandaren, vir dessa cor-
le algumas senhor,,. religiosas da congregado do Sa-
grado Cora^ao de Mana, para dirinirem a educado
das orphaas. Islo ferio, alliscacliam do as; lo qua-
lro destas seuhoras. Como priora est madre Hedow-
iget e mai. madre Helena, madre Bernarda e soro.
Maria como proleelora das orphaas, ctijo numero
tobe ja a qualurze, n.io obstante eslar o eslabeleci-
- melo tm principio e com mu leuoes recursos,
A i1in-cii.ru resolveu, pot in.pirac.lo do nosso ve-
Ihoe sabio poela Antonio Jos Douiiugues, crear,
como de fado aclia-se in.tallado, um collegio com a
invocarlo de Nosta Senhora da Conceeao, invorarao
que lie lambem do as) lo a que pertence. Ele col-
legio tam por directora a respeilavel 8r. madre (ia-
briella, e por profcssora madre Helena, eucarregan-
do-,edos ditrercnles mislcres do collegio as mirar
Philomena Francisca \avier,Pauliua e Maria Tam-
bem foram nomeadas riela directora doze senhoras
das .familias principaes daquellacidade par cada
ama telar meusalmenle o atrio e ao mesmo lempo
o. collegio.
Tivemos occasiao de visilar estes dous eslabeleci-
meDtos, e tiremos o peazer de observar a encllenle
capaila que exisle no centro do asvlo ricameute mo-
biliada e ornada com alfa'as que ja lite perlencem ;
reparamos na boa ordera, regularidade e asseio de
um e oolro eslaqelecimento, e urna idea vaolajos-i re-
conhecerao para logo na acquisu.ao dessas religiosas
eongregacaodo Sagrado Corarlo de Maria em favor
das orphaas recolhidas e das educandas, tanto iuler-
nas como externas do collegio.
He nossa humilde opiniao que, comquaulo a ar-
to das orphaas de que Ihe acabamos de dar colicia se-
je considerado om eslabelecimenlo pi local ou pro-
viocial, comludo a assembla geral Tanarum serviro
ao paiz decretando urna somroa qunlqter como p-
irimonio para agora uo comees de urna empreza
eminentemente, pia e de inleresse geral ; ao menos
eroquanlo a assembla provincial o nao faz pelos
poneos raeiosque pode dispur! (cando a esta dotar o
otebelecinieiilo com o augmento de fundos para oc-
carrer as necessidades que cresce.ao com o andar dos
lempos.
Se pudesseter a influencia magntica que a perse-
veranea e esclarecida inlelligencia do barao da Man
dispe para as emprezas do deseiivolvinieulo da
riqueza material deste nosso paiz, propunha-me
a organisar oe.ia corle una coropanhia para o
eslabelecimenlo de Jduas linhas de vapores, urna
para a carreira de Pelotas, e oolra para a de Por-
lo-Alegre. A primeira daria grandes |vaiilagens,
sendo a mais valiosa acabar com estas machinas de
deslruic,ao que aqu se chamara vapores da carreira
de Pellas ; andam todas desmintelad.s e em lal es-
tambem essencial a seguranca do vasto e bello con-
vento do Carros; parece, pola, que aos religiosos
ma.s aprove.la o muro de petlra all comet.do do
que a ninguem. Com quaiito.pensis que concorre-
ram os frades? Convidados para miliar urna obra
que I lies he Uo necessaria. ale hoje nada absoluta-
mente, lie lo, nao s avareaa, como falla de sen-
so. porque de um dia para ou(ro, com qualquer tor-
menta de chuva, pode o convento amearar ruina ;
por isso pens que ainda os religiosos se deliberaiao
a sabir da inercia em que ssafltaru. Dizem-me alias
que o convento do Carmo em B. Paulo lie rico. Em
que despende elle as Mas rendas! Os religiosos
desle c de quasi lodos os convenios do Brasil nao
saliera quanto prejudicam a ,i)a ii.slituic.ao conser-
vando a indillerenea e inercia em que se acham ;
fulgam os impos, e cobram nova plausibilidade as
suas prelences de extinguir! estas reliquias de or-
den* queja oulr'ora taoto coincorreraro para o ad
amanenlo desle pan, qnaodJ ainda colonia portu-
guesa.
Mas Tallavu eu da semana santa. Regularmente
se celebraran! as solemnidades do culto na S e as
man .-rejas. Exceptuemos norm os sermei que
se pregaran) na Calhedral. M excepc.ln de um, que
seria excellenle se o pregadorititesse melhur voz, os
oulros foram excessivamrute raipiras. E na ver-
dade consla-meque os prrga.1r.rcs foram sacerdotes
novos, que vieram da roca para pregar na semana
santa na Se Calhedral.
Os poucos pregudore, Ilustrados que na capital se
contara linli.ni sabido para Sanios e para Jacarehx; (endcss cor
imiO A Wagjgg SEXTA FtlRl 18 Di ABRIL lE XM
lado que Ihe nao deve causar
sorpreza qu..n lo ahi
ctog.r a noticia de alguran calaslropbe, 'como" a da
ii especuladora, i> da carreira
ou, conservando-se na capilal,' deixaram de subir ao
palpito pelo desgosto que Ibes causou a suspens.lo
de um seu irmao em ordens, membro do cabido,
inhibido de pregar por um arlo do bispo. Seja qual
Tur causa, nao pude deixar de lamentar que em
urna capilal Ilustrada como he S. Peulo se ouvissem
ua quinta-feira de Edajncas, c no dia da Paixao,
sermoes (ao pobres de ideas, e Um mal alnluvados.
A usencia ilo bt.ps lambem deu milito que fal-
lar, lie i lerceira emana santa que S. Exc. Itevma.
deixa de celebrar na sua S. A diversas causas ou-
vi atlribuiresle f-clo : parece porm que oSr. his-
po, qie seria um bom padre aldao, nao se senle a
seu commudo, aaoaoia, dizem os Francezes, na
capilal; procura um (healro mais limilado, oode es-
cape melhor a critica malvola e mordaz de que (em
sido victima, e que, a( cerlo pon(o, S. Exc. provo-
ca mais pela rosticidade do que por culpa. 0 cerlo
be que a sua falla era, durante toda a (esta, objeclo
de mormurado de lodos, e .lava occasiao a ser cri-
(irada acerbamente toda a sua administraras.
Parece que .. Dr. Carra., se tem tornado na as-
sembla provincial orgia desla opposirao que se
tem revelado conlra o diocesano, porque lem por
varias vezes requerido infornacns ao governo, so-
bre fados que se dina pralirados pelo poder ecle-
sistico com quebra e infraceao de lea civis, geraes
e ptovinriaes.
Eis-ahi que, suave e n3turalmenle. veio a propn-
silo fallarnos auguslos Iraballos dos legisladores
provinciaes ; c ja que nislo fallamos, anles de (ralar
de outro assumpto essotenios este.
Por lOou 12,(as esliveramos legisladores em fe-
rias ; porque, ou nao compareriam durante as fes-
las, ou comparecan) as II Imras e reliravam-se as
II '.., porachar-se exhausta a ordem do dia. Esta
aridez acabou se desde :i apre-enlarao do projeclo
seria possive. ^Mm^mSSt "" ^ "s~c",- '"-'
para
exclosivo por al-
esse fin, ainda que se Ihe desse o
gens anuos
.Nao me venliam ca fallar da liberdade da industria
em um paiz novelera a forra de urna populacao ca-
paz de alimentar a navegado por vaper e',u me
digan, que ha capi.aes para emprezas particulares
que possam supporlaros gastos e inco.ivcnientos de
que ae acha sobrecarregada semelhanle induslha
esenlo vejara o que lem acuuiecido netta corle 0n-
de, sem comparado alguma, exi.lem maiores cap
laes, com a^companhia de navegado de Nilhemv !
Ah., como aqui, esse, liberaes utopistas uao fize.am
a experiencia de acabar com o exclusivo dessa nave-
gado 1 E o que acon.eceu Nao lizeram reslahele-
ceroroesmoprivilea,o? y0 foi S1, aj,im que
commnmcacoo. com a curie se lornaram frequenles
o sem .nlerropeao ou augmento do quanlitativo da
passagenr. Pensamos que sin,, c continuaremos a
reclamar, quer da assembla geral quw da provin-
v.iicaal, o exclusivo para emprezas laes, ao menos
emquanlo se no nos mostrar que a concurrencia po-
de exilr manter-ae com a escas,ez de popularlo
da provincia, e quita do imperio.
Se no sul da provincia observa-se nma decaden-
cia na sua industria cdmmcrcial a lal poni que a-
perla-nos ,. coracilo os aspecto Irislonho. a immobi-
lidada e silencio que reina lano nesla cidade como
na de Pellas, como (eraos (ido occasiao de observar
ao non. 0 he, am Porto Alegre e logares adja-
cenes, razem um nleiro contrasta A industria
all reanrge con. actividade e urna segurane, tal ,le
pro.per.dade, qne he a que provem da induslha
asnela com. d- fonte m.i, pura da riqueza das na-
coes. Dey.do i emigrado europea que lera aluido
para aquella lado da provincia.
Porto Alegre aprsenla a perspectiva de urna ci-
dade flurescenle por meio da industria agr.cola e ma-
nufaclnreira. A edificara progr.de diariamenle
ale o aeu cunimercio, poslo que aecundario, lem una
animaeaocorrespondente ao -ugmenlo da sua rique-
za rural. Todas as pessoas |oaa dalli vm dau-nos
esta idea.
Von terminar estas linhas escripias apressndamen-
le, nol.c.ando-lheque a nossa desastrada barra, nes-
ie. ulmo, dias cl.egou a eslar lo impriiiea-!, que
o vapor Guaneara leudo apparecdo no dia 17
permanecen tandeado fora dea al o dia -" ,u
embarcando os passageiros as duas viageos que a
sen encoulrofez o rebocador Camacuaa, nosdias 18
6 19.
- d6 de marro.
Era addilamenlo iminhacarla com dala de l.on-
em, d.r-lhe-bei que me ia esquecendo de uoliciar-
llie a morle do eilo conferen.e da altaadega desla
edade Jos da Cosa Viauna, bomem de 73 anuos
empregado honcslo, que preslau muilo serviro, por
esparo de :(6 annos.
Segne nesle vapor Miguel Archa.,, (ialvo, chefe
de seceao da Ihesooraria deata provincia, ultima-
mente despachado para primeiro escripiurario do
Ibesouro.
Heanomeacao desle moco par. o Ibesouro umdc.
MN d gyerno digno, de elogio,, pois o Borneado
s^dn .Tf .. aeSdem -*** "o-eslo.muito
assiduo, Iraballudor e intelliaenle.
rnfbaPI[TM,"qU ,UCre,'r d Sr" Larr, de Mu-
rltlba ale (.> do mez. que varo.
A nomeacao do Sr. Jeronxmo Coell.o para presi-
denle aeommiDdinle da, arma, dest, prov.nc.a 1
recasommamente digna de seus dous ullimos ante-
cessores. Augura se bem de sua adminislraco.
Dom.ngo celebramos n, igreja do Carmo urna mis-
sa canlada e UDeum em accao de gr,c, ao Creador
pe a ce-aeao do cholera. Fa.em o curo rao.as das
bella, joven, Olhaa da, principa., familias desla ci-
dade.
He urna das mais apparalosa.oblaee, que ,c (eem
fedo ao nosso Kedemplor, qe ,e (eem feoemqual-
qner dos templos desla cidade.
( Carla particular.
S. PALM).
.'MI de marco.
. Juluaudo o clima de S. Paulo pato, deliciosos dias
de ou(ooo ,1c ,,,ie aqu (enho gozado, deve-se con-
v.r que esla di!,,.., |erra nada lera a luvejar, nesle
raspeilo, a paiz algom do mundo. Duvido que nos
mainilico, prado, da Italia, nem na ormosa (recia
eja o firman.enlo mais puro, o. dias mais sereuos
a a oo.les m.i, fascma.loras do que em S. Paulo
no mez de marro que corre.
Por sso o. devotos e os amadores de feslas lve-
ram o ma.s esplendido lempo que. podiam desejar
Para a .,|,l0 do dia ,!. Kndoeneas e para a, pro-
cisteada Paixao. Nao linha.n a, eleganle, Paulis-
tas a. sumptuo.as lojas da ra do Ouvidor, como
na corle, para diversa,, de sua viailacao as grei.is ;
mas bem podi,,, cons,ar.sei paran(|(> pnr |fi|i|i|fi
no alto do morro do Carmo, ao sabir da .greja apre-
ciando ..allj Hla e piuoresca pa'iiagam da var-
zeas do I .e(o e da W, da Canlareira. Esla tobar.
ka visla couv.daria ao. haWtanlaa deS. Paulo a fa-
ierem ,., paawio pa.btico nesle local magnifico
mas ...fefizmente eslao ha muil,, paradas as ob.as
que all comevuu a f.zer a Cam,ra, pBra e,,ar
dennoronamenlu da pequea montanh. sobre que
te atenta a Igreja dos Carmcli.ta., c para dar oni-
rormiJade pra5a que all existe. Semelhanle obra
que muito arteria para aformoiear a cidade, ha
discussao, e para a qual se reservaran! quasi todas a,
providencias legalalivas, que alias poderiam ler for-
mado [ miedo, separados.
Pela nova le do orr,aniento lorna-se ellerliva e
cmplela ascpiraco da Ihesourara provincial, cre-
ando-se un. novo lugar, que he o de inspector, com
ordenado de 1:600,e iMtj) de gralilcacao. Deu lu-
gar a .sla proposla urna ordem do Ihesouro ao ius-
periurda Ibesouraria geral. proliibinilo-lhe a aecu-
mulacao das runegoaa de inapaelor provincial. A
par desta nova crearan, propoe c a exlincrao da es-
cola normal do seminario de educandas c a do lyeeo
de Tauhal. Igualmenle lican suspensos os Iraba-
Ibo. da utatiaUca da provincia, man,lando-se reco-
ll.er c archivar .... secretaria do governo os ebjeclos
cunennenie- a mesma.
A escola normal e o Ijco de que se trata foram
creac,>es do lado adverso ao que se acha hoje em
maioria ; eram esl.belecimenle. apenas creados em
lei, e que, on nao se ebegaram a realisar, ou mine-
diatamenla se abandoaaram. A sua extncrao legal
boje Dia he sei.ao a declaraeao de um laclo consum-
uiado.
Ouanlo eslalislica, o governo havia commissio-
nado ao briaadeiro Machado deOlivcira para encar-
regar-se desse Irahalbo. Alguma cousa se fez, por-
que em verdade o Sr. Machado de Oliveira he dedi-
cado e laborioso ; em nossa humilde epiniao o espi-
rito de economa nao justifica plenamente a suppres
sao deste servico. Mas deixemo-nos de julgar e cri-
ticar, e vamos narrando, porqoe nao sou competente
para mais.
Na miaba primeira caria fallei na lendcncia que
Convindo, porm, dar a inaior animacao a' intro-
daceto de colonos, a assembla legislativa em I8j,
por proposla, segundo nos informan!, do Sr. Rodr-
gate dos Santos, aulorisou o governo a gaslar por
auno al 2K0OftgOO0 para pagamento do transpone
dos colonos al o porto de Santos, em prestaeoes aos
qne rs mporlassem, ou mandassem vir para seren
empregadoa na agricultura, sendo as prestaeoes cor-
respoinleulcs ao numero importado. Eslas presta-
ees seriam .concedidas com a comlieao de serem
resliludas ao cofre provincial cinco auno, depoi. de
recebidas, sem premio algum, sendo garantida, so-
lidariamente por dous capitalistas de reconherida
abooatao, a juizo da Ibesouraria.
OSr. Saraiva em IS..I Iralou de.ex*utar esla
disposieo legislativa. Sendo a casa Vergueiro e C."
a nnica que at enlao importara colonos, ronlralou
o governo dar-lbe annualmenle as ditas prestaeoes
de '>:00liQ(JOO, ficamlo aquella casa abrigada a im-
porlar na provincia por auno mil colonos, destina-
dos a'agricultura. Estipulou-seque a casa Verguei-
ro reservara para si desdes mil colonos aquelles de
que prerisasse, redando o resto ao fazenderos que
o, precisassem, pagando estes as despezas como al
all se fazia.
E,s-aqui o contrato. Apparecem reclaniacoes,
allegando-seque para oblerem os colonos, os fazen-
deros lean de tujeJlar.ee a pagamenlo, de fortes
despezas, e queosseusconlraos com a casa Verguei-
ro se Ihes lornam muito oneroso..
Ninguem, porem, vedaxa ao governo que se en-
a casa Vergueiro para se lomar m
consideracao o precD o condirres .lesses conlraos.
E nao sendo alias o arligo que cima (ranscrevemos
do orramenlo de neiihuina forma obrigalorio para a
casa Vergueiro, nao no* parece ler oulra- significa-
tao alem de un vol de censura. A verdade,jporem,
he que os mil colonos foram inlroduzldos, onlros
mil se i.lroduziraonu anuo crranle, e se empre-
garBo na agricultura. Pede pois a justicia que se re-
couhera que fez u.n bom servico o Sr.Sara.xa, exe-
crando a lei de 1838, que al,i a licando como let-
Ira mora.
O exemplo da casa Vergueiro &C. vai fruclifi-
cando. A casa de Theodoro Wila) &C do Sanios,
lem lambem se enrarregado da imporlacao de colo-
nos. Pelo actual projeclo do orcaraenlo lica (ambem
o governo aulorisado para se enlender com esla ul-
tima casa para a imporlacao e distribuirn desses
colonos, dentro das mesmas cundiese, e fa'vorescom
que elle os distribue actualmente, pudendo o gover-
no despender al IftOOf com esla experiencia.
Parece que (odas es(as despezas, ou antes avancos,
em beneficio da eeienincJje, silo muilo jusiificav'eis,
e a provincia sera amplamenle indemniaada dos sa-
crificios que faz. Seria lambe... para desejar que a
provincia despendesse con. alguma generosidade
pra levar a elleilo inultas obras publicas de que
lem urgente necessdado. Infelizmente, sendo a re-
cela oreada em :,I |:~l3, de (oda esla somma ape-
nas se deven, applic.r a obras publicas 33.-000$.
Esta quanlia be asim destinada: :l:00ft? para con-
linuaeao do cae, de Santos ; lo-.OO para concert
e edificncao de cadeas ; IO:(KKte para concert de
malrizes, e oulros 10:000$ a conslroccao do rao
eptenlrional da casa da corre, cao. A estradas que
lem barreira propria se conecriarao .i rusta de suas
iespecli)as barreras. A reccila desla. ea orCada
em SSrKtWOaj, que se despenderte em reparos e cot-
cenos das diversas c multiplicadas estradas que lem
a provincia.
^i^\l;^z^Mw ,,ara ia sua si,"aflo- ? ****~zz*^
e ,1. hMtorta r, e*,r"l,ld0 uos coslun.es mar a cm.gracao, e n.nhuma influencia pode exer-
e da historia Trncela. A Inglaterra den urna p. c*r seu desenvolvimento e em sua sbVle. J o
sonagem, ma, urna personagem real, Mari. Sluan "Sr" S1*" ol,icrvuu em urna peca oflicial que mais
"'arl. leinfeiloasmunicpalidadesdaSuissaem beneficio
da nossa coloi.i.arao do que tbesouro provincial
de S. Paulo.
l'ra quito da receita commum da provincia be
applicado ao pagamento da forra policial. Com este
ramo esla' oreada a deprza em 131:1 WJIO. Nao po-
demos ainda descubrir o uioiivo porque esla despeza
pesa ainda exclusivameute .. hre os eofreada. prn-
viooiaa. A polica eala' a cargo nao dos podere pro-
vinciaes.mas lim dos geraes, depois da lei que inler-
prelou u acto addicional. Su compele as assembleas
provinciaes lei|ar sobre a polica c economa mu-
llielfl, segundo aquella interpretarlo aulhmt,ca,
peale que nao litleral. E os corpoa policiaai das pro-
vincias lem algum pirenlesco com a polieia e eco-
noma munidiial'.'
Me curioso que as assembleas provinciaes se le-
nham dallada reduzr a muito poneat tUribulcoea,
de maueira quo boje pouco se parecen com as as-
sembleas quasi federaes que quizeram crear os le-
gisladores do acto addicional o ao mesmo lempo nao
lenhain feiln alguma diligencia para eionerar-se
lesta deepexa com os corpo, de polica, que Ihe, ab-
sorve a quarla parte, ou mai. da, uas rendas A
guarda nacional Ibes foi lirada ; qual he-o caraclc-
rslco porque a forja encarregada de obedecer e
executar as ordens dos chejes de polica, delegados,
e subdelegados, lodos de nomeacao geral, ha de per-
lencerc ser paga pela provincia? I.embra-me ler
lido que em algu.nas assembleas de certas provincias
doNorle se (en. reclamado para reduzir o, corpo,
provinciaes a meros guardas municipaes em limita-
do numero, encarregados da polieia da, cmaras.
Lucrarlem mullo as provincias, e o governo central
evitara o conflicto, possivel, de ver um seu presi-
liolava na miiuria para a critica dos.actos da ad.ni-1 denle, un. d.a. en. Torea policial por opposic.io de
nislraeao Sara.v... Indiquei que os dou, principaes j urna assembla o que o obrigaria ou a um acto
m o engajaraenlo de en- | de mero arbitrio, conservando o corpo que fora des-
organisado lecalmenle, ou a vexar consideravel-
genheros c de operarios eslrangeiros.
desapprovacao dessas duas medidas se acha con-
signada no projerto da lei do orramenlo, que propue
ao governo meio, de sabir das dilliciiluailes em que
se anppBa estar o cofre provincial. Sobre os enge-
nbeiros consigna-se ISitHXft para o respectivo servi-
ro, e accresceuta o arligo.
" Comprehende-sc nesla verba os engeuheiros
Ellol e Cameron, definitivamenle al SO de abril de
1857, lempo em que terminar o emirato dos mes-
mo, com o governo da provincia, se antes desse pra-
zo ..ao for po-sivel a rescisao ,
A dala indicada he a mesma em que termina o
contrato que fez o Sr. Saraiva: a rescisao he bem
pouco provavel. Nao ouvimos em discussao alguma
couleslar o merecimento desle, engenheiros: e por
, sean ao espirito de economa. Picarla assim adia-
das as vaiilageia que premedilava tirar o Sr. Sar.i-
va dos Irabalho, de pesaoas profissionae. na direcrao
geral das estradas.
Ouanlo aos operarios, prope-se no remenlo :
Arligo. Fici o governo aulorisado a retornar,
e mesmo desfazer, com mais ou menos orejarle do,
cofres provinciaes, o, coutralos dos operarios eslran-
geiros, procurando as vanlagens e condiriie, po-
veis de accordo cora os mesmos.
a Arligo. Para desembarazar a provincia dos di-
los Irabalbadores, fica plenamente aulorisado a ce-
der os seus serviCos a particulares ou empreza, que
delles prerisarem nesta provincia ou na curte, onde
poderao ser elle, apruveiladn, nns trabalhos da es-
trada de ferro u
Nada mais funesto s provincias do que a Traque-
te e constante mudanca na, suas adminsiraeees.
I m [iresidente chege ; consom alguns meze, slu-
dandoai necesidades locaes; feilo o cu plano da
administragao, e priucipiados cerlos servico,. retira-
se. Segue-se nina langa inlerinidade ;' depoi, urna
nova adminislraco, novas vistas, novas idea,; eo,
sacrificios Teilo, com os primeiro. planos licam abso-
lutamente perdidos. I)i,i da boje um exemplo (ri-
sanie esla provincia.
0 Sr. Saraiva nao puil limilar-se ao expcdien(e e
s quesloes de paruchia. de subdelegada do mais ou
de menos conrebeu om plano de imprtame, mc-
Iboramcnlos e obrigou a provincia a sacrificios. Re-
(ara-se, e eis-ahi seus planos inulilisados, e a pro-
vincia, rom mai* ou atenea prtjtdso los cofres,
desfa/.endo u que por elle fiira feilo.
0 cntrale celebrad,, pelo Sr. Saraiva coma casa
de Vergueiro c O para a inlroducrao de Colonos
he lamben, desapprovado pela coiumissao em sua
proposla do orcamenlo. Dispie um arligo de pro-
jeclo :
Artigo. 0 governo, com a possivel brWdade,
se enlendar co.u casa de Vergueiro asC.e, para se
tomar na devida consideracao ,. preen e condirf.es
dos coutralos feitos con. os fazendeiros que receben
clenos modificando se de accordo pelo modo mais
justo. >
Alguma eiplieaeJJto demanda esla pro\idenca.
Muil,, anles que estivesse em moda promover a
ciiloiiisacao, e quaudu ella pareca a mullos urna uto-
pia, o senador Vergueiro fundn a sua colonia do
I breaba, que boje lera chegada a uina grande pro,
peridade. Cunta ella boje 800 alma,; passoa bem
informada uosassevera que. o seu rendi.nenlo no ul-
,i,u" ;....." lb:<>rj*,IM). Eslc animador exem-
plo convido., a muilos piopnclarios a azer igual ex-
periencia, e a casa Vergueiro, que introduzra os
primeros colonos, encarregUu-,e de Tornece-lo, ao,
novo amprehendedores, mandando cuiilrata-los ua
Europa,' onde se estabeleceram agente,.
menle a popnlacao chamand,. a guarda nacional. Se
a guarda nacional he hoje urna insliluieflo geral, se
a polica esla' a cargo do poder geral, he justo lam-
bem que o mesmo poder pague e orsanise a Torea
encarregada de auxiliar a polica e velar pela segu-
raaej individual. Deixem as provincias Talar e-Ira-
da, e c.iidar da nsIruccSo publica .- bavendo maia
dinheiro nao veremos mai, una provincia querer
ler proTessores de primeiras letras as Trcgucza, a
lfi-3 por mez, romo vemos actualmente em S. Paulo.
A proposito de iuslrurrao, de que acabamos de
Tallar. Ouvimos ler urna pelicao assembla, doci-
dadao Julio Mariano (alvau, pedindo cerlos Tavo-
res para o cu collegio intitulado o Alheneo Paulis-
lauo. Excilou-nos a curiosidade, e indagamos desle
eslabelecimenlo, e de outros de igual natureza. He
curioso observar o grande numero deslas iutlituire,
que ,c tem creado na capital ; a sua permanencia
judica |irosperidade; e lio urna segura provado amor
i instruccao que se vai dcsenvolrendo em grande es-
cala nesla provincia e ao sul de Mina, d'onde (am-
bem ven alumnos para estes collegios.
Alem do curso de preparatorios annexoa' Farnl-
dade de Direilo, ev.stem nesli cidade o reine colle-
gio de Joo Carlos da Fouseca, assaz acreditado ; o
I.yceo Pauli'lano, oulr'ora dirigido pelo padre Ma-
mede, c hoje por um sen irmao ; o collegio /imilla-
rao, dirigido por Mendoiica Furlado [ nSolie o len-
te ; o .Itheneo l'aulislano, dirigido por Julio (ial-
vo, ex-fazendeiro de cafe, que fundo., este eslabe-
lecimenlo com um vasto'programma ; o curso de
bellas letras, fundado e dirigido pelo Dr. Alexandre
Chaves ; iiltini menle o collegio Culto ri Scicnria,
que araba de annunciar a bacharel Vicente Mamede
de Frailas, que, ensillando al aqui em oulros colle-
gios, lem mostrado grande aptidao para o magiste-
rio. Em lodos esles collegios se ensinam os prepara-
torio, exigido, pela Faeoldade, e em alguns lambem
as primeiras lclra. Dizem-nos que todos contara
baa profesores, mas que a praga que os molesta be
a necessidade de habilitar per fas ou per nefas o
malor numero de alumnos paraos exame, da aca-
demia. Cada um dos collegios "procura supplanlar
seusrivaes, publicando urna longa lista ou catalogo
dos alumnos que foram examinados e approvedoa,
Tratam pois de ensiuar ,/uanln hasle para n exaine.
licam ., directores a' expreita das oirar, e cada ua
procura a maior somma ra emnenbos para os seos
alumnoa. O entino tornase assim menos ronsrien-
cioso. e cada collegio constilue-se em fabrica decas
.andas. Apezardislo nao ,e pode negar que lodos
esles intrnalos lem feilo algum serviro a' inslruc-
eao na provincia, e que eus directores ten feilo es-
orcos sumiiiamenle louvaveis para bem encami-
nba-los.
Exhlem (ambem donaeotlegio* de meninas, diri-
gidos per senhoras brasileas ; exisliam mais dona
que na pouco c extinguirn).
O Sr. vire-presiilcnle da provincia acaba de
sanccionar a lei que crea mais lies comarca, nesla
provincia. Ulna comprehende balaba, S. I.uize
Parahvhuua oulra Ignapa, \iririca e lugares adja.
rcniea ; a lerca'ra ao sul da provincia, compreJien-
do Porto Feliz c termos ainhoe.
la coiuinellendn urna taita, nao Ihe nnliciando
o baile rom que nos brindoq a sociedade Apollinaa
no domingo de Pascua. Iralava-se de urna aovidade
um baile a rauta.ia. Eslaud,, Tara do coslumado, al-
gn, receiavam penca eonearreseia a pouca, aeaho-1
(Is sculos de Lnii XIII, l.uiz XIV e LuizXV ,l(-
ran a maior parle dos outros modelo..
He con.t.nte que a ponte do Casqueiro esta'
nvamele dando passagem desde o dia 19 ou He ebegado a' provincia o contraanle da nova pon-
te, que fora a' Europa em viageu e com o intuito
de comprar o ferro preciso para a ponte.
Em Caragualaliiba, no municipio de S. Srbaa-
liao, deram-ie alguns casos d cholera em marinh'ei-
rs que all haviaui chegado a bordo ,1c urna embar-
cado mercante. No norte nao (en caminbado a epi-
demia ; e as circumvmiihanras da capital o estado
sanitario he, grecas Deo, excellenle.
i d abril.
(I JiuepUnat o 'arahihmia Irouxeram-nos en
sua ultima v.agen. a Santos grande uumero de aca-
dmicos, que desla vezlivera.u urnas ferias mai, Ion-
gas do que as do cummum.
Chegado a S. Paulo, aera mais demora, toca ma-
tricula. Bata eiTeciuou-se aeaj que appareeeaaem
quaesquer embargos. Parece que ahi no Bio de Ja-
neiro eaueau a multo, dos pas dos nossos Tuluros
doulores esiranheza e.u.toa noticia de que a. matri-
culas ae l.cviam encerrado aos I", de gmareo, nao
obstante o ay.so do Sr. Pedrera, espacando-as ale 3
de abril. Goaapra socega-los: o aviso chegou a lem-
po e leve pltuo cumpr.menlo. O quo deu origen, ao
boa(o lol que ale Ij de marco, nao (endo chegado a
secretaria da Faculdade o sobredi!,,aviso, lavrou-se
como sempre, o termo de encerramenl .das matricu-
las do anuo mas chegaudo agora ordem du gover-
no, foram de novo aber(as, e uei.hum lraiis(oruo oc-
correu.
Por occasiao das matriculas dos eldanles do I"
anuo descobno-se urna eapcrleza que lem dado mul-
lo que Tallar. Irala-se de nada menos do que da fal-
sificarlo de tres cerlidoes de supposlos exame, ha-
vendo-se para iso conseguido unilar, com rara'per-
recao, a ledra do oflicial guarda, livros, e a asigna-
tura do secrelario da Faculdade. O autor desta bhn-
cadeira acha-se ha anuos em S, Paulo, sem ler po-
dido laxar exame, do que aquellt, para queja viuha
promplo qi.audo aahio de sua casa paterna. Cansado
de tantos anuos de ser bich >. quiz subir ; a mostrnu
que se a natureca nao Ihe deu grande, talentos para
o, lellras, em compensadlo deu-lh'us para imitar Ul-
tras. Depois de laucada a matricula, e passados dias,
algiiem que o conhecia esludanle sorprendeu-se de
ve-lo matriculado; (eilos os exames sobre ocaso,
descobno-se primpamente que a secretaria liona
sido mixtificada com urna audacia pasmosa.
Consta que o mixtificador, na querendu saber de
mais promenures, apenas ouvio fallar vagammente
na cousa, mandou-.e mudar, e auseulou-,e. Em ver-
dade nao he elle j urna crianca, e o laclo pode nao
parecer mullo innocente auluridade criminal.
Fnllecendt rapeutiuameule nesla cidade urna
se.hora de avaocado ulade, appareceraui susp.lasde
um envenenameuln. Espalharam-se boatos siut.lros
de um primeiro le-taineulu, de Uunegundo lesta-
enlo, e de signaes que indicavain ter alguem pro-
curado apressar a morle desta viuva, que possu.aumi
pequea furluna. A aulori lade compleme lem se
mdslrado ...causavel na averiguacao de todos o da-
dos que posam esclarece-la. Procedeu-so a autopsia
mas muilo unperfeilos podem ser os exames pela'
Talla absoluta dos reagenles e oulros meio, scienlifi
eos para se fazer reconhecer a presenca ds qualquer
substancia mortfera no estomago e entranhas da vic
lima ; parece que ae resolveu man la-las para o Rio
abm de all se faierem exames mais satisfactorios. O
Dr. Ramalho, como juiz municipal supplenle, ten
presidido a estas diligencias.
Ouvimos referir un. Tacto assaz curioso. Nesta
cidade, onde as casas de murar j alo laaoffietoalea
em numero pata as necessidades da populacao, c
onde por isso j sao excessivos os seus alugoeis, To-
ratn aehadas ullimameule duas ,em dono. Sim se-
nhor, doa, casas muilo solTr.veis, bem qo centra da
capital, que por cento e seis anuos tem estado sem
proprielario nesle mundo. Pertenciam a urna afina
que se baria mudado para a elcrn.dade desde o au-
no da grara de 1730. Ci em bano, ueste mando em
que por ora peregrinamos, nao podando a afina oc-
cupa las, eram os dous predios usufrnidos blima-
men(e por dous padres, que nao podendo pagar os
alogiiesem inoeda mundana, pagavam em missas
d.ziam qualro por mez a bem ,1o defunc(o ; e assim
tam dando cumpri.nento a um (es(a.nen(o fei(o em
o dito anuo de 170. Como ae fui perpetuando islo
desde filo remota poca ale nossos dias he o que nao
me explcaram : s meacerescentaram qu, fallecen-
do um ,!, padre,, o provedor de capella, leve noti-
cia do relo, e sem nenhuma ceremonia foi arreca-
dando as casas, na forma das ordenarles, ou de uao
tai que outro direilo. | cussao do orramenlo muilo va^arosamenle, porque
O mesmo curioso qne me revelou o Tacto ori- """'as "eiei deixa de luver casa, por nao corapara-
g.nal que acabo de mencionar reTerio-me oulra ano- c,er "umero 'al para deliber ,r. Tendo havido dous
mana Torense. qi lile pareceu inleressante Nos lins I,llas consecutivos Talu de sessao por Taita de Hme-
do secuto \\ II < principios doseculo XVIII i.ilen-1 r.' e apparecendo lionlen. apenaa 17 depuladns, p
lou-se por parle real Tazeuda urna execui;ao contra !sr- UueiruI Tclles propoz que e chamassen 'os sup
a cmara da e.d.. ; il< S. Pauo. A seulenca obrigava l l,lel"es ma's prximos, para poderem continuar a-
i aaasucs. esercm .obsliiuido. alguns depuladus que
se ,ie.xarm tirar em seus municipios. Este reque-
rimeulo leve! voto, a favor e 8 conlra ; por i,,, foi
regeitado ; eos membro, presentes reliraram-se para
suas casas. He ja a segunda vez que o Sr. Queroz
Taz igual reclamacao por esle mesmo motivo.
O projeclo que augmenta o numero das comar-
os nao ro sanccionado. Dizendo-lbe o coutrario na
oulra carta iuduzi-o involuntariamente ao erro.
O projeclo nao aancciuuado foi remeltido
missao de conatiluicao, que hoje apresenlou
parecer a re.peilo.
O chefe de polica, que llalla estado em dili-
gencia na Parahybuna, reuressou a esta capilal, on-
de chegou ante, de liontem.
O emprezario da ponte do Ciaqueiro. Mr. Es-
ladens, apresenlou um requerimenlo pediudu urna
indemnisacao pelo, preju,zo, que lem na execuco
dn contrato para a couslruccao da nova ponle sobre
pilares de pedra. Ten. com effeito sido victima d*
mu.las contrariedades, entre as quaes o naufragio de
una embarcado onde viuha o ferro de que se for-
needra na Europa, o a queda da actual ponte, enja
conterracllo corra par .ua coma.
Em S. Sebasliao e Caragualaluba liada ha. 0
Agora, urna oulra reOexao. Das Irinla e cincu
colonia, deque fazen meic/.o 0s relatorios.e de ou-
lra. em pequea escala que ,e lem derramado na
provincia, alguma, v.1o adianle e prosperara ; oulra.
desorgan.samte de promplo pelaanarchia que nellas
te miro l/; retirara-,, us colono, com suas familias
evao augmentar a populacao protelaria do paiz.
Nao be raro encontrar ah pelas estrada, urna fami-
lia allemaa ou suusa recentemenle chegada. na mais
completa meterla, pedindo emolas a quera paasa.
I(o he doloroso ; ma, pode e deve-se evitar i lor-
o.-je indn-pensavel a inlervencao do governo e urna
prodeoie e .alelar legislado que nos falta
Para fundar e dirigir urna colonia no sv.lema de
parcer.a com vanlagem,requer-se alguma'paciencia,
bom senso, e alguma inlelligencia de svslema, e das
condices essenciaes a colouisacao. Cumpre ao la-
vradur eulender-se c fazer-se entendido com os seu.
colonos, que Tallara oulra lingua ; conhecer-lhe seua
hab.lus que nao .. tran.formam de um ...omento pa-
ra outro; euainar-lhe. novos raelhodo, de Irabalho
a urna lavoura a que nao eslao acoslumadn,. Cum-
pre regulan.ar a. relceles dos colonos entre si e
com o. adminiatraduraa ; tolerar muitas exigencias
e supporlar com resignarlo a primeira explosao de
lodos esses sentimenlos que no, primeiras lempos e
apoderara dnquclle que ahaodonou ,ua patria Os
pr.meirns lempo, sao bem espanosos; as mesmas
colonias que mais ten prosperado, como a colonia
Vergueiro e de Souza Oueiroz, o Souza Barro., que
sao hoje modelos, liveram de passar por crses bem
temveis, que ao puderam ser vencida a cusa de
mulla lenacidade e muilo bom senso do, seus ron-
dadores.
Ora, o que vemos boje'.' Qaem quer Tunda t di-
rige urna colonia ; Tunda-a e d.rige-a como quer,
uu como pode. O mesmo lavrador que Tanda a co-
lonia algumas vezes nao lem idea alguma da, difli-
culdadea que tem a vencer ; nao sabe em que ,e
melle, e milita, vezes vem bem depressa o arrepen-
d i in.-ni,, -i 11 todava ja he tardio. Precisa-se de Ora-
ros para a lavoura ; mo ha cscravos veuda.e man-
la-,e buscar bracos de colonos a Santos. Eis ah a
que se reduz a colouisacao para algn, dos empre-
hendednres. He preciso um imerprele ; toina-,e
ah o primeiro que se ollerece : urnas vezes este ig-
nora o patois ao colono, eutras veze, he am amo-
linador. Segue-se um primeiro periodo em que au
pode eslar bem regularisada a colonia, he justamen-
te o periodo era que o colono deixa-,e uccumbir
pelo desanimo, eslranha sua uova exislenca, e exas-
pera-ae de (odas a< ma.s leves contrariedades. Por
sua parle o lavrador v approximarem-se os prazos
do. pagamentos das passagens ; v cada dia crescer
e avollar a divida do colono, e nao v os fructos que
esperava do sen Irahalhu. Daqui diuidencia,, des-
gusto reciproco, desmantela.nento, ou anarchia na
colonia ; e o colono sahe, e ra augmentar o nume-
ro dos prulelarios. O colouo qoeixa-,e para a Eu-
ropa de que fin .Iludido e de que esla iniseravel : o
lavradorque.xa-sedeque em vezdelraballiadurcs Ihe
mandassem vadlos, lurliulenlos, esludan(es, alfaiales
e cabelleireiros, communica suas impreasoes ao, vi-
zinhos. Daqui podo resultar o descrdito da emi-
grado na Europa, e a repugnaucia dos lavradore,
para a colouisacao. Todava, aquella mcmissrma
colonia que deu laes resultados leria prosperado, te-
na dada vanlagens ao fazendeiro e aos colonos, se
ti veste havido mais persistencia,' mai, teuacidade,
mell.or d.reccaoe inelbor adminislraco.
Deve continuar esla plena liberdade concedida
amplamenle a lodo., de Tundar.dirigir e acabar urna
colonia quaudo e como Ihe aprouver '! Seria possivel
e v.intajosa a inlervencao s-lular do governo para
verificar as coudices de aplidao e idoneidade da-
queiies que se propeen a Tundar ou a dirigir urna
colonia ; inspeccionar as eondiges de sua a Iminis.
Iraeao, e supprir rom asluze, da experiencia a inex-
^."e.n.c,,."eJ!,ersal,lldille.ae.(luem as promove? A
na, calamidade, publicas sempre se cata a quem Jan-
ear a culpa dellas, e quasi em geral acba-e o culpa-
do nos governot ; nao teve a regra eicepco aqui.
Ouro que se cuida de alugar on comprar urna casa
que sirva de enTermaria especial para os cholencos,
e que se tomam oolras medida, preventivas e sani-
taria, ; ma, nesta Ierra como em lodo o Brasil, nin-
guem quer entender o principio ao telf governement,
comquanlo esleja elle implantado as no,s.s inslilui-
coes. e exige-,, nao ,.. quc o governo pague, senSo
(ambem qne elle n.es.no .juate, prepare eaprenle
ludo o que lodo, e cada um crece, aconlecendo aqui
que nem ,e quer se esta' de accordo sobre os meios
deae censeguirem os li,. |;11S querem que ,.
pe.le sem a menor quebra, o direilo de propriedade;
querem oulroa que a autoridades ma0 armada, tu-
me de tuno coala.
N'uma cousa ludo, concordara, he em nao querer
------------- ^vviii sm piUIMU'l) %^ ------------
luudacao de urna colonia he urna simples cuioreza mos um fac' de semelhanle nalureza I
a enTermaria ao p da casa e.n
pode ser juiz com laes morderse*.
A nossa assembla est Irabalhando ; ae bem se
mal, provincia o sentir ; no primeiro caso s.'rei
grato ao quinh.o que no bem me couber ; no se-
gundo terei compauheiros para aaata
consolarmos.
Chegou a barca, nao ha lempo para mais.
( ratea*, )
Jorual do Commercio do Kio. )
a aj a
CORRESPONDENCIA DO DIaRIQ. DE
PERNAMBUGQ
MARANIIO.
"de abril. ;,
Comesdrej pedindo-lhe mil desculpas por nao Ihe
haver escripto pelo Tocantnr, que enlrou e sahio
cora a sua terrivel velocidade de Ireze milha, por
hora. A este respeito viva, viva e sempre viva o p
deboido S. Sallador, que nada T.zendo as car-
reras, com a sua pachorra de Ir milha, por hora
da lempo gente corarse c a escrever com algum
descanco.
Porem, para serem ludo exacto, corre-me a obri-
gacao de declarar-lhe que nao foi nicamente a
presteza do Tocanlins, que me Teresa ., incorrer
naquella falla, a maior sem duvida que um corres-
pondente pode commeller, principalmente, se como
eu, ha mais de (res annos, faz limbre em ser pon-
(ual, exercendo assim essa coitesaa virlude, que ja
servio de brasao a um grande re.
N3o Toi pois nicamente a presteza-daquelle va-
por, como Ihe disse, o causador doriceu sileucio,
mas lambem a (errivel debilidade e que me pros-
Irou a moleslia da moda, a que os Vulapios cha-
mara dyteaterta, e a que o mundo fachionable, nao
sei sobre que Tundamento appellidou de retira-
O grande caso be, que ella ia-me Tazendo retirar
o cauaslrc.
E como j.'i Ihe disse, em urna das ainha, ulti-
mas, se a tal molesliuha nao be um irmao do gan-
gelico abutre, pelo meno, he primo en primeiro
grao ; oa enlo, um preludio dessa triste simpho-
nia, que ahi se lem ouvido no, arredores do campo
morluario do sea Santo Amaro.
Bastante temos la-limado a orle dos nosso, ir-
maos Pernambucanos, a bracos com o lerrivel cho-
lera, e anda mais a brac,o. com a cobarda iuexpli-
cavel de seus mdicos .'
No, aunaes das calamidades humanas, nunca vi-
Dgua.i a Ail a |cerla altara por meio do a,
irabalho de da, bomba,, ama movida a ataa.^T
Ira l vapor note, que o nivel d'aqaelle rio lea
muilo .menor .., |ugtre, da cidadei aonde ^
ser enllocado, ,e,pec|ivo. chafarize,. A necessi-
dade de dou, motores para o tal enc.nam.nto, prin-
cpalmenle om qu. demanda cerlo, gasto,, nao pe-
queos snge.o a muito, contr.tempos, alem da pou-
ca ferl.l.dade do rio,oU ,, arroio do Anil *
e, ,e podara ludo taja afiancar aos accionista, gran-
dea vantgen, em seu, cap.t.e, ; em lodo o c*.
pouco poderao elle, perder, ltenla a garanta do
juro de 8 por cento.
Cumpre dizer-lhe que nada entendendo da vasta
.ciencia da engenharia, muito temo que rae appli-
qoam o-N< ufor ultra crepiUmde apelle, ; ma,
em materia deencanamenlod'agua decoconfessar-lke
queso lobo len'aquelle era que este elemento* ees-
m. Nao m coa, em virtude da propria lei de mu nvelameulo
e nunca n'aquelle em que para iuo se exige o eni-
prego d'um motor, muito embora seja da Torca do,
robusto, cavados da machina, que terve no togenhn
f-'oncetViio, que segundo dizem lem de Touccionar na
menle no. lal empreza. Nato devida, qua am outro, piiea,
anude a vigilancia, a dedicara,, e a reaponsabildede
sao cousas conl.eclda,, possa progredir um encana-
ment de temelhanie nalureza ; mas entre n, son-
de ludo isso he lellra mora, dnvido muito a muito.
Entretanto, at l esperemos; ou aomo ja dista
em urna das inhibas ultimas, al ver' nao ha
larde.
Alinal, depoi, de tanto eaperar, cliegoa-hos o Ka-
monda, com a sua comilanle caterva de eanlanlea, e
lamben creo, que de d*nte,. l*a0 es u aiod,
marcado o d.a da estrea, por causa do, incommodo,
da Tebre amarella, que assaltou um dos aabfitt ma-
chos, e o pintor scenographo. Nao sei em que jaula
o emprezario encaichotou luda a sua bichara, por-
que ainda n3u Ihe puz n, luzio. emeima. Aguardo
a occasiao de poder ve-Ios e ouvi-los na primeira
no.leem que elle, se apresenlarem ao publico en-
lato, com o ouropel das p.aMI CUID que |ia ue
enTeilar, ese com ellas combinar cerlo-a nao ti-
carera reduzido. a verd.deiro, pay6e^-m.,, antea
se Torem ludo quanloahi narrou o aeu Diario, darai
por bem empregados o, meu, dez lusle., e terei o
primeiro a app|aud-lo, e a lecer mil louvor, ao
Kamonda.
Faco esta advertencia porque lenho tido muitat
decepces em miaba vida, e asiira nao qoero co-
mer galo por lebre, e nem comprar nabo, ensaca-
do, O que porem Ihe posso asseverar, he que os
camarote, e os lugares da supenora tem sido louca-
mente procurado, : cada ass.gnatara comprehende
KJrecitas eassim a na> sahir-se bem o Kamonda
do primeiro a.sailo a, algibeiras do, diletlautes, .nao
Ibeir a' o negocio; porque enlo, aconaelhar-lhe-hei,
ou que va' plantar ps de burro, ou enlSo, que te
colonac no Furo.
S. Exc. o Sr. Cruz Machado continua ua admi-
nislraco, cercado de parle a parle por lodos oa en.
comios e obsequios de que coslumam gozar os pre-
sidentes moderno, oa administrarlo dula pro-
vincia.
, I -------------- aaaaiB. -a^'ava c.iii/i r;_t4
industrial a que se deve deixar plena liberdade ; ou
deve .i adioinislracao inlervir para crdito da col-
nuacilo, e para deeza e prolecco do, colonos, que
por sua ignorancia sao, ou devem ser equiparados
as pateen mi.eraveis em favor de quem a lei he l,o
prev.deule Sao quesloes a que nao pu,so respon-
der. M terio ellas, porem, escapado a exame e
estudo do ..obre e .Ilustrado Sr. marquez de bran-
les, que, ouvimos d.zer, eta encarregado pelo con-
selho de estado de um Irabalho sobre este assumpto.
Cumpre porem que se lenha cumo cerlo que a col-
Bitacas pelo syslema de parceria. n*o sendo em (he-
te a prefenvel, be comludo Bquella de que o paiz
lem mais urgente necessidade, e a nica que, por
esles annos, pode ler algum desenvolvimento.
-\ai proseguiido ua assembla provincial a dis-
eminara a rchUir
com-
o seu
real Tazeuda a importancia
de ordenados pagoa^ renos empregados de justic.i.
Parece que quemada us Paelillas obl'er a ereaeas
ou reslaurarao de cerlos lugares de Justina, e .lo
querendu o re carregar com a despeza, os consellios
de S. Paulo e lugares adjaeeulet reprcsenlaram pe-
dindo a crearao e propo..do-se a paga-Ios a sua cus-
a. Dsln se lavn.u termo em regra. Mas creados os
lugares, os conselhos Tora.n renissos no pagamento :
a real Tazeuda Toi pagando. Logo intento., sua accao
para inde.nnisar-se : a cmara de S. Paulo impg-
nou allegando entra, nutra, cousa, que nao se (i-
uha obrigado solidariamente. Nao obstante Toi cen-
de.onada, e inleiilou-se a execuciio, ha cerca de dous
seculos. A cmara embargou ; c durante cento e
lano, anuos disculiram seos embargos. Estes Tora.n
alinal desprrzados ha vinleai.no, pouco mais ou me-
mos. Mas acamara invocan certas nullidades que
nulilisaram esla coudemaago. Devem agora subir
o, autos concluao, aujuiz doa reito, da Tazeuda para
seiitenca final. Paremos toda a diligencia para ser-
ios infimnado, do resultado, lie u.ua demanda
Matonea,
Vamos quanln anles a nma reeliucasao muilo
em regra, antes que outro. a meara. Na minha ul-
I.ma caria, fallando a proposito du contrato com a : cnolera "ao > desenvolveu all: e alem dos casos une
.- ,, .l\ .- .i, .. a.__i :_i_ i .. ma A..r ,,., > ..I...... .______i_i. t
casa|\ ergoe.ro para inlroduc-ao de colouo,,dsae-lbe
que a aulursac.ao da le de 1833, para se Tavnrecer
com enprestimos a utrodurc,ao de colonos, ia lican-
do lellra mora al o tempodo Sr. Saraiva, e que es-
le 1,'ira o primeiro a execular esla aulonsarao, cele-
brando o contrato, cuja modificado agora a assem-
bla recomnicnda.
Nao fui iuleirainenle exacto. I'ieime em quem
devia andar bem ao ractodesla, cousas ; mas deu-me
- .Sa-
raiva apena, renovou o coutrato. Logo depoi.
de sanecionada a lei de 1S">2, o governo conlratou
com a casa de Vergueiro a introdcelo de O co- I
bino, por auno. No mesuiu anuu de 18,2 se adian-
tou a primera preslacao de J:(K)()j rs. Em 18,">: a
casa Yergue.ro irrlporlou ">9i colonos e i. em 18-3:1,
que Toram distribuidos coi.Tcrme as e.tipaUeOes do
mesmo conlralo. En. 18j3. ua lei du urramenlu, de-
liherou a assembla que o governo, para assegurar a
X*?-*"?*'!^ **** tova*, "ida a Jar ,la, ,uas as ilhola, de Ratones
la volada para ese servico, exped.sse um regula- "
menlo, no qual Tossem eslabelecidas, como dimana-
das du espirito do controlo, as condiciies relativa, au
modo da entrega do, colonos, e probibicia de exi-
g.r-se oulra qualquer ioilemuisacao alm ,1 -.. passa-
gens dos colonos, c mdicas e indispensaveis despe-
zas con. elies Telas, sen. ...ais coiumissao alguma. A
casa \ ergue.ro inmediatamente eudereesu ao gover-
no U'na repreaenlacao em que protestara nao adhe-
rir a laes coud.ces, que qualificavau. como emendas
ao contracto, oll'eu.iv.s de seu direilo, etalvez capa-
zes de perturbar as operac.es relalivas coloni-aro.
O conseiheiro Josinu, euiao piesidenle, vi.ta' de aC|1" 'alle,'e" em casa d" senhor. Logo depois cabio
las formal opposieao. e entendendo nao ser prudeu- nm Paruu niariuhcira do mesmo barco, o qual man.
!LS,rmw^i,^end'' u,ovi"7' com 'o arduas que.- dado para o hospital de caridade, all morrea
loes de preurzos, perdas e damuos, resolveu tolir'es- "_______'- '- '"""au.
lar na eiecarao do d.sposlo na ullima lei deTraa- "d Xl,,C"Sai "cs,e h*Pitol e
nenio (de 185.1; por i-sso n.auduu entregar aos em-
prezanos a quola extipulada em seu cuntralu, logo
que a ex.girem.
Nesle eslado eslavam as cousas qoando o Sr. Sa-
raiva assumio a presidencia. Achando-sa a espirar o
prazo do primeira conlralo, a casa Vergueiru ollerc-
ceu proposta para a sua couliooacXo, propondo cer-
tas modilicaoes. O Sr. Saraiva aceiluu a proposla,
ma, ennsegio em proveilo da colouisacau as seguiule,
novas condigoe, a que se sojeitou a cas. empreen-
dedora. tm vez de .jOO colonos que se obrigava
aquella casa a importar, eslipulou-se no nova cunta-
lo que importara mil annualmenle : em compensa-
cao, o governo rcduzin a u.n e dou, anuos os prazos
de dous e qualro dentro dos quaes os fazendeiro, de-
vem pagar a casa importadora a importancia das
ipexaa Tela, com a passagem dos colonos, despeza,
em e oulias quesquer. Alm .lisio obleve o
de v ia ^
Sr. Saraivk, que a casa Vergueiro aeangailataa in-
novecao propo.fi. em 1833, Conlra a qual havia re-
luctancia no lempo d. Sr. Josinu. Por i-sos eala-
Mecen no arl. 4. da conlralo que esnlralot
le.lo, entre os lavradore. e rolnos terjlo celebrados
de arcordoco.il a referida casa, c segundo as mesmas
natea com que eala .. bonvercontraaos en. se. paiz
sera oulra indemniuclo alm desla, c das mdicas e
iiidispeiisaveis despeza, Teilas rom os .filos colono,
sen mais ro.uniissAo alguma. na cnuTorniidade do
- do arl. .1, da lei ... 18 de _> de malo de )8.,:l g
Ahi esta, por (amo, feiln a reetiScaeau quo me
pronni fazer ; eau memo lempo a historia completa
le toda esla .legociacAo.
Agora permitame' alguma, rellexiies. Muilo se fal-
la ueste, contrato., como conteni um favor excesi-
vo n rolonisai.ao ;......,. que pelo contrario, lem ha-
vido excessiva inesquinharia, e que nimio pouru e
ra para dar o preciso desenvolvimento i introduccao
,lc colonos.
Recbeoslo a e^> vergueiro par eniprestimo aera
joro a quanlia de S,-.mi*> annualmenle, reversivel
aos cofres provinciaes em :i annos. para importar mil
colonos, quer .lo di/.er que recebo, una subvencao
animal de 1:500*, importancia do joro qae d-veria
pagar ratas dn l. por cello ; i,|o snppondu que re-
cebe ella p.niuplan.e.le e sem demora a passagem
quei a.l.anla aos colonos, o que alias nao acontece.
Bale auxilio une recebe a casa Vei-ueiro mo Ihe
ra. faiitasiatla,. Ala-, paraban, ao direclorio da no- da azo a fazer o menor favor j
va sociedade esleve o seu baile assaz conrorrido e i ";,. "10 P1
brilhaule. Apresrutaram-se mo menus de "
ras vestidas a'Tai.tasia, alem de maior nu
i% senho-
irfern de
colonitaclo ; porque
periuillindn incumbir-se da importaran do,
rotnos sera dispensar uina commisso pelo Irabalho
que ten. do agenciar a .ua vinda. Uto favorece ab-
Isolulameiile o colouo, nao melilota rm cousa alguma
Nu Para, aonde a epidemia se deu pela primeira
vez entre us, he sabido que um s medico uao
deserlou da. fileiras honrosas do dever e da carida-
de ; anles pelo conlraiio, com os seas quasi irmaus,
os pharmaceutieos, esmeravam cm ,obresabirem-,e
nns aos oalros, nee lerrivel cmbale, contra om
iniraig. inv.sivel e implacavel, em cuja occasiao o
.medico sempre reprsenla aos olhus d'nma popula-
3o iuleira o papel d'um enviada de Dos, d'um an-
jo consolador, e que s pode ler co.nu rival, esse uu-
tro aojo verdadeiro medeador entre o homem e a
Providencia, que se chama o padre.
He na verdade para adm irar que nessa Ierra clas-
sica do herosmo, smente a class* medica teoha
de ver-se, quandu um dia se escrever a historia da
epidemia reinante, Tazendo um papel ainda mais ler-
rivel du que o proprio cholera. A cobafdia no me-
dico pode ser tao criminosa como a do militar ; e
por isso devera cumo a desle ser severamente puni-
da. Sei que alguns medico,, segundo declara a bem
escripia Carleira do seu Ot'aHo, lem-se portado
como digno, filhos da sublime arte que proTe,-am :
Tormam elles a excej>r,ao dessa regra geral, que ah
tao verKonhosamenle se observa, excep,;,io, que por
3o diminua por si nato pode arredar da incre-
dulidade publica esse monstruoso anachronismo do
maior e mais indigno charlaiao que ahi chaman) o
Teilceiro pai Manoel I... Que vergonha elerna para
a propria medicina nesle seculo das luzes, e direi,
do herosmo, em que vivemos .'
Ser bom que o_eu Diario publique por cxlen-o
os uomes dos mdicos cobardes e o, de lo ios aquel
les que por seu egosmo, quer nos auxilio, que de-
viam prestar ao pavo, quer no auginoulo que lize-
ram do prego na venda dos objectos mai, essenciaes
ao consumo publico, nessa quadra calamilusa ; afim
de que a historia v, confiera e Ibes imprima na
fronte o ferrete ignominioso, que bem. merecen.
Do mesmo modo se deve publicar o nome de lodo'
o, bous mdicos, dignos verdaderamente desse nome
e os de todos aquelles, emli.n, que devem merecer
pela sua caridade,. na premia quadra, as ben;aos
da poeteridade.
No meio de tamo egosmo que ahi va, diga-meque
figura resplandecente, digna da maior gralid.ii, pu-
blica, nao aprsenla o denodado e car.doso carmelita,
Krei Herculano, e o pl.lanlropo inglez C-eorge Pat-
chell !..
Vine, desculpe o alongar-me do meu principal
assumplo, para Tallar-lhe em cousas que ahi se at-
ean e que Vmc. mais do que eu deve de eslar sci-
enle. Se nisso loquei Toi porque muilo me lem m-
pressionadoo quo a tal respeto hei lido na, gazelas
dessa capital ; e porque temo d'algum modo que o
mesmo entre nossucceda se Tormos visitado, pelo
lerrivel hospede asitico.
Sirva isso ao menos de aviso aos nossos medico,
raaranhenses.
Como cima lica dilo, entre nns su temos a lamen-
tar a epidemia do retira, a qual quasi que un c-
ntenle be Talal aos prvulos e s pessoas de avanra-
da idade : au se limitando ella ,o esta capilal,
pois ja lem Teilo sentir os seus mos elleilos por
qoasi toda a ribeira do llapucuru, al a cidade de
Carias. Nessas paragens, em razao da Talla abso-
luta de recursos, os seu, esiragos leem sido maio-
res.
A presidencia ja expedio para lodo o interior urna
circular conleiido urna exposicao circumslanciada,
Telta pela junta de bvgiene publica, de todos os
medicamentos, os mais promplos a co mbaler o mal ;
a.sim como ja incumbi a alguna pralico, o cuidadu
de (ralar dos alacadus.
As chuvas contiuuam seto quasi interruprao al-
guma : is,o talvez veuha em nosso auxilio para obs-
lar a Imponadlo da seihora, ou do senhor cho-
lera.
Acaba desr acceda a proposta do Sr. Rav mundo
llrilo (temes de Souza, sobre e encanamenlu do rio
Inil, afim de abaslecer a cidade d'agna polavd : o
conlralo com o governo ja se acha assignado ; e se-
gundo parece a .neo curto hesli.nle as cundiees de
partea parle nao Toram mal estipuladas: u oj-
lenlo da obra andu por JO(l:tKKij pilal, o poni da provincia talvez que se arba en me-! -'"ernns accionista ale ovalar de ttl:0tN)3tNMt, (
se deram en alguns marinheiras, nenhum outro
consta que apparece.se. O v.ce-presideute apenas
Ihe i-,,n.!,,u esses casos deu lodas as pruvideocias. e
a requisjeau da auloridade de S. Sebasliao mandou
para all um medico de Sanios.
No Norte a epidemia nao lem progreddo ; poslo
que pelas parl.eipar.des do. mdicos ainda senaopo.
sa dar como definitivamente exlincla. Consta quo
se lem turna lo dignas de ludo o elogio os serviros
a cunos.dade deexa.niuar por miin mesmo a mala- a l'rrsiado pelo medico Antonio Altes do Banho,
ria, e appresso-me c... rectificar o cugano. O Sr. Sa- '"e eri re,ideute no llananal.
dem.
SANTA CATHARINA.
8 de nial,.,.
Desla vez lenbo de dar-lhe bem melanclicas no-
ticias.
A desenvolla dissolula coqquetle, que sendo admit-
_ ede
Inabii-miritu, lia prximas illia e ao cor.tineule, e
os terrenos insalubres por paludosos, dellas nao sahio
Tazendo-no, assim Toscas. gaiTonas e negaras ; afinal
lomou p entre n.is, e estamos soflrendo osea pesli-
lento bafo, e os seus morlifcros amplexos. Estamos
a brar,os com o cholera desde o I. do Mrenla oesla
cidade.
I m prelo marinbeiro da escuna Urna, viuda des-
se porlo, fj o primeiro atacado estando ja havia dias
bairro do Menino Heos, dentro de cuja circumscrip-
cao elle >e acha, varias pessoas ; v.-se este.de.do
ullagello eja se coiilam morios du cholera ->l indi-
viduo, de ambos os sexos, de lodas as cures, sendo a
maior parle gente de rara africana.
Teem havido alguns casos benigno, ou de simples
cbolerna, e tamben) lem sTJIVrido calumnias u nial,
pois, segundo o u,o, as circumslancias em que nos
adiamos, a n-ngiiem se concede inorrcr arillo de cho-
lera, c ha de ser da azialfea, embora reinen na esta-
cao as solturas, as desuilerias, aa Iv phos e oulra,
enferiaidadet.
Aqui lemos pois mai- una prava de quanlo be
myaterloso, vario, caprichoso o maldito Meo, ven-
do-seque elle veio fazer a lavarle na Iba eaaca-
Ihorcs condre, hjsien.ras. onde Dio ha charcos
nem aguas eslagnadas, e onde, diga-eo que ,e qui-
zer, se observa mais limpexa do que no mais as-e.i-
du bairro do Kio de Janeiro.
Dizem-me que na rallan medicamento, na ierra
liroprio, para combaler o mal phtsicaincntc ; receiu
porem que baja mingua, sena,, falla absoluta de um
muito acunselbadn com.. preservativo infallivel, mas
queaiuJa ninguem que eu sail.a, iud.cuu e pz
venda ; fallu du eepteifieo conlra o niedo. que he
fcil dizer que se nao lem. porem, que, se julgu por
mira, nao se pode deixar de Irr quandu se v que a
insidiosa fer.i. maueira da jaquirana-bova cobra
garandlo que linaudo-se uasl.iiihaiilenicnle va-
riegadas azaa, vai s cegar enterrando o Ierran, don-
de cea Icthel veneno mis ...seros que acaso ancn-
Ira en seu v.'m ; ataca a etma c Iraiceeiramenle. Ta-
nto comludo (c que aqui nem as autoridades, nem
o, mdicos, que lo solemnes pravas deram da sua
ph.lanlropia, denodo e abnegaeao, Ionio pela carli-
Iha dojuil municipal dn l.i.noeiro, e que nem ellas
ue... ellis recelarla que Ibes chamen, tolos por Taze-
rem sacrificios, anda que depois se mostr que Tu-
rara imitis.
Como nos males individuar, sempre ,e quer lan-
Sar de sobre si as causas dos que se soffrem, assim
garantindo o juro do capital, pelo miiiimo de S pe
canto.
O lempo do privilegio concedido empreza, se-
gundo me record, he de l) auno-, c o preco das
apolices be de ZOO?cada ...na.
O contrato estabelece nina eondieJM concernenle ,
probihirSo absoluta da venda d'agua por empreza.'
particulares, logo que os diafarixet da co.npanhia
comecera a funecionar : essa clausula ali.i, raxoavel,
porque sem ella o privilegio desapparere. alem de
assegorar ao publico nm lornecimeulo d'agna in-
fallivel e mais aceada do que nao seras capa/cs de
o fazer lodas i'ssaspeslilenciaes canoas, que ora seoT-
lerecen ao consumo, muito tem dado que fazer a al-
guns que peden) a revogacao d'aqaelle preceitb.
Sem duvida, que algum ulereando cucu.umeudou o
aermlo a esses que,ora pela imprente, delcndcm se-
uielhanle ll.eura.
IJuantu a ruin.
parrara am bom resultado a
Eslimarei bastante que esse eslado de la de roel
continu por muito lempo, vs(o que sempre anlbi-
palisei com os modos selvagens da cenas opposieoes
da nossa Ierra.
S. Exc. recebe cumprimenlos e soirees de lodos
os lados, excepto dos da grei do Progreuo, porque
os dou, curriTeus dessa genle, comquanlo saibam
horrar, tendo muilo em mira a, aspirarles abdom-
naes, nao podem comludo sopporlar a idea da des-
peza de u.ua simples chavena de cha Nao lem
porem uccedido o mesmo da parle dos estrellados,
porque o Jos dos Boi, labe contar com a bolsa dos '
seus enlbusiastas, o, mais papalvos, se bem qne os
mai, recheados daquillo com que se comprara oa
meles. Para conseguir esse resultado nao deixa
elle de promeller lodos os tliesoaros dos bons em-
pregos e honras que la existem na corle. Es.es po-
bres de espirito sao verdadeiras beatas de carga, das
quaes nao se exige oulra cuusa alem da virlude da
fon;a obediente. ^
A engodarao dos baile, e soircs,i ligeira, he, po- '
rem, oousa por demais conhecida, e por i..o aslou
que o Exm. Sr. Cruz Machado saber desfruclar
essa gente, comme il /aut.
Se elle no se quizer sujeitar^i cerlal> exigencias
deasa pandilfia, que por muilo lempo nao poderlo
supporlar esse eslado feudular, permilla-se a ei-
pressao, em que S\ Exc. ,e conserva dentro em
breve veremos que os toirces, que ora Ihe oflereee
aquella genle, desapparecerao de lodo, para dar lu-
gar quanla invectiva se pode imaginar Hoje, qne
elles roncorrem para opagodismo de S. Exc, ama-
nhaa serao os primeiras a charaa-lo pagodeiro, on
cousa que. o ralba. Senau, baja vista para o qae
nao sollreu o fallecido Dr. Machado, quandu indis-
poslo com o, ctrellas, deixou de a.sut.r a lodos oa
eus odios, eolre os q naes, sa fazia salientemente
senlir o, que constantemente dava nos Reme'dfos
o Sr4 Femando de Souza. Para elles muilas vezas
houve quem visse o ollicioso Dr. Maia levar a S.
Exc, em ,. seu proprio cabriole!, dignando-ae nes-
sa esteatita, elle Maia, bolea-lo com lodo esse pri-
mor de grara com que S. S. Sabe prestar-,e... E,
depois de ludo isso. u lo, ui presencian, a, no-
jenlas accusaces de pagudista lenlas coutra o
Ilustre finado, lugo que elle, como cima dise,
abandonou aquella genteverdadeiro recheio dos
mais hediondos'crime, e das mais abominnveis im-
moralidades !
Os males de uns servem de experiencia ejlicao aus
oulros. Couto pois que Exc. .aber aproveilar
esle ligeiro aviso, que por grande hondada de Vmc.
encaixo, sera mais nem menos, no corpo de urna
simple, raisiiva.
A qualificarao do, volantes as eleieic, por crcu-
lo,; que esle anuo deve de ler o seu primeira eu- .
saio, ja se acha eoucloida. Todo ,e fez em santa
paz ; o introito, au agoura mal o resultado, pelo
menos, quanlo au modo, porque al boje entre nos
arara Taita, a, elede,.
lem causado verdadeira admirarlo, ou antes
ndgnac.ao, enlre a, pessoas sensalas da proviucia
e que desejam ver era ludo reformada, as antigs
eleieues, islo he, ale em os seus resultadoTazendo
com que ao seio da represeiilarito se apreseatem
ni.lixiilmis dignos dessa pealegover que o/ dos
Boizinhos lem lido suas cocegas de ser o deputado
etcoibido pelo crculo da capital... Esse hornera
que, comu sabe, ligurou como primeiro galaa, uo
drama da sedula. Talsas do Egldio ; qae ainda so-
nlia com a immoral realissr,ao do, douradu. boizi-
nho, ; qae, cuno a ema dos uonos serles, qne por
Talla de ervos ulphetiei. al engole pedras, atsim
elle, por Talla de vergonha, sujeita-se a repieseolar
lodos os papis por mais indignos que sejam ; que
lem. como diz o nosso Joan Lisboa no celebra re-
Iralo que delle Iraeou, devorado urna Torlana que
Ihe mo perlencia ; que he aulcr de oulro, mullos
crimes anda mai, repugnante, ; que nao possue em
si urna qualidade umea preslavel, virando de in-
triga,, todos ongodanlo; que soleva a mirada
arranjar un. Tuluro para a velhice, queja Ihe bale
porla ; elle, que por todos he conbecidu, e por to-
dos apontado comu om homem perdido, na estn-
cao da palavra ; que com o seu cunhadu, o Kodin,
tem sido a causa de muito, males porque lem pas-
sado esle Maranhas ; que, ha muilo, com os leus
comparsas, o Cacique e o Vi........dever. na ilha
le l-eru.in I-,
purgar um pouco a, lorpezaa da sua
vida; esse homem, digo eu, que he emlim... o
que... a verguuha nesle mn.nenlo, ... manda calar:
lera por venlura o arrojo de se julgai capaz de ser
o escolhido por qualquer circulo, indo assim repre-
sentar esta imprtanle provincia... elle o lypo do
que ella lem de mais indigno e abjeclo Duvido
muitc. Se o Jos dos iloizinbos, haveudo lito de-
vassamenle estragado sua ...ocidade, boje lem pie-
risoes muilo e muilo grandes ; se nao lem Torcat
bastante! para li'.ib.ilhor com o suur de seu rosto
com urna e.xada, a qual minia deshonran a nin-
guem ; que uhlcnha enlao uina subscriprSo costa
dos amigos, e al dos proprio, inimgos ; eslou que
este. Ihe srau generosos. Arrependido poder adiar
coiniseracau ; mas, que para sempre deixe a mana
da deputaeo...
O avllaineiilo desla provincia nao pudo clugar
ao poni de eiilbraiiisar por mai. lempo na repre-
sentara., naraanal mu Z dea BnJainhoa. O datan.
gano que seu cunhado ja leve de /in/ar una cadei-
r. no senado, lenha elle agora de poder abichar um
cumpanhia, se acaso me podosse.n ..segurar a esla- lugar na cmara temporaria. Ee fieroe sabe mu
hel.dade do projeclo do enoanamenlo; o qual sen- tubera, qu. nao se pode aposentar em represen .-
do parto do Dr. I .Mandes, co.....leem elevar as Unta da afio, jaque deseja um santo far-nienti,
) H agora uosfoi en.ragu, e.ta er,cspo"nd.-1 ^".L"'"^. '" V"S'Xi,!n u a",ei esl0PidK'
ca do Maranbao, viuda pelo rapor Paran, gracas
uo portador que a cunduzio.
Os RR.
nao Ihe soibe al hoje preparar.
A deputado nao he um emprego publico, com a
qual elle ja coulau nos lempos do Talal dominio da
MUTTDDxT
ILEGIVEL
"*?,
-



'relia... Nao crea Vmc. que eu dzendo-lhe to-
da estas verdades de nosso hroe de mil falcatruas.
tenha aidojeiagcrado. Como Maranhense que sou,
desejaria, en> aperlada contingencia, que fosse ao
seto da representaban, qualquer m ouiro dos ani-
mae* da menagerie da roa da Estrella. O proprio
Podre pequeo, qoe se apresentasse, eu o preferira
ao Jos' dos Boizinhot: que ligo eu, o proprio rou-
V* relha, o proprio Claro pilada, eu dar llies hia
esa preferencia. Pelo meno, se estes sAo Ido ig-
noranlej, tilo ineptos, nao sao Lio repugnantes e
"em lera urna vida lio criminosa e (Ao cheia de
maullas, como a daquelle leme.
Sirva o pooco que ahi dexo escriplo, como um
protesto, ja nAo digo, o possibiliilade da candidalora
do Jos dos liois, mas al > simples ou-1 lia delle
peusar em (al.
Falla-se em muitos concorrenles i deputac,u, ho-
ja que as incompatibilidades abriram os circuios das
aspiradles dos compalivtis : lodos por ora conser-
vm-se qoaai que calados ; planejam as escondidas,
al qoe o enverno geral approve oo uo a plano da
presidencia estabelecendo qones sejam os seis circu-
loa que eve ler esta provincia.
Sega, neste vapor, S. Eic. o Sr. commendador
Vieira Belford. que, como* abe. na qualiaade de
vice-presidente, esteve ullimamente rom as redeas
da administraran. Vai, segundo estou informado,
m un simples pesssio a corle. S. Etc. he um ver-
dadero cavalleiro, dotado de grande haliilidade, e
de urna vasta experiencia em ludo o que so refere
aos negocios da nossa provinciao qoe de cerlo
nmilo coolribuio para lomar digna aquella sua adminilrarao, a qual comecou apenas
perisaram os das do fallecido r. O. Machado, al
qoe ehegou o acloal presidente. Todas ama excel-
leoles qaalidades qoe lio eminentemenle dislin-
gaerji o humein de fina educarAo, reunem-se na
pessoa de S. Exc, ao pouto de o lomaren) digno
daasa coniideracAo de que lAo geralmente una.
Carra, como certo, que lie elle o candidato oninime-
mente aeeito pelo circulo da capital. Muilo o es-
timare!. Veja li que eslranho contraste nSo forma
om homem deste quilate, cum o asqueroso caricato
do 7. dos Boiziohos !
O processo de responsabilidade intentado pelo
consol porluguez; contra o negociante Jos A. da
Silva Guimaraes, de que ltimamente llie fallei, vai
correado os seas turnos, ante o juii municipal da
2.' vara.
O mesmo Jos Antonio, que he um ferrabraz dos
qualro costados, acha-se anda em meia lula com
o r. 'lavares, e de ve/ em quando l.i lacea elle
contra este o faci da bigamia, qoe Ihe pesa s cos-
tas, como urna chaga bem cruenta que o nosso fiscal
muilo procura uecolla-la debiixo de pessimas ala-
dars, sangrando sempre, beta burrivelinenle. ludas
as vezes qoe lh'a tocam.
Quando deixaremos de viver debaixo desse mvsle-
rto de impuuidade em que se ada semelhante cri-
rae, ou quando o Sr. lavares se defender;! des*a
terrivel argirn, desmeiitindo assim, e com provas
irrefragiveis, a todo< os seas adversarios Qaanlo
a sinim, era honra do uosso paiz, em louvor ,1a
moralidade, muilo desejaramoi que o negocio tivesse
esse ultimo resultado.
Ao,ui paro, estimando qoe v.i passando seui a vi-
sita do cholera. Desla vez creio que me eslendi de
mais, o quesinto pe cansino eiu que me itoixaram
estas linhas, que, em exlenc-lo licam compensadas
pelo pouco que liveram as minhas ultimas.
Adeos.
-!n0 II PEIIAIIKI SEXTA FEIRI 18 OE ABRIL $1 H.|
MINAS-CERAES.
Couceicao do Serr 19 de marro.
Charo patricio do coraran, (uasi desanimado vou
escrever-lhe estas poucas linhas, dando-le algumas
noticias deila provincia ; c desanimado digo porque
nao tenho tido o prazer de ver impressos no seu
jornal as minhas pobres missivas. Cuitadinhas O
pai dellas as quer tanto, e cutre lauto roubam-lhe
qoasi o amor que llies lein E quem sera' o autor
de Uto inuocenle brincadeira '! Por ventura nao
dirgarao ellas ao seu deslino '.' Eslava quasi per"
soadido qae sim. alienta a rrsularidade e ponlua-
lidade dos cm reos ; mas ludo ueste mundo lie
assim ; nunca ha gostos perfeito* ; o meo fsdo pare-
ce querer dijseuchujjiliar'as minhas lelUinlias, sen.
mrito ; paciencia '. Continuo a miuia larefa ape-
zar de todo.
No dia 2 do mez passado lomoa contada presidencia
desla provincia o Exm. Sr. cousellieiro llcrculano
Kerreira Peona, que parece ler eslreado felizmeutc a
sua administraran. O seu antecessor o l)r. Vacon-
cellos dizem que nao vai para S. Paulo, mas romo
depulado ira' a issemblea, e vollara' para traballiar
na saa candidatura, pelo circulo do Uuro l'relo.
He a ordem do dia a divsAo dos circulus. Clcu-
los mil e mil pi ojelos se fazem acerca das divi-
sos e os candidatos futuros trabalham com todas as
Toreas na boa divsAo dellcs.
lias dizem que os candidatos ja eslao designados
(qoe ho de ser eieitos depulado- ; eu nao creio
uisso porque enlao melhor seria deixar correr as
causas, como danles, do que querer-se endireilar
seguiudo-se o mesmo caminlio anligo ; e nao creio
ainda, atienta a mudaoca da administradlo.
No dia I deste mez receberam-se cm casamento,
assim como manda a Santa Madre Igreja Calbolica e
Apostlica Romana, o Dr. Jos Joaqun) dos Sanios
Jnior com a Exraa.,Sra. I). Mara Augusta de Ma-
eedo Accioli, fllia do Dr. Jos Ignacio Accioli de
Vasconeeilos, ex-juit- de direilo desta comarca. He'
,am par digno um do otitro ; Bros abencoou lAo bel-
la uniao. il Dr, Sanios Jnior lie acliialmenle juiz
de direilo inleruio desta comarca.
No dia 25 do correle abre-se a asseroblea legis-
lativa provincial : os depulados ja vaoparliiide para
os seaf poslns.
Dos os illumine, para que facam lodo o bem a
proviocia.
Estamos no principio da secca,. mas aiuda cou-
tinua a cliuver pouco, leudo sido o invern muilo
chuvoso.
Adeos, al oulra vez, que desta tenho dito, pas-
sando agora a ir laucar me nos bracos., de Morpheu.
PBRmAMBHCQ.
Nos dias 4 e 5 do correnle, o Sr. Joilo Malheui,
um dos membros da commissAo encarregada pe as-
sociayAo commercial de distribuir soccorros na Ir-
guezia da Boa-Vi rinlio, Kelcm, Campo (ronde e Salgadinho, e coad-
juvadn peln alfere* AssumpcAo, percorreu aquellas
parageus, distribuindu estillas a lodos quanlos esto-
vara as circuraslaiici&s de as receberem. O Sr.
JoAo Malheus fui tesleniiiulia oceular da miseii-
tossi pobre gente, e licou sob maneira compenetra-
do de sua necessidades. prometiendo vollar sempre
que losse preciso, e dando moslras de grande salis-
rac.Ao para soccorrer lautos unscraveis. Agrade-
reinos a esse senlior cm nome da pobreza a sua
sulic.lude e beniguidade, pcdindo-lbe que nao se es-
qoeca da miseria que observou.
O cholera naquelle- lugares ha cerlo lempo a
esta parle lem sido esregaiu ; nao o dcixam respi-
rar, apenas apparecem os primeiros svmplomas a
cliolcriua.
Ouerem saber onde mora o inspector de quar
leirao do Kosarinlio da suhJelegaci* da Boa-Vista ".'
Va. .na.....a rud ,id (;ioria Ml, js.
(lectora esta como o bacalhu, que lem a cabera na
Irlanda e o rabo em Portugal !
Freguezia de. ... '. I i de evereiro de ISoti.
.....acerca, puis, de rasainrnlos va vendo V.
como lem procedido o nosso Rvd. Kvm. sem Ihe em
bargareui os camines, aos quaes talvez assim como
eu, nunca tivesse visto, uein taina o que dizem. Ca-
sou em sua casa, digu mal, casou em casa de orna
crealorade sexo dillerenle do scu.com quem
novas gal.'is. novos bros, para oslenlar assim o seu
contenlami^nlo pela volla de sua gloria, recursos e
crescenle piotperidade, em que uuii'i.ra progredia.
E que ouiro motivo, depois de lautas e l.lo Bran-
des calamidad*?* porque havemos passado, c de que
apenas comennos agora a respirar, nos poderia
obrigar a sabir de nosso pobre retiro, para ergucr
nossa dbil voz, sP "Ao o vehemente desejo, que nos
assiste, de saudar f victonar em uome deste grande
povo, a grata milicia que electrisou os nossos cora
cues, da prxima enejada a e-la proviocia do nosso
honrado, activo, intclligenle, inrahsavel e prestigio-
so compatriota, o Exm- Sr. I ir. Antonio Cocino de
S c Albuquerquc, cojoa loorosos precedentes e re-
lime, justamente adquirid!!* em sua sabia e judicio-
sa adiiuiiMiara.i. qnef na i'jralnbi do iNorle, quer
as Alagoas, onde, rctirando-*e, vai deixar indele-
veis padroes de sua gloria c bem firmada da reputa-
ilo de adminhlrador mdelo; juslilicam de modoin-
couteslavel a acertada esrollia riue Jelfe tem feito o
illustrado governo de S. M. I, para presidir os desti-
nos desla bella provincia, seu paiz n.,1'1'. em subsli-
luicao ao nnbrc rnnselheiro e nosso esmavel con-
cidadlo, o Exm. Sr. Dr. Jos Benlo daCunha e l'i-
sueiredo. que, dcsinleressado, como he, >' aquebran-
lado, como deve sentir-te, depoisrie baveri,eDelljdo,
em lucia (Ao desigual e desanimadora, o le"*' Ia"
gello que lautos estragos e desolacAo nos leS causa-
do, ja reiiau lo-uos preciosas vidas*, ja roubapdo-nos
os poneos recursos de noso futuro enraiidecifienlo
e prosperidade; e lendo de recolher-se capijal do
nperio, para oceupar urna das cadeiras da canora
-----_^ ... .m ....... .^.. ...| .... |raia .i uimi ,
vive, o J. J. s. A. com Kachel de lal sem proce- dos senliores depulado, de que he diguo memln,
der proclamas, neui cousa que suas vezes lizuse, s- nao pode por isso continuar na gerencia dos negocio*
mente porque a lal crealura a quem cegauientc o-
bedecr'' e lem razAo porque j lie usada, para oto di-
zcr vellia.assim Ih'o ordenou. Casou depuis no mes-
mo lugar a A. B. da G. com A. M. da C. Casou de
igoal maneira a N. de T. El las eril Sacramentos
[acere m damibu* natura- e/tu .' sendo ella distan-
te da igreja alguns passos '.' Para que lauto escan-
.U-lo ;
Nessa freguezia consta-nos igualmente que os
direilos parochiaes sAo arrccadailos de urna forma re-
vollante .' l-'unccionandn o anuo passado no enterro
de um lillunhn de M. A. ile A'.levou-lhede direilos
)3fi(K): l'unccionaii lo esle anuo no euterrameiito
de una filna do inesnio. exigi IO3I6 rs. tendo
havido cm ambos solemnidades iguaes. Presidindo
a ouiro euterramento de um prvulo, lilho de J. T,
B., cobrou agtiO quanla differeucas. A visla
disto decida o publico se ha ou nao rallo para di-
zer-se qne esse senhor vigario (coja nome por ora
dev ficar encoberto regula aflOUM arenes pela hi-
lla de seu alvedrio. Nao re-la a menor duvida que
se minios senliores vigarins lem noticia das tabellas
regulamadoras dos direilus parochiaes ou se lem li-
do os camines ou delle ha noticia, necesariamente
ludo desprezarn, com tahlo que a sua cubica seja aa-
lisleila. NAo somos uns, sAo muilos freguezes de
muitas par, cluas que amargamente sequeixam e a-
ponlan fados seus, quo degra lam quauto ser pbssa
o grao eniineStequedeulrcos dentis Srs. sacerdoles
se acham revevidos, e ao passo que esses assim ex-
torquen! o ultimo vintem de seus freguezes pobres,
oscoadjuctortf feuecem-se em um lidar continuado,
propriamenle airer.nl.n lo para os seus parochos, c
recebendo dos cofres Uo magra congrua !
Cnusla-iios qae no dia II do correnle foi cha-
mado um Sr. vigario das qualro freguezia. desla ci-
dade para dar a Santa L'ucAu a um moribundo, na
ra que eiicamiiihu, casa n.53, responderque
nAo eslava para islo. Deixamos de fazer qoaiquer
observadlo a respeilo ; entregamos lal accilo a pro-
pria consciencia desse, que abusando do poder que a
igreja em nome de Jess Clin-io Ihe rnnferio na Ier-
ra, deixa morrerum seu semelhanle sem o ullimo c
consolador soccorro espiritual.
Foi preso o padeir.i Miguel morador na ra da
matriz, > ordem do subdelegado da Boa Vista; cons-
ta-uosque por entreler com o mesmo uina couver-
sacAo mais animada. Acha-se sollo.
Dizem que no novo arougue. que a illuslrissi-
ma cam.ra maudou abrir na libeira de San .lose, he
lal a berraria que ninguem se euteuJe. O buzio ur-
ra, os nnde pie. gritan, es negras grasnan, M lalha-
dores inercain, oa compradores clamam; eraHm he
UID4 lorre rio Babel!
Ao nosso correspondente da Parahiba'.A Car-
te!ra t o amigo da Pagina Acuita agradecen) eor-
dialmeiitc s lenilir.inras do illoslre escriplor, e de-
sejam-lhe igualmente que o maldito Jadeo Dio Iba
faca mais caretas: elle 11A0 respeita uem penn.is.nem
glorias !
A randado he o melhor camiuhn que lia para
se leancar euchentes de gracaa nesle e no outro
mondo. Existem era a ra do S. Prancisc cm a
leja da casa que serve do lu>>pilal da Ordem Tercei-
ra e junto a porlaria do mesmo, duas mnrinhascm o
maior apuro de pobreza, traualliando da e imite
para se suslenlarcm e Iratarem um irm3o, qie
joz quasi ha um mez bastante doeutg. A aquello, em
rujocoracao aiuda se abrigara senlimeiitos de ver-
dadeira raridade, pedimos que. depol* de bem infor-
mados, v3o levar os soccorros precisos, c livrar essas
joven* di bordado precipicio a que s-ro guiadas pola
cxlrema pobreza. Cada beneficio qoe se faz nesle
mundo he una folha que accrcsc
immorredoura da elcruidade.
da provincia, d'onde o separara mais altos deveres,
(oncees de mal avallada importancia, o que talvez
lanha mui breve de realisar-se. fazeudn assim o sa-
crificio de sua. mais gralas aireices, que deixa neste
paiz, ao dever de sua honrosa poii{io social e reco-
nhecido patriolisino que lauto o ilfu-lra.
Kccebam, pois. o Exm. Sr. coBSOlheini Joa len-
lo nossa sinse.-a despedida, e o Exm. Sr. Dr. So e luro.lineas hespauholas.
Ira dos Srs. Rochs A; l.ima, mui diflicil Ihe seria,
pois alm de pobre nada ha recebido, e nem receb
dn 11 atamcnio de ilnenles do cholera.
t valto-noa expressoes para apresenlarmns ao mui
digno h >meop.tha de Pernambuco, 05 no-sos linea-
roa agraderimenlos por uina acao lAo philautropi
ca. accao t-nln mais meritoria qiianlu ainda ha pou-
co. vimos que o Sr. Dr. Lobo Moscozo havia dado
a quanlia deaWtaOOAra. para a pobreza do Rerife.
O Sr. Dr. Lobo Mosrozo lem dado subidas provas
do seo calo e caridade. em prl do povo Pernainliu-
cano; e elle esta inlimameule compenetrado desuas
excellenles qualidade-, e faz votos ao Todo-Podero-
so para con-crvacAo de sua saiide, prolongacao de
marinha faro publico, que em consequencia da au-
tonsacao un aviso da repartidlo da marinha de < de
marfu ultimo, ao qual refere ;. ordem ,lo Exm.
Sr. presidente da provincia de 15 do correle mez,
ser poslo venda em hasta pnluica nos dias 21, >>
e j:i lamliem do correnle, na porta du almoxarifadn
desla repriir.io > paladn nacional Pirapama, no
estado de ruina em que se arlia rom o seus perten-
ces, avallado o ea*co e o lema em :i(KI-, -2 ma'lros,
gurups, po de bojarfODI, verga do lrque(e,dila du
relaxo, joamHe, retranca, ecarangoeja l(;, San-
corasde l(i a IX quinlaes. usad*, e alguns pelaros
de correles velhas (O?, marame cm man estado
IHI9. c o poliame tainbeiu em mi estado i? : sen-
..,>,I,,. .1,. i ........_ ..-i. :"--.< ""'-7. c iniiame lamliein era luso es ano 1J : sen-
7522st ,< TS&XEZ ir "rser" I C rcclT ",nir
e/i imiintii,, "no- livamnle. caso os lances sobre estas avaliacoes ta-
ra Indgena.
ommetcw.
l-RACA DO RECIFE 17 DE'ABKIL \S1
HORAS DA TARDE.
Cotafes olliciaes.
Cambiu -nliii' Londres07 11L> i;n d|v.
Dilu sobre dito~ \\\ (O djv. a prazo.
h'rederico ItobUliard, presidente.
/'. Borges, sccrelario!
CAMBIOS.
Sobre Londres, .Ti '. d. por IS.
a Paria, 3tH rs. por f,
o Lisboa. Iin por 1IMI.
11 Rio de Janeiro, an par.
AcfOes do Banco, 33 (l|0 de premio.
Acones da companhia de Beberibe. .
Acces da companhia Pernainburana
1 lililidadc Publica, :U) porcentode premii
a Indemnisadora.sem vendas.
Discoiilo de lellras, de 12 a 15 por 0|.()
METAES.
.VilMIO
ao par.
Albiiquerque os emboras desla boa provincia, que
em lodos us lampee e circunstancias em que se lem
adiado, ha saludo, em sua justa apreciarao aquilatar
o verdadeiro mrito de sejs verdadeiros fimos, 01
que. como S. Kxc. saliera honra-la ; e faz agora
ardenles votos, alim de que se approxime o feliz mo-
mento, em que-S. Exc. tem de voltar de novo ao seu
solo natal.
0.1 & o.
A DIVISAO DOS CRCULOS
Mullas e grandes calamidades lem o cholera trari-
do ao nosso paiz, mas nem p ir isso a allencAo dos
liomens, que pnalo, se deve inteiramente rredar
do nosso estado poltico, que, debaixo de milita-re-
henes, pode ser aggravado, ou melhorado pela nova
le eleiloral, que 110 decurso deste anuo vai ser pos-
ta em execucAo.
A divi-Ao dos circuios he mu dos assiimpln-, que
nAo deven) ser desprez ido- por aquelles que cuidara
dos negocios publico-, porque dola depend termos
ou deixarmos de ler urna boa representacao.
Algumas le1nbr.111c.1s.se lem publicado los jomaos
a respeilo da organisacAo de cerlos circuios as ci-
da les e villas mais prximas a esta capital, norm
al boje ninguem se d-u ao trabalho de indicar urna
nrgani-aeAo regalar do circulo do serlAo que, a fal-
lar a verdade, he o qu^ mais cuidado deve merecer
por minias circumslancias que Ihe sAo peculia-
res.
i'alvez muilos enlendam que a divisan se aclia na-
turalmente feta, sendo regulada por comarcas, a sa-
ber : a de Flores, formando mu circulo, c a da Boa-
\ isla ouiro ; porin era traanto a n< islo seria o mes-
mo que nada fazer, porque Iaes crculos nao repre-
Benlariam os legilimos inleressea, que a nova le
quer raanler, como sera fcil deniunslrar.
lie dn ti |que para lins meramente eleitoraes
auguienlou-se com uina cifra liclicia e exagerada o
numero dos volantes, e por consegrante dos elei-
lores do Ouricurv e Ex, para que um partido tri-
umphasse. conl.uido-se cuino votantes todo gado que
pattava naquelles serlfies, porque assim era misler
para ter-se um relurro que desbaralasse a eleicAo
do resto da provincia, o que urna vez foilo conlinu-
oo a predazir os meamos resultados oas eleicoes
que se seguirn) ao anuo de 1SI2 ; mas agora qu as
cousas deven) lomar nova face, c serem redolidas
nAo a urna mentira, como lem sido, porcina una
realidade, pude aqoelle estado continuar
neoiiteeer, ueuliuiu bem nos poder vir da lei dos
circuios.
A comarca d 1 l'.oa-V
Moedas de i.-(Hi velhas .
B5KK) novas .
" 11 4000. .
l'rila.Palaces brasileiros. .
Pesos columnarios. .
mol ica no. *.1- .
cam convir islo a favor dos interc-ses da faaeoda.
Inspcecan do arsenal de marinha de Pernambuco
em 17 de abril de 1856.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijos.
% CUNTIRS Di) VRSKWL. t
De ordem do lllm. Sr. lenenle-coronel C
director se faz publico, que no dia I'Ido cor-
S renle, as |) horas do dia, se pagam no mesmo flf
arsenal os billieles seguiutes. de curies de ns. i.S
e-2i de leilios de- ns. 5o, de h'J a 7,1, S. H
Sil. 105. 1(17. 10, 1 >:l. 136, IC. 172. 171,
9 175. de 1811 a 183, 183, de ISH a l'H), l!l(. CJ
1117. de Olla 201, 2TH, 206,de 2s a 211, fj
213, de 215 a 217, 2111, 22S e 2:i:. 9
T-i Arsenal de guerra de Pernambuco Hi de C
39 abril de IS5ti.O escripturario interino, An- --$
jt tonta I-ramisro de Sonsa Magnlhiies Ju- ;-
'"r. ..;
9*mQ99tlt990n-m99t&m9Q
COMSELUO ADMINISTRATIVO.
O cotiselhn administrativo lem de comprar a se-
guinlc'
Para a co punida lixa de cavallaria.
Livro impresso para malricnla do* cavallas, leu-
do cen fnlli.1- e conforme o inudcllo exisleute na
no mesnia armazem para exame dos senliores pre-
bndenles ; e se entregaran sem recusa de qualquer
proco oflcreeidn, vislo que nao ha limite : seila-feira
IS do correnle, as il horas da manbaa.
AGENCIA DE LEILO'ES.
Na ra da Madre de Dos n. :I2, no Rerife, est
aborto o armazem do agente de leisBea Vieira da Sil-
va, no qual -e recebem Indas as qualidades de mer-
caduras para seren vendidas cm leilao na forma do
que di-pnc o cdigo commercial, logo que liajam
nfercadnrias a ven la sern aiiiiunci.iilo o dia do lei-
18o, as ordena dos commitenlea sern exacta e pun-
tualmente cumpridas.
O agente CHiveira tara leilao, por despaclu do
Exm. Sr. Di. juiz especial do rummcrriu, exarado
em irquerimeiitu de lleiirique llrunn A; Companhia
na qualidade de curadures lscaes da massa fallida de
Juaquim Josc de Parias Machado, das fazendas e ar-
loma-se ronpa para lavar e engomraar : na
ra do Hospicio 11. 1.
A viuva de Jos dos Anjos Rodrigues (lardoso
e si us Dlhos o Rvm. Fr. Manoel de Sania Ciar dos
Anjo* c Jo'io Francisco Regs dos Anjos convidara
por este jornel aos amigos do mesmo fallecido para
assjslirem sabbado, 19 do cnrrenle mez, ao offlcio e
inssa solemne que por sua alma se tem de celebrar
na igreja do convenio do Carino desta cidade.
AVISO PARTICULAR.
Ao'npulenlo proprielario do engenho Marlapagi-
pe, ao humanissimo Sr. lommendador Antonio de
Siqucira Cavalranii, nao Ihe saltana a idea de dei-
xar insepulto qualquer africano pagan que se suici-
das-e, quanto mais a aquelles baplsados que por
vnutade da Dos que adora perecessen) do cholera-
morbus i He porlauto urna calumnia atroz qoe Ihe
querein irrogar^ quando ueste mesmo jornal de 15
niarao da toja do dilo fallido, sita na ra da Cadeia ; do correnle o correspondente do Cabo*** ehegou ou-
do Recito, assim como da mobllia que perlenceru an
mesmo lerca-feira 22 do crrenle, as 10 horas da
maullan, na indica.la luja.
U X-M'j ;-4)eC0>.
ar dizer qne e Sr. padre Paschoal Corbii havia-lhe
imiin.nl.1 que por mullo lempodeiiou de beber agua
do Pirapama,porque naquelle engenlio atirar.am nn
rio radareiet de rliotericot! NAo. isso he ama men-
tira de erosso calibre, de qne nao de,ve elle soffrer,
tanto mais quando nnnea iinpotou falsamente acres
ms a ninguem, rom o lim de injuriar, deshonrar e
O abaxo assiguado leudo o Diario de Pernoto- desgranar : assim po-to temos qoasi certesa qne o
'nn o de 27 de mareo do crrente p.ir estravagau- plnlanlropico proprielario que nAo he uenhum yac-
ca ,n7io deixara de notar uina seusura injusta, diri- \'/ucs l-'trrand, far immedialamente por lodo em
gida aos Srs. Drs. juizes do ('abo cao Rvm.' vn-a- 1 pralos limpo-, proees.sando ou chamando-os a respon-
no, esse digno prelado, que desde os lempos que sabilidade. (.loalquer que seja sua resolncjlo, podem
tem estado uesta villa, a sua vida lem sido umexem- desdeja crer que licarao esmagados, quer por .fas,
piar de continuadas virtudes, ja com os pobres c j I quer por nefas, quer agora e quer depois de raoilos
finalmente para com todas as pe-;soas que o proru- j anuos. Esl dito, ha de se cumprir, pois qne a ex-
ram. perienria lem-nos ameslradu, peto qoe veremos se
A sua casa lem sido o asvlo de cortos inlcli- tormos vivos. Li Srs. correspondentese padre Pas-
Al.FANDEC.A.
Rendimento rindia I a 1(i. .
dem do dia 17......
29000
l;S(io
2225S.'I{507
I3:9l7a02
2:18:(iO-52!l
Oeiearregam hcie 18 de abril.
Barca prluguezaflor do Vorlodiversos gneros.
Brigue Vltlez/(e//ebacalho.
Brigue i8'eiT tan.adem.
Brigue injjozI oanledem.
Brigue ingto*Camillamerradorias.
Escuna |,oJ'",dezaAntijequeijos e genebra.
CONSULADO i.EKAI..
Reiidimenl? dodit i 116 :i::l!l(iaso2
dem do 4a 17....... I:03ria558
DIVERSAS PROVINCIAS.
Renilimeiilo dodia I a 16 ,
dem do 1I111' ......
Pxportacao .
(enova. [mlaca *arda nAnnan, de 2011 toneladas,
aouduzio o seguin,e 2,211 saceos com 11,070 ar-
robas de assucar, ||0 couros salgados.
dem, polaca sar*Ji11 Proleaione, de 261 tonela-
das, 1 uuJuziu osegu!"'8 :3,">00 saceos com 17,500
arrobas de assucar.
CONSULA1 PROVINCIAL.
Rendiinenlododia 1 a 1> 29:881*177
dem do da 17 ....... 2:l2^)5!l
28) 0 289500
. 1INKKI
Kr-000 .
. OjlKH) directora do arsenal de guerra I.
. 2;iKKI
9" batalMo de iofanlarla.
I.ivro impresso para registro das pravas addida-,
leudo 200 tolbas 1 dilo para as S cnmpjiiliia-, leli-
l o cada um 511 folhas I.
2- batalhiode infanlarin.
Boneles 212 ; esleirs I30;atpaloa, pares 1(25;
bandas de 1,1a 2(i ; alguilaozinho para camisas, va-
ras I0Q3 brim branco liso para frdelas e calcas,
varas H!I2 e meia ; panno verde para sohrecasas e
caifa, co vados 1146 ; ddu prelo para polainas, nr-
vados 101 ; bollanda de forro.envados K5II ; cordao
de 1.1a preta de unta finita de groarara, varas BIO ;
clcheles prclos, pares 210; casimira encarnada,
covados l ; aniagem, varas 105; oleado para de-
brum. covados II ; algodSo era rama, arroba I ;
botocs grandes de osan, groaaa H ; ditos pequeos
de dilo, .lilas 25 ; ditos nretos de dito, ditas i ;
ditos convexos de metal'brunzeado com 11. 10. de
metal araarello e de 7 linhas de dimetro 20S0 ; di-
tos convexos de dilo dito cum o mesmo numero, c de
5 linhas de diamelru 2100.
Proiimcnlo dos ormtKpu.
Ofliciua de :l elasse.
CarvSo de pedra, toneladas 10.
I* elasse.
Lencoes de labio de tlia 20 libras cada um lo :
ditos de dito de I i a f ti libras cada lira 20 ; ditos de
cobre de (i c meia libras rada um 10.
(Juein qui/.er vender estos objeclos aprsente as
sua- propo-tas, era caria fechada na secretoria do
consellio as 10 horas do da 21 do correnle mez.
Sala das scsses do conseibo administrativo para
fornecimenlo doarsenal de guerra Id de abril de
1856.7e'o Jote /.amenito l.ins, coronel presiden-
te.Bernardo Percira do Carino Jnior, vogsl e
secretario.
:iX:4S:lj:t<0
3:6l9aM
(i 15.3102
:J:t!(i
32*233336
Wrl0ioimmt0, s>i> ?c>.
pos dsenos) lehomense siimenieliabilados.por votan-
lea de raea bovina e cavallar, se conveiicern do que
lio.i dito.
He extensa, nao ha duvida; lem urna superficie
ile seleuta legoas pelo meii' conta em si cinco fre-
eoeaias, creadas, jn se wba, para lins eleitoraes, mas
que importa isso se se transita por erntos, e.se ape-
d'e mais na coroa j "^ depiisde baver-se caminli.lo muilas legoas, he
1 que se enconlra umi choupaua, ou quando muilo
Ale nmanlii'iii. ,*"n pulir poxoado, composto de dez ou doze casas
_______ tl'amiiuadas '.'
n*.-*ri|SlrkV?.ehl-.<-' .j, > ,... ^,ur-l"Ci i, em lodos os lempos con-ervou c conserva, cora a
---------------------------------------- sua iiuvera de eleitores seni|ire intensos poltica da
I m dos pmdipdn- da civilisicAo moderna que ordem estar no caso de decidir da eleir,.io de um de-
ntis rnnfurre para approximar as diversas popula- i potado, como acontecer se a comarca da Boa-Vis-
rSescnlre si, qur 110 mesmo territorio, quer entre I'-1 formar um circulo. E o que he o Exii'.' I ni
continentes diversos, he iiiconteslaveltneutc a insta-1 miseravelepobre lugarejo. onde s impera a vuulade
.'t'acios entrado/ !*<> din 17.
Se lal I Bar nos-A) res39 dias, polaca] hespanhola ulndus-
ei dos trian, d 150 toneladas, cap''1 Jus Marislain.
oquipagem ll,aarga carne |eeea: a Aranaga 4
la nao lem popul.icA.i sulli-i Ifryan.
ciento para formar um circulo por si so, e qualquer 11 lem:l2dias, brigun liespaulu>l Franciscon, ile
que a viajar, que visitar -uas villas e freguezias, que i 251 toneladas, capitao I. I'errizi oqnipagein 15.
fr por exemplo ao El, ao SalguOiro. a Cabrnt. a em lastro ; a ordem.
Iloa- Visla, e mesmo a Ouricurv, que vir osseuscam-1 Uem32 dias, brigue hespanhol ai'huluii.ile 211 lo-
&tai*ti> fl>e
PAGINA AVULSA.
Depois que passar a quadra tenebrosa que j
vai querendo montar o cali, a nao ser alsom impre-
visto pompeiro. o que se deveria tratar t 0 bom sen-
so determina duas colisas crearAode asvlo para a
orpluudade, coioiiisac^o.
Depois de um dia ou mais de sanguinolento bala-
Iha o que cumpre ? Refazer do que se perdeu e inu-
lilison.
No entretanto vai-seenlrar n'uma nova lula com
elementos vivos, com e*povo, e depois com eleilo-
res : Irsla-se das eleires por circuios : islo mesmo
he mundo.
Mas qae titulo- depois da epidemia sardo sufli-
eienles para os sufragios dos eleitores'.' Esta he a
jueaUo.
Antes da epidemia a influencia local, a forlu-
ne. os empenhos, a imoosicao, ele, ele.
dj[>oi* .do I""0 Provuveiineule os servicos
prestados 11 hnmanidade enferma ; enlAo ninguem
mais no caso do qoe os medicnsx eutermeiros e ins-
pectoras de quarleirio.potque foram e sao os que es-
Uoeestavam eso mais contacto com o. cholencos.
Ora tato he dentro dos murus ; tora, porm, muda
muilo de ligara : a esrocenoo ser oulra totalmen-
te cHITerenle ; quem nao deu nem >c quar urna oita-
va de macella, ha d quarer pelos seus enorme ser-
vicos, nao aos cholencos, mas ao paiz, merecer os
votos para depulado dos eleilores
Se em u, porm, eslivesse reunido o pcosamen-
to eleilorol de lodos, tarjamos u seguiule
Branquinha*. Pelo (im do mez passado uni
espadilha Uve de vizitar urna lurcara, que pela bar-
reta, ebegava de Barreiros : vizila determinada por
lei ; encontrando um lenco no qual eslava amarra-
do umbilhele e um palarao, foi feila a presa sob
pretexto de nao estar o bllbele sellado. Como quer
quelronvesse quem se empeiilia-se para que o bilbe-
le fosse resliluido a quem vinha en Iona lo. foi o
billiele. mas li..... cou.... o..... y 1.... la... cAo !
Escellenle presa !
Oulra. l.m nutro espadilln fazendo, se-
gando consta, appirhcn-.i > a um barraceiro de um
clavinole, verdeu-o por 35 rs. a odlro barcaceiro !
Jnslira recia.
Dizem qoe a carroa incumbida de distribuir
agua pelos pobres de S. joso lem medo de apandar
sol para nAo seccar.
le voz geral qae certo braga l para os fundos
do Padre Floriano lem sua tabolagemzinha bem sof-
frivel. Heos o ajnde, e que o Sr. Banks nunca ebe-
gue a sabir nesse solan.
Compensarao. Na ra das Florea um por-
tugoez solfreu urna lumia : na ra Direila am por-
tuguez deu urna tunda : andar assim.
-~ Paasa por cerlo existencia de um quilombo,
por bandas da Soladade, ou 1 Iba dos Ratos ; ja se
lem irado alguns roubos por esses uegro; : a polica
o se descuide de persegui-los.
luicAo do correio ; mas he misler que ne-lc ramo do
seryiro publico e d a maisexacla regularidade ; e
he islo o que se verifica em todas as Ierras onde a
imagem do dever rsl' sempre presente ao hornera
encarregado de urna missau publica. Nao ohslaule
todass reeommeadaetes positivas emanadas do cen-
tro da administradlo dos diverso eorreios do impe-
rio, com ludo musanlo nenie se ouvem queixas cun-
Ira esle orgo de roinmunica;An. A exaccAo e lide-
lidade as remes-as he o supremo dever dii reparti-
c3o do correio; todas as vezes qoe faltara estas
coinlires, instiluirAo se torna nulla, e deixa por
consequeucia de preencher o sen lim.
Somos o mais pnnlual que se pode ser cm remoller
aos nossos assignanles das diveisas provincias do im-
perto e do interior desla, ios numerus du nosso jor-
nal ; entretanto, rilo ha lia em que nao recebamos
queixasde falla na recepcao de folhas. Os nossos
assignanles-do interior rlai Parahiba clamam que ou
nao receben) as cullceces; do Diario regularmente,
011 quando as recebem be com fallas de nmeros, e
do mesmo mal se queixaiu varn* individuos do
Ceara.
Da villa de Ignarass recebemos ulliinaoieule re-
clamarnos a esle respeilo ilo Sr. Dr. Joo Honorio
Benita de Menezes ; de Garuar do Sr. Dr. Jos
Theodoro Cardeiro, e da Parahiba do Sr. Dr. padre
Leonardo Antones de Meira Henriqucs.
Temos para mis que emelhaute falla nao parle dn
correio desla cidade ; mas o que he certo he que ella
se lem dado por varias vezc, eque lem ioconleala-
vclmenle urna rama, embota se ignore o lugar onde
resida, i'alvez provenha de se na fazer a retaca >
nominal qoe ootr'nra se fazia acerca dos objeclos re-
medidos pelos eorreios, Seja como for, entendemos
que se devein dar as mais enrgicas providencias alim
deque desappareca seinelbanle abuso, Uo prejudi-
cial ao publico como aos particulares; e aproveila-
mos a occasiao para rogar a todos os nossos assignan-
les, que nos communiquem qualquer desvio as nos-
sas remessas. pois estaraos resolvimos a leva-las ao
dominio da publicidade, veuha donde vier.
--^Y*>WsH~
BLLLETIM'DO CUOLERA-MORBLS.
Helar.1 das pessoasque fallereram do cholera-mor-
bus e foram sepultadas 110 cemiterio publico das
li horas da larde do dia 16 | (i hora- da larde du
dia 17 de abril de IH56.
/.IT(>".
Numero 2:tlClauduiu, Pernambuco, aunos,
braneo. Boa-Vista, roa do Sebo 11. 25.
dem 9433 Delphina Francisca das Chagas, Per-
nambuco, 19 anuos, snlleira, branca, S. Antonio,
coslureira. ra da Roda 11.9.
lem 213:1Francelina Maria da Rosa,Pernambuco,:!
anuo', prela, S. Jos, ra do Caldcireiro u. 12.
Excracoi.
Numero 858 Janana, frica, bO annoa, aoltdra,
prela, Recite, ra da Cruz n. 35.
dem 850Candido, Pernambuco, 10 mezes, prelo,
S. Antonio, ra Direila n. 21.
dem 860 Domingos, Periiambiico, :)i aunos, sol-
leiro, -prelo, Boa-Visla, Cidade Nova em Santo-
Amaro,
dem K6IEduvirge-,Pernambuco, 25 annos, sollei
ra, Boa-Vi-la, ra da Matriz da lloa-Visla nume-
ro 28.
Ilesumo da morlalidade.
Morlalidade do dia 17 al as(> horas da larde7.
liomens I mulheres :l prvulos 3.
Total da morlalidade ale o da 173 273
liomens 1100mulheres 1527prvulos 3i7
Recite 17 de abril de 1856.
Acummisso dehvgiene publica interina,
Drs. S Percira, presidente.
/ irnio .Vniier, secretorio.
/. Pogiji, ailjuuclo.
iSotnttmnka.
em prosi
Alencare-, dignos de seren cantados
e verso por seus taitas.
Pois bem '. faca-ee da lloa-\ isla un) circulo e
enlao se hade ver para quanlo prestam as influencias
da Aldeia.
Os Granjas du Ouricurv, rujas Iradices ulo ato
das mellen. -. especialmeule do Alvaro, como bem
disso o anjio passado o ex-proinolor daquella comar-
ca em um ollicio que diriga ao presidenle da provin-
cia, o famigerado Luir, de CarvalhnMe Saula Maria,
c+lus Victorino, os Agras, os Alencares. eoutros que
laes, depuis de se esbandalbarein, mandaran para o
Rio.como bello presente, o seu depulado, que servir
para provar as oseas* miserias, e enlao a nova lei,
em vez de pro luzir saudaveis resultados, ainda mais
aggravara a nossa siluarao.
Se a Boa-Vista com "dez ou doze mil habitantes
pode dar mu depulado, a comarca do Recite com
assoas oitenla ou cen mil almas deve dar de oilo a
dez represntenles,
Facemos estas rellexcs,porque as ulgamos neces-
sarias para orieutor o governo. e lembramos como
nico raeio de restabetocer avena le na representa-
cao da prviuria, enrorporar a comarca da Boi-Visla
a da villa Bella, para o lim de formaren) ambas um
circulu, que assim constituido exprima, nao votan-
tes liclicios, mas a voutode de urna popularAu exis-
tente e real.
Tamben) por este meto se conseguir nullilicar a
mil .mura malelica de corlas entidades, que SO pela
fraude leein podidu apparecer.
Em relacAo a Boa-Visla, villa Bella be um centro
rivilisalo, e conta em seu seto muilo maior rique-
za ; por lano he nella que se deve eslabelecer a ca
befa do circulo, e como a distancia que a separa
daquella ouira comarca nAo lena de ser grande,
scni Conveniente que o Ouricurv coiislilua um col-
legio, onde Vio volar lodos us eleilores da enmarca
da Boa \ isla, licando assim o circulo com dous col-
legios, islu he aquelle, e o da villa Bella cmno a
le permute.
Aponamos o Ouricurv, porque alli 'sempre exis-
to alguem que ollerera garanda) de intelligeuria.e de
verdadeira e legitima pupul.iridade. como bem seja
o dsilinclo tenenle-coroucl I.....o Lopes de Siquei-
ra, irmAo do sempre lembrado coronel Pacilicu, de
Modosa recordac.au. c por isso nos persotdimos qne
o governo, em qoemdeposilemos [oda nena conii-
auca, nao deixara de aceitar estas nossas rellexoes
porque sao fun ledas na verdade e no intereste pu-
blico.
O iin/iitrci'it.
Srs. redactores.Xorna poca em que se bara-
leiam elogios a lorio e a direilo, nao he insto que
se deixem desappercebidus os servicos de liomens de
um mrito subido, cumo o mui di.lincto e illustrado
subdelegado de JabiialAo. o lllm. Sr. JoAo Francisco
Xavier Paes Brrelo, cojos relevantes serviros, no
periodo calamitoso em que nos adiamos, sao supe-
riores a lodo o elogio.
O lllm. Sr. Raes Brrelo, por amor do trrico pu-
blico em que tem empresjadu o mais rdanle Velo c
patritico fervor, desprezou sen repooso, abandunoo
seus coiiiinudns. entregndole lodo a nohre ini-ao
a que generosa e patriticamente se havia votado,
quando se eonaagroo aoaervifo da patria, onde alm
de antros tacriucios, perdeu ama escrava, que nu
excessu de na nunca desmentida pbilantropia, ti-
nha empregada nu hospital, que se creou naquelle
ponto da provincia, parasoccorrer aos indigciiles ac-
comineltiilus da epidemia reinanle.
(.uem melhor do que esse disliuclo cida lAo, soube
comprelieiider 0desenipcnhar melhor na pavorosa
quadra em que nos adiamos, os sagrados deveres
que us impem a religue c a sociedade .' Ninguem
cerlamenlc.
neladas, eapilSa Feliciano Roig, eqoipagem l.
carga vasilliame ; a Viuva Amorim ,V' Filbo.
Valparaizo10 dias, brigue ingle/, fellrad, de
:liO tonelada, c.ipitao P. Briard. jO'paeom 13,
carga rafe e mais gneros ; au capitAo... Velo re-
frescar c segu com 5 passageiros para L'verPou'-
Navios sabidos no mesmo dia. '
BabiaVapor brasilciro Panoa, commal"'dnle
Daniel Flinles Coelho, em la-lp. v
Cdiz eportos intermediosVafmi'francez aCa**.'1".
commandaiite Dngasl. Pas-agums desla provin-
cia, Antonio Jos de Castro esua seuhora, l'r?"-
cisco Xavier de Oliveira e sua senhora, viuva I..'4"
serr. I lilha. 1 menina e I rriadu. Vrenle Ft'"
reira Uuimarjlea Peixolo, Joso Francisco dos Sai'"
los e Silva. Feidel, Berlv, Fournier, Mauoel Gon*
raives da Silva Juuior. Jos Kemandes dos San-
ios, Jos Antonio da Silva, l.uiz Manoel Rodri-
gues Valenca, sua senhora e lilhos.
MarselliaBrigue francez nCilberl Abbeviltea, ca-
pil.lo Julio Francisco Demax, c.rga assucar.
CanalBrigue inglcz (ieorge Roiiinsonu. capilo
(.. II. Peniston. carga assucar. Passageiros, llen-
nque Cowper, Carolina Wood, Jane (olan, Fi-
lippe Frankel.
Rio Grande do NortePatacho inglez Albina, ca-
pitao Le Boulillier, em lastro. Suspenden do la-
iiieirao.
O lllm. Sr. inipeclor da lliesuuraria de fazen-
ito desla provincia, em cuinprimenlo de ordem do
Exm. Sr. presidente de 16 do crrente, manda noli-
lirar peln presente aos herderos do'fallecido Autu-
uioda Silva Companhia, que deveni reqtierer e lirar
o titulo de aleramente do terreno de marinha que
fica em frente de urna casa que toi do dilo fallecido,
na ra do Vigario, bairro do Recito desla cidade,
dentro do prazo de :0 dias, contados da data deste,
sob pena de se proceder dos termos das ordeus vi-
gentes ao aterimiento dn referido terreno. |
Secretaria da tbesouraria de fazeuda de Pernam-
buco 17 de abril de 1856O olllcial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
^\x>i&$& *Matitim0&.
Real t-D .:j),iiihi;: tle ji.iqjit-
vupor.
tes iiiie'/cs
No dia -2\
no 4etle mex
cspera-sedosul
o vapor Avon,
roromandanle-
Kivell, o in i
dfpois da ,io-
mura do rosiu-
iue M-iM pa-
de San-Vicen-
mam.
O lllm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cumplimento da resulurao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que nu dia :ln do cor-
reule vai uovameulo a praca para ser arremaladus a
quem pur menos lizer, os Coneerlos necess.inu- uo
empedramenlos das aieias do (iiqai.i estrada da Vic-
toria avaliadosem :l|.5srs.
E para constar se maudou afiliar o presento c nu-
lilicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provindal de Pernam-
buco, 15 de abril de 1836. O secretorio,
A. /'. da Annunciariw.
0 lllm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em cumpninouto da resolucao da junta da fa- | Babia e Blo de Jai3'
ra Southamptiiu, locandu nos purlu
le, Tener i IT. Madcira e Lisboa : para passageiros,
lrala-se cora os agentes Adamson ll-wic A; C, ra
Trapiche Novo n. 12.
^1^ B Os embriilbos que prelenderem mandar
para Soulhainplon devero estar na agencia duas
h ,|,,- anles de se lechar as malas, e depuis dessa
hora ""to se rccebcr.i embrulho algum.
vCompanhia
de ii,'veg\aco ;i vapor Lu-
na! As sua- otaos sempre .iberias para rom a po-
breza, e a sua promptidao para aecudir iiume-
diataincnto aos seus enfermos, bem provam que sa-
be desempenhar ponliialmenle o sen santo ministe-
rio! E dir-se-ha que om tal sacerdote n.io cumpre
cum o seu dever eedeaiasiieo '.' Em oulros lempos
sempre ilueutc nunca se negou a prestar os seus
soccorros, como agora cm urna lao melindrosa poca
deixana de preslar-se a nu s.r oincommodo da mo-
le-tia de que foi atacado forlemenle no ronlissiona-
no que lau eruelmeuln u maltratara E poderao
negar a verdade, de que o que vai dilo nao seja
real ? E mesmo assim parece que os enfermos nao
licaram sem proleccao ecclesiaslica, porquanlo o
mesmo bMHiilineiite m m lava o seu coadjuclor o
Rvm. padre C. u qual alnid boa reputarn que
goza neta villa, soube se portar junto com seu ma-
no, o Rvm. padre B.. ambos corajosos, diligentes e
sera (aligarem-se quer de dia. quer de noile inces-
santemente em tac. apertos, niosiravam-se ineansa-
veis!! E podera dizer-se que ha quem dovide de
laes excessos* De certo qne nSot! rorianto ja nAo
fe/, falta o Rvm. vigario...
.Nao temos nujnos a notar do Sr. delegado, que co-
mo homem de bem. amigo da huniani lade e do bem
publicu, alm de excitar inaraVilbas em m tilos cu-
radlos que fez, li olive de pralicar o fado seguidle, c
qual fui :
Duvidou-ie que em uina sepultura exhalava
mo clieiru lalvez por ser mal enterrado o corpo. a
insigne Sr. delegado cerlilicou-sc da verdade. al
di-.ii/-se a cheirar parte delta -em o mnimo escru-
pulo da es|ian(osa mnlestia Ol! enrarao magnni-
mo I Oh! alma bemfazeja Os ecos vos guardar
una felicidad? futura em cuuipensacAo das vo-sas
virtudes em outra vida, que ca nos bein.li/.emi.s o
vosso nome.
Ouiro sim. A relacao dos mnrlos que aprsenla
o Diario. nAo foi bem calculla, porque a fregu.
zie lalvez nao leuha perdido mala de 450 e nao 700
a 800Corno diz. Temns mais a untar que o Antonio
Fabio j morreo salvo se vulluu oulra vez, porque
nao nos consta que el e aqu estoja em engenho ue-
nhnmi, e seesl i como diz o Diario estamos em
mos lem; ..... 11- nieim s existe o Sr. Jeronymo,
em Caramussu, so sesera esle o lal Fabi.io. lana-
tinga he de Ipojuca. e al o dala la mesma perdeu
20 a 22 escravos apena. F'oi a iilha do Sr. de en-
genho e nAo a do administrador. Eiigenbn-Velho
perdeu 13 e nao 20. Junqueira de fi e nAo 10...
Arand. I.iberdade. perlenrem a Escuda. O Cedro
... O centro da tresoezia be a villa o n.io os ron-
lins ; prtame, avista, pois. de sem'lhanies ronlra-
dicees. pedimos aos amigos da boa ordem, que me-
lhor sera deixarem de correspondencia-, porque na-
da adianlamos ; basta que Deo, seja o verdadeira
lesIciiHiiiliu d.iquellcsquc geiierosanienle nrc-l.ir..m
seus soccorros a miseraveis e mi" o publicn, pois as
obras de misericordia que cada qual lein feilo, la no
ouiro mundo acharan a devida recompensa; entre-
tena paro aqui. par ler muilas caiigalhas que fazer.
O barrigudo.
O ali.iixu assiguado \eni respeilusamen
agradecer a ludas as pessoas que se dignacam
comparecer no convento dn Carmn, em o dia
15 do currpule, para aasislir au ollicio que ella
lizcra celebrar cm memiiria de seu preza-
diisimo liiho, o padre Marcelliuu du Coila, e
mui particulaimciilc exprime osen rccoulic-
d .rulo para com o- Srs. religio-os carmelitas
e o seu digno provindal, que lu desvelados se
moalrarasn nesse acto, nao poupamlo cstorcus
para que roste em ludo belmente desempe-
nbadu.
A grtidao do abaiio .-.ignadu sera' eter-
na pur lao assignalados obsequios ; e s pede
a Dos, llie depare occasiao em que possa de-
monstrar toda a pun /o dos sentimeiilos que
por es-e motivo o impressioiam.
/n-f' Miirccllino da Costa.
Recito 17 de abril de 1856.
choal, S*. Ss. n-.i.m multo couipromellidos, por met-
lerem-se em emisas de onze varas'.! Com lempo
quero que recebam meus ltimos adeoses.
O vai s do Cabo.
Ollcrece-se nesla praca urna casa de familia
capaz a lodo senhor de tora que quizer mandar seus
lilhos apreuder os preparatorios com preleirAo,
ratendo-se lodo zello e.cuidado a medanle cerla paga
rasoavel. I'rucure-se uc ra da Cadeia do Recite a
Jos Comes Leal, <]ue indicar a dita casa.
_ Deseja-se fallar com o* credures dos Uados
Francisco da Caoba Comes, Jos Joaqun) de San-
la Anua. Francisco Ferreira de Albuquerquc Netlo,
Francisco Ferreira Machado: na ra da Guia n. ti i
2. andar.
Precisase de urna ama forra para servir a 3
pessoas, que compre lia ra, que [cozinhe, engor-
me, nu una escrava para o mesmo servico ; de om
prelo de meia idade pira servido externo de orna
casa : a Iratar na ra Direita o. 91, primeiro andar.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
;omiiia-sc, e armam-se bandejas de bolos, nrme-
nos pre<;o do ijue.em outra qualquer parte.
(Juem precisar de una pessoa para escriptu-
rario ou cobranza, dirija-sc a ra da Florentina
casa n. (i, a qualquer hora do Jia que achara
com quem tralar, ou annuncie para ser procu-
rado.
Precisa-so de uina ama secca : na ra Bella
n. 24.
O uem precisar de urna ama com muilo bom
leile, dirija-se a roa do Queimado, luja n. 14,
Precisa-se alugar urna ama torra ou captiva,
para fazer o servico de casa e ra, paga-se bem : na
ra do (lueimado n. 7.
(Juem tiver alguma escrava que engomine e
cozinhe bem, e quizer alugar, annuncie para ser pro-
curado.
L'm hornera solleiro precisa de ama coziohdra
ou cozinheiro, piga-se bem visla de seo Irabalho :
na ra do Queimado n. d-s.
CURSO DE PIIILOSOPHIA POR BARBE.
Esl a sabir do prelo a primeira parle desla sed-
iente obra, tr.nlu/ida do francez por Joao M. li. Na-
varro, a.qual loma-se muilo recommendavel aos qae
prinripiam o esludo da philosophia, pela sua clareza
e concisAo. Recebem-se assigoaluras nesla tvpoera-
pbi i, sendo a i-DHi para es assignaotes, e 39000 a
vulsos, promeltendo-se al o lira do anuo dar-se a
coiiciusu do corso.J. M. M. N.
AO PUBLICO.
Joaquina l.uurenca de Luna, professora particular
autorisada pelo governo da provineia, avisa aos pas
desuasalumnas, que mndou a sua aula para o so-
brado immedialo ao em que resida, na rns de Hor-
las,. e se acba com a sua aula ja -hera : tambera
identifica aos pas de familias, que ella esl prompla
a receber pensionistas e educa-las, no que he coe-
cernenle a una senhura, para cuja trete j tem de-
signado cuiiirno.'iis sullicienles em sua casa. Julga
desnecessario reiterar o zelo, assiduidade e esmero,
que a aniiuiicianle ha sempre lomado no ensino de
suas alumnos, vi*lo como a pratica de muilos annos
o (em xhuberaulemcnle provado.
. so-Brasiieim.
Al o da
Is do cor-
renle espera-
so nesle por-
to o vapor/1.
Pedro II,
eoiumundaii-
le o* lenle
Viegasdu O'
e depuis da
ciiinpelenl e
demora se-
8
$>
Desappareceu da ra do AragAo n. I um mole-
que de nonio Olimpio com os signaes seguiules: mu-
alo acaboclado, idade 17 a 18 anuos, ollio. e-buga-
Ihados, nariz algum lano grasan e um talhuzinho na
pona, signaei quasi imperreplivls de bexigas, anda
constantemente bebado, tem por cnstume esconder-
se na cidade de Oliuda, Recife, etc. : poilaulo, ro-
ga-se as aulnridadcs policiaes e capilesde campo a
captura do dito molcque, que se recompensara gene-
rosa mente.
Atli'ii -;A i'rccisa-sc de una
externo de una ca-1 I
der, dirija-sc a i ua tu
dar.
Precisa-se de um bom foroeiro
da ra da Sen/ala Velha II. 91.
aun para o s-rvico internn e
duas pes-oas : quera prelen-
Noa;ueire ". -I, primeiro an-
ua padaria
Ao Rvm. Sr. Francisco Anlouio da l'.u-
nba Pereira, da provincia do Cear, roga-
se que mande ultimar na cidade da Forta-
leza cum o Sr. Antonio de Oliveira Borges
o negocio que tratou em Janeiro de 1851
na sua telenda, Nova Oliuda, do Ouricurv, fJP
rom urna pessoa da villa de Parnaga de A
Piaubv ; vislo que nAo foi ultimado na do J
Joazeiro com o Sr. Dr. Joo de Sooia O
Res, romo havia promeltido; alias de- _sk
clare o lugar cerlo da sua residencia para 'a*'
'2'1 s(-''' procurado, c n ser incororaodado. a
*dS^@9S^-S-SSdS9
ORDEH TERCEIRA DE S.
FRANCISCO.
O secretario da vencravel ordem terceira da S.
Francisco desla cidade do Recife, por deliberarlo
da mesa regedora, convida ao Rvm. clero para ce-
lebrar misss na igreja da mesma ordem, durante
|a semana quo decone de 21 a 26 do correte,
lelas almas dos qu fallecern! da epidemia, com
a osmolla de 135000 rs. Ouiro 8m, por delibe-
racio da mesma meta couvida a seus cbarissimos
irmaos em geral, a comparecerem na nossa igreja,
s S horas ta manbaa, e 7 da noile do dia 27 do
zenda, manda fazer publico que no da 30 do cor-
rele, vai n ,v.iiuenie a praca para ser arrematada,
a quem por menos lizer, a obra do cmpedramenlo
que precisa tozer-se no aterro dos Atogados, avalia-
da en: kOOO^MHI rs.
E para constar se maudou ulular o presente e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco, 13 de abril de 1856. O secretorio,
Antonio Ferreira da Jiuiuncianio.
O lllm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluto da junto da f-
zenda, manda fazer publico que no dia 30 do corre-
le, vai iiovamenle a praca para ser arrematados a
quem por menos lizer, os reparos de que precisan)
ca lea e casa da cmara da cidade de Oliuda, ava-
llados em 2:6108 'a.
E para constar se man Ion allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco, 13 de abril de 1856. O sccrelario.
A. F. da Arrnitnciacao.
( lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda,-manda fazer publico que uo dia 30 do cr-
renle vai uuvamenle a praca para ser arrematada,
a quem mais der, a renda do sitio na estrada de He-
lem, avadada animalmente em 170,"S rs.
A arrematarlo sera feila por lempo de 25 mezes,
a contar du i.- de jtinho du correnle anno, no lim
de junho de IS."iS.
E para constar se maudou allixaro presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesoiiraria provincial de Pernam-
buco, 15 de abril de 1856. O secretorio,
A. F. da Annunciacao.
se ao agente Main''
piche n. 2(1.
-xl.l-'.VATE I. III Mllili
gnir para a | tem a honra de avisar an respeiuvel publico, e es- | correnle, paramentados de seus hbitos, para as-
geiros, dirijam- | f;1'1"."'. aM e; 'l'^/eccheu de Eu- | sislircm a missa canuda e Te-Deum, em 8cao de
Duaile Rodrigues, iui do Ira- I '"P" "
cnllele
ric i Mir^iineuto de fazendas para
Para o Ceara'
o hiale Nuvo-t,"'D-da : a "alar lul" l'ajjso Ir-
maos. ',
__ Para Losad,1 C01" escate l'or Itenguclla e Mos-
samedesa barra pOdogoeza (Progresslla, segu com
luda a presteza ; recebe algumas miudezas e passa-
geiros, para usqUilc< le,n s "la,s "'eiadns ramu-
do-: trata-seco1" s consignatarios T. de Aqui.io
Fonseca & Fil"0- "a ""* do Vigario n. 19, ou com
o capitao o Sr- I'aulo Aulonio da Rocha, na praca.
Para r" ('e JsnelW sabe com loda a brevi-
dade, por .'cr lial'le du Bahit" plUka DaniiAn da Cosa Rosa : quem
quizer i-nrregar o reslo. cntonda-se com o consigna-
tario Mauoel Alvcs tiucrr.., na ra do Trapiche
n. *'
Para o uto de
Janeiro
SegueVj'1!1 '"Ja a brevidado por ler grande parlo
do cairegKWler|i0. o brign naciuiial I1KKCUI.KS:
para o reslo A* carga, passageiros e escravos a fre-
le.tiata-sccoiai ^0,a,;s **^'i lla rua (' Tr\*pi"
che n. 31.
deas,
casacas, e por isso se acba habilitado para
b'-m aviar qualquer encoiuinciija que llie facaui : na
rua Nova n. 52.
Na rua do Cahug. n. '>, terceiro andar, preci-
sa-se de uina ama boa cuzoheira.
Jan
[)l|i)liCO
ii
lim
tubuco, ru
e : r-
ela Hoi-
datlfi n. 70.
Aos senhere amadores de llores.Recebemos Je
Franca, viuda pela gilera l-.nuna ,Malhilde a Lldes-
le mez, a nossa encun/in-inla, s-ndo este a quaila
vez que mandamos vir, -em duvida vein das melbo-
res qualidades de rosas que lia un Franra pela boa
escolha que della%ll(, peln cnnhecimeiil que dellas
leuho uu pela experiencia, o que me lem costado
muilo caro pui ler mandado vir primeiro por tres
vezes roseiras de lodos os familias, e leuho conheci-
do que multas dellas no llr.isil nAo dao flor, mas
deslas nunca aqu furaui vendidas; vieren) mais on-
das muilas variedades de llores e arvores que no
brasil do fruclo ele.
C. F. da Silva Pinto.
,
granas, pelo decrescimenlo do llagello que tao*cru-
elnienle nos perseguio.Joao Tavares Cordeiro,
secretario inlerino.
O Sr. Francisco .los Alvos de Carvaibo
quoira annuticiar sua residencia, pois que se Ihe
ileseja fallar a Laja de seu inleresse.
AO SR. ADMINISTRADOR DO CORREIO.
Pela leaislac,ao do paiz uenhum navio pode sa-
bir do porto sem esembaraco do correio, uto he.
sem levar mala ; e como lodos os dias se infrinja
esta lei, roga-se ao Sr. administrador do correjo qae
i faca eftecliva a responsabilidade de quem abasar.
Eueomma-se c lava-se de barreda e salan
muilo lien-, e em conla ; assim como se cosem cami-
sas de peito francez, e ccroulas : quem quizer diri-
ja-sc ao caes du Ramos, snbrado de Jos Hygioo de
Miranda, segundu andar.
Ollerece-se um rapaz hr.i-ileiru para raixeiro
de cobr.nca uesta praca, dando bous couhecimeutos:
quem quizer annuncie.
Precisa-se de urna ama para tralar de um me-
O abano assiguado avisa ao re-peitavcl publi- nio : na rua Direila, casa u. 120, segundo andar
co que dcixuii de ser caixeiro da fabrica de velas da I
senhura viuva Hrilu, assim como lambcui declara i O Sr. que por engao, na lardo de I i do cor-
one se ada insto de eonlas com a mesma seoliora ale relllei tevou de una casa da rua da Aurora um cha-
lioje. Recife 17 de abril de 1856. peona lagar do sea, digoe-se, de na mesma mora-
Josc Itraz Pereira liaslos.
Precisa-se de um aiuaaaador : no paleo do Ter-
jo n. o.
da, sem perda de lempo, desfazer a Iroca.
Ollerece-se um muco porlugue/ para caixeiro,
saliendo ler, esrrever e coular, servindo para qual-
iiiriinhtlo e Para
iai.o saber aos que u prsenle edilal vireni, que '
procedendo-SS nesle juizo a arrecadacau dos bens PARA (i R l>> DE JANEIRO segu rom nimia
que licaram pur f.illeciinenlo dos subditos porlusue- breviiiade por ,er grande palle de seu Carrcgamen- I carino para pedir aos maos que leiiham levado opas
tes joao Joa .la hilva, Fraucisco Antonio de Ol- ; tu,o bem onecido paladn ,. Bom Jess, de pri- i da irm......ade para casa, de as lecolher a igreja, pois
vetra, Vicente Jos Pereira. Antonio Uartins More-1 meira man1 'a. para o r.....ida carea, se podran en- faltan algumas desde a prodsaaode N. S. da Pieda-
iin, Jnaquun Goocalves Percira Nev-es, Doniinsjs lender coii,oseu proprielario llarlliolomru l.ouren- de ; o mesmo faz
Barroso de Snuza e Aulonio de Carvaibo Chaves, Ve co. no rlap a'lc ''" algod.io, ou na rua da Madre de de de Sal'Auna.
Oeacrivie da irnianilade do Sr. Rom Jess da quer estabelcciineiilo. que nao seja taberna : quem
Vis Marra da Igreja de Santo Cruz da freguezia da precisar annuncie por este jornal,
la, de ordem du ir.nao proveder ruin ida aos
Itoa-V
iriiiAus msanos para compareceris no consistorio
da mesnia igreja uo domingo 20 do crreme, pdas "1
lloras da larde, pira se Iratar de negocios da mesma
irmandade; e espera uolalleiu, visto nao ler ha-
vido mesa ha muilo lempu, e estar prximo o iba do
no-so padrociro. Ao mesmo lempo aprovt-ita a oe-
p.-iirndera a arremalacAn dos mesmo* bens em prc- leos,
enea deste juizo no ron-ulado de Portugal no dia
l'.i do correnle ao nieto dia.
E para que ebegae au coiihccmenlo de lodos se
Receba, pois, esse intrpido e benemrito fiinrrio- | fassnu > pre--nte,que ser publicado pela imprensa.
nano publico, a devida homenageni. quo humilde- "
nn rlap '
11. 2
mente vein
pagar ao seu grande mrito, o
Arislidcs.
'guMicaca o pedido.
Brasileiros, como somos, e lilho desta bella e he-
rrara provincia, leslemunba ocular de nossa constan-
te dedicacAo, amor e afanoso lidar, des le o maior
verdor dos nossos annos, pelas insliluires patrias
de que o srdido inleresse do rgimen colonial pre-
tenda privar-nos, ja por suas limpias leis. ja pelo j Goianna 2. de marro,
imponeule terror que develara inspirarnos soas a- Era nome da sociedade homeopaihica bcnelicenle
guerrillas cohortes, as quaes no-so glorioso pai ensi- de (ioianiia, o abaxo asignado, nossoid..... maior
non-nos a ilesprezar e deb-llar cora proveito no cam-' jubiln, vem aaradecer ao lllm. Sr. Dr. Pedro do
po da balallu), como d'anles o haviaui praticado seus Allalivile Lobo Moscozo, a sabida honra que Ihe fez
denodados avos, esses estrenuo- defensores da liber- ; de aceitar a presidencia da mesilla snciedade. tendo
dade da patria, oppressa pelo lerrenbo despotismo : sido proposto pelo me do jugo balavn, que enlAo pesava com tolo sen po- I por uuaiiimiilade de vntos.
der e uoinerusos recorsos sobre mu povo. aiuda 110-. lu faclu lau graudiu-u e de lano alcance nao
abandooado nesle solo virgen, uesta Ierra da devia licar uo esquecimento ; sem medo de errar
nutrido- com toe-
Sania Cruz; nao podemosjaniai
seutimenlos, c leudo o sangoe como que a ferver 110
logo desse puro patriotismo, ern qoe sempre nosa-
braramos pela gloria e pelas cousas de nossa chara
patria, ser indifterenle ou silencioso espectador da
ventora que se nos antnlba, do brilhaule desliuo que
nos aguarda, da nsonha perspectiva de um porvie
hliz e rico de esperancas que nos acea, do novo as-
teo que se levanta em uosso horisonle poltico, do
teuslose motivo, einlim, que faz que a nossa vistosa
proviocia, sempre bella e ufana, se revista agora de
poilemosjatlirmar que a sociedade homeopaihica be-
nelieenle de Coiauna fe/, nina importantsima ac-
quisicao. pelo que, alm dos conheeiuienlos protes-
to nossa chara sionaes que possue o Sr. Dr. Lobo Muscuzo, elle he
dolado de um espirito todo caritativo, pois que,
temto remedido j grande numero de exempleres
aquella sociedade, e nina boa pon Ao de medicamen-
tos, acaba de enviara quanlia de 51I3OOO rs. para se
distribuir com a pobreza da cidade, a que lem feito
o mesmo abaizo assiguado, eoccorrendo a 2i pes-
soas, sendo orphaos e viuvas; e a nao ser esta e ou-
Recife I.Vde abril "de ls.-t. Bo Ualdiuo Tmisto-
cles Cabral de Vasconcelloi o escrevi,
Abilio Jos Tarares da Silca.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador da
imperial ordem da Riba e juiz de direilo especial
do coiAinerrio ne-la cidade dn Recito e provincia
de Pernamboco por S. M. u Imperador que Dos
-no le ele.
Kaco saber aos que o presento edilal virem e delle
noticia livernni, cm cumo no da 21 do correnle,
depois da audiencia, se ha de arrematar por venda
em paraca publica desto juizo, a quem mais der, nina
escrava de nome Joaquina, de nacAo Angico, avaha-
da era 250a), penliurada 1 execuiada viuva Ruma,
por exerucAodoexequenle Frederiro Chaves, como
eeasionnrio de Jos'Schialino.
E para que cliegue nolici 1 aus lidiantes, mandei
passar o prseme que sera publicadu pe:.....prensa
c allixadn nos lugares do ci stume.
Dado e passado nesta cidade do Recite aus I i de
abril de 1856.Bu Francisco Ignacio de Torres lian-
deira, escriv.iu subcrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Olll4 '
^wijuete.s
i vapoi
a de
< vapor lo-
anlillK, corn-
il.unanle n ra-
lilao de frsa-
la (,. Mance-
bo, espora-so
dos por tu- do
norte a 2ti d
cuireulej, em
seguimentopa-
_ 1,1 M.u,.,, Ra-
.f- a-m,r./- f-Si-V-va* lua c Riu de
JaneiroJ agencia, rua dn Ir.iptche 11. W, segando
andar.
Para o Assn'
sabe pom inuila brevidade o hiato Anglica: quera
uelle qui/er carregar uu ir de passagem, dirita-se a
rua d'a ^'Tnl n- I-'- primeiro andar.
Desappareceu uu furtaram da rua de Apollo
um cavado pedrez, rom um pedaco do casco da mo
esquerda curiado, com dous carocos no e-pinharo.
mall'eilo por Iraz, de lanianho regular, secco : quem
o negar leve-o a taberna de Domingos da Silva Cam-
pos, na rua das Cruzes. que -e gratificar.
Precisa-se de um portugnei para -ilm, que en-
leuda de plaa de rapiui ; o sitio he no arrabalde
desta cidade : quem pn tender, dirija-se a cochera
01 que leva >m upas d 1 irmanda- eonlroute ao lelheiro dos cauoeiros da rua Nova.
Predsa-ae de urna ama forra ou captiva para Precisa-se dn dous liomens para Irabalhar era
caso do urna familia de duei pessoas: no Recife, ca'oris: no paleo do Carino, sobrado u. 3, por d-
praca do Corpo Sanio, esquina da rua do Torres n.. uvt da ulna.
" L ftMtoajTa quera tiver ou sonber de ateum me- I ~ l'rccisa-se aluuar una olaria que seja na mar-
rano de ambos os sexos. o.pbAo de pa. e mai. ,, ac,n d ""'"""'"""*'0U ,"" ''"UIH : 1uom ",er
freguezia do Corpo Manto 1.0 Recito, que va delatar, w,noci Vn l'"aa-
ao respectivo parocbo. Chegoe o saperlor doce de gaiaba eara^-a feito
0 Sr. Abilio Fernn les Trigo de Loureiro tem em (iaipio : as pessoas que linham enrommeodado
nina caria viuda dn mallo, na ru. da Ruda 11. 11. apparer.im na tus das.Cruzes 11. M.
0A0 Antonio Carpinleiro da Silva, como pri- j atmi assiguado faz publico por este jornal,
&edarafoe.
De ordem do lllm. Sr. inspector do arsenal de
eiliM.
__ O agento llorja far leilAo em seu armazem,
na rna 1 Collegio n. 15, de uma grande qnaalidade
de obr s ae "i-ircineria novas c usadas, c n.ilros
muilos ouJcclos de diversas qualidades, qae seria en-
fadonl l0 m"c'oua-los, os quaes se acharao patentes
meiro procurador de Fraucisco da Costa Ainaral.
participa aos credor-s do inesinu Amarad bajara de
aprsente! suas cuntas uu prazo de i dias para seren
conferidas e pa-. *
l.uiz Manoel Rodrigues Valonea, retirando-.-
liara Lisboa onde vai residir por algum lempu, n.io
pille pe s-eus ala/en e e-ladu de saude despedir-
se de tudas s pessoas que n honraran) com sua ail-
ado, e por isso pelo presente pede dcsriilpa desea
lilla, ullerereinlo-lhe. seu diminuto preslunu na-
quelle lii^ar.
Mana Antonia de Suu/.a previne'a todas a-
pessoas que se jutoarein creduras do lin.idu sen ma-
ndo Joao de Souza. bajara de apreseular seus ltalos
legalsaos, no prazo de 3 das, a conlar da dala dcs-
le, e Indo o que passar desla dala sera considerado
como millo e de m> fe : na rua da Gua o. 13. Re-
cite 17 de abril de lV.n.
Patn Nash \ Companhia dcrlaram que JoAo
Pedro Jess de Malta deixou de ser seo raixeiro desl
de honleni I i do correnle mez. Recife 15 de abr-
de 1856.
( que ippareceu 110 seu engenho Piudobinha, silo na
I freguezia de S. I.ourcuc.i da Malla, comarco do Re-
' cite, um cscravu cnoiilu, que d.z chainar-se Joao,
i de idade 35 unios, pourn mais nu menos, diz qae foi
! captivo de Cosme Ferreira de fsouza, morador no lu-
1 ear denominado Agaa-brauca, comarca da cidade de
i Nazarelh, e que seu seuhor Cosme Ferreira de Souza
c sua senhora Mana de Sanl'Anoa, e tres lllbinhos
( menores lodos foram victimas do cholera : porten-
to, quem julgar-se com direilo em dito escravo ha-
1 hilile-se cura cerlidao e juslifcacoes das autoridades,
o apparera era cosa do annuncianle que fara nego-
cio. O aiiuunciante declara, que au se responsabili-
; sa pela uiorle ou Tuga que possa rpparecer. Eoge-
iibo Piudobinha 14 de abril de ISt;.
Jos Lu/, de Andrade Lima.
Anda esl para alagar a casa em Olinda, na
ladeira da Misericordia n. 12, piulada e caiada de
novo, esl desinfectada, nao morreu ninauem de cho-
lera-morbus : a fallar na rua do Ranget n. 21, a.
qualquer hora. .
MUTILADO
ILEGIVEL
"?/
- 1*


I
y
%
BURIO DE PIMMBRM S XTk FEIRI 18 81 ABRIL 01 1856


Terceira edi^ao.
Tutumo
Preservativo e curativo
00
HLbB-MORBUb.
PELOS DRS.
=*. B.x *& ara -jr.^v k
"" ndous remedios m.ii> cllica/es
trueco aol^mparase pedercurardesia eutormidade, administran
alalha-la,emqudulo serecorreaomedico.ou mesmo paracura-l.indapeudenle desle nos I usares
"" TRADUZ1DO EM POHTUGUEZ PELO' DR. P. A. LOBO MOSCO/.O.
Estesdous oposculosconicmasindieac,oes maisclarase precisas,e pela MMlimpete enneisa expoli-
ada delodasasintelltoencias, inlos pelo quediz resi
respeito aos meii scuralivos,comoprin-
satisfacloriosiesullados em toda a parle eni que
cao eit.iao alca... -
cipalmenle a,.s preservativos qoe lemdadoos ir,
lies lem sido poslos cm pralic.
Sendo o iralaruanloliomeopailiico umenque lem dado grandcsrosulladosiiocuralivo desta norii-
veleoferroidadc, ulcamosa- proposito tradutir restes deas importante! opsculos em liugua vernaci-
la, para deslarle facilitar a sua leitnra a quent ignore o francci.
Veode-s. unicartieulc no Consultorio do traductor, roa INov n. ..2, por 25000. Vendem-se tambera dimensoes seguintes 15 12 9 0 uoleeadas
medicamentos precisos c boticas do 12 tubos cnin um frasco de lindura 15, urna dita de :10 tubos cora ,...... '" poitfeduas
yrossuia, o de 10 a 30 pus do comprimctilu. tu
ro e 2 frascos de tintura rs. 255000.
I
* l'KDUAS PRECIOSAS-
HOREIRA DARTE.
1.0JA DI OIRIVES
Ra do Cabugu n. 7.-
? orno
te<
eebem por lo-
Aderecni completos de
ouro, meiosdilos, pulcei-
ras, allinctes, brincos e
rozelas, cordoes, tranre-
lins, medalhas, cnrreules
e enfeiles para relogio, c
oulros minios objectos de
ouro. "
* Aderemos de brilliantes, J
2 diamantes e perolas, pul- gj
S ceiras, altinetes, brincos
* e rozetas, boloes e anneis '
de dillerenles goslos ede _,;
$ diversas pedras de valor.
'. ~~ .. 1 aososTAporesda JEu- ,
* Compram, vendem ou I > m Apparelhos complelos,
I ;j"mi'rala- ""'"bri- i popa as obras do mais 1 ^.v*^ w cha, ban-1
.lhanles,diamntese pero- B I dejas, salvas, caslicaes, ;o
i las, e outras quaesquer *j laodel'HO fi'OSO. till- colherea de sopa edechn,
B joiasde valor, a dinlieiro g O e muilos oulros objectos
tonm^r.-.-rnr^ U) (,e ranc.. como -,p"^ ^ ,
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o cooimodo como eostumam.
AVISO
aos negociantes em maJeiras e omos prelen-
dentes.
ReferindO-ae a seus annuncius do me/, de se-
lembm do anuo passado, a respeito de contratos de
madeiras para a estrada de ferro do Recife ao Rio
de S. Francisco, o empreiteiro da dita estrada Ge-
orge Furncss, pelo presente avisa aos negociantes
em madeiras e quera mais possa interessar, que
desdej recebe propostoa para contratos de madei-
ras quadradas dequalidades maisduradouras o das
de
ludo
medida ingleza.
Tambein se recebe amostras de dormenles (slee-
persj das seguintes dimensoes e formas, (medida
ingleza).
r
12 polegadas.
REPERTORIO 00 mEDGv
HOMEPATA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
Roub.
O abaixo assignado promvlte gratifica
r genero-
e posto em ordem alpbabelica, com a descripeo smenle os Srs. relojoeiros, ourives, inspectores
tbreviadade todas as molestias, a indicariio pli>sio- i de quarleiro ou outra qualquer pessoa, que po-
loeica etberapeutica de iodos m luedicameutos bo- ,|er descobrir o roub of eiloemsua casa, na noite
mcopalhicosi seu lempo de accSo e concordancia, .' llull
seguido de um diccionario da sisnilicacao de lodos "' crreme, na travessa da Madre de Dos,
o termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcauce e um rclogio do ouro patente suisso n. 3-12-. de
das pessoas do povo, pelo | caixa coberta, sondo esla ra/a por baixo c ovada
DR. A. J. DE MELLO HORAES.
Os Srs. aSsignaiiteB podem mandar bn-ivrn- seu
exemplfires. as^imeomo quem quizer romprar.
A HttlEOPATHlA E 0
CHOLERA.
? nico tratamento preservativo
W curativo do cholera-inoriius,
tQ PE 1.0 DOL'TOK
mSabino Olegario Ludgero Pinho.
ja Segunda edicriio. Zk.
0k 10 publico pnmeira edieco deste opu>-
2' culo, esgolada no curto espado de dous ine-
^) es nos induzio a reimpressao*
(A Cu*to de carta ejemplar......19000
Carteiras completas para o trata-
(^ ment do cholera e de mailas ou-
jg. tras molestias, a..........30*000
9 Meias carteiras..........IItOOO
A Os m.diCMmeirto<. sao os mlliores possiveis.
/> Consullono central bomcopatluco, roa
W d.Sauto


>):
<&
por cuna, esmaltado de ambos os lados com vivos
de azul e braneo, sobre o mesmo esmalte urna cr-
reme de ouro inglez (mas nao das modernas^ de
elos miudinhos e lapidados, com o encadeado mili-
to unido, e mais um chave de ouro de frmalo
grande e oilavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar quebrada na ponta : por isso recoinmen-
da a pessoa que algum desics objectos descobrir,
aununcie para ser procurado, ou dirija-se ao an-
nuncianle, na roesnia Iravcssa n. 18, para ser gra-
tificado.Joaquim Antonio Goncalvcs da Radia.
59 A,
confronte ao Rosario em Santo Antonio, avisa aos
seusfreguezes, queja recebeuo verdadeiro extracto
de absYiillm da Prus-ia.
Insti
::cc;i moral
giosa.
e soli-
Aiinro Mundo-tSovo .
J^-^.^S@St Este compendio do historia sagrada, que foi ap-
OS EXI'OSTOS provado para inslruccAo primaria, lendo-se vend-
Precisa-se de ama, par. a'mamenla'r'c,.....as na do antes da approvacao a IfjOO .. passa a ser
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se quena de- Aenrtld0 a WW : na livrana ns. 0 e S, da praca
dicar, teudo as habiliiacoes necessarias, .iinja-se a da Independencia,
inesina, no pateo do Paraizo, que lu achara com ,
quem Iraiar. recisa-se alagar um pequeo sino porto
ARRE.NUAMENTO. desta cidade, o qual lonha lagar para uuardar um
A loja e armtzem da casa n. 55 da ra da Cadeia ; cavallo, e que nao seja prximo a charco ou agua
do Kecife junto ao arco da Conceicao, aclia-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer estabeiecimento
em ponto grande, para o qual tem eommodos sufti-
eientes: os prelendentes entender-se-h,lo comjoao
Ncpomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
o, na mesma ra.
estagnada, e se liver casa assobradada mcllior ser :
na linaria ns. 6e8, da praca da Independencia.
Atenyo.
uein liver e quizer arrendar um sitio perlo rta
cidai/e de Oliuda, o qual icnha boa agua, baila para
capim, e eommodos para i ou t> buis, aununcie para
*r'procurado, ou enlenda-se com o Sr. I)r. Joao
l.ins Cavnlcaiiti de Albuquerque, na cidade do Keci-
fe, ou com Jeronymo de AlbuquerqDe Mello, no seo
engenho Hamos, em I'o d'Alho. Adverte-se que,
se o sitio for juuln a eslrada que ai de Olinda para
o norle sera preferido, e pag-w mais do que valer.
Pl'BLICACAO' LITTERARIA.
Repertorio j u ridico.
- E-I publicacao lera sem duvida de ulilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nella encontrarlo por ordem alphabe-
lica as principaes e mais frequentes oceurrencias ci-
vu, orphanologicai, eommerciaes eecclcsiaslicasdo .
nossooro, com as remissOes das ordenacoes, leis, lUt^t
visse reeulamenlos por qoe se rege o' Brasil, e'J I4IHI IU'\TICT4
bem assim resolucSes dos Praxislas anlisos e moder- 'J. VElllIlSIA. 9
noaem que se lirmam. Conten semelliaulemenle continua a residir na ra .Nova n. 19, primei-
ajdecioesdasquesl.ies sobre sizas, sellos, velhose ,0 andar-
novo, direitos e decimas, si>m o trabalho de recorrer : **##
nhoreasubscnpleresdesla puhlicacio existentes em T ,,' '
Pernambuco, podem pfocurar o primeiro volunie a se a"'aa,r um ''re, l'*ra "ma padiria
na loja de litros cima mencionada no Rio de Ja- deln0l,cu 'vijo, embora alo saiba Irabalbar, paga-
neiro.ua livraria do Sr. Paula brilo, (iraca da *" m : "* ru" do -Mul"leBo, padaria do Saraiva
Coosliluicao; no Maranbao. casa do Sr. Joquim "' i,. ., ,
Marque. Rodrigues; e no Cear, ca .lo Sr. J. Jo- T1 rec,,a".e coslurciras qoe se encarregoem de
se de Olivcira. i r0,lar e mandar fazer cosl.iras de todas as qualida-
, des em por^Jo : a Iratar na
MtasvSa adaman-
c ia u. 1.
praca da Independen-
tina
Aluga-seo terceiro andar da casa n. 50 da ra
da Cruz do Recife : no primevo andar da mesma
; casa se darlo as informacoes ncitliiiii
Precisa-ie arrendor um engenho que seja para
| o tal, dislanle desta cidade at 10 legoas, e que es.
leja em bom eslado, capaz de moer ; da-se prefereu-
- -j ver- ca ao que for de agua : quem o liver nara armn-
ataccoTo^r Trtl'nt ^T ?!"" *'' ** <* *M Z"q tal ", a
alraccao oo ar: pode sor procurado confronte ao : do Ran"el
Rosario de Sanio Antonio n. 2.
O 'i,.4'..,...t,i l ~ ''"C'sa-se de om feilor bom horlelao : quem
*, lix 1: Ollie eslivcr nesle caso, dirija-se a Cruz de Almas ao col-
legioda Concei^ao ; all i.iml.....i se precisa de um
Francisco Pinto Ozorio chumba denles con
iua Po va s
d oncei^o.
L. Delouchc lem a honra de anuunciar, que aca-
ba de receber relogios americanos com campa, ditos
Trnceles com caita, -ditos de algibeira, correnles,
elitveii caixas de mostea, por prei;o muilo cm conla.
Encarrega-se.dc todos os concertos perlencenles a
ana arte, com pcrfeicAo e muia brevidade, valo que
estilo Ires pessoss a trabalhar.
O abaixo assignado avisa ao respeilavel pobli-
e, que modou a sua residencia da roa do Padre
Morieno n. 66, para a ra Direila n. 39, aonde po-
dera ser procurado.
Antonio Pcreira Lagos Cuimaracs.
Aluga-se um. pequeo armazem na Iravessa da
Senzala Velha, com estrado e paredes forrad.s de
madeira, que servio d. deposito de couros, podemlo
ler outra qualquer applicaclo : trala-se na laja con-
ligua, roa da Cadeia do Recife n. jO, esquina da re-
ferida Iravcssa.
NORAT1IRMAOS, 8
Ra da Aurora n. 58, primeiro an.lar. S
Tem a honra de participar ao respeita- ^
tel publico djsta cidade c com especialida-
de aos seus freguezes, que possuem pro- '.#
scnlemenie o mais rico
criado que saiba compra i, e J liador a sua conduela.
Eiigomnia-se roupa con toda a perfeicao e
promplidio : no hecco de Jo3o Francisco n. 7.
Chrisliani ^ irmao declara^) que o Sr. Jos
Feliciano Machado deixou de ser sen eaiieiro desde
o dia I i do correle.
A directora do collegio da Concei^ao na Croz
de Almas, participa as familias que se linham pro-
posto antes da invasao nest. cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio. que o peden
desde agora fazer, pois esla resolvida a recebe-lis,
por couliai na proleccao da divina patrona do men-
cionado collegio.atC hoje ao abrigo daquclle llagello.
Piecisa-se de um Sr. padre para eapellilo ile
um encent epara eosiuar uns meninos a primei-
ra lettras, perlo I., praca : o Sr. padre que quijer,
pode dirigir-se a ra de Dorias n. 11 i.
Precisa-se de urna ama de leitc forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, e que tenha
boa cndala, paga-so bem no pateo do Hospital
n. 2(, sobrado.
Trocam-se notas do Raneo do Brasil por so-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, .segundo andar.
Mecessila-se de duM pessoas para o servico in-
terno de urna casa eslrangeira, una que eoxinhe c
e completo sorli- o 9 ps inglczes de com|irimenlo.
Cada proposta deve ser acoinpanhada dos nomos
por extenso dos pretendentas, e a quantidade de
madeiras que poder contratar.
O preco dos dormenles deve sor estipulado por
cada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
gar da estrada, desde o liecife at a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreiteiro.
Adverte-fe que os prelendentes devem dar urna
garanta competente em como podem cumprir com
os seus contratos.
I'ara outras informales podem os prelendentes
dirigir-se a ra do Trapiche n. 12, segundo an-
dar, escriptorio de George Furness.
igk f recisa-se de urna pesoa libcrla, prela A
ou parda, para traanle urna criauca de J
J anuos: no paleo do Carmo sobrado'n. ^
Aluga-se a loja do sobrado de dous anda-
res n. 26, no pateo do Terco : a tratar com Luiz
Gomes Kerreira, no Mondego.
V'A ft *'."' '..'. f->. rt .^. .-. .r, .n <,,
s*y ..> i.y .. .^* i'... ..v .. y'... ..... ..i
^ BRA^DA0 VARETAS.
ALERTA! X
;vf Sao ebegados a praca da Independen- ';.;
'' cia n.-i estes apreciaveis charutos; sua ',*
'_.-' ptima qualidade e nunca saboreado gos- '.
.!; to os tornara recommendaveis. 'Ha j >];
;]; bastante lempo que no apparece lao ;';-
_'. ba azenda, seu diminuU) preco ainda ,\.
'.''.t mais anima; quem deixar de comprar X
^ unta iucxgotavel fumara por 23500 rs., '-*
;-y pequeas caivas de 2."> c 00 cliarutos ;;
S Alerla, Sr'.'fumanles Quera sabe apre- '.
'..? ciar nina fomaca, deve vir veros venia- i.;
'."; doiros -Brando N arelas. .[':
^ -."..*..: '!.--,.,;'.;-:.; '.. ...-;,. :, ;..: i.-'..;.;
Aloga-M um erando sitio com ptima casa de
sobrado, casa paia feilor, sen/ala, cocheira o estriba-
ra para icavallosou mais, com quintal murado,
cacimba, curraos e armazer. arvores frucliferas de
loda a qualidade, oplima (gal de beber, grande bai-
xa de capim, inniloaieilo da prica, na eslrada de
Jolo de Barros : a trat'ir no mesmo sillo com a
Exma. Sra. viscondessa de Coianna.
Candida Rosa da Cosa Mcil. directora do
colleaio N. S. da Divina Providencia, parliripa ao
respeilavel poblico. (]o* se relira para Europa, apro-
vrilanrio esla occasiao para faztr atiente que se nao
julga devedora, porm se algucm se julgar credor
inda mesmo de qualquer quanlia, queira ler a blin-
darte de apparecer no alerro da Boa-Visla n. S para
er imincdialainenle alisfeila, como tambem apio-
veila eslc ensejo para Tazer saber a tortas as prssoas
que Ihe sao rtrvcnoras, que queiriin ler a bonrtade
de ir on mandar salisfazer, so leudo para islo :t di.a
coiilados da data deslc, e estes passados, scrAo os
seus nomps declarados por cxleu-o Mita mesma fa-
lla. Recife I de alyil de 1856.
gi^g^0gs-s-gsSsse
i \0 (I0NSILTOBIO HOMO 9
8 PATHICO.
Ra das Cruzes n. 28. g
W Conliiiiia-se a vender os mais acrertilados (;.i
(*) mcdicamcnlos dos Srs. Castellaa e Weber, l4^
TJ* cm tinturas e em glbulo", carteiras de lo-
KK dos os tamaitos muilo em conla.
/a Tubos avulsos a 500, 800 e I3OOO.
wf lonja de Untura......5000 #9
fA Tubos c frascos vazios, rolbas de corlica ( ?2 P>ra tubos, e ludo quaulo he necessario p- W
HV ra o uso da honncopalhia. ff?
Na ra da Madre de Dos n. .'18, .\jstc um ar-
mazem aonde se alugam cariocas putadas a boi para
coudu/ir maleriacs ou gneros de esvas, fazendas,
ferro, ele, e lambem so foruecem pipas com agua
para quarleis e bospilaes : lrala-se com Firmino J.
F. da Rosaalli ou na ra do Vijario por limado es-
criplono do Sr. Thomaz de A. P. & Fillio. Junla-
mente comprun-se bois que leiibam sido de carroca
e eslejarA magros e vaccas de leite, sendo por preces
baixos, euma carroca das que pegam em pipa por
baixo. 1
KOB I.AKFECTEI IB.
O imico aulnraiu por eci*?,q do conxellio real r
decreto impe :al.
Os mdicos dos bospilaes reci mendam o A.-rohe
de l.allecleur, como sendo o ui o aulorisadj pelo
governo, e pela real sociedade ,. medicina. Bate
medicamento d'um goslo agrad el, c fcil a lomar
em secreto, esta em uso na mari. |)a real desde mais
de 60 anuos ; cura radicalmente cm pouco tempe
compouca despeza, sem mercurio, as alleccoes da
pclle, impingan*, asconsequencia', das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da dado critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; couvciu aos
catarrhos, a beiiga, as contracfOM, e a fraqueza
dos orgaos, procedida do abuso da* injecroes ou de
sondas. Como anli-svphililico, o arrob cura em
pouco lempo os lluxos rcenles ou rtiielJes.que vol-
veu incessantes em coiisequeiicia d,, emprego ca
copaluba, da cubeha, ou das iujei rts, que repro-
enlem o virus sem ueulralisa-lo. t) arrobe l.,ii-
fecteur he especialmente recommendadu contra as
il.MMica- inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao
iodurelo de potassio.Lisboa.Vende-se ua boti-
ca de Barral e de Antonio Feliciano AI ves de Aze-
vedo, praca de I). Pedro 11. 88, onde acaba ne chc-
gar urna grande porcAo de garrafas grandes 1 -,e-
quenas viudas dircrlamenle de Paris, de cas. do
dito Boyveau-l.alleclcur 12, ra Ricbco a P/js.
Os formularios dao-se gralis em casa do ageute Sil-
va, na praca de D. Pedro n. !s-J. Porto, Joaquin,
Araujo ; Bahii, Urna & Irmloa; Penidinbuco,
Soum; Rio de Janeiro, Rocha ( Filhos ; e Morei-
ra, loja de drogas; Villa Nova. J0A0 Pereira de
Magaies l.eile ; Rio tirande, Francisco de Paula
Couto !\' C."
Ollerece-se um rapaz porluguez pan caixeiro
de padaria, do que lem bastante pralica, e da liador
a sua ronla : quem o pretender, djriji-se a praca
di Independencia, lojj n. JO, que achara com quein
Iraiar. '
Precisa-se llagar um sobrado de' om audar,
porem quer-se com a loja, ou urna casa lerrea com
solao em boa ra : quem liver aiiniiucie.
Superior doce
em calda.
Na ra do fjueimado, loja n. 2, e na ra Bella,
casa n. 11, vende-se o mais superior doce de goiaba
em calda, e de oulras muitas qualirtades de fructas,
(anlo a relalho, em libras, como em latas ou barrili-
nho, por prc^o commodo.
Vende-se um bom escravo, moco e de boa fi-
gura, alguns quartaos forte, proprios para fazer via-
gem para o matio ; a tratar na ra do Queimado
n. 1.
Vende-se um miiheiro de lijlos de cacimba,
de marca graude : tratar na roa do Sol n. 1 A.
No aterro da Boa-Vista u. SO, vende-se sagn' e
cevadiuha a :I20 a libra, cbocolale, lalbarim e mi-
carrAo a imi rs., alelria a 180, mile doce de Lisboa
a 'ilitl, I1.111I1.1 de porco liua a Ho.
Gtiarjtn.
Na ni.1 (tu L.t.lcici n. 17. Ijh de iniu se gaaraiMi m libras que > rompridof quizer, por
prf ro comiiiotJo.
l\o aterro da
Boa-Vista ^,
vendem-se biscoitos linos, iuulezes, ebegados ullima-
meule. cm lalinhas, os melbores que lem vindo a
este mercado, e vende-se tanln em porco como a re-
lalho, por menos preco do que mn unir qualquer
parle ; assim como queijos do reino muilo frescaes,
desembarcados boje, o muilos oulros gneros de pri-
meira qualidade.
VARANDAS E GRADES.
Ira lindo e variado sorlimento de modellospara
varandas e gradaras de goslo moderhissimo : (u
liindicAn da Aurora, em aaulo Amaro.c 110 dep0si-
I" da mesma, na ruado Bruin.
MEZ
/
i
Harianno.
O livro do mez Mariauno augmentado ^a varias
aranaes, nico usado pelos devotos da PENIIA :
vende-sc smenle na livraria ns. Ce 8. da praca
da Independencia, a dez lustoes.
POTSSA E CAL 1WBBL
No antigo ej bem conhecido deposi)0 aa ruada
Gadeia do liecife, escriptorio 11. 12, hfc para ven.
der muilo superior potassa da Russjajdiui u Rif,
de Janeiro e cal virgem de Lisboa oijV pedra, ludo
a precos muilo favoraveis, com os, qua(,s i'irarau
os compradores satisfeitos.
KEMEMO IMCOMPArvEL.
PILULAS 10I.I.OWAV
F.sle iiieslimavelespecjiico, composto inleirameii-
le llgnmi outra substancia deleelere. Bcuicno mais
lema iiifancia, e a c0mplcicftu mais delicada, he
igualmente promplo e seguro pan desarraigar o mal
na cnmpleicAo mais n.busta ; he inteiramenlc iiiuo-
cante em suas operai.,-,,., eireilus ; pois busca c re-
move as iloenfas 0% qualquer especie c cro, por
mais antigs e tanatee que sejam.
Entre inilbares da pessoas. curadas com 'este re-
medio, muilas que jaeslavain as portas da inorte,
preservando em 9cu uso, conscuram recobrar a
Mude e Torcas, Jepois de haver tentado inolilinenle
todos os oiilro;, remedios.
As inaisarflictasuito devem entregar-ge a desespe-
racio : facam um competente cnsaio dos eflicazes
elleilosclesla assombrosa medicina, o prestes recu-
pcrariloo beneficio di saude.
Nao sc perca lempo em lomar esle remedio par
qualquer das siguiles-iifermidadcs :
4ccidentesepilep ros. Febre luda especie.
Alporcas. Gola.
Ampolas. Ileinorrboidas.
Areias mald' Uydropisia.
Asijinia. Ictericia.
Clica. lndigeslcs.
Chnvulscs. iull.immaces.
liebilidade ou exleuua- Irregularulade damcus-
co. IruacAo.
Debilidade 011 falla de
fori;is para qualquer
cousa.
Desinlcria.
Dur de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza 110 vcnlre.
Eiifermiilades no Osado.
venreas.
Enxaqucca.
Ervsipela.
Pebres biliosas.
iiilpriniltenlcs.
Lombrigaa de lodaespe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Olislruccao de veulre.
l'hlisicaoii cousumpeu
pulmonar.
Relencao d'oiirina.
Rlieiimalismo.
S>inplomas secundarios.
Temores.
Ticodoloroso.
Ulceras.
Venreo mal.1
I
i
1
AO PtBLlC
^o arraazuin do fazendas bartas,
Collegio n. 2,|
% vende-se um completo sorlimento de Ta-
ndas finas e jrossos, por' mais barato
Sj :p l'fecos do que em oulra qualquer parte,
r
raento das mais linas c delicadas obras de
brilhanle, perola e ouro, como al o pre-
sente nao tem apparecido nosta praca : c
alliancain a lodos o mais mdico prei;o por-
que vender se pode, obras de goo o mais
apurado: os mesmosdesejam ardentetnen-
te que o respeilavel publico nao deixe de
ir lancar as vistas sobre as suas obras,
afinidequeseja conhecida o verdade de _
que encerram estas poucas palavras. 2 em Pr,;"es co," a reUlll|0. ffi-
Re:*^!^'*^** *^- ^-/-i^-v--..S eando-se aos compradores um s preco
^.^Sd-5s>-^s@^i^^ O para lodos: osle eslabclecimen.o abric-Se
Candida Maris da Paixo Rocha, professora M ',l' l'0rn,)inacao com a mnior parte das ca-
parlicular de instruer,ao primaria, residente na ra M sa? eommerciaes ralezas, francezas, a
&mpxz.
do Vigano do bairro do Kecife, faz scjenlo aos
pais de suas alumnas. que acha-so aborta sua au-
la, na quat continua a onsinar as molerlas do cos-
turan, e admiti pensionistas, meio-pensionislas e
externas, por precos razoaveis.
Ouer-se alagar um escravo para servico de ca-
sa!: a Iratar na ra do Trapiche 11. 1(i, seguudo an-
dar.
ODr. Vicente Pereira do Reg participa aos
seos amigos e constituintes, que transferio o seu
escriptorio de advocacia para a ra do Queimado
n. 46, primeiro andar, pnde pode ser consultado
das 10 horas da raanha em diante.
..Precia-se da um ama forra on captiva, para
todo servico de ama casa de pouca familia : na roa
da Moeda o. 2.
huios e suissas, para vender fazendas mais gr
gjj em cotila do que sc tem vendido, e por isto jgg
W ollcrccem elle maiores vanlagons do que W
w outro qualc|uer; o proprietario deste im- M
portante estabelecimento convida iodos m
g os seus patricios, e ao publico cm geral, &
>0 para que venbam (a bem dos seus inte- M
|| resses) comprar fazendas baratas: no ar- |*
g iiiazem da ra do Collegio n. 2, deAn- M
}j ionio Luiz dos Santos & Holim.
Em virtode das prdens do llim. Sr. inspector
daalfaudega, precisa-sede serventes livres para o
trabalho da capalana da mesma alTandega : quem
stiver nestas circomstancias, ente>da-se as 8 horas
ea manhaa na mesma alfandega com o respaelivo
dorteiro.
Comprara-se notas do Banco do Brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. dO, segundo andar.
Compra se cITeclivameiile, latan, bronze e cobre
vclbo : 110 deposito da fundidlo da Aurora na ra
dolirum, logo na entrada 11. 2,c na mesma ruurti-
I c;1o, em Santo Amaro.
Compram-se garrafas dns que vera com ccr-
veja branca a 0 rs. cada urna t (jOOO 0 remo no
paleo do Carino esquina da ro* de llorlas 11. >.
Compra-se urna ca,a lerrea que seja muilo boa,
sendo ua Boa-\ liU ou em Sanio Antonio, c e, boa
ra : quem qui/.er vender, dirija-so a ra <|u Cres-
po, loja n. 8.
Compra-se para um presente urna uegrinlia de
- il anuos, ou mesmo urna inulaliuha que nao le-
liba molestias : quem liver e quizer vender, .innun-
cie por esto jornal ou dirija-se ao pairo da matriz
de Sanio AulonJo, sobrado de um andar 11. > que
achara com quem iraiar.
Na cocheira confronte ao arsenal de m.iriiiha
compra-sc 11111 hoi para carroca, i|ue seja bom.
Vendem-se estas pilulas noeslabelecimeulo gerai
de Londres, n.2, Stran, e ua loja de lodos os
boticarios,drocuislase outras pessoasencarregadas
de sua venda emtoda a America do S11I, llavana e
llcspanha.
Vende-se isbocclinkas S'K) rs. Cada orna della
conten una inslrurcao em porluguez para explicar
o modo ile sc usar dcslas pillas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
maceulico, na ra da Croz n. 22, em I'eiuam
|,uco.
Vende-sc maulis* ingleza a 180, tilo, 800 c
!M0, dita franceza a tilo e800 rs bauha muilo alv a
a 390, loucinho de Lisboa a iOO rs., dito de Sanios
minio bom a 300 rs., uvada a 120. brinda do Mara-
nbao a 160, Ipista'a 200 rs., sag' a 360, caf a 200
rs., velas de carnaubas 180, saMo preto a 160, ama-
relio a 300 rs., rte niassa bem si-cco a 2(l, sebo de
llollanda a 300 rs., espermacele a 8IMI t<., traques a
200 rs., pomada a 100 rs. a libra, azcile doce a (iiO
a garrafa, vinho de mesa a 180. 1-igueira OO. Lis-
boa lino a 600 rs.t Porto superior a 720, rhs a 2s, e
milito superior a 29060 : no pateo do Carino, quina
da ra de Hurlas n. 2.
Vende-se na ra do Collegio n. 21, Icrceiro
andar, urna ncgriiiba de ll> anuos, com habilidades.
\'ende-se um sitio na estrada da l'iranga, nos
Afogados, com oplima casa de vivenrta, estribarla
grande, bot cacimba com agua de beber, excellenle
baixa de capim para verlo, e. diversos arvoredos de
fruclo : quem o pretender, dirija-se a ra Nuva, so-
brado o. I i, segundo audar, das i horas da larde em
diaute.
jrora n.
Vende-se a taberna sita na ra da A|
.'-6, milito propria paraum principiante poi Yer'mni
eos fundus, e bons eommodos par fam,., _
preleuder, dirija-se a mesma. / q
Vendem-se velas de carnauba a malhnr fahrla. A. .... COmpoSh.aO,
i\VSO.
fSenbab.
}iH
nuai de labeiiao.
Vndese a 29100, na livraria n. 6 c8 da Independencia. '.
Processo orfanolo^ic y.
Vende-se por 39000, na livraria ln. 6 e 8da, praca
da Independencia.
Vende-se I loja de calcado da ra da Cadeia do
Recife n. 9. bem afreguezada e com 'ptimo sor-
tmenlo de calcado eslrangeirn e alsuinas perfuma-
ras, a qual se vende tnicamente pelo seu gerente
precisar de iratar de sua saude; faz-se negocio a
dinheiro ou a prazo, com boas Orinas : i tratar na
mesma rita n. 7, loja.
Liquidacao
O dono da loja de miudezas da ra do Collegio u.
I, ifuerendo acabar as initnlezas ipie existeiu, vende
barato idim rte liquidar: franjas pal a cortinado a 9
a peta, pontea de alisar, duzta 900 is., dito) de ha-
leia um 280, faras rte cabo rte balance 98OO a du-
lia, lilas de serta n. I l|2 280 a peca, boloes linos
para calca, eroza a 260, jogos de domin I92O. pos
para denles moilo lios 200 e 100 rs. a rana, pali-
leiros de dilTerenles quilidadea !H)0 rs., palitos le fo-
go, caixa rte po, dnl 210 rs., filas de v.Iludo aber-
tas, de ciitlereiiir's cares a 200, 300,400 300 rs.ia
vara, lesouras de (i pollegadas, du/.ia a 560, papel de
peso 29IHI1 resma, eaixinhas rom linha de novello
a :I20, canelas muilo linas, rto/.ia IMHK), cartas por-
luguezas, duzia 2>200, linha n. 10 a I-v*iM. Mi ,1
19200, IX) a I9lt00, 70 a I9OO a libra, trancas de
seda largas e estrellas :I20 e 100 rs. a vara, facas de
sapaleiro, du/.ia a (XX) ib., fila de linho branca 500.
o unco, meias para teohora 210 o par, macos de al-
jofares a :120, clcheles, diuia li'iO rs., escovas para
cabello a 610, caixas de pennas de ac a 610, ma-
gaa de loara I^HKI, vernicas de lodos os sanios,
duzia 210 rs., filas lavradlS, bicos sonidos, c oulras
uiuitas miudezas que se vendem por nielarte de sen
valor para acabar.
Loja de Todos
os Santos.
O dono da loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, quereiirto acabar com urna grande porco de es-
lampas que tem difl'erenles nomes de santos e sanias,
em poni grande e pequeo, est resolvido a vende-
las pelo preco mencionado, eslampas pequeuas de
palmo a IX) rs., ditas maiores a 160, ditas grandes a
OO rs., 640 e 800 rs., ditas muilo grandes a 11200,
a dinheiro vista.
to ludo as obras rom rom (d curamo_
darua'Nw'" defrle o-anoeiro,
Albania a 9OO
rs. ocovado.
n|h,eT '"" 3,,,en,e t'sli' aslimavel razenda. de cor
p ia e luslr'osa, com mais rte urna vara de largura,
reierivel *., |ra qualquer" para vestidos, manti-
mas, ii.iici 0, de religiosos e "utros falos, pelo moilo
qoe se ecr,nomlsa com Ma grande larsura : na ra
do Ouei.-ma,]0, loja n. 21.
. endem-se 6 pipas ou loneta abatidos, queser-
viram, je asaada : na roa da Cadeia do Recife. loja
-W, ilcfronlo da ra da Madre de Dos.
Vende-se a taberna da praca da Boa-Vista 11.
',, muito afreguezada lauto para a Ierra como para
i mallo, e com os fundos a voulade do comprador ;
1 Iraiar na mesma prac,a, taberna 11. 15.
' Vende-se a rasa terrea 11. 8, na travessa dos
'lartyrios a Iraiar na ra do Livramenlo 11. 21.
Gn mina deararutu.
Vende-se superior gomma de aramia em bairicas
e as arrobas : no armazem da Joao Mariin- de Bar-
ros, travessa da Madre de Ueos n. 21.
Velas do Ciriinuba.
Na ra do Qoemado 11. 09. veiidcin-se velas de
carnauba 111 canas de SO a I libras, por menos
prer;o do que em oulra qualquer parle : quem pre-
cisar aproveile a occasiao.
Na livraria da roa da Cruz do bairro do Recife
n. ."16, acham-se venda as selectas uglezas e fran-
cezas, adoptadas uas aulas, com os competentes dic
cionarios e todos os livros classiros, e oulras muilas
obras novas, tudo por preco commodo.
PECUINCUA.
Vende-sa no aterro da Boa-Visla, loja de fazendas
ao pe da ponte 11. 10, um relogio do ouro horisou-
ial, muilo lindo e bom regulador poi 409320.
Veurte-se orna ovelha muito mansa, propria
para criar menino, dan 1o bastante le le : as Bar-
reiras 11. 1, te dir quem vende.
PAPEL PAQUETE.
Na loja de ferragens de Vidal & Companhia, ra
da Cadeia do Recife n. .".6 A, vende-se papel paque-
te em meias resmas, propria para se esrrever pelos
vapores eslrangeiros. para poupar srandes despezas
no porte, assim como obreias priqirias.
CHA -A^.
Na praca da Independencia livraria ns. 6 e 8,
vende-sa esle compendio, traduzido pelo Dr. A.
llcrculanode Souza Bndeira.
sillas
PAM 0 CORRERTE AMO,
Folhinhasde algilieira contendo o alinanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
poitosgeracs, provinciaes e municipaes, extracto
du algumas posturas, providencias sobre incendios,
enlrudo, mscaras, ccmilerio, tabella de feriados,
resumo dos rendimenlos e e.xportaco da provin-
cia, por 500 rs. cada urna, ditas de porta a 160,
ditas eedeaiasticasou de padre, com a reza de S.
Tilo a 400 rcis : na livraria ns. C o 8, da praca
da Independencia.
Vendem-se lealhas de lahyrinlho, de muilo
bonsgostos, por precos eommodos: na ra da Ca-
deia du Recife n. 28.
\ enrte-se vinho genuino dj Porte em caixas de
1 a 2 duzias de garrafas e mesmo em garrafas, cou-
tendo sem exaseracAo) o vinho mais superlativo que
se porte desojar, c -(anca-se que nunca aqu foi im-
portado om semelhanle nctar : vende-se na ra
Nova ni 3, taberna de Antonio Ferreira Lima.
MILllO.
\ enrte-se sarcos com milito por barato preco,
na ra da Cadeia do Recite, n. 23 loja.
Oh que peehin-
cha.
No l'asseio Publico, loja n. 9, de Albino Jos l.ei-
le, vendem-se ricos corles de meia casemira, escoras
e mut acornadas, pelo diminuto prejo de 19000
cada um. ditos de brim de linho a 000 rs., chitas fi-
nas de cores lixas a 220 o rovado, (lilas prelas finas a
200 rs., chales prelo a I29OOO cada um. ditos bran-
cos a 700 rs.. chapeos de sol do panno com barras a
29000, brins de buho escaros a 220 o covado, corles
rte casas cbilas muito linas a 290OO, e oulras muilas
fazenrtis mais baratas do que se vende ua California
Na Califormia,
oja nova, oa roa do Crespo, ao p do arco de Sanio
Antonio, vendem-se corles de casas fruucezas de
muilo boas-goales a 19:100 c a I9q00 ; ha grande
quantidade para se escolber, lencos de cassa braucos,
lisos e com bico 200 rs., cbilas prelas francezas,
largas, para lulo a 20 o covado, e muilas outras fa-
zendas muito baratas, a dinheiro vista.
A melliur farinha de iiihii-
dioCa em suecas
que existe no mercado : vende-se por preco ra/oa-
vel, uo armazem do Cazuza, 110 caes da alfandega
n. 7.
Vende-se um lindo cabriole! com arre ios e ca-
vallo, ludo em muilo bom eslado, e por prerocom-
modo : para ver, na cocheira do Sr. Joao Francisco,
(iefroote da ordem lerreira de S. Francisco, por bai-
xo do Cabinete Porluguez, e para ajoslar, na ra do
Oueim.irto 11. 33, loja da Boa Fama.
KELOGIOS cobcrlos e descoberlos, pequeues
eigrandes, de ouro e prala, patente inglez, de um
dos inelbore fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ultimo paquete ingle! : em casa de Soulhall Mellor
& Companhia, ua ra do Torres n. 38.
Vende-se superior cafe de primeirs sorle do
Rio dejaneiro : na loja do l'asseio Publico n. 11, de
l'irmiaiio Jos Rodrigues Ferreira.
Farinha de mandioca.
. No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca era saceos gran-
des ; para porces irala-se com Manoel Alves Guer-
ra, ua ra do Trapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuiopara regarhortas e bata,
decapim .nafundicade D. W. Bowman ama
doBrum ns. 6.8e 10.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores maias de laia para padres,
pelo baralissimo preco de I9HOO0 par, dilasdeal-
godAo prelas .1 640 o par : na ra do Queimado,loja
de miudezas da Boa Fama n. 3b.
SBMENTES.
Sito chesadas de Lisboa, e arbam-se a venda ua
ra da Cruz do Recife 11. 62, taberna de Amonio
Francisco Martin as segoialM seinenles de hortali-
ces, como sejam : ervilbast. rls, genoveza, e de An-
gola, feijo carrapalo, riixo, pintacilgo, e nm.ir.-lln.
alfacerepolhuda e allemaa. Misa, lmales grandes,
rbanos, rabanetes brancos ?ucarnados, nabos ro-
lo e braneo, senoiras brancer e amarellss. couves
trinchuda, lombarda, esaboit, sebola de Setubal,
segorelha, coenlro de looceia repolbo e pimpinela,
e urna grande porcSo de diflerenles sementes, das
mais bonitas llores parajardins.
ilusas finas ede
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos laquea com plomas, bololae
espillo, a 29. luvas de pellica de Jouviu n melliur
que pode haver a 19800 o par, ditas de seda ama-
relian t brancas para homem c senhora a 19280, di-
tas de torzal prelas e Com bordados de cores a 800
rs. e I9200, ditas de lio de Esencia brancas e de to-
das as cores para homem e senhora a .'iOO rs., ditas
para meninos e meninas muito boa fazenda a 320,
lenciuhos de relroz de todas as cores a 19, toucas de
lia para senhora a 6S0, pentes da tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a 5a, ditos de
alisar tambem de tartaruga a 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando muito sos de
tarlarusa a 19280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da moilo superior a 320 e 500 rs., lindas meias de
seda piuladas para crianzas de 1 3 annos a I98O
otpar, dilas de fin de Escocia lambem do bonitas
corea para chancas de 1 a 10 anuos a 320 o par. s-
pelhos para parede com excellenles idros a 500,
700, 1/ e 19200, toucadores com p-, a 19500, filas
de velludo de todas as cores a 160 e : 10 a vara, es-
e .vas linas para denles .1 100 rs., e l.'.'issimas a 300
rs., dilas finissimas com cabo de marina a 19, Iran-
ias de serta de todas as cores e largura-, a 320, 400 e
500 rs. a vara, sapalinhos de lAa para chancas de
bonitos padrees a 240 e 320, aderemos prelos para
lulo com brincos e alneles a 19, toucas prelas de
seda para chancas a 19, travessas das que se usam
para segurar cabello a I9, pistolinhas de melal para
chancas a 200 r.i., salheleiras para azeile e vinagre
a 29200, bandejas malte linas e de lodos os lara-
nhos de 19, 29, 3o e 49, meias brancas finas para
senhora a 2i0 e 320 o par, dilas pretas muilo boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas ci-
lampas a 39 e 29500, meias de seda de cores para
homem a OSO, charuleiras muito finas a 2J, caslOes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs.. oculos de armadlo de ac praleados e dou-
radosa O, 1 e Ij200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e ricas beoga-
liuhas a 29, e a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo prqoenos e grandes, fazenda mullo supe-
rior a OiO, 800,19. 19200, 19500 e 29, alacadores da
cornalina-para casaca a 320, pentes muilo finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 040, ditas
para casaca a 610, capachos piolados para sala a
6(0, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo linas a 19 e 19200, luvas brancas encorpadas
proprias pin ,1 montana 1 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas aboioa
duras de madreperola e de oulras muilas qualidades
e gostos para colleles e palitos a 500 ra., fivelas doo-
nidas para calcas clleles a 120, ricas filas linas
lavradas e de lodas as larguras, bicos linissimos da
bonitos padres, e todas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de uoivas, tesuuri-
nbas paracostura o mais fino qoe se pode encontrar.
Almde ludo isto outras muitissimas cousas muilo
proprias para a resta, e que ludo se vende por pre-
50 que faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
be m : na ra do Queimado, iiosquatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
5

3$500
Helog
nos
ing ezes de pa-
tente,
os melbores fabricados em Inslalerra : *m casa de
lienry (jiosoo ra da Cadeia do llene n. 52.
Cassas francezas fina
S40 is *> covado.
Na ra lo Crespo n.5, vendem-se tsw
nufrancezas (nasa 2'ii> re. ocovado.
i'ara hito.
Corles de vestido 'le csea prela rom 7 varas cada
um, de bonitos pedrAes a 2cOOO : veude-se na ra
do Crespo, loja da esquina que Tolla para a 1 ua da
Cadeia.
Para vidiacas.
VeinImt.-'-e vitlros h X? a M\t : oa ra Nova n.
3K, defroiile da ijiija da (.ouceir-lo dos Militares,
r.i-,1 enramada.
FARINHA DE SANTA CATUAR NA,
muito nova e de superior qu.didade, a hotdo do bri-
fgae escuna Rpido, fondeado ein frente do arsenal
de guerra, vende-se por prero commodo : a tralai
com Caelano Cjrtaco da C. M., oo tarso do Corpo
>:tliln II. 25.
Cartas trance-
Vende-secal de Lisboaultimamentechegada,as-
sim como polassa da Kussiaverdadsira : na praca do
Corpo Santo 11.11.
COBTES DE CASSA I'ARA; y LEM ESTA' DE
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preco de 2-5 o corte, dilos de cassa ci-
la de bom soslo a 23, dilos a 2?i00, padrees france-
zes, alpaca de seda de quadros de todas as qualida-
des a 721) rs. o covado, 13a para vestido lambem de
quadros a 180 o covado ; lodas estas fazendas ven-
dem-se na ra do Crespo n. ti.
LIQUIDACAIT.
O arrematante da^loja de miudezas da roa dos
Quarleis n 2i, querendo acabar as miudezas que
etistem, vande barato alim de liquidar sem perda
de lempo.
l-ranja com bololas ara cortinados, peca -JOOO
Papel paulado, resma, (de peso) 38O00
Dito de peso, resma 2ff"00
Ua de cores para bordar, libra TjOO
Pentes de bfalo para alisar, duzia 3J000
Fivelas douradas para calca, una loo
Croza de obreias muilo linas tiJfOOC
Lencosdeseda tinos, ricos padres t?.00
Caixa de liulias de marca -_ ln
Meias para senliora por -j n
l'entesde tartaruga para segurar cabello 48000
Crozas d* canelas finas para pennas 25000
Ditas de boloes finos para casaca 3f000
Meias prelas para senhora, duzia .19200
Dilas ditas para homem 2^800
Lacre encarnado muito fine, libra I5HOO
l'apel de cores, maco de 20 quadernos (00
Duzia de cokeles 700
Espelhosde lodosos nmeros, duzia -.'-.Mu
Linhasde novellos grandes para bordar i-i-.hi
Ricas filas escoce/as e de sarja, lavradas,
largas <)<,;,
Meias cruas sem costura para homem 3#3M
Dilas de seda a. 2, peca ;|xo
trancas deseda branca, vara 400
Caixas de raiz, duzia 19600
Pecas de filas de rus .;< n 1
l.apis finos, Kroza '. 200
CordAo para vestido, libra 19200
Toucas de blenda para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 19000
e oulros muilos r 1 ig,.s que se loruam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidar
dar um pooquinho mais barato a aquelle senhor lo-
sisla. que queira a dinheiro comprar mais baralo
do que se compra em primeira mo.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeulo.
All achaiao os compradores um completo sorti-
meu o de moendas de canoa, com lodos mi hora
meiitos.algunsdelles notos e originae,) de oua *
experiencia de muitos annos lem mostrado a necea!
s.dade. Machina de vapor de baixa in, J2aa
das, carros de maoe ditos para condnzir formas da
assucar, machinas para moer mandioca, prensa. !
ra dito, tornos de ferro batido para farinha, arados.de
torro da mais approv.d, conslTuccao, fundos para
alambiques crivos e porta, para fornalhas, urna
infinidade de obras de ferro, que WU enfadouho
Tue,ar;.'ii;e,SrMdep08l0 "is,e on.apes.
inlelligenle e habilitada para reeeber todas as en-
commendas, ele ele que os annouciIules conlan
do com a capacidadedesuas officioas e machiuismo
e pericia de seus ofliciaes, se coropromeltem a faie
execular, com h maior presteza, pertoicao, e exect
conformidade com os modelos ou desenhos.e inslruc
(des que Ibes forem remecidas.
C. STARR C,
espeitosamenleannonciam que no seu exteosfl 'es-
ablecimeuto em Santo Aoiaro,coulinuam a fabricar
com a maior pertoicao e promplidao, loda a quaida-
de de machiuismo para o usu da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior commodo
de sen numerosos freguezes e do publico em geral
teem aberlo em um dos grandes armazeus do Sr.
Mesquila na ra do Brum, alrsz du arsenal de ma-
rinba
Na ra lo Crespo, loja amarella @
11. i, de Antonio Francisco Pe- ^gi
1 eir,
Cbeearam de I-rauca as seguintes mer- J
cadonas, ludo de muito bom goslo e upe- S
or qualidade. .'.;
Camilas francezas com peiio de linho a S
i 'iniho a duzia.
Dilas ditas com peito de cambraieta, a 9
31^000 a dozia. ^
Ditas ditas de muriro. a 249000 a dozia.
Ceroulas de bramante de puro liuho, a S*
:l9000 cada urna. 't;-
Casacas do panno lino prelo a 308000. A
hnbrecasacas de panno lino nrelo e de C- >.
res a 309000. S?
Casacas redondas e Claque, ludo de panno S
muilo lino a 323000. pj
Palitos e sobre-casacas de sarja de seda, a 5s
Dilos de selim da China, a 21000o. -?-
Ditos rte Fosar de seda, a I29OOO. <'
Ditos de alpaca prela, a 129* tJtOOO. 9
pilos de panno muilo fino, a 20BO00.
Dilos saceos de panno mesclado, a 20000. fi
Em casa de Henry Brunn & C., ra da Cru
n. 10, vendem-se .
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos para msica, *
Lspelbos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras o sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vislas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAI XAS PARA ENGENHO.
Na fundipo de ferro de D. W. Bowmann ua
ra do Hrum, passando o cbafariz, contina ha-
ver um completo sorlimento de.taixcs de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promplidao: embarcam-se ou carregam-se em ace-
ro sem despe/a ao comprador.
Na officina do encadernacao, travessa da
Congregacan, vendem-sc as seguintes obras du
economia poltica por Malthus Sismondi, J.
Bapiista Say, cartas a Malthus pelo mesmo, catbe-
cismo de economia. J. Dulens, c muitas oulras
obras de direito publico, das gentes, diplomtico
e commercial, tudo em amito bom estado o por
baralo preco.
CHAROPE
DO .
BOSQUE
Foi transferido o deposito dle cliafbpe pan bo-
tica de Jos da Cruz Santos, ua ra Piova 1. 53 .
garrafas 59500, e meias :tj000, sendo falsa ledo
aquelle que nao tor vendido nesle deposito, peto
que se faz o presente avise.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO
Para cura de phtvsica em lodosossensdi%emnas
Rraos, quer motivada por constiparas, tasan, aslli-
ma, pleuriz. escarns de sansue, il 'r dr rniladu. i
peito, palpilacao no coracao, coqueluche,breachila
d.ir nazarvanta.e lodas asmolesliasdosorgios pul.
mouares.
Navalhus a contento.
Coiilinua-se a vender aSfjOOO o par (prero fio) as
bem couhecidas navalhas de barba, toilas pelo ha-
bil fabriranle que ha sido premiarlo em diversas ex-
posiroes : vrndem-se com i condic&u de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las atJJtO dias
depois da compra, reslitoiudo-se a imporlancia : em
casa de Aucuslo C. de Abr o, na roa da Cadeia do
lenle n. 3ri.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiao de C. Slarr& C, em Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de cannas
lodas de ferro, de um modelo e construcco muito
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Saulo
Amaro, arliam-so para vender arados de ferro desu-
perior qualidade.
lECHlRISMO PARA EME-
Ycii.lem-se superiores carias lianceas |>ara vol
trele a 500 rs. o batallo. : na ra do tjoeimado,
loja de miudezas Itoa I amt ti. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seauinles livros para as aulas pre-
paratorias : Misin of Kome 3JOO0, Thompson 2s
Peal et Virginia 29000 ; na praca da Independencia
ns. i. e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na Iravcssa da Madre de lieos n. 21, ar-
mazera-de Joao Marlius Barro'
l\a California,
loja nova, na roa do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-sc pecas de al;o.l.loiinl.o com ave-
ria Bill, 1?, 1-2280 e 13600, e limpas a 25, alpaca
prela torrada, sem defeilo, de 4 palmos de largura
a 200 rs. e a lo rs. o covado, muito boa para quem
esl de luto, muilo boas meias prelas de alsodAo
para senhora a 400 rs ditas para homem a 390, cas,
sas pintadas francezas a 200 rs. o covado, corles de
dilas de l|2 varas a 19600. chales escocezes a ,"i0,
madapolao muilo bom a 2?00, 25OO, 3;200, 39600,
35800, i-?, i;100 e i>S00. e muito lino a 59 ; assim
como muilas oulras fazendas, tudo moilo barato, di-
nheiro a vista.
Vende-sc cm casa de S. P. ,ltihnston& C,
ra da Senzala->ova n. 42, selltns inglezes, chi-
cles de carro c de montana, candieiros e casticaes
bronzeados. relogios patente inglez, barris de gra-
va n. 97, vinho Cherry em barris, camas do ferro,
lio de vela, chumbo de municao, arrojos para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Da undicao Low-Moor, ra da Scn/ala-No-
va n. 42.
Nesle estabelecimento contina a havur um com-
pleto sorlimenio de moendas e meias moendas
para envendo, machinas de vapor e taixas de
ferro balido e coado do lodos os lmannos para
dito.
Quem quizer comprar um farro americano de
qualrn rdilasn.m assenlos para duas pessoas, ten-
do ,-ineios e cavallo muito ardigo : dirija-se a ra
do Trapiche n. iO, segundo andar.
No armazem de Novata & C, ruada Ma-
dre de Dcos ti. 12, vende-se farinha de mandioca
(-em sacras do superior qualidade. por preco com-
modo.
Vende-se muilo superior farinha de Sania
Calharina, por monos preco do quo em outra
qualquer parte: a bordo do brigue Sagitario ,
dcfroniedo trapiche doalgodo.
' Vendem-se barricas com farinha de Iriso da
ja conhecida marca MMM, mnito nova, e d. quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por preco commodo : a fallar com Basto & Le-
tuoi, roa do Trapiche n. 17.
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWMAN. rVA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FAR1Z,
ha semprc um graude oriimento dos sepoiules ob-
jectos de inerbanismos proprios para eiikenhos, a sa-
ber moendas e meias moeudas da mais moderna
couslruccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
dentadas para a&ua 00 animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de foroalbae registros de bo-
eiro, acuill.rii-., bronzes, parafusos ecavilhOes, moi-
Hhos de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se'eseculam lodas as encommendas com a superior
ridade j conhecida, e com a devida prsteme eam-
modidade em preco.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
coustrueco vertical ecom todos os melhoramentos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo : na ra da Cadeia, armazem n. 8.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
lambem no DEi OSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sorlimento de taixas, tanto da
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares .existen guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais eommodos.
i
I
J
ccraDo& fugibo.
km da de Pascoa, fogio do sitio da Tamari-
neira, eollesio da Conceicao na Cruz de Almas, o ne-
cro Joaquim. de idade 45 annos. grosso, boa estatu-
ra, meio nimbo das pernas. quebrado da verilha
direna, cujo volume he eraude bstanle, lie de d^
c,1o ; promelte-se a qualquer que o capturar, gene-
rosa cpmpensarao, ja que a polica nao cura deslas
cousas.
Pacto no dia 15 do correle o prelo Miguel,
de nar.lo Mocambique, sem barba, olhos muilo vi-
vos lem os siRnaes da na._i... estatua baisaretorrado
quaii.lo anda he um pouco corcovado, lem urna ci-
catriz dehaiMi do qucixo proveniente de gomma e
oulra na pa por Iras proveoeonle de urna eslocada ;
sabio vesiidn de camisa de algodao e camisa de bao-
la encarnada por rima, ja usada ; roga-se as autori-
dades que o rapiurarem de o levar na ra eslreita
do Ilusa 11., n. II', armaiem de Jos Mmeira da Silva
que generosamente recompensar.
__ Fngio no dia (i de marco prximo passado um
escravo rrioulo, de nome Cipriano, alio, cor fula,
barriga grande, pes grossos, muito prosista, idade <0
annos : roga-se a quem delle souber o leva ou man-
de dar parle na ra Direila, padaria 11. I'.'.
__ Contina andar togid.i a prata Marais, crl-
oula, idade da 28 a 30 juoos, ponen mais on manos
com os signaes seguintes: falla de denles na frente ,
urna das urelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a ra do Brnm, armazem de
assucar n. 12, qoe sera bem gratificado.
PERN.: TYP. DB M. F. DB FAMA. 1856
T
-
MUTILADO
ILEGIVEL
-'*/


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EH4FJK2E2_OD6XQK INGEST_TIME 2013-04-24T16:43:03Z PACKAGE AA00011611_07339
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES