Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07338


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Full Text
ANNO XXXIi. N. 93.
UMA Mil A 17 1)E ABRIL DE 1850.
por 5 neta adiantado .sOOO.
Por 3 mezes vencidos i,$500.
Por anno adiantado 15s000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
ycarrecados da subscripcao' no norte.
Parahba, o Sr. Gervazio V. da Natividad : Natal, o Sr. Joa-
quim l. Pereira Jnior; Aracatv. o Sr. A. de Lemas Braga ;
Cear, o Sr. J. Jote de Obveira Maraobao, o Sr. Joaquim Mar-
que Rodrigues Piauhv. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense ; Para, o Sr. Justiniano J. Hamos; Amazonas, o Sr. Jeio-
njmo da Tala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os dias.
Caruaru, Bonito c Garanhuns : nos das 1 e lo.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ourieury : a 13 e 28.
Goianna e Parahiba .' segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal.- as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TBIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbadoi.
Relariio tercas-feiras esabbados.
Faienda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda ara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIKMEBIDES DO HEZ DE ABRIL*
5 La nova as A horas, 26 minutos. 48 segundos da man lia.
13 (loarlo crcente as 3'huras, 27 minutos e 48 segundos da m.
20 La cheia as 6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quarto minguante asas horas, 7 minutse 48segundos da Urde.
l'KEAMAIt EIIOJh.
Primeira as 2 horas e 4 minutos da tarde.
Segunda as 3 buras e 18 minutos da mannaa.
DAS DA SEMANA.
i Segunda. S. Domina v. ; S. Tiburcio e Valeriano mra.
13 Terca. 8. Pancracio ; Ss. Eulhiquiu, Enlimpada e Pausilipo.
IB Quarta. S. Engracia v. : Ss. Calisto, Carisio a Ciciliano.
17 Quinta. 8. Aniceto p. : Ss. Hermogenes c Fortnelo mm.
18 Seita. S. Galdino b. card.; S. Perfeilo presb.
10 Sabbado. 8s. Expedito. Arislonico, Sucrasles e Calata,
2U Domingo 4. S, Ignez do Munle Policiano, v.
EXCAI'REGADOS DA SCBSCRIPCAO NO SLX-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcan Dias ; Babia o Sr. D. Dupra
Rio de Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martina.
EM PERXAMI1CCO-
O proprieurio do DIARIO Manoel Figneiroa de Faria, na sua
livraria, prava da Independencia ns. 6e 8.
EXTEBIOR.
Extracto do relatorio dirigido ao governn francez
por Mr. John Bren, onda Ihe erpe as causas que
obstaram a collocicflo do cabo submarino, que de-
via a oir a ilhn de Sardenha coro Argelia.
A pezar dos estoceos que lenlei nao su em Ingla-
lerra, era Franca, na Italia, mas tambem na Ameri-
ca ; tpezar dot euormei presos que oflereci. foi-me
absolutamente impossivel encontrar um navio de
vapor, do tonelagem soficienle para conduzir a
tetxeira secrSo do cabo submarino d'Argelia, enjo
comprimento era da cante e cicoenla milhas (cin-
coenla leguas: e do peso de mais de 1.VH) toneladas.
Fui forzoso em lim tralar com Mr. Creen, o frel-
meulo da um navio novo de vela o fesult, de 17(10
toneladas...
Foi na ultima extremidade, e em opposico com
todas as minhas couvicres, nascidas de urna longa
experiencia, que ouzei tentar a em'prexa, quasi im-
possivel, di immcrsao de um cabo, de taes dimen-
soW, aunado por om navio de vela...
A 30 de jullio, o cabo eslava enrolado e prepara-
do a bordo do navio, com todas as machinas e appa-
reJhos neeessarios para a sua cnllocarAo...
Parti de Craveaend a ."> de asotn, o llssult, esle-
ve a ponto de perder-se sobre o banco de arela de
Coodwin...
Foi necessario arribara I'l\ ruoutli para verificar
qoe ii.i> tmh.i liavido avaria grossa...
Dea de novo .> vela para Cagliari, a 21 da acost.
Un temporal violento fe quasi socobrar o navio
do golpho de Biscas a ; e s chegou a Cagliari no
da 6 de Miembro. DorK vapores, IVhealleypark e
lar, que eu havia fretado com grande dispendio
forara demorados na viageni o primeiro em coose-
qurucia de urna avaria no hlice, o segundo para
fazer algomas reparantes indispensaveis. Felizmeo-
le o governn de S. M. o imperador, linha determi-
nado mandar a Cagliari o vapor Tartare, do rain-
mando do capillo Leblanc, levando a sea bordo o
engenlieiro hydrntillco Mr. de la Marche.
A 20 urna tempestada violeula, acompanhada de
relmpagos e trovos, anaoncioo que a eslarao dos
temporiles se approximava ; e decidimos enlAo que
nos preparessemos para dar pri ncipin a operario,
logo que chegasse um dos dous vapores o ll'lual-
leypark oci o Star.
No dia 2 a urna hora da tarde, o Itesull, reboca-
do pelo Tartare, dirigio-sc ao cabo ele Sparlivento,
onde chegou antes da noite.
A 95M G horas da larde, eomerou a prender o ca-
bo na praia, pondo-o em communicaro com o lio
lelegrapliicu da Ierra.
A 3 horas o Itesutt tinha apenas acabado de le-
vantar o ferro ; a immerro do cabo eomerou cniao
e conlinaou at a noile. A distancia percorrirla li-
nha sido de vinle e duas milhas, pon cu mais de srte
leguas. .
A 26 as 8 horas da manhaa, o Irahalho eomerou
de novo e^rose^**excelleiirineiile : todos lotiva-
vam e admiravam o perleito movimenlo das machi-
nas.
As 9 horas, o isolumenlo do cabo era perfeilo, e
havia ja correspondencia entre Spartivento e Ca-
gliari, na distancia de treze leguas ; o cabo desceu
a profuodidarte de IbiO metros.
l'm navio de vela porem nSo poda deilar mais de
3 milhas por hora; nao acotnpanhava por tanto a ra-
pidez com que se desenrolava o cabo, cuja forra de
lenrAo te lornou enorme, em consequencia da gran
de profundidade da parle submeigida ; de repente
o cabo desprendeu-se da machina que o suslinha,
de*enrolando-se com urna rapidez incrivel...
Em menos de dez minlos tinha corrido o compri-
mento de perlo de ama legua, sem liaver meio de
fazer parar,ou de o estender no fundo do mar por o
so que o navio se mova com diliculdade.
Antes do cabo ler escapado por esta ultima vez,
nenhum fo se tinha anda quebrado, o involucro de
grosso fio de ferro,enrolado em delice tambem linha
residido mas com o correr Uo acelarado das duas ul-
tima milhas, o cabo dea alguns mw ; qu atro dos los
deijtarain de transmillir a correle, Tornava-se
pois, necessario levantar de novo o cabo, ja 13o pro-
fundamente emergido, para reconhecer a icluco de
conlinoidade e fazer os reparos eligidos.
Rita operario era bastante dillicl em um Davio
de vella, onde havia nicamente com o apparelho
de Iraecao o cabrestante ; em um navio a vapor seria
islo ncomoaravelmenle mais fcil.
Nos tres dias 27, 28 e 29 de selcml.ro. mu se pode
levantar mais do que trezentas hrnras de cali, as
quaes se eocontrou nicamente um n, achando-se
o resto perreitamenle intacto.
No rtia 29 o cabrestante de madeira, apodrecido
no eixo, quebrou ; ornar eslava agitado, e o navio
solfria violentos choques...
O capilao eomerou a recear, e quasi que sejoppoz
a repararlo do cabrestante, o seu evidente desejo
era abandonar e lomar a ilha de Malta. Conveu-
ceu-se todava. A brisa era violenta, o navio sem
outro apoio mais do que o cabo emergido, conser-
vava-se perfeitamenle quieto melhor do que se esti-
veaae ancorado, e todos se admiravam de que o ca-
bo fosse aisas forte para conler. urna (3o grande
mana.
Logo, porem, que o cabrestante se reparou, pre-
teudi recomec,ara oper.ir.io, o navio vollou entilo, e
fezcomqueo cabo se desenvolvesse com tal violencia,
FOLHETIIB.
DAS MI LIIKRKS.
Por
Carlos
*
MONSELKT.
SEGUNDA PARTE.
XVII
Segunda visita Cora feila pela Marianua a marqoe-
za de Pressigny.
Bem como na primeira ella moslrara-se dedicada
a proteguir em sua vinganca. Mas no inlervallo nm
obstculo inesperado viera collocar-se atravez de
seu resenlimenlo.
A mor parte das ioslrocces que enviara mar-
queta nao linham sido execuladas. Era um acto de
opooeicXo ioaadtlo, em precedentes, e que poda
ler aa eonsequencias mais graves para a erAomelra!
A'a explicaces qoe Ihe foram pedidas pela Ma-
rianna. madama de Pressignv respondeu vana e eva-
sivamente. .
Marianna romprehendeu logo que .i marque/.a
pretenda resistir-lhe em infringir os estatutos.
Mas nene caso para que nao lirava resolutamente
a mascara'! Para que pareca fazer por ganhar
lempo"!
Sem dnvilla seu plano de resistencia anda nAo es-
lava completamente organisadb, e entao Marianna
linha anda a esperanza de destrui-lo.
Imporlava penetrar ese plano.
Nao fallavam n Marianna os meios maleriaes, pois
era rica. Podia ler sua polica, e teve-a. yuiz saber
dia por dia, hora por hora qual fra o emprego do
lempo da marqoeza de Pressignv, desde a primeira
conversarlo que houvera entre ellas : reetbeu um
relatorio circumstanciado lal qual desejava.
Neeae relatorio s deu-lhe cuidado a viagem a
Enernty.
Foi a indaar as cansas dessa viagem qoe Marian-
na applicou immediatameote todas as auas facol-
dtdes.
Ella o conseguio.
A' primeira vista pode parecer diflcil;. mas oque
he qoe nAo parece dillicl a' primeira vti?
Sem duvida o leitor lembra-se do cont de Vol-
() VHVt Diario o. 92.
que perdemos indas as esperanzas. Em vez de um
n forrnou muilos e em comprimento de menos de
quatro melros conlavam-se -ele-, o envolucro de fie
de ferro resisti, mas os fioa interiores estavam re-
torcidos, o isolamento tinha acabado. 0 navio" na-
vegava lentamente em um mar agitado, ja linha
descahdo muilai milhas, quando um forlc balanro
fez quebrar muitos dos nos...
Keconheceu-seunanimeraente que era necessario,
por forra rnaior, fazer o sacrificio de urna parte do
cabo emergido.
O comprimento da porrSoqoe exista a bordo an-
da era suIHcieote para ligtr Cagliari a Gtlila ; vol-
lamos por lano, pan Spartivento, afim de tentar
ama segunda operario.
A 15 de outuhro, o Atterff enrascou a amarra no
cabo elctrico.
No dia 6 tullamos remediado esle Iranslorno.
Mas gastamos ti horas para levantar ancora. Nave-
gamos al as 10 horas da noite continuando na im-
mtT'.io do cabo, at qoe o mar se lornou terrivel.
Se insistissemos na opera;ao. a machina e os mas-
tros leriam sido sacrificados. Fomos obrigados a
parar. ^
tio dia 7 asj> horas da manhaa, recoroeramos ; o
mar continuaba mao, os ntvios nao podiam "navcaar
em cor.serva, e aflaslamo-nos tanto da nossa derro-
ta que o cabo ja era curto para alcanzar Calila : de-
cidin-se entao corta-lo e deinar este trabalho para
orna estaca mais favoravel.
Em presenta destas invenciveis dilliculdades,
depois de ter esgolado todos os esforroi humanos,
auxiliado de coraeem e de intelligencia, dei ordem
ao lltsult de seguir para Inglaterra com o resto do
cabo.
(Cmmmm.)
Jornal do Commercio de Lisboa. I
baixar am II de oalubrn, as HH ribas, que na | profunda he. lie urna cona verificada desde He-
maior parle sAo alcantiladas, estavam ja dous a tres : rodlo, que foi o primeiro que o disse ( Eolerpe
ps cima do nivel das aguas durante a nossa va- i cap. XII, 1 que o solo do valle cresce coulinua-
gem. N'alcutis mezes, e particularmente em juuho i mente.
teriin vinte ps cima das aguas baixas ; o rio nAo! A sciencia moderna reconheceu que o crescimen-
menos largo, porm menos profundo corre entre es- | lo era quasi de Om. 95 por seculo ; he porlanlo
sas paredes que elle proprio construe, como a rihei- j bstanle rpido, como se ve, e, sem possuir lao po-
ra que serena e placida desusa pelo ranal, por onde, silivos couhecimenlos, Ilerodoto receiava, ha ja dous
a afle do engenheirn a encaminhoa ; de sorte que mil-e tre/.entos annos, que crescendo eonslanlemen-
os viajantes que sebem o Nilo ot, primavera ou no le a Ierra, o Ecyplo nao viesse i fiear deshabitado
CARTA SOBRE O EGYPTO.
Suez, 10 de dezemhro de tKj>.
Venho de admirar as maravilhas do Estypto, des-
de Alexandre at a ilha do Phlke, na Nnbia, onde
suspendemos a nossa digressAo como o exercito
fraucez em 1798, segundo consta da inscriprao que
deivou na paiede do templo de lloros.
Elas maravilhas deixaram-me absorto. Porm a
rnaior de lodasna minha opioiAo, he a que nao pro-
cede doshomens, e que deu lugar a todas as oulrai,
he o Nilo. Subindo-o al distancia de 200 leguas
e depois seguindo u fio da rorrele desde a primei-
ra eatartel* tl Boulaq, porto do Cairo, nAo me far-
le de admirar as deliciosas perspectivas que apr-
senla ; e moilas vates pensei, como he que seme-
Ihanle presente do co, no lornou o povo que o
recebeu o mais feliz c o melhor dos povos.
Desejava, Sr. redactor, explicar nesta carta, este
triste problema. A natareza nao podia dar aos ho-
mens um presente de mais valia ; e apezar disso nao
ha no mundo sent mais aviltada nem mais infeliz
que os lellahs. Qual he a causa desta coulra-
dicro.
Sii o Nilo, de lodosos ros da Ierra, tem cada an-
uo una cheia peridica, coja regnlariilade nem uina
s vez anda se desmento, ha quatro mil annos pelo
menos qne os homen- o conhecein, e delle se apro-
velam.
Todos os annos, no soleslicio do verao, no lim de
junho, e por causas anda multo imperfeitamente
conhecidas, o rio comer a encher pouco a pouco,
desde as recies mais elevadas onde uasce, al ao
marmolu desagua. Esta cheia progressiva'cresce
dorante quatro mezes. Depois o rio baixa com a
mesma lenlidAo com qoe ubio, e quando no mez
de junho as suas aunas eslAo mais baixas, de novo
enrhe como no anno anterior, com a nica dille
rene,* de que a cheia he rnaior ou menor. Termo
medio, he de seis a sete metros, isto he, de dezoilo
a vinte e um ps. Raras vezes he mais alia ou mais
baixa.
He fcil de ver, que sem embargo desta regula-
ridade, anda succedem certas anomalas, que a na-
tareza sempre aprsenla. Assim, a cheia realisa-se
mais depressa n'um anuo que no onlro, oa he rnaior
nesle que naquelle.
As aguas demoram-se mais ou meos lempo in-
nuiulaiiiln asierras, porque a baixa he sujeila a al-
ternativas, bem como a cheia. O phenomeno he sem-
preo metmo, as rirrumslancias accessorias he que
varam. Al chcias nAo sao sempre idnticas abso-
lutamente urnas as nutras.
Conforme a altura a que as aguas soliem, assim
nnunilom rnaior ou meuor esparo de terreno. A
lei dos lquidos, como he sabido, he constante ; e
como lodos os terrenos sAo planos, basta urna pe-
quena dilTeren'ra para que om seja inundado, em-
quanlo que outro contiguo tica era secco.
Esta perodicidade he ja um grande beneficio, mas
o Nilo lem mais duas vautagens que nao sao de me-
nor importancia ; nunca arruina as suas margens, e
as sus aguas depositam um sedimento que he o mais
fecundante eslrume.
Quando enlre nos, ou aoles em todo o mundo,-
os ros engrossam, despeDbam-se como torrentes, e
causam prejuzos, que a prudencia humana ainda
nAo snab prevenir, at nos paizes mais industrio-
sos e mais civilisados.
O Nilo he placido as suia cheiis. Abri o seu
leito, que nunca se altera, n'uma especie de grande
canal, por onde as suas aguas correm constante-
mente. Como esle auno por exemplo, eomerara a-
taire, em que o phvlosopho Xadig passeando junio de
um pequeo bosque encontrou o mooteiro-mr, o
qual perguulou-lhe se vira passar o cavallo de el-rei.
He, respondeu Zadig, o cavado que melhor galopa;
lem cinco ps de altura e cascos moi peqoeoos; as
chapinhas do freio sao de ooro de vinle e tres quila-
tes, as ferraduras sAo de prata de onze dinheiros.
Que raminho lornou elle s onde est? iN'AV o vi, e
nunca ouvi fallar a seu respeilo, responde /.adig.
/.adigdizia a verdade.
Levado i presenta dosjuizes, eis-aqui romo elle
explicou-se :
Sabereis que passeando pelo bosque observei as
pegadas de um cavallo ; estavam todas igualmente
distantes. Eis, disse eu, um cavallo que Jem galo-
pe perfeilo. Vi debaixd dasarvores qoe formavam
um caramanchel de cinco ps de altura as folhas dos
ramos recenlemente rahidas, reconheci assim que o
cavallo Ibes locara, e qne por conseguinte linha cin-
co ps de altura. Quanln as chapinhas do freio sao
de ouro de vinle e lrs quilates, porque elle esfre-
gou-as contra orna pedra, que reconheci ser de to-
que, e que experimenlei.
Foi por urna serie de inducres ansiosas s /adig,
que Marianna conseguio penetrar o myeterio da via-
gem da mnrqueza.
Soobe que fin Epcrnav hahilava nina irin.la da tf-
sociarao.
As informares quo pode tomar inteiraram-na de
que essa irm.i pela sua posirAo obscura nunca po-
dera prestar imporlanles servidos a .Maraara das
Mulheres.
Bazao de sobra raya a marque/a de Prcssisii) exi-
gir dola um sarrinin decisivo e destinado a pagar
de urna vez (o.las as suas dividas.
'.'nal podia ser a natareza desse sacrificio ? '
m myslerio pairava evideutemente em torno da
casa e da familia llaliveau. Tal isulamenlo linha al-
guma causa, urna tristeza IJo particular devia ser
motivada.
Duas ideas apresentaram-se ao mesmo lempo ao
espirito de Marianna : a idea de ruina ea de doeora.
Quanto a primeira ella confiou-se a um hoinem
de negocio, quanto a segunda dirigio-ae i um me-
dico.
O horoem de negocio e o medico foram acampar-
se em Epernay. Ha inulil dizer que nm e outro ti-
nham sido escomidos por Marianna nos fundos da in-
triga parisiense, onde agitam-se lautas intellgencias
corrompidas.
Oito dita depois o homem de negocio e o medico
vieram dar conla de sua inissAo, dizendo :
principio do verAo, nada podem ver alm das mar-
gens muilo mais alias, que o nivel da agua por
onde navgam.
A velocidade da correute he de ordinario de se-
tenta centmetros por segundo ; isto he, de dous ki-
lmetros e meio por hora.
as cheias he um pouco rnaior a velocidade ; nuq-
ca excede, porm de urna legua. A sua inclinarAo
he quasi 13o regular como as suas cheias. Assouan,
00 confim do Alto-Egyplo e da. Nulna, nAo lira
abano do nivel do Mediterrneo mais que 11K me-
tros repartidos por urna extensaode 250 leguas ;
Thebas fica a uns 120 melros ; Sv^int a 95, e o Caiio
apenas a ti na distancia le .Mi leguas do mar. De
sorte que a inclinarAo he impereeplivel, e diminue
successiva e igualmente. He por esta razAo que a
correte dorio be sempre placida.
Porm, esla placidez do rio e a sua perodicidade
que nunca faz esperar a agricultura, sao da pouca
enlidade a visla dos naleiros que deposita por toda
a parle al onde chegam as suas ferlilisadoras aguas.
Todos os annos esse lodo fecnnda as Ierras por onde
passam as aguas do rio, e o feliz agricoltor nao tem
quecoidar em aduba-las, visto que a natureza Ihe
d um estrame tAo nutriente.
A sciencia moderna nao deixou de analysar esle
maravilhoso producio, e a chimica revelou a sua
cnmpnsir.il>. O silex e a alumina compe a sua base
entrando o primeiro em 12 parles sobre 100, e o se-
gundo em 21 ; o perxido de ferro entra em 13 par-
tes, e a elle he devida essa cor avermelhada que se
ola as aguas do Nilo, e que conservam dorante
a cchenle, tolnando-se quasi azuladas na va-
zanle.
A estes principar* elementos accrescem os carbo-
nalos de cal e de magnesia, materias orgnicas e o
acido ulmico, c finalmente quasi 10 por 100 d'agua.
He esla a composirAo desse naleiro, rujos efleitosa
autiguidade, tambem como nos admirava, sem to-
dava o conhecer. Parece, comtudo, que a sua
virio le fecundante provm especialmente da pe-
quea porc.io de materia orgnica que he de 280
por 100.
Donde procede esla materia orgnica '.' e como se
renova ella lodos os rnnos n'uma proporr.i > que nAo
se atiera '.' He um poni bastante escuro, e ao
qual s pode responder-.o hypollielicamenle.
Julga-se que uas immen'as planicies que o Nilo
atravessa pelo meio da frica, e al onde ainila nn-
guein fol, habitam inultos aiiimaes selvagens em
bandos innumeraveis. Os seus detritos de lodo o
genero vAn na rorrete das aguas, qoe alagam essas
planicies na poca da cheia, he orna especie de gua-
no, de resto muilo temperado, que o rio acarrela na
sua correute. Ha ainda oulra explicaco. Das ri-
bas do Nilo destacam-se continuadamenle tas en-
dientes, Brandes massas de Ierra, que logo se des-
fazem ; e he isto que forma o nateiro. Esta segun-
da i'vplirarAo, que he verd.fdeira a muilos respeilos
tem o deleito de ser incmplela, resla saber como
he que a materia orgnica se encontraja as por-
es de Ierra que se destacara das ribas do rio.
Mas, Sr. redactor, aqu aprsenlo estas expli-
carles pelo que ellas valem, e limito-me aos lacios
que eu proprio observei.
Visitando o raekkia ou nilonrelro, na ilha de Rou-
dali, ,10 Cairo Velho, apanhamos um pouco do na-
leiro que se deposita lao puro quanlo he possivel
nos degraos do reservatorio. Esle uateito he urna
especie de trra cinzenta ( Ierra do Egyplo), IAo
cousisteule como a argila pouco dar, e coja areia
be nlssima. He macio, c lem o que quer que seja
de oleoso. Dissolve-se n'agua com facilidade e he
quasi inodoro. Depois de secco endurece muito, e
urna prova disto s3o as profundas ftidas que se
abrem na Ierra pouco depois das aguas se reti-
raren!.
As vezes os uossos cavallos andavaiu a casto por
esse- terrenos gretados, e quando levaolavamos al-
gum pedaro, parecia-ntis l,io solido Uto pesado ro-
mo a pedra.
Seja porm qual (or a natareza desse lodo, a agua
onde elle sobrenada he nao s proprio para fertilisar
os campos, senao qoe he agradavel ao- paladar. Pode
beher-se sem lucoovenieule, al durante os maiores
calores, e quando nu-laapresentavam as gargou-
lelles, pequeas buhas onde costumam refrescaros
lquidos, bebiamo-la com prazer. Nao me admira
que as priucezas da familia dos Ptolomeos, casadas
eque residam na Sv na. a mandassem vir, e que os
sultes, segundo se diz frequentcmenle dessem or-
dem para Ih'.i Irazerem a Constantinopla.
O naleiro assim formado deposita lodos os annos
as Ierras que innnnda, urna carnada de sedimento
e estes carnadas, aecumudando-se urnas sobre oatras
formam essa admiravel Ierra vegetal, de que vos fa-
le ua minha primeira caria.
Em alguus lugares, pode ler dez a do/.e metros de
esptssura, e nao ha ra/Ao para que nao cresi;a in-
definidamente, sendo lanto mais frtil quanto mais
Sim, ha ruina.
Sim, ha doenra.
A ruina he do lado do marido.
A doenra he da parle da mulher.
Mas como a d>simular,io provincial he mnilo mais
forte do que a astucia pariiiense.nenhum driles pode
dar a cifra da ruina nem especificar a doenra.
Todava era quanto bastava a' Marianna.
A seus olhos era claro que a marqueza de Pressig-
ny especulara com essas duas circunstancias.
Com que inltnlo'.'
NAo podia ler ootro mais actual e mais serio que o
deconjorar os perigos que amontoa,vam-se sobre o
marido da sobrinha.
Fura pois para conjurar esses perigos que fizera a
viagem de Epcrny, que sahira ao encontr dessa
doenra e dessa mina.
lina ruina desvia-se.
lima doeora ullli-a-se.
Nesse declivio a Marianna nAo parou, al que al-
canroo a inverosmil verdade.
Foi evidente para ella que a marqueza de Pressig-
ny quera fazer a sobrinha marnna, e qoe para isso
laucara a vista sobre ma taina Baliveau. Marianna
eslremeceu, porque ignorava que s o acaso era au-
tor dessa cnmbinarAo. Julgou que a marqueza com-
prara a vida de urna mulher, e p.'ocurou os meios
do anuullar lao espantoso negocio.*
Por couseguiute urna noite ao sabir da igreja, urna
velha que linha o rosto quasi encobert por nina ton-
ca pret*i chegou-se a madamesella Anais Baliveau,
no momento em que mtltia os dedos na pia d'agua
bcnla, e disse-llie em voz baixa :
Vigi sobre sua mi; ella quer tentar contra
seas dias.
O susto '"iii.ni Anais immovel. Ouando ella
pode abrir bocea, nao vio mais ninguem junto
de si.
A principio nAo deu crdito a essa sinistra adver-
tencia, porque na pureza de sua consciencia s po-
dia admitlir o suicidio como espantoso e ultimo refu-
gio aberlo aos remorsos pelo crime, e a vida da mili
Ihe era mui condecida para permittir lal desconfi-
anza.
Todava Anais applicou-se a observa-la com nova
atiendo, espreilando-lbe os pasaos, commentando-
Ihe as palavras, e niio tardn em notar nella um
ausmento de ternura que causou-lbe augustia indi-
zivel.
EnlAo de.-eiivolveu-se um drama penivel.
Madama llaliveau moslrava-se mais vida qoe
nunca das caricias e do sorriso di (Iba ; aperlava-a
ou .ine o Nilo o convertesse n'aio vaslssimo lago,
que jamis polleras t esgolado.
Estas predicles nao se realhnjram, e eu nAo sei
qual he a causa que perpetuamente as evita, na se
po le porm duvidar da verdade do fado, e basta ver
as margens as carnadas subrapoatas do naleiro se-
cular, para se couhecer que o solo est hoje muilo
mais alto do que antes era.
Essas carnadas sao perfeitamenle horisontaes, e
correspondem com ama exactidao malhemalica as
linha* regularmente parallelas, que a dlreita e a es-
querda deixam ver a cordilheira arbica e a' cor-
dilheira lihyca, allisladas quando muilo dnas ou
Ires leguas,
O valle do Nilo, que por consegu nle tem cinco a
seis leguas de largura, termo medio, aio he mais
que o resultado das innundares, um eslreilo e di-
latado oasis, urna cinta de-letra prodigiosamente fr-
til eutre dous deserlos, que o comprmelo sem o in-
vadir, e que viriam a ser como elle lAo feriis, se a
arle do homem conseguisse levar all as aguas em
suflirieuie qu.iiiiiil.-i'ie. Al onde checa o Nilo, e
com elle o frtil valle que forma ? Ninguem o sa-
be ; eesta questao que tanto preorcupou a curiosi-
dade dos enligo, ainda as tentativas e a coragem
dos modernos nao poderam resolver.
Ainda ninguem condece as fonles do Nilo. Pa-
reee-me qoe quero mais longo foi, he Mr. de Ar-
nand, eogenheiro francez ao servido do Egyple, o
qual em 1841, e por ordem de Mehemet-Alli, subi
o Nilo al 1,200 leguas para cima das suas emboca-
duras.
No lempo de Heredlo ( Eolerpe, capitulo
XXXI ), sabia-se o mesmo que hoje se sabe, pois
collorados as mesmas condires em que se acham Ida casa de Braganca foi conservado e enxcrlado no
os habitantes do Egvpto, nAo Tariam mais que estes, solo americano.
0 fellah nao pode hoje resolver esse problema, mes- | Hoje, depois de mais de um Ierro oe seculo de cx-
mo a sombra de um governo esclarecido e protector;
e ha militares de annos nao eslava mais adiantado
para isso. Era todava necessario que o problema
fosse resnlvido, alias o nafa despovouva-se e defi-
nhava.
He esla, na minha opiniAo, a principal causa qne
originou no Eg>pto o despotismo ha lanos milliares
de annos. e que o tem mantillo, rom maisou menos
violencia, al hoje ; e he essa mesma causa que ain-
da ah o conservara por largo lempo.
He mister um poder superior e absoluto que com
toda a liberdade se oceupe seriamente desle as-
sumpto que be de interesse geral ; he raisler ao lado
do Nilo para o dirigir, para o auxiliar, e para assim
dizer, completar, grandes arterial secundarias, nAo
fallando uessas myriadas de riachos qoe os agricul-
lores devein conservar uas -uas Ierras. Basla cor-
rer a vista por um mappa do Baixo Egvpto para
avaliar qiiaolo he exacta esta melaphora. Essa in-
finidade de canaes que se ramilicam em todas as di-
rrrroes, que se eulacam uns uos uniros, assemelliam-
se s veias numeraveis que sulcam varias parles do
corpo humano, e que um perito anatmico pz pa-
teules. Todos esses canaes sA,o obra dos home us ;
cm vez de cinco embocaduras que a nalureza dra
ao Nilo, os homens s tlie deiiaram duas, as de Bo-
elta e de Dainielta, que s separam algumas leguas
ahaixo do Cairo. Suh-iilu jam ua porm, com veios
"e aguas arlificiaes, menos coosideraveis, divid-
ram-nos e sobdividiram-nos, e he assim que levan-
do as aguas do Nilo a todas as direrr;es, e por todas
as formas, fazem com que o Egvpto seja de urna
ferlilidade incomparavel As povoares soladas, as
propriascidades pao poderiam levar a cabo lao coo-
sideraveis Irabalbos.
Gota forra maior abrigos a popularAo a abdicar
em bracos mais poderosos, e confiando-llie o cuida-
do de o alimentar pela dirercTio do rio, enlregjo-
Ihc igualmente a absoluta direcran das cousas e da
pessoas. Nunca houve apparencia, sequer, de vida
poltica no.Egyplo: e os subditos foram sempre,
que segunde elle refere, conhecia-se o rio, durante | P"anle o poder que os regia, simples escravos que
urna navegaco de qualro mezes. O que hoje sabe-se
de mais, he que em certa altura, o Nilo he formado
pela moli de doos rios, umqus he o maior, lem
o nome de Bahr-el-Ahvad, ou rio Urano, a Oeste,
e o ou 1 ni Bahr-el-Azzek, ou rio Azul, leste.
Comprehendereis fcilmente, Sr. redactor, que o
Nilo be em cario modo ama grande irrigacao natu-
ral, que o homem so lem que dirigir para della au-
ferir lodos os lliesouros que encerra. Por isso a
cousa que mais inlcressa ao Egipto, e pode quasj
dizer-s* a unica, he a construcraoe conservacao dos
canaes. Ouanlos mais ha, maior be a riqueza. O
Egyplo nAo possue arvnredos nem minas, o que be
um grande inconveniente ; mas aje senlinr detta agua
admiravel, que pode substituir* j>joias colisas, se por
ventura nao or.rotre a tildo.
A isposir.lo das agota mesmofruma proprieil,|e
particular, he .sempre urna operario dillicl e da
maior importancia. Podis por isso imaginar o que
Nfa no Egyplo, cuja existencia d'ahi depende, e
qoe lem de regar mais de dous milhoes de ber-
ta res.
O mais Ilustres principes so aquelles que mais
utilmente se oceuparam desle asnumplu, e a maior
gloria de Sesoslris consiste em liaver construido
canaes. Oulros Pharas, o* Ptolomeos, os impera-
dores romanos, Adriano e Trajano, os proprios ca-
liphts applicaram a sua allenc/to a esle ohjeclo, com
mais ou meos disvello, ronforme eram mais ou me.
nos sollicilos pela felicidade e riqueza dos seus sub-
ditos.
tima das mais graves aecosases contra a anarchia
dos Imtmelucos, he que desprezavam todas as me-
didas de admini'IrarAo relativas a irrigarlo do
paiz.
Desde que Mehemel-Ali fundou o seu poJer ex-
clusivo, logo se dedicou rom fevor aos Irabalbas de
cantusaran, e todos sabem quantas vidas sacrilicou
para levar ao cabo o Mahmoudieh, como urna es-
pantosa rapidez, superior a dos Pharas.
Baslaram alguns mezes para abrir um canal com
violo legoas de exIeosAo. Foi, animado- pelo raei-
mo pensamento, que mandos fazer a barragem de
Saidieh. e he por isto tambem que o vice-rei actual
traa de oulra a cento e cincoenta leguas alm da-
quclla, prximo de Silsileh, no Alio Egyplo.
Sabis, Sr. redactor, quanlos obstculos se encen-
tran na equitativa dislribuirao das aguas entre as
Ierras limitrophes. A nossa legislarao, apezar de
mui providente, ainda nao conseguio regular por um
modo salisfaclorio esses litigios e essas rivalidades.
Os particulares nao se combinam melhor em arcor-
dos amigaveis, qoe perante M jabea, e mesmo quan-
do as veias de agua sAo do publico, ainda ha ques-
illos e leligios. Oue sabedoria, que prudencia no
deveriam ler os agricultores egypcios, que espirito
de associarAo, que cordialidade e desioleresse reci-
proco nao careciam, para que a adraioislrarilo das
aguas uo fosse causa de perpetuas discordias, e para
que podessem regula-la por meio de prescriprOes
justas e durailiniras ? Era urna abra de immenso al-
caoce social, superior i poca ot pharai'is, e que a
maior parle dos povos da Europa lenlariam ainda
boje com pouca fortuna. Nao me parece que seja
injusto com a nossa gente do campo, suppondo que,
a cada instante e a loda a occasiAo nos bracos, con-
lemplava-a com delicias, passava mandilas inteiras
iniciando-a as cousas domesticas, dando-lhe conse-
Ihos, e com um accento. olhares, .ama emor.lo
jamis (vera cm aemellianlo grao.
que
Nao se creriaqut Vine, tem de deiiar-me, mi-
nha nal'.' dizia-lhe as vezts Anais encarando-a fir-
memente.
NAo; mas convam que sejas instruida em lo-
dos os iievcres de urna boa esposa,
Oulras vezes eram seus proprios adornos, as joias
de suas nupcias, suas rendas, seus vestidos de ou-
tr'ora, qoe madama Baliveau ia tirar do fundo dos
mysleriosos armarios de piovincia, arcas da familia,
onde dorroc a lembranra dos bellos dias da vida, ta-
beruariilos pios que ninguem abre sem ser enterne-
rido. Ella revolva ludo isso, e vuiha depois espa-
Ihar sobre os joelhos da lillia os collares de perolas
amarellecidas pelo lempo, as rendas qoe s foram
usadas urna vez, os adererns de haplismo. os lenros
bordados, Indos os lliesouros ntimos que conservara
al o doce e embriagador perfume do passado !
A cada um desses mimos madama llaliveau pare-
ca esperar da lilb.i um arrojo de alegra, um movi-
menlo de surpresa, e entretanto Anais permaneca
muda.
All! disse-lhe einliin madama Baliveau desani-
mada, achas lodo islo indigno de tua belleza e de la
mocidade, nao he assim f
mai pode Vine, ter tal pen-a
O' iiiiidi i
menlo !
Enlao qual he a causa de leu silencio e dclua
frleza !
Pois bem, ji que Vmc.quer que eu o coufesse,
ptrece-me receber nua heranra.
Que singular pensameulo !
Para que renuncia a es*es adornos de que eu
leria lano prazer de ver a V/mc. usar ainda'!
Vas casar ; nAo toca-te agora luilion ? Oucrcs
quena minha idtde e com rabellos hrancoseu re-
corra a esses artificios 1
Sua dude, minha maV.' mas todos aqui achara-
a quasi t,1o mora como eu.
Madama Baliveau sorrio, e ditse :
Cre-me, Aoais, a nica felicidade que mt esl
reservada agora he ver-me reviver em ti como mu-
lher e como na.
Nao teme ver-me perlcnrer a oulrem '.'
NAo ; estou rerla de que repartirs igualmente
la ternura, .das v estes bordados ; nao ha mais
bellos em Epernay, enlmenle ellos te asienlarao
muilo bem.
nenhuns direilos recouheciam em si proprios.
Por este modo o Nilo, que be um inapreciavcl
dom da nalureza, debaivodeste clima abrazador, foi
talvez urna das causas da ruina desle povo. fjuando
I Biblia falla uos seta annos de fume que reduziram
os Egvpriosa cntregaram-se. a silproprios e as suas
Ierras, ao Pilaran, indica donde provinha esla lao
prolongada lome. Podia ser um resultado de cer-
los accidentes natoraes ; mas he crivel lambem que
a mi distribuirlo das aguas nisso influisse algunia
cousa ; aventuro.me a propr esle rommeulario ao
livro santo. Os Pharas nAo eram os propietarios
do lo anles de os Esxpcio* Ihe pedirem qne delle
loma-- mu routa, com a coudirao de alimentar. Era
una convenriio singular; e nao posso suppr que
fosse. observada por milito lempo, depois de exltoc-
la i npcessidi.de que a aconselhara. Era misler urna
causa permanente e iuevilavel para que esle contra-
to leonino podesie subsistir por lano lempo, apezar
je iniquo para homens queja se tinham visto em
me'.hor con li^Ao. Desde os Phiras o povo do Egyp-
lo lera vivido oa escravidAo.
No querespeita a essas eras remotas, eslabelecu esla
proposirao COtn certa reserva ; porm em quanto a"
poca actual, e ronforme o que vejo e observo, pa-
rece-me que posso aflirmar qoe o Egyplo seria anda
mais desgrarado, se viesse a fallar o poder do vice-
rei. e se os cheiks-el-beled. os cheles das aldeas,
estivessem encarregado* de se combioarem enlre si
para a abertura e alirocnlacAo dos cauaes, para a
construrrio de reprezas e de eclu-a-, em summi,
para regularem a questAo do Nilo, que he a queslo
vital do paiz. Mas nem por isso eu deixo de glo-
rificar a Providencia que presenleoo os homens com
este rio ; porm. he com magos qoe couhero que os
homens nAo sooberaro approveitar-se desta dadiva
admiravel e pergosa. O co ajudava os, mas elles
nAo souberam ajodar-se a si proprios.
Aceilai, ele.
llarlhelemu Saint-llilaire
Journai des Debis,
dem.
O BRASIL.
Por Charles Reybaud.
CAPITULO I.
Nofo'et histricas e geograpnicas.
De todos os Estados independentes que cobrem o
vasto continente da America central e meridiooal,
um so, o Brasil, he regido pela forma raooarchica.
Assim, para a Europa, onde as revolures bao sub-
levado lanas ideas cheias da perigos, a experiencia
que se fe/, do outro lado do Allanliro he fecunda
em li$r>es. Em rondires pouco mais ou menos e-
melhanles, sobre o mesmo Ihealro, e qoasi na mes-
ma dala, duas popularles qoe se amara lanto menos
quanto mais aflinidades de costme e de rara lem.
ensaiaram duas formas de governo contrarias. O
Per, o Chili, a Bolivia, o Paraguay, as Provincias
Argcnlinas, o l.'roguay, o Equador, Venezuela.
Cualemala, a Nova-tiraiiada, adoptaran o ragimen
republicano ao separar-se da metropole. O Brasil,
rorapendo com Portugal, sua mai patria, julgou
mais prudeote cooservar a mooarchia, a um ramo
periencia, oque resallou desla duplice prova^ao '.'
Oude esl a ordem, onde est a anarchia '.' Onde es-
t a segurara;.!, onde est a inquietarlo inressaute
do futuro '.'
Por pouco ioformada que seja acerca das cousas
do nulro hemispherio, a Europa sabe o jmzo que
deve fazer a respeilo dos resultados obtidos, e nao
lie nem met desojo nem meo. lim indagar o porque
c romo a repblica trm silo lao mal succedida at
boje entre as antigs colonias he*paiilnlas. Todava
posso ailirm ir, e ninguem me contradir, que ex-
ceptan talvez de um s Estado (t), mais predisposto
apparentcmente as praticas auslo-saxonias, e onde
as perlurbares hilo lo raras, em loda a parte a
experiencia dos Irinta annos passados parece de-
monstrar quao dilllciluiente a regra repoblicaua era
adoptada pelas popularoes de rara latina, que o ca-
Iholicismo liahiluou ao principio de autoridade. Eu
poderiair mais longo e aflirmar que com taes ele-
mentos a repblica be' impossivel, e o passado me
daria razan. Mas a Providencia lera seus designios
secretos sobre os povos, e se permille que elles se
desrarreein, til be para os fazer elernamenleagi-
lar-se n'uma estrada sem sabida. Por meios que
escapam aos clculos eque so Dos condece, a Ame-
rica hespanhola edegara, he a minha firme esperan.
ra, a realisar o seu deslino e desenvolver a sua ri-
queza no trabalho e na paz. Por mais diflicil qoe
tenba sido e anda seja o soleo, dar um da a sua
mesie, laoto mais rica e mais convenientemente
chegada quanto hoover sido por mais lempo e mais
ardeotemente desejada.
Mas o Brasil nAo leve que procurar I sua estra-
da, e desde a proclamarao da sua independencia,
tem caminhado com un passo firme pira um fu-
turo de dia em dia melhor desenliado de prosperi-
dade e de grandea. E com ludo que desfiladeros pe-
rigosos nao ha que alravessar Primeiro que ludoj
era a guerra com a amiga melropole, a guerra for-
rada ; pois que Portugal nAo podia renunciar vo-
lunlariamcnla semelhanle joia, e os lucros que li-
rava da sua poderosa colonia valan bem o esforro
de urna lula desesperada. Depois veio a guerra es-
Irangtirt, a guerra coma confederarlo argentina
por causa da posse de Montevideo. Depois, final
mente, a agitaran interior, a guerra dos partidos, a
ab i,ra .i i do principe enrgico que proclamara'a
independencia e dolara o Brasil rom urna admiravel
conslituirAo, a abdicaran de I). Pedro I, que, cons-
ciu do tullir i em favor do cu joven filho, lano
centava elle, apezar dos temporaes pas-ageiros, com
o hora aesHO c Icaldadc dos IL-is Brasileiros, med-
lava, nos seus sonlios cavalleirusos, em' ir dar um
throno a sua querida lillia. Dona Maiia da (ilo-
ri i !
Era com ludo cousa grave dcixar urna erjior-a de
cinco anuas cm um llirouo funda lo ha nove anuos,
en um imperio anda palpitando do esforro vi-
lenlo pelo qual linda clleciuiquilado a sua indepen-
deiiria, que arabava dccoiiiluzir mal e de acabar mal
una guerra cora seus visindos.e que.neste mesmo mo.
menlo,enlregara em corpo e alma s lulas enramica-
dasdos partidoSjOuantos rivalidades.quaula ambicAo
deviam matufe-lare em torno desle poder, cujo ei-
ercico devia pertencer aos mais empreen ledores e
aos mais habis A conslituirAo regulara a maneira
da regencia, attribuidt a Ires personagens eleitos
pela assemblua geral ; mas havia loda a razo para
temer que Ires regentes, exerceudo conectivamente
a autoridade imperial nAo chegassem a enlender-se,
e nato tirassem ao poder supremo loda a forja e
prestigio.
Ainda isto nAo he ludo : o Brasil be um impe-
rio mimen.o, que se rompe de vinle provincia-
i mui desigualmente povoadas, mas algumas das
quaes excedera em extensao territorial diversas das
uosias grandes tonnarchia* d Europa. Este impe-
rio be bauhadn pelo Ocano Allanlico sobre um
desenvolvimenlo de quasi mil e duzcnlas leguas de
cosas, e em alguns punios pcuetra as Ierras al a
proliiiiile/.a de quinhenlas legoas. As suas provincias
lem productos e necessidadeis diversas, por couse-
qoenca interesses pouco homogneos: a propria
populado he urna mistura, em diversas doses, das
raras branca, preta e vermelda. fodas estas causas,
summariamenla odicadas, polilieas, geographicas
ousociaes, lornavam por tanto, ainda em lempo or-
dinario e as raAos vigorosas de um homem feilo,
cit(amamenle diflicil o exercicio do poder imperial.
i. ni quanto maior razAo o throno de una crianra
nio devia aedar-se exposlo aos mais perigdsos
abalos !
Cora elfeitu, os dez annos de regencia qoe o Brasil
alravessou foram laboriosos e edeios de lempestades.
Os partidos polticos dispularam entre si n poder
com encarniramento ; arrebent arara rebellines lo-
I
Anais nao olhava.
Oueres experimentados'.'
Como Ihe apiouver, minha mi.
Os bordados cahiram tristemente das mos de ma-
dama Baliveau.
Isso esla entao milito fura da moda mormu-
rou ella quasi tmida ; saio tao pouco de faci,
Ignoro agora o que he bello c rico. Desculpa-ine.
Todava Eslevao rcpalio-me muitas vezes que eram
magnficos. He verdade que j faz muilo lempo.
Minha mi, vou roinmoDicar-llie urna dea
qoe Ihe parecer osensata.
Dize sempre.
Essa idea persegue-me sera eessar ; quero ver-
me livre della.lporquc afllige-me muilo.
O que lia entao, mulla lilda ".'
Parece-me, sem que eu o cumpredenda bem,
que orna desgrara nos ameara.
Que queres dizer'.' porguntou a mAi inqui-
eta.
Desde algum lempo nao aclto a Vmc. a
mesma.
NAo me achas mais a mesma Dar-se-ha que
sem o|perceber eu nao te lesteuiunhemais tanta aflei-
5lo '.'
Pelo contrario, tnurmu'ou a moja.
NAo te enlendo mais ; explica-le, por favor.
Anais, querida filha, que lene '.' Dirse-hia que es-
las prestes a chorar, ijue pesar involuntario te
raiisei ?
Neuhiini. minha mi, ncnbuiii... mas desde
alguns dias...
Desde alguns dias'.'...
Temo...
A mai empallideceu e repeli:
Temes '.'... o qoe '.'
A rapariga guardn o silencio.
Sel o que he, disse madama Baliveau tenlando
sornr, he a aanrexinaejlo do leu casamento que le
assusta. Eu tambera era assim.
Nao he a approximac.lo domeu casamento qne
assusla-me, minha mAi.
Ento'.'...
I.embra-se do dia cm que recebeu a visita da-
qui Il.i senhorade Pars, sua amiga de rollegio'.'
O' meu Dos disse a mAi eomsigo.
Meu rereio dala desse da.
Que receio, Anais''
E enraraudo-a a sen turno com angustia ella ac~
crescerilou:
Dar-se-ha que... nos tenba escutado".'
Oh 1 minha mi 1
i
I

(I O Chili, que apems lem soflndo paisageira-
mente destas lulas de pessoas lAo falaes s rep-
blicas hispano-amercanas, e que hoje subreludo,
sob o impulso de um presidente patriota e esclare-
cido, esl* em plena via de progresso.
.2) Na epora da independencia, nmlava o Brasil
soinenle dezoito provincias. Nestes ltimos lempos,
foram creadasduas novas provincias : a do amazo-
nas, desmembrada da provincia do Para, e a do
Paran, cojo territorio foi formado com os distric-
los destacados das provincias de S. Paulo, de Santa
Calharina e do Bio Crande do Sul. tejase no /im
de capitulo a nomenc atura das prorinctos.
caes; hoaveram lulas ardenles, ameacas de separa-
rlo ; mas em definitiva, nAo s o principio rnouar-
chlco prevaleren (nunca foi seriamente atacado),
mas, atravez destas diflicaldades inauditas, qoe til-
vez ueniiuui outro Estado teria superado victorio-
samente (3), o Brasil caminhou conslanlementt< na
senda do progresso, e se achou promplo a seguir
cora re.oluro oseu imperador, quando urna deca-
r.irao felizmente precoct de maioridade poz em iSiOi
as redeas do governo cm suas raaos.
O alvo desle livro he averiguar o estado presente
do Brasil, fazer eolrever o futuro que Ihe est reser-
vado, e nAo narrar o seu passado Todava importa,
para a intelligencia dos factos actuaes. apresentar
ao leitor um rapidj e-boco das circumstandas que
bao acompandado e seguido a proclamado da inde-
pendencia, e dos acoDtecimeotos qoe assigoalaram o
comero do imperio.
Na poca em qne (odas a* colonias hespanholas da
America cenlral e meridioual arabavam de quebrar
os lar.i- que as uniam a metropole, o Brasil uio po-
dia ficar sugeito ao jugo colonial. A presenca no Uso
de Janeiro de el-rei D. JoAo VI da sua familia,
que ainvasaode Portugal pelos l-'rancezes forara,
em 1807, a deixar Lisboa, comprimi dorante varen
annos o movimenlo ; mas, em 1821, chegou a hora
em que o velho rei leve de alguma sorte a escolher
enlre as suas doas roma-, Lisboa, Porto, as princi-
paes cidades de Portugal se insoreiram. Para resis-
tir a urna revolucao imminente e salvar os direilos
hereditarios da casa de Braganra, era preciso abso-
lutamente que o chefe da dymnaslia vollas* a Lis-
boa. Verdade he que havia perigo eminenle de
deixar o Brasil, onde se murraurava a ameaca da
independencia ; ma* el-rei D. JoAo comprehendea
que nAo devia arriscar-se a perder ludo ao mesmo
lempo.e parti para Europa, deiaodo ao un fi-
lho, D. Pedro, o goveroo do Brasil eom o litlo de
regente.
Mas o Brasil nio se qoiz expor a cahir novamen-
te sob o rgimen aborrecido da supremaca metro-
politana, e levanton-se como um s homem para
conquistar a sua independencia e separar-e para
sempre da mil patria. Neslas cireumslaocias deci-
sivas, D. Pedro lornou rcsolatameote o sea ptr-
Udo. A 7 de selembro de 1821, acclamoa solemne-
mente a independencia do Brasil, e o Brasil ote-'
clamou lambem para seu imperador. Urna assm-
liie.i conslituinle foi immediatameote convocada
para da' urna coustituirao ao novo imperio.
Entre os homens qoe tomaram a maior parle nes-
le movimenlo, cumpre collocar em primeira linha
os tres irmaos An Ir nas, Jos Bonifacio, Martim
l-'ranciscoe Antonio Carlos. Todos tres linham*faoc"
mina.Ib romo representantes do Brasil, oo gremio
da assemblea ronsliloinle reunida em Lisboa, de-
pois dos aronlcrimenlos de 1820. A energa con que
defonderara os direilos da patria nesta assemblea, em
que o interesse metropolitano era omnipotente, Ihe*
conquistara uo Brasil immensa popularidad.
De volla Ierra natal, e cerlo* dahi em vanle
que s ama separadlo violenta podia assegurar o
futuro do Brasil, se lizeram os apostlos da indepen-
dencia, e encetaram contra o partido porlugoez
urna guerra eccarnirada. A prompta adbesAo do
regente D. Pedro deu ao movimenlo provocado pe"
los Andradas um chefe e as mais seguras gartntia
de triumpho. Proclamado imperador, D. Pedro I.
tomou para ens ministros dous dos irmaos, Jos
Bonifacio e Marlim Francisco. Toda ac<;Ao polilica
foi concntrala as so i- mAos e oas do terceiro ir-
mAo, Anliini i Carlos, associado ti sua influencia.
Os Andradas, cojo oome fica invariavelmentt li-
gado ao fado glorioso da emanciparn brasileira,
e-tao hoje no tmulo, e podemos fallar neltas per-
sonagens sem que recelemos ser arraslados pelas pai-
xes ardenles que elles agilaram em torno de si.
Todos Ires eram espritus elevados, dominados
pelo mais vivo seotimento patritico, sulllcieote-
mente prvidos de nstrucr.Ao, nutridos especialmen*
le com essas pcrjgosas Iheoriaa de governo que a
revnlur.io fraoceza pozera em voga, e que lizerasi
lanas virlimas entre os povos fallos de seolimenlo
pratico. Assim como lodos aquelles que o favor po-
pular da embriagado, eram ntegros, absolutos, e a
sua exeessva vaidad nao solfria conlradicrao viesse
donde viesse. .
Com taes disposires, os Andradas nAo podiam
viver por muilo lempo em boa harmona com o im-
perador D. Pedro I. ; nAo se importando com as
particularidades, que abandonava de boa vontade
aos seus ministros, este principe tinha a iniciativa
e o iostinclo das grandes cousas: nao quera ser
aunullado. Assim, a boa intelligencia foi logo rota,
e o imperador provou aos seus rainislros, dimitlin-
do-os que poda passar sem elles.
Ma* os Ires irmaos linham assenlo oo seio da as-
:l'; A ronfr.miarn nao be minha, foi feila por
orna persona&em que conhecia maravillosamente
hem a Europa, o espirito mais, placido e mais re-
lleclido que tenha existido, e cujo nome he urna ao-
loridade era materia de bom senso ; quero fallar
do duque de Wellincton. O ministro do Brasil em
Londres fallava em presenta do velho duque acerca
da -unaran do imperio e da vitalidad da* suas ins-
lituirftps que Ihe permilliram alravessar sem Irans-
lorno o periodo tao tempestuoso de urna regencia de
dez annos. O duque meditou por alguns instinto*,
depois, com voz pausada e grave ecomo que pesando
as palavras, respondeu : o Com elfeilo, tem razo,
pode ufaoar-se da soa cooslituicAo e do seu paiz :
nao conhero na Europa um Estado qoe tiveite re-
sistido a semelhanle provar.3o.
Nao, nAo perdoa-mo nao sei o qoe digo.
Mas lo s. a culpada. Perlurbas-me com las cbi-
meras. Vejamos, qual he o cuidado que (e alUige '.'
De laclo leus as mAos ardenles. (Jue reren-'.'
Bcceio perder- a Vmc, respondeu surdaraeote
a rapariga.
Ah!
Madama Balivaao leva a mao garganta para
conter um grito.
Anais rompeu em pranto.
Perder-me disse emfim a mi fazendo pode-
roso csfdtco sobre si mesma, quem poude insprar-le
semelhanle supposir,Ao'.' Teulin ar de doenle'.'
NAo, minha mAi.
EntAo de que accidento me juicas amearada '!
Afugcnla, minha lilda, esses terrores sem motivo.
Queres consteruar-rae, queres ron-iem.ir a leu bom
pai .' Vejo que leus sido atormentada por alguns dos
solidos qUe se apresenlam muitas vezes, e que a gen-
io lem tenanle- de lomar por advertencia por causa
de sua obsImarAo. lleves fazer por distrahir-te.
i! 'unuando a abandonar-tea ideas lao ridiculas cor-
reras o risco de rae penaiisares seriamente... e sem
duvida nAo he essa tua intencAo.
Madama Baliveau conseguir pronunciar estas pa-
lavras cora acenlo lo sereno, lo natural que Anais
eolio desvancccrem-sc-lhe a* dcsconlianca.
Deixemos esses vestuario-, lornou a mai, elles
sao a causa de lao triste conver-arao.
L'm Instante depois ella vergunlou romo cora in-
dillereuca :
A proposito, Anais...
Que quer, minha mi'!
Olanlos das fazem quo madama de l'reatigny
veio ver-me f
Fazem qoalor/.e dias.
Madama Baliveau nAo foi senbora de um movi-
menlolde sorpreza.
Qualorz. da*! repeli ella ; oslas bem certa?
Sim, minha mAi.
J
Estas palavras loram pronunciadas era voz leota e
baixa.
Esla palavra resuma |dcde qoalorze dias loda a
sua felicidade c Iodo o seu pesar.
No momento de deixar voluntariamente a vida,
ea sentira-se relidn por lodos oslados do lar domes-
tico aperlados em tomo de si rom mais forra e deli-
ria. Seo marido, a quem entregara os sessenta mil
francos da marqueza sob as apparencias de empres-
limo. desaferrara-se para com ella de sua reserva
coslumada, eos teres da sala cor de vilela rerebe-
ram alegra mais franca. Madama Baliveau apres-
sava os preparativos do casamento de Anais com Mr.
Fayel-Vidal, o looro substituto. Todo sorri* emfim
a essa pobre mulher ; at a doeora pareca esqoe-
ce-la.
I ma sorpreza Ihe era reservada essa noite. Era a
fesla do seu nascimenlo.
Duas luzes de mais adornavam a sala, e os jarros
da chaminc estavam cheios de flores. Cada,coovidado
brilhava com o ar discreto, e o bom sorriso qoe sao
o esplendor das provincias ; lodos fallavam em meia
voz. 1 ufa partida do jogo dos centos comerada aca-
bara sem nenhuma ordem. Calharina ia e viuha
com semblante alarefado. O avental de um paste-
leiru fra visto em urna porta enlreaberla ; depois
Mr. Baliveau levantaras para ir fecha la vivamen-
te. Alguns olhos impacienteesconsultavam o relo-
co. A chegada do substituto ; cujo paul nAo dis-
simulavasuflicienlemente um ramalhete, complelou
a reuniAo, e foi o -igual da fesla.
A' meia ooilc lodos estavam ainda na sala cor de
vilela, o que nnnra acontecer al enlAo. Madama
Baliveau apertava as mAos da filha dizendo-lhe :
Subirei am.nliia a la cmara com Catharina
para lomar a medida das cortinas de toas janellas.
Tenho ca-a mui bella e quero mimosear a li ao tea
marido, visto que me proraelleram-ficar aqui algom
tempo.
Tres dias depois dessa fesla domestica Marianna
eslava era casa da marqueza de Pressigny.
Amearova, e pedia grao-meslra da Maronr-ria
das Maerea que assignasse urna ordem contra Fi-
lippe Bey le.
Depois de liaver tentado de balde Indas as lormas
de supplicas madama de Pressigny ia escrever *ea
nome em baixo da ordem fatal, quando enlrou om
rriado Irazendo-lhe nina carta.
A marqueza eslremeceu apenas lanrou os olhos
sobre o sello.
A caria vista de Epernay.
Abrio-a debaixo da visla inquieta de Marianna. e
i i ron um papel que era a cerlidAo de obilode mada-
ma Baliveau.
Profunda trislcza enchco-lhe ocoraco. etoldou-
Ihe a fronle um instante.
raiando voltou-*e pan Marianna a marqueta ds-
se-llie :
Minha sobrinha he marooa, tw mando ne
de ora em diaole inviolavel. ,
{Continuar-se-ha.i
MUTOD"


s
embica que 1). Pedro reunir para dar orna conli-
tuiro ao imperio. O talento e a popularidade da-
?am-lh.es preponderancia nela assemblea, e a ambi.
fjo malograda fazia dellei os cheles ualuraes ci
urna opposic,ao formidavel. Tal foi com elTeilo, o
papel que lomaran) ao deixar o poder. Desde enlao
e imperador e a conslituinle nAo so enlenderam
mais, e lodo o esforro i|qs Andradas foi empregado
para manler a agitado no pas e na cmara, ou ex-
cilaodo os Indios-nacioiiaes contra os Porlucuezes,
ou fazendo sanccionar pela assemblea ludo quanlu o
arsenal das consumir-, passadas lites foruecia mais
exorbitante e inait impraticavel em materia de theo-
rias oltradeniocraticas.
Neslas circunstancias I). Pedro I (omou imme-
diataniente o seu partido. N'um da mandou cercar
com tropas a casa da assemblea coostiluinle, e por
sellos s porlia, e ao mesmo lempo um decreto im-
perial aniiuncinii ao povo brasileiro que cita as-
semblea se achava dssolvida, e que nutra assemblea
i ser convocada, qual leria de deliberar sobre
um projecto que o imperador aprisentaria. e que
dara as liberdades 'la narAo mais seguras e melho-
res garanta/.
O imperador al>sleve-se de realisar a sua promes-
sa no que diza respeilo renniAo de nutra assem-
blea. MI ^islo renovar a agilacao parlamentar,
com certeza de nada concluir. Alas, coadjuvado
na sua obra por ministros intclligenles o honestos,
deu ao Brasil o que elle chamava com lodos os sens
votos, urna sabia e mu liberal eonstluicao. de que
ja fallarei mais amplamente, conslituirAo que anda
rege o Brasil. Submetlida a saucrao nacional, e
unanimente aceita pelas municipalidades, que pedi-
ram Instantemente ao imperador que a pozesse in-
mediatamente em execucAn, esta consltoic,Ao foi
promulgada como lei suprema do Brasil. No da
-\>d> marra ile 1Si>, o imperador jurn solemne-
mente oberva-la, e n mesmo juramento foi presta-
do por todo o funecionarios do imperio.
Ao pasio que estes aconlecimrntn tinham lugar
no interior, continuavam sempre hostilidades com
Portugal ; e posto que a corte de Lisboa nao tivesse
desde eolio probabilidade alguma de reassumir o
dominio sobre a sua anliga colonia, a guerra tinha
0 grave inconveniente de manler em estado de per-
turbaco certas provincias em que o partido do me
Ifopole contava os eos mais numeroso adherenles.
Cumpria acabar com islo : os Portnguezes hnh.m
ido balidos na provincia da Baha e espcllidos do
imperio ; por outro lado, urna fragata brasileira in-
lerceptava a embocadura .lo Tejo, e a noticia de al-
.gomas presas que ella fizera, o eommercio de Lisboa
aleara altos gritos, pedindo instantemente que se
aceilassera os Tactoscousumados, e que -na f.lta de
um dominio para sempre perdido, se restituissem ao
menos a Portugal as suas vantajosas relaces com o
Brasil.
Sempre prompla a se empreg.r nos negocios em
que os seos interessescommerciaes e a sua influencia
teip alguma cousa que ganhar, a Inglaterra inter-
valo por reconciliar as duas parles. Omnipotente
em Portugal, decidi o gabinete de Londres fcil-
mente a el-rei D. Jo3o VI a entrar em negociacAo
com o novo imperio, e, para melhor assignalar' a
sua ascendencia ueste negocio, nomeou como pleni-
potenciario da corle de Lisboa um diplmala inglez,
sir Carlos Stuart, encarregado de discutir e eslabe-
leceras bases de um tratado de paz. Em virlu.le
deste tratado, concluido a 29 de agosto de 18">, ssb
a mediacao da Inglaterra. PortogalJ reronhece'u I
independencia do Brasil. Mas com um negociador
inglez este reconhecimenlo nao derla ser graluila-
rowteoblido.e, por urn.artigo separado cin que se
imprimi a garra do leao, o Itrasil se obrigou a pa-
gar a Portugal a somma de um mirtilo cslerlinos
para o reembolso de um empreslimn que o govemo
de Lisboa concluir em Londres em 182:1.
L'Bia declararan de reconliecimento que dava ao
tacto a sanecao do direilo e que garanta o futuro do
novo imperio, illriboindo-lhe, mesmo aos olhos dus
publicistas mais chicanistss, o pleno exercico da sua
soberana, semelhanle declaraban nao poda ser
paga muito caro, em summa o tratado de 182.') era
um aroulecimento reliz. Mas o imperador I). Pedro
1 gostava das aventuras, e em vez de orcupar-se em
completar a pacificado do paiz, onde anda germi-
navam muilas ementes de agitacao e de discordias,
leve a phanlasia de lanjar-se em urna guerra estran-
geira.
El-rei D. Joao VI arguindo com um direilo bas-
tante equivoco, que tirava do chefe da sua mulher,
filha de el-rei Cirios IV. de Hespanha, tentara pela
primera vez, em 1812, lomar posse de Montevideo;
as suas tropas iuvadiram a banda oriental, mas a
Inglaterra interveio, e depois de um armisticio illi-
mitado concloido sob os auspicios de lord Slrang-
ford, a divisao porlugoeza tomn a passar a fron-
(eira:
Em 1816, os luglezes estavam sem duvida oceu-
pados em outras parles, e a tentativa foi renovada
com mais fortuna ; Montevideo cabio as roaos de
el-rei D. Joao, o o dominio porluguez foi estabelec-
do robre lodo o Estado oriental. Esta occiipaqao
at recebeu urna apparenle consagrarlo legal, pois
joe, .v19 de julho de 1821, o Cabildo de Monlevi-
deo ; l\ decreten a encorporacAo da provincia a Por-
tugal, sob o nome da provincia Cs-plalna. Qeao-
o Brasil se declarou indcpeudenle. o territorio orieu-
lal licou como parle integrante do novo imperio.
Mas pouco a pouco se despertara, em Montevideo!
a anliga anlipatliia que, sobre todos os pontos do
mundo, lem sempre dividido os Hespanhoes e Por-
lugoezes. Protestos secretos foram espalhados con-
'ra o voto arrancado, em 1821, ao Cabildo de Mon-
tevideo pela pressao d auloridade portogueza. O
governo de Buenus-Ayres, como centro da antiga
vice-realeza hespanhola, declarou-se em favor de
Montevideo, a pedio ao Brasil por meio de not-s
ameacadorasarestiluicAoda band. oriental, como
fazendo parle integrante das repblicas do Prala.
0 gabinete do Biu repellio esta pretendo. Mas
em breve um punhado de emigrados orientaes feram
InnUelres) desemharcou na provincia, chamando
o sea eoncidadaos insurreiclo. As tropas brasi-
leiras, enlraquecidas pela deserto de quasi todos os
Eis-platinos, foraifl obrigadas a abandonar o cam-
po aos insurgidos, e se retiraran) para as pracas for-
tes da Montevideo e da Colonia. Instaloo-se um
gorerno provisorio, que proclamou immedialamen-
le a independencia da banda oriental.
Bales acootecimentos (junara lugar em 182."
o mesmo momento em que o imperador Dora Pe-
dro 1, conclua a paz com Portugal. Nao he sem-
pre mu, fcil julgar imparcialmente os fados pol-
ticos em distancia, e a gente se arrisca a separar-se
demaisdaspaixoes do momenlo, com que o, ao-
vemos devem sempre mais ou menos conlar. To-
dava parece que depois da explosao desles emi-
nentes da nacionalidade que acabavam de manifes-
tar-e na banda oriental com umn torca lao irresis-
lvel, era o caso para o Brasil de aceitar os fados
consumados, e razer para com esla provincia Uto
impacient do laco que a ligava ao imperio o que
Portegal aeabava de fazer para como proprio Bra-
sil. Tal nao foi desgracadamenle o alvilre do im-
perador Dom Pedro I, obslinou se conlra os obsla-
colos que enconlrava. lomou a parle as 'provincias
unidas do Prata, como leudo fomentado a insurrei-
Co, earremecou o paiz em urna dessai guerras em
que as nacionalidades se embaiera e cuja conclusao
he sempre ina. Esta guerra dorou dous annos,
com vcissitodcs diverjas, e se lerminou em fim por
urna convengo preliminar de paz, concluida a 27
deagoslode1828, soba mediacao da Inglaterra, c
que reconhecia a independencia do Estado oriental.
A guerra de Montevideo foi o episodio desagra-
dad do reinado de Dom Pedro I. Allerou-lhe
gravemente a popularidade, pois que, em materia
de guerras, os povos perdoam ludo menos a derro-
ta ; onerou as ".naneas com urna divida enorme,
em fim ( e foi este lalvez o sen maior mal desvou
oprlncipe da obra.'de pacificado dos espirilos, obr.
uo necessaria depois do esforSo de urna separaca"
vloUMaquedeixava subsistir no fundo dos cora-
roes tantos germens de ciumes, dcsconfianra e odio.
1 reclama, a independencia do Brasil e faze-la a-
ceilar pela raelropole. era com elleto apenas o co-
me ea parle mai, fcil da tarda imposta a D Pe-
dro.lola, o paiz com urna lio. ronsliloirAo.er segu-
ramente ra.i.o especialmente para o futuro, mas nao
era ludo. Era preciso ,inda para que a m
encprodunssao, frilclo, m,gnilico>qi)e d#||l K
esperavam, para que a coostituira-o funecionasse por
meio de om complexo d. |,i, qne filessem ^
dlmtqlana pratica, o espirito l,b,r e conservador
BIMIO H PtlHIlUI QUINTA FEIM 17 DE Bllt |E Itil
(*) OfabiUo era um. especie 4. ,,,,
npal rn)hpoder so se eierrja na cid.,.1..
acto .a que se falla aqu foi depois ataco.i,,'
uao emauava dos representanles da naci '
nni-
m, o
porque
quo respira nesla obra ; era preciso sobretudo in-
quielar-se com os homens, em um estarlo novo que
abrialamhiraodeuns os mais vastos horsonles, e
que uscitava cm outros, as saudades sem fim das
sitnacoes perdidas que locam mu perto do pensa-
mentodeuma compensae.io que se deve tomar.
Iar-se-ha raso que I). Pedro livesse salisfeilo
csmplelainentao mndalo que llieimpunl.am as cir-
cumslancias Creio que uao. Este principe de ins-
tinclos generoso, maravillosamente dotado para as
cousas grandes e au daciosas, nao linha, segundo me
parece, esa razao placida e fra que calcula as par-
ticularidades, que conta com os obstculos, e que
pela prudencia dos seus acto, eonsegue por fim re-
frear as paixoesmas eabrir um Icilo regalars pai-
xes legitimas.
\ Continuar-se-ha. )
Academia das sciencias de Franca.
Extracto do i elatoi io publicado pe-
los sectetat ios perpetuos.
Pkfttea do ainiio.
O.iadro dos lerremolos que tiverara lugar no im-
perio flllomano em 1855 ; por M. P. Verrolol.
Conslanlinopla 21 de Janeiro, horas 50 minnlos
da manhaa, militas oaclltardei horisnnlaes de este
oeste com tremor do solo, como se urna carreta
pesadamente rarregada passassr pela ra.
Sanios 18 de fevereiro, da ineia imite s ."> horas
da manhaa, terremoto nolavel, nao pela violencia
dos abalas, mas por sua duracao e regularidade.
B'ghla-.Vgatrh. aldeia distante de Macri 8 horas
de viagein i parte sudoeste da Analolia 21 de feve-
rciio, de da, os habitantes foram aterrados de um
ruido subterrneo bstanle forte, seguido de um
abalo vertical, mas pouco intenso e de curta du-
racao.
Macri sobre a costa sudoeste de Analolia, de-
froole da ilha de Khodes, 22 de fevereiro, .". horas
da larde, fizeram-se sensiveis dous forles abalos,
mas sem accidente*.
28 de fevereiro, :l horas da tarde, violenta terre-
moto, sentido sobre urna vasta superficie compre-
hendendo Smyrna e Adrianopoli, ou mais de tres
graos de lalilude. Segundo as noticias que nos vie-
ran) as mais, o maos forte abalo tivera lugar : em
Smyrrta, >s 2 horas a 50 minutos; em llrosse, s 2
horas e ">" minutos, onde siza durarlo foi calculada
em O a t0 segundos ; em Gallipoll, as 2 horas c :i
minutos ; em Conslautiiiopla, as :l horas; sua da-
racao foi avaliada geralmente em <(l a 51) segundos,
mas ella realmente nao parece ler sido senao de 1:1
a 17 segundos ; em l.oule-Bourgas, as :t horas e al-
guns minutos ; sua durarlo foi de :MI segundos ; em
Adrianopoli, as 2 horas c 1(1 minutos. Souliemos
que em Tokal nada se linha sentido., (.eral mente
concorda-se em que a direcc/u. das nscillao.es foi de
sudoeste a nordeste.
Brous abalo. Esta r ida Je c suas proximidades sao ao me-
nos os lugares que mais soll'reram. i.iuando o aba-
lo leve lugar, ouvio-se um ruido subterrneo, e
creu-se sentir no ar im> rheiro que hecaraelerisado
como o do enchofre e ferro queirpado. O tremor
do solo comecou por um movimento oscillatorio de
este a oeste, ao qual segaio-se logo urna serie de
Irinta a quarenta vilenlos sobresaltos, depois ter-
minnu-se por urna nova oscillac.lo mais sensivcl an-
da que a primera. Os alalos verlicaes for.m Uo
forte, que pessoas foram arrebatadas ao ar e derri-
badas. Mesquitas. khans, e om grande numero de
casasdesabaram coasealrondo ; quasi todas as ton-
tea Ibermaes e nao Ihermaes ercaram, e s (i ou
oilo das depois reappareceram. t) solo fui radalo
e,m muitos logares. A Ierra durante vinle r qualro
horas oscllou como a ponte de um navio, c delona-
ees subterrnea se faziam ouvir de quarlo em
quarlo de hora. Em Smyrna, o alalo pareceu mu-
lo longo na direcr,ao norte e sul ; nao COSOO po-
rem neulium accidente serio. .\as Dardaucllos, nao
se lem a lastimar seno a parda dos deposilos de
louea que e f.briam, e que foram quebradas pe-
lo choque. Em Uallipeli, o abalo foi ,muito mais
forte, porque tres minarelos desafiaran) em parte, e
quasi todas as rasas soft'reiam damnos. Em Cons-
lanlinopla, o mais forte foi quasi vertical e compos-
lo de violentos sobresaltos que, como em Brousse,
foram precedidos |e seguidos de um .balo mais fraco
e liorisonlal, na direcc;Ao de sudoeste a nordeste.
Imme.li.ilameiile antes do abalo, ouvio-se ura ruido
subterrneo. Todava nao livemos a deplorar ne-
nliuiu accidente grave. Em Adrianopoli tamben)
nAo]houve grande sioislro a as.gnalar.
Em todos esses lugares lizeram-se sensiveis ou-
tros alalos menos fortes durante os das segan-
tes. il. Vamos mostrar lodos os que nos chegaram
aoconliecimento.
Conslanlinopla 28 de fevereiro, s : horas e 35
mi nulos da tarde, um pequeo abalo; ;l horas e 55
minutos da larde, um abalo orle, porem repenti-
no ; (i horas e 3(1 minutos da larde, um abalo fra-
co e curto*; II horas a 45 minutos da tarde, um
abalo um pnueo mais forte. A I de marco, 1 hora
da manhaa, um abalo fraco ; t horas da manhaa,
um abalo um pouco mais forte ; 8 horas da ma-
uha., um abalo fraco; II horas e 15 minutos da
manhaa, om abalo fraco ; 1 horas e 55 minutos da
larde, um abalo mais forle que durou .1 a t segun-
dos ; 7 horas 1.*) minlos da tarde um abalo mu'
fraco.
Durante esses mesmos das fizeram-se sensiveis
moilos abalos nos Dardaucllos c Gallipoll. Em
Broosse, elles foram forles c mu frcquenles.
Conslanlinopla 2, 17, 2t, 2(i, 27 e 28 de marro,
abalos fraco- ; a :I1 mu pouco mais forte.
fiallipoli 17 de marro, um abalo moderado.
Em Brousse, de 28 de fevereiro a .11 de marco,
houvo todos os das cinco a seis atalaja mais oo-De-
nos fortes, a maior parle verlicaes, os outros huri-
sonlaes no sentido de sudocsl e a nordeste. Do I.
de abril a i, nao se sento ah abalo nenhnm.
bodes (i de abril, I hora da manhaa, senlio-se
um primeiro abalo bstanle forle, que durou quasi
U segundos ; depois um segundo mais fraco : sua
drerrao era de este a oeste.
Philippopoli 3 de abril, beata muilos abalos bs-
tanle forle*.
Brousse de abril, um .balo asss forte, mas
sem accidentes. Em (i, 7, 8, '.I e 10 de abril abalos
fracos,
II de abril, 7 horas c io minulos da larde. Este
dia foi assignalado por um abalo violento que se fez
sensivel em lodo o lilloral do archipelago e nos
mesmos lugares que o terremoto de 28 de feve-
reiro.
Em Brousse, o .balo foi vertical e durou ccrca.de
2(i segundos [ditera.] Elle foi precedido de um
ruido subterrneo. Algumas pessoas avallan que
fura tres vezes mais forte que o de 28 de fevereiro.
Tambera casas de madeira, que resistirn) ao primei-
ro abalo, foram em paite derribadas por este. Lina
s mesquila, um smnarelo, um s edificio de pe-
dra uao licou em pe. Os abalos succedi3m-se com
tal rapidez, que em menos de 15 horas conlaram-se
cerca de 130, alguns dos quaes eram asss fortes
para desmoronar muros. As fonles que abaslccem
a cidade d'agua, seccaram, como a primoirrfvez, por
muilos das ; mas as fonles d'aguas Ihermaes, lano
sulphuro'as como frreas, .o contrario experimen-
taran) um augmento do volurae. Nova fonles quen-
les appareceram mesmo jonto das antigs e conli
,iiiarain al o lim do mez em que desappareceram.
Em Smyrna o abalo loi bastante longo e acorapa-
nhado de um rodo subterrneo. Sua direccAo era
de esle a oesle com tendencia de sudoeste a nordes-
te. Era Nasild provincia de Aidin) seulirang-ae
ra. A 18, dous abalos forles horisontalmenle. A
19, um forle abalo horisonlal. A 20, de noile, um
forte abalo horiionta.l A's 11 horas e 20 minulos
da manhaa, qualro lorlestabalos horisonlaes. A 22
de abril, dous fracos abalos. A 22 de abril, s ."i
huras e 20 minutes da manhaa, um abalo muito fra-
co. A's .'i horas a 50 minutos da manhaa, ruido
subterrneo sem abalo. Nada houve a 21 e 25, mas
a 96, um forte abalo. A 28, houve, pela madruga-
da om ligeiro nalanro de solo. As 8 horas e 20 mi-
nutos, os caes laliam, e logo depois ouvio-se um
rolde subterrneo, seguido de um abalo horisonlal,
que durou quasi 20 segundos, e mi bastante forle
para derribar muralhas. A 29, um forte abalo.
Desde aile al 13 de mato, houve todos os das
muilos abalos e ruidos sublerrancos.
Em Brousse observnu-se que os abalos tinham
lugar mais frequenlemente A noile que de dia, e
empre por oecatiSo dcvcnlosul. Depois .le um
forle abalo, a Ierra conservase por algum tempo
um tremor cnmparavcl ao que se experimenta na
ponte de um barco a vapor. Os abalos quasi sem-
pre eram precedidos ou acorapanhados de rodos
sublerraneus; mas muilas vezes tamhem. anda qoe
o. solo nao sollresse nenlium tremor, ouviam-se,
principalmente do lado do monte Olympo, rugidos,
silvos e sordas delonaroes, emanante* as des-
camas loiigoquasdc urna balera de arlilharia.
Ouandn aose-lragos materiaes causados por tantos
choques vilenlos, sao inmensos s na cidade de
Brous-ie. Sem contar todas as mesquitas c seos cen-
lo e seseiita millardos que foram derribados, sem
conlar os khans e o grande numero de casas derri-
bada, duas vezes rebentou o incendio, a primera
foi depois do abalo de 28 de fevereiro. a segunda de-
pois do de II de abril, e devorno perlo de quinhen-
tas casas. De urna populac.lo de setenla mil habi-
tantes, ral e Irezenlos loras morios debaixo das rui-
nas de suas casas.
Esses lerriveis effeilos se lizeram sentir quasi ex-
clusivamente nos .lslrictos vsinhos do Olympo. Nu-
merosas aldeias foram destruidas nteirameole, sobre
ludo as que se achavam na direceao de sudoeste a
nordeste. O violento abalo de 28 parece ler cansa-
do mais desastres no esparo cnmprd|endido entre
Brousse e Mouhalb;h. O de 11 de abril fra mais
sensivel na regiao ao norte de Brousse.
L'm facto digno de a Henean, lie que certas aldeias
sofireram particularmente, entretanto que outras,
mu vi-onhas, n,lo sollreram damno algum, como se
os movimeolDs subterrneos livessem lugar em lares
circunscriptos s commuuicaudo ende si por caoaes
molo eslreilo.Assm, nola-se que a aldeia de
Tepcidjik, sila a 7-,80!> meslros a nornordcslc de
Brousse, foi totalmente destruida;ao paseo que a da
Demirtarh, a 1,300 melrqs a nornoroeste da prece-
dente, e a de Kelece, que esla a 2,600 metros ao nor-
deste, nada expehmenlar:m desagrad.vel.
Broosse, 1( de maio, 8 h. e |j m. da manhaa, um
abalo asss forte, sem accidente. Depois desee da,
abalos continuaran) a se fazer sentir de lempos a lem-
pos, mas com intensidade decresceole.
Salnica, 13 de juuhn, um abalu horisonlal de es-
le a oesle. A :l de julho (i lloras da manhaa, urna
fraca oscillacao de esle a oeste.
Brousse, 28 de julho, muilos abalos horiionlaes,
pouco intenso-, pelas II horas da mai.li.la e 2 horas
da larde. As h. 30 minulos da larde, muilos aba-
los verlicaes.
Brousse, 20 .le agosto, 2 b. e 30 ro. da tarde, de-
pois de muitos das de (ranquillidaile, senliram-se
tres alalos hoii tanle f.irles para abaler lauros de muralhas. Aba-
los a 21 c a 27, esle ullimo ass.s forle.
Conslanlinopla, 20 e 21 de agoslo, fracos abalos
horisonlaes de esle a oesle, que duraran) menos de
um segundo.
Salnica, 28 de agosto, abalo horisonlal bastante
forle, sen arcllente. A 29, um abalo fraco.
Khodes, 30 de agosto, duas oscillares norle e
sul.
.Melelin, '.I de Miembro, abalo horisonlal assas for-
te, mas sem causar accidente.
Salnica, 21 de sclembro, de manhaa um abalo
bastante forle.
Brousse, > de oulubro, 2 li. da manhaa, um orle
ablo. Ah sempre se sentem de lempos a lempos,
sobretudo quando o vento sul aopfa, abalos mais ou
menos fortes o ..uvem-sc ruidos subterrneos. Os
habitantes nao ornan anda ollara cidade; ellts
habitan) cm tondas c casas de campo.
Smyrna, 18 de noveinbro, 2 abalos fracos.
Brousse, 1i de dezembro, 9 h. 30 m. da larde um
abalo breve, mas baslanle forle para por em alarma
novamenle a populafto cuja maior parle linha
viudo para a cidade : mas nao houve accidente.
Comlaiitiiopla, I i de dezembro,!) h. e 30 m. da
larde, sentimos duas uscillar,es de sol a norle mu
curias, de Torra media, com eslalido das conslrucces
de madeira. Re ouvimos ruido algum subterr-
neo.
ruu-se. ; "i de dezembro, abalu mais fraco que o
de 15.
Urousic, 16 de dezemluo, o mesmo abalo.
Itesumo.
Os terremotos observados neste quadro tiverara
lugar de-de 21 de Janeiro ale 16 da dezembro de
1855 no, qunze lugaies seguintes comprehendidos
enlre Philipopoli c Khodes:
t.oustantjnopla. lrousse...... 30 abalos 2.1 Bagbla-agatch. Sanios......
Salnica...... .) Melelim.....
Smyrna...... Rh .les...... liallipoli..... Adrianopole. Macri........ 2 2 1 Nasild..... Dardtnellos Loudc bour^as. l'hilippopoli.. .
Sobre cincuenta c oilo abalos cuja hora he indi-
cada.
10 tiveram lugar da 6b. da manhaa a
meio da..........
12 veram lugar do '. dia as (i horas" da ~ d,as-
larde............
19 liveram lugar das ti h. da larde a mea
noile.............
17 liveram lugar da meia noile as blioras "'oile-
da ni inha i. .....
A 1NGLATEKKA DE HA OLIAKENTA E A IN-
(I.ATEKKA DE HOJE.
As naces, bem como os homens, tem sua juven-
lude, sua virilidade e sua velhice. Issn assm foi
para os reinos c imperios pasSados, e assiin ser para
os fuimos a quem Dos em sua providencia con-
ceder que se levanten) e florescam por algum
lempo.
O Egvptn, a Assvrin, Uabylonla, Grecia. Roma c
Conslanlinopla, lodos liveram seu dia de gloria ede
grandeza ; mas se liveram seu dia de saude e de vi-
gor, tiveram lambem seu dia de velhice, de deca-
deucia c de (norte.
A Inglatena leve lambem seu dia, e dia mu lon-
go de conquisa ede rapia, da inlerrompido de
esplendor e de gloria, dia sem exeroplo na historia
das naccs ; mas como ludo o dia lem a sua noile,
nos que lemos a Materia com lucha da fe, que
eremos na Jante relrtbuicao da Providencia, contras-
tando o paseado rom o prsenle, pensamos que a
noile da Inglaterra se aproxima a pau largos,
queseo da de fraqueza e de velhice nao e-U mu
distante.
Paraos Inglezcs, rhcioscomoeslao, deoigulhoe
arrogancia, habituados a seculos de esplendor sem
conecerem a denota e a adversidade-.'acoslu.nados
a ridicularisar ludo o que nao he Inglez, e mesmo a
desprc/.ar lodoso qu. nao nasceram en stia Iba ;
pas
----------------- ----------------------- .Mil. J 1-S, IIII.OMI- flC ||
seis ou sele abalos em algumas horas. Em Melelin t,s1"ecinos de que os pecradus dos
o abalo foi s-guido de urna rajada de vcnlosol I*1'".....cs ,,c's lill"ls. S"e quanlo mais mullpli-
Em Adrianopoli o abalo ft> e,ai|o forle eaegnido 2"obeortl,,e au,0T ponido,' tal idea ha
igualinenle de urna lufada. Ao depois succede- I P""" i,l,si,r,l nuicula ; porem em iiiussa o-
oulros abalo. Em r*1 'S'e desl"IU eiraeterialieo que vnlam a lu-
ram-ie de lempos a tempo, outros abalos. Em
Conslanlinopla o abalo loi violento, mas menos
intenso ccrlamente que o de 28 de fevereiro. Elle
foi (odavia menos longo, porquaul.i durou menos de
8 segundos. Esle vilenlo movimento fui seguido
de outros muilos mais fracos na mesma larde, a sa-
ber : s 7 horas e 50 minulos, 8 horas e :I0 minutos
e.is I" horas.
Conslanlinopla 12 de abril, a I hora da manhaa,
um abalo fraco.
Conslanlinopla 13 de abril, dous abalos, s 8 ho-
ras e 20 minutos, e abalos baslanle fracos a 10, l'J,
22 e 23, ts 10 horas da noile.
Brousse, 17 de abril, forle abalo vertical seguido
de outros muilos que se mecederam de hora em ho-
(t) Assim, em Coostantiuopla, por pouco que se
reparas, senlia-se o sol., tremer quai con.lante-
Baiilr debut., doi pn |Mr aapaaa ajnjri da olio
do que he cslrangeiro, essa altivez e insolencia que
assinala suas pegadas cm loda as Ierras, ha de por
fin. alienar-Ibes todas as naques e lalvez mesmo
combina las para sua hiimiliac.au.
Ha naarente a...... paandes, a Inglalerra era o
primei... impeiio do mundo, assiin por Ierra corno
por mar ; seu exerrilo era iuvencivel, sua esquadra
varria .. aceano.seus geucracs o almirantes eram da
primera orden) ; lia quarenla anuos paasadoa a In-
glaterra era o azorraguc e terror de todas as naces
que onaavan embaigar-lhc o paaao.iOea.diai le sau-
guc e .ir-niarao ella fui a nica na{|e que pode cf-
OcazOMOle compel.r cui:. o velho Bonaparle.Segui-o
e coinbaleo-o por loda a parle, expelliu da Des-
palilla seus mais li iln-i-e mais experimentad-, sene-
rae, fiiiblnienle esmagou-n em Waterloo ? den ao
conquistador da Europa nina pi sao insular ie hiuni-
liacao eda norte, lalvez que as tres h.u m.
brilhaoles da historia militar da Inglaterra -'......a
\
primera o encontr de Blucher e de Welliugtot de-
pois da balalha de Waterloo.
O imperador fugia entilo sem esperaocas ; o ven-
cedor eslava vencido, o conquistador, subjogado ; o
grito de > viva o imperador, i qoe lanas vezes con-
duzira os Francezes a gloria, foi abalado no meio
das acclamacnesdos lnglezes,doais dos feridos c dos
gemidos dos moribundos, e da derrota dos France-
zes. A bella guarda, lao acoslumada victoria lio
Iriumphante em lodos os campos de l.alalha, eslava
humillada diante da c.ivallara inglesa e prusaiana.
Foi esta sem duvida urna bora brilhantc para a In-
glaterra. Entao achou-se no pinculo de sua gran-
deza e orgulho militar; a Franca, sua velha inimiga,
eslava humili.da a seus ps e urna louga carreir"
de gloria e de poderjJjrilhava-lhe diante dos olhos.
Com ludo a Inglaterra leve outra hora igualmen-
te brilhanle, e essa foi quando Wellington entrou na
ridade de Paris frente de suas legies victoriosas.
Podemos formar ..knina idea do pezsr dos Parisien-
ses quando viram marchando pelas ras de sua capi-
tal o hroe de cem halalhas, os veteranos de Sala,
manca, Villora, Torres Vedras, Badajoz e Waterloo,
os homens que em toda as acc.es lizeram sempre re-
criar os Francezes, a peranle os quaes a propria ve-
lha guarda varilou. Foi urna hora de orgulho pa-
ra a Inglaterra quando a Russia, a Prussia, a Aus-
tria, a Franca, representadles de lodas as naedes, vi
rain o duque de herr e seu exercilo veterano.
Huuve oulra hora igualmente brilhanle e igual-
mente importante, e esa foi a entrada de Castler-
cagh na conlerencia de Vienna, quando asse cor.gres-
so europeo receben nolic. de Waterloo.
Oembaixador de Inglaterra, dsse o t'm'iers
-em me passada, orcupava enlao urna po.ie.m eleva-
da e digna de inveja. Todos etcolavaincom alten-
ofe as suas pal.vras, por que sabiam'que por Iraz
delle penda a espada de Wellington.
I-orara esses certamente dias de Iriumpho para a
Inglaterra, das como lalvez nunca jamis tanta de
ver oulra vez. A Inglaterra de ha quarente annos
era o primeiro imperio do mundo, assim por Ierra
como por mar.
Volvamos agora o olhos para urna sceua dilleren-
le ; corramos a cortina do lempo sobre o passado.
Os amigos de boje podem ser iuiraigos amanhaa.
ii Vimos urna liga contra a Franra na qual a Inda-
lerr oceupou um lugar conspicuo ; vemos presen-
leraenle urna liga conlra a Kussia na qual o sobri-
nho do prisioueiro de Inglalerra he o primeiro ou
conlliclo. Teslemunhamos ura lucia gigantesca nos
dous ultimo-, annos. e sabemos que oulra conferen-
cia se vai abrir, nao em Vienna, porem debaixo do,
olhos de um II.....parte. A|Inglalerra de hoje e a In-
glaterra de ha quarenla annos sao daos luglaterras
dillcrenles. Ella nao lem agora que apuntar para Vil-
lorias, nern Salamancas, nem Trafalgar, nein t>'ilo,
uein Waterloo. Seus loaros esli murehos, seu pres-
tigio desvanecido. Sua gloria sumio-se, soa historia
militar nestes dous ullimo- anuos he urna vergouha
continua e sem aiemplo. Ella foi salva uo Alma
pela celerdadee bravura dos Francezes; leria sido
lunirpiilla a em Inkeriuanu se nao fra o oppurluno
aoccorro do mesmo alliado ; perdeo sua ravallaria
em llalaclava pelo erro de alguem ; perdeu o mais
bello exercilo que nunca sahio de suas praias pela
negliger.cia e ignorancia lambem de alguns; perdeo
o Kediuite e com elle seu prestigio e seu carcter
por causa de sua poltica suicida para com a Irlanda.
\ arias vezes temos fallado conlra o exterminio da
Irlanda : varias vezes lemos prediclo que a Ingla-
terra aiuda havia de ler necessidade dos braros for-
tes, dos rorpos robustos, da bravura ravalleirosa do
campmie/. irlamlez, varias vezes lemos dilo que ella
havia de deplorar o dia em que conseulio que um
punhado de I propietarios lerriloriaes diziinassera
Una narAo desoldados. O dja da punicAo, o dia
da vinganca raiou sobre ella quando menos o espe-
rava.
A Inglaterra nao esrulou nossas advertencias ; el-
la eslava embriagada de alegiia ao presenciar a mor-
lc pela fome c a emigrarflo de nona povo.
Como li-.liha-ai- nosanligos lempos, ella nAo al-
lendcu aos dedos que escreviam na parede. Nao vio
na Irlanda sen.ln unte" s cousa, a igreja de Cliri-to, e
nao poupou esforro para exterminar esse credo odi-
ado, para arraza as casas e dispersar nossa rara
fiel.
Chela de odio p ,ra cora a igreja panon alem do
alvo a que aspirava.' Oual outro Sanso despojado
de seus cabellos,pudendo o camponezirlan.lez, per-
deu o seu baluarte e sua foroa.
Entretanto que as oulras naces desejam anciosas
a paz, a lnglatem hrada pela guerra, porque fu-
riosa por sua desgrica c por suas perdas, bem eom0
jugador infeliz depois do risco'e perdss de urna sor-
te, nensa que com 'continuaran se restabeleceria de
suas calamidades. Ella brada anda pela guerra,
porem, como urna bacchanle, jaz deitada de costas
sem poder levanlar-se, porque aquellos que qaerc-
riam ser seus amigos, os braco< forles e liis cam-
ponezes irlandezes.eslAo ou silenciosos no sepulcro
ou dispersos por sua polica, bem como os filhos de
Jacob, entre as nares da Ierra. Se a Inglaterra
deseja recuperar suas perdas e recobrar sua gloria,
deve ter promptos os homens que levarara soa ban-
deirasem mancha em todos os conflictos; deve ter
os homens qoe de secuto era seculo, em lodos os cli-
mas, debaixo de todas as desvantagens e debaixo de
todas as haudeiras lem-se mostrado capazes de sup-
poi lar qualquer trabaIho, de escalar qualquer bre
cha e rombatet qualquer iniraigo.
Se a Inglalerra deseja ser temida pela Russia, res-
peilada pela Franca, e e-tsr preparada para o que
puder acontecer, deve reformar a lei de Ierras da
Irlanda, enraizar o povd no solo e nao pamiltir que
iienhiim vassallo a prive do osso e nervodo paiz.
Consideremos aestalislica da eroigracao :
lia porventura no mondo alguma nacao da qual
saia Uo continua carrete do sangue vilal do paiz,
como da Inglalerra e Irlanda .' O proprio kossulh,
nAo obstante ser eslrangeiro, eslranhuu a loucura de
deixar sabir assim a popul.rjo rural. O doulor II u-
glies, illuslre arcebpodc New-York, cm urna leilu-
ra leila em pretensa da sociedade dos jovens de Bal-
limorc aos 17 de Janeiro prximo passado, censura
era termos enrgicos essa poltica suicida da Ingla-
lerra.
lie terapo de que ella se prepare para o rotare ; o
nosso Tenante mi achs-se agora suhmeltido con-
siderarlo do parlamento, e se for adoptada a mesma
poltica que tem dominado al aqu, ella cahir an-
da as maos senAo do presente, au menos de algom
.Napolen ratero, qne por felicidade sua arredar do
campo da balalha os homens que buinilharain Napo-
leAo I e lizeram varillar a velha guarda em Wa-
terloo.
to-Alegre da mina de carvAo de pedra de S. Jero-
nyrao.
No Ido i .raudo tinham comerado a circular no dia
I." do passado as nol.s do emis'sio da caixa filial do
Banco do Brasil.
Em Cerro Largo, no Elado Oriental, haviam
sido brbaramente assassinadns dous soldados, pelo
simples f.clo de lerem servido com Ordonhes, que
sendo obela poltico souhe canter os allantados
da horda de salteadores que infesta aquella po-
voacAo.
Fra lambem assaltada era 21) de fe/creiro a casa
de um fulano Almeida, Porluguez, morador nos su-
burbios daquella villa. Os salteadores amarraram-o
e peudurarara-o de caneca para balso, nosirSo em
que o deixaram, depois de Ihe lererrl roohado'quan-
lo possuia.
Os autores desles orines nao foram incomraodi-
dos, e nem sequer >s autoridades do Esladu Orien-
tal tinham dado um s passo para a sua perseguicao
ou captura.
( Tu-blel. )
IKTERIQH.
(i
Por decreto de 31 de marco prximo passado:
loi perinitlido que os vigarios lito Pereira de
Carvalho, da freguezia de Nossa Seohora da Concei-
cao do Rio Bonilo, a Virlulino Bezerra Cavalcanti,
da de Santa Anna da Saqlissima Iriadad*, permu-
i tem eulre si .s respectivas freguezias.
| Tiveram merc da serventa vitalicia dus ollicios
1" labellilo do publico judicial e olas da cidade
I de Campo, da provincia do Rio de Janeiro, Joao
Valenlim de Figueii.
Contador, distribuidor e partidor do juizo do ter-
mo do Ro Bonito, da mesma provincia, Jos Ma-
; ra llenriques de Kleninsorgen,
j Tabelliao do publico judicial e olas do termo de
tvazarclh, na Baha, Ignacio Joaqun) Pilombo.
Por decrelosdo I de abril correle:
Foi recondnzdo o bacharel Francisco Rodrigues
de Lima Balos no lugar de joiz municipal ede or-
phaos dos termos reunidos do Principe e Acary, na
provincia do Rio Grande do Norte.
Foram nomeados:
Iui municipal e de orphans d- Irruios reunidos
de Princeza, Sanl'Anna e Aiiecos, da mesma pro-
viuca, o bacharel Antonio Teixeira d Borba.
Icnei.tc-roron! rumrnandanle do 20" balalha
de infantera da guarda nacional do Par.. ocopiUo
da mesma guarda Romualdo de Oliveira Pantoja.
Por decretos de i do mesmo mez foram nomeados:
<-"mman.l-tut soperior da guarda nacional da ca-
pital da provincia da Baha, o coronel do exercilo
Jos Vicente te Amonm Bezerra, marcando-se-lhe
urna gralilicarao annu.il de 2:000?.
0 Sr.|marrrhalde campo Jos Mara da Silva Bil-
tancourl foi nomeadovogal doj couselho supremo
militar e de jnstica.
RIO DE JANEIRO
1 de abril.
Pelo paquete Cuanabara, entrado honlcm dos
porlos do sal, temosdalas do Rio Grande al36,de
I orto Alegre ale 2.1 e de Santa Catharina ate 28do
passado,
O .Wtv-ca/iVJdcl'orto Alegre publica os pormeno-
res do ronfliclo bando enlre o governo do Paraguav
e os colonos Iranrezes de Nova Brdeos naquella re-
poblica.
Apenas as Ierras Ibes foram enlregues.ldedicaram-
se os colonos com ardor a- sua cultura ; mas sobro
viudo grandes chuvas e logo depois tima proloe,ada
secca, perderam-se as planlaroes, e oaeolons lira-
rain reduznlos ao mesqiiinho soli-idio que o governo
paraguav o se comprometiera a dar-Ibes dorante um
auno.
Foi-lhes porem dimiuuindo lao con.ideravelmeii-
lo essa alimentacAoe Iralara-os rom lo desapieda-
do rigor, cnesaiulo mesmo a aroula los, que, leva-
dosdo desespero, rou.ecaram a lugir para o sertAo
no (.haco, querendo aules viver enlre as hordassel-
vagens, do que sujeitarem-se ao despotismo da au-
toridades paraguas.,"is.
Despeilado o governo rom esle procedimcnlo pa-
rece que cummettera excessos inquanlcavei O
jniz de paz da colonia leve orden) de avenenar co-
mo e para onde fnsiain os colonos, afln de obri-
gr aquelles que anda se coiiservavam na colonia a
denunciar o par.dciro dos coinpanheiros. iaflteia-
llies rasligo harbirns.
Esle proredimento revollou colonia em peo,
que de.-l.rnn querer re^res.ar ao seu paiz
O presidente Lopes, srienle desla reolni-Ao, inti-
mou aos colonos por um decrelo, datado de 211 de de-1
zembro, de que aaqnelle dia em diante cessava lo-
do o auxil... do grtVerno ; que no praio da urna se-
mana dev.aui despejar a colonia, e no de 50 dias
pagar ao Estado toda, as despena que com elles ti.
nlia (n(o desde a sua sabida de Franca.
Neslas circunstancias o cnsul francs pa.
guay innclo um. ola ao presidente Lpez, pedindo
rxplicaroes, ola qne S. Exc. respondeu desabri-
damente.
O caso he que 839 eslrangelros se viram da noile
para o da sem amparo e sem ineios de subsistencia
porque i.eiil.um proprieiarin se atreven a dar-
lite. H"3salhn para nao alfronlar as iras do no
verno.
Eram ntietaelatiae a naiicas pue havia em Por-
lielaro das palente* que netta data se remellen)
s Ihtiouraria* de faztnda e i pngaioria das
tropas.
A' thesouraria das Alagas.
Reformado, major graduado Luiz da Franra
l.eile.
A' tlii'-miiaria de Pernamburo.
[nfantaria, 2. talalMo. lente Jos liarla do
Nascimento.
Dilo, 9. dito.lente Teolonio Joaquim de
Almeda Fortuna.
Hit, 10." dito.Tenente Joo Antonio I.rilan.
Dita, 9," dito.Airares-secrel.rio Joaquim Jos
Concalves.
Dita, 8." dilo.Alfejes Luiz Castilhn de Aguiar.
Extincla 2." linha.Major Manoel Figuera de
de Faria.
A' ihe-.uiraria da Parahyba.
Meio balalha.. da Parahyba. Alleres-secretario
l.aorentino de S. Pedro Neves.
A' thesouraria do Hio Grande do Norle.
Reformado, tenenle-graduado Joaquim Auselmo
Rabello de Mello.
A' thesouraria do Cesra.
Meio taulnao do Piaohy. lenle Antonio Jos
de Vidal Negreiros.
Dilo dn j do Cear.i.Alteres Jos Ravmundo de
Andrade.
A' Ihcsouraria do Piaohy.
Meio hatalliAo do Piauby. Teuenle-ajudaule
Cl.rindu Carueiro de Oliveira, lente lionrall de
Mallos Rorha, e alteres Belarmino Accioly de Vas-
conccllos.
A' thesouraria do MarauhAo.
Intentarte, 5. balalha.lenles Antonio Eloy
da i.unha e Mello e Jos Marianuo de Barros, eal-
teres Viclor Modeslo Braga.
A' thesouraria do Par,
lufanlaria, 9. batalhao.Tenente Joaqun) Fa-
111 icio de Mallos.
reir mostrar pralicamente que Ihe nAo fallam es-
as qualidades.
Em Buenos-Ayres houve urna nova eleicio de se-
nadores e de deputados, que se diz fra tomultosa e
eiisaugaentada. Venceo a opposiro ao mioislerio
Alsina.
O governo da Contedera(Ao Argenlina nolificou
ao de Buenos-A > res que c.iusiderava rolos os trata-
dos de 20 de dezembro de 185V e 8 de Janeiro de
I, pelos quae- foram regaladas as relaces pacifi-
cas entre os dous governos. Deu causa a esta deli-
ber.ciio a eulrada do ministro da goerra Mitre no
lernloro da provincia de Sania Fr, e a resposla do
governo de Buenos-Ayres a rectamacao que por este
motivo Ihe dirigi o da confederado.
O governo argentino declara quesubsislem as suas
disposicoes pacficas. Sera porem mnilo dilllcil que
esle estado de coosas se possa manler por muilo
lempo. .
O Sr. viscoude de Abade vcio de passagem no
fantao. S. Exc. regressa do Paran, onde, como
sabem os leitores. leve de desempenhar urna misiSn
do soverno imperial.
O resultado desta missau foi sobremaneira satis-
factorio. Ach.-se celebrado um tratado de amizade
rommercio e uavega(ao que atiende aos iulerestes
recprocos e permanentes do Brasil eda confedera-
ra, e preenche os comp7omisos anteriores que sub-
(istiam entre os dous paizes.
O Sr. visenode de Abado recebeu do Ilustre chele
d. Confederarlo Argeolua, o Sr. general rquiza,
as mais expressivas e reiteradas derannstracftes de
aniizade e considerarlo, demonlrares a que S.
Exc. corresponde!! com ocavalbeirismo que o dis-
tingue e era proprio da mi-.a de qoe o encarregra
S. M. o Imperador.
Folgamos de ver assim firmadas as relafcs de boa
inteligencia e amizade enlre o imperio c o primeiro
dosEstados da Prata.
(Jornal do Commercio do Rio.)
Por decretos do 3 do correnlc liveram (roca do lu-
gar nos rcpcclivo corpos.oscaptAes FrancscofjC-on-
ralves Pereira Luna, do II." tatelldo de infamara,
c JoAo (joncalves ra Silva, do meio balalhAo de ca-
radores de Piauhy. '
l'a-"u a aggregado a arma de iutanlaria, qual
perleuce, o capitn do corpo da goarniclo lisa de S.
Paulo Antmo Joaquina da Silva Tamborim.
Foram reformados, a requenmento seu, o tenen-
le-cnrouel do corpo de estado-maior da 2. classe
Francisco Kaymundo Correa de Faria e o capilAo do
mesmo corpo liento Joao .la Silva.
Foram demillidos, lambem a pedido seu, o capilAo
do corpo de engenheiro Pedro Bandeira de (iou-
va, e os Drs. Jola Joaquim de (iouva, e Jos dos
Santos Correa Piulo, segundos cirurgies-alteres do
corpo de saude do exercilo.
8
Temos a salsfarAo de annunciar que esla conclui-
da a negociara com o pleiupolenci.irio paraguayo.
No dia (i do crrenle coucluio-te e assignou-se
nesla corte um tratado de amiz.de,n.n cu .rao e com-
mercio, c urna convence Ao que (xa o praio e a for-
ma em que deve. ler lugar o ajuste definitivo de li-
mites.
A troca das ratilicari.es lera' lagar na cidade da
A-sumpe (Unir., de menla dia, ou antes se for
possivel.
O tratado de amizade, navegarAo e comraerciu le-
ra' inleiro vigor desde que sejam trocada* as ratifica-
cGes:.desorte que se pode desde boje considerar a-
berla a naycgar.io d Paragnaj, e portan lo do Oca-
no a provincia uo Malo-Crosso.
Desde a queda do dictador Rosas que, cm virtude
do Iratado de de dezembro de 1850, aquella pro-
vincia braileira devia gozar do benelirio da livre
navegado lluvial, do que .. noso anlgo .Miado e
amigo Paraguay passou logo a gozar. Mas assm nao
acontecen, e s no dia (i do crrante o plenipotencia-
rio da repblica assegnruu ao governo imperial que
emlini cessava a clausura daquella provinca.que pos-
sue a maior parle do rio Paraguav em ambas as suas
margrns, nn parle superior.
E havera'quera aiuda ponha em duvida a raodera-
cjto^du governo imperial!
Esquerainos, porem, o passado que nos de,e con-
siderando -rnenle o prsenle e o futuro, felicitemos
a ambos ospair.es e aos sens vizinhos pelo importan-
te facto de l> de abril, que a lodos promelte vanla-
gens commerciaes de muilo .preru, e ao Brasil e a'
repblica do Paraguay, alem dsso, a economa de
algumas centenas de conlos de reis, paz e boa visi-
nhanra.
Esperamos que a sahida qu se abre a provincia de
Mato-Crosso para o Rio da Prata e Ocano, a nica
va martima o que ella poda aspirar, poique a do
Amazonas sera' pra ella por muilos annos um so-
nho, alenlas as suas innumeraveis difliculdades ma-
teriaes ; esperamos que ese grande recurso de ci-
vilisaca o riqueza para as duas mais remolas pro-
vincias do impeno. Malu-i.ro- e (ioy.z, sera' apro-
veilado pelo espirite de industria queja he entre mis
tao poderoso.
Ao Sr. ministro dus negocios esliangeiros, o Sr.
eonselheiro Parauhos, saudamos de todo o corarn
por esse importante servieo que preslou ao paiz, e
ao seus vsinhos.
Um vapor da marinha brasileira conduzira at ao
Hio da Prala o Sr. Uerges, plenipotenciario da re-
pblica, c ao Sr. ||. Lorenzo Torres, que o acom-
panhou como amigo e couselheiro. Dcsejamos a es-
tes sentares prospera viagem.
O Sr. 1). Lorenzo Torres deixou de ser para o
Itrasil o orador vilenlo do lempo da dictadura de
Rosas, e deveta' ser considerado de ora avante, se-
nAo como um amigo do Brasil, o que esperamos, pe-
lo menos como um adversario nohre e generoso, que
nao din i loo rnncorrrr para urna obra de paz e ci-
viluario enlre o Brasil c uio dos Eslados vsinhos
que mais nos dtvtm.
.Vomeoroes e aposenludoriu.Por decreto de .".
do correnlc mez foram noneados:
Terceiros escripluroriosda Ihcsouraria de fazcuda
da provincia de S. Paulo, os quarlos rrriplurario-
Francisco Dellino te Vasconcellos Machado e Joa
quim Candido de A/.eved Marques.- amanuense da
mesa do consulado da provincia da Babia o guarda
Jos Ignacio Cardn.
Amanuense da alfandeg' da provincia do Mar-
anas, o suarda Manuel Ricardo Vieira.
Foi aposentado Joao Vieira Rodrigues de Carva-
lho no enprece de segundo escriptorano da rere-
bedoria de rendas internas da ptovincia da Ba-
ha.
10
O vapor de soerra brasileiro 1'iaviUa, enfrailo
honlem do Rio da Prala. Iraz dalas de Montevideo
al 2 do correnlc, e de Ruenos-Avres al 31 do pas-
sado.
As ultimas noticias que ntanos de Montevideo
aniiunciavaui o espaurameulo de alguns ttepuladns,
e preparavano-nos para sucre-so anda mais graves.
Pela caria do nosso correspondente vento os le-
lores que essa cnse lerminou rom a deporlarao dos
depulados esp.uirados, c de mais algumas ptssoas
nolaveis, lie and impunes os rcetenos e modican-
do-se o ministerio.
A'cerca desles aroulecimcnlos nao enunciaremos
anda juizo. Limilar-uos-hemns a diser qoe, apezar
das tristes oceurrenciaj com que se inaogurou a pre-
sidencia do Sr. Gabriel Pereira, esperamos nao mal-
logram S. E\c. a epeclahva que a lodos inspirou
nos seus primeiro- das de eovcro. Juslica, pru-
encia e energa sao os elementos dn qoe carece a
paz da repblica, e confiamos qne o Sr. Gabriel Pe-
O Daremos ero oulro numero.
PERMAMBCO.
PAGINA AVULSA.
2S@ C SUA I
Ao Sr. J. Ar. ('. /'., de Iguarastn.Lemos >io
l:rho n. 28 de i.'i de abril alguma cousa, que no
diz respeilo acerca das censuras que lizemo ao Sr.
I ir. Honorio. Enlao distestes vos : a O Dr. Hono-
rio Bezerra de Menezes tem sido incansavel em soc-
correr no termo de lguarass as pessoas accoraraet-
lidas do chulera, ou de oulra qualquer molestia, co-
mo podem atlestar as autoridades do lugar; tem
por tres vezes ullrohi censuras.... etc. Podis crer
que.a pessoa qoe dos arredores de lguarass nos for-
neceu aponlamenlos a esse respeilo nao lem a menor
ogerisa ao Sr. Dr. Honorio, e lalvez une nem o co-
nheca, levado por informaroe de alguem da villa
.seguramente) nos escreveu nesse sen'ido, e nos as
demos mu confiados na. sisudez c lu eslidade do
nosso informante. Nao temos o menor ioleresse em
por duviso a crdito pessnat e professional do Sr.
Dr. Honorio,pelo que sirvam estas nossas'liuhas para
o correspondente de P. alini de que examinando bem
o comportamento do Sr. Dr. Honorio onde quer
qoe estivesse curando, tara a devida justica a quem
merece.
i.'uasi lodas as lardes lemos lorneio na ponte
Velha ; os moleqoes despem-se da cintura para
cima, e em grande numero principian) a lular arca
a arca uns com os outros, e principiando a lula por
mero diverlmenlo acaba coramummenleemom repto
de vida e morle : entAo feve o pao, a pedra, os pu-
diados de areia, e o que esl maii prximo, e depois
de bem estregados reliram-se vencidos, e vencedores
debaixo dos applaasos e apupadas dos dileclaules !
Temos visto muitos soldados de polica rirem-se a
raorrer nessesjoaos olmpicos.
Com a nolicia quedemos a respeilo da qualifi-
cacao dos jurados, lemos recebido mais reclamac,es
corroborando o que distemos, as quaes nAo achamos
Pr ora prudente da-las au publico; esperamos que
0 Sr. escrivao do jury seja bem minucioso ucsie
esame.
Consta-nos que na Estrada Nova dos Afogados
ha um ajougue couhecdo por genipapeiro, que he
verdaderamente um sorvedouro de dinheiro, .k-m
de se cortar a carne a 24 uAo ha*libra, Da qual libra
uao falte urna meia .piarla '.
Ha por lon.a quem uosqueira fazer impingir.que
ijos Afogados paitaras ha, que inisluram cal virgen)
com a familia de Irigo para o fabrico da bolacha !
Que pii'i!... nao, nAo, crea quera quizer, que nos
diremos -empreque botaehinlia ralada". '.
tina historiada poca.rsula de tal, casa-
da com Manoel de qual, e urna sua cunhada irmaa
de rsula, lodos crioulo, muilo pobres, e morado-
res pouco dislaute de Olinda liveram o cholera lo-
dos ao mesmo lempo, curaram-se : enlraram em dei-
la ; passou-sc o primeiro da sem que nem um ali"
ment tomaisem, pVr nAo lerera e era haver quem
Ibes desse : pasaou-se o segundo dia, dem : no ler-
ceiruja exhaustos cambalcanls, fulos, espectros, fi-
/ei iiii um concilibulo em que acordaram ser ven-
dido o animalejo, que como elles roa a relva secca.
EntAo Manoel deliberou-se a reunir as forras que
Ihe iam de lodo fugindo, e a vir ao Recite vender o
cavallo, uuico bem, ou p.lrimuuio da familia cho-
lenca. I na oulra deliberadlo foi lomada, com
urna carga de leuha viria Manoel a praca, e com o
seu producto comprara alguma cousa parase alimen-
taren),pois que a tome ja ha diss.que os visilava hor-
rivelmenle 1! I A viita da deliberara .Manuel a
muilo cusi fez a lenta, arruinou a carga e .um.
exposlo a chuva, sul e rtenlo. Fatalidade o ca-
vallo em meio de curoinho foi atacado do ful* romo
chamam os malulos ao lypho) e sucumbi. O pobre
Manoel em vista d la acerba decepi. enlendeu
abreviar a pnuca existencia, ajue Ihe restava recur-o
infallivel dos tolos) e para fim tao cruel reulveu co-
mer canna al morrer,visto que au podeudo resistir
por mais lempo a fome tra esse u mais prompto ali-
mento, que enconlrava.
Dito e feilo: l foi o nosso Manoel eulrauhar-se no
primeiro iatnrinlo de can as que encontreu. Vamos
agora ver sua mulher e cunhada.
Estas quando liveram a noticia do fatal golpe.con-
sideraram-se sem mais nem urna esperanza de vida,
e para se livrarem de lo grande padecunentu en-
lenderam lambem (qne coincidencia entre os tres! |
encurlar a pouca existencia, que Ibes restava, (o-
meudo o qoe mais fcil Ibes fosse encontrar, e oque
foi.... mangas !... Levaularam-se espirantes do seus
imntundos estrados, foram a urna inangueira, e reu-
nirn! grande porrAo dellas, maduras, podres, puru-
rocas e verdes, e assenlando-se urna defronte da ou-
lra banquetearam-se a fartar. Quando mais nao po-
deram saborear as iguaria do le.iun, deixaram-se
lie,ir no mesmo Ingar cm o tim di.-ioni ellas) de
pouco trabdlho darem depois de finadas.
A parca, essa mulher de cabellos-a-sanhado, seio
esfollado, e olhos eocovados, viudo por acaso esprci-
1 .i-la-, rio-se de lana simplicidade, compadeceu-se
de tanta miseria, e euraiveceu-se de lana deshunia-
nidade.
A parca ligou a cintura a sua maxadinba fatal,
deu a na descarnada a assas iufelizes, e erguendo
as pcdio-lhesseuspustaporles e rasgou-os! Feilo u que
ciiraiiiinliou-se para o caniiavial.e all encoulrou ar-
quejando o pobre Manuel, deu-lhe a inao, e mau-
dou-u i-Jujur-se a sua familia.
A noile lodos tres conversavam animados cm roda
de alguns lices. I ina mAo beinfszeja linha Ibes mi-
nistrado pilo.
Seria a mo da morle '.'
A capalazia loi arrematada por (>l centesimos,
e nao 71 como haviamos noticiado.
Na ra de Santa Rila Nova u. 'JO mora una
viuva pubrissima ; seu marido Joao Xavier Vidal
acaba de fallecer ua Baha da Trairao na Parahiba,
fulminado pelo cholera. Pedimos para essa pobre
mulher, e mais Ires orpnlos algum soccoiro.
O nosso noliciador dos Remedios, anda-nos
dizer o segoinle: Prumelleuios responder salisfaclo-
i Lmenle a correspondencia publicada uo Diario Je
< medios. Desde j, porem, declaramos, que havemos
salte) por sobre o periodo da referida corresponden-
cia, que Irala da lomada do terreno para o cemile-
ru, pur i-- que, sendo a polica quem o mandou
marrar, benzer c cercar, ella que responda conve-
nientemente.
NAo tem referencia o nome de lon/uato sent
ao infeliz Tasso, que j morreu ha seculos.
No tim da ra de S. Amaro, ao ollar para a da
Roda, existe urna pobre mulher, anda mura, de
ilia c de noile, expesta ao sol, a chuva e ao sereno.
Parece quo esla infeliz Dio tem oulra habilarau
mais que o logar cm que permanece ronstmlemen-
le, nem uulro tediado mais que a abobada estrellada i
do firmamento. Nao falla; nem se queixa de nada.
Alguns repulan) louca. Seja como fr, sera tan
que a pnliria lance as visla. providenriaes sobre esla
desgrarads.
.41 f amtinhuu.
COMARCA DO BONITO.
10 de abril.
Marchamos felizmente bem, gracas a Dos ; hoa-
lem morreu urna mulher, dizcm uns, que do clin
lera, outros que de se haver banhado depois de om
porgaule. Nunca devemos confiar excessivamenle na
saude, quanlo mais boje! Nos, que temos no corpo
2100 humores, c lutando diariamente com 327 ac-
cidentes, afora as eolliles, gaitriles.tipho, tjphoide.
[ebres-amarellat, ele, etc., e finalmente, o raoito
poderoso citolera, lemos necessidade de viver com
orna batanea na mAo. Se quem loma cuidado de si
solfre, o que nAo acontecer a quem nAo se importa
com a vida lAo semeada de abrolhosl!
O Fonles anda esl em Lage-Grande. porem sop-
pouho que brevemente dar por finda soa missAc.por-
que, segundo as ultimas noticias, lambem vai aqnel-
le lugsr melliorai.do.' Nesla villa, Bezerros, Grasa-
la, Capoeiras esla extincla a tpidemia, morre nm ou
onlro por algom canlinho, e isso nao he novelada,
porque d'ora em dianle havemos de ver que as lis-
las normaras, enlre os fallecidos desta e daqifella
molestia, pparecer lambem o cholera matando o
seu, como sempre acontece com a tebre-amarella e
bexigas, erabora nao reinem ellas epidmicamente.
Das ullimas participarles recebla- do Verde, anda
nao linha iuteiramenle deixado a pesie aquella loca-
lidade, cujos morios chegavam a 15i, mas ia mnilo
melhorada; he o lugar anide a molestia lem sido
mais emperrada.
Aconlccimcnloi.
Al bem pouco lempo estavam os nimos ronlrte-
M'.ma- ltimamente cerlo figliu quehrnu essa inten-
te cordiale eulre a lei e el pueblo, pelo que esl sen-
do processado. Seja mais claro, me dir vostignoria,
I'*' not eontrnient, e por lauto, para esl nao eslir
pequeua, Ihe addicionarei a mrzo.
Y A mo de Miguel Angelo.
Em um da do airan de 1520, um pescador, depois
de haver desembarcado era frente do palacio de Sel-
barcos, alr.vessou essa prara celebre, e veio parar
junio porta de urna taberna, em cujo frontispicio
se va grosseiramenle piolado o IcAo emblemtica
de Veoeu. Este hoinem era'graude e vigoroso, e seo
rosto um lano Irigueiro; denolav. es, forra e'inlel-
ligencia especial aos habitantes dos paizes meridio-
naes; mas seus olhos haviam perdido a animac.au or-
dinaria, e crois preoecupaces homilhavam a fron-
te do goudoleiro.
Entrando n. taberna avislou no canto mais escuro
da sala,un decnnhecdo que pareca entregos a im-
portantes roedlaces, e linha umdesses (rajos va-
ronis, um olhar dominador dos que nunca desmen-
tein a energa moral que inculcara.
De ua figura ardenle reflectia urna chamma in-
terior, c em ludo islo se poda descobrir os sigues
da brilhanle missAo, a qoe lieos o havia destinado.
Seu Irajar era de simplicidade severa. Ura gibao es
calres de velludo prelo cobriam-lbe os musculoso
nombras. L'm solideo de seda soslenlado por dous
cordes da mes-ina fazenda, pass.dos por bailo do
queixo, segundo a moda daquelle lempo, occullava
em parte urna espessa cabelleira, cujos crespos usn
lauto encanecidos pendam-lhe negligentemente so-
bre o pescoco.
tieanelli, disse o gondoleiro a um hornera de
largas esp.dua, e lez avermelhada, que passeava
na laberna, perseveras sempre na la repulsa?
Sempre. respondeu o veneziano.
Su muilo pobre para ser leo genro, n3o he as-
sim '. antes de pensar na felicidade de la fillia, lo
cuidas na sua fortuna. Talvez para decidir-le, ser
urces.ar i que eu invoque o beneficio do recohneci-
menlo, que me he devido :
J te nao lembras que te salvei a vida oo Lepad-
lo, quando Veneza armn at as suas mulheres pa-
ra defender a repblica dos soldados de Barbaros. ?
Ignoras tu .que ea e Mara juramos desde meninos
ser um do onlro, e que renovamos esse juramente,
quando a idade nos deu mais forra-, e consolidoo
nossa aflecao? Queres a sua e a minh. desgraca ?
Sera por ventura ta ambicioso como nm Doge, oa
lAo hiralo como um Patricio?
Nao, mas eu son rico, Darbarigo.
E eu, replicn o gondoleiro, lenta bracos vigo-
rosos, um coracaoemprehendedor, coragem, moerda-
de c confian.;, em Dos; a fortuna pode por tanto
do um momenlo para oulro vir se-lar-sa na ininlia
gndola.
Sonho de louco, diz o taberneiro.
Quem sabe, retorquio u pescador, como se ti-
vesse penetrado os mysleriosos favores, que u tulure
Ihe reserva : Looreuco de Medicis, era inducanle,
Francisco Sforce, carreiro. Porque razAo nao pode-
r< i ser um dia general'.'
Porque, para tres homens que o co favorece,
ha milhoes que elle despreza. O que le posso aase-
gurar he, que jamis serei sogro de um humera, qne
s lem por fortuna urna gndola. Vale m-is para Ma-
ra o casamento de ura rico, que o de um gondoleiro.
De um que ella nunca havia de amar, e que fa-
ria sem duvida sua infelicidade.......
Oh asedenle pai! e que dote exiges 1
Dous mil ducados, c nem menos um sequa).
A estas palavras, Barbarigo deu signaes do mais
violente desespero. De repente o estrangriro que
aeo.-npa nh. ii asilencio, menle a con versa.do, dous ve-
nezianos, se levanlou, e batendo no hombro de Bar-
barigo, disse :{Gondolet>VTatarte s-r la mulher.
Jamis, replicou !ahernc2! "* -
Senhor usurario, continuo o desconhecido, se
esle humera vos der dous mil pistles?
Oh enlao Barbarigo ser meu genro, 13o cer-
lo como me chamo Giahetl, todava lembrai-vus,
Signor, que esle pobre rapaz uao possoe, seuAo os
qualro remos de sua gndola, e que a menos de se
tornar possuidor do annel DocaL. .
Urna tal maravillo nao se realisar, dsso o es-
lrangeiro, e apezar dsso vos recebereis esta somma
antes de anolecer,
E ondelquereis qoe en a prncure, signor, bal-
buciou o gondoleiro, qoe, veudo lozir ante .eos
olhos a esperauea da felicidade, receiava que ella se
nao desfizesse.
NAo hade ser certamente ua algibeira de mea
gibAo, meu bravo, pois sou 1,1o rico como um lazta-
roni. Ha tanta- miserias a soccorrer e Floreoca a
Veueza, que nao me resta um bolo. Todava aflir-
mo le que niinha pobreza he irmAa da oppulencia e
meu tlenlo enche de ooro a minha mala, ao passo
que a beneficencia a esvaza.
Assim fallando o eslrangeiro abra nm carlAo,
donde lirou urna carteira que estn leu sobre a me-
sa, e em poucos minutos desenlio lAo maravilhosa
mao, que posto que profano em negocio de arle, o
gondoleiro ralo pode conter um grito de sorpre-
sa.
Toma, disie o arlisla, entregando ao pescador,
o improvisado desenlio, leva esle pergaminbo a Pe-
dro Bembo, que se echa actualmente no palacio de
. Marcos, e dizc-lhe que nm artista por necessida-
de deseja desfazer-se disto pelo preco de 2,000 pist-
les.
Dios mil pistles! exclameu o laberneiro cheio
de admirara. Este homem he doudo, eu nAu d.ria
nem omsequim.
No fim de urna hora, o gondoleiro volta com a
qoanlia pedida, a qual o secrVlario de Leao X havia
junio una carta em que pedia com instancia) ao ar-
tista desconhecido o honrasse com orna vizila.
Na manhaa do dia seguiote, Maria e Barbarigo se
receberam na igreja de Sanio EstevAo.
O eslrangeiro quiz contemplar as preroicias de
sua felicidade, assislindo a ceremonia nupcial, e
quando o gondoleiro ebrio de alegra e de recouhe-
cimeolo Ihe supplicou de joelhos Ihe declaraste seu
nome. leve em resposla, eu me chamo MIGUEL
ANGELO.
Viole annos depois de lal ventura, Antonio Bar-
barigo por um desses accasos, rujo segredo s Dos
au ignora, era general da repblica de Venea, e
por mais seductora que fose, para o anlgo pesca-
dor tao inesperada grandeza, nao e-ipicceu o seu
bemfeitor ; e quando Buonarolli morreu. depois de
urna magnifica velhice. e da mais brUhaule carreira
que mortal algum percorreu, foi a mao do godoleiro
que trabn por baixo da epigraphe latina, que u suc-
ces'or de Paulo III baria nuudadu compr para seu
favorito, as duas luhas de reconhecimenlo qoe os
lempos bao respeitado e que se lem anda sobre o
mausoleo do graude he mero.
(.luanlos M-mos anida em no-ioi dias por um de-
Icslavel orgulho procurar a lodo o cusi occollar os
beneficios !
Barbarigo cootava a lodos a felicidade que era
devedor a Miguel Augelo, felicidade que foi lalvez
o primeiro degr.o do brilhanle futuro que so-
ndara.
Lmaclo de lo humilde reconhecimenlo Ihe tera
servido melhor que a sua illustracao, elle eslava sob
a sombra de Miguel Angelo, e islo era sufllciente
para iinmurlalisa-lo.
Quanlo ao chelo de obra improvisado, Coi-nos Ira-
zido da Italia na palrona dos cabos de esquadra de
Bo aparte.
As duas inva-.ie que no roubaram urna a urna
as preciosidades arlistic.s que deviamos iis nossas
conquistas, esqueceram a man de Miguel Angelo
na galera dos desenhos de Louvre, onde he, eu o
creio, religiosamente conservada.
iTraduzido.)
Nada lenlm a addircionar. A senhoras bexigas
v.lo fazendo sua rcvolucAo sem esliendo,
S.ude. e crea fcmpre no seu compadre inleia-
meute deton.
Au reliurner.
'Carta particular)
REPARTigAO DA POLICA.
Scrrelaria da polica de Pernambuco IG de abril
de 1836.
_ lllm. e E\m. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Exc. qoe das diHereoles psrticipa{oes hoje recebidas
nesla repartirlo consta que so deram as seguinles
occiirreucias -
Fi
l"orain pre-os: pela subdelegacia da freguezia do
Recife, o porluguez Joa Vieira das Nev, e Phila-
delpti Pereira de Brilo, arabo por desorden).
Pela subdelegara da freguezia de Sanio Antonio,
o porluguez Antonio Jos da Cnsla Cibral, por cs-
pancamenlo, o prelo escravo Jos, por ilesobedcu-
cia.
Pela subdelegacia da Iregoezia de S. Jote, o par-
do Manoel Joaquim de Sanl'Anna, por desOrdein.
Hela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla, o
porluguez Miguel dos Sanios Coimhra, por insulte.
Pela subdelegacia da freguezia do Poco da Pauel-
la, o prcio escravo Luiz,para ser correcciouado re-
queriraenlo do senhor.
E pelo juizo dn pas do primeiro dislrklo da fre-
guezia da Boa-Visla, os ingieres ferreirnt Jos
Tompson, e James Aihnrlh, por falla de impr-
menlo do contrato a qne porenoajsmento te nbchta-
ram.
MUTILADO
ILEGIVEL


Dos guarde a V. Ezc. lllm. o Eim. Sr.
rooselhetro Jote liento il.i Conha e Figueiredo,
presidente da provincia.I) chefe de polica, l.uiz
Carlos de Patea Teizreira.
Secretan da polica de Pernambuco !l de abril de
1856.Illin. e Km. Sr.Levo ao conhecuneuto
de V. Ezc. que. achando-se recolhido .1 casa de de-
tenerlo dada cidade, desda agosto do aniin pagado,
o cabra Vicente, escravo de Francisco Camello Pes-
soa, morador no engenho (iuliiiliinlia. do termo de
Nazareth. indiciado em crime de tentativa de mor-
a* e estando desde o mez de outubro empreado
no servido de fachina da mesma casa, aconlereu
que 11a larde do dia sahindo elle com um rarri-
nho de roaocom lix.o, illudto a sentinella da porta*)
que era ama prac,a inexperienle do II. batalhAo d
guarda uacional, e evadio-se.
No entretanto, lem sido dadas ja todas as provi-J
denciaspara ser elle novamente caplurado.
liaos guarde a V. Exc.lllm. e Exm. Sr. consc-
Iheire Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presiden-
ta da provincia.O chefe de polica, lAtz Carlos
*e Patra Ttixeira.
Illm. Sr. leudo eu desde o mez de oulubro do
anuo prximo passado destinado o cabra Vicente,
que se achava recolliido ueste elubelecimenlo, para
a fachina do meimo externa, e isto de harmona
com o regulameolo, acunleceu que no ilia 3, s 3
e meia horaa da larde, o referido <-1 l>i 1 sahindo pe-
la porta do edificio com um carrin.'io de mao, sen-
tiaella, que era do .'I. nalalhilo da guarda nacional,
inexperienle o deixasse sabir, sem que fosse acom-
pmhado por um serveute, como he decostume, pelo
que pde-se evadir o dito cabra, pelo porlo,
que serve de transito |as obras pub iras. Incluso
por copia faje chesar a re S. o assentamento com que se achava recolhido ues-
te ealahelecunento o referido preso. A inexperien-
cia e ornele a inexperiencia da senlinella da porta
do edificio deu origem a esse fado ; mas cumpre
todava observar a V. S.. que a guarda de presos
he toda especial, e qne um guarda nacional pooco
aeostumado a esse Irabalbo, a esse servico, nao po-
da prever esse aconlecimenlo, lilho siinplesmenle
de >oa inexperiencia.
Deo guarde a V. S. Casa de aetenr.ilo 7 de
abril de 1856.lllm. Sr. Ilr. Luiz Carlos de Paiva
l'eiieira. ebefe de policia.1) administrador, Flo-
reneio Jos Carneiro Monleiro.
Nota, do preso Vicente.
Vicente, escravo, pardo, solleiro. natural da vil-
la de Cralo, idade ^8-annus, otTicio sapateiro, es-
tatura alta, corpo regular, cabellos preloscarapi-
nhos, odos c sobr'nllios, uanz e bocea regulares,
sem barba, com lodos os denles da frente, recolhido
por ordem do Ilr. |uiz municipal da '!. vara, pro-
nunciado em crime de tentativa de morte, quefoi
remellido pelo juiz municipal da comarca de Goian-
na, para ser juigado pelo tribunal do .jury desla c-
dade, entregue pelo cabo do 9. balalMo de in fonta-
na Satyro Pereira da Fonseca.
Cadeia i de agosto de 1855.O carcereiro, Joa-
i/uim Mtndes da Cunha Azecedo.
Casa de ddeucAo 7 de abril de 1856.O escn'vSo,
Candido Theodoro llodrigues Pinto.
CURIO ?t rtMAMglJCO QflUTA MU 17 01 IMIL Bf SS
Chcgaram a corle no vapor ,/ro os senhores l)r. incens por Vmc. queimado no altar do sanio que
govemo do Brasil a exposico universaVan" Se ""> hnlmrn, ,a"l"u S'"l,a ne *
lllm. e Exm*. Sr. Tenho a honra de dirigir a V.
Exc. o presente relalorio da couliuuacao do aerxiro
do arelo das ras desta enfade, feito "sol minba d'i-
rec.no do dia Illa 15 do rorrenle.
Koram novimenla limpas as seguinles ras : l.a
pa, Araocjm, Senrala-Nova, Velba, Guia, Tauoei-
ros, Torres, travessa do Bom-Jesus, dita de Apol-
'jvPurlo das Canoas, beceo da ra uo Vigario, du
Nerooha, (Joaresma, Carapellu, Largo. I.ama, Miu-
dinbas, Chalauz, jCnoulas, Boia, prc, do Corpo
Santo, arco da Conceic,Ao, largo da Asserobla, pra-
ea da Boa-Vista, ra do Aragio, da Concei;i)o, ira-
vessa do Tambia, dila da cana d'agua, ras dos Pi-
re, paleo e roa da Santa-Cruz, becco da Kibeira,
ra da Mangu-ir. da Alegra, Coelhos, ra do Se-
bo, Trompe. Ponle-Vrllia, ra do Hospicio, do Ca-
mar.iu, caes da ponte da Boa-Vista. I.impou-se
oulras muitas ras. Iravessas, ele, as freguezias
deS. Antonio e S. Jos. Repjoveu-se o enlulho do
despejo pnblico da praia da rna de Santo Amaro,
limpou-se a praja do Capim, abrio-se um vallado
na ra do Cnlabou(o, o qoal fa| tambem aterrado,
e juntamente o respectivo becco. conlinuanilo-se a
fazer os.alcrramentos na extremidade, como ja he
declarado em alguns rel.itorios.
Reparou-se o vallado da roa da Roda, o alerro da
mesma, travessa e becco; removeu-se o entulhu do
oitAo de Jos llygino, na ra da Praia; jun-
tamente removeu-se todo cisca que txistia ua ribei-
ra. prac,a da mesma, pateo da 1'eiiba, dito de S. Pe-
dro, do Carino c Paraizo, aceiando-se cuidadosa-
mente lodos esses lugares.
Alerroa-se a travessa da abobada d.i Penba ; essa
travessa, o para melhor dizer rna, em consquen-
cia de su. eslensao e largura, acha-se situada,delraz
do muro da mesma igreja da Peulia. Tambem re-
moveu-se o enlulho do caes da ruado Sol.
Mandei aterrar ua ra da Concordia alguns lu-
gares banus que exisliam, com areia ila cora, nao
so em consrquencia de sor melhor essa quilidadc
de areia, como lambem por ser fcil a couducr-ao.
visto se adiar eslarua contigua a mar.
Continuarse a cweetuar coto tod* ellatttjRQ o aceio
las ras achando-se actualmente a ddade em mullo
bom estado de aceio. Todas as praias em qualquer
das freguezias se achato limpas. principalmente du
ranle odia, porque a nuile conliiiuaiu a fazer des-
pejo nifinu em lugares nao designado .
Aeliou-se em diversas praias as freguezias de
Santo Anloni > e S. Jos alguns objeclos e bstanle
roupa ; e conslando-me baver -ido esses objeclos do
pessoas fallecidas da epidemia reinante, ordenci que
fosse ludo imiuediamenle queiinado o comprei um
barril de alcatrAo afim de ser lambem queimado
uesses lugares para de aUuma serle ilesinfeclar o
famo prodiizidu dessas fogueiras.
Esecolnu-se lodo o erviro com :i:t Irabalhadores
i-pontad"res : a folln das ferias das freguezias in-
portar.im em I.VJgbiltl ; alugueis de carrosas \(r> ;
areia da coroa para a ra da Concordia como lica
declarado 8JM>ltl ; um barnl de alcalro l!l>72ll. ||e
todo quanto tenho a honra de expor a V. Exc.
lieos guarde a V. Exc. Kecife 17 de marco de
1856.lllm. e Exm. Sr. bario de Capibaribe, pre-
sidente da cmara municipal.JoAo dos Sanios Por-
to, administrador geral da rompanhia de operarios.
Conforme, o secretario Manuel Ferreira Accioli.
lllm. e Exm. Sr,Tenho a honra de dirigir a V.
Eic. o relalorio da ronlinuacjlo do serviro do aceio
das roas desla cidade feito sob minha dlreecJJo do
dia 17 a do correile. Pona nnvamente limpas
as quatre freguezias as segiiinle ras:
Ainorim. Moeda, Lapa, Senzala-.Nuva, Velha, (iuia
tiuararapes, Brom, travessa do I!un Jess, de Apol-
lo, Goararapes, Lam, Joto Pinto. Chafar, Mijidi-
nhas. Torres, I.impeli, Quaresma, beeeoa da ra
do Vigario, largo daAstembla, rna de S. Francisco,
II S. Amaro, travessa d i mesma, ra do Calahouro,
dos Ooirioi-, travessa da mesma, rua;de S. Bom Je-
ss daCrioulas, da Roda, travessa da mesma, bec-
cn Tapado, ra do Mundo-Novn, Relia. Irave*sa da
mesni'. paleo do l'araizo, dilo da Penha, ra e tra-
vessa da mesma. prajada Itibcira. ra de Sania The-
reza, pateo do Carmo. becco da Bomba, do Sarapa-
M, Padre, ra das Trincbeiras, l.ar-ngeiras, Fugo,
Camboa do Carino, beccos da mesma. pateo de S.
Pedro, ra d'Assumpc.*.o, pateo de S. Jos, ra do
.Nogueira, Iravessa do Singado, ra do Padre Flori-
ano, das Calcadas, Iravessa deS. Jos, ruajdas Cinco-
Ponas, becco do Dique, Marisco, ra dos M.rt\no-,
llorlas, Agaas-Verdes, beceo do Joto Peinla", Ira-
vessa da VirarjAo, ra do Hospicio, dn Carnario, da
Aurora, becco do Ferreiro, ra da C'iiiceirfo, dos
Plrs. pa'eo da Santa Cruz, e becco da Kibera.
Koram removidos os enlulhos du Caes do Ramos,
a juntamente do caes da Ribeira.
Tambem foi limpa a praia de S. Jos, e o largo
do forte das Cioco-Poiitas.
Aterroo-se a ra de.S. Cecilia, e deu-se principio
aterrar da esquina dessa ra no chesar a de S.
Jo-c.
Relocou-se cam rea da cora as ras da Concor-
dia e Sol.
Forain queimadas ni praias e oulros lugares das
freguezias, lodos os utencilios e roupas lanradM as
mesmas, que se suppOe com probabilidad^ baver
perlencido a pessoas fallecidas da epidemia reinante,
e para evitar ou neulralisar o fumo serado por esses
objectos. mandei incendiar alcotrAo por me fallar os
reagenles eapparelliusaiiecessarios para as fomiga-
fes cholencas.
Em gem o nceio das ras desta cidade continua a
ser feito com ordem, zelo e aclividade, nao obstan-
te ler apparecido algumas intemipces nAo previs-
tas, como a queima que acabo de expor, etc.
Fez-se o servido com :):) Irabalhadores e aponta-
dores.
A folha das ferias das qualro freguezias importa-
ran! em It'te-OOrs.
A loguis de crnicas l.ifsUOO rs.
Aria para as duas ras mencionadas S.--6fO
ris.
Despczas mindas relativas a objeclos necessanos
para o serviro do aceio das ras 75'J-I ra.
He o quanlo rae cumpre relatar a V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Recite i de marco de
1856.lllm. o Exm. Sr. bario de Capibaribe.' pre-
sidente da cmara municipal.JoAo dos Sanios Por-
to, administrador geral da companhia de opeiarios.
-Conforme.O secretario, Manoel Ferrelra Vc-
doly.
Recebemos noticias do Bonilo com dala de 10 do
correte. Na villa a epidemia se achava exilada ;
em Un Grande ia muilo- melhor ; em Bezerros,
liraval e Capoeiras linlia desapparecido cumplela-
meule ; no Verde aincU se achata retineule, mas ia
muilo melhor. .inda conlinuavam as bexigas, mas
sem azer estragos.
As data do Knm JardiM chegamal!. O mal
esta mano appiacadu na puvoacao ; no iniarior iam
rourreudo algumas pessoas accommellidas ulliina-
mcnle, mas nAo rom excesso. ti medico que para
all linha ido do I.imoeiro. anula nAo liuha vol-
lado.
Pelo vapor rrancez Cdiz chegado hontem I nos-
so porto recebemoa jomaes do Kio al II). e da Ba-
ha ale 11 do correnle.
O Sr. -parquead. Paran, foi agraciado por S. M.
mirador da Russia com a graa cruz da Aguia
sJht-^aoaT!' JL*,r-*,, "**''>" < "ua
aajataaai a coHe o Sr. cande Salvailor Paltana.
Joaquim \utonin Gon^alves Macieira, secrelario da
legacio portustioza no Riodejonejro
O Sr. O. Jos Delavale y Rie0,, f,', recebi.lo no
da !l do crreme por >. M. imperial como ministro
resllenle de Hespanha.
OSr tenenle-coronel de engenlieiros, Jacinlho
Meira do Coulo Soares f0 ,lumea,i0 director das
obras militares da corle,
O Sr. coronel Conrado Jacob de Niemever, foi cn-
carregado de ci.orecc.oiiar um DOTO mappa geral
no unperin do Ihm-h. '
llavia.eulra.lei no.porto d Uio de Janeiro a pola-
ca hespanhola Paula, que forrada a arribar para o
Cabo Verde, procedente de Nova tlrleaus e care-
cendo de mariulieirus all tomn doos. que fazi.m
Sm.l sabido de Genova para o Kio de Janeiro, afundou-se
na restinga da pona de lesle da ilha da Boa Visla.
Us oulros marinbeirus emharcaram para Lisboa em
um vapor que locou em San Vicente.
Foi apresenla.lo nos accionistas da rompanhia bra-
sileira de paquetes ,, relalorio do anuo de 1855 indo
'. IMcolAoNelto Carneiro I.eAo. aerala da mesma
rompanhia. Por elle se v, que dnale o anno pro-
limo passado foram transportados p*ra os dilf-ren-
tes porlos do imperio 9,833 pasag.-ro, entretanto
que esse numero no anuo de ISjj subi a 10,779.
Fallecer na Babia o rirurgiAo-mr reformado do
exercitu Manuel Ribeiro da Fonseca,
Isrios Subah, Jiquirir e Valonea nessa pro-
vincia tiveram grandes endientes que rausaram al-
guns damnos os lugares vizinhos.
Ainda all fallecam diariamente de 3
soas.
pea*
IHLI.ETIM DO CHOLERA-MORIIl S.
Parliopares dos hospitaes.
Ilospilal do Carmn, :1 dnenles em Internante.
Hospital da ra da Aurora, I .lenle.
HelarAo das pessoasque fallecern] do cholera-mor-
bu e foram sepultadas nrt~raaiterio publico dos
i horas da tarde di. .lia 15 aja ti koras da larde do
dia Di de abril de 1856.
r.ivre*.
Numero-2121; Joaquina Francisra de Almeido,
frica, 74 anuos, viuva, prela, Rccie, quitondei-
ra, ra do Pilar o.93.
dem 3437alaria Amelia .la Silva Miranda, Per-
manhuco, S annos, casada, branca, S. Antonio,
ra da Praia n. i9.
Ideo. 2438Amelia liara da Conceirao, IVruam-
buro, 8 .lias, branca, Recite, na da Senzala-Ve-
lha n. 9.
dem 2(39 Rila. Mar ia Saraiva, Pernambuco, li
annos, solteira, parda, Boa-Vida, ra da Sania
Croz n. 28. .
dem 2:ln-Jl inoel Paial do Nascimetito, 51 anuos,
casado, paMo, Recife, barcaceirn, barcara c. In-
romparoveliil
Usumn da morlalidade.
o dia 16 ali as li horas da larde5.
Hemena I mulheres :l" prvulo 1.
Total da morlalidade ale o da lli:t -2(B
ttomeua 1399mulheres 1521prvulos :!ii.
Recife lli deabril de 1856.
A cominissio de hygiene publica interina,
Drs. & Pereira, presidente.
tirmo Xavier, secrelario.
/. Poggi, a.ljuncln.
^orei3fton&encta^
Srs. redartoret.IJuando mandamos publicar em
um dos nmeros do Liberal a do Sr. teuente-coronel
commaudanle circular de guarda nacional do ba-
lalhAon. jt de ipojuca.iiAo livemn e nem lemos
em visla agredir a peaa de sua senliona ; mas
sim (dzer-lhc sentir que sem proceilimenlo, como
empregado publico, nAo era regular, eislo como
lim Je se nao introduzirem abuzo ua marcha de
seu expediente, n quaet podaran accarrelar
graves cunsequencias ; c anda lir-me em uosso
liropnsilo contestamos ao Sr. com mandante odireito
que se arroga e pretende sustentar de reprehender
e ameacar com prisAo em ordenado .lia aos oiciaes
sob seu caminando, Tora do casos mrcados nos arli-
gos 96,1>7 e seus da lei n. 603 de 19 de selem-
brode 1850, lano mais quanlo exigia mensaltdades
na> so vencidas (dae que as devesem como mais
I res mezesadianlados.
Ora, alguns olliciaesquc se achav.im em dia rece-
bendo tal circular ezelesos, como devem ser todos,
de su repulaeAo, nos consta que immediatameule
olliciaram retirando seus c.iinpromissos, com que
muilo se aposlemou oSr. coramandaote, que aguar-
dando oecasMe de lomar mesqtiinhi vioganca, foi-
Ihe eslasuggerida pola noaaa pablicacilo da decantada
circular, o que vamos provnr. Logo que o Sr. com
mandante leu a sua circular era lelra redonda, no
informan] que chaman a alguns ofUeiaea com o lilo
de ver se descubra quem linha sido o ousadn que
lal praticara, e nada pndendo ronsegiiir, eontocara
os do seio para se cnrarrenirem de sua Hetera, pro-
mctleudu-lhes i|'te nAo lie.iriain no olvido seus ser-
viros. E de feito apparecea a su., a jarda avanca-
da, o sr. Cuimbra Jnior, no Diario de 7 deste,
com o seu cnmpeleiile Ihoribulo bem chcio de incen-
s, e depois de malta sa'udares .. genuflexcs ron-
cloio : felizmente a maioria do offidaes do bata-
Ibau iia.i he de briosos! !
Pregue-lhe l rom traposquentes! '. '.
Bem descantados eslavamos suppon.lo o negocio
por acabado, quaudo no Diario de 12 se mo-lr<.
tambem o Sr. Paulino Pires FalcAo pugnando por
seu irmao, no que eslava e esl em sej direilo, rom
quaolo fosse mais airoso qoe oulrem ufuesse. visto
como nos consta ler elle blasn i.ln nAo Ibe fallarem
amigos no Recife queo del'enlcssem, embura enten-
damos que seria mais conveniente guardar os ami-
gos para cousas maiores.
Na Pagina Iciiha de I, vem lambem sua belis-
cadela, porcn lAo pequeuiua que a i. -prez uno-, Ou-
Iro lano Taremos rom o inimigo dos pdinlras__
sabido a luz no Echo de II, pois pelinlra mostra
ser quem se quer tornar coiihecido por mcio de
expressoes. O s proprias de pelinlra*.... Entre tanto
aconselbamos a essepelinlraque nao a venlure
juizos temerario, porque pode-so arrepender... se
quer saber quem somo- cluine-no- a responsabilidade,
como que muilo fulgaremos.eassun ser.i salisfeila sua
cunosida.le. Prevenimos, em lempo que Dio nos
rebaixamos nunca a dar resposla quaesquer arnei-
nres que por venan ppareranC-*>jveilucarao que
livemos nAo se compadece "com lal: cotnialemos
com as armas da raz.lo, e he justo que oulro lauto
se pralique c.unnosco.
I.anramos no bem merecido monlurn as imundi-
cias sabi.las densas boceas asquerosas. Coniforme o
que nos di-serem coiiteiilar-iios hemos d'ora vantc
de ir publicando um bem volumoso cartapacio que
nos promelleram..-. com o que milita gente se de-
eugaiiara.... e deixaru de abracar a iiuvem por
Juno I Temos lana cousa Uo bonita... meus senho-
res. Vv. Se. nuncaileram Camfles '.' F.stoiique u lem
lldo. Pois olhcm, recordem-se daquelles versinhos.
o lambem eomos grandes e possanles.
Alostra a fortuna injusta scujpu.ler.,. u
Sou, Srs. rcdaclores.
Ojuslo.
qne as pessoas que ajudaram o Sr. Dr. Lima na ar-
dua tarefa de sorrorrer a Imm.nilade pin Uo apu-
radas, circumstancias.sao aquellas que vimos com o
mainr denndo e deilirarao junio ao leilo dos allliclos,
aondo Uo levar remedios e rensolaces, sem que
pra isso csrolhcssein llora e qualtdadc do lempo, e
que rindiremos muilo bem, o se deiamoe de fazer
aqui ineneo de seus nomos he por nio queremos uf-
fender a modestia de quesAo dotadas.
Resla-nos pedir ao Sr. F. de M. a houra de no
fazer conhecer a pessoa com quem fallamos, a lim de
Ibe pdennos minislrar fados que o fariam retirar
solemnemente u seu procedimculn oflicioso para com
esse empregado.
Somos, Srs. redaclores.com Inda a e-lima c con-
siderarAo, de Vinca, criado respeiudor.
.M. de t.
Caruaru 39 de marro de 1856.
Sr*. redactorestjuando a imprensa, es*c |>oder
inabalavel da civilisarao apona o crime e,censura n
vicio com o cunhu da verdade. faz um bem a huma-
nidade, he mais um patso que ella da para o cami-
nho do prognato moral da aocledade : mas quaudo
ella vai ferir caracteres de nubres acrOes com insi-
uuaroes malvolas,enlao ella desvirlua essa nobree
santa inissAo, e dessa arle deixa de altingir ao alvo
almejado ; e, pois, se a imprensa, sacerdocio sacro-
sanio para aquellcs que bem comprehendeiii a sua
missAo, lem u encargo de esligmatiar os desman-
dos dos que mereccm as suas censuras, lambem Ibes
resla o dever de lomar a dcl'eza daquelles que drlla
sAo credores.
Km visla pois .la correspondencia ullima de Pao
d' Alho, exharada no Liberal Pcriiambucano em
que diz, que o delegado daquclla comarca utilisara-
se da ambulancia do governo e vender um boi por
cera mil res : e tratando da commissAo de benefi-
cencia faz .'. mesma graves censuras, sera exceptuar
nenlijn commissiona.lu. revulvendo al com esse
procedirneulo as mizas de um dos membros della,
que habita a mansao celeste, he que somns forrados
por amor a verdade a repellir essas propus'ires
malficas, lilhas nii.cas das informarnos inexatas,
levadas ante o seu rorrespundenle. e que lemos a
honra de conhecer por IradirAo e Ihe faremos a me-
recida juslira, nao mppondo ser essa a sua iu-
lenco.
Essas acrusaroes odiosas por si me.mas esl.o pul-
verizadas : mas releva dizer duas palavras sobre el -
las allirinando a nAo veracidade desse boi vendido
por cen mil ni, mas sim por sessenla rail res,
maior preco denlre (res dos melhores bois de carro
que o inesmo delegado vender,como lanos oulros,
cuja falla Ibe he assas sensivel, e cujn preco he in-
ferior ao valor dos di!o bois em relarao a "soa biin-
dde e ntilidade, procedeudo elle assim de conlor-
midadecom o pedido emitido na circular do gover-
no sobre a compra da gado, o qnal tem-se vendido a
mais de com mil reis no Recife o em militas parles,
eeslabelleceudo o Robre correspondente a hxpolhese
de que elle devia mandar lalhar carne para o povo,
he querer desvirtuar essa larefa caridosa.por isso que
iMrtiih.il i.i della de envolla com os pobres o rico, e
.ii-.irrcl.iiia a anarchia entre o pretndeme.
(Jnanio a valer-te elle di ambulancia do gover-
no, tenho a dizer qoe odelegilo da comarca sem-
p.re leve em vistas auxiliar ao inesmo governo nes~a
gloriosa e sania larefa de socconerahomanidade s >f-
fredora, e nAo por-ihe troperos rom indignos prnre-
dimento!
mar
dii. ler-se enterrado corpo na frente da igreja desla
povuar.au ; tenho a responder que .libado passado
appareceu Jos Soaies de Oliveira para dar sepultu-
ra a iini anjo. dixendo lulo ler fallecido da epidemia.
e para istn appresentou pessoas quq justilicavam. po-
rrm en nao ron-enli c mandei dar sepultura fora da
igreja, mas o aacriiiao inoslrnu-a na frente da mes-
ma ; .piando loba eslava enterrado e nao se sepulten
mais iiinsuen., e preven! ao inspector para su serem
sepullados no cemilerio avista da ordem anliga de
Eu desejo ser exacto nos meus .'exeres e creio ser
liel as mullas parlicipacrs .10s meus superiores, |;,
mandei tirar o arrnlamcntn dos morios para mandar
ao x icario e a V. S.
Dos guarde a V. S. Grvala 5 de abril de 18Vi
lllm. Sr. Dr. Dvllitm Augusto Cavalcanti de Al-
buquerque, dignlasimo joil municipal e delegado dn
termo.Joilo Capialrano Torre Gallindo, subdele-
gado supplenle.
mextw.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, rommeudadnr da
imperial ordem ili liosa, juiz de direilo es|iccisl do
commercio ne-l cidade do Recife c provincia do
Pernambuco porS. M. I. eC. que DeoaKUardeele.
Faro saber aos que .. prsenle edilal virem, e del-
le noticia liverem, em como no dia 8 de mato pr-
ximo, s<. ha de arrematar par venda, em prara pu-
blica de-lcju/". depois da audiencia, a quem mais
der, a caa terrea n. |:j. s(a na roa larga do Rosa-
rio, avallada em l:K)jajO()r., penhora a aos exe-
cula.los Jos nas da Silva e sua inulbcr, por exe-
curAo do senleura di eloquenle D. Anua Hara
Theodora Pereira DurAo.
E para que chegue noticia ..; lidlantea, mandei
pasear o presente que ser., publicado pela imprensa,
e allixa.lo nos logare do costme.
Dado < panado nesla cidade de Recife ao 10 de
abril de IS5I1
Eu liauriseo Ignacio de Torres liandeira, escrivAo
oliz escrever.
nselmnl-rancian Perelti.
.RICA DO RECIFE 16 DE ABRIL \S3
HORAS DA TARDE.
Colaces olliciaes.
Cambio sobre Londres27 l|2 60 d|v. a dinbeiro.
t-'rederico Ilobllliard, presidente
P. Itorges, secrelario.
-. t:\MBIOS.
Sobre Londres. 37 ', a Paris. ,!iN rs. por f.
Lisboa, lihi por 100.
.c Rio de Janeiro, an par.
Arenes do Banco, 35 0|Ode premio.
Ae(ea da companha de Bebenbe. .
Acees da companha l'eruambucaiia
'< L'lilidadc Publica, 30 pur cents de premio
o .. Indcmiiisadnra.sem vendas.
Disconto de lellras, de 12 a 15 por ,.()
METAF.S.
lluro.Oneas heapanholes. .
Moe.las de ti?i(KI vellias
69i(KI novas
IStKHI. ,
Praia.Pataces braaileiros.
Pesos columnarios. ,

dfr*;3cjj>.
518000
no par.
mexicanos.
28 289500
. IlijtlIKl
. Ili-SHHI
. '.>nnn)
. >000
. -23SXHI
. 1?860
Al.FAMIKGA.
Kendimeiiln do dia I a l.'i. .
dem do dia Iti. .....
2M:73Sf067
20:81 Icil)
233:543(507
Descarreyin hojr 17 de abril.
Bngue inglez/ame Clurkelanas e ferro.
BrigueinglezCamellamercadorias.
Krigiie inglezIlellebaralhao.
Brigue inglezI oanledem.
Brignc inglezTitaniadem.
Barca porloguexaf/or ato Portodiversos generes.
Kscona hiiil ni le/aAnlijequeijos e geiiebra
IMPO&TACAO'.
Ilrigue ingle/. ..Volante viado de Terra Nova,
consignado a Me. C.dmont A. C., iiiaiiileslou o so-
-11 lli Ir :
2,l 17 barricas nacalhe ; aos mesmos.
I'alacho nacional .iValeiitc, viudo do Rio de Ja-
neiro, consignado a C. C. da Coala Morena, ui.iui-
festou o seguintc :
IS meias barricas potaasa, !l:l rolos fumo, i. caixas
doce. 000 saccas farinha de mandioca, til ditas fei-
Oos o que vende de dizer pode nilo so aflir- ,Ao. 135 barr.s toucinho, 5 harneas olurnes me -
.. Sr. .loaqu.m de Almeida Pinto, com casa de | cadurias ; a ordem.
2,100 barricas bacalhao : ais mesmos.
CONSULADO GERAL.
Keudimenlo .1.. da 1 a 15
dem do dia 1(1 .
30347g962
1:0489840
34:39tje02
iIVERSAS PROVINCIAS.
Ke-..lmenlo do da | a I.', ....
Idi ..i do dii lli .
t
drogas na rna dos Ouarteis.o qual diz que foi o Sr.de j riguc inglez Bolle, vindo de Terra Nova con-
engenhoque se proveu de ma.nr ambulancia em a signado a Isaac Curio & C, m.nifesoii segu,.
sua botica, como lambem os moradores de varios lu-
gares dess cimarra que participara.il de seu salular
effeito, e lambem de esmvlas e vveres rom pro-
digalidade e mudeslia, repartidos entre elle. E
assim devia ser, porque esse preslimeso e distinclo
cidadao, com precedencia, munio-se desses soccorros
para mingar i dor de seus rnttot) desvallidos c af-
feclados da epidemia reinante, cun a qual lia des-
envolvido urna aclividade iuqualilicavcl e nina cari-
dade sem limites, apezar de lutar com o morticinio
de seus escraxos e com os extnrcimenlos agonisanlcs
de toda sua presada familia, e o qual lem sido dis-
tinguido pelo povo em semelhanle Conjuntara.
Eis a verdade reslanellecida rom todo sen esplen-
dor ; e o Rostrado e nobre enrrespondent- uio nos
poder averbsr .le parcial e snspeito lomando mis a
iniciativa de repelllrmos farlos desta natureza,vislo
que esleimos ii'uma po-ieAn de independencia, que
seria rcvoltante aboeanharmos a nossa pruna para te-
rer panegricos a quem nao fo-se digno delles.
Jalgamos nao ter ofTen.lido o melindre do digno
correspondente, o qual agora conhccer.i .la verdade
com o que lemos expendido : e se por ventura assim
nAo siirredesse, incoriena n- 'tigra, publico.
Qoelram, senhores redar: s.dar pnslieJdade a es-
tas liuhas em favor da Justina.
Os Pno-d'.llhenses.
Srs. redactores. Grande fui nossa admirarao
vcndoencberta.lo.no seu Diario de 18 do correnle
um arligo em que um Sr. F. de M. fallando da
ineommoda hila que agu nos fez o lemve viajan-
la do Ganges-, dirijia com a maior levlandade seus
encomios ao delegado desle termo Joao Vieira de
Mello c Silva, apresenlaudo-o al como um ente
mais yuc hnniano pelo herosmo que desenvolved
na crise melindrosa em qu; noi adiamos ; se um ho-
mem desses nos fallasse, di: o \.,\ Sr. I-. de M. em
ciicumslancios t<~w calamitosas, nuVi sabemos mes-
no o i/ue seria de nds... ele. risum teucalis!! Ora,
Sr. F. ds M., permita que lamenleiuos a posicao
em que Vmc. se collocou com o seu prolotyuo de
Iteroicidadr imaginaria por que ou Smc. nunca
vio e uuiira soube cousa alguma de Caruaru c foi
completamente Iludido na encommendacAo do ter-
mao, tornando-se d'esla irte credor de lastima pela
bo f com que se houve em sua noticia; ou se,
como nos, foi lestemunba do que por aqui se deu
nessa quadra de mizerias, di-penso-nos a franqueza,
desempenhou urna parle bem digna da mais icr<<
censara, quandu assim se exprcssan.lo, chama o Sr.
Joao Vieira iaioa de salcanio dos Caruarocnsea ;
pobres de nos, Dos do bondad que naufragara -
mos ludo se > livessemos (Ao fraca taboa para sal-
var nos.
Tivemos a desvenlura de sercompanheiros de .Ics-
graeadoiiiossos confreguozes, c vimos desde a apro-
xiinacao do mal i esla villa at o sen descnvolvi-
menlo n'ella, qual foi o cumporlamenlo de Uo pres-
tante eidadao ; mudo e quedo, elle neuhunja me-
dida tomou pela repartirlo i seu cargo tendente a
minorar os males que allligiam es povos de seu ter-
mo, e poucos dias depois do ingresso da epidemia
aqui foi eocovar-sc em casa de seu sogro. passando a
polica i um inspeelor de quarleirao, que aqui goza
dem.i reputar.io, tenioj evacuado a 'idcia de
criminosos, entre os i/uaes mullos de morte, e
d'alli cndereroii um ollirio dando narf< de doente
ao nosso digno Ur. juiz de direilo Gonealves Lima,
que vendu-sc abandonado por lo.las as autoridades
poliriaes e cmara iiniuicip.il, foi obligado a man-
da-lo buscar por um particular para sua rasa, onde
o conservoii para mollea mais de quui/.e dias, pois
que arvor.oi lo-se em delegado de laclo, o Si. Dr.
Lima descmpenbava com a maior intrepidez nao so
os seus como os deveres do delegado de direilo, em
ujn nome distribua ordena : quaessAo pois os soc-
corros que nos foram prestados, Sr. F. de M.
quaes os fados com qut Smc. prova esse amor do
prximo desenvolvido por esse here de quem lana
vazesdiz que no sorerreu, sem declarar rom que'.'
Supporia sua mere- .pie m. nAo temo, o n,i,-,., ..
porcomcguinledeixarianjus de respirar o fumo dn
Se he cedo queaqnellei que aoccorreru os detgra-
rados despido de xaulade, nao conhecerAo a desgrara
e serie bemditos do reo, e que aquclles que delles
desviamos olhos sao rrplelos de mal.lires,lambem he
ccrlo'quca virtude. essa emanarAo celeste, deve ser
desvendada para que appareca radiante aos olhos de
lodos e a emuia{ie fara app.ireter os seus seclarios,
eslimulando-ns a piedade tanto quanlo a iiupeidade
se esconde versada sobo peso da ignominia e india-
naci.
E assim compenelra.los dos scnlimentos de grali-
dao e icconheciiiienlo, be quo vamos agora pagar pe-
la impren-a um trbulo, o tributo da saudade, sem
qoe nos assisla a lisonja, ao Sr. MariUno Marlelino
de Souza Guimarars, cadete e segundo sargento de
arlilharia, que na crise sngrenla por que passamos,
eu;as feridas de quaudo em quaudo nos magam e
cumpougem, veio dcscorlinar-se aos nossos olhn com
dos de hernismn e a sulilimtdade de seulimentos de
caridade com seus semelhantes; n'uma palavra, sem
.Hender a susreplihilidade dessa mullidAu de bo-
inens que com os seus estticos esforros soubcram
rompreheuder e apreciar aquellas sania palavras:
ama a leu prximo romo a ti inesmo foi una
luz br.lh ule que surgi entre mis, fui urna mara-
vilha.
Agora que elle nos vai deixar por ser retirado do
commanda do destacamenlo, o qual srmpre se por-
tn durante o seu maudu com toda a disciplina e
subordinaran, cujn chefe acruniiilando conjunlamen-
le o carfto de subdelegado, soube in.inle a ordem
publica, movendo com presteza |ior Indos os pontos
que a sua presenta era reclamada a bem da mesma.
Iornan.lo-c assim o terror dos malazejos, pondo um
rre.o as suas mleiires exlerminadoras, he que con-
signamos aqu cas debis palavras para muslrar ao
publico e ao governo que nao foi Iludido na conli-
anta nelle depositada, o qual lomar o seus rele-
vantes serviros na devida eonsideraejlo acaroceaodo-
os ; e .lesa fogar com essas saudosas" reminisceiisiia
lautas saudades que uadain em noss.is coraccs, pois
nunca se apagarlo de nossa memoria as suas mauel-
ras delicadas e urbanas, e illibadas qualida.le- que
semprc Ule aproovemose que ro mais um titulo pa-
ra adquirir a nosea estima e respeilo.
Receba, poli, esse digno Blho de Marte o adeos de
amisad e gralidao que Ibe tribuamos etn tcstemu-
nho de seus valiosos servieot, cuja lembranea Qear
gravada eicriiamenie em nweajnemeria como Uniti-
vo dajnossa saudade.
Os PoiCallienses reconhec'idos.
POESA
' mallo prameada morte do lllm. Sr. Anto-
nio Josi Rodrigues Chaves, fallecido na pro
vieta de Parahlba.
O. I). C.
-10 ira prestante amigo o film. Sr. Dr. t'rquei-
co Jote Habello.
a Oh saudade... Oh m.irlxrio d'alma nobre,
'. Mao grado < leu pungir, como es suave .'
a Tu feres e mitigas com lembaueas.
l/ag. Suspiros 'Poticos.)
Dir-se-hia ao vcr-llie a venerauda
trente, que os invernes nao rugaram ;
Dir-se-lua, ao ve-lo issim de vigor cheiu,
le ousa.la uio viri.i a parra au.lra
Enervar-lhe a-curagein, dar-Illa a moile !
Pancada falal soofl Irdl fezes
Mereneoria e Iriste-em agudo bronze....
Foi lgubre o siglial....
A hora ja baleu solemue c aagnsta!
P'ra ovo ssos corarc, Parahibanos,
Eia, vinde pagar Inbulo ao modo ;
Eia, vcsli de lucio os lilhos vossos,
l.lue chorar o bemfeilor, i campa, veuhao,
Desvelado pal, que Iheacuidava
IJ ji futuro feliz, porvir diloso .'
CorrAo livres da inlancia os lixres praillos
Italejados inda niio pel'aura impura
D adulaeao vil, que ludo estraga;
Corrosim, estes pranlo inuoceiiles
b orvalhem do justo a eima campa !
Parahiba infeliz, eu te lastimo
Uo intimo de minh'alma angnaUada !
l'er.lesle um lilho primor, modelo em ludo
/eloso beinfeilor da humauidade,
Arrimo sem par da ni(sera geule
Qo'ora da iiud./. arrasla andrajos.....
vao mais, ten gentil c victimada.
Nao mais, nao mais Ser-vos-h dado
Itegislrar as icc.s nohres, sublimes,
Daquelle coraeAo here, magnnimo,
lue jimais s'eviUra ao heidos oulros !...
'.ual inele.iro
lie do jusioa existencia.... Sempre breva
Caminho do leilo a sepultura
Flor, que morda e cabe dose pcdunc'lu
(.maulo mais o.lorosa nos parece
Assim fni-lhc a vida e foi-lhe u niurte '.
Saudade e grali.lAo. cu vos conjuro
A mais santo devereia, nunpn-o....
Aqui re pon/.a um jaslo : linnrai-lhe as cimas !..
Natal de abril.
Pelo seu devolado
J, I. F. fil/in.
lllm. Sr.Tenhu prsenle n respeitavej cilicio de
. S. datado do primeiru do correnle, em qoe me
3:2739617
34.59927
:i:(il'.i.>5ii
sporlacao .
Nen-Vork pelo Rio Grande do Norte, barca in-
gieza Tasao, de 380 lanciada*, eonduz te :1,01)0 saceos com 5,000 arrobas de assor.ar.
Canal, brizne iugle George Robson, de 276
loiirladas. ron liizio o scguinle : 3,900 sarros com
19,500 arrota de mssucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Keudimenlo do dia i a 15 2l-7'X
dem do dia 10....... 3:406*781
29:881 f277
COK KEIO.
A pessoa que deixoii na administraran do rorreio
Anas carias, sendo orna para Anl mo Pedro Vidical,
na cidade de Larangelras, nutra para Sabino Alvares
de Bilaneoorl l.eile, na provincia da Babia, venlia
sali-fazer o porte.
: cosnuAs do ML s
De ordem do lllm. Sr. IcnenfVcorcne.l '*
W director sn f.,/ publico, que no dia 1(1 do cor- .$
V rente, as || huras.lo dia. se pagam no mesmo e
9 irsenal os bilheles segointes, de cortas de ns. /
"' 21 e 2. de feilios de ns. Sn, de 69 a 7:1, si, m
80. IOS, 107, 109, 123, 136, 164, 172. 171, ,:'.
17... de 180 a 183, 18). de 188 a 190, |-Mi,
10,, de 199 a 201. s4. 206, de 20X a 211,
,-! 213, de 21. a 217, 210, 228 e 233. Vi
Arsenal de guerra de Pernamboco 1(1 de
J5 abril de iK.it;.o eseripturarin interino, An- $
4 lomo Francisco de Souza Mogathaes Ju- j
u mor.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O consclho idminislralivo (em de comprar o se-
guinle-
Para a cnmpaiihia lixa de ravallaria.
I.IVFO impresso para malriciila dus cavallas, Ion-
do cem folhns e conforme o mndello cxi-lrnte na
directora do arsenal de guerra I.
9 hatalllao de infanlaria.
I.ivro impresso para registro das pracas iddidas,
lendo 200 folbas I : dil.i para as 8 comp'aiihias, leu-
do cada um SO folha I.
2- baUlho de infanlaria.
Boncles 212: esle.ras 1:10 ; sapalo, pires 12"i ;
bandas de lia 2;; algodaozinho para camisas, va-
ras 1003 ; brim branca liso para frdelas e calcas,
varas I 02 o meia ; panno verde para sobrerasas e
raleas, rovados 1146 ; .Ido prelo para polainas, co-
va.los 10! ; hollanda de rorrn.rovados 830 ; cordao
de |Aa prela de urna linha de greseura, varas 80 ;
clcheles pretos, pares 210; casimira encarnada,
novados 14 ; aniagem. varas 103; oleado para de-
brum. covadosll ; algoilao em rama, arroba 1 ;
bol.ea grandes de naso, grosas :I1 ; ditos pequeos
de dito, .lilas 2."i ; dilos prelos de dito, ditas is ;
dilo convexos de metal bromeado cea u. 10, .1-
metal amarello c de 7 linhas .le dimetro 211 0 ; di-
to convexos de dito dilo com o inesmo numero, e de
i linhas de dimetro 2100.
/'racmenlo dos armazens.
Oflicin* da 'i* cla-se.
Carvan de pedra, lonelailas II).
S* classe.
Lencoes de lalAo de Ilia 20 libras cada um lo ;
ditos de dilo de 1 i a 16 libras rada um 20 ; dilos de
cobro de li e meia libras rada um 10.
(l.iem quizer vender esles nbjertos aprsente as
suas proposlas, em rarla radiada na secretaria do
ConselllO as 10 horas do dia 2: do correnle mez.
Sala dassessoea do conskjhn adminhdntivo para
Ibrneriinruln do arsenal de guerra lli de abril de
IK.M1.lenlo Jos Lamenha l.'ns, coronel presi.len-
\e.liernardo Pereira do Carino Jamar, vogal e
secrelario.
' i%0&
i&nctu

Uea: i*:: |>mo :
es hi4>lee.s ;
:l(i
,'-
v^ ipo
Rlt> DE JANEIRO 9 UE ABRIL.
Cotarcs offictat* da jnnii 'f eometom. I .amblo..Londres 27 l|2, 21 .1,|T, 27 :.|K a 90 dias.
Pars: :i.">2 a 00 .ua.. i.. <_.
M
-4
- ^>U,x<
y
No dia 21
on 22 deste mez
espera-sclosol
n vapor com,
rommandante-
Rivett, < qual
.1 'poi da ile-
mora do cosa-
las.
Ilamliurj..: 632 a ttlMias.
META ES E I TMmis PlIBLICOSt
29SS00 a 299600
UETAES. lineas da palria.
" a hespa nimias
Pecas de 6)400 ve
" Moedas de ?. .
Soberanos. .
" Pesos hespanlii.es .
o da palria ,
" l'alares.....
Apolicrsde 6".......
" provinriae
. 20S.VJO 29-jImO
tas. 1l.-?000
. 9;I100 *
. K^SIMI a 0.500O
. 1*110 -25000
. 1-020 o l>!lllll
. 19920 1*960
. 106a 07*:.
101 a 102
.ne -..:!, pa-
|Mirto< de San-Vi ni-
passageiros,
-ex C. ra
dessa
f'ornat do Commercio do Rio.]
^otoimeuto i>o p4.
Salios entrados no dia 16.
Km de Janeiro20 dias, patacho brasileiro Valen-
lea, de 130 toneladas, capilAo Joaquim Antonio
Imiicalves dos Sanios, cqnipagem 10, carga fari-
nha de mandioca e mai gneros ; a Caelano Cv-
iaco da C. M.
Ilarlingoc12 dias, escuna hnllandeza Anlren. de
11(1 Inileladasf capilAo A. A. Scbaafima, equipa-
gem ,, rarga genebn e mais gneros ; a (i. V
Brander a Brandis& Comnanhia.
Rio de Janeiro e BabiaOdias, vapor franrez ..C-
diz, commaudanle llugasl. Passagcirns.-Jos Por-
lino d Sa. (insl.ves Harrissoo, sua senliora c I
lidio, llenriqne JoAo He Briedei, sua seuhora c 1
lilho.
Sacias saiiiilos no mesmo dia.
New-York pelo Rio Crande do NorteBarca ingle-
za ,11 asno, capiUo William Slabb, carga assucar.
Passageire, Thnmaz J. Harding.
Araracn'Mate brasileiro Exalacao. msslrcjos
Joaquim Duarte, carga fosea 'as o mais gneros.
Passageiros, Anlouio Carneiro de Mesqufta, A Oto.
moda Silva, Prxedes Souriano da Cosa Cornei-
ro, Anlo.no Macaco, o padre Sicupira.
ParahibaBarca inglez.a Mary Anuo, capitao Tho-
maz MolTel. em lastro. Suspenden do lameirao.
ra South imptnn, lo. ndo 11
le, Teneriu", Madcira e Lib->a : pan
Irala se com o agentes Adamson ||ow
du Trapiche Novo 11. 2.
N- BOs cmhrulhos que pretenderen) mandar
para Soulliamplou deverao eslar na agencia dua
lloras antes de se fechar as malas, c depois des
hora nao se recebcr.i cmbrulho algum.
Companha
de iiaveyscrlo a vaporLu
.so-Braileira. ,
O agente Borja Tara leilao da bem ronhecida mas a ningoem, rom o fim de injuriar*, deshonrare
laherna sita na ra do Collegio n. 1(1, muilo afre- | desgracar : as.ini posto lemos qoasi certeza queo
guez ida para o mallo, constando de armarAo, lodos phflaotropico proprielario que 'nao he iicnhum Jae-
>.s gneros, espeeiarias e mais objeclos elr. existen- '/f< Ferrund, lora irninedialameiite por ludo em
tes na mesma, ludo em perfeilissimo estado ; a qual pralos limpos procesando ou chamando-os areipou-
sabilidnde. Qualquer que seja sua resolucao, podem
de-e.J''-C.re-rr''-Ue.r"'"r;i0 esmagados, quer por fas,
sera entregue pelo maior prero oflererido, visto nao
hayer limite nlgam, poi que be para liqnidarAo :
quinla-feira 17 do correnle as 11 horas da mau'ha.
AGENCIA DE I.EILOES.
quer por nefas, quer agora e qoer depois de mullos
auno. F.sla dito, ha de se ruinprir, pois qoe a ex-
Na rna da U. Ice de Dos I >o Recife el. t^S^!TT\ "ati,r"io- I" que veremos se
l."M o armoze.....o ^''nt'e de leil,e" V e, a da *- \ %& l^lmcT^'')''? ^^ 52"
' '""I-I ceben.....lasasq,,.....Mn + m\f!2ZttlZE!!"!!* ^r:mtl'
lli
va. un i(oai se rerenein todas as quididades de mor
cadurias para serem vendidas em leilAo na forma do
que dispoe o cdigo romsnereial, logo* que hajam
mercadonas 1 venda sera annonciado o dia do Ici-
lAo. as ordens dos roiiiimlenles sern exacta e pon-
lualmenlc rumpridas.
9t*io$ totto&.
lerem-se em c.misas de ..nie varas!! Com lempo
"quero qoe recebara, meus ultimo adeoses.
O vai as do Cabo.
Srs. redactores.Como fose atacado fortemen-
le da epidemia reinante, feudo soflrido doas grandes
recahidas de queja me acbo reslabelecido e livre de
perigu algum, sem que tivesse menor noticia de
meu estado nimba familia, que mora distante, para
onde presentemente nao me he poivel daqui Ihe
escrever, pelo que devera se adiar em grande cuida-
do, rogn-lhes,pois,teDh>ra a boodade de imprimir em
sen Diario estas linhas, afim de qoe melhormeiite
Ihe chegue a noticia de meu estado de saude presen-
temente, do que ll.e- serei summameDla grato. Bom
Jardim 15 de abril de 1836.O padre, Antonio Hy-
gino de llollauda Cavalcauli Chacn.
Precisase de urna ama forra ou captiva pan
JAI o dia
18 do cor-
renle espera-
re ueste por-
to o vapor /).
Pedro II,
.''"mmandan-
te o lenle
Niegas do O'
e depois da
compelen! e
demora se-
guir liara a
Babia e Rio de Janeiro : par., passageiros, drijam-
se ao agente Manuel Duart; Rodrigues, ru. da Tra-
piche 11. 96.
Para o Geara'
0 hiaio Nuvu-Olinda
nJaos.
Para lanuda com escala por ltcnguclla c Mos-
samedrsa barra portagaeza iProgressitaa, segu rom
toda a presteza ; recebe algumas miiiJez.ase passa-
geiros, para os quaes lem o mais acciados comiuo-
dos : trala-sc rom os consignatarios T. de Aqui jo
lonseca A. lilbo.'na roa do Vigario n. 10, ou com
o capitao o Sr. Paulo Antonio da Rocha, na pnca.
- i i ~L '''" "'" ',0, ,"'eiro ** com loda a brevi-
cial. em cumprimenlo da resoloctlo da junta da fa- r, ; l",r u'r P* ,la ca,-a prompla, e patacho Flor
zonda, manda razer publico qne no dia ,M do cor- /;"'"u. capiOJo Damin da Cosa Rosa: quem
quizer .allegar o reslo. entenda-sc com o consigna-
tario Manoel Alvea Guerra, ua ra do Trapiche
n. II. r
-'i,
^itsxr^.
O lllm. Sr. inspeelor da thesouraria provin-
a tratar com l'asso It -
reile vai novamente 1 praea para ser arrematados a
quem por menos lizer, ns mocero uecessarios no
empedramenlos das ardas do (iiqui.i ^estrada da Vic-
toria avalianosem i:ll-"ors.
E para constar se manden allixar o prsenle c 1111-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoonria provincial de Pernam-
buco, I"> de abril de I8'h. t secrelario,
A. /". rfi Annuiiciatio.
.O lllm.Sr. inspector da Ibetooraria provin-
cial, en. cumprimenlo da res.diie.lo da junta da
zenda, man !a fazer publico que no da 30 do cor-
renle, va. novamente a praea para ser arrematada,
a quem por menos lizer, a obra do em[ielr.mcnlo
que precisa fa.er-se no alerro dos AFogados, avaha-
da em 2.>:(HHI-(KIO rs.
E para constar ... mandou allixar o prsenle e 1 u
librar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria proxinrial de Pernera
buco, I o de abril de 1856. O secretario.
'',"'"io l-'crrcira da AnnuHciarao.
II lllm. sr. inspector da Ibcsouraria provin-
cial, em cumplimento da resoloi.ao da jimia da fd-
zenda, manda fazer publico que no dia 30 do corren-
le. vai novamente a prara para ser arrematados a
quem por menos lizer, os reparos do que precisara
. eadea c casa da cmara da cidade de Olinda, .va-
hados em 2:6400 rs.
E para constar s mandou 1 flizar o prsenle c nu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ibcsouraria provincial de l'ernam-
buco, Li de abril de IS.*. o secretario,
A. F. da Aimunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ibesnuraria
nal, em cumprimenlo da resolncflo da jun
nda, manda fazer publico que no dia 30 ..
rente vai novamente a prara para ser arrematada,
a quem mais der, a renda do -ilio na estrada de Be-
lein. avahada annualmeute em I70S r
A arremnlacAo sera leila por lempo de 25 inezes.
e-ronlardo 1 -dejuiiho do rorrenle auno, ao lim
de j.inlio de 1858.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. '
Secrelaiia da Uiesooraria provinrial de Peraam-
buro. I., de abril dn 1856. O secretorio,
A. F. da Annunciarao.
O Dr. Abilio Jos lavare da Silva. ,uiz de orph.ios
senles, nesla cidade ,1o Recife e sen termo,
por s. M. |. c C., que Dos guarde, ele.
I aro saber aos que o presente edilal virem, que
proreilendo-ss nesla juiz,, a arrccadai.io dos beiis
que licarem por falledraenlo dos subditos porlogue-
zes Joao .lose da Silva, Francisco Antonio de Oli-
xena, Vicente Jos Pereira. Antonio Marlins More-
no, Joaquim Gonealves Pereira Naves, Domingos
II n 1...., de Souza e Antonio de Carvalho Chaves, se
proceder a arremalarao dos mesmos heos em pre-
senta desle juizo no consolado de Portugal no dia
19 do correnle ao nieio dia.
E para que chegue ao conliecimenlo de lodos se
passou o pies, nte.qu" ser publicado pela imprensa.
I'ecife I .ii le abril de \H'i. Eu Caldillo Temislo-
eles Calo" il de Vasconeelloi n escrevi.
Abilio Jos acares da Silva.
provin-
1 da fa-
lo cor-
Para o uio de
Janeiro
SeglsB ((un |0,ia a brevidado por ler grande parle
do carregamento, obrgue nacional HRCULES:
para o reslo da carga, passageiros o esclavos a fre-
le, Irata-sc i-un iSovaes &C, na rita rio Train-
cite n. 3i.
.iranho e Para
Segu com brevidade o palhabnte Venase, rere-
be carga e passageiros a tratar com Caelano Cira-
co da C. M., 10 ladn do Corpo Santo 11. 25.
traiiho.
Segu no .Na is do .orrenie o patacho Sonta
Cruz, so recebe passaaeiros : a tratar com Caelano
Cynaco da C. M., 10 lado do Corpo Sanio n. 2.1.
PARA O KIO DE JANEIRO segne r,.. mulla
brevidade por ler grande parle de seu ra remen-
lo, uhem condecido patacho 11 Bom Jess, a de iiri-
meira marcha, para o reslo da rarga, se poilcrAo en-
tender rom usen proprielario Barlholomeo l.ouren-
ro, no rlapiche do algodfto, ou na ra da Madre de
Deo, u. 2.
O It) li i'..i !}-;t>i : :; ((i
ti senhor que no Marin. .11 de torca-fein pro
xima passada. apparereu re-pondendo" a pergunta
eila pelo Diario n. SO ; lonSC de allenuar o prore-
dimenio do qoarlo supplenle da primeira vara mu-
nicipal, Ihe urdi urna *alxra ; verilicando ser peior
a emenda doque o sondo.
Firma o responden le a curialidnde do despacho
por que se conceden ao advogado os da de .lenle,.
estando elle em andienda, no fado de se baver 1- casa de bomem solleiro, para cozinbar, coser, lavar
presentad,, a cota de doenle antes do laneamento e engommar para dua pessoa: quem se adiar nes-
E que lal / O procurador, que ollcreceu acola, las circumslancias dirija-se a roa ireila n. 22, refi-
era mai anligo ; devia fallar pnmeiro, e d'aqoi lira "acAo ou annnncie.
o juizo bom direilo do pdido Que importar ao '
juiz. que una parto venha priieiro que a oolra !
qnando o -en despacho .leve reyular-se pela lei e !
niio pelo farto de ebegafae primeirn a juizo. ou de
fallar primeira em observancia da ordem as aud-1
encias .'
. A queslao reduz-s- por lauto a saber : se os .lias
de doenle. pedidos por quem eslava bom, se deviam
conceder sem atlenrfio a serem pedidos antes de lan-
eamento, e para isso devia o juiz ler em vista, se el-
le poda prorogar os termos legaes e prorogar per
motivos que nao existan).
Agora aalba .. .Sr. respndante, que se o ha-
x e> -se pedidolos dios de doenle ardes do laneamen-
to, inolivou o deferimento, anles qne em audiencia
Atteii<;3,o.
Tendo de lindar o arrendamenlo do vinculo na
ilha de S. Miguel denominado l.ombo da Maia e
Ven Cruz : quem o pretender dinji-se a Passagem
da Magdalena estrada que segoe para o Coca o
primeiro sillo a direila,' a fallar cora o proprielario
Antonio Soares da Cuuba Nobre.
eorge Patcheit retira-se para Inglaterra.
Aluga-se urna grande casa lerrea. com quintal;
na roa da Soledade: a tratar no Manguind, sitio
de Ilerculano Alvea da Silva.
l'rerisa-se de um criado para Iralar de
Spparecesse a cola, ja por um requerimeulo fora de quintal e fazer as compra de urna cas de pouca fa-
ludien.-ia havia a parle contraria requerido, e as- milia. dando esle informacAo de soa condocta na
im Ihe fura deferido ; mas a presenra de um advo- ra du Cabuga, loja n. 11.
gado doenle
mlAo...... Ollererc-se nesla praea urna casa de familia
Ja v o respondenle, que se a sua regra 11A0 pode r'pal lni1" 8tn,|or de fora qne quizer mandar eus
justificar o juiz, se quem vem a juizo primero deve '' aprender os preparatorios com- prefeirAo,
ler bom deferimento, neste raso eslava a parle con- ratendo-sa todo zello cjcuidado a mediante serta paga
Iraria. nanlo ao dizer que 0 juramento do advoga-' *"*"' Procrese uc ra da Cadea dn B,r. >
,1o. que se diz doente deve altender-se. nislo con-1
as he preciso que o juramento nAo seja
em audiencia pode nuilo, e enlao, 1
roeure se nc ra da Cadeia do Bedfe'a
ose Comes Leal, que indicar a dita casa.
doslruido por laclo, cuno ., de apresentar se bom
.1 advogado, que se diz doente, e jura.'A queslan nao
vale una cachimba.! ; as colisas nao rorrem como
devem correr, mas romo s- quer, cueste caso, cho-
rara na cama, que he lugar quenle o
/'achola caes.
m
Deseja-se fallar com os credores dos finados
Francisco da Canha Gomes, Jos Joaquim de San-
ta Auna, Francisco Ferreira de Albuqoerque Nelle.
l-rancisco l-crreira Machado: na ra da Goia n. 64
2. andar. 1
Precia isc de urna ama forra para servir a 3
pessoas. que cumpre na ra, que cozinhe, engor-
me, ou una esersva para o mesmo ervico ; de um
prelo de meia idade para servico eilerno de orna
casi: a Iralar na ra Direila n. 91, primeiro andar.
Fugiii 110 dia |j do correnle o prelo Miguel,
de naeao Jlurarabique, sem barba, olhos muilo vi-
vos lem os signaes da narAo, estatata baisa reforcado
quan.lo anda he um punco corcovado, tem orna d-
cainz debaixo do queixo proveniente de gomma e
oulranapa por Ira proveneonle de urna estocada:
sabio vestido de camisa de algodAo e camisa de bie-
la encarnada por cima, ja usada ; roga-se as autori-
di,leque,o eaplurarem de o levar na ra estreiU
do Bosano n. 31, armazemde Jos Moreira da Silva
que generosamente recompensar.
Na ra dos Copiares n. 20, lava-se, en-
gomma-se, earmam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco do que em nutra qualquer parte.
Quem precisar de urna pessoa para escrpui-
rario ou cobranca, dirija-se a ra da Florentina
Ao Ilvm. Sr. Francisco Antonio da Cu-
nba Pereira, ila provincia do Cear, roga- ?
se que mande ultimar na ri.lade da Knrla- f
iff) le/a rom o Sr. Antonio de Oliveira Borges J
ft\ o negocio que Iraloo em Janeiro de 1851 5
liW na oa fazenda, Nova Olinda, do Ouricurx, \
(VS com uma pessoa da villa de Panlagua de /
' Piaubx ; visla que nAo fui ultimado na do \
Joazeiro com o Sr. Dr. Joao de Souza i!
(&. Reis, como bavia promellido ; alias de- .
TS clare o lugar cedo da sua residencia para J
<^) ser procurado, e niio ser incommodado. 6
ORDEN TERGEIR4 DE S.
FRANCISCO
_ 0 seiretatinda vcneravel ordem terceira de S. i casan, (i, a qualquer" hora do Jia que achara
Kranciscq desta cidade do Recife, por Mibeneio com quem tratar, ou annuncie
.la mesa regadora, convida ao Hvm. clero para ce-
lebrar missas na i;;reja da mesma ordem, (Jurante
a semana que decorre deil a 2 do correnle,
pelas almas dos qu fallecenm da epidemia, com
a esmolla de li?0'iO rs. Oulro sim, por ddibe-
rarao da mesma mesa couvida a seus ciiarissimos
irmaos em geral, a comparecorctn na nossa reja,
is S hur-s .la iiianliaa, e 7 da noilc .lo dia 27 do
rorrenle, paramentados de seus hbitos, para as-
sisrem a missa cantada e Te-Deum, em accao de
gracas, pelo decrescimciito do llagello que tao crtt-
elmente nos persegua.Joao Tarares Cordeiro,
secrelario interino.
O Sr. Francisco .los Alvos de Carvalho
quena anminrinr sua residencia, poi? que so Ibe
deseja fallara bem de seu nleressc.
Moje se ha de arrematar em praea pobliea por
venda, depois ,1a audiencia do Exm. S'r. Dr. jui/. do
Commercio, :l escravos pertenrent-s a viuva e mais
lierdeirosdo tinado Jos francisco Kibeiro de Soaza
a requerim-uto de Fortunato Cerdoso de Goova.
AO SR. ADMINISTRADOR DO COItKEIO.
. l'r'a leaidaejlo do paiz nenhum navio pode sa-
bir do porlo -em des-mbararo do rorreio, istn he.
sem levar mala ; e como lodos os das e infrinja
et le,, roga-se ao Sr. administrador do rorreio que
fara effertiva a responsabilidade da quem abusar.
A commissilo da cmara municipal fara expr
a venda carne para o ron-umo da capital do dia 17
do corrente em dianle. pelo preco de l:t e li pata-
cas cada arroba, ou I It) e 1:10 rs'por luir.
Engomaaa-ac e lava-sc de barrella e sabio
muilobex, a em cania ; assim como secasen cami-
sas de peito h-ances, e ceroalas : quem qui/.er diri-
la-se ao cacado Ramo*, sobrado de Jos Hygino de
Miranda, segundo andar.
Roga-se pela segunda ve/, r-n-areci lamente a
tilma. Sn. D. Mana S -verina .11 Rocha Lina e a *cu
mano o lllm. Sr. Jos l.tii/. de Calda Lin, morado,
res na ri.lade do Rio-Pormoso, digoem n responder
as crias que se Ibes tem dirigido, pois nessas cara
nenhuma esmola se Ibes tm pedido, e sim imam
das dividas adivas de meu fallec lo pal Jos Amo-
nio Alvea da Silva, as quaes j foram parlilliada.
Recife Ifi de abril de 1856.A. P. da S. Lopes.
Ollerece-se un rapar. I, isileir,
de cobranca. nesla pr.,<;a, ,i
qqcm qaizer annuncio.
I'reci-a-sede uma un para iralar de um me-
nino : na ra Direila, casa 11. 120, segundreandar.
As pessoa. qc neces-ilarcm dos braballios la
rompanhia da desinfeccao para .icsinfeclarem suas
rasa, qneiram se dirigir a morad, do abano assig-
nado, rna da Cruz n. SO, visto ser actualmente o
nico eucarregado pela mesma companha para o
Irabalbo dos qualro bairros.
I,ui Pe.lro das Neves Jnior.
O Sr. que por ensao, na larde de H do cor-
renle, levou de uma casa da ra da Aurora um cha-
pe em lugar do sen, digne-as, de na mesan mon-
da, sem peda de lempo, desfa/er a troca.
Ollerece-s' um moco porlugu/ para caiujro,
saliendo ler, escrever e contar, servindo para qual-
quer el ibelecimeolo, que nao seja taberna :.qucn
precisar annuncie por esle jornal.
Desappaneeu ou rurtaaam da ra de Apollo
um eavallo pedrez, com mu pedacu do asco da man
esquerda corlado, com duus caroro no e-pinbar 1.
malfeito por Ira/., de i .manilo recular, seeco : quem
o peear leve-o a tabernaria Dmingo* da Silva Cam-
pos, in ra das Cruza, que se gratificara.
Prerisa-sc de um porlugur/. para sillo, que 011-
leinla de plaa de rapi.n ; o silio he no arrah.ilde
desla cidade : quem pretender. .I.nja-so a eoehein
confronte 10 telheiro dos eanoeiras .la rna Nova.
i'recisa-se de dous honicns para Iraialhar em
carracas : 110 paleo do Carmo, sobrado n.:!, por ri-
ma da botica.
para ser procu-
e uma ama secca : na ra Bella
para raixeiru
bous conhcrimeulos:
rado.
Precisa-so d
n. 24.
Precisa-so de uma-ama de lei te forra 011
captiva, sem vicios nem achaques, e que toiiha
boa condula, paga-se bem no paleo do Hospital
n. 26, .obrado.
Qaem precisar de ema ama com mnito bom
leile, dirija-se a ra do Queimado, loja n. 14,
Patn Nash A, Companhia declaram qoe Joao
Pedro Jcus de Malta deisou de ser seo caiseiro des-
de hontem 11 do corrente mez. Recife IS de abril
de 1836.
Pneisa-aa alagar uma ama forra on captiva,
para fater .1 servico de casa e rna, paga-*c bem : na
roa do IJueirnadg 11. 7.
Quem liver alguma escrava que engorante e
cozinhe bem, e quizer alagar, annoncie para ser pro-
curado. ,
I'm bomem solleiro precisa de uma cozioheira
ou cozint.eiro. p.ga-se bem i visla de seu trabalho :
na ra do tjueima.ln n. 38.
CURSO DR PBILOSOPHIA POR BARBE.
Esla a sahir do prelo a primeira parte desla ercel-
lenle ubra, Ira.lu/ida dofrancez por JoSo M. M. Na-
varro, a qual torna-se muiiarerommendave aos qoe
principiam o esludo da philosopbia, pela sua clareza
e concisflo. Rece!, -m-se assignaluras nesla Ivpoara-
phia, sendo a 23OOO para os asignantes, e 'iljOOO a
vuIsps, promellendo-se at o firo do anno dar-se a
conciusAo do curso.J. M. M. .
AO PUBLICO.
Joaquioa .urenca de Cuna, professora particular
aulorisada pelo governo da provincia, avisa aos pas
de suas alumnas. que mu.I ju a sua aula pan o so-
brado immedialo ao em que resida, na rna de Har-
tas, e se acha com a sua aula ja berta : lambem
ciealiuaa aos pais de familias, que ella esl prompla
a receber pensionistas e educa-las, no que he eon-
cernenle a uma seuhora. para cuja larefa j tem de-
signado conwnodos sullicienles em sua casa. Jolga
dosuecessario reiterar o zelo, assidoidade e esmero,
que a antiiinciar.le ha temple lomado no ensino de
oas alumna. vislo como a pralica de muitos annos
o lom evboberantemciitc provado.
Predsa-se de um Sr. padre para capello de
um cngcnbo e para ensinar uns meninos a primei-
ras lellras, pedo da prara : o Sr. padre que quier,
pode dirigir-se a ra de Horta n. 111.
A directora do rollegio da Conceirao oa Craz
de Almas, participa as familias que se tinham pro-
posto anles da iiivasio nel cidade do cholera, de
mandar meninas para aquelle collegio, que o podem
desde aeora fazer, pois esl resolvida a recebe-lis,
por confiar na prolecc.a'o da divina palrona do men-
cionado collegio.al boje ao abrigo daquelle flagello.
Precisa se ,!c 11111 feitor bom hortelao : quem
esliver ueste caso, dirija-se 1 Cruz de Almas ao col-
legio.la Coneeiclto ; alli -lambern se precisa de um
criado quo seiba comprar, e d fiador a sua conduela.
Engomma-se roupa com loda a perfeiejo e
promplidao : 110 becco de Joao francisco n. 7.
. Chrisliani \ Irmo declarara que o Sr. Jos
leliciano Machado deixou de ser seu caixeirn desde
o dia IS do rorrenle.
Aluga-se o terreiro andar da casa n. 40 d roa
,1a Cruz du Recife : no primeiro andar da mesma
casa se darlo as informarnos iiecessarias.
l'recisa-sc arrender um engenho que seja para
0 sal, disiento deaUcidado al 10 legoas, equees*
leja em bom calado, capaz de moer ; d-se preferea-
riaao que for de agua : quem o liver para arren-
dar. ,lirija-se a loja de far.endas da esquina da roa
do It.ingol.
I'recisa-se alngar um prelo pira uma padiria
.le penco servico. embora nilo saiba trabalhar, paga-
se bem : na ra de Mondego, padara do Saraiva
11. 95.
Preeisa-ee alagar unta olaria que seja na mar-
gem do rio Capibaribe. ou no ti qui : quem liver
anniineic para ser procurado.
t-hegou o superior doce de goiaba e arara feito
emtiaipi: ss pessoas que tinham encommendado
apparecatn na ra das Cruzas o. lo
O anaiio assignado faz publico por este jornal
que
freg
rife, um escravo riioul
de idade :|.", anuos, pouro mais an menos, diz que foi! Aluga-se um pequeo irmazem na Iravessa da
Captivo de Cosme Ferreira de Souza, morador o lu | Senzala Velha, com estrado e prele forradas do
Bar denominado Agua-branca, comarca da cidade de madeira, que servio de deposito do couros, podendo
Nazarelh, e que seu senhor Cosme Kerreirade Souza [ ler onln qualquer applira^ao : tratase na loja con-
e sua senliora Hara dr Sanl'Auna, e tres lllnnlios ligua, rna da Cadeia do Recife 11. ,">0, esquina da re-
menores lodos foram victimas do cholera : porlau- I lerida Iravessa.
lo. quem julgar-secom direilu em dito escravo ha-1 _
bilile-se rom certid.lo e juslificacOes das anleridades,'
appareceu no sen engenho Pindobinh. silo ZT '"""^ ''6 ,dM ''u,li(,,-
ueziadeS. I.ourenro da Malla, comarco do n*'1P** ,r,tar "" PraC d Independen-
que d-z chnmar-se Jolo, j
une tes
;
\
O vapor lo-
vantins, com-
maudanle o ra-
pililo ne trafi-
la t. Mance-
bo, ispora-se
dos por loado
,urte a 20 {do
,\ rm.. ule. em
'*;"S'iS*. -'"'""ulopa-
""^.' : I a ra MareJ, l!a-
: ; liia e Rio de
Janeiro: agencia, ruado IVapirhe n. 10, segundo
indar.
x.
h
\
:
(U
(I0f0.
o
O asente Borja far Idlao em sen armazein,
na ra do Qollegio n. 15, de uma grande qunnlidade
le obras fe marriiieiii nova e usadas, c oulros
muilo ofijerlu de diversas qualula les, que seria en-
laounliujueucioiia-los, os quaes se acharAo palenles
no mesma arma/., 111 para evanie dos senhure pre-
leudeiites e s enlregarao sem recusa de qualquer
prero oricrendo, x isla que u3,i ha limile : seda-rcira
18 do qorrcnle, as ti horas da manhaa.
0 appnreca em cna do annnnctanle que fara nego-
cio. 11 annuneianle declara, qne nao se resnoosabili-
sa pela morte nu fuga que pns-.i rpparecer. Enge-
nho Pindobinba I i da abril de 1836.
Jos l.uiz de Andrade Cima.
Par ama de casa ,le bomem solleiro ofierece-se
uma mnlher branca, viuva de honestos costme* -
na ra Relia 11. _'.
Ainda esl para alagar a rasi em Olinda, 111
ladeira da Misericordia n. I, piulada e*aada de
novo, esla desinfectada, na,, morrea ninguem de dio-
ler.'i-iniirhus: a Tallar na ruado Rangel o. ai, a
qualqner hora.
Ofierece-se um rapaz poduguez parreaiteira
de padaria, ,1o que lem bailante pralica, e da liador
1 sua ronla : quem ,> pretender, .dirija-se a praea
.la Independencia, I 1 n. 10, qae achara com quein
Iratar.
I'recisa-se alugar un sobrada de um andar
poiem quer-sc com a loja. 011 uma casa le rea com
solao cni boa 1 ua : quem liver aniiuiicie s
AVISO PARTICULAR.
Ao opulento proprielario do engenho Madapagi- 3
lio. ao bumaiiissiino Sr. covtmelidador Vuloiiin de
Siqueira Cavalcanti, nao Ihe saltana a idea de del-
xar iosepuiloqoaloner al'iir...... pagio que se suici-
darse, quinto mais 1 aquellcs baptizados que por
vonlade dn Deas une adora pereeessem do ehotera-
mnrfius'.' lie porlant < uma calumhia atroz qoe Ihe
querem irrogar, quaudo nesle mesmo jornal de 13
lo corrento o correspondente do Cabo"* rhcgou ou-
sar dizer que o Sr. padre l'aschoal Corbii havia-lhe
O abaito assignado avisa ao respdlavel pobli-
co, que ,ni 1,01 a ,oa residencia da roa do Padre
Floriona n. (i, para a ra Direila n. 39, aonde po-
llera ser procurado.
Antonio Pereira Lagos Cuimarilcs.
s'iu i 'ovan, ai2. 'efioiite
(i;; ; ;>:: i^w.
L. Dilourlie lem a honra de innuuciar, que aca-
ba de recebar rdodos ameriemos com campa, dilos
francezes eam eaiza, ditos de algibeira, correntes,
chaves, caitas de msica, por preco muilo cm ronla.
Enearrega-ee de lodos o colicortos perlencentes a
sua arte, rom perfeic1o e muita brevidade, visto qoe
rslao Irrs pe'soas a trabalhar.
' ::-.r>^^Sil

-i.
'VIMIO E OPIATO WTI-CHO- i

DI)
DU ANTDNES.
Estes dous medicamentos conhecidos por St)
' .....- grande resultados, no tralamento do a
CHOI.ERV. vendeni-se, acompanhados da *
S um lolhelo, na |iliarmaciade Lata Pedradas
'" Nevea, ra da Cruz n. ."i0. 9
9 Preso de vidros e 1 folheto :l>0o0, de m
t) I caixa 7.)000.
1
noliciadu que por minio lempo deisou de beber agua l"'i"ll'k5 L' UH"If JLtljc
do Pirapama,porque naquelle engenho alraram no \ Um lindo e variado -m 1 miento de modellos para
rto cadarees de cholericos'. Nao, isso he nma raen- varanda e gradara de gosto modernissimo : na
lira de grosno calibre, de que nAo .leve elle soflrer,! fundirlo da Aurora, em Santo Amaro,e no deposi-
lanlo mais quaudo nuuca imputen falsamente accts | to da mesma, na ra do liruin.
MTLTI5"
ILEGIVEL


DIARIO O* nRMIliRDI QUiNTA Ft|M 17 til ABRIL Ot 1856
Terceira edi^ao.
TRATAIEITO HOIOPATHICO.
Preservativo c curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
pelos DRS.
inslrurrao aopovoparase podereorardjfla entrmidade, administrndoos; remedios man ellicazes
paraalalha-U.emouaiUosrecorreaoinedic.soumesmoparacura-UicidapciideiilcdcsIe.nosluRares
.m que .^^^ M P0K1UCUEZ PELO DR. I>. A. LOBO MOSCOZO.
Eslsdons opsculo fonlm a uidi.aroesmais datase prensas, e pela MU simplese concisa eiposi
0o e.taao airan, e de lodas as uilelligencias, nao cipalmenle a..s preservativo* q<> lemdado os mais satis/actoriosresollados em loda a parle ID que
lies lem ido poslosero pratic. ...
Sndoolrlamnl!>'n0Pth,ro,\alVco.qu,/Bm.dadosri,n*,<',r*s,1<,osnocuralivodelahorii-
velaofermidade, jaleamos propusilo Iraduz.r restes dous importarles opsculos em lingua veniaci-
la, para desl'artc facilar a sua leitura a quem ignore o Irancer.
Veode-s. uuicameule no Consultorio do traductor, ra No n.32, por 05000. Veodein-sc lamhem
medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de lindura I."), urna dita de :|0 tubos com
ro e 2 frascos da tintura rs. 2o9000. ______
JHI !! MI .
I PUDRAS MBOOSAS- L
X Adere eos de brilhanles, *
J diamantes perolas, pul- .'.
S 1 ciras, allineles, brincos *
I e roalas, hotoes e anneis *:
2j de dilTerenles gostos e de J
9 diversas pedras de valor. *
1 *
J Compran), vendem ou *
* Irocam prata, ooro, bri- S
% Ihanles.iliamaolesepero- 3
a las, outras quaesquer ;
J joias de valor, a dinlieiro *
Sou por obras.
_. ****' :<* *:. a-"* < <: .?.
MOREIRA 4 DUARTE.
I.OJA DI III l',!VFS
Rua do Cabuga' n. 7.
Receben! por to-
dosos vapresela Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
Mi de Frang como
*.
.i
* >l lio i: PRATA-
*s ______
.o Acerceos completos de
*> ouro, meios ditos, pulcei-
* ras, alfiuetes, brincos e
roletas, cordes, Irance-
lins, medalhas, corrciiles
e enfeiles para reloein, c
... outros muilos objeclos de
i- ouro.
Apparellios completos,
' de prata, para cha, ban-
dejas, salvas, caslicaes,
col llore de sopa e dech,
* o muilos outros objeclos
:. do prata.
. >*" : i : : ':>:!
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o eommodo como eostumam.
REPERTORIO DO IEDIG
HOMEOPATHA.
EXTRAUIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordem alphabetica, com a descripcao
abreviada de todas as molestias, a indicarlo phvsio-
loqica a Iherapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo ile achilo e coucordancia,
seguido de um diccionario da significarlo de lodos
oa termos de medicina a cirurgia, a posto ao alcauce
da* pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. asignante poden) mandar buscaros sen
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
i A HMEOFATHIA E 0
2 CHOLERA. |
r nico tratamento preservativo c g
curativo do cholera-inorlnis,. 9
Q PE [.O DUUTOK ($
A Sabino OlegarioLudget o Pinho irft
Segunda edicrao. 7Z
;* benevolencia com que foi aeolhida pe- 4
4*J| lo publicoi primeira ediccao deste opus- m
2 calo, escotada no curto espacode dous me- x
tes nos iuduzio a reimpressao* .v)
Cu*|o de cada eiemplar......IjOOO
Carteiras completas para o trata-
meuto do cholera e de muitas ou-
tras molestias, a..........303000
Meias carteiras..........tligOOO
Os medicamentos sao os melliores possiveis.
Consultorio central homeopalhico, roa
de Sauto Amaro ,Muutlo-fVovo< n. t.
Roubo.
O abaixo assignaJo prometa gratificar genero-
samente os Srs. relojooiros, outives, inspectores
dcquarluirao ou oulra qualquer pessoa, que po-
der descobrir o roubo rciloem sua casa, na noile
do 1 do crrante, na Iravessa da Madre de Dos,
de um rclogio de ouro patente suisso n. 3-i2-. de
[etiu cok-rta, sendo esta raza por liaixo o ovada
por cima, esmaltado do ambos os lados com vivos
de azul o branco, sobre o mesmo esmalte urna cor-
renlo de ouro nglez (mas nao das modernas; de
elos miudinhos e lapidados, com o encadeado mili-
to unido, e mais um chave de ouro de formato
grande e oilavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar quebrada na pona : por isso recommen-
da a pessoa que algum destes objectos descobrir,
annuncic para ser procurado, ou dirija-se ao an-
nunciante, na mesmo Iravessa n. 18; para ser gra-
tificado.Joaqun) Amonio Goncalies da Rocha..
i
I
i
0
O 59 A,
confronte ao Rosario em Santo Anlofio, avisa aos
cus freguezes, que j recebeu o vordadeiro extracto
do absynlhe da l'russia.
lustritc^ao moral Je reli
yi'isa.
Ksie compendio de historia sagrada, que foi ap-
-^^5>-^-^^:^V>5^^ provado para nstruccao primaria, lundo-se vendi-
do antes da approvacau a lG0O rs., passa a ser
andido a 13U00: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Preeisa-se alugar um pequeo sitio porto
dena cidade, o qual lenba lugar para guardar um
cavallo, e que nao seja prximo a charco ou agua
estagnada, e se tiver casa assobiadada, melhor ser :
na livraria ns. 6c 8, da praca da Independencia.
Alteiieac, i
_Ouem liver.e quizer arrendar um'silio perlo da
cidade de Olinda, o qual leuha boa ajjua, baua para
capim, e commodos para I oo ti bui.s,annuncie para
ser procurado, ou rnlenda-se com o Sr. l)r. Joflo
Lins Ciivalcanli de Albuqoerque, na cjdade do Reci-
Te, ou com Jeronynio de Albuquerque Mello, no seu
engenho Kamos, em Pao d'Alho. Adverte-se que,
se o sitio for junto a estrada que vai de Oliuda para
o norte sera preferido, e paps-se mais do que valer.
*:>*
| l JANE, DE\TISTA, 2
9 continua a residir ua ra .Nova n. 19, primei- ai
f) ro andar.
Na casa da residencia do Dr. Uureiro, na ra
da Modada, defronledo Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, que nao traga comsiRo o filho,
que tiver, de peilo. '
Associa^fto Coiimierci]
eoefcentei
CASA DOS EXPOSTOS.
I'recisa-se de amas para amamenlar cri.mcas na
casa dos exposlos : pessoa que a isso se querr de- ,
dicar, leudo as haliililacoes uacessariafj dirija-se a .
mesrda, no paleo do Paraizo, que .hi achara com
quem tratar.
AKREM>AMENTO.
A loja a armazem da casa n. 55 da ra da Cadeia
do Recite junto ao arco da Conceico, acha-se desoc- '
capada, e arrenda-se para qualquer astabelecimaalo
em ponto grande, para o qual tem commodos soli- I
cientaa : os preteodentes eo(ender-se-hao com Jo3o i
Nepomuceno Barroso, noaeguudo andar la casa D.
57, na mesrua roa.
PUBL1CACA0' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicacao aerii sem duvida da uliliil le aos
principiantes que se quizercm dedicar ao eiercicio
do foro, pois nella encontraran por ordem alphabe-
tica as principaes a mais frequentes oceurrencias ci-
vil, orphanologieas, commerciaes e ecclesiasticas do
nosso foro, com as remissSes das ordenacoes, leis,
avisos a reglamentos por qoe se res o* Brasil, a
bem assim esoluces dos Praxistas anlisos e moder-
nos em que se Tirmaro. Contm semelhautemente
as decisfies das jaestoes sobre sizas, sellos, telhose
noos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
colleccao de nossas leis a avisos nvulsos. Consta-
n de dous volumesem oilavo, grande francez, eo
prtmeiro saino luz a esta venda por 8 Da loja de
livrosn. fi a 8 da praca da Independencia. Os se-
nhores subscriptores desta poblicac,ao existentes em
I eruambuco, podem procurar o primeiro volume
na loja de hvros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula brilo. praca da
la>ostiluic,ao; do Mnrauho, casa do Sr. Joaquim
Marques nodrisues; c no Cear, casa do Sr. J. Jo-
so de Oliveira.
A comraissao oncarregada pela Aisocac.ao Com-
mercial Benehcentepara distribuir soccorros sclas-
ses uecessiladas do bairro do Recife, faz saber a
quem se adiar nessas circumstancias, que pude pro-
TWI ar z ., 1- curara q ualquer de seus membros em suas residen-
ifiaSSa HlllllMIl- "M -*'> leiignadaa a qualquer hora. A comjnis.
!saoelando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
rorros para bem desempenhar a miso que Ihc foi
confiada, roga as pessoas que liverem conhecimenlo
da que qualquer pessoa em suas visinhanras se ada
no caso de precisar de soccorro, mas que"por qual-
quer circunstancia nao opossa solicitar, qaeiram ler
a bondade de assim Ih'o indicar, alimde prompta-
mentesercm ministrados os neressarios auxilios.
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo n, ,'10.
JoscTeiieira Bastos, roa do Trapiche n. 17.
Joio da Silva Recadas, ra do Vigaro n. 4.
tina.
f raneasen Pinto Ozorio chumba denles com a vor-
ladaira massa adamantina a applica venlbsas pela
atfacsio. do ar : pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n, 2.
Gummis-sao (Je ijeiu ficen-
ca da freguezia
5^. Antonio
A commsso abaixo assignada da freguezia de
S. Antonio, ancarregada por parle da associacao
commercial beneficenle de soccorrer a pobreza, avi-
sa as pessoas desvalidas que precisa rem de soccor-
ros, queiram entender-se a qualquer hora, na ra
Nova n. 7, casa de Antonio Auguso da Fonneca,
na roa do Trapiche n. 40, de Thomaz du Paria,
una mesma ra n. 36, de Salusliano de Aquino
Ferrcira. Pornambuco 25 de fevereiio de 1856.
Salusliano de Aquino Ferreira.Antonio Au-
gusto da Fonseca.Thomaz de Faria.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos blhetcs da lotera 1*
da matriz da Parahibuna, que devia correr de 7 a
Odocorrenle: os premios al 4.0008000 rs.,
sarao pagos adistribuicao das listas.
NORAT & IRMAS,
Ra da Aurora n. 58, primeiro andar.
Tem a honra de participar ao rspeita-
1 el publro dista cidade o com especialida-
2 de aos seus freguezes, que possuem pre-
0 sentemente o mais rico c completo sorti-
A memo das mais linas e delicadas obras de
^ bnlhante, perola e ouro, como at o prc-
9 sent nao tem appareddo nesta praca ; o
g amaneara a lodos o mais mdico prec por-
IQ) que vender se poda, obras de gosto 'o mais
(A apurado: os mesmosdesejam ardenteinen-
le que o respeitavel publico nao dcixc de
ir lanpr as vistas sobro as suas obras,
al.mdaqucseja condecida a verdade do
'|uo encerrara estas poucas pal.vras.
i
i
I
Aseociacao Couimereiia
Beficente.
A commissao nomeada pela Associacao Commer-
cial Beneficeote desta praja, com o fin de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas da freguezia da
Boa-Vista, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em taes circumstancias, de pro-
curar a JoSo Malheus, ra da matriz n. 18; Manuel
leixeira Baslos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da manhda s .. e a larde das horas em diaute :
em caso urgente, porcm, serio soccorridosprompta-
meute a qualquer hora. A commissao desejando
acertar na forma de distribuir ossoccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais conhccida
desta freguezia que liverem perfeita sciencia do es-
tado de precisao de qualquer familia, se dignam de
a iuformar ahm de ser com promplidao allcndida.
Recirc 33 de fevereiro de 1850.Joao Malheus, Ma-
noel leixeira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
Troi-am-sc notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Necessila-se de duas pessoas para o servico in-
terno de urna casa eslrangeira, orna que cozinhe c
engomme e oulra que emenda de costura : na ra
Nova n. 17.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba engommar : na ra do Jlosnjcio
n. :i.
n
-Candida Mara da Paixo Rocha, professora
particular de instrucco primaria, residente na ra
do Vigano do bairro do Recife, faz sciente aos
pas de suas alumnas. que acha-se aberla sua au-
la, na qual contina a ensinar as materias do cos-
tme, e admiti pensionistas, meio-pensionistas e
externa, por procos razoaveis.
ia7- arnll! T cri,do mo5- qe sa'hi bo-
laar na roa do CoHeglo u. 05" primai?u ,ndar
~, ir.ei.5enalagarJum Mcravo P seriSo de ca-
ja ^ a tratar na roa do Trapiche n. 16, segundo an-
AO PIBLICO.
No armazura de fazendas baratas, ra do ||
t'.ollegio n. 2,
vendo-fe um completo snrlmcnto de fa- 'g
/ondas linas c grossas, por mais barato 25.
procos do que em oulra i|ualquer parte, M
tanlo em pon;ocs corno 'a retamo, aHian- 3
cando-se aos compradores um sii preco ,'-
:f para todos: osle cslabclncimento obrio-so S
Iff, de coinliiiicu cun a niaior parlo das ca- yf
^ sas cummorciac?. ingle/.as, francezas, alie- ^
5f maos o suissas, para vender fazendas mais S
tem conla do que se tem vendido, a por isto S}
ollerecam elle maiores vanlagens do que WL
oulro qualquer; o proprietario deste im- 8
portante estabeleciment convida lodos |
S os seus patricios, a ao publico em goral, ffi
I para que venham (a bem dos seus inte- |
SS re-sses) comprar fazendas baratas: no ar- 13
9 mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- S
J^ Ionio Lu/, dos Santos & Rolim.
Wmatimmmmmmmmmmm
Quem tiver para alugar escravos para o ser-
vico de engenho aononcie para ser procurado.
Em da de Pascoa, fugio do sitio da Tamari-
ncira, collegio da Conccicao na Cruz de Almas, o ne-
gro Joaquim, de idade 15 anuos. RMMMi boa estatu-
ra, meio zaimbo das pernas, quebrado da verilha
direila, cujo volume he uraudc bstanle, lie de ua-
c,io : promelle-se a qualquer que o capturar, gene-
rosa compensacAo, ja que a polica mi cura dcstas
cousas.
AVISO
RA LARGA DO ROSARIO.
antiga ra doi Quarteii.
J.PRADINES.
rniLEino-uniEiiio.
Tem a honra de fa/cr sciente au respeitavel pu-
blico e principalmente a seus freguezes, que elle
abri de novo sua oicna, e que se acha prnmpto
para qualquer mister de sua profisso. c que faz as
amolacoes lodos os das.
Aproveitaessa occasiao para previnir as pessoas
que deixaram thesouras, navalhas c outros objec-
los para amulare concertar, al o fim de de/embio
de 1855, que os venham buscar quantn antes, se-
naosurao vendidos para a paga dos ditos concerns.
De hojeen) diante nao ficarao os objeclos para
concertar ou amular mais de dous mezes, porque
pastado esse lempo, serio vendidos para paga do
trabalho.
AVISO
aos negociantes em madeiras e outros prelen-
denjes.
Hoferiido-se a seus annuncios do mez de se-
terabro do anuo passado, a respeito de contratos de
madeiras para a estrada de ferro do Recife ao Rio
de S. Francisco, o empreileiro da dila estrada Gc-
orge Furness, pelo presente avisa aos negociantes
em madeiras e quem mais possa interessar, que
desde j recebe propostas para contratos de madei-
ras quadradas doqualidades maisdurajouras e das
dimensoes segttintes : 15, 12, 9 o 6 polegadasde
grossura, e de 10 a 30 pus de compriraenlo, ludo
medida ngleza.
Tambera se reibe amostras de dormentes (slec-
pers) dasseguinlesdmensiles e formas, (medida
ngleza).
\> polegadas.
Cada proposla deve ser acompanbada dos nomes
por extenso dos pretundenlas, e a quantidade de
madeiras que podera! contratar.
O preco dos dormentes deve ser estipulado por
cada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
jar da estrada, desde o Recife at a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreileiro.
Advcrte-se que os pretendentes devem dar urna
garanta competente em como podem cumprir com
os seus contratos.
Para outras informaeoes podem os pretendentes
dirigir-so a ra do Trapiche n. 12, segundo an-
dar, escriptorio de Oeorge Furness.
O Dr. \ cente Pereira do Reg participa aos
seus amigse constituintes, que transferio o seu
escripto/io de advocada para a ruado (Indinado
n. 46, primeiro andar, onde pode sor consultado
das 10 horas da manhaa emdianle.
Cidade da Victoria.
Joao Francisco Coeio Bitancourl, advogado for-
mado em direito, residente na referida cidade, ofle-
rece o seo presumo no foro, tanto civelcomo rime,
a qualquer pessoa qoe delle se queira nlilisar, pro-
testando ser puntual no desempenho de seus deveres.
Isualmeule trata de cobrancas, lano amigaveis como
judiciaes,
ATTENCO
Anda continua a estar fgida desde o dia 17
do mez de fevereiro do anuo presente a cscrava
Joaquina de uaco,com ossiguese segnintes;alla,sec-
ca.cara descarnada,|falta de denles, pernas arqueadas,
' poucas vezes deixa o cachimbo) coja negra tuaio em
compauhia de um soldado do dcimo bntalhao, o
quaj se acha desertor e chama-se Manoel Joaquim
da Silva, he crioulo, moco, cara redonda, olhos
grandes, ;healgoma cousa relaxado.) A negra foi
captiva por muilos annos de urna Sr. viuva mora-
dora em Panellas de Miranda, cuja Sr." anda exis-
te no mesmo lugar, c a uegra ah deixoii um lilho,
porem forro : pot tanto, roga-se as autoridades pu-
liciaes e capilies de campo, a captura desta escrava,
levando-a a seu senhor Manoel .Ferreira Chaves na
ruada Gloria, na Boa-Vista, casa n. !IS.
STO@^@^-@ @-@@&
I recisa-se de uina pessoa liberta, prela /A
oq parda, para tralar de urna crianca de W
2 aiinosj 110 pateo do Carino sobrado'n. II
Candida Rosa da Costa Mctt. directora do
collegio N.sS. da Divina Providencia, participa ao
respeitavel publico, que se retira para F.uropa, apro-
veilando esta occasiao para lazer sciente que se nao
julga dovedora, |>orcm se algoein se julgar credor
anda mesmo de qualquer quanlia, queira ter a bon-
dade ile appareccr no aterro da Boa-Vista n. 8 para
ser inimedialamcnle -alisfcila, como lambejn apro-
veita este eosejo para fazer saber a todas as pessoas
que the silo devedoras, que queiram l.r a bondade
de ir ou mandar satisfazer, so tendo para isto 'I dia*
contados da dala deste, e estes passados, seio os
seus nomes declarados por exlenso nesta mesma fo-
Iha. Recife 14 de abril de 1836.
Por ordem do III111. Sr. provedor se annuncia,
que em consequencia da r*fola(Io supra, lomada
peta junta administrativa, iienliuin duentc pode ser
aluminio no hospital sem precederem as formalida-
des prescriplas pelos eslatulos.O secretario.
M. F. de Souza Barbosa.
^0 CONSULTORIO HOMO 8
| PATUCO. 9
!v Ra das Cruzcs n 28
W Continiia-se a veuder os mais acreditados
^J medicamentos dos Srs. Castellan e XVeber,
em tinturas eem glbulos, carteiras de lo-
'^) dos os lamanhosmuito em ennla.
S Tubos avulsos a 500, 8IKI e isOOtl.
w 1 0115a de tintura. .' jnXVI
(Si Tubos e frascos vazio-, rolhas de cortiiia A
^ P"a lubos, e tudo qiianin he necessario pl- ^
Hpy ra o uso da homiropathia. (S)
MMSS S@S
Na ra da Madre de l)em n. :is, existe om ar-
mazem aonde e aluc?m cariocas potadas a boi para
conduzir uiateriaes ou gneros de estivas, fazeodas,
ferro, ele...c lamhem se fornecem pipas com agua
para quarleise hospilaes : (rala-se com Fin lino J.
F. da Rosa all ou na ma do Vicario por cim;i do es-
criplorio do Sr. Thomaz de A. V. c\ Filho, Jiinla-
mente comjirsm-se bois que lenhaui sido de Carroca
e estejam magros e vaccas de leile, sendo por procos
banos, e urna curruca das que pagan em pipa por
balso.
Ollcrere-sc una pessoa para eicripturariu de
qualquer Dr. ou advogado : quem precisar dIrija-se
a ra do (Jueimado n. -Jll que se dir quem pre-
tender.
aaaaaaa aaaaaaaaa
a Velas stuarinas, [mdras de marmore para
mesas, papel de peso inglcz, papel de em-
t
liriilho, oleo de linhaca om botijas, chico-
&0tnjmt$*
Comprara-se notas do Banco do Brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-sejuma prela que seja boa cozinheira e
engommadeira : na ra do Collegio d. ">, primeiro
andar.
Cnmpra-se um cavallo gordo para cabriole!:
quem tiver annuncie.
Compram-se garrafas das que vem rom cer-
veja branca a (0 rs. cada orna e c paleo do Carmo esquina'da ru de Hurlas n. i
Compramse 20 ou 40 acues da Compauhia de
Beberibe : na ra da Sensata .Nova n. jo, primeiro
andar.
Compra-se urna casa terrea que seja mu lo boa.
sendo na Boa-VUla ou em Sanio Antonio, e em boa
rua : quem quizer vender, dirija-se a ra do Cres-
po, loja n. 8.
-----------------------------L
&at)a&
Q


Aluga-se a loja do sobrado de dous anda-
res n. 26, no pateo do Terco a iratar C(jm ^|||9
(ornes Ferreira, no Mondogo.
I t}RAKDA0 VARETAS.
Jg ALERTA!
Sao ebegados praca da Independen- >$
W ca n. 4 estes apreciaves cliarutos; sua Sy
V ptima qualidade e nunca saboreado gos-
@ to os turnam recomniendaveis. Ha j '*->
^g! bastante lempo que nao appareco o
jf, boa fazenda, seu d^minntu pre^o anda
Jg mais anima; (|uem deizarf de comprar
^ tima incxgotavel fumara por 25J500 rs.,
W pequeas caixas do 25 c 50 cliarutos!
>%f Alerta, Srs. fumantes 1 Qiie"> sal apre- ''.'
3 ciar una fumaca, deve vir veros verda- @
(j deirosBrandao\ arelas. @
Fogio no dia t de marro prximo passado um
escravo crioolu, de nome Cvpriano, alto, cr fula,
barriga grande, pos grossos, muilo prosista, idade l0
annos : roga-se a quem delle souher o leve ou man-
de dar parle na rua Direila, padaria n. 69.
Aluga-se um grande sitio com ptima casa de
sobrado, casa para leilor, senzala, cocheira e estriba-
ra para cavallosou mais, com quintal murado,
cacimba, curraes e rmateos, arvores fructferas de
toda a qualidade, ptima agua de beber, grande bai-
a de capim, minio perlo da praca, -na estrada de
Joao de Barros : a tratar no mesmo sitio com a
F.xma. Sra. visrondessa de (ioianna.
i llleiei i.-.o una oessoa que tem pratica para
administrador il qualquer engenho : quem precisar
dirija-se a rua da .Santa Cruz n. 28, que adiar com
quem tratar.
Precisa-so de um bom lornciro, paga-se bem
agradando : no Forte do Mallos, rua do Burgos n.
81, padaria.
Precisa-se de uina ama forra que so queira en-
carregar do servico interno de urna casa de hornera
solicito : quem se adiar ne.tas circumstancias, diri-
ja-se ao lorie do Mattos, rua do Burgos n. .11.
Precisa-so do urna ama forra ou capliv;,, para
todo servir de casa de 2 pessoas de lamilla ; na rua
do Torres n. SO, lerceiro andar.
I'recisa-se de urna ama forra n captiva para o
servico de nina casa de pouca familia : na rua da
Cadeia u. (i, casa terrea.
Em virtode das ordens to Illm. Sr. inspector
da alfandega, precisa-se de serventes livres para o
trabalho da capatazia da mesma alfandega : quem
esliver nestas circumstancias, entenda-se .is 8 huras
da manhaa na mesma alfandega com o respectivo
porleiro.
Precisa-se de um ama forra ou capliv, para
todo servico de urna casa de pouca familia -A n ma
da Moeda n. 2. \
"ti;nmal de tal);,-lirio.
Vende-se a 2t00, na livraria n. li c 8 da praca
da Independencia.
Processoorfauol '><'.u.
Vende-se por 3*000, na livraria n. (i e 8 da praca
da Independencia.
MEZ
liarian., ;.
O livro do mez Marianno augmentado de varias
oraches, nico usado pelos devotos da PENHA:
vende-se smenle na livraria ns. 6 e 8, da praca
daTndepcmlcncia, a dez lusloes.
Vendem-se li pipas ou lonei abatidos, queser-
viram de aguada : >ia rua da Cadeia do Recife, loja
n. SO, defronle da "ua da .Ma lie de lieos.
Vende-se a taberna da praca da Boa-Vista n.
1:1, milito afreguezjda tanto para a Ierra como para
o mallo, e com os fVtndos a vonladr do comprailur :
a trabar aa mesma praca. taberna n. |.">.
Vende-se a casa terrea n. S. na travessa dos
Mari)ros : a tratar na rua do l.ivramenlo u. 21.
AlbaoezaaQOO
rs. ocovado.
Chegou mu menle esla estimavel fazenda, de cor
prela o lustrosa, com mais de urna vara de largura,
preferivel a oulra qualquer para vestidos, manli-
Ihas, hbitos de religiosos e oulros falo, pelo muto
que se eennomlsa com sua grande larsrura : na na
do Queimado, loja n. 21.
Vendem-se velas de carnauba de composirilo,
da melhor fabrica do Ararat), saccas grandes de al-
queirc de feijao moito novo a 109 a Sicea, esleirs de
palbd de carnaaba, de palha dobrada, por preco
eommodo : na rua do Vicario n. 5.
Vende-se arca quer por canoas quer por car-
rocas, lijlos de todas as qualidades, trilla e cal, pos-
to ludo uas obras, com promplidao e preco comino-
do : na cocheira defronte do lelheiro dos cauoeiros
da rua Nova.
Vende-se manleiga nglezo a 180, lilO, 800 e
%0, dita franceza a bit) e mu rs., bauha muito alva
a 320, loucinho de Lisboa a iOO rs., dito de Santos
muilo bom a:i00 rs., tevada a 120. farinha do.Mara-
nlio a HU. alpista a 200 rs., sag' a 360, caf a 2011
rs., velas de carnauba a sil, sabito preto a lliu. ama-
relio a 200 rs., de massa bem seeeo a 210, sebo de
llollanda a 300 rs.. espermacele a 800 rs., traques a
200 rs., pomada a 400 rs. a libra, azeile dore a tiO
a garrafa, vinho de mesa a 180, Figueira a.360. Lis-
boa lino a 600 rs.. Porto superior a 720, ch a 28, e
muilo superior a 2->3t>0: no paleo do Carino, quina
da rua de Dorias n. 2.
Vende-se na rua do Collegio n. 21, lerceiro
andar, urna negrinha de 16 anuos, Com habilidades.
Vende-se um sitio na estrada da Piranga, nos
Afogados, rom ptima casa de titeada, estribara
grande, boa cacimba com agua de beber, encllenle
bai\a de capim para verlo, e diversos arvoredos de
frncto : quem o pretender, dirija-se a rua Nova, so-
brado n. 11, segundo andar, das i horas I. larde em
dia nte.
Vende-se a taberna sita ua rua da Aurora n.
36, muilo propria para um principiante por ter pou-
cos fundos, e bon. eommodos para familia : quem
pretender, dirija-se a mesma.
e 'es para carro, pianos do armario, lona e f
brim de sella, cemento romano, arraameo-
Ti lo de todas as qualidades, cabos de li- fet
nho o de rnanillia, pixe da Suena, cliam-
5 pagno e vinhos linos do Rheno: vendem-se 5
a> no armazem de C J. Asllcy & C. > rua da
9 Cadeia n. 21. a
@Hasf?-a?-saeaaa
Gimuia deaiiuta.
Vende-se superior gomma de aramia em barricas
e as arrobas : no armazem de Joao Martius de Bar-
ros, travessj da Madre de Dos n. 21.
s cas de Cunan!) i.
.Na rua do Qiioimadn n. (MI, vendem-se velas de
carnauba em canas de 40 a 60 libras, por menos
preco do quo em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveile a occasiao.
Na llVraria da rua da Cruz do bairro do Recife
n. 36, acham-se venda as selectas ingieras e fran-
cezas, adoptadas as aulas, com os competentes dic
cionarios e lodos os livros classicos, e nutras militas
obras novas, tudo por preco eommodo.
PFXHINCIIA.
\ende-se no aterro da Boa-Vista, loja de fazendas
ao p da ponte n. 10, um relogio de ouro horison-
tal, muito lindo e bom regulador poi 403:120.
Vende-se orna ovelha muito mansa, propria
para criar menino, denlo bastante leile : as Bar-
reiras n. se dir quem vende.
PAPEL PAQUETE.
Na loja de ferragens de Vidal & Companhia, roa
da Cadeia do Recife n. 36 A, vende-se papel paque-
te em meias resmas, proprio para se eserever pelos
vapores eslraugeiros, para poupar grandes despezas
no porte, assim como obreias propri.s.
CHA .'iAS.
Na praca da Independencia livraria ns. (i o 8,
vende-sa esto compendio, traduzido [icio Dr. A.
Herculano de Souza Bandcira.
fulliinlias
PARA 0 CORRENTE ANNO.
Folhinhasde algibeira cometido o almanak ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dos direitos parochiaes, resumo dos im-
postos geraes, provincia o municipaes, extracto
de algumas posiuras, providencias sobre incendios,
cntrudo, mascaras, cemiterio, tabella de feriados,
resumo dos rcndimenlos e e\poriae,ao da provin-
cia, por 500 rs. cada uina, ditas de porla a 160,
ditas ecciesiasticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 res : na livraria ns. G e 8, da praca
da Independencia.
Vendem-se loalhas de labvrinlho, de muito
bonsgoslos, por precus commodos: na rua da Ca-
deia do Recie n. 28.
Vende-se vinho genuino d j Porto em caixas de
1 a 2 duzs de garrafas e mesmo em garrafas, con-
lendo sem exagerarlo) o vinho mais superlativo que
se pude desejar, e alianra-se que nunca aqu foi Im-
portado om semelbante neclar : vende-se na rua
Nova n. :!, taberna de Antonio Ferreira Lima.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se choco-
late a ilK) rs. a libra, alelria a 180, macarrao e la-
lliarima Ottr.., ervilhas a 100 rs., baDha de porco
lina a 480, bnlarhinha qoadrada americana a 100
rs., azeite de Lisboa a .360 a garrafa, sag' a :120 i
libra.
Vende-se ou permuta-se por casas no Recife,
a propriedade aonde existe edilicada a cnpclla do
Remedios,! qual cot.lcm 2 boas moradas de casas ter-
reas ej ditas mais pequeas, 1 otaria muito bem
montada, 1 pequeo sobrado junto a mesma e 3
bons viveiros cura peixe, por preco eommodo ; e no
cso do comprador nao querer dar lodo o dinheiro i
vista, se dar algum prazo. dando o comprador boas
fumas de garanta, e tambem se aluga no caso dr
nao apparerer qw-in compre : n Iratar na mesma
olaria, ou no paleo do Terco n. 11.
M 11.110.
Vende-se sarcos rom tuillio por
na roa da Cadeia do Recife, n. 23 loja.
Aviso.
Vende-se a loja de calcado da rua da Cadeia do
Recife ti. 'J. bem afreguezada e com ptimo sor-
linwnlodo calca lo eslrangeirn o algumas perfuma-
ras, a qual se vende tnicamente polo seu gerente
precisar de iratar desua saude; faz-se negocio a
dinheiro ou a prazo, com boas (rias : t iratar na
mesma rua n. 7, loja.
Liquidaco
O dono da loja demiudezas da rua do Collegio n.
1, qurrendo acabar as miudezas que existem, vende
barato alim de liquidar: franjas para cortinado a i.j
a peca, nenies de alisar, duza floo rs., dilos de ra-
da om 80, facas de cabo de balance i3800 a du-
za. lilas de seda n. 1 lp> 80 a peca, boles linos
liara calc.a, groza a 260, jugos de domin 13200. pos
para denles muito linos 20(1 e 500 rs. a cana, pali-
teiros de diflerentes qualidades !HK1 rs., palitos de fu-
go, cana de pao, dalia 240 rs., lilas de velludo aher-
tas, de diflerentes cores a 200, 300, tfl c 500 rs.-a
vara, lesouras de 6 pollegadas, dalia a 560, papel de
pe-o -J.-siOO a resma, caixinhas com liuha de novello
a :|J0, canelas muilo linas, unzia I Sitio, carias por-
luguezas, duiia 2J200, linda n. illa 13000, .30a
19000, 60 a lyiOO; 70 a 1*100 a libra, trancas de
teda largas e estreitas 320 e 400 rs. a vara, fa'cas de
sapaleiru, duziaaliOO rs., lila de linhe branca .300 rs.
n maco, metas para senhura 210 0 par, macos de al-
jofares a 320, clcheles, Huzia 610 is.. eacovaa para
cabello a 610, caixas de peonas de ac a 610, ima-
gen! de lonca 1)000, vernicas de tdos us sanlus,
duala 2411 rs., titas Imadas, bicoa sorlidos, e nutras
muitas miudezas que so vendem por meladc de seu
valor para acabar.
Loja de Todos
os Santos.
O dono da loja de miudezas da rua do t'.ollegio n.
1, querendo acabar rom urna grande porcio de cs-
i lampas que lem dilTerenles nonies de sanios e sanias,
em poulo grande e pequeo, est resolvido a vende-
las pclu prer,o mencionado, estampas pequeas de
palmo a 60 rs.. ditas nuiorcs a 160, dilas grandes a
OO rs., 610 e 800 rs., ditas moito grandes a 19200,
a dinheiro a vista.
T
Oh que pechin-
cha.
No Passcio Publico, loja n.'.), de Albino Jos Lei-
le, vendem-se ricos corles de meia casemira, escuras
e muilo ineorpadas, pelo diminulu preco de 13000
cada um. ditos de brim de linho a 800 rs., chitas fi-
nas de cores lixas a 220 o covado, litas pretas finas a
200 rs., chales pretos a 123000 cada um, ditos bran-
co* a 700 rs.. chapeos deso de panno com barras a
29000, brins de buho e de casas ciiilas muito finas a 23000, e outras muitas
fazendas mais baratas do que se vende na California
oqueiros.
Vcndem-se coqueiros pequeos para se plantar :
ou sillo de Manoel francisco junto a ipreja de Santo
Amaro.
\a Califormia,
oja nova, na rua do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Antonio, vendem-se corles de cassas francezas de
muito bons goslos a ISlOO e a 19300 ; ha grande
quantidade para se escolher, lencos de cassa braucos,
lisos e com bico a 200 rs., chitas pretas francezas,
largas, para luto a 210 o covado, e muitas outras fa-
zendas muilo baratas, a dinheiro a vista.
A melliur farinha de man-
dioca em saccas
que existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel. 110 armazem do Cazuza, no caes da alfandega
D. 7.
Vende-se um lindo cabriole! com arreios e ca-
vallo, ludo em muito bom estado, e por preco eom-
modo : para ver, na cocheira do Sr, JoSo l-raiicisco,
defronle da ordem lerceira de S. Francisco, por bai-
xo do tiabinele Porlnguez, e para ajnstar, na roa do
Queimado n. 33, loja da Boa I-ama.
RELOtilOS coberlos e descoberlos, pequeos
e grandes, de onro e prata, patente inglez, de um
dos melliores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ultimo paquete inglez : em casa de Soulhall Mellor
& Compauhia, ua rua do Torres 11. :!8.
Vende-se superior caf de primeira sorledo
Rio de Janeiro : na loja do Passeio Publico n. 11, de
I iimiao Jo-c Rodrigues 1 erreira.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires ven-
de-se superior Tariuha de mandioca em saceos gran-
des ; para porees irata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na rua do trapiche n. ii.
Vloinhc-s de vento
orahombasderepuxopara regar borlase liana,
decapim .nafundicaftie I). W. Bowman Darua
do Brum ns. 6, 8e 10.
Meias pretas pa-
ra padres. **
Vendem-se superiores meias de laia para padres,
pelo baralissimo preco de I38OO o par, dilasdeaM
godao prelas .1 610 o par : na rua do Queimado.loja
de miudezas da Boa Fama d. 3:,.
SEMENTS.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se i venda na
ruada l.roz do Kecife 11. 62,' taberna de Antonio
Francisco Martina as seguinttssemenle'sdeliorlali-
ces, coma sejam : ervilhasti rta, genoveza, e de An-
gola, feij.lo carrapalo, rxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allcmaa, Misa, tomates grandes,
rbanos, rabanetes brantos e encamados, nabos ro-
to e branco, senoiras brancar e amarellas, couves
trinchuda, lombarda, esaboib, sebola de Selubal,
segurelha, coeolro de looceita repolho e pimpinela,
e ama grande porcao de diflerentes sementes. das
mais bouifas flores parajardius.
< iOusas finas ede
bons gostos
HA LOJA DA BOA FA1A.
Vendem-se ricos leques com plomas, bolola,e
espelho a 23. luvas de pellica de Jouviu o melhor
que pode haver IselOOo par, dilas de seda ama-
relias e brancas para TnYmHm e senhora a 13280, di-
tas de torcal prelas e com Bordados de cores a 800
rs. e l~J'i. ditas de lio de Escocia brancas e de to-
das as cores para humera e senhora a .300 rs., dilas
para meuinos e meninas muito boa fazenda a :120,
lencinhos de relroz de todas as cores a 19, toncas de
Ua para senhora a 610, pentei de tartaruga para
atar cabello, fazenda muito superior a 39, ditos de
alisar tambem de tartaruga a 33, dilos da verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando moito aos de
tartaruga a I92HO, ditos da alisar de bfalo, fazen-
da moito superior a 320 a 300 rs., lindas meias de
seda pintadas para crianzas de 1 a 3 annos a 13800
olpar, ditas de fio de Escocia lamben) de bouitas
cores para enancas de 1 a 10 annos a 320 o par. s-
pelhos para parede com etcellentcs 'fdros a 500,
700, 1/e 13200, toucadores com ps a 13300, litas
de velludo de todas as cores a 160 e 1 ln a vara, es-
e-vas finas para denles a 100 rs., e fi issimas a 300
rs., ditas finissimas com cabo de marfira a 19, Irn-
cas de seda de todas as cores e larguras a 320, 400 e
300 rs. a vara, sapatinhos de lila para crianzas de
bonitos padroes a 2-10 e 320, aderecos pretos para
luto com brincos e allineles a 19, loucas prelas de
seda para chancas a 13, travessas das que se usam
para segurar cabello a 13, pistolinhas de metal para
enancas a 200 rs., galheleiras para azeite e vinagre
a 25200, bandejas muito finas e de todos os lma-
nnos de 13, 23, 3? e 43, meias brancas linas para
senhora a 240 e 320 o par, dilas prelas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
lampas a 33 e 23300, meias de seda de cores para
homem a 610, charuteiras muito finas a 29, casloes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs.. oculos de armacao de ar,o prateados e dou-
radosa 610, 19 e 1j200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 300 rs. e 19, superiores e ricas benga-
linhas a 29, e a ,300 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muito supe-
rior a 610, 800,13.19200,13300 e 29, alacadores ds
cornalina para casaca a 320, penles muito finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 640, ditas
para casaca a 610, capachos pintados para sala a
610, metas brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo linas a 13 e 19200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 210 o par, meias de cores;
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas abotoa
duras de madreperola e de outras muitas qualidades
e gostos para cohetes e palitos a .300 rs., li velas don-
radas para calcas colleles a 120, ricas fitas linas'
lavradas e de todas as larguras, bicos fiujssimos da
lioniios pailrOes e lodas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesuuri-
nhas para costura o mais finu qoe se pude encunlrar.
Alcmde tudo isto outras muilissimas cousas muilo
proprias para a fesla, e que tudo se vende por pre-
lo preco, co que faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
' bem : na rua do Queimado, nosquatro cantos, na
bem contienda loja ile miudezas da Boa Fama
o. 33.
POTASSA E GAL TIBGE1.
!No amigo ej bem conhecdo deposito da ruada
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior potassa da Russia, dila do Ro
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muilo favoraveis, com os quaes ficarao
os compradores salisfeitos.
Vendem-se -cllins com pertences,
patente inglez e da melbor qualida-
de que tem inda a este mercado :
no armazem de Adamson Howie
4 C, rua do Trapichen. 42.
"
DEPOSITO DE MACHINAS
coii-lrunl.es no dito seu eslabelecimeuto
All acharau os compradores om completo sorlia
ment de moendas de canna, com todos os melhora-
roentus (alguns delles novos e originae) de qoe a
experiencia de muilos annos lem mostrado a oeces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressAo-
taixas de todo tamaito, tanto batidas como rund
das, carros de mao e dilos para condozir formas d
assurar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito. Turnos de ferro balido para farinha, arados da
Trro da mais approvada construcdlo, fondos para
alambiques, crivos e podas para Tomainas, e urna
inhiiidade de obras de ferro, que sera enfaduuho
enumerar. No mesmo deposito eiiste ama pessoa
inietiigenie e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annunciaules emitan
uo com a capacidadedesuas oflicinas e machinismo
e pericia de seus ofticiaes, se comprometiera a fase
execular, cura a maior presteza, perfeicSo, e exact
conforinidade com os modelos ou deseubos.e inslruc
coes que Ibes forem furnecidas.
C. STARR & C,
espeilosameuteannunciam que no seu extenso >s-
abelccimenlo em Santo Amaru.continuam i fabricar
com a maior perfeirio e promplidao, loda a qaaida-,
de de machiuismo para o uso da ag cultora, na- '
vcgaeao e manufactura; e que para maior eommodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leen abarlo em um dos grandes armazens do Sr.
Me-quit.i na rua do Brum, aira/, do arsenal ce me-
riuha
^3 Na rua rio Crespo, loja amarella
m n. 4, de Antonio Francisco Pe- A
B reir, ^
S| Chesaram de Tranca as seguintes mer- ato
o cadonas. ludo de muito bom gosto e supe- lE
;* rior qualidade.
Camisas francezas com paito do linho a t
A 133000 a dozia.
" Ditas "
.= ditas com peito
\J 369000 a duzia.
de cambraiela,
elog
'IOS
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ultimamentechegada, as-
sim como potassa da Hassiaverdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
CORTES DE CASSA PARA- Ql EM ESTA' DE
LITO.
\ endem-se curtes de cassa prela muito miada,
por diminuto preco de 23 o corle, ditos de eassachi-'
la de bom gosto a 23, ditos a 23400, padroes france-
zes, alpaca de,seda deqoadros de todas as qualida-
des a 720 rs. o covado, laa para vestido tambem de
quadros a 4K0 ocovado ; lodas slas Tazendasven-
dem-se na rua do Crespo n. 6.
LIQUIDACO".
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarleisn i, querendo acabar as miudezas qoe
existem, vende barato afim de liquidar sem perda
de lempo.
Franja com bololas ,ara cnrlinados, peca 49000
Papel paulado, resma, (de peso) 39000
Dito de peso, resma 2s70O
Ua de cores para bordar, libra 7|000
Penlesde bfalo para alisar, duzia 39000
Fivelas douradas para caira, una 100
Groza de obreias muito linas 69000
Lencos ile -na finos, ricos padroes 19300
Caixa de linhas de marca r>40
Meias para se..aora por 210
Pentesde tartaruga para segurar cabello iSOOO
tirozas de canelas finas para pennas 29000
Dilas de bol&es finos para casaca 29000
Meias prelas para senhora, duzia 39200
Ditas ditas pera homem 29800
l.aereencarnado muilo lino.Jihra I98OO
Papel de cores, maco de 20 quadernos 600
Duzia de colxeles 720
Espedios de lodosos numeres, duzia 29300
l.inhasde novellos grandes para bordar I36OO
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas 900
Meias cruas sem custura para homem 39300
Dilas de seda n. 2, peca 3x0
Trancas deseda brauca, vara ,
Caixas de raiz, dozia I9KOO
Pecas de fitas de ois 300
l.apis finos, groza 2900
CordSo paca vestido, libra 19200
toncas de blonde para menino 1ft200
Chiquitos de merino bordados para menino 13000
e outros muiros arligos que se turnam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar om pouquinho mais barato a aquelle enhor-lo-
gista. que queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mao.
Na California,
loja nova, na roa do Crespo, ao p do arco de Sanio
Antonio, vendem-se pecas de algodaoziulio com ava-
ria 640, 15, 19280 e 1*600, e limpas a 23, alpaca
preta lavrada, sem defeito, de 4 palmos de largura
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, muilo boa para quem
esla de lulo, muilo boas meias pretas de algodao
para senhora a 100 rs dilas para homem a 280, cas-
sas pintadas francezas a 200 rs. o covado, cortes de
ditas de 6 l|2 varas a 13600, chi les escocezes a 360,
madapoiau muilo bom a 28300, 296OO, 39200, 3S600,
39X00, 13, I3IOO e 9800. e muito lino a .39 ; assim
como mullas .mira- fazendas, tudo moito baralo, di-
nheiro vista.
S
ing czes de pa-
tente,
os melliores fabricados em Inglaterra : tm casa de
llenry Gsod : rua da Cadeia do Recito n. 52.
Cassas l'ruiicezas finas
240 rs. o covado.
Na rua lo Crespo n.5, vendem-se cas-
sasraiice/.as linas a iJiO rs. ocovado.
" 'uto Vende-se om casa de S. P. Johnston & C,
I n I <1 I1II.O. rua da Setuala^ova n. 42, sellins inglezes, cbi-
CoriM de vestido de cassa .reta rom T varas cada cotes de carro e di montara, candieiros o caslicaes
um, de bonitos padroes a 2^000 : vende-se Da rua i,.__,.i. ,i-_:- .,._._ __ .
doCreapo, loja da esquina que olla para a rua da "J***?" paunte inglez, barris deigra-
Cadeia.
Para vidiac-as.
Vendem-se vi.lros a 83 a caixa : na rua .Nova n.
38, defrnnte da igtcja da CouceieSo dos Militares,
casa encarnada.
IAK1MIA UE SANTA CAIIIAIt NA,
muito nova e de superior qualidade. a bordo du bri-
gue escuna /tapido, tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco eommodo : a traa i
com Caelano C)riacu da C. M., uo largo do Curpu
Santo n. 23.
Carlas france-
zas.
Vendem-se superieres cartas france/as para vul
larde a 300 rs. u baralbo : na rua do (Jueimadu,
loja de miudezas i: a lam n. 33.
Livros C'assicos
Vendem-se os seguintes livros para as aulas pre-
paratorias : llislory of Roe 33000, Thompson 29
l'ual el Virginio 23001) ; na praca da Independencia
ns. 6 e 8.
Ceblas de Lisboa,
As ceblas ja se vendem mais baratas, e continua-
se a veuder na Iravessa da Madre ae Dos n. 21, ar-
mazem de Jao Marlins Barros.
xa ii. 97, vinho Clicrrv em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de manifao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Ua lundirao Low-Moor, rua da Sen/ala-No-
va n. 42.
Note esiabcleciincnio coniina a haver ura com-
plelo sorlimento de moendas e nicias moendas
pata cnj'cnbo, macbinas de vapor e tahas de
ferro balido c coado do lodos os tamanlios para
dito.
Quem quizar comprar um carro americano de
qnatro rodas cum assenios para duas pessoas, ten-
do arreios e cavallo muito ardigo : dirija-se a rua
do Trapiche n. 10, segundo andar.
No armazem de Novata Si C, ruada Ma-
dre do Dos n. 12, vende-se farinha de mandioca
em saccas de superior qualidade, por prec,o eom-
modo.
Vende-so muito superior farinha de Santa
Camarina, por menos preco do que em oulra
qualquer parlo : a bordo do brigue Sagitario ,
defronle do trapiche do algodao.
Vendem-se barricas com farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, mallo nova, e da quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por prec.o eommodo : a fallar com Basto & I.e-
moi, rua do Trapiche n. 17.
Ditas ditas de muriin, a 2t9O00 a dozia. &
,.-.. i .emula, de bramante de poro linho, a a
W 33000 rada urna. V
'.j Casacas do panno lino prelo a 309QOO.
. Sobrecasacas de panno lino,' prelo e de en- p,
.'.. res a 303000. 7 W?
W Casacas redondas e tlaque lado de panoo V
;;; muilo lino a :1-(MIII. v rffc
& -'laooo sobr*"cas"c,,s de sa'Ja de seft- |
i3 l>ttos de setim da China, a 24900o. *S
.vji Olios de I-olar de seda, a 1290U0. >i i
_. Ditos de alpaca preta, a 12) e tSdjOOO.
Ditos de panno muilo finu, a 209000. 5fe
B Ditos saceos de panno mesclido, a'203000. f*
-s:s-o^ai@$5 s^^^@@5
Em casa de Henry Bninn & C, rua da Crui
n. 10, vendem-se \
Lonas e brins da Russia. A
Instrumentos para msica. -
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs parajardius.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano. *;
Gomma lacc. '-'
* -
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundicao de ferro de V. W. Bonmann ua
rua do llrum, passando o cbafariz, coniina ha-
ver ujii completo sorlimento de taires de ierro fun-
dido c batido de 3 a 8 palmos de. bocea, as quaaa
acham-se a venda, por prero eommodo e cora
promplidao: embarcam-se ou carregam-se em acr-
ro sem despera ao comprador.
Na olcina do encadernicao, travessa da
Congregacao, vendem-se as eguinres obras de
economa poltica por Malthus- Sisraondi, J.
Baplisla Say, carUs a Mallhus pelo mesmo, cathe-
ctsmo de economa. J. Outervs, e muius ouiras
obras de direito publico, das gentes, diplomalioo
c commercial, ludo em muilo bom estado e por
barato preco.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito desle cbirope para a b-
lica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova n. 33 ,
garrafas 39300, a meias 39000, senda falso todo
aquelle qoe au for vendido ueste deposito, pelo
que se faz o prsenle aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO
Para cura de phtysica em lodosos seus difireme
graos, quer motivada por conttipacOes, tosse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados
peito, palpilacao no coraran, coqueluche,bronrhiie
dr nagarganta;e lodas aimolesliatdosorgoi pul-
monares.
Navalhas a contento.
Continua-.e vender a89000 u par preco fizo) as
j bem cuotcenlas navalhas de barba, feilas pelo h-
bil fabricante que ha sido premiado em diversa! ei-
posiroes : vendem-se com a coudicao da nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 das
depois da compra, restiluindo-sc a importancia : em
casa de Augusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do
Kecife n. 3ti.
Em casa de Henry Brunn & C, na rua da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorlimen-
to de ouro du melhor gosto, assim como relogio
de ouro patente.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr C., era Sanio
Apiaro, acham-se para vender moendas de cannas
todas de ferro, de um modelo e conslruccao muilo
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de G. Starr & C., em Sanio
Amaro, adiam-se para vender arados de'ferro de su-
perior qualidade.
IECHANISMO PARA EIGE-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENG&-
NHE1BO DAVID \V. BOWMAN. WA
RUA DO BRUM, PASSANDO O .HA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimento dos seguintes ob-
jectos de mechauisinos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas daf mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fondido e balido, da
superior qoalidade e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua oa animaes, de todas as propor-
Ces ; envos e boceas de for nal ha e registros de nc-
eiro, aguilhocs, broozes, parafusos ecavilhoei, moi-
uhus de mandioca, etc. ele.
XA MESMA FUNDICAO.
e'evecutam todas as encommendas com a superior
ndade ja conhecida, e com a devida preslezaa com-
modidade em preco.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
COnstluefM vertical ecom todos os mclhoramenlos
mais modernos, tendo fiado no uliimo navio de
Hamburgo : na rua da Cadoia, armazem n. 8.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, o
tambem no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na entrada, c defronle do arsenal de marnba. fia
sempre um grande sorlimento de taitas, tanlo de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas c fundas; e era
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
preeps sjo os mais commodos.
Contina andar fgida a preta Mertncia, cri-
nla, idade de 28 a 30 annos.'poaco mais ou manos
com os signaes seguintes : falta de denles na frente ,
urna ds orelhas rasgada proveniente dos brinco :
quem a pegar leve-a a rua do Brom, armazem de
assucar a. 12, qae ser bem gratificado.
I'BRN.: TYP. DB U. F. DE FAJUA. 1856
>
'
'


MUTTO^DCT
ILEGIVEL
v


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