Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07337


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Full Text

ANNO XXXII. N. 92.

olVaiV FEIRA l< DE ABRIL DE I8i>{.
Por 5 mazos adianlarlos $000.
Por 3 mozos vencidos 4$50.
DIARIO DE
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
1->?-----------
ENCAKREGADOS DA SUBSCItlPCAO' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da Nilividade; Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Juoior; Ararat), o Sr. A. de Lemos Braga ;
tajara, oSr. I. Jos de Qliveira ; Maranhao. o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigues i l'iauhv. Sr. Domiogos Herculano Pessoa
UMM ; Par, o Sr. Justiniano J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
djho di Cesta.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os dial.
Caruaru, Bonito e Garanbuns : nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eso' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Parabiba segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal: as quinlas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRHIUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quarlas e sabbados.
Retaco : lercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quarlas e sabbados as 10 horas.
Jui/o do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao rueio-dia.
Juizo de orphaos; segundas e quintas os 10 horas.
Primeira \ ara do civel l segundas e seitas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPI1EMI.i;11>i s DOMEZDE AltRH..
La nova as -i horas, 26 minutos. (S segundos da manhaa.
1S Quarto creKente as 3 horas, 27 minutos e 48 seguudos da m.
20 Lacheiaas6 horas, S minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quartominguanle as9 horas. 7 minutse 48segundos da larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 horas e ti minutos da tarde.
Segunda as 2 boras c30 minutos da manhaa.
DAS da semana.
I i Segunda. S. Domina v. ; Ss. Tiburcio e Valeriano mm.
1 Terco. S. Pancraciu ,- Ss. Euthiquio, Enlimpiada e Pausilipo.
10 Quarta. S. Engracia v. Ss. Canso, Carisio a Ciciliano.
17 Quinta. 8. Aniceto [i. ; Ss. Hermogenese Fortunato mm.
18 SeiU. 8. Galdino b.card.; S. Perfeito presb.
19 Sabbado. Ss. Expedito. Aristonico. SorraiteseGalata.
2u Domingo 4. S, Ignez do Monte Policiano, v.
ENCARREC.ADOS DA SUBSCRIPCAO NO SIX.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcoo Dias ; Babia o Sr. D. Duprii
Rio de Janeiro, o Sr. Joso Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na sua
livraria, jirafa da Independencia ns. 6e 8.
AVISO AOS SEN HO RES SUBSCRIPTORES.
Smenle he permillido pagar a subscrpro du or-
ente quartel desle Diario a razio de 4 ale o dia 15,
e depois desle dia so se recebor a 43300.
PARTE OFFICIAL
OOVEHNO DA PROVINCIA
EP4lent. alo lia I i de abril.
CircularAos Eims. presidentes das provincias
du sul.Tenho a salisfacAu de communicar a V.
Eic. que esta proviucia goza de Iranquillidade.
A epidemia ueala capital coulioua a declinar mui
toosideraveloieute, pois que o obiluario desles dous
ltimos dias ha sido de seis pessoas.
Nos pontos que primeiro [orara accoiu niel lid n.es-
t ella ezliocla. continuando anda, poslo que raais
branda, em oulros lagares por ulliuio atacados.
OlticioAo Eim. presidente da Bahia.Os estu-
danles da Faculdade de Medicina dessa provincia,
Francisco de Assis Negrearos SavAo Lobato, Joa-
nn da Silva liusmAo.Ermirio CezarCoutiulio e Al-
o da Rocha Bastos, foram dispensados das com-
misses em que se achavam empregados nesla pro-
vincia por occasiao da epidemia,lendo-se portad.icom
zelo e aclividade no desempenho dellas, e pare que
de eouformidade com o aviso da repartirlo do impe-
rio de 25 de fevereiro ultimo, nao sejam elles preju-
dicailo* n progresso dos seus estados, julgo conve-
niente levar ao conhecimenjo de V. Etc. a nota in-
clusa na qual esl.lo declaradas as pocas em que te-
ve legar semelhante dispensa.Neste sentido olli-
ciou-se ao director da referida Faculdade.
Ditoao Exrn. bispo diocesano, cuu\ idandu-u a
ir celebrar no dia 21 do crrenle, em que deve ter
logara abertura da assembla legislativa provincial,
a missa votiva do Eipirilo Santo na matriz da fre-
guczia de S. Fre Pedro (onralves.Oluciou-se ao
commaudante das armas para mandar postar um ba-
lalhAo de I." liuha em frente da casa da mesma as-
sembla e dar as salvas du costume.
Dito Ao mesmo, remetiendo o compromiaso
da irmapdade da Misericordia desla cidade, alim de
que ae digne de approva-lo na parle religiosa, se
por ventura esliver oas circunstancias de o ser.
Dito Ao Eim. raarechal commandanle das ar-
ma, remetiendo para ter iw conveniente deslino a
guia de soccorrimento do desertor de nono batalhAo
de infamara Jas Feliciauo da Silva, que se acha a
bordo do vapor Paran, a dispo-icao de S Exc.
Ofliciou-se a respeito ao agente da companhia dos
a por es.
Dito Ao inspector da liiesouraria de fazenda,
recuromendsndo que mande pagar ao jniz de direilo
do Rio Formoso, a quantii de 2255000 rs., sendo
21103000 rs. que elle adianton a commissAo de bene-
lirtucia daquella cidade para soccorro das pessoas
pobres accummeltidasda epidemia, e SSfOQO rs. que
dea ao Dr. Frederico Relave, por coola dos rew
venciinenlo-, segundo se v do recibo que remelle.
Comrounicou-se ao supradilo juiz.
Hilo Ao mesmo, mandando pagar ao general
Antonio Correa Seara a importancia da ajuda de
costo que Ihe compele como depulado a as-emblea
geral por esla provincia.
Dito Ao mesmo, transmtlindo p.ra o lira con-
veniente os avisos de letras mi importancia de........
3:1315710 rs., saceadaspcla thesonraria de fazenda
da provincia do Rio Grande do Norte, sobre a desla
e a favor de Jos Joaquim de Lima, Domingo, r'cr-
reira Maia e Joaqoim-Comes da Silva.Partecipoo-
se ao Eim. presidente daquella provincia.
DitoAo tolz de orphaos do termo ilo Kecife para
qne, calndenoste cnnio- vgarios e agentes de po-
lica das a^uatro yameiias maiiina possivei brevidade, urna rela<;ao dos meni-
nos e meninas que Rcaram era total orphandade e
desamparo, em cunsequencia da epidemia reinante,
com declararan de seas nonies, dos de seus pas, Ida-
de, condicrAo e casa em que actualmente se acha-
rein. alim dse Ihes poder dar o abrigo que Ir pos-
sivei.Neste sentido olliciou se as autoridades e vi-
garios das mencionadas freguezins.
HiloAo inspector da Ihrsnuraria provincial, di-
feudo que, nao obstante o que Sinc. pondera em sen
cilicio n. 92, mande eutregar ao thesoureiro paga-
dor da reparlic,auj las obras publicas os 2: iOOjOOO
is., incluidos para a obra da ra>a de detenca i no
pedido que fez o director daquella repartirlo no cor-
rente me/..
HiloAo director das obras publicas, autori.au-
do-o a mandar reparar urna parte do aterro contiguo
aos alkerces do Iheilro de Santa Isabel do lado do
ro.Commonicou-se a liiesouraria provincial.
DiloAo acadmico Luciano Xavier de Moraes
Sarment.Acensando o recebimento do seu ofticio
de hoje, ao qual acompanhou um. curio-u estal.tica
di epidemia no primeiro districto da fregiiezia de
Santo- Antonio ; cumpre-me lomar e egrade-
eer a dedicarlo i aclividade rom qne Vmc.
graluitamente preslou soccorros mdicos a ciaste des-
valida nos 3 primeirbs di.trirlo- da referida fregu-
a desde que o cholera appareceu na capital alo es-
la dala, em que achando-se elle quasi eilincto, pre-
tende Vmc. seguir para a provincia da Baha afim
de continuar o sea curso. O que ludo levare! ao co
nhecimento do governu imperial e do director da es-
cola de medecina. a qoem nesla data ofllcis, bem
como ao Exrn. presidente daqaella provincia___le-
te o eipedienle de qae se traa.
PortaraConcedendo tres me/- de lirenca para
ir i irte ao escrivao das collectorias de renrias ge-
raes e provinciies na comarca de Nazarelh, Joaquim
Theodorieo de Albuquerque Maranhao.Fizeram-
se as necesaria- communicaees.
DitaDimillindo de confurmidade com a propos-
la do ehefe de polica, do cargo de subdelegado da
fregoezia do l.imoeiro a Manoel C.valeiinli da Rocha
Wauderlev.Comraunicou-se so referido chele.
Dil*Desonerando, na mesma conformidade, do
cargo d 1. supplente do subdelegado da freguezia
do limoeiro i Itenrique Luiz da Cosa Comee, e no-
meando para o referido cargo ao cidadau Maiiraiano
Antonio de Pnlia Olivaes.Inleirou-se ao chefe d>
polica.
DitaAo agente da companhia dos paquetes de
vapor, para mandar transportar para a corte por con-
ta do govprno, em um dos vapores da companhia, ao
Bsico Manoel l.eile Cnimares, qne leve Lanado
nervico do exercilo.
Medatha du Contelho, grande medalha de honra,
' qae n poda ser concedida pelo conselho dos presi-
dentes das diversas classes dos jurados.
Medalha de premio.
Menino honrosa.
O decreto imperial de 10 de mam de l&V> eslabe-
leceu para a Esposirao L'niversal de Pars asseguin-
tes recompensas :
Medalha de miro.
Medalha de prala.
Medalha de bronzi.
Meiiro honrla. '
A medalha de ouro so poda ser coocedida pelo
cousellio dos presidentes e vice-presidenles, sobre
proposirao dos jurados de classe, approvada pelo
grupo, a que perlencia a mesma classe. Essa me-
dalha era destinada a recompensarcolleccoes mui-
lo completas, euviadas por Estados estrangeiros, ou
pur cidides ou centros de grande produccAo, e ofle-
receudo urna grande ulilidade debaiio do ponfo de
vista da instruec.Au ;productos expostos por indos-
traes, qoo se recommeudassam por urna perfeicAo
eseepcional devida a arte, to gosto, sciencia, ou
ao tcili.illio ;desroberlas muilo importantes, leva-
das ao estado de grande eiploracao industrial;
augmenln mnto comideuvel de ulilidade de um
producto ja c/nlieciilo, e feilo aecemivel pela reduc-
r.lo do seu preco a um consumo maia geral.
A medalha de prala poda ser concedida por cada
um dos grupo, dejuradns, sobre proposicAodas clas-
ses, de que estes eram formados, tata medalha pre-
miara1 suparioridade do goslo, da forma ou de
trabalhocolleccoes inleressanlet debaisu do poni
de visla da inslrocrao ; progressos importantes, e
comprovados, introduzidos n'j fabricacAo, ou por
meo de descobrimenlos, ou de outru modo qual-
qner,.ii.in lo em resultado um uso melhor, mais a-
gradavel, mais ulil, ou mais duradouro, ou uma
grande diminuidlo de preco dos objeclos de grande
consumo.
A medalha de bronze podia ser concedida por ca-
da um dos grupos de jurados, sobre pro|iosirAo das
classes, de que estes eram formados, e recompensa-
raa honda le do trabalho,as qualidadesde fr-
10 daqurlle me/. Esta relarAo foi-me remedida
com a dala de 3 de setembro.
Apelar das di'pcsices dos decretos imperial'- de
10 dr tuaio, e de 3 de oulubro, que deflniam as re-
compensas, que podiam ser concedidas aos exposito-
res, e declaravam a parla q ue perlencia na conces-
sAo das mesmis recompensas s diversas rlasses do
jury internacional, aos grupos, compostos deslas
classes, e ao conselho dos presidentes, qne so linha
o direilo de epprour ou rejeilar as grandes meda-
lha* de honra approvadss pelos grupos, o consellio
do. pre.ideutes, depois de ter approvado umjraude
numero daquellas medalhai. e de terem sido feilas
ja uesse ssnlido parlicipacoe- ofliciaes aos nleressa-
dos, resolveu proceder a' revisAo dos motivos, por-
que haviam fsidn concedidas as mesma- medalhas.
Para c-ta revisAo nomeou um conselho, composlo de
>ele dos seus membros, e presidido pelo principe
NapoleAo. Este conselho propoz a rejeicAo de mul-
tas das medalhas ja concedidas, e a diviso das res-
tantes em duas classesgrandes medalhas de honra
medalhas de hohraproposta que fo approvada
pelo censelho dos presidentes.
Reconhecendo, porm, a irregularidade com que
proceder o conselho dos prendentes, depois de ler
terminado os sen- Irabalhos, solicilou e obleve e de-
creto imperial de II de oovembro documento n.
441), que approvou a divisAo da grande medalha de
honra em duas cla.ses, ou sanecionou a crearan da
simples medalha de honra. No relatorio do conse-
ibo dos presidentes diz-se. porm, que depois de
uma primeira leilura das proposicOes das elasses, da
rejeicAo de um rerto numero deslas, o de lerem sido
lomadas provisoriamente em considerarao as restan-
tes, o conselho encarregoo uma commisso escolhi-
da enlre os seus membros de preparar a revisto e o
voto definitivo.
Nao posso deiiar de notar, que o que o conselho
chama tomar provisoriamente em coiuideranio
foram resoluces definitivas, e a prova esta', em que
essas resolucoes foram communicadas a' secretaria
do jurv, c por esta se lizeram as pessoas que linham
ohtido a grande medalha commanicaees ofliciaes
para concordarem com o Sr. Aldrophe, rchiteclo
ma e de goslo,os melhorameulos reaes ohtidos ou i era serviro junio a commissao imperial, sobre o de"
EXTERIOR.
PORTUGAL.
MINISTERIO DAS OBRAS PUBLICAS, COM-
MERCIO E INDUSTRIA.
( Conclusao.!)
UfUlario que regutou a eoncestao das recompen-
sas.
Na Expsito de Londres foram eslabelecidas as
eguintes recompensa!:
FOLHETM,
A MAWMRU DAS MLLHERES.
Pot Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
xvi
Nascircumslancias em qae se linham encontrado
Mr. Blauchard e Mr. Iihppe Bevle, suas rilaces a
principio um lano fras, liuham-se tornado insensi-
velmenle mais facis, como acontece sempre enlre
pessoas bem educadas que se reeouhecem emfira mu-
tuamente por pessoas de espirito.
Tinham-se visto por toda parle em Pars e princi-
palmente no club Filippe linha a Mr. Blauchard
por individualidad!; nolavel, e Mr. Blanchard do sua
parte considerava a Filippe um hornera, a quera s-
mente fallava a benevolencia para ser inleiramente
taperior.
Achando-se diaule de Filippe Bevle nos Campos
Elysios, Mr. Blauchard dsse-lhe depois das tandi-
roes coslumadas:
I.em em sua ph>siunomia que meu veslaario
cauu-lhe admiracao.
Oh 1 nao.
Qe eUs pellicas dao-me nos seus olhos o ar
de original .
Absolutamente nao.
O Itilor se lembrar lalvez de que o maior cuida-
do de Mr. Blanchard era escapar i nota de orgna-
lidade.
Vossa senhoria nao falla slnceramenle, disse
elle a Filippe.
Assevero-llie...
Enlio he o enhor que he original, par nao vestir-
a como au.
() Villa Difio n. 91.
uos meios da produccAo, ou na maior ulilidade dos
producios, ou na diminuic,Ao do seu preco.
A menean honrosa podia ser concedida por cada
um dos grupos de jurados, sobre proposicao das
classe de que estes eram formados, aos expositores
dos productos que se distnguissein por um dos roe-
ritos cima designados, quando a novidade do des-
cobrimeulo. ou a diminuta importancia da produc-
cAo nao dsse lugar ao voto da medalha de bronze.
A medalha de ouro, a medalha de prala, a meda-
lha de brame, c a mencAo honrosa podiam ser lam-
bem concedidas pelo jury aos conlra-meslres e ope-
rarios, que -e hve.sem distnganlo por serviros pe -
ladeaarindaalria, que etercesseni, ou pela sua
perarAo na produccAo dos objeclos evpo-lo., .
gados digno- Ue recompensa.
Alera de.les premios e imperador reservava-se o
direito de conceder, sobre recominondarao do conse-
lho dos presidentes e vice-presideules, lestemunbos
espec.iaes da gralidu publica aos expositores, que
livessem preslailo serviros extraordinarios i civili-
sacAo.' huiiianidade, as sciencas, ou as arles, ou
recompensas de oulro genero, proporcionadas aos
sacrificios con.ideraveis leilos n'um lim de ulilidade
geral, e tendo em vista a posirAo das pesssoas assim
recoimiiriid.id.i-.
Para a execuro deste decreto dirigi o principe
NapoleAo, presidente da commissao imperial, e do
conselho dos presidentes, diversas circulares aos pre-
sideules das di Itrenles classes do jurv.
A circular de 19 de julho documento n. 535
pre.crevia. que na conceiso das recompensas se po-
zesse de parte toda e qualquer cunsidercaao de ori-
gem ou de narionalidade, toda e qualquer recorda-
do das recompensas anteriores : que o jury se nAo
dei va-e tambera sroprender por .esforjos extraor-
dinarios e accidentar/-, que nAo e xprimera ncm uma
fabricaran regular e habitual, nem o resultado de
|^ima nova couquisla, de um progresso real e serio
da industria.
Para a hvpnthese, em que um ^Crlo numero de
expositores industriaes, tendo altingido juntos uro
alto grao de perfeicAo, sem que nenhnm delles po-
desse ser qualilicado de superior aos oulros, se lor-
nasseduvidoso a qoem deveria ser altrihuida a me-
dalha de ouro, pre.crevia a mesma circular, que es-
la medalha fosse concedida aos grupos industriaes.
de que (izessem parte estes expositores, mencionan-
do o relatorio do jury particularmente os nomes dos
iudustriaes expositores, cojo mrito colleclivo tives-
sc meiecidu su seu grupo esla elevada dislinccAo.
A circular de 25 do mesmu mez de julho (docu-
mento n. 336) deu medalha de ouro a deuomina-
rAo grande medalha de honra ; i medalha de prala
denominarlo de medalha de primeira classe ; a'
medalha de bronze a denominaran ele inedatha de
segunda classe ; e couservou a' menrio honrosa a
mesma denominarlo. Estas dispoiices foram con-
firmadas pelo decreto imperial de 3 de oulubro.
As circulares de 21 de maio, 3 de agraio, 20, 22
e.23 de setembro (documentos ns. 237 a 210, recom-
meudaram muilo expressamenle a execurAo das da
posres do decreto de 10 de raaio, que comprehen-
diam os conlra-meslres e operarios, que livessem
feto serviros a' iuduslra, na coucessao das recom-
pensas, que podiam ser decretadas pelo jury.
Para poder habilitar o jury a enmprir as disposi-
cesdaquelle decreto, no que dizia respeito aos con-
lra-meslres e operarios porluguezes, escrevi ao go-
veruo a 23 de maio, pedindo-lhe a relarao dos con-
Ira-rne-lres e operarios das nossai fabricas, que es-
livessem uas circumstancias deicriplas no decreto de
Assim poderia ser, Mr. Blauchard, respondeu Fi
lppe no lom mais serio.
Vai aos Campos Elyseos".'
NAo sei.
QM I nao sabe ".'
NAo. Eu la ao acaso quiudoeucoiilrei-o.
- Ao acaso 1 EnlAo permita-me que regule meu
passo pelo seu.
Ue boa vonlade, disse Filippe.
Eu cria que na nossa poca s eu era que an-
dava ao acaso.
Porque'.'
Porque sou um ocioso, ao raeuos no poulo de
vista do mundo, que nAo he o meo ponto de vista.
Mas i.....i senhoria, um estadista....
E os i i li-t,,- nunca andam ao acaso f
Bello bellissimo.' genero de Mr. Seribe.
Mas.... un hornera recem casado '.'
He justamente pur isso, respondeu Filippe.
Sea pensamenlo escapa-me.
Ah Mr. Blauchard, ja que vossa senhoria au-
la em procura de eraores vivas, vou iudicar-lhe
uma estrada que amia nAo conhere.
Eu curo-o.
lrave nos bastidores de algura Iheatro, tira na-
inoro com algiima deas mulheres encantadoras, a
quem a vida Jo mundo e a vida da arle dio duas
naturezas; com uma cantora ou urna dansariua.
Giselle uu Sorma.
Faca par cntreler durante um anno nu dezoilo
mezes esse uainuro, quejlie pareca a principio de-
licioso como uma opera, e depois deixe repentina-
mente o objectu de sua phanlasia...
Ale ahi nAo hecousa difflcil.
NAo d vuvdus nem aos furores, nem as lagri-
mas, pe maoca fro e hrlhaote como o aro do ma-
chado. Depoi.....
Ah vejamos !
Case no lim de algum lempo com uma bella
morinlia ignorante da vida e dos odios ; faca por so-
lar-se coro ella no retiro maravilhoso e inaceessivel,
qne Indo o hornera sooha para a idade viril, uesse
jardim de Anuida purificado; adormec cora esjaa
conli.tnc.1... Ah o despertar ser (errive!
senho do trophcii, que devia ser levantado com os
productos que haviam oblido aquella alia recompen-
sa. SAo leslemunhas desle fado todos os inleressa-
dos, e todos os coinrai.sarios estrangeiros, a quera
foram remellla- aquellas communicares. I'ma
deslas me loa lamhem remellida, pelo motivo que
adianto evporei. I) prorediraento do conselho dos
presidentes foi, pois, um acto que excedeu as suas
atlrihuices, por Ihe nao ser permillido pelos decre-
tos de 10 de maio, e 3 de oulubro, e por nao poder
ser antorisado pelo decreto de II de"novembro, que
nao podia ler elleilo retroactivo.
Ilouve, pois, as legalnlea rerompen.as :
Grande medalha de honra medalha de ouro).
Medalha de honra .medalha de ouro .
Medalha de primeira classe .medalha de prala .
Medalha de segunda shan medalha de bronze).
McucAo honrosa.
Premios concedidos aos erponlorcs porluguezes na
grande expotifio, e na exattintoda galera ico-
nom*ca.
Os premios concedidos aos expositores porluguezes
loram :
A'a grande expotteio.
I Medalha de honra (medalha de ouro .
19 Medalhas de primeira classe (medalha de pra-
br).
4 Medalhas de segunda classe medalha de bron-
ze).
10K Mcnjfies honrosas.
Total212 premios.
Sa galera econmica.
1 Medalha de primeira classe.
1 Medalha de segunda classe.
fi Menroes honrosas.
Total8 premios.
Alcm disto foram concedidas aos coulra-meslrcs
directores das uossas fabricas :
2 Medalhas de seguuda classe.
I MenrAo honrosa.
Talal3 premios.
Total geral223 premios.
Ileduzindo os premios repetidos, ou que loram
concedidos ao mesmo produelo as duas exposiees
foram rigorosamente 218 os premios que oblivemos,
A medalha de honra foi concedida ao governo
portuguez como representante de Portugal, pela
colleccao de productos agriculas que Portugal man-
dou Expusie.io. Esla medalha subslituin a grande
medalha de honra, que a classe II." do jury inter-
nacional tinha votado para os vubos porlugue/.es,
e que fra approvada peto respectivo grupo de clas-
ses ; e pelo consclhc dos presidentes.
Em virlude desta decsao foram-me expedida!
coramunicaces ofliciaes para fazrr preparar com os
nossos vinhos que haviam ohtido lAo alta recompen-
sa, um trepheo na sala em que devia ler lagar o en-
cerramenlo da Exposico. Aquella decisao era, pois,
ja um fado consummado e irrevogavel. Entretanto
o conselho de presidentes tendo chegado ao Tira dos
seus irabalhos e vendo que bavia approvado perto de
mi grandes medalhas, resolveu reconsiderar as de-
cises tomadas e revogar um grande Homero das me-
dalhas ja concedidas, entrando neste numero as duas
voladas para os vinhos da Bordes e de Borgonha. Es-
la resoluto Irouxe apos si a da revogacAo da gran
de medalha concedida aos vinhos porluguezes I mas
lal era a superioridade destes e a de todos os nossos
productos aercolas, que nos foi concedida a medalha
de honra pela colleccAo de todos estes producios,
compreheudendo os meamos vinhos ; o qne nos dei-
Conliecn isso, disse Mr. Blanchard.
Iluvido.
Com ptlavras novas, vossa senhoria acaba de
contar-meo velho drama, o vclho romance, a vclha
comedia intitulado-: mulher e amante.
He verdade ; mas quanlas variares lem esse
eterno assutnpto !
Sira, a vingaura da mulher he o sentiroento
que pode mais aperfeiroar-se e relinar-se.
F'ilippe senlio um estremecimenlo a essas palavras.
ralaa he mui diflicil romper iuleiramenle
coro o paasado '.' disse elle, como se fallasse a si pro-
prio.
Me mesmo impossivel, responden Mr. Blan-
chard.
Impos.ivcl ?
NAo se recomer nunca a vida, conliuua-se.
Un momento de silencio seguio estas palavras,
durante o qual Mr. Blanchard examinou furtivaineu-
te a pliy-ionomia lAo expressiva de Filippe Bey le.
Depois de uns vinle passos elle dirigio-lhe estas
phrases.n.'isquaes o recalo e a sympathia loinavam a
cr de suprema distincsAo:
O sentido de suas palavras he lalvez mais fcil
de penelr.ii -se do que vo.sa senhoria suppoe. Quer
que eu o tenha adeviiihado.
Filippe hesitou.
Ainda nao, disse-lhe agradecendo com um sor-
riso forrado. -
Como Ihe aprouver. Eu teria posto coro pra-
zer minha pouca experiencia a sua disposicAo. Vossa
senhoria noupa-me o papel de desparateador, e eu
he que Ihe lico obrigado.
Oh Mr. Blanchard, sua perspicacia falhon
agora.
Kni.io como "f
Eu que desde hlguas miuulos s cuido em pc-
dir-lhe nm favor !
Qual favor? A qae respeito I
A respeito... de musir, se Ihe apraz.
De msica; pois bem, ponho-nie completamen-
te a- sua- ordens.
He uma idea que live ha pnui-n, disse b'illppe.
Ah 1 ah I
xou este respeito n'uma tiloicao preferivel de
todas as outras nac,es, cujos liuhos so obliverarn
medalhas de primeira classe.
Os nqssos visinhos obliveram ainda outro Iriurapho
na galera econmica, cujojury lhes volou a meda-
lha de primeira classe. Esta retolurao foi formulada
nos seguintes termos :
Ao remo de Portugal pela boa quilidade e bara-
te/a dos seus vinhos ordinarios e sobslancias alioMB"
licios que expoz.
Oulro resultado que nos deve igaalmeiilc ser mui-
lo lisougeiro, he que o nosso paiz foi ura dos que
obliveram pro|iorciooalmenlc maor nomcro de re-
compensas. A eslatiitica deslas recompensas s po-
der ser orgauisada quando esliverem publicados os
respectivos relatorios de todas as classes do jury. As
lisias publicadas al hoje sAo inexaclissimas, excepto
as que conten) as grandes medalhas e as medalhas
de honra.
S se pode, pois, adoptar aproximadamente como
ponto de partida, o que se encontra no discurso di-
rigido pelo principe NapoleAo ao imperador no dia
do eucerramento da ExposicAo.
Segundo esse discurso, as recompensas concedidas
aos productos da industria e da agricultura, roonla-
ram a 10,5(> pela maueira segrate :
11- grandes medalhas de honra.
252 medalhas de honra.
2,300 medalhas de primeira classe.
3,9410 medalhas de segunda classe.
1,000 menroes honrosas.
Oque para 21,000 expositores d* a proporcAo de
50 por cenlo. Mas esla propnrrAo he muito menor :
porque naquellas recompensas enlram pelo monos
1,000concedidas a conlra-meslres e operarios, cujo
numero nAo entra no numero doa expositores. De-
duzindo pois.aquellas 1,00(1 recompensas das I0,56i>
verdadeir.i propurc.ui entre u numero restante e o
de 21,000 expositores, he a de i) e meio por cenlo.
Portugal ligara no catalogo ollicial como leudo
HI expositores ; mas he porque, segundo uma reso-
luto adoptada para todos os casos anlogos, a certas
corporares e eslahelccimenlos foram dados tantos
uumeros quanlas erara as classes em que evpunham
producios.
Neste caso se acharara o arsenal de mariiiha, o
conselho ultramarino e a cummissAo central de Lis-
boa ;o que reduz o verdadeiru numero dos nossos
expositores a 107. Deduzindo dos 218 premios que
oblivemos, os tres que foram dados aos contra-mes*
tres de nossas fabricas, reslam 215 que para o nume-
ro 07 dos nos.os expositores, dAo a proporcAo de 53
por cenlo. Mesmo na hypolhese de termos lido
4tl expositores esla proporcAo leria sido de 40 por
cento.
Examinando o documento uumeru 242 que con-
tera a lista de-las recompensas, v-se que os 218
premios, que oblivemos, e decompem da maueira
legajte :
Topographia, geologa, hvra
ras........
Producios agrcolas ( cereae-,
de, avelaas, lia*, urzella
de seda '......*......
Arles agrcolas / vinho, vinagre, agurdenle, li-
cores, azeile, mel, assucar bruto, queijo, inic-
ios seceos, larinha c tapioca......
Artes chiraicas (sal, rap, charutos, sabo, cor-
Irnnes e p?pel)..........
Conscrvaces alimentares | conservacOes alimen-
tares piopriainente,dita-. ehourir,os, toilfinhn,
fructos em calda, azeitnuas, sardinhas em a-
zeite ).............
Materias primas ( madeiras, seda em rama ) .
Artes e oflicios (calcado, falo feilo, lavas, pen-
le-, chapeos, holes, guarda-soes e bengalas,
llores, esleirs, palito*, encaderna;oes, obras
de marcineiro, machinas.)......
I ecidos de seda, '.S, algodAo e ludio. .
Ensaiosinduslnaes (alumina do Sr. Sehaslio
llelamio de .Mnenla........
Colleccoes inumi-malicas ( medalheiro do Sr.
Daniel Jos da Silva Mello )......
Colleccoes de productos pertenrenles a mais de
uma destas classes (Colleccoes de producios da
commssAo central de Lisboa, do conselho ul-
Iraruariuo, de viuhos, licores e doces do Sr.
Ilodolpho Baltresqui, de vinhos e lulistancias
alimenticias do reino de Portugal ) .
a inella-. am qoe cada paiz sobresahia, esperando-se | No numero dos jurados^cstrangeiros, a quem fo
que desle exame resultassein modncacOes impor- : concedida aquella dislinccao, entrou o nosso illustre
lauto- na legislarlo fiscal dos mesmos estados. | compatriota o Sr. Julio Mximo de Oliveira Pimen-
Atligiira-se-me que aquella idea exerceu urna i le, digno por cerlo desla honra pela repulacao que
grande inllueuca na concessAo dos premios aos nos- ; grangeou na respectiva classe em que era repotado
sos expositores de productos agrcolas, vendo sobre-1 um dos Mafhna mais dislinclca.
lodo, que productos agrcolas que linham ohtido do Estas condecoracoes haviam sido distribuidas na
E apezar desta manifeslacilo estrondosa e das ou-
ras, que se Ihe seguiram, e deque dei conta nesle
relatorio, foram raras as nardos, que nao pertende-
ram, que a E\po-ic.io de Pars nao represeotava fi-
elmente o estailo da sua industria, tendo deixado da
concorrer por diversos motivos ni ni tus de seus in-
duslriaes dos mais importantes. Talvez que nenhuma
jury a mais alta qualilicacAo, mo obliveram neiihuin I vespera aos agraciados pelo principe NapoleAo n'um nacAo o podesse dizer com tanta razAo como nos.
premio, e que a classe terceira, propoz e obleve do I sarao a que o principe convidara no palacio da sua
grupo respectivo, a approracan de uma grande me- residencia, e a que assisliram os ministros, os presi-
dalha de honra para a colleccAo dos prodoclosuigri- denles ilo corpo legislativo e do conselho de estado,
Os servir/os relevantsimos prestados por estas
duas Exposiees a industria, e as lacunas que nel-
las se encontraran!, lem feilo reennhecer axiecersi-
colas da Dinamarca, que se nao podia comparar a o grao chaiiCeller de IcgiAo de honra e os secreta- dade de oulra Exposico Universal qne se rena O
nossa que nao inereceu aquella classe (Ao elevada
recompensa.
Felizmente o cunselho dos presidentes reparou es-
la injustica, reduziodo aquella graude medalha a
medalha de honra, e concpdeudn-nos a mesma re-
compensa pela colleccao dos nossos productos agr-
colas, que era ioqueslionavelmente uma das mais
bellas e das mais ricas da Exposico.
r*ao deixarei lamliem de repetir, que a falla de iu-
^ormares por parte do maior numeru dos nossos
expositores para esclarecimiento do jury, falla que
eu nao podia supprir completamente, cuucorreu ne-
eessariamenlc para que algiinsdos productos da nos-
sa industria nAo raerecessem a considerarao a que
(iiihaiii direilo.
Ilnrerramenlo da ExposicHo.
O decreto de 8 de marco de 1853 ordena va que o
nos geraes, c o coinmissario geral da commissao im- j mais lardar em 1859. Asseverou-se mesmo, que a
I'*"*'. Allemaoha se orcupava ja muilo seriamente da or-
0 Moniteur de 7 do correnle publicoo oulra lisie ganisacAo desla Exposico, e chegou-se a designar
de commissarios e jurados igualmente condecorados i Vienna como a capital, em que ella deveria ler Id-
pelo imperador pelo mesmo motivo. Essas duas lis- gar.
las compilen) a relacAo, que acompauha esle rea- Afligurn-se-me que as nicas capilaes da Europa,
lorio documento n. 217 ) da qual se v, que o que offerecem os necessarios recursos para a organi-
linas e dici-
i.ies, amen-
ilos de bichos
112
-\
21
IT
numero total dos condecorados monlou a 122, com-
prehenderdo il commissarios e 81 jurados.
Banquete dado pela municipalidade de l'aris ao
principe Sapoleao. e i\ commissao imperial.
Esle banquete leve lugar no dia 17 de novembro
as e-paco.s- e riquissimas salas dos paros do con-
selho holel-de-ville, ) sendo convidados para lo.
mar parte nelle o corpo diplomtico, os ministros,
os presidentes do senado, do corpo legislativo, e do
conselho de estado, os depulados do deparlamento
vtr.i i de urna Exposico Universal da Industria,
sAo Londres e Pars. Mas qualquer que seja o local,
em que se verifique esta Exposico, entendo, que o
nosso paiz deve empregar lodos os seus esforros pa-
ra coocorrer a ella, e para se fazer representar de
uma mantira que Ihe faca honra.
He preciso, que nos nAo Iludamos sobre a opi-
ni.io, que se forma de no-, alim de recoahecermos o
quanto conven) fazer mudar essa opinao. Julga-se,
que ns somos uma nac.iu sem nenhuma industria
em eriameiito da l.vpo-icao teria lugar a 30 dse- do Seuoa, os commissarios estrangeiros, os presi- fabril, e que recebemos os droductos dessa industria
Tolal
i
Jis
Esla analyse musir que nAo houve favor nos pre-
mios que nos foram concedidos, porque a mxima
parle desles recairani]em productos de industria, cu-
ja superioridade entre mis nAo pode ser contestada.
E para as industrias queuSo eslAo eflctivamenle no
uosso puiz na altura em que se enconlram nos paizes
mais adianlados, liveram-se era vista as nossas cir-
cumstancias espeoaes, os esforec-s empregados para
melhorar a fabricacAo, a importancia dos estabeleci-
luentos recompensados e os serviros por elles pres-
tados, ou no emprego de um grande numero de bra-
cos, ou na barateza dos productos que olTerccem ao
mercado-
lio inmlia opinido, qoe, em lugar de favor, alguns
dos nossos expositores de jiroduclos agrcolas, ngo
obliveram os premios a que me parece tiulidm di-
reilo.
Ouiz-se fazer prevalecer na Exposico a idea de
que s se devia recompensar o trabalho e a industria
do homein, e por de parle completamente o que era
devido a ferlilidade do solo e a influencia do clima;
porerr, esle sy stema linha o inconveniente de preferir
productos superiores,feo porque elles linham custado
maior somina de esforcis, destruindo-se assim nm
dos lins principaes da F.xpasir,Ao, qne era fazer co-
nhecer o e-lado das industrias dos diversos paizes, e
leinbrn de IK55.
O regulamento da CummissAo imperial approvado
pelo decreto de 6 de abril de 1854, ordenou que es-
se ericen-amento sri leria lugar a 31 deoutuliro se-
guintc: lendo-se porem verificado abertura da Ex-
posicAo a 15 e nAo a I de maio como eslava deter-
minado, toi fcil de prever que o encerramenlo s
leria lugar a 15 de novembro. ElTeclivameule por
decisao da commissao imperial de 3 de oulubro fui
fixada aquclle poca para se fechar definitivamente
a ExposicAo, devendo os expositores proceder no dia
immediato rccepcAo dos producios. Documento
n. 213 i.
O encerramenlo da ExposicAo leve lugar com a
maior solemnidade, pronunciando nesse acto o prin-
cipe NapoleAo e o imperador, don] discursos memo
raveisi Documentos ns. 21 i e25 ), que foram pu-
blicados com Indos os pormeuoies desta grandiosa
ceremonia no Monlleur do dia seguale que remel-
li ao governo, e distribuindo o imperadoras conde-
coraces que concedeu aos ndu-lriaes sobre propos-
la do jury, e que montavam a ceuto e quarenla e cin
co, e as grandes medalhas de honra em numero de
cenlo e duze. '
As nutras recompensas nao poderam ser distribui-
das por 8. M. por falta de lempo, e foram remelli-
das directamente aos expositores francezes o aos ex-
positores estrangeiros, por raeo dos respectivos com"
mi-sarios.
As que p ulen-iam ao uosso paiz foram-me entre-
gues a 20 de novembro. excepc.io da medalha de
honra que a foi entregue tres das depoi-.
O. diploma, relativos a estas medalha. c os men-
roes honrosas, nao me poderam ser entregues entAo,
nem o foram ainda por nAo cstarem proindlos.
No mesmo dia do encerramenlo oflicial da Expo-
sicAo publicou o Monileiir um annuncio assignado
pelo secretario da commissAo imperial em que decla-
rava, que a commissAo imperial lindo sido informa-
da de que augustas peraoaageo viriain em poucos
dias a Pars, convidava os expositores a deixarcm os
seus producosnos palacios da Iuduslria|e das Bellas-
Arles at ,'!() daqaelle raez, licando assim aherlas ao
publico at au mesmo dia as duas Exposiees res-
pectivas, documento n. 216).
Sabendo que as augustas personagens a que alt-
ala aquelle annuncio, eram S. M.o rei dos Belgas c
S. M. o rei da Sardenha. entend que interpretava
lielmenle as inleores do governo, preslando-me a
deivar ainda os nossos productos al poca indica-
da nosdous palacios da Industria c Bellas-Arles, sus-
pendendo a execurAo das ordens que ja lia v la dado
para que a emballagcm dos mesmos productos co-
mecasse no dia 16 de novembro. O mesmo lizeram
lodos os ontros rnmmi-.-ino..
Assim a ExposicAo que devia acabar a 15 de no-
vembro conliiiuou de faci at 30, conservando o
Iroiuepto que havia sido convertido n'uma sala de
va-lissimas dimenses para a ceremonia do encerra-
menlo, os mesmos ornatos que linha naquelle dia,
excepto o lbruno, que ceden o logar a uma orcheslra
composta de mil duzenlos e cincuenta msicos, que
deu concerlos dez dias consecutivos depois do encer-
ramenlo, lomando parte no ultimo, qualro mil c
quinhenlos msicos.
A esle concert assisliram SS. MM. o imperador
e el-rei da Sardenha. O principal adorno do ^raii-
seplo e que mais chamava ,i alinelo, eram os Iro-
pheos levantados com os producios que haviam ohti-
do as grandes recompensas, entrando neste numero
o implico de Portugal, (orinado com as ricascollec-
ces dos nossos productos agrcolas, e dos nossos vi-
nhos que o lornavam um dos.nAo menos notaveis da
ExposicAo.
Condecora/yes concedidas pelo imperador aos com-
missarios estrangeiros e aos memhros do jury in-
ternacional.
denles e vice-prusideutes das diversas classes do jury i em dos no,50, yinho,, de uroa nacao poderosa
internacional, uma depulacAo du corpo municipal i que nos domina completamente. A maneira, por-
Ja esleve na Russia'.'
He por causa de minhas pellicas que diz isso.
Nao
Tenho estado em toda a parle.
E sem dnvida, conlinuou Filippe, couservou
retornes em San Petersburgo'.'
Mui tas.
EnlAo deve conhecer o general (iucdenoll.
Qual general (uedenoS?
Aquelle que esla especialmenteencanegadn de
recrular actores para o lliealro do imperador Ni-
colao.
I'rirri'.ji menle elle nao he general.
Oh!
E al nunca fo militar.
NAo importa. Conhece o -enhor (uedeuoll'!
l'eih llmenlo, he um dos raais tinos sabujos ar-
tistas queconhero ; fareja um boin actor a mais de
cero leguas de distancia.
Com elleilo, tenho ouvido gabar suas fatuida-
des especiae>, disse Filippe.
(iuedenofl leria sido no secuto XVIII o mais h-
bil e mais espirituoso sargento das guardas france/as
para melter una penua n.s miios de um aldeo, pro-
meltendn-lhe todas as dense- do paganismo. Mas Hu-
iros lempos Hoje cllerouteuta-sc de alis'ar por pre-
ros fabulosos ns amantes do gvmnasiu, que ainda nAo
lem barriga ipois ha uma larila para os amante-, as-
sim como para osjocheys) e de expedir de quando
em quando para o cVeva algumas minoridades tor-
neantes, e torvelhinhautes, que ruuba i academia
real de msica.
Bem o sei, c pcrgunlaudu-lhe se conhece ao
senhnr i iiiedenodl, desejo smenle saber se cunliece-o
inlimameule....
Muilo inlimamente!
Se lem crdito para com elle.
Assim o creio.
Enlo elle ouve sen juizo '!
Cuinnlia-0. aflirmoii Mr. Blauchard.
De veras".'
Ha ais mezes que liz-lhe contratar um ele-
pbante.
No dia do encerramenlo da E vpo-ic,io publicou o
Moniteur a lista dos commissarios esliangeiros e dos
membros do jury internacional, a quem o impera-
dor condecorou com diversos graos da ordem impe-
rial da |legiao de hunra,pelo- serviros que haviam
prestado a Exposico.
Esta lista compreliendia Irnla e um coinmissario-,
quarenla e dous jurados estrangeiros e viole e seis
jurados francezes, sendo nvenla e nuve u numero
total dos condecorados. .
de Londres, os administradores do cunselho. das
chindes de Franca, muilos dos expositores recom-
pensados, mullos membros do Instituto, e rauitos
estrangeiros dislinctos. oque elevava o numero dos
convidados a mais de 500.
Os documentos ns. 2H a 250 couleem os discur-
sos pronunciados ueste banquete, a que se segoio
um brilhante concert, em que tomaram parte os
artistas de maior renome da capital do imperio, e a
que assislio toda a sociedade de l'aris.
Prodceles de artistas porluguezes enviadas n Ex-
posiro das Bellas-Arles.
Com ollicio de 8 de junho me foram remull la-
pela commissAo central do Lisboa dezeseis cavas
Moteada algumas obras de pintura e esculplura dos
nossos artistas para serem cullucadas na ExposicAo
ilas Bellas-Arles. A abertura desses volumes s po-
de ler lugar no dia 27 do mesmo mez, assislindo eu
a esse acto, para verificar o estado dos mesmos pro-
| duelos, c dar as providencia., que se lornassem na-
i cessanas. O estado, em que se achavam es.es pro-
ducios, he fielmente descrilo no decomenlo n. 251.
Esse mesmo documento inostra quaes furain as
obras de pintura e esculplura descriptas na relacAo
anteriormente enviada s coinmissAu imperial, que
ilcixaram de ser remctliias. O catalogo da Exposi-
co das Billas-Arles linha sido organisado em visto
deesa relacAo ; porem o catalogo, que cu liz impri-
mir, de todos os producios da industria porlugueza.
qiieroncorrcram as duas Exposiees, deixou j de
inrluir aquellas obras.
Trahalhos da rninmissiin de estado ExpOif&O
i'ntrersat da industria.
A commissAo encarrcgad.i pelo decreto de 20 de
marco desle anuo da estado lochnico.da EipoatRjIe
L'niversal da industria he rompo-I,i de ura presi-
dente, cinco vogaes e um secretario. Na aberlura da
ExposicAo sai se achavam era l'aris o presidente, e
tres vogaes ; faltando, por tanto, dous vogaes e o se-
cretario. Apezar distu a commissAo iuslallou-se, en-
carregando provisoriamente ura dos seus membros
de exercer as funcees de secretario. Os Irabalhos
da commissAo ale o encerramenlo definitivo da Ex-
posicAo couslam da serie das suas acias, que acom-
panham esle relatorio.
Despezas ordenadas pelo coinmissario regio.
O ai tiro i das inslruec,es de 13 de abril dizia:
O secretario da commissAo auxiliar o commissa-
rio regio no exercicio das suas fuucces administra-
tivas, e ter a seu cargo o pagamento das' despezas
ordenadas por elle.
O arligo II das mesmas inslrucees dizia :
ii Todas as despezas con) a guarda e conservacAo
dos productos porluguezes, bem como as de expedi-
ente, -ei.io ordenadas pelo commissario regio.u
0 despacho de 10 de abril autorisiva a verba de
100 para as despezas com a guarda dos productos,
expediente, e gratificaran mensal do fiel na impor-
tancia de 500 francos.
NAo sendo aquella verba suflicienle, nem para
esla ultima despeza, que n'uma cummissAo, que pelo
menos durara sele mezes,. montara a 3:500 fran-
cos, reprsenle! ao goveruo em dala de 1S de julho.
que para fazer face a toda- aquellas despezas eram
necessarias ainda mais i 200. O governo resolveu
favnravclmente a minha representaran, como me foi
participado era ollicio de 10 de agosto.
O documento n. 252 inostra qual foi o emprego.
que tiveram aquellas Irezenlas libras.
Medidas que convlr adoptar no MMM pai; ho caso
de hacer oulra li.rposiriio L'niversal de indus-
tria.
Julgo qoe nao deverei por termo a este relatorio
sem indicar as medidas, que rae parece deverera
ser adoptadas enlre uns se liver lugar oulra Exposi-
cAo I niv _t- 11, e se a ella coucorrermos, como enten-
do que llevemos concorrer.
A Evposicao Universal de Londres fui um facto
de alia importancia, que muilo concorreo para o
grande diseuvolvimenlo, que leve a industria uoi
qualro anuos posteriores. Esse desenvolvimento foi
comprovado pela ExposicAo Universal de Pars, e
reconhecido por lodos os homens competentes, qne
estudarain essa ExposicAu. Os jurados iuglezes fo-
ram os primeiros que tiveram a oobre coragem de o
revelar ao mando rivilisado.
Apre! disse Filippe rindo; vejo que elle lem
a vossa senhoria em muila considerarAo.
De fado.
Eu quera lamhem atlraliii a atlcncan do se-
uhor (iucdenoll sobie alguem... mas nao he sobre
um elephanle.
Isso he indifierentc.
Quera usar de sua influencia para recoromen-
dar-lhe ou antes para assignalar-lhe... urna mulher.
Uma mulher, Mr. Bevle?
Mm. uma mulher moca.
Est visto !
De talento extraordinario, de belleza celebre.
Giselle ou Sorma '.'
Sorma, disse Filippe.
As caiiloras sAo pouco procuradas em San l'e-
lershurgo. Para seren bem aceitas pelo imperador
Nicolao releva que sejam precedidas de urna repula-
rJJho europea.
Aquella de que falto salisfi/. essa condirAo.
l'ois bem, diga-me o nome, e fallarei breve-
mente dclla a liuedenoil.
Vossa senhoria a conhece assim como eo ; he
a Mananta, '
Mr. Blanchard recunu alguns passos e exclamoii :
A Mari.inna, he a Marianna (ue o senlior quer
recummendar...
A' Russia, arcresceulou Filippe.
Mas so he impossivel.
Por que !
Ao meuus por duas razes.
A primeira ?
A primeira... roas s vossa senhuria ignora o
que he mu sabido no mundo musical... a primeira
he que desde muilo lempo a Marianna perdeu a voz.
Ja recobrou-a! etclamoii Filippe.
Oh!
Mais forte e mais admravel do que nunca.
Vossa senhoria ouvio-a 1
Sim... sim... mm mm ou Filippe cora amargo
-ni ri.o provocado pela leiiihranca da missa de seo ca-
sament.
H v colisa extraordinaria !
esse raso vossa senhoria deve romprehender,
que roncorremos a esta ultima Exposico ; o stimo
lugar que uceupamos quanlo ao numero dos expo-
lile-, enlre os cincoenta e dous estados, que a ella
concorreram ; o numero de recompensas que ob-
livemos, abalaram muito esla opinao, qae he pre-
ciso destruir de todo as futuras Exposice-, E ja-
to au so por nossa dgnidade como nacAo, mas al
oo inlercsse do nosso commercio, e coHsequenle-
inenle da nossa industria, cujos productos se tor-
nan) conhecidos por meio daquellas Exposiroes. A
esta hora-ja eslao feilas eucomme nda? de muilos
dos nossos productos, que nAo leriam tido lugar, se
elle nao livessem concorrido a esla ExposicAo. O
mesmo acontecen, ainda que em menor escala, com
a ExposicAo de Londres.
He pois indiapensavel, que todas as nossas indus-
trias sejam representadas nessas Exposfcoes, sem se
perder de vista, que o lim deslas he menos o des-
lumhrar por meiu de prodigios de arle do qae o
melhorar a sorte da humanidade fazendo conhecer,e
honrando as udu-tria-. que occapam o maior nume-
ro de bracos, e os productos que pela sua bartela
eslAu em harmona com os meios de acquisicAo das
classes as mais numerosas das popolacoes.
Mas mo basta fazer orna colleccao completa de
todos esses productos. Essa parte do trabalho da
i mius.ic'.o de urna ExposicAo industrial he inques-
liunavclmeute a primeira e a raais importante ; ma,
s por si nao preenche o lim da ExposicAo. A col-
locac.io dos productos n'um local sy fere os olhos da-
qaelle*, que examinara eses prodactos: ha don
outras Exposires mais exlensas, que van a toda a
parle, que sobreviven) a primeira ExposicAo, e que
podem por consequencia prestar melhores servieoa
aos industriaes : estas sAo o catalogo desses produe-
lo-, e o relatorios dos jurys,que os examinaran). De-
ven) pois empregar-se todus os meios para que esse
catlogos sejam feitos com exactidAo, e sem demora
e para que os jurados possam ter aoseu alcance to-
dos os meios de inforrasoAo a respeito dos producto
sobre que lem de emitlir o sea juizo.
Estas consideraces, e os fados descriplos oeste
relatorio, levam-me a recummendar as segointes
medidas para a organi-acau da expsito dos pro-
dceles da nossa industria, que deve fazer parle das
futaras Exposices Universaes.
1. As pessoas, que o governo ti ver em vista para
evercerem as funcees de coinmissario regioejurados
devem fazer parte da commissAo central de Lisboa,
encarregada de organisnr a ExposicAo.
2. A commissAo central deve cumprir religiosa-
mente as disposiees do regulamento, que Ihe for
dirigido pela commissAo diredora da ExposicAo Uni-
versal, sobre ludo no que disser respeito a filadlo
do numero dos jurados, a remessa dos elementos
para ,iorganisacAo do catalogo ollicial, e as infur-
mac.es para esclarecimentodo jury.
3. Se a commssAo central ignorar na poca fizada
pelo regulamento para a remessa do numero dos
expositores, base indispensavel para a lixarAo do
numero dos jurados, o numero daquelles, indique
por approximacAo o numero, qoe julgar poder ob-
ter. Assim o fizeram nesla Exposicu qoas
todas as naques, e algumas coro bstanle exagera-
rlo, deque resoltou lerem um numero mais consi-
deravel de jorados do que o qoe lhes compela. Se
se livesse sabido em Franca, na occasiAo da distri-
buicio dos jurados, que leamos mais de qualro-
centos expositores, leamos oblido, pelo menos seis
jurados, e um presidente de classe ; o que leria aug-
mentado muilo a considerarlo do nosso paiz, dando-
nos um voto uo conselho superior, qoe decrelava
definitivamente as grandes medalhas de honra. O
reino de W'urtlemberg com duzenlos expositores te-
ve um presideole de classe.
i. Se os expositores ojo preenclierem os modelos
que lhes im em reme nidos, para esclarecimento do
jury, he indispensavel, qae a commissao o faca, por
meio das informales, que deve solicitar das auto-
ridades locaes, e recorrendo a lodos o meios qae
liver a sua disposic.no para esto lim. He possivei,
que muitas destas informacOes sejam inexactas ; mas
em todo he mais fcil a commissAo fornecer dados
exactos a este respeito, dados que collige em Porta-
gal, sem pressa, e com toda a pessibilidade de os
e quanlo he feliz o momento para realcar a Mari-
anna.
Concordo.
Para faze-la subir de novo ao pedestal, onde
niuguem ainda subsliloio-a.
Ningocm, he verdade. Porem. Mr. Bevle,
vejo que vossa senhoria nao esto inteirado da nova
situarAo de Marianna. Deive-me completar suas iu-
formaroes assim como o senhor acaba de completar
as minhas.
Com prazer, disse Filippe.
Marianna he agora rica,, mui rica, he quasi
inillioii.ii i,i.
.'Heliana Como ? Porque casualidaile?
Morread licen de I tome leu deixou-lhe toda
,i sua riqueza.
Mr. de Iremeleu morreu '.'... disse Filippe, cu
ja fronte lornou-se sombra.
as ilhas llyeres, onde.Marianna o linha acom-
panhado.
Era humen) de senliinenlos uohres, disse Filip-
pe pensativo.
Assim vossa senhoria deve comprehender a seu
liirno quanto he diflicil olTerecer um rontrato .'i uma
pessoa, que a ailniinistracao de sua riqueza deve oc-
eupar exclusivamente.
Nes-a rircumstaucia n.io se Ihe oflerecc.
lmpe sc-llie.
Apre !
Nao ha precedenles nos aunaes drainaliro- da
Kussia '.' I.euit'i o-me de ter ouvido contar militas
vezes cerlos raptos execulados por conta de Sua Ma-
gesta Imperial.
Oh sAo cotilos !
Citam-se os nomes de muilas adrices rap-
tadas...
Por piratas barbarescos) talvez, mas nao pelos
Kussos.
Ah! M Blanchard, er que a conscieucia do
-enhor liuedenoil' estoja limpa a e--e respeito ?
Nanea inlerrogoei-o.
Pois ioterrogne-o. F'alle-lhe ao mesmo lempo
rom enthusiasmo de Marianna, da brilhauto ressur-
reico de sua voz, da dispertarlo inesperada de asa
genio. Eslou cerlo de que isso o impressionar.
Eu ticuna mais cerlo se elle podesse ouvir ao
senhor mesmo. Na verdade, Mr. Bey le, vossa se-
nhoria lem um calor, uma conviccao...
Filippe mordeu os beicos.
Eia, conlinuou Mr. Blanchard rindo, coufesse
que nAo Ihe desagradara que a Marianna fosse rap-
tada !... '
Mas...
No inleresse da arle I como diz o Pi da Et~
treante. Desla vez excedo a permissAo e adevinho-
o inleiramente. Tanto peior, meu charo. Eu tam-
bera nAo nmo essa |Marianoa ; ella fez padecer
Ireneo ; quero-lbe mal por isso. Sei que elle per-
duou-lhe ; mas nao lenbo motivo para renunciar ao
incu rancor. Alera disto...
Acabe, disse Filippe vendo Mr.'Blaochard he-
sitar.
__ O que vossa senhoria deixoo-roe ha pouco en-
trever cora esse carcter, com o qual nunca sympa-
Ihisei. Basta uma victima na vida dessa mulher.
Nao conven) que ellapossa tocar los anjos da familia.
A profunda e re-peilo'sa afl'eicAo que sempre consa-
gre! a m.id.iinescll.i de 1 ngiande, o que conservo a
madama Bevle di/.-me que meo dever he procurar
larabem o "meios de poupar-lhe um contado in-
digno.
Filippe aperlou-lhe a mo com verdadeira
cmorAo.
Assim confie era iiiim, disse Mr. Blanchard
Fallarei a liuedenoil esta uoile, nu amanilla. Hci
de inllainin,! lo, hei de invocar a lembranca de Fal-
coo. Uma viajen) forjada he necessaria Mari-
anna.
Certamente.
As dilliculdadesserAo'grandes; mas viva Deoe !
r,uedeuui lem privilegios.immonidades.Dir : Rap-
temos primeiro e raptara. Nao he qualquer cen-
sa ser representante de nm autcrata.
Obrigado, Mr. Blanchard. obrigado.
De sua parte vossa senhoria sabe sem duvida
onde achi-se a Marianna".'
Nao.
MUTOvDtT


emendar por meio de iuformacpes contradictorias,
de queao commisiario no paii, ein que tiver lugar
a Expongo, sem auxilio alguro. e aperlado pelos
jurado* que querem rtsposla promplas, e que nao
icam salisfeilos se eslaa Ihrs nao sao dadas logo.
' 5. Ue necesiarioque a commissao reuua as nfor-
maces dos expositores orna memoria, ein que des-
creva o estado iuduslri.il de Portugal, del>.ii\o de
odas a< relacis, acompanJiada de todoa os dados
estatifico, que ,lhe for fpnssivel reunir. Es-
ta memoria dever srr tradoiida em francet, e
collocada a' fronte do catalogo especialt.que o coro-
rui-s.irio deve fazer imprimir e distribuir pelos ju-
rados, antea que estes comectm as suas hincones.
t>. O commissario regio deve lambem ser jurado,
e mismo presidente de classe, se nos for concedido
un ou mai- presidentes. Se o exercicio destas func-
(Ses augmenta o Irabalho do commissario, queja
nao he pouco, augmenta por oulro lado eunsidera-
velraanle a sua luflueneia para com o* jurados, t
colloca-o por coesequeecia n'uma posicao muilo
mais favor.ivel para advogar os jnlercsses do seu
paiz. O irabalho, que eu (ive neila Expsito, fui
uin Irabalho, que nao devem mais ter os eommissa-
rlos para as oulras Exposicnes. Achei-me sem ju-
rados, sem catalogo, semjoforniaoOes para ojur>,
fbi-me neccssario crear todos estes elementos i ul-
tima hora, e com muito poucos recursos. Fazen-
do se o que acn sellia as medidas precedente o
commissario sua chrgada ao local da Exposicao
Uuiversal achara ludo isto feilo, e eoohecer nao
menos a Expsito porlugueza, o que tambem me
nao acontecen, por nao ter feilo parle da commis-
sao central de Lisboa. O Irabalho do commissario
nao deve poii ser lal que o iuhiba de exercer, e de
orna maneira muilo eflicaz, as runccocs de jurados.
7. e ultimo. Se o governo Hornear urna commis-
sju de ealudo para aquella exposicao, esta deve ser
essencialmenle composta do commissario, c dos ju-
rados, que pelas fancc,0es que exeicem, estao mais
habilitados do que ninguem para darein conta do
que observaran) em ludo o que posan interessar o
nosso paiz.
Rctness dos producios da exposicao porlugueza
para Lisboa.Venda de muitos desses produc-
ios.Concesso de niguas delles a estabelec'-
ntnlos publico!, e a differentes commissarios es-
trangeiroi, e membros do jury internacional.
O decreto imperial de 28 de novembro ordenou,
que a Exposicao uuiversat da agricultura, da indus-
tria e das Bellas-A arles, seria definitivamente en-
cerrada ,i du daqoelle mez, ficando a cargo do nii-
uistro de estado e do ministro da agricultura, do
commereio e das obras publicas a liquidado das
despezas feilas pela conimissao imperial. (Documen-
to n. 53..
Por virlude denle decreto no dia I do crrenle
coraecuu a euballagem dos productos txposlos ; fa-
zeudo eu coruecar tambem nesse dia com a maior
actividade a emballageni dos nossos productos, para
poderem ser remellidos para Lisboa sem perda de
lempo.
I'iua parle distes productos ja eslava encaixolada
desde o dia t de novembro ; porque a commissao
imperial liulia ordenado, que oaquelle dia e seguin-
le fossem entregues aos expositores ludos os pro-
ducios que occupavaui o Iransepto, e urna parle
da galena, que o dommava, alim de se fazerein os
preparativos uesussarios para a ceremonia do eu-
cerramenlo ollicial da Exposicao, que devia ler lu-
gar no dia l j daquelle mei. Documenlos ns. 5! a
5Bt>.)
Mulles dos productos da nossa Expsito deixa-
raui de ser remellidos para Lisboa por diversos mo-
tivos, lodos honrosos para a nossa industria.
i.rande uumeru dos iiossos expositores juntaran)
aos seiis productos a indicara., dos seus precos de
venda. Lua parle desles productos foi vendida por
esses presos. *
lm da vaulagem de faztr condecidos aqui cses
producios por meio deslaf vendas, nao era possixel
recusa-los ao publico, que os procurava obter pe-
los presos indica dos pelo expositor. Essa recusa
revelarla logo a iuexactidao desses precos a menos
boa fe, cain que liaviam sido feilas as declaracoes
das cxpusilores, que se dina lerem sido feilas du
proposito para sorprender a coosciencia dos jurados
e ebter recompensas, que nao seriain concedidas,
se fouem couhecido os verdadeiros procos dos pro-
ducios qua expunham. Convencido de que os nos-
soa expositores nao mereciam essa censura, enten-
d, qne o nico meio que linda para o Semonslrar,
era aulorsar a venda de lodos os objeclos, que se
achavam naquellas circamslaocias.
Ilouve. porm, alguna arligos, cuja venda auto-
riaei, aem que os seus expositores tivessem indicado
oe respectivos prados de venda. Esses arligos muilo
pouco nrjaierusos, loram. uuicamenle amostras de
algans dos nosso* viuhos, que entend ser do inte-
resae do proprio productor, alm do inters geral
do nosso paiz, de fazer conbecidos aqui, onde geral-
meole sn se eucootram iinilai.ois, e muito ms, da-
quelle valioso producto da nossa industria. Para
esses vinhps foram esla belecidos precos em harroo-
uia com os precos de viudos anlogos, que (inhimos,
na Exposic.iu.
Assim mesmo para a adopto desse arbitrio, que
me lisougeio. merecer a approvacao dos exposito-
res, e de lodos os liomeus sensatos do nosso paiz,
consullei a commissao, que presido, e o proprio mi-
nistro a secralario de estado dos negocios da fazen-
da, do das obra s publicas, commereio e iuduslria,
o Sr. Antonio Mara de Fon les Pereira de Mello,
que se achava ento em Paris. Todos os votos fo-
ram em favor da medida que adoplei.
Oulra causa de lerem ficado em Paris muilusdos
producios da nossa Exposicao, foram os pedidos dos
meamos productores, que me foram feilos por al-
guna commissario* e membros do jury internacional.
Em alrelacao desses pedidos.
A commissao imperial da lixposkao Cnicersal
pedio espcimen* das produelo que liaramos man-
dado i E apoticao, principalmenle daquelles, que
pela sua liara leza e applicacao especial poderiam II-
gurar n'uma galera de economa domestica.
O contare* lorio das arles e o/fidos pedio urna
eolleecio do* neesos mnrmores, dos nossos mineraess,
da* uoasai madeiras, dos uoisos cereaes, das nossas
lias, a antros producios agrcolas. Ealas collecces
deviam formar parle de un museu tecduologco,
que estando aber lo todo* o* dias ao poblico, forma-
ra urna especie de expsito permamenle, que o-
fereceria a industria dados preciosos, a novoau-
mentos o commereio internacional.
A escola agrcola de C.rignoii pedio ama collec-
g|a de productos agrcolas com es Ix pos de todas as
variedades de 9.ei.es e leguminosa, cultivadas
eu Portugal;
A escola municipal lurgot, de Parisuina eol-
lecc,io dos uussni producios, que podesitm servir
a suas lijoe* de Itchuologia, a de materias primas |
licaudo esla collecco depositada na sala das collec-
ie da escola, com o uoine do paiz a quem era dc-
A sociedade imperial zoolgica de aclimata, o,
de Paris- urna collecao dos nossos producios que
podessem formar parle do seu museu de historia na-
tural e comparada.
O museu Ue historia natural, de Paris amos-
Jras das nosss madeiras e urzellas.
A e-clc normal de agricultura de Reamis
una collecco dos nossos productos agrcolas.
O Instituto de llokeinheim urna collecco dos
nossos cereaes.
HABI 81 PMiUlBUCO QtfAHTA f|lg> |6 DE ABRIL l Itfl
leceflo dos nossas producios cermicos, livos as
para fazer parle da rica collecco dos objeclos rela-
arlts cermicos, fundadas uaquella manufactura, e
que pude ser considerada hoja como urna exposicao
permanente dos producios [cermicos da lodos os
palzef.
A manu/aclura imperial dos Gobelitu urna
collecco dos nossos producios linturiaes, alim de os
submetler a exames, com o lim de conliecer o seu
valor commercal ; exames cujos resultados me se-
rial cemmunicados.
A sociedade central de agricultura, de Pars-
urna collecco dos diversos producios de cera e mei
que haxiamos exposlo.
0 commissario da Sardenha urna collecco dos
nossos productos agrcolas pira o instillo tecbnico
de Ttirim.
Exposicao universal de Paris, aiuda au inspiram
indicente cotilianca para os collocar em frente dos
Irabaldos estilsticos publicados sobre a Exposicao
universal de Londres. He provavel que esla lacuoa
poderser preenedida em poucos mezes: o que ha-
bilitara a commissao que presido, a juntarlos seus
trabslbos es-e importante parallelo.
Amanela vossa mageslade, que empregue como
devia, lodos os meus esbirros para fazer representar
,,,___ ao nosso Pal1 Pape' que Iba couvinda nesta mani-
a manu/aclura imperial de Sevres nma col- fe8ta
ceo magnifica do Irabalho humano, e darme
hei por amplaiuenle recompensado desses esforrosse
o cumplimento que dei as reaes ordeos de |vossa
mageslade e as de seu augusto pal, merecer a ap-
provacao de;vossa mageslade.
Dos guarde a vossa mageslads por moilos e di-
latados annos. Paris 15 da dezembro de 1853. O
conselliero de eslado commissario regio i Exposicao
universal de Paris .inlonio Josc de Arila.
CORRESPONDENCIA SO SIaRIQ SE
PERNAMBUCO.
PARS
2'i de fevereiro.
lie amanlia, 5 de fevereiro,que lera lugar defi-
nitivamente a abertura das conferencias de Paris.
Digamos primeramente que ua diplomacia assim
I como no publico, lodos eslao geralmente per suadi-
rMr/0 da Ioscana.-0,m collecco do.!dos que ellas acabaro em um Iralado de paz. Os
pessimlslas vem
nosssos productos agrcolas, gommas, resma, e ob-
jeclos melalorgicos, para o instilulu lechnico de
Plorenca.
O commissario da Turqaia urna Alleccao dos
nossos cereaes e legumes.
O commisario do Ganada' urna collecco dos
uossos productos agrcolas,
O Sr. Vilmoriu, memoro da sociedade imperial
de agricultura, e do jury internacional nina col-
lecco de producios asricolas.
O Sr. Delesse, eageaheiro das minas de Paris, e
membrodu jury ialamaeional amoslras das Ier-
ra asphallicas, que expozemos. e dos productos que
dellas se obtem, afirn de seren suhmetlidos a ana-
lyses, cujos resultados me seriara Irausiuiltidos.
O Sr. KoMnet, memliro da sociedade imperial de
agricultura e do jury internacional amostras dos
casillos de seda, que haviamos exposlo.
Persuadi-me de que era do nosso iuteresse salis-
fazer a estes pedidos dispoiulo para esle fim de al-
gn productos do governo e dos nossos producios
agrcolas que tiuliam pouco valor, por seren todos
simples amoslras i liavendo sobre ludo a respaila
desles.alem do precedente da Exposicao Universal de
1851, nma grande compensarlo nos pro duelos an-
logos que leceliiamos em Iroca. Desta opiuiao foi o
Sr. oiiuistro das obras publicas, commereio e indus-
tria.
L'ma eireumslancia veio lomar mais facis estas
conccss&es ; foi a olferta generosa de inuilos valio-
sos producios exposlos pela fabricada Visla Alegre,
pelas couipaubias Perseveranca e de Minerav.au Lu-
zilana, e pelos Srs. uarle Eeireira Pinto Basto.
J o.i n u i ni Ferrcira Pinto llasto, Josc Ferreira Piulo
Basto e Justino Ferreira Pinto Bsslo.
E*la ollera, que me foi le i la em nome dos expo
ilores pelo Sr. Justino Ferreira Pinto Baslo, desi-
guava eipressameule os prodnclos, qua se deviam
dar a alanos daquelles esladclecimenlos, deixando
oulros. arlaos a ininlia dispoiic.io paraos dislribuir
como enlendesse ..documento n. 17.;
Para evilar a CSJflfasao neslas dislnduices pedi ao
Sr. Jola de Audrade Corvo, que se cncarregasse de
fazer as collercnes pedidas, e de receber as eollcc-
coes de productos qoc nos fossem ofierecidos, iudi-
caudo lamdem aquellcs que nos padiam ser olis, e
que (is respectivos proprielarios deixavam a nossa
escolda. U Sr. Corvo preslou-se de bom grado a es-
le serxico, que .Icsempenhou como era de esperar da
sua recuiihecida intelligencia.
Junio a esle rtlalorio a inicressanle caria, que o
Sr. Corvo me escrexeu a esle respeilo | documeulo
n. W, ; e em que exprime a idea da conveniencia
de crear em Lisboa noinslilulo agrcola umjardim
de cultura para insIruccAo dos alumnos, c para es-
tudn das especies e variedades de plantas cullivadas
una pedra de escndalo no :). e
5.' artiaos do ultimtum austraco ; mas n8o he
presumivel que a Itussia leuha aceito as conferen-
cias de Paris sem que se livesse entendido anterior-
mente com as potencias all. la- sobre a inlerprela-
C.1o dos artigo* prncipaes. Um faci boje adquirido
he a intelligencia perfeita que existe entre a Rus-
sia, a Franca e a Austria. Quaolo ao gabinete de
Londres parece semprc conservar-se na reserva, lal-
vez tambem para poupar esla parle da opiuiao
publica que quer a conlinuacao da guerra.
Naa remidas ein que se encoutram os plenipolen-
cianos, Iodos os odos -ecravam obre e'les, lodos os
ouvidus se conservan alientos, para adevinhar, por
urna palavra, por um geslo, ofuudo dos seuspeusa-
menlos. At asseveram que as Tuilerias, as maio-
res persouageiis receberam como senha formarse
em grupos, nos sables, alim de observar ludo, ouvir
ludo, e Tazer a este respeilo um relatorio ao amo.
Tem-se observado que os ministros nglezes evila-
vam com certa aeclasao, qualquer encoulro com
os iniuislros russos ; ordinariamente se reunem
parte com os miuistros piemoBlete*. Em um con-
cert dado as Tuilerias a semana passada, depois
de um janlar diplomtico, lord Cowley so achava,
nao sci como, ao lado do barao de Bruno. Esles
dous plci.ipoleuciarios dcrain as costas um para o
oulru, e conversaram lodo o lempo com asseuhora.
Este par arrufado conlrastava singularmeule com o
coude Walawski c o barao de Buol quo cocliichavam
em um canlo, corno um verda.dciro par enamo-
rado.
O imperador, lias suas convenacoes, manifcsla
pnblicanienle as mais completaespaiaovas no resul-
tado pacifico das conferencias, mas ao inestno lemp
nao cessa de dar a lord Clarendon o protestos mais
formas* de marchar sempre de conserva com a sua
amiga c sitiada a luglalerra. lie semnre o mesmo
systema de desnorlear aopinio. Daa-sea esle res-
peilo, a semana passada, um aclu bastante singular
e que causou certa anofaa na Bolsa o no muudo
diplomtico, ((jornal des Debis em o numero de
lli ou de 17 publicara um artigo sobre as dillicul-
dades que se podan apreteutar no correr das con-
ferencias, uspecialmriilc acerca da conservado .le
.Nikolaiell como arsenal mililar. lie a iulcrprclavao
do famoso arligorl concebida nos lernoi seguintes :
.< Esle mar, (o mar .Negro; ser aberlo aos navios
mercands, lechado aos navios militares. Por cousc-
; qucucia nao se crearlo neiu se conservado arsenae-
mililare, inar.limos. ., Agora lr.,Ia-se de saber so
Nikolaiell deve ser conipreheudido enlre os eslalie"
lecimeulos utos domar ;\egro. Segundo o Journal
des Debis, como .Nikolaiell est situado sobre o
Bug, a 21) liguas da sua embocadura, o arl. .1 nao
pode compreliende-la. Esla ul*rpreU(Sa paraeea
e cultivaveis ein Portugal. O Sr. Corvo enlende, que I demasiado russa ao jornal. (I .secle no dia segu
devem desde ja dcstinar-se para este lim as collec- i r<*po.ideu o collega do Debat, demoliudo un a um
ees de producios fgricolas, de que fiz mencao a
que remelti para Lisboa com es productos da nossa
iuduslria. Neslas collecces enlrarr. semetiles de
Franca, da Italia, da Allemanlia, da Turqua, da
liespanha, do Canad, e da Australia, alem dos nu-
merosos exemplares, que o Sr. lilmorin olfereceu
aoSr. Corvo, das variedades vegelaes, que aquello
sabio lemcaraclerisa.lo com lana autoridade. Julgo
esle projeclo muilo digno da proleccao do iluslrado
gt yerno de vossa mageslade.
No dia II de dezembro eslava concluida a entre-
ga das collecces dos nossos pmduclus, e a emballa-
gsm ca parlida para Ruao de lodos os arligos, que
anda nos rcslavam uo palacio da iuduslria. Hoja
leve lugar a parlida para o mesmo porlo dos pro-
ducios, que expozemos no palacio das bellas arles
[ documentos ns. 09 a 2ti2. j
Segundo o arligo 0 do regulamento da commis-
sao imperial a despeza da conducho de Paris al
mino correu por conla do Idesouro Irancez, corren- ao ministerio dos negocios estrangeiros
do por nossa conta a despeza de emballagem. O do-
cumento n. 263 moslra qual foi a importancia des-
sa despeza.
Cartas dirigidas pelos commissarios estrangeiros a
.< l'ariiodtllotfiscnild, presidente da reuniSo dos
rommissarios.ConclusHO.
Os commissarios elrangeiros anles de se separa-
ren! julgarain do seu dever manifeslar ror urna car-
la a-signada por lodos e dirigida a sua alteza impe-
rial o principe Napolaao, presidenle da commissao
imperial, os seus sinceros e respilosos agradeei-
fneutos, pela benevolencia rom que sua alleza im-
perial o dava sempre honrado, e prolecc,ao ellicaz
e esclarecida, que Ibes dera sempre uo exercicio dis
soas funcees. O mesmo espirito de juslica, e da
gralidao inspirou a carta, que pela mesma'occasio I fralernalmenla in.io ac
d.ng.ram ao barao Janes de Rollichild, commissa- j real.sado os bellos beneficios
no de Austria, que liaviam
vida.
~ T? !,eimPOflanie, e sar mister abe-lo.
Hei de indagar...
Pois beui, diste Mr. Illancliard.
lisf*e0e?,lldO mS0S accresCI"0U >
~ Ah I '"ar uuiu raalhere desapparectr de
Pars, isso vai oceupar-me alguns dias.
i.'uanio Ihe serci recouhecido '
Coucordo ; mas... suspenda a ejpressao de seu
rrHeuhle.C,,DeD,01,e "uvau"1"- PoisaTaret dees-
J**<"" ''ra decorrra durante essa conver-
Mr7B!.erneZrd,.,U>a, "0 "" ""^ *-.
raJpomleu XS'.fMh^ *" "Dd" '
respailo? ,erdaU' CSper qa' ,orDaremM a WIH a
Quando qoizer.
Onde poderei ve-lo ?
Por (oda a parte, no clud, em toa casa.
.-"* ** eu,.'"'" 'ma eommuuicacao
imporlaole a fazer-lhe..'
Poder* escrever-me essa he boa !
A que lugar 1
MrTXh-,rdn.'10 ,i",,i, CUd,,J0 U,S' murmurou
t~.-0.?ddenem.',e ,,"S00'0U *"* "*"* nfl0
Nao retido em parle iicuhuma.
Eipliquei-me mal sem duvida.
habllarJo J
-JT *"' e,is unla perguula, a qual me he mu i dif-
neii responder.
Fui indiscreto f
-'.**? I m."'u embaracado, por que nao pos-
so dizer-lh. aquillo que eu mnmo *,,},,. P
Nao sabe rspello Flllppe sorriudo.
I'-I.ivra (le honra I
Ha verdade, esqneeia-me de qD. .. ,ehn-
nti tracou para si raui espiritu...;.^,""8, m.da
independenle e excepcional na vida.
ijmil de sua
- Oh I
eleilu presidenle das
suas reunioes, e exercera ellcclivameule eslas func-
coe- dccumciilus ns. -JiU e OJjJJ
Tnea sao, aeobar, os fados mais importantes da
commissao de que o augusto pai de Vo*sa Magesla-
de se dignou cucarregai-me junio a commissao im-
perial da Exposivo universal de Paris, como com-
missario regio por parte de Portugal, actos que *e
achara comprovados pelo* numerse* domnenlos
que acompaoliain este relatorio.
Esses documentos conleem a descripco de fados
de um ordeiu secundaria, sobre os qu.es nao rae
parecen dever chaar especialmente a alteadlo de
vossa mageslade, reeeiaudu dar assim a esle iraba-
lho urna desmesurada exleuc.l.i.
Era iniuda inlenc.io abrir um parallelo anles de
por termo a esle relaloriu enlre as duas Exposices
universacs de Londres e Paris, porem os dados I-
1'ci.ei que eslao colligidos al agora a respeilo da
graude rique-
uinduudo?
tico, muilas veres alo ridiculo, ao passo que sou a
lgica ea simplicidade incarnadas.
Todaxia, Mr. Blancdard, um domem que n.lo
sabe onde mora, posto que gozo da
za.....
Assemelliase em sua opiniao
A um etceulricn somenle.
Iraiiquill.se-se, Mr. Bcxlc, nao sou ab-olul.i-
inenlo -galiuudo como um eicoinrauuaado da me-
dia idade.
Ilabila provavelmenlc algoma mysleriasa cas-
nda.occiilla por um d6 seus inlepasaado* enlre as ro-
sas o as madresilvas rodeada de armadillos e defen-
dida por eslrepes de ferro no faado do bairro de
Saint bernaio c alem das MissionsElrangeres. \n-
provo-o cerlameiile I '
Nao Meus anlcpassado., j que vossa senhnria
digna se de dispertar esses dignos personasen, le-
garam-mc tom efleilo Ircs ou qualro casas, ao me-
nos assim o diz o nolario que as adminislra ; nao sei
mesmo em que bairros, em que ras sao siluadns es-
tes ben', e lieos me llvrefdo pensamenlo de habitar
um o !
Piafara nossus grandes e smnpluosos holeis !
Anda menos '. exrlamou Mr. Blancdard eu
inorar, asora ein um holel conliar-me a pessoas es-
Iraobas, a lechaduras desronliecidas repoosar em
um le.lo que lera dado soa venal hospedasem a lu-
da, as cmigraces eslar etposlo de Dola a acordar
sobresanado pelo rumur qoe tama sobra miulia ca-
beca ou debaixo de meas pe Nao pansa era lal
cuusa, Mr. Bey le.
Todava, Mr. Blandan], quem nao mora em
rno*?' m,a "" ca'a de ""*'"" '' '"" ht mei0
lodos os seus raciocinios jesuticos.
Para lechar o inaj- Negro aos navios militares,
diz o Siecie, de evidanle qoe a primeira cousa que
se deve fazer he fechar e Bug. Se u Bug licar aber
lo, nao se di encerranieuio du mar Negro. Admit-
lamo-lu rochada pur um Iralado ; quem, DO mundo,
poder.i garanlir elTectivainenlo este encerrameulo se
Nikolaiell licar al'.vo e ameaeador com os seus ar-
senaes e os seus estaleiros .' Ahi nao se conslruirao
grandes navios, mas >e ho de faztr pequeos que
compnsenlo pelo numero o que Ibes fallar em gran-
deza. Asexpedices de Siuope sahirao do Bug e de
Nikolaiell, em vez de sabir de Sebastopol; cisaln
luda a diilorcnc.i...... n
Este arligo, viada do Siecie, fui apenas observa-
do mas, qual ata fui o espautu geral ao ver no dia
seguiule esle arligo reproduzido, e.rlenso, ua pri-
meira pagina do UoHilcur '. Grande pnico na Bol-
sa, graudo euiocao uo corpo diplomtico que correu
para pedir
explcaciies. O cunde de Walewski aisevera que
esle arligo foi inserido em cousequeuca de um er-
ro, e no dia seguiule apparece urna nula uo COMtti-
lutionel, no sentido desta allinnaro do ministro.
Mas uo da seguiule, eis nova cumplicavau O Mo-
nileur da un desmenlidu au ConstHulioitel, dia-
do mui seccamenlu que uio conceda a uingnein o
cuidado de reelilicor os seus erros quaudo por ven-
tura ihe escapassera.
Oual he a verdade que se oeculta ou fundo deslas
negajies e .lliiin.ices Fizeiam circular no publi-
co muilas versees a esle respeilo : eis-aqui a que
me parece mais verosmil e que me foi transmitlida
per pessoas assas informadas.
Fould, posto que minislru de Eslado, nem por
sso dalia de ser banquelro e especulador ; um da
Ora, depois de le
da alia desles ultimos
das, experimenlava naturalmente a uecessldade de
uina pequea baila paia coutiuuar u cursu das suas
felizes operacOc*. Mas a Bolsa su obstinara em acre-
dilar no resultado pacifico das conferencias, e era
preciso um graude fado para fazer que ella mudas-
so de opiuiao. No dia en. que appareceu o arligo
do StCl, o imperador fallou nelle com elogios
diaiile de Fould que, sera pedir couselho a alguem.
envin o artigo ao Monleur, cerlo do effeilo que
prodziiia. A Bolsa aollreu a baixa du 1 fr. t)
conde Walewski correu furiosu, a pedir explicares
a Fould, que Iba respoadea hxpocrilamenle que'es-
ta useicuo era o resultado de um erro. Eis o que
explica a nota do i jnslitulionel. Mas como o im-
perador icbaasa perigu em um desmentido ollicial,
mandoii inserir |iela sua parle, no dia seguiole, a
nota do Moniteur. Imagine u papel ridiculu que
reprcsrnlnu o cumie Walewski ueste negocio .' Ex-
plicv Fould, depois das qiaes detra sus dsmissao ; mas
o imperador reeusou porque nao qoerla crise mi-
nisterial no momelo la abertura das conferencias.
A imperatriz ve approximar-se c^m certa inquie-
laco o momento de dar h loz. Ijuhii b, a sua
saude he lao boa quanh de posiivel na situacao in-
teressantc em que se aclti. lia dezoilo mezes pou-
co maisou menos leve um aborto que deixou con-
sequeucias mui graves. assim quan.lo a ultima
prende/, se declarou, os nedicos julgaram necessa-
rio, para previnir novo alorto, raulerisar de quan-
do em quando a augusta inferma; mas esla operarao,
ao endurecer a carnes, lomar o parto mais labo-
rioso, lano mais quantoa imperatriz lem JO anuos,
e ainda nao foi mai. A'semana paitada o palacio
dts Tuileria* esleve um momento em agitacao ; tj
imperatriz foi atacada di repente de grandes dores
e receiou-sc um aborto a iles de lempo ; mas o me-
do desappareceu. Todava, desde esle dia, o Dr.
Dubois nao deixou mais a Tuilerias. Emliin, ludo
eslii promplo para receber dignameute o recera-
misado. Duas magnificas amas, una Normanda e
oulra Bourgignona ja teacham insinuadas nasTni-
r ias com armas e bagagens. e um delicioso berjo
de madeira cor de rosa, prsenle d* cidade de Pa-
ris est eleganlemtnle condicionado a um canto
promplo para acaleslar o primeiro vagido do her-
deiro de Cesar.
Ha muito que a imperatriz (em una mania mui
extravagante : lie ricolder lodos os objeclos que
pertenceram a rain ha Maria Anloinelle. Pussue o
livro de horas em qoe a rainha resava quando esla-
va prisioneira no Templo, livro, dizein, em que va-
rits passagens eslao'subliuliadas e annoladas pela
mao desla rainda inleliz. Tora na sua cmara de
dormir um basto de Mria Anlninetle de porcelaua
de Sevres, escapo pliagem do Petil-Trianm, ein
1793. Na poca do seo casamento Eugeuia Mon-
lijo observara, nao tei onde, um chale de rendas
prelas que tinha perlencido Maria Antoiuellc ;
manifestara um vivo desejo de te-lo em sua posse.
O imperador inaudon compra-lo em segredo, e a
dama d'honor encarregada de preparar o arafale de
casamento, imaainou piir esle chale no acfala de
maneira que impressionasse primeira vista os
albos da folura imperalnz. A' visla deste veo du-
plicadamenle fuuebre, pela cor e pela recordarlo
trgica que trazia a leinbranca, Eugenia de Monlijo
estreraeceu involuntararaeole, e disse baixiuhu au
imperador : he de mao agouro '.... Esle incidente
impressionou vivamenlea imaginacao meridional da
imperalriz, a er muitas Vetes que esl destinada a
experimentar a mesma sorle que Maria Anloinelle.
l.ra dia que ella eslava au locador, conlemplava
melanclicamente no espelho o seu bello eolio dig-
no do cinzel de Phidias, e fallando, a urna das suas
damas d'honor : lalvez esle eolio l'enha de ser cor-
lado -...so Dos he quem pode saber o que oc-
c ulia o sombro fuluro das revolures ; aexpereu-
cia uos prova desgracadamenle que a historia parece
desliliada a gxrar uo mesmo circulo vicioso; mas es-
peremos ao mellos, porque se .levemos ser exposlos
a pruvacoes de urna nova revulucSo. ella nao re-
comecara as liorriveis tragedias de 9.T.
Napuleio quer Tazer do Bois do Bologne urna es-
pecie de lljde-Park que, en nm lempo dado, subs-
tituir os Campos Elysios destinados a lornar-se um
novo bairro de Paris. Hoja a gente vai diroclamen-
le au Bois de Uuulugne por urna maguifica alameda,
que recebeu u nume deAvenida .daimperalriz.Fal-
lava a anua aos alormoseameulosdeste jardim-inglez,
que he o poni de rcuniao dos ricos ociosos.e dosgen-
llemen mais ou meuosnders; Napoleao,como Moiss,
ferio o rocdedo.e dellesahiu um encau lador nbeiro.em
que aiidain balis c biales elegsnles. Varas* pro-
liriedadcs particulares se acham encravadas no bos-
que e cuutrariam um poucu os aformoseamentos
projecldos : entre oulras cila-se ocaslello de Baga-
lelle que perlence ao marquez de llcreforil, rico in-
glez que professa opiniOes Icgiliinislas mui pronun-
ciadas. A cidade de Paris fez olfertas ao marquez
p>ra comprar-lheocaslello, porem elle reeusou as
mais xantajosas proposices. lia poucus dias o im-
perador, passeando uo Bois de Bologne, cncoulra ca-
sualmente com o marquez de Herefurd, que elle co-
ndecera em Insl- 'ra ; cumprimenta-o, e Ihe diz ;
o nos quer ceder llagalclle ".'
gmalicameute o marquez.guar-
nide de Chambn! ; ib'o da-
^ i eolito marque
Senfior, responc'.
do Uasalellc pa
rei, quando elle
calor. Os Russos sao diplomatas deslros; lison-
jeando a vaidade franceza, moleslam de proposlo
o orgulho dos Inglezes ; de como se diz, malar dous
coelhos com um cajadada. Querem evidentemente
nosintrigarcomnsigie,.es,aquemellesde[estam,so-
rio bem soccedidds ? O fuluro ll0 dir1. |,
PERMAKBUCO.
PAGINA AVULSA.
JS9 ^U s
O conseldojadminislralivo dos orpbaos, lomando
em consideraran 0s valiosos serviros prestados uo
collegio das orplulas, pelo Dr. Prxedes Jomes de
Souza Pilauga, acaba de agradecer-lha por ollicio
de 12 do correnle, sendo seo orgao o presidenle in-
terino Dr. Joaquui Jos da Fons.ca. Em verdade
sses serviros oto loram do numero daquelles cha-
ado* de bocorio : o Sr. l'Uaoga uuuca se escusou
i qualquer hora da noile, boa ou lenebrosa.de irpar-
Hlhar com o Sr. Dr. Silva de *eu* trabalhos, salvan-
do a um graude numero de iunocentej, que linham
sidos feridas do mal. Todos sao leslemunhas da ac-
livdsde desse moco, e nao serao as nossas palavrat,
que Ihe darlo o cunho dessa nobreza d'alma, dessa
exlrema caridade, a desse modo peritamente me-
dico, que o tornara lao recommendavel, erao ape-
nas (imples coadjuvarao.
Ao nosso correspondente de Serinhaem. A
allusao que fizeslc au prior do Girmo sobre a ap-
prehen-.io desses afrcanot em um eugenho desse
convenio, que se acha arrendado, foi senao injurio-
sa e alroz, injusta : j uina vez uesle mesmo jornal,
o Sr. provincial explicoo-se a essa respeilo cunve-
nieiiiemenie, a seria querer depreciar-sa tulalmente
o crdito e nome que gozara os religiosos carmelitas,
fazeudo-os complicas desse ignobil lecido de vergo-
uheiras. I) nosso correspondente nao couhece o ca-
rcter honesto do prior do Catata,
Consta-nos, que o Sr. Josc Thomaz de Aguiar
Jnior, til lio do le leu te-cor oue I do mesmo nome,
empregado no consulado geral, acaba de recolher-se
a esla cidade da sua viagem a cerlos pontos da co-
marca du Cabu. Ai ntelligencia e aclividade a toda
prova desse nossu joven patricio deve-se a salvado
de perto de cem pessoas, que por all foram estalla-
das do terrivel llagello reinante.- Aiseguramos pes-
soas cricumspeclas, que esse diiliucio joven deseu-
volreu lal esmero, e dedicaco para a acodir e toc-
correr a pobreza enferma e desvalida, que de dig-
on de elogiu. Oala que, pussuiudu elle ja lao
hons precedentes,se quizessu dedicar assciencias me-
dicas Estamut persuadidos, que a sua distincla fa-
milia muiln coucorreri.i para assegurar-lhe l.io nobre
prolissiio quando be exercida sem contractos e ajus-
te*....}
Acaba de ser espaucado na estrada du eugenho
Serrara, um escravo do Sr. Joao Ruluu da Silva
Romos, que ia a Serinhaem. O facto loi por mul-
los preteuciadu: o aggressor foi um morador de Ser-
rara :Na lula desappareceu urna carta que levava
u prelo com U0.3UJ0 res, e letras para Serinhaem.
> eremos onde vai esse negocio parar.
Fallecen- nm alferes du !.> balaldau de iufanla-
ria, Manoel Maria Carioso.
Acha-sc bastante doenle o ejudanle do mesmo
balallilo.
Melliorou o edafariz da ra imperal: quem u
dirijo agura he um prelo experimentado em conhe-
imenlos de aguas, e com um copo e lomara aberla
nao vende em quauto a-agua au fica crxslalina no
copo; o processo he di/'/iculloso, mas o publico ga-
uha com elle.
Cerlos caixeiros, quandu os malulos nao aco-
dera aos conviles dos canudos, sollam-lhes urna la-
daioha de descumposluras, qoe os pobres almocre-
ves saliera vendeudo azeile as caadas. Bom modo
de agradar !
Nao ser lao incommodo ample.iar-se a urna
m... de urna calvada, e a meia rotula V Ao menos,
se nao passasse gente, e a la nao e-tivesse lao ar.
gemina, lalvez que oulro gallo cantaste ; mas a ve-
Iba rabujenla de dentro, a bella Diana no eco, os
passeadores as calcadas sao uns perus lemiveis, quo
nao deixain ao bello Torguala per o pe era rain
verde... quem te expoe a amar, exp6e-te a pa-
decer!.... .
Nem pela ra
lo para ler o andamento necestario ; ludo itso fez
a /orliori por se adiar a rapariga em casa sozioda
e elle ser soldado.
Existe da muitos annos um cano que alravesse
a ra do Chora-menino e vai desaguar no pequeo
rio que passa por Iras do silio do Metirou, esle cano
ri fei, P"ra a passagem das aguas que v3o da So-
ledade alravassando por diversos sitios; mas desdo
a grande cheia de 18j:i que aquelle cano ficou obs-
truido, de suris que as aguas em lugar de sahirem
enlram para o silio dos derdeiros de Caetano de Car-
valdu Rapoio o ahi euconliaudo-se licam eslagoada'
em urna baca, donde resulta ficarem ptridas, com o
que cautam batante malla saude publica, e em
particular i dos visiudos.
Hontem arremalou o Sr. Antonio liomet Pessoa
a eapalazia da alfandega a 71 cenletimos, ficando
obrgado a augmentar II) serventes e mais dous em-
pregado! alem do que o aulectdeute capataz. A dif-
reraaea de centesimos do preso actual, dizera-no,
que apenas ebegara para u aogmeulu du pessoal, o
que prova a regulandade da arremalacao, lauto mait
que niu apparecerara licitantes.
AU amanhaa.
REPARTICAO BA POLICA.
Secretaria da polica de Pernambuco 15 da
de 1898.
Illm. e Exm.Sr.Levo ao coiiheciioento de
bril
V.
A CIVILISAQAO',
t Ao meu amigo A. T. de Caivalho.)
Desenvolve-se a humauidade assim como as na
Vue e os individuo. Surgem as ideas, os cotia-
mes transformara-te, nascem as relighies, a poltica
idealisa-se, e oesse caminhar do espirito detanvol-
ve-se o horaem em poucos aonot, at nares em _
culos, 4 honanidadieiii millenios. S^S!.i!"
pontaneo refleclido Iravam-se as reoliiduTneleiK
horaanilarias: o existir intimo das sociedades vcii
la no meio desdes dous principios oppottst di man
humana, e victorioso proclama os dogmas da vr
dade eterna quando a concenlrasao e a perslsieDCiI
mlellecluaes subjugam a razao irreDeclida. b-T
cubera a verdade os philosophos a encarecen), e a
razio espontanea curva-se resislindo supremaca
da razao refleclida. O hbitos individoaes, as cren-
Vas de um povo ralo se aniquilara n'um momento
* verdade irrita ao principio a razao insipiente, pro",
voca a discusso, combate ot preconceilos, e depois
de muilos anuos, ou seculos, de provarao doloroia
he que vai idenlificar-te nos espirilos'rebeldes e
marcar mais um Iriumpho as conquistas do modo
moral. Assim ha que Scrates bebeu a cicola e
Alhenas arrepeudida ergueu-lho altares : astiui'de
qua a violacSo da liberdade liomaoa, eatismatisada
pelu llomein Dos, lie a vergonda, o cancro roedor
de muilas sociedades modernas.
II.
No caminhar vagaroso e progressivo du cvilisacao
as porfiadas pelejas que ella sustenta, e na victo-
ria que proclama lurbat etpaulada* he que exista
"principio iiiconcusso da philoiophia da historia.
Na Azia ergoem-s o* imperios, dilalam-ae, o o
peso da barbarie despeuha-se impetuoso na lirada
tt&fttgttst S i i a
mu, e palenta aos olhos-do mundo absorto o* das
; solemnes de Marathn* o Salaraiua e Platea. D-
occorreucias :
belina Paulina Maria da Concedo oorb'rin, 2* T.d,e Plndaro'.;' ? u'Aristopha-
Deos guarde a V. Exc. -C1u'm e E.m Sr < Z'l., eloa"encia. inlamraada de Demoslbeuis. o
Joso Remo da dSS' /^^ 23ttJ^\ESSt SLgt
de polica, l.uiz nacie do Oriente. Mas os snecessores de Sam-
are nao possuiam o mesmo genio, a mesma robus-
'CN;^- W^ *a ~t------------ 'ezpara dirigirem os destinos da Creca : a desuui-
otarto pc *4>tvnambuc0. \1l3?2S!2!*2 e n o1cc^rro de w2**S
Temos oo.ici, da Parahiba com dala do dia H*! g' pe'lT.aI escena V.^M^'V V" !
A epidemia eonlinuav, a decretcer consideravel.nen- L das nrov^i? r^,.. ? d" M,,,,de' bu"m
presidenle da provincia.O chele
Carlos de falca Telxeira.
te ua capital, cuja morlalidade diaria regulava enlre
. a 6 victimas, e o numero total era UJti. E
parte das provincias romanas !
,t".aq.ae- I ^Totmlstmct' l&LSSS*' n,aDfMU
meule raelhorado. No dia 8 do coVreule ...ha che- crenca, re igiosas ,'a fifra ra "" ffi5 *
?,1,d5,0,S0r/Jr"1' P'-""'' *". condu-; noscCo tura fa orgera h etc,' A. hlS*
z.odo urna uorvao de toccorro, enviados pelo Em.; laboas vieram '
sr. 1 iberio JUoncorvo. No nu
lecidas uaquella cid
que oceupavam luga
senbores Francisco
I Manoel Deodalo de Almeida lleurii.'ies.
BULLBTIM DO CHOLERA-MORBLS.
Participantes dos hospitaes.
Hospital do Carrao, :l mulheres em batnenla.
. lerendo,
de Meoandro, Horacio,- de Pindaro. Na* guerras
dos \ olscos, dos Faliscos, dos Vlenles a sociedade
romana cousolida-se, e afina-te o patriotismo dos
lempos angustiosos de Breno, de Pvhrru.de An-
bal. Na jornada defama a fortuua de Roma dei-
xa de yacillar, e Mario derrolando ot Cimbros, e
Mure.
Numero 118Rosa Thereza de Jess. frica, SS
annos, casada, preta, S. Jos, rua do Alecrim n.17.
dem Ji 1:1Benedicta Maria, frica, bu annos, viu-
va, preta, Sanio Aulouio, rua de S. Francisco
n. 54.
dem i'20 Maria Francisca da Conceicao, Per-
nambuco, 30 annos, viuva, parda, S. Jos, becco
du Hociiiho n. -i.
dem -Ji^lJerunj ma Francisca da Conceicao, Per-
nambuco, 10 annos, casada, parda, S. Jos rua
deS.nla Rita n. 40.
Jdem M22Amelia, Pernambuco, V> mezes, bran-
ca, S. Jos, praia de Sania Rita defroute do de-
posito do carvao de.pedras.
dem ''i1'loriud.i Maria da Couceicao. Pernam-
buco, 30 annos. solleira, prela, Boa-Vista, lava-
deira, rua da K-peranr.i conligna a casa d.i'.viuva
Maia.
dem 3iS4Marceliuo, Pernambuco, i annos, par-
do, Recife, rua do Pdarol.
dem 2425 Daraiaoa de Paula, Pernambuco, 10
dias, parda, S.Jos, rua do Forte n. 3.
"eraros.
Numero 833Ci, Pernambuco, S anuos, pardo, S.
Antonio, rua da Cadeia u. lli.
Iden8b6Manoel. Afiiea, lo anuos, solteiro, pre-
0, Recife, rna do Vicario n.7.
rioda-se, o Imperador quando o c'onde de Chaobord i "a "^ ""' qUe "'"' SeUS f"ru' e Lucr"ia- **
voltar, tudo Ihe ha de perteucer, Ba-atelle e o mais; te"Se la forleulell,e cow su" ,Dai n'um desses dias,
assim uada se Oppoe a que no Ih'o preste. O mar-
quez nao ficou convencido pela lgica de|Napo'leo I publica para allL KoIa"m com vento fresco de par-
e guarda sempre Bagalelle parado futuro re i de' par'e S m4' "* fe'l0S !UPaP0S de Lundres.
Franca. I O publico apreciou bem esse quadro raoralisador.
Dao-se naste momen.o algurats dissidencia, en fe ""l'1l'> "* *"**! m*^* ave,"uri,r
re oslegl.imislas e orbara.s ZS Ir rTT 7," "TTS "" "", ^ *
aHdh S......, .. "'"'"*"< 'ore a (Ibas (aes e ae |aes mdls_ |{enia.ils l)eos...
quesiao da bandera. Os egi m-las querem a han. v, i "="*
deira branca____.-- T ~>ao demos se o ex-cadele que mura na rua
ueira urania, os orleaustas a baudeira bicolor. Os1 n
oltimoi dizera que o exercilo uunca querera icceilar '
m857Maria. frica, .'10 annos, prela, Boa-Vis-
, rua da Matriz n. 2b.
Resuma da morlalidade.
alidada do dia 15 al as 6 doras da lardeII.
.... llomens t mulla... 6 prvulos 1.
er de s. i.oncallo .-niii.i raenl- \Total da morlalidade ate o da 13:i.2li|
Homon1398mulherrs 1521prvulos 312.
Recife 15 de abril de 1836.
A commissao dehygiene publica inlerina,
Drs. Si Pereira, presidenle.
firmo Xavier, secretario.
/. Pugqi, adjuncle.
e com palavras lo sonantes, que chamou a allenro
a banderabranca.e que em contequencia a duqueza
de Orleans aguarda a iniioridade do conde de Paris
no mez de agoslo prximo, para poblicar um mani-
feslo em favor da baudeira Iricolor, assim he preciso
i'veni-la. Os legilimistas pela sua parte asseveram
reila, he o Sr. Jos Joaquim de Figueiredo Per-
nambuco, porque a noticia, que livemus desse se-
nhor nao meudoiiava seu nome. Ue o que podemos
informar.
Nao enlcndemus nma s pbrase da caria que
recebeniot de um Pintasilgo; seria bom, qoe nos
STo conde de timbor; .-*7da~.r:.7^ ^7"
que se trale esta queslao delicada ; quando cheaar
-Contta-nosque uina nssoa patricia modisla,mada-
ma Scasso, lem sido lisongeiramenle acolliida. Nda
a recoinineudamos, e ser assim que poder-te-ha
aos poucos ir-se desenvolvendo enlre nos o amor ao
Irabalho,e o espirito.de nacionalismo na escull dos
industriosos. Nao de-anime, madama ScMsso, que
mois larde nao leremos que invrjar as mudas pari-
sienses.
As nossas patricias sao industriosas, e harendo
quem as anime e proteja, ellas nos pouparao grandes
despezas.
Kcmetlcram-uos responsabilisada a uola infra,
que nos apressamos em da-la :
Feliciana (Mara do Gamo leve Ires filhofe
urna liMi.i ; um destes filhos fallecen do cholera em
nislro dos negocios estrangeiros. Ue provavel, que fevereiro deixando urna lilha ; um filho suppoe-se
esla primeira sess.io se limite a simples ormalida-1resi(lir cm algum dos nossos serlfles, c a lilha no
des. Depois de muitos hoalos consernenles a ques- j Pr"i luBar Pi,ra onde foi. existindo na piara um
o momento, elle fara ura appello a ueaa qoe deci-
dir ; anles disso he inopporluDo optar abertamenle
por urna ou por oulra.
I Tunamente urna carta do general l.amoricieres,
inlerceplada pela polica, foi entregue ao impera-
dor. Netla caria, o general manifestava esperanca
de ver em breve o reslahelecimenlu da munarchia
cuuslilucoual, com o concurso de todas as capacida-
des. ,< Capacidades I diz o imperador, cerlamenle
nao as teuho empregado, e me tenho dado bem com
islo. Como isto he lisongeiro-para os ministros de
S. M. I.
lloje te abrir ni ns conferencias no palacio do mi-
(^ommitrtrcrtbo.
Jiii cano prelo indi-
Ahi era que eu *sper.iva-o. Nao ha meio ter-
mo po.t bem, eu aiiiei um.
Devo cr-lu ; mas minha sorpreza...
Aprestemos tmenle um pouco o passo. An-
les de finco raanlos vossa te.ihorio saliera onde mo-
ro..... boje.
Ah!
Um nao
""""t-'.iwiioi u,i v illit vi <%-
nao ignoro, que lodo, me achara phanias. I aDJ7u"" 'he afl'rmo qae sa'bi'ndemorar.i
Confcsso que minha curiosidade esl excitada
ao ultimo ponto.
Camiiiliaro aindaalc chegarem o campo de Marigux
lodos saliera que esla vasta prava he ...muada
pelus sall.mbaucos e mostradores de animaes, que
certas epuras do anuo ah se inslallam rom grande
alarido ; mas nesse momento s havia uina carrua-
gem no campo de Marignx.
esq^isiio.%l:rdadC n"e "'" ""U"S"" "a 'e mulo,
A leve roara que sabia de u
cava que era habitada.
En. um cailaz lia.n-se eslas palavras Iracadas com
lellrasi.iu. grandes : HtlJE DESCAtSo
chard '"'U JeSS* ntn*am '>"e f'lro" *lr. Ulan
Applicou o dedo sobre um hola.., qe agiloo urna
campanilla no interior.
RepeiHinamenlesaino .lo vehculo um servo xcsli-
t&ZL'jSur*,,s *" **" a""-
cl.a7,.aeM.;pf'e.bm'dade ?' "-*"*.-
Eu sabir... alli *
I'ois he alli que moro.
Oue /.miliaria .'
Vnii ino-ir.ii-llie o raminhii.
Mr. Illanchard sabio primeiro ; Fllippe sccoio-os
Depois da alravessarem um simulacro de anteca-
mara, coja perapeetiva era aoaroenlada por pialora-
a fresco, entraran e, u, ,a,a m,gBit ;Se 0 ev.
lerlor dessa hahitacA.i movedira liaba apparencia mo-
desta calculada de proposlo para DOO excitar a curio-
sidade publica, o interior oller.ria o maisbrilhanle
tabernculo que roi.teve jam.is lodos os deoses da
arle e da iiidostna.
Ser misier por etsa occasia.i dizer ou lembrar .ios
nossos leilores que ainda nltimanienle um nosso an-
Ugo iiiinislro.tiirnado liislariador, eobrigado a tazer
numerosas viaxent pelos seos esln.los lopographicos
mandn constroir orna carruagem anloga, fura des-
ses -aooruaposentas que periiiillem gozaV-se ao
rnetrao lempo as vanlagent de nma loeomodld) rpi-
da, e as dorara* do luxo? \
13o pueril das preecdencias.veuceu-se a dilliculdade,
dassilicaudo as potencias porordem alphabelica.Aus-
Iria, Franja, rao-Brelanha, PhMlala, Russia.
Mas, sobre a queslao da precedencia na corle, espe-
rava-se que se nao chegaria a nm arcordo. A lu-
glalerra especialmente nao quer ceder, esperando
que se imagine um meio de contentar a lodos, u
imperador evilou receber ao mesmo lempo i sua
mesa os ministros das ilitlrenles potencias, a Ingla-
terra leve seu dia, depois a A asira, e depois a
Russia, ele.
11.man era o da houve concert-, lodoso plenipotenciarios se acha-
rara reuniJos ah pela primeira vez. O conde Or-
iol!, que chegou por ultimo, fui objeclo de lUaaeao
geral. Elle nao se cansara de elogiar o eiercilo
Irancez da Crimea ; nao dlsse urna palavra acerca
do exercilo inglez. Ja tules dellc, o barao de Bro-
now, seu collega, se eiprimim com o mesmo
idas a
Remontando mais cima x-se que Lata XVI en-
commendanr' igualmente para sua ragida urna car-
ruagem -eludanle, mas monstruosa, rom muilos
reparlimcnlos, e destinada a conler toda a familia
ras!, alguns corlezaos, e os torvos. Essa carruagem
quelirou-sc depois de urna cu raro de al'umas
nudas.
A de Mr. Illanchard fura coiulruida semiudo *
propriasiudicacoes, e quasi a sua visla.
Mr. Illanchard liaba goslo ; suas ideas cnnliaii
obrciros de uiprecimento superior liveram execucio
perfeita. Podia-te dizer que ero una obra prima
da arte. A excellencia das molas lornava wpowivel
qualquer solavanro ; Dito eram mais molas, eram li-
las, o ruido chegava ao interior amortecido por
lapecarias muilo enrorpadas. e era absolutamente
snllocado pelos postigos que guarneciam as iauellas
por dentro e por fora.
russa0 ^ VJ"";a'dessas iallellai er<" Prodigios de marcenara, urna mes elstica qoe
podia-se augmentar ventado ou icduzir a mui pe-
queas proporees, espelho ricos e collocados por
lal maneira que miilliplicava.n a extenso, rellelin-
do-a iniiliiamenlc ; pinturas serias, uina biblioteca,
em que as eiicaderuaci.es deNiedree de Daru adoc-
oavan as obras da Pleiada tiritante ; arma para o
caso de alaque, e candelabros, eis o que a primeira
vista abracara nos*l.lo-iiiiiiia|Ura,emque Mr Ulan-
chard inlrodiizio a Fllippe Bevle.
ludo isso ora illuininado pela daridade que v-
nha de cima, e coja iiilensidade bem como a do ru-
mor, poda ser fcilmente graduada.
Dous cavados Deseantes en Paris, qualro fora
punliam em inovimento etsa carruagem, cujas ma-
ravilha* nada trana exteriormenle, e que passava
aos odos do pqblico por ura carro csirangeiro ou da
companlua do saz.
Mr. Illanchard nao fazia mais do que transportar
para a nossa cvilisacao os coslume nmadas ,|ns
Aral.es. com a diderenca, que em vez de uma leuda
cnica e austera a sua en. quadrada e espleodida.
rol u que elle esfurruu-se pur explicar a Filima
logo quo asseularam-se em excellenles poltronas.
de nome Antonio do Ssntos Porlo, couhecido por
Anlonio menino, e anda mesmo por ler a s'ia mulla, pelo que fui comdemuado pelo jury des-
ta cidade a !) annos de prisao, e que hoje des-racada-
menle he soldado da 2" companhia do corpo de polica.
Seudo atacada do cholera no mez pasado, a .lila
Feliciana chamou a diversa pessoas fez o seu apun-
(amenlo, deixando a sua leici a sua uela Florenti-
na Rosa Maria da Couceicao ; sabcudo o lal Anlonio
mcuiio, que a mai se achava em perigo de vida,
aparecen era casa e assim que ella espirou carregou
com o aponlameolo, um oratorio do valor, ouro e
roupa, sendo vendida a maior parle desles objeclos
e al boje nao h remedio apresentar o apoulamen-
(I) Pensamos que a correspondencia supra nos
foi Irazida pelu vapor francez Cdiz ; entretanto si.
agora foi que chegou nuas roaos. Posto que se-
ja de dala atrasada, com ludo sempre a considera-
mos curiosa e iuleresssnte, e por isso a publiramos.
Ot It/t.
Francamente, Mr. Bevle, para um homem|sol-
leiro ou viuvu, islo he, para quem nao lie attrafiido
por nada ao mesmo punto, ha uso mais txrannico do
que aquelle que consiste' em morar em alguma parle'.'
Nao he mellar morar como eu por toda a parle?
Confcsso, Mr. Blanrhard, que ainda nflo cal-
cule"! as vaniagens de seu systena. Embora seja
commoda c elegante esla volumusa carruagem, p
rece-me que uma boa casa seria preferida.
Por quem'.' por homens rotineirus, por cenle
a quem latusla iodo o progrewo, lodo o luelhora-
inenlo. Habitar urna rasa lio preparar para si o<
ina.ores eiuliaracos, os mais longos enfado-, e ara-
dealmonte as mais odiosas lorlura". Nao creia que
eu exagere. Tenos um exemplo : saio do club
Sou obrgado a ir a p oii em sega al minha rasa,
e se esla he um pouco (lisiante, pereo de/, na qoiuze
minutot em um eslado de estpida passividade. Se
vem-ine a phanlnsia ir ao Uosque ou mais longe, sou
obrgado a fazer um calclo enfa lonho de previses
aii:nte xollar antes da noile para a minha cata.
Nao he verdade '.'
Filippe ria e Bao resp.in.lia.
Minha casa minha casa E ha pessoas que
sentem aleudo inefavel ein proferir eslas duas pala-
vras. Melhor fora que dissessemminha csdea. O
limem que lem casa, nao pode vivar nem respirar
fora dalla : suas menores VOOtadeS esli sabtBetlkJas
a enorme nossa de pedra que o aguarda, .que o re-
clama ; bem qui/era elleviajar.mas que seria lella?
Assim he uma expres-o viciosa esla : ter casa. El
les nao he que lem a casa -, a casa be que os lem.
Como a radellinha de Beaumarchais, disse Fi-
lippe.
Tita pei razao de livrar-me dessas Iribularoes
ridiculas. Em vez de ser olu i-ado a rollar (odas as
noitcs para meu lar. elle eguc-me por loda a parte
a que mu.
Sim, vossa senhoria he quasi romo o caracnl.
Que me falla aqui .' Depois de minha sala eis
a minha alcova.
Mr. Blanrhard empurruo urna porta, a qoil des-
bro ora antro alcatifado, acolchoado, um leilo qoe
ENSINO PUBLICO,
lia dos talentos solidos que entre nos desabrocha
com o sol da patria, e queja ha dado bocios de
exceNenle che.ro e del.caou aoslo, he sem oralra-
dicrao o Sr. Dr. Antonio Marques Rudrigues. boje
proretsorde Hiilona universal no l.xccu do Har.
lili.10.
Apressamo-nos a dar publicidade noaesuinto ar-
tigo, que deve servir de prefacio ao compendio de
que u illuslre professor so oceupa, como moa ho-
raeiugora anlec.pada queaslellrasrendem au aoctor
de um Irabalho de aimilhante ordem.
Nao co,ihece?mos o moldeen, que elle lem de va-
lar esla obia de ensinu, com a dabilidade e lucidez
qae lodos distinguimos em seus cscriplos, mas se
qualidade de prenle, de collega, e mait que luda
de amigo do novo professor nos dan direilo a mani-
festar-lhc os*ossos desejo sobre a slrndora
do livro que olla lera em roaos, quizeramos
nos que, nao s ao registrar os fados u'um
modo elementar, mas ao desenvolve-los na
cadeirs, ob o esplendor da palavra e n lome da
philosophia, adoplasse elle de preferencia uesle era-
pendo o mellado syuehronico, isto he, que relra-
'.a--e simultneamente ludo o quo se houvesse pas-
tado em uma poca histrica nos diversos tusares
da Ierra, e que alasse depois esses fados, nao se-
gando o priucipio de successao, como ale aqui se
lem feilo quasi geralmente, mas segundo o princi-
pio de assoclai.ao, como convem as sciencias hist-
ricas. De ootro modo, parece-nos que lao bella se-
ment seria como laucada em Ierra infecunda ; e o
Haraabao nao o de, nunca o foi. O exemplo vivo
esl i.o auclor das profundas consideravoes que abai-
xo se lem.
Com elTeilc, he anles a rdar.in de espa<;o qoe a
de lempo que deve dominar no ensinu da historia para
que elle aproveite; e se o disuade prolessur adop-
tar no seu compendio este principio, que lomamos
a liberdade de aconselhar-lhe, vera quanta vjiila-
gem o son auditorio hade colher, gravaudo-se-lhe
na memoria cada uma das dala- abra.; ida. com cada
nm dos fados perlencenles a um msmo periodo,
rom a mesma facilidadc cora que se abracan as cur-
vas da ancora ao navio qae surge no porto.
Esle melhodo racional, que comeen boje a gene-
ralisar-se na Allemauha, dar ao Brasil honens
que conllevara clara e verdaderamente todas as re-
volncoes por que as sociedade humanas hao passado,
o d,ii... ao cloquete professor do Marauhao a glo-
ria de os haver dirigido em lao agradavel senda.
Seja porem qual fr o uicthodo que o Sr. Mar-
ques Rodrigues adnple para o seu importante com-
pendio, nos nos febril mu com o Maranh.lo, por
se adiar designado para a eadeira de Historia uoi-
versal d'aquclle Lxceu u illuslradu rrilicu de Rodolfo
Topffer.
Soares d'Azecedo.
ninguem loria nunca suspeitado, e que convidara a
dormir tranquilamente.
Meu servo lem sua maca na .-ulecainarn.coiili-
nuoii elle. Pausemos onde me aproz. Muilas ve-
/.s no verao lendo visto romper a aurora na plani-
cie de Saint-Denis
Isso lie bello!
E qoe relcidade nao ler de soflrer iienhiiiiia
M-inliain;:i inconim.iil.i, mo ouvir de manb.i.i iie-
uhum dos rumores,dos gritos dos tambores que Mu-
dan a alva em Paris! Alem de que ha cousa mais
montona, e mais (ola para o doman qne lera casa
do que acordar lodo os oias dianle da mesma pare-
de, do mesmo paleo, ou do mesmo jardim '.' Isso
he capaz ile dar o apleen. Pela miaba parle vario
elernamenle meo pontos de visla. crio para mira
cada dia. como Mr. de Fenelon. horisonles feilos
nmiade para o prazer dos nlhos.
Vossa senhoria vive mais do que nos, he ver-
dade ; mas isso nao rae explica o earlai coliocado no
exterior de... sen palacio.
Oual cartaz.'
MOJE DESCANSO.
Alias he fcil de compre|iciider--e. A' forma
e a extcnsAo de meu domicilio expoem-me, conve-
nho sera nenhuma dilliculdade, a ensao*, cuja re-
pelivao poderia faligar-ne is veres. Nos lugares
em que |iaro, todos loinain-me por dentista, merea-
doc ite creioes, ou peloliqueiro.
Fllippe ralo poude deixar de rir.
Foi para evilar as semelliancas e as pergunlas
que aulorisei meu cam n i-la a por aquelle cart,z :
MOJE DESCANSO. Isso afasia ou ao menos ada
as curiosidades. He quanlo me basta.
Bravo Mr. Blandan!, vossa senhoria lem
respo-ra para ludo, disse Fllippe levant.uido-se.
Onde vai'.'
He mister que eu o doiie ; Amelia ficaria in-
quieta por uma ausencia mui le usa.
Somenle itso .' Torne a rnenlar-se, Mr. Bevle.
Mas...
Torne a assenlar-se por favor.
Mr. Illanchard locoo oms campainha, e disse ao
servo que appajecau :
estatuas, e a .guia vencedora pareca parta ra
as azas desmedidas a sorle do povo soberano. Pa-
rem, ao buido ponbal suecumbe Cesar, e cabe ao
pes da estatua de Pompen : Antonio moslra o ca-
dver, as vesles ensanguentadas i na praca publica
e iletrncadea ai iras popolaret: AtUqnio, Augotlo,
c Lepido recordara as scanas luloosas de Maria a
Sxlia, e as horrendas proscriprf.es raorre oeloquta-
tc Cicero, e denunciam-se covardemenle o lilho ao
pai, a esposa ao esposo, a irmaa ao irmao, e nos
campos de Phillipes expira a liberdade nos braco
moribundos de Cassio e de Bruto.
IV.
A civilisacjlo he mentira aonde mo impera a li-
berdade. A Boma republicana do Camillos suece-
deu a Roma dos lelhores : Irompa guerreira, qoe
alenlava o bro dos soldados de Curio Denlato, tuc-
cederam os cirros, osamphilhealros, os Imtrioes, e
apena* eram os despojos de Carlago o premio de ora
locador de llaula Era vez da nobre siraplicidade dos
Cincinnalos, em vez das cabanas de colmo, exista ni
os banquetes opparos de Encallo, as demasas sump-
tuarlas de Crasso, os m.-irraores custosos, e relaxou-
se a disciplina militar, a agrkultnia definheo,
e depois essas riquezas da Crec ed'Azia corrompe-
ramos dominadores do mundo escravisaram-nos.
Dah surgiram as calamidades publicas, a lyraaaia,
as proscripres, o governo desptico, os horrores do
imperio, u mouslrode Capra, Caligula e Incilalo,
Claudio e Messalina, ero e Agripina, as cohortes
pretorianas, liorna mi alnjoeda, os barbaros do nor-
te. No me.odesse calncliina. uo meio dessa* lle-
vas intensas, la uos apparece n'um calilo da Juda
o l-.lho de Maria, Jess Curalo^a^JIomem Dos,
t iraz ao mundo a ordem, a loz, a liberSa.le, a et-
peraoca, a consolavao, a caridade. o ennobreci-
ineulo do Irabalho, o amor do prximo, o perda
das injurias, e marca na historia liumaoitaiia a ler-
ceira poca ctvilisadora. Dzo escriptor do Genio
do Clirislianismo que pode ser chamado Jess Cbris-
lo uo sentido material o Salcador da mundo, como
no sentido espiritual. No apogeo da corropcao a
Creca nao eulhesoorou os desprezoa da poslerij.de;
porem os coslume descoiupvslos e barbaros e des-
preziveis de Roma ainda boje fazem estremecer in-
dignado o coravao por mai lubrico, mais envilecido,
nata sanguinario que seja. O severo Clao assis-
lindo a proslilui.ao dos jogos de Flora : Tiberio in-
ventando os o scell.rii e os spmlrirr : a at mabooas
romanas desenfadando-se as retas de Tigelino rom
as merelrizes despidas : os animaes ferozet faueh-
camenle rasgando o escravo* no circo : o Ave,
imperalor, moriluri te salulam dos gladiadoras
provam de sobejo que s o cdrisliauiimo poda sal-
var a misera humanidade.
V
No Egyplo, os obeliscos, os templos, as sphioget,
as pyramides Iraduzem raalerialinente a cvilisacao.
O po.ilheisiiio grego e romano, lisonjeando os aenli-
dos, revela-se mai ou meuo pomposo na delicadeza
Jas formas, e a doulriua do Evangelho achou-se a
bravos com a cvilisacao pagaa, civilisaco material
riesjcompsiidada da eivilitaeJla moral. Na corruprao
do muudo anligo, foram como balsamo consolador,
a palavra, os exeraplos do Nazareno. A' resistencia
brutal, oppooha o Redemptor a mausidao: aos po-
bres de espirito, aos faminlo de julica, ao* limos
de coravao, aos que clioram na Ierra, aos pacfico
aus misericordiosos aponlava-lhes no co a glorifiea-
cao eterna ; e a diguidade femiol, a igualdade. a
liberdade, a fralernidade eram o protesto solemne
da uova le contra as vaas aitUacetM do indigeula e
da rico, do plebeo e do nobre, da fraqueza e da for-
ra. Ao menor aceno do domem Deas os ceg vina,
os mudos fall.vain, o surdos ouviam, os paralyticos
moviam-se, os morios resiiscilavam, e no Tdabor os
discpulos admiraram exlalicoa o seu rosto que re-
fulga como o sol, as vestidura* branquejando como
a nev, c a nuveni lucida envnlvendo os vulto ve-
nerandos de Morsas e de Elias. Mas, os escribas e
phanseos hypocrilas, semelhantes aos s-pulcros
briMiqueados por fora e immundos por deolro, raa
verdadeira de vboras, couduclores de ceao, houra-
\am-uo com os labios, e no corafio dedizam-se.
Cnei uot filhos, disse eucrgicamente Isaas, eriei
uns filhos e engrandec-os, porem elles me despteza-
ran. Ai da navao percadora, do povo carregado de
iiiiqin.lade, da rale maligna, dos filhos malvado:
abandonara o Senlior, blasphemaram o Sanio d'ls-
rai-l, loro .raui para Iraz alienados... A pungente
prophecia do lilho de Am* devia cumprir-se. A
plebe dcsenvolla, prende, processa, coudeqiua e vor
ciferando. arrasla pelas ras da cidade sauta a victi-
ma expiatoria: na fronte cravam-lhe os espinhos:
a caima he o sxmbolo do escarna.: as cardas ro-
xeam-lde os pulso*: a digellacito dilacera-Ida as
carnes, e depon o raadeiro atTronloso opprime-lhe o
hoinbros, u esponja cenluplica-lhe o raarlvrio, enn-
ecia e .leslalecc, c raorre, e por si raszam-se >s cur-
Muas do lemplo, a Ierra abala-se, as pedrasestalam,
o sol escurece-se!
VI.
O sangue do crucificado, esparsldo nc Colgotlia,
regenerou a humanidade, e a f enraizoo-se no co-
riH;ao dos apostlos, e deu fruclos de beurao, contra
Prepara os carallos.
Depois vollando-se para F'ilippo.
Von reconduzi-l.i a soa casa.
He muita bondade, e de*arranj^ lira lalvez o
itinerario.
Nao. Janlarei nos arreHores do pastoso publi-
co, c depois rollara para vestir me.
.Aonde '.'
Aqu. Ah : anida nao muslrd Ide meu guarda
roupa.
E depois, Mr. Blancdard !
Depois irei panaf uma hora no Ihealro lalia-
uo, onde lalvez enconlrarei liuedeoofl.
Sua... casa (cara enlre as carroegen* 1
Cerlamenle.
E ao sabir do Ihealro se lanrara no leilo.
D ordinario assim acontece'; mas esla noile
recebo alguns amigos.
Aonde '.'
Aqoi, sempre aqui conlo com alzumas pc*-
soas sem ceremonia a quem marquei o meo lar para
ponto de renniao. Tomaremos cha nesla sala Se
vossa senhoria dgna-se de vir lamben...
Obrtgedo, Mr. Blancdard.
Em lodo o caso nao chesue depois da meia noi-
le : porque minha casa e en (eremos partido para
Orleans, onde son convidado a almoiar aniauba
Tanlo melhor Sabe-que en poderia emfira
abracar seu melbodo .
Seria preciso oomevar por aqui.
Ninguem he perfeito, ditsa Filippe rindo.
Ria nimbas ideas se propagarSo.
Cravas ao seu cocheiro.
Antes de um seculo o genero humano habitar
earraacens.
Isso dar a imagem de uma universal mudauca
de domicilio.
Mr. Illanchard levanlou-se a sea larnn, a dit-
se e-1 en ie n lo a mao a Filippe Bevle
Al breve'
Como '!... disse osle sorprezo.
Vossa senhoria chocou i soa casa.
(CowfinoT-se-a.;
MUTTOxE"
ILEGIVEL


(huid PEitoieua ouiRT* feibi 16 di mu. 31 IIJ
bo Minete da parbola. A' ot dos apostlos edi-
ficam se asprimeiras igrejas: Ahixandria, Jerusalcm,
Anliochia, Roma, e desdobram-se os caracteres 10-
dispensaveis d perfeita exlsleocia: a umdadc no
culto, dos sacramentos, na douliinaa santiiadc na
purezaa catholicidade que ensilla o ere e presa
unlversalcenla a mesma doulriuaa aposlolindade
t a coniuramacao dos seculos. A raiao irrefletida
do paganismo reage contra a nova creuca, as bestas
feras devorara os marlyres, a perseguido azeda-ie,
requinta, e o espirito confunde a materia com estas
palabras sublimes do eloquenle panegirista dos pri-
mitivos christaos: Somos de hoiilem e ja invadi-
mos ludo, o palacio, a curia, o conselho do principe,
e as assemblcas da nacao. A doutrina do Chnslo
ncarnou-se na civlisac,ao moderna, e a impiedade
philosopliica lie a propris que admira e curva-se ao
ver a suavidade, a grandeza do Evao-.ellio. O paral-
lelo de Scrates e deChrUlo he a maior homenigeiu
que poda prestar ao Evangelho a phlosopliia pela
boceado Rousseau, u cjn.it lie a razio insensata, diz
elle, que e atreva a comparar o lillio de Mara com
o lilho deSophroiiisco' Dizem que Socrales inven-
tou a moral, porem antes de Scrates oulros a pra-
licaram, e Scrates nao fez mais que lizer o que o*
ootros lizeram, a formular em llieoria o exemplo.
Ariitides foi justo antes que Scrates dissesse o que
ara a joslica : Lenidas iminolou-se pela patria an-
tes qe i^rale*encarecerse o patriotismo: Sparta
foi sobria ule de Scrates louvar a sobriedade; e
havia na tireeia homens virtuosos aules de Scrates
exaltar a virlnde. Mas, aonde /esos recebeu dos
eos essa moral rnageslosa, e candida, cijos ejemplos
foi elle o primeiro que pratieoo ? No seio do mais
furibundo fanatismo resplandece a ruis elevada
tolerancia ; e a simplicidade as mais elevadas vir-
tudes eonobreceu o mais vil de lodos os povos.
A marte de Scrates, philosophando tranqaillamen-
lo com os amigos, he mais suave qae se possa dese-
lar : a morle de Chrislo. expirando nos tormentos,
injuriado, escarnecido, amalriieoadu por um povo
inteiro, he a mais horrivel que se pode temer. S-
crates, recebendo a lar.a envenenada, alienrua
prio Sr. capillo Franca fornereu-me provas sufli-
cirnte- do que veuliode dizer.
Demonstrare!, pois, islo.
Na minha correspondencia quo Vmcp. senhores
redactores, se dignaram publicar no Diaria de ."i do
correntc, relativamente as oceurrencias havidasem
Olinda emquanlo a epidemia illi reinou mais inten-
samente e desde seus r.rimeiros ataques, fallando eu,
da nao receprao de dinheiros mandados dar pelo go-
verno, eslabelcci as segundes asseroes :
l. Nenhum diolieiru foi directa 011 indirecta -
mente remedido a coiumissao Jbenclicente, e
nem ao Sr. lenle coronel l'assos. a
Diga-nie, Sr. capitao Franra,isto he ou nao exac-
to J He f e Y. S. nao me u pode contestar. V. S.
mesmo diz na sua correspondencia que os 150)000
dados pela collectoria foram recibidos pelo Sr. de-
legado; e-de he o Sr. I)r. Manuel Joaquim Carnei-
ro daCunha. que por cerlo nao he a Sr. tcueule
coronel l'assos, Dio he a eonmistlo beneliceute, e
nem dla faz parte.
Quanlo a este dinheiro, pois, he evidente que o
proprio Sr. capillo Franca forneceu-me a prova
dcsta mloha primeira assercau. Como porem nao
para a fundarlo do cemilerio publico foi concedida
a mesma cmara pelo Eim. presidente da pro-
vincia.
tiesta drrlararao se podora fazer o uso que con-
vier. OhnJa de abril de 18.">(i.O vereador mem-
bro da commissao [docemilerio, Saltador lleiiriquc
dc Albuquerque.
Declaro que por ordem do Sr. l)r. delegado Ma-
noel Joaqoim Carneiro da Cunha fui i casa lo Sr.
colleclor Francisco dasChagas Salgueiro, no dia 25
de marro prximo passado, e delle recebi a qiiautia
de 1509, importancia de um recibo desla quanlia
passado pelo mesmo Sr. delega lo. Olinda II de
abril de 1856.Manoel Marques Santiago J-
nior.
Illm. Amigo.Em respo-la a sua Ctfla firmada
de hoje, lenho i dizer qoe a rommiss.lo de benefi-
cencia desla cidade nao recebeu dinheiro algum do
governo para sustentarlo da enfermarla montada
na casa onde fuhccionou a Faculdadc de Dircilo.
Sou com eslima e respeito sea amigo e obrigado
.Ion: Cardos de Queiroz Fonseca.
Francisco Antonio da Silva da Silveira precisa por
ceriid.to o theor do oflicio que esla subdelegacia
pois mo fussedesapercebido um aclo lao meritorio
c glorioso para todos quanlos bao coucorrido para
elle e que alcm das heneaos celestes teem iucontes-
laveldireito a gralidao publica do (Irthodoxo Poco
l'ernambucano. Dignem-se, Srs. redactores, de dar
ptiblicdade a estas toscas lindas do seu constante
leitor.
Vliu-iiuiniiii.
e vida c a morle de Jess perleu-
VII.
ti rtlC'i lovoiisiiuu ta lili ii cii'riiriiiiii'i u" *- ^ ,.
hemem qoe IRa d* o que chora : Jess, as ancias-Sr. ranea o documento que abaixo vai transcripto
de supplieio horroroso, suppbea polos verdugos ine-
xoraveis. Sin, a vida e a morle de Scrates per-
lencem ao sabio
eem a beut.
foi esle dinheiro que o governo den para Olinda, | dirigi <> l)r. Manoel Joaquim de Miranda I.oho,
pois que lambem deu um cont de res pela Ihesou-
raria ; lalvcz com relajo a esle falla.se o Sr. capi-
llo Franca.
Anda quaulo esle oulro dinheiro, engauoo-se o
Sr. rapil.io Franra, pois quem o receben foi o Sr.
majar Salvador Delinque de Albuquerque, por au-
torsartlo da cmara municipal, o iiual nao he por
certo o Sr. lente coroucl l'assos, nao lie a com-
missao beuelicenle, e nem desta faz parte. I.eia o
sobre o enlerrameulo de mais de viule cadveres, no
cemiterio dcsla cidade, no dia t(> de marra prxi-
mo findo ; requer porlanlo a V. S., que mamle o
escrivao, que peraiile V. S. serve, extrahir dila ccr-
tidao vista do mencionado oflicio.
Podo a V. S. mande na forma requerida.
E II. M.
Passe, viudo perantc mini. Subdelegacia da Se
de Olinda III de abril do 1856.l'assos.
Evaristo Vioira (lavalcauli do Albuquerque i.ius,
do proprio punho do Si. major Salvador, e nelle esJCrivio da subJelegacia do Curato da S de Olinda,
achara a prova do que digo.Assim provada fica em virlude da lei, ele.
Planto, cultura, eolheita, t fabrir do Uncu
no Para.
Esla preciosa lavoura anda boje he urna das prin-
cipaes loles do riqueza d* provincia do l'ar, posto
que depreciada pelas lalsilicaces que se lem nitro-
I uzido uo seu fabrico. A exleii'a applieacHo que se
a/, do urur na Europa, e no Estados 1,'nidos da
America para dai.ror a manleiga, ao queijo, e ou-
Iros comesliveis ; o seu emprego na linloraiia e na
medicinado lem tornado lio indipeoaael, que ape-
lar das estaudalosas falsilicares, ainda sustenta o
prerq deoito a de/, mil leis por arroba no nosso mer-
cado, e promelte vollar ao- anligos preeos de Iti e
18 mil res, se providencias adeqoadas neulralisa-
rem os ardis da fraude.
Islo posto, e sendo constante que o urucu brota
espontneamente nos leireuos iucullos d'esla provin-
cia, julguei acertado dar aos nossos lavradorcs urna
noticia resumida do seu planto, eolheita, e fabrico,
alim de que os mais curiosas l'ai;.nn experiencias, e
poetamoa assim aproveilar aquelles lerrenos que nao
se preslem a cultura mais productiva.
I'lanli dn uiarucu.
Preparado o terreno convenientemente uo lempo
e a maneira do que se pralica na plantaran do al-
godlo, abrem-se ulcos 00 covelas em distancia de
uilo uu dez pes unas das oillras, e nctles deposi-
(am-se de dous a tres uros de urucu, conviodo dei-
lil-os precedentemente n'agua, quer para mutilisa-
rem-se os esteris qoe sobrenadaiu, quer para que
brotem com masa brevidada c mais vico. Passado
Como as va-as revoltas, rolando successivamente,
eevolvendo, arraslando furiosas opos si o que uao
pode resistir-Mies, assim as hordas selvticas do nor-
te, o Ostrogodos, os Vndalos, os llunus aeconnnel-
lem,as*nlaiii, descoujunlam os membros gangrenados
da sociedide romana. Debalde nos campos calalanni-
coa a langa romana e o franciske dosGodos reluzem
otraspatsam e decepam as hoslcs medoobas deAlila :
debalda rage a vinganra no curaran dos soldados de
Theodorico, os morios e o sansue alastram o ensu-
pam a trra, Atila toge, mas nao esmorece, e convo
ca de oovo os barbaros, a accende-lhes as iras na .em -
briagoez dos tumultuosos feslius.e conquista a Italia.
Como acoote de Senhor, o chefe dos Hunos varro na
na pissaem devastadora a mullidao dos inimigos,
arrasa as ciJades, mutila os monumentos, Ahi, como
sempre, manlfesta-se grandioso o plienomeno da ab-
aorpjao histrica. A Europa recebe aterrada a lei
de veucedor, mas a civilisecAo barbara e a civilisa-
Ctfo chrisla mo eram idnticas : a reacr;lo agila-se
vagarosa, enrgica, succe*siv< : o christianismo absor-
ve, ii o i lira os li.irb.ii os, e 4a conquistadores tornam-
se consquislados. Nesle periodo obscoro da historia
apparece na Arabia urna nova crenra religiosa. Ma-
nme!, espirito redecirte, ardenle na itnagiuaQao,
idealisa-os lioso- maleriaes, e promelte no paraso
aos fllhos do prphela a volupluosidade eterna, o<
arvoreno sombros, o gorgeio daa aves, a verdara
das reivas, o cristal dos arroios, e a hur, mimosa as
carnes, tcintillanle nos olbos. EmBebidos no fana-
tismo, despresando impvidos a morle, com o alcorzo
n'uma das mios, o alfange na ontra, os valentes dis-
cpulo marchan] a conquista do mundo. Crf ou
marre he o grito de guerra, c as margen* do Tigre,
na Syria, no Egyplo, na Persia, as Hespanhas tr-
mula o estandarte do Islnm. C imo tremenda cala-
dupa, os rabes arrojam se pelos Pj reaeus, avassa-
lam parle das Gallias, porem, espavoridos, retrocedem
aos golpes de Carlos Martillo, e salva-so a Europa.
Carlos Magno, subjugando os Saxonios, p^ssando os
Alpes desafronlando o Pontfice, reaendoa Italia, as
Gallias, a Allemanha, realra a purpora dos Cesares.
A eloquencia de Pedro o Eremita desperta a Europa
adormecida: Godofrcdo e Hiendo embriagan) as es-
padas no aangue ismaelita, e nessas cruzadas gigan-
tescas o feudalismo eufraquece-se, as coininunas e-
isancipam -se, a realeza fortificase, e desponla na
historia moderna a renascenri das letras, o equili-
brio eoropeu, a organisac/lo dos exercilos, a regula-
ridade nos imposius, o prodigio as arles, a deseo-
berta de novos mun los, a imprensa, a reforma, a
pliilosophia, a poltica, a democracia: Mahomel II e
os Msdicis, Gultemberg e Colombo, Baeun e Desear-
les, Rafael e Misuel Anjo, l.utliero e Gustavo Adol-
fo, Richelieu e Mirabeao. .
VII.
O mahometismo, o boodhisino, o rhhstHnismo,
sao as tres gran les religies, que represeutam civil i-
sacos diveisas no estado actual da huinanidede. Os
KseivageftSi qoe poroan pequea parle ilo glo
isensivtlmente sito dominados pela civilisaro
chrisUa, e ^ malla** m'i e o boudlusmo permaue-
cein iuerles. A peilra arrojada peto fundibularlo
desprende-se ao principio clieia de forc,a, rompe a
resistencia das carnadas arias, zue estrepitosa, e
depois vai perdendo pooco a pouco o primeiro im-
pulso, e cahe por lim amortecida. Dse modo uas-
ccram as creuras de Visnii e Mahomel, eugrandece-
ram-se, e agora eslorcem-se moribundas ; e a reli-
giio do espirito, o Evangelho, esaaaga o embruteci-
iiieni'i dos sentidos a materia, a inercia, e resume
em si a intelligencia, a vid'., o movimenlo, o nume-
ra, as descobertas scienlificas, o prugresso as artes,
a disciplina militar, o polerio dos exercilos, a opu-
lencia fnanceira, os milagros da aaiaciajlo, os ca-
nses, o Ierro-carril, os vapores, a eleclricidade. Na
Asia, na frica, oa America, na Oceania, por toda
a parta, reina a supremaca chrislaa. e converte a
palavra apostlica, em semanas, em mezes, o que
dantes nao converta am scalos. A cante la col-
lossal da Rossia e das nac/>es do occidente he mais
ama victoria do chrislianismo : reluza einbora o al-
fange, trocidem os eslilhacos da melralha os deste-
midos soldados, amontoem-se os cadveres, nao ser
indecisa a victoria.
as |i>i.nras iicn que se den
nel l'assos.aflyniando-se que
der.|,iranJo-a inexacta, nao i
exhuberaiilemanlea minha primeira asser^o,quer
respeito do dinheiro dado pela collectoiia, quer
de que fui dado pela Ihesouraria.
.'Nenhum dinheiro recebeu oSr. lente coro-
nel Passos, para ser aplicado as despezas com a
- epidemia, dado pelo governo ou por parli-
' rulare-."
O Sr. capitao Franca, na sua correspondencia rc-
fere-se apenas i receprao dos dinheiros dados pelo
governo, e por islo julgo-ine dispensado de nllere-
cer oulras provas desia minha asserrao, alem das
que ofiereci ja qoanto a primeira.
Mis o Sr. capitao Franca uo principio de soa cor-
respondencia ftor (al forma redigio a minha lassergao
as p.lavras uejn que se defen le ao Sr. lente coro-
e nao linha recebido.nque
se deveria entender se-
uao que sses dinheiros, de cuja reerprao elle falla,
haviam sido recebidos pelo Sr. lenle coronel l'as-
sos ; dando porem ratlo de minha inevaclidao, ex-
prime-se de maneira que nao allinna que o Sr. le-
neule coronel Passos foi quem laes dinheiros rece-
beu, nem o exclue da h\polhese de poder ler sido
elle quem etl'ectivamente os houvcsse recebido, usan-
do das palavras a se receben, n Islo prova que o Sr.
capitao Franra, foi precipitado ale na redacrao de
sua correspondencia '.
Felizmente porem tica evidentemente provado
que o Sr. lente coronel Passos nao foi quem laes
dinheiros recebeu ; e por Csmsegointe, seja qual for
I iulelligencia que se queira dar as palavras citadas
do Sr. eupilio Franca, lie claro que esle senhor nao
logrou levar a effeito o que pretendeu, isto lie : que
fui inexacto Meta minha segunda a'serrao.
:l. Al boje ( l de marco, que foi a dala de
ii urinha correspondencia se nao receben dinheiro
i( algum nem na collectoria nem na Ihesou-
k raria. o
Eniao, Sr. capitao Franra, acha que esla minha
asserrao he inexacta'.' Pois combine a dala de mi-
nha correspondencia com os documentos prestados
pelo Sr. major Salvador, e peloSr. Manoel Marques
de Santiago Jonior, c couhecera que fui cxsclissi-
mo no que allirme. se o Sr. capitao Franca li-
vesse procedido assim quaudo se lembrou de contra-
dizer-me, por certo que o nao larij.
A minha correspondencia he de data de 1 de
marro, e se ueste po.ito, cu apsim e\presci-m
a mas al hoja allirmo-lhcs senliorcs redactores, r
se nao icccbeu dinheiro algum, nem na collecto...
ncn na Ihesouraria, e os dinheiros do uue falla o
Sr. capitao Franra foram recebidos eir. 5 o K do
dito mez de marro, he evidente que nao fui inexac-
to no que allinnci ; porque a receprao de laes di-
nheiros se ellerluou depois do dia 2:1como pro-
vom os documentos a que me refiro.
Aqu cumpre notar que, embora o dinheiro da
collecluria fosse recebido no dia 25, o respectivo re-
cibo he de dala anterior, lalvez mesmo a de minha
correspondencia, nao sendo de crer que nislo se fun-
dasse o Sr. '.capitao Franra, porque enlao negar-
llie-hia a boa f com que sopponlio ter elle, proce-
dido, vislo como de ludo islo sabe elle, que lie o es-
crivao da collecloria, e sabe o Sr. collcclor Salguei-
ro; asseguro porm que antes da dia em que tal
dinheiro foi recebido, nao havia sido procurado
ainda. |
ir i." e ultima. Nenhum dinheiro den o governo
para o hospital, sendo que apenas ministrou os
Moedas de finilIU velhas .
i' w ii-'nHi novat .
.i IjOt). .
Prala.Palacoes brasileiros. .
Pesos coliimnarics. .
' nicxicauos. .
AI.FANDEGA.
Rendimenlo dodia I a li. .
dem do dia l.">......
161000
IhKXM)
'.IJJtXX)
2OO0
JJJO
Ijttti
184:3391296
l7:illjT7l
20l:7:i^0G7
e ba-
Oetearrcgam hoje lli de abril.
Brigue ingles lames Ciartemercaduras,
lrigiic inglezfaltebacalho.
Brigue inglezTtlaniadem.
Ilngiie inglez/ oanleidem.
Barra americanaC. Taylarin/ia, clin
liba.
Iln-uv' portuguezS. Manoel Ibarril de vmlio.
IMPORXACO
Barca inglea iiltunelu, vinda de Liverpool, ron-
signada aC. J. AsIlei ,\ C, uianifeslou u segiiinle :
I caixa lio deaapateiro ; a Burle <\ Soma.
ti 'lila- biscoilos ; a Soulhatl Mcllurs.
I> fardos ferros para eugommar ; a Brcndcr a
Braudis.
7 caxas o 2 barricas provises, -2 dil.is cerveja ; a
Fon le Irmans.
:i caxas e I barrica provisoes ; a J. C. iVc.
:i dilas couro de lustre ; a Robe S. & C.
I dita ferrageus ; a i-eidel Pinto.
I dita e KKI gigos louca, I caixa fazeuda de seda,
:t8 dilas e ;it) fardos dila de algodao, 11 caitas leocea,
11 ditas fazendasde algoilao e lnho ; a Fox llrolhers.
:i caitas couro de lustre. -22 ditas folha de llan-
dres. 65 ditas o :t2 lardos hienda* do algodao, I bar-
rica eslanho, .Vil) barris plvora ; a C. J. As-
they.
I caixa fa/.enda. ti ditas ditas de algodao. I dila
tres meces depois da planta o urueusal dtve ser ca- I Hta de laa e algodao ; a .1. Keller & ('..
Certifico ser o-llieor do otlicio da forma e tnanei
ra seguinte:
lllm. Sr.Em resposla ao otlicio deV. S., era
dala de 2:1 do correte, lenho a repondor a V. S.-
em primeiro lugnr, qoe no sabhado 15 do correnle
o servir.o do cemiterio foi feilo regularmente, tiran-
do apenas qualro cadveres nos valladas sem serem
socados, por leroin chegado as huras que os traba
Ihadorcs haviam deixado o serviro ; emquanlo ao
doming i lli do correnle, cheganda en no cemiterio
os ciaco c mcia liaras para seis, ah pennaiicci at
onze horas, pouco mais ou menos, e dorante esse
lempo e anda mais at una para duas horas da lar-
de, pouco mais ou menos, os cadveres qoe foram
recebidos no cemilerio eram logo laucados nos val-
lados e coberlos com urna porfo sulliciente da
aieia.
Em segundo lugar, que o servido foi inlerrompi-
do no domingo urna para duas horas da larde,
pouco mais ou menos.
Em lerceiro lugar, at a hora acimidita, existan)
nos vallados 2i cadveres sem serem socados, e um
em urna cova, mas lodos coberlos com areia sulli-
ciente-
Em iinarlo lugar, rousta-me, por ter ouvido
a alguus Irabalhadores, que o serviro de novo co-
raerou no domingo as tres horas da tarde, leudo si-
do empreados nesse serviro os qualro homens por
mun engajados e por iinm despedidos a urna para
doas horas, e mais dous que ignoro.
Da mesma maneira sube, dos mesmos tralialhado-
dores, que o serviro se havi findo cinco horas
da larde, pouco mais ou niftios, sendo esses Iraba-
lhadores engajados pelo alferes Lopes de Almeida,
Ainda mais consla-me, que nesse dia, domin-
go, que V. S., chlgando com genio sullicien-
le para socar os cadveres que exisliain por socar,
nao iisou della por ja se adiar |0Ssl o serviro findo,
sendo que V. S. ahi rlieqou as qualro c meia horas
da larde, pouco mais ou menos. Julgo ter silisfei-
to ao que de mim exige.
Dos guarde a V. S. Cidade de Olinda >i de
marro de IN'iti.Illm. Sr. I)r. Manoel Antonio dos
Passos e Silva, digiii-simo subdelegado de Olinda.
Manoel Joaquim de Miranda Lobo.
E mais se nao conlinhi em rjifo oflicio. que eu
escrivao abaixo reasignado uom c fielmente copie! do
iropra original, c val esla sem causa que duvida I
ra, por mun escripia e assignada nesta ridade de
linda, aos lli das do mez de abril de 1856.
Em 6 de verdadallrari'lo l'ieira Catalcanti
.llimqiierquc Lins.
pinada, e durante este processo vo sendo arranca-
dos os pesiuhos que vieran) de mais. do modo que
fique um sn em cada cova. Feilo esle beneficio .in-
ga a plantaran sem oulro amanho, silva a ulilidade
de nova rapia n'aqucllcs terrenos em que ella se
turne necessaria.
(.'o/Aeita.
0 urucu fructifica no lim de oito a dez mezes,
mas a eolheita nao devo ter principio sem que o
liuclo ou castillo tenha tomado nina cor avermellia-
da, e sem queem cada Caito estoja aberln pelo me-
nos um casullo. Colhe-se os caixus quebrando-sc u
galbo de que prendem, servindo esta operarlo de
nova poda para tornar a irvore mais virosa, mi.
copada, e menos alia para facilitar as futuras co-
I licitas.
Depois de assim coluido o urucu, e couduzidu ao
paiol cin carros ou paneiros, no mesmo ou no se-
guinte lie posto ao sol em esleirs oo lenrties, e ahi
revolvido repelidas vezes: ao lim de tres a qualro
das de bom sol esiara perfeitamenle secco. Nesle
estado he lancado aos inouloes sobre terreno ou soa-
lho bem limpo, esleirs ou leuriies, e ahi pisado e
malhado a varapo, at que lodo o grao se leuha se
|iarailo da vageui : e terminada esta operarao lira
lora a casca mais grossa, e leva-so o urocii a assopra*
dures, ventiladores, urupemas oo penciras para que
fique o grao bem limpo de toda a casca e qoaes-
quer materias estrauhas. Feilo islo devese bem
acuudicionada a sement al ser levada ao fa-
brico.
Fabrico.
Para o fabrico do urucu alm do respectivo enge-
nho ou moendas v* sao precisos tres grandes tan-
ques de inadeira um dos quaes deve ser dividido
ao meio ) urna prensa como as de mandioca, duas
taixas ou cal hura-, seis grandes gamellas, duasiuru-
pemas, urna p, dous pequeos cochos para aparar
a agua do urucu' no engenho, e alguns oulros u ion -
sis menos importantes, cojo preslimo ser indicado
uo segiiimento du processo.
Na noitc antecedente ao da em que se pretende
moer e fabricar, deila-se de mollina respectiva por-
oso de urucu' fdous alqueires para viole pote* d'a-
iia em um dos tanques, ancne-aa oulro tanque
d aeoa pora, e o tanque dividido deve acliar-se va-
sio .'htm limpo. Aoamanhecer liram-se pequeas
porres do urucu que se acba do motho para as ga-
mellas, e ahi duas pessoas o esfregam com forra lias
mios e contra o fundo e Lulo das samollas, deitao-
do-lhe una pouca da mesui* agua em que estevede
mulla, e depois de bem estregado, c acnando-se a
agaa bem vermellia, deita-se ludo sobre nina nru-
pema enllocada sobre um dos reparlimenlosdo tan-
que dividido, e toda a agua que rahir no lauque sera
passado iiiimedialamenle para o segundo reparti-
inento do mesmo tanque por mcio de nutra urupe-
ma muilo lina Esta asua eeada, tlepais do reuni-
da a da primeira moagem, Rever ser successiva-
mcute depositada em nina das eran.les gamellas
onde ser conservada por esparo de oito horas para
ostentar o sedimento ou palme, a que chamamta-
pioca de urucu.
Depois de bem esfregado o uru* o, o de ter ecor-
_.>!) barricas cerveja, I fardo laModas, B7 ditos e
15 caxas ditas de algodao, .'> dilas cliapos de sol; a
Roslron R. & C.
Jli barricas ferrageus, IX odia*linha, 1(1 safras :
a James Halliday.
:l barricas ferrageus, I fardo iazendas de laa : a
Whyatl.
11 fardos fazendas de algodSo ; a J. Crablrce
&C.
!l barricas e 5 Caitas cobre. I dila e -Jl barricas
ferrageus, I dita eslanho, 50ditas cerveja, 50 caxas
vinho. 10 lonelladas, I quintal, I arroba c 7 libras
de ferro ; a Paln .Nash & C.
15 caxas fazendas de slgodSo, H dilas lindas, I di-
la couro de porco, 33 safras; a|Tinm M. iS; Vinas-
se.
. "ill barris manleiga, 9 caxas fazeudas.de algodao,
:t fardos algodio para sacros; a Mr. Calmout &
Comp.
7 caixas e 7 fardos fazendas de liuho, l'i ditos e
I caixas fazendas de algodao, 7 dilas ditas de liuho,
e algodao, 50 barris manleiga ; a Johnslon Paler
&C.
8 caixas e i fardos fazendas de liuho, :li caixas e
37 fardos dilas de alsoihlo ; a Adamson llonie
6t C.
I lardo ftistao ; a II. Bruno.
I fardo tpeles, Ju l;io, e l'J caixas fazendas de
algodao ; a N. O. B. & C.
15 fardos fazendas de algodao; a Isaac, Curio iV C
I tonelada, 10 qq, 1 ,a e i h de ferro ; a Slarr &
Compauhia.
.1 caixas miudezas, I dilas linhas, 51 fardos e 58
caixas fazendas de algodao,:!:) ditas dilas de linbo e
algodao, 3 dilas dito de seda e algodao; a II. Gibsou.
II toneladas, 18 quiulaes, Jarrabas e 15 libras
de ferro, I rildeira, 71 laixas, I barrica tornos; a
Bowimn & C.
G caixas biscoulos, 3 dilas queijos, 3 dilas conser-
vas, 3 ditas cha, 10 gigos hlalas, 1 barrica presuu-
los, I dita sal em jarra, i ditas caruei ; a Geo Nes-
bilh.
I caixa e I fardo fazeuda de algodao, 3 ditos co-
bertores de ta.i ; a Augusto C. do Abrcu.
I raixa macliinisino ; a R. & Bidoulac.
2 dilas bicos de seda e ditas de algodao, 15 caixi-
nhas fruclas em conservas ; a ordem.
21) toneladas carvao de pedra, 10 ditas queimado,
28 caitas e 2 fardos fazenja de algodao, I dita dila
de 11 illm ; a Barroca & Castro.
3 barricas drogas ; a i'artholometi F. de Sonta.
50 caixas queijos ; a F. G. de Olivcir.'i.
58 fardos fa/.enda de algodao, 78 barricas ama-
das, ditis ferragen*, 2 dilas courus, 13 qainlaefl
ferro em folha c arcos, i ion .-I ola- e 10 quiulaes
fecro em barra ; a S. IV Joliusloii &.C.
'2 saceos amostras ; a diversos.
Brizne ingle! Titoniaa, viudo de Terra Nova ;
consignado a J. Crablree & C, manifestou o seguinte
-,700 barricas bacalh.o ; aos mesmos.
CONSULADO nMitAi.
Keiidinienioilndia lali. 27:279jM03
dem do dia 15....... 34)68)559
se adiar nesta cidaile ; e como enleiide o soppliran-| sanriuario, redomas com peanhas, 1 rica eolia d
le que lendo sido intimada a um dos socios, nao se damasco, 1 espelho grande de vestir, mocadores,
faz necessario inlimar-sc ao oulro, e anda mais len- mesa de janlar elstica, aparadores, apparelho de
do esle deixado correr revelia a causa, por isso vem < porcellaua para cha, bandejas, globo para cacada.
requerer a V. F^xc. que mande pasear mandado de
penhora contra os bens dos snpplicados, visto que
ja se Ddaram as _", horas sem que tcnbam pago,
nem nomeado bens para pagamento da quaulia con-
tada no rosto da sentenrja, e as cusas qus accres-
cerem.
Pede a V. Ele. Ihe delira.E R. MeMiguel
Jos de Almeida Pcrnambuco, procurador.
E mais -en.o contiiiha rm dita pelirau, na qual
profer o ineu despacho do theor sguinic :
Seja a senlcnra intimada lambem ao supplicado
Pinto, alm de prosegoirem os mais termos da exe-
eocao.
Recife 3 de marro de 185li.I'erclli.
E mais se nao cunliuha em dito meu despicho,
em visla do qual veio o supplieaulc com sua replica
do theor seguinte
venesianas, mesas, bancos e mais arranjos proprios
para aula, banheiro, laixos de cobre, Irem de cozi-
nha, etc., nina preta mora que sabe fazer bem todo o
sorviru de tima casa de familia, menos engommar o
coser, sendo perfeita cozinlieira ; assim ruis nm mii-
lalinho acaboclado, de 8 aunos de ida le : quarla-
feira 16 do correntc, as 10 lloras da manhia, no in-
dicado coilezio, aterro da Boa-Vista n. 8.
O agente Borja faro leiao da bem conhecida
Hiberna alta no ra do Collegio n. 1G, muito afre
guezndl para o mallo, cooslando de armario, lodos
os gneros, especiaras e mais objectos etc. exi-lcn-
tes na mesma, ludo em pcrfeitissmo estado ; a qoal
sera enlresue pelo manir prero olferecido, vislo n3o
haver limite ,dgum, mis que he para Itquidacao :
quinla-feira 17 do crrenlo as II horas da maobaa.
O agente Borja fara leilao em seu armazem.
Illm. c Exm. Sr. I)r. juiz do commercio.Osup-! Ila rua do (;0||eio n. i,-,, dc otoa grande qoantidad
phcanle vera requercr a \ fc\c que o admita a ; je ouras ,|c marcera noVas e usadas, e ootros
justificar a ausencia do Mipplirado Joaquim Duarle
Pinto e Silva, alim de ser intimado por caria de
edilos da seutenca junta, e para lodos os termos da
execurao. vislo que o sopplicanle nao sabe oude es-
la hoje elle, e s desla maneira he que se pode cum-
plir o respeitavel despacho retro.E K. Me.Mi-
guel Jos de Almeida Peruamburo. procurador.
Nada mais se conlinha cin dila replica, em ron-
sequeucia da qual profer o meu despacho do theor
seguinte.
Justifique.Recife 5 de abril de 1856.I'erclli.
E mais se nao conlinha cm dito meu despacho,
em virlude do qual passou o supplicanle a produzr
auna tcslemuiilias que justificaran! a ausencia e in-
certeza do luear da morada do supplicado : e su-
biudo os autos a minha rouclu-ao, profer a miuha
senlenra do ibeor seguinte.
A'viata da inquirirlo de lis. 3I>
provada a ausencia de Joaquim Duarle Pinto c'Sil- i ,.7~ ...
va, e para a inliinarao ecitarao dc que traa a re-'
plica de lis, 3 verso, manda que se passem editaes
com o prazo de 30 das c rustas.
Recile '.I de abril dc 1810.Anselmo Francisco
l'eretti.
li mais se nao conlinha cin ilita senlenra, por
forra da qual o escrivao a meu cargo, aballo assig-
nado, fez passar a preseule carta de editus com o
prazo de M das, pelo theor; da qual cito, intimo e
hei por intima la a senlenra exequenda na pc-so-i
do supplicado executado Joaquim Duarle Piulo e
Silva, por todo conteido na pelir.io do supplicanle
exequenle Joaquim Lucia Mouteiro da Franea, pa-
ra que no referido termo de 30 das coinparcra ues-
te juizo por si, ou por -cu procurador bstanle, para
pagar c dar bens a penhora. para pagamento da
quanlia couslante do roslo da senlenra, a o nao fa-
zendu se proceder p"iihoia em seus bens, e prose-
guir a exeeucao nos ulteriores termos, at lnale
real embolso do supplicanle.
E porlauto, (oda c qualquer pessoa, prenles, ami-
gos ou conheridos do referido supplicado, Ihe farain
aviso do quaulo cima lira etposlo. sob pena de La
dosc proceder a sua revelic.
E para que" chegue a noticia de todos mandei
passar o presente, que sera publicad > pela imprensa
e afiliado nos logares do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Recile aos 11 de
abril de 1856.
Eu Francisco Ignacio de Torres Oandcira. escrivao
aanbacrevl.
Jnsetmn Francitro l'eretti.
inultos ubjeelus de diversas qualidades, que seria eu-
fadonbo mencioua-ios, os quaes se arharao paleules
no inesm.1 armazem para exame dos seuhores pre-
lendeules ; e se eulregarao sem recosa de qualqoer
preco ollerecido, vislo que au ha limite : setta-feira
18 do correulc, as 1! boras da uianliaa.
Na rua dos Copiares n. 20, lava-se, eu-
gomma-sc, e armam-se bandejas de bolos, por me-
nos preco do que, em outra qualquer parle.
Quem precisar de urna pessoa para escriplu-
rario ou cobranca, dirija-se a rua da Florentina
a."s.-..''"'i".1?" casa n- >, a qualquer hora do dia que achara
uu anouncie para ser procu-
rado.
Proiisa-se de utua ama secca : na rua Bella
n. 24.
Precisa-se do urna ama de leitc forra ou
captiva, sem vicios nem achaques, o que lenha
boa conduia, paga-se bem no paleo do Hospital
ii. 2, sobrado.
Fr.ncezes ou IfMM de ser ] objectoS com qoe elle se acha monlado.
o vencedores, a lurquiaha de ser absorvida, o ._ H
chrislianismo ha de eslirpar nos lilhos do propheta os esla asserrao foi comprehendirta na ge-
voliipluosos harens, a oppres-.i i mnlharil, os hedi-
uodos eonocos, e a sombra da cruz ha de ser all urna
realidade a rehabilitaran do espirito, os lacos de fa-
milia, o amor conjugal. Nos primeiros lempos da
igreja ganhavam os chrislos a palma de marlyrio, e
ainda hoje arroslram os missiunarit,s da doutrina e-
vangelica un mar as turmenlaa, a sede nos disertos,
a fume, as tribulaces, a morle qnasi certa. A reli-
giio do espirito se torna cada vez mais robusta,c u,1n
ha maldade, resistencia, perseguirao. Iiere-ii que
posiam abalar-lhe as raizes profundas. Assim, o
impiedoso arrojo do protestantismo lavrou por si a
prepria coodemuarjo. Descouliecido o principio da
antoridade, a esperanza morreu, no cora^ao do ho-
mem nascea o egosmo, formigaram as sedas, e dila-
ceram-se impotentes ; e, arrependidis, bio de tollar
ao mesmo redil, ao mesmo pastor, a mesma unidade.
lie pois no chrislianismo que|de.vemos esludar a ver-
dade civilisaro, o descuvolvimenlo da liomaui-
dade.
Maranhao, 1HVI.
A. Marques lladriguei.
Itnkores redactores,No seo Diario dc 7 do cor-
renle foi publicada urna correspondencia do Sr. ca-
pillo Jalo Gonralves Rodrigues Franca, na qoal
pretendosle senhor fazer crer ao publico qfle nSo
era exacto o que eu havia altirmado relativamente a
neralidade con) que fallou o Sr. capitao franca
ajando disse : a mas como nao seja islo exacto ; o
entretanto que ella he tao exacta quanlo as Ires pri-
meiras ; e para que disto se convenra" at^r. capitao
Franra, bata lr o documento que oll'erv>3 firmado
pelo Sr. l)r. Queiroz Foiiscca, ihesourero da com-
missao bcucficentc, i cojo cargo esl o hospital. A'
ser exacto que o governo lem coucorrido com di-
nheiro para o hospital de Olinda, o Sr. Dr. Queiroz
devia sabe-lo porque sua nao devia ir ter esse
dinheiro ; entretanto da rieelaraco do mesmo Sr.
Dr. Queiroz se v o cunt,ira dslo ; o que prava
que esla nossa asserrao he exacta. Nao menos o
prova a declaradlo do Sr. major Salvador, pelo que
diz respeilu ao cont de lis, recebido du thesourri-
ro, puis que, como elle allinna, esle dinheiro foi
mandado dar por empiesiuo a cmara municipal
para fuudar-se o cemilerio, c isto mesmo be o que
consta da ordem respectiva do governo que se li1 no
Di trio de Peruambuco dc 12 dc fevereiro tleslc au-
no, na parte oflicial.
Pelo que diz respeito aos i">!)> mandados dar ao
Sr. delegado, e por este recebidos na collecloria de
Olinda, he sabido que Sr. delegado os deslina para
salisfazer as despezas ja fritas rom os enlerramenlos
e com o trabalho da dcsinfeceo da cidade ; sendo
Sr$. redar/ores.Dizia um muralistaque mili-
tas vezes he Ingralidu o agradecer sem lesiemunhas.
Com elleilo, he.lal o reronhecimenlo de qoe me
achu possuido para com o Sr. Dr. Pedro de Atien-
de l.obo Moscozn que nio ponto deitar de recorrer
a Vincs. alim de por meio de seu cunceituado Dia-
rio tubular a minha grati lao ao mesmo Dr.
Seis pessoas de minha familia foram successiva-
menlc accommcllidas do cholera, c nao obstante o
grande numero de doentes qoe reclainavam os cui-
dados do Sr. Dr. Moscozo, esle Sr. dignou-sc visi-
tar constantemente a iiiiuha casa, empregando ahi
lodo o esmero c philanlrupia alim de conseguir o
reslabeleciuiento dea doentes ; prucedimenlo esle
que penhoroii-ihe siimmimente e isso tanto mais
quanlo algumas das pessoas medicadas pelo Sr. Dr.
Moscozo me eram summamente charas pelos laros
de -.iii-uf que nos ligavam : dousfilhos, urna maa,
urna entibada e uina escrava foram tratados pelo Sr.
Dr.Mo-cozo, acham-sc boje completamente reslabe-
tecidos.
Acceile pois o Sr. Dr. l.obo Moscozo mens agra-
decimeulbs tanto mais sinceros, quanlo lambem par-
licipci da sollicilude e philaulropia com que se
hunev o mesmo Sr. para com a minha familia.
Sou, Srs. redactores, seu venerador e criado,
Manoel Antonio Pereira
rldo a agua na primeira urupe
mente levada ao engenho, e a u:
iioido he laucada as gami-ITas r
para ser de nova anala e esfre
agua rm que esleve de mulla i
nicirai urupema onde he esprn
he immcdiala-
i( que vai seulo
equinas porrOes
i ruin a ine-ioa
> islo volla a tiri-
to cutre as mao
a maata que tica e levada a prensa para d'ella extra-
hir-sc toda a agua.
Eapremida a maesa he segunda vez levada no en-
genho c repelida o processo indicado, ainda volta a
elle urna tercena vez ; devendu observar-so que as
moendas devem arhar-se punco aperladas na pri-
meira operarao, sendo porem successivdiiiente aper-
ladas as duas posteriores.
A agua residanle da segunda e lerceira moagem
be lacala as taixas nniiicdialameiite a medida que
vai sendo coado o uri'co. Ch'sas as laxas ataca-
se bstanle fugo, ela propongo que a ai:ua se
Companhia
de lili vega^AO vapor Lu-
sn-Brasileira.
gira par
Babia e Ro de Janeiro : para pa-sasciros, dirijau-
se ao agente Manoel Duarte Rodrisues, iu> do Tra-
piche n. 26.
O abano asagnado, de novo torna a palen-
tear a sua extremosa gratidao as eslimaveis
pessoas que liverain a bundade de comparecer
uo acto funebre celebrado na matriz de Sanio
Antonio, pelo repouso da alma de soa muito
prezada tanta Anua Alexandrina, que Dos
lenha em sua santa gloria. Com muila es'pe-
cialidade gratifica ao respeitavel e Rvm. pa-
dre-meslre ex-provincal Fre Lino, pela sum-
ma raridade que pralicou, quando junto so
leilo de dor. recebeu o ultimo suspiro que ex-
haliru no dia 13 do prximo passado. sua sem-
pre lembrada irmaa. Mara Alexandrina, que
Deus foi servido chama-la para si; repelindo
lambem a caridade de comparecer no dia 9 do
correnle, na occsi.io do passamenlo da dila
irmaa Anua Alexandrina, com os soccorrosda
nossa sania religiao, que.-t Dos Ihe recom-
pnsala.
O Rm. Sr. padie vigario Joaquim Jos de
Menezes, muito se prestou (al quando etha-
lou o ultimo suspiro), no segundo golpe qae
sofTreu o abaixo assignado desla sua irmaa, qoe
s mesmo nosso bom Deus poder compensar.
Nao poderei 13o pouco esqoecer os valiosos e
prestantes serviros que recebi de meu amigo
0 Sr. Manoel Juvencio de Saboia, nao s na
molestia, como no funeral de minha saudosa
irrnaa, que li:,n.i i gravados em meu eterno re-
coiiheciinento. Francisco Alexandrino de
1 'aiconcellos Callara.
Recife 15 de abril de 18.56.

30:3479062
CiVBKSAS PROVINCIAS.
Kendimenlo dem do dii 15....... 1829358
3:2739617
Exportacao'.
Acaracu' polo Ccar, hate hrasileiro E\ dacaou,
de 37 toneladas, condtizio o seguinte : 5 fardo, 2
paroles c 7 caixas fazendas, | mala e 3 narris vinho,
l> cailOes, 3 latas e 2 barricas remedios, 2 caixes,
2 gigos e 2 barricas louca, 1 barrica o I caixo ferra-
geus e diversas inercad'orias, 3 barricas bolachas, I
lala ilila ingleza, I dila biscoito, 2 fardos*taboinha.
papeao c miudezas, I pipa e 1 garrafao vinho, 8
barricas farinha de Irigo, I ditas cerveja, 3 barris
Srs. redactoreNuma crise luctuosa como por
qae acabamos de passar, lgraras a Dos, ja podemos
assim dizer) he por certo a casse medica a qae mais
figura, e que mais serviros pode prestar ; porem j
qoe por nossa infelicidade nao podemos tecer elogios
J toda ella, porque realmente algalia Srs. mdicos
nao o rueicccm ; nao devenios por isso deixar em
olvido os serviCOS relevantes que prestaran! oulros,
pois al entendemos que por isso masmo ellos se tor-
tita mais valiosos; e como julgo que entre os mctli-
. nao recepcao de dinheiro nigua) da Ihesouraria, e que duvida que seja sofliciente essa quanlia
da collectoria de Olinda para occorrer as despezas
com a epidemia uaqaella cidade, e quando me
prenarava para cabalmente responder ao mesmo Sr.
capilla Franra, procurando infurmar-me do que
elle referi, na supposicae de contradizer-me com
vanlagem, eisqaeoutrem, o o Sr.Velho Olindense.n
apparecea com igual preleucao no Diario do se-
guale dia, o coro relacao ao que eu refer sobre o
- eniemmenlo de mais de 20 cadveres no cemite-
rio daqeella cidade no dia Iti de marco prximo
findo. i'
Assim resolv demorar ti resposla ao Sr. capitao
Fraoc.a, para dar-lhe-a e ao Sr. Velho Olindense.n
juntamente. Foi-me preciso lempo para colher mi-
nuciosas informarnos, e nbtor alguns documentos, t
por islo demorei-me mais do que desejava.
Primcirimenle o Sr. capitao Franca.
Diz esle senhor: l.endo o Diario de Pernam-
< buco de 5 do correnle, nelle deparei com urna
correspondencia em que se del'ende ao Sr. lenen-
le coronel Passos afUrmando-se, que nao linha'
i recebido quer da Ihesoararia geral, quer da eul-
lectora, dinheiro algum para occorrer as de-pe-
< lis mi S" da hospital esmo do cemiterio Cesta
* cidade ; mas como nao seja isto exacto, por so
quesei, que da Ihesouraria provincial se recebeu
para tai lito um cotilo de ris, sendo que Umbem
desta collecloria foi entregue ao Sr. destajada a
quantia de qualro ceios e cincnenla mil ris, por
isso apresso-me a declarar qae foi menos etaelo
o que allegouo autor da correspondencia, o que
a se pode ver do respectivo recib, que ache-se re-
r eolhido i Ihesouraria de fazen*.
Km verdade, urna censura dla ordem nao lem
qualilicarao, quando se v primipalnienle que ella
lie lal qoe tendea desmentir o qoe se affirmou ao
publico, sem o menor receio di que alguem houves-
se que se alrevesse a dizer qm a verdade nao presi-
dio a sflirmacau Um somlhaulo censura ter-
ms-hia al impacientado, se cu nao tivesse a pre-
cisa pachorra para mostrara. Sr. capitao Franea,
qoe bem looge de ter sido tutela essa minha af-
lirmsrflo, he ella evsetissim ; \ea.\o que o prooe-
diraeoto do Sr. capitao Finca revela apenas sua
precipiacao hilando t coa a devida atlene..o / ao
eeerever a fn cerrerponineia. Felizmente o pro-
moagem nao deve ser levada ao fugo so nao no ulti-
mo dia dc safra, devendu servir yara deitar-se nella
a sement de mollio durante o carao da safra ; e isto
pela razao de couter pouca tinta.
Do urucu' que tica depositado para assentar a
tapioca, val-SO tirando de levo a a-ua por cima al
ficar no deposito somentt o se lmenlo on nelttMV, e a I^O arrobas de assucar
agua exlraluda val sendo levada es laixas com a ou-
tra da segunda e lerceira moagem ; e a tapioca (ou
sedimento su he levada ao fogo quando a evapora-
rtlo liver reduzido a dous potes o ururu' qoe se acha
na laixa do ponto. A medida que vai diminuiudo
a quantidade do urucu' na tava do poni, he roisler
que o taixeiro u va revolvendo com uns pa, c ten-
tlo-se-lhe loda a tapioca deve haver o maor cuidado
em rcvolve-lo sem descanso para evitar a queiraa
t lomar ponto. A massa clltsi ao ponto quando
te ada oa consistencia da goiabada, o que melbor
cnsina a pralica.
Acondici'jnamento.
A massa do urucu' depsil de fra he tomada em
parros a las mao, untadas ligeiramente dcazei-
te, e laucada em paneiros ou caixas O uso do
eos que nessa poca se mastr.iram raridosos, tem azeile de mamona geralmcHle adoptado parece de-
o primeiro logar o moilo dislineto e lotelligenle Sr. I ver ser substituido pelo tic gergclim ou oulro de
Dr. Silvio Tarquinio Villas-boas, sera fallar un IIsual natureza, ltenlo o emprego do'urucu' lias
rigoroso dever imposto pelo reconhecimento, se dei- comidas.
xassemos dc, esse medico prestimeeo, tributar os
encomios de que elle he credor. Sm,5ra. redacto-
res, so quem fosse lestcmunha ocular, como cu a fui,
poder aquilatar a caridade, e oa serviros prestados
por esse ln-mem inransavel. A qualquer hora do
lia ou da noile, apenas recehia um chamado corra !
pressuroso nao s para a casa do rico, como e prin- rrrtladeiro rasligo
F. A. C. K.
Diario da Maranhao.)
reino, 1 csitao rolhas de corlra o mais miudezas.
13 barricas com 33 arrobas e 30 libras de assucar, 70
volumes fazendas e outras mercaduras, 52 volumes
dilTercntes seeros do paiz.
Marsellia, brigue francez uCoIberl. de -285 lonc-
ladas, eonrraiio o seguinte : 3,870 saceos com
(ibrallar, hrijtic sneco Aranren, de 211 loneta-
das, couduzio o seguinle :3,31)7 saceos com 16,985
arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rrndlinenlndodia 1 a lk 2I:.I-5.m01
dem do dia 15....... 3:1199995
26:474*496
VBtotolmeutc j>> potti*.
a o deara
o hiato Novo-Olinda : a tratar com Tasto Ir-
maos.
Para Luanda cun escala por Iteimuella e Mos-
samedesa barra porlugueza uProgressila, segu com
loda a presleza ; recebe algumas miudezas e pasta
geiros, para os quaes lem os mais aceiados commo-
dos: trata-se com os c msignalarios T. de Aquiao
Fonscca tS; Filho, na roa do Vigario n. l'J, ou com
o capitao o Sr. Paulo Antonio da Kocha, na praca.
Para o Rio de Janeiro sabe rom loda a brevi-
dade, por ler parla da carga prompta, o patacho Flor
da Bahia, capitn Damin da Costa Rusa : qoem
quizer carregar o resto, rnlcndae com o consiRln-
lario Manuel Alvcs tiuerr.i, na rua do Trapiche
u. II.
Para o ro de
'anciro
Segu com toda a brevidade por ter grande parle
do carregamenio, o brigue nacional HRCULKS:
para o resto da carga, paasageiros e escravos a fro-
te, Ira ta-se com iNovaes & C., na rua do Trapi-
che n. 34.
COialPANHIA
FRVK-AMRIlim.
Servieo regular do Havre ao Rio dc Janeiro com
as escalas de Lisboa e Santa Cruz de TonerilT,
Gore, Pernambuco e Bahia, por vapores novos
de 2,000 lonelladas e forra de 500 eavallos.
Natos entrados no dia 15.
Parahiba13 horas, vapor brasflelro tiParanin.com-
mandanle Daniel Flinles Coelho. Passageiros,
Francisco Das da Costa, Joto Juaquim de Souza
Lima, Hall,una da Cruz Ixibefro, rivpuhtn tia-
dault, Manoel da Casta Hamos, Miguel L. Duarle
Amaral.
lilis da AssumpcaoSdias, pal irha ingle/. .(Albina,
le |35 toneladas, rapitao L Buulillier, equipagem
7. em lastro ; a Me. Calmunt "\ Compauhia.
'.pubis-iiouv r 1H-.D'}-
S.para islu.He claro pois que tleslc diulfeiro nao
aproveitar o hospital.
Nao he porlanlo inexacta esla minha quarla e ul-
tima asserrao.
O Sr. capitao Franra deixou-se levar por dema-
siado zelo pela reparlicaa a que pertence, e sem al-
tender bem para o modo porque me exprim na mi-
nha correspondencia, e pora a dala em que fui ella
escripia, julgou a proposito conlradizcr-me para
evitar ama censura, em que jamis se diria que in-
correu a collecloria de Olinda, nao dizendo eu que
o dinheiro qoe ella eslava aulurisada a dar, havia
sido pedido ja, quando ao contrario de minhas pa-
lavrae se condece perfeilamente que lal pedido 'nao
havia sido feilo ainda.
O que conseguio pois o Sr. capilo Franra com as
suas deciarares ? Grate que nada ; nem a seu pro-
veilo, nem em prnveiln da collecloria ; vislo como
nem esta e nem elle precisavam dc justilicarao. uao
so Ibes leudo feito argir o alguma.
A correspondencia do Sr. capitao Franca era por-
lanlo desnecessaria ; o Sr. capitao Franra obriui sem
duvida alguma com precipitadlo ; c ludo quaulo
elle crcoue erigi elle proprio desfez e aniqoilou,
al sem o querer, visto como nao devo suppor que
de sua parle honve mi fe.
Creio ter cabalmente respondido a Sr. capitao
Franca, elao cavallciraiiienle quanlo elle se portou
para cumigo.
Agora o Sr. Velho Olindensc.
O documenlu que cm ultimo lugar vai Iranscrip-
le abaixo tnoslra que nao fui enexarlu no que refer
obrejH urciirrencias rio dia Iti de marro relativa-
mente ao cuterrameuio do mais de 90 cadveres ;
elle foi fumen lo pelo Sr. Dr. Lobo, cujo lesteniu-
nho nesle ponto he sem duvida alguma irrefra-
gavel.
Dignem-se, senliorcs redactores, Iranscrever esta8
linhas no seu Diario e obligaran seu
& & &
Recife II de abril.
Declaro que por aulorisaran rln rimara municipal
desta cidade de Olinda recebi da thesooraria de fa-
7enda provincial, no di< 2S de marro prximo pas-
tado, a t> u. i alia de 1:000 qoe por emprsslimo e
cipalmenle para a chura du pobre, onde mullas ve-
tes |iara entrar era preciso agachar-te, .apezar dc
ser de balsa estatura i e ahi sem o menor recato do
contagio, senlva-se umitas vetes na propria cama
to cholenco dirigindo-llie palavras animadoraseo
occorrendo com os remedios precisas, de modo que
bastaran) suas manairas para encher de eomolacilo
ao pobre, que lalvez em loria sua vida nunca encon-
trante um Dr. que o Iralasse com tanto carinhu :
Apezar da preraurjo que liulu nu abrir de sua bol-
sa para qoe ninguern o visse, com ludo salamos m-
furmadus que elle nunca foi in-lelTereiile aos eemi-
dos da miseria, c da ana algibeira occorria aos po-
bres doenle-, Em fim faltao-nos cxpresscs para
relatar oa onumeraveis bendcios feilos pelo digno
Sr. Dr. Villas-boas, e pintar rom vivas cores etse'
genio carilalivo de que he dolado.
Os serviros desse dislinclo medico nao se limjMo
sao i"dislricto da fieguezia da Boa-Vista, deque
foi encarregatln, elle lambem os prestou ao 5" dis-
(rirto que nao Ihe pertencia, indo li todas as vezes
que o chaniavam,fosse a que horas fosse.da noile ou
de dia, e isso sem oulro interesse mais do que o ser
til ao seu semellianle.
Huciram por lanlo.'Sis. re tactores,in-erir em seu
muilu ruoceiliiadn Diario, oslas puncas linhas dedi-
cadas ao merilo de um hbil medico, cujo desinte-
resse o caridade nesta qnadra lerrivel o turnam su
perior a ludo o elogie, e muito recommendavei aos
Pernambucanns, e dictadas nao por .i! bajulacaa,
porque a detestamos, mais por um eterno reronhe-
cimenlo e gratidao; pelas beneficios prestados a nos-
sos semelhanles. Nio he, pois. como pasa de algum
curativo que nos lizcsc, porque sracas'a Dos au
tiremos occasiO de o precisar, mas s e miicaineulc
pelo que u vimos pratirar com a indigencia.
< ni apreriador do merilo.
Srs. redactores.Conslamlo-me que lora designa-
do o da 13do crrente paraa reanltO da irinan-
tladc do Divino Espirito Santo no consistorio tle sua
Rreja, alim de lormularrm se os seus cslalulns,
quiz assistir a essa reunan e apreciar os seus traba-
llios, que comeraram uslamente ahora que fra de-
signada pelo juiz actual, o qual aerante mais de rom
, CAMBIOS.
Scure Landres, 27 'i d. por I
: aris, 3ifs rs. par f,
Lisboa, 92por UH).
irmaos declarou o lim para rie 'linha roiivocaiin di'- U< ",1 Janeiro, ar. par.
sa irmandade, seguindo-sc logo depois um bnlhan-l -}cC"es'!" "aneo, 3. ()|0 de premio.
de Dios, bem pode te-
tardo : mas srtnpre lerrivel.
Ao ler-se uin|arliito da redaccaodo Echo l'ernaai-
barano de 11 do correnle, acerca do deploravel, e
luctuoso apartamento entre o Illm. Sr. Uurgos, e-ua
Exm." scnlitira cansa horror, rcvolla mesinu i aquel-
lea de coraraes enervados.
Parece incrivel que nesta grande cidade algans se
lenh.im oslenlado rom tanta alrocidade : quecsies
Ignobeis fados que alludem, se tetiliam dado mos-
mu.........c cun ludo, passaui por reara e sao .iti un-
ratlos sua aulhenlecidatle, nao receiaiitlo-se a se-
ren desmentidas.
lia uestes socetosde assombrosa selvsaeria, lan-
a knpiedade e Inn'to sacrilegio que cu-tar a crer,
se a parle saa da sociedade tao oll'endiila, nao lo-
mar em deivida considerado da cnica zomharia
que se Ihe fazein do seu prodigiosa po ler. Oh !
muliliro uialdirilo tremenda sej fulminada so-
bre os criminosos quo sem enlranlias e verda.leira-
mcnle alheus livcram a immensa perversidade de
os desunir opprimido-os de opprobrio : preparara
sua preciosas victimas enlata las pur lenros lilhos,
a um futuro horrivel todo cercado dc insondaveis
abysmoi, em cuja que la sucombirSo de vergonlio'as
miserias......desgraras......remnos...... earrepen-
dimenlo !..... Q,ic sorte aguartlar.i a esses po-
bres iiiiioceiiliulios '.' Su Deus u sabe : elle que
os proteja.
Os justos.
mitae*.
I a mesa.
Prero das pa-sagens
Par, de Peni.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin
Para o Havre .
Lisboa .
S.Cruz de TeneniT.
Gore.
Camai ules
le la rlasse
Sing.
ri:ioo
I UH)
Dulir.
I .'.150
KtKI
556
H 5II
Camarote
de 2' class
Mllg.
ftlIMI
970
D.br.
I. 7.501
66Q
- I
f.5.50
150
:wo
300
O vapor Cdiz desta comnanhia partir do liio
Commercio.
cial, oin'ciimpriiiicntn da resoneto da junta da fa- de Janeiro no dia 8 do correnle : para frete e pas-
sagens, aos consignatarios L. Lecomle Feron vi
C-, rua da Cruz n. 20.
AVISO MARTIMO.
Prccisa-se contratar marinlieiros nacionaes para
sciiir viagem no brigoe nacional itAtiolphoii para o
Rio.lirande do Sul com escala por Macei : a tratar
na rua do Vigario n. 5, uu com o capitao Mauol Pe-
reira de A a bordo ou na prara do commercio.
Para Macei segu at odia 22 do correnle o
brigue bratiltiro Adolphoii; para carga e passagei-
ros, lrala-aa na rua do vigario n. 5, un com o capi-
tao Manuel Pereira de Sa, na praca do commerco-
Alarahao e Para
Segne rom brevidade o palhabote Venus, rece-
be cama e passageiros ". a tratar com Ctetano Cira-
co da C. M., ao ladu do Corpo Santo u. 25.
Saraiihao.
Segu no dia 1s do correnle o patacho iStnla
Cruz, su recebe pas-ageirus : a tratar com Caelano
Cyriaco da C. II., ao lado do Carpo Santo n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO secue rom muila
brevidade por ler gran.le parle da seu earregamon-
to,a hein conhecido patacho e Bom .Ir-u*. a de pri-
meira marcha, p.ia o resto da carga, se poderla rn-
teii-.trr cuto o seu proprietario Barttiolomeo Loaren-
ra, ni. rl.ipiche do algodao, ou na rua da .Madre de
Heos, n. -_'.
l*tUCA DO RECIFE 15 DE AIIR1I. AS3
HORAS DATARDE.
Colantes oiliciaes.
Frete do Rio Grande para o Canallli e 5 "I por to-
nelada de assucar.
Frederieo llnbilliard, presidente.
/'. Surges, secretario.
zenda, manda fazer publico que no tita 30 do cor-
renle vai novamcnle a piara para ser arrematados a
quem pur menos lizrr, as ronceras nec.-s-.inu- no
ampedramentos tas arcias do tuqui estrada da Vic-
toria avahados em 4:115} ra,
E para constar se maiiduti atinar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernum-
buco, 15 de abril de 1856. O secretario,
A. F. la Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, en. ciiinprimeuto da resolurao da junta da fa-
leada, manda fazer publico que no da 30 do cor-
renle, vai novamenle a praca para ser arrematada,
a quem pur menos lizer, a abra do empedramenlo
que precisa fazer-se no aterro dos Afogados, avaha-
da em 25:000-?IKlO rs.
E para constar se mamloii afinar o prsenle e pu-
blirar pelo Diario.
Serrelaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 15 de abril de 1856. O secretario,
Antonio Ferrcira Ja AnnunCiantn.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em rumpriinenlo da resolurao da jimia da fa-
zeuda. manda fazer publico que no da 30 do crren-
te, vai novamenle a prara para ser arrematados a
quem por menos lizer, as reparos de que precisan)
a caricia c casa da cmara da Cidade de Olinda, ava-
hados em 2:6408 i-,
F; para constar se iiianriou ifliiar o prsenle e pu-
hlirar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria
ept
le discurso, improvisado pelo digno irmaa, o lllm. c
Exm. Sr. Dr. Joaquim Vilella tle Castro lavares,
que por snas patheticas exprestOes commovru de tal
modo os seos ouvinles, que nao poderaui deixar tle
mostrar em seus semblantes os scutimentns tle sua
alma. Em seguida porem o Sr. Jote llaptisla Ribei-
ro reritou oulro discurso, historiando as pitases da
dita irmandade desde o sen principio at o preseule,
e|demnstrandn com precisao o seujprouresso, devi lo
cm parte ao acluel juiz, qoe nao em poupado ex-
forens, ja como Ihesonreiro, j como juiz, e em parle
ao digiiissimo administrador desla provincia. R na
verdade he de crer que o Divino Espirito Sanio pro-
dipali-e snas eraras ao aclual Exm. presidente, que
he deltas credor reslituintln ao callo um magestoso
templo, ha.quasi Irinia annos profanado. Para que
io par
Vcriies Aeraos da rumpanliia l'ernainburana
i a Ulilidade Publica, 30 pur eenlo de premio.
it Indcinnisadora.sem vendas.
Discunto de leltras, de 12 a 15 por 0|.(i
MEIA ES.
Oum.Onras hespanhulas. js? .jk^io
i ', Ele engenho parece que seriara substituidos
com Yanlagera pelos moinhos de Uegardus, ou mes-
mo por podras de m cuiuinuns, ou de rudizio.
Creio que asim poileriam ser dispensadas a segunda
e lerceira moagem. Os engenhos usados canstam de
dous r, ilndroa de ferru, rujo dimetro nao exceda a
dez pulegadas. Os Ires cilindros mais grossos lalvez
sejam preferiveis.
buco, 15 de abril de 1856.
A. F. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria provin-
cial, cm cumprimciito da rc-ulur.lu da junta da fa-
zeuda, manda fazer publico que uu dia 30 do cr-
rente vai novamenle a prara para ser arrematada,
a quem mais der, a renda do sitio na estrada dc lle-
lcm, avahada animalmente em 170? rs.
A arremutarao sera feita por tempu de 25 mezes,
a contar doIV dejiinho do concille anuo, ao tm
ilo jiinho de IN5X.
E para constar se mandn afiliara presento e pu-
blicar pelo Diario.
Serrelaria da Ihesouraria provincial de Peroam-
buco, 15 de abiil de 1856. I) secretario,
./. /'. Uu Annunciarav.
O Dr. Anselmo Francisco l'eielli, cominendador da
imperial ordem da Rosa, juiz dedireilo especial do
comnierriu nesta citla le do liento c provincia tic
l'ernamhnro porS. M. I. eC. que Dos guarde ele.
Faca) saber aos que a preenle caria de edilos Vi-
reni, e della noticia liverem. que Joaquim Lurio
Mouteiro da Franca, me dirigi a petirao do theur
seguinle.
lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz de dircilo dn commer-
cio, D7Joat|uim Lucio Mouteiro da Franca que
leudo obligo senlenea contra Francisco Antonio de
l'.arvalho Sequeira e loaquim Duarle Pinta e Silva,
como soc!05 em ull|a taberna, e leudo sido intimada
ao Sequ provincial de Pernam- Viiailt* lltltl i!--)c; '. 'fi
Oserrelario. "4-'JIII I) h ,1 Ixl .,! ,IS,. ., u^
[> -ljuctes
t):/;-.

-- V-:-.;.j-.- -
Janeiro : agencia, rua do
andar.
O vapor 70-
canlins, com-
tuandanie o ca-
pillo de fraga-
ta ti. Mance-
bo, espera-se
dea portoa do
norte a 20 do
rorrele, em
SI guimenlo jia-
ra Macei, Bi-
s hia c llio dc
Trapiche n. t). segundo
Quem precisar tle urna ama com muito bom
leite. dirija-se a rua do Queimado, luja n. 14,
Paln Nash t\ Companhia declaram que Joao
Pedro Jess tle Malla deixou de ser seu caixeiro des-
de lionlein 11 do crrenle mez. Recife 15 de abril
de 1856.
Precisa-se .litigar una ama forra ou captiva,
para fazer o*tervi$o de casa r rua, paga-se bem: na
rua do Quciniada u. 7.
Quem liver alguma escrava que engorme e
cozinhe bem, e tuizr alugar, anuoncie para ser pro-
curado.
l.'m homcm sulleiro precisa de urna cozioheira
nu coztubeiro, paga-se bem a visla de seu trabalho :
na rua rio Queimado II. 38.
ATHEHETJ PERNAMBUCANO
za llojc 1C do correnle, s 3 horas da
J tarde, haver sesso preparatoria do sa-
9 laodaFACLU.VDE0 1" secretario,
$ Ayres de Albuquerque Gama.
CERSO DE PIIILOSOPIHA POR BARBE.
Eslti a sabir do prela a primeira parle desla excel-
lenle obra, traduzida do francez por Jo3o H. M. Na-
varro, a qual lorna-se moli recommendavei aos qoe
princpiam o estudu da philos iphia, pela sua clareza
e concisao. Reccbem-sc asigoaluras ncsla lypogra-
phia, sendo a 2?000 para os assgnanles, e '33000 a
valses, prometiendoe ale -i fim do anuo dar-so a
coticiu-ao do cursuJ. M. M. N.
AO PUBLICO.
Joaquina Luurt" i dc Lun, professiira parlicolar
aulorisada pelo governo da provincia, avisa aos pas
desuas aluinnas, que mudou a sua aula para o so-
brado immediato ao em que resida, na rna de lior-
tas, c se acha com a sua aula ja aborta : lambem
-cieiilif'ca aus pais de familias, que ella esta prompta
a receber pensionistas c etlura-las, no qoe he con-
fnente a umi senhora. para cuja trela j tem de-
signado commodos sullicientes em sua casa. .Jolga
tlesneeessario reiterar o zelo, assiduidade e esmero,
que a anminciante ha sempre lomado no ensino de
suas almonas, visto como a pralica de mailos ancos
o tem cimbreantemente provado.
Quer se alagar um escravo para servict) de ca-
sa : a tratar na rua da Trapiche n. iti, segundo an-
dar.
I'rccisa-se de un Sr. padre para eapellSo de
um engenho e para eusinar uns meniuos a priroei-
ras ctica-, perlo da prara : o Sr. padre que quizer,
pode dirigtr-se a rua dc'liorlas o. III.
Em dia tle Pascoa, fugio do sitio da Tamari-
neira, collegio da Concekao na Cruz de Almas, o ne-
gro .loaqoim, de idade 15 anuos, grosso, boa estala-
ra, meio z limbo das urnas, quebrado da verilha
dimita, cujo v laiu" ha crantle bastante, he de na
cao; pronielte-so a qualquer que o ranlorar, geue-
ra-a ctimpen-arao, ja que a polica nao cura deslas
cuusas.
A dircelura du collegio da Couceicao na Cruz
de Almas, participa as familias que se liuham pro-
poslo antes da invatSo nesla ciJade do cholera, de
mandar meninas para at{uelle collegio, que o podem
desde a?ora fazer, pois esl re-olvida a recebe-las,
por confiar na prolecrao da divina patrona d men-
cionada collegio,al hoje ao abrigo daquelle flagello.
Precisase de um f.ilor bom horlelao : quem
esliver ueste casa, dirija-se a Cruz de Alma ao col-
legio ila Conreino ; all tambem se i cci-a de um
criado que saiha'comprar, c de fiaritir a sua conducta..
bgoaatna-ae ronpa com toda i perfeicao e
liromplidaa : no berco de Joao Francisco n. 7.
Chrisliani eV Irtnao declaram que o Sr. Jos
Feliciano Machado deixou dc ser seu caixeiro desde
o dia 15 do correnle.
Alnga-ae o lerceiro andar da casa n. 40 da rua
da Cruz do R-cifr; : no primeiro* andar da mesma
casa -o darn as informaroes necessarias.
Precisa-se arreador um engenho que seja para
o sul, distante tiesta cidade at 10 leguas, e que es-
teja em bom estado, capaz de moer ; d-se preferen-
cia ao que for de acua : qu:m o liver para arren-
dar, dirija-se a loja de l'a/.;udas da esquina da rua
do Rangel.
Ao Rvm. Sr. Fr-ncisco Antonio di Cariha Pe-
reira, da provincia do Cear i, roga-se qoe mande ul-
timar na cidade d t Fortaleza cun o Sr. Antonio de
Oliveira Horges o negocio que Iratou em Janeiro de
1851 na sna fazeuda, Nova Olinda, do Ooricory.com
urna pessoa da villa de Panlagua tle Piauhy ;" vislo
que nio foi ultimado na do Joazeiro com a Sr. Dr.
Joiio de Souza Res, como havia prometlido ; alias,
lerlare o lugar certo da sna residencia para ser pro-
cora o, e nao ser iuroinmodado.
Precisa-se alosar um prelo para urna padaria
de pouco servico, einhora n3o saiba '.rabalhar, paga-
se bem : u > rua tio Mondego, padaria do Saraiva
n. 93.
Precisa-te tle coslureirasquese eocarregoera de
corlar o msndar laier co-iuras de lodas as qualida-
des em purrao a tratar na piara da Independen-
cia u. 1.
Aluga-se orna eseaava pira o diario de urna
casi : qoem a pn tender, dirija-se a rua do Queima-
do, primeira andar n. fi.
0 abaixo assignado avisa to respeitavel corpo
da runitnerrio, que desde o dia 15 do crrenle dei-
xou de ser caiseiro da rasa ctimniercial dos Srs.
Chrisliani ^ IrrafiO, c a^ratlece corctealmeute aos
mesmoi senhores e a -ua familia o bom Iralaraeuto
que Ihe deram duran| o empo eni que exerceuas
iiinrroe- de sen emprego.
Jase Feliciano Machado.
Aluea~sa nni pequeo armazem na Iravessa da
Sen/ala Velha, cum eslrado e paredes forradas de
niadcira, que servio de deposito de courus, pudendo
ler outra qualquer app!ea$au : Irala-sc na loja con-
tigua, rua ta Cadeia d Recife n. 50, esquina da re-
ferida iravessa.
-i- O abaixo assignado avisa ao i.'-p. ilavel publi-
ca, que mudou. a sua residenci. da rua do Padre
Flonano n. 66, para a iu.i Direila n. 39, aonde po-
der sir procurado.
Antonio Pereira Lagos uiniurcs.
&Mt.
fttlrl
va ti. '22, xieiroiitu
A dircrlura du collegio N. S. da Divina Pro-
viilenria. leudo de seguir para a Europa no ptiniei-
ro vapor, far leilao, pur intervenrao do auente Ol- francoies com cana, di|os de algibeira. correnies.
ua (MU'eicao.
L. Delaiirhe Icio a Inora de anuunciar, que aca-
ba de rereber relogios americanos com campa, ditos
veira, da moblia e mais objectos de sua casa, con
sislinrio em un escolente piano vertical, ingle/,
stifti, radeirus, ditas de bracos e tle batanro, cande-
labro, 1 uilerna-., vasos e easttgal de parrellana dou-
i.i.la, camapo. mesti redonda, consolas, commotlas,
feilos fraocezes, banquiuhas de costura, upa lindo
chaves, caxas de msica, por preco muito cm conta.
Encarrega-se de lodos os concerlos perteocenles a
sna arte, com perfeicao o muila brevidade, vislo que
estao tres pessoas a Irahalhar.
Qem liver. para alugar 4 escravos para o ser-
rica de engenho, auauucie para ser procurado.
MUTTOxE"
ILEGIVEL


nimio o nmunioa duakta feim ib m abril be isbs
Terceira edifito.
TRITilESTO ROIOPATHICO.
Preservativo e curativo
00 CH0LRiI-M0R3US.
PELOS DBS
m.z
derourardesla eofermidade, administrndoos remedios nuil cllicazes
LVa'aUha-l^em^^
en,q"eTRADLiU)0 EM POUTUr.UEZ PELO DR. P. A. LOBO NOSCOZO.
EstesdoosoDasculosconlcinasiiidiac,6es mais clarase precisas, e pela sua simplese concisa exposi-
rao Mi-'. .K-anr* .le Indas as inlelligcncias. Hilo so pelo que di* respeilo aos meios curativos,comoprio-
SSuw^preservativos que temdado os mais salisfaclor.os resaltados em loda a parle em que
*lle,^n0doluPa0tamnI"l">enat,,ir,>0 nnic<"lae velanfermidade iulgamosa proposito traduzir restes dous importles opsculos em liugua vernaci-
I araTe ile hX a W a quem ignore o francei.
Venn>' nicamente no Consultorio do traductor, ra ISov n..,2, por 25000. Vendem-
m.L,mB,,ins precisos e bolicas de 12 lulios cora nm frasco de lindura 15, una dila de 30
medicamentos precisos i
ro e 2 frascos de Untura rs. 203OOO.
se (ambem
lubos com
i mm\
8 PEDH.VS I'KKCIOSAS-
I 2
I Adereces de brilhanles, j*
diamantes e perolas, pul- :.
ceiras, altineles, brincos
roletas, boles e annei- jj
de diflerenles goslos e de g
diversas pedras de valor.
Compran), vender ou
trocam prala, ouro, bri-
lhantestdiaiuaoles e pero-
I las, e oulras quaesquer
[ joiasde valor, i dinheiro
ou por obras.
I0REIRA 4 DARTE.
1.0.1 V DI (IIUIVFS
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por lo-
dos os va pares da Bu-
ropa s obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franc como
M W- -h: aBWS".'.-r : :-;
DORO KI'KATA-
Aderemos completos de
ouro, meiosdilos, pulcct-
ras, alfineles, brincos e
rozetas, cordoee, trance-
lilis, medalhas, enrrentes
eenfeiles para relncin, c
outros muilos objeclos de
ouro.
Apparelhos completos,
de prala, para cha, baiv-
dejas, salvas, caslicaes,
collieres de sopa edech,
e muilo- oulrus objeclos
de prala.
de Lisboa, asquaesse vendem por
preco commodo como eos tuina m.
REPERTORIO DO lEDICe
HQMEQPATHA.
Roubo.
EXTRAHIOO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTBOS, O abano assignado promeite gratificar gencro-
e posto em ordem alpliabelica, com a dcscripcao smenlo os Srs. relojoeiros, ourives, inspectores
abreviada de todas as molestias, a indicado phvsio-. de iptarleiro ou oulra tiualquer pessoa, que po-
logica e Iherapeulica de todos os medicamentos ho- der descobrir 0 roubo fei|0 em sua ^^ na'n0,e
meopatilicos, seu lempo de acrAo e concordancia,
seguido de um diccionario da significarlo de todos ---------_ ~~ w,
o termos de medicina e cirurgia, t posto ao alcance de "m relogio de ouro patente suisso n. 3-12-, de
i
das pe*ods do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10HAES.
IM Srs. assignailei podem mandar buscaros seu
ejemplares, assimeomo quem quizer comprar.
AMEOPATHIA E 0 g
CHOLERA.
nico trata ment preservativo e
curativo do cholera-morbus, JJ
PECO DOL'TOK (g)
feSabino Olegario Ludgeio Pinho- g
Segunda edicrao. 2
"A benevolencia com que foi acollada pe- *lr7
lo publico a primeira edieco deste opus-
culo, etgotada no curto espacode dous me-
es nos iuduzio a reimpressao- ,>)
Cusi de ca.ia ejemplar......1)000 j
Carteiras completas para o Irala-
mentodo cholera e de moitas ou- Jfe&
tras molestias, a..........:t50O0
Meias carteiras..........11.~..1Ni
Os medicamentos sio os meliiores postulis.
Consultorio central homcopatiucu, ra
de Santo Amaro Mundo-Novo. n. 6.
s

I caixa colierta, sendo osla raza por baixo e ovada
I por cima, esmaltado de ambos os lados com vivos
de azul o branco, sobre o mesmo esmallc urna fr-
rente de ouro inglez mas nio da modernas; de
elos miudinbos e lapidados, com o encadeado mili-
to unido, e mais um chave de ouro de formato
grande e oilavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar' quebrada na ponta : por isso recommen-
da a pessoa que algum desies objecos descobrir,
annuncie para ser procurado, ou dirija-se ao an-
nuncian'.e, na mesma travessa n. 18, para ser gra-
tilicado.Joaquim Antonio Goncalves da Rocha.
Pommateau, aterro da
Bo;t-\ sta n. 16.
j lem a honra de participar as pessoas que Ihe licam
devendo, que elle se ada na necessidade de por os
seus nomes no Diarin, poli 11A0 quizeram responder
aos aununcios de 27 de fevereiro ale ;l de marco.
.Na mesma casa vende-se viulio fraucez de primeira
qualidade, em barrica.
NM
CAhA DOS EXl'OSTOS.
l'recisa-se de amas para amamentar criancas
O arrematante dus impostadas aferices, mas-
cales e lioceleiras do municipio do Kecifc "faz certo
que lie ebegada a poca de reverem as aferieesj
felas ; aasim como .le novo convida a virer afe-
nr us labelecmeatosea arande quanlidade de me-
dulas de ra que deuar.m de aferir 110 lempo com-
petente, e ato o prsenle nio o teiiliam feilo ; lam-
nem leinlna aos mscala e boceleira
_..as a tirarem as
casa dos eipostos : a pessoa que a isso se queira de- ,uas 'cenlas, do contrario usara dos meios da lei,
dicar, tendoas liabililaces Decessarias, dirija-se a x,s' ser prejudlcado cm seus inleresses.
mesma, no pateo do l'araizo, que ahi achara com
quem tratar. I
ARRENDAMENTO.
A luja e armazem da casa 11. SS da ra da Cadeia I
do Recife junto ao arco da Conceico, acba-se desoc- I
cupada, e arrenda-sc para qualqoer estabelecimenlo
em ponto grande, para o qual lem commodos sufli- confronto ao Rosario em Santo Amonto, avisa
cieotes : os pretenderes entender-se-hao com Joao seus freguezes. que i recohou o vordadeiro extracto
^rZfVn'r1 ,,0,eSund0 andilr ,la"sa de absvnihe da PrtLi..
>/, Da mesma roa.
PBLICAgAO' LITTERAHIA.
Repertorio juridico.
Esta publicado sera sem duvida de nlilidade aos
principiantes que se qoizerem dedicar ao exercicio
O 59 A,
de absvnihe da rrossia.
Instnicco mora! c reli-
giosa
Aftentjio.
Este compendio de historia sagrada, que foi an-
do foro, po.soella encontrado por ordem alphabe- provado para iiistrucc.o primaria, lendo-se vend-
tica as principaes e mais frequentes occurrencias ci- i j j _____Z2L vU, orphanoloicas, commerciaes e ecclesiaslicas do ,do *"?* da approvacao a 19600 rs., passa a ser
nossoforo, com as remisses das ordenaefles, leis, vendido a 13000: na livraria ns. 6 e 8, da praca
avisos e_re bem assim reso!u;es dos Praiislas anlicos e moder-1
nos em que se firmara. Conlm semelliautemenle Precisa-se alugar um pequeo silio porto
SRlMS^-aS tZO rCrV, 5J** o V* -i '".ar para guarda? um
collecco de nossas leis e avisos avulsos. Consta- cavall0> qu nao seja prximo a charco ou agua
rdedout volumes em oilavo, grande francas, eo eslagnada, c se liver casa assohradada mclhor ser :
primeiro sabioi luz < est i venda por 8s na loja de na livraria ns. 6 c 8, da praca da Independencia.
Iivrosn. h e 8 da praca d.i lude pendencia. Os se-
nhores subscriptores desla publicacilo existentes em
Peruambuco, podem procurar o primeiro volunte
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja- Quem liver e quizer arrendar um silio perlo da
neiro, na livraria do Sr. Paula briln, praca da ;cllla'e ,le linda, o qual lenlia boa agua, baixa para
Coosliluic.lo; no iMaranliao, casa do Sr. Joquim : caP'm, e commodos para i ou 6 bois, annuncie para
Marques Rodrigues; e no Cear, rasa do Sr. J. Jo- ?'.r ProcuraJl>. ou enlenda-se com o Sr. I)r. Joto
c de Oliveira. l-ms Cavalean de Albuqoerquc, na cidade do Reci-
' fe, 011 com Jeronymo de Albuquerqne Mello no sen
engenho Ramos, em Pao d'Allio. Adverle-se que,
.se o silio forjuntoaeslrada que vai de Olinda para
( o norte sera preferido, e paga-se mais do que valer.
J. JANE, DENTISTA, I
# continua a residir na ra Nava n. 19, primei-
0 ro andar. Z
V 94t Na casa da residencia do l)r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, lorra, que nflo traga comsigo o fillio,
qoe tiver, de peilo.
Assoeiac&o Com inercia 1
Beneficente.
A commisso encarregada pela Aisociacflo Com-
mercial Beneficeulepara distribuir soccorrs sclas-
ses Decessiladas do bairro do Recife, faz saber a
quem se adiar nessas circunstancias, que pode pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A commi<-
sfio estando disposta a n.io se poupar a quaesquei e<-
forcosapara bem descmpenliar a mi.sau que llic foi
confiada, ruga as pessoas que tiverem couliecimenlo
de que qualquer pessoa em suas visinliangas se ada
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
quer circunstancia uo o possa solicitar, queiram ter
a bondade de assim lh'o indicar, afim de prompta-
menteserem ministrados "os necessarios auxilios.
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. :t0.
JosTeiieira Baslos, roa do Trapiche n. 17.
Joao da Silva Rezadas, ra do Vigario o. 4.
Assut ac o Commercl ia
le fice te.
A commisso nomeada pela Associarao Commer-
cial Benelicenle desla prac.a, com o fim de soccorrer
as pessoas uecessiladas e desvalidas da freguezia da
Boa-Vista, por occasiilo da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em laes circunstancias, de pro-
curar a Joao Matheus, ra da matriz n. 18; Manoel
Ieixeira Baslos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalbo, Estancia : desde aa 7 horas
da mnhaa s'J. e a tarde das 4 horas cm dianle
em caso urgente, porm, serio soccorridos prompla-
mcnle a qualquer hora. A commisso desejaudo
acertar na forma de distribuir os soccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais coiiliccdas
desla rreguezia que liverem perfeila sciencia do es-
lado de precisao de qualquer familia, se dignq/n de
a informar .lim de ser com promptidn attendida.
Becife 23 de fevereiro de ISSIi.Joao Malheus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valbo.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dlas : na na do Trapiche n. Mt, segundo andar.
Massa aciaman-
lina,
I rauci.cn Pinto Ozorio chumba denles com a ver-
dadera massa adamantina e applica ventosas pela
atrcelo do ar: pode sor procurado conrroole ao
Koaario de Santo Antonio n. >.
CoininLsbao d beneficen-
cia da freguezia
Antonio
A commisso abaixo assignada da freguezia de
S. Antonio, encarregada por parle da associaciio
eommercial beneficente de soccorrer a pobreza, avi-
sa as pessoas desvalidas que preeisarem de soccor-
ros, queiram enlender-se a qualquer hora, na ra
Nova n. 7, casa de Antonio Auguso da Fonseca,
na na do Trapiche n. 40, de Thomaz de Paria,
ena mesma ra n. 36, de Salusliano de Aquino
Ferreira. Pernambuco 25 de fevereiro do 1856.
Salusliano de Aquino Ferreira.Antonio Au-
gusto da Fonseca.Thomaz de Faria.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
. Acham-se a venda os novos bilhetcs da lotera 1'
da matriz Ja Parahibuna, qoe devia correr de 7 a
9 do crreme: os premios al 4:0009000 rs.,
scrao pagos a distribuirlo das listas.
I0RAT 4 IRMAOS, 2
Ra da Aurora n. 58, primeiro andar. 2*
Tem a honra de participar ao respcila- 5
vel publico dista cidade e com especialida- ^
de aos seus freguezes, que possuem pre- '$
sentementeo mais rico e completo sorti- S
ment das mais linas e delicadas obras de \L
brilhante, perolae ouro, como at o pre- 9
sent uao lem apparecido nesta praca : e '&)
alliancam a lodos o mais mdico preco por t)
que vender so pode, obras de goslo o mais f.
apurado: os mesmosdesojara ardenteinen- 2*
le que o rospeitavel publico nao deixe de
ir lancar as vistas sobre as suas obras,
alim de que seja contienda aventado .lo ()
que encerrara eslas poucas palavrat. g
9 l53 Precisa-se de urna ama de Icilo que seja sa-
..-._7?*1*'1* rall,r com o Sr. Joaquim Ribeiro Jia e lenha hom leito, para criar uni menino inui-
iXendenciaTlSe^r i"l"t*St oa praa da manso: no aterro da Boa-Vista n. Id, segun-
___T*ndid Muri-, a. n do andar, ou no Recife. ra do Torres n: H, c
nrcubr da ialrlt od>?; prfeSSra P**-* Salificar selisfacioriamenle pessoa
z&vssrfs; zsz z:! ^der ,ioiicia e ^a
pas du suas alumnas. que acha-sc aberta sua au-
la, na qual contina a ensinar as malcras do cos-
lurae, e admiti pensionistas, meio-pensionistas e
externas, por presos razoaveis.
Precisa-se de um criado moco, e que saiba bo-
lear : na ra do Collegio u. -25, primeiro andar.
Jlecessila-se de duas pessoas para o servico in-
terno de uina casa estrangeira, urna que rnzinlie e
engomme e nutra que i'iili'uda de costara: na ra
Nova n. 17.
Precisase de urna ama para rasa de pouca fa-
milia, que saiba engommar : na ra do Hospicio
n.34.
Ouarla-feira Iti do correte miz, depoisda audi
cncia do lllm. Sr. I)r. juiz dos fcitosda fazenda, que
sera as 10 liaras do da, se liAo de arrematar em ul-
tima praca os baa abaixo declarados, que foram pe-
nhorados pela fazenda provincial a seus devedores.
I'm sobrado de um andar na Iravessa do Carmo n.
10, rom :: quarlos, -J salas, 1 solAo, e nellc .' quarlos
e cozinha, com >.'> palmoi de largora e SO de rundo,
lendo mais 1 loja, conlendo -1 quarlos, -1 salas, quin-
tal em aberto, por 1 :."iO09, penlioradu aos herdeiros
de Maria Joseplia de Mallos; urna casa terrea arrui-
nada na ra do Molocolomb n. :1S, sendo de pedra
e cal, com -26 palmos de frente e 60 de fundo, com >
quarlos, cozinha dentro, quintal em alierto, por
100?, penhorada a Joao da Cruz ; uur rasa terrea
na ra Direita des Afogados u. :I5, com 100 palmos
de fundo e :t0 do frente, porta e jaurlla, com3qoar-
los, 2 salas, cacimba, cozinha fura cquintal murado,
por 30113, penhorada a Anlouio Val Salgailu ; urna
rasa terrea na ra do Molocolomb u. 31, com -20
palmos de frente e i5 de fundo, com -2 salas el
quarlo, cozinha dentro, quintal em aberlo, sem'.o de
pedra e cal, com alguus arvoredos de fruclo, por
-200?, penhorada aos herdeiros de Hita da Caoba;
urna casa terrea de laipa na roa de S. Miguel n. 50,
com 10 palmos de frente e 33 de comprimeuto, com
porta e janella. por 13?, penhorada a Paulino ller-
culano de l'igueiredo ; urna casa lerrea na ra da
Concordia n. 1, com 32 palmos de frenle e :I0 de
fundo, cozinha fra, rhAo foreiro, por 2008, penho-
rada a Jo3o Baplista Soares; o Icrreuo da rasa ler-
rea de taipa na roa do Quiabo n. 52, com :I0 palmos
de frenle e 80 de fundo, e orna porfe de lelhas por
25?, penhorada ao tutor dos menores lilhos de lenle
.loa ni mi de Carrvallio : a renda annoal da casa
terrea na ra de Santa Rila n. 107, por 21?, penho-
rada Joao Thomaz Pereira ; unas laboas de pinho,
om baldo, um aaiao, urna halan<;a com pesgs e
medidas, 50 garrafas, S bolijas, 5 barri, i barricas,
2 sarrafes, (i radeiras e 1 mesa, ludo por 2O0O8O,
pcnliorado a Gregorio da Cosa Mnnteiro ; urna es-
crava por nomc Thereza, de narAo Angola, rom ida-
de 10 anuos, por 300?, penhorada a viuva Vieira t\
Filhos ; a armario da loja de sapaleiro da ra Direi-
ta desla cidade u. 100, a qual lem caixilhos com vi-
dros, por 109, penhorada a Joo Cumies Pereira ;
duas bancas de amarello e 5 radeiras da mesma ma-
deira com assenlo de palha, por Iba, penhorado lu-
do a Caelanu de Assis Campos.O solicitador,
Jo3o Kirmino Correia de Araojo.
AVISO
aos negociamos em madetras e outros prclen-
dentes.
Heferindo-se a seus annuncios do me/, de se-
lembro do anno passado, a respeilo de contratos de
madeiras para a estrada de ferro do Recife ao Rio
de S. Francisco, o empreiteiro da dila estrada Gc-
orge Furncss, pelo prsenle avisa aos negociamos
em madeiras e quem mais possa inieressar, quo
desde ja recebe propostas para contratos de madei-
ras quadradas dequalidades maisduradouras e das
dimenses seguintes : 15, 12, 9 e 6 polegadas de
grossura, e do 10 a 30 pus de comprimenlo, ludo
medida ingleza.
Tambera se recebe amostras de dormenles (slee-
pers) das seguintes dimensocs e formas, (medida
ingleza).
X
12 polegadas.
14 (...|.-...i.l..-
- lli |. ,. ... .1.
Cada proposta deve ser acompanliada dos nomes
por extenso dos pretendentas, c a quanlidade de
madeiras que poder contratar.
O proco dos dorincntcs deve ser estipulado por
cada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
gar da estrada, desde o Recife at a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreileiro.
Adverte-se que os pretendenles devem dar una
garanta competente em como podem cumprir com
os seus contratos.
Para oulras nformagoes podem os prelenduntes
dirigir-se a rua do Trapiche 11. 12, segundo, an-
dar, escriptorio de Ceorge Furness.
O Dr. \ cenle Pereira do IJpgo parlitipa aos
seus amigos e conslituinles, que transferio o sen
escriptorio de advocacia para a rua do (hieimado
n. 4ti, primeiro andar, onde pode sor consultado
das 10 horas da manhaa em dianle.
Cidade da Victoria.
Joao Francisco Coelho Bitancourl, advogado for-
mado em direilo, residente na referida cidade, olTe-
rece o seo prestimo no fro, lano civelcomo crime,
a qualquer pessoa qoe delle se queira ulilisar, pro-
testando se/ puntual no deseinpenho de seus deveres.
Igualmeute Irala de cobranzas, lano amigaveis como
jodiciaes,
ATTENCAO
Ainda continua a estar fgida desde o dia 17
lo mez de fevereiro do auno prsenle a escrava
Joaquina de naco, com ossiguese seguintes;alta, ca.cara descarnada,|falla de denles, pernasarqueadas,
poucas vezes dcixa o cachimbo) cuja negra lucio em
companhia de um soldado do derimn balalhia, o
qual se acha desertor e chama-se Manoel Joaquim
da Silva, he crioulo, moco, cara redonda, olhos
grandes, he alguna cousa relaxado.) A negra foi
capliva por muilos anuos de urna Sr." viuva mora-
dora em Panellas de Miranda, cuja Srv1 anda enis-
le 110 mesmo lugar, e a negra alai deixou um Bino,
porem forro : por lano, roga-se as autoridades pu-
liciaes e capilaes de campo, a captura desta escrava,
levando-a a seu senhor Manoel jFerreira Chaves na
ruada Clona, na Boa-Vista, casa n. '.II.
i& Precisa-se do tuna pessoa liberta, prela
ou parda, para tratar de urna rrianca de
2anuos: no paleo do Carmo sobrado'. !l.
Aluga-se a toja do sobrado de dous anda-
res n. -20, no paleo do Terco : a tratar com Lutz
Gomes Ferreira, no Mondego.
&fni?A&.''-:"-:'\tT> ;' -^.'.."'.;-''-..T.o
yV'<& u* *> *> ^i* u> <*r s*>- i '.yru> 'ir > ^1
t BRAiNVO VARETAS.
V ALERTA! .
' Sao cliegados praca da Independen-
W ca n. 4 estes apreriaveis charutos; sua
O
"ir ptima qualidade o nunca saboreado gos- 'i
@ lo os tornam recommendaveis. Ha j @
@ bastante lempo que nao apparece lao M
A Loa fazenda, seu diminuto preco ainda ^
'' nK 'imm-i' imam .Iniv^i I.. nn.nnHn. '.
3^ mais anima; quem deixani de comprar %
5g uma inexgolavel furoaca por 25500 rs., **
w pequeas caixas de 25 c 50 charutos ^
i? Alea, Sr.. fumamos! Quera sabe apre-
V'3 ciar uma fumara, deve vir ver os verda- i
doros Brandao N arelas. ]'}
.-/.c"-c?-:'-j.-'i.-,;;_;'..*'..'*. '..-'-.."-*;^.
,x uriir WVffUy :. : ..''.;. *..':.,._.
Fugio no dia de marco prximo passado um
escravo crioulo, de nome Cypriano, alio, cor fula,
barriga grande, pes grossos, muilo prosista, idade (O
anno : roga-se a quem delle souber o leve ou man-
de dar parle na rua Direila, padaria n. b'.l.
Aluga-se om grande silio com ptima casa de
sobrado, casa para feilor, seozala, cocheira e estriba-
ra para 4 cavallos 011 mais, com quintal murado,
cacimba, curraes e armazeos, arvores fructferas de
loda a qualidade, ptima agua de beber, grande bai-
xa de capim, multo perto da praca, na estrada de
Joao de Barros : a tratar no mesmo silio com a
Kvma. Sra. viscondessa de Coianna. *
(Iflerece-se uma pessoa que lem pralica para
administrador de qualquer engenho : quem precisa'
dirija-se a rua da Sania Cruz 11. 2S, que achara com
quem tratar.
Precisa-se de um hom lorneiro, paga-se bem
agradando : 110 l'orlc do Mallos, rua do Burgo n.
81, padaria.
Precisa-se da uma ama forra que se queira en-
carroar do servico interno do uma casa de homein
solleiro : quem se adiar neslas ctrcumslancias, diri-
ja-se ao Parle do Mallos, rua do Burgos 11. 31.
Precisa se de uma ama forra ou ctpliv;., para
lodo servico de casa de 2 pessoas de lamilla : na rua
do Torres n. 20, lerceiro andar.
Precisa-se de uma ama forra 011 captiva para q
servico de moa casa de pouca Tamilia : na rua da
Cadeia n. (i, casa lerrea.
Em viiludc ilas ordens do lllm. Sr. inspector
da alfandeg.i, precisa-se de serventes livrcs para o
trahalhu da capalazia da mesma alfaudega : quem
esliver nestas rirciiinslancias, enlcnila-se as S horas
da inanbaa na mesma alfaudega com o respectivo
porteiro
Precisa-se de um boni feilor para lomar cania
de um silio perlo da praca : no armazem da rua No-
va n. f>7.
Precisa-se de um ama forra 011 capliva, para
lodo servico de una casa de pouca familia : na rua
ila Moeda 11. 2.
NcMsiia-se de uma pessoa para aerifico exter-
no de uma casa, que rozinhe e engomme il"61" li-
ver ou esleja ueste caso, dirija-se a rua d!| Cruz no
Recife 11. 8, lerceiro andar, ou annuncie.
ULTIMO PEDIDO.
Antonio Joaquim Vidal >\ Cnmpaohia pedem en-
carecidamente aos seus devedores de dbitos anligos,
o favor de Ibes vrem Mliafizer seus debilos al o
fim do andanle, do contrario lerilo de ser incommo-
dados por meios judiciaes, o que de ccrlo acontecer
aquclles dos senbores, que ao nosso pedido desalen-
derem ; e para que se nao queitem sem razo, os
prevenimos pelo prsenle annuncio. Recife de
abril de 1856.
Na rua da Madre de Dos u. ;, exisli um ar-
mazem aonde se alugam carreras puxadas a boi para
conduzir maleriaes ou generes de estivas, fazeudas,
forro, ele, e lambem se fomecem pipas com agua
para quarteis e hospilaes : trala->e coui Firmiiio J.
F. da Rosa all ou na rua do Vigario por cima do es-
criptorio do Sr. Thomaz de A. F, e\ Filbo. Junta-
mente comnr>m-se bois que leoham sido de carroea
e esleiam magros e vaccas de leile, sendu por precoa
baixos, e uma carrosa das que pegara em pipa por
baixo.
Declaramos qoe os annunrins que se lizeratn no
Diario de l'rrnemhiiro t\e l e 13 do corrente uAo
se eui-udeiii cun u Sr. Joaquim Ribeiro Cuimares,
illas im com oSr. Joaquim Ribeiro deCarvalho Cui-
miirae-, a quem rogamos qoe Compareca na loja da
praca da Independencia ns. Is e 20, para negocio
de seu inleressc.Chapronl e llerlraod.
Jos l.uz Pereira Jnior, faz sciente ao pu-
blico que Jeronvmo Jos da Cosa deiiou de ser aeu
catxeiro desde o da II do correule.
Ollerece-se uma pessoa para escriplurario de
qualquer Dr. 011 advogado : quem precisar dirija-se
a rua do 1jne11n.nl.1 n. 20 que se dir quem nre-
lender.
Precisase de uma ama forra ou captiva para
casa ile homem solleiro, para roznhar, coser, lavar
e engommar para duas pessoas: quem se adiar nes-
las ctrcumslancias dirija-se a rua Direila n. 22, reli-
nac.l.i ou anuDiicie.
llavera' na padaria da rua larga do Rosario,
junio aos quarleis, excellenle pao de familia, nao s
pela sua boa qualidade, como pelo commodo preco
de 100 rs cada uma libra, a quem comprar mais d'e
duas libras se llie Tata o abalimciilo du cinco por
cenlo.
O abaixo assignado faz sciente que comprou a
padaria n. 38 da r*a das Cinco Ponas, e alugou ao
Sr. Andr Nauzer para o mesmo (rabalhar por sua
canta, c por isso o annuncianle nao se rcsponsabeli-
sa por qualquer debito que saja conlraludo lendente
a mesma padaria. Recife 12 de marco de 1850.__
Antonio Joaquim Salgado.
Precisa-sede um pillo de caria : a pessoa que
se julgar habilitada dirija-se a rua do Trapiche
Atteiicao
leudo de lindar o arrendameulo do vinculo na
ilha de S. Miguel denominado Combo da Maia e
Vera Cruz : quem o pretender dirjate a Passagem
da Magdalena estrada que segu para o Cucas o
primeiro sitio a direila, a fallar rom o proprielario
Autouio Soares da Cunta Nobre.
(ieorge Palrhclt rclira-se para Inglaterra.
Aloga-se urna grande casa terrea, com quintal;
na rua da Soiedade: a Iratar no Manguiuho, silio
de llerculauo Alves da Silva.
Francisco de Paula Fiqaeira de Sbela, nego-
came establecido nesla praca. declara que o Sr.
Joao Jo' Alves Jnior deixou de ser seu caiieiro.
HOSPITAL PORTUGDEZ DE
BENEFICENCIA.
A junta administrativa do Hospital Porlugnez de
Beneliccncia, allendendo ao nolavel dccrescimenln
da epidemia nesla capital, e censlderavel melhora-
menlo no seu eslado sanilario, o qoe torna j desne-
cessarios os seus servieos de caridade par com a
popularlo indigente desla cidade, cumprindo, que
sem grande necessidade nao esteja o eslahelecimenlo
desamparado do apoio dos respectivos estatuto!, re-
solve, a contar de hoje em dianle, encerrar o hospi-
tal no circulo marcado pelo rigor da insliluirao, e
ledra dos mencionados estatuios, dando assim por
concluidos o< servieos que al agora da melhor von-
lade prestara, i populado indcenla desla capital
sem dislincco de ciir ou nacionalidade, licando igual-
menle einclas as cominissoes dp transporte de do-
entes creados em ses.no de 8 de fevereiro, e cujos
utencilios devem ser reeolhido* ao hospilal. Hos-
pilal Porlugnez de Benelicencia em ses-ao de 10 de
abril de 1830. 'Jos de Almeida Soares de Cima
Bastos, provedor.Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa, secretario.Bernardino Cunes de Carvalho,
Manoel Francisco da Silva Carrito, mnrdomos.
LOTERA u provincia.
Os ca elisias Oliveira
Jnior4 i,, veiideiara a
serte o.i ai.,.v.de 5:000,000
rs.,eui vine v><-sjhos, o
n. 9'25, e convidain ospos-
suidores dos uiesmos, a vi-
rem receber o nremio, em
sen escriptorio, apenas sa-
l ir a lista seral.
Oliveira Jnior & C.
O abaixo assignado, havendosido sorprehendi-
do pela leilura do bolielim do cholera publicado no
Diario de Pernambuco de '5 do eorreule, no qual
vio sob n. 2251 o suguinle :Antonio Joi da Sil-
va llraga, Portugal, .30 anuos, solleiro, bramo,
Uoa-vifta, feilor, rua /leal, sobrado de/ronle da h.<-
tanrta,v-se na necessidade de declarar que houve
ahi eugauo quando se da ao fallecido a profimaa de
feilor, por quanlo o dito tallecido, sendo irmao
do abaixo assignado,cniu. elle morava, nilo como fei-
lor, e sim como seu irmilo solleiro, e fazendo parle
de sua familia. Oualquer assenlo que nete sentido
se baja feilo nos archivos pblicos be inexacto, .. o
abaixo assignado protesta nao Icr lulo parle em se-
melhanle declaracao, sendo que o eslauu de eufer-
midade a que esla rcdozfdo em citra de uma cama o
impede de vigiar como Ihe cumpre cm occtirrencias
desla ordem. E em quanlo por si ,,ada pude fazer
para que cm laes archivos se reslabeleca a verdade,
fazo prsenle protesto por deferencia ao" publico, pe-
ranle o qual nOo pode cousenlir em ver depreciados
os seus sentimenlos de fraternidade. Recife 8 de
abril de 1836.Manoel Jos da Silva Braga.
Digo eu abaixo assignado, que ronslando-me
por algumas pessoas dignas de rouceilo que um olli-
cial de ni i i.l .i fabrica de tamancos na rua Direila,
esquina que*bola para a Iravessa de S. Pedro, de
nome Antonio Fernaudes de Catiro, dissera Icr par-
le ou sociedade com o abaixo assignado na mesma
casa, declaro que o mesmo Sr. Castro nenhuma ge-
rencia lem na minha fabrica ; nicamente o autori-
sei para administrar a gente que na mesma casa Ira-
balha, mediante uma gralilicacao que com o mesmo
Sr. Caslro coiivencionei; e para avilar qualquer du-
vida ou engao a lal respeilo, faro o prsenle au-
nuncio. Recife 12 de abril de 1850.
Dioiii/io Goncalves Maia.
Precisa-se de um homem para Irabnlhar em um
silio enm algn, escravo*, e deilar sentido aos mes-
mos : na loja do Passeio n. 7.
Aluga-se o l.o andar de um sobrado no princi-
pio da rua das Crazes.com excellenle. commodos para
grande familia : quem o pretender.dirija-se ao 2.- an-
dar do mesmo u. .Vi
Precisa-se de Om criado para Iratar de um
quintal e fazer as compras de ama casa de pouca fa-
milia, dando esle iuformacao de sua conduela : na
rua do Cabuga, loja n. 11.
PAPEL PAQI'ETE.
Na loja de ferraeens de Vidal & Companhia, rua
.la Cadeia to Recife n. 50 A, veude-se papel paque-
te em meias resmas, proprio par se escrever pelos
vapores eslrangeirr.s, para poupar graudes despezas
no porte, assim como obreias proprias.
CHARY8AS.
Na praca da Independencia livraria ns. e 8,.
vende-sa esle compendio, iraduzdo pelo Dr. A.
Horculanode Souza Bandcira.
FoIIiiliasi
PARA 0 CORRERTE ANNO.
Folhinliasde algibeira contendo o almanak ad-
mintslralivo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dosdircitos parochiaes, resumo dos im-
postosgeracs, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
cntrudo, mascaras, cemiterio, labella de feriados,
resumo dos rendimentos e exporiaco da provin-
cia, por 500 rs. cada uma, ditas de porta a 160,
ditas (eclesisticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ruis : na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Vendem-se loalbas de labvrinlho, de muilo
Dons goslos, por precos commodos : na rua da Ca-
deia do Recife n. 28.
Vende-se vinho genuino d j Porto em caixas de
1 a2 duzas de garr.as e mesmo em carrafas, con-
lendo sem exageracao) o vinho mais superlativo que
se pude desejar, e .fianr,a-se que nunca aqu foi im-
portado om semelhanle neclar : vende-se na rua
POva n. .1, taberna de Antonio Ferreira Cima.
. ,~ K." alerro da Bo-Visla n. 80, vende-se choco-
ale a MDra. a libra, alelria a 180. macarra e la-
n^'TL",".- ,rTiln',s a m banha una a %m, bolaehinlia quadrada americana a ioO
js-, azeile de Lisboa a 560 a garrafa, sasu' a 320 ,
Mura.
Vende-se ou permula-se por casas no Recife.
a propnedade anude existe edificada a capella dos
nemedios.a qual conten 2 boas moradas de casas ter-
reas e 2 dilas mais pequeas, 1 otaria muilo bem
montada, | pequeo sobrado, junio a mesma e3
bons vivciros com peise, por preco commodo ; e no
caso do comprador n3o querer dar lodo o dinheiro a
vi.ta, se dar algn, pra/.o. dando o comprador boas
Urinas de garanta, e lambem se alosa no caso de
nao apparecer quem compre : a Iratar na mesma
olaria, ou no paleo do Trro n. II.
.micho.
Vende-se saceos com ilbo por baralo preco,
na rua da Cadeia do Recife, n. 23 loja.
Verule-se regra pn.pria para regrar papel, pelo
Oh que pechin-
eha.
No Passeio Publico, toja n. 9, de Albino Jos Lei.
le, vendem-se ricos corles de meia casemira, escuras
e muilo incorpadas, pelo diminuto preco de 1HI0!
cada uro. ditos de nrim de linho a 800 rs., rhilas fi-1
naide cores fuas a 220 o cavado, ditas prelas tina, a
-OU rs., chales prelns a 128000 cada om, dito, bran- '
9SJ1 '00 ..chapeos deso de panno com barras a
000, brins de bnlio escaros a 220 o covado, ciirtes
de cassas cintas muilo Unas a 23000, e oolras mnitas
lazendas man baratas do que se veude na California
Coqueiros.
Vcndcm-se coqueiros pequeos para se plantar :
Amaro0 Ifancisco junio a igreja de Santo
Vende-se um bom cavallo muilo passeiro e
carregador ale proprio para senhora : na loja do
l.isseio n. ,. '
Na CaMforuii,
"ja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se cirios de cas.a. francezas de
muilo bons gosto, a IMlHl e a IsJOO ; ha grande
quanlidade para se escolher, lencos de cassa brancos,
isos e com bien 21H) rs., dulas prelas francezas
largas, para lulo a 2io o .ovado, e muilas oulras fa-
zenda muilo baratas, a dinheiro i vista.
A meliiui familia de man-
dioCa em sac que exisle no mercado : vende-se por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, no caes da alindola
n. i.
'lijlosdemarmore cobiasde dilo.
Vendem-se lijlos marmore de 10 e 12 pollegadas,
quadrados, e mais obras de marmore, como Inmulos,
urnas e estatuas, por precos commodos : em casa de
Basto ov Lemos, rua do Trapiche n. 17.
Vende-se uma carroea rom pipa, propria para
vender agua, ludo cm bom eslado : alraz da fundi-
lo na rua do Cima, taberna de Jos Jacintlio de
Carvalho.
Vendem-se 2 rrioulinhas de idade de 15 a 20
anuos, cosem e engommam bem : na rua Direila
n. 3.
Vndese um lindo rahriolel com arreios e ca-
vallo, ludo em muilo hom estado, e por preco com-
modo : para ver, na cocheira do Sr. .loa.. Francisco,
defronle da ordem lerreira de S. Fiancisco, por bai-
xo do Gabinete l'nrlusuez, e para ajusfar, na rua do
(Juciroado n. 33, loja da Boi Fama.
i\a loja das seis
Farinliu de mandioca.
So armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires ven-
de-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des : para porces irala-se com Manoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. 14.
Moinho- de vento
ombombasdcrepuiopara regarhortase baia,
decapim .iiafundica.ide D. W. Bowman uaraa
doBrum ns. 6. 8e 10.
Meias prelas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores meias de laia pera padres,
pelo baralissimo preco de 15800 o par, ditas de al-
god3o prelas a 610 o par : na rua do Queimidojoja
demiudezasda Boa Fama n. 3o.
SEMENTES.
Saochegadas de Lisboa, e acham-se vend na
ruada Croz do Recife n. (12, taberna de Antonio
Francisco Martina at seguintes semenles de horlali-
ces, como sejsm : ervilhasli.rla, genoveza, e de An-
gola, feijao earrapalo, roso, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allemaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabanales brancos a encarnados, nabos r-
xo e branco, senoiras brancar e amarellas, couves
trincliuda, lombarda, esaboit, sebola de Setubal,
segorelha, coenlro de louceirg repolho e pimpinela,
e ama grande porrSo de diflerentes semenles, das
mais bonitas flores para jardins.
Cousas finase de
bons gostos
NA LOJA DA BOA FA1A.
Vendem-se ricos leques com plomas, botla e
espelho a 2, luvas de pellica de Jouviu o melhor
que pode baver a I38OO o par, ditas de seda ama-
rellas e brancas para homem e senhora a 13280, di-
las de lorcal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 13200, uilas de fio tle Escocia brancas e de to-
das as cores para homem e senhora a 500 rs., dilas
para meuinos e meninas moilo boa fazenda a 320,
lenciuhos de relroz de todas as corea a 19, Inucas de
lila para senhora a 640, peines de tartaruga para
alar cabello, fazenda muito superior a 59, dilosde
alisar lambem de tartaruga a 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muito aos de
tartaruga a 13280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 320 e 500 rs., lindas meias de
seda piuladas para enancas de 1 a 3 annos a I98OO
ipar, dilas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para criancas de 1 a 10 aonns a 320 o par, s-
pellios para parede com excellenlcs vidros a 500,
"00, 1/e I92OO, touc.olores com ps a 13500, filas
de velludo de todas as cores a 160 e :' 10 a vara, es-
c^vas linas para denles a 100 rs., e I nissimas a 500
rs., dilas linissimas com cabo da marh 1 a I3, tran-
cas de seda de lodas as cores e largaras a 320, 100 e
.500 rs. a vara, sapatinhoa de lll para enancas de
bonitos pa.i. Oes a 210 e 320, aderemos prelos para
tuto com brincos e allineles a 19, toucas prelas de
seda para crianzas a 13, Iravessas das que se usam
para segurar cabello a 13, pislolinhas de metal para
criancas a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 2.-2110, bandejas muilo linas e de todos os tama-
itos de 13, 23, 3? e 13, meias brancas linas para
senhora a 2i0 e 320 o par, dilas pretas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rape com riquissimas es-
lampas a :is e 23500, meias de seda de cores para
homem a 610, charoleiras muito li as a 29, castfiet
para bengalas a 40 rs., paslas para guardar papis
a 800 rs., ocuios'de armacao de ac,o pralcados e dou-
radosa 6i0, 19 e 1200, lunetas com, aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e ricas benga-
linhas a 29, e a .500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra, cavallo pequeos c grandes, fazenda mullo supe-
rior a (O, 800,13.19200,1S500 e 23, atacadores de
cornalina para casaca a 320, pentes muilo finos para
soissa a 500, escovas linas para cabello a 640, dilas
para casaca a 610, capachos piulados para sala a
640, meias brancas c cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo finas a 19 e 13200, lovas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas aboioa-
durasde madreperola e de oulras muitas quatidades
e goslos para rlleles e palitos a 500 rs., fivelas don-
radas para calcas e cuteles a 120, ricas fitas finas
lavradas e de lodas as largaras, bicos fioissimos de
bonitos padrOes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesuuri-
nhas para costara o mais fino que se pode encontrar.
Alcmde ludo isto oolras muitissim.is cousas mailo
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
o que faz admirar, como lodos os freguezes Ja sa-
1 -1: o.1.1 o.1 .lo ijociiiia.io, nosqtiatro cantos, na
1 condecida loja de miudezas da Boa Fama
33500
portas.
Compras.
Compram-sc olas do Banco do Brasil : na
rua do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-s uma prela que seja boa cozinheira c
engommadeira : na rua do Collegio n. 2j, primeiro
andar.
C.>mpra-se um cavallo gordo para cabriole! :
quem liver anuuncie.
Compram-se garrafas das que vem com cer-
veja branca a 60 rs. cada urna e I.-?(IIHI o cenlo : 110
paleo do Carino esquina da rua. de Moras n. 2.
Compram-se 20 011 40 acees da Companhia de
lleberibc : na rua da Smala Nova n. 10, priineiru
andar.
Compra-se nina casa terrea que seja muilo boa,
sendo na Boa-Villa ou em Santo Antonio, e em ba
rua: q.iein qui/er vender, dirija-se a 111a do Cres-
po, toja 11.8.
8ettiHt&
.
MEZ
Mariaimo.
O livro di 1 mez Harianoo augmentado do varias
oraeoes, uniro usado pelos devotos da PENI1A :
vende-se smenio na livraria ns. ( e 8, da praca
da Independencia, a do/, lusloes.
Vendem-se 6 pipas 011 tunis abatidos, que ser-
virn! de aguada: na toa da Cadeia do Recife, loja
11.50, defronle .1,1 rua da Madre de Dos.
\ eu.le-se a taberna da praca da Boa-Visla 11.
13, muilo afrecuezada lano para a tena como para
o mallo, e com os fundos a vonla.le do comprador ;
a tratar ua mesma praca, taberna n. 15.
Em frente do Lir rumen lo.
Iliscado prelo para lulo a meia pataca o covado,
lila prela para satas,manto, jaquclas ou calcas a dous
tustes, cinta escura, tinta segura a meia palaca,
meias prelas para senhora a pataca o par, chales de
Cor escures pmprios para casa a cinco lustoes, cami-
sas de ainbrata bordadas pira senhora a cinco lus-
loes. meias brancas para meninas a doze vinleiis.
Cevada de Li>boa.
Vende-se por 23NIO a arroba : na Iravessa da Ma-
dre de Dos n. 5, armazem.
REI.OljIOS coberlus e descobcrlos, pequeos
engrandes, de onro e prala, patente inglez, de um
dos meliiores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ullimo paquete inglez : em casa deSouthall Mellor
81 Companhia, ua rua do Torres 11. 38.
\ende-se superior caf da primeira sorle do
Rio de Janeiro : na loja do Passeio Publico n. 11, de
FirmianoJos Rodrigues Ferreira.
Relogi os
ing ezes de pa-
tente,
os meliiores fabricados em Inglaterra : em casa de
ileury Gibson : rua da Cadeia do Recife n. 52.
Cassas f'ruiicezas finas
240 rs o covado.
Na rua do Crespo a. 5, vendem-sc cas-
taslrancezas (nasa 210 t. o covado.
Para luto.
Curies de vestido de cassa prela rom T varas cada
um, de bouilos padres a 1000 : vende-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volt* para a rua da
Cadoia.
Para vidiaoas.
Ven.lem-sc vidros a 89 a caixa : na rua Nova n.
3S, defronle da igieja da Conceiclo dos Militares,
casa encamada.
1 ARIMIA DE SAMA CATIIAR NA,
muilo nova e de supeiii r qualidade, a bordo do bri-
gue escuna /lapido, fundeado em frenle do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a tralai
com Cialapo Cyriacn da C. M., no largo do Corpo
sanio n. 2*5.
Cartas france-
zas.
Vendem-se .uperiores carias francezas para vol
(arele a 500 rs. o baralliu na iua do ijucunadn,
loja de miudezas lloa I ,uni n. 33.
Livros Qassicos
Vendem-se os seguinles livros para ns aulas pre-
paratorias : llislorv of Home 3J000, Thompson 25
Pual el \ irginie 23000 ; na praca da Independencia
ns. 6 e 8.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja so vendem mais baratas, e continua-
se a vender ua Iravessa da Madre de Dos u. 21, ar-
mazem de Joo Mariin. Barros.
Vende-secal de Lisboa ultimamentechegada, as-
sim como polassa daRussiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio n. 11.
Cortes de cassa parazqlem esta* de
LUTO.
Vendem-se corles de' cassa prela muito miuda,
por diminuto preco de 23 o corle, ditos de cassa ci-
la de bom goslo a 25, ditos a 25400, padrees france-
zes, alpaca de seda de quadros de lodas as qualida-
des a 720 rs. o covado, 13a para vestido lambem de
qaadros a 180 o covado ; lodas eslas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo n. 6.
UQUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarleis n 21, qaereudo acabar as miudezas que
eiistem, vende barato afim deliqaidar sem perda
de lempo.
Franja com botlas ara cortinados, pera i&OOO
Papel paulado, resma, (de peso) 3J000
Dilo de peso, resma 29700
Ca de cores para bordar, libra 78000
Penlesde bfalo para alisar, tluzia 39000
Fivelas douradas para calca, uma (00
Croza de obreias muito finas 65000
Lencos de seda linos, ricos padrocs I5MI
Caixa de linhas de marca *iii
Meias para sen|teta per' 210
Penlesde tartaruga para segurar cabello '15OOO
Crozas tie canelas finas para peonas '-fitiOO
Dilas de bolOes finos para casaca 25000
Meias prelas para senhora, dazia 3920o
Dilas dilas para homem 2-NVI
l.acreencarnado muilo fino,libra 19800
Papel de cores, maco de 20 quadernos 600
Duzia de colteles 7o
Espelhosde lodos o nitmcros, duzia 39500
Linhas de noveilos grandes para bordar 15600
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas 9,;,,
Meias cruas sem costura para homem 39300
Dilas de seda o. 2, peta ;(#o
Trancas tleseda branca, vara .hi
Caitas de raiz, duzia I56OO
l'eca. de lilas de cus 300
Lapis finos, groza 29400
Cordio para vestido, libra 19200
Toncas de blondo para menino 1C2O0
Chiquitos de merino bordados para menino 15000
e outros muilos artigos que setoruam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um ponquinho mais baralo a aquello senhor lo-
gisla, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira man.
Na California,
loja nova, na roa do Crespo, ao pe do arco de Santo
Antonio, vendem-se pecas de algoddozinho com ava-
ria 610, 15, 19280 e 15600, elimpas a 25, alpaca
prela lanada, sem deleito, de 4 palmos de largara
a 200 rs. e a 240 rs. o covado, muilo boa para quem
est de luto, muilo boas meias prelas de algodao
para senhora a 400 rs dilas para homem a 280, cas-
sas piuladas fraucezas a 200 rs. o covado, corles de
dilas de 6 1|2 varas a I96OO, chales escocezes a 560,
madapoln muilo bom a 25500, 25600, 3j200, 39600,
"W00, 4-3, isioil e 13800, e muilo lino a 59; assim
como moilas oulras fazendas, ludo moilo baralo, di-
nheiro a vista.
Vende-se em casa de S- P. lohnstoB& C,
rua da Senzala-iNova n. 42, sellins inclezes, chi-
cotes do carro e de monlaria, candieiros e caslicaes
bronzeados, relogios patente ingle/., barris de gra-
va n. 97, vinho Clierry em barris, camas de ferro,
lio de vela, chumbo de muneo, arreos para car-
io, lonas iiiglc. 1-.
AGENCIA
Da fundiro Lovv-Moor, rua daSen/.ala-No-
va n. 42.
Neste eslahelecimenlo contina a liaver um com-
pleto sortimemo de mondas e meias moendas
para enrcnno, machinas de vapor e tahas de
ferro batido c coado de todos os lamanhos para
dito.
Quem quizer comprar um carro americano de
qnatro rodas cun asscnlos para duas pessoas, len-
do arreios e ravallo milito ardigo : dirija-se a rua
do Trapiche n. -10, segundo andar.
\oarmazem de Novaes 4 C., ruada Ma-
dre de Deosn. 12, vende-se farinha de mandioca
em saccas de superior qualidade. por preco com-
modo.
Vende-se muito superior farinha de Sania
Camarina, por menos preco do que em outra
qualquer parle : a bordo, do brigue Sagilario ,
defronle du trapiche do algodao.
Vendem-se barricas com farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, muilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Cenova,
e por prec,o commodo : a fallar com Raslo & las-
moa, rua do Trapiche n. 17.
Qommade araruta.
Vende-se superior gomma de arar ota em bai rica
e as arrobas : no armazem de Joao Marlins de Bar-
ros, travessa da Madre de Dos n. 21.
Velas de Crnauba.
Na roa do Qoeimado o. 69, vendem-ae velas de
carnaoba em cana, de 40 a 60 libras, por menos
preco do qoe em oulra qualquer parte : quem pre-
cisar aproveile a occaslSo.
.Na livraria da roa da Croz do bairro do Recife
o. .,(>, acham se a venda as selecta* inglezaa e fran-
cezas, adoptadas as aulas, com os competentes dic-
cionarios e todos os livros classicos, e oulras muilas
obras novas, todo por prero commodo.
, Veode-se a casa terrea n. 8, na Iravessa dos
Mari) nos : a Iratar na roa do LivrameDto n. 21.
Vende-se orna ovelha moilo mansa, propria
para criar menino, dando bailante leita : as Bar-
reirs o. 4, se dir quem vende.
Vende-se uma crioula de 36 anuos de idade,
que sabe cozinhar o diario de casa, lava de sabao e
barrella, lambem serve para vender na roa 00 pa-
gar dia : na roa da Concordia, segunda casa do lado
esquerdo, passando a rua da Cadeia Nova.
-ja
fia \ elas stearinas, pedras de .marmore para
mesas, papel de peso inglez, papel de em-
'~, linilho, oleo de linhaca em botijas, chico-
t tes para carro, pianos de armario, lona e
f brim de vella, cemento romano, armamen-
to de todas as qualidades, cabos de li-
nho c de manilha, pixe da Suecia, cham-
pagne e vinrios tinos do Rheno: vendem-se 2
no armazem de C J. Aslley & C., rua da S
Cadeia n. 21. X
PECHINCUA.
Vende-se no aterro da Roe-Vista, loja de fazendas
ao p da ponten. 10, um relogio deooro horison-
lal, muilo lindo e bom regulador poi 409320.
&$ $ @$$ft
?S? Na rua do Crespo, loja amarella
i.i n. 4, de Antonio Francisco Pe- ^&
reir, $
;!.J Chegaram de franca as seguinles mer- 41
(, radorias, ludo de muilo bom gosto e sope- i
W rinr qoalidade. 9
'.;' Camisas Trancezas com peito de linho A
m 4-59000 a duzia. Z
9 bitas ditas com peilo de cambraiela. a 1
... 369000 a duzia.
:h Ditas ditas de murim, a 219000 a dozia. ?.
Ceroulas de bramante de puro lindo, a 3?
jg 39000 cada uma.
;;,- Casacas do panno lino prelo a :10900o.
Sohrecasacas de panno fino prelo e de c- em>
^ res a 309000. *
W Casacas redondas e flaqoe, ludo de*panno V
tt mullo (iuo a 328000. gj
S 1'alilt'n e sobre-casacas de sarja de seda, a a
g 2(3000- 9
-.';? Ditos de elim da Chioa. a 249000. &k
.;. hilos de Kolar de sarja, a I29OOO. f{.
^ Oilos de alpaca prela, a 129 e 159000.
vr Uilos de panno minio fino, a 209000. 9
l>'los saceos de pauno meaclado, a OJOOO. S/U
& % &mmM
Em casa de Henry Bruun & C, rua da Crnz
n. 10, vendem-se .
Lonas e brins da Russia.
Instrumentes para msica.
Rspelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados p*ra mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAI XAS PARA EXGOHO.
Na fundcao de ferro de D. W. Bowmann ua
rua do Hrum, passando o chafariz, contina ha-
ver um completo sorlimentode taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promplidao: embarcam-se ou carreganvse era acr-
ro sem despera ao comprador.
?ia officina de encadernacao, travessa da
Congregarlo, vrjndem-se as seguintes obras de
economa poltica por Malius- Msmondi, J.
Baplista Say, carias a Malthus pelo mesmo, calbe-
cismo de economa. J. Dutens, e muilas nutras
obras de direilo publico, das gentes, diplumaliao
e eommercial, ludo em muilo bpm eslado e por
baralo preco. -^- ^ ^
CHAROPE
DO
BOSQUE
I "i transferido o deposito deste champe para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova n. 53 ,
garrafas 59500. e meias 3900", sendo falso todo
aquello qoe n.io for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO
Para cura de phtysica em lodosos seus diBerenies
graos, quer motivada por conslipaces, losse, afili-
la, pleuriz, escarros de sangue, dor de costados a
peito, palpilacao no coraran, coqneloche.brvnchile
dr nagarganla.e lodas as moles lias dos orgaos pul-
monares.
NaValhas a contento.
Conlinua-se a vender asjfltio o par (Meca fio) as
j bem conhecidas navalhas de barba, eilas pelo h-
bil fabricante qne ha sido premiado em diversas ei-
posicoes : vtndem-se coro a eondicSo de nSo agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 das
depois da compra, restiloindo-se a importancia : em
rasa de Angosto C. de Abrco, na roa da Cadeia do
Itecife n. M>.
Em casa de Henry Brunn & C, na rua da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sorlimen-
tode ouro do melhor goslo, assim como relogio
de ouro patente.
MOENDAS SUPERIORES.
>a fnndicao de C. Starr & C, em Santo
Amaro, acham-se para vender moendas de canoas
lodas de ferro, de um modelo e consirucco muilo
superior.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr & C, em Saulo
Amaro, acham-se para vender arados de ferro desu-
[iei or qualidade.
IECHAHISMO PARA EIGE
NHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. WA
RUA DO BRUM, PASSANDO O cHA.
FARIZ.
ha sempre um grande soriimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenlios, a sa-
ber : moendas e aneias moendas da mais moderna
con-tru.'rao ; taixas de ferro fundido e batido, da
superior qoalidade e de lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua on animaes, de todas as propor-
0es ; crivos e boceas de fornalliae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nhos de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
e'execulam lodas as encommendas com a superior
ridade j conhecida, ecom a devida prestezae eom-
modidade em preco.
Vendem-se dous panos lories de jaca randa,
conslrucrao vertical ccom todos os melhoramentos
mais modernos, lendo vindo no ullimo navio de
llinburgo : na rua da Cadeia, armazem n. 8.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, o
lambem no DEPOSITO na rua do Brum, logo
na mirada, c defronte dj arsenal demarraba, fia
semrre um grande soriimenlo de taixas, tanto de
fabrica nacional como esirangera, batidas, fundi-
das, jrandes, pequeas, razas e fundas ; e em
ambos os lugares exislem guindastes para carre-
gar caras ou carros, livrcs de despezas. Os
precos sio os mais commodos.
Fugio no dia 31 de marco o prelo Joo, criou-
lo, de estatura beit alia, cara bexigosa, lem uma
marca de caustico o qoeiroadura debaiio do peilo ;
este escravo pertencu ao Sr. Manoel Millwiroa, a
depois aoSr. (ionvali Jos Alfonso, com refinacjlo
na rua da Concordia, e he coslumado a fazer daslas
fgidas : qaem o appehender leve-oa refioacao da
rua cima n. K, que s. gratificar bem.
Contina andar agida a prela Merencia, cri-
oula, idade de 28 a 3o,nnos, punco mais ou manos
com os ignaes seguiula ; falta de denles na frente ,
uma das orelhas rasgad- proveniente dos brioeos :
quem a pegar leve-a a na do Brom, rmazem de
assucar o. 12, qoe ser tero gratificado.
PBHN.: TYP. M U. V. PB FABIA. 1856
DATA INCORRETA
MUTIUSDD"
ILEGIVEL


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