Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07336


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Full Text
ANNO XXXII. R. II.
M-
Por 5 metf adiantados -.000.
Por o mi'/.e vencidos 4j500.


ERIMUIVV I .i 'DE AIIRIL DE IX lili.
Por auno adiantado 154.000.
Poite franco para o subscriptor.
DIARIO
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' NO NORTE
Paraaibe, o Sr. Gervaiio V. di Natvidade ; Natal, o Sr. Joa-
quhn I. l'ercira Juotor; Aracaly* o Sr. A. de Lemos Braga ;
Geera, oSr. J. los de Oliveira ; Maranhao. o Sr. Joaquim Mar-
ques Sodritues Piauby. o Sr. Domingos lien-ulano A. Pessoa
Cearwse ; Para, oSr. Juilinitno J. Ramos Amazonas, o Sr. Jero-
nynto da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os da>.
Caruaru, Bonito e Garanbuns : nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
(oianna c Parahiba : segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal: as quintas-feiras.
i
AUDIENCIAS DOS TRIRUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do conimercio quartas e sabbadoa.
Relac-io : tercas-feiras e -abbadus.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao mcio-dia.
Juizo de orphos .- segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do ciiel; segundas e seitas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMUDES DO HEZ DK ABRIL.
5 La nova as I hor<26 minutos, 48 segundos da manbaa.
13 Quarlo creaceite al boras, 27 minutos e 48 segundos da m.
20 La cheia a ( hor, 5 minutos e 48 segundos da manbaa.
27 Quartominrusnlei9horas,7 minutse 48segundos da tarde.
I'EAMAK IH tlu.lh.
Primeiri a 1 rara e Ilumino- da tarde.
Segunda a 1 lira e 4 minutos da mauha.
DAS da semana.
14 Segunda. S. Domina v. ; St. Tiburcio e Valeriano mru.
15 Terca. S. Pancracio ; Ss. Eulhiquio, Enlimpiada e Pausilipo.
10 (juana. S. Engracia v. ; Ss. Calisto, Carsio a Ciciliano.
17 Quinta. 8. Aniceto p. ; Ss. Hermogenes e Fortunato miu.
18 Seita. 8. Galdino b. card.; S. Pert'elo presb.
10 Sabbado. Ss. Eiptdilo, Arislonico, Sucraitesc Calata,
20 Domingo 4. S, lgnez do Monte Policiano, V.
EXCAKREGADOS DA SL'BSCRIPCAO no sul.
Alagoas, o Sr. I'.laudino Falcao Das ; Babia o Sr. D. Duprat
Bio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martins.
EM PERXAMBUCO-
O proprieUrio do DIARIO Manoel Kigueiroa de Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. fie 8.
AVISO AOS SENHOKES SUBSCRIPTORES.
Smenle he permillido pagar a subscriprao do pre-
enle quirlel desle Diario a razAo de i- al o dia l,
e depois desle dia so se receben a i-.Vjn.
PARTE DFPIOIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
E\peleata do aUa 13 de abril.
OflicioAo Eira, hispo diocesano, rogando que
se digne de providenciar acerca da representarn
que faz o vigario de I lambe, relalivamento a falta
de uin Mcerilote que o ajude, na administrarlo do
pasto espiritual, visto luver suecumbido o eoadjuc-
lor aquella freguezia, padre Francisco Rodrigues
Machado.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda.
para mandar pagar ao acadmico Ermiro Cesar
Coulinlio, que esleve ein commisslo medica na ci-
dade de Nataretli, o que se Ibe esliver a dever, i
razio de IVj diarios, acontar de 17 de fevereiro ate
-i de marro desle auno.
DitoAo mesmo, recumnieudando que man le
pagara Alexau.lre Bezerra deAlbuquerque Barros,
qoanlia de 1:9708, importancia de ti hus compra-
do* pelo delegado supplente de Sanio Aullo para
soccorro das pessoas indigentes que foram all ac-
comroellidas da epidemia reinante.Inleirou-se ao
referido delegado.
DiloAo mesmo, remetiendo para seu conheci-
menlu e expedirn das convenienles otdens, olo
t o oflicio em que o iospeclor do arsenal de m.in-
oha participa a entrega da segunda lancha que no
mesmo arsenal se conslruio para o serviro da prati-
cagera das barras e porlo desta cidade, mas lambem
a eouta da despeza feila com a supradila lancha, na
importancia de &6t0glKt, de que deve ser aquella
Ihesouraria indemnisada.
DitoAo mema, para fazer ajuslar quinto anles
ai cantas do capitn e delegad do Limoeiro Fran-
cisco Antonio de Souza CamisAo.
DitoAo mesmo, mandando entregar ao eapitXe
Fraucisco Antonio de Souza CamisAo, delegado do
termo do Limoeiro, duas cargas de bolacha e urna
de arroz.
DitoAo mesmo.Tendo em vista as iuforma-
rues dessa Ihesnuraria de _' de novembro, 1. de de-
zembro da anno passado e t'J de fevereiro ultimo,
sub ui. 702, 7(i7 e 87, dadas com referencia as que
foram ministradas pelo 2." lenle Antonio Eznlio
da Silva, e dos pareceres do procurador fiscal da
mesroa thesooraria, constantes das copias juntas,
acerca dos requerimeotos que devolvo de varios pre-
tendeotes a li brajas de terreno alagado de mari-
ulia. qae se acham devolutas na Cabanga entre as
que ja foram concedidas aos Eims .bardes da Boa-
VMa e Camaragibe, auturiso a V. S. a mandar pas-
sar ttulos de afurameuto do mencionado terreno
aos Da. I.uiz Filippe de Souza l.rlo, JuSo Silvei-
ra de Souza, e Ignacio Jnaquim de Souza l.eao,
e aos eidadlos Gustavo Jos do Reg, Thomaz Jos
da Silva Gosmlo, e Jos Antonio de Araojo, de-
vendo cunler o do 1. 21 bracas, o do 2. 1(, o do
3. 2l,o do i. 21, o do 5. 1(i, eo do 6. 2".
Dito Ao che fe de polica, ioleirando-o de ha-
ver expedido ordem a Ihesooraria provincial para
pagar, lando nos termos legaes as coutas que S. S.
remellen das despezas reitas com o sustento dos pre-
sos pobres das cadeias do Brejo, Garanhuns, Goian-
na Limoeiro.
DiloAo juiz relator da junta de juslira, Irans-
millindo para ser relatado em srssAo da roesma jun-
ta, o processo varbal do soldado do 2. balallilo de
infantera IgnaccVMariabno.Parlicipou-se ao roa-
reehal conlrnanrtanle das armas.
Dito Ao inspector do arsenal domarinha, di-
zeodo que depois de desinfectado o exmelo hospital
dos cholencos da freguezia do Recite, devem osob-
jeclos e mais ulensis que Ibe perlcucerain ser con-
servados at segunda ordem nos lugares em que es-
tavam.
Dilo Ao mesmo, recoinmendaudo que mande
incluir no numero dos Africanos lives existentes na-
quelle arsenal, afiro de seren soccorridos de rares,
o- de nomes, Malheos e Joaqoim, que esliveram
ero pregados o I. no hospital de caridade e o 2." no
dos lauros, e ltimamente na obra do Ii\ njnasio
Provincial.
Dilo Ao commandanlc do corpo de polica, in-
leirando-o de que a Ihesnuraria provincial lem or-
dem para pagar, estando nos termos legaes, a contn
qewSme. remellen das despezas feilasno mez de mar
eo ultimo, com o susleolo dos calcetas empreados
oo servico da limpeza e asseio do quarlel daquelle
corpo.
Dilo Ao subdele2ado de liamarac, dzendo
que ja envin para aquelle termo um medico com os
soccorros precisos, e com recommendarAo de eslen-
der os seus cuidados mdicos por lodo o seu lilloral.
Dito A kamara municipal do Cabo, declaran-
do que opporlunamenle tara chegar ao cnohecimen-
lo da assemblea legislativa provincial, o bataneo da
receila e despeza daquella cmara pertencente ao
anuo financeiro de 1K.">i ,i IKj, e bein assim o orca-
nenlo para o de 1836 a lx',7.
PortaraAo ageule da co.inpanhia das barcas de
vapor, para mandar transportar para a Baha uo pri-
meiro vapor que passar para o Sul, como passa-
Reiro de estado, e nao luyendo vaga, por eonlaido
goveroo, o acadmico Alfredo da Rocha Bastos.
nue a pcrlencer a primeira classe do eiercilo, por
nao eslar provado que lenha mo comporlamenlo
habitual : o que declaro a V. E\e. para que devida-
menle o faca couslar.
Dos guarde a V. E\c.Mrquez de Caxas.Sr.
presidente da provincia da Parahiba.
Candido Leal terreira.
IITBRIQR.
COMBANDO DAS ARMAS.
Qaartel iarl d* coaamanda daa arma da
Perunbico u cidade da Reclfa eos 1 i da
abril a 1856.
ORDEM DO DIA N. 211.
O lllro. e Exm. Sr. marechal de campo Jos Joa-
qoim Coelho, cominaudante das armas, manda fa-
ler publico o aviso do ministerio dos negocios d
guerra abaixo transcripto, eoderessado a presidencia
da Parahiba, com respeilu do Sr. ten en te JoAo An-
tonio LeiUo, cujo aviso Ihe fura Iransmiltido por
copia pela presidencia desta provincia, com oflicio
Aviso.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra, ero 10 de maree de 18"ill.
Illm. e Exm. Sr.Sai Msgeslade o Imperador,
temi oovido o conselho supremo militar sobre o
cooselho de iuquiricAo que respondeu o alteres <
ini'io balalliAo dessa provincia JoAo Antonio l.eilao,
liouve por bem, por sua inmediata e imperial reso-
lano de 5 do crtente, que o referido alferes conti-
A M\(0\\RI\ DAS )\\ I.IIKIthS.
POB
Carlos
MONSELET.
SEGUNDA PARTE.
XV
" etpecro do pastado.
Alguna daqurlles qae lem sido rasados o saliem :
ao ha reheidade soperior a'quella que segoe os pri-
niciros das de urna uniAo feila em condicoes per-
mitas de belleza, inteligencia, honra e riqueza. O
horaem chegn cniAo a alturas de serenidade, a es-
pitaras de eslasi, que realisam algumas das inven-
eoes de Thomas Moore em seu Amor dos Anjos.
Subindo mus um gio elle alcanzara seu sonho, o
qae faria eahir em pedaros a abobada celeste. Pa-
ra exprimir em ama imagem mundana tai felicida-
da nos Francezes evocamos as comparaces|mas
naves, procuramos as palavras mais harrrjouiosis
mais doces : d'ahi a expressao de fu de mel.
Saadi, o poel das delicadezas prsicas au (eria
aehado melhor expressao.
A' baca claridade desse astro desenvolvem e co-
**> flores coudas al eulAo pelo calor do da ss
jais preciosas qualidades da alma e do espirito.
Lm horoem torna a adiar se candido diante da can-
dura, os amigos motejos oAo o persegoem mais ;
fagiram e ptrderam-se nos louges de um mo celi-
ii k Vi(1* f',^le que a t"'*'10 santificada ex-
alta, sobstituio a vida inesqoinha composta de con-
cernes, de cuidados, de indignaran,- de fadiga, ou,
o me lie anda peior, de indifferenra.
lia infioila delicia as primeiras conversa roes do
marido coui a mullicr, no adro que Ihe traca
eomplacenteroeule das feslas do futuro. Assimilar'a
si orna alma joven e nova, abrr-llie as portas do
mundo real tendo o cuidado de poupar suas iltuses,
nao ha ref.zer para seu proprio uso um curso de
moral poelica, e tornar a aprender a vida pelos la-
das bons 1
Mais do qoe qaalquer oalra a la de mel de Fi-
lippe Bevle ede Amelia pareca dever illnminar
smenle das fallas. Amelia posa.ua urna faealda-
da que dommava toda* as oulrai: adorava e admi-
C) VWa Ditio b. 90.
CORRESPONDENCIAS DO DIaRIQ DE
PERNAMBUCQ
,' PARA'.
Belero :il de marco.
llevo, primeiro qae todo, dar um pequeuo eacaco
por ter deixado de Ihe dar milicias desta bella pro-
vincia pelo vtpor S. Salvador, lauto mais quanlo
nao foi por falta de materia qoe ao contrario ahon-
da ile mais,.e sim por ter aquelle chegadn na Sema,
na Sania, e eslar eu enlretido com as feslas desse
lempo, qae em verdade esliveram o melhor possi-
vel, e inuilo concurridas, obre ludo na igreja dos
exmelos Mercenarios, >,gracas ao elu e religiosda-
de do Sr. Viiiu e na calhedral.
Nessa ori mais que nunca senlio-se a falla
de um bom" Aquista, que soubesse haver-se com o
bellissimo o qoe boje possue a S, pos o que
actualmente Ihe bule as ledas he anda um apren-
diz, que apenas serve para supprr fallas, e Uto Dou-
co entende daqoellc ollcio, qoe as vezes os canlo-
res, alias c\ -ellente-, an lam para um rumo, e o
soi-diSQHl organista para oulro.
lieosquaira que a futura assemblea provincial nAo
se descuide de remediar esla falla, aulorissndo o
governo a mandar engajar um perfeilo organista na
Europa.
As diuvas teeni sido copiosas como nunca ; nao
lia lemliranea de um invern Uo rigoroso como o
desle anno, o qual, se por um lado nos Irouxe o
grande lienelicio de afogenlar o maldido viajante,
por oulro causa nAo pequeo receio desentir-se fal-
la de farinlia, porque, segando informares viadas
do interior, as plaolaroes de mandioca leem sido
untis, por lar esla apodrecido quasi loda. Sempre
i limen niutu no Par, mas ojo era doos. Ires, qua-
tro e mais das seguidos como agora, era someole
asanles. Pode-se dizer que uestes doos ltimos
annosas eslares leem sido bem discriminadas aqu.
Odia 35 demarr) era para ser festejado, como
sempre, com ludas as demonslraroes de publico re-
gosijo, porem assim nAo aconleceu, porque se liou-
ve dia em que clin ves-e foi esse, e por sso bem pou-
cas pessoas, ou para melhor dizer, somenlc os mi-
litares acoinpanliarain a S. Exc. ao Te-Oeum, e
foram depois ao cortejo.
INesse mesmo dia 2."> de marro leve lugar mu-
danza das cdiirandas c Ho recolhiinento de Nosa
Senliora do Amparo, para as ratas que foram do
l)r. Galio, no largo do quarlel. 0 inao lempo pri-
vou-me do prazer de assislir a e*le acto, que me
dizem, ler estado muilo solemne e hrilhanle, e reu-
nir maior concurrencia do que o Te-DWum.
Consta-me que a casa esl.i liein arranjada o coro
accommoila^ao para iluiealas meninas, oa talvez
mais, he verdade que a despeza foi grande, anda
que poda (er a mesina cousa com menos dinheiro,
pos s as luiziaoas de cada urna janella andaru
por Irezenlos mil ris. Islo fui nenenle, vamos
.i liante. |
0 vice-direclor, o iucansavel Sr. BenloJosda
Silva, reciloo um discurso pequeo, porem bem ar-
ranado e anlogo ao aclo. 11 ve a salisfarAo de o ler
no Treze de Maio, onde foi publicado, assim como
oulro qae recitou o Rv. Rocha, o qual achei infe-
rior aquelle.
Honlem inaugurnu-se a sociedade auxiliadora da
industria, agricultura e recreio do Jos ,1o O' ; foi
na sala do club martimo. O Exm. Sr. Reg Bar-
ros honrou o acto com sua presenca. S. Exc. Rvm.
porem nao pode ir por eslar se arraujando para
seguir para a corle nesle vapor, porem maudoa re-
presentarle pela digni I ni* mais graduada da sua
s. O Jos do O' lea um discurso, animando e dan-
do muilo boas esperancas quelles qae cahiram com
os seus cobres, comprando res ; Dos permit .
que nao fique em esperanras somcnle. 0 Tedeschi,
primtirn secretario, tambem recilod mn bem dedu-
zdo discurso sobre a ulildade e vantagens das as-
sociarocs.
Foi um aclo solemne ; houve msica, llores, fo-
lha< de canda, fugos de i alia detonara, n ele. etc.
Como ncabei de dizer. S. Exc. Rvm. segu para
a carie mata vapor, alini de gozar da licenc.a que
ubleve. Sua ausencia causa muita saudade ao sen
reliando, que incessanle tica dirigiudo suas suppli-
eas ao Todo Poderoso, para que leve e traga o seu
pastor a salvameulo, o cedo Ih'o reslilua.
De boje oilo das he a grande campanil,) eleilo-
ral. e eu estou me dispoudo para assisti-la de longe
com o men binculo, n (cando Vmc. cerlo, de
que Ihe relalarei ludo quanlo observar : por agora
s Ihe posso dizer que os dous exercilos leem estado
em forlcs preparativos para a oecasiao.
0 Moraet anda espalhando, que vai deixar o
b.i-i.lo de general, e qae he esla a ultima vez que
como tal commandara' o sen eiercilo, porque ja esla'
velho e causado. He iudigilado para subslilui-lo o
Rvm. politicAo que nao desejando apparecer em sce-
na, aceita o baslAo com a condicAo de dar smenle
os planos, e nAo enlrar em aceAo e sera' conhecido
por general l'rtiga.
Veio ao mondo finalmente o riViKiiius mus da
moutanha, vio a luz da publicidade um pnpeloxo
intitulado a tiloza, que o autor iliz ser resposta ao
folhelo publicado pelo lado direilo da assemblea, no
qnal vem as facanhas do Mora" e da sua goDle ;
mas lAo longe esla' aquelle embroglo de ser nma
respusla au folhelo do lado direilo, como nos o esta-
mos da Russia. E com efleito lado se encontra all,
confusao, abscuridade, adularan, falsidade, falla de
lgica, pilherius etc., menos razOes que corobalam os
argumentos dos eos contrarios. Cada qual o apre-
cia, segundo o seu goslo, assim un lem gastado
das pilheras, olros do cynismo com que se adul-
teraran] os factos, eslesa forra da lgica, que com o
maior destrmenlo inverle os arligos do regiment
iiterno da assemblea, quelles finalmente a baiieza
a que chegou o escrevinliader, e a boa ft com que
n.vi quiz fallar em cerlos arligos do regiment, por
exemplo, aquelle que diz, que l nenliutii depulado
deve ser adnullido a lomar assenlo sem previamente
apreseular o seu dipluma, a
Eu porem nao fiz reparo em nada disso, porque
se, que quando faltam razes para combaler oolras,
nAo lia outro recuno senio servir-se do ridiculo ;
mas nao posso deixar de nolar, que tendo o Morae*
a presumprAo tota de querer que o seo lado seja
composto da UusIraeAodesta provincia, nAo liuuves-
se um depulado que fosse capaz de ao manos tazar
aquillo que appareceu, e fosse preciso, que "'verfo-
nha, meu Dos !... irem pedir a um e-lranh, que
nem filho do Para' he, para os soccorrer.
Por este vapor chegou o Dr. em malhemalicas
Theodoro Amonio de Oliveira, o qoal cedo seguir'
para o Amazonas, para onde foi despachado inspec-
tor geraldas mediroes das ierras. He urna das capa-
cidades desla provincia.
Adeos. Al para o outro vapor.
te
rava ao marido. Sua confianra nelle era (Ilimita-
da. Era o primeiro que fizera palpilar-lhe o cora-
53o, e as don/ellas nanea tem bstanles aureolas pa-
ra ornarem a froule desse primeiro esculhido. i'i-
lippe de sua parle zelava sua falicidade, como quem
sabe quanlo a felicidade cusa ; tinha 'as precau-
coes, as altenrOes qne alteslo a sciencia profunda
do amor, i- o conlipcimenlo de todas as suas fragi-
lidades. Era um artista no sentido conjugal, mas ar-
IJsta enlliusiasta e sincero ; porquanlo amava em
lin '. amava como nunca amara, pela ultima vez a
ale a marte.
Sem penetrar tanto' como nos em sua sollicilude,
Amelia saboreava-a deliciosamente ; sentia-se abri-
gada sob essa proteccAo sabia e ardente. Cada vez
que rilippeera obligado a separar-se della, India
a arle de dcixar-lhe no espirito depois de alguma
convenarAo, um lliema, urna reflexAo destiiiados a
occupa-la, e a abrandar para ella os mmenlos de
ausencia.
Assim nao he para estrechar o desdem que ella
leve, quando dous das depuis das bodas receben
por via a non una um majo de cinco Carlas um lan-
o am motada-, um Unlu amarellecidas e (odas as-
sgmdas com o nome ile Filippe. Eram ternas e
zombeleiras epstolas dirigidas por elle oulr'ora a di-
versas miilli-r i--.
Amelia calcou-.is a principio aos pes, porque nes-
sas impuras evocacoes do passado s vio um ullrage
feilo i sua li.-una te de esposa. Alas depois desse
primeiro movimenlo de orgulho um senimenio tAo
imperioso, po mais vnlgar cunosidade da mulher. Ella ajoelhoa
e .i p.iriliuu de nma em urna essas folhas que respira-
vam como um perfume de adulterio anlecipado.
Era a mesma letra de Filippe. A dala dessas
carias remontava a muilos annus, e era evidente
que urna escolha significativa presidir a sua reu-
nan ; puis cada qual era dirigida a urna pessoa dif-
fereute : mulher elegante, aclriz, uiercadura, ou ce-
lebridaile a manen a de Mara Duplessis.
A primeira que ella percorreu era escripia um a
abarla particular a Filippe Bevle, e que Amelia
anda nAo Ihe conhecia. a Chara e melanclica ami-
ga, releva absolutamente que voss conforme-se
com o meu abandono. Voss aferra-se a inim como
epilaphio a Inmuto, todava lenhn-lhe dilo mil ve-
es : Nao me considere amante serio. Sei repre-
sen!, a o amor, assim como vosi"- sabe representar
operas. Ora, he raro qae ama opera lenha mais de
cinco actos s dous on Ires quadros; nossos amores
pissarain de um anno ; devia-se ler descido o pan-
PAR.V.
1. de abril.
Foi-se o cholera '.. Assim o pens ; mas temo di-
ze-lo, aiuda em segredo : he caprichoso, e pude vol-
lar-nos a mostrar que faz caso do victorioso Umao
como de chinello velho e sem serventa. Ora eu sou
pangerisla do Umao, e nao quero ver ridicularisado
o mais bello invento da melhor cibera que c te-
mos. Visituu-ii,,- nina desiuleria : o sonhador asi-
tico bem quiz classilica-la de cholera ; mas o pnvn
nAo se assnslou mais com o cholera esta no Pai,
c a cousa foi pjssando. Os velhos viram urna seme-
llianra bem pronunciada com oulras epidemias, an-
tigs, e cu nerun a descrer na importaran do
gangetico '
Por nao mandar correspomlencs pelo vapor pas-
sado, deivei de dar uina noticia bem importa ule : o
'lm. Sr. Dr. Francisco da Silva Castro foi agracia-
, > por Sua Santidad* cora a cruz de S. Gregorio
aguo em remuneradlo dos grandes servidos por
e prestados na paisada epidemia. O agraciado
o sabo como as trombelas da fama levaram tao
longe os seus serviros ; mas ou crea uua am iiA exprimido no olho do Asitico f-Io gafgar de nm
pulo a cidada sania ; e l interrogado sobre tao pre-
cipitada tuca, leve de declarar o nome Ilustre de
seu denudado vencedor ; e ah temos a cruz de S.
Gregorio Iranspoudu o Mediterrneo c o Allanlico
era busca do nobre peito.
Sihio a alosa : (o urna bomba, queestouroa aos
ps do Dr., quando elle, muilo salisfeilo de si e do
seu lado direilo, responda aos amigos, qae'o viclo-
riavam : ea c nao fallo, escrevo. No mesmo dia
foi ella poudo-se a caminho i pisla do magestoio, e
em poucos das ara conhecida em loda provincia
Quem lie o autor da Gluza'.' Deram-lhe nos pou-
cos. Um senhor conego, que se distingue por mui-
lo perspicaz e agudo, dizia para oulro: Isto me
cheira i collega : aquelle yuto quid, ubi, ele, s
oa theologia se aprende Nao ; replicn o oulro ;
lambem em Olinda se d Ideologa Ali sim ; he
verdade l.embra-me isto a conversado de dous
compadres : Nao sanios nada nesle mundo, seulior
compadre senhor compadre, he verdade; n3o se -
mos ninguem.
No dia 25 p.i'ssou o collegio das edneandas para
um helio edificio, que para esse lira comprou a pro-
vincia ao Dr. Jos Ferreira CanlAo. Alguns obsla-
culos baria para I raudanra uesse dia : mas o pre-
sidente quiz, e a mudanza se fez. Tiveraos lodos
de apreciar mais urna vez o cavallersmo do caval-
lero de S. Gregorio.
Inslallou-se no dia :t0 a sociedade au:'liad ira
da agricultura, industria e recreio da poeoariio de
Sossa Senhora do O', com a assislencia do Sr. eon-
sdheiro Reg Barros, dos diflerenles cnsules aqui
residentes, e das pessoas mais dislinclas desla cida-
de. O seu fundador o Sr. Jos do O' e Almei'la
deve estar contente da approvar^lo, que merce u a
soa idea, boje adoptada por lautas lluslraces, que
podem realisa-la. A povoarao de Sossa Senhora
do O' tem agora mais esle poderoso auxilio, e com o
que o goveroo geral deve cotice ler-lhe, vela-hemos,
como ella merece, o o exigem os ioteresses desla
provincia.
A borracha esla' enjnada : e desle enjo soffrem
os que largararn bancos e redes para correrem-lh e
alraz. l.embra-me islo as lo*r*S diamantina,' da
Rabia : cavar diamantes !.. ha msio mais fcil de
enriquecer '.' Entrelanlo muilos la deixaram palle e
cabello, e nao poucos a vida '. Cada ve me cofirmo
mais iiislo : que o meio seguro de iriquaer be
cavar a Ierra c planla-la.
Nesle vapor vai o Sr. hispo diocesana' c>rte com
lieenea de seis mezes. Muitas foram iversoes, que
correram, desta viugem : vai renuntr ; vai s-
menle passear ; etc. Mas S. Exc. nana pastoral
de despedida, desfez esses castalios -vai a' corte,
no nleresse mesmo de saa diocese- u o leve e
Iraga cada vez mais confirmado no promlo de ab-
soluta imparcialidade poltica, iguald indul-
gencia.
Perlu estao as eleicues He o lcrQoo.14 tue ac-
corda a nossa poltica, coa se-- tarare, atarreci-
inenlos e intrigas.
Pleleiara o campo duas diapas: de imi dlas a
primeira personagem he o Exm. Sr. Jigicl Alo-
nio Pinto GnimarAes, em oulra uccuia oprimiro
lugar u Exm. Sr. Dr. JoAo Mara de Moras.
Com muilo pezir vi discutido o nossa rspeiaval
Metropolita pelo Doutrinario, na Baha. Arraldi-
coei a origen dcsies deigoslos, e bem desjii que
S. Exc. se livesse lmilado a fazer ao Srt bu-mi o
que Ihe foi pr.imelli.ln ao sabir da trai;. ser
director das irmilat da caridade. He ocan que
devia contar o Sr. Lainanl; islo deveria 101 te oa-
les, c teria poapado ao illoslro primaz esasdisens-
idtt que muilo devem conlrisla-lo na sui velnce, e
juslilicares que podem nAo levar a uncrAo a
lodos os espirilos. Mullo leria lcrale taubem o
8r. padre ineslre fre Arsenio, se em*z di lem-
branca que suggerio a' S. Exc, se livsw esqiecido
de concorrer para accumularem-se noS. Lananl a
radeira de gregoe a de rhetorica, qucpirece ilgam
lano iucompativel com a directo da irnas. Creo
comludo que algum motivo justo leva o nos-c Me-
tropolila a dar o passo, de que o criiiaa o Doutri-
nario ; e que esse motivo, sullicierntoente dtsen-
volvido. o justificara' na opiuiAo pulica.
Sempre ouvi dizer qne os muilos limos, e von-
ladiuhas feilas aos meninos,os estraga e fii/em n'ua
malcreados. He verdade. O Sr. Pilo de Gulma-
r.les, enn Ic-c-ni leudo com um capricu do Dr. Cas-
tro, aceitou-lhc urna parte de doenl, e licencou-o
de comparecer i sesses da junta d hjsiene, era
quaulo la eslivesse o Dr. iinillj. >m parle de
doente an lava o Ur. Castro a qnebr;quanla quina
lem as nussas roa, a' parolar, a' puliticar unde
bem Ihe pareca ; e o publico devia crcr que elle
esUva doenlr, porque assim o linha dle allegado, e
a e'se pretexto o licenciara oSr. Pino. Agora, sa-
liiudo juiz. de fado, mindou a coslmieira parle de
doente, e ola contenlando-ie de aladear a sna re-
belda por oulras partes, pstela um e mnil i- ve-
zes, perante o tribunal e peranlc o juiz, a quem
mandara dizer que eslava dnenlc. ( acinloso pas-
seo ganhoo-lhe a mulla di le. Aqai d'elrei !
Desaforo, crer nos fados, e > crir na palavra
da um doenl'! NAo ha'de ser rjais juiz, ou
eu nAo sou o cavalleiro de S. (ir "erio. Taitl-r ve
aniniiscalestibus Un-'. Accommif ia, senhor meu,
pelo paregorico..... pela lan-.l. ...'polo elixir....
pelo liman' que Iba maraeaa a cr *' .,- -
no desde muilo lempo. Adeos, bella queixosa. Es-
pero que algum dia urna rica herdeira me offerecer
um conlralo lao brilhanle quanlo aquelle que Ihe
offerece por meu intermedio o correspondente do
Ihealro do Rio de Janeiro. Tudo he msica Da vi-
da ; ola de peilo, nota de coraran, e ola diplo-
mtica, u
Tal linguagem principalmente lal profissao de
fe eram para confundir a innocente Amelia. Era
urna iniciaran a eo.lume- que ella devia ignorar
sempre, era a reveiacao de antecedentes condemna-
dos a licar eternamente sepultados na sombra. Sel
representar o amor 1 u estas palavras imponuna-
vam-na dolorosamenle ; para repclli-las Ihe era ne-
cessario recordar-se dos ardenles proleslos o dos ju-
ramentos de Filippe.
As oulras carias eram a reproduccao da mesma
idea ; segundo a condicao da mulher a paraphrase
eimoiirecia-e ou compromellia-se mais ; as masca-
ras eram dilTerentes, a physinnomia era immulavel.
Em urna dessas meusageus elle chegva a poni de
zombar do rech que urna pequea modista amea-
tav.i accender na sala alraz da loja.
Amelia julgou que nAo devia informar a Filippe
desse incidente ; guardou sua ferda para si s ; de-
mais nada nessa dcscoberla cncelara-lhe o amor.
Recebcu onlras carias e leu-as como as primeiras ;
cada urna vinha lanrar funesta claridade sobre a ju-
venludc do mariiln e desmentir suas ellusnes mais
rcenles. Quando Filippe dissera-ihc na vespera
deslumnrando-a com sen bello olhar : Amar e ser
amado Inda a vida esl neslas palavras a Eis o
que Amelia lia no dia aesaiote cm nm bilhele velho
adiado sobre seu toucadur, on encontrado a seas ps
em urna ra do vergel, a A vida est cm ludo, ex-
cepto no amor. Esle he urna --Misaran confusa co-
mo o somno, e que annulla lodas as oulras. I m
bomi'iii qae deixa de amer, disperla. Bom da, se-
nhora
A despeilo de sua ternura e de MH conlianr.a com-
preheude-se que a duvda devia por fim abalar o es-
pirito de Amelia.
Um ultimo ataque desse genero fez-lhe tomar urna
resol ojio.
Ella achara nina inanhaa em um ramalhele, que
Filippe Ihe ctni.ua. urna earla que cerlameute elle
ahi nAo metiera. Essa caria, mais importante que
as oulras, desenvolva com risonho cynismo grande
parle do sen -v-tema : linha qaairn nnos de dala, e
pareca dirigida A mesma cantora, ao menos Amelia
assim o suppoz, por que o sobrescripto tora arran-
cado.
quella cidade segua para Therezina, para o fim <
de runfiar certa quanlia avultada que ia segura na
re-perliva mala ; o que, sendo descoberlo, ja havia
sido preso esse maldito soldado : porem, como na
eslou bem aoconhecimeoto desle fado.deixo os por-
menores i quem melhor informado esleja delle.
Soa informado que fallecer no dia 20 do cor-
rele mez, na cidade de Oeiras onde sempre morou,
o velho visconde da Parnahiba, homem de mais de
rem anuos de idade, e que no l'iauhy he as-as co-
nhecido pelos vinle anuos ile sim admnislracAo !!!
Temos tido muitas cliuvas nesle anno, mas fal-
laiu-nos anda venero- de primeira necessidade !
Ha mais de mo das que nAo apparecem no marcado
desla villa as cousas de sustento as mais iudispen-
saveis uestes terles, como sejaro, a farinlia, a car-
ne, a rapadura, o arroz etc. O povo sofire lome...
e eu admiro muilo que tal succeda u'uiii.i Ierra lAo
frtil naturalmente (au adaptada ii lavoara Mas
esla calamidade uasce da incuria, pregu;a e deleixo
desla populiu.ao do Piaohy.
A gente candidato t nAo sei se admllirao
esle adjeclivo uo femenino...) anda n'uma constan-
te ebulicAo. Ja sabe que fallo da candidatura a as-
semblea provincial desla, c por isso sabera desde ja
lambem, que a eleirAo provincial esla prxima : dio-
se-nie boje o presidente da cmara municipal que 0
presi lente da provincia a designara para o dia 20 de
abril prximo vndouro.
Por se me ir crescendo o incommodo, u.lo Ihe re-
mello a ultima chapa de depulados proviuciaes, con-
feccionada em Therezina ha pouco ; mas o farei pelo
correio de 11 de marco.
Diversas chapas hAo arranjado, porem em lodas
ellas reina a cunfusAo e a diveigeneia. Exclucm uns
agora para mellerem oolres, que mais logo seAo
lamliem excluidos'.! Ja me vai cheiranJo caba-
la e a Iracla.ilada...
O que lu soara, e eu Ibe cuinmuucarci.
NAo repace o desalinho epistolar que he filho do
meu estado de dores.
Por boje nao posso adianlai; e, puis.lhedigo o meu
-sudosa adeos qae he do seu amigo. ('
Entre a caresta de alguns viveras, que actual-
mente soiTremus, faz-sc nolavel a da farinha de tri-
go, sen.lo pelo prec-o da barrica ao menos pelo la-
manho do pao guotidie, que esl por instantes pas-
sando a hostias. Qualquer sugeilo, sem ser guloso,
pode metler no estomago urna meia duzia. sem ata-
car, nem levemente, a gas(ronomia : islo fez-me
lembrar lerlido em seu Diario um elogio aoi padei-
ros d'abi pela soa longanimidade, apezar da crise
epidmica. Pos mea amigo, os de cV s tem lon-
ganimidade ele altura, porera na alma e no pao estn
era perfeila exiguidade '. He urna la-luna.... Seoao
houver algum recurso, receio at qae baja alguma
alleraro noPadre Nusso;puis, em lugar de pao,
pediremos por exemplo btalas, legumes, ou quaes-
qner olros gneros, que sejam capazes de supprr
o lalquot'dianum homeopalicum, que nos poe em
dieta forrada.
Pelo vapor Imperador, que parlo d'aqu na ina-
nha de 28 do mez passado Ihe remed a compleme
missiva, em que principiei a mioha narrai;ao rectifi-
cando a noticia que havia dado du apparecimeuto do
cholera oa villa do Acaracu', cuja localdade vai go-
zando da mais perfeila saude ; o que sempre he bom
repetir aqui, porque nAo vi publicada ahi, al o pri-
meiro do crreme, a miuha correspondencia, com
quanlo alribua isso a demora do lal Imperador, cujo
nome, leudo oulr'ora merecido por dis(ingur-se na
celeridade da marcha enlre os outros vapores da
cumpa nina, ja hoje Oto corresponde a lao alio nome
mxime a visla do veloz Tocuritiiis, que aqui acaba
de chegar com nove das e meo de viagera Se a
compauhia livesse dous destes Tocantins nAo pre-
cisara de mais afilenles para fazer um Amazonas '
A i remataran do dzimo do gado.
Frcguezas. Quautas.
Dilo pilado. . IKiOOO
Azeile de mamona. 4SO9O0O
Carne secca. . 709000
Cera de carnauba. 75S025
Cbifres..... 1149000
Cooros curtidos . . **8880
Salgados. . 13:4173600
Goiabada. . 7500
Gmma elstica . 4779200
1.la de ovelba . 109230
09000
Oueijos .... 519200
Resina de angico . 209180
Sola..... l.'iiSKKl
lal.ijilfia. . ofiO^IJOO
Vilele .... WjfMO
Cabello e dina. . 209520
Cafe em casca. . 1:2489000
pilado. . 3:1229143
84:0899398
fc'o passado marro rendeo a ol ..e*a.
A recebedoria...... .
5%40u?627
3i:4e7rj693
PIAUIIV.
\' ilenra i de fevereiro.
Principio esla fallando de roim. O l.conismo
de mnha missiva de 12 do correte fui deiulpado
pelo estado de sollrimenlos pliysicos em qui eu me
achava enlao ha 7 das. Ilavendo peiora'o muilo
deenlAo para hoje, eslou ueste momento inapaz de
escrever um bilhele. Entretanto, fazendi um es-
forro, pude erguer-me e tracar estas grosss e de-
saprumadas phrases, com o fim tao somenti de dar-
Ihe novas minhas e desla Ierra.
Crea Vmc. que lenho os melhores deejos de o
servir ; porem que me he absulutameule mpossvel
fazo lo em laes occasies.
Encerrado em meu quarto, onde hei jassado al
CEAR.V.
Fortaleza 9 de abril.
Dr-lhc-hei desta vez poucas noticias, porem al-
gumas bem importantes. Principio por communi-
car-lhe que segu ueste vapor o Exm. Sr. presiden-
te desla provincia, Dr. Francisco Xavier Paes Br-
relo, com deslino a essa, e d'ahi lomar assenlo na
cmara qualriennal de que ti membro. (iovernnu
a,provincia que Ihe foi confiada com juslira e im-
parcinli^de, e para prova disto basta referir que os
qualro omcTc*>aia goarda nacional de patentes su-
periores, que hoje conla o partido da opposifao, fo-
ram Horneados no lempo de sua adminislracao.
Ficou em seu logar o segundo vce-presidenle. o
Sr. commaiulanle superior, commendador Joaquim
Mendes da Cruz Guimaraes, de cuja aclividade, pa-
Iriolismo, e boas iulecciics, tem a proviucia razao de
, esperar urna administraeAo fructfera, huir es be-
neficios, qae nos Icgoa a admnislracAo do Exm. Sr.
Paes Brrelo, devenios contar urna liem acabada
casa para lazareto, livrando assim os pobres qua-
renleuarios da possilga da Jacarecaoga, mido ateni-
da incapacidade manifesla do edificio, para es'semis-
ler, o servido das quarenlenas, anles da administra-
cao de S. Exc. all se fazia com a maior irregulari-
dade. Deixuu-nos',mais Ires enfermaras,que mandou
motilar para o caso de apparecer a epidemia reinan-
te,que se diz ilumnenle, lomando a lem disso lodas a5
providencias, qqe estavam ao seu alcance, ja acerca
do provimenlo de medicamentos proprios para com-
baler o tal judeu, como ja mandando vir de oolras
provincias, baeta, cobertores, e mais objeclos com
que dever ser soccorrida a populado desva-
lida. Por conseguinte esla provincia, e seus bons
filhos nAo podem nulrir para com"S. Exc. outros
senlimenlos que nAo sejam os de gralidAo e reco-
nhecimeuto pelos bons servidos aqu prestados na
quadra actual, c que por cerlo mais valiosos se-
tiran;.) por..... 3.-000
S. Joo do Principe, dem. 3:502}
Ouexeraraubim, idem. . 6:4001
Mara Pereira, idem. . 13099
Baturil, idem..... 1019
Aracaly, idem .... I109
.1,11 dllll. 1 1,111. ... . 6239
Misso Velha, idem . 2359
Sania Anua, idem . 1:5019
Sobral, dem..... 600
Acaracu', idem. . 779-5
Aroeros, idem. . 3:3009
Assari, dem..... 1:3509
S. Malheos, idcm.l . 1:100a
Villa Virosa, dem. . 1119
Ici. idem...... 2: !00a
Telha. idem..... 1:5999
I.avras, idem. ." . 2:301-
S. Bernardo, dem. . 4: lOls
Riacho do Sangue, idem. 2:i(l'o
Pereiro. idem...... 8039
Cascavel, dem..... 5049
Caninde, dem .... 4.-3501
Imperalriz, idem. . iuKWa
Sania Cruz, idem. . 13009
102a
Ciato, idem...... 102a
Milagres, idem..... (loa
Santa (Juiterla, idem. . 3:5519
Aquiraz, dem..... ,10 ia
Ipo', idem...... i:(i00a
Capital, idem..... 1:0019
Maraoguape, idem . illa
hoje, 22 das em padecimenlns, Je cerli nAo posso
haver ajuulaJo nuvidadei para Ih'as Iraismillir ;e ri,m se c eslivesse na oecasiao em que a peste hou-
mesmo alguma cousa que hei apandado, guardo- a I >er fa/er erupcAo ; porque muilo confiamos de
para quando puder escrever para o lempo da sau-
de que hoje nAo (eolio !o entanlo, ahsegue-se o
que posso dzer-lhe :
Fiquei muilo lisonjeado ao ler a correspon-
dencia da capital, assiguada pelo Espedador, que
exprimimlo miuha conviccAo, he urna peina de ou-
ro digna do Diario de l'ernamlntco '. lis muito que
que aspiro ver um correspondente de Vnc. na Tlie-
rezin-i, o qnal Ihe informasse de todas oceurren-
cias da provincia, pois he a capital de ana provin-
cia, o poni onde vao ler com maior cele-idade qua-
si todas, se nao todas as noticias doquesuccede no
interior.
F.-li's meus deseos foram liaal salisieitus rom o
apparecimenlo do Espectador, i quem desejo longa
vida epistolar e bsala dos dissabores qio soffrem
lodos quelles que toinam a seas hombro- o pesado
madeiro de escrever para o publico.
Conita-me qae fura preso, ja no (e-rilorio da
provincia da Baha, o malvado que assissinra ao
infeliz Jos Carralho Souza, junto a villa Je Campo-
Maior, cm das dooutobro de 1853, para roobar-lhe
3:0003000 rs.; segundo Ihe uoliciou o seu correspou -
dente na capital.
Oavi dizer que um soldado aisassinurs ha pouco
junio a cidade da Parnahiba, a um eslalela, que da-
11 Anda accosacoes dizia elle ahi, na verdade,
mnha rica, voss lorna-se monocordia. Raciocine-
mos um pouco. Dados dous amaules, necessaria-
inenle um delles cedo ou larde deixa o oulro. Fui
eu que deixei-a ; eonvenho que isso o lien le seu a-
mor proprio, mas seu amor proprio smenle. Com-
peliendo que voss padrea, he coosa involuntaria e
ha de passar brevemente ; mas que lenha razAo de
padecer he o que neg. Voss recorda me as horas
deliciosas que passamus juntos ; lembro-me ainda
dellas, querida.....(aqui um nome raspado)
puis taco colleccao da boas lembranras, assim como
olros fazeni de livros e de borbolelas. Por que
parle dahi para aecusar-me de egosmo e de ingrati-
d.1o '.' Eis o que he mo, e nAo he juslo. Voss
euurocra com urna bondade que afasla-se lalvez da
modestia, as cireumslaurias em que se manifesla-
rain sua dedicaeAo, sua ahnega;Ao, sua nobreza de
alma, emfim urna lisia de virtudes que cu sempre
suspeilara. Depois segundo nos ares meu amor
que voa conclue a ingralidao. Vejamos vejamos !
nAo consinlo sem previa discussao em recouhecer-
me por monstro. (Conversemos, pois, e sobretudo
nAo me iuterrompa.
a Voss naseiMi boa, dedicada, e compadecida.
Amando-mc nAo fez mais do que empregar esses
inslinctos, do que obedecer a sua oeaeo. E qoer
agora que eu Ihe seja reconhecido pela felicidade
que esperimenlou no exercicio de suas qualidades !
He exigir muilo, miuha amiga ; hei de forra-la a
convir 111-1,1.
11 todava (hoje concedo-lhe anda |es(e ponto.
Sim, soo-ibe reconhecido, mu reconhecido pelo pra-
zer que Ihe dea nossa uui,1o ; mas confes-o que nao
concedo que voss me ameace com seo odio. Seu
odio NAo sabe qae esla palavra para ser humana
nao deve significar oulra cousa senAo a exasperaran
da juslica '.' Ora ,-i*justra he o que mais falla s suas
apreciacoes. l'ermilla-me que Ih'o prove por uma
comparadlo.
Imagino um pauisla do maior (alenlo. Bem T
que iian san da msica. Esso pianista s carece de
uma cousa mili diminuta, c alias indispcnsavel i ma-
nifestarlo de suas admiraves faculdades: falla-llie
um piano. O acaso Ih'o fornece. Desde enlAo voss
comprehende a embriaguez do meu artista, o qual
pode emfim dar azas a sua inspiraean, lxar suas me-
lodas, o persuadr-se metmn de'quelem genio Irans
eeudenle. Muilo bom ; mas iim.dia n piano torna
a ganhar o raminho da escada. O acaso que Ih'o
lira agora. Que faz nosso artista"' Qaeia-sedo pi-
ano Nao ha 13o insensato.
sua aclividade e inlelligencia de que deu prova* i 11
concassas no pouco (empo que aqui lem eslado, co-
co administrador.
0 invern lem sido copioso, o mez de marro, ten-
do entrado abundante d'agua, acabou ubrrimo ;
porm o Sr. abril, (endo eslreado que orna furiosa
salva de truves, com que nos desperlou na mauhAa
110 dia primeiro, promelle exceder a quanlos ha, e
nAo desmentir o ^proverbio.Abril aguas mil.Se
continuar assim eremos que se (ornara o sal para
111 s genero de primeira uecessidade, pela escassez
com que apparecc.
Cura a invernada o commercio (cm estado em
completo marasmo. Dissc-me ha das um couime.-
cianle que suppunha haver na alfandega a despa-
char mais ile dous mil voluines ; entretanto que os
negociantes nAose apressam a faze-lo porque nao
contam agora dar prompla venda i essas fazendas.
Em compemacao porm desle desanimo do commer-
cio os criadores exoltam de contentes, e as arremas
lares dos dizimos dos gados, que se fizeram a lo-
do mez passadu subiram a 61:000a como 'veram os
seus le(oresdo quadro que abaixo apresen(o. Com-
quan(o seja este um dos principaes ramos da rique-
za da provincia, todava ha mais de vinle annus que
nAo da igual producto.
61:4309
Por mencionar a.iui a fre.ue/ia do Aquirz, oc-
corre-me referir-lhe uma noticia que boje espallia-
rain.aqui vinda da respectiva villa do Aquirz, que
no rio do P.icuti que passa ao p da mesma, linham
morrido afogailus individuos.de entre os quaes um
quasi que se suicidara, por que Irazcndo a |cabe(a
bstanle espiritualisada, apezar de ser advertido que
se nAo meltesse no rio, entrou por elle a dentro
montado em seu rocinante: pagando bem cara (com
a vida d'abi a poneos instantes essa temeridade
A esla milicia, apezar de me ter sido referida por
pessoa de criterio, faltando-iue saber us pormenores
de como se fizeram assim instantneamente i victi-
mas, sempre quero dar-lhe uma pequea quarenle-
na, al mesuio por ser esla cousa da moda. He ver-
dade que o rio do Paculi, que offerece uma dose al-
lopallitr.i de agua para centenares da individuos, nAo
devia respeitar esses hamens supinamente impru-
dente-, que suppondo-se nadarem como Lean-
dro nao medlram todava as forras do seu esto-
mago para lamanlia dose !
Adeos, meu amigo, saude Ihe desejo, e que se li-
vre sempre de agua allupathica epo homeopalhico.
O rendimcnlo da alfaudega no mez passado foi o
seguale .
Importarlo
Despacho marilmo.
Exportarlo. .
Interior ....
Depsitos. .
7:173931
:la600
3.7359158
1:6979448
lOOfOOO
12:7195127
Exporiaro para lora do imperio.
Gneros.
Agurdente .
Algodo em rama
Angico. ...
Assucar branco. .
Dilo mascavado. ,
Arroz de casca. .
Valores.
251000
55.-7639730
2l2aS(K)
369000
7:02939O
IO3OOO
RIO GRANEE DO NORTE.
Natal II de abril.
Finalmente, meu amigo, o lerrivel Judeu na
nos quiz poupar Estamos pois a bracos com esse
terrivel inimigo, que nada respeta : segundo Ihe
disse-na mulla ultima fui pouco a pouco se desen-
volvendo, e ja hoje fazem oilo das, que o camero
dos aflclados regula de vinle a 25 diarios : poucas
silo as horas cm que se nao ouve dizeracuda qoel
cabio fulano; todava he misler dizer que entra
lodo esse numero de accommetlidos por ora, e Dos
permita que assim seja, poucos casos fataes temos
lido, pois que apenas lem suecumbido 10 ou 12,
mas, eu temo que os casos graves nao>e vao repru-
duzindo, nao so porque parece ser da natoreza desse
maldito Judeu, principiar benigno, como porque
1- le povo bruto parece nao se querer sojeitar a dieta
que a molestia reclama, e se tero observado, qoe
todos os qae tem suecumbido tem sido por falla de
sua observancia, ou por ler desprezado em co-
meco o mal, quef por ora vai cedendo a applica-
i;.io da cainpliora, (homeopathica) escalda ps, e ma-
ceila.
Ja foi aberlo o hospital que o Exm. Sr. Dr. Pas-
sos fizera, e se acham recolhidos ielle al hoje 6
doentes, e todos sera pergo.
Ja .amos (endo alguma abundancia de gneros,
pois qoe u governo comprara ao negociante Domin-
gos llenriques d'Oliveira 400 saccas com fariolia,
100 barricas de farinha de trigo, que aqui mandara
vender o negocame d'ahi ieorge Patebeil ; alm
le nutras JiMI *,\-e*~, arroz e mdicamente* ja*
ioutein aqui eliegaram em um vapor loaodavaS [AQ'
lixm.Sr. Dr. Costa Piulo, mui digoo piaaiass da
i' 11 aluda. Os relevantes serviros, qoe
le (Ilustrado e maguaoims prestou-em to
circumstancias, na provincia qae Ihe fea
tiiiham feilo rom que de S. Exc. formaste aa o
subido conceilo ; venda porm agora, qae ralo t
elle foi zeloso e por dentis desvelado para com
aquelle povo, para quem foi um pai amoroso, co-
mo para eom osla pwviucia,aMuaJ acaba da prestar
um imporlanlissimo serviro.'iracr'me posso furtar
oes(a oecasiao, em nome do povo rio-grandense, reo-
der a S. Exc. nossos sinceros e cordiaes agraded-
mentos, e pedir ao Todo Poderoso, que o acumule
de tantos bens, quaulos desejar possa.
Agora cabe-nos somenle ter loda a resignarlo, e
pedir a Dos que esaes soccorrus sejam bem distri-
buidos, e que o povo nAo soflra por ra directo da-
qoelles a quem forera confiados os meis de o soc-
correr. \
Estamos porm aiuda mal de mdicos, pois qoe
somenle o Dr. Vital a o estudanle de medicina Wan-
1 e 1 lev nAo podem soccorrer de promplo a todos os
accommetlidos de dia e de uoite, e bera sabemos
que qualquer demora nesla molestia lie sempre
fatal.
Prometi nao poupar qaem for negligente, bem
como denuncsr-llie, se Dos me der vida e saude,
lodos os traficantes, que desta horrivel quadra qui-
zerem lrar proveilo ; porque entendo qae quem
esliver nessa- circumstaociss deve para sempre ser
anathemalisado por todo o poto.
Dos pontos em que reina a epidemia, o Ceara-
merim.he o era que ella se lem desenvolvido com
carcter mais assuslador, nao s porque parece que
as margens daquelle rio por deraais paolanosas para
isso concurren), como porque era o ponto em qume-
nos preveuco bavia; todava, para la j tem seguido
os soccorros de qoe S. Exc. pode dispor. Em Ex-
tremo! lambem parece que se vai desenvolvendo
perniciosamente ; para la parlio honlem um phar-
maecutico que d'abi veio, e qae (eve a pouca cous-
cienca de pedir 4009 rs. mensaei; e os foi chupan-
do 1 Regalou-se....
Em Goianninha lambem lem sido ereseido o Da-
mero das victimas; mas em S. Jos tem sido o mais
benigno possivel. ,
De Nova Cruz e dos oolros lugares do centro nao
lemos uoticias.
Foram capturados 3 individuos, que se suppe au-
tores do assassioato do infeliz delegado do Ceara-
raerim, e dizcm-rae que um delles he escravo do fi-
nado, c olro eeu vaqueiro : ainda nao lenho iofor-
mares circoms(aneiadas a respeito.
Acha-seaqu arribado,em descarga, o brigueA'ero,
dos negociantes dessa [iraca Thomaz d'Aqoioo Fon-
seca & Filho, qoe entrou d'agua abarla e em

u Sim querida..... (oalra vez o nome raspado) fui
para voss esse Erard que deu-lhe oecasiao de desen-
volver seu meiei imenlo incontestavel, c de fazer
brilliar suas qualidades esplendidas. Sobre o thema
de meu corarAo voss bordou as mais graciosas, mais
(ernas, e mais sublimes variares de sua sensibilda-
de. Foi muilo feliz. He pena qne isso nao tenha
durado sempre ; a este respeito estamos de accordo ;
mas, mnha rica, ludo se vai. Deixe-a romo um
simples piano depois de grande aria dos /.dos, e da
cavatina do perjurio. Com tudo, querida amiga, ro-
go-lhc pela ultima vez que cesse de aecusar-me pela
sua lelicidade emhora passageira.n
Desta ve/. Amelia achouquen paradoxo era levado
al a verligem, que a zombaria dava em crueldad?.
A seu turno leve medo do marido. De oulra parle
a ni ineir.i singular, pela qual chegavam-lhe essas
carias, moslrou-lheespias e traidores occulloscm tor-
no della. Eia muilo para esse joven coraro, que
anda nao conhecia as amargas realidades da vida.
Correu a refuaiar-se nos bracas de Filippe.
Veja exclamoo ella, eis o que recebo lodosos
das -. livre-me de semelhante supplicin !
lima punhalada teria feilo menos mal a Filippe
do qne o aspecto dessas paginas.
Apenas lancou-lhes a visla reconheceu-as com
grande espanto, pois julgava le-las comprchendido
no aulo de f geral, que fizera de sua coriespouden-
cia amorosa pouco lempo anles do casamento.
Senlio donde Ihe vinha essa nova ferda ; mas
nesse momento seu principal cuidado devia ser diss-
mula-la aos olhos de Amelia.
Temos inimigos'.' pcrgunton-lhe e-la inquieta.
A felicidade sempre os tem. Mas Iranquilisc-se ;
nSosAo elles que Ihe enviara eslascarlas.
NAo -o elles !
NAo, Amelia.
Qaem he rallo'!
Sou cu.
Voss, Filippe !
Sim. Voss compruhendera os motivos desla
mndiiri 1. He precisamente quando somos inaisfe-
lizes que riinvcm prever e conjurar as menores no-
vena do futuro. Ora quero que voss nAoour.i dizer
nada a mee respeito queeu mesmo nao lenha reve-
lado. Forte e renle hoje lalvez voss nao o sera
tanto daqu a alguns .mu,,..,.
Oh Filippe '. disse ella era lom agaslado.
Eu quiz aprovelar estas primeiras horas para
fazer-me inleiramenle rnnhecidn de voss ; quiz op-
por s qualidades novas os antigos|derei(os. Quanlo
mais robusta era suaf, lan(o mais ouiad.i e decisiva
devia ser a pmvac,ao.
Bailo era nma provacao I murmurou Amelia
um lano envergonhada.
Sim.
Mas o que voss escrevia ouli'ora...
Era ein.in a verdadeira expressao de meu pen-
samento.
Maligno !
. He melhor prevenir o mal do que ler de cra-
lo. De ora em diante, quando voss cumparar o hu-
mera que sou com o homem que fui, comprehendera
que operou uma translormacdo Essas mulheres li-
nham-me feto sceplico |e desapiedado ; voss, Ame-
lia ( irii,,i-me crente e bom.
Filippe, fui mais fraca do que voss pensava ;
essas cartas a--ii-laanii-uie',uin instaule. Aecuso-me
e envergonlio-me disso. Perdoe-me porque amo-o.
A despeilo de seu affertado desembaraeo Filippe
Beyle dea se pressu era alimpar a casa, islo he,
em mudar imiuediatamenle seus principaes servo*.
Salvo por uraa audaz nsprarAo nao eslava menos
inquieto quanlo ao fulnro.
A mo de Marianna pesava decididameule sobre
elle : suas a mearas a principio desdenhadas, e depois
esquecidas comeravam a realisar-se.
Esse primeiro golpe entre outros fora hbil e cer-
leiro ; leria sido suflicienle para denunciar uma ima-
ginarlo femenina : destruir o prestigio de Filippe
aos olhos de Amelia, arruinar o esposo no espirito
da esposa, tal fora o alvo de Marianna.
Filippe baldara esse alvo. Vencer pela primei-
ra vez ; mas vencera sempre ?
Conhecia o carcter de Marianna ; de sua parle
poda esperar tudo.
Tal perspediva era pouco (ranquillisadora para a
sua paz domestica.
t)ue re-oluro devia lomar'.'
Depois de ler efilrado com Amelia na va das con-
fidencias, devia confesnar-lhe os motivos dessa vin-
ganra, que pairava sobre suas caberas'.' Devia con-
tar-lhe tongamente sua aulla com Marianna, refe-
rir-lhe os desprezos c dissabores de que (arlara essa
mulher?
Filippe corapreheudeu que leria de perder mailo
nessa uarrarAo. Ha uma nalureza de revelares de
que pode-se encarregar voluntariamente o acaso,
mas que importa nAo fazer por si mesmo.
Teri sido misler explicar, justificar o odio lerri-
vel de Marianna. Como leria elle definido n genera
de ullrage qne Ihe fizera cm um accesso de loncnra
durante sua ultima entrevista com sella '.' Ha fallas
para com uma amante, das quaes nada lava a quem
as commetle, nem mesmo aos olhos de nma mulher
Jegilima. O ullrage feilo a Marianna era desse nu-
mero.
Devemos enllocar aqui uma observarlo em honra
de um sexo mui calumniado : he que uma mulher ,
senle mais vivamente a affroola feila a eulra,doque
um homem senle a affronla d oolro.
Coufessar-se a Amelia teria sido pois para Filippe
uraa falla e um pergo.
Accresce que essa convicclo nlo leria garantido
Amelia dos ataques de sua rival.
Esses ataques serlo sem piedade, dizia elle com
sigo aquelle Dies inr era apenas o preludio. Posso
juigar do que ella fara pelo que lem feilo. Depois
de haver-me ferido, qaando eu eslava sosinho, que
prazer nao lera era ferir-me agora que mnha feli-
cidade offerece dous lugares aos seas golpes! Passa-
ra pelo corar.au de Amelia para chegar mais doloro-
samenle ao mea. Ali! Marianna, o relmpago de
son colera nlo menta, cedo oa larde o raio havia
de segui-lol
Taes foram as rellcxes de Filippe Beyle deixando
Amelia para sahir.
Ia ao acaso; seu espirito necessilava de ar e de
Movimenlo.
Era cousa nova para elle estar para Iravar urna
lula seria eam uma mulher ; assim o espanto nao li-
nha pequea parte em seus temores.
Alem disto achava-se secrelamentc hmilhado.
Sua liiiiinlliac 1 era lauto maior, porque nessa
lula senlia que nlo era o mais forte.
Sabia que Marianna dispunha de meios extraordi-
nario- e poderosos, de recursos roystrriosos. 1,em-
brava-e das palavras que ella Ihe laneara no delirio
de suas supplicas, e alraves dessas palavras jnlgra
comprehender que era ajudada em soa vingauea por
oolras mulheres.
Essa lembranra augmentava-lhe as appiehenses.
Assim nan -eniia-e soraente as mos de Marian-
na ; porem em um circulo de oimigas invisiveis.
A -lloaran era grave.
Filippe alravessava os Campos Elyseos debaixo de
um co meio ciozento meoamarelo.que devia per-
lencer exclosivamenle e por privilegio s ilhas bri-
lannicas.
Caminhava como quelles que nao euidam em
chegar, islo he, ora mui rapida.ora mui lentamente.
Na altura do campo de Margny eneoolroii .1 um
homem embocado em capole de pellica-
Era Mr. Blandan!.
fionlinuar-it-ha.)
MUTILADO

-
ILEGIVEL




mao estado. U mcslre esta tratando da r.lifcac.ao
do proledo
Al oulra voz, < Deo. me conceder vida e sude,
o que lambern muilo Ido de.ejo.
PARAilIBA.
19 de abril.
Eslava rcsulvido a uo eicrever-lhe por este
vapor, porque certas oecupaces me impossibiii-
(avam de faz.-!; mas lendu-w elle demorado
don- dias, ajm do prato em que o esperramos, e
sorgiodo hoje dia de chuva, em que nada te faz, en-
tend qae devla dizer-lhe que ainda braeejo n'eae
pelago inslida*el de miserias, talices, velhacarias,
a que chamamosmundo.
Sim, senhor, ainda por c ando sobre os mens
dous ps, direilo e leslo, se bem qoe sempre pro-
dromitado pelo maldito gangelico ; porta, tica a
taUinha eom sua pecide. Por aqu vou-me daudo
tata* do que la pelo caslello do Jardim, c deposito
dos morios, que a .Igiini aproove chamar man-
gue ; mas que lera tanto de maugue como eu de
tn/lez.
Sabe que existo '.' Mu lo bem.
Saib* teinbem que aiada estamei com agua na
bacca a espera da tarioha, que o Sr. Manoel G-on-
calvat da Silva (dase Ultra redonda, mandn dis-
tribolr pela pobre:n.
Ch.g.u ti, Ii verdade, orna porcao della ; mas
para ser veudida por um preco superior ao que se
venda n'eale mercado, pelo que seguio ella para o
w Grande do .\orle, onde por caridade se cunie
mais caro, do que nos ca, a cusa do nosso di-
nheiro.
Corte por aqu que est despachado presidente
d'essa proviucia o Exm. Sr. Dr. aMouo Coelho de
ia e Albaqaerque, e eu liquei minio coutenle com
er.! de rrer que elle podesse resistir no mal, e salvar
iJa none,l' virtuosa conorte, scu* innocente fi-
Ihinhos: ophmo cidado perdcu a freguezia do S.
Miguel daliiahiadaTaicfto nrn dos seus bemfeitores,
aquello que sem duvida ira aliviar as dore*, e en-
jugar as lagrimas dos orpMM c viuvas na presente
qoadra; homem verdadcirainenle chrisl.lo, elle es-
tar hoje n> mausao do* justos, com sua ramilla, ro-
gando a Den* pie la le para seus perseguidores, que
lolsam por haver realisado n plano infernal.
Misericordia.
Koi nomeado delegado deale lermo o alteres Fran-
cisco Antonio de Borja Pereira. e subdelegado o ca-
pitao Frana.sco Ricardo Cavalcanii de Albuquer-
que : a polica fez-nos, durante a inlensidade da epi-
demia, relevantes servidos.
Mandaram-nos hoje da capilal urna lisia da vola-
Jilo de lodos os collegios eleiloraes da provincia, pa-
ra cleicao de senadores, e como esse resultado im-
porta alguns interessados dessa
remello fielmente.
Os senhores.
1) Bina. Sr. commendailor Frcderiro de
Almeida e Albuquerque.
>r. Francisco de Asis Pereira Rocha.
Dr. Antonio Jos llenriques.
I)r. l-'lavo Clemenlino Freir.
Dr. Felisardo Toscano de Brito.
t: niiineii la-tur Joaqun) .Manoel.
Coronel Jota Mario.
Bordes da Fonseca.
Coinmandanlc superior Maranhao.
Brigadeiro Sergio.
Suffri do mal da epidemia, e por issn lio pos*o e
nao llevo escrever muilo; cbo-me ainda haslanle
debilitado, de surte que mo posso pastar a limpu
estas hulla-, e exijo dos composilores cuidado para
as enlrelinhas. c a itcifracOo de algum iiome escrip-
(O ftHM flliroil.
IO vi PLM-IBUCC TIRCA FURA la PE ABRIL lElliS
provincia, eu. a
Votos.
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93
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PERIASaaCQ.
etsa noticia, porque son amigo d'aquelle distinclo
doutor.
Se he eiacta a nolicia, dou-llie os paiabens, beni
como provincia, que vai ter um hbil c illustrado
adminialrador.
Por aqu os negocios vao um pouco molhorados,
cholericameute fallaudo ; porque apeuas morrem
cinco por dia, o queja lomamos por urna graude
forluua.
A morlalidade lotal dos cholencos n'esta capilal,
aiehoulem, chegava a 1,103; c em toda a provin-
cia pode-se calcular em 30,000 mais ou raeuos.
Todos os lugares afleclado. couum notavel decli-
narlo ; e as margens do Varalha cessou delioili-
vameole.
S. Ese. dispeiuou alguus estodautas, pliarmaceu-
licos e mdicos que seguem no vapor.
De Pamba' consta que ha um me/, appareceram
urnas dyseoterias que leem morlo urnas 28 criauca;
mas nao mal.ivam adultos.
Pedem medicameutos por cautela ; mas se ha
ara mez qoe all reina aquella epidemia sem recru-
descer, ou nao he o cAotera, oo eut.io he lo benig-
nsi qne nao recrodescera mtis.
S. Eu. mauda medicamentos e facultativos.
He iucalculavel a perda que lem sollrdo pelo in-
terior o partido dominante. Os homens mais uota-
veis, suecumbidos aquello cruel llagello perteuciam
lie.
tena suspeusas lodas as despezas feitis em cou-
seqnencia da epidemia nesU capital, nao sendo, po-
rem fechadas as enfermaras, embora roste diminui-
do o tea pessoal.
As partidas devastadoras dos igados fizeram mais
algamat leautivas de oulras especies ; mas parece
qoe te bao coulido, pelo menos nao (enho lido no-
vas dellas.
A conciliaria par ca parece estar em raaos de a-
abar ; porque ja vejo disporem-se os nimos para
a prxima eleicilo. A lula lem de ser forte ; a as
"toes at mais mfseraveis comecam a rormigar.
Oeem escapar as unhas do Judeu Errante ter
taoit. qoe ver.
Algoera pretende deston-ar-se da forquilha sena-
torial na eltirio parlamentar. Os que levarem no-
va aa coneelarao com o lerem escapado ao cholera
ejne Tai bem esquecer, e consolar um cholera ele*-
oraf.
Creto qoe poucos dos nossos depolados ataiettrlo
a abertura da asacmbla ; assim como poucos do
norte, onde a epidemia ainda nao visitou.
Tendo todos ellos pessoas de suas familia-, nao
rao e parar-se dallas cra uma occasiao lito critica.
Oa lkugg< vio daodo signal de vida. ] jJ.i lem ha-
vid algumas caberas fractoradat, alguns bracos
dttiocados, ele. He o eiordio dos tac* malandrn.
Em breve estaremos a conla com elles.
Ot jaizes municipal* (Me morreu um so) eslao na
saa safra, hem como os escrives. Ha muilos io-
venUrios, e de boa grossora. Se me trrai.jassem
urna interinid.de de juiz oo escrivo en eslava sa-
tiifiilissimo. Medico e boticario, dorante o cholera ;
jniz municipal e escrivao, depois delle, sao empre-
gea de patente. Infelizmente nao sou uada dissu.
Para conjugar o verbo agenciar nao teuho
gaita. Nasc sem a bosss de ajuolar dinheiro.
Nem aa menos lenho o emprego de herdeiro, que
aqoi deixa tambem alguma cousa He muita in-
felicidade ; mas paciencia.
Kecommuiile-me a' sua Carleira, e ao amigo da
/'ajina Acuita, dizeudo-lhes que muilo estimo
qne vo zombaudo do Judeu, que parece respeitar
as pennas.
Saode e mais saude, dinheiro c descanco, langa
de mdicos, boticarios, juizes e escrivaes, e ainda
mais dos carros prelos, e do porlSo do meo amigo
Viries, Ihc desejo por lanos annos, quanlos coula-
ram lodos juntos meus quatro avi'is.
Mamanguape !( de abril.
Ha modo lempo esta cidade nao d copia de si ao
muudo, e bem tristes elamentaveis s3o os aconteci-
mentos que hoje vamos narrar-lhe.
No di> li do mez de levereiro, abordou s nossas
plagas o moiulruoso cholera-morbos, apreseiitando
logo o tn carcter feroz e devastador: dous casos
talaos houveram nos dous priroeiros das de sua in-
vasio.
Os accommellimenlos coutiouaram al o dia Ires
de mar.:o sem muilo estrago ; desse dia em vante,
as vieuiuas se succediam dn momento a raomeuto:
o levrivel alfange de tao horroroso iuimigo corlava
esapiidadamci.le o fio de ensteocias preciosas.
A oito desle ultimo mez ja se contavam Irinla vic-
timas por dia,augineutando-se tao progressivameute,
que em pouco lempo a cifra dos morios subi a qua-
renta diariamente.
Netla titufcao, avalie Vmc. o eslado deplora-
val desi.1 infeliz cidade, toda tubmers.i sob o peso da
dor e do pranto.
Nunca vimos, e Dos permita qoe ojo sejamos
""" leslemunhas de um espectculo por demais pa-
voroso, e qoe em nos produzio eipreasdes laes, sen-
bmeulos lioi detenconlrados, qoe nos parecem aules
unaaoolio, do quea realidade de um facto, que nos
deve sor sobremaneira eloquenle.
Do da quin/e do mesmo mez, priucipiou elle a*
declinar; e bailando a trinla e cinco, trinta e l
"ISii.* Tnle,.cinco d" apeuas contavamos dez
ti vi rtiraas: hoje^raras e mui poocas sao as pessoas que
snecnmbem.
Jastamenle nao se pode saber o numero dos mor-
lo* oesta cidade, porem avalia-se com alguns visos
de realidade em selecenlos, entrando nesle numere
os que soecumbiram as suas adjacencias.
A epidemia tambem dizem detenvolveu-se em lo-
do este termo,i ro assolando por ondeipastava : cal-
cnla-ee a morlalidade de lodo lermo em tres mil
paatoat, e nao adiamos eiagerado este compulo.
O notto mui dislinclo prndenlo, o Eim. Sr. r.
Cot; Pinto, logo que soube que sollriamos, maudou
Poosto patricio Dr. Antonio Carlos de Almeida e
Albuquerque soccorrer nos e facultou generosamen-
te lodo o* meius para pdennos superar os immen-
tat males que nos ameacavam : e etreclivainenle fo-
ram suas orden* religiosamente obseravdas: tivemos
enfermaras, medicamento* e mdicos, todos os soc-
oorret, emlnn, que haviamos de mister: o inimigo
era valenle o pertinaz, mas S. Esc. o combateu com
energa, e deve ter a gloria de haver salvado muilos
Vidas, a maior parte da populadlo de*la cidade.
ISo constante lidar em que vivia para fazer voar
toceorros em lodas as partes onde elles eram preci-
aos, S. E*c. nada esquecia; arrancou ainda a po-
pulacao desta Ierra da furia da morle, mandando
distribuir alimentos pelos necessilados. que sem islo
Juiallivelmenle seriain presas do infortunioe da mi-
seria.
O Esm Sr. Dr. Cosa Pinlo, nimiamente carido.o,
aejeiivolveu urna actividade admiravel nesta qoadra
astastoistima, e eonquisleu todo direito ao reconhe-
cimenlo di-.la provincia, e especialmente desla cida-
" ll l"ou de ser hoje um tmulo.
Mono, pastamenli.* dignos de lodo do, que lonco
sena enumerar, deploramos : entre elle* especilica-
.'"" <> virtuoso padre Monra, rmidjnlnr desta fre-
Ruetia, qae diitost um vacuo diftlcll de suprir- o do capitao Antonio |.uiz de Mello, que victima
d^mai, qua, barbara eh9rroroia pe^e^u,,,
g'JJ1.'". P'^> rf"eza deCabedello, edtul
"7*'5C*rS 2". J !'"? de ser nti muda
ml> retaca, do dMnet, ^ nde a tovon ainda a
injuslica. ante, de tncenmbir, elle vio sua familia
finar-, ao. guipe, da epWemi. e do abandon es-
Uva preeo, n..l. plia faeer .evuto acom,?,.,',"
jazigo : terminou^u, dia, ,g^,la, ea^^L,^
vangeliea, a cicuta viro*, qu. tflo desh.mMilml.n
te lh. mioittt-xam M ejgo.s. ta^Tu55;
PAGINA AVULSA.
Singularidade .'Por nolicia qoe demos cm
uma de nossas /'/inu.. passadas, a qoal tornou-se
importante pelo vulto qoe lile deram, e por certas
providencias da polica, houve queiii, paiando hor-
rivelinciite os cabellos.jurasse por um do jornaes in-
juriar a redaccao da Pagina Amiba. N souliemos
immedialamunle; Bol nao no- importamos.
Com etleito, depois soubemos, que se dirijiram a
um dos peridicos desla capilal, demandando a in-
sereno de uma furibunda calilinaria, e... oflerece-
ram generosa esporlula, ou generoso contado das li-
ii li.ii.
O proprietario desse peridico, conhecendo que a
noticia quedemos, em uada liavia nlTeudido a moral
publica, a vida privada, a religiao, e as mais leis
maraes e escripias, e qoe pelo contrario, muito
coucorrera para o bem de Muflo*, eseusou-se desse
trabalhn.
De ludo uo* coustou, e nos benzemos.
Acaso persuadir-se-hao que recuaremos um pice
adiaule de uma ou mais columna* de um jornal re-
cheadas de diatribese ultrajes'.'
Agradecemos (se he real o raclo.> a esse nosso col-
lega, que nos fez juslica, em nao querer-te prestar
a e*se elogio fnebre, que nos pretendan), ou pre-
tenden) enderessar, por conhecer conscienciosamcn-
te, que nesta noticia romos silenciosos ; e se nella
avanzamos alguma proposito mais rorle, eslava
mos, baseados cm um principio,'o qnal estaremos
promptos a,disculi-li: com calma, e a combal-lo
com energa.
Acaso, senhores, teremos n dom da omnisciencia'.'
E quaudo tivessemos, seriamos tao imprudentes, que
pudendo contar os milagres.fossemos aponlar os san-
tos?' E he por esse laclo, e he por termos essa re-
serva, essa consideratao. que uos quera insultar'.'
Ma lctica!
Podem, e eslao emseu direlo; a imprensa lie li-
vre; insullcm-nos, molcstem-nos, cuspam-nos, apre-
drfjeni-iios....ni< vaminharemos, cahindo aqai e aco-
la com nossa cruz s rostas ale o calvario. Nos res-
ponderemos, nao nos ofenderemos, nao replicare-
mos, mas nao nos calaremos: he o que esta, e cabe
em mis Caler.
Prepotencia* '.' Nao tememos, porque nem sempre
as prepotencias Iriampham ; o mosquito (et deses-
perar o leilo da Tabula, /'arrancas '.' Temos vslo as
de muilos filas, e que com bolas de sebo feslejam de
cauda entre as pernos a quem as alira.
i Mlensas phjsicas '.' Pela !...se o assassioo fere, o
louco apedreja, o ebrio insulta, o ladr.lo furia, nao
l'azeui mais do que cumprir suas sinas, e quem pode
obsta-los ? Ninguem ; o que cumpre he lastima los.
Em resultado : couserv.iremos sempre que poder-
mos o programma que ha mezes temos adoptado :
Tallar dos vicios e perdoar as peisoas ;. se a nos-
so respeito querem trocar as bollas, seremos genero-
sos e nos restara seuao prazer por nao nos termos
acobardado, e por termos perdoado.
,l.i nao poucas vc.es temos provado o que agora
dizemos, e pois estamos resignados a todo!
Saiba o nosso collega curador dos orphaos
de Serinhaem, que nao so saira essa harcara de car-
nes podres para ah, como poderao sabir oulras mui-
las porque naa horas moras da noite estamos entre-
gues Murplieu, e para esses misleres ha a barca de
viga.
No pateo do Carmo noile ha continuadamen-
te urna repblica : as negras quitandeiras de doces
eslendem-se cm alas com seus laboleiros, c de lain-
pees acezos, os cavalleiros retintos agrupam-se, e
entao temos toda casta de descompostura, de dilos
obscenos, de pnllns asquerosas, de carreiras, quedas
decorpo, emuitas vezesas palrulhasparam para ou-
vir as bellas discussoes! Pedimos ao Sr. |iospec-
(or que por boudade nao consiuta esses desacatos,
que se praticam enlre aquella|genle.
Ouvimos antes de lioutcm um sugeilinho des-
pejadamente dizer : beb em dous muzes mais vi-
nho do Porto do que em toda a niinlia vida elle
pode ter seus quarenta.
A lerceira compauha do -." batalhaode infan-
laria lem sido bem diziinada pelo cholera,capilao,
alferes, cabos de esquadras, soldados ele.
Pedimos por graude obsequio ao Sr. escrivao
do jury, ou quem quer que seja o encarregado da
qualillcarao dos cidadaos, que eslao uo caso de se-
rem jurados, bajan de ser mais minuciosos na di-
la qualilicacao; pois leudo sahilo neste Diario a
lista dos cidadaos, ve-se nio ter sido a qualilic.cfi.i
esacla, porquo existindo cada anno mais pessoas,
que eslao no caso de serera jurados, he o contrario;
vem a lista com os meamos individuos que ha muilos
annos ja servem, e com grande parle de pessoas ja
moras, e oulras ausentes, viudo assim recahir sobre
aquellos lodo Irabalho, e por ultimo nao poda haver
secedo, como accouteceu o auno passado por mais de
orna vez. Para prora desta nossa lembrani.a pedi-
mos aos inesmos seuhores qualilicantes, que deem-se
ao Irabalho de, verileando o almanak da folliinha,
em que vem o uome de lodas as reparticta e seus
empregados, assim como dos batalMea de guarda na-
cional desle municipio e de lodns os seus ofliciaes,
verao quautos empregados e ofiiciaes nao se acham
qualilicados! O Irabalho denla courerencia he dimi-
nuto, e he de Justina que lodo*, que eslao no caso de
serem jurados devam servir, porque do contrario nao
sabemos como se possa isto explicar.
Tem sido relevantsimos os serviros prestados
no eslabelecmento das orphifcis pelo sen aclual Ihe-
soureiro. Qnaado a epidemia invadi o recinto das
ezposta*, Toi quandoesse prstame cidaihloeinpregou
todo sen zelo e actividade. as eiitormarias haviam
eonslantemenle para mais de quarenta doente*, e lu-
do era-Ht<< ministrado a lempo e a hora, de aorle
que consta-nos que s duas ou Ires serventes fortn
as victimas. O Sr. thesoureiro he realnenlc credor
da consideradlo do governo, e das heneaos daquellas
innocentes, que o encontraran) sempre como um pai
desvcllado.
Consta-nos com cerleza qoe na fregoezia da
Boa Vista existen) algumas casas de labolagem.... te-
mos lido varias denuncias a respeito: pedimos que
se cohiban! por favor, do contrario nao invoquen) de-
pois lo los os raios de Jpiter sobre nonas caberas !
Conhccemos um moco chegado ha pone do norte,
onde casou-se com um dote hem sollrivel. e pouco
mais lem de"300>! haveudo (raznlo qoasi dez conlos
de ris.
Aconselhamos a cerlo I.... que mora na ra
da Cruz Santa, que seja mais comedido com a toa
attcirfada guioc, pois o publico nao Ma | mniio
disposlo a ver-lbe sempre ao pescoco urna figa en-
veruisada.
lia quatro mezes que se acha delido no quarlel
do segundo batalhao da infamara o hacharel Drom-
mond, sem que o teu nroceso lenha andamento ;
a nos Ierra felizmente ainda nao he tao extensa,
qoe nao postamos conhecer as pessoal e at tu*a*,
principalmente .quaudo essas cousas lam retaeoes
coa granda pen**Menlos, e qua.i.jo pewo (em
relaces com as cousas. Se o Dr. Drummond he
cmplice, o processo que ande para se ver o scu
Julgamentn ; se he innocente, como eremos, he uma
oppressao inqneliucavel reler-sc um preso sem ao
menos haver a menor consideracao para com a le.
Elle pama pela lerrivel crise epidmica n'um lugar
hornillo, onde constantemente eslava observando
despojo* de cholenco*, onde consl.inlemente eslava
em contracto com pessoaschegadas de lugares conta-
minados, e sua familia sendo em Serinhaem toda af-
fectada, fallando-lhe o auxilio do eu^principal es-
teio. Alguem diz que esse proce**o nunca mais le-
ra caminho.e que nelle entram planos de vingancas;
nSo acredilamos reltmento que magistrados, que
lem o ni j reputaran a perder queiram tao graluita-
menle concorrer para a desgraca de urna familia,
que quaudo nada icnlia a perder, tem um nome il-
leso de man-ha*. e que anhela msim, ou assado ver
o destecho desse drama. Invocamos o auxilio do
digno Sr. I Ir. chele de polica para que esse processo
por mai* lempo nao durma : S. S. como juiz jul-
gador, c juiz processame pode por lermo aos padeci-
mento* deum pai .le familia, que na consciencia pu-
blica ontro crine ;io ten uo ser fllho do co-
ronel .Wenezes ex-delegado de .Serinhaem.
No vapor Paran chegado do* porto* do norte,
varo de passagem com deslino ao Rio de Janeiro, o
Exm. hispo do Para; assim como o presidente do
Cear, o Exm. Sr. Franc-co Xavir Paes Brrelo,
que licou nesla cidade.
leve honleui lugar na Ordem lerceira de S.
Francisco, a mitsa solemne mandada celebrar pelo
sr. lenenle-coronel Kelly, pela alma dos soldados
do seu batalhao, que perecern) do cholera. Orou o
Sr. padre Capislrano de Mendouca, ao acto asssli-
ram o Exm. Sr. commaudunle das armas, e os ofli-
ciaes da L.uarnic.10.
A' rrcnle do leinplo esteve postada duranle a ce-
remonia urna guarda de honra do batalhao dos fal-
lecidos.
Al- nmanha.
COMARCA DO CABO
10 abril.
Horrenda tempeitai cirlum contraxil'
Santa Harbara, San Jernimo, Santo oo>, Je-
>uspor HilU Acudam-me minha gente!
i "CJ''",J acc"1lllssera j e>lu perdido, todas as
autoridades desta heroica villa, desde o joiz de direi-
lo ale ao covetro, andam atraz do aulor da minha
ultima correspondencia, e ja me teriam enqolido sem
a singeleza com que ando no meio delles. faro coro
com elles, e vou tambem pr.gaejando a Chico*Costa,
o georo, o Flix da Estrada, o padre Caelano, o
Mavigo.er. a todos aquelle* que successivamenteso
accuiados de 1er perpetrado o horrendo, nefando e
hed.ondo crime de locar as sacrosantas pessoas da
camanlha cabala.
Escape ate hoje. porm como nao lenho cerleza
de continuar com igual rcliiidadc o o cholera ainda
taz dis suas, vou tratar desdeja de me sarard'aqui
alim de nao ser comido pelos caes e porcos, comoa-
conteceu a pobre da minha visinha fTane/ja e a mais
alguns que mullas horas tiveram de esperar no ce-
mileno que alguem viesse enlerra-los; por soseri
esta a minha ultima correspondencia; todava com'o
nao quero deua-lo sem noticia*, antes de sabir na-
dire ao Joao ou ao Chico Buliuo para supprir a mi-
nha falla, e cstou certo que darlo conla da com-
missao.
Por ca as novidades san pouc.s : estamos muilo
rnelhor do cholera, anda quejaconla o cemileno
IhU e tantos corpos so da villa e arredores.
Honlem em casa do vgano fazia-*e a conla se-
euinle das victimas da vsinhanra, rorros e escravos.
Engeuho llaibalho. ...!"""'
Dita Trapiche.......*
Dito Novo.....r .
Dito Santo Ignacio....... "
Ditos Cedro e Campo da Alagoa. '. '. '.
Dito 11.ii.ipii'.....
Dito Vclho ....'.'.'.'. '. "
Dito Junqucira.......
Ditos diierra, San Joao e Arcado '. '. ',
Dito I unj,!.....
Dilollha..... .
dde Fogo, razaopela qualpe;o a V. S. que con-
si por ora em licar eu encarregado do Irata-
mj do* pobres accommeltdos da epidemia em
Jatea, o Cmiannnha ; dando minha palavra de
hi cm como irei para Pedras de Fogo, logo que
a lema tiver cesado noengenho. He certo que
eiiii.inniiilii u mal declina, mas nem por isso
den de haver muilos doente*. Em Jararaca
poi onde o mal principia agora, he tora de duvi-
da; vai seguindo o curso ascendente, tornndo-
se a dia mais intenso. Entretanto V. S. ordena-
ra'jue julgar conveniente e razoavel.
(de de Goianna 17 de marco dn 1836.Illm.
Sr.. Caelano Kslellila C.nvalcanli Pessoa, dignit-
simuz de direito d'esta enmarca.Ileltaimino
Cola dt Olieeira. acadmico de medicina.
Uo mi* o seu Diario de dudo mez lindo,depa-
ramcom a correspondencia de Coianna, lio bem
eolia lao hem combinada uas cores, que s um
Iri*.
D-ito, goslei summamenle do nobre e illuslre
calle, a qoem respeito, cortejar o reverendo viga-
rio dioiaona com o a bonus pastor dat animan
eanro ivllibua suis ; purcm o sapienlissimo vi-
gariura que mo est p-ra a dat animam suam pro
choli morhii*, o c assim nao he o da a impossibi-
li nio tenelur, e sim o serva te ipsum, o e lem
o rev?n rever disiina um dessesvigarioscommuns, e-la co-
iii" o (,. .la l.ilnila, dentro do queijo.
N. 11 du ida.em Ooianna Tallou o medico da al-
ma, prem ev muilo quem inedicasse o corpo.
Na ambifallou-nos mdicos do corpo, porem li-
vemosmedio da alma, e assim nao nos devenios
quena por oc lira urna cousa pela oulra... Duas
palavm aosSR. da I' 17/1111 Acuita.
O Vaisoe i deste tr.iz um facto de uma pobre
mulher.qupedindo uma esinola.o dono d cas* em
logar de ermgar as lagrimas dessa infeliz, as aug-
menta comins pouco* de gritos, o que louvamos
muilo em ;c c inleresse que lomao os nobre* RR,
pela pobre, porem nao podemos deixar de eslra-
nhar a alisa que fa/.em ao delegado de Pedras de
Fugo, e co estamos mais perto temos mais razes
decouhecs auloiidade policial de Pedras deFogo,
bem I Higi-i.r o subdelegado de um procedimenlo
tal, pelo dlrario, promovendo-se nqui e uma subs-
criprao, sabdelegario den ."iOsOOO, e consla-nos de
ter dad ,\; una* .molas, e assim ja se deixa ver
que 1 ,l/-i5'ia n.ii) cabe ao subdelegado actual, *e ot
illusti RR se remontim ao pretrito, enl.io pude
ser.pais na consta que ja teve este lugar um sub-
deltjadofta quaudo se fallava de suas arbitrarieda-
des qut-ia prender gente e rapar-lhc a cabeca,
e relijia.
Salaem pluriinjni lhe deseja o amigo.
W.
dem.)
18.1
Na mesma occasiao o padre Paschoal praguejava-
me alta a poderosamente por ter dito na minha ulli-
ma qneMarlapagipe offrera perdas *ensiveis,ao pas-
so que diz elle, la 11.I0 morreu ninguem ; esqueceu-
se o pobre do velho que elle fui o proprio que me
deu a noticia e pas*ou moilo lempo sem querer be-
ber agua do Pirapama. duende que em Martapagipe
iinliain adrado no rio cadveres de cholencos!
O Dantas .leu cav.cn com a miaba corresponden-
cia, porem em virlude dessa dota homeop ubica ceou
coragem, |a sabe a ra, vi*ila algn* lente*, man-
dou alguns medicamentos c I9 Ponto dus Carva-
Iho* para soccorro*, c finalmente o que mais lhe a-
gradero, mandn comprar algumas rezes e lalha las
a 16 patacas, com que regalei-roe sotrrivelmeiile,
pou ha tempe que nao enxergava carne verde.
O vigario e o delgalo tambem nao ficaram sali*-
reilo*, porem sem razao, pois lodos sabem que elles
eslo doeutes e nada mais disse eu.
O destacamento de polica parece que te acha al-
guma cousa insubordinado, os soldados nao querem
prestar-se aos enlenos, por esse motivo aind. deser-
lou nai que o commaiidanle pegou 110 caminlio, e
por castigo o delegado os manda agora lazer seoti-
nelia uo cemiteno.
Ja que r.llo em soldados, ouvi ai'nda agora contar
em casa do Jabuti, que um dos soldados da euarni-
cslo do Torle de liaibu' empurrara ou quizera empur-
rair.o p o no respectivo commandante.ocapitao Pom-
pen, o qual lugira por urna jauella para evitar o mal-
vado, que armado de um machado quera arrumbar
a porta do quar |:
Juulo de (iaibii uo povoado de Nazarelh lem ap-
parectdo alguns easos de cholera, porem poucos, e o
Flix da estradaali.nca qoe por la nao morreri nin-
guem, porque ensiuou ao iuspeclor a curar com a-
rneira e mos.ambe.por ca nemarueira nem mossam-
lic, nem macella, nem cainphora, nem laudanuin,
nem slrogonor. O povo da villa s quer boje a ho-
nieopalhia. a qual acaba de salvar uns poucos, pro-
vavelmenle porque a molestia est-te acabando, e
os doentcs nao tiiiham de morrer, seja como for, o
Matoso esta descancando e eu tambem. que desde o
principio da molestia os do meu ollicio nada ga-
nham. Ah se eu Tosse medico, boticario ou ao me-
nos homeopatha !
Agora ate nao sei quando. Saude e o mais lhe de-
seja o scu affeiroado.
.
(Carla particular.)
RSPARTIQAO DA POLICA
Seereltri da polica de Pernambuco II de abril
de 186.
Illm cEviii. Sr.l.evo ao couhecimeuto de V1
Etc. me dis dillorentes parlicipifes hontem e
hojereebla nesla reparlicao, consta que se deram
as segiinls eccurrencias:
F'onm fetos: pela delegacia do primeiro dislric-
to dse lem, o pardo escravo Joao Antonio, por
Tugidi.
Pelasub.eegacia da Treguara de Santo Antonio,
as parda* leluviige* Joaquina de Oliveira, Fran-
cisca losa lichecu, Francisca Veisolina Soares, Ale-
xandrna M:ia da C inceic.io.e o prelo escravo Pau
lo, lotos po lesordem.
E rea sunelegacia da Treguezia da Boa-Vista,
os prito* ese-aros Manoel o Pedro, por briga, e Pe-
dro ila Cosa, ior desobediencia.
Daos guarlia V Exc. Illm. e Exm. Sr.
coostlheiro Js Benlo da Conha e Figueiredu,
presdente da roviucia.O cheTe de polica, Im:
Carlos de Pa:a Teixeira.
Ilm.;a Exn Sr. Tenho a honra de Iransmillir
a V. Exc. o reseule relalorio. em que designo o
servico do acei das ras desla cidade, Teito sob mi-
nha direcc.io.d.i da i a '.I .lo corrente.
I'oram uovaiente limpas as quatro Treguezias as
seguiutes raai:
liuia, Tancirns, Senzala Nova, Observatorio,
Lapa, Moeda. Amorirn, traves*a do Boro Jess, do
Apollo, V gaio, Cama, Miudinhas, Joao Pinlo,
Largo da lambla, pateo do Carmo, de S. Pedro,
da l'euba, e 1 quintal do Carmo, em consequencii
da enTerraariaque se acha naquelle convento ; re-
moveu-se os eilulhos do becro do Falcan, Iravessa
do Bruin, ees da Ribeira c Ramos ; limpiiram-se
as ruis do Canarao, dos Pires, Iravessa do Tambia,
pra;a da Boa-'isla, pateo da Santa Cruz, Ribeira,
ra da Mangieira, Alegra.
Abrio-se valas 1 ^seguidles ras para dar os-
lo as aguas plivia. que so acham estaguada* :
Ra Couceirio. Alegra, Colovello, Sebo, Soleda-
de, pateo de S.' dro, ra das Cinco-l'outas, No-
gueira, Iravessr ^ouioiro, beceo Largo, porto das
Canoas, beccoda I .ama, rita de Hartas, a termiuar
lia greja dos Ma vriua, cuja ra del principio a
aterrar, em conseii- .acia d? se adiar immuda. O
maior feilo durante semina Toi a abertura dessas
vallas, visto o eslado em que se achavain mor par-
le das ras principalmente na Treguezia de S. Jos,
onde eiHliam algumas coinpletamehta innundadas.
Em cinsequencia do pequeo numero de opera-
rios con qae principiei o Irabalho temaual, pouco
ou nadaadianlei ; porem, logo que recebi o ollicio
de V. Kvc. sob data de 6 do correle, maudei conti-
nuar a nliir os anuancios uiVerecen lo oilocenlos rs.
diarios tara os trabalhadores, e Ires mil ris por ca-
da Carnea ; tolavia anda assim mui poucos traba-
Ihadoresteem concorrido, e a Taita de carrocas con-
tina; as espero brevemente conseguir urna e un-
ir cousa alim de dar cumprimento as respeitaveis
orden- .1.-4.1 lllma. un.r 1.
Fez-se o servico com 31 trabalhadores e aponta-
dores ; afolha das Terias das quatro Treguezias im-
portaran) em ris ll.l-'ril rs., alugueis de carroi;>s
rs. ">I^OO. despezas miudas rs. 1)3720.
Mu lud quaulu lenho ile levar ao conhecimento
de V. Exc
Dos guirde a V. Exc. Recile, II de levereiro de
1836.I Un. u Exm. Sr. baro de Capib.ribe, pre-
sidentc da cmara municipal. Joo dos Santot
Porto, adniuistrador geral da compauhia de opera-
rios.
ConTorins.O terciario Manoel Fortn Accioli.
Illm. e Exm. Sr.Em resposla ao respeitavel, e
honroso oficio que V. Exc. se dignou endererar-mc
sob data ds 6 do correle, cobrindo por copia, oulro
da commissio de hxgiene publica, que acompachou
ao do Exm.sr. preside ute da provincia, cumpre-me
i V. Exc. aisegurar que, toral lulo quanlo minhas
Tracas Torras pcrmitlirem, alim de que os trabadlos,
que por oilem de V. Exc. se acham sob minha di-
reccao, simn execulados com exactido e ponluali-
dade ; poiquanto espero continuar a merecer dessi
illuslrissina cmara toda cooperarlo, sem o que,
emhora meas, sao* desejo* pouco poderei Tazer.
Oulro m, ordenaudo-me V. Exc. em seu supra-
dito ollicio, que preceda aterrnmenlus no* terrenos
particularea alaga lo-,011,0.pedir a V. Exc. para qoe
se digne esclarecer-me se os proprielarios desses
terrenos devem, ou nao ser avisados preoedeutemen-
te, em vista do titulo 9 art. I das posturas de 30 de
junho ile ISl'l, que 111 111 li mu lar os inl'r iclure-, e
sujeila-los ao pagamento das despezas, que essa II-
luslrssim cmara fizer com o esgotameuto das aguas
represadas uestes terrenos. Digne-se V. Exc. des-
colpar esta pequea exigencia, lilha dos bons dese-
jos que miro no desempenho dos meus deveras.
Dos gaarde a V. Exc. Rccife 11 de fevereiro de
18>6.Illm. e Exm. Sr. Baro de Capibaribe, pre-
sidente da cmara mumcip.il. Joao dos Santot
Porto, administrador geral da compauhia de ope-
rarios.Conforme.O secretarlo, Manoel herreira
yceioli.
Illm. eExm. Sr. Cumpre-me a V. Exc. ende-
rerar o relatorio da conliuuaCHo do ervico do aceio
dasroas feto sob minha dirccnlo do dia "l I a 16 do
correle.
Foram iiovameule limpa* a* segninte* ra*, Vmo-
rim, Senzala Nova, Velha, Moeda, Lapa. Tauoei-
como nio temos por fim cm ; r;',. C-uararapes, Iravesse do Bom Jetot do Porto das
Canoas, becco do Chafariz, da ra do Vigario, No-
roana, Campelio, Lama, Joao Pinlo, Miudinhas, pa-
teo do Carmo, iic San Pedro. Colleaio. Penha, Ri-
beira, ra de Santa Rila, do Padre Floriaano, Roda,
Hurtas, Augusta, becco do Joao Patrila, ra do Ca-
no, Fogo, becco dos Mailjrios, ra das Aguas Ver-
des, de :-an Jos, Nogera, San Francisco, paleo da
Matriz, ra dos Qaartoif, IravefM da mesma, ra do
Calabouco, Iravessa do Hospital, rna Bella, da F'lo-
rentina, dn Hospicio, Carnario, becco do Ferreiro,
ma da Alegra, da Mangueira, Ribeira, becco da
mesma, paleo da Santa Cruz, ra do Rosario, becco
do (.tuiabo, praca Ma Boa Vista. Iravessa da rua da
l.oncecao, da Cana d'Agua, do Veras, rua dos Pires.
Abrio-se vallas na* seguidles ras, para dar esgo-
lo as aguas: mrariipes, becco Largo, do tioiual-
ve, largo da Assemhla, rua do F'qpo e Roda.
Removcii-sc os enlulho* que existiain no becco do
Joao Patriota e na nxlremidade da rua de Sanio A-
maro dn lado da mare, onde fazem o despejo publico.
I.impoii-se um quinial que esta em aberlo. per-
tencente a casa n... na rua da* Aguas Verdes.
Alerrou-se eom clica a rua do Cano, na qual a-
brlo-se uma vala para dar esgoto as aguas que all
se achavam represadas.
Principiou-se a Tazer alerramenlos com calica.
que hei adquendo. na rua das Aguas Verdes, onde
tambem se esta .brindo uma valla ; lem-se profun-
dedo e limpado as que foram ahertas a semana pas-
sada na rua Augusta c de Hurlas, as quaes tambem
se eslao aterrando com raliQa, achaodo se a ollima
quasi concluida, apezar da sua grande ealensao, e
COMARCA DEGOIANNA.
Ilainbo, 8 de abril.
Depois da nossa ullima missiva, gracas a Dos, ja
se ach. esta freguezi. mais desassomhrada, o judeu
e,l- fa/i'iido suas visitas de despedida.
Do pmneiro de*te mez lem diminuido considera-
velineule a morlalidade em loda e-la rreguezia no
mez de marco a morlalidade fot espantosa ; po'rem
hoje em lugar de 100. 120. 130, a alo muilo mais
morios por dia em toda esta rreguezia de [lambe,
ddo-se 8, 10, e nia lem havido, que oeuhum.
Cruangi e l'imbauba a mais de oito dias, que no
se da um si'i raso fatal.
Cruangi soflreu muilo licaram muilos corpos por
enterrar, Timbanba correu parelhas com Cruangi
porem nao nos enlrrraraenlo*, porque achaudo-se al-
gulls cadveres insepultos a falta de carregadores, o
reverendo Tinado coadjalor, fezconduzir cm um car-
ro seu os cadveres para o cemiterio.
Algumas familia,, que emigraran!, ja leem vollado
pela maior parle, e assim o devem Tazer, quaudo nao
o* larapios nao dormem. IJuaudo Tallamos de I im-
bauba. nilo podemos esquecer os serviros alli presta-
dos a humanidade pelo Sr. r. Curado; Timbauba
nao lena a sorle, que leve se o Sr. Ur. Domingos
l.ourenc,o Vaz Curado nao se visse Toreado a deixar
1 imbauba. em virlude de ir s-iccorrer a sua Exm. la-
milla, que lutava com o cholera em tioianna, pois
nao era possivel qoe o Sr. Dr. Curado abandonasse
o seu engeuho, e pessoas que lhe silo mai* charas- os
Timbaiibemsesja mais esqueccrau a aquelle, q'ue
lauto bem Ibes prodigalisou, -rnenle por amor a
humanidade, pois a elle he que o* habitantes de
Timbanba devem cm preslar-se uns aos oulros era
virlude do exemplo que Ibei deu esse homem inlre-
pido.
Em a nossa missiva de 0 queixamo-nos de nilo
termo* ti.lo uma pessoa que se enrarregasse da cura
dos pobres, e allribuimos essa Talla ao Sr. I)r. juiz
de direilu ; porem Tomos infirmados de que o Sr.
Dr. erapregoa lodos os malee, alim de saaadar para
aqui quem curasse, e como nao temos por lim em
nossas niissivas inventar tonada adulterar os Tactos,
bem langa de nos esse procedimenlo, nao podemos
deixar de reparar as noss.s rellexc*. nao pudendo
deixar de conhecer, que o, Sr. Dr. juiz de direlo
interino-da comarca envidan Ot meios. nao podendo
obler para Pedras de Fago uma pes*oa quasi habili-
tada : o que se prava do ollicio que se segu.
lilil. Sr.Partira ja para a povoacao de Pedras
de logo, se por ventura nao livetto raides paradei-
xa-lo de razar, as quaes ollereco a cousiderai;ao de
V. s. esperando que Ibes d o peso' que inererem.
Olleroc os meus servicot ao governo pediinlo-lbe
que me denasse ficar n'e-la comarca, porque dizia
eu, c minha ramilia adoecotte du mal reuianle eu
a pedera soeeorrer; o governo aceitn os inriis ser-
vicosrninoeii llmpropnx. No engeuho de meu pai
o mal rompeo, ha da*, furiosainciilc ; la' eram in-
dispensaveis os meus serviros, o eu pur inleresse
neiihum deixan.i de presta-Ios cm ravor de pessoas
de minha familia, e para salvar os ecravos. decuio
Irabalho tenho os meios .le sub-isleiicia com minha
ramilla ; mas ao mesmo lempo que me preslo ao
soccorro d elles, com todo zelo e dedicacao me pres-
lo igualmente ao socenrao das popalafeai de Jara-
raca e fioiaoainha, povoadot vi/.inhos que. sem ral-
lar ao curativo dos doeutes do engeuho, eu viziln
duss vezes diariamente e -ln lenho dado remedios
gratuilamecle. Ja ve por lalilo V. S. que cu estan-
do no engeuho Uruae' posso soeeorrer a pobreza
d aquelles povoados, como lenho reilo ; e loncilio
aesim o inleresse particular com o inicense publico;
o que cortamente nao eucedera' se eu for pin Pe-
cujo servico fci executado esla semana finda, com
grande actividade, o que se observa maniTeslamente,
comparando-se o eslado actual com o passado.
Continua-se a Tazer o servico do aceio das ruis, e
alguns peqaeuos reparos as mesmas.
Fez-se servico com 31 trabalhadores e aponta-
dores, a Tolha das Terias das qualro Treguezias impor-
laram em 16(5. alaguis de carrosas 45, Terragens
para o mesmo Borrico. .ii760.
He ludo quanto lenho a honra de etpnr a V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Recito 18 di Tevereiro de
18.->6.Illm. eExm, Sr.bar.lo de Capibaribe, pre-
sidente da cmara municipal, Joao dos Santos Por-
ro admiiiislradnr geral da compaohia de operarios;
Confoime.O sccrelario, Manoel FerretraAcetoll.
Illm. e Exm. Sr.Tendo dado comero a aterrar
algumas ras acnutece que, nao s guindo' as calcadas
0 mesmo nivelamenlo, islo he, sendo a soleira da
porta da rua quem regala quasi sempre a altura da
calcada, nola-se em ama rua grande diflereuca por
quanto, n.lo leudo ludas a* casas i mesma allura,
deixam cousegoiiitemente as calcadas de serem uive-
ladas, o que loma os alerramenlos imprtenos, vitto
que acontece adiar se uma calca.11 baixa enlre duas
altas ; ora. Tazendo-se os aterramentn* com a altura
relativa a baixeza do terreno, Tica quasi sempre ao
nivel das calcadas mais alias epor coosequencia leem
de licar represadas a* aguas pluviaes em um. calcada
baixa, quando essa se adiar romo fica dito enlre duas
alta*, em consequencia de nao poder dar esgoto as
aguas, aconlecendo tambem ser es mao eslado em qoe se acham algumas calcadas, por
Taita de ladrilho, e escavanes que as mesmas se o-
la, cujas calcadas sendo reparadas tomariam a altu-
ra da que lhe Oca lateral. Portanlo, 011,0 pedir a
V. Exc. providencias a respeito, alim de que o ser-
viro seja reilo com rcgularidade e perTeicao.
Dos guarde a V. Exc. ReciTe 18 de Tevereiro de
ls"16.nim. e Exm. Sr. Barao de Capibaribe, pre-
sidente da cmara municipal.Joiiodoi SantoPor-
to, ndmiuistrador geral da compauhia de operarios.
1.1111 orine, o secretario Manoel Ferreira- Accioli.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra de apresenlar
\. Exc. o relatorio da conliniiac.iu do servico do
asseio da* ras desta cidade Teito sob minha direc-
cAo do da 3 a 10 do correte. Foram oovumeute
limpas o* seguiutes ras: Cacimba, Eiicaulamento,
Moeda, Lapa, Amorirn, Senzala Nova, Velha, Gola,
1 anoeiros, I orre*, Iravessa de Apollo, do Bom Je-
ss, beccos da rua do Vigario. do Norooha. CbaTa-
riz. Joao Pinto, Lama, Miudinhas. Campello, Oua-
resraa, Largo, Boi, Porto do Norouha, largo da As-
sembla, rua do Calabouco, bravatea da mesma, roa
dos Quarteis, Iravessa da mesma, Iravessa e paleo da
Matriz, dita do hospilai, rua de S. Amaro, de 9.
Francisco. Iravessa da rua Nova, rua da Florentina,
da Roda, pajeo do Paraso. Camboa do Carmo, pri-
meiro e segundo beccos da mesma, rua das l.aran-
geiras, Trincheiras, paleo do Carmo, becco da Bom-
ba, Iravessa do Carmo, rua do Fogo, becco do Pair,
paleo de S. Pedro, Iravessa do mesme. rua de II ir-
las, das Aguas-verdes, becco do Pocinho, Iravessa
do Patrila, da Viracjlo, paleo da Penha, Ribeira,
praca da mesma, dita da lloa-Visla, rua da Concei-
So, Aragilo, Iravessa do Tambia, dita da rua da
Conceicao, ruados Pires, pateoe rua da Santa Croz,
becco da Ribeira, rua do Sebo, da Manguen a, Coe-
Ihos, rua da Alegra. Velha, Ponte Velha, rua da
Matriz, Hospicio, Carnario, becco do F'erreiro,
praia do Hospicio, caes da poute da Boa-Vista.
Abrio-se vallados as roas das Flores, e S. The-
reza, at quaes se eslao aterrando e ao mesmo lempo
nivelando em consequencia da* desigualdades que
exislem nesses solo*.
Deu-se comero a abertura de um vallado na Cam-
boa do Carmo para dar esgotameoto as aguas.
Aterrou-se a rua d'Assumpcao, desde o oilao da
Penha at a esquina da abobada da mesma. Junta-
mente alerroa-se d* tiameleira coutigoa ao moro da
Penha. at a e*quina da roa de S. Cecilia.
Esla-se prooedeudo alerrameotos na rua denomi-
nada Abobada da Penha.
Limpou-sc a rua da Praia de S. Rila. Outros lu-
gares foram igualmente limpos em diflerentes pontos
e com especialidade as praias.
EmTim, os Irabalhos relativos midha direccao
continan) a ser execulados com ru.ulari lade e
promplidao, como j por vezes hei tido a hoora de
assegorar a V. Exc.
Continuo a mandar remover areia do largo dat
Cinco-Puntas, para ser empregada nos alerros, sen-
do esses ajodadus em grande parle da calica qoe
coolinuo a esforcar-me por adquerir.
O ervico Toi executado por 33 trabalhadores e
apuntadores ; as Tullas das Tenas das quatro Tregue-
zias importaran) em I54J600 rs aluguel de carrocas
liti-jOOO rs., carretos de 66 carros de entulhu, que se
removeu na fregoezia do Recife, reis 18J180.
He ludo quanto me cumpre levar ao conhecimen-
to de Vi Exc.
l)eos guarde a V. Exc. liecil- 10 de 111 arco de
1856Illm. e Exm. Sr. Bara. de Capibaribe,*pre-
sidente da cmara municipal.Joao dos Santos Por-
to, administrador geral da corapanhic de operarios-
Conforme o secretario Manoel Ferreira Accioli. -f
Ilm. e Exm. Sr.Tenho a hoiira de expor a
Exc. a roiiiiniiaci,1 do servico do aceio das ru
executado sob minha direovin do dia 18 a 23 d
corrente. F'orara novamenle limpa* as qu.tro fra -
gueziasasa* seguiutes ras : Amorim, Lapa, Moe-
da, Senzala Nova, Torres, lr.ve**a de Apollo, do
Rom Jesu, beccos da rua do Vigario, Lama, Joao
Piolo, Miudinhas, rua da Guia, ua qual abrio-se
ama valla para dar esgoto as aguas pluviaes. Ite-
moveu-se o liso que exista na rampa do caes de A-
polo junto a ponto provisoria,deo-se principio a aber-
tura de duas vallas na rus da Cruz, limpou-se o
paleo do Carino, de S. Pedro, da Penha, praja da
ribeira, becco do Falcio.
Reparou-se o vallado da rua do Nogueira, ulli
mon-se ps alerramenlos e vallados da rua de llorla*
al o obrado da esquina du paleo do Carmo,e junta-
mente os alerramenlos e vallado da rua das Agnas-
verdes, ale a Iravessa de S. Pedro na qual abrise
tambem uma valla.
Limpou-se a Iravessa do Serigado, de Joao Patrio-
la, ViracSo, Marlyrios, pateo da malrit.
Alerrou-se o paleo de S. Jos, e a rua em frente
at chegar no becco dos Acoiguinhos, no qual lani-
bemprocedeu-se alerramenlos em directo a rua
das Calcadas ;
Deo-se comero a aterrar com mais de dous pal-
mos de allura, a rua de Santa Cecilia, principiando
do calcnenlo do paleo da Penha, em seguimenlo a
S. Jos.
Aterron-se na rua do Sol os logares em que liavia
lama.
Todos esses alerros tem sido feilos com a arca que
hei mandado remover do largo das'Cinco Ponase
com a calica que tenho podido adquerir de alguma*
pessoas, a quem lenho pedido, mas O alerramenlo
da rua do Sol Toi reilo com arta da coroa na rua-
r.
Limpou-se a rua do Carnario, dos Pires, Concei-
cao, e Iravessa da mesma, rua da Alegra.
Abri--.' um reg na rua do Rosario, no corredor
do Bispo, na Trompe, nos Coelhos, e alguus em S.
lo Amaro.
O servic.0 Toi executado com 33 Irabalhadores e a-
pontadores ; a Tolha das Terias das quatro Tregue-
zias impon ir,1 ni em 1599900 rs.
Alugueis de carioca, que Irabalharam uas Legue-
zias JI631MKI rs.
Ara que se empregou. I5210 rs
He ludo quanto me cumpre a V. Exc. relatar.
Dos guarde a V. Exc. ReciTe 35 de Tevereiro
de ls .i..- Illm. e Exm. Sr. barao de Capibaribe,
presidente da cmara municipal.Joao dot Santot
Porto, administrador geral da compauhia de opera-
rio*.ConTormc.O secretario, .l/doel Ferreira
Accioli
solteira, prela, S. Antonio, lavadeira, roa de San-
to-Amaro n. H.
Kicraeot.
Numero 853Manoel, Al'rica 5 annos, tolleiro,
prelo, ReciTe, rna do Amorim n. 21.
dem 851 Olhiat, Pernambuco, 3 mezes, parda, S.
Aotony>, rua das Crozes n. 18.
Ilesumo da morlalidade.
Morlalidade do dia ti at is6 horas da larde8.
Homens i mulheres 2 prvulos 2.
Total da morlalidade ale o da 143 250
Hotnen* 1397mulheres 1515 prvulos 338.
ReciTe lide abril de 1856.
Acommissao dehygeue publica inlerina,
Drs. Sa Pereira, presidenle.
tirmo Xavier, secretario.
/. I'n'j'ii. ailjonclo.
0mnt.micat>0.
SMarit de *Pernammcj>.
V
O vapor fiirami, chegado anlehontem a noite (7
liorasi trouxe-nos jornaes com dalas do Par al 1,
do Maranhao al 15, do Cear al 7 do corrente.
Das carta* de nossos correspondentes verao os lei-
tores o que ha no Para, Piauhy, Cear, Rio Grande
do Norte, Parahlba e Mamanguape.
Oo Maranh.lo nada ha digno de menr.lo. A salu-
bridade publica eoiilinuava inalteravel.*
Recebemos a caria do nosso correspondenle de
Itamb com dala de 8 do correle, que tica pu-
blicada cm oulro lugar. Sao c infirmadas toda* as
noticias que demos hontem em a nossa revista sema-
nal acerca do decresrimenlo da epidemia cra Pedras
de F'ogo, e a cxlinccAo lotal em Cruangi e Timbau-
ba. A mortalida c que em todo o mez de marco re-
gulava na freguer.ia de It.mb enlre 100, 120, 130
diariamenle, desde o primeiro do corrente desceu a
8 e 10, e tem havido dia qoe nao so da um s ca*o
fatal.
As dalas de Nazarelh ehagaag a 13. A siluacao
continuava 1 inclhorar, e nao *e linha dado caso al-
gum novo al aquella dala. Entretanto a segiiranca
individual lora nfleudida na pessoa de um portuguez
de nome J0A0 llorge*, assassinadn em um dos dias
paitad oa,
A caria d nosso correspondenle do Cabo com da-
ta de 10, da o mal ronsideravclmenle diminuido na-
quella comarca, o da tabella dos morios que ella
traz, verao o* letlorea que os estrago* all nao sao
lio grandes como em outros lugares.
BILI.ETIM 1)0 CHOLERA-MORBIS.
Partid parns dos hospitaet.
Hospital do Carino, 3 mulheres em Irnlatr.ciilo.
Hospital da roa da Aurora, I homem.
RelacAo das pe-soasque lalleceram do cholera-mor-
b 1, e foram sepultadas 110 cemiterio publico das
6 horas da larde do dia 13 as 6 horas da larde do
dia I i de abril de 1836.
rea.
.Numero 2112Candida Rosa de Jesiis, Pernambuco,
28 anuos, casada, branca, Boa-Vista, rua Velha
u. 35,
dem 2113Jos Morim, frica, SO anuos, casado,
preto, Saiilu-Aiilonio, caiador, rua do Fogo nu-
mero 57.
dem 2l Manoel, Pernambuco, 5 dias. branco,
Recife, becco Largo 11. I.
dem 2115Salvador Dias Pereira, Pernambuco, 60
anuos, rasado, prelo, S. Jos rua do Padre Flo-
riaoii n. .MI.
1 lem 2116Francisco Mondes Coelho, Portugal 26
annos, Eritoiro, branco, S. Antonio, machinisla,
hospital do Carmo.
dem 2117Maria da Concilio, frica, 45 anuos,
ELOyENCIA SACHADA.
Fenelon.
Oocm rnelhor que o immorlal eyflM de Cambray
conheceu o tlenlo de escrever, e o grande segredo
de edcanlar o leilor pelo modo especial de vestir e
desenvolver o seu pensamento '.'...
Simples sem humilhar,o, sublime sem lomidez,
Fenelon, diz o cardeal Maury, prefeer qaadros elo-
queules aos brilhanles phosphoros do espirito. Elle
de, linha esses conceilos multiplicados que inler-
rompem os vos do gcuio... ousamos desaliar a qual-
qoer homem de lellras, por mais exerri lado n'arle
de escrever, que dislingua osmomeulos em qne Fe-
nelon depoe a penna daquelles em qo* a loma a to-
mar : tao fluenles e naturaes sao as suas transiceet,
e isso quer elle vos arraste docemente pelo lio ou cor-
renteza de soas ideas, quer vos r.ca Iranspr com
elle o espaco qua saa imaginaco amplia ou restrin-
ge. Senhor de seu pensamento, elle o sabe desen-
volver e apresenlar com a lucidez propria de sua al-
ma : nao o exprime, piula-o. Pauta, seute e a pa-
lavra se lhe desusa suavemente dos labios com gfa-
ca c nobreza. ou com a uncro que lhe conven..
Sempre mavioso, sempre inethodico, sempre com-
pacadoe regular, cllecnubecia como poucos essas
ligaroesgramraaticaesque os de*deuhamos,inas que
enriqueciam o idioma dos Oregos, e sem as qoaes
nao haver nanea alticismo no estvlo. Singuen) ha-
de vc-lo recomec.ar a pensar cm cada periodo, nem
rrastar custoiaraenle essas phrases, ora obscuras,
ora bruscas, ora difTusas, em qoe o espirito sallinhan-
do por lempos desiguaes, maniresta-se a eada ins-
tante enleiado, nao *e elevaudo para cahir da maior
altura. Sua ulocucAu sempre cheia, IWivel e va-
riad*, e nilo menos Tecunda em meth; ras gracio-
sas, emallegorias reTulgenles, em ii ns asmis
pitorescas, nao oflerece ao leitor *e. muita cla-
reza, muita harmona, muita racilidade e rapidez.
Crande, porque he simples.someute serve-se da pa-
lavra para exprimir suas idea-,nao ostenta nunca esse
luxode espritu que,em qualquer especialmente,qoasi
sem,re revella pobreza e indigencia... Nota-se mais
que Fenelon IransTunde na sua prosa as cores, a
meloda, o acceuto, a alma da poesa, e seu eslyllo
sempre verdadeiro, encantador, inimilavel e talvez
demasiado abundante, he o redexo de sua virtudes.
Esseeslylo. diz Mr. Villemain, tem um carcter,
especial de simplicidade, de grtca e de dorura......
Nao he o eslylode um homem qu.e quer escrever; he
o eslylo de um homem possuido da verdade qae a*
exprime, como sent,do Tundo de sua alma. E pos-
to que no oosso seclo se d a primaria i essas com-
posices acuradas, onde o Irabalho se Taz sensivel. e
onde as phrases urdidas coraesTorro parecem encer-
rar iiui* peusamenlos ; com quanto mesmo a dicc.io
saba, enrgica de Rosseau parce 1 a muilos juizes
competentes o mais perl'eito modelo, seja-uos licito
dzer que o estvlo de Fenelon, mais aproximado do
carcter da nossa lingna, suppe um genio mais ra-
ro e mais feliz.
ii Um de seos litlos oratorios sobre que fondo a
minha apreciaran, diz ainda o cardeal Maury, he o
sublime e palhelico discurso que-o arcebispo de Cam-
bray pronuncien aa greja collegial de Lille em
1778, quando sngrou o principe de Baviera, arce
bispo clellor de Colooia. He uma peca de superior
eloquencia.
Tenho assaz mani Testado, e os homens de lellras
plenamente justificado, a alia admirac.io de que me
sent arrebatado ao ler essa bella obra, quando pela
primera vez alevantei miuha fraca voz para exlta-
la como un .I produccao digna de Bossaet, em um
lempo em qae ella eslava inleiramente esquecida ou
antes geratmente deseonhicida.
O segundo sermao sobre que chamo a attencio
publica, foi pregado uma s vez a* missoes eslrangei-
ras no dia da Epiphania em 168, pelo padre Fene-
lon, que entao contava seus trinla e qualro annos, e
cujo talento e gostd haviam por conseguinte chega-
do a sua marturidade. Kas primeiras vibraroes do
enlhusiasmo quemeinspirou a descoberta desse novo
padro de gloria que lanto deve illu-lrar a sua elo-
quencia, convidei diversos litleralos para ouvirem
um bellissimo discurso de Bossaet, que ainda nao
era condecido,e para que rnelhor teslemunhasse nsor-
preza e arrebatamenlo "da compauhia. encarreguci-
me eu mesmo de fazer a leilora. a Com efleito, o
o alvitre surti o exilo desejado ; porquanto, apenas
Maury terminou, os ouvintes exclamaran! 110 exces-
so da mais profunda admirac.io. I a s a bullante
aguia de Meaut seria capaz de elevar-se tao emi-
nente altura .'
Urilham nesse magnifico discurso, ora a imag i na-
ca de Homero, ora a vehemencia de Demos thenes,
oca o genio e o palhelico de S. Joao Clirysoslo mo,
ora o estro e a mageslade de Corocille, e, n'alguns
rasgosde peroracoes, admiram,se algumas vezes os
movimenlos e a elevarlo de Bossuet, a energa e
profunde/a de Tcito ; dominando em todo o plano
a rnelhor ordem e cohesao, uma belleza sem exem-
plo no tocante ao primor do goslo e uma perieic.io
inimilavel de estvlo superior a toda a adinirarSo.
Para dar-mus uma idea cabal da superioridade de
qa.lquer desses discarsos que citamos, paraphrasea-
mos algumas de suas passagens mais importantes, se
he que nos nao Tallece o goslo e o lino tacto na es-
colha do que ha de mais perfeito onde ludo he a per-
Teicao poresseocia !
Fenelon, conhecendo a deploravel tendencia do
poder temporal para osurpar as atlrihuires do poder
espiritual, levan!.,-se a loacura ao poni de conside-
rar-se a greja como una especie de papila, que s
respira e se tiiove ao anana dos poleulados da Ierra,
e querendo de anlc-m.lo previuir o eleilor de Co-
lonia contra essas blata Ihenrias que conspiran) a oT-
Tender ,1.independencia e inviolabllidade dos direi-
losmageslaticosda Esposa de Chrislo, prorompe nos
seguiutes proverbios : Os lllhos dos secnlos, im-
bu los na* illoses de uma poltica profana, pre-
tenden) que a santa igreja jamis poder.1 prescindir
do soccorro dos principes e da prolecrilo de soas ar-
mas, muilo especialmente nos paires em que ella vi-
ve exposta aos alaqaes dos hereges. Insensatos !
Pois a obra de um Dos hade estar raerc dos ca-
prichos e velln!.des dos homens < Isso seria pro-
curar o apoio cm um braco de carne. ( auniquillar
ao mesmo lempo a cruz de Jess Christo Crer-se
ha por ventura que os Eposo Omnipotente, fiel as
suas divuas promessas, nilo hesulliciente para man-
ler sua esposa t O eco c a Ierra vacillarao em seos
eixos, mas neuhuma de suas palavras ficara sem rc-
alisacio. n Oh homens fracos e impotentes, cha-
mados reis e principes do muudo, a turca que osten-
tis he frgil como a sombra t) esposo que vo-la
confia, relira-la-ha no momento cm que a empre-

dos rtit da Syria, perseguidoret da igreja. Mostra
que esta, apezar dos marlyrios que padece, se au
resolve a renovar uma allianja com Roma eSparla
sem declarar, cm espirito de f, qae nao coufia s
no as promessas de seu esposo, avo temot, dizi.
Jonalhas, necessidade dettu toccorrot, qoe not o/,
ferecem, citto que temot por contolaro et santos
lrox que eslao em nosso poder.
Fenelouv da tambem da Syria ridade de Ro-
mulo, 11 e*sa nova Babylonia embnag.da do san-
gue dos marlyres a : descreve a igreja impossivel uo
Tundo dos carceres, e invencivel no meio dos tor-
mentos j e com uma especie de sarcaime piadoso,
perguula : a Em qua se couverteram estes tober-
u bot Romanos, inimigo, implacaveie da croa do
.. Redemplor O que he deue povo qoe ainda ha
pouco se precooisava o poco re 1 O que he desse
a imperio qoe nos delirios de sai v.idade se jnlgava
elerno e superior lodas as vicisitud.. ?.. a B1_
Set barbaras que vos respondan)! .. Romahe.ub-
1 mergda em um sorvedouro d. ruinas
ruinas surge, para offuscar su,, memoria. ZI
u nova Roma, qoe, tendo pora e tanta, se loruou
a para sempre o ceulro da unidade catholka a a
a sede do reino viivel de Jess Chrislo.
Era vio, diz em oulra parle, em vio se dir
qoe, estando a igreja uo e.tado, esto consegninle-
menta sugeita aos seus eslealo, e regul.menlos
A igreja esl no estado, ha verdade ; mat ert
no eslado para ensiuar a obediencia aos pri.ci
pes, noque concerne ao temporal ; mas e.i bem
langa de depender delles no etercicio de suas
. anccoesetpiriloae,. Ella veio a etle mundo, u
para obedece-lo ; mas para in.lrni-lo co0vef.
te-lo. Delle nao se serve, se nao de p.Maem i
semelhanca de Israel viajante e estrangefro 'no
. meio do deserto. O mondo submetteudo-se as ,UJ
lea, nao adquire o direito de subjoga-la 01 or !
cipes, lornando-se seus filhot, ulo sao po ,Z
. se .enhores ; devem servi-la e nae domina-l,
a ^*K*>* ieu, pete nao lhe >apor o fu-
' "" ? imP"^r, dalas. Ambrosio, e,UL,
da lgre,a, mas uo cima detla. 22
a arca busca o toccorro da ir.a jTLZ "W"
a geita. "*> .
ulho do poder ^'^Z^Z
P.S. os seus ,.ios, e concilla asna ben.t
mosir.udo que a igrejfhe filha da obed(e
nao cessa de dar exeraplos de submistio a d.
lestltma autoridad. ; qne, para sustenta 1
o seu saogue... Principet, ,11
raga d.a e noite por vossa Mnwfanaa'
nao leudes ihesouros ra.is segaros aue n. ai.
<; nae.id.de. Ao paM. que chCa'X 1V"
ossos povo, a, heneaos do, cos, ipfa
-nos povos uma doce e lerna aTTeicao para com a,
:;rrsoa,,quesaoa.i,>g,useI^-;;
Fenelon, prem, procura insinuar ,0I otinrB^
que se compenelrem bem de que elles ad. T
-"tra a igreja. tjua.ifica ao Z?*Z
epe zelo,o e pi de 6po exlerior e pZee\oTL
canonet ;-.,pretso,. que fQlga de SZ
gria no sen.ido moderado em qua dalia, te .Z
os anhgos ; mas lem o cuidado de advertir" ou. o
Inspo exterior ,. deve nunca ,,,om";.^'
nenhomada, Tnncces dooiDO inlerioT, J^J
I. deve conservar.se, com a espada na mao, .T
do sanloarto, sem que jamai, o invada
Aa passo que o bom priocip. prolege) obe .
protege a, decisoes da Ureja, ma. nada de 2SL
neuhuma dellas. Eis os d.v.res a qae altoToS.
limitar: o primeiro he raanler 1
berdade contra seus
a igreja em plena li-
mimigos do exterior, alim de
qoe pos,, no inlencr, seo, o menor embarico. pro!
nuncar, decidir, condozir, aprov.r, corrige abT-
remhm todo o orga.ho que se ..v.nta conla ,
.cenca de Oeos : o segundo he apoiar M S
deesoe, desde o momelo em qoe a igreja a. ZT
r.aor,ca ,,eruir'sob qaa"uer **. > X
pretal,,. Ea proteccao dos caonea, eolend. o
orador, se dirige unicamenl. conlra KS
das .grejes ,s.o he contra o, innovadores, -
ira os espirito, ,'ndoceis e contagiosos, e qne se
mostram nisensive. a correcto. >a0 permilUDoot
exclara, o sabio prelado, que o profcc.ur goverae
suamissao he esperar, ha ouvir humildeme,,,. lf.
cred.tar m hesi.aCao. heobedecer com S3S
.Tazer obedecer, lanlo pela ao.oridad. de ,eu em
Po. como pelo poder que lem em sua. mao."Z
quanto, o protector da liberdade iamais rtm
Sua proteccao em .al caso nao 2 1 '"'
mas.imumjugod,,farcado.t: VaLaXtol
mam excesso funeslo qo. SSSSS
toco sacado da unidad., qnerendo arrancar .,...
ridade dn cheTe da igreja para da-la ao principa que
Jamis deva pass.r de prolector.
Recopilando em rasgos magnilicos o. esforco. ad-
2 e ",,a,,l o- que S. Cyprian. .'.,
Agoslinhoderenderam e.os.enl.ram a. preroga-
vas e dir.,tos da igreja, no meio d.s.raaioros peVse-
?u.toes, o orador, como que revollado conlr. 4
mesmo, prorompe : O' meu Dos, d.i i vossa
igreja Cypriauos Agoslinhos, pastores qn. hoorem
a santid.de do mini.lerio, e que facam teelir ao
homem, que elle, ,ao os legilimos dispemadores
dos vossos augutlo mysterio, a
O segundo sermao, pegado mitsdes estraugei-
ras, he om. dessss peras oratoria, em qoe o orador,
rrebtl.do por uma eloquencia que Tulmina como o
rala, se eleva cima das regr.s a dos modelo., a
deixa que o pensamenlo .e arremece Teiv.ndo
consciencia do auditorio!
Fenelon divide esse sermao em dua, partetoa
motivos d. alegra, os molivos de temor, que a vo-
cacao dos genlios deve causar aos enrulaos.
Depois da mais brilhao.e allegona. em que se o.-
leol.m todos os primores a magnificencia da poe-
sa, repaesenlaudo a igreja na figura de Jerusalein,
e a um sublime quadro da propagado do Evangelbo
no comero da primeira parle, Fenelon not me.lra
desde os pnmeiros dias do chri.li.nismo c. 1 igreja
mais extensa do que esse imperio que se gabava
a de constituir por si s o universo ioteiro. A. re-
gies silvticas e iuaccessivei. du norte, que ape-
as sao allumiadas pelo clarao do sol, viram a lux
a celesle. A. plagas ardeules d'ATnca Toram in-
I nulidad,1, de copiosas cchenles de graca. a
Pinta dcpuis do.modo o mais vivo e eo.rgico a
uivisao de Roma, e a couv.rsao de seus rerozes ven-
cedores. Vede ees povos barbaros, que fizeram
desconjunclar-se o imperto romano, eo. mul-
tiplicou-os, e teve-os a recado em climas glidos,
para castigo de Roma p.ga, embriagada do an-
guc dos marlyres ; abrio-lhes as porta, e iunon-
1 darara o mundo. Mas ao passo que reduzem
ruinas o grande imperio, curvam os joelhos Je-
sos. Serrindo, sem o pensarem. de ministros de
viuganc. e objeclos de misericordia, to guia-
dos pelo pliaroi do Evangelho, e delles se pode
hlteralmeule dzer, que acharara o Dos que uao
procuravam. n
O orador percorre loda a Europa com as Irausmi-
gracoes do propbela, e com impeluosidade de mo-
viinenlos os mais .11 rebaladores celebra as cooquis-
'. cruz as reg Saa do oiieotc Qoe Tal-
la 1 Povos dos comi, do orieutes he cheg.da a
vossa hora! Alex.udre, o rpido conquistador, que
Daniel descreve como n.lo locaudo em Ierra, elle
sardes contra a sua pradilacla esposa... Elle enlloca- qUe lano ambicionava subjugar o mundo ioteiro,
en, .otras maos a espada de que abusardes!.... | eu moito a quem de vs porque a caridad, vai
l.embra.-vos que elle he o principe do. re., d. ler- I mais ,Vale qoe a soberln Nem os frvidos re.es,
ra, o re, inveucvel e immor.al de linios o, seclos! llem deserto* incultos, nem as inontanhas inacecs-
Dcpois desla aposlhrophe sublime, prosegue com veis, uem a distancia dos lugares, nem as tempes-
igual magnificencia de stvlo e de liugoagem : acn- 1 ldes, uem os escarceos de lautos mures, nem a ini-
selha. exhorta aos principes, que se nao vangloriem i lignidade de alhrnosphera, nem o meio fatal da linha
de proteger a igreja ; que nao enloaqueram de or- I oude novo ceose descobre, nem as frotas inimigas,
golho ao ponto de acraditarem qu. ella desabaria nem as plagas nuspila-, |iodem embargar o passo aos
sem o sen apoio; porquanlu, se elles dexarera deco-
adjuva la, o Todo Poderoso aecudira emseu soccorro
sustenta que ella, apezar das tempestade* do exte-
rior o dos escndalos do interior, permanecer im-
inoit.il, inliabalavel em seus fundamentos; que para
vencer, uao lhe he misler soll'rer, e que oulras nao
sao suas arma*, que a cruz de Jess Chrislo, Re-
inoula-se aos lempos de Moyses : 1 Faris, diz o
lernissimo orador, lenta imprimir o progresso da
* nova lei; de repente, um maulo de trevas cobra a
face do Egyplho ; a Ierra he acuitada por uma nu-
a vem de insectos; o mar roncando em horriveis can-
il vulsiies, abre-se i voz do Elerno: sua, aguas se sus-
o pendrin, e se dividem em duas grandes muralhas;
11 um povo inteiro alravessa o abvsnio a p euchuto-
11 o homem talla ao rochado e 1 j-lo que se conven
o em ton cu les cristalinas; o .ao celestial chove so.
a bre etse mesmo; emflin, tu i, (ga m lacres duranl.
ir quarenta teeulos, s para salvar a Igreja captiva '.
O orador aos Maccabeos: rolloca-se dianle
enviados do Dos Quem s3o aquelles que voao co-
mo as nuvens Vento,, transporlai-os as azat !
i.'ue o meio dia, qae o oriente, que as ilhas incgni-
tas os guardem, em silencio os vejao vir da longe .'
Ouam Tormosos sao os ps desses homens, que sur-
gen do viso das monlanhas, trazeudo a paz, auuun-
ciaudo os beus eternos, pregando a salvarlo, e x-
clamaudo : II' Siao .' leu Dos reinar sobre li! Ei-
los, os nevos conquistadores, que chagao sem armas,
e abroquelados apenas da cruz do Salvador .' !
leu.Ion iransporla depois o seu auditorio an reino
de Siao, ao Japao. Esse discreto coinmedimenlo
de imaginaba>, que he a primeira condicio do gos-
lo, d logar a qoe coordene seu, quadros com tal
concert e artificio, qne produzem sempre bom eT-
feito, sem que ressumbre em soa pompa a meoor
aUecUcao. Convida os ministros d. religiao aa
consagrarem ;i esta cruzad, sant. no rlenle. Ae-
cusa-se a si proprio ante o tribuo.l de sen. ouvir-
les, p.rgnntando : porque ella orador nao vai em
i
MUTIO^D'
ILEGIVEL


Mo ii rtumocij mea feiri is o mi u 11
pestoa Trale dos misilonarlo-, cuja zelo estimula.
lituito-se a incitar da tange seus irmjos, exaltan-
do obra Ua meritoria, quando Ihen deve dar o e\e:n-
plo'.' Ao eoleio que cama lio siugela franqueza,
luccade o mais intimo cnlemeriraeulo, que lus-
pira a sublima liumildade. com que responde !! Que
ola posu eu boje, rosus maos, exclamar com Hoy-
sos as portas do acampamento de Israel: se al-
guem he do Senhor que ss raunr. a Mml Dos he do Sr. Avila, secn lite darem
(estemunha, Daos em cuja presenta eslou fallando,
Heos, cuja face eu cada dia sirvo, Dos, que lo
nos corcea... Senhor, vos bem sabis quo eu, que
Unto admiro a vossa obra, nilo me sinto com tor-
tas e animo para affectua la Felizes, e mui felizes
aquelles, i quera concedis esse esforc supremo !
E ditoso eu seria, ae, apesar de minha toaqueza, e
indignidade, miohas palavr.s poderem alear no co-
racio de algum santo sacerdote essa chamma diviua,
em que um peccador como eu nao he digno de
abrazar-se!
I.evaudo em seguida seus ouvintes a esias longi-
quas regioes, onde folga de rcvellar as alegras e os
Iriuinphos dos miuionarios, piDla-nos Fenelon o
fervor piedade dos" povos orienlaes com imiilo ru-
is grata e energa, e com exalidao n3o menos com-
pleta que o padre Kleury, quandn descreve os cos-
tumes dos primeiros chrisiaos.
Nessas trras, diz elle, nintraem se atreve a
mostrara esse fiis fervorosos nossu tibios chris-
taosda Europa, com receio de quo esse contagioso
eiemplo nao Ihes eusine a ter amor a "vida, e
franquear seus coracoes as mortferas alegras do se-
clo ... Entre o seculo e Jess C.hrislo nao cot
cem tosi termo : so sabem orar, esconder-se,
frer, e esperar. Oh amavel siogeleza Or
virgem I Oh alegra pura dos filhos de
Ob formosura dos das anligos, que Der
na tetra, e dos quaes para Bel remanece r
vergonhosa e triste recordado .
No priucipio da segunda parte. Pene'., ,a com
pah pomposa elocuencia acerca da proscripto
dos Juden, u sas vastas regioes do Levante ; donde os raios da
fe, a ssmelhanca do sol, surgiram por sobre uos'as
calieras. O que he dessas famosas igrejas de Ale-
undria, Anthiochia, Jerusalem, e Conslantiuopla,
s quaes lautas outras eslavam ligadas t Xellas pro-
liriram os coucilios esses orculos sublimes, que vi-
virao eteruamenle. De sangue de martyres fdra
regada essa Ierra : o proprio de-erto florescia por
seos aoachorela*. Mas a devastado sentou-se uo
come dessas mootauhas, que outr'ora gotejavam
leite, e mel, e sao agora iuaccessivei* antros de ser-
peles e basiliscos. Que resta uas cosas d frica,
oude asaisemblcas dos bispus eram lie uumerosas,
como os concilios universaes, onde a le de Dos
recebia eiplieac.es pela boca de Agostinho ? I,,
so deparo ierra, aoode fumega o raio, que contra
ella Dos vibrou,
Bem tesejariamos proseguir ua anaiyse desle im-
portiute serraao, no qual brilham os rasgos da mais
sublime piedade, desss eloquencia que so religiao
sabe iospirar ; mas o> estreilos limites deste escrip-
lo nao comportara mais ampio deseovolvimenlo.
Desejariimos mesino considerar o immortal arcebis-
po de Cambray sob outras relaroes ; e como anda
oslo milita a mesan razao que indicamos, conlen-
lar-nos-hemo- em por o feicho ao nosso Irabalbo,
por ventura iucompleto, Iranscreveudo a seguinle
passagem que, acarea de Fenelon, fraileara a penua
de ooro do inimitavel A. da Lamartine. a Sea nome
preraanece popular e mais immortal anda que suas
obras, porque elle derrama muito mais a sua alma.
que oseu genio, as suas mesmas obras e-no seu se-
cuto. O que nelle se admira, he elle raesmo. Seu
nome he a sua immortaliaade. Os homeus lie mai*
justos do que se ere em sua retribuirlo. Fenelon
amouera este o sen geuio : foi amado de to-
doseis a sua sloria. De todos os grandes bomens
desse seculo de Luir XIV nenhum deixou urna mis-
sao mais doce a meditar ; ha sempre ternura ua voz
de todo o hornera que falla desie hornera. Tsoa
poesa encanta a uossa infancia, sua religiao respi-
ra a doruri do cordeiro, smbolo do Chrislo ; sua
mesma politice nao (em se nao os erros e as illosoes
do amor Iludido ; sua vida inteira be o poema do
horneo) hon--'o as laclas com as imposibilidades
doa lempo Jk ^
Nada cdt.egaio, dtz,-se, dos bens qoc medilou to-
ser. Per mais aioda ; .leo a idea delles ; applicou
era seo pensameuto o evaugelbo a sociedade ; quiz
o reinado de Dos sobre a Ierra ; ensinou aos res os
Mgrados direitos do hornera, ousinando aos povos
es develes do cidadao. Teve a sede da igualdade
chrisUa, da liberdade regrada, da Justina, da moral,
da caridade uas relajees dos governautes com os po-
voi, doa povos com os guvernaoles. Foi o tribuno
di virtude, o prophela do raelhoramenlo c perfei-
r.iu social. Derramou sua alma n'alma de dous se-
culos. Adocou e chriilianisou o genio da Franca.
Algumis vezes o poeta da climera mas sempre o
poefa di caridade A cousciencia Ihe devu urna
virtude de maisa tolerancia .' os throuos umdever
de maisoamor dos povos : asrepublicas urna
glora de mais a humanidade. A Franja leve
genios mais varouis ; mas nao leve ueuhum Uo
teruo. Seo geuio podesse ler um sexo, dir se-
hia que 1 meln leve a iruagiu.icao de urna
inoliier, para sonbar .com o co, e sua alma par,,
amar a Ierra. Quando se pronuncia sea nonio, ou
quando se abre o seu livro, cada um jutga ver a sua
ligara ; cre-se ouvir a voz de ura lerno amigo. lla-
vera ahi urna gloria que exceda em elevaro e em
solidez lauto amor ".'
Quando se quizer fazer o seu cpilhapbio, que se
Ihe escreva sobre a campa estas palavras :
< Alguns homens poderiam (er tomado a Franca
mu temida e brilliante ; nenhum a tez amar lauto
das uares. i
Pinto de Campos.
foi ura verdadeiro flagello e paru oulros urna Cali-
fornia ; e que para os inimigos do Sr. Avila, devia
ser um pretexto de perseguirlo.
Tratou-se de ura cemiterio provisorio no lugar
dos llcraedios. Existe por all grande extensao de
campias, que por seu isolamento ollrcciam ,is ver-
dndeiras evadirAes do u.n jazigo daquella ordera.
Mas o que succedeu K-iir.ir.ini pela propriedade
<&ovc&ponbenda$.
Senhores redactores.Em vossa Pagina dn hon-
lem, 0 do correle, deparamos com alguns trechos
relativos capella de N. S. dos Itemedios, e ao ter-
reno que all foi destinado para cemiterio durante a
quadra epidmica. Escrevendo-os, scnliores redac-
tores fostes victimas de urna informadlo falsa e ar-
leira ; pelo que nos encarregamos de esclarecer a
vos e ao publico, que vos leu a respeilo das cousa
que lucrara diciar laes falsidades, c principalmeale
dos fias que cm vistas para isso se levou, e dos
quaes se vos quer fazer um verdadeiro inslrumeulo.
(I) Eis o que temos a dizer em desempenho de nos-
sa larefa.
O Sr.Maaoel Ignacio de Avila, dono dessa pro-
priedade, em que eslao situados i capella e cemite-
rio referidos, be um porluguez extremamente pa-
ei/ico, eque, i esse deleito, rene o de viver uui-
camenle de sen Irabalbo, que Ibe lera grangeado
orna tal ou qual fortuna.
Maos vsiahos enlenderara, que deviamjaprovei-
Ur-se das condicOes em que eslava o Sr. Avila ; c
por isso nao bavia dia em que a propriedade deste
senhor nao soffresse ama depredarito. Ora, era um
viveiro que despeseavam ; ora, aleuha de urna ola-
ria que furlavaiu ; ora, o seu cavalln que levavam
pira fazer trabalhir onde bem Ules pareca ; ora, a
cabra que Ihe cumiara. N'uma palavra, fizerara da
propriedade do Sr. Avila um transito publico, e a-
eabiriin |r coocidera-la ora bem comroum.
Aeooteceu que por vezes o Sr. Avila fallasse c ,e
queiiiue de laes violencias ; mas foi por isso 13o in-
aullado e ameacado que resolveo para logo ludo sof-
frer calaiameute emquinlo se uio deslizesse di
mesma propriedade.
Oulro Unto, porcm, nao aconteci i urna mulher
que vive de rnoilos aunos em companhia do Sr.
svili.e que sendo brasileira, assenlava que linda
Pelo menos o direito de gritar contra laes escnda-
los. Eogaov manifest. D'ahi resultou que essa se-
nlieri se lornasse odiada por lodos aquelles que que-
ruro tozer do Sr. Avila oseu galo e sapalo, como
se cosluma dizer, o fosse convertida em alvo de
quauta insolencia te pode imaginar ; sendo que ara
dia al, para cumulo de perseguido, e sob prele\lo
de wr ella ouura rfe eilvaria e oulras quejandas,
rrancaram-ni de sui casa e a couduziram no
meio de apupadas a preseuei do subdelegado da
fregasna, o digoo Sr. Vianna, que miagando do
ficto, o reconhecendo ser ella victima de urai vio-
lencia, a pz em liberdade.
Asaim forara as cousas camnhando at que balen-
do-oos;i porta a epidemia:a epidemia que para uns
a menor salisfarao ;
separaran! lodo o terreno Comprehensivo da frente
da mesma propriedade, contisuo a captlla, e ahi
(Unirn o referidoccmilerio, dentro por assira dizer
da cata do Sr. Avila, que he tambera contigua a
dita capella ; e o que be mala escandaloso ainda, no
cemro do povoado !
O Sr. Avila representou contra esse procedimentn,
a hygiene publica prolestava igualmente cnica elle;
mas ludo baldado : o cemiterio licou no mesmo
lugar .
Mas nao he ludo. Morre o primeiro cholenco,
e de proposito sepullam o cadver na extremldade
do terreno contigua casa do Sr. Avila, duasou tres
brajas distante da porta dos quarlos de seus escra-
vos. E d'ahi a das perde o Sr. Avila quatro desse?
escravos e ainda mais seu fttho, o nico que linha,
e que grandemente o ajudava em seus trabalhos !! !
A perseguidlo, porm vai ainda por dianle. Se-
pulta o Sr. Avila o cadver de seu lilho no remite-
no. e para que ao mejos nao perca de vista o lugar
em que repensara restos para elle i.i > preciosos, re-
solvc mandar erguer ura palmo de trra sobre aquel-
la sepultura, como em qualquer cemiterio se faz
ainda aos mais obscuros. Mas o que acontece !
No oulro dia mandara cavar ama sepultura juuto
quella.liaveudo niovto terreno anda desocrupado, e
e modo a impedir o ultimo e" irisl prarer de um
ai desoa I.-, : '
I.'w ii.ii nao menos amarguraa, essa inesraa
mulher de que fallamos, uo excesso de um furor
bem justo e legitimo, ergue a voz entrecortada de
s0lucus coulra aquelles que executam e ordenara
laes cousas ; e por isso s, naquelle raesmo lugar,
sobre a sepultura de seu lilho, e junto a sua cas,
he coberta de baldoes e amearada brutalmente com
pancadas .'
Mas isso nao satisfaz anda o odio que se vota
essa pobre mulher e ao Sr. Avila. Embora mudo,
o Sr. Avila he sempre urna lestemunha do que se
passa em sua propriedade, embora impotente, essa
mulher tein sempre um grito em defeza do Sr. Avi-
la. He preciso portento que ambos abandonem a
casa e seus iiJjereises, e deixem ludo em maos de seus
iuimigos. o que fazer para isso Atocajar o Sr.
Avilo cora fs cousequenciis de um tumulto popu-
lar, ou pelo menos faze-lu acreditar peranle o pu-
blico, para que sob tal pretexto se possa coulra elle
leular irapuuemenle urna va de fado. E lie neste
sentido, Sn. redactores, que vos diclaram as bubas
que escrevestes coulra o dito Sr. Avila, e que reve-
lam felizmente a malvola intenjao daquelles que o
lizerara. (2
E ua verdade, Srs. redactores, se a capella dos
Ketq|dios be lida e mantida ha mais de lista anuo*
pelos devotos, segundo dizera os inimigos do Sr.
Avila, parece evidente que durante esse lempo nao foi
fechada ao povo pelo propriolario delta. E nem he
crivel que agora elle o tizesse, principalmente pelos
motivos apona Jos era vossa Pagina ; sendo esses
motivos lano menos verdadeiros, quanlo be de pri-
meira iuluiro o nenhum inten-sse que leera os es-
cravos do Sr. Avila era arrombar a cerca do cemi-
terio, e a impossibilidade de fazer pastar cavallos,
oude n3o ha relva que estes aproveitem.
He anda menos exacto que o Sr. Avila livesse
negado a chave da capella a quera luer que uella
quiz eulrir para qualquer pi misler. O que hou-
ve fui isto :
Depois da morle de seus escravos e fillio, o Sr.
Avila relirou-se do sua casa de vivenda para um so.
bradinho contiguo a suas olarias, nos fundos da
propriedade, deixando uaquella a chave da capella
eulregue a urna pessoa que ah licou.
Dias depois, estando o Sr. Avila dentro do refe-
rido sobradioho.a carpir lalvez a morte de ser '
Iho, ouvio urna voi, que Ibe pareceu de ora mol
que de lora pedia Ihe dessem a chave da cape
a qoal o Sr. Avila, abysroado em sua dor, I
respoudeuque nao linha la a chav.-.
Essa icsposla do Sr. Avila foi logo inlerpctrada
come urna denegado da chave referida, e alguuias \
pesioas ae reuniram i porla da capella, proferindo
contra elle insultse araearas.
Neste cmenos appareceu a pessoa que estiva de
posse da chave e o oll'erece, dizendo ser injusta a ac-
cusajao que ao Sr. Avila se (uta, porque de fado
este senhor lbe deixara a referida chave.
Mas o negocio da chave oflerecia ura excellenle
prelexlo para expor o Sr. Avila auimadversao
publica. Alguem se ergueu logo dizendo, que nao
se bavia rnjster de favores de marinhro, e de re-
pente improvisou-se um aliar porla da capella, e
dianle desse aliar foi o povo convidado a rezar o ter.
jo. E logo depois procurara tirar proveito dessa vil
manobra, adolteraudo os fados e ligurando-se o Sr.
Avila ura verdadeiro impo, e lingiudo-se recejos d
desordeua populares de proposito suscitadas para
intimidar o Sr. Avila, o qual. de fado, (eodo razao
para ludo esperar de laes inimigos, achou prudente
retirar-se de sua propriedade, e anda boje fongido
por casa de oalros !
O curaportameuto insidioso e malvolo de laes
individuos se torna iod| mais silieni- ,.yj9|| do mo-
do porque pretndelo, que seja o Sr. JBrjIa esbolha-
do do terreno que lbe lurairara para cemiterio pro-
visorio, raoslraodo-se admirados de que o Sr. Avila
considere proprietario desse terreno, s porque
poro qner mura-lo e cou'verle-lo em cemiterio per-
a ler aprovado. recorro ao seo bem conceiloado jor-
nal para provar ao lllm. Sr, Gamillo Pires, e a mais
alguem, que e-teja no-la c retira, que nao presto tnei
assrutimento, nem tomo parle na responsabilidad!
de fados desla ordem.
Joua Carlos Bezerra Caealcanti.
JJubicacoes apcMto*
Ao lllm. Sr. Cyriaro Antonio dos Santos e Sitia,
lio/ occaiuio de ra partida para a cidade da
Parahyhii.
SONETO
Para onde Casenlas pressurosn
Novas plagas e Ierras demaul.ii do I..
I'ois nao sabes que deias anci.-.ndo....
Um pai que gome triste e lacrimoso 11
O seio maternal mais doloroso
De punhaes Iraspassado solurando
Desmaia sera atonto lastimando
A ausencia cruel do lilho honroso !
Ingrato, tu nao *... eu sei qne ouviras
Es magoados acentos da ternura
O se Dalo fra o dever... tu nao partirs... >'
Nesle transe .cnlidorJe araarflr
As dores mais acerba, tu sentirs -
se rae viras uas garr da tr,inra.
Por um vii-jo.
S01ET0.
Gffet ecido a Illma. Sra. D. A ri-
a da Suva Lima, por occasia'o
da sentida morte de sua preza-
da ma'i D. Francisca Eugenia
de IVeitas.
Quera como eu, a vio feliz e airosa,
<>s mimos disfruclar d'alla ventura;
Bspargiodo o prazer e a mor ternura
l'or toda a sua eslirpe assas dilosa.
Quem a vio insultando a sorl'jrosa,
llcbalendn-lti'.iiidari.i torpe c dura ;
0m o firme sentir d'ura'alraa pura
Com robusta energa e mageslosa.
Mas quem depois a vio cahir ferida
Pelo golpe falal da negra sorte ;
l'roslando-aja murada c suecurabida.
Ao v-la, emlin. reuder se ao duro corle,
Nao pn le sew chorar, peixar na vida;
Nem pude sera chorar peusar na morle.
Harreiros.
{tumerct0.
SM
alq.
cenlo
Ipeiaruauha.........
'ioinma...........
Gengibre...........
Lenha de ai lia- grandes .
a pequeas.....
" liims.......
l'rancbas de amaiello de 2 coslados urna
" lonro......... i,
Cortado de aroarellode354ep. de
< -' '. a :i de I..... ,.
' de dita usuacs.......
l.aisladinbo de dito........
Soalbo do dili............
Forro de dito.......... ,
Gustado de louru......... 0
Gostadinhu de dita........ 8
Soalbo de dilo..........
Forro ile dilo ....
'i cedro.........
luiusde-lalajuba......... quinlal
Varas de parreira......... ,|u/ia
aguilhailas........
quiris.......... B
Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos u i, o
Melaro........
:I85HKI
39000
la-VK)
9M00
llTOOO
-2491)00
161000
Para o Kio de Janeiro sabe com toda a brevi-
dade, por ter parle da Sirga prompta, o patacho I lar
da Baha, capillo Damin da Gosla Kosa : quem
quizer carre&ar o resto.' entenda-se cora o consigna-
tario Mauoel Alves liuerra, na ra do Trapiche
n. I i.
Para o Rio de .Janeiro
segu em poneos dias o bem condecido brgoe nacio-
nal famao ; para o resto de sen carregainenln, pas-
saeeiros e escravos, para o que lem excelleoles con-
modos. Irala-se com o consignalano Joso Joquirn
Das Fcrnandes, ra da Cadea do Itecfc.
AVISO
PRAGA 1)0 REGIFE U DE ABKrL AS3
tlOKAS DATAKDE.
Gota^ies olliciaes.
Londres87 1|i a 37 l|9 d. I dn,
frederico fobilliard, presidenta.
P. Borges, secretario.
Camhiu obre
-. CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 % d. por lj.
Paris, 318 rs. por f,
Lisboa, 92por 100.
<( Rio de Janeiro, an par.
AcjCes do Banco, :lj> 0(0 de premio.
Accoes da companhia de Beberihe. JijjOOO
Acnies da compaubia Pernarnbucana ao par.
Utilidade Publica, :it) purcenlodl premio.
I ludemnisadora.sem vendas.
Discoolo de Icllras, de 12 i i por Oi.n
META ES.
Ouro.Ooras hespinholas. .
Moedas de lijnii velbas
69(00 novas .
i) 4900. .
Prata.Palaces brasileiros. .
Pesos columnarios. .
i inexicanus. ,
289 289500
. K..NI.KI
. 1t9t)0
. tlsOOO
. 29000
. 29000
. 1980
ALl'AMIEOA.
Reudimetilu dodia I a 12. .
dem do dia l......
167:6:1*9-%.-,
I6:6lg!):il
18t:2.)!)j-.>IB
N
o
peluo !
Tinto cvuismo, seuhores.redactores, he imperdoa-
vel, principalmente i individuos que se querem
moslrar too chcios de zelo e caridade chrisiaos. lie
i isso que se pode qualificar da verdadeiro sacrile-
gio e impiedade.
Nao he por tanto ao Exm. Sr. bispo que compre
dar provideocias para que a capella dos Remedios
seja franqueada devoejo publica ; porque as por-
tas delia estveram e eslerto sempre aberlas para
aquelle lira. Mas be a' polica que compre; impedir
e por termo a taes escndalos.
Ghegariam laes bomens a persuadir-se da que o
governo podera' esbulharo Sr. Avila de sua proprie-
dade, converlendo-a era ce.nilerio perpetuo, sem que
justificada a circunstancia de ulilidade publica, fos-
se elle previamente indemnisado do valor de dita
propriedade '.'
Ghegariam a persuadir-se de que S. Exc. Rmv.
depositara as chaves de urna capella em maos de
homens, que Uvera*) iouea e sacrilega lembranra
de fazer jogo com uLjeclos 13o sagrados para s
bnsqueficam patentes, procurando mesmo indi.
reclmenle lorua-lo instrumento de fuas vin-
gancas O ?
N3o. Temos f que assim nao acontecer'. A men-
tira e a mal la le nao Inuinpharao di verdade e dn
justira. E o publico julgara' enlre ambos.
(I) Rieonhereraos na pessoa que nos torneceu os
apontamentoi deesa noticia, que demos dos Reme-
dio, >0b sui reiponsabilidade. Unta probidade que
Ihe fajemos a mal ampia joslica em crer qu nv
qai iUudir a nessa boi t.
srs. redactores.-Tendo sabido uo Liberal Per-
namhucano n. 1010 de 99 de marro prximo lindo
urna correspondencia, onde o lllm. Sr. lenenle-coro-
ne Manoel Gamillo Pires Plelo, coramaodanle do
balalMa O. 41 da freguezia de Ipojuca, he censura-
do por urna circular que dirigir aos seus olHciae--
e como o autor se conserva apadrinhado com a ca-
pa do auonjmo, eulend que devia declarar que nao
sou o aolor. nem parte algoma Uve nessa corres-
pondencia ; por isso que nao julguei dessa circular
pelo nieimo modo, que o incgnito Justo que sem
encommenda da oflkialidaile do balalbao n. | qui/.
lomar conla disso, que elle'chama arbitrariedade,
ou violeona.
Se alguns compauheirosraeiis naose apresenlassein
justificando u procedimento do nono coramainlaule
e sssim provaudo que nHo louvavam a censura do'
senhor Justo, lalvez que eu nHo me apressas fazer tal decliracao, pois que a minha cousciencia
esl tranquilla, e o nosso cominandaule creio que
sabera donde ella parti; mas como julgo que o
meu silecnin pode Irazcr algumas suspeilas de ler
sido eu o autor daquella prodcelo, ou mesmo de
Oeicarregam hoje ir, da abril.
Brgoe iBgtatCamellamercadorias.
Brigue inglelames Ciartelaixasde ferro.
Brigue inglezBellebacalho.
Sumara licspanholat'iolaulcpipas de vinho.
Brigue bra-ilciruFlor do Riobarricas vasias.
Barca americanaC. /-.'. TagfarioAa de trigo c
bolachinhas.
Barca americanallazardfamilia, bren c banha.
IMPORTACAO*.
Vapor nacional PARAN', precedente dos portal
do norle, consignado a agencia, uiaufeslou o se-
guinle :
5 laccoa com arroz ; ao Exm. presidenle da pro-
vincia.
I encapado ignora-se; a JoaquiraGardozo A)res.
I dito dito; ao Dr. lunoceucio P. Gorreia.
1 caixole dito ; a Francisco tionralves de Oli-
veira.
28 barris vinho e I encapado que se iguora o que
couleui ; a ordem.
otl.NSULADO ERAL.
Rendimenlo do da 1 a 12 .
dem do dia II ... .
23:7l9f681
3:5609522
27:27'.i9i0.t
MVERSAS PROVINCIAS.
Ueudimeutu do da I a I;! .
dem do dia I i .
2:3219117
5679142
3:091*259
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimento dodia 1 a 12
dem do da I i
20:7879017
2:.5679.",t
23:3}.,0l
PAUTA
dos preros correntes do assucar, algodan, e mais
gneros do paiz, que se despachan! na mesa do
consulado de Pernambwo, na semana de 1 i
a 19 de abril de 1856.
Assucar cmcaixas branca I. qua'lidadc
9.a a
mase.........
bar. e sac. branro. ......
mascavado.....
i refinado..........
Algodan em pluma de l.i qualidada
i>
(2i Nao, senhor correspondenle, a pessoa que nos
ni i i.i-i ron .i | mi la meu te- a respeilo dos Remedios he
lo pacifico cidadao, c extremoso pai de familia,
que por esse ladu bramos tranquillos, que outros
molivus poderiam haver, menos o desejo de conci-
tar o povo contra Avila, ou de maltrala-lo com vas
de fado.
(:|i A prudencia doExm. diocesauo o pie a salvo
de cahir nesses lucos, ou de servir de iustrumento
de vingancas ; tanto mais quanlo para isso nao bou-
ve inleucao. segundo nos fez crer a no-a boa f,
e os precedentes da pessoa, que dos Remedios coin-
nosco se correpondeu, para quem desde ja appel-
lamo, ou que lome a iniciativa em sustentar irre-
fragavelmeoleoqueno relalou, ou de retirar, cora
lano que a redaccao continua sempre a Smc. prea-
lr Te. Por ora ha ceoeac/io e defeza, falla rept'-
ca t rrrphea.em vista dola o tribunal publico deci-
dir se Avila merece ou cao absolvijao.
i o i, o 3.*1
em caroro......
Espirito de agurdenle .
Agurdenle cachara.....
de canua ....
rcslilada.....
de reino.....
tjenebra..........
a *>..*....
Licor .............
i.............
Arroz pilado duas arrobas ,
em casca........
Azeilc de imiiiiiuin .....
ii mendobim.....
ile pcixc......
Gacau ............
Aves araras......
papagaios......
Bolachas ...........
Bisadlos...........
Gaf bura........
" resslolbo.........
cun casca........
u muido..........
Caruc secca .........
Cocos com casca.......
Gharntus bons........
ordinario!.....
o regala e primor .
Cera de carnauba......
era velas........
Cobro novo ino d'olna .
Couros de boi salgados ....
o verdes..........
>t espixados......
de ouca ......
i, ii cabra cortidos .
Caarhimbo......., .
Esleirs de preperi......
Doce de calda........
o ii guiaba.......
o seico .........
ii jalea ,.....
Estopa nacional........
eslrangeira, rano d'uhra
Espauadures grandes.....
o pequeos....
Firiuba de mandioca.....
o ii millo.......
aramia.....
FcijAo.............
Fumo liora .........
ordinario..... ,
era folha bora......
< ordinario .....
o reslolho.....
cariada
. caada
. botija
. caada
garrafa
um alqueire
. ii
. caada
. ii
. ii
. vill
. urna
ura
. f|i
. o
ccnlo
11
II
milheiru
urna

alqueire
@
ii
alqueire
9
9
9
39500
25150
-19810
59800
59100
59000
19150
9800
9i0
9180
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9700
9580
2M
9580
>2i
IO9OOO
19600
91)60
19 19600
59000
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.1-3000
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59500
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29000
19700
n37 29500
IO9OOO
I29OOO
916
9210
90
9270
159000
9:120
59OOO
3200
9210
5200
580
300
1-96110
19000
28000
1900
295OO
:l-500
6j00
691)0
lOjODO
69OOO
103000
69OO
59OOO
Milho......
Pedra de amolar
'> o filtrar .
n rebolos
Ponas de boi .
Piassava .....
Sola 011 vaqueta .
Sebo em rama .
Pelles de carneiro
Salsa parrilba .
Tapioca .....
Unt* de boi .
Salan......
Vinagre pipa .
caada
alqueire
una
Para o ido de
Janeiro
Sugue com toda a brevidade por ter grande |iariu
do carregamenio, o luigua nacional HRCULES:
para o resto da carga, passageiros e escravos a ftt>
le.lrala-secom Novaus & C., na ra do Trapi-
che n. '34.
COMPANHIA
FRAMO-UIERICm.
cenlo
molbo
meio
e$
urna
@
,1
cenlo
ti
5
9640
69OOO
-98OO
I9OOO
9:120
25000
CtOOO
5:1201
16?(KKl|
395OO'
5210 i
9(901
309000
as escalas de Lisboa c Santa Cruz de TcnerilT,
Gorc, Pernambuco e Baha, por vapores novos
de 2,000 lunelladas c forra de 500 cavallos. L'
I mesa.
mwtmaito bo potto.
Proco das passagens Camarotes de 1" elajaa Camarote de 2" class 5J ~ a s
Pan. de Peni. Sing. r 1:11 i 1IIMI Dobr. r.'.iJi SIN) 556 450 Sing. tuno 970 Dobr. a a* ^ c r% si u
Para 0 Havre Lisboa S. Cruz deTeneriu*. tiore. . f. 75 660 .550 150 .180
J,v/ri'o entrados no dia 11.
Par c porlos ttarowdioi12 dias e 2.1 horas, vapor C., rila da Cruz '0
brasileiro ivana, commandanle F. F. Borges.
Passageiro- pa'ri' esta provincia, Jos Gonralves
dusKeis. Pedro^'valcauli de Alququerque liara-
anta, Francisco '-lernentino de Vascoacellos Cha-
ves c I criado, Bif- presidenle do Ceara Fran-
cisco Xavier l'aes H.irrcl e 2 criados, I). Adelai-
0 vapor Cdiz desta coinnanlii partir do Kio
de Janeiro no dia 8 do corrale : para frele e pas-
sagens, aos consignatarios L. Lecomte Feron &
de Smith de Vasrdpellos e 2 criadas, Dr.'leo-
philo F. da vlu -i i, l-'orlona, Fr. Gonstanliiio de
Santa Maria d s AnjOS -los Antonio da Silva.
Jos Kerrfira dos Sanios, Alii Fouruier, Manuel
Dias Seno e sua senhora, Jos Francisco Jasscira,
lunario da Fonsera Marque, /eferino Ounralves
da Silva Manta, I desprior. Sesucm para o sui,
o Eira, llispo do Par e I criado, padre Benedicto
Tlioma/. da Gunha e Mello, ft. Tiago do Sanio
Sepulchro, D. Jnsephina dos Sanio9 Mir e I cria-
do, alien.'-, tjuilhenne Marques de Souza, Jos
lionralvcs do .Nascimenlo, com irn a-lor Jos
Joaquim Teixeira Vicira lli-lford, Fauslino Perei-
ra Serzedello, Dr. Jos Jau-en do l'a-o e :l escra-
vos, Dr. Jos Mimo- l-'erreira e 2 escrav"s, sena-
dor Ari.'cio Cartos Mauiz, Joaquim Ram04 Villar,
Francisco Joaquira da Rocha, D. Arsnica Man-
des da Cmara, 11 IHI101 e 6 criado,, Dom'"-"5
Fernn les dos Res e :1 sobrinhos, Manoel Amo-
nio da Aldeia, acadmico Jezuino Augusto"-.'!08
Santos Mello, Dr. Eulalio d Costa Carvalho, !>
Manoel Marlins dos Santos Penna, pralieaolc Il-
defonso Jeuuino da Rocha, varios esrravos dos
passaieiros a entregar, 12 recrulas e 1 desertor.
Ierra Nova28 dias, brijue inzle/. .iVoland, de
211 toneladas rapil.lo Charles Scland, equpagem
12, carga 2,'.M7 barricas com bacalhio ; a Me.
t.almont A; Gompauhia.
Muios sahidos ,10 menino dio.
Lisboa por ColiiijfiiibaPatacho brasileiro Cons-
lanra, rjpilo Jos Joaquim Pereira, em lastro.
Passageiro, l.uiz Gandido Ferreira lavares.
Nevv-BedfiirdRarca americana A. Fanuv, capi-
lilo B. Nya, carsa a mesma que Irou'xe. Sus-
pendeu du lameirao.
Rio de Janeiro e portn intermediosVapor brasi
lero o Paran, roinmaiidanle F". F. Burees. Pas-
saaeiros desta provincia, Alfredo Kibeiro <',a-
meiro. Berajimira Jaciulho Tomaz e 1 escra-
vo, A01 uno Jaciulho Leodoro. Dr. Garlo! Au-
suslo da Silveira Lobo, Julio da Silveira Lo-
bo e I criado, Aleandre Jos Ribeiro, Joaquim
da Silva liusmao, Jos Joaquim Jorae, Joa-
ipnra Iheoduriro de Albovierque Itaranhlo,
liento Fernandes de Barros Francisco de A"i-
Nfgrciro- Siiilo Lobato, Er
e I criado, Joaquim reun
Joao Franciico l-'erraz, Ad
rravo, Luciano de Mor
com 1 lilho a enlrecar,
e I criado, Jutio M.nervino
Mello e I cscravo.
Porlos do SuiBarca insleza Sapphou, capitu Me.
Kerry, carga a mesma que Irouxe. Su,prodeu
du lameirtiu.
'ara o Rio di
,tf Cesar Coulinli
Senado Coulinho,
10 1. .incite c I es-
armenio, 1 escrava
lira-,lio da Cuuha
<$Mtae3.
O Dr. Anselmo Francisco perelti, comraeudador da
imperial ordera da Rosa, juiz de direito especial do
commercio nesta cida le do Recito e provincia de
Pernambuco porS. M. I. eC.que l)eosguanle ele.
Faro saber aos que o prsenle edital virem, e del-
ta noticia liverem, em como no dia 21 do correle,
pelas 2 horas da larde, na toja n. 13, na ra do Pas-
scio Publico d?sla cidade.se bao de arrematar por ven-
da a quem mais der, em praca publica desle juizo,
as la/en la- que j toram descriplas. avahadas, e pu-
blicadas por edilacs desle mesmo juizo. que por in-
conveniente da epidemia reinante se nilo pode eflec-
luar a airemalar,Ao das que forara penhoradas ao
cxeculado Iota Alejandre Vieira, por execurao dos
exequentes Ruslron Roker & Companhia.
y. para que chegue a noticia aos licitantes raandei
passar o presente, que sera publicado pela Iraprensa
e allixado nos logares de coslume.
Dado e passado nesta cidade do Recito aos II de
abril de 1856.
Eu Francisco Iguacio de Torres llandcira. esenvao
sabscrevi.
nselmn francisco Perelti.
&ccar$.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que uos das 1.- 8 o 15 de
abril prximo fuluro, estar em praa perautea mes-
illa thesouraria para ser arrematado a quem por
menos fizer e melhor vanlagens em favor da tafea-
da ollerecer os serviros da capalaiia da alfaodega
desta provincia, no trienio que lera dedecorrerdu
I.- de jiilho do correle BOBO a 30 do junliode 18.',:
04 preleudenles eomparecam a I hora da tarde no
lugar do cDslurae, com seus Madores corapelcnlimeii-
le habilitados. Secretaria da thesouraria do lazeuda
de Pernambuco em 12 de fevereiro de 1856.t) of-
liciil raaior, Emilio Xavier Sobreiri de Mello.
O secretario da directora geral da inslrucrao
publica avisa aos lenbtreS professores e |n de-oi,:-
de inslrocr.lo elemeiilor. que se achara em seu po-
der os exemplares das in-lrui-ru", regulamrntares
pora as escolas primarias da provincia, alirn deque
venham ou man lem por pessoa de sua eonOaoca rc-
le.-- lo- na m.lo di, abaixo anignadn. Secretaria da
directoria geral 12 de abril ele 1856.t) secretario,
Fraucsco Pereira F'reire.
e eiaiieiro
vai seguir cora brevidade por ler srande parle da
carga prompta, o brigue nacional titira ; para o
resto, passa^iros e ccravos", para o que oerece
bous comiiiod i-, trata--- cora o consignatario Jos
Joaquim Dias Fernandes. roa da Gadeia do Recito.
AVISO MARTIMO.
Prccisa-se contratar marinheiros nacionaes para
seguir viagem 110 brigue nacional nAdolpho para o
Rio Grande do Sui cum escala por Macen, : a tratar
na ra do Vigario u. 5. 00 rom o rapilao Manoel Pe-
reira de ni a bordo ou na prara do cummercio.
Para Macei segu al o dia 22 do correnle o
brigue brasileiro Adolpho ; para carga e passagei-
Irata-sejia ra do Vigario u. 5, uu com ocapi-
Uo Mauoel Pereira de Sa,
na prara do commercio-
ar e Acaracu'.
No dia 15 do corrente segne o biale Eialacao ,
para o resto da carga. Irala-se com Gaetano Cvriaco
da C. M., ao lado do Gorpo Saulo n. 2-",.
[I)
Para o Rio Grande
Norte,
segu para o parlo cima a barraca Carolina ale o
dia',8 ; para-carga, trala-se com F'rauciscu Custodio
de Saul>aio, ra da Cadeia du Recito n. 56, toja, ou
cun Frafi** l'liumaz de Assis, ineslre da mesma.
.Hafaiiho e Para
Segu com breV'.fle o palhabolo Venus, rece-
be Carga e passageiros.t a tratar com Caelano Cvria-
co da G. M., ao ladu dotjOfpe Saulo 11. 25.
.^laiaiiliO-'
Segu no dia 18 do corrente o patacho uSeula
Cruz, s recebe passageiros : a tratar co.'11 Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Gorpo Saulo ->.
PARA O RIO DE JANEIRO segu com ,nuila
brevidade por ter grande parto de seu carreg?me""
lo,o bem ennhecido patacho Bom Jess, d pri"
nicira marcha, para u resto da carsa, se podera!' ""
tender com o seu proprietario Bartbolomeo l.ojreu-
eo, no rtapiclie do atoodao. ou ua ra da Macre ''e
Dos, 11. -2.
A directora do collegio N. S. da |>VDJ Pro-
videncia, tendo de seguir para a Europa !' piimci-
ro vapor, tara leilao, por inlervcurilo do J^eute Oli-
veira, da mobilia e mais objeclos do sua Cilsa' c0"
sislindo em um excellenle piano veri1"1' '"S'ez,
ofa, cadena-, ditas de bracos e de bal-nC0' cande-
labro, I interna-, vasos e casliraesde p-'rcellana don-
rada, camap, mesa redouda| consol0*' commodas,
feilos francezes, batiquiubas de cusJrd- unl lindo
-anrinai 10. redomas com peauhas, rica colla de
damasco, 1 espelho grande de vrslir' loucadores,
mesa de jantar clstica, aparador"- apparelho de
porcellaua para cha, bandejas, gl0bo V]"1 eicada,
vencsianas, mesas, bancos e ini-,s ""aojos proprios
para aula, banbeiro, taixos do-CODre> trem de cozi-
ulia, etc., urna prela moca que sa',e ''Ilr D,,"i todo o
servirode urna casa de bmltirS menos engommar e
coser, sendo perfeila cozinhei'8 i *sim mais um rau-
lalinho acaboclado, de 8 ,r'""s de ida le : quarla-
feira lli do corrente, as 10l,ura?tla manhaa, no in-
dicado collegio, aterro da Br-Vista u. 8.
O agente Borja far l'ilao da l,em conbecida
laberua sita na ra do Co''eK'0 **>< niuilo arre-
uuez.ida para o n- lo, cor,s'*""'.l'e armario, lodos
ns gneros, espe s c rnals objeclos ele. existen-
tes na mesma, t m peraeiliiaitno estado ; 1 qual
aera enlrenue p maior PrC ollerecido, visto nAu
haver limite a 1, pjif 1"e be para liquidarao :
quiula-feira 17 do corri-i1,e horas da maubaa.
9t*i$0$ Sit)eri503.
9toi #ituttii?i>.
iic
Companhia
iiavegai^ao a vaporLu-
su-Brasiieira,
Os seuhores assig"ailles ''esto Diario alrazados
as suas assigitatura--, queiram ler a boudatle de
manda-lassatisfazer i I ''' <|ue seracllianle demora
causa grande lianslorno Iransacroos. e ohriga o
proprietario a sacri"c'"s 1ue nao compensam os seus
inleresses. Talvez ulgue-se que eslo quanlia he oiui
diminuta, mas n urna srande somn'.a- leraos que a demora do paga-
mento nao he rao,'vau'a Por 'alia de ineios, e -un pe-
ta pouca impon-"10'"1 1ue cada um da' a pequenliez
da quanlia. Eirlre,an, procedimento nAo esl
le harmonia "" os esforros que o respectivo pro-
prietario faz para manter a jornal no pe em que se
acba e satisfaz^ as necessidades de seus leores. Em
consequencia '' quadra calamitosa porque lodos
passamos, houve bstanle deferencia para cora aquel-
los que se ac,laVilln alrazadas; mas boje que as cou-
sas lem melt,lora,|o o proprietario, espera que seja al-
iMidido uas s!"18 justas reclaraaces, ulim deque
posaa salista'er seos compromissos.
PEDIDO,
lllm. Sr. -cal da l'regnezia do RecitoDe todos
lio condecid.1 a actiyid.ide com que V. S. deseype-
nha as uncCUPS roiiliada a seu carao, por isso teoha
a bondade quando passar pela ra do Vigario volver
os olhoa pan1 sobrado n. 1(1, e la vero a varando de
po arriiinaJai prxima a precipilar-se no costado
da ik--rai_irl0 viajante que na occasiao por ahi pas-
sar. Islo lh? Pede O qoe ufa quer ser oendido.
Jos I ulz Pereira Jnior, faz scieole ao pu-
blico que Jeroll>mo Jos da (01-ia deixou de ser seu
caneiro desJe o dia 11 -. correnle.
Ollcrei-c-sc urna pessoa para escriplnrario de
qualquer Dr un advogado : quem precisar dinja-se
a ra dojljurjimado n. 20 que se dir quera pre-
tender.
Precs4-se de nina ama forra ou capliva para
casa de hoMMj soUir, para coznhar, coser, lavar
e cngoinifar l,ara ilaas pessuas: quem se adiar ues-
las circurns,'l,ic'-,s dirija-se a ra Direila 11. 22, reli-
naco oe aiinnncic.
__ llavera' na padaria da ra tarsa do Rosario,
junio a ,s quarleis, excellenle pi de familia, ntlu s
pela juJ boa qualidnde, cio pelo cuuimodo prero
de 11,11 '- cada una libra, e quem cuuiprar maisuc
duas braa se lbe faia u abalimenlo de cinco por
cantor
O abaixo assignado faz ocenle que romprou a
padaia n. .'IS da ra dasCinco Punas, e alugou ao
Sr. Ajbdr Nauzer para o awamo Ir.iballiar por sua
contar c l'"r 's* annuncianta nao se retponsabeli-
sa por qualquer debilo qoe saja eontraliido tandele
a ines,lllH padaria. Recito 12 de marco de 1856,
Anin'10 Joaquim Salado.
_ |frecisa-.e de ura piloto de carta : a pessoa que
se jul|8*' habilitada dirija-se a roa du Trapiche
n. 13.1
AttenyaOa
Tee)0 Je 'indar u arreudameulo do vinculo na
1II11 dej K Miguel denominado Lombo da Maa e
Vera C:,ll : '|uera o pretender dinji-se a Passagem
da Magdalena estrada que segu para u Locas o
primei'r" sl" direila, a tallar com o propiielario
A ilion l0 Soares da Cuuha Nnbre.
__G-'"orSe Palcbell relira-se |iara Inglaterra.
_\ luua-se urna grande rasa terrea, com quintal;
na rui4 >* Soladada: a Iralar no Mauguinho, silio
le ||,.,rrulaiio Alves da Suva.
_ Ouem liver para alugar i escravos para o ser-
viro de cngcuho, auuuucie oara ser procurado.
!_ Precisa-se de um criado moco, e que saiba bo-
lear i na roa do Collegio u. 35, pnnieiro andar.
_ Era virlode das ordens do lllm. Sr. inspector
l do correnle, se as chuvas n.lu embar>rarem, por i da al landega, prerisa-se de srvenles llana para o
. .*r."Jhf.!1"ica"len,e ccrra t :m I100 "acc<"' Pa" I irabal'10 lla capalazia da mesma alfandega : quem
RA LARGA DO ROSARIO,
anliga ra dos Quarteis.
J.PRADINES.
CIlll.HIIKiniHItlI.
Tcm a honra de fazer scienle ao respeitavel pu-
blico e principalmente a seus fre^uezes, que elle
abri de novo sua ullicina, o que se aclia prompta
para qualquer misler de sua prolissao, o quo la/, as
amolacous iodos os dias.
Aproveila essa occasiao para previnir as pessoas
qtiedeixaram tliesouras, oavalhas e outros objec-
los para amolare concertar, al o lien du dezembro
de 1855, que os venliam buscar quanlo antes, so-
iiaoscro vendidos para a paga dos ditos concerns.
De hoje em diante mi ficaro os objeclos para
concertar ou amular mais de dous niezes, porque
passado esse lempo, serio vendidos pata paga do
irabalbo.
Precisa-se de una pessoa liberta, prela
"* 011 parda, para Iralar de una enanca de
- auno- : no paleo do Carino sobrado n. II
Foi descncatninliado do poder do abaixo as-
signado, o meio bilhete 11. 1824, da 24' loleria
das cuas de caridade: quem o liver far favor de
o restituir, pois cstao dadas as providencias, no
caso do que elle seja premiado. Pernambuco 14
de abril de I8">6.Manoel Ignacio do Otietra
Jnior.
Aluga-se a luja do sobrado de dous amia-
res n. 36, no pateo do Terco a tratar com J.uiz
Gomes Ferreira, no Mondejo.
;-*-.. -r-. V: :7: i mmm varetas.
l ALERTA 1 %
W Sao cliegados praca da Independen- ?
v cian.4 estes apreciaveis charutos; sua *
flp ptima qnalidade c nunca saboreado gos-
Alnga-se o i. andar de um sobrado no priuci-
1 da ra das Grazcs.com excellenles commodos para

Al o -lia
Is do cor-
rele espera-
se nesta por-
io o vapor /).
Pedro It,
eoiiioiandan-
te o tenenli'
Vegas do O'
e depois da
compelen! e
demora .se-
guir para a
eiro : para passaaeims, dirijam-
*e ao agente Manoel Duarte Rodrigues, iua do Tra-
Babia e Rio .ie Jaoen
gente (
Piche 11. 26.
Para o Ceara'
o biate Novo-Olinda: a Iralar com Tasso Ir-
maos. '
Para Luanda ruin escita por Ileuguella e Uos-
saniedcsa barca porUtgnaaa Prograasltaa, segu com
toda a presteza ; recebe algumas mirtelas e passa-
seirus, para us quaes tem m mais acerados cuinrao-
dos : .(raale com os eoasignatarioa l". de Aqui.io
lonseca j l'ilho, ua roa d> Vigario 11. 19, 00 com
o capilao o Sr. Paulo Antonio da Racha, na praca.
PORTO.
i barca porlugucza Duortell, da ptima cons-
trucco, torrada de cobre, e de excellenle marcha,
sesuira mprcterivelincnle pira a,cidade do Portea
"'I lil r 1 r 1 1 t >. .v >' aluuaa _sk____L______
ra completar o seu carregaraenlo : quera na menina
quizer carregar ou ir de passasem, para o qne lem
agradaveis commodos, cnlenla-se com os consigna-
tarios Baltar & Olivcira, na ra da Cadeia do Recito,
e-cnplorio n. 12, pu com o capillo Jos Joaquim
esliversoc8li" rirrurnslanrias, entenda-se as 8 lioras
da manli3" na mesma alfandega com o respectivo
porleiro*
__ pyensa-se de om bom felor para tomar conla
de om !,i0 perl da PraSd: rmaram da ra No-
va n. i"'
-2? lo os tornam reronimendaveis. Ha H
^ bstanle lempo que nao apparece lio
A\ boa fazenda, sen diminuto proco ainda
gk mais anima; quem doitar do comprar JP
9 urna incxgotavel fumat-a por 23500 rs., ^
pequeas caixas de 25 e 50 charutos!
?3 AJerla, Sr*. fumantes! Quem sabe apre- w
y3 ciar tima fumara, deve vir veros fatula- 9
lJ doiros Brandao Varetas. -'-
1 ii-io no dia (i de marro prximo passado um
esrravo crioulo, de nome Cypriano, alio, ciir fula.
barrica Brande, pes croos, inuilo priMisla, idade 00
anuos : resja-sa a quem delle sonber o leve uu man-
de dar parle na ra Direila. padaria 11. 69.
O I.'secretario ila sociedade Philosophira, de
ordem do Sr. presidenta da mesma sociedade, convi-
da a lodos os senhores socios para se reunirem quar-
la-feira 1l do eorreme, pelas .', horas da larde, no
paleo do Terco, casa n. 137, primeara andar.
Aluaa-se um arante sitio coui ptima casa de
sobrado, casa para felor, sensata, coch-ira e estriba-
ra para cavallos ou mais, com quinlal murado,
cacimba, curraos e rmaseos, arvores fructferas de
toda a qualidadc. ptima asna de beber, srande bai
i.i de capim, muri perlo da prara, na estrada de
Joo de Itarros : a Iralar no mesmo sitio com a
Evnia. Sra. visconiessa de lioianna.
()IIercce-se urna pessoa que lem pralira para
adrnioislrador de qoalquer enanillo : quera prensar
dirija-se a mu da Santa Cruz 11. 28, que achara cora,
qoem tratar.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, quo saiba engommar : na ra do llosmcio
... :ti.
Precsa-se de um bom forneiro, paga-se bem
IBradande : no Forte do Mallos, rui do Burgos n.
81, padaria.
Precisa-se de una ama forra que se queira eo
carregar do servido interno de urna casa de b mom
sol,ciro : quem se acbar nestal rirnimslancias. diri-
ja-se ao Parta do Mallos, rua do llurans n. 31.
Precisa-se de una ama torra ou captiva, para
lodo servro de casi de 2 pessoas de latnilia : na roa
do Torres n. 20, terceiro andar.
O abaixo assianado declara por meio desle, que
leudo no Arraial orna taberna, da qual he caiieiru o
Sr. Mauoel da Costa Rabello, e que leudo dado ba-
taneo, achou lucro e nao prejuizo romo se dizia que
o mesmo Sr. Rabello me bavia dado,
Joflo Jos do Hego.
Na praja da Independencia ns. 6 e 8 ha urnas
cartas para os Srs. Manoel Ferreira da Silva e (jui-
Iherme \ Azcvedo, viudas da Alagoa do Mouleiro.
Precisa-se de nina ama forra ou capliva para o
servro de rima casa de poura familia : na rua da
Cadea n. ti, casa terrea.
Perdeu-se nu doininso, 13 do correnle, urna
por(io de bilhetas da lotera da provincia, incluso
linha um meio do Rio u. 4070 da caridade, cuja lista
espera-se pelo primeiro vapor, leudo dilo bilhete as
costas as aatfgnalnraa seauinles: Jcrnuyino Jos da
Gosla, llenrique .Manuel da Silva, Manuel Jusc Fer-
reira, Mauoel Antonio Marlins Pereira, cojos pre-
vnein aos senhores ceutelistas, que 110 caso de sabir
alaum preroiu hajam de nao pagar lente ana dilos
cima, na rua Nova 11. i.
Em re-po-i.i a pergunla que veio enlre ns avi-
sos diversos do Diaria de sabbadose um juiz mu-
nicipal poderaconceder dias de docnlc ao advocado
que jura doenra, estando na audiencia, etc. se diz
que, sendo ollerccida a cota de docnle antes de lan-
tamento, o juiz deferindo a. proceder* curialmenle,
vi.lo como ha incommodo-, qoc impossibilitando o
advogado de estudar e despachar uns aulos dentro
de cerlo prazo, nao o privau todava de sabir urna
ou Mitra vez de sen eacriplorio e ir at a sala das au-
diencias assislir a alaurna diligencia, sendo qoe a le,
quanlo a existencia daquelles un mullidlo-, 11,10 exi-
ge outra prova mais, que o juramento do advogado.
Nao devia dar mais imposta ao meu ex-caixei-
ro Jotlo Amonio G-oncalves, mas como me parece
qoe cll" ts-ni Una parle ne-ses annuucios como Ju-
das no credo, passo a responder-lhe pela ultima vez,
pois nao estou para Ihe dar palha, por ler ora que
me oernp ir. Cliainon a Joo L. de T. por IO5 e lan-
os rs.. lavniu-se lerruo para dar por mez iMKH).
nao lem pago ,e que livesse nao era eu que recebia);
JJ. Marianna por ISf e lautos rs.. chacn a execu-
c.lo a (ii3 e tantos rs., incluindo 10o que deu no pro-
cur.dor, recebeu Mi e laulus rs.. aiuJa perdeu o
principal e ? de cusas, enlregou-me por conla das
cosas que linha paao da minha algibeira 22> como
consta de seus asseutos: Manoel F. de S. MagalhAcs
gaslou 7B21K), recebeu 32o e lanos rs., nao me re|Hiz
as rusias, lancou em sua relacjta o recebido quando
anda deu a Raslos 3?, s Ihe lucava 20j ; Pedro
Marcelino 7-5 e tantos rs., cheaou a execurAo a 20c
e lanos rs., o subdelegado Eduardo obrigou a dar-
se por pago cora 10220 por reconbeccr que o tal in-
noceiile linha falcificadn o vale do dvedor de lj
para 7? e lautos n., e se nio foi processado agrade-
ra-rac, que a ordem para a cadeia ja eslava parada,
estes documentos nao toratn recalludos ao carloiio.
mas 11 mesmo Sr. mbrldecado ha de eslar cerlo des-
sa innocencia doSr. tionralves a as provas exislem.
his-aqui as rusias paaas pelos devedores, romo diz o
tal I", em seo aunuucio, pode limpar a man a pare-
de ; se nao liver gofio inelhor para inlriear, esta
com a calva d ruoslra, porque nio conla a seu a too-
gado, que alera dn que disse em meu annuiirio de !)
do correnta, pacn mais tino de passagem deseo so-
brinbo, que romprou 8 nietos bllbetei do Rio com o
Sr. A/credo Coulinho. <) ineios rl inteira lamben)
do Rio com o Sr. l.uiz Gomes lionralves. os que
romprou com o Sr. Cardeal e eolroi, e os que rom-
priin das loteras da Ierra le -ocu dado ; e da sua
conla hienda! |iara sen gasto. (- cu :I0- quo em-
preslou a prela Rosana, e que nada dista se acba
laucado em 10a despea, que aleni ile e-lar toda
emendada a burrada, nio se aclia uella lanrado um
biiheie brinco, ludo sabio com o meante dioheiro,
grande moro feliz !!! he peni nao seres aproveiladi
em ama parle que cu ici, contai esla hisloria a vos-
so advogado, deixai-vos de enredos, ou ide procurar
vossas earteiras ; quando as adiis de imito, raelhor
de dia, |uis leudes bous olbos.
Antonio Joaquim Salgado.
seu eseriptorio, apenap-s-
Hii- iista geral.
Olivara Juntar & C.
O abaixo assignado. hivendosido sorprehendi-
do pela toilur. d o/leiIm ^ rhoUra bM|ic,do *
harto de Pernambuco de.", do correnle, no qu,"
vio sob 11. 22ol o seau.nle :-^,onJO Jo: da *si_
M Braga, Portugal, 50 ,,,, ,- ^
boa-titta, leitor, rua Real, fohrai0 it,rmle da g
(ancia.-ve-se na necess.dade de declarar que houve
ah engao quando se da ao fallecido a proGssao de
-felor-, |r quanlo o dilo fallecido, aendo irmao
dn abaixo assignado,com elle morav, nao eomo toi-
lor, e sim como seu irmao solleir, e fazendo parle
de sua familia. Qualquer assenlo que neste seolido
se baja ferio niK archivos pblicos he inexacto e o
abaixo assignado protesta nao ler lido parte em se-
melhaule declararlo, sendo qoe o estado de enfer-
midade a que esla reduzido am ciira de una cima o
impede de vigiar como Ihe compre em oceurrencius
desla ordem. E em quanlo por si nada pode fazer
para que em laes archivos se' restabelera a verdade
faz o prsenle protesto por deferencia so publico, pe-
ranle o qual nao pode consentir em ver depreciados
os seus senllmenlus de fralernidade. Recito 8 de
abril de 18."i.Manoel Jos da Sitoa Braga.
Higo eu abaixo assigoado, que conslando-me
por algumas pessoas dignas de conceito que um oOi-
cial de minha fabrica de lamancos na roa Direita,
esquina que bota para a traversa de S. Pedro, de
nome Antonio Fernandes de Caslro, dissera ter par-
le ou sociedade cora o abaixo assignado ua mesma
cas, declaro que o mesmo Sr. Caslro nenhuma ge-
rencia lem na minha fabrica ; nicamente o aulori-
sei para administrar a gente que na mesma casa Ira-
boina, medanle urna gratifteatao qne com o mesmo
Sr. Caslro convencioi-ei; e para evitar qoalquer du-
vida ou engao a tal respeilo, faeo o presente an-
nuncio. Recito 12 de abril de 1836.
Uionizio tionralves Maia.
Prerisa-se de um hornera para (rabalhar em um
sitio com alguns escravos, deilar sentido na mes-
raos : na toja do Paneta n. 7.
Alnga-se
pie 1
grande familia : quem o preteuder,dirija-se ao 2.- an-
dar do mesmn u. 3
Candida Rosa da Costa Met. directora do
collegio N. S. da Divina Providencia, participa ao
resperlavel publico, qoe se retira para Europa, apro-
veitando esla occasiao para fazer scienle que se nao
lulga devedora, porm se alguem se julgar credor
anida mesmo de qualquer quanlia, queira ter a bon-
dade de appareccr uo aterro da Boa-Vista n. 8 para
er immedialamente salisfeita, como tambera apre-
vciU esleensejo para fazer saber a todas as pessoas
qoe Ihe sao devedoras, que queiram ler a bondade
de ir ou mandar satisfazer, so tendo para isto 3 dtoi
contados da data desle, e esles passados, serao os
seus nomes deelarados por extenso nesta mesma fo-
lha. Recito ti de abril de 18.36.
Precisa-se de um criado para tratar de um
quintal ejazer as compras de ama casa de pouca fa-
milia, dando esto informado de soa conducta : na
rua do Gabuga, toja n. 11.
A pessoa que annunciou querer lavar roopa de
sabio e barreda com perfeirio, dirija-se a roa do
Hospicio n. 7.
Franrisco de Paula Fiqueira de Saboia, uegn-
cianle eslabelecido uesla pra^a. declara qoe o Sr.
Joao Jos Alves Jnior deixou de ser seu caixeiro.
HOSPITAL PORTGEZ DE
. BENEFICENCIA.
A junta administrativa do Hospital Porluguez de
Beneficencia, atlendendo ao notavel decresciraento
da epidemia nesta capital, e censlderavel melhora-
menlo no seu estado sanitario, o que torna j desoe-
eessarioa os seu serviros de caridade para com a
fwpul.1r.10 indigente desla cidade, rumpriudo, que
sem grande necessidade nio steja o eslabelecimeBlo
desamparado do apoio dos respectivos estatales, rc-
solve, I contar de hoje em diante, encerrar o hospi-
tal no circulo marcado pelo rigor da instituirlo, e
lellra dos mencionados estatutos, dando assim por
concluidos o. serviros que al agora da melhor vou-
lade prestara i populadlo indigente desta capital
sem distinceo de cr ou nacionalidade. Picando igual-
mente exmela, as commissoes de transporte de do-
entes creadas em ses,3o de 8 de tovertiro, e cojos
ulencilios devem ser recolhidos ao hospital. Hos-
pital l'or 1 ogiie/ de Beneficencia em sesteo de 10 de
abril de 185 Bastos, provedor.Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa, secretario.Bernardino G-omes de Carvilbu,
Manoel Francisco da Silva Carrico, mordomoi.
Pjr or lem do lllm. Sr. provedor te aunuucia.
que em coii-equencia da re-olucao supri, tomada
pela joma administrativa, nenhum doeoto pode ser
aduiillido do hospital ,em preccuerem as fuuualia.i-
des prescriptas pelos eslalalos.O secretario.
M. F. de Souza Barbosa.
ROB LAFFECTEUR.
Ounico autorisado por decisao do comelho reil e
decreto imperial.
Os mdicos doshospilaes recommeudam o A .-robe
de Laltecleur, como sendo o nico autorisada pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Elle
medicamento d'um aoslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esla em uso na mariuha real desde mais
de tiO anuos ; cura radtoalmeule em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as airenles da
pelle, impingezis, asconsequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; convem aos
calarrhos a becbiga, as coutracQes, e fraqueza
dos orgaos. procedida do abuso das injeccoes ou de
sondas. Como anti-syphilitico, o arrobe cora em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
veu incessautes em consequencia do em prego da
copaiba, da cubeba, ou das injecc,oes que repre-
-enlein o virus sem neulralisa-lu. O arrobe a-
ITecteur he especialmente recommeodado contra as
doencas inveteradas ou rebeldes au mercurio e ao
iodurelo de potassio. Lisboa. Vende-se na boti-
ca de Barral e de Antonio Feliciano Alves de Axe-
vedo, piara de I). Pedro n. 88, onde acaba de (bo-
gar urna grande porcAo de garrafas grandes e pe-
queas viudas directamente de Pars, de casa do
dito Boyveau-LalTecteur 12, rua Bicheo Piris.
Os formularios dio-se gralis em casa do agente Sil-
Magales Leite ; Rio Grande, Francisco de Paula
Coulo ,\- C."
S NO CONSILTOBIO H0M(E0 f

mineo.
Rua das Cruzes n- 28.
v? ConUnoa-Se a vender os mais acre litados ^y
(A medicamentos dos Sr. Castellao e Water,
J' em liuluras e em glbulos, earteiras de to- W
p!) dos os lamanhos minio em conta. fejb
S Jubosavulsos a ."i00, 800 e 1$000.
W 1 _onja de tintura......2a<)00
iffl Tobos e frascos vazios, rolhas de corttoa
^ rara tubos, e ludo quanlo he uecessarjo pa- ^
lev ra o uso da homn'opalhia. WL\
LOTERA da provincia.
Os cautelfetati Oliveiro
Jnior Sf' C, venderam a
s rte 1 ande de 5:000,000
r.s.,eni viiite vigsimos, o
11. 9'i5, econvidam os pos-
sudores dos mesinos, a vi-
rem receber o premio, un
C. STARlt & C,
espeilosaraenteinuuuciara que np seu extenso "cs-
abelecimeulo em Simio Amaro.cooliuuam n fabricar
com a maior pertoinlo e promptidao, toda a qmida-,
de.de oachiursino para 01 uso da agrieultori, na-
ve in 11; ,lo e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezesedo publico cm geral,
leem aberlo em urn dos grandes armazens do Sr.
Mgsquila na rua do Rrum, alraz du arsenal de ma-
riuha
DEPOSITO 1)E MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
All acharan os compradores um completo sorlia
menlo de moendas de eanna, com todos os melhora-
menlos ^alguns delles novos c origiuaes) de qne a
experiencia de muilos aunos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao-
taixas de todo lamanbo. lauto batidas como fuodi,
das, carros de mane dilos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, tornos de torro balido para farinha, arados de
torro da mais approvada eenslraccjta, toados para
alambiques, envos e portas para fornalhas, e urna
iiiliuidade de obras de ferro, que seria enfadooho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para reerber todas as en-'
couiuiendas. ele. etc., que os amiuncianles coolau
do com a capacidadeile suas oflicinase marbinismo
c penria ile seus ntliciar-. >c romprometfem a brea
execntar. cora a maior prstela, perfeirao, e exar.t
I conl'ormidadc com o- modelos011 desenhos.e inslruc
i roes que Ibes forein forncridas.
I VIMIO E OPIATO AMICHO- l
LEitico :
UO S
DR. ANTUNES
l.-li- dous medicamenlos conhecidos por djj)
seus grandes resultados, no Iralameulo do am
m CHOLERA, veuJem-se, acompanhados de _
un l'ulhelo, na pliartnacia de Luiz Pedro das
0 -Nev.-, mi da Cruz n. jo. 9
l'modi'J vidrose I tolbelo 3a00U, de m
3 I raixa 7l-oi 1. *
&**89S8tiw9-m$)-t999*B
Precisa-se ua padaria france/.a n. 50, 110 aterro
da II i,i-\ i-ta, de urna ama de leite, forra ou capli-
va, lendo parido ha pouco lempo, e sem lilho, pa-
ga-se bem. 1
Precisa-se de um ama forra ou capliva, rpara
lodo sei viro de urna casa de pouca familia : na roa
da Moeda n. 2.
Necessila-se de una pessoa pira sern'50 exter-
no de urna casa, que cozinhc e engomme : quem li-
ver ou esleja nesle caso, dlrija-se a roa da Cruz no
Kecife u. 8, lerceiro andar, ou annuncia.
9
9
MUTIOiTXr

ILEGIVEL


IIIRIO DI PHUMUMA TEftQA FI|M Ib a ABRIL Qt 1865
Terceira edi?o.
TRTAIEITO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
00 CHOLEU-MQRBUS.
PELOS DRS
LB^*. -*"- M-a -B-^Tfc. _
iri.iru-.'.i'.i aopovoparase po.lcrcurar testa eiilerraidadc, administrndoos remedios mal ellicazes
paraatalha-la.emquaulo serecurreaunedico.ou rnesmoparacura-Uiudopeudeulc desle nos lugares
m que nao os ha. ....._____"
TRADUZ1D0 EM l'ORiUi.lEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opasculoconlcm as indioaces mais clarase precisas, e pela sua simplese concisa eiposi
cao eslnaoalcance de lodas asiiilellKencas,nfios pelo que diz rcspeilo aos meioscuralivos.comoprin-
cipalmenle aos preservativos que Icmdado os mais satisfactorios resallados em toda aparte em que
alies tero sido posto eiu pralica.
Sendo o tratamsnlolioraeopathicoo uiucoqus lem dadu grandcsresultadusnocuralivo desta horu-
veleofermidade, julgamosa proposito traduzir estes dous imprtenles opsculos em I i ligua veruaei-
la,-para destalle facilitar a sua leil'ira a quem ignore o franecr.
Veode-sa nicamente no Consultorio do traductor, ra Nov n.J2, por 2SOO0. Vendem-se tambero
os medicamentos precisos c boticas do 13 tubos coro um fraseo do liuclura 159, urna dita de 30 tubos com
hvro e 2 frascos de tintura rs. 25Q0O.
% 1'recisa-se de urna pessoa orpliaa, laulo Or
$ masculina como femenina, de maior ou me- f|)
$ or idade, alo 7 anuos, para servir de rompa- t
IC nliia e.n casa de familia lionesta, prometa-
38 sc-llie boa educaru e tralamenlo : quem a (g
$$ >sto se quizer prestar. appareca no pateo do $
H i ..ii nici n. '.I, ou uo cullegio das orpliaas.
:.;H>**-*<3W6R--*''*;-- ..
PEDHAS l'KECIOSAS. 1
f.
Adereces de brilbautes, *
i diaioautes e perolas, pul- <,;
ceiras, alneles, brirfeos j
w e ro/.elas, lioles e anueis !*
2 de diflerenles gostos e de '
5? diversas podras do valor. '
ij Compram, vendern' ou *
5 trocam prata, ouro, bri- -^
* Ihanles.diamanlesepero- i
S las, e oatras quaesquer
i joiasde valor, a diubeiro '.
i3 ou por obras.
IMBUIIIIIIII lilil I lili
10REIRA & DDARTE.
I OA DB OIIVFS
Rua do Cabuga' n. 7.
Recebeni por to-
dos os va pores da Eu-
ropa isohrasdo nais
moderno gosto, tn-
lo do Franca como
*
OURO E PRATA<
."j Aderecos complelos de 3
>, ouro, meios ditos, pulcei- |
* ras, alfiacles, brincos e ?
5. roletas, cordes, trance- '*
m Mus, medallias, correntes i
'-" e enfeites para relosio, o 5
J outres muitos objeclosde *
<- ouro. -
I' Apparelhos completos, ?.
. de prata, para cha, han- *
dejas, salvas, ra-i ioae-, .
JJ colheres de sopa e de cha, ?
e muitos ou le iis objeclos $
i de prata.
. -.-. : I .--. : : gSstJ
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o couimodo como eostumam.
Roubo.
REPERTORIO DO lEDICt
HOMEOPATHA.
LXTKAHIO DE RUOFF E ROEN- ,
N1NGHAUSEN E OUTROS, O abaixo assignado prometa gratificar gencro-
c posto em ordem alphabelica, com a descripcSo smenlo os Srs. relojoeiros, ourives, inspectores
abreviada de todas as mulests, a indicacAo phvsio- i de qtiarleirao ou outra qualquer pessoa, i|ue po-
lojic.1 e ierapeulica de todos os medicamentos ho- der descobrir o roubo feiloem sua casa, na noile
roeopatliicos, seu lempo de accao e concordancia, j______, ... ... ,, ,.
seguido de um diccionario da significado de lodos J1 d correte, na Iravessa da Madre de Heos,
os termos de medicina e cirnrgia, a posto ao alcance duura 'elogio de ouro patente suisso n. 3-524, de
das pessoas do povo, pelo 1 caixa coberta, sondo esta ra/.a por baixo c ovada
Hit A l\f lin 1 D HAftAfS por cima, esmaltado de ambos os lados com vivos
S"\s. assignaZ1 poSS mand.r buscar o, seu dc "U **> esmalte uma cor-
ejemplares, assim'como quem quier comprar. ren,e W uro ingle/, (mas nao das modernas) de
elos miudinhos e lapidados, com o encadeado mili-
to unido, e mais um chave de ouro de formato
grande e oitavada, mas iuulilisada para dar corda
por estar quebrada na poma : por isso reconimen-
da a pessoa que algum desles objecos descobrir,
annuncie para ser procurado, ou dirija-se ao an-
nuncUule, na mesma travesa n. 18, para sor gra-
tilicado.Joaquim Antonio Goncalvcs da Rocha.
' ojimiateati, aterro da
Boa-Vista n. 10.
a honra de participar as pessoas que Ihc fiem
; devendo, que elle st ada na necessidade de por os
scus uomes no Diario, puis uAo quueram responder
aos auniiucios de -17 de fevereiro al :( de marro.
Na mesma casa vende-se vinho (rancezde primeira
qoalidade, em barrica.
O arrematante dos imposlosdas aferjrGes. roas-
cales e boceteiras do municipio do Recife "faz certo
que lie chesada a tpoca de reverem as aferi^es ji
felas ; assim como de novo cmvida a virem afe-
rir os eslabelccimento?, c a grande quanlidade de me-
didas de ra que deisar.ro de aferir no lempo com-
petente, e al o presente 11,10 o lenham feilo ; tam-
ben! lembia aos mscales e boceteiras a tirarjm as
suas licenras, do contrario usara dos meios da le,
vislo ser prejudicado em sens ioteresses.
i
m
4 HOMEOPATHIA E O
CHOLERA.
nico tratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus,
PELO DUCTOR
i Sabino Olegario Ludgero Pinho
Segunda edicrSo.
Z A benevolencia com que lu aeolhida pe-
lo publico primeira ediccao deste opus- (A ;
Calo, esgotada no curto esparo de dnus me- tZ \ .em a
tes nos iinjn/.io a reimpressito*
Casto de cada eiemplar......|.-im
Carteiras completas para o Irata-
meulodo cholera e de multas nu-
tras molestias, a..........31)3000
Meias carteiras..........Ii-iki
Os mediesmentos sao os melhores [tossivets.
Consultorio central homeopalliico, roa
daSauto Amaro i.Mando-Novo n. ti.
(0)
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar enancas na
casa dos eipostos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habililaces ntcessarias, dirija-se a
mesma, nu paleo do l'araiio, que ahi achara cora
quem tratar.
AKRKNDAMEMO.
A loja e armaiem da casa n. 55 da roa da Cadcia
do Rea fe junio ao arce da Conceicao, acha-se desoc-
copada, e arrenda-se para qualquer estabeteciintuto
cm ponto grande, para o qual tem commodos sulti- jConironlo ao Kosario cm Santo Antonio, avisa aos
cientes: os prclendentes eulender-se-hao com JoJo | seus freguezes, que ja recebcu u verjadeiro extracto
Nepomuceoo Barroso, no segundo andar da casa n
57, na mesma ra.
O 59 A,
de absynlhe da l'russia.
Insti'uccao moral
g^osa.
e re
li-
'ouiiiiateau, aterro da
Boa-Vista n. 16,
lem a houra de pailicipar as pessoas que desejam
comprar o seu eslabelecimenlo, com armario, no,bi-
lla, lerramenlas de seu ollico, eporcocs de ia/cinla-
coino sejam, jalees para os carros, arreios para pa-
rclhas de cavallos, lanlcrnas ricas o ordinarias, freios,
bridoes, chicotes do halcia, dilos coberlos de tripa
para carros, velas para lanternas, freios para srllins,
estribos, chicles, esporas, brida cm palha c de (mi-
ro, tesouras de todos os lamauhos, facas para mesa
uavalbas, aliadores para as dilas, ferramenlas para
dentista, limus para os denles, polvarinhos, chum-
beiras, espoletas, fundas, colheres de metal, espon-
jas grossas, pello de camorra, nivel d'acua, c um
sraude snrlimento de cachimbos e lomo, que tedas
estas fazeudas silo frescas e de boa qualidade ; vis-
la do comprador se far;i qoalquer negocio.
lima praca os lien- abtixo declarados, que foram pe-
nhorados pela fa/enJa provincial a seus devedores. j
lu sobrado de um andar na Iravessa do (.armo n.1
III, com -J quartos, -j salas, 1 sotao, e nelle 'J quarlos
e cozinlia, com 33 palmo de largura e 80 de fundo,
tendo mais 1 loja, coutendo quarlos, 1 salas, quin-
tal em aberto, por 1:5000, peiihorado aos herdeiros
de Maria Josepha de Mallos; uma casa terrea arrui-
nada na ra do Molocolomb n. ls, sendo de pedra
e cal, com :!<' palmos de frente e tO de fundo, (.om 1
quarlos, cozinlu dentro, quiutal em aberlo, por
KK'C, peuhorada a Joao da aoz ; uma casa terrea
na ra Direita dos Afogados n. :I5, rom 100 palmos
de fundo e 30 de frente, porta e jauella, com 3 qoar-
tos, 2 salas, cacimba, co/.inha fura e quintal murado,
por .Min.-, penhorada a Antonio Vil Salgado ; uma
casa terrea na ra do Mntocolomb n. 31, com 20
palmos de frente e 15 de fundo, com J salas c 1
quarto, co7.inha dentro, quintal era aberlo, senrio de
ped* e cal, com algn- arvoredos de Irm lo, por
200.?, peuhorada aos herdeiros de Rita da Conha ;
una casa terrea de laipa na roa de S. Miguel n. 50,
com 10 palmos de frente e 35 de comprimeulo, com
porta e janella, por (5;. peuhorada a Pauliuo llcr-
culiuo de Figueiredo ; uma casa terrea na ra da
Concordia n. I, com 32 palmos de frente e30dc
fundo, cn/inlia fura, chao foreiro, por iiiii;, peuho-
rada a JoAo Baplisla Soares ; o terreuo da casa ter-
rea de laipa na roa do Ouiabo n. 52, enm 30 palmos
de frente e Mi de fundo, e ama porcAo de telhas por
25s, penhorada ao lulor dos menores lilhos de Reuto
Jo.i luiin de Carrvalho ; a renda ann41.1l da casa
lerrea na ra de Sania Rila 11. 107, por248, penho-
rada a Juo I huma/ Pereira : urnas lahoa- de pinho,
om halco, um caixao, uma batanea com pes s e
medidas, ,50 garrafas, 8 botijas, 5 barris, 4 barricas,
2 garrames, ti cadeiras e 1 mesa, ludo por 203080,
penhorado a Gresorio da Costa Monteiro ; uma es-
crava por nome'l'hereza, de narilo Angola, com ida-
de 10 anuos, por 300.;, peuhorada a viuva Vieira 4
Filhos ; a armacan da loja de sapateiro da ra llirei-
ta desta cidade n. 100, a qunl tem caixilhos com vi-
dros, por 1115, penhorada a Joao (lomes Pereira ;
duas bancas de amarello e 5 cadeiras da mesma ma-
deira rom assentode palha, por 169, penhorado lu-
do a Caelano de Assis Campos.O solicitador,
Joao I iniiino Corrcia de Arsujo.
GABINETE PORTLtiUEZ
, ULTIMO PEDIDO.
Antonio Joquim Vidal Compaobia pedem en-
carecidamenle aos seus devedores de debilos autigos,
o favor de Mies virem salisfazer seos debilos t o
lim do andante, do contrario lerio de ser iucommo-
dados por meios judiciaes, o que de cerlo acontecer
aquelles dos saibores, que 10 nossa pedidu desalen-
derem ; e para que se no queixem san razao, 05
prevenimos pelo prsenle auuuncio. Kecife 9 de
abril de 1856.
Prccisa-se de um feilor para um sitio mui par-
lo : na ra da Cadeia Velha 11. 15.
Na ra da Madre do lieos n. 38, e\stc om ar-
roazein aonde se alugam carioca puvadas a hoi para
conduzir materiaes ou genero:, de estivas, fazendas
Ierro, ele. e lamban se ouiecem pipos com agua
para quarteis e hospilaes : Irala-se com Kirmino J.
F. da Rosa all ou na ra do Vicario por cima do es-
criptorio do Sr. Thomaz de A. V. \ Filho. Junta-
mente cnmpr.m-se bois que lenham sido de carrera
c eslejam magros e vaccas de leile, sendo por preces
bailes, e uma cnrriira das que pegara em pipa por
baixo.
Os Srs. Francisco Vieira de Mello e l.uiz Viei-
ra de Mello, filliosde Remiro Vieira d* .Mello, na-
tural do bispado da cidade do Porto, queiram enten-
der-se ou mandar fallar a Jos Pereira da 1 nnlia, no
Recife. escriplorio na ra di Cadeia B. 15, por ser
negocio quo Ibes interessa.
l AO PIBLICO. i
No arma/.era de fazendas baratas, ra do f*
Collegio n. 2,
vende-se um completo sortiniento do fa- ?!
zendas linas c rossas, por mais bata M
precos do que em otilra qualquer parte, M
lantocm porces como a rebino, aflian- n
cando-se aos compradores um s rico S
para lodos: este eslahelecimento abrio-se S
de combinar;o com a inaior parte das ca- je
sas commerciaes ingle/.as, francezas, alie- |S
tnos e suissas, para vender fa/endas mais g|
em eonta do que se lem vendido, o por isto
ollcrccein elle maiores vantagens do que X
outro qualquer; o proprietario deslc im- 3
portante estabelecimento convida todos S
S os seus patricios, e ao publico cm 'geral,
gg para que venham (a betn dos seus inte-
jgj restes) comprar fazendas bara'as: no ar-
inazem da ra do Collegio n. de An-
% Ionio Luiz. dos Santos & Holim.
MKmmmmmmmwtammBBam
Esljasta a compra do slo no lugar N.S. do
Lorelo, aiuii'vo com o de Pedro Alvareoga e Maxi-
miano Harbo-a, o qual silia tui do toado Miguel
Gomes da Silva, c coja compra foi feila a viuva do
mesmo c mais he.-deiro<; portante se slguem tiver
rerlamacoes a fazer a ta| respeitu, queira annunciar
por este jornal no pra/Ade 8 dias. a contar da data
deste. Recife 11 de ,bril de 1856.
No dia 10 de abril, as (i 112 horas da larde, fur-
taram do cassua de um ravallo uma Irouxa de roupa,
conteinlo 1 babilo de lila branca, de terceiro de N.
>. do Carme, 2 saias de lahyrinlbo, de meninas, 2
camisas de vestido c nutras "pecas: por isso pede-se
a qualquer pessoa que dr noticia, dirija-se a roa do
Cabug 11. 1 C, que ser recompensada.
f olhinltas
par o correrte un.
l'olhinbas de algibeira cometido o alinanaU ad-
ministrativo, mercantil e industrial desta provin-
cia, tabella dosdireitosparochiacs, resumo dos im-
postas geraes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre incendios,
entrado, mscaras, ceiniterio, tabella de feriados,
resumo dos rudimentos e exportacao da provin-
cia, por 500 rs. cada uma, ditas de porta a 160,
ditas ecciesiaslicasou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ris : na livraria ns. C o 8, da praca
da Independencia-
Oh que pechin-
cha.
No Passeio Publico, loja n\de Albino Jos l.ei-
te, vendeine ;icos corles de mera casan ira, escuras
e muito iuce.padas, pelo diminuto'preco de I5OOO
cada um, dilos de brnn de linho a 880 rs., chitas fi-
nas 4a cores fixas a 220 o covado, ditas-firetas finas a
200 rs_., chales prelos a 128000 cada urnVdilos bran-
coi a 700 rs., chapeos de sol de pauuo com barras a
28000, brins de hnbu escaros a 2211 o covado, cortes
de cas-a- chitas muito linas a 28000, e oolras minias
fazendas mais baratas do que se vende na California
i oqueiros.
Vendem-se coqueiros pequeos para se plantar :
no sitio de Manuel Francisco junto a igreia de Saulo
Amare.

GmptaS.
PUBLICAgAO' LITTEUAIUA.
Repertorio juridico.
Esta puhliracao srrn sera duvida ilo ulilidade aos
pnneipi mies que se quizerem dedicar ao ejercicio i r.sle compendio de historia sagraa. que foi ap-
do fiiro, pois nella eiiconirar.io por ordem alphabe- provado para inslruccu primaria, lendo-se vendl-
lica as principaese mala Trequenlcs occurreuciasci-1 j0 alUes da appr0varaoa tfi00 rs., passa a ser
vis, orphanologicas. commerciaes e ecclesiaslicas do ,-, .-A,,* 1 I ,
nosaofro, com as remisses das ordeuacoes, leis, vendl|lo a 13000 : na livrana ns. 6 e 8, da praea
avisos e rcgolamenlos por que se rege o* Brasil, e da Independencia,
bem assim reso!uc>s dos Praxislas anligos c moder- !
nos em que se firmara. Contcm semelhautementc : l'tccisa-se alugar um |iei|Ucno sitio petlo
as decites das faeslOes sobre sizas, sellos, velhos e I desta cidade, O qual tenlia lunar pata guardar um
hotos direilos e dcimas, sera o trabalbo de recorrer'.,-,..11. ,-..,.;..:" 1
. collecco de nossas leis e aviso, avulsos. Consta- (-avallo> (lue n^o s"ja prximo a charco ou agua
radedous Volumescm oitavo, grande francez, e o tognada, c se liver casa assobradada melbor ser :
primeirosabio i luze est venda por 85 na loja de na livraiia ns. 6 c 8, da praea da Independencia.
Iivrosn. li e 8da praca da Independencia. Os se-|
nhores subscriptores desta publicacao existentes em AttCHClC.
Peruambuco, podem procurar o primeiro volume ,, ,. *,
na loja do livros cima mencionad,!: no Rio de Ja- y","",1','" .B,Mr rendar um silio pcrlo da
neiro, na livraria do Sr. Paula Unto, praca da |c"ladc dc Olmda, o qual Icnba boa agua, ha,va para
Constituir..; noM.ranho. casa do Sr. Joaquim !rilP". e commodos para 1 00 0 bois, ..enuncie para
Matjque. Kodrigacs; c no Cear, casa do Sr. J. Jo- i \'r P;?00"'1. enlenda-se com o Sr. I)r. JuAo
s de Oliveira. '"", Cavalcanli de Albuquerque, na ci.h.de do Reci-
: fe, ou com Jeronvmo de Albuquerque Mello uu seu
I engeuho Ramos, em Pao d'Albo. Artvcrle-se que,
'Se o sitio for junto a estrada quo vai de Olinda para
o norte sera preferido, e paga-se mais do que valer.
(*aS*4.9$9:33*iC*39ea
S J. mi DENTISTA, l
0 contina a residir na ra Nova n. 19, primei- aja
I'raocisco Piulo Ozono chumba deules com a ver- | S ro andar. tn

Por ordem do I Um. Sr. presdante do conseilm de-
liheraiivo, convoca-se o mesmo conselho para a ses-
sii ordinaria no dia 15 do correle, as horas da
larde.M. F. de Souza Barboso, I.'secretariado
conselhd.
Fuin no dia 3 do crrente mez o escravo Se>
verino, crioulo, com 50 anuos de idade, estatura re-
gular, 11 m pooen calvo, barba bronca ; leven calca e
camisa de algodo hranro, chapeo de palha ; foi es-
cravo do Sr. Joao lavares Toleutino Villanm, mo-
rador na villa do Pilar, l.adeira (fraude ; jolga-se
elle 1er ido para esse lugar, por nao ser a primeira
vez ; o qual escravo foi depois do Sr. Allomo Ri-
cardo do Reg : perianto rota-te as autoridades e
capilar- de campo, 011 qualqoer pessoa que lenha
dellc noticia, o favor de captora-lo e leva-lo ra
do i.ilai.-S n. I A,onde so pagarao (odas as despezas.
Desapparereu no dia B do correle om caozi-
ulio trelo, pellos largos, com ns ps brancos, c obe-
dece ao nomede Pierrole : quem*o adiar qoeira le-
va-lo a ra da Cadeia, junto a secretaria de polica,
que ser generosamente recompensado.
, Precisa-sc alugar uma canoa de carrn ... que
nao seja inoito pequea, e mesmo so cmprala : pa-
ro Iratar, cm Sanio Amaro, casa de sobrado junto a
igreja do mesmo nome, das li as 9 horas do da, e
das as 0 da larde.
Preciso-00 de urna ama para eugommar : na
ra da Cadeia de Saulo Antonia 11. 26.
-Ouarlafeira 1ti do coireulc miz, depois da audi
enca do lllm. Sr. l)r. juiz dos fcitos da fazenda, que
seri as 10 liaras do dia, se bao de arrematar eiujul-
iMPiinumniiiaiiiniiiB
aV;U-\\\r.'Ui.-i ajjI
^gS>'%&2r^}
Massa adaman-
tina.
dadeira raassa adamantina o applico ventosas pela
..Icaccao do ar : pode sor [.rocurado cnufrontc ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
do beneficen-
reg*aezia
Cummissao
ca :.;
, 8. Anioio
A commissao abatxo assignada da freguezia de
S. Antonio, encarregada. por parle da associacao
commercial beneficente de sotsorrer a pobreza, a\ i-
sa as pessoas desvalidas quo precisarem de soccor-
ros, queiram enteoder-se a qualquer hora, na ra
Nova n. 7,casa de Antonio Augusto da Fonseca,
na ra do Trapiche n. 40, de Tlioma/. de Faria,
c na mesma ra n. 36, de Salustiano de Aquino
Ferreira. l'ernambuco 25 de fevereiro de 185C.
Salustiano de Aquino Ferreira.Antonio Au-
gusto da Fonseca.*Thomaz de Faria.
LOTERA D RO DE J4SEIR0.
Acham-sca venda os novos bilhetes da lotera 1J
da matriz Ja Parahibun'a, que devia correr de 7 a
9 do correnlo : os premios al -4:0009000 rs.,
serio pagos a dtsiribuiQo dos listas.
Na casa da residencia do l)r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urm
ama de leite, forra, que nao Iraga comsigo o filho.
que tiver, de peito.
Associacao Commercia
Beneficeiite.
A commissao encarregada pela Associacao Com-
mercial Bencficeulepara dislribnirsoccorrs isclas-
ses necessiladss do bairm do Recife, faz saber
qnem se adiar nessas circumstancias, que pode pro-
curar a qualquer de seus membros em soas residen-
cias ahaixo designadas a qualquer hora. A commis-
sao estando disposta a nao c poupar a quaesquer es-
rorcos para bem desempenhar a miaaaa que Ihc foi
confiada, rega as pessoas que liverem conhecimenlo
do que qualqoer pessoa em suas visiuhancas se ada
no caso de precisar de soccorro, mas que'por qual-
qoer rircomsiancia nao opossa solicitar, queiram ler
atondada de assim Ih'o indicar, alim de prompla-
menleserem miuislra.los os necessarios auxilios.
Anlonio Alvos Barbosa, ra do Apollo 11. 30.
JosTefieira Rasljs, roa do Trapiche n. 17.
Joao da Silva Resadas, ra do Visorio u. i.'
As80cia$i\o Com mere] ia
Beficeiitt.
Mara Bernarda das Noves, viuva de .loao
Aliguol da Costa, faz scionie aos credores de seu
casal, que ella esl procedeudo a inventario dos
bens que Ikaram por fallacimcnto de seu marido,
pelo jazode orphos, escrivo Brillo, alim de que
justifiquen! sens dbitos para scrcm atlendidos na
part Iba.
Precisa-se comprar um ou dous quarlos : na
ra da Cadeia do Recite n. 16.
Compra.ee clferlivamente.latao, bronze ecobre
vclho : no deposito da lunclic.lo da Aurora, na ra
I 1 l'.riim. logo na entrada 11. 28, e 11a mesma fundi-
JO, em Santo Amaro.
Compram-se caixoes grandes para deposito de
assncar ou de bolacea : na praca da Independencia
n, 40, loja de bilhetes.
Compram-sc notas do Banco do Brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Comprase una philossjphia de Barbe: na
praea da Independencia ns. eS, se dir.
Conipr-se uma prcla que seja boa cozinheir c
cncon.madeira : na rila do Collegio 11. 25, primeiro
andar.
Compia-se um cavallo gordo para cabiiolel:
quem liver annuncie.
Compram-se garrafas das que vem com cer-
veja branca a 60 rs. cada uma e lijOOO o cenlo : no
pateo do Carme esquina da ra de llorlas 11. 2.
aos nogocianies em madeiras o outros preton-
dcnies.
l!eferindo-se a seus annu do mez de sc-
lembro do anuo passado, a rwp. de contratos de
madeiras para a estrada du ferro -, Kecife ao Kio
de S. Francisco, o empreilero da dita estraa Ge-
orge Furncss, pelo presente avisa aos negociantes
cm madeiras e quem mais possa interessar, quo
desde j recebe pro|iostas para contratos de madei-
ras quadradas dequalidades inaisduradouras e das
dimensoes scguinles : 15, 12, 9 o (i polegaJasde
grossura, e de 10 a 30 pus de comprimeulo, tudo
medida ingleza.
Tamban se recebe amostras de dormentes (slee-
pcis) das seguintes dimensoes e formas, (medida
ingleza).
12 pajawdat.
_______* cnboS.________
Ufarianiio.
O livro do mez Harianno augmenlado de varias
oiaeoes, nico usado |ielos devotos da PENHA :
\ende-sesomenle na livraria ns. Ce 8, da ptiga
da Indcpendeiicia, a de/, tttstoes.
.chaii.ias.
Na praea .la Independencia livraria ns. t o 8,
\ende-sa este compendio, tradu/.ido [icio Dr. A.
Ilerculano de Souza Bandeira.
\ elas Stearinas, podras de marmore para 5>
9 mesas, papol de peso inglez, papel de em-
brulbo, oleo de lnhaca em botijas, chico- S
g tes para carro, pianos de armario, lona e ;*
S brim de vclla, cemento romano, armamen- 9
to de todas as qualidades, cabos de li- "
nlio c de manillta, pise da Succia, cliam- 5*
* pagno e vinhos linos do Rlieno: vendem-se
g no armazem do C J. Asllcy &C., ra da %
;.S Cadeia n. 21. jjj
E CAL VIRGEI
^o anligo e j bem conbecido deposito da ra da
Cadeia do Kecife, escriplorio n. 12, lia para ven-
der inu'uo superior putassa di Kussi.i, dita do Kio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muito favoraveis, rom os quaes fiearo
os compradores salisfeitos.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacorae Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para perene- irala-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuiopararegarhortase baia,
de.-apim .iidfunilicaoile U. W Bowman narua
do Hrum ns. 6, 8 e 10.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores mtias de laia para padres,
pelo baralissimo preco de I98OO o par, dilas de al-
godao prelas a 040 o par : na ra do Queimado,lojo
de miudezas da Boa rama o. 3.
SBafENTBS.
Silo chegadas de Lisboa, e acham-se a renda na
ruada Cruz do Recife n. 62, taberna de Antonio
Francisco Martins as seguiulssscmenlesde horlali-
ces, como sejam : ervilhasb rta, genoveza, e de An-
gola, fcijao carrapalo, roxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allemaa, id Isa, lmales grandes,
rbanos, rali.niele- brancos encarnados, nabos ro-
xo e branco, senoiras brancer e amarellas, couves
Iriochuda, lombarda, esaboie, sebola do Selubal,
segnrelha, coenlro de tooceia repolho e pimpinela,
e orna grande porcau de difierentes semeoles, das
mais bonitas flores para jardins.
Cousas finas e de
bons. gostos
HA LOJA DA BOA FAIA
Veiv
lelli
Ma C-.liforn.ia, 3jj
Vende-se om bom cavallo muilo passeiro e
carregador. al proprio para -mil.....1 : na loja do
Passeio 11. 7.
oja uova, 11a rua do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Antonio, vendem-se curtes de cas>a fraucezas de
Vendem-se ricos leques com plomas, bolota,
espelho a 25, luvas de pellica de Jouvin o melh.
que pode liaver a 1&800 o par, ditas de seda ama
i brancas para homem e senhora a 15280, di-
lorcal prelos e com bordados de cores a 800
"Jim, ditas de fio de Escocia brancas e de to-
das as cores para homem e senhora'a TiOO rs., ditas
para meninos e meninas minio boa fazenda a 320,
muito bous gostos a 19300 c a 150O ; ha grande 'enciohos de relroz de todas as cores a 13, Piucas de
quaulidade para se escolher, lencos de cusa brancos,'ISl Para senhora a 610, penles de tartaruga para
lisos e com bico a 200 rs., chitas pretas francezas,
largas, para lulo a 2i0 o covado, e minias outras fa-
zeudas muito baratas, a dinheiro i vista.
Vende-se sal do Assii abordo de hiale o Angli-
ca : 1 tratar na rua da Cruz do Recifr, 11. 13, pri-
meiro andar.
A melhor farinha de inau-
diuCa em sc"at*
que existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel, uo armazem do Cazuza, no caes da alfaudega
o. 7.
Camisola* de an .
Vicias tic lila .
Col)ertures de iaa.
Baeta de (ores.
Cobertores de algodo.
Vende Anlonio l.uiz de Oliveira Azcvedo, no seu.
escriplorio, rua da Cruz u. 1.
lijlos de marmore e obras de dito.
\ endem-se lijlos marmore de 10 e 12 pollegadas,
quadrados, e mais obras de mar more, como Inmulos,
nrnM e estatuas, por precos commodos : em casa de
Basto A l.eraos, rua do Trapiche u. 17.
Vende-se urna carroca com pipa, propria para
vender agua, ludo em bom estado : atraz da fundi-
Co na rua do l.inia, labcrn de Jos Jacinlho de
Larval no.
Vendem-se saceos com milho por preco com-
inodo, na taberna da rua das I-lores 11. 21, confronte
do porto das Canoas.
Vende-e um bilhar com lodos seus pertences,
12 cadeiras de pao d'oleo, 1 mesa com jugo de da-
mas, 1 dita ordinaria, 1 qaedros representando a re-
pblica frauceza, I gamjo com dous copos de mar-
lim, 1 candieiro de Ires bicos, 2 dilos inglezes de um
bico, I jugo de xadr-z de ir.arfim, 2 domines : a tra-
tar no aterro da Boa Vi-I 00 holequim de Francis-
co da Silva Mafra, ou na Copanga nacasadojogo
da bola do Uarle.
Anda existe um resto de meias de laa, que se
vende barato para acabar : na rua Nova, loja u. 20.
Vendem-se 2 crioulinlias de idade de 15 a 20
annos, cosein e engommam bem : na rua Direila
n. J.
Gorros.

y^3b:ii?
i
NORAT & IRMAOS,
Rua da Aurora n. 58, primeiro andar.
Tem a honra de participar ao respcila-
vel publico dista cidade e com especialida-
de aos seus freguezes, que possuem pre-
A commissao nomcada pela Associ.i<_ao Commer-
cial Benelicenle desla praca, com o fint de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas da fregueiia da
Boa-Vista, por occasiilo da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em taeo circamslancias, de pro-
curar a Joao Matheus, rua da matriz n. 18; Manoel
Teiieira Bastos, rua da Alegra 11. 7 ; Vrenle Al-
ves de Souza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da ni.nli.la s 9, e a larde das i horas em diante :
em caso urgente, porm, serio soccorridos prompla-
' mente a qualquer hora. A corrrmissao desejando
acertar na forma de distribuir cssoccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais conhecidas
A I desla freguezia que liverem perfeita sciencia do es-
22 i lado de precisan de qualquer familia, se dignem do
V) a informar alim de ser com promplido allendida.
A* Recife 25 de fevereiro de 185K.Joao Malheus, Ha-
22 noelTeixeira Bastos, Vicente AlvcsdeSooza Car-
ago valho.
seniementeo mais rico e completo sorti- \ A -T^-* "olas do Banco do Brasil por se-
ment das mais linas e delicadas obras de S du'aS "a rUa d fraP,d,e n" *> "***" andar-
brilbante, parola e ouro, como al o pre-
sente nao tem apparecido tiesta praca ; e
afliancam a todos o mais inodiqo preco por
quo vender so pode, obras do joslo o mais
apurado: os mesmosdesojam ardeutemen-
te que o rospeitavel publii nao deixe do
ir laucar as vislas sobro as suas obras,
alim de que seja condecida ,1 venladc de
que encerram estas poucas palavras.
Uesejj-se fallar com o Sr. Joaquim Ribeiro
Goimres a negocio de sen inleresse, na praea da
Independencia o, 18 e 20.
Precisa-se de uma ama de leile que seja 8a-
dia e lenliu bom leile, para criar um menino mui-
to manso: no aterro da Boa-Vista n. '26, segun-
do andar, ou no Recife, rua do Torres n: 14, c
promcttc-se gratificar sulisfaoloriamenle pessoa
que der noticia e a levar a casa cima.
Necessila-se de duas pessoas para o sen ico in-
terno do uma casa eslrongelra, uma que coz'ube e
engomme e outra que anteada de costura : na roa
Nova n. 17.
Na rua collegio, o Sr. Cvpriano l.uiz dS Paz,
no Ierro da Boa Vista, Joao" Ferreira da Loz, na
padaria do Sr. Beiriz, dirilo qnem da 500 ou 600
mil reis, com hypotheca era casas terreas.
:m dar urna,
cumplir com
prclendentes
segundo an-
li polugail c.
lo aglegadas
Cada proposta deve ser acompanhada dos nomos
por extenso dos protundentas, e1 1 lanlidade de
madeiras que poderj contratar.
O preco dos dortnenies d' sfir s lipulado por
cadl mil, e devem er cnt^ues cm 1 ualquer lu-
gar da estrada, desde o fJal a v" ||a do Cali,
conforme as ordens .lo mpreiteiro.
Advcrte-se que os elendenlcs dev,
garanta coniiietentc'0 como podem
os seus contratos.
Para outras irrWuacesjodern, os
dirigir-se a ru< ** Trapch-i..-*S.)
dar, escriplc-io de Oeorge Furness.
O l)r>^cente Pereira do Reg participa aos
scus amigos e coSfcWnts, que trans reru 0 seu
eseriptoro de advocaciapaTM-Jua do (^ueimad.i
Di -i, primeiro andar^ onde pode sor consultado
das 10 horas da manhaa em diante.
Candida .Maria da Paixo Rorha, professora
particular de instruce.ao primaria, residcnli na rua
do Vigario do bairro do Recite, faz scienlc aos
pais de suas alumnas. que acba-se abcrla sua au-
la, na qual continua a ensinar as materias do cos-
tume, c admiti pensionistas, mcio-pension islas e
externas, por presos razoaveis.
Cidade da Victoria.
Joao Francisco Coelho Bilancourt, advoga,do for-
mado em direito, resllenle na referida cidadje, ofle-
rece o seu presumo no foro, lano civelcomo crime,
a qualquer pessoa qoe delle se queira ulilisrtr, pro-
testando ser puntual no desempeuho de seus ifevercs.
Igualmeule trata de cobrani;as, lano amigave.is como
judiciaes,
Luiz Candido Ferreira Tava es. ciddiio bra-
sileiro, vai Portugal o bem dos seus inleresses.
AT'IEM'O
Ainda coolinua a estar fgida desde o dia 17
do mez de fevereiro do anuo prsenle a escrava
Joaquina de nar.ao, com ossignese sesuinles; a Ita.scc-
ca.cara do-i aro,ola.|i illa de denles, peruasarq ueadas,
poucas vezes deixa o cachimbo; cuja negra luuio em
compauhia de um soldado do dcimo balalho, o
qual se acha desertor e chaua-sc Manoel Joaquim
da Silva, he crioulo, moco, cara redouda, olhos
grandes, licalguma cousa relaxado.) A negj-a foi
captiva por muitos annos de uma Sr.-1 viuva mora-
dora em l'anellas de Miranda, cuja Sr.-1 aiuda, exis-
te 110 mesmo lugar, e a negra ahi ileixou um lilho,
pin pin forro : |iur lano, roga-se as aninmla^ps po-
liciaes e capilacs de campo, a captara desla escrava,
levando-a a seu seul)or Manoel {FerreiraClaves na
ruada Glorio, na Boa-Visla, casa u. ni. 1
Di-se 1000$ a juros sobre hypolhecas ou iienho-
res: qnem precisar annuncie.
Vendem-se sellins conr pertenees,
patente ingiere da melhor qualida-
de que lem indo a este increado :
no armazem de Adamson ilovvie
vil C, rua do Trapicho n. 42.
Vende-se uma escrava 11105a, sem vicios e
com habilidades : na praca da Independencia n. A.
Vendem-se 37 apolices da compauhia de
Beberibe : na rua do Crespo n. 16.
\ ende-sea 19000 oexemplar do resumo da
Historia do Brasil, por Salvador Manriques de Al-
buquerque, adoptado no Collegio das Arles : na
rua do Crespo n. lti.
Vendem-se toalbas de labyriulho, bons gostos, por preces commodos: na rua da Ca-
deia do Kecife n. 2K.
Vende-te vinho genaino dji'orin em caiasde
I a 2 iliizus .le garrafas 8 mesmo em gjrrafas, cou-
tendo -cm c\a.eraran o vinho mais superlativo que
se pude desejar, c alianra-se que nunca aqu fui im-
portado um -cmclli-ni' nctar : vende-sc na rua
Nova 11. :t, taberna de Anlonio Ferreira Lima. -
No aterro da Boa-Vista n. SO, vende-se choco-
late a "Os. a libra, aletria h HO, macarran c la-
lliarini a iOO rs., ervilhas a 100 rs., IhuIio de porro
lina a 4X0, bolarbiuha quadrada americana a 100
rs., azeito de Lisboa a 560 a garrafa, sjgu' a 320 o
libra.
Vende-se ou perniula-se por casa> no Recife,
a propriedade aon'dc existe edilicada a capella dos
Kemedins.a qual cm. lem 2 boas moradas de casas ter-
reas c 2 dilas mais pequeas, I olaiia muilo bem
monlad.i, 1 pequeo sobrado junto a mesma e ,'t
bons viveiros com peixe, por preco commodo ; e no
caso do comprador nao querer dar lodo n dinheiro 1
Viola, se dar algum prazo. dando o comprador boas
firmas de garanda, e taubein se aluna no caso de
nao apparecer quem compre : n Iralar na mesma
olaria, ou uo palco do 'terco 11. II.
MII.IIO.
\ ende-se saceos com milho por barato proco,
na rua da Cadeia do Kecife, n. 2:t loja.
Vende-se regra propria para regrar papel, pelo
preco de II) 200 c 210 ris, na rua do Focan la-
mento, 11. 5, leuda de lorneiio.
Kin casa de llenrv Itriinn & C, rua da Cruz
n. 10, vendem-se .
Lonas c brins da H 1- 1,1.
Inslriimcnlos para niisica.
F.spelhos com molduras.
Globos para ardins.
Cadeiras a sofs para jardins.
Oleados para mesas
Vistas de Pernamhico.
Cemento romano.
Gomina beca.
Na praca da Independencia 11. 26 e 28, vendem-
se os muilo exccllenles gorros de velludo lino de le-
das as cores, bordados a ouro, relroz. a lisos, por
precos muilo cm conla.
Vende-se um lindo cabriole! com arreios e ca-
vallo, ludo era muito bom estado, e por preco com-
modo : para Ver, na cocheira do Sr. Joao Fra'ncisco,
defronle da ordem lerceira de S. Francisco, por bai-
xo do liabiuete l'orluguez. e para ajustar, na rua do
Uueimado n. 3:t, loja da Boa Fama.
i\a loja das seis
portas.
Em frente do Livramenlo'.
Kiscado prelo para lulo a meia pataca o covado,
lila inda para sa.as,mani, jaquetas ou calca- a dous
lusloes, chita escura, tinta segura a meia pataca,
meias pretas para senhora a pataca n par, chales de
cor escures pruprios para casa a cinco lustes, cami-
sas de eamlir.n,1 beldadas para senhora a cinco tus-
les, meias brancas para meninas a dozc vinlens.
Ce va da de Lisboa.
Vende-so por 29100 a arroba : na Iravessa da Ma-
dre de Dos n.,",, armazem.
Vende-so a loja denomnelaKazar Pernam-
bucano, na rua Nova n. 33 : adverle-se aos
prclendentes. que se far qualquer negocio que for
de razao, alim .le se cfl'.jciuai- tal venda : alm das
vanlagens que o lugar olTerecc, accresre mais que
existem muitos poucos fundos na casa, e sobre es-
ses mesmos se far;i abaitinenio.
RE LOO IOS coberlos e de-coberlos, pequeos
e grandes, de onro e prata, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ullirno paquete inglez : era casa de Southall Mellor
& Compauhia, ua rua do Torres 11. 38.
Vende-se superior cafe de primeira sorledo
R.o de Janeiro : na loja do Passeio Publico n. 11, do
I iimiano Jn-e Rodrigues Ferreira.
Hclogios
iiig e/os de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: om casa de
ilenry C-ibson : rua da Cadeia do Recife n. 52.
Cassas Irancezas finas
S40 is o covado.
Na rua do Crespo D.5j vcndctii-si'cas-
tag(rancezai linasu 2i(J i-, o covado.
Fall llltO.
Corlea de vestido de cassa prela com 7 varas.cada
um, de houitoi padrees a 2)0,30 : vende-se na ru-
do Crespo, loja da esquina
alar cabello, fazenda muilo superior a "15, dilos de
alisar lambem de larlaruga a 39, dilos do verdadei-
ro bfalo para atar cabello imilando muilo oos de
tartaruga a 1r->i>. dilos do alisar de blalo, fazen-
da moilo superior a 320 a 500 rs., lindas meias de
seda piuladas para cnanc de 1 a 3 annos a I98OO
ulp.ir, dilas de lio de Escocia lambem de bonitos
cores para criai.cas de 1 a 10 annos a 320 o par. 6a-
pelhos para parede com excedentes vidros a 500,
"00, 1/e 15200, loocadorescom ps 1 13500, fitas
de velludo de todas as cores a liai eS. ra vara, es
c.vas linas para denles a 100 rs., e fin ssimas a 500
rs., dilas linissimascnm cabo de marfim a I-, trun-
cas de seda de todas as cores e largoras 320, 400 e
500 rs. a vara, sapalinhos de Ida para criancas de
bonitos padrees a 240 e 320, aderecos prelos para
luto com brincos e allineles a Is, loucas prelas de
seda para criancas a 19, Iravessas das que se usam
para segnrarcabello a le. pislolinhas de metal para
criancas a 200 rs., galheleiras para azeite e vinagre
a 2920O, bandejas muito finas e de todos os taraa-
nhos de 19. 29, 39 e 49, meias brancas finas para
senhora a 240 e 320 o par, dilas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caitas para rap com riquissimas es-
tampas a 33 e 21300, meias de seda de cores*para
hornera a 610, cbaraleiras muito linas a 23, castSe
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacao de ac praleados e dou-
radosa 610, I- e Ij200, lunetas com aro de bfalo
c larlaruga a 500 rs. e ls, superiores e ricas benga-
liuhas a 29. e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequenos e grandes, fazenda mailo supe-
rior a tiiO, KOO, 19, 19200,195OO o 29, alacadores da
cornalina para casaca o 320, penles muilo finos paro
suissa a 500, escovas finas para cabello a fiin, ditas
para casaca a tilo, capachos pintados para sala a
640, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo finas a 13 e 13200, luvas brancas eucorpadas
propria- para moniana a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo forles a 220 o par, ricas abotoa-
durasde madreperola e deoulras muilas qualidades
e gostos para colletes e palilos a 500 rs., fivelas doo-
radas para calcas o cdeles a 120, ricas filas finas
lavradas e de lodas as larguras, bicos finissimos do
bonitos padrdes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesuori-
nl.as para costura o mais lino qoe se pode encontrar.
Alm de ludo isto oulras muitissimas coasas muilo
proprias para a reata, e que ludo se vende por pre-
ue faz admirar, como lodosos freguezes j sa-
: ua rua do Queimado, uosqnatro cantos.no
couhecida loja de miudezas da Boa Fama
3$5 Vende-se cal de Lisboa ullimameniechegada, aa-
sim como polassa daltussiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio 11. 11.
CORTES DE CASSA PARA; QL'EM EST.V DE
LUTO.
Vendem-se curies de cassa prela muilo miada,
por diminuto preco de 29 o corte, ditos de eassa chi-
ta de bom gosto a 29, dilos a 2;0O, padres france-
zes, alpaca de seda dequadros de todas as qualida-
de- a 720 rs. o covado, laa para vestido lambem de
quadros a ISO o covado ; todas eslas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo o. 6.
Vendem-se saccas com um alqueiro cozul ados
de muilo boa farinha, por preco commodo, para se
concluir conlas: na rua do Amonio n. 36, Liberna
da esquina.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Na fundieio de ferro de D. W. Bowmann, na
rua do Ututo, passando o cliafariz, contina ha-
ver um completo sortimenlo de taixes d ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
prompltdao: etnbarcam-se ou carregam-se em car-
ro sem despeza ao comprador.
Na ollicna do encadernacSo, traviesa da
Copgregacao, veodem-oe as seguintes obras de
economa poltica por Maltbus- Ssmondi, J.
Baplisla Say, cartas a Malthus pelo mesmo, catb*.
cismo de economa. J. Dutens, e rouitas oulras
obras de direito publico, das gentes, diplomtico
e commercial, ludo era muito bom estado e por
barato proco.
Vendem-se barricas cora farinha de trigo da
ja couhecida marca MMM, muilo nova, e da quali-
dade igaal a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por preco commodo : a fallar com Basto e-
mos, rua do Trapiche 0.17.
CHAROPE
no
BOSQUE
F'oi Iraosferido o deposito deste charope para a bo-
tica -t Jos da Cruz Santos, na roa Nova u. 53 ,
garrafas 59500, e meias 39000, sendo fabo todo
r- elle qoe nao for vendido nesle deposito, pelo
se faz o presente aviso.
'ORTANTE PARA 0 PUBLICO
cura de phlysica em lodosos seus diflerenles
er motivad^ por constipacSes, losse, oslli-
iz. escarros de saogue, dr de costados e
11 a cao no coracao, coqueluche,bronchilo
-" nioo.ii. ,
.Naval.as a contento.
Conttoaaxe a vender a 89000 n par (preco fizo) as
ja bem conhecidas navalhai de barba, feilas pela h-
bil fabricante qoe ha sido premiado em diversas ax-
posicies : vendem-se com a coodigao de nao agra-
dando poder o comprador devolve-las at 30 diae
depois da compra, retlitnindo-se.a importancia : em
casa de Auzusto C. de Abreu, na roa da Cadeia do
Recife 11. 36.
Em casa de Henry Brunn & C., na rua da
Cruz n. 10, ha para vender um grande sortimen-
lo de ouro do melhor gosto, assim corno relogios
de ouro patente.
MOENDAS SUPERIORES.
a fundicao de C. Starr & C, em Sanio
Amaro, acham-se para vender moendas de canoas
lodas de ferro, de um modelo e conslruccao muilo
superior.
ARADOS DE FERRO.,
.Na i'imJicao de C. Starr & C., em Sanio
Amaro, acham-se para vender arados de ferro de su-
perior quaiidade.
YSTEMA MEDICO
DE HOLLOWAY
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individnosde todas as oaedes podeai
teslemuuharas virludesdesleremedio incomparavel
epruvarem caso uecesiario,que, pelo uso que delle
lizeram, lem seu corpo e membros inleirameute
saos, depois de haver empregadoiuulilmenle outros
tralamentos. Cada pessoa poder-se-lia convencer
dessas curasmaravilhusas pelaleilura dos peridicos
que II,'a- relalam lodos os dias ha muitos annos; e
maior parte deltas s3o tan sorprendentes que admi-
rara os mdicos mais celebres, (.inanias pessoas re-
cobraram com esle soberano remedio o oso de seos
bracos e pernas, depois de ler permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviain soflrer a amputa-
C3o! lidias lia muitas, que hivendodeizadoesses
asylos dcpadecimenlo, para se nao submetterem a
essa operaran dolorosa, I ora m cor'as completa-
mente, mediante o uso >le-se prec: emedio. Al-
gumas das taes pessoas, na efusarfile ** Sieconheci-
mento, declararam estes resultados benficos diante
du lord corregedor, e outros magistrados, afim de
mais autenticaren! sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do eslado de sua saade es-
tivesse bastante eeaflanca para eu-aiareslc remedio
conslanleinente, seguindo algum lempo o Irala-
inenlo que necessitasse a natureza do niaL cojo re-
sultado seria pro va r iiicooleslavelmeute : yoe tnd
cura !
O ungento he til maiiparticularmente tos
seguintei eatot.
malriz.
Cadeia.
que volla para a rua da
Para vidmeas.
Vendem-se vidros a 89 a caixa : na rua Nova n.
3, defronle da igieja da Cooceleao dos Militares,
casa encarnada.
FARINHA DE SANTA CAT1IAR NA
muilo nova c de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna /tapido, tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralaj
com Caelano Cvriaco da C. M., no largo do Corpo
Saulo n. 25.
Carlas france-
zas.
Veudcm-se soperiores carias francezas para vol
larcle a 500 rs. o baralho : na rua do Queimado,
loja de miudezas lloa Fama u. 33.
Livros Classicos
Vendem-se ns seguiules livros para as aulas pre~
paralorias : llistorv o Rome l-uoo, Thompson 29
l'ual el Virgiuie 2ffJ00 ; na praca da Independencia
ns.beH.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas j se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na Iravessa da Madre de Dos n, 21, ar-
mazem de .loao Martin- Barros. .
L1QUIDACAO*.
O arremtame da loja de miudezas da roa dos
Quarleisn. 21, qoereudo acabar as miudezas que
eiislem, vende barato alim ile liquidar sem perda
de lempo.
Franja com bullas ara cortinados, pego 49000
Papel paulado, resma, (de peso) 390OO
Hilo de peso, resma 29700
Laa de cores para' bordar, libra 7g000
l'enlesde bfalo para alisar* duzia 39000
Fivelas door. as para calca-, urna 100
Croza de obrejas muilo finas b'9000
Lencos de seda finos, ricos padroes 19500
Caita de liuhas de marca 240
Meias para senhora por 210
Tentesde tartaruga para Segurar cabello 49O0O
Crozas de canelas finas para pennas 29000
Dilas de boldes linos para casaca 29000
Meias prelas para sendera, duzia ^19200
Ditas dilas para homem 29800
Lacre encarnado muilo lino,libra l~sl,o
Papel de cores, maco de 20 quaderoos 000
Duzia de calate) "20
Espelhosde lodosos nmeros, duzia 39500
Linhasde novellos grandes para bordar I96OO
Ricas lilas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas 900
Meias cruas sem costura para homem 39300
Dilas de seda n. 2, peca 380
Trancas de seda branca, vara 400
Caias de raiz, duzia 19600
Pecas de filas de cs 300
I.apis finos, groza 2900
Conloo para vestido, libra 19200
lencas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 19000
e outros muitosartigos que -e Ion,.un recommenda-
veis por suas boas qj-alidades, e que nao se duvidar
dar om pouquiuho mais barato a aquello senhor lo-
gisla, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mito.
i\a California,
loja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se pecas de algodaoziuho com ova-
ra a 10, 19, 1^280 c I90OO, e limpas a 29, alpaca
prela lavrada, sem defeilo, de 4 palmos de largara
o 200 rs. c a 210 rs. o covado, muilo boa para quem
e-ia de lulo, muilo boas meias prelas de algodao
para senhora a 100 rs, dilas para homem a 280, cas-
sas piuladas francezas a 200 rs. o covado, curtes de
ditas de (i 1(3 varas a 19600, chales escocezes a 500,
maJapolilo muilo bom a 29500, 29OOO, :19200, 39600,
I98OO, 4?, I9l00e 19800, e multo fino a 50; assim
como muilas oulras fazendas, ludo muilo barato, di-
nheiro a vista.
Vende-sc em casa do S. P. Johnslon & C,
rua da Senz.ila-.Xova n. 42, sellins inglezes, chi-
cles de carro e de montara, candieros c castcaes
bronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
\a n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de munieao, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores decabeja.
das costas.
dos membros.
Kufermidades da
em geral.
Eufermidades doanus.
1-j ui'i.e- escorbticas.
F'islulas no abdomen.
Fnaldade 011 falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incliaci'.c-,
lullainmacao do ligado.
Lepra.
Males das pernas.
duspeilus.
de olhos.
Mordeduras dereplis.
Picadura de mosquitos.
. Pulmftes.
culis Queimodelas.
Sarna.
Snpuraroe- ptridas.
Tirilia, cm qualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras ua bocea.
do figodo.
dasarliculacoes.
Veas torcidas, ou n'oda-
das as pernas.
AGENCIA
Ua fundicao Low-Moor, rua daScnzala-No-
va n. 42.
Nestc eslabelecimenlo contina a liaver um com-
pleto sortimenlo de moendas e meias moendas
para eivviilio, machinas de vapor e tahas de
ferro batido e coado de todos os tamanhos para
dito.
Quem quizer comprar um carro americano de
qiiatro rodas enm asseutos para du.is pessoas, ten-
do arreios e cavallo muilo ardigo : dirija-sc a na
do Trapiche 11. 10, segundo andar.
'No'armazem de Novaes d C., ruada Ma-
dre de Dos n. 12, vende-se farinha de mandioca
em saccas de superior qualidade, por preco com-
modo.
Vende-so muito superior farinha de Sania
Calharina, por menos preco do que em outra
qualquer parle : a bordo do brigue Sagitario a,
defronte do trapiche do algodao.
da bexiga.
Vende-se este unguento'no eslabelecimenlo gera
de l.oodres.n. 21 i, sirana.e na loja de lodo- es lio-
tica rio-, droguistase oulras pessoas encarregadasda
sua venda em (oda a America do Sul, Havaoa e
llespauha.
Vende-se a800 ris cada|bocetinha,conten uma
inslruccu em po 'tuguez para explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito gara I he em casa do Sr. Soum, phar-
tnaceutico, na rolda Cruz n. 22, cm Peruam-
buco.
1ECHAHISH0 PARA EHGE
no.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWMAN, rIA
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FAR1Z,
ha sempre um grande soriimento dos segaintes ob-
jeclos ilemechaDismosproprios para engenhos, a sa-
ber : moenda c meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taitas de ferro fundido e batido, de
superior qoalidade e de lodosos tamanhos; rodas
deutadas para agua ou auimaes, de todas as propor-
Coes ; crivos e boceas de foroalhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos ecnvilhoes, tooi-
nhus de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se'eveculam lodas as cncnmmcndas com a superior
ridade j conhecida, e com a devida prestezae eom-
modidade em preco.
Vendem-se dous pianos forles de jaca randa,
conslruccao vertical ecom todos os melhoram en los
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo : na rua da Cadeia, armazem n. 8.
TAHAS DE FERRO.
Na fuidieao da Aurora em Santo Amaro, o
lambem no DE I OSITO na rua do Brum, logo
na entrada, c defronte do arsenal de marinha, na
sempre um grande sortimenlo de tahas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
jar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
Fugio no dia 31 de marco o prelo Joao, criou-
lo, de estatura bem alia, cara be.igosa, lem orna
marca de caustico ou qoeiroadora debaiio do pello ;
esle escravo pertenece ao Sr. Manoel Milheiros, o
depois ao Sr. Goncalo Jos Alfonso, com refinaeao
na rua da Concordia, e he costomado a fazer destas
fgidas : qoem o apprehender leve-o a retinae^o da
rua cime n. 8, que se gratificara bem.
Contina andar fgida a prota Merencia, crl-
oula, idade de 28 a 30 annos, pooco znois ou manos
com os sien.es seguintes: falto de denles na frente ,
uma das orcinas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua do Hrum, armazem de
assucar n. 12, qoe sera bem gratificado.
80,000 rs. de ratificado
Fugio do engenho Bom Jess do Cabo, o cabra
escravo, de nome Vicente, alio, espadando, pernas
finas, roslo comprido, sem barba, cabellos corridos
e crespos, de idade de 40 annos, he destilador, toca
rabera e gaila, e he filho do -crian da Serra do Mar-
lilis : quem o apprehender e levar ao referido en-
genho ou a casa do commendador l.uiz Gomes Fer-
reira, no Mondego. receber a qnantia cima.
PERN.: TYP.DBM. F. DB FABU. 1856
DATA INCORRETO
MUTILADO
ILEGIVEL


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