Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07335


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Full Text
ann mil. n. n.
Por 5 mc7.e* adiantados 4/>000.
Por <"> iiuv.es vencidos 4{500.
Sfl.lMIA FEIKA 14 E ABRIL E 1836.
Por auno adiantado 15s000.
Porte franco para o subscriptor.'
4
k.vc vuuF.i.Aiios da subscripcao' NO norte.
Paralnbt. o Sr. Gervaiio V. da Natividade : Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior; Aracsly. o Sr. A. de Lemos Braga ;
Oear, o Sr. J. Jos de Oliveir ; Msranbao, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigues; Piauhy. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Ceareose ; Par, o Sr. Jusliniano J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
nymo da Cosca.
PARTIDA DOS CORREIOS.
01 inda : todos os dias.
C.aruaru, Bonito e (jaranhuus : nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
(oiauna c Parahiba segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal; as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIUL'XAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbadoi.
Relacau : ierc.i--leir.is esabbados.
Fa/endn : quartas e sabbados as 10 horas.
Jui/o do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao raeio-dia.
Juio de orphaos: segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas e sellas ao meio-dia.
Segunda tara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMEKIOES DO HEZ DE ABRIL.
5 La nova as 4 horas. 2f> minutos, s segundos da inanhaa.
13 Quino crescente as 3 horas, 27 minutos e 48 segundo-da m.
20 La cheia as 6 horas, S minutos e 48 segundos da manha.
27 Quarto minguantc as 9 horas, 7 minutos e 48 segundos da tarde.
I'l'.l \\l Mi 1)1. IIM.IK.
Primeira n e 30 minutos da tarde.
Segunda tul minutos da raanha.
DIAS DA SEMANA.
I i Segunda. S. Domina v. ; Ss. Tiburcio e Valeriano mm.
15 Terca. S. Pancracio ; Ss. Euthiquio, Enlimpiada e Pausilipo.
lt> Quarta. S. Engracia v. ; Ss. Calislo. Carisio a Ciciliauo.
17 Quinta. S. Aniceto p. : Ss. Hermogenesc Fortunato mm.
lh Seita. 8. Galdmo b. card. ; S. Perfeito presb.
19 Sabbado. Ss. Eipcdilo. Aristonico. Socrastes eGalala,
20 Domingo 4. S, Ignezdo Muiite Policiano, v.
ENCARBEGADOS DA SL'BSCRWA NO SEL.
Alagoas.o Sr. C.laudino Falco Dias ; Babia o Sr. D. Duprat
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martins.
EH PERXAMBICO.
0 prnprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Farit, na sua
livraria, praca da Independencia ns. 6e 8.
AVISO AOS-SENHORES SI BSCKIPTOKES.
Smenle he permillido pagar suli.chpoo do pre-
ente q na riel desle Diario a raiAo de 5 al o dia 15,
e depois desle dia s se receberu a 4>iO0.
PARTE QFFICIAL
UOVEBNO DA PROVINCIA.
Expedienta do da II de abril.
Cilicio. A11 Exm. 11nrech.1l ccimiiaiidanle das
armas, remetiendo por copia nao s u ollicio do
Eim. piresideule da Parahiba, mas tambera u aviso
espedido pela repartirn da guerra cm III de marco
ultimo, acerca do alteres JoAo Antonio LeilAo.
Dito. Ao inspector da tliesuuraria de fazenda.
Tendo o administrador do cemitero publico me
remedido ero ollicio de i do correte l,9!it! guias 011
ordena da polica para a conducho de cadveres de
cholencos sendo 7.">li pastadas ao fornecednr de car-
rea fnebres, Jos Pialo de MagalhAe*. IMI a Ma-
nuel IioihmIvo. Acra, :lSi a Antonio Bernardo Quin-
lelro fi Irmio e :I3 a Miguel Esleves Alvef, lran-
Elto-as a V. S. para que mande pasar sua impor-
tla ao* referidos foruecednrc<: cumprindu porem
So 710 guias que nAo mencionan) cadveres dein-
ivi.luos pobres couduzdo* por couta dn governo, V.
S. remella recebedoria de 1 en l.i- lim de que pe-
loe meios cmnpotente sejam as respectivas desperas
indercoisadas a fazenda por aquellas pessoas que por
lerem posses, sAo obrigadas a pagar a condurAo dos
que foram seus escravos ou patente'. Cvntutuni-
cou-se ao referido administrador.
Dito. Ao inesmo, para mandar pagar ao acad-
mico Alfredo da Bocha Baslos, o que se llie estiver a
dever desde o dia 2 de evereiro ultimo at 9 do cor-
rente mei, a razau rie 15S00O rs. diarios.
DitoAo commandante da eslarAo naval, trans-
mittindo por copia 11A0 s o ollicio do Exm. prcsiden-
, lerdas Alagos, m.s tambera o do suarda marinlia
Manoel Lope* de Sania Rosa, declarando o motivo
porque nAo veio para esta provincia, como Me cum-
pria no vapor Paran.
DtloAo director do arsenal de guerra,rerninmeu-
d.nido que mande concertar um dos lampees gran-
de* do qrjarlel do Hospicio.l'articipou-se ao inare-
Chai eominandaiile das armas.
DitoAo director da* obras publicas, declarando
que a thesouraria provincial lem ordem paia pagar,
a vista do compleme certilici lo, importancia da
segunda pre.lar.in da obra do mlavo lanro da estra-
da da Escoda.
DiloAo jui municipal da 1.' ara, inteirando-n
de liaver designado a Smc. para presidir no dia !_!
do eorrenlc, a extracto da S." parle da lotera do
liyinnasio Proviucial.Communicou.se ao thesou-
reiro das lolerias.
DitoAo jaiz municipal de Iguarass, dizendn li-
car inteirado de liaver S. me. nomeado ao cida-
dio l.ui/. Ferreira Bandeira de Mello, para servir
interinamente o ollicio de lahelliAo de olas, escr-
v.iodo crime e civel, provedoria de capellas e re-
siduo* daquelle termo, vago pelo fallecimenlo do
respectivo serventuano Adolpho Manoel Camello
de Mallo e Araujo.Parlicipnu-so ao conselheiro
prndente da retacAo.
DiloAo commandante do corpo de polica, para
miodar dar baia do nervina ao toldado daquelle
corpo J0A0 Francisco Ferreira.
DiloAo thesoureiro das loteras, respmdendo
ao >eu ollicio de de marco lindo, leuho a dizer-lhe
que o decreto 11. 1727, de -2) do fevereiro, de que
Ihe remelli copia, ccmprelieudo as lolerias desta pro-
vincia, e prtame q vista do art. somente i Vmc.
como therHireiaYc.ompele a emissao dos tiitlteles, c i
fraccOes ue bilhetes,na conTormidade dos respectivos
planos e nrdens era visor. Os bilhetns das lolerias
da corle so poderAo ser aqu vendiJos na forma do
arl. i do citado decreto.
PortaraNomeando a Jos Jaran] mo Correa, pa-
ra o logar vago de mordomo do Cwnuasio Provin-
cial.Fueram-se as necessanas cotnroouicares.
HitaReformando no mesmo posto o alferes do
rtmelo l. balalliAo da guarda nacional dos muni-
cipios de Olinda e Igusrassii, Jos Francisco Sa l.ei-
l.to.t.oninitiuicnu-.-e ao respectivo commandante
superior.
INIt Mandando encampar a obra do acude do
Buique, e mollar o respectivo arrematante Pedro
l.eite de Alboqoerque e seu liaTlnr 111 -Jim parle do
valor da mencionada obra.Fizeram-se as necessa-
ria eommunicacries.
EITEBIOR.
PORTUGAL.
MIMSTERIO DAS OBKAS PUBLICAS, COM-
MEBCIO E INDUSTRIA.
( Conlinuacao. ]
Catalogo of/irial da Hjcpotirao universal. Catalogo
dos productos portuguezes
No dia inmediato ao da abertura da Exposiro foi
postoem encolaran o catalogo ollicial dos producios
evposlos no palacio da industria.
A necessidade deste catalogo para se poderem ex-
aminar e comparar aquelles productos nao carece du
derooustra^Ao. Sem elle ojurv internacional se ve-
ra innilo emharacado para poder apreciar os pro
duelos da industria dos diversos paites, e os sen*
expositores haviain de solTrer mais ou menos por es-
la Talla.
Convencida dota necessidade cmpreiu a commis-
Mo imperial todos ns meios para que a primeira
edir.10 do catalogo ollicial losse posta em circulacao
logo qoe a ExposicAo fosse aberla ao publico, e r-
denou qoe se prepsrasse com a maior aclividade a se-
gunda editan para eonter o productos dos diversos
paites de que primeira 1. lo fuera menco.
Tendo o catalogo ollicial sido organisado em visla
das listas dos expositores que as iiare* respetivas
deviam ter mandado como ja fu ver "al
'funis, da ConfeileracAoArgentina, do Per, de Gua-
temala, da Nova Granada, do llailv, de Costa Bica c
das Colonias luglezas.
.Nao leudo eu recebido de Lisboa estas listas ale ao
dia J.l ile in.no. iiem o catalogo que eu sabia que a
commissdo central linba mandado organisar, e 11A0
me parecendo que este podessejachegar a lempo de
poder entrar na segunda edicto e sobretodo de po-
der estar impres'o at 1.", de junlio para poder servir
de liase aos Irabalhos do jury, tomei a resolucAo de
me dirigir por escripto ao commissario do catalogo,
o Sr. Natali* Koudot, alim de saber se era possve;
que a segunda edicto do catalogo ollicial conlivesse a
parle do calo.n portugue/. que eu pudesse aqui
organisar em visla dos documentos que possuia ; pe-
dindo-lhe, que ueste caso me indicasse o prazo mais
lougo que me pudesse ser concedido, alim de que o
meu irahallio losse o menos imperfeito possivel ; de-
vendo en esperar que ehegassein del.isboaa rada lis-
iante o* documentos, quema fallavam paraconi-
plelar.
A commissAo imperial resolveu lavoraveluieiite
esle |iedido ; ni miando me responder a Jli do mes-
mo mez. que seriam recebidos al de junho seguin-
te ss bulletiusdos expositores que eu podesse organi-
sar para eulrarem na segunda edicAn : acrescentava
porem o coniinissari.. do catalogo, por quem esta de-
cis.ii) me fora coniiiiunicada, que julgava pojer re-
eelier al ao momento em que tive-se lugar a lira-
gem, islo liedle Id 011 IS do nic-ino mez, quaesquer
do tambem em visla as relac,es publicadas no bulle-
tim do ministerio das obras publicas do mez de agos-
to de 1833,
Falle da impressao a parle do Besad catalogo, a
qual enlendi, que 11A0 poda anisar de ter lugar em < ll.
9. Valor dos productos fabricados annualmenle
pelo expositor.
10. Medalhas, monc/ies ou cftace* obtidas nas
exposces naciouaes e ua exposirAo universal de
gem, islo liedle I (i c
trabadlos que\u pud
jando cointudt que
vista das omissoes e iuexactides que liuliam lido
lugar no catalogo ollicial, o para poder distribuir o
nosso catalogo pelos jurados e commissario* eslran-
geiros, a exemplo do que ele* ltimos liaviam l'eito
com os catlogos do* productos dos seus respectivos
paizes.
Para esta despeza solicilci auloi-icio do governo
em ollicio de 7 dejuuho c foi-me expedida res
posta afUrmaliva com data
mez.
Eslava ja impresso este catalogo quando recelo em
K de ouliiiiro a segouda via do ollicio da commissao
central de Lisboa de 28 do mee antecedente, parteci-
pando-me a remeasa, para seren distribuidos pelos
luembro* da rommissAo creada pelo decreto de ^9 de
man;, de M exemplare* do catalogo, que litera >m-
prunir, do* producios da expositao porlugueza. E'-
168 exemplares s me cliegaram com ludo s 1UA0* a
Itido inesmo mez.
Comparando este traballio com o catalogo, que eu
lizera imprimir aqui, ti vea salisfacao de ver, qire a*
diHrenras esseociaes, que havia entre estes dous
documento', provinliam de lerem concorrido a Pa-
rs muilos expositores portuguezes, qoe 11A0 remetie-
ra m os seus producios pela commissAo central, c de
As resposlas a eslas perguntas eram reunidas na
secretaria do jury, e postasa dispositAo do* jura-
dos respectivos para servirem de base aos seus exa-
mes.
O artigo 19 do regulamento de II de malo inJi-
cava ine-iii", que ns expositores, que uAo livessem
respondido, seriam excluidos Jos premios.
S 29 dos nos*osexpositores preencheram o- mole-
pero, lenham lugar,eaque desejo que concorra-
mos de una maueira honrosa para o no.-o pal/..
Declararles dos jurados osa tosa, dos jurados ; com
miliario ailemiies, e dus coaunktmriot eslran-
geiros. llant/uele o//erecldo ao principe .\apo-
leaj.
Poucos dias depois que comecaram os Irabalhos do
jury liveram lugar os fados seguinles, que julgo nao
ever oinllir ueste relalorio :
I.* i\odia2 de julho reuniram-se os jurados bri-
laiinicoseni numero de :Misb a presidencia de Lord
.IsUhurton, c declararan) a uiianimidade, que era
para desejar, que o publico hrilannico live*sc coune-
de vinle do nstate los: 239 conlenlaram-secom dar algaroas informa- ] ,-,,, a i4mp0 ,ia grande exccileucia daexpaaie.So,
' rajes, poucas, nas BUas, que acompauliaram os pro- j e do seu recouhecido adiamntenlo em relac.'io aos
iluclos, entrando nesle numero 2~i dos qoe liaviam 1 pioduclosexpoiloseni llSil. Qae ella eraemiMule-
preenchido os modelos (dacumenlos ns, (2 63). 1 Inania digna da alinelo dos artistas, do* fabricantes
'nforruac^rD alguina
O cxpo'itore* que eslavam em Pars, eram avisa- mais baratos, a cutelaria de (vuimnres, as obras de
esse preparar ale enlAo, dse- ler eu substituido ao nenie do expositor o do produc-
jamlo couitud% que a parte principal destes llie
rosta anlregu^at ao dia .
A primeira edir^Ao do catalogo ollicial havia sido
organisada sobro os seguintes principios.
tomou-se por base a classilicaco techuica cslabe-
ler.ida pelt commissAo imperial e dislribuiram-se os
expositores alpliaheticainente pelas dllerenles sec-
ones de cadacl.isse.
Cada exposilor leve um s numero anda que pos-
suisse estabclecimenlos |iidu-trae- em dillercnles
localidades, on expozesse producios pertencentes a
dillercnles classes e seccoes. Ncstas hypolheses o sen
nomc apparecia nas diilerentes seccoes a que per-
tenciam os dillerenles producios que expuiiha,
na*suso litadava um numero na classe e ua sec-
tAo em que enlr.ua sua iu luslria principal, fa-
zendo-sc 1 eferencia todas as ve/es que o seu nome
era repetido a teta classe o sectao.
A par do nome do expositor desiguava-se a sua re-
sidencia e departamento a que perleucia, e a nalu-
reza du producto que expuulia, ajeniando os preliei
que livesse olilido na* Exposircs harionaes e na E\>
poscAo universal de 1831.
ctossupplemeutos da segunda edicAn supprimiram-
sc as seccoes, e a distribuidlo alphabelica dos expo-
sitores so leve lugar pel-s dillercnles classes.
Se o* nossos prodnrtos ja estivessem collocados nos
lugares que Ibes I1.1vi.1m sido destinados, o meu Ira-
halho reduza-sc a fa/.er copiar e coordenaros lelrei-
ros que os acompanhavam, nosquaes se achavan lo-
dos es elementos necessarios para o catalogo, com-
prelicn.tcnjo a classilicacAo leclimca dos mesmos
productos.
^Au estando porem, nem ao menos comec.nl 1 essa
enllocar.10 por nao cstarem leiminados 0$ arraujos
uecessaiios nos locaes que nos haviam sido concedi-
dos, foi torco.o recorrer aos elementos que pnssuia o
Sr. Francisco Anlnmo de Vasconcelos, isto he, a
urna iclacAo dos productos que Ihe Inviam sido en-
tregues, e a cpia da lisia dos expositores du Porto.
>*o dia 28 de malo recelii felizmente de Lisboa :ll)9
guias de expositores qae quas que completaran! os
elementos que po'suiamos.
Pi dia 2 de junho Uve a follona de entregar ao
commissario dor.ilalogo oque fallava para completa
o cataloga da nossa ExposirAo, em vista d.quellt
elementos, islo he, t."2 hullelios, que com as reme
sas dos das aulecedenlcs prefaxiaiu onumero de ."l
Inillelius, contando 'Mil expositores. Kestava-me
tor todas as vetes que este me [01 cuuhecido, por mo-
livos, que ao dianle expurei : 11A11 me sendo possivel
designar ambo*, pela recommendarAo que foi feila
geralmeule, de resumir os elementos, que eram
fornecidos para o catalogo, o mai* que fosse possi-
vel.
O* documeulos nmeros n. a 19, conten loda a
correspondencia que leve lugar entre mftn e o Sr.
Natalis Bnnilot, commissario do catalogo ollicial, a
respeilo da puhlicarAo do catalogo da exposirAo dos
producios da nossa industria. E no documento 11.
20, se descreve a despeza feila com a pnblicatAo do
catalogo especial de Portugal, que 11/ imprimir em
Paris."
f'o/iifdfn dos nomei, escudo' e handeiras das la-
rdes exporitorat no palacio da industria.
Para tornar mais apparaloso o vastisimo salAo
central do palacio da industria, denominado trans-
epto. c ao inesmo tempo para honrar as naces ex
posilnra*, foram collocados n* nome*, os escudos e a*
handeiras destas naces nas balaustradas, que iloini-
navam aquella salAo.
O numero dos escudos, nomes e handeiras era pro-
porcionado ao espato oceupado pelos productos das
ine'iiia- uacoes, e que tinha vista para o Iraniep-
to.
Os restantes nao decam
As iiislriirccs de II de abril clerminavam no
artigo 8., que as infotmaroes pata esclarecimento du
jury seriam dadas pela commissAo de e-tuto creada
pelo decreto do 29 de marco, porem pondo de p .re
as ihiormac um (eclinicas, que os roembros la com-
missao eslavam habilitados a dar em tudo o que di-
zia respeilo aos seus estados, a commissAo uo poda
dar as iuformsroes de faci, que s os expositores
podiara fornecer.
Para preeuehcr esla lacuna, que podia ler'as m.iis
graves consequencias, escrevi a commissAo.central
de l.i-lina a 19 de maio, pediudo-ilie, que lizesso
constar por urna circular a lodo' os expositores, que
aquelles que nlo fornecessem < informare* pecji-
das, lieavam por esse fado excluidos da concessilo
dos premios ; e que alem da circolar fizesse a mes-
ma commissAo 11111 aonnncio no Diario do (ocemo,
no inesmo sentido, para que o publico soulies-o quem
devia responder pelos resultado* de laes omissoes.
e seus operarios, a de todas as classes do Reuo Uni-
do (documento n. 181.)
2.- No dia 9 de julho reuniram-se oscommissarios
e jurados allemaes, sh a [(residencia do conselheiro
intimo o Sr. de l'iebahn, commissario da Pru-sia, e
declararaiii ser sua opimAo unnime, que era ulil In-
formar o commercio e a industria da Atleunulia, de
que os Irabalhos preparatorios da exposicao univer-
sal de Paris eslavam completamente terminados, e
que esta apresenlava urna reuuiio de productos ar-
tsticos e uidiislriaes de ludo* os gneros de que n.io
dos para se acharem junto dos seus productos, eda-
reui ao principe as expliceces, nue este Ibes pe-
disse. Na sua falla respeadiam os respectivos com-
missario* '.domnenlos ns. 193 a 228).
Vi com s.ilisrai;.ln,que entre lanas maravilhasclia-
maraiu repelida* vetes a atientan de sua ajleza 1111
perial as producto' da expo-icao porlugueza,com
cspecialnlade o* nossos marmores, as nossas madei-
ras, as ttOtsas porcelanas, os nossos fruclos seceos e
doces, os nossos cereaes e legumes, as no'sas fari-
nlias c carnes ensacada*, eos nossos violtos.
Descreyendo esas visitas o Moniteur exprimio-se
nos seguinles termos, em retacan aos productos do
nosso solo :
.1 A exposicao portuguc/a he muilo uolavel pela
sua rica colleccao de trigo, de inilho.de legumes, de
aincudo'as, de azeilonas, de azeiles, de fruclas, etc.,
ele. O principe cumprimentou por este motivo o
commissario portuguez. Montttar 1'niiersal, de
(i de agosto de 183"). Documento u. 229 .
Quaulo aos nossos viuhos o m-smo jornal se ex-
primi nos termos seguiule*:
a Os vnoos da Portugal l'oram o objecto de urna
altencao muilo particular de sua alteza imperial,
que provnu viuhos puris*imos do Porlo, que o prn-
cipe declaran seren os melhores que nunca beber,
pelo que ciiinprimenluu o commissario portugue/..
NAo leudo lido resposta Ha commissAo a esle ollicio, ] cuuiento n. 182.
que eu dirig ao seu presideote o Sr. Mrquez de
Ficalho. e lendo-me asseverado na sua cliegada a
Paris o Sr. Sehastiao Jos Bibeiro deSa, vocal e se-
cretario lia inesma commissAo, que esta o na 1 rece-
bera, remelli copia delle a I de julho ao seu piesi-1 de que a exposicAo eslava completa, e rcalisava as
houvera ale aqu nenhuma se.nell.aule, ede uiua bel-1 >oa alteza imperial provou tambem o viulm musca-
leza e riqueza tal que lite dava em cortos ramos urna \'] de 3"'''. dignou-se notar, que os vinhos do
iucnnlestavcl superiorida de sobre acxposicAo de l.ou-1 \""" t^^ l,ll"Mn ein I?Iatorra sao mais carrega-
dres. A reuniao dos commissario* e jralos emiltia '''"* dealcool.idoqoe os que acahava de provar. eqne
linalmeule a opiuiAo unnime de que a visita daF.x-
poticto devia ser recominendada a todos o* que qui-
zessein couhecer e esludar o estado actual das ai tes
e d.i industria dos povos civisados do mundo Inlei-
ro. Esta reunan foi couiposta de 2S raeinbros ,do-
folha de Flandres de Lisboa, os chapeos da Braga,los
movis fabricados pelos camponezes dos arredores '
do Porlo. o panno de linho dos Atores e da provin-
cia do Minho, e nimios outros prodoclos da nossa
industria, que 11A0 poderiam deixar de atlraliir a at-
iene o pela sua baraleza c perfeicAo relativa da sua
fabricarlo.
A commissAo imperial, sobre proposta de seu pre-
sidente o principe .\apoleAo, que promova com o
maior ardor e aclividade a exposrAo da galera eco-
nmica, creou urna classe especial de jurados (classe
31.1 para cxaiuinarem 05 producios all collocados, e
deerelarem aos seus expositores as recompensas de-
vida*. Csla classe loi composta de dezesele membros.
nove dos linar- perlenciam as diversas classes do
jury internacional.
11- resultados, que oblivemos nesta exposicao,
mostram o acert da resolurAo, que tomei, enviando
all alguns dus nossos productos documento n. 2:!I a
234.)
Continuar-se-ha.
ITSRIQR.
3." No da 12 do inesmo mez reuniram-se os com-
missaros estraugeirossli a presidencia do baro y mu de Itothschild, couimi"ario da Auslria, e resol-
vern) a' uiwnimidade informar o* seus eempalfietas
denle interino u Sr. Jos Jorco Looreirn. O resul
lado foi porem o mesmo, porque tambem desta vez
nao tive resposta, e devo por isas presumir, que a-
quelle ollicio uAo ehegou ao seu desuno ;documentos
n. til e 3.
O* jurados nAo encontrando esta* informares na
sua secrelaria, dirigiram-se naturalmente a 1111111 pa-
sa as obter. .N.io seconlenlavam porem com as res-
postas as questes coulidas nos modelos; abriam um
uquerito riguroso sobre o estado das industrias, cu-
jos productos examuiavam, *uo omilliudn cireuins-
laucia alguma, que os po tesse esclarecer .1 respeilo
erneranees que tinha leiio eonceber, pateuteaudo no
sen todo o quadro grandioso e admiravel dos produ-
ctos da agricultura, da industria e das arles de todas
as naces, e pjildo em evidencia os progresos nola-
veis rcalisadus nos ramos os mai* essenciaes da iinliis-
tria depois da exposicAo de I8>l : apresenlande fi-
n.ilmente aperfetoameulos inleressairles e dados no
vos, cujo esludo nAo poda deiiar de ser til, tanto
aos hornera especiaos, como aquelles que consideran!
de urna muneira setal o desenvolvimenlo e 01 pro-
gressus do espirito humano.
Os comioissarios astrangeiros resolveram ma
da sua importancia, c da Importancia comparativa que esla declarar.lo fosse apresenlaila por lodos em
Nao no* lendo sido concedidos mais do que lima exposirn.
dos diversos productores que haviam concurrido a
CORRESPONDENCIAS DO DI&RIQ DE
PERNAHBTJCQ.
PARAIIIBA.
21 de iiurco.
(Iracas Divina Providencia, inda sou Vivo para
*e vender em Forlugal, ou san exportados para ou- 1 continuar a lestemunhar estas Irisles scenas do de-
Iros paizes. Moniteur Cifiersal, de 8 ,le selem- solarAo, e mizeria, para sentir novo*, e nAo descon-
hro de 183") Dociimeulo n. 210). linu'ados golpes da perda de um amigo, do anata*
Os exames do principe aos producios das naces j ment de um prenle, coohecendo, que mais su-
cumbem falla de recursos, do que a' inlensidada
do mal ; e sem poder dar-lhes esses succorros, sem
poder consola-lrfs em sua h-ra extrema, sem poder
inesmo verter urna lagrima sobre seus cadveres...
Ja temo a visla de um portador, que ebega dos
lugares onde lenlio amigos, ou pareles. O prazer
com que uulr'ora elle* eram recebidos, a anciadade
com qoe Eolieitava d'elles noticias, a impaciencia,
rom que proeurava devassar no interior de urna
caria, o que n ella se conservava, ludu hoje rnudou-
te no temor, susto, e tristeza i vista dos portadores,
que paludos, assustados, e pasmos, me parecem an-
tes meusageiros de mas novas, do que dedicados
bandeira, um escudo a um nome, reclamei contra
esla deciso, sustentando, que nos perlencia o triplo,
e assim foi decidido. Os documentos nomeros 30 a
32 conleem a correspondencia que tive a este res-
peilo com o commissario gersl da ExposicAo univer-
sal.
Abertura das cai.cas que continham o rap portu-
gue-. mandado Exfoteio pela companhta do
tabaco e tabo.
A companhia do tabaco tinha permillido na expo-
sicAo de Londres, qoe os vivanles daqoella exposi-
cAo podes.eni lomar do rap exposto pela inesma
companhia, e den igual nermissao a respeilo do ra-
p que man ion a exposico de Pars. A direcrAo
da* alfandeg.is oppoz-ta formalmente a que se ellec-
luassolal permiseflo : leudo, porem, cu representa-
do a commissAo imperial rnnlra ele proceder, o
triucipe Napoleao resolveu esle conllicto aiilorisnn-
io-me a salisfazer imraedialaineule os desejo* da
'oinpiinhia ; o que sua ltela imperial lana, diz o
documento ollicial, pelo desejo que linlia de me ser
agradavcl, e de dar urna prova de sympalhia aos ex-
percorrer de novo o* elementos que tinham servido [ posilore portuguezes, e nAo menos porque o princi-
de base aquelle Irabalho para prcrnclier qualqucr' I" reconhecia qiianlo havia de liberal na medida
omissao que livesse occorrido
Podem-se calcular os esforrns que me loi precito
enipies.r p.n.i oliler aquelle resollado, leudo se era
cuusidcracAo que foi nece-s.irio rlassificar em (Ao
peucos dias centenares de productos, Iraduzir os
seus nomes em francez c formar 312 bullelins, uAo
leudo eu oulra cuoperarAo para esle lim alem da dos
Srs. Francisco Antonio de Yasconeelio* e Julio M-
ximo de (lliveira Pinienlel.queinecoadjuvaraia com
o maior zelo, e contribuirn! ellicizmi-nte para que
sepreeiiclie.se urna lacuna que nos n.lo era airosa e
podia comprometler muito os inleresses dos nossos
expositores, e a repnl.ic.io da nossa industria.
A primeira recompensa, que olilive porm deste*
<-!' reo-, foi que quando o jury comerou o exame
dos producios da nossa industria j o nossa catalo-
go eslava impresso, e distribuido por todos os ju-
rados.
No dia II de junho recebi de Lisboa o primeiro
catalogo redigido pela commissAo segundo a ordem
numrica dos productos, e sem referencia classili-
cacAo techuica. Este Irabalbu feilu com milita per-
ferAo, dehaixo desle poni de vista, foi anda mui-
lo til na crretela das prov, e ajudou a preen-
cher algum.is das lacuna* que n.lo fora possivel avi-
lar.
Logo que lerminou a collocacao dos nossos pro-
ducto eucarreguei o Sr. Francisco Antonio de Vas-
conrellosde fazer a rclacAo de lodo* elles em vila
do* letreiros, qoe os acompanhavam. Este Iraba-
lho servio para corrigir, na impres*Ao a parte du
nosso catalogo, inexaclides, que nAo foi po*svel dei-
xar ilc commelter na secunda edicAo do catalogo
ollicial, eqne felizmente mo foram muito importan-
tes.
S nAo foi poivel corrigir o* erros. que escapa-
ram na numeraran dos expositores, e na collocarao
de alguns deles em classes que Ihes nao perlen-
ciam ; porque eslas corretones tornariam ininlelligi-
veis os Irabalhos dx> jury, que linham lido por ba*e
aquella iniiner.iea e clasMlieacAo.
nanlo a inserrAo 110 catalogo das recompensas ob-
it :t(l de no- ti,la- pelos nossos expositore ua exposicAo porlu-
veinbro de 183i,ede qoe, alem das prescriptoes do gueza de 1819, c na exposicao universal de Londres
artigo 12 do regulamento, a commissAo imperial de 1831, havia sido eslabelecido em regra geral, que
mandn modelos s commissoes francezas e esiran- taes recompensas s seriam mencionadas no catalogo
geiras, a falta das listas dos nossos expositores nAo so depois que se livesse verificado o carcter daquellas
creou os embararos queja descrevi relativamente ..
fiacAo do numero dos oossos jurados, mas deu logar
a que a primeira edirAo do calalogo nAo contivesse o
dos nossos producios, e declaraste que at ao dia 1:1
da malo desleianno s se 11A0 haviain recebido dos
estados da Eulopa a lisia dos expositores de Portu-
gal, do Ducado de Nassau e da Turquia. fallando
tambem al ao, inesnr. dia as listas do Egyplo, de
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBCO.
As recordaees do passado, as reminiscencias da
primeira parte da vida.de quaiquer nalureza que se-
jam, lem orna certa poezia que nunca perece, que
sempre nos eucanla e fascina.
He este senlimenlo myslerioso da juvenlude, esse
amor que o homcm consagra is suas inspirarles pri-
mitivas, que hoja nos anima a confiar aos nossos' le-
lores urna das nosias lucubrarles luteranas de ou-
tr'ora, acerca do commercio internacional.
Por maior que seja o grio de optimismo, enenm-
mendado, ou de convictAo, com que examinemos a*
no-as sociedades modernas, 11A0 se pode escurecer
que aclualmentese acham ellasn'umeslado de sullri-
mento que vai crescendo cada vez malt.o qnal nos he
revelado ao mesmo tempo pelo augmento rpido do
proletariado e dos crimes de loda a especie, e pelas
sublevacoes que de quando em quando pem em du-
vida a propria ciislencia da forma social.
E al he sabido que no estado actu., cada pro-
mana nas tciencias e nas arles mecbanicas, rujo ef-
feio devera teraugmenlando as forras producto-
ras, ou simplificando-lhes o emprege,augmentar
proporcionalmenle o bem estar geral, produz um ef-
feito absolutamente contrario.
A maior parle das iusiirreites de operarios hao
sido orcasionadas pela inlroductAn de machinas a|ier-
feicoadas, e he islo tambem o que ha feilo correr pe-
ridicamente o sangue em ludas as Ierras em que se
lem desenvolvido a grande industria.
Unas causas determinara este estado mrbido, que
faa cooverler, em desproveilo do corpo social, as
descoberlts que Ihe deviam augmentar os gozos.
Primeiramente pnftm de urna m organisacAo
da aclividade individual, no seio de cada individuo
social; em segundo lugar, de nao lerem os diversos
individuos sociaes coraprehendido a sua solidarieda-
de, nem reilisado, por raeio da exteniAo das trocas
interntrionaet, a terceira phase de progresso nesla
ordem de fados.
Entre cada povo, a aclividade individual, em vez
de ser dirigida para o bem de lodos.segundoos prin-
cipios inconteslaveis de liberdade de especialisarAo,
simplicidade a economa, a aclividade humana fi'cnu
entregue a si propria.
pronoala.
lis documeulos nmeros 53 a 38 conleem a corres-
piuidi'iicia ollicial que live a este respeilo com o di-
rector geral das alfaodegaa e rontribuicOes indirec-
las, e com o secretario geral da commissao impe-
rial.
'irabalhos do jury internacional.
O regulamento do jury internacional de 11 de
maio, determinava que este cometaria o* seus Iraba-
lhos a 13 do mez de junho seguinte. NAo estando
porem anda terminada naquelle da a collocarao dos
producios no .1nne.ro, resolvco a commissAo impe-
rial que os trabalhus do jury s comecassem a 23 do
mesmo mez (documeulos ns. 39 e 60).
Todava a exposicAo n.lo eslava anda cumple la
nesse dia, e os catlogos de algomas naces nAo es-
lavam anda impressos.
Para evitar a runfusao inevitavel nestes exames,
fniicciouando ao memo tempo vinle e tete classes
divididas cm dilfereules secres, e estando os produc-
tos de cada narAo distribuidos por dous loraes, a
grande rilancia um do oulru, anda que no mesmo
edificio, resolveu a commissAo imperial, que as dif-
ferenles classes do jury declara,>em na secretaria
desle o* dias em que queriam fazer o* exames, e a
hora em que os haviam comecar, alim de que o* com-
missariiisrespcclivose os etposilores cttivesscm pre-
sentes para darem as explicares que fossera uece*.
.arias documento n. til Os jurados nAo se cou-
formaram quasi nunca com eslas disposiroes. e fui
aeeessario eslar em permanencia no palacio daExpo-
sirAo desde que os exames comeraram, alm-de eslar
sempre prompto a dar informares, havendo occa-
sioes em que os exames tiveram ogar ao mesmo tem-
po nos dous locaes.
Os jurados parecan! animados qnasi todos do de-
sejo de acabaran! quaulo antes os seus Irabalhos.
Eslas circumstaucias lornaram dillicil a posicau
dos commissario*; a minia foi porem anda agra-
vada pelo fado seguinte:
A commissAo imperial havia remeltido a Indas as
commissoes francezas c estrangeiras modelos impres-
sos coiileudo as pergunlas, a que era necessariu que
os expositore* respondessera para inforinarAo do ju-
ry. Esta* perguntas eram as seguiules :
1. Nome e prenomes do fabricante, ou razo so-
cial.
2. Residencia.
.1. Nalureza da fabricaco.
. Sedo e dala da fundaran do eslabelecimento.
3. Numera de operarios empregadosem olllcm.i-
fura.
(i. Mnimum e mximum do salario diario.
7. Nalureza e forra do motor.
8. Ii.'-isnac.lo dos titeares, apparelhos e outros
meios de producrAo.
naes, e garantir a cada povo certa porcAode aclivi-
dade.
Anda mais, com este cdigo, alem das suas im-
pereites e lacuna*, uAo lem oulra sancrAo mais que
a forca bruta das partes, cada nacAo he actualmente
obrigada a gastar um quarto ou'melade dos seus llave-
ros, a cmpreg.11 nina parle notavel da sua forra vi-
va, afim de inanter frotas, exercilos c prar.is de
guerra, fiiudices, arsenaes e outros meus dedeslrui-
r.lo, para 11A0 se por mcrc das suas vizinhas; de
sorle que o axioma romano he ainda boje !Ao verda-
deiro na pralica com ha dou* mil annos.
Si i-is paeem, para bellum '.
A persistencia do estado selvagem entre os liumens
ha s-mpre enconlrado mu poneos partidarios; mas,
de cerlo lempo para C, a maior parle dos humen-
de estado e escriptores, nao rellcctndo que, na hu-
manidade sAo as nates anloga* ajis ludividuos, e
por coiiseqiiencia solidaria* em bem e em mal, esses
liouion-. dizemos nos, nunca considerara o bem-es-
lar de um povo, seno como adquerido cusa do
hem-estar dos oulros povos.
Assim, em todos os lempos, elles indagaran! so-
mcnle os meios de desfrudar a aclividade da naces
vilinhas, em lugar de se nrcuparem, como be mais
racional e simples, cm lomar ao inesmo tempo mais
productiva esta ultima e a sua propria.
Era lugar de verana, 110 antagonismo armado ar-
fara coiiipreliender loda a exlcnsAo desle* iuque-
rilos. lie preciso ler em visla ospriiicpios lumino-
sos e lihera-s, qna dirigam os jurados.
O expositor de um produelo, tinha urna preferen-
cia decidida sobre o expositor, qoe nao era pro-
ductor.
O productor em grande escala era sempre prefe-
rido ao producto u'uma escala menor.
Em gualda le de circumstaucias era preferido o
productor, que venda mais barato.
Havendo um grande numero de expositores dos
mesmos producios, e nAo sendo possivel recompen-
sar a lodos, o jury proeurava saber quaei destes
productores merecid'n a prelerencia, ou por melho-
r.irncnio- reaes nlroduzidos labriearao. 011 por
quaesquer oulros serviros prest idos a industria, e .1
humanidad.
N'uui.i palavra, o lim doju
compensar o Irabalho, porri
trabadlo em granle escala, o
ra para inelhoiar a sorle f
rosas da* populatoe', ja p
(OS, j forueceudo-lhes producios a um prero Inl que
eslivesse em liarmunia cum os seus meios de acqui-
stAo.
era, honrar c re-
tAbitlIio serio, o
alluyqoe concor-
des lis mais iiuuie-
ior en>pregu tW bra-
relalivaineule a' exposicio, os jurado* e commissario
estrangiros oflereeeraui aquella principe um h.iu-
quete, que leve lugar 110 da 21 do mesmo mez 110
Jardn de lucerno, n a que assstiram 320 peuoss.
E*le banquete que foi digno >l elevada personasen!,
a que era destinado, foi minuciosamente descriplo
Uu Moniteur de 23 do- inesmo mez, que nossa OCca-
-o cu Uve a honra de reinelter ao enverno.
Os documentos ns. 18', a 187, COfttaem os Irc* dis-
cursos que loram pronunciado* nesse banquete.
risitas a' Bxposieo do presidente e membros da so-
ciedadede /.mitres promotora dan aria, da in-
dustria e 1/ / r irnmcrri'j. Sarao <' 1 / < ao prtnce-
pe Sapolptio.
A estes fados seguiranise dous outros, que rae pa-
| cern lainhem nao menos dignos de mencao.
Foi o priraeiro a visita feila a' ExposicAo, no met
Estas questes conduziam nalralmenle o jury a de selemnm, pelo presidente c membros da soce la-
examinar a situatAo econmica do pai/, o BU esla-1 da de Londres promotora das artes, da indoslrja o
do de c.nnmiiiicares, o preco das subsistencias, a I do commercio, aos quacs se reuniram os represeiilau-
mpurlancia dos salarios, o* direitoa de impoilarAo | tes dos estahelccimenlos lillerarios, scicnlilicos e d
eslabelccidos sobre os productos da naturcia daquel-
les que eram o objecto
estrariseiras, por nacionalidades, eontacaram no dia
18, c acabaran) a 20 de outuhro. leudo tugar no dia
18 o exame do* producios da industria porlugueza.
evpostos no palacio da 111 luslria ; e no dia 21) a dos
nossos producios exposlo* no Annexo. Em ambo*
esses exames o'pnucipe se exprimi a respeilo da
exposicAo porlugueza nos mesmos termos lisougei-
ros. que erapregnra nos exames por classes, de que
ja fiz inencAo.
(atera barato.
No dia lo de satembto foi inaugurada a galera
denominada da Economa domestica, destinada a
reunir lodos os producios comprehemlidos na Expo-: amigos, qie veeni, com grande ri*co pessoal, procu-
siefa, que ^u lornasseui nolaveis pela sua baraleza. ; rir soccorros para os que soflrera. Retardo quaoto
O peusamento principal, que se pretenden rcali- me he possivel a leitura da* carias, a solicilac.au de
sar com esla expsito especial no malo da grande nolieias. EUet proprios, coilados 00 eonhecendo
Exposicao, foi o de prever ao heni ser das classes s a impressAo, que causam, ou teniendo abrir novas
mais numerosas da sociedade, fazeiido-lhescouhecer! chacas cm meu caraeta, ou gellados de horror, re-
os productos que pelo seu prero moderado eslves-1 cusam-se a noliciar-me tudo quanlo* occorre.
sem em liaruionia com as suas faculdadcs. I)a-se viver mais altliclivo ?!!
Oulro peusamento poda h.vcr lamliein, e liouve N'esla capital poocas pessoas niio lem soflrido in-
cll'eclivainente, e foi o de realisar de urna maueira commodo* mais ou menos graves, e nem urna so
niaissen-ivel a Idea que o principe NapoleAo e.xpci- I casa dcixa de ter mais de dous doentcs.
iciado no dia da inauguraran | As ras da gente mais mizeravel estilo quasi abao-
da Exposicao universal, isto he, a de turnar a Ex- 1 donadas. Casas ha. c nAo poucas, que se acham fe-
posir.lo por em contacto as forras indn-triaes, a* materias 1 moradores. >Ao lie raro encoulrarem-se doos ou
primas ao alrauce da consumida!: sendo esle nm I tres meninos, cojos pas morreram, deisando-os ao
para rom o principe .V.poleAo e da inesma opioiSo, I ""v" l'1ssu "f perleicoamenlo, lei, que vem desamparo, e entregues a' candada, que Ihes nAo
do l.re.t.lor, primeira necessidade da humanidad?, j lem fallado,
conilcilo indispensavcl da organisacAo social.o A murtalidadc n'esla capital lem chegado a cin-
Mat para que esse vaslo uquerito pratico, que se denla e lautos diarios, e at ante houlem contava-
prelcnJia abrir coma Kxposic.lo, losse cnuplelo, mus quinhentas c ciucuenla victimas. A murtalida-
era iii.lispeusavel, que a rada um dos producto* de do honlcm, aoqoe me parece, excedeu a ludo
expo-los se podessa apiolar o sen prero de venda ; quaulo lem havido diariaineute desde que comerou
porque s assim se poderiam comparar os producios I a epidemia.
di .....sma n.iiurc/.i. e apreciar as farra* industriaes O* mdicos e acadmicos lem-se portado digna-
das diverso* paizes. Ora, o regulamento da Expo-
sicao universal de Londres tinha prohibido expres-
sainente, que se collocassem -obre os productos os
sen* preces de venda, o o regulainenlo da Exposit'io
universal de Pars luili: apenas permillido, mas 11A0
corpo ao piincipe NapuleAo, presidente da cuuimis-
sAo imperial, cora a expres-ao da hiimenageiu do seu
respeilo e reconbecimeoto pela maueira brilhante
com que a exposii;Ao se apresenlava, granas nos e\-
Imc i. do principe! e ao poderoso impulso, que elle | o"0..""
dera a esla obra grandiosa.
Esla resolucAo foi posta em p:alc.i no mesmo dia
{documentos ns. 18:1 e 18.)
i.' Coma manifcUarao do* mesmos senlraeulos
mente n'esla capital ; c o mesmo Dr. Eloy, cuja
deserrAo do Pilar Ihe n.io foi muito honrosa, e foi
iuteiramente patuca, por mim alias desculpavel em
visla do* poucos recursos, de que ditpunha, nAo se
lem portado mal na enfermara do Carino, de qae
expo-icues, e examinado os diplomas dos exposito-
res : live porm a forlana de obter, qoe fussem in-
seridas 110 111111 cilalogo lodas a* inedalhatv e men-
tales honrosas, que en declarasse que os nossos ex-
positores linlnyii oblido, ja na exposicao de Lisboa,
j na de Londres.
Fiz esle irabalho em visla dos relalorios do nosso
jury de 1819, e do jury internacional de 1831, len-
Satisfizeram-se os legisladores com fuar certas leis,
impr cerla* regras, alim de impedir que os indivi-
duos se ollendessero directamente un- aos outros, e
exigir para o consumo, certas rondices prlirula-
res; n resto firou merr do capricho individual,
sem ler nada que o dirigiste para alcanrar o alvo que
se lem em vista.
E de semellianle narcliia, que foi qne resullou ?
O consumo se ha feilo, e ainda hoje se faz ao acaso,
sem proporcao rom o* riesejos, e as mais das vezes,
sem a mnima liberdade de especialisarAo.
A disIrbuirAo ocrupa em duplicados empregos, e
em rodas inuleis, urna l'orca cen 11 piada que Ihe fura
msler, e desl'arte damnifica directamente a produc-
Ao, pelas forras que lite rouha, nao levando em con-
la a iulluencia desastrosa que exerce ao mesmo lem-
po sobre o consamo, pelos desperdicios e Iraudes de
loda a especie.
nanlo producrAo, esla se elfedua n'um deplo-
ravel eslatlo de inroherencia.
Os elemento* productores vivem em guerra aberla
entre si, e trabalham n'um estado de isnlamento, de
ordinario em rircumslancias desfavoraveis, e sem se
importar com as necessidades que se achara por pro-
ver, as quaes, nesle estado anarchico em que vive-
mos, nem sequer se podem conhecer.
rorcas inmensas sem emprego, algumas emprega-
das de nm modo improductivo, outras einfim empre- I (nal, urna Iransieao doloroia. que bem depressa deve
gadas para deslruir, eis o quadro que nos olferece a dar lugar ao reinado da paz e da fraternidade uui-
olliciiia social! versal, consideraram-no romo estado normal, e cha-
(.um semelhanle organisarAo, 011 antes, nosla au- m.iran utopistas, loucos e impos 1 todos que os con-
sencia de organisarAo, nao admira que a producrAo I tradizem.
e o consumo, consi'dcravelmenle restringidos, res- Felizmenle, ntm sempre as philnnlropicas convir-
Iriiipim oulro tanto o prazer e o bem-eslar do corpo Cfies dos homens de progresso Ihes cuslam o sacril-
sucial.
A coexistencia no globo de diversos individuos so-
naes, depois du primeiro momento de lula e de sof-
lmenlo que lie a sua rousequencia, devia permillir
maior dcseuvolviuienlo de liberdade productora e
cou-iunidora, maior somma de bera-eslar, progresso
caraderisado pela estalo da troca internacional,
commercio exterior.
lie-sr.o.-a.lmenle, ainda nAo sahimos do priraeiro
periodo desla phase de progresso,a phase do -uill-
menlo causado pelo antagonismo das individualida-
des de nova especie.
Al hoje, ainda a humanidade nAo se acha cons-
tituida. Verdade he, que o* seu* elemento* coexis-
ten!, mas romo que sem nexo : apaas um parlo,
parlo antes de'isanras, quede direito, sem embar-
go do nomo de direito das gentes que te Ihe di,
nterveio pata regularisar ceflat relares Internado-
lo sen exame, c a extemAo
desta importacCOJ se ella exislia, ou a da exporta-
rAo dos mesmos producios.
Esle* exami.'s. comecailus a 23 de jiinhu, continua-
ran! com a maior aclividade al ao lim de agosto ;
havendo classes que conlinuaram os seus iraba-
lhos nos inezes de selemhro e ontubro, esosaca-
haram no mez de novembro.
Para que os commissario* podessem mais fcil-
mente proteger osintcres*e*dos seas expositores ore -
otveu o principe iNapoleao, na sua qoalidade de pre-
sidente da commissAo imperial, e do jurv ulerna-
cioual, que os commissario* estrangeiros fu*sem ad-
millidos aapreseular aojnry, reunido por classes ou
por grupos, c aoonselho dos presidentes asotner-
vacoes que julgasseui convenienles no interes-
se dos taut compatriotas, qne liveamn lomado parle
na E\po-ic.io (documento n. titi.'
O regulamento da commlssSo imperial, dcscreven-
do a classificac.lo adoptada para a coloeafa dos pro*
ductus, inostra o numero deefasses em qoe deviam
sor divididos os membros do jury internacional.
Estas classes rompuuhara oito grupos, cujas func-
res, bem como as do conselhn do* presidente*, se
acham deseriptai nos arligos (i8. c 69.' do mesmo
rosillainenlo, e nos decretos de lile 11 de m.,io Ues-
te anuo (documentos ns. 37 c 711.
As actas da commissAo de (i de julho em dianle,
c os documentos ns, "I e 180 conleem da maueira
possivel o que orrnrreu a respeilo dos exame* do
jury, e fazem ver deque modo procure) supprir a
falta de informares da parla dos no-sos expositores,
e os etforeos que empreguei para que estes 11A11 fos-
sem prejndlcados por essa falta, nem esqueces-em
na redaccAo linal das lisias dos premios ss rerom-
pen-a- que Ibes haviam -ido concedidas.
As informaces, que de por escripto as diversas
cla*es du jury, uAo podiam deixar de ser muilo
dellicientes pela falla absoluta de dados era que as
fundas esse* dados, ja por hao ter eu tido lempo para os
colligir nos poucos dias que medearam culrc a mi-
aba n un...icio para esla commissAo e a minha par-
tida de Portugal para a vir exercer. Keuno comtu-
do essas informatoes a este relalorio, alim de qoe
elle conlenha a historia liel de tudo o que occorreu
na exposicao, relativamente a Portugal, e para qne
os inconvenientes, que enlAo se experimeutaram,
passam ser evitados nas futuras exposires que, es-
arles mee 11:11ca- da Inglaterra, e o discurso que di-
rigirn! ao imperador, na audiencia que este princi-
pe Ihes conceden nlorumento 11. 188.)
Nesse discurso declararam, que lendo vindo a Pa-
ris para julgar por si mesmos do elleito da iiiiinn-
sa rcumAude productos que cumpuiiham aExposiran,
sobre o progresso das arles, da* manufacturas e do
commercio, linham contemplado com viva admira-
rAo e salisfacao profunda o- caracteres IAo variados
desta grande expositAo, a respeito da qual linham a
forluna de poder exprimir a sua opiuiAo, bal firme,
de que o lodo do* dillerenles objeclos expostos forne-
cia a prova a mais convincente do progre*s.i rpido e
palele, que leve lugar nas arles e na Industria, du-
rante os ltimos qoatro muios.
Foi o secundo Tacto o banquete, que pretendern!
daros expositores ao principe Napoleao, e iicommis-
su imperial, e que por iu licacAo daquelle principe
foi convertido n'um sano, para que o sohejo das co-
lisaroes dos expositores po tesse -or desunido a obras
de beneficencia.Esle sir.io leve lugar no dia 13 de
outubro, nas sumpluosas salas da hospedara do L011-
prescripto no arl. 3!t, que o prero do veuda no corn- se acha encarregado.
niercio, na epaca da exp -icao dos productos, losse Aquelle Dr., o Dr. Cossfa Carvallio. e o acadmico
Mensivamenle c jlloca lo sobre o objecto exposlo. | Ricardino, que eslavam aflectados, ja se acham resla-
Logo que o palacio da industria loi aberlo ao pa- belecidos.
blico foi esla ama das questoM qne atlrahio a alien- j O dislinclo acadmico Alnlon Tilinto Mdanez, de
rAo geral, liouve mesmo numero-as 1 euniSes, a que quem com tanto nter esse Ihe leuho fallado, esta"
asaislirameconomistas distinctos, e muilos enmniissa- salvo cum o auiiliu divino. Sua couvalesceura sera'
ros dos paizes estrangeiros, em que ella foi discutida, j lalvez morosa, porque elle ehegou ao ultimo pc-
Nas rcuuiesespeciac* dos commissario* esti'tngeiros riudo, e passou por lodos os meios, de que a arte e
soh a presidencia do bario de Rollischild, entums-1 sciencia cosliimara laurar 111A0. Seus assistenles fo-
sirio da Austria, Iraloo-se tambera deste assumplo,! nm os Drs. Peana, e Costa Carvalho. Ese coralt-
c a opima.1 dominante foi a da conveniencia d< rol- vo muilo honra aquelles dous distinctos mdicos.
locarAo dos pre;os sobre os producios exposlo*. Mas
leudo mallos do* expositores dcixado de foruecer es-
te dado, foi iiupossivci enllocar 01 prero* de venda
sobre urna grande parte dus arligos, que compunbam
a exposrAo.
O eslabelecimenlo da gallera econmica domesti-
ca preenchia esla lacuna a respeito dos productos
que 1 c .'unan aaiii : porque este* nAo podiam ser ah
a luiilli lo- sanio a favor da na baraleza, e esta s
podia ser venflcada pala declararlo dos preros.
Sendo o pe 1-iin-n: p principal, que deu i.risem a
orgauisar/u di calera da economa domestica o ha-
liililar as classes mais numerosas da sociedade a pro-
verem-se dos arligos de que careciam, com a menor
despeza possivel, foram os producios all evpn-io- di-
vididos em qu itru grupo* dislnctos. O primeiro
continua as subsistencias aliinenlicias, e as que sao
destinadas a aquercr, alumiar, e a lavagem da ni-
na. O segundo o* movis e utensilios de cada casa.
Por a~.ill.ir-ilie em curativo, quero dizer-lhe qoe
o Dr. Penna tem feilo no hospital uso do mentrasto
sempre com o mais feliz resultado, para suspenrAo
das dysinteria* teiraosas.
Em minha casa um e-cravo que leve ama choleri-
na ha desuilo das, e da qoal eslava curado, exlrava-
canriou na comida, e apresentoa-se Iruofem as rias
hora* da ooile cholenco, no segundo periodo. So-
menlc me deram parte as seis horas do da ; e eu
vendo que elle tinha vmitos, e dejecres alvinas,
lenrbrei-me de dar um purgante de oleo de ricino,
e deitar-lhe qoatro sinapismos nas pernas em quan-
lo cbagava o Dr. Penna. ,
F,slc mandn dar-lhe duas horas depois cha' de
sabugo e pos de Dovver, com o que parou. Tomados
seis papis passou a dar-lhe infusan de folhas de lo-
ranja, e quatro golas de ludano. Reappareceram
os vmitos acompauhados de caimbras fortes.
Deram-se-lhc fricrocs secca* de etcova, e solucau
O lerreiro o* leridos de lodo o genero, brancaria, o | de bicarbonalo de soda, e subnilrato de bsraut, e
agua.
1.e--1r.ini as caimbras, diminuio a dysinteria, mas
conliouou alvina.
lloras depois, qnasi as duas da madrugada, appl-
cou-se-lhe meia chicar du cozimento de um peque-
o p de meutrasio | coraseis ou oito folhas ) em
ci da liberdade 011 da vida .
Este absurdo sylema de isol menlo guerreiro ti-
nha. como corollario natural, a ohrigarao imposla a
rada nacAn de tirar do seu solo c industria parlica-
lar, tudus os producios destinados ao consumo, e is
tn sob pretexto de se nao tornar ella tributaria ao
estrangeiro; e para esles sabios economistas cousis-
lia o ideal do commercio em muito exportar e nada
importar.
Foi sob a nlluencia destas idea* barbara* e anli-
sociaes que estenderam as lindas de alian legas em
quasi lodo* os paizes.
K-lahelenla- ua origem.rom o nico alvo de per-
reberem um mpo*lo, e depni* moditir.idas, para
perinillirem o desenvolvimenln de rerlas Industrias,
lornarani-se afinal as alfandegas verdadeiros appare-
lhos soladores, rojo unico resultado he dOirullar
as trocas, embargar o commercio internacional e al
preju Ivar as rendas do fisco, em proveilo apparen-
te, mas cm desvalaceni real de que liram ellas es*es
dretos chamados dif/erenciaes, protectores, e que
antes se deveriam chamar destruidores.
Com eOeilo. podemos considerar a existencia dos
dretos de alian,lesa sob dous aspectos ; como meio
de tirar o imposto uecessario para as despezv da
commonho, c como meio de proteger a industria
social.
Como meio de tirar o imposto, vemos anles que tu-
do, que he osle nm dot peiores, pois que empresa
sera proveilo nm exercito de agentes, com que se
despende urna porc.le nolavel das rendas recebidas,
subnielle viajantes e negociantes a minios inrnmmo-
dos e vexaroet usupporlavers, da oecssilo que o
commercio faca despezas enorme*, e linalmeule faz
que c imposto nAo corresponda s condenes de jus-
tii;a geral, que exigem que os encargos do estado pe-
sera igualmente sobre lodos os ramos da producrAo
do paiz, em prdporco da sua importancia.
Como meio de proteger a industria, a experiencia
ha pruvado que, como a Ihcoria 111 Iu- iva. toda a
prolecrAo, em ultima analyse, alo passa de um im-
posto lirado em proveilo de una industria sobre to-
das as oulra-, acarrelando domis as desvanlagens
seguidles:
l.s Fazer que n* consumidores naciouaes paguem
os productos das industrias privilegiadas mais oro
do que se se tirasse do estrangeiro, e gravar desl'ar-
te lodos os oulros ramos de industria nacional, d
um modo tanto mais desastroso, 'quinto os direilos
prodiicloccs pe.sam sobre materias de um uso mais
geral, romo Irigo, sal, ferro, ele
2. lspeusur os productores privilegiados da con-
cuirencia que os obrigaria a progredir, a appliear
proressos mais aperleiroados, e por ronsequencia
obstar que os producios se tornera mais baratos:
:l." Prejudicar ao paiz inteiro, de um modo geral,
no palacio di industria, o dos licllis Arles. i prngramina. enlendi. que lendo ns producios no
Alera dos exame- do jury liveram lugar os exa- 1 palacio da industria, q le podiam concorrer, em re-
mes do principe NapoleaO aos div ersos productos da i lacAo ao sen prero, de nina maneir.) vantajosa com
industria, e das Bellas Arles, ua sua qualidade dlos predaefeeanlogos da quaesquer entras atees,
vre, leudo sido para elle convidados o corpo diplo-
mtico, os ministros, os coinmissarios estrangeiro*, falo feito, e todos os accessorios domsticos do ves-
os ai|osfoiiccoin.rios da adminislracao civil cmilitar, luario. O quarto, linalmeule, apresenlava, eom spe-
a os homens mais nolaveis da impransa, das lettras e I etmens de habitacoes, specimens*da raolnlia necea-
das artes. O que produzio nina niiuierosissima reu- 1 sana a cada urna das peras de que ellas eram com-
niAo, que dilllcilmeule podia caber oas vaslissimas postas.
salas daquelle grandioso edificio documentos ns, 189 Tendo sido convidadas as diversas natjnes lepre-,
"y]'i- ... sentadas na ExpositAo a enllocar naquella galera os i nina libra de agua, de duas em duas horas. A' pri-
/ tsila do pnncipe .\apaleo aos producios expat(ot I seus producios, que preenchessem a* condic do I meira cessou a dysinteria por algum tempo, e a' se-
cunda muden de cor, e appareceram as ourinas.
Tal he o estado em que actualmente se acha, sem
dnvida muilo lisongeiro.
Tambem o cha' da arueira da praia, de que trata
um de seus ns. do Diario, tem feito suspender alga-
mas dysenlerias rebeldes n'esla capital.
Eslou convencido de que melado da morladade
n i-ce do abandono da molestia era sea cometo, e
da falla da dieta. Era lodos os casos falaes aqu le-
uho ouvido cousas que me induzem a_crer o que
asevere.
Talvez por isso a mortalidade aqui nos, escravos,
he rqenor do que nas pessoas livres da. classe pobre.
Creio, que em mallo pouco lempo nao haver
mais em quem atacar a epidemia, nAo querendo ella
fazer sabttatina com os que ja tiveram.
No interior he todo mil vezes iqais terrivel, e
horroroso. \ fome, a mizeria, o abandono ( sim os
pais abandonam os lilhos por cobarda ) a ignoran-
cia, a estupidez, a falla de recursos mdicos, o de
presidente do ronsclho dos presidentes das diversa*
classes do jury internacional.
E*tes exames lora n feilo-, primeirimente euvre-
lacAo as diversas classes de productos, sem distinc-
e.io de nacioualidade, e depois em retacan a cada
urna das naroei estrangeiras, que concorreram a'
ExposicAo.
Os primeiro* exames comeraram a .'10 de julho, e
acabaram no dia Id de oulubro, seguindo-se com
raras inlerrupces lodos os dias, sendo o principe
arompanhado pelo commissario geral, pelos jurado*
nAo devia deixar de acceilar aquelle convite, c re-
melli para a galena econmica os objeclos, que cons-
I,m do documento 11. 21(1, eulre os quacs figuran
principalmente o nosso sal, as nossas lar 1 nlia-, os nos-
sos queijos, os nossos doces seceos, a nossa loura de
li 111 o de Tuudella, a nossa porcellana da fabrica da
Visla Alegre, as nossas rendas, e os nossos vinlios
ordinarios. /
Senli que a maior parle dos nossos exposilores de
productos asi acolas n.io livessem indicado os preros.
dos mesmos producios, porque muilos desles pode-
das classes, cojos producios tinham de ser examina- lian) igualmente all entrar com muila vanlagera, e
dos nesse dia, e petos coinmissarios dos paizes es-| enriquecer esla parle da ExpositAo porlugueza.
Ir.mseiro-, que linham exposlo artigo*, pertencentes Senliatinda maisuue nilu tivessem sidd remedidos
as memas classe*. Tive a honra de acompanhar i de Portugal a esla ExpositAo'os nossos cotins, llanel-
sua alteza imperial na maior parle desses exames. las, c coherlas de algodAo fabricados no Porto, os
Para que semelhanle medida des-e lums resolli-
do-, fora uecessario que lodos os povos e lodas as
porrfles do solo se achassem no mesmo grao de ri-
queza e de progresso.
Mas 110 eslado actual das rousas, quando a pri-
meira das medida* que se deve realisar, a do solo,
ainda na,, esti completamente adquirida em paiz al-
gum, por falta de numerosas vas de commiinicarAo
rpidas e lacis ; e quando os capilaes, que se lor-
naram o demonio da mais importante considerarlo,
nos phenomenos que depeudein da aclividade hu-
mana, longe de se acharem uecessariamente em
man- cap 1/". ,|o dingi-los do modo mais racional c
vanlajoso, pelo contrario se acham distribuidos ao
acaso.
Ncste estado de cousas, coneche-se qae a socieda-
de deve proteger momentneamente tal ou lal ramo
da producrAo, quando este ramo se acha realmente
allmenle laxado pelas nace- visinlia*, e amia as-
sim seria preciso que nao bouvesse am meio menos
dispendioso para remediar o mal.
As nares mais ediautadas na rarreira da civilisa-
lo, como Inglaterra, Franra e Alleraanlia pclejain
ainja eom dilliculdades sem numero, por nAo serem
liis aos principios que acabamos de expor, 1,011 le-
rem mandilo a prolectAo denlro de justos limites.
A" sombra das tarifas protectoras, e al rauilas
yetes das prohibieses absolutas, se desenvolvern!
industrias de lodo o genero, ucslas (erras, a cusa da
riqueza e da rlrospcridade geral, o aquellas mesmas
pie eram appropriadas aos paite*, se dispnzerain
no solo, ao acaso, sem procurar condires favora-
veis de localidades laes como a proxlmidade dos
reiros de consumo e producrAo, canaes, rios e ou-
lra* vill de commucicarao.
Heais, como o mercado nacional Ihe* era ex-
collocado em circumslancias l'avoraveis, e em termos i cliisivamanlc reservado, e Ibes assegorava grandes
de poder Iriumpliar, cora esle sorcorro, dos obslacu- beneficios, se niio deram ao Irabalho de procurar
los que se encontrara na crigein de quaiquer indus- 1 melhores condirSes, nem de aperfeiroar os seus
Ira nova, e dar ao paiz, mai* para dianle, pela ha- procesos de productoo, scnAo quando 'o allraclivo
raleza dos seus producios, mais que u valor do im- dos ganhos enormes que reasavam, sublevara urna
po-lo rom que ella o bou ver oiierad.i. lal concurrencia interna, que oecasionara a mina de
Em resumo, a protecrio 11A0 deve pastar de um grande numero de fabricantes.
empreslimo temporario, judiciosaraenle feilo pelo E o que lem resultado, para eslas tres nace*. das
corpo social a um dos sen* ramos de aclividade. I loas elevadas tarifas de alfandegas, a destas atedi-
Oulras consideraees ainda podem aulorjsar, em da* chamadas protectoras da industria nacional '.'
corlo* casos, urna derogatAo 110 principio da Indus-
tria livre, e raulivar o eslabelecimenlo de direilos
protectores.
Assim, quando entre algumas naces, a existencia
de certas protectes c prohiluces reslringem o cou-
-iiuio de um artigo que oulro pnvb produz vanlajo-
A aclividade productora acbou-se collocada sob
um rgimen Inleiramente artificial ; toda a indus-
tria ora protegida, e por cousequencia os seus pro-
ducto* [auto mais encarecidos, quaulo peiores erara
as condice* em que se achava cada ramo.
Assim, como a* industrial cspeciaes ao clima e
sanenle, so eslas naces. por ignorancia on por roa I solo se achavam sem proleccAo alguma, foiam obri-
vonlade, se recosan! ob-linadainenle a quaiquer j cadas, para que Ihes aceitatMMB os productos nos
mu,1 un 1 mais liberal, esle povo te poderii acbar,
em cerlos casos, rom urna purrao da sua popularu
desenvolveudo induslrias parsita*, em despeilo do iseni Irabalho, ou anconada em urna produccAo sem
clima e das circumstaucias naturaes cusa dus ver- estraccAo, anda qoe collocada nas mais vanlajosas
dadeiros ramos da prodcelo nacional, qae os seus circumstaucias niluracs.
productos eoconlram im- mercados estrangeiro*, e
para os quaes as nares se nAo deixara de tratar com
radnrocidade.
Assim, he evidente que, como principio, quaiquer
obstculo mulliplicacAo, e por rousequencia a fa-
cilidade das trocas inlern.cioii.e.. he absolulamenle
prejudicial ao bem de lodas as nares em geral. e
de rada urna em particular.
Entretanto, nlo pensaran* que rouveiiha supnri-
Yum caso semelhante pode ser vanlajoso respon-
der a c-s.is prohibieses e prolerres por meio d3
medidas anlogas, e ser boiu lalvez, para dar orcu-
patAo a esse povo, desenvolver, alem daquilloque
deveri ser, no estado normal, urna industria parti-
cular, 011 mesmo introduzir oulra lolalmrule tic-
liria.
Mas he evidente que rnnveiu que, ante* de se lo-
mar ,......ih.ioie medida, rilriiln* positivos eclabe
mir iniiiiodi.llmenle loda- as harreira* que hoje i leram que o unpo'lo arreradado pela proler^Ao, 11A0
separan) OS diversos povos, soh a retacan r01111nere1.1l seja urt mal mai* gravo que a desapreciaran produ-
e uidii:iiial. Izida .pelo empaxsrneiilu do prourlu ptoliiliido ou
mercados estrangeiro*. onde o* esperavam enormes
direilos, a aballar os prefo* de lal sorle, que Ibes
foi uecessario fazer cnnlinuas reducees no tenue
salario do tralialhador, o que 11.I0 emliargou que al-
gumas vezes se achassem no caso de perdercm os
seus producios por falla de consumidores, como
aconlcceu em Franca com a industria do* vinhos,
que, rnmqu.nlo empregue seis milhes de opera-
rios, ura quinlo da oflicina social se acha escanda-
losamente sacrificada industrias parsitas dos de-
partamentos do norte.
Km summ.i, muilo lulo solfrido as indu-iria- na-
turas* desle* paite* ; a* cl.isse-s operaras o acham
reduzida* a mais lerrixel miseria, e nm estado de _.
crUe e de -olirimenlo rontinuu .1 iu persiste sem 011- I que pode romprometter .1 riqueza e o futaro da ler
Ira ni .inla.le mis do que permillir a poucos indos- j ra da Sania Cruz.
Iriaes produzir ms coodices, coriquecer aiada i (Abdalalul-hraUl.)
mais os graudes propietarios Je.bosques, campias,
ou Ierras coltivaveis ;e ludo isto 4 cusa da riqoeza e
prosperidade nacional, e at muitas vezes em detri-
mento dos eores do Estado.
Ja de ha muito, os homens mais adiantados nas
ciencias -ociar- e economico-politicas clamara con-
tra o vaslo lecido de medidas prejudiciaes e Ilgi-
cas, cora o nome de syslema protector. Mas ape-
nas, de quando em quando, alcaucam algumas con-
cesscs.
Emfim, depois de muilos annos de lula encarni-
rada entre os free traiers e os partidarios de mono-
polio e proleccAo, a (rao-ltretaiiha, que sempre lia
lomado a dianteira s outras naces na senda das
graudes medidas polticas e commerciaes, acabou
por aniquilar de urna vez os embaraijos que Ihe 111-
putilta o monopolio agrcola doi descendentes dos
couquistidore normandos, e as outras naces ,1 vAo
segurado nesla estrada.
A emanciparAo industrial se acha na ordem do
dis em lodos os paizes ; e este faci e as eventuali-
dades que o preparam nao devem ser para nt lel-
tra mora, exemplo perdido.
Verdade be que no Brasil, anda 1:1o novo, laes
questes 11A0 olferecem o iuleresse palpitante que,
nntitr.a* Ierras, resalla de fados consumado!, e de
chacas gancrenadas que ameacam a vida do corpo
social.
Mas pos-uem toda a importancia de um perigo
visivel e inminente, de un principio em que cahi-
reraos necessariamenie, por pouco que nos afraile-
mos da estrada que se deve seguir.
Entre ns os direilos de alfandega, em geral, t
lem sido considerados como meio de tirar o impos-
to ; e, com elleito, n'um paiz immen*o, aluda pouco
povoado. fallo de vas de communicacAo, de unida-
de administrativa ; em um paiz que recebe do ex-
terior a maior parte do que consume, os direilos de
alfandega se apreseulam ao mesmo tempo, como o
raeio mais simples e econmico de tirar o imposto,
como menos odiosu aos povos ignorantes, porque
exigido directamente aos negociantes de grosso Ira-
lo, se aprsenla ao consumidor que em ultima aua-
lyse he quem vem a paga-lo, sob a forma de um
augmento suave uo prero da mercadoria.
Mas, se at hoje as alfaudegas entre ns b.lo sido
smenle emprecadas como meio fiscal, nem por isso
he menos urgente previmr a opine publica coo-
Ira o* desastroso* eileilo* qne pode produzir o seu
emprego como meio de proteger a industria,meio
MUTILADO
ILEGIVEL


.s
medicamentos, ludo concurre para a peiorar a lorie
dos iufelizes habitantes do interior.
O governo. por muitfl bOd* desejott, e enorme sa-
crificio, manda um medico, e urna ambulancia para
om lagar, maodj'tresou qualro cargaa de familia,
ds irroi, qualro ceios ou quindenio- mil re ;
na o que he isso em um lugar con) cinco ou seis
leguas de circumvinhaora'.'
No Pilar lia um medico, em Mamanguape oulro ;
as do l'ilir aMaraauguape sao pelo menos quar-
torze leguas,* quisi oulras lanas de cada um d'aquel-
les pontos a esta cidade ; e quem cura a porcAo cres-
cida de populacho, que lica n'csse grande triangulo
de territorio'.'
A Independencia, que nAo gritou muilo antes,
como literato oulros lugares, fez acreditar ao go-
verno, que a epidemia all se demorara ale que al-
gum medico de qualquer dos oulros lugares em que
decliuasse o mal, podessa para fall seguir ; mas iu
leliziucnic a epidemia apresenlou-se de chorre e os
infelizes d'aquelle lugar eslo sem um homem que
mes aconselhe ama applicacao qualquer. lie tal
mi infelicidad?, que urna ambulancia allopalliica e
oulra liomeupalliica para all aemellidas pelo go-
verno, ou nao chegaram, ou alguem as mououo-
lisoo....
Nao he de eslratihar, porquaolo muilos dos con-
ductores de ambulancias murrem em camiuhu, e
ellas licam iuutilisadas, ou aproveiladat pelos pro-
curadores de ausentes, que u,io fallara.
Emliqi avahe o estado dos pequeos lugarejos le-
la morlaliJade.
Na /wsIsyeiMleHcia morrem diariamente Irinla a
quareola pessoas ; e em todo o termo linliam mor-
ndo I,-200 pessoas ato 18do correute.
Em Pedral de Fogo morri.m diariarnenle, ha
duassemanas, entre 12 c 20 pessoas, uo dia 17, pu-
rera, subi a 30.
Nos mais lugares a proporcao he a nema,
lia lugares em quu leem-ic liuado familia- intei-
ra* ; como aconteceu ua Independencia com a fa-
milia dos Laurearos, pelos quaes tenlio lido muilo
senilmente
Hoou-se, quasi ao abandono de recursos mdi-
cos, o acadmico da laculdade de Uireito d'essa
provincia Joaquim Gomes da Silveira Jnior. Adoe-
cendo uo engeoho do pai, o commandante superior
domesmo nomo, poucas leguas distante d'csla ci-
dade, oude ua.. havia medico, all se conservou al
linar-te. I mou-se assim um moco de esperauca,
e digno de melhor sorlc. Uoueslo e de um expel-
iente corceo, nos que o apreciramos, temos lido
um petar sommo. Urna lagrima sobre sua lousa, e
a ierra ihe seja tete.
lera-te finado oulras pessoas distiuclas. .Nao sei
quando a Justina Divina sera salisfeita.
Entre todos os oossos desgoslos e veames occorre
que estamos quasi sem soldados para guardar a
euorroe qaantidade de presos que existen! uas pri-
scos, para destacamentos para obngar aos eu'.erra-
mentos nos differenfes pontos.
fio Cabedello, onde ha um seculo existem os pre-
sos com destino a Fernando a espera de um navio
de guerra d'essa provincia, um railhao de vezes pro-
roellido, e mill.Ao e raeio pedido, ndueceu o com-
mandanle tenante-coronel Sergio Tertuliano Cas-
tello-Branco, o sargeoto, commaudaote do desla-
canento, toda a guarnirlo, menos qualro ou seis
soldados.
Fieram-se ascommuuicaces, us" onde ir bus-
car soldados, quando ha das que nao se muda a
guarda da cadeia '.'
Sahiram qualro presos para enterrar a mulher de
um Uado do cholera. Ka volta atacaram a guarda,
toda abatida, tomaram as armas, sollaram os com-
panheiros, e de vinte e um que esUvam presos,
apeuas poderam sahir Ireze, os mais estavam do-
entes.
A populaco acudi ; mas apenas pode prender
Sualro. UmToi preso u'esla cidade, e logo recolhi-
o ao hospital; lgido. Des mais nao sabemos: mas
he provavel que fossem qaeixar-se da demora do
navio, a quem competente for, e cerlilicar-lhc que
se desde agosto tivessem ido para Fernando, n3o te-
rlam morrido tantos; e elles nao achariam occasiao
de aggravar nossos iocommodos. Veja se pode *s-
erever isto em lellras bem grandes; assim como
que o governo antes quer ver apodrecer nossos va-
pores uaeiouaes as lamas do Rio de Janeiro, do
que ter ons dous no norte, no momento em que >l-
le se acoda para procurar recursos e lomar rpidas
as communicaces.
Mas para que O que nao vemos ou nao sabe-
mos, nao scolimos ; e por essa raz.lo s veem na
quadra actual os carros de lama, e com destiuo a
concert, da mui nobre. mai di-tiucta e muilo rica
companhia brasileira, queja deve rer recebido o
augmento da congrua que se Ihe deu o anno passa-
do ; mas somenle encontrn o telo: Paran.
Ao honrado e mu respeilavel anciao, o Eim. Sr.
berilo de Capibaribe, os meus cumprimenlos, e de-
sejos pela prolongado de sua preciosa eiislencia.
Aos meus especiaes amigo* d Drua, S. Joao.
Dim.nl*. os meni abraces e saudades. Todos me
reco.nme.idem a Dos, ,,..e nlo Carel por meuos, e
ja mais esquecerei um instante os. seus nomes.
20
"povo lera emigrado lodo para deutro da villa,
aonde yai sendo grande a morlandade, Dos de mi-
sericordia !
A fome he excessiva, si. lenios farinha, poura car-
ne c nada man. Ja se da 3*1 por urna bolacha, nao
na um grao de arroz, uAo temos mais Acaba-se o
povo lodo, porque alguns que vio e-capaudo no
principio, na rouvalescenca morrem, por nAo ler
que comer senAo farinha e carne.
Nao ha remedio, morreremos todos, e com os bra-
cos cruzados cahiremos ao cutello da peste !
Ilontem chegaram doas barricas de farinha do
reino do governo, e ilizem que as bolachas desla fa-
milia serau smenle paraos pobres, e os ricos .la
Ierra romain carne e farinha (Juera ser., culpado
disto os proprios ricos porque nao quizeram se
prevenir com lempo: agora comam carne c la-
riuha.
O cellto aldeiiio.
Mo bi pcmnuc s cunda fEm u 01 un n itn
PESSAXBaCQ.
o/y.etland, na sua ultima infeliz viagem desle porlo
para Liverpool. '
O nosso rompalriola lembrava enlAo a importan-
cia e necessidade .le se determinar com exacltdau a
stluai.au daquelle pomo, lAo j.roviuio da nossa costa,
e situado no parallcl.i lAo requenladu, quer na sua
viuda da Europa e dos Estados Unidos, quer na sua
ua das diversas piragens da America do tul, e par-
tes a em dos ceibos lloru e Boa Esperanca. Propuuha
le que se plantassem coqueiros em algum
c apropriado a' rea oceupada
RECIFE 12 DE ABRIL UE 18:>(i.
AS fi HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL
lugar cnnvciiieule
porenea baixos.
Cabe-uos agora a satisfazlo de annunciar que am-
bas as sugesles acabara de ser levadas a elleilo pelo
vapor de guerra inglcz Shaspshoaler, em virlude de
rdeos do almiraulado, juiz mui competente em as-
sumptus desla nalureza. Entretanto releva confessar
que o cnsul brilaiinicu, residente nesta cidade, le-
ve tambera grande parle na evenir., deste negocio,
pois que, como se acliava aulonsado, na primeara oc-
casiao que se Ihe cll'ereceu, maudou umuavio de sua
iiarAo Cdmprlraa ordens superiores, que liuha,man-
dado plantar 100 pe, de coqueiros em ditos lanos.
Lamentando sinceramente que a gloria de haver
prestado semclhaiile servir a' navegado nos nAo
perlenea, congralulamo-uos todava de que a idea
houvesse partido de um nosso patricio, a quem oes-
la occasiao uAo podemos deixar de lecer os devidos e
I bem merecidos louvores pelo zelo e fervor com que
seapplica ao esludo o a' averigua.ao das quesles
; que uitereasam a' sua prolissao
Sirvam-lhe oslas poucas palavras de anmarAo e
estmalo para perseverar no bom camiubo que Iri-
i Iba.
Consta-noi que dentro do mbsqueiro. um dos au-
coradoros do nosso porlo,
-, uAo piide existir embarca-
'Cquencia del.
._ -1"""-" 1"e Poto sera o lugar para ancora-
n:,,i ,----------"^---------..... i*.o ivm a la- un.
ferentes localidades que linliam sido
llagello. (i nosso horscopo verilicou-se
atacadas pelo I gem dos navios que couduzeiri este Seero." "lre-
: a. noticias tanto em um dos das dn yaun *-t. .,...., r,,^ .......
Entretanto Peruainbuco Icm que lamentar maltas
perdas de vidas preciosas; a marcha progressiva em
que ia, c que Ihe assegurava um magnifico futuro,
nAo sera interrumpida, mas se tornara vagarosa, e a
realisajao dos seus projectos de grandeza interna tai-
vez sejam adiados por algum lempo.
1 ma quesiao preoecupa a todos os espirito* : o
meios de supprir os bracos rouludos i agricultura
pela epidemia. E com effeito, n'ama provincia cu-
ja base da produccao lie o Macal pr.uluzido pelo I mente o Icgisla.ao"de I
trobalho escravo, a falla d
bala, inexperada e
lerrivel desfechaJo
Mas esperamos que a solicitad* e as luzes' dos pode-
res do Estado Uo de remediar estas tristes cr-
cumstancia'.
Todos indicam a colonisacAo eslrangeira para oc-
correr a esla necessidade palpitante de actuaiidade ;
mas sera sempre conveniente lembrar qne o assucar
requer um grao elevadissimo de aclividade para ser
o que he ; e que segundo a organisacAo deste trba-
me entre nos, isto he, segundo a relacAo que ha en-
tre o plantador da canna eodouo do engerlio actual-
mente, raro sera o eslraugero que venha para o
Brasil empregar-se oeste ramo de Irabalho.
A peuuria que a peste nos trouxe, lera feilo ap-
parecer algumis rompaohias de ladrees em algumas
comarcas. Em alguns eugenlios de Itarabc e de
>a/,.rellija se lem dado receiros enlre a polica c
Igumas turbas .lestes infelizes. Cus bao sido presos
advertido pelo pralico, Iraospoi o lugar iudicado de-
mandando o poni em que ancorara as outras em-
barcares, o pralico da barra oppoz se formal-
mente, ponto de nAo querer dirigir o navio, mas o
capono ordenou a manobra, e o navio esteve em
aperad* eacalhar ao p do phaiol, o que foi evi-
tado pelos cuidados dn caplAo do porlo, que imme-
diatainenla mandn o pralico oxir salvar o navio,
lie sobremanera estranbavel este abuso da parle do
ecle que presume acatar religiosa-
seu pala ; c para que se evite
falla d, maior parte deste Ira- .c.os desia^a'uiVezaTque e* Ve "eon^uen'cU
quas, repentina, he um golpe funeslas, fora couvenienle'qne o eon lef es"r,"
?^*XL'&!!SLl *- 2d. recommendassem^e
qualquer maneira aos commandantes de navios das
suas respectivas naetee, a fiel execucao do regula-
mento e ordens do capilao deste porto.
Moje que os espiros se acham de aguma sorte li-
vresdaspreoecupac-esquegerara a epidemia, nAo
sera Tora de proposito communicarmos aos nosos
leilores um fado que nos lem escapado as nossas re-
vistas passadas. Oueremos fallar as propostas pa-
ra HluininacAo a gaz desla cidade. Ser mais om
passo dado na carreira dos melhoramenlos materiaes
e cuja realisacio invocamos sinceramente. Se agu-
ma das proposlas for aceita, como suppomos, lere-
mos de ver a naca e mesquinha claridade dos nossos
obsoletos lampeoes, substituida pela abundante e
esplendida luz por meio do carvao de pedra, ou do
gaz-hv.lrogeneo.
Na hora extrema, meu amigo, dizem-se as verda-
des, por mais duras que sejam; nos, p.irlanlo, va-
mos diieodo o que pensamos, porque nAo somos
carneiro.
Estamos na semana sania, e nao temos lido um s
acto, um* s procssAo, a que estamos acosloma-
dos, desde o berco, n'esla semana de recordares pa-
ra o chrittBo.
l'ouca geote talvez pense n'esle momento que bo-
je he SEXTA-FEIRA SANTa !! !
Basta por hoje, meu charo ; e Dos Ihe conceda
aaude e mais saude, bem como aos seus, pois o ho-
mem nao vive e morre somonte por si.
Bananeiras 10 de marro.
Debaixo das lgubres impresse's do borrivel e
sempre imfernal gtugelico, Ihe vou fazer a curta
uarracao do que por ca tem havido.
A epidemia cholenca tem feilo oeste municipio
grand* devastado, e o numero das victimas lem es-
lado sempre alternado, ora mais, ora meuos, ja le-
idos lido das de oiteota seguodo um calculo acer-
tado dos que licam sepultados pelos camnhos, e
l>elos cemiterios particulares. *
NAo he graja, meu charo, ludo est perdido e a
peste jtevoradora parece querer engulir ludo, e a
lodos Misericorola! '. Aqui chegaram dous m-
dicos, quando pouca genteja resta, nunca se vio
tanta Calamidad* !
O morticinio tem sido horrivel, a orphaudade o
ucio a miseria o pranlo e a dr! eis o que nos
tem cabido por sorte, e nao sabemos ale qua,odo du-
rar* este estado de cousas 1
Os doulores moslram-se diligeutes e humanita-
rios, e o povo que suecumbia de medo, hoje adia-
se animado. Vava a medicina.
lie raorlo u eminente prnprietario Estanislao
Barbosa de Mello, um dos caracteres mais dislnc-
to deste muuicipio, um dos homens mais humani-
tarios dos oossos das.
Foi urna perda irreparavcl que soffreu o munici-
pio, ro urna calamidadc para a orphaudade e a po-
bres* desvalida, oh i quem deria que o Pernal gan-
gellco podesswdevorarem lao pouco lempo um chris-
lao Uo cheio de recorsos um homem que era ac-
clamado por lodos de suas visiuhancas como o i>ai
da pobreza ?! '
O Sr. Estanislao Barbosa d> Mello deixou na Ier-
ra um vacuo immenso quediflicilmenle ser* enchi-
do, honralbe seja feita, e goza sua alma de elhera
mansAo dos juslus.
Antes de morrer presin relevanlissimos serviros a
numanidade desvalida, as portas de seu cofre abri-
ramse largameDle, e nao se coutenlava em soccor-
rer a aqoelles que esmolavam em sua porja o pao
da miseria, elle faiia mais ; eslabeleceo urna enfer-
mara em ma propria casa para onde eram recolh-
dos lodos os .lenles que o procuravain, e esteaclo
de lana plulantropia ejearidade, Irouxe-lbe como
ransequeneia a horrivel caruilicina de sua fabrica
que sendo crescid*. hoje quasi nenhuos escravos res-
.? j '"" di" de arr,ncr de seu hospital de ca-
rtdade ili cadveres oh e ltimamente havia de
sneceder que o homem caridoso e chrislAo fosse vic-
tima do infernal gangelco I !... ludo somenle por-
que vio-se abandonado dos homens, e dos recorsos
>u medicina! Ja nos ltimos paroxismos da morte
loi coodutido era urna rede para esta villa, e depois
de ler recebido alguns soceorros do Rvm. Anlero,
mandou-se a toda pressa buscar um medico oa ci-
dade da Arela, e esle ebegoo j. o echando morto,
recetando purera o humanitario estipendio de MJOi
re .! mas isto foi oada. porque os amigos da vic-
tima qu* mais se empenharam pela sua salvarAo es-
tavam disposlos a pagar quaols ssse medico pe-
dase.
Deixemos porm a historia lgubre de lAo falal e
triste aconlecimeolo. Acabou-s*ej nao existe o
doulrioano mais caridoso que couheciamos em nossa
*rra ; porcm fique o seu uo.ne gravado oos anoaes
te chrislioiimo, e e posteridade Ihe faro ias-
lica. '
A populaco desles brejos est se acabando, e o
mal parece recrudescer a cada da. familias iuleiras
teem perecido, e dnvidamos com inda- as forsas do
nosso corceo qoe um ou dous mdicos somenle pos-
sam soccorrer o grande uumero de doenles que
se acham aneciados
Nao he lempo ainda de apreciarmos os serrinos
daquelles que mais humaoilariameole se bao porta-
do em tao sanguinolenta crise. Por ora porcm Ii-
mitamo-oos a louvar o zcllo aclividade .lo diguo
Dr. miz municipal, S. S. merece os maiores elo-
gio*.
O Sr. Jos Francisco de Mello lem dado exhube-
ranlesprovas d* christao, as su.s humanilarias di-
ligencias merecen um lugar no conceilo dos homens
honestos e justos.
O Sr. Gregorio Megno Borges da Fonseca, bra-
ileiro dislinclo e chelo de humanidade, nAo menos
elogios merece dos homens justos: nao he medico,
mas tabeado com animo e coragem proverbial afron-
tar as devasuQes de lravala e Bebedor, la es.eve
curando e tirando felizes resultados de suas diligen-
cias, quando foi accommellido, que eslive a morte:
felizmente acha-te hoje alvo, e os seus charos lilho
devem agradecer a Divina Providencie a greca de
aS e,larem hwJe "vollos no leito da orphau-
0 Rvm. Sr. Aulero acha-se Imje alquebrado de
toreas, e os seus servidos a humanidade, ja como
raiuislro. do Seohor.e ja mesmo cumo hornera do povo
tea* sabido repartir cura lodosos cuidados de sctft
trabaibos mdicos.
1 inal.nenle mais alguus merecen, espacial ineuslo
* ueoa saber* recompensa- loi devidameole.
Adae, mu charo, nAo sei se oulra Ihe eicreverei,
e portauto consmta que me prev.leca da presante
occasiao para hier es minhai despedidas.
r !*?' de,fj0 M m'nh, fellcit5es, miniares de
felicidad*.
Ao era dlslinrln eseriplor de Pajinn AruUn, os
meas respeitos e simp*thias.
e oulros fu^iram.
Ha eoota de qualro mezes que a epidemia oos per-
segue. mas cora ludo temos urna circunstancia a as-
sigoalar que Ihe .la entre nos um carcter differentc,
a saber: na corle do Rio de Janeiro, em varios lu-
gares da provincia do Par, as Alagoas, na Babia,
ele, ella lem desapparecido e apparecido novamenle
cora mais ou menos inlensidade, e em alguus pontos
com o grao de vigor primitivo ; entretanto em Per-
namhuco, ate hoje ha seguido urna marcha contra-
ria : devaslou inexoravelmcnle varias populares, e
isto deulro de poucos das, reliroo-se, e felizmente
ainda nAo voltea. Talvez ja nAo tetilla a quem sa-
crificar.
Como ilissemos mais cima, as noticias que rece.
liemos durante a semana coulinuam a ser lisoogeiras.
As dalas de Flores que cliegam a 8 do passado au -
nunciam que o estado daquclla comarca conlinunva
a er saiisfaclorio. O mal ainda era desconliecido.
Olanlo Boa-Vista, nada sabemos, pois ha mais de
un raez nao recebemos commuiiicaroes dessa loca-
lidad*.
>"Ao livcmos nnlicias nem do Brejo, era de tia-
huns. No Bonilu a epidemia se achiva deliuili-
ponlus affeclados
e uo rcsl.iule eram raros os casos qua appareciam.
A menos que o mal reappare^a, esla olllma comarca
ja se pode considerar livre e cuidar era reparar os
eslrasos, pois que iiAoha um ponto povoado que nAo
fosse atormentado pelo llagello.
Da Victoria, assim como dos oulros ponlos da co-
marca, nao bouveram parlicipaeocs. As datas de
l.imoeiro que cliegam a 9 commu.iicam que a si-
tuaran dentro da villa continua a ser hsongeira, as-
M.n iniuii nos oulros pontos do (eroio.
Ero Bom Jardim as cousas iam melhores, mas ain-
da no .lia 7 linliam sido atacadas ciuco passoas, das
quaes fallecer urna. L'lti.naraente forain accom-
mellidos os lugares de Queima.las, Alagoa da Ooca,
(empapo, eCalole, todos perteoeenlt* aquella fre-
guezia ; ficra muila geule allectada, mas pareca que
o mal liuha um carcter benigno, pois que a mor-
talidade diaria regulava entre 2 a :l pessoas. En-
tretanto, a feira do dia 5, que he o termmetro re-
gulador do estado prospero das Iransacces nd mal-
lo, fora abundante e Uo corfeorrida como em lempos
ordiuarios.
As noticias de Nazaretb que cliegam a 7 do cor-
rente dan a exlncrao completa da epidemia na ci-
dade e nos'oulros poutos da comarca ; mas anda
cunliuuava a falla de gneros alimenticios; e urna
quadrilba do ladrrs que liuha apparecido uaqucllas
paragens, aggravava de alguma sorle a situarjo do
lugar ainda bstanle anormal.
Continuou aiuda esla semana a falla de cuoimuni-
caeoes da comarca de Pao d'Alho, que alias *>la 8
leguas distante detla cidade.
O sal, que felizmente para lodos mis parece ler si-
do privilegiado, se acha quasi completamente livre.
A siluacAo da Barrearos, Agua Preta e Coa, eslava
coosideravelmenle melhorada. Na oidade do Rio
Formse e nos seos arredores a epidemia se achava
quasi r\ linda. O mesmo se verifica em lodo u ter-
mo de Serinhaem ; no lugar denominado Barra, que
fora o primeiro ponto accommellido, liuha desappa-
recido totalmente.
Da comarca do Cabo tambera nao livcmos noticias
pesilivas, mas consta que o mal coiilinuava a decli-
nar, principalmente em Ipojuca, ande as perdas fo-
rara pouco sensiveis, ale ius proprias fabricas dos
engeubos.
Na villa de Iguarassii, e nos oulros pontos a epi-
demia se achava mui diminuida. Ja havia mais
abundancia de vveres, embora por prego elevado.
Calcula-se a raorlalidade de todo o termo* em -2 mil
pessoas, sendo :OO de dentro da villa, e dos seus ar-
redores mais prximos, e o restante perlei.ee aos
engenhos, entre os quaes alguns licaram quasi sem
fabrica.
A comarca detioianna (ambein se acha livre da
mainr forra do mal. As povoaces de Nossa Senhora
do O', Lapa. Cruangi, e Timbauba eslao inleiramen-
le isenlas. Em Pedras de Fogo tambera declinava
e oa cidade de (ioianna a morlaliJade diaria regula-
va de9 a 10 pessoas por .lia. Entretanto em Pool
de Pedras, que fora acccmraettida por ultimo, o
mal se achava no seu maior vi-or. A falla dege-
neres alimeuliciosera grande, e ja havia defticiencia
de meios para soccorrer a populado desvalida. A
penuria fez apparecer um grupo d'e ladroes uo ter-
mo de Ilamb, os quaes linhara estallado alguns
engenhos para furlar bois e oulros animan.
As noticias, que recebemos do Passo de Camara-
gibe cora data de .10 do passado, annunciavam que
a epidemin ia decrescendo naquelle muuiciano, re-
gulando a morlalidade diaria entre 6 e 9 pessoas.
As dalas da capital da Parahiba tambera dan all a
d.minuieao do mal ; apenas morriam li pessoas
por dia ; entretanto o tarifa eslava sendo inexora-
velmenle assoulado. Era Bananeiras, perlencenle
aquella provincia, onde ja se coutavain 3 rail victi-
mas sacrlcadas,comec,ava a decrescer dentro da vil-
la, mas fura anda fazia graudes devaslaeoes econli-
nuava a elevar-se.
A siluar.ao desla capital he lisongeira,eludo indica
que ero breve as cousas entraran no seu estado uor-
mal. A mortalidade vai sempre em descrescimenlo,
e posto que teoham havido alguraas alternativas
para mais, en para menos, comludo al hoje ainda
o mal entre mis nao lem dado os saltos mortaes, que
dera. no seu periodo descendente, as oulras pro-
vincias, que foram primeiramenle accommeltidas, c
a prova desla asse.ra.. he o algarismo dos cadveres
recolhidos ao cemilerio durante a semana lida,
saber : domingo 9, segonda-feira i>, terca 13, quar-
la li, quinta 8, sexla 17, e sabbado t.
Por portara do governo forain encerradas as en-
fermarlas provisoria, das freguezias de S. Jos, da
Boa-Vista, e do Recite. Pondo de parle as queixas
justas ou injuslas, feilas contra estes estabcleciinen-
los, levantados para toecorro da indigencia,he lucon-
lestavel que elles alingiram inaisou menos o lim.que
se leve era vista com a respectiva undacAo.Entretanto
nao se pndem escurecer os assigualados serviros pres-
tados pelascaridosas pessoas, que se eurarreeara.il
da geslao do hospital de S. Jos, onda permaneca
constantemente um dos hemfeitures, alternando to-
dos enlre si, desorle que nunca houve instante que
se nAo enconlrasse ura delles dentro do eslabeleci-
menlo.
lie igoalmenle digno de louvor o serviijo do hos-
pital du bairro de S. Frei Pedro lionealve-, (tUbe-
leci.lo em um du< edificios do arsenal de marinlia
sob a inspcrrAo do respectivo inspeclor. Funccionou
dous mezes completo. Receben durante esse lempo
SiU doenles, dos quaes sahiram curados l:|:|, 0 Inur.
reram 99. Seguudu nos consta, dea-te consideravel
eeonomie uo seu eottets, sendo a despez total, sob
lodas as reanles,.le :|:-286VJ. 10 rs., e desla quanlia
de.iuziram-.ej:iS3000 rs. provenientes do IraKmeotO
de pessoas que uAo careciam dos favores da raridade
publica. Este resultado he o elogio mais pomposo
que se possa lecer as pessoas encarregadas du esla-
belecimenlo.
I.embrados talarlo os nossos leilores que, em um
dos nmeros do nomo jornal do auno passado, um
intelligenle olTicial da nossa armada, o Sr. Joaquim
Alves Moreira, commandanle da escuna l.indoya,
poblicnn nm inleressenle Irabalho acerca dos limos
Louslt-nos qoe sA.i qualro os prelendentes que
nao reilo offerlas ao governo.e rada um delles se jac-
ta de as ter eilo mais vaolajosas. Os partidarios da
illummarm por meiodo gaz-hydrogeneo, dizem qoe
a luzeslraln.la do carvao de pedra am-a mo cheiro e
fumo, mui nocivo a saude, e nao
nem faz fumar,* alguma, eque por consequencia po-
de ser empregado lano as salas e aposentos do in-
terior das casas, como as bijas, etc., etc. Como
quer que seja, miemos votos para que esle melhora-
meotu se realise entre nos, dentro era pouco, segun-
do o processo mais moderno, e por prero mais eco-
mmico e ventajoso aos cofres pblicos. "
'' ''A concluimos a nossa revista recebemos
assegulules noticias da comarca de Flores:
As presunipcoes que liaviam .cerca da inva-ao do
mal na povuarAo de Ingazcira iufelizmenle se verili-
caram. Ja linliam sido accoinmellidas "i pessoas,
das quaes fallecern! !>, sendo a morte de alguns pro-
vcnienle de falla de dieta; entreunto havia dous
das que nAo se liona da tu caso algum novo, nem
mesmo de accomiuelliraenlu.
Em villa Bella cinco pessoas linliam sido atacadas,
enlraudo ueste numero dnas pra.as do destacamen-
to: felizmente lodasjse achavaiii escapas.Eslava-se
preparando o cemilerio. Ilaviain 10 leilos ua enfer-
mara, e se tratava de aprompiar oulros.
-^*6s-fr*
i, j- r.m,.-. .. _.:.i p.......... .i, naaaaan ira.iaiuo acerca nos nanos
Aoseu de Umarigibe as minhas saodos., tem- denominados d.s-Rocas-Irabalho .que Ihe fura
tirantea.
suggendo pelo naufragio da barca ingina Counfe!
PAGINA AVULSA.
Nem sempre deleitara os passeius, principal-
mente a nos que naturalmente amamos cura ardor os
oommodos. Passeiar qoer dizer rer paru gqstar, e
o que oflerece I nossa Ierra de exlraordinario para
ver-sc e goslar-se J A nao ser as bellezas loposraphi-
cas, com que a nalureza brindou esle lorrao, o que
m.is lia de artificial, que einbclieie Ura passeio ?
com seus lgidos bancos, com suas arvores em segun-
do penodolcholerico, com seu pedeslal .monumental,
com suas iii/ultiveis'.aigignantes, com seus repelidos
iiots ele. etc., nao ser Pernambuco. que ha de ler
um passeio publico. A ponte da Boa-Vista t De dia
o sol, os carros, as carrosas, o ruido, o povo oAodei-
xa" a musa do pnla eryuer o brnro, trarar esboros
imaginarios : a noile.... saulo Deus !... ludo h* dia-
meii,lmente opposlo ao queso chama poesia. A
prosa com loda aridez de seu ter est ua ponle i
noile, e sobre ludo nos bancos. Se passa a nobre em
seu fulgurante carro, carrinho. berlinda. ou Iracun-
da... pobre uobre, que la pelle he eslicada sem
piedade : se passa a pobre de liman... pobre poore,
que o Itmlo lica sempre em trapos (moralmeolc
aliando) : se passa o padre... pobre padre, que a
baliua toare lalhut dolorosos : se passa o emprega-
do... pobre empregado, que a casaca chucha lisou-
radas de morte e paixo, e assim por diante. A ra
da Aurora lambem poneos atractivos ollerere ; as
casas de lao alia... O Aterro, alli ludo be lo jun-
lo; eiulun. como daseme* nao apreciamos muilo os
passeos; mas nao sabemos como n'um desses das
tullimos a larde, o depois de algumas vollas por um
dos nossos bairros embicamos por urna de suas ras,
e curiosos amos ol.ando para algumas trapeiras ou
solaos, por quecuinmum.nenle as trapeiras era nossa
Ierra sao a expsito de artefactosphcnomhiae.s. Vi
se nao quando, deparamos com orna scena patelica,
potica, c a mantel ica cm trapeiras, que se olhavam.
N urna eslava urna mocoila ainda fresca, que por sua
mmica exprima para defroule dr desespero
amor pbrenes furor Na oulra um rapasola
moreno, com camisa de meia sem mangas, barba lon-
ga, olhos encovados, que por seus acenos quera di-
zer mala ludo! e realmente fazia laes evoluc.es
com os bratos magros, e nervudos, que mais pareca
um luuco de podras do que um luntico. Ambos cs-
lavam cegos decididamente, porquej antes de che-
qanuos.a esse lugar algumas pessoas commentavam,
paradas, scenas lao desagradaveis, praticadas cm
perda de nome e de pudor, e i.'uma ra Uo frequeu-
lada I !
Por mais de urna vez temos pedido.que nao'lau-
Cem nal ras mi aguas de despejo, ptridas e bor-
nveis, porcm nao se nos lem querido alten.ler.
Na prora da Boa-Vista, no lerceiro andar do sobra-
do que faz quina para a ra do Aragao, que uos
auendam por favor, pois .i noile por ah lica o tran-
sito interdicto com o recejo que ha de um banbo
c/ieiroso, puisalli repelidas vezes n'uma noile se lau-
ca n ra linas o linas d'aguas podres. Talvez que o
donos da rasa ignoren).
Dizem, mas nao eremos, que os salteadores do
uro leem um a.lvogado bacharel A ser exacto
ser* entAo algum Inrharel.
-V.oorfb rail/ajoto.Cm canueiro, que vende
cal negociou 60 alqueires a um capadocio a prero de
.100 rs. o alqueree quando esperava receber o' im-
porte, en que apparece o comprador dizcndo-lbe
Seo Ireguez quer receber seu dinbeiro ja e java
reformar a conla. .
En, "nli.ir 'l !
Sim, reforme-a, em lugar de lili alqoeires escre-
va setenta, e em lugar de :KJ0 reis eserrva Irezenlos e
quarenta !
Mas... .
Nada, nada ; be mu favor que Ihe quero fazer,
volle, queoseu dmheiruest promplo. E esla?...
Convem, que alguns negociantes sejam incan-
saveis era vigiar seus caixeiros : de qualro abe-
mos uos, que quanho fechan, as lojas era vez de ircra
para casa ler, ou exercilar-se na conlabelida-
de, iiileroain-te por ura becco immuiulo, c l abole-
tain-se, jogam, esmurram-se e hrineain a cabra-ce-
ga, ao depois propalara qoe seus amos na.) Ibes rile
bom iralamcnl., ; felizmente be o contrario, e quan-
do ew mocos chopavam amigamente adianlede lo-
dos bons pittletM, parece-nos que eram mais mori-
gerados : bem que nAo fallamos com as honrosas
excepenes da cla-se dos caixeiros.
S3o lanos os avisos qoe lemos lido contra um
cx-cadele que mora la para a ra Direila, que nao
podemos deuar de pedir esse moro, que tenha cui-
dado com sigo pois se oque pralica'he bom, pratique-
adianlc de lodos, se he mo seja mail reservado, por
que o. moiiinn. nao dormem : veja que lem rivaes,
e nyaes poderosos, que o poda Orar dnlauce desa-
cio.lilan.lo-o para com o bello sexo, onde Smc. esla
lambem arredilado.
au podemos deiiar de mencionar os nomes
dos dislineU.s religiosos Benedictinos Srs. I), a libado
e procurador Fr. Jos.' de Sania Julia, eoillu sacer-
dotes dotados das mais lirilhantes virtudes. Esses
padres leem-se dislinguidn na cris pela qual vamos
paonndo : os pobres os liveram como amigos e pro-
tectores, e os seus fmulos cono pas eslremosos.
Continuara us desali
I
Pedimos que haja mais reserva, mais cautela
a mata cuidado em cer.a R., do coulrariooS
de ludo ser* informado... F"onco
Ainda nao se sabem quaes sao os futuros elei.
lores, e jase empenham com os provaveis acercado
amavel volinho : lemos mallo que ver I
Lm carro Toi encoiilrodu noile no Monden
com H Untero*. apagada,, ococheiro somnambu-
cmuecem"",fada- E'S '""^ ,a",as d"^
Falta de caridade.-Existemna cadeia deOliti-
d.i, sem forma alguma de processo, ha tres ou nua-
Iro mezes, dous pobres pescadores por iudicios de te-
rcio .lado urnas pancadas em urna prara do 4." bata-
haude arl.lhana. A taelica ne.sa Ierra aben, oada
de.de seus primeiros das, e malfadadas por causa
dos seus gorernadores, he de tal forma noe ain.la
m-smo.,lue o offend.de.diga :-.,Ao sAo estes os meus
olleu,ores.com ludo l.que,,, retidos al que se pos-
sam arranjar lestemunhas que confirmm o fado,
sennores goi ernadoret, deixai de opprimir a pobre.
za innorenle, nao ejais o algoz daquelles de quera
ludo arrancis. Forma, o processo, como quizantes,
a esses pobres hoineus, ou entilo ponde os em lber-
dade, para que nao morram fome tiesta hedionda
turna, visto como nao seodo elles sentenciados, o
lornecedor de comida dos presos pobres nao lava
quer dar, o sustento.
,.T Co",?l4-u" que l'ie Pla 10 hor.s do"di., ua
Ordem lyceiradeS. Ftaneiace, ha ama mista e
memenlo solemnes, mandados celebrar pelo Sr le-
nenle-roronel Joaquim Rodrigues Coelho Kellv,
pelo repouso eterno dos soldados de sen balalha'o,
que lili.....rao. da epidemia reinante, o Sr. lenle
coronel Kelly comprehendeu perfeitameole que an-
tes de tuOo lieos e Religan.
Parece que,a epidemia lem saodades de Per-
nambuco.
Ate amanha.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO'EXTRAORDINARIA D9 DE ABRIL
DE I85ti.
Presidencia do Sr. Baro de Caoibaribe.
Preseules os Srs. Reg e Albuquerque, Reg,
Oliveira, Barata, Franja, Mello (lameiro, abri-
se a sessao, e foi lula e approvada a acia da an-
lecedeole:
Foi lido o sc.,-uiule
EXPEDIENTE
I"m onicio do Eim. presidente da provincia, com-
monicando ter por portara de 26 de marjo ollimo
add:ado para o da l do correle, a abertura da as-
embla legislativa provincial por ainda continuar
o mao estado da provincia.Inteireda.
Oulro du mesmo, dizendn que, em visla do que
Ihe nifvrmoii esta cmara em ofUeiode 19 de mar-
So ullimo.deferira o requerimenlo, em que Rolhe &
Biedoulac.agenles da companhia de estrada de ferro
desla proviucia, pedem aulorisac^o para a mesma
companhia osar lemporaramenle do terreno do an-
ligu maladouro, eque ora se acha devoltito.In-
leirada.
Oulro do mesmo. transmitlinJo por copia, para
que a cmara a lomasse na devida consideraran, e
protideuciasse respeilo, parle do olllcio que Ihe
dirigir a commissao de hygiene, representando so-
bre o mo esUdo do matadouro publico. Que se
remelesse a copia ao fiscal de S. Jos, deterrainao-
do-lhe raaudasse quanto anles, ellecluar a limpeza,
de que precisa o maladouro, alim de se nao toroar
foco de infecrJJo, assim como remover todos ps io-
cooveoieotet, de que faz uien-Ao a curamistAo.
Oulro da referida commissao, dirigido ao Exm.
presidente, dizendo ler autoritado ao Dr. Jos Joa-
quim de Souza, a mandar remover e incinerar as rou-
pas sujas, envergas, esleirs etc, que se encoutram
as casas abandonadas, por lerem aellas fallecido
cholencos, mas que sendo preciso despender-te com
esle serviro algum dinbeiro, pedia approvasse S.
Exc. o seu pro.cedimeulo. S. Exc. remellen o ofiicio
a cmara para salisfazer a despeza, e a cmara roan-
dou-o transmittir por copia ao administrador da
companhia de rebeirinhos para culeuder-se com o
dito medico Souza, e receber delle as nstrncr,oes
para o mencionado aerviro.
Outrodojuiz municipal supplenle da primeira
vara deste termo, participando que Ignacio lenlo
Muribeca, Joaquim Jaciotho, e prestou o juramento
do estilo.
Achando-se sobre a mesa duas petinies de pre-
lendentes ao lugar de fiscal do Por,o, resolveu a c-
mara proceder i noraearao desle empregado, e cor-
rendo o escrutinio foi Horneado llenriquc de Miran-
da lleuriques, com quatro volos, obteudo tres Jos
Antonio Bilancourl. o uomeado preslou juramen-
to e lumou posse.
.V requerimenlo da commissao encarreg.ida do
fornecimcnlo de carnes verdes p*ra o consumo desla
cidade, resolveu a cmara pedir ao Exm. presidente
da proviucia mandasse entregar a mesma o armazem
de cernalo, oo bairro do Rodos, que se acha a car-
go do arsenal de mariuha para nelle se eslabclece-
rcra acougues. Nespacham-se as polico** de Aolo-
nio Joaquim Correa, Eduardo (Jadout, bacharel
Francisco de Assis de Oliveira Maciel, Felicia Ma-
na Benedicta, llenriquede Mirauda llenriques, Dr.
Joaquim de Aquino Fouceca, Joaquim Jos da Ro-
cha, Jos Antonio Bilancourl, Joaquim Ogolino da
Silv. Fragoso, Miguel Archaojo de Figueiredo.e le-
vautou-se a sesso.
Eu Mauoel Ferreira Accioli, secrelario a escrevi
liarao de Captbaribe, presidente___(iameiro,
Oticetra,Mello,neg.
Illm. e Exm. Sr.Tenlio a honra de relatar a V.
BXC o aere Ico do aceto das ras deila cidade, feilo
sob mioba direcrjlo, do dia 28 de jaoeiro proumo
passado ao I. do correule
Foram novamenle limpa^ as quatro freguezias as
segrales ras: Codorniz, Lapa, Moeda, Encanta
ment, Cacimba, Senzalla Nova, Velha, Tanoeiros,
MAPPA demonstrativo do movimenlo do hospital
de San-Jos do Recife, de. 6 de abril ao
meio-dia 13 do mesmo ao meio dia.
Sexos. 5 a s i o s i
EM 13 DE ABRIL DE ia6, ao 0 a. s O
MEIO-DIA.
Masculino. t 1 3 1 :
temeniuo. .1 9 1 .1 1 4
Total . 7
Dos sabidos um foi remedido para o graode hos-
i. j-----. ...^....# ....i u "ranue Hos-
pital de candade por ler-lhe apparecido bexigas coo-
flueoles : ioram soccorridas cura medicamentos do
hospital. 12 pessoas e receiladas pelos faculta livos de
quarlo, 2t pessoas.
Dr. Egas Muniz Brrelo Carueiro Campos
----- IQIatJIOl
CORREIO i.F.KAI. DA PROVINCIA.
Reudimenlo apurado no mez de marco
do correule auno, e recolhido tbesou-
raria de fazenda....... 2:115oi29
aproveiUr. (7) Que pintora podtr-ee-ha faier h.
e mais expressiva '
Ha urna lei da sabedoria e da razio, a qual de-
termina o uso que o homem deve de fazer do
espirito e dos seus bens
tu Uniente, he qoe se
tica, e que te honra
tas f*zem a gloria,
pu-s,em :
do se nSu sabe
(Sommunkabo.
becco da Bomba, Padre, Sarapalel, roa do Cauo,
llores, santo Amaro, Roda, Saohor Bom Jess das
Cr,ou|as, Murculioa, Bell*, Sul, S. Francisco,
(.manis, paleo do Paraizo, ra da Concordia, ira-
vesaa da mesma, ra Nova, Cabug, Crespo, Cruzes,
Oueimado, paleo da Pecha, Proco da Ribeira, ra
dos Acouguiuhos, Forte. Direila, becco do Singado,
caes da Poole da Boa-Vi.U, becco do Ferreiro, ra
do Uospicio, C*maro, praca da Boa-Visla, becco do
yoiabo, roa do Aragao, Coticeirao, Iravetta do Tam-
bia, ra dos Pires, pateo e ra da Sania Croz. Ri-
beira, ra Velha, alraz da Matriz, Ponte Velha,
ru* da (jloria, Coelhos, S. Goucalo, Sebo o.Ca va
d Agua.
Coutinuei i fazer osallorrameutos uas ras do Ou-
ro, e exlremidade de S. Amaro, com o lixo que
mandoi remover de alguus logares, e caljc.s que ad-
quir.
Dei principio a alienar o paleo de S. Jos, com
reas do largo das Ciucu-Ponlas.
Mandei abrir urna valla lateral oa ra Augusta,
para dar esgolo as aguas que alli se acham agglo-
meradas, leudo lambem dado principio aterrar
essa ro*com caucas ; e jautamente urna travesi* por
delraz da ra de Sania Thereza.
F*z-s o servico com 29 Irabalnadores aponla-
doret; a folha das ferias das qualro freguezias ira-
porlaram cm ris IICIjSOO rs.. alugueis de carroc.s
rs.b9a.iO0. lie ludo quaulo leuho de levar ao co-
nhecimenlo de V. Exc.
Deot guarde a V. Exc. Recife, i de fevereiro de
ttsjt,Illm. e Exm. Sr. barao de Capibaribe, pre-
SJ8 da amara muuiripal. Joao dos Santos
Porto, iidminuiradorgeral da companhia de opera-
rios. v
Conforme.O aerelario ,l/a;ioel Ferreira Accioli.
Illm. e Exm. Sr.Cumprindo com as ordens de
V. Exc. exaradas em ollicio de 33 de Janeiro prxi-
mo passado, no qual determina que me entenda
com o procurador dessa lllm.a cmara alim de st-
ber delle quaulo se pode gastar semanal ou mental-
mente, com as ferias e mais despezas da companhia
leuho a dizer que, procurei directameole o proca-
rador, mas nao pude fallar-lbe em cousequeocia de
se adiar doeole e fura desla praca ; o que porem ef-
fectuei em fins da semana passada, declarando-mc
o mesmo procurador que s podia despender sema-
nalraenle com a companhia do servico do aceio das
ras, a quanlia de menla e tantos mil reis, iuclosive
a nimba graliheacao semanal, e fazeudo eu a devida
reducrao na companhia, da a qoanlia fixada para aer
distribuida da segrale maneira :dous Irabalbado-
rese om aponlador para c.da freguezia, os primeirns
/20 rs. diarios, seis dias 4^320 r. por daus 85tiO
,.r., ,~,7^v7;^: K-srz,.'xt,ts.'Si asr.
cano, tora por aquclle juizo pronunciado as penas '"
dos arls. 231, 937 2 do cdigo penal, e que a vista
Continuara us desabrimeiilos das michcllas do
adre : a polica intervenha para que o decoro pu-
lhico nao padeca.
(luardem seu dinheiro, meus amiguiihos, por
a varaos passando sem prerisannos .los vossosiienp-
ora
rosos nllere iiuenlo,.
Continiiam a pernnjlar pelo uauros da ponle,
do caes, pelas portas das igrejas os mendioos ; de
que serve esse asylodas Cinco-Pontas, se os ntizera-
ets livem como caes itiradoi por ahi alcm ? \
i
dos arls. 333 2 du^gulumenlu de 31 de jaoeiro de
IK2, e 7 S I do dil i cdigo fizesse a cauara o que
Ihe compele. Qo iofliciasseao promotor publico
para procede:-*^ for de lei.
Oulro do ejgea u Francisco Itapbael de Mello
Reg, coraoiuoicat j, *in observancia do que
Ihe foi determinado ,...Exro. presidente da pro-
vincia, em dala de 2H de marco lindo, se achava
uo exerclcio interino do cargo de direclor das obras
publicas da provincia.Inleirada e que se respon-
desse.
Oulro do fiscal ell'eclivo desla freguezia, partici-
pando ter reassumidu hoje o exercicio de suas fuuc-
<;es, em consequeucia de ler cessado a causa, por-
que eslava fora delle.Inleirada.
Huiro do procurador, sobre as letras de cerlas
rendas municipaes, arrematadas por Joaquim Fer-
uaodes de Azevedo, que fallcceu.<>ue se officiasse
ao advogado para pruceder como for de lei de modo
a ser conservado u direilo di municipalidade a re-
ceprAo das mesmas letras, e ao procarador para curo
elle se euleuder e seguir o seu parecer.
Oulro do mesmo tratando da necessidade de ser
proroga.lo al o tiro do correte mez o prsso para
pagamento do imposlo sobre casas de commercio e
iudustria, visto ler sido muilo pouca a sua arreca-
dacAo, era consequencia da quadra actual___Hesol-
veu-se prorogar o praso al o lim deste mez, e man-
dou-.-e annunciar.
Oulro do fiscal do Recife, representando sobre a
necessidade de mais "Jampones na ra do caes do
Apollo, desde o arco deN.S. da Conceicao atea
rampa do novo porlo, e dse al untar o sen cairo-
mente.Que se levaste a represenlarao ao cuuheci-
mento do Exm. presidente da provincia.
Outro do fiscal supplenle desta freguezia do pri-
meiro du correule, participando ter multado a Joo
Antonio Coelho, por ler aborto na ra das l.aran-
geiras, urna padaria conlra o disposto as postaras
em vigor, e que nao obstante se couservava aberla,
apezar de ter intimado au multado para a fechar.
Posto em discussao veuceu-se que a padaria nao po-
dia ser .iberia, era vista das posturas, e que devia
fechar-sc ; e netle sentido se mandou olliciar ao
Gscal.
Oulro do fiscal de S. Josa, participando que Au-
gusto Ferreira de l.oreno, se despedir no dia pri-
meiro do corrente, do crgo de guarda municipal, e
propondo para substituir a Manuel Ferreira de Sou-
za.Approvoo-sea proposta, s mandou-se coramu-
nicflr a contadoria.
Oulro do fiscal do Poco, communicando nAo poder
continuar no exercicio desle cargo, por ter sido no-
meado regente do hospital de caridade, c agradecen-
do a conanca que a cmara nelle depositou durante
o lempo qoe servio.Mandou-se responder, louvan-
do os seus bons servicos.
Oulro do eogenheiru cordeador, informando a fa-
vor da prelencAo de Joaquim lionralves Salgado,
relativa dos concertos que pretendo fazer oa sua cata
terrea, oo becco do Sarapalel, e que foram impug-
nados pelo respectivo fiscal, por ler a rasa de re-
cuar, segundo a plaa da cidade.A' commissao
de edificarAo.
Oulro do administrador do cemilerio, dizendo qoe
por se terexouerado do cargo de direclor das obras
publicas, o engenheiro Josa alameda Alves Ferrei-
ra, nao continuara a.dirigir a obralda capella, por
isso dcixara de rubricar as folhas da respectiva des-
peza, raais que tendo de durar smnente a mesma
obra por estes oito dias, pedia desse cmara ordem
o que fossem pagas as folhas sera a rubrica do dilo
engenheiro.
A cmara assim o resolveu, e mandou olliciar ao
procurador.
numero de freguezias da a cifra de 383360 rs. ; urna
carrosa para Irabalhar somenle .". dias na semana em
lodas as freguezias :fo rs. diarios I.3 rs. ;t impor-
tancia de rni.iha gratiacaca* semanal 131997, torama
total 7.>i.iS rs.; eis a despeza que te lera de lazer'
do cooforraidade com a quota consigaada. Exm.
fer., as circumslaucjas prsenles em que uo* ach -
mos entendo que o aceio das ras se loma mais qu
nunca necessario, e fundado ueste principio niandi
publicr um aunuiicio ..llereceiidoHOO rs. diarios ao
irabalhadorea qne se quizessem eogajar na companhia
em consequencia de ser mui limitado o uumero dos
que tiesta actualmente trabalham, para poder dar
veucimenlo ao servico do aceio das ras as quaes
acham-se algumas intimidadas em cousequencia
daschuvase uulras emporc.ilhadasde aguas iinuu-
d*s e lixo. que continuara a despejar das 9 horas da
ooile em diaole.
T> estipendio de 800 rs. nao he excessivo era re-
lajao a oulros operarios que percebem la rs. dia-
rios, cujo nugmeulo he devido ao pequeo uumero
de homens que se sujeilam a esses Irabalbos.e a mul-
tiplicidad* das obras que se eslao eiecutando. Em
ala pois do que lica expeudido, resta-meaccresceu-
lar que, d'ora em vaole cumprirei firlrneule as nr-
dens do mesmo procurador, (ransmillidas por essa
Illm. cmara, a quem peco desculpa acerca das pe-
quenas considerarnos que acabo de expor, para sal-
var a nimba respuusabilidade, vislo que com os fra-
cos recursos de que posso dispor segundo as ultimas
ordens recebidas pouco ou nad se pode fazer.
Dos guarde a V. Exc. Recife i de fevereiru de
1830.Illm. e Exm. Sr. Baro de Capibaribe, pre-
sidente da cmara municipal___Joao dos Santos
Porlo, administrador geral da companhia da ope-
rarios.Conforme.O secretario, Manoel Ferreira
Accioli.
REPARTIDO DA POLICA
Secretaria da polica de Pernambuco 12 de abril
de I83(i.
Illm. e Exm.Sr.Levo ao coiihecimenlo de V-
Exc. que das dillerentes parlicipacet hoje recebidas
nesta reparlicao consla que se deram as seguinles
ocurrencias:
Foram presos: pela delegacia do primeiro distrje-
lo de'te lermo, Pedro Francisco Alves e Manoel
Jos Carlos, para averiguarles sobre furto de caval-
los.
E pela subdelegada da freguezia de Sanio Anto-
nio, o pardo Migoel Jos dos Anjos, por snspeito
em enme de farto .le escravos.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos lenlo da Conha e Figueiredo,
I presidente da provincia.O chefe do polica, l.ui-
| Carlos de Poica TeKteira.
Bl LLETIM DO C1IOLERA-MORBLS.
Participarles dos hospttaes.
Hospital do Carino, t doentes cm Iralamculo.
Ilesiuno da mortalidade.
Morlalidade do da 12 al is t horas da lardet.
Homens 2 nmlheres 2 prvulos -2,
Total da raorlalidade al hoje 12 3,236.
Horneas 1399* mulhe.es 1312 prvulos 331
Recife 12 de abril de 183t.
Hospital de S. Jos, exislem 3 homens, e mu-
Iheres em tralameoto.
Hospital do Carino exilien 3 .lenles.
Helarn das pc.soasque fallecern! do rholera-mor-
bus e foram sepultadas no cemilerio publico das
t lloras da tarde do .lia 11 as t horas da tarde do
da 12 de abril de 18.36.
Numero 2(02Severino, frica, SO annos, solleiro.
prelo, Boa-Vista, Sanio Amaro, junio ao hospital
dos lazaros,
dem 2103 Francisco Jos Candeia, Pernambuco, 2
mezes, pardo. S. Jos Cabanga sem numero,
dem 2101Felismina Caldina Moreira, Pernambu-
co, 30 annos, solleira, parda, ama, S. Jos, ra
Imperial, em casa di. Leal,
dem 210.3Rita, Pernambuco. 60 aooos, viuva,
parda, Recife, ra do Vivario.
Idcm2i0tFrancisco Pcreira, Portugal, 1.3 annos,
solleiro, branco, caixeiro, Sanio Auluniu, ra das
Flores n. 7.
Fscraco.
Numero K31Prlisnrda, Peruambuco.l annu, prela,
S, Antonio, ra .Nova n. 67.
dem da.mortalidad* das pessoas que fallercram do
cluilera-morbiis das (i huras da larde du |dia 12 as
(> huras da larde do dia 13.
hieres.
Numero 3107Lolo, pardo, natural de Pernam-
buco, idade de 5 mezes, freguezia do Recife, pra-
Oolro do mesmo, informando conlra o qae reque-1. P fJL^S !?"!? "" '"
, ... dem :iOhMina 1
reu Miguel Archanjo de Figueiredo acerca da mulla
que Ihe fora imposta, por infraccAo do arl. 63 do
regulameiilo do cemilerio, segundo a communica-
cao domesmo admiuislra.lor.Indifcrio-se.
Oulro do amanuense da secretaria dosta cmara
Augusto Cenuino de Figueiredo, dizendo achar-se
aquarlelado, como guarda nacional da segunda com-
panhia do lerceiro harlall.Ao c pedindo requisilasse
a cmara ao Exm. presidente da provincia a sua des-
pensa desle seavico.Assim se resolveu.
Outro do adiuiuislradur da cumpatihia de ribei-
riulios, dando parle do servico feilo de 2 a 39 do
currale.Oue se publlcasse.
Foi approvado nm parecer da commissao de edi-
beaco, couvindu ua obra especial que pretende fa-
zer, para o que requeren licenra David Willam
Bomao, oo sen sobrado na roa dos t.uararapes, para
arranjos de na fundicao.
O Sr. Rogo o Albuquerque pedio liceura w reli-
ron-se.
Comparecen o fiscal uomeado para a fr*guezia de
l'bereza de Jess, prela. nata-
ral d'Africa, idade 68 annos, viuva, freguezia de
S. Jos, rua do Forte u. 22.
dem 2109Manoel Couceiro Verdegel, pardo, na-
tural de Pernambuco, idade li anuos, casado,
freguezia da Boa-Vista, hospital da Aurora.
M.lm2|nJoaquim, prelo. oaUatol d'Africa, ida-
de 3 anuos, solleiro, fre;uczia do Recife, rua da
(iuia u. 2(i.
dem 2111Francisco Celestino de Medeiros, natu-
ral de Pernambuco. idade 9 mezes, branco, cida-
de nova de Sanio Amaro, sem numeru.
/scraios.
Numero 832Severino, natural do Para', idade 12
anuos, solleiro, pardo, maiiii.no-, escravo de Ma-
iio*l Duarle Rodrigues. Recife, rua do'trapiche
n. 36.
/csumo da mortalidade.
Morlalidade du dia 13 al as t horas da lardet.
Homens 3 mulheres I prvulos 2.
Total da morlalidade ale o da I 3,212
Homens 1393mulheres 1313prvulos 336.
Recife 13 de alo il de 1836.
A commissao dehvgiene publica interina,
Hr. Su Prreira, presidente.
i irmo Aarier, secretario.
/. /,oaoi,|djonclo.
COMO SE DEVE ENTENDER A CARIDADE
PARA COM O PRXIMO.
Te aulem /atiente eleemosinain nesciat sinistra
la quid /acial dextera la.
S. Malh.cap. t. v. 3.
Assim como entre os metaes excede no prero e
eslima o ouro ; enlre os elemeulos o fogo ; entre
os planeta- o sol, eotie os cos o Empreo ; enlre os
anjusosSeraphins; assim lambem eulre as virtu-
des supera e sobrepuja a todas as oulras, a cari-
dade, que he o amor de Dos e do prximo.
Ella he oa verdade o ouro pnetoobainao pelo que
oleaoramos ot doos celestiaes ; Iu fogo celeste e
divino, que iiillaniraa os nimos de todos ; he sol
que illumiua o cerleo firmamento, cujos raios fe-
cundara e viviheam a lodus senles ; he o co que
habita Dos e seus bemaveoluraJos.
He a caridade que eflicazmenle d vida as vir-
tudes, e valor ao meritu ; escaucara us llieseu-
ros divinos, e abre para uos froicao beatifica, o
co.
A caridade pois asime por juslos e honrosos li-
liilnsu nome de rainba das virtudes. Ella tem por
objeclo a Dos iramedialamenle e directamente o
olha como sua fonle ; tnico fim nos o, e ooica re-
grade oossa perfeii.Ao. S. Paulo tral udo das virtu-
des theologicas, ua sua carta dirigida aos de Corm-
ibos ;l) diz : a f, esperanca c caridade sao ua ver-
dade Ires virtudes, porcm deslat a maior e su-
blime he a caridade ; Manenl Fides, Spes el
Charitas, tria htec ; major aulem horum est cha-
ritas.
He misler advertir que, oAo tratamos da caridade
substancial, iucreada e divina, a qual he o raesrae
Dos como diz o apostlo [3) Deus charitas *ti ; o
uem daquella caridade pela qual o mesmo Deot nos
ama ab eterno ; in chntate perpetuo dilexi te (3)
fallemos sempre, o ainda he o nosso proposito, to-
car da .-andado creada, da caridade pula qual nos
devemot amar a Dos, como Dos, como nosso Crea-
dor, oomo nosso Salvador, como foute inexhatf-
rivel donde emana a nossa felicidade, como em
summa, uusso lim nico, e nico bem amado.
Esta caridade eslende-se, e ebega lambem ao pr-
ximo ; porqueseudo o homem formado a iinagem
de Dos, echamos oesla simililude a mesma razao de
ama-lo :
Todava, ha graode dillereoca oo modo de amar
ao prximo : .levemos amar o oosso semelliaule u3o
propter ipsum sed propter Deum: nao devemus
araa-lo sobre lodas ascousas. como he e somosobri-
gados a Dos; raas como a do* mesmos ; he um
dver irfecusavel desempenhar em favor d'ou-
trem aquelles actos benficos, aquillo mesmo que
em Idnticas circunstancias quizeramos que se nos
fizesse.
Esta he a caridade qoe devemos coosagrar hu-
manidade.
Aquello pois, que abre com dedicara., o seu co-
fre, ou lira de sua algibeira um bolo para a indi
gcueia ; que estn Jo mao generosa a meudicidade ;
\u* soccorre a viuva, que encluiga as lagrimas do
orillan ; que ampara a douzella ; que nao naga sua
esmulaquaodu urge a necessidade, sem que loda es-
la beneficencia cingue ao cotihecimmento dos ho-
mens, e tomento de Dos; este homem he o que
possue uo seu coracAo a caridade recummendada pa-
lo Supremo Aulor desta divina virlude.
A m pl di.peme- ni ais ura pouco: a.piel le que pro-
digalisa o soccorro que seu corarlo Ihe dicta, que
soa piolado Ihe move, sem com tu Jo generalisa-l* ;
e o desempenha por i mesmo, e nAo por outro c-
nal, pelo que seja misler e qair par* islo assim
obrasse) chegar aos olhos do publico o seu nome
prestimoso, e conteguinlemenle a dadiva ; aquelle
que exercila todos estes actos humanitarios sem 00-
tentanlo, sem vaidade ; que pralica a caridade, co.
mo verdadeira caridade sem resaibos de aspiraces
mundanas, e sem o alvilre da coroa de gloria, e so-
menle com o desejo de ser agrad*vel Dos, e pro-
ficuo ao prximo, esperando daquelle a aureola io-
eslimavel ; esle hornera he o que na verdade com-
prehende bem a excelleocia desla divina virlode ;
este ha o homem que satislaz sobremanera a re-
eommeodarao do Evangelho quando diz, que o be-
neficio que a mao direila libcralisar, 'a esquerda nao
lestemonhc. Te aulem facientc eleemosijnam, nesciat
sinistra la, quid /acial dextera tua : ut sil elee-
mostjna tua inabsconUilo, l pater tuus, que ti-
del inabsondito, reddel Ubi. ,1,
Ufane-se alguem de que he caridoso, fazeudo em
beueficio d'uutrem aquillo que nada Ihe cusa ; que
nada privou o seu comroodo e repouso ; pavonee-te
de prodigalisar favores, e declarando simultaoea-
mento a sua qualidade, e sobre quem os fez cahir ;
desvaneca-se muito embora de eslender mao gene-
rosa s quando se acha uo circulo de persooageus,
ou somenle em occasiao qae se Ihe faz convenieute a
cerlos lint; porque detl'arle lira couseqoeuciat fal-
sas por nAo seren os priucipios verdicos. Este pro-
redimenlo nao passa de nm aclo meramente cheio
de vaidade c ostenlacao ; actos que apeuas alcau-
carao para seu autor u nome da philaulrupo. A
phflanlropia esla bem longe da caridade: forma
dous polos oppostos ; porque esla lem sua base no
co, eaquella lem seus motivos na Ierra. A philan-
Irupia, como diz ura judicioso eseriplor, he a falsa
moeda da caridade ; se liberaliza o bem be por sem
dovida por deferencia, por consideraces terrestres ;
he sem eulhusiasmo, sem paixao, Sem sacrificios ; a
caridade porm inllamma-se.vive do aboegacAo; lida
sempre com sacrificios, marcha sempre na senda dos
discommodos na areua da inquielacAo. Omitia suf-
fer, omita credit, omnia sperat, omnia susli-
net. .31
. Effectivamente, nenhum agente mais poderoso se
cucoiilra, que nos avisiiibe mais divindade, que a
pralica da caridade; virlude li.ha de Jess Chrislo,
que a collocou com urna Cunte de abundancias nos
deseitos da vida.
fi. caridade, diz o grande Chateaubriand ,t; he
urna virlude cbrislAa directameole emanada do Eter-
no e do seu verbo, o be de mais urna aperlada al-
liau.oi com a nalureza : nesta harmona continua
do co e larra, de Creador e crealura he que se raos-
'ra que esta respiandecendo o sello da religlAo ver-
dadeira.
Com a caridade oos facemos imitadores .(aquella
Providencia, que derrama os bens com profusao e
somos semelhanlea aquellas nuvens benficas que
transportara a fertilidad* i lodos os paizes.
seu
e s observada poo-
detempenha toda a jos-
a humanidade. Al riqoe-
ou a vergonha dos qne as
!r "co he verdadeira desgraca quan-
|e ar dos cabodaei. o" aspecto
indigen.e he o insentivo mais vehemente para dis-
perlar o mov.mento m, pedolo. 0 ,,,.
mano senle um prazer ,cri,Uao qua0(lo lem .
cado com urna moeda a orphaa, qe p.ra nao perecer
a remese va eoagida de meredrjar seu pudor no
peristylo da torpeza. Nunca pei, geileroso pal-
pita dejnbilo rdeme, te nao qu.odo com urna es-
mola salva houra de orna famili, pre,,es a f
Ihecar, ao ouro srdido do avaro Uscivo, tua honra
seu nome, sua nobreza.
Bem cobereule com estes principios lo ululares
e proficuos, utn marerhal illustre as toas ultimas
despedidas aos seus filhos Ibes dirige eslas palavras
Meus charos Olhos, cousagrai urna paria das voj-
sas rendas ao alivio do protimo; fazei espalhar li-
beralidades em lodos os lugares onde as necessidade*
forem urgentes; tinndo al do que vos for neces-
sario, com que matar a fome do apobre, o pare"
cendo magnifico quando as circomilancias o pe-
direra.
I.m homem que nao do se nao forjado, deslroe to-
do o merecimenlo do seu beneficio. Qoereii biue-
car generosamente"; moitrai-vot mais comeles do
que aquelles a qoem beneficiae. ma bella alma
nao estima o onro, se nao porque he um meio de ali-
viar o indigente. (8)
Ja temos sido prolixo* em fallar da caridade-, o
assim forra h qae abramos mao, e sobrestemos esta
maleria; perqu he fora de dovida que, at cousat
mu repetidas correr o risco de toroar-sedetagrada-
veis. a semelhanra de um ramalhete coraposto de flo-
res preciotas, que, a forca de passar de mSo a mo,
Iraz perdido o seu odor e a cor murchada.
Concluimos esle artigo, mostrando qual a grinalda
qrilhante, a grande ov.cao que alcancam as almas
bemfazojas e caridosas, do di* do oosso ultimo des-
tino. Falla agora o evaugelisla inspirado por Dos
emudeca o esenptor imbcil.Dir o Re supremo
tassun allirma o hisloriographo sagrado) para aquel-
les que esliverem a tua direilo : t'enite, benedicti
Vtttris mei; viode abenjoadot de meu Pai, vinde
possuir o reino do Co, que vos esla preparado dea-
de o priocipio domaodo ; porque cumprisles a mi-
aba lei ; o que fizesles de beneficencia a om dot
tTmiimos de vossos irraaos, a si mesmo o fizesles :
live fome, Oasles-me de comer ; (ive sede, desles-
me de beber ; era peregrino, recolhesls-me ; tt-
lava nu, veslisles-me ; enfermo, visilaslet-me
preso, fosles-me ver no carcere. Eturtet enim *(
dedistis mihi manducare: silici, el dedisth mlh
bibere.... (9)
Que bella recompensa, que premio transcendente
esla reservado aocarjdoso Quem applicar os meios,
conseguir* necessariamenla ot fins. ,
Fr. Lino.
f'j r'daclor"-Reconhecendo que a etponta-
oeid*de be o ro.us nolavel oraclerislico da caridade,
nao lenno por fim estimular iuceulivoj, nem lison-
jear amor proprio de niuguem, oaa poucas palavras
que a gratidao e o amor da verdade me obrigam a
proauuciar.
O mea lim auico be dirigir om agradeciaeolo ao
sr. Ur. (jilahy, e publicamente manifetlar-lhe a
adrairacao profuoda que, nAo i a mim eemo a to-
dos os meus companheiros doenles, que por elle fo-
nos gratuitamente medicados, causn o sen proce-
der caridoso, que aiuda mais te realcoo pelo des-
velo, canuli e cuidadosa solicitude com que diri-
gi o nosso coralivo. Sou um pobre e desvalido
servente da obra do Gymutsio, Srs. redactores, qo*
cora mais dez compaoheiros leriamos sido ceifados
pela epidemia, te o Sr. direclor das obras publicas,
ur. Maaaede, se oSo lembrasse de improvittr um
hospital n* caa da adminislncUo daquella obr, e
uao uos confiasse aos cuidados do Sr. Dr. Gitahy
que casualmeole passando por alli, foi chamado pelo
mesmo Sr. director.
O Sr. Dr. ilahy appareceu nessa occasiao como
o aujo de nossa MlTOcae, e se infelizmente doos dos
nossos companheiros soe.cumbira.rn, a colpa nao foi
dele, qoe alias dea mo.tras do V.ior peW por tal
hlh.,," L,.B bebeu a noile urna garapa de mei de foro, quando
pnnc.p.ava a convalescer ; e o oolro por um moti-
vo que passo a relatar.
Nenhum de mis quera ir para o hospital da rua
d Aurora ; preferamos morrer onde nos achavamos.
minamos pedido par* que alli nos deixassem. e es.
ovamos muilo contente* com o Sr. Dr. CiUhy, que
liaba por enfermeiros o Sr. administrador e o feiter
da obra, qo* a lempo e hora nos raziara as appli-
cac,oei precisas. Mas he nee nterin, qoe no? en-
tra pelo qua.lo urna pedila mandada nao sei per
quem, para conduzir os doenles : a nossa cowler-
uacao entao foi extraordinaria, e rogamos ao Sr.
Mr *k un i .. .-1 .___
e ao Sr. director para qoe nos n.lo abandonas-
aeni. l-.-tes seohores oppoteram-e a nossa ida pa-
ra o hospital, compromelleodo-te o Sr. Dr. Cilhv
a por-not bom ; mas infelizmente a impressao que
um dos nossos companheiros recebeu foi (al, que
e om modo que todos ot esforcos do Sr.
Dr. G.tahy foram baldados.
Era preciso, Srs. rededores, ler-se oa pbviiono-
- o qne se p.stava em nm bemfa-
mia du Sr. doulor
sejo coracao, para poder-te avahar com qnanla hn-
mamdade. com quanto desvelo pelo pobre e anhelo.
2SJ eillr.e=ava ,a 'Cao dos dez infelizes que
collocara sob a prolecjao de sua snencia .
Os caos, portaolo, cubram o Sr. Dr.Gilahv com
as suas heneaos, que digoo he elle disto.
Publicando Vid**., Srs. redaclora, eslas toscas
robas, que ped me escrevessem. e que de proposi-
to o por delicadeza deixei para quando houvesse
cessado epidemia, far lambem um* csmola a om
pobre que deseja maoifesUr urna gralidao.
ir. i k ? !Z!U da obra Jo Gijmnmm.
10 de abril de 1850.
Varzea, 9 de abril.
Srs. redactores. Peohorada prul'uudameulc pe-
los candosos obsequios, qua acabo de receber do
meu muilo eslimado compadre, o Illm. Sr. Jos Ja-
ouario de Carvalho Paes de Audrade, por occasiao
da epidemia remani deque fui accommettida ues-
la povoecao, nao posso deiiar de levar ao conneci-
mento do publico a expreeao d mui tiucero reco-
nnecrmenlo, e apresenlar-lbe mais um exemplo de
cardiade.
Sendo tacada violeutameule do^holera, com di-
arrhea. vo.nilos, caimbras e fri as extremidades,
radigas no estomago, e dr no corarn, n dia 5 du
mez prximo lindo, havendo pedido ao referido
meu compadre o Sr. Paes de Andrade, os seu*
soceorros, ;a vanlajosaineute condecidos e apreciados
por todos os habitantes dessa povoarao oo curativo
dos affeclados do mesmo mal, promp'umeola elle se
preslou, e com a coostaote, e assisada applicaco de
duses homeopalhicas que me receilpu, cuuteguio
por'me livre de perigo, e depois de cetsarem esle*
meas pnmeiros incommodos, fui a-saltada de febre
amarella com vmitos prelos, delirio e grande iu-
qoielarAo. ele; e posso dizer que, abaixo de Dos,
por quem ludo ueste mundo se move, a elle devo a
vida e meus lerous filhos nina mi. Sendo que o
meu muilo presado compadre, o Sr. Paes de An-
drade. uAo desamparou o leito, em queco jazia mo-
nooiKja, em quanto me nAo vio salva, e com (pala-
vras animadoras e caridosas, procurou sempre dar-
me a necessaria forra moral para nao succuuibir a
lAo crueis dores, qoe me assallar.im.
Consiula, portauto, elle que urna pobre mulher
que nao tem oulro meio de manifestar toa gralidao'
recorra a sua acreditada folha, Srs. redactores, par
o razar, e perdoe-me u offender assim sua reconli*.
cida modestia, certo de que eternaincn bem .lira o
seu nome, e conservar lembranca de quaulo Ihe
izabel I. Unir Vossidonia da Silva.
Srs. redactores.Ainda que cheio de cuidtdoi, e
altnal com o mdo; lodavia nao posso permanecer
por raait lempo sem levar au coiihecimenlo do po-
blico, nao o para que depoia da calamidade oAo so-
ja Iludido por aquelles, os quaes, quando a pobreza
desvalida delles mais precisava, a desprezaram. ~
. co
mo lambem para que Ihe nao seja occollo aquelle,
que se la.iraraui uo pecio ,. morte> para salvar, os
Com a caridade somos ludo, porque da ludo co- i 1ue inda uao linliam sido submtrgidos por este ;
Iheinus vantageus transcendentes, c sem ella Acare-
mos eulregnes ao vazio do nosso nada, aos extravos
da per/ersidade.
O apostlo das gentes fallando da necessidade de
raridade confirma esla verdade com as comparares
mais eoergicas, poodo-se a si mesmo por exemplo.
Se eu (diz elle fallar as llnguas dos homens e dos
aujos, e nao liver cariJade, sou um raelal que sua,
un sioo que tiue ; e se en liver o dom da prophe-
cia e souber lodos os mvslerios. c quauto se pode
pendrar; se liver loda a fe al ao poni de trans-
portar montes, e uAo liver caridade, n.io tou nada.
E se eu dislribuii lodos os meas bens cal o sustento
dos pobres, ese entregar o meu corpo para ser quei-
mado, se lodavia uAo liver coridade nada disto me
ti) S. Paulo ad Coriolh. cap. 13 v. 13.
V', S. Juan, capit. iIt.i
f.1> Jerein. cap. 31 v. 3.
(1) S. Math. cap. ti v. 3, i.
l"w S. Paul, ad Corinlh. cap, 13 v. ',.
($) Vode Genio do Chrislianismo palavrararil
dad.
j* cora remedios ipplicadn* por elles, j corn o pao
reslabeleciam o esposo a dbil e lacrimosa consorte,
e os lilho- ans .lescoii-ol.il.i- pais. Em lodos os lu-
gares, Srs. redactores, que appareccra o tal dgante
bouveram muilas pessoas, cojo mrito jamis sera
esqtiecido, mas neste lugar unde resido (Alagoa do
Monleiro. su Ovemos um, e grabas a Dos aiuda
existe enlre nos. tjuem seria esle? Seria o nosso viga
rio, juiz municipal, delegado, subdelegado ? Erado
esperar-se ; porm nao foram. Nao admiramos (auto
o procedimento dos primearos, como priocipaluieole
do ultimo que murando prximo deste lugar, e leudo
foto delle una lela, a qual de quinze em quiote
diaa vinlu deslcila-la, perdeu a sededuraole o lem-
po que aqoi esleve pela primeira vez o cholera, o
patuda aquella primeira crise, eis que quando o
meu carapcAo fazia correr sobre seus enferrojado*
gonzos as suas urgulliojas parlas, oovi dizer : esl
oulra vez na Ierra o Cabelleira. Jess .' qne fe-
cha, fecha de portas Desappareceu o diabo he
nao ser por urna vez) o homem que insullava, eo*
que Ihe meudigavam ; e em quaulo aqoi tsliver o
(71 S.Paul, ad l'.orinl. c*p. 13 v. I.
(8) Vede as ultimas despedidas de um marocha-
pelo marque; de Caracoli.
i9J S. Math. cap. 25 v. 13, 36.
MUTIDCTV7
ILEGIVEL


cholera onguera o vera'. Ol I que felicdade A
liiiil quem foi ? Foi. e anda esta' lulondo oulra
vil ooiu o vagabundo, e arrancando-llie innmeras
victimas das mos, o Sr. major das amigas suar-
das nacionaes Bernardo I.uiz Ferreira Cezar l.ou-
reiro, pernambucaud honrado, e beni fazejo mil Ion
vores Ihe sejam teeidos pelos relevantes serviros que
lia prestado a pobreta desle lugar, ja com suapessoa
como datenos, ja a supprimio'coin carne de alguna
bois seus, que tem niorlo para o sustento da mesma.
Cootioue desta maneira este honrado Sr. que sem-
pre ler.i' ate pevo por seu amigo, e principalmen-
te o
elho Mntenme,
Alagiii do Monteiro, .1 de abril de Itfi.
9 Rio Formoso, 6 de abril.
Iiepois da minha ultima chegaram os mdicos man-
dados pelo Catonh.
Logo depois foi o cozimenlo tranco t Dr. Relave |
. passear a Seriohaem, e em consequencia cktssa
viagem, que pela activid.idc telo e dedicacAo dos
medico*, a epidemia principiou a decrescer com
rapidez, o que era bem uccessario pois ja conta
0 cemiterio lil cadveres, so de dentro da ci-
dade e lugares muilo perlo. Azora s morrein
1 ou 2 por dia e as vezes iienhum. e fechuu-se
allini o hospital. *
Por Tora a epidemia tambem lem applacado, toda-
va home na ultima semana do me una recrudes-
cencia choleiica Id pelas bandas de Gindahv, e foi-se
ma porreo de coovalescentes.
Ni praia dos Carueiros, (amella e Guadalupe,
aiuda continua morrer gente, at lioutem tinham
lido passaporle diquelles lugares para outros raelho-
retmais Ji cidadaos e cdadais, e maior lera sido es-
ta emigrado forrada. Sem o Diniz, o Almeida o o
Bandeiia. que muito tem soccorrido aquelle povo,
e forimdo meio para o uro coadjuvados pelo delega-
do com medicamentos e gneros alimenticios.
O delegado tamoem se prestou bastante na
cidade, porem pouco ha podido fazer, sem duvid
por causa da exiguidade dos recursos, entretanto
elle fea que livesscmos earne sabbado a 16 patacas
e ese favor uao he pequeo ueste lempo de cares-
Dizem por ahi que tanto elle como os membros da
commiasao beaeliceute e-i,o mu desgostoso* com o
juiz dedireilo, oqual s poz a disposir-ao da commi-
sJo a quanlia de tOjODO rs. para aoceorros de todo
o genero, e tetn moitrado alguma reluctancia
m soccorrer os desvalidos, apreseotaudo sempre o
recelo de alentar a preguica e acostumir o povo a
coutar com os soccorros do governo.
Sera" talvez por essa falla do dinlieiro que o dele-
gado nada deu at boje ao pobre do Saturnino, a
quem fea elle largar o emprego para tratar dos do-
entes, levar ollicio. para toja a comarca na occisiSo
das priineiras curas l'eitas por elle com arueira e
mussamb.
Regis ade.remplum totus componitur orbU, diz
un classico, pur isso ludo o que se ha frito aqu uf-
ficialmeote leve o cunhu da mesquinhez : ale a pro-
pria commissao tambem ecuuomisou e aiuda leiu em
caixa de resto da sobscrpcao, un- itOOaOOO rs. coro
luepoderiam ler salvado inultos desvalidos.
Aiuda vamos muito mal de vveres, farinha de tul
e b patacas, carne do Cear a :_'n e .'MiO rs., baca-
iliio iuiiu a Kii e a mais.'
Parece me que disto nio he culpado o juiz de d-
reito, porem o povo miudo qae nio raciocina 'ac-
ensa-a de ludo, e como elle nao sahe de casa e per-
manece sempre com as vidra;a* fechadas, appellida-
Tam-uo por macaco de correte o, e dizem qoe lem
sojdados na escada para nAo deixar subir os infelizes
ijue procurara-o para pedir soccorros: supponbo que
uisto ha muila exagerarao, porem sempre he mo
principio para candidatura do irmao, se com effei-
to pretende elle apreseuta-lo no circulo do Rio-For-
inoau onde desde ja declaro-llie que este cortado e
Dida alcanrara.
Esquecia-me de di/.er-lhe quedos mdicos viudos)
das Alagoas um s.o Assiz, licu-se no Kio Formoso,
onde na verdade se ha portado muilo bem, sempre
promptode dia e de uoite para aecudir aos doenles,
levando e administran lo os remedios e fazendo as
vezes de eufermeiro onde nao os ha, faz contraste
perfeito com o cozimento branca que nunca eslava
promplo e a onda preslava-se com gosto. O outro de
uome Tojal ro com parle dos medicamentos e vive-
ras que Irouxeram, para Abreue S. Jos de Coroa-
ijraude, onde o cholen fazia grandes estrados, a
ponto de conlarera-se ja duzenlas victimas uaquelle
canlinho da comarca. Dizem-ine que elle faz la o
raesmo que o Assiz ca, do que felicito muito os A-
breuenses.
Em Tamandar o Joilo Chrvsostorao continua a
repella- o cholera, e > accumular todas as atlribui-
coes : he medico e enferiiieiro, auloridade policial,
commissao de soccorro, ludo emnursem soccorjo al-
gum das autoridades, que la nao Ua.
O vigario que esteve no rejo, a menos de urna
legua do povoado. nao qaiz anda prestar-se i henar
o cemiterio oude ciislem uns seis cadveres quasi to-
do de gente de fora, e o padre calmea nao que.
ben/.e-lo sem liceura do vigario, donde rebulla que
ns clin sl,l is de laman larr leem amorte una repug-
nancia extraordinaria, e resislem ao cholera lolit vi-
ribus. ^a.
A epic^i^^'iMfmellTirailii nimio em Barrcros e
Agua-Prola, as casos falaes ja cuslama apparecer. A
ferade AguaPreta foi muito concmrida, houve fari-
nha de :0 e at de 21 patacas, porem l medida de
la he maispequeua que a no.sa do Kio Formoso.
NSo houve quem nao licasse espantado cun o olli-
cio do subdelegado de Barreiros em que da cunta
do oceorrido com o caixeiro do Sr. < ieur_ e Patchetl,
e alliaurj que o povo de Barreiros fui sempre sup-
phdo de ludo por elle e o Santiago de Tibiri ; nao
duvdo que elles teuliain tuda a boa volitado para
isso, mas as posses delles nao chafan para taes es-
molas.
Atlribiie-sc loda e>ss inoiiuifada ao V. .- que
he de fado o governador de Barreirus. Lllimameu-
le por acinte ao B.......quiz desinfectar-lhe a
casa apezar de nao ler morrido all pessoa alguma. e
assiui fez com a forra publica lavrando-se um termo,
oqual foi remeltido aojoiz dedireilo, e do qual
consta aehar-se desinfectada a casa.
Kemellii-lhc duas cartas de Barreiros, mu i de 28
de fevereiro, oulra de 33 de marro, das quaes vera
e com eleilo liavia la fume e miseria enram dia-
ra. *
Ua Serinhaem nao ha novidade, parou a morlali-
dade uo Trapiche do Menezes no numero 5:1, dos
quaes tres nao eram do coronel, e uns vjnle e tantos
velhos e crianzas que nao servism para o manejo do
engenbo.
Diz o corooel que seos eteravos nao morreram do
cholera e sim do elixir paregonco, tintura da irmaa
de caridade, slrognuffe mais venenos que lomaram.
Na Barra appareceu mais urna recrudescencia, c
uestes das morreram uns tres ; na villa sii morre-
ram at agora trinta e tantos. U cholera partee que
leve medo do delegado.
Grabas a Providencia este nosso Sul, afora um ou
outro lugar, ha soffrido muilo menos que o Norte e
centro da provincia, o Milet que e-14 sempre por ca
acuna e abaixoapplicaudo e recelando oro/.imenlo
de arueira e as friccesde mossamb), queraltribuii -
se a gloria deste resultado, eu ca couugo agrader.0 a
leo-, e lenho certeza de nao errar.
tale.
lieos guarde a V. S. Uouito I de abril de IHjti.
I 'lu- Sr. capitn Joilo Capialraao Torres llallindo
subdelegado sopplentc de Grvala. D. .(. CocaJ-
canli de Albut/uen/ue, juiz municipal e delegado.
lilas. Sr. delegado do BonitoOsabaxo assigna-
dos habitantes do lugar l.age-Gr-nde, Mulaliuna
Carrilho e Sapo, mumcipiu do Bonito, vem respei-
losamenle i presenca de V. S. nao uao su agradeci-
dos peloa soccorros por V. S. prestados tanto de ali-
mentos como de remedios em Ka calamitosa crise,
como rog ir-ll.e a coi,luuar,ao de IAo humanos soc-
corros. fazendo que seja conservada a eslada do c-
rurgiAo. com o qual estamos contentes, al me a
epidemia so acabe. Illustri-simo seulior, os l.ab.lan-
les destes lugares tem quasl se consumido e ia ex-
cede ii numero dos morlus a duzenlas paasoas, e,
sem rallar a verdade, podemos afflrmar a V. S., que
a maior parle i mingoa. a pobreza destes lugares
he conhecida, e se nio forraos ouvidos que sera de
nos outros qo. anda restao pela misericordia divi-
ser id la *"** rel'rescnlaSau- esperamos
Termo do Bonito 22 de marro de ISVi.-rrancis-
lloreucio Bezerra da Silva V rugo de JoAu Jo-
Silva. Francisco Florencia Bezerra
BKBIO SI PtUrU.gUCO SEGWDl FelRl 14 DI ABRIL .fcS
da Silva
CJ
so
Antonio Thomaz de Arruino A rogo de Clemen-
lo Jos de OUveiri, Francisco Florencio Bezerra da
silva A rogo da Jos Francisco dos Sautos, Fran-
cisco Florencio Bezerra da Silva A rogo de Ma-
nocl Francisco da Mlva, Francisco Florencio Be-
zerra da Silva Amonio Joaquim de Barros \
rogo de I.mz Jos Soares, Francisco Florencio Be-
zerra da Silva Manuel de Jess Torres Antonio
Amella do Nascimento Joo Francisco de Souza
V ellozo A rogo de Francisco VellozoJoAo Fer-
iianilea Velloso Carlos Jus da Costa Pedro Jo-
s Velloso Manuel Vellozo deCarvalho. Como
ignoro os soccorros que ha, e s lenho inleiro co-
nliecmenlo da promplidAo do facultativo, assiguo
alim .de que seia conservado o mesmo no lugar em
que seachaFrancisco Jeron\mo da Fonseca
Benlo Josc JurdAo A rogn de Severiuo Bravo,
Sampaio A rogo de JoAo, Evangelista A rogo
de Francisco Jos. I.uiz Bezerra Tlienorio A ro-
go de Alexandre Parado, Nascimento Manuel Be-
zerra \eulaoi.
N.o 67. EM 23 1)E JUMIU DB 18f.
Ao presidente da ref arito da corte.
Ordena, que contine a observar-te a pratica segui-
d na mesma rela^Ao, de proceder, por distriboi-
rAo, a nomearAo de um juiz. que sirva de relator,
e que aprseme reale qoalquer recurso, para ha-
ver o sorteameolo dos Ires juizes que lem de de-
cidido.
Determinando a lei de :t de dezembro de ISl no
artigo 78, que os recursos de que all e traa, sejain
julgados as relaces pelo modo eslabelecido no art.
I i do seu regulameuto ; e sendo a disposirao deste
artigo intima e essencialmenie ligada a dos artigos
10. II, 12, e 13 do mesmo regulameiilo, como he
inegavel pela phrase condicionalapreseiilado o nro-
cessu em JLa a qualclarameiileallude ao relator.
a quem taJVI por distribuirno, he Tora de duvida,
que para er o sorleainenio dos Ires jmzes, que
lem de decidir qualquer recurso apresenlado, deve
iiecessariamenle proceder por disIribuicAo a nomea-
cAo de um que sir de relator, e que o aprsenle e re-
ale ; e sendo esla a pratica seguida no tribunal da
relacAo desta corle, como Vine, expe uo seu offlcio
del'Jde fevereiro desle auno: Ha S. M. o Impe-
rador por bem que, em quanlo pur aclo legislativo
se nao determinar o contrario, continu a observar-
se a mesma pratica, visto ser ella em ludo conforme
a letlra da lei de 3 d dezembro de 18H. no citado
art. ,(i, e nAo envolver absurdo, nem ser prejudi-
cial as partes, sem qoe proceda a duvida de inler-
virem assiin no prucesso quatro juizes, em vez de
tres, por isso que, uAo tendo voto o que serve de re-
lator, vem sempre o juLamento do recurso a ser pro-
ferido por tres juizes smenle, vencendo-se a decisao
por dous votos conformes, que he justamente o que
exige a lei.
E pilo querespeila ao coslume dse penniltir aos
Jane* qoe. leven o prweaM de recurso, quando se
nao acham soflieienlemeule instruidos dellc para im
mediatamente o decidirem : Ha oulro sim o mesmo
augusto mbar por bem, que Id coslume conliuue.
urna vez que o julgameulo se nao retarde por mais
lempo do que o do inlervallo de urna oulra con-
ferencia. O que ludo participo a Vmc. para seu co-
nheciinento e execocfui.
Heos guarde a Vmc Paro en 21 dejanbo de I8S.V
Jote Carlos l'erexra de Almeida Torres. Sr.
presidente interino da relajAo da corle.
HZommttciv.
tyHblicaweb tptMb.
Ao meu amigo Manoei Antonio Soa-
res, sobre a campa de sua presada
consorte.
Ja nao vive Thereza Mara de Jess Soares! A
cruel parca corloo-lhe, na flor da idade, o lio da
existencia !
Uaquella que anda honlem lidava com alan, co-
no prolotvpo de mi de familia, no eio del 11 o que
resla'.'Cadver fri, corpn sem alma I.....
" '" nsaciavel Alhropos. para que viesles com
passos 'Jc agigantados roubar ao incunsolavel espo-
2 i0,1. con4,,rte. aos lilhos sna lerna mtii e a so-
cledade urna de suas perolas.' Mx-terio impene-
rirando-llie a existencia tornaste o desvalido sem
amaso, o orphao sem amparo, a viuva sem soccorro
a a huuiamdade sem um de seus esleios .
Bio-Formoso, bW podi'as dar aigo'ns anuos do
leu viver para que o da 3 de marco raiando nrto
yia.se ceifar o anjo prolector dos mizeraveis. .
JO* "'tet'' Para "Mrahili Para 'que i'iAo' 0-
caites sepultado no cabos immenso da elernidadeV .
Bondade, protecrAo, amzade, toreara <' caridade
roram seus pnneipaes ornamentos jamis o a vio
umi so minulo que nu losse soccorrendu a huinaiii-
dade ilesvallida.
Apenas contando vinte e oilo anuos de idade seus
Mas se marcavam por actos de beneficencia. "'
Heos de bondaTle. lembrai-vos daquella que nesle
val de inizeras viveu S para o bem e pelo bem.
IM coolorlo ao esposo, resignaiao a seus lilhinhn'
eenchenles de grscas a ella que esla romvosco no
eco .
c .* CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 'i d. por la.
Pars, 3iS rs. por r,
Lisboa. 92por 10(1.
i Kio de Janeiro, ao par.
Acces do Banco, 35 0|0 de premio.
Acces da companhia do Beberibe. 54MO0
Acrocs da i-ompanhia l'eruainburaiia ao"par
ii Llihdade Publica, 30 por cenlo de prem
i Indeinnisadora.sem vendas.
Hiscuuto de Ictlras, de 12 a 15 por Oi.n
, MKTAES.
Duro.(incas liespanbolas. .
Moedas de (iSiOO velhas .
i> (ijOO novas .
> i> 45000. .
Prala.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios. .
o mexicanos.....
220 toneladas. capilAo Ileury Pearce, equipagem A barca nacional ilpojacaa, lom preci
12, carga 2,i00 barricas com bacalhao ; a James ......->-'
Crabtree i,V Companhia.
Vatios sahidos no mesmo dia.
Havre pelo Rio Grande do NorteBarra franceza
uLonle Roger, capilAo Toinharcl, carga algodao.
VisoBrigue hespanhul Paquilo, cepillo Jo-e
Mara Rodrigues, em lastro.
Rio de JaneiroVapor de guerra brasileiro uPara-
ensiii, ciiminaiidanle o capilo-leneule Mauoel Pe-
dro dos Res, leudo saludo honlem as horas da
noite.
Buenus-A>resPolaca hespanhola tChroeometro,
capilAo Jariulho ilnmbravrll.i, carga assucar.
aVaefoi entrados no din 13.
Ilhas Sandwichll das, barca americana A. Fan-
n\, de 391 toneladas, capiUo I). 1). N\a. equi-
pagem 23, carga azeile do peixe ; ao capillo. Velo
refrescar e segu para New-Redferd.
S. JoAo25 das, barca ingleza Sappho, de .IliO
toneladas, capitao Me. kerrv, equipagem I i, car-
ga 2,'JliO barricas com baca'lhu ; a Me. Calmoul
i\ Companhia.
Havre3i das, galera franceza Grama Mathilde,
ile 292 toneladas, capitao Durruiv, equipagem la,
carga fazendas e mais gneros; a 1.1-erre y Com-
panhia, Passageiros, Izidoro Ptilet, Jeau Mil-
Ira I.
Safio sahido no mesmo dia.
Sag-llarbourBarca americana Mary Gardiner,
capiao W. I.ouver, carga a mesma" que trouxe.
Suspendeu do lameirAo.
uiarinheiros brasileiros para sua Irip^larao na recen-
te viagem que lem de fazer desle porto" au do Rio
Grande do Sul, pagaudo-se maiures soldadas das que
cstao slabelecidas para aquelle porlo.
MaraiihSUt e Para
mitaeZ.
Pela nspecaoda alfandega se faz publico, que
uo da lli do crrenle, depois do meio dia, se ho de
arrematar polla da mesma repartirlo, hvres de
diredos ao arrematante, 12 latas de marca ti M O,
vindas pela barca Seraphina. em 29 de Janeiro de
1855, consignada ao cepillo Orr, e cunieudo todas
36 libras de peixe secco." lio valur cada urna lata de
35000. Alfaudega de Pernanibuco 12 de abril de
1856.O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
fceclawcoes.
O lllm. Sr. luspeclor dalhesoursria de fazen-
da manda fazer publico, que nos das 1.- s e 15 de
abril prximo futuro, estar em praca peraulea mes-
ma Ineeoarana pan ser arrematado a quem por
menos fizer e melhor vanlagens em favor da faten-
da olTerecer os serviros da capalatia da allandega
de.la provincia, uo trienio que tem de decorrer do
!. dejulho do correle anuo a 30 do junhode 18.V.I:
os prclendenles compareram a I hora da larde no
lugar do coslume, com seus (adores rompelentimen-
te habilitados. Secretaria da Ihcsouraria de fazeuda
de Pernarabueo era 12 de fevereiro de 1856.O of-
lical maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
O secretario da directora gerat da inslruceflo
publica avisa aos senhores profesores e pr.ifessoras
de inslrucr.io elementar, que so acham em seu po-
der os exemplares das inslrucces regulamenlares
para as escolas primarias da provincia, alim de que
veoham ou inandem por pessoa de sua conliaur.a re-
cebe-los ua mo do abaixo assignadn. Secretaria da
directora geral 12 de abril de 1836.O secretario,
Francisco Pereira F'reire.
$ft>i$0$ m *i
285 28*500
. 1(i(HH)
1(3000
99000
25000
25000
I>S(K)
ALFANDEGA.
Rendimeulo do dia I a II. .
Idtm do dia 12. .... .
147:4*1*480
20:192(685
167:6341365
Oescarregam hojr 1 de abril.
Barca inglezaImogenetallas.
Barca inglezaTassobacalhao.
Brigue uiglez /ames Ciarte mercaderas-
Barca americanaC. /'. TagfariuAa e fazendas.
Barca americanallazatdlamilla e bacalhao.
Sumaca hespanholaPiolantepipas de vinho.
Brigue bra-ileuoFlor do Riobirricas va.ias
Sumaca brasileiraliorlenciafumo e charutos
CONSULADO GEKAL.
Rendimeulo do da 1 a II ->'1-i dem do dia 12. L-9jooo
23:7190881
BIVBRSAS PROVINCIAS.
Rendimeulo do dia 1 a II .
dem do da 12 .
2:50998'
140210
2:"i2l8H7
CONSULADO PROV1NC1AI-
Kendimeiilo do dia 1 a II .... 20:0451962
dem do da 12....... 7ilj(Ki7
20:787=017
Arroz- -
Bacalhao -
S. M. R.
Un). Sr. Consla-me que na porla da igreja des.
sa povo.cao so ellam enterrando corpas, e eu, bem
que duvide disse, por estar cerlo que o zelo mostra-
da por \ S. na triste quadra que infelizmente ain-
ila nAo passoa, o nAo con-enliria, todava llie pon
deroque dos enterraraenlos nesse lugarpodem re-
sollar serios males, e eulre'elles o de recrudesqer
a epidemia. NAo consinla por modo algum taes en-
lerramenlos, senAo no lugar designado para cemi-
terio. Aqu desde o comer.0 do cholera quese se-
pullam os cadveres fora da villa sem attencao ao
P* e *" r!cu.1 la foi corpo do sempre cho-
rado Dr. Pinheiro e os de onlras peaiaoas tambem de
considerarlo. Espero, portanto, qi)e V. 8. lenha
'-erripre em vhla miuhas detarrainarces a respejto
mfirgpndo a forja, qrjiodo esta for oecessaria pa-
I'RACA 1)0 RfiCIFE 12 DE ABRIL DE 18j(i,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Recula semanal.
Cambios----------fjo principio da semana sacou-se
a 27 1|2, poiem depois desreu,i 27
1|e27, com oqual fecliou-se a
semana.
Algodao Enlraram 187 saccas, que lean
vendidas a 58800 por arroba. Hou-
ve m lis procura e falla-se em ven-
das de l5 por arroba.
A.ssucar- --. Enlraram 22.000 saceos. Vnden-
se de 39900a 9 por arroba de pr-
ineira e segando sorle, de 39700 a
1=800 pela lerreira qualidade boa,
de 39400 a WillO pela lerceira re-
gular, 2|G00 a 29700 pelo masra-
vado superior, e 2=2>0 a 29500
pelo regular, snbdiviilindo-se este
do segufnte modo: chamado du
Canal a 2#250, c da America de
25150 a =j(K> pur arroba. Houve
mais procura, e o mercado foi
mais animado pelas qualidades su-
periores, lano do bronco, como
do mascavado. O deposito he pe-
queuo.
Rei.illimi de .'15 a 59500 por ar-
rolla du pilado superior.
Ha por vender om carregamento,
alcni do qual existen cerca de
i .000 barricas.
Carne secca- Veimcu-se de 49800 a 59300 por
arrobada do Rio Graude, e de 1=
a 5000 da de Buenos Avres. Fi-
earaaa em ser f.l.OOO arrobas da
primeira c 3,000 da segunda.
taada de IrigO- Enlraram dous carregjimiitos com
3,500 barricas, com as quaes o de-
posito hoje sobe a .">,800 barricas,
o consumo conlinunu a ser bom, e
as vendas regularan: a de Phila-
delphia c Nev-Vork de 2i3 a 275,
a de Genova ".le 285 a 30, a de Hi-
climoiid a 309, e a S-SSF de 3(a a
359.
Dila de mandioca Vendeu-sede 59 a 69 a sacca.
Vinagre-----------O de Lisboa negociou-se a 17'
pipa.
rretes-------------Eirectuou-se para Livcrpool.carre-
gaudo algodto em Macei a 5-l|6.
Descont----------Sem alleraeAo.
Vei-ee realabalaeenflo a cunlianca mercaulil, em
cousequencia da melhora da epideiia, e sanio reap-
parecer em breve o (ciemos uo estad* normal-
Tocaram no porlo : 2 navios can bacalhao, 2 va-
pores. 3 navios com azeile de peixe e I com sal.
Knliar.m : 3 navios com bacalhao, I em lastro, I
de cabotagem, 1 de farinha de trigo, e 3 com gne-
ros c fazendas.
Sahiram : I com parle da carga, e oulro para a-
cabar de carregar no Rio Grande do mirle, 8 de ca-
botagem e "1 com assucar e outros generus para por-
to* cetra ngeiros.
Ficaram 110 porlo 7(cmliarcares, a saber: 3 ame-
ricanas, 29 brasileiras, i france'zas, 1 hambursueza,
o hespanbolas, 22 inglozas, (i porluguezas, 2 sar-
das e 3 suecas.
O vapor 'arana' chegado honlem a noite do.;
portes do norte pretende sahr boje para os porlos
do sul, tirando a mala as (i huras da larde.
Companhia
de ii.ivegayrlo a vapor Lu-
so-Bras.leira.
Ate odia
18 do cr-
tenle espera-
se ueste par-
lo o vapor D.
I'cdro II.
coinman lau-
to o tenente
Viegas do O'
e depois da
cumpetent e
demora se-
guir para a
e Kio .le Janeiro : para passageiros, dirijam-
se ao agente Manoei Duarte Rodrigues, rus do Tra-
piche u. 20.
Para
0 hiaie Nuvo-Olindt
ruaos.
Para Loanda com escala por Benguclla e Mos-
samedesa barca portognea Progressila.,, segu com
loda a presteza ; recebe algumas miudezas e pasea-
geirus, para us quaes lem os mais acatados conuno-
dos : Irata-ae com us consignatarios T. de Aqu 10
Fouseca & F1II10. na ra do Vigario 11. 19, 00 com
o capitao o Sr. Paulo Antonio da Rocha, na nraca.
PORTO. "
*Tiarca portugueza Duarte IV, da oplima cons-
truccAo, forrada de cobre, e de excelleme marcha
seguir imprelerivelmenle para a cidade do Porto a
21 do eorrente, se a eliuvea nao enbaraearem. por
ralt.r-lhe nicamente cerca de 300 a (00 saceos pa-
ra completar o seu oirregamenlo : quem na mesma
quizer carregar ou ir de passagem, para o que lem
agradaveiscominodos, colenda-se com os consigna-
tarios Bailar i\ Olivcira, na ra da Cadeia do Recife,
escriplono n. 12, ou com o capitao Jos Joaquim
Baziho. H
Para o Bo de J.ueiro taha com loda a brevi-
dade, por ter parte da carga prompla, o paladio Flor
da Rahta, capilAo Damin da Cosa Rosa : quem
quizer carregar o resto, onlcnda-se com o consigna-
tario Mauoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
y.
o Ceara'
1 ira lar com Tao Ir*
Anlnnio Jarinlho lleleodoro faz runslar ao pu-
blico, que sendo enfemieiro do eugeuho Guarara-
pes. que pelos seus serviros e tralamenlo que pr#-
luu no dilo engenbo, deseja que o publico em geral
seja sabedor, e appello para o Sr. Lir. subdelegado
1I0 termo do dito engenho, e para o senhor do mesmo
engenbo Loorenro de S c Albuquerque e eus lilhos
os Srs. Filippe de Sa e Albiiquarque, Augusto do Sa
c Albuquerque e Olimpio de S e Albuquerque,
que sslslirsra a alguns ruralivus feilos por elle ; e
como se relirasse do dilo rugenbo, por isso he que
faz scienlc ao publico.
A pessoa que anniiiicinu querer lavar roupa de
sabo e bar ella com |ierl'eirao, dirija-se a ra do
Hospicio n. 7.
Francisco de Paula Fiqneira da Saboia, nego-
ciante eslabelecido uesla prara, declara que o Sr.
Joao Jos Alves Jnior deixou de ser seu caixeiro.
O abaixo assignado, vendo un Diario de 9 do
crrenle um annancio etsigoado pelo seu ei-palrAo
Aulonio Joaquim Salgado, pode au reapeilavel pu-
sislindo en. un, aicaUenla' pian, earteaCneia" aaTl JTJSmZ ?1 JU'," -,al rM*"0' P"is
sof, cadeiras, ditas de bracos'e de bala, c, gdV plenle he""? %^ ral.'s'T'.,'!" ^.TL
-ios PSsa**& rras' sasi? tffxsgst*vJ* ^
sancluario, redomas com peanhas, 1 rica colxa de
Seguccoin brevidide o palhabote tVenns, rece-
be carga e passageiros t a tratar com Caetano Cyria-
co da C. M., au lado do Corno Sanio 11. 2i
Mu ranliao.
Segu 110 da 18 do correle O patacho Santa
Cruz, su recebe pa- C\naco da C. M., au lado ilu Corpu Santo n. 05.
&v.
A direrlora do coll-gio N. S da Divina Pro-
videncia, leudo de seguir para a Europa no primei-
ro vapor, Tara leilio, por imervciir.io do agente (lli-
veira, da iiiohilia e niais nbjeclus de soa
1856
J0S0 Antonio Gonealvef.
O Sr. M. J. R. Braga tenha a bondade de ap-
parecer na ra larga do Rosario n. 38, a neuacio que
nAo ignora.
damasco, I cspellio graude de vestir, loucadores,
mesa de janlar clstica, aparadores, apparelho de
porcellaua para en, bandejas, globo para escada,
venesiauas, mesas, bancos e mais arraujos proprios
para aula, banheiro, taixus de cobre, tren de cozi- Esl ju-la a compra do litio uo lugar N. S. do
ola, etc., una prela 11105a que sabe faier bem lodo o '-orel", annexo com o de Pedro Alvareoge c Maxi-
servisode una casa de familia, menos engommar e mial10 Barbo.a, o qual silio foi do linado Miguel
coser, sendo pcrfeiia coziuheira ; assim mais um mu- (,"le5 da Silva, e coja compra foi feita a viuva do
lalinho acabuclado, de 8 anuos de ida le : uarla- me,,Be neis he.-deires 5 portanto se alguem liver
fera 10 do crreme, as 10 horas da raanha, uo in- rnelaeaajua a tetar e tal respeilo, queira aimuuciar
dicado collegio, aterro da Boa-Vista 11. 8.
O agelilc Borja fara leilAo da bem conhecida
Liberna sita na ra do Collegio 11. IC, muito afre-
guezada para o mallo, conslando de arruarao, Indos
os gneros, especiaras c mais objcclos ele. existen- i conleinlo I habito de
por este jornal no prazo de 8 das, a Mular da data
desle. Recife II de abril de 18.">0.
les na mesma, ludo em perfeilissimo estado ; a qoal
sera entregue pelo maior preco olferecido, visto nao
hayer limite algum, pois que be para liquidaran :
quinta-feira 17 do crrenle as II horas da mau'hja.
No dia 10 de abril, as ti 112 horas da larde, lor-
iaran! do cassua de um canalla urna Iruuxa de roupa,
Illa branca, de leiceiro de N.
9ft>i0 2>iterSjj>.
Para o Rio de .Janeiro
segu en poneos das o bem conhecido brigue nacio-
ual Damao ; para o resto de sen carregamenlo, pas-
sageiros e escrovos, para o que lem excellenles com-
modos. irala-se con o consignatario Jos Joaquim
Das Fernandos, ra da Cadeia do Recife.
Para o ro de
Janeiro
Segu com loda a brevidade por ter grande parle
do carregamenlo, o brigue nacional HERCUI.ES:
para o reslo da carga, passageiros e cscravos a tn-
le, trata-so com Novaes & C, na na do Trapi-
che n. 3-1.
COMPANHIA
FRWCO-VIIERICWA.
ejervieo regular do Havre ao Rio do Janeiro cora
as escalas de Lisboa o Sama Cruz de TcneriiT,
Gorou, Pernambooo c Babia, por vapores noval
de 2,000 tonelladas a forra do O cavallos.
freg das pasagcus
Par, de Per.
703 a
Srlotfimmto do potto.
*a^, ^ S*! rntTado no dia 12.
TeYraN;oviJs39dias, brigoe inglez eTitania, de
l'ara o Havre .
Lisboa .. .
S. Cruz de Teneriff.
Gure. .
Camaioles
le I a dasse
Siug.
f ClOll
1100
Dolir.
r.n.vi
8001
K>6
i.iO
Camarote
le 2' class
Dobr.
1100
070
730
661

f.'i'iO
i.iO
.180
:i
O vapor Cdiz desta companliia partir do lo
de Janeiro no dia 8 do eorrenle : para frele c pas-
segeos, aos consignalarios L. Lecomio Fcron iS
C, rna da Cruz n. 20..
Para < lijo de laueiro
va seguir com brevidade por ler grande parle da
carga prompla. o brigue nacional Elvira ; para o
reslo, passaiteiros e ccravos, para a que ollerccc
bous coi.iiiio.Io-. Irata-ea con o consignatario Jos
Joaquim Das lernaudes, ra da Cadeia do Recife.
Para a Babia segu em poneos dias o bem co-
miendo hule nacional Amellan, o qual ja lem par-
le de seu carregamenlo promplo ; para o reslo e:i-
tende-se rom seu consignatario Anlnnio I.uiz de
1 unen., Azevedo, ra da Cruz u. 1.
O Male nacional Amelia precisa de mari-
nbciros brasileiros para a sua viagem a Babia.
AVISO MARTIMO.
1 recisa-se contratar inarinlieirus nacionaes para
seguir viagem no brigoe nacional uAdolpboo para o
R o (,rande do Sul cum escala por Maceio : a tratar
na ra do Vigario n. 5, ou com o capillo Manoei Pe-
reira do Sa a bordo ou na prara do coinmercio.
Para Maceio segu al o dia 22 do eorrenle o
brigue brasltiro Adolphon ; para rarga e passagei-
ros, irala-sc na ra do Vigario 11. .1, mi com o capi-
lAo Mauoel Pereira de S, na prara do coramerrio-
C(3;ir o Aciracu'.
No da 1 do crrenle segne o hiaie Eialacflo ,
para o resto da carga, trala-se com 1; ulano Cvnaco
da C. M., ao lado do Corpo Sanio 11. "i.
Para o Kio Grande do
Norte,
segu para o pnrln cima a barcara iCarotinn al o
dia 18 ; para carga, Irala-se com Francisco Custodio
de Sampaio, ra da Cadeia do Recife n. ."il, loja. oo
com Franci.co Thomaz de Assis, raeslre da misma.
Os senhores assignanles desle Diario atrazados
nas suas assignaturas, queiram ler a boudade de
manda-las satisfazer; pois que seinelhanle demora
causa grande ttaustoruo nas Iraosacroos, e obriga o
proprielario a sacrincins que nao compensara os seus
iiileresses. Tolvez julgue-se que esla quaulia he uiui
diminua, mas multiplicada por muilos constilue
unu graude somma. Temos que a demora do paga-
mento nao he motivada por r/alia de meios, e sim pe-
la pouca importancia que cada um da' a pequeahei
da quanlia. Enlrelaulo este proccdimenlo nao est
de harmona com os esfurros que o respectivo [iro-
prietano faz para, inanlcr "u jornal no p em qu se
acha e salisfazcr as necessidadesde seus leiloree. lim
cousequencia da quadra calamitosa porque lodos
passaraos, houve bastante deferencia para cum aquel-
les que se achavam atrasadas; mas hoje que as cou-
sas lem melhorado o proprielario, espera que seja al-
teudido nas suas juslas reclamacoes, alim do que
pussa salisfasar seus cumpruraissos'.
LOTERA Di PROVINCIA.
Os can te listan Oliveira
Jnior^ C., venderara a
surte < -ra ndc t!e 5:000,000
P>.,eiii viafe vig'esiinos, o
o. 925, e convidara os pos-
traidores dos mesmos, i vi-
reiD reeeber o premio, eifc
senescriptorio, apetiis s -
hir a lista geral.
Oliveira Jnior &, C.
O abati assignado, havendo sido sorprehendi-
do pela leilura do boltetim do cholera publicado no
Diario de. t'ernambueo de j do eorrenle, no qual
vio sob ii. 2351 o seguate :Antonio Jos da Sil-
va Braga, Faringal, ."ii anuos, solleiro, bramo.
Roa-vista, feilor, raa Real, sobrado de fronte da Fs-
tancia,v-se nanecessulade de declarar que houve
ah engao quando se da ao fallecido a profissno de
feilor, por quanlo o lila- illecido, sendo irmAo
ilo liatto assignado,cura elle ninrava, nln como fei-
lor. o sim como su irniau sollpir. e fazendo parle
de sua familia, (jaslquer asser -> que ueste sentido
se baja feito nos archivos pu' he inexacto, e o
abaixo assignado protesta .-r tido parle em se-
melli.inte declaracao, sen o eslaio de enfer-
midade a que esla reduzilf. .. circa de urna cama o
impede de vigiar como i;c cumpre era oecurrencias
desla ordem. E em quanlo por si nada pule fazer
para que em lies archivos se reslabeleea a verdade.
fazo prsenle protrslo por deferencia o" publica, p-
ranle oqual nio pode consentir em" ver iiepreciados
os seus seolimenlos de fralernidade. Recife S de
abril do 1S56.Manoei Jos da Sila Braga.
Digo eu ali iiso assignado, que conslando-me
por alguraas peasoesdignas de ronceilo que um oili-
cial de minha fabrica de lamancos na ra llireil i,
esquina que bola para a Iravessa de S. Pedro, de
mime Antonio Fernandas de Castro, dissera ler par-
le ou sociC'lade cum o abaivo assignado na inesma
casa, declaro que o mesmo Sr. Castro nenl,uma ge-
rencia tem na minha fabrica ; nicamente oaulori-
sei para administrar a gente que na mesma casa Ira-
balha, mediante urna gralilicaeAo que com o mesmo
Sr. Castro convenci .ei; e para evitar qualquer du-
vida ou ensao a tal respeilo, faro o presente au-1
nuncio. Recife 12 de abril de 18."t.
Dionizio lioiicalves Maia.
Prccisa-se de um honlem para Iraballiar em um
sitio com alguns cscravos. e deiljr sentido aos mes-
mos : ua loja do Passeio n. 7.
Aluga-se o 1. andar de um sobrado no princi-
pio da mi das Cruzcs.coin exccllcntes commodos para
grande familia : quemo prelender.dtrija-se ao 2.- an-
dar do mesmo u. 3',)
directora do
, participa ao
respeilavel publico, que se relira para Europa, apro-
veilamlo esla oeeasilo para tesar ocente que se nao
jalea deveriora, porem se alguem se julgar credor
anda mesmo de qualquer quanlia, queira ler a bon-
dade de apparecer no aterro da Boa-Vista n. 8 para
er inmediatamente satisfcila, como larabem apro-
vcla este ensejo para fazer saber a lo las as petsoas
que Ihe sao deveioras, que queiram ler a bondade
de ir ou mandar satisfazer, s leudo para islo .'! di><
contados da data desle, c estes passados, serle os
seus noines declarados por extenso nesta mesma fo-
Ih i. Recife II de abril de 18V>.
HOSPITAL PORTOGEZ DE
BENEFICENCIA.
A junta administrativa du Hospital Porlnanes de
Beneficencia, alleadendo ao noiavrl deeresclmento
da epidemia nesta capital, e censlderavel meltiora-
mrnto no seu oslado sanitario, o que (orna ja detrae-
rcs popiilaeAo indigente desta cidade, eumprindo, que
sem grande neeessidsde nao esteja o eslahclerimenlo
desamparado do apoio dos respectivos estatutos, re-
solve, a contar de boje em dianle, encerrar o hospi-
tal no cirruln marcado pelo rigor da iiislilurao, e
letlra dos menriunados estatutos, dando assim por
concluidos os serviros que ale agora da melhor vou-
tade prestara populacho indigente desla capital
semdistincrAode cor ou nacioualidade, licando igual-
mente exmelas as eommisses de transporle d do-
entes creadas em ses.Ao de 8 de fevereiro, .. rujos
ulencilios devem ser recolhidos ao hospital, los-
pilal Porluguez de Benelcenca em sessao de 1(1 de
abril de ISjti. Jos de Almeida Soares de l.ima
Baslos, provedor.Mauoel Perreira de Souza Bar-
bosa, secretarlo.Bernardina (iones de Carvalho,
Mano-I I i,inri.co da Silva Carrico, niordoinos.
Por ordem do lllm. Sr. provedor se anniincia.
que em coiisqqiieuria de resolucjJo supre, lomada
pela juma sdmiaislrstiva, ncnhuin doente pu le ser
adraillido no hospital sem precederen as formalida-
des prescriplas pelos estatutos.O secretario,
M. I', de Souza Barbosa
Candida Bosa da Cosa Monlerro,
collegio N. S. da Divina Providencia,
s. do Cerno, s!lalas do labyrinlho, de meninas, 2
camisas de vestido e oulras pecas: por isso pede-
a qualquer pessoa que dr noticia, dirija-se a ra do
Cabug ii. 1 C, que ser recompensada.
Precisa-se na padaria franceza n. 50, no aterro
da Ilua-Vista, de urna ama de leile, forra ou capli-
va, tendo parido ha pouco lempo, o sem filho, pa-
ga-se bem.
Precisa-se de um feilor para um silio mu per-
lo : ua ra da Cadeia Velba n. i.">.
Na ra da Madre de Dos u. :|8, existo un ar-
ina/ini aoude se alugam canoras puxadas a boi para
couiluzir nateriaes ou generes de eslivas, fazendas,
ierro, etc.. e tambera se foinecera pipas com agua
liara quarleis e hospilaes : Irala-se com Firmino J.
F. da Rosa all ou ua ra do Vigario por cima do es-
criplorio do Sr. Thomaz de A. F. tV Filho. Juula-
meule comprain-se bois qoe teiihain sido do crnica
e estojan magros c vaccas de leite, sendo por prer.s
baios, c urna carrora das que penara em pipa por
baito.
Os Srs. Francisco \ ieira de Mello e I.uiz Viei-
ra de Mello, lilhos de Remito Vieira de Mello, na-
tural do bispado da cidade do Porlo, queiram cnten-
der-se ou mandar fallar a Jos Pereira da Cunha, no
Recife, escriptorio na ra da Cadeia u. 1, por ser
negocio que Ibes interessa.
CASA DOS F.XPOSTOS.
Precsa-se de amas para amamenlar cnanras na
casa dos esposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as habiltaseos necessarias, dirija-se a
mesma, no palco do Paraizo, que hi achara com
quera tratar.
ARREMIAMEMO.
A loja c armazein da rasa u. .j da ra da Cadeia
do Recife junto ao arco da Conceno, acha-se desee-
cupada, c arrenda-sc para qualquer estabelecimeulo
era poulo grande, para o qual lem commodos suffi-
cienles : os preleudeules eutender-se-bao cum Joao
.Ncponiueeno Barroso, uo segundo andar da casa n.
o>7, na mesma ra.
PUBLICACAO'L1TTEKARIA.-
Repertorio juridipo.
FIsls puhlicarao sera sera duvida de ulilidide aos
priiicipiaules que se quizerem dedicar ao exercicio
do raro, pois uella cnconlrarao por ordem alphabe-
lea as prineipaes e mais frequenics oecurrencias ti-
Vis, orphanolgicas, commerciaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remisses das ordenares, leis,
avisos ercgulaincnlos por que se rege o"Brasil, t
bem assim resolurOes dos Prosistas anligos e moder-
nos era que se lirmam. Conlm semelliaulemenle
a> decisoes das ueslOes sobre sizas, sellos, velhos e
iiovos direitos e dcimas, sem u Irabolho de recorrer
a collecrao de nossas Icis e avisos avalaos. Consta-
ra de dous \olumescmoilavu, grande francez, eo
pnmeirosabio a luz la venda por 8g ua luis de
livrosn (i e 8 da prara da Independencia. (Is se-
nhores subscriptores desla puhlicacAo exislentes em
Pernarabueo, podem procurar o pritneiro volume
na loja de'livrus acuna mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, praca da
ConsliluicAu ; no M irauho. casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues ;.e uo Ceara, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
Desappareceu honlem de manhaa uraa escra'va
de nome Anua, de na{ao. de idade iU anuos, de es-
lalura muilo baila, lem bstanles bichos nos ps.lc-
vouveslidode chita tusa muilo usado; consta c-lar
occu lada era certa parle; porlanto, pede-se as aulo
ndades e CapilAes de campo a appreheoslo da dita
escrava, e levem-a ra da Roda n. 52.
Precisa-so de urna ama de leile que nAo o le-
nha ha muilo lempo, c que seja sadia ; agradaudo
paga-se bem : na ra da Cruz n. 7, lerceiro andar.
Thomaz J. Ilarding relira-se para Terra Nova.
Cidade da Victoria.
Joao Francisco Coelho Bilancuurl, advogado for-
mado em direilo, residente ua referida cidade, ofTe-
rece o seu preslirao no foro, lano civelcomo crirae,
a qualquer pessoa qoe delle se queira ulilisar, pro-
testando ser poulual no desempeuho de seus deveres.
Igualmeule Irata de cubraneas, tanto amigaveis como
judiciaes,
OSr. Jos Anlnnio Piulo de Abreu lem as*
caria na ra Nova o. 10, viuda da cidade do Porlo-
Iroca-seuma imagem de S. JoAo Baptisla.que
tenha Ires palmus : quem liver dirija-se au sachris-
lao da ordem lerceira de S. Francisco.
Precisa-se alugar ama casa terrea que lenha i
ou :l quarlos, cotri quintal e cacimba, com lauloqne
seja nas ras segunles : Florentina, Bella. S. Fran-
cisco, Roda, Concordia, ou mesmo em algum lugar
mais retirado ; nAo se duvida dar 143000 mensaes :
quem liver e quizer alugar annuncie para ser pro-
curado. K
O lente Miguel dos Atrios Alves dos Praze-
res, cora cocheira, carro e cavallos de aluguel, na
cidade da \ ieloria, ua ra da Lagda do Barro, casa
la equina, fazsciente ao pullico, e em particular
S seus rreguezes.que conlini. a reeeber carroso ca-
vados para tratar diaria ou inciisalmciile, aseveran-
do o hora Irataineulo.
Aluga-se urna grande casa terrea com quintal,
na ra da Soledade : a tratar no Manguiuho, sitio
do llcrculauo Alves da Silva.
Na ra da Saudade, fronlcira a do Hospicio,
casa (le residencia do lu. Lonreiro, aluga-se una
esclava, a qual, alera do servir de casa, cozdIw.
lava bem, e eiigoiuma alguma cousa.
Joao Antonio t
Cabo.
O abaixo assignado, procurador de varios credores
da risa do finado Domingos Alfonso Fcireir, decla-
ra o respeilavel publico em nomo de seus clientes,
que pessos iieiiiiiima fari Irsnsaojao de qualidade
alguma com a viuva e herderos do dilo tinado Do-
mingos Allonso, relativamente aos nena donados do
casal, visto que nojoizo rumiiierrial da comarco do
(.abo existem varias arenes de grandei qu.uilias, para
mais de ;i0:000j. que aquelle linado era devedor,
pelas quaes se acham aquellos heus "
tcitamente : e para que ningnom se possa chamar
a ignorancia, faz a prsenle .leclar.irao, c protesta
contra qualquer Iransareiu que pur ventara appare-
ra. Cabo 21) de marco de 1856.
Jos Paulo do Reg llarreto.
Necpssila-se de una pessoa para serviro ivier-
no de urna casa, que cozinlie e eiigonimc : quem li-
ver oo esteja note eaao, dirija-se a ma da Cruz rio
necile n. s, terceiru andar, un aiinuncie.
arpjnteiro
da Silva
de novo pede aos seus credores para que Ihcaprrseu-
lem suas conlas quanlo antes por ler de se retirar
para a Europa, assim como pede aos seus devedures
queiiara saldar suas conlas, e aquellos que liverem
penheres de us resgater no prazo de 8 das, do con-
trario serAo vendidos para seu pagamento, e dos
mais devedotesserao entregues a sen procuradur para
os ejecutar. Recife !l de abril de ISoli.
, E\is(c para alugar urna rasa lerrea na ra da
ConccieAn da Boe-Vista n. 56, periencenle ao patri-
monio da veneravel ordem lerceira deS. Francisco:
quera a pretender, dirija-se ao cIutsshuu irniao ini-
nisIrooSr. Jos Marcelino da Rosa, pessoa compe-
tente para aluga-la.
Massa adaBiian-
iii.
Francisco Piulo Ozono chumba denles cora a ver-
dadeira messa edamantina o appliea ventosas pela
alracrao du ar : pode sur procurado confronte ao
Rosario de Sanio Amonio n. 2.
Precisa-se de um hornera que calenda, para
feilurisar um engenho petlo desla pn.ca Ires leguas,
ou para administrador : pude apparecer no silio do
Cajueiro, que la adiar com quem Iralar.
Di-se 100119 S juros sobre hvpolhecas ou penbo-
res : quera precisar annuncie. *
aos negociantes em maJeiras e outros preten-
den tes.
l!oTerindo-se a seus annuncios do mez de se-
tembro do auno passado, a respeilo de contratos tic
madeiras para a estrada de ferro do Kecife ao Rio
lima praca os liens abaixo declarados, qoe foran pe-
uhorados pela fazenda provincial a seus devedores.
I.'m sobrado de um andar na Iravessa do Carmo n.
10, cora 2 quartos, salas, 1 solao, e nelle 2 quarlos
e coznba, com 95 palmos de largura e 80 de fundo,
leudo mais I loja, couleiido 2 quartos, 2 salas, quin-
ta I era aberlo, pur 1:5008, penhorado aos herdeiros
de Maria Josepha de Mai(os; urna casa terrea arrui-
nada na ra do Motocolomb n. :18, sendo de pedra
e cal. cora 2 palmos de frente e 60 de fundo, cora 2
quartos, coznba dentro, quintal em aberlo, por
lOOf, pandorada a Joan da Cruz; urna casa lerrea
na ra Direita dos Afogados n. 35, com 100 palmos
de fuudo e :10 de frente, por(a e jauella, com 3qoar-
lus, 9 salas, cacimba, cozuha fura e quintal murado,
por 5lto, penhorada a Antonio Vaz Salgado ; urna
casa lerrea na ra do Motocolomb n. 31, com 20
palmos de frente e 45 de fundo, com 2 salas e 1
quarlo, cezinha dentro, quintal era aberlo, sendo de
pedra e cal, com alguns arvoredos de fruclo, por
20O3, penhorada aos herdeiros de Bita da Conha ;
urna casa le rea de laipa Da roa de S. Miguel n. 50,
com 10 palmus de frente e 35 de comprimenlo, com
porta e janella, por i)r, penhorada a Paulino Iler-
culauo de Figueiredo ; urna casa terrea na ra da
Concordia n. 1, com 32 palmos de frente e 30 de
fundo, cuzniha fra, chAo foreiro, por 200}, penho-
rada a Joao liaplisia Soares ; o terreno da casa ter-
rea de laipa na roa do Quiabo n. 52, com 30 palmos
de frenle e 80 ue fuudo, e uraa porcAo de lelhas por
25;, penhorada ao lutur dos menores lilhos de Benlo
.lo.i|iiiin de Carrvalho ; a renda animal da casa
lerrea ua ra de Sania Rila u. 107, por 24$, penho-
rada e Joao Thomaz Pereira ; amas taboas de pinho,
um halrao. um cjivao. urna balanza com pesise
medidas, .50 garrafas, 8 botijas, 5 barr, i barricas,
; 2 garrafoes, 6 cadeiras e 1 mesa,
lc Lv^V,:. 7" ~A~~ '' 2 garraioes, o cadeiras e 1 mesa, ludo or 203080.
leS. trancia, o cmpreileiro da d.la estra Ge- penhorado a Gregorio da Cosa Mouleiro-, uu^s-
orgo rurness, pelo prsenle avisa aos negociantes erave por uome Thereza, de narau Angola, com ida-
de 10 anuos, por :100a, penhorada a viuva Vieira ti
Filhos ; a armarAo da loja de sapateiro da ra Direi-
Ia desla cidade n. 100, a qual lera camillas com vi-
dros, por lu-, penhorada a JoAo domes Pereira ;
duas Laura- de ainarello e 5 cadeiras da mesma ma-
deira com assento de palha, por 169, penhorado lu-
do a Caelano de Assis Campos__O solicitador,
JoAo Firraiuo Correia de Aranin
ora madeiras c quem mais possa inicressar, que
desde j recebe propostas para contratos de madei-
ras quadradas de qualidades maisduradouras e das
dimensi.es soguintes : 15, 12, 9 e polegadas de
arossura, e de 10 a .10 psue comprimenlo, tudo
meilida ingleza.
Tambem se recebe amostras de dormentes (slee-
pers) Jas seguinics dimensoes e formas, (medida
ingleza).
\ =
12 polegadas
Cada proposla deve ser acompanhada dos nomos
por extenso dos protendentas, o a quanlidade do
madeiras que podorj contratar.
O proco dos, dormentes deve ser estipulado por
cada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
gar da estrada, desde o Recife al a villa do Cabo,
conforme as ordens do emprcitoiro.
Advorle-se que os prelendenlcs devem dar tima
garanta competente cm como podem cumprir com
os seus contratos.
Para oulras inforniacoes podem os protendontes
dirigir-se a ra do Trapiche 11. 12, segundo an-
dar, escriptorio de (leorgc Fumes*.
O Dr. \ cenle Pereira do Reg participa aos
seus amigos e constituimos, que transferio o seu
escriptorio Je advocada para a ra do Queimado
11. -10, primeiro andar, onde pode sor consultado
das 10 horas da manhaa cm dianle.
Candida Maria da Paixo Rocha, professora
particular de instrucco primaria, residente na ra
do Vigario do bairro do Recife, faz sciente aos
pais de suas alumnas. que acha-sc aborta sua au-
la, na qual contina a ensinar as materias' do cos-
lume. c admiti pensionistas, meio-pensionislas e
exlernas, por procos razonveis.
'Irocam-se notas Jo Banco Jo Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 0, segundo andar.
Precisa-so de urna ama do cite qae seja sa-
dia e lenha bom leite, para criar um menino mui-
lo manso: no aterro da Boa-Vista n. 26, segun-
do andar, ou no Recife, ra do Torres- n: 14, e
promolte-se gratificar satisfactoriamente pessoa
que der noticia o a levar a casa cima.
Co.::
m!S;iO
Cii
lliveira, portugus, va a
Heseja-se fallar com o Sr. Joaquim Itihciro
duimataes a negocio de sen inlcresse, na prara da i du mez de
Independencia 11 18 e 20.
Izidoro Basts de (
Europa.
Appiebenilcii-se na mo de mu luiilaliuho um
alhiiele de miro : quem lor seu dono, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista, loja do lazeudas 11. 1(1, que
promplanieiile ae restituir.
Se alguem se julgar credor do hospital de S.
Jos por algum ohjerlu loruendo pata o mesmo,
queira uestes lies das apresenlar sua cunta ao mein-
bro Inesoureire da commissao parucluai de beueli-
eeneia da dita freguexia para ser paga.
No escriptorio do Si. Joai Pesjaira da Cunha,
na ra da Cadeia Velba do Kecife, existe um.i caria
.. para n Sr. Iraucisro Refino, morador no engenbo
'."!?''""" 1.....larjo, Ierras do enaenho Panlisla, onde ohiea
iiif.irmaees relativas ao seu escravo de nome F'ir-
miaiiu.
Prccisa-se de urna ama forra 011 captiva para o
servico de nina casa de pouca lamilla : na ra do
Collegio n. 25, lerceiro andar.
I.uiz Candido Ferreira lavares, eidado brn-
iileiro, val .1 Portugal a bem dos -em mitremos.
ATTENCAO
Anula conliiiua a eslar fgida desde odia IT
fevereiro do anuo prsenle a escrava
Joaquina de nacno, co
in Desgnese segoinles; alla,scc-
Precisa-se de um criado para Iralar de ..
quintal p (azer as compras de urna casa de pouca fa-
mili.:, dando este 1nfurn1.1r.io de soa conduela : na
ruadoCabuga, loja n. 11.
- um filho,
porem forro por lauto, roga-se as autoridades po-
nciaes e capilAes de campo, ,1 captura desla escrava
levando-a a seu senhor Manoei (Ferreira Chaves na
ruada dlona, na Boa-Vista, casa n. Oi.
ci beueficen-
freg'uezia de
^. AlltOIIH)
A commissao abaixo jssignada da freguezia du
S. Amonio, encarrog.i la por parte da associaco
commercial beneliccnle de soccorrer a pobreza, avi-
sa as pessoas desvalidas que precisarera de soccor-
ros, queiram entender-se a qualquer hora, na ra
Nova n. 7, casa de Antonio' Augusto da Fonseca,
na ra do Trapiche n. 40, de Thomaz de Faria,
o na mesma ma n. 30, de Salustiano de Aqtiino
Ferreira. Pcrnambiico 25 do fevereiro de 1856.
Salustiano de Aquino Ferreira.Antonio Au-
gusto da Fonseca.Thomaz de Faria.
Precisa-se alugar dous protos captivos, dan-
do-se o sustento, para iraballiar nesta tvpographia :
na linaria ns. Ge8, da praca da Independencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sca venda os novos bilhetes da loteria 1J
da matriz Ja Parahibuna, que devia correr de 7 a
9 do crreme : os piemios al -1-.0009000 rs.,
serio pagos a distribuirlo das lisias.
L'ma pessoa habilitada com longos conheci-
montos praticos do commercio em todos os seus
ramos, sendo aconselnada a bem Ja sua saude,
a fazer urna viagem mais on menos prolongada,
quer s repblicas do Prata ou do Parific, ou
mesmo a Europa, se oHerece ao commercio desla
praca para agenciar relai;jes commerciaes em qual-
quer Jas pracas desses paizes, realisar quaesquer
liquidaroes commerciaes amigaveis, ou de qual-
quer natureza: se houver quem queira iililisar-se
de lal convite, poder-se-ha dirigir em caria fecha-
da, sob as iniciaesA. P. Q.- ao escriptorio
ueste DIARIO DE PERNaMBCO, para sC
entrar em ajuste.
llojo 12, haver as V horas da larde, (Jj
sesso do ATIIENEU PKRNaMBU- 5
t'.ANO, no salo da FaCULADE.S
'99 O secretario, Ayres de Albuquerque W
(0 Gama, A
Maria Bernarda das Noves, viuva de Joao
Miguel da Costa, faz sciente aos credores de seu
casal, que olla est prorotleudo a inventario dos
bens quo licaram por fallecimento de sen marido,
pelo juo do orphaos, esciivao Brillo, alim de que
jusiiliqueiii seus dbitos para scrcm altendidos na
parlilha.
' l.ava-se muilo bem. lauto de barrclla romo de
sabio, por preco em cont, e lamben engomroa-si-
cum muilo areio roupa de liomeiu e senhura, c ro-
scui-sc camisas e ceroolas de hornera : quera quizer
a 111111 une.
A casa n. :i na ra da Madre de lieos, rece-
beu para sortimeulo da nula urna grande porrilo de
ouro para as bordadeiras de bom ROSlo, ronlen'do ou-
ro de ludas as qualidades ale lio real, lustre c di>-
nante* de ouro para niali/e-, Iroco do todas as
cores, torcal e sedas, ludo islo muilo hora : ua mes-
ma casa si dir onde se Irata o negocio.
Manoei Jos de Siqueira Pianga despedto-se
da casa do Sr. .luso (iouralve Malveira ; c assim fa-
zendo-o nao pude deixar de rcnder-lhc gralido pela
maneira urbana com que sempre o Iralou, e p la
conltaiira que Ihe mereceu, devendo sempre contar
com sua estima c aniMde come danles.
- rugi 110 dia :i do correle nei o escrava Se-
veriuo, crioulu, com 30 anuos de idade, estatura re-
gular, mu pouco calvo, barba branca ; levuu calca e
camisa de algodan bronco, chapen de palha ; foi'es-
cravu du Sr Jlo lavare* l"o entino Villanm, mo-
rador na villa do Pilar, Cadena Grande ; julae-M
tile ler ido para case lugar, por nao ser a primeira
vez ; o qual escravo foi depois do Sr. Aulonio Ri-
cardo do ilego : porlanto rotta-se as autoridades e
canilles de campo, ou qualquer pessoa que tenha !
delle noticie, o favor de captora-lo e leva-lo a ra
do Cabuga n. I A.onile se pagarao todas as despeas.
Desappareceu .110 da 11 do correte um cloxi-
nho nreto, pellns largos, com os pes liraucos. e obe-
dece ao iiume de Pierrole : quem o echar qoeira le-
va-lo a ra da Cadeia. junio a secretaria de polica,
que sera generosaineule recompensado.
A pessoa que aiiiiuucinti encarregar-sc de la-
var de barrella, queira apparecer na loja dorelojoei-
ro da praca da Independencia, para tomar conta de
urna pnrejo de roupa.
Precisa-se alugar una canoa de earreire, que
nao seja muilo pequea, e raesmo se comprar : pa-
ra Iralar, cm Santo Amaro, casa de sobrado junto a
reja do mesmo nome, das (i as 9 horas do dia, e
das i as l> da larde.
Prccisa-se de urna ama para engommar : na
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 26.
Quarla-feira 16 do coirente mez, depois da audi-
encia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, que
sera as 10 hars do dia, se bao de arrematar em ul-
! iriuino Correia de Ariojo.
GABETE FORTLGUEZ
DE LEITIRA.
Por ordem do .lllm. Sr. presidente do cooseiho de-
liberativo, convoca-se o mesmo conselho para a ses-
sao ordiuara 00 dia 15 do correte, as 6 horas da
larde.M. F. de Souza Barbosa, 1.'secretario do
conselho.
Precisa-se de urna ama que lenha bom leile,
para criar urna menina, daudo-se bom Iratamedto
na Camboa do Carmo, casa n. 15.
Efias Muuiz Brrelo Carneiro de Campos, leu-
do sido uomeado pelo Eim. Sr. presidente da pro-
vincia, para Iralar dos indigentes afectados do cho-
lera na freuuezia de S. Jos, faz publico qoe pode
para isso ser procurado 110 respeclivo hospital ;* co-
mo do ha muilo se lenha dado ao esludo das doeuras
de ulero, e das que atacara aos meninos, as pessoas
que se quizerem confiar a seos cuidados, poderuo
mandar seus convites por escriplo quer ao mesmo
hospital quer ao hotel Francisco.
59 A,
confronte ao Rosario em Sauto Antonio, avisa aos
sous freguezes, que j recebcu o verdadeiro extracto
do absyiuhe da Prussia. ->
Instrticcu moral c reli-
H'iosa.
Este compendio do historia sagrada, que foi ap-
provado para instructiao primaria, tendo-se vendi-
do antes da approvaraoa 1600 rs., passa a ser
vendido a lv>U00: na livraria ns. 6 e 8, da praca
da Independencia.
Precisa-se alugar um pequeo silio perlo
desia ciJaJe, o qual lenha lugar para guardar um
cavallo, oque nao seja prximo a charco ou agua
estagnada, o se liver casa assobradada melhor ser :
na livraria ns. 6c 8, da praca da Independencia.
Afremjo.
Quem liver e quizer arreudar um silio perto da
cidade de Olinda, o qual leuha boa agua, bsixa para
capim, e commudos para i ou 6 buis, annuncie para
ser procurado, ou mtenda-se com o Sr Dr. Juo
l.ius Cavaleanti de Albuquerque, na cidade do Reci-
fe, ou cora Jeronymo de Albuquerque Mello, no seo
engenbo Hamos, em Pao d'Alho. Adverte-se qoe
se o sitio forjunln a estrada que vai de Olmda para
o norte sera preferido, e paga-se mais do que valer.
'We&&;&9a:'99seaMej
% u J. JAH, DENTISTA, 5
continua a residir uarualSova n. 19, primei- i
i .i .ni .t
ro andar.
*&3a;as;dj.a^at05
1,7 'N|a aSa.d re'iJenc'ado Dr. Loureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de umt
AssocrtfSo Coiiiiiierciti
-ieicente.
A commissao encarregada pela AisociacSo Gom-
raerci.l Benehcculepara distribuir soccorros s clas-
ses necess.ladas do bairro do Kecife, faz saber a
quem se adiar nessas circunstancias, qoe pede pro-
curar a qualquer de seus membros em suas resideq-
cras.abaixo designadas a qualquer hora. A commis-
sao eslaudo disposla a nao se poupar a quaesquer es-
forcospara bem desempenhar a mUsSo que Ihe foi
conliada, roga as pessoa. que tiverem conhecimento
de que qualquer pessoa em suas visinhancas se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qoal-
qoercircomstancianSo o possa solicitar, qoeiram ler
a boudade de assim Ih'o indicar, afim de prompta-
menleserem ministrados os uecessarios emitios.
Aulonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. 30.
Jos lenetr. Baslos, roa do Trapiche n. 17.
Joao da Silva Regadas, ra do Vigario n. i.
Associago Goimnerciia
Ueficente.
A commissao nomeada pela Associaco Commer-
cial Benehcenle desla praca, com o fim de soccorrer
as pessoas oecessiladas e desvalidas da freRueiia da
Boa-V isla, por orcasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em taes crcumstancias, de pro-
curar a Jo3o Matheus, ra da matriz n. 18; Manoei
leueira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de souza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da manida as ll. e a larde das i horas em diante :
e.n caso urgente, porem, serio soccorridosprompta-
mcnle a qualquer hora. A commissao desejando
acertar na forma de distribuir os soccorros, roga en-
carecidaraente a lodos as pessoas mais conhecdas
desla freguezia que tiverem perfeila sciencia do es-
lado de precisao de qualquer familia, se a informar lim de ser com promplidSo attendida.
Becire 25 de fevereiro de 166(>.Joao Matheus, Ma-
nuel Feiaeira Baslos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
SO CNSUL TORIO H0M1E0 f
1 mineo. 8
Ra das Cruzes n 28.
w Continua-se a vender os mais acreditados W
(gl medicamentos dos Sr. Castellao e Weber,
^' em tintures e era glbulos, carleras de to-
(<#) dos os la ni,inIm. minio em conta.
S 'ul,us nvuls"s a :,00, 800 e 15000.
#7 i anea de tintura......2 iw Tubos e Irascos vazios, roldas de corlica
j^s! para lubos, e ludo quanto he uecessario pa-
V rs o uso da huinn'opalbia.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
lodo servico de urna casa de pouca familia : na roa
da Aloeda u. z!.
Na ra collegio, o Sr. Cvpriauo I.uiz da Paz,
no alerro da Boa Vista, Joao Ferreira da l.ut na
padaria do Sr. Iteriz, dirao quera d 500 OU 600
rail reis, cora hvpolheca em casas terreas.
a Precisa-se de urna pessoa oiphaa, lano te
'$ masculina como feneaina. de maior ou me- 9
.' : or idade, al 7 auno--, para servir decorapa- A
Si nhia ota casa de familia honeste, prometi- $
se-lhe boa pducaeao e tralamenlo : quem a &
S lato se quizer prestar, .ippareca no pateo do 9
,* Carme n. 9, un no collegio das orphas. A
;*;;::.:. :.:-:-; m+199999m
N'ecessila-sc de duas pessoas para o servico in-
terno de nina casa estrangeira, urna que cozinhe e
engomme e oulra qu enleuda de costura : na roa
Nova n. 17.
LIOllDACAO'.
otitit au, aterro da
Boa-Vista n. 16,
lera a houra de participar as pessoas que desejam
comprar o seu eslabelecimenlo, com armacao, mobi-
lia. (errainenlas de seu ollclo, e poree- de fazendas
como sejam, guloes para os carros, arreos para pa-
n-I lia-, le cavallos, la n ler nas ricas c ordinarias, freos,
bridie. chicles de baleia, ditos cobertos de tripa
para carros, velas para lanlernas, freios para sellins, .
eslribos, chicles, esporas, brida em palha e de cou-
ro, lesouras de lodos os lamauhos, facas para mesa,
navalbas, aliadores para as ditas, ferraoienlas para
dentista, limas para os denles, polvariohoe, clmm-
beiras, espoletas, fundas, colheres de metal, espon-
jas erossas, pello de camorra, nivel d'agoa, e om
grande snrtimenlo de cachimbos e lomo, que todas
estas fazendas sao frescas e de boa qualidade ; a vis-
la do comprador se farn qualquer negocio.

MUTTOu^T
ILEGIVEL


jjjjjj 01 KMIIBNOk SEGN i FIlRI J', BE ABRIL Ol 1865
Terceira edicao.
TR1TAIEIT0 HOlCOPiTHICO.
* Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
mslruccao aopovupatase pedereurer lala (iifermidadc, administrndoos remedio inaia ellicacs
paraalalba-la.emquauto serecorrcaoiuedico,nu mesmoparacura-l.iiiidapendente desle no lugares
di que nao os lia. ........ _
TRADLZIDO EH POUTlrt.LfcZ PLI^ R. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculo conten as indicares mais clarase precisas, e pela sua simples e concisa exposi
Cao ettuao alcance de lodas asinlelliseiicias, alo id pelo que dii" respeito aos meios curativos,comoprin-
cipalmente aos preservativo que tomdadoos mais salisfacloriosiesullados em toda a parle en que
elle tem sido posto cm pralica.
Sendo o Iralamenlohonieopatliicoo umeoque tem dado randcsresultadosnocuralivodesta lioru-
veleuferiiiiilaile, lulcamosa proposito traduzir restes dous importantes opsculos em lingus vernaci-
la, para dul'arle facilitar a sua leilura a queo ignore o france.
Vende-sa nicamente no Consultorio do traductor, ra No n. 52, por 28000. Vendcm-se lambem
o medicamentos preciso e boticas de 13 tubos coni um frasco de lindura 158, un dita de :W) tubos rom
livre e 2 fraco de tintura rs. 258000.
I
B"i#S-.:
PKOltAS l'lil.t KISAS. *

Adererns de brilhanles, *
: diamantes e perolas, pul- ,;.:
ceiras, allinetes, brinco *;
e rozelas, boles e aunis *j
de dilTerentes goslos r .1.- ..
diversas podras de valor. tti
o
Compram, vendem ou *
Iroram prata, ouro, bri- jj
lhanles.diaraanlesepero- .
' las, e oulras quaesqoer *
I joiasde valor, a dinbeiro J
? uu por obras. !*,
3fMat 10REIRA DARTE.
LOJA DI 01 ll'.VES
Ra do Cabuga' h. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Bu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
.. SjftSS"*if-!BBB!%j5-i-i4i-.5.
* i.
Hito K PRATA-
S %
# Aderccos completos de
> ouro, meios ditos, pulcei- '
* ras, amueles, brincos e *
w rozelas, cordoes, trance- J
> lins, medallias, corrcnle io
* e enletes para reluci, c Bj
'.-, outros muitos objeclosde |
ouro. ^
* Apparcllios completos, S
;s de prata, para chai, ban-
:-. dejas, salvas, casliraes, jej
gj colheresdesopa odech, *
.*' e muitos oulru objeclos S
I de prata.
SdXSt :<::> IV&i&m i
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre$o cotnmodo como eostumam.
m
a Reir los photogra-
3 phicos. paisagens e vis
9 IM de monumentos,
Sj reprodueodes de todos
S ote objeclos pintados
"} por qualquer outro
S tierna, tejam quaes
rem suas dimentdes.
Callee** de stereos-
:'; capa, ele.
sttftSat.lW;: >:v
ESTABELECiMENTO
NIOTOGIUNIICO.
HA DA CADEIA,
ESQUINA DA RA DO CRESPO.
PERNAMBUCO
Photograpbias colo-
ridas a oleo e a qua-
relia. Recebem-se ena
'minuendos de todo-
o objeclos pertencen-
lei a pholograpbia e
daguerrcotjpo, segun-
do o preceito dos cbi-
micoi mais modernos
e acreditados.
.^rt^r ^? I|ura de av.sar ao respeitavel publico desla cidade, que de boje em diaole
Urde d.l.?.U es,,1,elcci"M!DU; (*fjgWpWeo lodos os das, desde a, 10 hura, da maol.aa al as 2 da
S T P*T' aUe.U ,,u"rarem co"' eoolianra. poderlo obler por un, proco muilo Va
Europa. S 'gU 'e,,,radU' Peluss> ^as'nais modernos, e em vog em toda a
d TI'ii'! ,5"uad0. encarrega-se.de tirar vislas de qualquer ponto desla cidade ou seus arrabal-
des. assim como copias de paineis, planos-de archilectura, ele
nJiSft^yT1 ** "i*?* perioridatle do retrato photographkos tirados sobro vi-
S,Jg**??,ggy?****? dgnerrartvpp,noaqoaeao relle.o da chapa deslre, ou pelo me-
ro denois de rnoTm^ ""l." ES! S '6nhure" qUe Se di-""c,n "le esbel-cimen o pode-
?! nXt.1:, 1 i ?' ?. ""' co"l,ecr Pr i "'mos, din-arenca que eiisle entre os dous n.tenel
rid^d/3f i ,bC\eC,,DenlU ", lem pOUP3do c*lor,:us c scriOcios. .,fim de vuUaris'ar uIia
mrWPh r Pe!os.lla'"'''e"a provincia. Elle garante a solidez das cores de o. retrato. qe
arinh/w.0!."!?!^ r,,co"lrarAo aiMr? "ila..tes um completosorlimenlo de q.iadros, muldoras
delVancT^ri? ?i*S. i" ;eU,,"e, M8MWe petaaMwcetlI,!, reme,Sas que por lodo, os nai.os v,d
de I rauca, ser.n, Je.tas de ludo que liouver de mellior ueste genero : oulro ni, pudero le retratos idmln
ma^^hrvVMderra0riS':0le00,, l"'"^ '"" ""'>H"lor deVecon.iccido ^.7,?' ZSSTtS
i ZZ2SH2? d* di",ens,,es Mtoww veze maiores qua o, que oe tem visto nesla cidi.de """ "u
vea," li^nf lo" dH'niS" a,,Ue"eS St'""or''s r,ue ;e di6"a,e"' "Utar-* -' >, servieo, que da-
varao preven.-lo um da antes, para que seja.u servidos rom preferencia e a urna hora certa.
Recito, 10de abril de 185ti. Aai>ust0 St*KL
REPERTORIO DO lEDC
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabetica, com a dcscripcao
abreviada do lodas as molestias, a indicacto ph\so-
logica o therapeutica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significa^ao de todos
o termos de medicina e cirurgia, a poslo ao alcance
das peuoas do povo, pelo
DI. A. J. DE MELLO HORAES.
iH Srs. assignante podem mandar buscaros scu
ejemplares, assim como quem quizar comprar.
A HOMEOPATHIA E 0
CH0LER.A.
nico tratamento preservativo e t
curativo do cliolera-morbus, w
PELO UUUTOK *
|Sabino Olegario Ludgero Pinho. i
Segunda eiiero.
' A benevolencia com qu foi aeolhida pe- '
I lo publico a primeira edicc.no desle ops-
culo, esgotada no curto espacode dous me-
1 aesnos induzio a reimpressa'r
Coso de cada ejemplar......IjOOO
Carleiras completas para o trala-
| meutodo cholera e de muilas ou-
I tras molestias, a..........:K>5MK)
Moias carteiras..........ItijOOO '
| Os medicamentos sho o. melliores po-iveis. i
Consultorio central homcopathico, ra
1 deSauto Amaro (Muudo-Novo. n. (i. '
ULTIMO PEDIDO.
Antooio Joaquim Vidal & Compaohia pedem en-
carecidamente ao, seus devedore, de dehilos anligos,
o favor de Ihes virem salisfaier seos dbitos al o
lini do andante, do contrario lerao de ser incommo-
dados por meios judiciaes, o que de certo acontecer
aquelles dos senbores, que ao uosso pedido desaten-
dereci ; e para que se nao qucixem sem raSo, os
prevenimos pelo presente auuuucio. Kecifc de
abril de 1836.
(SompvaZ.
I'recisa-se comprar om ou dous muraos : ua
ra da Cadeia do Kecifen. 1.
Compram-scescravo c recebem-sc para ven-
der decommissao : na ra Itireila n. :!.
Compra-se urna ineia grade para porta de cor-
redor, que lenha o' palmos de largura, estando em
bom estado : na ra do Hrum. passando o chfariz,
primeira casa.
Compra-se clleclivamenle, lalao, bronze e cobre
velho : no deposito da fundido da Aurora, na ra
do lirum, logo na entrada n. 8,e na inesma fundi-
;ao, em Santo Amaro.
Compram-se CtixOea grandes para deposito de
assocar ou de bolacha : na prara da Independencia
n, 40, toja de billietes.
Compram-se notas do Banco do Brasil : na
rtta do Trapiche-Novo n. 40, segundo andar.
Compra-so urna philosonliia do Barbe: na
prara da Independencia ns. 0 e se dir.
3$cttDa3.
_ Vondem-sc os verdadeiros rliaruios de S*
l"0|ix : na rtta do Queimado, loja de fcrra}ens
no 13.
CHA KM AS.
Na piafada Independencia livraria ns. <> c 8,
tende-a osle corunondio, traduzido (do Dr. A.
Hcrnilano de So tiza Bandcira.
ioHiiiias
PAR 0 CORRENTE ASNO.
l-olhmhasde algiheira cometido o alnanak ad-
lunustralivo, mercantil e industrial desla provin-
cia, tabella dos direilos paiochiaes, resumo dos ini-
poitosgeraes, provinciaes o municipales, extracto
do alguuias posturas, providencias sobre incendios,
oiilrudo, mascaras, remile io, tabella d feriados,
resumo dos rendimeulos c cvportaco ,1a provin-
cia, por 500 is. cada urna, ditas de porla a ICO,
ditas (eclesisticas ou de padre, com a reza de S.
Tito a 400 ruis : na livraria ns. 0 e 8, da "prora
da independencia.
Vende-se a loja denominedaa/.ar Fernain-
bucano, na ra Nova n. 33 : adverte-so aos
prelcndeiiles, que se far qualquer negocio que for
de razo, alim de se cffeciuar tal venda : alm das
vantigens que o lugar offerece, accresce mais que
exisiem muilos poucos fundos na casa, e sobra cs-
ses meemos se far abattmento.
Vende-se em casa de S. P. .lolinslon & C,
ra da Senzala-Nova n. 42, sellins ingleses, clii-
cotcs de carro e de montara, candieiros e casliraes
broticados. retogios palonle ioglez, barris de gra-
xa n. 9?, \inlio Clierry em barris, camas de ferro,
lio de vela, chumbo de munico, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
AGENCIA
Ua fundico Low-Moor, roa daSen/ala-Nu-
va n. 4-2.
Note oslabeleciincntoconliniia a havor um com-
pleto ariimeiuo de mootidas c meias moendas
pata enpcnbo, machinas de vapor e taixas de
ferro batido c coado de todos os tamanlios para
dito.
Quem quizar comprar um carro americano de
qnatro rodas com assentos para duas pessoas, leu-
do arreios e ravallo inuilo ardigo : dirija-ge a na
do Trapiche n. 40, segundo andar.
No armazem de Novaos & C., ruada Ma-
dre do Dos n. 12, vende-se larinha de mandioca
em sacras do superior qualidade. por prero coa-
modo.
TAIXAS PABA ENGENHO.
>'a fundico de ferro de D. \V. Bowmann, na
ra do Hrum, passando o cliafariz, continua lia-
ver um completo sorlimenlo de laixss de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acbam-so a venda, por prteg commodo e com
promplidao : emharcam-se ou c.irrcgam-so em car-
ro sem despe/a ao comprador.
Vende-se muilo superior farinlia de Santa
t.albarina, por menos preco do que em outra
qualquer parle : a bordo do brigue << Sagitario ,
defronle do trapiche do algodo.
Na ofiicina do encadernaco, travessa da
Congregado, vendera-se a; suguiils obras do
ccononiia poiitka por Maltbus Sismondi, J.
Baplist Say, carias a Mallhus pelo inesmo, rallie-
cismo de ccoDomia. .1. Dulens, e nuitas oulras
oblas dedireito publico, das gentes, diplomaco
e commereial, ludo em Diuilo bom estado e por
barato preco.
l\a Califormia,
oja nova, na ra do Crespo, ao p do arco dc6an(o
Antonio, vendem-se cortes de cassa francezas de
muilo bous gosto a 19300 e a 19300; ha grande
quanlidade para se escolhcr, lencos de cassa brancos,
lisos e com bico a 20(1 rs., chitas prctas francezas,
largas, para lato a :io o covado, c muitas oulras fa-
zendas muilo baratas, a diuheiro a vista.
Vende-se sal do Assu abordo de hiale Angli-
ca : a tratar ua ra da Cruz do Itecifc, u. 13, pri-
meiro andar.
A mellior larinha de man-
dioca em Siicoas
que existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel, no arinazem do Cazuza, no caes da alfaudega
n. 7.
Camisolas de la.
Meias de la.
Cobertores de laa.
Baeta de cores.
Cobertores de algodo.
Vende Antonio I.oiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio, roa da Croz n. 1.
'I'ijolosde marmore e obras de dito.
Vendem-se lijlos marmore de 10 e 12 pollcgadas,
quadrados, e mais obras de marmore, coniotmnulos,
uruas e estatuas, por preco commodos: cm casa de
Basto \ l.eraos, roa do Trapiche n. 17.
Vende-se urna carroca com pipa, propria para
vender asua, ludo em bom estado : aira/, da fundi-
co na ru do l.ima, taberna de Jos Jacinlho de
Carvalho.
Vende-se um habilo novo de eslamenba para
terreiro de S. francisco : na casa do sachrislao da
me-na ordem.
Veude-se ou aluga-e una piala que sabe ce- i
/inhar. lavar e cugemmar liso : na ra Direita n.tjti.
Vende-se urna crioulinha muilo sadia c honi-'
la, com 8 anuos de idade, propria para mimosear
urna menina, a quera quizer dar 1:0009000; recc-
bc-se em pagamento acres do Uauco ou da Compa-
nbia de Keberibc, vollando-se o eveesso se houvcr :
a tratar ua dijtilacao da praia de Santa Hila.
Ceblas de Lisboa.
A, ceblas ja se vendem mais baratas, e conlinua-
i se a vender na travessa da Madre de Dos u. -Jl, ar-
I mazcm de Joan Marlins de BarrM.
Fuiinlia de mandioca.
iNo arinazeiu do Sr. A. Aunes Jaioinc l'ires ven-
de-se superior larinha de mandioca em sacco Eran-
de, ; para po.'COea irala-se com M.moel Alves (iuer-
ra, na ra do Trapiche n. i.
Moinhos de vento
omhombasde reputo par a regar borlas e baila,
decapim.nafundicaodel. W. Bowman ama
do Brum ns. ti, 8e 10.
Meias pretas pa-
ra padres.
\endcm-se superiores mtia< de laia para padres,
pelo baralissimn proejo do t -mi mi n par, ditas de al-
godo pretas .i (iill o par : na ra do Queimado.lnja
de miudezas da Boa Fama n. 3o.
SEMENTES.
Sao chegada de Lisboa, e arbam-se a venda na
roa da Croz do Recite n. 62, taberna de Antonio
rraueisro Marlins as aeuuinl ?s sement, de horlali-
ces, coma sejam : ervilhasb ila, gcuoveza, e de An-
gola, feipo carrapato. r.'no, pintacilgo, e auiarcllo,
alfacerepolhiida e allem.ia. sais, tomates grandes,
rbanos, rahanetes brancos t encarnados, nabos ro-
so e hranco, senoiras brancer e amarellM, couve,
triuchuda, lombarda, esabolf, sebola de Sclubal,
segurelha, coentro de louccira repolho e pimpinela,'
o ama grande porc.lo de dillureulo sement, das
mais bonitas flores pirajardins.
Cousas finas ede
Cartas france-
zas.
tarcle,li,!,,-t".'l^SU,'Ci0^1S,ar,a, f>'^ para vol-
RUSfla&ft.;s d0 0Geimado-
Livros Classicos
j N- \ .rginie daW ; na p*% da Independencia
,7 V*,"'"|-se commilbo por preco com-
Vende-e nm bilhar com lodos seus pertences.
mis316'.'?' ',e, p,. d>,e0' """com jigo de "al
mil iica r'l",a'la' l|-U'"1ro, 'epresentando a re-
pblica france/a, 1 Bamao com dous copos de mar-
,T; \T. ?" d5 ,"!S.,ic" di' "glezes de um
neo, I jugo de aadre de ir.arhm, > domin : Ir,.
MdaVi v"m r VW" 1? b0le,'u"n de h>"*-
Sfif*S& n'c"punsa '""-"-jos
Aluda eibte um resto de meias de laa, que ,e
vende barato para acabar : na ra Nova, lojanTaO.
Vcnde-e urna mulalinha de 8 anuos, muilo
bonita c propria para mucama, e com principio do
costura ; um mulalinho da inesma idade, multo es-
perto : na ra do Itangel n. 5.
Vndem-se -2 crioulinha, de idade de l.'i a 'fl
annos, cosem e engommam bem : na roa Uireta
Vendern-sc os verdadaros charutos Varetas-
na ra do Queimado, loja de ferragens n. 13.
Vende-sc una cscrava moca, sem vicios c
com habilidades : na placa da Independencia n. 4.
bons
gostos
Gorros.
HA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos loque com pluma., bolola e
eipclho a a, luvas de pellica de Jouvin o mellior
que pode liaver a laHOX) o par, ditas/de seda ama-
reliase brancas para hoinem e senhora a 1s280, di-
la, de lorcal pretas c com bordados de cores a 800
rs. e 1S>00, ditas de lio'de Escocia branca c de lo-
das as cores para homem e senhora a ,">00 rs., ditas
para meuinos e meninas muilo boa fa/.enda a 320,
Icnciuhos de retroz de loda as core a 15, Piucas de
laa para senhora a 6i0, penie de tartaruga para
alar cabello, lazenda muilo superior a "i?, ditos de
alisar tambem de tartaruga a :!, dito de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando mallo aos de
tartaruga a 1;-J80, ditos de alisar de bfalo, lazen-
da muilo superior a 320 a 300 rs., lindas meias de
seda pintadas para crianras de 1 n :i annos a IjSOO
oipar, ditas de fio de Escocia tambem de bonitas
cores para enancas de 1 a 10 anuo a 320 o par, s-
pelho para parode com encllenles vidro a 500,
700, 1/e 15-200, loocadorescom pe, a l^iOO, lilas
de velludo de lodas as cores a 160 e 2II a vara, es-
eovas fina para denles a 100 r,., e linissimas a 500
rs., ditas linissimas com cabo de marlim a 1>, tran-
cas de seda de todas as cores e laruoras 32 500 rs. a vara, sapalinhos de laa para enancas de
bonitos padres a 2i(l e 320, aderecos pretos para
luto com brincos e allinetes a 18, toncas prctas de
seda para criancas a 1?, Iravessas das que se nam
para segurarcahello a I?, pislolinlias de metal puj
crincs a 200 rs., galbcleiras para a/eile e vinagre
a -j.-jiiii. bandejas muilo linas e de todos os lama-
nhos de 15, -25, 35 e 15, meint brancas lipas para
senhora a 2(0 e 320 o par, dita pretas muilo boas
a 400 rs., ricas raisas para rap com riquissimas es-
tampas a 3? e 2550U, meias de seda de cores para
homem a 610, ctiaruteiras muilo linas a 25, caslfies
para bengalas a M rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armarao de aro pralcados e dou-
radosa OSO, 15 e 1j200, lunetas com aro de bfalo
c tartaruga a 500 rs. e 15, superiores e ricas beuga-
linlias a 25, c a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra.cavallo pequeos c srande, fazenda muilo supe-
rior a (O, 8O0,18, 18200, 15500 e 25, atacadores da
cornalina para casaca a 320, penles muito linos para
suissa a 500, escova, finas para cabello a H10, ditas
para casaca a bit), capachos piolados para sala a
640, meias brancas ejciuas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e^ilO o par, camisas de meia
muilo linas a 18 e 15200, lavas brancas eucorpadas
proprias para moni ria a 240 o par, meias de cores
pira senhora miiil -les a 330 o par, ricas abona-
doras de roadreper. -le outra minias qualidade
e gostos para collete Uto, a 500 r., fivelas don-
radas para calcas > a 120, rica filas linas
lavradas o de todas as largura, bicos liuissimos de
bonitos padroes e lodas a lursuras, rica, franjas
brancas e de core para camas de noiva, lesouri-
nlias para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alcmde tudo islo oulras muilissimas cousas muito
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodos os fregantes ja sa-
bein : na ra do Queimado, nosqualro cautos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa lama
A3$5O
ISa praea da Independencia u. 26e28, vendem-
se o muito escellenles gorros de velludo fino de lo-
das as cores, bordados a ouro, retroz. a lisos, por
precos muilo em conla.
Na loja de ferragent da ra Nova n. 35, ha
bem sorlimenlo de ferragen, e miodezas, e vendem-
se por menos .i \ do que em outra qualquer parle :
na meama loja se d3o as amostra de bicos e filas.
Vende-se um lindo Cabriole! com arreios e ca-
val.o, tudo em iiitiiloboin estado, e por preco com-
modo : para ver, na coclieira do Sr. JoSo Francisco,
ueronte da ordem terceirji de S. Francisco, por bai-
xo do l.abinete I'ortusue/., e para ajuslar, ua rna do
Queiluado n. 33, loja da Boa Fama.
Z VINHO E OPIATO ANTICUO- I
s ;kico
i no ?,
DR. ANTUNES
KEI.OG10S coberlos e descoberlos, pequeos
enrancies, de ouro e prata, patente ioglez, de nm
dos melhore fabricantes de Liverpool, v indo, pelo
ultimo paquete inglez : em casa de Sootball Mellor
& Companhia, ua ra do Torres n. 38.
Veude-se superior caf de primeira sorle do
Hio de Janeiro : na loja do Passeio Pnblico o. 11, da
I-ir ma no Jos Rodrigues Ferreira.
L1QLIACAO'.-
O arremalaule da loja de miudezas da roa dos
Quarteis n. 21, qaereudo acabar as miudezas que
eiistem, vende barato alim de liquidar sem parda
de lempo.
Franja com holotas ara cortinados, peca
l'apel paulado, resma, (de peso)
Dito de peo, resma
Lia de core para bordar, libra
rentes de hualo para alisar, duzia
Fivelas donradas para calca, urna
(roza de brelas muito linas
Lencos de seda finos, rico padroes
Caixa de liuhas de marca
Meias para senhora por
Pentesde tartaruga para segurar cabello -
jrozas de canelas finas para pennas
Ditas de botoes finos para casaca
Meias preta, para seuhoia, duzia
Ditas dita, pira homem
Lacreeucarnado muito fino,libra
Papel de cores, maco de 20quadernos
Duzia de colxeles
Espelhos de lodos o nmeros, duzia
Linhasde novellos grandes para bordar
Rirasfilas escocezas e de sarja, lavradas,
larga
Meias cruas sem costura para homem
Ditas de seda u. 2, peca
Tranca de seda branca, vara
Caita de raz, duzia
Pecas de fitas de cs
Lapis finos, groza
CordSo para vestido, lihra
Toncas de blondo para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e outros muitosartigos que se tornain racommenda-
yeis por suas boas qualidade, e que nao se duvidar
dar um pouquinho mais barato a aquelle euhor loa
sula.quequeira a dinbeiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mao.
8000
35000
25700
7JO00
18000
100
8000
19300
240
20
5O00
28000
28000
.18200
28800
15800
600
720
39500
1J600
900
38300
380
400
18600
300
28400
18200
le.200
18000
CHAROPE
DO
Na California,
loja nova, na ra do Creipo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se pecas de al2odaozinho com ara-
ra 610, 13, 15280 e I56OO, e liu.pas a 2. alpaca
preta tarrada, sem debito, de 4 palmos de largura
LOO rs. e a 20 rs. o covado, muito boa para quem
esta de luto, muito boas meias pretas de algudSo
para sonb,,,h a 100 rs, ditas para homem a 280, cas
ui pintadas fraucezas a -200 rs. o covado, cortes de
ditas de 6 1|2 varas a 1600. chales esc ze a .560,
madapoUo moito bom a 28500, 2N100, K) i-.iu.hi
39800, 5. 49100 e 8800. e muilo li u 5, i
como mullas oulras fazeudas, ludo muilo barato ili-
nheiroarista. -.
REMEDIO IMCOMPAHVEL.
g Estes dous medicamentos mohecido por 9
&" sens grandes resultados, no tratamento do a*
CIIOLEKA. venJem-se, acompanhados de Z
@ um folheto, na pharmacia de Luiz Pedro das **
Nevos, ra da Cruz n. 30. M
Proco de 2 vidros e 1 follielo 39000, de b
a 1 caixa 7MJ00. 2
Na loja das seis
portas.
Em frente do Ltrnuneiilo.
Iliscado prelo para luto a meia pataca o covado,
Ua nrela para saia,,manlo, jaquelas 011 calcas a dous
luslues, chita escura, tinta segura a meia pataca,
meias prctas para senhora a pataca o per, clules de
cor e-curos propnos para casa a cinco latinee, cami-
sa de cambraia bordadas psra senhora a cinco lus-
loes, meias branca para meninas a doze vintn.
Cevada de Lisboa.
\ eiide-se por 39(00 a arroba : na travessa da Ma-
dre de Dos n. 5, armazem.
Relogios
og ezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : cm casa de
llenry Giban : ra da Cadeia do Recite n. 52.
Cassiis 'raiicezas linas
40 rs. o covado.
Na ra sasf.rancez.as linas a 240 rs. o covado.
IMLILAS HOLLOWAY
Este inestimavelespecifico, composto iiittiramcn-
le de hervas medicinaes, nao conlcm mercurio, nein
Bigamo outra substancia delecterea. Benisno mais
tenra infancia, e a compleirao mais delicada, lie
igualmente prompto e seguro para desarraigar o mal
ni rompleic.lo mais robusta ; he inleirameule inno-
cente em suas operares c ell'eilos ; pois busca e re-
move as doeni;as de qualquer especie e aro, por
mais antigs o tenazes que sejam.
Entro milhares de peasos| curadas com este re-
medio, muilas que ja estavam as portas da morle,
preservando em seu uso, conseguiram recobrar a
saude e forcas, depois de liaver tentado intilmente
lodos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem cnlregar-se a desespe-
raiTio ; laran um compeleiile eusaio dos ellicaze*
eneitosde6ta assombrosa medicina, c prestes recu-
perarAoo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esle remedio par
qualquer dasseguiileseufcrmidades:
Vccideutcsepileplicos 1 ebre toda c-P
i------------- ...
\ende-secal de Lisboa ullimamentecliegada, as-
sim como polassa da Kussiaverdadsira : napracado
Corpo Sanio 11. II.
CORTB8 DE CASSA PARA! QUEM ESTA- DE
LUTO.
Nendem-se cortes d cassa prela muito miud,
por diminuto preco de 28 o corte, ditos de cassa chi-
la do bom gesto a 2o, ditos a 25(00, padres france-
Para luto.
Corles de vestido de cassa preta com 7 v ara cada
um, de bonitos padroes a 25OOO : vende-se na roa
do Crespo, loja da esquina qne volla para a ra da
Cadeia.
Alporcas
Ampolas.
Areias mal d' .
Aslhma.
t'.olicas.
(" inviilsov.
lobiliilailc un eilcnua-
Cio.
.Dchilidade ou falla de
forcas para qualquer
rousa.
Dcsinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos ras.
Dureza no ventre.
Eufermidadesuo ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Ervsipela.
Pebres biliosas.
intermitientes.
zes, alpaca de seda dequadros de todas as qcalida-
des a 720 rs. o covado, laa para vestido tambem de
qoadros a (80 o covado ; lodas estas rateadas ven-
dcm-se na ra do Crespo n. 6.
I Vendem-se saccas com um alqueire entelados
: de muito boa farinha, por preco commodo, para se
I concluir coalas: na rua do Amonio n. 36, taberna
1 da esquiua.
Para vidiagas.
Vendem-se vidros a 85 a cai\a : na rua Nova n.
38, defronle da igicja da Conceicao dos Mihlares,
casa encarnada.
1AKIMIA DE SAMA CATIIAKINA,
mniln nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna /lapido, Tundeado em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Irataj
com Caelauo Cvriacu da C. M"., uo largo do Corpo
Santo n. 25.
jecie.
Cola,
lleuiorrhoidas.
Ilvdropisia.
Ictericia.
Indigsteos.
lullanimace.
Irrcgularidade damens-
irnaoto.
Lombrigas de lodacspc.
ci.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao ,|c veulre.
l'hlisicaou cousumpijo
pulmonar.
Uelencaod'ourina.
Kheumatistno.
Sj mplomas secundarios.
I 11.oro-.
Ticodoloroso.
I'leers.
Venreo mal.'
BOSQUE
l-'oi transferido o deposito desle champe para a a
Oca de Jos da Cruz Sanios, na rua Nova n 53"
garrafas .58500, a meias 38000, sendo falso" leo
aquelle que nio for vendido ueste deposito, 0.I0
que se faz o prsenle aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para curado phtysica em lodososseodifireme
graos, quer motivada por constipa56es, laeae, aslb- '
na, pleuriz. escarns dt sangue, dor de eoslados e
paito, | al pi la can no cora can. coqueluche .bnfWhile
dor nagarganla.e lodas asmolesliasdos orgos pul-
monares.
Oh que peehio-
cha.
No Passcio Publico, loja n. y, de Albino Jos Lej-
o, vendem-se ricos corles de meia casemira, escuras
e mu.......corpadas, pelo diminuto preco de laOOO
cada um, dito, de brim de linho a 800 rs., chitas 8-
na: de cores da a 220 o covado, dilas pretas Onas a
^SJk". pre,os ,20 >la m. tns bran-
K/Vii i'."'"epe"* Je sol de panno com barras a
f^noj, urins de linho escaros a 220 o covado, corles
de ca.sas chitas muilo fino, .joOO, e outra, muitas
lazendis mal baratas do que >e vende na California
Navalhas a contento.
Conlinua-se a vender aaOOO o par (preco fio) as
M bom coohecidas navalha de barba, feilas pelo h-
bil labriranle que ha sido premiado em diversas ei-
posicoe : vendem-se com a eondicHu do nao agra-
dando poder o comprador devolve-las al 30 dias
depois da compra reslitniudo-se a importancia : em
Herir"m" C- "" Abrc"' na rM da C,de'a *>
( oqueiros.
\fi^T"u CO(luero Pequeos para se plantar
Amaro. 6 Mi",0e, Ha"C,C JUDlu *+ de Sanio
Vende-se um bom cavallo muilo paisairo e
P.."eeio n.r7.',e PrPr Para eDhura : SW*
TAHAS DE FERUO.
Na fundico da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DE I OSITO na rua do Brum, logo
na entrada, e defronle do arsenal de marinea, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
[afina nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas ; e era
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
precos sao os mais commodos.
Em casa do Henry Brunn & C., rua da Crux
n. 10, vuudem-se .
Lonas e brins da Bussia.
Instrumentos para msica.
Espelhos com molduras.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofs para jardins.
Oleados para mesas.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano,
(ioinma lacea.
IECHAHISIO PAR EIGE
no.
XA FLXICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. ti*
BA DO BRUM, PASSANDO O uHA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimento dos segnintes ob-
jeclos de inechanjsmos proprios para eni^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da nrais moderna
conslruccan tainas de ferro fundido e balido, da
superior qualidade e de lodosos tamaitos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
Coes ; crivos e boceas de fornalhae regislros de bo-
eiro, aguilhaes, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nhos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUND>-_ t-
ae'exeeatana lodas a> encommendas'eoro \ superior
ndade ja conhecida, e com a devida pi esteza eeom-
modidade em preco.
Vcndem-se dous pianos fortes de Jacaranda
consiritccao vertical ecom lodos os melhoramentos
mais modernos, leudo rindo no ultimo navio de
Hamburgo : na rua da Cadeia, armazem n. 8.
. Vendem-se barricas coro farinha de trigo da
ja conhecida marca MMM, multo nova, o da quali-
dade igual a de Trieste, ehegada agora do euova,
e por preco commodo : a fallar com Bailo & Lo-
mo, rua do Trapiche o. 17.
........ ...,..> ..,...- .-i.
Vendem-se estas pilulas noestabelecimenlo serai
de Loudres, n.2i, Slrand, e ua loja de lodos os
boticario, droguistase outras pessoasencarregadas
de sua venda em loda a America do Sal, llavana e
liespanha.
Veude-se asbocelinhas a 800 rs. Cada urna della
conlem una inslruccau em porluguez para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito peral he em casa do Sr. Soom phar-
maceutico, na rua da Cruz n. >->, em Peruaui
buco.
V1R.HDS E CRUIES.
Lm lindo e variado sortimento de mudellos para
\aramias e gradaras de goslo modernissimo : na
fundico da Aurora, cm Saulo Amaro.e uo deposi-
to da mesma, ua rua do Brum.
mct**$ fugues.
l-'ucio no da 31 de marco o prelo Joo, cnou-
lo, de estatura bem alta, rara besigosa, lem orna
marca de caustico on qoeimadnra debaiio do pello ;
este escravo perlenceu ao Sr. Manoel Milbairos, o
0>pois ao Sr. (...ncaln Jo AtTonso, com retinacao
na rua da Concordia, e he eoslomado a fazer deslas
rugidas : quem o apprrhender leve-o a retinacao da
rua cima n. 8, quese gratihear bem.
Contina andar fgida a preta Meroncia, crl-
oula, idade do 28 a 30 aonos, pooco mais ou menos
com os signaes seguinte* : taita do denle* ua frento ,
urna das orelbas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pegar leve-a a rua do Brom, armazem de
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
DOS PREMIOS DA SEGDHDAJ4BTEJA QDABTA LOTERA A BEHEF1C10 DO GTM.AS10 PERWAHBOCAHO EITRAHIDA A 12 DE ABRIL DE I8o6.

NS. PREMS.

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i
DATA INCORRETA
MUTILADO
ILEGIVEl


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