Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07334


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Full Text

ANNO 11IIL N.
SABBAO 12 E ABRIL DE 18S6.
Por meses adiantados 4.S000.
Por mese* vencidos 4{500.
Por auno adiantado l.sOOO.
Porte franco para o subscriptor.
X
ARIO
kvcahuecados DA SUBSCKIPCAtV no norte
l'arahba. o Sr. Gervazio V. da Nltividade ; !S alai, o Sr. Jo-
quim I. Per-ira Jnior: Aracaty. o Sr. A. de Lemos Braga :
Letra, oSr. J. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Jotquim Mar-
ques Rodrigues ; Piauhy. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Ceareose : Para, o Sr. JustinianoJ. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
Bjmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : lodos os das.
Caruaru, Bonito e Garanhuns : nos dias 1 ti'.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna c Parahiba .' segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal.- as quntas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quartas e sabbados. ,
Helar mi : tercas-feiras e satibados.
Faztnda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juio do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao mcio-dia
Juiro de orphaos. segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas e seitas ao meio-dia.
Segunda \ara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
5 La nova as 4 horas. 20 minutos. -18 segundos da manhaa.
13 Quarto cresceule as 3 horas, 27 minutos e 48 seguudosda m.
20 La cheia as 6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manbaa.
27 Quarto minguanlc as'J horas, 7 minutse 48segundos da tarde.
PRKAMAR DEIIO.lt.
Primeira as 10 hora e 84 minutos da mantisa.
Segura as 11 horas e lli minutos da Urde.
AVISO AOSSENHORES SI BSCRIPTOBES.
Smente he permiltido pagar subsrriprao do pre-
ente quartel desle Diario a raiAo de ig ale o dia 15,
e dtpols desle dia s se receber a l?500.
PARTE OFFICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedanla da da II) de abril.
OflieioAo Exm. presidente da Parahiba, rogan-
do em vista do odicio qae remelle par copia do ius-
peetor do arsenal de marinha, que se digne de man-
dar pagar naquella- provincia a soldada do pralico
que para all seguio nu vapor Paran.
DiloAo chele de polica, inleirando-o de haver
espedido ordem a thesoararia provincial^ para pagar .
estando nos termo, legaes, as tontas que S. S,-e- ,05 rt" 'd..*lr,a pur.ugueza
mettea das despegas feila* com o sustento dos presos
pobres da cadeia de S. AntAo e com o concert de
un arromliamento que appareceu na aiiesma cadeia.
DiloAo inspector da thesonraria de fazenda,
cotnmunicando atim de que o faca constar ao inspec-
tor de alfandega e ao administrador da mesa do con-
solado,Iqoe approvara provisoriamente a nomearAn
que o cnsul da Saecia e Noruega MMtl provincia,
C. L. P. Koick, conferio a Trini Deltop Fenrehurd
para lunecionar como gerente do consulado dormite |
a viagem que n referido con*ul lem cii, com a cond'cAo porem de apresenlar o nomeado
o respectivo beneplcito no prnzo de 3 mezes. Igual
acerc.i da nomeaca* qae fez o consol de Fraukforl
nesla provincia, de F'rederco Tintn para dorante a
ma aasencia dirigir qaelle consulado, e fez-se a
respeiti. o necewario expediente. -
DitoAo mesmo, inteirando-o de haver fallecido
no dia 5 do correle o alferes do 2. batalhAo de in-
fantera Manoel Maria Cardoto.
DitoAo director do arsenal de guerra, inte ramio
o de haver declarado aos negociantes Bieber & Com-
panhia, que nlto convindo ao governo o armamento
qae Ihe fura encommeodado para o corpo de pocia,
podiam dispor delle, e recommendamlo que nilu po-
nda duvida'na entrega do mesmo armamento raso
elles anda o nao tenham mandado buscar.
DitoAo commandaute da estaban naval, reenm-
mendando a expedirn de suas orden*, para que o
coromandante do vapor ramease, leve a seu bordo
para a corte a Maria Anglica Dias, viuva do finado
masieo do 10 batalhAo de infanlaria (ionralo Jos
da Costa, e bem assim a urna lilha menor.
DiloAo mesmo, recommeudando que mande
apromptar os medicamentos constantes da relacAn
5ue remelle, atim de serem enviados ao Dr. Firmno
os Doria por intermedio do delegado do l.imoeiro.
Communicou-se ao referido doulor.
Dito-Ao inspector do arsenal de marinha, dizen-
do ficar iuteirado de haver Smr. contratado com o
mestreda barcaea S. Ilernardino II. a comlurrAn da
plvora destinada para asAlaga*, e remeltendu para
ler a conveniente directo o ofticiu era que solicita
do Eim. presidente daquetla provincia, a expcdicAo
das ordens necessarias no sentido de ser pago all o
frete d referida plvora.Fez-se o oflieio de que
e Irata.
DiloAo presidente da junta de qualilicacAo da
freafuezia de Ingazeira, aecusando re eluda a copia
qae Smc. remelteu da acta dos traba los da qttalifi-
caeao da mesma freguezis.
PortaraMandando admittir ao s?rvi;o do ejer-
cito como voluntario por lempo de seis anno*, o pai-
sano Manoel Vicente da Cuulia Jnior.F'i/eram-
se as necessarias rommun.....;6i -.
HTEM0R.
HINISTERIO DAS OBRAS PUBLICAS, COM-
MERCIO E INDUSTRIA.
Se ni in r Por decreto de 8 de marco de 1853 or-
denon Sua Magcslade o Imperador dos Fraucezes,
qae no primeiro de maio de 1835 se abriis* em Pa-
rs no palacio da Industria una exposicAo universal
dos productos agrcolas e industriis a que scriain
admitlidos os prodoalos de todas as naques, a qual
seria encerrada a 30 de selembro saguinle. Por de-
creto de 22 de jnnho do mesmo anno foi determina-
do, que no mesmo lempo teria lanibem lugar em
Parii ama exposirao uuiversal das Bellas Artes, no
local que seria ulteriormente designado.
Para dar execucio a estes dous decretos foi creada
por decreto de 2i de dezembro segoinle, urna com-
missAo, composla de Irula e sete membros escolhi-
dos entre os homens mas eminentes as sciencias.
na agricultura, nu commercio, na industria, e as
arles, entre os quaes se conlavam os presidentes do
senado, do corpo legislativo, e do conselho de Esta-
do. Esta commissao tinha por presidente o princi-
pe Napoleao, e seria presidida na sua ausencia pelo
ministro de Estado, ou pelo ministro da agricultu-
ra, commercio e obras publicas, e na falta de ambos
por om vice-presidente, cierto por escrutinio na
primeira sessAo.
O primeiro trabalho, de que a commissAo se oc-
cupou, foi a redacrAo do seu regiment, em que se
deviam regular as snas relaces com os deparlamen-
tos da l'ranra, e com as naces estrangeiras, e re-
solver todas as quesloes, que oflereciama escolha
dos productos, que deviam concorrer a expo*ic,ao
o seu transporte at ao palacio da industriaa sua
recepca.i e collocacAo na mesmo edificioa sua elas-
silicarju a or;:.iiisac.io e foncres do jury encar-
regado de apprecar e julgar os producios expostos
anatnreza das recompensas, finalmente, que deviam
ser concedidas. Este trabalho foi preparado por
ama seceso da commissao, presidida pelo principe
Napoleao, e composta de treze membros, entre os
quaes se conlavam os ministros de Estado, e da agri-
cultura, commercio, e obras publicas, e o presiden-
te do conselho de Estado, e foi approvado pelo de-
creto imperial de 6 de abril de I85i.
Pelo artigo 1. desse regulamento foi determinado
que o encerramenlo da ExposicAo teria lugar, nAo
a 30 de selembro de 1855, como hivia sido ordena-
do pelo decreto de 8 de marro de 1853, mas a 31
de outubro daquellc anno.
Para salisfazer ao convite do governo imperial,
foi creada em Lisboa, pelo real decreto de 23 de Ja-
neiro de 1854, urna commissao denominada com-
missAo central para a ExposicAo de Pars, a qual
teve a seu cargo promover a exposirao dos produc-
naquella Exposirlo, e
facilitar a sua relean para o local designado pra
a mesma ExposicAo.
Por decreto de -i!) de marco de 1855, foi monea-
da urna commissao para estudar naquella Exposirao
(i os progressos e melhoramentos das ditTerenles artes
e ollicios, afim de que os esclarecimentni, e indica-
ee* que se colhesseni, servissem para guiar a indus-
tria nacional, enraminhando-a no seu desenvolvi-
meuto e apcrfeiroamenlos successivos.
Por carta regia de 2 de abril do mesmn anno Uve
a honra de ser nomeado presidente desla commissao
e cninmissario regio junto a Exposirao.
.Asinslrucc-s de 13 do mesmo mez designaran! o
servido que me competa.como commissario regio,e o
qtN competa a commissao. Ao commissario regio,
alm de presidir a commissao, competarepresen-
lar o nteresses econmicos de Portugal na Exposi-
{Ao uuiversal de Francainspeccionar ludo quanto
dissesse respeilo ExposicAo dos productos porlu-
guezes.
A commissao compela esludar urna serie de ques-
jes do manir iulcresse para o nosso paiz e fornecer
aojurv internacional, as informadles que elle pe-
ilisse acerca dos producios porluguezes, devendo a
commissAo appreseutar o seu relatorio ao governo,
dentro de um anno depois do encerramenlo daEx-
posirAo. lie pois do eiercicio das funccOes que pre~
encbj como commissario regio, isto he, do servico
administrativo da Exposirao, que von ler a honra de
dar cunta a Vossa Magestade.
A parle do servico, que pertence a commissAo<
entrar nn relalorio especial, que ella lem de ap-
presentar.Exceptu so o que diz respeilo as infor-
nianies, que a commissAo devia dar ao jurv interna-
cional, porque estando (erminadu este servido, uio
ha motivo para que eu nao d conta delle nesleie-
lalorio.
Antes de comedir jolgo dever levar ao conheci-
mento de Votsa Magestade, que dos cinco ruembros
da commissao nomeada pelo decreto de l de marco
de 1855, sai se me apresentaram a minha ehegada I
Pars, que leve lugar nn dia 30 de abril seguidle, o*
Srs. Julio .Mximo de Oliveira l'nnenlel, Jo.^o de
Andrade Corvo, e Jos Maria da Ponte c llorla :
faltando us Srs. Jos Victorino llamazio, Ja^^rmT
lAo Belamio de Almcida, que 6 rhegaram a Par
i a l de agosto, o o secretario da coniinissao o Sr. Se-'
| hastiAo Jos Itibeiro de Sa, que chegou a 30 de ju-
nho. E*lava tainbem em Pars o Sr. Francisco An-
tonio de Vascopcellos, liel dos prodortos, que havia
acompanhado a primeira remessa desies, sahida de
Lisboa no vapor /.a Urclagnc a 12 de abril deste
auno.
lerntra dos producto' dn indurlria porlugueza
tixpotiiSo de Varis produelo que tuto tieram de
Lisboa e foram entregues em Parts.
O art. 8 do regulamento da commissao imperial
determnava, que nenhnm producto seria admittido
Exposirao seno fo liano do sello das coinmisses deparlamenlaes de
Franca, ou das commissoes estrajigeiras. O art. 17
prescreva a poca, dentro da qual deviam ser rece-
bidos esses productos. Essa poca comecav,! a Ij
dejauciro de 1855, e nao poda nunca ir alm de 15
de abril seguiote.
O art. 18 convidava as cominissiies fraueczas s es-
trangeiras a fazer, tanto quanto fosse possivel, de
orna s vez, a remessa dos productos da sua cir-
culo scripcAo.
0 arl. (2. designoo os porlos, e as cidades fron-
leiras, por onde os productos eslrengeiros podiam
entrar em Franca. F^sses portos c cidades eram :
Lille, Valenciennes, F'orbach, Wlssembourg,
Strasbourj, Saint l.ouis, les Verrieres-de-Joux,
Pool de Be>iivoiin, Chapareill.in, Saint-Lanrenl du
Var, Marseille, Celle, Port-Vendr, Perpgnan,
Bayonne, llordeaux, Nantes, le Havre, Boulogne,
Calais, e Dunkerque.
Apezar das precripces do arl. 17, cdo convite
do art. 18, os nossos productos foram remetlidos de
Lisboa no vapor /.a Hrelogne, e entraran] em Fran-
ca peto porto de Nantes, por tres vezes. A primei-
ra partida de Lisboa leve lugar a 12 de abril, ea
ehegada a Nantes a l'.l do mesmo mez. A segunda
partida teve lugar a 10 de maio, e a ehegada a Itj
do mesmo mez. A lerceira partida leve lugar a 10
K IAWUIH m IILHERES.
POB
Carlos
"en"
MONSELET.
)
SEGUNDA, PAUTE.
XIV
A familia de Baliicau.
A familia Baliveau oceupava urna rasa no Jard.
O Jard he o principal passeio de Epernay; urna
praca com arvores e fechada por um parapeito cir-
cular da pedra.
Modesto mercador de vinhos, Eslevan Baliveau de
quasi cineoente annos era om dos verdadeiros escra-
tm da honra coramercial, cuja tradio he felizmen-
te ainda viva e forte em Franca. Homilde CatAo
da eicriplorio elle teria certamenle cravaJo o cai-
vete oo corar.lo no da em que tivesse vislo sua firma
entregue as verguohas de prolestj.
Casamatado em seus registros, nonca dexara ver
em sua pjiysionomia o menor signal de satisfago,
qoando realisava lucros, nem o menor indicio de in-
quietadlo, qoando soflria perdas. Sua mulj.ier em-
pregara vnle e cinco annos de ternura para pene-
trar nos mysterins de sua situacAo. EslcvAo adora-
va-a ; mas qoando ella fazia-lbe alguma pergunla
relativa aos seus negocios, respondia-lhe sem pie-
dade:
NAo te occopes com isso.
Fra moil longo dizer os ardis, a que ella recor-
rea para clie^ar a informa^ies alias iinperfeilas. A-
prendeu a escripturar,Ao dos livros, alim de poder
doas ou tres vezes por anno enlr.r secretamente no
escriplorio e interrogar as cifras.
O carcter taciturno de Estevlo Baliveau ffligia
tanto mais a essa pobre mulher, porquo ella lambem
oecullara-lhe sempre umsegredo; atacada de epi-
lepsia depois de urna gravidez, acostumara-se a lotar
silenciosamente com o sofJrmento ; pns sabia que
es as proviucias esligmalisain uina familia, e volam
seus lilhos ao celibato, salvo se >ii ricos.
Ora madama Baliveau tinha urna lilha de viole e
dous annos, e procurava casa-la.
Eis-ahi porque essa heroica burgueza esforrava-se
roais que nunca por dissimular suas dores physicas.
S urna pena eslava em su* confidencia : era Ca-
tharina, a vellu serva, a qual por nada le-la-hia Ira-
hita : saba proteger e mesmo provocar-lhe a retira-
da para a alcova, qu nido madama Baliveau senta a
appr.iiiinarao dos lt/rives ataques, os quaes i|.lo he
iuipoMivel prever em cartas casos e debaixo de cer-
tas influencias. Era Calharina quem ficava eutao a'
.() Vida Diario o. 88.
dejunho, e a ehegada a Nantes a 15 do mesmo mez. I
NAo coraprehendo nestas tres remessas a da colleccAo I
de espigas dos nossos (rigos, que a commissAo me l
enviou, com o liin de ohlera respectiva classificarAo
scientifica, collecrao que recebi a 8 de setembro.
Tambem uAo fov cumprido a uosso respeilo o art.
8, porque nos foi permitidlo expor productos, que
uAo foram remetlidode Lisboa, e nao viuham por
consequencia por ordem, e debaixo do sello da
commissao central. Os documentos nmeros 1 a 7
contm a designadlo desses productos, e o uome dos
expositores, entre os quaes se eucoolra o do nosso
Ilustre compatriota oSr. Constantino Jos Marques,
que enriquecen a nossa Expsito com magnficos
ramos de flores, que fa/.iam a admiraran geral.
Despezns da eonduento do producios alcao pala~
ci da industria.
O artigo 20 determnava, que as despeas da con-
ducrAo dos productos fraucezes e eslrangeios, cor-
rera por conta do thesouro francez, a dos producios
franrezes desde o lugar donde seriam mandados al
Par*., e a dos estrangeiros dede ti fronleira france-
za ale Pars.
O mesmo deveri.i ter lugar para a reconduc;ao
depois de linda a F^xposicao.
Por virtude das dispodcaes desle arlgo, s live-
mos de pagar o frele do transporte dos productos de
Lisboa at Mants.
O documento n. 8 mostra qual foi essa despeza em
cada nma das difierentes remessas
/intrads dos productos no palacio da industria.
Oisposirei pseaes. Aderlurados rolwnet.
Estado dos producto.
O artigo 25 do regulamento determnava que a
admissAo dos producios t exposicAo seria gratuita.
O artigo l, que a respeilo dos producios estran-
g-iros o palacis da ExposicAo seria constituido em al-
fandega de deposito.
O artigo Vi, qile os erapreg idos das allandegis lo-
mariam conta dos mesmos producios, sen lo feito o
'evan'.amento dos sellos, e abertura dos volum es ar-
tigo L5 no interior do palacio em presenca dos ex-
positores, ou dos seus representantes, pelos embre-
gados da alfandega.
Os expositores eslrangeiros ou seus representan-
tes ileveriam declarar depuis do encerramenlo da
exposirao artigo 17 se os seus productos eram
destinados reexportarlo, ou ao consumo interno.
Nesle ultimo caso poderiam dispr delles immedia-
nente, pagando os respectivos direitos, para a lita*
(Se dos quaes se lena em conta a depreciarlo que
livesseni solfrido dorante a sua estada no palacio da
ExposicAo.
Em virtude destas rtisposiees deram entrada no
palacio la industria os nossos productos, c a abar-
an das volumes fe/, ver que liuhamossido mais feli
es do que o liaviam sido oulras nares; porque pou-
cas perdas experimentamos, apezar do grande nume-
ro doobjeclos frageis que conlinliam esses volumes.
V" documento n. 9 mostra a natarexa e a exlensao
peasaa peritas.
, Base mesmo docomcnlo prova que os producto*
Iinntiliaadof pertenciamadez expositores : entrciau-
lo so tres licaram cxe.tuiJos do concurso por tal mo-
tivo, tendoosoutrns sele expositores productos an-
logos aos que se perderam.
Esses tres cxpisilores foram os Srs. Jos Bento
Vieira Serze lello producios chimicos ), LuizClau-
dio de Oliveira l'nnenlel (azetonas verdeaes) e JoSo
Menriqoes Pinhero mel '.
NAo desojando qae esses nossos compatriotas fos-
sam privados poresle accidente dequaesquer recom-
pensas a que tivessem direito. esi revi a !) e a II tte
julho commissAo central, peduxlo-lhe que adop-
lasse as medidas que julgasse coaveoienles, para
que aquellos productos fussem substituidos quanto
antes.
A 17 d' agosto recehi resposle da commissAo data-
da de 8 do mesmo mez, parlicipando-me, que pelo
paquete que partira no dia 9. viriam os pruductos
chimicos dn Sr. Serzcdello. Nao os tendo recebido
at 20, assim o participei nessa data a commissAo,
A 2i da ootubro recebi nina carta do Sr. Jos
Beata Vieira Serze lelln, em que me assegorava que
ia escrever para Londres para ver se anda era pos-
sivel que estes me fossem remedidos.
F.iilrei.inln s fui informado da ehegada dessc
productos a Pars a 12 de nnvemhro seguiote, isto
he, tres dias antes do encerramenlo da exposicAo, e
quando ja estavam acabados os ira bal tos do jury
documentos ns. 10 a 18).
Collocarao dos producios no palacio da industria.
I.ocae concedidos na gatera e no anne.ro
O a.ligo 9 do regulamento, convidava as ccmms-
ses eslrangeiras e as dos departamentos franerzes, a
fazer.conheccr|ogo que Ibes fosse possivel, o numero
presuinivel dos expnsitores da sua circumscripcao o
o espaco de que julgassem carecer, afim, de que a
commissao imperial lizesse operar sem demora | ar-
tigo 10 a distriic i,i do local proporcionalmtiile
aos pedidos, entre a Frang e as oulras na roes.
Oarligu 12 lisava a prazo, dentro do qual daviam
ser mandados esses esclarecimentos.
Serondo esse artigo, as listas dos expositores ad-
iiii i li 1"- deviam ser man If das commissAo imperial
o mais lardar at 30 de novembro de 1851, e devi-
am ronler :
1." Os mimes prenorues (ou raiao social prolis-
s.i.0, domicilio nu residencia dos requereutes.
2. A natureza e o numero ou quanlidade dos
producios, que queriam expr.
3." O espaco, de que careciam paraeslc lim em
altura, largora c profundidade.
Fixailu o eapnco concedido a cada iiarAn, parten-
cia a esta art. II.) dislribni-lo entre os seus expo-
sitores.
Os expositores nao eram obrigados a nenhuma re-
triloiic.io art. 96) a titulo de alogael, oo por qual-
quer outro motivo, durante a Expsito.
A commissao imperial fncarregava-se de prover
(arl. 27.) a manuteu(Ao, aeJIocacAo e arranjo dos
producto- no interior do palacio da ExposicAo, bem
como aos Irabalhos oecessario* para por em movi-
mento as machinas expostas, lomen*, tambem gra-
tuitamente (art. 28) as mesas ou mostradores, os es-
Irados, as cancellas, e divisoes entre as ditTerenles
especies de producios; porem os arranjos particula-
res (arl. 29\ como gradeamenlos, estantes, escoras,
suspene, armarios, tapetaras, armaees, pintu-
ras e ornamentos ficavam a cargo dos expositores.
Alm deslas provideneiis comidas no regiment
foi decidido pela commitsSo imperial, que a cada
nac.io exposilora seriam concedidos dous loraes, um
no palacio da industria, e outro no edificio, que e
fez construir no caes da Conferencia, a que se dea
n nome de Anne.ro, e qae se ligoa ,io palacio da in-
dustria pur meio do Panorama. Este edificio gigan-
tesco que tem de comprimeuto mil a duzentos me-
tros foi destinado exposico das machinas, dos
productos agrcolas, dos productos chimicos, e das
conservas alimenticia-. Todos os outro. productos
deviam ser enllocados no palacio da industria.
NAo tendo a commissAo central de Lisboa sitia-
feilo s prescripcijes dos arligos !) e 12, enviando
as listas dos expositores porluguezes, cen declari-
cAo do espaco do que estes careciam, por nAn ler si-
do para so habilita la pelos mesmos expnsitores, fo-
ram-nos fixados os dous locaes em nelarAo ao espa-
co, que lia\ i.iiiins oceupado na Exposirao Univer-
sal de 1851, c mais um Ierro. O e-paco que nos
foi dado na galera do palacio da industria coolinha
510 metros quadrados. O do Annexo 105 metros e
60 ceutimelros quadrados.
O Sr. Julio Mximo de Oiireira Pimentel, qae
havia chegado primeim do que eu a Pars, e
por pnrlaria de 29 de mari-o desle anuo lora encar-
regado de fazer nrranjar o local, que nos fora con-
cedido pira a cotlocacao dos nossos producios, re-
rl 'ilion contra a cnucessAo dos doos tocaos, pedin-
do que fosse peruiitlidn collocar n'um s destes, o
da galera do palacio da inds'.ria, todos os nossos
pruduclos, visto nao termos maciiuas a expnr e p-
dennos collocar all lodos os no ps productos agri
colas, que eram geralmenle pouco volunte, a
par dps outros productos da n a industria. Esla
me.in.i i i'iinii ic.io repet cu. .'oso que cheguei a
Par*. F'oi-nos, porem, respondido, que tal couces-
sAo fura negada a lodos, mesmo aos Estados-Unido*,
que quizeram levar esta pretencSo quasi que as al-
turas re una queslao diplomtica ; mesmo aos pe-
queos Filados da Alleinanlia, alguns dos quaes s
linham dous expositores, um que tinha que ficar
no palacio da iudustria, e outro que tinha de ir pa-
ra o Annexo. Desistimos, pois, da nossa preteu-
CAO, que tinha por lim evitar, alem de outros in.
convenientes, a maior despeza no arranjo dos dous
locaes, erp lugar de um, e no aogmenlo do pessoal
destinado guarda dos productos all collocados.
O documento u. 2 mostra que foi a despeza Teita
com este arranjo, e collocarao dos producios.
Nesla despeza cntram as obras de inarcina-
ria, pintura e tapecaria pela somma de francos
18:0(1,032 centesimos, a que foram reduzidas as
respectivas cuntas pelos peritos da commissAo impe-
rial. O arl. 31. do regulamento aulorisava os ex-
po-nores a fazer examinar por agentes designados
para este lim as cotilas das obras, que inandassem
fazer no palacio da industria para a collocacAo dos
seus producios. Em mi lude desle artigo o Sr. Ju-
lio Mximo de Oiireira Pimentel pedio-me que
maudas-e procedor a'quelle exam;, de que resullou
urna nao pequeoa dininuicAo a uosso favor docu-
mento n. 19.)
A jn-iica pede que eu declare, que este funecio-
nario descmpeuliou com muito '.elo e inteligencia
a commissAo de que fora incumiido, e que foi au-
xiliado na collocacAo dos produlos pelo Sr. Cons-
tantino Jos Marques, que se ppslou com a mellior
x mil "le, e -acnlicou miiitos das a este trabalho.
A collocacAo das porcellanas da a lrica da Visla A-
legre foi obra do Sr. portier, lireclor da mesma
fabrica, qae dorante a sua estad] em Paris se ofle-
recnu a ajudar-nos, e nos ajudou >ITectivamente com
muito zelo em ludo o qae diza respeilo a' nossa
ExposicAo.
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Epifanio b.; Ss. Rufino e Pelcuzio presh. mm.
8Terca. S. Amando b. ; Ss. Falizio, Mxima,< Mara mm.
9 Quarta. S. Demetrio m. ; Ss. Acacio e Hugo bb.
10 Quinta. S. Kiequiel profeta ; Ss. Terencio, Pompeo e Anollonio
11 Sexta. S. Leo Magno p. doutor da igreja ; S. Antipas m.
'i Sabbado. Ss. Viclor e Vessa mm. ; S. Constantino b.
3 Dominga 3. depois de Paseos. Patrocinio de S. Jos.
i:\< AHUECADOS DA SCBSORD7CAO NO SCL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias ; Babia o Sr. D. Duprit
Bio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Marlins.
EM PEHNAMBLCO
0 proprielario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na sua
livraria, praca da Independencia M. fie.
Cttardas dos JI**JKco... i disIrihuicAo. deixando com ludo una reserva de 8
O artigo 36. do jegulameoto dizia, que a com-, jurados para serem distribuidos pelas naroe* que es-
missao imperial teria cuidado em que os productos i tivessem no mesmo caso da nossa, em vista das suas
fossem vigiados por um pessoal numeroso e activo ; I reclamac e motivos em que a* fuudasscm.
porem que a mesma commissAo nao se tornava res-[ Tan furam as informares qae nblive na secrela-
ponsavel pelos ruubos ou desvos, que podesem ser) ria do jury, noucos dias depois da minha ehegada a
commellidos. I Pari.
O artigo 37 permillia a cada expositor fazer guar-1 Keceiando com fundamento, que, pelos motivos
dar os seus productos por um representante da sua exposlos, deixassemos de ser conveuienlemcule re-
escolha, a quem seria concedido um bilhele de en- presentados no jury, cscrevi inmediatamente ao go-
trada permanente, que nao poderla servir a mais I verno, pedindo-lhe que me|fizesse rcmeller sem per-
iiinguem. (dade lempo o catalogo dos nossos expositores, para
Estes dous arligos lizcram-nie ver a conveniencia que, em visla delle, podesse a commissao imperial
da nomeacao de dous guarda, um para cada um
dos locaes, que ajudassem o fiel dos productos no
exercicio das suas funeces ; nomear,Ao para que cu
eslava autorisado pelo artigo 10 das nslrucces de
13 de abril.
O guarda destinado para o local da galera do pa-
lacio da industria entrou em exercicio no dia 15 de
resolver quanlosjurados nospoderia ainda dar, com
munn-ar eu esa resolurAo para Lisboa, fazer-se ahi
a Hornearn e Iransmilti-Ia eu commissAo imperial.
Es.e oflieio leve a data de 5 de maio.
No dia 8 fui, porem, informada na secretaria do
jurv, de que a intenrao da commissAo imperial era,
que este comec.asse a fonecionar no dia 15 de junho
maio : o guarda do local do Annexo, .ion le mais i srguinle.
larde foram collocados os po,lucios, entrn em ex-
ercicio no dia 21 dejunho. O documento n. 20
mostr qual foi a despeza feila com os mesmos guar-
das.
llilhctes de entrada no palacio da ExfOtleSo.
Alm do artigo 37 nao se eoconlra no regula-
mento nenhuma entra disposico a respeilo dos bi-
Ihetes ile entrada ; foi, porem. resolv lo pela com-
missAo imperial, que s se concederiam bilhetes de
entrada aos empregados da ExposicAo, no qual nu-
mero *e deviam considerar ns rommi geiros, os membros do jury internacional, e os liis
e guarda* do* productos. Estes empregados eram
considerados como prestando servidos a toda a Ex-
posicAo, porem nAo assim os membros das commis-
soes de esludos nomeado* por alguns paizes, os quaes
se entenda que s prestavain serviro'aos mesmos
paizes. A crcumstanca de ler sido o palacio da d
duslria construido por urna companhia, que enfilara
com o producto das entradas para o embolso de
parle dos e.ipilaes empregados na mesma construc-
CAo, obrigava a commissAo imperial a ser muito par-
ca na concessAo de bilheles. Tiveram alem disso
tambem entrada livre no palacio da Exposirao os
expositores, ou seus repre-entantes.
Por virtude deslas disposices foiam-nos concedi-
dos sele hillieles de entrada, um par o commissi-
rio regio, tres para os nossos tres jurados e tres pa-
ra o fiel dos prodnetos. c os dous guardas ; c alem
disto cincuenta bilheles para os nossos expositores,
ou seas representantes, que podessem vir a Par*.
Tendo-me o governo aulorisado a comprar bilhetes
de entrada, chamados de o satson para ns mem-
bros da coinraissAo, qae nao fossem jurados, para o
secretario da mesma commissAo, e para os dez ar-
tistas mandados visitar a ExposicAo pelo decreto dedl
de ni ii en desle anuo, so ti/, ana desla anlorUae.lo
a favor do secretario da commissAo porque ns dous
mcinliros da mesma commissAo que nAo eramjura-
dos, eram expositores, e tinham ne*sa qualidade en-
NAo havia, pois, a lempo para esperar o catalogo
de Lisboa e seguir o procesao que eu julgava possivel
no dia 5. Tomci, poi*. a resolurAo de escrever
commissAo imperial, pediudo-l'ie que dispensasse a
apresentacAo do catalogo para a fixaco do numero
dos nossos jurados, e resolvesse esta queslAo, toman-
do par base, que linbamos pelo menos tOO exposito-
res ; o que o catalogo confirmara mais lardar. Esle
oflieio leve adata de 9 de maio.
NAn estando em Paris o Sr. Arles Dufour, voga'
e secretario da commissao imperial, fui apresenla-lo
ao Sr. Rogus, que me declarou qae era provavel,
que a commissAo o resolvesse favoravelmente.^con-
cedendo-nos ainda um dos jurados da reierva de que
ja fallei.
Nn ilia 12 publicnu efectivamente o Moniteur o
regulamento dd jurv internacional de 11 do mesmn
mez. cojo artigo 2 determnava que os membros do
jury se reunissem no dia 15 de junho por classes, se-
gundo a divisAo feita pela commissao imperial.
No dia tfi, estando ja em Paris o Sr. Arles Dufour,
fui peilir-lhe toda a brevidade na decisAo do meu
otflcio, afim de haver lempo para se fazer a nomaa-
rilo dos nossos jurados.
O Sr. Arles Dafour respondeu-me, qae conlasse-
mos com dous jurados : que faria, comtudo, quanto
pudesse para que se nos eoncedessem Ir* ; e que-
leriamos oblido i se tivessemos cumprido aa pres
cripees do artigo 12 do Tegolamenlo.
S nudi.i 21 ile maio recebi da commissAo impe-
rial datada de 19 do mesmo mez.
A commissao imperial concedia-nos tres jurados;
exiga porem, que esla nomeacao fosse feita quanto
ante*, e que se Ihe inclicas>em as classes em que
podiam funecionar os jurados, para se poder fazer
desde logo a soa di.tnhuicao pelas mesmas classes.
Deveria eu, nestaa creiimstancias esperar que a
lomearan dos jurados fosse"f,Mla em Lisboa? Havia
lempo por ventura para que eu commuuicasse para
islioa a resolucao da cnniniissAo imperial, e se fizes-
trada gratuita na ExpasieAo ; e qnantn aos dez ar- jsc '"' aquella nomeacao com a urgencia que a com-
listas tendn o seu niimern sido elevad a vnle.
espreta junto da alcova, emquanlo madama Bali-
veau lutava as coovulsoes e na espuma.
Acaso providencial, p.-rcuicoes inaudita*, milagre
de vontade. ou amor materno, o cerlo he que cora-
josa mulher cnuseguira at enlao occuHar a lodos
sua dnenea. Depois que dera a luz a lilha com os
maiores soffrimenlos occapava urna alcova separada
da do marido ; essa alcova eslava forrada de alcati-
fas por toda a parle para suflocar os gritos e amorte-
cer as quedas. Saina poucas vezes, porque na ra
um nada, urna emocAo podiam determinar urna cri
se. Nao frequenlava sociedades nem mesmo a igreja;
fazia s'-ras devoces na alcova. Essa clausura, que o
marido combatir de balde a principio, e que ella
nltribiiira a urna apathia invensivel, dera-lhe urna
corpulencia que alias assentava-lhe, e servia maravi-
llosamente para afaslar a desennfiane* da Rente de
Fpernay. Madama Baliveau fra bella e anula o era;
mas nao podia impedir que a tristeza de sos alma se
reOectisse continuamente sobre sua physionomia.
Essa tristeza lornaudo-se contagiosa com o lempo,
e-ieiidcii -e a todos os habitantes da casa. Dizia-ae
em Epernay por autiphrase: Alegre como os Bali-
veau do .lai d.
Um dia nina descoberta veio dar golpe lerrivel na
de lirarao de madama Baliveau.
No gabiuele do marido, onde desde algum lempo
suas visitas loruavam-se mais frequentes, ella achou
no fundo de urna secretaria urna pistola carregada e
junto deta o borrAo de urna carta que elle diriga
ao seu iiidariii.
Nessa caria elle explieava a necessidade em qae es-
lava de vender seus beus para pagar um passivo de
sessenla mil flancos.
Madama Baliveau nAo disse urna palavra dos tris-
tes mvsterios em que acabava de intrometter-se.
Smenle escreveu a' marqueza de Pressignv estas
palavras que ja referimos: Acuda, seuhora; eslou
para mnrrer c tenlio le enlregar-lhe meu testa-
mento.
Depois madama de Baliveau esperava de hora em
hora a marqueza.
Do dia de todos ns santos ande l'aicoi, desdeas
ullimas folhas al as primeiras, nao havia exemplo
de que n- Baliveau tivessem pa*sado o serAo em nu-
tra parle sean na sala cor de vilela do primeiro
andar. Elles ahi recebiaui invanavelmenle as mes-
illas pesoas que eram :
I." Um dos rendeiros celibalarios que represen-
tan! nrgulhnsamente a arle de viver em provincia
com oitocenlas libras de rende, e de fazer ainda al-
gurnas economas ;
2.- Um rapilAo de gendarmes, silencioso ;
3.- O collcclor das conlriliures. sexagenario de-
legadu e meticuloso lAo bem prov lo contra u lilao
teuipn, que oceupava quasi toda a aaliulia de entra-
da com sen capole, sen brrele forrado, suas sobre-
luvas seus soceos e seu guarda rhuva.
Pto se reeabia molinoe-, porque tam visla mais
lina do que os homens, e madama Baliveau lemia as
villas umita finas.
Esses quatro senhores, inclusivamente Baliveau,
collocavam-se em um angolo da sala em Ionio de
orna mesa coberta com tapetl verde para ama parti-
da do jogo dos cent,i-, sendo dous jogadures e dous
assislenles.
A in>tallae.lo do cotleclor era urna das circumstau-
cias importante* do -oran. Primeramente alte nAo
assenlava-se em nutra cadeira, se nAo naqaella que
Ihe era lialiitualmcnle reservada. Se por acaso uAo
achava-a em sea lugar, prucurava-a por todoi os
cantos semilizer uada ; se alguem a tinha transpor-
tado para algum quarto, elle cbamava Calharina e
fazia-lhe um interrogatorio no corredor ; ningaem
adevinhava a causa dessa ron versaron. senAu quando
elle reapparecia Iriumphalmente carregado da cadei-
ra. Tendo-se assenlado examinava os ps da mesa,
afaslava-os ou approximava-os medindo o grao de
oppressAn qae apresentavam-lhe aos joelhos. Depois
lunilla sobre urna mesiuha enllocada ao alcance da
m.io urna grande caixa de (abaco, sobre cuja lampa
eslava eaigaslado um relogio de prala, o que torna-
va-a mui pesada para ficar na algibeira. Depois 'li-
rava do seio, como tira-se um passarinho, ao qual se
quiz dar brando calor, urna carapuea de seda prela,
e com ella colina lentamente a cabera laucando um
olhar ao redor de si, e dizendo :
Vms permillem'.'
F)sses diversos cuidados concedidos todos os dia*
a sua commodidade oo sua mani com urna regu-
lando le, que teria feilo desesperar urna me-
cnica, excilavam s vezes os motejos dn rendeiro
orgulhoso, e o sorriso do capitn de gendarmes;-mas
Mr. e madama de Baliveau os respeilavam, e pro-
legiam generosamente.
Havia pouco lempo qoeum novo personagem con-
seguir inlrodozir-se nesse circulo eslreilo, monolono
e rcspeilavel. Urh joven subalitulo do procurador
do rei fora hdmillido a levar ahi hanrosas prelencocs
a moo du madamcsella Anais Balivaau.
Eslo acnntecirnenlo, alias mui simples, estivera
prestes a perturbar para sempre os somnulentos te-
rnes da sala cor de violeta. Nem o rendeiro orgu-
lhoso, nem o collector delicado, nem o gendarme ta-
citurno linham podido iranho iulrometler-se nssim em sua companhia.
Compre ler vivido durante anuos em urna cidade pe-
quena sobre a mesma poltrona para conipreliender
o -,oimiento egosta jle que traamos.
A primeira vez que madama Baliveau anuunciou
aos jogadores, que o joven subsliliilo viria de quau-
do en quando lomar parte em suas coiiversaces da
iioilc, essa noticia causou-lhes urna especie de estu-
pefaccAo.
O cotleclor das conlribuiecs releve um : Ali!
meu Dos como se houvesse recebido noticia de
nova invasAo dos cossacos em F^pernay. Ousaria
elle e poderia conservar indicios lodos os seus privi-
legios liante desse recemchegadir' Eis o que signi-
ficava sua exclamaran.
Nova i' suprema snrpreza eslava reservada a esses
tres personagens; era a ehegada da marque/a de
Pressiguv, ifi qual madama Baliveau nAo julgra
dever preveni-los. I'.nnlenlara-se de informar a es-
se respeilo vagamente ao marido como se fora urna
amiga decnllegio que andava viaando. Baliveau of-
ferecra improvisar uina receprh decente ; mas ella
decidir que uAo ie mudara nadi no trato ordinario
da casa e que receberia confulen alente sua que-
rida marqueza.
Assim urna imite o gendarme o rendeiro e ocol-
leclor chegaram a hora cosluinata. Urna candeia de
lalAo, com calavento, onde cahrolavam perlis dia-
blicos, desrrevia um orbe luinhoso sobre o tapete
da mesa de jogo.
Madamesella Anais Baliveau esperando o joven
substituto, o qoal tinha a discrico de nao apresen-
lar-se antes de oilo horas, prepsava ionocentemenle
suas armas incendiarias, por luanto chegava aos
vinle e doqs annos, e para ella c espelhn comer iva
a ser antes um couselheiro do q e um lisongeiro.
Madama Baliveau mellior vesida que de nnlina-
oano seguia com a vista a marca dos ponteiros de
um relogio de marmore.
Sua tez brilhava Uto rosada qe o collector depois
de haver ordenado lodo o seu gurda roupa,nAn pou-
de deixar de fazer-lhe curuprioinlos ihiiio humil-
de. O rendeiro apoiou, eugetlarme teve um sor-
riso.
O sohsliliito veio emlim enmielar a rcuniao. Era
um mancebo alto e loaro que eforcava-sc por dis-
famar sua profunda timidez su a apparencia de
urna gravidade emprestada.
Pelo olhar qae laucamos uess interior tao calmo
era possivel suppor os dramas qte occullava t
Pelas nove horas no momeuts em que o jogo dos
ceios eslava mais auimado, a srva entrn repenti-
namente e disse :
Minha ama '. minha ama
0 que ha'.'
Eis ahi a seuhora que Vir. espera ; ja des-
ceu da carruagem.
O collector deixrtu cahir asestas.
Urna senhora... murmura o rendeiro.
Urna carruagem... disse ageudarine.
Madama Biliveau seguio a srva deixando sala
no-maior tumulto.
Achou-se dianlc da marquei de Pressignv.
Nunca essas doral uiulheres s linham vislo ; mas
pertenciam ambas a Maronarh urna na qualidade
de grAo-meslra, oulra como liiplei irmaa.
Madama Baliveau Uvera o rulado de mandar ar-
cender fogo em sua alcova. F ahi que ellas pode-
rain conversar sem serem Olivias.
A' visla da mulher negociare que essa noilc, ca-
rdo dissemos.cslava vestida coi cerlo esmero, e rujo
eemblante oflerecia todas as aparenci.is da Mude, a
marqueza nAo poude reter unanovimento de aor-
preta.
Pelos termos de sui cari; disse ella, eu cria
adiar a Vine, doeiilc ; graeas .Dos lien tranquilla.
Madama Baliveau sorrio im ment', o respoudeu:
F.u disse que eslava parauoirer, e he a ver-
dade.
Todava...
Eisaptia prova, accreaulou ella apreseu-
uao me tendn o governo aulorisado a comprar Bllij
do dez bilhetes, eulendi que esla aolorisarao havia
caducado com a nova nomeacao. Acrescendo que no
Cato de querer o governo abonar-lhes a lodos a des-
peza das entradas era mellior pagar a despeza que
eficlivamenle se lizesse, de que comprar-Ibes bi-
lhetes, cusan In cada um dcsles muito mais do que
a despeza que cada artista poderia fazer, em visla
do limitado numero de dias, que poderia visitar a
ExposicAo.
O documento n. 21 moslra quaes furam os expsi-
lorea ou seus representantes, de productos porluguc-
mlaaao imperial exiga? Deveria expor-me a que
por falla dessa iniiiieacAu os nossos jurades fossem
nomea los pela iiseml>lea dos jurados presentes, is-
to he, que nao livcssemos jurados".' Entend que
uo.
Prevcndo esta hypolbc-e ja cm oflieio ile 12 de
maio, pedir cu ao governo que me aulnrisasse a fa-
zer esta nomeacao ; e em olltcio de Iti do mesmo
mez o previnia de que era muito posssivel que eu
me julgasse ubrigadn a nomear os nossos jurados, e
Ihe rugava que me nao levasse a nal, que assim o
lizesse; ja uu da 17 seguinte consultara eu a este
respeilu a conimissAu que presido, e vulnera della o
zcs, a quem distribu parte, dos cincoenla bilheles I vu, """'uic de que deveria nomear os jurados. En-
que para esse fim me liaviam sido coucedidns
Jury internacional. Juradosporluguezes.
O artigo 58 do regulamento determiuava, que a
aprcciacAo dos productos exposlos, seria confiada a
un grande jury millo internacional composto de
membros titulares"e de membros suppleules,
0 artigo 59 designava o numero dos jurados titu-
lares c de jurados suppleules que pertenciam a cada
classe de producios,"segundo o systema de clnssilica-
cAo adoptado pela commissao imperial. Em visla
desse arligo o numero total dos jorados titulares era
le 280, e o de jurados supp entes de (>7.
0 artigo 6j eslabelecia, que o numero dos jurados
seria proporcional ao numero dos expositore-, de ca-
da paiz.
O artigo til conferia o direito de fazer esta nomc-
acAo commissao o lli na] dcada paiz.
O arligo Ii2 determnava, que, no caso de nao fa-
zer a commissAo uso desse direilo, elle seria exercido
pela aasemblca geral dos jurados pratenles.
NAo tendo a commissAo central de Lisboa rcmel-
lido commissAo imperial,pelos motivos ja exposlos,
at 30 de novembro de 1851 as lisias dos exposito-
res porluguezes, em cumprimento do arligo 12 do
regulamento, a commissAo imperial nao tendoiase
alguma quelite iudicasse o numero dos nossos expo-
sitores, nosconcedeu apenas um jurado na primeira
lando marqueza urna consulla, assignada por tres
dos melhore- mdicos de Paris.
A marqueza percorreu o escriptn com espanto.
Depois laucando a vista sobre madama Baliveau
disse :
Nem em seu ar nem om sua voz ha ucnlium
indicio de uina do neo tao lerrivel.
Senhora marqueza, sou mAi, e quero casar mi-
nha ti I lia.
Madama de Pressignv esc.utou.
Tenho occullado esle segredo ao meu marido c
a ininlia Anais; nao hemaisdiflicit dn que nccul-
ta-lo a pessoas eslranha* ? Tenlio-me confiado a m-
dicos, he verdade ; mas sua discricao me he garan-
tida pela sua honra.
Quanlu Vmc. deve ler sofl'iido! disse a mar-
queza encarando-a com alfeiolo.
Oh sim, senhora. Se vossa evcelleucia son-
besse o que ha a vida para mim Uso de arrebi-
que, como urna actriz, afim de que ninsuem pona
suspeilar a assustadora Iteradle de minhas feices.
Sempre alerta, lemendo as visitas mu langas,promp
(reanlo, quiz ainda ouvir|de novo a commissAo dan-
do-lhc coiihecimenlo da resposla da commissao im-
perial, e Uve a Hlrlfa{e de ver que a commissao
mantiiiha nessa sessAo que leve lugar a 22 de majo,
ovlo que exprimir na sessAo do dia 17.
NAn hesilei, pois, o nomeci jurados porluguezes os
tres nieinliros da commissao leehnica qae se acha-
ran em Paris.
Dillercnlcs motivos aconsclliavam essa nomeacAo,
que eu li.via j indicado ao governo no* meus olli-
cios de 5, 12 e lli de maio :
Primeiro. A cominissAn leehnica eslava encarre-
gada do esludar na Exposirao os progressos e melho-
ramentos da industria nos ditTerenles paizes : ora, o
meHior meio de fazer esse esluJo era o exercicio das
fuicces de jurado, que nao podiam ser desempe-
nhadassein a compararan c appreciarAo dos produc-
ios da industria das diversas naros exposiloras, e
por consequencia sem o coiihecimenlo du seu estado
e melhoramentos.
Segundo. A commissAo teclinica nao tinha carcter
algum ofticial na Exposico ; os seus membros en-
Iravam all como entraran todas as pessoas que li-
vessem bilheles de entradas, e nao podiam obter se-
uAo por favur os esclaiccimentos de que carecessem.
Esla situac.io madava complelameule com a sua ad-
missao no jury, a qual tinha alem disto a grande
vantagcui de os por em contado com os homens
mais eminentes da Europa e do mundo civilisado,
que os diversos piizes linham nomeado para exerce-
rem as fancroes de jurados.
A estes duus motivos, que na miuha opiniAo eram
Capitana, se janlava a capacidade do* Horneados, e a
circuinstancia lambem allendivel de evitar qoe eslas
nomeacoes recahis por isso com direilo a pedir gralilicaces ao gd-
verno.
A primeira idea que occorria, dada a hypolhese
de que a nomeacAo dos jurados devia recahir nos
membros da commissAo technica, era a de designar
para estas funcees os membros da commissAo na or-
dem das suas nomeaces.
NAo era com ludo possivel seguir esle arbitrio a
respeilo dos Srs. Jos Viclorino-Damazio e Sebastin
Belamio de Almeida, apezar do seu reconhecido ne-
nto por eslarcm ausentes.
O artigo 17 do regulamento do jury internacional
de II de maio, determinara que, no caso de aasen-
cia prolongada de um jurado n'ama class, este se-
ria substituido por um sapplenle.
Ora, nos t,nio sido concedidos tres jurados tito-
ares e nenhum suppltmle, e se a nomeacAo daquel-
les recahisse nos membros ausentes da commissao, e
qu,; estes sc nAo apresentassem sem grande demora,
seriam substituidos por jurados suppleules, isto he,
por jurados de oulras noees; o queequivaleria pa-
ra mis nAo termos esses jurados.
E o facto veio dar-rae razAo, porque os Srs. Victo-
rino Damazio e Belamio de Almeida, s chegaram a
Paris a f> de agosto, isto he, quarenta dias depois qae*
o jury havia eomecado a funecionar; o qae oSo po-
dia deixir de ter produzido a sua aubjlituico por
jorados suppleotes. (Docamento n. 22.)
Tive a fortuna de ver pelo oflieio de 12 dejunho,
que o governo approvara completamente o mea pro-
ceder.
Os mappas us. 23 a 2t> moslram qual foi a diilri-
buiran que se >z dos 280 jurados titulares, e dos 67.
jurados suppleules, pelas naces que concorreram
ao palacio da industria, e a proporrAo qae hoave
entre estes, e o numero de expositores das mesmas
naces.
Esses mesmos mappas provam, que na primeira
dUinhuicoi hauve28l, em lagar de 280, jorados
ululares ; e 60, em lugar de 67, jorados so pplenles;
liaveudoalm disto! jurados adjuntos; e que oa
segunda e definitiva distribuirn, approvada pelo
decreto de 3 de outubro, hoave 336 jurados, oto se
fazendo di-tinrcao alguma entre jorados lil olares, e
jurados suppteoles.
Comparando o numero de jurados dados a cada
nacAo com o numero dos seus expositores, e loman-
do por base que o numero total desles foi de 20:700;
c que havia 280 jurados titulares, e 67 jurados sup-
pleules. como determnava o arligo 59 do regnla-
menlo. Incavam a Portugal, que tinha 4*0 exposito-
res, (i jurados Ijlulares, e 2 jurados supplentes; nu-
mero, que foi effeclivamenle concedido Soissa,
que tintn menos expositores do que nos.
A coiivicrAo de que n* tiuhamos no jary muito
iuciius membros do qne nos cumpeliam, e da conve-
niencia de termos mais pela consideraeAo e influen-
cia, que alalii nos pruviriain, levou-mc a escrever,
a 25 de junho, ao principe NapoleAo, presidente da
commissAo imperial, pcdindo-lhe, que nos concedes-
*e ainda I jurado, na nova distribuirn, que se dizia
Ir ler lugar para preencher as lacinias de algum.is
classes. O principe respondeu-me un dia segoinle,
pu? senlia nao poder resolver favoravelmente o mea
pedido, por noo haver nnva disIribuicAo de jurados;
que sem esla circumslancia aproveilaria esta occa-
siAo de dar urna nova prova a Portugal do seu de-
seju de lho ser agradavel, e que j demonstrara
dando-lhe a pedido meu 3 jurados, quando na pri-
meira distribuirlo s Ihe havia sido concedido I.
In o minha inlciirao, sc ine-eun- obti lo rnais .
um jurado, encarregar deslai funcees o primeiro
membrudo commissAo technica, que chegasse a Pa-
ris, c na sua falla iiicumbir-mc eu mesmo do sen
exerciem, e niiiic nomear alguem, que se julgasse
com direito a pedir por esse motivo gratillcacas ao
governo.
Osdocumcutos ns. 27 a 32, e as actas dis sessoe
da commissao de 17 e 22 de maio, comprehendem
tajo o que se passou em relcelo a este assumplo.
Abertura da K.rposieSo.
No da 15 de maio foi aberla a ExposicAo com loda
a solcmnidadc apelo imperador rodeado da familia
imperial, e na presenca do corpo legislativo, do
conselho de Estado, do corpo diplomtico, dos com-
missarios eslrangeiros, dos membros do jory inter-
nacional, de lodos os corpos constituidos do Estado,
e de minios militares de expeeladores. Esla solem-
nidade. que devia ter tilo lugar no dia peimeiro
desle mez por virtude do decreto de 8 de marco de
1853, foi ferrosamente adiada para quinze dias mais
larde pelo decreto imperial de 27 de abril (docu-
mento n. 33 por causa do atrazo dos Irabalhos o
palacio da industria, que anida assim mesmo sai es-
tavam terminados dous mezes depois.
dir que suicidei-me. Nossa casa be a mais alia de
Eperuay : lem Ires andares, No terceiro acha-se o
aposento de miaba querida Anais. Um desles dias
-ubo i., rom a serva para mudar as corlinas das ja-
nellas. llecousamui simples. Quero occopur-me
eu mesma com isso ; por conseguinte a serva appro-
lima urna mesa. F'az-mc alguuias observaces sobre
o perigo que corro, porque he boa mulher ; eu porm
insisto, e para tirar a variuha subo logo mesa^ A
janella esla alxerta. Tenho urna verligem, e caio
naturalmente na ra.
laso he horrivel !
Serci muilo desgrarada, senhora marqueza, se
Bear ainda viva!
Madama Baliveau fallando assim India o sorriso
nos labios.
Oh! cale-sc exclamou a marqueza de Pres-
signy ; sc alguem a ouvisse !
NAo. disse madama Baliveau.
Por mais precauco fui entreabrir a porta afim de
certilicar-se de que ninguem eslava escolando.
A voz do collector de conlribuices chegou fraca-
(a para repellir as pergnnlas de meu marido, ou sub-1 mente al ellas. Contiuuava u jogo na sala cor de
trahir-rr.e a caricias de minha lilha, s lenho um
pensamento lixo, un s cuidado : prever o momen-
to da crise alim de refugiar-me sosinha no fundo de
minha alcova.
A marqueza eslremeceu.
Ta| he o panada, disse madama Baliveau ; sa-
be qual sera o futuro?1
Vrnc. a-sn-ia-me.
Desde algum lempo meus accessns lem aug-
mentado. Conln-os, seuhora, conlo-os ha vinle e
dnus anuos. Elles tem augmentado em proporrao
horrivel. De um instante a outro receto que uao
possa mais o -cuitar a verdide. EnlAo todo licaria
I' -in lo : minha lilha un casara,nao casara nunca.
Nao ennvem. que um plano concebido e execulado a
cusa de tantos tormentos seja deslruindo por um id
momento do fraqueza : nAn he essa sua opiniao'.'
Vmc. pode recobrar a saude ; a sciencia hesu-
geila a erro*.
A sciencia nAo sabe nada sobre minha dnenea.
violeta.
Certa de nao ser espiada madama Baliveau lornou
a fechar a porta, e voltou para junto da marqueza de
Pressignv.
F2u" alligia-a, disse ella ; perdoc-me.
Que horrivel tragedia !
Tanto mais horrivel porque meu lim nAo sera
,-on-agu lo iiilrtr.luiente.
Beceia que apezar de ludo alguem Mdevi-
nhe '.'....
NAo ; meu sacrificio nAo ser absolutamente
intil: eu mora, minha fillia poder casar-se he
verdade. mas casar sem dol.
Entilo como ".' pergunlnii a marqueza.
Oulru obstculo, que descohri pouc.is horas an-
tes de escrever a votsa excelleoeia, vira fatalmente
oppor-se i ventura de Anais.
(jne obstculo ?
Meu marido est borda de um precipicio. Esse
pur conseguido nada pode fazer. De mais, cheguei! rreveu ao notario para mandar vender lodos ossens
a i la le decisiva sao os mdicos que o declaran),lem [ bens ; deve sessenla mil francos, lia de pagar ou
quo a mole.lia pasaa ou duplica. Filia duplicuu. No- i matar.se. Se pagar, como espero, pois nossos hers
repte.etilam punco mais ou menos essa somma, mi-
nha lillia nlo ler.i um sold de dore, c a pobreza he
ootra especie de epilepsia.
Infeliz mAi !
Ii.aute desse accrescimo de adversidade, emais
alo que nunca resoluta a morrer rhamei a Vossa ex-
cellencia para eulregar-lhe meu testamento, istu he,
para recnnimendar-lhe minha pobre Aiuis. Seja
ella minha herdeira, sucreda-me na nossa associacao.
Bogo-lhe, senltoia marqueza, que seja sua protec-
tora !
Madama Baliveau India lagrimas nos olhos.
Desde alguns lisiante* madama de Pressignv pa-
reca absorta em suas rellexes. Senlinato cahrem
lagrimas sobre suas tnaos, que a pobre mAi aperlava,
ella disse-Ihe :
nhiiina e-p- ronca me re-la mais.
Ijiiaes s.io cnlAo seus projeclos?
Perecerei accidentalmente.
\ cci lentamente, repeli a marqueza empalli-
decendo.
Sim.
Oh comprehendo-a ; mas nAo cuide em lal
cousa I o mu,ii assim uina vida cheia de alleCiio
e ilo virtudes !
Coudemnada pela sciencia e pela natureza
aptesso apenas algum dias u lint de minha deplora-
vel exinlencia.
Mas o co ? disse a marqueza.
Mis i,,ndia lilha'.'
V-"c. reJIeelir sobre essa eapaatoaa retoloco.
a, Una somma de sessenla mil francos a Iranquil-
lisaria sobre o futuro de sua ftlht ?
Sim, senhora, e eu morrtria entilo com alegra
em vez de morrer angustiada peloa cuidados.
Vmc. nao er na nossa associacao, pois em cir-
cunstancias too espantosas nAo teve a idea de recor-
rer a ella 1 %
Como nao creria, responden madama de Bali-
veau, se he a ella qne devo minha educaran, meu
casamento e meu dote '.' Podia eu pedir Ihe mais al-
guma cousa .' Nossa Maronana nAo he om banco.
Alem disto tenho sido urna irmaa mui pouco otil,
meus servicos nAo podem eomparar-se com os bene-
ficios que lenho recebido. Morrerei recunhecida,
mas insolvavel.
Insolvavel nAo. Itesta-lhe seu titulo dednacona,
esse titulo lem valor.
Tem valor '.' repeli madama Baliveau, incr-
dula.
A prova he que proponho compra-lo. .
Vossa excellencia '?
Ouca-mc. Desejo que urna minha prenla per-
tenca a nossa sociedade. Em vez de designar soa fi-
llia para sueccder-lhe designe minha sobrinha ; snbs-
litua em seu testamento o nome de madamesella
Anais Baliveau pelo de madama Amelia Beyle, e
oflereea-llie os sessenla mil |francos, que salvarao
a honra de seu marido e o dote de sua lilha.
Madama de Baliveau trema de alegra.
Falla seriamente, senhora '.'
NAo lux i le, disse a marqueza lAo conmovida
como ella.
Oh senhora, nesse caso deixe-me agradecer-
Ibe de joelhos !
Aceita '!
Com transporte !
* Chegou inmediatamente a orna mesnha, onde ha-
via tinta e papel, a disse marqueza ;
Dicle-me o nome de sua sobrinha.
O testamento novo, que institua Amelia marrona
depois d.i morle de madama Baliveau, foi escriplo e
assignadn em menos de tres minutos. Oantigfol
laucado ao fogo, o qual ronsnmio-o inleiramente.
i:- 11 tu un vale pan a meu notario, disse a
marqueza de Pressignv.
Obrigada, scuhoVa, oh obrigada deverei a
vossa excellencia morrer contente.
Morrer'.'
De boje a oilo dias sua sobrinha fari parle da
Maronana das Muflieres.
NAo falle assim disse a marqueza eslremeceu-
do ; Vmc. me faria crer que ajudei um crme !...
A hora da separacAo era ehegada para essas duas
muflieres. Madama de Baliveau reconduzio respei-
lo- menle a marqueza de Pressignv al a escada.
Tornando a passar ao lado da safa cor de vilela,
ruja porla eslava eulreaberta ellas poderan oovir
alnnuas palavras alegres entre os pacfico joga-
dores.
A marqueza eslremeu a esse eonlraste, apressou
sua despedida, e a porla da casa do Jard tornoola fe-
char-se sobre ella. {Conlinuar-se-ka.)
MUTC^D"
ILEGIVEL




Pede a juslica que eu declare, que esla demora
Dito fui devida nicamente i Franja, mas que para
ella conrorreram as iiares expoiiloras, nSo havendo
urna s, que tivesse salisfeilo is prescripjoes do re-
gularaenlo, j.i em r.dar.io .i remessa dos voluntes,
ja em relaco a remessa dos bullelins para a redac-
to do catalogo. Pelo artigo 17 do regulameiitj os
productos tanto frnjeles como estrangeros deviam
oslar no palacio da industria al 15 de marro de
1S55. O. documentos oDiciaes provam, que u, essa
data nao havia dado entrada naquelle edificio nem a
stima parle dos producios eilrangeiros, que all en-
Iraram al ao llm de jui.ho ; e que anda a :!0 de
abril, vspera da abertura legal da Exposirao, nAo
se haviam recebido nem dous tercos dos productos,
que haviam dado entrada a 30 de junbo. O artigo
12 ordenava, que as lisias dos expositores seriam
mandadas at 30 da novembro de 1854. Os docu-
mentos offlciaes provam que nenhuma n.irAo exposi-
lora satisfez a este preceilo, nao mandando nenliu-
ma estas listas ante, do mez de fevereirn seguinle, e
havendo mesmo algunas, que s as reinelieram o
ftn Ju me/ de muio.
Os documentos na. :li e 35 sao o discurso do piin
cipe Napoleao dirigido ao Imperador na abertura
da Exposirao, c a rcsposla de sua magetlade im-
Ve"al__________ (Continuar-se-ha.)
IITSRQR.
CORRESPONDENCIAS DO DIaRIQ dB
PERNAMBDCQ.
PARAHIBA.
4 de abril.
Anda euslem r entre os animaes de dous ps
sern pciiuas, graras a lieos e continuo a dar-me
nem pelo tal mundo de miserias, apezac dos su.los
o desgoslos, que o Jadea maldito me lem fcilo rapar-
eerea-me, que n*o lem sido elle o nico, que me'
lem incommodado, poismandou antes do si um mal-
dito, em narao conhecida. que approveitando-se da
calamitosaquadra, em que cada om lamentando
suas ou atocias infelicidades, eile lem deit.do as
nnhas .le fora. insultado elanamenfe suas antigs
victimas, e o que mais he, iniroduzindo-se medico,
lem dado boa porrao ao cemilerio na coala do scu
ocio Judeu. Em oulro qualquer lempo o negocio
lena corrido por oulra forma, elle nao leria ousado
lauto ; mas boje o soflremos, al que a juslica Di-
vina esleja salisfeila, para, em lempos mais felizes,
lomarmos-lbe cuntas aperladas.
O Judeu Errante do tanges esta em morda, e a
mortalidad nestes ltimos dias lem oscilado entre
16 e 18 diarios, e honlem cliegou a 12, o Errante
Judeu, seu precursor, tambem trata de arrumara
trouia, e quer seguir para onde lucre com as infeli-
cidades, lagrimas e desditas ajbeias.
Um uao pode eslar sem oulro.
A mortalidade nesia capital al honlem, linda
chegado a 10*1; e a tolai he calculada, pouco mais
ou menos, em 32,000 em toda a provincia. Nao be
exagerada a cifra.
Segundo as ultimas noticias declina a epidemia
ooa lugares aneciados ; mas nao temos noticias de
erras cima.
Aiuda he problemtico o seu apparecimenlo no
centro, mas eu, que leulio observado a ousadia del-
ta, creio que all nao ficarao sem seus incommodoi,
eenilo mmto mais graves pela diflicoldade dos re-
cursos, e rrescimenlo da miseria.
Na cidade de Are.-., or.de a pebre amarella nao
ousou penetrar, lem ella eito enormes estragos;
asaim poit, nao ha localidadc, que eslea della livre-
assim capriche em loca-la.
0 Rio Grande do Norte est a bracos com ec
llagcllo, c bem nal preparado. A mo haverem soc-
corros promplus, os que escaparen! o mal finar-se-
uao a fume.
Estando esta provincia bem fornecida de recur-
SMffSf? anticipadas providencias do Exm.
Costa Pinto, lem elle occastao de oflerecer abona
soccorros ao presidente do Ro Grande do Norte
Nao era possivel, que esla provincia se esquecesse
da sua mua. .
Esperamos da Baha, provincia a que mais de-
venios, anda .nais, e moito mais doqii0.cOrle,Jnue
lem sido muito econmica com nosco, um grande
lornanrnento de vveres, e eolio, com os que te-
mos, portaremos fazer alguma cousa em nrol de nos-
sos visiohos.
Os monopolistas leem andado bem desaponlados
com a abundancia, al de dinheiro miado, que ve.o
aa corle a pedido, que ha iipsia capital, e prolesiam
incommodar com seus zurros aquelles que cnten-
dern lerem lido a menor parte as acertadas provi-
Uencias, ou que nao procuraram inutilisa-las. Em
seu despeno essas vboras arrojam-se a ludo, nada
respeilam, uada considralo. O bomem honesto,
aescanredo em sua consciencia, despreza esses ren-
lis ; mas elles incommodam.
Melbur seria pora elles, que fossein unir-se sos
que pelo interior andam, em grupos, assallando os
eugenhos ebandonados, rouhando os assucares, e
manando os bois de carro e mais gado, para voinlc-
rem e comerem, ssgundo dizem, por ordem do go-
verno.
lie cssa urna especulaeao mais digna de uns e de
oulros, e menos prejodicial a humanidade.
la v, tjue os thuggs nao qoizeram entrar em
concurso com o cholera ; mas tambem, que nao qut-
zeram ficar em inaccao. Os bacamarles, que ou-
Ir ora se desfecluvam contra os homens, ho*e fulmi-
oam o gado ; o despello, que al agora eslava preso,
conliuo eulre as paredes de um corarao mesqui-
uho, torpe eabjecto, lem feilo explosaoe'choando em
urna imprensa immunda, dirigida por individuos,
semnome, poiiroe leiras, por mseraveis analnha-
betos. '
Eis consequencias do rholera, que escaparan a
nossa previ."io.
. E sera' essa impreosa echo de um partido polti-
co T certimenle nao. He echo de um partido anle-
naciooal, de meia duzia de eslrangeiros traficantes,
qoe nao poderam especular com a nussa miseria e
que nos soppoem sullicieulemenle enfraquecidos
para nos iucommudarem impuuemeule.
He echo talvez de um partido, estpidamente
elevado, que tendo outr'ora figurado entre n,
nunca suppoz que houvesse urna quadra, em que
podesse restahelecer-se, e apresenlar-se de publico.
lie echo de senlimenlos enjeilados, mas nunca
morios, nos coraees daquelles, que veem fogir-lhes
ila. maos oquejulgaram perlencer-lbes por dircito.
Felizmente, porm. nen a poca foi completa-
mente azada, e nem a Parahiba he a nica provin-
cia do imperio. At nao ousariam lano.
Afora o qoe dcixu dito, nada mais ha que mercra
menrao.
Saude, saude, e mais saude, o que he bom, Ihc
desejo por mnitos c dilatados anuos, c eu oue os
cont. '
Felizmente anda por c. ando com os ps sobre
Ierra, mas assustado, porque hoja devemos cumprir
"FST0 Vlslal' Pr1ue nao sabis o da nem a ho-
ra do hvangelhn ; assim, pois, apenas simo pelo in-
lenorcerlos movimenlos, os quaes sao, por nieus
neceados, mullo commun's, lco, como dizem, com a
orelha em pe.
Nao me vale a considerarlo de que u Judeu ja
faz fogo de retirada, porque, meu charo, ainlia ve-
jo cahirem diariamente em nossas fileiras uns seis ou
oilo camaradas, e en nao sei quaes serio os pesca-
dos pelas halas perdidas. Na noite do da 5 pilbou
elle o respeitavel anciao Francisco Joso Meira, qoa-
si meu contemporneo, cujo passameulo muito te-
nho sentido. Honesto, honrado, bom pai, bom
amigo, ptimo oidadao, de urna conversacao agrada-
vel, linha oceupadu nesla previncit, donde era fi-
mo, as primeiras posices. A Ierra llie seja leve.
, f' .a ilguem Dor elle- lea> querido provar
que no he elle lmenle que mala.
O lenenie-coronel Flix de Mello Azedo, cida-
dao distincto, na or daidade. enerado de lill.ns pe-
queos, em bom principio de forluna, euceumbio uo
da do crreme, nao ao cholera, que o repeilou,
mas a urna hydropisia, proveniente, ao que dizem,
de um mao curativo applicado as beiigas, de que
foi accommellido ha mais de um mez. A homeo-
palnia, dizem os enlendidos, que ludo cura com
seus irasquinhos, enleudeu que mo era mister des-
carregar as pstulas das beiigas do pus, e dahi urna
absorprao, e dahi a hvdropsa.
Finou-se um cidadao dislmclo.
Gomo Ihe dase, a epidemia vai em declinarfio em
lodos.os pontos aecominetlidos ; mas con*la-me que
lem invadido o sertao, com forra lerrivel, cque o
(.alle esla sendo asentado.
Nio posso asseverar essa noticia trisllssimas, posto
que me foi dada em carcter de certeza ; mas como
as mas milicias sempre se realisam, audo com bs-
tanlos cuidados nos amigos do interior.
A altenro dos Ihugijt esla presa ao's gados alheios
e quica, bolsas, para lempo opporiuno. Os grov
pos de que Ihe fallei em miiihas ultimas, leem aug-
mentado, em guerra aos gados, na vista de seus do-
non, ehoje aleja nao querem dar-se ao Irabalho de
vaqoeja-lo no mallo, e o v,1o lomando aosserlane-
jos das boladas em camiuho. I so he mais fcil e
sommano. Ouando o corpo esliver melhormenle
organisado, entrara' em emprezas mais sublimes-
Estamos bem aviados com os laes meninos.
Os presos dli cadeia destacapital mudaran de lc-
tica, equizeram tomar cadeia por minas. Esta-
fan! com a mina prompta para ser carrejada, c al
dizem que a plvora preparada, embora nao fosse
encomiada, quaudn.honlem houve una denuncia,
foidescsberlo o plano, que uao deixava de ler um
risco para os useculnrcs.
O* eogenheiros Vialorino, Santa Isabel e Gaviao
lorm mudados de prisao, mas nao se encoulro
caia'n'1 'm" """^ q"e me leml)re "* Penle oc-
Samle, saude e mais su,|c ||lc desejo, t que le-
nha sempre bons visiuhos, longc de importunos.
IAW0 wl WWMjteg smpe |2 D( mi H lttg

mgro
topel.
P"i que devia fazer sallar a nova Sebas-
Os presos de llananciras, aproveitando-se da dis-
raccao e cansaco do destacan.uto, onico que en-
lerrava all os morios, aproveilarara-se limpamenle
da occasiao, v. pozeram-se ao fresco.
vao augmentar o numero do co uedores do
Felizmente os viveras vao conservando um preco
ratoavel, e os monopolisu, inda esperara oppor-
lumdade de nos darem na bolsa. Na quadra actual
cada um faz n que pode.
O Aceorroi da Baha anda eslao em re-tos-he-
mo. Todo c mais he as.nn. Se nos nao fosiemos
owendo rom at linhas de casa, eslavam,,. bem avia.
i' ",ad0 C,H,K* a eevada o bichinhi, e-|a' fi.
PERMAMBIiCQ.
Bananeiras -j;i de marco.
Ouvidava en de anda hoja poder-las escrever,
porem, graras a Divina Providencia, anda existo
'" meio do cholera, lula do infernal gangelico. .-
tendite el (dele.
O cholera segu em sua marcha accelerada e hor-
riyel, mais de 3,1100 victimas tem ja feilo em lodo o
municipio comprehendeudu a Tresuezia d'Araruna.
Dos de pied.de Com a chegada dos mdicos os
cnipmos da villa melboraram de rondic;ao (I) mas
a popularn de lora conlinuou a ser horrivelmcule
dizimada, porque ou os doentes nao podem recor-
rer a medicina, ou pudendo, poucas vezes aprovei-
,am os remedios que So buscar, por nao salieren)
pizer implicaran delles, legando as prescripciies dos
mdicos.
Eniquanln a epidemia acnula cem scu tremendo
chirote o mundochrislio por estas paragens, o fia-
sello da fomc Ivraniiiza o reato ilos chrislaos que
vao subsislindo.
O goveroojda pronhacia mandn a principio algoni
careros de arroz e tres barricas de, farinha doreino
para soccorrer a pobreza desvalida, mas esle oeeorro
nao tiraba acrao extensiva para os que,,apczar de po-
bres desvalidos, nioravam junio de algara propie-
tario mais ou menos, ou mesino pouquissimo abas-
tado. Nao sei se por esta provincia lamben succe-
deu a mesma candadegovernaliva.
O Sr. (.Lu liana entregou ao Dr. Gliri.pim Ire-
zenlos e onza mil res, quauto se havia recebido de
una subscriprao aqu promovida em favor da po-
breza desvalida, e com esla cota o inesino duulor ja
lem levadu a elleito o fim desejado.
Os proprietarios pelos engenbos e sitios eslao ac.
dindo c soccorrerfdo a pobreza mendicante, lenho
roznes para asseverar que relevanlissimos serviros
humanidade leem relio alguna fazendeiros, j com
soccorros homeopathicosexlrahidos de suas carleiras
e ambulancias particulares, e ja mesmo com os ali-
mentos necessanos a subsistencia dos enfermos. A
esles caracteres distiuctos basta que Dos bem re-
compense us seus humanitarios serviros.
No entanlo. sei de outros que nada bao feilo nes
la parte, c os nomes de uiuitos delles hei de levar
ao ulbn da mi, se vida para diaute me conceder
Providencia ; quando a cegueira do avarento o ful-
mina, a propria religi.lo de Jess Chrislo he para el-
le urna chimera miseria !
Abrir as portas de seus cofres em crises, como a
actual, para arrancar a orpbandadc e a viuvez dos
audrajus da miseria, nao he para alguus hornea,
deslc muuicipio que cruzaram os braros e deixaram
que a pobreza desvalida murresse i foine, egostas
que sao !
O homemque vive a vida da sociedade, que com-
prebende o senlimenlo du juslo c do injusto, que
sabe obedecer aos preceilos de nossa santa religUo ;
nao pode cerlamente ostentar esse impralicavel
egosmo e usura, de que se leen deixado revestir al-
guus senhorts ricaros da Ierra, que como alguns ate
se prevalecern) do lempo para reputar a costa das
miserias do novo os seus productosisto por preros
exoibilaulissiinos !
He at onde pode chegar a miseria humana !
Urna caada de agurdente por islO'.' Pois ha
quem te tilia vendido !
30
A epidemia recrudesce, e o puvo est morrendo a
lome. Oh por qnaotos horrores liona de pasear a
popularao deslc dcsdiloso municipio ".' Os ceiuiterios
ja nao leein coiit., e de cada lado surge um consu-
midor das humanas oasadM !
A falta quasi absoluta de elementos estiriluaes
vai se lomando suiumamcnte sensivel. Dous sacer-
dotes que iain alimentando o povo rom as conlissoes
na hora da morte, boje porem eslao ambos doentes,
e o pobre povo ah esta morrendo como os brutos
irraciouaes !
A foine devasta igualmente com a peste, e nao sei
qual ser o paradeiro disto !
O curativo por aqu vli se loruaudo celebre, e ca-
da qual .dupla o scu svslema de curar. O lima
poucu lem aproveilado.
As coutra-ervas. ervas, entre-cascos de arvores s,lo
as boticas donde se leem exliahido ptimos e nius
remedio^.
A farinha de mandioca que laulo reprovam os
Srs. esculapios, he o alimento que regula por aqu,
com a carne, c BUHO assim temos visto intuios do-
eutes salvus.
Agua liia em grande abundancia, pimenta e sal
lem salvado a muitos. Sangras, gomma de hla-
la, clvsleres de cabaciobo e purgantes de azeile de
r.irrpalo lem salvado outrus.
Bandos de "agua fra cum sal lem feilo cs(anrar
diarrbeas Icrriveis.
Emfim, meu charo, a Tonea fume est acaban-
do de nilar ludo c a ludos.
:ll
A epidemia cslA declinando mais dentro da villa,
mas por fora vai indo cada vez a peior, e o mal est
tomando gcossas proporri.es A pequea escrava-
lura dcstes brejos lem-se acabado, e a agricultura
lera' de sollrer a mais lerrivel das derrotas !
A rvomeopaloia dos.curiosos tem kilo uiilagres in-
concebiveisveratrum. ipecacuanba, cupium e arse-
uicum, sao podero.isstnos remedios em circutnstan-
cias as maisapertana-: com elfeilo, nunca suppuz que
Ires golas dr tinturas, ou oilo ovinlios dearanha po-
dessem fazer os prodigios que lenho testeniunliado.
Ali se livessemos a lui um Sr. homeopatha de tem-
peratura de um Dr. Sabino, Dr. Moscozo, eulao a
cuusa seria oulra.
A homeopathia pode cum razao ser divinisada,
que curas que curas Sean fosse a negarao cx-
cessiva que lenho para isto de aprender, decidida-
mente ia ser medico do calibre do Dr. Mo-cozo, e
leria o summo gosto de ser hcineopatha.
Os malulos por estas parageni coniu nao acredi-
tara na humeopalhia, dizam boje, quando eslo
doeules, mis nao queremos a mmepatia, porem
sim, as Uoieat que o Sr. Dr. F. esta' dando ao povo,
de sorle que um cabo de esquadra hoje por aqu he
um duulor.
Adeos, at logo.
U .lldeiao.
(I) Os de denlro da villa.
PAGINA AVULSA.
A orphandade 1 He o brado que hoje resa em
lodos os corares bem formados : be a voz da cons-
ciencia daquelles, que por deveres emanados do
corado, da humanidade e da Ici, lem restricta obri-
gajao de curarem do seu futuro: he o peasameulo
geral de lodos qnanlos a encaran) como ligua de
prolccrao. O que sera feilo dessa iiiimete-nlade de
innocentes,que o lerrivel llagello roubou a|seus pas
e seus protectores '.' Aliradus por lares de oulros, que
nao os seus, mendigando o pao, por uns dado em
noine de Dos e da caridade, e por outros em nome
do sen/torio, vivem esses infeli/.es derramados por
toda provincia, uns sem saberem o que perderam
outros sebeado resignados; e aquelles opressos tal-
vez pelo peso da esrravidao, esles vivendo no dcs-
prezo, e na niizeriab'smolano.o que talvez livessem
com abundancia em quauto que os poderosos, que
em patrie podiam mitigar a surte mesquinha desses
desventurados luciiplelam-so na lula mesa, lanran-
do aos seus raes o que podiam prove- aos pais da-
quelles quando lulavam com a fomc e o cholera '.'
Dos hade perinillir, que o governo geral ou pro-
vincial se compadece, dessa clnsa desvalida, razendo
rccolher os infelizes, que por ah andan a merc
das circuinslancas. Consta-nos que oExm. Sr. pre-
sidente nutre as mais pas inteurocs a respcilo des-
ses inaocenles, que realmente mcrcccni toda pro-
ICCr.lO.
Consta-nos que a assoriagdo commercial lem j
podido oblar doce coates de reisdanovasubscriprao.
.Muilo deve a m'endicidade aos dislinclos Srs. cum-
mendador Jlanoel Gonralves, Manuel Ignacio, e
Scharaiiim.iiaudescoiihccendnos relevanlissimos ser
viros, que han prestado os de mais inembms dessa
humanitaria sociedade, e todas as oulras commisses,
que bem compriheuderam a que 13o caridosamente
se preslaram.
Ha dous dias.na ra da l/mceirao da Boa Vista,
esteve exposla obre urna calcada a lodo rigor do sol
urna miseiavel atacada de urna vilenla rnugesia ce-
lebra!. Estar em nossa Ierra a raridad? idenlillrada
rom ti
Como he que um lageilo, sii porque camhulenu
por sobre um negro captivo, arruma-lhe urna cslu-
pendsima bofetada '.' I.embra-nos um ebrio, que
rindo pela ponto do Reeife descrevendo II c rr, lom-
bou sobre um pobre humera tpie \inha sin seu uizo
perfeilo, e disse-lhe muito envinagradoiem lie-
bado.'!
Con-la-nos que na Venda Gran le. a epidemia
lem feilo seus estragos ; pouco lera que trabalhar em
vista do numero de habitante*,
Em Ipojaca preparam-se grandes festividades ao
Senlioi Santo Chrislo, e a S. Boque; em verdade,
os Ipnjucauos devem rrndcr mil graras ao Poderoso,
c aos santos idvogados contra a peste, pelos hens
que Ibes lizeram. Oulros lugares nao poderam contar
Ionio Iriumpho.
Estamos sem o nosso treguez inlallivel, esse pre-
lo da perna torta, uierrador de palitos de logo, que
lano diverta com as tai lengas-lengas os moleqoes.
O cholera n.lo rcfpeitou cssa especialidade.
'oiit/u-Htn, que quando de lodo esliver eilino
la a epidemial lera de liaver urna prorisso Iriuin-
phal dentro do cemilerio; sobre os carros liinebres
irao de ccoras todos os enfermeiros, i|ue serviram
nos hospilaes, eneflfeko os carros os coveiros ; da-
das as M ^L. contiiHiuia, usclurlataes
e curandeiros, qH V em alas acnmpauhjudo a
proriss.ni, iiaio vWnWiis coveiros, aos cocheiros, e
aos enfermaros, depois do que plantarn .sobre as
sepulturas dos cholencos eravos de del'unlos, e man-
geicoes, o que feilo, irao ludos rastrar porcos.
O) habitantes dos Kemedios eslao a espera de
soluraai a respeilo do que reflexionamos sobre a ce-
pella daquelle lugar.
Faz-nos urna ralla ronsideravcl om tribunal de
polica correccional, porque loriamos de ver sem-
pre nelle esses demoledora do crdito albeio nel-
le amarrados, como suein fazer nos carros ccr;os se-
uhres de engenbo com quem Ibes trebalha.
Ha na ra Noua em certa loja de ferrasera om
Caixeire bem condecido, que quando nao tctu leo
veiims pare vender, occapa-se com a vida de seu
VKiohol sem atlcnrao a sexo e idade. He porque es-
se rapazola ignora, que nao he por elle, que se (em
lulerado suas insolencias: pois olhe, temos a mao
un lo,,,, eatfaalogo de seus fetus, que publicados, o
pora do baldo para o fundo da loja com as cairas
na mao, como se cos urna dizer !
O Sr. Antonio Francisco Lisboa, con arniazeni
de assucar na ra .le Apollo, acaba Ihe restituir aos
seus pas, o Sr. Jote /.icarias de Carvalho, c D.Ma-
ria Leopoldina de Carvalliu. urna sua filba perf.ita-
menla lgida, e sem mais signaes de vida sanio as
pulsaces do corarao. L'm curioso s vezes he como
um ceg, a pancada he de malar. ,
Sr. liscl de S. Jos, que tem sido Uo .vsi-
duo no cumprimenlo dos seus deveres, lenha a bon-
dade de obstar a venda de garapa em outra casa de
sua freguezia. Essa casa he propriedade do Sr. C...,
e se S. S. nao acertar com o numero, fcil nos sera
apouta-lo. .
lima familia quando nada lenha que fazer do-
msticamente, deve procuradora que se entrelenha,
anda que seja era canlar aos moleqoes o. ps-palh-
las, mas nunca se Importar cum a vida privada de
quem ignora, porqoe nem sempre se podern guar-
dar e.se reepeito,calientemente devidoa asseoltora*,
principalmente quando estas, lazando perder loda
altenro, que se Ihcs deve ler.descem baixczasim
proprias de seu nome. Isto principalmente se deve
entender com certa familia do Recito.
E-lam j atilorisadns pelo Sr. Dr. Joao Pedro
Maduro da Foiiscca, leslainenleiro e hcrdciro ,1a fi-
nada viova de Norberlo Joaquini Jos Guedes, a de-
clarar, que nem urna das disposirocs testamentarias
lema cumprir para os pobres.
De bem merecido lodo elogio,que o nosso corres-
pondente do Kio Formoso faz an |)r. Joao da Silva
Ramos, pelo muito que se lu prestado em soccorrer
a pobreza de Sarioliaem. Aqu he um inoro bem
conhecido pelos seus tlenlos e iclividide. Xw de-
viamos dizer cousa algoma a respeilo desse medico
por certas deferencia que o publico sabe, mas espe-
ravamns que oulro lomasse a iniciativa, e rulan na-
da mais diremos, sent como elle Une,pal jus-
tillo.
lSr. Jordac, com estabelecimenio de pharma-
cia na ra do Gabog, offereceu gralnilemente para
o Iratomenlo dos pobres do engouho Camaragibe, e
oulros adjuntos em berioli.iem, nlo pequea porrau
dcmrilrainciilos. Louvores ao Sr. Jordao.
O Sr. M. A. M. do A. queira ler a bondede de
procurar a rcsposla de sua caria onde a deixou.
lera-so lomado insupporlaveis as fidistas de
becco dj Padse : reproduzemse all cooslentemenle
scenas vergonliosissimas, que a polica deve tomar
em muila cousderarao, porque neise lugar mofan.
familias honestas, que Icrn Billas, e nao desejara
queouram tao infames prelecc.Oese.de preslituires.
At amanhua.
COMARCA. IX) BONITO.
II de marc;o.
Tenrionava escrever-lbe amanbaa, como Ihc man-
de! dizer, porem sabe boje portador para ah, e
quero .dar noticias dislo por r. O estado da villa
e seus arredores eonliaoa satisfactorio, riera mesmo
me con.la que baja alguera doenle ; a bexiga he
que lavra, a cadeia perdeu dous presos, entre ellos
aquello Uuois, da Serra da Kussta. os mais ( lodos
liveram ) eslao escaposporm a niiinr parle dos
guardas vao .crido alaeadoa, A polica arranjou urna
casa tora da villa paia lratrem-Se os desvalidos,
assim como um curador para coidar delles, e vai
dar.por cr.nrluilo c hospital rholericu, onde apenas
ha urna velhinha doeole, mas da propria senertule.
Em geral o Bonito continua a melhorar, porm no
losar da Bajada, daqui Ires leguas, esla om ptiuco
intensa a epidemia. Ainda nao havia dado all.
A mesma l.age Grande vai melhor.
De Grvala Ihe copio parle de um ollirio que
hoje receben o delegado, o qual oflicio fallando da
epidemia diz assim :
Tenho o prazer de dar parle a V. S. que ja se
acba quasi exmelo o cbulera neele dislriclo. On-
de anda tnorria com algum excessu era no qiur-
Iborcs. o
leirao da SerrafjUraode c Boa Vista, que ja vao me
O Sr. Capistrano, subdelegado lerceiro inpplente
em exercicin desde que em Grvala prnripou o cho-
lera, lem se portado muilo beme quando eu Ihe
disse n'uma das anterioresos subdelegados lem
cumprido mais ou meaos os seus deverrs reteri-nie
aosaque eslavam servindo, portiue Ires nao lulo esta-
do em exerricio lia r.ipito.
O Padilba do Nenie ha quasi duus anuos ou creio
que muilo mais, o Manuel Antonio de Grvala e de
Capueiras por doenlrs nao tein-se afresenlado mes-
mo porque :
Aquillo <|ue taz morrer
Tambem faz adoecer.
Aqu alm da bexiga reina o delluxo, e molestia
de olhos. ophlslini.-i. Na Aba da Serra, tambem as
duas ultimasassim como em Caronr. Parece que
o cholera vai redondo o lugar aos mais, he bom sig-
n.Iporque no lempo de seu dominio essa molestia
monopolisa as allribuircs das oulras, e be s quem
furnrre mercadoria' barca do Charonle.
A estarn invernosa que ha dias enraerou, nenhii-
ma .iteraran tem feilo na salubridade, lenho es-
perenees deque mesmo concorreni para que ella
va em |irogresso is-o espero em Dos, que apezar de
nossas rtilpas sempre nos olhtlCom olhos de Pai.
Concluo esta cora nm pedarinhn de urna caria que
recebi le Ciroar: o As cousas por aqu continan
no sufu delcvei. recurdaees : iienhun caso llm nllimamen-
leapparerido na villa, posto que pelus arredores:
continu a mortolidade, paseando aos qoarteiroes I
mais abalados, logo que tem lufllcienlemente dizl-l
mado o, mais prximo-, rom lio inslinclivn e regu-
lar prnrpdcrqiie admira a lodos os que rosliimam
atlnbuir semelbanteseffeilos a causas diversas da-
qoellaqne deve ser considerada como a nica e ver
dadeira, o neceado. A epidemia entra e sabe em
qualquer villa cu povoado romo bltalhSes cerrado.,
e rom um tal plano e combinara) em sua manobra,
pin dr-r-bi.i ler sido regulada pelo mais hbil ge-
neral: ludo predispe.Jpara que ninguem Ihe escape,
sent os predestinados, e sao beldados fojos os motos
humanos, quan lo algum por sua inctoravel sen
tonca be jaldado roo de morte.
Expliquen muito embora os Srs. mdicos e phi-
losopbos. como qui/ereni, as causas de laes efleilos ;
como suri minio carola em inalerja de religiao srm
ser com ludo muito fatalista achn sempre nos li-
vros sanios a verdadeira explicacjjo desses tlagcllos
e rcsposla terminante, que conten dar a incredn-
lidade dos que, com ruinaras de sabedoria, as altri-
burra i causas i..lranb is.
Desde que ha perrado. ha ucees.idad de punir
Mecedor, c se a infinita bou lado e misericordia de
Dos, moitissimaa vezes o hilera, a sua usura alga-
mea vezes se revela de um modo solemne e ssom-
hroso no meio dos culpados, ou para os advertir e
corrigir, nu para os rastigar.
Emfim a minha le ha a do rarvoeiro E'la carta
he de -JH desle, e depois della, oulras nuuneiam
que aseooiss naquelle lugar vao indo sempre em
melhora, c sao deltas que sei uque disse no principio
da presente epstola.
. Adeos. Dos nos consol, c d alivio a lanos
males.
Dhponha sempre de mim, e mande novas sua.
Se Deosquizer. Au retoumer.
de abril, as II) horas da noile.
Ilnnlem Ihe esrrevi, porm a carta ainda. *l em
raaos dn portador, que sabe auianliaa inui
ieao quero approveilar o eiispjn par
nnliriaide honlem parara.
Sao quasi as mesmas com pouca alterarao : as be-
xigas esto espalhidas por loda esta villa, per iim
urbem ahanbulnnl : Ja poucas casas as deixam de
ler, venliam ellas, fora o cholera.
A casa que o delegado designou para tratar os no-
brea desse mal [beiigas), j i. uns qoalro, que va
semnovidide. '
O cholera ronlinua a dar suas pedradas bem boas.
I or lle/erros ahila morre-se '.menos sim) la esla con-
fessado o eommaodanle superior Bezerra Torres
Heos Ihe dCallivo.
All morreu lia poucu tira, victima sem duvida de
sua ignorancia, genlio-ae cora nao sii o que, c Iraluu
s curar-sehvilropalhicamenle,
que
islo he, Ininim um
l.^..l .-----V.....--"., .-, lie, llllllou un
T1......eclvsleresd agua fra, o caso he que loi-se,
dizem. esloporado.
Suppuiiba ler.a molestia ; esse hornera, ot.ro di-
zc, que tratara asente sua assim. Era abastado e
gozava de bom coneeilo.
Fallereu realmenle da cura, e ha quera diga que
elle nao linha lulo cholera. '
Falliaraui anda esla vez os preceilos de lian '.
u itr lontes aqu cliegou boje, e rolle omanhaa
parn a l.age t.raude, cujus muradorescslu minio sa-
lisletlos com elle.
Moje loi atacado nesla villa, um soldado, que lem
nao o cholera mais de Ires vezo, lie dos laes que
morra pela bocea como o pene c como mu,la gente,
iictiois de haver inhumado no ventre boa porrao de
Pira., queme e escaldado, deu-lhe com agua fra, e o
cholera que esprcila essas occesides, salta-lhe em ri-
ma, fc lanos (pie comcm piran o hebem agua, por
qoe nao tem ? be pafjue elle ja t,ha de ler, disse
um incrdulo. Mas algum dia cabe a casa. Toda.
va es cousas vao indo enynelhora, e he de suppor
queaempre bajara pur alflim lempo seus casos.
fc. eslou que iao cedo nao nos dexa elle delinili-
aiuenle. lia mais de Ires me/es que esla aqu !
n Hoiiiluli.nl ido aos pouens, mas lem perdido
mulla gente r
As noticias conliuuam boas. Bezcrros, se nao es-
la ilehnilivainenle ltvre du mal, cunta-se excellente-
menle melhorado ; muila gente j vai la e volla em
pa/.
Dos he pai de misericordia.
I ma carta receida nesle momento d/.-me ler fal-
lecido em Agua Prcta o Dr. Ilerciil.ino Gonralves di
Hucha, que aqui foijuiz municipal. Mais
lima do cholera !
t\s bexigas continuara a dessiminar-se, porm
lia uovidade.
Honlem a noile cabio um alacado do cholera
da roa. dizem que esla' mal. He esle
que temos aqoi ha muitos dias.
Ao nosso amigo F. M. que me mande nolicias do
ineus e dos nos.os.
Pela subdelegara da frpguezia de S. Josc.o-porlu-
gUM Joaquina Francisco dos Santos, por desordem.
sTpela subdelegacia da fregnezia da Boa-VisU,
Manuel hranrisco'de Araujo, por briga, e a preto
escravo Nicolao, por sospeilo de crime de forlo.
Dos guarde a V. Exr. |||m. c Exm. Sr.
ronselheiro Jos lenlo da Cnnha e l'igueiredo,
presidente da provincia.O chefe de jiolicia, Lui:
Carlos de l'ahn Teijeira.
Reeommende-me ao collega de Sergipe, pcca-lhe
ovas ferido compadre.....e diga-lhe que nunca mais
urna carlinlia.....
Ao scu do l'iauhv Valenra): Sr. collega, n.lo
lenho certamenle a honra de o ennhecer, e pode ser
tambem que o conbera, quem sabe mas assim mes-
mo rogn-lhe um favorznho. Ouando se encontrar
ah com o Sr. C. queja foi tambem do C..... e meu
Vilinbo, ronle-lhe que depois de sua sabida desle
lorrao muilas cousas se tem crentuado c logo elle le-
ra utiras, que nos escreva, eiic continu a mere-
cer o nome tle ingrato. Ainda ao referido collega
He especial r.ivor dar-me novas do J. de S. Martina,
.creio que lo Pul\) scienlifiqae-lhe que depois qne
us deixamos de ver, apenas recebi urna priincira,
nica e ultima, enviada de Maranhao, e mais nun-
ca ; entretanto que eu constantemente Ihe hei es-
cnptoja*lesla provincia, ja da Baha, etc., ele,,
que anda hoje me record desses bellos 6 annns, e
especialmente do Si em que vivemos junios na ex
O..... Elle que se lembre aonde costumava passar
o 2 de tevereiro, emfim do D., que com elle raorou
no incsino apartemenl junto ao seu, e hade sera du-
Mdai saber qui sum, tanto mais quauto v o ponfo
donde Ihe esrrevo. O collega l'ianhijen>e n3o se
enrade, Taca urna cartinha ao scu prlmeiro candidato
da sua lista a provincial com eatni tennis ; e dga-
me depois alguma cousa, recommende-lhc que pera
noticias mmlias ao Che. de P. Cal. ... *
.S'ir compadre, lem-me sido assnf lisongeiras as
nolieas dessa I,ella cidade, e Dcos a livre dessa vez
do lerrivel citolera.
N. II. o Jos l.uiz de Mallos, que foi accommet-
lulo pelo mal, ja esta' bom, e razendo por satinar os
cobres ; elle me pede que lite diga sso para deicau-
rar as pessoal cotu quem lem transacres.
Adeos.
.tu retorncr.
{Carta particular.)
RELATORIO -
do primeiro trimestre de 1856, lido a
junta administrativa do hospital por-
tuguez de beneficencia, em sessao'
ordinaliti do 1.- domingo de abril,
pelo seu presidente, o Illm. Sr. Dr.
Almiida.
Srs. mordomos do hospital portuguez de benefi-
cencia.De accordo com o disposto no S l do arl.
~ri do estatutos, que regem esle eslahelecimcnlo, ve-
nhodar-vos corita do seu movimenlo pessoal e finan-
ceirodurante o trimestre lindo, o qual por torce de
= r ordem lem dcabranger o dia da sua abertura ale
esta dala.
Desde esse dia 18 de novembro] ee acba com el-
leito faOCCionando o hospital, e posso alianrar-vos,
que o seu exerricio tem sido em ludo regular, im-
pondo por um eslabclecimenlode longa dala, quan-
do apenas corda i mezes, c tantos dias de exis-
tencia.
Limitados a principios seus beneficios a familia
portugueta de accordo com o rigor da instiluico,
e com o arl. > dos eslaltilus, aprouve Providencia
faser-nos passar lambem pelos rigores dessa epide-
mia, que por urna e-pegie de coinpensat;5o provi-
dencial servir de origen a fundaban d'e.le mesmo
instituto. Como sabis, loso aos primeiros amonios
urna vio- j da calaraidade resulv.u a assembla geral dos senho-
res accionistas em se.-ao extraordinaria de li de fe-
vereiro, de conformi lade com a resolurao ja lomada
pela juula administrativa do hospital portuguez pro-
visorio, prescindir provisoriamente do consider-
rOes de nacionalidade na admissao dos infelizes, que
porvenlura viessem a ser accomraellidos do llagello
epidmico, en cuiisequencia do que foi o hospital
iinmediataineiile a todos os habtenles d'esla capital
ronqueado, mas principalmente ao povo brasileiro
indigente, sem a ineuor dislincrln de cor ou nacio-
nalidade. A presidencia da provincia agradeceu em
ollicio honroso o proceder ehrUlgo dos Portugue-
zcs; a imprensa obseqoiosa regislrou e coinmenlou
o Tacto, e o povo ajiiovetlou o oflereciinculo. Pouco
valia elle em verdade tanto pela sua iiicjquinbez,
como pela sua manifesla disproporjo com as ne-
cessldades de urna tao vasta popularao, mas podis
gloriar-vos de liaver mostrado pralieamei.te, que o
muito, que Ihe taltou em grandeza e magnilietic ia,
foi brillianlctnenle coiiipetr.ado era cuidados e des-
velos do lodo o gerrero para com os infelizes doen-
tes, a quem o brari do infortunio arremessou a
portas d'esle asvlo de caridade. Porluguezes e Bra-
sileros a todos o hospital portuguez recebeu em seu
seio. A idenli lade de soflrimcnlos eslreilra anda
mais eulre si as duas nacionalidades, e como se fos-
sem lodos membros de urna so familia, a lodos o hos-
pital porlaguez franqueou os seus recursos, e tralou
com igual desvello, c a mesma dedic.ar.ao.
Durante o trimesire fiado recebeu o hospital :
Doentes aneciados de molestias ordinarias. 58
Cholencos............. >
Total........
lora
o nico caso
inda el em
uiln'ledii.por
i.....tsS'uii as
COMAKCA Di: GAHAMILNS.
O de marro
O rholera anda au nos quz deixar. e vai de
lempos em lempos ruubaudo de nosso seio amigos
charos e cidadaos prestrnosos. O tita -l't de teve-
reiro prximo pissado vio morrer a nosso amigo o
bacharel Francisco Machado Dias. un .los mais bel-
los ornamentos da sociedade desle lugar.
O infeliz Dr. veta" de Crreme onde o mal asso-
lava rom inaudito, furor, c liazendo eomsigo o mal,
succtimbiolidias 'epois de sua chegada, nata se
ponpou para sel' 'o ; porm que pode fozer um
alomo COOlra um ,|osso de forro, que anda, que
corre amagando u o '.
Ja temos um hostil e rle foja sshirsm uns .".,
nao para o remtteiio, porm para o qtiarlel < caJeia
(por serera > sentenciados e :t soldados tfo destaca-
ino,iio o encarregado do curativo he Sr. Lavenere,
que al o presente lem sido muilo feliz em seus cu-
rativos, sendo o seo svslema de cora o mais simples
possivel, diz elle, que leudo sal amargo, dilo de
glauhero trtaro emtico, um linimentocomposlo de
partes iguaes de a'lcoo canforado, essencia delhere-
benlina, amouiaco liquido, e lenimeulo hngaro,
para caimbras, nada mais precisa, salvo alguma
m rolla, moslarda.epecacuanha.elr. e na verdade tu-
mos presenciarlo curas admiraveis em verdadeiros
cholencos. O que Ihe posso alianrar be, que diar-
rheas cor d'agtta de arroz lera aqui sido curadas
com purgantes de sal glauher ou amargo.
O Sr. Lavenere esla contractatlo i,soieo a nao ap-
procaroo do gorerno) para curar presos pobre, c
Soldados, lauto na villa como as suss eirctimsvsi-
nhanras, o nobre Dr. juiz de direito dizem partici-
para ao governo ler contralado a Sr. Lavenere por
JIO-'.HM mensaes, dando-se-lhe pelo sen Irabalho j
feito tOOgOOO, na verdade nada pode liaver de mais
ratoavel, e esperamos que o Exm. presidente appro-
var o contrario. Correle, S. Benlo, o Caiihotinho
desle termo sao verdaderamente os pontos que mais
sollrem, apezar de que ja rcrebemos nolicias de ou-
tros pontos que principian) a sentir o lerrivel elleilo
do cholera : era Papacara o mal;reappaieceu, porm
benignamente, atacando o convenio que at honlem
centava em seu recinto 6 recolhidas das quaes >
acham-se mal.
Por aqui sollre-sc j a fome.; bolacha, arroz, assu-
car.Je.agurdenle voam apenas apparerem. e osal a-
margo ja lem havilo quem ollercca una novilha por
G purgantes, porera felizmente graras ao Sr. liarlho-
lomeu que mandando um raixole para o nosso ami-
go Lavenere. nao se esqueceu de mandar o tal sal,
que foi repartido i Mt) rs. o purgante para adulto.
A polica inuitolem feilo, paren sentimos queos
ala/etes que apparecem em lempos de caliroldade,
arredem da cerdaleira pulira a allenrau do chefe
tallo daquil porqie Antonio Crrela,'pronunciado
pelo Dr. juuinunripal desle termo, por crime de
morte, passea lr pois iblemenl el au.i- yruj- du
Vubtic, por todas is ras olhem que lem 2 smenle
de S. lenlo, e na semana passada o tal criminoso
de morte janlandiem casa de um Apolicaire que
dizem ler foices lealmude brisara com um tal
Manuel Rodrigues Ora islo he muilo calvo, poli-
ca '.'!. nada de sonrio.....
Participo-lite qte o le Uoy matou mais de 100
pessoas na Cruz e s. Miguel, e uns ."ill na Lagos do
l-.tnnli... por aqu ja nem se quer cheirar a lal
droga.
E infelizmente |uasi que um moire no hospital eis
o caso ; o Sr. I.avnere sendo chamado para ver um
preso que se aduna atacado da molestia, enconlrou
esse pobre auciade, olhos encovados, e com vmitos
perlinazes, e per untando se linha a' lomado al-
suina COOSa re-poi.Ier.in que linha lomado um vo-
mitorio purgante o le Hoy, o vomitorio segundo
disse tlepois o Sr. .avenere era indicado, porm nao
de le Hoy por caua do senne. e as clicas e ancias
que o infeliz senlit eram elfeilos do porgante, por
que lodos saben oie nao ha cousa quo prodOM
tantas clicas com senne, felizmenlco Sr. Lavenere
eurou o
Pedidos
Pedimos ao Sr. jira iCames) que nao alraves-
so na feira cargas u\ arroz para f.irnerer presos, ve-
ja que uns lamheii.soinos lilhos tle Eva, e lambem
que expiche mais m pouquiuho no pe...si..nbo...
elle ho tan pequen,: '.... fallo do peso nao he mais
pedido, agora haulicia.
Fui chamado or um ainieo para ver ttin pobre
inoro que sollru cambras na mao dimito, e na ver-
dade eu vi o mofo era o Sr. escrivo Gordeiro que
tinha todos os inerva do corpo emelacarpo, lesos,
que mellara medo,porem nao era cholenco, uao,se-
iihor, era por ler etripto .1 dias, :l das... levou o
Sr. Xico lavraudo oinisses de inspectores dequ ar-
lieao, clavrandu nmeares de oulros temos re-
forma.
As autoridades g/.am saude, e rada vez mais dts-
poslas.
Graras ao nosso i tu pastor, a matriz est rauitu
adiaulada.
1) currrio ou inoieti rhulcriro, ou n.lo sabio dn
Recito, porque tpotwc anda ca' ngochcgou.
A(|r"s o Saerittao.
S.lleprecisrque saibamqueo lal apolhicai-
rc de S. liento, qual., deu de puilai ,m criminoso
de morte Antonio Crrein da Rucha^iclia va-ee encar-
regado de pulirla qe bello: !..
0 grande laeiuor a xnlonio Tenerlo de Albuquer-
que achit-se de puliro un II,uque, residindo no
sitio da nn.ia do Jouna Tcuoria.
.tu reroir.
(liem.)
^awavea -
HEPARTEAO DA POIaJGIA
Secretaria da polio de Pemambuco II'de abril
do 1856.
Illm. e Exm. Sr.-Levo ao cnnliermenln de V"
F.xc. que, das dilleretos particpanos boje rerebidas
nesta repartirlo coila que se deram as segbale!
orcurrenrias:
Foram presos: rfci subdelegara da freguezia
do Becire, o inarujoraiircz Charles, a requisirao dt/
respecltvo cnsul, oanlo Jos,. Ibeodoro Pere'ira dn
Silva, e o africana ogero, ambos por briga.
1 ela Bubdelegariaa freuuia de Santo Aiifomn,
o pnin eirravuSima, por espancanianio.
............12o
Dos primeiros salratn curados ou melliorados :t!l,
sendo 35Partogaezes.e i Brasleiros. Falleeeram '.,
sendo 7 Porlnguezes, 1 Brasileiro e I Sardo. Dosse-
gnddos sahiram curados .10, sendo I i Pojtuguezes,
15 Brasileiros, e I llespanbol ; e falleeeram 7,
sendo li Porluguezes, > Brasileiros, e 1 AaVleano.
Acbam-sc em (ralamente de molestias ordinarias 10,
sendo 9 Porluguezes, in.-luin lo urna mulher. que
lem sido tratada por coala do hospital, mas fora del
le, c I rrancez; e em roiivalojcenra do cholera 5,
sendo I Brasileiro e i Porluguezes.
Ha sem duvida tima grande dllerenra para maior
da mortolidade do 2." grupo em parallelo cora a dt)
I.-, e no entonto eu mesmo me inaravdlio de que el
la naa lenha sido ainda maior. aliento o estado de-
ploravel em qoe cliegou a maior parle d'essas infe-
lizes ; ou viuliam ja era agona, ou crilao era lal
estado de adianlamento da molestia, que na., era
mais pussivel fazc-la retroceder. Dos que pur seu p
demandaran o hospital, ou a elle foram Irazidos
em romero du ataque lodos, nu quasi'lodos foram
salvos, dos oulros esraparam assim mesmo aquellos,
cuja organieecao nao deteriorada por molestias
ehroniess, vicios ou excessos anteriores, pude ainda
responder acrao do tratamenlo ; o resto.... nao
est no pod-r da sriencia rcsstiscilar morios, nem a
mais ardentc caridade pode restituir a cadveres a
vida eo movimento.
Escusado julgo dizer-vos, que o periodo a queme
refiro, foi para todos os funeciouarios do hospital
urna quadra das mais acerbas vigilias, e aturadas
fadigas ; alguns mOSmo suicumbiramau embale ar-
rojado do analto epidmico, nesses das a.agos, em
que mais rijo sopr.iu o lufao pestilencial, mas t'odus
se portoram dignamente desde o primeiro etnpre-
gado at o ultimo srvenle, e quando por loda a
parte reinava a angustia, a terror, a coufusao, c o
deslenlo o hospital portugneide beneficencia apre-
enlava era seu seio o quadro edificante tle urna a-
sociarao de homens, era que nem os perigos, nem as
fadigas parecan) exe'rcer a menor sombra d'iiupc-
rio. A mais severa regularidadc no seivi(u, tima
resignaco ao Irabalho superior a lodo o elogio, c a
mais respeilosa obediencia as determinarfles da pro-
vedoria coostilairam sempte o timbre de todos os
empregados do hospital ; e uo entonto nem se pode
dizer, que essa nolavel regularidade no serviro fosse
devidaagrande copia de braros, porque alm to cozi-
nheiro e do feilor, o hospital funecionou sempre
com um sti etifcrmeiro, 2 ajuduites, e um servente,
nem que a laulo tiles fossem compellidos pelo esli'-
mnlo de.vulla.fosordenados, por que o enfortneiro
leve sempre .O/OOO rs. mensaes, os ajudaoles, e o
servente l.'^OUO rs. cada um ; bem mesquinhas
sommas na verdade para acotornar bros cdespeila."
desvelos! no entinto todos eitmprlram bem o seu
dever, em consequencia do que mandei gratificar
uo mez de marco com -JO-otiO rs. o entormeiro, c
com:)}t)0() ceda um do* sjudantes, o srvenle. Lina
lal gratilicar.lu he anda iiihs mesquinha do que us
ordenados, uo enlanlo devo dizer, que nem essa
mesma me foi reclamada, e pmcedendo d'esle modo
s live em vista moslrar-lhes, que sabia apreciar os
seus sacrificios, e que muilo Ibes dara, se de muilo
dispozesse.
De accordo cun n diiposlo nos arls. ill c 12 do
estatutos fogo apus a deliberaran da assembla ge-
ral los Srs. subscriptores, que eleven o hospital
porlaguez provisorio a hospital permanente, cui-
dou-se immediatamente na emiofo tas respectivas
apolices de cuiilormidj le com o arl. !7 dos mes-
mos estatuios, mas a epidemia veiu embarazar a
eenelbslo d'essa trela, que por forra das circuns-
tancias se acba adiada. Arham-se no enianlo ja
emitlidasn( rroes, dando em resultado 183 accio-
nistas. Era consequi-ncia da iucerleza acerca do
lempo, que decorrena antes, que podesse per case
modo augmentar-te o njodimento do hospital, jul.
guei prudente,de accordo rom o artigo 2 dos estatu-
tos, fizar o numero dos doentes compalivel com as
forras do rstabelecimento. Aeha-se esle livo era 7, o
qual nao pode por agora ser excedido sem cumpro-
mellimenlo do hospital.
lera al baje entrado nu cofre dn hospital prove-
niente de emolas, tratamenlo de .lenles particu-
lares, valor de apolices emilthhnfa parte das men-
sahdadesdu trimestre lindo a quanlia de I9:30ls>ooo.
Acham-se empregados no material do hospital
8i8j6i0. o eslalielecimento fez de despeza du-
rante todo o trimesire lindo, iacluindo a despeza da
epidemia.'l:J(;'.Will. Arham-seem raixa l:l:Osii-t(iii,
incloindo l'i:-'.il'NHHI, que se aclitm no Banco d
Pemambuco. lia ainda i.'.IJjOOO em vale-, prodne-
to ,1a segunda prestara.> dos Sis. accionistas facul-
tada pelo artigo 97 dos estatales, i em recibos ,ie
mensalidedcsdo :.- trimestreIRHigOCO, ruja somma
lotalde l!l:l;l7(,n, de accordo com o arl. 102 dos
estalulos, deve ser npp ,'icada a construrrao do edifi-
cio do hospital.
consignuti un artigo franqueando o e-labelecirren-
lo aos caixirns, cujo ordenado nao excedose a
qoaolia de diminuu annuaes, nunca se suppoz, que
houvesse cuminerciaiile, que quizesse indecorosa-
nicule aproveilar-se de tima lal disposirao em bene-
ficio propriu. Mas de forra era, que assim se csta-
luisse por prevenra,. Poda dar-se o caso, em que
adeshumanidade re um patrio depois de ler apro.
vedado os serviros do sen ciixeir.. emquanlo sao, ns
locura o expeliste da sua casa, .,u o eondemnassea
tima morte provavel.oua u, solfrimenlo longo por
uiingua do necessario Iralamento. Nesle caso o hos-
pital bel aos seus priuciplos de beneficencia nao
llenara, nem deisar por corto sem abrigo esse in-
feliz. .Nao obstante alguns Srs. oommemantes alia,
em bas circunstancias uo se lem pejadu de man-
dar para aqu os seus caixeros para seren tratados
por caridade, romo se fossem mi.eraveis. Por a-ora
calo os seus nomes, mas apreseoto-lee-hei 0 relsto-
rio Hguiute, se vir que essa lenderrcia abusiva na
retrograda. Alm de ser um absurdo ler *joi |>-
rs. annuaes um hospital aberlo pira os seus caixeirni
ainda mesmo na hypolhese de ser o patrio aecio-
ni.la be allaraenle vergonhoso liaiisformar em ab-
jecta especuladlo a esraola implorada para alivio da
verdadeira indigencia.
O edificio do novo hospital estara ja em va vJe
execuro a nao ser a lerrivel pestilencia, que nos es-
saltou, mas sera comcrado, fogo que Dos, compade-
reitdo-se de nos, se dignar suspender o castigo cura
que acaba de fulminar-nos.
Durante o trimesire lindo expediram-se. rumo sa-
bis, diplomas del.- medico do hospital a Jos d'AI-
raeida Soares de Lima Bastos, de medico adjunto au
Illm. Sr. Dr. Augusto Carnero Monleiro da Silva
Santo,; de medico consultante ao Illm. Sr. Dr. Jo-
s Jnapuim ue Maraes Sarmeniu ; de cirurgilo dilo,
ao Illm. Sr. Dr. Jos Francisco Pinto Guimaries.
Ale boje lem o hospital funecionado sob a tlircrr.1o
Immediela do seu primeiro medien e >ob a meso.a,
setn outro auxilio, durante loda a crise epidmica :
muitos serviros Ihe lem no enlanlo j prestado o ar.
Dr. Piulo Guimare-, que com o maior zelo e ben-
dade lem immcdialamente acudido a lodos os cha-
mados, que Ihe lem sido dirigidos. O Sr. Dr. San-
ios foi tambora a principio soticilu e ponlual, acha-se
porm otlicialmenle ausente do hospital porque no-
licando a esla pruvedoria um cumero tle tevereiio a
sua partida para Santo Antao, al esla data nenhuma
parliciparao oflicial se recebeu do seu regreso. O
Sr. Dr. .Sarment tem al boje sido poupado no
serviro do hospital, lano por mingua de immediata
urgencia, como em cousderarao sua vida la-
boriosa, nenhuma duvida lenho porm de que sera
promplo e diligente, apenas for reclamado o seu
presumo valioso.
De accordo com o arl. 20 dos estatutos vao ser
expedidos ttulos de bcrafeilores do hospital portu-
guez de beneficencia aos Eira, hispo diocesano, c
lllms. Srs. commendadur Antonio l.uiz Gonralves
l'erreira, Joao Jos tle Carvalho Moraes, Joaquimde
Dos Baplisla, Nicolao Uarlerv, Manoel de Souza
Leao, e Dr. Pedro.de Alhayde Lobo Moscozo. He
sob a impressodo mais vivo e aflecluoso reconheci-
icento, que aqu deixo registrados os nomes de ca-
valleiros tilo dislinclos, os quaes embora desligados
da communliao porlugueza pur laros de nacionali-
dade nem pur isso so juUararn desubrgados de aco-
ruruar com avultada esmula a fundarao de eslra-
nbu instillo humanitario. O ceo premie 13o no-
bre proceder.
O serviro aflanoso do hospital ueste I" trimesire
nao me deiioa lempo de sobra para implorar a S.
M. F. o sea real protectorado em beneficio desle ins-
tituto nascente, logo porem que as circunstancias
permitlam, ser-lbe-ha enviada a nossa supplica, e
lenho f em que sera' lltendida,
Ao terminar o prsenle relalorio sinlo a maior
satisfaccao ao aouunciar-vos, que, gracas Provi-
dencia se ach qua-i exliucla a epidemia nesla capi-
tal ; a allluencta dos doentes uestes ullimos dias lera
sido muilo diminua ; julgo por isso quasi termina-
da a nos.a missao de candado para com a popula-
rao indigente, nio porlugueza tiesta ridade. Bes-
ta-me agradecer a lodos vos. mas principalmente a
zelosa commissao, cujo exerricio linda boje.a valiosa
coadjuvarAo que me preslcu uo bom rgimen e ad-
uiu.... 'io do estahelecimeitlo durante a crise epi-
dmica, l'oi urna lida eslrea no camiuho de una
empreza honrosa.
Em quauto a mim ja vergado ao poso de nume-
rosos corapromissos proofouaes, carregando a sos
com a direcrao medica do cslabclecirueiito em una
quadra de lano Irabalho, nao posso oceultar-vos,
que sent por vezes fiaquearem-me as forras, eca-
lar-mc no corpu o deslenlo, nunca p irem, graras
a Providencia, este me cliegou ao roraro, nem mee-
me nesses dias de maior calamidarlr, etn que mai
irada a epidemia varria arrojada as mas-as popula-
res, e urna chuva de doentes alagava o atrio do hos-
pital. Mas todos os esforros humanos lem um t.r-
mo, e be lei da nalureza, que as grandes reaccoes
succedam em razao piopoicional a proslraco e o
aba!,nimio. Assim eu me sinlo hoje proslrado e
abatido de fadiga e de tansaco, e de mais a mais
pungido de dolorosos sofliimenlos visceraes, nascidos
do allrilo conlinuadu, e por demais violento, desse
Irabalho improbo. Eii-aie por conseguinte for-
rado a Tazer urna viagem Europa, a ressarsir no
descanro e sob a influencia de melhor clima, saude,
alent c forras, que ja mo tenho. Partirei em prin-
cipios do mez prximo roturo, se Dos nao mandar
o contrario. Detxu-vus com saudaJe, mas levo co-
migu de um lado tranquilla a consciencia de ter
foilu, quanlo pude, em beneficio da indigencia des-
ta Ierra, e do crdito do nome portuguez em una
quadra de tanta desolaran ; du oulro a memuria das
cesas allenrcs, e a fagueira esperanra de guc em
breve regressarei a abracar-vos, ea associar-me de
novo ao vosso philanlropco empeuho.
Hospital portuguez de beneficencia em Pemam-
buco ti de abril de 1856. Jos de jhneida Soares
de Lima llaslos, ptovednr do hospital, c presi-
dente da junta administrativa.
25 Uz Anlunio da Silva, Vill, do, Arcos
anrros, solteiro, srvenle. '
26 J
nlicde
27Jo*
Paio
nao,
Pernambuco, 21 annos,
Itelarao dos tloenles que foram tratados no hospital
portuguez de beneficencia em Pernambuco, no Io
trimestre da sua fuudarao, a corrlar do dia 18 de
uuvembro de 1855 al ae dia ti de abril de 1856.
MOLESTIAS ORDINARIAS.
Curados ou melliorados.
I'ortuyuczes.
1 Domingos tle Castro e Silva, Sanio Antonio da
l'aipa, 19 anuos, solleiro, caixeiro.
2 Manoel Juaquim de Oliveira Bislos, S. Chris-
lovo de Lordello, :i anuos, solleiro. sapatciro.
3 Antonio Piulo do Paria, S. Pedro de Abrago,
.' anuos, solleiro, eaiseiro.
i JosJacinllio Baposo, II,.. de S. Miguel, 65an-
nos, viuvu,
"i Jos Antonio Bailiosa, Guimaracs, 29 annos,
solleiro. arlisla.
II Manoel Pedro Cardse, Lisboa, 29 anuos, sol-
leiro, martimo.
7 Jos Joaqun) ddCimha, S. Salvador il'Amar,
:i anuos, solleiro, artista.
i-IAntonio Concia de Barros tle Mello lavares.
Porlo, II anuos, solleiro, caixeiro.
9 Cypriano Theodoni da l'onceca. ilha dcS. Mi-
guel, ill annos, solleiro, tnarcineiro.
10 Vctor Eduardo, Lisboa, 20 anuos, solleiro,
martimo.
11 -- Jos Martina de Araujo, Porto, 17 auno-, sol-
leiro, caixeiro.
12 i- Antonio Juaquim Alves da Mala, Lisboa, 12
tullios, solleiro, padeiro.
13 Manoel Antonio da Conceirao Malla, S. Ma-
mada de Infesto, 3-aJanoos, solleiro, caixeiro.
li Jos Maria lerrcira da Silva, Albergar.* Ve-
Iba, 17 anuos, solleiro, s.'ivente.
15 Anlunio Caldoso Gon$alves, S. Nicolao de Car-
rasedo, :!"> annos, solleiro, lamnnqneiro.
Ib Instan An Ionio Correia da Silva Jnior, Ma-
lo/.inlios, ill anuos, solteiro, caixeiro.
I? Inflo Miguel dos Sanio.. Lordello. 29 anuos,
rasado, llfai ale.
W Antonio Rodrigues Areias Jnior, Esposende,
IS anuos, solteiro, caixeiro.
19 Manoel Beiiiardino Alve-. Bairao, 20 anuos,
solleiro, caixeiro.
20 Jos Francisco da Costo, Porto, !i annos. sol-
so por parle de al- 21 Antonio Joaqun) da Cosa, S. Salvador. 117
anuos, viuvo, feilor.
22 Tbomaz Jeaqam de Castro, ilha Terceira, ir,
anuos, solteiro, sapaleiro.
2:1 Jos Maria Fernandos de. Magalbaes, Palmei-
ra do Mi,,!,o, 20 anuos, snlleiru, padeiro.
21 Anlunio jo; ,fo Preai liuimarSes, 23 annos
guiis Srs. eommeraianles de quererem franco o esta-
beleeimenlo para o Iratomenlo tle seus caixeiros a
cusa do fundo de benelirencia, e o qne he mais
ainda, mudas vezes sen se importarem com as forras
da casa. Em loda a parle be patrao, ja por decoro
proprio. ja pea crdito da sus rasa, uhriga.fo a tratar
oienraiteirn. uaudu na Htutwrtfnx ,{. a>ilaMmw
oaqulm Mara Tuejeira de Sa' /*i raa.
e, 21 annos. solleiro, cai,e,o ^
-Josu Portilla da Cruz Teixeira, pe s
la Porlella, Jl annos, solteiro, caixeiro '
28- AirlonoJosu d. Carvalho, Infesl, Min|
2< annos, solleiro, padeiro.
29 -Jos Leile de Sa', (; vi||a da Feira, > a.
eos,solleiro, commercianle.
30-Anlunio da Csla Miranda Bastos, I Bastos
21 annos, solteiro, caixeiro. '
111 Tbomaz da Silva, ') Villarinho de S. Romao
Jf> annos, sulleiro, ciineiro.
112 Jos Pacheco. S. Mrguel, >i l1nnoSl ,,,-,.
ro, servente.
til Manoel AlvesSimas, () villa Real, 20 anuos,
solleiro, r, lii.ador.
3 Francisco Ferreira, () Xaparica, 16 anuos,
snlleiro, marilirr.o.
35 Jos Maria Fernn.les Magalbaes, Braga >
anuos, solleiro, padeiro, reentrado na hospital.
Brasileiroi.
:' Jos Paulo de Carvalho ( Becife, 20 anuos,
solleiro.
37 Joao Baplisla de Albuqucrquc, i", Parahiba,
21 anuos, solleiro, caixeiro.
: Nicolao Maia,
solleiro, carvoeiro.
39 l.uiz Ira
Grande do Norte. an,,', solleiro, estudanle.
lAI.LECIDOS.
I'orluguezei.
W Manuel Joaquim.-to Santos, V-Ue-ilaior, 98
annos, S0|lcro. criado, ga-lro-ememe chronica.
il- Joao Baplisla Paula da Sil.eira, villa Nova
deSlIveira, Vannos, casado, plhjsica pulmonar.
12 Ricardo Das Ferreira. S. Martinho de Quie-
bra, i") anuos, casado, carpinleiro, abscesso na
tossa eliaca tlireita.
13 Manoel Raposo, S. Miguel, 20 annos, solleiro.
ferrador.
i i Manuel Fran
enlerite?
15 Amonio-Francisco Marques, Porto, 23 anoos,
solleiro, palleiro, vomito preto.
16 Cuilherme QoinUoe de Avellar, ilha tercei-
ra, 25 annos, solleiro, martimo, vomito preto.
Sardo.
17Jabola Rossi, > annos, martimo, vomilu
preto.
Ilrasileiros.
WJulio Francisco das.Neves, Pernambuco, 22 an-
nos, solteiro, aHaiate, enterile chrouica, renlr-do
como cholerico.,___
CHOlTiineosrv
Curados. S.
lirusileiros. ^r
59Agoslinho Marques Dia, Reeife, 32 iim^.^i-
(eiro, martimo.
50Francisco Percira da Silva, Paje tle Flores, 18
annos. solleiro, srvenle.
51Manoel Joaquim dos Marlvrios, Pernambuco,
12 annus.
52Jos Feliz Carneiro da Foqreca, Pernambuco,
20 anuos, solleiro, artista.
53Mauual Gaurino do Soccorro, Pernambuco, 20
annos, solleiro, pintor.
>iManoel Francisco de Salles, Maranhao, 2:1 an-
nos, solteiro, servente.
55Flix Pedro Alves. Pernambuco, 28 annos, sol-
leiro, aHaiate.
56Eazebie Francieeo, Pernambuco, Ki annos, sol-
leiro, alfoiale.
37Manoel Francisco de Araujo, Pernambuco, 26
viuvo, servente.
">8Jos Fraucisco da S, Pernatnboco, i .tunos,
solleiro, srvenle.
59 l.uiz d.,sSanios Brrelo, Pernambuco, 2 aunas,
solleiro, srvenle.
60Anaslacie Sebastian Gomes da Silva, Pernambu-
co, 12 annos. a
(ISebastian Gomes, Pemambuco, 1:1 annos, viuvo,
roziiiheiro.
62Flix Ignacio dos Sanios, Pernambuco, 12 ao-
aucisco dos Sanios, agonisaule, gastro-
solteiro.
Porlo, 10 atino., casado,
anuus, solleiro,
bitManuel Galdinodo Nascimeii^afJ/eruaenbuco, 22
anuo., solleiro, padeiro. w
l'orlugueies
bi Jaciiilhu Augusto do Amaral. S. Miguel, 28 an-
nos, solleiro, feilor.
65Antonio da Costa Maialo, S. Miguel, 23 annos,"
solteiro. padeiro.
(ibJoaquim Rodrigues Campos, Santa Leocadia, 33
anuos, solleiro, bahtileiro.
(>7Manoel l.uiz Cervans, Porlo, 30annos
caixeiro.
68Franciseo Anlunio Ferreira, Lisboa, 26 annos,
solleiro, rigarreiro.
69Antonio de Oliveira Caslro, ) Aveiro, 26 an-
uos, solteiro, carapina.
70Jacintho Jo- Nunes Leile, () Villa da Feira,
I anuos, solleiro, caixeiro.
7!Fraucisco Jos da Conceirao, ') Cascaes. 21 an-
nos, solleiro, martimo.
72 Bernardina Antonio Amerim, <*) Coira,: au-
oe, solteiro, feilor.
7.1 l.uiz de Souza,, S. Marlinbo, 23 annos, sol-
teiro, martimo. *
71Jos Joaquim Alves Crdese Jnior, Porlo, 22
annos, solleiro, caixeiro.
75-Jos do Rosario, [) Lisboa, 28 annos, solteiro.
marilinin.
7tiMauoel Martins, (*)
iiianlimo.
77Antonio Nunes, Porlo, 53 anuos, solleiro. car-
rocerro.
Ilespaiihol.
78Padre Peres, ( llespanha, 21
marilimo.
FALLECIDOS.
Brasileiros.
'>Joao Malaquias, Pemambuco, 13 auno., sollei-
ro, pesrador.
HOBenediclo Miguel de Freila, Pernambuco, 30
annns, solteiro, mendigo.
81Manuel Guies do Nasciincnlo, Pernsmbuco, 21
annos, casado, sapaleiro..
82Manoel Ferreira Duarte, Pernambacu, 19 an-
nos. casado, sapaleiro.
83aligad Arcbanju da Silva, Pernambuco, 27 an-
nos, viuvo, servente.
85Manoel Gomes, Pernambuco, 30 aunosr9uhjero,
camiceiro.
s*>Vrenle Soares, Baha, 35 anuos, solleiro, ser-
vente.
86Amaro Joso Pereiri, Serinbiem, 31 annos, viu-
vo, srvenle. .
87Domingos Francisco Ferreira, Pernambuco, 37
nonos, casado, oerives.
88Mauoel da Cruz, Pernambuco, 33 annos", sollei-
ro, servente.
89Manoel Francisco Percira, Pernambuco, ,'H au-
nos, solteiro, pedreiro,
90Francisco Ignacio da Silva, Pemambuco, 50-atv-
nos, solleiro,.servente.
I'ortuguezes
91Joao Jos da Silva, Lordello, 2S annos, rasado,
boleeiro.
92Jos da Caoba Villar, estado o prlisso desco-
nhecidos.
93Antonio da Silva Perera, Porto, 3t anuos, sol-
leiro, boleeiro.
94Ventora Joaquim da Rosa, S. Marlinbo de For-
nello, -21 anuos, solleiro, caixeiro.
95Elbario Sergio Augusto, Lisboa, I i anuos, sol-
li iro, cbapellcro.
911.Manoel de Sania Anua do Nasciinenlo, estado e
profistao desconhecidos.
97Justino Ferreira Catharino, Porto, 22 annos,
solleiro, lumleiro.
98Jos Ferreira ta Silva, Porto, 32 anuos, sollei-
ro, canteo.
99Joflo tle Oliveira, S. Miguel, lili annos, solteiio,
Irabalhador.
IOiiVicenle Jos Pereira, Villa da Feira, li annos,
casado, carroreiro.
101Antonio de Olivaba Maia, Villa do Conde, 22
anuus. solleiro, caixeiro.
102Joao Baplisla, (* Porlo, 18 annos, solleiro, cai-
xeiro.
103Jos liarla Ferreira da Silv<, Albergara Ve-
II,,, IS annos, sulleiro, servente.
liliJos Henrique, Porlo, lio. auuos, viovo, la-
noeiro.
Africano.
tOfiJos.-1 iiiillierine, frica. 50 autins, sullairo, sw-
venle.
MUTlOu^rr
ILEGIVEL


OIARIO fll PIMIIUU ASADO 12 DE 1|I7| il.s
EXISTEM.
Eiu convalescenca do cholera.
lrasileiro.
lOtiJernimo Vital la Cosa, l'ernainbiico, V.l ju-
dos casado.
I'ortuguezes.
107Antonio Francisco dos Sanios e Silva, () San-
ia Mara ile Villar, 13 anuos, solt?iro, padairo.
108Jos Kr.moisco de Oliveira, Porto, 1" mnos,
solleiro, caiseiro,
109Agoslinho de Mello Carreiro, S, Migad, 33
anuos, mi Iciro. huleetro.
110Joaquim Partir da Silva, Parto, 13 anuos, ca-
sado, martimo.
Km liatamenlo de molestias ordinarias.
I'ortuguezes.
IIIAnloiiin Joaquim Alvos da Maia, Lisboa, 51
anuos, soltciro, padoiro.
112Jos Antonio Vioira, Barecllos, IS anuos, sol-
leiro, caixeiro.
113Rodrigo Francisco Branco, l*) Kigneira, Hiali-
nos, solleiro, marilimo,
11 iSvraphim l-raiiciscu de Almeida, Villa do Con-
de, :ll anuos, aaudo, artilla,
115Ignacio Jos da Lima, ') llatotiohoi, -X au-
no, casado, marilimo.
liliAntonio da Cosa .Miranda Basles, liaslos, 31
aonos, solleiro, caixeiro.
117Jos AnloniS de Sou/.a l'ieilas, ('; tafo, i!l
anuos, viuvo, caixeiro.
118Antonio Jus Pedro da Lago, Maia, :(0 anuos,
solleiro, iiM'.i. .
Il'.lLuiiadaConccicao.illiadeS. Miguel, 31 an-
uos, viuva, criada.
Francez (poi conla do consulado respectivo.
120Jos Kan re, Franca, 69 anuos, solleiro,
tranc i.ln de cabellos.
fiopoN deixados por doeolesfalleodos no hospital.
Manuel di Cruz, un cobertur us.ulti de algodo.
Vcenle Jos Pereira, una calca velha, e urna bae-
la vermellia.
Jlo Baplisla, urna jaqucla, orna calca, nni eolleto
e urna coberla de cbila.
l.uilhcrmc l.luiiliiio de A villar, ana calca llenan-
no, urna camisa, urna jaquela, un chapea prelo, a
em dinbeiro i5"00.
Jos llcurique, ama calca, nina camisa, e cm di-
uheiro 23001).
Mi- le Ai-i li lujo, un i liaela amarella.
Jo' Maria Ferreira ,1a Silva, 2 calcas, 2 jaquela*,
e em dinlieiro 99SOO.
Jos Ciuilherme, em dinbeiro IlJill.
Anlonio Francisco Marques, I cal<*a, I camisa, e
1 par de sapalos.
Est conforme. Hospital porlagoei deboBeneen-
cia em l'ernambuco (> de abril ile 18511. Manoel
Ferreira Por ordem do IIItu. Sr. provedor se am.inicia a
quem se jtjlgnf com direilo a tres objeclos ou quan-
lias, qneira reclama-los duranle u prao de (i inezes
a contar da prsenle publica ciio, lindos os quaes, nao
liavendo reclamarlo serlo applicados a SUragiuS pe-
las almas dos liuaJus.O secrelariu, .1/. /'. de .">'.
Harboia.
Uin asterisco /jdenola docnle particular de-J.J
classe, (*) doenle particular de I. classe. ;
diario fre %$emmnbuco.
As milicias que temos da capital da Paralnba clic-
gam a 7 do correle. A epidemia la declinando cm
lodos os punios accommetlidos em principio; mas
linlia invalido o serian com forja irre-iilivel, e o
Calote eslava sendo dlzimado. A atortalidade na
Cpilal regulava entre (i e 8 pasma, Em oulro lu-
gar os leilores enconlrarao a caria do nossn enrres-
pon.lenlc que Ihes informar parlicularnieulc ludo
rruanio all icm occorrido.
Tambeo recebemos a nossa correspondencia ile
Bananeiras, pertencenle aquella provincia, com dala
de 31 do passado. Ale r momenlo em que nos es-
crevem o mal ja liona sacrificado :|,|XK) victima* em
lodo o municipio, inclusive a fregueais d'Araruna.
Ja liuha comcca'do o permito desceiiJenle denlro da
villa, mas fora ia cada vez a peior, na plirase do
nosso correspondente. A classe dos cscravos ludia
effrido grandemenlc.
Recebemos carias do nosso corrcspoadenle do Bo-
nito com dalas ale i docorrenle, que fica publicada
am oulro [mfar.w pj**ju1o verlo os leilores, a epide-
mia se ochava dq itUvainenle exmela ua unir parle
dos pontos daquella com,rea e no reslante em vaff-
pera oslo. Naquelles mesmos lagarta iillimameule
accoinmellidos, o mal pouco se demorou e ja se a-
chava longe na sua retirada.
Temos milicias da comarca do Kio I ormoso de 5
do correle, lenlro da cidade, as-hu como us mu-
iros poni- a epidemia lem applaeado muilo ; lola-
via na ultima semana do mea lindo Imuve nina re-
crudescencia cholenca la pelas bandas de Ijindahv.
A sluac,lo de Barreiros e Agua Frota lem melhore-
d.i muilo ; os casos l.laes ja sao raros. A feira de
Agua Prela foi muilo concorrida, a familia tendeo-
se de 30 a Ji paiara-.
V- dulas de l.imoeini de 9 continan! a ser salis-
falorias, nao s6 dentro da villa, como em quasi lodos
os pontos da comarca que tinham sido alleclados ;
entretanto em alguna lugares da frcsnciia de II un
Jardim anda apperaeia um ou oulro caso.
BUI.LETIM DO CUOI.ERA-MORBI S.
I'arliriparnes dos hosjntaes.
Hospital da roa da Aurora, 2 doenle*.
Hospital da Carme, 5 lsales cm Irnlatr.cnln.
Ilcla^o das pe?soasqu* falleceran do cholera-mor-
bu* e hiran, squil a 1 .- no cemilerio publico das
(i hora-fia larde do da 10 .i* (> hora da larde do
da II de abril de 1856.
fiera.
Numero-2390Germana Alvcsjda Silva, l'ernam-
buco, 75 anuos, viuva, branca, S. Jos, ra do
Padre Flori.nno n. 3.
dem 2391llenriques, Pernaiiiliucn, I auno, nardo
S. Jo-e, ra de S. Hila n 10.
dem 192t'.milia, l'ernambuco, 2 anuos, branca,
S. Joc, roa das Aguas-Verdes n. 33.
dem -2393Francisca, forra, lioaonn-,solicita,prela
Recife. roa dem 2391Mara, Pcruambiico, 3 inezes, prela, B.
Vista, Cada.le Nova em S. Amaro.
dem 2395 t.enovcv.i Carolina do Mencz's, l'er-
namboco, 18 anuos, sollcra, branca, S. Antonio,
ra d l'..z 'em numero,
dem 2391 Kulino Jo-e Maria, l'enurr buco, 10
mezes, branco, S. Jos, rna Imperial n. KiO.
dem2395Jlo, africano livre, frica, 27 anuos,
solleiro, prelo. B. Visl i, roa da AJeuna n. 3.
Main 2390Maria da Cun -icno, l'ernambuco, 3 ali-
os, branca, Boa-Vista, ra da Alegra se.....u-
mero.
dem 2397Alean Ice,l'ernambuco, 7 mezes, bran-
co, Boa-Vista, em um quarlo da ribeira.
dem 198Auna Francisca de alello. Permaubucu,
16 ancos, viuva, parda, lavadeira, Sanio Aolonio,
hospilal do Carino,
dem 3399Joanna Maria daV.oneoicao, Peroam-
luico, (n a.iiu-, casada, parda, Sou Jo- i aa ,lu
Ouro n...
dem 2100Ignacio de l.-iiolla. soldado de arlilba-
ria, Recife, hospilal de inarinlia
dem 2101 Vicente de Saiit'Aiiua. Uoiauaa, 56
aonos, viuvo, pardo, sapalciro, Recale, ra da
Moeda o. 33.
/.'na ios.
Numero 8IKJulia l'ernambuco. 8 mezes, prela,
Sanio Anlonio.ra das Flores n. 1.
dem 819Jos, frica, 18 anuo-, prclo, Recife, ra
do Visarlo n. 7.
dem 850Allranstia, Pernamburo, 30 anuos sol-
leira, prela, Recife, ra da Cuia n. 53.
Itcsumo da mortahdade.
Mtrlalidadedo diall al is ( horas da larde17.
Ilomeus | mulheres 6 prvulos 7.
lolal da morlalilade ale boje II 3,230.
llomens 1388 mulheres 1510 prvulos 332
Recife II de abril ,le 1856.
Aeoramissao ile li\ ;iei.e publica inlerina,
Drs. .So l'erera, presidente.
i trino Xavier, seerclario.
/. I'ogai, adjoucle.
i*.ont nt i r n 11- a t> o.
EI.OQI.ENCIA SAGRADA.
idea do genero. (I;
No seculos de paz e de subniissio religiosas a
predica, da .Mam I, seoue o seu curso regular.
Na se oceupa se n.lo em lirar consequencias ino-
rae do duerna, c em combaler as paxes, paia as-
segurar a execucn e pratica ila le.
Assiin como a espliir. do orador sagrado he n-
leiramcnle livre, c elle pude, segundo ascircums-
laii. tas. ex durar a ana vonlade ludas as suas parles;
assim lamuem a sua alieiic.io nao he dislrahida por
nenliuma preoecuparde. Nao lem aecetsidade de
sondara cada passo o campo que lem de percorrer,
nein de por em prova a arma de que deve servir-se,
neni de rsmerilhar o seu poni de partida, nein li-
nalmente de figurar obstculos que niiiguem pensa
em oppor-lhe.
O orador apoia-se com secuiiila.le as bases da
T, eslabelece com toda a-conOanea us principio da
noral; invoo sem inquietarlo os motivo* da aanc-
io. A conviccAo prepara os caminbos persuadi;
pede que s- praliqae aquillo em que su er, e he s
para fundar o imperio da moral que se evpe o dog
me. Eis o lempo dos i>regodorei.
Seo montlro da heresi. levanla ocelo; se al-
tara dos dogmas lie negado ou alterado, loda a al-
lencao e lodos os caidados se devein vllar imma-
utaumenle para esse ponto, kedobrem-sa as ei-
(l< Repetimos esle arliao, por se lar
qaive ua painac.V>. (> Mi.
dado nm
horlacoes inoraos, pois qu a pratica das virtudes
e aapaisoes rflie as contrariam, sin de lojns o, lem-
pos; mas, manteodo-se obediencia nu interior d:i
ciibulella, compro que s cuide activamente de pre-
sar va-la desataques eileriorw. Portiflquem-se os
pontos ameacados: onde inimigo li/cr alcana
brecha, accumulem-so ah os arsumeu. los c as es-
po-icoes da il..lili na ; concenlrcm se rom toda a or-
dem e regularidado as toreas Iniciares, a sem de-
mora pUnle-te nos visos do novo capitolio o pavs-
IMo calholico. era cujas cores hrilha com imiuenso
fulgor a alhanra de I. dos os dogmas. Reforee-so a
c'"1*.....'o intorrompida da lra.licr.lo ; faca-se re-
lumbar os orculos da Escriplur ; esroagoe-se a
iiv.ira snb as hur,riveis consequeucias do novo erro ;
ervam mcessanteroente sobre as cabecas rebeldes
analhomas rulminadores ; corobata-ae de frenle o
inimigo ; prohbase Ihe a entrada por lodos os
incios, eevilc-se disculir qualquer queslao dogma-
ica ou moral, sem que baja a probabilidade de res-
lanelccer vicloriosamenle a verdade ronicsiada. a
dar golpes .Iccisivo- nu aguressor do dia. Eis o lem-
po dos|controversiaUs.
Mas cora o ultimo seculo comecoo urna poca que,
supposlo revelle sjmpiomas ie'decadencia, anda
esta um pinico longe do seu lenno. Os bellos dia-
da le surairam-so na noilc dos lempos; pode-se
mesmo. sob cerlo re-peil. |or-se saudades dos se-
clos da beresia! He um cerlo pe iodo ale boje, as
cousas raodaram de Icicao; j niin sSo combates
parciaes; he una balalha decisiva que se Irava ;
nao he mu battlo, oo um reduelo que o nimigo
leu.a oceupar, he o cor|io ii.leiro do udilinu que
elle procura demolir. he contra os sen- fundamentos
que -e encarnice, que aaseala loas baleras, c lauca
SOas minas Em una palavra. temos volvido a una
des-as pocas ealamilosas e criticas em que ludo se
lem poslo em queslao, iedu/.indo--e a teJiglaloin-
leira nina completa negacao de ludo nanlo ella
consagra de mais inviolavel a sanio Ciirapre re-
ssumir a defeza prompla e enrgica, para rebaier
os aloques, e robu*lecer com a perseveranca do
crenle as proprias bases do chrislianismo, como nos
bellos dias de sua iiwugaracalo. Eis o Icmpu dos
fl/iiilni/ia...
Enlnsmosno mundo das applicares; converse-
nios um punco com os lacios; interroguemos a cons-
cjeoeia da historia; digamos o que se fez, e u que
se iifm fez, c o que se devora fazer.
Desde os piimeiros eneaios, de _-r ->ao das novas
escolasphilosophicas contra a verdade chrisl.ia. tie-
sa apparecer n'areni do combate orna muludao de
apologistas sabios a profundos, dignos, sob diversas
relaces, destrem equiparadosaos mandes genios
sosciladus pela l'rovi lencia. pna proteger o horco
ou a juvenili lado do chrislianismo. Em parare al-
mima ellos focara raais numeinsos eenrgicos do
que em trauca, por que fui hi que a lula so oslen-
leu mais implacavel e medonba. Anda assim, os
.tibelas da fe nao foram ha-Unle- para encadeiar a
lorrente das ideas impa*, que aineacaram verter o cene a ierra. Mn, .- causas poderiam ex-
plicar, j.i nao diiemos a eslerilidade, mas o insulii-
cienie resultado de seas e-forcos. lima das prinei-
paes f.u nao ter-se empregado ellica/menle, touve-
nienlemente as excelletea armas que elles haviam
preparado, c que pelo desuso eufcirujirain Seria
misler qu, se Iraduxindo iodos os seos arcomenlos
em una liogoagem accinniodada a iilellicencia e
au gusto ile ca.l.i una das clas-es saciaos, foseen! re-
pelidos por palavra e por escoplos em lodos o* pun-
ios, em lodos os insume* e sob a- variadas furuVS
da vulgarisaro. lsso, porem, se nao fez, e se fez-
se. nan foi quanlo liaslava. (I caso be. que as
objecees e alaqoes que se siippunha eitiuclos,
porque haviam sido folmiuados pelos raius da sern-
ela, resurgindu cm tropel de seus vclhos enlriiicbci-
rainenlos, invadom a&roolosamenle os aloes da
arisihorraria, e bem depro*sa sao rccorameuda.lcs
a* inullides como firerio ila.los pelas paives. aco'hido- pela ignorancia ; em-
qoanio ipie a* refoiarcs victos iotas, Ir resist veis, e
chelas de profundo saber, que ydubilavelmonlc
polveritarara es sophismas da incredulidades dor-
mem involtts na poeira das nos-as bibliolberas, ou
nos archivos das lilleraluras avariadas !
Assim, a iiuhllerenca religiosa, inlrolu/ida pela
ignorancia, vem assuciar-se ao foco do grande povu,
laucaiido-lh sobre os hombros o seu maulo esfirra-
pado e plmbeo Para combaler osla nova phase de
estranbos desvarios, he ureenle que relumhe sobre
as amelas do easlello um ^rilo generoso, sublime de
conviccSo, que acorde os campete que dormeni, no
momenlo era que a cidade de lieos be invalida pe-
los ininigus da boa nova, dessa luz que reverbe-
rando da face do Eterno, vejo alluiniar os potos e
en-inar-lhes ocaiiiiuho de cmlisacao e ilo aperfei-
coamenlu moral e mi. Ileclual da iiumauidadc.
Cenvem as gsracbes presentes, para reanima las,
o as roturas para acaulela-las, urna .nsiruccilo reli-
eo-a mais profunda, mais solida e mais bem enor-
llenad.i : rouvem. allemia-se bem, una Iransliisao
de lu/cs muilo mais ampia ecopiosadoque nos secu-
los precedentes. S assim se poder espancar com
vanlagea a cerraran medonba de que o espirito do
erro lem cercados inlalligeucia ; e u ise consegui-
r raslaoelecer o ascendente da verdad", era desdii-
ter o cilios das ideas falsas cm que a razan des. ana
- .ni um hora sjslem.i de roti/ me -.- praiu a em lo los os pai"s aqnlstjB^^
hre as materias funiianienta*- a.i f, llberalisando-1
se ilesic modo essa iiiidruccao vasta o abundante,
que iiesc d-..aiia, loas irradiaees todas as parles
do edificio religioso.
Para nos dWpensarmos dessa empreVa nobre e ce-
nerosa, nao arguuieuieuios com a supposla indifle-
renca da luulli.iao, a qual, bora aos seus grandes
inslinclos, mauifcsla lodos os dias que e-la mili Ion
ge desse deptoravel lorpor. Apea s sabe que algum
Orador ImI.iI e conceiluadu poe 0 pe nu lercenu ila-
nialcnas philnsopbieas e religiosas, ei-la que corre
com eothosiasino a uuvilo, Iraiisbonlando de cario.
Bidade para ve-lo osar do ludas as sohlilezas de sen
espirito, de loda a ferca-de seu raciocinio, de toda
a exleusao de seu saber, de lodos os recursos de sua
eloqueucia. Apaixoua-se incsino.cura esse especia-
culo serio e dramtico, ja porque ello he em si mes-
mo iilcre.-anle, ja pur que a discussAo, a lula, a
propria contradira parece; que se a lunain com u
espirilo humano, lano mais quanlu a aualvso desses \
aSSOmptos suscita nm caulumc de quesles graves, l
acerca das quaes o houicm isolado,dislrahdo,ou pe-
los iiegocios, ou pelos pcazeres, pode adormecer na
in.liHerenca. mas que bao de ngiU-lo a atlrahi-lo
irreeislivelmenle, logo que forera laucadas n'arena i
da disenssio.
Para conseguir es-e resollado, be mistar um lio- I
mem que reuna lodos os Ihesouros da elnquonca e
da lgica, companheiras inseparavei*. Ilumens laes i
sao raros, he venia le ; mas mis os lereinos quanln
os qniermos. A nos-a trra, iao frtil ertl hroe*,
c foi scuipre era grandes oradores. Assim baja es-
lodo serio a profundo ; assim lisia mais horror ao
plagiu, que parece ir-te natur..i-ando em nnssos
pulpios: assim naja mais zato e fervor na edoeac&o
moral e intellectual do nosso cloro, que, em sua
generalidade, oRierece triste cpecuculo da igno-
rancia, pela Talla de estimlos que resultara da- ne-
nhumas vanlegeiis maleriaes da prolitstlo ; pela fal-
la de voracao que resulta do abandono que se lem
entregado explorarao acurada da indoledos que se
dedicara ao sacerdocio ; e Hiialmenle pela falla do
exemplu que devia vir do alio.
'I atentos, puis, nos nao fallara. P.ogularise-se um
bom svsieina de estados ecdesiasllcos, que salisfa-
ca as principaes exigencias da sociedade eatholica ;
ponham-se frenle desses esludos houieus esperi-
iiienlados, que saib.io mais do que dcveui cusinar,
e nio pobres/VanoeiAos, que saben; lento das mar
lerist a seu cargo, coniu Tllocio snube o quo erain
diclame* de obediencia; faca-se ao menos Itlo, que
dentro em poacoteremvs una pleiade lu/ida de ora-
dores apolgicas, versados em (odas as quesles do
da, adestrados.oas etolue/Sesda polmica, a.habi-
loados a manejar as armas da dialcclica e da elo-
queucia.
A larefa he ardua, mas a sua arduid ido nao re-
sistlr i perseveranca nos esforcos, ledenle- a ex-
tirpar esses sbnsos e escndalo* que se vio radi-
cando pela incuria* de quem mal cumpreheude o--
seus deveres.
\ ullemos an nosso assorapto prinelpil; vamos ca-
raclerisar o genero por um traca riiflerencial ; diga-
mos que ua conferencia, ao Inverso do serrado, a
conviccao ho o fisu e a persatslo um ineio. O sennao
he una exhorlaea., que eondoi! ii pratica da* boas
obras; a conferencia be uma'nslrucijSe que comi/
s prova* da f. Segue-se dahi que a forra Intrnse-
ca das pnivas. o eiicideamenlo do incln lo com que
ellas Silo dispostas, a clareza com que s.io a presen li-
llas, n viaor com que se fasera valer, sao as priuiei-
ras ciiiiili.;.,..- de utn feliz resollado ; porqnanlo, Ira-
la-se antes de lodo de e-clarecer e convencer o espi-
rilo. Mas oslas eondicoes nao s;iu as nica-. A elo-
quoiicia he o indispensavel velucnl"do peosan.....lo,
logo que se manile-l... Ora, os puros elementos da
razio n8o Ihe subministrara nulric.io soflFeienle : to-
dava, quaiidn nao mota as pai'xes, prodoi, pelo
menos, emocoes Iranqnillas, movimento* regulares,
que em termos didaclicos. chamamos eOKnmet, a
Ibese deve ser preparada de modo a Ibes proporcio-
nar livre accesso, nllerecendo-lhe um locar de de-
senvolvimeulo fcil e progressivo, se lauto for pos-
si vel.
Na esculla das provaso arador deve excluir esses
argumento* ridos que nao podem atsumir, digamos
assim, senao urna forma algbrica. Basas abslra-
cOej Iranseendeolaes exim o silencio da solidao o o
Irabalho da rellexAo ; pois que uo silo aece*siveis i
mullidan ; nao podem lomar un curpo lacil n com-
prcbenao.
Se elle admita algami prova inellisphysica d un
alcance superior, dispor a sua inlroduccao, remo-
vendo lodo- obstculos que a possain obscurecer. O
orador preparar o bom exi! dessa prova, concen-
trando loda a sua atlcucan na esculla do ni*.moni.,
cm que a dev esibiss*"sob o aspecto de una verdade
de piimeira nr.lem. K--a exilcao de>e ser acnn-
pauhadada precisa elucide/ a energa, no carregan-
do-a de desenvoltimeotos que. a forra de lomar u
eiiiiunciado claro e evidente, nao fariio so nao cohri-
lo de Irevas. Reserve o orador soas predileccoes, e as
|irelerencias de -a'ii favor para com as provas que ie
roadunam cun a ndole das eoosns humanas, que
aeham um ponto da apoio nonosso mondo visivel o
palpavel, que encoolram no coracSo do linnein mn
echo que llies corresponde ; porqu'anlo, essas provas
sao as nicas que nutren a eloqueucia, que Ihe dito
os raalises, e Illa communiearo o calor e a vida ; sao
as nicas emfim que assegoram Iriamnnos au ora lor.
Elle pois que pese-as, em lugar de as ronl.r ; que
ponda de lado e aqnarlsle para semprc em -eus
qua.lernas de olas esse ioiiuraersvel exercilo depe-
quenns argumenlos, cuja disirihuieln nilo podo dei-
xar de impacieula-lo, e cuja bagage rohriti o ramnn
de hatalha, seiu augmentar sus toreas, i.iu.-indo
inuila. envolva-o no quadro de una rpida ouu-
meraco, eslenda na exlencan do plano eus gro-sos
c cerrados halalhes de pravas valenlcs.que sao a ver-
dadeira arlilharia do pen-ameulo, nina vez que se-
Jam desenvolvidas na razan de sua profundeza.
So a fjBXposifao ju orador loi lucida, vigorosa c
enrgica, nao lera' mais o Irabalho de evocar as ob-
jceces contrare* para fulmina-las; porque ellas
j i foram auleeipadamente feridas de morle. He um
perigoto cmbale essa lula, corpoacorpo, da qoal
se nao Iriumplia sem graves feridas: eis aqu por-
que as conferencias entre doua, se nao representa-
se nm niiserave panal com um comparca euainado
a iiielinar-se diaule de Indas as resposlas, fa/.em
scinpre brechas ua dcmuiistracao, o dcixam, apoi
urna victoria real, pairar llovidas sobre alguinas par-
les da materia. Mais vale eem vetes supprmir
o drama da diseossgo, e proceder syntlielicaraenle
par oma exposicslo larga, seguida, profunda, era que
se deatroam .le anlmao loda* as diltculdades, de
lal modo, que, qoando sevoltc depoiSS pas,a-las cm
revista, o au liloro pretina a resposla, c se record
do principio capital.
Puo dr Campos.
Continua.
Sis. reiaeloret.Admira que o correspondente
do Cabo, que se lem mostrado l.io solicito em le-
var ao dominio do publico os servicos. qoe na qua-
dra actual lem prestado diversos babilaules desla
comarca, Icnha deixailo cm profundo cquecimeulo
o mime de um individuo, cujos servicos prestados a
hamanldade aOHeta, esiao acuna de qualquer elogio.
Queremos, Tallar do Ketm. padre Caclann Jos
Pereira Pinto coadjuctor do Cabo, desse digno sa-
cerdote que, nesta poca toda egosmo e ainbicao,
tara despre/ado lio niosquiulios senlimcnlos, inos-
trando-se iucaosavel em soccorrer aos seus irmai ;
com o poder qoo Ihe ronferio a igreja.
O Retn, padre Caetano. sacerdote que cni ver-
dade honra a suadasse, de-de a invaso da epide-
mia nesta comarca, percorrido os engeneos da sna
juridico alni de desol.rigar os seus habitante*, de-
moran.lo-se nellcs des e mais dias, conforme o
maior ou menor numero de pessoas a conle-sar,
gaslou para lsso nAo su os das, senao lambein parle
d'.s nuiles, mo obslanic o seu estado mrbido.
Nao lio ludo : I) padre Caetano anda n., i dei-
xou de, a qualquer hora do dia ou noile, acu-
dir promplamente as pobres victimas do cholera,
que se deliatendu com a morle querem recebes a
ulliina consolacAo, qoe a igreja dispensa cora seus
lillius nesta >iila; elle nao se circumscreve ao li-
mitado circulo da ulla. (como lera feilo algueui a
quem o iiupaicial currespoiideiile leceu encomios vai
a qualquer poni da ficgue/.ia, onde o chama a VOS
do dever ; coufe-sa o moribundo, ila-llie a sania-
unecao, o imillas vezes, alin de.les soCCOTTos esp-
riluaes he levado pela verdadeira caridade evanglica
a distribuir ao murihuiulo soeeorros materiaes.ind-
pensaves ao sen curativo. Presentemente os seus
servicos sobem de poni, violo que acha se s ua
adminislrecau da fregoexia, foi se adiar convulles-
cendu o Rvm. vigario, que o ajudava em lo no-
bre larefa.
Do que vimos de dizer, na se dedu/a que qucie-
nios *obseorecer servicos ilc oulrein se bem que
em menor e-calla, mas sun apuntar au publico o ho-
raenii|iic,com|iieheiiileodo perleilainenleasuamis-ao
na ierra, lem-se tornado credor da estima e consi-
deraeo publica, mormcnlc dos baliilaules desla
comarca. Seu COOllaOle leilnr
(' apreciad/ir dn mertlo.
II de abril de 1856,
Sn. redarlorti.I.endo no Liberal l'ernambu-
cami ii" lilil de 29 de marco ultimo ama publi-
cac.lo a pedido de un que a "si mesmo se apnelfida
o Justo, nao posso deixar de dizer alguma cou-
sa cm abono da verdade. c delesa de urna corpora-
cao, qual a atalhao n. i I ,|e Guardas Nacio-
uacs de Ipojue* conunaiulado pelo lenle coronel
Manoel Canullo Pires Falcie.
O Jwlo, signatario da |iublicacao, Iranscrevendo
a lei, decreto n. 7:2 de 25 de oulubro de 1850. que
ooart. 76faculta ao* corpos deUuardas acionaes
nrganisar una banda do msica a cusa dos oll-
ciaes e Goardas, que qoizerem concorrer para lsso,
nao nos deu novnlade alguma, porque a lei esl
no dominio do lodos, e 0 commandanle do Italalhao
nao a ignora e por is-o nao o jnlgaraos credor de alvi-
caras.
Olanlo as rellcxoes com que quii molestan a al-
guese, ainguesn mais que o Si. Julio, se he que o
nomo Ihe cabo, deve saber, que as convoncoes de-
vein religiosamente ser cumpridas.e se a ollicialidade
do Balalliao pela faculdadc que Ihe da a lei podiam
obrigar-se a qnolaa para as despesas da banda ,1a
msica, c as mais lendcnles ,i sna creacau e conscr-
vacao ; e de faein concordaran! voluntariamente nes-
lasdespezas he cello qoe por illas san responsaveis
em virtude da lei, quo rege as eslipulaces, e nao
menos em obsequio da honra militar : se nao cun-
pilram o oslipulado, se faltaram com as mas qoola*
ora prejuizo dos de mais.sohre que esta falta leve re-
lit, he iiidinilavel.qiieancoiuiuan.lauto assisle o di-
lle de eoagilos pelo ineio mai^ coiupelente a eon-
guir a etcelivida.le du coinpromis-o,
O ^r, Jutio querendo deflboder um procedimenlo
iao dezairoso. fez ama formal acensaeilo so* seus
defendidos, qaera direclemeule arguio o luverem
fallado nao mi ao contrario, como a palavra dada
o que em verdade juslilicaria lodo o proccdimculodo
commandanle.
OSr. Justte se acha com Torcas a justificar o
procediraeolo de seus deflendido*dispa a capado
aii.iiiiiiin. falle se he liomem, diga o seu lime e su
assiin cootiuuar a gastar o -eu lempo.
Paulino Pires Falrn.
Senkores reductores.Teodo saludo o ineu com-
municailo acerca do novo inolhod.i para a cura ra-
dical da siuia no anus, inserto no Diario de non-
lera, rom alguna erro* lypographicos,|vou pedir-Ibes
a publicaran) da seguinle correecSo. Na vigsima
quarla lnlia lea-s----a cuuipre-s.io em lugar de
a conipusicaoNa 25 i laqueara.i cm lugar de
a loqueadlo Na inesmaa taihaem vez deo
albo Na 37-appollidanlo-ocm vez de appel-
li lando oNa 86* plilhysieaem voz de phtvsica
Na mesasurnalea-se S linaNa l|.Vadel-
gaoMiienloem vez deadrlgaraiw-N'a 119"es-
caiolica- om lugar de escarralicasNa 115.
1790 era vez de1890Na inesmaValtolini em
lugar de VallulinKa I521momentoem vez de
momentoNa I58> do cainveto-em logar dara-
nivele.
Com esta ligeira correccao muilo liie agradecer o
seu consiento leilor c sasiguaule
l)r, l'io .tdnci-i.
l'ii D i-1;'..
CARTA IIO.VISCONDU DF. KIKIKIkIA SA
ESPOSA, VISGONDBSSA DO MESMO TITULO.
I
Mi'hIj doce viscondessa,
Mais dore que u doce mel ;
Por causa do lal Mainel,
Abrazada recebl
A sua carta que li.
H
I o el 11 vejo que pasta
Sem a maior noviciado,
Coso disto, qiie em vefMado.
Me dava a-saz de cuidado
Nao saber do seu oslado.
III
Sei que leve urna bronchile
lina, gaslrites lamben,
Foi cun eOeilo mu bem. .
A quadro c por Lisboa
laiiibera. pinna, niio vai boa.
IV
As rilaratas do ce.
? Chove, prima, sem censar,
Cbove de noile e do dia
Com mulla senisabora. *
V
Asaobia vento roso,
llerruha muros o prados,
l.eva a lelha dos lelliados,
E miilher que san a ra.
Se ali|.,iiia c grita c Ma.
VI
0 piopiio Tejo, senhora,
One era um Tejo paslclciro.
Anda agora desordeira ;
Bngole barcos'e redes,
llerruha casa e paredes.
Vil
A respeite de IrovOes,
lie inellior lcar calado,
Pois eston pelrilicado ;
Ouvi um Iao tremcbumlo ;
Julgiiii se Dudara u inundo.
VIII
Eu nao soi, chara melado,
A.....le i-.ci ir parar :
Contra nos a lena aomar !
h. osen coriseo a mistura !
Mal de mil se a rou-a dura.
IV
Eu em physica, senhora,
Son um burriru quadrado,
lu quadiupede chapado,
1 ni huas, um asoeirSo,
Onei arredile, quer nao.
\.
Son valcnle, e lenho visto
Hullas defunlos, porni
Ouvind......i IrovAo, nuil bem,
Acci.ndo logo a vellinha,
llc/.o a .....lu l.a lainlia.
XI.
Baala de chuva, pssseintn
A colisas que vao de novo :
Tenho du do pobre povo ;
Todo sobe, a carne, o pAo,
Vinlio, carqueja, carvfo.
XII.
Ja ninguem um ovo plha
Por dez rcis, que a i.i.i-lliclauha
finio compra, ludo apaulia,
E nao s nos leva os ovos.
Mas os bous crusados-novos.
XIII.
Eu se fnsse Viscondessa,
F.m ovos negociava,
Tres mil gallinhas enmprava ;
Tres mil :,illiulia- a |Mr !
Me ne;orio lenladnr *
MUTIL^rr
XIV.
Era breve ninguem pora
Os seus olhos peccadores.
N'iiiii so cruzio ; que os vapores
Ha nossa fiel amiga
l'ao com lodos na barriga!
XV.
Com tuilo ato, menino,
Ando ineio alomatado.
Pin- lenho parafusado
Sobre a sorb do paiz,
One nao he nada feliz.
XVI. .
nosnao-se glandes medidas.
(,'ue levam rouro c cabello,
llesla vez vao-uos ao pello,
\ So-nos lirar o colo
los bolsas, sem rosnpaixau.
XVII.
Mas emfim quem quer belota
11 a-do por forra Irepar.
A narao quer hombrear
Com esses povu que lem
Pecunia coaiii ningueiii.
Wlll.
ISesle caso, viva o Fonles,
E mais Jos Eslevinbo;
Pois que desic reinosiiihn
Vo fazer por bem ou mal
I m paraso lerreaC
XiX.
A rospeiloda dimea.
Correm noticias de paz;
Eu n.io soi -e osla se faz,
Alas quer se faca quer nao.
Nao raudo de opiniao.
\\.
Ouanlo a iiiiui o Leopardo
lle-la vez tica mu mal.
A Passarola Imperial ,
Viuganilo autigo destroc
l.he. pe o pe no petcoco.
\XI
Oiiem nesii; jogu ganbou
Foi a velha da Turqua ;
Pois j.i come e mo coma,
A carne barorinho,
E ja vai belicinio vinlm.
XXII
He ceilo qoe o lal Mafoma
Ja vai perdendo de moda ;
Ja uu prende, nao engoda
Com seas preceslos insanos
Os raines dos musulmanes.
Wlll
Ja Uve o go-ln de ver
Reunidos era sessio
Os pas da patria, que vao
llesla vez, assim se diz.
Salvar u nos-o paiz.
XXIV
l-tojie ceilo e mais que cello. .
A patria d'AOonso he salva ;
Vao ia; ir -111 a grande calva.
Por-lhe chino linanceiro,
Obra de muilo dlnheiro.
XXV
Nos palinatorioscorrea
Boato .te estvlo buffit. -
Oue haviam sigaaes d'arulo
E que alguna preopinante*
Seafaslavam doaliranle.
XNVI
Mas nao -e a-susle, que sao
Arrufos de namnf iilnn.
IIojo muslram-se zangados
Ainuain, ladrara ; por lira,
Vera as boas, di/.om sim.
XXVII
O4MIVO, que 11,10 percelie
A gering.mca, murmura !
Islo he grande Ifaocura,
He vontode de fallar.
Por nutra de grazmar.
XXVIII
Quera da patria he pai, menina,
Ama a li!. 1 raais que Indo,
l-az-se loto, o ceg e iiiudu ;
Come al um hoi iiilciro,
1'. iimrres de randeero.
XXIX
lia gente qucsciupie i.ilia,
E ralha sem !om Bem som,
Metmo d'aqnillo que he hura,
Verbi grali.i. do fomento
Oue cm verdad.- he grande invento.
X\\
Eu per mira, prima d'uin anjo,
Nio digo mal de ninguem;
Arho que ludo vai bem.
I'acn mullo pur viver,
Pois lenho muilo que ver.
Jira: Tizana.'
Woteo* mmitimo*.
PORTO.
V barra porluguo/a Dutrlt II', da oplima cons-
11 ucean, forrada de robre, e de excellenie marcha,
seguir mprelerivelmento para a cidade do Porto a
21 do curenle, SO as chavas nao enihar.-.c'arem, por
fallar-lhe unicamenle cerra de 300 a ;100 saceos pa-
ra completar o sen carregamento : quem na inesma
quizar arrogar ou ir de passagem, para o que lem
agradaveis conimndos, cnlenda-sc com os consigna-
tarios Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia do Recife,
Pacriplorio 11. 12, uu com o .caple Jos Joaquim
Baxiio.
Para o Rio de Janeiro sabe rom luda a brovi-
dade, por ter parle da carga prompla, o patacho Flor
da Huilla, apilan laman da Cosa Rosa : quem
quizer carrecar o reslo. cntenda-se com o consigna-
tario -Manoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
11. 14.
i '.r.i o i o 'Se Janeiro
segu em puncos das u bem oonhecido brigue nacio-
nal Damii'i ; |iara o resto de sen cari 'gameulu, pas-
-igeiros e eseravoa, para o que lem .vrelleote-, com- j
modo*, trala-se com o consignatario Jos Juaquim ;
Uias Fernandos, ra da Cadeiadu Recife.
mi .-..-j :iei>
vai seguir cun brevidade "|[ Bar gran le paridla
carga prompla, o brigoc nacional lileira ; para o
reslo, pasaageiros e overavos, para o que oirercce
bous cnniinoilo-, trala-se com o consignatario Jos
Joaquim Dias lernaiides, ra da Cadeia do Recife.
Para a Babia segu em pouras lias o bem co-
nhecido biale nacional "Amelia, o qual ja lera par-
le de seu carregamento promplo ; para o reslo 011-
tende-se com seu consignalano 'Anlonio l.uiz de
Oliveira Azevedo, ra da Cruz u. I.
O ljale nacional Ameliao precisa de tnari-
uheiros brasileiros para a sua viagem Babia.
O bergantn) nacional trUespique de Beirii,
surto no porlu da carga, lem preclsao ingenie de
marinlieiros brasileiros para a ~iid inp.dacao na re-
cente Viagem que val taier au Para com escala pelo
Marauhao ; o capitn e o respectivo consignatario
o Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva, nao duvidam
pagar soldadas maiores das que eslAo eslabelecidas
para aquello porto: os prelendeiiles queiram enlen-
der-se rom o Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva, no
seu escriplorio, ou Com o capillo na praca.
AVISO MARTIMO.
Precisase contratar niaiinheiros narionaes para
-eguir viagem no brigue nacional Adolpho para o
Km Grande do Sul com escala |ior Macelo : a Iralar
da roa do Vigario n. 5, ou com o capillo Manoel Pe-
reira de Su a bordo ou ni praca lo cumiucrciu.
Para Maceiu segu al o dia 22 do correte o
brigue brasiliiro Adolpbu ; para carga e pa^sagei-
ros, trala-se na ra do Vigario 11. 5, mi com o capi-
l.io Manuel Pereira de Sa, na praca do coiumcrcio-
A barca nacional olpojucao, lera precisan de
mai lidien o- brasileos para sua Iripalaco ua recen-
te viagem que lem le fazer'ileslc porto ao do Rio
Grande do Sul, pagando-ee maiores soldadas das que
estile csiabelecidaspara aquello porto.
Para o Cear -alie o hialc Novo Olindao : a
datar com Tasto Irmaus.
ttiaruitliiio e Para
Stgue com brevidade o palhaboie Venus, rece-
be carga e passageiros i a tratar cora Caelano Cv ria-
co da C. M., ao lado do Curpo Sanio 11. 25.
>i lanio.
Segue no dia IS do corrcnle o palacho uSenla
Cruzo, su recebe passageiros a tratar cora Caelano
CyrUco da t.. M., ao lado ,|0 Corpo Sanio n. 25.
em o Acrracu'.
No dia 15 do correle segu o hialc oExalaeaon ,
para o reslo da carga, Irata-se com Clelano Cvriaco
da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o hio Grande du
Nene,
segu para o porto cima- a barraca Carolina* ale o
dia IS ; pala carga, Irata-se com Francisco Custodio
de Sampaio, ra da Cadeia lo Recife n. 56, luja, uu
com Francisco Thomaz de Assis, mstre da mesma,
Para o ro de
* ommf rrto.
:v.Miiiis.
Sobre Londres. 27 '( I. pur
Paris, 348 rs. por f,
u Lisboa, 92por Iiki.
. Rio de Janeiro, ao par.
Acces du Banco, 35 0|0d prflnjo.
Accries da compaullia de Beberibe.
Acia'ies da rompanhia Peruambncajia
l.lilida.le Publica, 30 purecu
a o liide.niiisadnra.sera vendas.
Disroulo do leltras, le 12 a 15 por 0|.
HETAES.
Ourn.tilicas liespanhulas. .
Moedas de IgsOI) velhas .
6>i00 n .vas i
5000. .
Prala.Pataces brasileiros. .
Peos roluimiarios. .
o mexicanos. .
- inai
aLFAMJEGA
Kenilimeiilo do dia I a 10. .
Inein lo dia II......
lo de
0
28!
127
l!l
5(8000
ao par.
premio
1 2S85O0
I' -"' :
1<>C4KK>
Jaooo
25000
2-5000
19660
5118755
8995725
l*7:44l|480
etcarregam luje 12 de abril.
Barca inglezaImaginelaixai c Ierro.
Barca ingleza2\USObacalhao.
Ilfigue ingleslames Ciarteineira lorias
.Barca americanalasarfariuba.
larca americanaC. /-'. Taufarin/ia e bacalho.
I alacho suecoIdun-ilaboado e alcalrao.
Sumaca lic Sumaca brasileirallortciiriatamo c rbarulos.
Brigue braiilelroFlor do Itiobarricas vasias
O.NSII.AOO GEKAL.
Hendimen lo do da I a 10 22:01s>109
dem do dia 11....... :(i72t77_'
23:(i90jS8l
iMVERSAS PROVINCIAS.
RcniTinienlodo da la 10 2:3lis070
dem do li; ||....... I95f807
2:5081877
Exportaoao .
Lisboa com escala por Conlinguiba, palacho bra-
sileiru oConslaiicaii, de 201 toneladas, coliduzio o
seguinle : lastro de til pipas com agua, sendo ai
mesmas que Irouxe de Lisboa.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinenln dn dia I a 10 |8:18ttf343
dem do da II....... 1:8651639
20:045)962
"Mvt-biiciitQ fro porto.
Liados entraifos no dia II.
lillas sandwich105 dias, barca americana Mirv
'".....ir"- de 316 toneladas capilo William
l.nucr, equipagein 21. carga 1,21.10 barris com
axeile de peixe ; ao capujo. Veio refrescar e se-
gu para Ssg-llarbor.
Ilarbnur ilrace27 dias, brigue ingle/. Relien, d^
119 toneladas, capillo William Scott, eqaipagem
12, caiga 2,(00 barricas cun bacalbau ; a Isaac,
Curio & Corapaiihia.
Vado saltillo nu mesma dia.
BabiaGaropeira brasileira sMvraeJoa, eapiUo Ma-
nuel Jos da Rucha, carga axeile de carrapalo e
mus gneros-. I'a sageiro, Joaquim llias Barbos.
Negrciros.
@piaci^.
O lr. An-elmo Francisco Peretli, i'ommrndadnr d.
imperial ordem da Rosa, juix de direilo especial do
romraercio pur S. M. I. o C. ele.
Pac, 1 saber aos mi da I du correule mee se ha de arrematar de
venda a quera maisder, depois da audiencia na casa
das mesmas audiencias.ns heiisseguiites ; Jurge.ida-
do oiio aonos por 4O0J00U mil rs.. Cetario idade de
6anuo*por 3003U00 mil is. Antonioerioolo, Idade
de 10 anuos por 5009000 mil rs., rujus hens vio a
piaca por execucAo do Fortunato Cantoso deGouvei.i
contra a viuva e maissvherdeiros de Jos Francisco
Rilie.ro .o Sonta.
E para que eliegue ao conheoimento le lodos
Ulan.le pastar editaos, qn sern publicadas pela
impien-a e aDixidoa nos lugares designados no c-
digo coumierci.il.
Hado passado uesla cidade lo Recife aos ."> de
abril iie |856.
Eu Uaxiiuiaiio Francisco Duarle, escrivo iqIm-
cravi.
tiitsrhttii Franctsaa l'erelti.
*?friauu*Jcfro
fPO
Segu com loda a bravidado pot ior grande parto
do carregamento, oliriguo nacional IIKUCUI.KS:
pira o resto da carga, passageiros u cscravos a fre-
le.lrato-secom Novaes &C., na ra do Trapi-
che n. 31.
GOtftPmHllk
Servio regular do Havre an Rio de Janeiro com
as escalas de Lisboa e Sania Cruz de TcnerilT,
Gordo, Pcrnamliuco e Babia, por vapores novos
de 2,000 tunelladas. o forra do 500 cavallos.
1.....esa. 2' mesa'
Na ra da Madre de Deas n. 38, existe om ar-
m.i/ein aoiule se alugam carracas posadas a boi p ira
conduxir maleriaes uu genero de estivas, fszendas,
ferro, etc.. c tarabem se fornecem pipas com agua
para quarleis e hospilaes : Irata-se cora Firuiino J.
F. da Rosa alli 011 na ra do Vigario por cima do es-
criplorio do Sr. Thomaz de A. F. & Fillio. Junta-
mente romprim-se bois que tenhain sido de carrora
c cstejam magros e vareas de leile, sendo por precos
baiXOS, e ama carroct das que pegara em pipa por
baito.
Os Srs. Fraociscn Vieira de Mello e l.uiz Viei-
ia de Mello, lilhos de Remiro Vieira de Mello, na-
tural do bispado da cidade do Porto, queiram enlen-
der-se 011 mandar fallar a Jos Pereira da Cnnha, no
Rerife. escriplorio na ra da Cadeia 11. 14, por ser
negocio que Ibes Inleressa,
O abaixn SStignado avisa ao respeilavel publi-
co, que modou > sua residencia da ra do Padre
Flonaiin 11. lili para a ra Uireila 11. 32, aonde pde-
la ser procurado.
Aulonio Ferreira Lagos Cuimares.
Manuel Jos de Siqueira Pitanga despedio-se
da casa do Sr. Jos Goeralves Malveira ; e assim fa-
zendo-o nao pude deitar de render-lhe gralidlo pela
maneir.i urbana com que sompra o Iralou, e pila
eonanea que Ihe mcreceu, levendo sempre contar
com sua eslim e amiza le como dantos.
Fugio 110 dia 3 do crrenle mez u escravo Se-
verino, crionlo, com 50 anuos le idaJe, estatura re-
gular, nm poaeo calvo, barba branra ; levou calca e
camisa de nbjodlo branco, cliapeo de palba ; foi es-
cravo rio Sr. Joo lavares Toenlino Villarira, mo-
rador na villa do Pilar, l.adcira Grande ; jolga-se
elle ter ido para esse lugar, por nio sor a primeira
vez ; o qual BSCraVO foi depois do Sr. Antonio Ri-
cardo do llego : perianto rota-se as autoridades e
capules de campo, ou qualquer pessoa que telilla
delle nolicia, o favor de capturado e leva-lo ra
do Cahug 11. 1 A.uude se pegarlo todas as despezas.
Hesappareceu 110 da 9 do correte ura caozi-
nho prelo, pellos largos, com os ps branco, c ube-
dece ao omite de Pierrole : quem o adiar queira le-
va-lo ra da Cadeia, junio a secretaria de polica,
que ser generosamente recompensado.
A pe-soa pie aunuucioii encarregar-se tle la-
var de barrella, queira apparecer na loja do reloioel-
ro da praca da Independencia, para lomar conla le
urna por;o Ue roupa.
Precisa-se Mugar urna canoa de carreira, que
nao seja muilo pequea, e mesmo se comprar : pa-
ra Iralar, em Sanio Amaro, casa de sobrado junio a
grejo do mesmo nouie, das (i as 9 bnras do da, e
das 1 as li da larde.
Precisa-se de ama am 1 para ougomniar : na
111a da Cadeia de Santo Anlonio 11. 26.
Onarla-feira lli do coirenlc mez, depois da audi-
encia do lllm. Sr. Ilr. juiz dos fcilosda fazeuda. que
sera as 10 horas de .lia, se b.lu de arrematar era ul-
tima praca os hens ab'ixo declarados, que foram pe-
nhor.idos pela fazenda provincial a seus devedores.
I m sobrad de un andar na travs do Carmo n.
10, com Sonarlos, 2 salas, I sollo, e nellc2 qusrtos
e eozinha, com 25 palmos de largura e 80 de fundo,
lendo mais 1 loja, conlondo 2 quarlos, 2 satas, quin-
tal em aberlo, por 1:50113, penliorado aos herdeiros
de Hara Josepha da Mallos; nina caa terrea arrui-
nada na ra do Molocolomb n. 38, sendo de pedra
e cal, com 2 palmos de frente e WJ de fundo, com 2
quarlos coziuha dentro, qainlal em abarlo, por
l'K'5, penhorada a Jlo da Cruz ; lima casa terrea
na ra Uireila des Alegadas n. 35, com 100 palmos
de fundo e 30 de frente, porta e jauclla, com 3 quar-
los. 2 salas, cacimba, coxioh* (ora e quintal murado,
por 5003, penhorada a Anlonio Va Salgado ; urna
casa terrea na roa do Molocolomb n. 31, com 20
palmos de frente e 15 de fundo, com 2 salas e 1
quarlo, eozinha dentro, quintal om aberlo, seno de
pedra e cal, cora sigan* arvoredos de fruclo, por
2009, penhorada aos herdeiros le Rita da Cunlia ;
urna casa Ierre do laipa na ra de S. Miguel n. 50,
com 10 palmos de frente e 35 le enmpriinento. com
porta e janella, por 15?. penhorada a Paulino llcr
cul.no de Figueiredn ; una casa terrea na ra da
Concordia n. I, com 32 palmos de frente e :M) de
fundo, coziuha foro, chao foreiro, por 2005, penho-
rada a Joan Baptista Soares ; o terreno da casa ter-
rea de laipa na roa do Quiaho n. 52. com 30 palmos
de frenle e 80 de fundo, e urna porcao de tellias por
2S|, penhorada ao (ulur dos menores lillius de Benlo
Joa pinn de Carrvallio ; a renda animal da casa
lorrea na ra de Santa Rila 11. 107, por219, penho-
rada a Joau Thomaz Pereira ; unas laboas de pitillo,
um baldo, um caivao, urna bala oca com pesase
medidas, 50garrafas, S botijas, 5 barra, i barricas,
2gatrafQes,6 cadeiras e I mesa, lulo por 209080,
penliorado a Gregorio li Costa Monteiro ; urna es-
crava por nonio iheroza, do nacao ngel*, com ida-
de 10alios, por 3009, penhorada a viuva Vieira rj
Filhos ; a armaclo da loj 1 de sapatoiro da ra Direi-
1.1 desla (idade n. loo. a qual lem eaixilh w com vi-
dros, por III3, penhorada a Jlo Gomes Pereira ;
.las bancas le ainarello e 5 cad-iras da mesma ma-
deira om asseotode palba, por lie-, penliorado lu-
do a Caelano de Assis Campos.O solicitado.,
Jlo Firuiino Corroa de Araujo.


AVISO
Prei;u das passagem
Par, de Peni.
Camarolrs
de l ciaste
Sing.
Para o Havre .
Lisboa .. .
S.Cruz doTenonff.
Gorc. .
reino
1100
llobr.
f.90
soo
Sol
.
Cara ai oles
Jo 2-' ca ssf
1 I mi
970
llobr
f. 7511
I .MI
f.ViO
150
380
300
O vapor Cadi/. desla companhia partir do lito
de Janeiro no lia 8 do correle : para frete c pas-
sagens, aos consignatarios I.. Lecomte FeroncSc
C, 111a da Cruz n. 20.

re
A directora do eollrgio K. S da Divina Pro-
videncia, leudo de seguir para a F.uropa no pnmei-
ro vapor, fara ledao, por nlervcnc.lo do agente Oli-
veira, da mobilia e mais objeclos de sua casa, con-
sislindo em um excellenie piano vertical, inglez,
sof, cadeiras, ditas de bracos e de bataneo, cando-
labro, lautrrnt*, vasos e rasuraos de percellana don-
rada, camape, mesa redrala, consol*, commodas,
leitus france/.es, liaiiquinbas de costura, um lindo
saorlnario, redomas com*peanhsa, I rica eolxa de
damasco, I etpelho grande de vestir, toucadores,
mesa de juntar elstica, aparadores, apparelho de
porccllaua para cna, bandejss, globo para cscaila,
venesianas, mesas, bancos c mais arranjos proprios
para aula, banheiro, laixos de cobre, Irem de cozi-
uha, ele, nina prela moca que sabe fazer bem lodo o
ertco de nina casa de familia, menos engominar c
potar, sendo perfeila eozinheira; assim mais ura mu-
lalinho acahoclado, do S anuos Je ida le: quarla-
leira lli do corrale, as 10 horas da inaiilia, 110 in-
dicado collegio, alerro da llo.i-Vista 11. 8.
^i* &tor&0$<.
O lllm. Sr. inspector da Ihesoursria de fazen-
da manda fazer publico, que nos dias I.' Se 15 de
abril prximo futuro, estar om praca peraulea mes-
illa lliootiraria pan ser arrematado a quem por
menos lizer e inellior vanlagehs em favor da faten-
da olfererer os servicos da capattalt da allandega
desla provincia, no trienio que lera de derorrerdo
I." dejulho do correte anuo a 30 dn juuhode 1859:
os prelendiiiles conipareyaln a I hora da larde no
lugar do roslume, cora seus Hadares coinpetcnlimen-
le habilitado*. Secretaria da Ihesouraria de fazeuda
de l'ei 11 iinlmi-u era 12 de fevereirn de 1856.__O of-
licial maior, Kmilio Xavier Snhreira de Mello.
Os senliores.assignanlcs dcsle Diario alrazados
nas san ataignalarat, queiram ter a hondade de
mauda-las salisfazer ; pois que seinelhanle demora
causa grande lianslorno nas Iransaccoos. e obriga o
proprielario a sacrificios que nao Compensan] o* >eus
iileresses. Talvex jolgue-se que esta quantia he uiui
diminua, mas multiplicada por malos con-lilue
uros grande soninia. Temos qoe a demora do paga-
mento nao lie motivada por ralla .fe uioios, c sim pe-
la pouca importancia que cada um da' a pequenliez
da quantia. Eulrelanto este proccdimenlo nio esl
de harmonio cora os esforcos que o respectivo pro-
prielario faz pira manler o jornal 110 pe era que se
acha e salisfazer as neccssidades de seos leil.r- s. Km
consequencia da quadra calamilosa porque tudos
passainos, bouve bastante deferencia para com aquel-
les que se achavain alrazados; mas boje qoe as cou-
sas lem melhorado u proprietario, espera que seja al-
lendido nas su is juslas reclamacues, alim de que
p.issa salisfazer seus cuinprumissos.
O Sr. Joaquim Paulito, que uiorava era Olin-
da. queira auuunciar sua residencia, ou dirija-se a
esla upograp'lia.
O Sr. M. J. R. ltrag.i leuha a bou lade de ap
parecer na ra larga do Rosario 11. 3S, a negocio que
nao ignora.
Estju*taa compra dosilio no lugar N.S.do
l.ureio, aiinexo com o de Pedro Alvarenge e Itaxi-
niianu llalli -a, o qual si lio foi do finado Miguel
Gomes da-Silva, e coja compra loi feita a viuva do
mesmo 0 mais he.*deiros ; porlanlo se al^uem livor
re.lan .enes a fazer a lal respeilo, queir.i annuuciai
por este jornal no preso de 8 dis, a contar da dala
de-(e. Rerife !! de abril de 1856.
No da tilde abril, ,< li l|2 horas da tarde, lur-
laram do casso de um cavallo nina Ir.uva do reupa,
ronleiilo I habito .l lili branca, do tetceiro de N.
S. do C.irmo, 2 saias de lali; nnlho, de meninas, 2
caraisasde voalido e nutras poi.as; por isso pede-.-o
la qualquer pessoa que der lioria, dirija-te a ra do
Calinga n. I C, que ser recompensada.
Precisa-se ni padaria fraoce/a 11. 50, no alerro
da Boa-\ isla, de nina ama de leile, forra 011 capti-
va, leudo parida ha pouco lempo, e sem lilbu, pa-
ga-se bem.
PERGNTA.
Podora um juiz municipal,inesino sendo siipplen-
le da primeira vara, conceder dias le doenle ao ad-
uaado que jura doenea, estando na audiencia.' o
aVJFogado que jura doenea, eslando em audiencia,
podera apartar de si a nula de perjuro'.' Islo desoja
saber um morador em lleleni.
PrMl**-se de um feilor para um sitio mu per-
to : na rrfa la Cadeia Velha n. .",.
Qu/"n annunrioii querer lomar rniila de roupa
para ens""" 'vai do barrella, lirija-se a loja n.
3 priixiri*'1 :ln """ "e sanln Aolonio.
1
r.fltMZ
Por onlcm do lllm. Sr. prcidentc do conseihn de-
liberativo, ooovoca-se o mesmo cnnsellio para a ses-
sao ordinaria no dia 15 do correle, as li horas da
larde.M. F. le Souza Barbosa, I.-secretario do
conselho.
Pergunla-se se pelo juizo do civel se pode ex-
pedir mandado cterUlivo por quanlias, qu cabem
na aleada do juizo de paz, e proceden) de alugueis
de casa.
Precisa-se de urna ama que tenha bom leile,
para criar uin.a menina, dndose bom tralaine'dlo :
na Gamboa do Carm, rasa n. 12.
ligas Muniz Brrelo Cirneiro de Campos, ten-
do sido nomeado pelo Exin. Sr. pn-sulente da pro-
vincia, para balar dea indigentes afectados do cho-
lera na fregueila de S. Jos, faz publico que pode
para issn sor procurado no respectivo hospilal ; e co-
mo de ha muilo selenha dado ao estada das doenea*
de ulero, e das que atacan* ao* meninos, *a pasosa
que se qui/.erem calillar a seos cuidados, poderlo
mandar seus convites por escoplo quer ao mesnn
hospilal quer ao hotel Francisco.
Senhoresredactores: Sendo Pernimbocano e
amanto de meas patricios, nao posso deixar do lecer
elogios ao me 1 visiuli 1 o Sr. coronel Joaquim Caval-
c.nli. de Pulida, pola dedicacio e decidido amparo
a pobreza, nao s do seu engenno, com 1 inultos dos
visiiilios,|coraudo-os c alimentando a ladea que care-
cem de soeeorros,e ludo islo faz sem alardear benefi-
cencias. Este digno cMadilo lem cm lodos os lempa
sido o protector da pobreza onde quer que re-ida.
Dos Ihe de muilo< b-ns la fortuna o sao le pan
amparar os desvalidos.f'm sfi< tisinho.
Segiinda-feira 13 do correte llavera na pada-
ria da rus Urca do Rosario, junio ao-quarleis ex-
cellenie pao de familia, nlu sn pela *aa boa qualida-
de como pelo coiumodo proco le lliil rs. cada urna
libra, e quem comprar mais de las libra-, se Ihe
fara o abil'incnto de cinco por ccnlo.
O 59
tutifronle qu Rosario em Sanio Amonio, avistaos*
mis freguezes, queja recebcuo verJadciro eilracto
do alvynilie da l'russia.
Lotera do Gyro-
naso Pernani-
bucauo.
Siibbado 12 de abril, lieo induliilavel andamen-
to da referida lotera, pelas 10 horas da inanliaa.
Os meus liil.ieles o cautelas eslao cvposlos a venda
nas lojas j conheciilas do respeilavel publico ; a
ojies que esli se acabando.- eaulelisla, Salus-
liano do Aquino Ferreira.
O.
O ahaivo assigoado prometa gralifiear gonoro-
sanieiiio os Srs. relojouirus, ourives, inspectoras
de qitarteirao 011 onlra qualquer pessoa, que po-
der ile-iobrir o roubo feilo em sua cafa, na noile
lo I lo crreme, na travesea da Mauro de Dos,
do um relogio de ouro plenle suisso 11. 321, de
caisi colierla, sendo esla tata por liaixo c ovada
por rima, amallado de arabus os lados com vivos
de azul e branco, sobre o mesmo esmalte una cor-
rodo de ouro inglez ,mas nao das modernas) de
elos miudinhos e lapidados, com o encaJeado mui-
lo unidu, e mais utn chave "de ouro de formato
grande e oilavadl, mas iuolisada para dar corda
por Mar quebrada na pona : por isso recotnmen-
da a pessoa que algum lestes objeclos descubrir,
aiiiiuncie para ser procurado, OD lirija-se ao an-
nunciante, na mesma iravossa 11 18, para sergn-
lilicado.Joaquim Amonio Goncalves da Rocha.
lastrtsctpai) mura! < icli-
^ius.i.
Ksie compendio de historia sagrada, que foi ap-
provado para inslruoQo primaria, letido-sc vendi-
do ames da approvacaoa I00 rs., passa a ser
vendido a 13000: na livraria ns. (i c S, da praca
la Independencia.
Precisa-se alagar um pequeo sitio peno
desla cidade, o qual tenha lurar para guardar um
cavallo, c que nao seja prximo a charco ou agua
nslagnada, e se liver casa assobradada melbor ser :
na livraria ns. Ge 8, da praca da Independencia.
aos negociantes em raadeiras o ouiros pretcn-
denles.
Preferindo-se a seus annuncios do mez de se-
lembro do anuo passado, a respeilo de contratos de
madeiras para a estrada de ferro do Recife ao Ri
de S. Francisco, o empreiteiro da dita estrada Ge-
orge Furness, pelo prsenle avisa aos negociantes
em madeiras e quem mais possa imeressar, quo
desde j recibe pru postas para contratos de madei-
ras quadradas doqualidades mais duradouras e das
dimensoes seguinles : 15, 12, 9 e 6 polegadas de
.-11 --11: 1. o de 10 a 30 ps da comprimento, ludo
nic 11 Ja ingleza.
Tambera se recebe amostras de dormenles (slee-
pers) Jas seguinles dimensoes e formas, Cmedida
ingleza). ,
\ 5
\- polegadas. 1 1
/ 6-
- lo iK>l'V.la-
Cada proposia deve ser acompanhada dos nomes
por extenso dos pretendemos, e a quantiJadq de
madeiras que poder contratar,
O preco dos dormenles deve ser estipulado por
cada mil, e devem ser entregues em qualquer lu-
gar da estrada, desde o Recife al a villa do Cabo,
conforme as ordens do empreiteiro.
Adverie-se que os pretendemos devem dar urna
arantia compleme em como podem cumprir com
os seus contratos.
Para outras informacoes podem os pretndeme*
dirigir-se a ra do Trapiche n. 12, segundo an-
dar, escriptorio de George Furness.
O Ur. \ cente Pereira do Reg participa ao*
seus amigos e constituimos, que transierio o seu
escriplorio de advocada para a ra do Queimado
n. 46, primeiro andar, onde pode ser consultado
das 10 horas da manha em dianle.
.andida Mara da Paixao Rocha, professora
particular de instrueco primaria, residente na ra
do Vigario do bairro do Recife, faz sciente aos
pais de suas alumnas. que acha-se aberta sua gu-
la, na qual contina a ensinar as materias do cos-
tume. c adinitte pensionistas, mcio-pensionislas e
externas, por precos razoaveis.
Trocam-se notas do Banco do Brasil por se-
dulas : na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Precisa-se de urna ama de leile que seja te-
dia c tenha bom leile, para oriar um menino mui-
lo manso: no alerro da Boa-Visla n. 26, segun-
do andar, ou no Recife, ra do Xprres n: 14, e
promeite-se gratificar sclisfactoriamente Dessoa
que der noticia e a levar a casa cima.
Cummi.ssSo de beiiefieen*
ca (Li treg-uezia de
8. Antonio
A commisso abaixo assignada da freguezia de
S. Amonio, encarregala por parte da associafo
ciiii inercia! beneficenle da soccorrer a pobreza, avi-
sa as pessoas desvalidas que preeisarem de soeeor-
ros, queiram enlender-se a qualquer hora, na. ra
Nova n. 7, casa de Anlonio Augusto da Fonseca,
na ra do Trapiche n. 40, de Thomaz de Faria,
e na mesma ra n. 36, de Salusliano de Aquino
Ferreira. Pernambuco 25 de fevereiro de 1856.
Salusliano de Aquino Ferreira.Antonio Au-
gusto da Fonseca.Thomaz de Fara.
Precisa-se alugar dous prelos captivos, dan-
do-se o sustento, para irabalhar nesta typographia :
na livraria ns. 6 e 8, da praca da Independencia.
I'recisa-se de serventes livres ou escravos,
paga-se bem : na fundico da Aurora, cm Sanio
Amaro.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acbam-sea venda os novos bilhetes da lotera 1'
da matriz Ja Parahibuna, que devia correr de 7 a
9 do crreme : os premios at 4.0009000 rs.,
sero pagos a distribuicao das lisias.
Urna pessoa habilitada com longos conheci-
inenlos pratiecs do commercio em lodos os seus
ramos-, sendo aconseloada a bem da sua saude,
a fazer urna viagem mais on menos prolongada,
quer s repblicas do Prata ou do Pacifico, ou
mesmo a Europa, se offerece ao commercio desla
praca para agenciar relacoes commerciaes em qual-
quer Jas pracas desses paizes, realisar quaesquer
liquidacoes confmerciaes amigaveis, ou de qual-
quer nalurcza : se houver quem queira utilisar-se
de lal .-ouuie, poder-se-ha dirigir em cana fecha-
da, sob as iniciaosA. P. Q. ao escriptorio
desie DIARIO DE PERNAMBUCO, para se
entrar em ajuste.
LOTJERIA DA PROVINCIA.
Os bilbetes e cautelas do cautelista Anlonio Jo-
s Rodrigues de Souza Jnior, n.i estao sujeitos
ao descomo dos 8 por canto do imposto da lei, os
quaes se acliam a venda nas lojas da praca da In-
dependa ns. 4, 13, I5e40, ra Direila n. 13,
ra da Praia n. 30, ra do Crespo n. 5, e na ra
doLivramonto n.30.' As rodas aBdam no dia
1-2 do presente.
Us premios sao pagos logo que sabir a lisia
geral.
Kecebe por ioleiro 5:0005000
n ::>ooaorjo
11 l.-CtiaMiB
a 1:2501000
. 1:0009000
6251000
o 5009010
2509000
- O referido eaulelisla declara, que s paga nos
seus billiutes inteiros vendidos, os 8 por cenlo co-
mo tem annunciado.
Precisa-se de olliciaes de alfaiale para loda
obra : na ra Nova, esquina da ponte.
Bilhetes 53S00
Meios ijlHHl
lerdos 25000
Quarlos 19.500
Quintos 19200
Oitavos 760
Decimos 610
\ l_e-niii- :t0
Hoje 12, haver s i boras da larde,
I sessio do ATUENEli PERNAMBU- -
^ CANO, no salo da FaCULDaDE___"
w Oiecrotario, Ayres de Albuquerque
>) Gama,
LOTERA da provincia.
. Hoj; i,s 10 lloras da
;iiaiii]ft lie a <:.\triicco
ta lotera d > GyiiiuaMM
Periiauibiica.iO ; os pre-
111 ios (1 iiossas cautelas
sao pa^ns atseiuts subir a
lista {fera!. Os eautelis-
tas, Oliveira Jnior & C.
Maria Bernarda das Neves, viuva de Joo
Miguel da Cosa, la?, sciente aos credores de seu
casal, que ella esl proecstendu a inventario dos
hens que ucaram por falleciiucmo de seu, marido,
[lelo juizo de orphos, escrivo Brillo, ulim de que
jiistifiquein seus dbitos para seren atiendidos na
partilha.
I.ava-se muilo bem, tanto de barrella Como de
salan, por preco em conla, e tambem uogomma-se
com ni mi.1 aceio roupa de liomem'e senhora, e co-
scin-se camisas e .emulas de homem : quem quizer
auiuncie.
A casa 11. :ii na ra da Madre de Deo, reee-
.1 para surtimeuto da aula urna graude poroto de
.mi. para as bordadeiras de hom goslo, conteodo ou
ro de.todas a qualidsiles al lio ret, loitre e dia-
mantes de ouro para malizes. froco de lodas as
cores, turbal e sedas, lulu islo uiuito bom : ua mes-
ma casa S5 dir onue e traa o usgocio.
Precisa-se de um* ara* forra ou captiva para
casa de pouca familia : na ra do Uospicio o, ;i.
ILEGIVEL


LIIRIO OR nRlllONDA SIBAQO 12 II IBRIL O 1865

Terceira ecl^ao.
TRATAIEITO HOHOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
inslruccao apovuparase podcrcurardesla enlermidade. administrndoos remedios mala etlicazes
paraatalha-la.emquanto serecorrcaomedico.ou mesmo paracura-liiudapeiideiilcdesleMtos lagares
que nao os ha._________
TRAMJZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes doosopusculoscontcmasindieacoes mais clarase precisas, e pela sua simplese concisa exposi-
Jio est.tao alcance de lodasasinlelligcncias, ii.'io.u pelo que di/, respeito aos meinscuralivos,como prin-
cipalmente aos preservativos que lemdado 09 mais satisfactorios resultados cm toda a parle em que
lies tem sido posto em pralic.
Sendoo Iratamenloliomeopatlucoo anicoque tem dado grandcsresultadosnocuralivo desla liorti-
veleufermidade. oUamosa proposito traduiirrestes dous importantes opsculos em lingua vernaci-
la, para deal'aite facilitar a sua talara a quem ignore o france7.
Vende-se nicamente no Coosultoriodo traductor, na Noy n.52, por 23000. Vendem-se tamliem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com nm frasco de lindura 158, urna dita de 90 tubos coin
livro e 2 frascos de tintura rs. 258000.
PEDRAS PRECIOSAS-
Aderemos de brilhanlcs,
diamantes e perolas, pul-
ceiras, allinetes, brincos
e rozetas, boloes e anneis
de diflerenles goslos e He
diversas pedras de valor.
. Compram, vendem ou
Iroramprala, ouro, bri-
Ihantes.diamanles e pero-
la*, mitras quaesqner
MOREIRA & DARTE.
I.0.U DI ll IUYFS
Ra do Cabuga' n. 7.
!
OIRO K PRAIA-
Adere
>
v joiasde valor, a dinheiro *
Suu por obras.
aaBftaw .* <> v >s >' .
* Receben por to-
i dos os vapores da En-
1 ropa as obras do uais
* i
moderno rosto, tan-
to de Francji como
*,
% Aderecos completos de
i ouro, meios dilos, pulcei- >.
r.is, alfineles, brincos e ?
rozetas, rordoes, trance- 2
lins, medalhas, crrenle :
." e enfeiles para reoste, e "
... oulros muitos objeclos de
: ouro.
g Apparelhos completos, |
^ de prala, para cha, bar- j
v dejas, salvas, caslicaes, 9
M colherea de sopa ederh, *
J e muitos oulros oBjectos ij
<- de prala. je.
R* ::- : S :: 5 WtSL !
O abaixo assignado, como liquidante da ex-
mela Orina de Veiga & Toudella, em virlude dn ar-
tigo :189 do cdigo commercial. .ivisa aos lier.lciro
dos fallecidos Franci.co Lopes l'inlieiroe suamiilher
e os de Lino Jos da "
tem de satisfazer os dbitos dus ditos fallecidos,
conatantn de cinco ledra., a quem apre-enta-lassem
procurarle ou legitimo traspasso do bailo assignado,
sendo dos primeiros duas lellraa na importancia de
1OO9IOO. c urna de 3009030, sacada em 2:1 de mim-
bro de 1838 a dous mezes, outra na mesma dala de
igual quamia a mez.es, c os segundos de tres na
importancia de 5189895, seudo a primeira sacada em
<> de juulio de 1833 a dous mezes, .. tenada sacada
na mesma dala a qualrtf mezea, cada uilia de 1129310,
e a terceira saccada cm 2(i de novemliro de 1851 a
tres mezes, da quantia de 334*373 rs., as qu ic lel-
Iras leudo sido enlrecucs .10 fallecido Ant......1 Mar-
ques da Silva, em Barreiros. para promover cobran-
za, e 11.ni leudo elle dado solueSo,acontecen agora ao
depois do seu fallecinienlo, nao liaver noticia das
referidas latirs; e para que os ditos herdeiros ci-
ma mencionados cm lempo algum se cliamem a ig-
norancia, se Ihe faz o presente aviso. Recite 7 de
abril de 1856.
Manoel l'ereira de Figueiredo Tondclla.
Na ra collegio, o Sr. Cipriano l.uiz da l'az,
no aterro da lloa Vista, J0.I0 Ferreira da l.uz, na
paitara do Sr. Bjtaj^dirSo que,ii :, .VKI ou 00
11I re-, ruin !iYr*aBB em rasas terreas.
ARREM)AMENT<).
A loja c armazem da casa n. 55 da ra da Cadeia
do Recite junto ao arco daConretco, aclia-se deiur-
cupada, e arrenda-se para qualqur eslabelecinwuto
,Cr' m"C -'I'1" I '"' "'"{o Kran(le- Pa I"1 ,em commodos sudi-
eienles : os pretendenlcs enlemlrr-se-hao com Joao
Ntpomureun Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma ra.
PUBLICADO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta puhlicacao aera sem duvidn de atilidarlc aos
principiantes que se'quizercm dedicar ao ejercicio
do tero, pois nella encontrante por ordem alphabe-
licaaes priucipaes a mais frrquenles ncciirrencias ci-
vi, orplianologicas, commcrnne. e ecclesiaslicas do
nossoter, com as remissies das ordenarfies, leis,
avisos e renlanMOloa por que se rege o" Brasil, e
liem assun resolucoes dos Pravislas amigos e moder-
nos em que se lirmam. Cohlm semelhautemenle
as itecises das qoealOea sobre sizas, sellos, velliose
noTos direitos e decimas, sem o trabadlo de recorrer
a coltercao de nossas leis e a\ isoa avulsos. Consta-
r de dous volumeaem oilavn, grande fraurez, eo
primeirosabio luz esta venda por 3 na loja de
livrosn. (, 8 da praca da Independencia. Os sc-
nl.ores subscriptores desla puliliracao existentes em
1 ernambuco, podem procurar o primeiro voluroe
oa loja de livroa acuna mencionada : no Rio de Ja-
neiro na livraria dor. Paala brilo. praca da
tonstiluieao; no Mjraiflin. casa do Sr. Joaquim
.Marques Rodriaucs; e no Cear, rasa do Sr. J. Jo-
si- de Oliveira. ,
Ilesappareceu hontem de mannfta urna ecrava
de nome Anua, de nac1o. de Idade i!) annos, "de e-
lalura milito baila, tem bstanles bichos nos ps.lc-
yoa vestido de chita roa minio usado; consta estar
e> Irecisa-sc denma pessoa nrph.la. lano 0
J masculina como femenina, de maior ou roe- 9
i or idade, ale 7 alios, para servir decompa- a
nhia era casa de familia honesta, promelle- '
9 se-lhc boa educarilo e tratamento
lito se i|ui/. 1 prestar.
f t:.irnio 11.
de Lisboa, asquaesse vendem por
proco commodo como eostumam.
Retratos photopra-
3 paicot. paiaageDS a vis
.-, tas de monumentos,
-. reprodceles de todos
- alea objecios pintados
- por qualqur oulro
.; (jaleo), sejam quaes
g forem suas dimeosoes.
Collecces de slereoa-
S cepo, etc.
ESTABELECIMENTO
rilOilil.im'llllll.
RIJA I>A CADEIA,
ESQOINA DA RL'A DO CRESPO.
PERNAMBUCO
Pholograpbias colo-
ridas a oleo e a qua- :
relia. Recehem-se ens
commendas de lodo-
os objectos pertencen-
les a photograpbia e :
daguerreotvpo. segn-
do o preceito dos chi-
micoa mais modernos
e acreditados.
Uabauo assiguado tem a honra de avisar ao respeilavel publico desla cidade, que de hoje em dianle
estara aborto o seu estabelecimeuto pbolographico lodos os dias, desde as 10 horas da manhaa al as 2 da
taro, onda aquellas pessoas que o honraren) com sua coulianra, pdente obler por um preco muilo ra-
zoavel eemalguns segundos, relralos liis tirados pelos s\slcinas mais modernos, e em voga em toda a
JtjUropa.
O mesmo abaixo assiguado entarrega-se de tirar vistas de qualqur ponto desla cidade ou seus arrabal*
des, assim como copias de paineis, planos de architeclura, etc.
He intil demouslrlr aqui as vaulageiis e superioridade dos relralos pholograr.hicos tirados sobre vi-
dro, papel, em compareci com os de d.guerreoljpo, nos quae* o relelo d> chapa deslnie, 011 pelo me-
nos altera sensivclmenle o clleito, porque os senhores que se dignaren vizitar este eslabel.cimeiilo pode-
ro, depuis de nm simples came, conbecer por si mesinos, a dillerenra que existe entre os dous s\stcmas.
O oroprielano desle estabclecimenlo nio tem poopado estenos c sacrificios, afim de vulcarisar nela
cidade urna arte lao importante c nova, que tem sido Do justamente aceita na Europa, e que nao
menos apreciada pelos habitantes desla proiincia. Elle garante a solidez das cores de seus relralos
|wr descocerlas novissimas pode torna-lus inalleravcis. e quanlo a semelbam-a ninguem
aceitados se ella nao (or.completa.
Neste eslabetecimento encoi.IrarSo os Ilustres visitante! um Completo sorlimento de quadros, muldoras
e caixinhas do ultimo goslo, semprc augmentado pelas successivas rcmessas que |wr lodos os navios viudos
le l-ranc,i, sente teitas de tudoque houverde mellior ueste genero : oulro siin, poderao ter retratos photo-
graphicos, coloridos a oleo ou a quarela, por uro pintor de reennhecido metilo, nuc o abaixo assignado
mandn vir de Paris.
Com oa apparelhos de dimenses eolofaoa que exislcm no cstaheleciincnlo. nada-te tirar idralos :l ou
1 vezes maiores que os que se tem visto nesla ridade.
O abaixo assignado scieulificjra aquelles senliores que se dignarem utili-ar-sc de saus serviros, qua de-
Tana prevent-Io um da antes, para que sfjam servidos rom preferencia c a urna bora certa."
Recite, 10 de abril de 1836. 4"9"" mM
-or.1
que
ser obrigado a
Instrucajao (iioi*ai e reii-
uiiios.
ATTENCAO. 8
% Aelia-se a venda na confeilaria da ra da (jj
9 Cruz, perlencenle a A. A. Porto exccllenle 55
Sgela de varias qualidades, perfeilamente 3
acondicionada em latas de : libras; igual- ;^
(t mente muito bom doce de calda sortido era $
9 pequeos barris, e todos os mais artlgos de %f
9 doceria, lodo confeccionado com o maior es- aj
S( mero : apromplam-se encommendas para fj>
(C deutro e fura do imperio, com toda aclivida- ff
j) de e limpeza. A
Quer-e atugar um eacravo para servico de
oa rui do Trapiche n. 1<, segundo
casa: a tratar
aodar.
REPERTORIO DO IEDICI
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o poalo em ordem alphabetica, com a descripQo
abreviada de tedas as molestias, a indicarlo physio-
logica e tberapeotica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seo tempo de ac^flo concordancia,
seguido de om diccionario da significado de lodo
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcaoce
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. naaignaulea podem mandar buscaros sei
exemplares, assim como quem quizer comprar.
A HOMEOPATIIIA E 0
CHOLERA. %
nico tratamento preservativo e w
s curativo do cliolera-morbtts, w
. PELO OUTOR (^
| Sabino Olegario Ludgero Pinho. A
Segunda edicr&o.
A benevolencia com qu foi aeolhida pe- <
lo publico primeira ediccao deste opus- fi
calo, esgolada no curto espacode dous me- JS
es nos induzio a reimpressa'o- 18)
Cutio de cada xemplar......IjOoii /A
t.arteiras completas para o trata- '*'
mente do cholera e de muitas ou- IA
Iras molestias, a..........:103 Maias carteiras..........t900U W
Os medicamentos ao oa melhores possiveis. *J
Consultorio central homcopafico, roa 5
de Mulo Amaro (Mando-Novo) > (i. tg)
Atencjo.
ri.h'd!nii,V!.r!i,,aler ?rre"' '" sitio perloda
?dl 0,,"da: qa"',en,M bw '!". brtM Para
capim e commodos para i oo (i bois, anuncie para
m procurado, oo eotenda-se cora o Sr. Sr KE
l.ms Cavaleanl. de Albuqoerque, na cidade do Reci-
enB.nl?omR,ern>m0 dAlbqMm Me", no seu
o\mo 6^*2' em 'ao d Alh0- Adverle-se que,
eos lio forjonto a estrada que vai de Oliuda i ara
o norte .era preferido, e paga-se mais do que vite"
dTn;L?mnSSa,) dS Camara WPl lem dado as
danoslas necessanas para que tambem se rcUlln
carne nos talhos da ribeira da Boa-Vhl. de ni a '
ihadorea' COm^"SS", frecisa ainda u= "'=" tato-
A. Morasen relira-se para Europa.
I'reciu-.
i J. JANE, DENTISTA, S
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- 9
Na casa da residencia do l)r. I.oureiro, oa ra
da Saudade, defroule do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, que tiAo traga comsigo o filho,
que tiver, de peito.
Asso'ciho CamiuercaJ
Stuielieeiite.
A commissJo cncarregarta pela Aisociaco Com-
mercial Beneticentepara distribuir soccorros is clas-
ses necessiladas do bairro do Recite, faz saber a
quem se adiar nessas rircumslaocias, qoe pode pro-
curar a qualqur de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualqur hora. A commis-
sAo estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
forcos para bem desempenhar a mitsao que Ihe foi
confiada, roga as pessoas que tiveremeonhecimento
de que qualqoer pessoa em suas visinhan;as se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
qoer circomslaneia nao opossa solicitar, queiram ter
a bondade de atsira Ih'o indicar, afim de prompla-
menteserem ministrados os necessanosauxiiioa,
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. 110.
JoscTeixeira Bastos, roa do Trapiche n. 17.
JoSo da Silva Regadas, roa do Vigario n. 4.
Associugiio Gomniercla
Beficetstt-'.
A commissao nomcada pela Associarao Commer-
cial Bem licenle desla praca, com o fim de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas da regueaia da
Boa-Visla, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem estiver em (aes rircoroslaneiaa, de pro-
curar a Joao Malheus, ra da,matriz n. I; Manoel
Teixeira Bastos, ra da Alegra n.7 i Vicente Al-
ves de Souza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da m.uili.1,! s 9. e a tarde das horas em diante :
em caso urgente, porm, serio soccorridosprompta-
menle a qualqur bora. A commissao destejando
acerlar na forma de distribuir os soccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais condecidas
desla freguezia que tiverem perfeita scicncii do es-
lado de precisao de qualqur familia, se diguem de
a informar afim de ser com promplidAo allendida.
Recite 2."i de fevereiro de 18SI>.Joo Malliens, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alves de Sooza Car-
vaina.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
lodo aervico de urna casa de pouca familia : na ra
da Moeda n. 2.
^7 Prccis"-sc de um ma de leile : quera esli-
ver Beata) circumslancias, pode vir tratar V
arga do Rosario n. 35, loja de miudezas.
O Illm. Sr. thesoureiro manila azer publico,
que esiao exposlo. a venda.das 9 horas as II horas da
larde.M bilheles da 2.a parle da 1.a lotera do Gym-
easio 1 ernambucano, na thesouraria das loleriasrua
da Aurora n. 96, como tambem na ra do Crespo,
lojai dos Srs. Antonio l.uiz dos Sanios & Rolim, roa
do l.ivramrnto botica do Sr. Chagas. e ra de Auro-
ra, loja de funileiro do Sr. Sebastiao Marques do
Nascimenlo, que faz esquina para o aterro d.i lloa
isla, e as rodas ,la supradjla lotera audam imiire-
lerivelii.cnle nodia 12 do correnle mcz.O escrivio
Antonio Josd lluartc.
Necessila-se de duas pessoas para o servio in-
terno de una rasa eslrangeira", urna que rozinhe c
engomme c oulra que cnlenda de costara : na ra
Nova n. 17.
Lotera doGvm-
nasio Pernam-
bucano.
HO.IB H do ron
fe, antiiiiit as rodas da
ferida lotera, no saifto
quem a
pparera no paleo do ,
ou DO collegio das orphiaa. ?' i "ccail"l* *"> certa parle; portante, pede-sc as auto-
X 1 escrava, e levem-a"l roa da Roda n. 2.
l'rccisa-se de urna ama de leile que nao o le-
nha ha moilo lempo, c que seja sadia ; agradando
paga-se bem : na ra da Cruz n. 7, lerceiro andar.
I huma/. J. Ilarding relira-sc para ierra Nova.
Cidade da Victoria.
Joao Francisco Coelbo Bilancourt, advogado for-
mado cm direilo, residente na referida cidade, nffe-
rece o seu presumo no loro, tanto civel como crime,
a qualqur pessoa qoe delle se queira ulilisar, pro-
Irsiando ser puntual no desempeulio de sus deverea.
Igualmente Irata de cohranras, lano amigaveis como
judciaes.
OSr. Joto Antonio Pinto de Abren tem urna
rana na ra Nova n. 10, viuda da ridade do Porto-
Iroca-se urna manean de S. Joan llaplisla.que
lenha (res palmos : nuem tiver dlrlja-ae au sarhris-
llo da ordem terceira de S. Francisco.
re-
da
I rerisa-se alugar urna ca
ou :l quaitos. com quintal e cacimba, com tanto qne
na nas rnas seguintes : Horenliiia. Bella. S. Fran-
cisco, Roda, Concordia, ou mesmo em algum lugar
mais retirado ; nao se duvula dar MsOINI meiisaes :
quem tiver e qui/er alugar anuncie para ser nro-
ciirado. '
O teiicnlc .Miguel dos Anjos Alves dos Prazc-
re>. com cocheira, carro e cavado de alugaA, na
cidade da \ ic.tona, na ra d.i Laga do Barro, rasa
da esquina, f.izscicnlc ao pollico, e em particular
1 seu, fregueiea.que conliuti. a recclier carros e c-
vanos para tratar diaria ou mensatrpcnte, a do o bom tratamento.
ra da Praia n. 27. O res-
to llietlS Dilhetese Cail- AIM-ima craade ca
l'lv inil v, ,l.i ., I* a3'' ua1SoMi"|e: l"tar no Manguinho, sitio
ICI.IS P8la a Vt IKla lias -['UretilaioAlveadaSilva.
Na ra da Saudade, fronteira a rio Hospicio,
casa da residencio do l)r. Lour/riro, alugase urna
escrava, a qual. alem do servico de rata, cozinha,
lava bem, e eiigomma alguina cousa.
jas da pr ira da indepen-
dencia II. 4, 15, loe 40,
e um outras do eostiiine;
as series grandes nu sa-
ireiu em mens ditos bi-
Hilese cautelas, sera<|)a
*.s eoiiforiiif mena mi-
nuiicioa, Iojo que sahira
Usa feral. itecife 9 de
de lase.--t) caute-
A tiloa o A os Rodri
aori
lista
(/lies de Souza Jnior.
LiPDAfAO.
'oininateau, aterro !
Boa-Vista n. 16,
tem a honra de participar as pessoas que desejam
comprar o seu eslabelecimenlo, com armacao, mobi-
Iia, ferramenlas de seo ollirfo, eporefles de fa/endaa
como sejaui, galues para os carros, arreios para pa-
rclriasde cavados, lantemas ricas c ordinarias, freio,
bridues, chicles de baleia, dilos coberlos de tripa
para carros, velas para lanlernas, freio* para sellins
estribos, chicotes, esporas, brida era palha e de cou-
ro, tesouras de lodos os lamanhos, facas para mesa,
navalhas afiadores para as ditas, ferramenlas para
temala, liana para os denles, polvarinhos, clium-
betras, espolelas, fundas, colheres de metal, espon-
jas grossas, pello de camurca. nivel d'acua, e um
grande sorlimento de cachimbos e lamo, que todas
estas fazendat sao frescas e de boa qnalidade ; vis-
la do comprtlor se fara qualqur negocio.
Poinniateau, aterro dn
Boa-Vista n. 16.
lera a honra de participar as pessoas que Ihe ficam
devendo, que elle se ada na necessidade de por os
seus iiomes no Diario, pois nao quizeram responder
aos annunc.os de 27 de fevereiro ate :| de marco
Na mesma casai vende-sc vinbo Irancez de prime.r
qualidade, em barrica.
na ra
_ () collegio das orpbaas, silo em a ra da Auro-
ra, precisa de urna cozmh.ira e urna srvenle, liber-
ta ou captiva: no aterro da Boa-Vista, casa n. 78.
a tralar com o Ihesoureiro J. E
de um s andar,
I loarle.
Anda esta
io
da elavada de
doaraenal de marinha a qualqur hora!
, Alteneao.
A pessoa que annunciou queter comprar nm;i cria
de u, auno, querendo um cabriolia com II ,.,
dirija-searuadosMarhrios n. l. '
-- Precisa-se de tres odiciaes de alfaiale para cal-
Cas de casem.ra, e lambem coslureiras par. rlleles
de seda : na ra Nova n. 58. '
ULTIMO PEDIDO.
JHM^Tm V"aal A Conl'* Peden, en-
fivnrT. M ""*"" dcvefa"'-de dbitos auligos,
o tavor de II,,.. yirem satufazer seus dehilos .10
S^rii' dH C",rari" '"ii0 de i'lumo-
uqueTle, d nS-JUdlC,aeS' qae de cer, "con.ecer
oerem e m?J "* "U8 a0 B0SSO "* ""-
UnimnPV.t'1,"re "HO 1uei",n *c.n razao. os
reyenimoa pelo presente annnneio. Recite !> de
"m liomem qoe cnlenda, para
abril de Is.'u,.
Precisa-se de
fniinr,..._____.......uniem que entt
Cjaeiro, que la achara eom Vera "alar. brgad08
Precisa-se alugar um carro de o
que sirva para um cavado : qilem liv *
ou I rodas,
cr^e queira tra-
tar de seu ajuste por mez ou e ..nfT q '"'
casa da camara.
K~Z?^L*?be ''>P,be"' Pe"'-
qnem precisar anuncie.
para alugar a casa na cidade de
Oliuda ... 12 >a da ladeira d. Misericordia, piola-
' de prximo, dcinfeclada por nao ter
morrido ..ella pessoa de cholera-morbu., a qnem "-
ua do R o-H8f. *$,"-" ."M : P" aj"- ? na
ra do Raugcl n. 21, a qualqur hora do dia.
- Ad. Lalouelte segu para o Rio de Janeiro.
breTe mmIom rfSUSS ,e"d0 dC re,irar-"c niuilo
ireve para lora do imperio, convida a todos os ..<
credores, para que Ihe apre.eulcm suas conla, .ora
de seren, pagas. Da mesma sorte convidaZ^ eu. e
d.^ salafu'urn: TOt'StH d"
berna; he lugar apropriado para'e^ i tZ
lo.e com commodos para fam.li. : qaem pretenda'
dinja-se a ra do Vi-arlo u >> pretender,
I ilippe Francisco Percira roga a qualaner nes-
soa que se jugar seu credor bai h. q '
cania paraer .raboteado, a a da 1 e'nba"'" ',""
do andar do sobrado'.,. I. Cn,,a' SCSU"-
|(- A Sra. 1). cleoa Asllex rclira-se para logia-
pichinhas doce e .guada de todas .,' Hd^oaro
Cha.,inte Pel0 mesmo preco do pJ^tpS
Segunda-feira II do corren te co-
IBecara o omniboa as suas viagens
ae (tlinda para a academia, e de.ia
para aquella cidade ; as horas das partidas serao
adas conforma a volitado da materia dos assig-
a a-
de Santo Antonio n.l:i."AdvcrTel8' aos "senhores
s dos mnibus, que de hoje e| riji||1|e o
a pagar oOO res por qualouer
tjouxer as escadiubas dos omnibos'.
nanics ; cusa 20jO ihaiitada. e trata se no escriplorio da ra da Ca
pessoa que
- No da 12, as 10 boras.se hade .-uremal.-ir cm
presenca do Sr. I>r. juiz d( anaeotei, no aterro ,1a
Boa-\uia, na loja do tinado Camnccini, urna pedra
mosaica de dala de 1711. ferramenta o maisuleuci-
Naa de our.ves, ura balcao fiteiro. e outros objectos :
ludo perlencenle a her.inca jacenle do mesmo fina-
nado.
8 NO C0S0LT0M0 HOMO
PATIIICO. i
Ra das Cruzes n. 28.
ConUnuMe a vender os mais acredilados
medicamentos dos Srs. Castellao e Weher, -
em I.nluras e em glbulos, carteiras de lo-
dos os lamanhos muito em conta.
lubosavulsos a :m, 800 e 19000.
1 Oofa de tintura. ...*.. -*NH)0 1&i
l'ubos e irascos vazios, rolhas de eorlica (t
para tubos, e ludo quanlo he necessario p- W
ra ouso da hom'i'opalhia. (&)
di; ofliciaes de alfaiate
na i na Nova, esfiuina
aloao Antonio ( arpite,ro
da Silv i
de novo pede aos seus riedores para que Iheapresen-
lem suas coulas quanto antes por ter de se retirar
para a Europa, ass.ro romo pede aos seus devedores
quei.am saldar suas ronlas, e aquelles que tiverem
penhores de os reagalar no prazo de H dias, do con-
trario serao vendidos para seu pagamento, e dos
mais dcvedoies serao entregues a sen procurador para
os exceular. Recite !> de abril de 1836.
Existe para alugar urna casa terrea na ra da
Couccicao da Boa-Vista n. 5$, perlci.ceule ao patri-
monio da vc.eravel ordem terceira dcS. Fraucisro:
que... a pretender, dirija-se ao rlnrissimo irm3o mi-
nistro o Sr. Jos Marcelino da Rosa, pessoa compe-
tente para aluga-la.
Izidoro Bastes de Oliveira, porlugiiez, vai
Europa.
Apprchendt
alliuele de oun
aterro da Boa-V
promplamenle se
;e na mao de um mulalinhn um
lem for seu dono, dirija-se ao
loja de fazendas n. 10, que
taita.
Se algoem se 4 a^gar credor do hospital de S.
Jos por algum objeclo forncrido para o mesmo,
queira uestes Ires dias presentar sua conla ao mem-
bro Ihesoureiro da commissao parorhial de benefi-
cencia da dila freguezia para ser paga.
No escriptono do Sr. Jost. Percira ca Conha,
na ra da Cadeia Velha do Recite, existe ama carta
para o Sr. Fraucisro Rufiun, morador uo engenho
Carnereo, Ierras do engenho Paulisla, onde obler
inforuiarOc- relativas ao seu escravo de nome Fir-
miano.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para o
servir., de urna casa de pouca familia : na ra do
Collegio n. 2.">, lerceiro andar.
[rmandadedo Divino Espirito Santo.
A mesa regedora roga a todos os seus irmAos hajam
de comparecer no respectivo consistorio no domingo
13 do crreme as nove bora*da manhaa. afluida
consliloirem mesa geral para dejibcrar sobre nego-
cios de intercsse para a irmandade.
i
i
I
i

Precisa-te
para toda obra
da ponte.
80,000 rs.de irrat.fi
.-i
ser os
nesnios que
cacao
Fogio do engenho Bom Jess do Cabo, o cabra
escravo, de nons Vicente, alto, espadando, pernas
tinas, rosto coraprido, sem barba, cabellos corridos
e crespos, de idade de 10 anuos, he dislilador, loca
rabeca c gaita, c he filho do serlao da ierra do Mar-
luis : quem o apprehender e levar ao referido en-
genho ou a casa do comnicndador l.uie Comes l'er-
reira, no Mondego, recebera a quanlia cima.
AO PUBLICO.
O padre I homaz de Santa Marianna de Jess Ma-
gallMM, legalmenle provisionado para poder exercer
o magisterio dos esjudos do primeiro grao, avisa ao
publico, que com brevidade abrir na bairro de San-
io Antonio a sua aula de primeiras lellras e lalun
annexaiido-lhe um curso completo das lingaaa italia-
na a fraoceza, dirigido p. lo Sr. Alberto Tallone, sob
aexpressa condirau. de traduzire fallar estes idio-
mas no prazo de um auno lerlivo. Nesla mesma
aola havera lambem una escola de msica vocal e
instrumental, e um curso de contraponte, o qoe lu-
do promelle ser desempenhado rom inleiro aprovei-
lamemo dos alumnos. O preco he .-000 por cada
um dos cursos de lingnas latina, italiana, ranceza e
musir vocal e instrumental ; coolinoamj
precos da aula de primeiras ledras os
costumava ter; quaolo aos alumnos que deseiare...
seguir o curso de contraponte, deverao se entender
na aula com o respectivo professor. A aula na
iraDalhara nos domingos, quinlas-teias e dias santos
do guarda, como lambem fechan, no no dia ->t de
dezemhrn, para abrir no dia 7 de Janeiro. Os Srs.
alumnos que desejarein se matricular, devem fazc-lo
quanlo antes na casa do aiiiiuncianle, no lar"., da
Santa Croza. 12. rertos de que a aula sara al.crla
logo que liouver 12 alumnos matriculados, o que se
rara scienle pelo Diario. Os alumnos serao obriga-
dus a |iagar se.npre as mcns.ilidades adiantadas.
O arrematante dos impostes das nferires, ms-
cales e boceleiras do municipio do Recite 'faz cerlo
que he chegada a epoca de reverem as aferlcoeaja
rcilas; assun como de novo convida a viren ab-
rir ce estabelcciinenlosea grande quanlidade de me-
didas de ra que deiiar.m de aterir no lempo com-
petente, e ate o presente n.io o le.iham feilo ; tam-
bem tembia aos mscales e boceleiras a lirarem as
suas licencas, do contrario usara dos metes da lei,
visto ser prejudlca.lo em seus ioleresscs.
0 baeharel Francisco de Saltes Alves Maricl
pode ser procurado no primeiro andar do sobrado u.
., da ra estrella do Rosario, qaasi quina da ra
das Iriuclieiras, onde lecciona em lalim, philoso
e geometra.
casa- nos i:\postos.
Precisa-se do amas para nmainenlar
l\a Calirormia,
loja nova, na ra do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Antonio, vendem-se c.irlcs de casaa Iraticezas de
muito bons gostos a l:ioo e a.lffJOO; ha grande
quanlidade para se escolber, lenco, de cassa brancos,
lisos e com bico a 200 rs., chitas prelas francezas,
largas, para lulo a 2iu o covado, e militas oulras fa-
zendaa muilo baratos, a dinheiro a vista.
Vende-sc sal do Ass a bordo de In.Hr a Angli-
ca : a tratar na ra da Cruz do Recifc, H. 13, pri-
meiro andar.
A mellior farfulla de man-
dioca em sueca
que existe no mercado : vcudc-se por preco razoa-
vel.no arina/.cm do Cazuza, no caes da llaudega
n. 7.
Camisolas de iaa.
Vleias de Iaa .
Cobertores de Iaa.
Baeta de cores.
Cobertores de algodao.
Vende Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptono, ra da Cruz n. 1.
lijlos de marino, e e oblas de dito.
Venden.-5e lijlos marmore de 10 e 12 pollegadas
quadrad., e mais obias de marmore, como tamul '
urnas e estatuas, por precos commodos : em casa d<
Basto A l.emos, roa do Trapiche u. 17.
Vende-se urna canora com pipa, propria para
veuder agua, ludo em bom estado : atraz da fondi-
cao na ra do l.iiua, tabernil de Jos Jaciulho de
Carvalho.
Vende-sc o lobrada de dous andares da ra do
Amor un n. II, Ion bom armazem e be mu conve-
niente portar parto do embarque : a tratar n.. ra
de tioiii-Hlo ... \'2.
Vende-se ou aluga-e urna prela que sabe co-
zinhar, lavar c cugemmar liso : na la llireita n.titi.
Vende-se urna crioulioba muilo sadia e boni-
ta, com 8 anata de idade, propria para mimosear
urna menina, a quem quizer dar 1:0009000 ; rece-
be-seem pagamento accoes do Bauco ou da Compa-
nhia de Beberibc, vollando-se o excesso se houver :
a tralar ua distilacao da praia de Santa Rila.
Vende-se um habito novo de eslamenha para
lerceiro de S. Francisco : na casa do sachristao da
mesma ordem.
Vende-se om par de globos geoprapliicos : na
ra do Caldeireiro n. 10.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se veudem mais baratas, e contiuua-
se a vender na travesea da Madre de Dos n. 21, r-
mazera de Joao M.irtins de Barros.
Farinba de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aune* Jacome Pires ven-
dc-se superior farinba de mandioca em saceos gran-
des ; para porcOea iralase com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 1i.
Moinhos de vento
omhomhasdcrepuxopara regarhortas e baixa,
decapim.uafundicaode I). W. Bowraan uarua
doBrum ns. 6, 8e 10.
Hfeias pretas |>a-
ra padres.
Vendem-se superiores miias de laia para padres,
pelo baralissi.no preco de IJ800 o par, ditas de al-
godao pretas .. H40 o par : na ra do l}ueimado,loja
de miudezas da Boa Fama n. 3;,.
SEMENTES.
Sao chesadas de Lisboa, e acham-se venda na
ruada Croz do Recite n. 62, taberna de Antonio
Francisco Martina as seguintes sementes de hortali-
ces, como sejam : arvilbast.-rta, genoveza, e de An-
gola, teijao carrapalo, r.'.xo, pintacilgo, c amaredo,
airacerepolhuda e aliena, salsa, tomates grandes,
rbanos, rali metes brancos t encamados, nabos ro-
lo e branco, senoiras brancer e amarellas, couves
trioebuda, lombarda, esaboie, sehola de Setubal,
segurelha, co<-nlro de (ooceiie repolbo e pimpinela,
e nma grande porco de diflerenles sementes, das
mais bonitas llores parnjardins.
nphia
enancas na
OITerece-se urna ama para fazer o servico de
portas a dentro, a qual coz'uha, engomma a lazo
mais servir..: no becco da Bomba .>. 10.
Da loja de ferragens do Sr. Thomaz Fernn-^
desda Cunta ale a casa n. 15 do largo do Corpo
Sanio, perdeu-sc urna cria vinda da ridade do Por-
lo pelo brigne S. Manoel la, para llelfino dos An-
uos Teixeira : roga-se a quem achou o favor de a en-
tregar.
Precisa-se de duas amas, orna para cozinhar c
Ola para comprar e fazer o servico interno : na
ra da Cadeia de Santo Antonio, de l ron le da ordem
terceira de S. Francisco n. 1.
Ouem ...inunciou no Diario de hontem 2 es-
cravos para alagar, dirija-se as Cinco Ponas a. 63,
padaria.
Luiz Candido Ferreira Tavurea, cidadan bm-
sileiro, vai Portugal a bem dos seus interesses.
ATTENCO
Anda continua a estar fgida desde o dia 17
do mez de fevereiro do anno presenta a c>crava
Joaquina de naeko, cora ossiguese seguintes; alta.aec-
ca.cara dcsraruada,|falla de denles, peruasarqueadas,
'puucas vezes deixa o cachimbo' cuja negra fuaio em
compauliia de um soldado do dcimo hatalhau, o
qua| se acha adeserlur e cbama-se Manoel Joaquim
da Silva, he crioulo, moco, cara redonda, ulhos
grandes, (hclnlguma cousa" relaxado.i A negra foi
captiva por muitos annos de urna Sr.'' viuva mora-
dora era Panellas de Miranda, ruja Se1 ainda exis-
te no mesmo lugar, e a negra ah deixou om filho,
porem forro : por lauto, roga-se as autoridades pu-
ciaes e capitacs de campo, a captura desla escrava.
levando-a a seu senhor Manoel |Ferrrira Chaves na
ruada Gloria, na Boa-Visla, casa n. !l|.
Massa adaman-
tina.
Francisco Pinto tlzorio chumba denles com a >er-
dadeira massa adamantina e applira ventosas pela
.ih.in_.iu do ar : pode sor procurado confronte ao
Rosario de Sanio Antonio n. 2.
(Siomprae.
Precisa-se comprar um ou dous quartos na
na da Cadeia do Recite n. Il.
Compram-se escravos c recebem-se para vcu-
ler de commissao : i.a ra Dircila u. ;|.
Compra-so urna meia grade .ar.i porta de cor-
redor, que tenha ti palmos de largura, estando em
bom estado : na ra do lirum. passando o l...far.z,
priroeua casa.
--Compra seca"oetivamente,laUlo, bronxe ecobre
vell.o : uo deposita da liindicao da Aurora, na ru.i
(lollrum, logo na entrada n. 2S,c na mesma f.indi-
.;Ao, em Santo Amaro.
Compram-se caixcs grandes para deposito de
Mocar ou de bolada : na praca da Independencia
n, 10, loja de bilheles.
Compram-sc notas do Banco do brasil : na
ra do Trapiche-Novo n. -iO, segundo ailar.
Compra-so um guarda -lout-n que
bom estado: no primeiro andar I
so dir quem compra.
Compra-se unta philosupliia de Barbo: na
praca da Independencia ns. (i e 8, se dir.
esieja em
Sta typognipliia
8cn&a$.
Con ros de eabrn.
Vende-se nm/eato de couros de cabra, muilo gran-
des e bons : na ra da Cadeia do Recite o. 07.
Cousas finas edt
bons gostos
HA LOJA DA BOA FA1A.
Nendem-se ricos leque com plomas, btela, e
espelho a 2?. luvas de pellica de Jouvin o melh'or
que pode liaver a ffOOu o par, ditas de seda ama-
rellas e brancas para homem e senhora a 18280, di-
las de lorcal prelns e com bordados de cores a 800
rs. e 18200, .tilas de fio de Escocia brancas e de lo-
dasas cores para hornera e senhora a .">00 rs., dilas
para meninos e meninas muito boa lazenda a :120,
lencinhos de relroz de todas as corea a 18, tencas de
Iaa para senhora a 610, pentes de tartaruga para
alar cabello, f'?.endi. muito superior a .">8, ditos de
alisar tambem de tartaruga a :ij. ditos de verdade-
ro bfalo para atar cabello imitando muilo aos de
tartaruga a 18280, dilos de alisar de bfalo, lazen-
da moilo superior a ;I20 e OO rs., lindas meias de
seda pintadas para rriancas de t a ;l annos a 18800
oipar, ditas de" lio de Escocia lambem de bonitas
cores para enancas de I a 10 annos a 320 o par. es-
pedios para parede com excedentes vidros a 500,
700, 1/e 18200, toocadorescom ps a 18100, filas
de velludo de tedas as cores a 160 e 210 a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e finissimas a .">00
rs., dilas finissimas rom cabo de marfira a 18, Iran-
ias de seda de todas as corea e largoras a 330, 400 e
500 rs. avara, sapalinhos de Iaa para enancas de
bonitcs padroes a 210 c .120. aderecos prelos para
luto com brincse allinetes a 18, loutfas prelas de
solapara criancas a 18, Iravessas das que se nsam
para segurarcabello a 18. pislolinhas de metal para
maneas a 200 r.i., galheleiras para azeite e vinagre
a 28200, bandejas muilo finas e de lodos oa lama-
nhos de 18. 28, 3? c la, meias brancas finas para
senhora a 20 e 320 o par, dilas pretas muito boas
a 100 rs., ricas caixas para rape com riquissimas es-
lampas a 33 e 28500, meias de seda de cores para
homem a 610, rl.aroteiras muilo linas a 28, castSes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs.. oculos de armacao de ajo praleados e dou-
radosa 610, 18 e 14200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a .VIO rs.. e 18, superiores e ricas bena.i-
linhas a 28, e a 500 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra cavado pequeos c grandes, fazenda muilo supe-
rior a 610, 800,1?, 18200, IsJOO e 28, atacadores da
cornalina para casaca a 320, pcnles muilo linos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 610, dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
610, meias brancas c cruas para liomem, fazenda
superior a 160, 200 e240 o par, camisas de meia
muito finas a 18 e 18200, luvas brancas encorpadas
proprias para montara 210 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas abotoa-
darasde madreperola e de oulras militas qualidades
e goslos para colleles e palitos a 500 ra., fivelas doa-
n.dus para cateas e cuteles a 120, ricas fitas finas
lavradas e deludas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padroes e toda- as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesuuri-
nhas para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alem de ludo isto oulras muiti proprias para a fesla, c que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os freguezes ja sa-
bem : na ra do Qtieiraado, nos quatro cautos, na
bem condecida loja de miudezas da Boa Fama
n''"ia$aoo
Vende-sccal de Lisboa ulliniamenlechegada.as-
aimromopotassa da Kussiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio n. ti.
vemlem-se saccas com um alqueire coeulndo,
de muilo boa farinba, por preco commodo, para se
conrlor contas: na na do Amoro n. 36, taberna
da esquina.
Vendem-se saccas eom miiho por preco com-
modo, na taberna da ra das Flores n. 21, conn-onle
do porto das Canoas.
f~ } ?nae~e buhar com lodos sea perlences,
hicade.ras de pao d'oleo, 1 me,a com jogo de da-
f;Vdr"a """'narla, 1 quadros representando a re-
pblica fraoceza, i g,mao cnm doKas de m.
fim, 1 cand.eiro de tres bicos, 2 dilos inglezes de um
L ', ",;lr"'le ""'"'">. dminos : a t.a-
Z i, l v M B* Xl5,J "" "qoim de rrancis-
co da Silva M.fra, ou M CapmS nacasado.ogo
da bola do Hilarle. '
^~a/'??*, "IS,C Vsl ,le ""'"* e 13a, qae .e
vende barato para acabar ra Nova, loia i. -t).
Veade-M urna moUUnha de 8 ,n..os, muito
bonita e propria para mucama, com principio dt
costura ; um mulalinho da mesma idade, muilo .-
perlo : na ra do Rangel n. 51.
Vende-se um portao de terro de 6 palmos de
largura, por preco muito commodo : na ra dos Pi-
res jumo a caixa d'acua.
Vendem-se 2 crioulinhas de idade de 15 a 20
annos, cosem c eogommam bem : na roa Direile
n. 3.
Vcndem-se ns vordadeiros charutos Vrelas:
na ra do Queimado, loja de ferragens n. 13.
Vende-se unta escrava moca, sem vicios c
eom lialiilidades : na praca da Independencia n. 4.
Gorros.
Na praca da Independencia n. 26 e 28, vendem-
se os muilo excedentes gorros de velludo fino de to-
das as cores, bordados a ouro, relroz, a lisos, por
precos muilo em conla.
Na loja de terragen da ra Nova n. 35, lia
bem sorlimento de terragens e roiodezas, e vendem-
se por menos 5 { do que em ootra qualqoer parle :
na mesma loja se dao as amostras de bicos e'fitas.
Vende se um lindo rabriolel com arreios e c-
vallo. Indo em iniiituboui r-ladn. e por preco com-
modo : para ver, na cocheira do Sr. Joao Francisco,
defronlc da ordem terceira de S. Francisco, por bai-
la do l.ah.iiete Porluguez, e para ajustar, ua ra do
Oueimado ... 33, loja da Boa Fama.
Vende-se saga' superior em porcao e a relalhu
na ra das Cruzes n. 10.
Vende-se por SfOOO om methodo de piano j
usado : na ra da Senzala Vellia n. 50, primeiro
VARANBAS E GRADEN.
I m lindo e variado sorlimento de modados para
varandaa e gradaras de gosto modemiaimo : na
fundirn da Aurora, em Sanio Amaro,e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
ROB I.AFFECTEUR.
Ounico autoritadopor decisao lo contelho ret e
decreto imperial.
Os mdicos doshospitaes recommendam o A.Tobe
de Laltecleur, como sendo o nico aulorisadj pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'nm gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, eslem uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as afleceoea da
pelle, impingens, asconsequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
calarrhos a bechiga, as coiitracc,6es, e a fraqoeza
dos orgaos, procedida do abuso das injeeees ou de
sondas. Como anti-syphilitico, u arrobe cora em
pouco tempo os Huios recentes oo rebeldes, qoe vol-
veu iiieessantes em consequencia do emprego da
copaiba, da cubeba, ou das njerr,et qoe repre-
senlem o virus sem neutralisa-lu. O arrobe La-
uerieur he especialmente recommendado contra as
doencas inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao
iodureto de polassio. Lisboa. Vende-se na boti-
ca de lia. ral e de Antonio Feliciano Alves de Aze-
vedu, praca de II. Pedro n. 88, onde acaba de che-
gar nma s'rande poroso de garrafas grandes e pe-
queuas viudas directamente de Paris, de casa do
dito Bo\veau.|,aitecteur 12, ra Bicheo Paris.
Os formularios dao-se gratis em^asa do agente Sil-
va, na praca de I). Pedro n. 82. Porto, Joaquim
Araujo ; Babia, 1,-ma & lrmaos J Peruamburo,
Soum; Rio de Janeiro. Rocha & Filhos ; e Horei-
ra, loja de drogas; Villa Nova, Joao Pereira de
Magales l.eite ; Rio tirande, Francisco de Paala
Couio A C.
VSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY
na ra da Senzala
andar.
Vende-se urna capa de rmSo do SS. Sacramen-
lo, nova e por preco commodo ;
Velha u. 50, primeiro andar.
Vende-se a taberna da [Jamela n. 5 : a Ira-
lar com lien.ar.lino de Souza Pinto delimite da
mesma.
\IMI0EWI4T0ANTHIIIr- 2
lil.Kll I
) 9
DR. ANTUNES-
E seus grantl.s resultados, no Iralameuto do 3
CHOLERA, vendem-se, acompanhados de 3
3 um tedelo, na pharmacia de Luiz Pedro das 9
(9 Navas, roa da Cruz n. 50. o
9 Preco de 2 vidros'e 1 tellielo 35OOO, de
K I caixa 758000.
> a>00>H)al
\a loja das seis
portas.
Em /'rente do Liv ni nenio.
atacado prelo para lulo a meia pataca o covado,
jila prela para sa.a.,manlo, jaquelas 011 calcas a dous
tame, chita escura, tinta segura a meia pataca,
meias pretas para senhora a pataca o par, chales de
Cor escuros propnos para casa a cinco lusliies, cami-
sas de cambrai.i bordadas pira senhora a cinco la-
loes, meias brancas para meninas a doze vintana.
Ceviida de
Vende-se por 2500 a arroba
dre de Dos n. 5, aimazem.
Li-l>oa.
na travessa da Ma
Vende-se superior chocolate de Lisboa em la-
las de 8 libras a :18600, e ditas de i libras a 28000 :
na travessa da Madre de Dos, armazem n. 5.
i t'IIMMS
Vendem-se muilo boas
da Cadeia do Recite n. 57
do cnia.
prunas de ema
Cognac verdadeiro.
Veade-M cognacaperiorem garrafas: na roa da
Cruz n. 13.
CORTES DE CASSA
IOS
iug e/es de pa-
tente,
"s inelliore- fabricados em loglalerra : em easa de
llenry Cibson : ra da Cadeia do Recite o. 52.
L10UDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Qaarleisn 21, qaereudo acabar as miudezas que
existem, vende barato afim deliqaidar aem peda
de lempo. .
Franja com btelas ara cortinados, peca 5t Papel paulado, resma, (de peso) 39000
Dito de peso, resma 28700
lia de cores para bordar, libra ~8O0O
Penlesde bfalo para alisar, duzia 3S000
Fivelasdoaradas para calca, urna 100
(roza de obreias muilo linas 68000
Lencos de seda linos, ricos padroes 18500
Caixa de linhas de marca 210
Meias para senhora por 210
Penlesde tarlarugaparasegurar cabello yiOO
(rozas de caetas finas para pennas 28000
Ditas de boloes linos para casaca 28000
Meias pretas para senhoia, dozia .18200
Ditas dilas para homem 28800
Lacre encarnado muilo lino.libra 18800
Papel de cores, maco de 20quaderoos 600
Duzia de colxetes 720
Espedios de lodosos nmeros, duzia 28500
Linhas de novcllos grandes para bordar 18600
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas g ,m
Meias cruas sem costura para liomem 38300
Ditas de seda n. 2, peca ,so
Francas de seda branca, vara i,,o
Caixas de raz, duzia 18600
Pecas de filas de os ;ioo
Lapis finos, groza 28*00
Cnnl.nl para veslido, libra 18200
Toacas de hlonde para menino IC200
Chiqailos de merino bordados para menino 18000
e outros mudos artigos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao seduvidara
dar um pouquinho mais barato a aquelle senhor lo-
gista, qoeqaeira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mao.
Cassas francezas finas
-50 rs. o covado.
Na rita do Crespo n.5, vcndeui-sece-
la* irancezai linas a HOtt. o covado.
I3;*i'; hito.
Corles de veslido de cassa prela com 7 varas rada
um.de bniiilos padroes a 28000 : vende-se oa ra
do Crespo, teja da esquina que volta para a ra da
Cadeia.
UNGENTO HOLLOVVAY.
Milharesde individuosde todas as oarGes podeui
teslemuiibaras virludetdeateremedio incomparavel
eprovarem caso necessario,que, pelo uso que delle
hzeram. lem seu corpo e membros inleirameute
saos, depuic de liaver empregadolDulilmenleoolros
Iratamei.tos. Cada pessoa poder-se-ba convencer
deasas curasmaravilhosas pela leitura dos peridicos
que Ih'as relalam lodos os dias ha muitos annos; e
maior parle dellas sao lao sorprendentes que admi-
rara us mdicos mais celebres. Quantes pessoas re-
cobraran! com este soberano remedio o uso de seoa
bracos e pernas, depois de ter permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam soflier a ampiila-
;ao Dellas ha muilas, que baveudodeixadoeiaes
ae)los de padecimento, para se nao suhniellerem a
essa operacao dolorosa, foram caradas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoas, na efusao de sen leconheci-
menlo, declararam estes resultados benficos diante
do lord corregedor, e uutros magistrados, afim da
mus autenticare... sua aflirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saude es-
livesse bstanle coulianra para ensaiaresle remedio
constantemente, seguiudo algum tempo o Irala-
meuto que necessilasse a nalurezado mal, cujo re-
sulladoseria provar iucoateslavelmeute : Oue lud
cura !
O ungento he ulil maitparticularmente not
seguinlet casoi.
matriz.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Odres de cabeca.
ilas costas.
dos membros.
Enrcrinidades da
em geral.
Eufermidadcs doanus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadc ou falla de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
CengivaS escaldadas.
Incluir. es.
Lepra.
Males dasperuaa.
dospeilos..
de olhos.
Mordeduras dereplis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
cutis (Jueimadelas.
Sarna.
Supuraroes ptridas.
I mlia. em qualqur par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do finado.
dasarlicnlares.
Veas torcidas, ou noda-
das as pernas.
Para vichabas.
Vendem-se vidros a 88 a caixa : na ra Nova n.
38, dtenme da igreja da Couceicao dos Militares,
casa encarnada.
I\a California,
[11 ll.iinrn.ir.lii do ligado.
da bexiga.
\ende-seesleungento no eslabelccimenl.. cera
de l.ondres.a..34*. licanos, droguistas e oulras pessoas encarregadas da
HeVpam,a.em l'd" A~^0 % H,1Da "
V.Vei.de-se a800 -cis cada|bocel?nlia.cotm orna
ESES* '"po lUIU"para "plicar ** *
fazer uso desle anquento.
O deposite geni he em casa do Sr. Soum, ,,|,ar-
maceu.ico.na rolda Cruz n. 22, em Per'am.
Navalhas i coiiienii.
Na ra da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriptono de Augusto C. de Abreu, ronli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fijo, as i
bem conheedas e afamadas navalhas ,leWa feita,
pelo habUfabricauleque foi premiado na esposic"
de Londres, as quaes atem de duraren, xlrawdina-
nameiile, naosesenlem noroslo na accao de crter.
vendera-s cora a condicao de, nao agradando, po-'
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepoii
da compra restitnindo-seo importe. ""!*'
CHAROPE
DO *
BOSQUE
Foi Iraosferido o deposito desle charope para a bo-
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n 53
garrafas 58500, e meias 38000, Mde falso' todo
aquelle que nao ter vendido neste deposito, palo
que se faz o presente .viso.
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlysica em lodosos seus diOerenles
graos, quer motivada por consliparoes, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue. dor de costados a
peito. palpilacao no coraran, coqueluche.bronehile
dor nagarganla.e lodas as molestias dos orgaos pul-
monares. '
ha semprc nm grande soriimeoto dos seguintes ob-
jeclos .le inerlianismos proprioS para entenhos, a sa-
ncr : moendas c meias moendas da mais moderna
conslroccao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidadee de lodosos lamanhos; rodas
dentadas para agua oa animaes, de lodas as propor-
<;oes ; cnxos e boceas de temadlae registros de bc-
eiro, aguilhoes, bronzes, para lusos ecavilhdes, moi-
nho de mandioca, etc.. etc.
NA MESMA FLNDICA'O.
eexceulam lodas as encommendas com a superior
-3il i C0Dhec,d*- e co"> devida presteza e^com
modula de em preco. -~v,
respeitosamenleannunciam qae no seu extenso e-
abelecimeulo em Santo Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeteao e promplidao, toda a qoaida-,
de de macliimsnio para o uso da agricultura, na-
vegacao e manufactura; e que para maior commodo
ue seus numerosos teeguezese do publico em geral,
aherloem um dos grandes armazens do Sr.
Mesquila na ra do Broro, atraz do arsenal de ma-
DEPOSITO 1)E MACHINAS
eonslruidas uodito seu eslabelecimeulo.
All acharao os compradores om complete sorlia
ment de moendas de raima, com todos os inelhora-
menlos .alguns delles novos e originaes) de qoe a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baita e alia pressao-
i laixas de lodo lamanho, tanto batidas como fondi,
das. carros de mao e ditos para conduzir termas de
hija nova, na roa do Crespo, ao pe do arco de Sanio I assucar, machinas para moer mandioca mensa, pa-
r? .To T i"UC rai? als?.'lnoli'lh : ,lil; ri"os nrr-i. w.ci,' il?!' '"P a 59. alpaca I ferro da n.a.s approv.da conslruccao. fundos para
-HKtr. c ,-O ? JT'?ei ''"'T "e owra'flaB.l.iqiic. envos e porla, para ibraalhae. a urna
J ,t. .t. i,; i ",u"n hoaj,ara 1 I "".....a de obras de Trro, que sera enfadoubo
narVi!, h,,'. Jjnat A """** P"'"* d" "'""a" | e",umcr"- ^ "'esnio deposito existe urna pessqa
para aenlioi. a 00 rs ditas para homem a 280, cas- intell.genlc c habituada para receber todas a7 erT
commendas, ele. ele, que os annuiiciaules. conten
sas piuladas francezas a 200 rs. o covado, cortea de
ditas de 6 t|2 varas a 18600, chales escocezes a 560,
madapoln mniln bom l U300, 28600. StOH, 3S600
'V8K0O, 18. i300 e 8800. e muilo fino a Sf a.sini
como mudas oulras fazendas, ludo moilo barato, di-
nheiro .. vista.
Milito em saccas.
Vendem-se saccas rom milito, por barate preco:
PARA (H EM ESTA' DE
LITO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preco de 28 o corle, dilos de cassa chi-
ta de bom gosto a 2-?, dilos a 2>00, padroes france- oa '"' rt Cadeia do Recite, teja n. 23.
les, alpaca de seda de quadros de lodas as qpalida- | reloo.IOS CODorl
des a 720 rs. o covado, Ha paraveslidotamben.de
quadros a ISO o covado ; todas estas fazendas ven-
dem-se na ra do Crespo n. ti.
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se unen a de-
dicar, leudo as habililaces necessarias, dirija-
mesilla lu na,.... .),, 1 ,- .;.. ____ i- i '
mesma, no paleo do Paraizo,
quem tralar.
qae
. se a
lu achata com
CHARCA*.
Na (iraca .la Independencia livraria ns. t! c 8,
\onde-sa este carapemlio, Iradiizido pelo Dr. A.
Hur-ulano de Souza llandcira.
Vcndem-si: os ver.latleiros rliarnios de S-
Flix : na rita do Qucima.lo, loia de ferragens
ue 1.1.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol-
tarete a 500 rs. o har din : na ra do Oueimado,
loja de miudezas Roa F'ama n. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seguintes livros para as aulas pre-
paratorias : Historx of Ruine 3)000, Thompson 28,
Pual el Virginie 25000 ; na praca da Independencia
ns. 6 e 8.
e descoberlos, pequeos
engrandes, de ouro e prata, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, vindoa pelo
ultimo paquete inalez : imrajp de Southall Mellor
Comp.iiiliia, ua ra do Forres n. M8.
Vende-se superior caf, de primeira sorte do
Rio de Janeiro : na loja do Passeio Publico n. II, de
FimianoJosc Rodrigues Ferreira.
FARINIIA DE SANTA CATHARINA,
modo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
zne escuna /lapido, tundeado, em frente do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a tralar
com Caelauo Cyriaco da C. II", uo largo do Corpo
Santo n. 25.
Vendem-se os livros seguintes, c mais baratos
que em mitra qualqur parte : Chauveau. I.iz Tei-
xeira, Digetlo, llireito Publico' Coral por Dr. An-
tean, Direilo Civil por Mello Freir, Deteza do Chris-
tianismo, Zciler, e outros livros de preparatorios :
no lerceiro andar da rasa da esquina da ra do Ro-
sario deironle da igreja, a vollar para a ra do Qsaj
nudo.
do coma rapacidade de suas odicinas e macbioismo
e pericia de seus ofliciaes, se compromctlem a fazc
exceular, com a maior presteza, perfeirjlo, a eacl
coiifornndade com os modelosou deseuhos.e inalruc
oes que Ibes forem fornecidas.
\ endem-sc barricas cora farinha de trigo 3a
ja coiihecida marra MMM, muilo nova, e-de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Genova,
e por preco commodo : a fallar com Bailo & Le-
ne.., ra do Trapiche n. 17.
($8ctat>0& fttatoo.
Fugio no da .11 de marco o preto Joao, criou-
lo, de estatura bem alta, cara bexigosa, tem orna
marca de caustico ou qoeimadura debaixo do peito ;
este escravo perlenceu ao Sr. Manoel Milheiros, e
depois ao Sr. Hnralo Jos Allonso, com refinarao
na ra da Caueardia, e be costomado a fazer destas
fgidas : quem o apprehender leve-o a refioac.ao da
ra cima n. 8, que se gratificar bem.
Contina andar fgida a piel Merencia, crl-
oola, idade de.28 a :it) annos, pouco mais un menos
rom os signaos seguintes : falla de denles ua frente ,
unta ds arduas rasgada provenieute dos brincos :
quem a peitar leve-a a ra do Krom, armazem de
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
PERN.: TVP. DBH. F. DB FARU. 1856

?
DATA INCORRETA
MUTIODD"
ILEGIVEL


Full Text
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