Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07333


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Full Text


ANNO \\\ll. N. 88.
Por 5 nuv.es adiantados IJOOO,
Por 3 mczes vencidos 4#500.
SEMA I lillSA 11 llt ABRIL DE 1856.
Por auno adiantado 15#000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUHSCRIPCAO' NO NORTE. |
Parehib*. o Sr. Gervasio V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
qotaa I. Pereira Junior ; Ararat;. o Sr. A. de Lentos Braga ;
Caer, a Sr. J. Jos-de Oliveira ,- Marantaao, o Sr. Joaquiro Mar-
qes WinN i Piauh;. o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Ceareaoe ; Para, o Sr. Justiiiuno J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
njeao 4a Cosa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os das.
Caruaru, Bonito e Garanbuns nos das 1 e 15 .
Villa-Bella, Boa-Vista. Eiu' e Ouricury : a 13 e 28.
(ioianna c Parahiba segundas e sexlas-feirai.
Victoria e Natal; as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TRIltLNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio quarlas e sabbadoa.
Relami : tercas-feiras e sabbadoa.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 oras.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao rueio-dia.
Juizo de orpbos segundas e quinlas as 10 boras.
Primeira rara do civel i segundas e senas oo meio-dia.
Segunda ara do civel: quarlas e sabbados ao meio-dia.
EPUEMERIDES DO HEZ DE Altltll..
;, La nota as 4 horas. 26 minutos. 4H segundos da manha.
13 Quarto cretcentr as 3 horas. 27 nunulos e 48 seguudosda m,
20 La cheia as 6 horas, 5 minutos e 48 segundos da manhaa.
27 Quarto miuguante as9 horas. 7 minutse 48segundos da tarde.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segunda as 10 horas e 30 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S: Epifanio b.; Si. RuDoo e Pelcuzio presb. mm.
8 Terca. S. Anuncio b. : Ss. Edizio, Maiima, a Maris mm.
9 Quarta. S. Demetrio m. ; Ss. Acacio e Hugo bb.
10 Quinta. S. Eiequiel profeta ; Ss. lerendo, Pompeo e Apollonio
11 Sexta. S. leo Magno p. doulor da igreja ; S. Antipasm.
12 Sabbado. Ss. Viclor e Vessia mm. < S. Constantino b.
13 Domingo 3. depois de Pascua. Patrocinio de S. Jos.
CXC Alt NEGADOS DA SL'HSCRIPGA NO SEL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das ; Babia o Sr. D. Dupral;
Rio de Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martins.
EM PERNAMBCCO
O propriclario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na sui
livraria, praca da Independencia na. 6 e 8.
AVISO AOSSENHORES SUBSCRIPTORES.
Smenle he permillido pagar a subscriprao do pre-
senle qoarlel desle Otario a raio de 43 ale o dia 15,
e depois desle dia s ae recebera a i.-"Km.
PARTE 0FFIC1AL
OOVERNO OA PROVINCIA.
Expediente da dia 8 de abril,
OllicioA' commissao central de lieneliceucia.
lando etn isla do decrescimeulo da epidemia e do
recerda commissao de hvgiene publica, resolvi-
que nao se recebara mai> dueules no* hospiUes
do Roe if,S. J osee Boa-Vista, e tmenle no do Car-
ao, que licara como central, deveudo fecbar-se
aquelles, logo que uelles n.lo exista mais doeule al-
gain ; assim o comrounico a' Vv. Exea., para seu co-
nhecimenlo o directo. .
9
OnicioAo Exm. mareclial commandaule das ar-
mas, iiileiraudo-o de haver desiguado o dia 11 do
correute, para reuoiao da junta de juslij, e re-
commendando qdk mande avisar ;l officiars supe-
riores, para aervtrem de ogaes na mesma junta.
1 izeram-se as oulras commuuieajoes.
HiloAo inspector da lliesouraria de fazeoda,
di '.endu que, viilo aehai-se ja cumiado o credilo
arbitrado esta provincia uo exercieio correnle, pa-
ra aa despetas da rubrica hospilaes do ministerio da
gaerra, autorisa a mandar despander, sob a res-
LMMkaabilidade da presidencia, mais al a quanlia de
8:.>S8b73I> r>. com o pagamento das despezas que
ja excedem do referido credilo, e com as que por
coala da mencionada Yerba se tiverem de Tazar at
o lira do dito exercieio.Igual, mandando despen-
der mais 8001; rs., com a rubricaintendencia e ac-
ceaeorioado ministerio da marinha.
DitoAo mesmo, inleirando o de llaves fallecido
dia 7 dn correute, o capiUo do balalhao de
inf.ut.iria, Luiz Docaingues de Araujo.
* DitoAo meamo, para mandar pagar ao subde-
legado da fregoetia de Muribeca, Francisco do Re-
ge Barros da Lactrda, a quaulia de VlfOOO rs.. em
Jue importam os vencimanlos das pessoas empreea-
as na eufermaria eslabelecida na mesma freguezia,
para iraUmento dos indigentes aceoinmetlidos da
epidemia.Communicou-se ao mencionado subde-
legado.
DitoA o mesmo, aulorisau lo-o, a despender sob a
rwponsabilidade da presidencia mais ciucoenta eoli-
tos de ruis, com os soecorros necevsarios aos dille-
reiites pontos da provincia, a-sallado, pela epidemia
reinante, visto acliar-te ja sgolado igual quaulia,
cujo despendi se autorisou por ofliciu de (3 de mar-
co ultimo.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, para
mandar entregar ao rcaedor do (jvmiiasio Provin-
cial, ara dos auligos africanos livres que se achain
eropregados oo servijo d'aquelle arsenal.Commu-
nicou-se ao mencionado regedor.
DitoAo doutor Iguacio Nery da Fnninta. man-
dando qua se dirija apovoajao da Venda-brande,
atim de examinar o estado sanitario della, e provi-
denciar sobre o tralameule das pessoas iudige'ntes
aecommettidas da epidemia reiuaule.
DitoAo delegado de Olinda, dizendo licar sci
jalada qoanto Smc. expoz em seu ollicio a' que veio
anoexa urna ola do numero das pessoas que falle-
cern) da epidemia n'aquella cidade e em diversos
poalo. de seu termo.
Di loAo inspector da lliesouraria provincial,coin-
municando haver concedido ao director interino da
reparUcAo. da o^as publicas a odor isac.au que pe-
dio, nao so para comprar i<> barricas de cemento e
i arrobas de chumbo para a obra da casa de delen-
jo, mas lambem para mandar collocar na estrada
da Victoria, dous marcos miliares de podra, em
uhsliloica > dos de m.deira que fcilmente se de-
leriorarao.Oflicou-se neste sentido ao menciouado
director. ,
Ditoao Regedor do Gyranasio, concedendo a
aulorisacao que pedio para comprar dous jogos das
(aboas chrouologicas de geographia e hisluna pelo
preco de 2253000. rs. cada um.Commumcoa-se a
Ihesoararia provincial.
- DiloAo acadmico Alfredo da Rocha Baslos, de-
clarando que o tem despensado da commisso medi-
ca de que ae acliava encarregado oesla Cidade e eus
suburbios, podando Smc. relirar-se para a Babia
qaando besa lite convier.Commuuicuu-se i lliesou-
raria de fazeoda.
DiloAo acadmico Arselioo de Almeida Per-
nambuco, recommendaodo que acompaulie o l)r.
I liomaz Aolunes de Abro em sua commissao me-
dica, afim de auxilia-lo uo serviro de sua profissao,
eonvindii que permanec naquelles puntos que elle
indicar-Ib* a proceda em ludo de accordo com o re-
ferido medico: o que espera de sua philanlropia.
DiloA Jos da Rocha Paranhos, louvando o of-
ferccimeolo que fez aogoveruo de perxido de man-
ganeso gratuitamente, e declarando que acaba de
llieiar a coramissa'u de hygiene poblica, paia rece-
ber de Saoc. semelliante ollera.t'ez-se o ollicio de
qae se (Ma.
DitoAu eollecloi de diversas reodas de Oliuda,
dizando licar tcienle de haver Smc. entregado ao de-
leitado daqoelle termo, mediante o competente re-
cibo, a renda arrecadada al o dia 22 de marco ul-
timo, na importancia de4503000 rs.Cpftmuuicou-
saa Ihesoararia de fazeoda.
DiloA commissao beneticente dos Afolados, di-
zendo que os objectos furnridos pelo arsenal de
gaerra a mesma commissao, devem ser recolliidos ao
raenal de marinha, logo que olo sejao mais oecessa-
rios.Communicoo-te ao respeclivo inspector.
DiloA commisa"o beiielicente da fresuezia do
l'oroda l'anella.Em resposta ao ollicio de Votes.
de Jl do mez passado lenlio a dizer-lhes que louvo
muito o zelo e aclividade com qae se houveram.ua
gerencia dos negocios dessa commissao durante a eri-
al epidmica e que mu valiosos e reeommeiiAlaveis
sao os servicosque preslaram a essa fregoezia.
Apprnvo a appli&icilo que querem dar o saldo de
IM.~xS0-.SI rs., que sobrou das despetas feilas com u
hospital, asaim como o deslino que jalgam dever ser
dado a roopa que aioda existe.
O olen.ilios exislenles oa enfermara serao re-
recolhidos ao arsenal de marinha.
Circular.Aos juizes muoicipaes excepto os da
capital,recommenilando que facfio pi'ir a concurso por
meio de edilal como determina n rtico 11 do decre-
to n. 817 de 30 de agosto de 1851 os lugares de es-
cri\3es e tabelliaes que esliverem vagos pelo falleci-
menin dos serveuluarios, cum(irindo que remella co-
pia do mc-iiii) edilal para ser aqui reprodnzido pela
impreDsa na forma do citado artigo.
Porua.Mandando admiitir ao servido do exer-9
cito como voluntario por lempo de seis annos, o pai-
sano Jos Joaquim Scdefler.Fizeram-se as ueces-
sarias commanicac,es a respeilo.
IlilnAo agente da compauhia dos paqueles de
vapor mandando dar passagem para a Bahia por
emita do governo no vapor que se espera do norte a
Ignacio Francisco Corte, que leve baia do servido
do exercilo.Parlicipou-te au mareclial comman-
daule das armas.
EXTERIOR.
AS MISSO'ES NO GANGES.
Damos boje aos Meaaa leilores a seguinle curiosa
noticia sobre as igrejas da missiio do ("auges, depen-
deules dopadroadn porloguez. Serye ella para mos-
trar o nenliiim fundamenlo com qoe os graciosos de-
fensores da propaganda fidt, prelendem esbulhar
a cora porlugueza do rico padreado do Orieule.
Todas eslas igrejas foram fundadas ou doladas com
a condinlo expressa de eslarem augeilas aos bispos
portugoezes.
Em I59!l foi edificada a igreja e convenio de Ban-
dal, assente na margem do rio llooh^ly, e d'slanlc
de Calcula '27 militas. Possue esta igreja um fond0
de MI mil rupias (* em papis da compauhia de Cal-
cula, e quasi mil do rendimenlo animal de orna al-
deia qae Ihe perlence, por 1er sido doada pelo palch
de Delly, o gran-mogol, aos padres porluguezes de
habito branco, graciauos da congregado de Sanio
Agoslinho | para elles e os cliriaUos fazerem suas
casas e igreja, isentaudo-os de lodo e qoalqaer tri-
buto, seja de que denominarlo fiir ; privilegio que
ainda Ihe conserva o aoveruo da companhia ingle-
za. ("oncedco-llie igualmente por um seu firman
o privilegio de poderem o priores administrar jus-
tica aqoeites aldeaos, excepto em crime de raorle i
porque em tal casu seria o criminoso entregoe ao
nababo de lloo'isly. Este privilegio foi cassado pelo
governo inglez. Todos estes documentos se acham
archivados naquella igreja.
Em Calcuta temos a igreja de Boytocannab, que
foi edificada pnr Engracia Isabel, c doada aos pa-
dres portugueses de Sanio Agoslinho, em 1810 : lem
um fundo de 70 mil rupias. Na doacao vem ex-
pressa a clausula de ser sempre administrada pir
padres portugoezes.
Temos em Chinssura urna igreja, cojo- parodio he
o coadjutor da de Baudel, da qual dista drj.i-
milhas.
Em Alcm-liranges, no grande Hislricto c bonita
cidade de Dacca, temos a igreja e reiloradu de S.
Nicolao Toleutiiio, fundada em KiOfi. pnuco mais ou
menos, e que tem de renda anuual I i a 15 mil ru-
pias. Possue em varios dislrirtus militas aldeia
que todas foram compradas pelos padres em
rentes pocas.
dito fre Raphael dos Anjos, em 1633. Tem de ren-
dimenlo :i:7im rupias, e por isso foi igualmente
usurpada pelos propagandistas ; mas ja os padres
portugoezes ol.iiveraiii Ires aenlencas a seo favor e
foi-lhes dada a posse em abril do annu passado, so-
bre flanea, al final decisao.
Estilo ainda na intruza posse dos propagan-
distas :
A igreja de Murquiala, que tiulia um fundo de
300 mil rupias, qae hoje consta estir redozido a
70 mil.
A de Dliurunlullali, em Calcula, fiiudada em 1830
por 1). Pascua de Souza. Esta seiihora aioda vive.
Obleve licenca do arcebispo de Goa para lundar e
dotar esta igreja com 500 mil rupias, com a clausula
de conserva-la dcbaixo da jurisdici;o daqoelle pre-
lado. Por nieas dos propagandistas e de mais al-
guein, qnedevia zelar mellmr os direilos do padroa-
do porluguez, sabe-se que um filho desta senliora,
que esleve em Portugal em I8tl, passou a Roma,
onde llie deram o titulo de conde, oque influio na
m~i para se sugeilar a propaganda.
Tambem estgo usurpadas as igrejas de Sisanpoor,
de ('. i-in dia/.ir, de C'ialigan, no limite da proviu-
cia ile Bengala, e a de Baodel de ChaligAo.
D'aqui se conclue, que o zelo religioso dos propa-
gandistas s se mauifesta pelas igrejas ricas do pa-
droadu, porque o seu nnico movel be a sede do
ouro.
[O Progreuo.^
I'elocidade em 185(5.O dia em que se le o
discurso di rainha no parlamento inglez, lie um
da de balalha para a compauhia do tbelegrapbo
elctrica ; os empreados, e os directores empregam
(Oilos os esfurcos possiveis para traosmiltir este im-
perlante documenlo com a maior rapidez, e coto a
uialer exaclidao.
No dia 31 de jauelro fui destinado para islo, o llie-
legrapho de Mr. Varley, eugeulieiro residente da
cumpanliia do thelegrapho elctrico de l.othoury,
em Londres : he um Ihelesraplio que ao mesmo
lempo submarino e subterrneo liga Londres a
Amslerdam.
Eis aqui diz u Cosmos, o resultado oblido o con-
ductor era formado :
1. Do catabre submarino ;
2. De um lio siililerrineo ;
3. De um lio isolado sobre posles ou fio aerin.
O todo constitua um conductor nico e mixto de
428kilocramas ( 107 leguas de exIensAo. )
Ora o discurso conlioha 701 palavras e foi Irans-
millido em 20 minutos e meio, por conseguinle com
ama velocidade de 3i palavras e um qoinlo por mi-
nuto ; be a maior velocidade alcanzada al buje
u'iim thelegrapho que imprime, e oblida. apezar de
ser o rondn tur em grande parte submarino.
tilicamente foram corrisidas duas palavras de-
pois de concluida a Iransmissao ; o lempo que exi-
I \iram as trocas le signaes para as correcr.oes vai in-
fluidu noa 20 minu'os e imLjbv e nao contribuiram
Reina a maior tranquillidade nos domino- da
Inglaterra.
Coutinua-se a reunir Iropas em Caoon-Porl e Ira-
balha-se para a aunexac ,o de Oude.
Parlicipam da China que os rebeldes de Chin-
kiaug-Fu foram dizimados por ama especie de pes-
ie, que ja fez perto de 100,000 victimas.-
He na garganta qoe eofermos sao atacados,
sendo-lhes impossivel engolir alimeolo akuui.
Os docnles fazem-se negros e caliern. A morle
lie certa e sbita.
O commaodaote de Chio-Kiaug pedir reforros a
Ninkiug ; *les reforjas (oram eucoatriaa a bati-
dos pelas tropas da imperador.
Olha- pelos imperiacs, e a evaruacao do Ninking pelos re-
beldes.
Os rebeldes qoe oceuparam estas cidades durante
tres auoos, nunca se ligaram com os perturbado-
res da Iranquillidade publica em Shanghai, Amoy
e Canino. (O Porluguez .
FOLHETM,
A MUM.RIA DAS MLLHERES. *
Po> Carlos Monsf.let.
.Jim i
SEGUNDA PARTE.
XIII
O raiamenlo.
Innumeravel mullidao de geule sabia a grande es-
cada, qoe cooduzao sumplooso perislylo da Magda-
lana.
Daviamos antes dizer a mullidao, pois era urna
reuuiao extraordinaria e parlicalarmeule desigual a
qua inundara nesse (lia os degros do templo pari-
siense. As mullie.es que formavam a maioria, per-
lenciam a todas as classes dasociedade, lano as mais
elevadas, como asmis humildes, aossales, as lujas,
as oflicinas, e mesmo s antecmaras. He verdade
qua a hora era propicia a' reuniao dessas condiees
Uo diHerenles: era meio dia.
A mesma diversidade, o mesmo contraste nolavam-
se oa looga filena de carruagens que formavam um
magesloso circuito ao monumento. Abi bavia cale-
coa praleadas.em lodos os eixos e em lodas as molas.
liradas por cavullos impacientes, que faziam soar no
cilla as ferradoras, bavia coupet sraciosos e enverni-
aador, cabriolen alegres de iir.mobilidade proveilnsa
carros enormes capazes de couter doze substitutos
militares, e emtim alguns dos vehiculos indescripij-
veis qoe parecem oceupar o meio entre a carroi-a in-
daslrial a o cnucou (\)
Qual poda ser o aeoolecimeolo capar, de fazer tif-
fluir Magdalena lanos elemento- opposlos ?
O leilor notar que temos dito o templo, o mouu-
meolo, a Magdalena, e que na disemos a i:reja.
He porque nao podemos evocar o Evangelho riebai-
xo dease friso grego, asaim como nao podemos adiar
Sania Genoveva no Paolbeou. Necessitamos primei-
ra qae ludo de um campanario, sein o qual estamos
descontente e iocommodado.
Entretanto era no altar-mr da Magdalena que ce-
lebrava-secom grande pompa o casamento de m.i h-
nteiella de Ingraude com Fitippe Beyle.
O lailor ja sabe que a condessa drizara Paris de
proposito para nao assislir a esia ceremonia.
Todava nolavel porc/an da aristocracia parisiense
era rapreaeolada nesse casamento. A nave eslava
Em 18116, um mi padre, esquerido da sua digni- i ."ouco para diminuir a rapidez da transmis-o. O
dade e dos MUS deveres, reconheceu a ui i- iirco
propagandista, e tanto este reiloradu como as igra-
jas suas dependentes reconheceraiii-na igualmente,
tomaudo posse de aUuma- os padres propagandistas;
porin alguns padres portugoezes, zelosos da soa
diguidade, e dos direilos da coroade Portugal, po-
zeram demanda, que durando oilo annos, nao leve
decisao alguma, por composicAo que es ditos padres
portatroezes lizeram com o successor daquelle que
havia reconhecido a jurisdiccao da propaganda, e
que havia fallecido.
Os propagandistas pozeram enlao por sua parte
demanda, allegando, entre oulras Talis razes, a de
ja lerein a posse daquellas igrejas ; mas os padres
portugueses obtiveram seulenc. a favor, com o fun-
damento de que aquellas igrejas e propriedades Ibes
pertenriam por compras, o que ludo foi comprovado
por documentos aulhenlicos.
Dos rendimenlos desle reitorado he que se pagam
as passageus, despezas e congruas dos padres que
eaUa as igrejas su; dependentes, que sao as de
Dacca, edificada ero 1815, e a de Tezegao, edificada
desde a fundarlo daquella missao, e reedificada em
18ii. Esta igreja possue, em terreno da insignifi-
cante rendimenlo, e aldeia de Bamundy doada pelo
Dr. Clemente, natural de Goa, em 1841, o qual
igualmente Ihe deixou o rendimenlo annual de 500
rupias, ludo com a expressa clausula de perlencer
sempre esta igreja ao padreado porluguez, sendo
sufragnea do arcebispo de Meliapr ; porque de
contrario reverten un estes i en di metilos para os
seos herdeiros. Por esla clausula se v, que o doa-
dor contiena perfeilamenle os losqoiadores propa-
gandistas.
Tambem liedependenlonlaquelte reitorado a igre-
ja de lio i-n.rii.i l, edificada em l.'IO pelo padre
Rapliacl dos Anjos. Os propauaudislas lambem a
linham oceupado, mas foram della expulsis por sen-
lenra oblida em I s pelos padres porluguezes. Dis-
ta fie Calcuta 100 milhas.
Temos mais na provincia de Baker-t'auge a igreja
e aldeia de Sibpoore, doada pelo rajah da Ierra ao
urna rapa-
empregado que fez este lour de forc lie
riga de 18 aooos.
./ Sarao.
() Vida Divio d. 87.
(I) Carraagam grasteira osada pelo novo dos arre-
dares de Paris.
'*/A ropia de Bengala corresponde a 100 ri'
fortes.
cheia alm das proporres ordinarias; he verdade
qoe havia mista cantada, c que a orchestra couliiiha
grande numero de msicos afamados.
I m observador mu atiento leria t ilve/, eslranha-
do os olhares frequenles que a marqueza de Pressig-
ni lancava a' direila e a' esquerda do edificio nos
momentos de dislraerao qoe inevitavelmenle Iraz
ama missa cantada, e os lances de vista iulelligenles
qoe Irorava com mulheres apparentemenle decondi-
{3o abaixn da media.
Mas, repteme-, lora misler ser um oliservador
muito alenlo.
Pela nossa parte que possuimos privilegios, a que
nenhum simples observador poderi pretender, di-
remos que a Ma<;otiaria das Mulheres ti tilia ah gran-
de numero de scus membros, que linham vindo de
todas as partes para honrarem a marqueza de Pres-
signy no casamento da sobrioha.
A missa leve a duracao digna da posirau e da opu-
lencia dos noivos.
De lempos am lempos, quando calavam-se os-can-
lores, o orgia punha-se a rugir.
O orgao he instrumento sagrado, e lamentamos
muito que -e Irnha feilo instrumento profano.
Qual era o artista que ncarregra-se por occasiao
do casamento de Filippe Beyle de lancer sobre as ca-
beras piedosamente inclinadas esses trovoes de opera,
de converter os canudos em balera de aililhara, e
oulras vezes por urna opposicjio pueril e ridicula es-
forcar-sc por fazer-lhes dar os sons m.is fanhosos*".'
Poda ser artista de tlenlo; mas era certamente
christao mediocre.
Depois da ultima descarga de notas que abalou
todo o templo elle consentio em calar-se ; devia es-
tar suado. Demais o eOeito que prodozra fura um
susto quasi ceral.
O silencio que reinou durante alguns segundos,
reconduzio os espiritas ao senlimeuto religioso.
Filippe Beyle linha um porte nobre, islo he, sim-
ples. Temperara-se de novo em seu amor por Ame-
lia. Ao mesmo lempo' que elevava-se. seu pensa-
menlo elevara-se e puriticara-se. Enlao eslava na
altura de sua nova posicao, e sentia-se preparado
para os deveres que ella Ihe crcava. Nao diremos
qoe lo.-nara-se novo hornera, mas lornara-se o hn-
mem qne sempre sonhara ser, c que os iconleciinen-
toi o haviara impedido al enlao de ser. Pela sere-
indade de su. fronte via-seqne Filippe ia datar sua
vida dessa hora solemne e de*se amor nico ; com-
prehendia-se que nao couservava nenhum raocor ao
passado, qua quizera esquece-lo, e que o esquecera
de fado inleiramente.
A missa chegava ao lim. Os tenores linham laura-
do as ultimas nulas a abobada doorade. O sacerdote
ia descer do altar.
Cumcgava ja uos nssiatentes o leve rumor que pre-
fin do seu trabalho de colonisa<-o, fora suflicientc. de consumidores ceulralisados, tem direilo segura-
dando aa mesmo lempo ao publico as tiuc/ies exactas j mente de obter sabidas de um valor equivalente ao
qae Ihe fallara, para responder aos algarismoi e as valor dos objectos, qua este paiz consom, pois qoe
theorias do honrado escriptor belga. i he um axioma incoiileslavel a segoiDle divisa dos
Nao tive a prelencao de fazer um livro que dure: economistas: o os productos se Irocam por produ-
digo o que he, lento fazer entrever o que ser ; mas i ctos.
estreitameute linilada no circulo dos "actos e das I Esta poltica natural da Franca nao foi seguida,
previsoes da poca em que he escripia, a miuha Ilem |(elo governo aa Restaurarlo, nem pelo gover-
obra so poderia ter am valor de actualidade, e o 110 que a succei|eu. p,ao |,e esle o lagar de apre-
proprio livro de M. do Ponthoz me teria ens litado, seular as causas desle desvio, e qoe pressao sollriam
em caso .le neces-nlade, que quasi sertlo poderiain 0, ,|00S governo. Ma"", quer islo fosse, ou n3o urna
fazer oulros quando se traa do Brasil. Com o ra- I nccessid.de da siluacau, a sua lesislaciio de allande-
pido desenvolvimenlo que loma o imperio, o que gas se iuquielou de lujo em Franca, menos da uui-
exiile hoje ser modificado amanhia, e de certo, em ca cousa, que deveria preoccdpa-la( a saber : o in-
menos de dea annos, ornea livro seiu reformado, I teress daconsumidur, islo he, das iitltides. Para
pois que os fados e os algarismos que da serlo igual- favorecer as oossas colonias que a liberdade creara
mente usados, assim como o estao oeste momeulo I e lizera vver, e qu vegelaram miseraveliueole.
l.e-se no llombay Tlmt o seguinte :
Em 11 de Janeiro o ijueen foi mandado para
Juddah, atim de proteger ns cnsules de Franja e
da Inglaterra oos porlos dosul da Arabia, e fazer
por impedir urna collisao entre os Turcos e os A-
rabes.
Ha longos annos, um commercio llorescente de
escravos existia entre as principaes cidades do Ori-
ente, da Arabia e da frica. Massowach, cidade de
'la 1,000 almas he o principal ponto de exportarlo ;
algumas vezes coutam-se ah 1,000 escravos, promp-
(os para serein embarcados em uavios para Juddah,
sobre o lado opposto da costa.
(. ilculae qaw a quarla parle desles escravo*
in ureram de doencas ou por suicidio.
Os mancebos de 25 anoos veudiam-se por 30 a iO
piastras: urna formosa joveo, destinada para o ha-
rem, veodia-se pelo dubro desse prego.
Os Abissinios eram veudidos em leil.'m ; o vende-
dor recebia nina piastra por cabera de escravo ; o
governo percebia um imposto, pelo menos o dobro
desse preco. Em Massowach veudiam-se animal-
mente 2,(KH) escravos, cuja metade eram chrisiaos.
Ha alguns mezes, u -ult.lo expediu a ordem as au-
toridades turcas de Juddah e da Meca para suppri-
mir esse trafico.
Oppoz-se a estas ordens urna formidevel resisten-
cia, e as duas cidades acham-se agora em estado de
ailio. O pacha de Juddah vio-se na necessidade de
tomar sob a sua prutecc.au os cnsules de Franca e de
Inglaterra, aos quaes a populadlo exasperada, lan-
<;ava em rosto o terem excitado o -ult.lo a fazer es-
las reformas coulra o alcoro.
A insurreieao ameaca aniquilar a autoridade do
sultn oa Arabia, o qual so lem para abracar a sua
causa o Egyplo, que de pouca forra e iolluencia
poder dispor.
He provavel que o barco a vapor Tke (Jiuen le-
uda ordem para nicamente proteger os sobdilos in-
glezes, e impedir o trafico da escravalura por mar.
cede todos os desenlaces, e por habito os olhos vol-
lavam-sc para o orgao. Esperavara-se os tirando- ac-
cordos que semelhanles a ama marcha Iriumphal a-
compaubam ordinariamente os noivos al o limioar
da sacrista.
Mas em vez da symphonia usada, urna voz elevou-
se lu te e lerrivel enloando esle cntico fnebre:
Mes irm, diet illa,
Solcet sicclum in facilla.
Teste David cum Sibilla '
I "roa sensacao de terror perrorreu toda a a-sem-
idea.
A voz era magnifica; era voz de mulber.
Como querendo aproveitar o pasmo geral ella tor-
nan anda mais vibrante.
ijuantus tremor st futurus,
ouando Judex est venlurus.
Cnela slrtcti discussurus '.
Esle cntico que snmente se enloa lias ceremonias
fnebres gelou o coracio de lodos os oavintes.
Filippe Beyle primeiro qae todos erguera-se por
um mus metilo iuvolunlario. Sea rosto se coolrab-
ra ; paludo e vacillaote elle fura obrigado a apoiar-
se no encuslo da cadeira para nao cahr.
Keconhecera a voz de Mananta.
Filippe abaixoo a cabeca, e leve medo pela pri-
meira vez de sua vida. Era o passado que viuba
recobrar sua presa !
Amelia laucando os olhos sobre elle ficou sorpre-
za pelo eu terror; una nuvem passou sobra sua
propria felicidade, c mil supposic&es dispertaran)
em seu espirito innocente.
Entretanto o meslie de ceremonias deu-se pressa
em convidar os noivos a enlrarem na sacrista para
assignarem o auto sacramental, leve de fallar duas
vezes a Filippe, o qual Dio ouvia nada, seiiilo essa
voz, e esse siuistro Diaa iivr, que durava ainda!...
Apenas Filippe Bevlta Amelia desappareceram
seguidos de longo cortejo de prenles e de amigos,
um grupo de moltieres que linham-se contado Com
a vista, e que um mesmo designio acabava de reu-
nir a porta principal, lancaram-se logo pela escada,
que couduz ao orgao.
Nesse incidente extraordinario tuham'"stispeilado
logo um pensameulo malfico, nesse cntico lugu-
bre urna maldirao sobre os noivos, (e queriam co-
uhecer esja pessoa tao vingativa- que ousara lancar
lal maldicAo ale no templo de Deus !
Precipitaram-se pois ao seu encontr.
Mas no momento em que tobiana cm tomullo nina
inulher descia Iranquillamente.
Essa mnlher parou. Pronunciou somenle urna pa-
lavra, menos anda, fez umsignal, e as nutras mu-
lheres consleroadas afastaram-se para de i va-la passar.
O BRASIL
Por Mr. Chartes\lleibaitd,
INTRODUCCAO.
I' illa--e mui voluntariamente acerca do Brasil
em Frauda,e lalla-se nelleem muito bons termos. A
belleza do clima, a riqueza dos producios, os mv ate-
rios grandiosos das suas florestas virgens, inlluem so-
bre as imaginaces, que, ainda fascinadas pelo es-
plendor da recente expsito a estrella do Sol ;, se
deleitan) no reflexo da sua regiao diamantina ; |>or
otitro lado, entre todos os estados independeules da
Americ, he o anico que leve o bom senso de con-
servar a monarchia.e sabe-se, ainda que seja somen.
le pelas relaces consideraveis qoe o nosso commer-
cio ah creou para si, que a arvore produzio os froc-
t s, isto he, o Brasil existe tranquillo e prospero ;
que asombra das iuslituicoes mooarchicas, o ins-
linclo mercantil dos seus habitantes d s trausac-
eues urna aclividade de dia em dia mais desenvolvi-
da ; qae a sua popularlo augmenta ao mesmo lempo
que a saa riqueza ; em lina que lem o prsenle se-
guro e a fe no futuro, que he a seguranca do dia se'
guite.
Estas nocoi>. verdadeiras, mas vagas na saa ge-
ueralidade, nao sao suflicientes em miuha opiniao,
e peusei que seria urna obra ulil eslabriecer a boa
opiniao do publico francez sobre fados precisos e
informaroes positivas, capazes de substituir a im-
presses superficiaes, urna convicio arr.zoada.
Urna obra recentemcnle publicada na Blgica, me
conrmou nu pensameulo de que importara fazer
mellior conhecer o imperio sol americano. Esla
obra lem por|tilalo o lludget da ffrsil, e por au-
tor o coude Augusto vander Slratten-Pouthuz, que
oceupou ha dez anuos, o posto -de encarregado dos
negocios do governo helg. no R*q de Janeiro.
O livro de Pontboi he relativAmenle exacto, no
-enli lude que desenha lielinenlf/a siluacau do Brasil
na poca em que o escriptor recolhfu os documentos
de que se servio. Sob um aspecto absoluto, O livro
he falso, pois que o Brasil hoja* ja. nao he ri Brasil
de 185. 'ludo passa e sa transforma rpidamente
as regi&es da America que a suppressao do mono-
polio cofouial cliamou a urna vida nova, com lano
que gozassemda paz interior, e o Brasil, qoe. abri-
gado por sua monarchia, nao solfreu nestes ltimos
lempos perturbadlo alguma seria, ha camiuhado de
urna maorira singular depois de dez annos.
Por outro lado, M. de Ponthoz lem opinies mui
a-sentadas acerca de cedas condiees do eslabeleci-
mento mooarchico: lem, por exemplo, ideas irrevo-
gaveis contra a deseen Iral isa cao, c em favor do impns
lo territorial.Nao repalo errneos os svstemasque el-
le precouisa; esloo convencido de que, sein a desceu-
Iralisac.lo, qoe da ama vida propria s provincias em
qualquer materia administrativa, o imperio do Brasil
nao poderia prosperar nem talvez subsistir; cstou i-
gualmenle convencido de que o imposto sobre a Ier-
ra, qae he muitas vezes urna necessidade linauceira,
nao he nunca urna necessidade poltica, e que ao me-
nos seria improductivo, e fatal qoanto ao presente
n'um p.iz que possue muito poucas Ierras em valor
relativamente a sua extensao. e que invoca a colo-
ni-ae.iu com grandes gritos.
Asqaeixas q-a-i enuncio uao accasam as iiilences
do escriptor, que sao como reconhec,o, cheias de
benevolencia para o Brasil ; mas se os algarisuios de
M. de Ponthoz sao usados, se as estradas de futuro
que indica nao sao aquellas em que o Brasil poder
crescer e prosperar, he conveniente rectificar os seu.
algarismos, remorando-o*, e mostrar que o espirito
de svslema que inspirara nsseus coosellios lite per-
mita seguir um caminho errado.
He nesle duplo alvo queescrevi; mas nao empre-
hendi a ingrata (arefa de refutar minuciosamente
os Ires grossos volumes de M. de Ponthoz, em que
entretanto ha mui11 cousa digna de approvacao e de
ion na. Pensei qoe eu lambem devia escolher o met
terreno c lomar o camiuho mais cario, em um lem-
po especialmente em qae os espirilos, por oalro la-
do se acham mui oceupados, e que urna simples e
fiel exposirio do estado prsenle do Jjjasil, da soa
historia contempornea, da soa sil nac o Imane eir,
dos actos da sua administrac/o c da soa poltica, em
os fados e os algarismos recolhidos em 185 por M.
de Ponthoz. Sri ha ama cousa que nao muda no
Brasil, lie o ardor do governo imperial em crear o
que falta, e melhorar o que existe.
Mais acostumado forma resumida do jornal do
que aos desenvolvimentos do livro, redo/i no meu
lialialb'i. lano quanlo foi possivel, as columnas de
algarismos
ella fulminan com tributos quasi prohibitivos tolos
os vveres interlropicaes de produccao eslrangcira.
Depois appareceu a belerraba, e sem que se levasse
em coila a difierenca das pocas, esle achado do
imperio, excellente correlativo do bloqoeio conti-
nental, foi elevado na estufa quenle da proleccao ao
estado de industria nacional amcacadora das nossa8
os qoadros estalslicos com que se en- colonias, e fulminando mais do que nunca com o
grossam voluntariamente as obras anlogas, loman- interdicto os productos semelbantes do Brasil e de
do somenle aos numerosos doeuraenlos que tenlio [ Cuba. A cultora da belerraba, como devendo m-
em meu poder o estricto neeessario. Toda a oslen- nislrar a materia prima ao fabrico do asucar, leve
laclo scienlili.-a, p meo seductora para o publico, sii j para a Franca o trplice resultado seguinle : nos
tem velor aos olhos dos lumen, que hao feilo das fez pagar o assucar mais caro do que em qualquer
cousas em qoe se fa la um esludo especial, e esse i ootro paiz do mundo ; duplicou e Iriplicou o preco
grupo de sabios ainda nao est constiludo para as
cousas do Brasil. Eo mesmo nao passo de um dis-
cpulo ncsl.is ni llenas, e be com este humilde lit-
lo que procuro apresenlar, sob a forma mais ciara,
as nores elementares que laboriosamente recollii.
Fra sem duvida mellior que um eacripfir brasi-
leiro livesse preenchidn a minba tarefa : contieco
alguns que a leriam maravilbosamente exccul.da, e
lamento que me nao lenham precedido. Fallar a
gente em um paiz que nao visiloo, Iransporlar-sp,
por um esfoico do espirito, a um gremio que Uto be
o nosso, discutir as cuuaas quando nao tem visto os
homens mover-se. he expor-se a muilos euganos, a
inultos erros; he condemnar-se a eslreilar o seu cir-
culo c a privar-te do elemento que mais obra sobre
o publico, qoe meis aviva as obras luteranas. Re-
siguei-me rainha situar.io sobre este ultimo ponto,
e quanto aos erros possiveis, resguardei-me o mais
que pude, babendo as minhas iuformac,des iras lo-
les mais segaras, e consultando com um cuidado
minucioso quer os documentos olliciaes, quer os ho-
mens mais competentes. Em virtude dcsta averi-
guarlo alienta, nutro a e-perauca da que os pro-
prios leitores do Brasil sem duvida bao de encontrar
lacunas em meu livro, mas poucos erros materiaes.
O nico mrito dcste livro aos olhos dos meus
leitores de atm-mar, he a sua perfeita iinparciali-
dade. Sobre c-le ponto, coolio na bondade delles-
e me julgo cora direilo a contar com islo. O Brasil
leve as tul
das Ierras proprias para esla cultura ; coniriboio
em certa medida para o encarecimeolo dos cereaes
pela inudanca das culturas que se operou oos oos-
sos ricos deparlamentos do norte. Nao ha red-
mente um desles resultados que lenha aproveitado a
geueralidade dos cidadaos, e he permitirlo lamentar
qoe nao lenha batido era Frailea o firme bom senso
dos Ingle/es, que uao hao querido deixar preza
pela sombra. c.sacrilicar os iiiiens.es da sua mari-
nha, do seu commercio, da sua industria, da massa
dos seas consumidores, i phaulasia de adquirir as
apparencias de uiua'riqueza territorial facticia.
Talvez que a industria do assucar (enha lomado
hoje mullas raizes em Franca, para qoe nos seja
possivel vollar sobre os oossos pasan ; mas o assu-
car he o nico dos nossos producios Iropitaes que se
lenha artificialmente aclimado entre mis; o in-
leresse metropolitano su se achava empenhado sobre
esla questao, c o caf, por exemplo, que nao prelen-
diam iipparenlemeute sacrificar ao culto subalterno
da chicoria, leria ministrado ainda um en cliente
objedo de troca para os nossos productos manufac-
turados e asnelas, se o nter esse excepcional das
nossas colonias tambem nao livesse dominado a"
nossas tarifas sobre este ponto. Ora, as nossas co-
lunias prodozem caf excelleute. mas que estao lon-
co de siilisfazer ao nosso consumo interno. Para
pruleger o caf, qoe"',a sua qualidade superior seria
sullieienlc para prolege-lo, lanraram-se tribuios dif-
da Independencia, as agitanes, per- fereiiciaet exceiVl,s gbre.0 caf proveniente do
tu.bacoes, revollas de urna regencia de dez anuos ; estrauei'ro, que so chegava ao nosso mercado como
leve, anida lem partidos, mui vilenlos no passado. I unl weedeule provell,ell,e de pagamento entre aios.
hoje mu quebrantadas, mu conslitucinnaes, mas | ,es de rolliJS
Ainda sob a impre-.o penivel da scana da igreja,
madama de Pressigny achava-se sosinha em seu
aposento |no dia seguinle quando recebeu urna
carta.
Esta era datada da pequea cidade de Epernay,'e
conlinha as seguintes palavras:
u Acuda, senhora ; eslou para morrer, e leuho de
enlregar-lhe o meo testamento.
ii Carolina Bolueau. b
Madama Baliveau era urna das irm.ias mais obs-
curas da associacao femenina ; mas na associaco nao
contam-se os graos de obscuridade assim como uao
conlam-se os costados de nobreza.
Dianle de um convite Un urgente a marque/a de
Pressigny nao podia hesitar.
Tratava-se de receber um testamento, pois, como
ja vimos, a lierauca nao era urna das bases da Maco-
llara das Mulheres. Cada urna linha o direilo de
designar aquella qoe desejavaver chamada sua suc-
cessao misteriosa.
A marqueza pedio inmediatamente cavallns de
posla para a noite.
Apenas acabava de dar esla ordem, foi-llie aunuii-
ciada urna visita.
I.evanlou-se para receber a urna mulber vestida
de lulo ; mas recuot imracdiutamenle a essa vista
murmurando :
Dar-ee-ha que cu me engae'.'
Nao, a senhora marque/a nao engana-se, sou
Marianna Bnpcrt.
Vmc.! disse a marqueza poudo as maos crim
terror.
N'oesperava tornar a ver-me, senhora ?
Mas ignora Vine, que todos a creein morta '.*
Oh vossa excellencia foi mui prompta em crer
na miuha morte '. d'sse Marianna com sorriso fu-
uesto.
Conip irtilbei do erro commum, re-pon leu a
marqueza eslremccendo.
De veras ?
Em Marselha, para onde cscrevi, contam-se
ainda as menores circunstancias de seu suicidio.
Ah! vossa excellencia escreveu "
Urna pessoa de nossa associai;ao respondeii-me,
a foi sua convici.o que decidi da miuha. Depois
essa noticia foi confirmada pelas cazelas.
De fado li-a, disse.Marianna com singue trio.
Mas Vmc. que parece ceusurar-tnc por ter da-
do credilo a essa lgubre comedia, qual era seu tiiu
| repre.enlaiulo-a ".'
Meu lim .' ah era cousa impussivel de conse-
guir ie-pon leo ella suspirando eu quera vver
somenle para Ireneo.
Ireneo '. loruou a marqueza com cruel appre-
hensao.
He por elle qua eslou de lulo.
nao exmelos, pois que sol) o regimeu parlamentar
em que o poder he o premio da victoria, os partidos
se transformara, mas nao desapparecem. F'ormei a
mnlia opiniao entre estes partidos, reconlieceudo
que os seus esforcos diversos, ou contrarios, linham
igualmente concurrido para eslabelecer sobre bases
inabalaveis e desenvolver as iiisliluices monarchi-
cas. Por um senlimeuto de reserva que deve im-
por a si aquelle que falla acerca de u.n paiz que
nao he o seu, abstive-mc de apreciar, e apenas no-
meei os liomous emiuenles, que bao figurado era
primeira linha nos conselhos do Imperador, e no
parlamento. Julguei smente os morios, para os
quaes a historia ja comecou, sera dar lugjra contra-1 07Estados>L'i(l
versia alguma sobre os vivos, por meio de elogios za je direilo
iintempesltvos. Quanto as opinies, que profer so-
bre as causas paseada!, ou presentes do imperio, s-
menle me inspire nos nicas proprias senlimenlos,
isto be, no meu atcelo para com o Brasil, e na pou-
ca esperiencia, que me ha dado um, longo estudo
das cousas polticas do imperio.
Masquaesquer qoe sejam minhas sympalhias para
os progressos maravilhosus, que se realisam nesse
novo imperio, e as preciosas amisades, que sAo viu-
das a procure i -me de lio longe, nao he para n Bra-
sil que escrevi, he para a Franca. Se mo eslvcsse
profundamente couveocido de que a franca (em
muito oque ganliar em conhecer melhor o Brasil ;
de que conhecendo nielborf ella seguir auda mais
resolutamente a estrada, em que enlrou, e que lera
a sua parle e a sua grande parte nos beneficios, que
um porvir prometle au imperio snl-americauo, a t
que eu uao leria lido o peusaraenlo de publicar esle
livro.
A Franca, al bem pouoos annos, parecer lomar i s~P'",arn
a larefa de amollar as vanlagens martimas e com- I l"ari
merciaes, qne Ihe [lorporrioua a sua situado. De-
pois das lonjas guerras da revnluco, o seu poder
colonial se achara mu decahido, e dependa della
apropriar-se em grande parle do commercio de Iro-
ea cum os Estados" da America do Sol, qoe se einan-
ciparam do jugo de suas melropoles. Qaando um
paiz piide oflereccr um mercado de 30 a :l( milhocs
Resallan deale estado de cousas qoe
o consumo nao tomoo 08 desenvolvimenlos qoe Ihe
devia dar o goalo natural do povo por urna bebida
salubre, agradavel, fortificante, e que o uso desta be-
bida alimenticia lera somenle em ra/u do seu pre
rj, penetrado de nina inaueira incompleta as classes
humildes da sociedade. Com direilos mnimos, que
fariam somenle a parle do fisco, e supprtmiriam a
parle da proteceao, havera ao mesmo lempo pro-
vcilo para o Ihesouro, proveito para o consumidor,
c proveito para a nossa industria, a nossa agricultu-
ra, e a no-sil mariuha, que forneceriam e transpor-
taran) ns productos nacionaes para serem trocados
nossas relaces com o Rrasil.embora tenhara experi-
mentado a repercussao da guerra do Oriente, 3o to-
maudo todos os das mais extensao e aclividade. O
quadro seral das nossas exportares e importarles,
coloca o Brasil no nono lugar entre os estados que
consomem os producios francezes, e o algarismo
dos objectos que nos Ihe fornecemos se eleva de 75
mi//i("e.< e meio por auno. Verdade he que o Brasil
recebe de nos muilo mais do que nos recebemos
dell e, por caosa das nossas tarifas e com grande de-
trimento do consumidor francez. i >imperio sul-ame-
ricauo nao be mais qoe o a dcimo qoarto ( com-
mercio geral ) > o dcimo stimo a ( commercio es-
pecial dus paizes importadores em Franca, a o alga-
rismo dos gneros que elle nos furnece, nao excede
a mais de 15 milhoes. Esla desigualdade as trocas,
prova o irresislivel poder de atraccao que exercem
especialmenta as obras da iudutlria parisiense sobra
um paiz prvido de grandes centros de popUlaeOes,
como o Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia em que
as raarav ilbas da arle e do gusto francez, enconlram
apreciadores iiilelligenles e al consumidores.
O augmento das nossas relacOes com o imperio
sul-ainericano, approveila singularmente nossa na-
vegacao mercante, que sem o monopolio quasi ex-
clusivo dos transportes entre os dous paizes, como
prova a a Tabella geral do commercio u em 1854.
Enlre12l navios entrados oos perloide Franja, viu- \
dos do Brasil, 95 pertenriam a marinha franceza,
entre 1011 navios sahidos dos nossos portos com des-
tino ao Brasil, 87 levavam igualmente o pavilho
francez.
O Havre, esle porto de mar de Pars, estabeleceu
com a capital do Brasil um servico 'commercial. re-
gular, que expede de 20 em 20 das um uavio de
muitas toneladas, aguardando a hora, era. que, con-
cluindo-se as necessidades da auerraj sera permilli-
do aos nossos armadores organisar com o auxilio do
governo, um servido de paquetes a vapor entre os
dous paizes. Os nossos oulros porlos'rivalisam com
o Havre: Bordeaux, Nanles, Marselha, multiplicara
as soas relajoes e as suas trocas com o Brasil. Esta
ultima e poderosa cidade, ja leria desda muitoa an-
os urna linha de oavioi a vapor para o Brasil, se a
guerra,pondo as maos sobre o grande material naval
do nosso commercio, nao interrnmpesse urna empra-
za que se organisra pelo nico esforro de urna casa
inteligente e intrpida, e sem subvenco alguma do
lliesuuro
A hora lambem he conveniente para o Brasil, pois
que elle comer a rever e abaler as suas tarifas, qua
exigencias liscaes, em alguns pontos,mal entendidas
bao ni,ntido ale boje: Esla reforma*que nao pode
lardar em realisar-se, prodnzr os seas truchas na-
turaes, augmentando notavelmente o coniumo, e as
nossas sahidas deverao augmentar-se.
As reanles i entre us dous governos s3o excellea-
les, e be este um fado digno de nota, pois qae, cm
raxSa destas boas e amigaveis relajoes,|U senlimento
nacional tao poderoso oo Brasil, como o espirito mer-
cantil', di ao commercio francez urna preferencia
assinalade. Amae a Franja no Rio de Janeiro
assirncomo no resto do imperio, nao su porque a
Balacea do Francez se assemelha mais i natureza
do Brasileiro, c por que os seus costumes a sua ori-
gataj, as suas crticas se harmonisaai perfeilamenle
cora as popubooe-ciliulicas e de origem latina-, maa
ama-se lambem a Franca, por que iienuum embale,
iieiilmma iill'en-u. ueiibuina di.-edencia ajflavel lia
- 'i ira lo os dous paizes, e porque sabe-se qoe a
Franja na sua poltica honesta e leal, nao (cm pen-
-ainenio algum, designio algom de ofTender a digni-
dade do imperio sul-americano, nem o desenvolvi-
menlo da sua prosperidade. Esla sympadiia he mui-
to mais viva e melhor eslabelecida : assim compre
qoe ella se estn la s oulras grandes nares mafiti-
pelo cafe do Brasil, alravessado ueste momento pe- "la, O Brasil se nao lem esqaecido. nem esquece-
ra do proce limenlo brutal da Inglaterra na queslao
do Irafiao; quinto aos Estados-Unidos as suas re-
os, qoe os adinltem com franque-
lle reconhecido por loda a gente que as tenden-
cias do governo adual procurara rectificar o que ha-
via eslreilo e lliberal|em materia de alfandegas us
actos dos governos que a precedern. Desde 1855
qae se trata de melhorar as tarifas, e isto se tem
feilo por varias vezes. Os economistas ardenles jal-
gam que o trabalho vai sendo executado mu dis-
cretamente, os partidarios da proleccao julgam que
os golpes sao demasiado seusiveis ; mas deslas quei-
xas contradictorias resulla que o goveruo tem cla-
ramente assignalado o sen alvo, e qoe est reso'vido
poop.ndo ao mesmo lempo cuidadosamente a Iran-
sicao para os inleresses empenhados, e ao mesmo
lempo salvando os direilos do fisco, a fazer que a
Franca entre punco a pouro na estrada da liberdade
das trocas. Ninguem llovida, oem mesmo os inte-
resados, que os passos que elle da lodos os dias
nesla estrada sejam definitivos, e que as lacunas que
do seu alvo sejam cheias em -lempo e
Oh 1 a desgraca por loda a parte exclamou
madama de Pressigny Vmc. he falal mensageira.
Elle morreo disse Marianna sem ouvi-la, e
como enternecida por essa lembrauca.
Coilado !
Seus sollrimenlos foram horriveis, sua agonia
foi atroz ; elle morreu da mesma maneira porque
viveu, como martyr. Ah seu sangue clama tam-
bem vinganra! ,
Vineanja ? repeli a marqueza filando sobre
ella um olhar cheio de aogoslia.
Nao foi preciso mais para essas duas mulheres com-
prehenderetn-sc.
Sim, senhora, vinganra conlinuou Marianna ;
he o nico seuiimenlo que me domina. Eu tulla-
me euganado crendo que podia fazer de minba vida
um sacrificio a Ireneo ; miuha vida perlence toda ao
odio, e he ao odio que veuho agora reslilai-la.
Qae quer Vmc. dizer f
Deixe de desvos, senhora marqueza, vossa ex-
cellencia bem sabe para que vira...
A marqueza licoo mud ..
Ha quasi tres auno-, lornou Marianna, que o
destino de Mr. Filippe Bevle foi-rae concedido pela
associacao.
He verdade.
Yoltando a Paris eu esperava aclia-lo esmagado
debaixo do peso de i.....i juslija. Sorprendia-me
j inlercedendo, nao para qoe se Ihe perdoasse. mas
para que -e I mae o supplicio lento, ('liego, c ve-
jo-o feliz, cumulado de honras, ebrio de orgulho.
Quem foi que mudou-llie a sorte '.' lima mulber,
vossa excellencia!
Miuha desculpa esla na miuha boa f, disse a
marqueza de Pressigny ; esta escrip'o em nossos es-
tatutos : lo toda a obra cinpreliendola por ella, salvo se sua
herdeira na Macollara reclamar a execucau.
Sim, mas estou viva dis mente.
Para que n.lo preveuio-ine conlra o erro em que
eu palia cahir '.'
Marianna cucaron-a e respnndeu :
Quem sabe ? Talvez nao desgoslava-nie salier
que parle tiiiham a sabedoria e a prudencia de vossa
excellencia na dirtrean de nossos inleresses.
Tem a liberdade de dovidar de miuha sinceri-
dade'.' disse a marqueza crguendo a cabeca.
Tenho a liberdade de pensar que vosea excel-
lencia bu mui prompta cm esquecer meus direilos
para cuidar smenle no amor de madamesella da In-
graude, sua sobrinha.
Quer eu tonh.i sido mui prnmpla quer nao,
Amelia be agora a mulher de "Ir. Filippe Beyle.
He mua de-.raca para ella, diste Marianna.
Assim he chegada a hora conveniente para azer
que a Franca conheja esle grande imperio do Bra-
sil, que produz em abundancia todos os objectos de
consumo que ella exige as lallitudes quelites, e que
so entre todas as regioes da mesma zona. Ihe offere-
ce em troca um mercado de 8 milbes de consumi
dures. Ja sob urna Icgislajao ainda restrictiva as
__ i in exclamou a marqueza desesperada.
_ y^ssa
isa excellencia he a gro-meslra de nossa or-
dem ; jurou sacrificar aos oossos inleresses nao s-
mente sua existencia, sua riqueza, como lambem
seus lien- de (amilia.
Estas palavras foram pronunciadas em lom firme,
mas calmo.
Enlao que quer Vmc. '.' perguolou a marque-
za a Marianna. .
Reivindicar meus direilos sobre Felippe Bevle.
Apezar da allianja que o iulroduz na nimba
familia '.'
Apesar de ludo.
A marqueza abaixou a cabeja.
A Maronaria condemuou-o visla de minhas
justas queixas, lornou Marianna.
I.embro-mc disso ; lemliro-melambem deque
miuha voz de grao-meslra foi insullicieute para coin-
baler essa senleura. Vmc. vciicen-me dianle de nos-
sa assemblca geral. I'.r,i pie-entimeiiio que fazia-
me eutao oppor-me ao que eu cottsiderava um acto
de despotismo evidente '! Nao sei; todava cu, pensa-
va eutao o qae pens anda hoje : que o lim de nossa
associacao be antes proteger do qoe punir.
Punir os oppressores he proteger os oppri-
midos.
_ As fallas de Mr. Beyle para rom Vmc. sao
apenas fallas de amante.
Os olhos de Marianna scinlillaram a estas pala-
vras, c ella respnndeu com irona : ,
So apenas fallas de amanle, sim, senhora, e
nad i mais De fado, he cousa bem pouca. Elle
alormenloo-me, enlrou violcnlamenle em miuha
vida p ni quebra-la. Suas fallas sao apeno- faltas de
amanta Ser misler dizer a vossa excellencia que
nossa sociedade be lauto a salvaguarda dos senli-
menlos, como dos inleresses"! Naohe pelo rorarau
que vivemos nos oulras mulheres'.' c quando algoem
no-lo parle, que maior crime pode vossa excellencia
im.minar ".'
Senhora...
Minhas qucixus que eutao eram justas ausmen-
laram depois. Repito-lhe, esse homem perteo-
cc-me.
Depois dehavcrdispulado o terreno pe a p a mar-
queza de Pressigny mudou de lctica.
Pois bem, disse ella ; mas reriudo-o Vinc.|nao
alcauear com o mesmo golpe a Amelia, orna meni-
na que Ihe be impossivel odiar "'
Marianna leve um eslrcmecimento.
Ella salvou-rae a vida, nao he o que vossa ex-
cellencia querlembrar-nie'.' Oh! n.lo oesqueci. I'ni
dia que eu cahira no lagamar de Arcachou essa
menina leve mais dedicaran do que Filippe que
me aroinp.nili.iu. mais coragem do que os misera-
veis leineiio-. I.ivrou-me da morle ; fez-me um
verdadeiro servico *.' lgooro-o. Todava eu seria
um inonsiin, se a lembrauca do que ella fez por
mim se livesse apagado em minha memoria.
cenes tentativas acerca do Amazonas, e os projeclos
de usurparao que occullam.teem singularmente aug
mentado as desconlianjase antv pallucas qoe inspirara
a|todos os Americanos do Sul, os Anglo-saxdes do
Norle.
Ainda repilo, a hora he conveniente para os dooa
paizes, e lerei alcanjado o meu alvo, se, expon.
do -o, riutatenle o estado do Brasil e os seos recur-
sos presentes e futuros, chamar sobre as vanlagens
reciprocas de laros mais, multiplicados e mais iuli-
inos. a allem."o dos dous governos e dos dous povos.
Finida inlrodttcjao.
<''.n/i'inur-.-'(!-/ia..
A proposito da derrota do imperador Faustino I
e do seu exercilo pelos Uomiuicanos, o Pays publica
o seguinle artigo biographico :
i Quando falla-se na Europa do imperador Sou-
louqoe e dos duques e principes de sua corle, o pu-
blico (em sempre tenlajes de crer qoe sao perso-
nagens de um cont de fad.s. Es-a historia tao po-
sitiva, e s" vezes 13o dolorosa, tem ama cor siura-
larmenle phanlaslca. O burlesco ah se deseovolva
com ama seriedade de representaran Ihealral, qoe
faz empallidecer tudas-as oosadias da liejao. Iofe-
lizmenle hasangua ao lado desse alto cmico. Mi-
niares de homens lem pago com a vida as iuverosi-
meis presuropjoes de sua mageslade negra. Urna
Entilo ".' disse a marqueza.
Lamento sua sobrinha, senhora, mas essa lem-
brauca nao me impedir de chegar al Filippe. Ho
por ser grande meu reconhecimento para coro ella
que lulo tei ei piedade para cum elle. Declaro que
he urna allianca monslruosa a desse anjo com lal de-
monio. Conhero-o : elle ovillar (oda a pureza qua
ella lem na alma, profanar de urna em urna suas
illusoes de don/ella e de joven esposa. Esse hornera
nao er no amor, quando muile ere as mulheres
que lisongeam-lhe a vai'dade od servem-lhe a ambi-
cio. Senhora, pa.arei a Amelia um servijo com
outro : livra-la-hei desse hornero.
Que diz '.' exclamou a marqueza fra de si.
A verdade.
Vmc. nao fari lal cousa '
liei de invocar mea
He impossivel!
Porque eutao '.'
Il"i de oppor-me a isso
poder, meas privilegios I
Marianna disse lentamente :
Esla escriplo 'em nossos estatuios, que u odio
deve parar diante d9 marido oo dos filhos de ama
macona. Filippe nao he marido de urna majona, e
Amelia nao he filha da senhora marqueza.
Kecouhejo que Vmc. tem razio, disse mada-
ma de Preoignv abada.
Erafim" "
Mas piedade! perdao!
Piedade '.' perdAo ".' murmurou Marianna, como
quem ouve pela primeira vez urna liugaa eslrao-
geira.
Ah supplco-lhe !
' Meu ultimo movimenlo de piedade lechou-se
no lmala de Ireneo.
Marianna dispunha-se a sabir.
Aluda urna palavra exclamou a marqueza.
Eu ja disse o que linha a dizer ; vossa excel-
lencia esla advertida.
He lambem alea sepollora que Vmc. qoerper-
seauir a Filippe Beyle'.'
Marianna nao responden, mas um sorriso desli-
sou-se-lhe sobre os labios.
A leo-, senhora marqueza, disse ella inclinau-
do-se profundamente.
A marqueza recibi na poltrona.
Longa mediiae.ui succedeu agilacao provocada
por essa conveisajBo.
Eis aqui qual foi o resultado dessa meditarlo.
So ha um meio de salvar a Filippe. disse ella
com sigo, e para isso releva que Amelia seja majooa^
Mas como?...
Nesse mntenlo seus olhos eahiraa sobra a carta
de Carolina Baliveau, e ella disse :
'leuho urna esperanja !
KContinuaT'ie-ha.)

MUTTOn5xT


HARIO wt PtMIllUCO S.Xtt FURA II |E ABHiL IE lt6
pequea repblica, que alias merece melhor sorle,
lem do brigada militas vezes a deiiar os iraba-
Ihoa da pai para dar urna lic.au Je realismo a esse
invasor de sorprezas.
o Comeca-se pois a penar que a comedia lem du-
rado omito, e nao eslranhariamos que a ultima der-
rota de Faustino I, cujas circumstancias sAo lAo ex-
traordinarias, como ludo o mais, fotse o ultimo acto
desse reinada irapossivel.
Todos sa bem como chegou ao throno esse successor
de Toossainl Louverlure, e do ChrHIophe. Nascido
captivo emuma das plantaje da illia, soldado sol
o goveruo de essaliaes. coronel sob o de llover,
elle cngara atravesadas revoluces sanguinolentas
de sen paii ao grao de general, quan lo rm 1817 o
presdeme Rich, que governara a ilha coro sabedo-
ria, morreu sbitamente. Havia dous candidatos
para substituir a Rich, mas netu um nem oulro po-
dan] obter a roaioria. Para acabar a confuida o
seuado deaiguou a Fausliuo Soulouque, cujo nico
ltalo aos seusolhoi era Bit faier sombra a oeuhom
partido. Dous anuos depois, em agosto de lKi'J, o en-
ligo escravo fazia-se proclamar imperador, e come-
fava o papel extraordinario que -en desejo de maca-
quear a Nipole.io I lez-lhe represeutar depois aos
olho* de seus compatriotas.
o Emquanto esse papel so iuleressou-nos pelo ri-
diculo, deitamo-lo obrar. Que nos importavam os
65 ajadaalea de campo e os 145 generaes do impe-
rio do Hait, ,e O) ttulos de priucipes e-de duques
miU numerosos uu Porto do Principe do que nos
dou aunuarios reunidos da Franca e da Inglater-
re ? Nlo ranosos juizes naturaes dos artificios e
e ouxopelles ueceasarios para discipliuar um povo de
Africano*. t)e mais era urna eiperiencia do que
podi faier um dictador negro, superslicioso, e des-
confiado para a civil isacao progressiva dessa raja
interior. Mas quaudo as pbauUsias imperiaes de
Soulouque ameararam interesses europeus, uu so-
berauLa* iudependcntes, forc,oso fui iutervir para
proteger eteesioteresses e essas soberauias. Assini o
almirante Duquesue obteve em 18.51 por meio de
inliraacao, oregulamenlo da indemnidade de San-
liomingos, e depois as duas potencias occidentaes
obslaram dez vezes aos projectos conquistadores
de Soulouque a reapeito da repblica domini-
caia.
Etset projeetos dalam de ionge, sao attribuidos
nao a urna theoria de unida lo naseida por acaso
tieaee cerebro pouco poltico, roas excitado do
partidoollri-africano, para o qual urna invasao vic-
toriosa seria urna bella occasiao de pilhagem. Scja
como for, o exterminio do que elle chama o rebel-
de do Leste, tornou-se para e imperador do Oeste
aun soaho, um cuidado permanente, ao qual sacrifi-
co*! al os seas mais charos interesses. Bita o indu-
zio a ttr lambem seu grande tremi, assim como
temsua Legigo de Honra e seu Lyceu imperial. O
que nao impedio seus 30,000 soldados, entre os
quaes ha mais dragonas do que sapalo, de serem
constantemente batidos pelos seus pacficos vsinhos,
os cicadlos da parte hespanhola da ilba.
Todava um momento em 18i9 o sonho de
Soulouque eslava prestes a converter-se em realida-
de. A repblica dominicana era por um brauco chamado Jimnez, coja iucapaeida-
de ou trairjo tinham desorgansado ludo. Soulouque
chegara depois de duas victorias successivas at as
portal de San-Domingos, qaandoa populacho assus-
tada lornou a chamar seu antigo presidente Sanlaua,
a couGou-llie o cuidado de salva-la. Santana ape-
las tinha um punhado de homens, mas dolado de
eoragem extraordinaria, e sabendo aquem Inva de
combaler, nao hesitou. 400 ou 500 Dominicanos
reunidas > pressa atacaram o exercilo invasor, dii-
peruram-no, e fizeram-lhe solTrer perdas consi.lera-
veis, e o proprio imperador fugio precipitadamente
levando comsigo o presidente Jimnez, ao qnal fez
depois duque da Sumana.
To vergoahoso resultado devia ler-lhe iberio
os olbos. Mas Soulouque possue no mais alto grao os
dous sgnaes dislinclivos do carcter negro, a supers-
licAo e a-ieima, Atlribuio sua derrota a algum DO
espirito suscitado pelos seus inimigos secretos, e con-
liuuou a respeito de seus generaes e de saus minis-
tros osyitemada execucoei intermitientes que for-
ma a base de sua poltica interior. tem longe de
renunciar aos seas projectos resolveu p-los em
xeeoco cada anno jallamente no momento eqaque
os Dominicanos eslavam oceupados cora a colheita.
Comecou de facto em 1850 com a mesma lelcidade
e a mesma gloria, e,no anno seguinte ia entrar no
territorio dominicano com um exereito que acabava
de comprimir a sedioo interior do principe Bobo,
quando os representantes das potencias europeas
coostraistVram-no a assignar urna tregua de um an-
no. Depois foi raistera inlerveor.lj enrgica e con-
tinua do nosso cnsul geral em Porto do Prin-
cipe Mr."Mxime Kaybaud para impedir inva-
sOes successivas, igualmente temidas pelos dous
povoa.
IJi verdado o povo haitiano nao he partidario da
guerra. Esseocialmeule pregoiroso, porque a ocioii-
dade he aos seus elhos o sigual da liberdade, com-
puto de 500,000 almas apenas, entre as quaes lia
maii de 300,000 malheres, sera moralidjde, sem in-
telligencia, sem nada do que faz urna na rao com-
pacta, elle n3o deseja nutra cousa sena contestar-
se com os seus limites jai mui vastos para a sua ac-
lividade. Tem sobretodo muilo medo da arma
branca de seas vsinhos, os quaes nao tendo sempre
fuii de monico, aubstituem muilas vezes a plvora
pelo ferro, e o numero pelo herosmo. Quanlo aos
Dominicanos, aquellos mesmo que oceupam a Leste
da ilha a parle mais cnnsideravel e maravilhosa-
iiionle fecunda de seu tarritono, fazem desde mul-
los anuos honrosos nforeea parase conslitnirem, pa-
ra altrahirem a emigraran e os capitaes da Europa,
para darem forte impulso i sua prodcelo e ao seu
comraercio, e a amen, i incessaute dos bandos de
Soulouque obriga-os a conservar um pequeuo exer-
eito que absorve os tres quarlos de sua receita
com grande damno de sua agricultura e de sua fa-
zenda.
Mis Soulouque he teimoso, e o reponso pesava
sua grande alma. Demais os Iriomphos do exer-
cilo do Oriente impedam-no de dormir. Elle quiz
poii acabar com os rebeldes do Leste, e a despeilo
das rspreseularOes e dos conaelhos dos cnsules es-
trangeiros reuuio 30,000 liouien-, e precipilou-se so-
bra as trras dos Dominicanos. Sao ja sabidas as
circumstancias desse combale homrico. O corpo
principal do grande exereito commindado por
Soulouque em Desioa compunha-ie de 33,000 ho-
mens ; urna divisSo de 7000 homens commandada
pelo general Ducayette linha por missAo apoia-lo.
Nlo se sabe com certeza qual foi o corpo que pas-
sou primeiro a fronteira ; mas o que eili lora de
duyida he que esse corpo leve a desgrara de encon-
trar no caminho um destacamento de Domiuicanoi,
e que a sorle da caropanha loi logo decidida. Os
Haitianos nao eram mais de 20 contra um ; fugi-
ram toda a pressa, excepto algans oliciaes qoe
morreram corajosameale. Quanto ao grosso do ex-
ereito. reduzido a una 18,000 homens, achou-se jun-
to da aldea de las Caobas diaole de 100 ioim igos
munidos de um :anhAo. i.",' contra um, o numero
nao ora igual. A primeira descarga dos Dominica-
nos e de seo canhAo fez comprehender aos Hailia-
nosqae s restava-lhes tomar um partido, e o signal
da debandada foi obedecido com unanimidade ver-
dadeiramenle uotavel. ,
Quanlo a Soulouque, a historia diz qoe conie-
gulo salvar-se, grabas i dedicado de alguns doi seus,
mas qoe perdeu seu Ihesouro, seas canhoes, suas
provitoes, e mesmu as armas de sena soldados, os
quaes desfizeram-se deltas para correr!m mais rpi-
damente. Accreace que o espirito de insahordina-
co enlrou no Porto do Principe com e fugitivos, e
que o imperador bem poder.i' pagar com a vida sua
imperial derrota.
Seja como for, sea guerra esla' acabada por fal-
la de combatentes, resta urna questao que allrahe a
alinelo das potencias europeas. A repblica Domi-
nicana quer vifer e lem direiio a isso. Composta de
ma populac.au pacifica, laboriosa, heroica quando
he preciso, qoe nao partielpou neuhum dos exces-
sos da parle franceza da ilha. aspira a urna indepen-
dencia reconhecida pelo governo do Porto do Prin-
cipa e protegida pelos Estados civilisados. Ella me-
rece essa independencia. O general Santana, sen
presidente, que acaba de salva-la anda, he urna das
mais briosas figuras da America. O paiz que elle
envaro* olTerece aoi capitaes e emigraeo da Eu-
ropa recurio quasi maravilhoso, seria lalvez hoje
a mais dltosa regiSo das Antilhas te nao eslivesse ha
lez anuo*-continuamente amelgado de umainvasio
eslrangairi.
[Journal du Havre.)
ERRATA.
:\a rorrespondenaa de Pars, publicada no Diario
de honlem, columna 5.a,liilias 21, em lu^ar de dez-
esete annos, como por engao shio honlem. leia-se
aezesele horas.
PEHMAMBHCD,
PAGINA AVULSA.
Ira sargento do 9 batalhao de infantera, de-
pois de haver por motivos frividos, insultado a um
cadete do mesmo batalhao deu-lhe urna bofelada,
porque o mesmo cidele, couscio de seus foros repel-
lio com iguaes paleras. Em consequencia de quei-
xa do ollendido ao commandante interino do bata-
lhao, o Sr. captao Joo Baptisla de Souza Braga, foi
o ggressor submeltido a um consrlho de invesliga-
cAo, o qual recebendo o depoimentode tres testemu-
nha* de lista, e da con/itso do proprio reo, julguu
a queixa exhuberaulcmenle provada, pelo que foi
marcado pelo capitn coinmaiidante, 15 das de pri-
sao era ordem, na qual citan varios arligos das ve-
Ibas e carunchosas ordtnanras militares, que, se-
gundo nos consta, nenhuma rclacAo tinha com o
acontecido, para assim meihor colorar a injusliea de
la dadla*. Se o commaudanle submetleu o fac a
um conaelho, e este o julgou provado em um crime
de injuria eoffenia phy'ea, de certo, que nao po-
da tomar a si a iniciativa do julgamenlo, que ueste
caso partencia ao conselho de guerra, e muilo me-
nos marcar o castigo de 1.5 das de pnsao,quando em
casos de simples fallas de servic.o,so marca mu la vez
um, e mais mezes de prisAo.
Chamamos a altenrao do dislincto Exm. Sr. gene-
ral para esse tacto, que cerUmente ignorara o oc-
corrido, e que sabendo-o nao se conformara com a
simples decisao do Sr. coinmandanle do 9.0, porque
parece ella cheirar a proteceAo ega, e nes'es eorpog
onde o cxemplo deve ser a bussola dos seus chefes, a
proleci>lo immereelda he um grito de alarma !
O Exm. Sr. Jos Pires l'erreira, alem de cem
mil reis, que poz a disposicAo'da coinmissao de be-
neficencia de lpojuca foi solicito em soccorrer os mo-
radores de seu eugenho e dos seus vsinhos, pelo que
merece as heneaos daquelle povo.
D'eutre as localidades da provincia, urna que
meuos vexou a presidencia com exigencias, rogos e
lainuiia- fui lpojuca, que com urna ambulancia es-
fregou o cholera em forma de triuinpharem muitos
engeulios, e a nao ser a endiente do rio, lalvez que
era houvesse a morlatidade que em principio se
deu. Os pro prieta rus feralmente de lpojuca porla-
ram-se muilo bem.
A tres dias, na ra Direla, em urna taberna
urna escrava de labio) abolocudo-, e de nome fosi-
nha, insiiKon em altas vozes, e impunemente o do-
no da casa. Ficou ludo na mesma, porque a /osi-
nha talvez livesse espinhos, que picando desse o t-
tano no crdito de alguem, que miseria!
Adverle se a cario animal barbudo-careteiro,
que deixe-se de andar lanzando por baixo das por-
tas, cartas annimas delraliindo do nome de pessoas
que us desprezam, como a poucos das fez na ra
Nova. Melhor seria, que velnsse na educarao de seus
ti I to-. a quero di exemplos de tantas, e repelidas
immoralidades. Quem tem (elhadosde vdro nAo jo-
ga pedras as do vizinho.
M. Sery
Muribeoa. Ijuem foi assassinado, nao foi o
cholenco e mcovalescenea, e sim um seu innAo.
A praia do Hospicio esta feita um deposito de
trastes velhos, colxes e roupas de cholerieos.
A ra dos Cutnrapes, idem, dem.
E a companhia de Itibeirinho......dem,
idem !
Ciara de um timba.() f.- de abril foi sem-
pre o da das forquilhas e das ptfw. Vejam porem
a gra^a le um (imbii e preparem-se para rirem.
Propalou que liana fallecido ura pai de familia que
desla cidade havia seguido para Nazarelh : essa ma
noticia poz cm completa eon-ieniae,io a familia da-
quelle cdado, que realmente nao poda cousolar-se
com a per-da do seu nico arrimo. Ouve, porm,
urna casa, que nAo so applaudio o espirito gracioso
du timh't como (dizem) praguejara o supposlo defun-
to Ora eutao nAo faz rir a duer a barriga,! C.....
cu... c...
Consta-nos que se desencantara a casa da ra
de Hurlas, onde appareciam visites, fgos, ruidos,
gemidos..... ruidus..... e mus ruidos..... Esses in-
ore;e tem cousas '. Ora qoe cassuada preguti a M.
B. a gente da la de Hurlas, c anda bensa que a
polica nem leve medo nem nada.
Por varias vezes temos deuunciadp a polica
urna casa de jogo na ra do Rosario estreita, e, ou
ella nao nos quer atlender. ou nao sabe o numero
dessa casa. Pois bem, a voz.publica aecusa o pri-
meiro andar da casa u. 17 dessa ra, por cima de
urna toja de bilheles de lotera : o jogo principia a*
10 da nole, e vai a amanhecer ; all j;i se perde
fortunas bem principiadas, muitos rapazes j se a-
eh mi reduzidoi a desgrara, e essa roda infernal
u andar Entendemos, que essas casas, alera de
criminosas sao focos de salteadores, que sttn grande
risco vao roubando as bolsas, e o crdito dos inex-
pertos. He provavel que agora cesse, ou levanlem
a barraca, mas us uussos agentes que nAo se discui-
dera, anda perdendo alguroa cousa, de os acompa-
nhar na banca e nos declaren] os nomos dos que
uella procurara a lodo o cusi murrera tome.
Consla-uos qoe a ofcialidade do batalhao da
guarda nacional de lpojuca, ao commando do Sr-
lenente-coronel Manuel Cimillo P. FalclO se acha
iudignaila com o procedinicnto le um Justo, que
talvez na ullima espuha a reapeito daquillo com que
se compram os ineles, quer vingar-se no seu com-
maudanle, a quem lodo o carpa recouhece honradez
e bro, para nAo tomar em consideraran dcsabal'os
esquisilos.
Mr. Portier presin bous serviros cm sua
propriedade da Punte dos Cirv.ilhos, sendo minio a-
judado pelo Sr.l.ola, que nAo tinha hora para correr
em socorro dos doeules.
CoDste-noe igualmente que a familia de liua-
rarapes foi uraa generosa protectora de muilas fa-
milias desvalidas e grande numero de doenles qoe
a nao ser a caridade do Sr. coininendsdor S e Al-
buquerque o seas lillios certaraente que (eriara a
sorle desses infelizes sacrificados a srdida cobira do
ooro, c ao altar immnndo da especularlo.
Ha dous das um sugeilo na ra Nova, espan-
cou de sorle nm prelo do Sr. Freilas Barbosa (se-
gundlos conslou ,que quasi o mata.e a nioser oSr.
Rufino de Almei.ia, por cerlo que o matara ; mas
quando n Sr. Rufino foi ao aggressor para o pren-
der, este evadio-se; grilando-so ao ordenanza do
Sr. coinmandanle de polica, que presenciou o fado,
respondeu que nao tinha nada com islo. Se o
Sr. SebasliAo em lempo soubesse, lalvez que esse ca-
marade nao passasse multo bem.
Antes dehontem foi encontrada no Recite urna
negra morta na praia por Iras do hotel Inglez. O
Sr. aubdelegado comparecendo logo, man.Ion visto-
na-la, e do exame soube-ie que talvez a embriaguez
a fizera aflogar.
Que tacana de cumplimento de ordens. Cer-
to guarda nacional da Boa-VbU eslaudo de senli-
nella em a Ihawararia provincial no da 10 do eor-
renle, obrgou a todas as pessoss que, durante o es-
pado em qae esleve de espoleta na MI reparlitao, a
tirarem o chapn desde a porta do torreAo do lele-
grapho, como se ja se livesse transformado essa rasa
em templo lo Dos Pan;por certo que esse fel-
pudo tagua nao recebeu tal ordem, porm a inter-
preluu a seu h%l pr.izer, cumo sneui fazer guardas de
lal quilate ; he pena que homens lAo bmIo*m em
vez de alaren) era algum posto de honra continiiem
a'viTtr era seu laraaral. Apostamos que essas or-
dens lAo restrictas nao parlera do digno commandan-
le desse batalhao que cosluina ser pulido com lo-
dos.
At umanluia.
HEPARTigAO DA POLICA
Secretaria da polica de Pernambuco lo de abril
de 1856,
_ lllm. e Exm.Sr.Levo an conhecimeiilo de V.
Exc. que das difierenles parlicpacues hoje rerebidas
nesla reparlir,io consta que se derara as seguiules
orcorrencias :
Inr.im prc-os: pela subdelegada da freguezia
do Kerjfe, o prelo escravo Cosme, a requerimento
do senhor.
E pela subdelegada da Tregueza de Sanio Anto-
nio, o porluguez Antonio Francisco IJuaresma, por
desobediencia. .
Dos guarde a V. Exc. lllm. e Exm. Sr.
conselheiro Jote liento da Coulia e Figueiredo,
presdeme da provincia.O chele de polica, Lu:
Carlos ie Paita Tcixeira.
RELACAO DOS B.M'TISADOSDESTA FREGUE-
ZIA DE S. AM'OMO DORECHE, DOME/
HE MARCO DE 1856. .
Da 2. Jos, pardo, nasrdon 13 de mituhro de
anno prximo passado.
Idem. Manool, pardo, n.isrdo ha 18 mezes.
Idem.Manoel, branca, nascido a 22 de novem-
bro du anno prximo passado.
3-Auna, branca, naseida a lOdrjilho de 1852
Idem. Joauna, crioula, naseida a lli de julhodo
anno prximo passado.
i i; un lio, branco, nascido a 13 de agosto de
1813.
Idem. Julia, branca, naseida a 1 de dezembro
do anno prximo passado.
7. llana, parda, escrava, naseida ha 21 das.
dem. Luu, brauco, nascido a I de fevereiro
de 1849.
Idem. Marcolina, dascida a 7 de oulubro de
1836.
8. Mara, branca, naseida a 23 de seleinbro do
inno prnxiinu passado.
!- Amelia, branca, naseida a 15 de selemhrn
do auno prximo passado.
Idem. Rosaliua, parda, na-, i 11 a 28 de selein-
bro do anno prximo passado.
dem-----Julio, branco, nascido r.o I." dejulho de
I8i 1.
10. Amelia, branca, naseida a 7 do agosto du
anuo prximo passado.
dem. Rosa, branca, naseida a 3 mezes e meio.
II.' Rosa, branca, nSsci.la a 21 de dezembro de
1813.
12. Benedicta, crioula, escrava, n.scida ha 11
aunos. sub conditione.
" Leonardo, pardo, forro, nascido .til deno-
venihro dn anno prximo passado.
I*> rranrelina, branca, naseida a 17 do dezem-
bro do aun prximo piafado.
Idem. Josepha, parda, naseida ha 2 mezes.
16. Augusto, lir ni -,,, nascido, a 28 de agosto
do auno prximo paisado.
dem. Autouio, brauco, nascido a 20 de marco
do anuo prximo passado.
dem. Joaquina, parda, naseida 19 de agosto do
anno prximo passado.
dem. Demetrio, pardo, nascido aII de abril de
18>>3.
Idem. Francisca, parda, naseida a lude oulu-
bro do auno prximo panado.
Idem. Jos, crioulo, nascido a 17 de marco de
1831.
I. Honorio, crioulo, nascido a 21 de novembro
do anuo prxima passado.
dem. Amelia, crioula, naseida a 10 de feverei-
ro de 1852.
Idem. Francisco, branco, nascido a 9 de no-
vembro do anuo prximo passado.
Llera. Mara, prda, uascida a 26 de agosto de
1843.
dem. Alfonso, pardo, nascido ha 3 mezes.
dem. Feliridaiie, parda, naseida a II de feve-
reiro do correnlc escrava.
"* Anua, branca, naseida a 30 de Janeiro do
crreme anno.
19 Manuel, branco, nascido a 6 do rorrente.
Idem.Procopia, parda, Santos Olecs,|nasc 22 mezvs.
20.Therezi, parda, escrava, naseida a .5 mezes.
't. (ialdino, pardo, nascdu ha 2 aunse meio.
-' Leopoldino, pardo, nascido a 21 de Janeiro
do correle anno.
JJ'tn< Joao, branco, nascido ha 18 das.
29. Jos, pardo, nascido ha 10 mezes.
* Emilia, branca, naseida a 17 de agosto de
18.11.
Idem. M ,iiiii-i, branco, nascido a 10 de feve-
reiro do crrenle auno.
Idem* Abilio, branco, nascido aos 22 de feve-
reiro do correte auno.
dem. Cintunilia, parda, lorra, naseida a 22 de
setembro dn auno prximo passado.
dem. Luiz, brauco, Santos leos, nascido a 16
de dezembro de 1853.
dem. Bibiana, crioula. uascida a 16 de novem-
bro do anno prximo passado.
31. Rodolpho, branco, nascido a 17 de iulho
de I8o0. '
dem. Leovigildo, branco, nascido a 20 de a-
goslo de 1851.
Ao lodo 49.
Freguezia de Santo Antonio do Recite, 31 de mar-
co de 1851. Q couego vigario, lenancio llenri-
i/ues de tteseude..
ftiati* be ^erac;mbuct>.
Hoje comeramos a publicar a IraduccAo do livr.
intitulado -o Bratit--, por Mr. Cuartel Revbaud
publicado em Pars nata anuo, e que nos foi uflere-
rido por um dos nossos correspondentes francezes
Approveilanins a occasi.lo para-agradecer publica-
mente a preciosa lembraiica do nosso distinelo ami-
go de alen-mar, e ao mesmo lempo recommemlamos
aos nossos assignantes a leitura da interesante obra
de .Mr. Charles Reybaud, a qual nos convni esiie-
cinieiiirl,, por muitos (lulos.
Bl i.i.KiTM DO CHOLERA-MORBUS.
I'artiripardcs dos nospitaes.
Hospital du Carino, 6 doeules cm tralamculo.
Hospital da ra da Aurora, 2 .lenle-.
lid,Ka i das pessoasque fallcceram do chalea-mor-
bus o foram sepultadas no cemilerio publico das
6 horas da lardo do dia 9 as 6 lloras da larde do
da 10 de abril de 1856.
Livres.
Numero 2381Auna Alexandrna Chcrubina Calara
Pernambuco, 62 anuos, solleira, branca, S. An-
tonio, ra da Peulia.
idem 238.5Clara alaria da Nalividide, Pernam-
buco, 80 anuos, solleira, branca, S. Jos, ra Di-
rela n. 119.
dem 2386Joaqum de S. Auna, Pernambuco, 25
aunos, casado, pardo, B. Vista, curpiua, Capunga
ra das Pernambucanas.
dem 2387Auna Faustina de Almeida, Pernam-
buco, 58 anuos, viuva, preta, S. Jos, ra do i. li-
rada n. 17.
dem 2388lucinda Mara, Pernambuco, 26 anuos,
soltera, parda, Boa-Vista, Cidade-Nova em Santo
Amaro.
Idem 2:189 Rita Maria de San Jioavenlura, Per-
uambuco, 71 anuos, vuva, prela, Recite, Iravessa
da ra do Vigario n. 48.
I'lscravos.
Numero 817Rita, l'eruambuco, 3.5 anuos, solleira,
prela, lloa Vi.la, Aterro n. .50.
dem 818Amelia,Pernambuco,3aunos, parda, lie-
cife, ra da Moeda n. 25.
/csumo da mortalidade.
Mortaiidadc do dia 10 al as 6 horas da tarde8.
Homens 1 mulhere 6 prvulos I.
Total da uiorlalidadc al hoje 10 3,213.
tlomens 1384 Jmullieres 1501 prvulos 325
l'.eei! 10 de abril de,1856.
A coinmissao deliygiene publica Interina,
Drs. Sa l'ereira, presidente.
tirmo Xwtier, secretario.
/. I'ogqi, adjuuclo.
se torna a cada passo mais rpida e mais impetuosa.
No genero didctico, porm, o orador se deve pre-
oceupar, antes de ludo, do successo da Tardada, e
applicar-se em descubrir a combinarAo mais pro-
pria a favorecer o desenvolvimenlo das provas, ro-
bora-las pela sua approxima;Ao, gradua-las segun-
do sua forra e o ell'eilo que dolas se espera, fazc-
lis apparaeer no lugar em que se loruarein mais op-
porlunas, no momenlo em que devem conquistar
ura assentimenlo mais fcil. Deve ser este o seu pri-
meiro rm lulo, o qual, longa de excluir, suppe
pelo couirariu, o de Irabilhar par descubrir n ir -
ranjo mais lavoravel a' variedade e ao inleresse ;
sem o que a atleurAo se califa e adormece, a perce-
pc.lo embola-se, e o auditorio desliga-se dos vncu-
los de atlrarrAo que u prende ao orador.
Esse indispensavel encanto da loquencia, funda-
se na dispo-Sirao, mas opera-se especialmente pelo
cslylo, que nao consiste lano na cscolha c na inven-
{o dos termos, como ua cxpresaAo natural e espon-
tanea da sluarao d'alma ; porque o ealylo he o ho-
inein,ja ie disse com muila originalidade. He,
pois, com o soccorro desse delicado instrumento.que
o orador magnetizar o seu auditorio, sem que este
o perceba, e o pora em rehiri comsigo, pela inven-
rivel simpallua que produzem i~ doce e continuas
expressoes de una bella alma, de um espirito ami-
go da verdade, de um coracAo que se abre por si
mame ao que he oobre c generoso ; asiim como
pelos simples e irracusaveis leilemunlios de urna sin-
cera franqaeic, de uraa iualleravel boa fe, de urna
verdadeira candura; e pela inoderarAo de suas
opiniues, pela indulgencia de seus juizos, de sua
amavel modestia, de sua amenidade e brandura
de carcter. He pelo doce calor de sua alma, e al-
gumas vezes pelos impulsos ardenles de sua ca-
lidade, que elle exercer sobre toda a a'sscm-
Idea um poder de allraerao, que ella mesma nao
poden! evitar. Marchara para elle sem esforro ; abrir
Ihe-ha lodos os (hesouros da indulgencia ; recebera
sua desconlian(a loda a verdade que sabir de labios
laes, ede alma lAo candida, edur-lhe-ha facis con-
quisias em proveilu da le. A amavel scieucia de in-
sinuaraode S. Francisco de Salles conlnbuio muilo
mais que o seu poder de argumentadlo, para a con-
versao de milhares de herticos, que elie fez entrar
no gremio da igreja.
Por mais ellicaz, porem, que seja essa expansao
d'alma, perder osen grande abita se for carrega-
da de longea dcseuvolvimcmos; purquantu, ella de-
ve fundar-se no cslylo, tendo-se sempre o cuidado
de esconder o mais possivel o esforro d'arte na ur-
didura das phrases. O eslylo lie um accessorio im-
portante, he mesmo necessario ; mas nao he seuao
um accessorio: arrancar-lhe esle cararler, seria
desnaturar o genero e corrorape-lo. Era geral, a
conferencia abre as paiaes uina eutrada muilo es-
trella ; as n.io recebe seuAocom muica discricAo, e
quasi sempre com a cm lic.io de passarem disfarca-
das sob o veo dos costumes, em quanto que vai na
vanguarda das provas, e Ibes entrega o terreno com
largueza e ronfiaura, uina vez que sejain suscepli-
veis de recebar os ornamento- do discurso.
A conferencia repugna igualmente com urna ac-
r.io muilo solemne; beos gestos trgicos, e a
pronuncia demasiado animada. [So sermao, o pre-
gador lem o direito de fallar com imperio ; por que
collocado junto de Dos, e u'uraa grande altura
elle goza de grande autoridade : mas o orador da
conferencia tem os ps sobre a, trra ; a f Ihe re-
cusa seus areslos; elle he reduzido a invocar ra-
lo, a discolir, a persuadir. Essa modesta missAo
Ihe veda muilas vezes a liberdade dos grandes mo-
vimenlos, o emprego do .pathatloo, a lingoagem do
graude cslylo : ella o limita habitualmeute ris cores
temperadas, aos recursos ordinarios; o encerra nos
tramites de urna severa digoidade, que se torna
para elle urna fe inviolavel, sem todava prohibi-lo
de variar seu eslylo, seu tom, e suas maneiras, seb
a cautela da nao sabir das conveniencias impaslos
pelos uzos da bou sociedade, pelas insignias
que o decorara, e pelo santuario em que falla. Essa
janeda le e es-a de Ir-,i suppe urna facililla -le de
elocurAo, e nAo bridara sera o improviso.
Seria um erro concluir, que para' ser feliz nesle
genero, como lhc convem menos eloquencia que ao
pregador do sen.ao he rnenle licito dizer, que
a eloquoncia na (inferencia tem menos liberdade, e
por isso inestno tftie ella he ah mais coarlada em
seus movimentis, tem necessidade de empregar
mais arle; doler >rreha'ameiitos menos l'requentes,
de variar seus recurso, de execular suas manobras
com a precaoc.lo e pracialo, que exigem ao mesmo
lempo muilo talento, muilo exercicio ; umjuizu
seguro, um gusto depurado, um tacto perfeilo, urna
incsgotavel e nobre fecundidade. Em summa, esle
genero hedidicil, esmnus obrigadosa exigir no ora-
dor urna reuniao de qualidades naturaes e adquiri-
das ; o que alias he raro encontrar em um s hu-
mem.
O orador da conferencia se deve distinguir por
ama scieucia profunda e variada. Convem que elle
domine com suas vistas todo o systema religioso,
que abrace lodos os seus pormenores, que apanhe
lodasassuas relicftes, todas as suas allinidades, lo-
e dessa caridade, que dislillao o mel sobre seus la-
bios, e que espalbara cm -na pliisionomia e era
lodos os seos traaos a inetlavel expressao de be-
nevolencia i que j mms se resislir : desse cite-
rior que impoe e previne favoravelmcnte; des-
ses nobres e bellos ademanes que dAo mageslade e
um cerlo donaire as palavras c gestos do orador.
Pederamos enumerar oulros dales e predicados
que se requerem no anjo da tribuna sagrada ; re-
ciamos, porem, linear o desanimo as lileiras
dos nobres soldados da milicia celeste. Apresse-
ui i-no- pois em concluir qoe, sem possuir-se a
reuniAo deSMi qualidades que ahi deixainos Ira-
radas, he possivel conseguir-se grandes resultado,
uraa vez que pulse o amor da gloria, nico ger-
men das acrCH heroicas e dos prodigios do zenio,
cujai conquistasenriquecem, fecundara e abrillan-
tara os anuaes da humauidaile.
I'into de Campos.
CLLMCA CtRLRtilCA.
Novo inclhodo para a cura radical da lislula do
anu, modificado e usado pelo Dr. l'iu Aducci,
medico operador italiano.
A coiiip-isii.-io, as iiijcccoei excitantes, a cauterisa-
rao, a loquearao, o talho e a incisao sao oulros lan-
os meio qua se lem empregado cm diversos lem-
pos para a cura radical da lislula do anu, dessa
enfeimidado que alem de ser sumuiameutc eiicum-
rauda, amata multas vezes au tmulo o paciente.
A cirurgia moderna, porem, possue boje um novo
melhodo, que reunindo a simplicidade e a facilida-
de da execurAo, lem a vanlagem de causar pouras
dores ao doenle, e a certeza de promplo e radical cu-
rativo.
Esse melhodo deve-se ao professor lierdy, que o
apreseulou a'suciedade cirurgica em Pars, appelli-
1.ni lo o curativo piucemeut ; lugo porem que ti-
vemos disso nolicia, lizemosconstruir um instru-
mento pelo molde das piucas enterutomas de Du-
puytren, c como com feliz resultado tizessemos na
Babia com esse instrumento diversas operavues da
fstula do anus, julgaixos dever nossu darmos lam-.
bem nessa cidade, em bem da humanidade, coohe-
ciuieuto ao publico desse novo melhodo.
O iu-ti umi-nio de que se servio Monsieur C-erdy,
fui o culero I. -mil de I l.ip.n ti en, mal r. Ili.-lin l.i mis
que em varios casos o canal fistuloso he muilo curto
e eslreilo, zemos construir na Babia varias pinras
de -lillerente- grossuras e comprimenlo, afim de me-
lhor adopta-las as circumstancias.
A manen.i deapplirar o instrumento he simples,
a operarao facima, a posirao do doenle, do ope-
rador e dos Iniftentea he a mesma de que se usa
nos oulros processos. Antes de principiar a ope-
radlo, deve-se com um estilete procurar cuuhe-
cer a siluarAo c diren;Ao do Irajeclo lislulo-
so. Feilo isso introduz-se ,'i lamina mais estreita
do instrumento, bem nula la de oleo, no trajelo da
Intua, e iinmedioturoenle a outra no intestino rec-
to, parallelameule primeira. l'nem-se eulao por
meio do parafuso de reuniAo e depois com o segun-
do parala-.i aper(ara-se de mantira que as partes Pi-
quera forlemenle comprimidas entre os denles das
laminas. Deste modo as parles assim comprimidas
rali.-rn en n.jrtin -a.;ao, e separarara-se das circun-
visinhas por um trabalho de eliminacAo. Em cin-
co diaa complela-se a lecrAo e consegue-se cura-
Se presso causar dur furte (o que so pode a"
contecer no primeiro da atrouxa-se um pouco o se-
gundo parafuso. e depois aperta-se como sejulgar
conveniente. Mu segrate dia uuem-se mais as pe-
ras, e continuando assim subseqaenlemente ellas se
reunem.
t) professor tjerdy para dilatar algum tanto aquel-
es seios lisilos i-, que nAo permitiera a introdc-
elo ao instrumento, serve-se do bistur, mas nos
julgamos o,ais conveniente, mrmenle nos doenles
medrosos, ubter-se precisa dilalarao cora veliuhas
de esponja preparada com gomroa arbica. A ex-
(remidade exlerna do instrumento guarnece-sc com
pannos de linho, atadura, etc. etc., aliui de nao se
tornar incominoda ao doeute quando tiver de de-
fcele.
Depois do quinto dia, poca ordinaria da queda
do iuslrumento f-ue o curativo introduzudo lios
de linho al o fundo da ch-iga. A nica conlra-ii -
die-.c.io desle proeesso he plhysiea uraa das sua
maiores otitidades, porem conhece-so na operara
das fstulas mui pruluudas que cercara de embara-
ces os oulros inelhodos al hoje usados, e mesmo so-
bre o l.ilho, inuil is vezes seguidos de grandes he-
morrhagias e dai oulros cousequencias do peritoneo
comprehenddo.
Cura esle metbudu porem, quanJu se deslaca a
escarea cora queda do instrumento, as extremida-
des dos vasos, m --ma as mais cousideraves, eslo ci-
calrzadas, e assim uAo pode existir receio algum de
hemorrhagia, nem raesmo i leso|dn peritoneo pode
ter cousequencias mas, porque anda que fique com-
prehenddo entre os denles do ioslrumenlo, aconte-
cera o mesmo phenomeno que se da na enterlo-
raa, isto he, a adhesao dessa membrana com os
limites da esearca antes da queda do iuslrumenlo.
Pata porem mais provarmosn primasia desle nos-
17 foi um patinillo do Brejo da Madre de Dos;
no dia 19 foram o-.- muir-Mida- dilfereulas pessoas,
efno dia 23 tambera o foram uraa filha do nosso de-
legado, que succumbiu no mesmo dia, e sua virtuosa
consorte, cujos padecimeutos se proiungarara al 26
era que deu a alma ao Creador; sua morte foi ge-
ralraenle sentida por aquelles que a coinmuuicavain
e pela pobreza que nclta achava o recorso de que
precisava u'uraa quadra cuino a porque passainos.
Do dia 26 em dianta nurehoa a epidemia com
passos igigantados, e cheg.nnus a 1er das em que
suecumbirara de61) a 70 pessojs, pudeudu hoje cal-
cularse cm 2,000 as victimas da epidemia. Eulre
estas vamos memorar o nome daquellas que milito
se prestaran! em favor d'uraa pupulacau desolada.
X
existencia, c elle como medico, a obrigacSo de corar
ao rico e poderoso que o chama, e soccorrer sem in-
leresse > desvalid.,e por cerlo, o Sr. r. Caroli-
uo lem oniprido fielmente o sagrado juramento que
prestou no acto do doutorar-se, c o lem cumprido
ron honra inlelligeucia e desinleresse.e anda mais
cora elic.dade, pois que, a inmensa quanldade de
doenles submellia a sen Ir.tamenlo tem vicloriado
do lernvel flagello.
Oxal, que lodos os mdicos comprehendessem co-
mo o nobre Dr. Carolino, a alia missao de que eslAn
cucan ce i I ... M
Se a cidade da Viclori, l.im.eiro.e oulras couiar-
crs livessein em eu auxilio um Dr. Carolino, cerla-
nieule que nao leriain sofTrdo a centesima parle que
efledivameule aoffreram. Continu, pois, o Sr. r.
Carolino na honrosa vereda que Irilhou nesla provin-
cia, que seus habitantes Ibes serAo gratoa, o o gover-
no imperial, reronhecendo a probidade e intelli-en-
A monedo Rv. vigano e seu coadjutor, que se pres- r- J
taram com ludo quanlo Ibes era possivel, sera fallar
no que era de seus deveres religiosos, muilo doloro-
so nos foi a do Dr. promotor, que ha pouru havia
chegado dessa capital, moro que por suas insueiras
ellcnciosas e Iralo air.ivel, nos inereceu logo loda a
estima e consideraban ; a do lenle-coronel Ma-
nuel da Silva e Sjuza, propietario abastado e mui- i
lo bem vslo de seus corapalriolas ; a do capito
.Manoel Vieira de Mello, negocianle probo e desve-
lado; a do capilAo Angelo de Souza Silveira, tambera
negocianle e um dos mais fortes desta villa ; a do
captao Amaro Vieira de Souza ex-sub.lelegado ; a
do leneute Simplicio Vieira de Mello, e a do tabel-
liaode nulas Jos Joaquina de Almeida e Castro,
qae lujo pralicavara ein'favor daquelles que os pro-
curavam, foi como que por cumulo de infelicidade
um auxiliar epidemia !!!
Nesse mire lauto, quando se eslava a bracos com
um inimigo dillicil de combaler, e que as pessoas
de recursos nos lam faltaudu, era para admirar a
couslancia e valor do iiiusu mui digno delega lo o
Sr. teiicnte-coroucl Joao Vieira, dando tudas as pro-
videucias inherentes au cargo que urcup.i, fa/.endo
qus fossein sepultadas cum a inaior l.revida le pos-
sivel as victimas de cada da, animan.lo cum ua
presenja mis, soccorrendo uutros, e adiaiitando ua\>
pequeuas quantias para compra de gados, por conla
do governo, para o abasleciraento necessario : na
poca de todo este Ubyriutbo, o Sr. teiienlc-corouel
JoAo Vieira havia perdido sua esposa, .1 lilhos, 3 ir-
inaos e 5 escravo, e nao obslaule esses revezes na0
arrefecia uo penoso encargo que Ihe tmpunha seu
exercicio.
E agora que Dos se lem amerciado de nos, de
maneira a cousiderarmos quasi extiucta a epidemia,
havendoum uu oulru caso fatal, eulendeinos nos
obrigarao rigorusa nAu deixar nu ulwdu as providen-
cias lomadas pelo Exm. Sr. presidente da proviucla
era nos.o favor, remetlcudu para aqu cargas de g-
neros alimenticios, ambulancias e diuheiro, ao nosso
Dr. jaiz de direitu para soccorro da popularAo, re-
cursos que foram distribuidos com iguuldade aquel-
les que necessitavam desse auxilio.
Pediraus desculpa aos Illms. Srs. lenenle-coronel
Joao Vieira de Mello e Silva, e Dr. juiz de direito
se por ventura ollendeinos a modestia que Ibes be
reconhecida, mas.......mas nAu seudo rasoavel que
laes beneficios liquem concentrados no peito daquel-
l's que os receberam, sem nos ser licito urna mani-
l'eslarao expoulauea, vimos rogar aos Srs. redacto-
res a inserrao deslas linhas na- columnas do seu
muilo conceiluado e lido Diario, com o que muito
recunbecido Ihcs sera
U Caruaruense.
ommimicbol
ELOCUENCIA SAGRADA.
Pela mesma razio, evitara, quanlo poder, o evo-
car as rail e urna, objecees, que sobra cada objeclo
religioso houverem feilo os espinlos falsos c argu-
cio-iis; porque, por mais justa e satisfactoria que
foise a re-po-la, como seri i necessario resumi-la no
estreilo espaco de uraa extrema cuncisau, quasi sem-
pre eicaparia a' atlenrilo do auditorio, e este se ra-,
tirana com alguns restos de duvida. Alem de qu,
esse exame de insertos cegara o orador, e o falga-
ria intilmente em ferir o ar com punhiladas em
v3o. Ello, pois, que ose de lana disciirAo, quanlo
de forra, e que reserve lodo o seu vigor para atacar
as dilliculdades que olferecerem urna aravidade
mais real, ou que, pela voga qoe bajara ohlido, pos
sam ser consideradas como importantes. Que as pro-
lligue cora todos os recursos de tua scieucia e de
sua dialedica ; que se esforc por deslrui-las e pul-
verisa-las ; e que depois, por uina luminosa vista
d'ulhos sobre o complexo de sua demonslrarao, fa-
ja resurgir o Iriumphu da verdade : assim ser
perfeilaraente preenehida sua larefa.
Tudas essas objeccOes do que fallamos sAo incom-
pletas em seu alcance ; iaa amalgamas confusos de
aleutis elementos Halado*, e a grande arle he res-
labelecer o lo das verdades contestadas, moitrao-
do-as em resumo. O todo do syslhema calholieo
aamaga a ma fe da impiedade com todai as suas sob-
lilezas ; curapre que se curve o joellio dianle dessa
obra divina de cohestlo c de unida le, cujas diffeien-
tes parles lia de lal modo concatenadas e uecessa-
rias, que se nao poder.i negar um poni sem negar-
se a linha, a a proprii aaphara. O orador, pois, que
se colloqiie sempre no centro, e que moslre inces-
saulemenle a seus ouvintes a enrrelarao de ludas es-
sas partes : nAo pudendo negar tudu, riles aceilarao
o resto.
Em uina palavra, para julgar da cxlensi'io dos
desciivolviinenlns que se dcvein dar a' cxpnsirao das
provas, c respusla das ubjeccies, convem oslar
ua radeira ; pussuir-se do eu nbjerlo, e caplivar
sen auditoliu. Ouandu essa indellnivel svmpalbia
existir, o orador, pela especie de cnenle elctrica
que prrnde-lo a" asserablra, sea' inslunlaiicauenle
advertido de sua situaran, e sentir' a convenien-
cia de insistir ou de parar.
Quanto ao motlio lo, concebein-sc lacilmenlo as
difl'crenras que separsm, aob esla rehiran, o ganara
didctico do genero nathalico. Neate, loda a dis-
posirao he etnboroda de mam-ira a facilitar o jogo das
paixoei, a successAo progressiva e eonlina dos mn-
vimeotos oratorios, para cujo (riumpho ludo se in-
vida no discurso ; de sorle que he elle in.ii.-l ido su-
bre a marcha de um drama em qae o intVe9,e vai
lempre em augmento, em qne a mo;Ao doJ miedos
das as las dependencias. Convera que lenlia ex- so melhodo, ser-nus-ha permillido dizer, que i com
plorado e analysado cada urna de soas parles, alim Presso exceutrica, bem que na nos merera f,
de ter sobre cada dogma lermos'justos, expressoes
proprias, linguagem conveniente e verdadeira : con-
vem que se nao expouha nunca a compromelter a
inte-iid ule de urna verdade a cust.i de oulra, uu
exaggerar o seu alcance e eviene.io <- que esteja
emeslado de poder atravessar magestosamente c
com p lirme o dominio da dotilrina calholica, sem
desvairar-se, nem einlmrarar-se ; mostrando o ac-
conlo, a solidez e o poder desse tonjuuclo laminoso
e magnifico, e os nnumeraveis pontos de conlado
que elle lera com o mundo exterior. Convem que
confiera sullicientemenle as doulrinas das diversas
escolas philosophicas, especialmente das escoles mo-
dernas, para as invocar ou coinbalc-las. segundo a
necessidade ; para saber distinguir o que ellas lulo
bebido uo chrisliauisrao do que descobriram ou in-
veutaram ; o que encerrara de verdadeiro, do que
encerram de arroueo : couvem que se mostr capaz
de julgar seus principios, e prevenir as cousequen-
cias que delles se podan tirar. Convem que tenha
reanimado e digirido a substancia das obras dos apo-
logistas, depois dos santos padres, aura de nutrir-
se de seus pensamentos o assimila-los rom os seu.
Essas obras -.jo um vaslo arsenal que rene urna
mullid.lo de armas ullensivas e defensivas, cuja for-
ma e cujo brilho he misler mudar e retocar para
dellas servir-se, segundo as regras da taliea moder-
na. Convem que leona feilo, pelo menos, un pas-
eio scieulilico travea de lodos os conhecimenlos
humanos, para que, nao smente inspire a conliau-
ra em suas luzes, o fixe sobre sua peoa a alleurao
dos homens iuslrutdus ; mas tambera pussa impres-
tar sscienciaa e as arles cores, imagens, e com-
paradles, para variar e ornar seu eslylo: assim
preparado, fica em estado de rebalcr os golpes dos
falsos argumentadores, e lorna-se-ha mui apio para
celebrar o poder, e a universalidade da religio,
que sustenta ludo, que inspira ludo, e que desa-
broxa por loda a parle. Convem anda que lenha
feilo estudo serio sobre moral social, que lem o
seu poni de partida nos principios chrislaos, e que,
oh mil furnia, dillerenle-, multiplica suas applica-
coes cad face da sociedade : convem que csteja a
par do espirito de seu seculo, da sua tendencia, de
snas necessidades, de suas paixes. de seus esforros,
aliin dcevilar oll'cnsa as susceptibilidades, fa/endo-
se ura ponto de apoio do que ha de justo e de ver-
dadeiro na opiniAo dominante ; procurando barmo-
nisar com o seu auditorio em ludo quanlo elle ama
de grande, de bello, e de nobre, e adquirir assim o
direiio de locar em suas ideas para purifica-las, mo-
difica-las, ou cmbale-las.
Ura para prcenclier essa larefa preparatoria, que
eoragem c constancia,; no estado; que allnalo e
coroprehensao ; que penetrarAo e perspicacia de
espirito n.io he misler -uppor no futuro orador !
Oue dexlcrida.le do lgica Ouc prudencia (.le
juizo Ouc delicadeza Oue vistas Oue peusaineu-
los !
E n,1o temos anda fallado das qualidades que
devem especialmcnlc rccnmmcnda-ln conlianra
e a all'eiccao de seus ouvinlcs ; dessa nnhreza de ca-
rcter que deve assignala-lo estima publica ; des-
se calor di alma que Ihe concillar os loflragioi da
mocidade a quem elle ele preferencia se deve diri-
gir, dessa repulurAu de bum cidadAo que eleva
os individuos cima de lodas as su-peilas e de tu-
dusos prejuizus ; dessa blindada da corara e des-
sa amenidade de maneiras que labam desarmar
o erru no momento mesmo emquese ostenta mais
audaz; desse zelo e desse espirito de f, que im-
primem em todas as suas palavras e al as iufle-
xes de ina voz o sello da convicsSo dessa dojura
todava algumas vezes lem bons resullados, mas lle-
vemos couvir que ella so sera pralicavel cm casos
de fstulas incompletas, eilernas, recentes, quasi ho-
risontaes, e aonde a pello conserve sua espes-
sura.
As injeeres irritantes tambera, mesmo aisociadas
a compressAo, merecen) igual valor, bem que le-
n Lam sido usadas com prove to as fstulas incmple-
las, noccmplicadas de denudarn do intestino nem
de adelgaro da pelle.
A caulerisarAo desde Hvpocrales lem tido alguns
partidarios, mas he boje desprezada, quer seja la-
queando a fstula com linha coberla de custicos,
quer seja intruduzindo-lhe torcidas escarralicas, ou
mesmo passando-lhe ura ferro escandceme de que
usavam alguns com o receio das hemorrhagias. A
laqucncrjo, quer pelu melhodo de Hvpocrales quer
pelo de Celso, Aviccenua. ele., he hoje abandonada
pela maior paite dos cirurgies modernos, e bem
que a pralicassemo-la duas vezes, urna pelo metho.
po de Gouberl, c oulra pelo do professor romano
Flijani, coinludo devenios declarar que s pode
ser proveitosa era individuos enfraquecidos, medro-
sos, e quando a fistola livcr somenlc um orificio ex-
terno, pono distanlc do anus, e que o interno nao
seja muilo alio. Ella lera purera uraa aceta inuilu
lenta e causa dores lerriveis.
A inciso ou a anliga extirparlo, que cousislia era
corlar cora o bisluri lodas as parles entre u canal
fistuloso, e o anus esl tambera em abandi uo, lano
por ser muilo cruel, como por causa das hemoriha-
gias, e produzir incontinencia da delecaeao.
0 talho fin.ilinont.. he o nico melhodo que ha
muilos anuos lera ohlido preferencia, porem agora
esle lambem na Europa he abandonado, preferindu
quasi ludos o nosso novo melhodo : ti execurAo
do (albo sendo conhecida por ludos os praliros, para
quera escrevemos, deixamos de descreve-lacomo de-
sejavamos.
Em 1890 o operador italiano Vallolin de Barga-
nao, imaginuu um iuslrumenlo para corlar asustlas
do anus, cora o qual, dizia elle, oblivera sempre os
melhores resultados, mesmo nos casos mais dilli-
ceis.
Esse iuslrumenlo he urna thesoura, cujas laminas,
depois de inlroduzidas separadamenle rciincm-se
por meio de um parafuso, e pm um mo i enle exe-
cula -se a secro das parles. Parece-nos .;ue o pro-
fessor Gerdv leudo disso cuuhecimeulo, i -mbrou-sc
de servir-se do etileroloino de Du|iuyli u le us
-modilicaincs.
Srs. redactores.Tendo sabido a miaba corres-
pondencia, inserta no Diario de 5 do enrreute com
alguuserros lypographicos, oque lallribuo ao ca-
rcter de niiulia lellra e principalineule a pressa
com que foi escripia) vou pedir-Ibes publicacao
da coi recalo que faco. Na lerceira linha, lcia*-se
-T-exlenuadoera lugar de iltenuado. Na II
linha leia-se o dos habitantesem lugardos
habilanlei. Na 13* linha em lugar de associacAo
leia-se liliarAo. Na 18" linha era lugar de p're-
zAo leia-se val. Na 33* linha era luaar ,ie
da mesma sorle leia-se lambem. Na
aba em logar de daudo-lhe leia-selando-
Ibes. Na 58a ii|ia em |uear de aquelles leia-
se alguns. Na 80' liuha cm lugar de a mes-
ma leia-se a menor. Cora a inserrAo deslas |i-
uhas mudo obngadu Ibe* lirar.i, seu assignanle,
Joao A. de Souza llellrao de Arauja l'ereira.
o CHOLERA EM BARBA-GRANDE.
Srt. redactores. Nunca f..i de miaba* iuten-
rneKuecupar as paginas de seu apreciavel Diario,
mas o que vi, o que presenciei me obriga a pe-
ilir-lliesqueirAo inserir no mesmo o que levo a
expor.
Negocios ledenles a meas interesses me chama-
rama villa do Porto-Calvo ea seus suburbius; e
passando a povoarAu de Barra Crandc, unde cheguei
as horas da larde do da 22 do prximo indo mar-
ta : loinei agazalho em uina pobre casa ; e pelas
conversaroes de pessoas que all se junlarara, fui in-
formado do estado sanilarto du lugar ; e com espe-
cialidade do dono da casa, que me disse que* mal
denaminado : cholera apparecera furiosamente na-
quella pov......i... pois em poucos dias havia decom-
raellido a mais de 40 pessoas, c ja ceifado a vida de
10 humen-, e mulheres ; e a nao ser o subdelegado
o capitao Joao Baptisla Acaioli raiioresestragos te-
da feilo, pois este Carido e incanravel hornera ace-
da a lodos, a lodas as horas do dia, e da noiie que
se senliam accommettidos. ja com remedios adequa-
dos segundo o systema dos mdicos de Pernambuco:
ja com alimento- convenientes, ja com roaPM pro-
prias, e ja emlim com diuheiro : o que allirmarara
aquellas pessoas que se achavam na dita casa onde
hospedado me achava.
A vista de orna narradlo, que pareca exagerada,
desejei ver esse hornera que lanos Ion ore- merecia
em lempos lo crticos. Eis .piando as 8 da noile,
eu e o dono da casa fuinos informadus de que a
Exma. Sra. do inencicnado capilAo Baptisla fora
accomraetlda ; ecomo o meu hospede, e mais al-
gumas pessoas se dirigissem a aquella casa. Uve de
os acompanhar, nao sai para ver a arrommellida se-
hora, mas lambem para conhecer de perlo esse ho-
la de que S. S. lie dolado, nao exilar em conce-
der-lhe honras condignas a lo profundo medico, e
di.tinelo o la.lo.
Oiieiru o Sr. Dr. Carolino perdoar-me, se com a
publicacao deslas ludias ofl'ender a sua susceplibili-
dade, o que nao be de esperar, pnr serem filhas da
verdade iuconleslavel, e nao da vil bajularJo, certo
de que he esla a expressao da maioria desta popu-
lacho.
Recife 10 de abril de 1856.
O l'ernambucaito
Sou, dos Srs. redactores, obrigado criado.
,. ,j ^ g, | ,
Naiarehl de abiil de 1856.
Depois que lomei a iniciativa de coneignar-lhe em
seu bom Diario as noticias desla comarca em 13o ca-
lamitosa crise, he esta a vez primeira, que Ibe escra-
vo com mais aniniacao e socego de espirito, por ver
quasi extinelo o lerrivel flagello que nos acootou
por espaco le -111 us mezes, que hoje se completa.
Na verdade foi um combate, que cum os meus 63
janeiros,oulro nao presenciei, e que cerlamnteme
deminuirao alguns aonos de vida a divina Provi-
dencia pois venhode render milgraras por me livrar
das garras de 13o hedioudo gigante*coucedendo-me
a existencia prenles, amigos aueic.uados, e co-
ndecidos ludo vi c.dnr ceifado pelos seus terriveis
golpea, e eu de braco, cruzados de coota justa com
o Allinimo e conlriclo aguardava a cada momenlo
chegasse a minha vez faja ideia que de amarga-
ras, e por que Irados passei, ou antes passamos
cum o eslado de 13o horrendo ho-pede entre nos !
So de imagina-lo treiuq, e contrisla-me o corarao. ..
Deixemos i-lo vamos ao que importa !
Esse maldito, que tanto uos llageloo. pode ie di-'
zer que ja se acha quasi exlindo nesla cidade. Dias
se psalo sera que urasenlcrramenlopor seu efTei-
lo se fsca no cimeleriudepois da minha ullima so-
menlc 13 cadveres ti vera m all entrada ; por coose-
guiule uuido a 468, referido na minha ultima pretal
8I. v
Cunla-se entre estas novas victimas o alferes do
2." batalhao de infamara Manoel Maria Cordozo,
que leudo viudo com licenra visitar sua familia de-
pois de urna langa auzeucia, cahio nu seguinle dia
ao de sua chegada, e honlem suecumbio.
As noticias das povoa^oes do interior da comarca
sao qoe acha se o mal exlinclo, raesmo no districto
de Vicente onde as coueas andao anda aperladas,
apenas por all do-se alguns ca-os,talvez provenien-
tes de alguns sopros que o tal bixinho anda d, sem
duvida para completar o seu ajuste da contas
Dos conlinue-se amerciar de mis que em breve es-
taremos livres delle, e no gozo de ua auzeneia, e
para sempre amen.
Qaaado Ihe digo que o mal expirou nesta cidade,
nAo quero dizer qoe nao exisiao anda muitos doen-
les nao menos de 18 ha, que tem precisado de me- ,
dicico dos dous mdicos, aqoi commissionadoi, os
quaes anda os vejo sempie na ra, e me dizem que
sao muilo activos, e zelosos por seu, doenles.
Volo-se alem desses casos oulros muilos aeom-
mettidos e febres ephemeras, como Ibes chamam os
laes senhores do scieucia,que cedem ao emprego dos
diaforticos, e laxativos aiuda mais este corle-
jo, nAo sei o que mais vir por descont de nossos
peccados v la mais esla ; a ludo estamos resi-
gnado*.
Parti no da 3 do corrente para o districto deS.
Vicente, e povoaoes intermediar o medico Dr.
Santos Malhado, com o lim de examinar o eslado
sanitario d'quuelles lugares, e ministrar o loccorri-
menlo da scieucia aos indigentes que ainda uecessi-
tarera desse recurso favorecido pelo governo le-
vou ambulancia com medicamento-, tima porcao de
difla, e nutro- gneros alimenticios serem distri-
buidos pela pobreza.
Deu se boje aqu um fado de algum alcance, o
que muilo pode orientar a polica no deseobrimento
da verdade na tentativa do confio do engenho Junco
eis o caso o grupo que fora iufeliz nessa m-
preza deiiuu no lerreiro da casa um fac3o appare-
Ihado de praia, que per aviso do fillio da viuva
proprietaria d'aquelle engenho, de ser dito facAo
muilo condecido nesla cidade leve subdelegado
alfere- Capilrano de o mandar positivamente bus-
car pur sua ordenan.; i. e na volta ja ao oscurecer
succe.leu qu* no lugar do Laca em distancia desla
cidade um quarto de legua fora dilo ordenanza as-
s.illiido de chofre por 1 individuo-* armados,e obri-
garao-no a entres. do faci, e cTSbis deszuma re-
sistencia e lurta do lacadas que aliraram por sobre
o sollado poderam conseguir a lomada ;sahindo ape-
nas elle com urna pequea contailo uo pello esquer-
du. e uns pnucus de laidos na farda.
E que 1-1.' Seo (al soldadinliu nao he 13o iigeiro,
linha de ser rapado innocentemente pelos caifales
as cousas ja nAo slau lAo mar-como se dizia
ah ha misterio e mclgueiras.
A polica c.ui-i i-mu qne continua as averigua-
res e pesquisas dos taes desinfectantes Dos a
Ilumine.
A polica lem andado muilo activa na captura dos
laes grupos famintos de boi alheio, e heranra dl
baa de defunlos quasi lodos os dias chega as
visitas para o enreereiro, dizer qoe eaUe 18 reco-
Ihidos a cadeia por es hora meio de se passar, ede se habilitar herdeiro de
herat.ra.
Nada mais por boje. Honlem houve feira, ma-
lario se 38 bois, gneros houverao com abundancia,
porem carissimos, carne a 21 palacas, e farinha a
3G e SO.
Ainda me disserain quela uoarougue esliverAo os
laes senhores de engenho talhado carue, e cada'
vez o prero sobe mais, e assim nAo sera mo que
elles nos favoreram com sua aazencia.
^;ciiiifin erte.
MELHORAMENTOS E ADOBOS DAS TRRAS.
Nao deve confundir-se o melltoramento com os
adubos, e eslercada que se Ihe submioislram para
mera caridoso de quera se acaba de fallar, e mesmo ugraeular e aperfeicoar os seus productos. Mellio-
para ver e observar o modo rom que e como appli- | rat u'ril 'crra ',e transforma-la de ma' em boa, an-
eava os remedios de que usava. Chegamus a mora- ,es Je a u*11iar cum us eslimulos que Ihe deseuvul-
1a daquelle captao Baptisla. que ch-ia eslava de l vem fertilidade. Tratemos do primeiro, i*to he,
homeus grados, e senhuras all lambem vi duas suas I ^" necessidade de melhorar um terreno a que fallam
visinliai que allecladas du mal se achavam, pedin- as do-lhe soccorro. Fique maravilliadn de ver a nos- tl 1ue ''etioniiiiamos trra nao he mais do que
so homem como receDi.t a lodos, o como acuda, ja a u,na combinaran de Ircs subslanciai mineraes, que
sua nabor que em um leilo eslava como sem sea- ';' : s'llcei a alumina, e o sal, as quaes se acres-
lidos, e ja soccorrendo a aquellas infelizes : oulros i C8nl,n Por ve,es a niagnesia, o ferro, e alguma oulra
ero alta noile consultan lo-u; oulros ja chaman lo-o, substancia, mas sempre em pequeuas porres. So-
c este hornera sera jamis dar sigilaos de enfado, :1,re ''sla, substancias imples ou eleinenlars se pe,
anles se moslrava mais solicito -t-ralmenle, urna capa de Composices vegelae, clu-
iii,i da humus, que, misturada em maior ou menor
abundancia as substancias cima referidas, consli-
luein a Ierra vegetal frurldcadora.
O terreno que nao contiver mais de tres subs-
fio dia seguiule apparaeeo copiosa chova, sem
dar (renas : e fe quando mais se deseuvolveu a
epidemia com o maior arrojo.
Foi leslemuiih i de vista, dos actos pralicados pe-
lo sobredilo capilAo JoAo B'plisla. pur i-so que en- t'1"01* elemenlares.ou no qual urna dellas predorr.i-
lend ser lioniem intrpido, era inleresse mais do i "D s"''re as "otr1"- fallan.iu-lhe jautamente o liumu-
que o bem da humanidade almete. Ella sabia ore- ;,u _lcru veS*t:iI. nunca sera' um terrena produclis
>o ; para isso he necessario que conlenha aquelles
elementos na devida proporrAo. Desla despropor-
cin superabundancia resulta a variedade de no-
menclaturas com que um terreno se -qualifica.
Chama-so calcaren o quo he dominado pelo ele-
mento da cal ; arenoso ou slice o que o esta' pe-
lo slice : argiloso ou gredoso o em que prodomina
anchar o lugar de vigilante e caridoso enfermeiro.
ora como aotoridale, como ora particular.
Dous dias rae demorei naquella povoac.Ao, e por
sso live lugar de o acompanhar, e observar as ma-
ueirasdelicaJasoam que tralava a tolos, ministran
lo remedios a todos geralmenle, nAo s aos vsinhos
romo lambem aos mais distantes de sua morada ;
nao rallando cum alimenlos proprios a laes enfer- a arc,,a "u grda.
moa, e dinheiro aos indigente* "' terrenos calcreos ou arenosos esli muilo
Ouvi fallar do cemilerio feilo por osle hora lio-! exposlos a evaporacao. ou lillrarao das agoas. Oa
memora Ierras de sua propriedade olferecidas ao so- r-""s do sol Ibes arrebata ete liquido vivificador,
verno. Ouvi igualmenle fallar do asseio delle, e' *cl" nao i|uz regressar-me sem vr essa obra pa: con 'oge pelos inlenticios do solo, ahaudoonndo a raz
vldei a meu hospede, que nAu duvidou acompanhar- | aoe ecella 'lo *eu anilla para dar vida a planta,
me au sitio onde se acha o jzg,. que ja servia, e ler"us argilosos ou gredosos, bem ao revez,
servir' para as vrtimas do cholera : aquello ja/igo
esla fundado em luuar appropriado, murado de ma-
Iciras facejadas, e um poriao que serve de cutala.
alo permilem que a* aguas penelrera rom a devida
rapidez al as raizes, cnlorpecendo com a sua exlrc-
ma compatibilidade a coramnnicacAo cornos tubos
e no cimo delle urna cruz piiuioro-amenle Idvr-.dj, i capilaro, o glandulaa ra.licaes, que s3o os vehicalos
e na exlreinidadc de dilo ceinitsrio la
Vi lambem a casa pnr elle ollcreci.la para los- qi!al"l:"le-
pilal a qual lera" 10 palmos de frente coberla de I aranera se mrere que o lira dn idobo, ou melho-
(elha, e taipa. que posto nao esleja preparada para i "raonlo de um terreno, he dar-lhe o qoe Ihe ralla,
receber muilos doenle, todavi*, da lalrepidei, zelo I 'es|ruindo, ou neulralisando os elementos prepon-
c philaulropia daquelle honradle bcml'azejo hnraem deranla*, reduzindo-os as suas devidas proporce.
he de esperar que breve o tara' cora ludo o ucees- : Aonde abundar argila ou greda deve lanrar-se arria
sario. e c-"- e aonde dominar a arela lanre-se Ierra pisto-
Nos dias que all eslive foram sepultadas ti vicli- sa conPada- Esta'sin na mao do homem. A em-
mas, cojos enterro! fnr.un folios
canallas e
presteza proporcionada, assislindo elle Baptisla e
muilos de seus amigos, a condurrAo dos corpos. A
O qae porem he cerlo he, que oa daentm de lis-1 v'ui'a pois do proeedimnto lal daquelle lubdalea-
lulas do anus, quer com medo da caivete, ajowr re- '
ceiando heraorrliagias e, dores atio/e-, anles qiierem
sujcilarsc as ennsequencias da enl'erraidade do que
uina operaste, e pur i-so o melhodo de que usa-
mus, leudo alia-lado ludo isso, he de lodos o mais
vanOjoso, por oa segoraura, l'.icilidade do execu-
r3o e pioiiiplid.io da cuta.
Dr. I'io Aducci.
(>' 'i)ri*v*v.'iOU3t!CiT;-*.
preza he dilicil. mas a boa e nlelligenle gncullura
o exige: mec.a cada qual as suas forra; combine
as circumslaiirias. estude as locdlidids |ise os ohs-
larnlos, e veja e he poivel que os seus esforrns
do capito Joan Bapli-t.i Aeeioli. eu tributo des le : l'"ssam supera-loa, o ruroar c -m vanlagem o Troci
ja oa iiieus sinceros reapeito* ; e ao povo do Barra s'uafan. Lancemos primeiramehle a vista para
lirande dou mil parahens, por ler lAo honrado, pro- "* diversas castas de terrenos qualicados de raaos,
bo e caridoso beinfeilur a seu lado, pois eslou uu ""erecarans aos olbos do lavradnr os vicios e ingrata
convicrAo qu nelle nao ha v.slisio de hvpnciisia, ''"rre*pondencia du sol qne elle cultiva, e busque-
mas sim, senii.......los nobres de roa alma. mos poia remedio eo correctivo de que necessi-
H.i |,icll i povoacao passei a do (,amella, cujo lu- l-ire|n-
He evidente que as ierras arenosas falla o ele-
mento que as torna compactas e fortes, e qoe, aoude
gar nao su he bem povoa.lo como alegre e aprasivel.
Em nutra dire alenma cooaa desse lugar, de seus
Srt. redactores. Dcsenvolvendo-se a epidemia i
habitantes, bem coran da epidemia, se la lomar ro- quer que ellas abandarem, nAo podo have'r colheilas
mo desejo. Sou senhores reductores, sen constan- i cspccialnienle de prados artiliciaes. composlos em
le leilor. geral de planta- leguminosas, como a luzerna e ou-
(I rtajantc. Iras, as quaes a areia hejprejucicial; primeiro porque
como ja diemos, nao conserva a agua filtrando-a ;
, Senhores redaHoree.Sendo eu um dos habilanlcs
.to da I. dejaoeire Dllimo ncata villa. %eendo nos desla rica cidade, aonde a epidemia
le-lcniunba uci ular das luluosas scenas cora que nos (rilo eslragbs desde fins de Janeiro, nao poo ,|Vi-
rainio-rou esse maldito llagelln fillm do tianges, nao
devenios deixar era esquecimeulo a* enrgicas pru-
viflencias Iniuadas pelo nosso delegado u lllm. Sr.
lenente-coronel Joan Vieira de Mello e Silva, de
commum aeeordo com o lllm. Sr. Dr. juiz de di-
reito.
A primeira p oa q*uj aqui fall dia
xar de recoinmendar aos meus
segiiudo.porque nao pode corabnar-se com o humus,
ou ilecoraposirAes vegelaes, nem absorve os sumos
reinante lera rertilisadorea llhmoapliericoi; lerreiro, porque o
ao pono dei- terrena arenoso nAo supporla us trabalhos e limpe-
comprovincianos, o ia da que necessila, para exterminar as ms hervas
rao d.sl.ncl.. e prcsl.inosu Dr. Carolina Francisco quaaampre ha de criar, por pouco qoe seja o es.er-
del.irn sanios: esto impurlante medico, desde o ,c. natural que conlenha na .ua superficie ; e o Ira-
prmcipi da epidemia ale o prv ?nte.nao se lera pou-[balho necessaramenlo hade deixar sobre a aret*
pn.ln. priva-se de Indas as ccimudidades pessoaes | esla parle mais leve do que ella, roubando-a a nir.
para soccorrer os doenle* a qualquer hora do da. da planta, que he aonde convida queficasse ; quar-
da noile, o rico, o robre, o protegido, o desvalido,
lodos ihei merecern a mesma allene-Ao no eslado de
molestia ; porque diz elle,que todos tem direito 4
lo, porque este* terreno*, sendo iao porosos, sao
lambem mui hons condoctores do calrico : e por /
conseq oencia as impresses atmosphericas do calor a *
PJTILADO
ILEGIVEL


WIRIO BE PEIiailU S XTA FElRi II DI lilit Itil
do fri, e tornam mais seusiveis as plaulas,
quaesquer que ellas s>jam.
Segundo estes principios. I qualidade productiva
e o valor dos terrenos arenosos ilimiuuem na razio
da quanlidade que urna colheila de trigo semeado n'um campo q le
contiver 70 por 100 de rea, sera' sempre mediana:
e irado a aren em maior parran, au dar' a Ierra
mais do que afea, reulcio ou cevada. Apelar do
que levamos dilo, un terreno arenoso pode tornar-
se ferlil, com boas e frequentos adubos, emliora es-
ta ficticia ferlilidade cada anuo enfiaqiieoa, vollan-
do altim a t rra ao seu aoligu estado de impo-
tencia.
Norte caso cumpre deisa-la descansar algn au-
no', e cobn la, liaveu lo para isso meio, com se-
mentes de varias plantas gramneas, como o Iriofo-
lio brauco. a pimpiuclU.o vallico perenne, e ou-
irasde boin paslo para o gado lanar ; depois
desse repomo poderao al, anear-.e colheitai regu-
lares.
I'erinillindo-o a< circunstancias podem os terre-
nos arenosos mudar .le nalurea espalhndo sobre
clles pori;ns de argila ou i_reda, bem pulverisada,
e na proporcAo da abundancia deareiaqne coolive-
rem. \Cazetade Madrid)
Diajio do (ivierno de /.isboa.)
SSarirtod
f .
i
;
i
CAMA DA YISCONIMi-SA DE klklldkl, A
SEI" ESPOSO, V1SCONDE DO MESMO TI-
TULO.
Muilo eslimo. Maueliulio,
Tivesse testas felizes.
Na sucia dessasaclrizes,
l'elas quaes tr.it o viscoude
O juizo nao sei onde.
II
Eu ja sei que o meu ralao
Por ellas da' o beiciulio.
E que todo o dinheiiiiilui
Que aqoi Ihe posso apurar,
Com ellas o vai gastar.
III
Sei dos jautares do Malla,
E das crias do Esrovciro,
E do francez pastelriro,
Qm Ihe fornece os pastis,
Que ii.ni cn-tun iima res.
IV.
. Tudo sei ; ale que passa
A vida uos bastidores,
Airas desses estupores,
Oue se pintam, que se cai.no.
E que fiogem que desinaiam.
V.
Sei at que o mea paluscu
Ja se balera a' pistola.
Por causa de una, que a bola
l.he arr.iujou de tal manen a.
Oue perdeu a cali lleira.
VI.
I'enha juizo, viscoude,
i.1 ii' btanle i.lade lem.
I'.n; i ponto : c ollie bem
(Juc lio casado, e lem luullier,
E um lillio como -e uucr.
------ Vil.
Punir os olhos em seu lio,
Ooe estragou os bens ruraes,
Ha compauliia das taes,
. Se a memoria nAo me engaua,
Com ludo deu c.n panlaua.
VIII.
Era lidaleo, c monlava
Kons cavallos andaluzes;
l'mli.i oras de alcatruzes,
I'-.iirai.jun-----1 ti a mola,
Morreu a pedir esmula.
I\.
Ponha os olhos ueste quadro
Que he quadro dos seus |iareules,
Deiira sacia dos dementes,
i.iue andain pelos bastidores
A cheirar uus lars amores.
X.
Veja bem quan Na ra de S. Francisco,
Eis o viscondo pelisco,
tirita logo a j anola la.
Sollando UM gargalhada.
XI
U patela que na mora
Mulherzinlias thealnes,
Esgola os seus cabelaes
Cotn e'tas venus pioladas.
Merece palmaloadas.
\ll
Kuabem sei que burro velho
Nao loma sanea andadura ;
Sei que toda a matura,
Formada de carne e osso *
Deila prdrinha na poro.
XIII."
'Mas ni ni por isso, viscoude,
llemrei de l'.M HYer,
-*tio firvive, e que ha mnricr :
Inda, primo, que lite peze,
Pegue as contas e rc/.e.
XIV
l'eea a Dros que llie perdeo
' > alrazados : nao queira
Aagmeiitar com lana asucira,
E coutra os consellios meus,
O rol ,lo, peccados seas.
XV
isse : c pcoo-llie deseulpe,
Se Ihe de i e-l.i mu; na.
Bem sei que nao vale nada,
Mis rinliin desabalei,
E o meu peilo alliviei.
XVI
He mui triste estar ausente
I'iini raarilo que su ama,
Dormir su-inlia na rama,
Nao ter qui'in Ihe do um beijo
Nem Ihe mate um porsovejo.
XVII
Pissel a l.--la mui triste.
Pelo nao ter a meu lado,
lloavc bacalho zuisado,
relos, ovos, rahauadas, '
E outras mais marmcladas.
XVIII
i Hi-uDU comigo apenas
Meu primo, que vcio a lena-.
Sobre diversas materias
Largamente discorreu,
E largamente h>beu.
XIX
Sobre a questao palpitante,
Isto be a alimenticia,
I .i ton qae cr.i urna delicia,
E resolveu a questao
A favor da eiporlacu.
XX
Eu tambem, viscoude, abuinlo
Nesta grande opiniao ;
i.lu- importa n baja pao '.'
Hsveudo ailigos de fundo
lem sustento o nolire mundo.
XXI
O meu primo delegado
Tambem falln largamente
Sobre a suerra do oriente.
0 mar Negro me pintou ;
E a Crimea historio*.
XXII.
PattM dos Turcos, dos Kussos,
Dos Breles, e dos Kraucezes,
E apostou por varias vezes,
Que arde ludo, o mar u a trra
Para o auuo em viva guerra.
._- XXIII.
Disruliiulo issim coma,
D'apetile menos in.io
Boluihos de baralliao.
Pelos mechidos eutrou ;
Pedio bis, e devorou.
XXIV.
Pelos mares linanceiros
Navcgou a tolo o panno.
I'is-u que o futuro auno
Moslraria peives deliro
as aguas do Tejo, e Douro.
XXV.
Em 11 ni, visconde, o priminlio
Me linda crraluriiih.i.
l'eio urna bella periuha,
1 ni bigode asstiuado,
E um rico palivriadu.
XXVI.
UM phrases doces e lernas
Dos seus labios nao sahiram !
Nao diao que me fericio.
Mas verdade, verdadinha
Costo da tal lisurinha.
XXVII.
Nao houveinissa do gallo ;
O que me causa pozar,
l'.i-se a uuile a locar,
O delegado rautou,
E eslanoile se panos).
XXVIII.
Manelinho, por quein he,
Por alma de sua avn.
Ni me deixe licar ni !
I* meu primo delegado
leve d do iiipu estado.
XXIX.
Vamos fic.ir sem um piulo '.
Vamos licar em nm ovo.
Vamos ter um banco uovo,
E o Ihealro meu rapaz,
Todo Iluminado a gaz.
XXX.
au pona sabir a mista,
*.*ae estao as cuas vedadas,
Ha nas ruis barricadas !
I'orein nao Ibes trnlia inedo;
He desforra esse hrinquedo.
fraz Tisana)
CSRTIDO CURIOSA
O jornal hollaiidti ^iarmeiM Kotut en IMler-
tmdt publica o s-guinle alteslado, entregue ero Id
de Janeiro de Iti'JS pelo carpint.iro da nao Pool, ao
czar 1 edro o brande, na sua qualidade de carpin-
lairo de nao.
Oorigioal de.le notavel atistalo, al agora de-
eeafeeerie, Tai echado por em general nos archivos
o kremlin, a Moscow. Este ofticial maudoo-
eoplar por um Ran que alo comprehendia urna
palavra do bollandrz. e enviou-o a" Mr. W. L.
Walter, capello da;iegar.io holljidetaem S. l'elers-
buruo. ,
Mr. Walter, que empresa a maioc parle do seu
lempo em proenrar nas bibliothec is rus-as ludo o
quepo le enriipio.-er a lilteralura hollandea, pre-
aeoleou M. I.. .1. f. ie l.e\ i com urna copia liel
do dito alteslado. Esle ultimo ci, eommuuiraiido-
000 publico, lazer nm serv,;.. ,io admiradores do
celebre czar, desse linmem que n.lo julgou descrr da
na disuidade, pondo so lironle minios metes aob
a ilirec.ao d'un carpinteiro .lo nao, o d'outros o
perarios subalternos, para adquirir oscoohecimenlos
com os .uaes, de regross i ,i M,,, patria, eslabel-'ccu
as baaei do poderoso imperio runo.
Eis aqoi a certidao:
.. Eu ah.iixo assiL'ii.i.lo tierril Clacsa Pool, mea-
Ira carpinteiro de .nao da campanilla .las Indias Un-
enlaes, certifico que Pedro Migaylof IperteuceoU a
legarlo moteowlla, ionio a.|ui assiatido, em Ams-
lerdim, no aslaleiro de marmha da lila companhia,
a i'omerar do da :ll) de agosto de 1697 alo esla dala,
o ten lo trabalhado sol a nos.a vigilancia, sempio
se liouve como um carpinteiro diligente e activo, ^e--
uc a enumerarlo dos diversas trabalhos, e estados
que rile fez, desde as uiiis simples obras alo o aca-
bamento completo .ruin navio I e por isso ser ver-
dade assignci oslo alteslado do meu propno pu-
nhu.
Dado em l\m da companhia das Indias Orienlaes, em
neiro do auno do uascimento do N. s
lli'.lr!.
a Gerril Clan: Pod, mestro carpinleiio de nao
da companhia das ludias Orienlaes, em Amsler-
dam.
{.Iiniil dj Commercio de Lisboa.
ALFANDBia.
Keiulimento do dia I a '.I .
dem do dia 10......
. HMi:J".;4S:t
. 2t:31bjj273
I7:5l75j
marinha
j de ja-
J.C. do
l)e*earregim hoja II Ir abril.
Barca ingleaalinoijenemercadoriaa.
larca americana('. /;. TayI inn.ia e bolachinha
Barca americanaflasardfarinha e bacalhio.
Barca ingieraTossobacalhao.
Ilriaue ioglez lama Clarketaixa e fe" o.
Brigue porlnauei4!. Manoel larcos e vinies.
Ilii^ue hrasilriruFlor do Utobarricas varias.
IMPORTACAO'.
Sumaca he*panhola / lolaute, viuda de Barcelo-
na e Malaga, consignada a Viava Amoriin e\ lilhos
mauilcslou o aesuinte:
I caia rom do/.e peras de sarja de Malaga; a Ara-
na-a i\ Bryan.
Mi pipas, -M 1|J uil.is, o,| quintos, Vinbo tinto,
-JIM) barris, dilo bronco, "ill canas salan ; viuva
Ani iriin c\ rdhos.
Barra americana llazard, viuda de Boston, ron-
lignada a II. i'osrler tV C, nianileslou o spguiule :
ctonaI IIEKCUI.KS : para o resto da car-
ga, passageiroseescravota (rete, trata-se
com Novaes >\ C, na ra do Trapiche
ii.
''i.
Para o Mediterrneo lrela-se o brigao franrez
Briteit, forrado .le cobre, < do Iota .le 3,500 isecoa :
para tralar, i.....a viava Amoriin & l-'iiho, ruada
Cruz n. .",, n rom o correlor Botierls na nraca.
CEAKA' E MAltAMIAO'.
Seuiie rom brevidade i patacho .VunM Cruz ; re-
cebe carga e pasugeiroa : a datar rom Caetano Cv-
riaco da C. M., ao lado do tjirpo Sanio n. >.
Par.i o iiio slaiieiro
egue em poucos dius o bem eonhecido brigae nacio-
nal /)iim" ; para o reato de sen carregamento, pis-
saguiros e escravos, par o que lem eicellenlea com-
inodos. Irata-se rom o ronsitnalario Jos Joaquim
Dias remandes, ra da Cadeia do Itrrife.
ACABACL'.
O hiale /'..'(ii-idii gega* uestes dias : para o rcslo
da carga trala-se rom Caelauo CMiaco da C. M ao
Pede-te a quemeompetelcitii; nrocu-l O abaixo assigiiado, como liquidaule da.cx-
i'.. ,,ii/i ..I,';,-.,!-,.;,., i,-,.....ni I i i llincla firma de Vciga-A; lon.lrlla, em virludedo ar-
le utitlO .ilvir.lt en o para O telegrapho tigo 389 do eod.go commerci.l, avisa aosiierJeiros
la torre do Collegio, |>ois o actual per-dos fallecidos Fraoci>co LopesPiuheirooluamalher
llena vista, equando milito podera' oc- deUa Jos da Silva e ana uiulher. qae dei-
i1 i xem de satisfazer es debilos dos ditos fallecidos,
CUpaiSeem plantar nanitas. consUnte de cinco lellras. a quemapresenta-lassem
A rasa n. 31 na i na da Madre ,|e Dos, rece- l'roru.ar,ao ou legitimo Ira-passodo abaixoassignado,
bou para sorllmenlo da aula ama arande eorrao ,te sen.l.. dos primeros dom lellras na importan/, de
miro para as bordadeiraa de bom gealo, contando ou- m'iw-,! """, ,le WWOaO, sacada cm 23 de ouiu-
io de todas as qualidade) at lio real, latir di.- I,r0 e ls'- a ''",us '"""* oulr'' "* "icsm!' Jal'' de
'gual quaulia a i me/es, e os segundos de tres na
___-_ ......... .1.. Mw.'-,..,!-.
lodos as
na mes-
1:428 barricas farioha de trigo. 1:117-2 ditas baca- la'1" do C,,r"0 Sal" n. 25.
Ih.io, 200 barris brea, nditos, 15 caifas banha de ._
porro, lili sarcos pimenla, :I0 rolos esleirs, 17 cai-
xas panno de alzodao azul; aos consignalarios.
CONSULADO URRAL.
*pubcatoe a ptblb.
D.
A prematura moi t da Exma. Sia
Gandida Flora Dias Baireto.
SONETO,
Ofptrciao no ten e.rtremoso pai o lllin. Sr. Di:
Joo Florines Dial llarrclo por nm sea amigo.
Sen roslo palli lo r bello
Ja nao lem vida lien) cor !
Sobre elle a morle descanca
Involta em bar. pallor.
V. belloassim, como um l.rio
Marcho da sosia ao ardor,
leve a innocencia dos anjos,
leudo o vive* de urna llor.
ti. Piar.
i.'.i .1 linda rosa queso abrin mimosa
Do clice que as pealas Ihe envolva,
Mu suaves pe fumes ospargia
Pelo ar em fragrancia deleitosa ;
E que .is'ini l.io fresca e bella, o lao virosa,
Cabe murcha, secca (ella que poda
Dar a virgnea tranca m'or valia.
Do reifador ao corle, inda formosa ;
Tal. Caudida, morreu na flor De graras, de Virio les circum.lada,
P'ia vida louga viver na eternidade.
Seu terno pai, com alma atribulada,
Praqlj a, que per.leu, preciosi.lade,
Oaa mais nunca ha de ver essuscilada.
tioianna i de abril de 1856.
Kendimeiilo do da
dem do dia fO .
1 a'.l
K
:7:l:t3l.Vl
:-284*936
22*3181,109
UMVERSAS PROVINCIAS.
Iteudimento do da la'J .
dem do di III.......
tt.vss.-vr.'i
725395
2:3149070
Exportacao .
Haba, garopeira brasileir.i LivrarSoa, de iO to-
neladas, .- ,n jii.'i i o leguiote :100 barris cemento,
12 volumes fazen las, 2 dll is obras de euro, :ll cas-
cos azoitr de carrapalo, I volume rels, 2 ditos re-
ziua de batata, (> dito* objectoa de uso.
Buenos-Ayres por Montevideo, polaca bespanbola
iiChronomelroii, de 20l> toneladas, con linio o se-
gaiule : 1,230 barricas e 103 sarros com 9,831 arro-
bas e 17 libras d assucar.
CO xSULADO PROVINCIAL.
Heiidiiuuuto do .lia I a 9
dem do da 1(1 .
I:si;lgl
3:33tis2l9
le* de nuro para niaiizes, frocu di
cores, larral c sedas, lado i-lu milito bom
ma casa as dir onde se traa o negoefo.
I'recisa-sc do ama ama forra ou captiva para
casa do poura familia : na ra do Hospicio n. 34.
Pcrdeu-se ou urlataiii du bolao de um pililo,
nina cirleira com a qaanlia de 509000 e um lica da
qoanlia de 1:500900o, passado por Jos Brandaoda
Korha : quem a achoo ou della livor noticia, dir-
ja-sc ao mesmo Brandflo, morador na ra do Cabu-
g.i, que ser gratil'n-a.lo.
O Sr. Jos Antonio Piulo de Abren lem urna
carta na ra Nova n. 10, viuda da rida.le do Porto.
I roca-so unii iroagein de S. Jlo Itapli-ta.que
Icnha Ires palmos : quem liver dirija-te ao sacbris-
,- a i 2 ( Uo d* ordem terceira de S. francisco.
IO para o
>ai seguir com brevidado por ter grande parle da I nu :l nuarln'- '-oni quintal q
carga prompla, o brigae nacional Fliira : nara n 1 **Ja "as ruas egainleg :
resto, passageiros e escravos, |
bous commodo-, Irala-se com
Joaquim Dias Fernaudes, ra da Cadeia do Kecife. ,|uem. ,iver e'lui/er !*
para o que olfercce i c'sc.0' Koda'(.....ror.lia, orf
o consignatario Jos '""ls retirado ; nao se duvi
i casa lenca que lenha i
"mba. rom lano que
a. Bella, S. I'ran-
cm algiiin lugar
l-'i i mensaes :
annuucie para ser pro-
Lotera do tiym-
nasio Pernanji-
bucano.
Salibado I : de abril, he o indubila-
vel andamento da referida lotera, pelas
H) lioras da mauha. Os meus biliietes
e cautelas estao-expostosa venda nas lo-
jas ja' couliecidasdo respeitavel publico ,
a tilles que estao se acabando.O caute-
lla, Salustianode A<|uino Ferreira.
No da 12, as 10 horas, se hade arrematar em
preseaca do Sr. r. juiz da menles, no aterro da
I!" i-\T-1... na loja do Tinado Camoccioi, ama pedra
mosaica de dala det7H, ferr.inenla o maisaleoci-
I los de ourives, um Inicuo lileiro, e oulros objectos ;
imporlancia de .ilK>s'.l."i, sendo a primeira sacado em
(i de junlio de 1853 a dous metes, a segunda sacada
na mesma dalaaqualro rneze*, cada urna de 1429310,
e a lerrcira saetada em 2li de imvemhro de IKii
tres mezes, da qaanlia de 2349275 rs., as quae lel-
lras leudo sido entregues ao fallerido Antonio Mar-
ques da Silva, em Barrairos, para promover a cobran-
ra, e nao leudo elle da lo soluriio.arontcceu agorado
depois do seu fallecimeolo, n.iu haver noticia das
referidas lellras: e pan que os ditos berdeiros ci-
ma mencionados em lempo algum e chamrm a Ig-
norancia, se Ihe faz o prsenle aviso. Itecife7 de*.
abril de 1856.
Manoel l'eieiraide ligueiredo Tondella.
i, .j,,_ ii____ ... j Iludo pertencente a her.inca acento do mesmo fina-
Ileuediclo Hruiio. subdito sardo, val fazer um.i uai|0, '
.i,-:..... ao norte do imperio.
COMPANHIA
FI.\\(;<>-\MERIC\\A.
Servico regular do Havre ao Rio de Ja-
neiro com as escalas de Lisboa c Santa-
Cruz de Teneriir, Gore,*Pernambuco
eBabia, por vapores novo* de -2,000
tonclladas eforra de 5011 cavallos.
Prero das paisagens
v^owmmtp
18:1808313
.\uno entrado no dia 10.
Mauilha75 .lias, galera americana ,.K. L. II. Jrn-
nyo, de 380 toneladas. capilAo Maisb, eqoipagem
28, carga aceita de peixe : ao rapilao. VoiO re-
frescar e seguio para New-Bedford.
Xu>:/o* taludo* no meimo dia.
ParahibaHiale lirasileiro Coneei{So Flor das Vir-
io lesn, nicsirc Izidoro ll.irrelo de Mello, carga
farinlia .le Iri ;o c Draii gneros. Passageiro, Joa-
quim llern.ii'do di Silva.
demlliate brasiluiro .fCimiies, lu.slie Sabino
lu/ Antonio, carga sabo c mai- gneros.
Nanloekeltialera americana Paenii of Nanto-
cketa, r.ipilao Morrj, carga a mesilla que Iruiise.
Suspeiideu do lameirao.
I'arl. de Peni
'ara o Havre .
I.i-boa ..
Cruzde'l'eneriir
lioroe. .
Caraaroles
de t" classe
Siug.
fiaoo
11(10
Dolir.
f.950
8<)ll
556
i.'iO
Camarotes
le 2-' classe
flIOO
970
Dobr.
I. 780
lilil
, curado.
0 lenle Miguel dos Anjos Alves dos Praze-
' res, com corheira, carro e cavallos de aluguel. na
cidade da Viciara, na rus d.i Lago! do Barro, casa
| da esquina, fazscienle ao punlico, e em particular
a seus freguezes.que continiu a receber carros e ca-
vallos para tralar diaria ou meusalmcnte, aseveran-
do o bom tralamenlo.
Aluga-se urna grande casa lerrea com quintal,
na ra da Soledade : a Iralar no Mangiiinlio, silio
do llerculano Alves da Silva.
i*.a ra da Saudade, fronteira a do Hospicio,
casa da residencia do Dr. I.oureiro, aluga-se urna
aserava, a qual, alem .lo servico de casa, cozinhn,
lava bem, e engomma algama eonsa.
Joo Aatooio i arpinteiro
da <\v
t, m
f..Vi(l
150
380
:iimi
de novo pede aos seus rredores para que Ihe apresen-
tem suas contal qonnlo antes por ter de se retirar
Atencao
Oiiem tiver e qui/.er arrendar um silio perlo da
cidado de (llinda, o qual (eolia boa agua, baila para
capim, e commodos para 1 ou G buis, Baando para
ser procorado, ou enlenda-se com o Sr Dr. Joilo
Lins Cavalcanli de Albuquerquc, na culada do Reci-
fe, ou com Jeronymo de Albuqucrque Mello, no seu
engenlio Ramos, em Pao d'Allio. Adverle-se que,
se o sitio for junto n estrada que vai de (Muida para
o nortt sera preferido, e paga-SO mais do que valer.
A commissao da cmara municipal lem dado as
disposires necessarias para que tambem se relalbe
carne nos (albos da ribeira da Boa-Visla de n. I a i.
A mesma commissao precisa ainda de alguns Iraba-
Ihadores,
Arrenda-se um sitio quasi confc.nle ao becco
do Espinbero, na estrada de Jlo de Bairos : quem
preteuder, dirjale a taberna que faz quiua no dito
becco, que se ensinar qual he. *
A. Momsen relira-se para Europa.
A bordo do patacho nacional Constanza, .pie
segu para Lisboa rom escala por Cotinguiba, preci-
. romo pede aos seus deyedores Z\\S2***'m *'*" Cm *****
Ao lamentavel passamento da E\in.
Si .a D. Maria Claiinda Dias
Barrete
SONETO,
dedicado ao sea saitoso consorte o lilin. Sr. I)r.
JoAo Floripet Dias llarrrtopor um amigo.
guando a (erra per.le um justo,
Conta um anjo o roo de mais.
[G OidO
A alegra, o prazei, a grara, o riso,
llores feslnaes, festivo canlo,
Por fuuereu cvpresle, acerbo pr>nlo,
l'rocou a esqualida morle de improviso.
Na Ierralucio e dor, no Paraso
Vai hosannas entoanilo oedro santo... ;
P'ra alma d'um juslo um ureo maulo,
Alrave da etberea regiao diviso.
Da homicida criienla o corle sollre...
Alegrando o eco, euliislecendo a Ierra,
Man la evhalou sua alma uol.ro '.
Seu corpo inanimado a campa enrrrra.
tV past.i de vermes tl^ virtudc o eofre .'
Um alijo aoceo voouquem dizn.io erra.
&*iac*.
4,iii.tnii.i 2 de abril do 18.1I1.
I.l.iercnlii o Sr. afendor do Recita defender-se de
una rcpiesoiilario da cmara municipal do Cabo
fit.i ao Bxm. presidenta, defendendo seu direiio u-
surpado pelo Sr. af.ridor do Kecife, aferjndo anco-
ras dos moradores disto municipio, ja estando af-ri-
das, diz Smr. cm sua correspondencia insera no
Diario o. Ii2 de III de marro do rorrete auno, q.ie
fui verdade ler afendo as auroras de dous engeiihoj
do municipio do Cabo, mas por que foram aprehen-
dida! pelo Sr. franca por estarem falsilieadas,
isto he, por lerem menos quanlidade do que a que
vinha notada : c que sendo pelo Sr. Franca remet-
lidas ao respectivo fiscal (nao diz o nome, e era de
que lugar esta a rogo dos caruueiros Ihe conceder
liccuca para aferir de novo 110 Kecife. Esta descul-
pa do Sr. afendor do Kecife he na verdade um cor-
po de delicio coutra Smc. e o Sr. fiscal, e mesmo o
Sr. Franca, visto como, concedido por um mom-uto
ser verdade u que diz o Sr. aferidor sobre a falsida-
de das ancoras, o que se nega, mo era o Sr. tran-
ca pessoa competente para fazer tal apreheiisao, e
neni o Sr. liscal podia obrigar aos cargucirus, ou
conceder-Ibes aquella li-cm; 1 para seren as ancoras
aleudas no Kecife, e muilo menos o Sr. afendor era
pessoa competente para aferi-las, visto que n.io eram
do seu municipio, sendo que semelhanle procedi-
meuto nada mais importa do que urna infracelo da
le que regula a materia; (ornaudo-se aquelles ge-
nitores legisladores. Sendo cerlo, que lio caso de ser
verdade a falsilicarAo, oulros eram os meios que em
semellianle conjunclura deveram lanrar maii.enito o
que uzaram. Nao foram su as ancoras dos dous tyi-
genhos, a que se retare o Sr. aferidor, que lizeram
parte da representarlo, de oulros mullos foram afo-
ndas ahi no Kecife, estando ja ateridas, as quaes se
rao apreseladas uo devido lempo. O documento
que abaivo vai transcripto desmerite rahaliuente a
correspondencia do Sr. aferidor do Recite.
Antonio l'aes de S Barreta.
Cabo, i de abril do 1856.
Illin. Sr. Domingos francisco de Souza Leao.
Para poder eu desmentir ao aferidor do Kecife em
urna correspondencia que fez 110 Diario de l'trnain-
buco n. Ii2 de II) do correle, querendo d,feiider-se
da representarjao qu contra aquello afendor fez a
cmara municipal desla comarca, por haver o dito a-
feridor nullilicado as afehccs felas nesta comarca
no correle aono, e aterido de novo no Kecife as an-
coras de diversos eogenhoi de-le municipio que por
mini foram aferidas, preciso que V. S. me respon-
da ao p deslai o seguate : I, se por mim foram a-
leridas as suas ancoras .le vender agurdenle 110 cr-
reme auno: 2, se estas mesma- ancoras foram ou nao
afondas de novo no Kecife pelo respeclivo aferidor:
3, se a aferirao all fcila de novo no Recita liouve d-
minuicao da que eu li/. ueste municipio: se os seus
cargueiros fur.un vorhnlariameole que procuraron
aquello aferidor para afciircmde novo as aera-.
Daudo-me V. S. licenca para uztrde sua resposla
como me conviri |iara resalvar ininlia repular;ao.
De V. 8, venerador e criado.Antonio l'aes
.So Brrelo.
Villa uo Cabo, I i de mareo de ls m.
Illm. Sr. Antonio l'aes de Sa Brrelo.Raspan-
do as pcrguutas que me faz V. S. : I, que he exar-
lo ler V. S. afeudo as miabas ancoras de vender
agurdenle no corren! > anuo, como con-la do recibo
que lenho em meu poder : 2, allirmo que foram ate-
ridas as ditos ancoras pelo alen lor do lenle como
consta do recibo que Ule mande! apreseutar pelo
meu cargueiro; 3, nao me consta que houvesse dimi-
nuirlo 11a afeurio, nem l.io pouro allcracao : i, li-
nalenle us meus cargueirus iufonnaram-me que
foram violentamente chamados para aferir as anco-
ras. Detejo mnilo ver etse negocio decidido para
saber de quem devo haver o meu dinheiro, nao he
possivel que pague em um so anuo em duas parles a
aferirao. Pode fazer o uso que bem entender deasa
0 Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimeulo da ordem do Evm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 27 de marco proiiiuo lindo,
manda fazer publico que 110 dia 17 do correuto4vai
iiovamcnte a praca para ser arrematada a quem por
menos lizer, a conservaran permanente da estrada
do norte, avahada em 1:20(9728.
A arremalacao sera fcila por lempo de dez inezes,
a molar do I.* de 111.no do correiile anuo.
E para constar se inaudou aflhar o preseule e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Iheeooraria provincial de Peruani-
buco,*2 de abril de 1856, O secretario,
A. F. da Aiinuiuini O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do E\in. Si. presi-
dente da provincia, de 27 .le marro ullinio, manda
fazer publiro que no dia 17 do correle vai uova-
111,m;e a praca para ser arrematada a quem por me-
llos lizer, a conseiv.icao permanculc da estrada do
sul. avallada em 5:1009 rs.
A arremataron sera feta por lempo de seis mezes,
a contar do i.- de meio do crranle anuo.
E para constar se nian.lou aftlsoro pre?.cnlc e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesoiiraria provincial .'o l'einau-
baco, 2 de abril do 1856. O secretario,
A. /. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da tbesoarariu provin-
cial, en, ciimprimciilo da ordem do Evm. Sr. presi-
dente na provincia, de27 de marco provnno lindo,
manda fazer publico que no da 17 do correle vai
novameoie a prara para ser arrematada, a quem por
menos lizer, a ron-ervarao permaiienlc da estrada
de Pao d'Alho. avahada ck 1:0009000 rs.
A arremataran ser feita por lempo de seis mezes,
a contar do I.- de malo do crrente auno.
E para constar se mandn allixar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Peniam-
buco, 2 de abril de 1856. O secretario,
Antonio Perreira da Aunanciario.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em camprimeolo da rcsolorAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 17 do cor-
reule vai novamenle a praeai para ser arrematado a
quem por menos lizer, os empedrainentos dos 111.",
20/, 21.-, e 2'2.- laucos da eslrada da Victoria, pe-
los preces abaivo declarados, e o pagamento (cito cm
apolices da divida publica.
19.' lauco por 5:1059100
20.- n o 5:2119000
, 21.- 7:6729500
22.- 9:6779250
E para constar se inaudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bucu, 2 de abril de 1856. O secretario,
A. F. da Annunciarao.
0 Dr. Anselmo trancisco Perelli, commeiidador da
y vapor Cdiz desta companliia par-
lira' do Hio de Janeiro no dia 8 do cor-
rente : para brete c passagens, aos con-
signatarios L, Lecomte Pern & C, ra
da Cruz n. 20.
Para a llahia segu impreleiivelmenle no dia
II do correle a bem conhecida garopeira Livra-
roii ; fiara o resto da rarga trala-sr com see ron-
sigualano I). Alves Matheus, ra da Cruz n. 51.
Para o Rio tirando do Sul, rom multa brevi-
dado sabe o bem eouhecido c veleiro palacho bom
Jesusa, o qual ja lem parle de seu rarregainenlo :
quem quizer no mesino carregar, dirija-se a seu do.
uo liarlholomeii Loureuco, 011 na ra da Madre de
Dos 11. 2.
Para a Babia segu em poocas dios o bem eo-
nhecido hiale nacional Amellan, 0 qual ja lem par-
le de seu carregainenlo promplu ; para o roslo en-
lende-se com seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Anvedo, ra da Cruz 11. 1.
O hiale nacional Ameliai> precisa de mari-
uliciros brasileos para a sua vi.igcui o Rabia.
O berganlim nacional Despique de Reiran,
surto no porto da carga, tem precisan urgente de
niariuheiros brasileiros pira a sua Iripolaco na r-
cenle viagem que vai fater ao Pora com escala pelo
MaranliAo ; o capillo e u respeclivo consignatario
o Sr. Manoel Joaquim Ramos c Silva, nao duvidam
pagar soldadas motores das que estilo eslabelecidas
para aquello porlo : os prelendeolea queiram enlen-
der-se rom o Sr. .Manoel Joaipiim Ramos c Silva, uo
seo escriplorio, ou com o capilao na prara.
ConiDrifiliia braseiru le
1111 la i/iasileini
>.t quchain shIiImi* su.t* conlas. e ;iquelles que liverem
ppnhores de M resi^aUr no prvzo trario 1 ."i: > vend, lo* pitra seu |> i;:iii'ii'.o, e dos
mai?i devedie* sero entresues a seu procurador para
os eiecular. Kecife ) de abril de iS'ifi.
Existe pira aluar urna casa lerrea na ra da
GoneoicjaO da Boa-Vista n, .VI, perteoconle ao patri-
monio til vcneravel ordem terceira de Se Francisco:
quem a pretender, dirija-so a i clirasimo nn.io mi-
nutro oSr. Jo Marcelino da Kosa, paSBOa compe-
lenlc para alu^a-la.
O abano assienado avisa ao respeitavel publico
que da data desle em -liante deixa de *er escriviio de
devocSo de Santa HiU de C.assia. erecta na isreja le
>. S. do Trro,pelo detarranjo que lem havMo entre
os devoto*, e tomo nao deseja licar cnmpromelltdo,
ocha prudente despedir-*e. Kecife 10 de abril de
1S"\t.Antonio Francisco da Costa Lobo.
l/idoro Bastos de ()li\cira, porlui;uez, vai
Kurop.i.
Apprehenden-sfl na mSo de un inulatinho um
altinete de ooro : quem for seu dono, >dir1iaM a
aterro d.i BoaVista, loja de fazendas n. 10, que
l'recii-e de um porlucuez para tomar canta
le um sitio, e nella Irabilbar : na corheira do largo
do arsenal de marinha a qaalquer hora.
AUeucao.
A pessoa que annuoeiou querer comprar orna cria
de um anuo, querendo um cahrinha com 11 mezes,
dirija-se a ra dos Marlvuos n. II.
I'recisa-se de Ires nlliciaes de alfaiale para cal-
ras de casemira, o l.imbem cosluroiras para rlleles
de seda : na ra Nova n. 52.
ULTIMO l'IHIiO.
Antonio Joaquim Vi.Jal |J Companhia pedem en-
carecidainenlL' a.s seus llovedores de dbitos auliaus,
o favor de Ibes virem satisfazer seos dbitos -t o
lint do andante, do contrario tero de ser iticommo-
dados por meios judieia.es, o que de corto acontecer
aquelles dos senhores, que ao uosso pedido desaten-
derem ; e para que se nao qtieivem sem razo, os
prevenimos pelo presente anuuncio. Rccife 0 de
abril de 1836.
promplamrnte se resiiluir--.
Soolsuein se julsar creior do tiospital de S., Precisa-sede um homem que culenda, para
Jos por alenm objeeto fornecido pira o mesmo, ] feitoris.ir nm ensonho perlo desla pn.r (res leguas.
queira nesles Irrs dias apresentar sua conla ao mem
oro Ihesoureiro da eommisofo parorhial de beneli-
concia da dita rrecoezia pira ser pupo.
Arrenda-se um sitio junto a eslrada nova do
Remedio, com boa casa de sobrado, leudo > salas, II
qoartos, pelos lados, CH.Ia um com janella en-
vidrarada. lem um viveiro d'agua dore. iOlt pos de
roqueiros, driilezeiros, larangeiras, limeiras, sapo-
lizoiros, pqueiras, romauzeiras e mausueiras muilo
boas, mais de .MM) pos de han meiras prala, bstanle
capim de planta, posto para 12 vacras no invern c
ti no vero, e ti cacimbas de pedra e cal. Com o
mesmo sitio oo lo l-pen lenta delta lambem arren-
da->e urna otaria bastante grande, com urna cusa na
mesma, leudo I sala c 2 quirlos.tt fornos, 1 de Uni-
r e '2 de liolo o lelba, rom o inellior porlo possivrl,
e junio a dita olaria 'A vivriros com Instante peive t
quem pretender nudlquer dcsls predios, dirija-sc ao i breve para fura do imperio, convida a lo los os seus
ou para administrador : pode apparecer no sitio do
Cajueiro, que la achara com quem Iralar.
Trecisa-sc aluaar um carro de 2 ou rodas,
que sirva para um r.ivnllo : quem liver e queira tra-
lar de seu ajuste por me/, ou pelo lempo que se pre-
cisar, dirija-se a ra Nova, rasa n. 63, defronte da
casa da cmara.
Ad. I. il iiiell segu para u Rio de Janeiro.
Ainda esto par alosar a casa na cidade .le
.'Hu la n. \2. ma I. I nleira da Misericordia, piula-
da e lavada de prolimo, desinfectada por nao ler
murrido nella peana de cholera-morbus, e quem sa-
ino da dit i casa he pessoa liaapa : para ajuslar, na
ra do Ranael u. stl, a qu.ilqurr hora do dia.
O abaivo assisnado, leudo do rclira'r-sc muilo
I-. Ilorucs.es-
pera se dos
po r I o s do
norle em se-
yuimenlo pa-
ra os de Ma-
rei. Rabia
e Rio de Ja-
neiro em i;
do correlo:
agencia iui do Trapiclie u. 10, segando andar.
AVISO MARTIMO.
Prccia-se contratar marinheiros narionaes para
ROguir viogem no bn^ue uarioual oAdolpho para o
Rio Grande do Sul com escala por Macei : a Iralar
na ru.i do Vlgario u. 3, ou com o eapitlo Manoel l'e-
reira de >a a bordo ou na praca do commercio.
I'ara Macei seque al o dia '22 do correle o
brigae bniilciro Adolpho ; para carga c passagei-
ros, trala-se na ra do Vicario n. ."i, nu com o capi-
llo Manoel l'ereira de Sa, na praca do commercio-
A barca nacional ulpojuca", lem precisao de
in.'i inlieiros brasileiros para sua tripdarao ua rceu-
le viaiirm que tem .le fazer desle porto ao do Rio
i .i ou le do Sil, pagando-te matares soldadas das que
esto cstabelecidas para uquelle purlo.
aterro da Boa-Vista, casa u. 10.
No Oscriptorio do Sr. Jo-i. l'ereira da Conha,
na ra da Cadeia Velha do Kecife, e\i-le urna caria
O vapor para u Sr. Francisco Rulino, morador no euueiiho
/'orai/oroni-1 Camarro, trras do ensenlio l'aulisla, onde obtera
iiiandanle I', i informarocs relativas ao sen eseravd do nome Fir-
iiiiano.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva para o
servico de nina rasa de poura familia : na ra do
Collegio ii. S>, lerrciro andar.
EmpresanB-ao serventes e malhadoroi le fer-
rriro : no fundirlo de ferro . \\*. Bowmau, na
ra do lirum, pastando o chafariz .
UW&.
O agente Itorja por autorisa^o do i.,iu. Sr.
Dr. juiz especial do commercio, cegando a seu des-
pacho proferido em requcimeulo do curador fiscal
da massa fallida de Joilo Chryoostomo da Silva, far
leil.io da taberna sila ua ruadoColle^io n. 5,pertan-
cenl'' a dita massa, coiisistiudo na arm.irao, gneros,
, i especiarlas e maisiobierlos etc.ciislenles na mesma:
imper al orde n na Rosa, tu / de d relio c* >rc al do r .. .1 ,j
S"\i.i-leir.i 11 do mu en le as 11 horas em punto da
manhSa.
Lembra-te .10 alvir^areiro do telegra-
pho, me ijii.ui'.iu estiver com a cabera na
la, de parte de lente ou ehame quem
oajude, para oo fazer signa! de um na-
vio poroutro, quando elle* sao l>em co-
nhecidos e tem siguaes proprios.
de
commercio |or S. M. I. e C ele.
Faro saber aos que o prcdital virem, deque
no da 17 do c> rrenlc me/ se ha de arrematar de
-onda a quem nnisder, depois d,. audiencia na COM
(l*i metmafl audionciaoO0 bonssaguintea ; Jorae.nla-
M oito innoj por itK)>iKK mil rs., Cezario idade de
(; anuos por ,tl)(M)(Nk mil rs. Antonio crioulo, idade
lOannoa por ."AiOr^HH mil r-., cu jos bens vSO a
ptara por exerurao de Forlonalo.Cardoao doGooveia
eoolra a viova e mais herdeiros de Jos Francisco
ivibcirn de Siuza.
E para que chesue ao conliecimenlo de lodos
niandei pascar editaos, que serio publicida-t pela
imprensa c aUi\>kdos nofl logares designados no co-
dijti commcrcial.
Dado e passado nesta eidade do Keciie aos ."> de
abril de 1856.
u Maximiauo Francisco Imarle, eocrvlo subs-
crav.
dnselmo Francisco Peretti.
ecclari>etf.
o Illm. Sr. inspector da tliesonraria de fazen-
da manda fa/cr publico, que nos das I.* Se l.'i do
abril prximo futuro, estar em praca porania a mes-
ma Ihesooraria par ser arrematado a quem por
menos lizer e melhor vantagens em favor da fazen-
da tillerecer os s-rvins da capatar.ia da alfnndcgl
de>la provincia, no trienio que lem dedecorrerdo
I." de julho do correule aimo a .10 do junbo de 1850:
os pretendemos comparecan. a l hora da larde no
luyar do co>Iuiiip, com seus li.nioies competentimen-
te babilitadoa. Secrctaiia da Ihesouraria de faxeuda
de l'ernamburo em 1^ de fevereiro de tN~>(i.O of-
Dcial maior, Kmilio Xavier Sol>reira de Mello.
i) Illm. Sr. (pilan do piulo nitnda fa/.er cons-
tar a quem convier, que alisten) em deposito no ar-
senal de marmita, apanhadoa indo pel.i auua abaixo
ossegaintea objenlos: uma canoa grande abarla,
i rom dous bancos, sob n. TJ, propria para c.iricuar
lijlos, uma dita de carreira, ledra k e n. .H, oin
I bote nao leudo uuineracao e um prancb.lo, inndeira
| de .un irelf', os quaes sero cnlro^ues a quem mos-
trar que dedirelto Ibes perleuce, e pa'^ar quaesquer
miiiba resposla, por que be o que lia de verdade em i "PW" 'lue Pr aiTecad.o;;io se lonham ftilo.
Copilania do porto de reinainliuco '! de mareo de
IKb".O secretario,
Alexandre Hodrignea dos Anjos.
. AVISO
aos negociantes em madeiras e
outros pretendentes.
Reierindo-se a seus anntinciot do mez
de seteinbiodoanno passado, a tespeito
de contratos de madeiras para a esttada
de ferro do Recife ao Rio de S. Francis-
co, o einpietetro da dita estrada (eorge
Fumen, pelo presente avisa aos negoci-
antes em madeiras e piem mais pona
interetsar, que desdeja' recebe propostas
-- Os senhoras aaaignantes deste Diario alrazados para contratos de madeiras aladradas de
nas suas asignaturas, quriram ler a biudde de ,,i:,i.wi.___ j.....i_ i-
manda-lassaUsTaxer? pola que wmelfianto demora JT"* mais duradouras edasdunen-
ejinsa grande Uanstomo nas ir.msaccoos, e ohrma o! s"es seguntes: lo, 12,11 _e (i pnler.idns
proprieiariai asacnllcios que nao compeusam os seus de rrosstua, e de 10 a 30 lies de con tui-
nilercsses. lalvc jiilsue-so que esla quaiilia he mui i i-, '
diminua, mas muluplicada pbr mullos conslilue inp,l,' ll,Jo medida tnjjle/.a.
tutee* &ioerooo.
semelliaiito ucsocio.
lie V. S. venerador e criado.Dominaos Fran-
cisco de Souza I Ao.
Jnrissaca, 2~ de marco de |K",(;.
(Kslav3o reconhecidos..
(gommerdo.
K.H.V DO KKi:ilE ini)K;.\llltlL AS3
HORAS DA TAIllli;.
Colac.cs oMciae*.
Cambio sobro LondresSi \\'i d. IKI d|v.
Fredcrii-o llnbUliard, presideula,
/'. Borgts, secretario.
ni.i, Brande somma. Temos que a demon do paga-
mciilo noo he motivada por talla de meios, e sim pe-
la pouca importancia que cada um da* a .equeuhe/.
da qnanlia. Kulretanlo esle procodimenlo mo esta
ile harmona com os estoicos que o respectivo pro-
puelario far. para inanler o jornal uo pe un que se
ocha e salislazer as necessidadea de seus leilurea. Em
coiiseqiiencia da quadra calamilosa poroue todos
passamos, buuve bastante deferencia para con aquel-
les que se achavam alra/.ados; mas boje que as cou-
sas tem meliiurado o propriclario, espera que teja et-
leu lido nas SOM juslaa reclamaces, afim Jo que
posta nlisfazer seus compromieMs.
I'ede-si- ao Illm. Sr. r. subdele
do de Sanio Antonio, mande vil
lt
ga-
a sua
presenca o alvicareiro do telegrapho,
eo reprehenda pela litlsidade uue prat-
eou no dia !t do correnle, anuuiiciin-
do o vapor AMAZONAS em lugar do l'A-
KAliNSfc..
gtoiSog SaorUitiio.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 2i d. por 1>.
a Paria, 3IH rs. ior f,
Lisboa,'JJpor KM).
.' Kio de Janeiro, ai. par.
Arcos do Banco, 35 0(11 de premio.
Arc.ies da companhia de Beberibe. 'i Accoes da companhia l'ernainbucana ao par.
.i .i l.lilidadc l'ublic.i, :i(l porcunlude premio.! n
o Iii.lemiiisadora.sem vendas.
Discunlo de lellras, de \-> a 15 por U|.() .
MKTAKS.
duro.(Incas bespanliolas. -JS^ a 28*5011
Hoadaa de lislot elhaa lfi000
'> a riotXI novas .... KiSKMl
4U.......9B0O
Prata.PalacOes brasileiros......28000
Pesos columoarios......:'~jhh
meiicanos.......I966O
l'OItlt.
V barca portuuue/a Duarte II', da oplima cons-
trucc^u, torrada de cobre, e de excellente marcha,
scaur.i imprelerivelmente para a cidade do Porto a
*JI do correle, se as chovas nao i'iiiliarr.carem, por
! ni .1 -Un- uiiic.iiiieiito cerca de 300 a lIMI sarcos |ia-
1 ra completar o seu carregamento : quem u.-i mesma
quizer carregar ou ir .le passagero, para o que lem
I agradaveis coinmoilos, enleii.la-^e com os eoiisiuna-
larioa Bailar ,\ Olivclra, na ra >'..i Cadeia do Kecife,
escriplorio 11. \2, ou com 11 capilSo Jos Joaquim
Buzlio.
coulioiiie ao Rosario un Sanio Antonio,
avisa os seus tregue/es, que ja' recelieu
o verdadeiro extracto de ajwyathe da
Prussia.
Desappareceu hontem de 111 inli.1.1 urna c-criva
de nome Auna, de nac.lo. de idade40 annoa, de es-
tatura multo b,ii\a, tem baslantes bichos nos ps,le
voii vestido de chita una muilo usado; consta estar
, orcullada em certa palle; porlanlo, pdese as auto-
ridades e cipilacs de campo a appreheoaAo da di la
[ esrrava, e levem-a i roa da Koda 11. ,"i:.
I'ic.na-se de urna ama de leile que nao o Ic-
| nba ha muito lempo, e que eja aadia ; agradando
paca se bem : na ra da i'.roi 11. 7, lereeiro andar.
rhoinaxJ. Ilar.liin: relira-se para Terra Nova.
KUKATA.
No annnncio relativo a Joo Antonio (jonrahrea.in-
seilo n Diario de lO.ein lugar deA/evedolea-se
A/ired.. ; ordenado que vencenHl mil e linios i
reislea-seItil mil e tantos reis J ainili me he
I'ara o Kio .lo Janeiro salle com Inda a hrevi-
ila.le. por ler parle da carga prompla. o patacho Flor
da llahia, capilgo Hanii.io da Coala liosa : qoem
quizpr carrejar o reato, entenda-sc com o consigna-
tario Manoel Alves Guerra, ua ra do Trapiche
li.
Para o ro de
Janeiro
Seguecom toda brevidade por ter gran-
de parte do carregamento, o brigue na-
fambem se recebe amostras de dor-
mentes (sleepers) das seguintes dimen-
ses e formas, medida ingle/a).
\
lpolegads.
credores, para quo Ihe apre-enlcm suas contal alim
de serem pais. Da mesma sorle convida 01 seus de-
vedoreg para 1 jo llie satisfafaui sem dbitos o m lis
breve que Ibes for possivel. Itecie II de abril de
ISil.Luir. Morcir.i .la Silva.
Alusa-se na povoaeaodo Monleiro urna casa de
duas salas, n'nma das qoae- ha urna armaco de ta-
berna ; he logar apropriado para e-le eslabelecimeu-
to, e c..in commodos (>ara amilia : quem prelmider,
dirija-so a ra do Visarlo n. 22. uo sanando andar.
011 na mesma povoar^lo, com a Srn. D. Maria Hele-
na Pessoa de Mello.
l'm rapaz bra-lleiro. educad o fura desle impe-
rio, se oilercce para algam armazem Un arosso para
escripia ou .-ua, poi< escreve bem e depressa ; ifa
li nica a sua conducta, c Irala-sc na ra do (. ,luu
II. IS.
Qoem annunciou querer compiar um banbeiro
em bom esludo, d.rija-se a ra de Sama Thereza n.
22, que achara com quem Iralar.
I'recisa-se de um .feilor para um sitio perlo da
praca ; uma boa engommadeira, e um criado para
lodo o servico de urna casa estrangeira ; a Iralar na
ra do Trapiche, u. IJ. primeiro andar.
Arredam-se duas casas terreas no bairro de S.
Jos, uma conlendo 4 salas, I qoartos, estribara,
cozinha. quintal murado e cacimba propria, e ootra
pequeua; quem pretender, dirija-se a ra do Colle-
gio, n. lu, anJar.
Na ra collegio, o Sr. Cypriaoo Loiz da Pai,
no aterro da Koa Vista, Jo3o Perreira da Le, na
padaria do Sr. Beiriz, dirJo quem di 500 ou 000
mil reis, com hypolheca em casas terreas.
James Crablrcc i Companhia negociantes nes-
cidade, declaram que o individuo a qoem elles eas-
saram os poderes de sua proviso que Ihe haviam
dado he .Manuel l'erreira Mendes (ioimarSes, o nSo
Joaquim Kerreira Meudet tiuimares, como por eu-
sano declararan! cmseu anuuncio, dando assim orna
- il 1-1,0.0. a quem quer que se suppoz oflendido.
Kecife s de abril de 1850.
Of/erece-se um 111050 porluguez para enfer-
meiro de qualquer dos bospilaes desta praca, para
que lem bstanle pralica e servir no mesmo em-
preo, razao porque ja servio em um dos bospilaes
da Europa para mais de 12 anuos, tem pratica de
om tudo o que respeita o emprego, sabendo mus
sangrar, tirar denles, deilar ventosas, fazer barbas,
corlar cabello ele, etc., o Sr. que esle .pretender ou
seja para hospital ou loja de barbeiro dirija-se a roa
da Cadeia de Sanio Antonio n. 28, das 10 horas da
mai.b.i 1 as 2 da tarde.
O Prcisa-se de urna pessoa orpha, tanto (JJ)
.j masculina como femenina, de maior ou me- 9
' or idade, ale 7 anuos, para servir decompa- 44
.i uhia em.casa de familia honesta, promelte- 9
3 se-lhe boa educacao e tratamentd : quem a tjp
;; isto se quizer prestar. ..ppareca no paleo do 9
~i Carmo 11.'.), ou 110 collegio das orphas. ag
5^;r;@3se-*5l##j)
Sendo o abaixo a>signado o encarregado da li-
quidac3o da casa de seu finado pai Francisco Paos
Hrrelo, e leudo desapparecido desde o dia 1.* de
fevereiro do correnle an'no o escravo Cosme, perten-
cente aos bens do dilo seu pai, o qual escravo so
achjva servinJo a meu mano Manoel Joaquim du
Kego Brrelo, c leudo desconfianza de que elle se
achu occullo por alauem, desde j protesto contra
um tal |,roce.lmenlo, e procederei em tal caso com
lodo o rigor que me facultam as lea, na cobraos*
de ponas e damnos. Os sisuaes caractersticos do
dilo escravo sao os seguintes : crioulo, idada 30 an-
nos, urna bebde em um dos olhos, falta de alguns
denles da frente, algama barba, usava de um pansa
piulho, bem espadando : qoem delle liver noticias e
e pegar leve-o ao eugenho Montevideo da fregoetia
de Ipojuca. ou nesta praca a Domingos da Silva
Campos. Eugenho Montevideo 7 de abril de 1856.
Joaquim I ranci.co l'aes Brrelo.
(I Illm. Sr. ihesoureiro manda fazer publico,
que estn expostos a venda.das 9 horas as 3 horas da
larde.os bilheles da 2.a parle da 4." lotera do Gym-
easio Pernambucano, na Ihesouraria das loterias ra
da Aurora n. 2(, como tambem na ra do Crespo,
loja dos Srs. Autouio Luiz dos Sautos & Kolim, ra
do Livramenlo botica do Sr. Cliagas, e ra de Auro-
ra, loja de funileir.i, do Sr. SebasliOo Marques do
Nascimenln, que faz esquina para o aterro da Boa
Vista, e as rodas da supradilo lotera aiidam impre-
leriveluiene no dia 12 do correule mez.O escrivo,
Antonio Josc Duarte.
Maeearila-se de duas peasoaa para o servido iu-
tiriio de urna casa eslrangeira, uma que coznhe e
en&ommo e uulra que eutenda de costnra : ua roa
Nova n. 17.
Houbo.
O abaivo asstgnado promelte gratifi-
car generosamente os Srs. relojoeiros,
ourives, inspectores de quatteiro ou
qualquer outra pessoa, que poder desco-
bi ir o roubo fetto em sua casa, na noite
Filippe Francisco l'ereira rosa a qualquer pes- do I do correnle, na travessa da Madre
soa que se julgar seu rredor, haia de apresentar sua 1 r. 1 1 1
conla para ser embolcado, na ra da I'enha, segn- de Deos de um "elogio de OUKO paten-
do andar do sobrado n. I. IteSUSSOn. 42S-, de .\11\a cubera, sen-
Di-se 1003 a juros sobre hvpolliecas ou penho-, do esta ra/.a porbaixo e ouvada por ci-
res : quem precisar annuncie. j lna> esmaltado de ambos os lados com
A Sra. D. Helena Asllcv relira-se para logia- vivos de azul e blanco, sobreo mesmo es-
malte uma corrente de ouro inglez (mas
-Marcelino santiago de Vasconcellos I A. vai ao das modernas) de elos miudinhos e
das de licenca I, .
lapidados,
ISJ (*.i,
10 |.l,|
il.vc lar de 26 11.il e lautos reisiua-se2iil e Un
mil rei
No dia II as II horas, na sala das jii'liencias,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de uiiscufs. se ha
do arrematar a c-crava Marceliua.avaliadnera 5509,
perienccnlo a lieranea da finada Defina.
a.datie (;1 v loria.
Joao l''ranc!sco C.oelbo lliiaucourl, advogado for-
mado .ni ilireilo. residente na referida cidade. olle-
rece o seu prestuno 110 foro, lano civolcom .'rime,
a qualquer pessoa qoe delle se- queira uelisar, |iro-
leslaudo ser ponlual no desempenlio de sius deveres.
Igoalmeule Irala de cobranras, lano amig veis como
judiciaes,
Lava-so muilo bem, taulo de b.irrelli como de
libio, por preco em conla, e lainliem eu;oiuma-se
com muilo aceio roopa de homem e senhera, e co-
em-se camisas e ceroulat de homem : quem quizer
annuucie.
a provincia da Parahiba com 12 a 1.'
ver sua familia.
Aluga-se um muleiue que cozinha muilo sof-
frivel diario, c faz todo servico de ra ; assim co-
mo um mualo bom copeiro : na ra Nova n. 12,
oja.
A (ahorna nova de Gurjaii de cima contina
a eslar sorlida de lodos os generu de molhados, (a-
rendas c miudezas, lambem havera pao e bolacha
fiesta lodosos dias.de boas familias, assim como bo-
picbinhas dore e guada de lodas as quslida.les para
cha. tudo pelo mesmo prero da prara, 011 com pouca
.lill'ercnca.
Segunda-feira II do correle co-
mefarA o oainibus as suas viasens
de Olinda para a academia, e desla
para aquella cidade ; as horas das partidas serao
marcadas conforme a vontade da antora dos assis-
nantes ; cusa 2"'""" a asdsiialura mensal, |iaga a-
diaiilada, e Irata se no escriplorio da ra da Cadeia
de S.uto Antonio ". 1:1. Alvcrle-se aos senhores
assignaotes dos omnibos, que de boje em dianle s3o
obrigados a pasar 5110 reis por qualquer pe-soa que
tiouver nas escadinhus dos mnibus.
Lotera doGvm-
iiasio PernaiiM-
bueano.
Aiitanhaa Ittdo correa
te, ; ndaiii as rodas da ic-
erida loterM, no saio dj
ra da Praia n. i7. o res-
to de uieus biliietese cau-
telas est venda tas lo-
jas da |>r (;i da indepen-
dencia ns. 4, 15, 13 c 40,
e us outras do costiiiiie;
as sertes grandes que s.i-
liirein em meus ditos i>
Nilese cautelas, se ra pa-
gas conforme meus au-
nuncios, logo que sahira
ist.i gi-al.-"- kecife M d
abril de 1856.--O came-
lisa i, Antonio Jos orri-
II .ibaivj assiL.||,, lo declara, que leudo manda- jiiik ili> "a/iir-r/r i'/iii
do fa/er um requeriinenlo para rilar Jos Sabino da !/"L!> '- OH- mWHUtil. .
No dia 5 do coirenle, ilesappareceu do lugar
dos CoelllOS urna canoa de lote de I,50lljolos, aber-
la. sem Lauco no meio, ja um pouco usada, cousla
que no praia-inar de sabbado, ella nassara a ponte
lo Hecie.c foi visla ale a volla do Porte do Mallos,
da-se uma graliOcaro boa a quem della sunber e
dor parle a seu dono, morador ua ra larga do lio-
sario n. IS, sonde sera recompensado.
Na taberna nova do retiro do caes do Hunos
ha eoiistanteiiicnle um deposito de lenha de lodas
as qiiodades. cal branca e prela, toda a qualidade
de agurdenle, as-im como a superior caima, espi-
rilo de vinbo. molde enuenho e ludo se vende por
menos que em uulra qualquer parle. Tambem se
comprim botijas vai rafas va/ias que srjain limpas.
Joo Gremar pelo prsenle aiiuuucia que o seu
telheiro que lem servido de eocheira na ra da liuia
n. I, acha-se desocupado por ler mudado-se Kran-
ciseo Coelho Juuior, que liuha eocheira no mesmo
telheiro: por isso .1 pe-soa que o pretender dirija-se
a casd Uo aununciaute no aterro da Boa Villa.
Cada proposta deve ser acompuuliada
dos nome) por estenso dos pretendentes,
e a (|tiantidade de madeiras que podera'
contratar.
O preeo dos doi mentes deve ser esti-
pulado por cada ind, e devein ser entre-
gues em qualquer lujar da estrada, des-
de o Recite alea villa do Cabo, conforme
as ordens do cmpreileiro.
Adverle-setfas os pretendentes devein
dar urna garanta competente em como
podem ettinprir cornos seus contratos.
Para outras informaees podem os pre-
tendentes dirigise a ra do Trapiche
11. 12, segundo andar, escriptorio de Ge-
oiire Furncss.
Irmandadedo Divino Hsptnlo Sanio.
A nieva regedora ruga a todos os seus inmlos hajam
de com|iaieeer 110 respeclivo consistorio no domingo
|:l do correnle as nove huras da maulia, alim de
conslitoirem mesa tteral para deliberar sobro nego-
cios de inlerease para a irmandade.
tMVerece-;o uma ama para fa/er 11 servico le
portas a dentro, a qual Cozinha, engomma o (a/, o
mais servico : no becco da ll.niilia .1. 10.
reqoeriineulo pa
"s I Silva, e a pessoa que fe/, o reipierimenlo poi Jos Sa-
bino Lisboa, por ,i la/ ess-i declaracao para n Sr.
Josa sabino Lisboa saber que foi um ensao, c mes-
mo que o abaivo nssignado conla nenhuma lem com
o dilo senlior.Bcrnardino de Souza Pinto.
lia loja de fcrragensdu Sr. Tilomas Pernan-
des da tainha ale a casa 11. 15 do largo du I,ojio
Sanio, perdeu-so uma caria viuda da eidade do Por-
to pelo brigae S. Manuel I, para Hollino dos Ali-
jos Teiieira : roga-se a quem arhuu e favor do a eu-
Iregar,
I'recisa-se .I" duas amas, nina para cozinhar c
nutra para comprar e fa/er o servico interno : na
ra da Cadeia de Sanio Antonio, defronte da ordem
,terceira de S. Kranciseo n. I.
Quem aiinuiicioii no Diario de hoiilem 2 es-
cravo para alagar, dirija-ao as Cinco Ponas n. 63,
pada>'ia-
^J Luiz Candido Ferreira Karores, ridado brn-
sile'tu> val 1'ortug.il a bem dos seui iolereases.
com o encadeado muito uni-
Jo, e mais uma chave de ouro de for-
mato grande e oitavada mas inufilisada
para dar corda por estar quebrada na
ponta : por isso recommenda a pessoa
que aljjum destes objectos descobrir, an-.
nuncie para ser procurado, ou dirija-se .
ao annuneiante, na mesma travessa n. 18
para ser gratificado.Joaquim Antonio
(ionealves da Rocha.
O Sr. Antouio Joaquim de Mello Basto queira
procurar uma caria no escriplorio de Manoel da
Silva Sanios, na ra da Cadeia Velha.
- O abaixo assignado faz scieute a lodos, para
que mo pussam alienar ignorancia, que passon Ires
lellras, cada uma da quaulia de 1:1003000 em frvor
do lenle Joso de Barros Pimentel pelo arrenda-
iiieulo 1I0 engentan denominado Riheiro, na fregue-
sa de Agua l'rela, termo de Barreiros, sendo orna a
vencer-se em maio do correnle anno, outra em maio
de 1857, e a oulra em maio de 1858 ; etsas lellras
boje gyrura, islo he, duas em poder do capillo tlo-
miugos Sorianno de Atevedo e Silva, e uma em po-
der do Dr. l'.lin-: iva.i Xavier Lopes, segundo tran-
sacees feitas entre esses senhores com o mesmo l-
enle Jos de Barros IMmenlel. Mas n;lo be n abano
assignado por si ou seus her.leiros obrigado ao paga-
mento do dtai lellras.porque desfez o arrendamento
do mencionado en^enho ; recebeu oolras lellras nes-
se acto, o que se nao fez a respeiio das cima refe-
ridas, por dizer o mesmo Sr. Pimeolel que andavam
em s>ro ; enlreUnlo da escripiurade destrato enlre
o abano assignado e o propietario do mesmo clse-
nlo Kibeiro pelo carlorio do labellido Casado Lima,
cousla a emneraiAo do abaiio assignado para com u
pagameulo das ditas lellras : u que avisa ao publico
para a sua intelligencia. e direrr;3o. Engenho Sau-
sinbo "J'i de marco de IS.ML
Francisco do Kego Barros lioiabeira.
I'recisa-se alnuar um siliu perlo da prara : na
ra da Cadeia do Kecife 11. Ili.
Antonio Jos do Castro e sua familia segueta
para Europa uo vapor fraucez nCadiz.
Joaquim l'erreira Meodes (inimares, morador
na ra da Cruz do Kecife. sobrado 11. 57, declara que
minea recebeu procuraran de James Crablree & C,
para cobrar as suas dividas ; u por isso udo be ezac-
lo o queevpenderam em um aumneie publicado no
Diario de l'ernambiico, huiilcm 8 de abril de 1856.
.Viuda est para se alugar uma casa na cidade
de i Mi.na. na ra da ladeira da Misericordia 11. '2,
caiada e pintada de prximo, nao poique morresse
iiiuguem .le cholera-morbus, mas porque quem mo-
rava ua casa era aceiado, e por isso esla limpa.
11 r. I'. Aducci, medico operador ilaliauo,
participa ao respeitavel publico que esla' ainda mo-
raudu na> hospital da ra da Aurora, aonde pude ser
procurado a qualquer hora do dia ou da noile. A sua
especialidade he partoJ.doenjj dos olhos e vias ouri-
narias, possuindo ferros totalmente novos para sanar
qualquer couslricc.io da uretra. O sen folhcto sobre
0 Iralamenlo du cholera, impresas ua Baha, se ach
a' venda na sua morada. *
O abaixo as.dznado, bavendo sido sorprendi-
do pela leilura do boltetim do cholera publicado no
Diario de l'ernamlmro e 5 do correule, no qual
vio sob 11. 2,251 o ueguiote : Anlomo Jote da Silva
fraga. Portugal, -MI annos, solttiro, branco. Boa-
1 isla, leilor, ra /leal, sobrado de/ronle da Et-
tantia, ve-sc na necessidade de declarar que nouve
ahi engao quaudo se da ao fallecido a profssao de
feilor; por quanlo o dilo fallecido sondo irniao
do abaixo assisuado com elle mor.iva. uo como fei-
lor e sim como seu innao solleiro e fazeudo parle de
sua familia, tjualquer assento que uesle sentido so
baja Mito nos archivos pblicos be inexacto, o o
abaixo assiguado prottsla nao ter lido parle em se-
melhanle declaracao, sendo que o estado de enfer-
midade a que esta reduzulo em cima de uma cama o
impede de vigiar como Ihe compre em oceurreiicias
desta ordem. E em quanlo por si uada pode fazer
para que em taes archivos se reslabeleca a verdade,
faz o presente- proleslo por deferencia ao poblico,
peranle o qual ole pode conseulir em ver deprecia-
dos os .eus senlimciilos do fralernidade. Kecife 8
de abril de 1856.Manoel Jos da Silva Braga..
MUTTUADD"
ILEGIVEL


%
Terceira edi?ao.
TR1TA1EIT0 HOIOPAYHICQ.
Preservativo e eurativo
DO CHOLERA-MORBU&.
PELOS DRS
uislcuc^.io aopovup.irase podercuranlesla eutermidade. administrndoos remedio* mais "ellicazes
para atalha-la.eraqua uto Berecorreaomedico,ou mesmo paracura-1 ai iidapeudenle desle nos lugares
ere que nao os ha.
TRADUZ1DO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Esles doosopBSculoscontcmasindieac.es mais clarase precisas, e pela sua siroplese concisa eiposi-
Sao eilnao alcance de loda as iulelligcncias, nao so pelq que diz respeito aos-uieios curalivos.como prin-
cipalmente a-s preservativos qoe lemdado os mais satisfacloriosrcsollados em loda a parle em que
ellas lem sido poslos cin pratica.
Seodoolrilamenloliomeopathiroo anicpqu* letn dado graudcsresulladosnocuralivo desla horn-
vel aofermidade, jolaamosa proposito traduzrrestes dous importaules opsculos em Iiucaa vernaci-
la, para deat arte facilitar a sua leilura a quero icoorc o francer.
Vende-s* nicamente no Consulloriodo traductor, ra Nov n.ii, por 2JJ000. Vendem-se lambem
o inedicamenlos precisos e bolicas de 12 tubos com om frasco de lindura l.Vs, urna dita de 1(1 tubos com
livro e 2 frascos de tintura rs. 25S000.
cURIO 01 PIRMIUOI SEXT1 FElll II |[ ABRIL 01 1865
PEDRAS PRECIOSAS-
MOREIRA & DARTE.
1.0.1 A DI 011 VES
Ra do Cabuga n.
Ilecebem
OURO E PRATA- I
7.
por l.o-
Adereros de brilhanles, *
diamantes e perolas, pnl- *
ceiras, allinetes, brincos -
! roletas, boloes e anoeis **
de diflerentes gostos e de
diversas pedras de valor. *
cp,r^ o| dosos vapresela Eu-
SSCT;^ | rP5JS obras do oais
!oia,deoV,2,diZ;"S iodenio gosto, tan-
ou por obras. ,
wskatasaEsasiKsiSk*"*!;
~ Aderecos completos de 3
> ouro. meiosdilos, pulcci-
* ras, allineles, brincos e *
S rojetas, cordes, trance- J
j lins, medalhas, correnles -
g e en Ipiles para relogio, c f
Z oulros muilos objeclos de
ouro.
Apparelhos completos,
5; de prata, para cha, ban- *
-> dejas, salvas, caslicaes, j>'
/' collieres de sopa edecha, *
S e muitos oulrus objeclos
.. de prala. &
X o, *.>. o & ? o ?;:: i
AO PUBLICO.
No ,ii raazem de f:izendus bata-
tas, ra do CoIIegio n. 2,
vende-te um completo tortimento
de fazendas, linas e gfossas, por
precos mais baixos do rpicemou-
tra (ptalquer parte, tanto em por-
rees, como a retaiiio, aftiancando-
se aos compradores uro s preco
para todos : este cstabelcciincnto
ahrio-sc de combinaeao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, lrancezas, alletnaas e suis-
Sa>, para vender fazendas mais em
COnta do que se tem vendido, epor
isto oirerecendo elle maiores van-
tagent do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
ta hclecmento convida a'todos os
seus patricios,, e ao publico em {je-
ra I, para
seus inte:
baratas,
CoIIegio n
iiOTrrtna
bem los
mprar fazendas
lo tle Franca como
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o eommodo como cos una m.
Retratos photogra-
j phicos, paiaageos e til
Us de monumentos, ,.
3 reproducedes de todos -
9 estes objeclos pinudos
3 por qualquer outro :
? sTsleroa, sejam quaes :
, forem suas dimensoes.
':,: Collecces de stereos-
3 copo, etc.
VlIHesci i; .t;:
ESTABELECIMENTO
NIIHtlUIMIIIII.
KlA J)A CADEIA,
ESQUINA DA RA DO CRESPO.
PERNAMBDCO
.:
Pbotograpbias colo-
ridas a oleo e a qua-
rella. Reccbem-se en-
commendas de todos
os objectos pertencen-
tes a pholographia e
daguerreolvpo. segun-
do o precei lo dos cbi-
micos mais modernos
e acreditados.
:.: bMVfl
O abaixo .issianado lem a honra de avisar ao respeilavel poblico desla cidade, que de hoje em dianle
(tiara aberlo o seu estabelecimento pbotographico lodos o dias, desde as l horas da niaul.Sa ale as > da
tarde ond. aquellas pessoas que o lionrarem com sua conlianca, poderao oblcr por um preco muilo ra-
TOavoleem alguna segundos, retratos liis tirados pelos sjslemas mais modernos, e em vog'a em toda a
O mesmo abano assiguado encarrega-se de tirar vislas de qualquer poni desla cidade ou seus arrabal-
des, awim como copias de paioeis, planos de archilectura, ele.
He motil demooslrar aqui as vanlagens e superioridade dos rclralos pholocrapbicos lirados sobre vi-
oro, papel, em comparatao com os de d.guerreolxpo, nos quae o relleio d. chapa deslnie, ou pelo me-
uos altera sensivelmenle o efleito, porque os enhores que se dignaren! vizilar este eslabelcciineulo pode-
ro depois de nm simples ame, conhecer por si tnesmos, a dinerenc,a que eiisle entre os dous sv slemas.
U oroprietano desle estabelcciinenlo nao lem poupado csrorros e sacrificios, afin de vulparisar nesla
cidade urna arle lao importante e nova, que lem sido lao justamente aceila na Europa, e que n.io menos apreciada pelos habitantes desla provincia. Elle varante a solide* das cores de seus retratos, que
por deponerlas novissimas pode torna-Ios lualteravcis, e quanto a semelhanca ninguem sera obrieado a
aceita -tos se ella nao for,completa. "
Nesle estabelecimenlo encontrarao os Ilustres \ilautes um cmplelo sorliinenlo de quadros, mulduras
e camntias do oliimo gosto, sempre augmentado pelassuccessivas remessas que por. lodos os navios vindos
le franca, serao relias de tndoque houver de melhor nesle genero : oulro san. pdenlo le retratos pholo-
^rapnicos, coloridos a oleo ou a quarela. por um pintor de reconherido mrito, que o abaito assisnado
niaudou vir de Pars.
Com o apparelhos de dimensoes colossoo que existero no cslabelecimenlo, pode-sc Urar lelralos :l on
I vezes maiores que os que se lem vislo uesla cidade.
O abaiio assiguado scicntifica a aquelles senhores que se dignarem ulili-ar-se de stus servicos, que de-
veno prevem-lo om da antes, para que sejam servidos com preferencia e a urna hora certa.*
Augusto Staht.
Itecifc, IU de abril de I8.V.
Iiistrucciio mural e reli-
giosa.
Etlu compendio de historia sagrada, que
lot appt-ovado para nstuiccao p.tiutaria,
lcndo-se vendido antes da approvaco a
I.SDOrs., passa a ser vendido a LsOO :
na "ferrara ns. 6 <: 8, da piara da Inde-
pendencia.
Precisa-se alugar um pe<|uenb sitio
1 icrto desja cidade, o qttal ten ha lugar pa-
ta guardar um cavallo e que nao seja
prximo a charco ou agua estagnada, e
se tiver casa assobradada melhor seta' :
na livraria ns. 0 e 8, da praca da Inde-
pendencia.
-gje3C-r
% Acha-se a venda na coufeitaria da ra da (a)
@ Cruz, perlcuceule a A. A. Porto exccllenle @
a> geta de varias, qualidades, perfcitamenle %f
9 acondicionada em latas de :l libras; igual-
9 mente muilo liom doce de calda surtido em et
pequeos barris, e todqji os mais arligos de 9
9 doceria, ludo confeccionado com o maior es- a)
9 mero : apromplam-se encommendas para a)
O dentrofura do imperio, com loda activida- a)
s*fe de e lirnpeza. m
0*Dr. Vicente Pereira do Reg par-
ticipa aos seus amigos e constituintes,
pe transfet io o seu escriptorio de advo-
gacia para a ra do Oueimado n. i, pri-
neiro andar, onde pode ser consultado
das 10 horas da manha.i em diante.
Qaer-se alugar um escravo para servico de
cata: a trilar na ra do Trapiche o. 16, segundo
endar.
Candida Maria da Pai\5o Rocha, pro-
fessora particular de instruccao primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pais de suas alum-
nas, que acha-se aborta sua aula, naqual
continua a ensinar as materias do costti-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas c externas, por precos razoa-
veis.
Trocam-se notas do Raneo do Brasil
porsedulas: na ra do Trapiche n. 40,
segtindo andar.
REPERTORIO DO IEDICft
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DEROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c poslo ero orden) alpliabetica, com a descriprao
abreviada de todasasmolestias, a ndicac.;io phvsio-
logica e Iharapeutica de lodos os medicamentos lio-
roeopalnicos, seu lempo de acr.ui e concordancia,
seguido de nm diccionario da significarao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DB, A. J. DE MELLO MORAES.
Of Srs. assignantes podem mandar bascar os.seu
etemplares, assim como quem quizer comprar.'
A HONEOPATHIA E 0
CHOLERA.
'nico tratamento preservativo e |g
curativo do cholera-morbus,
TOLO DUTOR (0)
I Sabino Olegario Ludget o Pinho. ^
Segunda edicrSo. !?
"A beuevoleocia com que fui acolliida pe- V|9
I lo publico a primeira edicto desle opus- /<#)
culo, esgotada no curto espaco de dous me- 5
lea nos induzio a reimpressa- ')
Cuito de cada exemplar......SIKKI ;A
Carleiras completas para o traa- Ww
ment do cholera e de moilas ou- IA
tras molestias, a..........:HI3000 Z
Meias carleiras..........lligOUU %9
O O'""diemenios sao os melhores possiveis. Sk
2 Consultorio central humcopalhico, ra !*!?
W da Santo Amaro Mundo-Novo n. (i ^)
regut
Commissao de beiieiicencia da
de Santo Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parle da associacito cotnmercial beneli-
centedesoccorrera pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisaren! de soccor-
os.queiraoentendr-iea ptalquer hora
na ra Nova n. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fonseca, na ra do Trapiche n.
W, de Thomaz de Faria, e na mesina ra
n, t, de Salustiano de Atptino Ferreira.
Peruambuco 25 de fevereiro de 1850.
Salustiano de Atptino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Faria.
l J. JASE, DENTISTA. \
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- #)
Iro andar. g>
@s*oa)9aia>a)s>
Precisa-se alugar dous prctos capti-
vos, dando-se o sustento, para trabalhar
nesta tvpographia : na livraria ns. Iic8
da praca da Indepeeudencia.
Nj asa da residencia do Ur. Loureiro, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de umt
ama de leite, forra, que nao Iraga comsigo o lino,
que liver, de peito.
Associa^Ao Cotmiiercia)
itie tcente.
A commissao encarregada pela Associacao Com-
mercial Beneliceutepara distribuir soccorrs al clas-
ses necessilads do bairro do Reoife, faz saber a
quem se achar uessas circunstancias, que pode pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualqoer hora. A commis-
sao estando disposla a nao se poopar a quaequer es-
torbos para bem desempenhar a miarte que Ihe foi
confiada, roga as pessoas que tiverem conhecimenlo
da que qualqoer pessoa em suas visinhanr-as se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qoal-
qoercircumstaneiauo npossa solicitar, queiram ter
a boii.ladi! ilc ,i-im Ih'o indicar, afim de prompa-
mente serem ministrados os neressarios auxilios.
- Antonio Alvas Barbosa, ra de Apollo n. 110.
Joso Teiicira Bastos, roa do Trapiche n. 17.
Joio da Silva Regadas, ra do Vigario n. 4.
Associacito Cojumerclia
Beficente.
A commissao nomeada pela Associacao Commer-
cial Benelicente desla praca, cem o fim de soccorrer
as pessoas necessilads e desvalidas da fregnexia da
Boa-Vista, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em lacs circomstancias, de pro-
curar a JoSo Malheus, ra da matriz n. 18; Manoel
Teixeira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalbo, Kslancia : desde as 7 horas
da manh3as9. ea larde das i horas em dianle
em caso urgente, porcm, serio soccorridos prompla-
mente a qualquer hora. A commissAo desejando
acertar na forma de distribuiressoccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais condecidas
desla freguezia que tiverem perfeita sciencia do es-
tado de precisao de qualquer familia, se diguem de
a informar afim de ser com promptidao atlendida.
Becife i"> de fevereiro de IS5(i.Joao Malheus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valbo.
Na travessa da Congregarlo, loja
de encadernaeao, continua-se a vender
muitasdasobrasdedireitosja' annuncia-
das por este DIARIO, como lambem ott-
tras muitaf nao s de direitocomo de ma-
terias diversas, na mesma casa vendem-se
algumas obras latinas, proprias paraos
queestudam esta lingtta : todas as obras
estfio rra muilo bom estado, c por ellas
a/.-setodo o negocio, porem a dinbeiro.
Lava-se e cn;oinma-se por preco
eommodo e da'-se a I mocos e ianlaei com
muito aceioe promptidao: na ruado Li-
vramenlo sobrado n. 1.
Precisa-se de urna ama forra ou capliva, para
lodo servii-o de urna casa de pouca familia : na ra
da Moeda n. 2.
Precisa-se de serventes livresou es-
cravos, paga-sebem : na lundico da Au-
-Precisa-se de-urna ama de leite aue|^0ra, em Sanl-Amaro.
eja la da e tenha bom leite, para criar' Precisase de om caixeiro para taberna, que
um menino muito manso: no aterro da leill'il 1(i annos> P"c mais ou menos, anda que
Bna-Viil i n 9(1 ...,,j j tenha pouca pratica, que di-couheciinenlo a >ua cun-
-Tilia D.XO, segundo andar, OU H0 duela : no l.ecco Largo, liberna que vira para a ra
da Senzala Nova u. :| Precisa-se de una ama de'leile : quem esli-
ver UMlaa circumslaucias, pode vir Iratar na ra
arga do Rosario n. 35, loja de miudezas.
O collegio das orph.las, silo em a ra da Auro-
ra, precisa de urna cozinheira e urna servente, liber-
ta ou capliva: no aterro da Boa-Vista, casa n. 78,
de um s andar, a Iratar com o thesoureiro J. 1.
Duatte.
Rectfe, ra do Torres n. U, c promette-
*e gratificar satisfactoriamente a' pessoa
que der noticiae a levar a casa cima.
Aluga-se na Capunga a casa com commodida-
de para grande familia, sitio e jardim. cocheira e
estribara para 8 mallos, propriedade da viuva
Lasserra: podem par esle fim entender-se com Ma-
noel Gonsalveida Silva, rn da Cadeia.
a/.i'in da ra do
2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
tSEragiaEaflap^sraB
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
lotera da matriz da Parahibuna, que
devia correr de 7 a 9 do crtente: os
premios at 4:000|0O0ri., lerSo pagos
a'distnbuicao das listas.
Urna pessoa habilitada com longos
conhecimentos praticos do commerciocm
todos os seus ramos, sendo aconselhado a
bem da sua saude, a fuzer urna viagem
mais ou menos prolongada, quer a's re-
publicas do Prata ou do Pacilico, ou mes-
moa Europa, seolireceao commercio
desta praca para agenciar relacoes COtn-
merciaesem qualquer das praca desses
pai/.es, reahsar quaesquer liquidacoes
commerciaesamigaveis, ou dcoutra qual-
quer natureza: se houvet <|uem tpteira
utilisar-se de tal convite, poder-se-ha di-
rigir em carta lechada sol t:s intciaes
A. P. Q.ao escriptorio desle DIA-
BIO DE PERNAMBLCO, para se entrar
em ajustes.
LIQUIDADO.
Poniiiat.aii, aferr la
Boa-Vista n. 16,
tem a honra de participar as pessoas que desejam ;
comprar o seu eslabelecimenlo, com armai."m, mobi- '
lia, lerramenlas de seu oflicfo, epor;es de fazendas
como sejam, galoes para os carros, arreos para pa-
relhasde cavallos, lanlernas ricas e ordinarias, freos,
bridoes. chicles de baleia, ditos iberios de Iripa
para carros, velas para lanlernas, frelos para srllins,
estribos, chicotes, esporas, brilla em palha e de cou-
ro, tesouras de todos os lamanhos, facas para mesa,
iinvalbas, aliadores para as dilas. rerraoteolas para
denlisla, limss para os denles, polvarinho^ chum-
beiras, espoletas, fundas, collieres de melal, espon-
jas grossas, pello de camurca. nivel d'aaua, e um
grande sorlimenlo de cachimbos e lomo, que lodas
eslas fazeudas sao frescas e de boa qualidade ; vis-
la do comprador se fara qualquer negocio.
ARItENDAMENTO.
A loja e nrinizem da casa n. 55 da ra da Cadeia
do Kecife junto ao arco daConccicao, acha-se desoc-
cupada, e arreuda-se para qualquer esfabelecimtuto
; em ponto grande, para o qual tem commodos suui-
cienles : os preleudenles eolcuder-se-hao com Joao
Nepomureno Barroso, no segundo andar 57, na mesma ra.
PUBLICADO' LITTEKABIA.
Repertorio jurdico.
Esla poblicacao ter sein duvida de nlilidadc aos
principiantes que <-e quizerem dedicar ao excrcicio
do furo, pus oella enconlrarao por ordem alphabe-
lica as priucipaes e mais frequentes oceurrencias ei-
vis, orphauologicas, commerciaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remissoes das ordenacoes, leis,
avisos e rcgolameulos por que se rege o*Brasil, e
bem assim resoluciies dos Praxislas amigos e moder-
nos em que se lirmam. Contcm semelhantemente
as decisrtes das auesies sobre sizas, sellos, velhos e
novos direitos e decimas, sein o Irabalho de recorrer
collecco de nossas leis e aviso avalaos. Consta-
r de dous volumes em oitavo, grande fraucez, eo
primeirosabio luz. est venda por 85 na loja de
livrosn. (i e 8 da praca da Independencia. t)s se-
nhores subscriptores desla pulilicacAo existentes em
Peruambuco, podem procurar o primeiro volume
na loja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula Brilo, prac,a da
CpnstitaieSo; no MsrauhSn. casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; e no Cear, caa do Sr. J. J-
se de Oliveira.
(&ompva$.
O alvicareiro da torre do CoIIegio
compra um oculo de ver as colisas como
sao, e nao urna por outra, como o vapor
AMAZONAS pelo PABAENSE.
Compra-se urna ou ditas ovelhascom
ai cras, e que tenham bastante leite:
na ruado Rangcl n. ")(), primeiro andar.
Precisa-se comprar om ou doos quarlos : na
ra da Cadeia do Recife n. 1ti.
Compram-se notas do Banco do Bra-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
gundo andar.
Compra-se um guarda louca que
esleja em bom estado: no primen o andar
desta tvpographinse dir' quem compra.
Compram-se escravos e recebem-se para ven-
der de commissao : ua ra Direila n. X
Compra-se urna meia grade para porta de der-
redor, que tenha 6 palmos de largara, estando em
bom estado : na ra do Brum. passaudo o clifariz,
primeira casa.
aSenbaS.
oiiiiiiuteau, aterro
. Boa-Vista n. 10.
a>\
tem a honra do participar as pessoas que Ihc ficam
devendo, que elle se acha na necessid.nle de por o
seus nomes no Piario, pois nao quizeram responder
aos aunuucios de 27 de fevereiro ale :i de marco.
Na mesma casa vende-sc vioho francez de primeira
qualidade, em barrica.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os liilheles e cautelas do caulelistu An-
tonio Jos Rodrigues de Sou/.a Jnior nao
eslaosujeitos ao descont dos 8 por cen-
to do imposto da lei, osquaes se acham
a' venda as lojas da praca da lndepen-
dencip ns. r>, 15, 15 e 40, ra Direita n.
15, rita da Praia n. 50, ra do Crespo n
, e na ra do Livramento n. 50. As
rodas andatn nodia l do presente.
Os premios sao pagos logo pie sabir a
lista geral.
Bilhetes 5)800 recebe por inteiro
Meios 2j{000 .< ..
Tercos sOO
QuartosLsOO
Quinto I 200
Oitr.vos 760
Decimos 640
Vigsimos 520
3:000|000
2:5006000
f:666$666
1:2."i0s000
1 ;000s000
(i25.s()00
500*000
250*000
O referido cautelisla declara, que so pa-
ga nos seus bilhetes nteiros vendidos os
8 por cento, como tem annunciado.
Souza Jnior.
HOMO
PATUCO.
Ra das Cruzes n 28.
Conliuua-se a vender os mais acreililados &
medicamentos dos Srs. Castellao e Weher, />
em tinturas e em glbulos, carleiras de lo- V/1
dos os lamanhos muilo em conta. l
i
Tobos avulsos a 500, 800 e IfOOO.
1 ouc.a de tintura......JatlOO
Tubos e frascos vazios, rolhas de corln.-a
para tubos, e^udo quanto he nccessario pa-
ra o uso da homieopathia.
w
de olliciaes de alfaiate
na ra Nova, esquina
a ser os
inesiiios que
Precisa-se
para, toda obra
da ponte.
80,000 rs. de gratificado
Fogiodo engeoho Bom Jess do Cabo, o cabra
escravo, de nooic Vicente, alio, espadando, pernas
Unas, roslo comprido, sem barba, cabellos corridos
c crespos, de idade de 40 anuos, he distilador, loca
rabeca e gaita, e he flho dosertao da Serra do Mar-
lins : quem o apprehender e levar ao referido en-
genho ou a casa do comincndador l.oiz (jomes Fer-
reira, no Mondego, recebera a quanlia cim..
AO PUBLICO.
O padre l'homaz de Sania Mariauna.de Jess Ma-
galhaes, legalmenle provisionado para poder exercer
o magisterio dos eslodos do primeiro grao, avisa ao
publico, que com brevidade abrir no bairro de San-
io Antonio a sua aula de primeiras- ledras e latim,
anuexando-lh um curso completo das linguas italia-
na e franceza, dirigido pelo Sr. Alberto Tallone, sob
a expressa condijao de traduzr e fallar esles idio-
mas no prazo de um auno lectivo. Nesla mesma
aula havera lambem urna escola de msica vocal e
instrumental, e um curso de conlraponlo, o que lu-
do promelle ser desempenhado com inteiro aprovei-
tamento des alumnos. O preco he 5)000 por cada
um dos cursos de linguas latina, italiana, franceza e
msica vocal e instrumental; continuando
precos da aula de primeiras lellras
cosiumava ler ; quaulo aos alumnos que desejarei
seguir o curso de cuiitraponlo, deverao se entender
ua aula com o respectivo professor. A aula nao
Irabalhar.i nos domingos, quinlas-feiras e dias sanios
de guarda, como lambem lechar., no no dia ai de
dezembro, para abrir no dia 7 de Janeiro. Os Srs.
alumnos que desejarem se matricular, devem faze-lo
quanto antes na casa do annunciante, no largo da
Sania Cruz n. \>, cerlos de que a aula sera iberia
logo que houver I: alumnos matriculados, o que se
fara scienle pelo nidrio. Os alumuos serAo obriga-
dos a pagar sempre as roeusalnlades adiauladas.
O arrematante dos imposto*das ifericdea, ms-
cales e boceteiras do municipio do Recife "faz cerlo
que he chegada a poca de reverem as aferlcOesji
feilas ; assim como de novo convida a virem afe-
rir os estabelecimenlosea grande quanliilade de me-
didas de rna que deixaram de aferir nu lempo com-
petente, e at o presente nao o tenham feilo ; lam-
bem lembra aos mscales e boceleiras a lirarem as
suas le ene i-, do contrario usara dos meios da lei
vislo ser prejudlcado em seus inleresses.
O bachure! Francisco de Salles Alves Maciel
pode ser procurado no primeiro andar do sobrado n.
.'I(i i) ra estrella do Rosario, qoasi quiua da ra
das Trincheir.is, ondeleccioua em latim, philosoplija
e geometra.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar cranca>' na
ca>a dos exposlos : a pessoa que a isso se quera de-
dicar, lendo as habilitacOes necessarias, dirJK-se a
mesma, no paleo do Paraiio, que ahi icharai com
quem Iratar. \
I >Icrecs--e,|uma ama boa engommadeira ? na
tua do CoIIegio a. 14, segundo andar. >
CIIAKVA8.
Na praca da Independencia livrat a jis.
e S, vende-se este compendio, traduzi-
dopelo Dr. A. Ilerculano de Sou/.a Ban-
Folhiuias
PARA 0 CORRERTE ANUO.
Folhinhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e n-
dusirialdesta provincia, tabella dosdire-
tosparochiaes, resumo dos imposto* ge-
raes, provincia.es e municipaes. extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, remiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
meutos e exportaco da provincia, por
500 rs. cada tima; ditas de porta a 160;
ditas ecclesiasticasou de padre, com a re-
sadeS. Tito a 40(1 res : na livraria n. 6
e 8. da praca da Independencia.
Na Ca}iformia,
loja uova. na na do i respo, ao p do arco de Sanio
Antonio, veuderu-sc corlea de easa fraurezas de
muilo bons goslos .- >100 c a l3."00 ; ha grande
quanlidadc para se -cilher, lencos de cassa brancos,
lisos e com bien .jij r., chitas prclas francezas,
largas, para luto a ijjo covado, c inultas oalras fa-
zendas muilo baratas\^dijilieiro a vista.
Vende-se sal do Assii abordo de hiale Angli-
ca : a Iratar na ra da Cruz do Recife, n. 13, pri-
meiro andar.
Na praca da Independencia, n. :l(> c :IS. lia
para vender una cscrava crioula de '28 a .'lOannus,
pouco mais on menos, sabe coziuhar, e lava de sa-
b.io, lem principio de engommado e sabe fazer
todo mais servico de casa e ra.
\ ende-se um bom piano com pouco uso, por
preco eommodo : na ra do Torres n. 38.
Vendem-se meias pretal de peso da fabrica de
Lisboa, proprias para padre : na loja da ra do Cres-
po n. 3, prximo ao arco de Sanio Antonio.
Vendem-se bicos eslreilos e largos, e renda
lambem, tudo da Ierra : na ra de Aguas-Verdes
n. 18.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton vV C-, ra da Sen/.ala-Nova n. i2,
sellis ingleses, chicotes de carro c de
montana, candieiros e cascaes bronzea-
dos, relogos patente nglez, barris e
graxa n. 07, vinho Cherrv em barris,
camas de ierro, lio de vela, chumbo de
inuncio, arreos para carro, lonas in-
glezas.
( ebolas de Lisboa.
As ceblas j.i se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na travessa da Madre de Dos n. >{, ar-
mazem de Joao Marlins de Barros.
AG ENCA
Da Fundicao Low-Moor. Ra d a
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a ha-
ver um completo sortimentodc moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tatxas de ferro batido
e coa do, de todoios tamauhos, para
dito. K
Quem quizer comprar um carro
americano de quatro rodas, <-om assentos
para duas pessoas, tendo arreios e cavall o
muito ardigo: dirija-se a ra do Trapi-
chen. iO, segundo andar.
rarinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pires veni
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porcoes trata se com Manoel Alves tiuer-
ra, na ra do trapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuxopararegarhortase baixa,
dec.ap.m.naf undicaf.de I). W Bowmau narua
do Brum ns. fi, 8 e 10.
PARA OS SENHORES ESTUDANTES .
Vendem-se na livraria ns. 0e8 da pra-
ca da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paulet Virginio, Telemaque, em inglez ;
Historia of Rome, Thompson : por pre-
cos commodos.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores malea de laia para padres,
pelo barahssimo preco de lSOOo par, dilas de al-
gudao prelas a 640 o pr : na na do Queimado.loja
de tniudezas da Boa Fama o. 3b.
SEMENTES.
Silo chegadas de Lisboa, e acham-se venda na
ruada Cruz do Reci e n. 6-2, taberna de Antonio
Francisco Marlins as seguinle semenles de horlali-
ces, como sejam: ervillias t. na, genoveza, e de An-
gola, fej.lo carrapalo, rxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhuda e allrmna, rbanos, rabaneles brancos encarnados, nabos ro-
lo e branco, senoiras branca* e amarellas, couves
Irinchuda, lombarda, esaboii, sebola de Selubal,
segurelha, coenlro de looccira repolho e pimpinela,'
e urna grande porrao de diflerentes sementes, das
mais booilas llores parajardins.
Couros de cabra.
Vende-se um rulo de couros de cabra, muilo gran-
des e bons : na roa da Cadeia do Recife u. 57.
No armazem de Novaesi C. ra da
Madre de heos n. 1 2, vende-se farinha de
mandioca em saccas, de superior qualida-
de, poi preco eommodo.
Taixas para en gen h os.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowmann na ra do Brum, passau-
do o chafaric continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
tundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
eommodo c com promptidao' :
Vende-se sag' superior em pureau e a retalho:
na ra das Cruzes u. 10.
Vende-se por jOOO um melhodo de piano j
usado : ua. ra da Seuzala Velha n. 50, primeiro
andar.
Vende-se urna capa de irmo do SS. Sacramen-
to, nova e por prec.o eommodo ; na ra da Senzala
\ clhd n. 50, primeiro andar.
Vende-se a taberna da Lingoela n. 5 : a tra-
tar com Ilernardino de Souza Pinto defronte da
mesma.
&*g393@3-3s)CftS93
8 Wm E OPIATO AlffHM- i
LEKICO i
m do %
9 DR. ANTUNES
Esles dous medicamentos couhecidos por j-
Ti seus grandes resultados, no Iralamento do 4
CHOLERA, venJem-se, acompanhados de
5 um rolheto, na pharmacia de Luiz Pedro das i
6 Nevet, ra da Cruz n. 50. V
9 Preco de 2 vidros e I folheto .i^hmi, de m
I raixa 7590011. $
#9Vtt9$caw99-99-999999l
Vende-se muito superior farinha de
Santa Catharina, por menos preco do
que em outra qualquer parte: a bordo
dobrgue Sagitario defronte do tra-
piche do algodao.
Vendem-se os verdadeiros charutos
de S. Flix : naiua do Queimado, loja
deferragens n. 15.
Vendem-se os verdadeiros charatos
Varetas : na ra do Queimado, loja de
ferragensn. 15.
Vende-se urna escrava moca, sem vi-
cios ecom habilidades : na praca da In-
dependencia n. 1.
Na loja das seis
portas.
Im /'rente do Livramento.
Riscado prelo para luto a meia pataca o covado,
lila prela para saias.manto, jaquetas ou calcas a dous
lusloes, chita escura, lu la segura a meia palaca,
meias prelas para senhora a pataca o psr, chales de
cor e.euros pruprios para casa a ciuco lusISes, cami-
sas de cambraia bordadas para senhora a cinco lus-
loes, maias braucas para meninas a doze vintn.
Gevada de Li>boa.
\eude-se por ScftOO a arroba : na travessa da Ma-
dre de Dos u. 5, armazem.
Boiachinhas finas para
, de evcelleule qualidade, chegadas ltimamente de
Liverpool ; veudem-se em latas e as libras : na ra
do CoIIegio, taberna de Francisco Jos Leite.
Vende-se superior chocolate de Lisboa em la-
las de 8 libras a 33600, e ditas de i libras a 8000 :
na travessa da Madre de Dos, armazem n. 5.
**tibir ni hoje da al-
fandega queijos londrinos, presuntos in-
ghj/.es, bolachinas de soda e biscoitos de
diversas quabdades, em latas grandes e
pequeas, conservas e mostarda, tudo se
vende a precos razoaveis: n a ra do CoI-
Iegio. taberna de Francisco Jos Leite.
elogios
iiig czes de pa-
tente,
Vendcm-se por preco eommodo caixilbos envi-
dracades para varandas, asaim-comu portas da diver-
sos lamanhos : a tratar na obra que se esta fazeodo
no lugar aoude foi o ihtairo de S. Francisco.
Navalhas a contento.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, conti-
uuam-se a vender a 8J000 o par (preca fio, as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante qDa foi prnlado na exposicao
de Londres, ?s quaes alm de durarem exlraardina-
namenle, nao se sen lem no roslo na accao do cortar ;
vendem-se com a coudiSs0 de, nao agradando, po!
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
A melhor farinha de
oCa
lian-
ti
em SMC qoe existe no mercado : vende-se por preco razoa-
vel, no armazem do Cazuza, no caes da alfandega
n. 7.
(omina .
\ f nde-se superior gomma de araruU : na rm do
Broin ii. l'j.
Camisolas de la.
Alias de lii.
Cobertores Baeta le cores.
(." bertores de algodao.
Vende Actonio Luiz de Oliveira Azcvedo, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Vende-se a loja denominadaBazar
l'ernaiu jucano, na i ua Nova n. .";
adverte-te aos pretendentes que se fara'
qualquer negocio que for de rzao aiim
dse ellecluar tal venda : alem das van-
tagens que o lugar olferece, accresce
mais que existen muitos poneos fundos na
casa, c sobre esses mestnos se fara' abati-
mento.
lijlos de marmore eobrasde dito.
Verdem-se lijlos marmore de 10 e i-> pollegadas,
quadrados, e mais obras de marmore, como Inmulos,
urnas e estatuas, por presos commodos : em casa de
Bastr jj Leaos, ra do 'trapiche o. 17.
Vendem-se penles de diversas modas, de lar-
taroca, aberlos, da ullima moda, virados para Iraz,
lambem se fazem atacadores para cabello de menina,
e coicerlam-se quaesquer obras desle genero : na
loja le larlarugueiro do paleo do Carao, loja do so-
brad) da esquina que volla para a ra dasTrinchei-
ras i. 2.
Vende-se urna carroca com pipa, propria para
vender ama, ludo em bom eslado : alraz da fundi-
cao na ra do Lima, taberna de Jos Jacinlho de
Canalho.
Vende-sc o sobrado de dous andares da ra do
Amtrim n. I i, lem bom armazem e be mui conve-
niente por ser perto do embarque : a Iratar na ra
de $. tioncalo n. 12.
\ ~ Veude-se ou aluga-se urna prela que sabe co-
zinaar, lavar e eugcminar liso : na ra Direila 0.66.
Vende-se urna crioulinha limito sadia c bolil-
la, com H anuos de idade, propria para mimosear
uro. meuina, a quem quizer dar 1:0009000 ; rece-
he-se em pagamento aeces ilo Hanco ou da Compa-
nln.i de llebeiibc, vollaudo-se o excesso se houver :
a datar ua dislilaeao da praia de Santa Rila.
Vende-se um habito novo de csUmenlia para
tciceiro de S. Francisca : na casi do sachrisUo da
mesma ordem.
Veude-se om par de globos geographicos : na
ra do Caldeireiro u. 10.
Gorros.
.Na praja da Independencia u. 2t e S, veudem-
se os mulo excelleules gorros de velludo liuo de lo-
das as cores, bordados a ouro, retroz. a lisos, por
pceo- tutu., em conta.
Ka oja de ferragens da ra Nova n. 35, ha
bem surlinenlo de lerragens e miudezas, e vendem-
se por minos 5 do que em oolra qualquer parle :
na iiie-nu loja se dao as amostras de bicos e lila.
Veolem-sc telhas a :I89U00 o milheiro, lijlos
dealvenaria balidaa :!">>, ditos de ladrilbo quadrado
a 369, 'hloi compridos a 2.V5, ditos de (apameuto a
139, ludo ua melhor qualidiHle ; na fabrica de lelil
de Aiiloni. Carneiro da Cunha.
\eiilc-se um lindo cabriole! com arreios e ca-
vallo, lado em muilo bem eslado. e por preco eom-
modo : pira ver, na cocheira do Sr. joilo francisco,
defronte ia ordem lerceira de S. francisco, por bai-
xo do Galiuete l'oiluguez, e para ajustar, na ra do
i.'ueiinadi n. 33, loja da lloa Fama.
preco comtnoo c
embarcum-se OU carregam-se e'm Canoas melhores fabricados em Inglaterra: em easa de
lleniy (lii.i-oii ; ra da Cadeia do Recife o. ,k.
O Aweie.aianie da loja de miudezas da roa dos
Juarteis n. i, querendo acabar as miudezas que
exislem, vende barato alim Je liquidar sem perla
de lempo.
Franja com botlas ara cortinados, peja 43000
Papel paulado, resma, ;de peso) 39000
Hilo de .peso, resma 29700
Lfl de cores para bordar, libra "5(KI0
l'cntesde bfalo para alisar, duzia 39000
Fivelasdouradas para calca, urna 100
Croza de obreias muito linas <>9000
Lenen. de seda Tinos, ricos padnies I-.",.m
Caixa de liabas de a., rea -j;,i
Meias para senhora por -Jio
Pentesde tartaruga para segurar cabello -iSOOO
Crozas de canelas finas para pennas 29000
Ditas de bol6es linos para casaca 29000
Meias prelas para senhora, duzia .'19200
Ditas ditas para homeA 29800
Lacre encarnado muilo fino, libra I98OO
Papel de cores, maco de 20 quadernos 600
Duzia de colxeles 720
Espelhosde lodosos nmeros,duzia -j-Mio
Linhasde novellos grandes para bordar I9COO
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas 900
Meias cruas sem costura para hornero 39300
Ditas de seda o. 2, peca 380
Trancas de seda brauca, vara 400
Caixas de raz, duzia IS600
Peras de filas de eos 300
La pis finos, groza 29400
Cird.o para vestido, libra 19200
Toocas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino IcOOO
e outro- muitos arligos que se lurnam recommenda-
veis por suas boas qualidades-, e que nao se dovidar
dar om pooquinho mais barato a aquello senhor lo-
gisla. qoe qoeira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira man.
sem despeza ao comprador.
Cousas finas de
bons gostos
HA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plumas, bolola,e
espelho a 29. lavas de pellica de Jouviu u melhor
que pode haver a I98OO o par, dilas de seda ama-
rellas e brancas para homem e senhora a 19280, di-
tas de torzal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 19200, dilas de fio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a 500 rs., dilas
para meninos e meninas mnito boa fazenda a 320,
lencinhns de retroz de todas as cores a le, tnucas de
l.i.i para senhora a 650, penles de tartaruga para
alar cabello, fazenda muito superior a 09, ditos de
alisar lambem de lartaraia a 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando' mnito aos de
tartaruga a 15280, dilos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 320 e 500 rs., lindas meias de
seda pintadas para enancas de 1 a 3 annos a I98OO
olpar, ditas de fio de Escocia lambem de bonitas
cores para crianzas de 1 a 10 anuos a 320 o par. es-
pedios para parede com excelleules vidros a 500,
700, 1/ e 19-200, loucadores com ps a IfSOO, filas
de velludo de todas as cores a 160 e 240 a vara, es-
covas finas para denles 1 100 rs., e linissimas a 500
rs., dilas finissimas com cabo de marflm a Ijt, Ir.m-
ea de seda de todas as cores e larguras a 320, 400 e
500 rs. avara, sapatinhos de lia para maneas de
bonitos padres a 240 e 320, aderecos pretos para
luto com brincos e allineles a 19, toncas prelas de
seda para criancas a 19, Iravessas dasqueseosam
para segnrarcabello a I9, pistoliuhas de metal para
criancas a 200 rs., galheteiras para azeite e vinagre
a 2S200, bandejas muilo finas e de todos os tama-
itos de 19, 29, 39 e 49, meias brancas linas para
senhora a 240 e 320 o par, dilas prelas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
lampas a 39 e 29500, meias de seda de cores para
homem a 610, charoteiras muilo linas a 29, castOes
para bengalas a 44) rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armac.io de aro prateados e dou-
radosa 640,1p e 120O, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e ricas benga-
linhas a 29, e a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muito supe-
rior a 640, 800,19,1920O, 19500 e 23, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penles muilo finos para
auissa a 500, escovas finas para cabello a 640, dilas
para casaca a 60, capachos pintados para sala a
640, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas de meia
muito finas a 19 e 1.-2H0, lu vas brancas eucorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora moilo fortes a 220 o par, ricas ahuma-
dura- de madreperola e de ootras muitas qualidades
c gostos para rlleles e palitos a 500 rs., fivelas don-
radas para calcas e eolletes a 120, ricas filas finas
lavradas e de lodas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padres e Indas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesuuri-
nhas para costura o mais lino qoe se pode encontrar.
Alm de ludo islooutras muttissimas cousas muito
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
bem : na ra do Queimado, nos quatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fams
"" A3$500
Vende-se cal de Lisboa ultimamentechegada, as-
sim como polassa da Itussia verdadsira : ua praca do
Corpo Santo n. II.
''ennas de ema.
Veudem-se muilo boas peonas de emi : na roa
da Cadeia do Recife n. 57.
Cognac verdadeiro.
\endc--e cognac saperior em garrafas: na ra da
Cruz n. 13.
COVlES DE CASSA PARA QUEM ESTA" DE
1110.
Vendem-se corles de cassa prela muito miuda,
por diminuto preco de 2o o corte, dilos de cassa chi-
ta de bom gosto a 2?, dilos a 2>i00, padres frauce-
zes, alpaca de seda de quadros de lodas as qualida-
des a 720 rs. o covado, IU para vestido lambem de
quadros a 180 o covado ; lodas estas fazendas ven-
dem-se na ra do Crespo n. 6.
Carlas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol
(arete a ain rs. o baratao : na ra do (Jocimado,
loja de miudezas lloa Fama n. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : Historj of Rome 31000, Thompson 2,
Paul el Virgiuie 29000 ;,na praca da Independencia
ns, 6 e 8.
Cassas francezas linas
240 rs. o covado.
Na rua do Crespo n.5, vendem-se cas-
ias (raucezas linas a 20 rs. o covado.
Pura luto.
Corles de vestido d cassa prela com 7 varas cada
um, de bouilos padres a 29000 : vcode-se na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a rua da
Cadeia.
.'ara vidracas.
Vendem-se vidros a 89 a caixa : ni rua Nova n.
38, defronte da igicja da Cooceic3o dos Militares,
casa encarnada. ,
Na California,
loja nova, na rua do Crespo, ao pe do arco de Santo
Antonio, vendem-se pec,as de algodilozinho com ava-
ha tul), I9, 19280 e I96OO, e limpas a 29, alpaca
prela lavrada, sem defeilo, de 4 palmos de largura
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, muilo boa para quem
est de lulo, muilo boas meias prelas de algodao
para senhoia a 4011 rs ditas para homem a 280, cas-
sas piuladas fraucezas a 200 rs. o covado, corles de
ditas de 6 1|2 varas a I96OO. chiles escocezes a 560,
madapoln muilo bom a 29500, -J-Nm. :ls200, 39600,
39800, 43. 19100 e 9800, e mnito fino a 3f assim
como muitas outras fazendas, Indo muito barato, di-
nheiro a vista.
Milho em saccas.
Veudem-se saccas com milho, por barato preco :
na rua da Cadeia do Kecife, loja 11, 23.
Sao de, nao agradando, po-1
e*olve-lasatr4 '*-'
da compra restitamdo-se o importe
CHAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito desle charop.peri 1 to-
rea de Jos da Cruz Santos, na rua Nova n. 53
garrafas 59500, e meias 39000, seudo falso lod
aquello que nao for vendido neste deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
IMPORTASTE PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phtysiea em lodosos seus diflerentes
graos, quer motivada por constipares, tosse, satu-
rna, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados a
peno, palpilacao no coracSo, coqueloche.bronrhite
dor nagarganla,e lodas asmolestiasdos orgos pul-
monares. "
Em casa de Heni> Brunn & t, na
tua da Cruz n. 10, ha" para vender um
grande sortimento de ouro do melhor
gosto, assim como relogos de ouro de D-
tente. ( *^
Vendem-se dous pianos fortes de ja-
caranda", conutiuccao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio deHambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8
IECHAIISHO PARA EHGE-
IfHO
NA FUNDICAO DE FEKRO DO ENE-
NHE1RO DAVID W. BOWNIAN. *A
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FAR1Z,
ha sempre um grande soriimenlo dos segaioles ob-
jeclos de mechanismos proprios pira enhenos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslroccao ; taias de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos os lamanhos ; rodas
deutadas para agua ou auimaes, de todas as prorjor-
coes ; envos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, agoilhoes, bronzes, parafusos e cuvilhee, moi-
ulio de mandioca, ele, ele. ^^
NA MESMA FUNDICAO.
se eieculam lodas as encommendas com a superior
ndade ja conhecida, e com a devida presteza* coro-
modidade em prec.o.
Em casa deHenrv Brunn 4C, rua da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase lirios da Russa.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jardins.
sdeiras e solas para jardim.
CHeidos pan mesa.
Vistis de Pernambuco.
Cemento romano.
Comma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
! Amaro, e tambera no DEPOSITO na
i ua do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha lja' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem guindastes, para earregar ca-
noas, ou carros livrn _de*aerJba\ O
precos sao os mais commodos.
C. STARR & C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
abelccimeulu em Sanio Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeicao e promptidao. toda a qoaida-,
de de maclnnismo para o uso da aaricullora, na-
vegado e manufactura; e que para maior eommodo
de seus numerosos freguezese do publico em geral,
leein aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
.Mosquita na rua do Brnm, alraz do arsenal de ma-
rinlii ,
DEPOSITO DE MACHINAS
eunstruidas uodilo seu estabelecimenlo.
Alli acharan os compradores om completo tcrlia
metilo de moendas de caima, com lodos os roeliiora-
menlos (alguns delles novos e originaes) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baila e alia pressao-
laixas de lodo lamanho, tanto batidas como fund,
das, carros de rnoe ditos para conduiir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvada consIruccSo, fundos para
alambiques, crivos e portas paia fornalhas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiisle urna pessoa
iutelligenle e habilitada para receber (odas as en-
commendas, etc., etc., que os annunciaules contan-
do com a capacidadedesuas oflicinas* maebiuismo
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a faze'
ocular, com a maior presteza, perfeicilo, a exaclr
eouformidade com os modelos ou deseuhos,e ioslruc"
cues que lhes forem fornecidas.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Starr 4 Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiore.
ARADOS DE FERRO.
Na undirao' de C. StaiT. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d ferro de -iir- qualidade.
.. Vendem-se barricas com farinha de Irigo da
ja conhecida marca MMM, mnilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, chegada agora de Cenosa,
e por preco eommodo : a tallar com Baslo & lie-
mos, rua do Trapiche o. 17.
<$crat>05 fttgiDoS.
No dia 3 do correte mez fncio om escravo
crionlo, por nome Severino ; foi escravo do Sr. An-
tonio Ricardo do Reg, reprsenla ter 50 mnos de
idade, eslalura regular, um pouco calvo, barba bran-
ca, levnu calca e camisa de algodao branco : quem o
apprehender leve-o a rua larga do Rosario n. 22, que
sera hem gratificado.
Fugio do engenho Qoiaombn, no dia 29 de mar-
co prolimo lindo, um casal de escravos com os sig-
naes sesuinles : o prelo he maior de 40 annos, bai-
lo, cheio do corpo, lem marcas de bexigas no rosto
e alguns denles faltos, he nm pouco fula, de narSo
Rebolu, e falla uSo muito eiplicado ; a preta repr-
senla ter 40 annos, he lambem de Angola, corpo
secco, cor prela, falla bem ; levaram bastante ma-
pa, vestido de chita e algodao aznl, e o prelo cami-
sa branca e de algodao azul e bata ediladabala
encarnada : quem os apprehender leve-os ao mesmo
ncenlio, nu a rua de Apollo n. 2 B, qoe ser re-
compensado.
Fugio uo dia 31 de marro o prelo Jo3o, cnou-
~.. iT_cf .Sf.?* descoberlos, pequeos 110) ue estatura bem all, cara beiigosa, tem orna
ejgrandes, de onro e prata, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, vindos pelo
ultimo paquete inglez : em rasa de Soulhall Mellor
S Comp.inhia, na rua do Torres n. 38.
Vende-se superior cafe de primeira sorle do
Rio de Janeiro : na loja do Passeo Publico n. 11, de
Fi miao Jos Rodrigues Ferreira.
VENDE-SE
farinha de mandioca de muito superior
qualidade, por ser muito nova e lina,
vendida por alqtieire velho, vinda lti-
mamente de Santa Catharina no patacho
ESPERAXCA, tundeado neste porto em
irente do trapiche do algodao: a fallar
no mesmo patacho, ou na rua do Trapi-
che, com Jase Velloso Soares.
FARIMIA DE SANTA CATHARINA,
muito nova e dp superior qualidade, a bordo do bri-
uue escuna /lanidv, tundeado em frente do arsenal
de guerra, venie-se por preco eommodo : a Iratar
com Caelano Ctriaco da C M., uo largo do Corpo
Sanio n. 25.
Vendem-se os livros seguinles, e mais baratos
que em oulra qialquer parte: Chauveao. I.izTei-
xeira, Digeilo, Huello Publico lieral por l)r. Au-
Iran, llireilo Civil por Mello Freir, Defeza do Chris-
lianismo,/.eiler, e oulrus livros de preparatorios:
no lerceiro andar da casa da esquina da rua do Ro-
sario defronte da igreja, a >ollar para i rua do Quei
mido.
marra de caustico ou qoeimadura debaiio do peito ;
este escravo perlenceu ao Sr. Manuel Milhciros, e
depois ao Sr. Gonzalo Jos Alfonso, com refinac.io
na rua da Concordia, e he costnmado a fazer daslas
fgidas : quem o apprehender leve-o a rclioae.io da
rua cima n. 8, que se ratificar bem.
No principio do mez proiimo findo desapparo-
ceu de casa de sua senhora, no rua da Gloria u. 65,
a esrrava Thereza, da Cosa, com "S sigHees seguin-
les : reprsenla ler 18 annos, j lem alguns cabellos
brancos, altura mediana, corpo regular, labio infe-
rior um pouco grosso, olhos anurellacos, nodoas pre-
tas sobre as niara,i> do rosto, anda quasi sempre fal-
lando e a falla lie muito alrapalhada, que parece
anda lineal ; leveu vestido de chita lua tuiuditilia,
ou saia de riscadiuho eucarnado e panno da Cosa
de lislras miudas, azues e brancas, he qoilaodeira,
venda na ribeira de Sanio Antonio e transilava a
miudo |>ela rua da Palma ou da Concordia, onde se
presume ler algum casebre ; roga-se, porlanto,
autoridades policiaes, capuces de campo, oo qual-
quer pessoa que lenha della noticia, o favor de cap-
lora-la e leva-la a referida casa da rua da Gloria,
onde se paganlo as despezas que se houverem de
fazer.
__ Contina andar fgida a preta Merenca, cri-
oula, idade .e 2S a :ui annos, pouco mais ou menos
ronivs sigoaes seguintes : falla de denles na frente ,
urna das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a peear leve-a a rua do Brum, armazem de
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
PERN.: TYP. DB M. F. DB FARM. S
DATA INCORRETA
MUTILADO
ILEGIVEL


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