Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07332


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Full Text

ANUO XXXII. N. 87.
Por 3 metes adiantadoi 4$000.
Por o mezes vencidos 4S500.
01IV! A IHIU 10 DE ABRIL DE 1856.
'Oni.
Por anno adiantado 15#000.
Porte franco para o subscriptor.
t \< \RREI.Ah >S DA SI'BSCIUPCAO' NO NORTE.
Parahiba, Si. Garraiio T. di Natividad! ; NaUl, 8r. Joa-
! I. Perelra Jnior; Iraca", o 8r. A. da Lamoi Braga ;
ir, o Sr. J. Joaa da OUraira ; Maranhao, o Br. Joaquim Mar-
quai Hodrituei; Piauhj, o 8r. Domingol Hareulsno a.. Pesioi
Ceareosi; Par, Si. Jmliauo J. Itimoi; imaionu, |r. Jlr.-
jma da Coala.
PARTIDA DOS CORIIEIOS.
Olindt i lodoi el dlaa.
Caruaru .Bonito Garanhuna : noi dial i II.
Tilla-Bella, Ba- Vala, Biu' Ourieurj : 13 18,
Goianna Parahiba: iiunda a laxlai-fliril.
Victoria a Naial : quinui-fairaa.
AUDIENCIAS DOS TRIBDNAES DA CAPITAL.
Tribunal doeommerclo : quarlaie aabbadoa.
Retaceo larc-ai-feiraa a aabbadoa,
Faicnda : quartaa labbadoi ai 10 horai,
Juixo docommerelo:aegundaiaalO boraa a quintana meio-dia.
Juio dasrpbaoi: segundas a quintal n 10 horaa.
Primaira vara do eiral: aegundaa a aeitaa ao meio-dia.
Segunda rara di eiral quarui aabbadoi > malo-da.
EPflRHERiDES DO MEZ DE ABRIL.
( Loa ora 4 boraa, M tninotoa, 48 aegundoa da manha.
II Quarto creacenia aa 3 horas, 27 minutos a 48 aegundoa da m.
10 La rlieia ai 6 horai, Bminuloi e 48 aegiindoi da martina
ti Quarto tninguanteaa B-horai,7minutla 48iegundoida lar.
_, PIIIAMAP. l'l.llii.ll..
Primaira aiO horia a 18 minuto!da man lina.
lagunda ai 9 horai a 42 minutoa da Urda.
das da semana.
7 Segunda. S. Epifanio b.; Sa. Rufino e Peleurio presb. mm.
8Terta. S. Amancio b. ; Ss. Edizo. Mxima, a Alaria mm.
9 Quarta. S. Demetrio ni. ; Ss. Acacio a Hugo bb.
10 Quinta. S. Erequiel profeta ; Ss. Terancio, Pompeo e Apollonio
11 Sena. 8. Leao Magno p. doutor da igreja ; S. Antipas m.
12 Sabbado. 8s. Victor e Vessia mm. S, Constantino b.
13 Domingo 3. depois de Paicoa. Patrocinio de S. Jos*.
ENCARfiEGADOS DA SI BSCRIPCA N08DL.
AJagoai, o Br. Claudino Faleaa Dial; Babia, a Br. D. Duprat
Ra da Janeiro,oBr. Joae Paraira Martina.
EM PERXAMBl.'CO.
O prapriaurlo do DIARIO Ma noel Figuairoa da Firla, na na
lunaria Praca da Independencia na. 8 a 8.
PARTE QPPIGIAL
OOVEBNO DA PROVINCIA.
Expedienta do 41a K de abril.
i inicioAo Eiro. ra irechal commandante .las ar-
mas, recoraraendando a expedirlo de mas orden,
para que teja dispensado do aquarlellaruenlu o sol-'
dado do 3/ balilhao de infinitara da suarda meio- i
nal do municipio do Kecife, Claudioo de Jess B.in- I
deira.Commuuicou-se ao direclor do hospital do
Carino.
DitoAo chele de polica, inleirando-o de h.i-
ver espedido urdein thesouraiia provincial, para |
pagar, estando nos termos legaes, a conta que S. S.
reniellcu, da despega feila com o sustento dos presos
pobre da cadea do Cabo, nos mezes de Janeiro n
liarlo desle nao.
DitoAo juiz de orpbaos dele termo, para dar
cona a mxima |Hissivel hrevidade, cumphincnlo a
recoiumeiiilar.iu que se lite fez em oflicio de 9 de
marco ultimo, acerca dos meninos que, no termo
de sua jurisdicrao, leem licado orplios, por.causa da
epidemia.
DiloAo inspector da (hesooraria provincial, de-
clarando qne, por despacho de "> do crreme, con-
ceder i remoran que pedio a professora publica
(juilhermiDa Bazilissa Barradas Uchoa, da cadeira
de primeiras lettrasdo Bonito para a de Sanio An-
lo.Igual commiinicarno se ei ao direclor geral
interino da in-truco.io publica.
DitoAo delegado de Mores.Kicando intrirado
do quanlo Vmc. me commuiiuou em seu oIDeio u.
'Jo de 1H demarro ultimo, lenho a dizer em res-
potla que, para essa comarca deve parlir quatito an-
es o cirnrgo relormado da armada Francisvo
Marciano de Araujo Lima, munido de medicamen-
tos, bacas e oolros objeclos. alim de soccorrer aos
indigentes que ah forem aceommetlidos da epide-
mia reiuante. Com essa providencia, pois, e com as
que devem tomar as autoridades dessa comarca, he
de esperar que as pessoas pobres delta, infelizmente
atacadas de mal, sejam soccorridas em lempo.
Commanieoii-se a cmara municipal da Villa-Bella
a ida do cirur-i.io de qne selrala, erecotnmendou-
se que llie preslasse-o auxilio que houvesse de
requiailar para o bom desenipcnho de sua com-
misso.
DitoAo tbesoureiro das oleras, inteirando-o
de liaver deferido o requcrimcnlo em que o cidadao
Antonio Joaquim de Mello pede teja resillada a ex-
trarr.io da lotera que Ihe fra conce*uVla pelo ar-
tigo I do S I da lei provincial n. :I70 de 1 de tuaio
do auno prximo passade. para auxilio da publica-
cao que promelteu fazer de trabalhos biosraphicos.
Igual i ominunicaca o se fez thesourana provin-
cial, para execut.au do disposlo uo artigo .( da ci-
tada lei.
Ws-f
J.
Ai
A MACOMAMA DAS MILHEBLS. *
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
XII.
He cltegado oimomenlofde descobrir a origem|da
Marjonaria das Mullieres e de delerminar a epoca
dema form.ic.io em l-ranra.
Os periodos de lulas c de perigoa >empre inspira-
rain as almaa licroicas o pens.unento de se reunircm,
Cra opporem um protesto iiitelliseiile forra
tal.
Esse pensamento de protesto deve Irr sido perma-
nente em um sexo, que a legislaran de lodos os lein-
Gse de todos os paites collnca em urna posc/io su-
Iterna e dependente.
Assim em todas as pocas da hiMoria vemos naani-
feslar-se ora pela astucia, ora pela grarn, multas ve-
z*ss meamo pela crueldade a re-islcnci^ das mullieres,
resistencia eotrgica e mais pcrsislcnlc que a dos es-
erados na anliguidadc e a dos servns na i lade ni 11 i.
De faci, m escravos haviam de ter sen redemptor
em Spartaeus, os Jacqocs e os Maillutins haviam de
ter 89; mas na lula das mullieres, luU desesperada
que nao previ> anda seu salvador, as tentativa de-
iam ser continuas. Arria, innjarada estoica, (j|s-
wintlie, victima alfrctuosa das idades merovingias,
llermangarde. rompanheir.i ilo imperador franco,
lienoveva de l'ans, lleloise, Joanua d'Arc, as mii-
llieresde Be.iuv.ii-. Carlota Corda) conlinuam o pro-
lalo de dedicaran ; assim como Tulla, Krcd''guud.i,
Annade Inglaterra, Dona Olimpia, Clirislina da Suc-
eia, Theroigne representain a rivalidade declarada, o
protealo vinttalivs e leroz ; assim como emfim Sapho,
as Sibjllas, Ilypalhia, a religiosa Mrasnita, Chrislina
de Pian, e madama de Stael conlinuam o protesto
hrilhantb do genio e da forra inlelleelual
He fcil em cerlos periodos sob a influencia niv-
late, e Eira. Sr.Nao me tem sido possjvel, du-
raule a crise em que tem estado esta comarca, oblcr
os precisos esclarecitnentos, par circomslanciada-
menteinformar a V. Exc. lodas asoccurrenciasque.se
tero dado, porque succedendo-se os fados diariamen-
te, su depois que a Providencia Divina Ihes pozer
termo, pdenlo ser devidamenle apreciados e rela-
tados ; nao d.evo comtudo deixar de levar ao conlie-
cimenlo de V. Exc. o estado em que se achou esla
Tilla, desde o da 17 de Janeiro prximo pastado,
ob a pr-ss.1o da epidemia reinante, e as medidas
que a situaran me obrigon a lomar, anles e durante
a calamidede; no intuito de salvar os seus liahilan-
le, ou ao renos de allcnuar os seus solTrimeiilos.
Se as criticas ircumslancias em que me achei nuu-
ramte vedaran i inleiramenle de noticiar as mais no-
:Us. e requisilar os mais necessarios
woccorros, nao me permiltiram todava ioteirar a V.
. Exc. de algnns fados e circumstancian, coja scienria
nao deveria ser ignorada da primeira autorilade da
provincia : lie ao que me propoulio nesta expo-
sijao.
I.oao que me conslou ter apparecido a epide nia
no Altinho. dando parte disso a> V. Exc, para all
dirig as* miuhas vislas, enlendendo-ine com o paro-
cho e |o juiz de paz do lugar nicas autoridades
que encararan) o mal com coragem e resgnarao) e
enviando-Ibes os soccorros compativeis com os re-
cursos do logar. Por outro lado fiz sentir a cma-
ra municipal a necesidade de tomar as mais enrgi-
cas medidas a respeito da salulindade publica, pro-
curando auxilia-la em ludo que de mim Jepeudia.
para que se realisasse essa idea. As medidas que
as, circumslancias me aconsplharam lemhrar-lhe,
foram convertidas em posturas, approvadas por V.
5ic. e dadas a eiecu(Ao promplaincnle em todos os
striclos desle termo ; e pira mais dispor e animar
a populacho preslei-mc a ser rnembro de duas corn-
mrVsoes, urna encarregada de promover esmolas,
qe muito tem servido para ajudar a soccorrer as'
pessoas indigentes, e oulra encarregada de explorar
um terreno para cemilrrio e empregar os meios de
leva-lo a efTeito, idea que pude realisar, apezar drs
ol.lacillos que.encontrei nos prejuizos populares, e
nos precouceitos da propria aulondadeecclesiaslica.
I Conviria que o governo ou a assemblea provincial,
' atlendendo a nece.-i l,i i e importancia da obra.
aoxiliasse a sua conslrncro,. que nunca era con-
cluida s exprensas dos particularaib, iiiimigos liga-
daos da suainstilu rao.
Promovendo com os mais membros da comroinlo
i'a esmolas a orgauisac^o de mu perpieiio ho.pilal
esta villa para o recolhimento das pessoas misera-
.pis. aecommettidas da epidemia, recommenlando
a lodos os subdelegados dos dislrictos aneciados, a
qoem tenli'i preslado os soccorros .le que posso dis-
por, o fiel desempenho de seus deverrs na presente
crise, c activando por lodosos meios ao raeu alcance
iis autoridides ailiiiiinslr.il i va. e policiaca da comar-
ca, quer dos lugares ja alleclado-, quer dos que ain-
. da nao tinham solTridn, esperei pelo mil com aquel-
/ la resignacao que da a consciencia do dever.
i Alguns diasanles da apparirao dos primeiros c-i-
fon, que nao permittiam mais duvidas da existencia
da epidemia nesta villa, cortos padeeimenloa da po-
pulado ja crain, com rasoavcl fuidamenlo, allribui-
ios a sua influencia, como expuz a V. E\c. em um
d rneus oflicios. Eu proprio, alem de um catarrbo
sopprirnido, com cujascoesequeocias eslou luclando,
soilri iucommodos que S" poderara ser explicados pela
influencia de miasmas epidmicos.
No iia 17 de Janeiro, 30 dias depois do seu ap-
parecirnenlo no Allinho, deu-se o primeiro caso iie
norte om um individuo, que viudo do districlo da
Kapoz, fallecen nesla villa rom lodosos sjmplo-
mas do cholera. No dia IS o mal principiou a de-
senvolvcr-se por entre a popu'.aro com carcter
Dais na menos benigno, coufurme a existencia de
certas circumslancias. e assim coiilinuou, cedendo
aasisempre aos medicamentos, com que era com-
alido, at o dia 21 para -22, em que lornando-se
mais intenso, zombou umitas vezesdos recursos de
que podemos dispnr : deram-se varios casos de mor-
le em menos de i, e H horas, que grande desa-
nimo produzirain as pessoas accommellidas, e na
popularao em geral, desanimo que muilo roncorre-
ra para augmenUr o numero dos morios nos dias
suhsequente*.
Vendo o mao carcter da molestia Iralei de man-
dar chamar em Panellas o Dr. Aranjo l.ima, qoe
llalli se havia offerecido desde que Ihe conslou le-
rem-sa dado os dons primeiros casos de mnrle, e
.npii rhegoii no dia 27. Entrelanlo, tolas as pes-
soas que expontaneamente se liolaat encarregada do
rur-live rtos doenles, achavam-se accommellidas c
inhibidas de preslar seos serviros, e eu fui obligada
pela necessidade a carregar com esle onus, applir.in-
do medicaineiitos a todos os que, estando baldos de
recursos, imploraran) o meo fraco auxilio.
I'oi juslamrnle Mata! circumslancias e neslc Ira-
balhn que me encontrou o Dr. Araujo l.ima, quao-
do enlrou cni minlia casa no dia 27. O mal eslava
en|3o na sua nuior forrea, e elle immedialamcute
enlregou-se aera reserva aos mais peniarnis Irahalhos, I
dia e uoile : Irahalliou e esforrou se qumilo huma-I
uamenle podem fazer as pessoas mais candnas e
l'i cIjvii. da sua nolirc proOssIS. As cousas po-
rein estavam predisposlas do modo que he forroso
confessa lo. a murlalidade augmenlou gradoalmnle
ale o di. ;MI : de 2S a 30 regularan de 60 a 7(1 mor-
ios diariamente; numero excessivo em relarao a
popularao. O mal loruou se l*o assoslador, e no
numero de victimas coiilavam-sc pessoas lao im-
porlanles, que to los os espritus pareciam vencidos
pela forra da epidemia. Erial aceommetlidos in-
dislim lamenle todos os individuos, sem dillerenra
de seso, idaile, qualidade e condic.io. I'osso di/.r
drsla villa o mesmo que se disto de l'enedo e l'ias-
sabusMi ; necessiiados, abaslados, autoridades mili-
tares, sacerdotes, pharmaceulieos e mdicos, lodos
foram accomineltilos, o cholera a uiugueiu res-
peilou.
Olanlo mais intenso porein se mostrava o mal,
lano mais activo e zeloso se aprcsenlava n corajoso
facultativo, percoirendo as mas, salisfazendo as exi-
gencias que llie faziam, ammaudo e soccorrendo a
todos.
Na rhegada do Dr. aioda existiam o vigario, o
coadjutor, o Dr. promotor, o labelli.io do notas e
varias oulras vicliuias notaveis : nao obstante ro-
nhecer a sua expoutaneapri-slabilidadc.pedi-llie que
os assislisse de preferencia, c a minha vonlsde foi
religiosamenle salisfeila, mas ellcs surcumbiram a
dpspeilo de lodos os seus esforr.us : os seus lias esla-
vaa eoatadoa no livro do Senhor, como nos ensina
a religiao.
No dio :ll ja nao hoiiveram lanos casos de mnrle
como nos precedentes, edo primeiro do correnle em
diante o malcomerou a decresrer con'ideravelmcule
de modo que boje poneos sao arcoinmeliidos e raros
os casos de inorle denlro da villa. A proporrAo po-
rcm que declina na villa, oslen ie-e pelos'subur-
bios, nao com lana inleusidade romo alacou aqui,
lalvez por estar a popularao menos acglomerada, e
respirar nm ar mais livre.
Nao sendo powivol na maior forra do mal fazer-se
assenlo'dos morios, por haverem fallecido ou lerem
sido ffecladas as pessoas encarreyadas desle Iraha-
Ilao. ai i-1 poderem ser substiludasorcaiAo. mandei
procedrjidepoispelas casas coma devida regularidade
e infoimaroes aoarrolaratentO, por onde se conheceu
lerem fallecido denlro da villa desde o da 17 de
Janeiro ale hoja pessoas livres e escravos, ao lodo.
Nos qoarleiroes visinbos ovilla, a mortalidade
nao pode ter calculada exactamente por *e dareni
novo casos lodos os da; nao devem pnrem Icr di-
vido menos de I.VI casos de morle, segundo as infor-
macopsdos in-peclores.
Calculo i'in mala de i.'i'i i as pessoas aflVetadas dal
epidemia denlro da villa, o BQppoato que m ;i-_-' -
os lenliam zomli.hlo ~.,fta^^
tr.iUmento, lir Innegavbl que aallopathia, ahorne
patilla e o limao, salvaram a um consideravcl na-
inero de doenles.
Bala epidemia quando arcommelle fuliiiiiianle-
mente ou com inlen-idade, he molestia obstinada,
mas a experiencia convcncru-nie de que o extraor-
dinario numero doa morios be devidn quasi semsire,
alcm de oulras, seguintes causas : 1.a ao deapre-
zodos primeiros syiDDtomai ilomal ; 2." ao desani-
mo anterior ou durante o curso da moleslia ; 3." a
falla de recurso?, o que desgraradamcnle a conlece
al s pessoas de primeira ordena, que nAo acredi-
tando ni possibilidade de serem accommetiidas, dei-
xam de previnir-se do que Ihes he preciso na occa-
stao ; i." as recibidas provenientes de diversas cir-
cumslancias, que raras vezes deixam de ser falaes :
.">." falla de bous enfermeiros ; ti," inobservancia
da diela prescripla ; 7." aos remedios extravagantes
a que muilo- recorren), e aos alimentos nocivos a
qne a nrressidade de uns e a reluctancia de antros
os levam a lomar. Sei de muilos que lalleceram por
algumas ile>as causas, e posso allirmar que lodas el-
las tem concorrido para augmentar a morialidade
d'aqui c de oulras partes.
. Nao devo occullar a V. Exc. oqne obaervei duran-
Ic esla epidemia a respeito do tratameulo prophvla-
tico ou preservativo, aconsclhadn pelos horneopalhas.
Apezar de ser negada esla virludepor pessoas aulo-
risada, que combaten) esse vslema, posso allianrar
a V. Ee. que lirei muilo proveilo desse dalamenlo
edo rgimen presrriplo as pessoas quedelle usa-
rain. Os que em minha casa eem oulras, que quj/.e-
ram seguir o irania exjmplo, tornaran) o preservativo
e observaran) o rgimen, ou nao sollreram o mal
ale boje; ou apenas liv.'r un a cbolerina moi benig-
na, qn celen as primeiras dses de chamomilla e
mercurio, ou ao sueco de liman, ou a uniros medici-
mento allopalhicos. A consciencia me impoe o de-
ver de fuer esta rvelarao em proveilo da hamuni-
dad?, pinico me imporlando quo va ferir esto oo a-
quellesystemaon a su'cepiibilnlade de seus sectarios.
Tenho em vista lmente concorrer para o bem dos
que se quizercm ulilisar de nm meio lao fcil de
preservarem-se do mal, ou ao menos de disporem-se
para que elle se revele debalo de urna forma mais
benigna, o que u.o he lao pouco.
Exislem casas Mata villa, cojos) moradores foram
exmelos pela epidemia : sempreque se denlo fados
desta orden), mandei no mesinu momento do falleri-
menlo dos donos, proredera a de-rnpr.iu dos heos
encontrados na r. sa, e fecha-la, transportando so-
menle para o poder dos depositarios, dinheiro, ouro,
prata e joias, que pnderiam fcilmente ser desenca-
minhados, vista como as circumslancias nao permil-
liam lomar oulra providencia.
Exislem algaus orpbaos desvalidos de ambos os
sexos, a quem lenho prestado os necessarios alimen-
to, em quinto se nao pode" lomar, a seu respeito,
alguma medida prevista na legislarlo.
locando de novo no hospital que orgauisamos,
cumpre-me diier que esle cslabelecimenlo nAo pro-
duzio logo Iodos os beneficios que esperavamos, pela
infelicidade de haverem sido os seus gerentes e em-
pregados dos primeiros accommellidos. e por nao
liaver quem os subsliluisse inmediatamente tice
penoso trabadlo : com ludo logo que se puderam rea-
lisar os nossos desejos, comeraram alli os Irahalhos
regularmente e com muito proveilo, montando em
\
() Vlde Ditrio o. 86.
Indura de rerlas religies, de certas civilisace, na
Grecia, no Btjypto, e depois na liaulia achar" os ves-
ligios de urna acro mais geral e mais determinada.
O que era por cxemplo o reino das Amazonas, se
nao urna llaeanaril das Mullieres admiravel e alli-
yamciilc con-liloida.' Oue eram as Bacchanles da
Thracia.ipie despedaravam os moraos, que tinham a
onsadia de penetrar em seus ra Valerios? Eas come-
dias de Arislophanes nao insisten! obre a interven-
rao das mullieres alheuiciises nos negocios pblicos?
l'oremn' os bem em commum, diz l'raxagoras as
HartHffHeiuei ; ludo perteucer a todas : p3es, car-
ne, peixe. riquezas, movis, bolinhos, tnicas, viuho,
coroas e graos de hico.
Depoisainda nao vr-se rebnlarem na servidodos
liaren', no silencio dos claustros, no isolamcnlo dos
castcllos leadles, s vexes mesmo no meio do aeculn.
laes como a liuerra das Mullieres c a Guerra das Ser-
vas, revullas inesperada leslemunhandn evidenle-
menle um accordo, urna cuinbinarau f lie poii faril
remontando a correle da idades achar a Iradicao
de um legrado bem guardado, transmiltido de gera-
r/io em gerai;ao. a vezes importado de um ooulinen-
le a nulro, a filiaran de urna conjuraran s vezes a-
dormecidn, e depois despertada com o favor de con-
diroes propicias.ou fiel aperto de nina servido mais
completa.
A Maeonaria da Mullieres manifcslnu-se c cons-
liluio-se andualmenle em Franca, em urna poca
rt-l iI;\.ioiimiI'' mu prxima a nossa; nascida de nina
phanla-ia de lidalga, romo vamos ver, pr ipagou-se
al nos.
A poca da mrnoriilid de l.'ui/, XIV fui mais do
que qualquer oulra, um a poca de dissolur.io e de
individualismo. Cada qual cnlao levava agua an sen
moinlio, e na falta d urna autoridade legitima e
bem definida, proenrava absorver O mais que poda
da forra, que perdia-se em torno dclle. De oulra
parle a aociedade exliaunda pelas guerras da l.iga
sentia viva necessidade de recouslilitir-se. As fami-
lias divididas pelo antagonismo poltico e religioso
tendan) a unir-se ; furmavam-se sobre lodns os pon-
tos da Franca,principalmente em Paria, grupos, cir-
cuios, lodos mais ou menos mil nenie-, segundo esla-
vam culturados em graos mais ou menos elevados da
escala social.
'
l2 o numero dos doentes recolhidos aquelle tslahc-
lecimxnto. A polica eslava prevenida para fa/er
recolher os doenles logo que fusseni alTeclado, mas
apezar de todas as cautelas lomadas nesle sculido,
nlgomas pessoas pela repugnanriaque tinham a idea
de hospital, occoltaram seus padecimenlos, de modo
que s p nirr un ser conduzidas no ultimo periodo
da moleslia : todava ilguns dos que se recollieram
anda mesmo uesse estado foram salvns.
I'elo que re-peila a polica, live de lamenlar a fra-
que/a e ileshumauidaitc de alguns empregados, que
vergoiiliosameule abandonaran) suas posieos, mis
por temor e oulro lalvez por nao sfrem incommo-
dados em sua fortuna pela classe indigente: a desca-
ridade parece nm mal endmico desle termo, com
bonro-as excepcoes. O subdelegado desta villa, o de
Allinho, ede Kaposa, portaram-se Lio indianamente
que fui obrisado a denunciar a V. Exc. o seu eovar-
de procedimento: felizmente as sabase prompla
providencias de V. Exc. remediaran) em tempo os
males, que os seus dislriclos priucipiaram a soflrer.
pelo sen abandono. Dos queira que essas provi-
dencias sirvam de correctivo aos empregados que,
podando, deixaram de remediaras desgranas de seus
coiicidadaos, a quem Ihes corra o rigoroso dever de
sorrorrer, e de exemplo aos que os suhstiluram.
Nao posso deixar de commemorar aqui os nemes
nao s do delegado Joiio Vicira de Mello e Silva,
que nao obstante liaver perdido a inulher, Ira Blhos,
Ires irinos e muilo ontros membros de sua familia,
portou-M dignamente, revetindo-se de coragem e
resignac;a, e dan lo a providencias, que convinham
n qoadra, em qne no adiamos; como do actual sub-
delegado do Allinho Dionizio Rodrigues Jacobina,
que lera sacrificado soa saode e fortuna em soccoi-
rcr a humanidade, e do subdelegado de Panellas e
Ouipapa que se bao portado al hoje bem. I) dele-
gano do termo do Booilo, Dr. Dellino Aoguslo Ca-
valcanli de Albuqoerque. bem conhecido de V. Exc.
tem prestado relevaolssimos servidos naqnelle ter-
mo, empregando os meios a sua disposic,ao em soc-
corro dos aceommetlidos as diversas localidades se>
jeilas a sua jurisdicrao, e applicando elle mesmo me-
dirameiitos na falla de facultativos.
I.ogo que a epidemia fez aqui as primeiras victi-
mas, e que o desanimo foi calando no espirito da
classe commercianle, previ que seseuao tomasse
alguma medula acerca do foruecimcnln dos princi-
pie alimentos a popularao, viudo a fome reunir-
se a peste, DAMi triste serian as consequeucias. No
inleresse de obviar esle inconveniente, fz comprar
por c iiiii, do governo, um gado, que felizmente por
aqoi passou com deslu.o para a Victoria, e esta me-
dida prodiizio o desejado efleilo por ler obstado a
falla desle indispeiisavel alimento no mercado da
villa, onde nao appareceu anda nutro gado, pelas
exagera las noticias, que no longe se conloo deste
lugar. Espero que este aclo nao trar prejuizo ao
cofre publico, e se algum houvar sera muito dimi-
nuto.
Nao poso deixar de locar em nina das causas que
a ini'ii ver, muilo roncorrera para a inleusidade da
epidemia nesla villa : fallo do edificio mal construi-
do, e insalubre que aqoi se da o nome de cadeia.
Consislindo em urna sala sem rcparlimenlo.sem aber-
lora, por onde seja arejada, e em proporres
para receber o excessivo numero de preso, que leitl*
pre contera, he inconlestavelmenle nm dos mais
perigosos focos de miasmas qoe aqu existe, lie
lano mais verdico esle juizo, quaulo he cerlo que"
e-lando essa prisas) collorada no centro da villa, fui
alli que o mal coraec,ou a desenvolvrr-s, ranlo
a cadeia como as sacra* coutigtias foram as que mais
r-lragos s.'iirrr.-in. Se nao .se toma a providencia
Je dividir us presos por oulras rasas c de desinfectar
a pri-ao quasi diarjaineute, lodos serian victima,
o o foco e tornara consequcolemenlc mais nocivo.
Siria muilo para desojar que \ Exc. lomando ra
considerarle o que acabo de expor, desiinasse em
rasa, medanla alguin pequeo reparo, a ontros
mistares pblicos, como s sessoes do jur\, s au-
diencias etc., mandando construir outro edificio em
lugar mais proprio, e com melbores proporces para
recolliimenlo dus presos.
Visto ler fallado un cadeia como prejudicial e sa-
lubrilade publica, nao devo deixar de dizer alguma
cousa a respeito do acude aqu construido por or-
den) do governo. Esla obra, apeznr de sua reconhe-
cida ulilidade, he, anda mesmo em lempos ordina-
rios, nociva a saude dos habitante da villa, nao lau-
to pela sua proximidale a urna das mas mais habi-
tadas do lugar, como por ser o deposito dos lixos e
immundicia dessa e de oulras ras, que tornara im-
pura e ptrida luda a agua no verao. A polica lem
empregado os meios de cohibir os contraventores,
mas exlendendo-se a lepreza do acude pelo leilo do
rio, na distancia de mein legua, na mesma discese e
conligoidadeda ru, e nao sendo possivel conservar
da e noite senlinella em toda essa cxlencao, tem
resultado que as medidas tomadas para evitar esse
abuso lem sldo|al boje Iludidos pelos moradores que
procuran) hora conveniente para acoberlar a sua m-
ii.ii i;' '. O rueio que rae parece menos oneroso, e
mais proficuo para remediar esle mal, he.alm da
diligencias da polica, l'azer o governu abrir no meio
do dique urna porta d'agua, por onde se popal fcil-
mente vasar o acude quando a impureza d'agua mos-
trar a conveniencia do emprego desla medida.
Seria de minha parle una omiseSO imperdoavel
se tenniuasse esla milicia sem commemorar os mimes
de alguma pessoas que muito me ajudaram nesta cri-
se, muito se expozeram, e concorreram para que fos-
sem proveitosos os meios empregados para conseguir
oslinsque licam expostos: reliru-ine lauto ao Dr.
Araujo l.ima, ao delegado Vieira c outro, de que
cima lallei.como ao major Silvestre Amonio de Oli-
vaba Mello, professor Joao Isid.'e da Cruz, ridadao
Francisco Antonio da Silva, alferes Antonio dos San-
tos Canas, e ommandanle F.
Duas palavras direi linda acerca da epidemia nos
diversos dislriclo desle termo, e do de Bonilo. Al-
guns ha como Allinho, onde o mal ou est exlinclo,
on lende ao sen termo ; oulro como i'nneltas e Ka-
poza em que leudo cessado absolutamente nos povoa-
dos, anda se dio par fon Vario*Caaos de inorle. ,.
oulro finalmente, como Bebedouro e Ouipapa. em
que quasi nada lem soffrido os povoados, apesar dos
muilos casos de morle que por lora tem huvido. A
proporcao que o mal val decrescendo em cada quar-
teirao, se vai c-lendendo pelos outros, augmentando
senipre em sua derrota a cifra dos morios. Em Boni-
to, Bezerros e Grvala as cousas continuara nao inul-
to favoravei, e por isso mesmo que os fados se re-
produzem lodos os dias, nao eslou sullicienlemenle
informado de lodos os promenores por alli occor-
ridos.
Apezar do zelo empregado pelo Dr. Dellino, a res-
peito dos doentes do seu termo, conslando-me o
mo eslado de Bezerros eliravala, e vendo qde a
presenca do Dr. Araujo l.ima seria mais precisa na-
quelles povoados que aqui, cuncordei com o qne me
propoz o mesmo doutor, islo lie, que se passasse
Bezerros, donde, conforme a necessidade,iria a Gr-
vala ; e uesse proposito parti dela villa nodialy
dn rorrele. Autorisei-o para extrabir da carga
que reqoisilei ltimamente a V. K\c. e que deve-
rie por all passar, os gneros indispensavei as pes-
soas indigentes daquelles lugares. Para Bebedouro,
lenho enviado al hoje ao subdelegado para socorrer
os indigentes 509, alem de uum por^ode bolachas e
arroz ; para l'anellas 50) res em duas parcellas;
para tjuipap 2.">.5 res, para Rapoza 2-5 reis. e | ara
o Altinho 2 cargas de bolachas e arroz.
Nao devo concluir este tosco trahalbo em agrade-
cer como agradeco a V. Exc, a ronfianra que em
mim lem depositado, a urgencia com que tem sal-
feilo as minha requiires e as sabias medida que
lem tomado para salvar os l .mambucauos em ge-
ral, o os li i hilantes desla comarca em particular.
Digne-se, poi, V. Exc. de aceitar os sinceros vo-
tos de minha cordeal estiimv respailo e gratidaa;
dignando-se inualmenlc de re1 "var o desalinlm desla
exp.i-ie.io, narrada segundo a rdem porque me oc-
correrain os fados e as dea: nSu live o lempo e so-
cego precisos para separar as materia,e orgauisa-las
com o nexo devido.
Deas guarde V. Exc. muilos annos.Caruaru 22
de fevereiro de IR'ili.Itlm. e Exro. Sr. conelhei-
ro Jos Beato da Cunha c Figncirrdo, digno presi-
dente desla provincia.Joaquim .'onri/re.s Lima,
juiz de direito da comarca do Bonito.
MMMANDO DAS ARMAS.
Quartel general da coaanaandea daa araaaa da
Pernambuco na cldide da BeclfO en s da
abril da 1856
ORDEM DO DIA N. 210.
O mareehal de campo, enmmandanle des armas,
declara, para os fins necessarios, que nesla dala con-
trtale novo engajamento para servir por msis seis
anuos, nos termos do regulamenlo de 11 de de-
/embro de I8.V2, precedendo inspercao de unir, o
soldado da companhia de artfices d'sla provincia
M mor da- Neves Barbosa, que perceber.i por sobre
os venrmenlos que por lei he compelirem, o pre-
mio de 100)000 rs., pago segando o dipolo no ar-
tigo 3. du decreto n. I in| de III de junbo de Isi,
e lindo o engajamenlo urna dala de trras de 22,.VM)
brara qnadradas: desertando incorrer na perda das
vantagensdo premio, e das que por lei tiver direito,
ser tido como se fosse recruladu, descontar-se-lbe-
ha no tempo do engajamento, o de prisa em virtu-
de de senlenra, averbando-se este descont, e a per-
da das vantagens no respectivo titulo, como est por
lei determinado.
./ose Joaquim Cnrtho.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Setsiio iudiciariaem !l de ahrilde \KJ.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Souza.
K-liveram prsenles lodos os membros do tri-
bunal.
Julgamentos.
Embarganle, Ricardo Deppermauu ; embargada
a viuva Marlins de Carvallio, como lulnra de seus
tallaos.
Relator, o Sr. desembargador Gitirana.
Foram desprezados os embargos.
I'ri Appellanle. .Icsuino Ferreira da Silva ; apprlla-
do, Franrisro l.uras Ferreira.
Do Sr. desembargador l.eo ao Sr. desembargador
Gitirana.
Nunca lalvez a influencia das mullieres foi mais
consideravcl; he a ellas que perlence a directo des-
se duplo movimento da feudalidade. que expirava e
dn inuiai cha que se constitua. Neuhum desses gru-
pos deixava da ler a sua frente alguma das mullieres
valerosas ou brilhaiiles, cujus nomos se tornaran) his-
loricos, qur pela violencia, quer pela belleza, quer
por culpas eslroodosas, quer pur virtudes intrpidas.
O eslado dos espirilos ou antes das intclligencas,
concorria para nsseaurar essa dominaran das mullie-
res ; a voga da lilleralura liespanlila importara a
Franca o herosmo amoroso, a galantaria cavallairo-
sa, cuja acliinar.ao alleslam as peras de Corneillc c
os romances dn madama de l.afavelle. O successo
inaudito da .Isliea, successo lio exaltado qne com
ellcdelcitavam-sc le graves jurisconsultos, prelado,
muilos Hur, l'alru, ludo conspirara para enllocar a
mulher em urna especie de santuario, dianta do qual
nao era vergonhnso para ninguno iiclinar-se. Nao
havia quem se pejvsse de pronunciar os mimes pom-
posos de nrfororiTo, de ntartyrio. de esrravidao, de
altraticot trinos, de bellos olhoi, tenkore do mun-
ii\ O marrar de amor pareca nao smenle natural,
ma justo. Touremie tuiplraca por madama de l.on-
gneville. Conde pela linda madameselle de Vigean,
Nemours por madama de Mombazoii, Relz por ma-
dama de Chevreuse, todos por madameselli de Ram-
bouillel; Carlos II re da Inglaterra caba aos ps
de madumrsella de Monlpensier, e recebia del! i esta
ordein a' r.imana.
V quebrar a'calieca ou recobrar a corna !
Como c-ti anli ii qoe as mullieres lenhsm lomado
em rrio o papel de deosas, r de soberanas, que le-
nliam tentado fazer nina applicarao positiva des-e
poder que lao lilicrnliueiitc -e Ihe conceda no sen-
lido figurado 7 Visto que todos os bomens eslavam
dejoelhosa seus ps, ellas deviam ser necassarii-
meule superiores e senhoras. Madama do l.onguc-
villr assistia occulla airas de urna j.mella ao combate
de Guise e de Coliguv, e va com frieza desarmado
e ferido morlalmente o campean de sua virlude e
formosura. Algumas, como madamesella des Verlus,
e madamesella l'nulet preferiam a liberdade a prisao
rfo casamento. A propria nela de Heurique IV, so-
brinha de l.uiz XIII, chegava ainda a mais : erisia
o celibato em principio, e formava mu seriameole
CORRESPONDENCIA**!}:* DIaIIIQ DE
PERNAMBUCO
Taris l> de marco.
Como ja dUsemos em nossa olliina corresponden-
cia, a Russia nao cessa de tomar as suas precau-
ees para o cao em que as conferencias de l'aris
nao teiiliim um bom xito. Os trabalhos de forli-
licarao das margeos do Ncva sao promovidos com
extrema rapidez ; Iracam-se em toda a extenro do
territorio do imperio estradas estratgicas, e be es-
pecialmente as frouteras da Polonia que se execu-
tam os m ii- importantes trabalhos ; todas as forta-
lezas situadas nesle lado, c para ruja edificarn se ha
despendido depois de 18l2sommas fabulosas, esto
armadas com peca de longo alcance, e abastecidas
para um anno inteiro. receben) successivamcnle em
seus marea as divisOes da guarda, as reservas e um
siipplemenlo de milicianos ; nutras divisos sao jn-
ressanleraenle dirigidas para'as bandas de Nicolaiell,
cujas avenidas se vio lomando cada vez mais inac-
cessiveis.
O exerrito da Asia nao be esquecdo ueste inovi-
raenlo, e o governador militar de Oremburgo rece-
ben ordem formal para enviar ao general em chele
Mouravieff lodas as tropas de que podedispor no seu
governo. O principe BebutolV ha muilo lempo re-
ceben urna ordera semelhanle, e dirigi para o quar-
tel general do seu anligo cominandanle a divises
de vigilancia do Caucaso que pode tirar sem perigo
do seu posto de obscrvaro.
Sem embargo das questes militares a opinao co-
mer a preorcupar-se vivamente com as fcslas da
coruaran : asseveram que nada ainda esta fixado
acerca da poca desla ceremonia, e prclenle-se nao
lomar resolurao alguma a esta respeito, antes do re-
sultado das conferencias de l'aris ; entrelanlo se ro-
mo se espera era S. Pelershiirgo, as conferencias pro-
dazirem a paz e una paz bastante prompla, Iralar-
se-ha innnedialamente dos preparativos para a co-
iliarn, que entilo lera lugar uo prximo oiilonn, c
sera seguida de urna visita do czar ao imperador Na-
poleao III em l'aris.
A Dinamarca e os don ducados da Allemanha
que della dependem, sollrem ueste momento urna
verdadeira crise polilica, que sobre-excita lodas as
imaginantes, ecujo fim he ditlicil de prever. O ga-
binete se Iraaslornou a vistadasdifliculdades inven
civeis e ingenies qne se levanlam em torno do go-
verno. O espirito ultra-cliiianurque/. da Diela que
funeciona em Copenhague, o ardor que manifesta
a Diela do llulslein em rombalcr qualquer tentati-
va de assimilacao das diderenjas partidas da manar-
cha, o antagonismo de rara, que divide o norle e o
sul, o elemento escandinavo e o elemento allemao,
as veileidades insurreccionaes mal sullncadas das
o planu deuinasociedadc sem amor e stm calamen-
to, especie de almadia de Thelemes as avenas, na
goal os amantes taan inspirado sem esperauca.
Sua confidente madama de Motleville, que fez um
lauto nessa circumstancian papel de supposln irm i,.,.
deixou-nos sobre esse plano algumas iudicarocs que
Icslemuiiliaiu resoluro firme.
A colonia, alias composla de liomeus e mullieres,
devia eslabelecer-se em algum tugar detteioto das
margeni do Loira, do Sena. Fin convento seria fun-
dado na visinhanra para excrcer a caridade, e ron-
servir o nivel dos espirilos na altura do ascetismo
religioso. A galantera mesmo a mais delirada, era
baiida dasrelares cora os bomens: o nico gozo
que Ihes era permiltido, consista no prazer da con
I v anaci.
ii O que lem dado a superioridade aos bomens,
di/.ia ell, lie o casamento, e o que nos den a nomo
de sexo frgil foi a dependencia, a que clles*nos lem
sugeilado, minias vezes contra nossa vonlade, e |wr
motivos de familia, de que lemos sido victimas. Saja-
mos da escravidao ; baja oui canto do mundo, em
que se possa dizer que as mullieres sao senhoras de
si mesma.. ., qu0 ngg (em lodos os dcfeilos, que Ihes
silo allribuidos: dislinguamo-nos em osseculos viu-
dnuros por meio de urna vida, que uus faca viver
eteruameiile
i.lual foi a margen), qual foi o sitio delicioso es-
comido? Nao he provavel que a pequea colonia
hesiluu diante do escndalo, uu do ridiculo de urna
realisacao publica, lalvez dianlo da appreliensan da
colera da rainlll, e conlenlou-se com urna existen-
cia ignorada a sombra das arvoros de Saint (er-
rnain'f Quanlo a formaban desea soeiedadc, nSo pi-
dece diivida. pais vio-se essa mesma neta de Heuri-
que IV iraosorcorro de Orleans cum um estado
ni.uor eomposto das molberes de sua corle.
A segunda Fronde, marca visivolmeute a exislcu-
cia polilica dessa contraria as nata- e a memorias
do lempo nao deixam duvida a tal respeito. A neta
de Heurique IV negociara por via de cinbaixadoras
com as polencias de seu sexo, despeda as Iracas, co-
mo madama de Chevreuse, e madama de Chatillon,
rompa diplomticamente pur intermedio de mada-
ma de Choisy, seu ministro, com a Palatina, sua al-
liada da vespera. Ha em suas famosas memorias urna
popularnos do Schlewzigc llolslein, o processo feilo | non se acl-a n i rarreln dos deportados a l.uiziane.
aos antigos ministros a opposirao feila i consliluicao Desgrieux o seguio, e em virlude do pouco de ouro
pelo proprio herdeiro do Ihrono,ludo isto reunido que Ihe resta, consegoc rio guarda dos deporlados
conslitue una situaeo ante a qual a popularao se poder Bear alguns momentos com ella. Um acaso
assusla com joslica. i providencial e inleiramenle feliz para a pobre me-
t lio do rei, herdeiro de Ihrono, su se reconciliou nina quer que Margarida, sua antiga amiga, venha
com o sobrinho pessoalmente, recusa sanecionar as a estas paragens casarse com una joven colono, per-
medidas polilica do gabinete, assignaudo a consli- cebe Manon que a amiga Ihe faz recoiihecer loda
luirao geral. Emfim, quando as Dietas provineiatl' a fadiga e o iniseravel traje com que ella be revesli-
forem encerradas, quamlo a Dicta geral se reunir,
enmprehendera em seu san os elemenlns mais dis-
paratados,o que he urna razao de ser do presente
incluso da sua aeco sobre a sorle da monarrliia.
El-rei se acba em lula com a rnaioria da Diela,
da a mu laram. Ouer auda-lo, da-lhe o seo vesti-
do branca de malva, e cm virlude do disfarce Ma-
non e Desgrieux alcancam as Savanas.
i Os nossos infelizes amantes se perdem, o canraco,
os solfrimenlos e a fome os assallam ; e Manon, sen-
e esta ba proseguido com perseveranca no processo lindo que as suas forras*! (rabia m, no meio da soli-
inientado ao ministerio Scheel ; O proeurador ge- I dao expira depois de ler de joelhos, em nma fervoro-
ral adquiri contra os aecusados a pena de "i annos sa supplica aoco leslemunhado a sua innocencia, e
de reduelo, a perda das suas dignidades c o reem- exprimido os seus pezares.por se nao ler podido unir
bolso das tnmmas despendidas de urna maneira ille- aquelle que a ama, e que a recollie chorando em
gal, c apezar disto, a 2K de fevereiro, depois de orna seus bracea.
deliberarlo que durou dezesete annos, o snprerao ; Ponda de parle esle lim inleiramenle dramtico,
tribunal absolveu Indos os ministros. e um pouco demasiada triste para orna peca da ope-
Nas conferencias entre os delegados do Sund, a cmica, as aceas sao bem dispostas. Sobre esle
Dinamarca formulou um novo pedido de irinla r Hinna Aulier escreveu urna partitura encantadora
seis milhes de thalers a lodos os Estados inlereass-
dos, e ns sesses foram suspensas, roas estas pioposi-
cies nao poden) ser aceitas anles de serem prnvavel-
menle snbmetlidas aos inleressadns.
Na Uespanha Indo se vai pacificando, o estado de
silio se levanta era todos os poutos. Realisou-sc nina
nova ni' lili ." i > ministerial, mas limila-se i iie-
misste de Itruil. minslro das finanras, e a respectiva
substituirn por Sania Cruz. I'ensou-seque o mo-
tivos particulares desla retirada n3o se reeriam a
difliculdades liuanceiras. A situaran do lliesouro
bespanhol se vai manifeslamente melbnrando. A
conslitaire rcenle de grandes suciedades de credi-
oono as suas mais frescas melodas, mais nova,
mais lmpidas, mais puras, com a saa instrumenta-
ran lao elegante, lio dunda, lao rica, eao mesmo
lempo lao pouco carregada a Uo transparente. O
publico licou encantado com o primeiro acto, ar-
roubado com o segundo, transportado com o lercei-
ro. A overlura he de urna claridade, de urna gra-
ra. de urna perfeirilo de partirularidade adinira-
veis; todos os pedaros csrriptos para Faure. que
execulou o papel do marquez, rito adoraveis : o es-
pirito, a ternura, se accommulam melodiosamente
sol as formas harmnicas mais plianlasticas, mais
novas. Compre citar,- entre oulras, as coplas do
lo promeile Uespanha importantes recursos para I primeira) aclo : a cantilena Manou lie frivola c le-
as emprezas de ulilidade publica. A administraran
de Broil Iinh i reslabelecido una ordein e nina re-
gularidade nnlaveis; mas Santa C.ruzlie com Lujan
0 segundo minslro que torna a entrar nos negocios
depois de ter frito parle do gabinete oriunda da re-
volncao de lS.Vi, e no qual se eslreitou essa allianca
tao preciosa para a Uespanha de Espartero e de
(VDonnel. Sob a influencia salular da autoridade
enrgica c compacta dele.s dona bomens, a Iranqnil-
lidade da Pennsula ja au he seriamente atacada,
e as desorden) com que os uovellislas lizeram gran-
de bulla possuem apenas mni insignificantes propor-
ces. As corles se orcuparam com a lei eleitoral e
a revis.lo das operaees liuanceiras de Itruil.
fiteista ihealral.
0 thcatrn h'rance: e o (leon representan) am-
bos duas obras novas, o primeiro nina obra de Geor-
ge Siud, o segunda ama obra de l'onsnrd. rtislori
e Kachel ollaram a l'aris, Kislori d'alein do mon-
les com o prestigio dos sen triomphos da ullima es-
latan ; Karhelcnm a amargura de um /aneo com-
pleto na patria do l'ufl.
Aguardando o arolhimenlo que o nosso publico
I'an-iensc deve preslar aos dous dramas desconhe-
cidos, as duas illustres Iragicas. /aliemos hoja da
Manon Lescaut dada no tliealrn Opera cmica, um
triumpho de mais para dnus bomens que contato
ludo pelo gracioso e iuexgolavel maestro Auberl ;
para o engenlioso Eugenio Scribe, para dous artistas
muitas vezes festejados sobre a secna, para Fanic
Cahel e Franca. ,
No primeiro aclo perrbemos em orna agua-
furladas qne habita Manon o marquez Detigny, li-
dalgo opulento viudo ah com o seu companheiro de
prazer, um sargento, mnito mao aio : esle marque/.
vana ; do segundo aclo, que valen um Iriumpho de
onlhusiasmo ; as encantadoras invocares eiecula-
das com urna prrfeila graca, he de um irresislivel
elleilo. us podaros, em que lodos lomam parte,
e ate na serna, em que o marquez lie morlalmente
ferido por Desgrieux, o romposilor escreveu para
este motivo privilegia lo motivos origiuaes c alter-
nadamente graciosos e patticos.
lodos os pedaros escriplos por Hara Cabel sao
obras primas de grata e sentimenlos, e ella os in-
terpreten successivamenle com a sua graca pirante,
rom os sen sorrios amaveis. rom os seus gestos, e
rom os seus asenlos locantes e dramticos, fazendo
delks urna das creares mais ympalhicas, e mais
patticas, que exislam no Ihealro. Finir lautas ma-
ravbasmnziraes, cumpre dizer todava terminando,
0 doo final lias Savanas. Nunca o nos-o inmortal
autor de Custaro da Muda, de Fra-Diaeulo, e da
Embaixadora, escreveu nada mais elevado, mais
simples, inai tocanle. Me urna pagina sensivel.
cheia de ternura e paiao, e repassadi de umsentl-
uienlo religioso, que penetra e transporta longe da
torra.
FNla magnifica era de M mon sera rilada entre
os mata admirareis pedaeos d'Auberao lado da pee,
da Muda. O triumpho (ni immenso, o publico sau.
dou 2u vezes a nova parlilura rom applauso pro-
longado, c rom grilos de enlhasiumo, e todo. os
dias cono mais ancioso e mais numeroso para pres-
trar digno apoio a este genio, de que a Franca tao
jjuslameiile se ufana por lanos litlos, e que ainda
infalignvel, depois de urna longa carreira, parece lo-
mar novas tarcas em cada produccao nova. Na pri-
meira occasi.lo Ihe firri o relalorio de outro trium-
pho, mu completo, mm legitimo da h'ranchonnetle.
nos noticia que vera procurar Manon, que elle leve I ,-l;lP,ison- canMo '"o urna maneira qoe arrebata
por Miolan Carvalho.
a fortuna de encontrar di fronte da loja de sal mo-
dista, conduzir era sna carroagera, donde ella de-
sappareccra de repente, visto que aquelle que ella
ama, o cavalleiro Dcsgerieux a encontrara c condu-
zira com sigo.
Esle marquez vem aeduxir Manon e o seu joven
companheiro que he primo da pobre menina. Fe-
lizmente ha una ingenua e boa menina 13o laboriosa
c prudente como Manon, he negligente e teviana, e
como saliera maulc-la tanto quaulo for possivel no
camiiiho do dever, he Margarida. Desgrieux para
fazer esquecer a sua bella os tristes momentos pasea-
dos na sua agua ludada, vai encommendar um jau-
lar des mais delicados, os amigos de Manon, a sua
graca, as suas cances fazein una boa parle das des-
pezas, mas neni por isso dcixa Ihe aprcsenlam: em quanlo eslo a mesa, Lesean!, o
primo de Manon, folgaao e ebrio, tallo de recur-
sos, veio pedir emprestado alguns fufen prima que
Ihe da sem conlar o que Desgrieux llie cntregou, e
esle ultimo no momento de pasar a conta do Restau-
ran!, ja nao lem nada.
Pana por um cavalleiro de indusiria.e envergonha-
do desta allronla immerecidas e alista precisamente
U. M.
PERttAUBCO.
PAGINA AVULSA. -
l'arece um sonho a existencia do cholera entre
nos! yuem percorresse as nossas villas, povoaroes,
arraiae. engenhos e 'alendas ha Ires mezes, e for
agora ve-Ios cerlaraenle roconhecer. que alem do
cholera ha una oulra consa, que convem obstar
lodo cusio trabalbo por bracos escravos Esse
cholera foi ludo : castigo, bocla de Pandora, cor-
nucopia de pacas, e iuaugurarao de una nova cra,
so os poderes do eslado quizerein.a colonisao/io deve
ser d'ora em diante o nico pensamento do governo,
I agricultura niorrcu, por que morrernm escrava-
luras immensas de inmensos engenhos: propieta-
rios ha, que eslao reducidos a uns escravinhos, que
mal podero maneiar o servico de urna coziuha de
pea, mas as Ierras,os engenhos alai licaram, e lodos
bem sabem, que nao havendo um banco agriculs
I'* "- ilifiicil sera a on. desse, nropriotarin infelizes achar
um anno Gabriel que Ibes auiiuuciequem sem ju-
nel.
Como se deve pensar, a primeira cousa que faz
Detignv lie procurar um pretexto para meller Des-
grieux na prisao : Manon que o eslima, vira pedir o
perdao, e lio o que acoulecc. Manon chega com ef-
feilo para interceder, c o seu carcter leviano c fri-
volo deten.leu.i muilo mal a sua virlude, se a sua
amiga Margarida nao vlesse salva-lo do perigo, c is-
to seria ainda impotente, se o proprio Desgrieux, en-
traudu uo meto de lodo este !uxo,qoe o marquez fez
que Manon aceilasse, nao adevinhasse ludo, nao in-
sullasse o marquez. nao o provocnsse, nao o ferisse
em duelo.
Durante o rumor c o tmulo que osan esle acon-
tecimiento, o primo l.cscanl reun us diamantes qne
encoutra. He o que explica.por que no :t aclo Ma-
passagem. que respira a embriaguez do triumpho e
da liberdade. Cumu adcvinha-se.bem sua exalta-
cao, quando filia aclo de senhor, aclo de hornera, e
de guerreiro forrando as portas da cidade de Or-
leans, quando Iralava no pe e igualdadc com lleau-
forl.e sua alegra infantil dando a porta de Siiul
Anloine o celebre tiro de canhao, <|ue l.uiz XIV
nunca Ihe havia de perdoar. pois senlia que uesse
dia nao cra somonte sua aotoridade, que tentara
usurpar essa lidia dos de Orleans, do ramo mais mo-
co, cuidado conlinoo do primognito, era pnrem o
mesmo privilegio ilescu nascimcnlo e deseu sexo !
Com elteito nao sondara ella >er rei da Fraura '! Se
Iriumphassea Fronde, ella suhiria an Ihrono guar-
dando o vol de rchb.iio. e levara cora sigo seu pes-
soal de ministras, consellicir.is, e euibaixadoras.
Oue lutiiio para a Martillara das Mullieres !
A derrota decisiva da Fronde arruinando esse pro-
jecto audaz lancou o plano da nela de llenrique IV
as Ircvas de una snciedade secreta. Anda ah o
papel era bello : algumas mullieres corajosas, bem
nnscidns, vencidas ma 11.10 sulur.issas, piestando na
sombra muliio apoio, cra quaulo podera sonhar de-
pois da det rota a altiva amazona. Tadavia a forra
dos aconlecinienlos pesara sobre as forma da Mao*
ciaran feiiiniua ". a neccssiilade de procurar ajada e
nc: on o aiiai v i tle si, de adquirir pela coofladea de-
dicari.es. obediencias prndu/ira em mais de um caso
a vndarao do segredo.
Em urna palavra fora mistar reunir i ti mullieres
do novo. Vamos dizer em que occ.isiao.
Houvr um dia desde o comecoda F'ronde. em que
as paassiS populares, sobre as qnaes apoiava se a no-
breca na lula contra a realeza, ruidaram no resolta-
da dessa lula, c comecaram a desconfiar de que os
chatas ascxpunliam an receolimento do rei no inic-
resse de ua anihiro pessoal. I'ara npplarat easas
deseonfianrai mni logilimis os mrmbro da Fronde
romprclieiidciam a necessidade de darem penhores
e de un.......in mais eslreitamenlc corn esse novo
elemento -omhrin inquietador, que i'oiisculiam cm
teeitar romo cmplice, ni i r.'in qual ihlnseli-
nham ale enhlo tiabiluado a ronlar : o povo.
MaoMuna de Noogeoville foi eacolhida, designa-
da poi *"es nessa conjuuctura |iara ser enlregue em
refen1 *s desconliancas da mullidao.
us assassinus poder cmprcslar-lhes dinheiro.
Falla-seque os orpbaos desvalidos, e victimas
da epidemia lem de ser recolhidos nos eslabeleci-
nientos proprio da orphaudade. Coitadinlios I
O funeral do fallecido capilao l.uiz Domingucs
fui feito com a decencia precisa, devido ludo ao zelo
do coronel do bllalhlo e dos encarregados. O capi-
tn so ilcixou seu nome.
Ilonlem na igreja do convento do i.armo, liou-
ve um memento solemne palo repouso da alma do
dislinclo arademiro Franrisro Nery ta Fonscca.
Scns amigse prenlos la se acharan chcios de cons-
temarao.
Trala-se de se fazer a estrada do cemilerio, ha
Era una oseolha do liabil, por quanlo essa mulher
era das mais seductora.
No momenlo era que rompern) as murmurares
populares madama de l.onguevillc retirada erasen
palacio da ra de Saint, l'homaz dn l.ouvre, que se
tornara o centro da resistencia, e a casa da cmara
de l'aris revnllada. repousava da l.ii lio dos dias
precedentes, IsssidiO augmeiilai'a pela gravidez pr-
xima de seu termo.
Desde o comeen do sitio ella nao recuura diaule de
neiihtiina fadiga vivendo por assim dizer na ra,
passandoa revista .i tropa, asaiatindo s paradas da
milicia burgiieza. l",-sa conduela que ihe grangeara
o favor publico, lornava-a mais do que qualquer ou-
lra propria para o papel que Ihe era destinado.
Todos sabem qual foi a sorle das porsonagens fa-
mosas d i Fronde, e parlicularmenlc das mullieres,
que nella linliam represenlado um papel, islo he,
qual foi a sorle dos primeiros membros da Maeonaria
ilas Mullieres em Franca. A neta dejlenrique IV
espin em nm casamento desproporcionado, sob o
desdein de um avenlureiro, seu amor obstinado da
independencia. Todos os oulros chotes, uns depois
de exilio temporarios, oulro fatigados de seu isola-
mcnlo tornaran a encontrar-se no ponto de reuniao
da penitencia, a mor parle nu (olvenlo das Carme-
litas da ra dcSaint-Jacque, onde u sopru do janse-
nismo foi ainda ;i ve/es alagar suas ideas de onpo-!
sirao.
Todava das lembraiira de um liiumplu eplieme-
ro, e deasas provecaos oomnuns liuham rcsuliado
allinidadcs roaos e dtiradooras.
I ni-|onal. una palavra, una chamada olilinham
sacrificios; recidtrava-se diaule de lal semblante
enlrevisio alraves ta fumara da plvora, as Irin-
chotras, no exilio, ni fgida, as forras dn juvcnlude,
os recursos de um crdito que sa julgara eegotado,
e por essa Irorn tle serviros, por esse commerrio de
prolccces he quo foi constituida no secuto \\ 11 a
Maronarin das lull.i'res.
Depois es maeonaria receben sua orgioisarao,
leve sen cdigo, suas lujas, seus lilulos. suas ceremo-
nias. Era natural que lirasse da maeonaria dos lio-
mens as lridic(es indispensaveis do suas prova. e
de seus myslerios. Assim nao deixaro de manifes-
tar-so nesta historia as relances entre urna e oulra
muito precisa; lalvez, que feila os vivos passeieio
mais por l do que o morios.
Pedimos ao Sr. subdelegado do Recita qoe fis-
gue um tubarao que ha no becco da Lima, que
quando nao pode pescar os peixiubos.qaer funr-lhag
os olhos, morder as barbatanas, cortar as caudas<5-
No seria mo, qoe esse tubarao fosie enredado pan
nao ser i.io paparrio.
He preciso declararmos que nao ratificamos
cousa alguma que lenda a desfazer o que a bem d
qualquer pessoa dissemos; se querem desabafar-sc
escrevam o que i|uizerem, enlrem nm Imitas, asii-
guem-sc, que este jornal, "ou outro qaalquer rece-
ben o seo lance ( menos a Pagina...)
Mo/ina Nao seria Uto humano, Uo philau-
Iropico, e Uo bello, que os Srs. depnlados provin-
ciaes c geraes uzessem prsenle aos orphaos e viavas
dos seus subsidio '.' Apostamos, que muilos, cojos ca-
racteres revellao independencia, j;i linhao sto
nosso pensamento mnenle.
Consta-nos que mora na ra de S. Francisco n.
ti urna pobre viuva era eslado de completa miseria.
Qoem poder e estiver no caso que a soccorram.
Na mesma ra n." 8 mora urna molher, qoe
ha muilo lula com ama molestia gravissima, leudo
em sua casa nicamente urna pessoa, qne he quera
i casta da diminulissimo ganho de urna costuras,
llie d alSom alimento.* Pedimos algumas das il-
lustresrommisses beueficeutes.que se corapader.ara
deesas pobres.
Na Ponte dos Carvalho nao ie deu um s case
de morie pela epidemia !
Roa goslamos de qnem conversa bem, mais
como esse moro, que mora no becco dos nomnr
proprios na Boa-Vista... nao ; por que uiogbem po-
de ouvir tantas obscenidades, no entretanto que o
a ii trlrll.menlo o esla chorando !
Algiiem nos informa que o Sr. padre Thomai
nao pode ir ao Kosarinlio por nao ter para sen aso
calcas e sobre-casaca, o qae o obstara por cerlo de
montar,
Pergoutamos se um Dr. que nao he fein, e di-
lan ler seus viulens, precisa d'agua distribuida aos
pobres pela casara 1
A ra de llorlas esta interdicta pira carros
cavall os.
Consla-nos que o Sr. Jos Eugenio, em Seri-
nhaein, tem sido o prolector dos pobres pelas redon-
tlczasdesuas Ierras.
Consla-nos que ba quem qoer negociar, em
fazer transacOes com urna casa n. :13 cila por Ira!
da abobada da l'enha. esta casa he de herdeiro e
quem a negociar perde seu dinheiro.
Os hospitan da Boa-Vista, c S. Jos liveram
ordem de ser fechados, e serem os doenles trans-
portados para o hospital central do Carmo.
Em Olinda a epidemia conlinoa em declina-
cao tluvidosa.
Rehale falso.Se as le do paiz punem os ca-
lumniadores, e por consequencia os mentirosos, nao
seria injuslra que tambera fulminas,em penas ais
dadores de mas novas, qoe ate cerlo poni nao pas-
nm de mentirosos e calumniadores, se nao contra
um individuo, ao menos contra a opioiao publica.
Se o alvijarciro do Ihelegrapho nao offende a hon-
ra de alguem, como o menliroso "* u calumniador,
quando da' um aviso falso acerca do movimento do
porto, compromctle muitos intercsses.prrjudca trarv
sacrOes, e al pode occasionar consideraveis desar-
ranjos ao coinmercio em paniculare ao publico ero
geral. Os anuuncios falso, os engaos qae de or-
dinario comraette a pessoa encarregada de obserrar
o movimento do porto e commonica-lo a' Ierra, he
um erro de oflicio, urna falla uo bom desempenho
dos seus deveres ; c nesle caso deve ser corrigido
por quem compete alim de que seja mais cauteloso
e prudente em cumprir as suas funecoes.
At amanhaa.
COMARCA DO KIO FOKMOSO.
Serinhaem 1 de abril.
Corre-me boje a rigorosa obrigaro de, fiel a mi-
nha promessa, enderecar-lhe a minha lerceira mis
siva.
O viajante azialico, nosso irascivn e ernel inimigo,
prosegue ainda em visitar todas as localidades do
nosso termo, sem ter a menor deferencia, on con-
descendencia para com os seus habitantes ; todos o
repellan de suas casas, ninguem o quer, porem elle
nao obstante essa repulsa,', sem cerimooia alguma,
vai-se hospedando onde encentra melhor pouso e
mais commoddade, por fim, familiarisa-se com
(Odos: sem pudor rara com o bello sexo, assalla as
tmidas virgens nos seus leitos* innocentes ; sem res-
peito aos anciaos ven eraveis, aflrouta-os cora osro
lerrivel aconte : sem lemor dos malvados e assassi-
nos, accommelle-os de improviso nos seas escondri-
jos, e assim, ei-los lulando com os terriveiselleitos,
com os golpes horriveis .lessa iracunda fra dn
Ganges, que de ludo zomba, escarnece mesmo dn
medicina, drixando s aps si era sua passagem
gemidos, prantos, desolacao, terror e morle?.
Apenas, em sna marcha sempre destruidora, tem
decresrido de sua maior forca.
A barra de Serinhaem, o primeiro lugar qae frs
por elle invadido, ja se acha qaasi isenla do flagello,
conlaiidn II victimas.
Nesta villa vai declinando progressivamente, ten-
do fallecido :IS individuos.
A cadeia, onde exislem II presos, ainda nada teai
solTrido :talvez haja para isso enneorrido o Sr.tenen-
te coronel Portella, que faz por conservar-lhe o mo-
lher aceio possivel, e ja empregando outros roeiori
que sao aconselhados e adoptados, para de algumn
sorle previnir a iovasaodo msl. Ftat justttia.
dossas iostiluicOFS. A Maeonaria das Mullieres alra-
vessou o seculo XVIII cora eslrondo, e nelle ioslal-
Inu-se solid.miente ; pensou que depois da polica e
da companhia de Jess havia terceiro lagar, e tea
inou-o. Suas relariies augmeotaram em todos ns
lugares, na magistratura, as linanra-, no Ihealro,
cima, c abaixo ainda. Foi a Maeonaria das Mu-
llieres que deu ao ihrono madama de Mainlenou,
a ni i |no/i de Porapidour, e a condessa Dubarry ;
ellaconlouem suas fileiras madamesella de Lespi-
nasse, Sopbia Arnoulk, a raralleira de Eon, mada-
mesella da Oliva. Urna de sua- grao-meslras foi a
mulher do ronde de Cagloslro ; as sesses aram e
1.1o na ra Verte no bairro de Saint Honor, segun-
do refere um folhelo curioso.
Durante a revolurao a Marouaria das Mutlirre.
|ioslo que um lano dispersada pela queda da nobra-
/a pande ainda entrar na rcunioes em caa de Ca-
tli ii ma I heo-, rcunioes toleradas de Kobespierrs,
nos clubs exclusivamente femininus, que presidia
K.'-'i l.acambe, e,al as galeras da Conveocao,
onde as roaos de algumas triroleunet Iroravam as vo-
zes era sileoco signaes mysleriosos. Reconslituio-ar.
durante o Imperio, e nelle adquerio nova forca, a
qual as expediroes militare- davam liberdade no in-
terior. Exislem anda mulheres, e pela nossa par-
le conliecemos algumas, que pertenceram loja i(e
Carolina, una das mais iniporlanles, edas mais in-
fluentes de oniao.
Ninguem admirara ver porpeluar-se a Maeonaria
das Mulheres ale o reinado pouco legendario deLnrz
Filippe. Sua acrao ah foi lenta e mais moderada,
poreui sua auloridaJe permaneceu a mesma.(Esta li-
ga he anda Ido vivax cm noesos dias, como desda
dous seculo.; um periodo vilenlo tornara a laca-
la iufalliveluieiite em um meio de aeran e de direo-
rao. Por ora conlenta-se de exercer seu poder uos
limites da vida privada, na qual por ella se explica-
ran! em parle muitas elevacoes e mnilas quedas,
muilas repularoes c muilas fortunas. He como uo;
-ulitrirtinco (leliaixn da sociedade, ou como oalm
rnnselho dos Hez semas mascaras, os bravi e os
l'lombs. 0 conselho dos dez as roaos das mulheres I
lie para dar cuidado.
(Conli/iuar-se-na.)
W^
ILEGIVEL


Nio posso deixar de fazer especial menean dos
tervicot que i'uiitinua a prestar Joio Ferreira da
roncee, o qual lia desenvolvida immensa aclivda-
de 01 applicacao des remedio eos oeresiiladui, e
coro tal pericia que lem lido a felicidade de salvar
militas vidas, alus prestes a extinguir-so.
Lomamos os seus estveos, e a cahdade que o dis-
liugue. Hit juttUia.
O temor de que se acbava pottuida a mor parle
da popularlo desta villa de recolher-se ao hospital
quando fosse arcommettida da epidemia, como Ihc
communiquei na minha ultima, ja corneja a desva-
l ecer-se.
Alguos enfermos ja lem procorado aquelle as> lo,
oude sao tratados convenientemente ; iraca* i soli-
i ilude e diligencias doSr. lenle coronel l'orlella,
sempre incansavel em melhorar a infeliz sorle dos
habitantes deste termo.
Louvore, mi'. Un- tributamos. Hat justitia.
Na povoacao de S. Amaro, o mal lem-se apresen-
lado com mais ou menos forja, fazendo ja .j vicu-
as.
O portuguez Antonio Lucio de Mallos, all esla-
belecitlo, com muila dedicaran ha favorecido com t-
quellcs soccorros que eslSo seu olcance, .i todos os
desvalidos que a S. S. recorrem, pelo que uao menos
he digno de encomios e louvores. Fiat justitia.
Ja alo nos he sensi\el a falla de um medico ties-
ta villa ; pcrquanto foi-uos mandado o Sr. Ur. Fre-
itenco Kelave da cidade do Ro-I'orruoso, pelo Sr.
Ur. Jos Filippe de Souza Leao, digno juiz dedirei-
.lesi comarca.
LemeDtaraos, sim, a escacez dos medicamentos,
que ja se vao acabando, alguns dos quaes, segundo
disse-me o Jlo Kerreira, sao ralsificados, e he voz
geral( ro.rpopuli, tox Dei) que viera vinagre bran-
o por acetato de ammoniaco.
Looge de mim querer envolver o Sr. conselheiro
Josn Beato oesse vergonhoso qui pro quo ; clamo,
sim, contra o abuso de confiaoca desses avenlorei-
rose usurarios boticarios, que julgo os nicos res-
poDuveis por essas e outras traficancias.
Que escndalo! Fat justitia.
O propretarios dos engenhos, sem duvida, sao os
que mais lem soffrido. A's suas fabricas o mal ha
tacado com furor, principalmente nos engenbos
Trapiche e Rosario, onde se contam, no primeiro,
38 escravos sepultados, e uo segundo, 13 ; finalmen-
te quasi todos os propietarios hao tido graves pre-
julzos; outros porem tero sido tao felizes, que nao
fiverim anda caso algum fatal a lamentar.
O Sr. Dr. Joao d* Silva Ramos, que na amavel
eompanhia de seu digno pai, o proprielario do en-
geoho Cimarsgibe, ahi se acha residindo, vai pres-
tando nete termo serviros valiosos, ja com sua as-
sistencia nos lagares para onde he convidado, ja re
ceilando, ja liualineule distribaindoremedios de sua
botica particular com a pobreza oecessilada.
Sero que fosse incumbido de cororoisso alguma,
i Sr. Dr. Ramos lera empenhado todas as suas Tor-
ca, nada ha poupado pela salvado da humani-
dade.
Oala que muilos desses seuhores mdicos, apro-
veiladores da triste quadra em que nos echamos,
saibam desempeuhar as obrgaces de que se encar-
rrgaram i peso de ouro, como sabe comprir o Sr.
Br. Ramos o juramento sagrado que preslou ao re-
cetor o honroso titulo que lao dignamente i Ihe fo
conferido, juramento que a muilos desses senho-
res mdicos nao passa de urna mera formalidade das
escolas 'do medicina.
Continu o Sr. Ur. Kamos a prodigalisar os be-
neficios de sua arle, que grangear sempre as hen-
eaos e louvores dos Serinhenses, em cujos corajoes
genrenos, eterna ser a gralidao para com S. S. Fiat
justitia.
Commuuicou-rae o padre francez, que o Sr. Dr.
Frederico Relave fez na cidade do Rio Formoso
coralivos que assombraram : foi pena, porem,
que urna celebre D. Calila, que all ha, Ihe houvet-
se roubado lod a gloria com a applicacao da medi-
cina horaeopalliica, da qual coustituio-de hbil pro-
fessora, depois que o cholera appareceu aaquella ci-
dade.
A' proposito, disse-me o Damasceno que aquelle
Joatur, receioso de aproiimar-se aos choleriros, lo-
ihav a-llies o pulso,tocando-os com a pooteira do clia-
pco de sol : se iilo he verJade, o que nao afllrmo,
porque o Damasceno nao adopla inleiramcnle o sys-
Uma de Epainiuoiidas qu adeo verilalis liti-
gis eral ut nejoco quidem menliretur, mais ha-
bilidade certamente, lem a tal D. Calila, que aern
earecer de ver os doentes applicavi-lhes as suas do-
te) bomcopalhicas com admiraveis resultados.Fiat
justUia.
Parabeus, seuhores homeopalha ja contam Vmcs
urna collega propagadora dosystema de llamnhmann
na cidade do Rio Formoso.
E o nosso escrivao de orphaos ?,... oh aquillo he
qae he hornero !... o mais he historia.....Traz com-
aigo nos bolsos da caira, que sao bem espacosos e
profundos, ora estirado vidru com espirito de cam-
phora, que diz ser o remedio vdente (V.) para as
carotinas (!!) que tem sem darrera (!!)
io da 5 do mez passado realisou-se a fesla de N.
Seohora da l'iedade, qua fez celebrar o Gama, a
quem por ora amainou um pouco o furor das festas.
A igreja de S. Roque, onde leve ella lugar, esleve
decorada n gosto do Sanl'Anns, que ua pbrase do
major he pao para ludo e oa verdade, diz
moilo bem ; por que elle lamhem he sangrador, be
armador, e ltimamente foi agraciado com o titulo
de regente do hospital, como diz o l'asio rico.
Ilouve procissao ,i larde c foi bem concorrida.
A Iraoquillidade publica vai inalleravel, graca
aclividade da polica, qoe nao i deia passar cama-
rao por malha segundo diz o Caminha inspeclor
No di* 17 do passado foram apprehendidas a bor-
do da barcaja S. limia pelo subdelegado do pri-
meiro dislriclo o,Dr. Manoel Nicvlao Rigueira Piu-
le de Souza, cesto e qifinze arrobas de carne aecca
em pereito estado de podridao, que perlencia a um
.couteieocioso uegociante, que a Irouxera deesa
cidade, e pretenda vender a 5JJ000 rs. a arroba 1!
Que tal o moco do reino V.'...- Auim sao todos !!...
Cousla-me que o referido subdelegado depois de
lanar os competentes termos, ordenar* abertura de
un fundo vallado, me, com a sua insistencia foi
enterrada toda casa carne que o lal mociuho des-
usa para vender aos convalscecnles do cliolera.
Disse o canoeiro, que conduzjo da barra de Ser-
iihaam para uta villa esse bello prsenle, que as
hora mora da noile fra ella embarcada uesia ci-
dade.
Que tal !! senlioia polica, mais activdade em ne-
gocio desta ordem,.... nao durma o somoo da itxU-
fereucia... por ventura o meu collega da Pagina
Avatu nao leve sciencia deste faclopara regis-
Ira-lo t
Ka dia li do mez prelerlo foram pilhados oas
mallas do engebho Ubaca desle termo em um mu-
cambo dous lillios do famigerado palhabole, que ol
limamenle aporlou ua barra de Seriuhaem.
Pelo indicios que se obtervarara conheceu-.se que
elle .ilii faaiam a sua residencia.
Serao alies restos da maior quanlia que foi eucon-
Irada na mallas do engenhoSanto Elias arrendado ao
Sr. Jos Carlos de Meudouca Vasconcellos ?... beta!.
Responda o prior do carmo veremos com que se
seta-
La dii o adagio :
o Quem se pica cardos come!...
No dia 27 spreseolou-se ao Sr. tenente coronel
Porlella pa recollier-se a prsao Francisco de Pau-
la Cavalcanli Weuderley pronunciado pelo Sr. Dr
chefe de polica pelo eilravio de Africanos livre do
supra mencionado palhabole.
Sinh Cazumba, o qoe espera > Tem medo ?...
Os gneros alimenticio ja sao mais abundantes nesla
Villa, ja apparece alguma bolacha, arroz etc., etc. :
lem coocorrido a feira alguma farinha, depois das
providencias que lomou o subdelegado do primeiro
Astricto, segundo Ihe parlicipei na minha anterior :
lom hav.do carne verde, anda qoe pelo pre.-o de 20
patacas a arroba, por nao haver gado neohum.
Cliuveu bstanle no. das 21 e 35, ehouve alguma
Iruvoa-M. Praza a Dos ,|e cesse o nosso llagellu.
Lehihru ao Sr. Dr. juiz municipal .Icsle lermo
que quando se linalizarcm as ferias, S. S. nao dexe
de chamar contas ao procurador da capaila de
Santo Amaro, sita na povoacao do mesmo no.oe ;
por quaulo muiio. annos se lem decorrido e elle a
repello nada lem feilo. Asseguram-me que enlre
ale Sr. procuradora oSr. Santo Amaro ha urna ne-
gtiacao tal que o Sr. Santo Amaro sempre sahe co-
dilhado ; porque tcitamente annue todas as Irau-
sacroet que com elle qoer fazer o lal Sr. procura-
dor. Disse-me o Joio que lie 1.1o dflicil o enigma
que hacotre es don que era elle 13o abalisado em
lecifracoe, tem conseguido decifra-Io. O Damaice.
biabio ci rmmm mm n\u 10 o mil be iim
no. porem, nao obstante i.so, tenUndo descobrir a
quadralura do circulo, mudou-se para aquella po-
voatao com o fim de resolver csse enigma, mas por
mais que traba. Irabalhailo, ni ha podido concluir
que o Feijo uao lem eir ncm boira nem ramo
de rigueira, e que come, bebe, veste, e lem casa
cusa do Sr. Snlo Amaro : se so nisto coosisle a
decifraco do enigma o Seraphim tem razao de sa-
ber.
Eo cofre dos mens orpliilos, Sr.|l)r. juiz muni-
cipal "!... Por amor do prximo lance lambem suas
vistas para elle, que esla" todo eoberto de mofo :
coiadnho!::... com lautos documentos preciosos!!...
Nao julgueS. S. que rom eslas palavras eu Ihe
lanro alguma indirecta ; ajae : ninguem, mais do
que eu, condece que S. S. nao lem culpabilidade
alguma RCtee abandouo do cofre dos meas pobres
orphaos: O erro ja vem de dclraz.Fiat justi-
tia.
Cousla-me que o Sr. lenle coronel Porlella es-
t presles a terminar a commissSo, quelite encarre-
gou o governo, por ler de seguir para ;o Matto-
Grouo. Muilo ha de sentir o lermo de Serinhaem
com a ausencia deste dslnclo cidadao cujos rele-
xanles servidos, e maneiras urbanas, e delicadas f-
carao para sempre gravados na memoria dos Seri-
nhaeuses, sempre gralos a S. S. :Fiat justitia
Nao censure o meu amigo, lodo esse Fiat jm>--
Ulia, que por ahi vai, porque he o meu fraco em
lodos os despachos que don no exercicio do meu em-
prego. E al oulra vez. que vou visitar o Fr. Ig-
nacio, que foi accommellido do medo. Seu amigo
O carador de orphilos.
(Carla particular)
-------aajffi------
COMARCA DE NAZARETH.
6 de abril.
Bem liulia en compreliendido que nao podendo
Iraduzir por grandes feilos lado quinto visse prali-
car, ou fosse bom ou fosse mao, e iiTio me dispon-
do a ser o araulo continuo desses grandes /ellos.
nao eslava mais, para muila gente, as rondires
de noticiador do Diario de Pernamliuco ; porquan-
to, cada palavra que avenlurasse, ainda mesmo sem
m> inteneAo, lerao efl'eilo do caustico ou do ferro
em braza, c por ella me pedtriam estrellas contas.
Por outro lado, nao me julgando asss garantido
para noticiar rom franqueza todas ai oceurrencias
que cheguem ao meu conhecimento, pois Ja diz o
dilado,quando vires as barbas do leu vizinhuarde-
rem, bola as las de remoldo sem que o queira,
vem-me muitas vezes a lembranra o drama sangui-
nolento, de que foi victima na cidade da Victoria
um clrigo, que se suppunha ser all o correspon-
dente do Diario, tomando estas miohas apprehen-
Qes maur corpo, quando vejo robrir-se de impro-
perios e ,uneae.ir-se de levar a chicle a um colle-
ga, que em ama pelirao, nao leve a fortuna de ex-
prirair-se em termos satisfactorios, ou de fazer-se
bem compreheuder Por ludo isso, digo, (inha re-
solvido abrir mao da pesada larefa, que sobre mim
lomei, ha .'I aunas, de m.iu l.ir noticias para o Dia-
rio ; e pan despodir-me, nao aguardava mais de
que urna occasiao opportuna.
Eis senao quando sou lirado do silencio de que
j principiara a gozar, pelo nobre autor das corres-
pondencias sem assigualura, que daqui se mandam
para o mesmo Diario, o qual em sua missiva, de
do mez lido, publicada uo Diario de -JH do mes-
mo mez, pretende esclarecer um equivoco, qoe diz
elle a me fra suggerido pela maledicencia de-
clarando em seguida, que a eompanhia de desinfec-
tadores, de que Iratei na minha ultima, nao se en-
lende cora a que fura oflicialmenle creada nesla ci-
dade ; morreu o Neves! E pedindo-me finalmente,
que seja mais rizanle as miohas alluies, para nao
dar lugar a ms inlerpretac,<>es; pois nao !
Dcil como sou, em aceitar qualquer correccao
que se me queira fazer, quando me desusar da sen-
da da verdade, que deve ser seguida por todo o ho-
mem que se estima, venho dar urna salisfaccao puT
tilica ao nobre etcriplor : va l.
Eslimavel collega, ,j que (vestes a bondade de
asim Iralar-mr- a eompanhia, de que falloi na mi-
nha ultima mfssiva, nao se entende certamente com
a que fui oflicialmenle creada ; porquanlo, esla foi
de desinfectantes como dissesles, e aquella de des-
infectadores, como eu disse, donde se pode concluir
que as duas companhias sao muilo dislinctas ; que
urna nao se parece com a oulra.
Mas, se todava assenlardes qne houve fui pro
quo, e que em lodo ocaso pequei mea culpa, mea
mxima culpa, entao peco-vos parda >. allegando,
para obler de vossa alia bondade. inteira ignorancia
da creacAo da vossa eompanhia, permitli que a
denomine assimi visto como ninguem ha nesta ci-
dade, inclusive mesmo os medico que aqui eslive-
ram in illo tempore, que dclla ma M noticia ; mas
sso nao importa, pois assim como ja tivemos urna
sociedade de patriarchas invisivei, podemos lam-
bem ter urna eompanhia de desinfectantes invisi-
veis.
Permitli ainda qoe vos diga, charo cnllega, que
a allegoria de que usei, foi trizante por demas.todos
a entenderain bstanle ; o mesmo, a quem ella se
dingir.i a euleii leo perfeitamenlc, visto como, para
ver se elenuava de alguma forma a anima Iver-.io
que sobre elle pesava, foi por conselho de amigos,
pedir urna caria a cerlo doutor, julgando que este
negasse o fado ; mas o doutor que emlm he dou-
tor, roeu-lhe a corda, e ficou o meu homem desar-
mado: foi pena! Tantos serviros perdidos!
Deveis e-lar salisfeito, estimabilisiimo collega,
com a salisfaccao publica, e, ao meu ver, cabal, que
venho de dar-vos, restando-me lao somento rogar-
vos, quesejamos cmara Jas ; nada de polmicas : o
vosso saber, e sobre! udo a consa experiencia vos ha
de ler entinado que nada se lucra com estas discos-
sor.
Se nao obstante o que digo, o nobre ardor das
discossoes vos anima, nestecaso, eu vos ensino quem
melhor vos poder servir ; a revista do Diario, que
se publica sob a denominaran defetrospecio se-
manal,- traz no Diario de III do mez que acabou,
um trecho, digno de ser contestado por vossa penna;
he aquelle, onde se faz observar que i s nos pon-
los em que se acliavam militares revestidos de c-
racter policial, se mo deram cerlos escndalos,
que se presenciaram em o liras paragens
A elle Pedi conlas ao nobre redactor do /tetros-
pecio, que se exprimi com tanta precisao; aiunt,
nada de fraqueza, a vicloria ser vossa !
Ja que sahi do proposito, qae com tanto proposi-
to havia formado de nada mais escrever, quero dar-
Ihc mais algumas noticias.
O capiUto Campelio esla bem zangado, por se ler
dito em urna missiva, que no dia 15 do mez prximo
passado se mataram -JX bois, quando s se mataran)
22; isso pode dar lugar a ms iiitcrpretares, e
prejudicar a repulae.io albeia ; visto como aquelle
capilAo he agente do arrematante do imposlo de
ijOO por cada boi que se lalliar, e pode muilo bem
o arrematante por em duvida, avista daquclla mis
siva, a fidelidad do sea agente.
O Itvmd. parocho interino desta freguezia, que
no maior furor da calamidaa i porque passamos, tan
to se distingui em prestar os soccorros do seu mi-
nisterio aos iufelizes, quando delles precisavam, foi
em corlo lempo accommellido da epidemia reinan-
te, de que felizmente acha-se reslabclecido, e con-
tinua a prestar-se com o mesmo zelo, uo que nao
deixa de haver grande sacrificio ; porquanlo cerlo
figurao assenlou de tomar-lhe emprestado um nico
cavallo que tinha, no qual andava muilo a seu gos-
lo, e al boje n.io Ih'o devolveu: nole-se que o em-
l>ie-limo foi por um dia, eje l vai quasi um mez !
Sendo que por isso o padre ve-M na dura neeessida-
de de cavalgar lodos os dia os mais desgranados
gOphos que j se lem vislo.
Pois bem: ordeno, aurtoritate qua fungar, a esse
figuran, quem querque elle seja, mande quanlo an-
tes o cavallo do padre ; seno, senao...
Contara que Severino Alvcs, aquello sentencia-
do que, em eompanhia de outro, fugira do llrum,
ha um auno o lanos mees, acha-se na t'.h.ia do
Girpina.
Consla-me que o Hvd. ligarlo da freguezia de
Tracuuh.em, que milito recommcndavcl se lornou
na quadra infeliz porque acabamos de passar, acha-
se animado dos melhnres desejos de fazer celebrar
em sua malriz um aludo solemne em tenrao dos
seus freguezes, que suecumbiram do cholera.
Uizem que ha por aqui urna grande safra pen-
deDle de inventarios, e como morressem os advoga-
dos qoe mais Irabalhavam, se vir por la alguns, que
nao if imam bastante clnica, pode manda-Ios para
ce, afim de lomarem parle na colbeila, que j vai
principiando.
Dizem que o commuaismo (perdao,illuslre col-
lega vai grassando com forc,a por loda a comarca.
O Judeu Errante esleve enlre DO, mas nin-
guem o conheceu ; isso me foi revelado em sonho
por urna personagem mvstcrosa, de que logo Ihe
fallarei'. regaloro quo era o maldito So gallinhas
queixa-se a vziihanca, que Ihc comer 27 !
U cholera acabouse.
A carne fresca den sabbado 22 patacas por ar-
roba, e a farinha 32 patacas por alqueire.
At mais ver.
Como o correio, contra a minha eipeclaliva, nao
partisse b"iile.m, cinliui he correio aproveito a oc-
casiao para relalar-lhe alguns fados que chegaram
ao meu conherimenlo : O digno commandanle do
deslacamenlo, e boje suhlelaeado desla cidade, sa-
beodo que un cngenbo Junco exista um Iacao que
fora deixado pelo chefe da eompanhia de desinfecta-
dores perdi, illixlre rollegai que aili lora em das
lo mez pastado, no louvavel empenho de desinfectar
alguns cornos de ris, como j di,e, mandou hon-
lem bascar esse lacaJO, julgando que Ihe servira el-
le de fio, por onde bagaste a descobrir os aconle-
cimeulos extraordinarios, que all se vo pastando,
depois que morreu o senhor do mesmo eugenho ;
mas o portador, quando viuha de volla, trazendo o
mencionado acao, foi accommellido em caniiuho
por :i sequazes que Ih'o lomaram, jogando ao por-
tador, que era um cabo de esqoadra do deslaca-
menlo. algumas puuhaladas, que fram hbilmente
Hadas por esle.
Parece-me que esle fado deve ser escrupulosa-
mente averiguado pela policia ; porquanlo nao se
da de urna simples dcsinrecrao, mas lim da des-
infeccao de 20, ou mais contos de ris. Em abono
da verdade devo dizer que o illaslre ulidelegado
lem lomado a consa ao serio, e que para all parti
esla m mita i, afim de ver se podera obler alguns
esclarecimeulos, que o levem ao descobrimenlo da
irdade.
A senhora do dito engenlio acha-se com guardas
pagas a sua cusa, para garaulir a sua propriedade .
triste essa alternativa mas sao cousas deste
mundo !
onlem foi preso, e acha-se recolhido a ca-
:'ia um cerlo meslre escola, que, nao leudo o que
zer, quiz beneficiar a urna iilha ; nada mais na-
iral e como a pobre victima oppozeste alguma
resistencia, deu-lhe varias pancada, do que resullou
deslocamonlo de um braco da pobre menina, qoe
cliega a ler sem ceremonia de coular a historia a
quem queira nuvir.
A casa do iufeliz Manoel Comes Moreiru acba-
ie i'omplei.menle desinfectada, sendo que por isso
is herdeiros do mesmo Moreira podero, quando o
luizerem, vir tomar cotila da raesma casa sem
iusIo.
Por fallar nisso, lemhro-me que se o homem fosse
consultado no tmulo acerca de sua vonlade, esla
seria bem dilferenle da dos vivos Esse infeliz pos-
.uia varios urubiis-reis, que faziain as sua- delicias,
) por quem engeilava diuheiro grosso ; alom dcsles,
possuia outros passaros de grande e-limae.lo e valor :
das, palalivas, caraanas, sabias, cauarios e papa-
capins ; possuia carneiros, gallaba de diversas qua-
'idades, pombos, ele. etc. Todo isso desappareceu,
como por encinto desde o dia de suae, assimrl mo
como desappareceram lambem algumas imagens que
possuia, valha a verdade.
N3o sera provavel que o pobre homem desejaria,
se livesse voto na materia, melhor sorle a sua fa-
milia adoptiva'.' Parece que sim.
A.
liem.'i
HEFAHTigAO DA POLICA.
Secretaria da policia de Pernambuco !l de abril
de I8SS.
Illm- e Exm. Sr.I.evn ao conhecimento de V.
bxc. quo das ditlereutes parlieipacr.es hoje recebidas
nesla reparlirao consla que se deram as seguinles
oceurrencias:
Foram presos: pela subdelegada da freguezia
do Recite, osinarujos inglezes William Martin, Ro-
ben llarlingan, A. M. Kart, James Bailv, lodosa
requisicao do respectivo cnsul.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
Antonio Manoel Jos da Costa Reg, por briga.
E pela subdelegada da freguezia de S. Jos", oi pre-
lo Joso da Silva, por infrace.lo de posturas munici-
paes, o pardo Manuel Francisco do Nasdmento, e
a prela Maria Joaquina da mce.e.lo, por de-
sordem.
Dos guarde a V. Exc. Illm. c Exm. Sr.
conselheiro Jos lenlo, da Coiiha e Figueiredo,
pretidenle da provinciaO chefe de policia, Luiz
Carlos de l'aica Tcixetra.
MAPPA deraonslraiivo dos doentes cholenco- que
esliveram em Iratamcnto no hospital da
Saula Casa da Misericordia, a cargo do
quarlo balalhaode arlilharia a p, desde
20 de fevereiro, em que cnlraram as pri-
mearas ancas, al .11 de atareo de I8j.
UARTEI. NA CIIJADE DE
'OI.INDA 1.- DE ABRIL
DE ISiti.
i.- halalhao de arlilharia a p.
!!. halalhao de iufanlaria. ,
Reformados
Paizanos.....,......
M
I
III
Sargeuto da guarda nacioual de>
Olinda............
1
HIT
7i
su
23
Dos fallecidos perteucenles ao quarlo halalhao, 2
morreramde febre tjphoide, 2 recahidos, e os mais
entraran) no periodo lgido e fallcceram poucas ho-
ras depois.
Dos paizanos, .1 suecumbiram logo ao entrar, e 2,
lloras depois, entrando lgidos.
lir. Itozendo Aprigio Pereira Guimanies.
- cirurgiao encarregado.
diario be Wtmmnbuco.
Fseraros.
Numero 810Mara, Pernambuco, 40 auno, sol-
feara, preta, Santo Antonio, ra das Larangeiras
n. 22.
dem SilEspranos, Alrica, 110 anuos, solleira,
prela, Boa-S'isla, ra da F.oureie.lu n. 21.
dem 812Francisco, Pernambuco, 18 anuos, pre-
lo, Boa-Vista, fallecen na fun In.u de Santo
Amaro.
dem 813Antonio, Pernambuco, 15 anoos, sollei-
ro, preto, S. Jos, ra de Sania Rila n. 77.
dem da morlalidade das pessoas que fallecern! do
cholcra-morhus dasfi horas da larde do dia 8 as
(' hora da larde do dia O de abril de 18K.
Ucres.
Numero 2373Carolina Rila Vicira de Mello, Per-
namliuco, 2!l auno, casada, parda, Boa-Visla,
ra das Pernambucaoas na Capunga.
dem 21171Antonio Joaquim l'erreira' Guimarge,
Pernambuco, 35 anoos, casado, branco, Santo
Antonio, ra das Larangeiras n. 20.
dem 2375Isabel, ti mezes, prela, Recife, ra da
Snala Veiha n. 122.
dem 2376Francisco das Chagas, Pernambuco, 7
mezes. pardo, S. Jos, rua Imperial n. 256.
dem 2:177Luiz Farits, 72 auno, sollciro, preto,
Recife, catraiciro, roa da Madre de Dos.
dem 2:178l.ourenca Maria da Penha, Pernambu-
co, 7 mezes, parda, S. Antonio, rua de Santa
Thereza n. 2.
dem 2179 Rellarmina. Pernambuco, 18 mezes,
parda, Roa-Vista, Solcdade contigua a casa do
ioglez Diiign.
dem 2:18(1Antonio, Pernambuco, III annos, par-
do, S. Jos, rua de Santa Rila u.
dem 2:181Cosma Damiana l'erreira Galdina, Per-
nambaco, :1o annos, casada, parda, S. Jo, praia
de S. Jos.
dem 2:182Francisco Antonio, Porto, :I0 annos,
solteiro, branco, Recife, martimo, rua da Scnza-
la Velba n. i2.
dem 2:18:1Anglica Francisca dos Prazeres, fri-
ca, 121 annos, viuva, prela, S. Jos, quilaodeira,
rua do Alecrim n. -j:i.
Ftcracos.
Numero 81 iLuiz. Pernambuco, i annos, prelo,
S. Jase, pateo do Terco, n. Ib.
dem 815 Maria, Pernambuco. 10 annos, prela,
Boa-Visla, becco do Veras n. 1l>.
dem 816 Brizida, Pernambuco, 22 annos, sol-
leira, prela. S. Jos, rua da Assumpco n. li.
Resumo da morlalidade.
Morlalidade do dia !) al s 6 horas da tarde1 i.
Humen l mulheres ."i prvulo 5.
Total da morlalidade al hoje O .t.-jn'i.
11 ornen, |:s. mu Hiere-. 1198 prvulos .12!
Ilecn'e 9 de abril de 1856.
Acommisso dehygiene publica interina,
Drs. .Sii Pereira, presidente.
lirmo .Xacier, secretario.
/. Potf0i',|*djunclo.
Recebemos noticias de Bom-Jardim com dala de
7 do correle. Ainda nesle dia linham sido ataca-
das cinco pessoas, das quaes fallecer urna. Foram
accommellido ltimamente os lugares de Queima-
das, Alagoa da Onca, Ginipapo, e Catle, perten-
cenlcs aquella freguezia ; fieava moila gente alfec-
tada, e a morlalidade regulava enlre 2 a :l pessoas
por dia. O medien que eslava em I imoeiro parti-
r para alli, ej eslava prestando os teiviroada sua
arte. O visarlo licara completamente reslabeclido.
A reir do da ."i fra abundante e mui concurrida,
como acontece em lempos ordinarios. A carne ven-
de-se de 12 a 16 patacas a arroba, a farinha de:l2 a
10 patacas o alqueire, e o feijao a 960 a cuia
As dulas de Nazarelh quo chrgam a 7 do correal
annunciam que a epidemia ua cidade se acbava to-
talmente extiucta, e o mesmo aconlecia nos oulros
pontos da comarca ; entretanto havia falla de g-
neros alimenticio ; e urna quadrllba de ladroes que
tinha apparecidn naquallas paragens, aggravava de
alguma sorle a situaefio do lugar ainda bstanle
anormal.
Tambem recebemos conimunicanies da Varzea.de
S. Jos de Una e de seus arredores. I estado sani-
tario era satisfactorio.
Ilontem enlrou dos porlos do norte o vapor l'ara-
ense. com destino a respectiva estaciio ; nao Irouic
malla, c consla que sahira boje para o >ul.
***?<*
lil LLETIM DO CIIOLERA-MORBLS.
Partid paes dos hospitaes.
Hospital da rua da Aurora, 2 doentes.
Hospital do Carmo, 7 doentes em Iratamcnlo.
Relarao das pessoasque fallcceram do cholera-mor-
bos c foram sepultadas no cemilerio publico das
6 hora da tarde do dia 7 os ti horas da larde do
da 8 de abril de 1856.
Jvres.
Numero 2165Jos Machado, frica, 60 anuos,
solleiro, preto, S.Jos, hospital de S. Jos.
dem 2166Manoel Candido dos Sanios, Pernam-
buco, 25 anuos, pardo, Boa-Vista, alfaiate, llai.va-
\ erde.
Idcm 21167Tassiano, Pernambuco, 2 mezes, prelo,
Boa-Visla, heceo de Joan Fiancisco n. ;l.
dem 2368Joaquim Domingos da Cuaba, Porto,
6:1 anuos, solleiro, branco, Boa-Villa, lommer-
cianle. praea da II a-Vista n. 15.
dem 2:l6tat-lrancisr, frica, 6:1 anuos, prelo, Re-
cite, hospital provisorio do arsenal de marioha.
Idcm 2170Rosa Amancia, Pernambuco, 25 annos,
solleira, prela, Recite, lavadeira, hospital da Au-
rora.
dem 2171Luiza, Pernambuco, 5 mezes, prela,
Santo Antonio, rua Nova n. 2.
dem 2172Isabel Maria da Conceirao, Pernambu-
co, 22 annos, solleira, prela, S. Jos, traWfsa do
Ouro.
dem 2373Barlholomen Ferreira das ChagasV Per-
nambuco, 32 annos, casado, pirdo. Boa-*1",
agricultura, hospital da Aurora.
'.
(SfrfflffltttttcabPa
ELOQl'ENCIA SAGRADA.
Idea do genero.
Nos seculos de paz e de submissilo religiosas a
predica, diz Marca!, segu o seo curso regular.
Nao se oceupa se nao em lirar coosequencias mo-
raet do dogma, e em combaler as paixoes, para as-
segurar a execucao c pratica da lei.
Assim como a esphera do orador sagrado he in-
teirameole livre, e elle pode, segundo as circuns-
tancias, explorar a sua vonlade ludas a suas parles;
assim lambem a sua allencao nao he ditlrahida por
nenhuma preoccupace. Nao lem oecessidade de
solidar a cada paaso o campo que tem de percorrer,
um de por em prova a arma de que deve servir-se,
nem de esmerilhar o seu ponto de parlida nem fi-
nalmente de figurar obstculos que uinguem pensa
em oppor-lhc.
O orador apoia-se com seguridade oas bases da
fu, stabelece com loda a confianza os principios da
moral ; invoca sem inquielacao os motivos da sauc-
edo. A couvicrao prepara os camiulms persuaeao ;
pede que se pralique aquillo em que se er, a he s
para fundar o imperio da moral que se expe o dog-
ma. Eis o lempo do pregadores.
Se o monstro da heresia levanta o col ; se al-
gum dos dogmas he negado ou alterado, toda a al-
lencao e lodos os cuidado se devem voliar inme-
diatamente para esse ponto. Redobrera-se a ex-
hortaces moraes, pois que a pratica das virtudes
e as paixea que as contraran), sao de lodos os lem-
pos ; mas, maulendo-se a obediencia no interior da
cidadella, cumpreque se cuide activamente de pre-
serva-la dos ataques exteriores. Fortiliquem-se os
pontos anacarados : onde o inimigo lizer alguma
brecha, accumulem e ahi os argomeulos e as expo-
sicOes da doutrina : conceulrem-se com loda a or-
dem c regularidatie as forras tulelsres, e sera de-
mora plante-se nos visos do novo capitolio o pavi-
Ihao calholico, em cujas cores brilha com immenso
fulgor a allianra de lodos os dogmas. Reforce>se a
cadeia nao inlerrompida da tradiccao ; faca-se re-
lumbar os orculos ta Escriplura ; esmague-se a
hydra sob as horriveis cousequeucias do uovo erro ;
fervam incessanlemenle sobre as cabecas rebeldes
aoalhemas fulminadores ; corabala-se de frente o
inimigo ; prohiba-se-lhe a entrada por' todos os
meios, eevile-se discutir qualquer. queslao dogm-
tica ou moral, sem que baja a prohabilidadede res-
tabelecer victoriosamenle a verdade contestada, e
dar golpes decisivos no aggressor do dia. Eis o lem-
po dos controversistas.
Mas .om n ultimo secuto comeos uina poca que,
supposlo icvelle symplomas de decadencia, anda
esla um ponco louge do seu lermo. Os bellos das
da f sumiram-se na noite dos lempos ; pode-se
mesmo, sob cerlo respeilo, ter-se saudades dos se-
culos da heresia De um cerlo pe iodo al hoje, as
cousas mudaram de fe i cao ; ja nao sao combales
parciaes; he urna balalha decisiva que se Irava >
nao he um hastiao, ou um reduelo que o inimigo
lenta oceupar, he o corpo inteiro do edificio que
elle procura demolir, he contra os seus (undameutos
que se encamina, que assesla suas bateras, e Ianc,a
sua- minas Ero una palavra, temos volvido urna
dessas pocas calamitosas e criticas em que lodo se
lem posto em queslao, reduziudu-se a religin iu-
teira a urna cemplela negaco de ludo quanlo ella
consagra de mais iuviolavel e sanio Cumprc re-
assumir a defoza prnmpta e enrgica, para rebalcr
os ataques, e robustecer com a perseveranra do
creule as proprias bases do christiauismo, como nos
bellos dias de sua inauguradlo. Eis o lempo dos
apologistas.
Luiremos no mundo das applicaeoes ; converse-
mos um pouco com os fados ; interroguemos a con-
ciencia da historia ; digamos o que se fez, e o que
se uao fez, c o que se dever fazer.
Detdeos primeiro ensaios de aggressao das nova
escolas philosophicas contra a verdade chrislaa, vio-
se apparecer n'arena do combate urna mullid.o> de
apologistas sabio e profundos, dignos, sob diversas
relacoes, de serem equiparados aos grande genio
suscitados pela Providencia, para proteger o bereo
ou a juvenibilidade do chrislianismo. Em parle al-
guma elle foram mais numerosos e enrgicos do
que em Franca, porque foi l.i qne a lula se oslen-
lou mais implacavel e inedonha. Ainda assim, os
alhletas da fo nao foram bastantes para encadeiar a
trrenle daa ideas impia, que amearavam de sub-
veiler oco aterra. Muitas causas poderiam ex-
plicar, ja nao di/.emos a csterilidade, mas o insulli-
ciente resultado de seus esforeos. limadas princi-
paes foi nao ler-se empregsdo efticazmente, conve-
nientemente as excelleolcs arma que elles haviam
preparado, e que pelo desuso enferrujarain. Seria
mislcr que, se Iraduzindo lodos os seus argumeulos
em urna liiiguagem accommodada inlelligencia c
aogoslo de cada urna das classes sociaes, fossem re-
pelidos por palavras de curiosidade para v-lo usar
de todas as snbtileas de seu espirito, de loda a for-
ra de seu raciocinio, de loda a exlenso de seu sa-
ber, de todos os recursos de sua eloquencia. Apai-
xona-se mesmo com esse espectculo serio edrama-
lico, j porque elle he em si mesmo inleressantei
j.i por que a discussao, a lula, a propria coutradi-
cao parece que se ailunam com o espirito humano,
tanto mais quanlo a analvse desses assumplos suscita
um cordumede quesloes graves, acerca das quaes o
liemem solado, dislrahido, ou pelo negocio, ou
pelos prazeres, pode adormecer na indilferenca, mas
que lulo de agita-lo e allrahi-lo irresislivelmeiile,
logo que lotea laucadas n'arena da discussao.
Para conseguir esse resoltado, he misler Om ho-
mem que reoua lodos os lliesouros da eloquencia c
da lgica, companheiras inseparaveis. Ilomen lacs
sao raros, he verdade ; mas nos os leremos quaudo
os quizermos. A nossa Ierra, lio frtil em hroes,
o foi sempre em grandes oradores. Assim huja es-
ludo seno e profoiido ; assim baja mais horror ao
plagio, que parece ir.,e naluralisandu em nosso pul-
pitos ; assim baja, mais zelo e ftrvor na educarlo
moral elnlellectual do uosso clero, que, em sua ge-
ueralidade, ollerece < triste espectculo da ignoran-
cia, pela falta de eslimulos que resullam das ne-
nhuma vanlageus materiaes da proliss.lo ; pela falla
do voeac.o que resulta do abandono a que se tem
entregado a explorara > acurada da ndole dos que se
dedicara ao sacei Jocio ; e finalmente pela falla de
exemploquedsvia
Tlenlos, pois, no uao fallara. Regularise-se um
bom syslema de estuJos ecclesasticos, que salis-
fa$a as prinripac exigencias da sociedade catholi-
ca ; ponham-se a frente desses estudo homent ex-
perimentados, que saibam mais do que devem ensi-
nsr.e nao pobres francelhos, que tabem lano das
materias a seu cargo, como Fhocio soube o qua
eram diclames de obediencia ; fsca-tc ao menos is-
lo, que dentro em pouco leremos urna pleiade la-
tida de oradores apologistas, versados em loda as
quesles do da, adestrados as evolucnes d pol-
mica, e habituados a manejar as armas da dialctica
e da eloquencia.
A larefa he ardua, mas a sua arduidade nao resis-
tir perseveranra nos esforjus, tendentes a extir-
par esses abusos e escaudalos, que se vao radicando
pela iucura de quem mal comprehende os seus de-
veres.
Vollemos ao nosso assumplo principal; vamos ca-
racterisar o genero por escripto em todos os ponlos,
em lodos o instantes e sob as variadas formas da
vulgaris.-ir3o. Isso, porem, se nao fez, c sefez-se,nao
foi quanlo baslava. O caso he, que a objecre e
ataques que se suppunham eilinclos, porque haviam
sido fulminados pelo raios da scieneia, resurgiudo
em tropel de seus velhos enliinrheiramento, inva-
den allrootosamcole os sales da.arislhocracia, e bem
depreis.i sao recommendidoss mullides como pre-
ciosidades da moda ; sao saudados pelas paixoes.aco-
lhidos pela ignorancia ; emquanlo que as refularoes
victoriosa, Irresisliveis, c cheia de profundo saber,
que indubitavelmenlc pulverisaram os sophismas da
incredulidade, dormem invollas na poeira das noisas
bibliolhecas, ou nos archivos das lilteraturas ava-
riadas !
Assim, a indiflerenca religiosa, inlroduzida pela
ignoraucii, vero associar-se ao foco do grande povo
laneando-lhe sobre os hombros o seu maulo esfarra-
pado e plmbeo I Para combaler esla nova pitase de
eslrauhos desvarios,he urgente que retumbe sobre as
amis do caslello um grifo generoao.suhllme de con-
eouviceao, que acorde o campeoes qae dormem, no
momento em que a cidade de Dos he invadida pelos
nimigos da boa nova, dessa luz, que reverberaudo
da face do Eterno, vio allumiar os povos e eusiuar-
Ihes o caminho da civilisacao c do aperfeicoameulo
moral e inlelleclual da humaoidade.
Coovem s gertces presentes, para reanima-las,
e s tullir para acautela-las, urna inslruccao reli-
giosa mais profunda, mais solida e mais bem coor-
denado: coiivero, allenda-se bem,urna IraD-fusao de
luzes muilo mais ampia e cupiosa do que no secu-
los precedeules. Sii assim se podera espaucar com
vanlagem a cerraran inedonha de que o espirito do
erro tem cercado a inlelligencia ; e nao te consegui-
r restabelecer o asceudenle da verdade, nem desfa-
zer o cali das ideas falsas em que a razao desvair,
sem oro bom syslema de conferencias, como actual-
mente te pralica em todos os paizes catholicos, so-
bre as materias fundamentaos da f, liberalisando-se
desle modo essa Inslruccao vasla e abundante, que
deve derramar suas irradiace todas as partes do
edificio religioso.
Para nos dispensarmos dessa einpreza nobre e ge-
nerosa, na o argumntenlo, cora a supposta indif
fereota da mullidao, a qual, honra aos seus grandes
insliuctu, manifesla todos os dias que est mui Ion-
ge desse deplorare! lorpor. Apenas aabe que algum
orador hbil e couceiluado pe o p no terreno da
malcras pbilosophica e religiosas, ei-la que corre
com enlhusiasrao a ouvi-lo,trasbordando de um traco
dilerencial; digamos qae na conferencia, ao limito
do serm.'ioa con vieran be o fim,c apersuasao um meio.
O senn.io be urna exhorlacao que couduz pralica
das boas obras; a conferencia he urna inslruccao,que
conduz e provat da f. Segue-se dahi, que a forea
intrnseca das prova-, o eucadeamenlo do inelboJo
com que ellas sao disponas, a clareza com que sao
apresenlada, o vigor com que se fazem valer, sao as
primeiras coudic/ies de um feliz resultado ; porquan-
lo, trata-se antes de ludo de esclarecer e conveucer
o espirito. Mas esta roiidirdes nao sao as nicas.
A eloquencia he o iudispensavel vehculo do pensa-
menlo, logo que se manifesla. Ora, os puros ele-
mentos da razo nao Ihe subministrara nulricao suf-
ficienle: todava, quando nao mova as paixoes, pro-
duz, pelo menos, emoc,oe tranquillas, movimentos
regulares, que, era lermo didalivos, chamamos eos-
turnes, e a these deve ser preparada de modo a Ibes
proporcionar livre accesso, olTercceudo-lhe um lu-
gar.de desenvolvimeulo fcil e progressivo, se lano
for possivel.
Na escollia das pravas o orador deve excluir esses
argumento rido qus sCo podem assurair, digamo
assim, se nao urna forma algbrica. Essas abslraroes
transcedentacs exigen) o silencio da solidan o o traba-
Iho da rellexao ; pois que nao sao accessiveis mul-
lidao ; nao podem lomar um corpo fcil a corapre-
hensao.
Se elle adrante alguma prova melapbysica de um
alcance superior,dispora asna iiilrodiire.'io.rrmoven-
do todos o obstculos que a possam obscurecer. O
orador prepara o bom xito dessa prova,concentrando
toda a -ua atteueao na escolha do momenlo em que
a deva exihir sobre o aspecto de urna verdade de
primeira onlem. Essa exhibirAo deve ser arompa-
uhada da precisa elucidez e energa, nao carregau-
do-a de desenvolvimeulo, que a forra de lomar o
eounciado claro e evideule, nao farao senao cobri-
|o de Irevas. Reserve o orador suas predileccoes, e as
preferencias de seu favor par com as provas que se
coadunara com a ndole das cousas humano-, que
achara um ponto de apoo no nosso mundo visivel e
palpavel, que aurontram no coraran do hornera um
echo que Ibes corresponde ; porqaanto, essa provas
sao as nicas que nulrem a eloquencia, que Ihe dao
os matizo,e Ihe commuuicam o calor e a vida; sao as
nicas, emfim, que asseguram Iriumplios ao orador.
Elle, pois, que pese-as, em bigardeas contar; que
Minha de lado e agurtele para sempre em seus
cadernos de olas, esse innumeravel exerclo de pe-
queos argnmentos, coja distribuir.io nao pode dei-
xar de impacienla-lo, e cuja bagage cobrir o cam-
po de balalha, tem augmentar suas forra. Quando
muilo, envulva-ii no quarlro de orna rpida enume-
rarao, esleudendo ua exlenco do plauo seus grnsuos
e cerrados batalboes de provas vlenle, que 3o a
verdadeira arlilharia do peuaroento, urna vez que
sejam desenvolvidas na razao de sua profundeza.
Se a exposii.ao do orador foi| lucida, vigorosa e
enrgica, nao lera mal o Irabalho de evocar as ob-
jeccoes contrarias para fulmina-las; porque ella
j foram anlecipadamente feridas de morlc. He um
perigoso combale essa lula, corpo corpo, da qual
e n.io triuuipli i sem graves feridas: eis aqui por-
que as conferencias entre dous, se nao representa-
se um miseravel papel com um comparsa ensillado
a incliuar-se dianle de todas as resposlas, fazem
sempre brecha na demonstrado, e dexam, apoz
urna victoria real, pairar duvidas sobre alguma par-
les da materia. Mais vale cem vetes supprimir
o drama da discussao, e proceder synthelicamente
por urna exposrao larga, seguida, profunda, em
que se dcitruam de ante mao todas a difliruldadcs,
e de lal modo, que quando se volle depoi a passa-
la em revista, o audilorio previas a resposla e se re-
cord do principo capital.
Pinto de Campos.
Continua.
^orre^ftoitbcnda^a
Sis. redactores.Agora que as cousat parecen)
ir-se chegando para o estado unrnial ; agora que ja
nao vemos ralur diariamente 20, 25 e 30 pessoas vic-
tima dessa epidemia terreaba, que sobre mis passa
por espaco de dous mezes, seria urna ingralido, se
do mais recndito do meo retiro, de onde teuho ob-
servado o menores nomnenlos, que se patearan]
nesla quadra lamenlavel e dotdiloss, eu nao livesse,
como habitante de-ir lugar, nma palavra de agrade-
denlo para os distinclos militares,alteres los Joa-
quim Caprislano, c cadete Francisco JeuuinoSimoes :
na verdade, se o servico dos enlerramculos nao sof-
li eu, ou sollreu menos do que poJcria esperar, a el-
les se deve.
t) aleretCapisfrano, quando ootras nao appare-
ciaio, nao se salila/.ia so em mandar, ia mesmo pre-
senciar em loda as ocrasie, e em (odas as horas do
dia ou da noilr, que na rulen amentos se lizcssem
com a maior presteza, e sera a menor confusao. A
sua de tirar.ri foi tal, que quando omais fugian dos
i bol trico, romo de leprosos, elle o Irazia para sua
casa, onde os subineltia a om Iralamenlo regular,
resultando d'ahi, qoe muilos hoje abenroam o sen
uome, a quem se mnfessam devedoresda vida. Fez
mais, Irouxe para sua casa algn orphaos desvali-
do, a quem erve|hoje de pai.
O cadete Siinet em urna esphera menor, fez ludo
o qoe pode para alliviar aos alllicfo. dos padeten-
los resultante do mal.
Honra seja frita aos don illoslres miniares, a
quem em nomo da gralidao, que Ihe devem hoje o
habitante- desta Ierra, rendo mil elogios.
Nazarelh, 6 de abril de I85li.
O. A.
Srt. redaoloret: O sen jornal de 13 do corre-
le, sob t epigraphe Diario de Pernambuco- diz
que em Serinhaem eslava o respectivo delegado en-
carwgado pelo juiz de direilo de Rio Formoso de
distribuir soccorros aos indigentes. Permillirao V.
mes. que Ibes demos algumas explicacoe a respeilo.
Quando ae aproximava de nos a epidemia reinan-
te, (raamos de promover por eulre os habitantes do
termo urna subscrip;ao, e conseguimos obter um
conlo c trila e cinco mil rs., com essa quanlia esla-
beleceroo na villa urna enfermara, e nos preveni-
mos de grande quanlidade de vveres ; a enferma-
ra a nossos cuidados, e aos do Sr. teoenle-coronel
J. N. da Silva Poitella, que, ua qualidade de dele-
gado immensos e rcaes servico ha prestado ao ter-
mo, tem trabalhado regularmente, serviodo de gran-
de proveilo aos indigentes atacados do mal, que a
ella se lem recolhido ; os viveres lem sido distribui-
dos por lodosos necessilados do lermo, que de nos,
ou do delegado os lem sollicilado, e rolando-nos
anda nao pequea porrao delles nao se fez neces-
sario requisilarmo por ora do Exm. Sr. presdeme,
mais do que a ambulancia, baela, desinfectantes e
algumas camas.
I) Exm. presidenie. zeloso como he, remelleu ao
delegado, sem que esle senhor requisilasse e nem
nd, duas carga de bolacha, duas do arroz e urna
arroba de sag, e isso lambem vai sendo distribuido.
lie verdade que esta o delegado autorisado, nem
sii pelo Sr. presidente, come pelo juiz de direilo pa-
ra requisitar aquillo de que for caieceudo, e mesmo
para fazer algumas depeze, e alem disso leve, des-
se ultimo, participaran para mandar conduzir de
Rio Formoso ijuas cargas de vveres, ma nada dis-
to foi anda oecessario ate o presente.
Nao duvidaremo pedir soccorros ao Rio Formoso, e
menos que nos sejam elles promplamente fornecidos,
mas urna vez que a commissao vai distnbuindo os
fornecimeulos da subscripi-ao, oao queremos consen-
tir que se diga que os soccorros, que se estao dislri-
buindo sao procedente d'alli. Com a publicarlo
deslas liuhas muilo obrigarao aos seus assignaules.
Ignacio Joaquim de Souza Leao.
Manoel de Barros ll'anderleij l.int.
Serinhaem 20 de marco de 1856.
Lisia das pessoas que coucorreram com suat esmo-
las para soccorro dos iudigeules do termo de Se-
rinhaem.
Dr. Manoel de Barios Wanderlev Lins. .lOsOOO
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao. 509000
Antonio Germano Regeira Pinto de
Souza........... 509000
Jos Eugenio da Silva Ramo. 509000
Iguacio de Barros Wanderley. 509000
Tenenle-corouel Gaspar Cavalcauli de
Albuquerquer Uclla...... 50)000
Manoel Metquita Barros Wanderley. in- mi
Joao Cavalcauli de Albuquerque 1 cluia 3O3OOO
Francisco Manoel de Souza Oliveira. 205000
Miguel Accioli Wanderley..... aOfOO"-
Francisco Manoel Wanderley Lins 20)000
Fr. Antonio do Monte Carmeilo 20gO00
Dr. Maooel Nicolao Regueira Pinto de
Souza........... 20?000
Jos Venceslau Regueira Pereira de
Basto........... aWfOOO
Jos Marcelino de Barros Franco 209000
Caetauo Francisco de Barros Wander-
ley............ 20.301)0
Juveniauo Antonio Duarle Cuuba 209OOO
Fraocisco Pedro Cavalcauli .... 209OOO
Joao de Frailas Nogueira..... 20*000
Joao Lopes dos Sanios...... 203000
Joao Veira da Rocha...... 200000
Pi Honorolo Wanderley...... 209000
Jos Cavalcauli de Albuquerque L'cha 2O3OOO
Thomc Joaquim de Oliveira .... 16)000
Francisco Luiz Vanderlcy..... 16)000
"'anoel de Barros Jnior 10)000
.anoel Cjrillo Wauderlev..... 10)000
.oaquim Iguacio dos Sanios .... 10)000
Beruarduo Jos Arantes..... KIJOOO
Psdro Cavalcauli de Albuquerque 10)000
D. Maria Accioli Lins...... IO9OOO
Henriqoe Luiz de Barros Wanderley IO9OOO
Manoel Femando de Albuquerque. 103000
Hippolylo Frauco da Silveira Lins. 10)000
Prisciano de Barros Accioli Lins. la-nm
D. Anua i'heodora de Basles .... 109000
Coriolano Velozo da Silveira. 10)000
Gonzalo Francisco Xavier Cavalcanli. 109000
Padre Paulo Beuto Z.idanes .... 109000
Marcelino Alves Vilella..... IO9OOO
Sebastian Antonio do liego Barros. IO3OOO
II. Jose da Silva........ IU3OOO
Manoel Francisco de Paula .... IOjOOO
Feliciano Jos Hibeiro...... 7.3OOO
Manoel Cavalcauli I cima 59000
Padre Antonio Jacome de Araujo 59000
Sebasliao de Barros Lins Piraj. 5-3000
Jos Tavares da Cosa...... 5,9000
Mauoel Correa Tavares...... 5JO00
Lourenro Jos Tavares...... 59000
Patricio Jos da Costa Lima. 5)000
Sabino Auizio de Farias..... 53OOO
Jos Paes Brrelo........ 59000
Vicente Elias CavalcaDti Juuior. 5-9000
Manoel Antonio Vellozo..... 5)000
Filippe Nunes da Silva...... 59000
F. I irmiiui Rodrigues da Silva. .">9000
Jos Cavalcanli Accioli Lins. 59OO
B. turnando Vieira....... ,5O00
Jo3o Alfonso Regueira...... 5)000
Luiz Dujaque......... 5)000
Y. Mauricio Wanderley..... 5j<)00
Gama Snior.......... 59OOO
Gama Jnior......... 5)000
Antonio Vieira de Barros..... 51000
Tertuliano da Silva Pegado .... 5g000
F. da Silva Ribeiro....... 59OOO
Fr. Anlouio Tilara. ...... 59000
Paulino Manoel de Souza..... 59000
M. Romeiro de Gouva...... isOOO
Parifico Jacome de Araujo..... 3-3000
Jacinlho Jos Tavares...... 2)000
Manoel de Saraiva....... 29OOO
Antonio da Costa Anuda e Mello 2)000
Jos Luiz Pereira de Albuquerque 9000
Jos Candido da Silva Brasa .... 2)000
Jos Autooio da Molla...... 2"-!)00
Cadele II. Pinheiro de Vasconcellos. 1/000
l'aini.io Domingucs Pereira de Menezes I-9OOO
Somma. LO.'KMWO
SSiiriDii)
l.MA BOA FILIIA HE A ALEGRA DE LMA
BOA MAl.
i.
Ma cousa de (nula a Irinla e lautos annos, viviam
u'um convento do Porlo, duas meninas da mesraa
idade, bonita e ricas. Eslas coincidencias, e Miras
muitas da sua vida, as lomaram mseparavel ; nao
os seu genio e gostos, poique eram em Indo oppos-
los. Julia era viva, alegre, eslouvaJa e desptica ; e
eovernava por isso em muila cousa. Rila, que era
seria, socegada e dcil. Ambas eram orphaas de mii
c Rila havia tamben) perdido seu pai. Chegaram
ellas ao dezenovel anuos quando liveram noticia
que a sua sorle ia mudar quasi ao mesmo lempo. O
pai de Julia Ihe pnrlicipou que ia tira-la do con-
vento para a casar com um cavalleiro da provincia:
o tutor de Rila deu parle sua pupila que llalla
chegado o lempo de comprir a ultima vonlade de
seu pai, casaudo-a com o homem que elle Ihc desu-
ara. Julia recebeu a nova com eslouvada nlegria ;
Rila com receio c pesar:
Apolo que quci. i ser freir disc rindo Ju-
lia a sus amiga rceebes a noticia de alur do con-
venio, como cu receberia a de licar uellc.
Vio qoeri.-. ser freir rcspoudeu Rita mas
lambem nao queria casai era r.inliecer bem o ho-
rnera que deve ser meu esposo.
E quo importa conherer ou n.io o marido que
o senhor hymeueu nos da '.' lano faz que a caixa do
relogio seja d'ouro como de chumbo : se o relogm
nao regola nao presta para nada ; e quem vi) caras
nao v eoraroes.
Nisso leus razao,
E em que he qae eu a nao lenho '.'. Alegra-
te pois; segu o meu exemplo, que ei avahare
dUfructar a vida.
Mas tu de veras nao ten pesar de perder a tua
liberdade '.'
A minha liberdade 1 e oude esl ella 1!
E nao leus tristeza por le unires a um homem
que nuuca viste '.' .
Tristeza '! teuho muila alegra Que rou-
sa lao romntica nao he ignorar se o meu uoivo lis
branco se prelo !.. se lera corcunda, ou le he di-
reilo !. se he um anlo, se um gigante .
lias de sempre zombir de ludo !
Agora juro-te qae nao zombo. Pica-me a cu-
riosidade, assusta-me o receio e anima-rae a espe-
ranza ; e osle embate de sensaees me encanta. Bem
abes que os aballes so muilo do gosto moderno ; e
eu sou em ludo da moda.
Ah, Julia! ha aballo bem funesto! Fazes-me
lerabrar da historia de urna miuha prenla, que ou-
vi contar pouco antes de vir para o convento.
I. ma- me eatl historia ; se for muilo lerrivel,
me ha de agradar.
Em poucas palavras t'a conlo. A lal miuha
prenla era bonita e mora, ma pobre. ..
M.10 he um precedenle lerrivel !
Fui pedida era casameulo por pessoa rica de
louge ; e seu pai a casou por procurarao sem que
ella visse seu noivo, ou soubesse ao menos que sorle
de homem era.
Que interessanle cousa mas tai depois V...
Depois o pai conduziosua filha em lileira para
casa de seu marido.
Isso he que nao he romntico de capoeira !...
melhor a cooduzisse u'umas andas !
Ajumada era comprida, e os camiohos eram
maos. O noivo foi com lodos os csvalleiros dos ar-
redores esperar sua esposa : os mais moro ao avis-
taren) a lileira galoparam para ella, e cada om por
sua vez comprimenlou a menina como se ella Ihe
perleucesse.
Ora essa ella havia de admirar-te de ver
lautos maridos '.
Esla brincadeira nao a diverlia, olhava pars
um e outro com aocia o receto. nao sabia qual
delles era seu marido, e tema gostar mais de algum
oulro. A lileira contiuuou o seu enminho, e os man-
cebos proseguirn) na sua doida zoinharia. galopan-
do em volla, e fallando ora um ora oulro para den-
tro.
E etibln o pascacio do pai divertia-se lambem
cusa de sua filha !
O pai finita galopado para dianle, e a criada
que acompanhava a noiva sabia tanto como tua ama.
Chegaram casa do noivo, e entao aquella impro-
deute rapazeada se afastou para deixar chegar a li-
leira o noivo, que se tinha apeado, e ia ajudar a dcs-
cer sua esposa. Ella se inclinou precipitadamente
para o lado em qae se abra a porlinhola, e vio of-
fereeer-lhe a ra3o um velho, que poda ser pai de
eu pai '.
Ah!
Seu pai. que eslava perlo Ihe pareceu uaquel-
le momento um rapaz bonito, ainda que nao livesse
muir.1 tido nada disso.
E entao'.' ella nao se vollou para a mocarada,
e nao fusio com o primeiro que a quizesse tomar na
girupa !
Ella snlioii um grilo, recuou para a lileira, e
cabio desmatada. Os mancebos entao liveram d
dclla, arrepeuderam-se da sua doidice, e a levaram
em bracos para casa de seu marido.
O desfecho foi horripilante.' mas foi dramti-
co ; e o drama he o meo forte. Supponhamoa qoe
meu pai me aprsenla um marido de aovenla an-
uos. que te parece '.' elle achar-me-hia um game-
nlio para marido de mais idade? .
O que me parece. Julia, he, que antes de dares
a la approvarao devias dizer a leu pai....
Que nao compro em ver, talvez ?.. tu nao co-
nbeces meu pai, se uao Ae o veres na grade pelas
qualro feslaa do auno. Elle quando reza em coro
n;io eonsenle que Iba respondam senao amen : o pa-
dra-nosso di-lo elle lodo, excepto as palavraseja
feila a vossa vonlade, porque essas 1 nem a Deo as
diz, me parece. E mesmo, a fallar-le com o cora-
cao as maos, aoslo ua verdade de n|3o conhecer o
meu fu I aro. O que me desagrada he, ser o Sr. Fur-
ladu dos campos, sem ser dos campos Elvsios. Tu
sabes que tica no Porto, e qse o Inu nuivo nao he
mais velho que teu pai o stria se fossi. -fe anu
le queixas. f
A idade de Augusto nao be o que fn faz ras-
do ; como nao tenho oulra alguma inclina rao...
Pois lu na verdade por quem te havia. de apa 1 -
xoaar aqui'.'! So te fosse pelo sacrislao, que tantos
rapa-pes le faz, e que tao bonitas caras faz ao ajudar
un-a. E lira no Porto !. podes v-lo a menos
todos os domingos.
A Ierra em qoe se vive he cousa de punca mbn-
la ; em toda a parte pJe haver felicidade ou des-
grara.
Pois assevero-le, Rita, que se nao livetse a es-
peranza de ir a Lisboa depois de rasada, de vir
aqui muila vez e a Braga, nao aceitara o Sr. Pur-
lado por marido, anda que elle fosse bonlo como, o
sol, e embora corresse risco de que raen pai me/li-
ssssa em postas. i
Julia, nao sfjas sempre eslouvada. Encara o
casaroenlo com ootras vistas ; nao queiras casar is
para le diverlires ejeorrer mundo, olha que depoisC.
Depois hei de sempre dar as carias, e faajer
aquillo qae for mais do golo ; e. se o Sr. Furlado
for algum casmurro, dgo-lhe que va penlear mi- '
cacos.
Tem juizo.!.. olha que nao basta so ter bem
comportada, he misler parec-lo, e lu se continuas
assim, has da passar pela maior tola...
E que me importa a mim isso'.'..
Mas importa-me a mim, Julia ; importa-me,
muilo.. quera que fosses ima senhora respeilavel.
Respeilavel ja !..
Sim, porque a virlude merece mais respeilo do
que a idade.
Esta bom, far-le-hei a vonlade ; has de licar
contente coraigo, loruar-me-hei tao grave e carran-
cuda, como quando o padre capellao sobe ao tribu-
nal da penitencia : so ha de dar licenra que eu me
ria se o meu adonis e senhor for rorcovado eu auSo.
Poucos das depois |as amigas se separaran), e cho-
raram muilo. Apesar das lagrimas que corriam Je
seut olhos, disse Julia aoouvido da sua amiga : /
Oiha que cu nao grito nem desmaio, ainda que
elle seja feio como um bode .'.. aules o fare-gribar
a elle ; faeo-me tola, e corro-o a pedra.
II. _____
Quasi sempre he desastrado um casamento arran-
jado por um pai, quando sua filha lie ama cranla ;
e o da lina uao foi na verdade muilo feliz : corolu-
doella era dotada de lana paciencia e bondade
que a sua sorle Ihe parate- boa. Seu mariJo era al-
guns aunos nuis velho : nao Ihe linha grande affei-
cao, mas era zeloso; goslava muito da sociedade,
porm nao achuva hora que ella sahisse. Rila esla-
va pois quasi sempre em casa, e muilas veze Ihe
l'a/.iu falla a sua amiga ; era quaulo nao foi mai par.
licularuienle, e mesmo depois, om quaulo urna lillu-
nha que linda nao cresceu.
Que sera teilo de Julia '.'dizia comsigo mes-
111a Rila suspirando, sera feliz?...
Rila Ihc escreveu muitas carias, nao consultando
nisto a vonlade de seu marido, mas apeuas recebeu
de Julia tres carias pequenes e extravagante : ella
era inimiga de escrever. Na primeira diiia :
O meu noivo nem era corcovado, -iieui anao f
nao tive pois de que me rir.
Na segunda :
Nao rae dizes nada de leu marido ? quero sa-
ber se elle se porto como deve, e se se faz agrada-
vcl. Furlado he (aqui coi segredj..' um lindo ra-
paz nao sei como meu pai escolheu lao hem !..
Eu tive, sempre. miuha boa Rila, lana liberdade
para o desenlio, que querendo lirar u retrato a meu
marido para le mandar.... e olha que era favor que
nao 1 'aria a ncohuma oulra mullier !..) que me havia
do sabir da pona do lapis um orango-lango.e
Na lerccira, e ultima dizia :
Teuho um lilla___ liquei agouiada ; eueria
que losse urna rapariga para ler o teu nome e as
las virtudes ; tu in'a educaras ; mas um rapaz !..
de que serve bus ? Eu quera ao menos que se cha-
inasse Rilo '/bao quizeram, mas eu sempre Ihe cha-
marei assim. Dizem que so parece comigo, a mim
parece-mo um galo; mesmo na voz: queira Deot
nao lizesscm por ahi alguma troca em quantoeu es-
lava na cama.
Depois desta carta de balde escreveu Rila, usca
mais obteve resposla, e perdendo lambem a voulade
de escrever, pois que desanima a falla de correspon-
dencia, cessou de escrever tua amiga : as veze in
da quera tornar a atar o fio que se desalara da sua
liiac5o com Julia, mas nao sabia onde ella eslava,
s perdeu a vonlade de laucar cartas ao vsulo.

N
MLrnr^FT
ILEGIVEL


Un dii eslava ella ensillando sua ppqueua (illia a
conhecer as letras; liolia-a sobre osjoelhus e 111 e
mottrava carines de diversas cores com as letras que
llie ia ensinando, e todas as veres que a menina ati-
na va urna roda de beijos. Abrio-se de repente a
porto do quarto e enlrou Julia. Kila largou sua 6-
Ihiuha sobre o camape, abri os bracos e aperlou ao
eorar.io com extrema etpansao a amiia que nao ti-
uha visto ha mais de qualro anuos. Julia a beijou
repetidas veres direndo :
Como ests bonita!..
E passados os primeiros transportes accresceulou
com sua costumada vivacidade secca :
Que eslavas fazendo qiiandu entre! ".' anda
brincas com bonecas'.' e cssa pcqucrruclia que li-
uhas ao eolio.,..
He minha fillia, eslava a ensiuar-lhe os nomes
das letras.
Julia deu una risada que M amortecer o enlhu-
siasmoda amiga, e indo meuiua Ihe ergueu a bar-
ba e encarou o pequeo roslo dizeudo :
Has de ser bom peitc !.. havemos de casarle
com o meo traquinas mais vellio! !
A roeniua eslava assuslada, e lancea os bracos a
sua mai, que a socegou, e replicn a Julia :
EutAo lens mais de um fiilio ?
Tendo tres se fosse alguma cousa boa nao ha-
via de ler tanta Trtara : e ludo rapazes! '. E (oram
.quelles meusseolioresque me eslorvaram ate agora
de vir do Porto, porque queria vir livre e esbelta,
felizmente este anuo dei um passeio n'um cavallo
fogoso que me livrou de um quarlo comedido de
gente.
O' Julia he horrivel o que estas a dizer.....
L'm enlantecidio le.parece cousa propria para gra-
cejar .'!
E esta pois eu fui enfantecida por querer ?
Nao deviasdaro passeio que dizes.
Sim, era melhor que eu morrease de enjoo e
demeii eu nao podia adeviuhar que aquella senhor
meu filho embirrava com passeios a cavallo; os ou-
Iros iijo linham sido l.iu delicados.
Jess !.. como tu es !.. a rires-le do que devia
fazer-te chorar !..
Fazer-me chorar !.. he o que fallava !.... Esloo
muito obriaada.... achas motivo de pesar, no locces-
so que permitlio que nos visemos .'.. uao ti olas
entao desejos de ver-me ?
Tinha muitos ; mas antes nao queria lornar-te
a ver, do quedever isso a um crime, e acliar-te um
corado lio duro.
J vejo que nao mudastes ; pois nem e'i ; so
agora aclio mais graca do que dantes aos leus ser-
moes, para eu ler o prazer de os escutar ajargs__
eolrega essa cachopinha aajuera_j>,.este-le para
me acompauliar-^igr me-lias agora muito mais
dcil. Estou^-sgora persuadida, minha boa Rita,
que esta vida lie um compendio de engaos e des-
engaos, l'ara que casamos nos tu lianas, razio
quando temas o casamento : era lo alegre aqoelle
lempo em que eu le obrgav a fazer travessuras e a
correr pela cerca das boas madres, que tanto e
amoQnavam quaodo Ihe calcavamos os canleiros dos
hem-me-queres, suspiros, e amores-perfeitos.
Pois lo, deveras, nao es feliz t
Feliz, sim!... sou muito desgranada e era!
par l'o dizer, e saber se tambem eslavas arrepen-
dida de teres casado, que ha lauto lempo anciava
fallar com ligo.
E porque rae nao escrevias'!..
Nao esla mu ossa a minha lingua nao sabe
escrever, e a minha mo tem urna anlipalhia til pe-
la penna !...
- Tu nao fallas fardaos, Julia, quando dizes que
* infeliz ; lens urna cara de muila satisfacao.
Pou entao he a minha cara que mente. Fur-
lado he um traanle!... acha toda- as oulras mu-
Iheres mais bouitas que eu, anda que ellas sejam
teiae de metter medo ; e mais espirituosas, aiuda
que sejam estpidas como aquella servente a quem
eu liz persuadir que o mundo era chato, cercado de
um paredao que topetava no co, e ao qual se nao
podia ehegar porque era defendido por um hoquei-
He verdade ; fallemos d'oulra cousa.Oueres
ver como a nossa lajua ja condece todas as le-
.Nao teuho agora lempo ; vou sabir. Tu como
le doe a cabera nao podes receber vizitas. queresauc
de recado aos criados que nlo ests em casa
I*azes-me favor.
I'rovavel.neole virei larde, deil,.-le cedo, que
o repouso le fara bein. *
la um ue.jo a Igiiez.que te eslende os bracos.
Para que ella he so tu amiga : tu nao a in
sinas a amar-me.
Nao sejas injusto !
Sim Ibera le ente.....> I l., para ,, sou ,_, w
'szszzs&sr**'mai "roceiidn:
cora ellondo? ^"^ """ C".....*> '"liando-a
,,.!L0L'r;\C0,nrICI":a qUe '! naolaSer
sua esposa lio feliz, como ella o Manda, o levara al-
emas rana a prarompar uestesaeeessw da colera.
Rila Itera um pouco suspensa, a algum;.* lagrimal
Ihecahiram pelas faces, depois suspirando dissepa-
ra sua l.lha, como se ella a eutei.desse :
Sea bem tola, nao son, por me allligir com a,
etlrayaganc.; da amiga, e os ambalaroentoa do es-
poso alome reatas tu *... cm ti lerei a minha feli-
cidade de todos os das, de todas as horas, de lodo,
os momentos,
{Marta P.)
Ilraz Tisana.
pumo Dt PEimmct QUINTA FEIR* 10 DE aRlf. II tul
ommttcio.~
349000
ao par.
tiveato a po-
pre rom um
lizesle espionar leu
do
rio que ia dar ao inferno.
Bem me lembram essas lolices
bre liiereza quisi douda.
E eu taiubtm me lembra o que te matavss pa-
ra Ihe molieres JMto j mas ella acredilava-me mais
que a li.
He sempre assim ; as pessoas simples dao mais
credlo s tabulas mais eslravaganles do que s ver-
dades mais claras. Mas tornando a leu marido, di-
go-te que fazes mal em desconfiares delle : lembras-
Iheo que, lalvez. Ilicuau lembra, e allliges le sem
tom nem som. Se elle le eslima, nao euveneues a
la e a sua existencia com zelos doudos.
Juro-te que elle nao me eslima .' Os meus zc-
ios nao sao doudos 1... Eis-ahi ; esla agora que nac
tinha Tontada de me Irazer ao Porto ; c eu sei a ra-
zio..... havia la orna certa sugeila.....
Nao digas mais..... J vejo que es injusta e
discunliada sem motivo, leu marido te faz osacri-
licio do seu goito e tu nio Ihe agradeces ; e suspei-
las l o que te parece !.....
Nao.'seobora, nao sao suspeilas ao que [eolio.
Fiz espionar Furlado, tilo seguir sempre rom um
criado de confianra....
Dos de misericordia !.....
marido por um criadu !....
E entao isso que tem?..... nao me perteoce
hurtado, c nio devenios ter cuidado no que uus ner-
lence 1...
Julia, In andas a forjar um fuluro desgrara-
..... Se leu marido te he liel, se agoaiarjeam
juslica das las loucuras ; se he culpado, agoniar-se-
lia mais, anda que com menos razao, e perder o
brio e vargonha. Olha, antes sejas engaada, do
que sofTras ullrages claramenle : e se nao lores eti-
gauada, liuge que o s.
Pois nao!..... para passar por tola !..... En
digo moila ver. a Furlado que Ihe sei de ludas as
melaoeiras que a mim me nao logra elle.
Tu dizes-lhe isso '.'!
O'l se digo !.... e oulras muiias cuusas de que
elle nao gosla ; quando me esquento Ihe digo eu
que me quero separar delle.... que o nAo-po-so atu-
rar..... que o aborrego..... que o nao quero mais
ver... que melhor eu me fosse deilar as dezoito
bracas quando casei com elle.
Teu marid vii por Torra a farlar-se de. bala
loocura !..... perda !..... s muito pouco delicada:
a he urna qualidade essencial n'uma mulher. Res-
paila leu marido e faze-te respeilar delle, se queres
gozar de alguna dias de socego sobre a '.erra ; sem
dignidade ludo vai mal eulre os casados.
Eu lenho dignidade c a meu modo,nao ao teu ;
lo eslavas boa, mas era para seres freir. Ir ao coro
rasar, e vir para a celia dar de comer aos canarios,
ou eosioar o papagaiua pairar....
Com as las eitrainbolicas ideas Icns-me distra-
do.... j.i nao eslava acoslumada s aerias mximas
qne lens la na livraria de tu* memoria, e a eslra-
nheza me fez asqoecer qoe lempo corria. Anda....
entrega a la lionera a sua aia e vesle-te depressa
para irts comigo as lojas, depois jantaras comigo
na hospedara, e vamos an thealro. Furlado anda a
cala de camarote: sera noite de endiente havemos
de nos divertir.
Uiverte-le lu, Julia, que eu no posso acom-
panharte.
Nao podes acompanhar-me !! Tinha que rir se
tu preTerin oolra companhia a minha, e se rae dei-
aavas porootrem Vais dizer-me que linlias promet-
tido ante!....mas eu juro te que aiuda que tivesse da-
do a minha palavra a umarainha de jautar com ella,
Ihe rallara se lu me apparecesso depois de tanto
lempo de ausencia.
Obrlgada, eu tambera preferira urna amiga a to-
do o mundo: mas nao deixo de ir comtigo por ler
destino; fico em casa... doe-me a cabera.
Esta ultima parle era urna mentira "que Ihe cus-
Uva a passar pelos labios: viase obrigada a engaar
a amiga a quera aoliaamenle patenleava seu cora-
cao: frivolidade della e o genio desconfiado de
Aoguslo Ihe iropanham a nbrigarao de fingir um in-
coHmodo que nao tinha. Julia insten com Rita para
qua deuasse a dor de cabera em casa e sahisse com
illa, mas vendo a inulilidade de seos esforcos le-
vanloii-se zangada para ir 5; enlrou Augusto, e
ouvindo parte das queisai de Julia, diste a sua
mulher:
Porque nao fazes a vontade a esta senhora'.'...
o ar le faria bem.
Rila sorrio-se, e resisti tambem a esta instancia.
Jalia Ihe disae ao ouvido:
Conioa feliz! Furlado, se en quzesse Bear em
casa nunca me convidara a sabir.
Rila lornou a sorrir-se: abrarou la sua amiga e a
aeompanhuo al a porta. Augusto foi acompanliar
Jaha a sege. com maneiras moilo graciosas e vol-
lou para sua mulher con, ar cariegado; achou-a
asseutada no camape com sua lilhiuha nos bracos,
Deijaudo-a com rauila ternura c tristeza como se
dissesse;
Sobre l.oudres. ->i d. por 1?.
Paris, .'tiS rs. por f,
" Lisboa. !Upor KM).
Kio de Janeiro, a par.
Accoes do Banco, :I5 0|O de premio.
Accoes da companhia de Beberbe.
Accoes da companhia Pensambocana
a l'ilidade Publica, :i(l p.,r cenlo de p'remio.
a .< Indemnisadora.sem vendas.
Disconlo de lettras. de 13 a 1., pur Dt
n, METAES.
tiuroOnras hespsnhulas. ,
Moedas de tiilKl velhas .
63100 novas .
49000. .
Prala.Palacocs brasileiros. .
Pesos columoarios. .
b mexicanos. .
28a 389500
- 163000
165000
- 'JjOOO
- 2?I0
. asooo
i 11860
AI.F.ijNllEliA.
Reudimento do da I a 8 .
Idam do dia'.'....
Buenos-A\res por MontevideoPolaca bespanliola
tChroROmelroD, Amorim [rmflM .V; Companhia.
:M1 barricas e .V"> saceos assurar branco.
PortoBarra porblgueza |al)uarte IV*, Vianna jj
Companhia, i barricas e .111 sacros assurar brauro.
HavreBarca porlugueza Coate iteaer, N. O.
Bieber .V oiiipanhia. u sacras algodlo.
FalMouthBrigua inglet (,teorKe Robioa*, Barroca
Lastro, 1,100 saceos assucar branro.
I.oanda por MossaineJes e BenguellaBarca porto-
Bneza aProgreMiHaa, Tbomaz de Aquino l'onseca
S Pililo, 10 pipas aguardante cachara.
Exportacao .
Parahiba, Mata brssileiro ..l'.amoesn. de :il tone-
ladas, oaodmie o seguinle : IK volumes gneros
eslrangeiroa, JO caitas sala i, 6 rolos fumo, .'. laceas
rale, dllas araruta, 330 Gaitas charulos, SS ditas
cha, -l saccas arroz, ;ll| arrobas da carne. ."> barricas
assucar, IH1 caitas sihrio, I pendra mandioca, i00
marimbas, i sacro tapioca, III caixas rh, 10 saceos
.HMn em cobre
Vigo, brlgue liespanliol Paquilo, de Itai tonela-
das, couduzo lastro de arri.
CONSULADO PROVINCIAL.
rteiidimeiilo do .ha I a S lllll-.V
dem do da 'i.......' |:(07*672
li:Si-IJ
8'J:2:.>i9
I6:99i993i
106:3331483
Descarregam loje 10 de abril
Barca inglezaImogtnemercadorias e taitas
Barca americana-//,/;an-farinha e bolachinba
Barca americanaC. /:. Tay,Jem.
Barca inglezaYu.snobacaihao.
Brigue porluguezs. Manael /arcos c vimes.
I alacho suecoIdunalaboado.
IMPORTAI^AO.
Brigue porluguez 8. Manat, viudo do Porto, con-
signado a Manoel Joaquim Ramos e Silva, manifes-
lou o seguinle :
10 pipas vinho, i paroles cotins. caixoes plantas
- barris salpicoes e presuntos ; aos consignatarios.
10 cuuhelcs vellas de sebo ; a Julo da Silva l.ou-
I caitao brides, estribos e penciras ; a Jos Mo-
reira Lopes.
JClJH,l,elC f0Iil,s' ,,il0 filas' s 'diversas
mercadorias, I. saccas lindara, 870 liaras de vime a
Domingos Alves Malheus. "
1 caitao medicamentos, ;l sacras rctalhos de Pelli-
ca arotnaa ; a Manoel Amonio Torres.
2331 rodas arcos de pao ; a Carlos Ferreira Soare.
22 barril vinho ; a Novaes & C.
2 cauces obras de prala ; ao idil c mesarios do
Lorpo-Sanlo.
1 caita fago da China, I barril presuntos, I sacco
moedas de ouro e prata, 1 moldo de canas ; a Jos
Antonio de Carvaldo.
caiiesbaetasepalmilhasde eorilea ; a Anlouio
Joaqmm Yaz de Miranda.
1 sacco ignora-se ; a Jos Maria Palmeira.
1 caitao, um retrato ; a ordem. ,
2 gaiolas e :| xiveiros canarios, S canaslras albo, I
sacco camisolas ; ao carregadnr.
3 canaslras alho ; Antonio de Almeida Comes.
I caixao obras de prala ; a Moreira & Duarlc.
.1 ditos vinho engarrafado, 3 barrenillos paios, I
narnl azeilonas, 1 sacca Iruo : a Joaquim de Lima.
Seara V'"h Cm 8arrafas' a <:arlo Ferrdra
I") pacotes lio de parran : a Miguel Jos Airea,
lad *alpires ; a Cosme Jos dos Saulos Cal-
12 sarras feijao a Joao Piulo Reges de Souza.
2 ditas dito, 8 birria azeile de oliveira, 1,
-\ai:in< entrados nn dia '.).
fJr1-. ,li"s' l"l-ue '"al0'- '. J.Sullon,., de
IVH looeladas, eapilo Filipp De Tay. equipagem
11. carga baealhao ; a Srhramm' Wnalely A.
t.ompaiibia. Senuio pera a Babia com o mesiiio
carregainenlo. Sospendea do lameirao.
Barcelona c Halaga35 das, sumaca hespanbola
''oante, de ll.i lon-ladas. eapiUo lloaveuliira
H. Bosch, cqiiipagcm II, carga xinhos e mais g-
neros ; a Viuva Amorim A_ Kilho.
Maranhao6 dias, vapor de guerra biasileir ul'a-
racnseii, rommaudaiilc cipitaoleneiile Manoel
ledro dos Res. Pasaagdraa para esta provincia,
\ cente Ferreira Nevcs e sua familia, Pedro'llay-
mundo Nonaln, Maria do l.ivranicnlo Nonato.
Irapauit2dias. barca ingleza nforl Wallace, de
318 toneladas, capillo J. W. Smilh, equipageni
12, carga sal ; a Samuel P. Jodnslun.
para Badia com o inesmo carregamenlo.
deu do lameirao.
Varios sahidns no
Canallih^ue ingle/. oRunoo,
lastro.
BadiaBarra ingleza iFraoklina, capil.io .Mellen,
cm laslro. Suspendeu 1I0 lameirao.
^ ACARACL".
I lila te K.ralariio segu uestes dias : para n rcsln
da carga Irala-se rom Cartano Cjriaco da C. M., ao
lado do Carpo Sanio 11. 2">.
'ara < itio le faiietru
vai seguir com drevidade por ler grande parle da
carga prompla, o brigue nacional Elvira ; para o
reslo, pasaagairai a escraroa, para o que olferere
os Irala-se rom o consignatario Jos'
do Rccife.
bous comino
Joaquim liias Fernand
ra ila Cadeia
COMPANHIA
KA\(;0-\MERIC\\\.
iilu- (lo Havre ao Rio de Ji-
neiro com iis escalas de Lisboa < Santa-
(iot'(!t;, Pernambuco
novos de i,000
cavallos.
Sefvico re
neiro m
Cruz de Tcncii
c Babia, por vapores
tonclladas efoi 1 de 500
I mesa.
IVero das passageog
Seguio
Suspen-
ihtsmo dia.
capil.io Rogara, em
<>tttCi5.
O lllin. Sr. inspector ,1,1 thesouraria provin-
cial, en. cumpriiuenlo da ordem do Etm. Sr. presi-
dente da provincia, de 27 de marro prosimo lindo
manda Tazer publiro que no da 17 do crrenle vai
novamenle a praca para ser arrematada, a qurm por
menos li/er, a consBrvacSo permanente da estrada
de lao d Aldo, avahada cm i:O0>O()O rs.
A arrcmalario ser feila por lempo de seis mezes,
a contar do 1.- de maio do crranla anuo.
E para conslar se mandn allixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de abril de 1836. O secretario.
Antonio l-'errtira da Anauaetarao.
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no da 17 do cr-
reme vai novamenle a praca para ser arrematado a
quem por menos lizer, os einpedramenlos dos 19.
20.-, 21.-, e >>. lauros da estrada da Victoria, pe-
los preros adano declarados, o o pagamento fcito em
apolices da divida publica.
19." laiic,o por : 1059100
20.- .. 5:31*^000
21." 7^73350(1
22.- n 9:6778350
E para constar se mandou allixar o prsenle c uu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
buco, 3 de abril de IK.16. O secretario,
A. F. da Anminciarao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz dedireilo e-pecial do
rniiiiiieii-iii por S. M. I. e C. etc.
Faco saber aos queo preseateedital virem, deque
no dia 17 do crrenle mez se ha de arrematar de
renda a quera mais der, depois da audiencia na casa
das mesmas audieucias.os benaegoinles ; Jorge.ida-
de olio anuos por 100>l)00 mil rs., Ceiario idade de
6 anuos por 3009000 mil rs. Antonio crioulo, idade
de 10 anuos por 5009000 mil rs., cajos bens vao a
prara por aiecuclla de Forlunalo.Cariloso deCouvea
coolra a viuva e mais herdeiros de Jos francisco
liilic 1.1 de Souza.
E para qua clirgue ao conheci.nenio de lodos
Par, de Peni.
l'ara o Havre .
Lisboa .
CruzdeTineriU'.
Coree. ,
Camarotes
de I a rlasic
Siug.
r |:I0
1IIKI
llodr.
r.'.lO
80!)
956
i.V)
Cninaroles
de 2< classe
Sing.
; I.....
'.17(1
Dodr.
f. 7.MI
(ill
Atte
33
companhia par-
ata 8 do cor-
O vapor Cdiz desta (
lila' rio liio d( Janeiro 1*0
rente : para (rete e passagens, aos con-
signatat-ios L, Leoomte Feroncx C, ra
da Cruz n. 20.
l'ara a Jladia segu iinprelerivelmeiile no dia
II do correle u bem condecida garypeira ul.ivra-
raon ; para o reslo da carga trala-se com seu con-
signatario I). Alves Malheus, ra da Cruz n. .Vi.
iyao.
A penoa que annunciou querer comprar urna cria
dinja-se a ra dos M.irlxnos u. ||a
Precisa-se de Iret oflieiaes de alfaiate para cal-
ra> de rascmira, e tambem rn-dureiras para colleles
de seda : na ra Nova n. 52.
ULTIMO PEDIDO.
Amonio Joaquim Vinal & Compaollia pedem en-
careridamcnlo aos seus devediiresde dbitos anligos
o favor de Ibes virem sati-fazer mu dbitos l~e o
lim do andante, do contrario lerao itc ser iocommo-
dados por meioi judiciaes, o que da corlo acontecer'
aquelles dos seubores. que ao nono ped lo desaten-
dereni ; e para que se nao queixcui sem razan, os
prexeni.....s prlu prsenle annunrio. Recife 9 de
abril de 1856.
Precisa-te de um homaro que antenda, para
reitonsar um enaenho parto desta pn.es tres leguas,
ou para adminislrador : pode apparecer no sitio do
t.ijueiio, que I 1 achara com quem tratar.
PreetM-M alagar um carro de 2 ou l rodas,
que sirxa para um cavallo : quem live e qoeira Ira-
lar de sen ajuste por me/. 011 pelo lempo que se pre-
cisar, diriju-sc a na Nova, rasa 11. (. 1, defrontc da
casa da camina.
O alviraieiro do lelegraphe desla ciJade deseja
tomar liroes de naulica. lauto quaulo baste para
ftier distinguir o norle do sul: a fallar na torre do
Collegio.
Ad. Lalouelte segu para.o Rio de Janeiro.
Prensa se alugar urna canoa de carreira que
nao seja minio pequea.c mesmo se comprara : para
iralar, em Santa Amaro, rasa de sobrado junio a
; igreja do mesmo nomo, das li as 9 horas do dia, e das
as ) horas da larde.
O abnito assicuado pergunla ao famicerado Sr.
Antonio Qoiulllio Pereira Barbosa, por latalidadc
suWelega lo do districlodo Congo, provincia da l'a-
rahilia qual a iei que u aulori.a para reler em en
poder um olh:io que S. Eic. o Sr. prendante da Pa-
rahiba anderessara ao abaito aasignado, pois consia
que ha man de 15 das est Smc. de posse de-se olli-
co, o qual anda ha punco mostrara a um dos seus
inspectores, rujo uoine nao declaramos
sejarmos ve-lo mu breve na
Os seuhores assignanles desla Diario alrazadns
as suas asignaturas, quetram ter a bondade de
manda-las salisfazer; pois que semcldanle demora
causa grande Iraiislorno lias iransacroos, a odriga o
proprielario a sarriheios que iic rompensam os seus
inlcresses. Talvet julguc-se que esla quanlia he mui
diminua, mas muluplicada por mitos conslitue
una grande somina. Temos que a demora do paga-
mento nao he motivada por falla de meios, c sim pe-
la pouca importancia que cada um da' a pequeubez
da quanlia. Entretanto este procedimenio nao esl.i
de harmona edm os eaforcoa que o respectivo pro-
prielario faz para inanler o jornal no pe em que se
acha e salisfazer as necessidades de seus leores. Em
consequencia da qua.Ira calamitosa porque lodos
pastamos, bouve bstanle deferencia para com aquel-
les que se acharan atrasados; mas huje que as cou-
sas tem melhorado o propietario, espera que seja al-
tendido as suas justas rerlamaces, alim deque
pnssa salisfazer seus coinproinissos.
O Itr. P. Adurri, medico operador italiano.
participa an respeilavel publico que esta' aiuda mo-
Lotera do Civm-
naso Pernam-
bucano.
Sabbado 12 de abril, lie o indubita-
vel andamento da referida lotera, pelas
10 horas da inanhaa. Os meus bilnetes
e cautelas estilo expostos a venda as lo-
jas ja' conhecidasdo respeitavel publico ;
a elles que estiio se acabando.O caute-
lista, Salitstianodc A|uino Ferreira.
Norat Irmos, na ra da Aurora n-
ramio no hospital da ra da Aurora, sonde pode ser 1 ,,>, primeiro andar, tem a honra de par-
^Z"X!Z?TlZ'^::!!';ir!a ""e- T tWPM'ao >pclavel publico desta cida-
opicianuaue ne parto!,,uoeiica ilos odos e va* oun- j ,- *
de e com espectabdade aos seus fregue-
por nao de-
capieira. Uasejamoa
qoe SMC. responda o mais breve possivel a esla sim-
ples pergunla do abaito assiguado. Alaga do Mon-
Para o Rio Crande do Sul, com muila hrevi- leiro I,' de abril de IRjti.
dada sabe o bem condecido c veleiro palacho nBom Bernardo L. Ferreira Cesar Loureiro
Jess, o qual ja tem parte de seu carregamenlo : Anda esl.i para alugar a esa na cidade de
quem quizer no mesmo carregar, dirija-se a seu do- < Olinda 0. 13, iua da l.nleira da Misericordia piala.
no larlliolomeu l.ourenco, ou na ra da Madre de da e lavada de prximo, desracela la por nao ler
lieos n. :. morrido uella penoa de cholera-morbus, e quem sa-
Para a Badia segu em poocas dias o bem co- ''" '!" '.1'!' ca,s'' hBV<" ''Pa : para ajuslar, na
udecido hiale nacional tmelia. n nn.l i. n,r. I "** ao_K?B?el -' a qualquer hora .lo dia.
(t nhaito assiguado, lendo d
hiate iiarional Amelia, o qual ja lem par-
le de seu carregamenlo prnmplo para o resto en-
leude-se com seu consignatario Antonio l.uiz de
(lliveira Azevedo, ra da Cruz n. 1.
1) hiate nacional uAraelia precisa de raari-
uheiros brasileiros para a sua viagem i Babia.
O berganlim nacional Despique de beirix,
surlu no porto da carga, lem precisao urgente de
marinheiros brasileiros para a sua Iripolacao na re-
cente viagemjue vai fazer ao l'ara cum escala pelo
- retirar-se muito
breve para lora do imperio, convida a lo los os seus
credores, para que llie npreseulem suas cuntas alim
de setem pagas. Da inesuia sorte convida 01 seus de-
vedores para que Ihe sitisfacam seu dbitos o mais
breve que Ibes for possivel. Recife !l de abril de
1836.l.uiz Moreira da Silva.
Alaga-M ua povoai;aodo Mouleirn urna casa de
du.is salas, nuraa das quae- ha uina armario d- ta-
berna : be logar apropriado para esle esiablecimen-
relroz.H caitas; culim,"Vp]guilha"er.'Yr*>taS- !";""lei I'**-'', edilacs. que serlo publicadas pela
- alUlsdot non Id*.....designados 110 co-
Autouio tiuima-
co Guedes.de Araujo.
1 caixole obras prala ; a Jos
riles.
2ib.,riis pregos, ', llos* entadas. 1 dito e I caito-
e vinho. l:l canas fecbaduras, 1 dila pentes, I dila
batuques, 1 ciinhete brides ; a Tbomaz Feruaiides
da Cunda.
2 caitas Iramoias e etc., > barricas btalas e ouri-
cos ; a Jos Alves da Silva Guimaraes.
. pacotes liu de porrele, I caix,lo mercadorias ; a
Manoel de Azevedo Andrade.
2 latas salpicoes ; a Jos de Azevedo de Andrade.
-> saceos Teijao ; a Bernardino Francisco de Aze-
vedo Campos.
2i barris vinho a Bailar ..x, Oliveira.
20 ditos ditos ; a David Ferreira Bailar.
1 barril cuchadas ; a Joaquim Mendes Freir.
1<> ditos vinho ; a Manoel Alves Guerra Jnior.
I embiuldo moedas de ouru e prala ; a Marques &
Barrus. *
68 cadeiras. 93 todjs arcos Je l0 a Jo.1(|um
> icira de Barros.
I barril azeilonas, 2 lalas salpicoes ; a Joaquim
Das da bilva l.emos.
I caixilo obras de prala, I caita para f.iqueiro, 8
meias pipas, 99 barris e 40 caites vinho ; a Jos
Antonio da Cunha & limio.
t caitilo obra de prala, I caita para faqueiro ; a
Carvalhn tV Iruieo.
1 caitas ferragens e miudeza<, 10 harria o 1 co-
Dbete Vinho, 3 canas lindas, 5 caitas fecbaduras, 5
barris anchadas, :i caitas lindas o pactes, I cunbelc
sachos c encbos ; a Bar oca e Castro.
:i caitas fecdaduras, 2 ditas linda de harquinha, 1
caitao brides, I fardo fio c porrele, :i barricas en-
cnadaa, 1/ ditas pregos ; a Andrade & IrmSo.
I cana retroz ; a Feidel Pinto A; C.
:i (lilas ardiles, I dita
do
imprenta e
digo commerrial.
Dado e panada netta cidade
abril de 1856.
Eu Maximiano Francisco Duarl
cravi.
ituelmo Francisco l'crelii.
Recife aos 5 de
escrivSo soba-
^edarac3c&.
Tu me consolaras de ludo !
Oue le disse aquella inulder ao ouvido .' per
gunlou Augusto de ina cala dura.
Disse meque cu era muito feliz.
^a.o le diste i,so tu llnhai estado a user-lha
queixa de mim !
De que Ihe havia eu de fazer queixa '.'
F.u sei : as amigas quando se ajuntan nao a-
zein seno queisar-se de seus maridos.
Eu nao lenho esse caraelcr. nem lendo de que
me queitar.
Aquella mulder da de dar-te raaos consc-
Ibos.
Nao me dar mos eonselhos, e se m'os dsse
ao eeriam aeeilot; he boa, ama-me como pode,
peca-le que me deiies trata-la com alguma ami-
Eu too algum lyranno ? prahibo-te aecaso de
teres amigas 7 1.....Nao te dou toda a liberda-
aHTI
Joaquim de Souza Ribeiro.
1 embrulho moedas de ooro c prala
Santos Nunes Lima.
Barca ingleza 7a.o, vinda de Ierra Nova, con-
signado, a Me. Calmont & C, manifealou o se-
guinle.
2:90"> barricas baraldao : aoconsignlario.
Iliale nac.mal Angeltca, vindo do Ass, consig-
nado a Antonio Joaquim Seve, manifeslou o se-
guinle.
1 pipa a 17 darris vazios ; ao mesmo.
:i moldos de folba de cobre velbo. 1 caitao pre-
gos de cobre ; a l.uiz Borges de Siqueira.
1 garajao carne secca, de mimo a Manoel Fran-
cisco Alves de Menezcs.
!> couros salgados ; Jo-c Amonio da Cosa A Ir-
mSo.
397 alqueires de sal, ilK) mnlbos de palha de
carnauba, 2 barricas e 8 sacco, cera de dila, ll di-
tos ranulia de mandioca, !., courinhos e :! ditos
salgados ; a ordem.
Sumara nacional llorlencia, viuda da Babia,
consiguada > Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo :
manifeslou o seguinle.
i') rasqueiras genebra, I barrica moslarda, 2 cai-
tues bolicat e medicaraenlos|anti-cholericos, I caitao
lOOgarraas jgnoro,) 10 barricasgomma ; ao consig-
nalario.
2 Tardos baataa ;a Rabe Scbmeleau & C.
."1 ditos fazeudas de algodAo ; a F. Souvage &C.
I caixSo medic8inenlos para botica ; a J. Soum
l\ C.
267 caixinhas charulos ,a J. II. Gaentlv.
108 ditas com ditos ; a Jos Amonio da" Costa Ir-
mao.
30 caitas genebra, 2 volumes fazendas, 1 saiga
com l.i lalas de fumo cm labaco. :t saceos lio de al-
godao. Ill saccas feijao, .11 dilos lamilla de man-
dioca, 110 fardos fumo, 800 qoarlinhat,3 eaiioM e
ll.12ca.xind.is edarutos, .".68 saccas cal ; a ordem.
Brigue nacional Flor do llio, vindo do Rio de
Janeiro cousignado a Isaac, Curio & C, manifeslou
o seguinle.
18 temos,200 volumes barricas vazias: a B. R.
Valleura.
1 caixao chapeos ; a Novaes i\ C.
800 saecus familia de mandioca ; a ordem.
Paldabolc nacional lenus, vindo do Ass,' consi-
gnado a Caelsno C. da Cosa Moreira, maiiifesluu o
seguinle,
."i.V) alqneires de sal.
Barca americana Charlotte, lila,/, vinda de Phe-
ladelpbia, cousignada a JoSo Malheus, manircslou
oseguinle :
2:1:10 barricas larinha de trigo 75, barris hanha
de_porco, 66 caitas cha, .10 dilas panno de algodAo
207 ditas c 20"> barriquinhas bolachinha, barricas
grata de lustre em lalas, I caita cora 28 gruas de
vidrinos, 1 dita com .")0 libras de assucar de leile
e 60 grasas de rolhai; ao consignatario.
GONSOLADO GKRAL.
Reudimento do da las .' 16:26 Ijil!)
dem do dia 9....... 1.469*7H
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que nos dias 1.- S e 15 de
abril prximo fuluro, eslara em praca peranlea mes-
illa thesouraria para ser arrematado a quem por
menos fizer e melhor vanlagens em favor da hien-
da ofierercr os serviros da capala/.ia da altandega
desla provincia, no trienio que lem de decorrer do
I de julho do corrente aiiRu a 30 do juuho de 1859:
os prelendentes compareram 3 I hora da larde 110
lugar do costume, com seus fiadores compelenlimen-
le habililados. Secretaria da Ihesonraria de foseada
de Pernambuco m 13 de fevereiro de.is ,ii___(> 0r-
licial MSiar, Emilio Xavier Sobrcirs de Mello.
MM
t COSTI R\S DO AilSEWI, %
# De ordem do Illm. Sr. lenente-corcnel 9
W direelorse taz publico, que no dia I do cor- $
& reala, aomeio-dia, se pagara no mesmo ar- dj$
B> seal os billieles seguiules, de corles de ns. M
9 20 a 22, e corles de ns. Ii:t, t~. 118, 75, 70, S
g -I'."7''"' '-- '*>". '. 161, Hit. 163
v. 1/6 e 179. ^
9 Oulro sim. que us Srs Mannel do Nasci-
O menlo. Manuel Antonio da Cunha Albuquer- m
que, Maria Isabel da Cuuceirao, Maria Al- J
za de Jess, g
-..igos Candido A
^ Xavier rerreira, Mafalda Pereira Giiabv e <*
a Jolo dos I 1 Francisca da Fonseca Silva Belmoule, devera ''^
dingir-se ao Sr. Ihesoureiro da (hesouraria i
S geral, para recebeiem o iraporle de seus car- 9
Ti loes ?5 rain chamados em lempo competente. 55
9 Arsenal de guerra de l'.-inambuco 8 de S*
abril de 1856.O escriturario interino, An- ffi
Ionio Francisco de Soasa Magalhnes Ju- m
t mor. S
O Illm. Sr. espitan do porto manda fazer cons-
tar a quem convier, que cxislem cm deposito no ar-
seual de marinha, apauhadus nulo pela agua abaito
os seguintes objcclos : urna caima grande aberla,
com dous bancos, sob 11. 13, propria para carregar
lijlos, urna dila da carreira. ledra K e n. ,">i, um
bote nao leudo iiunicracilo e um prancho, madeira
de amarelln, os quaes ser.io enlregues a quem mos-
trar que dedireilo Ibes pcilenre, e pagar quaesquer
despezas que para a arrecadarao se tenhain l.ilo.
Capilauia iio porto de Pernambuco :t de marco de
186U secretario,
Aletandre Rodrigues dos Aojos.
ooiiipanlua brastleira
paquetes a vapor.
de
O vapor
/'ciru/eicum-
mandante V.
I'. Borgcs.cs-
pera se dos
portes do
norle em se-
guimenlo pa-
ra nsde Ma-
ceio, Babia
e Rio de Ja-
neiro em l:l
do crreme:
agencia ra do irapicde n. io, segundo andar'.
AVISO MARTIMO.
Precisa-se contratar marinheiros nacionaes para
seguir viagem no brigue nacional Adolpho para o
1,0 l-raiiiledb Sol com escala por Macei : a tratar
na ra do \ igario 11. 5, ou com o eapiUo .Manuel Pe-
reira de S a bordo 011 na prara do coinmercio.
l'ara Macelo eguc al o dia 22 do correule o
tingue bra,ileiro Adolpbo ; para carga e passagei-
ros, Irala-se na ra do Vigario n. ou cura o capi-
lao Manoel Pereira de S, 11a praca do commerrio-
geitifed,
Oagente Borja fara IciUsJem seu armazem,
na ra do Collegio 11. 15, de un'gr-inlc c completo
svrtiineuto de obras de inarcineria novas e usadas,
de ditlerentesqualidades, e oolros mullos objectos,
ele, os quaesse aedarao (mentes no mesmo arma-
zem, ese entregarlo pelo maior preco olleiccido, em
consequencia de ta haver limite de preco algum :
quinta-feira 10 do corrente, as II horas da mauliaa!
O agente llorja por aotorisa(3o do Eim. Sr.
Dr. juiz espacial do coinmercio, seguudo o seu des-
pacho proferido em rcquu'imculo do curador fiscal
da massa fallida de Joao Clinsostomo da Silva, far*
leiUo da laberna sita na roadoCollegio n. ."i.pcrlen-
cente a dila maesa, consiilindo na arinarao, gneros,
especiarlas e maisjobjectos elc.ctistenles na mcsnia:
setta-teira II do correule as 11 doras cm poni da
inanhaa.
timo* i\nv%o$.
retroz, 110 rodas de arco vesdaSilva. Ilenriquela l'drez
(le pao, .> amarrados obras de verguinha; a Antonio : ?, Maria da Punficacge, Domin-
4ifi)iSo^ matitintoS.
I7.-733H3.1
i-'IVIi.iAS PROVINCIAS.
Heudimenlo do dia I a 8 .
dem do dia 0 ......
'2885012
300J563
PORTO.
* barca porlugueza Uarle II, da oplim. rons-
Iruccilo, forrada de cobre, e de etcelleule marcha,
seguir imprelenvelinenle para a cidade do Porlo a
21 do correule, se as chutas 11,10 emharararera, por
faltar-lhe uuicamente cerra de :|IHI a itH) saceos pa-
ra completar o seu carregamenlo: quera na mesilla
quizer carregar ou ir de passagem, para o que tem
agradaveis conimodos, cotenda-se com os consigna-
tarios Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia do Recife,
e.cnplorio u. 12, ou com o capilao Jos Joaiiuim
Bazilio.
Para o Riojde Janeiro sade com loda a brevi-
dade, por ter parle da carga prompla. o palacho Flor
da Hahia, capitn Damin da Cosa Rosa : quem
quizer carregar o resto, cnlcnda-sc com o consigna-
tario Mauoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
Para o ro de
Janeiro
Seguecom toda brevidade por ter pan-
de parte do (iiieijaiiicnio, o brigue na-
cional HERCULES: para o resto da car-
ga, pasAgeiroseescravosa rote, trala-se
com Novaos A C, na na do Trapiclc
n. 51. '
escripia ou .-ua, pois escreve bem e depressa ; da
llanca a sua conduela, e Irala-se na ra do Cabugi
n. 18. '
Oaem annunciou querer corapiaruin banheiro
era dom estado, dirija-se a rna de Santa liiereza n.
22, que adiar com quem tratar.
I'ilippe Francisca Pereira roga a qualquer pes-
soa que se julgar sen credor, baja de presentar sua
conla para ser embolcado, na ra da Penha, segun-
do andar do sobrado n. I.
D-se 1003 a juros sobre hvpolhecas ou penho-
res : quem precisar annuiicie.
A Sra. I). Ueleua Asllev relira-se para Ingla-
terra. '
Marcelino Santiago de Vascoi.cellos I.. \. vai
B provincia da Paralaba com 12 a Ij das de licenra
a ver sua Tanulia.
Aluga-sc um mole-|ue que coziulia muilo sof-
Trivel a diario, e faz lodo lervieo de ra ; assim co-
mo um mualo bom eopeiro: na ra Nova 11. I-
luja.
A liberna nova de Gurjaii de cima eontina
a estar sorlida de todos os gneros de moldados, fa-
zendas c miudezas, lambem llavera pao e bolacha
fresca lodosos dias,de hoat farinhas, assim como do-
[aehinhai dore c aguada de todas as qualidsdes para
cha. ludo pelo mesmo prero da prara, ou com punca
diuerenea.
Offerecem se Ires carosos de donde comidos o
anuo passado a quem se incumbir de entinar ao al-
virareiro da torre do Collegio a distinguir o norle
do sul. e a abobara do Cardo.
Al TENCAO
Anida continua a estar fgida desde o dia 17
do mez de fevereiro do anuo prsenle a acerara
Joaquina de nacio, com ossiguese seguiules ;alla,sec-
ca.cara descariiada.|falla de denles, pernasarqueadas,
pencas vezes deixa o cachimbo coja negra Tugio em
compalilna de um soldado do dcimo balalhao, o
lu) se acha desertor e chama-se Manoel Joaquim
nanas, pnssuindo ferros lolalmenle novos para san;
qualquer conslricr.io da uretra, t) seo folbclo sobre
0 Iralamcnlodo cholera, impresiona Badia.se acha
a venda na sua morada.
Joao Crmor pelo presente annunria que o seu
lellieiro que tem servido de coedeira na ra da Guia
n. I, achate desocupado por ler mudado-se Fran-
cisco Coelho Jnior, que linda coebeira no mesmo
lelheiro: por isso a pe-soa que o pretender dirija-se
a casa do amiiinciantc 110 aterro da Boa Vista.
No dia 12, -^ 10 horas, se hade arrematar em
presenca do Sr. Dr. juiz de alsenles, 110 aterro da
Boa-Vista, na loja do finado Camocciui, urna pedra
mosaica de ilala del7l, ferraineuta o maisutenci-
lios de ourives, um halcao fileiro, e oulros objectos ;
1 u/Jo pcrlencenle a heranra jaccnle do mesmo lina-
nado.
No dia II as II horas, na sala das audiencias
depois de luida a do Sr. |r. juiz de ausenies, se ha-
ll arrematar a e-crava Marceliua avahada em
perleucenle a heranra jaecnte do finado
5509000
Delfiuo.
Precisa-se de um leilor para om silio perlo da
praca; urna boa engommndeira, e um criado para
todo o servico de 'urna casa etlrangeira ; a tratar na
ra do Trapiche, n. 12, primeiro andar.
Arredam-se doaa casas terreas no bairro de S.
Jos, urna contendo i salas, quartos, estribara,
'"/inlii. quintal murado e cacimba propria, e oolra
pequea; quem pretender, dirija-se a ra do Colle-
gio, 11. 10, 2. andar.
Na ra collegio, o Sr. Cxpriano l.uiz da. Paz,
no aterro da Boa Vista, Jo3o" Ferreira da Luz, na
padaria do Sr. Beiriz, dir1o quem da 500 ou 600
mil reis, cora hypolheea em casas terreas.
James Crablrec & Companhia negociantes nes-
cidade, dedaram que o individuo a quem elles ras-
aram os |raderes de sua proviso que Ihe haviam
dado he Manoel Ferreira Mendes Guimaraes, e nao
Joaquim Ferreira Alendes Guimaraes, como por en-
gao -l.--l.ir.ir un em seu annuncio, dando assim urna
sahsfarao a quem quer que sesuppoz oflendido.
Recife 8 de abril de 1856.
OITerece-se um moco porluguez para enfer-
meirn de qualquer dos dospilaes desla prara, para
que tem bastante pralica de 'servir no mesmo em-
prego, razao porque ja servio era ora dos dospitaes
da Europa para mais de 12 anuos, lem pralica de
um tudo o que respeila o emprego, sabendo mais
sangrar, tirar denles, deitar ventosas, fazer barbas,
corlar cabello ele, etc., o Sr. que esle .pretender ou
seja para hospital uu loja de barbeiro dirija-se a ra
deia de Santo Antonio n. 28, das 10 horas da
ia as 2 da larde.
sf ffi3-8sssisns!*^e;i*
A Precisa-se de uina pessoa orplia, lano C
3b masculina como Ir-menina, de maior ou n>e- ,3
nor idade, ale 7 anuos, para servir de cumpa- ;J
libia em casa de familia honesta, promelle-
3 se-lhe boa educarlo e tratameulo : quem a
,5 islo se quizer prestar, apparera no paleo do $$
r$ Carino n. 9, 011 no collegio das orphaas. $
Convida-ge aos tenhores soci,os eifec-
tivos doAllieniu Pernambucano. a
se retinltem em sessao preparatoria, boje
!), ao meio dia, no salo da Faculdade.
O secretario, Ayres de Albuquerque
fiama.
Sondo o abaito enignado o eacarregado da li-
quidarlo da casa de seu finado pai Francisco Paes
Brrelo, e leudo de-apparecido desale o dia 1.-de
fevereiro du correule anuo o escravo Cosme, perlen-
cenle aus bens do dito seu pai, o qual osr'rato se
achiva serxindo a meu mano .Mauoel Joaquim do
Reg Brrelo, c tendo desconliaora de que elle se
acha occullo por alguem, desde j protesto ronlra
d procedimenlo, e proceder! cm tal caso com
: ,.,1 ............ w ......^^. .....1 mu r-------------....., 1 ..--- m 1.-1 t-,u ,j| caso com
aa Oliva, de crioulo, moro, cara redunda, olhos t,odu ri?or que me facullam as leis, na cnbranra
gran les, Jie|.ilguma cousa relatado. A negra foi ,le perilas e dainos. Os gasea caractersticos do
DESPACHOS |)E EXPORTACAO PEI.A MESA
DOCO.VSlil.UH) DESTA CIDADE NO DIA
9 DE ABRIL DE 1856.
HavreBarca fra
Tiasel-freres
godac
l'ara o Mediterrneo Irela-se o brigue Irance/
Arns/, torrado de cobre, e de lol de il.SoO sarcos :
liara Iralar. com a viuva Amorim ,\ Filho, ra da
Cruz n. 'i, ou com o correlor Itoherls ua piara.
CEARA' E MARANHAO'.
Segu com brevidade o patarho Santa Cruz ; rc-
cebe carga e passageiros : a Iralar com Caelano Cx-
I:o889j7j riaco da C. M., ao ladu do Coreo Sanio 11. 25.
l'ara o liio d<; Janeiro
segu empoucos dias o bem conhecido brigue naci-
nal Damao -, para o reslo de seu carregamenlo, pas-
-Z !L,"Z"?.lBoaer. I...serre & Mgeiro, e escravos, par. o que tem etcelleole, com-
, /.ti conrot salgados e 8.1 saccas al-1 modos. Irala-se com o consignatario Jote Joaquim
Dias Feraande, ra da Cadeia do Recife.
captiva por muilus anuos de uina Sr.-' viuva llora-
dora em Panellas da Miranda, ruja Sr.- ainda etis-
le no mesmo lugar, e a negra ahi deixou um lilla,
porem forro : por lano, roga-s as aulundades po-
liciaes e eapilM de campo, a captura desta etwrava
levando-a a seu senhor Manoel Ferreira Chaves na
ruada Gloria, na Boa-Vista, casa 11. !l.
Arreinla-se um sitio junto a estrada nova do
Remedio, com boa casa do sobrado, tendo Ires salas,
com janalla envidragada. Tem um viveiro d'a-
gua doce, ilK) ps de cqueiros, le 11 /....-.,.. dirn-
jeiras, luneiras, sapoliz-iros, jaqueiras, romauzei-
ras, e mangueiras muilo boas, maisfdequinhenlos pea
de banaiieiras prata, bastante capiui de plaa, e
pasto para doze vaccas no invern, c seis no vero :
e seis cacimbas de pedra e cal. Com o inesmo si-
tio, ou independciile delle lambem arrendase una
olera bastante gran le, com urna casa na mcsnia,
lendo umisala, c dous quarlo-, tres fornos, um de
louru o dous de lijollo c letal, com o inelhor porto
possivel, e juniua dila olaria ires viveiros com bas-
lantepeixe: quem pretender qoalquer deales pre-
dios dirija-se au sierre da Boa-Vista, casa 11. 10.
Segunda-eira I do corrente co-
megara o mnibus as suas viagens
de'Olinda para a academia, e desla
para aquella cidade ; as horas das partidas sero
marradas conforme a volitado da 11idn.ru dos assig-
nanles; cusa 2O9OOOe asiisoalora mental, pagaa-
diaiitada, e trata se no escriplono da ra da Cadeia
le >.nlo Antonio n. 1.1. Advcrle-se aos sendores
assignanles dos omiiidos, que de boje em dianle sao
obrigados a pagar IO reis por qualquer pessoa que
Ijouter as escadinhas dos omiiidos.
Pergimta-se ao alvieareira da (orre de Colle-
gio, se o vapor annunciado donlem he o Amaso-
na, como elle firmn no lelegrapho, ou o oParaen-
seo como diz S parle do registro.O Jalioiy.
O soneto publicado oeste DIA I! I o,
em 7 de abril (sesunda-feira), dedicado
ao Illm. Sr. Jos da Silva Noves Jnior,
pela moite de seu prosadsimo pai, lie o
sen autor N. Jnior, e nao pessoa pie
lerdia emsu neme Noves. como so-
brenoineudooiiappelido.Nttiio Maria de
Sixas Jnior.
Lotera do Gvm-
nasio Pernam-
bueano.
Sabba lo 13 do crren-
te, midnii as rodas da re-
ferida lotera, no saiao da
ra da Praia n. 27, O res-
to de meus billietese cau-
telas est venda nas le-
jas da praca da Indepen-
dencia ns. 4, 15, li*e 40,
e iias outras do costume;
a^ seres grandes l irem em meus ditos bi-
I heles e cautelas, serao pa-
gas eonforuio meus an-
uuiicos, logu que sar a
em se r'talde I 1 ,*,, .,., | ,, > ,
iaden.i9. iwta geral.--- Hecite 9 da
abril de 1856.- -caiite-
lista, Anlmao .os iodvi-
fjim de Souza, Jnior.
No da "i do correule, desappareceu do logar
dos tloelhos iiiiki canoa ile lote de 1,300lijlos, aher-
I la, sem hinco no meio, j.i um pouco osada, consta
, que no praia-mar de sabbado, ella passsra a ponte
|ue do Kccif'.e foi visla ate a volla do I-orle do Mallos,
preci-, da-se nina gralilirioao boa a quem della souher e
l'ergunla-se ao alvigareiro da torre do Colle-
gio, se o vapor que enlrou hoiilem veio do norle on
do sul.I) pedaro d'asuo.
Irmandadedo Divino Espirito Sanio.
A mesa regedora roga a lodos os seus irmfios haiain
ile comparecer no respectivo consistorio no domingo
l:l do crrenle as nove horas da manhia, alim de
coiisliluirem mesa geral para deliberar subre nego-
cios de inlercsse para a irinandade.
Ollerece-se urna ama para fazer o serviro de
partas i dentro, a qual cuzniha, engomma a'iazo
mais serviro : no becco da llomba j. 10.
O abano assiguado declara, que lendo manda-
do fazer um rcqucrimcnlu para cilar Jos Sabino da
Silva, e a pessoa que fez o reqoerimenlo pata Jos Sa-
bino Lisboa, por i,so faz essa declarara,) para o Sr.
Jos Sabino Lisboa saber que foi um engao, e mes-
mo que o abaito aasignado coala uenbuma lem com
o dilo senhor.llernardino de Souza i'inlo.
Da loja de ferragens do Sr. Tbomaz deman-
des da Cunha at a casa n. 15'do larga do Corno
Sanio, perdeu-se una caria viuda da cidade do Por-
to pelo brigue S. Manoel 1, para Deluno dos Ali-
jos leiteira : roga-se a quem achou u favor de a en-
tregar.
I'rccisa-sc de duas amas, ama para cozinhar e
entra para comprar e tazei o serviro interno : n-
rua da Cadeia .te Santo Antonio, defronlc da ordem
lerceira de S. trancisro n. 1.
-7- Quem annunciou no Diario do hoiitem -2 e-
eravos para alugar, dirija-se as Cinco Ponas n. t:(,
padiria.
l.uiz Candido Ferreira Parares, cidadSo brn-
sileirn, yai a l'orlugal a bem dos seus alarmes,
O abaito aasignado, como liquidante da ct-
liiicla firma de Veiga A; Tondella, em virtode do ar-
liuo .'W'.l do cod go commerrial. avisa aos herieiros
do? fallecidos Franeises Lopes Pinheiro e soa mulher
e o de Lino Jo-e da Silva e sua mulher, qoe dei-
xeni de salisfazer rs dbitos dos dilos fallecidos,
comanles de cinco ledras, a quem apresenta-lassem
procurarao ou legitimo ira'passo do abaito assiguado,
sendo das pruneiras .luis lellras na imporlaucia de
lOOJlOO, e una de OgOOO, sacada em I de oulu-
bro de l"d a dous mezes. oulra na mesma data de
igual quanlia a i meses, e as segundas de Ires na
importancia de 5183895, sendo a primara sacada em
(> de juuho de 1853 a dous mezes, a secunda sacada
ua mesma dala a qualro meses, cada una de I 'r2.-\IO
e a lerceira saciada cm li de novembro de 1851 i
Ires mezes, da quanlia de 2349275 rs., as quae let-
tras leudo sido entregues ao fallecido Antonio Mar-
ques da Silva, em Barreirea, para promover cobrau-
ca, e nao leudo elle .lado soluc.io.arouiereu agora ao
depois do seu hllecimeolo, um haver milicia das
referidas lellras; e para que os ditos herdeiros ci-
ma mencionados em lempo algum norancia, se Ihe faz o prsenle avise. Herir" de
adril de IS5I.
Manoel |'ereirade ligueiredo l'ondlla.
Ileuediclo Bruno, suddilu sardo, vai fazer uiu.i
Tiagem ao u re do imperio.
Aftesieae.
(jueiii liver e quizer arrendar um silio perlo da
cidat/e de Olinda, o qual leuda boa agua, tinta para
capiui, e commodos para 1 ou II Imis, annoncie para
ser procurado, ou enleiniase cum o Si llr. Joge
Lilis Cav.ilcanli de Albuquerque, na cidade du lleci-
re, ou com Jeronj mo de Albuquerqoe Mello no seu
"-' Ramos, cm Pao d'lho. A Iverte-se que,
se o sitio for junio a estrada que vai de Olinda para
o n re sera preferido, e paga-se mais do que valer.
A commissao da cmara municipal lem dado as
iessa
cal ne nos l.illio
A mesma Commissgo precisa anida de algaits Iraba-
Ihadores.
Arrenda-se nin sido qoasi contronie ao becco
do Kspinheiro, na estrada de Joao de llairos : quem
pretender, dirlja-se a laberna que faz quina no dilo
becco. ipie se ensillara qual de.
o alvicareiro do lelegrapho da Ierre do Colle-
gio compra uina agulha ou instrumento qne fara
eonliecer o norte, sul, ele.
A. Momseii redra-se para Europa,
7- A bordo do palacho nacional irConstanca
segu para Lisboa com escala pur Coliuguib *
do mZit.tel.oto"ilir0, : """ CU'" Ca,'il01 dcr "'*, f sc" ,lu"u' '"""<""'"" ">* '"ga do Ro-
ar...... 18, aonde ser recompensado.
, Na laberna nova du redro do caes do Ramos
ha constantemente um deposito de lenha de todas
as qualidades, ral branca e prela, loda a qualidade
de agurdente, as.im como a operior caima, espi-
rito

menr que era outra qualquer parle. Tambem e
compram botijas a garrala varias que irjain limpas.
1 ierna-sede um porluguez pan lomar conla
de um s..... "elle Irab.ldar : n i coebeira do largo
do arsenal de marinha a qualquer hora.
O hilhele da segunde parle da qoarla lotera
do. L-Tmi.,s,o n 3216 pertence ao Sr. Joaquim Fer-
reira da Silva Jnior, o qual hilhele flea em poder
de Anlnnin dos Saulos Vieira.
dito escravo sao os seguiules : crioulo, idade 110 an-
uos, urna bebde em um dos odos, falla de alguns
denles da freule, alguma darda, usava de um pana
piolbo, bem espadando: quem delle liver noticia- e
e pesar leve-o ao engenho Monlevido da fregoezia
de lpojuca. ou nesla praca a Dominaos da Silva
Campos. Engenho Monlevido 7 de abril de I8jti.
Joaquim l'raucisco i'aes Brrelo.
Placido Jos do Keao Araujo, leudo lirado com
as lojas de chapeos da praca da lnde|ieodeucia ns.
12 e l pretende liquida-las, c por isso vende 2 lin-
dos etpelhos grandes, assim como um variado sorli-
nieulo de chapeos, tanto de caslor rapado como com
pello, e bem assim urna pon-Ho de peludas e lam-
bem um etcelleule eandieiro, que ludo vende bara-
to para acabar.
Aluga-se ua Capuuga a casi com commodida-
des para grande familia, silio e jar.lim. coebeira e
estribara para 8 cavallos. piopried.nle da viuva
Laaaerre: podem para esle lira enlender-se com Ma-
nuel iiouc ilve- da Silva, rua da Cadeia.
OSr. Anlouio Joaquim de Mello Baslo queir.i
procurar urna caria no escriptorio de Manoel da
Silva Santos, na rua da Cadeia Velha.
Egas Mans Brrelo Cirneiro de Campos, len-
do sido nomeado pelo Etm. Sr. presidenle da pro-
vincia para Iralar dos indigentes alienados do cho-
lera da Ireguezia de S. Jos, faz publico, que pode
ser procurado no respectivo hospital; devendo aquel-
las pessoas que se qoiserem confiar seus cuidados,
dirigir anas raeUmaeBea por escripto.querao mesmo
hospital, quer ao hotel Francisco. Oulro sim decla-
ra, que incumbe-se especialmente do Iratamenlo das
doeucas de ulero, e das que aueclara aos raeuiuos.
OITerece-se urna ama boa engoramadeira : na
tua do Collegio n. I i, segundo andar.
O abaito assignado f.u sciente a lodos, para
que nao possara allegar ignorancia, que passoo tres
lellras, cada una da quanlia de hlOOjOOO em favor
do lenle Jos de Barros Pimenlel pelo arrenda-
raento do engenho denominado Ribeiro, na trege-
zia de Agua fela, termo de Barrciros, sendo urna a
vencer-se em maio do correnle anuo, oulra era maio
de IS.7,-e a oulra em maio de 1836 ; essas ledras
boje gyrara. islo he, duas em poder do capil.io lio
mingos Soriannu de Azevedo c Silva, e urna em po-
der do Ur. Chrislovo Xavier Lopes, segundo Iran-
aaecOes relias entre esses seuhores com o inesmo l-
ente Jos de Barros l'imeulel. Mas n.lo he n abaito
assignado por ai ou seus herJeiros obligado ao paga-
mento de duas lellras.porque desfez o arrendamento
do mencionado engenho ; recebeu outras ledras ase-
se acto, o que se u3o fez a respeiio das cima refe-
ridas, por dizer o mesmo Sr. l'imenlel que andavam
em gyro ; entretanto da escriptura de destrato entre
o aliauo asignado e o propnetariu do mesmo enge-
uho Ribeiro pelo carlorio do labelliflo Casado Lima,
cenata a eioaeracgo do abaito assignado para com o
pagamento das dllas lellras ; o que avisa ao publico
para a sua inlelligencia c direccao. Engenho Saue-
sniho 29 do marco de 1836.
Francisco do Reg llanos lioiabeira.
Precisa-se alagar um silio perlo da prara : na
rua da Cadeia do Recife n. Ili.
I'recisa-se de urna ama para urna casa de moca
solteira : na rua de Sania liiereza n. ;!:>.
Anlouio Jos do Castro e sua familia legela
para Europa no vapor (ranees aCadiz.
Joaquim Ferreira Mendes lioimaraes, morador
na rua da t.ruz do Recife, sobrado n. 57, declara que
nunca recebeu procurado de Jamo Crablree & t,
para cobrar as suas dividas; e por isso nao he etac-
lo o que etpenderam em um annuncio publicado lio
Diarto de Pernambuco, hunlem 8 de abril de 1856.
. TA'!,Ja e linda, na rua da ladeira da Misericordia n. 12,
pintada de protimo, nao iirque morresse'
mas porque quem mo-
/os, que possuem presentemente o mais
rico e completo sortimento das mais finas
e delicadas obras de bi illiantes, perolas
couro, como ateo presente nao tem ap-
parecido nesta piara, e afliancam a todos
o mais mdico preco poique venderse po-
de, obras de gosto o mais apurado: os
rnesmos desejam ardntementequeo res-
peitavel publico nao dei\e de ir hincar
as vistas sobre as suas obras, alim' de que
seja conliecida a verdade do que encerra
estas poucas palavras.
Massa adaman-
tina-.
Francisco I'inlo Ozorio chumba denles com a ver-
dadera massa adamantina e applica ventosas pela
atrcelo do ar : pode sor procurado confronte ao
Rosario de Santo Antonio n. 2.
A commissao da cmara municipal lar expr a
venda do dia 8 do correle em diante, carne sufJi-
cienle para o consumo da cidade pelo preco de 150
res cada libra, 4s800.por arroba ; e isto nos laidos
notos, que a dita coramisao mandn fazer na ri-
beira de S. Jos, e nos seguintes particulares.
t ii. Rua do *ngl.
Talho do Paz.
Ilitu do Benedicto.
Hito da Pedro da Costa.
Largo da Penda.
Talho de Albino.
Recife 7 de abril de 1856.
O Illm. Sr. ihesoureiro manda fazer publico,
que eslo etposlos a venda.das 9 horas as 3 horas da
tarde.os bilheles da 2. parte da 4.a lotera do Gym-
easio Peruambueaiio, ua thesouraria das loteras rua
da Aurora n. 2ti, como tambem na rna do Crespo,
loja dos Srs. Antonio l.uiz dos Santos & Rolim, rua
do Livramento botica do Sr. Chagas, e roa de Auro-
ra, loja de luuileiro do Sr. Sebasligo Marques do
Nasciraenlo, que faz esquina para o aterro da Boa
\ Isla, eas rodas da suprndila lotera audam impre-
lerivelmente no dia 12 do correule mez.O escrivio,
Antonio Jos Iluarte.
Precisa-se alugar no bairro da Boa Visla urna
casa terrea, que tentta pelo menos Ires quarlos, que
esteja em bom estado de asseio, e cojo aluguel nio
etceda a 12j mensaes. Paga-se em quarteis adian-
lados. Quem a liver procure o morador do sobrado
n. 6, primeiro andar do alerro da Boa Visla, qoe
Ihe dir' quem a pretende.
O l)r. Jerouymo Vilella de Castro Tavares,
lente da faculdade de direilo desla cidade, mudou a
sua residencia para o alerro da Boa Visla, sobrado
n. (i, primeiro andar, e cooliuua com o sen escrip-
lono de advocada ua rna do Passeio, bairro de Sen-
t Antonio, andar terreo n. 15, onde pode ser con-
sultado, todos os dias uleis, al as 3 horas da larde.
Hao cliegado recentemente a loja de
ferragens de Thomaz Fernandes da Cu-
nha, na rita da Cadeia do Recife n. 44,,
pa's de Ierro de patente proprias para
atmazens de assucar e aterros, assim co-
mo todas as Ierra mentas proprias para
tanoeiros.
Quem precisar de um caiteiro porluguez para
taberna ou padaria, do que lem bastante pralica,
dirija-se a rua do l.ivramenlo n. 24, laberna.
Foi ileseiicaininliado de dentro de meo bahu',
eslando eu de caiteiro em casa de meu ex-palrao An-
tonio Joaquim Salgado, uma ledra ou rol sacado a
meu favor por Domingos de Azevedo Coolinho, da
quanlia de 100c, vencendo o premio de 2 '.. ao mez,
de cujo premio etlou pago al o dia 30 do correte
mez de abril ; e para que pessoa alguma faca Iran-
saccao com a mesma. fac,o esla declaraeSo, visto qoe
ja fiz sciente ao sacador. Recife 5 de abril de 1856.
Joao Antonio Goncalves.
Oflerece-sc um porluguez para feilor de enge-
ulio. c promelte prestar bons serviros pela mnila
pralica que ja tem, e lambem dar coodecimeolo de
sua conduela : porlanto quem de seu presumo se
quizer utilisar, dirija-se as Cinco Ponas n. 71.
IVeeisa-i&e de uma ama de leite que
seja sadia e tenlia bom leite, para criar
um menino muito manso : no aterro da
Boa-Vista n. 2o, segundo andar, ou no
Recife, roa do Torres n. 14, e prometie-
se gratificar_ satisfactoriamente a' pessoa
que der noticia e a levar a casa cima.
Scientilicatnos que o Sr. Jos Fran-
cisco de Souza Lima nio pode dispor de
sua loja com miudezas, na rua do Cabu-
ga', sem que para isso tenha o devido
consenso deseitscredoies. e pare este fim
se deve entender com os rnesmos. Recife
7 de abril de 18."6'. Thomaz Fernandes
da Cunha.Feidel Pinto & C.
*
S-S9890A
I Pechlncha.
T Na confeitaria da rua da Cruz g
w n. 17, pertencentea A. A. Porto, W
<$) e\cellente doce de caj secco, 'ao 0
t) alvo que pode-se ver o sol de um tt
^ ao outro lado, pelo mdico preqo
ii* de 720 reis a primeira quali-
0. dade e de (iiO reis a segunda :
5? os seoliores que quizerem fazer
W suas encommendas devem ehegar
quanto antes, pois vista a escas-
sez deste artigo pouco durara' a
^ I al pechiucha.
Mecessila-sc de duas peleas para o servico in-
terno de uina casa cslrangeira, orna que cozinbe e
engomase e oulra que emenda de costura : na roa
Nova n. 17.
i 7"i ''r.ecisa"'e lle "m eilfermeiro snllicienteroenle
habilitado : na rua da Cruzn. 7, primeiro andar.
Precisa-se de om caiteiro para armazem de as-
sucar, que lenha boa ledra : quem esliver neslas
circumslancias, dirija-se a rua da Cadeia dJ Recite
n. (>i, que achara cun quem Iralar.
O collegio das orphlaa, silo em a rua da Auro-
ra, precisa de uma coznheira e uma srvenle, liber-
ta ou captiva: no alerro da Bua-Visla, casa n. 78,
de um so andar, a Iralar com o Ihesoureiro J. F.
Uarle.
Joaquim de Seabra, brasileiro, vai a Europa
tratar do sua saude.
rugi na noite de Ii do correnle do engenho
Sania Rosa lira escravo cabra, de lime Amorim,
idade 30 anuos, levando um cavallo pedrez, capado,
com cangalha, euraa pequea limita rom roupa del-
le, he muilo ladino e capaz do Iludir qualquer pes-
soa querendo pastel por torro : roga-se as autorida-
des pniieiaes e capules de campo o appredendam;
sendo no termo de Ipojnca, leva-lo ao referido en-
vendo Sania Rosa, e no Recife, i travessa do Qoei-
mado n. 3, ou ao engrudo Cuararapes, que recom-
pentarle generosamente.
Na rua das Cinco Ponas u. 71 existe uma car-
la viuda da villa de Caruaru' para a Sra. Maria
Francisca do Amor Divino, a qual caria veio man-
dada de um mano da ih'e seudorn por nome Ouiri-
no de lal, julga-se ser negocio de grande inleresse da
Miada
niogoem de cholera-morbu
rava ua casa era areiado, e por isso es'l lini|
O abaito assignado, havendo sido sorprendi-
do pela leilura du boltetim do cholera publicado no
Diario de l'ernambuco de 5 do correnle. no qual
vio sob ii. 2,251 o seguinle :>Antonio Jos da Sitia
Braga, Portugal, 50 annos, toltlro, branca, lloa-
I Uta, leilor, rua Heal, sobrado defroule da /-
lamia, ve-ce na necestidade de declarar que bouve
ah engao quando ,e da ao fallecido a profi-s.io de
leilor; por quaulo o dilo fallecido sendo irmo .
do adaito assignado com elle niorava. nao como fei- dlla enhora por vir muilo recommendada.
lor e sim cuino seu irmao solleiro c fazendu parle de
sua ramilla. Oualquej asscnlo que ueste sentido se
da|a reilu nos archivos pblicos de inetaclo. e o
abaito assiguado protesta nao ler lido parte em se-
nielhaiile declaracao, sendo que e eslado de eufer-
midadc a que esla reduzido em cima de uma cama o
impedc de vigiar como Ihe cumprc era orcurrenrias
desdi ordem. t em quanlo por si nada pote razer
para que em taes archivos se reslabeleca a verdade,
laz o prsenle proleslo por dercrencie' ao publico,
peraulc 0 qual n.lo pode consentir cm ver deprecia-
dos os eos senlimenlos de iraterndade. Recife 8
de abril de 1856.Manoel Alves da Silva Braga.
de um caiteiro para laberna, que
Ofierece-se om hornern de 30 annos para feilor
de silio : na rua larga do Rosario n. 20, sobrado.
I'recisa-se
lenha Hialinos, pouco mais un menos, anda q'oe
lenha punca pralica, qne de coiihecimcnln a sua con-
duela : no becco l.arao, laberna que vira para a roa
da Scuzala Nova u. ',:>.
Alugam-se 2 prelos para o servico de padaria,
anda mesmo nao enlendendo, sendo Irabalhadores
pagam-se bem : na rua Direila n. 82.
I'recisa-se de um pequeo de idade de 12 a 14
annos, pouco mais on menos, para caiteiro de laber-
na, preferiodo-se dos rhegados ha pouco do Porlo ou
do mallo : na roa do Pilar n. 92.
Precisa-se de um feilor para um sitio lia Cl-
punga : ua rua da Cruz do Recife n. 40.
MUTir7tTvv
-
ILEGIVEL


V


Tercfeira edi^ao.
TRATAIEITO HOIOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLER&-MQRBUS.
PELOS DRS.
* CS*3 1*52 .- .-^. B m
eio*trucc.uo aopovuparase podcrruranlesla eiifermidade. administrndoos i omc.lir*inas ellicazes
paraalalha-la.emquanlo serecorreaoruedico.ou mesmo para cura-liudapeudenlcdcslc 'nos Ingina
m que n.'m os ha.
TRADUZIDO EM PORTUUUEZ PELO DR. I'. A. LOMO MOSCOZO.
Estes doos opsculos comcm as indiaacoes mais clarase precisas, c pela sua simnleso nnnrliui evnnsi
Cao e.laao alcance de lodas as inteligencias, nao so pelo que di/, respailo aos neta* curativo" como, rin-
ripalmeote a..s preservativos que lemdado os mais satisracloriosrcsullados em (oda a parle en! que
flUBlO Di rtBMBOWDi> QBUTA FElRA 10 II ABRIL QE 1865
lies lem sido posto* em pratica.
Sendootralamenloliomeopathiroo un renque lem dado srandcsresulladosnocurati
volantarmidade, julgamosa proposito traduzirreslcs doiis importantes
ll. para destalle facilitar a sua leilura a quera ignore trances.
Vende-se nicamente no Coosultoriodo tradocW, ra Nov 11.82. or " zEgessaz rtsu,.12 ,,,bos .....uni -,ie ,ii"1"" & sjsnzstz
ivodesta lu.ru-
opusculos cin lingua vernaci-
I
A
| imbmiwmWh m\
* TEDRAS l'ltI t li >s \s.
i
Aderemos de brilhantes, *
diamantes e pe rolas, pul- -.
reiras, allinetp-, brincos *
o rozelas, hotes e anoeis *
de diflerentes goslos e ile _,
divenas podras de valor. *
i
HOREIRA & DDARTE.
1.0.1 4 DB niniYES
Ra do Cabuga n. 7.
Mct a .*
l'HAT.V
Ilecbem por to-
!g dos os vapores da Eu-
SS^ei^ I rol,a oh do mais
bVSnSBR-l "'odenio gosto, tan-
ou por obras. *
3 Adereces completos de S
v ouro, ineiosditos, pulcei- m
ras, alfincles, brincos e *
.. rozelas, cordf.es, Irance- J
>; lins, medallias, corrcnles f.
* e enfeites para retalio, e f
.. ou tros rnuitos objeclosde
ouro.
*j Apparellios completos, 1
I de prata, para cha. ban-
3 dejas, salvas, caslicaes, e
a colheresdesopaedechii,
J e muilos oulros objectos
... de prata.
; ?., :-*>:$.sTs":.<$*?; lo de Lisboa, asquaesse vendem por
pre?o eommodo como cos una ni.
e reii-i
InstruccTto moral
>iosa.
Este compendio de historia 'sagrada, que
loi approvado para instruccSo palmaria,
(endose vendido antes da approvarao a
Ls'GIIOt-s., passa a ser vendido a IjfvOO:
na livraria ns. G e 8, da piara da Inde-
pendencia.
Commissao de beneficencia da freguezia
de Santo -Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associarao coinmercial bendi-
cen te de soceorrer i pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisarem de SOCCOr-
ros,queirao entender-se a qnalquer hora
na rita Novan. 7, casa de Antonio Att-
igar um pequeo sitio:gusto da Fonseca, na ra do Trapiche n.
*u,_oe lhomaz deFaria, e na mesma ra
n, 5ti, de Salustian de Aquino Ferrcira.
Pernambuco 2."> de fevereiro de 185G.
Salustiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tliomaz de
Paria.
perto desta cidade, o qual tenha lugar pa-
ra guardar um cavallo e que nao seja
prximo a charco ou agua estagnada, e
se tiver casa assobradada melhbr sera' :
na livraria ns. 6 e 8, da praca da Inde-
pendencia.
W ATTENC-lO.
A, Acha-se a venda oa confeitaria da roa da ;.;
9 Cruz, pertencenle a A. A. Porto excedente jg
9 gela de varias quahdades, perfcilamrnte gj
O) acondicionada em lelas de :1 libras; igual-
t) mela moilo bom doce de calda sorlido em a;
pequeos barris, e lodos os mais rticos de 09
*$ doceria, ludo conreccionado com o maior es-
Lroeco : apromptam-se encommendas para Q
dentro a fura do imperio, com toda aclivida- ]$
de a limpaza. m
e9339<9att:f9tC38e
J. JARE, DENTISTA, S
9 continua a residir uarua.Vova 11. 19, primei- m
% xa .iii.l,ir.
Precisa-ce alagar dous pretos capti-
vos, dando-se o sustento, pata trabalhar
nesta typographia : na livraria ns. 0e8
da praca da ludepcendencia.
. AO PIBLICO.
No -ii m.izcm de fazendas bata-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimeulo
de fazendas, linas e grossas, por
piceos.mais haivos do que emou-
ra qnalquer parte, tanto em pl-
enes, como a retalho, affiancando*
se aos compradores um s preCO
para todos : este eslabeleeimenlo
alirio-se de eombinaeao com a
maior parle d:is casas eommerciaes
uiglezas, (rancezas, allernaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se lem vendido, e por
islo ofibrecendo elle maiores van-
tagens domic outro qnalquer ; o
proprietario deste importante es-
taheleeimenlo convida a' lodosos
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venham (a' betn dos
seus interetset) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
g Antonio Lttiz dos Santos & Rolim.
as Fm- :a2 as pzk r3^^B!SS:5
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acham-sc a venda os novos bilhetes da
lotera I "da matriz da Parahibuna
devia correr de 7 a !> do
premios ate 4:0000000 is., serao pagos
a distrtbuieao das listas.
Urna petsoa habilitada com longos
conhecimentos praticos do commercioem
todos os seus ramos, sendo aconselhado a
bem da sua saude, a fazer urna viagem
mais ou menos prolongada, quer as re-
publicas do Prata ou do Pacifico, ou mes-
moa Europa, seoll'erece ao commercio
desta praca para agenciar relacSes eom-
merciaes em qualquer das pracas desses
patzes, realisar quaesquer liquidacV.es
eommerciaes a miga veis, 01. deoutra qual-
quer natureza: se houve quem queira
utilisar-sc de tal convite, poder-se-ha di-
rigir em carta fechada sol) irs iniciaos
A. P. Q.ao escriptorio deste DIA-
RIO DE PERNAMIIUCO, para se entrar
cm ajustes.
Compra?.
Compra-se urna ou duas ovelhascom
I as cuas, e que lenhain bastante leite:
na ruado Rangel 11. 50, primeiro andar.
I'recisa-se comprar ora ou dous quartos na
.na ila Cafas do Itecife n. 1l.
i.jT (:"m''ra-'e. u'" banheiro que csteja em bom es-
tado : quero o liver aununcie.
Compra-se nina cadeira de rebufo em bom is-
lario : na ra do VIgario, luja de pintura 11. 10.
i,~, ':',',,,"l'n,so.',lii,rius ""Jnrni"-'i que Mjam |im-
pus^ai-.n rs. ti hbra: na ra csticila H.. Rosario
Compra m-se notas do Banco
'I: na rita do Trapiche-Novo 11.
Rundo andar.
--Compra.se um guarda louca que
esteja em bom estado : no primeiro' andar
desta t\ pographinse dir' quem compra.
Compra-se eOaclivameole, laUo, bronte e cobre
velho : no deposito da fandican da Aurora, na ra
no llrum. logo na entrada 11. _'S,c na mesma fundi-
'.ao. em Santo Amaro. '
. '_'-uinpram-se escravos p recaben-M para ven-
der de eommisaSo : na ra INrcila a. :i.
*0, se-
JSen^i.
a, que
crtente: os
PARA 0 CORRERTE ANUO.
o al-
e in-
direi-
I.
'ommatvaii,
Boa-Vista
aterro da
n. 16,
lem a honra de participar as pessoas que deseiam
comprar o seu eslabeleeimenlo, com armacao, molli-
na, lerramenlas de seu ollicfo, ep0r5f.es de fazendas
;O Dr. Vicente Pereira do Reg par-.
comsijio o filho,
Associacao Coinmercial
Na casa da residencia do Dr. I.ourciro, na ra
licipa aos seu amigse constituites, m^de wS.drof;',.,;rt; "^ P"-" -"
que translei 10 o seu escriptorio de advo- 1ue Sver, de pcito.
gacia para a ra do Oucimado n. Mi, pri- !
meiro andar, onde pode ser consultado.
das 10 horas da manhaa em diante. lieiieiiceilte.
- Qaer-sc alog.r um escravo para servir *\&!S!323l!tlJ2 f"0*8*"0- ^
caa: atralar oa ra do Trapichen lli secundo ..VVl l a 2 P ,.r'"1"lr'''"-^corros asclas-
tadlr uu 'P'^nen. 10, sc^mio ses necessiladas do bairru do Kecife, faz saber a
, quem se adiar uessas circunstancias, que pude pro-
m I curar a uualuuer .Ip pus ..'i....!..... ...
fcsso
D '.,?n, :--------- &-*" > ^., ..., ,,, uem ueseuipennar a musao quc
Keale, az SCientC aOS pas de suas alum- conllaaa. roKa as pessoas que tiverem conhecimenlo
as, que acha-se aberta sua aula, na qual 2a"oTe"nqrociZed'a,occ,SrUraS ,isinl,aD5as se *
.' : I I o caso ue precisar ilc soccorro, mas que por qual-
oniinua a ensinar as materias do costu- qoercircumstancianao oi.ossa s "
me, e admitte
continua a ensinar as materias do costu- qoercircumstancianao opossa solicitar, qq'ciramler
A .1- .cC 11.*.. :...!___ .. <
pensionistas, meio pen-
e externas, por piceos razoa-
sionitL-is
veis.
Ti-ocam-se notas do Banco do Brasil
por sed nas: na rua do Trapiche n. 40,
segundo andar.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROKN-
NINCHAUSEN E OUTROS,
e potlo em ordeui alpliabelica, coid a dcscripro
abreviada de todas as molestias, a indicacao phjsio-
logica a Iherapeulica de lodos o medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de acrao e concordancia,
seguido de om diccionario da signilicacSo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
N. A. J. DE MELLO MORAES.
o 8rs. assicnanles podem mandar buscar osseu
templare*, assimeomo quem quizer comprar."
CASA DOS EXPOSTOS.
I recisa-se de amas para amamenlar eriaacaa na
cata dos exposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as habililares oecessarias, dirija-se a
mesma, no paleo do I'araizo, que ah achara com
quem tratar.
Osaccionislasdacompanhia vigilante de vapo-
res de reboque sao convidados par. enlrarem com a
seeanrla presumi alo o da 1.1 docorrentc, no es-
criplono de Henry Korsler & Companhia, na rua do
1 rapicbe n. 8.
ARRENDAMENTO.
Aloja e armazem da casa n. .V da roa do Recite junio ao arco da Concen.ao, acha-se de-oc-
rupada, e arrenda-se para qualqor esUbeleciraento
cm poolo grande, para o qual lem eommodos sufli-
cienles : os preteudentes enlender-se-hao com Jo.io
Wepomuceno Barroso, no egundo ai. lai da casa n.
>i, na mesma rua.
a bondade de assim lli'o indicar, afira de prompla-
mente seren ministrailos os neressarios auxilio.
Antonio Alvos Barbosa, roa de Apollo u. :10.
Jos Teiieir Baslos, roa do Trapiche n. 17.
Joio da Silva Reliadas, rua do Vicario n. 4.
Associacao Commerclia
Bcficente.
A commissao nomcada pela Associarao Coinmer-
cial Benelicenle desla prae,a, com o lim de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas ila frcgoeiia da
Boa-Vista, por occasiAn da epidemia rcinaule, pre-
vine a quem estiver em tacs circumstancias, de pro-
i curar a Joao Mathcus, rua da matriz n. 18; Manoel
Teixeira Bastos, rua da Alegra n.7; Vicente Al-
ves de Souza Carvalbo, Kslancia : desde as 7 horas
da manhaa s'.l.e a larde das i horas em dianle :
em caso urgente, porcm, seri soccorridos prompta-
menle a qualquer hura. A commissao desejando
arenar na forma de distribuir os soccorros, roga en-
carecidamente a lodas ai pessoas mais condecidas
desta freguezia que liverem perfeila sciencia do es-
tado de precisao de qualquer familia, sediguemde
a iuforniar *u> de ser com promptidao atlendida.
Recife "i de fevereiro de IS5B.Joao Matlieus, Ma-
noel Teiieira Baslos, Vicente Alves deSooza Car-
valho.
A HOMEOPATIIIA E 0
CHOLERA. 1
nico tratamento preservativo e 9
curativo do cholera-morbus, O
. PEI.O DOLTOR S)
jSabino Olegario Ludgero Pinho. O
Segunda edicrao.
.A benevolencia com qu foi acolhida pe-
lopublico a primeira ediccao deste opm-
colo, esgolada no curio espaco de dous me-
tes nos induzio a reimpressau-
Cuslo de cada exemplar......IjOtX)
(arleiras completas para o Irata-
mentodo cholera e de moilas ou-
Iras molestias, a..........wMjOOO
"'" carteira. ........I6S000 '
Os.medicamentos sao os melhores possveis. i
Consultorio cenlral homcopalhico, rua
de sanio Aman. .Muudo-Novo. n. (i. I
Na travessa da Congregaeao, loja
de encadernaeao, eontinua-se a vender
muitas das obras de di re los ja' annuniia-
das por este DIARIO, como tambetn ou-
Iras militas naos tl direitocomo Je ma-
terias diversas, na mesma casa vendem-se
algumas obras latinas, proprias para os
queestudamesta lingua: todas as obras
estao em muito bom estado, e por ellas
laz-selodo o negocio, pore'm a dinheiro.
Lava-se e engomma-se por preeo
commodoeda'-se almoeos e jantaes com
muito aceioe promptidao : na ruado Li-
vrament sobrado n. 1.
Precisa-se de urna ama forra ou capliva, para
. lodo servico de urna casa de pouca familia : na rua
; da Moeda n, 2.
Precisa-se deserventes livresou es-
| cravos, paga-se bem : na fundieo da Au-
rora, em Santo-Amaro.
O hacharel Francisco de Salles Alves Maciel
pude ser procurado no primeiro andar do sobrado n.
"" d" f" t'cila do Rosario, quasi quina da rua
daslrincheiras, ondelecciona em latim. philosophia
e geometra. K
Roubo. ;
O abaixo assignado promette gratifi-
car generosamente os Sis. relojoeiros,
ounves, inspectores de quai teto ou
qualquer (Mitra pessoa, que poder descu-
brir o roubo l'eito em sua casa, na noite
do I do torrente, na travessa da Madre
de Dos, de um relogio de ouro paten-
te suisso n. ."421, de caixa coberta, sen-
do esta raza por baixo e Olivada por ci-
ma, esmaltado de ambos os lados com
como sejam, aloes para os carros, armo para pa-
rrillas de cavados, lanlernas ricas e ordinarias, freios,
bridos, chicotes de haleia, dilos cohertos de tripa
para carros, velas para lanlernas, freios para selliiu,
eslribo., chicotes esporas, brida em palha e de cou-
ro, leseara! de lodos os tamanhos, faca para mesa
navalbas, ahadores para as dilas, ferramenla para
dentista, limas para os denles, polvarinlios. rhuiu-
beiras, espoletas, fundas, rolheres de metal, expon-
as arossas, pello de camua, nivel d'asua, e um
crande sortimeulo de cachimbos e lomo, que todas
estas fazendas sao frescas e de boa qualidade ; i vis-
la do comprador se fara qualquer negocio.
oiiuiiatcaii, aterro da
Boa-Vista n. 16.
lem a honra do participar as pessoas que Uic fieam
levando, que elle se acha na neccssi.ludc de p.ir oa
seus nomes no Oiario, pis nao quizeram responder
aos annuiicios de 7 de fevereiro al :l de marc...
>a mesma casa vende-sc vinho francez de
qualidade, em barrica.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os bilhetes e cautelas do cautelista An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior nio
estaosujcitOS ao descont dos 8 porcen-
to do imposto da lei, osquaesse acham
a'venda as lojas dapraea da Indepen-
denci? ns. 15, 15 e M), rua Direila n.
L">, rua da Praia n. .">(), rua do Crespo n
<>, e na rua do Livramento n. 50. As
rodas andam nodia 12 do presente.
Os premios sao pagos logo que sabir a
lista gcral.
Bilhetes ..jKOO recebe por iuleiro
Heios 2s)() ,,
primeira
50008000
Tercos 2.s(l()0
Quartos i500
Quintos I 200
Oitf.vos 700
Decimos (i 10
Vigsimos 520
< < 2:500*000
< 1 :o(,s<(0'
1:250j|000
< 1 ;000j000
(>25$000
< 500000
250*000
O referido cautelista declara, que s pa-
ga nos seus bilhetes inteiros vendidos os
8 por icnio, como tem annimciado.
Souza Jnior.
Precisa-se de urna ama de leite :
na rua do Rangel n. 3(i, ou na livraria n.
fi e 8 dapraea da Independencia.
M CONSULTORIO HOMO
PATHWO. I
Rua das Cruzes n 28- 9
(.onliniia-se a vender os mais scndiladoa W
medicamentos dos Srf. Caslcllan e Weber, .a
em tinturas e em clobolos, arleiras de lo- 'W
dos os tamanhos muito em conla. (#)
Tubos avalaos a 508, 800 e I9000.
1 onra de tintura......l'.^KIH &
Tubos c frascos vazio, rollias de eorliea (*,
f ludo quaulo he ncressario pa- W
opalhia. (Si
de olliciaes de alfaiate
na rua Nova, esquina

m
para lobqi
ra o uso da lu.n
Folhinhas de algibeira contendo
manak administrativo, mercantil
dustrialdesta provincia, tabella dos
tos parochiaes, resumo dos i ir.poslos ge-
raes, provinciaes c municipaes. extracto
de algumas posturas, providencias sobre
incendios,entrudo, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
mentos e exportaefio da provincia, por
500 rs.cada urna; ditas de porta a 100;
ditas ecclesiasticasou de padre,com a r-
sadeS. Tito a iOO re'is: na livraria 11. 6
e 8. da praca da Independencia.
Na California,
toja nova, na na do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se cries de casa france/as de
muito bous goslos a 19300 c a 19300; ha srande
quanlidade para se eacolber, lencos de ca*sa braucos,
lisos e com bico a -MI rs., chitas prelas Iraneaxss,
largas, para lulo a 3*0 o cavado, < mullas oulras fa-
zendas muito baratas, a dinheiro a vista.
At tenca o.
Vende-se um escravo de r.'.r cabra, robusto e sa-
dio. de idade 12 auuos, pouco mais ou menon, o
qual serve para qualquer servicu pesado, assim como
padaiia, armazem, eoulro qnalquer semen : quem
pretender compra-lo, dirija-s rua do Mondeso,
casa n. 1 .i, para lazer negocio.
Vende-sc sal do Assii abordo de hiale i. Angli-
ca : .. a Iralar na rua da Cruz do Kecife, n. 13, pri-
meiro andar.
Na praca da Independencia, n. :l(i e :|8. ha
para vender urna esrrava crioula de 8 a .'Ulannos
pouco mnis on menos, sabe coziuhar, e lava de sa-
bio, lem principio de engomando e sabe fazer
lodo mais servir de casa e rua.
Vende-se um bom piano com punco oso, por
proco eommodo : na rua do Torres n. 38.
Vendem-sc meias prelas de peso da fabrica de
Lisboa, proprias para padre: na loja da rua do Cres-
po n. 3, prximo ao arco de Sanio Antonio.
Vendem-se hicos estratos e lardos, e renda
tambero, ludo da Ierra : na rua de Aguas-Verdes
n. 8.
A mellior farinha de man-
dioca em s;iceas
que existe no mercado T vende-se por preco razoa-
uo caes da allaudcga
Vciinle-sc em casa de S. P. Johns-
lou rS C-, rua da Sen/.ala-Nova n. V2,
scllins ingiezes, chicotes de carro e de
montara, candieiros e casliraes bronzea-
dos, relogios patente inglez, barris de
graxa n. 07, vinho Cherrv em barris,
camas de ferro, (t> de vela, chumbo de
munieao, arreios para carro, lonas in-
glezas.
Ceblas de Lisboa.
As rehuas ja o venden! mais baratas, e continua-
se a vender na travessa da Madre de lieos ti. _>1, r-
ma/cn de Joao Martina de Barros.
a<; enca
Da Fundicao Low-Moor. Rua d a
Scnzala nova n. 42.
feslc eslabeleeimenlo contina a ha-
ver um completo sortimentodc moen-
das e metas moendas para engenho,
chinas de vapor, e taixas de ferro
c coado, de lodosos tamaulios,
ma-
latido
para
vel, no arma/em
Vende-sc
llrum i. 11.
Camisolas
(.azuza,
C ; mina.
ii| na ru.i do
de"Ia.
>eias de la.
Cobertores de iaa.
Baca de cores.
(' bertoresdealgodo.
\endc Antonio La deOiivejraAwvedo.no seu
escriptorio, rua da Cruz n. |.
Vende-sc a loja denominadaRazar
Peina mbucano, na i na Nova n. ,")."i;
advcrle-se aos pretendentes que se tara'
qualquer negocio que for de razao afim
dse ell'eettiar tal venda : alm das van-
tagens que O lugar ollerece. aecresce
mais que existem rnuitos poneos fundos na
casa, e sobre esses mesmos se fara' abati-
mcnlo.
lijlos de inarmore e brasele dito.
vendem-se lijlos inarmore de Itl c !_' pollegadas
qoadradns. e mais obras de marmore, comotnmnlos.
urnas e cslaluas, por areno) eommodos: em casa de
Basto & l.cmos, rua do Trapiche n. 17.
Vendem-se por prei.o eommodo caixilhos envi-
orneados para varandas, assim como pnrlas de diver-
loa tamaitos : a Iratar na obra qu ,e esta fazendo
no losar aomle foi o lliealro de S lranci-co.
Vendem-se duas tabernas tilas no Mnnteiro
lima na ponle e oulra confronte a S. |\,iilaleaol!
quem pretender dirija-se as ditas tabernas
>
para
Precisa-se
para toda obra
da ponte.
Precisa-se de om pequeo para caixeiro de
!?!!.!?r*rt'Be,U I**& ,ralar '* da Senza-
Na mesma cssa se precisa de um
la Velha n. !M.
amassador.
PUBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio juridico.
Bala poblicarflo ser sem dovida de olitidsde aos
pr.ncip,an.esqu.,equizerem dedicar ao exerrcta
do foro, po.s oella enconlranlo por ordem alphabe-
?Injffi.T.?""*h"** occurrenciasci- MVOS de azul.6 branco, sol,.
>, orpnanologieas, eommerciaes e ecclesiasticas do
Jaaoro, com as remissoes das ordenaces, leis,
nios e re bem assim resolucfle, do, Praxislas an.igos e moder*
ardS2U.en,e V' Cun":'!' xemelhaulemente
22?X3Pm sobresiz3s- "o. velhose
..'a 6 dec"n?,; ""> o 'rabalho de recorrer
acolleccaodenossas leis a aviso, avalaos. Consta-
ri de doua
primeiro s.
livrosn. 6 a 8 da praca da Independen^
. --------...,-,,.-. v,iill>td-
ieiros.hJ^me,emo". nde francez, eo
Mo a lu. esta i venda por 89 oa loja de
la. (isse-
reT.,rmlUo,,&'IPS,S
procurar o
alma d lii.XT""" ''""-u"" primeiro volume
eir? na lllrTri, T mecion!"'i.: no Kio de Ja-
Marque, Kodngucs; c no Ceari, ca.a do Si. J Jo-
ne de Oliveira.
ra do Brum, passaodo o chafariz "ulVInan '
deTmra,!!mn"W .dUaS ^'l P"3 ""I" o servifo
de ama casa, pois lavam, cozinham, cosen, e en-om-
mam perfeilamente : qnem as pretender, tlESTi
-St SL*.*^ P"n..iro,b doaes-
reo mesmoes-
malte urna, corrente de ouro inglez (mas
nao das modernas) de elos miudinhos e
lapidados, com o encadeado muito uni-
do, e mais urna chave de
urna chave de ouro de for-
mato grande e oitavada mas inutilisada
para dar corda por estar quebrada na
ponta : por isso recommenda a pessoa
qie algum destes objectOS descobrir, an-
nuncie para ser procurado, ou dirija-se
ao anniincianle, na mesma travessa n. 18
para ser gratificado.Joaquina Antonio
Goncalves da Rocha.
Precisa-se de urna ama de leite : quem esti-
ver oestas circumstancias, pude vir Iratar na rua
arga do Hoaario n. 35, loja de miudezas.
Aluga-so urna graude casa terrea com quintal,
a rua da Soledade : a tratar no Manguind, silio
de iiercolano Alves da Silva.
i T Sra," ""u*ellena Hay prclende seguir para
instalen-a, levando em sua companhia 3 meninas
80,000 rs. de gratifica cao
lugio do eiisenlio Bom Jess do .Cabo, 'cabra
escravo, de nnme V cenle, alto, espa*dado, pernas
linas, rosto comprido, sem barba, cabellos corrido,
e crespos, de idade de 40 anuos, he distilador, loca
rabosa c gaita, n he filhn doserlao da Sorra do Mar-
lina: quem o apprebender e levar ao referido en-
genho ou a casa do commendador l.uiz (jomes l-'cr-
reira, no Hondago, recebera a quanlia cima.
A(i PUBLICO.
( padre Tliomaz de Sania Mariauna de Jess Ma-
galh.les, legitmenle provisionado para poder excrcer
o maHislerio dos estodos do primeiro grao, avisa ao
publico, que cora brevidade abrir no hairro de San-
io Antonio a tus sola de primeiras letlras e latim,
annexando-lhe um curso completo das liimuas Haba-
na c franceza, dirigido pelo Sr. Alberto Tallnne, a expressa condicao de Iraduzire fallar estas idio-
mas no prazu de um anuo lectivo. Nesta mesma
aula havera tambem urna escola da msica vocal e
instrumental, e um curso de contrapona, o quo lu-
do promette ser desempenbado con iuleiro aprovei-
tamenlo dos alumnos. O preco he ..jooo r cada
um dos cursos de linsuas latina, italiana, franceza e
msica vocal e iiislriflnenlal ; continuando a ser os
pr.cns da aula de primeiras letlras os mesmos que
costumava ler ; quaulo aos alumnos que deseiarem
seguir o curso de contrapona, deverao se culcniler
na ana cm o respectivo professor/ A aula nao
iraualharu no. domingos, quiulas-feiras e dias sanios
de guarda, como tambera fechara no no da "i de
dezembro, para abrir no da 7 de Janeiro. Os Sn
alumnos quedesejarcm se matricular, devem fa/c-lo
quanto antes na rasa do annunciante, no larga il.i
Sania Cruz. n. 12, cerlos de que a anta terti aberta
logo que bouver 12 alumnos matriculados, o que se
rara snenle pelo Diario. Os atranos sarao obrlca-
dos a pagar aaaapra as mens.didades adiantodas.
O arrematante dos itnposlosdaa aferii.es. mas-
cales c boceteiras do mooieipio do Rerie 'faz rerlo
que herbegada a epaea de reverem as afericfieg \i
reilas assim como de novo convida a virem ac-
nr os eslahelccimenlosc a grande quanlidade de me-
dulas de rua qu dcixaram de aferir no lempo com-
petente, e ale o presente nan o leiiham feito ; tam-
bera lembia aos mscales e hnceleiras a tirarera as
suas llrencas, do contrario usara dos rneios da lei
Visto ser prcjudlcado em seus ioteresses.
A pessoa que annunrioii a compra de urtia ca-
ma franceza com lastro de palha, pode mandV ver
tratar.
Vende-se sag' superior em porrSoe a retalho:
na rua das Cruzes n. JO.
Veude-se orna escrava perfeila engommadeira,
cozuilieira e doreira : na rua do Collegio n. 2't. ter-
ceiro andar.
Vende-mse'
dous raoleques, sendo um de idade de 1(1 anuos e
outro de ti : quem preten ler, dirija-,c a rua Direila
dos Afogados n. :i6, taberna, que achara rom quem
(Talar.
Vendem-se eslaluas de Alaba-tro de Norenra-
na rua do Trapiche n. 19,
, Vende-se por OjOOH um melliodo de piano i
usado : na rua da Senzala Velha n. 50, primeiro
andar.
Veiule-se urna capa de irmAo do SS. Sacramen-
to, nova e por preco eommodo ; na rua da Senzala
tellia ll. 50, primeiro andar.
Vende-se a taberna da l.ingoeta n. ."> a Ira-
lar com Iternardino de Souza finio derronle da
mesma.

Hilo.
Quem quizer comprar um cano
americano de quatro rodas, com atsentos
para duas pessoas, lendo arreios c cavall o
muitoardigo: dirija-se a rita do Trapi-
chen. \0, segundo andar.
Farinha de mandioca.
-Ni. armazem do Sr. A. Annes Jarome Pires ven-
dc-se superior larinha de mandioca em sacco. gran-
des ; para por.-oe. raase cm Manoel Alves (,uer-
r>, na ruado trapiche n. 1i.
IVIoinhos de vento
aml.r,,l,HM|erepuxopara regar borlas e ba.xa,
ccapim.iiafundicadcll. W. Bowman ama
do Brum ns. fi, x e 111.
PARA OS SENHORES ESTLDANTES.
Vendem-se na livraria ns. e8 da pra-
ca da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paulet Virginie, Telemaque, em inglez ;
HistoriaofBorne, Thompson: por pie-
eos eommodos.
Meias pretas-pa-
pa padres.
Vendem-sc superiores mtias de laia para padres,
pelo baraiissimn preco de I98DO o par, ditas de al-
godSo prelas ., (ii(l par : na rua/do Queimado.loja
de miudezas da lloa lama n.:)...
SEMEMES.
Sao chega.las de Lisboa, e acham-se a venda na
ruadaI Croz do Recita n. (. taberna de Antonio
IranciscoMarlnu as seguinl-s semenles de hortali-
ces, coma sej-ra : ervilhasl,rta, geooveza, e de An-
gola, reij,lo carrapalo. nixo, pintacilgo, e ainaredo,
airare repolhudae allcmaa, Misa, tomates grandes
rbanos, rab.uietes brancos e encarnados, nabos r-
xo e branco, senoiras brancef e amarellas, couves
trinchuda, lombarda, csahoii. sehola de Seluhal
scgurelha, centro de tooreira rcpollio c pimpinela!
enma grande porcSo de ditlercntes semenles, das
mais bonitas llores parajardins.
Con ros de cabra.
Vende-se um reslu de couros de cabra, mnilo gran-
des e bons : na rua da Cadeia do Recita o. o.
No armazem de Novaescv C. rua da
Madre de Dos n. I 2, vende-se farinha de
mandioca em sacias, de superior qualida-
de, poi preco eommodo.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowmann, na rua do llrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortment de taixas de ferro
(andido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
tid
\a loja das seis
portas.
Em frente do Livranieiilo.
Kiscadu prelo para luto a meia pataca o covado,
lita nrela para saias.manlo, jaquelas ou calcas a dous
luslues, chita escura, tinla segura a meia pataca,
meias prelas para senhora a palaca o par, chales de
cr escuros pruproa para rasa a cinco lustoes, Cami-
las de Cambraia bordadas para senhora a cinco tas-
ines, meias brancas para meninas a dore vinlens.
J ende-se ou aluga-sc um sitio no Monlciro,
bem plantado, com mollas frucleiras como sejam,
mangueiras, larangeiras, jsqneiras, oilicoro, pilom-
beiras, sapulizeiros. frucla-po, coqueiros, 2 pes de
aliacn-, molla roja, macaxeiras, batatas, araruta e
oulra, mais frurlas, o sitio be lodo cercado e bem
lorie, tem casa para urna familia grande e estribara
para i cavados : quem o pretender comprar ou alu-
gar, dirija-se a l-Y.ra de Portas, rua do Pilar n. li,
laberna. ,
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-sc choco-
late a iOO rs., bolachmha quadrada americaua a 100
is., crvilhas a 1-20, cha prelo de 1| libra e de 1|i
em massinhos a 15920, mararran e lalharim a iOO
rcis.
\ ende-se urna escrava crioola, moca, bonita
hgura, cose, lava, engomma c cozinha o diario de
nina casa, por preco eommodo : na rua d Senzala
Velha u. 1.10.
Ce va da de Lisboa.
Vende-se por ij(IK) a arroba : na travessa da Ma-
dre de Dos n. ;,, armazem.
Bt'lachinhas finas para
,nia
de excedente qualidade, cliegadas ltimamente de
Liverpool ; vendem-se em latas e as libras: na rua
no l.olleg,,, taberna de Francisco Jo?c Leite.
I ende-se por preco eommodo urna armaran
nova de l0Ja desmanchada, sendo I madeira de lo'u-
roeo balrao lodo de amarello : a Iralar na rua da
.Madre de Dos n. :i.
i ~Z xleDde-se superior chocolate de Lisboa em la-
las de 8 libras a 31600, e ditas de 5 libras a jOOO :
na travessa da Madre de Dos, armazem n. 5.
*ahir ni hoje da .il-
fandega queijos londrinos, presuntos in-
giezes, bolach i as de soda e biscoitos de
diversas qualidades, em latas grandes e
pequeas, conservas e mostarda, tudo se
vende a precos razoaveis : na rua do Col-
legio, taberna de Francisco Jos Leite.
CHAROPE
DO
BOSQUE
que se taz o presente aviso.
neste deposito, p,|0
PORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtysica em lod
m casa de Ileniy Brunn& C, na
ruada Cruz n. 10, ha" para vender'um
grande sortimento de ouro do mellior
gosto, assimeomo relogios de ouro de pa-
tente. r
Vendem-se dous pianos fortes de ja-
baranda', conslrucco vertical e com to-
ca
dos os
elogios
ing czes de pa-
tente,
os melhores fabricadas em Inglalerra : em casa de
ilenry Cibson : rua da Cadeia do Recife n. 2.
UOUIOACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa
Uuarleis u. S, quereudo acabar as miudezas
existem, vende barato abm de liquidar sem
de lempo.
Franja com botlas ara cortinados, pera
Papel paulado, resma, (de peso)
Dito de peso, resma
I.Aa de cores para bordar, libra
rentes de bfalo para alisar, duzia
Fivela. donradas para calca, urna
(roza de obreias muito linas
Lencos de seda finos, ricos padres
Caixa de linhas.de marca
Meias para senhora por
PealMde tartaruga para segurar cabello
(rozas de canelas finas para penuas
Hilas de boloes linos para casaca
Meias prelas para senboia, duzia
Dilas ditas pira hornera
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de Oquadernos
Duzia de colxeles
Espelliosde lodosos nmeros, duzia
dos
que
peda
pceo eommodo e com promptidao
em barca m-se ou carregam-Se em carrol '-'iihasde novllos grandes para bordar
ocomnrador. K ,ca5r',,s cocezas e de sarja, lavradas,
mm i OPIATO AMICHO- i
I muro
& 1)1)
DR. ANTNES
W Estes don, medicamentos condecidos por SE
n SSvfSBf resul,'l -v CIIOI.hKA. vendem-se, acora|.aiilijdos de A
um folhelo, na |.h,irmacia de l.uiz Pedro das ?'
SJ Nevar, rua da Cruz n. 50.
Pr'? *! vldr"s I talheto 39000, de
1 raixa TjyMH). ^^' S
Vende-se muito superior farinha de
Santa Catharina, por menos pceo do
que em oulra qualquer parte: a fiordo
sem des poza a
Cousas Unas ede
bons gostos
HA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos leqnea com plumas, bolola.e
atocino a 3$, luvasde pellica de Jouviu n mellior
que pude haver a IJsSOn o par, ditas de seda ama-
rellas e brancas para hoincm e senhora 1oJ80, di-
las de lorcal prelas c com bordados de cores a 800
rs. c 15.00, ditas de lio de Escocia brancas c de lo-
das as cores para honiem e senhora a 500 rs., dilas
para meuinos e meninas muito boa fazenda a llift,
Icncinhos de relroz de lodas as cores a 13, Piucas de
lila para senhora a liiO, penles de larlaruga para
alar cabello, lazeuda muito superior a 5J, dilos de
alisar lambcni de tartaruga a 35, dilos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo aos de
larlaruga a IjviSO, dilos fle alisar de butalo, fazen-
da muito superior a :l0 e 500 rs., lindas meias de
seda piuladas para orinaras de 1 a :l annos a IgSOO
otpar, dilas de lio de Escocia lamhem de bonitas
cores para erial.cas de I a 10 annos a 330 0 par. es-
pedios para parede com excedentes vidros a 500,
700, yt e IjitM), toucadorescom pes a ISoOO, lilas
de velluda de todas as cores a IfiO e 310 a vara, es-
covas linas para denles a 100 rs., e linissimas a .0
rs., ditas linissimascom cabo de mar lim a l>, Irn-
Cas de seda de todas as cores e larguras a :t0, 400 e
500 rs. a vara, sapalinhos de lila para crianzas de
bonitos padroe* a 3111 e :I30, aderecos prelos para
lulo com brincos e allineles a 1?, liucas pretas de
seda para ri aucas a I?, Iravessas dasque se osam
para segnrarcal.ello a lo, pislolinhas de metal para
enancas a 300 rs., galbeleiras para azeile e vinagre
a 39200, bandejas muilo linas e de lodos os lania-
nhus de i, 3?, 33 e l, meias brancas linas para
senhora a tl e 320 o par, dilas pretas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com nquissmas es-
tampas a 38 e 2>5tK), meias de seda de cores para
honiem a (O. charuleiras muito finas a 28. castes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacao de ac pratcados e dou-
railosa (.40, le 1*900, lunetas com aro de blalo
e tartaruga a 500 rs. e 18, superiores e ricas benga-
linbaa a 2?, e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeuos c grande, tazenda muilo supe-
rior a (O, 800, la. 18200, 13500 e 2$, atacadores da
cornalina para casaca a 320, penles milito finos para
suisa a 500, estovas finas para cabello a MO, ditas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
(O, meias brancas e cruas para liomcm, fazenda
superior a 1G0, 200e2i0 o par, camisas de meia
muito linas a 13 e 19200, luvas brancas encorpad.is
proprias para mootaria a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas abotoa-
dorasde madrepcrola e de oulras militas qualidades
c goslos para colleles e palitos a .500 rs., livelas doo-
radas para calcas t colleles a 120. ricas Otas finas
lavradas c de Sidas as larguras, ljeos uissimos de
bolillos pudn.es e ludas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesuuri-
nbas para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alera de tudo isto oulras muilHsim.is cousas muilo
proprias para a resta, e que ludo se vende por pro-
voque faz admirar, coran lodos os freguezes ja sa-
bem : na rua do (.Inclinado, nos quatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa I ama
n. 33.
i 8000
330OO
28700
73000
38000
100
1.30110
18500
210
20
48O00
23000
28000
33300
39800
18800
00
720
28500
18MX)
000
33300
:180
400
18000
300
99*00
13200
I 900
13000
leas n jas sem coatara para honiem
lilas de seda n. 2, peca
Trancas de seda branca, vara
Caixas de raiz, duzia
Pecas de filas de cus
l.apis finos, groza
Corola para vestido, libra
Toncas de bloode para menino
Chiquitos de merino bordados para meiii..-
c oulros muilosarligos que se tornara recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidani
dar um pouquinho mais barata a aquelle ssohor lo-
eist.1. qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeiramAo.
Cissas f:aaltezas filias
240 rs. o corado.
Xa rua do Crespn. 5, vendem-se cau-
sas (rancezas unas a* 240 rs. o covado.
Vende-sc saga' lino em* porcilo c a retalho, por
preco lommodo : na rua da Cadeia n. 28, derronte
da relacao.
do brij'uc
defrontedo tra-
Sagitario
piche do algoduo.
Vendem-se os verdadeiros charutos
na rua do Qtieimado, loja
sasT **-;= *-kb E^J^^iS^r-!
1 Boa-vista, loja de marcineiro do Sr. Barbosa.
deS. Flix
deferragens n. I."i.
Vendem-se os verdadeiros chlalos
Varetas : na rua do Queimado, loja de
ferragensn. ir>.
Vende-se nina escrava moca, sem vi-
cios eeom habilidades: na prra da In-
dependencia ni .
Vendem-se scllins com per-
lcne.es, patente ingle/. (- da
mellior qualidade que lem
viudo a este incitado: no
armazem dr Adamson UovVie
4 C, i un do Trapiche n. \i.
nnmm e grades.
I ni lindo e variado soi lmenlo de modellos para
varandas e gradaras de gosto modernissimo : na
iundicao da Aurora, cm Santo Amaro.c no deposi-
I to.da mesma, na rua do Brum.
;$500
Vendc-secal de Lisboa ultiraainentecbegada. as-
sim coran polassa da Itussiavcrdadsira : napraca do
Corpo Santo n. 11.
'en lias
Vendem-se muilo boas
da Cadeia do Kecife n. 57
fie cuna.
primas le ema
Cognac verdadeiro.
\ ende-se cognac saperior em garrafas : na rua da
Cruz n. 13.
CORTES DE CASSA PARA QUEM ESTA' l>E
1.1 TI).
\ endem-sc corles de casaa prela muito miuda,
por diminuto preco de 23 o corle, dilos de cassa chi-
ta de bom gosto a 23, ditos a 2"i00, padres france-
zes, alpaca de seda de quiulrus de todas as Qualida-
des) a 720 rs. o cavado, la para vestido laiubtm de
quadros a 180 o cavado : lodas estas fazendas ven-
detn-se na rua do Crespo n. 0.
Carlas france-
sas.
Vemleni-se superiores ca las liancezas para vol-
larele a TiOO rs. o I.aralbu : na rua du (.luciraado,
loja do miudezas lloa lama n. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se os seguintes livros para as aulas pre-
paratorias : llislorv of Home 38001), Thompson 28
Paul el Virginie 28000 ; na praca da tudependenefa
ns. b c 8.
Para luto.
Curtes de vestido de cassa prela rom 7 varas cada
um, de.bouilos padres a 28000 : vende-se oa rua
do Crespo, loja da esquina que volt para a rua da
Cadeia.
Sapatos de borracha.
No aterro da Boa-Vista, defrontr da noneca n.
I i, he chegado um grande sorlimento de sapa tas de
borracha muilo proprios para a estacilo presente, lan-
o para humera como para senhora, I meninos e me-
ninas, assim como um novo e completo sorlimento
decalcado* franceses, c de Nante, de lodas as qua-
lidades, e os bem condecido* sapalos do Aracalv,
para homem como para menino, esleirs, cera e ve-
las de carnauba, as melhores que de la lem viudo ;
assim como urna porfo de verde francez. ludo por
preco muilo eommodo, a Iroco de sedlas velhas.
ara vidracajs.
Vendem-se vidros a Sg a caixa ': na rua Nova n.
38, derronle da igieja da Conceicao dos Militares,
casa encarnada.
Atada eiislem alsuns exeniplarcs da Deroons-
traeao dos Arl. do Cod. Com. com referencia n.lo
so entre si, mas lambem com os avisos, portaras e
resulamentos respeilo ao mesmo Cod. Esta obra he
mu interessante a lodos os cidadlospara os arios da
vida cemiiicrcial, principalmente ao* lllms. Sr. aca-
dmicos : vende-,e nal ojas de livros do Sr. Ricar-
da Frailas & Companhia, rua do Collegio, e na do
Sr. Antonio Domingues Ferreira, roa do Crespo, a
18000 cada exemplar.
Na California,
loja nova, na rua do Crespo, ao pe do arco de Sanio
Antonio, vendem-se pecas de algod.loiinho rom ara-
rla 1.10, 13, 13280 e I3OOO, e limpas a 28. alpaca
prela tarrada, sem deleito, de i palmos de largura
UKJ rs. e a 1M rs. o covado, muilo boa para quem
esta de lolo, muito boas meias prelas de algodao
para senhora a iOO rs dilas para homem a 280, cas-
h< pintadas trncelas a 200 rs. o covado, corles jle
Hilas de ti 1|2 varas a 18OO. chales esrocezes a SCO,
ma.lapolilo niuilu bom a 23500, 2SHI. :b>fl(l liav
39800, i3. 151000 48600. e muito linnaV;^ni
como multas oulras Tazendas, ludo muilo barato, di-
nheiro .1 visla.
Nuho em saccas.
Vendem-se saccas com milho, por barato preco :
oa rua da Cadeia do Kecife, loja 11. 23.
KELOIOS eobertos e dcscobertos, pequeos
c grandes, de onro e prata, patente ioalez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, viudo* pelo
ultimo paquete ingles : em casa de Soolhall Mellor
S Companhia, na rua do Torres n. 38.
.,~ vfnuc.-sc superior caf de primeira sorle lio
lio de Janeiro : na laja do Pstelo 1'ublicD n. II, de
lirmianoJos Rodrigue* Ferreira.
VENDE-SE
farinha de mandioca de muito superior
qualidade, por ser muito nova e lina,
vendida por alqueire velho, viuda lti-
mamente de Santa Catharina no patacho
ESPERANZA, tundeado ueste porto em
(rente do trapiche do algodao: a fallar
no mesmo patacho, 011 na rua do T
che, com .lose Velloso Soares.
FARINHA DE SAMA CATHARINA,
muilo nova e de superior qualidade, a bardo du bii-
ijue escuna /tapido, tundeado em nenie do arsenal
de guerra, vende-se por preco commudo : a Iralar
comCaelanoCvriacodaC. M~, no largo do Corpo
e com to-
mclhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8
IECHAHISHO PAR Elffi-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN ivA
RUA 1)0 BRUM, PASSANDO O oHA-
|ia sempre uro grande soriimenlo dos seguintei ob-
jcclos de mechaD.smos proprios para enfcenbos a sT
ber: moendas e meias moendas da mais SjMM
construccao ; la.xa de Ierro fondido e bsfifi 2
superior qualidade e de todos os taroanlio* roda!
dentadas para agua ou animaes, de toda, as prono?!
eir,? ;/r',.e b^tMdt fornalhae registros deta,.
eiro agu.ll.Ses, bronzes, paralusos c c,avill,6es, moi-
nho de mandioca, ele, etc. '
NA MESMA FUNDICAO.
ie eieculam lodas as encommendas coro a soneriai
ridade ja conhecida, e com a devida pieslezae coro-
modidade em preco. <-ru
Em casa de Henry Brunn tC.rua da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lona se brins da Kussis.
Instrumentos pora musita.
Espelhoscoin inoldurs.
Globos para jardins.
adeiras e sofa's para jaidim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cement romano.
Comma lacea. / *
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora : em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os locares
existem guindastes, para carregar ca-
noas, 011 carros livres de despeza. O
precos sao os mais eommodos.
C. STARR & C.
respe.losamenleannunciam qoe no seu extenso es-
abelec.mcuto em Santo Amaro.conlinuam a rabricar
com a maior perfeicao e promptidao, toda a qoaida-,
de de machiii.smo para o uso da agiicuWra. na-
vegacao e manufactura; c que para maior eommodo
de seus numerosos freguezes e do publico cm geral
leem aberlo em um dos grandes armazens do Sr!
esquila na rua do Brum, alrz du arsenal de ma-
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimculo.
All acharan os compradores um completo sorlia
meato de moenda. de caima, conTtodos V inelliora
roemos (alguna deltas novos c originaes) de oue a
experiencia de moitos aunos-lem mostrado a neces
sidade. Machinas de vapor de baia e alia pressdo-
laixas de lodo lamanho, lano balidas comeI fund
das. carros de maoe dilos para conduzir formas da
assurar, machinas para moer mandioca, prensas na-
ra dUo fornos de ferro balido para tartana, arados da
ierro da mais approvada construccao, ruados osra
alambiques ernose perlas para forualhas, a urna
.ur.nidade de obras de tarro, que seria enfadoubo
enumerar. >o mesmo deposit e.isle urna pessoa
intelligente e habilitada para receber todas ai en-
commendas, ele, etc., que os annunciaules contan-
do com a capacidadedesuas oflicinas e machinismo
e pericia de seus ofliciaes, se coropromeltem a azer
execular, coro a maior presteza, perreicao, e exacta
conlormidade com os modelos ou desenlies,e inslruc
oes que Ibes forero fornecidas.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de
modell
Na
Santo
dos c1
um
o e construccao muito superiore.
ARADOS DE FERRO.
undicao"
Amaro
' ferro di
c C. Starr. & C. em
acha-se para vender ara
lir-
qualidade.
MEIAS DE LA A CRTASE
v d COMPRIDAS.
v endem-se meias curtas e compridas, de I Ja ca-
misola, de lila, cobertores srande* de dous pellos,
dilos de alsodao liso,, proprios para escravos a M00
rs., hacia superior a 720 o covado : Da rua do Ouei-
inado ero frente do becco da Congregaeao, passando
a l'ulira, asegunda luja 11. ill. .
Vendem-se barricas coro farinha de triso da
|.i conhecida marca MMM, mullo nova, e de rjuali-
ladc igual a de lrieste. chegada agora de Genova,
e por preco eommodo : a fallar com Bailo A te-
mo., rua do Trapiche n. 17.
o fugipod.
>o di .Ido crreme mes fugio um escravo
cric-ota. por uoine Semino ; foi escravo do Sr. An-
tonio Ricardo do Reg, representa ter SO aonos de
idade. estatura regular, um pouco calvo, barba bran-
ca, levan calca e camisa de algodao branco l quero o
apprebender leve-o a rua larga do Rosario o. 22. oe
sera bem gralificado. q
Fugn do engenho Huiaombo, no dia 29 de mar-
co prximo liado, um casal de escravos coro o* ie-
naes seguintes : o prelo he maior de 10 annos, bai-
xo.ciieio do corpo, tero marcas de bexigaa no rosto
e a suns denle, faltos, be um pouco fula, de nacao
.,''' jS',U "ao mu, "Pl'Mo ; a prela repre-
senta ter 40 smos, be lambem de Angola, corpa
secco, cor prela falla bem ; levaram bastante rou-
pa, vestida de chita e algodao azul, e o prelo mi-
sa branca e de algodao azul e baeta e dita de b.la
eucarnada : quem os apprebender leve-os ao mesmo
c.Tpnen.,r. ra ^ AP0" a B' 1 -'/-
[rapt-
aaolo n. 25.
\ endem-se os livros sccuinles, ( mais baratos
que em oulra qnalquer parte : Cbauveao. LizTei-
xeira, )ige,to. Ilireito Publico Geral por Dr Au-
ran. Direilo Civil por Mello Freir. Deten do Ch'ris-
t.anismo. /.e.Ier, e oulros livros de preparatorios :
no lerce.ro andar da casa da esquina da rua do Ro-
sario deronte da igreja, a vollar para a rua do Quei
Fugio no ..a ,11 de marro o preto Joao, cnou-
lo, de es.alura bem alta, cara beiigosa, lem urna
marca de caustico ou qoeimadura debaixo do peito ;
Slar!fra p"tenT Manoel Milbeiro., e
7' "*-Goncalo Jora Affonso, com reltaicao
11.1 rua da Concordia, e he coslumado a razrrdtslas
rugidas : quem o apprebender leve-o a relioarao ja
rua acra. 11. K, qllc sc gralihcarii bem.
No principio do mez prximo lindo dcsappare-
ceu de casa de sua senhora, no rua da Gloria n. 65,
a escrava I hereza, da Cosa, com os signaes seguin-
es : representa ter 48 annos, ja tero lguns cabellos
Urlicos, altura mediana, corpo resalar, labio infe-
rior um pouro grosso, otilo* amareilacos.nodoas pre-
as sobre as macaas do rosto, anda quai sempre tal-
lando e a ralla be muito alrapalhada. que parece
anda bucal ; levou vestido de chita roa roiudinha,
ou sata de riscadinho encarnado e panno da Costa
de luir* miada,, zoes e brancas, he qoilandeira,
venda na ribeira de Sanio Antonio c Iraniilava a
miudo pela rna da Palma ou da Concordia, onde se
presume ler alsum ra.'ebre.; rosa-se, portento, a*
autoridades policiaes, capitaes de campo, ou qual--
quer pessoa que lenha della noticia, o favor de cap-
tora-la e leva-la a referida casa da rua da Gloria,
onde se pasar/lo as despeas que se bonverem de
fazer.
Fusio no dia 2 de marro um molequc de 18
minos, Philadelpho, folo, rspadoas largas, denles
claros c salientes, e consta que anda as ruai desla
ridade : quem o apprebender, queira dirigir-se a
rua da Aurora, na lerceira casa depnis da pontezi-
nha, que sera recompensado.
Contina aodar fogida a preta Merencia, cri-
oula, idade de 28 a :10 annos, ponen mais ou menos
com os signaes seguintes : falta de denle* na frente ,
urna das orelhas rasgada proveniente dos brincos :
quem a pesar leve-a a rua do llrom, armazem de
assucar n. 12, qoe ser bem gratificado.
PERN. TYP. DB Si. F. DB FARU. 1856
DATA INCORRETA MUTILADO
ILEGIVEL


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