Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07331


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Full Text
ANNO XXXII. N. 8(i.
Por 5 mezes adiantados i.s'OOO.
Por .~i mc/.cs vencidos M500.
DIARIO
HURTA FEIRA 1) DE ABRIL DE 185C.
Por anDO adianlado 15000.
Porte franco pan o subscriptor.
MBUCO.

I \<; xlUIKi, Milis DA SUBSCRIPCAO' SO NORTEa
Parahiba, Bi. Sarrillo T. da Rallvidad* I NaUl, Sr. Joa-
quina I. Pendra Jnior; Arara it, o Sr. A. da Lamo* Braga ;
Caar, olr.J. JoaS daOtivaira ; Maraohas, o Br. Joaquim Mar-
oma rtodrigaes; Piauhj, o 8r. Domingo! HereulanoA.. Paiaoa
Cureas; Par, 81. Juatlaoo J. lUraoi; Amaionai, Ir. Jara-
ajnaa da Coat.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda i tedoi oa dlai.
Caruaru .Bonito a Garanhun: noidlail II.
Villa-Baila, Boa-Viita, Exu' a Ourieury I a 1S a J8,
Goianna a l'arahiba: isgunda t leitai-fsirai.
Yieloria a Nalal : lai qumui-firai.
AUDIENCIAS IMiS TRIRL'XAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : qua mu aabbadoi.
Relafo tercai-feirai a labbadui,
Faianda : quartaa a aabbadoa aa 10 horaa.
EPIIEMERIDKS DO HEZ DE ABRIL.
5 Loa doti 11 4 borai.ll miDuioi, 48 legundoa da manha.
II Qua rio crucen le aa 3 lloras, 27 minuloa a 48 legundci da m.
SO Luaebeieas 6 horaa, Bminutoa a 48 aegundoa da manhaa
doada lar.
Juio do eommercio :aegundaa as 10 horaa a quintan* maio-dil. 17 Ouarlo mlnguaaleaa 9 horat,7 minuloa a 48aecu
Juizo daorphoi : aeaunda a quintal ai 10 borai. IIU \\l\u lll lili.II
Primsirs rara do cts: icgundii a aeilai io mno-dia. Primilla ai 8 horaa 10 mlnutoida tnanhaa."
Segunda vara da elvel: quartaa a aabbadoa aa malo-dla.
Iiguoda ai 8 horai a M minuloa da larda.
DAS da semana.
7 Segunda. S. F.pifanio b.: Ss. Rufino e Peleuzio presb. rnm.
8 Terca. S. Amando b. ; Ss. Edizio, Maiima.e Mara mm.
9 y ii.i na. S. Demetrio m. ; Si. Acacio a Hugo bb.
10 Quinta. S. Ezequie! profeta ; Ss. Terancio, Pompeo e Apollooio
11 Sella. S. I.eo Magno p. doutor da greja ; S. Antipas m.
12 Sabbado. 9>. Viclor e Vessia mm. S, Conslantino b.
13 Domingo 3. depoii de Paacoa. Patrocinio de S. Jos.
i \<:\iuu:<. \ix>s da srits:RiP:.\o mi sil.
Alagoaa, o Sr. i laudino Falca* Diaa I Baha, Ir I
Bia da Janeiro, o Sr. Joa* Paraira MartiM.
i:m perwhiii :>.
O proprlalario do DIARIO Mi noel Fig ueirea ata Faria, na m
llvraria Praea da Independencia na. ( a 8.
PARTE QPFICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 7 de abril.
OHicioAo Exm. conselheiro presidenle da rela-
oo, inteiraudo-o de haver o bacharel Ignacio Jos
da Meiiilouc,. Lcdoa participado que o dia S de
marro, entrara no eiercicio do lu.Mr Je juix de di-
reilo da comarca de Paje de Fores.Igual cem-
municacAo se fez a lliesouraria de fazenda.
DiloAo chefe de polica, declarando que a Ihe-
sourana de fazenda tero ordem para pagar, es-
tando nos termo* legaes, as coulas qu S. S, remel-
len das despeza feitas com o foruecimenlo de azei-
le e pavios, para o quartel do destacamento de l.a li-
aba, estacionado em Kazarelh. ',
DitoAo meano, dizendo liear cente de liaver
S. S. derrillldo a Antonio Baptista Vieira, do lu-
gar de anlermeiro da casa de delenrAo, e nonieado
para eaae lugar, a JoAo de Araujo Alve da Fonseca,
Commnnicou-se A ttiesouraria provincial.
DiloAo mesmo, iuleirando-o de liaver Irans-
mittido a Ihesouraria provincial, para seren pasas,
estando nos termos legaes,i conlas qae S. S. remet-
leu das despezas feitas, nAo s eom o sustento dos
presos pobres ates cadeiaa de .Nazarelh, tilintar Ca-
brobo, mas tambera rnm o alugael dedouscaval-
los que condoziram para esla cidade urna porra de
armamento apprehcndido pela polica, e bem assim
da casa qae serve de cdeia, no ultimo dos referidos
termos.
DitoAo inspeclor da thesoararia de fazenda,
communicando que ojuiz de direito de tiaraoliuus
participara liaver tomado por empreslimn, para
soccorros pblicos naqurlla comarca, a quanlia de
"Otte reis.sendo :KSU0 reisa Antonio Jos Baptis-
ta de Mello Pe.oto, e WuV-tKX reis a Manoel .tien-
des Bastos, e recommendando que os mande indem-
Disar de Demediantes quanlias, logo que riles se
aprsentelo por si, ou seus procuradores com a com-
pleme guia.luleiron-se ao supradilo juiz.
DitoAo mesmo, recoinmendaiidu que mande
pagar ao r. JoAo Capistrano Bandejra de Mello, a
ajada de casto qae lite compele, como depalado a
assemlilea eral legislativa pela proviucia do Cear.
DitoAo mesmo, declarando liaver o juiz de di-
reito de Garanhuns adianlado ao acadmico Lata
Aurelio de (iodoy c Vasroncellos, a quanlia de
2003000 reis, e recommendando que opporlonainen-
le mande fazer o necessario descont nosveucimeii-
los do referido acadmico.
DiloAo director do arsenal de guerra, inteiran-
do-o de haver mandado passar ltalos shm iudivduos
qae foram nomeados em substiluicAo aos emprega-
dos daquelle arsenal, suspensos por portara de de
marro ultimo.
DitoAo mesmo, Iransmiitindo por copia o aviso
de 1K de marro ultimo, no qual o Exm. Sr. minis-
tro da goerra manda recommendar a mais pnnlual
e recia observancia as ordens que forem expedidas
essa directora acerca de requisieftes de fardameo-
lo para os cornos do exercilo-
Dito-Ao inspector do arsenal de marinha. para
fawr recolher ao armarem daquelle arseoal, os ob-
jectos mencionados na retaran que remelle, os qoaes
Ihe sarao mandados apreseular por parle do coronel
reformado Benlo Jos l.amenlu Lina. Coramuni-
cou-se ate.
DiloAo preiidenle da commissAo de llvgiene
Pobliea, recommendando qua mande recelier da ios-
peclor do arsenal de marinha, 10 raiaa conlemln
medicamenlos anli-cholericos e desiurectantes.Of-
liciou-se a respeilo ao menrinrictilo inspector.
Dilo^Ao mesmo, inleiraodo-o de liaver, em vista
la de soa proposta, mandado fechar os hoepltae* das
freiaeziiu do Hecife, S. Jos e Boa Visla, Ticando
omenta^otaoTiospilat central, o existeule no con-
vento do Carino.Fez-se a respeito o necessario ex-
pediente.
Dito Ao Dr. Tlioma/ Animes de Abren. In-
cumbindo-se Vmc. de prestar os serviros de sita pro-
lissao no termo de Olinda, especialmente na fresuc-
lia de Maranguape, haja de rslender sua commisaao
al Iguarass e tioianua, percorrendo o respectivo
liltoral. como jclgar conveniente c inspeccionando
lodo o servn;i de saude, c dando as ordeus mais
consenlaneas ao bom tralaroento dos doentes, a par
da bem entendida economa, e provendo assuas ne-
cessidades, no que dever ser coadjuvado pelas auto-
ridades locaes, conforme recommeudo na porlaria
junta. V
Acabo de espedir ordem, n.lo si para que o acad-
mico* Alfredo da Rocha Bastos o va auxiliar uessa
commissAo, cbmo para que a cnmmissilo de hvgiene
publica fornera a Vmc. urna ambulancia, e o nulo-
riio a levar comsigo uin enfermeiro com a diaria de
33000.
Dos ohjeclos que mandei ltimamente recolher ao
arsenal de marinha, trate Vmc. de escolher os que
podero servir para serem di*|ril>uidos cun a pobre-
za enferma daquelle-. lagares, licanilocerlo de que
uesla data ollicio a theaouraria de fazenda para en-
Iregar-lhe a quanlia de .OOs, para ir Vine, occorren-
do s precisas despezas, e bem assim urna porrao de
bolacha, arroz, farinha e algum vinho do Porto, 30
cobertores e duas peras de baeta.l'ez-se a respeilo
o necessario expediente,
Dilo Ao Dr. Francisco Xavier dos Reis___llaj.t
Vmc. de seguir para a comarca de liarauhuiis, t cu-
tendendo-se com o respectivo juiz de direito trate
de prestar os serviros de sua prolissao as pe-o a- po-
bres atacadas da epidemia; camprindo que parta
para aquelles pontos da comarca que llie forem in-
dicados pelo mesmn juiz de direito, a quem passo a
ofciar. Nno obstante haverera la medicamentos,Vmc.
requisilara' a coramrssao de hvgiene aquelles que
entender conveniente levar, para oque ficamexpe-
didas as precisas ordens.Neste sentido deram-se as
necessarias ordens.
Dito Ao Dr. Egas Muniz Brrelo t'.arneiro de
Campos, para que eulendendo-se com a commissAo
de beneficencia da freguezia de San Jos, presle all
os serviros de soa profisso as pessoas pobrts ataca-
das da epidemia.
DiloA' commissAo medica de Nazarelh.Scien-
le pelo ollicio de '29 de margo ultimo de haverem
Vates, enejado a essa cidade, lenho a recnaimendar-
Ihes qae deem logo comero a desinfecto das casas
em que falleceram cholencos, e que contiouem a
praslar a classe desvalida os bons serviros que devo
esperar do reconhecido zelo de>sa commissAo, cerlos
Vrica, de que esle governo estar' sempre prompto
para aaxilia-los no desempeuho de sua caridosa ta-
refa.
Portaria Nomeando para o rarso de promotor
publico de Pajeu de llores ao bacharel Erancisc" de
Paula Salles. Eizeram-se as necessarias communi-
cacoes.
Illni. e Exiii.t.Em observancia ao ollicio que
me dirigi V. Exc. em data de 17 do mez prximo
liado, desiguei ao acadmico Francisco Julio de
Fraila i e Albuqoerque para ir prezidr a desinfecr.lo
da povnacAo de .Soasa Senhnra do ()', e sesuindo elle
odia 29 para o desempenho dessa commusAo, ac-
ha dse recolher i osla cidade, e me dirigi o ollicio
incluso que passo as mAos de V. Exc. e do mesmo
vera' queja se aeha desinfectada a inesma povoacAo
e seus habitantes desassombrados.
Deoa guarde e V. Exc muilos anuos. Cidade de
Goianoa de abril de 1856..Illa*, e Exm. Sr. con-
selheiio Jos Bcnto da (ainha e Ficueiredo, diguis-
simo presidente da provincia. Caettmo HHiUta
Caraleanti l'etsoa, juiz de direito interino da co-
marca.
~EXTEM01
CORRESPONDENCIA SO DIaRIQ DE
PERNAWBUCO.
Pars b de margo.
I in.i evenlualidade importante qae se asuarda lie
o nasrimento prximo do principe imperial.
Dizem que a imperatriz deve dar a luz a 1 i de
marro, e se for menino, projecta-se fazer para elle
da Algalia urna vire-realeza.
Entre lauto, ludo tendea dar um deseuvohi-
menlo comideravel a especularlo o a industria, e
at a prnpria asricullura ; falla-sc desta ultima de
um subsidio cujos recursos Ihe seriam concedidos
pelo intermedio de crdito territorial, e de nada
sera' mister chesar aos Tudors para verificar o eier-
cicio desle direilo. Assim este direito abstracto de
crearao cabio em desuso, mas o uso lerT creado pou-
co a pouco ao lado do direilo escnplo urna especie
de direito costumeiro, ao qual se eosturoa dar a
mesma autoridade e mais auloridade lalvez do que
ao principio constitucional.
Assim a resistencia da cmara dos l.ords lia sido
formal. I.ord Lyndurst derlarou que o acto da rai-
nha nflendia os privilegios da cmara, e em con-
sequencia exilio que os papis relativamente ao ne-
gocio fossem apresentados pelo governo para ser
submetlidos ao exame da commissAo dos privilegios.
I.ord (iraudville em uome do gabinete combaten es-
la proposirao, que lodavia fui adoptada por urna
tnaioria de tinta votos contra o governo.
Alinal de eontas o trabincle foi completamente
i balido, e decidio-se pela maioria de 3."> votos que a
caria conferida pela coroa a Sir J. Pirita nAo Ihe
da' o direilo de senlar-se na cmara alta. Julsa-se
que o ministerio nao tentara' sustentar o conflicto, e
que terminara' o incidente ou cacando a nomearAo
de Sir J. Parte, ou conferindo-lhe a qualidade de
par hereditario.
Com cffeilo. a autoridade da ramara dos lords
menos se Irata que de nm milhar de milhoes que se- ,
riam distribuidos sobre lodos os pontos do territorio SOr"' cerUmenle diminuida pela presenra de mem-
para promover toda a especie de melhoramenlos.
A 1AG0N.4IIA DAS HLHERES.
Por Carlos
Monselet.
PARTE.
SECUNDA
\
Nunca! disse a condessa de Ingranda ; nunca
Mr. Filippe Beyle ser o esposo de nimba lilli.i!
A radia lenlou conjurar esia ameara dirigindo-se
a lia.
Madama de l'ressignv recebeu com bundade suas
lagrimas e sua conlissao; mas ao uome de Filippe
Beyle fez como a irmAa ; licoo seria e dista menean-
do Irislemente a cabera:
Nunca!
Porque entao, minha lira ?
He impossivel.'
l)e-me urna razAo, um molivo ao menos.
NAo posso. Bdsta-le saber que as consideraees
mais graves oppoemsc a esse casamento.
E essas coosideraces nao podem ser vcucidas .'
Ah disse a marqueza.
Meu pai he mui poderoso, lornou Amelia, e
meu pai he por mim.
Ha vontaJes e poderes rapperio.es aos delle
Que vonlade., que poderes ".'
A marqueza de Preaeigoj calou-se.
Iim desles dias, disse Amelia, Vmc. defendeu
a Mr. Filippe Be)le diante de minha nui e dianlc de
mim.
En o defendera anda.
Eniao se elle he digno de estima aos seus olhos,
porque nflo seria meu marido '*
Mr. Bej le nAo se perlence.
A quem pertence elle ?.... (iue nuer Vine, di-
zer? Qae myslerm occullam mas palavras Oh!
minha lia, falla! falle !
t) imperador mandn pedir ao Hotel de Ville de
Paris um Irabalho geral sobre os anligos projectos
de aformoseamculoque desde -JO anuos han sido tra-
bados para a capital. Ja uAo se (rala esla vez do
rasgamenlo de nina ra, ou da construcrAo de nina
passagem, mas da Irausformai.Ao completa de cer-
los hairros.
O imperador se mostroa inteirameiite salisfeilo
com este Irabalho cuja execurAo costara HOt) milhoes
pouco mais ou menos. Este Irabalho gigantesco
nao pode ter In^ar porempreslimo, sera' empreheo-
dido por tres grandes sociedades linanceiras entre
as quaes iguram o crdito movel e a syndicalura
do apolices i-ollocada sob a direccAo de Koliisrhild.
Em Franca Iratou-se ha doos annos successiva-
menle do eslabeleciineulo de um serviro de correios
e de transporte com grande celeridade por meio de
paquetes a vapor, que deviam ronduzir a ludas as
paraijens do ocano frequeuladas o pavilhao da cor-
respondencia francea. As complicarles da guerra
dn Oriente linham adiado ludo c eis que em pre-
senca das negociaroes da paz, o governo realisa bo-
je esle projeelo tAo vantajoso ao seu eommercio, a
sua industria, a sua navegado, a civilisacAo em
geral,
O pro^ramma endcresado as diversa* companhias
fiuanceirat divida o serviro dos irans^tlanlicos f'.m-
cezes em tres linhas priucipaes : Io, a de New-Vork
partindodo Havre ; -1", a do Brasil, tendo partidas
alternativas de un porto do Ocano e de Marcelha.
O lervico principal desta linha se fara" para o Rio
de Janeiro, paetaMte por l.ishm, Sania Crol de Tc-
mrille. Babia. Hovera' dous s?r% icos annexos^
partindo do Rio de Janeiro para Monlevid
nos-A)rea, outro dirigido de Bordeaux Lisboa ; 3'
a linha das Autillias, o serviro principal se fara' pe-
la Martinica directamente e acabara' em Aapiawal,
passando por Laguavra, Santa Marlha Carlhase-
na. Haverao tres serviros aunevos, um da Marti-
nica Havaua pela Terra Baiva, S. Thomaz, Porlo
Rico, S. Domingos, Jacmel illaili ; o outro da Da-
vala a Vera Cruz e Tamlico : o outro em tim da
Martinica a Cavenua.
Sera'exigido da campanhia concesionaria um
mnimum de vinle e quatro viageus por auuo, ou
p r cada linha mi seus annexos, urna partida de 1 >
em 15 dias de cada um dos nonios exiremos.
A celeridade dos sleamers sera' resalada da ma-
neira sesninte : linha de New-Vork a II iiiIIm- e
meia, linha do Brasil *,) milhas e meia, servicns an-
nexos sobre Montevideo e Buenos-Avres 8 milhas e
meia. serviro aniiexn sobre Lisboa S milhas ele. ele.
0 presramma permille as companhias resolver
como quizerem as diversas quesles de execucAo,
e o governo eaeolhara1 enlre as diversas commisses.
Tildo i-lo he prximo e instante, o deve ser desde
ja considerado como um laclo consumado. Final-
mente ums einpreza particular acaba de eslabele-
cer uma rerrespondeucia enlre o Havre e New-
Vork e Itin de Janeiro.
Na Inglaterra, a sessAo do parlamento esla' muilo
occopada com um srande numero de projeclos, com
am bil sobre a instrucc.Ao publica, com outro so-
bre o repouso do domingo, com mitro sobre a classi-
licacAo das leis civis, c mais particularmente obre
a crearlo de um pariato vitalicio em favor das no-
tabilidades que nao liverem uma torluna bstanle
ronsideravel c transmissivel aos seus occessore*.
Nesta occasiAo o governo experimenlou um revez
que ambara nAo parecesse dever eompromcller a
existencia do ministerio actual, tem todava a im-
portancia .le uma evenlualidade (tulitiea.
O governo tentara sob um forma seductora operar
uma revolucAo na prganisaio parlamentar, a nau-
fragou inte a resistencia do corpo poltico, cuja exis-
tencia lal qual a fizeram quatrocentos annos de pri-
vilegios exclusivos pretenda modificar. Eis aqu a
queslAo mui simples nos seus elementos, mu grave
as suasconsequencas, que deu nascimcnlo a tsses
debales importantes :
Cartas patentes de par vitalicio foram recente-
mente concedidas a Sir James Barkc, um dos juris-
consulto mais eminentes da Inglaterra, com o titu-
lo de birle de Wendsleydale e o direilo de lomar
assento na cmara alia ; esta vio na nomear.io ama
ollensa as suas prcrogalivas, lodos os membros de
que ella se compoe sAo pares hereditarios. Ver-
dade lie que o direilo de crear pares vitalicios nAo
he vedado A coroa pelo conslitoirao britnica, mas
(*) Vid* Diario o. 85.
1 'riinieu i ralar-me, disse a marqueza com es-
forco.
Oh Vmc. nao me ama !
Amelia, a dor le faz lgrala. Sabes que la
ventura he todo o meu cuidado. NAo me acuses da-
qodlo que he obra do aciso e da falalidade.
O acaso ? a falalidade? Vmc. meassusla...
Afasia de leu espirito urna esperanca que nAo
pode realisar-se. arrauca do coracao um sentimenlo
que anda nao leve lempo de arreigar-se. Na la Ida-
de o amor su tem uma florescencia. Amaras anda,
amars mellior. Amelia, crc-mc, renuncia a uma
unan impossivel.
Amelia estremecen e perguntou :
SAo essas suas ultimas palavras, minha lia'.'
Sim, responden a marqueza supiraudo.
Pois bem.
Dahi em di.inle Amelia naoqoeixou-se. nem sup-
plicon mais. Ficcrrou-se em sua dor, assim romo a
ni.11 se encerrara em sua implacahilidade. Essasdoai
natorezas asseinelhavam-se pela energa ; ueiihuina
dellas quz ceder.
Soinente a rapariga succiimbio primeiro ; no lun
de quinze das adoeceu |ierigosain"nle.
A marqueza de Prestfjzny lralou-,i com airectuoso
cuidado: ful a verdadeira nl.ii.
OoaolO a c.....laeta duas vezes por da regularmen-
te viuha a.si'nl.n-seacabereir.i de Amelia ; seu sem-
blante exprima inquietarlo, mas sua voz nada lesle-
munhava. Seus olhos que estrenieciam levemeiilc,
qnandn cnruntiavam us da Giba, n,io Conlieriam as
lagTttnaa. Ella a va linar-se sem querer pronunciar
a palavra que poda salva-la.
Basa -ilencio pareca dizer : A ules quero que mi-
nha lilha morra, do que contraa um casamento des-
igual.
A' proporrao que a fehra lazia proaressus em A-
melia, a nearqaea le Pressignv por um conlrasle
extraordinario aiisenlav.i-ae mais freqiienlemenle.
Fiscrevia todas as iiianhaas, ao meio da pedia a car-
ruagein, a ai vollava de noile.
Mas eolio pasiava a noile nteira junto de Amelia,
abracaia-a e chorava com ella.
Acontecen que uma vez vollaudo mais tarde do
broseleitos com outras condicoes que as dos seus
collegas, os pares vitalicios nAo entrariam no espi-
rito dn pariato. A coroa inlluo no paralo pela sua
esculla, mas uma vez nomeados, os no vos mem-
bro liram os seus direilos e o seus privilegios da
propria insliulicAo de que fazem. parle; he em vir-
tuilc das suas (radices que o paralo he poderoso, e
as iradicoes so transmitiera pela heredilariedade.
O paralo vitalicio quebrara o equilibrio da cons-
tiluicAo inglaza, e al se pode dizer que a velha In-
glaterra correra grande risco em por ruaos as suas
instituirnos polticas mais vitaes, e permitliria no-
vos progressos a uma obra ja muilo adianlado, pois
que l.a mais de trinla annos a aristocracia ingleza
tem sollrido successivamenle ruvezes mui crtieis, a
saber : a reforma dos cereaes, que comproincltea
profundamente os seuspiivilesios lerriloriaes; a sup-
prcsso dos bajrgaa, que Ihe lirn toda a accAo sobre
a cmara dos comiiiims, c ultimameiile a iglialdade
no axercito, a admisibilidadc de lodoi aos srios
superiores, pois que a heredilariedade do paralo
he o ultimo aa\ |0 em que ella se refugia e anda se
fortifica. E lera ella definitivamente conjurado ou
adiado esla revoluto radical'.' l.'m prximo fuloro
no-lo dir.
Emlin, o governo in:lez negociou um novo cin-
preslimo de viola milhoes de libras esterlinas, e l-
timamente sabio victorioso de uma experiencia moi
delicada. Todos se lembram que depois do juque-
rito parlamentar dirigido por Mister Roebuck, al-
gusta rommissarios militares foram encarregados de
i examinar a riirercao das operaees da guerra da
i.t.rima. Como o rclalorio destes commissarios nAo
jsfosse apreciado pelo gabinete, foi delirido a una
icommissAo de oinciaes geueraes com missAo de exa-
I mina-lo e fazer desl'arle um relatorio sobre am re-
lalorio.
Mr. Roebuck aproveitou ela occasiAo para aproa
sentar uma moni de censura contra o gabinete ; o
depulado de Scbllield pretenda que a marcha
adoptada linha por alvo sublrahir alguns individuos
a justa severidade [da opiniAo. A dscussao que se
empenhou a esle respeito loi miii;viva, eM, Roebuck,
leudo reconhecido qae a maioria pareca determi-
nada a sustentar o gabinete, retiroo a sna mocAo.
A queslAo da admissibilidade dos Israelitas no
parlamento foi acata la de novo. Os liberaes da ci-
dade de Londres redigiram um relatorm sobre a
eiuaiiripara i polilica dos Judeos, declararam per-
sislr na soa indexivel resolucAo de reenviar ao par-
lamento o barAo de Bolhschild.
A paz oceupa o mundo germnico, a Austria fez
a coufederacAo, Dieta de Francfort, uma comun-
ucacao relativa s negociaces: urna cummisso ori-
enlal formou -.o a este respeilo no seio d'assembla.
e foi declarado que, conforme a proposc,Ao austra-
ca, como sendo capaz de appresenlar uma base so-
lida de paz, reservando a sua decisAo cerca do
quinto poni at que o verdadeiro alcance Ihe seja
perfeilamente reconhecido. Eis em geral o (txlo do
lecl.racAo adoptado em assemblea geral de l de
fevereiro : A coufederacAo, em consequencia das
-ims resolucoes de -_> de julho, e de IK5, de K e -iti de fevereiro de 1833, reconhece
com salisfarao e gralidAo nos preliminares recom-
mendados ao gabinele russo pela corle imperial
d'AusIria, e accelas por todas as potencias bellige-
ranles, as bases sobre as quaes se pode esperar eala
belecer uma paz solida e duradoura.
A conrederaco reconhece como uma necetsdade
europea que esla esperanca se realise dentro cin
pouco. Em consequencia ella lomara igualmente
a si, coino uma lijao propria, manler estas basess
reservando para si a sua liara .-iprecia(3o sobre as
condicoes especiaes, que apprcseiitarem as potencias-
belligeranles. Avahando no seu devido Valor os
aclos praticados ja ncsla direc^Ao pela Austria e
pela Prussia, a coufederacAo exprime a firme confi-
anza, de qua os doos allos governos coolinuarAo
igualmenlc a consagrarlos inleresses da patria com-
mum a sua solictudc digna de remulle.menlo, e a
sua altenro. w
Assim, ja nao he smente emnomc dos ministros
allemAes, he era qualidade de membro da grande
familia europea que a confederarlo se acaba de pro-
nunciar, he sabido boje qae, se contra (oda especla-
liva, a concluso das negociantes nAo for satisfac-
loria.a Bussia adiara a Allemaulia mui pronuncia-
da no sentida da polilica austraca, e sem duvida
prompla o coadjovar o gabinete de Vienna em ludo
que costumava, ella chegou vidamente a enferma, e
murmiirou-lhc aoouvido: ,
K-pera !
A moca que eslava apenas adormecida abri os
olhos a vio a marquezi junio de si, lendo um dedo
sobre a bocea bem como para ordenar-lhc o silencio
Amelia sorrio, e donnio essa noile brandamcnle
afagada por visee cele-les.
Ooaudo acordou jolgando ler sido ensaada por
um sonho, proenrou a marqueza; mas nao a vio.
A marqueza de l'ressigny satura muilo cedo.
Algumsdias passaramse" sem qae Amelia ousasse
in(erroga-la sobre a esperanca qne Ihe dera de uma
manen a lao imprevista. Recahio pouco a pouco no
deslenlo ; a propria marqueza eslava abatida e pa-
reca evitar as perfumas.
Um dia que a condessa de Ingrande eslava asen-
lada, muda como de ordinario junio do leilo de Ame-
lia, a joven doeulc rotan para ella um olhar ven-
cido, e disse:
O' minha mai !
Amelia exclamou a condessa cedendo a essa
voz consternada, j
E abraroa-a frenelicamenle sem duvida para pa>
gar-se dos longos dias de privaran.
.Masa mai engaiiara-ae sobre"essa evclamacao, e a
lilha ensauou-se lainbem sobre esses carinhos.
Amelia procurou as mAos da mai, e aperlaudn-as
pronuncia uma so palavra. na qual poz todas assuas
supplicas:
Filippe!
A mAi ereueu-se a eaae uume detestado. Sua omo-
eSo dissipou-se siibilamcnle, ella retirou as mAos
dentre as de Amelia.
Iloove um silencio angustiado, decisivo. Amelia
coulinuava a implorar.
A condessa de Ingrande levanlou-sa e sabio infla.
xivel,
EulAo um grito escapnu do paito da moca.
A miii nuvin-o sem duvida. pois alravessava anda
a antecmara, mas nao voitou.
Foi a marqueza de Preaalgay quem appareceu a-
faslando o reposleiro de vallado. A marqueza vinha
radiante de alegra etrazia na mAo uma carta aberla.
quanlo^esle julgasse deve eligir aos seus confede-
rados para execucoo do mndataro.que Ihe confere
a re-otaran de SI de fevereio.
A Prussia couliuua serapr a sua obra do restau-
rarlo feudal. Dizem qae as tropas austracas nAo
evacuarlo os principadas n paz; conlinuarAo a
residir n'elles para apaiareo, em caso de neersti-
dade a rcalisacao da o miiucAo deslas provincias,
lal qual o sullao cslalslccela de accordo com as
potencias occidenlaes. Asepira!-se que o llospo-
dars Moldo-Valachins terAo autorisados pelo sullAo
a cooservar anda provsoririmedie durante nm an-
oo o governo, a espera-e em Bocha ret o ajada ota
de campo dn sultAo quideve tfaser esle convite.
A Turqua para se mslrar digna da posicao, q aa
Ihe cnnquislaram as pninria occidenlaes. nAo cessa
de oceupar com as relrmas, que desse fazer della
um eslado compltamele curopu, ecisaqui, en-
lre outras, as redims prnjerl.il.i. em favor dos
seus subditos christaos^uja emanciparAolcivil epo-
liticadcve garantir pai o futuro os dislinos oltoma-
nos Irausformando-os. liherdade plena e inleira
coucedida a todos os cUoi sob a proteccAo da auto-
ridade, faculdade de on Irnir c reparar igrejas so-
bre lodos os ponlos do mnerio, salvo a observacAo
das formalidades adminfslalivos da Turqua, assim
como em lodos os paizes,mas sem qae eslas for-
malidades pussam nunca dgenerarem defeza refor-
ma dos abusos existentes u adtninitracAo dos palri-
chados, das diversas conssoes, abusos denunciar
dos pelo proprio clero epela auloridade .secular ;
admissibilidade dos subdlos chrislAos em lodos os
empregos civs e militares admisslo dos discpulos
nao mossulmanos as esolas imperiaes militares,
e oolras, reforma dos conelhos mur.icipaes em lu-
das as cidades do imperio ;criac3o em todas as lo-
calidades importantes di tribunaes mixto para
jolgar as diflercnras e conlstaces entre, os mussul-
manos o rayas, e eulre rajas de conlissAo diferente,
'estemtinhas dos chrislAos ilmitlidas parantes joati-
ca turca, captacAo -nb-ini la por um imposto la-
cullalivo para aquelles q.i se quizerem eximir' do
servico militar, emfim a missao dos patriarchaa a
delegados das conimu nhoe,as sedes do conselho su-
perior.
Onanln ao direilo de ijopriedadc, foi adoptado
como principio, porem rmo este ponto diz respeilo
principalmente aos eslrmseiros, deve ser objeclo
de uma convengo espeinl.de que a diplomacia
lera em breve de se ocemar. Esles ponlos siio o,
principacs ; llavera oulrrs accesso ros, que com-
pletara o complexo^lestasreformas, e fazem dellas
um Irabalho lAo perfeito, quanto se devia esperar
das circiiinstaiuias aciuae.s Para que se d raais
solennidadesaestes compninissss. Ali-Pich. par-
lindo para o cungrasso de -"aris, trouxe consigo para
ser submetlidos as conferuicias e anexad) ao tra-
tado de paz J\ artgos uliimaivrntc votados as con-
ferencias de (', instanlinopl.i, as quaes dizem respei-
lo ao seguinte : -obre a maaatamso do hafl-seliarif
delialhaui'. sobre a Earanluddylcflos os privilegios
daigreja grasa e arminiana, a supressAo ilos poderes
lenporal o precedencia dos palriaphados, a sual-
dade dos cultos, a supressa das penas indulgidas
contra aquelles que mu.lun de religiao, admisso
doschrislaos e oolros ravasnas luncces puulicas
o elabelecimento de escolas populares, a organisa-
cao de ama jestiea temporal pelos rayas, a colili-
cacao das leis civis e crimiinas, a suhmis-au de lo-
do ao recralamenlo, a adinisAo de lodos a lodos os
poslos-militares, a transfornacao daa autoridades
provinciaes, a faculdade a tidos de adquirir bens,
e imposto directo, o mclhorancnlodas vas de rom-
muicacaes, o orcamento de estado, a represenla-
r.lodos chrislAas nos consellns de eslado, as insti-
higOmde crdito pelo eommercio, a reformimo-
nelara ; Ali-I'arb tambem Innixo o traladu, que
dever ser concluido enlre i Porta e os alliados de
dezembro, a respeilo das Ircpa, que deverAo per-
manecer na Turqua depob ia coiicluAu da paz.
Alm disto dever ser con-luido enlre a Franca e
a Porla um tratado separadi, em vrtudc do qual a
Franca se obrgar a dar a iurla o apoio necessario
a rcalisacao da importantes reformas projecladas, e
enviar Conslanlnopla nm lumerrfdelermnado de
instructores. Trala-sedc orjanisar o excicto lurco,
segando o modelo do exertilo francez, e especial
Menle adoptar o seu svstcm; adminisiralivo.
<*; .w.
lora temer inrommodos e sacrificios e que por lano, I Esta medida, excelleulisuno seiihur, que Irazia
sem repensar das faoigsi de uma lonsa viagem e ; comsigo males incalculaveis, esobra a qual maii
anles mesmo de recolher-me ao centro de minha adianle especialmente tralarei, foi posla em pralira
rasa e familia, de quam ha mezes eslava ausente, I quando ja ennstava por comrauuicaces olliriaes a
levia de promplo, conforme o rertamava a occasiAo,. existencia do cholera-morhus na provincia
enrarregar-me da ardua e espionla larefa, que se
me transmillia, e de feilo della encarreguei-me,
assu.nindo a adminislraa;An da provincia no dia -7
do citado selembro nesta capital do Aracaju, pri-
meiro poni em que toquei.
A' vos que recebe de ininhas niaos o soverno da provin-
cia, deisand de recebe-lo de sen antecessor, Dr.
Ignacio Joaquim Barbosa. Sinlo no intimo d'Mma
que tal razAo se d-so. e que deva eu nesta occasiAo
rememora-la : mas, para nAo avivar meu juslo sen-
lmenlo, permita V. Exc. que deixaudo de parle a
narrara i, que me seria sobremodo sentimental, da
maneira louvavel por que elle desempenhon sua
missAo neta provincia, apenas Ihe diga que esse
hrasileirn das maiores esperanzas para o paiz, esse
fiel delegado do governo de Sua Magealade o Impe- I convenientemente archivado.
IITERIQH.
SERGIFE.
felalorio rom que o li.rm. Sr. far'io de Maroim
entrego* a admlnutrapio da proiinria an Bxm.
Sr. S. C. de Sa Benetides.
Illm. e Exm. Sr. ('.desando en a esta provincia
no dia '2! de selembro ullimo, de valla da corle do
imperio, onde cstive como depulado ascmb!a ge-
ral legislativa, rerebi no dia 5 daquelle mez. an-
da a bordo do navio que me havia transportado,
um ollicio datado da villa de Santo Amaro do \i. vi-
ce presidente em exercicio, ocommandanle superior
Joi da Trindade Prado, pelo qual enlrcgava-me a
administrarlo da provincia, e declarava-me que por
doenle recolhia-se A sua casa no termo da Capelia,
e que no da segoiute, 96, me enviara o relatorio
das providencias qae havig dado a bem da saude
publica.
A' visla do que, considerando eu alternamente
para a desconveniencia qoc resollara a provincia de
licar acephala, como por cerlo (caria, visto nAo ha-
ver um outro vire-preideule, que inuoidn da com-
petente carta a adminislrasse, entend que a mim-
liiliu desta trra e de coracAo devotado ao bem c fc-
licidade della, nAo campria em semclhanle conjunc-
Casaras com elle! exclamou ella.
Oue diz, minha lia'.' perguntou Amelia com os
olhos anida espantados.
Casars com o leu Filippe.
De veras"?
Os obstculos eslo destruidos ; agora nada im-
pede tua ventura.
O'minha lia, todos esses alalos, todas essas
alternativas malain-me.
Juro-te que elle sera leu marido, repeli a
marqueza.
Mas minha mai? murmurou Amelia anda nao
reslabelecida dn suslo que Ihe causara a acea prec-
deme.
Tu i mal perdoar... depois. Por ora convin
fazer a Filippe Bevle digno de nossa allianca. con-
ven! aze-lo rico a bem considerado, e encai'rego-me
disso!
iju mi.i Vmc. he boa, minha lia !
Esse dia paaMW-ae em delirios, em projectos. O
excesso de aleara esleve presles a ser lAo prejudicial
a Amelia como o excesso de sollrimcuto ; lodavia a
victoria foi ganda pela muridade c pelo amor.
A qae se devia attribuir essa mudaura sbila as
dccisOes da marqueza de Pressisny'.' A' mensauem
que acahava de recelier, e que deide muilos das es-
perava com impaciencia. A passasem seguinle que
bastar extralnr, fara' comprcliender sua alegra, e
de que peso lorrivel ella ielgava estar livre u fuluro
da sobrinda c de Filippe Beyle.
Kssa caria nAo linha assi^nalura, e alim de ser
ninlelligivel no caso de cahir em mfloa cslranhas,
contiuha abreviaciies a phrases conveucionadas que
poupamos ao lelor.
As inforinariies que pedisles sobre a cantora tls>
ranna chegam-nos boje smenle. Ha quasi dous
mezes que ella deixoa repenlinamenle Pars sem de-
clarar para onde a, e parecendn abandonar ys desig-
nio, em que inleressara al agora a compauhia iu-
teira. Nao lendo inslrurcfie de sua parlo suspende-
mos o golpes com que ella quera esmagar o ho-
mera. que nos desgura como seu inimgo.
a Otando por fOSSO convite procurara..- a pisla de
Marianin. nossaorpre/a foi grande, verificando que
rador, arcommellido lis muilo de grave molestia,
que de dia era da se complicava, della veio a rae
cumhir na cidade da Estancia na manhAa de ti de
oulubro prximo findo.
Ja v por lauto V. V.\c. que a mim cabe o deve1"
de enlregar-lhe cora a administradlo da provincia o
relatorio do estado era que- a deixo, e da maneira
por que corrcrain os negocios pblicos nos poucos
dias de muida" tao penosa gerencia.
Nao espere V. Exc. na exposican que Ihe vou a-
presentar um trabalho perfeito, que o possa complo-
lamenie por ao alcance de todos os ramos do publi-
co servico Bem quizera en, e muilo convinha, se-
melhanlc perfeicAu ; mas V. Exc. nAo ignora que,
alm de depender i-so de intelligeneia e praliea ad-
ministraliva, que nAo lenho, acresce anda que o
periodo de punco mais de quatro mezes, em que es-
livc na admiuistracao, foi tolo empreado em soc-
correr a populac.lo da proviucia quasi a um so lem-
po accommettida do lerrivel flasello do chnlera-
niorbus, que nos lera feilo lamentar os maiores e
mais seusiveis estragos. K por tanto consislindo lo-
do o meu lidar lodosos meus desvelos na sal-
vacAo das vidas dos iofelizes habitantes desla provin-
cia, meus irmAos e palririos, lodas as minhas vistas
para ahi se convergirn), nem me fazrudo desalen-
tar vicissludes, nem as maiores dilliculdade.
Suppram, pois, os ahalisados coiihecimentns de
V. F'xc. a lacunas e iinperfairoes que no prsenle
relatorio encontrar, e visto que, entre todas as ma-
terias de que nelle houver eu de tratar,a saude
publica he as presentes circunstancias da provin-
cia o objeclo da maior importancia e transcendencia,
por ella principiarei minha expsito, na qual n Ao
ha de adiar V. Exc. um estx lo sublime, pensamentos
elevados ; mas assesuro que achara umita verdade,
maita franqueza e a mais inleira circu,,pecrao.
Saude publica.
Negro e bem punsente he o quadro que vou Ira-
car, tratando da saude publica da provincia.
Se me fosea licito dei\a-1o no olvido, fa-lo-hia:
mas iiAu : lio forca palenlea-lo a V. Exc. E mui-
lo embora meu coracAo se enlute com n descortinar
scenas de tanta dor e penalidade, curupro um dever
cusa de mais um sacrificio.
O r-doler.i-mubu- esse mnrtifero llagello man*
dado por lieos s nossas plagas para castigo nosso,
e pouco a pouco aniquilar-nos, desde o inciado de
selembro desle anno raaufeslou-se nesta provincia,
espraiando-se com a velocidade do raio por lodas as
sua cidade. villas, aldeias, arraiaes e pelo mais
insignificantes lugarrjos e estradas, onde exisliam ha
hiladores.Tenho porm a maior salisfacAo de sis-
nificar a V. Exc. que boje se pode considerar a pro-
vincia livre de lAo voraz e lerrivel llagello.I m ou
oulro caso solado poder lalvez occorrer nesla ou
naquella localidade, mas islo se deve anles allribuir
* influencia da estaco, qne aqu lera apresenlado
alternativas, do que no imperio do mal.
Na cxposicAo do estado calamitoso da provincia
cumpre-rae ser minucioso, e assim remontando-me
aos prmeiros assaltos da epidemia, c seguindo pas-
su a passo sen desenvolvimenlo, vou por aos olhos
de \ Fxc. a maneira rpida a veloz por que enlre
nos se foi elle propagando, e quaes as providencias
por mim dadas a bem da populadlo pela maior par-
le fulminada.
(.lun.lo (oniei conta das redeas do governo, soube
que em razao de se ter manifestado o cholera-mnr-
bus no Rio de Janeiro e Babia, com quem esta pro-
vincia mantera as mais estrellas e frequentes rela-
c,oes, haviam-se expedido da cidade da Estancia,
onde permaneca no Icito da dor o fallecido presi-
dente, terminantes ordens, recommendando a qua-
reotcna dos navios procedentes de pnrtos infeccio-
nados, nomeando-se alguns facultativos, nAo su ps-
Ao facollalivo de qoe acabo de fallar arta I re a
diaria de 10s, qae prineipiou a correr do dia de mm
nomeacao al o em ojua fiz uspener a qaareolaaia
por se haver desenvolvido nesta capital e ese todos
os pontos do liltoral o lUcello da qne se pretendi
No archivo de sua secretaria vera V. Exc. que as' preservar.
autoridades da villa de Nossa Senhora dos Campos j QeMjfsse abarra do RinKeal.jtanibem um (arnliali-
do Rio Real ilesde I i do referido selembro annuu- | ve ja exista nomeado por mee iSIrrinm pora
ciavam o apparecimenln ,1o mal naquella villa, meu-. ervi^o da qoarenlena. qoe fiz guardar rasarfeteosan-
cionando ja algomaa victimas e pedindo provideu- te ale que ajnesma razio se deu para ser imalawa-
cias a bem dos muilos enfermos que exisliam pros- le suspensa.
Irados. He verdade que a principio se nAo dea! Vollaudo ao lo do meu discarse. Molar, ao tW-
,11 esanmincios e coininunicaco-s mulla credibili- i pico em que Iralava do cholera-osoaba* bi tiIU ato
dade quanto a'qualidade da ind--tu. nao .convin- Campos, devo 'lenificar a V. Exc. qae, qiwnen re-
do o proprio medico provedor da saade pabiies ds ceb do Dr. chefede pnlicis a commuiiK-ario daejoe
provincia, que de promplo para all se fez seguir no mesmo tpico fallei. de nao haver SsOJta da d-
com medicamentos para -occorrer a' classe desval- | dade ala Estancia para aquella villa orcam avlsoaa
da, que fosse ella propriamente o cliolera-morhus I de medico e de medicamentos, nada anais me fai
como se presumia, Iralando por Uso o mesmo me- preciso providenciar a lal respeilo. porqne anteeipa-
dico de re ressar para seu domicilio, de ondeen- | da c previamente o havia feto, fazeode daejei aasr-
viou a' presidencia om relatorio que V. Exc. achara | lir os soccorros em qu Quando porem, Exm. Sr.. disvalava-ase am valer
aos miseros habilanles de Campo., e provideaciava
para que medidas prevenlivas k poxcoesn era praSia
iacipalmole
^es awfeatores.
No enlanto poucos dias davism dccorrido, eja
rae achava eu na adminislragn, novas coramanica-
Oes olliciaes chegam a' minha presenca, urnas spot i em Indos os ponto, da provincia, recebo partitipacti
oulras, das autoridades poliriaes e cmara daquella I odciaes de se ler nmal manifastido-o no lama da
villa, invocando providencias salvadoras, visio qu> villa de Lagarto, fazendo estraso*. peto
o mal progredia cora intensidade, muilas nolra nos povoados Collegin, RiachAo e>
victimas baviam suecumbido, o a populacAo exista Volvendo pai* minhas vista para nle fwole tm
submerida em um completo desanima e no maior interese de tambem arcudir a ana habaelaa, he
grao de terror. ; qaando rdovem-me parliripacoe- ele diflereales atste-
Ao receber (Bes communicaroes, a qaejulzuoi 'idades, aununriando a lovasAo do flaeellaiem i
dever dar toda a considerac.io e ronceilo. olTiciVi todas as cidades e villas da provincia, aoda
immediatamenle ao Dr. chefe de polica, que se a- I maitosoalros lasarejax, arravaes c estradas.
chava na cidade da Estancia em uso de remedio. volveu-se o mesmo flasello rpida e rraarla
para fazer partir d'alli, ponto mais prximo do em I lao cruel que parecia querer obambrar. es l
que se pedia soccorro, om facultativo com a maior uiquillar esla bella provincia, uma das r-trelle na
promplidAn possvel. levando comsigo os precisos i ornara o imperio da Santa Oaz, (ao radiante e lo-
medicanienlos, alim de ministra-Ios aos enfermos i miosa que seta mostrando.
P ,res' i Aqu cadena lalvez descrever com teda a
O Dr. chefe de polica fez quanlo pode por satis- ci, que pon|n ,.,, 4nmtrH t nU
fazer a minha requi.icao, mas nada consesai, por- | cm mi,, ioMit r lili, prinrip.lme.to o
que tre profesores nicos all existentes, achavam-
pa^o de "> a ludias, em qoe a epidemia
sena occasiAo impossibililados, doos por molestia e'l lodo (K,,,er e m,hanidld m pu V.
um por oceupado no servico da qnarentcna do res-
peclivo porto.
Aqui permiltaV. Exc. que, fazendo uma digressAo
do assuinptode que me vinha oceupando o chole-
ra-morbos em Campos para onde, na scencia anda
dos troperos que encontrara o Dr. chefe de polica, '
presuman) que liaviam seguido da Estancia os soc-
corros por mim autorisados, eu passe a Iralar cora
especialidade, conforme cima prometti, da med- i
da que so lomar conta da adminislracjio acde adop-
tada, relativa a' prohibirn total da communicarAo j
martima do Rio de Janeiro e Babia cora esla pro t
vincia,
1'araTne lian tornar fastidioso, direi apenas que da
adopcAo de semelhanlc medida, resullavam necc-ssa-
n ueraie para esla provincia, que nao pode subsis-
tir de seus proprio) recursos, os males que pasee a
xpor ivinsiderac.Ao de V. Ese., males qoe venara
collocar-nos na mais alllicla -iluacao, redu/indo a
provincia a um pelago de irremediaveis desurarus.
Seria o primeiro mal
A forae porque cessava o eommercio da Babia
de fornecer-nos os seeros alimenticios e muilos ou-
l.\c. que disto me exima para nao indurar a
franger o meo orar.lo a o coracao de V. Exc
Tantos crnleiiares de vidas preciosas reifasaas, Isn-
las forlunas cullessae inniqoillada>. Unta viovez,
tanta nrphandade, lana miseria !....... Oh! par
cerlo que he rnelhor ante omquadr lie triste a luc-
tuoso recuar, emmnderer.
Assim o fare.
Direi porem a V. Exc. que minha pasarla es tal
conjunclra lornou-se urna posirAo In-le. paiiao p-
ncala.
Considere-me V. Exc. no maior deeiivilTinete
da epidemia, rirrumscripto apenas aos limitados re-
cursos que ellereriain a provincia, exhanataa as co-
fres, sem mdicos, sem medicamento. em aelaartoa
des enSTsicas salvas pouras honrosas exrepcaaaa )
e ao mesmo lempo a epidemia a-olaodo. as autori-
dades abandonanilo sen rarsm ; o pavo espaxarida
; losindo com ellas ; de lodas as parles reaajaiSavres.
una avgsra, ja outras. mais locnoalras.
Sim. con-; li-re-ino \ Exc, repile, em Uo aaaer-
tadas rirrunisUnnas, fcilmente couherer qoe a
nAo ser o auxilio divino, a nAo ser a delirara* e lar-
Iros de absolula necessidade, de que por aquella ; meZa de que me revesli, reselulo a penar per
ra vi.Harem os mesmos navios, como para, de ac- ~ dc oulubro do auno prximo lindo.
praca sao abastecidos todos us pontos da provincia.
Seria o segundo
Oalrazo da lavoura e eommercio por que, sen-
do o lempo em que comer a safra desla provincia,
o em que o gvro de seus negocios loraam maior ac-
(ividade e incremento, veramos que nem a lavou-
as pi v ame-, abandonara por sem dux ida
em que V. Exc. me achoa. c no qeal can
sempre impvido eom inleira ahuecarlo da saade,
dos meas inleresses e do proprio repnaso.
Assim, pois, superando dillicoldades r obstara**,
tralei rom esmero da aecudir (if ulaclo. faremto
sigo os medicamentos qae nodessem encontrar na
, no-.is liotici. tan 1.1 preventivamente iseava previ-
deucias para os lugares em que o mal se nao hara
mandando eslabelecer h-v.pitae> nade e reeidlie-
sem os enfermos, para|qiu- ao passo qne fawem ioe-
Ihormenle tratado.'nao infercianasema parle seo e
cordo cora as autoridades poliriaes, porem em pra-
lira todas as medidas bv crnicas, que jalgassem
apropriadas a evitar a nlroducc,Ao do mal na pro-
vincia, marcando se aos referidos facultativos a dia-
ria de 10a lAo -uniente nos dias em que estivessem
em eflclivo servico.
O 3.a vice-presdentc da provincia, chamado a
ailiiiinisir.ir.io. porque os padecimeutos physicos do
elTectvo presidenle apresentaram un carcter serio
e da maior gravidade, quauda no dia 10 dc setem-
bro ullimo assumio as respectivas lunccOes, oulras
providencias deu no sentido das que zchou expen-
didas ; mas tres ou quatro dias depois ehlendeu
conveniente revoga-las, lancaudo mAo da medida de
mandar prohibir a entrada pelas barras da provin-
cia de navios que procedessem da II ilii.i e Rio de
Janeiro, deprecando igaal providencia ao governo
de Alagoas, quanto a' barra do Rio S. I'rancisco.
sna partida fura envolvida, no mais completo mv.te-
rio. Parecia ler lomado lodas as precauces para oc-
cullar-nos seu itinerario. Lina circular'dirigida im-
mediatamenle a'i nossas ii in.i.i-. das provincias e dos
paizes astrangeirM uAo provocou durante muilo lem-
po iieudiinri descoderla. Eis-aqoi a noticia que boje
chega-nos de Marselda.
i Marianna foi visla nesta cidade a 7 do mez pas-
tado ; alojou-se incgnita e susinha no hotel de Pro-
ranee. Durante toda manh.la do da K ticou fechada
no seu <|liarlo ; de tarde sabio para passeiar pelo
mar. Algumas pessoas do hotel nolaram nella muila
agilaco.
" Na manhaa seguate o bsrquciro Barille, mora-
dor no lugar denominado lindoume, dislrirlo de No-
Ire Dame de la (larde, vcio declarar a justica, que
uma inulder moca precipilara-se no Medilerraneo,
e que seu corpo uAo pn lera ser adiado, apezar de lo
dos os esforcos que elle zera racrguldaudo para esse
lira.
Il.uive uma visita domiciliara no hulel de Pro-
venga ; papis queimados juncavain o apnsenlo de
Marianna e lestemuubavam sua funesta resolurao.
Sem duvida a pobre cantora nao leve mais torcas pa-
NAo se diga que eom senirlhanle pmeedimcnlo, cu
live em pouca conta a saude publica, facilitando com
a navegado franca a inlroduccAo do cholera-morbos
na provincia : nAo porque nAo s ja o mal existia
no povoado mais central da mesma provincia a
villa de Campos communi cado dos serles da
Baha, onde elle grassava, como pur que, para pre-
servar as villas e povoados do liltoral e suas circuni-
visinhaucas, fiz cstahelecer a mais rigorosa qaareu-
lena, nomeando para a barra da Cotinguiba, a mais
importante e frequentada, um facollalivo para fazer
as visitas das embrcame-, e mandando que em sea
exercicio s regulasse Be qoe fosse compativel as nos-
sas crcumslancias pelo decreto de 'JO de Janeiro dc
1813.
NAo dei td esta providencia, Kxm. Sr., 'del
lainbcm eslabelecer um lazarelo, que leve a devida
applicarAo, e preencheu seus lns.
ra achara vias de Iransporle para seus assucares e i ,ecar c0, a ,,os.ivel promplidao para na pomos oa-
oulroi producios, nem o co'mmarrio consegume- ,|e o mal se ia manifestando, os medicas de oa pe-
nenle podia continuar com suas mais importantes dia dispor na provincia, autorisados a lev.
Iransaccoes.
Seria o lerceiro mal finalmen
A ausencia por larjo lempo de embarrarAes em
nossos porlos porque, linda depois de revognda .a\nia desenvolvido, determinando a feriara ato ce-
raedidaa quealludo, bastava que ella livesse algum ini,erjo,, mi,os dos qaaes a mesmo rolrtei,
lempo de vigor para que essas embarcaces buscas-
sem oulros porto, abandonndoos nossose deixan-
do-uos coiiseguinlemcnte sem vias de Iransporle,
estaznudo lodo o eommercio, c sem vida a agri-
cultura.
Males tao graves, Exm. Sr., tronxeram minha
presenca varios negociantes, proprielarios e itmume-
ras pessoas da provincia, qaando eu mesmo sobre
elle profundamente meditava.
NAo recuei pois, em por em praliea o meio de evi-
tados : revoguei por lauto em data de -JS do ri-
lado selembro a ordem de meo antecessor, que en-
torpeca a livre navegacAo da provincia, do qne dei
conta ao governo de S. M. o Imperador, que se dig-
nou de approvar mea procedimenlo por aviso da se-
cretaria de estado dos negocios do imperio datado de
populacAo ; fazendo icines-a- do dindeiro- para ava-
de s* I i/iain de ab-nlut.i nere-idadr. re
que foi escrupulosissimo, sujeilando os
desses dinheiros a pre*(acao de conlas tli
e rerommen laudo-lhe a maior parrimonia na soa
ipplicarao sem prejoizo do Iralamrnlo da enfermes
nos hospilaes e sepultura dos morios ; a finalmente
nomeando commissarios em alazana peales, e dando
todas as providencias qae nAo so esles me rm lama
vara, como aljamas cmaras mtinicipaes. rrerh<>>.
autoridades poliriaes c lacallalivos. entre aa qaees
nunca cessei de re. emmcndar talo o accorao a hasr-
monia no fratamento dos enfermos e distnhmcoa
dos soccorros pblicos.
At aqu, Exm. Sr., dispunha eu do
recursos a minha dis|>osicao, e no enlanto a
ma nao grassava f" em Campos, logarlo, ( ollegio e
KiachAo, desenvolveo-se lambem quasi a om lempa
como cima disse, em maitos pontos, a saber : oes
cidades de l.arangeira, Maroim. villas -le Rosario.
Soccorro, Sanio Amaro, llaporanga, cidade de S.
Chrislovao, Japaraloba. Divina Pastara, Pe ala Ban-
co, Barra das C (iieiro- e ue-U capital.
Foram estes pontos os prmeiros agsredido, a lego
depois todos osdemais pontos da provincia caoapro-
hendidos desde as margeos do rio Real ale a* ti* a
de S. Francisco.
Para socrorrer todos esles lagares nao exisliam m-
dicos i,a provincia, e dc enlre os poocosqoe kaxtam
a dispor, algons recusaran! as nomeaces, en par nao
querercm sabir de seus domicilios, on par estarem
sujeitns a contraais par lindare, oa por na se qoe-
m
qual as sollicitai.es erara inaravilliosameute pou-
padas.
Assim cm ennsequencia dc uma mudanca de mi-
nisterio Filippe Beyle foi nomeado secretario seral
dos negocios estrangeiros, e propnsto para a cruz
pouco lempo depois.
Seu casamento com na lamc-ell i de Insraude foi
cnlAo decidido.
A condessa que resistir muilo lempo, c que na- a uiarcem do lagamar. o sol chegando m oc
mfeslara a inlencAo de convocar um conselho de fa- i brincos dos meninos.
sem duvida para expiarlo dc lado o qae Ihe zera
paderer.
Dessa nova rommunidade de existencia nanita a
enlre elle-, nao mais a intimidada de nulr era arta
nAo poda renaicer' porem uma troca de seiilimeolo
benvolos. A proporcAo qua Ircneo rerobrava a
vida, a imagem da felicidade reprrsealava-se-lhe
snb as proporcoes mais modeslas om
india, leve dc ceder diante de uma ameara suprema
do marido. O conde linda propriedades visinhas s
da mulher, e uAo pretenda menos do que sollicilar
os suflrauios dos eleitores de Ingrande. c fazer-se
candidato i deputacAo. Oanle da perspectiva des-
se escndalo burguez a condessa deu seu cousenli-
menlo, e dcixou logo Pars.
Algana das depoi da assignatara do contrato Fi-
lippe, que lomara um domicilio mais em harmona
com sua nova posicao, achou. quando ahi fui esla-
delecer-se, a secretaria de adornos dourados, de qoe
se desatiera nu lempo de sua ruina.
Ouein poda ter reigalado esse movel, e com qoe
inleiiijSo o tornara a por debaixo de seas olhos'.'
I na iiipiracan fez Ihe abrir a secretaria, e na
ra supporl.r as ultimas maguas, e procurou no sui- primaira gavetinha elle vio um maro de oilcula no-
cidio i ep.ni-ii ou mudanca de sollriinenlo. A arle
pcnle nella una inlerprete eloqueute, e nossa asso-
ciarAo una irmAa liel c dedicada.
F>so aconlerimeiiloqiie quelirava a cadeia dc I i-
lippeltevlo loi o lignal delinilivo de seu periodo
ascendente, o tribunal femenino, que apenas o
leilor (em entrevisto, e que Invern- de descobrr-
Ide lirevemenlc, esse Iridunal que nAo eslava mais
ligado pe i odio de una das suas, inudoii absolula-
inenle de lctica para com elle por ordem do presi-
dente. (Vinal foi reparado e substituido pelo dem.
Aquellas inulheres que lindara sidu raais liostis a
Filippe, que o liaviam dillamadn, e malquistado fo-
ram jusiameiile a que dedcaram-se raais sua tle-
feza o a sua protecrao. A desforra foi lirillianle.
De Indas as pai les eduv i.iin sobra elle os empregos e
a li..nu- cora eran.le sorpreza do conde de Ingran-
de, que achara mntas vezes sua larda jaafela, e ao
iiuc-
la de rail francos.
Pandora eslava rehabilitada.
VI.
Sabindo da casa de Filippe llc> le cura o reato le-
udo pela chicolada. Marianna voitou para o seu do-
micilio, onde SCllOO a li ene i de Tremeleu.
Alguna leiteresdesejarSo lalvez saber as circums-
Uncas que seguiram o ducllo de Ireueo e de Filip-
pe ; por isso remontaremos os dous annos que nos
separara deeaes aconlecimenlos. e voltareinospor um
instante Teate de Buch.
Depois de haver manchado eom o seu m-ue a
areia da liiinas Ireneol'oi Iranspnrtado, raras loa
ciiidadoi ile Mr. Blaiirliard.a rliaupaua do baleleiro
Peche. Durante (res mezes suspenso enlre a vida e
a morle deven a cura a sollicilude de .Marianna. a
qual voio imrasdialaraente estabelecer-se ionio delle
lalvez va elle entao a verdade, lalvez a fehrtda-
de seja romposta dessas variafaies impwvsz^iveia
delicadas de cores. Ao menos he o que aflirmaen es
viajantes, os ronvalesrenles, e o vrlhos. ate he,
aquelles que vnltatn de loncc : do mar, da marte, oa
da vida.
A missAo de Marianna terminou-se loga qne Ire-
ueo ticou em estado de deixar as l.andes. Ella v*l-
I, ii para Paris medilando somcnle o meio ale vin-
gar-se da odiosa Irairan de Filippe Hevle Ja a vi-
nuis levanlar com paciencia o edificio de oo *tli*.
lodavia Marianna, cuja piedade i.s.i vKilialeaniin
leeicilada de outra parle n.io ahindonou a Ireoeo
de Tremeleu sem promeller escrever-lhe, e sea fa-
zo-lo pionielter que Ihe enviara nolin snas. Es-
sa dupla promeva loi reliciosamenlc roaoprMa.
A roiivalescenca de limen foi lonsa : elle mosto,,
muila vezes de clima, e procurou uccessivaaaeeio
em diversas rrsioes afamadas pelo -eu ar ou pelas
suas ageea um restele,inunlo qae nanea havia do
ser rompido. Depois de doos anuos de pereertna-
nMa medicaes quando foi ver Mananta jchao n
.nais -o m I o 11 e raais inquieta do qae oalt'era. Era a
poca era que ella conseguir enrurralar a Filippe
Beyle em uma siluarAo, de que elle pareca nse po-
der mais sabir.
Durante sua residencia em Pars Ireneo le/ rara*
visitas a Marianna; nm senliinrnlu de dasrrsca*
prodibia-lhc tomar parle em dore que adeviivaiava
Inlve/. mas que ella nao niotiava-e dispn-la a c
liir-lhe. lentou afa/er-se de novo rxi-teiir pa-
risiciise. mas nt ponde. \lem atad a al
ei.i desfavoravel a na s.nide Irene*
deixar a capilal.
MUTIOnv?"
ILEGIVEL


rerem prestarao bem da humanidade a lela, oo fi-
nalmente por se acharen) possuidos do mesmo ter-
ror femini'de qoe se possuiram lainbem minias au-
toridades u clas Tive porlanlo em Uei colusor, de laucar roao de
curndonos para alguns pontos pouco populosos c
que meaos suslo.s inspiravam, i espera que me chc-
gassera os soccorros dedinlieiros, mdicos, remedios
e allimenlos, que havia deprecado ao Exm, presi-
dente da Baha.
Em quanto porem estes soccorros me Yiao chega-
ram, minha afllicc,io subi a tal auge que, bem que
a houvessc sentido, dillicil me he eiplica-la.
-A ralis nbsoluta de medicamentos as boticas da
proviucia, onde ja nao se enconlrava urna a das
substancias anli-cholericasmeimpacieulava, quando
no dia 2 de novembro, depois do sentir a epidemia
* seus tormn cuellos por esparo de mez o meio,
chegou ile Pernambuco urna pequona quanlidade de
remedios, cuja compra meu antecessor na vico-pre-
sidencia havia eucarregado ao delegado de Saulo A-
maro, Antonio Jos da Silva Travassos, os quaes uni-
dos urna mitra por,;.".,, que (iz comprar e que exis-
ta recolhida aalUndcga, mandei dividir em ambu-
lancias e distribuir convenientemente.
Contesta pequeua porrio de remedios, por certo
que bem escaramente podam ser suppridas tantas
localidades que os reelamavam, ou por ja se acha-
rem em lula com o mal.ou paracstarem premunidas
quando elle se manifeslasse.
Felizmente no ilia 12de novembro chegou extra-
ordinariamente a este porto o vapor da empresa
Saala Cruz, e uells me vicram os soccorros pedidos
Baha, cujo presidente Toi solicito o mais possivel
em atlender meus reclamos a bem da salvarlo desta
proviucia, para cuja fim o sabio e providente gover-
nodeS.il. o Imperador ja o havia previamente
aulorisado.
Por ssa occasiao, com os medicamentos da rala.
Con. 1, me foram enviados os mdicos Tristao
Heurlques Costa, JoSo Francisco de Almeida e os
acadmicos BemveuotoPereira do Lago. Jlo Ribei-
ro Sanches, Manoei Nunes AITcinso de Brto, Lean-
dro Carlos de S, Candido ;do Prado Pinto, Mauoel
Antonio Marques de Fariae Manoei Francisco Tei-
xeira, dos quaes e de oulros facultativos que tiesta
quadr estiveram ao servico da provincia, mais op-
porliinamenlc fallarei, declarando os diversos desti-
nos que liveram.
Nao foi o seccorro cima mencionado o nico
que recebi, outros me foram enviados em diversas
datas.
O presidente da commiss5o central de saude pu-
blica por, ordem do Exm. Sr. ministro do imperio,
remetteu-me os medicameptos e objeclos que cons-
tim da retarlo n. 2, que rhegaram esta provincia
a22 de novembro,m cuja occasiao se me apresen-
tou o prestante Dr. Tobias Ferreira I.cite, filho des-
ta provincia, que se oflereceu ao governo imperial
para vir prestar gratuitamente os soccorros de sua
profissio acs seus consternados patricios, bem como
o l)r. Augusto Francisconi, contralado para o mes-
mo fim pelo Exm. presidente da Babia em vista de
aulorisarlo imperial que para islo recebeu.
Com estes recursos fui satisfazendo as requisiees
que se me faziam para os pontos onde a epidemia
grassava, multiplicando-s de dia emjdia asremesias
de ambulancias, porque infelizmente a este lempo o
flagello dessimuava-se por toda a, populado, voando
em demanda de victimas por todos os cantos e re-
cantos. Eolio nao s vi que escasseavam os medi-
cameptos, mas lam,pm observei com dor que a fo-
nje de roaos dadas com a epidemia haviam conjura-
do contra a existencia do infeliz povo : tralet imme-
diatamente de deprecar ao Exm. presidente da Babia
novos soccorros, e no dia de dezembro recebi os
remedios e gneros comprehendidos na relarao o, :t
e ltimamente a H de Janeiro crreme os medica-
metilos da relarao n. 4.
Cabe aqu declarar que, antes Ha chegada i esta
provincia dos mdicos e acadmicos de que cima
fallei, mais um facultativo italiano se me aprtsentou
de uomo Pi Aalucci, Irazendo comsigo pharmaceu-
tico e botica, e oulrb pouco depois, tillo, da Babia,
de nome Jos Luiz da Silva : acolhi-os, como, eostu-
mo acollter a todos.
O primeiro, com quanto recusasse conlralar-se
com a presidencia, presiou os servidos que se men-
cionarao* em lugar proprio: o segando porem exigi
exorbitancias em paga de seus serviros, que por isso
i!jo aceitei.
Com taes exorbitancias nunca e com iiiuguc.it pu-
de convir, e eisa razio porque, leudo extrema 00-
ctssidade de um pliarutaceutico que se ir.cumbisse
do preparo de ambulancias, e requisitando-o ao
fcxm. presidente da Babia, que me ouviou o de nii-
me Pltilinlo Ehsio Pirihclro, leve este de vollar sem
fixar contrato algora. >o cnlauto as ambulancias
se prepararam sem que fosse a fazenda tao grave-
mente onerada.
^ Deste trabalho foi encarregado o pharmareulico
Candido do Prado Pinto, mediante a diaria de 13$.
Ja bem extenso vai o presente artigo de minha cx-
posicio ; mas tenha V. Exc. a hondade do solTrer-
rne, e permtua que nao a conclua sem que relate to-
das as providencias pormim expedidas para cada-
ponto arreciado da epidemia, e verei se o posso fazer
suntuariamente.
Zeloso, como me ulano de ler sido, dos dinheiros
pblicos que nao quiz ver eibanjadoi, talvez que at-
Irahisse desaffeiraj para com alguem, mas eslou
persuadido de quo alinal me lano juslica, quando
> convencerem de que, nao duvidandoleu por um
momento de honradez de pessoa algnma, era de
meo. sagrado dever nao encarar consideraces e ob-
servar a mais escrupulosa economa na distribuirlo
dos soccorros por conta do eslado, como observei, e
fiz observar sem prejuizo da saude publica.
A nao ser isto, Exm. Sr., aiseguro a V. Exc. que
teria o thesouro nacional de despender s com Ser-
gipe para mais de duzenlos ionios, no entantn que
al hoje montam as despezas em rs. .54:428>.188, co-
mo se v do demonstralivo sob n. j ; restando a
pagar moilo menos talvez de 6:0001000 rs. e isto
porqne os inleressados anda se nao apresentaram
com seus pedidos e requerimeulos em termos dese-
rem pagos.
A lodos qnantos por qualquer titulo receberam
dinheiro da fazenda sujeilei a prestarle de" conlas,
efolgo da ler vislo que puntualmente o esto fa-
zenda, ostentando a Ihesouraria a mais severa lis.
causarlo.
Assim pois se por um lado procurei evitar desper-
dicios, por oulro inleressei-me para que nada fal-
" lana elasso desval ida, como bem se v de toda
minha cuinniuiucaclo official.
Oquadrosobn. 6 moslra a maneira proporcio-
nal e justa porque foram distribuidos pelas diversas
localidades os gneros alimenticios e outros objeclos
viudos da Babia i requislo minha.
Para que tivessem esses generas o convenienle e
promplo deslino, eomo reclaraava a fome que prin-
eipiava a manifeslar-se, falleciam-me os vehculos
de condcelo.
As difliculdades que sent at de portadores, pri n-
cipalmcule depois do se haver dado a oceurreuca
de terem sido algnns vctimas do mal em camiuho
no meio de snas jomadas em cojo numero cou-
lam-se (res estafetas, collocarani-inc qua-i em um
aperlado 'assedio. Todava nao desalenlei : cslabc-
leci una barca dr Innspurte com (ripelacSo assala-
nada, e por esse meio dei promplo destio a aqucl-
es gneros para os diversos pontos das comarcas de
l.arangeiras cMaroim, fazendo seguir a bordo da
catraia ao ssrviro d'esla barra os que no dividendo
tocaram a cidade de S. Clirslovao e villa de lla-
poraoga, edo vapor da empre/.a Santa Cruz o
designados para os pontos do lito de Sao Fran-
cisco e para os da comarcas da Estancia e Lagarto.
Culto religioso.
O estado decadeule a que em geral se acham re-
dimidos os lemplos da provincia, reclama que V.
Exc. c a esscmbla legislativa provincial lancem so-
bre elle sitas vistas, e procurem melhora-lo confor-
me as possihilidades da mesma provincia.
Ligando, como mui acertadamente o disse em seu
relalono a aquella assembla um probo e illustrado
presidente d'esla provincia, a maior importancia ao
culto externo, por meio do qual, ao passo que les-
temuuhamos a Ueos o reconhecmento, respeitoe
submissao que lhe tributamos, conseguimos mais ou
menos excitar, desenvolver e conservar em nossos
sementantes esses raesmos senlimeitlos, e quizera
que as casas do Senhor, destinadas i rolebracao dos
odiaos divinos, eslivessem, quanlo losse possivel.
em relaclo com o seu sublime objecto.
O culto caiholico, que lem por miaaSo e efleito
ordinario, nao so reconliccer o joherano dominio de
Heos sobre toda nalureza, mas tambem espaldar pe-
las almas seu conhecmenlo e seu amor por esle eu-
smo sensivel, que loca a lodos, porque elle est ao
alcance de lodas as intelligencas, he digno por
sem duvida de ser ldo ua maior conta e devida-
mente considerado n'um paiz csscncialmente caiho-
lico.
Os parochos nao pouco podiaia conseguir eutre
seus IregnezM os mais abastados no desejo de, me-
diante algn auxilio dos cofres pblicos, fazarem
sabir suas malrizcs au menos d'esse estado deca-
dente e de ruinas em que pela maior parle ellas se
acham.
Urna oulra causa, c mu poderosa, faz com que
osno les, e al, perdoe-se-me a expressao, 13o nausea-
bundos que mulos fiis por islo d'ellcs se ausen-
tan).
Ulna tal causa depile consideravelinente coulra a
nossa civilisarlo e progresso ; contra o respeilo da-
ndo a casa de Dos vivo, onde s deviam exhalar
os mais deliciosos e exquesitos perfumas, e final-
mente contra o que os mais abalisados mdicos lem
clamado por bem da salubridade publica.
He esta causa, Exm. Sr., os enterramenlos as
igrejaa.
A epidemia docholera-morbus que voraz e cruel
ccifou tuntas vidas, o que, loovado Dos, j li vai
de retirada, esse llagello que deixou-nos tao tristes
reeordarOes e c.obrio de lulo a maior parle do povo
sergipano, fez, durante soa carneficina, banir o
abuso dos enterramenlos as igrejas, de forma que
os cadveres dos morios, por maior que hoovesse sido
quando vivos sua posiro na sociedade, cram lem
repulsa levados aos cern terios.
Ora se he. a olhos vistos, um mal das mais Icrri-
veis consequencias a sepultura dos corpos denlro dos
templos, qual seria o governo que, desejoso do hem
publico e do progresso, naoordenasse a inlcira pro-
hibidlo de lees enlerramonlos, deixaudo escapar urna
quadra em que o povo resignado nAo repella os ce-
milenos?
Pos seria mcllior dcixa-lo vollar ao anti;o, per-
nicioso habito, para depois conslraiiixcr a deixa-lo,
expondo-se talvez a npposicoes desabridas, a urna
formal reluctancia ?
Entend que nao ; c por sso por intermedio do
vigario geral interino, delegado de S. Exc. Kvma.,
e do Dr. chefe de poliria da provincia, dclcrminei a
continuarno dos enterramenlos nos ceinllertos e a
lolal prohibirn dos mismos nal igrejas, seindistinc-
Su de pessoa alguma e ucm respeilo i molestia de
que morresse.
V. Ese., mostrado romo he. nflodeixara de rom-
penclrar-sc da nlilidade que so deve rolher da adop"
r.lo i\v senielbanle medida.
Importa com ludo que a Msembla provincial na
sua mu prxima reuniao lomo este objeclo ua de-
vida considerarao, decretando a iudispensavel som-
ma para tornar com maior decencia os ceraiterios
feilos, e para que se faqam oulros onde os nao bou-
ver, coiivindo talvez que o mesmo corpo legisla-
tivo facilite as coufranas e ii manda Jes a factura
a expensas suas, de catacumbas e carneiras dentro
dosceinilerios para jazigo Je seus irmaos que fallc-
cercm.
PUMO A PimiBUCO QUrT FM 9 DE IBRiL IE l6

" do Espirito Santo
de Nossa Senhora dos Campos
l'rcuezia do Campo do Brito
Arraial dos Pintos
Barra dos Coqueiros
Villa de Divina Pastora
Dislrirlo dos Enforcados
I Hiser varos.
Nao se rerebeu na secretaria ale esta dala os map.
pas dos fallecidos do rholera-morlius na cidade de
Moroim, ondoo flagello fez estrago e no dislriclo de
Santa llosa.
Secretaria do governo de Scrgipe, 27 de fevereiro
de IH36.Antonio Carlos Moiilrtro de Mour, se-
cretario co coverno.
138
80
66 ji
(i a
16 H
jo
l
15,122 il.'ll I-.
PERMAMSnCO.
------------------------ -------------->* "j i". (tu.', iimit''
iiam assombrad) rom nina casa de sobra- pelo amor da hiiinanid .de. e esquecidus de si anre-
ikm > r.,~ .^^ .a._j_ .
PAGINA AVULSA.
Falleceu de urna congeslao cerebral hontem por
larde, o capilao Luiz Domiugucs, do 2. batalhao de
infanlaria.
Cousla-nos que algumas pemoai bao morrido
na freguezia da Boa Vista, de molestias ordinarias,
mas que para poupar-so as despezas do enterro, al-
guem tem dassifieado em rhlera. Aqu est urna
descoberla, conlra a qual devem reclamar os inleres-
sados. ludo he possivel.
Pcde-se ao senhor herdeiro e testamenleiro da
finada I).Anua,muv.i de Sorberlo JoaqunnJose|(.ue-
des, quesirva-se distribuir aquellas doze esinolas de
jo reis, que|esle deixou a doze viuvas|pobres, pois
uaoqueira, que taes esmolas apodrecam.
Al 2i do passado, o coronel Menezes havia
perdido .">i escravos do cholera! Aquello propieta-
rio rhocando-se de (lo repetidos golpes, relirou-se
liara a Barra de Serinliaein.
Sr. I.aveuerc, em Garanhnns. lem prestado
serviros, que s aquelle povo pode aprecia-lo, por-
que he quem lem experimentado os seus desvellos,
actividade c dedcarn.
O chafariz da praca da Ba Visla, ha muilos
dias, que repuxa.assim repuxasse o da ra Imperial,
que est \endeudo urna agua cor de cobre.
A companliia de Kibeirinhos lem-se esquecido de
turnado a orar nos ps da irgm dos Remedios, nAo
hilera que se lhe prive entrada na igrej ; e boje
mesmo acooteceu que ind una pessoa pagar urna
promeasa Iraiendavellai.paatender, foi-ihc nega-
da a chave, c foi mister esstessoa usar de amearas,
promettciido arrombar as odas, conforme" nos in-
rormaram pessoas que islo uiiram, para se lhe con-
sentir a entrada,
He mister providencias ds autoridades comptcn-
les.am de que um impio ?stes n,n zombe da hon-
dade dos que o loleram, ejue nao querem a igreja
senao para orar.
Arbitrariedades.Dizn queccilo inspertur d
bairro da Boa Vista, tendqucixas .le certa mullier
residente no boceo.... Ib dera despejo, sem ser a
casa sua, e declarou que sella scn.lo mudasse seria
dtttelbada.
Nigromancia. Ce os moradores da ra de
Hortasa
do da mesma ra, que liando ostensivamente re-
citada, consta ser habitad, sem ser por almas do ou-
lro mundo.
Consta-nos que se relende abrir a padariada
ra das l.arangeiras, a gando-so que o estaba leci-
mento n,1o be novo. O), digam l o que queze-
nem os nteressados, n> passara de urna embaca-
della ; porque consla-nt com certeza, que, ha mais
de um anuo, a rasa na esta matrirnlada como tal,
vem noconsulado provicial, netn na mesa deren-
das ; e ists mesmo sedorbende do pltano* da pro-
vincia, onde se nao enjntra semelhanle eslaheleci-
mento.
Outr'ora cerlos gnerosse vendiam, conforme a
nalureza de cada um ; peso a medida ; cnlretan_
lo, com o progresso do nona lempos, esta pralica
inveterada se allerou.e so 1uercm vender varios
gneros a olho. isto he seguido o arbitrio do pro-
pietario ; mas, para que ed uma compensarlo
em ravor do comprador, laroem he justo qnc o pa-
gamento se raja a olho; islohe, que se d em paga,
moeda Usa, c ale menos doiae val o objeclo com-
prado.
Umbrtica a policaecummendamos-lhe uns
moleques que andam por cas ras a dar estallos
rom chicles, a imlarao ;,lo boleciros, aconleccn-
do locar em aigemai peasoi. Nao sera meo qUe
algom encarregado da palie) applicasse a estes va-
dios uma dose do tal inslruienlo ; temos para nos
que os respectivos senhores desles vadios licariam
i bastante Hltffeiloi.
aos pcriios. ou se esla que dirigida por nenhum in-
teresse. e su sim pelo amor da humanidade, pelo
espirito de caridade e beneficencia, sabe de seu lar
claustral para auxiliar aquelles que muilo necessi-
tavam de seus soccorros. ja fazendo inhumar os ca-
dveres insepultos, e ja caminhando por entre mul-
lid, .es de desvalidos que pungiam o coraran com suas
lgubres lamentaroes, afila de minorar-Ibes as do-
res e solTrimentos que allligam lautos infelizes, de
quera os aristcratas egostas fngiam horrorisados i
Sim Em uma siloacge tal de choros e angustias,
de fome c de morle, em um 13o Iristonbo quadro
da devastarlo de horror, quando muilos que pelas
suas condires de l'orluua e posiro social, linham
mais proporres para soccorrer a pobreza alllicla,
expavo.idos fugam do seu contacto, sem caridade,
com toda a ndifferenca, e estes dous carmelitas, de-
snleres-ados encarando lodos os perigos, guiados
riveiro do Muniz, que est, que t
Na vespera de sua partida foi habilacao de Ma-
rlanna. Era segundo dissemos o dia em que len-
do-se descoberto a Filippc como autora de sua que-
da, ella recebare a mais cruel iflronla que pode re-
ceber um bomem ou uma roulher : uma chicolada
na Tace.
Awim ful cm um eslado visinho da loucura que
voltoit para seu aposento. Ireneo comprehendeu
logo que alguma cousa Icrrivel acabava de passar-se
* tu a larianna lancar-se sobre nina poltruna.e con-
servar o veo.
Marianna disse elle no fim de alguus rninu-
lus assustado pela sua mudez.
Mar
lamia encarou-o sem respouder.
Diga-me o que tem, pelo amor de Dos I
Ah bevossC, Ircneu... murmurouella ; seja
bem vindo, voss he bou)!
Ella deu uma expressao profunda a essas ultimas
palavras.
Ireneo conlemplon-a algum lempo assim como se
contempla as pessoas amadas antes de separar-se del-
las para sempre, e depois disse : '
Vim fazer lhe lunilla despedid],
Sua despedida repeli ella.
'Sim, Marianna, nao posso continuar a
i taris ,vou procurar em latitudes mais <
da ao me toma
voss he feliz !
a viver
lucillos
mais
He desuppor que .alguns dos parochos se apr-
sentelo em manfesla epporieae ao acto da presi-
dencia prohibitivo dos enterramenlos as igrejas,
allegando perd de seusinleresses e o mais qoe lhes
poeaa occorrer.
O deS. ChrhlOYfo j .leu principio a semelbante
opposiro.
Mas eslou certo qoe, rdlertindo piles com mais
calma c madureta na prolicuidade do arto em ques-
iao, n.lo duvidarao Tazer ao menos no principio.
em que ludo he arduo, algum sacrificio de parle
d'esses interessrs, qne alias cnlendo podem ser evi-
tados.
Alm de que discpulos de am Dos de paz, cujo
reino u.lo era d'este mundo, nao podem elle sem
ultrajar seu Divino Mest.ee eximir-se de 2ribi.il-
rem para o bem do Eslado, sob rutis pretextos,
c muilo menos resistir aos poderes do mesmo Es-
tado.
Sacerdotes, reos de semelhanle allantado, pro-
variam ao Universo que i.3o acreditan] no Dos que
manrestam aos outros.
N- 'BelajSo da morlalidade causada pelo chole-
ra-morbus na provincia de Sergipe, desde o mea-
^ do desclcmbro de ISJ5 ale Janeiro de 18j(i.
Cidade de l.arangeiras
Villa do Lagarto
i do Soccorro
' de Propria
i da Capella
i do Rosario
Cidade da Estancia
Villa de Ilaporanga
Freguezia do P do Banco
Villa de Simio Dias
o Nova do Rio de S. Francisco
' deltabaiana
Freguezia de Pacatuba
Cidade de S. Chrislovo
.Mi-slo, da Japaratuha
Villa de Saulo Amaro
deltabaianiuha
Capital do Aracajii
Villa de Santa Luzia
3,500 almas.
l.:i7 B
1,306 B
1,246
1,uno 0
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um repouso que de dia cm
dillicil de achar.
Deixa I'arj,-; ,\_h
Feliz.'
doTebl,'",(!";,.i"l'-",,c v"s?'',re,lco- lKm *
v0/ c"> "Jo he justo.
,T ;ao"S"? minha modestas virtudes, Haran-
fA"*?r? nla!'.....I>e ..... bomem, sou meno.
anda, lenl.o o d.reilo ae dixer que soi um velho
visto que os med.cos marcaram 'a minha vi,
lermprximo. Seudo ii eojsl"
quanto voss suppe-me generoso .
indainiet como pedera deleitar os U0UCOJ dli)
Dos me marcou, e tracei um-------
ultima (esta.
Uro progratnma'.'
Oh 1 nao crea que eu tenha a plinta.ia de
agonisar em um salo uo meio de, uma mullidao Uy-
um
C especulador
desitileressado
o* poucos dias
prognynroa para e'ssa
pocrita de amigos c de prenles; nao, quero a soli-
dao Honda, tal qual a d o co do meio dia. Parto
para ai llhaa Hvcres, ondeo sopro de minha vida se
exhalar,, ao menos no perfume das larangeiras.
Voss rcUra-se, Ireneo .' disse Mariauna.
(Jiie r.iria eu em Paris, a cidade das lembran-
ew onda esperance'' Nloba mais esperanca para
mim, c minhas leinbranrasequivalcm a feridw.
Oh lem razio, Paris he cidade alroz I Pars
lio a capilil da dor !
Ireneo licou sorprezo vendo a exaltarlo feroz que
aco.npanl.ava estas palavras. Ima idea passou-lho
pelo cerebro, e elle disse :
Kntlo. Marianna, se he assim, se Paris lhe he
odiosa a tal ponto, porque nao deixa-a romigo, por-
que nao partimos junios 7 Na Tallada feliridade po-
demos anda ler o repouso. Em resri o corarlo esta
.lenle, en miin o corpo est quebrado ; podemos
unir-nos sem desconlianra.
. Partir inurmurou Marianna reriorlindo.
A vida nos ser fcil nos jardins de Hvcres
conlinuou ello ; alcona livros para nos, e pilo para
os pobres, o prazer de aprender, e a alegra de .lar
nao lie prenso mais. Com tal rgimen voss pode'
corar-S, Marianna ; cu eslou con lemnado. talirai
primeiro do no-so retiro. .Mas que importa Minha
alma nao eslava com vo-- I e a acompaiilurn etcruaincnle. A vita >.. be rjrcums-
cripla aoslimilea da Ierra |tara aquelles, que nao
creram em sua iinmoi laudado.
U' Ireneo! exclaman Marianna sabiuoada por
ees transfiguracao angelice ; se eu fosse aataa para
para viver dcbaixo do seu laclo, quizera empr,.r
meu orgullio un servi-lo de joelltos. Mas nlo poian
deixar de tremer e corar debaixo do sou olhar.
Colloque mait alio ana dignidade.
F^n vez de dar-me dor por dor, juslica por in-
grali.iao, voss eslende-mo a in3o, acodo" ao meu
primeiro anto de aflirrlo.Mo he ainda punir-me,
opprunir-me com o peso de sua dedicacao t
Tenlio o direito de punir T loruou*clle ; deite
dar uma de mo no
Taz nojo.
Pejdimos pela segunda vez ao morador de certo
sobrado da roa lumia, que nlo neommende os v-
sinhos com o feUdofadaa agua, que de sua casa se
despejam. Custa-so, senhor meu, cusla-se a aturar
tanto deleixo, lana obstinarlo em quererem por
forra fazer das ras cloacas do seu uso!
O Mancsinbo de Mussupinho,segundo as ultimas
noticias ainda nao se acha no ei.genhn, o qual dizem
estar sendo administrado por um escravo. (Juando
alguem, murrendo a fome, pede nesse engenho uma
esranla, a prelo Cosme responde, sinhozinho nao
deixou aqu esmola para ninguem ; o que ha be ba-
calhao. O miseravel, que tem fome, ou uma U-
milia a dar que comer, recebe um pedacinho desse
pexo commummenle ardido, e la vai dar a sua fa-
milia, que est espirando a fome, razao esta porque
mais de 80 moradores desse engenho tem suecumbi-
do, n.lo do cholera, mas pela rome e i elo desprezo.
Nao seria melbor, que esse sinh Manesinbo se mi-
rasse nos espellios, que o circundara'.' Nao seria me-
lbor, que tomasse o exemplo dos Srs. Anuda C-
maro, Francisco Jo.lo, llemeterio Jos Vellozn da
Silveira, e bario du Rio l'ormoso, que aataa firmes
em seus postos'.'
O Sr. bario do Rio Fonnoso, de coinmum ac-
curdo rom outros, contrataran) um medico hbil pa-
ra as graves emergencias do rholera, por isso que
parece nao depositaren nanita eonfianca no medico
official, se bem que com a chegada do novo achara-
se lodos mais animados.
Na ra Augusla.juuto ao ultimo sobrado ao lado
eaquerdo quem vai. ou por bailo delle.ha uma lalei-
ra, que .nlo deixa us visinbos ler lempo de sabo-
rear uma meia hora de or puro. Se bem qoe a c-
mara anda nlo delermiuasse um logar para esse ge-
nero de negocio, com ludo deveria l.avet uma pro-
videncia a respeilo.
O dislriclo do Rosarinho.do subdelegado da Boa
Vista, esta sem um inspector.
A' Sra. I). I. M. A. V. Nao sabemos, minha
cultora, como vos Ufar da duvida em que eslais.
Fica ao nosso cuidado indagar ludo minuciosa-
mente.
Ha mais de vinle auno, que a capella de N.
Sra. dos Remedios be lida c manlida pelos devotos,
e a-iuia est com as portas lechadas ao povo que
quer fazer suas oraenes ao Allissimo, e Sua Sanlis-
sima Mai: e porque '.' Digam-nus Porque alsuem
lomou a Manee! Ignacio de Avila um pedaoo de
terreno e mandou-o cercar pata servir de jazigo a
cadveres de cholencos; c porque a commissao de
beneficencia n,lo lolcrou e ncm consenlio, que con-
linuassein os esrravos do mesmo Avila a arrombar
a cerca, c a fazercm do cemilerio paito de cavallos.
Ao nosso virtuoso prelado diocesano compre to-
mar aquellas providencias, que pela lei da igreja,es-
13o na rbita de suas allribuires, afim de que o po
vo nao fique privado desse consolo espiritual, pois
que he essa a unir groja, que existe no lugar, e
onde ha mais de vinle anuos, se lazem lodos os actos
religiosos a cus i dos liis devotos, sendo que se n.lo
lora a devoro de uma familia all residente a Ima-
gen) permanecera i noile as escuras. Nunca aquel-
lo Avila cuncorreu com valia de real para a susten-
tarlo e celebrarlo do culto divino.
Esperamos que S.|Exc. Rvm. coucorrera com sua
poderosa auloridade para quesejam Tranqueadas lo-
das as vezos, e sempre que fitrem de niisler, as cha-
ves da igreja : assim como que sindicara que fim le-
ve o patrimonio dessa igreja, porque dizem os ve-
lltnsdo oulro lempo, que ella ti,iba, desde sua fun-
dac,5o, unta porolo de Ierras para as bandas do
Giqui.
Desejamos saber que lim se pretende dar ao ter-
reno, quejfoi lomado e destinado para cemilerio, uo
logar dos Remedios, vislo que o seu proprietario
ailirma acabar uestes dias com o mesmo cemilerio.
Desejamos saber islo, porque consta-nos, quejos mo-
radores do lugar pretenden] murar o mesmo cemi-
lerio, para iicar perpetuamente servindo como tal,
aun. do quo nao se sepulte mais, como lem aconte-
cido al boje, forpos na campia, pela frente da
igreja.
Nao ser um sacrilegiu, uma impiedade, conver-
ler em uso particular, um terreno que se acha com-
petentemente bento.com o emblema da redenipranuo
centro, e onde tem sepultados cento e quarenta e
quatro cadveres at li da abril'.'.
O povo para poder resar boje, formou um aliar na
porta da capella, da parlo de lora. Forte desgrara !
A conlinii.il eni as cousas como vao,tememos algu-
ma desorden) da liarle desse povo, porque este acos-
's moradores da ra I. Pocinho audam desgos-
losos, porque sendo as oulai ras convenientemente
alumiadas i noile, ainda no lhes coube um s lam-
Peao,
tZf A re/ofo por delleraro hontem tomada,
negou a /aura yue requrera o baxarel Dnm-
mond'. !rt
At amanhSa.
giario be |crnamtmco.
Recebemos noticias de serinhaem com data de.l
docorretile. O mal ronlniava a decrescer cm lo-
00 aquelle termo, o lugar denominado Barra de Se-
nnliaem. que fora o pnneiro pauto accommetlido
se aciava quasi livre, leudo perdido apenas
11 victimas, o na villa Imbem vai desappareceudo
progressivaroentc ; nesteullimo lugar apena, falle-
cergm.18 pessoas. A edeia nao soflreu damno
algum.
Foi uomeado nromolorde Flores o Sr. Dr. Fran-
cisco de Paula Salles.
BLLLETIM DO CIOI.ERA-MORBLS.
I'artiripares ios limpitaet.
Hospital do Carmo, 7 oenles em Iratamcnlo.
Relar.lo das pe.soasque faieceram do cholera-mor"
ius c loram sepultada no cemilerio publico das
I- lloras da tarde do dil (i as G horas da larde do
da / de abril de 1856. .
/.ir.'.
Numero 2i:.(iAntonio di Barros Wanderlev. Par.
Aogmu' 1:,I',.5I""0S ra9d0< Pard. S. Jos, ra
dem 2;i:.7Antonio Canoso Chaves, Portugal, 30
anuos, solleiro, hranco, Recile, taina.iqueiro, rita
do Cordomz, n. .
Idcm2:!,>S-Anlon(oJ,lo Feruandes de Abreu, (6
anuos solle.ro,.pardi, Rerile. o.n casa do falle-
cido Jos Sicario Barbn, roa do l'harol.
laem-..t.,,1Auna, Pernambuco, 25annM, solteira.
i i.Z, ?.V" ,?*?' r.u,J l'a,lrc l'loriano, n. 59.
bnr i"' "' m\!bri' 'la Conceirao, Pernam-
buco, t.) anno soltura, parda, ra do Nascenle,
pordetraz da falul,-. rt vinagre.
dem 2361Cuilbermua, l'ernambu
branca, Boa-Vista, ua da Alegra, n 7.
dem 2.1()2Antonio los, i;n a'nnos, preto,
\ isla, agricultura, novador no Jacar.
dem 2363L
co, ti n /.-.
. Boa-
Pernambuco,
mi de Tranca, Pernambuco, 1(i an-
uos, solleiro, pardo, S. Jos, pescador, ra Im-
perial.
dem 2IISMarceliuoJose de Santa-Auna, 21 an-
nos, solleiro, pardo,Sanlo Antonio, casa do de-
tengo.
Raern.
Numero 837Benedico, frica, |0 annos, sollei-
ro, preto, Santo Anbnio, padeiro, ra da Cadeia.
n. .11.
IdemKMDamiana, frica, SO annos, solteira, pre-
ta, lloa-\ista, ra di Sebo, n. 31.
dem SWAngela, Pirahiba. :i(i annos, solteira,
parda, S. Jos, ra ios Ajouguinlios n. I i.
liesumo di morlalidade.
Morlalidade do dia ,7 tl s horas da tarde13.
I lmeos 7 mulleres 4 prvulos 2.
Total da morlalidade il boje 8:t,19l7
uiTT I''7'! ~7 .S" lm ~ P"los 31!)
Reare 8 de abril di 18II.
A commissao de hx tiene publica interina,
Drs. Se l'errtra, presidente.
t'.rmo Xavier, secretario.
/, Poggi, adjonclo.
0tvt$p0nbencia$.
Pois bem, partamos, disse ella ; mas parlamos
ja ; Paris taz-me horror?
.Marianna rallan seriamente, suas ideas de vin-
aanr.a linham-se desvanecido, uma avcrslo, um sus-
to (inmenso as substituir. Incapaz de acrao nesse
momento, ella conliou a llenen os preparativos de
seq exiln. voluntario ; mas quiz passar por mora
aura de romper lodo o laco enlre seu passado e seu
luturo. Uecidio-se que ella partira adianle secre-
tamente, c que Irrneo a alcanraria alguns das de-
pois. Combinaran! juntos um plano destinado a es-
pall.ai o bo:lo de sen suicidio, o que aconteceu co-
mo vimos uo capitulo precedente : um bainuciro foi
ganho rom dinheiro. e a mora de Marianna ro^.s-
travass cm Marsolhn, em quanlo ella chesava a
llveres.
A pequea cida.'.c de Hyires situada na encasta
le uma colima elernamonlo verde, he mui linda e
piltoresra ; mas nlo lem o mesmo asperto no inle-
rior. Suas ras sao desertas, seus*passeios sileocio-
sos ; ala nao ha o fausto de Genova, ncm a tirara
de Mee ; he n cidade das doenras reaet, da phly.
sica, do pleuriz, e do rheomatismo. Aonil lira u.a
praca areiada que lem o.....ne ,ic praea das Palmef-
ras, e no meio da qual eleva-ae urna pyramide de
aramio de vida A munificencia de um atraale rico,
lie nossa prora queesla a hoha dos doeiUet por assim
dixer.
livores era de fallo a rilado que roi.vii.ha a Ire-
neo ca Man .una. Poucos vizinhos, c urm mesmo
curiosos. I. m rapaz o uma rapariga que apenas fal-
lavam Iranc.v. cram os nicos scrvns.
Nossa solida.. Marianna eslorron-se por tsquecer e
renascer. As lulas surdas qoe sustentan contra leu
corelo, forroariam por si so u..i drama inlaire de
liu.n.lhar......de herosmo ; nos asre-suinireinosi.es-
tas palavras : ella tentn amar a Ireneo. Para u3o
ser ingrata las hypocrite.Ireneo e-lava condenado
ella proourou ador ir-llio o fim com uma mentira.
Mas lallbu-lhc umitas xc/es a coraaem. Presumi-
r muilo de suas Torcas, e estas trahiraiii-f".
Ella parou com desespero no meio de sua*era, e
Srs. redactores.Comquanlo ja me fosse rouba-
da a gloria de ser eu u primeiro a Tazer publicar um
bem merecido elogio aos dous carmelitas Fr. Ma-
nuel de Santa Clara e Ir. Ilercolano do Coradlo de
Jess, todava nao le este motivo sufciente, para
que deixe de mandar publicar tambera em qualquer
dos jornaesdesta cidade, a lauree gloria com que se
cobriram estes dous sacerdotes, euchendo dobrilhan-
tismo, e augmentando a reputacao religiosa de sua
ordem.
O militar que pelo cuntprimenlo de seus deveres
e pela paga que recebe do governo se loma sujelo
as suas ordens, so ousa airntar os perigos da guer-
ra, quando lhe he ordenado por algum dos seos su-
periores ; e no momento em que promplamente
segu, e vai lular no meio dos perigos, lodos logo
em voz unnime clamara : muilo til he na socie-
dade a classe militar, e muilo arriscada he a sua
vida ; minios elogios lhe tecem, muilas orarles lhe
fzem ; porem comparai esles prestrnosos serviros
lo militar, com os memoraveis serviros que aqu
tiesta cidade da Vicloriu presta ram estes filhos do
Carmelo, sendo eu uma leslemunha ocular ; vede e
coufrontai; e cnlao pergunto e: qual das duas clas-
se sera na sociedade a mais ulil t
Por ventura ser aquella que movida pelo inleres-
se do estipendio que lhe be garantida pelo governo,
e obrigadalpclo temor de sua disciplina vai expor-se
sentam-so prestando os mais relevantes serviros,
a poni de muilos da mullides exclamaren] : estes
dous sacerdotes nao sao dous homens. [sao sim dous
enviados da Providencia Divina, na figura de dons
carmelitas.. E llavera ainda quem diaa que esla
class he inulil a sociedade, ella que sobranceira
a todos os perigos, ostentou o mais acrisolado amor
pela humanidade Ella que soube perleilamenle
compencirar-se de todos os sublimes e imoorlanlcs
preceilos evanglicos. Senhores redaelores, DIO
pensis que estas verdades que acabo de expor, ver-
dades que rep ni..ni na consciencia de lodos os Vic-
lonensa--. pjrlam do corarlo de algum arciao, oo de
algum lisongeiro dos religiosos ; nao... Credo since-
ramente que ellas partera de um corarlo justo, poro
bem reconhecido, inimigo de exagerarles mentiro-
sas, que foi leslemunha ocular do modo honroso e
commemoravel, com que aquelles distinclos carme-
litas desempenharam a sublime missao de que fo-
ram revestidos na infeliz comarca de Sanio Anblo.
Victoria ."> de abril de 1836.
/. /;. <>.
.Sr. redaelores.Por mais que tencionasse dei-
xar sem resposla um trecho da carta do seujeorres-
pondente do Rio Formoso datada de 17 e publicada
no Diario de 27 de m ,rro p. p., em que fui injus-
tamente beliscauo, nao posso com ludo esquivar-me
de dizer alguma cuusa a respeilo, para que se nao
enlenda que cu saneciono com o meu silencio o que
elle, sem duvida. por mal informado, contra mira, e
contra as autoridades deste municipio tSo precipua-
mente asserlou. E com quanto nos odiaos do dig-
no subdelegada desta fregaezia publicados uo Diario
de 2(i do mez lindo, e no ficAo do I." docorronte, as-
sim como na correspondencia do mesmo ICeho assig-
nada por um Pernaubucanu que precede a taes ol-
hcios, se encontr completa resposla ao Sr. corres-
pondente do Rio Formoso ; todava rcmetendo-o pa-
ra aquellas peras odicUes, acrescenlarei, -uppondo
ser elle correspondente) Brasileirq, e nutrir os bros
e senilmente, de nacionalidade que s3o oougenitos a
lodo bomem que preza sua palria, que se elle nao
eslivesse mal mformadojpor alguem, que despeitado
por ver rugir-lbe lio azada opporlunidade para en-
clier as algibeiras a custa de ...na especularlo lucra-
tiva, qual era por sera duvida a britnica genero-
sidade do Sr. (ejrgo|Palliell, havia de lazer jostra
e longe de censurar havia elogiar o prucedimeoto
das autoridades desta villa, que nao quizeram servir
de capa a essa mina de especularlo caritativa sem
c,untado vedarem que os taes soccorros fossem dis-
tribuidos a pobreza, como prfida e falsamente se
ha dito; pois que aquellas autoridades declararan]
isendo, convidadas para coadjuvar policialmehte um
celebre e extemporneo hosptaP que nao davatn
um_s passo para tal lira, tanto mais quanlo. I i/en-
do-se pelas fallas publicas alarde de :(KM000, de
geueroslalimenlicius para aqu mandados, apenas ba>
viam apparecido uns 300e<)00 sendo que era
falsa a noticia de que em Barreirns a pubreza mor-
ria a fome, pois que ella na verdade passava melhor
vida, e senlia menos privaroes que a classe media,
porque esta nao ochava no mercado o que comprar,
entretanto que aquella tirilla os soccorros pblicos :
n que cerlanionlo he hem diverso daquillo, que e-
nunciou oSr. correspondente, que pois hade forrosa-
inente confessar o seu erro, se be, como devo rer,
bomem de boa t.
Respondido assim o sobredito trecho, pelo que res-
peita ao suppasto assassinato da pobreza, resta-mc
significar au Sr. Icorrespondento que tem as predi-
las autoridades loram por mim insufladas para obra-
ren] o que deviam cm reprcialia injuria, que se
quera irroi-ar ao norae, c ao governo Brasileiro,
em proveito de algeum, por quanlo qualquer dellas
sabe bem o que Ibes est bem, ou mal. e nem eu
me agesto, c antes muilo ulano por ser bem conlie-
Ctdo no meu pate, sentindo lio -rnenle que sobrfe
mira nlo voltease toda a gloria de que pela aecusa
rio reila.se acham investidas as referida-autor,.la
des. Com a publicar io testas linhas muilo .lera que
agradccer-l.'ics, Srs. redaelores, o seu fiel | assignan-
le, e constante leilorLouremo Actlbno de Albu-1
i/uen/ue Mello. I
Barrciros .1 de abril de 18'iti,
lerminarei dizeudo, que muito sinlo que o Sr .maitr,fn--n.-__. ... ... ~^"~^"""^
Dr, Silva tivesse observado a ouosi sempre h,a. ~I K7&^SZX
' vizmhanras de Santo Anlio ; m teo,, ,
lidnde da homopalhia em varios lugares, como por
exemplo na freguezia do Poro da Panella. e que a
sua orcupacao rom os seus nnumeraveis duelites
nao lhe desse lempo a saber da falaldade total qoe
tem perseguido aoseu svslema por toda a parte, e
se em suas mos tem sido lio portentoso, principal-
mente na Roda, onde de quarenta e tantas pessoas
tratadas per or.lem de S. com e espirito de cam-
phora, nciihuma s mnrreii, outros nao podem dixer
oulro tanto, pois al alguem houve que em uma
casa perdeu quanlos doenles lhe loram confiados :
porlanlo, o meu amigo saiba que cu e l mus fadas
ha.
Desculpe-me o meu amigo se de alguma forma
incomutodei-ocom a derlaraclo exhibida no Diario
de 22 de ni ,r,_ >. e fique na certeza .le que nao foi
minha inlenrao molrsta-lo, para provado que ret- rias contra os cinco rol legas das --.
ro o que disse no tal lorto a respeilo das pessoas dade mnaora a
tratadas na Boda. Cumprc, iwisque a Sr. Tibonino dert
Se ha mais alguem que tenha que re, lmar ensa- nomes quaes ao esses senhores ir. en-,, i *** ""*
nos meus, eslou promplo a retirar da lisia ludos os'relere; pois ja fiz ver. que qoasi loo
,J*\ le,"lo no expediente do e.em. S
moem,Ce"B"OT"'U"i""-,,e,H d -Si^
m- em re>|B^,ta ao que lhe dirigi a Ke-ol.nria rn.
I. do mesmo. vtjo *, lm *
.7 =. Jlc"wenianiln rom muU ratte mw
desinfectar toda a r.dade .1,7. i n='. P
Sr. I iborlinu o autor ^T'll'^.T g
nhan^a morreram ou liciram sem cr-, .5 t
o obrigar a t.lo e me.lrai a levia.i UJ, ctm JLT1
r. delegado desempeoba o seu logar oUr.T
qoeoSr. Iiburtino. procura descolp.r .!, ,,,r, ""
l.onsullono homcopalhico, ra Nova n. 50, pri- a primara auloridade da provincia mesmo
do-ntes. sobre quo vetsarem ns engaos.
Reitero ao Illm. Sr. Dr. Francisco Jos da Silva
os protestos de minha vcrdadeira estima e considera-
rlo.
maro andar.
Dr. Lobo Mosro-o.
m
Srs. redactores.Hontem, pelas qualro horas da
Urde, foi que sube que no seu conceituado jornal
tinlia sido publicada una correspondencia do meu
traigo o Sr. Dr. Francisco Jos da Silva.,un que esle
Sr. releriiido-se au meu cuinmunicado publicado no
Diario de 22 de marco, diz queenganei-rae quanto
aos casos por iiiim apontados como curativos por
mim leitos as pessoas da scnbora c filba do Sr. Ce-
raldo Corroa Lima c rnais 17 orpbas.
Nao foi minha inlenrao i Hender nem de leve a
susceplibilidade do Sr. Dr. Silva, com cuja amisade
lenho a felicidade de ser honrado, e nem menos dar
a entender que o dislinclo medico dos exposlos li-
aba abandouado aquella casa, oa qoadra Icrrivel
porque acabamos de passar ; a minha iulenc.io se-
ment foi prorar a vanlagem do tratamento do cho-
lera-morbus pelo espirito de camphora, comu bem
se depreheude do arrazoado do dito meu communi-
cadu.
O Sr. Dr. Silva n3o uega que as 17 orphaas fos-
sem tratadas pelo Sr. Heraldo com o espirito de
camphora : o que diz he que, se o Sr. Ueraldo rez
esse Iralamenlo.roi por ordem sua e com a camphora
que S. S. deu-lhc: ura aqui esta um dos meus en-
gaos porq' o Sr. (jcraldo u3o me disse q' linha Ira-
lado as exposlas com a camphora, porque o Sr. Dr.
Silva linha dado ordem para isso : assim confessa o
meu amigo que as orphaas foram tratadas com o es-
pinto de camphora o foi justamente o que eu asse-
verei.e declarando que esse Iratamcnlo foi Teito pe-
lo Sr. Ceraldo Correia Lima: agora lenho eu muita
salislae.io em acrescenlar : por ordem do Sr. Dr.
Francisco Jos da Silva.
Adiando.e grovemeute ot.termo o Sr. Geraldo
Correia Lima e indo ou vizita-lo lodos os dias, ufo
era nenhuma cousa do oulro mundo que o Sr. Ce-
rnido me pergunia.se se devia ueste ou naquelle ca-
so, continuar ou nao cora i camphora, que o Sr. Dr.
Silva linha ordenado que desse s orphilas no caoi evidenriv ,n .--,- ........
de serem aceommelt.das da inoles.ia reinanlc, e I T e de brto Per Zt,, "' '''"'
creio que di.so nao podia vir iienlium desdouro ao I 7w.w",\, ,
senhor dou.or. muilo principalmente quando eu nlo | llarreiros 3 u( jffi'fig '"J"!^a-
bal DEVER DE GRATIDO
O louvor acha incrdulos.
A maledicencia muilos renles.

Nao obstante o grande numero de artigos que or-
diuariamenteencbem as columnas de todos os jornaes,
ja como justos tributos ,., genios do bem. e j como
eiiianacoes de pennas, que pur si mesmo corrompidas
nao exilam cm lisougear paixes vis; ousamos, uu
anles somos obrigados a servirmo uos desta tuba
universal, cujo som repercuhndo em lodos os ouvi-
dos pe os horneas em i inmediata reanlo a impren
sa com o nico lim de darmos em nome da socieda-
de homeopalhica benecenle, om agradecimento
sincero aos Srs. Rocha A; Lima, uegociantes da prara
do Rerife, pelo generoso auxilio que expontanea'-
mentc e sem seren para islo convidad,,., prestaran)
a orphandade de Goianusenviando a mesma socie-
dade cem mil rs. em dinheiro, e mais tima per de
baca a nutras mos para serem do.tribuidas pelos
pobres ; he pois a visla de lal genorosidade que a
mesma sociedade nlo eiilou eincomprir um dever,
saudando de sua sede aut generosos coraces dos mes-
mas Srs. assegorando-lhos tambem luda considerarao,
respeilo, e estima nao s de sua parte, como tam-
bera da pobreza a quem soecurreram, e cujas sup-
plicas oovidas do Ser supremo muito concorrerao,
sem duvida, para que os mesmos senhores. bem vis-
tos em presenra do mesmu Ser, gu/.em ueste mundo
de duradera lelicidade : nao nos podemos tambem
exigir de agradecer ao Sr. Roberto de Caslro. pessoa
por intermedio de quem nos veio a mo a mencio-
nada esmola; e tanto mais justo lie este dever da
gralidao, quauto as nao ser esta e oulras do digno
Sr. Dr. Lobo Moscozo, teria-mos presenciado tal-
vez o mesmo 'que se tem dado em Ponla-de-Pedras,
onde a uudz, a miseria, e a fome lizeram, e fazem
penosos e horriveis estragos.
Coianna 5 de abril de I8.">ti.
Camiito /{enripies da Silveira Tarara Indgena.
Srs. redactores. I.endo eu om o Diario de 27
do mez prximo passado o que disse o sen corres-
pondente du Rio Formoso acerca da esmola do Sr.
licorge Pat-chetl.olloiecida a pobreza de Barrenos.
nlo esla em mim deixar de fazer algumas observa-
roes, para que u publico sensato, que sabe distin-
guir o verdadeiro do falso, emita ,1 respeilo um
juizo seguro.
Quem nao conheccr o aclual sub lelegado este
dislriclo, capilao Joaquim Cavalcauli de Albuquer-
que Mello,por certojulgarque elle.para obrar com a
iolelligencia a seu alcance, e susleiilar com digni-
dade o seu dever, mxime quando irapetam os seu-
tmenlos de Brasileirismu, necessila que oulrem o
insufle.
O correspondente do Rio Formoso, se nlo esla a
pardas qualidades do Sr. capitAo Joaquim Caval-
cauli, se nao o embree, nlo devia precipilar-se no
juizo que delle formou ; e se o ronltece, permita-
me dizerque he seu desafecto, e julaando-o rapaz
de obrar com insinuarles de outrem, mamleslou
falla de uobreza d'alma: se nina carta, dirigida por
pessoa de Barreiros, foi bstanle para formar uma
ideia pouco lisjongeira, tambera conceda dizer-llie
que foi pouco escrupuloso era asseverar uma cousa
semelhanle, sem haver descriminado a verdade, e
aquilatado os dedos, que escreverara essa mesma
carta.
As autoridades de Barreiros nao vedaran, a dis-
tribuirlo da esmola do Sr. Patrhelt, nem lao pouco
o Sr. Dr. Avellino as insullou para que o li/essein :
que necessidade ha de oHeudcr ro-n lana facilidad.',
como o fez o correspondente do Rio Formoso pata
cora as autoridades, eo Sr, Dr, Avellino, ligara.1-
do-lhes senliinenlos, quo se nao manifestaran! aqu
par occasiao de chegar esta esmola '.'
O correspondente do Rio Formase leia o Diario de
. vreo, e o/Y'.Ao do i." deste, e nellcs vera a
liarte oltlcial do subdelegado ao governo da provin-
cia acerca do soccorro tieorgeoooj .1 ,'ominan,, a-
cao ollicial falla mais alio, do que essacarla, que
diz o correspondente, lhe Irausinitlira a noticia da
opposicao das autoridades ; e eulao, sendo pensa-
dor, deve analhcmatisar a esse que, ou quiz apro-
veilaro ensejo de morder ns autoridades por alauma
raiva particular ; ou quiz merecer a approva;lo do
Sr. lieorge Palchell, dando como causa da perda
de sua especulativa caridade,a resistencia das auto-
ridades de Barreiros.
O caixeiro Jos Victorino enten leu que em Bar-
reiros nao havia de encontrar quera lhe conhecesse
as maubas; disse com sigo mesmo : vou para Bar-
reiros, empasino aquelles matulos, e elles me lirao
restando: esbarre l, Sr. Jos Victorino, em Bar-
reiros ha Brasileiros e Pernambucanos, que nao
mercanciam os brios de sua nac.o e proviucia com
iiramesespeculares; em Barreiros finalmente ha
quem saiba aquilatar os seulimeutos de caridade,
Deatriboa, Sr. Jos Victorino, a esmola, iiingoem
lhe o prohibo, se he que ella veio para esle lim : se
ra reaiidade assim o he, lauto se distribue, liavcn-
du hospital, como nao o lia vendo.
Se quando ebegou este soccorro de seu paira,', ja
a epidemia havia decrescido maravillosamente, Sote,
nlo uzaria dos medicamentos, que trouxe, salvo se
com elles quera que apparecesse um cholera arti-
ficial ; ibi eslou calado ; lgurava-se cnlao o abxs-
mo da fama, que toda a ipedemia deixa semca.a ;
neste caso por que recolheu os gneros alimenticios:''
devia di.tribunos pela pobreza, devia preencher o
fin, dada 1 hxpothese que o espirito do caridade
losse a verdadeira luz, que o cooduzio a Barreiros,
caducando esle incidenle, esla claro que Srac. fazia
como fez. recollter 1 concha.
O correspondente do Rio Formoso lome bem rm
mu.; ler.ica 1 eslas circunistancias, e por amor da
verdade, 13o vilmente sulTocada ua carta, que de
Barreiros se lhe dirijio, relire o 111.10 conceilo, que
Tez das autoridades de llarreiros. e o insulto, que
tambem fez au Dr. Avellino, que alias se devia
taar, dado o caso que bouvesse insuflado as aulo-
ridades para nao se prestaren) ; porque nelle se
de enga n.r-se sobren, pape, ; acene' minha ehgou TJS" eraZ^ZuZZ Le^otr!
arntsade, assim como acetle, a sua. partamos. I Po que anda de seu llmenlo )
Esse dia foi precisamente aquelle cm que Ireneo
leudo osornso nos labios c alearla no coraran pro-
vorou a ronversarao icguiule.
l'asseayam juntos no jardim que guarneca sua
casa graciosa. Dahi avislavam o mar matizado de
pontos brancos que erara velas e.de pontos negros
que eram ilhas.
Coi.teinplavain calados, pois o infinito convida ao
silencio.
Repentinamente Ireneo disse, como quem urena-
rou bem sou exordio :
nimba amiga, julga que o donlor soja hontem
sisudo .
Tao sisudo que nao poso ve lo sem uma espe-
cie de susto, reapoiMleu Marianna.
Eniao voss ii.i.....uppe capaz do mentir para
moltcr doces illosdes no espirito do um lente ?
Nao de certo. Polo contrario ello sempre na-
rcrcu-nie crur-1 a respeiln da verdade. Dez vejes na
minha presenra tem-lhe exprimido francamenle os
cuidados que lhe .1 su. siluarlo. Mas para que u-
me essa pergunta, Ireneo?
Este encaron-a aorrindo o disse :
Porque o doulcr acaba de dar-me uma espe-
ranca. '
Fina esporanca, munnuroo Marianna.
Ello diz que posso recobrar a s.ude, que posso
v:ver 1 1
Sera verdade'.'
Sin., Marianna. posso viver... E s.bc a quem '
devora cs-e niilagrc, so elle rcalisare
Ao ar delicioso deste paiz ? balbuciou ella.
Nio.
Ao seu medien?
Cerlamcnlo, elle
nos Ib'., doixiremos.
Iieneo, voss he ingrato para com elle.
Nao ; pois agora posso declarar
seus COnielhoSi nunca beb de suas
aquellas que voss apresenlava-me.
Que imprudencia 1
Bem v que Ble he elle que tem apoderado
minha cura.
He a nalureza.
lomara coula do tratamento de doenle algum,
seulo daquolles para que era chamado positivamen-
te. Eu nao sci se eslarei engaado de ler sido eu
'Itero cutei au Sr.Ueraldo Correia Lima da gravissi-
ma enferinidade de que osleve solfrendo.
A respeilo da molestia da senhora do Sr. eraldo,
Icnliu a declarar que nlolduvido que houvcsse en-
gao da minha parto, porquo o atropello que enfilo
havia e o lempo decorrido entre a molestia da dita
senhora e a publicarlo do meu artigo poderiam ter
dado lugar a um osquecimei.lo ou engao, mas nao
he por um que so bnga : mas a respeilo da lilha do
mesmo senhor, declaro que foi a!acadaforlemenle,
segunde o que me cuularam, bera que quaudo eu
la cheguei ella ja eslivesse muilo melhor e muilo
melhor deveria ella estar quando o Sr. Dr. Silva
a vio, e que sem duvida foi devido ao espirito de
camphora do Sr. Dr. Silva : em lugar da senhora
du Sr. Ceraldo que nao leve o cholera, segundo di-
zem, colloquem na lista mais urnas Imita e (aulas
orphlas, que foram accoinmellidas c tratadas pela
camphora. appheada pefeSr. Geraldo por ordem do
Sr. Dr. Silva.
altrl
oir a si >sa honra, c
nunca segui
poc.les songo
He voss, Mariauna !
Esta fez ura geslu.
lie voss, continuo.. Ireneo, he sua presenra,
he sua ami7,ide.
Marianna tirara pensativa Ireneo Inmoil-lbe a
mo e disse-ll.e :
N3o me ouve, Mariauna ?
Sim, Ireneo. sim.
Posso viver! viver! a vida com voss aqui !
Oh he maior lelicidade do que en podia sondar.
Man nn, roiilciuplou-o om silencio.
Apenas arh01 i-se s eis aqui as rellexoes que vie-
ram-lhc ao espirito :
Ireneo po 'e viver o medico o disse, o medico
nao ongana-.e. Ireneo polo viver, e fui eu queliz
esse prodigio. Com urna apparencm do amor julga-
va Hominar uma agona aroquante tornara a accen-
dor unta aurora. Que falaldade osla entao sobre
mim, c porque he qoe minhas melhores intencoes
sao sempre e sbitamente de.viadas Ello vivera :
mas ponfo continuar a viver cora elle '.' Nlo tenbo ido
ato o Jim 110 meu fingimenlo '.' Nao tenbo a voiilade
ncm coragem de engana-lo por mais lempo. Hei
de deixa-lu.
Sua resoiucio foi lomada inmediatamente.
f 1101 de deixa-lo. Al. maldito seja meu des-
tino Sollrer 0.1 causar senrinwnlo desde minha
infancia na,, I.,,;,.....Ira coosa. Ireneo expiar amar-
gamente ,, 11,omento de alegra que gazno boje. Para
que achoti-sc 110 meu cainiiho'.' Torne! n dar a vi-
da a esse liomem... he a maior desgrara que pode
acnntecer-lhr
Incliiiou a fiante para o peiloe murmiiruu:
Coilailo !
Duas lagrimas acudirn! lhe aos olhos.
Viva elle, mas vivn sosinho ; e.queca-mo. se
poder. Tenbo o meu alvo marcado.
.Marianna estendea o lodo rom um dos gestos qoe
deviam ser familiares is Kiimenides. Esse dedo pa-
rela atravesar ns mares, e designar urna virlima a
atormentadores invisivets.
Alta noile .renco do Tremeleu, cojo somno era
leve como o de lodos os doenles que ahu-.im do re-
Srs. redactoresLi no Diario de 27 de maree
uma alcivosa correspondencia, em que eu, c as mais
autoridades desla comarca somos acensados de omis-
sos na distribuirn da raridade ollicial.
Pela parle que rae perlouce ten lio a dizer a este
senhor que: um completo desprezo he a resposla que
lenho a dar-lhr. Minha consciencia nao me acensa.
Pergenias lio arteirass podem partir de algum des-
peitado por negocias do loro judiciario, ou de al-
guein que lhe sirva de instrumento as sua* paixes.
Eslou promplo a responder-lhe por qualquer faci,
deque me aecuse, em minha vida poltica, c ainda
mesmo privada, se rr cavalleiro em assignar o seu
nome, para ser contiendo.
O juiz de direito/-'rancisco /.Uns do lieao //an-
tas.
Cabo, I de abril de I8.V.
O SR. CORONEL TIHI HUNO E AS SI AS PAR-
TES OFFICIAES.
Senhores redactores.J disse quan'.o hasta para
pauso fui dispertado por um rumor imperceplivel
quesenlio antes sen coraro do que seu uuviJu.
F.sruluu muito lempo.
I m tanto inclinado as hallucinaroes teria nodulo
rrer que as chinellas de Marianna pasaeiavam vastas
em uma alcuva xisiuha da tua.
Esses passus que pareciam amortecidos de propo-
sito causaram-lhe logo viva angustia.
Elle lcvanlou-se lamben), nlo para sorprouder
os segredos ,1c sua amiga, pois 11,1,. se reconbocia
mais com esse direito, porem para respirar um pou-
co o ar exterior ; por tanto a menor entonto sulloca-
va-o sbitamente.
Foi apniar-se ao cotoveln sobre o pciloril de tima
janella.
A noile linha .1 rlaridade que dao os raios das es-
trellas mais bullanlos.
A rasa que elle- habitara era situada a pones dis-
tancia du eastello anligo que domina a r.dade. Dessa
posirlo admiravel roneo va estendorem-c a seus
ps mais de com mil larangeiraa, as gajaes ao a ma-
ravilla e a lama eIIyeros, linha tambem I di-
rolla massas de oliveras c de pinheiros.
Mas nesse momenlo|opai*agem que atlrala-tlie a
alinelo. Ahnivo de si no jardim acabava de ver a
forma de Mariauna.
Desla vez ello olhou o esculon.
Marianna conversiva em \ot baixa
que lhe servia do camarista.
Fizesle o que eu le disse '
Sim, senhora, meu pal e.fi.rs daqui .1 duas ho-
ras rom su.1 barca na ponta da igreja.
Descosto miiiha basagem .*
Sun, senhora, Mario ajudoii-mo.
E... elle nao onvio nada.... 11.10 desconfa de
nada
Nlo tenha cuidado, meu amo dome moronda-
mente, fui esrutar-lhe a porta.
Obligada ; eis aqui tua .rnmpensa.
Oh I minha ama he muilo boa... Vou espreilar
a chesada da barca.
Sim.
Dorante este breve dialogo ireneo ficara mais pal-
dos morios. "***
Vamos aos fados.
No oP-icio que dirigi aos mdicos em IJoaimoiloi,
em i de fevereiro, elle allribue ao horroroso rsta.l*
,1a cidade as providencin dadas fora de lima
eis aqui aecusaodo a presidencia da provincia a*
abandono das mais autoridades (ssuidas Os ter-
ror : quando para hoora de lodas as lerldada.
de Santo Aolao, compre qoe o publico saitu que h-
uma deixou por mntenlos o seo peste e votiva ad-
e, a todas as mais all esliveram ao ten posto ate
morrer ; assim o subdelegado all morreo ; oe -
crivaes alh morreram : o Sr. vinario all so t
o Sr. coadjutor tambera e al os particulares 1___
rain -oecone.ido-se reciprocamente roes dolas I
ie trata !
as partes olliciaes dirigidas ao Exsl.
o Sr. delegado da lugar a qoe a prestrtenc L
aos mdicos, e mande prender ao capitn que ,
elles voltnti ; entretanto viraos que os msliiu so
justificaran!, e o capillo nlo fez mais da qoe
decer a ordena superiores! e o qoe maiaho.c
amigo, ao l>r. linio na correspondencia OSO oc pro-
ibas ,1,"""c"-se 'l"e "ia capitanee aos hotneo^.-
Pondo de parle esla quesllo observare! ornele
que a parda da casa do Sr. delegado, qae servia as
dous mdicos allopathas, qoando foi atacada da pea-
le, s<. lomou homeopalliia, que veio da casa do
mesmo delegado, como refere o amigo llr. Vi-
lo!
E finalmente nio echando mais com qae descal-
car sua clausurada apalhis. alire-ee ao, pobres oo
deruntos senhores de eugeoho 1 !
Eis-aqul pintado, em seas parles olliciaes o nao
ofltc.aes, o carcter do nosso hroe.
E porque nao se falla no herosmo do que U snor -
rcram e la estivcrara 1
Consistir o herosmo era nlo ler sido imtart
1,1,0 Pela Ple ou porque como auloridade estova
encarregado a receber cilicios e dar mi
o Sr. Tibonino se lutvi.i de retirar cem a
elle que o diga.-
A sorte do Sr. delegado naquclla quadra matlas a
invejariam, eS. Exc. teria adiad.. aUi mullos Bamoss
que a quizessem. ">
I .,,. une- mais uma observu-ao.
O Sr. corooel Tiburlino roiihcce bem a soe taba
pos1rs.11, e comprehende melhor seus inlrreMos o
pergunlarci. de que vive o Sr. Tihurl.no ? Ka*'sa-
bemos I Pois bera,vou dixer. Vive do sota rabil
rio que lhe paga 01 cofres pblicos. Vive Oo tacar
de agente 4o procurador fiscal, pago pelos caires po-
lticos. Vive do lugar de secretario da cmara, m*
alrancoo .< cora a queda do partido liberal. a feo
em prego temporario.
Se pois em uma quadra em que reanodtos.viveros,
e dinheiro Indn he 13o caro, o Sr. Tibortiae, lesato
dito anteriormente que a presidencia nao poda la-
zer melhor nomeacl.. ; i.lo strvisse ao menos para
re-ponder ollicioi nilormatoiios a sor o disponeeivo
dos v 1 ver-, remediose dinheiros. o qoe devia esfe-
ral- que a presidencia fizease de semelltaale nasos
suga do eslado 1 Elle o sobe ; e ram fica eipticaoo
o seu decanlado e singular herosmo. I.embra sm
agora da ancdota do esludaole vendeado o borro.
ao qual o dono logrado dixut Iajaom nao te tsahs
ear que le compre, e iqui licarei. Fique pois sab
do o r. corouel Tiburliuo, qoe dos seaborv do 1
genho das vizinliaucas de Sanio AnUo ...nda resta
um vivo para razer respetUr as cintas dos saos col-
legas e desmascarar aos embustan.
i'araizo 18 de marro de laja,.
Pedro Bezerra /'ereira de .Iroore B*Mri.
ERRATA.
Ka correspondencia publicada nesle Diario, eso
-ido correnta sobre Olinda, na primara rstaasoa.
linhas 28, cm logar de quiz lr.a-.e qar h-
ohas li em lugar de mis..,.. Pro|Knh-mela-
semissao, pronoiiho-me na 2.' rolo rana, taha
x.. em lugar de e com elle !, 1, -se e cota eM
.ia penltima liuh 1 da mesma ,-c-.,,. -, lagar
do dexaudo leia-je guardaadoTin.- colom-
na, linhas 8. em lugar de Pesio.__leiae__Pa-
sos, linhas 20. em lugar de o enlerraram- lea-
se e enterraran) linhas VI, em logar de reada
lea-se creado linhas 10.-;, em losar de tem
erado laa-so a lem exerrido- linhas I3i om
logar de e di.tribu,, ainda leia-sc e distri-
bue andalinhas I Vi. em asar de lendev- tet-
se leera na !. columna, buhas 1. em tasar de
avistalea-sei costalinhas ti. na tostar
de aos habitantesleia-seem favor dos latelas.-
5uWtcac3ei5 a |>f.Dt*<>.
com a rjpariga
srs. redactores.tepois que foram demillidoa os
membros da Commissao de Uve-ene Pobltea.peraaa-
diram-se alguns que eu rae achara reducido trala
condieio du velho leij da fbula, e cada un desse-
cuidnu que podia dar-me seu couce ; entretanto pa-
rece-me qne nlo proceden) mui acertadamente, pon
que vou mostrSDdo que nao eston Uo fallo de larcas,
que soffra pacientemente. Itesde qne o Sr. Fran-
cisco Bernardo de Carvalho, delegado desla Cidade
proferio sua sentenra no processo feilo ao Sr. Jase
da Rocha Paranhos, em consequencia de iafrsrcoos
do regulameulo que baixou com o decreto n. Hit.
de 18 de satembro de 18 >|, lem... dito o qoe poaoo
este respeilo, e cm pecas ofliciaes dirigidas a Jaula
Central moslrei qoe essa -entenca nao ora laudada ;
entretanto so agora, e qoando ja nlo sou o Presi trate
dessa Corcmissao, he que oSr. I .11 -niarJo de Carva-
llo,, zeloso de sua reputarlo, corno elle dit o sosias
sabeiii, despetloo, e procurod justificar-se.
Tres lennasde infracces do regolamcnU saprar-
lado loram remeltiJos 110 dia I de agosta do IHi4 ao
Se Delegado de Polica pela Comiunsio de llxciena
Publica, de quem eo, como Presidente, era nrtao, o
isto se tez de ronformidade com o quedispoe eertga
. 1 deste regulamento : esses termos liaba sido la-
vrados pelo Si. Fiscal da Fregoez.a de S. Fre rH-
dro lionralves, nameado pela cmara moncipal pa-
ra a campa,.bar a Commissao em -uas visitas ao bo-
ticas desta C, lado, de coi.formulado com o artigo el
domesni) regulamento, e loram assignado nio s..
peloSr. Ilravo, ph .rmaoeutico que. quai.docra pre-
cisa a sua assislencia, se prest.iva como perito mesmo modo que j. o havia feilo o Sr. Pialo, tean
por duas teslemunlias.
So era um caso se faz precisa a asssstencia de pe-
ritos, quando a Commissao procede visita na boti-
cas ; e, podend .-se dar ess; caso em alsmsaa.acamao-
nhou-a s Sr. Bravo na que ella fex botica do Sr.
Paranhos ; mas nenhuma das infrarraies menemo
n. lemos reuietlidos ao Se. Delegado exiga a I
de perito, como se pode verificar rrrorreodo-se a ca-
da um, c cousullando-se o recolameato sopracitodo
e a resposla que a este roaJOill dea a Junta Ontrai.
Iido que a mai> pailida das estrellas qne eolio briNu-
vain sobre o mar.
Essas palavras de basagem... de barca... 1
esclarecido, se alias pode-se dizer qoe a pajil
ce ao hon.eiii que tero.
Elle 011x10 depois .Marianna licando *.,,
murmurar estas palavras .
Eia. assim he preciso Irene posle vivar ; ano
rana ou mais lempo jsala dpll Meo aoef 4e
bom alijo esta terminado, o papel de ano. nao vai
recomern
Depois ella cabio rm ama das mrd.lar,*5 som lan-
do que preredeni semure as roillOLloj sapreasas. e
que sasmilhastv-oa as vespera. de cmbale..
lie fado era uma vespera de combale para Ma-
nanna.
Apoiando-se as parodio, e dandn um passado dea
lera dez minutos. Irene, lava apenasa forra a> lao-
r ir-OS em una poltrn. Ahi a que .ifleo daraale
duas hoias as rcllexos que nisguaram-lhe alma, a
SalCO ardenle trac.| ,|,r0 ,!, .,, j, >M, (.^^
o-orriso amaigo que d sl.sav-.-v ^. vot labios descorado- seiiirll.uilr cl.ania-log.liv^ apa
volteara sobre um tmulo, tul....., imagine kilos
visto que 11.10 pjdc.iaiao. drxrrvrr.
Pa-.-fld.,. e-.... ,iuas horas, e nao ouvinda nrnboaa
rumor Ireneo julgou que Inora om |^-.,.lell Ao
romper do ha a rrahdade lo, non a ala, a-h>. I>l
camarista ir c xii, c loconhercii a voz de Ma
que dizia :
Apressomn-nns !
i.'ui.' chama-I.., mas o de-liu,. poupoo-lbe 1
lima coba.dia ; a grito morrett-lho0>s salgante.
Ion ...hir. mas suas poma, trsnalas tirara!
das 110 assoalho. Futan agarrou-sr
0111.1 s.nela ; mas o singue aiPuio-llie 0*1
fcz-lbe roMear a cahir.
11 joven Mario entrn, e .i.. gritos de 1
que elle Tez retumbar a rasa, .VIa.laaaa eoe I
um pe sobre o limiuar tornon a subir.
Achou a Irene., moil.i. e rslriidatj, O eperUnslo
ora papel na ralo
Erasen testamento pelo qaai lagos o atsnrteni a
loda a sua riqueza. ironli>TH-
l'm-
MUTJ7X
ILEGIVEL



OIIRIO DE PEIIIIIUCI CUARTA FEIRI 9 DE MIL I ISSfi

em 15 de dezembro de 1851. ama consulla da Com-
missao, e vai transcripta mais abaivo, e por conse-
quencia era intil a assislencia do Sr. Bravo nema
visita, e por isto, asignando elle esses termos, nelle-
figurava como teslcrounha ; entretanto creio que co-
mo lal nao foi onrido. Nao estando comprehendi-
das as dspojio,0es do regolaraento que exigen a
presenta de peritos as infracres verificadas na bo-
' tica do Sr. I' iranhos, e dispondo o arligo (5 queos
termos, que so lavrarcm em consequeniia dessas n-
fracjOes, sejao assignado., pelo menos, por duas les-
lemunhas, os que remetteu a Commissao ao Sr. De-
legado iam assignados pelo Sr. Bravo e por mais duas
pessoas. Assim, pois, a Commissao salisfez ao que
elige o regulameulo; e,se esse numero nao be o que
exige o cdigo do I'rocesso Criminal, ao Sr. Delega-
do campria mandar nolilic.ir tantas teslcmuohas
qaantas fossem precisas, visto que proceda ex-offi-
ci; e, porqne urna se tmlia rontradicto, nao era islo
razo pira que o infractor fosse absolvido.
Pretcude o Sr. Delegado que csses termos foram
lavrades na sala das sessoes da Commissao,o que
nao est em harmona rom o que disse o Sr. Chele
de Polica em sua inform ic.,1> Presidencia,na qual
dizia lerem sido feitos em minlia casa, e, para
fundamentar a sua senlenca, se prevalece do Mauoel
Elias da Conceijao, urna das leslcinuubas, haver di-
to que eraporteiro do estabelecimento da llijgiene
Publica; entretanto, alera de me ser iuteiramen-
te desconhecido esseestabelecimento, Itabo de
declarar que a Commissao de Ilygieno Publica
nunca /re, nem tem porteiro, e que por alguui
lempo ura servente se prestava a abrir as portas da
casa em que ella fazia suas sessoes, o qual foi despe-
dido e wbilitudo por una praca do Corpo de Poli-
ca ; o Sr. Delegado nao prova que na sala das
sessoes dessa Commissao, ou em ininlia rasa, fossem
escrjptos esses termos que ella Ibe dirijo.
Desde a iiistallacito do eilinclo Conselho (eral de
Salubridade Publica,em 9 de jaldo de 1815, um ser-
vente se prestava asfunecej de porteiro c continuo:
exlinclo este, e substitu 11 pela Commissao, em 11
de agosto de 1853, conliuuou o mesmo servente
pretlar-sc a essas fuucres. O Sr. Manocl Jos de
Almeida Soares era quera oceupava o lugar de ser-
vente do Conselho (ieral de Salubridade, e o mesmo
que oceupou o da Commissao de Hvgieue Publica ate
qus fosse sobstiloido pela prara do Corpo de Polica,
como o Sr. Delegado pode verificar recorrendo a
Thesouraria dn Pazeuda Provincial e Geral ; e, se o
Sr. Dr. F. Bernardo de Carvalho recorrer a estes es-
clarecimeotos. ver que o Sr. Almeida Soares no
ligurou no numero das testemuubns, excepto se elle
se transformou emManoel Elias da Conceicao.
Nao sendo da competencia das autoridades poli
ciaes jolgarem da validade dos ttulos ou habilitacSes
medicas, nao podia o Sr. Delegado entrar na apre-
ciarlo do litlo ou carta do Sr. Paranhos; entre-
tanto assim nao procedeu o Sr. F. Bernardo de Car-
valho, no que comnielleu um eicesso de jurisdicrito.
A apreciadlo desses titi'.'os compete as Commisscs
de Hygiene, e quando aqucllcs, que os apruseutao,
enoquerem rouformar como as decises dessas
corporaedes, qae sao considerada pelo regulameu-
loautoridades lanilariai, ha recurso, nao para
as autoridades de Polica, mas para a Junta Central,
e deila para o Conselho de Estado. O Sr. Delegado
nao tu aprecioo o titulo ou i-arla da Sr. Paranhos,
senao julgou-o valioso, o que he incorrer na pena
que infringe o artigo 1:10 do Cdigo Criminal.
He verdade que o artigo .19 do regulamento su-
pracitado, fallando das visitas sanitarias, dizque os
liscaes designados pela Cmaras municipacs nao s
lavranlo os termo- uecessarios, se os secretarios das
Cooimissoes o nao poderera fazer. senao notificaran
o peritos; mas so em um caso sendo precisa a
presenra da peritos, c uelle nao estando a infrac-
jdes encontradas na botica do Sr. Paranhos. nem o
dizendn os termos, de nada aproveila ao Sr. Dele-
gado o que descobrio no artigo snprarilado. nao su
porqne, fallando elle em geral, empresa os termos
no plural, e ah w.ulavraperitosnao indica que
em cad.a visita haja mais de um.porquanlo, nao pre-
cisando o numero, lambem poder se ha dizer que
era necessaria a presenra de dons, tres, etc.. o que
daria logar a difficuldadcs e cbicana, senao porqne
os peritos s sao notificados quando sua presenra se
faz precisa, o que se nao fazia na da botica do Sr.
1'aMiln-^,
Nao sansToilo o Sr. V. Bernardo de Carvallio enro
assablilidades de que se prcvaleceu para jusliuear-o*.
invoca a opinin do Sr. Promotor Publico que pe-
dio, que in limine se julgasse .nallo o prncesso.
pelo que receben elogios do infractor ; mas", nao
erendo eu que lie o lugar o que d in-lruceao e
experiencia, nao abaiio a cabera opiniotilada.
(Joando foi proferida a senlenra, de que se trata,
recorr a alguns advogados, que por sua experien-
cia podem dar couselhos ao Sr. Promotor Publico,
e eoDsullei-os a respeito nao s dos fundamentos
detsa senlenca, senao do qne foi dito na promocio,
c o resultado foi, qae levei tudo ao cciihecimento da
Junta Central. Para mostrar que o Sr. Promotor
nao considerou bem quando falln nos autos, nao
precisa mais do qnc dizer que. vendo que o Home-
ro das (eslcmunhas nao era o que exige o Cdigo
do I'rocesso Criminal, em vez de pedir que se preen-
chesse a lacnna, o que devi.. fazer, visto que prn-
cedia ex-officio, considerou nullo o process e pe-
dio que assim fosse julsado. Se acaso o Sr. F.
Bernardo de Carvalho me cilssse a opiniio de um
hornero venado em julgarnenlos, c que por soa ida-
de e eslodos indicasse solida instrocrilo, co a res-
peitaria, sem comtudo deixar de consultar aquclle,
qne me podessem dizer alsuina cousa ; mas infe-
lizmente no Brasil os lugares de magistratura sao
dados a pessoas que apenas driam os bancos das
Academias, e nao he nesses bancos que se adquire
experiencia, que s< vemeom o lempoecom-a re-
flexao. Fallo em geral, sem f.zer ppliraco : le-
nhu um irmao, o bacharel Ernesto de Aqoino Fon-
seca, juiz municipal do Cabo ; nelle deposito toda
a confitura por sua reclidao, assim como faro en-
cllente cooceito de seu talento e de seu bro ; en-
tretanto prononcio-mc, como acabo de faze-lo, e "
que digo (em applicacao aos mdicos.
Nao foi odio, que nunca tive ao Sr. Paranhos,
nem inimizade, para a qual nao bavia motivo, que
me levaram a proceder i visita de sua botica. Ja
lendo.sido visitadas as boticas da l'regoezia de S.
Frei Pedro i.encalves, deviamse-lo as oulras, o que
se fez com intervallo de muilos das ; mas, pedindo
dispensa o Sr. Dr. Percira do Carmo, fui obrigado a
preslar-me essa visila. O Sr. paranhos considera
inimigos todos aquellos que poem obstculo ao que
elle quer fazer, embora|seja contra a le, e por islo
nao dnvido qne me considerasse sen niinigo ; mas
al entao me corlejava, e por certo como lal nao
proced em sua botica. Pelo contrario supportei,
resignado, as suas insolencias, e polendo chamar i
responsabilidad!; um artigo, que foi publicado cm
um dos jornacs desta Provincia, e nao deixaria de
ser eondemnado em cquseqoencia das evidentes fal-
sidades que encerrara, nao o flz. Em um encontr
que tive, em um da pela mandila no Paleo do Col-
legio, com o Sr. F. Bernardo de Carvalho. nao Ihe
djsse cousa alguma quo lhe fizesse crer que era ini-
roigo do Sr. Paranhos, nem mesmo depois que o
Sr. Delegado me disse que estenilo podia deixar
de ser eondemnado, pedindo-mn que a est res-
peito en nao proferisse palavra, porque os juizes nao
podem divulgar a sua opiniao antes de proferirem
leotenca. Se ponan o Sr. Delegado se prevaleceu,
para absolver o infractor, de odio e inimizade, cu-
ino devo crer que sua seiileuca se ressenle de par-
cialidadc, porquaulo durante o process se me disse
qoe o Sr. Paranhos liona ou mostrava ter toda in-
timidado em casa du Sr. F. Bernardo de Carvalhn,
pedindo-se-me por isto que eu assislise a urna das
audiencias, para qoe as cousas nao eorretteui mal,
o qoe nao fiz, senao levado pelo que se me davia
dito, ao menos porque conava nos fundamentos
da deooDcia.
Nao conleule o Sr. F. Bernardo do Carvaldo con
ler procurado jutificar-se, no que eslava cm sen
direilo, melte-se a apreciar a retirada da Commis-
sao, e entao, para que sobrcsahi-sefmais o passo er-
rado que 'ler.nn os sens meinhros, faz seu elogio
ufanando-se por nunca ter lido a niruor censura.
Era verdade eu eslava persuadido qoe o Sr. F.
Bernardo de Carvalho se nao animara a tanto ; mi
emtiin- assim nao qniz a sorle, c era preciso qae eu
reoebewe lambem o rouce do Sr. Delegado !
Se o Sr. F. Bernardo de Carvalho se vanglnria
porque, em dous annos de exerricio de Delegado de
Toliete, nnnea recebeu censura, entao muilo mais
orgulho devo ler, porquanto, durante doze aunot.
nio s oonea fui censurad.., senao fui eloguido, nao
bastando para provar, que sempre cumpri as in-
nhas ojjrnjafoes, mais d qae osalleslados qae leoho
de te* os Presidentes desta Provincia. Durante
esses doze annos fiz chegar meu iiomealm da C-
dade era que habito, e, se o Sr. Delegado quer po-
vas do.que Idc digo, eslou prompto a apresciita-las.
Man sei se o Sr. F. Bernardo de Carvalho nao Icm
Veja-te agora esse liomem nesse quadro la-innn-
sn da vida de un) potro agonsando, foi entao que
ello deaenf olveu loda a turra o energa do se ca-
rcter, op|iondo-o a essa senlenca de mora pronun-
ciaibi por Daos; iicwmpanheinns esse homein cheiu
lido cousuras porque as nao merece, ou porque sens de ardor c cnlliu-iasmo nessa lula contra o decreto
actos passam desapercebidos, como os deoulros o irresislivel. e admiremos sen valor e caridade Mu-
que sei he. que os fundamentos da ana senlenra JuModiWiJiecotToadi medicina, quai.las vezes foi
*.____________ _.,;,. j ... visto dentro da pobre cabana prestar fio- moribundos
traeos, e que a prisflo do prole Manocl foi nina vio- esses ultimo, .insieres do enl'nneiro E .desando
lencia que, sea le sorumprisse, lhe laria, naocrn- rom palavras meigas de cousnUcAo a dr de sua
sura, mas um process. Nao sei se Ja sua vida na- '""''i' infeliz com mo generosa, miseria,que ain-
bhca pude dizer a que |,e dito da ininha, uao su de Delegado desta
porquo parero que o. Sr. I Bernardo de Carvalho
lie mais ronhecido no MaranhlO, onde nunca csti-
ve, senao porque, alui do lu
Ci.lade, nenhum oulro tem i
nome haja sido fallado. <>c
edclicacao, fazendo sacrificio de seu dinhoiro, por-
que o lugar de Delegado Bao !m ordenado, nem
deixa lempo para que so Irahalhe, pelo que sera
toreado a gastar as suas rendas, e islo merece um,
recompensa que deve esperar. Nao sei se o Sr. De-
Foi
u seu 11.L ii que preceden a su.i Iransiclo, F elle
cria e lemia o conlagio !! O' alma bemfaieja,
porque fnuisle da Ierra onde eras encarada como
arijo da prolecca'.' Porque le arrebatan esse mi-
iiislro iinpl.icavel do Cc-io da pobreza, |uo resfriada
capado, em que sen p,Umisera, eri aqueeida pelo fugo da caridade
que serve com zelo | em que te abratava'.' T eras o sol, que derretas n
lens;ol de -elo esteudido sobre essa trra, cobrindo
esleirs de cadveres.
I'assou. Esse gemido gurdo que se prolonga, esse
murmurio de vo/.cs que se confondem entre o sulu-
car de um povo inleiro, esses dra tos do dor, de ui-
vocatoes. de heneaos, que se ouve ao longo, e se v
quebrar junio a nos em explosSO de lagrimas cninn
legadoconla com recompensa e desempenha as suas-1 *<**>"\ J"to a nos em explu.au de lagrimas com.
-.-- ... i sons sublimes de msica m\steriosa, que vibrando
eongatoea a espera do que ll.c pomm dar: o que se. cordas aa vhj, cc|,-,c1 ,,/m ,Kls ullll)lr,le, da ,,el_
he que, se eu altendesso a islo, entao teria procedido
de uulro modo, e nao seria censurado pelo Sr. F.
Bernardo de Carvalho ; c poseoaflirmar-Ibe que nao
eslou arrependido do passo que dei. Se eu livor de
baler i alguma porl.i, Daoteru do Sr. Delegado ;
e esleja convencido que seu proeedimenlo n.i que<-
lao do Sr. Paranhos foi .lvidamente apreciado, e
qae, so o Governo Imperial qoizer, lera no archivo
da Junta Central lanos csclarccimentns quaiitos^e-
rao precisos para saber que o Sr. F. Bernirdo de
Carvalho na senlenca <\ uc proferio no process, de
que se trata, deu provas de que he, o que ninguem
ignora.um tlenlo transcendente, e um juriscon-
sulto cousu.nmado.
Sou, Srs. redactores, com to.la a considerado, ele.
Dr. loai/uini d'.li/uino FOMffM,
7 do adril de 185G.
Illiu. Sr. U-n lo felo presento Junta Central
de llvgienc Publica os ollirios de V. S. de Jli c -JH
de novc.ubro ultimo, em que.depois de relatar o que
ah occ,orreu acerca do process intentado contra Jo-
s da Kocda Paranhos por in'raccao do'regulameulo
de :! de selerubro de 18M, pede que ella declare se
as visitas siiuitaiias s pdem ser leilas cora mais de
um perito, eslando dependentes do juizo desses peri-
tos as verif.caces de toda e qualquer jnfraccao do
cilado reg.lamento, e se os membros da Commissao
licito sujeilos a ser demandados para pagar perdas o
damnos, no caso de absolvirAodos infractores: com-
munico a V.S., quauto a I. parte, que a Junta, cn-
lendendo que deve V. S. levar sem demora ao co-
uhecimculo do tioverno Provincial lodo o occorrido,
aguarda a deeisao dellc para cnlo deliberar como
uiilhor couvier ; o quaulo a _'. parle que a Jaula
ada muitn claro o artigo M do regulamenlo. qne
a HOauarao ion peritos s dece ter lugar no caso de
nfw se ron/orntarem o donos dos objectos rondan-
nados com a derisao do artigo til); pareceudo-llic
absurdo que os inenibros da Co.nmissilo de llygienc
liquem sujeilos a demandas por prejuizos e damios
cansados no exerricio de suas altribuicO.es.
Dees guarde a V. S.KiodeJaneiro.I".de dezem-
bro de 185*. lllni. Sr. Dr. Joaquim de Aquino
Fonceca, Presidente da Commissao de llvgiene Pu-
blica da Proviucia de Pemambuco.Dr. Francisco
de Paula Candido.
nidade. oembaliiraiii no perpatttt solemne: c sen
espirito voando aos ares, se exhalou como suave ema-
nacao dos perfumes da virlude.
E tu mimo de amor, viva imagen! do amigo
que choramos, aceita as lagrima., que derramarai.s;
e por cutre essa novem espesta de crep, que obscu-
rece.) no-,i horizonte, guiado pela in^o trmula de
paluda estatua euvolla em lulo, que pronuncia
convulsiva, e gemebunda e-sa palavra de amor e sau-
dadeincu lhu Calumbemos a habitaran dus
morios All! All A (erra esta revolta. Nem urna
s.') pedra o distingue!!!
por que.'! Ajoelhemo-nos. lleguemos essa Ier-
ra. .Vlla repousa a virlude. Erganios os olhos aos
ceos, e maguados e cunlricln. prunuiiciemosDen. !
^3>iitmcrco.
HACA 1)0 KF.CIFE S DE ABItlI. AS3
IIOIIAS DA TARDE.
Cota;Ceii oiliciaos.
Assucar mascav.idoj?:>M por arroda rom sacro.
Frelc de Macei pira Liverpool. ."> 1|S por ad
go.lao.
Cambio sobre Londres:7 t|i lid d|V.
l''rrdcri''o ItobHliard, presidente.
/'. Ilorgcs, secretario.
i.s lo par
AMItIKS.
Sobre Londres. 17 d. por 1?.
P.iris, 348 rs. por f,
Lisboa. 92po'r 100.
u Rio di; Janeiro, ae par.
Acces du Bancu, 35 oo de premio.
Actes da companl.ia de Beoeribe.
Acces da rompauhia l'erui.mbucaiia
.i ii l'lilulade Publica, :ll) porceulode premio.
lndeini.isi.dora.sem vendas.
Disconto de leltras, de 1:2 a 15 por 0|.o
META ES.
lluro.Uncas bespandolas. .
Muedas de ftMOO vell.as .
j. 69(00 novas .
ijMK). .
Prala.Palaces drasileiros. .
Pesos rolumnarios. .
!'. para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria di tbesoariria provincial de Petnain-
buCo, 2 do abril de 1856. O secretario,
Antonio Fa-reira da .Innuneianio.
&ertaracde.
o lllni. Sr. insporlor da Ihesoararia de fazen-
da manda fazer publico, que nos das I.- s 15 de
abril prximo futuro, estar em pra^a peranlea mes-
illa Ibesonraria para sir arremlado a quem por
menos lizcr e melhor vanlagens em favor da duen-
da offereccr os serviros da capalaiia da alfaodega
le.la provincia, no trienio que tem de decorrer du
I.- dejolho do correle auno a 30 d iunlu.de 1859:
os prelendenlea compare$ani > I dura da tarde no
lugar du rstame, com smis fiadores coiuprlenlirneii-
le habilitados. Secretaria da Ibesonraria de fazenda
de Pernambiico em \-2 de fevereiro de 1856.o ol-
ficial raaior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
S
-1
l COSTIMS U\ VKSFWL.
|3 De ordem do lllni. Sr. K'neulc-corcnel
S director se faz publico, que 110 dia In du ror-
i rente, .10 meio-d
# seal os dildeles seguirte., do cortes de us. :$
ei3e3.
O agente Borja tari, leilao em seu armazem.
na ra do (^ollegio n. 15, de um grande c completos,
s runenlo de obras de marcineru novas e usadas,
de diflerenles qualnlaile., e oulros muilos nbjeclos,
etc., os quaes se acl.a.ao patentes nn mesmo arma-
zem, ese ooIregarSo pelo maior proco nflerecido, em
cou.equeiicii. de nao l.ave* limite de prrro algum :
quinti-fe.ra II) do rurrenle, as II doras da mandila.
tl agente Borja por anlorisacalo do Exro. Sr.
Dr. juiz espacial do commercio, segundo o seu des-
pacho proferido em reqire'imcnlo do enrador fiscal
da mana fallida de JoaoClirxsoslomo da Silva, lar*
leilao da taberna sita na madoColleRio ... 5,perten-
Ceilte a dita mas-a, ronsi.lindo na arffl iro, gneros,
especiaras o inai.Jobjeclo. clcrvislciilcs na ino-ina:
sexta-feira i I do coi rente a. 11 doras em ponto da
mandila.
m>*>;=5 H>tt$0$.
Os senhorea assignanles dcsie Diario alrazadoa
..as suas asignaturas, queiraui ler a bundade de
manda-las salisfazer; pois que sernelliiuile demora
O dono da casa da roa da Florentina n. 8, le-1 Scii-nticaiilOS que O Sr. Jos Fran-
uli.i a bondade de annunciar a su., morada para ser 1 e r :____.-.*> ,-!,. A..~ J .
procurado, no caso que a queira alugar. | clsco ,,,: SOUM Ijma DdO |KMk. diaprjr de
EgasMuniz llarr.-lo Garnero de Campos, len- sua luja com mude/.a.s. na ra do Cabu-
1.........1, ni. 11" 'in 1 u no mr- va ,------* ............. ........
dia. se jagam no mesmo ar- M Cuu,', -ra" e ,t;ln'lor,,0 "" Irausacros, e obriga o
sseguintes.de cortes de n. 4S Pr"l'r"-'lario a sarrilic.us que nao compen-am os seus
9-JO a 22, e corles daos. 63, 1.7. (8 75 71)' A "ilcresses. I'alvez julgue-se que esta quanlia he .uui
9 90 97, lOi, 1-2-2, lis, lil, 15S, IrJI, HiVlfi-, 1* diminua, mas muliip
f I7li e 179. um grande -amina. T
53 Oulro sim. que os Srs Manocl
OS incido. Manuel Autoniu Ja Cund
irada por muilos rouslilue
emos que a demora do llaga-
do
Albuq
Nisci :~ m""a ,,ao '"-' mutivada por talude meliis, c sim pc-
....uquer- S l"'UC'' ""l",r,u"ria 'lUl-' da um da' a peqiieubez
a que, Maria Izabel da Co.ice.co, Mara \l- M J luanl.a. Entretanto este proeedimenlo nao esta
ves da Silva. Ileuriqueti Thereza de Jess S .""'mon/* l'"m us csfur':" que o respectivo pro-
palara da Punliracau, Domingos Candido A I""" '* para manler o jornal 110 pe em que se
% Xavier Ferreira, Mlalda Pereira Giladv o ac e sallst',/er HS necessidades de seus leores. Em
T Francisca da Fonseca Silva Belinonle. deveui 7? sonsequencia da qua.lra calamitosa porque lodos
* dirigir-so ao Sr. thesourjiro da Ihesoararia 'as,i""osll01,ve bastante deferencia para com aquel-
les que -e acdavam aliaz.a los; mas boje que as cou-
sas tem inellior.nlo o proprtelario, espera que seja al-
lendido lias suas justas roclamace., iilim de que
pnssa salisfazer seus compromssos.
O Dr. P. Aducci, medico operador italiano.
SoaSd Magalh'tes' Ju~ G$ 1 participa ao respeitave) publico que esla' anda mo-
rando lio ho.pilal da ra da Aurora
geral, para rccebeiem o mpoete de seus car-
3P les de coatUra, o para rajo pagamento j fo- 5
9) rain chumados cm lempo competente. -
3 Arsenal de guerra de Pernainbuco S de S
3$ abril de 1856.O escriplarario interino, An-
<$ Ionio i'ran<'isco de
9 ior.
O lllni. Sr. capil.lo deporto manda fazer cons-
tar a quem couvier, que existem em deposito no ar-
senal de marinba, apanhaJusiudo pela agua al.aixo
os segunles objectos : urna canoa grande aberla,
con. dous bancos, sol. ... 12, propria para carregar
lijlos, una dita de carreira, letlra K n. ."., um
bote nao leudo niimerarJhi e um pranedao. madeira
do amarello, os quae- SOT80 entregues a quem mos-
trar quo de ilireito llies perlei.ee, c pagar qnaesquer
despezas que para a arrecadaeao se tendam fcilo.
Capitana do porto da Pemambuco :ll de marco de
IS.O secretario,
Alexaudre Rodrigos dus Anjos.
Visteo* matitimte.
PORTO.
K barca porlogueza Uarte 11. da ptima cons-
Irureao, forrada dendre, c de cxcellenlc marcha,
seguir i.npreterivetn. u.le para a cidade do Porto a
21 do correte, se as diuvas nao embartearem, por
fallar-lhe uiiicameiile cerra de :|iHl a ;'ill!)" saceos pa-
2S-5 285OO] ra completar o seu c.iiregamcnlo : quem na nic-ma
. KistHK) I quizer carregar ou ir . llilHKI I agradaveis conimodos, cnlenda-se rom osconsigna-
. '.litHKI! larioa Bailar & Olivcira, na ra da Cadeia do Hecife,
.'UM) e-ei iplnrio 11. 12, ou com o capilao Jos Joaqun)
Bazilio.
mexicanos.
-.ftOOO
1s,S(i(l
lllms. o Exms. Srs.Haveiulo os mu dignos e
caridosos proprietarios Joaquim do Souza Leo, se-
nhor do eugenho Boavlsla do Cabo, e a F^xm. I).
Anua llosa Falcan de Carvalho, senhora do eugenho
Massaugana meremeltido.aquetle.a quanlia de ren-
to e cincuenta, e esta a quanlia de cincoenki mil
res, para quo c, a meu arbitrio, distribuisse com os
indigentes enfermos ou com alsuns orphaos desvali-
dos, c que me pereceasen! mais nccessilados. julgo
do meu dever entregar a Vv. Excs. as mencionadas
ullerlas na quanlia total de duzentos mil rcis. para
que rom aquella dedicaran, zelo o piedaile que leu)
Yv. Excs. tilo boiirosamenle empregado 110 exercicio
de su misso benelicenle, se ilignem de distribuir a
referida quanlia conforme os desejos daquelles que
liin generosamente a oll'erlaram.
De ininl.a parte faro votos1 para que mnitoa agra-
der.inenlns c mil louvnrcs sej.lo dados a estes pro-
prielarins, que iiccpado. em prndigalisar ludo, os
soccorros de que dispuudan, nao su pelos seus mora-
dores cmo pelas pudres de sua fieg.iczia, seguiid,
ALFANDEt.A.
Kendimento do dia 1 a 7 .
dem do dia S......
(i7:968J860
2l6la689
89:230319
Deicarregam liojr 'J de abril.
Barca inglezaImagine mcrcadorias e laixas.
t'alacdo suecoI dunalaboado.
CONSULADO GERAL.
Rendimentn du d.a 1a7 11 :'ai7-'i.l "1
dem do dia S....... :7.>t30
16:2639139
i-'IVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentn do da 1 a 7 .... I:lt49035
dem do di S ....... 1130576
l:2S7-lill
rsinu informado, nao esqueceram-se tuilie-niio^o?"
tribuir os actos de sua louvavel pltilanlropia coi.
os desvalidos habilantea desta capital.
Deoa guarden \ v. Excs.Recite 20 de mareo de
ISo.-lllins. o E\ms. Srs, Bispu Diocesano, presiden-
te e membros da commissao central de dcncccncia.
\ntonio da Canda e Figueiredo, vigaria geral da
diocese.
VEfoS&^mp*
DESP.xCIIOS DE E\Pt)l(TA(.\l) PELA UBSA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
S DE A BU II. DE 1856.
I.brollarBrigue sueco nArando, BaslO & Lemos,
i,-Jim suecos assncar branco.
GenovaPolaca sarda icl'rolccione, Basto Si l.e-
...o., 1,600 sarcos assncar branco.
I.oanda por Mus.ame les e Bengnellaliare;, porlu-
gueza iiprogressista.., Tl.uu.az de Aqumo fonsaca
i Filil), 21 pipas agu intente cachara.
PonoBarca porlngneza aDuartelV, Bailar t\. Oli-
vcira, 77 barris mol, e Jos Rodrigues do Porto,
t sj.cea arroz e barrica rafe.
FalinouthUriana ingles uljourge Robsono, Barroca
i\ Castro, 7(MI saceos assucar mascavado.
HavreBarca frnneezi iConle Roger, Lsserre c\-
l'isset-freres, 5U0 coiiru.. salgados verdes.
MarseiliaBarca frauce/1 Union, N. 0. Bieber A;
Compaubia. 800 saceos assucar mascavado.'
MarsclliaBrigue fraucez. aCoiberl, N. O. Bieber
& Compandia, 1,2'ri sacc >s assucar mascavadu.
Exportacao .
Rio de Janeiro, patacho brasileiro Alhenas)), de
206 toneladas, co.iduz.io o scguinle :18',) volumes
fazendat, 62 ditos cabos de ludio, 1,000 saceos com
5,000 arrobas de assucar, !)8 saccas com 531 arrobas
i libras do algodilo, li mollios pelles de cabra, 5
caixesdoce, 22 espadadores.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimento do dia 1 a 7 .... I0:078:7!)8
dem do dia 8....... 3:3579651
13:436)452
0FFERECI00
a Exm*. familia, e aos amigos do
fallecido tenente-coronel Hercu-
lano Francisco Bandeira de Mello.
Embalado no lelo la virlu-ie, elle correu por
entre as flores deque foi cercad sen bcrco, e locou
o lermo falal prescriplo pela nature/.a! ()s Iraros
que ili'ivn. ferindn doceineule t vista Ira/em a
memoria emboveci> a imacrm daquelles donsina-
preciareis com que o co ilolou.seu espirito, e der-
ramara uo corarfio como em trrenles a ternura; es-
sa ternura, que assomando aus olhos borlmlha cm
nitidas gotas, que cahlndo no poitn donde purtiram,
v.i'i Itrandaincule refrescar a febro da saudade...
Sandaile! como punges o eoraelo O corarao da-
quelles que comprehemlein a si'411 ib caca o dessa pa-
lavra santaAMI/AOE!
Se nilo te .1 :_' ^--mh as 1 unun-, qual seria o ani-
mo forte que nodena eompotajf o leu peso esma^a-
dor! Corram eilas, encbam borbalhando o peilo, e
se derrame profusamente, junis taremos ouvir aos
seus imigCfl e a sua familia desolada, una s pala-
vra de consolatorio:quiodo a dk be crande so na
dor acha o seu conforto.Como poderemos dizer
framente aos seus aimso*, consolai-vos; nao, s di-
remoschora!. O vacuo que elle dei*ou mo pede
ser prrencliido. Di^am os que o conbeceran, ik
qnc u rode.iv;un, os que o apreriav^m, dlfjB ese an-
1' qoe o reo lhe den por Boinpanheira, digann* ein-
lim aquelles que o acompaub;iram de-de a sua in-
fancia nesse sentimenlo, que tjtn vulgarmente e ba-
rtela e tilo raramente be mesmo coiiiprebeii'lido ;
11-' mi, se alm do preoto que derraniam podem ter
oulro consol '.'
Elle tiuli.i apenas (riula o oito anuos de idade.
Era seu pai o lenle-coronel Frencisco 1'cJru Itau-
deira de Mello, rico proprietario do termo de I:n 1-
rass, que gozon sempre da maior importancia por
Sdber ligar a nobrea de seu uascimento e da familia
a que *e I;ou, esse tracto franco e uenero^o que pa-
rece caracterizar a exmela familia de llerculano
Francisco Kandeir.*! de Mello de quem mo acompa-
iilurcmos em detalbe lodos os fados de sua vida,
eonlenUndo-noe em abrarar um pequeo gropo, que
basta para mignalar.
l'cl.i amabilidade de seu espirito, |>eU no
bre/a dos senlimcnto-t ijue o anhuavam, foi lo
apreciado quanto amado, elle fazia o oricuthu
dos seus amiaos, e para sitmilicdT a sua devotarao
para elles UWU narrar o s'guinte faci. I"m ami^o
querido, be ai;credido por um l9ieM00| llcrciilano
avista ao longe, alravessando a espaes, nao corre,
va ; a calope vai partir, inlerpoe-se e eehe grave*
m*nle ferido, calvando asim ao seu amigo. Ile-
roismo da amizade, como s sublime Cmo es duclor, era assim que II rr llano se falla amar e
respeilar, Qfa por estec Irarns de BOU carador eleva-
do, era por sua amabilidade, por sua franqueza e
por soa piedode para com os desvallidos, que elle
(be^ou a oceupar urna eleva la ^n-irao, luda tirina-
da ni e-uin dos b-ibitauFs de Ifeuaraw, cuja loca-
lidade sQufan.iva de o posauir. I*atli st* e^l^b'lece-
ra em Nazaretb, onde as SUS qoalidades Ibe deram
iacoolestavelmante o primeiro losar; rodeado sem-
pre da ente mais grada e pora, elle etercia ea in-
tlueucia benfica, que inseosvelmeole abe con-
quistar a pratica cooslante, e nunca lulerromplda
de arres tan nobres, quanto dcsinterc-sdilas.
All foi Domcado tenente-coronel da guarda na-
cional, oceupou os priineiros lugares da eleiro po-
pular, foi agraciado pelo nosso Monarcha, c provou
que era tflo digno da conlianca publica, como parti-
cular, que uelle so deposita va.
Ligado a urna familia das mais di-lindas daquelle
lugar, elle jireencbeu o* sagrados deveres de pai de
familia, com o zelo e enlbusiastica devolacao que
formava o timbre de seu carador.
2Hfco Alimento porto. |
Matlos entrados no dia S.
Saina6 das, sumaca braseira ullortenci.io, de 91
toneladas, eapiUo Joaquim de Souza Cotilo, equi-
liacein (i, carga eafc, eharaloa e mais aeoeros ; a
Antonio Loii de Oliveira Azcvcdo. 1'assaKCiro,
Antonio Jone da Kocl.a.
1 llia do Principa M) dias, barra ingleza Frau-
rkliu.i, de :l:2 toneladas, capillo Guatava Osear
Mollim, eqonagem l;l, em lastro ; a Me. Cal-
nolll iV I.un1 -nina.
Ierra ^o^a21 dias, Larra inglesa i'assou, de313
toneladas, oapio William Slabb, equipavem 13,
carga 2,095 harricaa com bacalha. a He. C.a\-
nonl & t^iimpaidiia.
Boalon:t2 dias, barca americana otarzar llazardi),
de lli:t toneladas, eapilaa Irankliu I.Micolet.
equipahein 14. rar-a 1,432 barricas farinlia de
Iriso c 1,(172 ditas bai-alliau ; a llenry l-'orsler \
Conipanliia.
Assu'4i dias, liiate brasiiciro Angelina, de S2 to-
neladas, capililo Josu Joaquim Alves da Suva,
i- ini I...MH li, carga Kii de Jaueiro pela llal.ia:1S dias, o do ultimo
porto 10, briaue brasileiro Mor do Rio, de 20".
toneladas, capilao Jos Francisco dos Sanios, sqni-
pagem 12, carea r.rinlia de mandioca e barricas
vasias; a Isaac, Curio ^ Companliia.
LaliiiuaII das, salera americana nl'liaeniv el
>anturki'i' de :I2.'! louplada., capilao Morcy,
Oqaipagom 26, carga azeite de peixe ; ao capilao.
Veio refrescar e se^uc |iaia .Vaiiluckcl.
Philadelphia32 dia*, barca ameiieana aCbarlolbe
E. Taja, de 199 toneladas, capiUO W. I. Cliaik,
equipauem '.), carsa J.l^l barricas com bacalliao ;
a Ualheo* Aosliri ,\ Companliia.
Liverpool36 dias, barca ingleza iiilliuricl, de 333
lmela la-, capilao II. Laeog, eqinpasem-15, carea
lazenda e polvurS ; a .\slle\ Gomnanhio] l'as-
saseiroH, T. Ilorlon Jamos e su tenllora.
Porto33 di.s. brigue poriusucz ,.s. Manoel 1, de
ll8 lonelada-, capilao Carlas Ferreira Soares,
cquipagem 17, carga vinhoe mais seeros ; a Ma-
nuel Joaquim Ramos e Silva, l'assaseiros. Jos
A.iioniode Siqneira Jnnior, Loii Thomaz Coellio,
Antonio Almeida Coellio, l.uiz Uliveira tiomes,
Manuel Cnrreia \lineida Pinhelro. Domingos Ri-
l.eiro de Oliveira, Manoel de Sonza, Manocl Go-
mes da Cotia, .l'i.iquim Dias Barbosa Negreiros.
Da i-oinmis-oVapor de guerra brasileiro nllebe-
ribe-, eommandante o capildo-teoenle Jos Ala-
ria Kodrisues.
\avios sabidos no mesmo da.
Rio de JaneiroEseuna brasileiro "Lindan, capilao
Manoel dea Pasaos Vianna, carga assucar c mais
Seeros. Comliiz 11 cscravos com paasaporlfa a
entregar.
demI'alaebo brasileiro Alhenas, me.-dre Amo-
nio Ferreira tiuiaaaraei Preilaa, tars ai%nuir e
mais seeros.
llaliiaBri^llO belsa aCharles, capilao l"., carga
lazendas.
Para o Kio|de Janeiro sali com loda a brevi-
dade, por ter parle da carga pronipta, o patacho l'lor
du /labia, capillo Damin da Costa llosa : quem
quizer carregar o resto, cnlonda-se com o cnnsisiia-
lario Mauoel Atvcs Guerra, na ra do Trapiche
u. II.
Para o Ro de
Janeiro
Wgue \ ia;eai na prxima semana, por ja'
ter dous k-tros docaFregamento, > brigue
nacional AOLPIIO: para o tost, pas-
aageiros e escra vos arele, trala-sc na ra
do Vigarion.5, ou com o capitao Manoel
Percira de Sa'.<
Para o ro de
Janeiro
Segu com toda brevidafle ]iof ter gran-
de parte do caiTe;;amciil<.), o brigue na-
cional HEKCULES : perra o resto da car-
ga, passageiros e cscravos \ frete, trata-se
com Novaes & C, na ra do Trapiche
n. 34.
Para o Aracat) sali o hiato, durara : quem
quizer carresar, dinja-se a Martina & Irmao, ra da
Madre de Oeos u. 2.
Para o Mediterrneo freta-se o brigne francez
Ernest, forrado de cobre, e de lote de 3,500 saceos :
para tratar, rom a viuva Aniorim t\ K.ll.o, ra d..
Onz n. i>, ou som o corretor Kohrrts na prara.
CEARA' E MAKAMIAO'.
Sesue com l.revidade o patacho Santa Cruz ; re-
cebe carga c passaseiros : a tratar com Caetano Cj-
riaco da C. M., ao Indo do Corpo Santo n. 25.
ACARACU*.
O li i ale LxalacSo sesue nesles dias : para 0 resto
la carga Iralj-se rom Cactauo Cjriaco da C. M., ao
lado do Corpo Saulo n. 25.
Para o 5tio de Janeiro
segu em poueos dial o bem coulieeido brigue nacio-
nal Damao ; para o resto de sen earresameulo, pas-
saseiros e oacravoa, par^ o que tem excellcotes guiii-
niodo*. lrala-80 com o consignatario Josc Joaquim
Dias Feruandes, rua da Cadea do Kecife.
'ara iio de
aciro
vai seguir com brevidade por ler srande parte da
cursa prompla. o brisuc nacional Eltira ; para o
reslo. passageiros e ecravos, paia o ipie olleicee
bous ciiiiiinii 1 -. Irata*sc com o consignatario Jos
Joaquim Das Fernaiides, rua da Cadeia do Recite.
COfiflPAftr.lA
I'UVMJO-VIIERICVW.
ni le pu le ser
procurlo a qoalqoer hora do dia ou da noilc. A sua
esneeialidade he partos.doeoca dos oIIhm e vas oun-
uarias, possuindo ferros totalmente novoa para sanar
qualquer conslricrao da uretra. O seo loll.elo sobre
o Iratameuto do cholera, impresso na l,ilu,i. se acha
a' venda na sua morada.
Joao Creinar pelo prsenle anniinria que o seu
telheiro que tem servido de rocheira na rua da (iuia
n. I, acha-se desocupado por ler mudado-so Fran-
cisco Coelho Jnior, que tmlia coi boira no mesmo
telheiro: |ior iss.. apessoa que o pretender dirija-te
a casa do aunnncianle no aterrada lloa Vista.
No dia 12, 08,10 horas, se hade arrematar rni
pretensa do Sr. Dr. jui/ de ausentes, no aterro da
Hoa-\ isla, na loja do finado Caiuoccini, urna |.edra
mosaica de dala de 171 ferrtmenta.....ai-ulenci-
lios de ourives, um balcao lilciro, c oulros objectos ;
ludo perteiicente a herunca jacente do mesmo lina-
nado.
No dia I! as II horas, na sala das audiencias
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha-
do arrematar a escrava Marcelina avahada em
JoOsOOO, perteucenlc a neraoca jaccule do liuado
Dediuo.
Precisa-te de um fcilnr para um sitio perlo da
praca ; unta boa eusommadeira, e um criado para
lodo o serv.co de nina casa eslrangeira ; a Iralar na
rua do Trapiche, n. 12, primeiro andar.
Arred.iin-se duas casas terreas un bairro de S.
Jos, urna conlendo i salas, i qoartat, estribarla,
eozinha. quintal murado c cacimba propria, e oulra
pequea; quem pretender, dirija-te a rua do Colle-
gio, n. 10, 2. andar.
Na rua collegio, o Sr. Cypriano l.uiz da Paz,
no alerro da lloa Vista, Joilo l-'erreira da l.uz, na
padaria do Sr. Iteiriz. dirRo quem di 500 ou 000
mil reis, com hypotheea eiu rasas terreas.
O abai\o assignado como iliqoidalario da e-
lincta Crina de Veiga \ l'oudella, em virlude do ar-
ligo IISO do cod so commerrinl. avisa aos ber.lciras
dos fallecidos Francisco Lopes Pinheiroe sjiamulher
e os de l.iu i Jos da Silva e sua mullicr, que dei-
iii de salisf.izer os dbiles dos ditos fallecidos,
constantes de cinc- letlra, a quem apresenta-lassem
procuracao ou Icgitimuflraspassu, sendo as primeiras
a 2 na importancia de SMl-100, I a 2508000, cacada
em 23 de onlubro de 185a a 2 mazos, outra sacad..
.... mesilla dala e da mesilla quanlia a i nWZOS, a as
segundasde3 leltr.is na importancia de 5183895,
sendo a primeira sacada em ti de jnuho de 185:1 a
-J. mases, a segunda sacada na mesma dala a meze.
de I i-:llll rada nina, e a lerceira scenla em l( de
nnvemliro de 1851 a II mezes da quai.tiade 2:li>27.5
rs., as qoaes [lellras lando sido entregues ao falle-
cido Antonio Marques da Silva, para promover a eo-
branca, uceedeu que depois .1 > ralleeimenlo do
mesmo Marques, nu harldo noticiada ditas leltras,
e para que os ditos herdeiroi em lempo algum te
cbameiu a ignorancia, se lite faz o prsenle aviso.
Kecife 7 de abril de 1856.
Manuel Pereira de Figueiredo Tondctla.
James Crabtree ^V Companhia negociantes not-
cidade, declaram qoe o in lividoo a quem elles ras-
aran ot poderes de sua provislo que Ule haviam
dado he Manoel Ferreira .Meu les (iuim iriles, c nao
Joaquim Ferreira Hondea Uoimaries, como por en-
gao d.clararam einseu aiiiiuncio, dando assim urna
salisfac.lo a quem quer que se suppoz odendido.
Kecife S de abril de 18.56.
No da .5 do corrente, desappareccu do lugar
dos Coelhos una canoa de lole de 1.500 lijlos, aber-
la. sem banco no lucio, j uin ponen usada, consta
que un praia-mar tic sabbado, ella pastara a poute
do lecile,e foi vista alo a volla du Forte do Mallos,
da-se uina gratificarlo boa a quem della suuber e
der parlu a seu dono, morador ua rua larga do Ro-
sario ti. 18, aonde ser recompensado.
Pede-sa encarecidamente aos Srs. acaJemicos
que moraran) no primeiro andar do sobrado n. 35 da
rua larga do Rosario, o favor de vir entregar as
chaves rio dito sobrado para se entregar a quem j o
alugou, visto lambem lindar-so o mez e dias que sua
seohoriaa pagaram hoje 8do corrale; a fallar na
loja de miudezas por baivn do mesmo sobrado.
Na taberna nova do retiro do caes do Kamos
ha! constantemente ura deposito de Icnha de todas
as qualidades, cal branca e prela, tuda a qualidade
do agurdente, assim como a superior cauna, espi-
rito de vinho. mel de eugenho e ludo se vende por
menos que en. nutra qualquer parte. Tainhem se
Compran) botijas e gai rafas vacias que sejam linipas.
Oferece-se um morjo porluguez para enfer-
meiro que ten. bastante pratica de servir no mesmo em-
preso, ra/.ao porque ja servio em um dos hospilaes
da Europa para mais de 12 anuos, Icm pratica de
um ludo o que resppita o empreo, labendo mais
sangrar, tirar denles, deitar ven!asas, fazer baritas,
corlar cabello ele, ele, o Sr. que esle .pretender ou
seja para hospital ou loja de barbeiro dirij.i-se a rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 28, das 10 horas da
maiihaa as 2 da larde.
do sido nomeado pelo Kvm. Sr. presidente da pro-
vincia para tralar dos inJisenles aneciados do cho-
lera da fresuezia de S. Jos, faz publico, que poda
ser procurado no respectivo bospilal; de\eudo aquel-
las p.'ssoas que se quizercm confiar eus cuida los,
dirigir suas, .clamaci.es pir escrip(o,qur ao mesmo
hospital, quer ao hotel Francisco. Outro sim decla-
ra, que incuml'C-se especialmente do Iratamento das
doencas de Ulero, e das que aflectaag aos meninos.
iJih'.'m aiiiiunciou querer comprar um bauheiru
em bem estado, diiiju-se a rua de Sania i'herezc n.
11, que achara rom quem tratar.
Ollerece-se ulna ama boa engommadeira i na
rua doCollegio n. li, segundo andar.
Oahaixn ataignadof.il Miento a lodos, para
que nao posiam allegar ignorancia, que passou Ires
leltras, cada urna da quanlia de 1:100.-00(1 em favor
do lenle Jos de Barrea Piniciilel pelo arrenda-
nientii do ensenlin denominado Riheiro, na fregue-
z.a de Agua Pela, lerrao de Itarrciros, sendo una a
vencer-se cm inain do correle auno, oulra em maio
de 1837, c a oulra em maio de 1858 ; e-sas leltras
hoje gyram. islQ he, duas em poder do capitao Do
mingos Soriaono de Azevedo e Silva, e um em po-
ilcr do Dr. Chrislovlo Xavier Lopes, Bagando liau-
saccf.es feitas entre csses senhores com o mesmo l-
enle Josu de Barros Pimeulel. Mas n.io he abaito
assignado por si ou seus herdeiros obrigado ao paga-
mento de ditas lellras,porque desfez o arrendamenlo
do mencionado endeuda ; receben oulras leltras nes-
se aclo, o que se n3o fez a respeo das cima refe-
ridas, por dizer o mesmo Sr. Pimeulel que andavam
cm gyro ; eiilretanlo da cscriptura de destrato entre
o abaiso assignado e o proprietario do meamo euse-
nho Ribeiro pelo carlorio do tabclliao Casado lama,
consta a etnnerarao do ahaixo assignado para com o
pagamento das ditas ledras ; o que avisa ao publico
para a sua inlelligencia e direcejo.. Eugenho Saut-
sinbo 20 de marco de 1856.
Francisco do Rcgo llarros tioiaheira.
I'recisa-se alosar um silio perlo da praca: r.a
rua da Cadeia do Recite u. Ili.
I'recisa-se de urna alna para urna rasa de moca
solleira : na rua de Santa I heieza n. M.
A.ntonlo Jo-c do Castro c sua familia sesucu.
para Europa no vapor francez Cdiz.
Joaquim Ferreira Meado* liuimarae, morador
na rua da Cruz do Kecife, sobrado n. 57, declara que
nunca recebeu procuracao de James Crabtree & C,
para robrar as suas dividas; e por isso uao he nu-
la o que expendern! em um aniiuneio publicado no
Diario de l'ernamlmco, hoiilcm 8 de abril de 1856.
Nos obras militares precisa-sc de serventes li-
\res ou aacravos, c paga-se a nOO rs. sendo bous.
Aluda est para se alagar urna casa na cidade
de tillada, na rua da ladeara da Misericordia n. 12,
caiada e pintada de prximo, nao i oripic morres.se
ninguem .le cholera-morbus, mas porque quem mo
rava na esa era acciado, e por isso est limpa.
Massa adanian-
lina-
sem mu para imo lenlia o devido
consenso desciisctedoies. e par este tim
se deve entender rom os mesmos. Kecife
7 de abril de IS.di. I liomaz. Fernand
da'Cnnlia.Feidel PinloA C
I Peehineha.
Na confeiUiia da rua da Ctiz
^ n 17, |K!t tencentea A. A. Porto,
($) acha-oe nina grande pon-ao de
& excclleulw dotvdc caj secco, tao
^ alvo que pode W ver o sol de um
ao OUtro lado, |>cIo mdico prcc>
de 720 reis a primeira piali-
dade e le (10 rab a segunda:
os senhores cjie (|tiizerem lazver
P sitas encommcidas devem cliegar
9 quanto antes, pnis vista a escs- 1
| se/, diste ai tigo |>ouco durara' a IB
*J lal pcclnnclia. fl
Necessila-sc de duas pestaas para servare) es-
tenio de urna casa estrangeira, urna qoe caoroaae o
et.gomme e oulra que enfeuda de costara : ao nao
Nova n. I".
Precisa-se de um eufermeiro suflicieoten
habilitado : na roa da Cruz o. 7, primeiro andar.
Precisa-se de um caiieiro para armara de as-
sucar, que leuha boa letlra : qoeni estiver Beatas
clrrnmilanciaii, dirija-se a rua da i.adeia do Recite
n. lii. que achara com quem Iralar.
ti odese, das araMaa, silo em a roa da Aara-
ra, precisa de urna cozinlieira < uaaa erveaie. hoer-
la ou captiva : no aterro da Boa-Vista, casa o. 7R,
de um so andar, a tratar com o Uiateowir J. >.
I'uarte.
Joaquim da Scahra. Uasileire. vai a Eataau
tralar da sua saudc.
Sctvico regular
lo Havre ao Itio de Ja-
neiro com as .escalas de Lisboa e Santa-
Cruz de Tcneiill'. Goree, Pemambuco
eBaha, por vapores novos d 2,000
lonelladas eloica de 500 cavados.
I' mesa. -> meaa'
l'rccn das nasaagens
Par, de Peni.'
I'ara o t*>ia. ... ^lim
Lisboa
Cruz de'l'el.eriir .
tiorc. .
izititae.
Acamara municipal desla cidade. allenlenilo
a que a arrecadaeao da imposto sobre os cata Icleci-
meiilos de cominera., e ni luslria Icm sido folla com
srande morosidade, em consequencia sem dunda
dos elleifos da epidemia reinante, resotve prorogar
ale o lim do rorrei.t.. uuv. o prazo para pagamento
do mesmo imposto, lindo qual incorreriio os om-
missot na penas ealabelaeidas.
E para que cliesue a noticia de queni couvier, se
manduu publicar o prsenle.
Paco da cmara monicipal do Kecife em testao de
2 de abril de 1850.liarn de Capibaril.e, presiden-
te.Manoel Ferreira Accioli secrclario.
(amarles
de I* classe
Sing.
IJOO
Dol.r.
f.'.I.VI
son
f)5t
130
Cmaro les
le 2' classe
Sins.
(IHSi
070
Dhr.
(. 7511
i.i'ii
1%
f.550
150
380
:.,i
O vapor Ladiz desla companlua par-
tira' do Ro de Janeiro no dia S do cor-
rente : para (rete e pssagens, aos con-
signatanos L, Lecomte Feron a C., rua
da Criizafl. 20.
ParaaDahia sesue npreleHvoInMnla no dia
II do correle a hem mohecida garopoira iil.ivra-
caon ; para o reslo da carsa trala-se com seu con-
signatario D. Alves Matheus. rua da Cruz n. 5i.
Para o Itio tirando do Sul, com milita brevi-
dade sabe o bem condecido c veleire palacno ultom
Jess, o qual j tem parle de seu rarresamento :
quem quizer un mesmo carregar, dirija-su a seu do-
no Itartlioloiueu l.oiuenco, ou na rua da Madre de
Dos n. 2.
.-." v /;.:; -93 ;. ;: ;y i J5^
^ Precisa-se de una pessoa orphaa, lano (k
.5 masculina romo femenina, de maior ou me- ;j
J> or idade. ale 7 anuos, p ira servir de cumpa- (*
nliia e--t casa de familia hiniesta, prometi- S
Q se-lhe boa educacao e IratomenlO : quem a v3
ja isto se qui/.er prestar, appareea no paleo do @
'g Carmo n. 9, ou uo collegio das orphias.
:::c;; ^:--;:;;;.^.i-.: : ; $
Lotera do Gym-
naso Pernanoi-
liiieaifio.
Sabbado 12 de abril, lie o imbbita-
vel andamento da referida lotera, pelas
10 luirs (la maiilia.i. Os meus biliietes
e cautelas esto ex'postos a venda as lo-
jas ja'condecidas do respeitavel publico ;
a elles que eslao se acallando.O cattle-
lisla, Saltutianode A<|uino Ferreira.'
Gnu ida-se aos senhores socios cllec-
ttvos .loAlheen l'eriiamlitietino, a
se rciinirein etn sessao preparatoria, boje
9, ao iiieui dia, no salio da Faculdade.
secretario, Avies de Albbiiucrque
(jama.
Para a Rabia segu em poueos dias o bem co- !
onecido liiale nacional Amelia, o qual ja lom par- ',
le de seu carregainenlo prompto ; para o resto en-!
lende-se com seu contianalarlo Antonio l.uiz de
Oliveira Azevedo, rua da Cruz n. 1.
Sendo o abaixo assignado o encarregaile da li-
quidaran da esa de sen finado pal Francisco Paes
Brrelo, e leudo desapparerido desde o din I." de
fevereiro do correnle anno o escravo Cosme, .erten-
cente aos baoi do dito tea pai, o qual escravo se
achiva'aarvindo a meu mano Manocl Joaquim do
.unate nacional nAineliao precisa de mai i- Kego Brrelo, e lendo desconlianca de que elle so
nhcirus drasileiros para a sua viagcni i llahia. I acha oceollo por algnem, desde ) proleslo contri.
O bergnnlim nacional aDespiqaede Beitiz """ '';l pn>cediienlo, o proceder! cm lal caso eom
surto no porto da carga, tem precisan urgente del'0''0 "i^"'' que me r.irullant lisiis, na cobranza
marinheirot brasileiros para a toa Iripularno na re- ''" l"',lllls a damnot. Ot tignaet caractersticos do
eeole viagem que vai fazer ao p.ir com escala pelo ll"" eseravo "n" "s tegoinlrt: crioulo, ida le :lil an-
Maranlian ; o capilao e O respectivo consignatario "os, una lelnle em um dosolhos, falta de alsuns
o Sr. Manoel Joaquim Rimo- Silva, nao duvidam ',e".1"'1.' frenh, alguma barba, uaava de um pasta
pagar soldadas maluras das que eslo ettabelecid
Francisco Pinto Uzorie chumba denles com a ^er-
dadeira massa adamanlina e appttea ventosa- pela
alraccao do ar : pode sur procurado confronle ,io
Rosario de Saulo Antonio u. 2.
tlabaiso assiguado, havendo si.ln snrprcndi-
do pela leitura do bollctim do chotera publicado no
Diario de l'ernamlmco ae 5 do correle, no qual
vio sol. n. 2.251 o sesuinle : Antonio Jos da Silra
Braga, Portugal, 50 annos, toluim, branco, Boa-
I isla, /eitor, rua fleal, sobrado defron\c da Es-
tancia, v-te na necestidade de declarar que houve
ah engao quando se d ao fallecido a profi'sito de
feilnr; por quanto o dito fallecido sendo irmflo
do abaivo assignado com elle morara, nao como fei-
tor e sim como sen irmao solteiro e fazendo parle do
sua familia. Qualquer assento que ueste sentido se
ha|a feito nos archivo* pblicos he inexacto, e o
abaiso assignado prottsla nao ler lido parle em sc-
mclhanlc declaracalo, sendo que o estado de enfer-
midade a que esta reduzido em cima de urna cama o
impele de vigiar como lhe cunipre cm occurrencias
desla ordem. E em quanto por si uada pode fazer
para que em laes archivos se restabeleca a verdade,
taz o prsenle proleslo por doferenria ao publico,
peraute o qual mo poda consentir em ver deprecia-
dos os seus senlimentos de fraternidade. Recite s
de abril de ISili.Manoel Alves da Silva Braga.
O abaiso ostisnodo, vendo i. annuncio de seu
ex-caiseiro Joao Antonio tioncalves, no Diario boje, declarando que selnelinha desenraminhado
um vale do quanlia de lOO^tldO de tao baliu", assig-
nado por Domingos de Azevedo Coitinbo, declara
lambem por deferencia ao publico c n3o ao tal T ,
que esse vale me foi entregue pelo mesmo #1-!-
\eiro em pagamento junio cen a quanlia de 669OOO
em dinbeiru e iiin.i moeda eucasloada de ouru, qoe
disse lhe tiiiham empenhado, o que ludo lhe encon-
Ire 110 babu* na occatitl que 0 eslava fe-hando para
sabir, a excepc, o do. GI19OOO que j os tiuha u 1 .'il^i-
beira para os por em sesoranca, e luMo ll.e al.ouei
ua cunta que lhe foi entregue ua preseuca de varias
pe.-oas ; declaro mais, que o lal T. enlinii para a
111 11I11 casa com a quanlia de 5.?7SO e urna iclacati
de dividas de 525 e lanos rs., 19o bous pagaJores que
gaslou sii de cusas 799305 ero tres dividas que Icn-
(OUCobrar cono se pode verificar eno carlorio do juiz
du paz de S. Jo-c, aptescutou de despeza em um an-
no UlgOiO. apossou-sc de 'nlcOOO que parle deu a
juros ;o referido vale c parle cousumio cm .lepe-
zas quo nilo pode occultar, embora nao as tive laucado cm sua cotila, e o reslo me enlregou os 6fo'
com o ordenado que vencen 165 e tantos rs., anula
me he devedor de 2l>5e lanos rs., por cajo debito
0 eslou demandando, alora oque me consta manda-
ra para soa trra dividas que licou c nao me deu no-
tas, carrocaa que ja linha comprador, por cento e
lautos mil reis, e o que aiuda ignoro por estar em
diligencia ; he na verslade muita andada do lal T.,
qoe apossando-sc paulatinamente do que nao Ihepcr-
lence, e depois para poder apparecer com o dinheira
liuge qoe o pedio emprestado a ontroa do mesmo ca-
libre, ou qoe achou carleiras com dinheiro ao abrir
das portas da taberna em que de cai\eiro, c cujos
perdedores nunca annuiiciain a perda pelo Diario
como he coslume, Grande 1., feliz,-o na California ;
o reslo tica para o tribunal competente. Recife 8
de abril de IK5U Antonio Joaquim Salgado.
A copimissao da cmara municipal lara npor a
venda do dia S do correle tm dianle, carne sufli-
cienle para o consumo da cidade pelo pnce de 150
res cada libra, '13NOO por arroba ; e islo nos talhcis
novos. que a dita eommttMIo manduu fazer na ri-
beira de S. Jos, e nos segunles particulares.
Rua do Raugcl.
I albo do Paz.
Dito do lleiicdii '>.
Hilo da Pedro da Cosa.
Largo da Peiiha.
Talho de Albino.
Recife 7 de abril de 1856.
i) lllni. Sr. ihesoureiro manda tazar publico,
que c-la 1 exposlos a venda,das 0 horas as horas da
l.irdc.us biliietes da 2.J parle da .* loleria do lij m-
easio Pernambucimo. na Ibesouraria das loteriaj rua
da Aurora n. _(', como lambem na rua do Crespo,
loja dus Sis. Antonio l.uiz dos Sanios ,"\ Itoliiu, rua
do I.mmenlo botica do Sr. Chagas, e roa de Auro-
ra, loja de luinleiie dn Sr. Sebasliao Marques do
Nascimenlo, que faz esquina para o aterro da Boa
Vala, cas rodas da supradila lotera aiidaui imprc-
lerivcluicnlc no da 12 do corrente mez.O Mcrivaa,
Antonio Jos Duartc.
Prcrisa-sc alugar 110 bairro da liea Villa urna
casa terrea, que leuha pelo menos tres-quartos, que
eslea cm bom astado de asseio, c cojo aluguel nao
escoda a l-J- mensacs. I'as.i-se em quarleis adiau-
lados. Ouein a li\er procure o morador do sobrado
n. ti, primeiro andar do aterro da Boa Vista, que
lhe dir' quem a pretende.
tl Dr. Jcronviuo Vilella de Castro lavares,
lente da laculdade de^jireilo desla cidade, inudoii a
sua residencia para o JTerro da Boa Vista, sobrado
11. t, primeiro andar, e continua com o sen esenp-
torio de advocara na rua do Passeto, bairro de San-
to Antonio, anoar terreo n. 15, onde pule ser con-
autlado, lodos os dias uteis, ale as 3 lloras ra tarde.
Manuel Goncalves da Silva remell para o Kio
de*jaueire o pardo de nome Honorato, por ordem
que. levo de Joao Miiuncio de Barros Waudcrley.
A pessoa que aiinunrioii querer comprar urna
cama franceza, dirija-te a cuufeilaiia da rna da
Cruz 11. 17, que achara com quem tralar.
U&ochegado recentemente a loja de
(errageni de Tbomaz Fernandes da Cu-
nha, na rua da Cadeia lo Kecilc 11. ,
pa s de (erro de patente propiibs para
arma/.ens de assttca e alerros, asitr. co-
m) todas as trra mentas proprjas para
tanoeiros.
Fugio na noilc de *> do correnle du
Sania Koia mu escravo cabra, de nome Aa
idade '> annos, levando um cavalln pedrez, cap
rom cansaHia, e urna pequea trouva com roopa <
le, he muilo ladino e capaz de illudir qoalqoer pes-
soa queiendo paasar pur ferro : roga-se aa anlariia
des poliriaes c capii...'. de campo n apprihanam;
sendo no termo de Ipojoca, leva-lo ao referid eo-
genho Santa Rosa, e no Recife, travesea do Otan-
mado n. :l, ou ao eugenho luararapes, aajo rocosa -
pensarlo generosamenle.
Alusa-sc metade de urna boa casa na roa Vo-
lita ; quem pretender, dinja-se a mesma rna, caaa
u. 12, que adiara com quem tratar.
> 1 rua das Cinco Ponas n. 71 ezitte oeaa car-
ta viuda da villa de Caruaru para a Sr. Mario
Francisca do Amor Divino, a qoal carta veso aaao-
dada de un< mano da ditr senhora por o ama Qsrin-
no de tal.julsa-se ser negocio de grande nteres da
dita senhora por vir muilo recommtadada.
t) abaixo assignado roca ao Sr. Jos de lal, par
alcurnia Pira, qoe declare se ja receben eo ltg da
.maneada I mbeli.ia Maria l.i.u o Alboqoorajoo, da-
nlieiio esle que ha mu.lo ja bavia dado ordem pora
ihe ser entregue ; nao seja fallo de odaeafge, Sr.
Pira, Sr. Pira veja que pode encontrar ao asaaal
que seja uelle fisgado c dejiois tirar-lhe at eacaaatja.
Praurisco Alves de Carvalgo.
|)ara aquelle purtu
dcr-.K rom o Sr. Man
seo escriptorio,
prelendenlea qneiram enlon-
el Joaquim Ramos e Silv.....o
11 com u capilgo na praca.
V,
t/Ooipauliia brasiieira
,> 1 ut'ies .: vapor.
(!
- t) lllni. Sr. inspector da Ihesoararia provia-
Sua molher. a Exilia. Sra. I). Anua Joaquina l>-1 C'S'> e"' cuui|irinieulo da ordem do E\m. Sr. presi-
vale.iiih Bandeira do Mello, foi sempre o ohjecto de
sua idolatria ; era pai, e que pai jamis o igualoii
nos extremos dcste senlimeulo dore, profundo e
mysler.oso em que e arrouba o espirito e devnela
la pelas regioes inellavels dn co, onde vai procurar
a fonle de allectos lio indenidos. que nao podem
parar c na Ierra onde habitamos i...
lento da provincia, de 27 de marco prozimo lindo,
manda fazer publico que no da 17 do correnle vai
novaineule a prega para ser arremalada, a quem por
menos li/er, a conservacao perioanenle da estrada
de Peo d'Alho, avahada ere 4:00650110 rs.
A arrematadlo ser feita por lempo de seis meze;,
a contar do 1.- de mam do correnle anno.
< vapor
Peranzieum-
mandante F.
!' Borgcs.es-
pera se dos
p or I o s do
norte em se-
teuimeoto pa-
ira os de .11 o-
'cei. Babia
Kio de la-
lueiro em 13
do crrenle:
ageucia ma do Trapiche o. in. segundo andar.
pidlho, bem espadaiido : quem della liver nolicias e
c pegar leve-o ao enseulio Montevideo da fregoezia
d Ipojoca, mi nesla prora a Dominsus >\,\ Silva
Campos. Engenhu Montevideo 7 do abril le 1856.
Joaquim Frnucisco Paes Brrelo.
': Placido Jos do Ileso Araujo. leudo lirado com
as tojas de chapeo* da prara da Independencia ns.
|-J e I pretende liquida-las, e por seo vendo,2 li-
dos espelbos srandes. assim como um varudo sorli-
i.ieulo de chapeos, lauto de castor rapado como com
pello, e bem assim ..ma pin cao de peludas e tam
bem um escolente candteiro, que tu lo vende bara-
to para acabar.
Alusa-e na Capunga a casa com commodida-
det para grande familia, -ilio e jardim, cocheira e
estribarla para s cavallos. proprielade da viuva
l.asseire : podem para esle lim eiileu.ler-se com 31a-
ndbl tioncalves da Silva, rua da Cadeia.
Benedicto Bruno vai fazer 11..... viagem ao nor-
te do imperio.
Sr. Antonio Joaquim de Mello Balo queirj
procurar urna carta no escriptorio de Manoel da
Silva/ Santos, ua rua da Cadeia Vaina.
tjuem prerisar de um caiveiro parlnguez para
lahcrna ou padaria, do que leiu bastante pratica,
dirija-sc ama do finamente 11. 21. taberna.
Floreuce Alabaslcr slaloelles, la: salo, roa iio
Trapiche n. 19.
loi desenramii.liado de dentro de meu baho',
estando en de c.-iixeiro em ca-a de meu c\-|.atrao An-
lonio Joaquim Saleado, urna .letlra ou rol tacado a
meo faver por Dominos de Azevedo Coolfhhn. da
ipi .nti.i de UHI-s, vencendo o premio de 1 \ ao mez.
de cupt premio eslou paso ale o dia 31 do correnle
111ez.de abril ; pira que pessoa alguma faca tran-
saeco com a mesma, faco esla 'declaradlo, vislo que
ja liz scicinc ao sarador. Kecife .5 do abril de IS5(i.
Joao Antonio tioncalves.
Ollercce-se um portugus para lector de euge-
nho, o promelle prestar bous serviros pela minia
pratica queja tem, B lambem dar couhecimenlo de
sua conducta : porlaulo quem de seu preslimo se
quizer nlilisar, dirija-te as Cinco Ponas n. 71.
PrecisaTse de unta
ama de
le leil
e que
Precisa-se de um caizeiro para I
tenha l annos, ponco mais 00 menea, eiada ama
icnha pouca pratica, qne dr conhcimenla aa con-
ducta : no becro l.arcn. liberna qne vira para a rna
da Seozala Nova n. 39.
Alugam-se 2 pretea para o serviro do padaria,
1 in 1.1 mesmo ule enteodendo. sondo Uabalhadoaoa
paga.n-se bem : no rua Olreila o. 82.
Precisa-se de um pequeo de idade de 12 a II
annos. pouco mais ou menos, para caixeiro do taber-
na, prefenudo-se dos rhegaJos ha pouco do Porto ou
do mallo : na roa do Pilar n. 92.
1 Merece- um h.niiem de 30 anno para feiler
de sitio : na rua larga du Rosario o. -A, sonrod.
fMmiai ae punga : na rua da Cruz do Kecife n. 40.
Alugam-se duas e*cravas para lodo o trrico
de uina casa, eeis lavani. rozn.tiam, cosc.n e ensom
mam pe lenemente : quem as pretender, dinja-se a
c-irad de Joao de II no-, (irimairo sobrado a o-
querda, pass.mdo o hecco do Bol, que achara com
quem tratar.
I'ieri- .--e de um pequeo para caiieiro de
urna padaria nesla praca : a tratar na rua da Seoza-
la Velha ... 91. Na mesma casa se precia* de om
amas-ador.
A utoii 10 Dominsiiea de Almeida Pocat faz cor-
lo,que no juizo municipal da primeira vara desta ci-
dade, escnvSo Santos, cnciminha arrio de liedlo a
Domingos Karreiros e sua mullier, para o lim de
.mullicar o te-lamento feito em 1849 por Joou Boni-
facio Kodnsues Chives, pelo qual insliloio dito Bar-
re; o- (mr seo hvrdeiro. sendo cerlo qoe a Mearle
do aiiiiuuciaule lie firmada em testamento feito per
dito Jos Bonifacio em IV..5, pelo qual revogoo
aqoelle que mstiluio por seu herdeiro ao meuriooa-
lo Domingos Barreiros, e com qoanto este eatrja ao
par do ultimo testamento e da inteucao do aonoo-
cianle, todava apress.i lamente fez inventario da
nieaeao de urna casa terrea na roa de liarlas, anico
bem que constilue a herancii, e pretende seja jalea-
do para o lim naturalmente de a dispor : previne
portanto, que ninguem a compre por eilar pendente
a lide e ser o anuonriante o nao Barreiros o hordet-
ro do lioado Jos Bouifacio.
50,000 rs. de ^raticayao
I usio do cnceoho Bom Jess do Cabo, o cabra
escravo, de uomc Vicente, alto, espadaiido, pernos
linas, rosto comprido, sem barba, cabellos corrida*
e crespos, de idade de 40 annos, be distilador, toe*
rabeca c gaila, e he filho do serlio da Serra do Mar-
lins : quem o apprchender e levar ao referido ea>
jen lio ou a casa do .commendador l.uiz Gomes Fer-
reira, uo Muudego, reccli ra a quanlia cima.
Aluga-so urna graudc casa terrea rom quintal,
ua rua da Soledade : a tralar no Mansiiinbo, silio
de llerculano Alves da Silva.
A Sra. I). Hcllena Mey pretende segnir paro
Inglaterra, levando em soa companhia 3 meniuas
menores, e a Sra. I). Antonia Josephiua do Paraso
e urna criada.
O curador de orphaos e ausentes dos bens do
finado Manuel Gome* Moreira convida pelo prsenle
a lodos os credores do mesmo liuado, para que corn-
il. iee.ou no prazo de 15 dias axonlar desle, lim do
que por si ou por s us procuradores joslifquem eos
dbitos, visto qoe vai proceder a "invenlario pelu
Juizo de orphaos e ausentes desla cidade nos bens
que licaram pelo fallecimeuto do dilo Moreira. o qoe
para coi.heciuie.ilo dos inlcressadus tato o preseole
.iiiuuucio. Cidade de Nazarclh I.' de abril de 1856.
I curador .lomeado, Joaquim Theodoro de Albu-
querque Maiauhjo.
AO I'I III lio.
o padre Thomaz de Sania Mariauna de Jesaslia-
galliaet, legalmruie provisionadu para poder exornar
o magisterio dos esludos do primeiro srao, avisa ao
publico, que com brevidade abrir 110 bairro de San-
to Autoiiio a sua aula de primeiras leltras e lalini,
aiinexaudo-lhe um curso completo das tingues italia-
na e franceza, dirigido pelo Sr. Alberto Tallooe, sob
a expressa condirao de Iradozir e faltar estes idio-
mas uo prazo de ...u anno lectivo. Nesla mesan*
aula llavera lambem urna escola do msica vocal o
instrumental, e um corso de conlraponlo, o que lu-
do promelle ser desempendado com inleiro aprovei-
lamciito dos alumnos. O proco h 5c000 por cada
um dos cursos de linguas latina, italiana, franceza e
msica vocal e imtrumental ; continuando a ser os
orejea da aula de primeiras lellras os mesmos que
rostiimava ter ; quaulo aos alumnos qoe desejarem
seguir o curso de conlraponlo, deverao se eulender
na aula com o respectivo prole"r. A aula nao
liabalhara nes domingos, quiulas-feiras e dias santos
de guarda, como lambem fechara no no dia 24 do
dezembro. para abrir no dia 7 de Janeiro. Os Srs.
alumnos que desejarem se matricular, devem faze-lo
quaulo antes na casa do anuunciante, no largo da
Sania Cruz 11. 12, cerlo* de que a aula sera aberla
logo que houver 12 alumnos matriculados, o qae te
lata actente pelo Diario. Ot alumnos serio obriga-
dos a pisar sempre as inensdulades adiantadas.
D. Anua Maria tioncalves Ramos, viuva do
major Manoel Francisco Ramos, moradora na comar-
ca de Pao d'Alho. Icm constituido por seu procura-
dor bastante a seu senro Mauricio Francisco da Li-
ma, o qual se acha revertido de plenos poderes para
Iralar de qualquer negocio ledenle a sua casa, o
qual procarador pode ser procurado na cidade do
Kecife. rua da C-uia 11. 01, primeiro andar.
O arrematante dos mposlosdas aferiees, ms-
cales e boceteiras do municipio do Kecife faz cerlo
que he allegada a poca de revoten as aferiees ja
feitas ; assim como de novo convida a virem afe-
rir os eslabeloeimentot e a grande quanlidade de me-
didas de rua que deixaram de aferlr no lempo com-
petente, e at o prsenle nao o lenliam feito ; tam-
bera lembra aos mscete e boceteiras a lirarem at
sns licenras, do contrario usara dos meios da lei,
visto ser prejudlcado cm seus interesses.
__ \ pessoa que aiinuncinu a compra de orna ca-
ma franceza rom lastro de palha, pude maodar ver
una de boa madeira de amarello,bem empaldada, o
nova anda por ter tido pouro oso : no aterro da
seja sadia e tenba bom leite, para Criar Boa-vista, lojade mareineirodoSr. Barbosi.
um menino muilo manso : np alerto da I'recisa-se de um pillo de caria : a pessoa que
Boa-Vista n. 26, legando andar, 011 nosejulsar habilitada dirige a ru* do Trapich
1, t J t 11 .. que achara com quem tratar.
Rectle, rua do lories n. 1 \, e prometie-
se gratificar satisfactoria mente a' pessoa
t|ae der noticia e a levar a casa, cima.
pie adiara com qu
Precisa-se de urna ma deleite: qnem esti-
ver nestas circunstancia, pode v.r tratar na roa
arga do Rosario n. 35, loja de miadezat.
i

MUTILADO
ILEGIVEL


SIMIO DI PIRIMORDI QUITO- FflU 9 di ABRIL 01 1865
Terceira edi-pao.
TRTA1E1T0 H0I0PATHIC0.
Preservativo e euralivo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
/^ nc-i^ m-n .-^. m
e i nslr ucelo aopovo parase |>odercurar Jeslaenfermidade, administrndoos remedio?
paraatalha-la.emquanlo serecorreaomedico.ou mesmo paraeura-laiiidapendenledesleMios lugares
en que nao os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos coolm as ndieaoes mais clarase precisas, c pela sua simples c concisa eiposi-
C3o estao alcance de todas as inlelligencias, nao so pelo que diz respoilo aos meios curativos,como prin-
cipalmente aus preservativos que tcmdado os mais salislactoriosresullados em toda a parle em me
elles tem sido poslosem pralica.
Sendo o tratamenloliomeopathicoo micoque lem dado grandesresulladosnocurativo desta horu-
veleuferroidade, julsamosa proposito traduzir restes dous importantes opsculos em I i ligua vernaci-
la, para desl'arte facilitar a sua lailn a quera ignore o francez.
Vende-se nicamente no Consultorio do Iradufflnr, ra Nov o. 52, por 2)000. Vendem-sc tambera
os medicamentos precisos e boticas de l2 tubos rom um frasco livro e 2 frascos de tiulura rs. ojOOO.
remedios mais'ellica/cs
fpEDH.YS PRECIOSAS-*
? Aderemos de brilhantes, j
(llamantes e perolas, pul- *
censa, alfioeles, brincos
e roletas, bolbes e anneis i*
de diflerenles goslos e de j
{ diversas podras de valor. +
Compram, vendem ou *
trocam prala, ouro, bri- Sj
Ihantcs,diamantese|>eio- ?
I las, e onlras quaesquer j*j
[ joiasde valor, a dioheiro
jua por obras. m tn ilf
MOREIRA & DARTE.
1.0,14 DI OIRIVES
Ra do Cabuga n. 7.

\mm ni
OURO E PRATA.
9
Adereros coraplelos de 9
Receben, por to- t
dos os vapores da Eu- m
ropa as obras domis \
moderno gosto, tan-
Franca como
ouro, meios ditos, pulcei- '<-,
ras, alfinetes, brincos e *
rozelas, cordes, Irance- J
lins, roedallias, correule ie
eenfeiles para relogio. c *
outros muilos objeclos de jj
ouro.
Apparelhos completos, S
dejas, salvas, castices, S
collieresdesopaedech, ?
J e mullos oulros objeclos
| de prala.
i c-..*V?SjEaE3W:S?SW"(!3B.S
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre^o commodo como costuniam.
fregtie/.ia
lnstruccao moral e reli-
giosa .
Este compendio de historia sagrada, que
foi approvado para nstrucro paimana,
tendo-se vendido antes da approvarao a
l#600rs., passa a ser vendido a Lsu(H):
na liviana ns. 6 e 8, da piara da Inde-
pendencia.
Precisa-se alujjar um pe<|iiciio sitio
perto desta cidade, o qual lenlia lugar pa-
ra guardar um cavallo e que nao soja
prximo a charco ou agua estajjnada, e
se tiver casa assohradadu mellior sera' :
na livraria ns. e 8, da piara da Inde-
pendencia.
attencAo.
% Acha-se a venda na coufeitaria da ra da )
$ Cruz, perleocetile a A. A. Porlo escolenle
S) sela de varias qualidades, perfeitammle gj
S acondicionada em lilas de 3 libras; goal- :-j .
mente moilo bom doce de calda sorlido em jif 983%3dS'39QQ33S94pQ$)9
pequeos barris, e lodos os mais arlaos de W n i
t) docena, Indo confeccionado com o rrwior es- 0 recisa-se alugar dous pretos capti-
Zmero : aprompum-se encoromendas para # vos, dando-so o sustento, para trahalhar
denlroe forado imperio, com toda activida- npsi-i,.,.,.--|-, r o
de e limpeza. J nesla '> pographia : na liviana ns. (i e 8
#-3SBaaC ''' I"';",:l (':l Independencia.
O Dr. Vicente Pereira do Reg par-' Na casa da residencia do Dr. I.oureiro, na ra
ticipa aos seus amigse constituintes daSa"d"^def'>ie do Hospicio, precisa-sede umi
que-ansferiooseuescriptorio de advo- ^ t^lt'^r "V"83 Cm*S m'-
gacia para a ra do Oueimado n. 46, pri-
meiro andar, onde pode ser consultado
das 10 horas da manna em diante.
Commissao de benelicencia da
de Santo Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
palle da assocacao commercial beuefi-
centedesoccorrer a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas (pie precisaremde soccor-
ros.queiriio entend r-se a qualquer hora
na ra Novan. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fonseca, na ra do Trapiche n.
40, de Thomaz de Paria, c na mesina ra
n. .)(, de Salusttano de Aquino Ferreira.
Pernambuco 20 de fevereiro de 1856.
Salustiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Paria.
S J. JANE, DENTISTA, i
% contina a residir uarua^'ova o. 19, primei- 0
# ro andar.
AO N
No armazem de fazendas bata-
tas, ra do Collegio n 2,
vende-se tun completo sorlimetilo
de fazendas, linas e grossat, por
piceos maisbaixos do que emou>
ta qualquer parte, tanto em por-
c/ies, como a retallio, amaneando
se aos compradores utn s proco
para todos : este estabcleeimento
anrio-s< de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, ranoezas, aUemSat e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tcm vendido, epor
islo olferecendo elle maiores van-
tagena do que outio qualquer ; o
proprietario deste importan le es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Ltiiz dos Santos & Rolim.
Cfompra'-
Compra-se um;i ou duas ovelhasoom
as crias, e <|uc tenham bastante leite:
amado Hangel n. 36, primeiro andar, los, relogios patente ingle/., barris (Je
t'recisa-se comprar an ou dous quarlaos : ua In,xa ""' vinho Cherr > em barris,
Vende-se em casa de S. P. Johns-
lon & C, ra da Senzala-Nova n. 42,
sellins inglezes, chicotes de carro e de
montana, candiciros e casticaes bronzea-
de
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acham-se a vendaos nov os bilhetesda
lotera 1-da matriz da Parahibuna, que
devia correr de 7 a 9 do corrente: os
premios ate 4:000*000rs., serao pagos
a distribuicao das listas.
Urna pessoa habilitada com longos
conhecimentospraticos do commercioem
todos os seus ramos, sendo aconselhado a
liem da sua saude, a fazer urna viagem
mais ou menos prolongada, quer a's re-
publicasHo Prata ou do Panuco, ou mes-
mo a Europa, se oll'erece ao commercio
desta praca para agenciar relares com-
merciaes em qualquer das pracas desses
patzes, realisar quaesquer liquidares
commerciaesamigaveU, ou deoutra qual-
quer natureza: se houve quem queira
utilisar-se de tal convite, poder-se-ha di-
rigir em carta fechada sob es iniciaos
A. P. Q.ao escriptorio deste DIA-
RIO DE PERNAMBUCO, para se entrar
em ajustes.
UQ11DACA0.
I'ommateau, aterro da
Boa-Vista n. 16,
honra
ra da Cadeia do Hecife n. 16.
Compra-ie um banlieiio que esteja em bom es-
lado : quem o liver annunce.
Compra-se urna cadein de relmco em bom es-
lado : na ra do Vicario, lija de piutura n. 10.
Compra-se diarios oujornacs que ejam"lim-
peaaiaO rs. a libra: na ra eslreila do Rosario
n. 1.
Comprain-se notas do Banco do Bra-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
gundo andar.
Compra-se um guarda louca que
estoja em bom estado: iioprimeiio andar
dista tvpogiaphinsedira' quem compra.
Compra-se urna cima fraaeeta de qualquer
madeira, cora lalro de paiha, em Ihhu uso, rom lan-
o que seja bastante larga : quem liver e queira ven-
der annuncie para ser procurado.
Compra-se urna escrava de meia idade, que
saina eozmhar o diario Ja urna casa e lavar de sa-
bao : na ra do Encantamento u. :|.
Compra-se um caaiorro que seja esperto e de
rai;a : quem liver e quiztr vender dirija-sa a roa do
Seho n. 13.
Comprase efleclivamente, lalio, bronze e cobre
vcllio : no deposito da findicao da Aurora, na ra
do Ifrum. loyo na enlraca n. S,c na mesma fundi-
rjo, em Santo Amaro.
lio dovela, chumbo de
para carro, lonas in-
o
api-
53eni>as>.
lem
Qaer-se alogar um escravo para serviro Tle
cata: a tratar na ra do Trapicha o. 10, secundo
Miar.
Associacao CommerciaJ
Benefcene.
A commissao encarregada pela A'sociaciio Com-
mercial BrneficentepHra distribuir snecurros s clas-
ses necessiladas do hairro- do Kecife, faz saber a
f.___i: j_ j n i, quem se adiar nessas cirrumstaocias, que pode pro-
Candida Mana da Paixao Rocha, pro-j curar a qualquer de seus raembros era soas residen-
leSSOra particular de instrucoo primaria, cias abaixo designadas a qualquer hora. A coinmis-
residente na ra do Vigario 'do bairro do e,,an,,01'5''0? "*'? PuPara r t & """<""." forcospara bem desempenhar a mis3o que Ihc foi
necile, taz SCiente aOS pas de Slias alutll- confiada, roga as pessoas que liverem conhecimenlo
as, que acha-se aborta sua aula, na qual de 1ue fl01l -----.?t -____..___,__:__j no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
continua a ensinar as materias do co*lu-.qMrc|reoii,talKIionp0fa^,ieilar,>qilpeiralller
me, e admitte pensionistas, meio pen- j* bandada de assim Ih'o indicar, alri de prompta-
sionistas
e externas, por pfecos razoa-
veis.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
por sedlas: na ra do Trapiche u. 40,
segundo andar.
REPERTORIO DO IEDICI
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
, o posto em ordem alphabetica, com a descrpc,3o
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physio-
logica e Iherapcutica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de ac^ao e concordancia,
sesuido de um diccionario da siguilicacao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pesaoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
.(Je Srs. assignanles podem mandar buscar osseu
templares, assim como quem quizer comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amameutar criuoca na
casa dos etposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habilitares occessarias, dirija-se a
mesma, no pateo do Paraizo, que lii achara cora
quem ira lar.
O accionistas da companhia vigilante de vapo-
res de reboque sao convidados para entrarem com a
segunda prestacJo al o dia 13 do corrente, no es-
cripiono de Henry Foralcr o\ Companhia, Da roa do
I rapiche n. 8.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho, livre
oo cativa, certa de qoe ser bem tratada e bem pa-
ga : quem quizer dirija-se a ra do Collcsio u. 10,
seguudo andar.
Precisa-se de urna ama para casa de
familia : Da roa do Encantamento n. 3.
ARRENDAMESTO.
A loja e armazem da casa n. .55 da ra da Cadeia
do Kecife junto ao arco da Cooceiro, acha-se desoc-
copada, e arrenda-se para qualquer esUbelecimcnto
em poni grande, para o qual tem eommdos sufti-
cientes : os pretendenles entender-se-hao com Jo.lo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n,
i/, na mesma roa.
pouca
menle seren ministrados os necessarios autilioi*
Anlonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. H0.
JoscTeiieira Bastos, roa do Trapiche n. 17.
Jo.n da Silva Heladas, ra do Vigario n. i.
Associaco Gommerclia
Beficente.
A commissao oomeada pela AssociarAo Commer-
cial Ilenelicente desla praca. enm o lim de soccorrer
as pessoas Decessiladas e desvalidas da freguezia da
Boa-Vista, por occasiAo da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em laes circumslaucias, de pro-
curar a ,lo."io Matheus, ra da matriz n. 18; Manoel
I ciM'ir.i Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalbo, Estancia : desde as 7 horas
da imnlia s 9. e a larde das i horas em diante :
em caao urgente, porm, serio soccorridosprompta-
meDte a qualquer hora. A commissao desojando
acerlar na forma de distribuir essoccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais conhecidas
desla fregnezia que (ivereni perfeila sciencia do es-
lado de precisao de qualquer familia, se dignara de
a informar afm de ser cora promplidao atlendida.
Recife 2." de fevereiro de 18St.Joao Matheus, Ma-
noel Teiteira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
Na travesa da Congregarlo, loja
de cncadernacao, continua-se a vender
militas das obras de direitos ja' anninicia-
das por este DIARIO, como tambem ou-
tras muitas nao s de direitocomo de ma-
terias diversas, na mesma casa vendein-se
aljumas obras latinas, proprias para os
queestudam esta lingua: todas as obras
estao em muito bom estado, e por ellas
laz-setodo o negocio, porein a dinheiro.
Lava-se e engomma-se por preco
commodo e da'-se al mocos e jantaes com
muito aceioe promplidao : na ra do Li-
vramento sobrado n. 1.
(!a
de participar as pessoas que desejam
iomprar u seu eslabelecimenlo, com armatao, raobi-
na, lerramentas de seu otlicto, e porpes de fazendas
corno sejam, gales para os carros, arreios pura pa-
rclhasde cayallos, lauternas ricas c ordinarias, freios,
bridoes, chicotes de baleia, ditos coberlos de Iripa
para carros, velas para lanternas. freios para selliiis,
eslrihos, chicotes, esporas, brida em palha c de cou-
ro, lesouras de lodos os tamaito, facas para mesa,
navalbas, aliadores para as ditas, ferramenta para
deulista, limas para os denles, polvarinhos, clium-
beiras, eupoletas, fundas, collieres de metal, espon-
jas grossas, pello de amarra, nivel d'agua, e um
grande snrtimenlo de cachimbos e lomo, que todas
estas rateada! sao frescas e de boa qualidade ; vis-
la do comprador se fara qualquer negocio.
i'oiiimateau, aterro
Boa-Vista n. 16.
lem a honra de participar as pessoas que Ihc ficam
lerendo, que ello se acha na necessidade de por ua
seus nomes no Diario, pois mo quizeram responder
aos aniiuncios de 27 de fevereiro ate 3 de marco.
Na mesma casa vcude-se vinho Irancez de primclra
qualidade, em barrica.
r.~i I\recia-,,e alugar um csc.-avo : na padaria de-
rronledo chafariz das Cinco Ponas n. :!7.
O commercianle desla praca Jos I rancisco
los Sanios e Silva, por incommodos de saude tem do
renrar-se no primeiro vapor para a Europa, o que
ra publico ; (cando o seu eslabelecimenlo sob a
direccao do oulro socio Jos. Nunes de Paula.
l.ouis Puecli, ajant fait l'acquisilion do reslaii-
ranl rancais, a fhonneur de prevenir les amaleurs
de la lunine coisine, qu'ils Irou.veronl 'a toules les
Meares dujour, de quoisalisfaire leursgouK I.c*
reparahons railes a' son clalilissemenl, sa silualiou
agreahle. les coniiaissinces de sa profession el le de-
sir de salisfaire les personnes qui lui feront l'hun-
neur de visiler son clablissemenl Ini fonl esperer
une nombreuse chenlelle. I.es personucs qui dcsi-
reronl Taire des commandes, soit en palisserie el
cliarcutene sont prices de prevenir la veille. On
tronvera dans le raeme tablissemeut, vio*, liqueuers
el conserves de toules les qualil.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os bilhetes o cautelas do cautelista An-
tonio Jos Rodrigues de Sou/.a Jnior nao
estaosujeitos ao descont dos 8 por cen-
to do imposto da lei, osquaos so acham
a venda as lojas da praca da Indepen-
dencia ns. V, 13, lo e iO, ra Direita n.
13, ruada Praia n. 00, ruado Crespo n.
5, e na ra do Livramepto n. 30. As
rodas andam no dia 12 do presente.
Os premios sao pagos logo que sahir a
lista geral.
Uilbeles 51800 recebe por inleiro
Meios 2s900 < .,
Tercos 2.SO00
Ouartosl.s'50
Quintos I$200
Oit&vot 7(i0
Uectmos (i 10
5-O0OSOO0
2:500|000
i'MdgQW
1:230j000
1 ;000000
62S|000
500*000
250*000
(pie s pa-
loliiiiiltas
PARA 0 CORRERTE ANUO.
rolhinhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dos direi-
tos parochiaes, resumo dos impostos re-
raes, provinciaes e municipacs. extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, < emiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
montos e exportacao da provincia, por
500 rs. cada tima; ditas de porta a ItJO;
ditas ccclesiasticasou de padt e, com a ro-
sa do S. Tilo a 400 reis: na livraria n. 6
c 8. da praca da Independencia.
Na Californita,
loja nova, na rila do Crespo, ao p do arco de Santo
Antonio, vendem-se curtes de casa francezas de
muilo bons goslos a IjtfOO c t I^VW ; ha grande
quanluladc para se escolher, lenco, de casa brancos,
lisos e com bien a (H) rs., chitas prelas francezas,
largas, para lulo ato o covadi, e muitas oulras fa-
zendas muilo baratas, a dinheiro a vista.
Attenfo.
Vende-se um escravo de cor cabra, robusto e sa-
dio. de idade > auno, pouco mais ou menos, o
qual serve para qualquer servieo pesado, assim como
padaria, armazem. eostro qualquer servieo*: quera
pretender compra-lo, dinja-s ra do .Mondego,
casa n. 1i.">, para lazer negocio.
Vende-se sal do Ass abordo de hiate Angli-
ca : b a tratar na ra da Cruz do Kecire, u. 13, pri-
meiro andar.
Na praca da Independencia, n. :l(i e :l. ha
para vender urna escrav crioula de S a :l0annos,
pouco mais on menos, sabe coziubar, e lava de sa-
bao, tem principio do engommado e sabe fazer
todo mili serviro de casa e ra.
\ende-se um bom piano cora pouco oso, por
prec.o commodo : na ra do Torres n. 38.
. endem-se meias prelas de peso da fabrica de
Lisboa, proprias para padre : na loja da ra do Cres-
po n. :l, protimo ao arco de Sanio Anlonio.
Vendem-se bicos estreitos e largos, e renda
lambem, ludo da Ierra : na ra de Aguas-Verdes
n. 18.
A mellior ^iriuh.i de man-
rlioci em bmccus
que eiistc no merrado : vende-se por preco razoa-
vaj, no armazem ;lo Cazuza, no caes da lfaudega
n% 7.
Gomma.
Vende-se superior gomma de ararula : na ra do
lirum n. >>.
Ca miso fas de laa.
.Meias de laa.
Cobertores de lila.
Baeta de cores.
C bertoresdealgodo.
Vende Antonia I.uiz de Oliveir Azevedo, uo seu
escnpiorio, ra da Cruz n. 1.
Vende-se a loja denominadaBazar
Pcrnambiicanc, na i ua Nova n. 55
adverte-e aos pretendentes que se fara1
qualquer negocio que for de razSo alim
de se ellectuar tal venda : alom das van-
tagens me o lugar ollerece, accrosce
mais que existem muitos poneos fundos na
casa, e sobre esses mesmos se fara' abat-
ment.
A.HOHEOPATHIAEO
CHOLERA.
nico tratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus,
PELO IJOUTOK (t)
Sabino Olegario Ludgero Pinho. M
Segunda edicrao.
A. benevolencia com qu foi aeolnida pe- W
lo publico a primeira edicrao deste opus- (
calo, esgolada no curto espacode dous me- Jv
t^ zes nos induzio a reimpressao' ($)
A Casto de cada eiemplar......IgOOU ig%
Carleiras completas para o trata- w
n menlo do cholera e de ipuitas ou- t
S tras moleslias, a. .......:il)j5000 ZZ
t Meiaa carteiras..........KiautlO W
^ Os medicamentos sao os melhores possiveis. ft
CoDsullorio central homcopathico, roa j"L
de Santo Amaro fMuudo-Novo) n. (i. (f5)
PUBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Bata pablicasao sera sem duvida de utilidade aos
pnucipiantes que se quizerem dedicar ao ejercicio
uo roro, pois nella encontrarao por ordem alphabe-
tica as principan a mais rrcquenles occurre.icias ci-
vis, orphanologica, commerciae e ecclesiasticas do
nosso foro, com as remisses das ordeoaee, lei,
avisos e reclmenlos por qoe se rege o'jjrasil, e
bem assim resolucoes dos Prazistas anligos e moder-
nos em que se firmara. Conlm semelhautemente
as decisftes das queslOes sobre sizas, sellos, velhose
novo direitos e decima, sem o Irabalho de recorrer
colleccao de nossas lei e avisos avulsos. Consta-
ra de dou volnmesemoilavo, grande francez, eo
primeirosahio a lazo t yenda por 83 n;i loja de
livrosn. 6 e8da praca da Independencia. < e-
nhores subscriplores desta poblicacao etislenles em
leruambaco, podem procurar o primeiro volme
na loja de litros cima mencionada: no Rio do Ja-
?-".."? l,"'na1.d0 Sr. Paula Brilo. praca da
Const.lu.cao; no Maranhao, caa do Sr.. Joaqoim
Marque. Rodrigues; e no Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
Empregam-se srvenles e malbadores de fer-
ruTa;. Sa rond'Sao "/" de D. W. Bowman, na
'na do Brum, passando o chafariz .
Precisa-se de nma ama forra ou captiva, para
todo servicu do urna casa de pouca familia : na roa
da Moeda n. 2.
Precisa-se deserventes livresou es-
clavos, paga-sebem : na fundicao da Au-
rora, em Santo-Amarp*
Est aberla a antiga padaria da ra das I ar.ui-
ceiras n. 28, e prompla a servir o publico com to-
1 dos os gneros proprios deslas casas, e de boa quali-
dade ; -ilii achar a gente menos favorecida da for-
luna bolacha a Ires por dous, o que boje he raro
encontrar, pao de meio dia para a tarde pelo mesmo
preco, ele. ele. ; be mais um eslabelecimoulo *de
ulilidade publica na qoadra aclual em que tanta
' falta se lem sentido deste genero de absoluta neces-
Isidade.
O bacbarel Francisco de Salles Alves Maciel
pude ser procurado no primeiro andar do sobrado n.
'((i da ra estreit do Rosario, qoasi quina da ra
das Trincheiras, onde lecciona em lalim, philosophia
e geometra.
Roubo.
O abaixo assignado prometi gratifi-
car generosamente os Srs. relojoeiros,
ourives, inspectores de quaiterao ou
qualquer outra pessoa, que poder desco-
brr o roubo feto em sua casa, na noile
do I do corrente, na'travessa da Madre
de Dos, de uta relogo do ouro paten-
te suisso n. 5V2V, de caixa cobetta, sen-
do esta raza porbaixo e ouvada por ci-
ma, esmaltado de ambos os lados com
vivos de azul e blanco, sobro o mesmo es-
malte urna corrente de ouro ingle/, (mas
nao das modernas) de oos iniudinhos e
lapidados, com o encadeado muito uni-
do, e mais urna chave de ouro de for-
mato grande e oitavada mas inutilisada
para dar corda por estar quebrada na
ponta : por isso rocommenda a pessoa
que algum destos objectos desoobrtr, an-
nuncie para ser procurado, on dirija-se
ao annunciant, na mesma travessa n. 18
para ser gratificadoJoaqun) Antonio
Goncalves da Rocha.
Vigsimos 520 ., ,<
O referido cautelista declara,
ga nos seus bilhetes inteiros vendidos os
8 por cenlo, como tem a'nnnnciado.
Souza Jnior.
Precisa-se de urna ama de leite :
na ra do Rangel n. 5(i, ou na livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia.
PERDA.
Canio na manhaa do dia ", do corrente mez, da
varanda do segundo andar da casa n. 50 da roa da
Cadeia do Recife, do pesclo de urna crianza, urna
volla de cordo de ouro nao muito grosso, tendo cn-
liado urna Conceicrto de ouro, urna liga de dilo, ou-
trai dila de licomo encasloada em ouro. urna moeda
vellia de ouro de IfOOQ e um denle de cachorro en-
casloado em prala : roga-se, porlanlo, a pessoa qoe
loa objeclos liver adiado, ou forem offerecidos, que
leiiha a bondade de os mandi.r entregar a sobredita
casa, ou na luja defroole da roa da Madre de leo,
que se recompensar generosamente.
A. Sangsler, sapillo do brigue iuglc/. Parti-
rn, nao se responsabilisa por cotila ncnliuma que
sua IripolacAo contraa em Ierra.
Deseja-se alagar um prelo e urna prela para o
servieo de urna casa de pouca familia, ou mesmo
uma ama : quem os liver, dirija-se ao paleo do Col-
legio n. I,segundo andar.
Alugam-se dous pretos que foram do servieo
de padaria, para qualquer refinacao ou oulro qua'l-
quer eslabelecimenlo, cora tanto que nao seja servieo
de andar na ra por se emhebedarem as vezes:
quem quizer alaga-loa annuncie para ser procurado
por loda esta semana, pois a pessoa que us aluga lem
de se retirar por loda esla semana.
Aluga-se um sobradinho por Iraz do armazem
da ra de Apollo n. 1:1, leudo entrada pelo neceo
contiguo, pela quanlia de 6)000 : a tratar no mesmo.
8 M MSDLTOMO HOMO g
| mineo. |
Ra das Cruz es n 28
W Continua-se a vender os mais acreditados medicamentos dos Srs. Caslellan e Weber,
lijlos de marmore e obras de dito.
Vendem-se lijlos marmore de 10 e 1 pollcgadas
quadrados, e mais obras de marmore, como lmales,
uruas e estatuas, por preces couimodos : em casa de
Basto & l.emos, roa do Trapiche n. 17.
Vende-se Diccionario Theologico por Bergier
Direilo Natural por Ahreus (traduzido., Dircito Ka-
tor.l por l'errer, llislory of Home por Thomaz Mo-
rell, Vicar of Wakefleld, o Paraizo Perdido por Jo-
hnsou Milln, Fables de la fuame, Epistolu- Cice-
ronis, compendio de geographia por tiaullier, Su-
premaca do Papa por Moreno, Direito Publico Ge-
m por Dr. Aulran, Galena Pitoresca da Historia
de l'ortugal, por muito barato prejo : noatciroda
Uoa Vista, loja de ourives u. (i8.
Vendem-se por preco commodo caixlhos envi-
drando para varandas, assim como portas de diver-
sos tamaitos : a Iralar na obra que se esta fazeudo
no lugar anude foi o Iheatro de S. Francisco.
Vendem-sc duas tabernas sitas no Monteiro,
uma na poule o ulra confronte a S. PantalcAo|:
para
camas de forro,
munieao, arreios
glezas.
Ceblas de Lisboa.
As ceblas ja se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na travessa da Madre de Dos n. 21, ar-
mazem de Joo Martn de Rarro.
AG ENCA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nesto estabcleeimento contina a ha-
ver um completo sortimentodc moen-
das o mcias moondas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Quem quizer comprar um carro
americano de quatro rodas, com asientos
para duas pessoas, tendo arreios c cavall
muitoardigo: dirija-se a ra do Ti
ehon. *0, segundo andar.
Farinba de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para poree. iralase com Manoel Alves Guer-
ra, na ruado I rapiche n. 14.
Moinhos de vento
omhombasderepuioparareearhorlase baia,
decap.m.nafund.cadeD. W. Bowman ama
do Brum ns. ti, 8e 10.
PARA OS SENHORES ESTUDANTES.
Vendem-se na livraria ns. e8 da pra-
ca da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul et Virgnie, Telemaque em ingle?.;
Historia of Romo, Thompson: por pic-
eos commodos.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-sc superiores mtia de laia para padres,
pelo haralissimo preco de 1*800a par, ditas de al-
godao prelas a 640 o p-r : na ra do Queimado.loja
demiodezasda Boa I'ama o..'{:,.
SEMIENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se i venda na
ruada Cruz do Recife n. fia, taberna de Anlonio
francisco Martin, as sesuinlts semeules de hortali-
ce, coma sejam : ervilha I. rta. genoveza, e de An-
gola, fejiio carrapalo, rozo, pintacilgo, e amarello,
atracerepolhudae allrmaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rah.uieles brancos e encarnados, nabos ro-
lo e branco. senoira brancer e amarellas, couves
Irinchuda, lombarda, e sahoii. scbola de Setubal
segurelha, coenlro de louccir rcpolho e pimpinela,
e ama grande porcao de diflerenles sement, das
mais bouilas llores para jardn.
Con ros de cabra.
Veude-se um resto de couros de cabra, mnito gran-
des e bous : na ra da Cadeia do Recife o. o.
No armazem de Novaos & Ci, ra da
Madre de Dos n. 12, vende-se farinha de
mandioca em saccas, de superior qualida-
de, poi preco commodo.
Taixas para engenho*..
Na fundicao' de ferro de D. W
Rowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido Je 5 a 8 palmos de
bocea, asqttaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarenm-se ou carregarn-se em carro
sem despeza ao comprador.
Cousas finase de
bons gostos
Bolacbinhas finas para
, de excellenle nualidade, chegadas ullimamenle de
Liverpool ; vendem-se em latas e as libra : na roa
do Collegio, taberna de trancisco Jos l.eie.
Vlilho em saccas.
Vendem-se saccas com milho muilo novo, por ba-
rato proco : ua ra de Sania Rila), taberna o. 5.
Vende-se por prejo comrQodo uma armatao
nova de luja desmanchada, sendo a madeira de lou-
roeobalrilo lodo de amarello : a Iralar na ra da
Madre de Dos n. 'Mi.
Vende-se superior clinrolale de Lisboa em la-
tas de 8 libras a 3)600, e dils de i libras a SUdO :
na travessa da Madre de Dos, armazem n. .",.
^ahijMiii boje da al'
fandega queijos londrinos, presuntos in-
gle/es, bolachinas de soda e btscoitos de
diversas qualidades, em lulas grandes e
peipicnas, conservas e mostarda, tildse
vende a precos razoaveis : na ra do Col-
legio, taberna de Francisto Jost Leite.
Relogios
ing e/es de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : em. casa de
Henry (iibson : ra da Cadeia do Reeife n. 7r>.
LIUlTACAOl.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
'Ju.iriei- n j i, i|uerenili' acabar as miudezas que
existem. vende barato alim de liquidar aem perda
de lempo.
Franja com bololas ara cortinado, pera
Papel paulado, resma, (de peio)
Dilo de peso, resma
Lila de cores para bordar, libra
Penles de bfalo para alisar, dozia
Fivelas doaradas para calca, uma
Ijroza de obreias muilo linas
Lencos de seda finos, rico padroes
Caiza de linha de marca
Meias para senhora por
Penlesde tartaruga para segurar cabello
Grozas de canelas finas para pennas
Hilas de bolSes finos para casaca
Meias prelas para senhora, duzia
Ditas dila para homem
Lacre encarnado muilo lino,libra
Papel de cores, maco de 90 quadernos
Duzia de colieles
Kspelho de todos os numero, duzia
Liuhasde novellos grandes para bordar
Ricas lilas escocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem costura para homem
Ditas de seda u., peca
Trancas de seda branca, vara
Caixas de raz, dnzia
Pec,as de filas de ois
Lapis fino, groza
Cordo para vestido, libra
Tooca*de blonde para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e oulros muilos artigo que se (oruam recommenda-
veis por suas hoas qualidades, e qi)e nao se duvidar
dar um pnoquinho mais barato a aqoelle senhor lo-
gila, qoe queira a dinheiro comprar raais barato
do que se compra em primeira mA0.
Cassas francezas finas
240 rs. o coviido.
Na ra do Crespn. 5, vendem-se cas-
sas francezas linas a 2V0 rs. ocovado.
Vende-se agu- fino em porejo e a relalho, por
preco commodo : na ra da Cadeia o. 8, defronle
da relar.i...
tsooo
:wwu
35700
71000
:iooo
100
fisooo
IS.')00
2*0
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icOOO
SlOU
SWM
:is-20o
25800
19800
00
720
23500
15600
!M)0
:t5:too
:i80
400
19600
300
28'.00
15200
I 200
15000
CHAROPE
Para luto.
NA LOJA DA BOA FAIA.
quem pretender
tralar.
dirija-se as ditas tabernas
em i mi mas e em glbulo, carleiras de to-
dos os tamaitos muito em eunla.
Tubos avulsos a 500, 800 e 19000.
1 onca de tintura......2J000
Tubos e Irascos vazio, rolhas de corlica
para tubo, e ludo quanlo he uecessario pa-
ra o uso da homieopalhia.
6?) dos os tamaitos muilo em conla. (t<
/a Tubos avulsos a 500, 800 e 15000.
4fi) 1 MM Haliiilnr, .V.1UU1
O)
Na ruado Kosario da lloa-Viata n. 13 d-e al
a qiianln. de SOOSOOO a juros razoaveis, sobre penho-
res de ouro ou prala.
I.uiz Manoel Rodrigue Valeoea com sua fa-
milia vai a Portugal.
Piecisa-se de olliciaes de alaate
para toda obra : na ra Nova, est|ina
da ponte.
seis
Vende-se agu' ispcrior em porcao e a relalho:
na ra das Cruzes n. 10.
Veude-se ama escrava perfeila engommadeira,
cozinheira e doceira : na ra do Collegio o. 2o, ler-
cciro andar.
Vende-mse
dous moleques, sendo um de idade de 10 anuos e
oulro de (i : quera pretender, dirija-se a ra Direila
dos A rogados n. :I6, taberna, que achara com quem
Iralar. ,
Xa loja das
portas.
Em frente do Lii runenlo.
atacado prelo para lulo a meia pataca o covado,
lila prela para saiaa,manto, jaquelas ou calcas a dous
lusles, chila escura, tinta aegura a meia pataca,
meias pretas para senhora a pataca o par, chales de
cor escuros propnos para casa a cinco lusloes, cami-
sas de cambraia bordadas para senhora a ciuco lus-
Ides, meias brancas para meninas a dozc vintn.
Vendem-se eslaluas de Alabastro de 1- lorenra:
na ra do Trapiche n. I'J.
Veude-se ou aluga-sc um sitio no Monteiro,
bem plantado, rom mullas Irucleiras romo sejam,
mangueira, larangciras, jaqneiras. uilicoro, pitom-
beiras, sapulizeiros, fructa-pOo, coqueirus, 2 ps de
abaoaiia, mulla rof^, macateira, batatas, aramia e
oulras mais frurlas, o sitio be lodo cercado e bem
forte, tem casa para uma familia grande e eslribaria
para 4 cav.dlos : quem o pretender comprar ou alu-
zar, dirija-sc a Pora de Porlas, ra do Pilar n. li,
taberna.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende se choco-
late a ion rs., bolachinha quadrada americaua a ino
rs., emitas a 120, cha prelo de l|2 libra e de l|
em massinhos a 15020, macarrflo e lalharim a OO
reis.
Vende-se um relngio patele suisso com sua
competente corrente e chave, ludo de ouro : quem o
preleuder, dirija-se a ra eslreila do Kosario u. 33,
ou as Cinco Ponas 11. 93.
. Veude-se ama escrava "crinla, moca, bonita
figura, cose, lava, engomina p ro/iuha o diario de
unta casa, por preco commodo : na rita da Senzala
Vclha u. LIO.
Cevada de Lisboa.
Veude-se por 2flO0 a arroba : ua travessa da Ma-
dre de Dos n. 5, armazem.
Vendem-se ricos leques com pluma, bolola e
espelho a 2>, luvas de pellica de Jouvin o mellior
que pude haver a I58OO o par, ditas de seda ama-
rellas e brancas para homem c senhora a 15280, di-
las de torcal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 15200, ditas de fio de Escocia branca e de to-
das as cores para homem c senhora a "i00 rs., ditas
para meuinos e menina muito boa fazeoda a 320,
lencinhos de relroz de loda as cores a 15, toacas de
lila para senhora a 6i0. pente de tartaruga para
atar cabello, fazenda muilo superior a j, ditos de
alisar lambem de larlarusa a 35, dito de verdadei-
ru bfalo para alar cabello imitando muilo ao de
tartaruga a 1-5280, dito de alisar de bfalo, fazen-
da moilo superior a 320 e TiOO rs., lindas meia de
seda: pintadas para crianzas de I a :i auno a I5SOO
oipar, dila de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para criai.ras de 1 a 10 anuos a 320 o par, es-
pelho para pande com eicellentcs vidro a 500,
700, 1/e I52OO, loucadorescom ps a 19300, filas
de velludo de (odas as cores a 160 e 210 a vara, es-
eovas filia para denles a 100 rs., e finissima a 500
rs., ditas finissimas cora cabo de marlim a 1?, tran-
cas de seda de todas as cores e larguras a 320, 400 e
500 rs. avara, sapaliuhos de lila para enancas de
bonitos padroes a 240 e 320, aderemos pretos para
lulo com brincos e allineles a 15, loucas prela de
seda para criancas a 15. travessa da que se usam
para segurar cabello a I5, pisloliuha de metal para
crianc. a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 25200, bandejas muito linas e de lodos os (ama-
ndo de 15, 25, 39 e 1, meias brancas lina para
senhora a 210 e 320 o par, dilas pretas muilo boas
a 400 r., rica caixas para rap com riquissimas es-
lampas a 35 e 25500, meias de seda de cores para
homem a 610, cliaruleira muito finas a 2)5, caslocs
para bengalas a 40 r., pasta para guardar papis
a 800 rs., oculo de annarao de ajo praleado e dou-
radosa 640, 15 e IjfiOO, lunetas com aro de bfalo
e larlaruga a 500 rs. c 19, superiores e ricas benga-
linhas a 25, e a 500 r. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e zrande, fazenda muilo supe-
rior a 640, 800, la. I92OO, 15500 e 25, alacadore da
cornalina para casaca a 320, peales muilo fiaos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a filo, dilas
para casaca a 610, capachos pintadlo para sala a
fi40, meias brancas c cruas para homem, fazenda
superior a IfiO, 200 e Jlii o par, camisas de meia
muilo finas ,1 I.- e 15200, luvas brancas eucorpadas
proprias para monlaria a 240 o par, meias de cores
para senhora moilo fortes-a 220 o par, ricas aboioa-
duras de madrcperola e de oulras muitas qualidades
c gosto para colletes e palil a 500 r., fivelas doa-
radas para calca c colleles a 120, ricas fita finas
lavradas e de lodas as largura, bicos finissimos de
bonitos padroes e todas as larguras, rica franja
brancas e de core para camas de uoivas, tesouri-
nha para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alm de ludo isto outra muilissimas cousa muilo
proprias para a resta, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os fregueze ja sa-
bem : na ra do Queimado, nos quatro caolos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Pama
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ul I mamen lecliegada, as-
sim como polassa da llussiaverdadsira : ua praca do
Corpo Sanio u. II. ,
Corte de vestido de casa prela com 7 varas cada
um, de limitio padroes a 25000 : vende-se na roa
do Crespo, loja da esquina que vlla para a ra da
Cadeia.
Sapa tos de borracha.
No aterro da Boa-Vista, defronle da bonera n.
1 he chegado nm grande sortimento de sapatns de
I "racha muilo proprios para a estafao presente, lan-
u ^ara-' imem como para senhora, meninos e rre-
linas, assim como uro novo e completo sortimento
de calcados franeexes, e de Nante, de lodas as qua-
lidades, e os bem conhecidos sapalos do Aracalv,
para homem como para menino, esleirs, cera e ve-
las de carnauba, as melhores qoe de la lem viudo ;
assim romo uma porcao de verde francez, todo por
preco muilo commodo, a Iroco de sedula velhas.
Para vidracas.
Vendem-se vidros a 85 a caixa : na ra Nova n.
38, defronle da igieja da Conceico dos Militares,
casa encarnada.
Vendem-se saceos grandes com milho a -1S800,
feijo mulalinho muilo novo, velas de carnauba da
mellior fabrica do Aracalv, esleirs dila, oleo de ri-
cino em garrafa de M|3 libra, em latas de 37 li-
bras, garrafas a 15, e tudu mais por preco commodo:
na ra do Vigario n. 5.
Anda existem algn exemplares da Demons-
Iraeo dos Arl. do Cod. Com. com referencia no
s eolre si, maslambem com os avisos, portaras e
regulamentos respeito ao mesmo Cod. Ela obra he
mu liileressaiile a todos os cidadAospara os acios da
vida commercial, principalmente ao* Illms. Sr. aca-
icar-
Jo
demicos : vende-ie na loja de livro do Sr. Rica
do Freitas & Companhia, ra do Collegio, e na 1
Sr. Anlonio lioraingues Ferreira,
l-oi-i cada exemplar.
roa do Crespo, a
DO
BOSQUE
* Foi transferido o deposito deste charope pira a bo-'
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53
garrafas 55500, e meias 39OOO, sendo f,,!0 {nti
aquello qae nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o presente aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtysica em lodosos seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipaces, losse, asin-
ina, pleuriz. escarns de sangue, dr de costados
peilo, palpilarAo no coraran, coqueluche.bronchila
dr nagarganla.e toda asmolesliasdosorgos pul-
monares.
Em casa de Jleni'v Bruno 4 C, na
ra da Cruz n. 10, ha para vender um
grande sortimento de ouro do melhor
gosto, assim como relogios de ouro de pa-
tento.
Vendem-sc dous pianos fortes deja-
caranda', constrticcao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo v indo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
IECHHISHO PAR EI6E-
HHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO f)0 ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. rlA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos seguiuies ob-
jcclos de inechaoumos proprios para enfcenbos, a sa-
ber i moeoda e meias rooendas da mais moderna
couslruccao ; taixas de ferro fundido e batida de
superior qualidade e de lodosos lamanhus ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de lodas as propor-
1,'nf ; crivo e bocea de foroalhae regislrea de be
eiro, aguilhe, broozes, para fu sos e eavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
se'execulam todas as encommendaa com a superior
ridade j conhecida, e com a devida presteza a com-
modidade em preco.
Em casa de Henry Brunn &C.,rua da
Cttiz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Russia.
1 nstiumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jatdins.
adeiras e sof'a's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinba ha' sempre
m grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem guindastes, para Garrear, ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
piceos sao os mais commodos.
C. STARR&C.
respeilosamenleannunciam qoe no seu extenso es-
a lieleci iiionlo em Santo Amaro.continuam a fabricar
com a maior perfeiro e promplidao, toda a qoaida-,
de de machibismo para o uso da agricultura, na-
vegacao e manufactura; e que para maior commodo
de seu numerosos reguezes e do publico em geral,
leem aberto em um dos grandes armazei do Sr.
Mesquila na ra do Brum, alraz do arseual de ma-
riuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
All acharo os compradores om completo sortia
metilo de moendas de calina, cora.lodos os melliora-_
melos (alguns delles novos e origi.,"">*1i e experiencia de moitos annos tem inui,,;"o a neces-
sidade. Machinas de vapor de baia e alia pressao-
taixas de lodo lamanho. lano batidas como fuudi
das. carro de miloe ditos para conduzir formas de
assucar, machioaspara moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, fornos de ferro balido para farinha, arados da
ferro da mais approvada conslrucrjao, fundo para
alambiques, crivos e portas para forualha, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria eufadonho
enumerar. No mesmo deposito existe uma pessoa
inlelliaentc e habilitada para receber (odas as eu-
commendas, ele, etc., que os annunciaotes conlan.
do com a capacidadedesuas oflicinase machioismo
e pericia de seus olliciaes, se compromeltem a fazer"
executar. com a maior presteza, pcrfeieao, exact
conformidade com os modelos ou deseiihos.e iostruc8
COes que lites forem fornecidas.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Starr & Companbia-
em Santo Amaro, acha-se para vender
moondas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiore.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara
dos di ferro de -ir qualidade.
MEIAS DE LAA CURTAS E
COMPRIDAS.
\ endem-se meias curia e compridas, de laa, ca-
misola de laa, cobertores grandes de dou pello,
ditos de algodo liso, proprios para neravos a 81)0
rs., bata superior a 720 o covado : na roa do Quei-
mado em frente do becco da Congregarlo, passando
a botica, a segunda loja o. 40.
Vendem-se barrica coro
_ farinha de trigo da
ja condecida marca MMM, muilo nova, e de quali-
dade igual a de Trieste, ehegada agora de Genova,
e por preco commodo : a fallar com Basto & Li-
mo, ra do Trapiche n. 17.
('&craw* fufi&os.
PelMas de ema.
Vendem-se muilo boas peonas de ema : na ra
da Cadeia do Kecife n. 57.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac soperior em garrafas: na roa da
Cruz ii. i:l.
dORTES DE CASSA PARA QUEM ESTA" DE
LUTO.
Vendem-se corle de cassa prela muito miuda,
por diminuto preco de 23 o corte, ditos de cassa chi-
ta de bom goslo a 2?. ditos a 2?(00, padroes france-
zes, alpaca de seda de quadros de todas as qi'alida-
des a 720 rs. o covado, lia para vestido tambem de
quadros a WO o covado ; lodas estas fazendas ven-
dem-se ua ra do Crespo n. (>.
Cartas france-
zas.
Vendan-as superiores carias francezas pura vnl-
larcle a 500 rs. o baralho : na ra do Queimado,
loja de miudezas lloa Fama n. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se ns seguidles livro para a aulas pre-
paratorias : 11 i-l.ii. of Komc 3)000, Thompson 25,
Paul el Virgnie 231100 ; na praca da Independencia
n. ti e S. .
Na California,
loja nova, ua roa do Crespo, ao pp do arco de Sanio
Antonio, vendem-se pecas de algodilozinho com ava-
na 6*0, I;, 13280 e 13600, e limpa a 2, alpaca
prela lavrada, sem defeilo, de i palmos de largura
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, muito boa para qnem
est de lulo, muilo boas meias prelas de algodao
para senhora a 00 r dilas para homem a 280, cas-
sa pintadas francezas a 200 r. o covado, corles de
dita de (i 112 varas a IJliOO, chales etroeezes a 560,
madapolao muito hom a 23500. sWU, 33200, 33 33800, 4.3. 43100 e 43800, e muilo lino a Si ; asira
como molla oulras fazendas, ludo moilo barato, di-
nheiro .1 visla. '
Milito em saccas.
Vendem-se saccas com milho, por barato prejo :
na na da Cadeia do Hecife, loja u. 23.
KELOGIOS coberlos e descobertos, pequeo
egrandes. de ouro e prala, patele inglez, de um No dia .1 do correle mez fugio u
dos mellioret fabricantes de Liverpool, \indos_ pelo cric-alo. por nome Severino ; foi escravo doSr. An-
tonio Kicardo do Kego, reprsenla ler .V) anuos de
idade. estatura regular, um pouco calvo, barba brao-
ca, levou calca e camisa de algodao branco : quem o
apprehender leve-o a ra larga do Rosario n. 22, que
sera bem gratificado.
Fugio do engenho Qoiaombo, no dia 29 de mar-
co prorimo lindo, um casal de escravos coro os sig-
naes secuinles : o prelo he maior de 40 annos, bal-
so, cheio do corpo, tem marcas de bexigat no roslo
e alguns denles fallo, he um pouco fula, de nado
Reboto, c falla nao muito eiplicado ; a prela repr-
senla ler 40 annos, he tambem de Angola, corpo
secro, cor prela. falla bem ; levaram bastante to-
pa, vestido de cinta e algodao azul, e o preto cami-
sa branca e de algodao azul e bala e dita de bala
eucarnada : quera os apprehender leve-o ao mesao
engenho, ou a ra de Apollo n. 2 B, que ser re-
compensado.
Fugio no dia 31 de marro o preto Jo3o, cnoo-
lo, de estatura bem alia, cara bexigosa, lem orna
marca de caustico ou qoeimadura debaho do peilo ;
este escravo perlenceu ao Sr. Manoel Milht.ro-, e
depois ao Sr. (,oncalo Joi Aflbnso, com refinac*
na ra da Concordia, e he costomado a fazer deslas
fgida : qaem o apprehender leve-o a relinarao da
ra arima 11. 8, que se gratificar bem.
No priocipio do mez prximo lindo desappare-
ceu de casa de sua senhora, no ra da Gloria u. 65,
a escrava lhereza, da Cosa, com os signaes segain-
cs : reprsenla ler 58 annos, j lem alguns cabellos
iirancos, altura mediana, corpo regular, labio iaft-
rter um pooco grosso. olhos ainnrellaros, nodoas pre-
as sobre as maceas do rosto, anda qasi sempre fal-
lando o a falla he muilo alrapalhada. que parece
aioda buc.al ; levou veslido de chita roa roiodiolia,
ou aia de riscadinho encarnado e panno da Costa
de listras miada, zoes e brancas, he quiiandeira,
vetulia na riheira de Sanio Antonio e transitara a
muido pela ra da Palma ou da Concordia, onde se
presume ter alsum casehre ; roga-se, porlanlo, aa
autoridades policiaes, capilar de campo, ou qual-
quer pessoa que lenha delta noticia, o favor de cap-
tura-la e leva-la a referida casa da ra da Gloria,
onde se pagaran as despezas que se bouverem de
fazer.
Fugio no dia 2i de marjo um moleque de 18
timos, l'hiladelpho. Tolo, eapadoa larga, denles
claros c salienles, e consla que anda lias ra* deala
cidade : quem o apprehender, queira dirigir-se 4
roa da Aurora, na lerceira casa depois da ponlezi-
nha, que ser recompensado.
Contina andar fgida a prela Merencia, cri-
oula, idade de 28 a 30 aonos, pouco mais ou menea
com os signaes seguinte : falta de denle na frente ,
una das orellias rasgada proveniente dea brincos :
quem a pesar le\e-a a ra do Brum, armazem de
assucar n. 12, qae ser bem gratificado.
PERN. : TYP. DB M. F. DE FAKU. 1856
ultimo paquete inglez : em rasa de Soulhall Mellor
& Companhia, ua ra do Torre n. 38.
Vende-se superior caf de primeira sorle do
Kio de Janeiro : na loja do Passeio Publico o. II, de
FirmianoJosc Rodrigue Ferreira.
VENDE-SE
farinha de mandioca tle muito superior
qualidade, por ser muito nova e fina,
vendida por altpteire vellio, viuda lti-
mamente do Santa Catliarina no patacho
ESPERANZA, tundeado ueste porto em
frente do trapiche do algodao: a fallar
no mesmo patacho, ou na ra do Trapi-
che, com Jos Velloso Boaresj.
A 13500.
Vendem-se saceos com farinha de mandioca, ehe-
gada do Kio do Janeiro pelo brigue DainJc na
travessa da Madre de lieos, armazem n. 15.
Veude-se uma armadlo que foi de taberna, de
madeira de pinho : na padaria 11. 37 das Cinco Pon-
la defronle do chafariz.
Vende-se uma carrora com o aens perlence,
para cavallo, ludo em muilo bom estado, e mais 1
rodas lambem para crnica, e 2 dilas para cabriole!,
ambas novas : a Iralar na ra do Kngel 11. 26.
Vende-se a refinacilo sila na ra do Guarara-
pesem Fra do Porta 11. 16, perlcnrente a Joaqui-
na Mana da Conceico : a tralar com a mesma, na
roa do Pilar 11. ll, oa com Victorino Josc de Soaza,
na mesma relinarao.
Vende-se moilo bom vinho a 360 rs., manlei-
ga inglesa muito boa a 060, dita franceza a 720 : no
paleo do Paraizo, laberna da Estrella n. II.
Meias de I fia.
Vendem-se meias de laa de soperior qualidade,
nunca vistas tiesta provincia: na roa Nova u. 42.
I AKIMIA DE SANTA CATHAK1NA,
muilo nova e de superior qualidade, a bordo do bri-
gue escuna /lapido, fundeado em frenle do arsenal
de guerra, vende-se por preco commodo : a Iralar
com Caelano Cvriaco da C. M., no largo do Corpo
Sanio n. 25.
Cuitas prelas francezas, largas, a 280 rs. o co-
vado : ua ra do Queimado n. II.
Vendem-se os livros seguinles, c mais baratos
que era outra qualquer parle : Chauveao. I.iz Tei-
teira, Digealo, Direilo Publico Geral por Dr. Au-
lran, Direito Civil por Mello Freir, Defeza do Chris-
tianismo, Zeiler, e oulros livros de preparatorio :
no lerceiro andar da casa da esquiua da ra do Ro-
sario defronle da igreja, a voltar para a ra do Quei-
mado.
DATA INCORRETA
MUTILADO"
ILEGIVEL


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